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FLUVIAL

DO MARINHEIRO

ARTE

FLUVIAL DO MARINHEIRO ARTE

Sumário

1

Introdução

5

1.1

Conceito

5

1.2

Características e empregos dos trabalhos marinheiros

6

1.2.1

Trabalhos marinheiros

6

1.2.2

Nós e balsos

6

1.2.3

Voltas

8

1.2.4

Botões

9

1.2.5

Pinhas 10

1.2.6

Alças

11

1.2.7

Estropos

11

1.2.8

Falcaças

11

1.2.9

Gachetas e Coxins

12

1.2.10

Redes

12

1.2.11

Costuras

13

1.3

Cabos

14

1.3.1

Tipos de cabos

14

1.4

Resistência dos cabos

15

2

Nós e voltas

16

2.1

Elaboração de voltas simples

16

2.2

Elaboração de nós

17

2.2

Elaboração de voltas

19

3

Amarração de embarcações

21

3.1

Defensas

21

3.2

Fainas de laborar um cabo

22

4

Estropos

25

4.1

Conceito

25

4.2

Principais tipos de estropo

25

4.3

Uso dos estropos

27

4.4

Como cortar um estropo

28

Bibliografia

29

1 Introdução

A vida marinheira requer dos seus participantes um conjunto de trabalhos específicos

para a garantia da segurança da embarcação, da sua carga e dos próprios tripulantes.

Estes são os chamados trabalhos marinheiros ou obras dos marinheiros. Executá- los, depende de dedicação no aprendizado. O mais importante nesta execução é unir o fazer ao conhecer. Por isso é que não só os marinheiros, mas os mestres e toda a oficialidade devem imbuir-se dos deveres desta matéria.

Pelo fato de serem trabalhos artesanais, muitos subestimam-nos, sem se aperceberem de que os trabalhos marinheiros, quando negligenciados, ocasionam perdas irreparáveis à carga, à embarcação e às vidas humanas.

O valor dos trabalhos marinheiros é incomparável, pois das suas atividades resulta

lucro ou perda de caríssimos materiais, de cargas de grande valor e de preciosas vidas, bastando que não saibamos fazer um nó certo, na hora exata ou que não saibamos dar os graus de leme requeridos, no momento exato. No rio, as fainas não podem ser deletadas. Após a execução, temos que arcar com as conseqüências.

1.1 Conceito

Os trabalhos marinheiros designam tudo que possa resultar no bom andamento da vida daqueles que exercem atividades em qualquer tipo de embarcação, entendendo-se esta como qualquer peça que flutue sobre águas com possibilidade de transportar com segurança de um ponto a outro, pessoal ou material; essa definição abrange tanto os grandes navios de passageiros, mistos ou cargueiros, como as pequeninas canoas ou jangadas. Em grandes, médias e pequenas embarcações, sempre os trabalhos marinheiros são cabíveis. A arte marinheira é imprescindível!

O conhecimento dos trabalhos marinheiros somente surte o devido efeito quando corretamente executados. Por outro lado, quando desconhecidos podem constituir-se em fator de risco, como mencionaremos a seguir.

Os pequenos nós aprendidos no curso das aulas garantirão muitas vezes a segurança dos grandes transatlânticos que você poderá vir a tripular ou de um simples rebocador que venha a ser o orgulho da sua vida profissional. Seja qual for a sua embarcação funcional, garanta o bem-estar e a segurança por meio de acurada aprendizagem do valor dos nós, voltas, balsos, botões, coxins e toda a gama de trabalhos marinheiros que você possa aplicar na ocasião adequada.

Vale a pena garantir a segurança da tripulação da sua embarcação, da carga transportada e acrescentar-lhe estética, pois além da segurança, os trabalhos marinheiros são também capazes de oferecer expressiva beleza.

Seguem alguns exemplos de trabalhos marinheiros. Visualize-os e peça ajuda ao seu instrutor para aplicá-los sabiamente.

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1.2 Características e empregos dos trabalhos marinheiros

1.2.1 Trabalhos marinheiros – Por serem muitas as atividades que garantem a segurança

especificada na introdução, apresentaremos por grupos que denominaremos de nós, voltas, botões, pinhas, alças, estropos, rabichos, gachetas, coxias, redes, costuras, falcaças, etc.

1.2.2 Nós e balsos – Os nós são entrelaçamentos feitos à mão, emendando cabos pelos

chicotes, pelos seios ou um chicote a uma alça. Nas figuras a seguir vemos o nó direito, os nós de escota (singelo e dobrado), o nó torto, o nó de correr (ou de pescador), o de moringa, o nó de azelha e o lais de guia. Os balsos que aqui agregamos aos nós, são destinados a sustentar e içar ou arriar alguém que precise fazer um serviço urgente no mastro, numa verga, no costado e até para salvar um náufrago. Para tais fins são usadas suas alças. Os balsos mais usados são: calafate, pelo seio, dobrado, de correr (ou lais de guia de correr).

Nó direito – por ser um dos nós mais fáceis de fazer, é usado com muita freqüência para unir cabos de bitolas iguais, sendo para isso, o mais seguro dos nós.

de bitolas iguais, sendo para isso, o mais seguro dos nós. Nó de escota singelo –
de bitolas iguais, sendo para isso, o mais seguro dos nós. Nó de escota singelo –

Nó de escota singelo – é um nó de muita segurança, com a grande vantagem de poder unir cabos de bitolas iguais ou diferentes.

de poder unir cabos de bitolas iguais ou diferentes. Nó de escota dobrado – é um

Nó de escota dobrado – é um nó de escota singelo com o chicote fazendo uma volta redonda em vez de singela para dar maior segurança. É usado para emendar duas espias, epecialmente quando uma delas tem alça.

duas espias, epecialmente quando uma delas tem alça. Nó torto – parece-se com o nó direito,

Nó torto – parece-se com o nó direito, porém a segunda volta é invertida, tornando-o desusado por correr e quando aperta não se desfaz com facilidade.

Nó de correr – é muito útil para emendar dois cabos, é um nó fácil de fazer, bastando unir os cabos ou fios e dar uma meia volta em cada no chicote e deslizar

6 para que as meias voltas esbarrem uma na outra.

os cabos ou fios e dar uma meia volta em cada no chicote e deslizar 6
Nó de moringa – serve onde seja necessária uma alça permanente. Antigamente era usado para

Nó de moringa – serve onde seja necessária uma alça permanente. Antigamente era usado para içar barris de água potável e bujões de gás, entre outros materiais cilíndricos.

Nó de azelha – é uma simples laçada pelo seio, podendo ser usada para fazer uma marcação num cabo, ou silar uma parte do cabo que esteja coçada (ferida em conseqüência de atrito).

que esteja coçada (ferida em conseqüência de atrito). Lais de guia – é um dos mais
que esteja coçada (ferida em conseqüência de atrito). Lais de guia – é um dos mais

Lais de guia – é um dos mais executados em todas as Marinhas. Trata-se de um nó que garante uma alça segura, substituindo a mão ou alça de uma espia. Balso singelo é o seio ou alça que resulta de um lais de guia.

Balso de calafate – também chamado de lais de guia dobrado. Como os demais balsos, oferece uma boa opção para salvamento de um náufrago, bem como para agüentar um homem que trabalha num costado ou num mastro, podendo ele ficar com as mãos livres.

ou num mastro, podendo ele ficar com as mãos livres. Balso dobrado – é um balso
ou num mastro, podendo ele ficar com as mãos livres. Balso dobrado – é um balso

Balso dobrado – é um balso com dois seios formados por duas voltas redondas com o chicote do cabo antes de dar um lais de guia. Serve para agüentar um homem que trabalha no costado ou para içar um objeto, servindo de estropo.

Balso pelo seio – também chamado de lais de guia dobrado. Como os demais balsos, oferece uma boa opção para salvamento de um náufrago, bem como para agüentar um homem que trabalha num costado ou num mastro, podendo ele ficar com as mãos livres.

como para agüentar um homem que trabalha num costado ou num mastro, podendo ele ficar com

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1.2.3 Voltas – as voltas abraçam objetos; a principal, por ser aquela que usamos na amarração das embarcações de qualquer porte, é a volta falida. A seguir mostramos a meia-volta, o cote, a volta de fiador, o catau de corrente, volta de fiel, volta de fateixa, volta de tortor.

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Voltas falidas - são uma série de voltas alternadas dadas em torno de um objeto, são muito usadas nas atracações, desde que o cabeço seja duplo.

usadas nas atracações, desde que o cabeço seja duplo. em cunho em malagueta em cabeços Meia

em cunho

em malagueta

desde que o cabeço seja duplo. em cunho em malagueta em cabeços Meia volta – é

em cabeços

que o cabeço seja duplo. em cunho em malagueta em cabeços Meia volta – é a
que o cabeço seja duplo. em cunho em malagueta em cabeços Meia volta – é a

Meia volta – é a volta dada nos embrulhos, a qual se dá com o chicote do cabo e pode-se desfazer facilmente. Serve como base ou parte de outros nós. Utilizada para impedir que o tirador de um aparelho de laborar se desgurna.

que o tirador de um aparelho de laborar se desgurna. Cote – é uma volta singela

Cote – é uma volta singela em que uma das partes do cabo morde a outra; raramente é usado só, serve para arrematar outras voltas.

raramente é usado só, serve para arrematar outras voltas. Volta do fiador – uma volta que

Volta do fiador – uma volta que lembra o número 8. É utilizada em chicote de cabo que labora em aparelho de força para não o deixar desgurnir.

Catau de corrente – é uma série de voltas dadas com o objetivo de diminuir o comprimento de um cabo que não sofre esforço.

corrente – é uma série de voltas dadas com o objetivo de diminuir o comprimento de
Volta do fiel – são dois cotes dados um contra o outro, de modo que

Volta do fiel – são dois cotes dados um contra o outro, de

modo que os chicotes saiam por entre eles e em sentidos contrários.

É a volta mais usada a bordo para se passar um fiel ou uma adriça

em torno de um balaustre, um olhal ou um pé de carneiro.

em torno de um balaustre, um olhal ou um pé de carneiro. Volta da fateixa –

Volta da fateixa – utilizada para amarrar uma espa a um ancorote ou um fiel a um balde.

para amarrar uma espa a um ancorote ou um fiel a um balde. Volta de tortor

Volta de tortor (ou nó de rabiola, aquele que prende os papéis que formam a rabiola das pipas. A volta prende pequenos objetos que queiramos içar, como por exemplo um pincel para alguém que esteja pintando um mastro. Serve também para amarração de pranchas de trabalho no costado.

1.2.4 Botões – Unem cabos paralelamente, formam alças, cruzam cabos, unindo-os.

Dentre os muitos existentes, citamos o botão redondo, o redondo-esganado (reforçado),

o falido, o falido-esganado, o cruzado e o peito de morte.

Na seqüência a seguir observa-se a elaboração de um botão redondo.

, o cruzado e o peito de morte . Na seqüência a seguir observa-se a elaboração
, o cruzado e o peito de morte . Na seqüência a seguir observa-se a elaboração

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Botão Redondo

Botão Redondo Botão Redondo Esganado Botão Falido 1.2.5 Pinhas – A pinhas são usadas principalmente como
Botão Redondo Botão Redondo Esganado Botão Falido 1.2.5 Pinhas – A pinhas são usadas principalmente como

Botão Redondo Esganado

Botão Falido

Botão Redondo Botão Redondo Esganado Botão Falido 1.2.5 Pinhas – A pinhas são usadas principalmente como

1.2.5 Pinhas – A pinhas são usadas principalmente como enfeites, embora por vezes como terminais em cabos de vai-e-vem e como peso para arremesso, o que facilita a passagem das espias de bordo para o cais, nas atracações. Existem diversos tipos de pinhas, como exemplos citamos: singela, dobrada, pinha de rosa singela, pinha de cesta ou de retinida.

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exemplos citamos: singela , dobrada , pinha de rosa singela , pinha de cesta ou de
exemplos citamos: singela , dobrada , pinha de rosa singela , pinha de cesta ou de
exemplos citamos: singela , dobrada , pinha de rosa singela , pinha de cesta ou de

Pinhas de retinida

exemplos citamos: singela , dobrada , pinha de rosa singela , pinha de cesta ou de
Pinha de rosa singela Singela Dobrada 1.2.6 Alças – As alças são usadas na atracação

Pinha de rosa singela

Pinha de rosa singela Singela Dobrada 1.2.6 Alças – As alças são usadas na atracação para

Singela

Pinha de rosa singela Singela Dobrada 1.2.6 Alças – As alças são usadas na atracação para

Dobrada

1.2.6 Alças – As alças são usadas na atracação para fixação de uma espia no cais. As

alças podem ser feitas de cabos de fibra vegetal ou cabos de arame, por vezes forradas com percintas de lona ou couro.

de arame, por vezes forradas com percintas de lona ou couro. 1.2.7 Estropos – São arranjos

1.2.7 Estropos – São arranjos ou alças feitas em cabos resistentes ou em correntes,

destinando-os ao embarque de cargas, geralmente laçando-as ou abraçando-as.

Alceado

de cargas, geralmente laçando-as ou abraçando-as. Alceado Estropo redondo 1.2.8 Falcaças – Ao cortarmos um cabo
de cargas, geralmente laçando-as ou abraçando-as. Alceado Estropo redondo 1.2.8 Falcaças – Ao cortarmos um cabo

Estropo redondo

1.2.8 Falcaças – Ao cortarmos um cabo qualquer, a tendência é que os seus cordões se

desbolinem. Para que isso não ocorra, recomenda-se que se dêem voltas redondas, mordendo-se o chicote. Estas voltas são feitas com cabos finos, linha de barca ou merlim. Isto é falcaçar um cabo. Os cabos de arame são falcaçados com fios de arame.

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1.2.9 Gachetas e Coxins – São trançados de cordões que têm fins ornamentais e também são usados para proteção de uma embarcação miúda, em seu içamento, ou ainda como capachos.

miúda, em seu içamento, ou ainda como capachos. Coxins russo Gachetas 1.2.10 Redes – mesmo sendo

Coxins russo

em seu içamento, ou ainda como capachos. Coxins russo Gachetas 1.2.10 Redes – mesmo sendo de

Gachetas

1.2.10 Redes – mesmo sendo de fácil manufatura, as redes hoje em dia são feitas em máquinas. Antigamente o bom marinheiro possuía os seus moldes e agulhas de madeira, com os quais teciam redes de proteção para as bordas dos navios, das embarcações miúdas e outras fortes e grandes, que serviam como estropos.

e outras fortes e grandes, que serviam como estropos. a) nó de escota b) agulha c)

a) nó de escota

b) agulha

c) início da rede

d) rede pronta

1.2.11 Costuras – Muitos são os trabalhos marinheiros feitos com lonas. Chamamos de forração. Forramos corrimão, alças e cabos fixos. Nas forrações e nas costuras de lonas usados vários tipos de pontos de costura.

de lonas usados vários tipos de pontos de costura. Ponto de palomba Ponto de bigorrilha pelo

Ponto de palomba

usados vários tipos de pontos de costura. Ponto de palomba Ponto de bigorrilha pelo redondo Ponto

Ponto de bigorrilha pelo redondo

costura. Ponto de palomba Ponto de bigorrilha pelo redondo Ponto de bigorrilha chato (cosido por dentro)

Ponto de bigorrilha chato (cosido por dentro)

pelo redondo Ponto de bigorrilha chato (cosido por dentro) Ponto de espinha de peixe Ponto esganado

Ponto de espinha de peixe

Ponto de bigorrilha chato (cosido por dentro) Ponto de espinha de peixe Ponto esganado (em dois

Ponto esganado (em dois movimentos)

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1.3 Cabos

1.3.1 Tipos de cabos

Saber manusear os cabos é garantia de uma embarcação bem amarrada, de uma carga bem peada.

Os cabos, quanto à natureza de suas fibras, podem ser:

Vegetal – quando desfiamos certos vegetais como o sisal, cânhamo, linho, algodão, coco, juta e outros, torcemos as fibras, formamos os fios de carreta. Ao torcermos os fios de carreta formamos os cordões e ao torcermos os cordões formamos os cabos. Medimos o cabo de vegetal pela sua circunferência e em milímetros. Assim dizemos “a bitola do cabo é de tantos milímetros”.

Sintético – de matérias plásticas artificiais e que podem ser esticadas em forma de fios. É mais resistente que o vegetal, sendo de aparência muito mais apresentável. Existem vários tipos de cabos de matéria plástica, sendo o nylon o mais conhecido.

De arame – a formação dos cabos de arame difere bastante da que se faz com fibra vegetal, uma vez que compõe-se apenas de fios torcidos e isto não pode ser feito de forma manual. Mesmo assim o cabo de arame, também chamado de cabo de aço, é o mais resistente. Medimos o cabo de arame pelo seu diâmetro e em polegadas. Assim dizemos “a bitola do cabo é de tantas polegadas”.

Mistos – em certas operações especiais, como em alguns reboques, é preferível usar-se um cabo misto, isto é, parte de arame e parte de fibra vegetal.

Cabo solteiro – O cabo que para muitos é um cabo inútil, torna-se um cabo de multiuso. Os cabos solteiros não têm especificação de comprimento ou bitola. Seja como for, se o cabo não tiver uso determinado, ele passa a ser um cabo solteiro. O uso dos cabos solteiros deve ser feito depois de conhecermos a sua resistência, isto é, se ele resiste ao esforço que dele precisamos.

Os cabos, matéria-prima mais importante em quase todos os trabalhos marinheiros, têm as suas pontas denominadas chicotes (“1” e “2”) enquanto que o espaço representado por “3” é chamado de seio do cabo.

1 2 3 2 3
1
2
3
2
3

Este mesmo cabo, se for usado para amarrar uma pequena embarcação ao cais, deixa de ser solteiro para ser um boça. E, se usado para vestir uma talha, passa a ser

14 chamado beta e o seu chicote, onde se exerce a força para içar o peso, recebe o novo nome de tirador.

1.4 Resistência dos cabos

Nos diversos trabalhos marinheiros, como os nós e voltas, a resistência dos cabos é enfraquecida pelo uso. Isto ocorre porque, ao mudarmos a direção de uma força, ela se enfraquece naturalmente. Como exemplo, podemos observar que em cabo de guerra, a recomendação é que o grupo não mude a direção, mantendo-o em linha reta. Abaixo apresentamos a tabela de resistência de alguns nós e voltas, com base no trabalho apresentado pela Columbian Rope Company, Auburor, N.Y., EUA.

Tabela de resistência de alguns nós e voltas

Tipos de nós e voltas

Resistência

Cabo úmido

Aumenta a resistência para 111%

Cabo seco

100%

Costura de mão, úmida

100%

Costura de mão, seca, em sapatilho

Reduz para 95%

Costura redonda

Reduz para 85%

Volta de fateixa

Reduz para 76%

Lais de guia

Reduz para 60%

Volta de fiel

Reduz para 60%

Nó de escota

Reduz para 55%

Nó de direito

Reduz para 45%

Meia volta

Reduz para 45%

Pela tabela acima, podemos tirar as seguintes conclusões:

a) que os cabos umedecidos são sempre mais resistentes que os secos;

b) que as costuras são mais resistentes do que as voltas e os nós;

c) que os nós são os menos resistentes de todos os trabalhos marinheiros.

Diante destas conclusões recomenda-se que não sejam usados cabos emendados, pois além do enfraquecimento produzido pela emenda, ainda somam-se os desgastes naturais dos cabos usados.

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2 Nós e Voltas

2.1 Elaboração de voltas simples

Nesta Unidade você está convidado a exercitar-se, fazendo alguns nós e voltas que você já viu anteriormente. Para estes treinamentos, prepare uma linha de barca de 40 milímetros de circunferência com 1,20 m de comprimento, falcaçando os seus chicotes, a fim de que não descochem.

Preparou? Muito bem, vamos à ação.

Façamos a meia-volta:

1º)

Estique a linha debarca e cruze os chicotes, como o cabo da figura

2 o )

Agora faça com que o chicote que está por cima dê uma volta sobre a outra

pernada e, pronto. Assim, se você o apertar, fará um esbarro que impedirá que o tirador de um aparelho se desgurna. Você também acabou de aprender a primeira parte do nó

direito.

é m acabou de aprender a primeira parte do n ó direito. Agora o desafio é
é m acabou de aprender a primeira parte do n ó direito. Agora o desafio é

Agora o desafio é fazer um cote. Também é fácil. É quase o mesmo que a meia- volta; apenas você terá o cuidado de, ao dar o segundo passo da meia-volta, em vez de abrir os dois chicotes, colocá-los paralelos. Nunca devemos arrematar um trabalho marinheiro fazendo apenas um cote, pois não daria a segurança esperada. Faça dois ou três cotes.

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trabalho marinheiro fazendo apenas um cote, pois n ã o daria a seguran ç a esperada.

2.2 Elaboração de nós

Nó direito

É importante não apenas saber fazer um nó, mas também identificar a utilidade deles no dia-a-dia do marinheiro.

m identificar a utilidade deles no dia-a-dia do marinheiro. Embora seja um n ó que enfraque

Embora seja um nó que enfraqueça o cabo em 5% da sua resistência, o nó direito é bastante usado para unir cabos de bitolas iguais. É extremamente fácil de fazer e também de ser desfeito. São apenas duas meias-voltas superpostas.

Veja como é fácil: é só fazer o chicote aseguir o trajeto da linha pontilhada passando por cima e, em seguida, por baixo da parte bdo cabo.

a b
a
b

Lais de guia

Com o lais de guia, chamado de rei dos nós, confeccionamos uma segura alça provisória em uma espia, uma aboçadura em substituição a um balso, ou então qualquer outro serviço em que se precise de alça.

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Tente fazê-lo conforme a figura e depois pratique. Basta fazer o chicote apercorrer o caminho da linha pontilhada passando por baixo da parte be depois por dentro do seio c.

b a c
b
a
c

Aboçadura

depois por dentro do seio “ c ” . b a c Abo ç adura As

As aboçaduras são usadas para unir boças ou espias com rapidez e segurança. Elas podem ser elaboradas com dois lais de guia ou com vários cotes em cada um dos chicotes. Veja como é fácil e prático.

ou com v á rios cotes em cada um dos chicotes. Veja como é f á

Aboçadura com lais de guia

Abo ç adura com cotes e bot õ es N ó de correr O n

Aboçadura com cotes e botões

Nó de correr

O nóde correr ou de pescador consiste na união de dois chicotes paralelamente, dando-se uma meia volta em cada um deles, abraçando um ao outro. Serve para unir cabos finos e até linhas finas, daí o nome de nó de pescador.

e at é linhas finas, da í o nome de n ó de pescador. 2.2 Elabora

2.2 Elaboração de voltas

Volta de fiador

Serve de distintivo para o contramestre e do mestre. Semelhante a um número oito, é usado no chicote do tirador dos aparelhos de içar, para que não se desgurna. Para essa finalidade, é melhor que a meia-volta porque não fica mordido e se desfaz facilmente.

Para essa finalidade, é melhor que a meia-volta porque n ã o fica mordido e se

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Volta de fiel

Pode ser feita em volta de uma viga horizontal ou vertical. É usada a bordo sempre

que queremos fixar rapidamente um cabo a qualquer parte do navio. Quando necessário

é arrematada com um ou dois cotes.

Você pode fazê-la em torno de qualquer objeto cilíndrico ou na sua própria mão. Olhe para a figura apresentada em três tempos e faça-a vagarosamente. Esta é aquela volta que o cavaleiro faz para amarrar seu cavalo nas estacas da cerca. Insista em aprendê-lo.

seu cavalo nas estacas da cerca. Insista em aprend ê -lo. Volta da encapeladura singela Assemelha-se
seu cavalo nas estacas da cerca. Insista em aprend ê -lo. Volta da encapeladura singela Assemelha-se
seu cavalo nas estacas da cerca. Insista em aprend ê -lo. Volta da encapeladura singela Assemelha-se

Volta da encapeladura singela

Assemelha-se a um nó-de-borboleta (de gravata). É fácil de fazer e serve para a improvisação de alças na fixação de cabos de sustentação de mastros. Sua parte central

é encaixada no tope do mastro.

Faz-se duas meias-voltas, segurando uma em cada mão e encaixa-se lateralmente uma a outra, apertando-as e puxando-se os seios para os lados opostos.

Depois de feito isto, encaixamos a sua parte central em uma viga e teremos assim duas alças onde podemos fixar um aparelho ou dois cabos que queiramos fixar lateralmente.

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uma viga e teremos assim duas al ç as onde podemos fixar um aparelho ou dois
uma viga e teremos assim duas al ç as onde podemos fixar um aparelho ou dois

3 Amarração de embarcações

3.1 Defensas

Nesta unidade você conhecerá alguns tipos de defensas de proteção ao costado do navio, em simulação ou, de preferência, por meio de aula a bordo de uma embarcação fluvial ou similar.

Veremos alguns dos tipos de defensas mais comuns, todas recobertas pelo ponto de embotijamento, ou embotijo. As figuras deixam claro tratar-se de um trabalho marinheiro imprescindível à proteção do costado da embarcação. É lamentável ver embarcações em que, por falta de bons marinheiros, são colocados pneus de automóveis como proteção de costado.

As defensas são fáceis de fazer. Consistem em um saco de lona com enchimento de pedaços de cabos velhos, cortiças ou borrachas; colocando-se uma cinta ao meio do saco fechado, passa-se a embotijar do centro para cada uma das extremidades do saco, no qual são afixadas as suas alças.

Embotijar é simplesmente dar-se cotes sobre cotes, até recobrir a área desejada. Os formatos das defensas dependerão do tipo da embarcação, do cais em que habitualmente esta atraque e do local que você queira proteger. A exemplo, no bico de proa, você não poderia usar uma defensa do tipo balão.

voc ê n ã o poderia usar uma defensa do tipo bal ã o. A defensa

A defensa tipo balão é usada em pequenos navios e embarcações em geral, por ocasião da atracação e desatracação. Pode ser manuseada por um só marinheiro.

çã o. Pode ser manuseada por um s ó marinheiro. As defensas cil í ndricas horizontais

As defensas cilíndricas horizontais são fixadas aos verdugos das embarcações miúdas ou de porte médio, servindo de proteção permanente.

ou de porte m é dio, servindo de prote çã o permanente. As defensas cil í

As defensas cilíndricas verticais são usadas principalmente nos rebocadores por ocasião da atracação.

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Defensa da roda – este tipo de defensa n ã o tem formato fixo, variando

Defensa da roda este tipo de defensa não tem formato fixo, variando de acordo com o formato do bico de proa dos rebocadores, lanchas ou outras embarcações.

de proa dos rebocadores, lanchas ou outras embarca çõ es. Defensa circular – feita de pneus

Defensa circular feita de pneus recheados com cabos e cobertos com embotijo, tem um furo na parte oposta à alça e é usada fixa no costado de embarcações de apoio.

Defensa para cais estas defensas não são trabalhos marinheiros; porém, além de proteger o cais, protegem também o costado das embarcações que nele atraquem. Podem ser flutuantes amarrados ao cais, toros de madeira em posição vertical, etc.

Como você pode observar, a faina de proteção do costado é importante, mas de nada valerá a teoria se você não souber utilizar as defensas. Saiba quais usar, quando e como usá-las. Mas não abuse, deixando que a sua embarcação viaje de brincos, por causa da preguiça de retirar as defensas e guardá-las logo após o uso. Saiba que defensa no costado, em viagem, reduz a velocidade da embarcação, além de demonstrar desleixo da sua tripulação.

3.2 Fainas de laborar um cabo

Dar a volta a uma espia em um cabeço

Quando duas alças de espias são passadas no mesmo cabeço, a segunda alça é sempre passada por dentro da primeira, de modo a permitir que qualquer das duas seja retirada sem interferir com a outra.

passada por dentro da primeira, de modo a permitir que qualquer das duas seja retirada sem

Dar a volta a uma espia em dois cabeços

A primeira volta é dada no cabeço oposto à direção que a espia vem e, então, são dadas voltas falidas em torno dos dois cabeços. No final, arremata-se com um cote em um dos cabeços.

Fazer retorno a um cabo

com um cote em um dos cabe ç os. Fazer retorno a um cabo Faz-se retorno

Faz-se retorno em qualquer peça que sirva para mudar a direção de um cabo sem permitir atrito forte.

mudar a dire çã o de um cabo sem permitir atrito forte. Abo ç ar ou

Aboçar ou passar a trapa em um cabo sob tensão

Aboça-se ou trapeia-se um cabo sob tensão quando é necesário mudar o local em que estiver amarrado, como por exemplo, mudar a espia de um cabrestante pelo qual foi rondada para um cabeço onde ficará amarrada.

qual foi rondada para um cabe ç o onde ficar á amarrada. Abo ç ar cabo

Aboçar cabo de fibra com cabo mais fino

á amarrada. Abo ç ar cabo de fibra com cabo mais fino Abo ç ar cabo

Aboçar cabo de aço com corrente

Dar a volta em um cunho ou numa malagueta

Por meio de voltas falidas é que se dá volta a adriças ou tiradores de talhas em um cunho ou em uma malagueta.

de voltas falidas é que se d á volta a adri ç as ou tiradores de
de voltas falidas é que se d á volta a adri ç as ou tiradores de

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Gurnir um cabo em um cabrestante

O vivo que será alado fica por dentro do tambor e o chicote vai se movimentando para fora à medida que o tambor girar. Quem labora o cabo deve ficar ao socairo, colhendo o brando de forma a nao permitir que as voltas mordam.

girar. Quem labora o cabo deve ficar ao socairo, colhendo o brando de forma a nao
girar. Quem labora o cabo deve ficar ao socairo, colhendo o brando de forma a nao

4 Estropos

4.1 Conceito

Embora se defina estropo como sendo um pedaço de cabo ligado pelo seus chicotes por um nó ou uma costura, formando um anel, de cabo, usado para ligar um peso a ser içado a um aparelho de içar, julgamos mais correto simplificarmos essa definição dizendo ser tudo o que faça conexão ou ligação entre o peso a ser içado e o aparelho de içar.

Assim, não só o anel de cabo é um estropo, mas também uma lona, uma rede, uma corrente, um cabo com duas mãos ou alças, um sistema de imantação, tudo isto podemos arrolar entre os estropos. A função do estropo é aumentar a capacidade do carregamento.

Tal é o progresso na área do carregamento que hoje os estropos já se tornam raros em alguns tipos de carga. Por exemplo, as grandes lingadas que se faziam para embarque e desembarque de trigo, soja, arroz e outros grãos, foram trocadas por potentes sugadores que carregam um navio num espaço de tempo bastante reduzido.

carregam um navio num espa ç o de tempo bastante reduzido. Assim, tamb é m, ocorre

Assim, também, ocorre com o embarque de caixas que hoje deslizam pelas esteiras rolantes, reduzindo o tempo de embarque e dispensando, em muito, a ação dos estropos. Isto sem falar nos contêineres içados por guindastes imantados ou embarcados diretamente em cima de viaturas.

4.2 Principais tipos de estropo

Entre os muitos tipos de estropos citados, não podemos deixar de destacar como um dos principais o estropo comum. É importante por ser fácil de fazer e de usar proporcionando grande segurança.

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O estropo comum é feito usando-se apenas um cabo solteiro. Basta que façamos uma costura redonda ou mesmo que apliquemos um simples nó direito em seus chicotes e teremos feito um estropo. Veja.

direito em seus chicotes e teremos feito um estropo. Veja. Estropos abertos ou bra ç alotes

Estropos abertos ou braçalotes pedaços de cabos de fibra vegetal, fibra sintética ou arame de aço que terminam em seus dois chicotes.

Os chicotes podem ser de cabos com alças, uma em cada um dos chicotes, ou com gancho em um dos chicotes e alça ou anel no outro.

com gancho em um dos chicotes e al ç a ou anel no outro. Os chicotes
com gancho em um dos chicotes e al ç a ou anel no outro. Os chicotes

Os chicotes ainda poderão ter um sapatilho na alça com o fim de evitar o desgaste e em seu seio uma garra corrediça com o objetivo de permitir um melhor aperto.

corredi ç a com o objetivo de permitir um melhor aperto. Poder ã o ser conectados,

Poderão ser conectados, em números de 2, 3 ou 4, por meio de um anel formando, assim, aparelhos de 2, 3, ou 4 ramais ou pernadas.

Os estropos podem ser de correntes que terminam em dois (2) chicotes:

podem ser de correntes que terminam em dois (2) chicotes: • com anel num chicote e
podem ser de correntes que terminam em dois (2) chicotes: • com anel num chicote e

com anel num chicote e um gancho no outro;

com dois anéis, um em cada chicote;

com manilha, em ambos os chicotes; e

um em cada chicote; • com manilha, em ambos os chicotes; e • com anel num

com anel num dos chicotes e uma manilha no outro.

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um em cada chicote; • com manilha, em ambos os chicotes; e • com anel num

O estropo de corrente é formado por duas ou quatro pernadas de corrente, ou de

cabo de arame, todas ligadas a um olhal e tendo em suas extremidades gatos. Na figura vemos um estropo aberto com apenas duas correntes próprio para carga e descarga de barris, tonéis, trilhos, etc.

para carga e descarga de barris, ton é is, trilhos, etc. O estropo de lona é

O estropo de lona é uma forte lona, geralmente quadrada, provida de fiéis fixados

em seus quatro cantos. A bordo são usados para cargas como mantimentos e outros serviços do próprio navio. Da mesma forma, usamos fortes estropos feitos de rede. As redes também são usadas em operações de salvamento e em caso de abandono do navio, ocasião em que são estendidas no costado do navio.

ocasi ã o em que s ã o estendidas no costado do navio. Estropos fechados -

Estropos fechados - aqueles cujos chicotes são ligados, por meio de anel, manilha ou costura.

4.3 Uso dos estropos

Consideremos a utilização dos estropos na fainas de carga e descarga dos navios e demais embarcações mercantes.

As sacarias perderam bastante do seu valor, como já citamos, com o surgimento dos sugadores, os quais dispensam que muitos sejam ensacados; porém, os estropos comuns continuam a ser bastante usados em carregamentos regionais, em embarcações de menores portes e em cargas que não podem ser transportadas a descoberto, etc

Os estropos feitos com cabos de arame levam a vantagem de ter capacidade bem maior de içar pesos, embora sejam pesados e de difícil manuseio.

Os estropos de corrente, com já citamos, içam desde grandes tubos de ferro até grandes caixotes, razão porque podem possuir quatro correntes. Como desvantagem, estes estropos são muito pesados, precisam ser feitos de material de boa qualidade e exigem contínua inspeção.

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4.4 Como cortarum estropo

Não se espante porque jamais você precisará da navalha do marinheiro para cortarum estropo, mesmo sendo ele de cabo de fibra. Cortarum estropo é simplesmente a operação de reduzir o seu comprimento.

simplesmente a opera çã o de reduzir o seu comprimento . Na figura ao lado veja

Na figura ao lado veja a volta boca de lobo, com a qual se pode cortar um estropo comum.

Você pode cortar o estropo dobrando-o simplesmente ou aplicando uma boca-de-lobo dobrada, ou ainda fazendo uma encapeladura singela com a alça que se prende ao gato.

O bom marinheiro deve ter em seu paiol estropos de tamanhos diversos de modo a não precisar sempre estar cortando estropos. O corte é um remédio que não deve ser usado com freqüência, pois como você sabe, qualquer nó ou volta que se aplique num cabo reduz a resistência do mesmo. Portanto, previna-se sabendo a quantidade de volumes a içar, a fim de usar estropos no tamanho exato.

Atenção

Não se esqueça de que os estropos comuns devem ser confeccionados com costura redonda, em vez de nós ou voltas.

Bibliografia

FONSECA, Maurílio M. Arte Naval. 6. ed. Rio de Janeiro: SDGM, 2003.

KIHLBERG, Bengt. The Lore of ships. Gotemburg: AB Nordbok, 1975.

McLEOD, William A. The Boatswains Manual. Glasgow: Brown, Son & Fergunson, 1977.

NOEL, John V. Jr. Knights Modern Seamanship. 17 ed. New York: Von Nostrand Reinhold, 1984.

PREFECTURA NAVAL ARGENTINA. Direccion del Personal. Manual de conocimientos marineros. Buenos Aires, 1970.