COLEÇÃO ELEMENTOS

DA MATEMÁTICA


VOLUME 2

































































Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática


Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa)
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
































GEOMETRIA PLANA





3ª edição (2010)





COLEÇÃO ELEMENTOS
DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira
Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira





Todos os direitos desta edição estão reservados
à Marcelo Rufino de Oliveira
Belém – Pará – Brasil
E-mail: marcelorufino@hotmail.com



Ilustração da Capa
Maximiliano / Zeef
Modificações em 2010
Annysteyne M. Chaves


LOUDES PACHECO
Ficha Catalográfica


Editora VestSeller
Impressão









































F48
c
.........Oliveira, Marcelo Rufino de

Coleção elementos da matemática, 2 : Geometria plana / Marcelo
Rufino de Oliveira, Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro. – 3 ed. – Fortaleza
– Editora VestSeller - 2010.
p. 347


ISBN: 978-858917123-X


1. Matemática (Ensino Médio) 2. Matemática (Ensino Médio) – geometria
plana I - Pinheiro, Márcio Rodrigues da Rocha. II. Título. III. Título: Geometria
plana.:

CDD: 510.7






































































































































APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO

A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que
ocorrem no mundo, principalmente no que diz respeito às suas propriedades. Para tal estudo,
faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos, a fim de obter tais
propriedades. Assim, por exemplo, quando se fala em reta, no sentido formal da palavra,
deve-se imaginar um ente infinito, que não ocorre naturalmente.

De um modo geral, o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil
divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e
geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). Ainda genericamente falando, pode-se garantir
que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo), isto é: o professor
vai listando uma série de definições (segmentos de retas, ângulos, triângulos, polígonos,
circunferências, etc.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes, vez por outra
procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. Isto é
imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo
exceções). Quando um professor dedicado, por exemplo, procura exibir aos alunos que a
soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso, busca (nas
mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto, como um triângulo
desmontável de isopor ou cartolina, tal qual a figura a seguir sugere.









É obvio que tal atitude é louvável, mas o principal problema consiste em não explicitar
que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores
(diretamente, dos ângulos formados entre paralelas e transversais), o que é na verdade a
essência da matemática: tudo é interligado; fatos causam fatos e esses são conseqüências de
outros. Afirmar, tão somente, que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se,
em verdade, muito mais cômodo que prová-lo. Principalmente para o professor que em geral
não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior. É, porém, do mesmo nível de
heresia que defender o aborto numa dissertação, sem argumentar o motivo dessa posição.
Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a
validade de muitas propriedades, não necessariamente matemáticas, segundo essa ou aquela
condição. Com efeito, ao tomar tal posicionamento, o professor simplesmente passa adiante
um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar, ampliando gerações de verdadeiros
alienados. Isso se reflete durante muitas (e, às vezes, todas) fases da vida do estudante. Não
são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis”
mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até
totais dos resultados (tese). Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de
Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média
geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser
retângulos. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos, sem tê-la comprovado,
e aplicam proporções erradas sobre seus lados. Ou ainda de afirmações mais ingênuas, do
tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas, ou seja:
quadrado é quadrado; retângulo é retângulo. Nesse último exemplo, evidencia-se que até as
próprias definições são repassadas de modo desleixado.
PARTE I PARTE I
PARTE II
PARTE II
PARTE III PARTE III

Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática, programada para
apresentar toda a matemática elementar em seis volumes:

Volume 1 – Conjuntos, Funções, Exponencial, Logaritmo e Aritmética
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 2 – Geometria Plana
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 3 – Seqüências, Combinatória, Probabilidade, e Matrizes
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira, Manoel Leite Carneiro e Jefferson França
Volume 4 – Números Complexos, Polinômios e Geometria Analítica
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França
Volume 5 – Geometria Espacial
Autor: Antonio Eurico da Silva Dias
Volume 6 – Cálculo
Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência
com que os assuntos serão apresentados. Há dois motivos para a existência deste desafio:
1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B, então A deve vir antes de B no livro;
2) para não confundir ou desestimular o aluno, os assuntos mais complexos deve estar mais
para o final do livro. Estes motivos justificam, por exemplo, a razão pela qual a teoria sobre a
semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também
o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro.
Entretanto, os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os
assuntos. Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que
possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos.

O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas, a partir da 8ª série, para a
aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil, de instituições como Colégio Naval,
ITA, IME, USP, Unicamp, UnB, dentre outros, nos quais se exige mais do que simples
memorização de fórmulas e de resultados. Deseja-se que o estudante adquira um senso
crítico de causa e efeito, embasado nos mais sólidos conceitos, o que o ajudará a raciocinar
coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos
(não somente em matemática!). Mostrando, especificamente neste volume, a geometria de
modo axiomático (ou, pelo menos, aproximando-se de tal), procura-se desenvolver tais
qualidades. Conseqüentemente, o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática,
que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de
dificuldade.

Dificuldades há, sem dúvida. No entanto, repudiam-se idéias do tipo que o aluno não
consegue aprender dessa ou daquela forma. Não se deve menosprezar a capacidade dos
alunos, nem mesmo seu interesse, sob pena de estar cometendo preconceitos ou
precariedade na metodologia de ensino, respectivamente. Qualquer indivíduo ao qual se
propõe o aprendizado de análise sintática e semântica, por exemplo, tem condições de
compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. Ao menos melhor do que o
atual. Por experiência própria, já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais
prejuízos.


Os autores


Índice

Capítulo 1. Introdução – Linhas, Ângulos e Triângulos
1. Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Noções (Idéias) Primitivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Conexidade e Concavidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos e sua Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Congruência de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Paralelismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1. Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Semelhança de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Semelhança de Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .




1
3
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14
14
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23
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63
Capítulo 3. Introdução aos Círculos
1. Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Determinação de uma Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Posições Relativas de Reta e Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Teorema das Cordas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teorema da Reta Tangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Segmentos Tangentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Posições Relativas de Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Ângulos na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Arco Capaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11. O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo
1. Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. A Fórmula de Heron . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


117
125
125
132
137
Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros
1. Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema da Base Média . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Condições de Inscrição e Circunscrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


154
159
169
175
Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo
1. Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

190
195
203



Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas
1. Teorema de Ceva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Mediana e Baricentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Bissetriz e Incentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Altura e Ortocentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .



216
216
221
228
241
247
254
256
Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros
1. Teorema de Ptolomeu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Hiparco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relação de Euler . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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284
287
Capítulo 9. Polígonos
1. Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de
Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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294
294
295
295
299
299

299
307
316
Apêndice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

328
Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

331


Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA
Da observação da natureza ao redor, assim como da necessidade de medir e partilhar terras,
calcular volumes e edificar construções, observar e prever os movimentos dos astros, surgiram tentativas
do homem de explicar ou, pelo menos a princípio, de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos
que encontrava ou, posteriormente, construía. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a
entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular, que é um formato poligonal
mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira, a estrutura não fica rígida
(indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço. Por que uma estrutura triangular é estável, não
necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida?







Um conhecimento razoável de geometria (e, às vezes de outros assuntos, como álgebra ou física,
por exemplo) elucida fatos como os acima. É claro, porém, que nem sempre a humanidade teve a mesma
quantidade de informação que existe hoje. Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no
espaço. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras,
ainda que contemporâneas ou, em não raros casos, de épocas posteriores. Basta comparar, por exemplo,
egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais.
Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. Para
exemplificar, há mais de cinco mil anos, os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados
medindo 3, 4 e 5 (na mesma unidade, por exemplo, palmos de uma mesma mão) é retângulo. Os
babilônios, que importaram muito do conhecimento matemático egípcio. já conheciam esse resultado
(teorema de Pitágoras) em sua totalidade. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma
circunferência é, aproximadamente, o triplo do diâmetro da mesma. Que um quadrilátero com lados
opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. Que um quadrilátero com diagonais de mesma
medida tem os quatro ângulos retos.
Pode-se afirmar que, inicialmente, as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho
totalmente prático, isto é, serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado
trabalho, comumente a agrimensura, a arquitetura ou a astronomia. As duas últimas das propriedades
listadas acima, por exemplo, objetivavam demarcar terrenos retangulares. Com quatro pedaços de
bambu, dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo
comprimento dos dois primeiros), ajusta-se um quadrilátero, que ainda não é, obrigatoriamente, um
retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). Mas quando um ajuste final é feito de modo que
dois últimos pedaços de bambu, de mesmo tamanho, sirvam de diagonais ao quadrilátero, PRONTO.
Garante-se, agora, que o quadrilátero é um retângulo. Só como curiosidade, muitas propriedades como
essas são utilizadas ainda hoje, por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e
na África, por exemplo). Mesmo em outros países, como aqui no Brasil, a construção civil ainda usa
também certos resultados geométricos empiricamente.







ESTRUTURAS INSTÁVEIS
ESTRUTURAS RÍGIDAS
Um terreno na forma de um
paralelogramo qualquer
Um terreno na forma de um
retângulo
1

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos
povos antigos? A princípio, é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em
algumas tribos) de geração a geração. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. Mesmo assim,
a resposta ainda está incompleta. A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. É altamente
provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e
erro. Quando se verificava, experimentalmente, que certo fato, repetidas vezes dava o mesmo resultado,
previsível, então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante, com a certeza da
experiência. Isso é que se chama de resultado empírico. Resumindo de modo grosseiro, os primórdios da
geometria (em verdade, a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como
uma ciência experimental, em que intuição, comprovada por vários acertos anteriores, dita as regras.
Por volta do século VI antes de Cristo, porém, uma revolução do pensamento humano começa a
tomar forma. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos
mais experientes satisfaz, de fato, a natureza humana. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento,
com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão, sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos
os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água, terra, fogo, ar e quinta-
essência), cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em
exatamente cinco categorias). Rapidamente, essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes,
expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande
parte do mundo ocidental da época: os romanos.
Novamente, sob uma visão sintética, pode-se dizer que, a partir desse período procurou-se
JUSTIFICAR, de modo irrefutável, inegável, a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos
possíveis (não só os geométricos), o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de
outrora.
Aproximadamente pelo século V a.C., surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou
propriamente ditos, desvinculando-se da filosofia pura), como Tales de Mileto, que aprendeu muito com
discípulos de Platão e com egípcios, e um de seus pupilos, Pitágoras de Samos, os quais foram grandes
responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse
apenas, ou principalmente, de intuição, sendo Tales considerado o pai das explicações formais de
propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração). Pitágoras foi fundador de
uma espécie de seita, os pitagóricos, que pregava a supremacia da matemática (destacadamente, dos
números) no universo, bem como a idéia de que “tudo são números”. O resultado geométrico mais
famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras, apesar de haver indícios de que ele já era
conhecido e utilizado vários anos antes. Provavelmente, a homenagem é feita ao líder da congregação de
que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado,
de um modo geral. Contudo, o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir, quando,
entre dois e três séculos antes de Cristo, um professor da universidade de Alexandria, Euclides, reuniu,
organizada e formalmente, todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes
(ou capítulos): os ELEMENTOS, com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais, façanha
possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia.
Sem dúvida, a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou
dedutivo de estudo, que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares, aceitas
naturalmente, as quais servem de base a toda construção seguinte, definindo novos termos a partir dos
preexistentes, e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares, por meio das iniciais
e das já justificadas anteriormente.
Durante praticamente dois milênios, os Elementos foram utilizados como obra de referência no
ensino de geometria, sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. A partir do século dezoito, a
supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época, os quais, em última
análise, procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra, especificamente em uma das propriedades
aceitas como verdadeira, o postulado V, que será visto após. Em meados do século dezenove, verificou-
se que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto, com o surgimento de outras
geometrias (não euclidianas), bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. Apesar disso,
não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história
da matemática.
2

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS
Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo, por exemplo, é possível
obter-se a seguinte resposta:
“Dados três pontos não colineares, um triângulo é a união dos segmentos de reta com
extremidades em dois desses pontos”.
Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”,
tais como:
- O que é um ponto?
- O que são pontos colineares?
- O que é um segmento de reta?
O mesmo professor, interessado, provavelmente responderia:
- Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta, ou ainda, aqueles que estão
alinhados.
- Segmento de reta é uma porção, parte ou subconjunto de uma reta, de modo que certos pontos
(interiores) estejam entre outros dois (extremidades).
Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas, como, por exemplo:
- O que é uma reta?
Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo:
- Reta é um conjunto de pontos.
Uma circunferência, todavia, também é um conjunto de pontos, não correspondendo, porém, à
noção usual que se possui de reta. É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo
“pontos”, tentando elucidar a questão. No entanto, extraindo prefixo e sufixo de alinhados, resta o
radical linha, que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto. Ou seja, “definiu-se” reta por
meio de outras palavras que levam à original: reta.
Ora, definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos, supostos conhecidos
previamente, com total segurança. No processo de definições dos termos relacionados a um certo
assunto, podem ocorrer somente três casos:
a) Define-se, sempre, um termo por meio de um termo novo. Isso, contudo, gera logo uma
impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. Existe
algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não. Daí, esse primeiro caso deve ser
excluída, por tratar-se, realmente, de uma impossibilidade.
b) Utilizam-se definições cíclicas, isto é, o processo volta a uma palavra que já foi utilizada
anteriormente. Por exemplo, ao se procurar o significado do termo hermenêutica, pode-se
encontrar a seguinte seqüência de sinônimos:
Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação.
O que ocorre, assim, é que explicação é definida, em última análise, por meio da mesma
palavra, explicação. Isso, entretanto, não pode ser utilizado como uma definição rigorosa, no
sentido matemático dado ao termo definir.
c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal, os quais servirão para definir, formalmente,
todos os demais termos seguintes. Nesta opção, deve-se admitir que os termos não definidos
têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas, que o absorveram através
da experiência de vida, da observação, do senso comum.
A matemática, num estudo axiomático de uma determinada teoria, adota a última das três
posturas apresentadas, por não haver melhor. Desse modo, admite-se a menor quantidade possível de
conceitos elementares sem definição, de forma a poder definir todos os demais conceitos. Essa posição
ideológica já era utilizada por Euclides, nos seus Elementos, e é uma das principais conquistas do
pensamento humano.
Surgem, assim, as noções primitivas, que são aqueles termos admitidos sem definição, mas que
terão uso bem limitado por certas regras (os postulados, a serem vistos mais tarde).
As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são:


3

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1. PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A, B, C, P, Q, etc. Apesar de
não servir como definição, Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas
suas partes”. Essa frase ajuda a aguçar a intuição, mas não serve matematicamente falando
por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. É importante a idéia de que um ponto
não possui dimensão (“tamanho”). Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais
entes geométricos, uma espécie de átomo geométrico, no sentido original da palavra
(INDIVISÍVEL).

2. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r, s, t, etc. Na concepção comum,
inclusive a adotada nestas linhas, uma reta pode ser vista como uma das margens de uma
longa (teoricamente, infinita) estrada sem curvas. Nada que se possa visualizar por completo,
porém, é capaz de representar perfeitamente uma reta, já que ela deve ser entendida como
ilimitada, isto é, que pode ser percorrida indefinidamente, e infinita, ou seja, partindo de um
de seus pontos, sempre num mesmo sentido de percurso, nunca mais se volta ao mesmo
lugar. Por isso, às vezes, há certa preferência em representá-la com setas duplas, indicando a
continuidade nos seus dois sentidos.






3. PLANO: representado, em geral, por letras gregas minúsculas: α, β, π, etc. É interessante
perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou
elevações); planícies (no mesmo sentido); aplainar (ou aplanar), que é tornar uma superfície
lisa, como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede, por exemplo. Também é usual,
mas não obrigatório, utilizar um retângulo (ou outra figura, como um triângulo) em
perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano. É importante notar que há várias
representações de planos ao redor: o plano do quadro, o plano do chão, o do teto, o do papel,
dentre outros. Entretanto, é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é
perfeita, uma vez que, como uma reta, um plano deve ser considerado ilimitado, sem
fronteiras ou bordas, e infinito, podendo se prolongado em duas direções ou em composições
destas.








OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos.

1.2.1) Proposições
Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente,
geométrico ou não.
As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. Após
conceitos e definições, são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada
ciência.
Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos:



A
P

α α
r
r
4

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

3) Num triângulo isósceles, demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais; ii) as
bissetrizes relativas aos ângulos da base;
Solução:
i)









ii)










4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles.
Solução:
Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em
que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC, comum aos
dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual
comprimento (BQ ≡ CP). Pelo caso especial de congruência de
triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ,
onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ, implicando que ∆ABC é
isósceles.


5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD, CAE
e ABF. Demonstrar que os segmentos AD, BE e CF são congruentes.
Solução:



Observe que nos triângulos ACD e ECB temos:
CD ≡ BC, AC ≡ EC e ∠ACD = 60o +C
ˆ
= ∠ECB.
Portanto, temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes,
implicando que AD e BE possuem igual comprimento.
De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e
BE.





A
B C
M N
Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que
BN ≡CM. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois
triângulos, ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. Logo,
temos que CN ≡ BM.
A
B C
Q P
Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes, então ∠CBQ ≡ ∠BCP.
Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum, ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡
∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Deste modo, concluímos que BQ ≡
CP.
A
P Q
B C
. .
A
B C
F
D
E
29

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. Determinar entre que limites pode
variar a medida do lado AC.
Solução:
Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm.

7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro.
Solução:
Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒
2
c b
2
a +
< ⇒
2
a
2
c b
2
a
2
a
+
+
< + ⇒
2
c b a
a
+ +
< .
A demonstração para os outros lados é análoga.

8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices
está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.
Solução:
Considere que a distância do ponto P aos vértices A, B e C são x, y e
z, respectivamente. Observando os triângulo ∆ABP, ∆ACP e ∆BCP
obtemos: c < x + y, b < x + z e a < y + z.
Somando estas desigualdades obtemos
2
c b a
z y x
+ +
> + + .
Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a.
Somando obtemos: x + y < a + b.
Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c.
Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c.

9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro.
Solução:

Em ∆ACF, ∆BCF temos: h
c
+ AF > b e h
c
+ BF > a ⇒
2h
c
+ (AF + BF) > a + b ⇒ 2h
c
> a + b – c.
Analogamente: 2h
b
> a – b + c e 2h
a
> – a + b + c.
Somando estas desigualdades:
2
c b a
h h h
c b a
+ +
> + + .




10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2.
Solução:

Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e
ACM, respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b.
Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒
2
c b a
AM
+ +
<







A
B C
y
x
z
P
F
h
c
B A
C
A
B
C M
30

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.10) PARALELISMO

1.10.1) Definições
Dadas duas retas distintas, uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do
conjunto formado pelas duas iniciais. Formam-se, assim, oito ângulos (não nulos nem rasos), os quais
são fáceis de se relacionar, desde que, dois a dois, tenham vértice comum.












) raso 1 ( A
ˆ
D
ˆ
D
ˆ
C
ˆ
C
ˆ
B
ˆ
B
ˆ
A
ˆ
; D
ˆ
B
ˆ
; C
ˆ
A
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡

) raso 1 ( E
ˆ
H
ˆ
H
ˆ
G
ˆ
G
ˆ
F
ˆ
F
ˆ
E
ˆ
; H
ˆ
F
ˆ
; G
ˆ
E
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡


O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos, com o  e Ĝ. Para tanto,
inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅, ou seja, o caso em que r e s são paralelas.
Diz-se que dois ângulos, com vértices distintos, dentre os oito acima, são:
– Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido
bem como outros lados estiverem um em r, outro em s.













Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado –
colaterais), bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s.
Na situação esquematizada anteriormente, D
ˆ
e Ê; Ĉ e F
ˆ
são os pares de colaterais internos,
enquanto que  e Ĥ; B
ˆ
e Ĝ são os pares de colaterais externos;

Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t,
mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s.
Na situação original, D
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ; B
ˆ
e Ĥ são alternos externos;



Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Na figura ao lado, Â e Ê; B
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ĝ; D
ˆ
e Ĥ são os pares
de ângulos correspondentes.
31

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

41) Na figura a seguir, ABC é um triângulo
retângulo e isósceles e ACD é um triângulo
isósceles de base CD. Calcule x.









42) Na figura, ABCD é um retângulo e AME é
um triângulo. Calcule B A E
ˆ
e M E B
ˆ
.












43) Na figura seguinte, AS é bissetriz interna do
triângulo ABC. Calcule x, sabendo que AB = AS
= SC.










44) Na figura seguinte, o triângulo MNP é
eqüilátero e BM = BN. Calcule as medidas dos
ângulos do triângulo ABC.








45) A, B, C, D são pontos distintos de uma reta,
sucedendo-se na ordem alfabética, e tais que AB =
CD = 3 cm, BC = 5 cm. Mostrar que AC = BD e
que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto
médio.

46) O, A, B e C são quatro pontos de uma reta,
sucedendo-se na ordem OABC, e tais que OA = 3
cm, OB = 5 cm, 4AB + AC – 2BC = 6 cm.
Calcular a distância entre os pontos O e C.

47) AB e BC são segmentos adjacentes, cujos
pontos médios respectivos são M e N. Demonstrar
que MN = (AB + BC)/2.

48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta
que têm o mesmo ponto médio. Demonstrar que
AB = CD e AC = BD.

49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é
um ponto interno ai segmento MB. Demonstrar
que MC = (CA – CB)/2.

50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais
são iguais: 1) os lados BC e B’C’; 2) os ângulos B
e B’; 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. Mostrar
que os dois triângulos são congruentes.

51) BM e CN são duas medianas de um triângulo
ABC. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB
e CN de um segmento NQ = NC. Demonstrar que
os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A.

52) Num triângulo ABC, traça-se a bissetriz do
ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE =
AB e AF = AC. Une-se B com F e C com E.
Mostrar que BF = CE.

53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um
triângulo retângulo isósceles ABC, tais que AM =
AN. As retas BN e CM cortam-se em O. Mostrar
que o triângulo BOC é isósceles.

54) Demonstrar que são congruentes dois
triângulos que têm respectivamente iguais um lado
e as alturas relativas aos outros lados.

55) Provar que são congruentes dois triângulos
que têm respectivamente iguais um lado, um
ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos
outros dois lados.

56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são
congruentes quando têm iguais os perímetros e as
alturas relativas às bases.
C
61°
D
A
B

X
E
B
C D
A
M
36°
A
B
S
C
x
P
C
N
B
M
80°
72°
A
41

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos


57) Determinar a medida do maior lado de um
triângulo sabendo que é expressa por um número
inteiro de centímetros e que os outros dois lados
medem 2 cm e 9 cm.

58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um
triângulo isósceles ABC. Determinar a medida do
lado AC.

59) O perímetro de um triângulo é 14 m.
Determinar as medidas dos lados sabendo que são
expressas por números inteiros de metros.

60) M é um ponto interno a um triângulo ABC.
Une-se M com A e com B. Demonstrar que MA +
MB < AC + CB.

61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcam-
se os pontos M, N e P, um em cada lado. Provar
que o perímetro de MNP é menor que o perímetro
de ABC.

62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo
retângulo é maior que a semi-soma dos catetos.

63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das
medianas de um triângulo está compreendida entre
o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.

64) Provar que o segmento que une um vértice de
um triângulo com um ponto qualquer do lado
oposto é menor que ao menos um dos outros dois
lados.

65) Num triângulo ABC, o ângulo  = 60
o
e o
ângulo B
ˆ
= 100
o
. Prolonga-se o lado AB de um
segmento BD = BC e une-se C com D. Achar os
ângulos do triângulo BCD.

66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC,
sabendo que as bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ

formam um ângulo de 132
o
.

67) ABC é um triângulo no qual B
ˆ
= 60
o
e C
ˆ
=
20
o
. Calcular o ângulo formado pela altura relativa
ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â.

68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC
intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD =
BD. Sabendo que o ângulo C
ˆ
= 66
o
, calcular os
ângulos A e B do triângulo.

69) As bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ
de um
triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de
128
o
. Calcular o ângulo agudo formado pelas
alturas traçadas dos vértices B e C.

70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC, tais que MB = BA e NC
= CA. Calcular o ângulo MÂN.

71) P é um ponto do lado AB de um triângulo
ABC, tal que AP = PC = BC; além disso, CP é a
bissetriz interna relativa ao vértice C. Calcular os
ângulos do triângulo.

72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna
relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a
bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao
lado AC. Calcular os ângulos do triângulo.

73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o
dobro do ângulo B
ˆ
; P e Q são pontos dos lados
BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. Calcular
os ângulos do triângulo.

74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC. A bissetriz do ângulo
BAH intercepta BC em D. Demonstrar que o
triângulo ACD é isósceles.

75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se
duas retas que interceptam o lado BC nos pontos
D e E, tais que os ângulos BÂD e CÂE são
respectivamente iguais aos ângulos C e B do
triângulo. Demonstrar que AD = AE.

76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura
relativa à hipotenusa BC. Demonstrar que as
bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e HÂC são
perpendiculares.

77) Um observador pretendendo determinar a
altura de uma torre AB, colocou-se no ponto D de
forma que o ângulo B D
ˆ
A = 15
o
. Andando em
direção à torre passou pelo ponto C tal que o
ângulo B C
ˆ
A = 30
o
e verificou que DC = 72 m.
Determinar a altura da torre AB.

78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas
aos ângulos B e C de um triângulo ABC. O ângulo
42

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

BÊD = 95
o
e o ângulo C D
ˆ
B = 82
o
. Calcular os
ângulos do triângulo.

79) ABC é um triângulo no qual  = 120
o
; M e N
são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC =
CA. Calcular o ângulo MÂN.

80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos
consecutivos AÔB e BÔC, ambos agudos, e tais
que AÔB – BÔC = 36
o
; OZ é a bissetriz do ângulo
XÔY. Calcular o ângulo BÔZ.

81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é
uma semi-reta interna ao ângulo AÔM.
Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semi-
diferença dos ângulos BÔC e AÔC.

82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos
consecutivos; OA, OB e OC são as bissetrizes
respectivas dos ângulos XÔY, YÔZ e XÔZ.
Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY
também é bissetriz do ângulo AÔB.

83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC ,
as medidas dos ângulos internos de vértices B e C
são dadas por 2x + 10
o
e 4x – 40
o
. Se a medida do
ângulo externo de vértices A é 5x, então os
ângulos internos desse triângulo são iguais a:
A) 30°, 60° e 90° B) 30°, 70° e 80°
C) 20°, 80° e 80° D) 30°, 65° e 85°
E) 25°, 75° e 80°

84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC, o ponto D
pertence ao lado AC de modo que BD = DC.
Sabendo-se que ∠ ∠∠ ∠BAC = 40°, ∠ ∠∠ ∠ABC = 80° então
o ângulo ∠ ∠∠ ∠ADB é igual a:
a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70°

85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido
pela rotação do triângulo ABC de 90
o
no sentido
anti-horário ao redor de C, conforme mostrado no
desenho abaixo. Podemos afirmar que α é igual a:
A
60
O
40
O
α
B
C
D
E
a) 75
o
b) 65
o
c) 70
o
d) 45
o
e) 55
o


86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que
possui C A
ˆ
B ∠ = 36
o
e C B
ˆ
A ∠ = 21
o
. Sobre o lado
AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD
= DC e EB = EC. Determinar a medida do
ângulo E C
ˆ
D ∠ .

87) (Portugal-98) Na figura seguinte, BC AD = .

Quanto mede o ângulo DÂC?

88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de
reta r e s são paralelos. Então a soma dos ângulos
Â, B
ˆ
, C
ˆ
, D
ˆ
, Ê e F
ˆ
será de quantos graus?


89) (Bélgica-2003) Na figura, alguns ângulos entre
as retas a, b, c, m e n são dados.

Quais retas são paralelas?
a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n
e) não existem duas retas paralelas

90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com
os ângulos mostrados na figura.
43

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Q
3
3
3
4
R
P
A
M
N
O B C


8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o
triângulo ABC e os segmentos BC, FG e
DE , paralelos entre si. Se AF = 3 cm, DF = 2,1
cm, BD = 1,5 cm, CE = 2 cm e FG = 2 cm,
então o perímetro do triângulo ABC é, em
centímetros,

a) 16,4 b) 17,8 c) 18,6 d) 19,2 e) 19,8

9) (Unifor-99) Na figura abaixo, o triângulo ABC,
retângulo em A, tem lados de medidas 39 cm, 36
cm e 15 cm, sendo AB seu cateto menor,
enquanto que o triângulo MNC, retângulo em M,
tem perímetro de 30 cm.
N
M
C
A
B

Qual é a medida do segmento NA?

10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD// AB, CD
= 12 m e AB = 48 m.
30°
A B
C D

A medida do segmento AD, em metros, é
aproximadamente igual a
a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64

11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os
triângulos retângulos ABC, BCD e BDE.
2 cm
1 cm
1 cm
1 cm
A B
C
E
D

Se os lados têm as medidas indicadas, então a
medida do lado BE, em centímetros, é
a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3

12) (UFRN-2000) Considerando-se as
informações constantes no triângulo PQR (figura
abaixo), pode-se concluir que a altura PR desse
triângulo mede:







a) 5 b) 6 c) 7 d) 8

13) (UFRN-2004) Phidias, um arquiteto grego que
viveu no século quinto a.C., construiu o Parthenon
com medidas que obedeceram à proporção áurea,
o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e
que os retângulos EFGH e E´FGH´ são
semelhantes, ou seja, o lado maior do primeiro
retângulo está para o lado maior do segundo
retângulo assim como o lado menor do primeiro
retângulo está para o lado menor do segundo
retângulo. Veja a figura abaixo.

64

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Assim, podemos afirmar que a razão da medida da
base do Parthenon pela medida da sua altura é uma
raiz do polinômio:
a) x
2
+ x + 1 b) x
2
+ x - 1
c) x
2
- x – 1 d) x
2
- x + 1

14) (UFPB-78) Na figura ao lado, os ângulos B, E
e G são retos, 12 AB = , 9 BC = , 15 AC = e
4 EF = . Então, os segmentos ED e DF valem,
respectivamente,

a) 5 e 3 b) 3 e 4 c) 4 e 3
d) 3 e 5 e) 4 e 5

15) (UFPB-86) Na figura, NP || AB e NM || CB.
Se NM = 2, NP = 6 e CB = 5, determine a medida
do segmento AM.


16) (UFPB-87) O comprimento BC, na figura ao
lado, vale:

a) 4 m b) 2 2 m c) 2 4 m d) 8 m e) 2 8 m

17) (UFPB-88) Na figura, AB é paralelo a DE .
Então, é válida a igualdade

a) x – y = 14 b) x + y = 22 c)
3
8
y . x =
d) x : y = 8 e)
12
11
y
1
x
1
= +

18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um
triângulo retângulo são 6 e 8. A medida da
projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é
igual a:
a) 2,0 b) 2,5 c) 3,2 d) 3,6

19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo, a
medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da
projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual
a 5cm. O maior lado desse triângulo mede, em cm,
a) 6. 3 b)
28
3
c) 9 d) 8 e) 4. 2

20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem
pontos internos S, T e U. Sabendo que S é o ponto
médio de RT , U é o ponto médio de TV , a
medida de RV é 69 e a medida de RT é 19, então a
medida de UV é
a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55

21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma
haste rígida AB, apoiada sobre uma mureta de
concreto no ponto C, como na figura. As
dimensões são AC= 1.2m, CB= 4.8m,
DC=DE =CE=
3
3
m. Sendo h a altura, em
relação ao solo, da extremidade A, no momento
em que a extremidade B toca o solo, determine o
valor, em metros, de 8 vezes a altura h.








22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um
cano de diâmetro desprezível, paralelamente ao
solo
B
A
C
D E
65

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que
encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m
de largura. Na passagem de um corredor para o
outro, as extremidades do cano tocaram as
paredes dos corredores e outro ponto do cano
tocou a parede onde os corredores se encontram,
formando um ângulo α , conforme mostrado na
ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do
ângulo α é 60°, determine, em metros, o
comprimento do cano.


23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4
metros no mesmo instante que minha sombra é de
44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente
proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65
m, então podemos afirmar que a altura da árvore é,
em metros, igual a
a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72

24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo
retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm.
Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma
perpendicular MN ao lado BC, sendo N
pertencente ao segmento BC. Determine o
perímetro do triângulo MNC.

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam
entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo
semiplano determinado por uma reta r. Sabendo
que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente,
de r, determine a medida, em centímetros, do
menor caminho para ir-se de A para B passando
por r.

26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura
se encontra a x metros de uma parede de um
edifício. Uma escada que está tocando a parede e
apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o
chão, onde
3
x
y
tg = θ . Suponha que o muro e a
parede são perpendiculares ao chão e que este é
plano (veja figura).

O comprimento da escada é:
a) ( )
2 / 1
2 / 3 2 / 3
y x + b) ( )
2 / 3
3 / 2 3 / 2
y x +
c) ( )
3 / 2
2 / 3 2 / 3
y x + d) ( )
2 / 3
2 / 1 2 / 1
y x +
e) ( )
3 / 2
2 / 1 2 / 1
y x +

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos
ABC e AB'C' são semelhantes. Se 4
' AC
AC
= então
o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de
ABC é igual a:
A
B
C
B'
C'

a)
8
1
b)
6
1
c)
4
1
d)
2
1
e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das
medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é
ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a) 1/2 b) 1 c) 2 d) 1,5 e) 3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem,
respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais
próximo da medida de AB + BC + CD + ED +
EF + ... é:

a) 17 b) 19 c) 21 d) 23 e) 25

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da
figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado
DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em
relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10
e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8 b) 5,2 c) 5,0 d) 4,6 e) 5,4

32) (Mackenzie-2003) Na figura, se
FB 5 AD 5 AB = = , a razão
DE
FG
vale:

a) 3 b) 4 c) 5 d) 5/2 e) 7/2

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de
água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada
reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa
mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se
construir um restaurante, na estrada, que fique à
mesma distância das duas estações. A distância do
restaurante a cada uma das estações deverá ser de
a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m

34) (Unb-2000) Em uma região completamente
plana, um barco, considerado aqui como um ponto
material, envia sinais de socorro que são recebidos
por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si
de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém
C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de
45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em
linha reta à estação B, formando um ângulo de 45°
com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste.
Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km
do barco, calcule, em quilômetros, a distância do
barco à outra estação.

35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num
terreno plano, numa determinada hora do dia,
mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao
prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede
3m.

A altura do prédio, em metros, é
a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

36) (Unesp-2004) Um observador situado num
ponto O, localizado na margem de um rio, precisa
determinar sua distância até um ponto P,
localizado na outra margem, sem atravessar o rio.
Para isso marca, com estacas, outros pontos do
lado da margem em que se encontra, de tal forma
que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C
também. Além disso,

OA é paralelo a BC,
OA = 25 m,
BC = 40 m e
OB = 30 m,
conforme figura.

A distância, em metros, do observador em O até o
ponto P, é:
a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados
são retos. Temos necessariamente:

a)
m
p
y
x
= b)
p
m
y
x
= c) xy = pm
d) x
2
+ y
2
= p
2
+ m
2
e)
p
1
m
1
y
1
x
1
+ = +

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB,
retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados
os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que
AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x
é:
a) b a ab − −
b) ab 2 b a − +
c)
2 2
b a +
d) ab 2 b a + +
e) b a ab + +

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a
base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base
também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos
vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse
retângulo, em cm, é:

a) 4 b) 8 c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC,
seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os
ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida.
Então o valor de AD/DC é:
a) 2 b) 2 / 1 c) 2 d) 1/2 e) 1

41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos
pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções
ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos
C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de
C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para
que CÊA = DÊB?

a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um
triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um
quadrado de lado
3
2 2
. Então, a medida do lado
AB é:

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e
base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo
DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas
condições, a altura do retânguslo, em função de h
e b, é pela fórmula:
68

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

A
B C

a)
b h
bh
+
c)
2b h
bh
+
e)
( ) b h 2
bh
+

b)
b h
bh 2
+
d)
b h 2
bh
+


44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo
retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos
é o triplo do outro.
a) Calcule os comprimentos dos catetos.
b) Mostre que o comprimento do cateto maior está
entre 92 e 93 centímetros.

45) (ESA-95) Calculando x na figura dos
quadrinhos abaixo, encontramos:








a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8

46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm
todos a mesma extensão, além da mesma altura,
está representada na figura , vista de perfil.








Se m 2 AB = e A C
ˆ
B = 30
o
, a medida da extensão
de cada degrau é, em metros:
a)
3
3 2
b)
3
2
c)
6
3
d)
2
3
e)
3
3
m

47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo
equilátero de altura h, seu perímetro é dado por
a)
3
3 h 2
b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3

48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC
traça-se a ceviana interna AD, que o decompõe em
dois triângulos semelhantes e não congruentes
ABD e ACD. Conclui-se que tais condições:
a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos
b) só são satisfeitas por triângulos retângulos
c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos
d) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
acutângulos quanto por triângulos retângulos
e) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
retângulos quanto por triângulos obtusângulos

49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e
isósceles ABC, onde A = 90
o
e AB = m, como na
figura abaixo:
A
B
C
P
Q

O lado do triângulo equilátero AQP mede
a)
3
6 m
b)
2
m
c)
2
6 m
d) m

50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura
abaixo é equilátero de lado a, então a medida de
QM em função de a e x é
a)
4
x a 3 −

b)
8
x a 3 −

c)
8
a 3 x 8 +

d)
8
a 3 x 9 −


51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes,
um deles com 4, 7 e 9cm de lado, e o outro com
66 cm de perímetro, pode-se afirmar que o menor
lado do triângulo maior mede, em cm.
a) 9,8 b) 11,6 c) 12,4 d) 13,2

52) (AFA-2000) O valor de x
2
, na figura abaixo, é


x
6 9
9
6
x
69

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a)
4
a
b
2
2

b)
4
a
b
a
2
2
4

c)
2
4 2
a
b
4
b

d)
2
4
2
a 4
b
b −

53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo
retângulo de altura h (relativa à hipotenusa), são
dados pelas seguintes expressões: b =
k
1
k + e
c =
k
1
k − onde k é um número real maior que
1. Então o valor de h em função de k é:
a)
k 2
1 k
2

c)
2
2
k 1
k 1
− −
+
e) n.d.a.
b)
2 k
1 k
2
2


d)
( )
k 2
1 k 2
2



54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC, onde
AD é a mediana relativa ao lado BC. Por um ponto
arbitrário M do segmento BD, tracemos o
segmento MP paralelo a AD, onde P é o ponto de
interseção desta paralela com o prolongamento do
lado AC. Se N é o ponto de interseção de AB com
MP, podemos afirmar que:









a) MN + MP = 2 BM d) MN + MP = 2 AD
b) MN + MP = 2 CM e) MN + MP = 2 AC
c) MN + MP = 2 AB

55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo
retângulo isósceles é 2p. A altura relativa à
hipotenusa é:
a) 2 p b) ( )( ) 1 3 1 p − + c) ( ) 1 2 p −
d) ( ) 1 2 p 4 − e) ( ) 4 2 p 8 +

56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD.
Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um
ponto sobre o segmento CEtal que m( BC) +
m( CF) = m( AF). Prove que cos α = cos 2β,
sendo os ângulos α = F A
ˆ
B e β = D A
ˆ
E .

57) Na figura, r // s // t. Calcule x e y.










58) Na figura, AB = 12, AC =16, BC = 20 e BL =
9. Se NC // LM e MC // LN , calcule o perímetro
do paralelogramo LMCN.








59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’, cuja
razão
' C ' B
BC
entre as hipotenusas é igual a razão
' B ' A
AB
entre dois catetos, são semelhantes.

60) Num triângulo ABC, retângulo em A e de
altura AD, tomam-se, respectivamente, sobre AB,
AC e DA: AB’ = AB/3, AC’ = AC/3 e DD’ =
DA/3. Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é
semelhante a ABC.

61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que
tenham dois ângulos iguais, Â = Â’, e dois
suplementares,
o
180 ' B
ˆ
B
ˆ
= + , demonstrar que os
lados opostos a esses são proporcionais, isto é
' C ' A
AC
' C ' B
BC
= .

A
P
N
C D M B
r
y
20
t
s
21
30
y
10
M
N
C
B
L
A
70

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até
o lado esquerdo e o ponto B até a paralela
superior, obtendo a seguinte configuração:

(i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são
semelhantes.
(ii) Mostre que
b
a
AE
AF
= .

120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

121) (OBM-2004) Na figura, ABC e DAE são
triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os
ângulos BAC e ADE medem 36°.

a) Utilizando propriedades geométricas, calcule a
medida do ângulo C D E
ˆ
.
b) Sabendo que BC = 2, calcule a medida do
segmento DC.
c) Calcule a medida do segmento AC.

122) (OBM-98) No triângulo ABC, D é o ponto
médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE =
2 ⋅ EC. Dado que os ângulos C D A
ˆ
e E A B
ˆ
são
iguais, encontre o ângulo C A B
ˆ
.

123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado, M o
ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB.
P é a interseção de EC e MB. Mostre que a reta
DP divide o segmento EB em dois segmentos de
mesma medida.

124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer
sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo
ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os
catetos. Para que ponto D o comprimento do
segmento EF que une os pés destas
perpendiculares é mínimo?

125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas
de Atenas, um grupo de amigos resolveu construir
uma grande bandeira em forma de triângulo
equilátero, que será suspensa por dois de seus
vértices através de postes verticais, um de 4
metros e outro de 3 metros. O terceiro vértice da
bandeira apenas toca o solo. Se o comprimento de
cada lado da bandeira é d, determine o valor de d
na forma
m
n
, onde n e m são números naturais.








126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em
quatro triângulos retângulos congruentes e um
quadrado menor, conforme a figura 1. Esses
quatro triângulos retângulos e o quadrado menor
são rearranjados da forma indicada na figura 2. O
matemático indiano Bhaskara demonstrava o
teorema de Pitágoras com a ajuda desses
diagramas. Obtenha, a partir das figuras abaixo,
uma demonstração do teorema de Pitágoras: o
quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo
é igual a soma dos quadrados dos seus catetos.


75

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um
triângulo ABC, os pontos D, E e F estão sobre os
lados BC, CA e AB, respectivamente, tais que
∠AFE = ∠BFD, ∠BDF = ∠CDE e ∠CED =
∠AEF.

a) Prove que ∠BDF = ∠BAC.
b) Se AB = 5, BC = 8 e CA = 7, determine o
comprimento de BD.

128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo
ABCD possui diagonal de comprimento d. A reta
AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD.
Os lados do retângulo EFCG possuem
comprimentos n e 1. Prove que d
2/3
= n
2/3
+ 1.


129) (Wisconsin-98) Pontos P, Q e R são
escolhidos nos lados BC, AC e AB,
respectivamente, de ∆ABC, de modo que CP =
2BP, BR = 2AR e AQ = 2CQ. Então os pontos X e
Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ,
respectivamente, de modo que RX = 2PX e PY =
2QY. Prove que as retas XY e BC são paralelas.

130) (Argentina-98) No triângulo ABC, sejam D e
E nos lados AB e AC, respectivamente. Se ∠ABC
= ∠AED, AD = 3, AE = 2, DB = 2, determinar o
valor de EC.

131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado.
Traçam-se três retas paralelas por B, C e D tais
que as distâncias entre a do meio e as outras duas
sejam iguais a 5 e 7 unidades. Qual o lado do
quadrado?

132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como
indicado na figura seguinte, onde ABCD possui
lado 6 e MNPQ possui lado 5. Calcular o
perímetro de ∆AMN.










133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo
com AB = 30, BC = 50, CA = 40. As retas ℓ
a
, ℓ
b
, ℓ
c

são paralelas a BC, CA, AB, respectivamente, e
intersectam o triângulo. As distâncias entre ℓ
a
e
BC, ℓ
b
e CA, ℓ
c
e AB são 1, 2, 3, respectivamente.
Encontrar os lados do triângulo determinado por

a
, ℓ
b
, ℓ
c
.

135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC, AB = 8,
BC = 7, CA = 6 e o lado BC é prolongado, a partir
de C, até um ponto P de modo que ∆PAB seja
semelhante a ∆PCA. O comprimento de PC é:
a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11

136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y
são escolhidos nos lados BC e CD,
respectivamente, de um quadrado ABCD, de
modo que ∠AXY = 90
o
. Prove que o lado do
quadrado é igual a
2 2
2
) XY AX ( AX
AX
− +
.


A
B C
D M
N
P
Q
76

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

⊥ ( ) R d
t , O
=
Demonstração
Basta notar que OA = OB = R, isto é, que O eqüidista de A e de B, portanto O ∈
AB
m .
Na realidade, note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será
perpendicular à corda.

3.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE
Uma reta é tangente a uma circunferência se, e somente se, for perpendicular a um raio (no ponto de
tangência).












Demonstração:


( ) ⇐ Suponha-se que OT ⊥ t e que P seja um ponto de t, distinto de T.
então, no triângulo OPT, retângulo em T, OP é hipotenusa e, portanto,
maior que o cateto OT. Daí, OP > OT = R, o que significa que P é
exterior a C, sendo T o único ponto comum a t e a C. Logo, t é tangente a
C.





( ) ⇒ Suponha-se, agora, que C e T sejam tangentes, isto é, que T seja
o único ponto comum a C e a t. Deseja-se provar que OT ⊥ t.
Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. Se OT não fosse
perpendicular a t, então a perpendicular a t passando por O
intersectaria t em um ponto P≠T. Assim, haveria outro ponto (único)
em t, tal que um ponto PT’=PT, isto é, tal que P seria médio de TT’.
Dessa forma, OP seria mediatriz de TT’ e, conseqüentemente,
OT’=OT=R. Daí, T’ pertenceria a C, o que é um absurdo, pois
{ } T C t = ∩ . Logo, OT ⊥ t (d
O,T
= R), necessariamente. (c.q.d.)



3.5.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência.

Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus
pontos.

O
R
T
t
C
{ } OT T C t ⇔ = ∩
O
R
T
t
C
P
O
R
T
t
C
P
R
T’
82

Capítulo 3. Introdução aos Círculos















OBS.: É possível provar que, por um ponto fora de uma circunferência, há, exatamente, duas retas
tangentes a tal circunferência.












Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo T P
ˆ
Q , pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item
3).

3.6) SEGMENTOS TANGENTES
Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes.
Na figura anterior: PT PQ =
Demonstração:
Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes, por serem retângulos e terem hipotenusa e
um cateto congruentes. Logo, PQ = PT (c.q.d.).















r
P
P
2
t
2
P
1
t
1
P
4 t
4
t
3
P
3
O
Não pode haver mais de uma
reta perpendicular à r, por um
de seus pontos (P).
C
R
R
Q
T
O
P
C à tangentes são PT e PQ
R
R
Q
T
O
P
83

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS

3.7.1) Definições:
• Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra.
• Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra.
• Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à
outra e têm um único ponto comum.
• Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um
único ponto comum.
• Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos.

3.7.2) Posições Relativas
Considere duas circunferências Γ
1
, de centro O
1
e raio r
2
, e Γ
2
, de centro O
2
e raio r
2
. Seja d a distância
entre seus centros e suponha que r
1
> r
2
.






































Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é interna a Γ
1

d < r
1
– r
2

Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é tangente interna a Γ
1

d = r
1
– r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
Circunferências Γ
1
e Γ
2
são secantes
r
1
– r
2
< d < r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são tangentes externas
d = r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são externas
d > r
1
+ r
2

84

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA

3.8.1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência.










3.8.2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à
circunferência.

Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo
inscrito. Temos também que ∠AOB é o ângulo
central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB.

AB é o arco correspondente ou subtendido pelo
ângulo inscrito ∠AVB.



3.8.2.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.
Demonstração:












3.8.2.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência
são iguais.








O
β
B
A
Na figura ao lado, ∠AOB é um ângulo central.

AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB.
Por definição: β = med (

AB )
Na figura α = B V
ˆ
A é o ângulo inscrito, correspondente ao arco

ABB.
β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = B V
ˆ
A .
Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P.
Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180
o
– 2α
1

180
o
– 2α
1
= 180
o
– β
1
⇒ β
1
= 2α
1
.
Analogamente β
2
= 2α
2
. Assim: β
1
+ β
2
= 2α
1
+ 2α
2
= 2(α
1
+ α
2
) ⇒
β = 2α.
A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao
ângulo é análoga.
P
β
2
α
1
B
A
O
V
β
1
α
2
Q
P
O
B
A
β

α
2
α
1
De fato, como α
1
e α
2
são ângulos inscritos relativos ao ângulo
central β, então β = 2α
1
e β = 2α
2
, ou seja, α
1
= α
2
.
Perceba que, mantendo fixos os pontos A e B, por mais que os
pontos P e Q andem pela circunferência, os ângulos ∠APB e
∠AQB são sempre iguais.
O
V
A
B
O
V
A
B
85

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8.2.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência.
Demonstração:

Considere o ângulo reto ∠AVB. Trace a circunferência que passa pelos
pontos A, V e B. Suponha que O é o centro desta circunferência.
Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90
o
, então o ângulo central
∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180
o
. Assim, concluímos
que o ponto O pertence ao segmento de reta AB, fazendo com que AB seja
o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na
circunferência de diâmetro AB.

Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semi-
circunferência, com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo.

3.8.3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na
circunferência e o outro tangente à circunferência.












3.8.3.1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.










3.8.3.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco)
na mesma circunferência são iguais.

Demonstração:
Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semi-
inscrito são traçados.
De fato, tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB
são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente.

Logo ∠AVB = ∠tAB.



O
t
B
A
Na figura:
tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento

AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB
∠AOB é o ângulo central correspondente
.
A
V
B
O
t
B
A
β
α

V
t
B
A
Seja O o centro da circunferência.
Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90
o
– ∠tÂB ⇒
90
o
– β/2 = 90
o
– α ⇒ α = β/2.
Portanto, a medida do ângulo de segmento é tal que
2
β
= α

86

Capítulo 3. Introdução aos Círculos


20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26, e sejam C e D pontos sobre o segmento AB
tais que AC = 1 e AD = 8. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB, sendo EC
e FD perpendiculares a AB. Quanto mede o segmento EF?
a) 5 b) 2 5 c) 7 d) 2 7 e) 12
Solução:
Como AB = 26, AC = 1 e CD = 7 então DB = 18.
Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra
o segmento de reta FD.
Assim, como CDGE é um retângulo temos que EG = 7.
AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma
semicircunferência. Pelas relações métricas nos triângulos
retângulos: EC
2
= AC.BC = 1.25 ⇒ EC = 5.
Como AFB é um triângulo retângulo:
FD
2
= AD.BD = 8.18 ⇒ FD = 12.
Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7.
Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF
2
= EG
2
+ FG
2
= 49 + 49 ⇒ 2 7 EF = .

21) Três círculos de centros em A, B e C e de raios respectivamente iguais a r, s e t se tangenciam
exteriormente dois a dois. A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro
determinando uma corda MN. Provar que: t
s r
rs 4
MN
+
= .
Solução:















Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:
2
2 2
2
MN
y t






+ = ⇒
2
2
2
2 2
2
2
) s r (
rs 4
t
) s r (
) s r ( t
t
2
MN
+
=
+

− = 





⇒ t
s r
rs 4
MN
+
=

22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. A reta r é tangente às circunferências
C1 e C3, a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também
mostra a figura.
Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B.
Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB, respectivamente.
Suponha que BI = x, CI = h e que DI = PC = y. Note que x + y = s.
Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB:
(r + t)
2
= h
2
+ (r + s – x)
2

(s + t)
2
= h
2
+ x
2

Subtraindo estas equações:
(r + t)
2
– (s + t)
2
= (r + s – x)
2
– x
2

(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒
(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 s r
+
− + +
= + − ⇒ ) s r (
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 − −
+
− + +
= ⇒
s r
t 2
) s r ( 1
s r
t 2 s r
) s r ( y 2
+
− =







+
+ +
− = ⇒
s r
) s r ( t
y
+

=

A B
C P
M
N
I D

F
E
G
7
7 A C B 18 1 D
97

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

r
s
C3
C1
C2

As circunferências C1 e C2 têm raios a e b, respectivamente. Qual é o raio da circunferência C3?
A)
2 2
2 a b + B) a + b C) 2 ab D)
4ab
a b +
E) 2b – a
Solução:

. .
b
a
d
2
b a
R– a
.
d
3
R– b
d
1
R+b
R+a
a + b


23) (OBM Jr.-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &
1
; &
2
é uma
circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &
1
. Uma reta através de A tangencia &
2
em
P. Prove que AP = BC.
Solução:
Inicialmente, vamos construir a figura proposta no enunciado.













A
r
d
P
r
O
h
R - r
C B
Q
O'
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO, temos:
AO
2
= AP
2
+ r
2
⇒ AP
2
= AO
2
– r
2
(1)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ, temos:
AO
2
= d
2
+ (h + r)
2
(2)
Assim, substituindo (2) em (1): AP
2
= d
2
+ (h + r)
2
– r
2

AP
2
= d
2
+ h
2
+ 2hr (3)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ, temos:
(R – r)
2
= d
2
+ (h/3 + r)
2
⇒ d
2
= (2h/3 – r)
2
– (h/3 + r)
2

d
2
= 4h
2
/9 – 4hr/3 + r
2
– h
2
/9 – 2hr/3 – r
2

d
2
= h
2
/3 – 2hr (4)
Portanto, substituindo (4) em (3):
AP
2
= h
2
/3 – 2hr + h
2
+ 2hr ⇒ AP
2
= 4h
2
/3 = BC
2

AP = BC
Seja R o raio de C. Então, utilizando o teorema de Pitágoras:
d
1
= d
2
+ d
3


2 2 2 2 2 2
) ( ) ( )) ( 2 ( ) ( ) ( ) ( b R b R b a R b a a R a R − − + + + − − + = − − + ⇒
Rb R b a R Ra 4 4 ) ( 4 4
2
+ − + = ⇒
b R b a a + − + = ⇒ b a R b a − = − + ⇒
a + b – R = a – ab 2 + b ⇒ ab R 2 =

98

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.11) O NÚMERO π ππ π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA

3.11.1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros.
Demonstração:
Considere duas circunferências de raio R e R’ e
comprimentos C e C’. Define-se x como C .
R
' R
x = .
Inscrevem-se dois polígonos regulares, um em cada
circunferência, de mesmo número de lados. Se ℓ
n
e ℓ
n
’ são os
lados destes polígonos pode-se escrever
' R
R
'
n
n
=


.
Se 2p
n
e 2p
n
’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade
que 2p
n
= n.ℓ
n
e 2p
n
’= n.ℓ
n
’, implicando que
' R
R
' p 2
p 2
n
n
= . Pela definição de x tem-se ' p 2
p 2
C
x
n
n
= .
Desde que o polígono de perímetro 2p
n
está inscrito na circunferência de raio R, tem-se C > 2p
n
, fazendo
com que, para todo inteiro n ≥ 3, verifique-se x > 2p
n
’.
Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’,
circunscreve-se dois polígonos, cada um de n lados, de
perímetros 2P
n
e 2P
n
’. Realizando cálculos análogos aos
anteriores chega-se à conclusão que ' P 2 .
P 2
C
x
n
n
= .
Como o polígono de perímetro 2P
n
está circunscrito à
circunferência de raio R tem-se C < 2P
n
, ou seja, x > 2P
n
’.

Observe que, independentemente de n e de R, tem-se que x está sempre entre 2p
n
’ e 2P
n
’, sendo que
quando n cresce 2p
n
’ cresce e 2P
n
’ decresce. Além disso, as seqüências definidas pelos valores de 2p
n
’ e
2P
n
’ são limitadas e convergem para um mesmo número real. Logo, quando n tende ao infinito, tem-se
x = C’, implicando que constante
' R
' C
R
C
= = .

3.11.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR.
Demonstração:
De fato, pelo teorema anterior concluí-se que a relação
R
C
é constante. Chamando esta constante de π,
obtém-se C = 2πR. Para se ter uma idéia do valor de π, observe a tabela abaixo.

n 2p/2R 2P/2R
6 3,00000 3,46411
12 3,10582 3,21540
24 3,13262 3,15967
48 3,13935 3,14609
96 3,14103 3,14272
192 3,14156 3,14188
384 3,14156 3,14167

Repare que, com o crescimento de n, os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de
2P/2R decrescem, tendendo para o número π que, escrito com precisão até a décima cada decimal depois
da vírgula, vale 3,1415926535...
Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está
contido na circunferência é sempre o mesmo, seja qual for o tamanho desta circunferência. Os
R
R’
R
R’
99

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre
8
1
3 e
7
1
3 , ou seja,
7
22
8
25
< π < . Em
frações decimais, isto dá 3,125 < π < 3,142.
O Velho Testamento, que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições
judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis, VII: 23).
Desde Arquimedes, que obteve o valor π = 3,1416, matemáticos se têm ocupado em calcular π com
precisão cada vez maior. O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em
1873. Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos
seguintes). Com o auxílio de uma maquininha manual, o valor de π foi, então, calculado com 808
algarismos decimais exatos. Depois vieram os computadores. Com seu auxílio, em 1967, na França,
calculou-se π com 500.000 algarismos decimais exatos e, em 1984, nos Estados Unidos, com mais de
dez milhões (precisamente 10.013.395) de algarismos exatos!
O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W. Jones (1675-
1749). Entretanto, somente depois que L. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto
tornou-se padrão entre os outros matemáticos. Porém, até então, não era sabido se π era racional ou
irracional. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma
periodicidade. Somente em 1767 que o matemático J. H. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um
número irracional.

3.11.3) Comprimento do Arco de Circunferência
Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central
que compreende este arco.










Exemplos:

1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular, em que a distribuição das passarelas acompanha a figura
abaixo, quero ir do leste ao norte, passando pelo oeste.










Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar
duas vezes pelo mesmo local, então:
A) passando pelos círculos menores, o caminho é mais curto que indo pelo sul.
B) passando pelo sul, o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores.
C) passando pelos círculos menores ou pelo sul, a distância percorrida é a mesma.
D) não conhecendo os valores dos raios, não é possível saber qual o caminho mais curto.
Assim, de acordo com a proporção, onde ℓ é o comprimento do arco

AB:

R 2 2 π
=
π
α ℓ
⇒ ℓ = αR

Obs: α em radianos (0 < α < 2π)
O
α
B
A

N
S
L
O
100

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

círculo. O ângulo agudo formado pela mediatriz e
pa mede:

a) 5
o
b) 10
o
c) 15
o
d) 20
o
e) 25
o


70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um
círculo com diâmetro AB, traça-se o diâmetro PX
e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. Se ∠PÂB
= 35
o
, então o menor arco XY vale:

a) 20
o
b) 35
o
c) 40
o
d) 55
o
e) 70
o


71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de
diâmetro 1 com uma fita adesiva. O comprimento
desta fita é igual a
a) 3 + π
b) 3
c) 3 + π/2
d) (3 + π)/2
e) 6 + π



72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de
catetos 4 e 6, traça-se uma semi-circunferência
com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do
triângulo retângulo. Determine o raio desta semi-
circunferência.
a) 2
b) 2,4
c) 2,5
d) 3
e)
13 3
2


73) (Bélgica-2003) Na figura, AD é um diâmetro
de uma semi-circunferência com centro M. Os
dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência
de modo que AC ⊥ BM e  = 50
o
. Determine o
ângulo entre as retas AC e BD.

a) 50
o
b) 60
o
c) 65
o
d) 70
o
e) 75
o


74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos
possuindo mesmo raio. Determine a razão entre o
perímetro de um dos círculos e o perímetro da
região hachurada.

a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7

75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectam-
se em P e Q. Uma reta intersecta o segmento PQ e
encontra as circunferências nos pontos A, B, C e
D, nesta ordem. Prove que ∠APB = ∠CQD.

76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão
representadas duas circunferências tangentes
exteriormente e uma reta tangente às duas
circunferências nos pontos A e B. Sabendo que os
raios das circunferências medem 24 e 6 metros,
determine a distância entre os pontos A e B.


77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8.
As duas circunferências, tangentes entre si, têm
centros E e F e são tangentes aos lados do
retângulo [ABCD] nos pontos M, N, X e Y .
113

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 75 , 11
2
41 , 1
2
3
8
4 5
45 sen
2
XY . XZ
S
o
XYZ
=






+
= =

m
2
.

9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo
equilátero aos lados é constante.
Solução:











10) A área de um triângulo é dada pela fórmula
4
b a
S
2 2
+
= , onde a e b são dois de seus lados.
Determine os ângulos do triângulo.
Solução:
Como a área de um triângulo é dada por
2
senC . b . a
S = , temos
2
senC . ab
4
b a
2 2
=
+

ab 2
b a
senC
2 2
+
= ⇒
ab 2
ab 2 b a
1
ab 2
b a
1 senC
2 2 2 2
− +
= −
+
= − ⇒
ab 2
) b a (
1 senC
2

= −
Sabemos que
ab 2
) b a (
2

é sempre maior ou igual a zero, fazendo com que sen C ≥ 1.
Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1, então sen C = 1, ou seja, C = 90
o
.
Daí: a = b, implicando que A = B = 45
o
.

11) Dois lados de um triângulo são 6 e 2 5 . Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo
que sua área é 3.
Solução:
Seja x o valor do lado desconhecido. Assim:
2
x 2 5 6
p
+ +
= .
Pela fórmula de Heron: ) 6 p )( 2 5 p )( x p ( p S − − − = ⇒








− +








+ −








− +








+ +
=
2
6 2 5 x
2
6 2 5 x
2
x 2 5 6
2
x 2 5 6
3 ⇒
16
] ) 6 2 5 ( x ][ x ) 2 5 6 [(
9
2 2 2 2
− − − +
= ⇒ 144 = – 196 + 172x
2
– x
4

x
4
– 172x
2
+ 340 = 0 ⇒ (x
2
– 2)(x
2
– 170) = 0 ⇒ 2 x = ou 170 x =

12) Sejam D, H, I pontos no interior dos lados AB, BC, CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD =
3AD, BH = 2HC e CI = IA. Calcule a área do triângulo DHI.
Solução:
Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x
1
, x
2
e x
3
as
distâncias do ponto P aos lados do triângulo.
Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por
4
3
S
2

= .
S = S
∆PAB
+ S
∆PAC
+ S
∆PBC

2
x .
2
x .
2
x .
4
3
3 2 1
2
ℓ ℓ ℓ ℓ
+ + = ⇒
x
1
+ x
2
+ x
3
=
2
3 ℓ
, que é um valor constante.
x
1
x
3
x
2
C
A B
P
129

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

Observe que:
8
1
2
1
4
1
AC
AI
AB
AD
2 / ) A
ˆ
sen . AC . AB (
2 / ) A
ˆ
sen . AI . AD (
S
S
ABC
ADI
= = = =


.
2
1
3
2
4
3
BC
BH
AB
BD
2 / ) B
ˆ
sen . BC . AB (
2 / ) B
ˆ
sen . BH . BD (
S
S
ABC
BHD
= = = =


.
6
1
3
1
2
1
BC
CH
AC
CI
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CH . CI (
S
S
ABC
CHI
= = = =


.
Portanto, como a área de ∆ABC é 1:
S
∆ADI
+ S
∆BHD
+ S
∆CHI
+ S
∆DHI
= 1 ⇒ 1 S
6
1
2
1
8
1
DHI
= + + +


24
5
S
DHI
=

.

13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD, determinando 4
quadriláteros. Se a, b, c, e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros, mostre que a + b = c + d .
a
c
d
b

Solução:
Inicialmente vamos fazer as seguintes construções:
– sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’;
– marquemos os pontos E, F, G, H, I, J, L e M, que são as projeções ortogonais dos pontos A’, B’, C’ e
D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB, BC, CD e DA, como indica a figura;
– tracemos os segmentos A’E, B’F, B’G, ..., D’L e A’M;
– chamemos de S
1
, S
2
, ..., S
12
as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o
menor;
– indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’, que é o mesmo ângulo
que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical.

Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais,
então S
1
= S
2
. Analogamente temos que:
S
4
= S
5
, S
7
= S
8
, S
10
= S
11
(1)
Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y.cos θ.
Notamos também que:
EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y.cos θ.
Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os
trapézios de áreas S
3
e S
9
(de modo que os segmentos A’B’ e
C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas
dimensões são y.cos θ e x – y.cos θ e cuja área total é S
3
+ S
9
.
Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S
6
e S
12
, teremos a
formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y.cos θ
e y.cos θ e cuja área total é S
6
+ S
12
.
Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões, então as áreas também são
iguais. Deste modo: S
3
+ S
9
= S
6
+ S
12
(2)
De (1) e (2) temos que: S
2
+ S
4
+ S
8
+ S
10
+ S
3
+ S
9
= S
1
+ S
5
+ S
7
+ S
11
+ S
6
+ S
12
⇒ a + b = c + d.

S
12
S
11

S
10

S
9

S
8

S
7
S
6
S
5

S
4

S
2

S
1

M L
J
I
H G
F
E
D’
C’
B’
A’
D
C B
A
θ
θ
θ
θ
S
3

A
B C
D
H
I
130

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior. Paralelas aos lados contendo P dividem o
triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S
1
, S
2
e S
3
. Provar que a área S de ABC é dada
por ( )
2
3 2 1
S S S S + + = .
Solução:










15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC. Por E traçamos duas retas DE e EF
paralelas aos lados BC e AB, respectivamente; D e F são pontos em AB e BC, respectivamente. Prove
que
EFC ADE BDEF
S . S 2 S = .
Solução:
Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y.
Traçando FD, dividimos BDEF em dois triângulos
congruentes, cada um de área y.h
2
/2.
Assim, S
BDEF
= y.h
2
.
Por outro lado, S
ADE
= y.h
1
/2 e S
EFG
= x.h
2
/2.
Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes:
2
1
h
h
x
y
= ⇒ y.h
2
= x.h
1
.
Logo: S
ADE
.S
EFG
=
4
) h . x )( h . y (
2
h . x
2
h . y
1 2 2 1
= ⇒
4.S
ADE
.S
EFG
= (y.h
2
)
2
= (S
BDEF
)
2

EFC ADE BDEF
S . S 2 S =

16) Pontos D, E e F são escolhidos sobre os lados BC, AC e AB, respectivamente, de modo que os
triângulos AFE, BDF, CED e DEF possuem áreas iguais. Prove que D, E e F são os pontos médios dos
lados de ∆ABC.
Solução:
Suponha que BF/AB = r, CD/BC = p e AE/AC = q.
p ) q 1 (
BC
CD
AC
CE
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CD . CE (
S
S
ABC
CDE
− = = =


.
Como as áreas de AFE, BDF, CED e DEF são iguais a um
quarto da área de ABC, então p(1 – q) = 1/4 (1)
Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3)
Desenvolvendo (1) obtemos
p 4
1 p 4
q

= .
Substituindo em (2):
4
1
) r 1 (
p 4
1 p 4
= −


1 p 4
1 p 3
r


= .
Substituindo em (3):
4
1
) p 1 (
1 p 4
1 p 3
= −


⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p
2
– 4p + 1) = 0 ⇒
(2p – 1)
2
= 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D, E e F são os pontos médios de ∆ABC.

P
I
H
G F
E
D
B
S
1

A
S
3

S
2

C
Como DG || AC, IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~
∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC
Assim:
2
1
BC
EP
S
S






=

2
2
BC
PH
S
S






=

2
3
BC
FG
S
S






=

Portanto: 1
BC
FG PH EP
S
S
S
S
S
S
3 2 1
=
+ +
= + + ⇒
( )
2
3 2 1
S S S S + + =

D
F
E
C
A
B
h
1
h
2
x

y

A
B C
F
D

131

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 7 cm. d) 11 cm.

58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a,
b e c centímetros. Qual o valor do ângulo interno
deste triângulo, oposto ao lado que mede a
centímetros, se forem satisfeitas as relações 3a =
7c e 3b = 8c.
a) 30
o
b) 60
o
c) 45
o
d) 120
o
e) 135
o


59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b
= 4 m, diminuindo-se de 60° o ângulo que esses
lados formam, obtém-se uma diminuição de 3 m
2

em sua área. Portanto a área do triângulo inicial é
de:
a) 4 m
2
b) 5 m
2
c) 6 m
2
d) 9 m
2
e) 12 m
2


60) (ITA-82) Num triângulo isósceles, o perímetro
mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao
arc cos 7/25. Então a área do triângulo é de:
a) 168 m
2
b) 192 m
2
c) 84 m
2

d) 96 m
2
e) 157 m
2


61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere
conhecidos os ângulos C A
ˆ
B e A B
ˆ
C e a medida d
do lado A. Nestas condições, a área S deste
triângulo é dada pela relação:
a) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
d
2
+

b) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+

c) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
A B
ˆ
senC . d
2
+

d) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
C A
ˆ
senB . d
2
+

e) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+


62) (ITA-93) Num triângulo ABC, retângulo em
A, seja D a projeção de A sobre BC. Sabendo-se
que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo
DÂC mede θ graus, então a área do triângulo ABC
vale:
a) (ℓ
2
/2) sec θ tg θ b) (ℓ
2
/2) sec
2
θ tg θ
c) (ℓ
2
/2) sec θ tg
2
θ d) (ℓ
2
/2) cossec θ tg θ
e) (ℓ
2
/2) cossec
2
θ cotg θ

63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC ,
o lado oposto ao ângulo  mede cm 5 . Sabendo:
5
3
arccos = Â
e
5
2
arcsen
ˆ
= C ,
então a área do triângulo ABC é igual a :
a)
2
2
5
cm b)
2
12cm c)
2
15cm
d)
2
5 2 cm e)
2
2
25
cm

64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas
distando entre si 5 cm. Seja P um ponto na região
interior a estas retas, distando 4 cm de r. A área do
triângulo equilátero PQR, cujos vértices Q e R
estão, respectivamente, sobre as retas r e s, é igual,
em cm
2
, a:
a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d)
2
15
3 e)
2
7
15

65) (IME-65) AB = AC ≠ BC. Expressar a
diferença AB
2
– AM
2
em função dos segmentos
aditivos da base.








66) (IME-67) No triângulo abaixo, as distâncias
do ponto P aos lados AC e BC são
respectivamente m e n. Verificar, justificando, se
CP
2
= (m
2
+ n
2
+ 2mncos C)cosec
2
C









67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois
lados a e b. Determinar a expressão do lado c em
função de a e b, para que a área do triângulo seja
máxima.

68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados
a, b, c opostos aos ângulos A, B, C
A
B
M
C
B
C
A
P
n
m
145

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

respectivamente e de perímetro 2p, mostre que
a
p
A
B C
=
sen
cos cos
2
2 2
.

69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo
ABC, em função de sua área S, do ângulo C e de
K, onde K = a + b – c.

70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão
em progressão aritmética e o lado intermediário
mede l. Sabendo que o maior ângulo excede o
menor em 90
o
, calcule a razão da PA formada
pelos lados.

71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de
um triângulo ABC, dividindo-o em seis triângulos,
quatro dos quais têm áreas 40, 30, 35 e 84, como
mostra a figura. Calcule a área do triângulo ABC.









72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer.
Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC,
respectivamente, traçam-se duas retas que se
cortam em um ponto M, situado sobre o lado BC,
e que fazem com esse lado ângulos iguais θ
conforme a figura abaixo. Demonstre que:
cotg θ =
2
1
(cotg B + cotg C)










73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir:
“Em um triângulo ABC, temos AC = 3m, BC =
4m e B = 60
o
. Calcule sen A.” Esse problema:
a) não faz sentido, porque tal triângulo não existe.
b) admite mais de uma solução.
c) admite uma única solução, 2 / 3 .
d) admite uma única solução, 3 / 3 .
e) admite uma única solução, 3 / 3 2 .

74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não
congruentes, com  = 30
o
, AB = 4 cm e BC = x
cm, quando:
a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4
d) x > 4 e) x ≥ 4

75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que
C A
ˆ
B mede 80
o
, C B
ˆ
A mede 40
o
e BC = 4 cm. Se
sen 20
o
= k, então a medida de AC, em
centímetros, é dada por:
a) 2 b)
k
4
b)
2
k 2 1
2


d)
2
2
k 2 1
k 2 1 2


e)
k 2 1
) k 1 ( 2




76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito
em um quadrado de 5 dm de lado, devendo um dos
vértices do triângulo coincidir com um vértice do
quadrado.

77) Cinco quadrados são dispostos conforme
ilustra o diagrama abaixo. Mostre que a medida da
área do quadrado S é igual a medida da área do
triângulo T.
S
T


78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e
BC = a. Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e
E de modo que os segmentos CD e CE dividem o
ângulo C em três partes iguais. Sabendo que
CE/CD = m/n, calcule os valores de CD e CE em
função de a, b,m e n.

79) São dados os lados b e c de um triângulo.
Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a
altura relativa a ele. Sobre que condições o
problema admite solução?

B C
A
84
P
40 30
35

A
P
B’ C’
B C
M
θ θ
146

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas
as alturas AA
1
, BB
1
e CC
1
. Determine a razão
entre as áreas dos triângulos A
1
B
1
C
1
e ABC em
função dos ângulos Â, B
ˆ
e C
ˆ
do triângulo ABC.

81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A
entre elas, sendo que as distâncias de A às retas
valem a e b. Determine os catetos de um triângulo
retângulo em A sabendo que os outros vértices
pertencem às retas paralelas e que a área do
triângulo é igual a k
2
.

82) Em um triângulo isósceles de base a e lados
congruentes iguais a b, o ângulo oposto à base
vale 20
o
. Demonstre que a
3
+ b
3
= 3ab
2
.

83) Prove que se os lados a, b e c de um triângulo
ABC satisfazem a relação a
2
= b
2
+ bc, então
temos que ∠A = 2∠B.

84) Em um triângulo ABC, o ponto E pertence a
AB de modo que EB AE 2 = . Determine CE se
AC= 4, CB= 5 e AB= 6.

85) Um triângulo possui lados 13, 14 e 15. Uma
perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o
interior do triângulo em duas regiões de mesma
área. Determine o comprimento do segmento
perpendicular que pertence ao interior do
triângulo.

86) Dado um triângulo ABC com AB = 20, AC =
45/2 e BC = 27. Os pontos X e Y são dados sobre
AB e AC, respectivamente, de modo que AX =
AY. Se a área de ∆AXY é metade da área de
∆ABC, determine AX.

87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm, 6
cm e 7 cm, um ponto do interior do triângulo está
distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está
distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. Qual
a distância do ponto P ao lado de comprimento 7
cm?

88) Os lados de um triângulo medem 7 m, 15 m e
20 m. Calcular a projeção do menor lado sobre o
maior.

89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e
AC = 8 cm. Calcular o lado BC sabendo que a
projeção de AC sobre AB mede 15 cm.

90) Num triângulo ABC, o lado a = 6 e c
2
– b
2
=
66. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o
lado a.

91) Os lados de um triângulo são AB = 6, AC = 8
e BC = 10. Sobre o lado BC toma-se um ponto D
tal que a ceviana AD = 5. Calcular BD.

92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero
cujos vértices estão situados respectivamente
sobre três retas paralelas coplanares, sabendo que
a e b são as distâncias da paralela intermediária às
outras duas.

93) Conhecendo as medidas a, b, c dos lados de
um triângulo ABC, calcular os lados do triângulo
cujos vértices são os pés das alturas desse
triângulo ABC.

94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o
ângulo  = 120
o
. Demonstrar que subsiste entre os
lados desse triângulo a relação b(a
2
– b
2
) = c(a
2

c
2
).

95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB =
4 cm e AC = 3 cm. Constrói-se sobre AB como
base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles
ABD equivalente a ABC. Calcular a área da
superfície comum a esses dois triângulos.

96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros
construídos externamente sobre os catetos de um
triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC
= 8 cm e o ângulo B
ˆ
= 60
o
. Calcular as áreas dos
triângulos ACD e ABE.

97) Os três lados e a área de um triângulo
retângulo exprimem-se em metros e metros
quadrados, respectivamente, por quatro números
inteiros e consecutivos. Achar os lados e a área
desse triângulo.

98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo
lado é a constroem-se externamente quadrados.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros desses quadrados.

99) Calcular a área de um triângulo retângulo
conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h
relativa à hipotenusa.

147

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

100) Três circunferências de raios a, b e c são
tangentes entre si duas a duas externamente.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros das circunferências.

101) Demonstrar que a área S de um triângulo
ABC, cujas alturas são h
a
, h
b
e h
c
é:








+ + −








+ +
=
4
c
4
b
4
a
2
c
2
b
2
c
2
a
2
b
2
a
h
1
h
1
h
1
h h
1
h h
1
h h
1
2
1
S


102) a) Em um triângulo ABC, ∠A = 30
o
e ∠B =
45
o
. Determine k de modo que c
2
= ka
2
+ b
2
.
b) Em um triângulo ABC qualquer, determine k tal
que c
2
= ka
2
+ b
2
.

103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da
figura abaixo está inscrito um quadrado. Se AB =
20 e AC = 5, que porcentagem a área do quadrado
representa da área do triângulo ABC?
a) 25%
b) 30%
c) 32%
d) 36%
e) 40%


104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno
ABC com a forma de um triângulo retângulo em A,
e com o cateto AB de 84m de comprimento. Eles
resolveram dividir o terreno em duas partes de
mesma área, por um muro MN paralelo a AC como
mostra a figura abaixo. Assinale a opção que
contém o valor mais aproximado do segmento
BM.
N M
C
B
A

a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m

105) (OBM-2001) No triângulo ABC, AB = 5 e BC
= 6. Qual é a área do triângulo ABC, sabendo que
o ângulo C
ˆ
tem a maior medida possível?
a) 15 b) 7 5 c) 2 / 7 7 d) 11 3 e) 2 / 11 5

106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um
quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF,
ambos com lado de medida 1cm . Os pontos A, B e
E são colineares, assim como os pontos A, G e F.
A
D C
G
F
E B

A área do triângulo BFG é, em
2
cm :
a)
4
1
b)
3
1
c)
4
3
d)
12
3
e)
10
3


107) (OBM-2003) No triângulo ABC, AB = 20, AC
= 21 e BC = 29. Os pontos D e E sobre o lado BC
são tais que BD = 8 e EC = 9. A medida do ângulo
DÂE, em graus, é igual a:
a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75

108) (OBM-2003) No desenho ao lado, o
quadrado ABCD tem área de 64 cm
2
e o quadrado
FHIJ tem área de 36 cm
2
. Os vértices A, D, E, H e
I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta.
Calcule a área do quadrado BEFG.


109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de
área 1000 cm
2
foi dobrada ao meio e em seguida
desdobrada (segmento MN); foi dobrada e
desdobrada novamente (segmento MC) e
finalmente, dobrada e desdobrada segundo a
diagonal BD. Calcule a área do pedaço de papel
limitado pelos três vincos (região escura no
desenho).

A
B
C
148

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

Perceba agora que se ABCD é circunscritível, então o
centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual
distância de AB, BC, CD e DA. Assim, pela
propriedade de bissetriz, podemos afirmar que O é o
ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos
internos de ABCD. Em quadriláteros convexos, o fato
de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes
ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível.

Note também que, desde que os lados de um
quadrilátero circunscritível são tangentes a uma
circunferência, então quando traçamos os segmentos
determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O
do circuncírculo, temos que estes quatro segmentos são
perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados.

Por exemplo, todo losango é circunscritível. De fato, como as diagonais são bissetrizes dos ângulos
internos, o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. Logo serve de centro à
circunferência inscrita.












Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível. Para existir a circunferência inscrita, ela tem que
tangenciar os quatro lados, não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de
lado(s).



















OQ OP D B
ˆ
C C B
ˆ
A = ⇒ ≡
OR OQ D C
ˆ
A B C
ˆ
A = ⇒ ≡
OS OR A D
ˆ
B C D
ˆ
B = ⇒ ≡
Logo, OP = OQ = OR = OS = Raio da
circunferência inscrita no losango
C
D
A
B
Q
S
P
R
C
D
A
B
ABCD, côncavo, não pode ser circunscritível
A B
C
D
λ
λ não serve como
circunferência inscrita.
A
B
C D
O
170

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

I
θ
θ
C
B
A
D
Exemplos:

1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70
o
. Se x
= ACB + BDC, então:
a) 120
o
b) x = 110
o
c) 100
o
d) 90
o
e) x = 80
o

Solução:








2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então
∠ABC + ∠ADC = 180
o
.
Solução:








Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360
o
, então:
∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360
o

∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360
o

2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360
o
⇒ ∠ABC + ADC = 180
o


3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de
diâmetro AB. Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB.
Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.
Solução:








Analogamente, o quadrilátero BCST também é inscritível, implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD.
Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.

4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo, então as circunferências
determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. Este teorema
foi publicado pela primeira vez por A. Miquel em 1838.
Solução:



C
B
A
D
Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180
o
– ∠ABC = 180
o
– 70
o
= 110
o

Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma
corda AB na circunferência, então ∠ACB = ∠ADB.
Assim, x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110
o

T
S
D
C
B A
Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semi-
circunferência, então ∠ADB = 90
o
e ∠ACB = 90
o
. Pela
figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. Desde que ∠DAS +
∠ATS = 180
o
, então o quadrilátero ATSD é inscritível.
Assim, os pontos A, T, S e D pertencem a uma mesma
circunferência, fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC.
Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Como ∠CAD = ∠CBD e
∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC, fazendo com que ∠ADI = ∠BCI.
∆AID ~ ∆BIC ⇒
CI
BI
DI
AI
= ⇒
CI
DI
BI
AI
= (1)
A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒
∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI.
171

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros














A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC
e fica como exercício. Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de
Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC.

5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. Prove que os pontos simétricos de H em relação
a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. (Nota: dizemos que o ponto Y é
simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o
ponto médio de XY).
Solução:












6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a
diferença dos outros dois lados é 8 m. Calcular os lados do quadrilátero, sabendo-se que seu perímetro é
60 m.
Solução:
Suponhamos que AB = a, BC = b, CD = c e DA = d. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é
circunscritível temos que:
b – d = 16 (1) c – a = 8 (2)
a + b + c + d = 60 (3) a + c = b + d (4)
Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5)
De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. Analogamente, de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11.

7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de
suas diagonais. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB, BC, CD e DA são, respectivamente, M,
N, P e Q. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I.
Solução:



M
D
C
E
B
F
A
Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de
∆ABC. Os pontos D, E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC, BC e
AB, respectivamente. Tracemos as duas circunferências que passam pelos
pontos F, B, E e D, C, E. Designe por M o outro ponto de interseção,
distinto de E, entre estas circunferências. Perceba agora que temos dois
quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME.
Em BFME temos: ∠FME = 180
o
– ∠ABC.
Em CDME temos: ∠DME = 180
o
– ∠ACB.
Somando estas duas equações:
∠FME + ∠DME = 360
o
– (∠ABC + ∠ACB) ⇒
∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180
o
– ∠BAC ⇒ AFMD é um
quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências.

C'
F
E
D
H
B A
C
Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB.
Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒
∠BAC' = ∠BAD = 90
o
– B ⇒ ∠AC'F = B.
Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒
∠ABC' = ∠ABH = 90
o
– A ⇒ ∠ABC' = A.
Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180
o
– C ⇒
o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência
circunscrita a ∆ABC.
Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em
relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC.
172

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros











Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN, NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de
NMQ. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas
distâncias a OX e OY são iguais, então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de
MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ, QP, PN e NM são todas iguais, ou seja, existe uma
circunferência inscrita em MNPQ com centro em I.

8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível, a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e
a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o
comprimento do menor lado do trapézio, então a soma a + r (em cm) é igual a:
a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8
Solução:









Aplicando o Teorema de Pitágoras: b
2
= (2r)
2
+ (c – a)
2
⇒ 100 = 64 + (c – a)
2
⇒ c – a = 6 cm.
Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm. Deste modo, temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm.

9) Provar que em todo quadrilátero inscritível, o produto das distâncias de um ponto qualquer do
circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos.
Solução:
















Q
P
N
M
I
D
C
B
A
Inicialmente note que AMIQ, DQIP, CPIN e BNIM são quadriláteros
inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180
o
.
Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI, pois estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ.
Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD, pois ∠BAC e ∠BCD
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD.
Repare agora que ∠BCD = ∠PQI, já que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP.
Portanto, temos que ∠MQI = ∠PQI, ou seja, QI é a bissetriz de ∠MQP.
Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo
circunscritível o menor lado é a base menor.
Desde que o quadrilátero é circunscritível:
b + d = a + c = 18 cm.
Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm.
Assim: r = d/2 = 4 cm.
Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo
através de uma reta perpendicular às bases.
a
c – a
2r d
b
a
E, F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M, sobre a
circunferência, a AB, BC, CD e DA, respectivamente.
Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒
MC
MF
MA
ME
= ⇒
MC
MA
MF
ME
= .
Como AMCD é inscritível então:
∠MCD = ∠MCG = 180
o
– ∠MAD = ∠MAH ⇒
∆MAH ~ ∆MCG ⇒
MC
MG
MA
MH
= ⇒
MC
MA
MG
MH
= .
Portanto:
MG
MH
MF
ME
= ⇒ ME.MG = MF.MH
C
H
G
F
E
M
C
B
A
173

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam I
a
, I
b
, I
c
, e I
d
, respectivamente, os incentros dos
triângulos ∆DAB, ∆ABC, ∆BCD, ∆CDA. Prove que I
a
I
b
I
c
I
d
é um retângulo.
Demonstração:
















12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD
são perpendiculares. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. Mostre que o
quadrilátero ABCD é inscritível se, e somente se, as retas PM e CD são perpendiculares.
Solução:

























N

β
α
M
P
D
B
A
Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. Suponha que PM ⊥ CD.
Assim, temos que ∠NPC = ∠MPA = 90
o
– α ⇒ ∠MPB = α.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒
∠PAB = 90
o
– α.
Portanto, temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒
CP
DP
BP
AP
= ⇒
CP
BP
DP
AP
= , ou seja, temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒
∠PAD = ∠PBC = 90
o
– β.
Assim, temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90
o
– α + 90
o
– β
= 180
o
– (α + β) = 180
o
– ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível.
α
N
M
P
D
C
B
A
Suponha agora que ABCD é inscritível.
Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α, uma vez que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒
∠PAB = ∠PNC = 90
o
– α.
Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90
o
– α, então ∠PNC = 90
o

PM e CD são perpendiculares.

D
A
I
c

I
d

I
b

I
a

C
B
Desde que ∠DAB = ∠ACB então
∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA.
Desde modo: ∠I
c
AI
d
= ∠I
c
AB – ∠I
d
AB =
= (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 =
= ∠I
d
BA – ∠I
c
BA = I
c
BI
c
⇒ A, B, I
d
, I
c
pertencem a uma
mesma circunferência.
Analogamente temos que A, D, I
b
, I
c
também pertencem a
uma mesma circunferência.
Assim: ∠I
b
I
c
I
d
= 360
o
– (∠I
d
I
c
A + ∠I
b
I
c
A) =
= 180
o
– ∠I
d
I
c
A + 180
o
– ∠I
b
I
c
A = ∠I
d
BA + ∠I
b
DA =
= (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90
o
.
Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos
de I
a
I
b
I
c
I
d
são iguais a 90
o
.

174

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

T
m
n
S
p
q
R
H
C B
A
Exemplos:

1) (UFRN-97) Quatro círculos, todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado, são
tangentes exteriormente, dois a dois. A área da parte hachurada é:
A)
π
2

B) 2 3 11 −
C) 3 2 11 −
D) 4 - π
E) 5 - π
Solução:








2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: 4 BC e 3 2 AC 2; AB = = = . A área da
intersecção entre o círculo de centro B e raio BA, o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC,
é:
a) 3 2
2
3

π
b) 3 2
3
4

π
c) 3 2
4
5

π
d) 3 2
3
5

π
e) 3 2
5
6

π

Solução:








) 3 / sen(
2
AH . AC
AC
2
C
ˆ
) 6 / sen(
2
AH . AB
AB
2
B
ˆ
S
2 2
T
π − + π − = ⇒
2
3
2
3 . 3 2
) 3 2 (
12 2
1
2
3 . 2
) 2 (
6
S
2 2
T

π
+ −
π
= ⇒
2
3 3
2
3
3
2
S
T
− π + −
π
= ⇒ 3 2
3
5
S
T

π
=

3) (AFA-2003) Na figura, RST é um triângulo retângulo em S. Os arcos RnST, RmS e SqT são
semicircunferências cujos diâmetros são, respectivamente, RT, SR e ST. A soma das áreas das figuras
hachuradas está para a área do triângulo RST na razão.

a) 1/3

b) 1

c) 1/2

d) 3/2

Tomemos apenas um quarto da figura. Claramente a área total S
T
é igual a
quatro vezes a área destacada na figura ao lado. Esta área pode ser
calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de
circunferência de raio 1. Assim:
π − =
|
¹
|

\
| π
− =
|
|
¹
|

\
|
π
− = 4
4
1 4
4
R
R 4 S
2
2
T


Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo, uma vez que
BC
2
= AB
2
+ AC
2
. Deste modo, os dois círculos traçados
são ortogonais.
Assim:
2
3
4
3 2
BC
AC
B sen = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6
AH.BC = AB.AC ⇒ 3 2 . 2 4 . AH = ⇒ 3 AH =
196

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
Sejam x 2 RS = e y 2 TS = ⇒
2 2
y x 2 RT + = . Assim, S
∆RST
= 2xy.
A soma das áreas hachuradas vale:
2
) y x (
xy 2
2
y
2
x
S S S S S
2 2 2 2
RnSpT RST SqT RmS
+ π
− +
π
+
π
= − + + =

⇒ S = 2xy.
Deste modo, como S
∆RST
= S, então a razão vale 1.

4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os
arcos são arcos de circunferências de raio 2, com centros sobre os pontos em destaque.

A área da região sombreada é igual a
a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64
Solução:
A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2:
S
1
= (4)
2
– π(2)
2
= 16 – 4π.
Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S
2
= π(2)
2
= 4π.
Logo: S
1
+ S
2
= 16.

5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado. A região hachurada é
de ouro e a não-hachurada é de prata. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos,
as áreas das superfícies de ouro e de prata são, respectivamente, em cm
2
:

Solução:
Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. Assim, a área de ouro é igual a duas
vezes a área de um semicírculo de raio 1,4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0,7 cm:
π =
(
¸
(

¸
π

π
= 47 , 1 ) 7 , 0 (
2
) 4 , 1 (
2
2 S
2 2
ouro
.
A área de prata é igual à área total menos a área de ouro:
S
prata
= π(2,1)
2
– 1,47π = 2,94π.

6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. Se α = 60
o
, a área da
região pigmentada é igual a:


197

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120
o
.
Como os arcos AB e AC são iguais, chamando-os de α temos: 2α + 120
o
= 360
o
⇒ α = 120
o
.
Assim, as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120
o
e raio 6. Logo:
| | 3 18 24 3 9 12 2
2
120 sen . 6 . 6
2
6
3
2
2 S
o 2
− π = − π =
(
¸
(

¸


π
= .

9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências
cujos diâmetros são os três lados desse triângulo.

A área da região sombreada, em metros quadrados, é igual a
a)
2
3 + π
b)
2
3 − π
c)
2
3 π
d)
2
3 2 − π
e) 3 − π
Solução:
A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado
igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central
60
o
e raio 1 m. Portanto:
2
3
4
3
6
3
4
3
4
3 R
2
R
3
3
4
3 R
S
2 2 2
− π
=
(
¸
(

¸


π
+ =
(
¸
(

¸


π
+ = .




10) (ITA-99) Duas circunferências C
1
e C
2
, ambas com 1 m de raio, são tangentes. Seja C
3
outra
circunferência cujo raio mede ( 1 2 − ) m e que tangencia externamente C
1
e C
2
. A área, em m
2
, da
região limitada e exterior às três circunferências dadas, é:
a)
|
|
¹
|

\
|
− π −
2
2
1 1
b)
6 2
1 π

c) ( )
2
1 2 − d)
|
¹
|

\
|

π
2
1
2
16
e)
1 ) 1 2 ( − − π

Solução:










A B
C
Os lados de ∆ABC são:
a = b = R + r = 2 1 2 1 = − + e c = 2R = 2.
Uma vez que c
2
= a
2
+ b
2
e a = b então ∆ABC é
retângulo isósceles ⇒ A = B = 45
o
e C = 90
o
.
Assim:
4
r .
8
R .
2
2
b . a
S
2 2
π

|
|
¹
|

\
|
π
− = ⇒
4
) 1 2 (
4
) 1 (
2
2 . 2
S
2 2
− π

π
− = ⇒
199

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

4
) 1 2 2 2 1 (
1 S
+ − + π
− = ⇒
|
|
¹
|

\
|
− π − =
2
2
1 1 S

11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro
do outro), que se cortam em I e J. Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia
(O) em A e (O’) em A’. Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e
(O’) em B’. Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C; em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra
extremidade em C’. Os arcos AA’, A’C’B’, B’B e BCA formam uma oval com quatro centros. Pede-se a
área desta oval em função de r.
Solução:














12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x, com centro em cada vértice traçam-se 4
circunferências de raio x. Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado.
Solução:















13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores,
conforme indicado na figura ao lado, onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco
interno é uma semicircunferência. Qual é a cor que cobre a maior área?
a
z
u
l
b
r
a
n
c
o
amarelo
verde

C' C
B' B
A A'
O
I
S
1
S
2

J
O'
Note que, pela simetria da construção, temos
que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são
iguais (S
1
), bem como as áreas dos setores IAA'
e JB'B também são iguais (S
2
). Assim, a área da
oval é igual a S = 2.S
1
+ 2.S
2
– 2.S
∆IOO'
.
Além do mais, ∆IAA' é equilátero (lado 2r), ou
seja, ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3. Portanto:
4
3 r
. 2
3
) r (
2
6
) r 2 .(
2 S
2 2 2

π
+
π
= ⇒
2
r
2
3
2 S
|
|
¹
|

\
|
− π =
S
R
Q
P
D C
B A
θ
O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado
PQRS mais quatro segmentos circulares iguais.
Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒
∠PDC = 60
o
⇒ ∠QDC = 60
o
– θ.
Analogamente ∠PDA = 60
o
– θ ⇒ θ = 30
o
.
Assim: PQ = 2.x.sen 15
o
= 3 2 x
2
2 / 3 1
x . 2 − =


Portanto:
|
|
¹
|

\
|
π

π
+ =
2
) 6 / ( sen . x
x
12
. 4 PQ S
2
2 2

2 2 2
x x
3
) 3 2 ( x S −
π
+ − = ⇒ ( )
3
x
3 3 3 S
2
π + − =
200

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

A
B
D
C
0

A área da coroa circular é igual a
a) 1 b) π/2 c) π d) 2π

40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do
círculo de centro O. Se CP = 9 cm, PD = 5 cm e o
raio mede 9 cm, então o valor de OP é
a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm

41) (EPCAr-2000) - A área da superfície
hachurada na figura mede, em cm
2
,








a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 - 4π

42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma
circunferência, traçam-se uma secante PB de 32
cm, que passa pelo seu centro, e uma tangente PT
cujo comprimento é de 24 cm. O comprimento
dessa circunferência, em cm, é
a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π

53) (EPCAr-2001) Na figura, O é o centro do
círculo de raio r, AT é tangente ao círculo e MT é
perpendicular a AT. Então, a área hachurada é
a) ( ) π − 4 3 9
24
r
2

b) ( ) π − 4 3 15
24
r
2

c) ( ) π − 4 3 6
24
r
2

d) ( ) π − 4 3 4
24
r
2


44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de
raios (r) e (R) centrados em A e B,
respectivamente, que são tangentes externamente e
cujas retas tangentes comuns formam um ângulo
de 60°. A razão entre as áreas do círculo maior e
do menor é








a) 9 b) 3 c)
3
1
d)
9
1


45) (EPCAr-2002) AB= 20 cm é um diâmetro de
um círculo de centro O e T é um ponto da tangente
ao círculo em A, tal que AB AT = . A reta
determinada por O e T intercepta o círculo em C e
D, tal que TD TC < . O segmento TD mede
a) 10 5 10 − b) 5 10 −
c) 10 5 10 + d) 5 10 20 −

46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de
futebol, conforme figura abaixo, construiu-se
uma pista de atletismo com 3 metros de largura,
cujo preço por metro quadrado é de R$ 500,00.
Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves
dos gols são semicírculos de mesma dimensão, o
custo total desta construção que equivale à área
hachurada, é: (Considere π = 3,14)












a) R$ 300.000,00 c) R$ 502.530,00
b) R$ 464.500,00 d) R$ 667.030,00

47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo, os
quadrados Q
1,
Q
2
e Q
3
têm lados com mesmo
comprimento x e as circunferências em cada
quadrado têm o mesmo diâmetro x
1
, x
2
e x
3
,
respectivamente. Sejam S
1
, S
2
e S
3
as áreas totais
ocupadas pelo conjunto de circunferências em
cada quadrado Q
1,
Q
2
e Q
3
, respectivamente.
M
T
A O
60º

30°
A
r
B
R
3 cm
100 m
3 m




40 m






3m
208

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

M
N
P
C B
A
X
a

P
X
b

I
b

I
a

I
C B
A
14) ABC é um triângulo qualquer; AM, BN e CP são bissetrizes internas. Provar que a razão entre as
áreas dos triângulos MNP e ABC é igual
) c b )( c a )( b a (
abc 2
+ + +
.
Solução:









c a
c
b a
b
b
AN
c
AP
S
S
APN
+ +
= = ∴
c b
b
c a
a
a
CM
b
CN
S
S
CMN
+ +
= = ∴
b a
a
c b
c
c
BP
a
BM
S
S
BMP
+ +
= =
Assim:








+ +
+
+ +
+
+ +
− = 





+ + − =
) b a )( c b (
c . a
) c b )( c a (
b . a
) c a )( b a (
c . b
1
S
S
S
S
S
S
1
S
S
BMP CMN APN MNP

) c b )( c a )( b a (
) c a ( ac ) b a ( ab ) c b ( bc ) c b )( c a )( b a (
S
S
MNP
+ + +
+ − + − + − + + +
= ⇒
) c b )( c a )( b a (
abc 2
S
S
MNP
+ + +
= .

15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos ex-
inscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo.
Solução:















Como ∆I
b
IP é retângulo:
b b b
a b
b
II
b
II
) b p ( p
II
BX BX
II
IP
2 / B cos =
− −
=

= =
Como ∠I
a
AC = A/2 e ∠ACI
a
= 90º + C/2 então ∠AI
a
I
b
= B/2.
Aplicando a Lei dos Senos em ∆II
a
I
b
: ' R 2
) I AI sen(
II
b a
b
=

⇒ ' R 2
2 / B sen
II
b
= ⇒
' R 2
2 / B cos . 2 / B sen . 2
2 / B cos . 2 . II
b
= ⇒
[ ]
' R
B sen
2 / B cos . II
b
= ⇒ ' R
B sen
b
= ⇒ R’ = 2R

16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero. M é o ponto médio do segmento AB e N
é o ponto médio do segmento BC. Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e
retângulo em P. PM e AN cortam-se em I. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA.
Solução:
Sejam I, I
a
e I
b
, respectivamente, incentro, ex-incentro
relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC. Vamos
provar que o circunraio de ∆II
a
I
b
é 2R, onde R é
circunraio de ∆ABC.
Por I trace uma paralela a BC e por I
b
trace uma
perpendicular a BC, de modo que estas duas retas
interceptam-se em P. Seja X
b
a intercessão de PI
b
com
BC. Assim, X
b
é o ponto de tangência da circunferência
ex-inscrita relativa a B. Portanto:
I
b
X
b
= r
b
e BX
b
= p
Seja X
a
o ponto de tangência da circunferência inscrita a
∆ABC com o lado BC. Desta forma temos que:
IX
a
= r e BX
a
= p – b
Como IP || BC então ∠I
b
IP = ∠I
b
BC = B/2.

Pelo Teorema da Bissetriz Interna:
i)
c b
a
b
CM
c
BM
+
= = ⇒
c b
c . a
BM
+
= e
c b
b . a
CM
+
=
ii)
b a
c
b
AP
a
BP
+
= = ⇒
b a
c . a
BP
+
= e
b a
c . b
AP
+
=
iii)
c a
b
a
CN
c
AN
+
= = ⇒
c a
c . b
AN
+
= e
c a
b . a
CN
+
=
238

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com
os lados de acordo com a figura ao lado.
Em ∆ABX temos:
AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2
XR = XN = (AX + BX – c)/2
Em ∆BCX temos:
BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2
XR = XP = (BX + CX – a)/2











17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. Prove
que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes, então X pertence à
circunferência inscrita no triângulo ABC.
Solução:








Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c
Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de
contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC.

18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M, respectivamente, as interseções das bissetrizes
interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. Se CL = CM, prove que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
,
onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC.
Solução:








Uma vez que sen
2
B + cos
2
B = 1 então segue diretamente que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
.

19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC, as medidas dos seus lados são inteiros
consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC.
Determine as medidas dos lados do triângulo ABC.
Solução:






M a/2
Y
X
P
c
C B
A
Digamos que x, x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo.
Desde que BP é bissetriz do ângulo B, então ∠ABP =
∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒
∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2
Vamos analisar todas as possibilidades:

I
P
N M
C
A
B
Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana, altura e
bissetriz de A. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB.
Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível.
Desde que AP = PC, então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no
circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento,
ou seja, ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC.
Portanto, temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz
de ∠AMC, ou seja, I é i incentro de ∆AMC, implicando que CI é a bissetriz
de ∠MCA.
R
Q
P N
M
X
B
C A
M L B
A
C
Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é
retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2
e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B.
Pela Lei dos Senos em ∆ABC:
R 2
A sen
BC
B sen
AC
= = ⇒ R 2
B cos
BC
B sen
AC
= = ⇒
R 2
AC
B sen = e
R 2
BC
B cos = .
239

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1, 2 e 3 que é impossível, pois 2 + 1 = 3
ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2, 3 e 4
iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível
Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4

20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A
1
é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de
modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA
1
e ∆ACA
1
são iguais. Se BC = a, CA = b, AB
= c e 2p = a + b + c, prove que ) a p ( p AA
1
− = .
Solução:











IX
BC
P O IX
O O
1
2 1
=


r
a
r r
QA PA
a
1 1
=

+

r
a
r r
b p c p
a
2 1
=

− + −

r
r
1
a
c b AA p
a 1
− =
− − +

1
1
AA p
p
1
a
p AA a
+
− =
− +

1
1
AA p
p
1
a
p AA
1
+
− =

+ ⇒ p
2
– AA
1
2
= a.p ⇒ ) a p ( p AA
1
− = .

21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD, com
D sobre AC. Sejam E e F, respectivamente, os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta
BD, e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. Demonstre que ∠EMD =
∠DMF.
Solução:












Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ.
Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ.
Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒
θ = A + B/2 – 90º.
Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α



Sejam O
1
e O
2
os incentros de ∆ABA
1
e ∆ACA
1
e p
1
e p
2
os
semiperímetros dos mesmos triângulos. Considere que P, Q e
X são as projeções de O
1
, O
2
e I (incentro de ∆ABC) sobre
BC. Nós temos que: S
ABC
= S
ABA1
+ S
ACA1

r
a
.p
1
+ r
a
.p
2
= r
a
(p
1
+ p
2
) = r
a
(p + AA
1
) ⇒ r
a
(p + AA
1
) = p.r
Como O
1
está sobre a bissetriz de B e O
2
está sobre a
bissetriz de C então B, O
1
e I são colineares e C, O
2
e I
também estão alinhados. Portanto temos que ∆IO
1
O
2
~ ∆IBC,
ou seja:

X
r
a
r

r
a
Q P
O
2
I
O
1
A
1

C B
A
Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF.
Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero
CMDF é inscritível. Uma vez que α e ∠DCF
compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de
CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C.
Como ∆BCF é retângulo então
∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒
α = 90º – (C + B/2)
Trace agora uma perpendicular a AB passando por E,
sendo X a interseção desta perpendicular com AB.
B/2
X
E
D
F
B C M
A
B/2
α
θ
240

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO

7.5.1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio.
Como conseqüência, mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A
e B.”

7.5.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado
de circuncentro (O).”
Demonstração:
Seja m
AB
a mediatriz de AB e m
BC
a mediatriz de BC. Seja O a interseção de m
AB
e m
BC
, ou seja, O é
eqüidistante de A, B e C. Desta forma, O pertence ao segmento m
AC
, fazendo com que O seja a
interseção de m
AB
, m
BC
e m
AC
.

7.5.3) Circunferência Circunscrita
Como O é eqüidistante de A, B e C, então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém
os vértices do ∆ABC. A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de
circunferência circunscrita a ∆ABC. Podemos dizer, também, que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o
circuncírculo de ∆ABC.










7.5.4) Área do triângulo inscrito
A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão
2
C sen . b . a
S = .
Pela Lei dos Senos temos que R 2
C sen
c
= ⇒
R 2
c
C sen = ⇒
R 4
c . b . a
S = .
Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo
ABC, pois dados os lados a, b e c de ∆ABC, podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron
e depois usar a equação acima para determinar R.

7.5.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é
2
A cot . BC
OM = .”
Demonstração:











R
R
O
R
C
B
A
Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma
circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos:
R 2
C sen
c
B sen
b
A sen
a
= = =
M
O
C
B
A
Desde que O é o centro da circunferência então:
∠CÔB = 2Â ⇒ ∠CÔM = Â
Como M é o ponto médio de BC então BC = 2.CM. Desta forma:
OM
CM
tg = ⇒
tg . 2
BC
OM = ⇒
2
 cot . BC
OM =
Analogamente, pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de
O a C, respectivamente, são iguais a
2
B cot . AC
e
2
C cot . AB
.

241

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência
circunscrita a ABC. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC, intersectando AB em O
1
, AC
em O
2
e BC em O
3
, então r R OO OO OO
3 2 1
+ = + + .”
Demonstração:













a + b + c = (b + c).cos A + (a + c).cos B + (a + b).cos C ⇒
a + b + c = (a + b + c).cos A + (a + b + c).cos B + (a + b + c).cos C – a.cos A – b.cos B – c.cos C ⇒
(a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.cos A + b.cos B + c.cos C) ⇒
R
S 2
R
OO
R
OO
R
OO
p 2 p 2
1 2 3
− 





+ + = ⇒ pR = p(OO
1
+ OO
2
+ OO
3
) – p.r ⇒ OO
1
+ OO
2
+ OO
3
= R + r

7.5.7) Teorema: “Se, num triângulo ABC, O é o centro do círculo circunscrito; G é o ponto de
interseção das medianas; a, b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito, então
9
c b a
R OG
2 2 2
2
2 + +
− = .”
Demonstração:


















7.5.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro, respectivamente, de um triângulo
com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r.
Então OI
2
= R
2
– 2Rr.”


O
C
B
A
O
3

O
1

A
O
2

a) Inicialmente note que ∠BOC = 2.∠BAC = 2A
∆BOC é isósceles ⇒ OO
3
é altura e bissetriz ⇒
∠BOO
3
= A ⇒ OO
3
= R.cos A
Analogamente: OO
2
= R.cos B OO
1
= R.cos C
A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a.OO
3
/2 = (a.R.cos A)/2
Analogamente S(∆AOB) = (c.R.cos C)/2 e S(∆AOC) = (b.R.cos B)/2
Desta forma a área de ∆ABC é dada por:
S = (a.R.cos A)/2 + (b.R.cos B)/2 + (c.R.cos C)/2 ⇒
S = R(a.cos A + b.cos B + c.cos C)/2
Em ∆ABC temos que:
a = b.cos C + c.cos B b = a.cos C + c.cos A c = a.cos B + b.cos A
Somando estas equações:

G
O
M
C B
A
α
Como ∆OMC é retângulo:
4
a
R OM
2
2 2
− = .
Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM
2
= OG
2
+ GM
2
– 2.OG.GM.cos α ⇒
α − + = − cos .
3
m
. OG . 2
9
m
OG
4
a
R
a
2
a 2
2
2
(1)
Lei dos Cossenos em ∆OGA:
OA
2
= OG
2
+ AG
2
– 2.OG.AG.cos (180
o
– α) ⇒
α + + = cos .
3
m 2
. OG . 2
9
m 4
OG R
a
2
a 2 2

α + + = cos .
3
m
. OG . 2
9
m 2
2
OG
2
R
a
2
a
2 2
(2)
Somando (1) e (2):
3
m
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2
a
2 2 2
+ = − ⇒
12
a
6
c
6
b
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2 2 2 2 2 2
− + + = − ⇒
9
c b a
R OG
2 2 2
2 2
+ +
− =
242

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre
as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”.
Demonstração:











Perceba agora que, sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível, podemos calcular suas
diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco. Do Teorema de Ptolomeu tiramos
o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais. Substituindo uma
equação na outra calculamos seus valores.

Exemplos:

1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6,
4, 5 e 3, respectivamente.
Solução:
Consideremos que: a = 6, b = 4, c = 5 e d = 3.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d = 6.5 + 4.3 = 42.
Aplicando o Teorema de Hiparco:
39
38
3 . 5 4 . 6
5 . 4 3 . 6
d . c b . a
c . b d . a
q
p
=
+
+
=
+
+
= ⇒
38
p . 39
q = .
Substituindo obtemos: 42
38
p . 39
2
= ⇒
13
532
p = . Como
38
p . 39
q = então
19
819
q = .

2) Prove, utilizando o Teorema de Ptolomeu, que se A e B são ângulos agudos, então sen (α + β) = sen
α.cos β + sen β.cos α.
Solução:














3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P. Mostre
que
PQ
1
PC
1
PB
1
= + .
Solução:
D
C
B
A
p
q
d
c b
a
Pela figura temos que S
∆BAC
+ S
∆DAC
= S
∆ABD
+ S
∆CBD

R 4
q . c . b
R 4
q . d . a
R 4
p . d . c
R 4
p . b . a
+ = + ⇒ p(a.b + c.d) = q(a.d + b.c) ⇒
d . c b . a
c . b d . a
q
p
+
+
=
β
α
β
α
D
C
B
A
p
q
d
c
b
a
Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC
seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA. Desde que ∆ABC e ∆ADC são
triângulos retângulos então ∠BAC = 90
o
– α e ∠DAC = 90
o
– β.
Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β.
Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC, ∆ADC e ∆BDC:
R 2
cos
b
sen
a
=
α
=
α
, R 2
cos
c
sen
d
=
β
=
β
, R 2
) sen(
p
=
β + α
.
Pelo Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d ⇒
[2R.sen (α + β)][2R] = [2R.sen α][2R.cos β] + [2R.cos α][2R.sen β] ⇒
sen (α + β) = sen α.cos β + sen β.cos α.
277

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Q
P
C B
A
P
E
D C
B
A













4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm. Achar a
corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores.
Solução:









5) (IME-86/87) Sejam A, B, C, D, E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um
ponto qualquer sobre o arco BC. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono, mostre que PA + PD
= PB + PC + PE.
Solução:












6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d. Sabe-se que
d AD a, BC AB = = = e b CD = , com a, b e d diferentes de zero. Demonstre que d
2
= bd + 2a
2
.
Solução:
Teorema de Pitágoras:
2 2
a d BD − = e
2 2
b d AC − = .
Teorema de Hiparco:
CD . AD BC . AB
AD . AB CD . BC
BD
AC
+
+
= ⇒
d . b a
d . a b . a
BD
AC
2
+
+
= ⇒
BD
d . b a
AC
d . a b . a
2
+
=
+
(1)
Teorema de Ptolomeu: AC.BD = BC.AD + AB.CD ⇒ AC.BD = a.d + a.b ⇒ BD
AC
b . a d . a
=
+
(2)
Igualando (1) e (2) obtemos que: BD
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
– a
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
= b.d + 2a
2


Seja L o lado do triângulo ∆ABC. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no
quadrilátero inscritível ABPC, temos que:
PA.BC = AB.PC + AC. BP ⇒ PA.L = L.PC + L.BP ⇒ PA = PB + PC
Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco
AC na circunferência, então ∠APC = ∠ABC = 60
o
.
Analogamente, temos que ∠APB = ∠ACB = 60
o
.
Desta forma, podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒
PA
PB
PC
PQ
= ⇒ PB.PC = PQ.PA ⇒ PB.PC = PQ(PB + PC) ⇒
PQ
1
PC . PB
PC PB
=
+

PQ
1
PC
1
PB
1
= + .

D
C
B
A
Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas. Trace o diâmetro BD e observe
que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos. Portanto:
i) DA
2
= BD
2
– AB
2
= 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm
ii) CD
2
= BD
2
– BC
2
= 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD:
AC.BD = AB.CD + DA.BC ⇒ AC. 2 10 = 2.10 + 14.10 = 160 ⇒
AC = 2 8 cm
Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos:
AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE.
Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA.BC = AB.PC + PB.AC (1)
Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD.BC = CD.PB + PC.BD (2)
Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3)
Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.BC = CE.PB + BE.PC ⇒
BC.PE = AC(PB + PC) (4)
Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC.PE
Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE.

278

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Como ∠PAQ, ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as
cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS.
Analogamente, como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS:
QS.AR = AS.QR + AQ.RS = AS.QR + AQ.QR ⇒
QS.AR = QR(AS + AQ) (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
PR.AQ = AP.QR + AR.PQ ⇒ QS.AQ = AP.QR + QR.AR ⇒
QS.AQ = QR(AP + AR) (2)

Trace os segmentos RQ, QP e RP. Considere os ângulos α, β, γ e
θ definidos de acordo com a figura ao lado.
Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α.
Portanto, temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA:
PQ
AD
RQ
AB
RP
AC
= = (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
AQ.RP = RQ.AP + PQ.AR (2)
7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular, em função das diagonais a,
b e c, com a < b < c, é:
a)
a
b c
2 2
+
b)
a
cb
c)
a
b c
2 2

d)
2
a
b c





 +
e)
2
a
b c





 −

Solução:











8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP, AQ, AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a
propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).
Solução:










Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).

9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo. Uma circunferência passando por A
encontra os segmentos AB, AC e AD nos pontos P, Q e R, respectivamente. Prove que |AP|.|AB| +
|AR|.|AD| = |AQ|.|AC|.
Solução:









Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos:
PQ
AD
. AR . PQ
RQ
AB
. AP . RQ
RP
AC
. RP . AQ + = ⇒ AQ.AC = AP.AB + AR.AD




S
R
Q
P
A
R
Q
P
D C
B A
γ
β
α
θ
β
α
x
b
a
b
c c
Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado, onde seus 4
vértices também são vértices do eneágono. Aplicando Teorema de
Ptolomeu:
a.x + b.b = c.c ⇒
a
b c
x
2 2

= .
279

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.3) ÁREA
8.3.1) Quadrilátero Convexo Qualquer














8.3.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível













8.3.3) Quadrilátero Convexo Inscritível












) c . b d . a ( 2
) b c d a )( c b d a (
A cos 1
+
− + + − + +
= + ⇒
) c . b d . a ( 2
) b p .( 2 ). c p .( 2
A cos 1
+
− −
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p .( 2
A cos 1
+
− −
= +
Uma vez que
2
A
cos . 2 A cos 1
2
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p (
2
A
cos
+
− −
= .
Como
2
A
sen . 2 A cos 1
2
= − pode-se demonstrar que
c . b d . a
) d p )( a p (
2
A
sen
+
− −
= .
Considere que AC = p e BD = q. Assim:
S
ABCD
= S
APD
+ S
BPC
+ S
CPD
+ S
DPA

2
sen . PD . PC
2
sen . PC . PB
2
sen . PB . PA
2
sen . PD . PA
S
ABCD
α
+
α
+
α
+
α
= ⇒
2
sen ) PD . PC PC . PB PB . PA PD . PA (
S
ABCD
α + + +
= ⇒
2
sen ) PD PB )( PC PA (
S
ABCD
α + +
= ⇒ S
ABCD
=
2
sen . q . p α

r
d
c
b
a
r
r
r
I
D
C
B A
S
ABCD
= S
AIB
+ S
BIC
+ S
CID
+ S
DIA

S
ABCD
=
2
r ). d c b a (
2
r . d
2
r . c
2
r . b
2
r . a + + +
= + + + ⇒

S
ABCD
= p.r
D
C
B
A
d
c b
a
Lei dos cossenos em ABD e CBD:
BD
2
= a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A e BD
2
= b
2
+ c
2
– 2.b.cos C
Como A + C = 180
o
⇒ cos C = – cos A.
Portanto: b
2
+ c
2
+ 2.b.c.cos A = a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A ⇒
) c . b d . a ( 2
c b d a
A cos
2 2 2 2
+
− − +
=
Calculemos agora o valor de 1 + cos A:
) c . b d . a ( 2
) c b ( ) d a (
) c . b d . a ( 2
c . b . 2 d . a 2 c b d a
A cos 1
2 2 2 2 2 2
+
− − +
=
+
+ + − − +
= + ⇒
α
P
α
D
C
B
A
280

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB:
S
ABCD
=
2
C sen . c . b
2
A sen . d . a
+ .
Como A + C = 180
o
temos que sen A = sen C. Desta forma:
S
ABCD
=
c . b d . a
) c p )( b p (
.
c . b d . a
) d p )( a p (
) c . b d . a (
2
A
cos .
2
A
sen . 2
2
c . b d . a
A sen .
2
c . b d . a
+
− −
+
− −
+ =
+
=
+

) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − =

8.3.4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível
Em um quadrilátero inscritível temos que:
a + c = b + d = p ⇒ p – a = c p – b = d p – c = a p – d = b
Deste modo: ) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − = ⇒ d . c . b . a S
ABCD
=

Exemplos:

1) (Fuvest-2000) Na figura, E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo
agudo BÊC. Se EA = 1, EB = 4, EC = 3 e ED = 2, então a área do quadrilátero ABCD será:

a) 12.sen θ b) 8.sen θ c) 6.sen θ d) 10.cos θ e) 8.cos θ
Solução:
θ =
θ + +
=
θ
= sen . 12
2
sen ) 2 4 )( 3 1 (
2
sen . BD . AC
S
ABCD


2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD. Sabendo que AB = 6, BC = 8,
CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º, qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ?
A
B
C
D
7
8
6
120
O

Solução:
Como ABCD é inscritível então ∠D = 60
o
. Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC:
AC
2
= AB
2
+ BC
2
– 2.AB.BC.cos 120
o
= AD
2
+ CD
2
– 2.AD.CD.cos 60
o

2
1
. 7 . AD . 2 49 AD
2
1
8 . 6 . 2 64 36
2
− + =






− − + ⇒ AD
2
– 7.AD – 99 = 0 ⇒
2
445 7
AD
+
=
Assim:
8
3 . 7 ). 445 7 (
4
3 . 8 . 6
2
60 sen . CD . AD
2
120 sen . BC . AB
S S S
o o
ADC ABC ABCD
+
+ = + = + = ⇒
S
ABCD
≅ 63,36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63.
281

Gabaritos


Capítulo 1: Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos
1) d 2) 10 3) 36
o
4) 6
o
5) c
6) 76
o
7) 360
o
8) c 9) V V F V 10) a
11) b 12) d 13) a 14) d 15) e
16) a 17) a 18) b 19) b 20) c
21) d 22) c 23) e 24) e 25)
26) d 27) b 28) c 29) a 30) d
31) b 32) a 33) a 34) c
35) x = 9
o
e y = 45
o
36) 12
o
37) 30
o
38) 18
o
39) 60
o

40) 15
o
, 35
o
e 130
o
41) 32
o
42) 24
o
e 66
o
43) 36
o

44) 28
o
, 68
o
e 84
o
46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm
59) (6, 6, 2), (6, 5, 3), (6, 4, 4), (5, 5, 4) 65) 50
o
, 50
o
, 80
o
66) 84
o
67) 20
o

68) Â = 76
o
; B
ˆ
= 38
o
69) 76
o
70) 45
o
71) 36
o
, 72
o
, 72
o

72) 83
o
4’36”,9; 69
o
13’50”,8; 27
o
41’32”,3 73) Â = 108
o
; B
ˆ
= 54
o
; C
ˆ
= 18
o
77) 36 m
78) 48
o
; 58
o
; 74
o
79) 30
o
80) 9
o
83) 84)
85) e 86) 66
o
87) 100
o
88) 180
o
89) c
90) c 91) 140
o
92) 18 93) a 94) e
95) a) Sim. 3 vezes; b) Sim. 6 vezes. 96) 95
o
/2



Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1) b 2) 2 2 4) d 4) b 5) F V V V V
6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 10) d
11) a 12) b 13) c 14) d 15) 4
16) d 17) e 18) d 19) c 20) a
21) 5 22) 8 23) a 24) 19,2 25) 41 2 cm
26) b 27) c 28) e 29) e 30) d
31) c 32) b 33) b 34) 320,15 km 35) a
36) e 37) b 38) b 39) b 40) e
41) a 42) b 43) d 44)
2
2 2 −
e
2
2 2 +

45) b 46) d 47) c 48) e 49) a
50) d 51) d 52) d 53) e 54) d
55) c 57) x = 14 y = 15 58) 34 84) 350 85) 3,1
86) 6 cm, 8 cm e 25 cm 87) AD = 5,14 cm e DE = 5,71 cm
88) CF = 6,4 cm e AF = 5,6 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)]
96) 2 / 5 2 10 h + , 2 / 5 2 10 h − , 5 h 97) DM = DN = 5a/4 98)
16
) 1 33 ( a 3
AN AM

= =
99) 3 / 3 a 105) 20
o
106) c 107) e 108) 2
109) 3 2 − 116) 8 ou 12 118) a) 90
o
; b) 69
o
; 4x + 6y
121) a) 36
o
; b) 2; c)
2
1 5 +
122) 90
o
124) D é o pé da altura relativa a BC
125)
3
52
127) b) 5/2 130) 11/2 131) 74 132) 11
134) 49/2, 245/6 e 98/3 135) c


331

Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática

Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa) Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal

COLEÇÃO ELEMENTOS DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

GEOMETRIA PLANA

3ª edição (2010)

.. Matemática (Ensino Médio) 2.. Título.: CDD: 510. Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro. Marcelo Rufino de Coleção elementos da matemática. Chaves LOUDES PACHECO Ficha Catalográfica Editora VestSeller Impressão F48c. Título: Geometria plana. Matemática (Ensino Médio) – geometria plana I . p. Márcio Rodrigues da Rocha... 2 : Geometria plana / Marcelo Rufino de Oliveira. 347 ISBN: 978-858917123-X 1. – Fortaleza – Editora VestSeller .2010.Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira Todos os direitos desta edição estão reservados à Marcelo Rufino de Oliveira Belém – Pará – Brasil E-mail: marcelorufino@hotmail. III.7 ... II. – 3 ed.com Ilustração da Capa Maximiliano / Zeef Modificações em 2010 Annysteyne M.Pinheiro.Oliveira..

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evidencia-se que até as próprias definições são repassadas de modo desleixado. etc. Isso se reflete durante muitas (e. não necessariamente matemáticas. tal qual a figura a seguir sugere. Assim. Isto é imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo exceções). PARTE II ⇒ PARTE I PARTE III PARTE III PARTE II PARTE I É obvio que tal atitude é louvável. Afirmar. faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos. busca (nas mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto. Não são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis” mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até totais dos resultados (tese). do tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas. ampliando gerações de verdadeiros alienados. sem tê-la comprovado. principalmente no que diz respeito às suas propriedades.APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que ocorrem no mundo. do mesmo nível de heresia que defender o aborto numa dissertação. em verdade. por exemplo. triângulos. por exemplo. dos ângulos formados entre paralelas e transversais). polígonos. a fim de obter tais propriedades. o professor simplesmente passa adiante um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar. retângulo é retângulo.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes. segundo essa ou aquela condição. Ainda genericamente falando. . que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se. muito mais cômodo que prová-lo. Para tal estudo. isto é: o professor vai listando uma série de definições (segmentos de retas. ângulos. De um modo geral. que não ocorre naturalmente. como um triângulo desmontável de isopor ou cartolina. Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser retângulos. É. tão somente. Principalmente para o professor que em geral não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior. o que é na verdade a essência da matemática: tudo é interligado. Ou ainda de afirmações mais ingênuas. procura exibir aos alunos que a soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso. porém. e aplicam proporções erradas sobre seus lados. às vezes. fatos causam fatos e esses são conseqüências de outros. deve-se imaginar um ente infinito. ao tomar tal posicionamento. todas) fases da vida do estudante. o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). pode-se garantir que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo). quando se fala em reta. circunferências. no sentido formal da palavra. Quando um professor dedicado. Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a validade de muitas propriedades. ou seja: quadrado é quadrado. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos. sem argumentar o motivo dessa posição. vez por outra procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. Nesse último exemplo. Com efeito. mas o principal problema consiste em não explicitar que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores (diretamente.

O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas. Por experiência própria.Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática. e Matrizes Autor: Marcelo Rufino de Oliveira. nem mesmo seu interesse. IME. Conseqüentemente. os assuntos mais complexos deve estar mais para o final do livro. Funções. por exemplo. 2) para não confundir ou desestimular o aluno. o que o ajudará a raciocinar coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos (não somente em matemática!). sem dúvida. respectivamente. Exponencial. Entretanto. nos quais se exige mais do que simples memorização de fórmulas e de resultados. Os autores . sob pena de estar cometendo preconceitos ou precariedade na metodologia de ensino. Há dois motivos para a existência deste desafio: 1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B. aproximando-se de tal). que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de dificuldade. a geometria de modo axiomático (ou. a partir da 8ª série. pelo menos. Qualquer indivíduo ao qual se propõe o aprendizado de análise sintática e semântica. USP. os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os assuntos. Não se deve menosprezar a capacidade dos alunos. programada para apresentar toda a matemática elementar em seis volumes: Volume 1 – Conjuntos. para a aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil. Probabilidade. de instituições como Colégio Naval. o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática. No entanto. então A deve vir antes de B no livro. Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos. Ao menos melhor do que o atual. Manoel Leite Carneiro e Jefferson França Volume 4 – Números Complexos. ITA. embasado nos mais sólidos conceitos. Dificuldades há. procura-se desenvolver tais qualidades. já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais prejuízos. Estes motivos justificam. por exemplo. especificamente neste volume. UnB. Logaritmo e Aritmética Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 2 – Geometria Plana Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 3 – Seqüências. tem condições de compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. Deseja-se que o estudante adquira um senso crítico de causa e efeito. Unicamp. repudiam-se idéias do tipo que o aluno não consegue aprender dessa ou daquela forma. a razão pela qual a teoria sobre a semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro. Polinômios e Geometria Analítica Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França Volume 5 – Geometria Espacial Autor: Antonio Eurico da Silva Dias Volume 6 – Cálculo Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência com que os assuntos serão apresentados. Combinatória. dentre outros. Mostrando.

. . . . . Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Determinação de uma Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195 Exercícios . . . . . . . 1 3 8 10 14 14 20 22 23 31 36 45 46 49 57 63 Capítulo 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Condições de Inscrição e Circunscrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Tales . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Introdução – Linhas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 7. . . . . . . . Paralelismo . . . Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema da Base Média . . . . . . Introdução aos Quadriláteros 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Linhas . . . . Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . Ângulos na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . 203 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 11. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Segmentos Tangentes . . . . . . . . . . Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . Posições Relativas de Reta e Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . Área e Relações Métricas no Círculo 1. . 99 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semelhança de Polígonos . . . . . 80 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área e Relações Métricas de um Triângulo 1. . . . . . 81 5. . . Semelhança de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 5. . . . . . . 77 2. . . . . . . . . . . 2. . . . . 87 10. . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . .Índice Capítulo 1. . . . . 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Posições Relativas de Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Noções (Idéias) Primitivas . . . . Congruência de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . Triângulos e sua Classificação . Teorema das Cordas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 Capítulo 4. . . . . 82 6. . . . . 10. . . Ângulos e Triângulos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Arco Capaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Conexidade e Concavidade . . . . O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . Teorema da Reta Tangente . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 8. . . . A Fórmula de Heron . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . Introdução aos Círculos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . 190 2. . . . . . . . . . 117 125 125 132 137 154 159 169 175 Capítulo 6. . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . . . . . Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mediana e Baricentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Ptolomeu . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . Altura e Ortocentro . . . . . . . . . . 8. . . 5. . . . . . . Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 1. . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . Polígonos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . Teorema de Hiparco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 8. . Bissetriz e Incentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relação de Euler . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Ceva . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 331 . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Capítulo 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . Capítulo 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216 216 221 228 241 247 254 256 276 277 280 284 284 287 294 294 294 295 295 299 299 299 307 316 Apêndice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9. . . . . . . . Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . 3. . . . . . 328 Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área . . . . . . . . . . . . . . . . . Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

sirvam de diagonais ao quadrilátero. de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos que encontrava ou. Mesmo em outros países. isto é. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma circunferência é. por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e na África. PRONTO. Que um quadrilátero com diagonais de mesma medida tem os quatro ângulos retos. agora. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular. a arquitetura ou a astronomia. às vezes de outros assuntos. que ainda não é. a estrutura não fica rígida (indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço. não necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida? ESTRUTURAS INSTÁVEIS ESTRUTURAS RÍGIDAS Um conhecimento razoável de geometria (e. Basta comparar. 4 e 5 (na mesma unidade. posteriormente. Um terreno na forma de um paralelogramo qualquer Um terreno na forma de um retângulo 1 . por exemplo) elucida fatos como os acima. Só como curiosidade. serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado trabalho. as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho totalmente prático.Capítulo 1. de mesmo tamanho.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA Da observação da natureza ao redor. Para exemplificar. É claro. os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados medindo 3. Por que uma estrutura triangular é estável. Com quatro pedaços de bambu. por exemplo. calcular volumes e edificar construções. Que um quadrilátero com lados opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. Mas quando um ajuste final é feito de modo que dois últimos pedaços de bambu. já conheciam esse resultado (teorema de Pitágoras) em sua totalidade. assim como da necessidade de medir e partilhar terras. dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo comprimento dos dois primeiros). Introdução: Linhas. ajusta-se um quadrilátero. que o quadrilátero é um retângulo. Ângulos e Triângulos Introdução: Linhas. Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. inicialmente. egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais. palmos de uma mesma mão) é retângulo. construía. como álgebra ou física. como aqui no Brasil. muitas propriedades como essas são utilizadas ainda hoje. de épocas posteriores. em não raros casos. Pode-se afirmar que. obrigatoriamente. que é um formato poligonal mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira. Ângulos e Triângulos 1. Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no espaço. pelo menos a princípio. o triplo do diâmetro da mesma. um retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). ainda que contemporâneas ou. por exemplo). porém. objetivavam demarcar terrenos retangulares. por exemplo. que importaram muito do conhecimento matemático egípcio. há mais de cinco mil anos. observar e prever os movimentos dos astros. comumente a agrimensura. Garante-se. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras. que nem sempre a humanidade teve a mesma quantidade de informação que existe hoje. surgiram tentativas do homem de explicar ou. As duas últimas das propriedades listadas acima. por exemplo. Os babilônios. aproximadamente. a construção civil ainda usa também certos resultados geométricos empiricamente.

O resultado geométrico mais famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras.C. apesar de haver indícios de que ele já era conhecido e utilizado vários anos antes. que aprendeu muito com discípulos de Platão e com egípcios. um professor da universidade de Alexandria. sendo Tales considerado o pai das explicações formais de propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração). que pregava a supremacia da matemática (destacadamente. inegável. que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares. terra. A partir do século dezoito. uma revolução do pensamento humano começa a tomar forma. Resumindo de modo grosseiro. os quais foram grandes responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse apenas.. bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. Quando se verificava. Contudo. definindo novos termos a partir dos preexistentes. sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água. de modo irrefutável. Em meados do século dezenove. por meio das iniciais e das já justificadas anteriormente. as quais servem de base a toda construção seguinte. Ângulos e Triângulos Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos povos antigos? A princípio. com o surgimento de outras geometrias (não euclidianas). os Elementos foram utilizados como obra de referência no ensino de geometria. quando. não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história da matemática.Capítulo 1. Sem dúvida. pode-se dizer que. os primórdios da geometria (em verdade. essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes. então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante. a homenagem é feita ao líder da congregação de que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado. sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais. Pitágoras foi fundador de uma espécie de seita. é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em algumas tribos) de geração a geração. ou principalmente. a supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época. especificamente em uma das propriedades aceitas como verdadeira. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de outrora. repetidas vezes dava o mesmo resultado. a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos possíveis (não só os geométricos). ar e quintaessência). surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou propriamente ditos. dita as regras. fogo. o postulado V. e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares. dos números) no universo. Introdução: Linhas. todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes (ou capítulos): os ELEMENTOS. de intuição. os pitagóricos. de um modo geral. com a certeza da experiência. sob uma visão sintética. previsível. procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra. desvinculando-se da filosofia pura). Rapidamente. com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão. que será visto após. Mesmo assim. reuniu. Aproximadamente pelo século V a. comprovada por vários acertos anteriores. 2 . em que intuição. verificouse que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto. Por volta do século VI antes de Cristo. a natureza humana. porém. e um de seus pupilos. o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir. Euclides. bem como a idéia de que “tudo são números”. Novamente. façanha possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia. É altamente provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e erro. entre dois e três séculos antes de Cristo. A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. em última análise. expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande parte do mundo ocidental da época: os romanos. experimentalmente. Isso é que se chama de resultado empírico. como Tales de Mileto. de fato. Provavelmente. a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como uma ciência experimental. cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em exatamente cinco categorias). Apesar disso. que certo fato. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento. a partir desse período procurou-se JUSTIFICAR. a resposta ainda está incompleta. organizada e formalmente. os quais. a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou dedutivo de estudo. Durante praticamente dois milênios. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos mais experientes satisfaz. Pitágoras de Samos. aceitas naturalmente.

extraindo prefixo e sufixo de alinhados. por exemplo. no sentido matemático dado ao termo definir.O que é um ponto? . um triângulo é a união dos segmentos de reta com extremidades em dois desses pontos”. por meio da mesma palavra. assim. No entanto. A matemática. sempre. por exemplo: . ou ainda.Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta. parte ou subconjunto de uma reta. aqueles que estão alinhados. pode-se encontrar a seguinte seqüência de sinônimos: Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação. Ângulos e Triângulos 1.O que é um segmento de reta? O mesmo professor. Introdução: Linhas. as noções primitivas. “definiu-se” reta por meio de outras palavras que levam à original: reta. admite-se a menor quantidade possível de conceitos elementares sem definição. num estudo axiomático de uma determinada teoria. mas que terão uso bem limitado por certas regras (os postulados. Daí. e é uma das principais conquistas do pensamento humano. todavia. definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos. um termo por meio de um termo novo. que o absorveram através da experiência de vida. Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”. por não haver melhor. de forma a poder definir todos os demais conceitos. b) Utilizam-se definições cíclicas. que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo.Capítulo 1. formalmente. Ou seja. não correspondendo. também é um conjunto de pontos. os quais servirão para definir. O que ocorre. Existe algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não.Segmento de reta é uma porção. à noção usual que se possui de reta. podem ocorrer somente três casos: a) Define-se. porém. de modo que certos pontos (interiores) estejam entre outros dois (extremidades). do senso comum. Isso. de uma impossibilidade. Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas. nos seus Elementos. como. ao se procurar o significado do termo hermenêutica. adota a última das três posturas apresentadas. . deve-se admitir que os termos não definidos têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas. por tratar-se. No processo de definições dos termos relacionados a um certo assunto. Desse modo.Reta é um conjunto de pontos. Ora. Surgem. tentando elucidar a questão. explicação. As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são: 3 . Isso. não pode ser utilizado como uma definição rigorosa. provavelmente responderia: . É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo “pontos”. é que explicação é definida.O que é uma reta? Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo: . supostos conhecidos previamente. interessado. da observação.O que são pontos colineares? . gera logo uma impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. é possível obter-se a seguinte resposta: “Dados três pontos não colineares. Nesta opção. assim. entretanto. Por exemplo. contudo. o processo volta a uma palavra que já foi utilizada anteriormente. que são aqueles termos admitidos sem definição. todos os demais termos seguintes. Essa posição ideológica já era utilizada por Euclides. com total segurança. resta o radical linha. c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal. realmente. tais como: . esse primeiro caso deve ser excluída. Uma circunferência. isto é. a serem vistos mais tarde). em última análise.

são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada ciência. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r. Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas suas partes”. π. etc. que pode ser percorrida indefinidamente. É importante notar que há várias representações de planos ao redor: o plano do quadro. o plano do chão. uma reta pode ser vista como uma das margens de uma longa (teoricamente. α α OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos. às vezes. nunca mais se volta ao mesmo lugar. por exemplo. Também é usual. isto é. PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A. é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é perfeita. etc. ou seja. indicando a continuidade nos seus dois sentidos.2. Na concepção comum. partindo de um de seus pontos. inclusive a adotada nestas linhas. Após conceitos e definições. β. aplainar (ou aplanar). e infinita. mas não serve matematicamente falando por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. dentre outros. há certa preferência em representá-la com setas duplas. PLANO: representado. As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. B. podendo se prolongado em duas direções ou em composições destas.1) Proposições Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente. 1. t. Entretanto. É importante a idéia de que um ponto não possui dimensão (“tamanho”). como um triângulo) em perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano.Capítulo 1. P. Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos: 4 . no sentido original da palavra (INDIVISÍVEL). que é tornar uma superfície lisa. planícies (no mesmo sentido). s. geométrico ou não. em geral. Por isso. e infinito. É interessante perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou elevações). porém. por letras gregas minúsculas: α. Ângulos e Triângulos 1. já que ela deve ser entendida como ilimitada. Essa frase ajuda a aguçar a intuição. P A 2. sem fronteiras ou bordas. Introdução: Linhas. como uma reta. como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede. o do teto. utilizar um retângulo (ou outra figura. infinita) estrada sem curvas. o do papel. uma espécie de átomo geométrico. sempre num mesmo sentido de percurso. mas não obrigatório. etc. r r 3. um plano deve ser considerado ilimitado. uma vez que. Q. é capaz de representar perfeitamente uma reta. C. Nada que se possa visualizar por completo. Apesar de não servir como definição. Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais entes geométricos.

Ângulos e Triângulos 3) Num triângulo isósceles. implicando que AD e BE possuem igual comprimento. ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡ ∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Demonstrar que os segmentos AD. Portanto. Logo. Solução: A i) Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que BN ≡CM. Pelo caso especial de congruência de triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. . BE e CF são congruentes. concluímos que BQ ≡ CP. comum aos P Q dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual . ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois triângulos. D 29 . CAE e ABF. B C 4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles. temos que CN ≡ BM.Capítulo 1. Solução: A Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC. AC ≡ EC e ∠ACD = 60o + C = ∠ECB. temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes. Solução: E A F B C Observe que nos triângulos ACD e ECB temos: ˆ CD ≡ BC. comprimento (BQ ≡ CP). Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum. ii) as bissetrizes relativas aos ângulos da base. Deste modo. De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e BE. N M B C A ii) P Q Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes. B C 5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD. implicando que ∆ABC é isósceles. demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais. onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ. Introdução: Linhas. então ∠CBQ ≡ ∠BCP.

2 2 2 2 2 2 2 A demonstração para os outros lados é análoga. 2 B A F 10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. B C Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c. B e C são x. x a+b+c Somando estas desigualdades obtemos x + y + z > .Capítulo 1. 8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒ a+b+c AM < 2 C B M 30 . Observando os triângulo ∆ABP. Solução: a b+c a a b+c a a+b+c + Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒ < ⇒ + < ⇒ a< . respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b. 9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro. ∆BCF temos: hc + AF > b e hc + BF > a ⇒ 2hc + (AF + BF) > a + b ⇒ 2hc > a + b – c. ∆ACP e ∆BCP obtemos: c < x + y. Solução: A Considere que a distância do ponto P aos vértices A. Determinar entre que limites pode variar a medida do lado AC. Analogamente: 2hb > a – b + c e 2ha > – a + b + c. Ângulos e Triângulos 6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. b < x + z e a < y + z. 7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro. a+b+c Somando estas desigualdades: h a + h b + h c > . respectivamente. 2 P Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a. Solução: Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm. Introdução: Linhas. y e z. Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c. Solução: C hc Em ∆ACF. Solução: A Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e ACM. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2. y z Somando obtemos: x + y < a + b.

Ĉ e F são os pares de colaterais internos. B e Ĥ são alternos externos. oito ângulos (não nulos nem rasos). outro em s.1) Definições Dadas duas retas distintas. com vértices distintos. A + B ≡ B + C ≡ C + D ≡ D + A(= 1 raso) ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ E ≡ G. Diz-se que dois ângulos.  ˆ B r ˆ D ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ A ≡ C.  e Ê. dois a dois. ou seja. desde que. Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ. Ĉ e Ĝ. B ≡ D.10. Para tanto. ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado – colaterais). tenham vértice comum. com o  e Ĝ.10) PARALELISMO 1. os quais são fáceis de se relacionar. Ângulos e Triângulos 1. D e F .Capítulo 1. ˆ enquanto que  e Ĥ. D e Ĥ são os pares de ângulos correspondentes. o caso em que r e s são paralelas. Formam-se. D e Ê. Introdução: Linhas. são: – Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido bem como outros lados estiverem um em r.  ˆ B ˆ D r ˆ ˆ ˆ Na figura ao lado. inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅. Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t. bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s. mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s. ˆ ˆ Na situação esquematizada anteriormente. uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do conjunto formado pelas duas iniciais. ˆ ˆ ˆ Na situação original. E + F ≡ F + G ≡ G + H ≡ H + E(= 1 raso) O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos. 31 . dentre os oito acima. assim. B e Ĝ são os pares de colaterais externos. B e F . F ≡ H.

o triângulo MNP é eqüilátero e BM = BN. ABCD é um retângulo e AME é ˆ ˆ um triângulo. Demonstrar que MN = (AB + BC)/2. Demonstrar que os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A. 4AB + AC – 2BC = 6 cm. traça-se a bissetriz do ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE = AB e AF = AC. 47) AB e BC são segmentos adjacentes. Calcule x. Mostrar que BF = CE. Ângulos e Triângulos 41) Na figura a seguir. E A B M D 36° C 43) Na figura seguinte.Capítulo 1. um ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos outros dois lados. As retas BN e CM cortam-se em O. 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. Calcule as medidas dos ângulos do triângulo ABC. sucedendo-se na ordem alfabética. 56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são congruentes quando têm iguais os perímetros e as alturas relativas às bases. 54) Demonstrar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado e as alturas relativas aos outros lados. Calcular a distância entre os pontos O e C. 41 45) A. 49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é um ponto interno ai segmento MB. Demonstrar que AB = CD e AC = BD. A X D CD = 3 cm. C. 48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta que têm o mesmo ponto médio. B e C são quatro pontos de uma reta. OB = 5 cm. sucedendo-se na ordem OABC. 50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais são iguais: 1) os lados BC e B’C’. • B 61° C 42) Na figura. A x B S C 44) Na figura seguinte. cujos pontos médios respectivos são M e N. 52) Num triângulo ABC. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB e CN de um segmento NQ = NC. 55) Provar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado. 51) BM e CN são duas medianas de um triângulo ABC. Mostrar que AC = BD e que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto médio. sabendo que AB = AS = SC. B M N 72° A 80° C P 53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um triângulo retângulo isósceles ABC. Introdução: Linhas. Mostrar que o triângulo BOC é isósceles. Une-se B com F e C com E. D são pontos distintos de uma reta. e tais que OA = 3 cm. e tais que AB = . AS é bissetriz interna do triângulo ABC. Mostrar que os dois triângulos são congruentes. A. B. BC = 5 cm. tais que AM = AN. Calcule x. Calcule EAB e BEM . 2) os ângulos B e B’. Demonstrar que MC = (CA – CB)/2. 46) O. ABC é um triângulo retângulo e isósceles e ACD é um triângulo isósceles de base CD.

68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD = ˆ BD. 75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se duas retas que interceptam o lado BC nos pontos D e E. Prolonga-se o lado AB de um segmento BD = BC e une-se C com D. 59) O perímetro de um triângulo é 14 m. 72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao lado AC. Introdução: Linhas. 71) P é um ponto do lado AB de um triângulo ABC. 66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC. Calcular o ângulo agudo formado pelas alturas traçadas dos vértices B e C. N e P. ˆ ˆ sabendo que as bissetrizes dos ângulos B e C o formam um ângulo de 132 . P e Q são pontos dos lados BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. Provar que o perímetro de MNP é menor que o perímetro de ABC.Capítulo 1. Determinar as medidas dos lados sabendo que são expressas por números inteiros de metros. 70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. O ângulo ˆ ˆ 67) ABC é um triângulo no qual B = 60o e C = o 20 . Andando em direção à torre passou pelo ponto C tal que o ˆ ângulo ACB = 30o e verificou que DC = 72 m. 65) Num triângulo ABC. o ângulo  = 60o e o ˆ ângulo B = 100o. Sabendo que o ângulo C = 66o. 60) M é um ponto interno a um triângulo ABC. 58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um triângulo isósceles ABC. Demonstrar que as ˆ bissetrizes dos ângulos B e HÂC são perpendiculares. tais que os ângulos BÂD e CÂE são respectivamente iguais aos ângulos C e B do triângulo. A bissetriz do ângulo BAH intercepta BC em D. Achar os ângulos do triângulo BCD. 61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcamse os pontos M. Demonstrar que MA + MB < AC + CB. 76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura relativa à hipotenusa BC. 63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das medianas de um triângulo está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. 78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas aos ângulos B e C de um triângulo ABC. Ângulos e Triângulos 57) Determinar a medida do maior lado de um triângulo sabendo que é expressa por um número inteiro de centímetros e que os outros dois lados medem 2 cm e 9 cm. 77) Um observador pretendendo determinar a altura de uma torre AB. Calcular o ângulo MÂN. 64) Provar que o segmento que une um vértice de um triângulo com um ponto qualquer do lado oposto é menor que ao menos um dos outros dois lados. Calcular o ângulo formado pela altura relativa ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â. um em cada lado. 62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo retângulo é maior que a semi-soma dos catetos. ˆ ˆ 69) As bissetrizes dos ângulos B e C de um triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de 128o. Determinar a altura da torre AB. 74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. Une-se M com A e com B. colocou-se no ponto D de ˆ forma que o ângulo ADB = 15o. tais que MB = BA e NC = CA. Calcular os ângulos do triângulo. calcular os ângulos A e B do triângulo. CP é a bissetriz interna relativa ao vértice C. Calcular os ângulos do triângulo. Calcular os ângulos do triângulo. tal que AP = PC = BC. Determinar a medida do lado AC. além disso. 42 . Demonstrar que o triângulo ACD é isósceles. 73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o ˆ dobro do ângulo B . Demonstrar que AD = AE.

ambos agudos. 65° e 85° E) 25°. M e N são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC = CA. Sobre o lado AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD = DC e EB = EC . as medidas dos ângulos internos de vértices B e C são dadas por 2x + 10o e 4x – 40o. AD = BC . Calcular o ângulo BÔZ. então os ângulos internos desse triângulo são iguais a: A) 30°. B . Calcular o ângulo MÂN. Então a soma dos ângulos ˆ ˆ ˆ ˆ Â. b. Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY também é bissetriz do ângulo AÔB. 82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos consecutivos. 80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos consecutivos AÔB e BÔC. OZ é a bissetriz do ângulo XÔY. o o 79) ABC é um triângulo no qual  = 120o. alguns ângulos entre as retas a. A D α 60O 40O C Quais retas são paralelas? a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n e) não existem duas retas paralelas E a) 75o b) 65o c) 70o d) 45o e) 55o 90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com os ângulos mostrados na figura. 43 . ∠ABC = 80° então o ângulo ∠ADB é igual a: a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70° 85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido pela rotação do triângulo ABC de 90o no sentido anti-horário ao redor de C.Capítulo 1. Quanto mede o ângulo DÂC? 88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de reta r e s são paralelos. Ângulos e Triângulos ˆ BÊD = 95 e o ângulo BDC = 82 . Determinar a medida do ˆ ângulo ∠DCE . D . OA. OB e OC são as bissetrizes respectivas dos ângulos XÔY. conforme mostrado no desenho abaixo. Se a medida do ângulo externo de vértices A é 5x. YÔZ e XÔZ. e tais que AÔB – BÔC = 36o. Introdução: Linhas. 87) (Portugal-98) Na figura seguinte. o ponto D pertence ao lado AC de modo que BD = DC. Ê e F será de quantos graus? 89) (Bélgica-2003) Na figura. Calcular os ângulos do triângulo. m e n são dados. c. C . 75° e 80° 84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC. Sabendo-se que ∠BAC = 40°. Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semidiferença dos ângulos BÔC e AÔC. Podemos afirmar que α é igual a: B 86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que ˆ ˆ possui ∠BAC = 36o e ∠ABC = 21o. 83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC . 70° e 80° C) 20°. 60° e 90° B) 30°. 80° e 80° D) 30°. 81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é uma semi-reta interna ao ângulo AÔM.

CD = 12 m e AB = 48 m. o lado maior do primeiro retângulo está para o lado maior do segundo retângulo assim como o lado menor do primeiro retângulo está para o lado menor do segundo retângulo. um arquiteto grego que viveu no século quinto a. C D 13) (UFRN-2004) Phidias. tem perímetro de 30 cm. tem lados de medidas 39 cm.. ou seja.Capítulo 2. então o perímetro do triângulo ABC é.8 P 4 3 Q 9) (Unifor-99) Na figura abaixo. CE = 2 cm e FG = 2 cm. é aproximadamente igual a a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64 64 . E N M 1 cm D 1 cm B O C C 8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o triângulo ABC e os segmentos BC . BCD e BDE. 36 cm e 15 cm. FG e DE . em centímetros.8 c) 18. em metros.5 cm. pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede: R 3 3 a) 16. Se AF = 3 cm. então a medida do lado BE .1 cm. é a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3 12) (UFRN-2000) Considerando-se as informações constantes no triângulo PQR (figura abaixo).C. enquanto que o triângulo MNC. paralelos entre si. sendo AB seu cateto menor. o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e que os retângulos EFGH e E´FGH´ são semelhantes.2 e) 19.4 b) 17. em centímetros. A a) 5 b) 6 c) 7 d) 8 N C M B Qual é a medida do segmento NA ? 10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD // AB .6 d) 19. 30° A B A medida do segmento AD . retângulo em M. Veja a figura abaixo. BD = 1. DF = 2. construiu o Parthenon com medidas que obedeceram à proporção áurea. 1 cm A 2 cm B Se os lados têm as medidas indicadas. o triângulo ABC. retângulo em A. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos A 11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os triângulos retângulos ABC.

então a medida de UV é a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55 21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma haste rígida AB . Sabendo que S é o ponto médio de RT . paralelamente ao 65 . B C 16) (UFPB-87) O comprimento BC . vale: a) 4 m b) 2 2 m c) 4 2 m d) 8 m e) 8 2 m 17) (UFPB-88) Na figura. no momento em que a extremidade B toca o solo. As dimensões são AC = 1. O maior lado desse triângulo mede. CB = 4.0 b) 2. Então.8m. os ângulos B. em 3 relação ao solo.6 19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo. 3 b) 28 3 a) 5 e 3 d) 3 e 5 b) 3 e 4 e) 4 e 5 c) 4 e 3 15) (UFPB-86) Na figura. a) x – y = 14 b) x + y = 22 c) x. AC = 15 e EF = 4 .5 c) 3. em cm. Se NM = 2. 3 DC = DE = CE = m. E e G são retos. é válida a igualdade A solo D E 22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um cano de diâmetro desprezível. como na figura. Sendo h a altura. de 8 vezes a altura h.Capítulo 2. Então. podemos afirmar que a razão da medida da base do Parthenon pela medida da sua altura é uma raiz do polinômio: a) x2 + x + 1 b) x2 + x . c) 9 d) 8 e) 4. determine o valor. A medida da projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é igual a: a) 2. 2 20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem pontos internos S. U é o ponto médio de TV . a) 6.y = 8 3 d) x : y = 8 e) 1 1 11 + = x y 12 18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um triângulo retângulo são 6 e 8. NP || AB e NM || CB. na figura ao lado. em metros. determine a medida do segmento AM. T e U. respectivamente. da extremidade A.x + 1 14) (UFPB-78) Na figura ao lado. a medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual a 5cm. a medida de RV é 69 e a medida de RT é 19.x – 1 d) x2 .2m. AB é paralelo a DE . BC = 9 . apoiada sobre uma mureta de concreto no ponto C.2 d) 3. NP = 6 e CB = 5.1 2 c) x . os segmentos ED e DF valem. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Assim. AB = 12 .

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m de largura. Na passagem de um corredor para o outro, as extremidades do cano tocaram as paredes dos corredores e outro ponto do cano tocou a parede onde os corredores se encontram, formando um ângulo α , conforme mostrado na ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do ângulo α é 60°, determine, em metros, o comprimento do cano. O comprimento da escada é:

23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4 metros no mesmo instante que minha sombra é de 44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65 m, então podemos afirmar que a altura da árvore é, em metros, igual a a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72 24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm. Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma perpendicular MN ao lado BC, sendo N pertencente ao segmento BC. Determine o perímetro do triângulo MNC.

( )1 / 2 2/3 c) (x 3 / 2 + y 3 / 2 ) 2/3 e) (x1 / 2 + y1 / 2 )
a) x 3 / 2 + y 3 / 2

( )3 / 2 3/ 2 d) (x1 / 2 + y1 / 2 )
b) x 2 / 3 + y 2 / 3

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos AC ABC e AB'C' são semelhantes. Se = 4 então AC' o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de ABC é igual a:
A

B' C'

B

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo semiplano determinado por uma reta r. Sabendo que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente, de r, determine a medida, em centímetros, do menor caminho para ir-se de A para B passando por r. 26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura se encontra a x metros de uma parede de um edifício. Uma escada que está tocando a parede e apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o y chão, onde tgθ = 3 . Suponha que o muro e a x parede são perpendiculares ao chão e que este é plano (veja figura).

C

1 a) 8

1 b) 6

1 c) 4

1 d) 2

e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
a) 1/2 b) 1 c)

2

d) 1,5

e)

3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem, respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais próximo da medida de AB + BC + CD + ED + EF + ... é:

a) 3

b) 4

c) 5

d) 5/2

e) 7/2

a) 17

b) 19

c) 21

d) 23

e) 25

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se construir um restaurante, na estrada, que fique à mesma distância das duas estações. A distância do restaurante a cada uma das estações deverá ser de a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m 34) (Unb-2000) Em uma região completamente plana, um barco, considerado aqui como um ponto material, envia sinais de socorro que são recebidos por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de 45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em linha reta à estação B, formando um ângulo de 45° com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste. Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km do barco, calcule, em quilômetros, a distância do barco à outra estação. 35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num terreno plano, numa determinada hora do dia, mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede 3m.

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10 e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8

b) 5,2

c) 5,0

d) 4,6

e) 5,4 se

32)

Na figura, FG AB = 5AD = 5FB , a razão vale: DE

(Mackenzie-2003)

A altura do prédio, em metros, é a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
36) (Unesp-2004) Um observador situado num ponto O, localizado na margem de um rio, precisa determinar sua distância até um ponto P, localizado na outra margem, sem atravessar o rio. Para isso marca, com estacas, outros pontos do lado da margem em que se encontra, de tal forma que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C também. Além disso, OA é paralelo a BC, OA = 25 m, BC = 40 m e OB = 30 m, conforme figura.
A distância, em metros, do observador em O até o ponto P, é: a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse retângulo, em cm, é:

a) 4

b) 8

c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC, seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida. Então o valor de AD/DC é: a) 2 b) 1 / 2 c) 2 d) 1/2 e) 1 41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA = DÊB?

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados são retos. Temos necessariamente:

a)

x p = y m

b)

x m = y p e)

c) xy = pm
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

d) x2 + y2 = p2 + m2

1 1 1 1 + = + x y m p

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB, retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x é: a) ab − a − b b) a + b − 2ab
c)
e) a 2 + b2 ab + a + b d) a + b + 2ab

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um 2 2 quadrado de lado . Então, a medida do lado 3 AB é:

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas condições, a altura do retânguslo, em função de h e b, é pela fórmula:

68

está representada na figura . na figura abaixo. a) 9. tanto por triângulos acutângulos quanto por triângulos retângulos e) podem ser satisfeitas. além da mesma altura. e o outro com 66 cm de perímetro. em cm. um deles com 4. 7 e 9cm de lado. encontramos: 48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC traça-se a ceviana interna AD.8 b) 11.Capítulo 2.2 52) (AFA-2000) O valor de x2. A 50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura abaixo é equilátero de lado a. seu perímetro é dado por 69 . onde A = 90o e AB = m.4 d) 13. pode-se afirmar que o menor lado do triângulo maior mede. vista de perfil. Conclui-se que tais condições: a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos b) só são satisfeitas por triângulos retângulos c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos d) podem ser satisfeitas. que o decompõe em dois triângulos semelhantes e não congruentes ABD e ACD. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a) 2h 3 3 b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3 bh h + b 2bh b) h + b a) bh h + 2b bh d) 2h + b c) e) bh 2 (h + b ) 44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos é o triplo do outro. 45) (ESA-95) Calculando x na figura dos quadrinhos abaixo. tanto por triângulos retângulos quanto por triângulos obtusângulos 49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e isósceles ABC.6 c) 12. a medida da extensão de cada degrau é. como na figura abaixo: C P Q A B 9 6 9 6 x x O lado do triângulo equilátero AQP mede m 6 m m 6 a) b) c) d) m 3 2 2 a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8 46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm todos a mesma extensão. então a medida de QM em função de a e x é 3a − x a) 4 3a − x b) 8 8x + 3a c) 8 9 x − 3a d) 8 51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes. a) Calcule os comprimentos dos catetos. em metros: 2 3 2 3 3 3 a) b) c) d) e) m 3 3 6 2 3 47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo equilátero de altura h. é B o C ˆ Se AB = 2m e BCA = 30 . b) Mostre que o comprimento do cateto maior está entre 92 e 93 centímetros.

onde P é o ponto de interseção desta paralela com o prolongamento do lado AC. respectivamente. Se LM // NC e LN // MC . Calcule x e y. Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um ponto sobre o segmento CE tal que m( BC ) + m( CF ) = m( AF ). Prove que cos α = cos 2β. tomam-se. 58) Na figura. tracemos o segmento MP paralelo a AD. calcule o perímetro do paralelogramo LMCN. AC e DA: AB’ = AB/3. Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é semelhante a ABC.d. e dois ˆ ˆ suplementares. B + B' = 180 o . são 1 dados pelas seguintes expressões: b = k + e k 1 onde k é um número real maior que k 1. Então o valor de h em função de k é: c= k− a) k 2 −1 2k k −1 k −2 2 2 c) d) 1+ k 2 −1 − k 2 e) n. r 10 s t 20 y 21 30 y d) b − b4 4a 2 53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo retângulo de altura h (relativa à hipotenusa). AC =16. demonstrar que os lados opostos a esses são proporcionais. B M D C a) MN + MP = 2 BM b) MN + MP = 2 CM c) MN + MP = 2 AB d) MN + MP = 2 AD e) MN + MP = 2 AC 55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo retângulo isósceles é 2p. A' B' 60) Num triângulo ABC. sobre AB. retângulo em A e de altura AD. ˆ ˆ sendo os ângulos α = BAF e β = EAD . cuja BC razão entre as hipotenusas é igual a razão B' C' AB entre dois catetos.a. onde AD é a mediana relativa ao lado BC. A L M b) 2 k −1 2k ( 2 ) 54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC. A altura relativa à hipotenusa é: b) (p + 1) 3 − 1 c) p 2 − 1 a) p 2 61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que tenham dois ângulos iguais. 57) Na figura. BC = 20 e BL = 9. B' C' A' C' d) 4p 2 − 1 ( ) e) 8p 2 + 4 ( ( ) ) ( ) 70 .Capítulo 2. Se N é o ponto de interseção de AB com MP. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a a) b 2 − 4 a4 2 a2 b) − 4 b2 c) b2 b4 − 4 a2 2 56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD. podemos afirmar que: P A N B C N 59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’. r // s // t. AB = 12. Â = Â’. AC’ = AC/3 e DD’ = DA/3. são semelhantes. isto é BC AC = . Por um ponto arbitrário M do segmento BD.

O terceiro vértice da bandeira apenas toca o solo. 125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas de Atenas. b) Sabendo que BC = 2. P é a interseção de EC e MB. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . calcule a medida do segmento DC. encontre o ângulo BA 126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em quatro triângulos retângulos congruentes e um quadrado menor. 122) (OBM-98) No triângulo ABC. calcule a ˆ medida do ângulo EDC . iguais. Sobre o lado AB.Capítulo 2. Esses quatro triângulos retângulos e o quadrado menor são rearranjados da forma indicada na figura 2. obtendo a seguinte configuração: 123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado. Para que ponto D o comprimento do segmento EF que une os pés destas perpendiculares é mínimo? (i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são semelhantes. c) Calcule a medida do segmento AC. determine o valor de d na forma n . Se o comprimento de cada lado da bandeira é d. AE b 120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a. M o ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB. conforme a figura 1. Dado que os ângulos ADC e BAE são ˆC. ABC e DAE são triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os ângulos BAC e ADE medem 36°. Mostre que M é o ponto médio de PQ. onde n e m são números naturais. 124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os catetos. Mostre que a reta DP divide o segmento EB em dois segmentos de mesma medida. O matemático indiano Bhaskara demonstrava o teorema de Pitágoras com a ajuda desses diagramas. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. marca-se o ponto P. que será suspensa por dois de seus vértices através de postes verticais. tal que AP = b (onde b < a ). um de 4 metros e outro de 3 metros. D é o ponto médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE = ˆ ˆ 2 ⋅ EC. 75 . Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até o lado esquerdo e o ponto B até a paralela superior. Obtenha. e sobre o prolongamento do lado BC. um grupo de amigos resolveu construir uma grande bandeira em forma de triângulo equilátero. 121) (OBM-2004) Na figura. m a) Utilizando propriedades geométricas. uma demonstração do teorema de Pitágoras: o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual a soma dos quadrados dos seus catetos. AF a (ii) Mostre que = . a partir das figuras abaixo.

E e F estão sobre os lados BC. Sobre o lado AB. 128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo ABCD possui diagonal de comprimento d. marca-se o ponto P. os pontos D. e sobre o prolongamento do lado BC. CA = 40. tal que AP = b (onde b < a ). 129) (Wisconsin-98) Pontos P. ℓc são paralelas a BC. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um triângulo ABC. BR = 2AR e AQ = 2CQ. tais que ∠AFE = ∠BFD. Encontrar os lados do triângulo determinado por ℓa. respectivamente. ∠BDF = ∠CDE e ∠CED = ∠AEF. BC = 8 e CA = 7. a partir de C. sejam D e E nos lados AB e AC. B P C Q N A M D a) Prove que ∠BDF = ∠BAC. até um ponto P de modo que ∆PAB seja semelhante a ∆PCA. 2. respectivamente. 134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo com AB = 30. AE = 2. 133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a. CA e AB. A reta AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD.Capítulo 2. O comprimento de PC é: a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11 136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y são escolhidos nos lados BC e CD. As retas ℓa. respectivamente. DB = 2. respectivamente. de ∆ABC. de um quadrado ABCD. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . AC e AB. Prove que d2/3 = n2/3 + 1. respectivamente. Calcular o perímetro de ∆AMN. CA = 6 e o lado BC é prolongado. Então os pontos X e Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ. Mostre que M é o ponto médio de PQ. ℓb. 130) (Argentina-98) No triângulo ABC. 3. CA. respectivamente. Prove que o lado do AX 2 quadrado é igual a . determine o comprimento de BD. ℓb. ℓc. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. AX 2 + (AX − XY) 2 76 . Os lados do retângulo EFCG possuem comprimentos n e 1. e intersectam o triângulo. Qual o lado do quadrado? 135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC. AD = 3. C e D tais que as distâncias entre a do meio e as outras duas sejam iguais a 5 e 7 unidades. onde ABCD possui lado 6 e MNPQ possui lado 5. BC = 7. de modo que CP = 2BP. ℓb e CA. determinar o valor de EC. Prove que as retas XY e BC são paralelas. 132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como indicado na figura seguinte. b) Se AB = 5. Se ∠ABC = ∠AED. 131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado. As distâncias entre ℓa e BC. Q e R são escolhidos nos lados BC. de modo que ∠AXY = 90o. AB = 8. ℓc e AB são 1. Traçam-se três retas paralelas por B. respectivamente. BC = 50. AB. de modo que RX = 2PX e PY = 2QY.

Daí. portanto O ∈ m AB . que T seja R T P T’ t R O o único ponto comum a C e a t. t = R ) t Demonstração: C (⇐) Suponha-se que O R T P t OT ⊥ t e que P seja um ponto de t. 82 . o que é um absurdo. distinto de T. C (⇒ ) Suponha-se. Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. então. Daí. agora. OT ⊥ t (dO. necessariamente. (c.q. isto é. isto é. OP > OT = R.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE Uma reta é tangente a uma circunferência se. OT’=OT=R.d. OP é hipotenusa e. então a perpendicular a t passando por O intersectaria t em um ponto P≠T. OP seria mediatriz de TT’ e. C O R T t ∩ C = {T} ⇔ OT ⊥ (d O . T’ pertenceria a C. que C e T sejam tangentes. for perpendicular a um raio (no ponto de tangência). t é tangente a C. Dessa forma. Logo. isto é. Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus pontos. tal que um ponto PT’=PT. Deseja-se provar que OT ⊥ t. o que significa que P é exterior a C. maior que o cateto OT. portanto. Na realidade. no triângulo OPT.5. 3. sendo T o único ponto comum a t e a C.Capítulo 3. tal que P seria médio de TT’. Logo. haveria outro ponto (único) em t.T = R). Introdução aos Círculos Demonstração Basta notar que OA = OB = R. note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será perpendicular à corda. e somente se.) 3. Assim.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência. que O eqüidista de A e de B. Se OT não fosse perpendicular a t. conseqüentemente. pois t ∩ C = {T}. retângulo em T.

3. por um de seus pontos (P). por serem retângulos e terem hipotenusa e um cateto congruentes.6) SEGMENTOS TANGENTES Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes.Capítulo 3. Q R P C O R T PQ e PT são tangentes à C ˆ Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo QPT . PQ = PT (c. pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item 3). exatamente. por um ponto fora de uma circunferência. Q R P R T O 83 .: É possível provar que.d. Introdução aos Círculos P4 t1 t3 r P t4 O P1 P3 Não pode haver mais de uma reta perpendicular à r. Logo. Na figura anterior: PQ = PT Demonstração: Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes.q. há. P2 t2 OBS.). duas retas tangentes a tal circunferência.

• Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à outra e têm um único ponto comum. • Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos. Seja d a distância entre seus centros e suponha que r1 > r2.Capítulo 3.7. 3. • Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um único ponto comum.7.1) Definições: • Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra. e Γ2. • Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra. de centro O1 e raio r2. Γ1 Γ2 Γ1 O2 Γ2 O2 O1 O1 Circunferência Γ2 é interna a Γ1 d < r1 – r2 Γ1 Circunferência Γ2 é tangente interna a Γ1 d = r1 – r2 Γ1 Γ2 Γ2 O2 O2 O1 O1 Circunferências Γ1 e Γ2 são secantes r1 – r2 < d < r1 + r2 Γ1 Γ2 As circunferências Γ1 e Γ2 são tangentes externas d = r1 + r2 O2 O1 As circunferências Γ1 e Γ2 são externas d > r1 + r2 84 . Introdução aos Círculos 3. de centro O2 e raio r2.2) Posições Relativas Considere duas circunferências Γ1.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS 3.

2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à circunferência. Demonstração: A O β2 α1 β1 α2 V P B ˆ Na figura α = AVB é o ângulo inscrito. ∠AOB é um ângulo central. Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180o – 2α1 ⇒ 180o – 2α1 = 180o – β1 ⇒ β1 = 2α1. Q 85 .1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência. então β = 2α1 e β = 2α2. 3. Temos também que ∠AOB é o ângulo V central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB.2.2. Por definição: β = med ( AB ) B 3.8.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA 3. AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB.8. Introdução aos Círculos 3.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência são iguais. Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P. A O β Na figura ao lado. Perceba que. ˆ β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = AVB . mantendo fixos os pontos A e B. A β P α1 O α2 B De fato. 3. Analogamente β2 = 2α2. por mais que os pontos P e Q andem pela circunferência. O A A O B B AB é o arco correspondente ou subtendido pelo ângulo inscrito ∠AVB. V Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo inscrito. ou seja.Capítulo 3. A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao ângulo é análoga. correspondente ao arco AB B.8.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.8. Assim: β1 + β2 = 2α1 + 2α2 = 2(α1 + α2) ⇒ β = 2α. os ângulos ∠APB e ∠AQB são sempre iguais. como α1 e α2 são ângulos inscritos relativos ao ângulo central β. α1 = α2.

Introdução aos Círculos 3. então o ângulo central B ∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180o.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência. β Portanto. Assim. concluímos que o ponto O pertence ao segmento de reta AB. 3. a medida do ângulo de segmento é tal que α = 2 O • β α A B t 3.Capítulo 3.2. tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente. 86 .1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente. Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semicircunferência. V e B. Seja O o centro da circunferência. Trace a circunferência que passa pelos pontos A.8. com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo.8. A B t Logo ∠AVB = ∠tAB.3. De fato. A Considere o ângulo reto ∠AVB. Na figura: tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento O AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB ∠AOB é o ângulo central correspondente A B t 3. V Demonstração: Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semiinscrito são traçados. Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90o – ∠tÂB ⇒ 90o – β/2 = 90o – α ⇒ α = β/2.8. Suponha que O é o centro desta circunferência.3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na circunferência e o outro tangente à circunferência.3.8.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco) na mesma circunferência são iguais. Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90o. fazendo com que AB seja o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na circunferência de diâmetro AB. Demonstração: V .

BC = 1. AC = 1 e CD = 7 então DB = 18. CI = h e que DI = PC = y. Introdução aos Círculos 20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26. Quanto mede o segmento EF? a) 5 b) 5 2 c) 7 d) 7 2 e) 12 Solução: Como AB = 26. 97 . 18 Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7. Note que x + y = s. A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro 4 rs determinando uma corda MN.25 ⇒ EC = 5. E G AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma 7 semicircunferência.Capítulo 3. Assim. Pelas relações métricas nos triângulos retângulos: EC2 = AC. e sejam C e D pontos sobre o segmento AB tais que AC = 1 e AD = 8. a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também mostra a figura.18 ⇒ FD = 12.BD = 8. 21) Três círculos de centros em A. B e C e de raios respectivamente iguais a r. Suponha que BI = x. respectivamente. Como AFB é um triângulo retângulo: D A1 C 7 B FD2 = AD. Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB. Provar que: MN = t. como CDGE é um retângulo temos que EG = 7. r+s Solução: Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B. s e t se tangenciam exteriormente dois a dois. A reta r é tangente às circunferências C1 e C3. Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF2 = EG2 + FG2 = 49 + 49 ⇒ EF = 7 2 . sendo EC e FD perpendiculares a AB. A D I B Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB: (r + t)2 = h2 + (r + s – x)2 (s + t)2 = h2 + x2 M Subtraindo estas equações: (r + t)2 – (s + t)2 = (r + s – x)2 – x2 ⇒ (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒ P C (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒ (r + s + 2 t )(r − s) (r + s + 2 t )(r − s) r − s + 2y = ⇒ 2y = − (r − s) ⇒ r +s r+s N 2t t ( r − s)  r + s + 2t  ⇒ y= 2 y = (r − s) − 1 = ( r − s ) r +s r +s  r +s  Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:  MN  t 2 = y2 +    2  2 t 2 (r − s) 2 4rs  MN  2 ⇒  = t2  =t − 2 (r + s) ( r + s) 2  2  2 ⇒ MN = 4 rs t r+s 22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. F Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra o segmento de reta FD.

-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &1. temos: AO2 = d2 + (h + r)2 (2) Assim. R+a a = a+b− R + b ⇒ a+b− R = a − b a + b – R = a – 2 ab + b ⇒ R = 2 ab R– b R– a b a 23) (OBM Jr. temos: C (R – r)2 = d2 + (h/3 + r)2 ⇒ d2 = (2h/3 – r)2 – (h/3 + r)2 ⇒ d2 = 4h2/9 – 4hr/3 + r2 – h2/9 – 2hr/3 – r2 ⇒ d2 = h2/3 – 2hr (4) Portanto. &2 é uma circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &1. R+b d3 . Prove que AP = BC. vamos construir a figura proposta no enunciado. temos: AO2 = AP2 + r2 ⇒ AP2 = AO2 – r2 (1) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ. Uma reta através de A tangencia &2 em P. substituindo (2) em (1): AP2 = d2 + (h + r)2 – r2 ⇒ AP2 = d2 + h2 + 2hr (3) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ. a a+b Seja R o raio de C. Qual é o raio da circunferência C3? A) 2 a 2 + b 2 Solução: B) a + b C) 2 ab D) 4ab a+b E) 2b – a b d2 .Capítulo 3. Solução: Inicialmente. A h O' R-r B P r O d r Q Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO. Então. utilizando o teorema de Pitágoras: d1 = d2 + d3 ⇒ (R + a) 2 − (R − a) 2 = (a + b) 2 − (2R − (a + b))2 + (R + b) 2 − (R − b) 2 ⇒ 4 Ra = 4 R(a + b) − 4 R 2 + 4 Rb ⇒ ⇒ d1 . respectivamente. Introdução aos Círculos r s C1 C2 C3 As circunferências C1 e C2 têm raios a e b. substituindo (4) em (3): AP2 = h2/3 – 2hr + h2 + 2hr ⇒ AP2 = 4h2/3 = BC2 ⇒ AP = BC 98 .

Demonstração: Considere duas circunferências de raio R e R’ e R' comprimentos C e C’.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR. R obtém-se C = 2πR. Os 99 . Além disso. cada um de n lados.14103 3. tem-se C C' = = constante .C . sendo que quando n cresce 2pn’ cresce e 2Pn’ decresce. Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está contido na circunferência é sempre o mesmo. os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de 2P/2R decrescem. fazendo com que.ℓn e 2pn’= n. de mesmo número de lados.14188 3. com o crescimento de n.14156 2P/2R 3. R’ lados destes polígonos pode-se escrever Observe que.ℓn’. tendendo para o número π que. as seqüências definidas pelos valores de 2pn’ e 2Pn’ são limitadas e convergem para um mesmo número real. Demonstração: C De fato. de perímetros 2Pn e 2Pn’.11) O NÚMERO π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA 3. n 6 12 24 48 96 192 384 2p/2R 3. tem-se que x está sempre entre 2pn’ e 2Pn’. observe a tabela abaixo.14167 Repare que. Para se ter uma idéia do valor de π. R Inscrevem-se dois polígonos regulares. implicando que = . 2p n 2p n ' R ' Desde que o polígono de perímetro 2pn está inscrito na circunferência de raio R. escrito com precisão até a décima cada decimal depois da vírgula. ℓ n ' R' Se 2pn e 2pn’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade 2p n C R que 2pn = n. pelo teorema anterior concluí-se que a relação é constante. circunscreve-se dois polígonos. verifique-se x > 2pn’.1415926535.14156 3.2Pn ' .13262 3. quando n tende ao infinito. Define-se x como x = .11. para todo inteiro n ≥ 3.10582 3.15967 3.1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros.46411 3. x > 2Pn’. ou seja. vale 3. tem-se C > 2pn.13935 3. Se ℓn e ℓn’ são os ℓn R = . Introdução aos Círculos 3.00000 3.14272 3. Pela definição de x tem-se x = 2p n ' . x = C’.11. implicando que R R' 3. Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’.14609 3. independentemente de n e de R. Chamando esta constante de π. um em cada R circunferência. Logo. 2Pn R’ Como o polígono de perímetro 2Pn está circunscrito à circunferência de raio R tem-se C < 2Pn.21540 3.. seja qual for o tamanho desta circunferência.Capítulo 3. Realizando cálculos análogos aos C R anteriores chega-se à conclusão que x = ..

onde ℓ é o comprimento do arco AB : α ℓ = 2π 2πR ⇒ ℓ = αR B Obs: α em radianos (0 < α < 2π) Exemplos: 1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular. até então. 3. Entretanto. matemáticos se têm ocupado em calcular π com precisão cada vez maior. o caminho é mais curto que indo pelo sul.142.11. A O α ℓ Assim. em 1984. na França. nos Estados Unidos. Somente em 1767 que o matemático J. <π< . calculado com 808 algarismos decimais exatos. que obteve o valor π = 3.Capítulo 3. que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis. B) passando pelo sul. não era sabido se π era racional ou irracional. somente depois que L. de acordo com a proporção. N O L S Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar duas vezes pelo mesmo local. em 1967. ou seja. O Velho Testamento. em que a distribuição das passarelas acompanha a figura abaixo. então.3) Comprimento do Arco de Circunferência Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central que compreende este arco. com mais de dez milhões (precisamente 10. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma periodicidade. H. C) passando pelos círculos menores ou pelo sul. Porém. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um número irracional. Depois vieram os computadores. o valor de π foi. Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos seguintes).013. então: A) passando pelos círculos menores. calculou-se π com 500. a distância percorrida é a mesma. não é possível saber qual o caminho mais curto. isto dá 3. VII: 23). Com seu auxílio. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto tornou-se padrão entre os outros matemáticos. o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores.395) de algarismos exatos! O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W.000 algarismos decimais exatos e. D) não conhecendo os valores dos raios.125 < π < 3. Desde Arquimedes. quero ir do leste ao norte.1416. Com o auxílio de uma maquininha manual. Introdução aos Círculos babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre 3 1 1 25 22 e 3 . passando pelo oeste. Jones (16751749). Em 8 7 8 7 frações decimais. O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em 1873. 100 .

X e Y . N. então o menor arco XY vale: a) 50o b) 60o c) 65o d) 70o e) 75o 74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos possuindo mesmo raio. AD é um diâmetro de uma semi-circunferência com centro M. Prove que ∠APB = ∠CQD. C e D. 72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de catetos 4 e 6. Sabendo que os raios das circunferências medem 24 e 6 metros. tangentes entre si. Determine o raio desta semicircunferência. Introdução aos Círculos círculo. Determine a razão entre o perímetro de um dos círculos e o perímetro da região hachurada. traça-se o diâmetro PX e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. B. determine a distância entre os pontos A e B. nesta ordem. O comprimento desta fita é igual a a) 3 + π b) 3 c) 3 + π/2 d) (3 + π)/2 e) 6 + π 75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectamse em P e Q. O ângulo agudo formado pela mediatriz e pa mede: 73) (Bélgica-2003) Na figura. Se ∠PÂB = 35o. As duas circunferências. a) 20o b) 35o c) 40o d) 55o e) 70o a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7 71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de diâmetro 1 com uma fita adesiva.5 d) 3 2 e) 3 13 77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8. Determine o ângulo entre as retas AC e BD. 113 . 76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão representadas duas circunferências tangentes exteriormente e uma reta tangente às duas circunferências nos pontos A e B. a) 2 b) 2. a) 5o b) 10o c) 15o d) 20o e) 25o 70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um círculo com diâmetro AB.4 c) 2.Capítulo 3. Os dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência de modo que AC ⊥ BM e  = 50o. traça-se uma semi-circunferência com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do triângulo retângulo. têm centros E e F e são tangentes aos lados do retângulo [ABCD] nos pontos M. Uma reta intersecta o segmento PQ e encontra as circunferências nos pontos A.

senC a 2 + b 2 ab. então sen C = 1. 2 2 2 9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo equilátero aos lados é constante. BH = 2HC e CI = IA. Solução: 6+5 2 +x Seja x o valor do lado desconhecido. Solução: C Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x1. onde a e b são dois de seus lados. C = 90o.Capítulo 4. H. ou seja. Daí: a = b. 11) Dois lados de um triângulo são 6 e 5 2 .senC Como a área de um triângulo é dada por S = = ⇒ . que é um valor constante. Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por S = 4 x2 x3 ℓ 2 3 ℓ. ℓ2 3 .41 = sen 45 o =  = 11. x2 e x3 as distâncias do ponto P aos lados do triângulo.XY 3  1.x 3 S = S∆PAB + S∆PAC + S∆PBC ⇒ = + + ⇒ 4 2 2 2 P x1 ℓ 3 . 2 Pela fórmula de Heron: S = p(p − x )(p − 5 2 )(p − 6) ⇒  6 + 5 2 + x  6 + 5 2 − x  x − 5 2 + 6  x + 5 2 − 6      ⇒ 3=       2 2 2 2      [(6 + 5 2 ) 2 − x 2 ][ x 2 − (5 2 − 6) 2 ] ⇒ 144 = – 196 + 172x2 – x4 ⇒ 16 x4 – 172x2 + 340 = 0 ⇒ (x2 – 2)(x2 – 170) = 0 ⇒ x = 2 ou x = 170 9= 12) Sejam D. Solução: 129 . Solução: a. x1 + x 2 + x 3 = A B 2 a 2 + b2 . implicando que A = B = 45o. Assim: p = . fazendo com que sen C ≥ 1.b.75 m2. Calcule a área do triângulo DHI. CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD = 3AD. 2ab Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1. Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo que sua área é 3. BC.x 2 ℓ. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) S ∆XYZ 8  5 4 +  XZ. temos 2 4 2 a 2 + b2 a 2 + b2 a 2 + b 2 − 2ab (a − b ) 2 senC = ⇒ senC − 1 = −1 = ⇒ senC − 1 = 2ab 2ab 2ab 2ab 2 (a − b ) Sabemos que é sempre maior ou igual a zero. 10) A área de um triângulo é dada pela fórmula S = 4 Determine os ângulos do triângulo. I pontos no interior dos lados AB.x 1 ℓ.

cos θ. ˆ S ∆ABC (AB.senB) / 2 AB BC 4 3 2 ˆ S ∆CHI (CI.senA) / 2 AD AI 1 1 1 = = = = . . Se a.cos θ e x – y.AC. J. I. ˆ S ∆ABC (AC.. S2. – chamemos de S1. G. C’ e D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB. S1 S12 S11 A M L D 130 . Analogamente temos que: S2 S4 = S5. S7 = S8.BH. ˆ S ∆ABC (AB. S9 Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os B’ F θ C’ trapézios de áreas S3 e S9 (de modo que os segmentos A’B’ e θ S4 I C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas S8 dimensões são y. determinando 4 quadriláteros.cos θ e cuja área total é S6 + S12. S12 as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o menor. S∆ADI + S∆BHD + S∆CHI + S∆DHI = 1 ⇒ 8 2 6 24 A 13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD.senC) / 2 CI CH 1 1 1 = = = = .senA) / 2 AB AC 4 2 8 D ˆ S ∆BHD (BD.AI. BC. – indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’. D’L e A’M. Deste modo: S3 + S9 = S6 + S12 (2) De (1) e (2) temos que: S2 + S4 + S8 + S10 + S3 + S9 = S1 + S5 + S7 + S11 + S6 + S12 ⇒ a + b = c + d. então as áreas também são iguais. F. teremos a B C formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y. B’F. L e M.. como a área de ∆ABC é 1: 1 1 1 5 + + + S ∆DHI = 1 ⇒ S ∆DHI = . S10 = S11 (1) E S10 θ Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y. H.. Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões.BC.BC. B’.. Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais. que são as projeções ortogonais dos pontos A’.CH.senC) / 2 AC BC 2 3 6 B H C Portanto.Capítulo 4. – marquemos os pontos E. – tracemos os segmentos A’E. que é o mesmo ângulo que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical. b. a c d b Solução: Inicialmente vamos fazer as seguintes construções: – sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’. então S1 = S2. c.senB) / 2 BD BH 3 2 1 I = = = = . como indica a figura.cos θ e cuja área total é S3 + S9.cos θ.. Área e Relações Métricas de um Triângulo Observe que: ˆ S ∆ADI (AD.cos θ G H e y. A’ J θ D’ Notamos também que: S3 EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y. mostre que a + b = c + d . B’G.. . e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros. CD e DA. S5 S6 S7 Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S6 e S12.

SBDEF = y. respectivamente.senC) / 2 AC BC F Como as áreas de AFE. S2 e S3. D e F são pontos em AB e BC.h2 = x.h 1 ) = ⇒ Logo: SADE. Por E traçamos duas retas DE e EF paralelas aos lados BC e AB. Solução: A h1 E h2 D C x F y 4. E e F são os pontos médios dos lados de ∆ABC. E e F são escolhidos sobre os lados BC. 131 . IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~ ∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC 2 2 2 Assim: S1 =  EP  S 2 =  PH  S3 =  FG        D S1 E B H S  BC  S  BC  S  BC  Portanto: G C S= F ( S3 EP + PH + FG S1 S2 + + = =1 ⇒ S S S BC S1 + S 2 + S3 )2 15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC. CED e DEF são iguais a um quarto da área de ABC. A ˆ S ∆CDE (CE. 4p B D C 4p − 1 1 3p − 1 (1 − r ) = Substituindo em (2): ⇒ r= . BDF. CD/BC = p e AE/AC = q. Assim. CED e DEF possuem áreas iguais.h2)2 = (SBDEF)2 ⇒ S BDEF Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y. dividimos BDEF em dois triângulos congruentes. de modo que os triângulos AFE.S EFC . BDF.h2/2.h1/2 e SEFG = x.senC) / 2 CE CD = = = (1 − q )p .h 2 ( y. então p(1 – q) = 1/4 (1) Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3) 4p − 1 Desenvolvendo (1) obtemos q = . ˆ S ∆ABC (AC. Prove que S BDEF = 2 S ADE . x h2 B y. SADE = y. Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes: y h1 = ⇒ y. Área e Relações Métricas de um Triângulo 14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior. cada um de área y. Paralelas aos lados contendo P dividem o triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S1.h1. Traçando FD.h 1 x. E e F são os pontos médios de ∆ABC.SADE. respectivamente. Prove que D. Por outro lado.SEFG = 2 2 4 = 2 S ADE .h 2 )( x. Solução: Como DG || AC. 4p 4 4p − 1 3p − 1 1 (1 − p) = ⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p2 – 4p + 1) = 0 ⇒ Substituindo em (3): 4p − 1 4 2 (2p – 1) = 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D.S EFC 16) Pontos D.BC. Provar que a área S de ABC é dada por S = ( S1 + S 2 + S3 A I P S3 S2 )2 .SEFG = (y. Solução: Suponha que BF/AB = r.h2/2. respectivamente. AC e AB.Capítulo 4.CD.h2.

senCBA c) S = ˆ ˆ 2. as distâncias do ponto P aos lados AC e BC são respectivamente m e n. a: a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d) 15 2 3 e) 7 2 15 65) (IME-65) AB = AC ≠ BC. distando 4 cm de r. b e c centímetros. o perímetro mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao arc cos 7/25. Expressar a diferença AB2 – AM2 em função dos segmentos aditivos da base. a área S deste triângulo é dada pela relação: d2 a) S = ˆ ˆ 2.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 . Portanto a área do triângulo inicial é de: a) 4 m2 b) 5 m2 c) 6 m2 d) 9 m2 e) 12 m2 60) (ITA-82) Num triângulo isósceles. justificando. oposto ao lado que mede a centímetros.senBAC d) S = ˆ ˆ 2. então a área do triângulo ABC vale: b) (ℓ2/2) sec2 θ tg θ a) (ℓ2/2) sec θ tg θ c) (ℓ2/2) sec θ tg2 θ d) (ℓ2/2) cossec θ tg θ e) (ℓ2/2) cossec2 θ cotg θ B M C 66) (IME-67) No triângulo abaixo. c opostos aos ângulos A. se CP2 = (m2 + n2 + 2mncos C)cosec2 C A P n B m C 67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois lados a e b.sen (BAC + CBA) 2 ˆ C = arcsen . retângulo em A. respectivamente. Então a área do triângulo é de: a) 168 m2 b) 192 m2 c) 84 m2 d) 96 m2 e) 157 m2 61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere ˆ ˆ conhecidos os ângulos BAC e CBA e a medida d do lado A. cujos vértices Q e R estão. C 145 . A ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) b) S = ˆ ˆ 2. Determinar a expressão do lado c em função de a e b. b. 5 então a área do triângulo ABC é igual a : 5 a) cm 2 b) 12 cm 2 c) 15 cm 2 2 25 2 cm d) 2 5 cm 2 e) 2  = arccos 3 5 e 64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas distando entre si 5 cm. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) 7 cm. o lado oposto ao ângulo  mede 5 cm . d) 11 cm. 63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC . Qual o valor do ângulo interno deste triângulo. seja D a projeção de A sobre BC. se forem satisfeitas as relações 3a = 7c e 3b = 8c. Sabendo: 58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a. Verificar. diminuindo-se de 60° o ângulo que esses lados formam. é igual. em cm2. 68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados a. Seja P um ponto na região interior a estas retas. B. cos(BAC + CBA) ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) e) S = ˆ ˆ 2. Sabendo-se que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo DÂC mede θ graus. sobre as retas r e s. cos(BAC + CBA) 62) (ITA-93) Num triângulo ABC.Capítulo 4. A área do triângulo equilátero PQR.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 . Nestas condições. a) 30o b) 60o c) 45o d) 120o e) 135o 59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b = 4 m. para que a área do triângulo seja máxima. obtém-se uma diminuição de 3 m2 em sua área.

em centímetros. 3 / 3. 84 P B 40 35 30 C 72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer. onde K = a + b – c. Sobre que condições o problema admite solução? 73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir: “Em um triângulo ABC. 71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de um triângulo ABC. 30. AB = 4 cm e BC = x cm. calcule os valores de CD e CE em função de a. e que fazem com esse lado ângulos iguais θ conforme a figura abaixo. dividindo-o em seis triângulos. b) admite mais de uma solução. a= B C cos cos 2 2 c) admite uma única solução. Demonstre que: 1 cotg θ = (cotg B + cotg C) 2 A 77) Cinco quadrados são dispostos conforme ilustra o diagrama abaixo. 146 . traçam-se duas retas que se cortam em um ponto M. Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC. 69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo ABC. A 74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não congruentes. Área e Relações Métricas de um Triângulo respectivamente e de perímetro 2p. BC = 4m e B = 60o. como mostra a figura. com  = 30o. Mostre que a medida da área do quadrado S é igual a medida da área do triângulo T. e) admite uma única solução. então a medida de AC. em função de sua área S. 3 /2. devendo um dos vértices do triângulo coincidir com um vértice do quadrado. Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e E de modo que os segmentos CD e CE dividem o ângulo C em três partes iguais. calcule a razão da PA formada pelos lados. quando: a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4 d) x > 4 e) x ≥ 4 75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que ˆ ˆ BAC mede 80o. Sabendo que o maior ângulo excede o menor em 90o. Sabendo que CE/CD = m/n. quatro dos quais têm áreas 40. 2 3 / 3 . b. respectivamente.m e n. mostre que A p sen 2 . Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a altura relativa a ele. T S C’ P • B’ θ θ B M C 78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e BC = a.” Esse problema: a) não faz sentido. Calcule sen A. temos AC = 3m. Se o sen 20 = k.Capítulo 4. Calcule a área do triângulo ABC. d) admite uma única solução. ABC mede 40o e BC = 4 cm. do ângulo C e de K. porque tal triângulo não existe. 35 e 84. 70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão em progressão aritmética e o lado intermediário mede l. 79) São dados os lados b e c de um triângulo. situado sobre o lado BC. é dada por: 4 2 b) a) 2 b) k 1 − 2k 2 2 1 − 2k 2 2(1 − k ) d) e) 2 1 − 2k 1 − 2k 76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito em um quadrado de 5 dm de lado.

Uma perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o interior do triângulo em duas regiões de mesma área. 93) Conhecendo as medidas a. Calcular a área da superfície comum a esses dois triângulos. 98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo lado é a constroem-se externamente quadrados. 147 . AC = 45/2 e BC = 27. b e c de um triângulo ABC satisfazem a relação a2 = b2 + bc. Qual a distância do ponto P ao lado de comprimento 7 cm? 88) Os lados de um triângulo medem 7 m. Calcular BD. sabendo que a e b são as distâncias da paralela intermediária às outras duas. Demonstre que a3 + b3 = 3ab2. Se a área de ∆AXY é metade da área de ∆ABC. 91) Os lados de um triângulo são AB = 6. determine AX. BB1 e CC1. o lado a = 6 e c2 – b2 = 66. AC = 8 e BC = 10. o ponto E pertence a AB de modo que 2AE = EB . Determine os catetos de um triângulo retângulo em A sabendo que os outros vértices pertencem às retas paralelas e que a área do triângulo é igual a k2. sendo que as distâncias de A às retas valem a e b. de modo que AX = AY. Calcular a projeção do menor lado sobre o maior. Sobre o lado BC toma-se um ponto D tal que a ceviana AD = 5. Calcular as áreas dos triângulos ACD e ABE. 15 m e 20 m. 86) Dado um triângulo ABC com AB = 20. b. 84) Em um triângulo ABC. um ponto do interior do triângulo está distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. Determine a razão entre as áreas dos triângulos A1B1C1 e ABC em ˆ ˆ função dos ângulos Â. 14 e 15. respectivamente. CB = 5 e AB = 6. 6 cm e 7 cm. 97) Os três lados e a área de um triângulo retângulo exprimem-se em metros e metros quadrados. Achar os lados e a área desse triângulo. Constrói-se sobre AB como base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles ABD equivalente a ABC. Determine CE se AC = 4. 81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A entre elas. Área e Relações Métricas de um Triângulo 80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas as alturas AA1. respectivamente. Determine o comprimento do segmento perpendicular que pertence ao interior do triângulo. 82) Em um triângulo isósceles de base a e lados congruentes iguais a b. 95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB = 4 cm e AC = 3 cm. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros desses quadrados. B e C do triângulo ABC. 83) Prove que se os lados a. Demonstrar que subsiste entre os lados desse triângulo a relação b(a2 – b2) = c(a2 – c2). 92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero cujos vértices estão situados respectivamente sobre três retas paralelas coplanares. 99) Calcular a área de um triângulo retângulo conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h relativa à hipotenusa. 89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e AC = 8 cm. o ângulo oposto à base vale 20o. então temos que ∠A = 2∠B. Calcular o lado BC sabendo que a projeção de AC sobre AB mede 15 cm. por quatro números inteiros e consecutivos. 87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm. calcular os lados do triângulo cujos vértices são os pés das alturas desse triângulo ABC. 94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o ângulo  = 120o. 85) Um triângulo possui lados 13.Capítulo 4. 96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros construídos externamente sobre os catetos de um triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC ˆ = 8 cm e o ângulo B = 60o. 90) Num triângulo ABC. Os pontos X e Y são dados sobre AB e AC. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o lado a. c dos lados de um triângulo ABC.

assim como os pontos A. Determine k de modo que c2 = ka2 + b2. Calcule a área do quadrado BEFG. foi dobrada e desdobrada novamente (segmento MC) e finalmente. 105) (OBM-2001) No triângulo ABC. Calcule a área do pedaço de papel limitado pelos três vincos (região escura no desenho). B M A N C a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m 109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de área 1000 cm2 foi dobrada ao meio e em seguida desdobrada (segmento MN). e com o cateto AB de 84m de comprimento.Capítulo 4. o quadrado ABCD tem área de 64 cm2 e o quadrado FHIJ tem área de 36 cm2. B e E são colineares. em graus. E. Os pontos A. D. cujas alturas são ha. é igual a: a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75 108) (OBM-2003) No desenho ao lado. AB = 20. Os vértices A. Assinale a opção que contém o valor mais aproximado do segmento BM. Área e Relações Métricas de um Triângulo 100) Três circunferências de raios a. 101) Demonstrar que a área S de um triângulo ABC. determine k tal que c2 = ka2 + b2. 103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da figura abaixo está inscrito um quadrado. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros das circunferências. ∠A = 30o e ∠B = 45o. b) Em um triângulo ABC qualquer. ambos com lado de medida 1cm . dobrada e desdobrada segundo a diagonal BD. hb e hc é: S= 1  1 1 1 2 + +  h 2h 2 h 2h 2 h 2 h 2 a c b c  a b   1 1 1  −  + +   h4 h4 h4  c  b   a A 106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF. por um muro MN paralelo a AC como mostra a figura abaixo. A medida do ângulo DÂE. Se AB = 20 e AC = 5. Qual é a área do triângulo ABC. Os pontos D e E sobre o lado BC são tais que BD = 8 e EC = 9. G e F. Eles resolveram dividir o terreno em duas partes de mesma área. sabendo que ˆ o ângulo C tem a maior medida possível? a) 15 b) 5 7 c) 7 7 / 2 d) 3 11 e) 5 11 / 2 148 . AC = 21 e BC = 29. em cm 2 : 1 1 3 3 3 b) c) d) e) a) 4 3 10 4 12 107) (OBM-2003) No triângulo ABC. b e c são tangentes entre si duas a duas externamente. D G C F B E 102) a) Em um triângulo ABC. que porcentagem a área do quadrado representa da área do triângulo ABC? a) 25% C b) 30% c) 32% d) 36% e) 40% A B A área do triângulo BFG é. H e I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta. 104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno ABC com a forma de um triângulo retângulo em A. AB = 5 e BC = 6.

Assim. desde que os lados de um quadrilátero circunscritível são tangentes a uma circunferência. Logo serve de centro à circunferência inscrita. pela propriedade de bissetriz. Em quadriláteros convexos. Para existir a circunferência inscrita. OP = OQ = OR = OS = Raio da circunferência inscrita no losango R C Q Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível. CD e DA. então quando traçamos os segmentos determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O D do circuncírculo. C Por exemplo. podemos afirmar que O é o ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos internos de ABCD. C A B C D A λ λ não serve como circunferência inscrita. côncavo.Capítulo 5. BC. A S P ˆ ˆ AB C ≡ C B D ⇒ OP = OQ ˆ ˆ AC B ≡ AC D ⇒ OQ = OR B D ˆ ˆ B D C ≡ B D A ⇒ OR = OS Logo. o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. então o centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual distância de AB. temos que estes quatro segmentos são perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados. ela tem que tangenciar os quatro lados. como as diagonais são bissetrizes dos ângulos internos. De fato. Introdução aos Quadriláteros Perceba agora que se ABCD é circunscritível. não pode ser circunscritível 170 . todo losango é circunscritível. B A O Note também que. não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de lado(s). o fato de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível. B D ABCD.

Solução: D C S A T B Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semicircunferência. Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio. então o quadrilátero ATSD é inscritível. o quadrilátero BCST também é inscritível. Assim. Analogamente. então: ∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360o ⇒ ∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360o ⇒ 2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360o ⇒ ∠ABC + ADC = 180o 3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de diâmetro AB. então: a) 120o b) x = 110o c) 100o d) 90o e) x = 80o Solução: A B Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180o – ∠ABC = 180o – 70o = 110o Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma corda AB na circunferência. então as circunferências determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. Como ∠CAD = ∠CBD e ∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC. os pontos A. Se x = ACB + BDC. então ∠ACB = ∠ADB. Miquel em 1838. Este teorema foi publicado pela primeira vez por A. Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio. S e D pertencem a uma mesma circunferência. implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD.Capítulo 5. Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360o. x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110o D C 2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então ∠ABC + ∠ADC = 180o. Introdução aos Quadriláteros Exemplos: 1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70o. T. 4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo. fazendo com que ∠ADI = ∠BCI. Desde que ∠DAS + ∠ATS = 180o. fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC. Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB. Solução: 171 . então ∠ADB = 90o e ∠ACB = 90o. Pela figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. ∆AID ~ ∆BIC ⇒ θ AI BI = DI CI ⇒ AI DI = BI CI (1) I D C A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒ ∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI. Solução: A B θ Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Assim.

7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de suas diagonais. respectivamente. P e Q. E Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒ H ∠ABC' = ∠ABH = 90o – A ⇒ ∠ABC' = A. BC. Analogamente. E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC. Solução: Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB. Perceba agora que temos dois quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME. CD e DA são. Introdução aos Quadriláteros A D F M B E C Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de ∆ABC. Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em C' relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC. BC = b. Em CDME temos: ∠DME = 180o – ∠ACB. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB. Calcular os lados do quadrilátero. Em BFME temos: ∠FME = 180o – ∠ABC. BC e AB. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é circunscritível temos que: b – d = 16 (1) c–a=8 (2) a + b + c + d = 60 (3) a+c=b+d (4) Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5) De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. entre estas circunferências.Capítulo 5. Designe por M o outro ponto de interseção. C D Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒ ∠BAC' = ∠BAD = 90o – B ⇒ ∠AC'F = B. Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC. 5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. 6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a diferença dos outros dois lados é 8 m. de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11. distinto de E. E e D. Solução: 172 . (Nota: dizemos que o ponto Y é simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o ponto médio de XY). Somando estas duas equações: ∠FME + ∠DME = 360o – (∠ABC + ∠ACB) ⇒ ⇒ AFMD é um ∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180o – ∠BAC quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I. Solução: Suponhamos que AB = a. C. A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC e fica como exercício. CD = c e DA = d. respectivamente. E. sabendo-se que seu perímetro é 60 m. Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180o – C ⇒ A B F o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência circunscrita a ∆ABC. Os pontos D. M. Tracemos as duas circunferências que passam pelos pontos F. Prove que os pontos simétricos de H em relação a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. N. B.

respectivamente. Aplicando o Teorema de Pitágoras: b2 = (2r)2 + (c – a)2 ⇒ 100 = 64 + (c – a)2 ⇒ c – a = 6 cm. Solução: E. PN e NM são todas iguais. o produto das distâncias de um ponto qualquer do circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos. F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M. CPIN e BNIM são quadriláteros inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180o. Desde que o quadrilátero é circunscritível: b + d = a + c = 18 cm. Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI. Assim: r = d/2 = 4 cm. sobre a H M circunferência. existe uma circunferência inscrita em MNPQ com centro em I. Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm. ou seja. Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm. DQIP. então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ. B Como AMCD é inscritível então: ∠MCD = ∠MCG = 180o – ∠MAD = ∠MAH ⇒ MH MG MH MA ∆MAH ~ ∆MCG ⇒ = ⇒ = . QP. pois ∠BAC e ∠BCD compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD. NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de NMQ. Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo através de uma reta perpendicular às bases.MG = MF. temos que ∠MQI = ∠PQI. pois estes dois ângulos P compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ. então a soma a + r (em cm) é igual a: a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8 Solução: a d 2r b a c–a Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo circunscritível o menor lado é a base menor. Introdução aos Quadriláteros B M I N C A Q Inicialmente note que AMIQ. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o comprimento do menor lado do trapézio. Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN. QI é a bissetriz de ∠MQP. Deste modo. ou seja.Capítulo 5. MA MC MG MC C C ME MH G Portanto: = ⇒ ME. Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒ A ME MF ME MA E F MA = MC ⇒ MF = MC . Repare agora que ∠BCD = ∠PQI. Portanto. Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD. temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm. 8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível. BC. 9) Provar que em todo quadrilátero inscritível. CD e DA. a AB. já que estes dois ângulos D compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP. a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas distâncias a OX e OY são iguais.MH MF MG 173 .

então PM = MB. Ib. Id. ∆BCD. AP DP = ⇒ Portanto. A M D N α P B C 174 . ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒ ∠PAB = 90o – α. Ib. Suponha agora que ABCD é inscritível. Demonstração: D Id Ic C Ia Ib A B Desde que ∠DAB = ∠ACB então ∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA. Assim: ∠IbIcId = 360o – (∠IdIcA + ∠IbIcA) = = 180o – ∠IdIcA + 180o – ∠IbIcA = ∠IdBA + ∠IbDA = = (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90o. ou seja. B. D. ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒ ∠PAB = ∠PNC = 90o – α. Mostre que o quadrilátero ABCD é inscritível se. Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α. então ∠PNC = 90o ⇒ PM e CD são perpendiculares. Suponha que PM ⊥ CD. respectivamente. ∆ABC. os incentros dos triângulos ∆DAB. temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒ DP CP ∠PAD = ∠PBC = 90o – β. Desde modo: ∠IcAId = ∠IcAB – ∠IdAB = = (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 = = ∠IdBA – ∠IcBA = IcBIc ⇒ A. 12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD são perpendiculares. Prove que IaIbIcId é um retângulo. uma vez que estes dois ângulos compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD. e somente se. as retas PM e CD são perpendiculares. ou seja. Assim. ∆CDA. Introdução aos Quadriláteros 11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam Ia. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB. ou seja. então PM = MB. Ic também pertencem a uma mesma circunferência. Ic pertencem a uma mesma circunferência. Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos de IaIbIcId são iguais a 90o. Solução: A M D N • P α β B Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90o – α + 90o – β = 180o – (α + β) = 180o – ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível. Ic. e Id.Capítulo 5. Analogamente temos que A. Assim. temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒ BP CP AP BP = . Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90o – α. temos que ∠NPC = ∠MPA = 90o – α ⇒ ∠MPB = α. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB.

AH B C sen(π / 3) ⇒ AB − sen(π / 6) + AC − 2 2 2 2 π 2. RmS e SqT são semicircunferências cujos diâmetros são.π Solução: Tomemos apenas um quarto da figura. 3 1 π 2 3.2 3 ⇒ AH = 3 C B H ˆ ˆ 2 AB. Esta área pode ser calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de circunferência de raio 1.AH 2 AC. todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado.4 = 2.AC ⇒ AH. Deste modo. Claramente a área total ST é igual a quatro vezes a área destacada na figura ao lado.Capítulo 6. AC 2 3 3 Assim: sen B = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6 4 2 BC AH. RT. A área da intersecção entre o círculo de centro B e raio BA . Assim:  2 πR 2   π   = 41 −  = 4 − π ST = 4 R −  4   4   2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: AB = 2. Os arcos RnST. dois a dois. A área da parte hachurada é: π A) 2 B) 2 3 − 11 C) 3 2 − 11 D) 4 . Área e Relações Métricas no Círculo Exemplos: 1) (UFRN-97) Quatro círculos. o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC. são tangentes exteriormente. uma vez que BC2 = AB2 + AC2. é: 3π 4π 5π 5π 6π a) − 2 3 b) −2 3 c) − 2 3 d) − 2 3 e) −2 3 2 3 4 3 5 Solução: A Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo. 3 3 2π 3 3 3 S T = ( 2) 2 − + (2 3 ) 2 − ⇒ ST = − +π− 6 2 2 12 2 2 3 2 2 ST = ⇒ ST = 5π −2 3 3 3) (AFA-2003) Na figura. AC = 2 3 e BC = 4 .BC = AB.π E) 5 . R a) 1/3 b) 1 c) 1/2 d) 3/2 q m n T S p 196 . A soma das áreas das figuras hachuradas está para a área do triângulo RST na razão. os dois círculos traçados são ortogonais. SR e ST. RST é um triângulo retângulo em S. respectivamente.

A soma das áreas hachuradas vale: πx 2 πy 2 π( x 2 + y 2 ) S = SRmS + SSqT + S∆RST − SRnSpT = + + 2 xy − ⇒ S = 2xy. Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S2 = π(2)2 = 4π. 6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. as áreas das superfícies de ouro e de prata são. 4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os arcos são arcos de circunferências de raio 2.94π. respectivamente.7) 2  = 1. com centros sobre os pontos em destaque. a área de ouro é igual a duas vezes a área de um semicírculo de raio 1. Se α = 60o. A área da região sombreada é igual a a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64 Solução: A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2: S1 = (4)2 – π(2)2 = 16 – 4π. em cm2: Solução: Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos.7 cm: π π  S ouro = 2  (1.Capítulo 6. como S∆RST = S. S∆RST = 2xy. A região hachurada é de ouro e a não-hachurada é de prata. a área da região pigmentada é igual a: 197 .1)2 – 1.4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0. Logo: S1 + S2 = 16. Área e Relações Métricas no Círculo Solução: Sejam RS = 2x e TS = 2 y ⇒ RT = 2 x 2 + y 2 . 2 2 2 Deste modo. então a razão vale 1. 5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado. Assim.47 π . 2 2  A área de prata é igual à área total menos a área de ouro: Sprata = π(2. Assim.4) 2 − (0.47π = 2.

chamando-os de α temos: 2α + 120o = 360o ⇒ α = 120o. Seja C3 outra circunferência cujo raio mede ( 2 − 1 ) m e que tangencia externamente C1 e C2. A área da região sombreada. ambas com 1 m de raio. Uma vez que c2 = a2 + b2 e a = b então ∆ABC é retângulo isósceles ⇒ A = B = 45o e C = 90o.sen120 o  S = 2 −  = 2 12π − 9 3 = 24π − 18 3 .b  π. 2 π(1) 2 π( 2 − 1) 2 S= − − ⇒ 2 4 4 199 A B C . Assim. em m2. em metros quadrados.6.r 2 − ⇒ Assim: S = − 2  8  2 4   2 .Capítulo 6. 2 3 2  [ ] 9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências cujos diâmetros são os três lados desse triângulo. A área.R 2  π. Área e Relações Métricas no Círculo Solução: O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120o. da região limitada e exterior às três circunferências dadas. as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120o e raio 6. S= + 3 − + 3 − = = 4 3 2 4  4 6 4  2   10) (ITA-99) Duas circunferências C1 e C2. Portanto: π R 2 R 2 3  π R2 3 3 3 π− 3 . são tangentes. é igual a π+ 3 π− 3 π 3 2π − 3 a) b) c) d) e) π − 3 2 2 2 2 Solução: A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central 60o e raio 1 m. Como os arcos AB e AC são iguais. a. é: a) 1 − π1 − 2       2  b) 1 2 − π 6 c) ( 2 −1 )2 d) π 1  2−  16  2 e) π( 2 − 1) − 1 Solução: Os lados de ∆ABC são: a = b = R + r = 1 + 2 − 1 = 2 e c = 2R = 2. Logo:  2π 6 2 6.

Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C.sen (π / 6)   ⇒ Portanto: S = PQ 2 + 4.x.S∆IOO'. Pede-se a área desta oval em função de r. x 2 −  12  2   Assim: PQ = 2. com centro em cada vértice traçam-se 4 circunferências de raio x.S1 + 2. ∆IAA' é equilátero (lado 2r). Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em A e (O’) em A’. A’C’B’. Assim. onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco interno é uma semicircunferência. Solução: A B O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado PQRS mais quatro segmentos circulares iguais. Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado. Além do mais. a área da oval é igual a S = 2. P Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒ ∠PDC = 60o ⇒ ∠QDC = 60o – θ. pela simetria da construção.x x2 π 2 2 S = x (2 − 3 ) + x − x ⇒ S = 3 − 3 3 + π 3 3 2 ( ) 13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores. em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra extremidade em C’. ou seja. Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e (O’) em B’. conforme indicado na figura ao lado. bem como as áreas dos setores IAA' e JB'B também são iguais (S2). Analogamente ∠PDA = 60o – θ ⇒ θ = 30o. Portanto: π. ⇒ 6 3 4  3 2 r S =  2π −   2   12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x. ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3. temos que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são iguais (S1).Capítulo 6. Os arcos AA’.(2r ) 2 π( r ) 2 r2 3 S=2 +2 − 2. que se cortam em I e J. B’B e BCA formam uma oval com quatro centros.S2 – 2. Solução: B I B' C O O' C' S1 S2 A J A' Note que.sen 15o = 2. Área e Relações Métricas no Círculo S =1− π(1 + 2 − 2 2 + 1) 4  2  ⇒ S = 1 − π1 −  2    11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro do outro). S Q θ R D C 1− 3 / 2 = x 2− 3 2 π x 2 . Qual é a cor que cobre a maior área? verde az ul o nc ra b amarelo 200 .

530.00 c) R$ 502.Capítulo 6. 208 . x2 e x3. Q2 e Q3. S2 e S3 as áreas totais ocupadas pelo conjunto de circunferências em cada quadrado Q1. é: (Considere π = 3. Sejam S1. em cm2. PD = 5 cm e o raio mede 9 cm. que passa pelo seu centro. a) 9 b) 3 c) 1 3 d) 1 9 superfície 45) (EPCAr-2002) AB = 20 cm é um diâmetro de um círculo de centro O e T é um ponto da tangente ao círculo em A. O segmento TD mede a) 10 5 − 10 b) 10 − 5 c) 10 5 + 10 d) 20 − 10 5 3 cm a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 . e uma tangente PT cujo comprimento é de 24 cm. o custo total desta construção que equivale à área hachurada. a área hachurada é 46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de futebol. AT é tangente ao círculo e MT é perpendicular a AT. tal que AT = AB . respectivamente.14) 3m 40 m a) b) c) d) r2 24 r2 24 r2 24 r2 24 (9 (15 (6 (4 3 − 4π ) ) O M T 3 − 4π 3 − 4π 3 − 4π 60º A 3m 100 m ) ) a) R$ 300. os quadrados Q1. cujo preço por metro quadrado é de R$ 500. Q2 e Q3 têm lados com mesmo comprimento x e as circunferências em cada quadrado têm o mesmo diâmetro x1.030. O é o centro do círculo de raio r. respectivamente. então o valor de OP é a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm 41) (EPCAr-2000) .00.A área da hachurada na figura mede. A razão entre as áreas do círculo maior e do menor é 0 C D A A área da coroa circular é igual a a) 1 b) π/2 c) π d) 2π 30° A r R B 40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do círculo de centro O. tal que TC < TD . respectivamente. Área e Relações Métricas no Círculo B de 60°. que são tangentes externamente e cujas retas tangentes comuns formam um ângulo 47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo.000. Então. traçam-se uma secante PB de 32 cm. O comprimento dessa circunferência.00 b) R$ 464.500. conforme figura abaixo. em cm.00 44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de raios (r) e (R) centrados em A e B. construiu-se uma pista de atletismo com 3 metros de largura.00 d) R$ 667. A reta determinada por O e T intercepta o círculo em C e D.4π 42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma circunferência. Se CP = 9 cm. é a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π 53) (EPCAr-2001) Na figura. Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves dos gols são semicírculos de mesma dimensão.

= EC h c CF h c . = . Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = . Então. AC = 3CN e BC = 3BP. BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ . ⇒ 34. C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. N e P sobre os lados AB. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP.CN = 144 ⇒ CN = cm.1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D. . = 1. M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. . é um sétimo de a) 48. Pelo Teorema de Menelaus temos que . respectivamente. E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB.CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. c) 50. respectivamente. E e F estão alinhados” . BC e AC. BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A. = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: . =1 BD EC FA h b h c h a 7. BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm. . M N d) 51. . 217 . então esses três segmentos são paralelos. . E e F estão alinhados. de modo que AB = 3AM. . = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD. . Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= .CN = 144 – 4. CFE e BDE. a medida do segmento CN. em cm.2. BN e CM) e a área do triângulo ABC. BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. A b) 49. AC e BC. = 1. e AD BE CF = 1 então D.Capítulo 7.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17. BP e CN são perpendiculares ao segmento MD.

S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3. . + 3. . Q e R são colineares. passando nos seus vértices. Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = . como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. = 2.3 ⇒ = ⇒ = . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. pode-se demonstrar que = e = . 218 . AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = . concluímos que S ∆BPZ = .S 5. .Capítulo 7. BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP.S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = . Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN. = . NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= . =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto. então: S BC 3 S S S Deste modo. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = . 21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5. BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . ⇒ = . . Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. 3 21 21 21 5. 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. temos que P. 21 21 21 S S S 5. interceptam os lados opostos em três pontos colineares. NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente. então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC .S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = .

Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior.Capítulo 7.AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . b. e desde que DH || AB temos = . .c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto. FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC. .c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c . G e A* são colineares. prove que A*. . b) Em ∆ABC. FG GB b+c B b2 . Suponha que perpendiculares. tais que DG || AC e DH || AB. = . constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG. respectivamente. b) Definindo B* e C* de forma análoga.c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. = 2 . temos que H. pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . CB * CP 2 BC * BR 2 219 . 2. G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . . Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 . B* e C* são colineares. Mostre que os segmentos CD. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. = . a Y G A X H E YA AB b. AD2 = AE. encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . respectivamente. Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b.AB e BD2 = EB. = . Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . a partir de D. . GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . = 1.c = ⇒ YA = . Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . encontram os lados AB e AC em E e F. EF e AH são concorrentes. ou . sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . BF e altura AH são concorrentes. suponha que AD é altura. Suponha que G e H são pontos de AB e AC. 5) Em um triângulo ABC. respectivamente.

= .QP então AO = 2.QT então HO = 2. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes. pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR .BO HT RA BO 1 1 Daí . . temos que A*. ∩ AD. .QT e AP = 2. CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = .4. AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B. T HT QT Como AO = 2. . Chamamos H a interseção das retas AQ e OT. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + .TP.RT ⇒ RA = 4. então AP = RP ⇒ A B 2. C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O. 220 . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. = . Y = CD ∩ PX. Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP . B* e C* são colineares. Q não pertence ao segmento OP. Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2. = 1. pode-se observar que:  = 1. e seja X um ponto no segmento AB. = .HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR. (aplicado ao triângulo ∆AOT). =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  . então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = . 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD.TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2. HO RT BA 2 2 Deste modo. = 1 . . concluímos que H.RT Sabe-se também que BA = 2. Sobre a reta OP marca-se Q. Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Admitamos que P = CB 1 1 1 = + . de maneira que QP é a metade de PO. R e B são colineares. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. . R e B são colineares. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR. TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX. Provar que H. = . Deste modo.Capítulo 7. pelo Teorema Recíproco de Menelaus.

.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17. Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = . = 1.1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D. A b) 49.Capítulo 7. BC e AC. Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= . BP e CN são perpendiculares ao segmento MD. N e P sobre os lados AB. 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M.CN = 144 ⇒ CN = cm. . então esses três segmentos são paralelos. respectivamente. B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD.CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB. =1 BD EC FA h b h c h a 7. Então. em cm. a medida do segmento CN. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A. . = EC h c CF h c . BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ . M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. CFE e BDE. AC e BC. ⇒ 34. respectivamente. = .2. . BN e CM) e a área do triângulo ABC. c) 50. BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm. E e F estão alinhados” . é um sétimo de a) 48. BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. . E e F estão alinhados. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP. . BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . de modo que AB = 3AM. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm.CN = 144 – 4. = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: . . AC = 3CN e BC = 3BP. = 1. Pelo Teorema de Menelaus temos que . = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. M N d) 51. e AD BE CF = 1 então D. 217 .

AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = . . temos que P. = . BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = . = 2. então: S BC 3 S S S Deste modo. 218 . NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= . 21 21 21 S S S 5.S 5. interceptam os lados opostos em três pontos colineares. =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto.S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = . concluímos que S ∆BPZ = . .S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3. Q e R são colineares. Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. 21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5. passando nos seus vértices. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. pode-se demonstrar que = e = .Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. .3 ⇒ = ⇒ = . BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC . + 3. 3 21 21 21 5. 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP. então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente. . ⇒ = .S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = . AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = . Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.

b. encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . Mostre que os segmentos CD. FG GB b+c B b2 .Capítulo 7.c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c .c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. respectivamente. a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . = 1. . = . 5) Em um triângulo ABC. encontram os lados AB e AC em E e F. Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . B* e C* são colineares. . AD2 = AE. . ou .c = ⇒ YA = . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. b) Em ∆ABC. tais que DG || AC e DH || AB.AB e BD2 = EB. Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior. GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . EF e AH são concorrentes. pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. a Y G A X H E YA AB b. Suponha que perpendiculares. 2. BF e altura AH são concorrentes. temos que H.c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. prove que A*. respectivamente. CB * CP 2 BC * BR 2 219 . . G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . respectivamente.AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto. Suponha que G e H são pontos de AB e AC. . G e A* são colineares. sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. e desde que DH || AB temos = . constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG. Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC. = . = 2 . = . a partir de D. b) Definindo B* e C* de forma análoga. suponha que AD é altura. Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 .

. Sobre a reta OP marca-se Q. T HT QT Como AO = 2.RT ⇒ RA = 4. CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = . . . ∩ AD. pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR . 220 . de maneira que QP é a metade de PO. então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = . Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. B* e C* são colineares. Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2. R e B são colineares. C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O.Capítulo 7. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR. então AP = RP ⇒ A B 2. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. = . = 1. R e B são colineares. Admitamos que P = CB 1 1 1 = + . Q não pertence ao segmento OP. (aplicado ao triângulo ∆AOT).QT e AP = 2. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes.BO HT RA BO 1 1 Daí .QT então HO = 2. AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B. = .RT Sabe-se também que BA = 2.HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR. HO RT BA 2 2 Deste modo. temos que A*. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT. . =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  . = . e seja X um ponto no segmento AB.QP então AO = 2. pode-se observar que:  = 1. = 1 .TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.TP. Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP . Provar que H. Y = CD ∩ PX. TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX.4. concluímos que H. 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD. = . . Deste modo. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + .

BN e CP são bissetrizes internas. onde R é circunraio de ∆ABC. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA.c a. respectivamente.Capítulo 7.c b. sen B / 2.b = = ⇒ AN = e CN = iii) c a a+c a+c a+c C B M S S S AP AN b c CN CM a b BM BP c a = ∴ CMN = = ∴ BMP = = ∴ APN = S c b a+b a+c S b a a+c b+c S a c b+c a+b S S S   b.c ii) = = ⇒ BP = e AP = a b a+b a+b a+b AN CN b b. Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e retângulo em P. Desta forma temos que: IXa = r e BXa = p – b Como IP || BC então ∠IbIP = ∠IbBC = B/2. M é o ponto médio do segmento AB e N é o ponto médio do segmento BC. Assim. Vamos provar que o circunraio de ∆IIaIb é 2R. AM. Ia e Ib. Ia Como ∆IbIP é retângulo: cos B / 2 = IP BX b − BX a p − (p − b) b = = = II b II b II b II b Como ∠IaAC = A/2 e ∠ACIa = 90º + C/2 então ∠AIaIb = B/2. Provar que a razão entre as 2abc . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 14) ABC é um triângulo qualquer. cos B / 2 sen B 16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero. de modo que estas duas retas interceptam-se em P. = = S (a + b)(a + c)(b + c) S (a + b)(a + c)(b + c) 15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos exinscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo. II b II b Aplicando a Lei dos Senos em ∆IIaIb: = 2R ' ⇒ = 2R ' ⇒ sen(∠AI a I b ) sen B / 2 II b . Solução: 238 . Portanto: IbXb = rb e BXb = p Seja Xa o ponto de tangência da circunferência inscrita a ∆ABC com o lado BC. ex-incentro A relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC. PM e AN cortam-se em I. Seja Xb a intercessão de PIb com B C Xb Xa BC.b = = ⇒ BM = e CM = P i) c b b+c b+c b+c N BP AP c a. áreas dos triângulos MNP e ABC é igual (a + b)(a + c)(b + c) Solução: A Pelo Teorema da Bissetriz Interna: BM CM a a. I P Por I trace uma paralela a BC e por Ib trace uma perpendicular a BC. cos B / 2 [II b . Solução: Ib Sejam I.c a.2. cos B / 2] = R ' ⇒ b = R ' ⇒ R’ = 2R = 2R ' ⇒ sen B 2.c a. Xb é o ponto de tangência da circunferência ex-inscrita relativa a B.c S  Assim: MNP = 1 −  APN + CMN + BMP  = 1 −   (a + b)(a + c) + (a + c)(b + c) + (b + c)(a + b)  ⇒  S S S   S   S MNP (a + b)(a + c)(b + c) − bc(b + c) − ab(a + b) − ac(a + c) S MNP 2abc ⇒ . incentro.b a.

então ∠ABP = ∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒ ∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2 Vamos analisar todas as possibilidades: 239 . Solução: Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com B os lados de acordo com a figura ao lado. x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo. 19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC. Pela Lei dos Senos em ∆ABC: AC BC AC BC = = 2R ⇒ = = 2R ⇒ sen B sen A sen B cos B AC BC sen B = e cos B = . prove que AC2 + BC2 = 4R2. I é i incentro de ∆AMC. ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC. então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento. as medidas dos seus lados são inteiros consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC. onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC. ou seja. implicando que CI é a bissetriz de ∠MCA. Prove que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes. Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível. Portanto. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas B M I A N C P Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana. altura e bissetriz de A. Desde que AP = PC. Desde que BP é bissetriz do ângulo B. então X pertence à circunferência inscrita no triângulo ABC. Se CL = CM. 2R 2R A L B M Uma vez que sen2 B + cos2 B = 1 então segue diretamente que AC2 + BC2 = 4R2. as interseções das bissetrizes interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. 17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. Solução: Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é C retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2 e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B. Solução: A X c P B Y a/2 M C Digamos que x. Em ∆ABX temos: AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2 Q XR = XN = (AX + BX – c)/2 Em ∆BCX temos: M R BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2 A N X P C XR = XP = (BX + CX – a)/2 Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC. respectivamente. temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz de ∠AMC. 18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M.Capítulo 7. ou seja. Determine as medidas dos lados do triângulo ABC.

r Como O1 está sobre a bissetriz de B e O2 está sobre a bissetriz de C então B. Portanto temos que ∆IO1O2 ~ ∆IBC. O2 e I (incentro de ∆ABC) sobre BC. com D sobre AC. Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ. AB = c e 2p = a + b + c. Considere que P. os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta BD.p2 = ra(p1 + p2) = ra(p + AA1) ⇒ ra(p + AA1) = p. O1 e I são colineares e C.Capítulo 7. Uma vez que α e ∠DCF compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C. pois 2 + 1 = 3 ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2. C ou seja: PA1 + QA1 a = r − ra r O1O 2 BC = IX − O1P IX ⇒ ⇒ p1 − c + p 2 − b a = r − ra r ⇒ r p + AA1 − b − c = 1− a a r ⇒ a + AA1 − p p =1− a p + AA1 ⇒ 1+ AA1 − p p = 1− a p + AA1 ⇒ p2 – AA12 = a. Se BC = a. O2 e I também estão alinhados. Demonstre que ∠EMD = ∠DMF. Q e X são as projeções de O1. Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒ θ = A + B/2 – 90º.p ⇒ AA1 = p(p − a ) . Nós temos que: SABC = SABA1 + SACA1 ⇒ ra. CA = b. e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. 3 e 4 iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4 20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A1 é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA1 e ∆ACA1 são iguais. Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ.p1 + ra. 2 e 3 que é impossível. Solução: A X D F E B/2 B/2 B θ α M Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1. Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero CMDF é inscritível. 21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD. Solução: A O1 ra B P I r X ra O2 A1 Q Sejam O1 e O2 os incentros de ∆ABA1 e ∆ACA1 e p1 e p2 os semiperímetros dos mesmos triângulos. prove que AA1 = p(p − a ) . respectivamente. Sejam E e F. Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α 240 . sendo X a interseção desta perpendicular com AB. Como ∆BCF é retângulo então ∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒ α = 90º – (C + B/2) C Trace agora uma perpendicular a AB passando por E.

5. A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de circunferência circunscrita a ∆ABC. pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de AC.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é OM = Demonstração: A O B M C Desde que O é o centro da circunferência então: ∠CÔB = 2 ⇒ ∠CÔM =  Como M é o ponto médio de BC então BC = 2. 2 2 241 . Seja O a interseção de mAB e mBC.b. B e C. Desta forma.5. ou seja.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO 7. cot  CM ⇒ OM = tg = ⇒ OM = OM 2 2.b. 2 c c a.c Pela Lei dos Senos temos que = 2R ⇒ sen C = ⇒ S= .5. Podemos dizer. cot C O a C. cot A .5.” 7. fazendo com que O seja a interseção de mAB. b e c de ∆ABC. Desta forma: BC BC.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado de circuncentro (O). respectivamente.4) Área do triângulo inscrito A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão S = a. pois dados os lados a. 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7. O pertence ao segmento mAC. BC. são iguais a e .1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio. sen C .5.CM. mBC e mAC. O é eqüidistante de A.” Demonstração: Seja mAB a mediatriz de AB e mBC a mediatriz de BC. mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A e B.” 2 7. que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o circuncírculo de ∆ABC. cot B AB. sen C 2R 4R Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo ABC.Capítulo 7. então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém os vértices do ∆ABC. Como conseqüência.tg Analogamente.3) Circunferência Circunscrita Como O é eqüidistante de A. podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron e depois usar a equação acima para determinar R. B e C. também. A R R B O R C Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos: a b c = = = 2R sen A sen B sen C 7.

cos C)/2 ⇒ B C O3 S = R(a.cos C ⇒ (a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.cos C – a.R.cos C)/2 Em ∆ABC temos que: a = b.R.OG.∠BAC = 2A A ∆BOC é isósceles ⇒ OO3 é altura e bissetriz ⇒ ∠BOO3 = A ⇒ OO3 = R.cos A + b.R.cos C + c.cos α ⇒ 2 R2 − O G α B C m2 m a2 = OG 2 + a − 2.cos (180o – α) ⇒ 2 4m a 2m a R = OG + + 2.5. a .OG. G é o ponto de interseção das medianas.cos B – c. cos α 4 9 3 (1) Lei dos Cossenos em ∆OGA: OA2 = OG2 + AG2 – 2.R.cos B + (a + b). a .5. A 4 Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM = OG2 + GM2 – 2.cos B)/2 A Desta forma a área de ∆ABC é dada por: S = (a.OG. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC.cos C) ⇒  OO 3 OO 2 OO1  2S 2 p = 2 p + + − R R  R  R ⇒ pR = p(OO1 + OO2 + OO3) – p.R.cos B + c.5. a.cos A)/2 Analogamente S(∆AOB) = (c.7) Teorema: “Se.cos C ⇒ a + b + c = (a + b + c). respectivamente.cos C O2 O1 O A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a. cos α (2) 2 2 9 3 2 2 3R a 2 3.OG 2 m a Somando (1) e (2): − = + ⇒ 2 4 2 3 3R 2 a 2 3. cos α ⇒ 9 3 2 m R 2 OG 2 2m a = + + 2. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência circunscrita a ABC.cos A + (a + b + c).” 242 . .cos A – b. então 2 a 2 + b2 + c2 2 OG = R − . de um triângulo com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r. num triângulo ABC.AG.cos A + b.OO3/2 = (a.cos A c = a.r ⇒ OO1 + OO2 + OO3 = R + r 7.cos A Somando estas equações: a + b + c = (b + c). Então OI2 = R2 – 2Rr.cos B OO1 = R.GM.cos C)/2 e S(∆AOC) = (b.” 9 Demonstração: a2 Como ∆OMC é retângulo: OM 2 = R 2 − .cos A Analogamente: OO2 = R.OG. então OO1 + OO 2 + OO 3 = R + r .cos B + (a + b + c).Capítulo 7.cos C + c.” Demonstração: a) Inicialmente note que ∠BOC = 2. intersectando AB em O1.cos A)/2 + (b.cos B + b.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro.cos A + (a + c).R. AC em O2 e BC em O3.cos B b = a. b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito.cos B + c.OG. O é o centro do círculo circunscrito.OG 2 b 2 c 2 a 2 a 2 + b2 + c2 − = + + − ⇒ OG 2 = R 2 − 2 4 2 6 6 12 9 2 2 M 7.cos B)/2 + (c.

d) = q(a. 5 e 3.3 + 4. b sen β cos β sen(α + β) sen α cos α α Pelo Teorema de Ptolomeu: p. Mostre 1 1 1 + = . utilizando o Teorema de Ptolomeu. = = 2R .d C Perceba agora que. Do Teorema de Ptolomeu tiramos o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais.b.q + = + ⇒ p(a. d β B q Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β. Solução: Consideremos que: a = 6. Como q = então q = . 38 q a.c + b.p Aplicando o Teorema de Hiparco: = = = ⇒ q= .3 = 42.b + c.sen β] ⇒ sen (α + β) = sen α. Desde que ∆ABC e ∆ADC são a triângulos retângulos então ∠BAC = 90o – α e ∠DAC = 90o – β. C 3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P.q = a.p c. Demonstração: A a B q p d D b c Pela figura temos que S∆BAC + S∆DAC = S∆ABD + S∆CBD ⇒ a.cos α][2R.b + c. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.c 6.c.d.d ⇒ c β [2R.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”.b + c. b = 4.cos β + sen β. respectivamente.d + b.cos β + sen β. 4.c + b.d + b. Solução: A Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA. então sen (α + β) = sen α.sen (α + β)][2R] = [2R.p = 42 ⇒ p = . podemos calcular suas diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco.cos α. c = 5 e d = 3.d.d 6.q = a.p 2 39.5 + 4.3 39 Substituindo obtemos: 532 819 39. que se A e B são ângulos agudos. p a. Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p.5 38 39. = 2R .d = 6.sen α][2R.cos β] + [2R.q b.p a. ∆ADC e ∆BDC: p a b d c p D = = 2R .d + b. Substituindo uma equação na outra calculamos seus valores.4 + 5. Exemplos: 1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6. que PB PC PQ Solução: 277 .c) ⇒ 4R 4R 4R 4R p a. sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível. 13 19 38 38 2) Prove.Capítulo 8. α Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC.c = q a.cos α.

BD = BC.d (1) = AC BD a.BC = AB.PB + BE.d + a. 10 2 = 2.BD = AB. com a. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono. Sabe-se que AB = BC = a. B. b e d diferentes de zero. D.CD BD a 2 + b. podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒ PQ PB = ⇒ PB. BP ⇒ PA.b ⇒ AC Igualando (1) e (2) obtemos que: BD2 = a2 + b. então ∠APC = ∠ABC = 60o.BC = AB. Solução: Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas. mostre que PA + PD = PB + PC + PE.Capítulo 8.BD (2) Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3) Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.b + a.PA ⇒ PB. Portanto: i) DA2 = BD2 – AB2 = 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm D B ii) CD2 = BD2 – BC2 = 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD: AC. Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA.L = L.PC + PB.PC + AC.d + 2a2 ⇒ 278 .BC = CE.PC = PQ(PB + PC) ⇒ PC PA PB + PC 1 1 1 1 = ⇒ + = . Achar a corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores.d = ⇒ = Teorema de Hiparco: BD AB. temos que ∠APB = ∠ACB = 60o. C.BC ⇒ AC.BC = CD.d + a. AD = d e CD = b . Demonstre que d2 = bd + 2a2. Solução: A B E P C D Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos: AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE.CD ⇒ AC.BD = a.PB + PC.10 + 14.PE Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE.AD AC a.10 = 160 ⇒ AC = 8 2 cm C 5) (IME-86/87) Sejam A. E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um ponto qualquer sobre o arco BC.CD + DA. Trace o diâmetro BD e observe A que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos.d ⇒ d2 = b.b + a. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A Q B P C Seja L o lado do triângulo ∆ABC.PE = AC(PB + PC) (4) Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC.d a.PC PQ PB PC PQ 4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm.PC = PQ.PC ⇒ BC. Solução: Teorema de Pitágoras: BD = d 2 − a 2 e AC = d 2 − b 2 .d a 2 + b.b = BD (2) Teorema de Ptolomeu: AC. temos que: PA.AC (1) Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD. Desta forma.CD + AB.d ⇒ d2 – a2 = a2 + b.BC + AD. PB. AC BC.BP ⇒ PA = PB + PC Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco AC na circunferência.AD + AB.PC + L. Analogamente. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no quadrilátero inscritível ABPC. 6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d.

AP.AC = AP.QR + AQ. Considere os ângulos α.AB + AR. onde seus 4 vértices também são vértices do eneágono.AR (2) Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos: AC AB AD AQ.AR ⇒ QS. com a < b < c.AQ = AP.Capítulo 8. respectivamente.b = c.QR ⇒ QS.QR + AQ. em função das diagonais a. + PQ.QR + AR.|AC|. Prove que |AP|. Aplicando Teorema de Ptolomeu: c2 − b2 . AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS. é: 2 2 c2 + b2 a) a Solução: a cb b) a c2 − b 2 c) a c+b d)    a  c−b e)    a  b c c b Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado.AQ = QR(AP + AR) (2) Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS). b e c. AQ. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular.QR + QR. R α Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α. temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA: α AC AB AD θ = = (1) RP RQ PQ β A B P Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: AQ.AD RP RQ PQ 279 .|AB| + |AR|.PQ ⇒ QS.AQ = AP. AC e AD nos pontos P. Uma circunferência passando por A encontra os segmentos AB. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS). = RQ.RS = AS. Q γ Portanto. β. Analogamente. QP e RP.c ⇒ x = a x 8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP. como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR. ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS. 9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo.RP. R Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS: QS.RP = RQ.x + b.AR = QR(AS + AQ) (1) Q Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: PR. Solução: D C Trace os segmentos RQ. Solução: S A P Como ∠PAQ. ⇒ AQ. a. γ e β θ definidos de acordo com a figura ao lado. Q e R.AR = AS.|AD| = |AQ|.AP + PQ.AR.

d + b.3) ÁREA 8.d + b.PC.PD.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível C c D r d r r A a B I r b SABCD = SAIB + SBIC + SCID + SDIA ⇒ a.3.3.b.cos A ⇒ a 2 + d 2 − b2 − c2 cos A = 2(a.c) ⇒ ⇒ (a + d + b − c)(a + d + c − b) 2.PC + PC.c) 2(a. sen α + + + ⇒ C SABCD = 2 2 2 2 (PA.d + b. cos 2 2 a.a.(p − b) ⇒ 1 + cos A = 2(a.r b.2.PB + PB.3) Quadrilátero Convexo Inscritível A a B d D b c C Lei dos cossenos em ABD e CBD: BD2 = a2 + d2 – 2.b.q.d + 2. Portanto: b2 + c2 + 2.sen 2 A pode-se demonstrar que 2 280 sen A (p − a )(p − d) = .d + b.r 8. sen α PB.PD + PA.b.(p − c)(p − b) 1 + cos A = a.c A (p − c)(p − b) A ⇒ cos = .r d. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.PD) sen α SABCD = ⇒ 2 (PA + PC)(PB + PD) sen α p.cos C Como A + C = 180o ⇒ cos C = – cos A.r (a + b + c + d ).d + b.c . 2 a. sen α PA.c (a + d ) 2 − (b − c) 2 1 + cos A = = 2(a.Capítulo 8.c.3.c) Calculemos agora o valor de 1 + cos A: a 2 + d 2 − b 2 − c 2 + 2a.PD.d + b.c) 2.d.r SABCD = + + + = ⇒ 2 2 2 2 2 SABCD = p. sen α ⇒ SABCD = SABCD = 2 2 B 8.cos A e BD2 = b2 + c2 – 2. Uma vez que 1 + cos A = 2.PB.d.1) Quadrilátero Convexo Qualquer D α A P α Considere que AC = p e BD = q.cos A = a2 + d2 – 2. Assim: SABCD = SAPD + SBPC + SCPD + SDPA ⇒ PA.d + b. sen α PC.r c.(p − c).a.c) 2(a.c 2 1 + cos A = Como 1 − cos A = 2.d + b.

Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC: AC2 = AB2 + BC2 – 2. qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ? B 6 A C 120O 8 7 D Solução: Como ABCD é inscritível então ∠D = 60o.d + b.c a. sen C + . sen A b.7.8. EC = 3 e ED = 2. Sabendo que AB = 6. cos = (a.7.AD. 3 (7 + 445 ).CD.d 1) (Fuvest-2000) Na figura. então a área do quadrilátero ABCD será: a) 12.BC.AD.36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63. Se EA = 1.AB.c A A (p − a )(p − d) (p − b)(p − c) SABCD = . sen . SABCD = 2 2 Como A + C = 180o temos que sen A = sen C.cos θ e) 8. 2 2 2 2 a.d + b.3.c. sen θ (1 + 3)(4 + 2) sen θ SABCD = = = 12.d + b.cos 120o = AD2 + CD2 – 2.sen θ c) 6. sen 60o 6.c ⇒ SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d) 8.sen θ d) 10.CD. sen A = 2.BC. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB: a.8 −  = AD2 + 49 − 2.d + b. sen θ 2 2 2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD. E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo agudo BÊC.c. 281 ⇒ . CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º.sen θ b) 8.b.cos 60o ⇒ 1 7 + 445  1 ⇒ AD2 – 7.cos θ Solução: AC. sen 120o AD. EB = 4.d.6.c a. Desta forma: a.BD.AD – 99 = 0 ⇒ AD = 36 + 64 − 2. BC = 8. 2 2  2 Assim: SABCD = SABC + SADC = AB.d + b. 3 + = + 2 2 4 8 SABCD ≅ 63.Capítulo 8.c) .4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível Em um quadrilátero inscritível temos que: a+c=b+d=p ⇒ p–a=c p–b=d p–c=a p–d=b Deste modo: SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d ) Exemplos: ⇒ SABCD = a.

8 cm e 25 cm 88) CF = 6.9. b) 2. (6. 35o e 130o 41) 32o 42) 24o e 66o 43) 36o o o o 44) 28 . 3 vezes. B = 54o. 72o. 5.4 cm e AF = 5. 69o13’50”.15 km 36) e 37) b 38) b 39) b 41) a 42) b 43) d 44) 2− 2 e 2 5) F V V V V 10) d 15) 4 20) a 25) 2 41 cm 30) d 35) a 40) e 2+ 2 2 49) a 54) d 85) 3. (5.Gabaritos Capítulo 1: Introdução: Linhas. 27o41’32”.3 73) Â = 108o. 4). B = 38o 69) 76o 70) 45o 71) 36o. 2). b) Sim. h 10 − 2 5 / 2 . 74 79) 30 80) 9 83) 85) e 86) 66o 87) 100o 88) 180o o 90) c 91) 140 92) 18 93) a 95) a) Sim. 245/6 e 98/3 132) 11 331 . 72o ˆ ˆ 72) 83o4’36”. 6. c) 125) 5 +1 2 122) 90o 130) 11/2 135) c 124) D é o pé da altura relativa a BC 131) 74 52 127) b) 5/2 3 134) 49/2. 4x + 6y 121) a) 36o. (6. 4.8.71 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)] 3a ( 33 − 1) 96) h 10 + 2 5 / 2 .6 cm 47) c 48) e 52) d 53) e 58) 34 84) 350 87) AD = 5. 6 vezes. 50o. 5.1 45) b 46) d 50) d 51) d 55) c 57) x = 14 y = 15 86) 6 cm. 96) 95o/2 5) c 10) a 15) e 20) c 25) 30) d 39) 60o 67) 20o 77) 36 m 84) 89) c 94) e Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1) b 2) 2 2 4) d 4) b 6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 11) a 12) b 13) c 14) d 16) d 17) e 18) d 19) c 21) 5 22) 8 23) a 24) 19.14 cm e DE = 5.2 26) b 27) c 28) e 29) e 31) c 32) b 33) b 34) 320. h 5 97) DM = DN = 5a/4 98) AM = AN = 16 o 99) a 3 / 3 105) 20 106) c 107) e 108) 2 o o 109) 2 − 3 116) 8 ou 12 118) a) 90 . Ângulos e Triângulos 1) d 2) 10 3) 36o 4) 6o 6) 76o 7) 360o 8) c 9) V V F V 11) b 12) d 13) a 14) d 16) a 17) a 18) b 19) b 21) d 22) c 23) e 24) e 26) d 27) b 28) c 29) a 31) b 32) a 33) a 34) c 35) x = 9o e y = 45o 36) 12o 37) 30o 38) 18o 40) 15o. b) 69 . 4) 65) 50o. 68 e 84 46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm 66) 84o 59) (6. C = 18o o o o o o 78) 48 . 3). 80o ˆ 68) Â = 76o. 58 .