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Coleção Elementos da Matematica Vol. 2

Coleção Elementos da Matematica Vol. 2

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COLEÇÃO ELEMENTOS

DA MATEMÁTICA


VOLUME 2

































































Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática


Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa)
Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal
































GEOMETRIA PLANA





3ª edição (2010)





COLEÇÃO ELEMENTOS
DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira
Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira





Todos os direitos desta edição estão reservados
à Marcelo Rufino de Oliveira
Belém – Pará – Brasil
E-mail: marcelorufino@hotmail.com



Ilustração da Capa
Maximiliano / Zeef
Modificações em 2010
Annysteyne M. Chaves


LOUDES PACHECO
Ficha Catalográfica


Editora VestSeller
Impressão









































F48
c
.........Oliveira, Marcelo Rufino de

Coleção elementos da matemática, 2 : Geometria plana / Marcelo
Rufino de Oliveira, Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro. – 3 ed. – Fortaleza
– Editora VestSeller - 2010.
p. 347


ISBN: 978-858917123-X


1. Matemática (Ensino Médio) 2. Matemática (Ensino Médio) – geometria
plana I - Pinheiro, Márcio Rodrigues da Rocha. II. Título. III. Título: Geometria
plana.:

CDD: 510.7






































































































































APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO

A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que
ocorrem no mundo, principalmente no que diz respeito às suas propriedades. Para tal estudo,
faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos, a fim de obter tais
propriedades. Assim, por exemplo, quando se fala em reta, no sentido formal da palavra,
deve-se imaginar um ente infinito, que não ocorre naturalmente.

De um modo geral, o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil
divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e
geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). Ainda genericamente falando, pode-se garantir
que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo), isto é: o professor
vai listando uma série de definições (segmentos de retas, ângulos, triângulos, polígonos,
circunferências, etc.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes, vez por outra
procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. Isto é
imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo
exceções). Quando um professor dedicado, por exemplo, procura exibir aos alunos que a
soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso, busca (nas
mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto, como um triângulo
desmontável de isopor ou cartolina, tal qual a figura a seguir sugere.









É obvio que tal atitude é louvável, mas o principal problema consiste em não explicitar
que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores
(diretamente, dos ângulos formados entre paralelas e transversais), o que é na verdade a
essência da matemática: tudo é interligado; fatos causam fatos e esses são conseqüências de
outros. Afirmar, tão somente, que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se,
em verdade, muito mais cômodo que prová-lo. Principalmente para o professor que em geral
não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior. É, porém, do mesmo nível de
heresia que defender o aborto numa dissertação, sem argumentar o motivo dessa posição.
Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a
validade de muitas propriedades, não necessariamente matemáticas, segundo essa ou aquela
condição. Com efeito, ao tomar tal posicionamento, o professor simplesmente passa adiante
um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar, ampliando gerações de verdadeiros
alienados. Isso se reflete durante muitas (e, às vezes, todas) fases da vida do estudante. Não
são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis”
mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até
totais dos resultados (tese). Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de
Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média
geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser
retângulos. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos, sem tê-la comprovado,
e aplicam proporções erradas sobre seus lados. Ou ainda de afirmações mais ingênuas, do
tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas, ou seja:
quadrado é quadrado; retângulo é retângulo. Nesse último exemplo, evidencia-se que até as
próprias definições são repassadas de modo desleixado.
PARTE I PARTE I
PARTE II
PARTE II
PARTE III PARTE III

Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática, programada para
apresentar toda a matemática elementar em seis volumes:

Volume 1 – Conjuntos, Funções, Exponencial, Logaritmo e Aritmética
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 2 – Geometria Plana
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Volume 3 – Seqüências, Combinatória, Probabilidade, e Matrizes
Autor: Marcelo Rufino de Oliveira, Manoel Leite Carneiro e Jefferson França
Volume 4 – Números Complexos, Polinômios e Geometria Analítica
Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França
Volume 5 – Geometria Espacial
Autor: Antonio Eurico da Silva Dias
Volume 6 – Cálculo
Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência
com que os assuntos serão apresentados. Há dois motivos para a existência deste desafio:
1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B, então A deve vir antes de B no livro;
2) para não confundir ou desestimular o aluno, os assuntos mais complexos deve estar mais
para o final do livro. Estes motivos justificam, por exemplo, a razão pela qual a teoria sobre a
semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também
o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro.
Entretanto, os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os
assuntos. Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que
possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos.

O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas, a partir da 8ª série, para a
aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil, de instituições como Colégio Naval,
ITA, IME, USP, Unicamp, UnB, dentre outros, nos quais se exige mais do que simples
memorização de fórmulas e de resultados. Deseja-se que o estudante adquira um senso
crítico de causa e efeito, embasado nos mais sólidos conceitos, o que o ajudará a raciocinar
coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos
(não somente em matemática!). Mostrando, especificamente neste volume, a geometria de
modo axiomático (ou, pelo menos, aproximando-se de tal), procura-se desenvolver tais
qualidades. Conseqüentemente, o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática,
que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de
dificuldade.

Dificuldades há, sem dúvida. No entanto, repudiam-se idéias do tipo que o aluno não
consegue aprender dessa ou daquela forma. Não se deve menosprezar a capacidade dos
alunos, nem mesmo seu interesse, sob pena de estar cometendo preconceitos ou
precariedade na metodologia de ensino, respectivamente. Qualquer indivíduo ao qual se
propõe o aprendizado de análise sintática e semântica, por exemplo, tem condições de
compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. Ao menos melhor do que o
atual. Por experiência própria, já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais
prejuízos.


Os autores


Índice

Capítulo 1. Introdução – Linhas, Ângulos e Triângulos
1. Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Noções (Idéias) Primitivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Conexidade e Concavidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos e sua Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Congruência de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Paralelismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1. Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Semelhança de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Semelhança de Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .




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Capítulo 3. Introdução aos Círculos
1. Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Determinação de uma Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Posições Relativas de Reta e Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Teorema das Cordas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teorema da Reta Tangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Segmentos Tangentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Posições Relativas de Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Ângulos na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Arco Capaz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10. Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11. O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo
1. Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. A Fórmula de Heron . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


117
125
125
132
137
Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros
1. Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema da Base Média . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Condições de Inscrição e Circunscrição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


154
159
169
175
Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo
1. Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

190
195
203



Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas
1. Teorema de Ceva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Mediana e Baricentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Bissetriz e Incentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Altura e Ortocentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .



216
216
221
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247
254
256
Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros
1. Teorema de Ptolomeu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Teorema de Hiparco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Relação de Euler . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


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284
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Capítulo 9. Polígonos
1. Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de
Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


294
294
294
295
295
299
299

299
307
316
Apêndice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

328
Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

331


Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA
Da observação da natureza ao redor, assim como da necessidade de medir e partilhar terras,
calcular volumes e edificar construções, observar e prever os movimentos dos astros, surgiram tentativas
do homem de explicar ou, pelo menos a princípio, de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos
que encontrava ou, posteriormente, construía. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a
entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular, que é um formato poligonal
mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira, a estrutura não fica rígida
(indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço. Por que uma estrutura triangular é estável, não
necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida?







Um conhecimento razoável de geometria (e, às vezes de outros assuntos, como álgebra ou física,
por exemplo) elucida fatos como os acima. É claro, porém, que nem sempre a humanidade teve a mesma
quantidade de informação que existe hoje. Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no
espaço. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras,
ainda que contemporâneas ou, em não raros casos, de épocas posteriores. Basta comparar, por exemplo,
egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais.
Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. Para
exemplificar, há mais de cinco mil anos, os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados
medindo 3, 4 e 5 (na mesma unidade, por exemplo, palmos de uma mesma mão) é retângulo. Os
babilônios, que importaram muito do conhecimento matemático egípcio. já conheciam esse resultado
(teorema de Pitágoras) em sua totalidade. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma
circunferência é, aproximadamente, o triplo do diâmetro da mesma. Que um quadrilátero com lados
opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. Que um quadrilátero com diagonais de mesma
medida tem os quatro ângulos retos.
Pode-se afirmar que, inicialmente, as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho
totalmente prático, isto é, serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado
trabalho, comumente a agrimensura, a arquitetura ou a astronomia. As duas últimas das propriedades
listadas acima, por exemplo, objetivavam demarcar terrenos retangulares. Com quatro pedaços de
bambu, dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo
comprimento dos dois primeiros), ajusta-se um quadrilátero, que ainda não é, obrigatoriamente, um
retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). Mas quando um ajuste final é feito de modo que
dois últimos pedaços de bambu, de mesmo tamanho, sirvam de diagonais ao quadrilátero, PRONTO.
Garante-se, agora, que o quadrilátero é um retângulo. Só como curiosidade, muitas propriedades como
essas são utilizadas ainda hoje, por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e
na África, por exemplo). Mesmo em outros países, como aqui no Brasil, a construção civil ainda usa
também certos resultados geométricos empiricamente.







ESTRUTURAS INSTÁVEIS
ESTRUTURAS RÍGIDAS
Um terreno na forma de um
paralelogramo qualquer
Um terreno na forma de um
retângulo
1

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos
povos antigos? A princípio, é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em
algumas tribos) de geração a geração. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. Mesmo assim,
a resposta ainda está incompleta. A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. É altamente
provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e
erro. Quando se verificava, experimentalmente, que certo fato, repetidas vezes dava o mesmo resultado,
previsível, então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante, com a certeza da
experiência. Isso é que se chama de resultado empírico. Resumindo de modo grosseiro, os primórdios da
geometria (em verdade, a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como
uma ciência experimental, em que intuição, comprovada por vários acertos anteriores, dita as regras.
Por volta do século VI antes de Cristo, porém, uma revolução do pensamento humano começa a
tomar forma. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos
mais experientes satisfaz, de fato, a natureza humana. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento,
com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão, sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos
os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água, terra, fogo, ar e quinta-
essência), cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em
exatamente cinco categorias). Rapidamente, essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes,
expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande
parte do mundo ocidental da época: os romanos.
Novamente, sob uma visão sintética, pode-se dizer que, a partir desse período procurou-se
JUSTIFICAR, de modo irrefutável, inegável, a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos
possíveis (não só os geométricos), o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de
outrora.
Aproximadamente pelo século V a.C., surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou
propriamente ditos, desvinculando-se da filosofia pura), como Tales de Mileto, que aprendeu muito com
discípulos de Platão e com egípcios, e um de seus pupilos, Pitágoras de Samos, os quais foram grandes
responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse
apenas, ou principalmente, de intuição, sendo Tales considerado o pai das explicações formais de
propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração). Pitágoras foi fundador de
uma espécie de seita, os pitagóricos, que pregava a supremacia da matemática (destacadamente, dos
números) no universo, bem como a idéia de que “tudo são números”. O resultado geométrico mais
famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras, apesar de haver indícios de que ele já era
conhecido e utilizado vários anos antes. Provavelmente, a homenagem é feita ao líder da congregação de
que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado,
de um modo geral. Contudo, o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir, quando,
entre dois e três séculos antes de Cristo, um professor da universidade de Alexandria, Euclides, reuniu,
organizada e formalmente, todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes
(ou capítulos): os ELEMENTOS, com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais, façanha
possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia.
Sem dúvida, a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou
dedutivo de estudo, que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares, aceitas
naturalmente, as quais servem de base a toda construção seguinte, definindo novos termos a partir dos
preexistentes, e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares, por meio das iniciais
e das já justificadas anteriormente.
Durante praticamente dois milênios, os Elementos foram utilizados como obra de referência no
ensino de geometria, sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. A partir do século dezoito, a
supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época, os quais, em última
análise, procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra, especificamente em uma das propriedades
aceitas como verdadeira, o postulado V, que será visto após. Em meados do século dezenove, verificou-
se que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto, com o surgimento de outras
geometrias (não euclidianas), bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. Apesar disso,
não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história
da matemática.
2

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS
Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo, por exemplo, é possível
obter-se a seguinte resposta:
“Dados três pontos não colineares, um triângulo é a união dos segmentos de reta com
extremidades em dois desses pontos”.
Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”,
tais como:
- O que é um ponto?
- O que são pontos colineares?
- O que é um segmento de reta?
O mesmo professor, interessado, provavelmente responderia:
- Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta, ou ainda, aqueles que estão
alinhados.
- Segmento de reta é uma porção, parte ou subconjunto de uma reta, de modo que certos pontos
(interiores) estejam entre outros dois (extremidades).
Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas, como, por exemplo:
- O que é uma reta?
Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo:
- Reta é um conjunto de pontos.
Uma circunferência, todavia, também é um conjunto de pontos, não correspondendo, porém, à
noção usual que se possui de reta. É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo
“pontos”, tentando elucidar a questão. No entanto, extraindo prefixo e sufixo de alinhados, resta o
radical linha, que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto. Ou seja, “definiu-se” reta por
meio de outras palavras que levam à original: reta.
Ora, definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos, supostos conhecidos
previamente, com total segurança. No processo de definições dos termos relacionados a um certo
assunto, podem ocorrer somente três casos:
a) Define-se, sempre, um termo por meio de um termo novo. Isso, contudo, gera logo uma
impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. Existe
algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não. Daí, esse primeiro caso deve ser
excluída, por tratar-se, realmente, de uma impossibilidade.
b) Utilizam-se definições cíclicas, isto é, o processo volta a uma palavra que já foi utilizada
anteriormente. Por exemplo, ao se procurar o significado do termo hermenêutica, pode-se
encontrar a seguinte seqüência de sinônimos:
Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação.
O que ocorre, assim, é que explicação é definida, em última análise, por meio da mesma
palavra, explicação. Isso, entretanto, não pode ser utilizado como uma definição rigorosa, no
sentido matemático dado ao termo definir.
c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal, os quais servirão para definir, formalmente,
todos os demais termos seguintes. Nesta opção, deve-se admitir que os termos não definidos
têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas, que o absorveram através
da experiência de vida, da observação, do senso comum.
A matemática, num estudo axiomático de uma determinada teoria, adota a última das três
posturas apresentadas, por não haver melhor. Desse modo, admite-se a menor quantidade possível de
conceitos elementares sem definição, de forma a poder definir todos os demais conceitos. Essa posição
ideológica já era utilizada por Euclides, nos seus Elementos, e é uma das principais conquistas do
pensamento humano.
Surgem, assim, as noções primitivas, que são aqueles termos admitidos sem definição, mas que
terão uso bem limitado por certas regras (os postulados, a serem vistos mais tarde).
As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são:


3

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1. PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A, B, C, P, Q, etc. Apesar de
não servir como definição, Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas
suas partes”. Essa frase ajuda a aguçar a intuição, mas não serve matematicamente falando
por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. É importante a idéia de que um ponto
não possui dimensão (“tamanho”). Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais
entes geométricos, uma espécie de átomo geométrico, no sentido original da palavra
(INDIVISÍVEL).

2. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r, s, t, etc. Na concepção comum,
inclusive a adotada nestas linhas, uma reta pode ser vista como uma das margens de uma
longa (teoricamente, infinita) estrada sem curvas. Nada que se possa visualizar por completo,
porém, é capaz de representar perfeitamente uma reta, já que ela deve ser entendida como
ilimitada, isto é, que pode ser percorrida indefinidamente, e infinita, ou seja, partindo de um
de seus pontos, sempre num mesmo sentido de percurso, nunca mais se volta ao mesmo
lugar. Por isso, às vezes, há certa preferência em representá-la com setas duplas, indicando a
continuidade nos seus dois sentidos.






3. PLANO: representado, em geral, por letras gregas minúsculas: α, β, π, etc. É interessante
perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou
elevações); planícies (no mesmo sentido); aplainar (ou aplanar), que é tornar uma superfície
lisa, como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede, por exemplo. Também é usual,
mas não obrigatório, utilizar um retângulo (ou outra figura, como um triângulo) em
perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano. É importante notar que há várias
representações de planos ao redor: o plano do quadro, o plano do chão, o do teto, o do papel,
dentre outros. Entretanto, é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é
perfeita, uma vez que, como uma reta, um plano deve ser considerado ilimitado, sem
fronteiras ou bordas, e infinito, podendo se prolongado em duas direções ou em composições
destas.








OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos.

1.2.1) Proposições
Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente,
geométrico ou não.
As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. Após
conceitos e definições, são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada
ciência.
Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos:



A
P

α α
r
r
4

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

3) Num triângulo isósceles, demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais; ii) as
bissetrizes relativas aos ângulos da base;
Solução:
i)









ii)










4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles.
Solução:
Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em
que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC, comum aos
dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual
comprimento (BQ ≡ CP). Pelo caso especial de congruência de
triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ,
onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ, implicando que ∆ABC é
isósceles.


5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD, CAE
e ABF. Demonstrar que os segmentos AD, BE e CF são congruentes.
Solução:



Observe que nos triângulos ACD e ECB temos:
CD ≡ BC, AC ≡ EC e ∠ACD = 60o +C
ˆ
= ∠ECB.
Portanto, temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes,
implicando que AD e BE possuem igual comprimento.
De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e
BE.





A
B C
M N
Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que
BN ≡CM. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois
triângulos, ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. Logo,
temos que CN ≡ BM.
A
B C
Q P
Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes, então ∠CBQ ≡ ∠BCP.
Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum, ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡
∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Deste modo, concluímos que BQ ≡
CP.
A
P Q
B C
. .
A
B C
F
D
E
29

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. Determinar entre que limites pode
variar a medida do lado AC.
Solução:
Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm.

7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro.
Solução:
Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒
2
c b
2
a +
< ⇒
2
a
2
c b
2
a
2
a
+
+
< + ⇒
2
c b a
a
+ +
< .
A demonstração para os outros lados é análoga.

8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices
está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.
Solução:
Considere que a distância do ponto P aos vértices A, B e C são x, y e
z, respectivamente. Observando os triângulo ∆ABP, ∆ACP e ∆BCP
obtemos: c < x + y, b < x + z e a < y + z.
Somando estas desigualdades obtemos
2
c b a
z y x
+ +
> + + .
Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a.
Somando obtemos: x + y < a + b.
Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c.
Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c.

9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro.
Solução:

Em ∆ACF, ∆BCF temos: h
c
+ AF > b e h
c
+ BF > a ⇒
2h
c
+ (AF + BF) > a + b ⇒ 2h
c
> a + b – c.
Analogamente: 2h
b
> a – b + c e 2h
a
> – a + b + c.
Somando estas desigualdades:
2
c b a
h h h
c b a
+ +
> + + .




10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2.
Solução:

Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e
ACM, respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b.
Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒
2
c b a
AM
+ +
<







A
B C
y
x
z
P
F
h
c
B A
C
A
B
C M
30

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

1.10) PARALELISMO

1.10.1) Definições
Dadas duas retas distintas, uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do
conjunto formado pelas duas iniciais. Formam-se, assim, oito ângulos (não nulos nem rasos), os quais
são fáceis de se relacionar, desde que, dois a dois, tenham vértice comum.












) raso 1 ( A
ˆ
D
ˆ
D
ˆ
C
ˆ
C
ˆ
B
ˆ
B
ˆ
A
ˆ
; D
ˆ
B
ˆ
; C
ˆ
A
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡

) raso 1 ( E
ˆ
H
ˆ
H
ˆ
G
ˆ
G
ˆ
F
ˆ
F
ˆ
E
ˆ
; H
ˆ
F
ˆ
; G
ˆ
E
ˆ
= + ≡ + ≡ + ≡ + ≡ ≡


O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos, com o  e Ĝ. Para tanto,
inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅, ou seja, o caso em que r e s são paralelas.
Diz-se que dois ângulos, com vértices distintos, dentre os oito acima, são:
– Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido
bem como outros lados estiverem um em r, outro em s.













Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado –
colaterais), bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s.
Na situação esquematizada anteriormente, D
ˆ
e Ê; Ĉ e F
ˆ
são os pares de colaterais internos,
enquanto que  e Ĥ; B
ˆ
e Ĝ são os pares de colaterais externos;

Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t,
mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s.
Na situação original, D
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ; B
ˆ
e Ĥ são alternos externos;



Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Â
B
ˆ

C
ˆ

D
ˆ

E
ˆ

F
ˆ

G
ˆ

H
ˆ

r
s
Na figura ao lado, Â e Ê; B
ˆ
e F
ˆ
; Ĉ e Ĝ; D
ˆ
e Ĥ são os pares
de ângulos correspondentes.
31

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

41) Na figura a seguir, ABC é um triângulo
retângulo e isósceles e ACD é um triângulo
isósceles de base CD. Calcule x.









42) Na figura, ABCD é um retângulo e AME é
um triângulo. Calcule B A E
ˆ
e M E B
ˆ
.












43) Na figura seguinte, AS é bissetriz interna do
triângulo ABC. Calcule x, sabendo que AB = AS
= SC.










44) Na figura seguinte, o triângulo MNP é
eqüilátero e BM = BN. Calcule as medidas dos
ângulos do triângulo ABC.








45) A, B, C, D são pontos distintos de uma reta,
sucedendo-se na ordem alfabética, e tais que AB =
CD = 3 cm, BC = 5 cm. Mostrar que AC = BD e
que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto
médio.

46) O, A, B e C são quatro pontos de uma reta,
sucedendo-se na ordem OABC, e tais que OA = 3
cm, OB = 5 cm, 4AB + AC – 2BC = 6 cm.
Calcular a distância entre os pontos O e C.

47) AB e BC são segmentos adjacentes, cujos
pontos médios respectivos são M e N. Demonstrar
que MN = (AB + BC)/2.

48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta
que têm o mesmo ponto médio. Demonstrar que
AB = CD e AC = BD.

49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é
um ponto interno ai segmento MB. Demonstrar
que MC = (CA – CB)/2.

50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais
são iguais: 1) os lados BC e B’C’; 2) os ângulos B
e B’; 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. Mostrar
que os dois triângulos são congruentes.

51) BM e CN são duas medianas de um triângulo
ABC. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB
e CN de um segmento NQ = NC. Demonstrar que
os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A.

52) Num triângulo ABC, traça-se a bissetriz do
ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE =
AB e AF = AC. Une-se B com F e C com E.
Mostrar que BF = CE.

53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um
triângulo retângulo isósceles ABC, tais que AM =
AN. As retas BN e CM cortam-se em O. Mostrar
que o triângulo BOC é isósceles.

54) Demonstrar que são congruentes dois
triângulos que têm respectivamente iguais um lado
e as alturas relativas aos outros lados.

55) Provar que são congruentes dois triângulos
que têm respectivamente iguais um lado, um
ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos
outros dois lados.

56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são
congruentes quando têm iguais os perímetros e as
alturas relativas às bases.
C
61°
D
A
B

X
E
B
C D
A
M
36°
A
B
S
C
x
P
C
N
B
M
80°
72°
A
41

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos


57) Determinar a medida do maior lado de um
triângulo sabendo que é expressa por um número
inteiro de centímetros e que os outros dois lados
medem 2 cm e 9 cm.

58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um
triângulo isósceles ABC. Determinar a medida do
lado AC.

59) O perímetro de um triângulo é 14 m.
Determinar as medidas dos lados sabendo que são
expressas por números inteiros de metros.

60) M é um ponto interno a um triângulo ABC.
Une-se M com A e com B. Demonstrar que MA +
MB < AC + CB.

61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcam-
se os pontos M, N e P, um em cada lado. Provar
que o perímetro de MNP é menor que o perímetro
de ABC.

62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo
retângulo é maior que a semi-soma dos catetos.

63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das
medianas de um triângulo está compreendida entre
o semi-perímetro e o perímetro do triângulo.

64) Provar que o segmento que une um vértice de
um triângulo com um ponto qualquer do lado
oposto é menor que ao menos um dos outros dois
lados.

65) Num triângulo ABC, o ângulo  = 60
o
e o
ângulo B
ˆ
= 100
o
. Prolonga-se o lado AB de um
segmento BD = BC e une-se C com D. Achar os
ângulos do triângulo BCD.

66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC,
sabendo que as bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ

formam um ângulo de 132
o
.

67) ABC é um triângulo no qual B
ˆ
= 60
o
e C
ˆ
=
20
o
. Calcular o ângulo formado pela altura relativa
ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â.

68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC
intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD =
BD. Sabendo que o ângulo C
ˆ
= 66
o
, calcular os
ângulos A e B do triângulo.

69) As bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e C
ˆ
de um
triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de
128
o
. Calcular o ângulo agudo formado pelas
alturas traçadas dos vértices B e C.

70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC, tais que MB = BA e NC
= CA. Calcular o ângulo MÂN.

71) P é um ponto do lado AB de um triângulo
ABC, tal que AP = PC = BC; além disso, CP é a
bissetriz interna relativa ao vértice C. Calcular os
ângulos do triângulo.

72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna
relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a
bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao
lado AC. Calcular os ângulos do triângulo.

73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o
dobro do ângulo B
ˆ
; P e Q são pontos dos lados
BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. Calcular
os ângulos do triângulo.

74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um
triângulo retângulo ABC. A bissetriz do ângulo
BAH intercepta BC em D. Demonstrar que o
triângulo ACD é isósceles.

75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se
duas retas que interceptam o lado BC nos pontos
D e E, tais que os ângulos BÂD e CÂE são
respectivamente iguais aos ângulos C e B do
triângulo. Demonstrar que AD = AE.

76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura
relativa à hipotenusa BC. Demonstrar que as
bissetrizes dos ângulos B
ˆ
e HÂC são
perpendiculares.

77) Um observador pretendendo determinar a
altura de uma torre AB, colocou-se no ponto D de
forma que o ângulo B D
ˆ
A = 15
o
. Andando em
direção à torre passou pelo ponto C tal que o
ângulo B C
ˆ
A = 30
o
e verificou que DC = 72 m.
Determinar a altura da torre AB.

78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas
aos ângulos B e C de um triângulo ABC. O ângulo
42

Capítulo 1. Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos

BÊD = 95
o
e o ângulo C D
ˆ
B = 82
o
. Calcular os
ângulos do triângulo.

79) ABC é um triângulo no qual  = 120
o
; M e N
são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC =
CA. Calcular o ângulo MÂN.

80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos
consecutivos AÔB e BÔC, ambos agudos, e tais
que AÔB – BÔC = 36
o
; OZ é a bissetriz do ângulo
XÔY. Calcular o ângulo BÔZ.

81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é
uma semi-reta interna ao ângulo AÔM.
Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semi-
diferença dos ângulos BÔC e AÔC.

82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos
consecutivos; OA, OB e OC são as bissetrizes
respectivas dos ângulos XÔY, YÔZ e XÔZ.
Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY
também é bissetriz do ângulo AÔB.

83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC ,
as medidas dos ângulos internos de vértices B e C
são dadas por 2x + 10
o
e 4x – 40
o
. Se a medida do
ângulo externo de vértices A é 5x, então os
ângulos internos desse triângulo são iguais a:
A) 30°, 60° e 90° B) 30°, 70° e 80°
C) 20°, 80° e 80° D) 30°, 65° e 85°
E) 25°, 75° e 80°

84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC, o ponto D
pertence ao lado AC de modo que BD = DC.
Sabendo-se que ∠ ∠∠ ∠BAC = 40°, ∠ ∠∠ ∠ABC = 80° então
o ângulo ∠ ∠∠ ∠ADB é igual a:
a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70°

85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido
pela rotação do triângulo ABC de 90
o
no sentido
anti-horário ao redor de C, conforme mostrado no
desenho abaixo. Podemos afirmar que α é igual a:
A
60
O
40
O
α
B
C
D
E
a) 75
o
b) 65
o
c) 70
o
d) 45
o
e) 55
o


86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que
possui C A
ˆ
B ∠ = 36
o
e C B
ˆ
A ∠ = 21
o
. Sobre o lado
AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD
= DC e EB = EC. Determinar a medida do
ângulo E C
ˆ
D ∠ .

87) (Portugal-98) Na figura seguinte, BC AD = .

Quanto mede o ângulo DÂC?

88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de
reta r e s são paralelos. Então a soma dos ângulos
Â, B
ˆ
, C
ˆ
, D
ˆ
, Ê e F
ˆ
será de quantos graus?


89) (Bélgica-2003) Na figura, alguns ângulos entre
as retas a, b, c, m e n são dados.

Quais retas são paralelas?
a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n
e) não existem duas retas paralelas

90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com
os ângulos mostrados na figura.
43

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Q
3
3
3
4
R
P
A
M
N
O B C


8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o
triângulo ABC e os segmentos BC, FG e
DE , paralelos entre si. Se AF = 3 cm, DF = 2,1
cm, BD = 1,5 cm, CE = 2 cm e FG = 2 cm,
então o perímetro do triângulo ABC é, em
centímetros,

a) 16,4 b) 17,8 c) 18,6 d) 19,2 e) 19,8

9) (Unifor-99) Na figura abaixo, o triângulo ABC,
retângulo em A, tem lados de medidas 39 cm, 36
cm e 15 cm, sendo AB seu cateto menor,
enquanto que o triângulo MNC, retângulo em M,
tem perímetro de 30 cm.
N
M
C
A
B

Qual é a medida do segmento NA?

10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD// AB, CD
= 12 m e AB = 48 m.
30°
A B
C D

A medida do segmento AD, em metros, é
aproximadamente igual a
a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64

11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os
triângulos retângulos ABC, BCD e BDE.
2 cm
1 cm
1 cm
1 cm
A B
C
E
D

Se os lados têm as medidas indicadas, então a
medida do lado BE, em centímetros, é
a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3

12) (UFRN-2000) Considerando-se as
informações constantes no triângulo PQR (figura
abaixo), pode-se concluir que a altura PR desse
triângulo mede:







a) 5 b) 6 c) 7 d) 8

13) (UFRN-2004) Phidias, um arquiteto grego que
viveu no século quinto a.C., construiu o Parthenon
com medidas que obedeceram à proporção áurea,
o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e
que os retângulos EFGH e E´FGH´ são
semelhantes, ou seja, o lado maior do primeiro
retângulo está para o lado maior do segundo
retângulo assim como o lado menor do primeiro
retângulo está para o lado menor do segundo
retângulo. Veja a figura abaixo.

64

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Assim, podemos afirmar que a razão da medida da
base do Parthenon pela medida da sua altura é uma
raiz do polinômio:
a) x
2
+ x + 1 b) x
2
+ x - 1
c) x
2
- x – 1 d) x
2
- x + 1

14) (UFPB-78) Na figura ao lado, os ângulos B, E
e G são retos, 12 AB = , 9 BC = , 15 AC = e
4 EF = . Então, os segmentos ED e DF valem,
respectivamente,

a) 5 e 3 b) 3 e 4 c) 4 e 3
d) 3 e 5 e) 4 e 5

15) (UFPB-86) Na figura, NP || AB e NM || CB.
Se NM = 2, NP = 6 e CB = 5, determine a medida
do segmento AM.


16) (UFPB-87) O comprimento BC, na figura ao
lado, vale:

a) 4 m b) 2 2 m c) 2 4 m d) 8 m e) 2 8 m

17) (UFPB-88) Na figura, AB é paralelo a DE .
Então, é válida a igualdade

a) x – y = 14 b) x + y = 22 c)
3
8
y . x =
d) x : y = 8 e)
12
11
y
1
x
1
= +

18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um
triângulo retângulo são 6 e 8. A medida da
projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é
igual a:
a) 2,0 b) 2,5 c) 3,2 d) 3,6

19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo, a
medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da
projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual
a 5cm. O maior lado desse triângulo mede, em cm,
a) 6. 3 b)
28
3
c) 9 d) 8 e) 4. 2

20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem
pontos internos S, T e U. Sabendo que S é o ponto
médio de RT , U é o ponto médio de TV , a
medida de RV é 69 e a medida de RT é 19, então a
medida de UV é
a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55

21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma
haste rígida AB, apoiada sobre uma mureta de
concreto no ponto C, como na figura. As
dimensões são AC= 1.2m, CB= 4.8m,
DC=DE =CE=
3
3
m. Sendo h a altura, em
relação ao solo, da extremidade A, no momento
em que a extremidade B toca o solo, determine o
valor, em metros, de 8 vezes a altura h.








22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um
cano de diâmetro desprezível, paralelamente ao
solo
B
A
C
D E
65

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que
encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m
de largura. Na passagem de um corredor para o
outro, as extremidades do cano tocaram as
paredes dos corredores e outro ponto do cano
tocou a parede onde os corredores se encontram,
formando um ângulo α , conforme mostrado na
ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do
ângulo α é 60°, determine, em metros, o
comprimento do cano.


23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4
metros no mesmo instante que minha sombra é de
44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente
proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65
m, então podemos afirmar que a altura da árvore é,
em metros, igual a
a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72

24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo
retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm.
Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma
perpendicular MN ao lado BC, sendo N
pertencente ao segmento BC. Determine o
perímetro do triângulo MNC.

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam
entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo
semiplano determinado por uma reta r. Sabendo
que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente,
de r, determine a medida, em centímetros, do
menor caminho para ir-se de A para B passando
por r.

26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura
se encontra a x metros de uma parede de um
edifício. Uma escada que está tocando a parede e
apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o
chão, onde
3
x
y
tg = θ . Suponha que o muro e a
parede são perpendiculares ao chão e que este é
plano (veja figura).

O comprimento da escada é:
a) ( )
2 / 1
2 / 3 2 / 3
y x + b) ( )
2 / 3
3 / 2 3 / 2
y x +
c) ( )
3 / 2
2 / 3 2 / 3
y x + d) ( )
2 / 3
2 / 1 2 / 1
y x +
e) ( )
3 / 2
2 / 1 2 / 1
y x +

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos
ABC e AB'C' são semelhantes. Se 4
' AC
AC
= então
o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de
ABC é igual a:
A
B
C
B'
C'

a)
8
1
b)
6
1
c)
4
1
d)
2
1
e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das
medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é
ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a) 1/2 b) 1 c) 2 d) 1,5 e) 3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem,
respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais
próximo da medida de AB + BC + CD + ED +
EF + ... é:

a) 17 b) 19 c) 21 d) 23 e) 25

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da
figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado
DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em
relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10
e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8 b) 5,2 c) 5,0 d) 4,6 e) 5,4

32) (Mackenzie-2003) Na figura, se
FB 5 AD 5 AB = = , a razão
DE
FG
vale:

a) 3 b) 4 c) 5 d) 5/2 e) 7/2

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de
água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada
reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa
mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se
construir um restaurante, na estrada, que fique à
mesma distância das duas estações. A distância do
restaurante a cada uma das estações deverá ser de
a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m

34) (Unb-2000) Em uma região completamente
plana, um barco, considerado aqui como um ponto
material, envia sinais de socorro que são recebidos
por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si
de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém
C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de
45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em
linha reta à estação B, formando um ângulo de 45°
com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste.
Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km
do barco, calcule, em quilômetros, a distância do
barco à outra estação.

35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num
terreno plano, numa determinada hora do dia,
mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao
prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede
3m.

A altura do prédio, em metros, é
a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

36) (Unesp-2004) Um observador situado num
ponto O, localizado na margem de um rio, precisa
determinar sua distância até um ponto P,
localizado na outra margem, sem atravessar o rio.
Para isso marca, com estacas, outros pontos do
lado da margem em que se encontra, de tal forma
que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C
também. Além disso,

OA é paralelo a BC,
OA = 25 m,
BC = 40 m e
OB = 30 m,
conforme figura.

A distância, em metros, do observador em O até o
ponto P, é:
a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados
são retos. Temos necessariamente:

a)
m
p
y
x
= b)
p
m
y
x
= c) xy = pm
d) x
2
+ y
2
= p
2
+ m
2
e)
p
1
m
1
y
1
x
1
+ = +

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB,
retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados
os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que
AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x
é:
a) b a ab − −
b) ab 2 b a − +
c)
2 2
b a +
d) ab 2 b a + +
e) b a ab + +

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a
base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base
também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos
vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse
retângulo, em cm, é:

a) 4 b) 8 c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC,
seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os
ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida.
Então o valor de AD/DC é:
a) 2 b) 2 / 1 c) 2 d) 1/2 e) 1

41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos
pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções
ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos
C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de
C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para
que CÊA = DÊB?

a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um
triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um
quadrado de lado
3
2 2
. Então, a medida do lado
AB é:

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e
base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo
DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas
condições, a altura do retânguslo, em função de h
e b, é pela fórmula:
68

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

A
B C

a)
b h
bh
+
c)
2b h
bh
+
e)
( ) b h 2
bh
+

b)
b h
bh 2
+
d)
b h 2
bh
+


44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo
retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos
é o triplo do outro.
a) Calcule os comprimentos dos catetos.
b) Mostre que o comprimento do cateto maior está
entre 92 e 93 centímetros.

45) (ESA-95) Calculando x na figura dos
quadrinhos abaixo, encontramos:








a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8

46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm
todos a mesma extensão, além da mesma altura,
está representada na figura , vista de perfil.








Se m 2 AB = e A C
ˆ
B = 30
o
, a medida da extensão
de cada degrau é, em metros:
a)
3
3 2
b)
3
2
c)
6
3
d)
2
3
e)
3
3
m

47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo
equilátero de altura h, seu perímetro é dado por
a)
3
3 h 2
b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3

48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC
traça-se a ceviana interna AD, que o decompõe em
dois triângulos semelhantes e não congruentes
ABD e ACD. Conclui-se que tais condições:
a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos
b) só são satisfeitas por triângulos retângulos
c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos
d) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
acutângulos quanto por triângulos retângulos
e) podem ser satisfeitas, tanto por triângulos
retângulos quanto por triângulos obtusângulos

49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e
isósceles ABC, onde A = 90
o
e AB = m, como na
figura abaixo:
A
B
C
P
Q

O lado do triângulo equilátero AQP mede
a)
3
6 m
b)
2
m
c)
2
6 m
d) m

50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura
abaixo é equilátero de lado a, então a medida de
QM em função de a e x é
a)
4
x a 3 −

b)
8
x a 3 −

c)
8
a 3 x 8 +

d)
8
a 3 x 9 −


51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes,
um deles com 4, 7 e 9cm de lado, e o outro com
66 cm de perímetro, pode-se afirmar que o menor
lado do triângulo maior mede, em cm.
a) 9,8 b) 11,6 c) 12,4 d) 13,2

52) (AFA-2000) O valor de x
2
, na figura abaixo, é


x
6 9
9
6
x
69

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

a)
4
a
b
2
2

b)
4
a
b
a
2
2
4

c)
2
4 2
a
b
4
b

d)
2
4
2
a 4
b
b −

53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo
retângulo de altura h (relativa à hipotenusa), são
dados pelas seguintes expressões: b =
k
1
k + e
c =
k
1
k − onde k é um número real maior que
1. Então o valor de h em função de k é:
a)
k 2
1 k
2

c)
2
2
k 1
k 1
− −
+
e) n.d.a.
b)
2 k
1 k
2
2


d)
( )
k 2
1 k 2
2



54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC, onde
AD é a mediana relativa ao lado BC. Por um ponto
arbitrário M do segmento BD, tracemos o
segmento MP paralelo a AD, onde P é o ponto de
interseção desta paralela com o prolongamento do
lado AC. Se N é o ponto de interseção de AB com
MP, podemos afirmar que:









a) MN + MP = 2 BM d) MN + MP = 2 AD
b) MN + MP = 2 CM e) MN + MP = 2 AC
c) MN + MP = 2 AB

55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo
retângulo isósceles é 2p. A altura relativa à
hipotenusa é:
a) 2 p b) ( )( ) 1 3 1 p − + c) ( ) 1 2 p −
d) ( ) 1 2 p 4 − e) ( ) 4 2 p 8 +

56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD.
Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um
ponto sobre o segmento CEtal que m( BC) +
m( CF) = m( AF). Prove que cos α = cos 2β,
sendo os ângulos α = F A
ˆ
B e β = D A
ˆ
E .

57) Na figura, r // s // t. Calcule x e y.










58) Na figura, AB = 12, AC =16, BC = 20 e BL =
9. Se NC // LM e MC // LN , calcule o perímetro
do paralelogramo LMCN.








59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’, cuja
razão
' C ' B
BC
entre as hipotenusas é igual a razão
' B ' A
AB
entre dois catetos, são semelhantes.

60) Num triângulo ABC, retângulo em A e de
altura AD, tomam-se, respectivamente, sobre AB,
AC e DA: AB’ = AB/3, AC’ = AC/3 e DD’ =
DA/3. Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é
semelhante a ABC.

61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que
tenham dois ângulos iguais, Â = Â’, e dois
suplementares,
o
180 ' B
ˆ
B
ˆ
= + , demonstrar que os
lados opostos a esses são proporcionais, isto é
' C ' A
AC
' C ' B
BC
= .

A
P
N
C D M B
r
y
20
t
s
21
30
y
10
M
N
C
B
L
A
70

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até
o lado esquerdo e o ponto B até a paralela
superior, obtendo a seguinte configuração:

(i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são
semelhantes.
(ii) Mostre que
b
a
AE
AF
= .

120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

121) (OBM-2004) Na figura, ABC e DAE são
triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os
ângulos BAC e ADE medem 36°.

a) Utilizando propriedades geométricas, calcule a
medida do ângulo C D E
ˆ
.
b) Sabendo que BC = 2, calcule a medida do
segmento DC.
c) Calcule a medida do segmento AC.

122) (OBM-98) No triângulo ABC, D é o ponto
médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE =
2 ⋅ EC. Dado que os ângulos C D A
ˆ
e E A B
ˆ
são
iguais, encontre o ângulo C A B
ˆ
.

123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado, M o
ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB.
P é a interseção de EC e MB. Mostre que a reta
DP divide o segmento EB em dois segmentos de
mesma medida.

124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer
sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo
ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os
catetos. Para que ponto D o comprimento do
segmento EF que une os pés destas
perpendiculares é mínimo?

125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas
de Atenas, um grupo de amigos resolveu construir
uma grande bandeira em forma de triângulo
equilátero, que será suspensa por dois de seus
vértices através de postes verticais, um de 4
metros e outro de 3 metros. O terceiro vértice da
bandeira apenas toca o solo. Se o comprimento de
cada lado da bandeira é d, determine o valor de d
na forma
m
n
, onde n e m são números naturais.








126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em
quatro triângulos retângulos congruentes e um
quadrado menor, conforme a figura 1. Esses
quatro triângulos retângulos e o quadrado menor
são rearranjados da forma indicada na figura 2. O
matemático indiano Bhaskara demonstrava o
teorema de Pitágoras com a ajuda desses
diagramas. Obtenha, a partir das figuras abaixo,
uma demonstração do teorema de Pitágoras: o
quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo
é igual a soma dos quadrados dos seus catetos.


75

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos

127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um
triângulo ABC, os pontos D, E e F estão sobre os
lados BC, CA e AB, respectivamente, tais que
∠AFE = ∠BFD, ∠BDF = ∠CDE e ∠CED =
∠AEF.

a) Prove que ∠BDF = ∠BAC.
b) Se AB = 5, BC = 8 e CA = 7, determine o
comprimento de BD.

128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo
ABCD possui diagonal de comprimento d. A reta
AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD.
Os lados do retângulo EFCG possuem
comprimentos n e 1. Prove que d
2/3
= n
2/3
+ 1.


129) (Wisconsin-98) Pontos P, Q e R são
escolhidos nos lados BC, AC e AB,
respectivamente, de ∆ABC, de modo que CP =
2BP, BR = 2AR e AQ = 2CQ. Então os pontos X e
Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ,
respectivamente, de modo que RX = 2PX e PY =
2QY. Prove que as retas XY e BC são paralelas.

130) (Argentina-98) No triângulo ABC, sejam D e
E nos lados AB e AC, respectivamente. Se ∠ABC
= ∠AED, AD = 3, AE = 2, DB = 2, determinar o
valor de EC.

131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado.
Traçam-se três retas paralelas por B, C e D tais
que as distâncias entre a do meio e as outras duas
sejam iguais a 5 e 7 unidades. Qual o lado do
quadrado?

132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como
indicado na figura seguinte, onde ABCD possui
lado 6 e MNPQ possui lado 5. Calcular o
perímetro de ∆AMN.










133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é
equilátero de lado a. Sobre o lado AB, marca-se o
ponto P, tal que b AP = (onde a b < ), e sobre o
prolongamento do lado BC, marca-se o ponto Q
(mais próximo de C do que de B) tal que b CQ = .
O segmento PQ corta o lado AC no ponto M.
Mostre que M é o ponto médio de PQ.

134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo
com AB = 30, BC = 50, CA = 40. As retas ℓ
a
, ℓ
b
, ℓ
c

são paralelas a BC, CA, AB, respectivamente, e
intersectam o triângulo. As distâncias entre ℓ
a
e
BC, ℓ
b
e CA, ℓ
c
e AB são 1, 2, 3, respectivamente.
Encontrar os lados do triângulo determinado por

a
, ℓ
b
, ℓ
c
.

135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC, AB = 8,
BC = 7, CA = 6 e o lado BC é prolongado, a partir
de C, até um ponto P de modo que ∆PAB seja
semelhante a ∆PCA. O comprimento de PC é:
a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11

136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y
são escolhidos nos lados BC e CD,
respectivamente, de um quadrado ABCD, de
modo que ∠AXY = 90
o
. Prove que o lado do
quadrado é igual a
2 2
2
) XY AX ( AX
AX
− +
.


A
B C
D M
N
P
Q
76

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

⊥ ( ) R d
t , O
=
Demonstração
Basta notar que OA = OB = R, isto é, que O eqüidista de A e de B, portanto O ∈
AB
m .
Na realidade, note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será
perpendicular à corda.

3.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE
Uma reta é tangente a uma circunferência se, e somente se, for perpendicular a um raio (no ponto de
tangência).












Demonstração:


( ) ⇐ Suponha-se que OT ⊥ t e que P seja um ponto de t, distinto de T.
então, no triângulo OPT, retângulo em T, OP é hipotenusa e, portanto,
maior que o cateto OT. Daí, OP > OT = R, o que significa que P é
exterior a C, sendo T o único ponto comum a t e a C. Logo, t é tangente a
C.





( ) ⇒ Suponha-se, agora, que C e T sejam tangentes, isto é, que T seja
o único ponto comum a C e a t. Deseja-se provar que OT ⊥ t.
Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. Se OT não fosse
perpendicular a t, então a perpendicular a t passando por O
intersectaria t em um ponto P≠T. Assim, haveria outro ponto (único)
em t, tal que um ponto PT’=PT, isto é, tal que P seria médio de TT’.
Dessa forma, OP seria mediatriz de TT’ e, conseqüentemente,
OT’=OT=R. Daí, T’ pertenceria a C, o que é um absurdo, pois
{ } T C t = ∩ . Logo, OT ⊥ t (d
O,T
= R), necessariamente. (c.q.d.)



3.5.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência.

Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus
pontos.

O
R
T
t
C
{ } OT T C t ⇔ = ∩
O
R
T
t
C
P
O
R
T
t
C
P
R
T’
82

Capítulo 3. Introdução aos Círculos















OBS.: É possível provar que, por um ponto fora de uma circunferência, há, exatamente, duas retas
tangentes a tal circunferência.












Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo T P
ˆ
Q , pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item
3).

3.6) SEGMENTOS TANGENTES
Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes.
Na figura anterior: PT PQ =
Demonstração:
Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes, por serem retângulos e terem hipotenusa e
um cateto congruentes. Logo, PQ = PT (c.q.d.).















r
P
P
2
t
2
P
1
t
1
P
4 t
4
t
3
P
3
O
Não pode haver mais de uma
reta perpendicular à r, por um
de seus pontos (P).
C
R
R
Q
T
O
P
C à tangentes são PT e PQ
R
R
Q
T
O
P
83

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS

3.7.1) Definições:
• Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra.
• Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra.
• Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à
outra e têm um único ponto comum.
• Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um
único ponto comum.
• Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos.

3.7.2) Posições Relativas
Considere duas circunferências Γ
1
, de centro O
1
e raio r
2
, e Γ
2
, de centro O
2
e raio r
2
. Seja d a distância
entre seus centros e suponha que r
1
> r
2
.






































Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é interna a Γ
1

d < r
1
– r
2

Γ
1 Γ
2
O
1
O
2
Circunferência Γ
2
é tangente interna a Γ
1

d = r
1
– r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
Circunferências Γ
1
e Γ
2
são secantes
r
1
– r
2
< d < r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são tangentes externas
d = r
1
+ r
2

Γ
1
Γ
2
O
1
O
2
As circunferências Γ
1
e Γ
2
são externas
d > r
1
+ r
2

84

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA

3.8.1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência.










3.8.2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à
circunferência.

Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo
inscrito. Temos também que ∠AOB é o ângulo
central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB.

AB é o arco correspondente ou subtendido pelo
ângulo inscrito ∠AVB.



3.8.2.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.
Demonstração:












3.8.2.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência
são iguais.








O
β
B
A
Na figura ao lado, ∠AOB é um ângulo central.

AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB.
Por definição: β = med (

AB )
Na figura α = B V
ˆ
A é o ângulo inscrito, correspondente ao arco

ABB.
β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = B V
ˆ
A .
Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P.
Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180
o
– 2α
1

180
o
– 2α
1
= 180
o
– β
1
⇒ β
1
= 2α
1
.
Analogamente β
2
= 2α
2
. Assim: β
1
+ β
2
= 2α
1
+ 2α
2
= 2(α
1
+ α
2
) ⇒
β = 2α.
A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao
ângulo é análoga.
P
β
2
α
1
B
A
O
V
β
1
α
2
Q
P
O
B
A
β

α
2
α
1
De fato, como α
1
e α
2
são ângulos inscritos relativos ao ângulo
central β, então β = 2α
1
e β = 2α
2
, ou seja, α
1
= α
2
.
Perceba que, mantendo fixos os pontos A e B, por mais que os
pontos P e Q andem pela circunferência, os ângulos ∠APB e
∠AQB são sempre iguais.
O
V
A
B
O
V
A
B
85

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.8.2.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência.
Demonstração:

Considere o ângulo reto ∠AVB. Trace a circunferência que passa pelos
pontos A, V e B. Suponha que O é o centro desta circunferência.
Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90
o
, então o ângulo central
∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180
o
. Assim, concluímos
que o ponto O pertence ao segmento de reta AB, fazendo com que AB seja
o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na
circunferência de diâmetro AB.

Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semi-
circunferência, com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo.

3.8.3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na
circunferência e o outro tangente à circunferência.












3.8.3.1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.










3.8.3.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco)
na mesma circunferência são iguais.

Demonstração:
Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semi-
inscrito são traçados.
De fato, tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB
são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente.

Logo ∠AVB = ∠tAB.



O
t
B
A
Na figura:
tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento

AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB
∠AOB é o ângulo central correspondente
.
A
V
B
O
t
B
A
β
α

V
t
B
A
Seja O o centro da circunferência.
Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90
o
– ∠tÂB ⇒
90
o
– β/2 = 90
o
– α ⇒ α = β/2.
Portanto, a medida do ângulo de segmento é tal que
2
β
= α

86

Capítulo 3. Introdução aos Círculos


20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26, e sejam C e D pontos sobre o segmento AB
tais que AC = 1 e AD = 8. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB, sendo EC
e FD perpendiculares a AB. Quanto mede o segmento EF?
a) 5 b) 2 5 c) 7 d) 2 7 e) 12
Solução:
Como AB = 26, AC = 1 e CD = 7 então DB = 18.
Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra
o segmento de reta FD.
Assim, como CDGE é um retângulo temos que EG = 7.
AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma
semicircunferência. Pelas relações métricas nos triângulos
retângulos: EC
2
= AC.BC = 1.25 ⇒ EC = 5.
Como AFB é um triângulo retângulo:
FD
2
= AD.BD = 8.18 ⇒ FD = 12.
Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7.
Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF
2
= EG
2
+ FG
2
= 49 + 49 ⇒ 2 7 EF = .

21) Três círculos de centros em A, B e C e de raios respectivamente iguais a r, s e t se tangenciam
exteriormente dois a dois. A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro
determinando uma corda MN. Provar que: t
s r
rs 4
MN
+
= .
Solução:















Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:
2
2 2
2
MN
y t






+ = ⇒
2
2
2
2 2
2
2
) s r (
rs 4
t
) s r (
) s r ( t
t
2
MN
+
=
+

− = 





⇒ t
s r
rs 4
MN
+
=

22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. A reta r é tangente às circunferências
C1 e C3, a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também
mostra a figura.
Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B.
Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB, respectivamente.
Suponha que BI = x, CI = h e que DI = PC = y. Note que x + y = s.
Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB:
(r + t)
2
= h
2
+ (r + s – x)
2

(s + t)
2
= h
2
+ x
2

Subtraindo estas equações:
(r + t)
2
– (s + t)
2
= (r + s – x)
2
– x
2

(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒
(r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 s r
+
− + +
= + − ⇒ ) s r (
s r
) s r )( t 2 s r (
y 2 − −
+
− + +
= ⇒
s r
t 2
) s r ( 1
s r
t 2 s r
) s r ( y 2
+
− =







+
+ +
− = ⇒
s r
) s r ( t
y
+

=

A B
C P
M
N
I D

F
E
G
7
7 A C B 18 1 D
97

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

r
s
C3
C1
C2

As circunferências C1 e C2 têm raios a e b, respectivamente. Qual é o raio da circunferência C3?
A)
2 2
2 a b + B) a + b C) 2 ab D)
4ab
a b +
E) 2b – a
Solução:

. .
b
a
d
2
b a
R– a
.
d
3
R– b
d
1
R+b
R+a
a + b


23) (OBM Jr.-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &
1
; &
2
é uma
circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &
1
. Uma reta através de A tangencia &
2
em
P. Prove que AP = BC.
Solução:
Inicialmente, vamos construir a figura proposta no enunciado.













A
r
d
P
r
O
h
R - r
C B
Q
O'
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO, temos:
AO
2
= AP
2
+ r
2
⇒ AP
2
= AO
2
– r
2
(1)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ, temos:
AO
2
= d
2
+ (h + r)
2
(2)
Assim, substituindo (2) em (1): AP
2
= d
2
+ (h + r)
2
– r
2

AP
2
= d
2
+ h
2
+ 2hr (3)
Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ, temos:
(R – r)
2
= d
2
+ (h/3 + r)
2
⇒ d
2
= (2h/3 – r)
2
– (h/3 + r)
2

d
2
= 4h
2
/9 – 4hr/3 + r
2
– h
2
/9 – 2hr/3 – r
2

d
2
= h
2
/3 – 2hr (4)
Portanto, substituindo (4) em (3):
AP
2
= h
2
/3 – 2hr + h
2
+ 2hr ⇒ AP
2
= 4h
2
/3 = BC
2

AP = BC
Seja R o raio de C. Então, utilizando o teorema de Pitágoras:
d
1
= d
2
+ d
3


2 2 2 2 2 2
) ( ) ( )) ( 2 ( ) ( ) ( ) ( b R b R b a R b a a R a R − − + + + − − + = − − + ⇒
Rb R b a R Ra 4 4 ) ( 4 4
2
+ − + = ⇒
b R b a a + − + = ⇒ b a R b a − = − + ⇒
a + b – R = a – ab 2 + b ⇒ ab R 2 =

98

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

3.11) O NÚMERO π ππ π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA

3.11.1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros.
Demonstração:
Considere duas circunferências de raio R e R’ e
comprimentos C e C’. Define-se x como C .
R
' R
x = .
Inscrevem-se dois polígonos regulares, um em cada
circunferência, de mesmo número de lados. Se ℓ
n
e ℓ
n
’ são os
lados destes polígonos pode-se escrever
' R
R
'
n
n
=


.
Se 2p
n
e 2p
n
’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade
que 2p
n
= n.ℓ
n
e 2p
n
’= n.ℓ
n
’, implicando que
' R
R
' p 2
p 2
n
n
= . Pela definição de x tem-se ' p 2
p 2
C
x
n
n
= .
Desde que o polígono de perímetro 2p
n
está inscrito na circunferência de raio R, tem-se C > 2p
n
, fazendo
com que, para todo inteiro n ≥ 3, verifique-se x > 2p
n
’.
Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’,
circunscreve-se dois polígonos, cada um de n lados, de
perímetros 2P
n
e 2P
n
’. Realizando cálculos análogos aos
anteriores chega-se à conclusão que ' P 2 .
P 2
C
x
n
n
= .
Como o polígono de perímetro 2P
n
está circunscrito à
circunferência de raio R tem-se C < 2P
n
, ou seja, x > 2P
n
’.

Observe que, independentemente de n e de R, tem-se que x está sempre entre 2p
n
’ e 2P
n
’, sendo que
quando n cresce 2p
n
’ cresce e 2P
n
’ decresce. Além disso, as seqüências definidas pelos valores de 2p
n
’ e
2P
n
’ são limitadas e convergem para um mesmo número real. Logo, quando n tende ao infinito, tem-se
x = C’, implicando que constante
' R
' C
R
C
= = .

3.11.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR.
Demonstração:
De fato, pelo teorema anterior concluí-se que a relação
R
C
é constante. Chamando esta constante de π,
obtém-se C = 2πR. Para se ter uma idéia do valor de π, observe a tabela abaixo.

n 2p/2R 2P/2R
6 3,00000 3,46411
12 3,10582 3,21540
24 3,13262 3,15967
48 3,13935 3,14609
96 3,14103 3,14272
192 3,14156 3,14188
384 3,14156 3,14167

Repare que, com o crescimento de n, os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de
2P/2R decrescem, tendendo para o número π que, escrito com precisão até a décima cada decimal depois
da vírgula, vale 3,1415926535...
Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está
contido na circunferência é sempre o mesmo, seja qual for o tamanho desta circunferência. Os
R
R’
R
R’
99

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre
8
1
3 e
7
1
3 , ou seja,
7
22
8
25
< π < . Em
frações decimais, isto dá 3,125 < π < 3,142.
O Velho Testamento, que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições
judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis, VII: 23).
Desde Arquimedes, que obteve o valor π = 3,1416, matemáticos se têm ocupado em calcular π com
precisão cada vez maior. O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em
1873. Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos
seguintes). Com o auxílio de uma maquininha manual, o valor de π foi, então, calculado com 808
algarismos decimais exatos. Depois vieram os computadores. Com seu auxílio, em 1967, na França,
calculou-se π com 500.000 algarismos decimais exatos e, em 1984, nos Estados Unidos, com mais de
dez milhões (precisamente 10.013.395) de algarismos exatos!
O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W. Jones (1675-
1749). Entretanto, somente depois que L. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto
tornou-se padrão entre os outros matemáticos. Porém, até então, não era sabido se π era racional ou
irracional. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma
periodicidade. Somente em 1767 que o matemático J. H. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um
número irracional.

3.11.3) Comprimento do Arco de Circunferência
Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central
que compreende este arco.










Exemplos:

1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular, em que a distribuição das passarelas acompanha a figura
abaixo, quero ir do leste ao norte, passando pelo oeste.










Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar
duas vezes pelo mesmo local, então:
A) passando pelos círculos menores, o caminho é mais curto que indo pelo sul.
B) passando pelo sul, o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores.
C) passando pelos círculos menores ou pelo sul, a distância percorrida é a mesma.
D) não conhecendo os valores dos raios, não é possível saber qual o caminho mais curto.
Assim, de acordo com a proporção, onde ℓ é o comprimento do arco

AB:

R 2 2 π
=
π
α ℓ
⇒ ℓ = αR

Obs: α em radianos (0 < α < 2π)
O
α
B
A

N
S
L
O
100

Capítulo 3. Introdução aos Círculos

círculo. O ângulo agudo formado pela mediatriz e
pa mede:

a) 5
o
b) 10
o
c) 15
o
d) 20
o
e) 25
o


70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um
círculo com diâmetro AB, traça-se o diâmetro PX
e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. Se ∠PÂB
= 35
o
, então o menor arco XY vale:

a) 20
o
b) 35
o
c) 40
o
d) 55
o
e) 70
o


71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de
diâmetro 1 com uma fita adesiva. O comprimento
desta fita é igual a
a) 3 + π
b) 3
c) 3 + π/2
d) (3 + π)/2
e) 6 + π



72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de
catetos 4 e 6, traça-se uma semi-circunferência
com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do
triângulo retângulo. Determine o raio desta semi-
circunferência.
a) 2
b) 2,4
c) 2,5
d) 3
e)
13 3
2


73) (Bélgica-2003) Na figura, AD é um diâmetro
de uma semi-circunferência com centro M. Os
dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência
de modo que AC ⊥ BM e  = 50
o
. Determine o
ângulo entre as retas AC e BD.

a) 50
o
b) 60
o
c) 65
o
d) 70
o
e) 75
o


74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos
possuindo mesmo raio. Determine a razão entre o
perímetro de um dos círculos e o perímetro da
região hachurada.

a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7

75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectam-
se em P e Q. Uma reta intersecta o segmento PQ e
encontra as circunferências nos pontos A, B, C e
D, nesta ordem. Prove que ∠APB = ∠CQD.

76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão
representadas duas circunferências tangentes
exteriormente e uma reta tangente às duas
circunferências nos pontos A e B. Sabendo que os
raios das circunferências medem 24 e 6 metros,
determine a distância entre os pontos A e B.


77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8.
As duas circunferências, tangentes entre si, têm
centros E e F e são tangentes aos lados do
retângulo [ABCD] nos pontos M, N, X e Y .
113

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 75 , 11
2
41 , 1
2
3
8
4 5
45 sen
2
XY . XZ
S
o
XYZ
=






+
= =

m
2
.

9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo
equilátero aos lados é constante.
Solução:











10) A área de um triângulo é dada pela fórmula
4
b a
S
2 2
+
= , onde a e b são dois de seus lados.
Determine os ângulos do triângulo.
Solução:
Como a área de um triângulo é dada por
2
senC . b . a
S = , temos
2
senC . ab
4
b a
2 2
=
+

ab 2
b a
senC
2 2
+
= ⇒
ab 2
ab 2 b a
1
ab 2
b a
1 senC
2 2 2 2
− +
= −
+
= − ⇒
ab 2
) b a (
1 senC
2

= −
Sabemos que
ab 2
) b a (
2

é sempre maior ou igual a zero, fazendo com que sen C ≥ 1.
Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1, então sen C = 1, ou seja, C = 90
o
.
Daí: a = b, implicando que A = B = 45
o
.

11) Dois lados de um triângulo são 6 e 2 5 . Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo
que sua área é 3.
Solução:
Seja x o valor do lado desconhecido. Assim:
2
x 2 5 6
p
+ +
= .
Pela fórmula de Heron: ) 6 p )( 2 5 p )( x p ( p S − − − = ⇒








− +








+ −








− +








+ +
=
2
6 2 5 x
2
6 2 5 x
2
x 2 5 6
2
x 2 5 6
3 ⇒
16
] ) 6 2 5 ( x ][ x ) 2 5 6 [(
9
2 2 2 2
− − − +
= ⇒ 144 = – 196 + 172x
2
– x
4

x
4
– 172x
2
+ 340 = 0 ⇒ (x
2
– 2)(x
2
– 170) = 0 ⇒ 2 x = ou 170 x =

12) Sejam D, H, I pontos no interior dos lados AB, BC, CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD =
3AD, BH = 2HC e CI = IA. Calcule a área do triângulo DHI.
Solução:
Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x
1
, x
2
e x
3
as
distâncias do ponto P aos lados do triângulo.
Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por
4
3
S
2

= .
S = S
∆PAB
+ S
∆PAC
+ S
∆PBC

2
x .
2
x .
2
x .
4
3
3 2 1
2
ℓ ℓ ℓ ℓ
+ + = ⇒
x
1
+ x
2
+ x
3
=
2
3 ℓ
, que é um valor constante.
x
1
x
3
x
2
C
A B
P
129

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

Observe que:
8
1
2
1
4
1
AC
AI
AB
AD
2 / ) A
ˆ
sen . AC . AB (
2 / ) A
ˆ
sen . AI . AD (
S
S
ABC
ADI
= = = =


.
2
1
3
2
4
3
BC
BH
AB
BD
2 / ) B
ˆ
sen . BC . AB (
2 / ) B
ˆ
sen . BH . BD (
S
S
ABC
BHD
= = = =


.
6
1
3
1
2
1
BC
CH
AC
CI
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CH . CI (
S
S
ABC
CHI
= = = =


.
Portanto, como a área de ∆ABC é 1:
S
∆ADI
+ S
∆BHD
+ S
∆CHI
+ S
∆DHI
= 1 ⇒ 1 S
6
1
2
1
8
1
DHI
= + + +


24
5
S
DHI
=

.

13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD, determinando 4
quadriláteros. Se a, b, c, e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros, mostre que a + b = c + d .
a
c
d
b

Solução:
Inicialmente vamos fazer as seguintes construções:
– sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’;
– marquemos os pontos E, F, G, H, I, J, L e M, que são as projeções ortogonais dos pontos A’, B’, C’ e
D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB, BC, CD e DA, como indica a figura;
– tracemos os segmentos A’E, B’F, B’G, ..., D’L e A’M;
– chamemos de S
1
, S
2
, ..., S
12
as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o
menor;
– indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’, que é o mesmo ângulo
que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical.

Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais,
então S
1
= S
2
. Analogamente temos que:
S
4
= S
5
, S
7
= S
8
, S
10
= S
11
(1)
Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y.cos θ.
Notamos também que:
EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y.cos θ.
Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os
trapézios de áreas S
3
e S
9
(de modo que os segmentos A’B’ e
C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas
dimensões são y.cos θ e x – y.cos θ e cuja área total é S
3
+ S
9
.
Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S
6
e S
12
, teremos a
formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y.cos θ
e y.cos θ e cuja área total é S
6
+ S
12
.
Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões, então as áreas também são
iguais. Deste modo: S
3
+ S
9
= S
6
+ S
12
(2)
De (1) e (2) temos que: S
2
+ S
4
+ S
8
+ S
10
+ S
3
+ S
9
= S
1
+ S
5
+ S
7
+ S
11
+ S
6
+ S
12
⇒ a + b = c + d.

S
12
S
11

S
10

S
9

S
8

S
7
S
6
S
5

S
4

S
2

S
1

M L
J
I
H G
F
E
D’
C’
B’
A’
D
C B
A
θ
θ
θ
θ
S
3

A
B C
D
H
I
130

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior. Paralelas aos lados contendo P dividem o
triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S
1
, S
2
e S
3
. Provar que a área S de ABC é dada
por ( )
2
3 2 1
S S S S + + = .
Solução:










15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC. Por E traçamos duas retas DE e EF
paralelas aos lados BC e AB, respectivamente; D e F são pontos em AB e BC, respectivamente. Prove
que
EFC ADE BDEF
S . S 2 S = .
Solução:
Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y.
Traçando FD, dividimos BDEF em dois triângulos
congruentes, cada um de área y.h
2
/2.
Assim, S
BDEF
= y.h
2
.
Por outro lado, S
ADE
= y.h
1
/2 e S
EFG
= x.h
2
/2.
Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes:
2
1
h
h
x
y
= ⇒ y.h
2
= x.h
1
.
Logo: S
ADE
.S
EFG
=
4
) h . x )( h . y (
2
h . x
2
h . y
1 2 2 1
= ⇒
4.S
ADE
.S
EFG
= (y.h
2
)
2
= (S
BDEF
)
2

EFC ADE BDEF
S . S 2 S =

16) Pontos D, E e F são escolhidos sobre os lados BC, AC e AB, respectivamente, de modo que os
triângulos AFE, BDF, CED e DEF possuem áreas iguais. Prove que D, E e F são os pontos médios dos
lados de ∆ABC.
Solução:
Suponha que BF/AB = r, CD/BC = p e AE/AC = q.
p ) q 1 (
BC
CD
AC
CE
2 / ) C
ˆ
sen . BC . AC (
2 / ) C
ˆ
sen . CD . CE (
S
S
ABC
CDE
− = = =


.
Como as áreas de AFE, BDF, CED e DEF são iguais a um
quarto da área de ABC, então p(1 – q) = 1/4 (1)
Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3)
Desenvolvendo (1) obtemos
p 4
1 p 4
q

= .
Substituindo em (2):
4
1
) r 1 (
p 4
1 p 4
= −


1 p 4
1 p 3
r


= .
Substituindo em (3):
4
1
) p 1 (
1 p 4
1 p 3
= −


⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p
2
– 4p + 1) = 0 ⇒
(2p – 1)
2
= 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D, E e F são os pontos médios de ∆ABC.

P
I
H
G F
E
D
B
S
1

A
S
3

S
2

C
Como DG || AC, IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~
∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC
Assim:
2
1
BC
EP
S
S






=

2
2
BC
PH
S
S






=

2
3
BC
FG
S
S






=

Portanto: 1
BC
FG PH EP
S
S
S
S
S
S
3 2 1
=
+ +
= + + ⇒
( )
2
3 2 1
S S S S + + =

D
F
E
C
A
B
h
1
h
2
x

y

A
B C
F
D

131

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

b) 7 cm. d) 11 cm.

58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a,
b e c centímetros. Qual o valor do ângulo interno
deste triângulo, oposto ao lado que mede a
centímetros, se forem satisfeitas as relações 3a =
7c e 3b = 8c.
a) 30
o
b) 60
o
c) 45
o
d) 120
o
e) 135
o


59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b
= 4 m, diminuindo-se de 60° o ângulo que esses
lados formam, obtém-se uma diminuição de 3 m
2

em sua área. Portanto a área do triângulo inicial é
de:
a) 4 m
2
b) 5 m
2
c) 6 m
2
d) 9 m
2
e) 12 m
2


60) (ITA-82) Num triângulo isósceles, o perímetro
mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao
arc cos 7/25. Então a área do triângulo é de:
a) 168 m
2
b) 192 m
2
c) 84 m
2

d) 96 m
2
e) 157 m
2


61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere
conhecidos os ângulos C A
ˆ
B e A B
ˆ
C e a medida d
do lado A. Nestas condições, a área S deste
triângulo é dada pela relação:
a) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
d
2
+

b) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+

c) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B ( sen . 2
A B
ˆ
senC . d
2
+

d) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
C A
ˆ
senB . d
2
+

e) S =
) A B
ˆ
C C A
ˆ
B cos( . 2
) A B
ˆ
senC )( C A
ˆ
senB ( d
2
+


62) (ITA-93) Num triângulo ABC, retângulo em
A, seja D a projeção de A sobre BC. Sabendo-se
que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo
DÂC mede θ graus, então a área do triângulo ABC
vale:
a) (ℓ
2
/2) sec θ tg θ b) (ℓ
2
/2) sec
2
θ tg θ
c) (ℓ
2
/2) sec θ tg
2
θ d) (ℓ
2
/2) cossec θ tg θ
e) (ℓ
2
/2) cossec
2
θ cotg θ

63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC ,
o lado oposto ao ângulo  mede cm 5 . Sabendo:
5
3
arccos = Â
e
5
2
arcsen
ˆ
= C ,
então a área do triângulo ABC é igual a :
a)
2
2
5
cm b)
2
12cm c)
2
15cm
d)
2
5 2 cm e)
2
2
25
cm

64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas
distando entre si 5 cm. Seja P um ponto na região
interior a estas retas, distando 4 cm de r. A área do
triângulo equilátero PQR, cujos vértices Q e R
estão, respectivamente, sobre as retas r e s, é igual,
em cm
2
, a:
a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d)
2
15
3 e)
2
7
15

65) (IME-65) AB = AC ≠ BC. Expressar a
diferença AB
2
– AM
2
em função dos segmentos
aditivos da base.








66) (IME-67) No triângulo abaixo, as distâncias
do ponto P aos lados AC e BC são
respectivamente m e n. Verificar, justificando, se
CP
2
= (m
2
+ n
2
+ 2mncos C)cosec
2
C









67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois
lados a e b. Determinar a expressão do lado c em
função de a e b, para que a área do triângulo seja
máxima.

68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados
a, b, c opostos aos ângulos A, B, C
A
B
M
C
B
C
A
P
n
m
145

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

respectivamente e de perímetro 2p, mostre que
a
p
A
B C
=
sen
cos cos
2
2 2
.

69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo
ABC, em função de sua área S, do ângulo C e de
K, onde K = a + b – c.

70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão
em progressão aritmética e o lado intermediário
mede l. Sabendo que o maior ângulo excede o
menor em 90
o
, calcule a razão da PA formada
pelos lados.

71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de
um triângulo ABC, dividindo-o em seis triângulos,
quatro dos quais têm áreas 40, 30, 35 e 84, como
mostra a figura. Calcule a área do triângulo ABC.









72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer.
Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC,
respectivamente, traçam-se duas retas que se
cortam em um ponto M, situado sobre o lado BC,
e que fazem com esse lado ângulos iguais θ
conforme a figura abaixo. Demonstre que:
cotg θ =
2
1
(cotg B + cotg C)










73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir:
“Em um triângulo ABC, temos AC = 3m, BC =
4m e B = 60
o
. Calcule sen A.” Esse problema:
a) não faz sentido, porque tal triângulo não existe.
b) admite mais de uma solução.
c) admite uma única solução, 2 / 3 .
d) admite uma única solução, 3 / 3 .
e) admite uma única solução, 3 / 3 2 .

74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não
congruentes, com  = 30
o
, AB = 4 cm e BC = x
cm, quando:
a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4
d) x > 4 e) x ≥ 4

75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que
C A
ˆ
B mede 80
o
, C B
ˆ
A mede 40
o
e BC = 4 cm. Se
sen 20
o
= k, então a medida de AC, em
centímetros, é dada por:
a) 2 b)
k
4
b)
2
k 2 1
2


d)
2
2
k 2 1
k 2 1 2


e)
k 2 1
) k 1 ( 2




76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito
em um quadrado de 5 dm de lado, devendo um dos
vértices do triângulo coincidir com um vértice do
quadrado.

77) Cinco quadrados são dispostos conforme
ilustra o diagrama abaixo. Mostre que a medida da
área do quadrado S é igual a medida da área do
triângulo T.
S
T


78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e
BC = a. Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e
E de modo que os segmentos CD e CE dividem o
ângulo C em três partes iguais. Sabendo que
CE/CD = m/n, calcule os valores de CD e CE em
função de a, b,m e n.

79) São dados os lados b e c de um triângulo.
Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a
altura relativa a ele. Sobre que condições o
problema admite solução?

B C
A
84
P
40 30
35

A
P
B’ C’
B C
M
θ θ
146

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas
as alturas AA
1
, BB
1
e CC
1
. Determine a razão
entre as áreas dos triângulos A
1
B
1
C
1
e ABC em
função dos ângulos Â, B
ˆ
e C
ˆ
do triângulo ABC.

81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A
entre elas, sendo que as distâncias de A às retas
valem a e b. Determine os catetos de um triângulo
retângulo em A sabendo que os outros vértices
pertencem às retas paralelas e que a área do
triângulo é igual a k
2
.

82) Em um triângulo isósceles de base a e lados
congruentes iguais a b, o ângulo oposto à base
vale 20
o
. Demonstre que a
3
+ b
3
= 3ab
2
.

83) Prove que se os lados a, b e c de um triângulo
ABC satisfazem a relação a
2
= b
2
+ bc, então
temos que ∠A = 2∠B.

84) Em um triângulo ABC, o ponto E pertence a
AB de modo que EB AE 2 = . Determine CE se
AC= 4, CB= 5 e AB= 6.

85) Um triângulo possui lados 13, 14 e 15. Uma
perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o
interior do triângulo em duas regiões de mesma
área. Determine o comprimento do segmento
perpendicular que pertence ao interior do
triângulo.

86) Dado um triângulo ABC com AB = 20, AC =
45/2 e BC = 27. Os pontos X e Y são dados sobre
AB e AC, respectivamente, de modo que AX =
AY. Se a área de ∆AXY é metade da área de
∆ABC, determine AX.

87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm, 6
cm e 7 cm, um ponto do interior do triângulo está
distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está
distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. Qual
a distância do ponto P ao lado de comprimento 7
cm?

88) Os lados de um triângulo medem 7 m, 15 m e
20 m. Calcular a projeção do menor lado sobre o
maior.

89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e
AC = 8 cm. Calcular o lado BC sabendo que a
projeção de AC sobre AB mede 15 cm.

90) Num triângulo ABC, o lado a = 6 e c
2
– b
2
=
66. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o
lado a.

91) Os lados de um triângulo são AB = 6, AC = 8
e BC = 10. Sobre o lado BC toma-se um ponto D
tal que a ceviana AD = 5. Calcular BD.

92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero
cujos vértices estão situados respectivamente
sobre três retas paralelas coplanares, sabendo que
a e b são as distâncias da paralela intermediária às
outras duas.

93) Conhecendo as medidas a, b, c dos lados de
um triângulo ABC, calcular os lados do triângulo
cujos vértices são os pés das alturas desse
triângulo ABC.

94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o
ângulo  = 120
o
. Demonstrar que subsiste entre os
lados desse triângulo a relação b(a
2
– b
2
) = c(a
2

c
2
).

95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB =
4 cm e AC = 3 cm. Constrói-se sobre AB como
base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles
ABD equivalente a ABC. Calcular a área da
superfície comum a esses dois triângulos.

96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros
construídos externamente sobre os catetos de um
triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC
= 8 cm e o ângulo B
ˆ
= 60
o
. Calcular as áreas dos
triângulos ACD e ABE.

97) Os três lados e a área de um triângulo
retângulo exprimem-se em metros e metros
quadrados, respectivamente, por quatro números
inteiros e consecutivos. Achar os lados e a área
desse triângulo.

98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo
lado é a constroem-se externamente quadrados.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros desses quadrados.

99) Calcular a área de um triângulo retângulo
conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h
relativa à hipotenusa.

147

Capítulo 4. Área e Relações Métricas de um Triângulo

100) Três circunferências de raios a, b e c são
tangentes entre si duas a duas externamente.
Calcular a área do triângulo cujos vértices são os
centros das circunferências.

101) Demonstrar que a área S de um triângulo
ABC, cujas alturas são h
a
, h
b
e h
c
é:








+ + −








+ +
=
4
c
4
b
4
a
2
c
2
b
2
c
2
a
2
b
2
a
h
1
h
1
h
1
h h
1
h h
1
h h
1
2
1
S


102) a) Em um triângulo ABC, ∠A = 30
o
e ∠B =
45
o
. Determine k de modo que c
2
= ka
2
+ b
2
.
b) Em um triângulo ABC qualquer, determine k tal
que c
2
= ka
2
+ b
2
.

103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da
figura abaixo está inscrito um quadrado. Se AB =
20 e AC = 5, que porcentagem a área do quadrado
representa da área do triângulo ABC?
a) 25%
b) 30%
c) 32%
d) 36%
e) 40%


104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno
ABC com a forma de um triângulo retângulo em A,
e com o cateto AB de 84m de comprimento. Eles
resolveram dividir o terreno em duas partes de
mesma área, por um muro MN paralelo a AC como
mostra a figura abaixo. Assinale a opção que
contém o valor mais aproximado do segmento
BM.
N M
C
B
A

a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m

105) (OBM-2001) No triângulo ABC, AB = 5 e BC
= 6. Qual é a área do triângulo ABC, sabendo que
o ângulo C
ˆ
tem a maior medida possível?
a) 15 b) 7 5 c) 2 / 7 7 d) 11 3 e) 2 / 11 5

106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um
quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF,
ambos com lado de medida 1cm . Os pontos A, B e
E são colineares, assim como os pontos A, G e F.
A
D C
G
F
E B

A área do triângulo BFG é, em
2
cm :
a)
4
1
b)
3
1
c)
4
3
d)
12
3
e)
10
3


107) (OBM-2003) No triângulo ABC, AB = 20, AC
= 21 e BC = 29. Os pontos D e E sobre o lado BC
são tais que BD = 8 e EC = 9. A medida do ângulo
DÂE, em graus, é igual a:
a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75

108) (OBM-2003) No desenho ao lado, o
quadrado ABCD tem área de 64 cm
2
e o quadrado
FHIJ tem área de 36 cm
2
. Os vértices A, D, E, H e
I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta.
Calcule a área do quadrado BEFG.


109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de
área 1000 cm
2
foi dobrada ao meio e em seguida
desdobrada (segmento MN); foi dobrada e
desdobrada novamente (segmento MC) e
finalmente, dobrada e desdobrada segundo a
diagonal BD. Calcule a área do pedaço de papel
limitado pelos três vincos (região escura no
desenho).

A
B
C
148

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

Perceba agora que se ABCD é circunscritível, então o
centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual
distância de AB, BC, CD e DA. Assim, pela
propriedade de bissetriz, podemos afirmar que O é o
ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos
internos de ABCD. Em quadriláteros convexos, o fato
de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes
ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível.

Note também que, desde que os lados de um
quadrilátero circunscritível são tangentes a uma
circunferência, então quando traçamos os segmentos
determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O
do circuncírculo, temos que estes quatro segmentos são
perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados.

Por exemplo, todo losango é circunscritível. De fato, como as diagonais são bissetrizes dos ângulos
internos, o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. Logo serve de centro à
circunferência inscrita.












Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível. Para existir a circunferência inscrita, ela tem que
tangenciar os quatro lados, não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de
lado(s).



















OQ OP D B
ˆ
C C B
ˆ
A = ⇒ ≡
OR OQ D C
ˆ
A B C
ˆ
A = ⇒ ≡
OS OR A D
ˆ
B C D
ˆ
B = ⇒ ≡
Logo, OP = OQ = OR = OS = Raio da
circunferência inscrita no losango
C
D
A
B
Q
S
P
R
C
D
A
B
ABCD, côncavo, não pode ser circunscritível
A B
C
D
λ
λ não serve como
circunferência inscrita.
A
B
C D
O
170

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

I
θ
θ
C
B
A
D
Exemplos:

1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70
o
. Se x
= ACB + BDC, então:
a) 120
o
b) x = 110
o
c) 100
o
d) 90
o
e) x = 80
o

Solução:








2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então
∠ABC + ∠ADC = 180
o
.
Solução:








Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360
o
, então:
∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360
o

∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360
o

2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360
o
⇒ ∠ABC + ADC = 180
o


3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de
diâmetro AB. Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB.
Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.
Solução:








Analogamente, o quadrilátero BCST também é inscritível, implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD.
Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio.

4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo, então as circunferências
determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. Este teorema
foi publicado pela primeira vez por A. Miquel em 1838.
Solução:



C
B
A
D
Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180
o
– ∠ABC = 180
o
– 70
o
= 110
o

Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma
corda AB na circunferência, então ∠ACB = ∠ADB.
Assim, x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110
o

T
S
D
C
B A
Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semi-
circunferência, então ∠ADB = 90
o
e ∠ACB = 90
o
. Pela
figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. Desde que ∠DAS +
∠ATS = 180
o
, então o quadrilátero ATSD é inscritível.
Assim, os pontos A, T, S e D pertencem a uma mesma
circunferência, fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC.
Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Como ∠CAD = ∠CBD e
∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC, fazendo com que ∠ADI = ∠BCI.
∆AID ~ ∆BIC ⇒
CI
BI
DI
AI
= ⇒
CI
DI
BI
AI
= (1)
A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒
∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI.
171

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros














A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC
e fica como exercício. Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de
Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC.

5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. Prove que os pontos simétricos de H em relação
a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. (Nota: dizemos que o ponto Y é
simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o
ponto médio de XY).
Solução:












6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a
diferença dos outros dois lados é 8 m. Calcular os lados do quadrilátero, sabendo-se que seu perímetro é
60 m.
Solução:
Suponhamos que AB = a, BC = b, CD = c e DA = d. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é
circunscritível temos que:
b – d = 16 (1) c – a = 8 (2)
a + b + c + d = 60 (3) a + c = b + d (4)
Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5)
De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. Analogamente, de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11.

7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de
suas diagonais. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB, BC, CD e DA são, respectivamente, M,
N, P e Q. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I.
Solução:



M
D
C
E
B
F
A
Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de
∆ABC. Os pontos D, E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC, BC e
AB, respectivamente. Tracemos as duas circunferências que passam pelos
pontos F, B, E e D, C, E. Designe por M o outro ponto de interseção,
distinto de E, entre estas circunferências. Perceba agora que temos dois
quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME.
Em BFME temos: ∠FME = 180
o
– ∠ABC.
Em CDME temos: ∠DME = 180
o
– ∠ACB.
Somando estas duas equações:
∠FME + ∠DME = 360
o
– (∠ABC + ∠ACB) ⇒
∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180
o
– ∠BAC ⇒ AFMD é um
quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências.

C'
F
E
D
H
B A
C
Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB.
Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒
∠BAC' = ∠BAD = 90
o
– B ⇒ ∠AC'F = B.
Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒
∠ABC' = ∠ABH = 90
o
– A ⇒ ∠ABC' = A.
Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180
o
– C ⇒
o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência
circunscrita a ∆ABC.
Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em
relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC.
172

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros











Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN, NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de
NMQ. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas
distâncias a OX e OY são iguais, então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de
MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ, QP, PN e NM são todas iguais, ou seja, existe uma
circunferência inscrita em MNPQ com centro em I.

8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível, a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e
a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o
comprimento do menor lado do trapézio, então a soma a + r (em cm) é igual a:
a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8
Solução:









Aplicando o Teorema de Pitágoras: b
2
= (2r)
2
+ (c – a)
2
⇒ 100 = 64 + (c – a)
2
⇒ c – a = 6 cm.
Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm. Deste modo, temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm.

9) Provar que em todo quadrilátero inscritível, o produto das distâncias de um ponto qualquer do
circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos.
Solução:
















Q
P
N
M
I
D
C
B
A
Inicialmente note que AMIQ, DQIP, CPIN e BNIM são quadriláteros
inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180
o
.
Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI, pois estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ.
Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD, pois ∠BAC e ∠BCD
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD.
Repare agora que ∠BCD = ∠PQI, já que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP.
Portanto, temos que ∠MQI = ∠PQI, ou seja, QI é a bissetriz de ∠MQP.
Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo
circunscritível o menor lado é a base menor.
Desde que o quadrilátero é circunscritível:
b + d = a + c = 18 cm.
Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm.
Assim: r = d/2 = 4 cm.
Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo
através de uma reta perpendicular às bases.
a
c – a
2r d
b
a
E, F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M, sobre a
circunferência, a AB, BC, CD e DA, respectivamente.
Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒
MC
MF
MA
ME
= ⇒
MC
MA
MF
ME
= .
Como AMCD é inscritível então:
∠MCD = ∠MCG = 180
o
– ∠MAD = ∠MAH ⇒
∆MAH ~ ∆MCG ⇒
MC
MG
MA
MH
= ⇒
MC
MA
MG
MH
= .
Portanto:
MG
MH
MF
ME
= ⇒ ME.MG = MF.MH
C
H
G
F
E
M
C
B
A
173

Capítulo 5. Introdução aos Quadriláteros

11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam I
a
, I
b
, I
c
, e I
d
, respectivamente, os incentros dos
triângulos ∆DAB, ∆ABC, ∆BCD, ∆CDA. Prove que I
a
I
b
I
c
I
d
é um retângulo.
Demonstração:
















12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD
são perpendiculares. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. Mostre que o
quadrilátero ABCD é inscritível se, e somente se, as retas PM e CD são perpendiculares.
Solução:

























N

β
α
M
P
D
B
A
Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. Suponha que PM ⊥ CD.
Assim, temos que ∠NPC = ∠MPA = 90
o
– α ⇒ ∠MPB = α.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒
∠PAB = 90
o
– α.
Portanto, temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒
CP
DP
BP
AP
= ⇒
CP
BP
DP
AP
= , ou seja, temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒
∠PAD = ∠PBC = 90
o
– β.
Assim, temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90
o
– α + 90
o
– β
= 180
o
– (α + β) = 180
o
– ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível.
α
N
M
P
D
C
B
A
Suponha agora que ABCD é inscritível.
Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α, uma vez que estes dois ângulos
compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD.
Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB, então PM =
MB, ou seja, ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒
∠PAB = ∠PNC = 90
o
– α.
Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90
o
– α, então ∠PNC = 90
o

PM e CD são perpendiculares.

D
A
I
c

I
d

I
b

I
a

C
B
Desde que ∠DAB = ∠ACB então
∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA.
Desde modo: ∠I
c
AI
d
= ∠I
c
AB – ∠I
d
AB =
= (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 =
= ∠I
d
BA – ∠I
c
BA = I
c
BI
c
⇒ A, B, I
d
, I
c
pertencem a uma
mesma circunferência.
Analogamente temos que A, D, I
b
, I
c
também pertencem a
uma mesma circunferência.
Assim: ∠I
b
I
c
I
d
= 360
o
– (∠I
d
I
c
A + ∠I
b
I
c
A) =
= 180
o
– ∠I
d
I
c
A + 180
o
– ∠I
b
I
c
A = ∠I
d
BA + ∠I
b
DA =
= (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90
o
.
Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos
de I
a
I
b
I
c
I
d
são iguais a 90
o
.

174

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

T
m
n
S
p
q
R
H
C B
A
Exemplos:

1) (UFRN-97) Quatro círculos, todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado, são
tangentes exteriormente, dois a dois. A área da parte hachurada é:
A)
π
2

B) 2 3 11 −
C) 3 2 11 −
D) 4 - π
E) 5 - π
Solução:








2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: 4 BC e 3 2 AC 2; AB = = = . A área da
intersecção entre o círculo de centro B e raio BA, o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC,
é:
a) 3 2
2
3

π
b) 3 2
3
4

π
c) 3 2
4
5

π
d) 3 2
3
5

π
e) 3 2
5
6

π

Solução:








) 3 / sen(
2
AH . AC
AC
2
C
ˆ
) 6 / sen(
2
AH . AB
AB
2
B
ˆ
S
2 2
T
π − + π − = ⇒
2
3
2
3 . 3 2
) 3 2 (
12 2
1
2
3 . 2
) 2 (
6
S
2 2
T

π
+ −
π
= ⇒
2
3 3
2
3
3
2
S
T
− π + −
π
= ⇒ 3 2
3
5
S
T

π
=

3) (AFA-2003) Na figura, RST é um triângulo retângulo em S. Os arcos RnST, RmS e SqT são
semicircunferências cujos diâmetros são, respectivamente, RT, SR e ST. A soma das áreas das figuras
hachuradas está para a área do triângulo RST na razão.

a) 1/3

b) 1

c) 1/2

d) 3/2

Tomemos apenas um quarto da figura. Claramente a área total S
T
é igual a
quatro vezes a área destacada na figura ao lado. Esta área pode ser
calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de
circunferência de raio 1. Assim:
π − =
|
¹
|

\
| π
− =
|
|
¹
|

\
|
π
− = 4
4
1 4
4
R
R 4 S
2
2
T


Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo, uma vez que
BC
2
= AB
2
+ AC
2
. Deste modo, os dois círculos traçados
são ortogonais.
Assim:
2
3
4
3 2
BC
AC
B sen = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6
AH.BC = AB.AC ⇒ 3 2 . 2 4 . AH = ⇒ 3 AH =
196

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
Sejam x 2 RS = e y 2 TS = ⇒
2 2
y x 2 RT + = . Assim, S
∆RST
= 2xy.
A soma das áreas hachuradas vale:
2
) y x (
xy 2
2
y
2
x
S S S S S
2 2 2 2
RnSpT RST SqT RmS
+ π
− +
π
+
π
= − + + =

⇒ S = 2xy.
Deste modo, como S
∆RST
= S, então a razão vale 1.

4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os
arcos são arcos de circunferências de raio 2, com centros sobre os pontos em destaque.

A área da região sombreada é igual a
a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64
Solução:
A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2:
S
1
= (4)
2
– π(2)
2
= 16 – 4π.
Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S
2
= π(2)
2
= 4π.
Logo: S
1
+ S
2
= 16.

5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado. A região hachurada é
de ouro e a não-hachurada é de prata. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos,
as áreas das superfícies de ouro e de prata são, respectivamente, em cm
2
:

Solução:
Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. Assim, a área de ouro é igual a duas
vezes a área de um semicírculo de raio 1,4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0,7 cm:
π =
(
¸
(

¸
π

π
= 47 , 1 ) 7 , 0 (
2
) 4 , 1 (
2
2 S
2 2
ouro
.
A área de prata é igual à área total menos a área de ouro:
S
prata
= π(2,1)
2
– 1,47π = 2,94π.

6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. Se α = 60
o
, a área da
região pigmentada é igual a:


197

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

Solução:
O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120
o
.
Como os arcos AB e AC são iguais, chamando-os de α temos: 2α + 120
o
= 360
o
⇒ α = 120
o
.
Assim, as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120
o
e raio 6. Logo:
| | 3 18 24 3 9 12 2
2
120 sen . 6 . 6
2
6
3
2
2 S
o 2
− π = − π =
(
¸
(

¸


π
= .

9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências
cujos diâmetros são os três lados desse triângulo.

A área da região sombreada, em metros quadrados, é igual a
a)
2
3 + π
b)
2
3 − π
c)
2
3 π
d)
2
3 2 − π
e) 3 − π
Solução:
A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado
igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central
60
o
e raio 1 m. Portanto:
2
3
4
3
6
3
4
3
4
3 R
2
R
3
3
4
3 R
S
2 2 2
− π
=
(
¸
(

¸


π
+ =
(
¸
(

¸


π
+ = .




10) (ITA-99) Duas circunferências C
1
e C
2
, ambas com 1 m de raio, são tangentes. Seja C
3
outra
circunferência cujo raio mede ( 1 2 − ) m e que tangencia externamente C
1
e C
2
. A área, em m
2
, da
região limitada e exterior às três circunferências dadas, é:
a)
|
|
¹
|

\
|
− π −
2
2
1 1
b)
6 2
1 π

c) ( )
2
1 2 − d)
|
¹
|

\
|

π
2
1
2
16
e)
1 ) 1 2 ( − − π

Solução:










A B
C
Os lados de ∆ABC são:
a = b = R + r = 2 1 2 1 = − + e c = 2R = 2.
Uma vez que c
2
= a
2
+ b
2
e a = b então ∆ABC é
retângulo isósceles ⇒ A = B = 45
o
e C = 90
o
.
Assim:
4
r .
8
R .
2
2
b . a
S
2 2
π

|
|
¹
|

\
|
π
− = ⇒
4
) 1 2 (
4
) 1 (
2
2 . 2
S
2 2
− π

π
− = ⇒
199

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

4
) 1 2 2 2 1 (
1 S
+ − + π
− = ⇒
|
|
¹
|

\
|
− π − =
2
2
1 1 S

11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro
do outro), que se cortam em I e J. Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia
(O) em A e (O’) em A’. Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e
(O’) em B’. Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C; em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra
extremidade em C’. Os arcos AA’, A’C’B’, B’B e BCA formam uma oval com quatro centros. Pede-se a
área desta oval em função de r.
Solução:














12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x, com centro em cada vértice traçam-se 4
circunferências de raio x. Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado.
Solução:















13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores,
conforme indicado na figura ao lado, onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco
interno é uma semicircunferência. Qual é a cor que cobre a maior área?
a
z
u
l
b
r
a
n
c
o
amarelo
verde

C' C
B' B
A A'
O
I
S
1
S
2

J
O'
Note que, pela simetria da construção, temos
que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são
iguais (S
1
), bem como as áreas dos setores IAA'
e JB'B também são iguais (S
2
). Assim, a área da
oval é igual a S = 2.S
1
+ 2.S
2
– 2.S
∆IOO'
.
Além do mais, ∆IAA' é equilátero (lado 2r), ou
seja, ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3. Portanto:
4
3 r
. 2
3
) r (
2
6
) r 2 .(
2 S
2 2 2

π
+
π
= ⇒
2
r
2
3
2 S
|
|
¹
|

\
|
− π =
S
R
Q
P
D C
B A
θ
O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado
PQRS mais quatro segmentos circulares iguais.
Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒
∠PDC = 60
o
⇒ ∠QDC = 60
o
– θ.
Analogamente ∠PDA = 60
o
– θ ⇒ θ = 30
o
.
Assim: PQ = 2.x.sen 15
o
= 3 2 x
2
2 / 3 1
x . 2 − =


Portanto:
|
|
¹
|

\
|
π

π
+ =
2
) 6 / ( sen . x
x
12
. 4 PQ S
2
2 2

2 2 2
x x
3
) 3 2 ( x S −
π
+ − = ⇒ ( )
3
x
3 3 3 S
2
π + − =
200

Capítulo 6. Área e Relações Métricas no Círculo

A
B
D
C
0

A área da coroa circular é igual a
a) 1 b) π/2 c) π d) 2π

40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do
círculo de centro O. Se CP = 9 cm, PD = 5 cm e o
raio mede 9 cm, então o valor de OP é
a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm

41) (EPCAr-2000) - A área da superfície
hachurada na figura mede, em cm
2
,








a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 - 4π

42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma
circunferência, traçam-se uma secante PB de 32
cm, que passa pelo seu centro, e uma tangente PT
cujo comprimento é de 24 cm. O comprimento
dessa circunferência, em cm, é
a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π

53) (EPCAr-2001) Na figura, O é o centro do
círculo de raio r, AT é tangente ao círculo e MT é
perpendicular a AT. Então, a área hachurada é
a) ( ) π − 4 3 9
24
r
2

b) ( ) π − 4 3 15
24
r
2

c) ( ) π − 4 3 6
24
r
2

d) ( ) π − 4 3 4
24
r
2


44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de
raios (r) e (R) centrados em A e B,
respectivamente, que são tangentes externamente e
cujas retas tangentes comuns formam um ângulo
de 60°. A razão entre as áreas do círculo maior e
do menor é








a) 9 b) 3 c)
3
1
d)
9
1


45) (EPCAr-2002) AB= 20 cm é um diâmetro de
um círculo de centro O e T é um ponto da tangente
ao círculo em A, tal que AB AT = . A reta
determinada por O e T intercepta o círculo em C e
D, tal que TD TC < . O segmento TD mede
a) 10 5 10 − b) 5 10 −
c) 10 5 10 + d) 5 10 20 −

46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de
futebol, conforme figura abaixo, construiu-se
uma pista de atletismo com 3 metros de largura,
cujo preço por metro quadrado é de R$ 500,00.
Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves
dos gols são semicírculos de mesma dimensão, o
custo total desta construção que equivale à área
hachurada, é: (Considere π = 3,14)












a) R$ 300.000,00 c) R$ 502.530,00
b) R$ 464.500,00 d) R$ 667.030,00

47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo, os
quadrados Q
1,
Q
2
e Q
3
têm lados com mesmo
comprimento x e as circunferências em cada
quadrado têm o mesmo diâmetro x
1
, x
2
e x
3
,
respectivamente. Sejam S
1
, S
2
e S
3
as áreas totais
ocupadas pelo conjunto de circunferências em
cada quadrado Q
1,
Q
2
e Q
3
, respectivamente.
M
T
A O
60º

30°
A
r
B
R
3 cm
100 m
3 m




40 m






3m
208

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Demonstração:
Tracemos por A, B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD, CFE e BDE.















7.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus:
“Se D, E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB, BC e AC, respectivamente, e
1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então D, E e F estão alinhados”
Demonstração:
Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. Pelo Teorema de Menelaus temos que 1
A ' F
' CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= .
Como 1
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
= então temos que
CF
FA
' CF
A ' F
= ⇒ F = F’ ⇒ D, E e F estão alinhados.

Exemplos:

1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm, M é o ponto médio de
AB e CE= 16 cm. Então, a medida do segmento CN, em cm, é um sétimo de
a) 48.
b) 49.
c) 50.
d) 51.


Solução:
Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Aplicando o Teorema de Menelaus
tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME:
16
18 16
.
CN 18
CN
. 1
CE
BE
.
AN
CN
.
BM
AM
1
+

= = ⇒ 34.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17.CN = 144 – 4.CN ⇒
21.CN = 144 ⇒
7
48
CN = cm.

2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M, N e P sobre os lados AB, AC e BC, respectivamente,
de modo que AB = 3AM, AC = 3CN e BC = 3BP. Determine a razão entre área do triângulo XYZ
(determinado pelas interseções de AP, BN e CM) e a área do triângulo ABC.



h
c

h
b

h
a

P
M
C
F
B
A
N E
D
Desde que AM, BP e CN são perpendiculares ao
segmento MD, então esses três segmentos são
paralelos. Assim:
i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒
b
a
h
h
BD
AD
= ;
ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒
c
b
h
h
EC
BE
= ;
iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒
a
c
h
h
FA
CF
= .
Multiplicando: 1
h
h
.
h
h
.
h
h
FA
CF
.
EC
BE
.
BD
AD
a
c
c
b
b
a
= =
A
M
B E
N
C
217

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Z
Y
X
N
P
M
C B
A








Solução:
Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.
3 .
AZ
PZ
. 2
BP
BC
.
AZ
PZ
.
NC
NA
1 = = ⇒
6
1
AZ
PZ
= ⇒
7
1
AP
PZ
= .
Analogamente, pode-se demonstrar que
7
1
BN
NY
= e
7
1
CM
MX
= .
Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP, então:
7
1
AP
PZ
S
S
ABP
BPZ
= =



Da mesma forma, como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum, então:
3
1
BC
BP
S
S
ABP
= =


Deste modo, concluímos que
21
S
S
BPZ
=

. Analogamente:
21
S
S
CNY
=

e
21
S
S
AMX
=

.
Assim:
21
S
S
21
S
S S S
3
S
BZXM BPZ BZXM AMX
+ + = + + =
∆ ∆

21
S . 5
S
BZXM
= .
Analogamente:
21
S . 5
S
AXYN
= e
21
S . 5
S
CYZP
= .
Finalmente:
21
S . 5
. 3
21
S
. 3 S ) S S S ( ) S S S ( S S
XYZ CYZP BZXM AXYN CNY BPZ AMX XYZ
+ + = + + + + + + =
∆ ∆ ∆ ∆

7
1
S
S
XYZ
= .

3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo, passando nos seus vértices,
interceptam os lados opostos em três pontos colineares.
Solução:















Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que P, Q e R são colineares.

P
Q
R
C
B
A
Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na
circunferência então ∠BAC = ∠QBC.
Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒
BC
BA
BQ
AQ
= .
Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒
AC
BC
AR
CR
= .
Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒
BA
AC
BP
PC
= .
Multiplicando as três expressões obtidas:
1
BA
AC
.
AC
BC
.
BC
BA
BP
PC
.
AR
CR
.
BQ
AQ
= =
218

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC, constroem-se dois quadrados ABDE e
ACFG. Mostre que os segmentos CD, BF e altura AH são concorrentes.
Solução:












Como AX + XB = c ⇒
c b
c
XB
2
+
= . Repare agora que: 1
c b
c . b
c b
b
.
a
b
a
c
.
c b
c
c b
c . b
YA
CY
.
HC
BH
.
XB
AX
2
2
2
2
=
+
+
+
+
= , ou
seja, pelo Teorema de Ceva os segmentos DC, EF e AH são concorrentes.

5) Em um triângulo ABC, suponha que AD é altura. Suponha que perpendiculares, a partir de D,
encontram os lados AB e AC em E e F, respectivamente. Suponha que G e H são pontos de AB e AC,
respectivamente, tais que DG || AC e DH || AB. Supondo que EF e GH encontram-se em A*:
a) Prove que A* pertence a BC;
b) Definindo B* e C* de forma análoga, prove que A*, B* e C* são colineares.
Solução:













Como DG || AC temos que
DB
CD
GB
AG
= , e desde que DH || AB temos
DB
CD
HA
CH
= .
Assim: 1
BD
CD
.
* CA
* BA
DB
CD
.
DB
CD
.
* CA
* BA
GB
AG
.
HA
CH
.
* CA
* BA
2
2
= = = .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que H, G e A* são colineares.
b) Em ∆ABC, sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C, respectivamente. Efetuando cálculos
análogos aos realizados no item anterior, encontramos que
2
2
CP
AP
* CB
* AB
= e
2
2
BR
AR
* BC
* AC
= .
Y
X
H
G
F
E D
C
B A

Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒
BC
AC
AC
HC
= ⇒
a
b
HC
2
= .
Analogamente
a
c
HB
2
= .
Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒
GB
AB
FG
YA
= ⇒
c b
c . b
YA
+
= .
Como CY + YA = b ⇒
c b
b
CY
2
+
= .
Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒
CE
CA
ED
AX
= ⇒
c b
c . b
AX
+
=
Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB:
AD
2
= AE.AB e BD
2
= EB.AB ⇒
2
2
BD
AD
EB
AE
= .
Analogamente:
2
2
AD
CD
FA
CF
= .
Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC.
Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com
relação à transversal EFA*:
2
2
2
2
BD
AD
.
AD
CD
.
* CA
* BA
EB
AE
.
FA
CF
.
* CA
* BA
1 = = ⇒
2
2
CD
BD
* CA
* BA
=
A
B C D
E
F
G
H
A*
219

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Como as alturas de ∆ABC são concorrentes, pelo Teorema de Ceva temos: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
=
Deste modo, pode-se observar que: 1
RB
AR
.
PA
CP
.
DC
BD
B * C
* AC
.
A * B
* CB
.
* CA
* BA
2
=






= .
Portanto, pelo Teorema Recíproco de Menelaus, temos que A*, B* e C* são colineares.

6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD, e seja X um ponto no segmento AB. Admitamos que P = CB
∩ AD, Y = CD ∩ PX, R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. Prove que
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
Solução:












7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O, AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer
em C distinto de A e de B. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR.
Sobre a reta OP marca-se Q, de maneira que QP é a metade de PO, Q não pertence ao segmento OP.
Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT.
Provar que H, R e B são colineares.
Solução:























Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 1
PA
DP
.
RD
BR
.
TB
AT
= .
Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX, então:
DY
AB
RD
BR
= e
AX
DY
PA
DP
=
Deste modo:
AX
AB
AX
DY
.
DY
AB
PA
DP
.
DY
AB
AT
TB
= = = .
Assim: 1
AX
AB
1
AT
TB
AT
AB
+ = + = ⇒
AB
1
AX
1
AT
1
+ = .
A B
D C

T X
Y
R
P
A
O B
R
Q
P
H
T
Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ:
QP
PO
TP
AP
TQ
AO
= =
Como PO = 2.QP então AO = 2.QT e AP = 2.TP.
Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos:
QT
AO
HT
HO
= .
Como AO = 2.QT então HO = 2.HT
Como O é o centro da circunferência e OP é
perpendicular à corda AR, então AP = RP ⇒
2.TP = RT + TP ⇒ TP = RT
Desenvolvendo RA como soma de suas partes:
RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2.RT ⇒
RA = 4.RT
Sabe-se também que BA = 2.BO
Daí 1
2
1
. 4 .
2
1
BA
BO
.
RT
RA
.
HO
HT
= = .
Deste modo, pelo Teorema Recíproco de
Menelaus, (aplicado ao triângulo ∆AOT),
concluímos que H, R e B são colineares.

220

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

M
N
P
C B
A
X
a

P
X
b

I
b

I
a

I
C B
A
14) ABC é um triângulo qualquer; AM, BN e CP são bissetrizes internas. Provar que a razão entre as
áreas dos triângulos MNP e ABC é igual
) c b )( c a )( b a (
abc 2
+ + +
.
Solução:









c a
c
b a
b
b
AN
c
AP
S
S
APN
+ +
= = ∴
c b
b
c a
a
a
CM
b
CN
S
S
CMN
+ +
= = ∴
b a
a
c b
c
c
BP
a
BM
S
S
BMP
+ +
= =
Assim:








+ +
+
+ +
+
+ +
− = 





+ + − =
) b a )( c b (
c . a
) c b )( c a (
b . a
) c a )( b a (
c . b
1
S
S
S
S
S
S
1
S
S
BMP CMN APN MNP

) c b )( c a )( b a (
) c a ( ac ) b a ( ab ) c b ( bc ) c b )( c a )( b a (
S
S
MNP
+ + +
+ − + − + − + + +
= ⇒
) c b )( c a )( b a (
abc 2
S
S
MNP
+ + +
= .

15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos ex-
inscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo.
Solução:















Como ∆I
b
IP é retângulo:
b b b
a b
b
II
b
II
) b p ( p
II
BX BX
II
IP
2 / B cos =
− −
=

= =
Como ∠I
a
AC = A/2 e ∠ACI
a
= 90º + C/2 então ∠AI
a
I
b
= B/2.
Aplicando a Lei dos Senos em ∆II
a
I
b
: ' R 2
) I AI sen(
II
b a
b
=

⇒ ' R 2
2 / B sen
II
b
= ⇒
' R 2
2 / B cos . 2 / B sen . 2
2 / B cos . 2 . II
b
= ⇒
[ ]
' R
B sen
2 / B cos . II
b
= ⇒ ' R
B sen
b
= ⇒ R’ = 2R

16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero. M é o ponto médio do segmento AB e N
é o ponto médio do segmento BC. Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e
retângulo em P. PM e AN cortam-se em I. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA.
Solução:
Sejam I, I
a
e I
b
, respectivamente, incentro, ex-incentro
relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC. Vamos
provar que o circunraio de ∆II
a
I
b
é 2R, onde R é
circunraio de ∆ABC.
Por I trace uma paralela a BC e por I
b
trace uma
perpendicular a BC, de modo que estas duas retas
interceptam-se em P. Seja X
b
a intercessão de PI
b
com
BC. Assim, X
b
é o ponto de tangência da circunferência
ex-inscrita relativa a B. Portanto:
I
b
X
b
= r
b
e BX
b
= p
Seja X
a
o ponto de tangência da circunferência inscrita a
∆ABC com o lado BC. Desta forma temos que:
IX
a
= r e BX
a
= p – b
Como IP || BC então ∠I
b
IP = ∠I
b
BC = B/2.

Pelo Teorema da Bissetriz Interna:
i)
c b
a
b
CM
c
BM
+
= = ⇒
c b
c . a
BM
+
= e
c b
b . a
CM
+
=
ii)
b a
c
b
AP
a
BP
+
= = ⇒
b a
c . a
BP
+
= e
b a
c . b
AP
+
=
iii)
c a
b
a
CN
c
AN
+
= = ⇒
c a
c . b
AN
+
= e
c a
b . a
CN
+
=
238

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com
os lados de acordo com a figura ao lado.
Em ∆ABX temos:
AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2
XR = XN = (AX + BX – c)/2
Em ∆BCX temos:
BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2
XR = XP = (BX + CX – a)/2











17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. Prove
que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes, então X pertence à
circunferência inscrita no triângulo ABC.
Solução:








Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c
Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de
contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC.

18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M, respectivamente, as interseções das bissetrizes
interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. Se CL = CM, prove que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
,
onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC.
Solução:








Uma vez que sen
2
B + cos
2
B = 1 então segue diretamente que AC
2
+ BC
2
= 4R
2
.

19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC, as medidas dos seus lados são inteiros
consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC.
Determine as medidas dos lados do triângulo ABC.
Solução:






M a/2
Y
X
P
c
C B
A
Digamos que x, x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo.
Desde que BP é bissetriz do ângulo B, então ∠ABP =
∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒
∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2
Vamos analisar todas as possibilidades:

I
P
N M
C
A
B
Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana, altura e
bissetriz de A. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB.
Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível.
Desde que AP = PC, então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no
circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento,
ou seja, ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC.
Portanto, temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz
de ∠AMC, ou seja, I é i incentro de ∆AMC, implicando que CI é a bissetriz
de ∠MCA.
R
Q
P N
M
X
B
C A
M L B
A
C
Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é
retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2
e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B.
Pela Lei dos Senos em ∆ABC:
R 2
A sen
BC
B sen
AC
= = ⇒ R 2
B cos
BC
B sen
AC
= = ⇒
R 2
AC
B sen = e
R 2
BC
B cos = .
239

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1, 2 e 3 que é impossível, pois 2 + 1 = 3
ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2, 3 e 4
iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível
Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4

20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A
1
é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de
modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA
1
e ∆ACA
1
são iguais. Se BC = a, CA = b, AB
= c e 2p = a + b + c, prove que ) a p ( p AA
1
− = .
Solução:











IX
BC
P O IX
O O
1
2 1
=


r
a
r r
QA PA
a
1 1
=

+

r
a
r r
b p c p
a
2 1
=

− + −

r
r
1
a
c b AA p
a 1
− =
− − +

1
1
AA p
p
1
a
p AA a
+
− =
− +

1
1
AA p
p
1
a
p AA
1
+
− =

+ ⇒ p
2
– AA
1
2
= a.p ⇒ ) a p ( p AA
1
− = .

21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD, com
D sobre AC. Sejam E e F, respectivamente, os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta
BD, e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. Demonstre que ∠EMD =
∠DMF.
Solução:












Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ.
Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ.
Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒
θ = A + B/2 – 90º.
Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α



Sejam O
1
e O
2
os incentros de ∆ABA
1
e ∆ACA
1
e p
1
e p
2
os
semiperímetros dos mesmos triângulos. Considere que P, Q e
X são as projeções de O
1
, O
2
e I (incentro de ∆ABC) sobre
BC. Nós temos que: S
ABC
= S
ABA1
+ S
ACA1

r
a
.p
1
+ r
a
.p
2
= r
a
(p
1
+ p
2
) = r
a
(p + AA
1
) ⇒ r
a
(p + AA
1
) = p.r
Como O
1
está sobre a bissetriz de B e O
2
está sobre a
bissetriz de C então B, O
1
e I são colineares e C, O
2
e I
também estão alinhados. Portanto temos que ∆IO
1
O
2
~ ∆IBC,
ou seja:

X
r
a
r

r
a
Q P
O
2
I
O
1
A
1

C B
A
Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF.
Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero
CMDF é inscritível. Uma vez que α e ∠DCF
compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de
CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C.
Como ∆BCF é retângulo então
∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒
α = 90º – (C + B/2)
Trace agora uma perpendicular a AB passando por E,
sendo X a interseção desta perpendicular com AB.
B/2
X
E
D
F
B C M
A
B/2
α
θ
240

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO

7.5.1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio.
Como conseqüência, mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A
e B.”

7.5.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado
de circuncentro (O).”
Demonstração:
Seja m
AB
a mediatriz de AB e m
BC
a mediatriz de BC. Seja O a interseção de m
AB
e m
BC
, ou seja, O é
eqüidistante de A, B e C. Desta forma, O pertence ao segmento m
AC
, fazendo com que O seja a
interseção de m
AB
, m
BC
e m
AC
.

7.5.3) Circunferência Circunscrita
Como O é eqüidistante de A, B e C, então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém
os vértices do ∆ABC. A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de
circunferência circunscrita a ∆ABC. Podemos dizer, também, que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o
circuncírculo de ∆ABC.










7.5.4) Área do triângulo inscrito
A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão
2
C sen . b . a
S = .
Pela Lei dos Senos temos que R 2
C sen
c
= ⇒
R 2
c
C sen = ⇒
R 4
c . b . a
S = .
Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo
ABC, pois dados os lados a, b e c de ∆ABC, podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron
e depois usar a equação acima para determinar R.

7.5.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é
2
A cot . BC
OM = .”
Demonstração:











R
R
O
R
C
B
A
Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma
circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos:
R 2
C sen
c
B sen
b
A sen
a
= = =
M
O
C
B
A
Desde que O é o centro da circunferência então:
∠CÔB = 2Â ⇒ ∠CÔM = Â
Como M é o ponto médio de BC então BC = 2.CM. Desta forma:
OM
CM
tg = ⇒
tg . 2
BC
OM = ⇒
2
 cot . BC
OM =
Analogamente, pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de
O a C, respectivamente, são iguais a
2
B cot . AC
e
2
C cot . AB
.

241

Capítulo 7. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas

7.5.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência
circunscrita a ABC. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC, intersectando AB em O
1
, AC
em O
2
e BC em O
3
, então r R OO OO OO
3 2 1
+ = + + .”
Demonstração:













a + b + c = (b + c).cos A + (a + c).cos B + (a + b).cos C ⇒
a + b + c = (a + b + c).cos A + (a + b + c).cos B + (a + b + c).cos C – a.cos A – b.cos B – c.cos C ⇒
(a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.cos A + b.cos B + c.cos C) ⇒
R
S 2
R
OO
R
OO
R
OO
p 2 p 2
1 2 3
− 





+ + = ⇒ pR = p(OO
1
+ OO
2
+ OO
3
) – p.r ⇒ OO
1
+ OO
2
+ OO
3
= R + r

7.5.7) Teorema: “Se, num triângulo ABC, O é o centro do círculo circunscrito; G é o ponto de
interseção das medianas; a, b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito, então
9
c b a
R OG
2 2 2
2
2 + +
− = .”
Demonstração:


















7.5.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro, respectivamente, de um triângulo
com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r.
Então OI
2
= R
2
– 2Rr.”


O
C
B
A
O
3

O
1

A
O
2

a) Inicialmente note que ∠BOC = 2.∠BAC = 2A
∆BOC é isósceles ⇒ OO
3
é altura e bissetriz ⇒
∠BOO
3
= A ⇒ OO
3
= R.cos A
Analogamente: OO
2
= R.cos B OO
1
= R.cos C
A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a.OO
3
/2 = (a.R.cos A)/2
Analogamente S(∆AOB) = (c.R.cos C)/2 e S(∆AOC) = (b.R.cos B)/2
Desta forma a área de ∆ABC é dada por:
S = (a.R.cos A)/2 + (b.R.cos B)/2 + (c.R.cos C)/2 ⇒
S = R(a.cos A + b.cos B + c.cos C)/2
Em ∆ABC temos que:
a = b.cos C + c.cos B b = a.cos C + c.cos A c = a.cos B + b.cos A
Somando estas equações:

G
O
M
C B
A
α
Como ∆OMC é retângulo:
4
a
R OM
2
2 2
− = .
Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM
2
= OG
2
+ GM
2
– 2.OG.GM.cos α ⇒
α − + = − cos .
3
m
. OG . 2
9
m
OG
4
a
R
a
2
a 2
2
2
(1)
Lei dos Cossenos em ∆OGA:
OA
2
= OG
2
+ AG
2
– 2.OG.AG.cos (180
o
– α) ⇒
α + + = cos .
3
m 2
. OG . 2
9
m 4
OG R
a
2
a 2 2

α + + = cos .
3
m
. OG . 2
9
m 2
2
OG
2
R
a
2
a
2 2
(2)
Somando (1) e (2):
3
m
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2
a
2 2 2
+ = − ⇒
12
a
6
c
6
b
2
OG . 3
4
a
2
R 3
2 2 2 2 2 2
− + + = − ⇒
9
c b a
R OG
2 2 2
2 2
+ +
− =
242

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre
as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”.
Demonstração:











Perceba agora que, sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível, podemos calcular suas
diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco. Do Teorema de Ptolomeu tiramos
o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais. Substituindo uma
equação na outra calculamos seus valores.

Exemplos:

1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6,
4, 5 e 3, respectivamente.
Solução:
Consideremos que: a = 6, b = 4, c = 5 e d = 3.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d = 6.5 + 4.3 = 42.
Aplicando o Teorema de Hiparco:
39
38
3 . 5 4 . 6
5 . 4 3 . 6
d . c b . a
c . b d . a
q
p
=
+
+
=
+
+
= ⇒
38
p . 39
q = .
Substituindo obtemos: 42
38
p . 39
2
= ⇒
13
532
p = . Como
38
p . 39
q = então
19
819
q = .

2) Prove, utilizando o Teorema de Ptolomeu, que se A e B são ângulos agudos, então sen (α + β) = sen
α.cos β + sen β.cos α.
Solução:














3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P. Mostre
que
PQ
1
PC
1
PB
1
= + .
Solução:
D
C
B
A
p
q
d
c b
a
Pela figura temos que S
∆BAC
+ S
∆DAC
= S
∆ABD
+ S
∆CBD

R 4
q . c . b
R 4
q . d . a
R 4
p . d . c
R 4
p . b . a
+ = + ⇒ p(a.b + c.d) = q(a.d + b.c) ⇒
d . c b . a
c . b d . a
q
p
+
+
=
β
α
β
α
D
C
B
A
p
q
d
c
b
a
Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC
seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA. Desde que ∆ABC e ∆ADC são
triângulos retângulos então ∠BAC = 90
o
– α e ∠DAC = 90
o
– β.
Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β.
Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC, ∆ADC e ∆BDC:
R 2
cos
b
sen
a
=
α
=
α
, R 2
cos
c
sen
d
=
β
=
β
, R 2
) sen(
p
=
β + α
.
Pelo Teorema de Ptolomeu: p.q = a.c + b.d ⇒
[2R.sen (α + β)][2R] = [2R.sen α][2R.cos β] + [2R.cos α][2R.sen β] ⇒
sen (α + β) = sen α.cos β + sen β.cos α.
277

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Q
P
C B
A
P
E
D C
B
A













4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm. Achar a
corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores.
Solução:









5) (IME-86/87) Sejam A, B, C, D, E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um
ponto qualquer sobre o arco BC. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono, mostre que PA + PD
= PB + PC + PE.
Solução:












6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d. Sabe-se que
d AD a, BC AB = = = e b CD = , com a, b e d diferentes de zero. Demonstre que d
2
= bd + 2a
2
.
Solução:
Teorema de Pitágoras:
2 2
a d BD − = e
2 2
b d AC − = .
Teorema de Hiparco:
CD . AD BC . AB
AD . AB CD . BC
BD
AC
+
+
= ⇒
d . b a
d . a b . a
BD
AC
2
+
+
= ⇒
BD
d . b a
AC
d . a b . a
2
+
=
+
(1)
Teorema de Ptolomeu: AC.BD = BC.AD + AB.CD ⇒ AC.BD = a.d + a.b ⇒ BD
AC
b . a d . a
=
+
(2)
Igualando (1) e (2) obtemos que: BD
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
– a
2
= a
2
+ b.d ⇒ d
2
= b.d + 2a
2


Seja L o lado do triângulo ∆ABC. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no
quadrilátero inscritível ABPC, temos que:
PA.BC = AB.PC + AC. BP ⇒ PA.L = L.PC + L.BP ⇒ PA = PB + PC
Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco
AC na circunferência, então ∠APC = ∠ABC = 60
o
.
Analogamente, temos que ∠APB = ∠ACB = 60
o
.
Desta forma, podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒
PA
PB
PC
PQ
= ⇒ PB.PC = PQ.PA ⇒ PB.PC = PQ(PB + PC) ⇒
PQ
1
PC . PB
PC PB
=
+

PQ
1
PC
1
PB
1
= + .

D
C
B
A
Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas. Trace o diâmetro BD e observe
que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos. Portanto:
i) DA
2
= BD
2
– AB
2
= 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm
ii) CD
2
= BD
2
– BC
2
= 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD:
AC.BD = AB.CD + DA.BC ⇒ AC. 2 10 = 2.10 + 14.10 = 160 ⇒
AC = 2 8 cm
Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos:
AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE.
Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA.BC = AB.PC + PB.AC (1)
Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD.BC = CD.PB + PC.BD (2)
Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3)
Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.BC = CE.PB + BE.PC ⇒
BC.PE = AC(PB + PC) (4)
Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC.PE
Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE.

278

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

Como ∠PAQ, ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as
cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS.
Analogamente, como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR.
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS:
QS.AR = AS.QR + AQ.RS = AS.QR + AQ.QR ⇒
QS.AR = QR(AS + AQ) (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
PR.AQ = AP.QR + AR.PQ ⇒ QS.AQ = AP.QR + QR.AR ⇒
QS.AQ = QR(AP + AR) (2)

Trace os segmentos RQ, QP e RP. Considere os ângulos α, β, γ e
θ definidos de acordo com a figura ao lado.
Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α.
Portanto, temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA:
PQ
AD
RQ
AB
RP
AC
= = (1)
Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR:
AQ.RP = RQ.AP + PQ.AR (2)
7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular, em função das diagonais a,
b e c, com a < b < c, é:
a)
a
b c
2 2
+
b)
a
cb
c)
a
b c
2 2

d)
2
a
b c





 +
e)
2
a
b c





 −

Solução:











8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP, AQ, AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a
propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).
Solução:










Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).

9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo. Uma circunferência passando por A
encontra os segmentos AB, AC e AD nos pontos P, Q e R, respectivamente. Prove que |AP|.|AB| +
|AR|.|AD| = |AQ|.|AC|.
Solução:









Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos:
PQ
AD
. AR . PQ
RQ
AB
. AP . RQ
RP
AC
. RP . AQ + = ⇒ AQ.AC = AP.AB + AR.AD




S
R
Q
P
A
R
Q
P
D C
B A
γ
β
α
θ
β
α
x
b
a
b
c c
Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado, onde seus 4
vértices também são vértices do eneágono. Aplicando Teorema de
Ptolomeu:
a.x + b.b = c.c ⇒
a
b c
x
2 2

= .
279

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

8.3) ÁREA
8.3.1) Quadrilátero Convexo Qualquer














8.3.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível













8.3.3) Quadrilátero Convexo Inscritível












) c . b d . a ( 2
) b c d a )( c b d a (
A cos 1
+
− + + − + +
= + ⇒
) c . b d . a ( 2
) b p .( 2 ). c p .( 2
A cos 1
+
− −
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p .( 2
A cos 1
+
− −
= +
Uma vez que
2
A
cos . 2 A cos 1
2
= + ⇒
c . b d . a
) b p )( c p (
2
A
cos
+
− −
= .
Como
2
A
sen . 2 A cos 1
2
= − pode-se demonstrar que
c . b d . a
) d p )( a p (
2
A
sen
+
− −
= .
Considere que AC = p e BD = q. Assim:
S
ABCD
= S
APD
+ S
BPC
+ S
CPD
+ S
DPA

2
sen . PD . PC
2
sen . PC . PB
2
sen . PB . PA
2
sen . PD . PA
S
ABCD
α
+
α
+
α
+
α
= ⇒
2
sen ) PD . PC PC . PB PB . PA PD . PA (
S
ABCD
α + + +
= ⇒
2
sen ) PD PB )( PC PA (
S
ABCD
α + +
= ⇒ S
ABCD
=
2
sen . q . p α

r
d
c
b
a
r
r
r
I
D
C
B A
S
ABCD
= S
AIB
+ S
BIC
+ S
CID
+ S
DIA

S
ABCD
=
2
r ). d c b a (
2
r . d
2
r . c
2
r . b
2
r . a + + +
= + + + ⇒

S
ABCD
= p.r
D
C
B
A
d
c b
a
Lei dos cossenos em ABD e CBD:
BD
2
= a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A e BD
2
= b
2
+ c
2
– 2.b.cos C
Como A + C = 180
o
⇒ cos C = – cos A.
Portanto: b
2
+ c
2
+ 2.b.c.cos A = a
2
+ d
2
– 2.a.d.cos A ⇒
) c . b d . a ( 2
c b d a
A cos
2 2 2 2
+
− − +
=
Calculemos agora o valor de 1 + cos A:
) c . b d . a ( 2
) c b ( ) d a (
) c . b d . a ( 2
c . b . 2 d . a 2 c b d a
A cos 1
2 2 2 2 2 2
+
− − +
=
+
+ + − − +
= + ⇒
α
P
α
D
C
B
A
280

Capítulo 8. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros

A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB:
S
ABCD
=
2
C sen . c . b
2
A sen . d . a
+ .
Como A + C = 180
o
temos que sen A = sen C. Desta forma:
S
ABCD
=
c . b d . a
) c p )( b p (
.
c . b d . a
) d p )( a p (
) c . b d . a (
2
A
cos .
2
A
sen . 2
2
c . b d . a
A sen .
2
c . b d . a
+
− −
+
− −
+ =
+
=
+

) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − =

8.3.4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível
Em um quadrilátero inscritível temos que:
a + c = b + d = p ⇒ p – a = c p – b = d p – c = a p – d = b
Deste modo: ) d p )( c p )( b p )( a p ( S
ABCD
− − − − = ⇒ d . c . b . a S
ABCD
=

Exemplos:

1) (Fuvest-2000) Na figura, E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo
agudo BÊC. Se EA = 1, EB = 4, EC = 3 e ED = 2, então a área do quadrilátero ABCD será:

a) 12.sen θ b) 8.sen θ c) 6.sen θ d) 10.cos θ e) 8.cos θ
Solução:
θ =
θ + +
=
θ
= sen . 12
2
sen ) 2 4 )( 3 1 (
2
sen . BD . AC
S
ABCD


2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD. Sabendo que AB = 6, BC = 8,
CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º, qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ?
A
B
C
D
7
8
6
120
O

Solução:
Como ABCD é inscritível então ∠D = 60
o
. Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC:
AC
2
= AB
2
+ BC
2
– 2.AB.BC.cos 120
o
= AD
2
+ CD
2
– 2.AD.CD.cos 60
o

2
1
. 7 . AD . 2 49 AD
2
1
8 . 6 . 2 64 36
2
− + =






− − + ⇒ AD
2
– 7.AD – 99 = 0 ⇒
2
445 7
AD
+
=
Assim:
8
3 . 7 ). 445 7 (
4
3 . 8 . 6
2
60 sen . CD . AD
2
120 sen . BC . AB
S S S
o o
ADC ABC ABCD
+
+ = + = + = ⇒
S
ABCD
≅ 63,36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63.
281

Gabaritos


Capítulo 1: Introdução: Linhas, Ângulos e Triângulos
1) d 2) 10 3) 36
o
4) 6
o
5) c
6) 76
o
7) 360
o
8) c 9) V V F V 10) a
11) b 12) d 13) a 14) d 15) e
16) a 17) a 18) b 19) b 20) c
21) d 22) c 23) e 24) e 25)
26) d 27) b 28) c 29) a 30) d
31) b 32) a 33) a 34) c
35) x = 9
o
e y = 45
o
36) 12
o
37) 30
o
38) 18
o
39) 60
o

40) 15
o
, 35
o
e 130
o
41) 32
o
42) 24
o
e 66
o
43) 36
o

44) 28
o
, 68
o
e 84
o
46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm
59) (6, 6, 2), (6, 5, 3), (6, 4, 4), (5, 5, 4) 65) 50
o
, 50
o
, 80
o
66) 84
o
67) 20
o

68) Â = 76
o
; B
ˆ
= 38
o
69) 76
o
70) 45
o
71) 36
o
, 72
o
, 72
o

72) 83
o
4’36”,9; 69
o
13’50”,8; 27
o
41’32”,3 73) Â = 108
o
; B
ˆ
= 54
o
; C
ˆ
= 18
o
77) 36 m
78) 48
o
; 58
o
; 74
o
79) 30
o
80) 9
o
83) 84)
85) e 86) 66
o
87) 100
o
88) 180
o
89) c
90) c 91) 140
o
92) 18 93) a 94) e
95) a) Sim. 3 vezes; b) Sim. 6 vezes. 96) 95
o
/2



Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
1) b 2) 2 2 4) d 4) b 5) F V V V V
6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 10) d
11) a 12) b 13) c 14) d 15) 4
16) d 17) e 18) d 19) c 20) a
21) 5 22) 8 23) a 24) 19,2 25) 41 2 cm
26) b 27) c 28) e 29) e 30) d
31) c 32) b 33) b 34) 320,15 km 35) a
36) e 37) b 38) b 39) b 40) e
41) a 42) b 43) d 44)
2
2 2 −
e
2
2 2 +

45) b 46) d 47) c 48) e 49) a
50) d 51) d 52) d 53) e 54) d
55) c 57) x = 14 y = 15 58) 34 84) 350 85) 3,1
86) 6 cm, 8 cm e 25 cm 87) AD = 5,14 cm e DE = 5,71 cm
88) CF = 6,4 cm e AF = 5,6 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)]
96) 2 / 5 2 10 h + , 2 / 5 2 10 h − , 5 h 97) DM = DN = 5a/4 98)
16
) 1 33 ( a 3
AN AM

= =
99) 3 / 3 a 105) 20
o
106) c 107) e 108) 2
109) 3 2 − 116) 8 ou 12 118) a) 90
o
; b) 69
o
; 4x + 6y
121) a) 36
o
; b) 2; c)
2
1 5 +
122) 90
o
124) D é o pé da altura relativa a BC
125)
3
52
127) b) 5/2 130) 11/2 131) 74 132) 11
134) 49/2, 245/6 e 98/3 135) c


331

Marcelo Rufino de Oliveira
Com formação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Coordenador das Turmas Militares do Colégio Ideal Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal Coordenador Regional da Olimpíada Brasileira de Matemática

Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro
Com formação pela Universidade Federal do Pará (UFPa) Professor de Matemática das Turmas Militares do Colégio Ideal

COLEÇÃO ELEMENTOS DA MATEMÁTICA
Marcelo Rufino de Oliveira Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro

GEOMETRIA PLANA

3ª edição (2010)

2010. Título: Geometria plana. 347 ISBN: 978-858917123-X 1. Marcelo Rufino de Coleção elementos da matemática.: CDD: 510. Título. Chaves LOUDES PACHECO Ficha Catalográfica Editora VestSeller Impressão F48c. p.. – 3 ed.7 ... II.. Márcio Rodrigues da Rocha. Matemática (Ensino Médio) – geometria plana I . Matemática (Ensino Médio) 2... III.Oliveira.com Ilustração da Capa Maximiliano / Zeef Modificações em 2010 Annysteyne M..Copyright © 2009 by marcelo rufino de oliveira Todos os direitos desta edição estão reservados à Marcelo Rufino de Oliveira Belém – Pará – Brasil E-mail: marcelorufino@hotmail.Pinheiro.. Márcio Rodrigues da Rocha Pinheiro. – Fortaleza – Editora VestSeller . 2 : Geometria plana / Marcelo Rufino de Oliveira.

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ou seja: quadrado é quadrado. PARTE II ⇒ PARTE I PARTE III PARTE III PARTE II PARTE I É obvio que tal atitude é louvável. Isto é imediatamente verificado ao ler-se um livro de tais séries (praticamente não havendo exceções). Quando um professor dedicado. ao tomar tal posicionamento. por exemplo. Afirmar. que não ocorre naturalmente. Assim. no sentido formal da palavra. ângulos. o estudo da geometria nos ensinos fundamental e médio no Brasil divide-se em duas partes consecutivas: geometria plana (até a 8ª série do fundamental) e geometria espacial (no 2º ou 3º ano do médio). fatos causam fatos e esses são conseqüências de outros. polígonos. a fim de obter tais propriedades. todas) fases da vida do estudante. por exemplo. Nesse último exemplo. retângulo é retângulo.APRESENTAÇÃO À 3ª EDIÇÃO A geometria consiste em um estudo generalizado e sistemático das formas que ocorrem no mundo. quando se fala em reta. segundo essa ou aquela condição. pode-se garantir que a apresentação à geometria é feita de modo peremptório (definitivo). Ou ainda de afirmações mais ingênuas. vez por outra procurando verificar que elas são válidas em alguns casos particulares ou “reais”. tão somente. o professor simplesmente passa adiante um erro pelo qual normalmente lhe fizeram passar. procura exibir aos alunos que a soma dos ângulos internos de um triângulo vale o mesmo que um ângulo raso. Para tal estudo. porém. isto é: o professor vai listando uma série de definições (segmentos de retas. busca (nas mais esforçadas das vezes) verificar o fato com um modelo concreto. Com efeito. do tipo que um quadrado e um retângulo são entes de naturezas totalmente distintas. como um triângulo desmontável de isopor ou cartolina. ampliando gerações de verdadeiros alienados. o que é na verdade a essência da matemática: tudo é interligado. É. Tal prática cria ciclos viciosos e gera alunos incapazes de realizar críticas e de questionar a validade de muitas propriedades. triângulos. . tal qual a figura a seguir sugere. circunferências. em verdade. Não são raros os casos de estudantes (até mesmo universitários) que não percebem que “sutis” mudanças nas condições iniciais do problema (hipótese) provocam mudanças bruscas e até totais dos resultados (tese). que ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais torna-se. sem argumentar o motivo dessa posição. Exemplos concretos são de alunos que aplicam o teorema de Pitágoras ou outras relações métricas do mesmo gênero (como a altura ser igual à média geométrica das projeções dos catetos) em triângulos para os quais não se tem certeza de ser retângulos. e aplicam proporções erradas sobre seus lados. dos ângulos formados entre paralelas e transversais). Isso se reflete durante muitas (e. sem tê-la comprovado. muito mais cômodo que prová-lo. principalmente no que diz respeito às suas propriedades. De estudantes que garantem a semelhança de triângulos.) e impondo um conjunto de propriedades desses entes. deve-se imaginar um ente infinito. faz-se necessária uma abstração de conceitos originalmente concretos. De um modo geral. etc. evidencia-se que até as próprias definições são repassadas de modo desleixado. Ainda genericamente falando. não necessariamente matemáticas. do mesmo nível de heresia que defender o aborto numa dissertação. às vezes. mas o principal problema consiste em não explicitar que esse resultado simples e abrangente é conseqüência de resultados anteriores (diretamente. Principalmente para o professor que em geral não vai acompanhar o aluno até as portas do nível superior.

Exponencial. 2) para não confundir ou desestimular o aluno. aproximando-se de tal). repudiam-se idéias do tipo que o aluno não consegue aprender dessa ou daquela forma. sem dúvida. tem condições de compreender um estudo mais rigoroso e encadeado de geometria. programada para apresentar toda a matemática elementar em seis volumes: Volume 1 – Conjuntos. dentre outros. Ao menos melhor do que o atual. Por experiência própria. Estes motivos justificam. a razão pela qual a teoria sobre a semelhança de triângulos ser desenvolvida antes da teoria sobre potência de ponto e também o por quê da teoria sobre os pontos notáveis no triângulo figurarem mais para o final do livro. que está a alguns degraus acima dos grandes vestibulares do Brasil em relação ao nível de dificuldade. Deseja-se que o estudante adquira um senso crítico de causa e efeito. por exemplo. então A deve vir antes de B no livro. Unicamp. Logaritmo e Aritmética Autor: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 2 – Geometria Plana Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro Volume 3 – Seqüências. Os autores . Fato este comprovado pela inexistência de dois livros de geometria plana que possuam exatamente a mesma seqüência de apresentação dos tópicos. o aluno também se prepara para olimpíadas de matemática. Manoel Leite Carneiro e Jefferson França Volume 4 – Números Complexos. respectivamente. Entretanto. a geometria de modo axiomático (ou. os autores deste livro são cientes que não existe um encadeamento ótimo para os assuntos. já se comprovou que os benefícios superam bastante eventuais prejuízos. o que o ajudará a raciocinar coesa e coerentemente na maioria dos assuntos e das disciplinas exigidas em tais concursos (não somente em matemática!). pelo menos. Mostrando. Conseqüentemente. Qualquer indivíduo ao qual se propõe o aprendizado de análise sintática e semântica. nem mesmo seu interesse. para a aprovação nos processos seletivos mais difíceis do Brasil. ITA. procura-se desenvolver tais qualidades. O objetivo desta coleção é iniciar o preparo de pessoas. e Matrizes Autor: Marcelo Rufino de Oliveira. Há dois motivos para a existência deste desafio: 1) se o assunto A é pré-requisito para o assunto B. IME. Probabilidade.Este é o segundo volume da Coleção Elementos da Matemática. Não se deve menosprezar a capacidade dos alunos. sob pena de estar cometendo preconceitos ou precariedade na metodologia de ensino. a partir da 8ª série. Funções. UnB. especificamente neste volume. embasado nos mais sólidos conceitos. nos quais se exige mais do que simples memorização de fórmulas e de resultados. USP. por exemplo. Combinatória. os assuntos mais complexos deve estar mais para o final do livro. Dificuldades há. No entanto. Polinômios e Geometria Analítica Autores: Marcelo Rufino de Oliveira e Jefferson França Volume 5 – Geometria Espacial Autor: Antonio Eurico da Silva Dias Volume 6 – Cálculo Autor: Márcio Rodrigo da Rocha Pinheiro O desafio inicial para os autores de um livro de geometria plana é definir a seqüência com que os assuntos serão apresentados. de instituições como Colégio Naval.

. . . . . . Ângulos . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 3. . . . . . . . . . . . . . . . Segmentos Tangentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 8. . Ângulos na Circunferência . . . Conexidade e Concavidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Índice Capítulo 1. . . . . . . . . . . . . Relações Métricas nos Triângulos Retângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Quadriláteros Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87 10. . . . Área e Relações Métricas no Círculo 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema da Reta Tangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Segmentos Tangentes Comuns a Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . Divisão de Segmentos: Divisões Harmônica e Áurea . . . . . . . Teorema de Tales . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 5. . . . . . . . 2. . . . . . . . Arco Capaz . 2. . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 4. 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Posições Relativas de Duas Circunferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . Introdução à Geometria Dedutiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Congruência de Triângulos . . . . Semelhança de Polígonos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos e sua Classificação . . . . . . . . . . . 77 2. . 89 11. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 Capítulo 4. Teorema da Base Média . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Definições Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 8 10 14 14 20 22 23 31 36 45 46 49 57 63 Capítulo 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relações Métricas na Circunferência . . . . . . . . . . . . Determinação de uma Circunferência . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . 81 5. . . . 117 125 125 132 137 154 159 169 175 Capítulo 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relações Métricas nos Triângulos Quaisquer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Paralelismo . . . . . . . . . . . . . . 99 Exercícios . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 2. . . . 83 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . 195 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . 203 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Introdução – Linhas. . . . . . Introdução aos Quadriláteros 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A Fórmula de Heron . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O Número π e o Comprimento da Circunferência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . Áreas de Regiões Circulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Condições de Inscrição e Circunscrição . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10. . . . . . . . Definição de área . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Lugar Geométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área e Relações Métricas de um Triângulo 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semelhança de Triângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Introdução aos Círculos 1. . . Comparação de Área Entre Triângulos Semelhantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ângulos e Triângulos 1. . . . 85 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 6. . . . . . . . Teorema das Cordas . . . . . . . . . . . . . Noções (Idéias) Primitivas . . . . . Posições Relativas de Reta e Circunferência . . . . . . . . . .

. . . Nomes Próprios dos Polígonos Mais Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. 331 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Menelaus . . . . . . . . . . . Área de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Hiparco . . . . . Mediana e Baricentro . . . . . . . Exercícios . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Ceva . . . . . . . . . 216 216 221 228 241 247 254 256 276 277 280 284 284 287 294 294 294 295 295 299 299 299 307 316 Apêndice . . . . . . . . . . . . . . Bissetriz e Incentro . Mediatriz e Circuncentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Altura e Ortocentro . . . . . . . . . Teoremas Clássicos Sobre Quadriláteros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . Polígonos Regulares Estrelados . . . . . . . . . . . . . . . . . Triângulos Pedais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Estudo dos Polígonos Regulares Convexos Inscritos em uma Circunferência de Raio R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relação de Euler . . . . . . . Capítulo 9. . Lado e Apótema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9. . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Polígonos 1. . . . . . . . . . . . . . . . . Teorema de Ptolomeu . . 328 Gabaritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Duplicação do gênero de um polígono convexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Capítulo 7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Número de Diagonais de um Polígono de n Lados . . . . . . . . . . Ângulo Central de um Polígono Regular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . .

Garante-se. Por que uma estrutura triangular é estável. As duas últimas das propriedades listadas acima.Capítulo 1. pelo menos a princípio. calcular volumes e edificar construções. um retângulo (é denominado atualmente paralelogramo). obrigatoriamente. que nem sempre a humanidade teve a mesma quantidade de informação que existe hoje. Introdução: Linhas. de utilizar as propriedades das figuras e dos corpos que encontrava ou. os egípcios já se sabia que um triângulo que possui lados medindo 3. posteriormente. serviam para resolver problemas particulares que surgiam num determinado trabalho. a arquitetura ou a astronomia. dois com um mesmo tamanho e os outros dois também (não necessariamente com o mesmo comprimento dos dois primeiros). Mesmo em outros países. as propriedades que se buscavam tinham objetivos de cunho totalmente prático. há mais de cinco mil anos. objetivavam demarcar terrenos retangulares. aproximadamente. por culturas distantes da tecnologia habitual (algumas regiões na Índia e na África. Pode-se afirmar que. Tal volume de conhecimento variou muito no tempo e no espaço. isto é. ajusta-se um quadrilátero. por exemplo). em não raros casos. É claro. surgiram tentativas do homem de explicar ou. porém. PRONTO. que ainda não é. como aqui no Brasil. Um terreno na forma de um paralelogramo qualquer Um terreno na forma de um retângulo 1 . de mesmo tamanho. assim como da necessidade de medir e partilhar terras. 4 e 5 (na mesma unidade. Ângulos e Triângulos 1. Por vezes determinadas civilizações possuíam mais conhecimento matemático do que outras. ainda que contemporâneas ou. de épocas posteriores. que o quadrilátero é um retângulo. egípcios e babilônios antigos com outros povos pré-helênicos ocidentais. sirvam de diagonais ao quadrilátero. Essas duas culturas já conheciam e utilizavam várias propriedades geométricas. por exemplo. Conhecia-se também o fato de que o comprimento de uma circunferência é. Qual o motivo que faz uma abelha preferir construir a entrada do alvéolo em forma hexagonal a construí-la em forma triangular. agora. às vezes de outros assuntos. Basta comparar. como álgebra ou física. Que um quadrilátero com diagonais de mesma medida tem os quatro ângulos retos. Mas quando um ajuste final é feito de modo que dois últimos pedaços de bambu. que importaram muito do conhecimento matemático egípcio. Ângulos e Triângulos Introdução: Linhas. por exemplo) elucida fatos como os acima. por exemplo. comumente a agrimensura. Os babilônios. Para exemplificar. não necessitando mais do que três pedaços para tornar-se rígida? ESTRUTURAS INSTÁVEIS ESTRUTURAS RÍGIDAS Um conhecimento razoável de geometria (e. Que um quadrilátero com lados opostos de mesma medida possui tais lados paralelos. por exemplo. a construção civil ainda usa também certos resultados geométricos empiricamente. Com quatro pedaços de bambu. que é um formato poligonal mais simples? Quando se constrói um portão quadrangular de madeira. já conheciam esse resultado (teorema de Pitágoras) em sua totalidade. inicialmente. Só como curiosidade. a estrutura não fica rígida (indeformável) enquanto não se utiliza um quinto pedaço. construía. observar e prever os movimentos dos astros. muitas propriedades como essas são utilizadas ainda hoje. o triplo do diâmetro da mesma. palmos de uma mesma mão) é retângulo.1) INTRODUÇÃO À GEOMETRIA DEDUTIVA Da observação da natureza ao redor.

ar e quintaessência).Capítulo 1. sob uma visão sintética. Resumindo de modo grosseiro. Contudo. organizada e formalmente. expandindo-se mais ainda graças à disseminação da cultura helênica pelos conquistadores de grande parte do mundo ocidental da época: os romanos. fogo. dos números) no universo. o postulado V. os Elementos foram utilizados como obra de referência no ensino de geometria. Durante praticamente dois milênios. um professor da universidade de Alexandria. as quais servem de base a toda construção seguinte. essa linha de raciocínio ganha adeptos em várias partes. a homenagem é feita ao líder da congregação de que se tem registro claro de alguém (não necessariamente Pitágoras) que provou a validade do resultado. Rapidamente. Sem dúvida. que certo fato. Pitágoras foi fundador de uma espécie de seita. com filósofos da estirpe de Sócrates e de Platão. Aproximadamente pelo século V a. a supremacia dos Elementos foi posta em cheque por grandes matemáticos da época. Por volta do século VI antes de Cristo. repetidas vezes dava o mesmo resultado. a resposta ainda está incompleta. experimentalmente. Apesar disso. Inicia-se a busca pelo verdadeiro conhecimento. Filósofos gregos começam a indagar se a simples aceitação de verdades impostas pelos mais experientes satisfaz. em que intuição. a partir desse período procurou-se JUSTIFICAR. é fácil ver que os ensinamentos eram passados (como ainda hoje em algumas tribos) de geração a geração. Em meados do século dezenove. que aprendeu muito com discípulos de Platão e com egípcios. de um modo geral. Introdução: Linhas. 2 . definindo novos termos a partir dos preexistentes. Pitágoras de Samos. desvinculando-se da filosofia pura). Quando se verificava. ou principalmente. É altamente provável que tais conclusões sejam advindas da observação da natureza e mesmo por meio de tentativa e erro. sendo que esse último sugeriu uma explicação de todos os fenômenos do universo por meio dos famosos cinco elementos (água. dita as regras. verificouse que o raciocínio empregado nos Elementos não era de todo correto. com a certeza da experiência. sendo Tales considerado o pai das explicações formais de propriedades por meio de outras já conhecidas anteriormente (demonstração). A passagem de conhecimento deve ter tido algum início. em última análise. que será visto após. comprovada por vários acertos anteriores. a natureza humana.. como Tales de Mileto. cada um deles representado por meio dos hoje chamados sólidos de Platão (divididos em exatamente cinco categorias). O resultado geométrico mais famoso do mundo é denominado teorema de Pitágoras. Isso é que se chama de resultado empírico. procuraram aperfeiçoar o raciocínio contido na obra. de modo irrefutável. os pitagóricos. A partir do século dezoito. todo o conhecimento matemático de sua época numa obra de treze volumes (ou capítulos): os ELEMENTOS. que pregava a supremacia da matemática (destacadamente. Ângulos e Triângulos Uma pergunta natural deve surgir neste ponto: quem ensinou as propriedades geométricas aos povos antigos? A princípio. façanha possivelmente superada no mundo ocidental apenas pela Bíblia. previsível. de intuição. e justificando (deduzindo) TODAS as propriedades não elementares. inegável. os primórdios da geometria (em verdade. Mesmo assim. apesar de haver indícios de que ele já era conhecido e utilizado vários anos antes. uma revolução do pensamento humano começa a tomar forma. bem como a idéia de que “tudo são números”. aceitas naturalmente. o que vai de encontro à posição passiva assumida pelos aprendizes de outrora. por meio das iniciais e das já justificadas anteriormente. terra. A tradição dos mestres de obras perde-se no tempo. que consiste basicamente em algumas idéias e propriedades elementares. entre dois e três séculos antes de Cristo. quando. reuniu. a principal novidade introduzida por essa grande obra foi o método axiomático ou dedutivo de estudo. o maior fenômeno matemático de todos os tempos estava por vir. porém. então a intuição ganhava força de persuasão e era passada adiante.C. especificamente em uma das propriedades aceitas como verdadeira. Novamente. com o surgimento de outras geometrias (não euclidianas). pode-se dizer que. não resta dúvidas acerca da importância desse livro monumental como um verdadeiro marco na história da matemática. Euclides. a primeira área da matemática estudada de modo destacado) a classificam como uma ciência experimental. surgem os primeiros matemáticos profissionais (ou propriamente ditos. Provavelmente. com mais de mil edições (desde 1482) até os dias atuais. os quais foram grandes responsáveis pelos primeiros progressos concretos em busca de uma matemática que não dependesse apenas. de fato. e um de seus pupilos. sendo que em muitos lugares como obra exclusiva. bem como com o desenvolvimento da lógica matemática. os quais. a maior quantidade (para não dizer todos) de fatos possíveis (não só os geométricos).

“definiu-se” reta por meio de outras palavras que levam à original: reta. porém. Nesta opção. Daí. resta o radical linha.2) NOÇÕES (IDÉIAS) PRIMITIVAS Perguntando-se a um bom professor de matemática o que é um triângulo.O que é um ponto? . por tratar-se. É possível que alguém acrescente a palavra alinhados após o termo “pontos”. Surgem. com total segurança. da observação. Essa posição ideológica já era utilizada por Euclides. como. interessado. As noções primitivas inicialmente adotadas neste curso são: 3 . por exemplo. de modo que certos pontos (interiores) estejam entre outros dois (extremidades). deve-se admitir que os termos não definidos têm seu significado claro a um maior número possível de pessoas. Ângulos e Triângulos 1. Uma circunferência. A matemática. b) Utilizam-se definições cíclicas. No processo de definições dos termos relacionados a um certo assunto. em última análise. também é um conjunto de pontos. admite-se a menor quantidade possível de conceitos elementares sem definição. isto é. provavelmente responderia: . O que ocorre. podem ocorrer somente três casos: a) Define-se.Segmento de reta é uma porção. formalmente.O que é uma reta? Alguns professores respondem a essa questão do seguinte modo: . por exemplo: . tais como: . gera logo uma impossibilidade humana: a necessidade de uma quantidade sem fim de novas palavras. pode-se encontrar a seguinte seqüência de sinônimos: Hermenêutica → interpretação → explicação → explanação → explicação. definir quer dizer dar significado a termos por meio de outros termos. extraindo prefixo e sufixo de alinhados.O que são pontos colineares? . não pode ser utilizado como uma definição rigorosa. aqueles que estão alinhados.O que é um segmento de reta? O mesmo professor. Desse modo. Por exemplo. todos os demais termos seguintes. no sentido matemático dado ao termo definir. ao se procurar o significado do termo hermenêutica. Existe algum dicionário com infinitos vocábulos? É claro que não. que o absorveram através da experiência de vida. por meio da mesma palavra. Isso. entretanto. Isso. realmente. o processo volta a uma palavra que já foi utilizada anteriormente. Ora. No entanto. mas que terão uso bem limitado por certas regras (os postulados. parte ou subconjunto de uma reta. é possível obter-se a seguinte resposta: “Dados três pontos não colineares. Ou seja. um triângulo é a união dos segmentos de reta com extremidades em dois desses pontos”. supostos conhecidos previamente. todavia. ou ainda. não correspondendo. c) Aceitam-se alguns termos sem definição formal.Capítulo 1. à noção usual que se possui de reta. tentando elucidar a questão. de forma a poder definir todos os demais conceitos. assim. assim. Natural ainda seria o prolongamento das dúvidas. Introdução: Linhas. os quais servirão para definir. que nada mais é do que um sinônimo de reta no contexto.Pontos colineares são aqueles que compartilham uma mesma reta. do senso comum.Reta é um conjunto de pontos. Seria absolutamente natural (e necessário) o surgimento de dúvidas na forma de “sub-perguntas”. contudo. por não haver melhor. é que explicação é definida. um termo por meio de um termo novo. num estudo axiomático de uma determinada teoria. de uma impossibilidade. sempre. . esse primeiro caso deve ser excluída. que são aqueles termos admitidos sem definição. e é uma das principais conquistas do pensamento humano. as noções primitivas. nos seus Elementos. adota a última das três posturas apresentadas. explicação. a serem vistos mais tarde).

Classificam-se as proposições matemáticas de dois modos: 4 . sempre num mesmo sentido de percurso. por exemplo. o plano do chão. etc. podendo se prolongado em duas direções ou em composições destas. e infinita. geométrico ou não. etc. Q. inclusive a adotada nestas linhas. P A 2. o do teto.Capítulo 1. Entretanto. Apesar de não servir como definição. que pode ser percorrida indefinidamente. Essa frase ajuda a aguçar a intuição. mas não obrigatório. por letras gregas minúsculas: α. π. PONTO: representado por letras maiúsculas do nosso alfabeto: A. que é tornar uma superfície lisa. mas não serve matematicamente falando por introduzir termos como “ser dividido” e “partes”. r r 3. ou seja. e infinito. Euclides dizia que “ponto é algo que não pode ser dividido nas suas partes”. uma reta pode ser vista como uma das margens de uma longa (teoricamente. em geral. Introdução: Linhas. infinita) estrada sem curvas. α α OBSERVAÇÃO: Define-se ESPAÇO como o conjunto de todos os pontos. Por isso. RETA: representado por letras minúsculas do alfabeto: r. aplainar (ou aplanar). PLANO: representado. 1. é fundamental ter em mente que nenhuma dessas representações é perfeita. B. É importante notar que há várias representações de planos ao redor: o plano do quadro. Também é usual. utilizar um retângulo (ou outra figura.1) Proposições Uma proposição é qualquer afirmação que se faça acerca de propriedades envolvendo um ente.2. etc. uma vez que. isto é. um plano deve ser considerado ilimitado. As proposições funcionam como reguladores das propriedades do objeto em estudo. Ângulos e Triângulos 1. é capaz de representar perfeitamente uma reta. Pode-se ainda concebê-lo como ente formador dos demais entes geométricos. indicando a continuidade nos seus dois sentidos. dentre outros. Na concepção comum. É interessante perceber a relação que existe entre plano e expressões como: terreno plano (sem buracos ou elevações). partindo de um de seus pontos. há certa preferência em representá-la com setas duplas. P. nunca mais se volta ao mesmo lugar. são as proposições que vão edificando o desenvolvimento de determinada ciência. sem fronteiras ou bordas. Nada que se possa visualizar por completo. já que ela deve ser entendida como ilimitada. Após conceitos e definições. no sentido original da palavra (INDIVISÍVEL). como uma reta. β. porém. o do papel. planícies (no mesmo sentido). como um triângulo) em perspectiva (vista tridimensional) para visualizar um plano. s. uma espécie de átomo geométrico. C. como o que um pedreiro faz após rebocar uma parede. às vezes. É importante a idéia de que um ponto não possui dimensão (“tamanho”). t.

comum aos P Q dois triângulos) e um cateto em cada um também de igual . temos que CN ≡ BM. CAE e ABF. De maneira análoga demonstra-se que CF é congruente a AD e BE. Solução: A Note que os triângulos BCP e CBQ são triângulos retângulos em que as hipotenusas possuem iguais comprimentos (BC. Como em ∆BCP e ∆CBQ temos BC comum. implicando que AD e BE possuem igual comprimento. ∠NBC ≡ MCB e BN ≡ CM então temos que ∆BCN ≡ CBM. AC ≡ EC e ∠ACD = 60o + C = ∠ECB. então ∠CBQ ≡ ∠BCP. D 29 . onde concluímos que ∠CBP ≡ ∠BCQ. implicando que ∆ABC é isósceles. Ângulos e Triângulos 3) Num triângulo isósceles. Portanto. ii) as bissetrizes relativas aos ângulos da base. Deste modo. Logo. BE e CF são congruentes. demonstrar que são iguais: i) as medianas relativas aos lados iguais. Introdução: Linhas. concluímos que BQ ≡ CP. Como nos triângulos BCN e CBM temos BC comum a estes dois triângulos. B C 5) Sobre os lados de um triângulo ABC constroem-se externamente os triângulos equiláteros BCD. . ∠CBP ≡ ∠BCQ e ∠CBQ ≡ ∠BCP então temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. Pelo caso especial de congruência de triângulos para triângulos retângulos temos que ∆BCP ≡ ∆CBQ. temos que os triângulos ACD e ECB são congruentes. B C 4) Provar que um triângulo que tem duas alturas de igual comprimento é isósceles. N M B C A ii) P Q Desde que ∠ABC ≡ ∠ACB e BQ e CP são bissetrizes. Solução: E A F B C Observe que nos triângulos ACD e ECB temos: ˆ CD ≡ BC.Capítulo 1. comprimento (BQ ≡ CP). Solução: A i) Como AB ≡ AC e M e N são os pontos médios de AB e AC então temos que BN ≡CM. Demonstrar que os segmentos AD.

Solução: C hc Em ∆ACF. Solução: a b+c a a b+c a a+b+c + Pela desigualdade triangular: a < b + c ⇒ < ⇒ + < ⇒ a< . Somando obtemos 2AM – (BM + CM) < b + c ⇒ a+b+c AM < 2 C B M 30 . x a+b+c Somando estas desigualdades obtemos x + y + z > . Ângulos e Triângulos 6) AB = 15 cm e BC = 8 cm são dois lados de um triângulo ABC. Analogamente: x + z < a + c e y + z < b + c. respectivamente: AM – BM < c e AM – CM < b. Analogamente: 2hb > a – b + c e 2ha > – a + b + c. B e C são x. 2 2 2 2 2 2 2 A demonstração para os outros lados é análoga. ∆BCF temos: hc + AF > b e hc + BF > a ⇒ 2hc + (AF + BF) > a + b ⇒ 2hc > a + b – c. Solução: A Considere que a distância do ponto P aos vértices A. a+b+c Somando estas desigualdades: h a + h b + h c > . ∆ACP e ∆BCP obtemos: c < x + y. b < x + z e a < y + z. Demonstrar que AM < (a + b + c)/2. respectivamente. Determinar entre que limites pode variar a medida do lado AC. 9) Demonstrar que a soma das três alturas de um triângulo acutângulo é maior que o semi-perímetro. 7) Provar que qualquer lado de um triângulo é menor que o semi-perímetro. Solução: Pela desigualdade triangular temos que |c – a| < b < c + a ⇒ 7 cm < b < 23 cm. y z Somando obtemos: x + y < a + b. 8) Demonstrar que a soma dos segmentos que unem um ponto interno a um triângulo aos três vértices está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. Observando os triângulo ∆ABP. Solução: A Pela desigualdade triangular aplicada aos triângulos ABM e ACM. Introdução: Linhas.Capítulo 1. B C Somando estas desigualdades: x + y + z < a + b + c. y e z. 2 B A F 10) M é um ponto qualquer do lado BC de um triângulo ABC. 2 P Nos triângulo ∆APC e ∆BPC temos: z – x < b e y – z < a.

 e Ê. desde que. ou seja. mas ambos no interior ou no exterior da região determinada por r e por s.1) Definições Dadas duas retas distintas. Diz-se que dois ângulos. dois a dois.Capítulo 1. o caso em que r e s são paralelas. F ≡ H.  ˆ B r ˆ D ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ A ≡ C. ˆ C ˆ E ˆ F ˆ H s ˆ G Colaterais internos / externos: quando estão num mesmo semi-plano de origem em t (mesmo lado – colaterais). B e F . A + B ≡ B + C ≡ C + D ≡ D + A(= 1 raso) ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ E ≡ G. Ângulos e Triângulos 1. oito ângulos (não nulos nem rasos). Alternos internos / externos: quando estão em lados (semi-planos) distintos (alternados) em relação a t. são: – Dois ângulos são correspondentes quando um lado de cada situa-se em t no mesmo sentido bem como outros lados estiverem um em r. Ĉ e Ê são alternos internos e  e Ĝ. Formam-se. Ĉ e F são os pares de colaterais internos. Para tanto. ˆ enquanto que  e Ĥ. os quais são fáceis de se relacionar. dentre os oito acima. B e Ĝ são os pares de colaterais externos. tenham vértice comum. ˆ ˆ ˆ Na situação original. assim.  ˆ B ˆ D r ˆ ˆ ˆ Na figura ao lado. ˆ ˆ Na situação esquematizada anteriormente.10) PARALELISMO 1. bem como no interior (exterior) da região limitada por r e s. com vértices distintos. D e Ê. 31 . D e F . Ĉ e Ĝ. Introdução: Linhas. outro em s. B ≡ D. D e Ĥ são os pares de ângulos correspondentes. B e Ĥ são alternos externos. com o  e Ĝ. uma terceira reta que intersecte as duas é denominada transversal do conjunto formado pelas duas iniciais. inicialmente será considerado o caso em que r ∩ s = ∅. E + F ≡ F + G ≡ G + H ≡ H + E(= 1 raso) O problema consiste em relacionar ângulos com vértices distintos.10.

E A B M D 36° C 43) Na figura seguinte. Demonstrar que os pontos P e Q são eqüidistantes do vértice A. Calcular a distância entre os pontos O e C. 47) AB e BC são segmentos adjacentes. Calcule x. B. Calcule x. 41 45) A. 50) ABC e A’B’C’ são dois triângulos nos quais são iguais: 1) os lados BC e B’C’. Ângulos e Triângulos 41) Na figura a seguir. A x B S C 44) Na figura seguinte. A. 51) BM e CN são duas medianas de um triângulo ABC. OB = 5 cm. sucedendo-se na ordem alfabética. Demonstrar que MN = (AB + BC)/2. Prolonga-se BM de um segmento MP = MB e CN de um segmento NQ = NC. sabendo que AB = AS = SC. Introdução: Linhas. cujos pontos médios respectivos são M e N. e tais que OA = 3 cm. traça-se a bissetriz do ângulo A e sobre ela toma-se os segmentos AE = AB e AF = AC. 48) AD e BC são segmentos de uma mesma reta que têm o mesmo ponto médio. AS é bissetriz interna do triângulo ABC. Mostrar que BF = CE. 56) Demonstrar que dois triângulos isósceles são congruentes quando têm iguais os perímetros e as alturas relativas às bases. tais que AM = AN. • B 61° C 42) Na figura. Demonstrar que AB = CD e AC = BD. Calcule EAB e BEM . 3) as bissetrizes internas BD e B’D’. 49) M é o ponto médio de um segmento AB e C é um ponto interno ai segmento MB. 4AB + AC – 2BC = 6 cm. 55) Provar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado. BC = 5 cm. 2) os ângulos B e B’. o triângulo MNP é eqüilátero e BM = BN. um ângulo adjacente a esse lado e a diferença dos outros dois lados. D são pontos distintos de uma reta. 46) O. Calcule as medidas dos ângulos do triângulo ABC. Mostrar que os dois triângulos são congruentes. As retas BN e CM cortam-se em O. ABC é um triângulo retângulo e isósceles e ACD é um triângulo isósceles de base CD. ABCD é um retângulo e AME é ˆ ˆ um triângulo. Mostrar que AC = BD e que os segmentos AD e BC têm o mesmo ponto médio.Capítulo 1. Une-se B com F e C com E. 52) Num triângulo ABC. 54) Demonstrar que são congruentes dois triângulos que têm respectivamente iguais um lado e as alturas relativas aos outros lados. B e C são quatro pontos de uma reta. e tais que AB = . Mostrar que o triângulo BOC é isósceles. A X D CD = 3 cm. sucedendo-se na ordem OABC. B M N 72° A 80° C P 53) M e N são pontos dos catetos AB e AC de um triângulo retângulo isósceles ABC. C. Demonstrar que MC = (CA – CB)/2.

Determinar a altura da torre AB. 75) Pelo vértice A de um triângulo ABC traçam-se duas retas que interceptam o lado BC nos pontos D e E. 74) AH é a altura relativa à hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. Calcular os ângulos do triângulo. Andando em direção à torre passou pelo ponto C tal que o ˆ ângulo ACB = 30o e verificou que DC = 72 m. o ângulo  = 60o e o ˆ ângulo B = 100o. Demonstrar que MA + MB < AC + CB. Calcular o ângulo MÂN. Calcular os ângulos do triângulo. 78) BD e CE são as bissetrizes internas relativas aos ângulos B e C de um triângulo ABC. além disso. 63) Demonstrar que a soma dos comprimentos das medianas de um triângulo está compreendida entre o semi-perímetro e o perímetro do triângulo. 76) ABC é um triângulo retângulo e AH é a altura relativa à hipotenusa BC. Calcular os ângulos do triângulo. Achar os ângulos do triângulo BCD. Calcular o ângulo agudo formado pelas alturas traçadas dos vértices B e C. 72) ABC é um triângulo no qual a bissetriz interna relativa ao vértice A é igual ao lado AB e a bissetriz interna relativa ao vértice C é igual ao lado AC. calcular os ângulos A e B do triângulo. Ângulos e Triângulos 57) Determinar a medida do maior lado de um triângulo sabendo que é expressa por um número inteiro de centímetros e que os outros dois lados medem 2 cm e 9 cm. tais que MB = BA e NC = CA. 65) Num triângulo ABC. 61) Sobre os lados de um triângulo ABC marcamse os pontos M. CP é a bissetriz interna relativa ao vértice C. ˆ ˆ sabendo que as bissetrizes dos ângulos B e C o formam um ângulo de 132 . tal que AP = PC = BC. Calcular o ângulo formado pela altura relativa ao lado BC e a bissetriz do ângulo Â. O ângulo ˆ ˆ 67) ABC é um triângulo no qual B = 60o e C = o 20 . 60) M é um ponto interno a um triângulo ABC. Demonstrar que as ˆ bissetrizes dos ângulos B e HÂC são perpendiculares. 73) ABC é um triângulo no qual o ângulo  é o ˆ dobro do ângulo B . Demonstrar que o triângulo ACD é isósceles. 59) O perímetro de um triângulo é 14 m. ˆ ˆ 69) As bissetrizes dos ângulos B e C de um triângulo acutângulo ABC formam um ângulo de 128o. 58) AB = 12 cm e BC = 5 cm são dois lados de um triângulo isósceles ABC. Demonstrar que AD = AE. 64) Provar que o segmento que une um vértice de um triângulo com um ponto qualquer do lado oposto é menor que ao menos um dos outros dois lados. Prolonga-se o lado AB de um segmento BD = BC e une-se C com D. Determinar as medidas dos lados sabendo que são expressas por números inteiros de metros. A bissetriz do ângulo BAH intercepta BC em D. 62) Demonstrar que a hipotenusa de um triângulo retângulo é maior que a semi-soma dos catetos. Determinar a medida do lado AC. tais que os ângulos BÂD e CÂE são respectivamente iguais aos ângulos C e B do triângulo. P e Q são pontos dos lados BC e AC tais que AB = AP = PQ = QC. Une-se M com A e com B. N e P. 70) M e N são pontos da hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC. Introdução: Linhas. 66) Achar o ângulo  de um triângulo ABC. 77) Um observador pretendendo determinar a altura de uma torre AB. 71) P é um ponto do lado AB de um triângulo ABC. Provar que o perímetro de MNP é menor que o perímetro de ABC. 68) A bissetriz do ângulo  de um triângulo ABC intercepta o lado BC em um ponto D tal que AD = ˆ BD. Sabendo que o ângulo C = 66o.Capítulo 1. colocou-se no ponto D de ˆ forma que o ângulo ADB = 15o. 42 . um em cada lado.

as medidas dos ângulos internos de vértices B e C são dadas por 2x + 10o e 4x – 40o. OA. ∠ABC = 80° então o ângulo ∠ADB é igual a: a) 30° b) 40° c) 50° d) 60° e) 70° 85) (OBM-2001) O triângulo CDE pode ser obtido pela rotação do triângulo ABC de 90o no sentido anti-horário ao redor de C. Calcular o ângulo MÂN. Quanto mede o ângulo DÂC? 88) (Goiás-99) Na figura abaixo os segmentos de reta r e s são paralelos. alguns ângulos entre as retas a. 75° e 80° 84) (Pará-2000) Em um triângulo ABC. Introdução: Linhas. M e N são pontos do lado BC tais que MB = BA e NC = CA. 87) (Portugal-98) Na figura seguinte. C . Sabendo-se que ∠BAC = 40°. 70° e 80° C) 20°. Sobre o lado AB marcam-se os pontos D e E de modo que AD = DC e EB = EC . AD = BC . D . ambos agudos. m e n são dados. Então a soma dos ângulos ˆ ˆ ˆ ˆ Â. Ângulos e Triângulos ˆ BÊD = 95 e o ângulo BDC = 82 . 80° e 80° D) 30°. Ê e F será de quantos graus? 89) (Bélgica-2003) Na figura. Podemos afirmar que α é igual a: B 86) (Pará-2002) Seja ABC um triângulo que ˆ ˆ possui ∠BAC = 36o e ∠ABC = 21o. 82) XÔY e YÔZ (XÔY > YÔZ) são dois ângulos consecutivos. 83) (Campina Grande-2004) Num triângulo ABC . b. 60° e 90° B) 30°. Calcular os ângulos do triângulo. c. 81) AÔB é um ângulo cuja bissetriz é OM e OC é uma semi-reta interna ao ângulo AÔM. 65° e 85° E) 25°. o o 79) ABC é um triângulo no qual  = 120o. YÔZ e XÔZ. B . Calcular o ângulo BÔZ. Se a medida do ângulo externo de vértices A é 5x. o ponto D pertence ao lado AC de modo que BD = DC. Demonstrar que o ângulo CÔM é igual à semidiferença dos ângulos BÔC e AÔC. 80) OX e OY são as bissetrizes de dois ângulos consecutivos AÔB e BÔC. A D α 60O 40O C Quais retas são paralelas? a) a e b b) b e c c) a e c d) m e n e) não existem duas retas paralelas E a) 75o b) 65o c) 70o d) 45o e) 55o 90) (Bélgica-2003) Seis retas intersectam-se com os ângulos mostrados na figura. OZ é a bissetriz do ângulo XÔY. e tais que AÔB – BÔC = 36o. 43 . conforme mostrado no desenho abaixo. Demonstrar que a bissetriz do ângulo CÔY também é bissetriz do ângulo AÔB. então os ângulos internos desse triângulo são iguais a: A) 30°. Determinar a medida do ˆ ângulo ∠DCE . OB e OC são as bissetrizes respectivas dos ângulos XÔY.Capítulo 1.

construiu o Parthenon com medidas que obedeceram à proporção áurea. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos A 11) (Unifor-99) Na figura abaixo têm-se os triângulos retângulos ABC. 36 cm e 15 cm. um arquiteto grego que viveu no século quinto a. então a medida do lado BE . DF = 2. 1 cm A 2 cm B Se os lados têm as medidas indicadas. 30° A B A medida do segmento AD . sendo AB seu cateto menor. BD = 1. CD = 12 m e AB = 48 m. pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede: R 3 3 a) 16. E N M 1 cm D 1 cm B O C C 8) (Unifor-98) Na figura abaixo tem-se o triângulo ABC e os segmentos BC . é aproximadamente igual a a) 78 b) 74 c) 72 d) 68 e) 64 64 . o que significa dizer que EE´H´H é um quadrado e que os retângulos EFGH e E´FGH´ são semelhantes. enquanto que o triângulo MNC. Se AF = 3 cm. paralelos entre si. Veja a figura abaixo. tem lados de medidas 39 cm. tem perímetro de 30 cm.Capítulo 2.6 d) 19. FG e DE . o triângulo ABC. em centímetros. é a) 7 b) 6 c) 5 d) 2 e) 3 12) (UFRN-2000) Considerando-se as informações constantes no triângulo PQR (figura abaixo). ou seja.8 P 4 3 Q 9) (Unifor-99) Na figura abaixo.8 c) 18.1 cm. em centímetros. retângulo em M. CE = 2 cm e FG = 2 cm.C. retângulo em A.2 e) 19. A a) 5 b) 6 c) 7 d) 8 N C M B Qual é a medida do segmento NA ? 10) (Unifor-99) Na figura abaixo CD // AB . em metros.5 cm. o lado maior do primeiro retângulo está para o lado maior do segundo retângulo assim como o lado menor do primeiro retângulo está para o lado menor do segundo retângulo. BCD e BDE. então o perímetro do triângulo ABC é. C D 13) (UFRN-2004) Phidias..4 b) 17.

é válida a igualdade A solo D E 22) (UFMS-2002) Dois homens carregam um cano de diâmetro desprezível.1 2 c) x . 3 DC = DE = CE = m. Sendo h a altura.x – 1 d) x2 . em 3 relação ao solo. determine o valor. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Assim. As dimensões são AC = 1. a) x – y = 14 b) x + y = 22 c) x.8m. AB é paralelo a DE . B C 16) (UFPB-87) O comprimento BC . U é o ponto médio de TV . E e G são retos.2 d) 3. de 8 vezes a altura h. os ângulos B.5 c) 3. da extremidade A. respectivamente. 2 20) (Puc/RS-2001) Um segmento de reta RV tem pontos internos S. apoiada sobre uma mureta de concreto no ponto C.x + 1 14) (UFPB-78) Na figura ao lado. CB = 4. na figura ao lado.2m. A medida da projeção do menor cateto sobre a hipotenusa é igual a: a) 2. Então. c) 9 d) 8 e) 4. como na figura. a) 6. AC = 15 e EF = 4 . Sabendo que S é o ponto médio de RT . 3 b) 28 3 a) 5 e 3 d) 3 e 5 b) 3 e 4 e) 4 e 5 c) 4 e 3 15) (UFPB-86) Na figura. BC = 9 . a medida de RV é 69 e a medida de RT é 19. paralelamente ao 65 .Capítulo 2. vale: a) 4 m b) 2 2 m c) 4 2 m d) 8 m e) 8 2 m 17) (UFPB-88) Na figura. no momento em que a extremidade B toca o solo. em cm. a medida de um cateto é igual a 6cm e a medida da projeção do outro cateto sobre a hipotenusa é igual a 5cm. podemos afirmar que a razão da medida da base do Parthenon pela medida da sua altura é uma raiz do polinômio: a) x2 + x + 1 b) x2 + x . NP || AB e NM || CB. AB = 12 . NP = 6 e CB = 5.6 19) (Puc/RS-2000) Em um triângulo retângulo. os segmentos ED e DF valem.y = 8 3 d) x : y = 8 e) 1 1 11 + = x y 12 18) (Puc/MG-2003) As medidas dos catetos de um triângulo retângulo são 6 e 8. Então.0 b) 2. O maior lado desse triângulo mede. então a medida de UV é a) 25 b) 35 c) 45 d) 50 e) 55 21) (UFMS-99) Uma gangorra é formada por uma haste rígida AB . T e U. determine a medida do segmento AM. em metros. Se NM = 2.

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
chão, por um corredor de 3 3 m de largura, que encontra, ortogonalmente, outro corredor de 1 m de largura. Na passagem de um corredor para o outro, as extremidades do cano tocaram as paredes dos corredores e outro ponto do cano tocou a parede onde os corredores se encontram, formando um ângulo α , conforme mostrado na ilustração abaixo. Sabendo-se que a medida do ângulo α é 60°, determine, em metros, o comprimento do cano. O comprimento da escada é:

23) (UFPA-97) A sombra de uma árvore é de 4 metros no mesmo instante que minha sombra é de 44 cm. Sabendo que a sombra é diretamente proporcional ao tamanho e que minha altura é 1,65 m, então podemos afirmar que a altura da árvore é, em metros, igual a a) 15 b) 14 c) 13,03 d) 12,5 e) 10,72 24) (UFPA-98) Os catetos de um triângulo retângulo ABC medem AB = 12cm e AC = 16cm. Pelo ponto médio M do lado AC, traça-se uma perpendicular MN ao lado BC, sendo N pertencente ao segmento BC. Determine o perímetro do triângulo MNC.

( )1 / 2 2/3 c) (x 3 / 2 + y 3 / 2 ) 2/3 e) (x1 / 2 + y1 / 2 )
a) x 3 / 2 + y 3 / 2

( )3 / 2 3/ 2 d) (x1 / 2 + y1 / 2 )
b) x 2 / 3 + y 2 / 3

27) (UFC-2002) Na figura abaixo, os triângulos AC ABC e AB'C' são semelhantes. Se = 4 então AC' o perímetro de AB'C' dividido pelo perímetro de ABC é igual a:
A

B' C'

B

25) (UFC-98) Dois pontos A e B, que distam entre si 10 cm, encontram-se em um mesmo semiplano determinado por uma reta r. Sabendo que A e B distam 2 cm e 8 cm, respectivamente, de r, determine a medida, em centímetros, do menor caminho para ir-se de A para B passando por r. 26) (UFC-2000) Um muro com y metros de altura se encontra a x metros de uma parede de um edifício. Uma escada que está tocando a parede e apoiada sobre o muro faz um ângulo q com o y chão, onde tgθ = 3 . Suponha que o muro e a x parede são perpendiculares ao chão e que este é plano (veja figura).

C

1 a) 8

1 b) 6

1 c) 4

1 d) 2

e) 1

28) (Fatec-2000) Na figura abaixo, além das medidas dos ângulos indicados, sabe-se que B é ponto médio de AC e AC = 2 cm

A medida de DE , em centímetros, é igual a
66

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
a) 1/2 b) 1 c)

2

d) 1,5

e)

3

29) (Mackenzie-99) Na figura, AB e BC medem, respectivamente, 5 e 4. Então o valor mais próximo da medida de AB + BC + CD + ED + EF + ... é:

a) 3

b) 4

c) 5

d) 5/2

e) 7/2

a) 17

b) 19

c) 21

d) 23

e) 25

33) (Puc/SP-2000) Uma estação de tratamento de água (ETA) localiza-se a 600m de uma estrada reta. Uma estação de rádio localiza-se nessa mesma estrada, a 1000m da ETA. Pretende-se construir um restaurante, na estrada, que fique à mesma distância das duas estações. A distância do restaurante a cada uma das estações deverá ser de a) 575m b) 625 m c) 600 m d) 700m e) 750m 34) (Unb-2000) Em uma região completamente plana, um barco, considerado aqui como um ponto material, envia sinais de socorro que são recebidos por duas estações de rádio, B e C, distantes entre si de 80 km. A semi-reta de origem B e que contém C forma, com a direção Sul-Norte, um ângulo de 45° no sentido Noroeste. Os sinais chegam em linha reta à estação B, formando um ângulo de 45° com a direção Sul-Norte no sentido Nordeste. Sabendo que a estação mais próxima dista 310 km do barco, calcule, em quilômetros, a distância do barco à outra estação. 35) (Unesp-2002) A sombra de um prédio, num terreno plano, numa determinada hora do dia, mede 15m. Nesse mesmo instante, próximo ao prédio, a sombra de um poste de altura 5m mede 3m.

30) (Mackenzie-2002) No triângulo ABC da figura, o lado BC mede 4,5 e o lado do quadrado DEFG mede 3. A altura do triângulo ABC, em relação ao lado BC, mede:

a) 7,5 b) 8,0 c) 8,5 d) 9,0 e) 9,5

31) (Mackenzie-2002) Na figura, AH = 4, BC = 10 e DC = 8. A medida de AB é:

a) 4,8

b) 5,2

c) 5,0

d) 4,6

e) 5,4 se

32)

Na figura, FG AB = 5AD = 5FB , a razão vale: DE

(Mackenzie-2003)

A altura do prédio, em metros, é a) 25 b) 29 c) 30 d) 45 e) 75

67

Capítulo 2. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos
36) (Unesp-2004) Um observador situado num ponto O, localizado na margem de um rio, precisa determinar sua distância até um ponto P, localizado na outra margem, sem atravessar o rio. Para isso marca, com estacas, outros pontos do lado da margem em que se encontra, de tal forma que P, O e B estão alinhados entre si e P, A e C também. Além disso, OA é paralelo a BC, OA = 25 m, BC = 40 m e OB = 30 m, conforme figura.
A distância, em metros, do observador em O até o ponto P, é: a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50
ao lado BC e Q ao lado AC. O perímetro desse retângulo, em cm, é:

a) 4

b) 8

c) 12 d) 14 e) 16

40) (Fuvest-99) Num triângulo retângulo ABC, seja D um ponto da hipotenusa AC tal que os ângulos DAB e ABD tenham a mesma medida. Então o valor de AD/DC é: a) 2 b) 1 / 2 c) 2 d) 1/2 e) 1 41) (Fuvest-99) Na figura abaixo, as distâncias dos pontos A e B à reta r valem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são os pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C deverá estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA = DÊB?

37) (Fuvest-87) Na figura os ângulos assinalados são retos. Temos necessariamente:

a)

x p = y m

b)

x m = y p e)

c) xy = pm
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7

d) x2 + y2 = p2 + m2

1 1 1 1 + = + x y m p

38) (Fuvest-88) Em um triângulo retângulo OAB, retângulo em O, com AO = a e OB = b, são dados os pontos P em AO e Q em OB de tal maneira que AP = PQ = QB = x. Nestas condições o valor de x é: a) ab − a − b b) a + b − 2ab
c)
e) a 2 + b2 ab + a + b d) a + b + 2ab

42) (Fuvest-2000) Na figura abaixo, ABC é um triângulo isósceles e retângulo em A e PQRS é um 2 2 quadrado de lado . Então, a medida do lado 3 AB é:

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

39) (Fuvest-98) No triângulo acutângulo ABC a base AB mede 4 cm e a altura relativa a essa base também mede 4 cm. MNPQ é um retângulo cujos vértices M e N pertencem ao lado AB, P pertence

43) (Fuvest-2003) O triângulo ABC tem altura h e base b (ver figura). Nele, está inscrito o retângulo DEFG, cuja base é o dobro da altura. Nessas condições, a altura do retânguslo, em função de h e b, é pela fórmula:

68

a medida da extensão de cada degrau é. que o decompõe em dois triângulos semelhantes e não congruentes ABD e ACD. 7 e 9cm de lado. Conclui-se que tais condições: a) só são satisfeitas por triângulos acutângulos b) só são satisfeitas por triângulos retângulos c) só são satisfeitas por triângulos obtusângulos d) podem ser satisfeitas. seu perímetro é dado por 69 . como na figura abaixo: C P Q A B 9 6 9 6 x x O lado do triângulo equilátero AQP mede m 6 m m 6 a) b) c) d) m 3 2 2 a) 2 b) 4 c) 6 d) 3 e) 8 46) (Ciaba-2003) Uma escada cujos degraus têm todos a mesma extensão. a) 9.6 c) 12.Capítulo 2. A 50) (Epcar-2004) Se o triângulo ABC da figura abaixo é equilátero de lado a. um deles com 4.4 d) 13. tanto por triângulos acutângulos quanto por triângulos retângulos e) podem ser satisfeitas. vista de perfil. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a) 2h 3 3 b) h 3 c) 2h 3 d) 6h e) 6h 3 bh h + b 2bh b) h + b a) bh h + 2b bh d) 2h + b c) e) bh 2 (h + b ) 44) (UNICAMP-97) A hipotenusa de um triângulo retângulo mede 1 metro e um dos ângulos agudos é o triplo do outro. tanto por triângulos retângulos quanto por triângulos obtusângulos 49) (Epcar-2000) É dado o triângulo retângulo e isósceles ABC. então a medida de QM em função de a e x é 3a − x a) 4 3a − x b) 8 8x + 3a c) 8 9 x − 3a d) 8 51) (AFA-94) Dados dois triângulos semelhantes. na figura abaixo. b) Mostre que o comprimento do cateto maior está entre 92 e 93 centímetros. encontramos: 48) (Colégio Naval-89/90) Num triângulo ABC traça-se a ceviana interna AD. a) Calcule os comprimentos dos catetos. além da mesma altura. em metros: 2 3 2 3 3 3 a) b) c) d) e) m 3 3 6 2 3 47) (Colégio Naval-85/86) Num triângulo equilátero de altura h. em cm.8 b) 11. pode-se afirmar que o menor lado do triângulo maior mede. 45) (ESA-95) Calculando x na figura dos quadrinhos abaixo.2 52) (AFA-2000) O valor de x2. é B o C ˆ Se AB = 2m e BCA = 30 . e o outro com 66 cm de perímetro. está representada na figura . onde A = 90o e AB = m.

respectivamente. são 1 dados pelas seguintes expressões: b = k + e k 1 onde k é um número real maior que k 1. AC e DA: AB’ = AB/3. sobre AB. ˆ ˆ sendo os ângulos α = BAF e β = EAD . tomam-se. são semelhantes. cuja BC razão entre as hipotenusas é igual a razão B' C' AB entre dois catetos. onde P é o ponto de interseção desta paralela com o prolongamento do lado AC. podemos afirmar que: P A N B C N 59) Provar que dois triângulo ABC e A’B’C’. demonstrar que os lados opostos a esses são proporcionais. Â = Â’.Capítulo 2. e dois ˆ ˆ suplementares. Então o valor de h em função de k é: c= k− a) k 2 −1 2k k −1 k −2 2 2 c) d) 1+ k 2 −1 − k 2 e) n. B + B' = 180 o . BC = 20 e BL = 9.a. 58) Na figura. isto é BC AC = . A' B' 60) Num triângulo ABC. AB = 12. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos a a) b 2 − 4 a4 2 a2 b) − 4 b2 c) b2 b4 − 4 a2 2 56) (ITA-2003) Considere um quadrado ABCD. A altura relativa à hipotenusa é: b) (p + 1) 3 − 1 c) p 2 − 1 a) p 2 61) Dados dois triângulos ABC e A’B’C’ que tenham dois ângulos iguais. r // s // t. AC =16. Se LM // NC e LN // MC .d. calcule o perímetro do paralelogramo LMCN. Sejam E o ponto médio do segmento CD e F um ponto sobre o segmento CE tal que m( BC ) + m( CF ) = m( AF ). Se N é o ponto de interseção de AB com MP. A L M b) 2 k −1 2k ( 2 ) 54) (ITA-79) Considere o triângulo ABC. Prove que cos α = cos 2β. B' C' A' C' d) 4p 2 − 1 ( ) e) 8p 2 + 4 ( ( ) ) ( ) 70 . Demonstrar que o triângulo D’B’C’ é semelhante a ABC. B M D C a) MN + MP = 2 BM b) MN + MP = 2 CM c) MN + MP = 2 AB d) MN + MP = 2 AD e) MN + MP = 2 AC 55) (ITA-87) O perímetro de um triângulo retângulo isósceles é 2p. Por um ponto arbitrário M do segmento BD. Calcule x e y. r 10 s t 20 y 21 30 y d) b − b4 4a 2 53) (ITA-78) Os catetos b e c de um triângulo retângulo de altura h (relativa à hipotenusa). AC’ = AC/3 e DD’ = DA/3. retângulo em A e de altura AD. tracemos o segmento MP paralelo a AD. onde AD é a mediana relativa ao lado BC. 57) Na figura.

e sobre o prolongamento do lado BC. iguais. P é a interseção de EC e MB. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. D é o ponto médio de AB e E o ponto do lado BC tal que BE = ˆ ˆ 2 ⋅ EC. conforme a figura 1. 125) (Pará-2004) Em homenagem às Olimpíadas de Atenas. AE b 120) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a. uma demonstração do teorema de Pitágoras: o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual a soma dos quadrados dos seus catetos. Se o comprimento de cada lado da bandeira é d. ABC e DAE são triângulos isósceles (AB = AC = AD = DE) e os ângulos BAC e ADE medem 36°. tal que AP = b (onde b < a ). determine o valor de d na forma n . um de 4 metros e outro de 3 metros. O matemático indiano Bhaskara demonstrava o teorema de Pitágoras com a ajuda desses diagramas. Esses quatro triângulos retângulos e o quadrado menor são rearranjados da forma indicada na figura 2.Capítulo 2. Mostre que M é o ponto médio de PQ. calcule a medida do segmento DC. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos Podemos fazer uma dobra que leva o ponto A até o lado esquerdo e o ponto B até a paralela superior. b) Sabendo que BC = 2. Obtenha. a partir das figuras abaixo. calcule a ˆ medida do ângulo EDC . 75 . c) Calcule a medida do segmento AC. Mostre que a reta DP divide o segmento EB em dois segmentos de mesma medida. que será suspensa por dois de seus vértices através de postes verticais. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . 124) (OBM-84 banco) De um ponto D qualquer sobre a hipotenusa BC de um triângulo retângulo ABC baixam-se perpendiculares DE e DF sobre os catetos. Sobre o lado AB. onde n e m são números naturais. encontre o ângulo BA 126) (Ceará-2002) Um quadrado é dividido em quatro triângulos retângulos congruentes e um quadrado menor. Para que ponto D o comprimento do segmento EF que une os pés destas perpendiculares é mínimo? (i) Mostre que os triângulos ABC e DAE são semelhantes. marca-se o ponto P. 122) (OBM-98) No triângulo ABC. M o ponto médio de AD e E um ponto sobre o lado AB. m a) Utilizando propriedades geométricas. O terceiro vértice da bandeira apenas toca o solo. AF a (ii) Mostre que = . um grupo de amigos resolveu construir uma grande bandeira em forma de triângulo equilátero. Dado que os ângulos ADC e BAE são ˆC. obtendo a seguinte configuração: 123) (OBM-97) Sejam ABCD um quadrado. 121) (OBM-2004) Na figura.

respectivamente. CA = 40. ∠BDF = ∠CDE e ∠CED = ∠AEF. a partir de C. Então os pontos X e Y são escolhidos sobre os lados PR e PQ. marca-se o ponto P. Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 127) (Canadian Open Challenge-2000) Em um triângulo ABC. DB = 2. AB = 8. BC = 7. ℓb e CA. e intersectam o triângulo. CA e AB. As distâncias entre ℓa e BC. 134) (Rioplatense-2003) Seja ABC um triângulo com AB = 30. E e F estão sobre os lados BC. ℓb. determinar o valor de EC. sejam D e E nos lados AB e AC. e sobre o prolongamento do lado BC. 3. Encontrar os lados do triângulo determinado por ℓa. Q e R são escolhidos nos lados BC. CA. BR = 2AR e AQ = 2CQ. ℓc. B P C Q N A M D a) Prove que ∠BDF = ∠BAC. Traçam-se três retas paralelas por B. Os lados do retângulo EFCG possuem comprimentos n e 1. respectivamente. Qual o lado do quadrado? 135) (Ahsme-86) Em um triângulo ABC. Se ∠ABC = ∠AED. 131) (Uruguai-2000) Um quadrado ABCD é dado. determine o comprimento de BD. AE = 2. de ∆ABC. respectivamente. A reta AE é traçada perpendicularmente à diagonal BD. respectivamente. CA = 6 e o lado BC é prolongado. 2. AX 2 + (AX − XY) 2 76 . O comprimento de PC é: a) 7 b) 8 c) 9 d)10 e) 11 136) (Invitational Challenge-2001) Pontos X e Y são escolhidos nos lados BC e CD. C e D tais que as distâncias entre a do meio e as outras duas sejam iguais a 5 e 7 unidades. tal que AP = b (onde b < a ). Sobre o lado AB. AB. As retas ℓa. Prove que d2/3 = n2/3 + 1. BC = 8 e CA = 7. ℓb. de modo que ∠AXY = 90o. 130) (Argentina-98) No triângulo ABC. b) Se AB = 5. BC = 50. 132) (Uruguai-98) Temos dois quadrados como indicado na figura seguinte. respectivamente. de modo que CP = 2BP. respectivamente. os pontos D. tais que ∠AFE = ∠BFD. ℓc e AB são 1. AD = 3. Calcular o perímetro de ∆AMN. 133) (Rio de Janeiro-2000) O triângulo ABC é equilátero de lado a.Capítulo 2. onde ABCD possui lado 6 e MNPQ possui lado 5. respectivamente. ℓc são paralelas a BC. Prove que o lado do AX 2 quadrado é igual a . Prove que as retas XY e BC são paralelas. O segmento PQ corta o lado AC no ponto M. marca-se o ponto Q (mais próximo de C do que de B) tal que CQ = b . de um quadrado ABCD. AC e AB. Mostre que M é o ponto médio de PQ. de modo que RX = 2PX e PY = 2QY. 129) (Wisconsin-98) Pontos P. 128) (Canadian Open Challenge-96) Um retângulo ABCD possui diagonal de comprimento d. até um ponto P de modo que ∆PAB seja semelhante a ∆PCA.

Daí. tal que um ponto PT’=PT. Introdução aos Círculos Demonstração Basta notar que OA = OB = R. o que significa que P é exterior a C. T’ pertenceria a C. Se OT não fosse perpendicular a t. haveria outro ponto (único) em t. que T seja R T P T’ t R O o único ponto comum a C e a t. isto é. t = R ) t Demonstração: C (⇐) Suponha-se que O R T P t OT ⊥ t e que P seja um ponto de t. distinto de T. t é tangente a C. o que é um absurdo. Logo. tal que P seria médio de TT’. OP > OT = R. Logo. sendo T o único ponto comum a t e a C. Deseja-se provar que OT ⊥ t. isto é. maior que o cateto OT. e somente se. C O R T t ∩ C = {T} ⇔ OT ⊥ (d O . OP é hipotenusa e. 82 . Dessa forma.1) Corolário: Em cada ponto de uma circunferência há uma única reta tangente à circunferência. Isso é conseqüência do fato de haver uma única reta perpendicular a uma reta dada por um de seus pontos. que O eqüidista de A e de B.) 3. retângulo em T. OT’=OT=R. então a perpendicular a t passando por O intersectaria t em um ponto P≠T. necessariamente.q.Capítulo 3. então. OP seria mediatriz de TT’ e. OT ⊥ t (dO. note-se que qualquer linha que ligue o ponto médio de uma corda genérica ao centro será perpendicular à corda. agora. (c. Daí.d. isto é. C (⇒ ) Suponha-se.T = R). pois t ∩ C = {T}. Assim. Utilizar-se-á o método indireto de demonstração. for perpendicular a um raio (no ponto de tangência). 3. portanto O ∈ m AB . no triângulo OPT. Na realidade.5) TEOREMA DA RETA TANGENTE Uma reta é tangente a uma circunferência se. que C e T sejam tangentes. conseqüentemente.5. portanto.

Capítulo 3. 3. duas retas tangentes a tal circunferência. PQ = PT (c. exatamente. pois O eqüidista dos lados desse ângulo (item 3). por um de seus pontos (P). por serem retângulos e terem hipotenusa e um cateto congruentes.). Na figura anterior: PQ = PT Demonstração: Basta notar que os triângulos POQ e POT são congruentes. Q R P R T O 83 .d. P2 t2 OBS. Logo. Introdução aos Círculos P4 t1 t3 r P t4 O P1 P3 Não pode haver mais de uma reta perpendicular à r. por um ponto fora de uma circunferência.q.: É possível provar que.6) SEGMENTOS TANGENTES Segmentos com extremidade num mesmo ponto fora da circunferência e tangentes a ela são congruentes. há. Q R P C O R T PQ e PT são tangentes à C ˆ Note-se que O é um ponto da bissetriz do ângulo QPT .

• Duas circunferências são ditas externas se os pontos de uma delas são externos à outra.7) POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS 3. de centro O2 e raio r2. • Duas circunferências são tangentes externamente (ou tangentes externas) se são externas e têm um único ponto comum.Capítulo 3. Introdução aos Círculos 3. e Γ2. Γ1 Γ2 Γ1 O2 Γ2 O2 O1 O1 Circunferência Γ2 é interna a Γ1 d < r1 – r2 Γ1 Circunferência Γ2 é tangente interna a Γ1 d = r1 – r2 Γ1 Γ2 Γ2 O2 O2 O1 O1 Circunferências Γ1 e Γ2 são secantes r1 – r2 < d < r1 + r2 Γ1 Γ2 As circunferências Γ1 e Γ2 são tangentes externas d = r1 + r2 O2 O1 As circunferências Γ1 e Γ2 são externas d > r1 + r2 84 . • Duas circunferências são secantes se têm em comum somente dois pontos distintos.2) Posições Relativas Considere duas circunferências Γ1. 3.7. Seja d a distância entre seus centros e suponha que r1 > r2. de centro O1 e raio r2.7.1) Definições: • Uma circunferência é interna a outra se todos os seus pontos são pontos internos da outra. • Duas circunferências são tangentes internamente (ou tangentes internas) se uma delas é interna à outra e têm um único ponto comum.

então β = 2α1 e β = 2α2. 3.2) Ângulo Inscrito: É o ângulo que tem o vértice na circunferência e os lados secantes à circunferência. ou seja. A β P α1 O α2 B De fato. Temos também que ∠AOB é o ângulo V central correspondente ao ângulo inscrito ∠AVB.1) Ângulo Central: É o ângulo que tem o vértice no centro da circunferência. O A A O B B AB é o arco correspondente ou subtendido pelo ângulo inscrito ∠AVB.8.2) Teorema: Dois ângulos inscritos que correspondam à mesma corda (ou arco) na circunferência são iguais. correspondente ao arco AB B. α1 = α2.8. V Nas duas figuras temos que ∠AVB é um ângulo inscrito. ˆ β = AÔB é o ângulo central correspondente ao ângulo inscrito α = AVB . como α1 e α2 são ângulos inscritos relativos ao ângulo central β. por mais que os pontos P e Q andem pela circunferência.2. mantendo fixos os pontos A e B. Trace e prolongue VO até encontrar a circunferência em P. A demonstração do caso em que o centro da circunferência é exterior ao ângulo é análoga.8. Q 85 . Introdução aos Círculos 3. Perceba que. Assim: β1 + β2 = 2α1 + 2α2 = 2(α1 + α2) ⇒ β = 2α. Por definição: β = med ( AB ) B 3.8) ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA 3. AB é denominado de arco correspondente ao ângulo central ∠AOB. os ângulos ∠APB e ∠AQB são sempre iguais.8.1) Teorema: Um ângulo inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente.Capítulo 3. Analogamente β2 = 2α2. A O β Na figura ao lado. ∠AOB é um ângulo central. Como ∆AOV é isósceles então ∠AOV = 180o – 2α1 ⇒ 180o – 2α1 = 180o – β1 ⇒ β1 = 2α1. 3. Demonstração: A O β2 α1 β1 α2 V P B ˆ Na figura α = AVB é o ângulo inscrito.2.

8. Demonstração: V . 3. tanto o ângulo inscrito ∠AVB e o ângulo semi-inscrito ∠tAB são iguais à metade do ângulo central ∠AOB correspondente. fazendo com que AB seja o diâmetro da circunferência e que ∠AVB seja um ângulo inscrito na circunferência de diâmetro AB. A Considere o ângulo reto ∠AVB.3. Como ∆OAB é isósceles e AO ⊥ At ⇒ ∠OÂB = 90o – ∠tÂB ⇒ 90o – β/2 = 90o – α ⇒ α = β/2. a medida do ângulo de segmento é tal que α = 2 O • β α A B t 3.3) Ângulo de Segmento ou Ângulo Semi-Inscrito: É o ângulo que possui um vértice na circunferência e o outro tangente à circunferência. Introdução aos Círculos 3.2) Teorema: Um ângulo inscrito e outro semi-inscrito que correspondam à mesma corda (ou arco) na mesma circunferência são iguais. então o ângulo central B ∠AOB correspondente a este ângulo inscrito vale 180o. 86 .2. β Portanto. Assim. Trace a circunferência que passa pelos pontos A. Como conseqüência deste teorema temos que todo triângulo retângulo pode ser inscrito em uma semicircunferência. A B t Logo ∠AVB = ∠tAB. Na figura: tÂB (ou ∠tAB) é o ângulo de segmento O AB é o arco correspondente ao ângulo de segmento ∠tAB ∠AOB é o ângulo central correspondente A B t 3.8.8. De fato.Capítulo 3. V e B. V Demonstração: Seja O o centro da circunferência onde os ângulos inscrito e semiinscrito são traçados. Uma vez que o ângulo inscrito ∠AVB vale 90o.3) Teorema: Todo ângulo reto pode ser inscrito em uma semi-circunferência. Seja O o centro da circunferência.8. Suponha que O é o centro desta circunferência.3.1) Teorema: Um ângulo semi-inscrito é igual à metade do ângulo central correspondente. com o diâmetro coincidindo com a hipotenusa deste triângulo retângulo. concluímos que o ponto O pertence ao segmento de reta AB.

CI = h e que DI = PC = y. s e t se tangenciam exteriormente dois a dois. Como AFB é um triângulo retângulo: D A1 C 7 B FD2 = AD. AC = 1 e CD = 7 então DB = 18.BC = 1.Capítulo 3. Quanto mede o segmento EF? a) 5 b) 5 2 c) 7 d) 7 2 e) 12 Solução: Como AB = 26. Sejam P e I as projeções de C sobre MN e AB. A tangente comum interior aos dois primeiros círculos intersecta o terceiro 4 rs determinando uma corda MN. 97 .BD = 8. Provar que: MN = t. Assim.18 ⇒ FD = 12. Sejam E e F pontos sobre uma semicircunferência de diâmetro AB. Note que x + y = s. r+s Solução: Seja D o ponto de tangência entre as circunferências de centros A e B. 21) Três círculos de centros em A. B e C e de raios respectivamente iguais a r. A reta r é tangente às circunferências C1 e C3. Pelas relações métricas nos triângulos retângulos: EC2 = AC. Aplicando o Teorema de Pitágoras em ∆EGF: EF2 = EG2 + FG2 = 49 + 49 ⇒ EF = 7 2 . A D I B Pelo Teorema de Pitágoras em ∆CIA e ∆CIB: (r + t)2 = h2 + (r + s – x)2 (s + t)2 = h2 + x2 M Subtraindo estas equações: (r + t)2 – (s + t)2 = (r + s – x)2 – x2 ⇒ (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r + s – 2x) ⇒ P C (r + s + 2t)(r – s) = (r + s)(r – s + 2y) ⇒ (r + s + 2 t )(r − s) (r + s + 2 t )(r − s) r − s + 2y = ⇒ 2y = − (r − s) ⇒ r +s r+s N 2t t ( r − s)  r + s + 2t  ⇒ y= 2 y = (r − s) − 1 = ( r − s ) r +s r +s  r +s  Aplicando o teorema de Pitágoras em ∆PCN:  MN  t 2 = y2 +    2  2 t 2 (r − s) 2 4rs  MN  2 ⇒  = t2  =t − 2 (r + s) ( r + s) 2  2  2 ⇒ MN = 4 rs t r+s 22) (OBM-2003) A figura abaixo mostra duas retas paralelas r e s. sendo EC e FD perpendiculares a AB. E G AEB é um triângulo retângulo pois está inscrito em uma 7 semicircunferência. Suponha que BI = x. e sejam C e D pontos sobre o segmento AB tais que AC = 1 e AD = 8. F Seja G o ponto onde a paralela a AB passando por E encontra o segmento de reta FD. a reta s é tangente às circunferências C2 e C3 e as circunferências tocam-se como também mostra a figura.25 ⇒ EC = 5. respectivamente. Introdução aos Círculos 20) (OBM-2004) Seja AB um segmento de comprimento 26. como CDGE é um retângulo temos que EG = 7. 18 Logo: FG = FD – GD = FD – EC = 12 – 5 = 7.

Capítulo 3. A h O' R-r B P r O d r Q Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APO. &2 é uma circunferência tangente ao lado BC e ao menor arco BC de &1. temos: AO2 = d2 + (h + r)2 (2) Assim. a a+b Seja R o raio de C. respectivamente. Então. temos: C (R – r)2 = d2 + (h/3 + r)2 ⇒ d2 = (2h/3 – r)2 – (h/3 + r)2 ⇒ d2 = 4h2/9 – 4hr/3 + r2 – h2/9 – 2hr/3 – r2 ⇒ d2 = h2/3 – 2hr (4) Portanto. substituindo (2) em (1): AP2 = d2 + (h + r)2 – r2 ⇒ AP2 = d2 + h2 + 2hr (3) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo O'OQ.-96) Seja ABC um triângulo eqüilátero inscrito em uma circunferência &1. vamos construir a figura proposta no enunciado. Introdução aos Círculos r s C1 C2 C3 As circunferências C1 e C2 têm raios a e b. utilizando o teorema de Pitágoras: d1 = d2 + d3 ⇒ (R + a) 2 − (R − a) 2 = (a + b) 2 − (2R − (a + b))2 + (R + b) 2 − (R − b) 2 ⇒ 4 Ra = 4 R(a + b) − 4 R 2 + 4 Rb ⇒ ⇒ d1 . Solução: Inicialmente. substituindo (4) em (3): AP2 = h2/3 – 2hr + h2 + 2hr ⇒ AP2 = 4h2/3 = BC2 ⇒ AP = BC 98 . Uma reta através de A tangencia &2 em P. Qual é o raio da circunferência C3? A) 2 a 2 + b 2 Solução: B) a + b C) 2 ab D) 4ab a+b E) 2b – a b d2 . R+b d3 . R+a a = a+b− R + b ⇒ a+b− R = a − b a + b – R = a – 2 ab + b ⇒ R = 2 ab R– b R– a b a 23) (OBM Jr. Prove que AP = BC. temos: AO2 = AP2 + r2 ⇒ AP2 = AO2 – r2 (1) Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo AOQ.

Demonstração: Considere duas circunferências de raio R e R’ e R' comprimentos C e C’. um em cada R circunferência.ℓn’. os valores de 2p/2R crescem enquanto que os valores de 2P/2R decrescem. 2Pn R’ Como o polígono de perímetro 2Pn está circunscrito à circunferência de raio R tem-se C < 2Pn. independentemente de n e de R.13935 3. Os 99 .14609 3. seja qual for o tamanho desta circunferência. implicando que R R' 3.14188 3. tendendo para o número π que.14156 3.46411 3. tem-se que x está sempre entre 2pn’ e 2Pn’.13262 3.14272 3.2Pn ' . R’ lados destes polígonos pode-se escrever Observe que.00000 3. tem-se C > 2pn. Introdução aos Círculos 3. 2p n 2p n ' R ' Desde que o polígono de perímetro 2pn está inscrito na circunferência de raio R. implicando que = .11) O NÚMERO π E O COMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA 3. Define-se x como x = . Pela definição de x tem-se x = 2p n ' . verifique-se x > 2pn’. pelo teorema anterior concluí-se que a relação é constante. R obtém-se C = 2πR.1415926535. fazendo com que. Demonstração: C De fato. vale 3.14103 3. cada um de n lados. para todo inteiro n ≥ 3.1) Teorema: Os comprimentos de duas circunferências são proporcionais aos seus diâmetros. quando n tende ao infinito. Se ℓn e ℓn’ são os ℓn R = . Logo. observe a tabela abaixo. Realizando cálculos análogos aos C R anteriores chega-se à conclusão que x = .ℓn e 2pn’= n..Capítulo 3. circunscreve-se dois polígonos.11.C . escrito com precisão até a décima cada decimal depois da vírgula.21540 3.10582 3. Para se ter uma idéia do valor de π. Além disso.14156 2P/2R 3. x = C’. x > 2Pn’. R Inscrevem-se dois polígonos regulares. Tomando agora as mesmas circunferências de raios R e R’.2) Teorema: O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR.15967 3. Chamando esta constante de π. ℓ n ' R' Se 2pn e 2pn’ são os perímetros dos dois polígonos é verdade 2p n C R que 2pn = n. tem-se C C' = = constante . Desde há muito (cerca de 4000 anos) notou-se que o número de vezes em que o diâmetro está contido na circunferência é sempre o mesmo. as seqüências definidas pelos valores de 2pn’ e 2Pn’ são limitadas e convergem para um mesmo número real. com o crescimento de n.. de perímetros 2Pn e 2Pn’. de mesmo número de lados. ou seja.11. sendo que quando n cresce 2pn’ cresce e 2Pn’ decresce.14167 Repare que. n 6 12 24 48 96 192 384 2p/2R 3.

Somente em 1767 que o matemático J. matemáticos se têm ocupado em calcular π com precisão cada vez maior. <π< . Em 1947 descobriu-se que o cálculo de Shanks errava no 527º algarismo (e portanto nos seguintes). onde ℓ é o comprimento do arco AB : α ℓ = 2π 2πR ⇒ ℓ = αR B Obs: α em radianos (0 < α < 2π) Exemplos: 1) (Ufop-2002) Num jardim de forma circular.142. em 1967. Jones (16751749). B) passando pelo sul. Com o auxílio de uma maquininha manual. de acordo com a proporção. que foi escrito cerca de 500 anos AC (embora baseado em tradições judaicas bem mais antigas) contém um trecho segundo o qual π = 3 (Primeiro Livro dos Reis. calculou-se π com 500. Tentava-se calcular π com cada vez mais casas decimais na expectativa de surgir alguma periodicidade. Com seu auxílio. Em 8 7 8 7 frações decimais. então: A) passando pelos círculos menores. Entretanto.11. Porém. nos Estados Unidos. na França. D) não conhecendo os valores dos raios. a distância percorrida é a mesma. passando pelo oeste.013. com mais de dez milhões (precisamente 10. não era sabido se π era racional ou irracional. o caminho é mais curto que indo pelos círculos menores. C) passando pelos círculos menores ou pelo sul. O Velho Testamento. que obteve o valor π = 3. quero ir do leste ao norte.1416.395) de algarismos exatos! O primeiro a usar a notação π para o valor de C/2R foi o matemático inglês W. o valor de π foi. Desde Arquimedes. 3. VII: 23). calculado com 808 algarismos decimais exatos. somente depois que L. Introdução aos Círculos babilônios já tinham observado que o valor de π se situa entre 3 1 1 25 22 e 3 . Depois vieram os computadores. isto dá 3.000 algarismos decimais exatos e.3) Comprimento do Arco de Circunferência Podemos observar que o comprimento de um arco de circunferência é proporcional ao ângulo central que compreende este arco. em que a distribuição das passarelas acompanha a figura abaixo. até então. Lambert (1728-1777) demonstrou que π era um número irracional. H.125 < π < 3. N O L S Sabendo que o raio do círculo maior é o dobro dos raios dos círculos menores e que não quero passar duas vezes pelo mesmo local. não é possível saber qual o caminho mais curto. então. A O α ℓ Assim. O inglês William Shanks calculou π com 707 algarismos decimais exatos em 1873.Capítulo 3. Euler (1707-1783) passou a utilizar o símbolo π que isto tornou-se padrão entre os outros matemáticos. o caminho é mais curto que indo pelo sul. 100 . em 1984. ou seja.

As duas circunferências. traça-se uma semi-circunferência com centro na hipotenusa e tangente aos catetos do triângulo retângulo. X e Y . Prove que ∠APB = ∠CQD. B.Capítulo 3. traça-se o diâmetro PX e duas cordas PA e PY onde PY ⊥ AB. 76) (Portugal-2000) Na figura seguinte estão representadas duas circunferências tangentes exteriormente e uma reta tangente às duas circunferências nos pontos A e B. Determine o ângulo entre as retas AC e BD. então o menor arco XY vale: a) 50o b) 60o c) 65o d) 70o e) 75o 74) (Bélgica-2003) Na figura temos 7 círculos possuindo mesmo raio. nesta ordem. a) 2 b) 2. N. tangentes entre si. Uma reta intersecta o segmento PQ e encontra as circunferências nos pontos A. 113 . O comprimento desta fita é igual a a) 3 + π b) 3 c) 3 + π/2 d) (3 + π)/2 e) 6 + π 75) (Rússia-98) Duas circunferências intersectamse em P e Q. Sabendo que os raios das circunferências medem 24 e 6 metros. O ângulo agudo formado pela mediatriz e pa mede: 73) (Bélgica-2003) Na figura. AD é um diâmetro de uma semi-circunferência com centro M. Se ∠PÂB = 35o.4 c) 2.5 d) 3 2 e) 3 13 77) (Portugal-2002) Na figura AB = 9 e AD = 8. Determine o raio desta semicircunferência. 72) (Bélgica-2003) Em um triângulo retângulo de catetos 4 e 6. a) 5o b) 10o c) 15o d) 20o e) 25o 70) (Bélgica-2002) Através de um ponto P em um círculo com diâmetro AB. Determine a razão entre o perímetro de um dos círculos e o perímetro da região hachurada. têm centros E e F e são tangentes aos lados do retângulo [ABCD] nos pontos M. Os dois pontos B e C pertencem à semi-circunferência de modo que AC ⊥ BM e  = 50o. Introdução aos Círculos círculo. a) 20o b) 35o c) 40o d) 55o e) 70o a) 1/2 b) 1/3 c) 1/6 d) 1/π e) 4/7 71) (Bélgica-2002) Envolve-se três cilindros de diâmetro 1 com uma fita adesiva. C e D. determine a distância entre os pontos A e B.

I pontos no interior dos lados AB. Calcule a área do triângulo DHI. Solução: 6+5 2 +x Seja x o valor do lado desconhecido. CA do triângulo ABC de área 1 tais que BD = 3AD. 2 2 2 9) (IME-92/93) Provar que a soma das distâncias de um ponto qualquer interior a um triângulo equilátero aos lados é constante. Solução: C Seja ℓ o lado do triângulo equilátero ABC e sejam x1. fazendo com que sen C ≥ 1.75 m2.senC Como a área de um triângulo é dada por S = = ⇒ . Daí: a = b.x 1 ℓ. x1 + x 2 + x 3 = A B 2 a 2 + b2 .XY 3  1. que é um valor constante. implicando que A = B = 45o. H. 10) A área de um triângulo é dada pela fórmula S = 4 Determine os ângulos do triângulo. então sen C = 1. Solução: 129 . 2 Pela fórmula de Heron: S = p(p − x )(p − 5 2 )(p − 6) ⇒  6 + 5 2 + x  6 + 5 2 − x  x − 5 2 + 6  x + 5 2 − 6      ⇒ 3=       2 2 2 2      [(6 + 5 2 ) 2 − x 2 ][ x 2 − (5 2 − 6) 2 ] ⇒ 144 = – 196 + 172x2 – x4 ⇒ 16 x4 – 172x2 + 340 = 0 ⇒ (x2 – 2)(x2 – 170) = 0 ⇒ x = 2 ou x = 170 9= 12) Sejam D. x2 e x3 as distâncias do ponto P aos lados do triângulo.x 2 ℓ.41 = sen 45 o =  = 11.x 3 S = S∆PAB + S∆PAC + S∆PBC ⇒ = + + ⇒ 4 2 2 2 P x1 ℓ 3 . 2ab Como o valor máximo do seno de qualquer ângulo é 1. BH = 2HC e CI = IA. Solução: a. C = 90o. Como ABC é eqüilátero sua S área é dada por S = 4 x2 x3 ℓ 2 3 ℓ. BC.Capítulo 4. ℓ2 3 . temos 2 4 2 a 2 + b2 a 2 + b2 a 2 + b 2 − 2ab (a − b ) 2 senC = ⇒ senC − 1 = −1 = ⇒ senC − 1 = 2ab 2ab 2ab 2ab 2 (a − b ) Sabemos que é sempre maior ou igual a zero.b. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) S ∆XYZ 8  5 4 +  XZ. ou seja. Determine o valor do terceiro lado do triângulo sabendo que sua área é 3. onde a e b são dois de seus lados. Assim: p = . 11) Dois lados de um triângulo são 6 e 5 2 .senC a 2 + b 2 ab.

senB) / 2 BD BH 3 2 1 I = = = = .cos θ. S∆ADI + S∆BHD + S∆CHI + S∆DHI = 1 ⇒ 8 2 6 24 A 13) Na figura abaixo um quadrado EFGH foi colocado no interior do quadrado ABCD. S7 = S8.AI. Como AMA’E é um retângulo e AA’ é uma de suas diagonais. teremos a B C formação de um outro retângulo cujas dimensões são x – y. D’L e A’M.cos θ e cuja área total é S3 + S9. – tracemos os segmentos A’E. L e M. I. C’ e D’ (vértices do quadrado interior) sobre os lados AB. – indiquemos o ângulo θ que formam com a horizontal os lados B’C’ e D’A’. e d denotam as medidas das áreas dos quadriláteros. então S1 = S2. então as áreas também são iguais. CD e DA. S9 Desde que A’D’ || B’C’ e A’B’ = C’D’ podemos unir os B’ F θ C’ trapézios de áreas S3 e S9 (de modo que os segmentos A’B’ e θ S4 I C’D’ sejam coincidentes) e formar assim um retângulo cujas S8 dimensões são y. Deste modo: S3 + S9 = S6 + S12 (2) De (1) e (2) temos que: S2 + S4 + S8 + S10 + S3 + S9 = S1 + S5 + S7 + S11 + S6 + S12 ⇒ a + b = c + d.BC. a c d b Solução: Inicialmente vamos fazer as seguintes construções: – sejam x o comprimento do lado do quadrado ABCD e y o lado do quadrado A’B’C’D’.senA) / 2 AB AC 4 2 8 D ˆ S ∆BHD (BD. . B’. ˆ S ∆ABC (AB. que são as projeções ortogonais dos pontos A’.senC) / 2 CI CH 1 1 1 = = = = .cos θ G H e y.CH.cos θ e cuja área total é S6 + S12. A’ J θ D’ Notamos também que: S3 EA’ + D’J = FB’ + C’I = MA’ + B’G = LD’ + C’H = x – y. S10 = S11 (1) E S10 θ Da figura temos que EF = GH = IJ = LM = y. Área e Relações Métricas de um Triângulo Observe que: ˆ S ∆ADI (AD. b. BC. F.. c. B’F.. como indica a figura. . Se a.BC.senA) / 2 AD AI 1 1 1 = = = = .AC. S1 S12 S11 A M L D 130 . B’G.senC) / 2 AC BC 2 3 6 B H C Portanto. mostre que a + b = c + d .Capítulo 4. J.cos θ e x – y. H.. – marquemos os pontos E.BH... G. Como os dois retângulos formados acima possuem as mesmas dimensões. como a área de ∆ABC é 1: 1 1 1 5 + + + S ∆DHI = 1 ⇒ S ∆DHI = . S2. que é o mesmo ângulo que os lados A’B’ e C’D’ formam com a vertical.senB) / 2 AB BC 4 3 2 ˆ S ∆CHI (CI.cos θ. ˆ S ∆ABC (AB. ˆ S ∆ABC (AC. S12 as áreas das 12 figuras que surgem na região entre o quadrado maior e o menor.. S5 S6 S7 Fazendo o mesmo com os trapézios de áreas S6 e S12. Analogamente temos que: S2 S4 = S5. – chamemos de S1. determinando 4 quadriláteros.

h 2 ( y. 131 . x h2 B y.h1. 4p 4 4p − 1 3p − 1 1 (1 − p) = ⇒ (12p – 4)(1 – p) = 4p – 1 ⇒ 3(4p2 – 4p + 1) = 0 ⇒ Substituindo em (3): 4p − 1 4 2 (2p – 1) = 0 ⇒ p = 1/2 ⇒ q = 1/2 e r = 1/2 ⇒ D. respectivamente. Prove que S BDEF = 2 S ADE . de modo que os triângulos AFE.h1/2 e SEFG = x.SEFG = 2 2 4 = 2 S ADE .S EFC 16) Pontos D. BDF.h 2 )( x. AC e AB.h2/2. Solução: A h1 E h2 D C x F y 4.CD. Assim. BDF.h2.h 1 ) = ⇒ Logo: SADE. CED e DEF possuem áreas iguais. Traçando FD. Solução: Como DG || AC. E e F são os pontos médios dos lados de ∆ABC.Capítulo 4. 4p B D C 4p − 1 1 3p − 1 (1 − r ) = Substituindo em (2): ⇒ r= . Área e Relações Métricas de um Triângulo 14) ABC é um triângulo e P um ponto no seu interior. Desde que ∆ADE e ∆EFC são semelhantes: y h1 = ⇒ y. Paralelas aos lados contendo P dividem o triângulo em 6 partes das quais 3 são triângulos de área S1. CED e DEF são iguais a um quarto da área de ABC. SADE = y. respectivamente. Solução: Suponha que BF/AB = r. Por outro lado. Por E traçamos duas retas DE e EF paralelas aos lados BC e AB. E e F são escolhidos sobre os lados BC. D e F são pontos em AB e BC.SEFG = (y.SADE.senC) / 2 AC BC F Como as áreas de AFE. ˆ S ∆ABC (AC.h2)2 = (SBDEF)2 ⇒ S BDEF Como ED // FB e EF // DB então ED = FB = y.h 1 x.S EFC . CD/BC = p e AE/AC = q. então p(1 – q) = 1/4 (1) Analogamente: q(1 – r) = 1/4 (2) r(1 – p) = 1/4 (3) 4p − 1 Desenvolvendo (1) obtemos q = .h2/2.senC) / 2 CE CD = = = (1 − q )p . E e F são os pontos médios de ∆ABC. Prove que D. A ˆ S ∆CDE (CE. SBDEF = y. cada um de área y.BC. respectivamente. S2 e S3.h2 = x. IF || AB e EH || BC ⇒ ∆DEP ~ ∆PFG ~ ∆IPH ~ ∆ABC 2 2 2 Assim: S1 =  EP  S 2 =  PH  S3 =  FG        D S1 E B H S  BC  S  BC  S  BC  Portanto: G C S= F ( S3 EP + PH + FG S1 S2 + + = =1 ⇒ S S S BC S1 + S 2 + S3 )2 15) Um ponto E é escolhido sobre o lado AC de um triângulo ABC. Provar que a área S de ABC é dada por S = ( S1 + S 2 + S3 A I P S3 S2 )2 . dividimos BDEF em dois triângulos congruentes.

Capítulo 4. cos(BAC + CBA) 62) (ITA-93) Num triângulo ABC. oposto ao lado que mede a centímetros. justificando. Qual o valor do ângulo interno deste triângulo. é igual. Sabendo-se que o segmento BC mede ℓ cm e que o ângulo DÂC mede θ graus. obtém-se uma diminuição de 3 m2 em sua área. Então a área do triângulo é de: a) 168 m2 b) 192 m2 c) 84 m2 d) 96 m2 e) 157 m2 61) (ITA-85) Num triângulo ABC considere ˆ ˆ conhecidos os ângulos BAC e CBA e a medida d do lado A. c opostos aos ângulos A. o perímetro mede 64 m e os ângulos adjacentes são iguais ao arc cos 7/25. d) 11 cm.senCBA c) S = ˆ ˆ 2. o lado oposto ao ângulo  mede 5 cm . sobre as retas r e s. retângulo em A. cujos vértices Q e R estão. distando 4 cm de r. respectivamente.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 .senBAC d) S = ˆ ˆ 2. Sabendo: 58) (ITA-81) Os lados de um triângulo medem a. b. Nestas condições. Seja P um ponto na região interior a estas retas. A ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) b) S = ˆ ˆ 2.sen (BAC + CBA) 2 ˆ C = arcsen . a área S deste triângulo é dada pela relação: d2 a) S = ˆ ˆ 2. a: a) 3 15 b) 7 3 c) 5 6 d) 15 2 3 e) 7 2 15 65) (IME-65) AB = AC ≠ BC. Verificar. seja D a projeção de A sobre BC. Determinar a expressão do lado c em função de a e b. Expressar a diferença AB2 – AM2 em função dos segmentos aditivos da base. diminuindo-se de 60° o ângulo que esses lados formam. C 145 . 5 então a área do triângulo ABC é igual a : 5 a) cm 2 b) 12 cm 2 c) 15 cm 2 2 25 2 cm d) 2 5 cm 2 e) 2  = arccos 3 5 e 64) (ITA-2003) Sejam r e s duas retas paralelas distando entre si 5 cm.sen (BAC + CBA) ˆ d 2 . 68) (IME-86/87) Dado um triângulo ABC de lados a. Portanto a área do triângulo inicial é de: a) 4 m2 b) 5 m2 c) 6 m2 d) 9 m2 e) 12 m2 60) (ITA-82) Num triângulo isósceles. 63) (ITA-2000) Num triângulo acutângulo ABC . se CP2 = (m2 + n2 + 2mncos C)cosec2 C A P n B m C 67) (IME-69) Em um triângulo são dados dois lados a e b. Área e Relações Métricas de um Triângulo b) 7 cm. A área do triângulo equilátero PQR. B. a) 30o b) 60o c) 45o d) 120o e) 135o 59) (ITA-82) Num triângulo de lados a = 3 m e b = 4 m. em cm2. cos(BAC + CBA) ˆ ˆ d 2 (senBAC)(senCBA) e) S = ˆ ˆ 2. então a área do triângulo ABC vale: b) (ℓ2/2) sec2 θ tg θ a) (ℓ2/2) sec θ tg θ c) (ℓ2/2) sec θ tg2 θ d) (ℓ2/2) cossec θ tg θ e) (ℓ2/2) cossec2 θ cotg θ B M C 66) (IME-67) No triângulo abaixo. as distâncias do ponto P aos lados AC e BC são respectivamente m e n. b e c centímetros. para que a área do triângulo seja máxima. se forem satisfeitas as relações 3a = 7c e 3b = 8c.

quatro dos quais têm áreas 40. Calcule a área do triângulo ABC. 79) São dados os lados b e c de um triângulo. Sabendo que CE/CD = m/n.Capítulo 4. 146 . porque tal triângulo não existe. Demonstre que: 1 cotg θ = (cotg B + cotg C) 2 A 77) Cinco quadrados são dispostos conforme ilustra o diagrama abaixo. do ângulo C e de K. em função de sua área S. 3 /2. Sobre que condições o problema admite solução? 73) (Provão-2000) Considere o problema a seguir: “Em um triângulo ABC. e) admite uma única solução. 84 P B 40 35 30 C 72) (IME-94/95) Seja ABC um triângulo qualquer. a= B C cos cos 2 2 c) admite uma única solução. onde K = a + b – c. em centímetros. A 74) (Provão-2001) Existem dois triângulos não congruentes. Mostre que a medida da área do quadrado S é igual a medida da área do triângulo T. ABC mede 40o e BC = 4 cm. temos AC = 3m. Marcam-se sobre o lado AB os pontos D e E de modo que os segmentos CD e CE dividem o ângulo C em três partes iguais. Calcule sen A. então a medida de AC. 3 / 3. 70) (IME-89/90) Os lados de um triângulo estão em progressão aritmética e o lado intermediário mede l. é dada por: 4 2 b) a) 2 b) k 1 − 2k 2 2 1 − 2k 2 2(1 − k ) d) e) 2 1 − 2k 1 − 2k 76) Calcular a área do triângulo equilátero inscrito em um quadrado de 5 dm de lado. Sabendo que o maior ângulo excede o menor em 90o. situado sobre o lado BC.m e n. como mostra a figura. traçam-se duas retas que se cortam em um ponto M. Determine o terceiro lado x sabendo que é igual a altura relativa a ele. 69) (IME-87/88) Calcule o lado c de um triângulo ABC. dividindo-o em seis triângulos. b. calcule os valores de CD e CE em função de a. Se o sen 20 = k. Área e Relações Métricas de um Triângulo respectivamente e de perímetro 2p. 30. devendo um dos vértices do triângulo coincidir com um vértice do quadrado. 2 3 / 3 . AB = 4 cm e BC = x cm.” Esse problema: a) não faz sentido. Por B’ e C’ pontos médios dos lados AB e AC. b) admite mais de uma solução. e que fazem com esse lado ângulos iguais θ conforme a figura abaixo. BC = 4m e B = 60o. 71) (IME-89/90) Seja P um ponto no interior de um triângulo ABC. T S C’ P • B’ θ θ B M C 78) Considere um triângulo ABC onde AC = b e BC = a. mostre que A p sen 2 . d) admite uma única solução. quando: a) 0 < x ≤ 2 b) 2 < x < 4 c) 2 < x ≤ 4 d) x > 4 e) x ≥ 4 75) (Fatec-2004) No triângulo ABC tem-se que ˆ ˆ BAC mede 80o. calcule a razão da PA formada pelos lados. 35 e 84. respectivamente. com  = 30o.

Capítulo 4. 94) ABC é um triângulo obtusângulo no qual o ângulo  = 120o. 6 cm e 7 cm. Calcular a área da superfície comum a esses dois triângulos. 87) Em um triângulo cujos lados medem 5 cm. b. 90) Num triângulo ABC. Determine a razão entre as áreas dos triângulos A1B1C1 e ABC em ˆ ˆ função dos ângulos Â. Determine CE se AC = 4. Uma perpendicular ao lado de comprimento 14 divide o interior do triângulo em duas regiões de mesma área. 14 e 15. de modo que AX = AY. por quatro números inteiros e consecutivos. 93) Conhecendo as medidas a. então temos que ∠A = 2∠B. 97) Os três lados e a área de um triângulo retângulo exprimem-se em metros e metros quadrados. Calcular o lado BC sabendo que a projeção de AC sobre AB mede 15 cm. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros desses quadrados. Constrói-se sobre AB como base a do mesmo lado que C o triângulo isósceles ABD equivalente a ABC. 96) ABD e ACE são triângulos eqüiláteros construídos externamente sobre os catetos de um triângulo retângulo ABC no qual a hipotenusa BC ˆ = 8 cm e o ângulo B = 60o. 15 m e 20 m. Calcular BD. respectivamente. 92) Calcular o lado de um triângulo eqüilátero cujos vértices estão situados respectivamente sobre três retas paralelas coplanares. Calcular as áreas dos triângulos ACD e ABE. Área e Relações Métricas de um Triângulo 80) Em um triângulo acutângulo ABC são traçadas as alturas AA1. B e C do triângulo ABC. Demonstrar que subsiste entre os lados desse triângulo a relação b(a2 – b2) = c(a2 – c2). Determine os catetos de um triângulo retângulo em A sabendo que os outros vértices pertencem às retas paralelas e que a área do triângulo é igual a k2. sabendo que a e b são as distâncias da paralela intermediária às outras duas. 83) Prove que se os lados a. Calcular a projeção do menor lado sobre o maior. Sobre o lado BC toma-se um ponto D tal que a ceviana AD = 5. o ponto E pertence a AB de modo que 2AE = EB . Demonstre que a3 + b3 = 3ab2. calcular os lados do triângulo cujos vértices são os pés das alturas desse triângulo ABC. c dos lados de um triângulo ABC. b e c de um triângulo ABC satisfazem a relação a2 = b2 + bc. Se a área de ∆AXY é metade da área de ∆ABC. 147 . 91) Os lados de um triângulo são AB = 6. 99) Calcular a área de um triângulo retângulo conhecendo-se o seu perímetro 2p e a altura h relativa à hipotenusa. 84) Em um triângulo ABC. BB1 e CC1. 98) Sobre os lados de um triângulo eqüilátero cujo lado é a constroem-se externamente quadrados. 86) Dado um triângulo ABC com AB = 20. sendo que as distâncias de A às retas valem a e b. AC = 8 e BC = 10. Qual a distância do ponto P ao lado de comprimento 7 cm? 88) Os lados de um triângulo medem 7 m. 89) Dois lados de um triângulo são AB = 7 cm e AC = 8 cm. um ponto do interior do triângulo está distante 2 cm do lado de comprimento 5 cm e está distante 3 cm do lado de comprimento 6 cm. o lado a = 6 e c2 – b2 = 66. Determine o comprimento do segmento perpendicular que pertence ao interior do triângulo. 82) Em um triângulo isósceles de base a e lados congruentes iguais a b. 81) São dadas duas retas paralelas e um ponto A entre elas. Achar os lados e a área desse triângulo. 95) Os catetos de um triângulo retângulo são AB = 4 cm e AC = 3 cm. Calcular as projeções dos lados b e c sobre o lado a. CB = 5 e AB = 6. AC = 45/2 e BC = 27. respectivamente. determine AX. 85) Um triângulo possui lados 13. Os pontos X e Y são dados sobre AB e AC. o ângulo oposto à base vale 20o.

e com o cateto AB de 84m de comprimento. Calcule a área do quadrado BEFG. o quadrado ABCD tem área de 64 cm2 e o quadrado FHIJ tem área de 36 cm2.Capítulo 4. 104) (OBM-99) Dois irmãos herdaram o terreno ABC com a forma de um triângulo retângulo em A. 103) (OBM-97) No triângulo retângulo ABC da figura abaixo está inscrito um quadrado. determine k tal que c2 = ka2 + b2. 105) (OBM-2001) No triângulo ABC. por um muro MN paralelo a AC como mostra a figura abaixo. Área e Relações Métricas de um Triângulo 100) Três circunferências de raios a. Assinale a opção que contém o valor mais aproximado do segmento BM. E. 101) Demonstrar que a área S de um triângulo ABC. Calcule a área do pedaço de papel limitado pelos três vincos (região escura no desenho). B M A N C a) 55m b) 57m c) 59m d) 61m e) 63m 109) (OBM-2003) Uma folha retangular ABCD de área 1000 cm2 foi dobrada ao meio e em seguida desdobrada (segmento MN). A medida do ângulo DÂE. Os pontos A. D. foi dobrada e desdobrada novamente (segmento MC) e finalmente. b) Em um triângulo ABC qualquer. Determine k de modo que c2 = ka2 + b2. que porcentagem a área do quadrado representa da área do triângulo ABC? a) 25% C b) 30% c) 32% d) 36% e) 40% A B A área do triângulo BFG é. é igual a: a) 30 b) 40 c) 45 d) 60 e) 75 108) (OBM-2003) No desenho ao lado. AB = 20. dobrada e desdobrada segundo a diagonal BD. em cm 2 : 1 1 3 3 3 b) c) d) e) a) 4 3 10 4 12 107) (OBM-2003) No triângulo ABC. B e E são colineares. Eles resolveram dividir o terreno em duas partes de mesma área. sabendo que ˆ o ângulo C tem a maior medida possível? a) 15 b) 5 7 c) 7 7 / 2 d) 3 11 e) 5 11 / 2 148 . assim como os pontos A. Os pontos D e E sobre o lado BC são tais que BD = 8 e EC = 9. cujas alturas são ha. Qual é a área do triângulo ABC. ∠A = 30o e ∠B = 45o. em graus. hb e hc é: S= 1  1 1 1 2 + +  h 2h 2 h 2h 2 h 2 h 2 a c b c  a b   1 1 1  −  + +   h4 h4 h4  c  b   a A 106) (OBM-2003) A figura a seguir mostra um quadrado ABCD e um triângulo eqüilátero BEF. Calcular a área do triângulo cujos vértices são os centros das circunferências. b e c são tangentes entre si duas a duas externamente. AB = 5 e BC = 6. AC = 21 e BC = 29. Se AB = 20 e AC = 5. D G C F B E 102) a) Em um triângulo ABC. H e I dos três quadrados pertencem a uma mesma reta. Os vértices A. ambos com lado de medida 1cm . G e F.

então quando traçamos os segmentos determinados pelos pontos de tangência e pelo centro O D do circuncírculo. desde que os lados de um quadrilátero circunscritível são tangentes a uma circunferência. Logo serve de centro à circunferência inscrita. então o centro O de sua circunferência inscrita está a uma igual distância de AB. côncavo. Introdução aos Quadriláteros Perceba agora que se ABCD é circunscritível. C Por exemplo. ela tem que tangenciar os quatro lados. De fato. Assim. o ponto de encontro delas é eqüidistante dos quatro lados. como as diagonais são bissetrizes dos ângulos internos. Em quadriláteros convexos. todo losango é circunscritível. podemos afirmar que O é o ponto de interseção das bissetrizes dos quatro ângulos internos de ABCD. não pode ser circunscritível 170 . não sendo conveniente que a circunferência tangencie prolongamento(s) de lado(s). B A O Note também que. BC. Para existir a circunferência inscrita. pela propriedade de bissetriz. A S P ˆ ˆ AB C ≡ C B D ⇒ OP = OQ ˆ ˆ AC B ≡ AC D ⇒ OQ = OR B D ˆ ˆ B D C ≡ B D A ⇒ OR = OS Logo. temos que estes quatro segmentos são perpendiculares aos respectivos lados do quadrilátero em que foram traçados. B D ABCD. o fato de as quatro bissetrizes internas serem concorrentes ocorre somente quando o quadrilátero é circunscritível.Capítulo 5. CD e DA. C A B C D A λ λ não serve como circunferência inscrita. OP = OQ = OR = OS = Raio da circunferência inscrita no losango R C Q Nenhum quadrilátero côncavo pode ser circunscritível.

então o quadrilátero ATSD é inscritível. fazendo com que ∠ADI = ∠BCI. implicando que ∠CTS = ∠CBS = ∠CBD. T. Como ∠DAC = ∠CBD ⇒ ∠DTS = ∠CTS ⇒ ST divide o ângulo ∠CTD ao meio. Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é igual a 360o. Solução: 171 . Desde que ∠DAS + ∠ATS = 180o. Solução: A B θ Seja I a interseção das diagonais de ABCD. Pela figura notamos que ∠DAC = ∠CBD. Assim. então: a) 120o b) x = 110o c) 100o d) 90o e) x = 80o Solução: A B Como ABCD é inscritível então ∠ADC = 180o – ∠ABC = 180o – 70o = 110o Uma vez que os ângulos inscritos ∠ACB e ∠ADB compreendem a mesma corda AB na circunferência. Este teorema foi publicado pela primeira vez por A. então: ∠DBA + ∠CBD + ∠ACB + ∠ACD + ∠BDC + ∠BDA + ∠CAD + ∠CAB = 360o ⇒ ∠DBA + ∠CBD + ∠BDA + ∠CAB + ∠BDC + ∠BDA + ∠CBD + ∠BDC = 360o ⇒ 2(∠DBA + ∠CBD) + 2(∠BDA + ∠BDC) = 360o ⇒ ∠ABC + ADC = 180o 3) (Olimpíada da Alemanha-2000) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um semicírculo de diâmetro AB.Capítulo 5. x = ∠ACB + ∠BDC = ∠ADB + ∠BDC = ∠ADC = 110o D C 2) (Olimpíada de Wisconsin-94) Em um quadrilátero ABCD mostre que se ∠CAD = ∠CBD então ∠ABC + ∠ADC = 180o. Introdução aos Quadriláteros Exemplos: 1) (ITA-94) Numa circunferência inscreve-se um quadrilátero convexo ABCD tal que ABC = 70o. Mostre que ST divide o ângulo ∠CTD ao meio. Sejam S o ponto de interseção de AC e BD e T o pé da perpendicular baixada de S a AB. então ∠ADB = 90o e ∠ACB = 90o. fazendo com que ∠DTS = ∠DAS = ∠DAC. então ∠ACB = ∠ADB. Se x = ACB + BDC. S e D pertencem a uma mesma circunferência. Como ∠CAD = ∠CBD e ∠AID = ∠BIC então ∆AID ~ ∆BIC. Analogamente. Miquel em 1838. ∆AID ~ ∆BIC ⇒ θ AI BI = DI CI ⇒ AI DI = BI CI (1) I D C A relação (1) e o fato de que ∠AIB = ∠CID então ∆AIB ~ ∆DIC ⇒ ∠BAI = ∠CDI e ∠ABI = ∠DCI. 4) Prove que se um ponto é escolhido em cada lado de um triângulo. o quadrilátero BCST também é inscritível. Assim. Solução: D C S A T B Como os ∆ADB e ∆ACB estão inscritos em uma semicircunferência. então as circunferências determinadas por cada vértice e os pontos nos lados adjacentes passam por um ponto fixo. os pontos A.

de (2) e (5) concluímos que a = 19 e c = 11. CD = c e DA = d. E e D. E Analogamente podemos afirmar que ∆BHF ≡ ∆BCF ⇒ H ∠ABC' = ∠ABH = 90o – A ⇒ ∠ABC' = A. respectivamente. distinto de E. 5) Seja ∆ABC um triângulo acutângulo de ortocentro H. BC = b. (Nota: dizemos que o ponto Y é simétrico do ponto X em relação à reta t se XY é perpendicular a t e o ponto de interseção de XY e t é o ponto médio de XY). Perceba agora que temos dois quadriláteros inscritíveis: BFME e CDME. E. Solução: 172 . BC e AB. Pelo enunciado e pelo fato que ABCD é circunscritível temos que: b – d = 16 (1) c–a=8 (2) a + b + c + d = 60 (3) a+c=b+d (4) Substituindo (4) em (3) temos que a + c = b + d = 30 (5) De (1) e (5) concluímos que b = 23 e d = 7. Analogamente pode-se provar que os pontos simétricos de H em C' relação a AC e BC também pertencem ao circuncírculo de ∆ABC. C.Capítulo 5. Solução: Seja C' o ponto simétrico de H em relação à AB. E e F são pontos quaisquer sobre os lados AC. P e Q. B. entre estas circunferências. Tracemos as duas circunferências que passam pelos pontos F. Prove que o quadrilátero MNPQ é circunscritível a um círculo com centro em I. Solução: Suponhamos que AB = a. BC. 7) (IME-94) Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito num círculo e seja I o ponto de interseção de suas diagonais. Em BFME temos: ∠FME = 180o – ∠ABC. Os pontos D. Somando estas duas equações: ∠FME + ∠DME = 360o – (∠ABC + ∠ACB) ⇒ ⇒ AFMD é um ∠FMD = ∠ABC + ∠ACB = 180o – ∠BAC quadrilátero inscritível ⇒ o ponto M pertence às três circunferências. A análise do caso em que M é externo ao triângulo ∆ABC é similar ao caso em que M é interno a ∆ABC e fica como exercício. Analogamente. As projeções ortogonais de I sobre os lados AB. Designe por M o outro ponto de interseção. CD e DA são. respectivamente. 6) A diferença de dois lados opostos de um quadrilátero circunscritível a um círculo é igual a 16 m e a diferença dos outros dois lados é 8 m. Como exercício fica também uma propriedade interessante associada ao Ponto de Miquel: Demonstrar que os centros das circunferências formam um triângulo semelhante a ∆ABC. Portanto: ∠AC'B = ∠AC'F + ∠ABC' = A + B = 180o – C ⇒ A B F o quadrilátero ACBC' é inscritível ⇒ C' pertence circunferência circunscrita a ∆ABC. M. N. sabendo-se que seu perímetro é 60 m. C D Como HF = FC' então ∆AHF ≡ ∆AC'F ⇒ ∠BAC' = ∠BAD = 90o – B ⇒ ∠AC'F = B. Prove que os pontos simétricos de H em relação a cada lado de ∆ABC pertencem à circunferência circunscrita a ∆ABC. Introdução aos Quadriláteros A D F M B E C Consideremos inicialmente o caso em que o ponto fixo está no interior de ∆ABC. Em CDME temos: ∠DME = 180o – ∠ACB. Calcular os lados do quadrilátero.

Portanto. NI é bissetriz PNM e MI é bissetriz de NMQ. CPIN e BNIM são quadriláteros inscritíveis pois todos possuem dois ângulos opostos somando 180o. QI é a bissetriz de ∠MQP. então I (que é a interseção das bissetrizes dos ângulos internos de MNPQ) é o ponto cujas distâncias a MQ. sobre a H M circunferência. Como a + c = 18 cm então a = 6 cm e c = 12 cm. pois estes dois ângulos P compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a AMIQ. Desde que a bissetriz de um ângulo qualquer XÔY é o lugar geométrico dos pontos cujas distâncias a OX e OY são iguais. 9) Provar que em todo quadrilátero inscritível. 8) (ITA-2002) Num trapézio retângulo circunscritível. Aplicando o Teorema de Pitágoras: b2 = (2r)2 + (c – a)2 ⇒ 100 = 64 + (c – a)2 ⇒ c – a = 6 cm. ou seja. DQIP. QP. Assim: r = d/2 = 4 cm. a AB. temos que ∠MQI = ∠PQI. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o comprimento do menor lado do trapézio. Analogamente pode-se demonstrar que PI é bissetriz de QPN. respectivamente. BC. ou seja. Perceba agora que ∠MAI = ∠BAC = ∠BCD.Capítulo 5. pois ∠BAC e ∠BCD compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a ABCD. Solução: E. Desde que o quadrilátero é circunscritível: b + d = a + c = 18 cm. então a soma a + r (em cm) é igual a: a) 12 b) 11 c) 10 d) 9 e) 8 Solução: a d 2r b a c–a Inicialmente devemos notar que em um trapézio retângulo circunscritível o menor lado é a base menor. B Como AMCD é inscritível então: ∠MCD = ∠MCG = 180o – ∠MAD = ∠MAH ⇒ MH MG MH MA ∆MAH ~ ∆MCG ⇒ = ⇒ = . existe uma circunferência inscrita em MNPQ com centro em I. CD e DA. Repare agora que ∠BCD = ∠PQI. Pelo enunciado: b – d = 2 cm ⇒ b = 10 cm d = 8 cm. já que estes dois ângulos D compreendem a mesma corda na circunferência circunscrita a DQIP. Deste modo. Como ∠MCF = ∠MAE então ∆MCF ~ ∆MAE ⇒ A ME MF ME MA E F MA = MC ⇒ MF = MC . Como AMIQ é inscritível ⇒ ∠MQI = ∠MAI. o produto das distâncias de um ponto qualquer do circuncírculo a dois lados opostos é igual ao produto das distâncias aos outros dois lados opostos. a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm e a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm.MG = MF. MA MC MG MC C C ME MH G Portanto: = ⇒ ME. Introdução aos Quadriláteros B M I N C A Q Inicialmente note que AMIQ. temos que a + r = 6 + 4 = 10 cm.MH MF MG 173 . Separemos agora o trapézio em um retângulo e um triângulo através de uma reta perpendicular às bases. F G e H são os pés das perpendiculares de um ponto M. PN e NM são todas iguais.

Desde que ∠PCN = α e ∠PNC = 90o – α. então PM = MB. Ib. A M D N α P B C 174 . Suponha agora que ABCD é inscritível. e Id. Desde modo: ∠IcAId = ∠IcAB – ∠IdAB = = (∠DAB)/2 – (∠CAB)/2 = (∠CBA)/2 – (∠DBA)/2 = = ∠IdBA – ∠IcBA = IcBIc ⇒ A. temos que ∠NPC = ∠MPA = 90o – α ⇒ ∠MPB = α. ∆PMB é isósceles ⇒ ∠PBM = α ⇒ ∠PAB = 90o – α. ∆CDA. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB. Mostre que o quadrilátero ABCD é inscritível se. D. temos que ∆DPA ~ ∆BPC ⇒ DP CP ∠PAD = ∠PBC = 90o – β. Prove que IaIbIcId é um retângulo. ∆BCD. ou seja. Como PM é mediana relativa à hipotenusa de ∆APB.Capítulo 5. os incentros dos triângulos ∆DAB. B. Perceba que ∠DCA = ∠DBA = α. AP DP = ⇒ Portanto. Suponha que PM ⊥ CD. uma vez que estes dois ângulos compreendem a mesma corda AD no circuncírculo de ABCD. Ib. então ∠PNC = 90o ⇒ PM e CD são perpendiculares. Assim: ∠IbIcId = 360o – (∠IdIcA + ∠IbIcA) = = 180o – ∠IdIcA + 180o – ∠IbIcA = ∠IdBA + ∠IbDA = = (∠CBA)/2 + (∠ADC)/2 = 90o. temos que ∆APB ~ ∆PDC ⇒ BP CP AP BP = . ∆PMB é isósceles ⇒ ∠BPM = α ⇒ ∠PAB = ∠PNC = 90o – α. Id. Assim. temos que: ∠BAD = ∠BAP + ∠DAP = 90o – α + 90o – β = 180o – (α + β) = 180o – ∠DAC ⇒ ABCD é inscritível. ou seja. Demonstração: D Id Ic C Ia Ib A B Desde que ∠DAB = ∠ACB então ∠DAB + ∠DBA = ∠CAB + ∠CBA. Solução: A M D N • P α β B Sejam α = ∠DCA e β = ∠BCA. 12) (Olimpíada do Cone Sul-2002) Seja ABCD um quadrilátero convexo tal que suas diagonais AC e BD são perpendiculares. Introdução aos Quadriláteros 11) Seja ABCD um quadrilátero inscritível e sejam Ia. as retas PM e CD são perpendiculares. respectivamente. Seja P a interseção de AC e BD e seja M o ponto médio de AB. Ic também pertencem a uma mesma circunferência. então PM = MB. ou seja. Analogamente pode-se demonstrar que os outros três ângulos de IaIbIcId são iguais a 90o. Assim. ∆ABC. Ic. Analogamente temos que A. e somente se. Ic pertencem a uma mesma circunferência.

os dois círculos traçados são ortogonais.AC ⇒ AH. Área e Relações Métricas no Círculo Exemplos: 1) (UFRN-97) Quatro círculos. A área da intersecção entre o círculo de centro B e raio BA . SR e ST.2 3 ⇒ AH = 3 C B H ˆ ˆ 2 AB.AH 2 AC. é: 3π 4π 5π 5π 6π a) − 2 3 b) −2 3 c) − 2 3 d) − 2 3 e) −2 3 2 3 4 3 5 Solução: A Inicialmente notemos que ∆ABC é retângulo. RST é um triângulo retângulo em S. 3 1 π 2 3. RmS e SqT são semicircunferências cujos diâmetros são. Os arcos RnST.π Solução: Tomemos apenas um quarto da figura. dois a dois. R a) 1/3 b) 1 c) 1/2 d) 3/2 q m n T S p 196 . Claramente a área total ST é igual a quatro vezes a área destacada na figura ao lado. AC = 2 3 e BC = 4 . respectivamente. uma vez que BC2 = AB2 + AC2. A soma das áreas das figuras hachuradas está para a área do triângulo RST na razão.π E) 5 . AC 2 3 3 Assim: sen B = = = ⇒ B = π/3 e C = π/6 4 2 BC AH.Capítulo 6. todos com raio unitário e cujos centros são vértices de um quadrado. são tangentes exteriormente. Esta área pode ser calculada subtraindo a área de um quadrado de lado 1 de um quarto de circunferência de raio 1. Assim:  2 πR 2   π   = 41 −  = 4 − π ST = 4 R −  4   4   2) (Colégio Naval-91) Os lados do triângulo medem: AB = 2. A área da parte hachurada é: π A) 2 B) 2 3 − 11 C) 3 2 − 11 D) 4 .BC = AB. 3 3 2π 3 3 3 S T = ( 2) 2 − + (2 3 ) 2 − ⇒ ST = − +π− 6 2 2 12 2 2 3 2 2 ST = ⇒ ST = 5π −2 3 3 3) (AFA-2003) Na figura. Deste modo. RT.4 = 2. o círculo de centro C e raio CA e o triângulo ABC.AH B C sen(π / 3) ⇒ AB − sen(π / 6) + AC − 2 2 2 2 π 2.

7) 2  = 1.4 cm menos a área de um semicírculo de raio 0.1)2 – 1. Assim. então a razão vale 1. como S∆RST = S.47 π . em cm2: Solução: Inicialmente observe que a reta pontilhada é uma linha de simetria. Se α = 60o. Área e Relações Métricas no Círculo Solução: Sejam RS = 2x e TS = 2 y ⇒ RT = 2 x 2 + y 2 . Logo: S1 + S2 = 16. S∆RST = 2xy. as áreas das superfícies de ouro e de prata são. 4) (IBMEC-2005) Considere que os ângulos de todos os cantos da figura abaixo são retos e que todos os arcos são arcos de circunferências de raio 2. a área de ouro é igual a duas vezes a área de um semicírculo de raio 1. Assim. com centros sobre os pontos em destaque. 2 2  A área de prata é igual à área total menos a área de ouro: Sprata = π(2.47π = 2. Unindo as áreas das extremidades obtemos um círculo de raio 2: S2 = π(2)2 = 4π. a área da região pigmentada é igual a: 197 .4) 2 − (0.94π. 5) (UFLA-2005) Uma das faces de uma medalha circular tem o desenho ao lado. respectivamente. A região hachurada é de ouro e a não-hachurada é de prata. Sabendo que os contornos das áreas hachuradas são semicírculos. A soma das áreas hachuradas vale: πx 2 πy 2 π( x 2 + y 2 ) S = SRmS + SSqT + S∆RST − SRnSpT = + + 2 xy − ⇒ S = 2xy.Capítulo 6.7 cm: π π  S ouro = 2  (1. A área da região sombreada é igual a a) 4 b) 4π c) 16 d) 16π e) 64 Solução: A parte central é equivalente a um quadrado de lado 4 menos quatro quadrantes de raio 2: S1 = (4)2 – π(2)2 = 16 – 4π. 6) (UECE-2005) Na figura as semi-retas r e s são tangentes ao círculo de raio 1 m. 2 2 2 Deste modo.

é igual a π+ 3 π− 3 π 3 2π − 3 a) b) c) d) e) π − 3 2 2 2 2 Solução: A região hachurada é composta de um triângulo equilátero de lado igual a 1 m mais de três segmentos circulares de ângulo central 60o e raio 1 m. A área. as áreas hachuradas são dois segmentos circulares de ângulo central 120o e raio 6. Logo:  2π 6 2 6. 2 3 2  [ ] 9) (Unifor-2002) Na figura abaixo têm-se um triângulo eqüilátero de lado 2 m e três circunferências cujos diâmetros são os três lados desse triângulo.Capítulo 6. Uma vez que c2 = a2 + b2 e a = b então ∆ABC é retângulo isósceles ⇒ A = B = 45o e C = 90o.6. são tangentes.r 2 − ⇒ Assim: S = − 2  8  2 4   2 . S= + 3 − + 3 − = = 4 3 2 4  4 6 4  2   10) (ITA-99) Duas circunferências C1 e C2. a. ambas com 1 m de raio. A área da região sombreada. da região limitada e exterior às três circunferências dadas. chamando-os de α temos: 2α + 120o = 360o ⇒ α = 120o. 2 π(1) 2 π( 2 − 1) 2 S= − − ⇒ 2 4 4 199 A B C . Área e Relações Métricas no Círculo Solução: O ângulo central correspondente ao ângulo inscrito ∠BAC é igual à 2∠BAC = 120o. Portanto: π R 2 R 2 3  π R2 3 3 3 π− 3 . em metros quadrados.b  π. Como os arcos AB e AC são iguais. é: a) 1 − π1 − 2       2  b) 1 2 − π 6 c) ( 2 −1 )2 d) π 1  2−  16  2 e) π( 2 − 1) − 1 Solução: Os lados de ∆ABC são: a = b = R + r = 1 + 2 − 1 = 2 e c = 2R = 2.R 2  π. em m2. Seja C3 outra circunferência cujo raio mede ( 2 − 1 ) m e que tangencia externamente C1 e C2. Assim.sen120 o  S = 2 −  = 2 12π − 9 3 = 24π − 18 3 .

S1 + 2. P Como DP = PC = DC = x ⇒ ∆DPC é equilátero ⇒ ∠PDC = 60o ⇒ ∠QDC = 60o – θ. Em (O) o diâmetro dO tem a outra extremidade em C.(2r ) 2 π( r ) 2 r2 3 S=2 +2 − 2.x x2 π 2 2 S = x (2 − 3 ) + x − x ⇒ S = 3 − 3 3 + π 3 3 2 ( ) 13) (OBM-2002) Um grande painel na forma de um quarto de círculo foi composto com 4 cores.sen 15o = 2. onde o segmento divide o setor em duas partes iguais e o arco interno é uma semicircunferência. Analogamente ∠PDA = 60o – θ ⇒ θ = 30o. Solução: A B O quadrilátero curvilíneo PQRS pode ser decomposto no quadrado PQRS mais quatro segmentos circulares iguais. Com centro em I e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em A e (O’) em A’. ⇒ 6 3 4  3 2 r S =  2π −   2   12) (OBM-81 banco) Dado um quadrado de lado x. x 2 −  12  2   Assim: PQ = 2. pela simetria da construção. com centro em cada vértice traçam-se 4 circunferências de raio x. conforme indicado na figura ao lado. Pede-se a área desta oval em função de r. bem como as áreas dos setores IAA' e JB'B também são iguais (S2). S Q θ R D C 1− 3 / 2 = x 2− 3 2 π x 2 . ou seja. Solução: B I B' C O O' C' S1 S2 A J A' Note que. ∆IAA' é equilátero (lado 2r).Capítulo 6.sen (π / 6)   ⇒ Portanto: S = PQ 2 + 4. B’B e BCA formam uma oval com quatro centros.S∆IOO'. Com centro em J e raio 2r traça-se um arco de círculo que tangencia (O) em B e (O’) em B’. Os arcos AA’. a área da oval é igual a S = 2. em (O’) o diâmetro dO’ tem a outra extremidade em C’. que se cortam em I e J. temos que as áreas dos setores OBCA e O'A'C'B' são iguais (S1). Qual é a cor que cobre a maior área? verde az ul o nc ra b amarelo 200 . Determinar a área do quadrilátero curvilíneo interior ao quadrado dado. Assim. A’C’B’.x. Portanto: π. Área e Relações Métricas no Círculo S =1− π(1 + 2 − 2 2 + 1) 4  2  ⇒ S = 1 − π1 −  2    11) (IME-76/77) Traçam-se dois círculos de raio r e centros em O e O’ (cada um passando pelo centro do outro).S2 – 2. Além do mais. ∠AIA' = π/3 e ∠A'O'B' = 2π/3.

é: (Considere π = 3. O segmento TD mede a) 10 5 − 10 b) 10 − 5 c) 10 5 + 10 d) 20 − 10 5 3 cm a) 3 + 2π b) 6 + 4π c) 28 – 6π d) 22 . a área hachurada é 46) (EPCAr-2002) Em torno de um campo de futebol. AT é tangente ao círculo e MT é perpendicular a AT. então o valor de OP é a) 4 cm b) 5 cm c) 6 cm d) 7 cm 41) (EPCAr-2000) . é a) 14π b) 12π c) 10π d) 8π 53) (EPCAr-2001) Na figura.00 b) R$ 464.00 d) R$ 667. e uma tangente PT cujo comprimento é de 24 cm. 208 . o custo total desta construção que equivale à área hachurada. PD = 5 cm e o raio mede 9 cm. Área e Relações Métricas no Círculo B de 60°. traçam-se uma secante PB de 32 cm.4π 42) (EPCAr-2001) De um ponto P exterior a uma circunferência. em cm. O comprimento dessa circunferência.530. Sabendo-se que os arcos situados atrás das traves dos gols são semicírculos de mesma dimensão.14) 3m 40 m a) b) c) d) r2 24 r2 24 r2 24 r2 24 (9 (15 (6 (4 3 − 4π ) ) O M T 3 − 4π 3 − 4π 3 − 4π 60º A 3m 100 m ) ) a) R$ 300. Se CP = 9 cm. Sejam S1. que são tangentes externamente e cujas retas tangentes comuns formam um ângulo 47) (EPCAr-2003) Nas figuras abaixo. respectivamente. A razão entre as áreas do círculo maior e do menor é 0 C D A A área da coroa circular é igual a a) 1 b) π/2 c) π d) 2π 30° A r R B 40) (EPCAr-2000) P é um ponto da corda CD do círculo de centro O. S2 e S3 as áreas totais ocupadas pelo conjunto de circunferências em cada quadrado Q1. construiu-se uma pista de atletismo com 3 metros de largura.00 44) (EPCAr-2002) Considere dois círculos de raios (r) e (R) centrados em A e B.000. que passa pelo seu centro. A reta determinada por O e T intercepta o círculo em C e D. Q2 e Q3. a) 9 b) 3 c) 1 3 d) 1 9 superfície 45) (EPCAr-2002) AB = 20 cm é um diâmetro de um círculo de centro O e T é um ponto da tangente ao círculo em A.Capítulo 6.030. conforme figura abaixo. Então. O é o centro do círculo de raio r.00. tal que AT = AB . os quadrados Q1. cujo preço por metro quadrado é de R$ 500. x2 e x3. Q2 e Q3 têm lados com mesmo comprimento x e as circunferências em cada quadrado têm o mesmo diâmetro x1. em cm2. respectivamente. respectivamente.A área da hachurada na figura mede. tal que TC < TD .500.00 c) R$ 502.

= 1. BN e CM) e a área do triângulo ABC. A b) 49. BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm.2.1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D. Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= . E e F estão alinhados. então esses três segmentos são paralelos. de modo que AB = 3AM. CFE e BDE. = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: . = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. .CN = 144 ⇒ CN = cm. respectivamente. 217 . BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . c) 50. e AD BE CF = 1 então D. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP. AC = 3CN e BC = 3BP. C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. . a medida do segmento CN. AC e BC. .Capítulo 7. em cm. respectivamente. M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. . E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB. = 1. =1 BD EC FA h b h c h a 7. = EC h c CF h c . é um sétimo de a) 48.CN = 16(18 – CN) ⇒ 17. Pelo Teorema de Menelaus temos que . = . BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ . BP e CN são perpendiculares ao segmento MD. N e P sobre os lados AB.CN = 144 – 4. .CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. . 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M. BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. ⇒ 34. M N d) 51. . BC e AC. B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD. Então. E e F estão alinhados” . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A. Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = .

21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5. concluímos que S ∆BPZ = . pode-se demonstrar que = e = . 21 21 21 S S S 5.S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = . passando nos seus vértices. BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC . temos que P. =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto. ⇒ = .S 5.S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = . 218 .Capítulo 7. AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = . BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= . 3 21 21 21 5.3 ⇒ = ⇒ = . então: S BC 3 S S S Deste modo. 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. .S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. . NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente. . BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP. AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = . . como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. = . Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. Q e R são colineares. + 3. interceptam os lados opostos em três pontos colineares. Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. = 2. Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = .

FG GB b+c B b2 . = . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC. Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior. Suponha que G e H são pontos de AB e AC. tais que DG || AC e DH || AB. e desde que DH || AB temos = .AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . .c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto.c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. . BF e altura AH são concorrentes. Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b. temos que H. Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . a Y G A X H E YA AB b. Mostre que os segmentos CD. Suponha que perpendiculares. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. = 1. 5) Em um triângulo ABC. = 2 .AB e BD2 = EB. respectivamente. ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. b. CB * CP 2 BC * BR 2 219 . B* e C* são colineares. = . Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . . Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 . a partir de D. prove que A*.Capítulo 7. G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . . respectivamente. Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. respectivamente.c = ⇒ YA = . a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . = . GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . b) Definindo B* e C* de forma análoga. encontram os lados AB e AC em E e F. . pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. ou . b) Em ∆ABC.c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c . G e A* são colineares. EF e AH são concorrentes. 2. encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . AD2 = AE. constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG. suponha que AD é altura.

Deste modo. B* e C* são colineares.TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2. Q não pertence ao segmento OP.QT e AP = 2. 220 .BO HT RA BO 1 1 Daí . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = . concluímos que H. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes. de maneira que QP é a metade de PO. temos que A*. então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = . C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O. . Chamamos H a interseção das retas AQ e OT. Admitamos que P = CB 1 1 1 = + . 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD. . . . Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP . =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  . .QP então AO = 2. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + .TP. pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR . TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX. = 1.QT então HO = 2. T HT QT Como AO = 2. CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. Provar que H. = . = . HO RT BA 2 2 Deste modo. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB.HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR. R e B são colineares.4. ∩ AD. = . AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B.Capítulo 7. Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2. e seja X um ponto no segmento AB. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR. Y = CD ∩ PX. (aplicado ao triângulo ∆AOT). R e B são colineares. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. Sobre a reta OP marca-se Q.RT Sabe-se também que BA = 2. pode-se observar que:  = 1.RT ⇒ RA = 4. = 1 . Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T. então AP = RP ⇒ A B 2. = .

M é o ponto médio de AB e CE = 16 cm. BN e CM) e a área do triângulo ABC. E e F estão alinhados” . em cm. = 1. . e AD BE CF = 1 então D. Então. então esses três segmentos são paralelos. BD EC F' A AD BE CF F' A FA Como . . M N d) 51. N e P sobre os lados AB. B C E Solução: Como o perímetro de ∆ABC é 72 cm então seu lado mede 18 cm. respectivamente. . = . . A b) 49. AC = 3CN e BC = 3BP. c) 50. Assim: AD h a i) ∆AMD ~ ∆BPD ⇒ = . BD EC FA Demonstração: AD BE CF' Suponha que a reta ED corta o lado AC em F’. BP e CN são perpendiculares ao segmento MD. . . E e F estão alinhados. C M ha F N hc E P hb A B D Desde que AM. Determine a razão entre área do triângulo XYZ (determinado pelas interseções de AP. = 1. respectivamente. é um sétimo de a) 48.2. = iii) ∆AMF ~ ∆CNF ⇒ FA h a AD BE CF h a h b h c Multiplicando: .CN = 144 ⇒ CN = cm. E e F são pontos sobre as retas suportes dos lados AB.CN = 144 – 4. 7 2) Em um triângulo ABC tomam-se os pontos M. ⇒ 34.CN ⇒ BM AN CE 18 − CN 16 48 21. BD h b BE h b ii) ∆BPE ~ ∆CNE ⇒ . = 1 então temos que = ⇒ F = F’ ⇒ D. = EC h c CF h c . BD EC FA CF' CF Exemplos: 1) (AFA-99) Na figura abaixo o perímetro do triângulo equilátero ABC é 72 cm. CFE e BDE. BC e AC. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Demonstração: Tracemos por A. =1 BD EC FA h b h c h a 7. de modo que AB = 3AM. AC e BC. 217 . Aplicando o Teorema de Menelaus tomando como referência o triângulo ∆ABC e a transversal ME: AM CN BE CN 16 + 18 1= . a medida do segmento CN. .CN = 16(18 – CN) ⇒ 17. B e C as alturas respectivas aos triângulos AFD.1) Teorema Recíproco de Menelaus: “Se D.Capítulo 7. Pelo Teorema de Menelaus temos que .

⇒ = . Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas A M X Y Z N B P C Solução: Inicialmente designemos por S o valor da área do triângulo ABC. concluímos que S ∆BPZ = . BN 7 CM 7 S ∆BPZ PZ 1 Como os triângulos ∆BPZ e ∆ABP possuem um lado comum BP. então: = = S ∆ABP AP 7 S ∆ABP BP 1 = = Da mesma forma. = . pode-se demonstrar que = e = .S Analogamente: S AXYN = e S CYZP = . BQ BC Analogamente ∠BCR = ∠BAC ⇒ ∆CRB ~ ∆ARC ⇒ P CR BC = . + 3. 3 21 21 21 5. BP BA Multiplicando as três expressões obtidas: AQ CR PC BA BC AC . = 2. temos que P. Aplicando o Teorema de Menelaus em relação ao triângulo ∆APC e a transversal BN.3 ⇒ = ⇒ = . Solução: A B Q C R Como ∠BAC e ∠QBC compreendem a mesma corda na circunferência então ∠BAC = ∠QBC. interceptam os lados opostos em três pontos colineares. NC AZ BP AZ AZ 6 AP 7 NY 1 MX 1 Analogamente. AR AC Finalmente ∠CAP = ∠ABC ⇒ ∆CAP ~ ∆ABP ⇒ PC AC = . 21 21 21 S S S 5. .S Assim: = S ∆AMX + S BZXM + S ∆BPZ = + S BZXM + ⇒ S BZXM = . NA PZ BC PZ PZ 1 PZ 1 1= .S S = S ∆XYZ + (S ∆AMX + S ∆BPZ + S ∆CNY ) + (S AXYN + S BZXM + S CYZP ) = S XYZ + 3.Capítulo 7. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. 218 . como ∆ABP e ∆ABC possuem o lado AB comum. então: S BC 3 S S S Deste modo. . . Analogamente: S ∆CNY = e S ∆AMX = . 21 21 Finalmente: S XYZ 1 S 5. 21 21 S 7 3) (IME-90) Prove que as tangentes ao círculo circunscrito a um triângulo. Q e R são colineares. AQ BA Assim: ∆ABQ ~ ∆BCQ ⇒ = . .S 5. passando nos seus vértices. =1 BQ AR BP BC AC BA Portanto.

= . . B* e C* são colineares. Suponha que G e H são pontos de AB e AC. 2. tais que DG || AC e DH || AB.c = ⇒ AX = D Uma vez que ∆CXA ~ ∆CDE ⇒ ED CE b+c Desde que ∆BYA ~ ∆BFG ⇒ 2 b. temos que H. a partir de D. Supondo que EF e GH encontram-se em A*: a) Prove que A* pertence a BC. . pelo Teorema Recíproco de Menelaus.Capítulo 7. constroem-se dois quadrados ABDE e ACFG. respectivamente. respectivamente. suponha que AD é altura. GB DB HA DB BA * CH AG BA * CD CD BA * CD 2 Assim: . = 2 . Repare agora que: Como AX + XB = c ⇒ XB = = 1 . G Aplicando o Teorema de Menelaus em ∆ABC com relação à transversal EFA*: E BA * BD 2 BA * CF AE BA * CD 2 AD 2 . pelo Teorema de Ceva os segmentos DC. = . b) Em ∆ABC. 5) Em um triângulo ABC. Como CY + YA = b ⇒ CY = b+c AX CA b. Suponha que perpendiculares. respectivamente. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 4) (IME-87/88) Sobre os catetos AB e AC de um triângulo ABC. ou . . Efetuando cálculos análogos aos realizados no item anterior. a HC AC = AC BC ⇒ HC = b2 . sejam P e R os pés das alturas relativas a B e C. Solução: F C Como ∆ACH ~ ∆BCA ⇒ Analogamente HB = c2 . CB * CP 2 BC * BR 2 219 . encontram os lados AB e AC em E e F. FG GB b+c B b2 .AB e BD2 = EB.c b+c XB HC YA c b b+c a b+c seja. FA AD2 F Suponha que A* é o ponto onde EF encontra BC. .c = ⇒ YA = . = 1. EF e AH são concorrentes. CA * HA GB CA * DB DB CA * BD 2 Portanto. b) Definindo B* e C* de forma análoga. a Y G A X H E YA AB b. G e A* são colineares. AD2 = AE. BF e altura AH são concorrentes. Mostre que os segmentos CD.c c 2 b 2 c AX BH CY b + c a b + c .AB ⇒ EB BD 2 H CF CD 2 Analogamente: = . = . e desde que DH || AB temos = . ⇒ = C B A* 1 = D CA * CD 2 CA * FA EB CA * AD 2 BD 2 Como DG || AC temos que AG CD CH CD = . . Solução: Como DE é altura do triângulo retângulo ∆ADB: A AE AD 2 = . b. encontramos que AB * AP 2 AC * AR 2 = e = . prove que A*.

C Assim: AT AT AX AT AX AB Pelo Teorema de Menelaus em ∆ABD: 7) (Cone Sul-97) Seja C uma circunferência de centro O. TB RD PA Como ∆ABR ~ ∆YDR e ∆PDY ~ ∆PAX. B* e C* são colineares. .QT e AP = 2. Q não pertence ao segmento OP. 6) Seja ABCD um trapézio com AB || CD. R e B são colineares. AT DY PA DY AX AX AB TB AB 1 1 1 = +1 = +1 ⇒ = + . . ∩ AD. 220 . de maneira que QP é a metade de PO.Capítulo 7. então AP = RP ⇒ A B 2.HT P Como O é o centro da circunferência e OP é perpendicular à corda AR. então: BR AB DP DY = e = RD DY PA AX TB AB DP AB DY AB Deste modo: = . pelo Teorema de Ceva temos: 2 BD CP AR .TP = RT + TP ⇒ TP = RT O Desenvolvendo RA como soma de suas partes: RA = RT + TP + PA = RT + RT + 2. HO RT BA 2 2 Deste modo.RT ⇒ RA = 4. Deste modo. Admitamos que P = CB 1 1 1 = + . pelo Teorema Recíproco de Menelaus. . (aplicado ao triângulo ∆AOT). R e B são colineares. Chamamos H a interseção das retas AQ e OT. = 1. CA * B * A C * B  DC PA RB  Portanto. . . T HT QT Como AO = 2.BO HT RA BO 1 1 Daí .RT Sabe-se também que BA = 2. e seja X um ponto no segmento AB. = . concluímos que H. pelo Teorema Recíproco de Menelaus. Seja P a interseção da perpendicular traçada por O a AR. =1 DC PA RB BA * CB * AC *  BD CP AR  . = 1 . pode-se observar que:  = 1.QP então AO = 2.QT então HO = 2. Por Q traçamos a paralela a AB que corta a reta AR em T.4. Solução: H Inicialmente observemos que ∆APO ~ ∆TPQ: AO AP PO = = TQ TP QP R Como PO = 2.TP. Q HO AO Desde que ∆HAO ~ ∆HQT temos: = . Sobre a reta OP marca-se Q. = . Y = CD ∩ PX. R = AY ∩ BD e T = PR ∩ AB. = . AB um diâmetro dela e R um ponto qualquer em C distinto de A e de B. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas Como as alturas de ∆ABC são concorrentes. = . Prove que AT AX AB Solução: P A T X B R D Y AT BR DP . temos que A*. Provar que H.

Vamos provar que o circunraio de ∆IIaIb é 2R.c a. PM e AN cortam-se em I. sen B / 2. onde R é circunraio de ∆ABC. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 14) ABC é um triângulo qualquer. Desta forma temos que: IXa = r e BXa = p – b Como IP || BC então ∠IbIP = ∠IbBC = B/2.b = = ⇒ AN = e CN = iii) c a a+c a+c a+c C B M S S S AP AN b c CN CM a b BM BP c a = ∴ CMN = = ∴ BMP = = ∴ APN = S c b a+b a+c S b a a+c b+c S a c b+c a+b S S S   b. Seja Xb a intercessão de PIb com B C Xb Xa BC. Portanto: IbXb = rb e BXb = p Seja Xa o ponto de tangência da circunferência inscrita a ∆ABC com o lado BC. AM. Solução: Ib Sejam I.2. cos B / 2 sen B 16) (Olimpíada de Maio-99) Seja ABC um triângulo equilátero.c ii) = = ⇒ BP = e AP = a b a+b a+b a+b AN CN b b. incentro. Ia e Ib.c a. Prove que CI é a bissetriz do ângulo MCA. cos B / 2] = R ' ⇒ b = R ' ⇒ R’ = 2R = 2R ' ⇒ sen B 2. cos B / 2 [II b .c b.b a. M é o ponto médio do segmento AB e N é o ponto médio do segmento BC. BN e CP são bissetrizes internas. Xb é o ponto de tangência da circunferência ex-inscrita relativa a B. Seja P o ponto exterior a ABC tal que o triângulo ACP é isósceles e retângulo em P. Provar que a razão entre as 2abc . ex-incentro A relativo a A e ex-incentro relativo a B de ∆ABC. II b II b Aplicando a Lei dos Senos em ∆IIaIb: = 2R ' ⇒ = 2R ' ⇒ sen(∠AI a I b ) sen B / 2 II b .Capítulo 7. de modo que estas duas retas interceptam-se em P. = = S (a + b)(a + c)(b + c) S (a + b)(a + c)(b + c) 15) Prove que o raio do círculo que passa pelos centros do círculo inscrito e dois dos círculos exinscritos é o dobro do raio do círculo circunscrito ao triângulo. I P Por I trace uma paralela a BC e por Ib trace uma perpendicular a BC. Ia Como ∆IbIP é retângulo: cos B / 2 = IP BX b − BX a p − (p − b) b = = = II b II b II b II b Como ∠IaAC = A/2 e ∠ACIa = 90º + C/2 então ∠AIaIb = B/2. Solução: 238 .c S  Assim: MNP = 1 −  APN + CMN + BMP  = 1 −   (a + b)(a + c) + (a + c)(b + c) + (b + c)(a + b)  ⇒  S S S   S   S MNP (a + b)(a + c)(b + c) − bc(b + c) − ab(a + b) − ac(a + c) S MNP 2abc ⇒ .c a. respectivamente. Assim.b = = ⇒ BM = e CM = P i) c b b+c b+c b+c N BP AP c a. áreas dos triângulos MNP e ABC é igual (a + b)(a + c)(b + c) Solução: A Pelo Teorema da Bissetriz Interna: BM CM a a.

respectivamente. 18) (Seletiva Brasileira -Cone Sul-2000) Sejam L e M. prove que AC2 + BC2 = 4R2. Em ∆ABX temos: AM = AN = (c + AX – BX)/2 BM = BR = (c + BX – AX)/2 Q XR = XN = (AX + BX – c)/2 Em ∆BCX temos: M R BR = BQ = (a + BX – CX)/2 CP = CQ = (a + CX – BX)/2 A N X P C XR = XP = (BX + CX – a)/2 Logo: (AX + BX – c)/2 = (BX + CX – a)/2 ⇒ CX – AX = a – c Como CX + AX = b ⇒ CX = (a + b – c)/2 = p – c AX = (b + c – a)/2 = p – a ⇒ X é o ponto de contato do incírculo de ∆ABC com o lado AC. Solução: Considere os pontos de tangência das circunferências inscritas com B os lados de acordo com a figura ao lado. 2R 2R A L B M Uma vez que sen2 B + cos2 B = 1 então segue diretamente que AC2 + BC2 = 4R2. ∠AMP = ∠PMC ⇒ MP é bissetriz de ∠AMC. onde R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo ABC. Se CL = CM. Desde que AP = PC. I é i incentro de ∆AMC. Portanto. Determine as medidas dos lados do triângulo ABC. então ∠AMP e ∠PMC são ângulos inscritos no circuncírculo de APCM que compreendem cordas de mesmo comprimento. então ∠ABP = ∠PBM ⇒ ∆ABP ~ ∆MBP ⇒ X = Y ⇒ ∆ABM é isósceles ⇒ AB = BM ⇒ c = a/2 Vamos analisar todas as possibilidades: 239 .Capítulo 7. as interseções das bissetrizes interna e externa do ângulo C do triângulo ABC e a reta AB. ou seja. Desde que BP é bissetriz do ângulo B. então X pertence à circunferência inscrita no triângulo ABC. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas B M I A N C P Como ∆ABC é equilátero e N é médio de BC então AN é mediana. 17) (Seletiva Brasileira-Cone Sul-96) Um ponto X é escolhido sobre o lado AC do triângulo ABC. 19) (Olimpíada da Estônia-2001) Em um triângulo ABC. Analogamente CM é mediana e altura de C ⇒ CM ⊥ AB. altura e bissetriz de A. temos em ∆AMC que AN é bissetriz de ∠MAC e MP é bissetriz de ∠AMC. x + 1 e x + 2 são os lados do triângulo. Solução: A X c P B Y a/2 M C Digamos que x. Pela Lei dos Senos em ∆ABC: AC BC AC BC = = 2R ⇒ = = 2R ⇒ sen B sen A sen B cos B AC BC sen B = e cos B = . as medidas dos seus lados são inteiros consecutivos e a mediana relativa ao lado BC é perpendicular à bissetriz interna do ângulo ∠ABC. ou seja. Como ∠CMA + ∠APC = 180º ⇒ APCM é um quadrilátero inscritível. Prove que se as circunferências inscritas nos triângulos ABX e BCX são tangentes. implicando que CI é a bissetriz de ∠MCA. Solução: Desde que CL = CM e CL ⊥ CM ⇒ ∆CLM é C retângulo isósceles ⇒ ∠CLB = 45º ⇒ B = 135º – C/2 e A = 45º – C/2 ⇒ A = 90º – B.

Considere que P. CA = b. Uma vez que α e ∠DCF compreendem a mesma corda DF no circuncírculo de CMDF então ∠DCF = α ⇒ ∠BCF = α + C. Q e X são as projeções de O1. 3 e 4 iii) x + 1 = (x + 2)/2 ⇒ 2x + 2 = x + 2 ⇒ x = 0 que é impossível Portanto: AB = 2 AC = 3 BC = 4 20) (Olimpíada da Inglaterra-89) Um ponto A1 é escolhido sobre o lado BC de um triângulo ABC de modo que os raios das circunferências inscritas em ∆ABA1 e ∆ACA1 são iguais. respectivamente. Portanto temos que ∆IO1O2 ~ ∆IBC.p1 + ra. O2 e I também estão alinhados.p2 = ra(p1 + p2) = ra(p + AA1) ⇒ ra(p + AA1) = p. Se BC = a. e seja M o ponto sobre o lado BC tal que DM é perpendicular a BC. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas i) x = (x + 1)/2 ⇒ 2x = x + 1 ⇒ x = 1 ⇒ os lados são 1. 21) (Olímpiada Iberoamericana-2002) Num triângulo escaleno ABC traça-se a bissetriz interna BD. Demonstre que ∠EMD = ∠DMF. 2 e 3 que é impossível. pois 2 + 1 = 3 ii) x = (x + 2)/2 ⇒ 2x = x + 2 ⇒ x = 2 ⇒ os lados são 2.Capítulo 7. Desde que ∠AXD + ∠AED = 180º então o quadrilátero AXED é inscritível ⇒ ∠EAD = ∠EXD = θ. Solução: A O1 ra B P I r X ra O2 A1 Q Sejam O1 e O2 os incentros de ∆ABA1 e ∆ACA1 e p1 e p2 os semiperímetros dos mesmos triângulos. Repare também que ∠BAE + ∠EAD = A ⇒ ∠BAE = A – θ ⇒ A – θ = 90º – B/2 ⇒ θ = A + B/2 – 90º. os pés das perpendiculares traçadas desde A e C até à reta BD. sendo X a interseção desta perpendicular com AB. Sejam E e F. Como A = 180º – ( B + C) ⇒ θ = 180º – B – C + B/2 – 90º ⇒ θ = 90º – (C + B/2) = α 240 . Como ∠CMD + ∠DFC = 180º então o quadrilátero CMDF é inscritível. AB = c e 2p = a + b + c. Solução: A X D F E B/2 B/2 B θ α M Sejam θ = ∠EMD e α = ∠DMF. Nós temos que: SABC = SABA1 + SACA1 ⇒ ra. O1 e I são colineares e C.p ⇒ AA1 = p(p − a ) . Como ∆BCF é retângulo então ∠CBF = 90º – ∠BCF ⇒ B/2 = 90º – (α + C) ⇒ α = 90º – (C + B/2) C Trace agora uma perpendicular a AB passando por E.r Como O1 está sobre a bissetriz de B e O2 está sobre a bissetriz de C então B. O2 e I (incentro de ∆ABC) sobre BC. prove que AA1 = p(p − a ) . com D sobre AC. Como BD é uma bissetriz então DX = DM e BX = BM ⇒ ∆BXD ≡ ∆BMD ⇒ ∠EXD = ∠EMD = θ. C ou seja: PA1 + QA1 a = r − ra r O1O 2 BC = IX − O1P IX ⇒ ⇒ p1 − c + p 2 − b a = r − ra r ⇒ r p + AA1 − b − c = 1− a a r ⇒ a + AA1 − p p =1− a p + AA1 ⇒ 1+ AA1 − p p = 1− a p + AA1 ⇒ p2 – AA12 = a.

b.” Demonstração: Seja mAB a mediatriz de AB e mBC a mediatriz de BC. podemos calcular sua a área utilizando a fórmula de Hieron e depois usar a equação acima para determinar R. cot  CM ⇒ OM = tg = ⇒ OM = OM 2 2. que ∆ABC está inscrito a Γ ou que Γ é o circuncírculo de ∆ABC. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7.5) MEDIATRIZ E CIRCUNCENTRO 7. sen C . Desta forma: BC BC. então existe uma circunferência Γ com centro em O e que contém os vértices do ∆ABC. são iguais a e .5. Podemos dizer. Desta forma. 2 c c a.CM.5. cot B AB.tg Analogamente. mBC e mAC. também.5.b.” 2 7.c Pela Lei dos Senos temos que = 2R ⇒ sen C = ⇒ S= . fazendo com que O seja a interseção de mAB. 2 2 241 . cot A . sen C 2R 4R Na verdade esta expressão é mais usada para calcular o raio da circunferência circunscrita a um triângulo ABC. O pertence ao segmento mAC. mediatriz de um segmento AB é o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes de A e B. A esta circunferência Γ que contém os vértices de ∆ABC dá-se o nome de circunferência circunscrita a ∆ABC. ou seja. 7.Capítulo 7.5. B e C. pode-se demonstrar que as distâncias de O a B e de AC. A R R B O R C Lembre-se que em todo triângulo inscrito em uma circunferência podemos aplicar a Lei dos Senos: a b c = = = 2R sen A sen B sen C 7.1) Definição: “Mediatriz é a reta perpendicular a um segmento passando pelo seu ponto médio.3) Circunferência Circunscrita Como O é eqüidistante de A.5) Teorema: “A distância de O até o lado oposto ao vértice A é OM = Demonstração: A O B M C Desde que O é o centro da circunferência então: ∠CÔB = 2 ⇒ ∠CÔM =  Como M é o ponto médio de BC então BC = 2. b e c de ∆ABC. Seja O a interseção de mAB e mBC.5. respectivamente. O é eqüidistante de A.2) Teorema: “As mediatrizes dos lados de um triângulo são concorrentes em um ponto denominado de circuncentro (O). pois dados os lados a.” 7. Como conseqüência.4) Área do triângulo inscrito A área de um triângulo ABC pode ser determinada pela expressão S = a. cot C O a C. BC. B e C.

cos A Analogamente: OO2 = R. cos α (2) 2 2 9 3 2 2 3R a 2 3.OG. Então OI2 = R2 – 2Rr.” 242 .cos C)/2 Em ∆ABC temos que: a = b. Triângulos – Pontos Clássicos e Cevianas 7.cos C ⇒ (a + b + c) = (a + b + c)(cos A + cos B + cos C) – (a.OG.5. .Capítulo 7.5. AC em O2 e BC em O3.cos A + (a + c).OG 2 b 2 c 2 a 2 a 2 + b2 + c2 − = + + − ⇒ OG 2 = R 2 − 2 4 2 6 6 12 9 2 2 M 7.cos B + b.cos A – b.cos C)/2 e S(∆AOC) = (b. então 2 a 2 + b2 + c2 2 OG = R − . cos α 4 9 3 (1) Lei dos Cossenos em ∆OGA: OA2 = OG2 + AG2 – 2.R.cos B OO1 = R.AG.R.” Demonstração: a) Inicialmente note que ∠BOC = 2. a .OG.GM. num triângulo ABC.cos C) ⇒  OO 3 OO 2 OO1  2S 2 p = 2 p + + − R R  R  R ⇒ pR = p(OO1 + OO2 + OO3) – p.OG. intersectando AB em O1.8) Teorema de Euler: “Sejam O e I o circuncentro e o incentro.cos B – c.cos C ⇒ a + b + c = (a + b + c).r ⇒ OO1 + OO2 + OO3 = R + r 7.cos α ⇒ 2 R2 − O G α B C m2 m a2 = OG 2 + a − 2.cos B b = a.cos A + (a + b + c).∠BAC = 2A A ∆BOC é isósceles ⇒ OO3 é altura e bissetriz ⇒ ∠BOO3 = A ⇒ OO3 = R. b e c são os lados e R é o raio do círculo circunscrito.R.OG 2 m a Somando (1) e (2): − = + ⇒ 2 4 2 3 3R 2 a 2 3.cos A + b.cos B + c. cos α ⇒ 9 3 2 m R 2 OG 2 2m a = + + 2.cos A + b.cos C)/2 ⇒ B C O3 S = R(a.R. a .cos A c = a.” 9 Demonstração: a2 Como ∆OMC é retângulo: OM 2 = R 2 − . então OO1 + OO 2 + OO 3 = R + r .cos C – a.7) Teorema: “Se.R. de um triângulo com raio do círculo circunscrito igual a R e raio do círculo inscrito igual a r.OO3/2 = (a.cos A Somando estas equações: a + b + c = (b + c).5.R.cos C + c.cos (180o – α) ⇒ 2 4m a 2m a R = OG + + 2. Se por O traçam-se perpendiculares aos lados de ABC. A 4 Lei dos Cossenos em ∆OGM: OM = OG2 + GM2 – 2. respectivamente. O é o centro do círculo circunscrito.cos B + (a + b + c).cos C + c.cos B + (a + b).cos A)/2 Analogamente S(∆AOB) = (c.OG.cos C O2 O1 O A área de ∆BOC é dada por S(∆BOC) = a.cos B)/2 + (c.cos A)/2 + (b.cos B + c.cos B)/2 A Desta forma a área de ∆ABC é dada por: S = (a. G é o ponto de interseção das medianas.6) Teorema de Carnot: “Sejam ABC um triângulo acutângulo e O centro da circunferência circunscrita a ABC. a.

cos α][2R. = = 2R . 38 q a.p Aplicando o Teorema de Hiparco: = = = ⇒ q= .q + = + ⇒ p(a. 13 19 38 38 2) Prove. que PB PC PQ Solução: 277 .d C Perceba agora que.b + c.p a.c 6.c + b. podemos calcular suas diagonais utilizando o Teorema de Ptolomeu e o Teorema de Hiparco. então sen (α + β) = sen α.b + c. Solução: A Vamos construir um quadrilátero ABCD inscritível de modo que AC seja diâmetro e α = ∠BCA e β = ∠DCA.b + c.d + b.sen β] ⇒ sen (α + β) = sen α. = 2R . Solução: Consideremos que: a = 6. sendo dados os lados de um quadrilátero inscritível. c = 5 e d = 3. Demonstração: A a B q p d D b c Pela figura temos que S∆BAC + S∆DAC = S∆ABD + S∆CBD ⇒ a.p = 42 ⇒ p = .3 = 42. Exemplos: 1) Determine os comprimentos das duas diagonais de um quadrilátero inscritível cujos lados medem 6.p 2 39. d β B q Como ABCD é inscritível então ∠ADB = α e ∠ABD = β. α Aplicando Lei dos Senos nos triângulos ∆ABC. ∆ADC e ∆BDC: p a b d c p D = = 2R . 4.Capítulo 8.d ⇒ c β [2R.3 39 Substituindo obtemos: 532 819 39.cos β + sen β. respectivamente. Aplicando o Teorema de Ptolomeu: p.d + b.cos β + sen β.cos α.3 + 4.cos β] + [2R.5 + 4. Como q = então q = . 5 e 3. p a.d.5 38 39.p c.d = 6. Do Teorema de Ptolomeu tiramos o produto das diagonais e do Teorema de Hiparco obtemos a razão das diagonais.q = a.4 + 5. Mostre 1 1 1 + = .cos α.sen (α + β)][2R] = [2R. b = 4.d 6. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.c) ⇒ 4R 4R 4R 4R p a. C 3) A ceviana AQ do triângulo equilátero ABC é prolongada encontrando o circuncírculo em P.d + b.c + b. Substituindo uma equação na outra calculamos seus valores.c. Desde que ∆ABC e ∆ADC são a triângulos retângulos então ∠BAC = 90o – α e ∠DAC = 90o – β.q = a.b. b sen β cos β sen(α + β) sen α cos α α Pelo Teorema de Ptolomeu: p.q b.d.d) = q(a. que se A e B são ângulos agudos.2) TEOREMA DE HIPARCO: “A razão das diagonais de um quadrilátero inscritível é a razão entre as somas dos produtos dos lados que concorrem com as respectivas diagonais”. utilizando o Teorema de Ptolomeu.sen α][2R.c = q a.

Solução: Sejam AB = 2 cm e BC = 10 cm as cordas.PC + PB.Capítulo 8.BD = AB.PB + PC.d a 2 + b.PC ⇒ BC. Portanto: i) DA2 = BD2 – AB2 = 200 – 4 = 196 ⇒ DA = 14 cm D B ii) CD2 = BD2 – BC2 = 200 – 100 = 100 ⇒ CD = 10 cm Aplicando o Teorema de Ptolomeu em ABCD: AC. D. mostre que PA + PD = PB + PC + PE. b e d diferentes de zero.d = ⇒ = Teorema de Hiparco: BD AB. B.BP ⇒ PA = PB + PC Como os ângulos inscritos ∠APC e ∠ABC compreendem os mesmo arco AC na circunferência. então ∠APC = ∠ABC = 60o.d + 2a2 ⇒ 278 .BD = a.b + a. BP ⇒ PA.BC = AB.BC + AD. Analogamente. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A Q B P C Seja L o lado do triângulo ∆ABC. Aplicando o Teorema de Ptolomeu no quadrilátero inscritível ABPC.d ⇒ d2 = b.PC = PQ. Aplicando Ptolomeu em ABPC: PA. Unindo-se P a cada um dos vértices do pentágono. Solução: Teorema de Pitágoras: BD = d 2 − a 2 e AC = d 2 − b 2 .10 + 14.BD (2) Somando (1) e (2): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + AC(PB + PC) (3) Aplicando Ptolomeu em BPCE: PE.PC = PQ(PB + PC) ⇒ PC PA PB + PC 1 1 1 1 = ⇒ + = . Achar a corda do arco soma dos arcos das cordas anteriores.PC PQ PB PC PQ 4) (IME-66) Em um círculo de 10 2 cm de diâmetro temos duas cordas de 2 cm e 10 cm.PA ⇒ PB.CD ⇒ AC.CD + DA.CD BD a 2 + b. Sabe-se que AB = BC = a.b ⇒ AC Igualando (1) e (2) obtemos que: BD2 = a2 + b.BD = BC. 10 2 = 2. AD = d e CD = b . C.PB + BE. E os vértices de um pentágono regular inscrito num círculo e P um ponto qualquer sobre o arco BC.d (1) = AC BD a. AC BC. Desta forma.d + a. temos que ∠APB = ∠ACB = 60o.d a.L = L.b = BD (2) Teorema de Ptolomeu: AC.BC ⇒ AC.BC = CD.AD + AB. PB.PC + AC.d ⇒ d2 – a2 = a2 + b. temos que: PA. Trace o diâmetro BD e observe A que ∆ABD e ∆BCD são triângulos retângulos.PE = AC(PB + PC) (4) Substituindo (4) em (3): BC(PA + PD) = AB(PB + PC) + BC. 6) (IME-2004) Um quadrilátero convexo ABCD está inscrito em um círculo de diâmetro d. Solução: A B E P C D Inicialmente notemos que em um pentágono regular ABCDE temos: AB = BC = CD = DE = EA e AC = AD = BD = BE = CE.PC + L.PE Como BC = AB = BC então PA + PD = PB + PC + PE.d + a. com a.CD + AB. podemos observar que ∆BQP ~ ∆ACP ⇒ PQ PB = ⇒ PB.BC = CE. Demonstre que d2 = bd + 2a2.b + a.AD AC a.AC (1) Aplicando Ptolomeu em BPCD: PD.10 = 160 ⇒ AC = 8 2 cm C 5) (IME-86/87) Sejam A.BC = AB.

9) (Olimpíada Báltica-2001) Seja ABCD um paralelogramo. γ e β θ definidos de acordo com a figura ao lado. = RQ. AQ. como ∠PAR = ∠QAS então QS = PR.AR (2) Multiplicando cada termo da expressão (2) pelas razões da expressão (1) temos: AC AB AD AQ. R Aplicando o Teorema de Ptolomeu em AQRS: QS. a.AR ⇒ QS. ⇒ AQ.|AB| + |AR|. temos que ∆RQP ~ ∆ABC ~ ∆CDA: α AC AB AD θ = = (1) RP RQ PQ β A B P Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: AQ. respectivamente. Uma circunferência passando por A encontra os segmentos AB. QP e RP.|AC|.AQ = QR(AP + AR) (2) Dividindo as equações (1) e (2) obtemos que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS).RP = RQ.AP + PQ.AR.AD RP RQ PQ 279 . + PQ. Analogamente.QR + AQ.AR = AS.AR = QR(AS + AQ) (1) Q Aplicando o Teorema de Ptolomeu em APQR: PR.AC = AP.QR ⇒ QS.AP.|AD| = |AQ|.Capítulo 8.b = c. Prove que AR(AP + AR) = AQ(AQ + AS). R α Como APQR é inscritível ⇒ γ = β e θ = α. Q γ Portanto. Q e R. AR e AS são cordas de uma dada circunferência com a propriedade que ∠PAQ = ∠QAR = ∠RAS. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 7) (Colégio Naval-87/88) Uma expressão que dá o lado do eneágono regular. ∠QAR e ∠RAS são ângulos inscritos congruentes então as cordas por eles determinados também são congruentes: PQ = QR = RS.RS = AS. Solução: D C Trace os segmentos RQ.RP.PQ ⇒ QS.x + b.c ⇒ x = a x 8) (Olimpíada da Inglaterra-94) AP. em função das diagonais a. com a < b < c.AB + AR. Prove que |AP|. onde seus 4 vértices também são vértices do eneágono. AC e AD nos pontos P.QR + AR. β. é: 2 2 c2 + b2 a) a Solução: a cb b) a c2 − b 2 c) a c+b d)    a  c−b e)    a  b c c b Considere o quadrilátero inscritível desenhado ao lado. Considere os ângulos α.AQ = AP. Aplicando Teorema de Ptolomeu: c2 − b2 .AQ = AP. Solução: S A P Como ∠PAQ.QR + QR. b e c.QR + AQ.

d + b. Portanto: b2 + c2 + 2.d + 2.Capítulo 8.c) 2(a.r d. Assim: SABCD = SAPD + SBPC + SCPD + SDPA ⇒ PA.r 8.q.PC.c) 2(a.cos A e BD2 = b2 + c2 – 2.PD) sen α SABCD = ⇒ 2 (PA + PC)(PB + PD) sen α p.PD + PA.b.PB + PB.r SABCD = + + + = ⇒ 2 2 2 2 2 SABCD = p. Uma vez que 1 + cos A = 2. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros 8.(p − b) ⇒ 1 + cos A = 2(a. 2 a.b. sen α PB.(p − c).cos C Como A + C = 180o ⇒ cos C = – cos A.b.3.c A (p − c)(p − b) A ⇒ cos = .c (a + d ) 2 − (b − c) 2 1 + cos A = = 2(a.2) Quadrilátero Convexo Circunscritível C c D r d r r A a B I r b SABCD = SAIB + SBIC + SCID + SDIA ⇒ a.cos A ⇒ a 2 + d 2 − b2 − c2 cos A = 2(a.c) ⇒ ⇒ (a + d + b − c)(a + d + c − b) 2.PD.c 2 1 + cos A = Como 1 − cos A = 2.a.sen 2 A pode-se demonstrar que 2 280 sen A (p − a )(p − d) = .1) Quadrilátero Convexo Qualquer D α A P α Considere que AC = p e BD = q.d.d + b.3.d + b.(p − c)(p − b) 1 + cos A = a.r c.cos A = a2 + d2 – 2.d + b.r b.d + b.r (a + b + c + d ). sen α PA.3. sen α ⇒ SABCD = SABCD = 2 2 B 8.PD.d + b.d + b.d.d + b. sen α PC.c) Calculemos agora o valor de 1 + cos A: a 2 + d 2 − b 2 − c 2 + 2a. cos 2 2 a.2.c .PB.PC + PC.3) ÁREA 8.3) Quadrilátero Convexo Inscritível A a B d D b c C Lei dos cossenos em ABD e CBD: BD2 = a2 + d2 – 2.a.c.c) 2. sen α + + + ⇒ C SABCD = 2 2 2 2 (PA.

d + b. qual o inteiro mais próximo da área de ABCD ? B 6 A C 120O 8 7 D Solução: Como ABCD é inscritível então ∠D = 60o.36 ⇒ o inteiro mais próximo da área de ABCD é 63.cos 120o = AD2 + CD2 – 2.d + b.c a. SABCD = 2 2 Como A + C = 180o temos que sen A = sen C. sen C + . sen A b. E é o ponto de interseção das diagonais do quadrilátero ABCD e θ é o ângulo agudo BÊC.AD.CD. Aplicando Lei dos Cossenos em ∆ABC e ∆ADC: AC2 = AB2 + BC2 – 2. sen θ 2 2 2) (Covest-99) A figura abaixo ilustra um quadrilátero inscritível ABCD.AD.d + b.Capítulo 8.c. Área e Relações Métricas nos Quadriláteros A área S do quadrilátero é igual a soma das áreas dos triângulos ADB e CDB: a.c) .CD. EC = 3 e ED = 2. cos = (a.6.cos θ Solução: AC. CD = 7 e o ângulo ABC mede 120º. 281 ⇒ .d + b. sen A = 2.cos 60o ⇒ 1 7 + 445  1 ⇒ AD2 – 7.3.c a.b.AD – 99 = 0 ⇒ AD = 36 + 64 − 2.d. Sabendo que AB = 6. 3 + = + 2 2 4 8 SABCD ≅ 63. sen θ (1 + 3)(4 + 2) sen θ SABCD = = = 12. 2 2 2 2 a. sen 120o AD. EB = 4. BC = 8.c.BC.d + b. Desta forma: a.cos θ e) 8.8 −  = AD2 + 49 − 2. Se EA = 1.c ⇒ SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d) 8.BD.BC. 3 (7 + 445 ).7. sen 60o 6.c A A (p − a )(p − d) (p − b)(p − c) SABCD = . 2 2  2 Assim: SABCD = SABC + SADC = AB.7.sen θ c) 6. então a área do quadrilátero ABCD será: a) 12.8. sen .4) Quadrilátero Convexo Inscritível e Circunscritível Em um quadrilátero inscritível temos que: a+c=b+d=p ⇒ p–a=c p–b=d p–c=a p–d=b Deste modo: SABCD = (p − a )(p − b)(p − c)(p − d ) Exemplos: ⇒ SABCD = a.sen θ d) 10.sen θ b) 8.AB.d 1) (Fuvest-2000) Na figura.

80o ˆ 68) Â = 76o. Ângulos e Triângulos 1) d 2) 10 3) 36o 4) 6o 6) 76o 7) 360o 8) c 9) V V F V 11) b 12) d 13) a 14) d 16) a 17) a 18) b 19) b 21) d 22) c 23) e 24) e 26) d 27) b 28) c 29) a 31) b 32) a 33) a 34) c 35) x = 9o e y = 45o 36) 12o 37) 30o 38) 18o 40) 15o. h 5 97) DM = DN = 5a/4 98) AM = AN = 16 o 99) a 3 / 3 105) 20 106) c 107) e 108) 2 o o 109) 2 − 3 116) 8 ou 12 118) a) 90 .2 26) b 27) c 28) e 29) e 31) c 32) b 33) b 34) 320. 5. 4). 6 vezes. (6. 4x + 6y 121) a) 36o. 69o13’50”. B = 54o. (6. 72o. h 10 − 2 5 / 2 . 4.Gabaritos Capítulo 1: Introdução: Linhas. 4) 65) 50o. 72o ˆ ˆ 72) 83o4’36”.4 cm e AF = 5.71 cm 90) ab/(a + b) 91) x = (a + b + c)b/[2(a + b)] 3a ( 33 − 1) 96) h 10 + 2 5 / 2 .14 cm e DE = 5. C = 18o o o o o o 78) 48 . 96) 95o/2 5) c 10) a 15) e 20) c 25) 30) d 39) 60o 67) 20o 77) 36 m 84) 89) c 94) e Capítulo 2: Semelhança de Triângulos e Triângulos Retângulos 1) b 2) 2 2 4) d 4) b 6) 48 7) 14 8) e 9) 23 cm 11) a 12) b 13) c 14) d 16) d 17) e 18) d 19) c 21) 5 22) 8 23) a 24) 19.9. 27o41’32”. 3). 35o e 130o 41) 32o 42) 24o e 66o 43) 36o o o o 44) 28 . 50o. 245/6 e 98/3 132) 11 331 . b) 2. 6.6 cm 47) c 48) e 52) d 53) e 58) 34 84) 350 87) AD = 5. c) 125) 5 +1 2 122) 90o 130) 11/2 135) c 124) D é o pé da altura relativa a BC 131) 74 52 127) b) 5/2 3 134) 49/2.15 km 36) e 37) b 38) b 39) b 41) a 42) b 43) d 44) 2− 2 e 2 5) F V V V V 10) d 15) 4 20) a 25) 2 41 cm 30) d 35) a 40) e 2+ 2 2 49) a 54) d 85) 3. 3 vezes. 68 e 84 46) 9 cm 57) 10 cm 58) 12 cm 66) 84o 59) (6. 2). 74 79) 30 80) 9 83) 85) e 86) 66o 87) 100o 88) 180o o 90) c 91) 140 92) 18 93) a 95) a) Sim. b) 69 . 58 . b) Sim.1 45) b 46) d 50) d 51) d 55) c 57) x = 14 y = 15 86) 6 cm. 5. (5.8.3 73) Â = 108o. B = 38o 69) 76o 70) 45o 71) 36o. 8 cm e 25 cm 88) CF = 6.

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