COLEÇÃO ELEMENTOS

DA MATEMÁTICA


VOLUME 2

































































Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática


Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa)
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
































GEOMETRIA PLANA





3ª edição (2010)





COLEÇÃO ELEMENTOS
DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira
Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira





Todos os direitos desta edição estão reservados
à Marcelo Rufino de Oliveira
Belém – Pará – Brasil
E-mail: marcelorufino@hotmail.com



Ilustração da Capa
Maximiliano / Zeef
Modificações em 2010
Annysteyne M. Chaves


LOUDES PACHECO
Ficha Catalográfica


Editora VestSeller
Impressão









































F48
c
.........Oliveira, Marcelo Rufino de

Coleção elementos da matemática, 2 : Geometria plana / Marcelo
Rufino de Oliveira, Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro. – 3 ed. – Fortaleza
– Editora VestSeller - 2010.
p. 347


ISBN: 978-858917123-X


1. Matemática (Ensino Médio) 2. Matemática (Ensino Médio) – geometria
plana I - Pinheiro, Márcio Rodrigues da Rocha. II. Título. III. Título: Geometria
plana.:

CDD: 510.7






































































































































APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO

A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que
ocorrem no mundo, principalmente no que diz respeito às suas propriedades. Para tal estudo,
faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos, a fim de obter tais
propriedades. Assim, por exemplo, quando se fala em reta, no sentido formal da palavra,
deve-se imaginar um ente infinito, que não ocorre naturalmente.

De um modo geral, o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil
divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e
geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). Ainda genericamente falando, pode-se garantir
que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo), isto é: o professor
vai listando uma série de definições (segmentos de retas, ângulos, triângulos, polígonos,
circunferências, etc.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes, vez por outra
procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. Isto é
imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo
exceções). Quando um professor dedicado, por exemplo, procura exibir aos alunos que a
soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso, busca (nas
mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto, como um triângulo
desmontável de isopor ou cartolina, tal qual a figura a seguir sugere.









É obvio que tal atitude é louvável, mas o principal problema consiste em não explicitar
que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores
(diretamente, dos ângulos formados entre paralelas e transversais), o que é na verdade a
essência da matemática: tudo é interligado; fatos causam fatos e esses são conseqüências de
outros. Afirmar, tão somente, que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se,
em verdade, muito mais cômodo que prová-lo. Principalmente para o professor que em geral
não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior. É, porém, do mesmo nível de
heresia que defender o aborto numa dissertação, sem argumentar o motivo dessa posição.
Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a
validade de muitas propriedades, não necessariamente matemáticas, segundo essa ou aquela
condição. Com efeito, ao tomar tal posicionamento, o professor simplesmente passa adiante
um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar, ampliando gerações de verdadeiros
alienados. Isso se reflete durante muitas (e, às vezes, todas) fases da vida do estudante. Não
são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis”
mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até
totais dos resultados (tese). Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de
Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média
geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser
retângulos. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos, sem tê-la comprovado,
e aplicam proporções erradas sobre seus lados. Ou ainda de afirmações mais ingênuas, do
tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas, ou seja:
quadrado é quadrado; retângulo é retângulo. Nesse último exemplo, evidencia-se que até as
próprias definições são repassadas de modo desleixado.
PARTE I PARTE I
PARTE II
PARTE II
PARTE III PARTE III

Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática, programada para
apresentar toda a matemática elementar em seis volumes:

Volume 1 – Conjuntos, Funções, Exponencial, Logaritmo e Aritmética
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 2 – Geometria Plana
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 3 – Seqüências, Combinatória, Probabilidade, e Matrizes
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira, Manoel Leite Carneiro e Jefferson França
Volume 4 – Números Complexos, Polinômios e Geometria Analítica
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França
Volume 5 – Geometria Espacial
Autor: Antonio Eurico da Silva Dias
Volume 6 – Cálculo
Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência
com que os assuntos serão apresentados. Há dois motivos para a existência deste desafio:
1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B, então A deve vir antes de B no livro;
2) para não confundir ou desestimular o aluno, os assuntos mais complexos deve estar mais
para o final do livro. Estes motivos justificam, por exemplo, a razão pela qual a teoria sobre a
semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também
o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro.
Entretanto, os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os
assuntos. Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que
possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos.

O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas, a partir da 8ª série, para a
aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil, de instituições como Colégio Naval,
ITA, IME, USP, Unicamp, UnB, dentre outros, nos quais se exige mais do que simples
memorização de fórmulas e de resultados. Deseja-se que o estudante adquira um senso
crítico de causa e efeito, embasado nos mais sólidos conceitos, o que o ajudará a raciocinar
coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos
(não somente em matemática!). Mostrando, especificamente neste volume, a geometria de
modo axiomático (ou, pelo menos, aproximando-se de tal), procura-se desenvolver tais
qualidades. Conseqüentemente, o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática,
que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de
dificuldade.

Dificuldades há, sem dúvida. No entanto, repudiam-se idéias do tipo que o aluno não
consegue aprender dessa ou daquela forma. Não se deve menosprezar a capacidade dos
alunos, nem mesmo seu interesse, sob pena de estar cometendo preconceitos ou
precariedade na metodologia de ensino, respectivamente. Qualquer indivíduo ao qual se
propõe o aprendizado de análise sintática e semântica, por exemplo, tem condições de
compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. Ao menos melhor do que o
atual. Por experiência própria, já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais
prejuízos.


Os autores


Índice

Capítulo 1. Introdução – Linhas, Ângulos e Triângulos
1. Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Noções (Idéias) Primitivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Conexidade e Concavidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos e sua Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Congruência de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Paralelismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1. Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Semelhança de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Semelhança de Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .




1
3
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14
14
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23
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63
Capítulo 3. Introdução aos Círculos
1. Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Determinação de uma Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Posições Relativas de Reta e Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Teorema das Cordas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teorema da Reta Tangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Segmentos Tangentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Posições Relativas de Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Ângulos na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Arco Capaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11. O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo
1. Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. A Fórmula de Heron . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


117
125
125
132
137
Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros
1. Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema da Base Média . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Condições de Inscrição e Circunscrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


154
159
169
175
Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo
1. Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

190
195
203



Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas
1. Teorema de Ceva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Mediana e Baricentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Bissetriz e Incentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Altura e Ortocentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .



216
216
221
228
241
247
254
256
Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros
1. Teorema de Ptolomeu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Hiparco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relação de Euler . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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284
287
Capítulo 9. Polígonos
1. Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de
Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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294
294
295
295
299
299

299
307
316
Apêndice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

328
Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

331


Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA
Da observação da natureza ao redor, assim como da necessidade de medir e partilhar terras,
calcular volumes e edificar construções, observar e prever os movimentos dos astros, surgiram tentativas
do homem de explicar ou, pelo menos a princípio, de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos
que encontrava ou, posteriormente, construía. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a
entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular, que é um formato poligonal
mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira, a estrutura não fica rígida
(indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço. Por que uma estrutura triangular é estável, não
necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida?







Um conhecimento razoável de geometria (e, às vezes de outros assuntos, como álgebra ou física,
por exemplo) elucida fatos como os acima. É claro, porém, que nem sempre a humanidade teve a mesma
quantidade de informação que existe hoje. Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no
espaço. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras,
ainda que contemporâneas ou, em não raros casos, de épocas posteriores. Basta comparar, por exemplo,
egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais.
Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. Para
exemplificar, há mais de cinco mil anos, os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados
medindo 3, 4 e 5 (na mesma unidade, por exemplo, palmos de uma mesma mão) é retângulo. Os
babilônios, que importaram muito do conhecimento matemático egípcio. já conheciam esse resultado
(teorema de Pitágoras) em sua totalidade. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma
circunferência é, aproximadamente, o triplo do diâmetro da mesma. Que um quadrilátero com lados
opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. Que um quadrilátero com diagonais de mesma
medida tem os quatro ângulos retos.
Pode-se afirmar que, inicialmente, as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho
totalmente prático, isto é, serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado
trabalho, comumente a agrimensura, a arquitetura ou a astronomia. As duas últimas das propriedades
listadas acima, por exemplo, objetivavam demarcar terrenos retangulares. Com quatro pedaços de
bambu, dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo
comprimento dos dois primeiros), ajusta-se um quadrilátero, que ainda não é, obrigatoriamente, um
retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). Mas quando um ajuste final é feito de modo que
dois últimos pedaços de bambu, de mesmo tamanho, sirvam de diagonais ao quadrilátero, PRONTO.
Garante-se, agora, que o quadrilátero é um retângulo. Só como curiosidade, muitas propriedades como
essas são utilizadas ainda hoje, por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e
na África, por exemplo). Mesmo em outros países, como aqui no Brasil, a construção civil ainda usa
também certos resultados geométricos empiricamente.







ESTRUTURAS INSTÁVEIS
ESTRUTURAS RÍGIDAS
Um terreno na forma de um
paralelogramo qualquer
Um terreno na forma de um
retângulo
1

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos
povos antigos? A princípio, é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em
algumas tribos) de geração a geração. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. Mesmo assim,
a resposta ainda está incompleta. A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. É altamente
provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e
erro. Quando se verificava, experimentalmente, que certo fato, repetidas vezes dava o mesmo resultado,
previsível, então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante, com a certeza da
experiência. Isso é que se chama de resultado empírico. Resumindo de modo grosseiro, os primórdios da
geometria (em verdade, a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como
uma ciência experimental, em que intuição, comprovada por vários acertos anteriores, dita as regras.
Por volta do século VI antes de Cristo, porém, uma revolução do pensamento humano começa a
tomar forma. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos
mais experientes satisfaz, de fato, a natureza humana. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento,
com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão, sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos
os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água, terra, fogo, ar e quinta-
essência), cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em
exatamente cinco categorias). Rapidamente, essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes,
expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande
parte do mundo ocidental da época: os romanos.
Novamente, sob uma visão sintética, pode-se dizer que, a partir desse período procurou-se
JUSTIFICAR, de modo irrefutável, inegável, a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos
possíveis (não só os geométricos), o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de
outrora.
Aproximadamente pelo século V a.C., surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou
propriamente ditos, desvinculando-se da filosofia pura), como Tales de Mileto, que aprendeu muito com
discípulos de Platão e com egípcios, e um de seus pupilos, Pitágoras de Samos, os quais foram grandes
responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse
apenas, ou principalmente, de intuição, sendo Tales considerado o pai das explicações formais de
propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração). Pitágoras foi fundador de
uma espécie de seita, os pitagóricos, que pregava a supremacia da matemática (destacadamente, dos
números) no universo, bem como a idéia de que “tudo são números”. O resultado geométrico mais
famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras, apesar de haver indícios de que ele já era
conhecido e utilizado vários anos antes. Provavelmente, a homenagem é feita ao líder da congregação de
que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado,
de um modo geral. Contudo, o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir, quando,
entre dois e três séculos antes de Cristo, um professor da universidade de Alexandria, Euclides, reuniu,
organizada e formalmente, todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes
(ou capítulos): os ELEMENTOS, com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais, façanha
possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia.
Sem dúvida, a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou
dedutivo de estudo, que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares, aceitas
naturalmente, as quais servem de base a toda construção seguinte, definindo novos termos a partir dos
preexistentes, e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares, por meio das iniciais
e das já justificadas anteriormente.
Durante praticamente dois milênios, os Elementos foram utilizados como obra de referência no
ensino de geometria, sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. A partir do século dezoito, a
supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época, os quais, em última
análise, procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra, especificamente em uma das propriedades
aceitas como verdadeira, o postulado V, que será visto após. Em meados do século dezenove, verificou-
se que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto, com o surgimento de outras
geometrias (não euclidianas), bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. Apesar disso,
não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história
da matemática.
2

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS
Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo, por exemplo, é possível
obter-se a seguinte resposta:
“Dados três pontos não colineares, um triângulo é a união dos segmentos de reta com
extremidades em dois desses pontos”.
Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”,
tais como:
- O que é um ponto?
- O que são pontos colineares?
- O que é um segmento de reta?
O mesmo professor, interessado, provavelmente responderia:
- Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta, ou ainda, aqueles que estão
alinhados.
- Segmento de reta é uma porção, parte ou subconjunto de uma reta, de modo que certos pontos
(interiores) estejam entre outros dois (extremidades).
Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas, como, por exemplo:
- O que é uma reta?
Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo:
- Reta é um conjunto de pontos.
Uma circunferência, todavia, também é um conjunto de pontos, não correspondendo, porém, à
noção usual que se possui de reta. É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo
“pontos”, tentando elucidar a questão. No entanto, extraindo prefixo e sufixo de alinhados, resta o
radical linha, que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto. Ou seja, “definiu-se” reta por
meio de outras palavras que levam à original: reta.
Ora, definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos, supostos conhecidos
previamente, com total segurança. No processo de definições dos termos relacionados a um certo
assunto, podem ocorrer somente três casos:
a) Define-se, sempre, um termo por meio de um termo novo. Isso, contudo, gera logo uma
impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. Existe
algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não. Daí, esse primeiro caso deve ser
excluída, por tratar-se, realmente, de uma impossibilidade.
b) Utilizam-se definições cíclicas, isto é, o processo volta a uma palavra que já foi utilizada
anteriormente. Por exemplo, ao se procurar o significado do termo hermenêutica, pode-se
encontrar a seguinte seqüência de sinônimos:
Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação.
O que ocorre, assim, é que explicação é definida, em última análise, por meio da mesma
palavra, explicação. Isso, entretanto, não pode ser utilizado como uma definição rigorosa, no
sentido matemático dado ao termo definir.
c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal, os quais servirão para definir, formalmente,
todos os demais termos seguintes. Nesta opção, deve-se admitir que os termos não definidos
têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas, que o absorveram através
da experiência de vida, da observação, do senso comum.
A matemática, num estudo axiomático de uma determinada teoria, adota a última das três
posturas apresentadas, por não haver melhor. Desse modo, admite-se a menor quantidade possível de
conceitos elementares sem definição, de forma a poder definir todos os demais conceitos. Essa posição
ideológica já era utilizada por Euclides, nos seus Elementos, e é uma das principais conquistas do
pensamento humano.
Surgem, assim, as noções primitivas, que são aqueles termos admitidos sem definição, mas que
terão uso bem limitado por certas regras (os postulados, a serem vistos mais tarde).
As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são:


3

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1. PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A, B, C, P, Q, etc. Apesar de
não servir como definição, Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas
suas partes”. Essa frase ajuda a aguçar a intuição, mas não serve matematicamente falando
por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. É importante a idéia de que um ponto
não possui dimensão (“tamanho”). Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais
entes geométricos, uma espécie de átomo geométrico, no sentido original da palavra
(INDIVISÍVEL).

2. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r, s, t, etc. Na concepção comum,
inclusive a adotada nestas linhas, uma reta pode ser vista como uma das margens de uma
longa (teoricamente, infinita) estrada sem curvas. Nada que se possa visualizar por completo,
porém, é capaz de representar perfeitamente uma reta, já que ela deve ser entendida como
ilimitada, isto é, que pode ser percorrida indefinidamente, e infinita, ou seja, partindo de um
de seus pontos, sempre num mesmo sentido de percurso, nunca mais se volta ao mesmo
lugar. Por isso, às vezes, há certa preferência em representá-la com setas duplas, indicando a
continuidade nos seus dois sentidos.






3. PLANO: representado, em geral, por letras gregas minúsculas: α, β, π, etc. É interessante
perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou
elevações); planícies (no mesmo sentido); aplainar (ou aplanar), que é tornar uma superfície
lisa, como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede, por exemplo. Também é usual,
mas não obrigatório, utilizar um retângulo (ou outra figura, como um triângulo) em
perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano. É importante notar que há várias
representações de planos ao redor: o plano do quadro, o plano do chão, o do teto, o do papel,
dentre outros. Entretanto, é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é
perfeita, uma vez que, como uma reta, um plano deve ser considerado ilimitado, sem
fronteiras ou bordas, e infinito, podendo se prolongado em duas direções ou em composições
destas.








OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos.

1.2.1) Proposições
Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente,
geométrico ou não.
As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. Após
conceitos e definições, são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada
ciência.
Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos:



A
P

α α
r
r
4

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

3) Num triângulo isósceles, demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais; ii) as
bissetrizes relativas aos ângulos da base;
Solução:
i)









ii)










4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles.
Solução:
Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em
que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC, comum aos
dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual
comprimento (BQ ≡ CP). Pelo caso especial de congruência de
triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ,
onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ, implicando que ∆ABC é
isósceles.


5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD, CAE
e ABF. Demonstrar que os segmentos AD, BE e CF são congruentes.
Solução:



Observe que nos triângulos ACD e ECB temos:
CD ≡ BC, AC ≡ EC e ∠ACD = 60o +C
ˆ
= ∠ECB.
Portanto, temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes,
implicando que AD e BE possuem igual comprimento.
De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e
BE.





A
B C
M N
Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que
BN ≡CM. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois
triângulos, ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. Logo,
temos que CN ≡ BM.
A
B C
Q P
Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes, então ∠CBQ ≡ ∠BCP.
Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum, ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡
∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Deste modo, concluímos que BQ ≡
CP.
A
P Q
B C
. .
A
B C
F
D
E
29

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. Determinar entre que limites pode
variar a medida do lado AC.
Solução:
Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm.

7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro.
Solução:
Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒
2
c b
2
a +
< ⇒
2
a
2
c b
2
a
2
a
+
+
< + ⇒
2
c b a
a
+ +
< .
A demonstração para os outros lados é análoga.

8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices
está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.
Solução:
Considere que a distância do ponto P aos vértices A, B e C são x, y e
z, respectivamente. Observando os triângulo ∆ABP, ∆ACP e ∆BCP
obtemos: c < x + y, b < x + z e a < y + z.
Somando estas desigualdades obtemos
2
c b a
z y x
+ +
> + + .
Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a.
Somando obtemos: x + y < a + b.
Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c.
Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c.

9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro.
Solução:

Em ∆ACF, ∆BCF temos: h
c
+ AF > b e h
c
+ BF > a ⇒
2h
c
+ (AF + BF) > a + b ⇒ 2h
c
> a + b – c.
Analogamente: 2h
b
> a – b + c e 2h
a
> – a + b + c.
Somando estas desigualdades:
2
c b a
h h h
c b a
+ +
> + + .




10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2.
Solução:

Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e
ACM, respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b.
Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒
2
c b a
AM
+ +
<







A
B C
y
x
z
P
F
h
c
B A
C
A
B
C M
30

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.10) PARALELISMO

1.10.1) Definições
Dadas duas retas distintas, uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do
conjunto formado pelas duas iniciais. Formam-se, assim, oito ângulos (não nulos nem rasos), os quais
são fáceis de se relacionar, desde que, dois a dois, tenham vértice comum.












) raso 1 ( A
ˆ
D
ˆ
D
ˆ
C
ˆ
C
ˆ
B
ˆ
B
ˆ
A
ˆ
; D
ˆ
B
ˆ
; C
ˆ
A
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡

) raso 1 ( E
ˆ
H
ˆ
H
ˆ
G
ˆ
G
ˆ
F
ˆ
F
ˆ
E
ˆ
; H
ˆ
F
ˆ
; G
ˆ
E
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡


O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos, com o  e Ĝ. Para tanto,
inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅, ou seja, o caso em que r e s são paralelas.
Diz-se que dois ângulos, com vértices distintos, dentre os oito acima, são:
– Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido
bem como outros lados estiverem um em r, outro em s.













Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado –
colaterais), bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s.
Na situação esquematizada anteriormente, D
ˆ
e Ê; Ĉ e F
ˆ
são os pares de colaterais internos,
enquanto que  e Ĥ; B
ˆ
e Ĝ são os pares de colaterais externos;

Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t,
mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s.
Na situação original, D
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ; B
ˆ
e Ĥ são alternos externos;



Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Na figura ao lado, Â e Ê; B
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ĝ; D
ˆ
e Ĥ são os pares
de ângulos correspondentes.
31

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

41) Na figura a seguir, ABC é um triângulo
retângulo e isósceles e ACD é um triângulo
isósceles de base CD. Calcule x.









42) Na figura, ABCD é um retângulo e AME é
um triângulo. Calcule B A E
ˆ
e M E B
ˆ
.












43) Na figura seguinte, AS é bissetriz interna do
triângulo ABC. Calcule x, sabendo que AB = AS
= SC.










44) Na figura seguinte, o triângulo MNP é
eqüilátero e BM = BN. Calcule as medidas dos
ângulos do triângulo ABC.








45) A, B, C, D são pontos distintos de uma reta,
sucedendo-se na ordem alfabética, e tais que AB =
CD = 3 cm, BC = 5 cm. Mostrar que AC = BD e
que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto
médio.

46) O, A, B e C são quatro pontos de uma reta,
sucedendo-se na ordem OABC, e tais que OA = 3
cm, OB = 5 cm, 4AB + AC – 2BC = 6 cm.
Calcular a distância entre os pontos O e C.

47) AB e BC são segmentos adjacentes, cujos
pontos médios respectivos são M e N. Demonstrar
que MN = (AB + BC)/2.

48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta
que têm o mesmo ponto médio. Demonstrar que
AB = CD e AC = BD.

49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é
um ponto interno ai segmento MB. Demonstrar
que MC = (CA – CB)/2.

50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais
são iguais: 1) os lados BC e B’C’; 2) os ângulos B
e B’; 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. Mostrar
que os dois triângulos são congruentes.

51) BM e CN são duas medianas de um triângulo
ABC. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB
e CN de um segmento NQ = NC. Demonstrar que
os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A.

52) Num triângulo ABC, traça-se a bissetriz do
ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE =
AB e AF = AC. Une-se B com F e C com E.
Mostrar que BF = CE.

53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um
triângulo retângulo isósceles ABC, tais que AM =
AN. As retas BN e CM cortam-se em O. Mostrar
que o triângulo BOC é isósceles.

54) Demonstrar que são congruentes dois
triângulos que têm respectivamente iguais um lado
e as alturas relativas aos outros lados.

55) Provar que são congruentes dois triângulos
que têm respectivamente iguais um lado, um
ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos
outros dois lados.

56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são
congruentes quando têm iguais os perímetros e as
alturas relativas às bases.
C
61°
D
A
B

X
E
B
C D
A
M
36°
A
B
S
C
x
P
C
N
B
M
80°
72°
A
41

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos


57) Determinar a medida do maior lado de um
triângulo sabendo que é expressa por um número
inteiro de centímetros e que os outros dois lados
medem 2 cm e 9 cm.

58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um
triângulo isósceles ABC. Determinar a medida do
lado AC.

59) O perímetro de um triângulo é 14 m.
Determinar as medidas dos lados sabendo que são
expressas por números inteiros de metros.

60) M é um ponto interno a um triângulo ABC.
Une-se M com A e com B. Demonstrar que MA +
MB < AC + CB.

61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcam-
se os pontos M, N e P, um em cada lado. Provar
que o perímetro de MNP é menor que o perímetro
de ABC.

62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo
retângulo é maior que a semi-soma dos catetos.

63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das
medianas de um triângulo está compreendida entre
o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.

64) Provar que o segmento que une um vértice de
um triângulo com um ponto qualquer do lado
oposto é menor que ao menos um dos outros dois
lados.

65) Num triângulo ABC, o ângulo  = 60
o
e o
ângulo B
ˆ
= 100
o
. Prolonga-se o lado AB de um
segmento BD = BC e une-se C com D. Achar os
ângulos do triângulo BCD.

66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC,
sabendo que as bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ

formam um ângulo de 132
o
.

67) ABC é um triângulo no qual B
ˆ
= 60
o
e C
ˆ
=
20
o
. Calcular o ângulo formado pela altura relativa
ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â.

68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC
intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD =
BD. Sabendo que o ângulo C
ˆ
= 66
o
, calcular os
ângulos A e B do triângulo.

69) As bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ
de um
triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de
128
o
. Calcular o ângulo agudo formado pelas
alturas traçadas dos vértices B e C.

70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC, tais que MB = BA e NC
= CA. Calcular o ângulo MÂN.

71) P é um ponto do lado AB de um triângulo
ABC, tal que AP = PC = BC; além disso, CP é a
bissetriz interna relativa ao vértice C. Calcular os
ângulos do triângulo.

72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna
relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a
bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao
lado AC. Calcular os ângulos do triângulo.

73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o
dobro do ângulo B
ˆ
; P e Q são pontos dos lados
BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. Calcular
os ângulos do triângulo.

74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC. A bissetriz do ângulo
BAH intercepta BC em D. Demonstrar que o
triângulo ACD é isósceles.

75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se
duas retas que interceptam o lado BC nos pontos
D e E, tais que os ângulos BÂD e CÂE são
respectivamente iguais aos ângulos C e B do
triângulo. Demonstrar que AD = AE.

76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura
relativa à hipotenusa BC. Demonstrar que as
bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e HÂC são
perpendiculares.

77) Um observador pretendendo determinar a
altura de uma torre AB, colocou-se no ponto D de
forma que o ângulo B D
ˆ
A = 15
o
. Andando em
direção à torre passou pelo ponto C tal que o
ângulo B C
ˆ
A = 30
o
e verificou que DC = 72 m.
Determinar a altura da torre AB.

78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas
aos ângulos B e C de um triângulo ABC. O ângulo
42

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

BÊD = 95
o
e o ângulo C D
ˆ
B = 82
o
. Calcular os
ângulos do triângulo.

79) ABC é um triângulo no qual  = 120
o
; M e N
são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC =
CA. Calcular o ângulo MÂN.

80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos
consecutivos AÔB e BÔC, ambos agudos, e tais
que AÔB – BÔC = 36
o
; OZ é a bissetriz do ângulo
XÔY. Calcular o ângulo BÔZ.

81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é
uma semi-reta interna ao ângulo AÔM.
Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semi-
diferença dos ângulos BÔC e AÔC.

82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos
consecutivos; OA, OB e OC são as bissetrizes
respectivas dos ângulos XÔY, YÔZ e XÔZ.
Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY
também é bissetriz do ângulo AÔB.

83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC ,
as medidas dos ângulos internos de vértices B e C
são dadas por 2x + 10
o
e 4x – 40
o
. Se a medida do
ângulo externo de vértices A é 5x, então os
ângulos internos desse triângulo são iguais a:
A) 30°, 60° e 90° B) 30°, 70° e 80°
C) 20°, 80° e 80° D) 30°, 65° e 85°
E) 25°, 75° e 80°

84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC, o ponto D
pertence ao lado AC de modo que BD = DC.
Sabendo-se que ∠ ∠∠ ∠BAC = 40°, ∠ ∠∠ ∠ABC = 80° então
o ângulo ∠ ∠∠ ∠ADB é igual a:
a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70°

85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido
pela rotação do triângulo ABC de 90
o
no sentido
anti-horário ao redor de C, conforme mostrado no
desenho abaixo. Podemos afirmar que α é igual a:
A
60
O
40
O
α
B
C
D
E
a) 75
o
b) 65
o
c) 70
o
d) 45
o
e) 55
o


86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que
possui C A
ˆ
B ∠ = 36
o
e C B
ˆ
A ∠ = 21
o
. Sobre o lado
AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD
= DC e EB = EC. Determinar a medida do
ângulo E C
ˆ
D ∠ .

87) (Portugal-98) Na figura seguinte, BC AD = .

Quanto mede o ângulo DÂC?

88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de
reta r e s são paralelos. Então a soma dos ângulos
Â, B
ˆ
, C
ˆ
, D
ˆ
, Ê e F
ˆ
será de quantos graus?


89) (Bélgica-2003) Na figura, alguns ângulos entre
as retas a, b, c, m e n são dados.

Quais retas são paralelas?
a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n
e) não existem duas retas paralelas

90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com
os ângulos mostrados na figura.
43

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Q
3
3
3
4
R
P
A
M
N
O B C


8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o
triângulo ABC e os segmentos BC, FG e
DE , paralelos entre si. Se AF = 3 cm, DF = 2,1
cm, BD = 1,5 cm, CE = 2 cm e FG = 2 cm,
então o perímetro do triângulo ABC é, em
centímetros,

a) 16,4 b) 17,8 c) 18,6 d) 19,2 e) 19,8

9) (Unifor-99) Na figura abaixo, o triângulo ABC,
retângulo em A, tem lados de medidas 39 cm, 36
cm e 15 cm, sendo AB seu cateto menor,
enquanto que o triângulo MNC, retângulo em M,
tem perímetro de 30 cm.
N
M
C
A
B

Qual é a medida do segmento NA?

10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD// AB, CD
= 12 m e AB = 48 m.
30°
A B
C D

A medida do segmento AD, em metros, é
aproximadamente igual a
a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64

11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os
triângulos retângulos ABC, BCD e BDE.
2 cm
1 cm
1 cm
1 cm
A B
C
E
D

Se os lados têm as medidas indicadas, então a
medida do lado BE, em centímetros, é
a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3

12) (UFRN-2000) Considerando-se as
informações constantes no triângulo PQR (figura
abaixo), pode-se concluir que a altura PR desse
triângulo mede:







a) 5 b) 6 c) 7 d) 8

13) (UFRN-2004) Phidias, um arquiteto grego que
viveu no século quinto a.C., construiu o Parthenon
com medidas que obedeceram à proporção áurea,
o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e
que os retângulos EFGH e E´FGH´ são
semelhantes, ou seja, o lado maior do primeiro
retângulo está para o lado maior do segundo
retângulo assim como o lado menor do primeiro
retângulo está para o lado menor do segundo
retângulo. Veja a figura abaixo.

64

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Assim, podemos afirmar que a razão da medida da
base do Parthenon pela medida da sua altura é uma
raiz do polinômio:
a) x
2
+ x + 1 b) x
2
+ x - 1
c) x
2
- x – 1 d) x
2
- x + 1

14) (UFPB-78) Na figura ao lado, os ângulos B, E
e G são retos, 12 AB = , 9 BC = , 15 AC = e
4 EF = . Então, os segmentos ED e DF valem,
respectivamente,

a) 5 e 3 b) 3 e 4 c) 4 e 3
d) 3 e 5 e) 4 e 5

15) (UFPB-86) Na figura, NP || AB e NM || CB.
Se NM = 2, NP = 6 e CB = 5, determine a medida
do segmento AM.


16) (UFPB-87) O comprimento BC, na figura ao
lado, vale:

a) 4 m b) 2 2 m c) 2 4 m d) 8 m e) 2 8 m

17) (UFPB-88) Na figura, AB é paralelo a DE .
Então, é válida a igualdade

a) x – y = 14 b) x + y = 22 c)
3
8
y . x =
d) x : y = 8 e)
12
11
y
1
x
1
= +

18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um
triângulo retângulo são 6 e 8. A medida da
projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é
igual a:
a) 2,0 b) 2,5 c) 3,2 d) 3,6

19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo, a
medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da
projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual
a 5cm. O maior lado desse triângulo mede, em cm,
a) 6. 3 b)
28
3
c) 9 d) 8 e) 4. 2

20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem
pontos internos S, T e U. Sabendo que S é o ponto
médio de RT , U é o ponto médio de TV , a
medida de RV é 69 e a medida de RT é 19, então a
medida de UV é
a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55

21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma
haste rígida AB, apoiada sobre uma mureta de
concreto no ponto C, como na figura. As
dimensões são AC= 1.2m, CB= 4.8m,
DC=DE =CE=
3
3
m. Sendo h a altura, em
relação ao solo, da extremidade A, no momento
em que a extremidade B toca o solo, determine o
valor, em metros, de 8 vezes a altura h.








22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um
cano de diâmetro desprezível, paralelamente ao
solo
B
A
C
D E
65

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que
encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m
de largura. Na passagem de um corredor para o
outro, as extremidades do cano tocaram as
paredes dos corredores e outro ponto do cano
tocou a parede onde os corredores se encontram,
formando um ângulo α , conforme mostrado na
ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do
ângulo α é 60°, determine, em metros, o
comprimento do cano.


23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4
metros no mesmo instante que minha sombra é de
44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente
proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65
m, então podemos afirmar que a altura da árvore é,
em metros, igual a
a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72

24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo
retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm.
Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma
perpendicular MN ao lado BC, sendo N
pertencente ao segmento BC. Determine o
perímetro do triângulo MNC.

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam
entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo
semiplano determinado por uma reta r. Sabendo
que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente,
de r, determine a medida, em centímetros, do
menor caminho para ir-se de A para B passando
por r.

26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura
se encontra a x metros de uma parede de um
edifício. Uma escada que está tocando a parede e
apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o
chão, onde
3
x
y
tg = θ . Suponha que o muro e a
parede são perpendiculares ao chão e que este é
plano (veja figura).

O comprimento da escada é:
a) ( )
2 / 1
2 / 3 2 / 3
y x + b) ( )
2 / 3
3 / 2 3 / 2
y x +
c) ( )
3 / 2
2 / 3 2 / 3
y x + d) ( )
2 / 3
2 / 1 2 / 1
y x +
e) ( )
3 / 2
2 / 1 2 / 1
y x +

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos
ABC e AB'C' são semelhantes. Se 4
' AC
AC
= então
o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de
ABC é igual a:
A
B
C
B'
C'

a)
8
1
b)
6
1
c)
4
1
d)
2
1
e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das
medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é
ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a) 1/2 b) 1 c) 2 d) 1,5 e) 3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem,
respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais
próximo da medida de AB + BC + CD + ED +
EF + ... é:

a) 17 b) 19 c) 21 d) 23 e) 25

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da
figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado
DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em
relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10
e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8 b) 5,2 c) 5,0 d) 4,6 e) 5,4

32) (Mackenzie-2003) Na figura, se
FB 5 AD 5 AB = = , a razão
DE
FG
vale:

a) 3 b) 4 c) 5 d) 5/2 e) 7/2

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de
água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada
reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa
mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se
construir um restaurante, na estrada, que fique à
mesma distância das duas estações. A distância do
restaurante a cada uma das estações deverá ser de
a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m

34) (Unb-2000) Em uma região completamente
plana, um barco, considerado aqui como um ponto
material, envia sinais de socorro que são recebidos
por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si
de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém
C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de
45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em
linha reta à estação B, formando um ângulo de 45°
com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste.
Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km
do barco, calcule, em quilômetros, a distância do
barco à outra estação.

35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num
terreno plano, numa determinada hora do dia,
mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao
prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede
3m.

A altura do prédio, em metros, é
a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

36) (Unesp-2004) Um observador situado num
ponto O, localizado na margem de um rio, precisa
determinar sua distância até um ponto P,
localizado na outra margem, sem atravessar o rio.
Para isso marca, com estacas, outros pontos do
lado da margem em que se encontra, de tal forma
que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C
também. Além disso,

OA é paralelo a BC,
OA = 25 m,
BC = 40 m e
OB = 30 m,
conforme figura.

A distância, em metros, do observador em O até o
ponto P, é:
a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados
são retos. Temos necessariamente:

a)
m
p
y
x
= b)
p
m
y
x
= c) xy = pm
d) x
2
+ y
2
= p
2
+ m
2
e)
p
1
m
1
y
1
x
1
+ = +

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB,
retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados
os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que
AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x
é:
a) b a ab − −
b) ab 2 b a − +
c)
2 2
b a +
d) ab 2 b a + +
e) b a ab + +

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a
base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base
também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos
vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse
retângulo, em cm, é:

a) 4 b) 8 c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC,
seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os
ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida.
Então o valor de AD/DC é:
a) 2 b) 2 / 1 c) 2 d) 1/2 e) 1

41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos
pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções
ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos
C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de
C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para
que CÊA = DÊB?

a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um
triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um
quadrado de lado
3
2 2
. Então, a medida do lado
AB é:

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e
base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo
DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas
condições, a altura do retânguslo, em função de h
e b, é pela fórmula:
68

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

A
B C

a)
b h
bh
+
c)
2b h
bh
+
e)
( ) b h 2
bh
+

b)
b h
bh 2
+
d)
b h 2
bh
+


44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo
retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos
é o triplo do outro.
a) Calcule os comprimentos dos catetos.
b) Mostre que o comprimento do cateto maior está
entre 92 e 93 centímetros.

45) (ESA-95) Calculando x na figura dos
quadrinhos abaixo, encontramos:








a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8

46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm
todos a mesma extensão, além da mesma altura,
está representada na figura , vista de perfil.








Se m 2 AB = e A C
ˆ
B = 30
o
, a medida da extensão
de cada degrau é, em metros:
a)
3
3 2
b)
3
2
c)
6
3
d)
2
3
e)
3
3
m

47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo
equilátero de altura h, seu perímetro é dado por
a)
3
3 h 2
b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3

48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC
traça-se a ceviana interna AD, que o decompõe em
dois triângulos semelhantes e não congruentes
ABD e ACD. Conclui-se que tais condições:
a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos
b) só são satisfeitas por triângulos retângulos
c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos
d) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
acutângulos quanto por triângulos retângulos
e) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
retângulos quanto por triângulos obtusângulos

49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e
isósceles ABC, onde A = 90
o
e AB = m, como na
figura abaixo:
A
B
C
P
Q

O lado do triângulo equilátero AQP mede
a)
3
6 m
b)
2
m
c)
2
6 m
d) m

50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura
abaixo é equilátero de lado a, então a medida de
QM em função de a e x é
a)
4
x a 3 −

b)
8
x a 3 −

c)
8
a 3 x 8 +

d)
8
a 3 x 9 −


51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes,
um deles com 4, 7 e 9cm de lado, e o outro com
66 cm de perímetro, pode-se afirmar que o menor
lado do triângulo maior mede, em cm.
a) 9,8 b) 11,6 c) 12,4 d) 13,2

52) (AFA-2000) O valor de x
2
, na figura abaixo, é


x
6 9
9
6
x
69

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a)
4
a
b
2
2

b)
4
a
b
a
2
2
4

c)
2
4 2
a
b
4
b

d)
2
4
2
a 4
b
b −

53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo
retângulo de altura h (relativa à hipotenusa), são
dados pelas seguintes expressões: b =
k
1
k + e
c =
k
1
k − onde k é um número real maior que
1. Então o valor de h em função de k é:
a)
k 2
1 k
2

c)
2
2
k 1
k 1
− −
+
e) n.d.a.
b)
2 k
1 k
2
2


d)
( )
k 2
1 k 2
2



54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC, onde
AD é a mediana relativa ao lado BC. Por um ponto
arbitrário M do segmento BD, tracemos o
segmento MP paralelo a AD, onde P é o ponto de
interseção desta paralela com o prolongamento do
lado AC. Se N é o ponto de interseção de AB com
MP, podemos afirmar que:









a) MN + MP = 2 BM d) MN + MP = 2 AD
b) MN + MP = 2 CM e) MN + MP = 2 AC
c) MN + MP = 2 AB

55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo
retângulo isósceles é 2p. A altura relativa à
hipotenusa é:
a) 2 p b) ( )( ) 1 3 1 p − + c) ( ) 1 2 p −
d) ( ) 1 2 p 4 − e) ( ) 4 2 p 8 +

56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD.
Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um
ponto sobre o segmento CEtal que m( BC) +
m( CF) = m( AF). Prove que cos α = cos 2β,
sendo os ângulos α = F A
ˆ
B e β = D A
ˆ
E .

57) Na figura, r // s // t. Calcule x e y.










58) Na figura, AB = 12, AC =16, BC = 20 e BL =
9. Se NC // LM e MC // LN , calcule o perímetro
do paralelogramo LMCN.








59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’, cuja
razão
' C ' B
BC
entre as hipotenusas é igual a razão
' B ' A
AB
entre dois catetos, são semelhantes.

60) Num triângulo ABC, retângulo em A e de
altura AD, tomam-se, respectivamente, sobre AB,
AC e DA: AB’ = AB/3, AC’ = AC/3 e DD’ =
DA/3. Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é
semelhante a ABC.

61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que
tenham dois ângulos iguais, Â = Â’, e dois
suplementares,
o
180 ' B
ˆ
B
ˆ
= + , demonstrar que os
lados opostos a esses são proporcionais, isto é
' C ' A
AC
' C ' B
BC
= .

A
P
N
C D M B
r
y
20
t
s
21
30
y
10
M
N
C
B
L
A
70

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até
o lado esquerdo e o ponto B até a paralela
superior, obtendo a seguinte configuração:

(i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são
semelhantes.
(ii) Mostre que
b
a
AE
AF
= .

120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

121) (OBM-2004) Na figura, ABC e DAE são
triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os
ângulos BAC e ADE medem 36°.

a) Utilizando propriedades geométricas, calcule a
medida do ângulo C D E
ˆ
.
b) Sabendo que BC = 2, calcule a medida do
segmento DC.
c) Calcule a medida do segmento AC.

122) (OBM-98) No triângulo ABC, D é o ponto
médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE =
2 ⋅ EC. Dado que os ângulos C D A
ˆ
e E A B
ˆ
são
iguais, encontre o ângulo C A B
ˆ
.

123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado, M o
ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB.
P é a interseção de EC e MB. Mostre que a reta
DP divide o segmento EB em dois segmentos de
mesma medida.

124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer
sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo
ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os
catetos. Para que ponto D o comprimento do
segmento EF que une os pés destas
perpendiculares é mínimo?

125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas
de Atenas, um grupo de amigos resolveu construir
uma grande bandeira em forma de triângulo
equilátero, que será suspensa por dois de seus
vértices através de postes verticais, um de 4
metros e outro de 3 metros. O terceiro vértice da
bandeira apenas toca o solo. Se o comprimento de
cada lado da bandeira é d, determine o valor de d
na forma
m
n
, onde n e m são números naturais.








126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em
quatro triângulos retângulos congruentes e um
quadrado menor, conforme a figura 1. Esses
quatro triângulos retângulos e o quadrado menor
são rearranjados da forma indicada na figura 2. O
matemático indiano Bhaskara demonstrava o
teorema de Pitágoras com a ajuda desses
diagramas. Obtenha, a partir das figuras abaixo,
uma demonstração do teorema de Pitágoras: o
quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo
é igual a soma dos quadrados dos seus catetos.


75

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um
triângulo ABC, os pontos D, E e F estão sobre os
lados BC, CA e AB, respectivamente, tais que
∠AFE = ∠BFD, ∠BDF = ∠CDE e ∠CED =
∠AEF.

a) Prove que ∠BDF = ∠BAC.
b) Se AB = 5, BC = 8 e CA = 7, determine o
comprimento de BD.

128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo
ABCD possui diagonal de comprimento d. A reta
AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD.
Os lados do retângulo EFCG possuem
comprimentos n e 1. Prove que d
2/3
= n
2/3
+ 1.


129) (Wisconsin-98) Pontos P, Q e R são
escolhidos nos lados BC, AC e AB,
respectivamente, de ∆ABC, de modo que CP =
2BP, BR = 2AR e AQ = 2CQ. Então os pontos X e
Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ,
respectivamente, de modo que RX = 2PX e PY =
2QY. Prove que as retas XY e BC são paralelas.

130) (Argentina-98) No triângulo ABC, sejam D e
E nos lados AB e AC, respectivamente. Se ∠ABC
= ∠AED, AD = 3, AE = 2, DB = 2, determinar o
valor de EC.

131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado.
Traçam-se três retas paralelas por B, C e D tais
que as distâncias entre a do meio e as outras duas
sejam iguais a 5 e 7 unidades. Qual o lado do
quadrado?

132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como
indicado na figura seguinte, onde ABCD possui
lado 6 e MNPQ possui lado 5. Calcular o
perímetro de ∆AMN.










133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo
com AB = 30, BC = 50, CA = 40. As retas ℓ
a
, ℓ
b
, ℓ
c

são paralelas a BC, CA, AB, respectivamente, e
intersectam o triângulo. As distâncias entre ℓ
a
e
BC, ℓ
b
e CA, ℓ
c
e AB são 1, 2, 3, respectivamente.
Encontrar os lados do triângulo determinado por

a
, ℓ
b
, ℓ
c
.

135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC, AB = 8,
BC = 7, CA = 6 e o lado BC é prolongado, a partir
de C, até um ponto P de modo que ∆PAB seja
semelhante a ∆PCA. O comprimento de PC é:
a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11

136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y
são escolhidos nos lados BC e CD,
respectivamente, de um quadrado ABCD, de
modo que ∠AXY = 90
o
. Prove que o lado do
quadrado é igual a
2 2
2
) XY AX ( AX
AX
− +
.


A
B C
D M
N
P
Q
76

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

⊥ ( ) R d
t , O
=
Demonstração
Basta notar que OA = OB = R, isto é, que O eqüidista de A e de B, portanto O ∈
AB
m .
Na realidade, note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será
perpendicular à corda.

3.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE
Uma reta é tangente a uma circunferência se, e somente se, for perpendicular a um raio (no ponto de
tangência).












Demonstração:


( ) ⇐ Suponha-se que OT ⊥ t e que P seja um ponto de t, distinto de T.
então, no triângulo OPT, retângulo em T, OP é hipotenusa e, portanto,
maior que o cateto OT. Daí, OP > OT = R, o que significa que P é
exterior a C, sendo T o único ponto comum a t e a C. Logo, t é tangente a
C.





( ) ⇒ Suponha-se, agora, que C e T sejam tangentes, isto é, que T seja
o único ponto comum a C e a t. Deseja-se provar que OT ⊥ t.
Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. Se OT não fosse
perpendicular a t, então a perpendicular a t passando por O
intersectaria t em um ponto P≠T. Assim, haveria outro ponto (único)
em t, tal que um ponto PT’=PT, isto é, tal que P seria médio de TT’.
Dessa forma, OP seria mediatriz de TT’ e, conseqüentemente,
OT’=OT=R. Daí, T’ pertenceria a C, o que é um absurdo, pois
{ } T C t = ∩ . Logo, OT ⊥ t (d
O,T
= R), necessariamente. (c.q.d.)



3.5.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência.

Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus
pontos.

O
R
T
t
C
{ } OT T C t ⇔ = ∩
O
R
T
t
C
P
O
R
T
t
C
P
R
T’
82

Capítulo 3. Introdução aos Círculos















OBS.: É possível provar que, por um ponto fora de uma circunferência, há, exatamente, duas retas
tangentes a tal circunferência.












Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo T P
ˆ
Q , pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item
3).

3.6) SEGMENTOS TANGENTES
Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes.
Na figura anterior: PT PQ =
Demonstração:
Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes, por serem retângulos e terem hipotenusa e
um cateto congruentes. Logo, PQ = PT (c.q.d.).















r
P
P
2
t
2
P
1
t
1
P
4 t
4
t
3
P
3
O
Não pode haver mais de uma
reta perpendicular à r, por um
de seus pontos (P).
C
R
R
Q
T
O
P
C à tangentes são PT e PQ
R
R
Q
T
O
P
83

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS

3.7.1) Definições:
• Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra.
• Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra.
• Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à
outra e têm um único ponto comum.
• Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um
único ponto comum.
• Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos.

3.7.2) Posições Relativas
Considere duas circunferências Γ
1
, de centro O
1
e raio r
2
, e Γ
2
, de centro O
2
e raio r
2
. Seja d a distância
entre seus centros e suponha que r
1
> r
2
.






































Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é interna a Γ
1

d < r
1
– r
2

Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é tangente interna a Γ
1

d = r
1
– r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
Circunferências Γ
1
e Γ
2
são secantes
r
1
– r
2
< d < r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são tangentes externas
d = r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são externas
d > r
1
+ r
2

84

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA

3.8.1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência.










3.8.2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à
circunferência.

Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo
inscrito. Temos também que ∠AOB é o ângulo
central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB.

AB é o arco correspondente ou subtendido pelo
ângulo inscrito ∠AVB.



3.8.2.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.
Demonstração:












3.8.2.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência
são iguais.








O
β
B
A
Na figura ao lado, ∠AOB é um ângulo central.

AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB.
Por definição: β = med (

AB )
Na figura α = B V
ˆ
A é o ângulo inscrito, correspondente ao arco

ABB.
β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = B V
ˆ
A .
Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P.
Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180
o
– 2α
1

180
o
– 2α
1
= 180
o
– β
1
⇒ β
1
= 2α
1
.
Analogamente β
2
= 2α
2
. Assim: β
1
+ β
2
= 2α
1
+ 2α
2
= 2(α
1
+ α
2
) ⇒
β = 2α.
A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao
ângulo é análoga.
P
β
2
α
1
B
A
O
V
β
1
α
2
Q
P
O
B
A
β

α
2
α
1
De fato, como α
1
e α
2
são ângulos inscritos relativos ao ângulo
central β, então β = 2α
1
e β = 2α
2
, ou seja, α
1
= α
2
.
Perceba que, mantendo fixos os pontos A e B, por mais que os
pontos P e Q andem pela circunferência, os ângulos ∠APB e
∠AQB são sempre iguais.
O
V
A
B
O
V
A
B
85

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8.2.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência.
Demonstração:

Considere o ângulo reto ∠AVB. Trace a circunferência que passa pelos
pontos A, V e B. Suponha que O é o centro desta circunferência.
Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90
o
, então o ângulo central
∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180
o
. Assim, concluímos
que o ponto O pertence ao segmento de reta AB, fazendo com que AB seja
o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na
circunferência de diâmetro AB.

Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semi-
circunferência, com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo.

3.8.3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na
circunferência e o outro tangente à circunferência.












3.8.3.1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.










3.8.3.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco)
na mesma circunferência são iguais.

Demonstração:
Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semi-
inscrito são traçados.
De fato, tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB
são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente.

Logo ∠AVB = ∠tAB.



O
t
B
A
Na figura:
tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento

AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB
∠AOB é o ângulo central correspondente
.
A
V
B
O
t
B
A
β
α

V
t
B
A
Seja O o centro da circunferência.
Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90
o
– ∠tÂB ⇒
90
o
– β/2 = 90
o
– α ⇒ α = β/2.
Portanto, a medida do ângulo de segmento é tal que
2
β
= α

86

Capítulo 3. Introdução aos Círculos


20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26, e sejam C e D pontos sobre o segmento AB
tais que AC = 1 e AD = 8. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB, sendo EC
e FD perpendiculares a AB. Quanto mede o segmento EF?
a) 5 b) 2 5 c) 7 d) 2 7 e) 12
Solução:
Como AB = 26, AC = 1 e CD = 7 então DB = 18.
Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra
o segmento de reta FD.
Assim, como CDGE é um retângulo temos que EG = 7.
AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma
semicircunferência. Pelas relações métricas nos triângulos
retângulos: EC
2
= AC.BC = 1.25 ⇒ EC = 5.
Como AFB é um triângulo retângulo:
FD
2
= AD.BD = 8.18 ⇒ FD = 12.
Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7.
Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF
2
= EG
2
+ FG
2
= 49 + 49 ⇒ 2 7 EF = .

21) Três círculos de centros em A, B e C e de raios respectivamente iguais a r, s e t se tangenciam
exteriormente dois a dois. A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro
determinando uma corda MN. Provar que: t
s r
rs 4
MN
+
= .
Solução:















Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:
2
2 2
2
MN
y t






+ = ⇒
2
2
2
2 2
2
2
) s r (
rs 4
t
) s r (
) s r ( t
t
2
MN
+
=
+

− = 





⇒ t
s r
rs 4
MN
+
=

22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. A reta r é tangente às circunferências
C1 e C3, a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também
mostra a figura.
Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B.
Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB, respectivamente.
Suponha que BI = x, CI = h e que DI = PC = y. Note que x + y = s.
Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB:
(r + t)
2
= h
2
+ (r + s – x)
2

(s + t)
2
= h
2
+ x
2

Subtraindo estas equações:
(r + t)
2
– (s + t)
2
= (r + s – x)
2
– x
2

(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒
(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 s r
+
− + +
= + − ⇒ ) s r (
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 − −
+
− + +
= ⇒
s r
t 2
) s r ( 1
s r
t 2 s r
) s r ( y 2
+
− =







+
+ +
− = ⇒
s r
) s r ( t
y
+

=

A B
C P
M
N
I D

F
E
G
7
7 A C B 18 1 D
97

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

r
s
C3
C1
C2

As circunferências C1 e C2 têm raios a e b, respectivamente. Qual é o raio da circunferência C3?
A)
2 2
2 a b + B) a + b C) 2 ab D)
4ab
a b +
E) 2b – a
Solução:

. .
b
a
d
2
b a
R– a
.
d
3
R– b
d
1
R+b
R+a
a + b


23) (OBM Jr.-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &
1
; &
2
é uma
circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &
1
. Uma reta através de A tangencia &
2
em
P. Prove que AP = BC.
Solução:
Inicialmente, vamos construir a figura proposta no enunciado.













A
r
d
P
r
O
h
R - r
C B
Q
O'
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO, temos:
AO
2
= AP
2
+ r
2
⇒ AP
2
= AO
2
– r
2
(1)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ, temos:
AO
2
= d
2
+ (h + r)
2
(2)
Assim, substituindo (2) em (1): AP
2
= d
2
+ (h + r)
2
– r
2

AP
2
= d
2
+ h
2
+ 2hr (3)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ, temos:
(R – r)
2
= d
2
+ (h/3 + r)
2
⇒ d
2
= (2h/3 – r)
2
– (h/3 + r)
2

d
2
= 4h
2
/9 – 4hr/3 + r
2
– h
2
/9 – 2hr/3 – r
2

d
2
= h
2
/3 – 2hr (4)
Portanto, substituindo (4) em (3):
AP
2
= h
2
/3 – 2hr + h
2
+ 2hr ⇒ AP
2
= 4h
2
/3 = BC
2

AP = BC
Seja R o raio de C. Então, utilizando o teorema de Pitágoras:
d
1
= d
2
+ d
3


2 2 2 2 2 2
) ( ) ( )) ( 2 ( ) ( ) ( ) ( b R b R b a R b a a R a R − − + + + − − + = − − + ⇒
Rb R b a R Ra 4 4 ) ( 4 4
2
+ − + = ⇒
b R b a a + − + = ⇒ b a R b a − = − + ⇒
a + b – R = a – ab 2 + b ⇒ ab R 2 =

98

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.11) O NÚMERO π ππ π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA

3.11.1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros.
Demonstração:
Considere duas circunferências de raio R e R’ e
comprimentos C e C’. Define-se x como C .
R
' R
x = .
Inscrevem-se dois polígonos regulares, um em cada
circunferência, de mesmo número de lados. Se ℓ
n
e ℓ
n
’ são os
lados destes polígonos pode-se escrever
' R
R
'
n
n
=


.
Se 2p
n
e 2p
n
’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade
que 2p
n
= n.ℓ
n
e 2p
n
’= n.ℓ
n
’, implicando que
' R
R
' p 2
p 2
n
n
= . Pela definição de x tem-se ' p 2
p 2
C
x
n
n
= .
Desde que o polígono de perímetro 2p
n
está inscrito na circunferência de raio R, tem-se C > 2p
n
, fazendo
com que, para todo inteiro n ≥ 3, verifique-se x > 2p
n
’.
Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’,
circunscreve-se dois polígonos, cada um de n lados, de
perímetros 2P
n
e 2P
n
’. Realizando cálculos análogos aos
anteriores chega-se à conclusão que ' P 2 .
P 2
C
x
n
n
= .
Como o polígono de perímetro 2P
n
está circunscrito à
circunferência de raio R tem-se C < 2P
n
, ou seja, x > 2P
n
’.

Observe que, independentemente de n e de R, tem-se que x está sempre entre 2p
n
’ e 2P
n
’, sendo que
quando n cresce 2p
n
’ cresce e 2P
n
’ decresce. Além disso, as seqüências definidas pelos valores de 2p
n
’ e
2P
n
’ são limitadas e convergem para um mesmo número real. Logo, quando n tende ao infinito, tem-se
x = C’, implicando que constante
' R
' C
R
C
= = .

3.11.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR.
Demonstração:
De fato, pelo teorema anterior concluí-se que a relação
R
C
é constante. Chamando esta constante de π,
obtém-se C = 2πR. Para se ter uma idéia do valor de π, observe a tabela abaixo.

n 2p/2R 2P/2R
6 3,00000 3,46411
12 3,10582 3,21540
24 3,13262 3,15967
48 3,13935 3,14609
96 3,14103 3,14272
192 3,14156 3,14188
384 3,14156 3,14167

Repare que, com o crescimento de n, os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de
2P/2R decrescem, tendendo para o número π que, escrito com precisão até a décima cada decimal depois
da vírgula, vale 3,1415926535...
Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está
contido na circunferência é sempre o mesmo, seja qual for o tamanho desta circunferência. Os
R
R’
R
R’
99

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre
8
1
3 e
7
1
3 , ou seja,
7
22
8
25
< π < . Em
frações decimais, isto dá 3,125 < π < 3,142.
O Velho Testamento, que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições
judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis, VII: 23).
Desde Arquimedes, que obteve o valor π = 3,1416, matemáticos se têm ocupado em calcular π com
precisão cada vez maior. O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em
1873. Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos
seguintes). Com o auxílio de uma maquininha manual, o valor de π foi, então, calculado com 808
algarismos decimais exatos. Depois vieram os computadores. Com seu auxílio, em 1967, na França,
calculou-se π com 500.000 algarismos decimais exatos e, em 1984, nos Estados Unidos, com mais de
dez milhões (precisamente 10.013.395) de algarismos exatos!
O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W. Jones (1675-
1749). Entretanto, somente depois que L. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto
tornou-se padrão entre os outros matemáticos. Porém, até então, não era sabido se π era racional ou
irracional. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma
periodicidade. Somente em 1767 que o matemático J. H. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um
número irracional.

3.11.3) Comprimento do Arco de Circunferência
Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central
que compreende este arco.










Exemplos:

1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular, em que a distribuição das passarelas acompanha a figura
abaixo, quero ir do leste ao norte, passando pelo oeste.










Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar
duas vezes pelo mesmo local, então:
A) passando pelos círculos menores, o caminho é mais curto que indo pelo sul.
B) passando pelo sul, o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores.
C) passando pelos círculos menores ou pelo sul, a distância percorrida é a mesma.
D) não conhecendo os valores dos raios, não é possível saber qual o caminho mais curto.
Assim, de acordo com a proporção, onde ℓ é o comprimento do arco

AB:

R 2 2 π
=
π
α ℓ
⇒ ℓ = αR

Obs: α em radianos (0 < α < 2π)
O
α
B
A

N
S
L
O
100

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

círculo. O ângulo agudo formado pela mediatriz e
pa mede:

a) 5
o
b) 10
o
c) 15
o
d) 20
o
e) 25
o


70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um
círculo com diâmetro AB, traça-se o diâmetro PX
e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. Se ∠PÂB
= 35
o
, então o menor arco XY vale:

a) 20
o
b) 35
o
c) 40
o
d) 55
o
e) 70
o


71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de
diâmetro 1 com uma fita adesiva. O comprimento
desta fita é igual a
a) 3 + π
b) 3
c) 3 + π/2
d) (3 + π)/2
e) 6 + π



72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de
catetos 4 e 6, traça-se uma semi-circunferência
com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do
triângulo retângulo. Determine o raio desta semi-
circunferência.
a) 2
b) 2,4
c) 2,5
d) 3
e)
13 3
2


73) (Bélgica-2003) Na figura, AD é um diâmetro
de uma semi-circunferência com centro M. Os
dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência
de modo que AC ⊥ BM e  = 50
o
. Determine o
ângulo entre as retas AC e BD.

a) 50
o
b) 60
o
c) 65
o
d) 70
o
e) 75
o


74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos
possuindo mesmo raio. Determine a razão entre o
perímetro de um dos círculos e o perímetro da
região hachurada.

a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7

75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectam-
se em P e Q. Uma reta intersecta o segmento PQ e
encontra as circunferências nos pontos A, B, C e
D, nesta ordem. Prove que ∠APB = ∠CQD.

76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão
representadas duas circunferências tangentes
exteriormente e uma reta tangente às duas
circunferências nos pontos A e B. Sabendo que os
raios das circunferências medem 24 e 6 metros,
determine a distância entre os pontos A e B.


77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8.
As duas circunferências, tangentes entre si, têm
centros E e F e são tangentes aos lados do
retângulo [ABCD] nos pontos M, N, X e Y .
113

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 75 , 11
2
41 , 1
2
3
8
4 5
45 sen
2
XY . XZ
S
o
XYZ
=






+
= =

m
2
.

9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo
equilátero aos lados é constante.
Solução:











10) A área de um triângulo é dada pela fórmula
4
b a
S
2 2
+
= , onde a e b são dois de seus lados.
Determine os ângulos do triângulo.
Solução:
Como a área de um triângulo é dada por
2
senC . b . a
S = , temos
2
senC . ab
4
b a
2 2
=
+

ab 2
b a
senC
2 2
+
= ⇒
ab 2
ab 2 b a
1
ab 2
b a
1 senC
2 2 2 2
− +
= −
+
= − ⇒
ab 2
) b a (
1 senC
2

= −
Sabemos que
ab 2
) b a (
2

é sempre maior ou igual a zero, fazendo com que sen C ≥ 1.
Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1, então sen C = 1, ou seja, C = 90
o
.
Daí: a = b, implicando que A = B = 45
o
.

11) Dois lados de um triângulo são 6 e 2 5 . Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo
que sua área é 3.
Solução:
Seja x o valor do lado desconhecido. Assim:
2
x 2 5 6
p
+ +
= .
Pela fórmula de Heron: ) 6 p )( 2 5 p )( x p ( p S − − − = ⇒








− +








+ −








− +








+ +
=
2
6 2 5 x
2
6 2 5 x
2
x 2 5 6
2
x 2 5 6
3 ⇒
16
] ) 6 2 5 ( x ][ x ) 2 5 6 [(
9
2 2 2 2
− − − +
= ⇒ 144 = – 196 + 172x
2
– x
4

x
4
– 172x
2
+ 340 = 0 ⇒ (x
2
– 2)(x
2
– 170) = 0 ⇒ 2 x = ou 170 x =

12) Sejam D, H, I pontos no interior dos lados AB, BC, CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD =
3AD, BH = 2HC e CI = IA. Calcule a área do triângulo DHI.
Solução:
Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x
1
, x
2
e x
3
as
distâncias do ponto P aos lados do triângulo.
Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por
4
3
S
2

= .
S = S
∆PAB
+ S
∆PAC
+ S
∆PBC

2
x .
2
x .
2
x .
4
3
3 2 1
2
ℓ ℓ ℓ ℓ
+ + = ⇒
x
1
+ x
2
+ x
3
=
2
3 ℓ
, que é um valor constante.
x
1
x
3
x
2
C
A B
P
129

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

Observe que:
8
1
2
1
4
1
AC
AI
AB
AD
2 / ) A
ˆ
sen . AC . AB (
2 / ) A
ˆ
sen . AI . AD (
S
S
ABC
ADI
= = = =


.
2
1
3
2
4
3
BC
BH
AB
BD
2 / ) B
ˆ
sen . BC . AB (
2 / ) B
ˆ
sen . BH . BD (
S
S
ABC
BHD
= = = =


.
6
1
3
1
2
1
BC
CH
AC
CI
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CH . CI (
S
S
ABC
CHI
= = = =


.
Portanto, como a área de ∆ABC é 1:
S
∆ADI
+ S
∆BHD
+ S
∆CHI
+ S
∆DHI
= 1 ⇒ 1 S
6
1
2
1
8
1
DHI
= + + +


24
5
S
DHI
=

.

13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD, determinando 4
quadriláteros. Se a, b, c, e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros, mostre que a + b = c + d .
a
c
d
b

Solução:
Inicialmente vamos fazer as seguintes construções:
– sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’;
– marquemos os pontos E, F, G, H, I, J, L e M, que são as projeções ortogonais dos pontos A’, B’, C’ e
D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB, BC, CD e DA, como indica a figura;
– tracemos os segmentos A’E, B’F, B’G, ..., D’L e A’M;
– chamemos de S
1
, S
2
, ..., S
12
as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o
menor;
– indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’, que é o mesmo ângulo
que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical.

Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais,
então S
1
= S
2
. Analogamente temos que:
S
4
= S
5
, S
7
= S
8
, S
10
= S
11
(1)
Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y.cos θ.
Notamos também que:
EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y.cos θ.
Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os
trapézios de áreas S
3
e S
9
(de modo que os segmentos A’B’ e
C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas
dimensões são y.cos θ e x – y.cos θ e cuja área total é S
3
+ S
9
.
Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S
6
e S
12
, teremos a
formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y.cos θ
e y.cos θ e cuja área total é S
6
+ S
12
.
Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões, então as áreas também são
iguais. Deste modo: S
3
+ S
9
= S
6
+ S
12
(2)
De (1) e (2) temos que: S
2
+ S
4
+ S
8
+ S
10
+ S
3
+ S
9
= S
1
+ S
5
+ S
7
+ S
11
+ S
6
+ S
12
⇒ a + b = c + d.

S
12
S
11

S
10

S
9

S
8

S
7
S
6
S
5

S
4

S
2

S
1

M L
J
I
H G
F
E
D’
C’
B’
A’
D
C B
A
θ
θ
θ
θ
S
3

A
B C
D
H
I
130

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior. Paralelas aos lados contendo P dividem o
triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S
1
, S
2
e S
3
. Provar que a área S de ABC é dada
por ( )
2
3 2 1
S S S S + + = .
Solução:










15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC. Por E traçamos duas retas DE e EF
paralelas aos lados BC e AB, respectivamente; D e F são pontos em AB e BC, respectivamente. Prove
que
EFC ADE BDEF
S . S 2 S = .
Solução:
Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y.
Traçando FD, dividimos BDEF em dois triângulos
congruentes, cada um de área y.h
2
/2.
Assim, S
BDEF
= y.h
2
.
Por outro lado, S
ADE
= y.h
1
/2 e S
EFG
= x.h
2
/2.
Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes:
2
1
h
h
x
y
= ⇒ y.h
2
= x.h
1
.
Logo: S
ADE
.S
EFG
=
4
) h . x )( h . y (
2
h . x
2
h . y
1 2 2 1
= ⇒
4.S
ADE
.S
EFG
= (y.h
2
)
2
= (S
BDEF
)
2

EFC ADE BDEF
S . S 2 S =

16) Pontos D, E e F são escolhidos sobre os lados BC, AC e AB, respectivamente, de modo que os
triângulos AFE, BDF, CED e DEF possuem áreas iguais. Prove que D, E e F são os pontos médios dos
lados de ∆ABC.
Solução:
Suponha que BF/AB = r, CD/BC = p e AE/AC = q.
p ) q 1 (
BC
CD
AC
CE
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CD . CE (
S
S
ABC
CDE
− = = =


.
Como as áreas de AFE, BDF, CED e DEF são iguais a um
quarto da área de ABC, então p(1 – q) = 1/4 (1)
Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3)
Desenvolvendo (1) obtemos
p 4
1 p 4
q

= .
Substituindo em (2):
4
1
) r 1 (
p 4
1 p 4
= −


1 p 4
1 p 3
r


= .
Substituindo em (3):
4
1
) p 1 (
1 p 4
1 p 3
= −


⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p
2
– 4p + 1) = 0 ⇒
(2p – 1)
2
= 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D, E e F são os pontos médios de ∆ABC.

P
I
H
G F
E
D
B
S
1

A
S
3

S
2

C
Como DG || AC, IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~
∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC
Assim:
2
1
BC
EP
S
S






=

2
2
BC
PH
S
S






=

2
3
BC
FG
S
S






=

Portanto: 1
BC
FG PH EP
S
S
S
S
S
S
3 2 1
=
+ +
= + + ⇒
( )
2
3 2 1
S S S S + + =

D
F
E
C
A
B
h
1
h
2
x

y

A
B C
F
D

131

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 7 cm. d) 11 cm.

58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a,
b e c centímetros. Qual o valor do ângulo interno
deste triângulo, oposto ao lado que mede a
centímetros, se forem satisfeitas as relações 3a =
7c e 3b = 8c.
a) 30
o
b) 60
o
c) 45
o
d) 120
o
e) 135
o


59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b
= 4 m, diminuindo-se de 60° o ângulo que esses
lados formam, obtém-se uma diminuição de 3 m
2

em sua área. Portanto a área do triângulo inicial é
de:
a) 4 m
2
b) 5 m
2
c) 6 m
2
d) 9 m
2
e) 12 m
2


60) (ITA-82) Num triângulo isósceles, o perímetro
mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao
arc cos 7/25. Então a área do triângulo é de:
a) 168 m
2
b) 192 m
2
c) 84 m
2

d) 96 m
2
e) 157 m
2


61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere
conhecidos os ângulos C A
ˆ
B e A B
ˆ
C e a medida d
do lado A. Nestas condições, a área S deste
triângulo é dada pela relação:
a) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
d
2
+

b) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+

c) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
A B
ˆ
senC . d
2
+

d) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
C A
ˆ
senB . d
2
+

e) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+


62) (ITA-93) Num triângulo ABC, retângulo em
A, seja D a projeção de A sobre BC. Sabendo-se
que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo
DÂC mede θ graus, então a área do triângulo ABC
vale:
a) (ℓ
2
/2) sec θ tg θ b) (ℓ
2
/2) sec
2
θ tg θ
c) (ℓ
2
/2) sec θ tg
2
θ d) (ℓ
2
/2) cossec θ tg θ
e) (ℓ
2
/2) cossec
2
θ cotg θ

63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC ,
o lado oposto ao ângulo  mede cm 5 . Sabendo:
5
3
arccos = Â
e
5
2
arcsen
ˆ
= C ,
então a área do triângulo ABC é igual a :
a)
2
2
5
cm b)
2
12cm c)
2
15cm
d)
2
5 2 cm e)
2
2
25
cm

64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas
distando entre si 5 cm. Seja P um ponto na região
interior a estas retas, distando 4 cm de r. A área do
triângulo equilátero PQR, cujos vértices Q e R
estão, respectivamente, sobre as retas r e s, é igual,
em cm
2
, a:
a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d)
2
15
3 e)
2
7
15

65) (IME-65) AB = AC ≠ BC. Expressar a
diferença AB
2
– AM
2
em função dos segmentos
aditivos da base.








66) (IME-67) No triângulo abaixo, as distâncias
do ponto P aos lados AC e BC são
respectivamente m e n. Verificar, justificando, se
CP
2
= (m
2
+ n
2
+ 2mncos C)cosec
2
C









67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois
lados a e b. Determinar a expressão do lado c em
função de a e b, para que a área do triângulo seja
máxima.

68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados
a, b, c opostos aos ângulos A, B, C
A
B
M
C
B
C
A
P
n
m
145

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

respectivamente e de perímetro 2p, mostre que
a
p
A
B C
=
sen
cos cos
2
2 2
.

69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo
ABC, em função de sua área S, do ângulo C e de
K, onde K = a + b – c.

70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão
em progressão aritmética e o lado intermediário
mede l. Sabendo que o maior ângulo excede o
menor em 90
o
, calcule a razão da PA formada
pelos lados.

71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de
um triângulo ABC, dividindo-o em seis triângulos,
quatro dos quais têm áreas 40, 30, 35 e 84, como
mostra a figura. Calcule a área do triângulo ABC.









72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer.
Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC,
respectivamente, traçam-se duas retas que se
cortam em um ponto M, situado sobre o lado BC,
e que fazem com esse lado ângulos iguais θ
conforme a figura abaixo. Demonstre que:
cotg θ =
2
1
(cotg B + cotg C)










73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir:
“Em um triângulo ABC, temos AC = 3m, BC =
4m e B = 60
o
. Calcule sen A.” Esse problema:
a) não faz sentido, porque tal triângulo não existe.
b) admite mais de uma solução.
c) admite uma única solução, 2 / 3 .
d) admite uma única solução, 3 / 3 .
e) admite uma única solução, 3 / 3 2 .

74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não
congruentes, com  = 30
o
, AB = 4 cm e BC = x
cm, quando:
a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4
d) x > 4 e) x ≥ 4

75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que
C A
ˆ
B mede 80
o
, C B
ˆ
A mede 40
o
e BC = 4 cm. Se
sen 20
o
= k, então a medida de AC, em
centímetros, é dada por:
a) 2 b)
k
4
b)
2
k 2 1
2


d)
2
2
k 2 1
k 2 1 2


e)
k 2 1
) k 1 ( 2




76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito
em um quadrado de 5 dm de lado, devendo um dos
vértices do triângulo coincidir com um vértice do
quadrado.

77) Cinco quadrados são dispostos conforme
ilustra o diagrama abaixo. Mostre que a medida da
área do quadrado S é igual a medida da área do
triângulo T.
S
T


78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e
BC = a. Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e
E de modo que os segmentos CD e CE dividem o
ângulo C em três partes iguais. Sabendo que
CE/CD = m/n, calcule os valores de CD e CE em
função de a, b,m e n.

79) São dados os lados b e c de um triângulo.
Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a
altura relativa a ele. Sobre que condições o
problema admite solução?

B C
A
84
P
40 30
35

A
P
B’ C’
B C
M
θ θ
146

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas
as alturas AA
1
, BB
1
e CC
1
. Determine a razão
entre as áreas dos triângulos A
1
B
1
C
1
e ABC em
função dos ângulos Â, B
ˆ
e C
ˆ
do triângulo ABC.

81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A
entre elas, sendo que as distâncias de A às retas
valem a e b. Determine os catetos de um triângulo
retângulo em A sabendo que os outros vértices
pertencem às retas paralelas e que a área do
triângulo é igual a k
2
.

82) Em um triângulo isósceles de base a e lados
congruentes iguais a b, o ângulo oposto à base
vale 20
o
. Demonstre que a
3
+ b
3
= 3ab
2
.

83) Prove que se os lados a, b e c de um triângulo
ABC satisfazem a relação a
2
= b
2
+ bc, então
temos que ∠A = 2∠B.

84) Em um triângulo ABC, o ponto E pertence a
AB de modo que EB AE 2 = . Determine CE se
AC= 4, CB= 5 e AB= 6.

85) Um triângulo possui lados 13, 14 e 15. Uma
perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o
interior do triângulo em duas regiões de mesma
área. Determine o comprimento do segmento
perpendicular que pertence ao interior do
triângulo.

86) Dado um triângulo ABC com AB = 20, AC =
45/2 e BC = 27. Os pontos X e Y são dados sobre
AB e AC, respectivamente, de modo que AX =
AY. Se a área de ∆AXY é metade da área de
∆ABC, determine AX.

87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm, 6
cm e 7 cm, um ponto do interior do triângulo está
distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está
distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. Qual
a distância do ponto P ao lado de comprimento 7
cm?

88) Os lados de um triângulo medem 7 m, 15 m e
20 m. Calcular a projeção do menor lado sobre o
maior.

89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e
AC = 8 cm. Calcular o lado BC sabendo que a
projeção de AC sobre AB mede 15 cm.

90) Num triângulo ABC, o lado a = 6 e c
2
– b
2
=
66. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o
lado a.

91) Os lados de um triângulo são AB = 6, AC = 8
e BC = 10. Sobre o lado BC toma-se um ponto D
tal que a ceviana AD = 5. Calcular BD.

92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero
cujos vértices estão situados respectivamente
sobre três retas paralelas coplanares, sabendo que
a e b são as distâncias da paralela intermediária às
outras duas.

93) Conhecendo as medidas a, b, c dos lados de
um triângulo ABC, calcular os lados do triângulo
cujos vértices são os pés das alturas desse
triângulo ABC.

94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o
ângulo  = 120
o
. Demonstrar que subsiste entre os
lados desse triângulo a relação b(a
2
– b
2
) = c(a
2

c
2
).

95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB =
4 cm e AC = 3 cm. Constrói-se sobre AB como
base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles
ABD equivalente a ABC. Calcular a área da
superfície comum a esses dois triângulos.

96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros
construídos externamente sobre os catetos de um
triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC
= 8 cm e o ângulo B
ˆ
= 60
o
. Calcular as áreas dos
triângulos ACD e ABE.

97) Os três lados e a área de um triângulo
retângulo exprimem-se em metros e metros
quadrados, respectivamente, por quatro números
inteiros e consecutivos. Achar os lados e a área
desse triângulo.

98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo
lado é a constroem-se externamente quadrados.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros desses quadrados.

99) Calcular a área de um triângulo retângulo
conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h
relativa à hipotenusa.

147

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

100) Três circunferências de raios a, b e c são
tangentes entre si duas a duas externamente.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros das circunferências.

101) Demonstrar que a área S de um triângulo
ABC, cujas alturas são h
a
, h
b
e h
c
é:








+ + −








+ +
=
4
c
4
b
4
a
2
c
2
b
2
c
2
a
2
b
2
a
h
1
h
1
h
1
h h
1
h h
1
h h
1
2
1
S


102) a) Em um triângulo ABC, ∠A = 30
o
e ∠B =
45
o
. Determine k de modo que c
2
= ka
2
+ b
2
.
b) Em um triângulo ABC qualquer, determine k tal
que c
2
= ka
2
+ b
2
.

103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da
figura abaixo está inscrito um quadrado. Se AB =
20 e AC = 5, que porcentagem a área do quadrado
representa da área do triângulo ABC?
a) 25%
b) 30%
c) 32%
d) 36%
e) 40%


104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno
ABC com a forma de um triângulo retângulo em A,
e com o cateto AB de 84m de comprimento. Eles
resolveram dividir o terreno em duas partes de
mesma área, por um muro MN paralelo a AC como
mostra a figura abaixo. Assinale a opção que
contém o valor mais aproximado do segmento
BM.
N M
C
B
A

a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m

105) (OBM-2001) No triângulo ABC, AB = 5 e BC
= 6. Qual é a área do triângulo ABC, sabendo que
o ângulo C
ˆ
tem a maior medida possível?
a) 15 b) 7 5 c) 2 / 7 7 d) 11 3 e) 2 / 11 5

106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um
quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF,
ambos com lado de medida 1cm . Os pontos A, B e
E são colineares, assim como os pontos A, G e F.
A
D C
G
F
E B

A área do triângulo BFG é, em
2
cm :
a)
4
1
b)
3
1
c)
4
3
d)
12
3
e)
10
3


107) (OBM-2003) No triângulo ABC, AB = 20, AC
= 21 e BC = 29. Os pontos D e E sobre o lado BC
são tais que BD = 8 e EC = 9. A medida do ângulo
DÂE, em graus, é igual a:
a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75

108) (OBM-2003) No desenho ao lado, o
quadrado ABCD tem área de 64 cm
2
e o quadrado
FHIJ tem área de 36 cm
2
. Os vértices A, D, E, H e
I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta.
Calcule a área do quadrado BEFG.


109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de
área 1000 cm
2
foi dobrada ao meio e em seguida
desdobrada (segmento MN); foi dobrada e
desdobrada novamente (segmento MC) e
finalmente, dobrada e desdobrada segundo a
diagonal BD. Calcule a área do pedaço de papel
limitado pelos três vincos (região escura no
desenho).

A
B
C
148

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

Perceba agora que se ABCD é circunscritível, então o
centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual
distância de AB, BC, CD e DA. Assim, pela
propriedade de bissetriz, podemos afirmar que O é o
ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos
internos de ABCD. Em quadriláteros convexos, o fato
de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes
ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível.

Note também que, desde que os lados de um
quadrilátero circunscritível são tangentes a uma
circunferência, então quando traçamos os segmentos
determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O
do circuncírculo, temos que estes quatro segmentos são
perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados.

Por exemplo, todo losango é circunscritível. De fato, como as diagonais são bissetrizes dos ângulos
internos, o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. Logo serve de centro à
circunferência inscrita.












Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível. Para existir a circunferência inscrita, ela tem que
tangenciar os quatro lados, não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de
lado(s).



















OQ OP D B
ˆ
C C B
ˆ
A = ⇒ ≡
OR OQ D C
ˆ
A B C
ˆ
A = ⇒ ≡
OS OR A D
ˆ
B C D
ˆ
B = ⇒ ≡
Logo, OP = OQ = OR = OS = Raio da
circunferência inscrita no losango
C
D
A
B
Q
S
P
R
C
D
A
B
ABCD, côncavo, não pode ser circunscritível
A B
C
D
λ
λ não serve como
circunferência inscrita.
A
B
C D
O
170

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

I
θ
θ
C
B
A
D
Exemplos:

1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70
o
. Se x
= ACB + BDC, então:
a) 120
o
b) x = 110
o
c) 100
o
d) 90
o
e) x = 80
o

Solução:








2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então
∠ABC + ∠ADC = 180
o
.
Solução:








Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360
o
, então:
∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360
o

∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360
o

2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360
o
⇒ ∠ABC + ADC = 180
o


3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de
diâmetro AB. Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB.
Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.
Solução:








Analogamente, o quadrilátero BCST também é inscritível, implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD.
Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.

4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo, então as circunferências
determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. Este teorema
foi publicado pela primeira vez por A. Miquel em 1838.
Solução:



C
B
A
D
Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180
o
– ∠ABC = 180
o
– 70
o
= 110
o

Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma
corda AB na circunferência, então ∠ACB = ∠ADB.
Assim, x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110
o

T
S
D
C
B A
Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semi-
circunferência, então ∠ADB = 90
o
e ∠ACB = 90
o
. Pela
figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. Desde que ∠DAS +
∠ATS = 180
o
, então o quadrilátero ATSD é inscritível.
Assim, os pontos A, T, S e D pertencem a uma mesma
circunferência, fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC.
Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Como ∠CAD = ∠CBD e
∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC, fazendo com que ∠ADI = ∠BCI.
∆AID ~ ∆BIC ⇒
CI
BI
DI
AI
= ⇒
CI
DI
BI
AI
= (1)
A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒
∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI.
171

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros














A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC
e fica como exercício. Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de
Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC.

5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. Prove que os pontos simétricos de H em relação
a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. (Nota: dizemos que o ponto Y é
simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o
ponto médio de XY).
Solução:












6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a
diferença dos outros dois lados é 8 m. Calcular os lados do quadrilátero, sabendo-se que seu perímetro é
60 m.
Solução:
Suponhamos que AB = a, BC = b, CD = c e DA = d. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é
circunscritível temos que:
b – d = 16 (1) c – a = 8 (2)
a + b + c + d = 60 (3) a + c = b + d (4)
Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5)
De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. Analogamente, de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11.

7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de
suas diagonais. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB, BC, CD e DA são, respectivamente, M,
N, P e Q. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I.
Solução:



M
D
C
E
B
F
A
Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de
∆ABC. Os pontos D, E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC, BC e
AB, respectivamente. Tracemos as duas circunferências que passam pelos
pontos F, B, E e D, C, E. Designe por M o outro ponto de interseção,
distinto de E, entre estas circunferências. Perceba agora que temos dois
quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME.
Em BFME temos: ∠FME = 180
o
– ∠ABC.
Em CDME temos: ∠DME = 180
o
– ∠ACB.
Somando estas duas equações:
∠FME + ∠DME = 360
o
– (∠ABC + ∠ACB) ⇒
∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180
o
– ∠BAC ⇒ AFMD é um
quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências.

C'
F
E
D
H
B A
C
Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB.
Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒
∠BAC' = ∠BAD = 90
o
– B ⇒ ∠AC'F = B.
Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒
∠ABC' = ∠ABH = 90
o
– A ⇒ ∠ABC' = A.
Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180
o
– C ⇒
o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência
circunscrita a ∆ABC.
Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em
relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC.
172

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros











Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN, NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de
NMQ. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas
distâncias a OX e OY são iguais, então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de
MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ, QP, PN e NM são todas iguais, ou seja, existe uma
circunferência inscrita em MNPQ com centro em I.

8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível, a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e
a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o
comprimento do menor lado do trapézio, então a soma a + r (em cm) é igual a:
a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8
Solução:









Aplicando o Teorema de Pitágoras: b
2
= (2r)
2
+ (c – a)
2
⇒ 100 = 64 + (c – a)
2
⇒ c – a = 6 cm.
Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm. Deste modo, temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm.

9) Provar que em todo quadrilátero inscritível, o produto das distâncias de um ponto qualquer do
circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos.
Solução:
















Q
P
N
M
I
D
C
B
A
Inicialmente note que AMIQ, DQIP, CPIN e BNIM são quadriláteros
inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180
o
.
Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI, pois estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ.
Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD, pois ∠BAC e ∠BCD
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD.
Repare agora que ∠BCD = ∠PQI, já que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP.
Portanto, temos que ∠MQI = ∠PQI, ou seja, QI é a bissetriz de ∠MQP.
Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo
circunscritível o menor lado é a base menor.
Desde que o quadrilátero é circunscritível:
b + d = a + c = 18 cm.
Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm.
Assim: r = d/2 = 4 cm.
Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo
através de uma reta perpendicular às bases.
a
c – a
2r d
b
a
E, F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M, sobre a
circunferência, a AB, BC, CD e DA, respectivamente.
Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒
MC
MF
MA
ME
= ⇒
MC
MA
MF
ME
= .
Como AMCD é inscritível então:
∠MCD = ∠MCG = 180
o
– ∠MAD = ∠MAH ⇒
∆MAH ~ ∆MCG ⇒
MC
MG
MA
MH
= ⇒
MC
MA
MG
MH
= .
Portanto:
MG
MH
MF
ME
= ⇒ ME.MG = MF.MH
C
H
G
F
E
M
C
B
A
173

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam I
a
, I
b
, I
c
, e I
d
, respectivamente, os incentros dos
triângulos ∆DAB, ∆ABC, ∆BCD, ∆CDA. Prove que I
a
I
b
I
c
I
d
é um retângulo.
Demonstração:
















12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD
são perpendiculares. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. Mostre que o
quadrilátero ABCD é inscritível se, e somente se, as retas PM e CD são perpendiculares.
Solução:

























N

β
α
M
P
D
B
A
Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. Suponha que PM ⊥ CD.
Assim, temos que ∠NPC = ∠MPA = 90
o
– α ⇒ ∠MPB = α.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒
∠PAB = 90
o
– α.
Portanto, temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒
CP
DP
BP
AP
= ⇒
CP
BP
DP
AP
= , ou seja, temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒
∠PAD = ∠PBC = 90
o
– β.
Assim, temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90
o
– α + 90
o
– β
= 180
o
– (α + β) = 180
o
– ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível.
α
N
M
P
D
C
B
A
Suponha agora que ABCD é inscritível.
Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α, uma vez que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒
∠PAB = ∠PNC = 90
o
– α.
Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90
o
– α, então ∠PNC = 90
o

PM e CD são perpendiculares.

D
A
I
c

I
d

I
b

I
a

C
B
Desde que ∠DAB = ∠ACB então
∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA.
Desde modo: ∠I
c
AI
d
= ∠I
c
AB – ∠I
d
AB =
= (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 =
= ∠I
d
BA – ∠I
c
BA = I
c
BI
c
⇒ A, B, I
d
, I
c
pertencem a uma
mesma circunferência.
Analogamente temos que A, D, I
b
, I
c
também pertencem a
uma mesma circunferência.
Assim: ∠I
b
I
c
I
d
= 360
o
– (∠I
d
I
c
A + ∠I
b
I
c
A) =
= 180
o
– ∠I
d
I
c
A + 180
o
– ∠I
b
I
c
A = ∠I
d
BA + ∠I
b
DA =
= (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90
o
.
Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos
de I
a
I
b
I
c
I
d
são iguais a 90
o
.

174

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

T
m
n
S
p
q
R
H
C B
A
Exemplos:

1) (UFRN-97) Quatro círculos, todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado, são
tangentes exteriormente, dois a dois. A área da parte hachurada é:
A)
π
2

B) 2 3 11 −
C) 3 2 11 −
D) 4 - π
E) 5 - π
Solução:








2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: 4 BC e 3 2 AC 2; AB = = = . A área da
intersecção entre o círculo de centro B e raio BA, o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC,
é:
a) 3 2
2
3

π
b) 3 2
3
4

π
c) 3 2
4
5

π
d) 3 2
3
5

π
e) 3 2
5
6

π

Solução:








) 3 / sen(
2
AH . AC
AC
2
C
ˆ
) 6 / sen(
2
AH . AB
AB
2
B
ˆ
S
2 2
T
π − + π − = ⇒
2
3
2
3 . 3 2
) 3 2 (
12 2
1
2
3 . 2
) 2 (
6
S
2 2
T

π
+ −
π
= ⇒
2
3 3
2
3
3
2
S
T
− π + −
π
= ⇒ 3 2
3
5
S
T

π
=

3) (AFA-2003) Na figura, RST é um triângulo retângulo em S. Os arcos RnST, RmS e SqT são
semicircunferências cujos diâmetros são, respectivamente, RT, SR e ST. A soma das áreas das figuras
hachuradas está para a área do triângulo RST na razão.

a) 1/3

b) 1

c) 1/2

d) 3/2

Tomemos apenas um quarto da figura. Claramente a área total S
T
é igual a
quatro vezes a área destacada na figura ao lado. Esta área pode ser
calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de
circunferência de raio 1. Assim:
π − =
|
¹
|

\
| π
− =
|
|
¹
|

\
|
π
− = 4
4
1 4
4
R
R 4 S
2
2
T


Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo, uma vez que
BC
2
= AB
2
+ AC
2
. Deste modo, os dois círculos traçados
são ortogonais.
Assim:
2
3
4
3 2
BC
AC
B sen = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6
AH.BC = AB.AC ⇒ 3 2 . 2 4 . AH = ⇒ 3 AH =
196

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
Sejam x 2 RS = e y 2 TS = ⇒
2 2
y x 2 RT + = . Assim, S
∆RST
= 2xy.
A soma das áreas hachuradas vale:
2
) y x (
xy 2
2
y
2
x
S S S S S
2 2 2 2
RnSpT RST SqT RmS
+ π
− +
π
+
π
= − + + =

⇒ S = 2xy.
Deste modo, como S
∆RST
= S, então a razão vale 1.

4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os
arcos são arcos de circunferências de raio 2, com centros sobre os pontos em destaque.

A área da região sombreada é igual a
a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64
Solução:
A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2:
S
1
= (4)
2
– π(2)
2
= 16 – 4π.
Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S
2
= π(2)
2
= 4π.
Logo: S
1
+ S
2
= 16.

5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado. A região hachurada é
de ouro e a não-hachurada é de prata. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos,
as áreas das superfícies de ouro e de prata são, respectivamente, em cm
2
:

Solução:
Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. Assim, a área de ouro é igual a duas
vezes a área de um semicírculo de raio 1,4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0,7 cm:
π =
(
¸
(

¸
π

π
= 47 , 1 ) 7 , 0 (
2
) 4 , 1 (
2
2 S
2 2
ouro
.
A área de prata é igual à área total menos a área de ouro:
S
prata
= π(2,1)
2
– 1,47π = 2,94π.

6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. Se α = 60
o
, a área da
região pigmentada é igual a:


197

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120
o
.
Como os arcos AB e AC são iguais, chamando-os de α temos: 2α + 120
o
= 360
o
⇒ α = 120
o
.
Assim, as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120
o
e raio 6. Logo:
| | 3 18 24 3 9 12 2
2
120 sen . 6 . 6
2
6
3
2
2 S
o 2
− π = − π =
(
¸
(

¸


π
= .

9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências
cujos diâmetros são os três lados desse triângulo.

A área da região sombreada, em metros quadrados, é igual a
a)
2
3 + π
b)
2
3 − π
c)
2
3 π
d)
2
3 2 − π
e) 3 − π
Solução:
A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado
igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central
60
o
e raio 1 m. Portanto:
2
3
4
3
6
3
4
3
4
3 R
2
R
3
3
4
3 R
S
2 2 2
− π
=
(
¸
(

¸


π
+ =
(
¸
(

¸


π
+ = .




10) (ITA-99) Duas circunferências C
1
e C
2
, ambas com 1 m de raio, são tangentes. Seja C
3
outra
circunferência cujo raio mede ( 1 2 − ) m e que tangencia externamente C
1
e C
2
. A área, em m
2
, da
região limitada e exterior às três circunferências dadas, é:
a)
|
|
¹
|

\
|
− π −
2
2
1 1
b)
6 2
1 π

c) ( )
2
1 2 − d)
|
¹
|

\
|

π
2
1
2
16
e)
1 ) 1 2 ( − − π

Solução:










A B
C
Os lados de ∆ABC são:
a = b = R + r = 2 1 2 1 = − + e c = 2R = 2.
Uma vez que c
2
= a
2
+ b
2
e a = b então ∆ABC é
retângulo isósceles ⇒ A = B = 45
o
e C = 90
o
.
Assim:
4
r .
8
R .
2
2
b . a
S
2 2
π

|
|
¹
|

\
|
π
− = ⇒
4
) 1 2 (
4
) 1 (
2
2 . 2
S
2 2
− π

π
− = ⇒
199

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

4
) 1 2 2 2 1 (
1 S
+ − + π
− = ⇒
|
|
¹
|

\
|
− π − =
2
2
1 1 S

11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro
do outro), que se cortam em I e J. Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia
(O) em A e (O’) em A’. Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e
(O’) em B’. Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C; em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra
extremidade em C’. Os arcos AA’, A’C’B’, B’B e BCA formam uma oval com quatro centros. Pede-se a
área desta oval em função de r.
Solução:














12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x, com centro em cada vértice traçam-se 4
circunferências de raio x. Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado.
Solução:















13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores,
conforme indicado na figura ao lado, onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco
interno é uma semicircunferência. Qual é a cor que cobre a maior área?
a
z
u
l
b
r
a
n
c
o
amarelo
verde

C' C
B' B
A A'
O
I
S
1
S
2

J
O'
Note que, pela simetria da construção, temos
que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são
iguais (S
1
), bem como as áreas dos setores IAA'
e JB'B também são iguais (S
2
). Assim, a área da
oval é igual a S = 2.S
1
+ 2.S
2
– 2.S
∆IOO'
.
Além do mais, ∆IAA' é equilátero (lado 2r), ou
seja, ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3. Portanto:
4
3 r
. 2
3
) r (
2
6
) r 2 .(
2 S
2 2 2

π
+
π
= ⇒
2
r
2
3
2 S
|
|
¹
|

\
|
− π =
S
R
Q
P
D C
B A
θ
O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado
PQRS mais quatro segmentos circulares iguais.
Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒
∠PDC = 60
o
⇒ ∠QDC = 60
o
– θ.
Analogamente ∠PDA = 60
o
– θ ⇒ θ = 30
o
.
Assim: PQ = 2.x.sen 15
o
= 3 2 x
2
2 / 3 1
x . 2 − =


Portanto:
|
|
¹
|

\
|
π

π
+ =
2
) 6 / ( sen . x
x
12
. 4 PQ S
2
2 2

2 2 2
x x
3
) 3 2 ( x S −
π
+ − = ⇒ ( )
3
x
3 3 3 S
2
π + − =
200

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

A
B
D
C
0

A área da coroa circular é igual a
a) 1 b) π/2 c) π d) 2π

40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do
círculo de centro O. Se CP = 9 cm, PD = 5 cm e o
raio mede 9 cm, então o valor de OP é
a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm

41) (EPCAr-2000) - A área da superfície
hachurada na figura mede, em cm
2
,








a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 - 4π

42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma
circunferência, traçam-se uma secante PB de 32
cm, que passa pelo seu centro, e uma tangente PT
cujo comprimento é de 24 cm. O comprimento
dessa circunferência, em cm, é
a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π

53) (EPCAr-2001) Na figura, O é o centro do
círculo de raio r, AT é tangente ao círculo e MT é
perpendicular a AT. Então, a área hachurada é
a) ( ) π − 4 3 9
24
r
2

b) ( ) π − 4 3 15
24
r
2

c) ( ) π − 4 3 6
24
r
2

d) ( ) π − 4 3 4
24
r
2


44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de
raios (r) e (R) centrados em A e B,
respectivamente, que são tangentes externamente e
cujas retas tangentes comuns formam um ângulo
de 60°. A razão entre as áreas do círculo maior e
do menor é








a) 9 b) 3 c)
3
1
d)
9
1


45) (EPCAr-2002) AB= 20 cm é um diâmetro de
um círculo de centro O e T é um ponto da tangente
ao círculo em A, tal que AB AT = . A reta
determinada por O e T intercepta o círculo em C e
D, tal que TD TC < . O segmento TD mede
a) 10 5 10 − b) 5 10 −
c) 10 5 10 + d) 5 10 20 −

46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de
futebol, conforme figura abaixo, construiu-se
uma pista de atletismo com 3 metros de largura,
cujo preço por metro quadrado é de R$ 500,00.
Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves
dos gols são semicírculos de mesma dimensão, o
custo total desta construção que equivale à área
hachurada, é: (Considere π = 3,14)












a) R$ 300.000,00 c) R$ 502.530,00
b) R$ 464.500,00 d) R$ 667.030,00

47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo, os
quadrados Q
1,
Q
2
e Q
3
têm lados com mesmo
comprimento x e as circunferências em cada
quadrado têm o mesmo diâmetro x
1
, x
2
e x
3
,
respectivamente. Sejam S
1
, S
2
e S
3
as áreas totais
ocupadas pelo conjunto de circunferências em
cada quadrado Q
1,
Q
2
e Q
3
, respectivamente.
M
T
A O
60º

30°
A
r
B
R
3 cm
100 m
3 m




40 m






3m
208

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

M
N
P
C B
A
X
a

P
X
b

I
b

I
a

I
C B
A
14) ABC é um triângulo qualquer; AM, BN e CP são bissetrizes internas. Provar que a razão entre as
áreas dos triângulos MNP e ABC é igual
) c b )( c a )( b a (
abc 2
+ + +
.
Solução:









c a
c
b a
b
b
AN
c
AP
S
S
APN
+ +
= = ∴
c b
b
c a
a
a
CM
b
CN
S
S
CMN
+ +
= = ∴
b a
a
c b
c
c
BP
a
BM
S
S
BMP
+ +
= =
Assim:








+ +
+
+ +
+
+ +
− = 





+ + − =
) b a )( c b (
c . a
) c b )( c a (
b . a
) c a )( b a (
c . b
1
S
S
S
S
S
S
1
S
S
BMP CMN APN MNP

) c b )( c a )( b a (
) c a ( ac ) b a ( ab ) c b ( bc ) c b )( c a )( b a (
S
S
MNP
+ + +
+ − + − + − + + +
= ⇒
) c b )( c a )( b a (
abc 2
S
S
MNP
+ + +
= .

15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos ex-
inscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo.
Solução:















Como ∆I
b
IP é retângulo:
b b b
a b
b
II
b
II
) b p ( p
II
BX BX
II
IP
2 / B cos =
− −
=

= =
Como ∠I
a
AC = A/2 e ∠ACI
a
= 90º + C/2 então ∠AI
a
I
b
= B/2.
Aplicando a Lei dos Senos em ∆II
a
I
b
: ' R 2
) I AI sen(
II
b a
b
=

⇒ ' R 2
2 / B sen
II
b
= ⇒
' R 2
2 / B cos . 2 / B sen . 2
2 / B cos . 2 . II
b
= ⇒
[ ]
' R
B sen
2 / B cos . II
b
= ⇒ ' R
B sen
b
= ⇒ R’ = 2R

16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero. M é o ponto médio do segmento AB e N
é o ponto médio do segmento BC. Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e
retângulo em P. PM e AN cortam-se em I. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA.
Solução:
Sejam I, I
a
e I
b
, respectivamente, incentro, ex-incentro
relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC. Vamos
provar que o circunraio de ∆II
a
I
b
é 2R, onde R é
circunraio de ∆ABC.
Por I trace uma paralela a BC e por I
b
trace uma
perpendicular a BC, de modo que estas duas retas
interceptam-se em P. Seja X
b
a intercessão de PI
b
com
BC. Assim, X
b
é o ponto de tangência da circunferência
ex-inscrita relativa a B. Portanto:
I
b
X
b
= r
b
e BX
b
= p
Seja X
a
o ponto de tangência da circunferência inscrita a
∆ABC com o lado BC. Desta forma temos que:
IX
a
= r e BX
a
= p – b
Como IP || BC então ∠I
b
IP = ∠I
b
BC = B/2.

Pelo Teorema da Bissetriz Interna:
i)
c b
a
b
CM
c
BM
+
= = ⇒
c b
c . a
BM
+
= e
c b
b . a
CM
+
=
ii)
b a
c
b
AP
a
BP
+
= = ⇒
b a
c . a
BP
+
= e
b a
c . b
AP
+
=
iii)
c a
b
a
CN
c
AN
+
= = ⇒
c a
c . b
AN
+
= e
c a
b . a
CN
+
=
238

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com
os lados de acordo com a figura ao lado.
Em ∆ABX temos:
AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2
XR = XN = (AX + BX – c)/2
Em ∆BCX temos:
BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2
XR = XP = (BX + CX – a)/2











17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. Prove
que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes, então X pertence à
circunferência inscrita no triângulo ABC.
Solução:








Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c
Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de
contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC.

18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M, respectivamente, as interseções das bissetrizes
interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. Se CL = CM, prove que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
,
onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC.
Solução:








Uma vez que sen
2
B + cos
2
B = 1 então segue diretamente que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
.

19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC, as medidas dos seus lados são inteiros
consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC.
Determine as medidas dos lados do triângulo ABC.
Solução:






M a/2
Y
X
P
c
C B
A
Digamos que x, x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo.
Desde que BP é bissetriz do ângulo B, então ∠ABP =
∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒
∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2
Vamos analisar todas as possibilidades:

I
P
N M
C
A
B
Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana, altura e
bissetriz de A. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB.
Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível.
Desde que AP = PC, então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no
circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento,
ou seja, ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC.
Portanto, temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz
de ∠AMC, ou seja, I é i incentro de ∆AMC, implicando que CI é a bissetriz
de ∠MCA.
R
Q
P N
M
X
B
C A
M L B
A
C
Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é
retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2
e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B.
Pela Lei dos Senos em ∆ABC:
R 2
A sen
BC
B sen
AC
= = ⇒ R 2
B cos
BC
B sen
AC
= = ⇒
R 2
AC
B sen = e
R 2
BC
B cos = .
239

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1, 2 e 3 que é impossível, pois 2 + 1 = 3
ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2, 3 e 4
iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível
Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4

20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A
1
é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de
modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA
1
e ∆ACA
1
são iguais. Se BC = a, CA = b, AB
= c e 2p = a + b + c, prove que ) a p ( p AA
1
− = .
Solução:











IX
BC
P O IX
O O
1
2 1
=


r
a
r r
QA PA
a
1 1
=

+

r
a
r r
b p c p
a
2 1
=

− + −

r
r
1
a
c b AA p
a 1
− =
− − +

1
1
AA p
p
1
a
p AA a
+
− =
− +

1
1
AA p
p
1
a
p AA
1
+
− =

+ ⇒ p
2
– AA
1
2
= a.p ⇒ ) a p ( p AA
1
− = .

21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD, com
D sobre AC. Sejam E e F, respectivamente, os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta
BD, e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. Demonstre que ∠EMD =
∠DMF.
Solução:












Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ.
Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ.
Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒
θ = A + B/2 – 90º.
Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α



Sejam O
1
e O
2
os incentros de ∆ABA
1
e ∆ACA
1
e p
1
e p
2
os
semiperímetros dos mesmos triângulos. Considere que P, Q e
X são as projeções de O
1
, O
2
e I (incentro de ∆ABC) sobre
BC. Nós temos que: S
ABC
= S
ABA1
+ S
ACA1

r
a
.p
1
+ r
a
.p
2
= r
a
(p
1
+ p
2
) = r
a
(p + AA
1
) ⇒ r
a
(p + AA
1
) = p.r
Como O
1
está sobre a bissetriz de B e O
2
está sobre a
bissetriz de C então B, O
1
e I são colineares e C, O
2
e I
também estão alinhados. Portanto temos que ∆IO
1
O
2
~ ∆IBC,
ou seja:

X
r
a
r

r
a
Q P
O
2
I
O
1
A
1

C B
A
Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF.
Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero
CMDF é inscritível. Uma vez que α e ∠DCF
compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de
CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C.
Como ∆BCF é retângulo então
∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒
α = 90º – (C + B/2)
Trace agora uma perpendicular a AB passando por E,
sendo X a interseção desta perpendicular com AB.
B/2
X
E
D
F
B C M
A
B/2
α
θ
240

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO

7.5.1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio.
Como conseqüência, mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A
e B.”

7.5.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado
de circuncentro (O).”
Demonstração:
Seja m
AB
a mediatriz de AB e m
BC
a mediatriz de BC. Seja O a interseção de m
AB
e m
BC
, ou seja, O é
eqüidistante de A, B e C. Desta forma, O pertence ao segmento m
AC
, fazendo com que O seja a
interseção de m
AB
, m
BC
e m
AC
.

7.5.3) Circunferência Circunscrita
Como O é eqüidistante de A, B e C, então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém
os vértices do ∆ABC. A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de
circunferência circunscrita a ∆ABC. Podemos dizer, também, que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o
circuncírculo de ∆ABC.










7.5.4) Área do triângulo inscrito
A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão
2
C sen . b . a
S = .
Pela Lei dos Senos temos que R 2
C sen
c
= ⇒
R 2
c
C sen = ⇒
R 4
c . b . a
S = .
Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo
ABC, pois dados os lados a, b e c de ∆ABC, podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron
e depois usar a equação acima para determinar R.

7.5.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é
2
A cot . BC
OM = .”
Demonstração:











R
R
O
R
C
B
A
Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma
circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos:
R 2
C sen
c
B sen
b
A sen
a
= = =
M
O
C
B
A
Desde que O é o centro da circunferência então:
∠CÔB = 2Â ⇒ ∠CÔM = Â
Como M é o ponto médio de BC então BC = 2.CM. Desta forma:
OM
CM
tg = ⇒
tg . 2
BC
OM = ⇒
2
 cot . BC
OM =
Analogamente, pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de
O a C, respectivamente, são iguais a
2
B cot . AC
e
2
C cot . AB
.

241

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência
circunscrita a ABC. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC, intersectando AB em O
1
, AC
em O
2
e BC em O
3
, então r R OO OO OO
3 2 1
+ = + + .”
Demonstração:













a + b + c = (b + c).cos A + (a + c).cos B + (a + b).cos C ⇒
a + b + c = (a + b + c).cos A + (a + b + c).cos B + (a + b + c).cos C – a.cos A – b.cos B – c.cos C ⇒
(a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.cos A + b.cos B + c.cos C) ⇒
R
S 2
R
OO
R
OO
R
OO
p 2 p 2
1 2 3
− 





+ + = ⇒ pR = p(OO
1
+ OO
2
+ OO
3
) – p.r ⇒ OO
1
+ OO
2
+ OO
3
= R + r

7.5.7) Teorema: “Se, num triângulo ABC, O é o centro do círculo circunscrito; G é o ponto de
interseção das medianas; a, b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito, então
9
c b a
R OG
2 2 2
2
2 + +
− = .”
Demonstração:


















7.5.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro, respectivamente, de um triângulo
com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r.
Então OI
2
= R
2
– 2Rr.”


O
C
B
A
O
3

O
1

A
O
2

a) Inicialmente note que ∠BOC = 2.∠BAC = 2A
∆BOC é isósceles ⇒ OO
3
é altura e bissetriz ⇒
∠BOO
3
= A ⇒ OO
3
= R.cos A
Analogamente: OO
2
= R.cos B OO
1
= R.cos C
A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a.OO
3
/2 = (a.R.cos A)/2
Analogamente S(∆AOB) = (c.R.cos C)/2 e S(∆AOC) = (b.R.cos B)/2
Desta forma a área de ∆ABC é dada por:
S = (a.R.cos A)/2 + (b.R.cos B)/2 + (c.R.cos C)/2 ⇒
S = R(a.cos A + b.cos B + c.cos C)/2
Em ∆ABC temos que:
a = b.cos C + c.cos B b = a.cos C + c.cos A c = a.cos B + b.cos A
Somando estas equações:

G
O
M
C B
A
α
Como ∆OMC é retângulo:
4
a
R OM
2
2 2
− = .
Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM
2
= OG
2
+ GM
2
– 2.OG.GM.cos α ⇒
α − + = − cos .
3
m
. OG . 2
9
m
OG
4
a
R
a
2
a 2
2
2
(1)
Lei dos Cossenos em ∆OGA:
OA
2
= OG
2
+ AG
2
– 2.OG.AG.cos (180
o
– α) ⇒
α + + = cos .
3
m 2
. OG . 2
9
m 4
OG R
a
2
a 2 2

α + + = cos .
3
m
. OG . 2
9
m 2
2
OG
2
R
a
2
a
2 2
(2)
Somando (1) e (2):
3
m
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2
a
2 2 2
+ = − ⇒
12
a
6
c
6
b
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2 2 2 2 2 2
− + + = − ⇒
9
c b a
R OG
2 2 2
2 2
+ +
− =
242

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre
as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”.
Demonstração:











Perceba agora que, sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível, podemos calcular suas
diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco. Do Teorema de Ptolomeu tiramos
o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais. Substituindo uma
equação na outra calculamos seus valores.

Exemplos:

1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6,
4, 5 e 3, respectivamente.
Solução:
Consideremos que: a = 6, b = 4, c = 5 e d = 3.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d = 6.5 + 4.3 = 42.
Aplicando o Teorema de Hiparco:
39
38
3 . 5 4 . 6
5 . 4 3 . 6
d . c b . a
c . b d . a
q
p
=
+
+
=
+
+
= ⇒
38
p . 39
q = .
Substituindo obtemos: 42
38
p . 39
2
= ⇒
13
532
p = . Como
38
p . 39
q = então
19
819
q = .

2) Prove, utilizando o Teorema de Ptolomeu, que se A e B são ângulos agudos, então sen (α + β) = sen
α.cos β + sen β.cos α.
Solução:














3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P. Mostre
que
PQ
1
PC
1
PB
1
= + .
Solução:
D
C
B
A
p
q
d
c b
a
Pela figura temos que S
∆BAC
+ S
∆DAC
= S
∆ABD
+ S
∆CBD

R 4
q . c . b
R 4
q . d . a
R 4
p . d . c
R 4
p . b . a
+ = + ⇒ p(a.b + c.d) = q(a.d + b.c) ⇒
d . c b . a
c . b d . a
q
p
+
+
=
β
α
β
α
D
C
B
A
p
q
d
c
b
a
Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC
seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA. Desde que ∆ABC e ∆ADC são
triângulos retângulos então ∠BAC = 90
o
– α e ∠DAC = 90
o
– β.
Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β.
Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC, ∆ADC e ∆BDC:
R 2
cos
b
sen
a
=
α
=
α
, R 2
cos
c
sen
d
=
β
=
β
, R 2
) sen(
p
=
β + α
.
Pelo Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d ⇒
[2R.sen (α + β)][2R] = [2R.sen α][2R.cos β] + [2R.cos α][2R.sen β] ⇒
sen (α + β) = sen α.cos β + sen β.cos α.
277

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Q
P
C B
A
P
E
D C
B
A













4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm. Achar a
corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores.
Solução:









5) (IME-86/87) Sejam A, B, C, D, E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um
ponto qualquer sobre o arco BC. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono, mostre que PA + PD
= PB + PC + PE.
Solução:












6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d. Sabe-se que
d AD a, BC AB = = = e b CD = , com a, b e d diferentes de zero. Demonstre que d
2
= bd + 2a
2
.
Solução:
Teorema de Pitágoras:
2 2
a d BD − = e
2 2
b d AC − = .
Teorema de Hiparco:
CD . AD BC . AB
AD . AB CD . BC
BD
AC
+
+
= ⇒
d . b a
d . a b . a
BD
AC
2
+
+
= ⇒
BD
d . b a
AC
d . a b . a
2
+
=
+
(1)
Teorema de Ptolomeu: AC.BD = BC.AD + AB.CD ⇒ AC.BD = a.d + a.b ⇒ BD
AC
b . a d . a
=
+
(2)
Igualando (1) e (2) obtemos que: BD
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
– a
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
= b.d + 2a
2


Seja L o lado do triângulo ∆ABC. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no
quadrilátero inscritível ABPC, temos que:
PA.BC = AB.PC + AC. BP ⇒ PA.L = L.PC + L.BP ⇒ PA = PB + PC
Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco
AC na circunferência, então ∠APC = ∠ABC = 60
o
.
Analogamente, temos que ∠APB = ∠ACB = 60
o
.
Desta forma, podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒
PA
PB
PC
PQ
= ⇒ PB.PC = PQ.PA ⇒ PB.PC = PQ(PB + PC) ⇒
PQ
1
PC . PB
PC PB
=
+

PQ
1
PC
1
PB
1
= + .

D
C
B
A
Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas. Trace o diâmetro BD e observe
que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos. Portanto:
i) DA
2
= BD
2
– AB
2
= 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm
ii) CD
2
= BD
2
– BC
2
= 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD:
AC.BD = AB.CD + DA.BC ⇒ AC. 2 10 = 2.10 + 14.10 = 160 ⇒
AC = 2 8 cm
Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos:
AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE.
Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA.BC = AB.PC + PB.AC (1)
Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD.BC = CD.PB + PC.BD (2)
Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3)
Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.BC = CE.PB + BE.PC ⇒
BC.PE = AC(PB + PC) (4)
Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC.PE
Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE.

278

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Como ∠PAQ, ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as
cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS.
Analogamente, como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS:
QS.AR = AS.QR + AQ.RS = AS.QR + AQ.QR ⇒
QS.AR = QR(AS + AQ) (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
PR.AQ = AP.QR + AR.PQ ⇒ QS.AQ = AP.QR + QR.AR ⇒
QS.AQ = QR(AP + AR) (2)

Trace os segmentos RQ, QP e RP. Considere os ângulos α, β, γ e
θ definidos de acordo com a figura ao lado.
Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α.
Portanto, temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA:
PQ
AD
RQ
AB
RP
AC
= = (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
AQ.RP = RQ.AP + PQ.AR (2)
7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular, em função das diagonais a,
b e c, com a < b < c, é:
a)
a
b c
2 2
+
b)
a
cb
c)
a
b c
2 2

d)
2
a
b c





 +
e)
2
a
b c





 −

Solução:











8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP, AQ, AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a
propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).
Solução:










Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).

9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo. Uma circunferência passando por A
encontra os segmentos AB, AC e AD nos pontos P, Q e R, respectivamente. Prove que |AP|.|AB| +
|AR|.|AD| = |AQ|.|AC|.
Solução:









Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos:
PQ
AD
. AR . PQ
RQ
AB
. AP . RQ
RP
AC
. RP . AQ + = ⇒ AQ.AC = AP.AB + AR.AD




S
R
Q
P
A
R
Q
P
D C
B A
γ
β
α
θ
β
α
x
b
a
b
c c
Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado, onde seus 4
vértices também são vértices do eneágono. Aplicando Teorema de
Ptolomeu:
a.x + b.b = c.c ⇒
a
b c
x
2 2

= .
279

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.3) ÁREA
8.3.1) Quadrilátero Convexo Qualquer














8.3.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível













8.3.3) Quadrilátero Convexo Inscritível












) c . b d . a ( 2
) b c d a )( c b d a (
A cos 1
+
− + + − + +
= + ⇒
) c . b d . a ( 2
) b p .( 2 ). c p .( 2
A cos 1
+
− −
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p .( 2
A cos 1
+
− −
= +
Uma vez que
2
A
cos . 2 A cos 1
2
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p (
2
A
cos
+
− −
= .
Como
2
A
sen . 2 A cos 1
2
= − pode-se demonstrar que
c . b d . a
) d p )( a p (
2
A
sen
+
− −
= .
Considere que AC = p e BD = q. Assim:
S
ABCD
= S
APD
+ S
BPC
+ S
CPD
+ S
DPA

2
sen . PD . PC
2
sen . PC . PB
2
sen . PB . PA
2
sen . PD . PA
S
ABCD
α
+
α
+
α
+
α
= ⇒
2
sen ) PD . PC PC . PB PB . PA PD . PA (
S
ABCD
α + + +
= ⇒
2
sen ) PD PB )( PC PA (
S
ABCD
α + +
= ⇒ S
ABCD
=
2
sen . q . p α

r
d
c
b
a
r
r
r
I
D
C
B A
S
ABCD
= S
AIB
+ S
BIC
+ S
CID
+ S
DIA

S
ABCD
=
2
r ). d c b a (
2
r . d
2
r . c
2
r . b
2
r . a + + +
= + + + ⇒

S
ABCD
= p.r
D
C
B
A
d
c b
a
Lei dos cossenos em ABD e CBD:
BD
2
= a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A e BD
2
= b
2
+ c
2
– 2.b.cos C
Como A + C = 180
o
⇒ cos C = – cos A.
Portanto: b
2
+ c
2
+ 2.b.c.cos A = a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A ⇒
) c . b d . a ( 2
c b d a
A cos
2 2 2 2
+
− − +
=
Calculemos agora o valor de 1 + cos A:
) c . b d . a ( 2
) c b ( ) d a (
) c . b d . a ( 2
c . b . 2 d . a 2 c b d a
A cos 1
2 2 2 2 2 2
+
− − +
=
+
+ + − − +
= + ⇒
α
P
α
D
C
B
A
280

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB:
S
ABCD
=
2
C sen . c . b
2
A sen . d . a
+ .
Como A + C = 180
o
temos que sen A = sen C. Desta forma:
S
ABCD
=
c . b d . a
) c p )( b p (
.
c . b d . a
) d p )( a p (
) c . b d . a (
2
A
cos .
2
A
sen . 2
2
c . b d . a
A sen .
2
c . b d . a
+
− −
+
− −
+ =
+
=
+

) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − =

8.3.4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível
Em um quadrilátero inscritível temos que:
a + c = b + d = p ⇒ p – a = c p – b = d p – c = a p – d = b
Deste modo: ) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − = ⇒ d . c . b . a S
ABCD
=

Exemplos:

1) (Fuvest-2000) Na figura, E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo
agudo BÊC. Se EA = 1, EB = 4, EC = 3 e ED = 2, então a área do quadrilátero ABCD será:

a) 12.sen θ b) 8.sen θ c) 6.sen θ d) 10.cos θ e) 8.cos θ
Solução:
θ =
θ + +
=
θ
= sen . 12
2
sen ) 2 4 )( 3 1 (
2
sen . BD . AC
S
ABCD


2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD. Sabendo que AB = 6, BC = 8,
CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º, qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ?
A
B
C
D
7
8
6
120
O

Solução:
Como ABCD é inscritível então ∠D = 60
o
. Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC:
AC
2
= AB
2
+ BC
2
– 2.AB.BC.cos 120
o
= AD
2
+ CD
2
– 2.AD.CD.cos 60
o

2
1
. 7 . AD . 2 49 AD
2
1
8 . 6 . 2 64 36
2
− + =






− − + ⇒ AD
2
– 7.AD – 99 = 0 ⇒
2
445 7
AD
+
=
Assim:
8
3 . 7 ). 445 7 (
4
3 . 8 . 6
2
60 sen . CD . AD
2
120 sen . BC . AB
S S S
o o
ADC ABC ABCD
+
+ = + = + = ⇒
S
ABCD
≅ 63,36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63.
281

Gabaritos


Capítulo 1: Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos
1) d 2) 10 3) 36
o
4) 6
o
5) c
6) 76
o
7) 360
o
8) c 9) V V F V 10) a
11) b 12) d 13) a 14) d 15) e
16) a 17) a 18) b 19) b 20) c
21) d 22) c 23) e 24) e 25)
26) d 27) b 28) c 29) a 30) d
31) b 32) a 33) a 34) c
35) x = 9
o
e y = 45
o
36) 12
o
37) 30
o
38) 18
o
39) 60
o

40) 15
o
, 35
o
e 130
o
41) 32
o
42) 24
o
e 66
o
43) 36
o

44) 28
o
, 68
o
e 84
o
46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm
59) (6, 6, 2), (6, 5, 3), (6, 4, 4), (5, 5, 4) 65) 50
o
, 50
o
, 80
o
66) 84
o
67) 20
o

68) Â = 76
o
; B
ˆ
= 38
o
69) 76
o
70) 45
o
71) 36
o
, 72
o
, 72
o

72) 83
o
4’36”,9; 69
o
13’50”,8; 27
o
41’32”,3 73) Â = 108
o
; B
ˆ
= 54
o
; C
ˆ
= 18
o
77) 36 m
78) 48
o
; 58
o
; 74
o
79) 30
o
80) 9
o
83) 84)
85) e 86) 66
o
87) 100
o
88) 180
o
89) c
90) c 91) 140
o
92) 18 93) a 94) e
95) a) Sim. 3 vezes; b) Sim. 6 vezes. 96) 95
o
/2



Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1) b 2) 2 2 4) d 4) b 5) F V V V V
6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 10) d
11) a 12) b 13) c 14) d 15) 4
16) d 17) e 18) d 19) c 20) a
21) 5 22) 8 23) a 24) 19,2 25) 41 2 cm
26) b 27) c 28) e 29) e 30) d
31) c 32) b 33) b 34) 320,15 km 35) a
36) e 37) b 38) b 39) b 40) e
41) a 42) b 43) d 44)
2
2 2 −
e
2
2 2 +

45) b 46) d 47) c 48) e 49) a
50) d 51) d 52) d 53) e 54) d
55) c 57) x = 14 y = 15 58) 34 84) 350 85) 3,1
86) 6 cm, 8 cm e 25 cm 87) AD = 5,14 cm e DE = 5,71 cm
88) CF = 6,4 cm e AF = 5,6 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)]
96) 2 / 5 2 10 h + , 2 / 5 2 10 h − , 5 h 97) DM = DN = 5a/4 98)
16
) 1 33 ( a 3
AN AM

= =
99) 3 / 3 a 105) 20
o
106) c 107) e 108) 2
109) 3 2 − 116) 8 ou 12 118) a) 90
o
; b) 69
o
; 4x + 6y
121) a) 36
o
; b) 2; c)
2
1 5 +
122) 90
o
124) D é o pé da altura relativa a BC
125)
3
52
127) b) 5/2 130) 11/2 131) 74 132) 11
134) 49/2, 245/6 e 98/3 135) c


331

Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática

Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa) Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal

COLEÇÃO ELEMENTOS DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

GEOMETRIA PLANA

3ª edição (2010)

p. – 3 ed.2010.Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira Todos os direitos desta edição estão reservados à Marcelo Rufino de Oliveira Belém – Pará – Brasil E-mail: marcelorufino@hotmail..7 .. Chaves LOUDES PACHECO Ficha Catalográfica Editora VestSeller Impressão F48c. Márcio Rodrigues da Rocha. Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro.com Ilustração da Capa Maximiliano / Zeef Modificações em 2010 Annysteyne M..: CDD: 510.. Matemática (Ensino Médio) – geometria plana I . – Fortaleza – Editora VestSeller .. Marcelo Rufino de Coleção elementos da matemática.Oliveira. 347 ISBN: 978-858917123-X 1. Título. III. II. Matemática (Ensino Médio) 2... Título: Geometria plana. 2 : Geometria plana / Marcelo Rufino de Oliveira.Pinheiro..

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fatos causam fatos e esses são conseqüências de outros. procura exibir aos alunos que a soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso. sem argumentar o motivo dessa posição. quando se fala em reta. Com efeito. Assim. Afirmar. PARTE II ⇒ PARTE I PARTE III PARTE III PARTE II PARTE I É obvio que tal atitude é louvável. Nesse último exemplo. sem tê-la comprovado. ao tomar tal posicionamento. tão somente. principalmente no que diz respeito às suas propriedades. todas) fases da vida do estudante. ampliando gerações de verdadeiros alienados. Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser retângulos. ângulos. faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos. circunferências. dos ângulos formados entre paralelas e transversais). polígonos. De um modo geral. como um triângulo desmontável de isopor ou cartolina. mas o principal problema consiste em não explicitar que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores (diretamente. em verdade. Ou ainda de afirmações mais ingênuas. evidencia-se que até as próprias definições são repassadas de modo desleixado. por exemplo. isto é: o professor vai listando uma série de definições (segmentos de retas. Não são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis” mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até totais dos resultados (tese). o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se. Ainda genericamente falando. segundo essa ou aquela condição. vez por outra procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. retângulo é retângulo. Para tal estudo. tal qual a figura a seguir sugere. do tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas. busca (nas mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes. pode-se garantir que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo). às vezes. . o professor simplesmente passa adiante um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar. deve-se imaginar um ente infinito. no sentido formal da palavra. triângulos.APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que ocorrem no mundo. o que é na verdade a essência da matemática: tudo é interligado. muito mais cômodo que prová-lo. Principalmente para o professor que em geral não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos. É. não necessariamente matemáticas. por exemplo. a fim de obter tais propriedades. Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a validade de muitas propriedades. ou seja: quadrado é quadrado. e aplicam proporções erradas sobre seus lados. Isso se reflete durante muitas (e. porém. Quando um professor dedicado. que não ocorre naturalmente. etc. do mesmo nível de heresia que defender o aborto numa dissertação. Isto é imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo exceções).

então A deve vir antes de B no livro. Entretanto. Funções. repudiam-se idéias do tipo que o aluno não consegue aprender dessa ou daquela forma. sem dúvida. a geometria de modo axiomático (ou. Unicamp. Os autores . 2) para não confundir ou desestimular o aluno. nem mesmo seu interesse.Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática. respectivamente. por exemplo. nos quais se exige mais do que simples memorização de fórmulas e de resultados. de instituições como Colégio Naval. Mostrando. os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os assuntos. Há dois motivos para a existência deste desafio: 1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B. procura-se desenvolver tais qualidades. Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos. especificamente neste volume. Probabilidade. Exponencial. e Matrizes Autor: Marcelo Rufino de Oliveira. já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais prejuízos. embasado nos mais sólidos conceitos. Qualquer indivíduo ao qual se propõe o aprendizado de análise sintática e semântica. UnB. Combinatória. programada para apresentar toda a matemática elementar em seis volumes: Volume 1 – Conjuntos. Não se deve menosprezar a capacidade dos alunos. IME. tem condições de compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. ITA. para a aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil. os assuntos mais complexos deve estar mais para o final do livro. Logaritmo e Aritmética Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 2 – Geometria Plana Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 3 – Seqüências. o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática. a partir da 8ª série. Polinômios e Geometria Analítica Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França Volume 5 – Geometria Espacial Autor: Antonio Eurico da Silva Dias Volume 6 – Cálculo Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência com que os assuntos serão apresentados. a razão pela qual a teoria sobre a semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro. Dificuldades há. Ao menos melhor do que o atual. por exemplo. o que o ajudará a raciocinar coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos (não somente em matemática!). aproximando-se de tal). Deseja-se que o estudante adquira um senso crítico de causa e efeito. Manoel Leite Carneiro e Jefferson França Volume 4 – Números Complexos. pelo menos. Por experiência própria. que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de dificuldade. O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas. Estes motivos justificam. Conseqüentemente. dentre outros. USP. No entanto. sob pena de estar cometendo preconceitos ou precariedade na metodologia de ensino.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 6. . . . . . 190 2. . . . . . . . . Área e Relações Métricas no Círculo 1. . . . . . . . . . Ângulos na Circunferência . Segmentos Tangentes . . 203 . . . Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87 10. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 5. . . . . 99 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . . 6. . . . . . Área e Relações Métricas de um Triângulo 1. . . . . . . . . 79 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 8 10 14 14 20 22 23 31 36 45 46 49 57 63 Capítulo 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . 85 9. . . . . . . . . . . . . Determinação de uma Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . . . . . A Fórmula de Heron . . . . . . Conexidade e Concavidade . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 2. . . . . . . . . . Introdução aos Círculos 1. 8.Índice Capítulo 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 125 125 132 137 154 159 169 175 Capítulo 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Paralelismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Introdução aos Quadriláteros 1. . . . . . . . . . Noções (Idéias) Primitivas . . . . . . . . . . . . . . . . 77 2. . . . . . . . . Congruência de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 11. . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Posições Relativas de Reta e Circunferência . . . . . . . . . . . Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema das Cordas . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semelhança de Triângulos . . . 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Condições de Inscrição e Circunscrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . Teorema da Base Média . 5. Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 Capítulo 4. . . . . . Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Posições Relativas de Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Introdução – Linhas. . Arco Capaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . . . . . 4. . . . . . . . 10. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . Semelhança de Polígonos . . . . . . . . . . Capítulo 5. . . 2. . . . . . . . . . . Teorema da Reta Tangente . . . . . . . . . . . Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . 2. . Triângulos e sua Classificação . Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . . . . . . . . . . . . . 80 4. . . Ângulos e Triângulos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . . 3. . . Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . . . . . . . . . . . Altura e Ortocentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . 216 216 221 228 241 247 254 256 276 277 280 284 284 287 294 294 294 295 295 299 299 299 307 316 Apêndice . . . . . . . . Capítulo 9. 7. . . . . . . . . . . . . . 5. . . . Relação de Euler . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Capítulo 7. . . . . . . . . . . . . 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . Capítulo 8. . . . . . . . . . . . . . . . Polígonos 1. . . . Teorema de Hiparco . . . . . . . Teorema de Ptolomeu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . Teorema de Ceva . . . . . . . . . . . . . . . Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mediana e Baricentro . . . . . . . . . . . . . . . Bissetriz e Incentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 331 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 328 Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Um terreno na forma de um paralelogramo qualquer Um terreno na forma de um retângulo 1 . isto é. calcular volumes e edificar construções. É claro. Introdução: Linhas. obrigatoriamente. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma circunferência é. serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado trabalho. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras. Pode-se afirmar que. Garante-se. que é um formato poligonal mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira. os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados medindo 3. como aqui no Brasil. objetivavam demarcar terrenos retangulares. egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais. que o quadrilátero é um retângulo. Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. Basta comparar. de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos que encontrava ou. Para exemplificar. como álgebra ou física. ainda que contemporâneas ou. aproximadamente. construía. agora. que importaram muito do conhecimento matemático egípcio. pelo menos a princípio. palmos de uma mesma mão) é retângulo. o triplo do diâmetro da mesma. comumente a agrimensura. Ângulos e Triângulos Introdução: Linhas. as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho totalmente prático. já conheciam esse resultado (teorema de Pitágoras) em sua totalidade. muitas propriedades como essas são utilizadas ainda hoje. às vezes de outros assuntos. por exemplo. Só como curiosidade. por exemplo) elucida fatos como os acima.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA Da observação da natureza ao redor. não necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida? ESTRUTURAS INSTÁVEIS ESTRUTURAS RÍGIDAS Um conhecimento razoável de geometria (e. inicialmente. Que um quadrilátero com diagonais de mesma medida tem os quatro ângulos retos. posteriormente. Mesmo em outros países. Que um quadrilátero com lados opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. assim como da necessidade de medir e partilhar terras. que nem sempre a humanidade teve a mesma quantidade de informação que existe hoje. por exemplo. ajusta-se um quadrilátero. a construção civil ainda usa também certos resultados geométricos empiricamente. que ainda não é. dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo comprimento dos dois primeiros). PRONTO. Mas quando um ajuste final é feito de modo que dois últimos pedaços de bambu. 4 e 5 (na mesma unidade. por exemplo). sirvam de diagonais ao quadrilátero. em não raros casos. há mais de cinco mil anos. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular. Com quatro pedaços de bambu. observar e prever os movimentos dos astros. por exemplo. Ângulos e Triângulos 1. um retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). de mesmo tamanho. porém. de épocas posteriores. Por que uma estrutura triangular é estável. por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e na África. a arquitetura ou a astronomia.Capítulo 1. As duas últimas das propriedades listadas acima. Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no espaço. Os babilônios. surgiram tentativas do homem de explicar ou. a estrutura não fica rígida (indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço.

como Tales de Mileto.C.. por meio das iniciais e das já justificadas anteriormente. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. um professor da universidade de Alexandria. O resultado geométrico mais famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras. inegável. repetidas vezes dava o mesmo resultado. a partir desse período procurou-se JUSTIFICAR. bem como a idéia de que “tudo são números”. É altamente provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e erro. Durante praticamente dois milênios. em que intuição. experimentalmente. então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante. sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água. o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de outrora. Novamente. Introdução: Linhas. Aproximadamente pelo século V a. todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes (ou capítulos): os ELEMENTOS. de fato. Rapidamente. e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares. A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. definindo novos termos a partir dos preexistentes. previsível. com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos mais experientes satisfaz. sendo Tales considerado o pai das explicações formais de propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração). Ângulos e Triângulos Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos povos antigos? A princípio. essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes. quando. Sem dúvida. em última análise. reuniu. Por volta do século VI antes de Cristo. a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou dedutivo de estudo.Capítulo 1. de intuição. os quais. a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos possíveis (não só os geométricos). que aprendeu muito com discípulos de Platão e com egípcios. de um modo geral. especificamente em uma das propriedades aceitas como verdadeira. Pitágoras foi fundador de uma espécie de seita. uma revolução do pensamento humano começa a tomar forma. que pregava a supremacia da matemática (destacadamente. com o surgimento de outras geometrias (não euclidianas). entre dois e três séculos antes de Cristo. apesar de haver indícios de que ele já era conhecido e utilizado vários anos antes. que certo fato. procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra. fogo. o postulado V. Resumindo de modo grosseiro. ou principalmente. Apesar disso. que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares. A partir do século dezoito. verificouse que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto. com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais. a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como uma ciência experimental. Em meados do século dezenove. Contudo. o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir. Mesmo assim. é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em algumas tribos) de geração a geração. Provavelmente. as quais servem de base a toda construção seguinte. a supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época. os Elementos foram utilizados como obra de referência no ensino de geometria. comprovada por vários acertos anteriores. Isso é que se chama de resultado empírico. cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em exatamente cinco categorias). organizada e formalmente. ar e quintaessência). que será visto após. bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. sob uma visão sintética. desvinculando-se da filosofia pura). a resposta ainda está incompleta. aceitas naturalmente. os primórdios da geometria (em verdade. dita as regras. os quais foram grandes responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse apenas. os pitagóricos. terra. pode-se dizer que. com a certeza da experiência. Euclides. surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou propriamente ditos. a natureza humana. expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande parte do mundo ocidental da época: os romanos. porém. Quando se verificava. a homenagem é feita ao líder da congregação de que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento. sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. dos números) no universo. não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história da matemática. e um de seus pupilos. façanha possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia. Pitágoras de Samos. de modo irrefutável. 2 .

de uma impossibilidade. deve-se admitir que os termos não definidos têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas. que são aqueles termos admitidos sem definição. formalmente.Segmento de reta é uma porção. Nesta opção. por não haver melhor. provavelmente responderia: . mas que terão uso bem limitado por certas regras (os postulados. tais como: . extraindo prefixo e sufixo de alinhados. Daí. com total segurança. gera logo uma impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. No entanto. As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são: 3 .O que é um segmento de reta? O mesmo professor.Capítulo 1. os quais servirão para definir. definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos. Ora. interessado. admite-se a menor quantidade possível de conceitos elementares sem definição. à noção usual que se possui de reta. Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”. entretanto. Surgem. O que ocorre. Ou seja.O que é um ponto? . supostos conhecidos previamente. . de modo que certos pontos (interiores) estejam entre outros dois (extremidades). explicação. todavia. A matemática. num estudo axiomático de uma determinada teoria. pode-se encontrar a seguinte seqüência de sinônimos: Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação. é que explicação é definida. Introdução: Linhas. “definiu-se” reta por meio de outras palavras que levam à original: reta. assim. sempre. é possível obter-se a seguinte resposta: “Dados três pontos não colineares. Por exemplo. c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal.Reta é um conjunto de pontos. no sentido matemático dado ao termo definir. nos seus Elementos. da observação. assim. que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto. isto é. esse primeiro caso deve ser excluída. adota a última das três posturas apresentadas. um triângulo é a união dos segmentos de reta com extremidades em dois desses pontos”. todos os demais termos seguintes. parte ou subconjunto de uma reta. o processo volta a uma palavra que já foi utilizada anteriormente.O que é uma reta? Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo: . resta o radical linha. de forma a poder definir todos os demais conceitos. realmente. também é um conjunto de pontos. Essa posição ideológica já era utilizada por Euclides. aqueles que estão alinhados. por exemplo: . por meio da mesma palavra. contudo. ao se procurar o significado do termo hermenêutica. não pode ser utilizado como uma definição rigorosa. a serem vistos mais tarde). porém. em última análise. um termo por meio de um termo novo. por exemplo. tentando elucidar a questão. que o absorveram através da experiência de vida. ou ainda. do senso comum. b) Utilizam-se definições cíclicas. Desse modo. Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas. É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo “pontos”. Uma circunferência. as noções primitivas.O que são pontos colineares? . Ângulos e Triângulos 1. Isso. por tratar-se.Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta. No processo de definições dos termos relacionados a um certo assunto. não correspondendo. podem ocorrer somente três casos: a) Define-se. Isso.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo. Existe algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não. como. e é uma das principais conquistas do pensamento humano.

1) Proposições Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente. infinita) estrada sem curvas. é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é perfeita. s. Apesar de não servir como definição.2. B. sem fronteiras ou bordas. Entretanto. Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos: 4 . que pode ser percorrida indefinidamente. isto é. É interessante perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou elevações). Na concepção comum. geométrico ou não. Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais entes geométricos. Introdução: Linhas. Por isso. α α OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos. Ângulos e Triângulos 1. uma espécie de átomo geométrico. P. o do papel. uma vez que. É importante a idéia de que um ponto não possui dimensão (“tamanho”). É importante notar que há várias representações de planos ao redor: o plano do quadro. dentre outros. já que ela deve ser entendida como ilimitada. como um triângulo) em perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano. Após conceitos e definições. como uma reta.Capítulo 1. que é tornar uma superfície lisa. nunca mais se volta ao mesmo lugar. o do teto. e infinito. PLANO: representado. Q. podendo se prolongado em duas direções ou em composições destas. ou seja. um plano deve ser considerado ilimitado. indicando a continuidade nos seus dois sentidos. há certa preferência em representá-la com setas duplas. utilizar um retângulo (ou outra figura. mas não obrigatório. aplainar (ou aplanar). é capaz de representar perfeitamente uma reta. PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A. por exemplo. porém. etc. Nada que se possa visualizar por completo. inclusive a adotada nestas linhas. t. planícies (no mesmo sentido). como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede. P A 2. o plano do chão. As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. π. β. sempre num mesmo sentido de percurso. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r. em geral. partindo de um de seus pontos. Essa frase ajuda a aguçar a intuição. uma reta pode ser vista como uma das margens de uma longa (teoricamente. Também é usual. por letras gregas minúsculas: α. C. às vezes. etc. Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas suas partes”. no sentido original da palavra (INDIVISÍVEL). mas não serve matematicamente falando por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada ciência. 1. etc. e infinita. r r 3.

D 29 . ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. Solução: E A F B C Observe que nos triângulos ACD e ECB temos: ˆ CD ≡ BC. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois triângulos. B C 5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD. Ângulos e Triângulos 3) Num triângulo isósceles. ii) as bissetrizes relativas aos ângulos da base. implicando que AD e BE possuem igual comprimento. N M B C A ii) P Q Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes. Deste modo. B C 4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles. BE e CF são congruentes. implicando que ∆ABC é isósceles. então ∠CBQ ≡ ∠BCP. ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡ ∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. concluímos que BQ ≡ CP. comum aos P Q dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual . AC ≡ EC e ∠ACD = 60o + C = ∠ECB. . Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum. Demonstrar que os segmentos AD. De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e BE. temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes. Pelo caso especial de congruência de triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Solução: A i) Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que BN ≡CM. comprimento (BQ ≡ CP). demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais. Portanto. Logo. Solução: A Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC. onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ. Introdução: Linhas. temos que CN ≡ BM.Capítulo 1. CAE e ABF.

respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b. Solução: C hc Em ∆ACF. respectivamente. Solução: A Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e ACM. 9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro. Solução: A Considere que a distância do ponto P aos vértices A. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2. Solução: Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm. Introdução: Linhas. Determinar entre que limites pode variar a medida do lado AC. y z Somando obtemos: x + y < a + b. 2 P Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a. x a+b+c Somando estas desigualdades obtemos x + y + z > . 8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. b < x + z e a < y + z. Observando os triângulo ∆ABP. 2 2 2 2 2 2 2 A demonstração para os outros lados é análoga. B e C são x. ∆ACP e ∆BCP obtemos: c < x + y. Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c. Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒ a+b+c AM < 2 C B M 30 . B C Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c.Capítulo 1. Ângulos e Triângulos 6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. 2 B A F 10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. 7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro. ∆BCF temos: hc + AF > b e hc + BF > a ⇒ 2hc + (AF + BF) > a + b ⇒ 2hc > a + b – c. a+b+c Somando estas desigualdades: h a + h b + h c > . Solução: a b+c a a b+c a a+b+c + Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒ < ⇒ + < ⇒ a< . Analogamente: 2hb > a – b + c e 2ha > – a + b + c. y e z.

ˆ ˆ Na situação esquematizada anteriormente.1) Definições Dadas duas retas distintas. dentre os oito acima. dois a dois. 31 . uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do conjunto formado pelas duas iniciais.  ˆ B r ˆ D ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ A ≡ C.Capítulo 1. Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t. E + F ≡ F + G ≡ G + H ≡ H + E(= 1 raso) O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos. B ≡ D. D e Ĥ são os pares de ângulos correspondentes. mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s. Ĉ e Ĝ. Introdução: Linhas. B e F . B e Ĝ são os pares de colaterais externos. o caso em que r e s são paralelas. D e F . Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ. Ĉ e F são os pares de colaterais internos. com o  e Ĝ. com vértices distintos.  ˆ B ˆ D r ˆ ˆ ˆ Na figura ao lado. bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s. Formam-se.10. A + B ≡ B + C ≡ C + D ≡ D + A(= 1 raso) ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ E ≡ G. B e Ĥ são alternos externos. tenham vértice comum. são: – Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido bem como outros lados estiverem um em r. ˆ enquanto que  e Ĥ. Para tanto. Diz-se que dois ângulos. outro em s. Ângulos e Triângulos 1. ou seja. assim. oito ângulos (não nulos nem rasos). desde que. ˆ ˆ ˆ Na situação original. ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado – colaterais). os quais são fáceis de se relacionar. D e Ê. F ≡ H.10) PARALELISMO 1.  e Ê. inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅.

BC = 5 cm. Demonstrar que AB = CD e AC = BD. B. 50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais são iguais: 1) os lados BC e B’C’. Mostrar que os dois triângulos são congruentes. 4AB + AC – 2BC = 6 cm. ABCD é um retângulo e AME é ˆ ˆ um triângulo. traça-se a bissetriz do ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE = AB e AF = AC. 51) BM e CN são duas medianas de um triângulo ABC. Introdução: Linhas. Calcule x. A x B S C 44) Na figura seguinte. B M N 72° A 80° C P 53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um triângulo retângulo isósceles ABC. 54) Demonstrar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado e as alturas relativas aos outros lados. um ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos outros dois lados. C. E A B M D 36° C 43) Na figura seguinte. • B 61° C 42) Na figura. As retas BN e CM cortam-se em O. sucedendo-se na ordem alfabética. 48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta que têm o mesmo ponto médio. 55) Provar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado. Calcule x. Une-se B com F e C com E. 52) Num triângulo ABC. Calcule EAB e BEM . 56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são congruentes quando têm iguais os perímetros e as alturas relativas às bases. Mostrar que o triângulo BOC é isósceles. Demonstrar que MC = (CA – CB)/2. D são pontos distintos de uma reta. 47) AB e BC são segmentos adjacentes. B e C são quatro pontos de uma reta. e tais que OA = 3 cm. Mostrar que AC = BD e que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto médio. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB e CN de um segmento NQ = NC. e tais que AB = . 49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é um ponto interno ai segmento MB. ABC é um triângulo retângulo e isósceles e ACD é um triângulo isósceles de base CD. Ângulos e Triângulos 41) Na figura a seguir. A. Calcule as medidas dos ângulos do triângulo ABC. Demonstrar que MN = (AB + BC)/2. sabendo que AB = AS = SC. o triângulo MNP é eqüilátero e BM = BN. OB = 5 cm. 41 45) A. 2) os ângulos B e B’.Capítulo 1. Mostrar que BF = CE. 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. A X D CD = 3 cm. Demonstrar que os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A. AS é bissetriz interna do triângulo ABC. tais que AM = AN. 46) O. sucedendo-se na ordem OABC. cujos pontos médios respectivos são M e N. Calcular a distância entre os pontos O e C.

58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um triângulo isósceles ABC. 73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o ˆ dobro do ângulo B . tais que MB = BA e NC = CA. Ângulos e Triângulos 57) Determinar a medida do maior lado de um triângulo sabendo que é expressa por um número inteiro de centímetros e que os outros dois lados medem 2 cm e 9 cm. P e Q são pontos dos lados BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. 71) P é um ponto do lado AB de um triângulo ABC. 70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. Calcular o ângulo formado pela altura relativa ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â. Achar os ângulos do triângulo BCD. 64) Provar que o segmento que une um vértice de um triângulo com um ponto qualquer do lado oposto é menor que ao menos um dos outros dois lados. 76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura relativa à hipotenusa BC. Prolonga-se o lado AB de um segmento BD = BC e une-se C com D. 42 . 65) Num triângulo ABC. Andando em direção à torre passou pelo ponto C tal que o ˆ ângulo ACB = 30o e verificou que DC = 72 m. A bissetriz do ângulo BAH intercepta BC em D. colocou-se no ponto D de ˆ forma que o ângulo ADB = 15o. Calcular os ângulos do triângulo. 68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD = ˆ BD. Demonstrar que o triângulo ACD é isósceles. Calcular os ângulos do triângulo.Capítulo 1. O ângulo ˆ ˆ 67) ABC é um triângulo no qual B = 60o e C = o 20 . Introdução: Linhas. tal que AP = PC = BC. 62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo retângulo é maior que a semi-soma dos catetos. Demonstrar que AD = AE. tais que os ângulos BÂD e CÂE são respectivamente iguais aos ângulos C e B do triângulo. 74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. 59) O perímetro de um triângulo é 14 m. ˆ ˆ 69) As bissetrizes dos ângulos B e C de um triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de 128o. 72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao lado AC. Determinar a medida do lado AC. Calcular os ângulos do triângulo. 61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcamse os pontos M. 63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das medianas de um triângulo está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. Determinar a altura da torre AB. além disso. Determinar as medidas dos lados sabendo que são expressas por números inteiros de metros. Sabendo que o ângulo C = 66o. 75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se duas retas que interceptam o lado BC nos pontos D e E. o ângulo  = 60o e o ˆ ângulo B = 100o. Une-se M com A e com B. Demonstrar que as ˆ bissetrizes dos ângulos B e HÂC são perpendiculares. Calcular o ângulo agudo formado pelas alturas traçadas dos vértices B e C. Provar que o perímetro de MNP é menor que o perímetro de ABC. N e P. Calcular o ângulo MÂN. 77) Um observador pretendendo determinar a altura de uma torre AB. ˆ ˆ sabendo que as bissetrizes dos ângulos B e C o formam um ângulo de 132 . Demonstrar que MA + MB < AC + CB. CP é a bissetriz interna relativa ao vértice C. 60) M é um ponto interno a um triângulo ABC. 78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas aos ângulos B e C de um triângulo ABC. calcular os ângulos A e B do triângulo. um em cada lado. 66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC.

70° e 80° C) 20°. OZ é a bissetriz do ângulo XÔY. OB e OC são as bissetrizes respectivas dos ângulos XÔY. c. D . 65° e 85° E) 25°. Ê e F será de quantos graus? 89) (Bélgica-2003) Na figura. Introdução: Linhas. Sobre o lado AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD = DC e EB = EC . Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY também é bissetriz do ângulo AÔB. as medidas dos ângulos internos de vértices B e C são dadas por 2x + 10o e 4x – 40o. o ponto D pertence ao lado AC de modo que BD = DC. ∠ABC = 80° então o ângulo ∠ADB é igual a: a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70° 85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido pela rotação do triângulo ABC de 90o no sentido anti-horário ao redor de C. Se a medida do ângulo externo de vértices A é 5x. b. 60° e 90° B) 30°. Determinar a medida do ˆ ângulo ∠DCE . C . Então a soma dos ângulos ˆ ˆ ˆ ˆ Â. YÔZ e XÔZ.Capítulo 1. M e N são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC = CA. Calcular os ângulos do triângulo. Quanto mede o ângulo DÂC? 88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de reta r e s são paralelos. 75° e 80° 84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC. A D α 60O 40O C Quais retas são paralelas? a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n e) não existem duas retas paralelas E a) 75o b) 65o c) 70o d) 45o e) 55o 90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com os ângulos mostrados na figura. conforme mostrado no desenho abaixo. Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semidiferença dos ângulos BÔC e AÔC. alguns ângulos entre as retas a. o o 79) ABC é um triângulo no qual  = 120o. B . Sabendo-se que ∠BAC = 40°. OA. ambos agudos. 81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é uma semi-reta interna ao ângulo AÔM. 82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos consecutivos. 83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC . então os ângulos internos desse triângulo são iguais a: A) 30°. 80° e 80° D) 30°. Ângulos e Triângulos ˆ BÊD = 95 e o ângulo BDC = 82 . 87) (Portugal-98) Na figura seguinte. Podemos afirmar que α é igual a: B 86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que ˆ ˆ possui ∠BAC = 36o e ∠ABC = 21o. m e n são dados. AD = BC . 80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos consecutivos AÔB e BÔC. Calcular o ângulo BÔZ. 43 . Calcular o ângulo MÂN. e tais que AÔB – BÔC = 36o.

é aproximadamente igual a a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64 64 . um arquiteto grego que viveu no século quinto a. o lado maior do primeiro retângulo está para o lado maior do segundo retângulo assim como o lado menor do primeiro retângulo está para o lado menor do segundo retângulo. BD = 1. em centímetros. ou seja.5 cm. o triângulo ABC.1 cm.C. retângulo em M. é a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3 12) (UFRN-2000) Considerando-se as informações constantes no triângulo PQR (figura abaixo). 1 cm A 2 cm B Se os lados têm as medidas indicadas. tem lados de medidas 39 cm.Capítulo 2. tem perímetro de 30 cm. construiu o Parthenon com medidas que obedeceram à proporção áurea..2 e) 19. enquanto que o triângulo MNC. DF = 2.6 d) 19. C D 13) (UFRN-2004) Phidias.8 c) 18. 36 cm e 15 cm. BCD e BDE. sendo AB seu cateto menor. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos A 11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os triângulos retângulos ABC. FG e DE . 30° A B A medida do segmento AD . E N M 1 cm D 1 cm B O C C 8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o triângulo ABC e os segmentos BC .4 b) 17. A a) 5 b) 6 c) 7 d) 8 N C M B Qual é a medida do segmento NA ? 10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD // AB . pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede: R 3 3 a) 16. CD = 12 m e AB = 48 m. Se AF = 3 cm. em metros. paralelos entre si. CE = 2 cm e FG = 2 cm.8 P 4 3 Q 9) (Unifor-99) Na figura abaixo. então a medida do lado BE . em centímetros. retângulo em A. então o perímetro do triângulo ABC é. Veja a figura abaixo. o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e que os retângulos EFGH e E´FGH´ são semelhantes.

3 DC = DE = CE = m. paralelamente ao 65 . c) 9 d) 8 e) 4. AB = 12 . respectivamente. vale: a) 4 m b) 2 2 m c) 4 2 m d) 8 m e) 8 2 m 17) (UFPB-88) Na figura. da extremidade A. Sabendo que S é o ponto médio de RT . a) x – y = 14 b) x + y = 22 c) x. E e G são retos. Então. Se NM = 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Assim. AB é paralelo a DE . apoiada sobre uma mureta de concreto no ponto C. como na figura. O maior lado desse triângulo mede. Sendo h a altura. NP = 6 e CB = 5. os ângulos B. U é o ponto médio de TV .y = 8 3 d) x : y = 8 e) 1 1 11 + = x y 12 18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um triângulo retângulo são 6 e 8. 2 20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem pontos internos S. determine a medida do segmento AM. na figura ao lado. a medida de RV é 69 e a medida de RT é 19. NP || AB e NM || CB. A medida da projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é igual a: a) 2.5 c) 3.x + 1 14) (UFPB-78) Na figura ao lado.8m. AC = 15 e EF = 4 .2 d) 3. é válida a igualdade A solo D E 22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um cano de diâmetro desprezível.2m. As dimensões são AC = 1. de 8 vezes a altura h. os segmentos ED e DF valem.0 b) 2.Capítulo 2.x – 1 d) x2 . em cm. B C 16) (UFPB-87) O comprimento BC . em metros. determine o valor. 3 b) 28 3 a) 5 e 3 d) 3 e 5 b) 3 e 4 e) 4 e 5 c) 4 e 3 15) (UFPB-86) Na figura. Então. BC = 9 . em 3 relação ao solo. podemos afirmar que a razão da medida da base do Parthenon pela medida da sua altura é uma raiz do polinômio: a) x2 + x + 1 b) x2 + x . a medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual a 5cm. então a medida de UV é a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55 21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma haste rígida AB . a) 6.6 19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo.1 2 c) x . T e U. CB = 4. no momento em que a extremidade B toca o solo.

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m de largura. Na passagem de um corredor para o outro, as extremidades do cano tocaram as paredes dos corredores e outro ponto do cano tocou a parede onde os corredores se encontram, formando um ângulo α , conforme mostrado na ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do ângulo α é 60°, determine, em metros, o comprimento do cano. O comprimento da escada é:

23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4 metros no mesmo instante que minha sombra é de 44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65 m, então podemos afirmar que a altura da árvore é, em metros, igual a a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72 24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm. Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma perpendicular MN ao lado BC, sendo N pertencente ao segmento BC. Determine o perímetro do triângulo MNC.

( )1 / 2 2/3 c) (x 3 / 2 + y 3 / 2 ) 2/3 e) (x1 / 2 + y1 / 2 )
a) x 3 / 2 + y 3 / 2

( )3 / 2 3/ 2 d) (x1 / 2 + y1 / 2 )
b) x 2 / 3 + y 2 / 3

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos AC ABC e AB'C' são semelhantes. Se = 4 então AC' o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de ABC é igual a:
A

B' C'

B

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo semiplano determinado por uma reta r. Sabendo que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente, de r, determine a medida, em centímetros, do menor caminho para ir-se de A para B passando por r. 26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura se encontra a x metros de uma parede de um edifício. Uma escada que está tocando a parede e apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o y chão, onde tgθ = 3 . Suponha que o muro e a x parede são perpendiculares ao chão e que este é plano (veja figura).

C

1 a) 8

1 b) 6

1 c) 4

1 d) 2

e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
a) 1/2 b) 1 c)

2

d) 1,5

e)

3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem, respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais próximo da medida de AB + BC + CD + ED + EF + ... é:

a) 3

b) 4

c) 5

d) 5/2

e) 7/2

a) 17

b) 19

c) 21

d) 23

e) 25

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se construir um restaurante, na estrada, que fique à mesma distância das duas estações. A distância do restaurante a cada uma das estações deverá ser de a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m 34) (Unb-2000) Em uma região completamente plana, um barco, considerado aqui como um ponto material, envia sinais de socorro que são recebidos por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de 45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em linha reta à estação B, formando um ângulo de 45° com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste. Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km do barco, calcule, em quilômetros, a distância do barco à outra estação. 35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num terreno plano, numa determinada hora do dia, mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede 3m.

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10 e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8

b) 5,2

c) 5,0

d) 4,6

e) 5,4 se

32)

Na figura, FG AB = 5AD = 5FB , a razão vale: DE

(Mackenzie-2003)

A altura do prédio, em metros, é a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
36) (Unesp-2004) Um observador situado num ponto O, localizado na margem de um rio, precisa determinar sua distância até um ponto P, localizado na outra margem, sem atravessar o rio. Para isso marca, com estacas, outros pontos do lado da margem em que se encontra, de tal forma que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C também. Além disso, OA é paralelo a BC, OA = 25 m, BC = 40 m e OB = 30 m, conforme figura.
A distância, em metros, do observador em O até o ponto P, é: a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse retângulo, em cm, é:

a) 4

b) 8

c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC, seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida. Então o valor de AD/DC é: a) 2 b) 1 / 2 c) 2 d) 1/2 e) 1 41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA = DÊB?

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados são retos. Temos necessariamente:

a)

x p = y m

b)

x m = y p e)

c) xy = pm
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

d) x2 + y2 = p2 + m2

1 1 1 1 + = + x y m p

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB, retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x é: a) ab − a − b b) a + b − 2ab
c)
e) a 2 + b2 ab + a + b d) a + b + 2ab

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um 2 2 quadrado de lado . Então, a medida do lado 3 AB é:

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas condições, a altura do retânguslo, em função de h e b, é pela fórmula:

68

a medida da extensão de cada degrau é. em cm. tanto por triângulos retângulos quanto por triângulos obtusângulos 49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e isósceles ABC. 45) (ESA-95) Calculando x na figura dos quadrinhos abaixo. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a) 2h 3 3 b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3 bh h + b 2bh b) h + b a) bh h + 2b bh d) 2h + b c) e) bh 2 (h + b ) 44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos é o triplo do outro. que o decompõe em dois triângulos semelhantes e não congruentes ABD e ACD. vista de perfil. 7 e 9cm de lado. em metros: 2 3 2 3 3 3 a) b) c) d) e) m 3 3 6 2 3 47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo equilátero de altura h.Capítulo 2. a) 9. e o outro com 66 cm de perímetro. seu perímetro é dado por 69 . onde A = 90o e AB = m. um deles com 4. Conclui-se que tais condições: a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos b) só são satisfeitas por triângulos retângulos c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos d) podem ser satisfeitas.4 d) 13. é B o C ˆ Se AB = 2m e BCA = 30 . b) Mostre que o comprimento do cateto maior está entre 92 e 93 centímetros. pode-se afirmar que o menor lado do triângulo maior mede. então a medida de QM em função de a e x é 3a − x a) 4 3a − x b) 8 8x + 3a c) 8 9 x − 3a d) 8 51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes. tanto por triângulos acutângulos quanto por triângulos retângulos e) podem ser satisfeitas. A 50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura abaixo é equilátero de lado a.2 52) (AFA-2000) O valor de x2.8 b) 11. encontramos: 48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC traça-se a ceviana interna AD. na figura abaixo. a) Calcule os comprimentos dos catetos. como na figura abaixo: C P Q A B 9 6 9 6 x x O lado do triângulo equilátero AQP mede m 6 m m 6 a) b) c) d) m 3 2 2 a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8 46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm todos a mesma extensão. está representada na figura .6 c) 12. além da mesma altura.

A L M b) 2 k −1 2k ( 2 ) 54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC. Então o valor de h em função de k é: c= k− a) k 2 −1 2k k −1 k −2 2 2 c) d) 1+ k 2 −1 − k 2 e) n. ˆ ˆ sendo os ângulos α = BAF e β = EAD . AC e DA: AB’ = AB/3. respectivamente. Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um ponto sobre o segmento CE tal que m( BC ) + m( CF ) = m( AF ). calcule o perímetro do paralelogramo LMCN.Capítulo 2. 58) Na figura. AB = 12. B + B' = 180 o .d.a. A' B' 60) Num triângulo ABC. são semelhantes. AC =16. Se LM // NC e LN // MC . r // s // t. sobre AB. Se N é o ponto de interseção de AB com MP. onde AD é a mediana relativa ao lado BC. onde P é o ponto de interseção desta paralela com o prolongamento do lado AC. isto é BC AC = . e dois ˆ ˆ suplementares. BC = 20 e BL = 9. r 10 s t 20 y 21 30 y d) b − b4 4a 2 53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo retângulo de altura h (relativa à hipotenusa). cuja BC razão entre as hipotenusas é igual a razão B' C' AB entre dois catetos. podemos afirmar que: P A N B C N 59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’. tracemos o segmento MP paralelo a AD. Calcule x e y. Por um ponto arbitrário M do segmento BD. AC’ = AC/3 e DD’ = DA/3. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a a) b 2 − 4 a4 2 a2 b) − 4 b2 c) b2 b4 − 4 a2 2 56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD. B M D C a) MN + MP = 2 BM b) MN + MP = 2 CM c) MN + MP = 2 AB d) MN + MP = 2 AD e) MN + MP = 2 AC 55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo retângulo isósceles é 2p. B' C' A' C' d) 4p 2 − 1 ( ) e) 8p 2 + 4 ( ( ) ) ( ) 70 . Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é semelhante a ABC. são 1 dados pelas seguintes expressões: b = k + e k 1 onde k é um número real maior que k 1. Prove que cos α = cos 2β. Â = Â’. tomam-se. demonstrar que os lados opostos a esses são proporcionais. 57) Na figura. retângulo em A e de altura AD. A altura relativa à hipotenusa é: b) (p + 1) 3 − 1 c) p 2 − 1 a) p 2 61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que tenham dois ângulos iguais.

determine o valor de d na forma n . um de 4 metros e outro de 3 metros. Esses quatro triângulos retângulos e o quadrado menor são rearranjados da forma indicada na figura 2. D é o ponto médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE = ˆ ˆ 2 ⋅ EC. calcule a ˆ medida do ângulo EDC . que será suspensa por dois de seus vértices através de postes verticais. e sobre o prolongamento do lado BC. uma demonstração do teorema de Pitágoras: o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual a soma dos quadrados dos seus catetos. marca-se o ponto P. O matemático indiano Bhaskara demonstrava o teorema de Pitágoras com a ajuda desses diagramas. calcule a medida do segmento DC. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . AF a (ii) Mostre que = . Mostre que M é o ponto médio de PQ. obtendo a seguinte configuração: 123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado. 124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os catetos. P é a interseção de EC e MB. a partir das figuras abaixo. onde n e m são números naturais. AE b 120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a. tal que AP = b (onde b < a ). Para que ponto D o comprimento do segmento EF que une os pés destas perpendiculares é mínimo? (i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são semelhantes. O terceiro vértice da bandeira apenas toca o solo. Mostre que a reta DP divide o segmento EB em dois segmentos de mesma medida. 121) (OBM-2004) Na figura. Obtenha. Dado que os ângulos ADC e BAE são ˆC. ABC e DAE são triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os ângulos BAC e ADE medem 36°. conforme a figura 1. encontre o ângulo BA 126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em quatro triângulos retângulos congruentes e um quadrado menor. 122) (OBM-98) No triângulo ABC. um grupo de amigos resolveu construir uma grande bandeira em forma de triângulo equilátero. 75 . c) Calcule a medida do segmento AC. M o ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. m a) Utilizando propriedades geométricas. iguais.Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até o lado esquerdo e o ponto B até a paralela superior. b) Sabendo que BC = 2. Se o comprimento de cada lado da bandeira é d. 125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas de Atenas. Sobre o lado AB.

determine o comprimento de BD. C e D tais que as distâncias entre a do meio e as outras duas sejam iguais a 5 e 7 unidades. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. marca-se o ponto P. As distâncias entre ℓa e BC. CA = 6 e o lado BC é prolongado. Prove que d2/3 = n2/3 + 1. 3. e sobre o prolongamento do lado BC. CA. respectivamente. 132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como indicado na figura seguinte. 134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo com AB = 30. respectivamente. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . de modo que CP = 2BP. ℓc e AB são 1. respectivamente. respectivamente. AB. 128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo ABCD possui diagonal de comprimento d. A reta AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD. Qual o lado do quadrado? 135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC. Mostre que M é o ponto médio de PQ. tais que ∠AFE = ∠BFD. respectivamente. Encontrar os lados do triângulo determinado por ℓa. O comprimento de PC é: a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11 136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y são escolhidos nos lados BC e CD. CA = 40. 131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado. Então os pontos X e Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ. onde ABCD possui lado 6 e MNPQ possui lado 5. BC = 8 e CA = 7. 129) (Wisconsin-98) Pontos P. b) Se AB = 5. Prove que as retas XY e BC são paralelas. AD = 3. determinar o valor de EC. As retas ℓa. Sobre o lado AB. os pontos D. ∠BDF = ∠CDE e ∠CED = ∠AEF. Traçam-se três retas paralelas por B. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um triângulo ABC. respectivamente. BC = 7. ℓb e CA. 133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a. até um ponto P de modo que ∆PAB seja semelhante a ∆PCA. de ∆ABC. ℓc. AX 2 + (AX − XY) 2 76 . ℓb. CA e AB. E e F estão sobre os lados BC. respectivamente. Se ∠ABC = ∠AED. Q e R são escolhidos nos lados BC. BC = 50.Capítulo 2. e intersectam o triângulo. BR = 2AR e AQ = 2CQ. ℓb. AB = 8. 130) (Argentina-98) No triângulo ABC. a partir de C. DB = 2. B P C Q N A M D a) Prove que ∠BDF = ∠BAC. Prove que o lado do AX 2 quadrado é igual a . de um quadrado ABCD. Os lados do retângulo EFCG possuem comprimentos n e 1. de modo que RX = 2PX e PY = 2QY. tal que AP = b (onde b < a ). Calcular o perímetro de ∆AMN. AE = 2. AC e AB. ℓc são paralelas a BC. 2. sejam D e E nos lados AB e AC. de modo que ∠AXY = 90o.

no triângulo OPT. Daí. OP > OT = R. C O R T t ∩ C = {T} ⇔ OT ⊥ (d O .Capítulo 3. Daí. OP é hipotenusa e. agora. o que é um absurdo. que T seja R T P T’ t R O o único ponto comum a C e a t. e somente se. que O eqüidista de A e de B. tal que um ponto PT’=PT. Se OT não fosse perpendicular a t. Assim.d. Logo.q. haveria outro ponto (único) em t. isto é. tal que P seria médio de TT’.) 3. portanto O ∈ m AB . conseqüentemente. retângulo em T. note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será perpendicular à corda. t é tangente a C. Logo. Na realidade. OT ⊥ t (dO. necessariamente. portanto. sendo T o único ponto comum a t e a C.T = R).5. Introdução aos Círculos Demonstração Basta notar que OA = OB = R. t = R ) t Demonstração: C (⇐) Suponha-se que O R T P t OT ⊥ t e que P seja um ponto de t. Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus pontos. T’ pertenceria a C. OT’=OT=R. Dessa forma. o que significa que P é exterior a C. Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. isto é. 82 . pois t ∩ C = {T}. 3. OP seria mediatriz de TT’ e.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência. for perpendicular a um raio (no ponto de tangência). C (⇒ ) Suponha-se. distinto de T. Deseja-se provar que OT ⊥ t. isto é.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE Uma reta é tangente a uma circunferência se. maior que o cateto OT. então a perpendicular a t passando por O intersectaria t em um ponto P≠T. então. (c. que C e T sejam tangentes.

PQ = PT (c. Introdução aos Círculos P4 t1 t3 r P t4 O P1 P3 Não pode haver mais de uma reta perpendicular à r.: É possível provar que. duas retas tangentes a tal circunferência. Logo.d. por serem retângulos e terem hipotenusa e um cateto congruentes. P2 t2 OBS.q. exatamente. por um de seus pontos (P).6) SEGMENTOS TANGENTES Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes.Capítulo 3. Q R P R T O 83 . 3. Na figura anterior: PQ = PT Demonstração: Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes. Q R P C O R T PQ e PT são tangentes à C ˆ Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo QPT .). pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item 3). há. por um ponto fora de uma circunferência.

• Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um único ponto comum. de centro O1 e raio r2. • Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à outra e têm um único ponto comum. e Γ2.Capítulo 3.2) Posições Relativas Considere duas circunferências Γ1. Introdução aos Círculos 3. Seja d a distância entre seus centros e suponha que r1 > r2. • Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra. de centro O2 e raio r2. 3. • Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos.7. Γ1 Γ2 Γ1 O2 Γ2 O2 O1 O1 Circunferência Γ2 é interna a Γ1 d < r1 – r2 Γ1 Circunferência Γ2 é tangente interna a Γ1 d = r1 – r2 Γ1 Γ2 Γ2 O2 O2 O1 O1 Circunferências Γ1 e Γ2 são secantes r1 – r2 < d < r1 + r2 Γ1 Γ2 As circunferências Γ1 e Γ2 são tangentes externas d = r1 + r2 O2 O1 As circunferências Γ1 e Γ2 são externas d > r1 + r2 84 .7.1) Definições: • Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS 3.

8. ˆ β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = AVB .2. mantendo fixos os pontos A e B. α1 = α2. ou seja. Por definição: β = med ( AB ) B 3. os ângulos ∠APB e ∠AQB são sempre iguais. AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB. 3. correspondente ao arco AB B. Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P.Capítulo 3. A β P α1 O α2 B De fato. Perceba que. V Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo inscrito.2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à circunferência. Temos também que ∠AOB é o ângulo V central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB. Q 85 .8. como α1 e α2 são ângulos inscritos relativos ao ângulo central β. A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao ângulo é análoga. 3. Assim: β1 + β2 = 2α1 + 2α2 = 2(α1 + α2) ⇒ β = 2α.8. Introdução aos Círculos 3.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.2.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência são iguais. A O β Na figura ao lado. Analogamente β2 = 2α2. ∠AOB é um ângulo central. por mais que os pontos P e Q andem pela circunferência. O A A O B B AB é o arco correspondente ou subtendido pelo ângulo inscrito ∠AVB. Demonstração: A O β2 α1 β1 α2 V P B ˆ Na figura α = AVB é o ângulo inscrito. Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180o – 2α1 ⇒ 180o – 2α1 = 180o – β1 ⇒ β1 = 2α1. então β = 2α1 e β = 2α2.1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA 3.8.

concluímos que o ponto O pertence ao segmento de reta AB.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência. V Demonstração: Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semiinscrito são traçados. Seja O o centro da circunferência. A B t Logo ∠AVB = ∠tAB.8. 3.Capítulo 3. 86 . A Considere o ângulo reto ∠AVB.8.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco) na mesma circunferência são iguais. Demonstração: V . a medida do ângulo de segmento é tal que α = 2 O • β α A B t 3. Trace a circunferência que passa pelos pontos A. então o ângulo central B ∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180o. Assim. Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90o.3. De fato. tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente.3. V e B. Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90o – ∠tÂB ⇒ 90o – β/2 = 90o – α ⇒ α = β/2.2.8. β Portanto.1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente. fazendo com que AB seja o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na circunferência de diâmetro AB.8. Suponha que O é o centro desta circunferência.3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na circunferência e o outro tangente à circunferência. Na figura: tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento O AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB ∠AOB é o ângulo central correspondente A B t 3. com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo. Introdução aos Círculos 3. Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semicircunferência.

respectivamente. Note que x + y = s. F Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra o segmento de reta FD.BC = 1. CI = h e que DI = PC = y. e sejam C e D pontos sobre o segmento AB tais que AC = 1 e AD = 8. Introdução aos Círculos 20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26.BD = 8. A reta r é tangente às circunferências C1 e C3. Quanto mede o segmento EF? a) 5 b) 5 2 c) 7 d) 7 2 e) 12 Solução: Como AB = 26.25 ⇒ EC = 5. s e t se tangenciam exteriormente dois a dois. Assim. 97 .18 ⇒ FD = 12. Como AFB é um triângulo retângulo: D A1 C 7 B FD2 = AD. A D I B Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB: (r + t)2 = h2 + (r + s – x)2 (s + t)2 = h2 + x2 M Subtraindo estas equações: (r + t)2 – (s + t)2 = (r + s – x)2 – x2 ⇒ (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒ P C (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒ (r + s + 2 t )(r − s) (r + s + 2 t )(r − s) r − s + 2y = ⇒ 2y = − (r − s) ⇒ r +s r+s N 2t t ( r − s)  r + s + 2t  ⇒ y= 2 y = (r − s) − 1 = ( r − s ) r +s r +s  r +s  Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:  MN  t 2 = y2 +    2  2 t 2 (r − s) 2 4rs  MN  2 ⇒  = t2  =t − 2 (r + s) ( r + s) 2  2  2 ⇒ MN = 4 rs t r+s 22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. Pelas relações métricas nos triângulos retângulos: EC2 = AC. Provar que: MN = t. sendo EC e FD perpendiculares a AB. Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB. 21) Três círculos de centros em A. 18 Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7. AC = 1 e CD = 7 então DB = 18. B e C e de raios respectivamente iguais a r. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB. r+s Solução: Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B. a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também mostra a figura. Suponha que BI = x. como CDGE é um retângulo temos que EG = 7. E G AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma 7 semicircunferência.Capítulo 3. Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF2 = EG2 + FG2 = 49 + 49 ⇒ EF = 7 2 . A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro 4 rs determinando uma corda MN.

R+b d3 . &2 é uma circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &1. A h O' R-r B P r O d r Q Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO. substituindo (2) em (1): AP2 = d2 + (h + r)2 – r2 ⇒ AP2 = d2 + h2 + 2hr (3) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ. respectivamente. R+a a = a+b− R + b ⇒ a+b− R = a − b a + b – R = a – 2 ab + b ⇒ R = 2 ab R– b R– a b a 23) (OBM Jr. Então. Qual é o raio da circunferência C3? A) 2 a 2 + b 2 Solução: B) a + b C) 2 ab D) 4ab a+b E) 2b – a b d2 . Solução: Inicialmente. vamos construir a figura proposta no enunciado. Prove que AP = BC.Capítulo 3. Uma reta através de A tangencia &2 em P.-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &1. substituindo (4) em (3): AP2 = h2/3 – 2hr + h2 + 2hr ⇒ AP2 = 4h2/3 = BC2 ⇒ AP = BC 98 . temos: AO2 = d2 + (h + r)2 (2) Assim. temos: AO2 = AP2 + r2 ⇒ AP2 = AO2 – r2 (1) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ. Introdução aos Círculos r s C1 C2 C3 As circunferências C1 e C2 têm raios a e b. temos: C (R – r)2 = d2 + (h/3 + r)2 ⇒ d2 = (2h/3 – r)2 – (h/3 + r)2 ⇒ d2 = 4h2/9 – 4hr/3 + r2 – h2/9 – 2hr/3 – r2 ⇒ d2 = h2/3 – 2hr (4) Portanto. a a+b Seja R o raio de C. utilizando o teorema de Pitágoras: d1 = d2 + d3 ⇒ (R + a) 2 − (R − a) 2 = (a + b) 2 − (2R − (a + b))2 + (R + b) 2 − (R − b) 2 ⇒ 4 Ra = 4 R(a + b) − 4 R 2 + 4 Rb ⇒ ⇒ d1 .

14103 3. 2Pn R’ Como o polígono de perímetro 2Pn está circunscrito à circunferência de raio R tem-se C < 2Pn. escrito com precisão até a décima cada decimal depois da vírgula. Se ℓn e ℓn’ são os ℓn R = . tem-se C C' = = constante . x > 2Pn’. Para se ter uma idéia do valor de π. Chamando esta constante de π.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR. n 6 12 24 48 96 192 384 2p/2R 3. Realizando cálculos análogos aos C R anteriores chega-se à conclusão que x = . pelo teorema anterior concluí-se que a relação é constante. 2p n 2p n ' R ' Desde que o polígono de perímetro 2pn está inscrito na circunferência de raio R.13935 3. tem-se C > 2pn. R obtém-se C = 2πR. R’ lados destes polígonos pode-se escrever Observe que. de mesmo número de lados.11. fazendo com que.46411 3. Demonstração: C De fato.15967 3. Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’. Introdução aos Círculos 3.11.11) O NÚMERO π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA 3. ou seja. tem-se que x está sempre entre 2pn’ e 2Pn’. Define-se x como x = .14609 3. x = C’.ℓn e 2pn’= n. independentemente de n e de R.14156 2P/2R 3.14272 3. quando n tende ao infinito.Capítulo 3.14188 3. cada um de n lados. verifique-se x > 2pn’. vale 3. implicando que = . tendendo para o número π que. Logo. R Inscrevem-se dois polígonos regulares. circunscreve-se dois polígonos. um em cada R circunferência. sendo que quando n cresce 2pn’ cresce e 2Pn’ decresce.14167 Repare que. as seqüências definidas pelos valores de 2pn’ e 2Pn’ são limitadas e convergem para um mesmo número real.00000 3. ℓ n ' R' Se 2pn e 2pn’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade 2p n C R que 2pn = n. de perímetros 2Pn e 2Pn’.21540 3..1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros.C .13262 3.1415926535. Além disso. Os 99 . com o crescimento de n. para todo inteiro n ≥ 3. seja qual for o tamanho desta circunferência. implicando que R R' 3.ℓn’. Demonstração: Considere duas circunferências de raio R e R’ e R' comprimentos C e C’.. Pela definição de x tem-se x = 2p n ' . Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está contido na circunferência é sempre o mesmo.10582 3. observe a tabela abaixo.14156 3.2Pn ' . os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de 2P/2R decrescem.

A O α ℓ Assim. somente depois que L. até então. O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em 1873. Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos seguintes). em 1984. passando pelo oeste. a distância percorrida é a mesma.3) Comprimento do Arco de Circunferência Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central que compreende este arco. não é possível saber qual o caminho mais curto. o caminho é mais curto que indo pelo sul. de acordo com a proporção. que obteve o valor π = 3. Em 8 7 8 7 frações decimais. D) não conhecendo os valores dos raios.013. Com seu auxílio. VII: 23). isto dá 3. então: A) passando pelos círculos menores. com mais de dez milhões (precisamente 10. nos Estados Unidos. 3.395) de algarismos exatos! O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W.000 algarismos decimais exatos e. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma periodicidade. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto tornou-se padrão entre os outros matemáticos.142. então. Somente em 1767 que o matemático J. em que a distribuição das passarelas acompanha a figura abaixo. o valor de π foi. Desde Arquimedes. onde ℓ é o comprimento do arco AB : α ℓ = 2π 2πR ⇒ ℓ = αR B Obs: α em radianos (0 < α < 2π) Exemplos: 1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular. não era sabido se π era racional ou irracional. O Velho Testamento. o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores. calculou-se π com 500.Capítulo 3. Depois vieram os computadores. <π< . ou seja. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um número irracional. 100 . N O L S Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar duas vezes pelo mesmo local.11. quero ir do leste ao norte. em 1967. H. que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis. Porém.125 < π < 3. Entretanto. Com o auxílio de uma maquininha manual. B) passando pelo sul. na França. C) passando pelos círculos menores ou pelo sul.1416. Introdução aos Círculos babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre 3 1 1 25 22 e 3 . calculado com 808 algarismos decimais exatos. Jones (16751749). matemáticos se têm ocupado em calcular π com precisão cada vez maior.

Determine o ângulo entre as retas AC e BD. Introdução aos Círculos círculo. N. C e D. a) 5o b) 10o c) 15o d) 20o e) 25o 70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um círculo com diâmetro AB. Sabendo que os raios das circunferências medem 24 e 6 metros.Capítulo 3. 76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão representadas duas circunferências tangentes exteriormente e uma reta tangente às duas circunferências nos pontos A e B. O comprimento desta fita é igual a a) 3 + π b) 3 c) 3 + π/2 d) (3 + π)/2 e) 6 + π 75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectamse em P e Q. a) 20o b) 35o c) 40o d) 55o e) 70o a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7 71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de diâmetro 1 com uma fita adesiva. determine a distância entre os pontos A e B. traça-se o diâmetro PX e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. traça-se uma semi-circunferência com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do triângulo retângulo.5 d) 3 2 e) 3 13 77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8.4 c) 2. Os dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência de modo que AC ⊥ BM e  = 50o. Se ∠PÂB = 35o. Determine a razão entre o perímetro de um dos círculos e o perímetro da região hachurada. AD é um diâmetro de uma semi-circunferência com centro M. 113 . Uma reta intersecta o segmento PQ e encontra as circunferências nos pontos A. então o menor arco XY vale: a) 50o b) 60o c) 65o d) 70o e) 75o 74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos possuindo mesmo raio. B. têm centros E e F e são tangentes aos lados do retângulo [ABCD] nos pontos M. Prove que ∠APB = ∠CQD. 72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de catetos 4 e 6. a) 2 b) 2. nesta ordem. tangentes entre si. O ângulo agudo formado pela mediatriz e pa mede: 73) (Bélgica-2003) Na figura. As duas circunferências. Determine o raio desta semicircunferência. X e Y .

Solução: a. temos 2 4 2 a 2 + b2 a 2 + b2 a 2 + b 2 − 2ab (a − b ) 2 senC = ⇒ senC − 1 = −1 = ⇒ senC − 1 = 2ab 2ab 2ab 2ab 2 (a − b ) Sabemos que é sempre maior ou igual a zero. 2ab Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1.Capítulo 4.41 = sen 45 o =  = 11. I pontos no interior dos lados AB. Calcule a área do triângulo DHI. Solução: C Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x1. que é um valor constante. BC.75 m2. onde a e b são dois de seus lados.XY 3  1. 11) Dois lados de um triângulo são 6 e 5 2 . x2 e x3 as distâncias do ponto P aos lados do triângulo. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) S ∆XYZ 8  5 4 +  XZ. Daí: a = b.x 1 ℓ. H. fazendo com que sen C ≥ 1. Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por S = 4 x2 x3 ℓ 2 3 ℓ. então sen C = 1.senC Como a área de um triângulo é dada por S = = ⇒ .x 2 ℓ. Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo que sua área é 3. C = 90o.x 3 S = S∆PAB + S∆PAC + S∆PBC ⇒ = + + ⇒ 4 2 2 2 P x1 ℓ 3 . x1 + x 2 + x 3 = A B 2 a 2 + b2 . 2 2 2 9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo equilátero aos lados é constante.senC a 2 + b 2 ab. 10) A área de um triângulo é dada pela fórmula S = 4 Determine os ângulos do triângulo. CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD = 3AD. BH = 2HC e CI = IA. ℓ2 3 . implicando que A = B = 45o.b. ou seja. Solução: 129 . 2 Pela fórmula de Heron: S = p(p − x )(p − 5 2 )(p − 6) ⇒  6 + 5 2 + x  6 + 5 2 − x  x − 5 2 + 6  x + 5 2 − 6      ⇒ 3=       2 2 2 2      [(6 + 5 2 ) 2 − x 2 ][ x 2 − (5 2 − 6) 2 ] ⇒ 144 = – 196 + 172x2 – x4 ⇒ 16 x4 – 172x2 + 340 = 0 ⇒ (x2 – 2)(x2 – 170) = 0 ⇒ x = 2 ou x = 170 9= 12) Sejam D. Solução: 6+5 2 +x Seja x o valor do lado desconhecido. Assim: p = .

H.cos θ e x – y. BC. B’. então as áreas também são iguais. L e M. J. G. a c d b Solução: Inicialmente vamos fazer as seguintes construções: – sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’.cos θ e cuja área total é S6 + S12.. como indica a figura.cos θ e cuja área total é S3 + S9. . ˆ S ∆ABC (AB. F. B’G. – tracemos os segmentos A’E. S9 Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os B’ F θ C’ trapézios de áreas S3 e S9 (de modo que os segmentos A’B’ e θ S4 I C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas S8 dimensões são y.cos θ. S5 S6 S7 Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S6 e S12. Área e Relações Métricas de um Triângulo Observe que: ˆ S ∆ADI (AD. Deste modo: S3 + S9 = S6 + S12 (2) De (1) e (2) temos que: S2 + S4 + S8 + S10 + S3 + S9 = S1 + S5 + S7 + S11 + S6 + S12 ⇒ a + b = c + d. ˆ S ∆ABC (AB.senC) / 2 CI CH 1 1 1 = = = = . CD e DA. ˆ S ∆ABC (AC.Capítulo 4.cos θ G H e y. mostre que a + b = c + d .senC) / 2 AC BC 2 3 6 B H C Portanto. teremos a B C formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y. como a área de ∆ABC é 1: 1 1 1 5 + + + S ∆DHI = 1 ⇒ S ∆DHI = . D’L e A’M. então S1 = S2. Se a.senB) / 2 AB BC 4 3 2 ˆ S ∆CHI (CI. Analogamente temos que: S2 S4 = S5. I. S12 as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o menor. – chamemos de S1.BH.CH.. S∆ADI + S∆BHD + S∆CHI + S∆DHI = 1 ⇒ 8 2 6 24 A 13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD.senB) / 2 BD BH 3 2 1 I = = = = . . S10 = S11 (1) E S10 θ Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y. que é o mesmo ângulo que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical. c. – indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’. b.BC.senA) / 2 AD AI 1 1 1 = = = = . A’ J θ D’ Notamos também que: S3 EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y. S1 S12 S11 A M L D 130 .. – marquemos os pontos E.cos θ. que são as projeções ortogonais dos pontos A’..AI. determinando 4 quadriláteros. Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais.AC.senA) / 2 AB AC 4 2 8 D ˆ S ∆BHD (BD. e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros.BC.. C’ e D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB. B’F. Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões. S7 = S8.. S2.

4p 4 4p − 1 3p − 1 1 (1 − p) = ⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p2 – 4p + 1) = 0 ⇒ Substituindo em (3): 4p − 1 4 2 (2p – 1) = 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D.CD.h 2 ( y. respectivamente. E e F são escolhidos sobre os lados BC.SADE. D e F são pontos em AB e BC.SEFG = (y. A ˆ S ∆CDE (CE. Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes: y h1 = ⇒ y.h2)2 = (SBDEF)2 ⇒ S BDEF Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y. x h2 B y. BDF. SBDEF = y. cada um de área y. ˆ S ∆ABC (AC. respectivamente. Prove que D.h2/2. E e F são os pontos médios dos lados de ∆ABC. Traçando FD.S EFC 16) Pontos D. Solução: A h1 E h2 D C x F y 4.senC) / 2 AC BC F Como as áreas de AFE. IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~ ∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC 2 2 2 Assim: S1 =  EP  S 2 =  PH  S3 =  FG        D S1 E B H S  BC  S  BC  S  BC  Portanto: G C S= F ( S3 EP + PH + FG S1 S2 + + = =1 ⇒ S S S BC S1 + S 2 + S3 )2 15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC.h2. SADE = y.S EFC . Prove que S BDEF = 2 S ADE . Área e Relações Métricas de um Triângulo 14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior.h1/2 e SEFG = x.Capítulo 4.BC.SEFG = 2 2 4 = 2 S ADE . E e F são os pontos médios de ∆ABC.h 1 ) = ⇒ Logo: SADE.h 1 x. respectivamente. Provar que a área S de ABC é dada por S = ( S1 + S 2 + S3 A I P S3 S2 )2 .h 2 )( x. Por E traçamos duas retas DE e EF paralelas aos lados BC e AB.h2 = x. S2 e S3.h1.senC) / 2 CE CD = = = (1 − q )p .h2/2. dividimos BDEF em dois triângulos congruentes. AC e AB. CED e DEF possuem áreas iguais. então p(1 – q) = 1/4 (1) Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3) 4p − 1 Desenvolvendo (1) obtemos q = . CD/BC = p e AE/AC = q. Por outro lado. de modo que os triângulos AFE. Solução: Como DG || AC. 131 . 4p B D C 4p − 1 1 3p − 1 (1 − r ) = Substituindo em (2): ⇒ r= . BDF. Solução: Suponha que BF/AB = r. CED e DEF são iguais a um quarto da área de ABC. Paralelas aos lados contendo P dividem o triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S1. Assim.

Expressar a diferença AB2 – AM2 em função dos segmentos aditivos da base. obtém-se uma diminuição de 3 m2 em sua área.sen (BAC + CBA) 2 ˆ C = arcsen . 68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados a. C 145 . então a área do triângulo ABC vale: b) (ℓ2/2) sec2 θ tg θ a) (ℓ2/2) sec θ tg θ c) (ℓ2/2) sec θ tg2 θ d) (ℓ2/2) cossec θ tg θ e) (ℓ2/2) cossec2 θ cotg θ B M C 66) (IME-67) No triângulo abaixo.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 .Capítulo 4. 5 então a área do triângulo ABC é igual a : 5 a) cm 2 b) 12 cm 2 c) 15 cm 2 2 25 2 cm d) 2 5 cm 2 e) 2  = arccos 3 5 e 64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas distando entre si 5 cm. 63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC . c opostos aos ângulos A. a: a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d) 15 2 3 e) 7 2 15 65) (IME-65) AB = AC ≠ BC.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 . Portanto a área do triângulo inicial é de: a) 4 m2 b) 5 m2 c) 6 m2 d) 9 m2 e) 12 m2 60) (ITA-82) Num triângulo isósceles. retângulo em A. Sabendo: 58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) 7 cm. é igual. as distâncias do ponto P aos lados AC e BC são respectivamente m e n. respectivamente. oposto ao lado que mede a centímetros. diminuindo-se de 60° o ângulo que esses lados formam.senCBA c) S = ˆ ˆ 2. o lado oposto ao ângulo  mede 5 cm . b e c centímetros. Determinar a expressão do lado c em função de a e b. distando 4 cm de r. Então a área do triângulo é de: a) 168 m2 b) 192 m2 c) 84 m2 d) 96 m2 e) 157 m2 61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere ˆ ˆ conhecidos os ângulos BAC e CBA e a medida d do lado A. para que a área do triângulo seja máxima. A ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) b) S = ˆ ˆ 2. a área S deste triângulo é dada pela relação: d2 a) S = ˆ ˆ 2. seja D a projeção de A sobre BC. em cm2.senBAC d) S = ˆ ˆ 2. b. A área do triângulo equilátero PQR. Verificar. B. justificando. Seja P um ponto na região interior a estas retas. se forem satisfeitas as relações 3a = 7c e 3b = 8c. Sabendo-se que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo DÂC mede θ graus. a) 30o b) 60o c) 45o d) 120o e) 135o 59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b = 4 m. cos(BAC + CBA) 62) (ITA-93) Num triângulo ABC. d) 11 cm. o perímetro mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao arc cos 7/25. cujos vértices Q e R estão. se CP2 = (m2 + n2 + 2mncos C)cosec2 C A P n B m C 67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois lados a e b. cos(BAC + CBA) ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) e) S = ˆ ˆ 2. sobre as retas r e s. Nestas condições. Qual o valor do ângulo interno deste triângulo.

Sabendo que CE/CD = m/n. Demonstre que: 1 cotg θ = (cotg B + cotg C) 2 A 77) Cinco quadrados são dispostos conforme ilustra o diagrama abaixo. calcule a razão da PA formada pelos lados. traçam-se duas retas que se cortam em um ponto M. em centímetros. como mostra a figura. BC = 4m e B = 60o. Calcule a área do triângulo ABC. Calcule sen A. e) admite uma única solução. A 74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não congruentes. a= B C cos cos 2 2 c) admite uma única solução. 30. com  = 30o. então a medida de AC. onde K = a + b – c. AB = 4 cm e BC = x cm. devendo um dos vértices do triângulo coincidir com um vértice do quadrado. em função de sua área S. Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC. 2 3 / 3 . Sobre que condições o problema admite solução? 73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir: “Em um triângulo ABC. 84 P B 40 35 30 C 72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer. temos AC = 3m. 71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de um triângulo ABC.” Esse problema: a) não faz sentido. 70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão em progressão aritmética e o lado intermediário mede l. ABC mede 40o e BC = 4 cm. do ângulo C e de K. dividindo-o em seis triângulos. b. Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a altura relativa a ele. é dada por: 4 2 b) a) 2 b) k 1 − 2k 2 2 1 − 2k 2 2(1 − k ) d) e) 2 1 − 2k 1 − 2k 76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito em um quadrado de 5 dm de lado. mostre que A p sen 2 . Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e E de modo que os segmentos CD e CE dividem o ângulo C em três partes iguais. quatro dos quais têm áreas 40. porque tal triângulo não existe. quando: a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4 d) x > 4 e) x ≥ 4 75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que ˆ ˆ BAC mede 80o. calcule os valores de CD e CE em função de a. 79) São dados os lados b e c de um triângulo. 3 / 3. Sabendo que o maior ângulo excede o menor em 90o. d) admite uma única solução. Mostre que a medida da área do quadrado S é igual a medida da área do triângulo T.m e n. e que fazem com esse lado ângulos iguais θ conforme a figura abaixo.Capítulo 4. b) admite mais de uma solução. respectivamente. 69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo ABC. 35 e 84. Área e Relações Métricas de um Triângulo respectivamente e de perímetro 2p. 3 /2. 146 . situado sobre o lado BC. T S C’ P • B’ θ θ B M C 78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e BC = a. Se o sen 20 = k.

Capítulo 4. Determine a razão entre as áreas dos triângulos A1B1C1 e ABC em ˆ ˆ função dos ângulos Â. 86) Dado um triângulo ABC com AB = 20. 14 e 15. 91) Os lados de um triângulo são AB = 6. Se a área de ∆AXY é metade da área de ∆ABC. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros desses quadrados. B e C do triângulo ABC. Determine os catetos de um triângulo retângulo em A sabendo que os outros vértices pertencem às retas paralelas e que a área do triângulo é igual a k2. Demonstre que a3 + b3 = 3ab2. Os pontos X e Y são dados sobre AB e AC. 6 cm e 7 cm. AC = 8 e BC = 10. 87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm. sabendo que a e b são as distâncias da paralela intermediária às outras duas. Sobre o lado BC toma-se um ponto D tal que a ceviana AD = 5. BB1 e CC1. Calcular as áreas dos triângulos ACD e ABE. 83) Prove que se os lados a. sendo que as distâncias de A às retas valem a e b. CB = 5 e AB = 6. Calcular a projeção do menor lado sobre o maior. 92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero cujos vértices estão situados respectivamente sobre três retas paralelas coplanares. o lado a = 6 e c2 – b2 = 66. Constrói-se sobre AB como base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles ABD equivalente a ABC. Calcular a área da superfície comum a esses dois triângulos. 84) Em um triângulo ABC. Achar os lados e a área desse triângulo. 95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB = 4 cm e AC = 3 cm. 94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o ângulo  = 120o. AC = 45/2 e BC = 27. Determine o comprimento do segmento perpendicular que pertence ao interior do triângulo. 93) Conhecendo as medidas a. 99) Calcular a área de um triângulo retângulo conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h relativa à hipotenusa. Calcular BD. Determine CE se AC = 4. 85) Um triângulo possui lados 13. 147 . Uma perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o interior do triângulo em duas regiões de mesma área. 82) Em um triângulo isósceles de base a e lados congruentes iguais a b. Calcular o lado BC sabendo que a projeção de AC sobre AB mede 15 cm. 89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e AC = 8 cm. Demonstrar que subsiste entre os lados desse triângulo a relação b(a2 – b2) = c(a2 – c2). um ponto do interior do triângulo está distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. respectivamente. determine AX. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o lado a. b e c de um triângulo ABC satisfazem a relação a2 = b2 + bc. 97) Os três lados e a área de um triângulo retângulo exprimem-se em metros e metros quadrados. 96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros construídos externamente sobre os catetos de um triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC ˆ = 8 cm e o ângulo B = 60o. 98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo lado é a constroem-se externamente quadrados. c dos lados de um triângulo ABC. o ângulo oposto à base vale 20o. o ponto E pertence a AB de modo que 2AE = EB . respectivamente. então temos que ∠A = 2∠B. Qual a distância do ponto P ao lado de comprimento 7 cm? 88) Os lados de um triângulo medem 7 m. 90) Num triângulo ABC. b. 15 m e 20 m. calcular os lados do triângulo cujos vértices são os pés das alturas desse triângulo ABC. de modo que AX = AY. por quatro números inteiros e consecutivos. 81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A entre elas. Área e Relações Métricas de um Triângulo 80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas as alturas AA1.

b) Em um triângulo ABC qualquer. 103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da figura abaixo está inscrito um quadrado. AB = 20. foi dobrada e desdobrada novamente (segmento MC) e finalmente. Assinale a opção que contém o valor mais aproximado do segmento BM. em graus. Calcule a área do quadrado BEFG. D G C F B E 102) a) Em um triângulo ABC. D. 101) Demonstrar que a área S de um triângulo ABC.Capítulo 4. que porcentagem a área do quadrado representa da área do triângulo ABC? a) 25% C b) 30% c) 32% d) 36% e) 40% A B A área do triângulo BFG é. B M A N C a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m 109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de área 1000 cm2 foi dobrada ao meio e em seguida desdobrada (segmento MN). por um muro MN paralelo a AC como mostra a figura abaixo. hb e hc é: S= 1  1 1 1 2 + +  h 2h 2 h 2h 2 h 2 h 2 a c b c  a b   1 1 1  −  + +   h4 h4 h4  c  b   a A 106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros das circunferências. e com o cateto AB de 84m de comprimento. em cm 2 : 1 1 3 3 3 b) c) d) e) a) 4 3 10 4 12 107) (OBM-2003) No triângulo ABC. Área e Relações Métricas de um Triângulo 100) Três circunferências de raios a. determine k tal que c2 = ka2 + b2. Os pontos D e E sobre o lado BC são tais que BD = 8 e EC = 9. Calcule a área do pedaço de papel limitado pelos três vincos (região escura no desenho). Os vértices A. dobrada e desdobrada segundo a diagonal BD. b e c são tangentes entre si duas a duas externamente. H e I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta. ambos com lado de medida 1cm . Os pontos A. AB = 5 e BC = 6. ∠A = 30o e ∠B = 45o. o quadrado ABCD tem área de 64 cm2 e o quadrado FHIJ tem área de 36 cm2. Determine k de modo que c2 = ka2 + b2. 104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno ABC com a forma de um triângulo retângulo em A. E. assim como os pontos A. B e E são colineares. Eles resolveram dividir o terreno em duas partes de mesma área. AC = 21 e BC = 29. G e F. é igual a: a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75 108) (OBM-2003) No desenho ao lado. sabendo que ˆ o ângulo C tem a maior medida possível? a) 15 b) 5 7 c) 7 7 / 2 d) 3 11 e) 5 11 / 2 148 . Qual é a área do triângulo ABC. A medida do ângulo DÂE. cujas alturas são ha. Se AB = 20 e AC = 5. 105) (OBM-2001) No triângulo ABC.

o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. temos que estes quatro segmentos são perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados. podemos afirmar que O é o ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos internos de ABCD. B A O Note também que. B D ABCD. ela tem que tangenciar os quatro lados. côncavo. pela propriedade de bissetriz. Assim. não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de lado(s). desde que os lados de um quadrilátero circunscritível são tangentes a uma circunferência. BC. como as diagonais são bissetrizes dos ângulos internos. Para existir a circunferência inscrita.Capítulo 5. então o centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual distância de AB. C Por exemplo. CD e DA. Introdução aos Quadriláteros Perceba agora que se ABCD é circunscritível. todo losango é circunscritível. OP = OQ = OR = OS = Raio da circunferência inscrita no losango R C Q Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível. o fato de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível. não pode ser circunscritível 170 . Logo serve de centro à circunferência inscrita. A S P ˆ ˆ AB C ≡ C B D ⇒ OP = OQ ˆ ˆ AC B ≡ AC D ⇒ OQ = OR B D ˆ ˆ B D C ≡ B D A ⇒ OR = OS Logo. então quando traçamos os segmentos determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O D do circuncírculo. Em quadriláteros convexos. C A B C D A λ λ não serve como circunferência inscrita. De fato.

Solução: 171 . Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB. Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio. então ∠ADB = 90o e ∠ACB = 90o. fazendo com que ∠ADI = ∠BCI. Solução: D C S A T B Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semicircunferência. Assim.Capítulo 5. 4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo. Solução: A B θ Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Se x = ACB + BDC. Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio. ∆AID ~ ∆BIC ⇒ θ AI BI = DI CI ⇒ AI DI = BI CI (1) I D C A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒ ∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI. então as circunferências determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. então: ∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360o ⇒ ∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360o ⇒ 2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360o ⇒ ∠ABC + ADC = 180o 3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de diâmetro AB. os pontos A. T. Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360o. então: a) 120o b) x = 110o c) 100o d) 90o e) x = 80o Solução: A B Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180o – ∠ABC = 180o – 70o = 110o Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma corda AB na circunferência. Como ∠CAD = ∠CBD e ∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC. Introdução aos Quadriláteros Exemplos: 1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70o. o quadrilátero BCST também é inscritível. então o quadrilátero ATSD é inscritível. Miquel em 1838. Pela figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. Assim. Analogamente. Desde que ∠DAS + ∠ATS = 180o. fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC. Este teorema foi publicado pela primeira vez por A. S e D pertencem a uma mesma circunferência. implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD. x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110o D C 2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então ∠ABC + ∠ADC = 180o. então ∠ACB = ∠ADB.

6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a diferença dos outros dois lados é 8 m. Designe por M o outro ponto de interseção. Os pontos D. Prove que os pontos simétricos de H em relação a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. BC e AB. Solução: Suponhamos que AB = a. E. Introdução aos Quadriláteros A D F M B E C Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de ∆ABC. sabendo-se que seu perímetro é 60 m. N. E Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒ H ∠ABC' = ∠ABH = 90o – A ⇒ ∠ABC' = A. Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC. Em CDME temos: ∠DME = 180o – ∠ACB.Capítulo 5. 5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. CD e DA são. (Nota: dizemos que o ponto Y é simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o ponto médio de XY). Somando estas duas equações: ∠FME + ∠DME = 360o – (∠ABC + ∠ACB) ⇒ ⇒ AFMD é um ∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180o – ∠BAC quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências. CD = c e DA = d. C D Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒ ∠BAC' = ∠BAD = 90o – B ⇒ ∠AC'F = B. entre estas circunferências. E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC. Tracemos as duas circunferências que passam pelos pontos F. Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em C' relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC. Em BFME temos: ∠FME = 180o – ∠ABC. P e Q. Analogamente. distinto de E. Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180o – C ⇒ A B F o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência circunscrita a ∆ABC. E e D. Perceba agora que temos dois quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME. M. B. de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11. Calcular os lados do quadrilátero. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB. Solução: Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I. BC. respectivamente. A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC e fica como exercício. 7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de suas diagonais. Solução: 172 . respectivamente. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é circunscritível temos que: b – d = 16 (1) c–a=8 (2) a + b + c + d = 60 (3) a+c=b+d (4) Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5) De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. C. BC = b.

F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M. então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ. Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒ A ME MF ME MA E F MA = MC ⇒ MF = MC . pois ∠BAC e ∠BCD compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD. existe uma circunferência inscrita em MNPQ com centro em I. então a soma a + r (em cm) é igual a: a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8 Solução: a d 2r b a c–a Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo circunscritível o menor lado é a base menor. NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de NMQ. pois estes dois ângulos P compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ. MA MC MG MC C C ME MH G Portanto: = ⇒ ME.MG = MF. CD e DA. QP. temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm. Desde que o quadrilátero é circunscritível: b + d = a + c = 18 cm. Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD. 8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível. Assim: r = d/2 = 4 cm. QI é a bissetriz de ∠MQP. Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo através de uma reta perpendicular às bases. Portanto. Repare agora que ∠BCD = ∠PQI. Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN. respectivamente. Solução: E. B Como AMCD é inscritível então: ∠MCD = ∠MCG = 180o – ∠MAD = ∠MAH ⇒ MH MG MH MA ∆MAH ~ ∆MCG ⇒ = ⇒ = . temos que ∠MQI = ∠PQI. sobre a H M circunferência. Introdução aos Quadriláteros B M I N C A Q Inicialmente note que AMIQ. a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm. Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI. a AB. BC. já que estes dois ângulos D compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP. ou seja. 9) Provar que em todo quadrilátero inscritível.Capítulo 5. Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm. ou seja. Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm. Deste modo. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas distâncias a OX e OY são iguais. Aplicando o Teorema de Pitágoras: b2 = (2r)2 + (c – a)2 ⇒ 100 = 64 + (c – a)2 ⇒ c – a = 6 cm. DQIP. CPIN e BNIM são quadriláteros inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180o.MH MF MG 173 . Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o comprimento do menor lado do trapézio. o produto das distâncias de um ponto qualquer do circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos. PN e NM são todas iguais.

ou seja. os incentros dos triângulos ∆DAB. Analogamente temos que A. ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒ ∠PAB = ∠PNC = 90o – α. ∆BCD. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB. Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90o – α. temos que ∠NPC = ∠MPA = 90o – α ⇒ ∠MPB = α. Desde modo: ∠IcAId = ∠IcAB – ∠IdAB = = (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 = = ∠IdBA – ∠IcBA = IcBIc ⇒ A. ∆CDA. Introdução aos Quadriláteros 11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam Ia. Ib. Solução: A M D N • P α β B Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. B. temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90o – α + 90o – β = 180o – (α + β) = 180o – ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível. Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α. ou seja. respectivamente. Id. Ic pertencem a uma mesma circunferência. Assim. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB. A M D N α P B C 174 . então PM = MB.Capítulo 5. então PM = MB. uma vez que estes dois ângulos compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. ou seja. 12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD são perpendiculares. Assim: ∠IbIcId = 360o – (∠IdIcA + ∠IbIcA) = = 180o – ∠IdIcA + 180o – ∠IbIcA = ∠IdBA + ∠IbDA = = (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90o. ∆ABC. Mostre que o quadrilátero ABCD é inscritível se. ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒ ∠PAB = 90o – α. AP DP = ⇒ Portanto. Ic também pertencem a uma mesma circunferência. D. Prove que IaIbIcId é um retângulo. Demonstração: D Id Ic C Ia Ib A B Desde que ∠DAB = ∠ACB então ∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA. então ∠PNC = 90o ⇒ PM e CD são perpendiculares. as retas PM e CD são perpendiculares. e Id. temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒ BP CP AP BP = . Ib. Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos de IaIbIcId são iguais a 90o. e somente se. Suponha que PM ⊥ CD. temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒ DP CP ∠PAD = ∠PBC = 90o – β. Ic. Assim. Suponha agora que ABCD é inscritível.

todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado.π E) 5 .AH B C sen(π / 3) ⇒ AB − sen(π / 6) + AC − 2 2 2 2 π 2. RST é um triângulo retângulo em S.BC = AB. Claramente a área total ST é igual a quatro vezes a área destacada na figura ao lado.2 3 ⇒ AH = 3 C B H ˆ ˆ 2 AB.4 = 2.π Solução: Tomemos apenas um quarto da figura. é: 3π 4π 5π 5π 6π a) − 2 3 b) −2 3 c) − 2 3 d) − 2 3 e) −2 3 2 3 4 3 5 Solução: A Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo. R a) 1/3 b) 1 c) 1/2 d) 3/2 q m n T S p 196 . AC = 2 3 e BC = 4 .AH 2 AC. Esta área pode ser calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de circunferência de raio 1. o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC. RT. Área e Relações Métricas no Círculo Exemplos: 1) (UFRN-97) Quatro círculos. são tangentes exteriormente. AC 2 3 3 Assim: sen B = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6 4 2 BC AH. SR e ST.AC ⇒ AH. os dois círculos traçados são ortogonais. Assim:  2 πR 2   π   = 41 −  = 4 − π ST = 4 R −  4   4   2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: AB = 2. A área da parte hachurada é: π A) 2 B) 2 3 − 11 C) 3 2 − 11 D) 4 . A área da intersecção entre o círculo de centro B e raio BA . RmS e SqT são semicircunferências cujos diâmetros são.Capítulo 6. A soma das áreas das figuras hachuradas está para a área do triângulo RST na razão. Deste modo. 3 3 2π 3 3 3 S T = ( 2) 2 − + (2 3 ) 2 − ⇒ ST = − +π− 6 2 2 12 2 2 3 2 2 ST = ⇒ ST = 5π −2 3 3 3) (AFA-2003) Na figura. Os arcos RnST. uma vez que BC2 = AB2 + AC2. respectivamente. 3 1 π 2 3. dois a dois.

A região hachurada é de ouro e a não-hachurada é de prata. 2 2 2 Deste modo. 2 2  A área de prata é igual à área total menos a área de ouro: Sprata = π(2. Se α = 60o. como S∆RST = S. então a razão vale 1.47 π . a área da região pigmentada é igual a: 197 .7) 2  = 1. a área de ouro é igual a duas vezes a área de um semicírculo de raio 1. A área da região sombreada é igual a a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64 Solução: A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2: S1 = (4)2 – π(2)2 = 16 – 4π. Área e Relações Métricas no Círculo Solução: Sejam RS = 2x e TS = 2 y ⇒ RT = 2 x 2 + y 2 . 5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado.4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0.4) 2 − (0.7 cm: π π  S ouro = 2  (1. Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S2 = π(2)2 = 4π. em cm2: Solução: Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. Logo: S1 + S2 = 16. as áreas das superfícies de ouro e de prata são. A soma das áreas hachuradas vale: πx 2 πy 2 π( x 2 + y 2 ) S = SRmS + SSqT + S∆RST − SRnSpT = + + 2 xy − ⇒ S = 2xy.Capítulo 6. Assim. com centros sobre os pontos em destaque. 6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. 4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os arcos são arcos de circunferências de raio 2. S∆RST = 2xy.94π. respectivamente.47π = 2. Assim. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos.1)2 – 1.

Seja C3 outra circunferência cujo raio mede ( 2 − 1 ) m e que tangencia externamente C1 e C2. Portanto: π R 2 R 2 3  π R2 3 3 3 π− 3 . são tangentes. Área e Relações Métricas no Círculo Solução: O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120o. Como os arcos AB e AC são iguais. em metros quadrados. chamando-os de α temos: 2α + 120o = 360o ⇒ α = 120o. as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120o e raio 6.b  π.r 2 − ⇒ Assim: S = − 2  8  2 4   2 .Capítulo 6.R 2  π. Assim. da região limitada e exterior às três circunferências dadas. A área da região sombreada. A área. Uma vez que c2 = a2 + b2 e a = b então ∆ABC é retângulo isósceles ⇒ A = B = 45o e C = 90o. 2 π(1) 2 π( 2 − 1) 2 S= − − ⇒ 2 4 4 199 A B C . é: a) 1 − π1 − 2       2  b) 1 2 − π 6 c) ( 2 −1 )2 d) π 1  2−  16  2 e) π( 2 − 1) − 1 Solução: Os lados de ∆ABC são: a = b = R + r = 1 + 2 − 1 = 2 e c = 2R = 2. 2 3 2  [ ] 9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências cujos diâmetros são os três lados desse triângulo. Logo:  2π 6 2 6. ambas com 1 m de raio. em m2. S= + 3 − + 3 − = = 4 3 2 4  4 6 4  2   10) (ITA-99) Duas circunferências C1 e C2. a. é igual a π+ 3 π− 3 π 3 2π − 3 a) b) c) d) e) π − 3 2 2 2 2 Solução: A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central 60o e raio 1 m.sen120 o  S = 2 −  = 2 12π − 9 3 = 24π − 18 3 .6.

⇒ 6 3 4  3 2 r S =  2π −   2   12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x. conforme indicado na figura ao lado.(2r ) 2 π( r ) 2 r2 3 S=2 +2 − 2. pela simetria da construção.x. Qual é a cor que cobre a maior área? verde az ul o nc ra b amarelo 200 . x 2 −  12  2   Assim: PQ = 2. Os arcos AA’. B’B e BCA formam uma oval com quatro centros.sen (π / 6)   ⇒ Portanto: S = PQ 2 + 4. P Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒ ∠PDC = 60o ⇒ ∠QDC = 60o – θ.Capítulo 6.S1 + 2. ou seja. que se cortam em I e J. Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C. Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado. Pede-se a área desta oval em função de r. onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco interno é uma semicircunferência. Solução: A B O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado PQRS mais quatro segmentos circulares iguais. Portanto: π. A’C’B’. ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3. ∆IAA' é equilátero (lado 2r). S Q θ R D C 1− 3 / 2 = x 2− 3 2 π x 2 . Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e (O’) em B’. Analogamente ∠PDA = 60o – θ ⇒ θ = 30o. Área e Relações Métricas no Círculo S =1− π(1 + 2 − 2 2 + 1) 4  2  ⇒ S = 1 − π1 −  2    11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro do outro). em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra extremidade em C’.S∆IOO'. Solução: B I B' C O O' C' S1 S2 A J A' Note que. bem como as áreas dos setores IAA' e JB'B também são iguais (S2). com centro em cada vértice traçam-se 4 circunferências de raio x. temos que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são iguais (S1). a área da oval é igual a S = 2. Além do mais. Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em A e (O’) em A’.sen 15o = 2.S2 – 2.x x2 π 2 2 S = x (2 − 3 ) + x − x ⇒ S = 3 − 3 3 + π 3 3 2 ( ) 13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores. Assim.

208 . a área hachurada é 46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de futebol. e uma tangente PT cujo comprimento é de 24 cm. o custo total desta construção que equivale à área hachurada. conforme figura abaixo. cujo preço por metro quadrado é de R$ 500. os quadrados Q1.000. x2 e x3. em cm2. tal que AT = AB . tal que TC < TD .00 b) R$ 464. O segmento TD mede a) 10 5 − 10 b) 10 − 5 c) 10 5 + 10 d) 20 − 10 5 3 cm a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 . Sejam S1.500. respectivamente.00 44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de raios (r) e (R) centrados em A e B. Então. é a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π 53) (EPCAr-2001) Na figura. S2 e S3 as áreas totais ocupadas pelo conjunto de circunferências em cada quadrado Q1.Capítulo 6. Q2 e Q3. a) 9 b) 3 c) 1 3 d) 1 9 superfície 45) (EPCAr-2002) AB = 20 cm é um diâmetro de um círculo de centro O e T é um ponto da tangente ao círculo em A.00 d) R$ 667. Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves dos gols são semicírculos de mesma dimensão. traçam-se uma secante PB de 32 cm.530. é: (Considere π = 3. Q2 e Q3 têm lados com mesmo comprimento x e as circunferências em cada quadrado têm o mesmo diâmetro x1.00 c) R$ 502. construiu-se uma pista de atletismo com 3 metros de largura. A reta determinada por O e T intercepta o círculo em C e D.14) 3m 40 m a) b) c) d) r2 24 r2 24 r2 24 r2 24 (9 (15 (6 (4 3 − 4π ) ) O M T 3 − 4π 3 − 4π 3 − 4π 60º A 3m 100 m ) ) a) R$ 300. respectivamente. Se CP = 9 cm. A razão entre as áreas do círculo maior e do menor é 0 C D A A área da coroa circular é igual a a) 1 b) π/2 c) π d) 2π 30° A r R B 40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do círculo de centro O.030. que passa pelo seu centro. PD = 5 cm e o raio mede 9 cm.A área da hachurada na figura mede.4π 42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma circunferência. que são tangentes externamente e cujas retas tangentes comuns formam um ângulo 47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo.00. respectivamente. O é o centro do círculo de raio r. Área e Relações Métricas no Círculo B de 60°. então o valor de OP é a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm 41) (EPCAr-2000) . em cm. O comprimento dessa circunferência. AT é tangente ao círculo e MT é perpendicular a AT.

BN e CM) e a área do triângulo ABC. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. .1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D. . A b) 49. = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: . Então.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17. M N d) 51. 217 . respectivamente. . . Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= . C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP. BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ .CN = 144 ⇒ CN = cm.Capítulo 7. ⇒ 34. e AD BE CF = 1 então D. respectivamente. BP e CN são perpendiculares ao segmento MD. = EC h c CF h c . BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . E e F estão alinhados” . CFE e BDE. c) 50. . BC e AC. N e P sobre os lados AB. . = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD.CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. AC e BC. = 1. E e F estão alinhados. M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. em cm. BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm. =1 BD EC FA h b h c h a 7. a medida do segmento CN. = . é um sétimo de a) 48. 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M. = 1. Pelo Teorema de Menelaus temos que . de modo que AB = 3AM. . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A.2. AC = 3CN e BC = 3BP. então esses três segmentos são paralelos. Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = . E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB.CN = 144 – 4.

218 . .S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = . . AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = .S 5.Capítulo 7. BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC . interceptam os lados opostos em três pontos colineares. então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. então: S BC 3 S S S Deste modo.S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. 3 21 21 21 5. BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP.3 ⇒ = ⇒ = . 21 21 21 S S S 5. NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= . concluímos que S ∆BPZ = . = 2. Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN. AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = . 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto. como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. passando nos seus vértices. pode-se demonstrar que = e = . . 21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5. NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente.S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = . Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. + 3. ⇒ = . Q e R são colineares. . = . temos que P.

GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . AD2 = AE. Suponha que G e H são pontos de AB e AC. prove que A*. pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. b. = . encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . 2. 5) Em um triângulo ABC. Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . b) Definindo B* e C* de forma análoga. CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto. . FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC. BF e altura AH são concorrentes. respectivamente.c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . G e A* são colineares.Capítulo 7. .c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. encontram os lados AB e AC em E e F. = . a partir de D.AB e BD2 = EB. respectivamente. FG GB b+c B b2 .c = ⇒ YA = . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. CB * CP 2 BC * BR 2 219 . b) Em ∆ABC. e desde que DH || AB temos = . tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. = 2 . constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG. temos que H. ou . . Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 . EF e AH são concorrentes. Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b. = 1. = . .AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . Suponha que perpendiculares. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. a Y G A X H E YA AB b. respectivamente. suponha que AD é altura. . B* e C* são colineares. ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . Mostre que os segmentos CD.c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c . Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior.

CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2. (aplicado ao triângulo ∆AOT). Sobre a reta OP marca-se Q. temos que A*.TP. =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  . . = . de maneira que QP é a metade de PO. T HT QT Como AO = 2. .4. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + .TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2. Deste modo. R e B são colineares. . = . R e B são colineares. HO RT BA 2 2 Deste modo. = 1. pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR . Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP . = . e seja X um ponto no segmento AB. então AP = RP ⇒ A B 2. pode-se observar que:  = 1.RT Sabe-se também que BA = 2. . . Y = CD ∩ PX. Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. = . 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD. Provar que H.QP então AO = 2. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT. 220 . Admitamos que P = CB 1 1 1 = + .BO HT RA BO 1 1 Daí . C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Q não pertence ao segmento OP.QT e AP = 2. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX. ∩ AD. concluímos que H.Capítulo 7.RT ⇒ RA = 4. = 1 . então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = .HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR.QT então HO = 2. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = . B* e C* são colineares. AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.

E e F estão alinhados. M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. a medida do segmento CN. é um sétimo de a) 48. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP. e AD BE CF = 1 então D. CFE e BDE. = EC h c CF h c . = 1.CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. em cm. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm.Capítulo 7. =1 BD EC FA h b h c h a 7.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 ⇒ CN = cm. AC = 3CN e BC = 3BP.CN = 144 – 4. M N d) 51.2. ⇒ 34. = 1. . . BP e CN são perpendiculares ao segmento MD. E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB. = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. respectivamente. 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M. BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm. . de modo que AB = 3AM. . B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD. C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. AC e BC. = . Então. E e F estão alinhados” . . N e P sobre os lados AB. BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ . então esses três segmentos são paralelos. c) 50. Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = . BC e AC. BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . Pelo Teorema de Menelaus temos que . 217 . . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A. BN e CM) e a área do triângulo ABC. . respectivamente. = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: .1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D. A b) 49. Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= .

NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente. BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC . 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. . NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP. então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. então: S BC 3 S S S Deste modo. 21 21 21 S S S 5. . AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = . concluímos que S ∆BPZ = . + 3. =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto. ⇒ = . Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.Capítulo 7. Q e R são colineares. . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. = .S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3. BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = . interceptam os lados opostos em três pontos colineares. 218 . . AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = . Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. = 2. 21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5.S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = .S 5. passando nos seus vértices. pode-se demonstrar que = e = .S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = . temos que P. 3 21 21 21 5.3 ⇒ = ⇒ = .

FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC. temos que H. Suponha que perpendiculares. = . a Y G A X H E YA AB b. AD2 = AE. suponha que AD é altura. encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . tais que DG || AC e DH || AB.AB e BD2 = EB. Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior. = . Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto. Mostre que os segmentos CD. encontram os lados AB e AC em E e F.c = ⇒ YA = .c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c . ou . 2. Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b. G e A* são colineares.c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. . Suponha que G e H são pontos de AB e AC. ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . = 1. e desde que DH || AB temos = . respectivamente. a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . b) Definindo B* e C* de forma análoga. . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. b. a partir de D. BF e altura AH são concorrentes. = 2 . EF e AH são concorrentes. = . sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG.AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . respectivamente. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. . pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. prove que A*. G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . .Capítulo 7. FG GB b+c B b2 .c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. CB * CP 2 BC * BR 2 219 . 5) Em um triângulo ABC. b) Em ∆ABC. Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . B* e C* são colineares. . respectivamente. Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 .

Q não pertence ao segmento OP. = . então AP = RP ⇒ A B 2. Deste modo. . = 1.QP então AO = 2. CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + . Y = CD ∩ PX. HO RT BA 2 2 Deste modo. = 1 . pode-se observar que:  = 1. concluímos que H.BO HT RA BO 1 1 Daí .QT então HO = 2. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = . C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O. . . R e B são colineares. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. B* e C* são colineares. . de maneira que QP é a metade de PO. TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX.Capítulo 7. Sobre a reta OP marca-se Q. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD.TP. (aplicado ao triângulo ∆AOT). R e B são colineares. AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT. Provar que H. pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR . Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR. Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. = . e seja X um ponto no segmento AB. = . Admitamos que P = CB 1 1 1 = + . pelo Teorema Recíproco de Menelaus.QT e AP = 2.4.HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR. então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = . Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP . 220 . .RT Sabe-se também que BA = 2. = . =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  . ∩ AD. T HT QT Como AO = 2. Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2. temos que A*.TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes.RT ⇒ RA = 4.

Capítulo 7. Assim. Provar que a razão entre as 2abc . cos B / 2] = R ' ⇒ b = R ' ⇒ R’ = 2R = 2R ' ⇒ sen B 2. AM.b = = ⇒ BM = e CM = P i) c b b+c b+c b+c N BP AP c a. cos B / 2 [II b . Ia Como ∆IbIP é retângulo: cos B / 2 = IP BX b − BX a p − (p − b) b = = = II b II b II b II b Como ∠IaAC = A/2 e ∠ACIa = 90º + C/2 então ∠AIaIb = B/2. = = S (a + b)(a + c)(b + c) S (a + b)(a + c)(b + c) 15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos exinscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 14) ABC é um triângulo qualquer. onde R é circunraio de ∆ABC.c a. cos B / 2 sen B 16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero. Ia e Ib. BN e CP são bissetrizes internas. respectivamente. Solução: Ib Sejam I. Desta forma temos que: IXa = r e BXa = p – b Como IP || BC então ∠IbIP = ∠IbBC = B/2. II b II b Aplicando a Lei dos Senos em ∆IIaIb: = 2R ' ⇒ = 2R ' ⇒ sen(∠AI a I b ) sen B / 2 II b . Vamos provar que o circunraio de ∆IIaIb é 2R. ex-incentro A relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC. Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e retângulo em P.c ii) = = ⇒ BP = e AP = a b a+b a+b a+b AN CN b b.b a. Solução: 238 . Seja Xb a intercessão de PIb com B C Xb Xa BC. áreas dos triângulos MNP e ABC é igual (a + b)(a + c)(b + c) Solução: A Pelo Teorema da Bissetriz Interna: BM CM a a.c b. de modo que estas duas retas interceptam-se em P. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA. Portanto: IbXb = rb e BXb = p Seja Xa o ponto de tangência da circunferência inscrita a ∆ABC com o lado BC. PM e AN cortam-se em I. Xb é o ponto de tangência da circunferência ex-inscrita relativa a B.c a. sen B / 2. incentro. I P Por I trace uma paralela a BC e por Ib trace uma perpendicular a BC.b = = ⇒ AN = e CN = iii) c a a+c a+c a+c C B M S S S AP AN b c CN CM a b BM BP c a = ∴ CMN = = ∴ BMP = = ∴ APN = S c b a+b a+c S b a a+c b+c S a c b+c a+b S S S   b.c a.c S  Assim: MNP = 1 −  APN + CMN + BMP  = 1 −   (a + b)(a + c) + (a + c)(b + c) + (b + c)(a + b)  ⇒  S S S   S   S MNP (a + b)(a + c)(b + c) − bc(b + c) − ab(a + b) − ac(a + c) S MNP 2abc ⇒ . M é o ponto médio do segmento AB e N é o ponto médio do segmento BC.2.

Capítulo 7. Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível. Portanto. I é i incentro de ∆AMC. as medidas dos seus lados são inteiros consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC. ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC. x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas B M I A N C P Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana. implicando que CI é a bissetriz de ∠MCA. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB. respectivamente. Prove que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes. Solução: Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com B os lados de acordo com a figura ao lado. 17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. prove que AC2 + BC2 = 4R2. Se CL = CM. 19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC. Em ∆ABX temos: AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2 Q XR = XN = (AX + BX – c)/2 Em ∆BCX temos: M R BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2 A N X P C XR = XP = (BX + CX – a)/2 Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC. 2R 2R A L B M Uma vez que sen2 B + cos2 B = 1 então segue diretamente que AC2 + BC2 = 4R2. Determine as medidas dos lados do triângulo ABC. Solução: Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é C retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2 e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B. então ∠ABP = ∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒ ∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2 Vamos analisar todas as possibilidades: 239 . então X pertence à circunferência inscrita no triângulo ABC. Desde que BP é bissetriz do ângulo B. Pela Lei dos Senos em ∆ABC: AC BC AC BC = = 2R ⇒ = = 2R ⇒ sen B sen A sen B cos B AC BC sen B = e cos B = . 18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M. então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento. Solução: A X c P B Y a/2 M C Digamos que x. ou seja. altura e bissetriz de A. ou seja. Desde que AP = PC. onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC. as interseções das bissetrizes interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz de ∠AMC.

O1 e I são colineares e C. Solução: A X D F E B/2 B/2 B θ α M Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF. Uma vez que α e ∠DCF compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C.p1 + ra. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1. Sejam E e F. Q e X são as projeções de O1. respectivamente. e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. Demonstre que ∠EMD = ∠DMF. 21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD. sendo X a interseção desta perpendicular com AB. O2 e I (incentro de ∆ABC) sobre BC.p ⇒ AA1 = p(p − a ) . 3 e 4 iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4 20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A1 é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA1 e ∆ACA1 são iguais. C ou seja: PA1 + QA1 a = r − ra r O1O 2 BC = IX − O1P IX ⇒ ⇒ p1 − c + p 2 − b a = r − ra r ⇒ r p + AA1 − b − c = 1− a a r ⇒ a + AA1 − p p =1− a p + AA1 ⇒ 1+ AA1 − p p = 1− a p + AA1 ⇒ p2 – AA12 = a. 2 e 3 que é impossível. CA = b. Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero CMDF é inscritível. os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta BD. AB = c e 2p = a + b + c. Portanto temos que ∆IO1O2 ~ ∆IBC. Considere que P. prove que AA1 = p(p − a ) . Nós temos que: SABC = SABA1 + SACA1 ⇒ ra. Como ∆BCF é retângulo então ∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒ α = 90º – (C + B/2) C Trace agora uma perpendicular a AB passando por E. Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ. O2 e I também estão alinhados.Capítulo 7. pois 2 + 1 = 3 ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2. Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α 240 . Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ.r Como O1 está sobre a bissetriz de B e O2 está sobre a bissetriz de C então B. Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒ θ = A + B/2 – 90º. Se BC = a. com D sobre AC.p2 = ra(p1 + p2) = ra(p + AA1) ⇒ ra(p + AA1) = p. Solução: A O1 ra B P I r X ra O2 A1 Q Sejam O1 e O2 os incentros de ∆ABA1 e ∆ACA1 e p1 e p2 os semiperímetros dos mesmos triângulos.

4) Área do triângulo inscrito A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão S = a. sen C 2R 4R Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo ABC. são iguais a e .b.5. Podemos dizer. 2 c c a. respectivamente.3) Circunferência Circunscrita Como O é eqüidistante de A. B e C. O é eqüidistante de A.Capítulo 7.CM. que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o circuncírculo de ∆ABC. B e C. cot A .5. mBC e mAC.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado de circuncentro (O). A R R B O R C Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos: a b c = = = 2R sen A sen B sen C 7.5. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7. podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron e depois usar a equação acima para determinar R. Como conseqüência. mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A e B.5.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é OM = Demonstração: A O B M C Desde que O é o centro da circunferência então: ∠CÔB = 2 ⇒ ∠CÔM =  Como M é o ponto médio de BC então BC = 2. Seja O a interseção de mAB e mBC. b e c de ∆ABC. Desta forma. cot B AB.” 7. O pertence ao segmento mAC. cot  CM ⇒ OM = tg = ⇒ OM = OM 2 2. 7. pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de AC.” 2 7.5. pois dados os lados a. também.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO 7. fazendo com que O seja a interseção de mAB.c Pela Lei dos Senos temos que = 2R ⇒ sen C = ⇒ S= .1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio. ou seja. então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém os vértices do ∆ABC.” Demonstração: Seja mAB a mediatriz de AB e mBC a mediatriz de BC. sen C . A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de circunferência circunscrita a ∆ABC.tg Analogamente.b. BC. Desta forma: BC BC. cot C O a C. 2 2 241 .

OG.GM. O é o centro do círculo circunscrito.” Demonstração: a) Inicialmente note que ∠BOC = 2.cos B)/2 + (c.OG. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC.cos α ⇒ 2 R2 − O G α B C m2 m a2 = OG 2 + a − 2. então 2 a 2 + b2 + c2 2 OG = R − .cos B – c.cos B + b. respectivamente.cos A c = a. AC em O2 e BC em O3.cos C O2 O1 O A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a.cos B OO1 = R.R.cos C) ⇒  OO 3 OO 2 OO1  2S 2 p = 2 p + + − R R  R  R ⇒ pR = p(OO1 + OO2 + OO3) – p.OG.∠BAC = 2A A ∆BOC é isósceles ⇒ OO3 é altura e bissetriz ⇒ ∠BOO3 = A ⇒ OO3 = R.cos A + b.R. então OO1 + OO 2 + OO 3 = R + r .cos C + c. a . cos α (2) 2 2 9 3 2 2 3R a 2 3.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro.R.OG 2 m a Somando (1) e (2): − = + ⇒ 2 4 2 3 3R 2 a 2 3.cos C)/2 ⇒ B C O3 S = R(a.cos B)/2 A Desta forma a área de ∆ABC é dada por: S = (a.5.” 9 Demonstração: a2 Como ∆OMC é retângulo: OM 2 = R 2 − .cos A + b. A 4 Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM = OG2 + GM2 – 2. cos α 4 9 3 (1) Lei dos Cossenos em ∆OGA: OA2 = OG2 + AG2 – 2.cos A + (a + c).R. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7.cos C ⇒ (a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.R.5.cos C)/2 Em ∆ABC temos que: a = b. de um triângulo com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r.5.OG 2 b 2 c 2 a 2 a 2 + b2 + c2 − = + + − ⇒ OG 2 = R 2 − 2 4 2 6 6 12 9 2 2 M 7.cos A Somando estas equações: a + b + c = (b + c).cos A)/2 Analogamente S(∆AOB) = (c. Então OI2 = R2 – 2Rr.” 242 .cos C)/2 e S(∆AOC) = (b. G é o ponto de interseção das medianas.cos B + (a + b + c).cos B + c.cos A + (a + b + c).OG. a. .Capítulo 7.cos C ⇒ a + b + c = (a + b + c). intersectando AB em O1. cos α ⇒ 9 3 2 m R 2 OG 2 2m a = + + 2.cos B + c. num triângulo ABC. b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito.cos A – b.cos (180o – α) ⇒ 2 4m a 2m a R = OG + + 2.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência circunscrita a ABC.OO3/2 = (a.cos C + c.7) Teorema: “Se. a .cos B + (a + b).cos C – a.cos A Analogamente: OO2 = R.r ⇒ OO1 + OO2 + OO3 = R + r 7.cos A)/2 + (b.cos B b = a.AG.R.OG.

cos α][2R.q + = + ⇒ p(a. sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível. Exemplos: 1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6. podemos calcular suas diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”.p a.d + b.cos β + sen β.d. C 3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P.5 38 39.b + c. que PB PC PQ Solução: 277 . Do Teorema de Ptolomeu tiramos o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais.q = a.d ⇒ c β [2R.3 + 4.c + b. Solução: Consideremos que: a = 6.p 2 39.c.sen β] ⇒ sen (α + β) = sen α. 4. α Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC. d β B q Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β.c = q a.b + c.d. Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p. 38 q a. Demonstração: A a B q p d D b c Pela figura temos que S∆BAC + S∆DAC = S∆ABD + S∆CBD ⇒ a. utilizando o Teorema de Ptolomeu. = 2R .q = a.p Aplicando o Teorema de Hiparco: = = = ⇒ q= . Mostre 1 1 1 + = .c) ⇒ 4R 4R 4R 4R p a. ∆ADC e ∆BDC: p a b d c p D = = 2R .d 6. b = 4.cos β] + [2R. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.cos β + sen β. Solução: A Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA.3 39 Substituindo obtemos: 532 819 39. então sen (α + β) = sen α.sen (α + β)][2R] = [2R.Capítulo 8.c 6.d) = q(a.b. que se A e B são ângulos agudos.d = 6.3 = 42.p = 42 ⇒ p = . Substituindo uma equação na outra calculamos seus valores.4 + 5.d + b.b + c.q b.d + b. 5 e 3. b sen β cos β sen(α + β) sen α cos α α Pelo Teorema de Ptolomeu: p.sen α][2R.cos α. 13 19 38 38 2) Prove. p a.cos α.p c.d C Perceba agora que.c + b. Como q = então q = . = = 2R . c = 5 e d = 3. respectivamente. Desde que ∆ABC e ∆ADC são a triângulos retângulos então ∠BAC = 90o – α e ∠DAC = 90o – β.5 + 4.

PC = PQ(PB + PC) ⇒ PC PA PB + PC 1 1 1 1 = ⇒ + = . Achar a corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores. 6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no quadrilátero inscritível ABPC.d + a. Demonstre que d2 = bd + 2a2. Solução: Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas.d (1) = AC BD a.b + a.PC ⇒ BC.CD ⇒ AC.PC = PQ.BC = AB. AC BC.PA ⇒ PB. Desta forma. Analogamente. Solução: Teorema de Pitágoras: BD = d 2 − a 2 e AC = d 2 − b 2 . E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um ponto qualquer sobre o arco BC.d a 2 + b.PE Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE. podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒ PQ PB = ⇒ PB.BP ⇒ PA = PB + PC Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco AC na circunferência.d ⇒ d2 = b.d + 2a2 ⇒ 278 .CD BD a 2 + b.AD + AB. Portanto: i) DA2 = BD2 – AB2 = 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm D B ii) CD2 = BD2 – BC2 = 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD: AC.BC = CE.b + a.BC = AB.b ⇒ AC Igualando (1) e (2) obtemos que: BD2 = a2 + b. temos que ∠APB = ∠ACB = 60o. Solução: A B E P C D Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos: AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE. mostre que PA + PD = PB + PC + PE.b = BD (2) Teorema de Ptolomeu: AC. Trace o diâmetro BD e observe A que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos.PB + PC.10 = 160 ⇒ AC = 8 2 cm C 5) (IME-86/87) Sejam A. 10 2 = 2.BC = CD.PE = AC(PB + PC) (4) Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC. então ∠APC = ∠ABC = 60o.Capítulo 8. BP ⇒ PA. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono.BD = AB. Sabe-se que AB = BC = a.BD = BC.10 + 14.PC + L. Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA.CD + AB.L = L.BD = a. D.d + a.BD (2) Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3) Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.AD AC a. com a. B. PB.d = ⇒ = Teorema de Hiparco: BD AB.PC PQ PB PC PQ 4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm. b e d diferentes de zero.d ⇒ d2 – a2 = a2 + b. C.PC + AC.PB + BE. AD = d e CD = b .AC (1) Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD.d a.PC + PB. temos que: PA.CD + DA. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A Q B P C Seja L o lado do triângulo ∆ABC.BC + AD.BC ⇒ AC.

⇒ AQ. R Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS: QS. Considere os ângulos α. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS). Solução: S A P Como ∠PAQ. γ e β θ definidos de acordo com a figura ao lado. Q γ Portanto.AQ = AP.RP = RQ.x + b. Aplicando Teorema de Ptolomeu: c2 − b2 .AR.RS = AS. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular. com a < b < c. temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA: α AC AB AD θ = = (1) RP RQ PQ β A B P Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: AQ. = RQ.Capítulo 8.AP + PQ. QP e RP. Solução: D C Trace os segmentos RQ.|AD| = |AQ|.AR (2) Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos: AC AB AD AQ. R α Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α. + PQ.b = c.RP. Analogamente. Prove que |AP|. é: 2 2 c2 + b2 a) a Solução: a cb b) a c2 − b 2 c) a c+b d)    a  c−b e)    a  b c c b Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado.QR + QR.AC = AP.AQ = AP.AR = AS.QR ⇒ QS.AB + AR.AR = QR(AS + AQ) (1) Q Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: PR.c ⇒ x = a x 8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP. AQ. AC e AD nos pontos P.QR + AR. como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR.AD RP RQ PQ 279 . AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS. 9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo.PQ ⇒ QS. β. a. Uma circunferência passando por A encontra os segmentos AB. b e c.|AC|.AQ = QR(AP + AR) (2) Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS). Q e R.|AB| + |AR|.AR ⇒ QS.QR + AQ. respectivamente.AP.QR + AQ. em função das diagonais a. onde seus 4 vértices também são vértices do eneágono. ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS.

d + b.3.PD + PA.r d.r 8.sen 2 A pode-se demonstrar que 2 280 sen A (p − a )(p − d) = . sen α PB.a. cos 2 2 a.d + b.d + b. Assim: SABCD = SAPD + SBPC + SCPD + SDPA ⇒ PA.c (a + d ) 2 − (b − c) 2 1 + cos A = = 2(a.d + b.1) Quadrilátero Convexo Qualquer D α A P α Considere que AC = p e BD = q.d + b. Portanto: b2 + c2 + 2.r c.PB + PB. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.r b.Capítulo 8.PD.d + b. sen α ⇒ SABCD = SABCD = 2 2 B 8.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível C c D r d r r A a B I r b SABCD = SAIB + SBIC + SCID + SDIA ⇒ a.c 2 1 + cos A = Como 1 − cos A = 2. Uma vez que 1 + cos A = 2.cos A ⇒ a 2 + d 2 − b2 − c2 cos A = 2(a.c.c) 2.PD.c) 2(a.PC + PC.d.PD) sen α SABCD = ⇒ 2 (PA + PC)(PB + PD) sen α p.b.(p − c)(p − b) 1 + cos A = a.c .cos C Como A + C = 180o ⇒ cos C = – cos A.c) 2(a.3) Quadrilátero Convexo Inscritível A a B d D b c C Lei dos cossenos em ABD e CBD: BD2 = a2 + d2 – 2.PB.3.(p − c).c A (p − c)(p − b) A ⇒ cos = .2. sen α PA.b.d + b.r (a + b + c + d ). 2 a.c) ⇒ ⇒ (a + d + b − c)(a + d + c − b) 2.cos A = a2 + d2 – 2.q.d + b.c) Calculemos agora o valor de 1 + cos A: a 2 + d 2 − b 2 − c 2 + 2a.d. sen α PC.r SABCD = + + + = ⇒ 2 2 2 2 2 SABCD = p.cos A e BD2 = b2 + c2 – 2.3) ÁREA 8. sen α + + + ⇒ C SABCD = 2 2 2 2 (PA.b.d + 2.PC.a.(p − b) ⇒ 1 + cos A = 2(a.3.

AB.c A A (p − a )(p − d) (p − b)(p − c) SABCD = .cos 60o ⇒ 1 7 + 445  1 ⇒ AD2 – 7.c.c.d + b.sen θ c) 6.7.cos 120o = AD2 + CD2 – 2.AD.d 1) (Fuvest-2000) Na figura.c ⇒ SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d) 8.d + b.36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63. sen A = 2.c a.CD. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB: a. cos = (a. sen 60o 6. Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC: AC2 = AB2 + BC2 – 2. Sabendo que AB = 6. qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ? B 6 A C 120O 8 7 D Solução: Como ABCD é inscritível então ∠D = 60o.d + b. CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º. 3 (7 + 445 ).6.d.c) .8 −  = AD2 + 49 − 2.AD – 99 = 0 ⇒ AD = 36 + 64 − 2. 2 2  2 Assim: SABCD = SABC + SADC = AB. sen C + . E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo agudo BÊC.BC.7. sen . SABCD = 2 2 Como A + C = 180o temos que sen A = sen C. então a área do quadrilátero ABCD será: a) 12.sen θ b) 8.Capítulo 8. sen θ (1 + 3)(4 + 2) sen θ SABCD = = = 12.cos θ e) 8.8. EB = 4. 2 2 2 2 a.d + b.CD.sen θ d) 10. Se EA = 1.c a. Desta forma: a. sen θ 2 2 2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD. sen A b. 281 ⇒ .d + b. BC = 8.b.BC.AD. 3 + = + 2 2 4 8 SABCD ≅ 63. sen 120o AD. EC = 3 e ED = 2.BD.4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível Em um quadrilátero inscritível temos que: a+c=b+d=p ⇒ p–a=c p–b=d p–c=a p–d=b Deste modo: SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d ) Exemplos: ⇒ SABCD = a.cos θ Solução: AC.3.

8. 8 cm e 25 cm 88) CF = 6. 4). 2). (6. b) 69 . (5. (6.9. 5. h 5 97) DM = DN = 5a/4 98) AM = AN = 16 o 99) a 3 / 3 105) 20 106) c 107) e 108) 2 o o 109) 2 − 3 116) 8 ou 12 118) a) 90 . 245/6 e 98/3 132) 11 331 . 72o. 6. c) 125) 5 +1 2 122) 90o 130) 11/2 135) c 124) D é o pé da altura relativa a BC 131) 74 52 127) b) 5/2 3 134) 49/2. B = 38o 69) 76o 70) 45o 71) 36o. B = 54o. C = 18o o o o o o 78) 48 . 35o e 130o 41) 32o 42) 24o e 66o 43) 36o o o o 44) 28 .4 cm e AF = 5. 4x + 6y 121) a) 36o. 96) 95o/2 5) c 10) a 15) e 20) c 25) 30) d 39) 60o 67) 20o 77) 36 m 84) 89) c 94) e Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1) b 2) 2 2 4) d 4) b 6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 11) a 12) b 13) c 14) d 16) d 17) e 18) d 19) c 21) 5 22) 8 23) a 24) 19.2 26) b 27) c 28) e 29) e 31) c 32) b 33) b 34) 320. 69o13’50”.71 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)] 3a ( 33 − 1) 96) h 10 + 2 5 / 2 . 4. Ângulos e Triângulos 1) d 2) 10 3) 36o 4) 6o 6) 76o 7) 360o 8) c 9) V V F V 11) b 12) d 13) a 14) d 16) a 17) a 18) b 19) b 21) d 22) c 23) e 24) e 26) d 27) b 28) c 29) a 31) b 32) a 33) a 34) c 35) x = 9o e y = 45o 36) 12o 37) 30o 38) 18o 40) 15o. h 10 − 2 5 / 2 . 27o41’32”. 72o ˆ ˆ 72) 83o4’36”. 74 79) 30 80) 9 83) 85) e 86) 66o 87) 100o 88) 180o o 90) c 91) 140 92) 18 93) a 95) a) Sim.6 cm 47) c 48) e 52) d 53) e 58) 34 84) 350 87) AD = 5. 80o ˆ 68) Â = 76o. b) Sim. 50o. 3). 5. 4) 65) 50o.Gabaritos Capítulo 1: Introdução: Linhas.14 cm e DE = 5.3 73) Â = 108o.1 45) b 46) d 50) d 51) d 55) c 57) x = 14 y = 15 86) 6 cm. 3 vezes. b) 2. 6 vezes.15 km 36) e 37) b 38) b 39) b 41) a 42) b 43) d 44) 2− 2 e 2 5) F V V V V 10) d 15) 4 20) a 25) 2 41 cm 30) d 35) a 40) e 2+ 2 2 49) a 54) d 85) 3. 58 . 68 e 84 46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm 66) 84o 59) (6.

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