COLEÇÃO ELEMENTOS

DA MATEMÁTICA


VOLUME 2

































































Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática


Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa)
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
































GEOMETRIA PLANA





3ª edição (2010)





COLEÇÃO ELEMENTOS
DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira
Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira





Todos os direitos desta edição estão reservados
à Marcelo Rufino de Oliveira
Belém – Pará – Brasil
E-mail: marcelorufino@hotmail.com



Ilustração da Capa
Maximiliano / Zeef
Modificações em 2010
Annysteyne M. Chaves


LOUDES PACHECO
Ficha Catalográfica


Editora VestSeller
Impressão









































F48
c
.........Oliveira, Marcelo Rufino de

Coleção elementos da matemática, 2 : Geometria plana / Marcelo
Rufino de Oliveira, Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro. – 3 ed. – Fortaleza
– Editora VestSeller - 2010.
p. 347


ISBN: 978-858917123-X


1. Matemática (Ensino Médio) 2. Matemática (Ensino Médio) – geometria
plana I - Pinheiro, Márcio Rodrigues da Rocha. II. Título. III. Título: Geometria
plana.:

CDD: 510.7






































































































































APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO

A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que
ocorrem no mundo, principalmente no que diz respeito às suas propriedades. Para tal estudo,
faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos, a fim de obter tais
propriedades. Assim, por exemplo, quando se fala em reta, no sentido formal da palavra,
deve-se imaginar um ente infinito, que não ocorre naturalmente.

De um modo geral, o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil
divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e
geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). Ainda genericamente falando, pode-se garantir
que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo), isto é: o professor
vai listando uma série de definições (segmentos de retas, ângulos, triângulos, polígonos,
circunferências, etc.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes, vez por outra
procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. Isto é
imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo
exceções). Quando um professor dedicado, por exemplo, procura exibir aos alunos que a
soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso, busca (nas
mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto, como um triângulo
desmontável de isopor ou cartolina, tal qual a figura a seguir sugere.









É obvio que tal atitude é louvável, mas o principal problema consiste em não explicitar
que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores
(diretamente, dos ângulos formados entre paralelas e transversais), o que é na verdade a
essência da matemática: tudo é interligado; fatos causam fatos e esses são conseqüências de
outros. Afirmar, tão somente, que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se,
em verdade, muito mais cômodo que prová-lo. Principalmente para o professor que em geral
não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior. É, porém, do mesmo nível de
heresia que defender o aborto numa dissertação, sem argumentar o motivo dessa posição.
Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a
validade de muitas propriedades, não necessariamente matemáticas, segundo essa ou aquela
condição. Com efeito, ao tomar tal posicionamento, o professor simplesmente passa adiante
um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar, ampliando gerações de verdadeiros
alienados. Isso se reflete durante muitas (e, às vezes, todas) fases da vida do estudante. Não
são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis”
mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até
totais dos resultados (tese). Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de
Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média
geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser
retângulos. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos, sem tê-la comprovado,
e aplicam proporções erradas sobre seus lados. Ou ainda de afirmações mais ingênuas, do
tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas, ou seja:
quadrado é quadrado; retângulo é retângulo. Nesse último exemplo, evidencia-se que até as
próprias definições são repassadas de modo desleixado.
PARTE I PARTE I
PARTE II
PARTE II
PARTE III PARTE III

Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática, programada para
apresentar toda a matemática elementar em seis volumes:

Volume 1 – Conjuntos, Funções, Exponencial, Logaritmo e Aritmética
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 2 – Geometria Plana
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 3 – Seqüências, Combinatória, Probabilidade, e Matrizes
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira, Manoel Leite Carneiro e Jefferson França
Volume 4 – Números Complexos, Polinômios e Geometria Analítica
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França
Volume 5 – Geometria Espacial
Autor: Antonio Eurico da Silva Dias
Volume 6 – Cálculo
Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência
com que os assuntos serão apresentados. Há dois motivos para a existência deste desafio:
1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B, então A deve vir antes de B no livro;
2) para não confundir ou desestimular o aluno, os assuntos mais complexos deve estar mais
para o final do livro. Estes motivos justificam, por exemplo, a razão pela qual a teoria sobre a
semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também
o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro.
Entretanto, os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os
assuntos. Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que
possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos.

O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas, a partir da 8ª série, para a
aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil, de instituições como Colégio Naval,
ITA, IME, USP, Unicamp, UnB, dentre outros, nos quais se exige mais do que simples
memorização de fórmulas e de resultados. Deseja-se que o estudante adquira um senso
crítico de causa e efeito, embasado nos mais sólidos conceitos, o que o ajudará a raciocinar
coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos
(não somente em matemática!). Mostrando, especificamente neste volume, a geometria de
modo axiomático (ou, pelo menos, aproximando-se de tal), procura-se desenvolver tais
qualidades. Conseqüentemente, o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática,
que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de
dificuldade.

Dificuldades há, sem dúvida. No entanto, repudiam-se idéias do tipo que o aluno não
consegue aprender dessa ou daquela forma. Não se deve menosprezar a capacidade dos
alunos, nem mesmo seu interesse, sob pena de estar cometendo preconceitos ou
precariedade na metodologia de ensino, respectivamente. Qualquer indivíduo ao qual se
propõe o aprendizado de análise sintática e semântica, por exemplo, tem condições de
compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. Ao menos melhor do que o
atual. Por experiência própria, já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais
prejuízos.


Os autores


Índice

Capítulo 1. Introdução – Linhas, Ângulos e Triângulos
1. Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Noções (Idéias) Primitivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Conexidade e Concavidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos e sua Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Congruência de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Paralelismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1. Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Semelhança de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Semelhança de Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .




1
3
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14
14
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23
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63
Capítulo 3. Introdução aos Círculos
1. Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Determinação de uma Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Posições Relativas de Reta e Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Teorema das Cordas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teorema da Reta Tangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Segmentos Tangentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Posições Relativas de Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Ângulos na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Arco Capaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11. O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo
1. Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. A Fórmula de Heron . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


117
125
125
132
137
Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros
1. Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema da Base Média . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Condições de Inscrição e Circunscrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


154
159
169
175
Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo
1. Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

190
195
203



Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas
1. Teorema de Ceva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Mediana e Baricentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Bissetriz e Incentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Altura e Ortocentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .



216
216
221
228
241
247
254
256
Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros
1. Teorema de Ptolomeu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Hiparco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relação de Euler . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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284
287
Capítulo 9. Polígonos
1. Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de
Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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294
294
295
295
299
299

299
307
316
Apêndice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

328
Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

331


Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA
Da observação da natureza ao redor, assim como da necessidade de medir e partilhar terras,
calcular volumes e edificar construções, observar e prever os movimentos dos astros, surgiram tentativas
do homem de explicar ou, pelo menos a princípio, de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos
que encontrava ou, posteriormente, construía. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a
entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular, que é um formato poligonal
mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira, a estrutura não fica rígida
(indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço. Por que uma estrutura triangular é estável, não
necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida?







Um conhecimento razoável de geometria (e, às vezes de outros assuntos, como álgebra ou física,
por exemplo) elucida fatos como os acima. É claro, porém, que nem sempre a humanidade teve a mesma
quantidade de informação que existe hoje. Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no
espaço. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras,
ainda que contemporâneas ou, em não raros casos, de épocas posteriores. Basta comparar, por exemplo,
egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais.
Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. Para
exemplificar, há mais de cinco mil anos, os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados
medindo 3, 4 e 5 (na mesma unidade, por exemplo, palmos de uma mesma mão) é retângulo. Os
babilônios, que importaram muito do conhecimento matemático egípcio. já conheciam esse resultado
(teorema de Pitágoras) em sua totalidade. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma
circunferência é, aproximadamente, o triplo do diâmetro da mesma. Que um quadrilátero com lados
opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. Que um quadrilátero com diagonais de mesma
medida tem os quatro ângulos retos.
Pode-se afirmar que, inicialmente, as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho
totalmente prático, isto é, serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado
trabalho, comumente a agrimensura, a arquitetura ou a astronomia. As duas últimas das propriedades
listadas acima, por exemplo, objetivavam demarcar terrenos retangulares. Com quatro pedaços de
bambu, dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo
comprimento dos dois primeiros), ajusta-se um quadrilátero, que ainda não é, obrigatoriamente, um
retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). Mas quando um ajuste final é feito de modo que
dois últimos pedaços de bambu, de mesmo tamanho, sirvam de diagonais ao quadrilátero, PRONTO.
Garante-se, agora, que o quadrilátero é um retângulo. Só como curiosidade, muitas propriedades como
essas são utilizadas ainda hoje, por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e
na África, por exemplo). Mesmo em outros países, como aqui no Brasil, a construção civil ainda usa
também certos resultados geométricos empiricamente.







ESTRUTURAS INSTÁVEIS
ESTRUTURAS RÍGIDAS
Um terreno na forma de um
paralelogramo qualquer
Um terreno na forma de um
retângulo
1

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos
povos antigos? A princípio, é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em
algumas tribos) de geração a geração. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. Mesmo assim,
a resposta ainda está incompleta. A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. É altamente
provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e
erro. Quando se verificava, experimentalmente, que certo fato, repetidas vezes dava o mesmo resultado,
previsível, então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante, com a certeza da
experiência. Isso é que se chama de resultado empírico. Resumindo de modo grosseiro, os primórdios da
geometria (em verdade, a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como
uma ciência experimental, em que intuição, comprovada por vários acertos anteriores, dita as regras.
Por volta do século VI antes de Cristo, porém, uma revolução do pensamento humano começa a
tomar forma. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos
mais experientes satisfaz, de fato, a natureza humana. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento,
com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão, sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos
os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água, terra, fogo, ar e quinta-
essência), cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em
exatamente cinco categorias). Rapidamente, essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes,
expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande
parte do mundo ocidental da época: os romanos.
Novamente, sob uma visão sintética, pode-se dizer que, a partir desse período procurou-se
JUSTIFICAR, de modo irrefutável, inegável, a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos
possíveis (não só os geométricos), o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de
outrora.
Aproximadamente pelo século V a.C., surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou
propriamente ditos, desvinculando-se da filosofia pura), como Tales de Mileto, que aprendeu muito com
discípulos de Platão e com egípcios, e um de seus pupilos, Pitágoras de Samos, os quais foram grandes
responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse
apenas, ou principalmente, de intuição, sendo Tales considerado o pai das explicações formais de
propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração). Pitágoras foi fundador de
uma espécie de seita, os pitagóricos, que pregava a supremacia da matemática (destacadamente, dos
números) no universo, bem como a idéia de que “tudo são números”. O resultado geométrico mais
famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras, apesar de haver indícios de que ele já era
conhecido e utilizado vários anos antes. Provavelmente, a homenagem é feita ao líder da congregação de
que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado,
de um modo geral. Contudo, o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir, quando,
entre dois e três séculos antes de Cristo, um professor da universidade de Alexandria, Euclides, reuniu,
organizada e formalmente, todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes
(ou capítulos): os ELEMENTOS, com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais, façanha
possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia.
Sem dúvida, a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou
dedutivo de estudo, que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares, aceitas
naturalmente, as quais servem de base a toda construção seguinte, definindo novos termos a partir dos
preexistentes, e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares, por meio das iniciais
e das já justificadas anteriormente.
Durante praticamente dois milênios, os Elementos foram utilizados como obra de referência no
ensino de geometria, sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. A partir do século dezoito, a
supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época, os quais, em última
análise, procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra, especificamente em uma das propriedades
aceitas como verdadeira, o postulado V, que será visto após. Em meados do século dezenove, verificou-
se que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto, com o surgimento de outras
geometrias (não euclidianas), bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. Apesar disso,
não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história
da matemática.
2

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS
Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo, por exemplo, é possível
obter-se a seguinte resposta:
“Dados três pontos não colineares, um triângulo é a união dos segmentos de reta com
extremidades em dois desses pontos”.
Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”,
tais como:
- O que é um ponto?
- O que são pontos colineares?
- O que é um segmento de reta?
O mesmo professor, interessado, provavelmente responderia:
- Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta, ou ainda, aqueles que estão
alinhados.
- Segmento de reta é uma porção, parte ou subconjunto de uma reta, de modo que certos pontos
(interiores) estejam entre outros dois (extremidades).
Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas, como, por exemplo:
- O que é uma reta?
Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo:
- Reta é um conjunto de pontos.
Uma circunferência, todavia, também é um conjunto de pontos, não correspondendo, porém, à
noção usual que se possui de reta. É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo
“pontos”, tentando elucidar a questão. No entanto, extraindo prefixo e sufixo de alinhados, resta o
radical linha, que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto. Ou seja, “definiu-se” reta por
meio de outras palavras que levam à original: reta.
Ora, definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos, supostos conhecidos
previamente, com total segurança. No processo de definições dos termos relacionados a um certo
assunto, podem ocorrer somente três casos:
a) Define-se, sempre, um termo por meio de um termo novo. Isso, contudo, gera logo uma
impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. Existe
algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não. Daí, esse primeiro caso deve ser
excluída, por tratar-se, realmente, de uma impossibilidade.
b) Utilizam-se definições cíclicas, isto é, o processo volta a uma palavra que já foi utilizada
anteriormente. Por exemplo, ao se procurar o significado do termo hermenêutica, pode-se
encontrar a seguinte seqüência de sinônimos:
Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação.
O que ocorre, assim, é que explicação é definida, em última análise, por meio da mesma
palavra, explicação. Isso, entretanto, não pode ser utilizado como uma definição rigorosa, no
sentido matemático dado ao termo definir.
c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal, os quais servirão para definir, formalmente,
todos os demais termos seguintes. Nesta opção, deve-se admitir que os termos não definidos
têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas, que o absorveram através
da experiência de vida, da observação, do senso comum.
A matemática, num estudo axiomático de uma determinada teoria, adota a última das três
posturas apresentadas, por não haver melhor. Desse modo, admite-se a menor quantidade possível de
conceitos elementares sem definição, de forma a poder definir todos os demais conceitos. Essa posição
ideológica já era utilizada por Euclides, nos seus Elementos, e é uma das principais conquistas do
pensamento humano.
Surgem, assim, as noções primitivas, que são aqueles termos admitidos sem definição, mas que
terão uso bem limitado por certas regras (os postulados, a serem vistos mais tarde).
As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são:


3

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1. PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A, B, C, P, Q, etc. Apesar de
não servir como definição, Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas
suas partes”. Essa frase ajuda a aguçar a intuição, mas não serve matematicamente falando
por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. É importante a idéia de que um ponto
não possui dimensão (“tamanho”). Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais
entes geométricos, uma espécie de átomo geométrico, no sentido original da palavra
(INDIVISÍVEL).

2. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r, s, t, etc. Na concepção comum,
inclusive a adotada nestas linhas, uma reta pode ser vista como uma das margens de uma
longa (teoricamente, infinita) estrada sem curvas. Nada que se possa visualizar por completo,
porém, é capaz de representar perfeitamente uma reta, já que ela deve ser entendida como
ilimitada, isto é, que pode ser percorrida indefinidamente, e infinita, ou seja, partindo de um
de seus pontos, sempre num mesmo sentido de percurso, nunca mais se volta ao mesmo
lugar. Por isso, às vezes, há certa preferência em representá-la com setas duplas, indicando a
continuidade nos seus dois sentidos.






3. PLANO: representado, em geral, por letras gregas minúsculas: α, β, π, etc. É interessante
perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou
elevações); planícies (no mesmo sentido); aplainar (ou aplanar), que é tornar uma superfície
lisa, como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede, por exemplo. Também é usual,
mas não obrigatório, utilizar um retângulo (ou outra figura, como um triângulo) em
perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano. É importante notar que há várias
representações de planos ao redor: o plano do quadro, o plano do chão, o do teto, o do papel,
dentre outros. Entretanto, é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é
perfeita, uma vez que, como uma reta, um plano deve ser considerado ilimitado, sem
fronteiras ou bordas, e infinito, podendo se prolongado em duas direções ou em composições
destas.








OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos.

1.2.1) Proposições
Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente,
geométrico ou não.
As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. Após
conceitos e definições, são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada
ciência.
Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos:



A
P

α α
r
r
4

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

3) Num triângulo isósceles, demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais; ii) as
bissetrizes relativas aos ângulos da base;
Solução:
i)









ii)










4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles.
Solução:
Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em
que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC, comum aos
dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual
comprimento (BQ ≡ CP). Pelo caso especial de congruência de
triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ,
onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ, implicando que ∆ABC é
isósceles.


5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD, CAE
e ABF. Demonstrar que os segmentos AD, BE e CF são congruentes.
Solução:



Observe que nos triângulos ACD e ECB temos:
CD ≡ BC, AC ≡ EC e ∠ACD = 60o +C
ˆ
= ∠ECB.
Portanto, temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes,
implicando que AD e BE possuem igual comprimento.
De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e
BE.





A
B C
M N
Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que
BN ≡CM. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois
triângulos, ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. Logo,
temos que CN ≡ BM.
A
B C
Q P
Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes, então ∠CBQ ≡ ∠BCP.
Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum, ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡
∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Deste modo, concluímos que BQ ≡
CP.
A
P Q
B C
. .
A
B C
F
D
E
29

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. Determinar entre que limites pode
variar a medida do lado AC.
Solução:
Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm.

7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro.
Solução:
Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒
2
c b
2
a +
< ⇒
2
a
2
c b
2
a
2
a
+
+
< + ⇒
2
c b a
a
+ +
< .
A demonstração para os outros lados é análoga.

8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices
está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.
Solução:
Considere que a distância do ponto P aos vértices A, B e C são x, y e
z, respectivamente. Observando os triângulo ∆ABP, ∆ACP e ∆BCP
obtemos: c < x + y, b < x + z e a < y + z.
Somando estas desigualdades obtemos
2
c b a
z y x
+ +
> + + .
Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a.
Somando obtemos: x + y < a + b.
Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c.
Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c.

9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro.
Solução:

Em ∆ACF, ∆BCF temos: h
c
+ AF > b e h
c
+ BF > a ⇒
2h
c
+ (AF + BF) > a + b ⇒ 2h
c
> a + b – c.
Analogamente: 2h
b
> a – b + c e 2h
a
> – a + b + c.
Somando estas desigualdades:
2
c b a
h h h
c b a
+ +
> + + .




10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2.
Solução:

Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e
ACM, respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b.
Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒
2
c b a
AM
+ +
<







A
B C
y
x
z
P
F
h
c
B A
C
A
B
C M
30

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.10) PARALELISMO

1.10.1) Definições
Dadas duas retas distintas, uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do
conjunto formado pelas duas iniciais. Formam-se, assim, oito ângulos (não nulos nem rasos), os quais
são fáceis de se relacionar, desde que, dois a dois, tenham vértice comum.












) raso 1 ( A
ˆ
D
ˆ
D
ˆ
C
ˆ
C
ˆ
B
ˆ
B
ˆ
A
ˆ
; D
ˆ
B
ˆ
; C
ˆ
A
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡

) raso 1 ( E
ˆ
H
ˆ
H
ˆ
G
ˆ
G
ˆ
F
ˆ
F
ˆ
E
ˆ
; H
ˆ
F
ˆ
; G
ˆ
E
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡


O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos, com o  e Ĝ. Para tanto,
inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅, ou seja, o caso em que r e s são paralelas.
Diz-se que dois ângulos, com vértices distintos, dentre os oito acima, são:
– Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido
bem como outros lados estiverem um em r, outro em s.













Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado –
colaterais), bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s.
Na situação esquematizada anteriormente, D
ˆ
e Ê; Ĉ e F
ˆ
são os pares de colaterais internos,
enquanto que  e Ĥ; B
ˆ
e Ĝ são os pares de colaterais externos;

Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t,
mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s.
Na situação original, D
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ; B
ˆ
e Ĥ são alternos externos;



Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Na figura ao lado, Â e Ê; B
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ĝ; D
ˆ
e Ĥ são os pares
de ângulos correspondentes.
31

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

41) Na figura a seguir, ABC é um triângulo
retângulo e isósceles e ACD é um triângulo
isósceles de base CD. Calcule x.









42) Na figura, ABCD é um retângulo e AME é
um triângulo. Calcule B A E
ˆ
e M E B
ˆ
.












43) Na figura seguinte, AS é bissetriz interna do
triângulo ABC. Calcule x, sabendo que AB = AS
= SC.










44) Na figura seguinte, o triângulo MNP é
eqüilátero e BM = BN. Calcule as medidas dos
ângulos do triângulo ABC.








45) A, B, C, D são pontos distintos de uma reta,
sucedendo-se na ordem alfabética, e tais que AB =
CD = 3 cm, BC = 5 cm. Mostrar que AC = BD e
que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto
médio.

46) O, A, B e C são quatro pontos de uma reta,
sucedendo-se na ordem OABC, e tais que OA = 3
cm, OB = 5 cm, 4AB + AC – 2BC = 6 cm.
Calcular a distância entre os pontos O e C.

47) AB e BC são segmentos adjacentes, cujos
pontos médios respectivos são M e N. Demonstrar
que MN = (AB + BC)/2.

48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta
que têm o mesmo ponto médio. Demonstrar que
AB = CD e AC = BD.

49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é
um ponto interno ai segmento MB. Demonstrar
que MC = (CA – CB)/2.

50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais
são iguais: 1) os lados BC e B’C’; 2) os ângulos B
e B’; 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. Mostrar
que os dois triângulos são congruentes.

51) BM e CN são duas medianas de um triângulo
ABC. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB
e CN de um segmento NQ = NC. Demonstrar que
os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A.

52) Num triângulo ABC, traça-se a bissetriz do
ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE =
AB e AF = AC. Une-se B com F e C com E.
Mostrar que BF = CE.

53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um
triângulo retângulo isósceles ABC, tais que AM =
AN. As retas BN e CM cortam-se em O. Mostrar
que o triângulo BOC é isósceles.

54) Demonstrar que são congruentes dois
triângulos que têm respectivamente iguais um lado
e as alturas relativas aos outros lados.

55) Provar que são congruentes dois triângulos
que têm respectivamente iguais um lado, um
ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos
outros dois lados.

56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são
congruentes quando têm iguais os perímetros e as
alturas relativas às bases.
C
61°
D
A
B

X
E
B
C D
A
M
36°
A
B
S
C
x
P
C
N
B
M
80°
72°
A
41

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos


57) Determinar a medida do maior lado de um
triângulo sabendo que é expressa por um número
inteiro de centímetros e que os outros dois lados
medem 2 cm e 9 cm.

58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um
triângulo isósceles ABC. Determinar a medida do
lado AC.

59) O perímetro de um triângulo é 14 m.
Determinar as medidas dos lados sabendo que são
expressas por números inteiros de metros.

60) M é um ponto interno a um triângulo ABC.
Une-se M com A e com B. Demonstrar que MA +
MB < AC + CB.

61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcam-
se os pontos M, N e P, um em cada lado. Provar
que o perímetro de MNP é menor que o perímetro
de ABC.

62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo
retângulo é maior que a semi-soma dos catetos.

63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das
medianas de um triângulo está compreendida entre
o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.

64) Provar que o segmento que une um vértice de
um triângulo com um ponto qualquer do lado
oposto é menor que ao menos um dos outros dois
lados.

65) Num triângulo ABC, o ângulo  = 60
o
e o
ângulo B
ˆ
= 100
o
. Prolonga-se o lado AB de um
segmento BD = BC e une-se C com D. Achar os
ângulos do triângulo BCD.

66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC,
sabendo que as bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ

formam um ângulo de 132
o
.

67) ABC é um triângulo no qual B
ˆ
= 60
o
e C
ˆ
=
20
o
. Calcular o ângulo formado pela altura relativa
ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â.

68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC
intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD =
BD. Sabendo que o ângulo C
ˆ
= 66
o
, calcular os
ângulos A e B do triângulo.

69) As bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ
de um
triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de
128
o
. Calcular o ângulo agudo formado pelas
alturas traçadas dos vértices B e C.

70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC, tais que MB = BA e NC
= CA. Calcular o ângulo MÂN.

71) P é um ponto do lado AB de um triângulo
ABC, tal que AP = PC = BC; além disso, CP é a
bissetriz interna relativa ao vértice C. Calcular os
ângulos do triângulo.

72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna
relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a
bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao
lado AC. Calcular os ângulos do triângulo.

73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o
dobro do ângulo B
ˆ
; P e Q são pontos dos lados
BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. Calcular
os ângulos do triângulo.

74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC. A bissetriz do ângulo
BAH intercepta BC em D. Demonstrar que o
triângulo ACD é isósceles.

75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se
duas retas que interceptam o lado BC nos pontos
D e E, tais que os ângulos BÂD e CÂE são
respectivamente iguais aos ângulos C e B do
triângulo. Demonstrar que AD = AE.

76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura
relativa à hipotenusa BC. Demonstrar que as
bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e HÂC são
perpendiculares.

77) Um observador pretendendo determinar a
altura de uma torre AB, colocou-se no ponto D de
forma que o ângulo B D
ˆ
A = 15
o
. Andando em
direção à torre passou pelo ponto C tal que o
ângulo B C
ˆ
A = 30
o
e verificou que DC = 72 m.
Determinar a altura da torre AB.

78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas
aos ângulos B e C de um triângulo ABC. O ângulo
42

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

BÊD = 95
o
e o ângulo C D
ˆ
B = 82
o
. Calcular os
ângulos do triângulo.

79) ABC é um triângulo no qual  = 120
o
; M e N
são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC =
CA. Calcular o ângulo MÂN.

80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos
consecutivos AÔB e BÔC, ambos agudos, e tais
que AÔB – BÔC = 36
o
; OZ é a bissetriz do ângulo
XÔY. Calcular o ângulo BÔZ.

81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é
uma semi-reta interna ao ângulo AÔM.
Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semi-
diferença dos ângulos BÔC e AÔC.

82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos
consecutivos; OA, OB e OC são as bissetrizes
respectivas dos ângulos XÔY, YÔZ e XÔZ.
Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY
também é bissetriz do ângulo AÔB.

83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC ,
as medidas dos ângulos internos de vértices B e C
são dadas por 2x + 10
o
e 4x – 40
o
. Se a medida do
ângulo externo de vértices A é 5x, então os
ângulos internos desse triângulo são iguais a:
A) 30°, 60° e 90° B) 30°, 70° e 80°
C) 20°, 80° e 80° D) 30°, 65° e 85°
E) 25°, 75° e 80°

84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC, o ponto D
pertence ao lado AC de modo que BD = DC.
Sabendo-se que ∠ ∠∠ ∠BAC = 40°, ∠ ∠∠ ∠ABC = 80° então
o ângulo ∠ ∠∠ ∠ADB é igual a:
a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70°

85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido
pela rotação do triângulo ABC de 90
o
no sentido
anti-horário ao redor de C, conforme mostrado no
desenho abaixo. Podemos afirmar que α é igual a:
A
60
O
40
O
α
B
C
D
E
a) 75
o
b) 65
o
c) 70
o
d) 45
o
e) 55
o


86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que
possui C A
ˆ
B ∠ = 36
o
e C B
ˆ
A ∠ = 21
o
. Sobre o lado
AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD
= DC e EB = EC. Determinar a medida do
ângulo E C
ˆ
D ∠ .

87) (Portugal-98) Na figura seguinte, BC AD = .

Quanto mede o ângulo DÂC?

88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de
reta r e s são paralelos. Então a soma dos ângulos
Â, B
ˆ
, C
ˆ
, D
ˆ
, Ê e F
ˆ
será de quantos graus?


89) (Bélgica-2003) Na figura, alguns ângulos entre
as retas a, b, c, m e n são dados.

Quais retas são paralelas?
a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n
e) não existem duas retas paralelas

90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com
os ângulos mostrados na figura.
43

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Q
3
3
3
4
R
P
A
M
N
O B C


8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o
triângulo ABC e os segmentos BC, FG e
DE , paralelos entre si. Se AF = 3 cm, DF = 2,1
cm, BD = 1,5 cm, CE = 2 cm e FG = 2 cm,
então o perímetro do triângulo ABC é, em
centímetros,

a) 16,4 b) 17,8 c) 18,6 d) 19,2 e) 19,8

9) (Unifor-99) Na figura abaixo, o triângulo ABC,
retângulo em A, tem lados de medidas 39 cm, 36
cm e 15 cm, sendo AB seu cateto menor,
enquanto que o triângulo MNC, retângulo em M,
tem perímetro de 30 cm.
N
M
C
A
B

Qual é a medida do segmento NA?

10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD// AB, CD
= 12 m e AB = 48 m.
30°
A B
C D

A medida do segmento AD, em metros, é
aproximadamente igual a
a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64

11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os
triângulos retângulos ABC, BCD e BDE.
2 cm
1 cm
1 cm
1 cm
A B
C
E
D

Se os lados têm as medidas indicadas, então a
medida do lado BE, em centímetros, é
a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3

12) (UFRN-2000) Considerando-se as
informações constantes no triângulo PQR (figura
abaixo), pode-se concluir que a altura PR desse
triângulo mede:







a) 5 b) 6 c) 7 d) 8

13) (UFRN-2004) Phidias, um arquiteto grego que
viveu no século quinto a.C., construiu o Parthenon
com medidas que obedeceram à proporção áurea,
o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e
que os retângulos EFGH e E´FGH´ são
semelhantes, ou seja, o lado maior do primeiro
retângulo está para o lado maior do segundo
retângulo assim como o lado menor do primeiro
retângulo está para o lado menor do segundo
retângulo. Veja a figura abaixo.

64

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Assim, podemos afirmar que a razão da medida da
base do Parthenon pela medida da sua altura é uma
raiz do polinômio:
a) x
2
+ x + 1 b) x
2
+ x - 1
c) x
2
- x – 1 d) x
2
- x + 1

14) (UFPB-78) Na figura ao lado, os ângulos B, E
e G são retos, 12 AB = , 9 BC = , 15 AC = e
4 EF = . Então, os segmentos ED e DF valem,
respectivamente,

a) 5 e 3 b) 3 e 4 c) 4 e 3
d) 3 e 5 e) 4 e 5

15) (UFPB-86) Na figura, NP || AB e NM || CB.
Se NM = 2, NP = 6 e CB = 5, determine a medida
do segmento AM.


16) (UFPB-87) O comprimento BC, na figura ao
lado, vale:

a) 4 m b) 2 2 m c) 2 4 m d) 8 m e) 2 8 m

17) (UFPB-88) Na figura, AB é paralelo a DE .
Então, é válida a igualdade

a) x – y = 14 b) x + y = 22 c)
3
8
y . x =
d) x : y = 8 e)
12
11
y
1
x
1
= +

18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um
triângulo retângulo são 6 e 8. A medida da
projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é
igual a:
a) 2,0 b) 2,5 c) 3,2 d) 3,6

19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo, a
medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da
projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual
a 5cm. O maior lado desse triângulo mede, em cm,
a) 6. 3 b)
28
3
c) 9 d) 8 e) 4. 2

20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem
pontos internos S, T e U. Sabendo que S é o ponto
médio de RT , U é o ponto médio de TV , a
medida de RV é 69 e a medida de RT é 19, então a
medida de UV é
a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55

21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma
haste rígida AB, apoiada sobre uma mureta de
concreto no ponto C, como na figura. As
dimensões são AC= 1.2m, CB= 4.8m,
DC=DE =CE=
3
3
m. Sendo h a altura, em
relação ao solo, da extremidade A, no momento
em que a extremidade B toca o solo, determine o
valor, em metros, de 8 vezes a altura h.








22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um
cano de diâmetro desprezível, paralelamente ao
solo
B
A
C
D E
65

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que
encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m
de largura. Na passagem de um corredor para o
outro, as extremidades do cano tocaram as
paredes dos corredores e outro ponto do cano
tocou a parede onde os corredores se encontram,
formando um ângulo α , conforme mostrado na
ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do
ângulo α é 60°, determine, em metros, o
comprimento do cano.


23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4
metros no mesmo instante que minha sombra é de
44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente
proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65
m, então podemos afirmar que a altura da árvore é,
em metros, igual a
a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72

24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo
retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm.
Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma
perpendicular MN ao lado BC, sendo N
pertencente ao segmento BC. Determine o
perímetro do triângulo MNC.

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam
entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo
semiplano determinado por uma reta r. Sabendo
que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente,
de r, determine a medida, em centímetros, do
menor caminho para ir-se de A para B passando
por r.

26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura
se encontra a x metros de uma parede de um
edifício. Uma escada que está tocando a parede e
apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o
chão, onde
3
x
y
tg = θ . Suponha que o muro e a
parede são perpendiculares ao chão e que este é
plano (veja figura).

O comprimento da escada é:
a) ( )
2 / 1
2 / 3 2 / 3
y x + b) ( )
2 / 3
3 / 2 3 / 2
y x +
c) ( )
3 / 2
2 / 3 2 / 3
y x + d) ( )
2 / 3
2 / 1 2 / 1
y x +
e) ( )
3 / 2
2 / 1 2 / 1
y x +

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos
ABC e AB'C' são semelhantes. Se 4
' AC
AC
= então
o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de
ABC é igual a:
A
B
C
B'
C'

a)
8
1
b)
6
1
c)
4
1
d)
2
1
e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das
medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é
ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a) 1/2 b) 1 c) 2 d) 1,5 e) 3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem,
respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais
próximo da medida de AB + BC + CD + ED +
EF + ... é:

a) 17 b) 19 c) 21 d) 23 e) 25

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da
figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado
DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em
relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10
e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8 b) 5,2 c) 5,0 d) 4,6 e) 5,4

32) (Mackenzie-2003) Na figura, se
FB 5 AD 5 AB = = , a razão
DE
FG
vale:

a) 3 b) 4 c) 5 d) 5/2 e) 7/2

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de
água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada
reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa
mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se
construir um restaurante, na estrada, que fique à
mesma distância das duas estações. A distância do
restaurante a cada uma das estações deverá ser de
a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m

34) (Unb-2000) Em uma região completamente
plana, um barco, considerado aqui como um ponto
material, envia sinais de socorro que são recebidos
por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si
de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém
C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de
45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em
linha reta à estação B, formando um ângulo de 45°
com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste.
Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km
do barco, calcule, em quilômetros, a distância do
barco à outra estação.

35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num
terreno plano, numa determinada hora do dia,
mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao
prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede
3m.

A altura do prédio, em metros, é
a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

36) (Unesp-2004) Um observador situado num
ponto O, localizado na margem de um rio, precisa
determinar sua distância até um ponto P,
localizado na outra margem, sem atravessar o rio.
Para isso marca, com estacas, outros pontos do
lado da margem em que se encontra, de tal forma
que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C
também. Além disso,

OA é paralelo a BC,
OA = 25 m,
BC = 40 m e
OB = 30 m,
conforme figura.

A distância, em metros, do observador em O até o
ponto P, é:
a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados
são retos. Temos necessariamente:

a)
m
p
y
x
= b)
p
m
y
x
= c) xy = pm
d) x
2
+ y
2
= p
2
+ m
2
e)
p
1
m
1
y
1
x
1
+ = +

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB,
retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados
os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que
AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x
é:
a) b a ab − −
b) ab 2 b a − +
c)
2 2
b a +
d) ab 2 b a + +
e) b a ab + +

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a
base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base
também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos
vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse
retângulo, em cm, é:

a) 4 b) 8 c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC,
seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os
ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida.
Então o valor de AD/DC é:
a) 2 b) 2 / 1 c) 2 d) 1/2 e) 1

41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos
pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções
ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos
C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de
C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para
que CÊA = DÊB?

a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um
triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um
quadrado de lado
3
2 2
. Então, a medida do lado
AB é:

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e
base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo
DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas
condições, a altura do retânguslo, em função de h
e b, é pela fórmula:
68

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

A
B C

a)
b h
bh
+
c)
2b h
bh
+
e)
( ) b h 2
bh
+

b)
b h
bh 2
+
d)
b h 2
bh
+


44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo
retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos
é o triplo do outro.
a) Calcule os comprimentos dos catetos.
b) Mostre que o comprimento do cateto maior está
entre 92 e 93 centímetros.

45) (ESA-95) Calculando x na figura dos
quadrinhos abaixo, encontramos:








a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8

46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm
todos a mesma extensão, além da mesma altura,
está representada na figura , vista de perfil.








Se m 2 AB = e A C
ˆ
B = 30
o
, a medida da extensão
de cada degrau é, em metros:
a)
3
3 2
b)
3
2
c)
6
3
d)
2
3
e)
3
3
m

47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo
equilátero de altura h, seu perímetro é dado por
a)
3
3 h 2
b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3

48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC
traça-se a ceviana interna AD, que o decompõe em
dois triângulos semelhantes e não congruentes
ABD e ACD. Conclui-se que tais condições:
a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos
b) só são satisfeitas por triângulos retângulos
c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos
d) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
acutângulos quanto por triângulos retângulos
e) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
retângulos quanto por triângulos obtusângulos

49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e
isósceles ABC, onde A = 90
o
e AB = m, como na
figura abaixo:
A
B
C
P
Q

O lado do triângulo equilátero AQP mede
a)
3
6 m
b)
2
m
c)
2
6 m
d) m

50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura
abaixo é equilátero de lado a, então a medida de
QM em função de a e x é
a)
4
x a 3 −

b)
8
x a 3 −

c)
8
a 3 x 8 +

d)
8
a 3 x 9 −


51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes,
um deles com 4, 7 e 9cm de lado, e o outro com
66 cm de perímetro, pode-se afirmar que o menor
lado do triângulo maior mede, em cm.
a) 9,8 b) 11,6 c) 12,4 d) 13,2

52) (AFA-2000) O valor de x
2
, na figura abaixo, é


x
6 9
9
6
x
69

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a)
4
a
b
2
2

b)
4
a
b
a
2
2
4

c)
2
4 2
a
b
4
b

d)
2
4
2
a 4
b
b −

53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo
retângulo de altura h (relativa à hipotenusa), são
dados pelas seguintes expressões: b =
k
1
k + e
c =
k
1
k − onde k é um número real maior que
1. Então o valor de h em função de k é:
a)
k 2
1 k
2

c)
2
2
k 1
k 1
− −
+
e) n.d.a.
b)
2 k
1 k
2
2


d)
( )
k 2
1 k 2
2



54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC, onde
AD é a mediana relativa ao lado BC. Por um ponto
arbitrário M do segmento BD, tracemos o
segmento MP paralelo a AD, onde P é o ponto de
interseção desta paralela com o prolongamento do
lado AC. Se N é o ponto de interseção de AB com
MP, podemos afirmar que:









a) MN + MP = 2 BM d) MN + MP = 2 AD
b) MN + MP = 2 CM e) MN + MP = 2 AC
c) MN + MP = 2 AB

55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo
retângulo isósceles é 2p. A altura relativa à
hipotenusa é:
a) 2 p b) ( )( ) 1 3 1 p − + c) ( ) 1 2 p −
d) ( ) 1 2 p 4 − e) ( ) 4 2 p 8 +

56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD.
Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um
ponto sobre o segmento CEtal que m( BC) +
m( CF) = m( AF). Prove que cos α = cos 2β,
sendo os ângulos α = F A
ˆ
B e β = D A
ˆ
E .

57) Na figura, r // s // t. Calcule x e y.










58) Na figura, AB = 12, AC =16, BC = 20 e BL =
9. Se NC // LM e MC // LN , calcule o perímetro
do paralelogramo LMCN.








59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’, cuja
razão
' C ' B
BC
entre as hipotenusas é igual a razão
' B ' A
AB
entre dois catetos, são semelhantes.

60) Num triângulo ABC, retângulo em A e de
altura AD, tomam-se, respectivamente, sobre AB,
AC e DA: AB’ = AB/3, AC’ = AC/3 e DD’ =
DA/3. Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é
semelhante a ABC.

61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que
tenham dois ângulos iguais, Â = Â’, e dois
suplementares,
o
180 ' B
ˆ
B
ˆ
= + , demonstrar que os
lados opostos a esses são proporcionais, isto é
' C ' A
AC
' C ' B
BC
= .

A
P
N
C D M B
r
y
20
t
s
21
30
y
10
M
N
C
B
L
A
70

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até
o lado esquerdo e o ponto B até a paralela
superior, obtendo a seguinte configuração:

(i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são
semelhantes.
(ii) Mostre que
b
a
AE
AF
= .

120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

121) (OBM-2004) Na figura, ABC e DAE são
triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os
ângulos BAC e ADE medem 36°.

a) Utilizando propriedades geométricas, calcule a
medida do ângulo C D E
ˆ
.
b) Sabendo que BC = 2, calcule a medida do
segmento DC.
c) Calcule a medida do segmento AC.

122) (OBM-98) No triângulo ABC, D é o ponto
médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE =
2 ⋅ EC. Dado que os ângulos C D A
ˆ
e E A B
ˆ
são
iguais, encontre o ângulo C A B
ˆ
.

123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado, M o
ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB.
P é a interseção de EC e MB. Mostre que a reta
DP divide o segmento EB em dois segmentos de
mesma medida.

124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer
sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo
ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os
catetos. Para que ponto D o comprimento do
segmento EF que une os pés destas
perpendiculares é mínimo?

125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas
de Atenas, um grupo de amigos resolveu construir
uma grande bandeira em forma de triângulo
equilátero, que será suspensa por dois de seus
vértices através de postes verticais, um de 4
metros e outro de 3 metros. O terceiro vértice da
bandeira apenas toca o solo. Se o comprimento de
cada lado da bandeira é d, determine o valor de d
na forma
m
n
, onde n e m são números naturais.








126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em
quatro triângulos retângulos congruentes e um
quadrado menor, conforme a figura 1. Esses
quatro triângulos retângulos e o quadrado menor
são rearranjados da forma indicada na figura 2. O
matemático indiano Bhaskara demonstrava o
teorema de Pitágoras com a ajuda desses
diagramas. Obtenha, a partir das figuras abaixo,
uma demonstração do teorema de Pitágoras: o
quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo
é igual a soma dos quadrados dos seus catetos.


75

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um
triângulo ABC, os pontos D, E e F estão sobre os
lados BC, CA e AB, respectivamente, tais que
∠AFE = ∠BFD, ∠BDF = ∠CDE e ∠CED =
∠AEF.

a) Prove que ∠BDF = ∠BAC.
b) Se AB = 5, BC = 8 e CA = 7, determine o
comprimento de BD.

128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo
ABCD possui diagonal de comprimento d. A reta
AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD.
Os lados do retângulo EFCG possuem
comprimentos n e 1. Prove que d
2/3
= n
2/3
+ 1.


129) (Wisconsin-98) Pontos P, Q e R são
escolhidos nos lados BC, AC e AB,
respectivamente, de ∆ABC, de modo que CP =
2BP, BR = 2AR e AQ = 2CQ. Então os pontos X e
Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ,
respectivamente, de modo que RX = 2PX e PY =
2QY. Prove que as retas XY e BC são paralelas.

130) (Argentina-98) No triângulo ABC, sejam D e
E nos lados AB e AC, respectivamente. Se ∠ABC
= ∠AED, AD = 3, AE = 2, DB = 2, determinar o
valor de EC.

131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado.
Traçam-se três retas paralelas por B, C e D tais
que as distâncias entre a do meio e as outras duas
sejam iguais a 5 e 7 unidades. Qual o lado do
quadrado?

132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como
indicado na figura seguinte, onde ABCD possui
lado 6 e MNPQ possui lado 5. Calcular o
perímetro de ∆AMN.










133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo
com AB = 30, BC = 50, CA = 40. As retas ℓ
a
, ℓ
b
, ℓ
c

são paralelas a BC, CA, AB, respectivamente, e
intersectam o triângulo. As distâncias entre ℓ
a
e
BC, ℓ
b
e CA, ℓ
c
e AB são 1, 2, 3, respectivamente.
Encontrar os lados do triângulo determinado por

a
, ℓ
b
, ℓ
c
.

135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC, AB = 8,
BC = 7, CA = 6 e o lado BC é prolongado, a partir
de C, até um ponto P de modo que ∆PAB seja
semelhante a ∆PCA. O comprimento de PC é:
a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11

136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y
são escolhidos nos lados BC e CD,
respectivamente, de um quadrado ABCD, de
modo que ∠AXY = 90
o
. Prove que o lado do
quadrado é igual a
2 2
2
) XY AX ( AX
AX
− +
.


A
B C
D M
N
P
Q
76

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

⊥ ( ) R d
t , O
=
Demonstração
Basta notar que OA = OB = R, isto é, que O eqüidista de A e de B, portanto O ∈
AB
m .
Na realidade, note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será
perpendicular à corda.

3.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE
Uma reta é tangente a uma circunferência se, e somente se, for perpendicular a um raio (no ponto de
tangência).












Demonstração:


( ) ⇐ Suponha-se que OT ⊥ t e que P seja um ponto de t, distinto de T.
então, no triângulo OPT, retângulo em T, OP é hipotenusa e, portanto,
maior que o cateto OT. Daí, OP > OT = R, o que significa que P é
exterior a C, sendo T o único ponto comum a t e a C. Logo, t é tangente a
C.





( ) ⇒ Suponha-se, agora, que C e T sejam tangentes, isto é, que T seja
o único ponto comum a C e a t. Deseja-se provar que OT ⊥ t.
Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. Se OT não fosse
perpendicular a t, então a perpendicular a t passando por O
intersectaria t em um ponto P≠T. Assim, haveria outro ponto (único)
em t, tal que um ponto PT’=PT, isto é, tal que P seria médio de TT’.
Dessa forma, OP seria mediatriz de TT’ e, conseqüentemente,
OT’=OT=R. Daí, T’ pertenceria a C, o que é um absurdo, pois
{ } T C t = ∩ . Logo, OT ⊥ t (d
O,T
= R), necessariamente. (c.q.d.)



3.5.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência.

Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus
pontos.

O
R
T
t
C
{ } OT T C t ⇔ = ∩
O
R
T
t
C
P
O
R
T
t
C
P
R
T’
82

Capítulo 3. Introdução aos Círculos















OBS.: É possível provar que, por um ponto fora de uma circunferência, há, exatamente, duas retas
tangentes a tal circunferência.












Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo T P
ˆ
Q , pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item
3).

3.6) SEGMENTOS TANGENTES
Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes.
Na figura anterior: PT PQ =
Demonstração:
Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes, por serem retângulos e terem hipotenusa e
um cateto congruentes. Logo, PQ = PT (c.q.d.).















r
P
P
2
t
2
P
1
t
1
P
4 t
4
t
3
P
3
O
Não pode haver mais de uma
reta perpendicular à r, por um
de seus pontos (P).
C
R
R
Q
T
O
P
C à tangentes são PT e PQ
R
R
Q
T
O
P
83

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS

3.7.1) Definições:
• Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra.
• Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra.
• Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à
outra e têm um único ponto comum.
• Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um
único ponto comum.
• Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos.

3.7.2) Posições Relativas
Considere duas circunferências Γ
1
, de centro O
1
e raio r
2
, e Γ
2
, de centro O
2
e raio r
2
. Seja d a distância
entre seus centros e suponha que r
1
> r
2
.






































Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é interna a Γ
1

d < r
1
– r
2

Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é tangente interna a Γ
1

d = r
1
– r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
Circunferências Γ
1
e Γ
2
são secantes
r
1
– r
2
< d < r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são tangentes externas
d = r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são externas
d > r
1
+ r
2

84

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA

3.8.1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência.










3.8.2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à
circunferência.

Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo
inscrito. Temos também que ∠AOB é o ângulo
central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB.

AB é o arco correspondente ou subtendido pelo
ângulo inscrito ∠AVB.



3.8.2.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.
Demonstração:












3.8.2.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência
são iguais.








O
β
B
A
Na figura ao lado, ∠AOB é um ângulo central.

AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB.
Por definição: β = med (

AB )
Na figura α = B V
ˆ
A é o ângulo inscrito, correspondente ao arco

ABB.
β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = B V
ˆ
A .
Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P.
Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180
o
– 2α
1

180
o
– 2α
1
= 180
o
– β
1
⇒ β
1
= 2α
1
.
Analogamente β
2
= 2α
2
. Assim: β
1
+ β
2
= 2α
1
+ 2α
2
= 2(α
1
+ α
2
) ⇒
β = 2α.
A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao
ângulo é análoga.
P
β
2
α
1
B
A
O
V
β
1
α
2
Q
P
O
B
A
β

α
2
α
1
De fato, como α
1
e α
2
são ângulos inscritos relativos ao ângulo
central β, então β = 2α
1
e β = 2α
2
, ou seja, α
1
= α
2
.
Perceba que, mantendo fixos os pontos A e B, por mais que os
pontos P e Q andem pela circunferência, os ângulos ∠APB e
∠AQB são sempre iguais.
O
V
A
B
O
V
A
B
85

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8.2.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência.
Demonstração:

Considere o ângulo reto ∠AVB. Trace a circunferência que passa pelos
pontos A, V e B. Suponha que O é o centro desta circunferência.
Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90
o
, então o ângulo central
∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180
o
. Assim, concluímos
que o ponto O pertence ao segmento de reta AB, fazendo com que AB seja
o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na
circunferência de diâmetro AB.

Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semi-
circunferência, com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo.

3.8.3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na
circunferência e o outro tangente à circunferência.












3.8.3.1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.










3.8.3.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco)
na mesma circunferência são iguais.

Demonstração:
Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semi-
inscrito são traçados.
De fato, tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB
são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente.

Logo ∠AVB = ∠tAB.



O
t
B
A
Na figura:
tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento

AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB
∠AOB é o ângulo central correspondente
.
A
V
B
O
t
B
A
β
α

V
t
B
A
Seja O o centro da circunferência.
Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90
o
– ∠tÂB ⇒
90
o
– β/2 = 90
o
– α ⇒ α = β/2.
Portanto, a medida do ângulo de segmento é tal que
2
β
= α

86

Capítulo 3. Introdução aos Círculos


20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26, e sejam C e D pontos sobre o segmento AB
tais que AC = 1 e AD = 8. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB, sendo EC
e FD perpendiculares a AB. Quanto mede o segmento EF?
a) 5 b) 2 5 c) 7 d) 2 7 e) 12
Solução:
Como AB = 26, AC = 1 e CD = 7 então DB = 18.
Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra
o segmento de reta FD.
Assim, como CDGE é um retângulo temos que EG = 7.
AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma
semicircunferência. Pelas relações métricas nos triângulos
retângulos: EC
2
= AC.BC = 1.25 ⇒ EC = 5.
Como AFB é um triângulo retângulo:
FD
2
= AD.BD = 8.18 ⇒ FD = 12.
Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7.
Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF
2
= EG
2
+ FG
2
= 49 + 49 ⇒ 2 7 EF = .

21) Três círculos de centros em A, B e C e de raios respectivamente iguais a r, s e t se tangenciam
exteriormente dois a dois. A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro
determinando uma corda MN. Provar que: t
s r
rs 4
MN
+
= .
Solução:















Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:
2
2 2
2
MN
y t






+ = ⇒
2
2
2
2 2
2
2
) s r (
rs 4
t
) s r (
) s r ( t
t
2
MN
+
=
+

− = 





⇒ t
s r
rs 4
MN
+
=

22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. A reta r é tangente às circunferências
C1 e C3, a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também
mostra a figura.
Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B.
Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB, respectivamente.
Suponha que BI = x, CI = h e que DI = PC = y. Note que x + y = s.
Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB:
(r + t)
2
= h
2
+ (r + s – x)
2

(s + t)
2
= h
2
+ x
2

Subtraindo estas equações:
(r + t)
2
– (s + t)
2
= (r + s – x)
2
– x
2

(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒
(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 s r
+
− + +
= + − ⇒ ) s r (
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 − −
+
− + +
= ⇒
s r
t 2
) s r ( 1
s r
t 2 s r
) s r ( y 2
+
− =







+
+ +
− = ⇒
s r
) s r ( t
y
+

=

A B
C P
M
N
I D

F
E
G
7
7 A C B 18 1 D
97

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

r
s
C3
C1
C2

As circunferências C1 e C2 têm raios a e b, respectivamente. Qual é o raio da circunferência C3?
A)
2 2
2 a b + B) a + b C) 2 ab D)
4ab
a b +
E) 2b – a
Solução:

. .
b
a
d
2
b a
R– a
.
d
3
R– b
d
1
R+b
R+a
a + b


23) (OBM Jr.-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &
1
; &
2
é uma
circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &
1
. Uma reta através de A tangencia &
2
em
P. Prove que AP = BC.
Solução:
Inicialmente, vamos construir a figura proposta no enunciado.













A
r
d
P
r
O
h
R - r
C B
Q
O'
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO, temos:
AO
2
= AP
2
+ r
2
⇒ AP
2
= AO
2
– r
2
(1)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ, temos:
AO
2
= d
2
+ (h + r)
2
(2)
Assim, substituindo (2) em (1): AP
2
= d
2
+ (h + r)
2
– r
2

AP
2
= d
2
+ h
2
+ 2hr (3)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ, temos:
(R – r)
2
= d
2
+ (h/3 + r)
2
⇒ d
2
= (2h/3 – r)
2
– (h/3 + r)
2

d
2
= 4h
2
/9 – 4hr/3 + r
2
– h
2
/9 – 2hr/3 – r
2

d
2
= h
2
/3 – 2hr (4)
Portanto, substituindo (4) em (3):
AP
2
= h
2
/3 – 2hr + h
2
+ 2hr ⇒ AP
2
= 4h
2
/3 = BC
2

AP = BC
Seja R o raio de C. Então, utilizando o teorema de Pitágoras:
d
1
= d
2
+ d
3


2 2 2 2 2 2
) ( ) ( )) ( 2 ( ) ( ) ( ) ( b R b R b a R b a a R a R − − + + + − − + = − − + ⇒
Rb R b a R Ra 4 4 ) ( 4 4
2
+ − + = ⇒
b R b a a + − + = ⇒ b a R b a − = − + ⇒
a + b – R = a – ab 2 + b ⇒ ab R 2 =

98

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.11) O NÚMERO π ππ π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA

3.11.1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros.
Demonstração:
Considere duas circunferências de raio R e R’ e
comprimentos C e C’. Define-se x como C .
R
' R
x = .
Inscrevem-se dois polígonos regulares, um em cada
circunferência, de mesmo número de lados. Se ℓ
n
e ℓ
n
’ são os
lados destes polígonos pode-se escrever
' R
R
'
n
n
=


.
Se 2p
n
e 2p
n
’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade
que 2p
n
= n.ℓ
n
e 2p
n
’= n.ℓ
n
’, implicando que
' R
R
' p 2
p 2
n
n
= . Pela definição de x tem-se ' p 2
p 2
C
x
n
n
= .
Desde que o polígono de perímetro 2p
n
está inscrito na circunferência de raio R, tem-se C > 2p
n
, fazendo
com que, para todo inteiro n ≥ 3, verifique-se x > 2p
n
’.
Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’,
circunscreve-se dois polígonos, cada um de n lados, de
perímetros 2P
n
e 2P
n
’. Realizando cálculos análogos aos
anteriores chega-se à conclusão que ' P 2 .
P 2
C
x
n
n
= .
Como o polígono de perímetro 2P
n
está circunscrito à
circunferência de raio R tem-se C < 2P
n
, ou seja, x > 2P
n
’.

Observe que, independentemente de n e de R, tem-se que x está sempre entre 2p
n
’ e 2P
n
’, sendo que
quando n cresce 2p
n
’ cresce e 2P
n
’ decresce. Além disso, as seqüências definidas pelos valores de 2p
n
’ e
2P
n
’ são limitadas e convergem para um mesmo número real. Logo, quando n tende ao infinito, tem-se
x = C’, implicando que constante
' R
' C
R
C
= = .

3.11.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR.
Demonstração:
De fato, pelo teorema anterior concluí-se que a relação
R
C
é constante. Chamando esta constante de π,
obtém-se C = 2πR. Para se ter uma idéia do valor de π, observe a tabela abaixo.

n 2p/2R 2P/2R
6 3,00000 3,46411
12 3,10582 3,21540
24 3,13262 3,15967
48 3,13935 3,14609
96 3,14103 3,14272
192 3,14156 3,14188
384 3,14156 3,14167

Repare que, com o crescimento de n, os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de
2P/2R decrescem, tendendo para o número π que, escrito com precisão até a décima cada decimal depois
da vírgula, vale 3,1415926535...
Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está
contido na circunferência é sempre o mesmo, seja qual for o tamanho desta circunferência. Os
R
R’
R
R’
99

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre
8
1
3 e
7
1
3 , ou seja,
7
22
8
25
< π < . Em
frações decimais, isto dá 3,125 < π < 3,142.
O Velho Testamento, que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições
judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis, VII: 23).
Desde Arquimedes, que obteve o valor π = 3,1416, matemáticos se têm ocupado em calcular π com
precisão cada vez maior. O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em
1873. Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos
seguintes). Com o auxílio de uma maquininha manual, o valor de π foi, então, calculado com 808
algarismos decimais exatos. Depois vieram os computadores. Com seu auxílio, em 1967, na França,
calculou-se π com 500.000 algarismos decimais exatos e, em 1984, nos Estados Unidos, com mais de
dez milhões (precisamente 10.013.395) de algarismos exatos!
O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W. Jones (1675-
1749). Entretanto, somente depois que L. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto
tornou-se padrão entre os outros matemáticos. Porém, até então, não era sabido se π era racional ou
irracional. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma
periodicidade. Somente em 1767 que o matemático J. H. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um
número irracional.

3.11.3) Comprimento do Arco de Circunferência
Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central
que compreende este arco.










Exemplos:

1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular, em que a distribuição das passarelas acompanha a figura
abaixo, quero ir do leste ao norte, passando pelo oeste.










Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar
duas vezes pelo mesmo local, então:
A) passando pelos círculos menores, o caminho é mais curto que indo pelo sul.
B) passando pelo sul, o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores.
C) passando pelos círculos menores ou pelo sul, a distância percorrida é a mesma.
D) não conhecendo os valores dos raios, não é possível saber qual o caminho mais curto.
Assim, de acordo com a proporção, onde ℓ é o comprimento do arco

AB:

R 2 2 π
=
π
α ℓ
⇒ ℓ = αR

Obs: α em radianos (0 < α < 2π)
O
α
B
A

N
S
L
O
100

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

círculo. O ângulo agudo formado pela mediatriz e
pa mede:

a) 5
o
b) 10
o
c) 15
o
d) 20
o
e) 25
o


70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um
círculo com diâmetro AB, traça-se o diâmetro PX
e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. Se ∠PÂB
= 35
o
, então o menor arco XY vale:

a) 20
o
b) 35
o
c) 40
o
d) 55
o
e) 70
o


71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de
diâmetro 1 com uma fita adesiva. O comprimento
desta fita é igual a
a) 3 + π
b) 3
c) 3 + π/2
d) (3 + π)/2
e) 6 + π



72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de
catetos 4 e 6, traça-se uma semi-circunferência
com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do
triângulo retângulo. Determine o raio desta semi-
circunferência.
a) 2
b) 2,4
c) 2,5
d) 3
e)
13 3
2


73) (Bélgica-2003) Na figura, AD é um diâmetro
de uma semi-circunferência com centro M. Os
dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência
de modo que AC ⊥ BM e  = 50
o
. Determine o
ângulo entre as retas AC e BD.

a) 50
o
b) 60
o
c) 65
o
d) 70
o
e) 75
o


74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos
possuindo mesmo raio. Determine a razão entre o
perímetro de um dos círculos e o perímetro da
região hachurada.

a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7

75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectam-
se em P e Q. Uma reta intersecta o segmento PQ e
encontra as circunferências nos pontos A, B, C e
D, nesta ordem. Prove que ∠APB = ∠CQD.

76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão
representadas duas circunferências tangentes
exteriormente e uma reta tangente às duas
circunferências nos pontos A e B. Sabendo que os
raios das circunferências medem 24 e 6 metros,
determine a distância entre os pontos A e B.


77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8.
As duas circunferências, tangentes entre si, têm
centros E e F e são tangentes aos lados do
retângulo [ABCD] nos pontos M, N, X e Y .
113

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 75 , 11
2
41 , 1
2
3
8
4 5
45 sen
2
XY . XZ
S
o
XYZ
=






+
= =

m
2
.

9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo
equilátero aos lados é constante.
Solução:











10) A área de um triângulo é dada pela fórmula
4
b a
S
2 2
+
= , onde a e b são dois de seus lados.
Determine os ângulos do triângulo.
Solução:
Como a área de um triângulo é dada por
2
senC . b . a
S = , temos
2
senC . ab
4
b a
2 2
=
+

ab 2
b a
senC
2 2
+
= ⇒
ab 2
ab 2 b a
1
ab 2
b a
1 senC
2 2 2 2
− +
= −
+
= − ⇒
ab 2
) b a (
1 senC
2

= −
Sabemos que
ab 2
) b a (
2

é sempre maior ou igual a zero, fazendo com que sen C ≥ 1.
Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1, então sen C = 1, ou seja, C = 90
o
.
Daí: a = b, implicando que A = B = 45
o
.

11) Dois lados de um triângulo são 6 e 2 5 . Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo
que sua área é 3.
Solução:
Seja x o valor do lado desconhecido. Assim:
2
x 2 5 6
p
+ +
= .
Pela fórmula de Heron: ) 6 p )( 2 5 p )( x p ( p S − − − = ⇒








− +








+ −








− +








+ +
=
2
6 2 5 x
2
6 2 5 x
2
x 2 5 6
2
x 2 5 6
3 ⇒
16
] ) 6 2 5 ( x ][ x ) 2 5 6 [(
9
2 2 2 2
− − − +
= ⇒ 144 = – 196 + 172x
2
– x
4

x
4
– 172x
2
+ 340 = 0 ⇒ (x
2
– 2)(x
2
– 170) = 0 ⇒ 2 x = ou 170 x =

12) Sejam D, H, I pontos no interior dos lados AB, BC, CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD =
3AD, BH = 2HC e CI = IA. Calcule a área do triângulo DHI.
Solução:
Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x
1
, x
2
e x
3
as
distâncias do ponto P aos lados do triângulo.
Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por
4
3
S
2

= .
S = S
∆PAB
+ S
∆PAC
+ S
∆PBC

2
x .
2
x .
2
x .
4
3
3 2 1
2
ℓ ℓ ℓ ℓ
+ + = ⇒
x
1
+ x
2
+ x
3
=
2
3 ℓ
, que é um valor constante.
x
1
x
3
x
2
C
A B
P
129

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

Observe que:
8
1
2
1
4
1
AC
AI
AB
AD
2 / ) A
ˆ
sen . AC . AB (
2 / ) A
ˆ
sen . AI . AD (
S
S
ABC
ADI
= = = =


.
2
1
3
2
4
3
BC
BH
AB
BD
2 / ) B
ˆ
sen . BC . AB (
2 / ) B
ˆ
sen . BH . BD (
S
S
ABC
BHD
= = = =


.
6
1
3
1
2
1
BC
CH
AC
CI
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CH . CI (
S
S
ABC
CHI
= = = =


.
Portanto, como a área de ∆ABC é 1:
S
∆ADI
+ S
∆BHD
+ S
∆CHI
+ S
∆DHI
= 1 ⇒ 1 S
6
1
2
1
8
1
DHI
= + + +


24
5
S
DHI
=

.

13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD, determinando 4
quadriláteros. Se a, b, c, e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros, mostre que a + b = c + d .
a
c
d
b

Solução:
Inicialmente vamos fazer as seguintes construções:
– sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’;
– marquemos os pontos E, F, G, H, I, J, L e M, que são as projeções ortogonais dos pontos A’, B’, C’ e
D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB, BC, CD e DA, como indica a figura;
– tracemos os segmentos A’E, B’F, B’G, ..., D’L e A’M;
– chamemos de S
1
, S
2
, ..., S
12
as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o
menor;
– indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’, que é o mesmo ângulo
que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical.

Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais,
então S
1
= S
2
. Analogamente temos que:
S
4
= S
5
, S
7
= S
8
, S
10
= S
11
(1)
Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y.cos θ.
Notamos também que:
EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y.cos θ.
Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os
trapézios de áreas S
3
e S
9
(de modo que os segmentos A’B’ e
C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas
dimensões são y.cos θ e x – y.cos θ e cuja área total é S
3
+ S
9
.
Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S
6
e S
12
, teremos a
formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y.cos θ
e y.cos θ e cuja área total é S
6
+ S
12
.
Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões, então as áreas também são
iguais. Deste modo: S
3
+ S
9
= S
6
+ S
12
(2)
De (1) e (2) temos que: S
2
+ S
4
+ S
8
+ S
10
+ S
3
+ S
9
= S
1
+ S
5
+ S
7
+ S
11
+ S
6
+ S
12
⇒ a + b = c + d.

S
12
S
11

S
10

S
9

S
8

S
7
S
6
S
5

S
4

S
2

S
1

M L
J
I
H G
F
E
D’
C’
B’
A’
D
C B
A
θ
θ
θ
θ
S
3

A
B C
D
H
I
130

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior. Paralelas aos lados contendo P dividem o
triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S
1
, S
2
e S
3
. Provar que a área S de ABC é dada
por ( )
2
3 2 1
S S S S + + = .
Solução:










15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC. Por E traçamos duas retas DE e EF
paralelas aos lados BC e AB, respectivamente; D e F são pontos em AB e BC, respectivamente. Prove
que
EFC ADE BDEF
S . S 2 S = .
Solução:
Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y.
Traçando FD, dividimos BDEF em dois triângulos
congruentes, cada um de área y.h
2
/2.
Assim, S
BDEF
= y.h
2
.
Por outro lado, S
ADE
= y.h
1
/2 e S
EFG
= x.h
2
/2.
Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes:
2
1
h
h
x
y
= ⇒ y.h
2
= x.h
1
.
Logo: S
ADE
.S
EFG
=
4
) h . x )( h . y (
2
h . x
2
h . y
1 2 2 1
= ⇒
4.S
ADE
.S
EFG
= (y.h
2
)
2
= (S
BDEF
)
2

EFC ADE BDEF
S . S 2 S =

16) Pontos D, E e F são escolhidos sobre os lados BC, AC e AB, respectivamente, de modo que os
triângulos AFE, BDF, CED e DEF possuem áreas iguais. Prove que D, E e F são os pontos médios dos
lados de ∆ABC.
Solução:
Suponha que BF/AB = r, CD/BC = p e AE/AC = q.
p ) q 1 (
BC
CD
AC
CE
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CD . CE (
S
S
ABC
CDE
− = = =


.
Como as áreas de AFE, BDF, CED e DEF são iguais a um
quarto da área de ABC, então p(1 – q) = 1/4 (1)
Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3)
Desenvolvendo (1) obtemos
p 4
1 p 4
q

= .
Substituindo em (2):
4
1
) r 1 (
p 4
1 p 4
= −


1 p 4
1 p 3
r


= .
Substituindo em (3):
4
1
) p 1 (
1 p 4
1 p 3
= −


⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p
2
– 4p + 1) = 0 ⇒
(2p – 1)
2
= 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D, E e F são os pontos médios de ∆ABC.

P
I
H
G F
E
D
B
S
1

A
S
3

S
2

C
Como DG || AC, IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~
∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC
Assim:
2
1
BC
EP
S
S






=

2
2
BC
PH
S
S






=

2
3
BC
FG
S
S






=

Portanto: 1
BC
FG PH EP
S
S
S
S
S
S
3 2 1
=
+ +
= + + ⇒
( )
2
3 2 1
S S S S + + =

D
F
E
C
A
B
h
1
h
2
x

y

A
B C
F
D

131

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 7 cm. d) 11 cm.

58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a,
b e c centímetros. Qual o valor do ângulo interno
deste triângulo, oposto ao lado que mede a
centímetros, se forem satisfeitas as relações 3a =
7c e 3b = 8c.
a) 30
o
b) 60
o
c) 45
o
d) 120
o
e) 135
o


59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b
= 4 m, diminuindo-se de 60° o ângulo que esses
lados formam, obtém-se uma diminuição de 3 m
2

em sua área. Portanto a área do triângulo inicial é
de:
a) 4 m
2
b) 5 m
2
c) 6 m
2
d) 9 m
2
e) 12 m
2


60) (ITA-82) Num triângulo isósceles, o perímetro
mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao
arc cos 7/25. Então a área do triângulo é de:
a) 168 m
2
b) 192 m
2
c) 84 m
2

d) 96 m
2
e) 157 m
2


61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere
conhecidos os ângulos C A
ˆ
B e A B
ˆ
C e a medida d
do lado A. Nestas condições, a área S deste
triângulo é dada pela relação:
a) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
d
2
+

b) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+

c) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
A B
ˆ
senC . d
2
+

d) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
C A
ˆ
senB . d
2
+

e) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+


62) (ITA-93) Num triângulo ABC, retângulo em
A, seja D a projeção de A sobre BC. Sabendo-se
que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo
DÂC mede θ graus, então a área do triângulo ABC
vale:
a) (ℓ
2
/2) sec θ tg θ b) (ℓ
2
/2) sec
2
θ tg θ
c) (ℓ
2
/2) sec θ tg
2
θ d) (ℓ
2
/2) cossec θ tg θ
e) (ℓ
2
/2) cossec
2
θ cotg θ

63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC ,
o lado oposto ao ângulo  mede cm 5 . Sabendo:
5
3
arccos = Â
e
5
2
arcsen
ˆ
= C ,
então a área do triângulo ABC é igual a :
a)
2
2
5
cm b)
2
12cm c)
2
15cm
d)
2
5 2 cm e)
2
2
25
cm

64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas
distando entre si 5 cm. Seja P um ponto na região
interior a estas retas, distando 4 cm de r. A área do
triângulo equilátero PQR, cujos vértices Q e R
estão, respectivamente, sobre as retas r e s, é igual,
em cm
2
, a:
a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d)
2
15
3 e)
2
7
15

65) (IME-65) AB = AC ≠ BC. Expressar a
diferença AB
2
– AM
2
em função dos segmentos
aditivos da base.








66) (IME-67) No triângulo abaixo, as distâncias
do ponto P aos lados AC e BC são
respectivamente m e n. Verificar, justificando, se
CP
2
= (m
2
+ n
2
+ 2mncos C)cosec
2
C









67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois
lados a e b. Determinar a expressão do lado c em
função de a e b, para que a área do triângulo seja
máxima.

68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados
a, b, c opostos aos ângulos A, B, C
A
B
M
C
B
C
A
P
n
m
145

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

respectivamente e de perímetro 2p, mostre que
a
p
A
B C
=
sen
cos cos
2
2 2
.

69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo
ABC, em função de sua área S, do ângulo C e de
K, onde K = a + b – c.

70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão
em progressão aritmética e o lado intermediário
mede l. Sabendo que o maior ângulo excede o
menor em 90
o
, calcule a razão da PA formada
pelos lados.

71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de
um triângulo ABC, dividindo-o em seis triângulos,
quatro dos quais têm áreas 40, 30, 35 e 84, como
mostra a figura. Calcule a área do triângulo ABC.









72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer.
Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC,
respectivamente, traçam-se duas retas que se
cortam em um ponto M, situado sobre o lado BC,
e que fazem com esse lado ângulos iguais θ
conforme a figura abaixo. Demonstre que:
cotg θ =
2
1
(cotg B + cotg C)










73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir:
“Em um triângulo ABC, temos AC = 3m, BC =
4m e B = 60
o
. Calcule sen A.” Esse problema:
a) não faz sentido, porque tal triângulo não existe.
b) admite mais de uma solução.
c) admite uma única solução, 2 / 3 .
d) admite uma única solução, 3 / 3 .
e) admite uma única solução, 3 / 3 2 .

74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não
congruentes, com  = 30
o
, AB = 4 cm e BC = x
cm, quando:
a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4
d) x > 4 e) x ≥ 4

75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que
C A
ˆ
B mede 80
o
, C B
ˆ
A mede 40
o
e BC = 4 cm. Se
sen 20
o
= k, então a medida de AC, em
centímetros, é dada por:
a) 2 b)
k
4
b)
2
k 2 1
2


d)
2
2
k 2 1
k 2 1 2


e)
k 2 1
) k 1 ( 2




76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito
em um quadrado de 5 dm de lado, devendo um dos
vértices do triângulo coincidir com um vértice do
quadrado.

77) Cinco quadrados são dispostos conforme
ilustra o diagrama abaixo. Mostre que a medida da
área do quadrado S é igual a medida da área do
triângulo T.
S
T


78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e
BC = a. Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e
E de modo que os segmentos CD e CE dividem o
ângulo C em três partes iguais. Sabendo que
CE/CD = m/n, calcule os valores de CD e CE em
função de a, b,m e n.

79) São dados os lados b e c de um triângulo.
Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a
altura relativa a ele. Sobre que condições o
problema admite solução?

B C
A
84
P
40 30
35

A
P
B’ C’
B C
M
θ θ
146

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas
as alturas AA
1
, BB
1
e CC
1
. Determine a razão
entre as áreas dos triângulos A
1
B
1
C
1
e ABC em
função dos ângulos Â, B
ˆ
e C
ˆ
do triângulo ABC.

81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A
entre elas, sendo que as distâncias de A às retas
valem a e b. Determine os catetos de um triângulo
retângulo em A sabendo que os outros vértices
pertencem às retas paralelas e que a área do
triângulo é igual a k
2
.

82) Em um triângulo isósceles de base a e lados
congruentes iguais a b, o ângulo oposto à base
vale 20
o
. Demonstre que a
3
+ b
3
= 3ab
2
.

83) Prove que se os lados a, b e c de um triângulo
ABC satisfazem a relação a
2
= b
2
+ bc, então
temos que ∠A = 2∠B.

84) Em um triângulo ABC, o ponto E pertence a
AB de modo que EB AE 2 = . Determine CE se
AC= 4, CB= 5 e AB= 6.

85) Um triângulo possui lados 13, 14 e 15. Uma
perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o
interior do triângulo em duas regiões de mesma
área. Determine o comprimento do segmento
perpendicular que pertence ao interior do
triângulo.

86) Dado um triângulo ABC com AB = 20, AC =
45/2 e BC = 27. Os pontos X e Y são dados sobre
AB e AC, respectivamente, de modo que AX =
AY. Se a área de ∆AXY é metade da área de
∆ABC, determine AX.

87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm, 6
cm e 7 cm, um ponto do interior do triângulo está
distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está
distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. Qual
a distância do ponto P ao lado de comprimento 7
cm?

88) Os lados de um triângulo medem 7 m, 15 m e
20 m. Calcular a projeção do menor lado sobre o
maior.

89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e
AC = 8 cm. Calcular o lado BC sabendo que a
projeção de AC sobre AB mede 15 cm.

90) Num triângulo ABC, o lado a = 6 e c
2
– b
2
=
66. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o
lado a.

91) Os lados de um triângulo são AB = 6, AC = 8
e BC = 10. Sobre o lado BC toma-se um ponto D
tal que a ceviana AD = 5. Calcular BD.

92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero
cujos vértices estão situados respectivamente
sobre três retas paralelas coplanares, sabendo que
a e b são as distâncias da paralela intermediária às
outras duas.

93) Conhecendo as medidas a, b, c dos lados de
um triângulo ABC, calcular os lados do triângulo
cujos vértices são os pés das alturas desse
triângulo ABC.

94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o
ângulo  = 120
o
. Demonstrar que subsiste entre os
lados desse triângulo a relação b(a
2
– b
2
) = c(a
2

c
2
).

95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB =
4 cm e AC = 3 cm. Constrói-se sobre AB como
base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles
ABD equivalente a ABC. Calcular a área da
superfície comum a esses dois triângulos.

96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros
construídos externamente sobre os catetos de um
triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC
= 8 cm e o ângulo B
ˆ
= 60
o
. Calcular as áreas dos
triângulos ACD e ABE.

97) Os três lados e a área de um triângulo
retângulo exprimem-se em metros e metros
quadrados, respectivamente, por quatro números
inteiros e consecutivos. Achar os lados e a área
desse triângulo.

98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo
lado é a constroem-se externamente quadrados.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros desses quadrados.

99) Calcular a área de um triângulo retângulo
conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h
relativa à hipotenusa.

147

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

100) Três circunferências de raios a, b e c são
tangentes entre si duas a duas externamente.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros das circunferências.

101) Demonstrar que a área S de um triângulo
ABC, cujas alturas são h
a
, h
b
e h
c
é:








+ + −








+ +
=
4
c
4
b
4
a
2
c
2
b
2
c
2
a
2
b
2
a
h
1
h
1
h
1
h h
1
h h
1
h h
1
2
1
S


102) a) Em um triângulo ABC, ∠A = 30
o
e ∠B =
45
o
. Determine k de modo que c
2
= ka
2
+ b
2
.
b) Em um triângulo ABC qualquer, determine k tal
que c
2
= ka
2
+ b
2
.

103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da
figura abaixo está inscrito um quadrado. Se AB =
20 e AC = 5, que porcentagem a área do quadrado
representa da área do triângulo ABC?
a) 25%
b) 30%
c) 32%
d) 36%
e) 40%


104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno
ABC com a forma de um triângulo retângulo em A,
e com o cateto AB de 84m de comprimento. Eles
resolveram dividir o terreno em duas partes de
mesma área, por um muro MN paralelo a AC como
mostra a figura abaixo. Assinale a opção que
contém o valor mais aproximado do segmento
BM.
N M
C
B
A

a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m

105) (OBM-2001) No triângulo ABC, AB = 5 e BC
= 6. Qual é a área do triângulo ABC, sabendo que
o ângulo C
ˆ
tem a maior medida possível?
a) 15 b) 7 5 c) 2 / 7 7 d) 11 3 e) 2 / 11 5

106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um
quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF,
ambos com lado de medida 1cm . Os pontos A, B e
E são colineares, assim como os pontos A, G e F.
A
D C
G
F
E B

A área do triângulo BFG é, em
2
cm :
a)
4
1
b)
3
1
c)
4
3
d)
12
3
e)
10
3


107) (OBM-2003) No triângulo ABC, AB = 20, AC
= 21 e BC = 29. Os pontos D e E sobre o lado BC
são tais que BD = 8 e EC = 9. A medida do ângulo
DÂE, em graus, é igual a:
a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75

108) (OBM-2003) No desenho ao lado, o
quadrado ABCD tem área de 64 cm
2
e o quadrado
FHIJ tem área de 36 cm
2
. Os vértices A, D, E, H e
I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta.
Calcule a área do quadrado BEFG.


109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de
área 1000 cm
2
foi dobrada ao meio e em seguida
desdobrada (segmento MN); foi dobrada e
desdobrada novamente (segmento MC) e
finalmente, dobrada e desdobrada segundo a
diagonal BD. Calcule a área do pedaço de papel
limitado pelos três vincos (região escura no
desenho).

A
B
C
148

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

Perceba agora que se ABCD é circunscritível, então o
centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual
distância de AB, BC, CD e DA. Assim, pela
propriedade de bissetriz, podemos afirmar que O é o
ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos
internos de ABCD. Em quadriláteros convexos, o fato
de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes
ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível.

Note também que, desde que os lados de um
quadrilátero circunscritível são tangentes a uma
circunferência, então quando traçamos os segmentos
determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O
do circuncírculo, temos que estes quatro segmentos são
perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados.

Por exemplo, todo losango é circunscritível. De fato, como as diagonais são bissetrizes dos ângulos
internos, o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. Logo serve de centro à
circunferência inscrita.












Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível. Para existir a circunferência inscrita, ela tem que
tangenciar os quatro lados, não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de
lado(s).



















OQ OP D B
ˆ
C C B
ˆ
A = ⇒ ≡
OR OQ D C
ˆ
A B C
ˆ
A = ⇒ ≡
OS OR A D
ˆ
B C D
ˆ
B = ⇒ ≡
Logo, OP = OQ = OR = OS = Raio da
circunferência inscrita no losango
C
D
A
B
Q
S
P
R
C
D
A
B
ABCD, côncavo, não pode ser circunscritível
A B
C
D
λ
λ não serve como
circunferência inscrita.
A
B
C D
O
170

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

I
θ
θ
C
B
A
D
Exemplos:

1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70
o
. Se x
= ACB + BDC, então:
a) 120
o
b) x = 110
o
c) 100
o
d) 90
o
e) x = 80
o

Solução:








2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então
∠ABC + ∠ADC = 180
o
.
Solução:








Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360
o
, então:
∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360
o

∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360
o

2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360
o
⇒ ∠ABC + ADC = 180
o


3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de
diâmetro AB. Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB.
Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.
Solução:








Analogamente, o quadrilátero BCST também é inscritível, implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD.
Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.

4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo, então as circunferências
determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. Este teorema
foi publicado pela primeira vez por A. Miquel em 1838.
Solução:



C
B
A
D
Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180
o
– ∠ABC = 180
o
– 70
o
= 110
o

Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma
corda AB na circunferência, então ∠ACB = ∠ADB.
Assim, x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110
o

T
S
D
C
B A
Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semi-
circunferência, então ∠ADB = 90
o
e ∠ACB = 90
o
. Pela
figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. Desde que ∠DAS +
∠ATS = 180
o
, então o quadrilátero ATSD é inscritível.
Assim, os pontos A, T, S e D pertencem a uma mesma
circunferência, fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC.
Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Como ∠CAD = ∠CBD e
∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC, fazendo com que ∠ADI = ∠BCI.
∆AID ~ ∆BIC ⇒
CI
BI
DI
AI
= ⇒
CI
DI
BI
AI
= (1)
A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒
∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI.
171

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros














A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC
e fica como exercício. Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de
Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC.

5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. Prove que os pontos simétricos de H em relação
a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. (Nota: dizemos que o ponto Y é
simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o
ponto médio de XY).
Solução:












6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a
diferença dos outros dois lados é 8 m. Calcular os lados do quadrilátero, sabendo-se que seu perímetro é
60 m.
Solução:
Suponhamos que AB = a, BC = b, CD = c e DA = d. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é
circunscritível temos que:
b – d = 16 (1) c – a = 8 (2)
a + b + c + d = 60 (3) a + c = b + d (4)
Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5)
De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. Analogamente, de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11.

7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de
suas diagonais. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB, BC, CD e DA são, respectivamente, M,
N, P e Q. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I.
Solução:



M
D
C
E
B
F
A
Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de
∆ABC. Os pontos D, E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC, BC e
AB, respectivamente. Tracemos as duas circunferências que passam pelos
pontos F, B, E e D, C, E. Designe por M o outro ponto de interseção,
distinto de E, entre estas circunferências. Perceba agora que temos dois
quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME.
Em BFME temos: ∠FME = 180
o
– ∠ABC.
Em CDME temos: ∠DME = 180
o
– ∠ACB.
Somando estas duas equações:
∠FME + ∠DME = 360
o
– (∠ABC + ∠ACB) ⇒
∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180
o
– ∠BAC ⇒ AFMD é um
quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências.

C'
F
E
D
H
B A
C
Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB.
Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒
∠BAC' = ∠BAD = 90
o
– B ⇒ ∠AC'F = B.
Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒
∠ABC' = ∠ABH = 90
o
– A ⇒ ∠ABC' = A.
Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180
o
– C ⇒
o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência
circunscrita a ∆ABC.
Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em
relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC.
172

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros











Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN, NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de
NMQ. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas
distâncias a OX e OY são iguais, então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de
MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ, QP, PN e NM são todas iguais, ou seja, existe uma
circunferência inscrita em MNPQ com centro em I.

8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível, a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e
a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o
comprimento do menor lado do trapézio, então a soma a + r (em cm) é igual a:
a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8
Solução:









Aplicando o Teorema de Pitágoras: b
2
= (2r)
2
+ (c – a)
2
⇒ 100 = 64 + (c – a)
2
⇒ c – a = 6 cm.
Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm. Deste modo, temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm.

9) Provar que em todo quadrilátero inscritível, o produto das distâncias de um ponto qualquer do
circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos.
Solução:
















Q
P
N
M
I
D
C
B
A
Inicialmente note que AMIQ, DQIP, CPIN e BNIM são quadriláteros
inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180
o
.
Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI, pois estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ.
Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD, pois ∠BAC e ∠BCD
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD.
Repare agora que ∠BCD = ∠PQI, já que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP.
Portanto, temos que ∠MQI = ∠PQI, ou seja, QI é a bissetriz de ∠MQP.
Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo
circunscritível o menor lado é a base menor.
Desde que o quadrilátero é circunscritível:
b + d = a + c = 18 cm.
Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm.
Assim: r = d/2 = 4 cm.
Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo
através de uma reta perpendicular às bases.
a
c – a
2r d
b
a
E, F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M, sobre a
circunferência, a AB, BC, CD e DA, respectivamente.
Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒
MC
MF
MA
ME
= ⇒
MC
MA
MF
ME
= .
Como AMCD é inscritível então:
∠MCD = ∠MCG = 180
o
– ∠MAD = ∠MAH ⇒
∆MAH ~ ∆MCG ⇒
MC
MG
MA
MH
= ⇒
MC
MA
MG
MH
= .
Portanto:
MG
MH
MF
ME
= ⇒ ME.MG = MF.MH
C
H
G
F
E
M
C
B
A
173

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam I
a
, I
b
, I
c
, e I
d
, respectivamente, os incentros dos
triângulos ∆DAB, ∆ABC, ∆BCD, ∆CDA. Prove que I
a
I
b
I
c
I
d
é um retângulo.
Demonstração:
















12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD
são perpendiculares. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. Mostre que o
quadrilátero ABCD é inscritível se, e somente se, as retas PM e CD são perpendiculares.
Solução:

























N

β
α
M
P
D
B
A
Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. Suponha que PM ⊥ CD.
Assim, temos que ∠NPC = ∠MPA = 90
o
– α ⇒ ∠MPB = α.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒
∠PAB = 90
o
– α.
Portanto, temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒
CP
DP
BP
AP
= ⇒
CP
BP
DP
AP
= , ou seja, temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒
∠PAD = ∠PBC = 90
o
– β.
Assim, temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90
o
– α + 90
o
– β
= 180
o
– (α + β) = 180
o
– ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível.
α
N
M
P
D
C
B
A
Suponha agora que ABCD é inscritível.
Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α, uma vez que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒
∠PAB = ∠PNC = 90
o
– α.
Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90
o
– α, então ∠PNC = 90
o

PM e CD são perpendiculares.

D
A
I
c

I
d

I
b

I
a

C
B
Desde que ∠DAB = ∠ACB então
∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA.
Desde modo: ∠I
c
AI
d
= ∠I
c
AB – ∠I
d
AB =
= (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 =
= ∠I
d
BA – ∠I
c
BA = I
c
BI
c
⇒ A, B, I
d
, I
c
pertencem a uma
mesma circunferência.
Analogamente temos que A, D, I
b
, I
c
também pertencem a
uma mesma circunferência.
Assim: ∠I
b
I
c
I
d
= 360
o
– (∠I
d
I
c
A + ∠I
b
I
c
A) =
= 180
o
– ∠I
d
I
c
A + 180
o
– ∠I
b
I
c
A = ∠I
d
BA + ∠I
b
DA =
= (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90
o
.
Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos
de I
a
I
b
I
c
I
d
são iguais a 90
o
.

174

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

T
m
n
S
p
q
R
H
C B
A
Exemplos:

1) (UFRN-97) Quatro círculos, todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado, são
tangentes exteriormente, dois a dois. A área da parte hachurada é:
A)
π
2

B) 2 3 11 −
C) 3 2 11 −
D) 4 - π
E) 5 - π
Solução:








2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: 4 BC e 3 2 AC 2; AB = = = . A área da
intersecção entre o círculo de centro B e raio BA, o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC,
é:
a) 3 2
2
3

π
b) 3 2
3
4

π
c) 3 2
4
5

π
d) 3 2
3
5

π
e) 3 2
5
6

π

Solução:








) 3 / sen(
2
AH . AC
AC
2
C
ˆ
) 6 / sen(
2
AH . AB
AB
2
B
ˆ
S
2 2
T
π − + π − = ⇒
2
3
2
3 . 3 2
) 3 2 (
12 2
1
2
3 . 2
) 2 (
6
S
2 2
T

π
+ −
π
= ⇒
2
3 3
2
3
3
2
S
T
− π + −
π
= ⇒ 3 2
3
5
S
T

π
=

3) (AFA-2003) Na figura, RST é um triângulo retângulo em S. Os arcos RnST, RmS e SqT são
semicircunferências cujos diâmetros são, respectivamente, RT, SR e ST. A soma das áreas das figuras
hachuradas está para a área do triângulo RST na razão.

a) 1/3

b) 1

c) 1/2

d) 3/2

Tomemos apenas um quarto da figura. Claramente a área total S
T
é igual a
quatro vezes a área destacada na figura ao lado. Esta área pode ser
calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de
circunferência de raio 1. Assim:
π − =
|
¹
|

\
| π
− =
|
|
¹
|

\
|
π
− = 4
4
1 4
4
R
R 4 S
2
2
T


Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo, uma vez que
BC
2
= AB
2
+ AC
2
. Deste modo, os dois círculos traçados
são ortogonais.
Assim:
2
3
4
3 2
BC
AC
B sen = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6
AH.BC = AB.AC ⇒ 3 2 . 2 4 . AH = ⇒ 3 AH =
196

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
Sejam x 2 RS = e y 2 TS = ⇒
2 2
y x 2 RT + = . Assim, S
∆RST
= 2xy.
A soma das áreas hachuradas vale:
2
) y x (
xy 2
2
y
2
x
S S S S S
2 2 2 2
RnSpT RST SqT RmS
+ π
− +
π
+
π
= − + + =

⇒ S = 2xy.
Deste modo, como S
∆RST
= S, então a razão vale 1.

4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os
arcos são arcos de circunferências de raio 2, com centros sobre os pontos em destaque.

A área da região sombreada é igual a
a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64
Solução:
A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2:
S
1
= (4)
2
– π(2)
2
= 16 – 4π.
Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S
2
= π(2)
2
= 4π.
Logo: S
1
+ S
2
= 16.

5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado. A região hachurada é
de ouro e a não-hachurada é de prata. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos,
as áreas das superfícies de ouro e de prata são, respectivamente, em cm
2
:

Solução:
Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. Assim, a área de ouro é igual a duas
vezes a área de um semicírculo de raio 1,4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0,7 cm:
π =
(
¸
(

¸
π

π
= 47 , 1 ) 7 , 0 (
2
) 4 , 1 (
2
2 S
2 2
ouro
.
A área de prata é igual à área total menos a área de ouro:
S
prata
= π(2,1)
2
– 1,47π = 2,94π.

6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. Se α = 60
o
, a área da
região pigmentada é igual a:


197

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120
o
.
Como os arcos AB e AC são iguais, chamando-os de α temos: 2α + 120
o
= 360
o
⇒ α = 120
o
.
Assim, as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120
o
e raio 6. Logo:
| | 3 18 24 3 9 12 2
2
120 sen . 6 . 6
2
6
3
2
2 S
o 2
− π = − π =
(
¸
(

¸


π
= .

9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências
cujos diâmetros são os três lados desse triângulo.

A área da região sombreada, em metros quadrados, é igual a
a)
2
3 + π
b)
2
3 − π
c)
2
3 π
d)
2
3 2 − π
e) 3 − π
Solução:
A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado
igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central
60
o
e raio 1 m. Portanto:
2
3
4
3
6
3
4
3
4
3 R
2
R
3
3
4
3 R
S
2 2 2
− π
=
(
¸
(

¸


π
+ =
(
¸
(

¸


π
+ = .




10) (ITA-99) Duas circunferências C
1
e C
2
, ambas com 1 m de raio, são tangentes. Seja C
3
outra
circunferência cujo raio mede ( 1 2 − ) m e que tangencia externamente C
1
e C
2
. A área, em m
2
, da
região limitada e exterior às três circunferências dadas, é:
a)
|
|
¹
|

\
|
− π −
2
2
1 1
b)
6 2
1 π

c) ( )
2
1 2 − d)
|
¹
|

\
|

π
2
1
2
16
e)
1 ) 1 2 ( − − π

Solução:










A B
C
Os lados de ∆ABC são:
a = b = R + r = 2 1 2 1 = − + e c = 2R = 2.
Uma vez que c
2
= a
2
+ b
2
e a = b então ∆ABC é
retângulo isósceles ⇒ A = B = 45
o
e C = 90
o
.
Assim:
4
r .
8
R .
2
2
b . a
S
2 2
π

|
|
¹
|

\
|
π
− = ⇒
4
) 1 2 (
4
) 1 (
2
2 . 2
S
2 2
− π

π
− = ⇒
199

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

4
) 1 2 2 2 1 (
1 S
+ − + π
− = ⇒
|
|
¹
|

\
|
− π − =
2
2
1 1 S

11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro
do outro), que se cortam em I e J. Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia
(O) em A e (O’) em A’. Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e
(O’) em B’. Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C; em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra
extremidade em C’. Os arcos AA’, A’C’B’, B’B e BCA formam uma oval com quatro centros. Pede-se a
área desta oval em função de r.
Solução:














12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x, com centro em cada vértice traçam-se 4
circunferências de raio x. Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado.
Solução:















13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores,
conforme indicado na figura ao lado, onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco
interno é uma semicircunferência. Qual é a cor que cobre a maior área?
a
z
u
l
b
r
a
n
c
o
amarelo
verde

C' C
B' B
A A'
O
I
S
1
S
2

J
O'
Note que, pela simetria da construção, temos
que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são
iguais (S
1
), bem como as áreas dos setores IAA'
e JB'B também são iguais (S
2
). Assim, a área da
oval é igual a S = 2.S
1
+ 2.S
2
– 2.S
∆IOO'
.
Além do mais, ∆IAA' é equilátero (lado 2r), ou
seja, ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3. Portanto:
4
3 r
. 2
3
) r (
2
6
) r 2 .(
2 S
2 2 2

π
+
π
= ⇒
2
r
2
3
2 S
|
|
¹
|

\
|
− π =
S
R
Q
P
D C
B A
θ
O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado
PQRS mais quatro segmentos circulares iguais.
Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒
∠PDC = 60
o
⇒ ∠QDC = 60
o
– θ.
Analogamente ∠PDA = 60
o
– θ ⇒ θ = 30
o
.
Assim: PQ = 2.x.sen 15
o
= 3 2 x
2
2 / 3 1
x . 2 − =


Portanto:
|
|
¹
|

\
|
π

π
+ =
2
) 6 / ( sen . x
x
12
. 4 PQ S
2
2 2

2 2 2
x x
3
) 3 2 ( x S −
π
+ − = ⇒ ( )
3
x
3 3 3 S
2
π + − =
200

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

A
B
D
C
0

A área da coroa circular é igual a
a) 1 b) π/2 c) π d) 2π

40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do
círculo de centro O. Se CP = 9 cm, PD = 5 cm e o
raio mede 9 cm, então o valor de OP é
a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm

41) (EPCAr-2000) - A área da superfície
hachurada na figura mede, em cm
2
,








a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 - 4π

42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma
circunferência, traçam-se uma secante PB de 32
cm, que passa pelo seu centro, e uma tangente PT
cujo comprimento é de 24 cm. O comprimento
dessa circunferência, em cm, é
a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π

53) (EPCAr-2001) Na figura, O é o centro do
círculo de raio r, AT é tangente ao círculo e MT é
perpendicular a AT. Então, a área hachurada é
a) ( ) π − 4 3 9
24
r
2

b) ( ) π − 4 3 15
24
r
2

c) ( ) π − 4 3 6
24
r
2

d) ( ) π − 4 3 4
24
r
2


44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de
raios (r) e (R) centrados em A e B,
respectivamente, que são tangentes externamente e
cujas retas tangentes comuns formam um ângulo
de 60°. A razão entre as áreas do círculo maior e
do menor é








a) 9 b) 3 c)
3
1
d)
9
1


45) (EPCAr-2002) AB= 20 cm é um diâmetro de
um círculo de centro O e T é um ponto da tangente
ao círculo em A, tal que AB AT = . A reta
determinada por O e T intercepta o círculo em C e
D, tal que TD TC < . O segmento TD mede
a) 10 5 10 − b) 5 10 −
c) 10 5 10 + d) 5 10 20 −

46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de
futebol, conforme figura abaixo, construiu-se
uma pista de atletismo com 3 metros de largura,
cujo preço por metro quadrado é de R$ 500,00.
Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves
dos gols são semicírculos de mesma dimensão, o
custo total desta construção que equivale à área
hachurada, é: (Considere π = 3,14)












a) R$ 300.000,00 c) R$ 502.530,00
b) R$ 464.500,00 d) R$ 667.030,00

47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo, os
quadrados Q
1,
Q
2
e Q
3
têm lados com mesmo
comprimento x e as circunferências em cada
quadrado têm o mesmo diâmetro x
1
, x
2
e x
3
,
respectivamente. Sejam S
1
, S
2
e S
3
as áreas totais
ocupadas pelo conjunto de circunferências em
cada quadrado Q
1,
Q
2
e Q
3
, respectivamente.
M
T
A O
60º

30°
A
r
B
R
3 cm
100 m
3 m




40 m






3m
208

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

M
N
P
C B
A
X
a

P
X
b

I
b

I
a

I
C B
A
14) ABC é um triângulo qualquer; AM, BN e CP são bissetrizes internas. Provar que a razão entre as
áreas dos triângulos MNP e ABC é igual
) c b )( c a )( b a (
abc 2
+ + +
.
Solução:









c a
c
b a
b
b
AN
c
AP
S
S
APN
+ +
= = ∴
c b
b
c a
a
a
CM
b
CN
S
S
CMN
+ +
= = ∴
b a
a
c b
c
c
BP
a
BM
S
S
BMP
+ +
= =
Assim:








+ +
+
+ +
+
+ +
− = 





+ + − =
) b a )( c b (
c . a
) c b )( c a (
b . a
) c a )( b a (
c . b
1
S
S
S
S
S
S
1
S
S
BMP CMN APN MNP

) c b )( c a )( b a (
) c a ( ac ) b a ( ab ) c b ( bc ) c b )( c a )( b a (
S
S
MNP
+ + +
+ − + − + − + + +
= ⇒
) c b )( c a )( b a (
abc 2
S
S
MNP
+ + +
= .

15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos ex-
inscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo.
Solução:















Como ∆I
b
IP é retângulo:
b b b
a b
b
II
b
II
) b p ( p
II
BX BX
II
IP
2 / B cos =
− −
=

= =
Como ∠I
a
AC = A/2 e ∠ACI
a
= 90º + C/2 então ∠AI
a
I
b
= B/2.
Aplicando a Lei dos Senos em ∆II
a
I
b
: ' R 2
) I AI sen(
II
b a
b
=

⇒ ' R 2
2 / B sen
II
b
= ⇒
' R 2
2 / B cos . 2 / B sen . 2
2 / B cos . 2 . II
b
= ⇒
[ ]
' R
B sen
2 / B cos . II
b
= ⇒ ' R
B sen
b
= ⇒ R’ = 2R

16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero. M é o ponto médio do segmento AB e N
é o ponto médio do segmento BC. Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e
retângulo em P. PM e AN cortam-se em I. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA.
Solução:
Sejam I, I
a
e I
b
, respectivamente, incentro, ex-incentro
relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC. Vamos
provar que o circunraio de ∆II
a
I
b
é 2R, onde R é
circunraio de ∆ABC.
Por I trace uma paralela a BC e por I
b
trace uma
perpendicular a BC, de modo que estas duas retas
interceptam-se em P. Seja X
b
a intercessão de PI
b
com
BC. Assim, X
b
é o ponto de tangência da circunferência
ex-inscrita relativa a B. Portanto:
I
b
X
b
= r
b
e BX
b
= p
Seja X
a
o ponto de tangência da circunferência inscrita a
∆ABC com o lado BC. Desta forma temos que:
IX
a
= r e BX
a
= p – b
Como IP || BC então ∠I
b
IP = ∠I
b
BC = B/2.

Pelo Teorema da Bissetriz Interna:
i)
c b
a
b
CM
c
BM
+
= = ⇒
c b
c . a
BM
+
= e
c b
b . a
CM
+
=
ii)
b a
c
b
AP
a
BP
+
= = ⇒
b a
c . a
BP
+
= e
b a
c . b
AP
+
=
iii)
c a
b
a
CN
c
AN
+
= = ⇒
c a
c . b
AN
+
= e
c a
b . a
CN
+
=
238

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com
os lados de acordo com a figura ao lado.
Em ∆ABX temos:
AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2
XR = XN = (AX + BX – c)/2
Em ∆BCX temos:
BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2
XR = XP = (BX + CX – a)/2











17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. Prove
que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes, então X pertence à
circunferência inscrita no triângulo ABC.
Solução:








Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c
Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de
contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC.

18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M, respectivamente, as interseções das bissetrizes
interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. Se CL = CM, prove que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
,
onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC.
Solução:








Uma vez que sen
2
B + cos
2
B = 1 então segue diretamente que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
.

19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC, as medidas dos seus lados são inteiros
consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC.
Determine as medidas dos lados do triângulo ABC.
Solução:






M a/2
Y
X
P
c
C B
A
Digamos que x, x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo.
Desde que BP é bissetriz do ângulo B, então ∠ABP =
∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒
∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2
Vamos analisar todas as possibilidades:

I
P
N M
C
A
B
Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana, altura e
bissetriz de A. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB.
Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível.
Desde que AP = PC, então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no
circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento,
ou seja, ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC.
Portanto, temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz
de ∠AMC, ou seja, I é i incentro de ∆AMC, implicando que CI é a bissetriz
de ∠MCA.
R
Q
P N
M
X
B
C A
M L B
A
C
Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é
retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2
e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B.
Pela Lei dos Senos em ∆ABC:
R 2
A sen
BC
B sen
AC
= = ⇒ R 2
B cos
BC
B sen
AC
= = ⇒
R 2
AC
B sen = e
R 2
BC
B cos = .
239

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1, 2 e 3 que é impossível, pois 2 + 1 = 3
ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2, 3 e 4
iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível
Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4

20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A
1
é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de
modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA
1
e ∆ACA
1
são iguais. Se BC = a, CA = b, AB
= c e 2p = a + b + c, prove que ) a p ( p AA
1
− = .
Solução:











IX
BC
P O IX
O O
1
2 1
=


r
a
r r
QA PA
a
1 1
=

+

r
a
r r
b p c p
a
2 1
=

− + −

r
r
1
a
c b AA p
a 1
− =
− − +

1
1
AA p
p
1
a
p AA a
+
− =
− +

1
1
AA p
p
1
a
p AA
1
+
− =

+ ⇒ p
2
– AA
1
2
= a.p ⇒ ) a p ( p AA
1
− = .

21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD, com
D sobre AC. Sejam E e F, respectivamente, os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta
BD, e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. Demonstre que ∠EMD =
∠DMF.
Solução:












Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ.
Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ.
Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒
θ = A + B/2 – 90º.
Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α



Sejam O
1
e O
2
os incentros de ∆ABA
1
e ∆ACA
1
e p
1
e p
2
os
semiperímetros dos mesmos triângulos. Considere que P, Q e
X são as projeções de O
1
, O
2
e I (incentro de ∆ABC) sobre
BC. Nós temos que: S
ABC
= S
ABA1
+ S
ACA1

r
a
.p
1
+ r
a
.p
2
= r
a
(p
1
+ p
2
) = r
a
(p + AA
1
) ⇒ r
a
(p + AA
1
) = p.r
Como O
1
está sobre a bissetriz de B e O
2
está sobre a
bissetriz de C então B, O
1
e I são colineares e C, O
2
e I
também estão alinhados. Portanto temos que ∆IO
1
O
2
~ ∆IBC,
ou seja:

X
r
a
r

r
a
Q P
O
2
I
O
1
A
1

C B
A
Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF.
Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero
CMDF é inscritível. Uma vez que α e ∠DCF
compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de
CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C.
Como ∆BCF é retângulo então
∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒
α = 90º – (C + B/2)
Trace agora uma perpendicular a AB passando por E,
sendo X a interseção desta perpendicular com AB.
B/2
X
E
D
F
B C M
A
B/2
α
θ
240

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO

7.5.1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio.
Como conseqüência, mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A
e B.”

7.5.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado
de circuncentro (O).”
Demonstração:
Seja m
AB
a mediatriz de AB e m
BC
a mediatriz de BC. Seja O a interseção de m
AB
e m
BC
, ou seja, O é
eqüidistante de A, B e C. Desta forma, O pertence ao segmento m
AC
, fazendo com que O seja a
interseção de m
AB
, m
BC
e m
AC
.

7.5.3) Circunferência Circunscrita
Como O é eqüidistante de A, B e C, então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém
os vértices do ∆ABC. A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de
circunferência circunscrita a ∆ABC. Podemos dizer, também, que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o
circuncírculo de ∆ABC.










7.5.4) Área do triângulo inscrito
A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão
2
C sen . b . a
S = .
Pela Lei dos Senos temos que R 2
C sen
c
= ⇒
R 2
c
C sen = ⇒
R 4
c . b . a
S = .
Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo
ABC, pois dados os lados a, b e c de ∆ABC, podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron
e depois usar a equação acima para determinar R.

7.5.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é
2
A cot . BC
OM = .”
Demonstração:











R
R
O
R
C
B
A
Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma
circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos:
R 2
C sen
c
B sen
b
A sen
a
= = =
M
O
C
B
A
Desde que O é o centro da circunferência então:
∠CÔB = 2Â ⇒ ∠CÔM = Â
Como M é o ponto médio de BC então BC = 2.CM. Desta forma:
OM
CM
tg = ⇒
tg . 2
BC
OM = ⇒
2
 cot . BC
OM =
Analogamente, pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de
O a C, respectivamente, são iguais a
2
B cot . AC
e
2
C cot . AB
.

241

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência
circunscrita a ABC. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC, intersectando AB em O
1
, AC
em O
2
e BC em O
3
, então r R OO OO OO
3 2 1
+ = + + .”
Demonstração:













a + b + c = (b + c).cos A + (a + c).cos B + (a + b).cos C ⇒
a + b + c = (a + b + c).cos A + (a + b + c).cos B + (a + b + c).cos C – a.cos A – b.cos B – c.cos C ⇒
(a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.cos A + b.cos B + c.cos C) ⇒
R
S 2
R
OO
R
OO
R
OO
p 2 p 2
1 2 3
− 





+ + = ⇒ pR = p(OO
1
+ OO
2
+ OO
3
) – p.r ⇒ OO
1
+ OO
2
+ OO
3
= R + r

7.5.7) Teorema: “Se, num triângulo ABC, O é o centro do círculo circunscrito; G é o ponto de
interseção das medianas; a, b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito, então
9
c b a
R OG
2 2 2
2
2 + +
− = .”
Demonstração:


















7.5.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro, respectivamente, de um triângulo
com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r.
Então OI
2
= R
2
– 2Rr.”


O
C
B
A
O
3

O
1

A
O
2

a) Inicialmente note que ∠BOC = 2.∠BAC = 2A
∆BOC é isósceles ⇒ OO
3
é altura e bissetriz ⇒
∠BOO
3
= A ⇒ OO
3
= R.cos A
Analogamente: OO
2
= R.cos B OO
1
= R.cos C
A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a.OO
3
/2 = (a.R.cos A)/2
Analogamente S(∆AOB) = (c.R.cos C)/2 e S(∆AOC) = (b.R.cos B)/2
Desta forma a área de ∆ABC é dada por:
S = (a.R.cos A)/2 + (b.R.cos B)/2 + (c.R.cos C)/2 ⇒
S = R(a.cos A + b.cos B + c.cos C)/2
Em ∆ABC temos que:
a = b.cos C + c.cos B b = a.cos C + c.cos A c = a.cos B + b.cos A
Somando estas equações:

G
O
M
C B
A
α
Como ∆OMC é retângulo:
4
a
R OM
2
2 2
− = .
Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM
2
= OG
2
+ GM
2
– 2.OG.GM.cos α ⇒
α − + = − cos .
3
m
. OG . 2
9
m
OG
4
a
R
a
2
a 2
2
2
(1)
Lei dos Cossenos em ∆OGA:
OA
2
= OG
2
+ AG
2
– 2.OG.AG.cos (180
o
– α) ⇒
α + + = cos .
3
m 2
. OG . 2
9
m 4
OG R
a
2
a 2 2

α + + = cos .
3
m
. OG . 2
9
m 2
2
OG
2
R
a
2
a
2 2
(2)
Somando (1) e (2):
3
m
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2
a
2 2 2
+ = − ⇒
12
a
6
c
6
b
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2 2 2 2 2 2
− + + = − ⇒
9
c b a
R OG
2 2 2
2 2
+ +
− =
242

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre
as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”.
Demonstração:











Perceba agora que, sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível, podemos calcular suas
diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco. Do Teorema de Ptolomeu tiramos
o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais. Substituindo uma
equação na outra calculamos seus valores.

Exemplos:

1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6,
4, 5 e 3, respectivamente.
Solução:
Consideremos que: a = 6, b = 4, c = 5 e d = 3.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d = 6.5 + 4.3 = 42.
Aplicando o Teorema de Hiparco:
39
38
3 . 5 4 . 6
5 . 4 3 . 6
d . c b . a
c . b d . a
q
p
=
+
+
=
+
+
= ⇒
38
p . 39
q = .
Substituindo obtemos: 42
38
p . 39
2
= ⇒
13
532
p = . Como
38
p . 39
q = então
19
819
q = .

2) Prove, utilizando o Teorema de Ptolomeu, que se A e B são ângulos agudos, então sen (α + β) = sen
α.cos β + sen β.cos α.
Solução:














3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P. Mostre
que
PQ
1
PC
1
PB
1
= + .
Solução:
D
C
B
A
p
q
d
c b
a
Pela figura temos que S
∆BAC
+ S
∆DAC
= S
∆ABD
+ S
∆CBD

R 4
q . c . b
R 4
q . d . a
R 4
p . d . c
R 4
p . b . a
+ = + ⇒ p(a.b + c.d) = q(a.d + b.c) ⇒
d . c b . a
c . b d . a
q
p
+
+
=
β
α
β
α
D
C
B
A
p
q
d
c
b
a
Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC
seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA. Desde que ∆ABC e ∆ADC são
triângulos retângulos então ∠BAC = 90
o
– α e ∠DAC = 90
o
– β.
Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β.
Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC, ∆ADC e ∆BDC:
R 2
cos
b
sen
a
=
α
=
α
, R 2
cos
c
sen
d
=
β
=
β
, R 2
) sen(
p
=
β + α
.
Pelo Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d ⇒
[2R.sen (α + β)][2R] = [2R.sen α][2R.cos β] + [2R.cos α][2R.sen β] ⇒
sen (α + β) = sen α.cos β + sen β.cos α.
277

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Q
P
C B
A
P
E
D C
B
A













4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm. Achar a
corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores.
Solução:









5) (IME-86/87) Sejam A, B, C, D, E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um
ponto qualquer sobre o arco BC. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono, mostre que PA + PD
= PB + PC + PE.
Solução:












6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d. Sabe-se que
d AD a, BC AB = = = e b CD = , com a, b e d diferentes de zero. Demonstre que d
2
= bd + 2a
2
.
Solução:
Teorema de Pitágoras:
2 2
a d BD − = e
2 2
b d AC − = .
Teorema de Hiparco:
CD . AD BC . AB
AD . AB CD . BC
BD
AC
+
+
= ⇒
d . b a
d . a b . a
BD
AC
2
+
+
= ⇒
BD
d . b a
AC
d . a b . a
2
+
=
+
(1)
Teorema de Ptolomeu: AC.BD = BC.AD + AB.CD ⇒ AC.BD = a.d + a.b ⇒ BD
AC
b . a d . a
=
+
(2)
Igualando (1) e (2) obtemos que: BD
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
– a
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
= b.d + 2a
2


Seja L o lado do triângulo ∆ABC. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no
quadrilátero inscritível ABPC, temos que:
PA.BC = AB.PC + AC. BP ⇒ PA.L = L.PC + L.BP ⇒ PA = PB + PC
Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco
AC na circunferência, então ∠APC = ∠ABC = 60
o
.
Analogamente, temos que ∠APB = ∠ACB = 60
o
.
Desta forma, podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒
PA
PB
PC
PQ
= ⇒ PB.PC = PQ.PA ⇒ PB.PC = PQ(PB + PC) ⇒
PQ
1
PC . PB
PC PB
=
+

PQ
1
PC
1
PB
1
= + .

D
C
B
A
Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas. Trace o diâmetro BD e observe
que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos. Portanto:
i) DA
2
= BD
2
– AB
2
= 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm
ii) CD
2
= BD
2
– BC
2
= 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD:
AC.BD = AB.CD + DA.BC ⇒ AC. 2 10 = 2.10 + 14.10 = 160 ⇒
AC = 2 8 cm
Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos:
AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE.
Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA.BC = AB.PC + PB.AC (1)
Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD.BC = CD.PB + PC.BD (2)
Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3)
Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.BC = CE.PB + BE.PC ⇒
BC.PE = AC(PB + PC) (4)
Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC.PE
Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE.

278

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Como ∠PAQ, ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as
cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS.
Analogamente, como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS:
QS.AR = AS.QR + AQ.RS = AS.QR + AQ.QR ⇒
QS.AR = QR(AS + AQ) (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
PR.AQ = AP.QR + AR.PQ ⇒ QS.AQ = AP.QR + QR.AR ⇒
QS.AQ = QR(AP + AR) (2)

Trace os segmentos RQ, QP e RP. Considere os ângulos α, β, γ e
θ definidos de acordo com a figura ao lado.
Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α.
Portanto, temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA:
PQ
AD
RQ
AB
RP
AC
= = (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
AQ.RP = RQ.AP + PQ.AR (2)
7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular, em função das diagonais a,
b e c, com a < b < c, é:
a)
a
b c
2 2
+
b)
a
cb
c)
a
b c
2 2

d)
2
a
b c





 +
e)
2
a
b c





 −

Solução:











8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP, AQ, AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a
propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).
Solução:










Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).

9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo. Uma circunferência passando por A
encontra os segmentos AB, AC e AD nos pontos P, Q e R, respectivamente. Prove que |AP|.|AB| +
|AR|.|AD| = |AQ|.|AC|.
Solução:









Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos:
PQ
AD
. AR . PQ
RQ
AB
. AP . RQ
RP
AC
. RP . AQ + = ⇒ AQ.AC = AP.AB + AR.AD




S
R
Q
P
A
R
Q
P
D C
B A
γ
β
α
θ
β
α
x
b
a
b
c c
Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado, onde seus 4
vértices também são vértices do eneágono. Aplicando Teorema de
Ptolomeu:
a.x + b.b = c.c ⇒
a
b c
x
2 2

= .
279

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.3) ÁREA
8.3.1) Quadrilátero Convexo Qualquer














8.3.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível













8.3.3) Quadrilátero Convexo Inscritível












) c . b d . a ( 2
) b c d a )( c b d a (
A cos 1
+
− + + − + +
= + ⇒
) c . b d . a ( 2
) b p .( 2 ). c p .( 2
A cos 1
+
− −
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p .( 2
A cos 1
+
− −
= +
Uma vez que
2
A
cos . 2 A cos 1
2
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p (
2
A
cos
+
− −
= .
Como
2
A
sen . 2 A cos 1
2
= − pode-se demonstrar que
c . b d . a
) d p )( a p (
2
A
sen
+
− −
= .
Considere que AC = p e BD = q. Assim:
S
ABCD
= S
APD
+ S
BPC
+ S
CPD
+ S
DPA

2
sen . PD . PC
2
sen . PC . PB
2
sen . PB . PA
2
sen . PD . PA
S
ABCD
α
+
α
+
α
+
α
= ⇒
2
sen ) PD . PC PC . PB PB . PA PD . PA (
S
ABCD
α + + +
= ⇒
2
sen ) PD PB )( PC PA (
S
ABCD
α + +
= ⇒ S
ABCD
=
2
sen . q . p α

r
d
c
b
a
r
r
r
I
D
C
B A
S
ABCD
= S
AIB
+ S
BIC
+ S
CID
+ S
DIA

S
ABCD
=
2
r ). d c b a (
2
r . d
2
r . c
2
r . b
2
r . a + + +
= + + + ⇒

S
ABCD
= p.r
D
C
B
A
d
c b
a
Lei dos cossenos em ABD e CBD:
BD
2
= a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A e BD
2
= b
2
+ c
2
– 2.b.cos C
Como A + C = 180
o
⇒ cos C = – cos A.
Portanto: b
2
+ c
2
+ 2.b.c.cos A = a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A ⇒
) c . b d . a ( 2
c b d a
A cos
2 2 2 2
+
− − +
=
Calculemos agora o valor de 1 + cos A:
) c . b d . a ( 2
) c b ( ) d a (
) c . b d . a ( 2
c . b . 2 d . a 2 c b d a
A cos 1
2 2 2 2 2 2
+
− − +
=
+
+ + − − +
= + ⇒
α
P
α
D
C
B
A
280

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB:
S
ABCD
=
2
C sen . c . b
2
A sen . d . a
+ .
Como A + C = 180
o
temos que sen A = sen C. Desta forma:
S
ABCD
=
c . b d . a
) c p )( b p (
.
c . b d . a
) d p )( a p (
) c . b d . a (
2
A
cos .
2
A
sen . 2
2
c . b d . a
A sen .
2
c . b d . a
+
− −
+
− −
+ =
+
=
+

) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − =

8.3.4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível
Em um quadrilátero inscritível temos que:
a + c = b + d = p ⇒ p – a = c p – b = d p – c = a p – d = b
Deste modo: ) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − = ⇒ d . c . b . a S
ABCD
=

Exemplos:

1) (Fuvest-2000) Na figura, E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo
agudo BÊC. Se EA = 1, EB = 4, EC = 3 e ED = 2, então a área do quadrilátero ABCD será:

a) 12.sen θ b) 8.sen θ c) 6.sen θ d) 10.cos θ e) 8.cos θ
Solução:
θ =
θ + +
=
θ
= sen . 12
2
sen ) 2 4 )( 3 1 (
2
sen . BD . AC
S
ABCD


2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD. Sabendo que AB = 6, BC = 8,
CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º, qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ?
A
B
C
D
7
8
6
120
O

Solução:
Como ABCD é inscritível então ∠D = 60
o
. Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC:
AC
2
= AB
2
+ BC
2
– 2.AB.BC.cos 120
o
= AD
2
+ CD
2
– 2.AD.CD.cos 60
o

2
1
. 7 . AD . 2 49 AD
2
1
8 . 6 . 2 64 36
2
− + =






− − + ⇒ AD
2
– 7.AD – 99 = 0 ⇒
2
445 7
AD
+
=
Assim:
8
3 . 7 ). 445 7 (
4
3 . 8 . 6
2
60 sen . CD . AD
2
120 sen . BC . AB
S S S
o o
ADC ABC ABCD
+
+ = + = + = ⇒
S
ABCD
≅ 63,36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63.
281

Gabaritos


Capítulo 1: Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos
1) d 2) 10 3) 36
o
4) 6
o
5) c
6) 76
o
7) 360
o
8) c 9) V V F V 10) a
11) b 12) d 13) a 14) d 15) e
16) a 17) a 18) b 19) b 20) c
21) d 22) c 23) e 24) e 25)
26) d 27) b 28) c 29) a 30) d
31) b 32) a 33) a 34) c
35) x = 9
o
e y = 45
o
36) 12
o
37) 30
o
38) 18
o
39) 60
o

40) 15
o
, 35
o
e 130
o
41) 32
o
42) 24
o
e 66
o
43) 36
o

44) 28
o
, 68
o
e 84
o
46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm
59) (6, 6, 2), (6, 5, 3), (6, 4, 4), (5, 5, 4) 65) 50
o
, 50
o
, 80
o
66) 84
o
67) 20
o

68) Â = 76
o
; B
ˆ
= 38
o
69) 76
o
70) 45
o
71) 36
o
, 72
o
, 72
o

72) 83
o
4’36”,9; 69
o
13’50”,8; 27
o
41’32”,3 73) Â = 108
o
; B
ˆ
= 54
o
; C
ˆ
= 18
o
77) 36 m
78) 48
o
; 58
o
; 74
o
79) 30
o
80) 9
o
83) 84)
85) e 86) 66
o
87) 100
o
88) 180
o
89) c
90) c 91) 140
o
92) 18 93) a 94) e
95) a) Sim. 3 vezes; b) Sim. 6 vezes. 96) 95
o
/2



Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1) b 2) 2 2 4) d 4) b 5) F V V V V
6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 10) d
11) a 12) b 13) c 14) d 15) 4
16) d 17) e 18) d 19) c 20) a
21) 5 22) 8 23) a 24) 19,2 25) 41 2 cm
26) b 27) c 28) e 29) e 30) d
31) c 32) b 33) b 34) 320,15 km 35) a
36) e 37) b 38) b 39) b 40) e
41) a 42) b 43) d 44)
2
2 2 −
e
2
2 2 +

45) b 46) d 47) c 48) e 49) a
50) d 51) d 52) d 53) e 54) d
55) c 57) x = 14 y = 15 58) 34 84) 350 85) 3,1
86) 6 cm, 8 cm e 25 cm 87) AD = 5,14 cm e DE = 5,71 cm
88) CF = 6,4 cm e AF = 5,6 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)]
96) 2 / 5 2 10 h + , 2 / 5 2 10 h − , 5 h 97) DM = DN = 5a/4 98)
16
) 1 33 ( a 3
AN AM

= =
99) 3 / 3 a 105) 20
o
106) c 107) e 108) 2
109) 3 2 − 116) 8 ou 12 118) a) 90
o
; b) 69
o
; 4x + 6y
121) a) 36
o
; b) 2; c)
2
1 5 +
122) 90
o
124) D é o pé da altura relativa a BC
125)
3
52
127) b) 5/2 130) 11/2 131) 74 132) 11
134) 49/2, 245/6 e 98/3 135) c


331

Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática

Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa) Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal

COLEÇÃO ELEMENTOS DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

GEOMETRIA PLANA

3ª edição (2010)

...Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira Todos os direitos desta edição estão reservados à Marcelo Rufino de Oliveira Belém – Pará – Brasil E-mail: marcelorufino@hotmail.: CDD: 510.Pinheiro. II. Título: Geometria plana.. Marcelo Rufino de Coleção elementos da matemática. 2 : Geometria plana / Marcelo Rufino de Oliveira.com Ilustração da Capa Maximiliano / Zeef Modificações em 2010 Annysteyne M.2010. – 3 ed. Matemática (Ensino Médio) 2.. Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro. p. Matemática (Ensino Médio) – geometria plana I . 347 ISBN: 978-858917123-X 1. III... Márcio Rodrigues da Rocha.7 .Oliveira. Título. Chaves LOUDES PACHECO Ficha Catalográfica Editora VestSeller Impressão F48c.. – Fortaleza – Editora VestSeller .

.

.

vez por outra procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. procura exibir aos alunos que a soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso. triângulos. ao tomar tal posicionamento. deve-se imaginar um ente infinito. o que é na verdade a essência da matemática: tudo é interligado. quando se fala em reta. sem tê-la comprovado. dos ângulos formados entre paralelas e transversais). Assim. ampliando gerações de verdadeiros alienados. mas o principal problema consiste em não explicitar que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores (diretamente. Quando um professor dedicado. que não ocorre naturalmente. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos. pode-se garantir que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo). em verdade.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes. circunferências. do tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas. por exemplo. Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser retângulos. Isto é imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo exceções). É. que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se. e aplicam proporções erradas sobre seus lados. do mesmo nível de heresia que defender o aborto numa dissertação. a fim de obter tais propriedades. tal qual a figura a seguir sugere. evidencia-se que até as próprias definições são repassadas de modo desleixado. fatos causam fatos e esses são conseqüências de outros. segundo essa ou aquela condição. Não são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis” mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até totais dos resultados (tese). Ainda genericamente falando. no sentido formal da palavra. isto é: o professor vai listando uma série de definições (segmentos de retas. busca (nas mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto. etc. sem argumentar o motivo dessa posição. porém. não necessariamente matemáticas. todas) fases da vida do estudante. Principalmente para o professor que em geral não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior. como um triângulo desmontável de isopor ou cartolina. . Com efeito. às vezes. principalmente no que diz respeito às suas propriedades. PARTE II ⇒ PARTE I PARTE III PARTE III PARTE II PARTE I É obvio que tal atitude é louvável. De um modo geral. Afirmar. faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos.APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que ocorrem no mundo. Para tal estudo. tão somente. Ou ainda de afirmações mais ingênuas. o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). por exemplo. retângulo é retângulo. o professor simplesmente passa adiante um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar. muito mais cômodo que prová-lo. ângulos. ou seja: quadrado é quadrado. Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a validade de muitas propriedades. Nesse último exemplo. polígonos. Isso se reflete durante muitas (e.

IME. embasado nos mais sólidos conceitos. No entanto. os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os assuntos. de instituições como Colégio Naval. Funções. Conseqüentemente.Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática. para a aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil. USP. Estes motivos justificam. Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos. UnB. a partir da 8ª série. Logaritmo e Aritmética Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 2 – Geometria Plana Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 3 – Seqüências. ITA. pelo menos. tem condições de compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. Combinatória. 2) para não confundir ou desestimular o aluno. dentre outros. que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de dificuldade. aproximando-se de tal). procura-se desenvolver tais qualidades. a razão pela qual a teoria sobre a semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro. respectivamente. sem dúvida. Manoel Leite Carneiro e Jefferson França Volume 4 – Números Complexos. Deseja-se que o estudante adquira um senso crítico de causa e efeito. por exemplo. Entretanto. repudiam-se idéias do tipo que o aluno não consegue aprender dessa ou daquela forma. Polinômios e Geometria Analítica Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França Volume 5 – Geometria Espacial Autor: Antonio Eurico da Silva Dias Volume 6 – Cálculo Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência com que os assuntos serão apresentados. o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática. Mostrando. então A deve vir antes de B no livro. e Matrizes Autor: Marcelo Rufino de Oliveira. por exemplo. já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais prejuízos. sob pena de estar cometendo preconceitos ou precariedade na metodologia de ensino. especificamente neste volume. o que o ajudará a raciocinar coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos (não somente em matemática!). Ao menos melhor do que o atual. Exponencial. Os autores . os assuntos mais complexos deve estar mais para o final do livro. Probabilidade. nem mesmo seu interesse. Unicamp. programada para apresentar toda a matemática elementar em seis volumes: Volume 1 – Conjuntos. O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas. Há dois motivos para a existência deste desafio: 1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B. nos quais se exige mais do que simples memorização de fórmulas e de resultados. Dificuldades há. a geometria de modo axiomático (ou. Não se deve menosprezar a capacidade dos alunos. Qualquer indivíduo ao qual se propõe o aprendizado de análise sintática e semântica. Por experiência própria.

. . . . . . . . 3. . . . . . Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . Triângulos e sua Classificação . . . . Área e Relações Métricas de um Triângulo 1. . . . . . . Determinação de uma Circunferência . Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . 4. O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . 81 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 7. . . . . . Introdução aos Círculos 1. . . . . . . . . . . . . . . 77 2. . . . . . . Introdução aos Quadriláteros 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Posições Relativas de Duas Circunferências .Índice Capítulo 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Noções (Idéias) Primitivas . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A Fórmula de Heron . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Segmentos Tangentes . . . . . . . . . . . . . . 79 3. . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ângulos na Circunferência . . . . Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . Condições de Inscrição e Circunscrição . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Paralelismo . . . . . . Capítulo 2. . . . 117 125 125 132 137 154 159 169 175 Capítulo 6. . . . . . . . . . . . . Posições Relativas de Reta e Circunferência . Introdução – Linhas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema da Base Média . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . 99 Exercícios . . . Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 11. . . . . . . . . . . . . Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . Capítulo 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Conexidade e Concavidade . . . . . . . . . . . . . . Semelhança de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195 Exercícios . Ângulos e Triângulos 1. . . . . 203 . . . . . . . . . . . Exercícios . . 4. . . . . . Teorema das Cordas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . . . 87 10. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . 80 4. . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . 84 8. . . . . . . . . . . . . . 10. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 8 10 14 14 20 22 23 31 36 45 46 49 57 63 Capítulo 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 Capítulo 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 9. . 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Arco Capaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semelhança de Polígonos . . Congruência de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8. . . Área e Relações Métricas no Círculo 1. . . . . . . . . . Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1. . 82 6. . . . . . . . . . . . . . Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . . . . . . . . Teorema da Reta Tangente . . . . . .

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mediana e Baricentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . 328 Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Ceva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relação de Euler . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 9. . . Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 1. . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 1. Polígonos 1. . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . Área . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . Teorema de Hiparco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . Teorema de Ptolomeu . . Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . . . 216 216 221 228 241 247 254 256 276 277 280 284 284 287 294 294 294 295 295 299 299 299 307 316 Apêndice . . . . . . . . . . Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8. . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 331 . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . Bissetriz e Incentro . . . . . . 2. Capítulo 8. . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . .Capítulo 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Altura e Ortocentro . . . . . . . . . . . . . . 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

não necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida? ESTRUTURAS INSTÁVEIS ESTRUTURAS RÍGIDAS Um conhecimento razoável de geometria (e. que importaram muito do conhecimento matemático egípcio.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA Da observação da natureza ao redor. como aqui no Brasil. a construção civil ainda usa também certos resultados geométricos empiricamente. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular. que nem sempre a humanidade teve a mesma quantidade de informação que existe hoje. Que um quadrilátero com diagonais de mesma medida tem os quatro ângulos retos. como álgebra ou física. os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados medindo 3. Com quatro pedaços de bambu. Mesmo em outros países. É claro. Só como curiosidade. por exemplo. inicialmente. ainda que contemporâneas ou. um retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. observar e prever os movimentos dos astros. sirvam de diagonais ao quadrilátero. calcular volumes e edificar construções. a estrutura não fica rígida (indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço. Ângulos e Triângulos Introdução: Linhas. muitas propriedades como essas são utilizadas ainda hoje. por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e na África. Pode-se afirmar que. ajusta-se um quadrilátero. serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado trabalho. PRONTO. Para exemplificar. de mesmo tamanho. obrigatoriamente. Basta comparar. Um terreno na forma de um paralelogramo qualquer Um terreno na forma de um retângulo 1 . Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no espaço. egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais. pelo menos a princípio. por exemplo. Por que uma estrutura triangular é estável. porém. as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho totalmente prático. Introdução: Linhas. a arquitetura ou a astronomia. de épocas posteriores. comumente a agrimensura. 4 e 5 (na mesma unidade. Ângulos e Triângulos 1. já conheciam esse resultado (teorema de Pitágoras) em sua totalidade. isto é. posteriormente. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma circunferência é. por exemplo) elucida fatos como os acima. por exemplo. dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo comprimento dos dois primeiros). Que um quadrilátero com lados opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. há mais de cinco mil anos. em não raros casos. objetivavam demarcar terrenos retangulares. palmos de uma mesma mão) é retângulo. agora. de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos que encontrava ou. assim como da necessidade de medir e partilhar terras. surgiram tentativas do homem de explicar ou. aproximadamente. Mas quando um ajuste final é feito de modo que dois últimos pedaços de bambu. que o quadrilátero é um retângulo.Capítulo 1. construía. que é um formato poligonal mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira. Garante-se. por exemplo). As duas últimas das propriedades listadas acima. Os babilônios. às vezes de outros assuntos. o triplo do diâmetro da mesma. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras. que ainda não é.

bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. os primórdios da geometria (em verdade. repetidas vezes dava o mesmo resultado. fogo. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento. é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em algumas tribos) de geração a geração. definindo novos termos a partir dos preexistentes. um professor da universidade de Alexandria. façanha possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia. Sem dúvida. que aprendeu muito com discípulos de Platão e com egípcios. com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais. organizada e formalmente. sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos mais experientes satisfaz. as quais servem de base a toda construção seguinte. Ângulos e Triângulos Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos povos antigos? A princípio. Aproximadamente pelo século V a. Introdução: Linhas. que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares. a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como uma ciência experimental. ar e quintaessência). a resposta ainda está incompleta. o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir. que será visto após. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. de intuição. sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água. Contudo. a supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época. como Tales de Mileto. e um de seus pupilos.Capítulo 1. A partir do século dezoito. com o surgimento de outras geometrias (não euclidianas). entre dois e três séculos antes de Cristo. ou principalmente. expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande parte do mundo ocidental da época: os romanos. de fato. porém. Pitágoras foi fundador de uma espécie de seita. Mesmo assim. Quando se verificava. Novamente. então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante. a homenagem é feita ao líder da congregação de que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado. uma revolução do pensamento humano começa a tomar forma. por meio das iniciais e das já justificadas anteriormente. e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares. de um modo geral.. essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes. Apesar disso. verificouse que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto. de modo irrefutável. a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos possíveis (não só os geométricos). previsível. Por volta do século VI antes de Cristo. O resultado geométrico mais famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras. desvinculando-se da filosofia pura). o postulado V. A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. 2 . apesar de haver indícios de que ele já era conhecido e utilizado vários anos antes. dos números) no universo. dita as regras. em última análise. não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história da matemática. que certo fato. procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra. sob uma visão sintética. a partir desse período procurou-se JUSTIFICAR. quando. experimentalmente. o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de outrora. bem como a idéia de que “tudo são números”. os quais. É altamente provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e erro. com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão. Isso é que se chama de resultado empírico. que pregava a supremacia da matemática (destacadamente. Euclides. Pitágoras de Samos. Rapidamente. os quais foram grandes responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse apenas. Provavelmente. Em meados do século dezenove. comprovada por vários acertos anteriores. terra. surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou propriamente ditos. os pitagóricos. em que intuição. todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes (ou capítulos): os ELEMENTOS. pode-se dizer que. os Elementos foram utilizados como obra de referência no ensino de geometria. Resumindo de modo grosseiro. inegável. com a certeza da experiência. cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em exatamente cinco categorias). a natureza humana. Durante praticamente dois milênios. a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou dedutivo de estudo.C. especificamente em uma das propriedades aceitas como verdadeira. aceitas naturalmente. reuniu. sendo Tales considerado o pai das explicações formais de propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração).

É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo “pontos”. ou ainda. Por exemplo. porém. por exemplo. supostos conhecidos previamente. o processo volta a uma palavra que já foi utilizada anteriormente. gera logo uma impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. Ora. definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos. por não haver melhor. as noções primitivas. . admite-se a menor quantidade possível de conceitos elementares sem definição. Uma circunferência. O que ocorre. formalmente. que são aqueles termos admitidos sem definição. Ângulos e Triângulos 1. em última análise.O que é um segmento de reta? O mesmo professor. é que explicação é definida. entretanto. também é um conjunto de pontos. No entanto. Isso.Reta é um conjunto de pontos. deve-se admitir que os termos não definidos têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas. Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”. por tratar-se. isto é. mas que terão uso bem limitado por certas regras (os postulados. Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas. contudo. que o absorveram através da experiência de vida. que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto. assim. é possível obter-se a seguinte resposta: “Dados três pontos não colineares. um termo por meio de um termo novo. provavelmente responderia: .Segmento de reta é uma porção. Nesta opção. de uma impossibilidade.O que é uma reta? Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo: . realmente. b) Utilizam-se definições cíclicas. Desse modo. “definiu-se” reta por meio de outras palavras que levam à original: reta.Capítulo 1. de modo que certos pontos (interiores) estejam entre outros dois (extremidades). podem ocorrer somente três casos: a) Define-se. adota a última das três posturas apresentadas. no sentido matemático dado ao termo definir. de forma a poder definir todos os demais conceitos. A matemática.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo. aqueles que estão alinhados. tentando elucidar a questão.Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta. nos seus Elementos. tais como: .O que é um ponto? . As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são: 3 . todos os demais termos seguintes. não correspondendo. Daí. não pode ser utilizado como uma definição rigorosa. por meio da mesma palavra. Introdução: Linhas. explicação. Isso. num estudo axiomático de uma determinada teoria. pode-se encontrar a seguinte seqüência de sinônimos: Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação. ao se procurar o significado do termo hermenêutica. Essa posição ideológica já era utilizada por Euclides. e é uma das principais conquistas do pensamento humano. os quais servirão para definir. c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal. Existe algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não. Surgem. esse primeiro caso deve ser excluída. do senso comum. como. sempre. todavia. No processo de definições dos termos relacionados a um certo assunto. interessado. assim. parte ou subconjunto de uma reta.O que são pontos colineares? . um triângulo é a união dos segmentos de reta com extremidades em dois desses pontos”. extraindo prefixo e sufixo de alinhados. à noção usual que se possui de reta. resta o radical linha. da observação. Ou seja. com total segurança. a serem vistos mais tarde). por exemplo: .

como uma reta. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r. inclusive a adotada nestas linhas. etc. e infinito. uma reta pode ser vista como uma das margens de uma longa (teoricamente. α α OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos. o plano do chão. C. Também é usual. como um triângulo) em perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano. Após conceitos e definições. é capaz de representar perfeitamente uma reta. Por isso. mas não serve matematicamente falando por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. Essa frase ajuda a aguçar a intuição. indicando a continuidade nos seus dois sentidos. sem fronteiras ou bordas. um plano deve ser considerado ilimitado. e infinita. o do teto. t. uma espécie de átomo geométrico. porém. são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada ciência. É interessante perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou elevações). etc. às vezes. Q. etc. que pode ser percorrida indefinidamente. Nada que se possa visualizar por completo. Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas suas partes”. Apesar de não servir como definição. há certa preferência em representá-la com setas duplas. por exemplo. em geral. que é tornar uma superfície lisa. como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede. planícies (no mesmo sentido). no sentido original da palavra (INDIVISÍVEL). por letras gregas minúsculas: α.2. B. π. dentre outros. β. geométrico ou não. As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. sempre num mesmo sentido de percurso. aplainar (ou aplanar). r r 3. já que ela deve ser entendida como ilimitada. É importante a idéia de que um ponto não possui dimensão (“tamanho”). o do papel. PLANO: representado. Entretanto. Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais entes geométricos. ou seja. partindo de um de seus pontos. infinita) estrada sem curvas. Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos: 4 . PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A. é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é perfeita. mas não obrigatório. Introdução: Linhas. podendo se prolongado em duas direções ou em composições destas. 1. Na concepção comum. nunca mais se volta ao mesmo lugar. É importante notar que há várias representações de planos ao redor: o plano do quadro.Capítulo 1. Ângulos e Triângulos 1. utilizar um retângulo (ou outra figura. P A 2. isto é. P. s.1) Proposições Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente. uma vez que.

Solução: A Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC. Deste modo. B C 5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD. De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e BE. Logo. Introdução: Linhas. Solução: E A F B C Observe que nos triângulos ACD e ECB temos: ˆ CD ≡ BC. Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum. ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡ ∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. então ∠CBQ ≡ ∠BCP. ii) as bissetrizes relativas aos ângulos da base. comum aos P Q dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual . Solução: A i) Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que BN ≡CM.Capítulo 1. implicando que AD e BE possuem igual comprimento. demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais. ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. BE e CF são congruentes. AC ≡ EC e ∠ACD = 60o + C = ∠ECB. comprimento (BQ ≡ CP). Pelo caso especial de congruência de triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Demonstrar que os segmentos AD. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois triângulos. D 29 . implicando que ∆ABC é isósceles. N M B C A ii) P Q Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes. temos que CN ≡ BM. concluímos que BQ ≡ CP. CAE e ABF. Ângulos e Triângulos 3) Num triângulo isósceles. temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes. Portanto. B C 4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles. onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ. .

B C Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c. Solução: A Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e ACM. Ângulos e Triângulos 6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. Determinar entre que limites pode variar a medida do lado AC. x a+b+c Somando estas desigualdades obtemos x + y + z > . respectivamente. Solução: a b+c a a b+c a a+b+c + Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒ < ⇒ + < ⇒ a< . ∆ACP e ∆BCP obtemos: c < x + y.Capítulo 1. b < x + z e a < y + z. y z Somando obtemos: x + y < a + b. 2 B A F 10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. 9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro. 8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. y e z. a+b+c Somando estas desigualdades: h a + h b + h c > . Observando os triângulo ∆ABP. Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒ a+b+c AM < 2 C B M 30 . B e C são x. Solução: Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm. Analogamente: 2hb > a – b + c e 2ha > – a + b + c. 7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro. 2 2 2 2 2 2 2 A demonstração para os outros lados é análoga. Solução: A Considere que a distância do ponto P aos vértices A. respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b. Introdução: Linhas. 2 P Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a. ∆BCF temos: hc + AF > b e hc + BF > a ⇒ 2hc + (AF + BF) > a + b ⇒ 2hc > a + b – c. Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c. Solução: C hc Em ∆ACF. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2.

A + B ≡ B + C ≡ C + D ≡ D + A(= 1 raso) ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ E ≡ G.1) Definições Dadas duas retas distintas. B ≡ D. oito ângulos (não nulos nem rasos).Capítulo 1. bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s. Ĉ e F são os pares de colaterais internos. B e F . Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t. B e Ĝ são os pares de colaterais externos. Ĉ e Ĝ. dois a dois. Diz-se que dois ângulos. ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado – colaterais). inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅. com o  e Ĝ. E + F ≡ F + G ≡ G + H ≡ H + E(= 1 raso) O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos. ˆ enquanto que  e Ĥ. uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do conjunto formado pelas duas iniciais. Formam-se. ˆ ˆ ˆ Na situação original. dentre os oito acima. tenham vértice comum. ˆ ˆ Na situação esquematizada anteriormente.10. outro em s. o caso em que r e s são paralelas. com vértices distintos. ou seja. Para tanto. mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s. desde que. Introdução: Linhas. D e Ê.10) PARALELISMO 1. D e Ĥ são os pares de ângulos correspondentes. B e Ĥ são alternos externos.  ˆ B r ˆ D ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ A ≡ C. são: – Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido bem como outros lados estiverem um em r. Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ.  ˆ B ˆ D r ˆ ˆ ˆ Na figura ao lado. 31 . D e F .  e Ê. F ≡ H. assim. os quais são fáceis de se relacionar. Ângulos e Triângulos 1.

Calcule as medidas dos ângulos do triângulo ABC. traça-se a bissetriz do ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE = AB e AF = AC. A. Calcule x. ABCD é um retângulo e AME é ˆ ˆ um triângulo. • B 61° C 42) Na figura.Capítulo 1. Introdução: Linhas. ABC é um triângulo retângulo e isósceles e ACD é um triângulo isósceles de base CD. Calcular a distância entre os pontos O e C. C. Mostrar que os dois triângulos são congruentes. Demonstrar que os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A. Calcule EAB e BEM . 41 45) A. Mostrar que o triângulo BOC é isósceles. 4AB + AC – 2BC = 6 cm. Demonstrar que MC = (CA – CB)/2. sabendo que AB = AS = SC. B M N 72° A 80° C P 53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um triângulo retângulo isósceles ABC. OB = 5 cm. As retas BN e CM cortam-se em O. o triângulo MNP é eqüilátero e BM = BN. Mostrar que AC = BD e que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto médio. um ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos outros dois lados. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB e CN de um segmento NQ = NC. Demonstrar que AB = CD e AC = BD. D são pontos distintos de uma reta. 2) os ângulos B e B’. 51) BM e CN são duas medianas de um triângulo ABC. A X D CD = 3 cm. 49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é um ponto interno ai segmento MB. Mostrar que BF = CE. 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. B. 54) Demonstrar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado e as alturas relativas aos outros lados. E A B M D 36° C 43) Na figura seguinte. B e C são quatro pontos de uma reta. 46) O. Demonstrar que MN = (AB + BC)/2. 56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são congruentes quando têm iguais os perímetros e as alturas relativas às bases. 47) AB e BC são segmentos adjacentes. Une-se B com F e C com E. 52) Num triângulo ABC. A x B S C 44) Na figura seguinte. sucedendo-se na ordem OABC. e tais que OA = 3 cm. Ângulos e Triângulos 41) Na figura a seguir. AS é bissetriz interna do triângulo ABC. 50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais são iguais: 1) os lados BC e B’C’. tais que AM = AN. e tais que AB = . sucedendo-se na ordem alfabética. BC = 5 cm. 48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta que têm o mesmo ponto médio. Calcule x. cujos pontos médios respectivos são M e N. 55) Provar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado.

71) P é um ponto do lado AB de um triângulo ABC. 61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcamse os pontos M. 72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao lado AC. Demonstrar que as ˆ bissetrizes dos ângulos B e HÂC são perpendiculares. 68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD = ˆ BD. Determinar a medida do lado AC. 77) Um observador pretendendo determinar a altura de uma torre AB. calcular os ângulos A e B do triângulo. colocou-se no ponto D de ˆ forma que o ângulo ADB = 15o. Determinar as medidas dos lados sabendo que são expressas por números inteiros de metros. P e Q são pontos dos lados BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. A bissetriz do ângulo BAH intercepta BC em D. Demonstrar que AD = AE. 70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. tais que os ângulos BÂD e CÂE são respectivamente iguais aos ângulos C e B do triângulo. 62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo retângulo é maior que a semi-soma dos catetos. O ângulo ˆ ˆ 67) ABC é um triângulo no qual B = 60o e C = o 20 . N e P. 78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas aos ângulos B e C de um triângulo ABC. ˆ ˆ 69) As bissetrizes dos ângulos B e C de um triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de 128o. Achar os ângulos do triângulo BCD. Prolonga-se o lado AB de um segmento BD = BC e une-se C com D. Calcular os ângulos do triângulo. Sabendo que o ângulo C = 66o.Capítulo 1. 63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das medianas de um triângulo está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. 58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um triângulo isósceles ABC. 42 . Calcular o ângulo agudo formado pelas alturas traçadas dos vértices B e C. Calcular os ângulos do triângulo. Calcular os ângulos do triângulo. 66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC. 75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se duas retas que interceptam o lado BC nos pontos D e E. Introdução: Linhas. 65) Num triângulo ABC. Une-se M com A e com B. CP é a bissetriz interna relativa ao vértice C. tal que AP = PC = BC. tais que MB = BA e NC = CA. o ângulo  = 60o e o ˆ ângulo B = 100o. um em cada lado. 60) M é um ponto interno a um triângulo ABC. ˆ ˆ sabendo que as bissetrizes dos ângulos B e C o formam um ângulo de 132 . Ângulos e Triângulos 57) Determinar a medida do maior lado de um triângulo sabendo que é expressa por um número inteiro de centímetros e que os outros dois lados medem 2 cm e 9 cm. além disso. 74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. Provar que o perímetro de MNP é menor que o perímetro de ABC. Calcular o ângulo MÂN. 59) O perímetro de um triângulo é 14 m. Demonstrar que o triângulo ACD é isósceles. 64) Provar que o segmento que une um vértice de um triângulo com um ponto qualquer do lado oposto é menor que ao menos um dos outros dois lados. 76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura relativa à hipotenusa BC. Calcular o ângulo formado pela altura relativa ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â. Determinar a altura da torre AB. 73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o ˆ dobro do ângulo B . Demonstrar que MA + MB < AC + CB. Andando em direção à torre passou pelo ponto C tal que o ˆ ângulo ACB = 30o e verificou que DC = 72 m.

Introdução: Linhas. 70° e 80° C) 20°. alguns ângulos entre as retas a. 83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC . Determinar a medida do ˆ ângulo ∠DCE . B . ∠ABC = 80° então o ângulo ∠ADB é igual a: a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70° 85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido pela rotação do triângulo ABC de 90o no sentido anti-horário ao redor de C. 82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos consecutivos. Ângulos e Triângulos ˆ BÊD = 95 e o ângulo BDC = 82 . AD = BC .Capítulo 1. Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semidiferença dos ângulos BÔC e AÔC. M e N são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC = CA. A D α 60O 40O C Quais retas são paralelas? a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n e) não existem duas retas paralelas E a) 75o b) 65o c) 70o d) 45o e) 55o 90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com os ângulos mostrados na figura. 60° e 90° B) 30°. Sobre o lado AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD = DC e EB = EC . 43 . o o 79) ABC é um triângulo no qual  = 120o. então os ângulos internos desse triângulo são iguais a: A) 30°. Calcular o ângulo MÂN. 87) (Portugal-98) Na figura seguinte. C . o ponto D pertence ao lado AC de modo que BD = DC. 75° e 80° 84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC. Se a medida do ângulo externo de vértices A é 5x. Sabendo-se que ∠BAC = 40°. e tais que AÔB – BÔC = 36o. c. conforme mostrado no desenho abaixo. OA. Quanto mede o ângulo DÂC? 88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de reta r e s são paralelos. 80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos consecutivos AÔB e BÔC. Calcular os ângulos do triângulo. Podemos afirmar que α é igual a: B 86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que ˆ ˆ possui ∠BAC = 36o e ∠ABC = 21o. 65° e 85° E) 25°. m e n são dados. OZ é a bissetriz do ângulo XÔY. D . 80° e 80° D) 30°. Então a soma dos ângulos ˆ ˆ ˆ ˆ Â. Calcular o ângulo BÔZ. Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY também é bissetriz do ângulo AÔB. YÔZ e XÔZ. b. OB e OC são as bissetrizes respectivas dos ângulos XÔY. 81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é uma semi-reta interna ao ângulo AÔM. Ê e F será de quantos graus? 89) (Bélgica-2003) Na figura. ambos agudos. as medidas dos ângulos internos de vértices B e C são dadas por 2x + 10o e 4x – 40o.

A a) 5 b) 6 c) 7 d) 8 N C M B Qual é a medida do segmento NA ? 10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD // AB . em centímetros. paralelos entre si.6 d) 19. enquanto que o triângulo MNC. Veja a figura abaixo. o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e que os retângulos EFGH e E´FGH´ são semelhantes.1 cm.2 e) 19. tem lados de medidas 39 cm. pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede: R 3 3 a) 16. sendo AB seu cateto menor. 36 cm e 15 cm. 1 cm A 2 cm B Se os lados têm as medidas indicadas.C. o lado maior do primeiro retângulo está para o lado maior do segundo retângulo assim como o lado menor do primeiro retângulo está para o lado menor do segundo retângulo. retângulo em A. E N M 1 cm D 1 cm B O C C 8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o triângulo ABC e os segmentos BC . C D 13) (UFRN-2004) Phidias. 30° A B A medida do segmento AD . então o perímetro do triângulo ABC é.8 c) 18. em centímetros. tem perímetro de 30 cm. FG e DE .8 P 4 3 Q 9) (Unifor-99) Na figura abaixo. BCD e BDE.Capítulo 2. em metros. construiu o Parthenon com medidas que obedeceram à proporção áurea. ou seja. é aproximadamente igual a a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64 64 . BD = 1.5 cm. CD = 12 m e AB = 48 m. o triângulo ABC. é a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3 12) (UFRN-2000) Considerando-se as informações constantes no triângulo PQR (figura abaixo). retângulo em M.. DF = 2.4 b) 17. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos A 11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os triângulos retângulos ABC. CE = 2 cm e FG = 2 cm. então a medida do lado BE . Se AF = 3 cm. um arquiteto grego que viveu no século quinto a.

3 b) 28 3 a) 5 e 3 d) 3 e 5 b) 3 e 4 e) 4 e 5 c) 4 e 3 15) (UFPB-86) Na figura. podemos afirmar que a razão da medida da base do Parthenon pela medida da sua altura é uma raiz do polinômio: a) x2 + x + 1 b) x2 + x . NP = 6 e CB = 5.Capítulo 2. determine a medida do segmento AM.2m. respectivamente. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Assim. As dimensões são AC = 1. 2 20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem pontos internos S. apoiada sobre uma mureta de concreto no ponto C. 3 DC = DE = CE = m. E e G são retos. vale: a) 4 m b) 2 2 m c) 4 2 m d) 8 m e) 8 2 m 17) (UFPB-88) Na figura.1 2 c) x . em metros. os ângulos B. BC = 9 .y = 8 3 d) x : y = 8 e) 1 1 11 + = x y 12 18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um triângulo retângulo são 6 e 8. Então. AC = 15 e EF = 4 . como na figura. em cm. c) 9 d) 8 e) 4. CB = 4. paralelamente ao 65 . da extremidade A. a) x – y = 14 b) x + y = 22 c) x. O maior lado desse triângulo mede.x – 1 d) x2 . a medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual a 5cm. os segmentos ED e DF valem. Sabendo que S é o ponto médio de RT . no momento em que a extremidade B toca o solo.5 c) 3. de 8 vezes a altura h. em 3 relação ao solo. é válida a igualdade A solo D E 22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um cano de diâmetro desprezível. AB é paralelo a DE . então a medida de UV é a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55 21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma haste rígida AB . a medida de RV é 69 e a medida de RT é 19. a) 6. NP || AB e NM || CB.8m.x + 1 14) (UFPB-78) Na figura ao lado.6 19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo. Se NM = 2. U é o ponto médio de TV .0 b) 2. T e U. Sendo h a altura. A medida da projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é igual a: a) 2. na figura ao lado. B C 16) (UFPB-87) O comprimento BC . Então.2 d) 3. determine o valor. AB = 12 .

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m de largura. Na passagem de um corredor para o outro, as extremidades do cano tocaram as paredes dos corredores e outro ponto do cano tocou a parede onde os corredores se encontram, formando um ângulo α , conforme mostrado na ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do ângulo α é 60°, determine, em metros, o comprimento do cano. O comprimento da escada é:

23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4 metros no mesmo instante que minha sombra é de 44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65 m, então podemos afirmar que a altura da árvore é, em metros, igual a a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72 24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm. Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma perpendicular MN ao lado BC, sendo N pertencente ao segmento BC. Determine o perímetro do triângulo MNC.

( )1 / 2 2/3 c) (x 3 / 2 + y 3 / 2 ) 2/3 e) (x1 / 2 + y1 / 2 )
a) x 3 / 2 + y 3 / 2

( )3 / 2 3/ 2 d) (x1 / 2 + y1 / 2 )
b) x 2 / 3 + y 2 / 3

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos AC ABC e AB'C' são semelhantes. Se = 4 então AC' o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de ABC é igual a:
A

B' C'

B

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo semiplano determinado por uma reta r. Sabendo que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente, de r, determine a medida, em centímetros, do menor caminho para ir-se de A para B passando por r. 26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura se encontra a x metros de uma parede de um edifício. Uma escada que está tocando a parede e apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o y chão, onde tgθ = 3 . Suponha que o muro e a x parede são perpendiculares ao chão e que este é plano (veja figura).

C

1 a) 8

1 b) 6

1 c) 4

1 d) 2

e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
a) 1/2 b) 1 c)

2

d) 1,5

e)

3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem, respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais próximo da medida de AB + BC + CD + ED + EF + ... é:

a) 3

b) 4

c) 5

d) 5/2

e) 7/2

a) 17

b) 19

c) 21

d) 23

e) 25

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se construir um restaurante, na estrada, que fique à mesma distância das duas estações. A distância do restaurante a cada uma das estações deverá ser de a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m 34) (Unb-2000) Em uma região completamente plana, um barco, considerado aqui como um ponto material, envia sinais de socorro que são recebidos por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de 45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em linha reta à estação B, formando um ângulo de 45° com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste. Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km do barco, calcule, em quilômetros, a distância do barco à outra estação. 35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num terreno plano, numa determinada hora do dia, mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede 3m.

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10 e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8

b) 5,2

c) 5,0

d) 4,6

e) 5,4 se

32)

Na figura, FG AB = 5AD = 5FB , a razão vale: DE

(Mackenzie-2003)

A altura do prédio, em metros, é a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
36) (Unesp-2004) Um observador situado num ponto O, localizado na margem de um rio, precisa determinar sua distância até um ponto P, localizado na outra margem, sem atravessar o rio. Para isso marca, com estacas, outros pontos do lado da margem em que se encontra, de tal forma que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C também. Além disso, OA é paralelo a BC, OA = 25 m, BC = 40 m e OB = 30 m, conforme figura.
A distância, em metros, do observador em O até o ponto P, é: a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse retângulo, em cm, é:

a) 4

b) 8

c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC, seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida. Então o valor de AD/DC é: a) 2 b) 1 / 2 c) 2 d) 1/2 e) 1 41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA = DÊB?

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados são retos. Temos necessariamente:

a)

x p = y m

b)

x m = y p e)

c) xy = pm
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

d) x2 + y2 = p2 + m2

1 1 1 1 + = + x y m p

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB, retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x é: a) ab − a − b b) a + b − 2ab
c)
e) a 2 + b2 ab + a + b d) a + b + 2ab

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um 2 2 quadrado de lado . Então, a medida do lado 3 AB é:

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas condições, a altura do retânguslo, em função de h e b, é pela fórmula:

68

Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a) 2h 3 3 b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3 bh h + b 2bh b) h + b a) bh h + 2b bh d) 2h + b c) e) bh 2 (h + b ) 44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos é o triplo do outro. b) Mostre que o comprimento do cateto maior está entre 92 e 93 centímetros. está representada na figura . vista de perfil. tanto por triângulos retângulos quanto por triângulos obtusângulos 49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e isósceles ABC. 45) (ESA-95) Calculando x na figura dos quadrinhos abaixo. seu perímetro é dado por 69 . pode-se afirmar que o menor lado do triângulo maior mede. um deles com 4. a) Calcule os comprimentos dos catetos. então a medida de QM em função de a e x é 3a − x a) 4 3a − x b) 8 8x + 3a c) 8 9 x − 3a d) 8 51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes. tanto por triângulos acutângulos quanto por triângulos retângulos e) podem ser satisfeitas. encontramos: 48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC traça-se a ceviana interna AD. a) 9. 7 e 9cm de lado.6 c) 12. em metros: 2 3 2 3 3 3 a) b) c) d) e) m 3 3 6 2 3 47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo equilátero de altura h. além da mesma altura. e o outro com 66 cm de perímetro. como na figura abaixo: C P Q A B 9 6 9 6 x x O lado do triângulo equilátero AQP mede m 6 m m 6 a) b) c) d) m 3 2 2 a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8 46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm todos a mesma extensão. A 50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura abaixo é equilátero de lado a.4 d) 13.2 52) (AFA-2000) O valor de x2. que o decompõe em dois triângulos semelhantes e não congruentes ABD e ACD. é B o C ˆ Se AB = 2m e BCA = 30 .8 b) 11. na figura abaixo. onde A = 90o e AB = m. em cm.Capítulo 2. a medida da extensão de cada degrau é. Conclui-se que tais condições: a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos b) só são satisfeitas por triângulos retângulos c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos d) podem ser satisfeitas.

AC =16. onde AD é a mediana relativa ao lado BC. Então o valor de h em função de k é: c= k− a) k 2 −1 2k k −1 k −2 2 2 c) d) 1+ k 2 −1 − k 2 e) n. isto é BC AC = . A' B' 60) Num triângulo ABC. Calcule x e y. Se LM // NC e LN // MC . Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um ponto sobre o segmento CE tal que m( BC ) + m( CF ) = m( AF ). Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é semelhante a ABC. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a a) b 2 − 4 a4 2 a2 b) − 4 b2 c) b2 b4 − 4 a2 2 56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD. A L M b) 2 k −1 2k ( 2 ) 54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC. podemos afirmar que: P A N B C N 59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’. B' C' A' C' d) 4p 2 − 1 ( ) e) 8p 2 + 4 ( ( ) ) ( ) 70 . Por um ponto arbitrário M do segmento BD. 57) Na figura. tracemos o segmento MP paralelo a AD. e dois ˆ ˆ suplementares. são 1 dados pelas seguintes expressões: b = k + e k 1 onde k é um número real maior que k 1.a. r 10 s t 20 y 21 30 y d) b − b4 4a 2 53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo retângulo de altura h (relativa à hipotenusa). respectivamente. AC e DA: AB’ = AB/3.d. sobre AB. B M D C a) MN + MP = 2 BM b) MN + MP = 2 CM c) MN + MP = 2 AB d) MN + MP = 2 AD e) MN + MP = 2 AC 55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo retângulo isósceles é 2p. AB = 12. BC = 20 e BL = 9.Capítulo 2. retângulo em A e de altura AD. 58) Na figura. tomam-se. demonstrar que os lados opostos a esses são proporcionais. onde P é o ponto de interseção desta paralela com o prolongamento do lado AC. B + B' = 180 o . AC’ = AC/3 e DD’ = DA/3. Se N é o ponto de interseção de AB com MP. cuja BC razão entre as hipotenusas é igual a razão B' C' AB entre dois catetos. ˆ ˆ sendo os ângulos α = BAF e β = EAD . são semelhantes. A altura relativa à hipotenusa é: b) (p + 1) 3 − 1 c) p 2 − 1 a) p 2 61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que tenham dois ângulos iguais. r // s // t. calcule o perímetro do paralelogramo LMCN. Â = Â’. Prove que cos α = cos 2β.

75 . m a) Utilizando propriedades geométricas. Obtenha. 124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os catetos. M o ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB. a partir das figuras abaixo. Mostre que a reta DP divide o segmento EB em dois segmentos de mesma medida. 125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas de Atenas. c) Calcule a medida do segmento AC. uma demonstração do teorema de Pitágoras: o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual a soma dos quadrados dos seus catetos. Se o comprimento de cada lado da bandeira é d. tal que AP = b (onde b < a ). marca-se o ponto P. 122) (OBM-98) No triângulo ABC. P é a interseção de EC e MB. AE b 120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a. b) Sabendo que BC = 2. Esses quatro triângulos retângulos e o quadrado menor são rearranjados da forma indicada na figura 2. e sobre o prolongamento do lado BC. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . conforme a figura 1. que será suspensa por dois de seus vértices através de postes verticais. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. onde n e m são números naturais. iguais. calcule a medida do segmento DC. Mostre que M é o ponto médio de PQ. AF a (ii) Mostre que = . Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até o lado esquerdo e o ponto B até a paralela superior. encontre o ângulo BA 126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em quatro triângulos retângulos congruentes e um quadrado menor. O terceiro vértice da bandeira apenas toca o solo. um grupo de amigos resolveu construir uma grande bandeira em forma de triângulo equilátero. Para que ponto D o comprimento do segmento EF que une os pés destas perpendiculares é mínimo? (i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são semelhantes. determine o valor de d na forma n .Capítulo 2. 121) (OBM-2004) Na figura. O matemático indiano Bhaskara demonstrava o teorema de Pitágoras com a ajuda desses diagramas. ABC e DAE são triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os ângulos BAC e ADE medem 36°. obtendo a seguinte configuração: 123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado. D é o ponto médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE = ˆ ˆ 2 ⋅ EC. um de 4 metros e outro de 3 metros. calcule a ˆ medida do ângulo EDC . Dado que os ângulos ADC e BAE são ˆC. Sobre o lado AB.

e intersectam o triângulo. ℓb. A reta AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD. Prove que o lado do AX 2 quadrado é igual a . de modo que CP = 2BP. tal que AP = b (onde b < a ). a partir de C. DB = 2. ℓb. respectivamente. Sobre o lado AB. Calcular o perímetro de ∆AMN. 3. As retas ℓa. Prove que as retas XY e BC são paralelas. E e F estão sobre os lados BC. AC e AB. C e D tais que as distâncias entre a do meio e as outras duas sejam iguais a 5 e 7 unidades. ℓc são paralelas a BC. Prove que d2/3 = n2/3 + 1. sejam D e E nos lados AB e AC. AD = 3. tais que ∠AFE = ∠BFD. BR = 2AR e AQ = 2CQ. 129) (Wisconsin-98) Pontos P. de um quadrado ABCD. O comprimento de PC é: a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11 136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y são escolhidos nos lados BC e CD. respectivamente. 134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo com AB = 30. e sobre o prolongamento do lado BC. marca-se o ponto P. respectivamente. Se ∠ABC = ∠AED. ℓc e AB são 1. AE = 2. Qual o lado do quadrado? 135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC. os pontos D. BC = 7. Mostre que M é o ponto médio de PQ. determine o comprimento de BD. Traçam-se três retas paralelas por B. ℓb e CA. BC = 50. 133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a. CA = 6 e o lado BC é prolongado. CA = 40. de modo que RX = 2PX e PY = 2QY. 2. b) Se AB = 5. de ∆ABC.Capítulo 2. respectivamente. Encontrar os lados do triângulo determinado por ℓa. CA. AB = 8. Os lados do retângulo EFCG possuem comprimentos n e 1. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . ℓc. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um triângulo ABC. respectivamente. CA e AB. 132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como indicado na figura seguinte. Então os pontos X e Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ. As distâncias entre ℓa e BC. AX 2 + (AX − XY) 2 76 . respectivamente. ∠BDF = ∠CDE e ∠CED = ∠AEF. 128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo ABCD possui diagonal de comprimento d. de modo que ∠AXY = 90o. BC = 8 e CA = 7. AB. respectivamente. 130) (Argentina-98) No triângulo ABC. até um ponto P de modo que ∆PAB seja semelhante a ∆PCA. B P C Q N A M D a) Prove que ∠BDF = ∠BAC. 131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. onde ABCD possui lado 6 e MNPQ possui lado 5. determinar o valor de EC. Q e R são escolhidos nos lados BC.

portanto. isto é.d. Logo. então a perpendicular a t passando por O intersectaria t em um ponto P≠T. necessariamente. OP é hipotenusa e. então. isto é. Daí. no triângulo OPT. agora. o que significa que P é exterior a C. Logo. OP seria mediatriz de TT’ e. OT ⊥ t (dO.) 3. for perpendicular a um raio (no ponto de tangência). Assim. 82 . OT’=OT=R.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência. 3.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE Uma reta é tangente a uma circunferência se. haveria outro ponto (único) em t.5. tal que P seria médio de TT’. Daí. e somente se. que O eqüidista de A e de B. sendo T o único ponto comum a t e a C. (c. C O R T t ∩ C = {T} ⇔ OT ⊥ (d O . retângulo em T. Introdução aos Círculos Demonstração Basta notar que OA = OB = R. C (⇒ ) Suponha-se. Na realidade. Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus pontos.T = R). Dessa forma. t = R ) t Demonstração: C (⇐) Suponha-se que O R T P t OT ⊥ t e que P seja um ponto de t. tal que um ponto PT’=PT. note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será perpendicular à corda. portanto O ∈ m AB . distinto de T. que C e T sejam tangentes. maior que o cateto OT. Se OT não fosse perpendicular a t. pois t ∩ C = {T}. OP > OT = R.q. conseqüentemente. o que é um absurdo.Capítulo 3. que T seja R T P T’ t R O o único ponto comum a C e a t. Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. t é tangente a C. T’ pertenceria a C. Deseja-se provar que OT ⊥ t. isto é.

q. por serem retângulos e terem hipotenusa e um cateto congruentes. Q R P R T O 83 .: É possível provar que.d. Q R P C O R T PQ e PT são tangentes à C ˆ Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo QPT . Na figura anterior: PQ = PT Demonstração: Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes. 3. P2 t2 OBS. exatamente. há.). por um ponto fora de uma circunferência. PQ = PT (c. duas retas tangentes a tal circunferência.6) SEGMENTOS TANGENTES Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes. por um de seus pontos (P).Capítulo 3. Introdução aos Círculos P4 t1 t3 r P t4 O P1 P3 Não pode haver mais de uma reta perpendicular à r. pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item 3). Logo.

7. Seja d a distância entre seus centros e suponha que r1 > r2.2) Posições Relativas Considere duas circunferências Γ1. 3. de centro O2 e raio r2. • Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um único ponto comum. Γ1 Γ2 Γ1 O2 Γ2 O2 O1 O1 Circunferência Γ2 é interna a Γ1 d < r1 – r2 Γ1 Circunferência Γ2 é tangente interna a Γ1 d = r1 – r2 Γ1 Γ2 Γ2 O2 O2 O1 O1 Circunferências Γ1 e Γ2 são secantes r1 – r2 < d < r1 + r2 Γ1 Γ2 As circunferências Γ1 e Γ2 são tangentes externas d = r1 + r2 O2 O1 As circunferências Γ1 e Γ2 são externas d > r1 + r2 84 . de centro O1 e raio r2. • Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos.1) Definições: • Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra.Capítulo 3.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS 3. e Γ2. • Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra.7. • Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à outra e têm um único ponto comum. Introdução aos Círculos 3.

Q 85 . os ângulos ∠APB e ∠AQB são sempre iguais. Temos também que ∠AOB é o ângulo V central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB. correspondente ao arco AB B.2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à circunferência.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência são iguais.Capítulo 3. 3.2. Introdução aos Círculos 3. Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180o – 2α1 ⇒ 180o – 2α1 = 180o – β1 ⇒ β1 = 2α1.2. 3.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente. como α1 e α2 são ângulos inscritos relativos ao ângulo central β. mantendo fixos os pontos A e B. Demonstração: A O β2 α1 β1 α2 V P B ˆ Na figura α = AVB é o ângulo inscrito. então β = 2α1 e β = 2α2.8.8. A β P α1 O α2 B De fato. A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao ângulo é análoga. ∠AOB é um ângulo central.8. α1 = α2.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA 3. V Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo inscrito. Assim: β1 + β2 = 2α1 + 2α2 = 2(α1 + α2) ⇒ β = 2α. Analogamente β2 = 2α2. O A A O B B AB é o arco correspondente ou subtendido pelo ângulo inscrito ∠AVB. ou seja. A O β Na figura ao lado. Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P. ˆ β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = AVB . Perceba que. por mais que os pontos P e Q andem pela circunferência. AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB.8. Por definição: β = med ( AB ) B 3.1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência.

8. concluímos que o ponto O pertence ao segmento de reta AB. Introdução aos Círculos 3. De fato. 86 .3. fazendo com que AB seja o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na circunferência de diâmetro AB. Trace a circunferência que passa pelos pontos A. Demonstração: V .3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na circunferência e o outro tangente à circunferência.8. A B t Logo ∠AVB = ∠tAB. Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90o – ∠tÂB ⇒ 90o – β/2 = 90o – α ⇒ α = β/2. tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente.1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente. Na figura: tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento O AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB ∠AOB é o ângulo central correspondente A B t 3. Suponha que O é o centro desta circunferência.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco) na mesma circunferência são iguais. V Demonstração: Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semiinscrito são traçados. com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo. β Portanto.Capítulo 3.8. V e B.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência. Assim. 3.3.8. A Considere o ângulo reto ∠AVB. Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semicircunferência. Seja O o centro da circunferência.2. então o ângulo central B ∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180o. a medida do ângulo de segmento é tal que α = 2 O • β α A B t 3. Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90o.

a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também mostra a figura. F Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra o segmento de reta FD. 18 Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7. CI = h e que DI = PC = y. A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro 4 rs determinando uma corda MN. 21) Três círculos de centros em A.25 ⇒ EC = 5. r+s Solução: Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B. B e C e de raios respectivamente iguais a r. Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB. Quanto mede o segmento EF? a) 5 b) 5 2 c) 7 d) 7 2 e) 12 Solução: Como AB = 26. s e t se tangenciam exteriormente dois a dois. Como AFB é um triângulo retângulo: D A1 C 7 B FD2 = AD.BC = 1.Capítulo 3.18 ⇒ FD = 12. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB. e sejam C e D pontos sobre o segmento AB tais que AC = 1 e AD = 8. A reta r é tangente às circunferências C1 e C3. como CDGE é um retângulo temos que EG = 7. Provar que: MN = t. Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF2 = EG2 + FG2 = 49 + 49 ⇒ EF = 7 2 . Assim. AC = 1 e CD = 7 então DB = 18. Introdução aos Círculos 20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26. E G AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma 7 semicircunferência. 97 .BD = 8. Pelas relações métricas nos triângulos retângulos: EC2 = AC. sendo EC e FD perpendiculares a AB. A D I B Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB: (r + t)2 = h2 + (r + s – x)2 (s + t)2 = h2 + x2 M Subtraindo estas equações: (r + t)2 – (s + t)2 = (r + s – x)2 – x2 ⇒ (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒ P C (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒ (r + s + 2 t )(r − s) (r + s + 2 t )(r − s) r − s + 2y = ⇒ 2y = − (r − s) ⇒ r +s r+s N 2t t ( r − s)  r + s + 2t  ⇒ y= 2 y = (r − s) − 1 = ( r − s ) r +s r +s  r +s  Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:  MN  t 2 = y2 +    2  2 t 2 (r − s) 2 4rs  MN  2 ⇒  = t2  =t − 2 (r + s) ( r + s) 2  2  2 ⇒ MN = 4 rs t r+s 22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. Suponha que BI = x. Note que x + y = s. respectivamente.

R+b d3 . Solução: Inicialmente. Qual é o raio da circunferência C3? A) 2 a 2 + b 2 Solução: B) a + b C) 2 ab D) 4ab a+b E) 2b – a b d2 . &2 é uma circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &1. utilizando o teorema de Pitágoras: d1 = d2 + d3 ⇒ (R + a) 2 − (R − a) 2 = (a + b) 2 − (2R − (a + b))2 + (R + b) 2 − (R − b) 2 ⇒ 4 Ra = 4 R(a + b) − 4 R 2 + 4 Rb ⇒ ⇒ d1 . Uma reta através de A tangencia &2 em P. Introdução aos Círculos r s C1 C2 C3 As circunferências C1 e C2 têm raios a e b. temos: AO2 = AP2 + r2 ⇒ AP2 = AO2 – r2 (1) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ. temos: C (R – r)2 = d2 + (h/3 + r)2 ⇒ d2 = (2h/3 – r)2 – (h/3 + r)2 ⇒ d2 = 4h2/9 – 4hr/3 + r2 – h2/9 – 2hr/3 – r2 ⇒ d2 = h2/3 – 2hr (4) Portanto. A h O' R-r B P r O d r Q Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO. R+a a = a+b− R + b ⇒ a+b− R = a − b a + b – R = a – 2 ab + b ⇒ R = 2 ab R– b R– a b a 23) (OBM Jr. Então. respectivamente. substituindo (2) em (1): AP2 = d2 + (h + r)2 – r2 ⇒ AP2 = d2 + h2 + 2hr (3) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ. temos: AO2 = d2 + (h + r)2 (2) Assim. substituindo (4) em (3): AP2 = h2/3 – 2hr + h2 + 2hr ⇒ AP2 = 4h2/3 = BC2 ⇒ AP = BC 98 . a a+b Seja R o raio de C.-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &1. vamos construir a figura proposta no enunciado. Prove que AP = BC.Capítulo 3.

os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de 2P/2R decrescem.00000 3.14103 3. Além disso. n 6 12 24 48 96 192 384 2p/2R 3.ℓn’.14156 3. tem-se C > 2pn. vale 3. Logo.2Pn ' . Se ℓn e ℓn’ são os ℓn R = . escrito com precisão até a décima cada decimal depois da vírgula. circunscreve-se dois polígonos. R’ lados destes polígonos pode-se escrever Observe que.. Os 99 .21540 3. independentemente de n e de R.Capítulo 3.C .14609 3. Realizando cálculos análogos aos C R anteriores chega-se à conclusão que x = .1415926535. seja qual for o tamanho desta circunferência.13262 3..11) O NÚMERO π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA 3. fazendo com que. R Inscrevem-se dois polígonos regulares.14156 2P/2R 3. sendo que quando n cresce 2pn’ cresce e 2Pn’ decresce. com o crescimento de n.15967 3. Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está contido na circunferência é sempre o mesmo.ℓn e 2pn’= n. ℓ n ' R' Se 2pn e 2pn’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade 2p n C R que 2pn = n.14272 3. Introdução aos Círculos 3. Para se ter uma idéia do valor de π. x = C’.14188 3.14167 Repare que. Demonstração: C De fato.10582 3. implicando que = .1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros. pelo teorema anterior concluí-se que a relação é constante. Pela definição de x tem-se x = 2p n ' . para todo inteiro n ≥ 3. observe a tabela abaixo. 2Pn R’ Como o polígono de perímetro 2Pn está circunscrito à circunferência de raio R tem-se C < 2Pn. verifique-se x > 2pn’.11. quando n tende ao infinito. Demonstração: Considere duas circunferências de raio R e R’ e R' comprimentos C e C’. um em cada R circunferência.13935 3.46411 3.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR. R obtém-se C = 2πR. Define-se x como x = . as seqüências definidas pelos valores de 2pn’ e 2Pn’ são limitadas e convergem para um mesmo número real. tendendo para o número π que. de perímetros 2Pn e 2Pn’. implicando que R R' 3. 2p n 2p n ' R ' Desde que o polígono de perímetro 2pn está inscrito na circunferência de raio R.11. tem-se que x está sempre entre 2pn’ e 2Pn’. Chamando esta constante de π. x > 2Pn’. ou seja. Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’. cada um de n lados. de mesmo número de lados. tem-se C C' = = constante .

na França. em 1984. <π< .Capítulo 3. Somente em 1767 que o matemático J. em 1967. Entretanto. Desde Arquimedes. D) não conhecendo os valores dos raios. isto dá 3. N O L S Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar duas vezes pelo mesmo local. que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis.000 algarismos decimais exatos e. nos Estados Unidos. onde ℓ é o comprimento do arco AB : α ℓ = 2π 2πR ⇒ ℓ = αR B Obs: α em radianos (0 < α < 2π) Exemplos: 1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular. de acordo com a proporção. até então.1416. Com seu auxílio. 3. em que a distribuição das passarelas acompanha a figura abaixo.142. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto tornou-se padrão entre os outros matemáticos. passando pelo oeste. que obteve o valor π = 3. B) passando pelo sul. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma periodicidade. Com o auxílio de uma maquininha manual. a distância percorrida é a mesma. somente depois que L. o valor de π foi. A O α ℓ Assim. Introdução aos Círculos babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre 3 1 1 25 22 e 3 . ou seja. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um número irracional.395) de algarismos exatos! O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W. então. calculado com 808 algarismos decimais exatos. Depois vieram os computadores. Jones (16751749). Em 8 7 8 7 frações decimais. então: A) passando pelos círculos menores.125 < π < 3.11. 100 . quero ir do leste ao norte.3) Comprimento do Arco de Circunferência Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central que compreende este arco.013. o caminho é mais curto que indo pelo sul. Porém. não é possível saber qual o caminho mais curto. Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos seguintes). VII: 23). O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em 1873. calculou-se π com 500. matemáticos se têm ocupado em calcular π com precisão cada vez maior. H. o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores. não era sabido se π era racional ou irracional. com mais de dez milhões (precisamente 10. O Velho Testamento. C) passando pelos círculos menores ou pelo sul.

As duas circunferências. então o menor arco XY vale: a) 50o b) 60o c) 65o d) 70o e) 75o 74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos possuindo mesmo raio.Capítulo 3. 76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão representadas duas circunferências tangentes exteriormente e uma reta tangente às duas circunferências nos pontos A e B. Sabendo que os raios das circunferências medem 24 e 6 metros. Uma reta intersecta o segmento PQ e encontra as circunferências nos pontos A. B. a) 20o b) 35o c) 40o d) 55o e) 70o a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7 71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de diâmetro 1 com uma fita adesiva. a) 5o b) 10o c) 15o d) 20o e) 25o 70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um círculo com diâmetro AB. Se ∠PÂB = 35o. tangentes entre si. 113 . C e D. têm centros E e F e são tangentes aos lados do retângulo [ABCD] nos pontos M. O comprimento desta fita é igual a a) 3 + π b) 3 c) 3 + π/2 d) (3 + π)/2 e) 6 + π 75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectamse em P e Q. Os dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência de modo que AC ⊥ BM e  = 50o. AD é um diâmetro de uma semi-circunferência com centro M. a) 2 b) 2. Determine o ângulo entre as retas AC e BD. Determine o raio desta semicircunferência. X e Y . Prove que ∠APB = ∠CQD.4 c) 2. 72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de catetos 4 e 6. traça-se uma semi-circunferência com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do triângulo retângulo. traça-se o diâmetro PX e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. nesta ordem. determine a distância entre os pontos A e B. Introdução aos Círculos círculo.5 d) 3 2 e) 3 13 77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8. Determine a razão entre o perímetro de um dos círculos e o perímetro da região hachurada. N. O ângulo agudo formado pela mediatriz e pa mede: 73) (Bélgica-2003) Na figura.

2ab Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1. Solução: 6+5 2 +x Seja x o valor do lado desconhecido.XY 3  1. 2 Pela fórmula de Heron: S = p(p − x )(p − 5 2 )(p − 6) ⇒  6 + 5 2 + x  6 + 5 2 − x  x − 5 2 + 6  x + 5 2 − 6      ⇒ 3=       2 2 2 2      [(6 + 5 2 ) 2 − x 2 ][ x 2 − (5 2 − 6) 2 ] ⇒ 144 = – 196 + 172x2 – x4 ⇒ 16 x4 – 172x2 + 340 = 0 ⇒ (x2 – 2)(x2 – 170) = 0 ⇒ x = 2 ou x = 170 9= 12) Sejam D. x2 e x3 as distâncias do ponto P aos lados do triângulo. Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo que sua área é 3.x 2 ℓ.b. então sen C = 1. Assim: p = .senC a 2 + b 2 ab. BH = 2HC e CI = IA. Daí: a = b. H.x 3 S = S∆PAB + S∆PAC + S∆PBC ⇒ = + + ⇒ 4 2 2 2 P x1 ℓ 3 . 10) A área de um triângulo é dada pela fórmula S = 4 Determine os ângulos do triângulo. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) S ∆XYZ 8  5 4 +  XZ. ou seja. implicando que A = B = 45o. que é um valor constante. fazendo com que sen C ≥ 1. Solução: 129 . onde a e b são dois de seus lados.41 = sen 45 o =  = 11. 11) Dois lados de um triângulo são 6 e 5 2 .Capítulo 4. Solução: a. Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por S = 4 x2 x3 ℓ 2 3 ℓ. I pontos no interior dos lados AB. temos 2 4 2 a 2 + b2 a 2 + b2 a 2 + b 2 − 2ab (a − b ) 2 senC = ⇒ senC − 1 = −1 = ⇒ senC − 1 = 2ab 2ab 2ab 2ab 2 (a − b ) Sabemos que é sempre maior ou igual a zero. Solução: C Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x1. Calcule a área do triângulo DHI.senC Como a área de um triângulo é dada por S = = ⇒ .x 1 ℓ. C = 90o. BC. ℓ2 3 . x1 + x 2 + x 3 = A B 2 a 2 + b2 . 2 2 2 9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo equilátero aos lados é constante.75 m2. CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD = 3AD.

teremos a B C formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y.cos θ e cuja área total é S3 + S9. D’L e A’M.cos θ e cuja área total é S6 + S12.. mostre que a + b = c + d .BH. S5 S6 S7 Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S6 e S12.CH.cos θ. – chamemos de S1.. J.senA) / 2 AB AC 4 2 8 D ˆ S ∆BHD (BD. ˆ S ∆ABC (AB. que é o mesmo ângulo que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical. B’G. H. . a c d b Solução: Inicialmente vamos fazer as seguintes construções: – sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’. Área e Relações Métricas de um Triângulo Observe que: ˆ S ∆ADI (AD.senC) / 2 AC BC 2 3 6 B H C Portanto. como a área de ∆ABC é 1: 1 1 1 5 + + + S ∆DHI = 1 ⇒ S ∆DHI = .BC. Se a.BC. S10 = S11 (1) E S10 θ Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y. BC. C’ e D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB. e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros. S7 = S8. que são as projeções ortogonais dos pontos A’. F. c. B’F.cos θ. Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais. ˆ S ∆ABC (AB. como indica a figura..senC) / 2 CI CH 1 1 1 = = = = . G. S9 Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os B’ F θ C’ trapézios de áreas S3 e S9 (de modo que os segmentos A’B’ e θ S4 I C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas S8 dimensões são y. b.Capítulo 4. S12 as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o menor.. S2.cos θ G H e y. então as áreas também são iguais. CD e DA.AC. – indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’. L e M.cos θ e x – y.senA) / 2 AD AI 1 1 1 = = = = . . Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões. S∆ADI + S∆BHD + S∆CHI + S∆DHI = 1 ⇒ 8 2 6 24 A 13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD.senB) / 2 BD BH 3 2 1 I = = = = .senB) / 2 AB BC 4 3 2 ˆ S ∆CHI (CI. I. B’. – tracemos os segmentos A’E. Analogamente temos que: S2 S4 = S5.AI. – marquemos os pontos E. S1 S12 S11 A M L D 130 . A’ J θ D’ Notamos também que: S3 EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y. então S1 = S2. Deste modo: S3 + S9 = S6 + S12 (2) De (1) e (2) temos que: S2 + S4 + S8 + S10 + S3 + S9 = S1 + S5 + S7 + S11 + S6 + S12 ⇒ a + b = c + d... ˆ S ∆ABC (AC. determinando 4 quadriláteros.

Provar que a área S de ABC é dada por S = ( S1 + S 2 + S3 A I P S3 S2 )2 .SADE. D e F são pontos em AB e BC. Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes: y h1 = ⇒ y. respectivamente. BDF. respectivamente. Solução: A h1 E h2 D C x F y 4.Capítulo 4. Por E traçamos duas retas DE e EF paralelas aos lados BC e AB. Por outro lado. Área e Relações Métricas de um Triângulo 14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior. Prove que S BDEF = 2 S ADE . AC e AB. E e F são escolhidos sobre os lados BC.h 2 )( x. SADE = y.h 1 x. 4p 4 4p − 1 3p − 1 1 (1 − p) = ⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p2 – 4p + 1) = 0 ⇒ Substituindo em (3): 4p − 1 4 2 (2p – 1) = 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D. de modo que os triângulos AFE.SEFG = (y.h1.h2/2.h2. S2 e S3.h2)2 = (SBDEF)2 ⇒ S BDEF Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y. Solução: Como DG || AC. Solução: Suponha que BF/AB = r. CD/BC = p e AE/AC = q. então p(1 – q) = 1/4 (1) Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3) 4p − 1 Desenvolvendo (1) obtemos q = . cada um de área y. BDF. E e F são os pontos médios de ∆ABC.S EFC 16) Pontos D.h 2 ( y. Paralelas aos lados contendo P dividem o triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S1. 4p B D C 4p − 1 1 3p − 1 (1 − r ) = Substituindo em (2): ⇒ r= . dividimos BDEF em dois triângulos congruentes. A ˆ S ∆CDE (CE.CD. 131 . x h2 B y. IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~ ∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC 2 2 2 Assim: S1 =  EP  S 2 =  PH  S3 =  FG        D S1 E B H S  BC  S  BC  S  BC  Portanto: G C S= F ( S3 EP + PH + FG S1 S2 + + = =1 ⇒ S S S BC S1 + S 2 + S3 )2 15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC.h 1 ) = ⇒ Logo: SADE. Assim.h1/2 e SEFG = x. respectivamente.h2 = x. E e F são os pontos médios dos lados de ∆ABC. CED e DEF são iguais a um quarto da área de ABC. SBDEF = y.S EFC .BC. Traçando FD.senC) / 2 CE CD = = = (1 − q )p .SEFG = 2 2 4 = 2 S ADE .h2/2. Prove que D.senC) / 2 AC BC F Como as áreas de AFE. ˆ S ∆ABC (AC. CED e DEF possuem áreas iguais.

oposto ao lado que mede a centímetros. Nestas condições. b e c centímetros. B. é igual. cos(BAC + CBA) ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) e) S = ˆ ˆ 2. d) 11 cm. se forem satisfeitas as relações 3a = 7c e 3b = 8c. justificando.senCBA c) S = ˆ ˆ 2. Seja P um ponto na região interior a estas retas.Capítulo 4. Determinar a expressão do lado c em função de a e b. obtém-se uma diminuição de 3 m2 em sua área. A ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) b) S = ˆ ˆ 2. para que a área do triângulo seja máxima.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 . cujos vértices Q e R estão. a: a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d) 15 2 3 e) 7 2 15 65) (IME-65) AB = AC ≠ BC.sen (BAC + CBA) 2 ˆ C = arcsen . c opostos aos ângulos A. 63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC . a área S deste triângulo é dada pela relação: d2 a) S = ˆ ˆ 2. seja D a projeção de A sobre BC. se CP2 = (m2 + n2 + 2mncos C)cosec2 C A P n B m C 67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois lados a e b. então a área do triângulo ABC vale: b) (ℓ2/2) sec2 θ tg θ a) (ℓ2/2) sec θ tg θ c) (ℓ2/2) sec θ tg2 θ d) (ℓ2/2) cossec θ tg θ e) (ℓ2/2) cossec2 θ cotg θ B M C 66) (IME-67) No triângulo abaixo. retângulo em A. Verificar. A área do triângulo equilátero PQR. Portanto a área do triângulo inicial é de: a) 4 m2 b) 5 m2 c) 6 m2 d) 9 m2 e) 12 m2 60) (ITA-82) Num triângulo isósceles. Qual o valor do ângulo interno deste triângulo. C 145 . as distâncias do ponto P aos lados AC e BC são respectivamente m e n. 68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados a.senBAC d) S = ˆ ˆ 2. b. cos(BAC + CBA) 62) (ITA-93) Num triângulo ABC. o perímetro mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao arc cos 7/25. diminuindo-se de 60° o ângulo que esses lados formam. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) 7 cm.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 . Sabendo-se que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo DÂC mede θ graus. sobre as retas r e s. a) 30o b) 60o c) 45o d) 120o e) 135o 59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b = 4 m. o lado oposto ao ângulo  mede 5 cm . respectivamente. Então a área do triângulo é de: a) 168 m2 b) 192 m2 c) 84 m2 d) 96 m2 e) 157 m2 61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere ˆ ˆ conhecidos os ângulos BAC e CBA e a medida d do lado A. Expressar a diferença AB2 – AM2 em função dos segmentos aditivos da base. 5 então a área do triângulo ABC é igual a : 5 a) cm 2 b) 12 cm 2 c) 15 cm 2 2 25 2 cm d) 2 5 cm 2 e) 2  = arccos 3 5 e 64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas distando entre si 5 cm. distando 4 cm de r. em cm2. Sabendo: 58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a.

30. 3 /2. traçam-se duas retas que se cortam em um ponto M. Se o sen 20 = k. d) admite uma única solução. Mostre que a medida da área do quadrado S é igual a medida da área do triângulo T. temos AC = 3m. 69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo ABC. quando: a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4 d) x > 4 e) x ≥ 4 75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que ˆ ˆ BAC mede 80o. do ângulo C e de K. devendo um dos vértices do triângulo coincidir com um vértice do quadrado. b. quatro dos quais têm áreas 40. Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a altura relativa a ele. Sobre que condições o problema admite solução? 73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir: “Em um triângulo ABC. 35 e 84. ABC mede 40o e BC = 4 cm. Calcule sen A. b) admite mais de uma solução. Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e E de modo que os segmentos CD e CE dividem o ângulo C em três partes iguais. com  = 30o. 79) São dados os lados b e c de um triângulo. Sabendo que o maior ângulo excede o menor em 90o. 84 P B 40 35 30 C 72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer. Calcule a área do triângulo ABC. em centímetros. então a medida de AC. mostre que A p sen 2 . 70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão em progressão aritmética e o lado intermediário mede l.Capítulo 4. A 74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não congruentes. dividindo-o em seis triângulos. calcule os valores de CD e CE em função de a. porque tal triângulo não existe. 146 . é dada por: 4 2 b) a) 2 b) k 1 − 2k 2 2 1 − 2k 2 2(1 − k ) d) e) 2 1 − 2k 1 − 2k 76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito em um quadrado de 5 dm de lado. Sabendo que CE/CD = m/n. Demonstre que: 1 cotg θ = (cotg B + cotg C) 2 A 77) Cinco quadrados são dispostos conforme ilustra o diagrama abaixo. em função de sua área S. onde K = a + b – c. calcule a razão da PA formada pelos lados. e) admite uma única solução. a= B C cos cos 2 2 c) admite uma única solução. como mostra a figura. AB = 4 cm e BC = x cm.” Esse problema: a) não faz sentido. Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC. Área e Relações Métricas de um Triângulo respectivamente e de perímetro 2p. situado sobre o lado BC. BC = 4m e B = 60o. e que fazem com esse lado ângulos iguais θ conforme a figura abaixo. 2 3 / 3 .m e n. 3 / 3. T S C’ P • B’ θ θ B M C 78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e BC = a. respectivamente. 71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de um triângulo ABC.

respectivamente. Os pontos X e Y são dados sobre AB e AC. 92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero cujos vértices estão situados respectivamente sobre três retas paralelas coplanares. 86) Dado um triângulo ABC com AB = 20. então temos que ∠A = 2∠B. 95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB = 4 cm e AC = 3 cm. Determine CE se AC = 4. 6 cm e 7 cm. 82) Em um triângulo isósceles de base a e lados congruentes iguais a b. Calcular BD. 90) Num triângulo ABC. AC = 45/2 e BC = 27. CB = 5 e AB = 6. 94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o ângulo  = 120o. determine AX. o ponto E pertence a AB de modo que 2AE = EB . Se a área de ∆AXY é metade da área de ∆ABC. 83) Prove que se os lados a. 147 . 97) Os três lados e a área de um triângulo retângulo exprimem-se em metros e metros quadrados. c dos lados de um triângulo ABC. Calcular o lado BC sabendo que a projeção de AC sobre AB mede 15 cm. AC = 8 e BC = 10. Demonstrar que subsiste entre os lados desse triângulo a relação b(a2 – b2) = c(a2 – c2). Calcular as áreas dos triângulos ACD e ABE. calcular os lados do triângulo cujos vértices são os pés das alturas desse triângulo ABC. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o lado a. 93) Conhecendo as medidas a. Achar os lados e a área desse triângulo. 81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A entre elas. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros desses quadrados. Calcular a área da superfície comum a esses dois triângulos.Capítulo 4. Determine o comprimento do segmento perpendicular que pertence ao interior do triângulo. de modo que AX = AY. 15 m e 20 m. b. Determine a razão entre as áreas dos triângulos A1B1C1 e ABC em ˆ ˆ função dos ângulos Â. 87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm. 98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo lado é a constroem-se externamente quadrados. o ângulo oposto à base vale 20o. Uma perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o interior do triângulo em duas regiões de mesma área. respectivamente. 89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e AC = 8 cm. 14 e 15. por quatro números inteiros e consecutivos. 84) Em um triângulo ABC. um ponto do interior do triângulo está distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. o lado a = 6 e c2 – b2 = 66. Demonstre que a3 + b3 = 3ab2. 99) Calcular a área de um triângulo retângulo conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h relativa à hipotenusa. Calcular a projeção do menor lado sobre o maior. 96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros construídos externamente sobre os catetos de um triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC ˆ = 8 cm e o ângulo B = 60o. sendo que as distâncias de A às retas valem a e b. Determine os catetos de um triângulo retângulo em A sabendo que os outros vértices pertencem às retas paralelas e que a área do triângulo é igual a k2. 85) Um triângulo possui lados 13. Sobre o lado BC toma-se um ponto D tal que a ceviana AD = 5. b e c de um triângulo ABC satisfazem a relação a2 = b2 + bc. sabendo que a e b são as distâncias da paralela intermediária às outras duas. Área e Relações Métricas de um Triângulo 80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas as alturas AA1. 91) Os lados de um triângulo são AB = 6. BB1 e CC1. Constrói-se sobre AB como base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles ABD equivalente a ABC. B e C do triângulo ABC. Qual a distância do ponto P ao lado de comprimento 7 cm? 88) Os lados de um triângulo medem 7 m.

H e I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta. hb e hc é: S= 1  1 1 1 2 + +  h 2h 2 h 2h 2 h 2 h 2 a c b c  a b   1 1 1  −  + +   h4 h4 h4  c  b   a A 106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF. Os pontos D e E sobre o lado BC são tais que BD = 8 e EC = 9. Eles resolveram dividir o terreno em duas partes de mesma área. dobrada e desdobrada segundo a diagonal BD. D. 104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno ABC com a forma de um triângulo retângulo em A. G e F. 105) (OBM-2001) No triângulo ABC. ambos com lado de medida 1cm . AB = 20. em graus. Os pontos A. em cm 2 : 1 1 3 3 3 b) c) d) e) a) 4 3 10 4 12 107) (OBM-2003) No triângulo ABC. assim como os pontos A. sabendo que ˆ o ângulo C tem a maior medida possível? a) 15 b) 5 7 c) 7 7 / 2 d) 3 11 e) 5 11 / 2 148 . é igual a: a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75 108) (OBM-2003) No desenho ao lado. determine k tal que c2 = ka2 + b2. Calcule a área do quadrado BEFG. Área e Relações Métricas de um Triângulo 100) Três circunferências de raios a.Capítulo 4. B e E são colineares. 101) Demonstrar que a área S de um triângulo ABC. 103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da figura abaixo está inscrito um quadrado. e com o cateto AB de 84m de comprimento. b) Em um triângulo ABC qualquer. A medida do ângulo DÂE. D G C F B E 102) a) Em um triângulo ABC. AC = 21 e BC = 29. foi dobrada e desdobrada novamente (segmento MC) e finalmente. Determine k de modo que c2 = ka2 + b2. ∠A = 30o e ∠B = 45o. Assinale a opção que contém o valor mais aproximado do segmento BM. o quadrado ABCD tem área de 64 cm2 e o quadrado FHIJ tem área de 36 cm2. cujas alturas são ha. Se AB = 20 e AC = 5. b e c são tangentes entre si duas a duas externamente. por um muro MN paralelo a AC como mostra a figura abaixo. que porcentagem a área do quadrado representa da área do triângulo ABC? a) 25% C b) 30% c) 32% d) 36% e) 40% A B A área do triângulo BFG é. Qual é a área do triângulo ABC. Os vértices A. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros das circunferências. E. B M A N C a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m 109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de área 1000 cm2 foi dobrada ao meio e em seguida desdobrada (segmento MN). AB = 5 e BC = 6. Calcule a área do pedaço de papel limitado pelos três vincos (região escura no desenho).

o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. Assim. Introdução aos Quadriláteros Perceba agora que se ABCD é circunscritível. temos que estes quatro segmentos são perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados. BC. então quando traçamos os segmentos determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O D do circuncírculo. B D ABCD. então o centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual distância de AB. Em quadriláteros convexos. como as diagonais são bissetrizes dos ângulos internos. podemos afirmar que O é o ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos internos de ABCD. todo losango é circunscritível. o fato de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível. A S P ˆ ˆ AB C ≡ C B D ⇒ OP = OQ ˆ ˆ AC B ≡ AC D ⇒ OQ = OR B D ˆ ˆ B D C ≡ B D A ⇒ OR = OS Logo. pela propriedade de bissetriz. côncavo. Logo serve de centro à circunferência inscrita. Para existir a circunferência inscrita. De fato. C Por exemplo. B A O Note também que. C A B C D A λ λ não serve como circunferência inscrita. não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de lado(s). CD e DA. ela tem que tangenciar os quatro lados. desde que os lados de um quadrilátero circunscritível são tangentes a uma circunferência. não pode ser circunscritível 170 .Capítulo 5. OP = OQ = OR = OS = Raio da circunferência inscrita no losango R C Q Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível.

então as circunferências determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. então: a) 120o b) x = 110o c) 100o d) 90o e) x = 80o Solução: A B Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180o – ∠ABC = 180o – 70o = 110o Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma corda AB na circunferência. Solução: A B θ Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio. o quadrilátero BCST também é inscritível. Assim. então ∠ACB = ∠ADB. T. Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB. 4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo. implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD. Se x = ACB + BDC. então o quadrilátero ATSD é inscritível. Miquel em 1838. Desde que ∠DAS + ∠ATS = 180o. S e D pertencem a uma mesma circunferência. os pontos A. Solução: D C S A T B Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semicircunferência. Introdução aos Quadriláteros Exemplos: 1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70o. Pela figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360o. fazendo com que ∠ADI = ∠BCI. ∆AID ~ ∆BIC ⇒ θ AI BI = DI CI ⇒ AI DI = BI CI (1) I D C A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒ ∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI. Como ∠CAD = ∠CBD e ∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC. Assim. Este teorema foi publicado pela primeira vez por A. então ∠ADB = 90o e ∠ACB = 90o. Solução: 171 . fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC. x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110o D C 2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então ∠ABC + ∠ADC = 180o. então: ∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360o ⇒ ∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360o ⇒ 2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360o ⇒ ∠ABC + ADC = 180o 3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de diâmetro AB.Capítulo 5. Analogamente. Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.

A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC e fica como exercício.Capítulo 5. BC = b. Designe por M o outro ponto de interseção. Os pontos D. BC e AB. Prove que os pontos simétricos de H em relação a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. Tracemos as duas circunferências que passam pelos pontos F. 6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a diferença dos outros dois lados é 8 m. 7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de suas diagonais. Somando estas duas equações: ∠FME + ∠DME = 360o – (∠ABC + ∠ACB) ⇒ ⇒ AFMD é um ∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180o – ∠BAC quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências. Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180o – C ⇒ A B F o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência circunscrita a ∆ABC. sabendo-se que seu perímetro é 60 m. Solução: 172 . Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC. (Nota: dizemos que o ponto Y é simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o ponto médio de XY). Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em C' relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC. CD e DA são. BC. respectivamente. Analogamente. P e Q. entre estas circunferências. distinto de E. Perceba agora que temos dois quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME. CD = c e DA = d. 5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. E Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒ H ∠ABC' = ∠ABH = 90o – A ⇒ ∠ABC' = A. B. Solução: Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB. Calcular os lados do quadrilátero. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB. M. respectivamente. N. E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC. C. C D Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒ ∠BAC' = ∠BAD = 90o – B ⇒ ∠AC'F = B. de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11. E e D. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é circunscritível temos que: b – d = 16 (1) c–a=8 (2) a + b + c + d = 60 (3) a+c=b+d (4) Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5) De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. Introdução aos Quadriláteros A D F M B E C Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de ∆ABC. E. Em BFME temos: ∠FME = 180o – ∠ABC. Em CDME temos: ∠DME = 180o – ∠ACB. Solução: Suponhamos que AB = a.

Capítulo 5. CD e DA. então a soma a + r (em cm) é igual a: a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8 Solução: a d 2r b a c–a Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo circunscritível o menor lado é a base menor. temos que ∠MQI = ∠PQI. ou seja. pois estes dois ângulos P compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ. Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm.MH MF MG 173 . Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒ A ME MF ME MA E F MA = MC ⇒ MF = MC . Repare agora que ∠BCD = ∠PQI. NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de NMQ. respectivamente. DQIP. QI é a bissetriz de ∠MQP. existe uma circunferência inscrita em MNPQ com centro em I. Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo através de uma reta perpendicular às bases. Assim: r = d/2 = 4 cm. o produto das distâncias de um ponto qualquer do circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos. BC. Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN. 9) Provar que em todo quadrilátero inscritível. 8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível. F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M. Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas distâncias a OX e OY são iguais. QP. Introdução aos Quadriláteros B M I N C A Q Inicialmente note que AMIQ. CPIN e BNIM são quadriláteros inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180o.MG = MF. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o comprimento do menor lado do trapézio. Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm. Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD. a AB. então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ. ou seja. a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm. já que estes dois ângulos D compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP. Deste modo. MA MC MG MC C C ME MH G Portanto: = ⇒ ME. temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm. Desde que o quadrilátero é circunscritível: b + d = a + c = 18 cm. PN e NM são todas iguais. Aplicando o Teorema de Pitágoras: b2 = (2r)2 + (c – a)2 ⇒ 100 = 64 + (c – a)2 ⇒ c – a = 6 cm. Portanto. pois ∠BAC e ∠BCD compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD. B Como AMCD é inscritível então: ∠MCD = ∠MCG = 180o – ∠MAD = ∠MAH ⇒ MH MG MH MA ∆MAH ~ ∆MCG ⇒ = ⇒ = . sobre a H M circunferência. Solução: E.

Assim. D. 12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD são perpendiculares. ou seja. Assim. então ∠PNC = 90o ⇒ PM e CD são perpendiculares. Desde modo: ∠IcAId = ∠IcAB – ∠IdAB = = (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 = = ∠IdBA – ∠IcBA = IcBIc ⇒ A. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. respectivamente. AP DP = ⇒ Portanto. Ib. Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos de IaIbIcId são iguais a 90o. Mostre que o quadrilátero ABCD é inscritível se. temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90o – α + 90o – β = 180o – (α + β) = 180o – ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível. as retas PM e CD são perpendiculares. A M D N α P B C 174 . ou seja. ou seja. Demonstração: D Id Ic C Ia Ib A B Desde que ∠DAB = ∠ACB então ∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA. ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒ ∠PAB = ∠PNC = 90o – α. temos que ∠NPC = ∠MPA = 90o – α ⇒ ∠MPB = α. e Id. Id. temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒ BP CP AP BP = . então PM = MB. Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90o – α. Ic também pertencem a uma mesma circunferência. Introdução aos Quadriláteros 11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam Ia. Ic pertencem a uma mesma circunferência. Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α. Suponha agora que ABCD é inscritível. B. Analogamente temos que A. Ic. uma vez que estes dois ângulos compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD. ∆BCD. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB. ∆CDA. Assim: ∠IbIcId = 360o – (∠IdIcA + ∠IbIcA) = = 180o – ∠IdIcA + 180o – ∠IbIcA = ∠IdBA + ∠IbDA = = (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90o. Prove que IaIbIcId é um retângulo. temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒ DP CP ∠PAD = ∠PBC = 90o – β. Suponha que PM ⊥ CD. ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒ ∠PAB = 90o – α. Ib. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB. ∆ABC. Solução: A M D N • P α β B Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. então PM = MB. e somente se. os incentros dos triângulos ∆DAB.Capítulo 5.

2 3 ⇒ AH = 3 C B H ˆ ˆ 2 AB. todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado.π Solução: Tomemos apenas um quarto da figura. 3 1 π 2 3. Área e Relações Métricas no Círculo Exemplos: 1) (UFRN-97) Quatro círculos. Esta área pode ser calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de circunferência de raio 1. uma vez que BC2 = AB2 + AC2.4 = 2. A área da parte hachurada é: π A) 2 B) 2 3 − 11 C) 3 2 − 11 D) 4 . o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC. AC = 2 3 e BC = 4 . é: 3π 4π 5π 5π 6π a) − 2 3 b) −2 3 c) − 2 3 d) − 2 3 e) −2 3 2 3 4 3 5 Solução: A Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo. os dois círculos traçados são ortogonais. são tangentes exteriormente.AC ⇒ AH. Deste modo. A soma das áreas das figuras hachuradas está para a área do triângulo RST na razão.Capítulo 6. AC 2 3 3 Assim: sen B = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6 4 2 BC AH. RT. Os arcos RnST. RmS e SqT são semicircunferências cujos diâmetros são.AH B C sen(π / 3) ⇒ AB − sen(π / 6) + AC − 2 2 2 2 π 2. SR e ST. 3 3 2π 3 3 3 S T = ( 2) 2 − + (2 3 ) 2 − ⇒ ST = − +π− 6 2 2 12 2 2 3 2 2 ST = ⇒ ST = 5π −2 3 3 3) (AFA-2003) Na figura. Claramente a área total ST é igual a quatro vezes a área destacada na figura ao lado. R a) 1/3 b) 1 c) 1/2 d) 3/2 q m n T S p 196 . RST é um triângulo retângulo em S.π E) 5 . dois a dois.AH 2 AC. A área da intersecção entre o círculo de centro B e raio BA . Assim:  2 πR 2   π   = 41 −  = 4 − π ST = 4 R −  4   4   2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: AB = 2.BC = AB. respectivamente.

A área da região sombreada é igual a a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64 Solução: A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2: S1 = (4)2 – π(2)2 = 16 – 4π. 2 2  A área de prata é igual à área total menos a área de ouro: Sprata = π(2. a área de ouro é igual a duas vezes a área de um semicírculo de raio 1. com centros sobre os pontos em destaque. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos. respectivamente.1)2 – 1.4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0.7 cm: π π  S ouro = 2  (1. 2 2 2 Deste modo. a área da região pigmentada é igual a: 197 . A região hachurada é de ouro e a não-hachurada é de prata. as áreas das superfícies de ouro e de prata são. 5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado. 4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os arcos são arcos de circunferências de raio 2.47π = 2.94π. Área e Relações Métricas no Círculo Solução: Sejam RS = 2x e TS = 2 y ⇒ RT = 2 x 2 + y 2 .Capítulo 6. S∆RST = 2xy. Assim. 6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. Logo: S1 + S2 = 16. como S∆RST = S. A soma das áreas hachuradas vale: πx 2 πy 2 π( x 2 + y 2 ) S = SRmS + SSqT + S∆RST − SRnSpT = + + 2 xy − ⇒ S = 2xy. Se α = 60o.4) 2 − (0.47 π . Assim. em cm2: Solução: Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. então a razão vale 1.7) 2  = 1. Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S2 = π(2)2 = 4π.

6. 2 3 2  [ ] 9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências cujos diâmetros são os três lados desse triângulo. S= + 3 − + 3 − = = 4 3 2 4  4 6 4  2   10) (ITA-99) Duas circunferências C1 e C2. Uma vez que c2 = a2 + b2 e a = b então ∆ABC é retângulo isósceles ⇒ A = B = 45o e C = 90o. a. em metros quadrados. são tangentes.b  π. ambas com 1 m de raio. Área e Relações Métricas no Círculo Solução: O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120o.r 2 − ⇒ Assim: S = − 2  8  2 4   2 .Capítulo 6. Seja C3 outra circunferência cujo raio mede ( 2 − 1 ) m e que tangencia externamente C1 e C2. Assim. é: a) 1 − π1 − 2       2  b) 1 2 − π 6 c) ( 2 −1 )2 d) π 1  2−  16  2 e) π( 2 − 1) − 1 Solução: Os lados de ∆ABC são: a = b = R + r = 1 + 2 − 1 = 2 e c = 2R = 2. A área da região sombreada. Logo:  2π 6 2 6. em m2. as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120o e raio 6. Como os arcos AB e AC são iguais.R 2  π. A área. é igual a π+ 3 π− 3 π 3 2π − 3 a) b) c) d) e) π − 3 2 2 2 2 Solução: A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central 60o e raio 1 m. da região limitada e exterior às três circunferências dadas. 2 π(1) 2 π( 2 − 1) 2 S= − − ⇒ 2 4 4 199 A B C . chamando-os de α temos: 2α + 120o = 360o ⇒ α = 120o. Portanto: π R 2 R 2 3  π R2 3 3 3 π− 3 .sen120 o  S = 2 −  = 2 12π − 9 3 = 24π − 18 3 .

A’C’B’. Portanto: π. x 2 −  12  2   Assim: PQ = 2. ou seja.(2r ) 2 π( r ) 2 r2 3 S=2 +2 − 2.S1 + 2. Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em A e (O’) em A’. onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco interno é uma semicircunferência.sen 15o = 2. bem como as áreas dos setores IAA' e JB'B também são iguais (S2). ⇒ 6 3 4  3 2 r S =  2π −   2   12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x.sen (π / 6)   ⇒ Portanto: S = PQ 2 + 4. a área da oval é igual a S = 2. Pede-se a área desta oval em função de r. Assim.Capítulo 6. Solução: B I B' C O O' C' S1 S2 A J A' Note que. Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado. com centro em cada vértice traçam-se 4 circunferências de raio x. B’B e BCA formam uma oval com quatro centros. que se cortam em I e J. conforme indicado na figura ao lado.x. ∆IAA' é equilátero (lado 2r).x x2 π 2 2 S = x (2 − 3 ) + x − x ⇒ S = 3 − 3 3 + π 3 3 2 ( ) 13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores. Os arcos AA’. S Q θ R D C 1− 3 / 2 = x 2− 3 2 π x 2 . Qual é a cor que cobre a maior área? verde az ul o nc ra b amarelo 200 .S∆IOO'. Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C. temos que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são iguais (S1). pela simetria da construção. Analogamente ∠PDA = 60o – θ ⇒ θ = 30o. Além do mais. em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra extremidade em C’. ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3. Solução: A B O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado PQRS mais quatro segmentos circulares iguais. P Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒ ∠PDC = 60o ⇒ ∠QDC = 60o – θ.S2 – 2. Área e Relações Métricas no Círculo S =1− π(1 + 2 − 2 2 + 1) 4  2  ⇒ S = 1 − π1 −  2    11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro do outro). Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e (O’) em B’.

em cm2. em cm. AT é tangente ao círculo e MT é perpendicular a AT.00 c) R$ 502. A razão entre as áreas do círculo maior e do menor é 0 C D A A área da coroa circular é igual a a) 1 b) π/2 c) π d) 2π 30° A r R B 40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do círculo de centro O. Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves dos gols são semicírculos de mesma dimensão.00 d) R$ 667. e uma tangente PT cujo comprimento é de 24 cm.A área da hachurada na figura mede. x2 e x3. que passa pelo seu centro. que são tangentes externamente e cujas retas tangentes comuns formam um ângulo 47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo. PD = 5 cm e o raio mede 9 cm. os quadrados Q1.030. é: (Considere π = 3.Capítulo 6. O segmento TD mede a) 10 5 − 10 b) 10 − 5 c) 10 5 + 10 d) 20 − 10 5 3 cm a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 . tal que AT = AB .500.00 b) R$ 464. Se CP = 9 cm. respectivamente.4π 42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma circunferência.14) 3m 40 m a) b) c) d) r2 24 r2 24 r2 24 r2 24 (9 (15 (6 (4 3 − 4π ) ) O M T 3 − 4π 3 − 4π 3 − 4π 60º A 3m 100 m ) ) a) R$ 300. o custo total desta construção que equivale à área hachurada. conforme figura abaixo. 208 . Q2 e Q3. a área hachurada é 46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de futebol. construiu-se uma pista de atletismo com 3 metros de largura. S2 e S3 as áreas totais ocupadas pelo conjunto de circunferências em cada quadrado Q1. então o valor de OP é a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm 41) (EPCAr-2000) .530. cujo preço por metro quadrado é de R$ 500.000.00. Sejam S1. O é o centro do círculo de raio r. a) 9 b) 3 c) 1 3 d) 1 9 superfície 45) (EPCAr-2002) AB = 20 cm é um diâmetro de um círculo de centro O e T é um ponto da tangente ao círculo em A. tal que TC < TD . A reta determinada por O e T intercepta o círculo em C e D. respectivamente. respectivamente. Então. Q2 e Q3 têm lados com mesmo comprimento x e as circunferências em cada quadrado têm o mesmo diâmetro x1.00 44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de raios (r) e (R) centrados em A e B. traçam-se uma secante PB de 32 cm. é a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π 53) (EPCAr-2001) Na figura. O comprimento dessa circunferência. Área e Relações Métricas no Círculo B de 60°.

Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= . Pelo Teorema de Menelaus temos que . C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. = EC h c CF h c . respectivamente. . ⇒ 34.CN = 144 – 4. A b) 49. em cm. = . . BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A. = 1. BP e CN são perpendiculares ao segmento MD. . M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . . a medida do segmento CN. BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm. B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD. . E e F estão alinhados. AC e BC. = 1. Então. Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = . = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: .CN = 144 ⇒ CN = cm.2. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP. BN e CM) e a área do triângulo ABC. = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. é um sétimo de a) 48. BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’.Capítulo 7. . E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB. c) 50. AC = 3CN e BC = 3BP. respectivamente. M N d) 51. E e F estão alinhados” .CN = 16(18 – CN) ⇒ 17. N e P sobre os lados AB. então esses três segmentos são paralelos. =1 BD EC FA h b h c h a 7. BC e AC. . CFE e BDE. e AD BE CF = 1 então D.CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. de modo que AB = 3AM.1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D. 217 .

interceptam os lados opostos em três pontos colineares. =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = . BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. 3 21 21 21 5. = . então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. Q e R são colineares. Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = . . NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente. então: S BC 3 S S S Deste modo. ⇒ = . AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = . 21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5.S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = . = 2. temos que P.3 ⇒ = ⇒ = .S 5. pode-se demonstrar que = e = . passando nos seus vértices. BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC . 21 21 21 S S S 5. NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= . concluímos que S ∆BPZ = .S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3. . .Capítulo 7. 218 . + 3. AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = . . como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP.

c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c . a Y G A X H E YA AB b.c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. .c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. = . Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. b) Em ∆ABC. sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. prove que A*. temos que H. FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.Capítulo 7. suponha que AD é altura. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. = . G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 . Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . . 5) Em um triângulo ABC. FG GB b+c B b2 . EF e AH são concorrentes. GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . G e A* são colineares. tais que DG || AC e DH || AB. Suponha que perpendiculares. = 1. CB * CP 2 BC * BR 2 219 . = 2 . Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b. . ou . = . b. 2. ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto. . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. Suponha que G e H são pontos de AB e AC. b) Definindo B* e C* de forma análoga.AB e BD2 = EB. B* e C* são colineares. Mostre que os segmentos CD. a partir de D.c = ⇒ YA = . . respectivamente. e desde que DH || AB temos = . constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG.AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . encontram os lados AB e AC em E e F. respectivamente. AD2 = AE. pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. respectivamente. BF e altura AH são concorrentes. Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior.

C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O. R e B são colineares.BO HT RA BO 1 1 Daí . TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX. = . então AP = RP ⇒ A B 2. de maneira que QP é a metade de PO. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = . ∩ AD. Deste modo.RT Sabe-se também que BA = 2. CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. B* e C* são colineares. T HT QT Como AO = 2. AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B. .QT então HO = 2. temos que A*. Sobre a reta OP marca-se Q.QP então AO = 2. pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR . Y = CD ∩ PX. concluímos que H. = 1. pode-se observar que:  = 1. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT. = .HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR.RT ⇒ RA = 4. (aplicado ao triângulo ∆AOT). = 1 . 220 . = . Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2. pelo Teorema Recíproco de Menelaus.4. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP .TP.Capítulo 7. HO RT BA 2 2 Deste modo.QT e AP = 2. 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD. e seja X um ponto no segmento AB. . Provar que H. . Admitamos que P = CB 1 1 1 = + . = . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. R e B são colineares. . =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  . Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T.TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + . então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = . Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR. Q não pertence ao segmento OP. .

. então esses três segmentos são paralelos. E e F estão alinhados” . A b) 49. AC = 3CN e BC = 3BP. . 217 . Pelo Teorema de Menelaus temos que . = 1. = . BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . BP e CN são perpendiculares ao segmento MD. em cm. C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. . = 1.2. . = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: . . E e F estão alinhados.CN = 144 – 4. E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB. . = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. de modo que AB = 3AM. 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. e AD BE CF = 1 então D. BC e AC. AC e BC. é um sétimo de a) 48.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 ⇒ CN = cm.1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D. CFE e BDE. respectivamente. respectivamente. c) 50. ⇒ 34. =1 BD EC FA h b h c h a 7. N e P sobre os lados AB. BN e CM) e a área do triângulo ABC. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP. a medida do segmento CN. BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A.Capítulo 7.CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. Então. . = EC h c CF h c . M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = . B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD. BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= . M N d) 51. BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm.

então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = . 3 21 21 21 5.S 5. então: S BC 3 S S S Deste modo. NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= . .S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3. ⇒ = . AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = . BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP. BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. concluímos que S ∆BPZ = . = . Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN. BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC . 218 .S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = . como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. 21 21 21 S S S 5. =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto. . 21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5. Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. pode-se demonstrar que = e = .Capítulo 7.S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = . 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. = 2. Q e R são colineares. temos que P. AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = .3 ⇒ = ⇒ = . passando nos seus vértices. . NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. interceptam os lados opostos em três pontos colineares. . + 3.

Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . Mostre que os segmentos CD. EF e AH são concorrentes. 5) Em um triângulo ABC. Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 . ou . B* e C* são colineares. AD2 = AE. . respectivamente. sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior. .c = ⇒ YA = . b) Em ∆ABC.c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c . . Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . BF e altura AH são concorrentes. prove que A*. = 2 . Suponha que perpendiculares. a Y G A X H E YA AB b. CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto. Suponha que G e H são pontos de AB e AC. Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b. FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC. constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG.c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. respectivamente. a partir de D. b. tais que DG || AC e DH || AB.AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . . = .Capítulo 7. e desde que DH || AB temos = . G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . = . G e A* são colineares. encontram os lados AB e AC em E e F. = .c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. respectivamente. .AB e BD2 = EB. CB * CP 2 BC * BR 2 219 . pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. b) Definindo B* e C* de forma análoga. temos que H. GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. FG GB b+c B b2 . 2. encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . = 1. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . suponha que AD é altura.

Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR. . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes.RT Sabe-se também que BA = 2. Y = CD ∩ PX. . = . .Capítulo 7. .QT então HO = 2. temos que A*. Sobre a reta OP marca-se Q. TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + . =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  .QP então AO = 2. = 1 . concluímos que H.QT e AP = 2.BO HT RA BO 1 1 Daí . pode-se observar que:  = 1. AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B. então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = . = . (aplicado ao triângulo ∆AOT). Admitamos que P = CB 1 1 1 = + .4. HO RT BA 2 2 Deste modo. então AP = RP ⇒ A B 2. Provar que H. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. e seja X um ponto no segmento AB. = 1.TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2. de maneira que QP é a metade de PO. Deste modo. = . . Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. B* e C* são colineares.HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = . 220 .TP. ∩ AD. T HT QT Como AO = 2. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. R e B são colineares. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.RT ⇒ RA = 4. = . 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD. R e B são colineares. Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP . Q não pertence ao segmento OP. pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR .

Seja Xb a intercessão de PIb com B C Xb Xa BC.2. ex-incentro A relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC.c ii) = = ⇒ BP = e AP = a b a+b a+b a+b AN CN b b. cos B / 2] = R ' ⇒ b = R ' ⇒ R’ = 2R = 2R ' ⇒ sen B 2. Desta forma temos que: IXa = r e BXa = p – b Como IP || BC então ∠IbIP = ∠IbBC = B/2.c a.c S  Assim: MNP = 1 −  APN + CMN + BMP  = 1 −   (a + b)(a + c) + (a + c)(b + c) + (b + c)(a + b)  ⇒  S S S   S   S MNP (a + b)(a + c)(b + c) − bc(b + c) − ab(a + b) − ac(a + c) S MNP 2abc ⇒ . Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e retângulo em P. de modo que estas duas retas interceptam-se em P. BN e CP são bissetrizes internas. II b II b Aplicando a Lei dos Senos em ∆IIaIb: = 2R ' ⇒ = 2R ' ⇒ sen(∠AI a I b ) sen B / 2 II b . Portanto: IbXb = rb e BXb = p Seja Xa o ponto de tangência da circunferência inscrita a ∆ABC com o lado BC.b = = ⇒ BM = e CM = P i) c b b+c b+c b+c N BP AP c a. cos B / 2 sen B 16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA. AM. = = S (a + b)(a + c)(b + c) S (a + b)(a + c)(b + c) 15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos exinscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo. Ia e Ib.c a. Ia Como ∆IbIP é retângulo: cos B / 2 = IP BX b − BX a p − (p − b) b = = = II b II b II b II b Como ∠IaAC = A/2 e ∠ACIa = 90º + C/2 então ∠AIaIb = B/2.b = = ⇒ AN = e CN = iii) c a a+c a+c a+c C B M S S S AP AN b c CN CM a b BM BP c a = ∴ CMN = = ∴ BMP = = ∴ APN = S c b a+b a+c S b a a+c b+c S a c b+c a+b S S S   b. Assim.Capítulo 7. áreas dos triângulos MNP e ABC é igual (a + b)(a + c)(b + c) Solução: A Pelo Teorema da Bissetriz Interna: BM CM a a. Solução: 238 . I P Por I trace uma paralela a BC e por Ib trace uma perpendicular a BC. M é o ponto médio do segmento AB e N é o ponto médio do segmento BC.b a. PM e AN cortam-se em I. cos B / 2 [II b .c a. sen B / 2. respectivamente. Provar que a razão entre as 2abc . onde R é circunraio de ∆ABC. Vamos provar que o circunraio de ∆IIaIb é 2R. Solução: Ib Sejam I.c b. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 14) ABC é um triângulo qualquer. incentro. Xb é o ponto de tangência da circunferência ex-inscrita relativa a B.

temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz de ∠AMC. então ∠ABP = ∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒ ∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2 Vamos analisar todas as possibilidades: 239 . altura e bissetriz de A. ou seja. Solução: Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com B os lados de acordo com a figura ao lado. ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC. 2R 2R A L B M Uma vez que sen2 B + cos2 B = 1 então segue diretamente que AC2 + BC2 = 4R2. prove que AC2 + BC2 = 4R2. 19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC. Solução: A X c P B Y a/2 M C Digamos que x. Desde que AP = PC. implicando que CI é a bissetriz de ∠MCA. Desde que BP é bissetriz do ângulo B.Capítulo 7. Prove que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes. Portanto. 17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. Pela Lei dos Senos em ∆ABC: AC BC AC BC = = 2R ⇒ = = 2R ⇒ sen B sen A sen B cos B AC BC sen B = e cos B = . Se CL = CM. Solução: Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é C retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2 e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B. as medidas dos seus lados são inteiros consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC. ou seja. as interseções das bissetrizes interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB. x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo. respectivamente. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas B M I A N C P Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana. Determine as medidas dos lados do triângulo ABC. onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC. Em ∆ABX temos: AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2 Q XR = XN = (AX + BX – c)/2 Em ∆BCX temos: M R BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2 A N X P C XR = XP = (BX + CX – a)/2 Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC. 18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M. I é i incentro de ∆AMC. então X pertence à circunferência inscrita no triângulo ABC. então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento. Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível.

C ou seja: PA1 + QA1 a = r − ra r O1O 2 BC = IX − O1P IX ⇒ ⇒ p1 − c + p 2 − b a = r − ra r ⇒ r p + AA1 − b − c = 1− a a r ⇒ a + AA1 − p p =1− a p + AA1 ⇒ 1+ AA1 − p p = 1− a p + AA1 ⇒ p2 – AA12 = a. Demonstre que ∠EMD = ∠DMF. com D sobre AC. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1.p ⇒ AA1 = p(p − a ) . Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ. Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero CMDF é inscritível. e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. Q e X são as projeções de O1. Solução: A X D F E B/2 B/2 B θ α M Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF.r Como O1 está sobre a bissetriz de B e O2 está sobre a bissetriz de C então B. Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒ θ = A + B/2 – 90º. O2 e I (incentro de ∆ABC) sobre BC. Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ. prove que AA1 = p(p − a ) . O1 e I são colineares e C.Capítulo 7. sendo X a interseção desta perpendicular com AB. Considere que P. 2 e 3 que é impossível. CA = b. Uma vez que α e ∠DCF compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C. respectivamente. 3 e 4 iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4 20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A1 é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA1 e ∆ACA1 são iguais. Portanto temos que ∆IO1O2 ~ ∆IBC.p1 + ra. Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α 240 . Sejam E e F. Se BC = a. os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta BD. Como ∆BCF é retângulo então ∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒ α = 90º – (C + B/2) C Trace agora uma perpendicular a AB passando por E. 21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD. pois 2 + 1 = 3 ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2. Solução: A O1 ra B P I r X ra O2 A1 Q Sejam O1 e O2 os incentros de ∆ABA1 e ∆ACA1 e p1 e p2 os semiperímetros dos mesmos triângulos. O2 e I também estão alinhados. AB = c e 2p = a + b + c. Nós temos que: SABC = SABA1 + SACA1 ⇒ ra.p2 = ra(p1 + p2) = ra(p + AA1) ⇒ ra(p + AA1) = p.

sen C 2R 4R Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo ABC. podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron e depois usar a equação acima para determinar R. Podemos dizer. cot C O a C.5.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado de circuncentro (O). são iguais a e .” 2 7. B e C. mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A e B. 2 2 241 .b. mBC e mAC. ou seja. BC. Seja O a interseção de mAB e mBC. fazendo com que O seja a interseção de mAB. O é eqüidistante de A.tg Analogamente. pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de AC.3) Circunferência Circunscrita Como O é eqüidistante de A. Como conseqüência. 7.5. então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém os vértices do ∆ABC. cot A . b e c de ∆ABC. Desta forma: BC BC. sen C .” Demonstração: Seja mAB a mediatriz de AB e mBC a mediatriz de BC.4) Área do triângulo inscrito A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão S = a. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7. também. cot B AB.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é OM = Demonstração: A O B M C Desde que O é o centro da circunferência então: ∠CÔB = 2 ⇒ ∠CÔM =  Como M é o ponto médio de BC então BC = 2. que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o circuncírculo de ∆ABC. cot  CM ⇒ OM = tg = ⇒ OM = OM 2 2.5.” 7.5.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO 7.1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio.5.c Pela Lei dos Senos temos que = 2R ⇒ sen C = ⇒ S= .CM. 2 c c a. A R R B O R C Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos: a b c = = = 2R sen A sen B sen C 7. O pertence ao segmento mAC.b. A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de circunferência circunscrita a ∆ABC.Capítulo 7. pois dados os lados a. Desta forma. B e C. respectivamente.

b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito. Então OI2 = R2 – 2Rr.cos A – b. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC.cos A + b.OG.” Demonstração: a) Inicialmente note que ∠BOC = 2.cos A c = a. então 2 a 2 + b2 + c2 2 OG = R − . cos α 4 9 3 (1) Lei dos Cossenos em ∆OGA: OA2 = OG2 + AG2 – 2.cos A + (a + b + c).cos C) ⇒  OO 3 OO 2 OO1  2S 2 p = 2 p + + − R R  R  R ⇒ pR = p(OO1 + OO2 + OO3) – p.cos A + b.cos B)/2 A Desta forma a área de ∆ABC é dada por: S = (a.AG.cos B OO1 = R.OO3/2 = (a.R.cos B b = a.R.OG. então OO1 + OO 2 + OO 3 = R + r .cos C O2 O1 O A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a. .Capítulo 7.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro.cos C ⇒ a + b + c = (a + b + c).OG 2 b 2 c 2 a 2 a 2 + b2 + c2 − = + + − ⇒ OG 2 = R 2 − 2 4 2 6 6 12 9 2 2 M 7.” 9 Demonstração: a2 Como ∆OMC é retângulo: OM 2 = R 2 − .R.cos C – a.5. de um triângulo com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r.cos A Somando estas equações: a + b + c = (b + c).GM.5.R.cos A + (a + c).cos A Analogamente: OO2 = R.OG.cos B + (a + b).cos B)/2 + (c.cos A)/2 + (b.cos α ⇒ 2 R2 − O G α B C m2 m a2 = OG 2 + a − 2.cos C)/2 ⇒ B C O3 S = R(a. cos α (2) 2 2 9 3 2 2 3R a 2 3. A 4 Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM = OG2 + GM2 – 2.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência circunscrita a ABC.OG.cos B + c. O é o centro do círculo circunscrito. G é o ponto de interseção das medianas.cos C)/2 e S(∆AOC) = (b.r ⇒ OO1 + OO2 + OO3 = R + r 7.OG 2 m a Somando (1) e (2): − = + ⇒ 2 4 2 3 3R 2 a 2 3. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7.7) Teorema: “Se. num triângulo ABC.OG. a .R.cos B + (a + b + c).cos C ⇒ (a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.cos (180o – α) ⇒ 2 4m a 2m a R = OG + + 2. intersectando AB em O1.” 242 .cos C + c. a . AC em O2 e BC em O3.∠BAC = 2A A ∆BOC é isósceles ⇒ OO3 é altura e bissetriz ⇒ ∠BOO3 = A ⇒ OO3 = R.R. cos α ⇒ 9 3 2 m R 2 OG 2 2m a = + + 2.cos C + c. a.cos A)/2 Analogamente S(∆AOB) = (c.cos B + c.cos B + b.5.cos B – c.cos C)/2 Em ∆ABC temos que: a = b. respectivamente.

c.3 + 4. = = 2R . utilizando o Teorema de Ptolomeu.q = a.cos β] + [2R. b sen β cos β sen(α + β) sen α cos α α Pelo Teorema de Ptolomeu: p. então sen (α + β) = sen α. α Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC.q b. Desde que ∆ABC e ∆ADC são a triângulos retângulos então ∠BAC = 90o – α e ∠DAC = 90o – β. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.d + b.4 + 5. que PB PC PQ Solução: 277 .b + c.p a. Exemplos: 1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6.d ⇒ c β [2R.p = 42 ⇒ p = .d.c) ⇒ 4R 4R 4R 4R p a. Como q = então q = . ∆ADC e ∆BDC: p a b d c p D = = 2R .b.Capítulo 8.c + b.p Aplicando o Teorema de Hiparco: = = = ⇒ q= .sen β] ⇒ sen (α + β) = sen α. 5 e 3.3 39 Substituindo obtemos: 532 819 39. Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p.cos α.d) = q(a.5 38 39.d C Perceba agora que.cos β + sen β. respectivamente.d = 6. p a.c 6. Substituindo uma equação na outra calculamos seus valores. 13 19 38 38 2) Prove. 38 q a. 4. Demonstração: A a B q p d D b c Pela figura temos que S∆BAC + S∆DAC = S∆ABD + S∆CBD ⇒ a.d + b.b + c.p 2 39.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”.cos β + sen β. b = 4.sen α][2R. C 3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P.c = q a.c + b.d 6.q = a. Do Teorema de Ptolomeu tiramos o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais. que se A e B são ângulos agudos.5 + 4. podemos calcular suas diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco.3 = 42. Mostre 1 1 1 + = .q + = + ⇒ p(a. Solução: A Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA. sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível.cos α.p c.b + c. c = 5 e d = 3.d + b.d. = 2R . d β B q Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β.cos α][2R. Solução: Consideremos que: a = 6.sen (α + β)][2R] = [2R.

Analogamente.b ⇒ AC Igualando (1) e (2) obtemos que: BD2 = a2 + b. D.d + 2a2 ⇒ 278 . BP ⇒ PA.BP ⇒ PA = PB + PC Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco AC na circunferência. 6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d.BC = AB.BD = AB. Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA.BD = BC. Sabe-se que AB = BC = a.PC PQ PB PC PQ 4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm. com a. Solução: A B E P C D Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos: AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE. AC BC.BC = AB.PC + L. podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒ PQ PB = ⇒ PB.d + a.L = L.PC = PQ. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono.CD ⇒ AC.BD = a.BC ⇒ AC. Trace o diâmetro BD e observe A que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos. temos que ∠APB = ∠ACB = 60o.d (1) = AC BD a. C.AC (1) Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD. então ∠APC = ∠ABC = 60o.CD BD a 2 + b.AD + AB. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no quadrilátero inscritível ABPC.PB + PC.b = BD (2) Teorema de Ptolomeu: AC.AD AC a.d a.BC + AD.BD (2) Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3) Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.PC ⇒ BC. Demonstre que d2 = bd + 2a2. mostre que PA + PD = PB + PC + PE.d ⇒ d2 = b.d + a.PA ⇒ PB.CD + DA. B.BC = CE.b + a. temos que: PA. 10 2 = 2.b + a.PC = PQ(PB + PC) ⇒ PC PA PB + PC 1 1 1 1 = ⇒ + = .10 = 160 ⇒ AC = 8 2 cm C 5) (IME-86/87) Sejam A. b e d diferentes de zero.PB + BE. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A Q B P C Seja L o lado do triângulo ∆ABC.d a 2 + b. Solução: Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas.d = ⇒ = Teorema de Hiparco: BD AB.10 + 14. Desta forma.Capítulo 8.d ⇒ d2 – a2 = a2 + b. E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um ponto qualquer sobre o arco BC. Achar a corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores. Portanto: i) DA2 = BD2 – AB2 = 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm D B ii) CD2 = BD2 – BC2 = 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD: AC.CD + AB. AD = d e CD = b . Solução: Teorema de Pitágoras: BD = d 2 − a 2 e AC = d 2 − b 2 .PC + PB.BC = CD. PB.PE Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE.PC + AC.PE = AC(PB + PC) (4) Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC.

9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo. com a < b < c.AC = AP. a.RP. AC e AD nos pontos P. Q e R. Solução: D C Trace os segmentos RQ.AR.|AC|. ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS. em função das diagonais a. β.RP = RQ. Solução: S A P Como ∠PAQ.QR + AQ. R α Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α. b e c. Aplicando Teorema de Ptolomeu: c2 − b2 .AR = QR(AS + AQ) (1) Q Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: PR. R Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS: QS.c ⇒ x = a x 8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP.QR + AR. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular.AP + PQ. QP e RP.|AD| = |AQ|. AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS.|AB| + |AR|. Considere os ângulos α.AQ = AP.AP.QR + QR.AD RP RQ PQ 279 .b = c. respectivamente. Prove que |AP|.AR ⇒ QS.RS = AS.AR (2) Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos: AC AB AD AQ. AQ.AQ = QR(AP + AR) (2) Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).PQ ⇒ QS.Capítulo 8.QR ⇒ QS.AQ = AP. ⇒ AQ.AB + AR.AR = AS. = RQ. é: 2 2 c2 + b2 a) a Solução: a cb b) a c2 − b 2 c) a c+b d)    a  c−b e)    a  b c c b Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado. onde seus 4 vértices também são vértices do eneágono. como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR. Uma circunferência passando por A encontra os segmentos AB. Q γ Portanto. γ e β θ definidos de acordo com a figura ao lado. Analogamente. + PQ.x + b. temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA: α AC AB AD θ = = (1) RP RQ PQ β A B P Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: AQ.QR + AQ. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).

sen α PC.a.3.d + b. cos 2 2 a.c) 2.c A (p − c)(p − b) A ⇒ cos = .3.c 2 1 + cos A = Como 1 − cos A = 2.c) 2(a.PC. Portanto: b2 + c2 + 2.PD.r b.d + b.cos A ⇒ a 2 + d 2 − b2 − c2 cos A = 2(a. sen α ⇒ SABCD = SABCD = 2 2 B 8.d + 2.d + b. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.a.(p − c).d + b.d + b.3) ÁREA 8.b.cos A = a2 + d2 – 2.r c.(p − c)(p − b) 1 + cos A = a.c.PC + PC. sen α PB.PD + PA.sen 2 A pode-se demonstrar que 2 280 sen A (p − a )(p − d) = .cos C Como A + C = 180o ⇒ cos C = – cos A.PB.PD.(p − b) ⇒ 1 + cos A = 2(a.1) Quadrilátero Convexo Qualquer D α A P α Considere que AC = p e BD = q.d + b.3) Quadrilátero Convexo Inscritível A a B d D b c C Lei dos cossenos em ABD e CBD: BD2 = a2 + d2 – 2.c) Calculemos agora o valor de 1 + cos A: a 2 + d 2 − b 2 − c 2 + 2a.3. sen α PA.c) 2(a. Assim: SABCD = SAPD + SBPC + SCPD + SDPA ⇒ PA.2.q.c (a + d ) 2 − (b − c) 2 1 + cos A = = 2(a.d + b.r (a + b + c + d ).d + b.Capítulo 8.cos A e BD2 = b2 + c2 – 2.PD) sen α SABCD = ⇒ 2 (PA + PC)(PB + PD) sen α p.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível C c D r d r r A a B I r b SABCD = SAIB + SBIC + SCID + SDIA ⇒ a.d. 2 a.c) ⇒ ⇒ (a + d + b − c)(a + d + c − b) 2. sen α + + + ⇒ C SABCD = 2 2 2 2 (PA. Uma vez que 1 + cos A = 2.b.d.b.r d.r 8.PB + PB.r SABCD = + + + = ⇒ 2 2 2 2 2 SABCD = p.c .

sen A = 2. sen 120o AD.d + b. EC = 3 e ED = 2.d 1) (Fuvest-2000) Na figura. então a área do quadrilátero ABCD será: a) 12.cos 60o ⇒ 1 7 + 445  1 ⇒ AD2 – 7.36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63. sen C + .d.c) . E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo agudo BÊC. 3 + = + 2 2 4 8 SABCD ≅ 63.c.AD – 99 = 0 ⇒ AD = 36 + 64 − 2.d + b.3.c a. sen A b.d + b. 3 (7 + 445 ). Sabendo que AB = 6. EB = 4.c a. 2 2 2 2 a.d + b.6.cos 120o = AD2 + CD2 – 2.cos θ Solução: AC.AD.BC.AD. CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º. Se EA = 1.cos θ e) 8. sen θ 2 2 2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD.sen θ c) 6. 2 2  2 Assim: SABCD = SABC + SADC = AB. cos = (a.Capítulo 8.8 −  = AD2 + 49 − 2. sen θ (1 + 3)(4 + 2) sen θ SABCD = = = 12. 281 ⇒ .AB.BC. Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC: AC2 = AB2 + BC2 – 2.4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível Em um quadrilátero inscritível temos que: a+c=b+d=p ⇒ p–a=c p–b=d p–c=a p–d=b Deste modo: SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d ) Exemplos: ⇒ SABCD = a.sen θ b) 8. qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ? B 6 A C 120O 8 7 D Solução: Como ABCD é inscritível então ∠D = 60o. sen 60o 6.sen θ d) 10.BD. BC = 8. SABCD = 2 2 Como A + C = 180o temos que sen A = sen C.8.7.CD.b. Desta forma: a.c ⇒ SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d) 8.CD.c.c A A (p − a )(p − d) (p − b)(p − c) SABCD = . sen . Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB: a.d + b.7.

245/6 e 98/3 132) 11 331 . h 10 − 2 5 / 2 . 58 . 5. 6. (6.15 km 36) e 37) b 38) b 39) b 41) a 42) b 43) d 44) 2− 2 e 2 5) F V V V V 10) d 15) 4 20) a 25) 2 41 cm 30) d 35) a 40) e 2+ 2 2 49) a 54) d 85) 3.71 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)] 3a ( 33 − 1) 96) h 10 + 2 5 / 2 .9.14 cm e DE = 5.3 73) Â = 108o. (5. 5. 68 e 84 46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm 66) 84o 59) (6. 4x + 6y 121) a) 36o. B = 38o 69) 76o 70) 45o 71) 36o. B = 54o. b) 69 . (6.6 cm 47) c 48) e 52) d 53) e 58) 34 84) 350 87) AD = 5. 2).8. 6 vezes. 27o41’32”. 3). 69o13’50”.Gabaritos Capítulo 1: Introdução: Linhas. 8 cm e 25 cm 88) CF = 6.2 26) b 27) c 28) e 29) e 31) c 32) b 33) b 34) 320. 50o. C = 18o o o o o o 78) 48 . b) 2. 3 vezes. b) Sim. h 5 97) DM = DN = 5a/4 98) AM = AN = 16 o 99) a 3 / 3 105) 20 106) c 107) e 108) 2 o o 109) 2 − 3 116) 8 ou 12 118) a) 90 . 4) 65) 50o. 72o. 96) 95o/2 5) c 10) a 15) e 20) c 25) 30) d 39) 60o 67) 20o 77) 36 m 84) 89) c 94) e Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1) b 2) 2 2 4) d 4) b 6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 11) a 12) b 13) c 14) d 16) d 17) e 18) d 19) c 21) 5 22) 8 23) a 24) 19. 74 79) 30 80) 9 83) 85) e 86) 66o 87) 100o 88) 180o o 90) c 91) 140 92) 18 93) a 95) a) Sim. c) 125) 5 +1 2 122) 90o 130) 11/2 135) c 124) D é o pé da altura relativa a BC 131) 74 52 127) b) 5/2 3 134) 49/2. 35o e 130o 41) 32o 42) 24o e 66o 43) 36o o o o 44) 28 .4 cm e AF = 5. 4).1 45) b 46) d 50) d 51) d 55) c 57) x = 14 y = 15 86) 6 cm. Ângulos e Triângulos 1) d 2) 10 3) 36o 4) 6o 6) 76o 7) 360o 8) c 9) V V F V 11) b 12) d 13) a 14) d 16) a 17) a 18) b 19) b 21) d 22) c 23) e 24) e 26) d 27) b 28) c 29) a 31) b 32) a 33) a 34) c 35) x = 9o e y = 45o 36) 12o 37) 30o 38) 18o 40) 15o. 80o ˆ 68) Â = 76o. 72o ˆ ˆ 72) 83o4’36”. 4.

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