Análise de Riscos na Construção Civil

Guia de Orientações para o Formador
Módulo 1

Europeia CENFIC

União

República Portuguesa

POEFDS Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social

Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul

Análise de Riscos na Construção Civil

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Ficha Técnica

Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto

Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Orientações para o Formador 580 - Arquitectura e Construção 862 - Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Cristina Leitão Silva José Paulo Palhas Lourenço Teleformar, Lda. CINEL - Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal, Prior Velho, Março de 2008 500 exemplares, em suporte informático

Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN

Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.pt • www.cenfic.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co-financiado pelo Estado Português - Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

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Ícones

Actividades/Avaliação

Documentação de Referência/Bibliografia

Destaque

Glossário

Índice

Legislação

Objectivos

Plataforma de Formação a Distância/Internet

Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom

Resumo

Videograma

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Índice

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Índice

• • •

Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo
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Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos, duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar

M1 . 9 M1 . 13 M1 . 17 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 21 M1 . 22 M1 . 22 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 24 M1 . 25

orientações para o Formador
• • • • • • • • •

Programação do módulo Relação formador-formando Metodologia Actividades Temporização-sequencialização Avaliação Critérios de avaliação Recuperação-remediação Materiais pedagógicos Bibliografia recomendada Legislação Endereços electrónicos Plano de sessão Documentação de referência

documentação de Referência
• • •

1. Estaleiro de obra
• •

M1 . 26 M1 . 27 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 30 M1 . 31 M1 . 32 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 35 M1 . 37 M1 . 37 M1 . 39 SM 1

2.

Caminhos de Circulação
• •

SM 2

Plano de sessão Documentação de referência SM 3 Plano de sessão Documentação de referência SM 4 Plano de sessão Documentação de referência

3.

Instalações Administrativas
• •

4.

Instalações Sociais
• •

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Índice

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SM 5

5. Estaleiro de Apoio à Produção
• •

Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência

SM 6

6. Equipamentos de Protecção Colectiva
• •

SM 7

7. Equipamentos de Protecção Individual
• •

SM 8

8. Funções em Estaleiro de obra
• •

SM 9

9. Movimentação de Terras e Escavações
• •

SM 10

10. Fundações
• •

SM 11

11. Estruturas
• •

SM 12

12. Alvenarias
• •

SM 13

13. Coberturas
• •

SM 14

14. Revestimentos
• •

Legenda:

M SM

Módulo - textos de enquadramento/caracterização Submódulo

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Apresentação do Projecto

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Apresentação do Projecto

O presente Guia de Orientações para o Formador insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos, em suporte papel e digital, no âmbito da Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil, a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. CD-ROM Multimédia 4. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Sustentabilidade 5. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. Videograma 9. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando)

• •

O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4.2.2.2 – Recursos Didácticos, do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Estes recursos, embora podendo ser explorados autonomamente, constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada, entre si e com outros materiais neles referenciados, em múltiplos contextos, tais como sessões presenciais, a distância ou tutoradas na empresa, com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. Concluída a fase de concepção, cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais, aos contextos de aplicação, bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm, porém, a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente, num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Como em qualquer trabalho desta natureza, extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Pelos erros de conteúdo, grafia ou outros, que, apesar

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Apresentação do Projecto

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disso, porventura tenham passado, apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho, agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto.

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Ficha Ambiental

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Ficha Ambiental

ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS
Informações, Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia, água, materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e, apenas quando necessário, em suporte de papel. Cada um de nós, instituição formadora, formador, formando, vai utilizar para além deste guia, computadores, equipamentos periféricos (impressora, scanner, projector de vídeo, etc.) e muitos outros materiais (papel, tinteiros, discos graváveis, entre outros), durante e depois da acção de formação. Ao fazê-lo, podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design, formatação, paginação e paleta de cores seleccionados de forma a, sem perda de qualidade gráfica, consumir o mínimo de papel e tinta; • Impresso em ambas as faces do papel que, se possível, deve ser reciclado a 100%; • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”; • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento, pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. Caso seja, pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta); • Imprima, sempre que possível, frente e verso. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. No caso de um rascunho, imprima em papel já utilizado; • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Consumíveis: antes de deitar fora, pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto, utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado; • Em alternativa, adira, por exemplo, à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e, ao mesmo tempo,

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Ficha Ambiental

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contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. Tel.: 21 415 51 31; Existem campanhas similares de outras organizações. Esteja atento(a).

Equipamentos: antes de comprar, verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!); • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? - por exemplo: programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3), consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR - www.energystar.gov), a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis; • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? - por exemplo, os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos, sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores, lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades, informe-se junto da AMBICARE (www.ambicare.com), entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que, no ambiente de trabalho, são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores, permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e, portanto, a avaliação da extensão dos riscos conexos, tendo em conta as precauções existentes. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa, nem tão pouco, uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos, à mão-de-obra, aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional, como intervenientes em obra. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE, com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. Infelizmente, também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST), um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano, para não falar no sofrimento humano. Embora, ao longo dos anos, se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras, trabalhadores e donos de obra, continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente, em Portugal, são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. As quedas em altura, nomeadamente de andaimes, juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra, figuram entre os maiores

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problemas. Cerca de 1.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano, - o dobro da média de outros Sectores. As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro, isto é, na fase de concepção do projecto e da preparação de obra.

A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. • 600.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais, tais como mesotelioma e amiantose. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção, vítimas de doenças relacionadas com o amianto. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina, tais como a areia, podem provocar dificuldades respiratórias, nomeadamente silicose. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas, tais como óleos, resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV, aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. Durante a construção do Canal da Mancha, foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos, tais como os éteres e esteres de glicol). Esses sintomas podem incluir perda de memória, fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central.

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outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo, por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas, pode provocar disfunções do sistema nervoso central, provocar náuseas, cefaleias, cansaço e outros sintomas. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais, tais como berbequins e martelos pneumáticos. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos, evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal, pelo número de trabalhadores, empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade, o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis), veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança, além da formação sempre necessária a trabalhadores, chefias e direcções das empresas do Sector. O presente recurso irá benefeciar as empresas, através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático, possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde, obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas, em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares, são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos.

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CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-Alvo Os destinatários deste Módulo são, preferencialmente, os formandos de cursos de nível 3, desempregados ou trabalhadores com mais do 9.º Ano de Escolaridade, do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia, no entanto, ser explorado em sessões de formação de nível 2, desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica, este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências, em contexto de formação ou trabalho, por parte de engenheiros, arquitectos, projectistas, outros técnicos do Sector, bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. ÁREAS PRoFISSIoNAIS vISAdAS Este Guia pode ser utilizado, em diferentes momentos, na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1:
Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862
1

Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho

Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação.

Considerando as competências visadas, e sem prejuízo das profissões tradicionais, este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção, coordenação, gestão da segurança, fiscalização, controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas, tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra; • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho; • Técnico de Desenho de Construção Civil; • Técnico de Medições e Orçamentos; • Técnico de Topografia;

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

Encarregados e outros técnicos do Sector.

PRé-REQuISIToS, duRAÇÃo E NívEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo, embora se recomende que os aprendentes respeitem, pelo menos, duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil; • Possuir o 9.º ano de escolaridade; • Estar a frequentar um curso de nível 3, dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. Este recurso pode inserir-se, com durações variáveis, em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua, desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam, entre outros, os domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente. Sugere-se, não obstante, 25 a 50 horas de trabalho - não necessariamente presenciais para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem, incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. Este Módulo não confere, se ministrado autonomamente, qualquer nível de qualificação, não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3, após integração no Catálogo Nacional de Qualificações.

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IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico, num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente, traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional, integrados em contexto de estaleiro de obra. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra, caminhos de circulação, instalações administrativas, …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra, seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação, exploração e desmobilização destas instalações. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes, baseado nas actividades mais significativas, sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos, com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho, bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. Os pré-requisitos, materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem, pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória.

ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal, pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural, científico-tecnológica e prática, quer em contexto de formação quer de trabalho. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. Enquadramento do Módulo 1. Estaleiro de Obra 2. Caminhos de Circulação 3. Instalações Administrativas 4. Instalações Sociais 5. Estaleiro de Apoio à Produção 6. Equipamentos de Protecção Colectiva

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7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15.

Equipamentos de Protecção Individual Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos

Enquadramento do Módulo

Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas

Instalações em Estaleiro de Obra

Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção

Equipamentos de Protecção Colectiva

Movimentação de Terras Fundações

Equipamentos de Protecção Individual

Estruturas Alvenarias Coberturas

Funções em Estaleiro de Obra

Revestimentos

Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação
Resolução ou Desenvolvimentos Propostos

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oBjECTIvoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra; 2. Identificar as fases principais dos processos construtivos; 3. Analisar os riscos associados aos processos construtivos, profissões, equipamentos e materiais. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra; 2. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra, os seus riscos e medidas preventivas; 3. Identificar os principais processos construtivos, as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção, bem como os respectivos riscos associados; 4. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra; 5. Caracterizar as funções presentes em obra, respectivos riscos e medidas preventivas; 6. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados; 7. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função; 8. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar; 9. Compreender e aplicar, através de exemplos, a hierarquização dos riscos em obra.

MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR
• • • • Guia de Aprendizagem; Bloco de notas e caneta; Computador e aplicação interactiva; Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção

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Orientações para o Formador

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Orientações para o Formador

PRoGRAMAÇÃo do Módulo O módulo Análise de Riscos na Construção Civil deve realizar-se num Centro de Formação que reúna as condições mínimas em termos de espaço, instalações, meios, recursos materiais e humanos e com formandos de um contexto laboral estandardizado. No entanto, dado que existem diferentes contextos laborais, económicos e sociais, a programação da acção de formação será aberta, flexível e adaptável às necessidades, nível de interesses e aptidões dos formandos, assim com às instalações de recursos materiais do Centro de Formação. RElAÇÃo FoRMANdo-FoRMAdoR Os objectivos gerais do módulo relativamente à relação Formando-Formador serão entre outros: • Estabelecer um clima positivo de relacionamento e colaboração com a envolvente, valorizando a comunicação como um dos aspectos essenciais na formação; • Desenvolver a iniciativa, o sentido da responsabilidade, a identidade e a maturidade profissional que permitam melhorar a qualidade da formação e do trabalho, motivando o aperfeiçoamento profissional contínuo; • Valorizar a importância do conhecimento e das competências profissionais, quer de carácter formal quer informal, e a sua repercussão na actividade e imagem da pessoa, do Centro de Formação e da empresa; • Seleccionar e valorizar criticamente diversas fontes de informação relacionadas com a profissão, de forma que permitam a capacidade de auto-aprendizagem e possibilitem a evolução e adaptação das suas capacidades profissionais às mudanças tecnológicas e organizativas do Sector profissional em que se inserem. METodoloGIA No momento de desenvolver a metodologia aplicável ao módulo, o formador deverá ter em conta os seguintes princípios psicopedagógicos: 1. Partir dos conhecimentos prévios; 2. Promover a aquisição de aprendizagens significativas; 3. Utilizar metodologias: a. Activas e motivadoras por parte do formador; b. Participativas da parte do formando; 4. Favorecer o desenvolvimento integral do formando; 5. No desenvolvimento da metodologia em Formação Profissional temos que ter presente a iminente integração do formando no mundo do trabalho e a actualização e aumento de competência para os que buscam na formação um meio de progressão na carreira profissional; 6. Coordenação com a equipa formativa de outros módulos, se a matéria a tratar assim o requerer. O formador promoverá uma metodologia activa e participativa, procurando centrar o pro-

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cesso de aprendizagem no formando. O formando deverá, assim, ter a oportunidade de participar com as suas ideias, dando a sua opinião, de forma a que o formador conheça os seus interesses, motivações, necessidades e expectativas, sem perder de vista a envolvência laboral onde está ou poderá vir a integrar-se. O método de formação será construtivista, ou seja, será dirigido à construção de aprendizagens significativas, isto é, a partir dos seus conhecimentos prévios o formando elaborará novas aprendizagens. As acções de formação iniciar-se-ão com a comunicação do tema e exposição dos objectivos, através de um esquema de conteúdos a tratar (que poderá ser desenvolvido no quadro ou através de uma apresentação de dados já elaborados, com recurso a videoprojector). De seguida, pode realizar-se uma série de perguntas para conhecer o nível de conhecimentos prévios que o formando possui, de forma a aproveitá-los e rentabilizá-los ao máximo durante a sessão de formação. Durante o desenvolvimento dos conteúdos deverá privilegiar-se a utilização de exemplos relacionados com o contexto laboral e/ou social dos formandos, para que desta forma se sintam implicados e participem. De forma a suscitar a participação no processo de formação-aprendizagem do formando a exposição teórica deverá ser breve para, de imediato, realizar exercícios práticos. Assim, e em resumo, dever-se-á seguir uma metodologia que facilite a interacção, fomente a responsabilidade sobre a aprendizagem, assegure a motivação, favoreça a modificação ou aquisição de novas atitudes, possibilite o desenvolvimento de competências e potencie a avaliação como um processo de feedback contínuo. O formador poderá também fazer referência a temas transversais que contribuam para o aprofundamento do estudo em causa. ACTIvIdAdES O objectivo das actividades é motivar e facilitar a aprendizagem dos formandos para atingir as competências estabelecidas para a formação. As actividades podem ser grupais ou individuais, devem seguir uma ordem, começando por actividades simples que poderíamos chamar de enquadramento ou motivação, e continuando através de actividades de dificuldade progressiva destinadas a desenvolver os conhecimentos programados; também existirão actividades orientadas para a personalização e individualização da aprendizagem; levar-se-ão a cabo actividades de ampliação de conhecimentos para aqueles formandos que superem com facilidade os objectivos propostos, ou de recuperação para aqueles que apresentem dificuldades. Algumas das actividades a desenvolver podem revestir a seguinte natureza: • Exercícios individuais ou em equipa; • Leitura e análise de artigos em revistas ou literatura especializada;

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• • • • • • •

Jogos pedagógicos ou simulações; Exposição, em sala, realizada pelos formandos sobre determinados conteúdos; Brainstorming, role-playing, entre outras técnicas; Debate sobre as actividades e conclusões realizadas; Visita de estudo a obras ou entidades relacionadas com os temas apresentados; Participação em conferências/seminários, workshops sobre os temas abordados; Pesquisa ou procura de informação por parte dos formandos em diversas instituições e entidades.

No caso da Análise de Riscos na Construção Civil, a realidade do conhecimento é dependente da proximidade dos problemas, pelo que aos formandos com experiência profissional devem ser proporcionadas oportunidades de aprofundamento e redescoberta de saberes não explorados. Sempre que possível, os formandos devem sair para o exterior, seja numa visita organizada e dirigida pelo formador ou Centro de Formação, seja através de pesquisa autónoma de informação relacionada com a unidade de trabalho. As visitas deverão ser aprovadas pelo responsável da acção ou do Centro que organiza a formação. TEMPoRIzAÇÃo-SEQuENCIAlIzAÇÃo A temporização é o tempo das sessões formativas que vamos dedicar aos respectivos conteúdos. Este tempo pode variar em função dos temas e das actividades previstas. A sequencialização consiste na ordenação e gestão adequada das sessões. Uma sequencialização standard seria a seguinte: • Primeira sessão: Exposição de um esquema de conteúdos e diagnóstico dos conhecimentos prévios. • Segunda sessão e seguintes: Desenvolvimento dos conteúdos e realização de actividades. • última sessão: Avaliação sumativa e sistémica do processo de aprendizagem, pelos formandos e pelo formador. Quando se trata de um módulo formativo integrado num itinerário ou percurso mais alargado é necessário fazer referência ao momento temporal, isto é, a que período de tempo pertence a unidade. Também poderá fazer-se referência à ordem em que se deve ministrar, antes ou após, dependendo dos conhecimentos prévios necessários para o estudo da unidade que se está a tratar, ou se estes conhecimentos são indispensáveis para o estudo de unidades posteriores. As visitas de estudo devem ter um planeamento específico e atempado, de forma a cumprirem cabalmente os seus objectivos. Todas as visitas ou actividades no exterior devem ter um plano de acção e uma avaliação no final.

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AvAlIAÇÃo A avaliação deverá ser contínua, formativa e sumativa. Isto significa que se deve realizar um acompanhamento contínuo e individualizado do formando ao longo de todo o processo de formação-aprendizagem; a avaliação é, portanto, um elemento fundamental deste processo. A avaliação supõe uma recolha de informação que se realiza através de diversas acções que não são exclusivamente provas, fichas de trabalho e testes, mas também a observação contínua: das questões colocadas, dos debates, dos trabalhos, das atitudes, do comportamento diário, da assiduidade, etc. Esta informação permite-nos ter um conhecimento acerca de como está a decorrer o processo de formação-aprendizagem, ou seja, se o formando está a adquirir as competências previstas. Aconselha-se que os formandos elaborem um dossiê/caderno de apontamentos, trabalhos, exercícios e actividades, para que o formador possa valorizar estes aspectos. No processo de avaliação o formador deve perguntar: • Como se avalia? Esta pergunta foi respondida quando indicámos que a avaliação é contínua. Quando se avalia? As fases da avaliação contínua podem ser concretizadas em: • Avaliação inicial Trata-se de conhecer os conhecimentos prévios dos formandos, assim como as suas atitudes, competências e também motivação. Atingido este objectivo, são colocadas questões, de forma a que os formandos respondam de forma livre ou enquadrada: produção curta, escolha múltipla, emparelhamento ou associação, etc. • Avaliação formativa ou processual Trata-se da avaliação ao longo de todo o processo formativo - tem carácter regulador, orientador e auto-corrector do processo formativo. Avaliação sumativa Também se denomina como final, global ou resumo. Consiste na necessidade de pôr uma única nota ao formando no final do processo avaliativo, que será a classificação resultante de toda a avaliação contínua.

O que se avalia? Avalia-se a aprendizagem dos formandos, ou seja, a aquisição das competências terminais e a sua fundamentação científica. A avaliação deve, também, avaliar os conhecimentos, os conceitos, os procedimentos e as atitudes. Podem-se estabelecer diferentes critérios de qualificação para ponderar cada uma das componenetes de aprendizagem. Isto pode ser muito variável e subjectivo e recomendase a definição destas ponderações em reunião pedagógica.

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os critérios de avaliação estão agrupados por capacidades terminais. além de sítios na internet ou outros materiais de consulta em suporte papel ou digital. Material curricular Os decretos que regulam a formação profissional e contínua designadamente os que correspondem à modalidade de intervenção. a um bloco temático. A recuperação é mais uma parte do processo de formação-aprendizagem e tem início quando se detectam dificuldades no formando. • Material bibliográfico complementar Como bibliografia pode-se utilizar a que o formador indica em cada unidade. documentação de referência. videoprojector. Os materiais de enquadramento que apoiem a eficácia e eficiência do processo de formação-aprendizagem. RECuPERAÇÃo-REMEdIAÇÃo A recuperação deve-se entender como uma actividade ou conjunto de actividades e não como um exame. quadro. de forma que a cada capacidade lhe corresponda uma série de critérios de avaliação determinados. O Projecto formativo do Centro de Formação.M1 . aplicação informática. distinguem-se as seguintes categorias: • Material didáctico São os materiais que necessitamos para o desenvolvimento da unidade. Estas capacidades e critérios referem-se. vídeogravador. MATERIAIS PEdAGóGICoS São aqueles que precisamos para a realização da programação e posterior desenvolvimento da formação. canetas. legislação. computadores. • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . sem aguardar o insucesso. 33 Orientações para o Formador CRITéRIoS dE AvAlIAÇÃo Como já indicámos anteriormente pretende-se avaliar a aquisição das competências terminais. etc. portanto. normalmente. Aconselha-se a sua elaboração a partir de cada tema e tendo sempre presente os conteúdos da unidade. A avaliação contínua deverá ser sustentada em critérios de avaliação cujos parâmetros medirão o grau de aprendizagem do formando e a medida de progresso e “concretização” dos objectivos estabelecidos no processo de formação-aprendizagem. tais como: revistas e livros especializados. realizando com ele actividades complementares de reforço e apoiando aqueles pontos onde o formando sente dificuldades. Através dos critérios de avaliação constata-se a aquisição das capacidades terminais.

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Documentação de Referência BIBLIOGRAFIA E ENDEREçOS ELECTRÓNICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1971. Neves da. Maria. • Pinto.Avaliação e Controlo de Riscos”. 37 Documentação de Referência . Almedina.Glossário”. “Construção . 1996. • Lucas. Maria.º 89/106/CEE. AECOPS. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Gerhard. “Segurança na Construção . “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. EPGE. • Nunes. 1993. 1996. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. • Decreto-Regulamentar n. Germano.Construção. 1989. Alves.Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública. Relações Industriais e Assuntos Sociais . IDICT. • Silva.º 113/93 de 10 de Abril . 2006. Editora Lusófona. “Riscos de Soterramento na Construção”.º 33/88 de 12 de Setembro . “Organização do Estaleiro”.º 441/91. CEAC. Restauro de Edifícios”. “Segurança e Higiene do Trabalho”. 1996. 1998. “Segurança e Saúde no trabalho . • Azevedo. IDICT. 2000. 2004. Luís Fontes. 1996. “Manual de Segurança . 1996. IDICT. IDICT. • Decreto-Lei n. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. “Gestão de Segurança”. Luís .Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoal Empregado nas Obras. 1999. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. • Dressel. • Gonelha.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. • Dias. Fernando A . IDICT. Luxemburgo. • Franco. • Miguel. Fernando. • Branco. “Segurança.Direcção “Saúde Pública e Segurança no Trabalho” Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n. IDICT 1996. • Decreto-Lei n. LNEC. EPGE.M1 .Bibliografia e Endereços Electrónicos BIBlIoGRAFIA RECoMENdAdA • Comissão Europeia . 1999. Vida Económica. • Decreto-Lei n. M. José. IDICT. relativa aos produtos de construção. IGT. 1999. • González. Gerardo. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. IDICT. IDICT. IST/IDICT.Direcção-Geral do Emprego. 2003. Edições Serviços de Publicações Oficiais das CE. Alberto. • Dias. “ Movimentação Manual de Cargas”. • Freitas. Filomena.Qualidade e Segurança no Trabalho”. • Cabral. “Manual de Segurança no Estaleiro”. • Teixeira. 2006. 2006. Volume 2. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. A. Higiene e Saúde em Estaleiros de Construção”. M. AECOPS. • Roxo. 2006. • Rodrigues. Alves. • Fonseca. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros. • Franco. Porto Editora. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 1998. Luís. 2004. Francisco. Abel. IDICT. • Amaral. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.RSTCC. lEGISlAÇÃo • Decreto-Lei n.º 46427 de 10 de Julho de 1965 . “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. L. de 21 de Dezembro de 1988. Paz. L. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Gandra do. 1996. António “Concepção de Locais de Trabalho”. de 14 de Novembro .Transpõe a Directiva n. Luís.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 .Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil . • Santos. Manuel. Sílabo. 1974. Conservação. • Machado.

Lei 99/2003 de 27 de Agosto .Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .º 102/2000 de 2 de Junho .º 1456-A/95 de 11 de Dezembro .Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros. Decreto-Lei n.º 26/94 de 1 de Fevereiro .º 348/93 de 1 de Outubro .Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens].º 347/93 de 1 de Outubro .Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído. Decreto-Lei n. de pedreiro (m/f ).º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais. Decreto-Lei n.º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho).Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.Altera o Decreto-Lei n. Lei nº 100/97 de 13 de Setembro .º 273/2003.Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais. de 29 de Outubro .Transpõe para o direito interno a Directiva n.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança. Decreto-Lei n.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. Decreto-Lei n. as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação.º 12/2004 de 9 de Janeiro . Decreto-Lei n. de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a). Lei 35/2004 de 29 de Julho .Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. Portaria n.Regulamenta o Código do Trabalho. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis.º 89/656/ CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual.º 101/96 de 3 de Abril .Aprova o Código do Trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção.º 362/93 de 15 de Outubro .Transpõe para o direito interno a Directiva n.Documentação de Referência . Decreto-Lei n. Portaria n. bem assim.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação.º 566/93 de 2 de Junho . Decreto-Lei n.º 141/95 de 14 de Junho .Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 . Decreto-Lei n. Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .º 133/99 de 21 de Abril .º 92/57/CEE.Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro .º 146/2006 de 20 de Fevereiro . Portaria n.Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e. Higiene e Saúde no Trabalho. Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro . 38 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Portaria n.

pt .cdc.isq.gov.Revista Segurança CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .gov.ilo.hse.pt .anq.M1 .Occupational Safety and Health Administration • www.pt .act. Portaria nº 299/2007 de 16 de Março .com . do Conselho.aecops.pt . Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto .pt .Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo • www.Health and Safety Executive • www.Instituto de Soldadura e Qualidade • www.Autoridade para as Condições do Trabalho • www.Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho .National Institute for Occupational Safety and Health • www.Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto .cenfic.gov.apambiente.Aprova o modelo de ficha de aptidão médica.Altera o Decreto-Lei nº 9/2007. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho .construlink. que aprova o Regulamento Geral do Ruído.int .mtss.fr .lnec. 39 Documentação de Referência .mtas.pt .Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio.pt .Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho • www.iefp.revistaseguranca.eu.Organização Internacional do Trabalho • www.uk .Autoridade Nacional de Protecção Civil • www.Diário da República Electrónico • www.AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas do Sul) • http://agency. ENdEREÇoS ElECTRóNICoS • www.ipq. Engenharia e Construção • www.org .Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social • www.Instituto Português da Qualidade • www.Instituto do Emprego e Formação Profissional • www.Institut National de Recherche et de Sécurité • www.pt .Arquitectura. de 3 de Novembro.dgert. revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro.Centro de Formação Profissional Industria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul • www. Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro . Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto .es/insht .gov.proteccaocivil.dre. que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos.osha.gov.pt .Agência Portuguesa do Ambiente • www.catalogo.com .Bibliografia e Endereços Electrónicos • • • • • • • • • Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro .pt . relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho.Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente.Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho.pt .inrs. Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho . que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE.Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE.mtss.Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE.gov/niosh .Laboratório Nacional de Engenharia Civil • www.pt .pt .Catálogo de Profissões • www. que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado. de 17 de Janeiro.

Documentação de Referência .eu/PT .3M Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .com .Sinalux www. 40 • • http://sinalux.3m.Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 .

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

etc.vedação e controlo de acessos e infra-estruturas técnicas provisórias • Casos práticos • Visita a estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM1 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Ficha de trabalho sobre os condicionalismos • Listas de verificações . máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação. 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 1 Estaleiro de obra duração: mínimo: 2 horas. envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

Delimitação do Estaleiro 2.4 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. quatro infra-estruturas aéreas ou enterradas presentes no estaleiro de obra. pelo menos. • Identificar. dando exemplos. dos diferentes tipos de vedação de obra. dez aspectos relacionados com a funcionalidade e condições de segurança do estaleiro. • Indicar. durante a fase de implantação. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 1: Estaleiro de Obra Fichas temáticas: Condicionalismos existentes no local Delimitação do Estaleiro Infra-estruturas técnicas provisórias Temas: Estaleiro de obra Condicionalismos existentes no local Delimitação de estaleiro Vedação Infra-estruturas técnicas 2. oito riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e acessos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. pelo menos. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3 Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1. oito medidas de prevenção referentes à delimitação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Listar. 3. • Atribuir à entidade executante a responsabilidade de estabelecer medidas preventivas adequadas aos riscos identificados. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar os três condicionalismos locais relevantes para a implantação do estaleiro.SM1 . • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. • Enumerar. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. pelo menos. • Identificar em que fase se deve efectuar um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. • Identificar e descrever.

4 • • • • do estaleiro. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Computador. 4. Listar.rede de águas e rede eléctrica.Estaleiro de Obra SM1 . quatro infra-estruturas técnicas a implantar num estaleiro de obra. • Material auxiliar para os formandos. • 1 Flipchart ou quadro de papel. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Videoprojector. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . pelo menos. Descrever a importância dos meios de comunicação num estaleiro. Identificar e descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. Elaborar uma lista de verificações para as infra-estruturas técnicas . • 1 Tela. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.

2. 120 min. 15 min. 4. 7. 3. 6. rede de gás) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador Expositivo Videoprojector e computador - 2 min. Tempo acumulado 1. 5. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 90 min. instalações eléctricas. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Tempo parcial 2 min. 5 Estaleiro de Obra 5. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 105 min. 4 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Avaliação Oral - 3 min. rede de esgotos. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Condicionalismos existentes no local Delimitação física da obra Infra-estruturas técnicas provisórias (rede de águas. Comunicar o tema da sessão Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais.SM1 .

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Maria. 8. Portaria n. AECOPS. Restauro de Edifícios”. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .º 1456-A/95. 4. do Conselho. 1996. Neves da. 6. 5. Machado. 1989. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. “Manual de Segurança .Construção. 9. 7. de 11 de Dezembro .SM1 .Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. Conservação. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.º 141/95 de 14 de Junho . 7 Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 1 1. Portaria 101/96 de 3 de Abril . IDICT.Estabelece regras gerais de planeamento. Sílabo. Gerhard. 10. de 24 de Junho. “Manual de Segurança no Estaleiro”. A. Abel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Decreto Regulamentar n. LNEC. “Organização do Estaleiro”. 1971.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 3. 2004.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.º 33/88 de 12 de Setembro . Dressel. Luís Fontes. organização e coordenação para promover a segurança. 2. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. Decreto-Lei n.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. Pinto.º 92/57/CEE. AECOPS. Franco. 1999. Silva.

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2. Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Caminhos de Circulação SuBMódulo 2 Caminhos de Circulação duração: mínimo: 2 horas 30 minutos. Centro de Formação. etc. máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação pedonal • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação rodoviária • Elaboração da lista de verificação para locais destinados ao parqueamento • Visita a obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM2 .

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3. 3 Caminhos de Circulação PlANo dE SESSÃo 1. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. quatro regras para a implantação das vias de circulação rodoviárias. • Utilizar e preencher a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. pelo menos. pelo menos. • Elaborar e preencher correctamente uma lista de verificações para os locais destinados CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. • Descrever os diferentes tipos de sinalização. • Listar todas as regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de viaturas. pelo menos. seis condições de segurança que as vias de circulação rodoviárias devem obedecer. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificação de vias de circulação pedonal. • Enumerar. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. seis condições de segurança que as vias de circulação pedonal devem obedecer. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 2: Caminhos de circulação Fichas Temáticas: Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento Sinalização Temas: Vias de circulação Plano de evacuação Emergência Sinalização Parqueamento Segurança no trabalho 2. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. • Listar. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária.SM2 . • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir.

• 1 Tela. • 1 Videoprojector. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. quatro regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de equipamentos. Identificar e desenhar exemplos de sinalização rodoviária temporária. 4 • • • • • ao parqueamento. pelo menos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 Computador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. pelo menos. quatro requisitos que permitem a eficácia da sinalização de segurança.Caminhos de Circulação SM2 . Enumerar. • Material auxiliar para os formandos. Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização e estaleiro de obra. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 4. Elaborar e preencher uma lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. Listar.

135 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 20 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento (de viaturas. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 115 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. de equipamentos) Sinalização (rodoviária temporária. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4. 4 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 3. segurança no trabalho) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 2. 150 min.SM2 . 5. Avaliação Oral - 4 min. Tempo acumulado 1. 6. 7. 8. 5 Caminhos de Circulação 5. 3 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Decreto Regulamentar n.º 1456-A/95. Abel. 1971. 3.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. 5. IDICT. 7. do Conselho.Estabelece regras gerais de planeamento. Neves da. 2. 1999. Machado.º 33/88 de 12 de Setembro . de 11 de Dezembro . Restauro de Edifícios”. 9. 2004. Maria. Conservação. Franco. 1989. organização e coordenação para promover a segurança. AECOPS. AECOPS.SM2 . Pinto. A. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Sílabo.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. Luís Fontes. Portaria n. “Manual de Segurança . Dressel. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .º 92/57/CEE.Construção. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. “Organização do Estaleiro”. Gerhard. LNEC. 6. 7 Caminhos de Circulação doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 2 1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 8.º 141/95 de 14 de Junho . “Manual de Segurança no Estaleiro”. Portaria 101/96 de 3 de Abril . Silva. de 24 de Junho.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. 4. 10. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. 1996. Decreto-Lei n.

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3. Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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SM3 . envolvente. 1 Instalações Administrativas SuBMódulo 3 Instalações Administrativas duração: mínimo: 2 horas 30 minutos. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de contactos de emergência • Elaboração da lista de verificação e aplicá-la a escritórios de apoio • Elaboração da lista de procedimentos a adaptar em caso de emergência • Simulação de um acidente grave com consequente actuação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação. máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

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de uma forma resumida. • Identificar. • Indicar. • Listar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. • Enumerar. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar a portaria. pelo menos. 3 Instalações Administrativas PlANo dE SESSÃo 1. • Elaborar e preencher a lista de verificações em escritórios de apoio. seis requisitos que a portaria deverá possuir • Utilizar e preencher correctamente a lista de contactos de emergência. pelo menos. seis requisitos que o posto de socorros deverá possuir. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. • Caracterizar o posto de socorros. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. pelo menos. 3. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 3: Instalações administrativas Fichas Temáticas: Portaria e controlo de acessos Escritórios de Apoio Posto de Socorros Temas: Portaria Contactos de emergência Manual de acolhimento Escritório de apoio Posto de socorros Contactos de emergência Acidente de trabalho Registo de acidente de trabalho 2.SM3 . • Caracterizar os escritórios de apoio. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. seis requisitos que o escritório de apoio deverá possuir. como actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente grave. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cinco equipamentos técnicos que deverão estar presentes no posto de socorro. pelo menos. • Identificar.

115 min. 8. 4 min. Tempo acumulado 1. • Material auxiliar para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 150 min. • 1 Computador. • 1 Videoprojector. • 1 Tela.Instalações Administrativas SM3 . Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 135 min. 3. 3 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 2. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 7. 20 min. 4. 5. 5. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Portaria e controlo de acessos Escritórios administrativos Posto de socorros Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 6. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 4 4.

3. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 5 Instalações Administrativas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 3 1. 1971. AECOPS. Luís Fontes.SM3 .Estabelece regras gerais de planeamento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2006. 2004. 1998. 9. 6. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”.Construção. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. Abel. organização e coordenação para promover a segurança. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Fonseca. Decreto-Lei n. “Segurança e Higiene do Trabalho”. Fernando. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. 2006. Pinto. 2. LNEC. Restauro de Edifícios”. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Nunes. Conservação.º 92/57/CEE. de 24 de Junho. Dressel. Alberto. 7.Transpõe a Directiva n. 8. 4. “Manual de Segurança . IDICT.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. EPGE.º 441/91. de 14 de Novembro . 1996. Gerhard. Machado. Miguel. 10. 5. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . Sílabo. Porto Editora. Portaria 101/96 de 3 de Abril . António “Concepção de Locais de Trabalho”. do Conselho.

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4. Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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etc. Centro de Formação. 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 4 Instalações Sociais duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. envolvente. vestiário. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificação do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra • Preenchimento da lista de verificações do dormitório. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM4 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar. • Identificar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o refeitório e a cozinha. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 4. • 1 Tela. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. vestiário. dez requisitos que o dormitório/vestiário deverá possuir. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. pelo menos. • Material auxiliar para os formandos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Listar todos os condicionalismos a ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários.SM4 . 3 Instalações Sociais PlANo dE SESSÃo 1. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Caracterizar o dormitório e as instalações sanitárias. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. • Elaborar e preencher a lista de verificações do dormitório. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra. 3. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. dez requisitos que as instalações sanitárias deverão possuir. • 1 Flipchart ou quadro de papel. dez requisitos que o refeitório e a cozinha deverão possuir. pelo menos. • 1 Videoprojector. pelo menos. • 1 Computador. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 4: Instalações sociais Fichas Temáticas: Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Temas: Fenestração Salubridade 2.

Instalações Sociais SM4 . 4. 20 min. 4 5. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 4 min. Tempo acumulado 1. 60 min. 5. 80 min. 6. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 8. 3 min. 3. 7. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. 90 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 2.

Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. AECOPS.º 92/57/CEE. 9. organização e coordenação para promover a segurança. “Segurança e Higiene do Trabalho”. 1996. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3. 5. Pinto. 6.Estabelece regras gerais de planeamento.Transpõe a Directiva n. 8. Sílabo. 2. Fernando. Conservação. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. Alves. L.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. Nunes. IST/IDICT. Restauro de Edifícios”.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 1989. Machado.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. Neves da. 5 Instalações Sociais doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 4 1. “Organização do Estaleiro”. de 24 de Junho.Construção. Portaria nº 949–A/2006 de 11 de Setembro . higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. 1996. “Manual de Segurança . 4. 7. A.SM4 . Luís Fontes. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .º 441/91. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 2004. Silva. EPGE. de 14 de Novembro . Dias. do Conselho. Abel. 10. Portaria 101/96 de 3 de Abril . Decreto-Lei n. M. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . 2006. AECOPS. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

5. Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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Centro de Formação. envolvente. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Estaleiro de Apoio à Produção SuBMódulo 5 Estaleiro de Apoio à Produção duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria • Elaboração e preenchimento da lista de verificação da carpintaria • Preenchimento da lista de verificação do estaleiro de cofragens • Preenchimento da lista de verificações referente ao estaleiro de ferro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM5 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pelo menos. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de ferro. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do armazém e da ferramentaria. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o armazém. • Caracterizar estaleiro de ferro. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o armazém e a ferramentaria. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. dez requisitos que a carpintaria deverá possuir. pelo menos. 3 Estaleiro de Apoio à Produção PlANo dE SESSÃo 1. pelo menos. • Caracterizar estaleiro de cofragens. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações da carpintaria. • Caracterizar a carpintaria. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de cofragens. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 5: Estaleiro de apoio à produção Fichas Temáticas: Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Temas: Armazém Ferramentaria Ficha de segurança do produto Circulação Carpintaria Cofragem Descofrante Estaleiro de ferro 2.SM5 . dez requisitos que o estaleiro de ferro deverá possuir. • Determinar as instalações que têm uma correlação de proximidade com a carpintaria. 3. pelo menos. • Identificar. • Identificar. • Listar. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . dez requisitos que o estaleiro de cofragens deverá possuir. • Listar todos os riscos frequentes associados ao estaleiro de cofragens. seis requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão possuir. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Identificar. pelo menos. seis riscos frequentes associados ao estaleiro de ferro.

• 1 Tela. 7. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 3. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 3 min. 8. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 4. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 . Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. Tempo acumulado 1. • 1 Computador. 20 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 2. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. • 1 Videoprojector. 90 min. 5. 5. 4 min. 80 min. 60 min. 6. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. • Material auxiliar para os formandos.

IST/IDICT. 7. 1996. Machado. L. AECOPS. organização e coordenação para promover a segurança. Dias. de 24 de Junho. 9. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Portaria 101/96 de 3 de Abril . IDICT.º 441/91. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . 2.Transpõe a directiva n.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei n. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . IDICT. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .SM5 . higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. 8. Alves. 3.Estabelece regras gerais de planeamento. Maria. Luís Fontes. Portaria 949-A/2006. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 1999. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. Filomena.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.º 92/57/CEE.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. de 14 de Novembro . do Conselho. 2000. 4. 5 Estaleiro de Apoio à Produção doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 5 1. “ Movimentação Manual de Cargas”. Franco. 6. Teixeira. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. 10. M. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. 1996.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente a andaime • Elaboração e preenchimento da lista de verificação de entivação de vala • Visita a obra com aplicação dos vários tipos de equipamentos de protecção colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. etc. Centro de Formação. máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM6 . 1 Equipamentos de Protecção Colectiva SuBMódulo 6 Equipamentos de Protecção Colectiva duração: mínimo: 2 horas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Reconhecer a importância da protecção colectiva. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar os guardas-corpos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 6: Equipamento de Protecção Colectiva Fichas Temáticas: Guarda-Corpos Andaimes Redes de Segurança Entivação de valas Temas: Guarda-corpos Guardas Andaime Procedimentos de segurança Rede de segurança Entivação Protecção colectiva 2. dois procedimentos de segurança para cada fase de preparação de montagem e recepção de materiais. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. pelo menos. • Listar. pelo menos. • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. pelo menos. • Caracterizar os diferentes tipos de redes. 3. • Listar. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo.SM6 . • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de um andaime. • Reconhecer as redes de segurança como uma medida de protecção colectiva. • Identificar situações de risco de soterramento. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar todos os constituintes de um andaime metálico. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas as redes de segurança. 3 Equipamentos de Protecção Colectiva PlANo dE SESSÃo 1. • Identificar os diferentes tipos de guardas-corpos. quatro causas de acidentes de trabalho em andaimes. • Caracterizar entivação. três requisitos que os guarda-corpos deverão possuir. • Listar os locais onde devem ser colocados os guarda-corpos.

pelo menos. duas características a todos os tipos de redes. pelo menos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Listar todas as redes que limitam a queda. Listar os cuidados a ter de modo a conservar as características das redes. • 1 Tela. pelo menos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 4 • • • • • • • • Identificar. Atribuir.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Listar. 4. • 1 Videoprojector. • Material auxiliar para os formandos. Identificar. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. quatro medidas de prevenção associadas à entivação de valas. 3 exemplos de redes para impedir a queda. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. pelo menos. Identificar os diferentes tipos de entivação caracterizando cada uma delas. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Elaborar e preencher a lista de verificação de entivação de valas. • 1 Computador. cinco requisitos que as redes de segurança deverão possuir.

Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. Tempo acumulado 1. 120 min. 4 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Guarda-corpos Andaimes Redes de protecção Entivação de valas Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 6. 5. 4. 105 min. 8. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 3. 20 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 85 min. 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min.SM6 . 2. 7. 5 Equipamentos de Protecção Colectiva 5.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. M. 1998. Fernando A. IGT. 1999. “Construção Civil . 1996. 1996. Vida Económica. Alves. GONELHA. do Conselho.Estabelece regras gerais de planeamento. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Germano. 5. Cabral. Roxo. IDICT. “Construção .SM6 . relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. IDICT 1996. José. 7. 2ª edição. Santos. 2. IDICT. L. 8. Manuel. Alves. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Dias. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. 2004. 7 Equipamentos de Protecção Colectiva doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 6 1. de 24 de Junho. L. “Segurança.. 4.º 92/57/CEE. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.Glossário”. 2006. 6. Luís Maldonado. Dias. Almedina. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Avaliação e Controlo de Riscos”. 10. Portaria 101/96 de 3 de Abril .Manual de Segurança no Estaleiro”. Rodrigues. 2003. “Segurança na Construção . 3. “Segurança e Saúde no trabalho . 9. M. IST/IDICT. IDICT. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. organização e coordenação para promover a segurança.Qualidade e Segurança no Trabalho”.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

7. Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações de todos os EPI mencionados • Disponibilizar aos formandos. etc. envolvente. na sala de formação. o maior número de EPI (Equipamento de Protecção Individual) de forma a poderem manusear os mesmos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM7 . Centro de Formação. máximo: 6 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Equipamentos de Protecção Individual SuBMódulo 7 Equipamentos de Protecção Individual duração: mínimo: 3 horas. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Definir capacete. Viseira Vestuário. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar. • Identificar a necessidade de protecção do corpo. • Elaborar a lista de verificações para EPI. • Reconhecer as diversas categorias de protecção que o calçado oferece. calçado Poluição 2. • Caracterizar o ruído. dando pelo menos um exemplo. 3 Equipamentos de Protecção Individual PlANo dE SESSÃo 1.SM7 . • Identificar os elementos que compõem um calçado. luvas. • Determinar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. as situações de trabalho em que a utilização do capacete é imprescindível. • Identificar o risco de exposição às poeiras. • Identificar viseira. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. 3. • Elaborar o plano de protecções individuais em estaleiro de obra. • Reconhecer as informações que devem constar nas embalagens dos vários EPI. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Reconhecer a necessidade da utilização de protecção para as mãos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 7: Equipamentos de Protecção Individual Fichas Temáticas: Protecção da Cabeça Protecção dos Ouvidos Protecção dos Olhos Protecção das Vias Respiratórias Protecção das Mãos Protecção dos Pés Protecção do Corpo Temas: Capacete Protectores auditivos Óculos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo.

• Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. pelo menos. Enumerar todos os tipos de protecção das mãos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos olhos. dois requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. Identificar. Enumerar. 4. pelo menos.Equipamentos de Protecção Individual SM7 . Enumerar. Enumerar. • 1 Flipchart ou quadro de papel. pelo menos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção das vias respiratórias. Listar cinco requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das mãos. pelo menos. Listar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos pés. Identificar todos os tipos de protectores auditivos. Enumerar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção do corpo. • 1 Videoprojector. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Computador. Identificar quais os equipamentos que reduzem a exposição ao ruído. quatro requisitos/exigências que os capacetes deverão possuir. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção do corpo. • Material auxiliar para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos pés. quatro requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos olhos. quatro factores a ter em conta na aquisição de protectores auditivos. • 1 Tela. Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de todos os EPI mencionados. 4 • • • • • • • • • • • • • • • • Identificar os dois tipos de capacetes.

4 min. 3 min. 4. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 5 Equipamentos de Protecção Individual 5. 20 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. 2. 180 min.SM7 . Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. 5. 160 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 7. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 140 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. 6. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Avaliação Oral - 4 min. 8. Tempo acumulado 1. 3.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

“Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”.º 128/93 de 22 de Abril . 7 Equipamentos de Protecção Individual doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 7 1.Avaliação e Controlo de Riscos”. 12. Germano. IDICT. Vida Económica. Manuel. González. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Luís Maldonado. 2006.Estabelece regras gerais de planeamento.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis.º 139/95 de 14 de Junho . 2004. Decreto-Lei n. com vista a preservar a saúde e segurança dos seus utilizadores.º 22714/03 de 21 de Novembro . higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. “Segurança na Construção . Alberto. 2ª edição. IDICT. Porto Editora.Glossário”. 7. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. 3. Rodrigues. 5. 1999. Luís Fontes. Decreto-Lei n. GONELHA.º 348/93 de 1 de Outubro .Estabelece as exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelos equipamentos de protecção individual. 9. 11. 1996. Machado.Lista de normas harmonizadas a observar pelos equipamentos de protecção individual. “Segurança. 8. 4. “Manual de Segurança no Estaleiro”. CEAC. 1974. com vista a preservar a saúde e a segurança dos seus utilizadores. Decreto-Lei n. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Portaria 101/96 de 3 de Abril . de 24 de Junho. IDICT. “Segurança e Saúde no trabalho . AECOPS. 2006. “Construção Civil . organização e coordenação para promover a segurança.Altera o Decreto-Lei 128/93 de 22 de Abril. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Miguel. do Conselho. 1996. 13. Roxo. Gerardo. 2. Despacho n. 10.Manual de Segurança no Estaleiro”.SM7 . relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.Prescrições mínimas em termos de saúde e de segurança dos trabalhadores na utilização de EPI. Almedina. 6. 14.º 92/57/CEE. 1996.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Funções em Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .8.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Funções em Estaleiro de Obra SuBMódulo 8 Funções em Estaleiro de obra duração: mínimo: 4 horas. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Centro de Formação.SM8 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra • Visita a um estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente. etc. máximo: 8 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3 Funções em Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1.SM8 . indicando 3 regras de actuação. 4. • Caracterizar os principais riscos nas funções de produção em obra. 3. • Definir. a função de técnico de obra. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. a função de Director de obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • 1 Flipchart ou quadro de papel. cada formando deverá estar apto a: • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra. • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra que devem ser apresentados. a função de técnico de segurança. • Definir. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Caracterizar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. indicando 5 regras de actuação. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. • Definir. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 8: Funções em Estaleiro de Obra Fichas Temáticas: Funções de Direcção de Obra e Apoio Funções de Produção em Obra Temas: Director de Obra Técnico de Obra Técnico de Segurança Funções 2. • Seleccionar 2 funções em obra e listar as regras de actuação para as mesmas. indicando 4 regras de actuação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio.

5. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 3 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 3. 2 min. 6. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 1 Tela. Tempo acumulado 1. 220 min. 240 min. 7. 15 min. 1 Computador. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min.Equipamentos de Protecção Colectiva SM8 . Material auxiliar para os formandos. 1 Videoprojector. 205 min. 5. 2. 8. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 • • • • • • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Funções de direcção de obra e apoio Funções de produção em obra Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 4. 3 min. Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.

3. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 7. 6. Francisco. 1996. 5. IDICT. LNEC. Lucas. “Construção Civil .º 26/94 de 1 de Fevereiro . Gerhard.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Silva. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . Higiene e Saúde no Trabalho. Gerhard. AECOPS.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança. Decreto-Lei n. IDICT. 1971. 1989.Manual de Segurança no Estaleiro”. Dressel. A.SM8 . Fonseca. 1998. LNEC. Neves da. António “Concepção de Locais de Trabalho”. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. Dressel. “Organização do Estaleiro”. 2. 1971. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 1996. 9. IDICT. 5 Funções em Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 8 1. 8. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 4. 1996. IDICT.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Centro de Formação. 1 Movimentação de Terras e Escavações SuBMódulo 9 Movimentação de Terras e Escavações duração: mínimo: 1 hora. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de movimentação de terras ou escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM9 . etc. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os três grupos de materiais ou produtos associados presentes em trabalhos de movimentação de terras. • Reconhecer os diferentes tipos de transporte para terras. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Listar. • Definir combustíveis e lubrificantes. 3 Movimentação de Terras e Escavações PlANo dE SESSÃo 1. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. pelo menos. três tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. • Identificar. • Definir escavação. seis riscos frequentes em estaleiros relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações. 3. • Definir materiais de escavação. sete riscos associados ao trabalho de movimentação de terras e escavações. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as principais operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pelo menos. • Definir infra-estruturas enterradas. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de movimentação de terras e escavações. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Listar. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 9: Movimentação de Terras e Escavações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Movimentação de terras Escavações Materiais de construção 2. • Listar.SM9 . cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar movimentação de terras. pelo menos. • Reconhecer as variáveis que influenciam quais os meios de entivação ou escoramento a aplicar.

dez medidas de prevenção relacionadas com o processo construtivo e equipamento utilizado em trabalhos de movimentações de terras e escavações. • Material auxiliar para os formandos. • 1 Videoprojector. • 1 Flipchart ou quadro de papel.Movimentação de Terras e Escavações SM9 . pelo menos. • 1 Computador. Elaborar e preencher uma ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 4. • 1 Tela. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 • • Listar.

6. 7. 2. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min.SM9 . Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Tempo acumulado 1. 35 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 50 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Máquinas de movimentação de terras) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 3 min. Avaliação oral 8. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 2 min. 4. 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 15 min. 5 Movimentação de Terras e Escavações 5. 3. 60 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1996. Gerardo. Francisco. Gerhard. Luís Maldonado. 2. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.Transpõe para o direito interno a Directiva n. 2ª edição. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. González. 1996. “Segurança. Lucas. 1996. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. Dressel. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . IDICT. 1996. 7 Movimentação de Terras e Escavações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 9 1. 6. 8. “Construção Civil . “Riscos de Soterramento na Construção”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Luís. 1974. IDICT. 7. IDICT.Manual de Segurança no Estaleiro”.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. LNEC. Vida Económica. 1971. CEAC. 3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . IDICT. 5.SM9 . Azevedo. 2006. 4. GONELHA.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .10.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Centro de Formação. envolvente. 1 Fundações SuBMódulo 10 Fundações duração: mínimo: 1 hora. etc. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de escavação em fundações directas • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de execução de fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM10 . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas. pelo menos. • Reconhecer os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. • Identificar os diferentes tipos de sapatas de fundação. pelo menos. com elaboração de um esquema.SM10 . oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de movimentação de terras e escavações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Definir fundação. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de escavação de fundações directas. • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas. pelo menos. • Reconhecer. 3 Fundações PlANo dE SESSÃo 1. • Enunciar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Distinguir. cinco riscos mais frequentes em trabalhos de execução de sapatas de fundação. • Listar. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 10: Fundações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Fundação Escavação Betão Riscos 2. fundação directa de indirecta. • Enunciar os três factores que determinam a escolha do tipo de fundação. • Identificar as actividades correspondentes à execução de fundações directas. • Identificar e caracterizar a retroescavadora como equipamento presente em trabalhos de fundações directas. • Enunciar e definir todas as actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. 3.

• Material auxiliar para os formandos.Fundações SM10 . • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Videoprojector. 4. 4 • • Enunciar. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. • 1 Computador. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de execução de fundações directas. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Tela. pelo menos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.

5. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 7. 60 min. Avaliação oral 8. 2 min. Equipamentos Interrogativo (Máquinas de fundações directas) e expositivo Materiais Métodos Sínteses intermédias Activos a seleccionar Avaliação pelo Formador Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão 35 min. 3. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Expositivo - - 10 min. 3 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 2 min. 50 min. 6. 2.SM10 . 5 Fundações 5. Tempo acumulado 1. 15 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto - 3 min. 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

7. Decreto-Lei n. 1996.SM10 . Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 1996. Gerardo. 4. IDICT. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. IDICT. 5. CEAC. Francisco. Gerhard. Vida Económica. 2. 1974. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 3. 1971. 2ª edição.Manual de Segurança no Estaleiro”. “Riscos de Soterramento na Construção”. Luís. Luís Maldonado. 1996. GONELHA. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”.º 273/2003. “Construção Civil . González. Lucas. 7 Fundações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 10 1. 8. IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1996. Azevedo. 6. de 29 de Outubro. IDICT. 9. LNEC. Dressel. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. “Segurança. 2006.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .11.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Centro de Formação. 1 Estruturas SuBMódulo 11 Estruturas duração: mínimo: 1 hora. etc. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos utilizados na escavação de estruturas em betão armado • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM11 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Reconhecer e definir os principais elementos estruturais em edificações. areia e brita. 3 Estruturas PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Conhecer os constituintes do betão armado. • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. pelo menos. • Enunciar. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. cada formando deverá estar apto a: • Definir “estrutura resistente”. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. pelo menos. adequadas às condicionantes do local. • Listar. cimento. 3. seis riscos mais frequentes em estaleiro relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. • Diferenciar e definir betão. pelo menos. • Enunciar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Enunciar. oito medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 11: Estruturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Betão Betão armado Estrutura Riscos 2. • Identificar. adequadas ao processo construtivo e equipamento utilizado. pelo menos. dois equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado.SM11 . pelo menos. oito medidas de prevenção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 2 min. 35 min. • Material auxiliar para os formandos. 4. 5. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. Avaliação oral 8. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 60 min. 4 4. 6. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 7. 2. 3. 50 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 3 min. Tempo acumulado 1. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de estruturas em betão armado) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. • 1 Videoprojector. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 5. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Computador. 15 min.Estruturas SM11 . • 1 Tela.

1996. LNEC. 2. Lucas. Decreto-Lei n. Francisco. 8.SM11 .Manual de Segurança no Estaleiro”. 3. 7. Luís. 1996. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 2006. IDICT. GONELHA. 6. 1971. “Segurança. IDICT. 4. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”.º 273/2003. 7 Estruturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 11 1. IDICT. Azevedo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Dressel. Luís Maldonado. Gerhard. 1996. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. 2ª edição. “Riscos de Soterramento na Construção”. “Construção Civil . Vida Económica. 5. de 29 de Outubro. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. IDICT. 1996.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

12. Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Alvenarias SuBMódulo 12 Alvenarias duração: mínimo: 1 hora. envolvente. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM12 . Centro de Formação. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. • Identificar. cada formando deverá estar apto a: • Definir alvenaria. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. • Listar. pelo menos. pelo menos.SM12 . dez medidas de prevenção. 3 Alvenarias PlANo dE SESSÃo 1. • Enunciar. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pelo menos. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. seis riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Enunciar. • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. 3. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. • Enunciar. relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 12: Alvenarias Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Alvenarias Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. ajustadas aos condicionalismos do local. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. • Definir argamassa. três equipamentos presentes na execução de alvenarias. pelo menos. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações.

ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 6. 2 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min.Alvenarias SM12 . • 1 Tela. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 15 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 Flipchart ou quadro de papel. 35 min. 5. • 1 Computador. 3. 50 min. 4 4. 4. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Avaliação oral 8. 5. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de alvenarias de tijolo cerâmico) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 3 min. • Material auxiliar para os formandos. • 1 Videoprojector. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 2. 60 min. Tempo acumulado 1. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais.

Francisco. 10. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.Construção.Manual de Segurança no Estaleiro”. 5. 4. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 1996. Conservação. Sílabo. Gerhard. 12.º 348/93 de 1 de Outubro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 11. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. “Gestão de Segurança”. 2. 2004. 5 Alvenarias doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 12 1. IDICT. “Manual de Segurança . “Construção Civil . “Segurança. GONELHA. LNEC. 9. 2006. IDICT.SM12 . IDICT. 1971. de 29 de Outubro. 8. 3. 2006. Vida Económica. 7. Pinto. 1996. Luís Maldonado. 2ª edição. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Abel. Volume 2. 13. 1996. Freitas. Gerardo. Luís. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 1998.º 128/93 de 22 de Abril. Lucas. Restauro de Edifícios”. Decreto-Lei n. González. Dressel. 6. IDICT.º 273/2003. 1974. Decreto-Lei n. António “Concepção de Locais de Trabalho”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Fonseca. Decreto-Lei n. CEAC. Editora Lusófona.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .13.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc. envolvente. 1 Coberturas SuBMódulo 13 Coberturas duração: mínimo: 1 hora. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM13 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. quatro riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas. • Enunciar três medidas de prevenção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar coberturas horizontais e coberturas inclinadas. • Listar as ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura. cinco riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de coberturas. ajustadas aos condicionalismos do local processo construtivo e equipamentos. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. • Enunciar. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. pelo menos. • Identificar todas as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. quatro requisitos para as medidas de prevenção. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. no que diz respeito a aplicação telhas cerâmicas. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 13: Coberturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Cobertura Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. cada formando deverá estar apto a: • Identificar a função da cobertura.SM13 . • Enumerar. 3. • Enumerar. • Reconhecer os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. pelo menos. pelo menos. • Listar o processo de fixação das telhas. relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas. 3 Coberturas PlANo dE SESSÃo 1. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação.

2. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 35 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 4 4. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 15 min. 2 min. 5. Avaliação oral 8. 4. Tempo acumulado 1. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de coberturas em madeira) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min.Coberturas SM13 . • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Material auxiliar para os formandos. 3. 60 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 7. • 1 Videoprojector. 5. 3 min. 50 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Tela. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Computador. 6. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1996. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Gerhard. Alves. Alberto. 2006. Miguel. Paz. LNEC. Cabral. 1998. IDICT 1996. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 2. “Segurança. Conservação. 2006. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Segurança e Higiene do Trabalho”. L. Dias. Abel. 6. M. GONELHA. 1993. “Gestão de Segurança”. Decreto-Lei n. “Manual de Segurança .Construção. IDICT. 1996. Alves. Luís. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Nunes. Fernando. Porto Editora. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Pinto. 1996. Branco. M. Luís Maldonado. 2006. 14. 12. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”.º 273/2003. Fernando A . 2006. Dressel. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 5 Coberturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 13 1. L. Freitas. de 29 de Outubro. 2ª edição. CEAC. Fonseca. IST/IDICT. Volume 2. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Gerardo. EPGE. 15. 5. 4. 13. IDICT. IDICT.SM13 . Vida Económica. 11. 3. 10. 1971. Sílabo. 1998. 1974. IDICT.Manual de Segurança no Estaleiro”. “Construção . 16. 8. González. Dias.Qualidade e Segurança no Trabalho”. “Construção Civil . Editora Lusófona. Restauro de Edifícios”. 2004. 9. 7. EPGE.

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Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

SM14 . Centro de Formação. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Revestimentos SuBMódulo 14 Revestimentos duração: mínimo: 1 hora. envolvente. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. em pedra e por pintura em edifícios. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. ajustadas aos condicionalismos do local. pelo menos. • Caracterizar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem em trabalhos de pinturas. no que diz respeito ao processo construtivo e equipamento utilizado. • Listar as tarefas inerentes à execução do revestimento. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. • Listar. • Enumerar todos os riscos associados ao processo de revestimento de um edifício. • Listar. seis medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimentos por pintura. quatro medidas de prevenção. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura. 3 Revestimentos PlANo dE SESSÃo 1. 3.SM14 . • Identificar. pelo menos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. em madeira. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 14: Revestimentos Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Revestimento Riscos Medidas prevenção 2. cada formando deverá estar apto a: • Definir revestimento. • Enumerar. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo.

5. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de revestimentos por pintura) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 5. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 50 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. • 1 Tela. 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min.Revestimentos SM14 . 35 min. 2. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Computador. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Avaliação oral 8. 60 min. 6. • Material auxiliar para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 4. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. • 1 Videoprojector. Tempo acumulado 1. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 2 min. 4. 15 min. 3. 7.

Alves. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. 1998. 5. CEAC. 7. Dias. IDICT. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. 1993. 1996. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. M. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Alberto. “Segurança e Higiene do Trabalho”. Freitas. Gerardo. 2006. 2.º 273/2003. Miguel. Cabral. Fernando. 8. Editora Lusófona. 6. 4. Porto Editora. IDICT. Fernando A . Decreto-Lei n. Luís. IDICT 1996. “Gestão de Segurança”. “Construção Civil . 2006. EPGE. 3. Nunes. “Construção . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 10.SM14 . Branco. 5 Revestimentos doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 14 1. L.Manual de Segurança no Estaleiro”. 9. IDICT. EPGE. Paz. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 11. 2006. 1996.Qualidade e Segurança no Trabalho”. González. Volume 2. 1974. de 29 de Outubro.

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Agradecimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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ceifa-ambiente. Segurança e Ambiente.pt www. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco. Tomé.net www. directa ou indirectamente. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel. Finalmente. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. a pesquisa. Porém. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . com o seu profissionalismo e dedicação.net Avaliador externo: Teleformar.3@sapo.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos. 27ª. 27. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel. lda Centro de Estudos.net www. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente. lda Urb. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. 1350-038 LISBOA Tel. bem como todos os colaboradores externos que.lourenco. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto. C/v Dta.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes.teleformar.cinelformacao. Quinta de S. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar. 68. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência. a coordenação técnico-pedagógica. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade.

Agradecimentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). co-financiado pelo Estado Português .Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego.Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.

Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 1 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).pt • www. co-financiado pelo Estado Português . Lda. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio.Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC .cenfic.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança. Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando 580 . Março de 2008 500 exemplares.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Caroline Cabral José Paulo Palhas Lourenço Teleformar. Prior Velho.M1 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. CINEL . por escrito. do IEFP .Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia.Arquitectura e Construção 862 . através do Fundo Social Europeu.Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC .

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3 Ícones Actividades/Avaliação Documentação de Referência/Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .M1 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Índice CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

21 M1 .1. Rede de gás 1. Instalação eléctrica 1.M1 . Actividades/avaliação AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 FT 6 FT 7 3.3.1. 27 1. 24 M1 . 25 M1 .2. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos. 25 M1 . Parqueamento 2. Infra-estruturas técnicas provisórias 1.4.2.3.4.3. Condicionalismos existentes no local 1.5.1. 23 M1 . 26 M1 . Parqueamento de equipamentos 2. 11 M1 . 3. Sinalização de emergência 2.3. Actividades/avaliação M1 . 15 M1 .3. Sinalização rodoviária 2.4. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação • Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar M1 . 28 SM 1 FT 1 FT 2 FT 3 2. Vias de circulação pedonal 2. Caminhos de Circulação 2. 21 M1 .1. Sinalização segurança no trabalho 2. Vias de circulação rodoviária 2.1.3. Delimitação do estaleiro 1. Portaria e controlo de acessos Escritórios de apoio Posto de socorros Actividades/avaliação AV 2 SM 3 FT 8 FT 9 FT 10 AV 3 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2. 24 M1 . 25 M1 . 19 M1 .3. Instalações Administrativas 3. Parqueamento de viaturas 2.3. Rede de águas 1.2.3.1. Estaleiro de obra 1.4.3.2.4.2. 3.4.3. Sinalização 2.4. 21 M1 . 3. Rede de esgotos 1.

Movimentação de Terras e Escavações 9. Equipamentos de movimentação de terras e escavações 9. Actividades/avaliação 11.1. 7.3. Actividades/avaliação 9. Actividades/avaliação Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Guarda-corpos 6.1.2. Equipamentos de Protecção Individual 7. 7. Materiais 11.1.1.3. Funções de produção em obra 8. 7.8.3.7.4. 5. Equipamentos 11. Materiais 9.6. Equipamentos 10. Refeitório e cozinha 4. Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Actividades/avaliação 6.1. Actividades/avaliação 5. Andaimes 6. Fundações 10. Actividades/avaliação 10. 7. 5.1.5. 5.2.3.2. Entivação de valas 6. Dormitório e instalações sanitárias 4.4. 5. Redes de segurança 6.3.3. Equipamentos de Protecção Colectiva 6. 7.3. Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Actividades/avaliação 8.Índice M1 .2.2.3. 7. Materiais 10.2. Estaleiro de Apoio à Produção 5. Estruturas 11.5.1. Funções em Estaleiro e obra 8. Funções de direcção de obra e apoio 8.1.2.5. 8 SM 4 FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 FT 14 FT 15 FT 16 AV 5 SM 6 FT 17 FT 18 FT 19 FT 20 AV 6 SM 7 FT 21 FT 22 FT 23 FT 24 FT 25 FT 26 FT 27 AV 7 SM 8 FT 28 FT 29 AV 8 SM 9 FT 30 FT 31 AV 9 SM 10 FT 32 FT 33 AV 10 SM 11 FT 34 FT 35 AV 11 4. Instalações Sociais 4.4.2. Actividades/avaliação 7. 7.

1.3. Actividades/avaliação 13.textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3. Equipamentos 12. Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 15.3. 9 Índice 12.4.M1 . Revestimentos 14. Equipamentos 14.1. Alvenarias 12.2.3. Materiais 14.2. Materiais 13. Equipamentos 13.1. Coberturas 13. Anexos 15. Actividades/avaliação 14. Actividades/avaliação 15.2. Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: SM 12 FT 36 FT 37 AV 12 SM 13 FT 38 FT 39 AV 13 SM 14 FT 40 FT 41 AV 14 A A1 A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo . Legislação 15.1. Materiais 12. Glossário 15.2.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Apresentação do Projecto CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. aos contextos de aplicação. em múltiplos contextos. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). embora podendo ser explorados autonomamente. apesar CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Ambiente e Sustentabilidade 5. Concluída a fase de concepção.2 – Recursos Didácticos. grafia ou outros. em suporte papel e digital. do Programa Operacional Emprego. CD-ROM Multimédia 4. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1.M1 . entre si e com outros materiais neles referenciados. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Videograma 9. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários.2. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. Estes recursos. tais como sessões presenciais. a distância ou tutoradas na empresa. Qualidade e Ambiente. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. que. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. no âmbito da Segurança. Como em qualquer trabalho desta natureza. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Pelos erros de conteúdo. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. porém.2.

14 disso.Apresentação do Projecto M1 . porventura tenham passado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho. agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto.

Ficha Ambiental CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. scanner. formando. computadores. ao mesmo tempo. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. formador. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. etc. água. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. Consumíveis: antes de deitar fora. entre outros). materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil.) e muitos outros materiais (papel. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. formatação. deve ser reciclado a 100%. apenas quando necessário. Ao fazê-lo. sempre que possível. discos graváveis. • Imprima. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . instituição formadora. • Impresso em ambas as faces do papel que. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. projector de vídeo. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. imprima em papel já utilizado. sem perda de qualidade gráfica. equipamentos periféricos (impressora. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. por exemplo. • Em alternativa.M1 . frente e verso. consumir o mínimo de papel e tinta. adira. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). Cada um de nós. em suporte de papel. se possível. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. durante e depois da acção de formação. tinteiros. No caso de um rascunho. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. Caso seja. vai utilizar para além deste guia.

Equipamentos: antes de comprar.www. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . informe-se junto da AMBICARE (www.Ficha Ambiental M1 . Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos. entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.com).por exemplo: programa de recolha do produto. consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR .: 21 415 51 31. lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto. a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis. 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Esteja atento(a). Tel. reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3).ambicare. • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? . Existem campanhas similares de outras organizações. verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!).gov).por exemplo. troca. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. troca.energystar.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

para não falar no sofrimento humano. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra.M1 . figuram entre os maiores CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras. como intervenientes em obra. nomeadamente de andaimes. são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores. à mão-de-obra. no ambiente de trabalho. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. trabalhadores e donos de obra. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos. portanto. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE. Embora. tendo em conta as precauções existentes. Infelizmente. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente. a avaliação da extensão dos riscos conexos. nem tão pouco. continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. As quedas em altura. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que. um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano. também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST). são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e. em Portugal. ao longo dos anos. uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra.

podem provocar dificuldades respiratórias.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano. 22 • problemas. foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). Cerca de 1. A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . nomeadamente silicose. na fase de concepção do projecto e da preparação de obra. tais como mesotelioma e amiantose. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . tais como óleos. os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. Durante a construção do Canal da Mancha. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais. Esses sintomas podem incluir perda de memória.o dobro da média de outros Sectores. . resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV. tais como os éteres e esteres de glicol). As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). • 600. • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina. tais como a areia. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas. isto é. vítimas de doenças relacionadas com o amianto. fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos. • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%).

veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança. por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas. através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis). chefias e direcções das empresas do Sector. O presente recurso irá benefeciar as empresas. cansaço e outros sintomas. empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais. cefaleias. pode provocar disfunções do sistema nervoso central. Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST.M1 . O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança. são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos. evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. tais como berbequins e martelos pneumáticos. pelo número de trabalhadores. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. provocar náuseas. obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . além da formação sempre necessária a trabalhadores. possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares.

por parte de engenheiros. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. • Técnico de Topografia. preferencialmente. em diferentes momentos. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. gestão da segurança. • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. fiscalização. e sem prejuízo das profissões tradicionais. • Técnico de Medições e Orçamentos. coordenação. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. ser explorado em sessões de formação de nível 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. em contexto de formação ou trabalho. 24 CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. • Técnico de Desenho de Construção Civil. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . arquitectos.º Ano de Escolaridade. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. os formandos de cursos de nível 3. no entanto. projectistas. outros técnicos do Sector. Considerando as competências visadas. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica.

25 Enquadramento e Caracterização do Módulo • Encarregados e outros técnicos do Sector. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . entre outros. se ministrado autonomamente. • Possuir o 9. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. qualquer nível de qualificação.M1 . com durações variáveis. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. pelo menos. os domínios da Segurança. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. PRé-REQuISIToS. embora se recomende que os aprendentes respeitem. não obstante. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. Este Módulo não confere. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações.º ano de escolaridade. Este recurso pode inserir-se. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. Sugere-se. • Estar a frequentar um curso de nível 3. Qualidade e Ambiente.

Instalações Sociais 5. num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente. seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes. caminhos de circulação. com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Os pré-requisitos. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos. Estaleiro de Obra 2. Instalações Administrativas 4. bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. 26 IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico. Estaleiro de Apoio à Produção 6. Equipamentos de Protecção Individual Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . científico-tecnológica e prática. quer em contexto de formação quer de trabalho. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. Equipamentos de Protecção Colectiva 7.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho. baseado nas actividades mais significativas. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional. Caminhos de Circulação 3. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. instalações administrativas. Enquadramento do Módulo 1. exploração e desmobilização destas instalações. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. integrados em contexto de estaleiro de obra. sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados.

M1 . 9. 12. Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos Enquadramento do Módulo Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas Instalações em Estaleiro de Obra Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção Equipamentos de Protecção Colectiva Movimentação de Terras Fundações Equipamentos de Protecção Individual Estruturas Alvenarias Coberturas Funções em Estaleiro de Obra Revestimentos Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Nota: todas as palavras a vermelho ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 11. 10. 13. 15. 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo 8. 14.

• Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . 2. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados. 8. 2. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar. os seus riscos e medidas preventivas. 7. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra. profissões. Identificar as fases principais dos processos construtivos. 9. a hierarquização dos riscos em obra. • Computador e aplicação interactiva. 5. 6. 4. 28 oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. Analisar os riscos associados aos processos construtivos. Identificar os principais processos construtivos. 3. as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção. equipamentos e materiais. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra. Compreender e aplicar. respectivos riscos e medidas preventivas. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Guia de Aprendizagem. Caracterizar as funções presentes em obra. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. bem como os respectivos riscos associados. através de exemplos. 3. • Bloco de notas e caneta. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra.

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

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• Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir.pt • www.pt • http://dre. serão introduzidos conceitos como estaleiro temporário ou móvel. possibilitará rentabilizar os meios a disponibilizar em estaleiro na medida em que obrigará à necessidade de planear a obra. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. a materialização da delimitação física do estaleiro e as infra-estruturas técnicas necessárias ao normal funcionamento de todas as actividades presentes ao longo do processo construtivo. FICHAS TEMÁTICAS • Condicionalismos existentes no local • Delimitação do estaleiro • Infra-estruturas técnicas provisórias 4.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . serviços afectados. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar e caracterizar o estaleiro de obra relativamente aos condicionalismos existentes para a sua implantação.iambiente.cm-lisboa. 3.pt • www. SABER MAIS • www. Assim.edp. desde a fase de mobilização de meios até à desmobilização final com a conclusão da empreitada. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.epal. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. GloSSÁRIo • Estaleiro de obra • Condicionalismos • Vedação • Infra-estruturas técnicas provisórias 5.telecom. delimitação e infra-estruturas técnicas afectas ao estaleiro de obra. 2.pt • www. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra.SM1 Estaleiro de Obra 1.pt • www.

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A Entidade Executante deverá estabelecer um conjunto de medidas de prevenção adequadas aos riscos eventualmente originados pelos referidos condicionalismos. que possam ter influência nas condições de segurança no trabalho em estaleiro de obra.1. muitas vezes. 1 Condicionalismos Existentes no Local 1. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário.FT1 . constitui uma medida de prevenção de acidentes muito importante que se irá reflectir ao longo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que venham a ser identificados. Entre outros aspectos que a localização do estaleiro venha a colocar. documentos genéricos carecendo de correcções ou adaptações em questão de pormenor. • Identificar as infra-estruturas públicas aéreas e enterradas. O ajuste do projecto de implantação do estaleiro de obra às condições objectivas. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. Os projectos de implantação do estaleiro são. de acordo com as condições do local de implantação do estaleiro. Plano de Segurança e Saúde. salientam-se os seguintes condicionalismos: • • • Infra-estruturas aéreas e enterradas. No reconhecimento a efectuar ao local da obra deverão ser analisados os condicionalismos locais relevantes para a sua implantação. o formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. CoNdICIoNAlISMoS ExISTENTES No loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Condicionalismos • Estaleiro de Obra • Infra-estruturas • Estruturas confinantes • Acessos GloSSÁRIo Estaleiro de obra. Entidade executante. Infra-estruturas técnicas.

• Rede de gás. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. a última oportunidade para incluir. Por tal motivo. se efectue um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro.1: Estaleiro de Obra Acções Aconselhadas Durante a fase de implantação do estaleiro de obra deverão ser verificados os seguintes aspectos relacionados com a sua funcionalidade e as condições de segurança: • Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. as medidas de prevenção integrada preconizadas no “Plano de Segurança e Saúde” a desenvolver para a fase de obra. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. • Rede de distribuição de energia eléctrica. • Rede de esgotos domésticos e pluviais. • Conhecer qual o regime de ventos do local do obra. • Identificar o traçado das vias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 1. possa pôr em risco a segurança do estaleiro. verificando no local os condicionalismos que possam condicionar a implantação dos meios a disponibilizar em obra. que em caso de pluviosidade intensa. 2 de toda a fase de execução. ou alterar. além disso. se justifica que imediatamente antes de se iniciarem os trabalhos de mobilização de meios. • Rede telefónica. As acções aconselhadas são meramente exemplificativas e não exaustivas pelo que deverão ser ajustadas à realidade concreta de cada situação de obra.Condicionalismos Existentes no Local FT1 . de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. nomeadamente: • Rede de águas. de um modo estruturado. • Conhecer qual o regime pluviométrico do local. • Saber se existem linhas de água na envolvente. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). Constitui.

que são mantidas desimpedidas. identificar e referenciar as possíveis árvores a cortar (solicitar autorização para corte junto da fiscalização da obra). Levantamento de árvores e vegetação na envolvente ao local de implantação. e qual a periodicidade com que é feita a sua recolha. para que possam funcionar como vias de emergência. Saber se existe recolha de resíduos sólidos urbanos. exemplo queda de objectos em altura. Identificar a zona envolvente relativamente à utilização das edificações existentes.FT1 . Levantamento dos aterros e operadores licenciados para as operações de gestão de resíduos de obra. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada. Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos. Ser estudada uma rede de vias prioritárias. Figura 1.2: Mobilização de Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Condicionalismos Existentes no Local • • • • • • • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %.

Condicionalismos Existentes no Local FT1 . subsolo. poços. lençóis de água.OBRA Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .) Relevo Terrenos agrícolas Afogamento Afundamento Atolamento de máquinas Capotamento de máquinas Culturas Desabamentos Deslizamento ou aluimento Despenhadeiros Inundações Produtos químicos Quedas a nível diferente Subida dos níveis freáticos Vedações INTERfERêNCIAS COM INfRA-ESTRUTURAS Proximidade de linhas aéreas de electricidade Proximidade de redes subterrâneas de electricidade Proximidade de linhas aéreas de telefones Proximidade de redes subter-râneas de telefones Proximidade de redes de águas Proximidade de redes de esgotos Proximidade de oleodutos e gasodutos Acidente eléctrico/Queimaduras Incêndio Corte de comunicações Electrocussão Rotura de condutas/Inundações Desabamentos Intoxicações/Infecções Rotura de condutas Explosão/Projecção de objectos Intoxicação/Asfixia CRUzAMENTOS/TRAVESSIAS Linhas eléctricas Caminhos-de-ferro Linhas/Cursos de água Edifícios/habitações/muros Acidente eléctrico/Queimaduras Catenárias (indução e electrocus-são) Atropelamentos Afogamento/Afundamento Subida dos níveis freáticos Inundações Afogamento Deslizamento/aluimento de terras Capotamento de máquinas Transposição de edifícios Quedas de altura Desmoronamento Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento na proximidade de linhas de caminho de ferro Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Estudo do relevo Procedimento medidas de salvamento aquático Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Procedimento trabalhos em cobertura de edifícios Procedimento nos trabalhos na vizinhança de ins-talações eléctricas em tensão Procedimento no cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento em interferência com redes eléctricas subterrâneas Procedimento no cruzamento/travessia de obstáculos Procedimento em Interferência com redes telefónicas Procedimento em Interferência com redes de águas Procedimento em Interferência com redes de esgotos Procedimento em interferência com oleodutos e gasodutos Procedimentos no cruzamento e travessia de obstáculos Reconhecimento/estudo preliminar geotécnico da natureza do solo Ancoragem de taludes Eliminação de elementos instáveis Colocar sinalização e demarcar a zona Delimitação e acessos ao estaleiro Colocar sinalização e demarcar a zona Definir zonas de circulação Solicitar autorizações legais Criar trajectos alternativos O RISCOS/SITUAÇÕES PERIGOSAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E .ESTALEIRO O . 4 CONDICIONALISMOS EXISTENTES NO LOCAL RECONHECIMENTO Obra: E LOCALIzAÇÃO DA ObRA/ESTALEIRO Estradas e Acessos Deterioração Desabamentos Zonas de acidentes frequentes Zonas de trânsito congestionado Restrições de circulação GEOLOGIA Geologia (solo. etc.

constituir aviso da existência de um obstáculo. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. opaca ou não. deverá ser provida de um corredor protegido superiormente.2. estes deverão ter uma largura suficiente de modo a não dificultarem ou impedirem a passagem de qualquer veículo (ter em atenção as viaturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Delimitação do Estaleiro 1. porque enferruja-se e deteriora-se com facilidade. Nos centros urbanos. pelo que se deverá obter junto dos organismos competentes as respectivas licenças de ocupação. A vedação poderá ser em rede. Esta vedação. sendo recomendado o uso de tapumes com a altura mínima de 2. dElIMITAÇÃo do ESTAlEIRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. este orienta a circulação das pessoas e garante-lhes a devida segurança contra o risco de queda de qualquer ferramenta ou material. apresentando com o tempo “pontas” metálicas muitas vezes perigosas. por si só. Via pública. Esta protecção de obra deve ter a altura necessária para garantir a privacidade pretendida durante a execução dos trabalhos. painel de rede amovível ou tapume metálico. Sinalização. pelo que estará associada a sua implantação à localização da portaria e respectivo controlo de acessos à obra. Acidente. Tapume. A cor das vedações deverá ser suficientemente contrastante com o meio ambiente. No que diz respeito aos portões. • Identificar os diferentes tipos de vedação de obra. que isola a zona de intervenção do exterior. de modo a. sobretudo em zonas de grande movimento de peões. PAlAVRA-CHAVE • Vedação de obra • Malhasol • Tapume • Portaria • Controlo de acessos GloSSÁRIo Vedação de obra. A vedação deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e viaturas. Não é recomendado o uso de malhasol como elemento de vedação. A vedação de obra é uma protecção. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá ter. há necessidade por vezes de ocupar passeios públicos ou parte de arruamentos.FT2 .0m nos limites adjacentes a passeios ou caminhos de peões. garantindo a não intromissão inadvertida e intempestiva de pessoas estranhas à obra.

• Acidentes. Quando se mostre conveniente deve-se colocar sinalização nocturna indicadora da existência da vedação.90 m. • Atropelamento. • Quedas ao mesmo nível. • Cortes/perfurações resultantes da natureza inadequada de materiais. e sinalizadas. por condicionalismos impostos ao trânsito de peões e/ou automóveis. por falta de visibilidade. Este procedimento é aconselhado fundamentalmente para zonas urbanas. não só os trabalhadores. A delimitação do estaleiro deve atender às seguintes medidas de prevenção: • Se a vedação alterar ou eliminar as zonas de circulação pedonal. estas deverão ser refeitas com passadiços apropriados resguardados lateralmente e bem iluminados. • Esmagamentos.60 m por 30 peões/minuto com um mínimo de 0. como também terceiros susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos presentes em estaleiro de obra. A sinalização de segurança associada à vedação e portaria é um meio de prevenção muito importante. • Acidentes. • As circulações pedonais devem ser dimensionadas com uma largura de 0. • Queda de objecto. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Delimitação do Estaleiro FT2 . 2 pesadas e a dimensão das cargas). • Electrocussão por aparecimento acidental de corrente.3: Vedação de Estaleiro Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e respectivos acessos são os seguintes: • Acidentes. As medidas de prevenção relacionadas com a vedação e acessos. devem ser ajustadas à especificidade da obra e ter em conta. • Entalamentos. por ocultação ou falta de iluminação da sinalização reguladora. utilizando lanternins eléctricos de cor alaranjada. • Acidentes. envolvendo terceiros por intervenção de pessoas estranhas no perímetro da obra. Figura 1.

5: Corredor de passagem • • • • • Qualquer passadiço para peões será sinalizado. Não é permitido o atravessamento de tapumes metálicos por cabos eléctricos. estacionamento). Figura 1. deve ser estabelecida uma separação física entre as duas. deve dispor de pavimento anti-derrapante e não podem existir orifícios (perigo com os sapatos de saltos altos) nem ressaltos.FT2 .4: Corredor de passagem • Se nos trabalhos a decorrer em estaleiro de obra for identificado o risco de queda de objectos sobre a via pública. Os portões nas entradas do estaleiro devem estar em locais de boa visibilidade. deverá executar-se um murete que sirva de barreira ao transporte de terras por escoamento superficial. Em passeios ou para travessia de valas. Figura 1. Quando o estaleiro ficar contíguo a uma zona pavimentada pública (passeio. arruamento. As vedações metálicas deverão esta equipotencializadas e ligadas à terra. o corredor de passagem deve ser coberto. 3 Delimitação do Estaleiro • Se a zona de circulação pedonal confinar com uma via com trânsito automóvel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

deverá ser repetida em cada lado da entrada e nunca no vão. Portas e portões devem ser mantidos fechados fora do horário de trabalho. só durante o período laboral. 4 Figura 1. A utilização de correntes nas entradas.Delimitação do Estaleiro FT2 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .6: Sinalização à entrada da obra • • Colocação de sinalização dissuasora de entrada de pessoas estranhas à obra.

l = Constitui um risco ligeiro. O material utilizado na vedação não constitui um risco para os trabalhadores ou terceiros. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 5 Delimitação do Estaleiro FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vedação e Controlo de Acessos ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO O estaleiro encontra-se perfeitamente delimitado. Existe um n.º de acessos suficiente. A entrada e saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. A vedação está equipotencializda e existe ligação à terra (vedações metálicas). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. NC = Não conforme. O controlo de acessos é eficaz. quer para as pessoas ou instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. A cor da vedação é apropriada. Existe obstrução parcial da via pública. A vedação constitui obstrução à visibilidade de peões e de automobilistas. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. Existe espaço suficiente entre o tapume e a cota do terreno de forma a permitir a passagem de águas pluviais. Existe controlo de acessos.FT2 . A largura do acesso é suficiente. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. A vedação constitui obstrução à iluminação pública ou sinalização reguladora.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

esgotos. cálculos e peças desenhadas. o formando deverá estar apto a: • Identificar as infra-estruturas técnicas provisórias a implantar em obra. instalação eléctrica e telecomunicações) têm no entanto que cumprir com as exigências legais para a sua implantação e utilização em estaleiro de obra. deverá elaborar. submeter à análise da fiscalização e aprovação pelas entidades gestoras os projectos das infra-estruturas provisórias de estaleiro de obra. GPL. esgotos. as redes provisórias de águas. Luminária. Esquentador.FT3 . Os novos métodos construtivos associados aos equipamentos de obra cada ver mais potentes e sofisticados. O projecto de estaleiro deverá identificar e definir objectivamente através de peças escritas. gás. execução dos trabalhos. Estão incluídas nas infra-estruturas técnicas a implantar em estaleiro de obra. ETAR. são os factores que obrigam a que as infra-estruturas técnicas sendo provisórias (águas. a implantação e características das infra-estruturas técnicas provisórias. Para o efeito entende-se por Estaleiro de Obra os locais onde se efectuam os trabalhos incluídos na empreitada. qualidade e ambiente que a obra deverá cumprir de forma global e integradora. instalação eléctrica e de telecomunicações.3. • Descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. assim como os requisitos de segurança. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Montante. implantação dos equipamentos de apoio e outros elementos resultantes dos processos e métodos construtivos adoptados pela Direcção de Obra. • Elaborar lista de verificações para as Infra-estruturas técnicas. 1 Infra-estruturas Técnicas Provisórias 1. bem como os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles trabalhos. A entidade executante. gás. Será no estaleiro que se estabelecerão todas as regras e procedimentos relativos à implantação das instalações de apoio. Factores de influência externa. INFRA-ESTRuTuRAS TéCNICAS PRoVISóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Infra-estruturas técnicas • Rede de águas • Rede de esgotos • Instalação eléctrica • Rede de gás GloSSÁRIo Estaleiro de obra.

REdE dE ÁGuAS A rede de águas provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. Figura 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . é também prudente afixar junto ao telefone os contactos de emergência que constam do plano de emergência. 2 A existência em obra de meios de comunicação é fundamental para garantir em caso de acidente o pedido de socorro.1.1 0.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 .15 0. …).7: Contador Rede Águas Figura 1.30 0. deve ser garantida ligação à rede de telecomunicações fixa e verificada a qualidade do sinal da rede móvel. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. Pelo anteriormente exposto. A rede de águas será sempre que possível suportada na rede pública. equipamentos e eventualmente na rede de incêndio armada para o combate a incêndio.1 0. equipamentos. Como exemplo apresentam-se os caudais instantâneos mínimos a considerar para os seguintes dispositivos de utilização: dISPoSITIVoS dE uTIlIzAÇÃo Torneira de Serviço Lavatório individual Chuveiro Autoclismo de bacia de retrete Urinol CAudAIS MíNIMoS (l/s) 0.3. no caso desta rede não suportar os consumos previstos ou a sua não existência.8: Quadro Eléctrico 1. a alternativa será a execução de furo hertziano ou reservatório. documento este obrigatório em obra.15 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de águas são de carácter geral.

• Cota de soleira da caixa de visita.3. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. • ETAR compacta. filtragem e purificação da água. • Levantamento da rede pública existente. Furo hertziano. deverão ser implantadas caixa de retenção de gorduras na cozinha. Como exemplo apresentam-se os diâmetros dos ramais de descarga dos seguintes aparelhos: APARElHo Bacia de Retrete Chuveiro Lavatório Urinol RAMAl dE dESCARGA (mm) 90 50 50 50 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de esgotos são de carácter geral.FT3 . solicitar cadastro da rede à entidade gestora. localização do nível freático. • Levantamento da rede pública existente.2. unidades Portáteis. no caso desta rede não suportar os caudais produzidos ou a sua não existência. • Rede pública de esgotos. A rede de esgotos será sempre que possível ligada à rede pública. …). 3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias • • • Rede pública de águas. • Meios de elevação. a alternativa será a implantação em obra de ETAR compacta para recolha e tratamento das águas residuais. A montante do ramal de ligação à rede pública ou da ETAR. • Tratamento de águas residuais com origem em: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1. equipamentos e no tipo de tratamento das águas residuais. no ramal de ligação à rede existente. garantia de qualidade da água. • Pressão disponível e qualidade da água. caixa de retenção de hidrocarbonetos na área oficinal e rampas de lavagem. • Regularidade no abastecimento. • Disponibilizar em obra análise da qualidade da água. REdE dE ESGoToS A rede de esgotos provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. • Dimensionamento de reservatório. • Licenciamento do furo. acessível para permitir recolha de matéria orgânica. • Sinalizar furo e condicionar o acesso. • Sinalizar água não potável. equipamentos. solicitar cadastro da rede à entidade gestora.

mas obriga à tomada de medidas de organização. provoca normalmente cortes intempestivos no fornecimento da corrente o que. 2. Utilizar dispositivos de protecção diferencial de alta sensibilidade IΔn≤30mA. 2. 1. Para o cálculo aproximado da potência eléctrica necessária é frequente multiplicar o valor da potência instalada por um coeficiente de funcionamento igual a 0.7. Não instalar os cabos nos locais de passagem de viaturas e pessoas (protecção mecânica nos casos de impossibilidade).3. aumenta o risco de acidente e perdas de produção. dispositivos de protecção principais. Rampas de lavagem (caixa de retenção de hidrocarbonetos). Comando e Seccionamento 3. equipamentos e nos factores de influência externa.3. através de grupo gerador é perfeitamente aceitável. A adopção de fontes de energia alternativas ao abastecimento público de electricidade. Zona de lavagem de autobetoneiras (bacias de decantação). Os quadros de estaleiro devem satisfazer a norma EN 60 439-4 e ter os índices de protecção IP e IK indicados. Tal factor manifesta-se algumas vezes irrealista pelo que se recomenda o estudo caso a caso das necessidades de cada obra.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . com a eleição subsequente de um coeficiente ajustado à situação concreta. dotado de corte geral. Aparelhagem de Protecção. 4 • • • • Cozinha (caixa de retenção de gorduras). por sua vez. INSTAlAÇÃo EléCTRICA A Instalação eléctrica provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no layout das instalações. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 – Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. em função das influências externas: Equipamentos 1. Condições de Instalação Instalar as canalizações de modo a que as ligações não fiquem sujeitas a esforços mecânicos. seccionamento e corte. de prevenção e requisitos ambientais complementares. Usar cabos resistentes à abrasão e água do tipo H07RN-F ou equivalente. Um dimensionamento da instalação eléctrica incorrecto. 1. Na origem da instalação deve existir um quadro eléctrico. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Canalizações 3. Oficina (caixa de retenção de hidrocarbonetos). Como exemplo apresentam-se as condições de instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra.

• Qual o regime de exploração. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. Dispositivos de protecção contra sobreintensidades. equipamentos. de utilização corrente em estaleiros de obra: Rede de alimentação Aparelho de queima Posto abastecedor Figura 1. • Quais os meio alternativos.3. • Definir caminho de cabos. • Definir localização de quadros volante. • Localização e característica das luminárias. Dispositivos de protecção contra contactos indirectos. …). REdE dE GÁS A rede de gás provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out dos equipamentos de queima a considerar para a cozinha e para a produção de águas quentes sanitárias. 1. 5 Infra-estruturas Técnicas Provisórias Aparelhos de utilização Aparelhos de utilização alimentados a partir do quadro de entrada ou quadros de distribuição e sejam dotados de: 1. • Qual a tensão disponível. solicitar cadastro da rede à entidade gestora.FT3 . 3.4. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da instalação eléctrica provisória são de carácter geral. Tomadas. 2. • Rede pública de distribuição. • Contacto de emergência da entidade gestora.9: Sistema de utilização de Gás GPL A rede de gás é normalmente suportada por GPL (gás de petróleo liquefeito) em garrafas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Sinalização e iluminação de emergência. Constituição de um sistema autónomo de utilização de gás (não ligado a redes públicas de distribuição).

pelo facto é proibido a sua utilização e o armazenamento em caves e espaços fechados. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de equipamentos de queima). • Esquentadores devem estar no exterior das instalações.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 .10: Pormenores de cabine de garrafas GPL A instalação da rede de gás terá de ser executada por empresa certificada e será passado termo de responsabilidade pelo técnico de gás credenciado pela DGGE (Direcção Geral de Geologia e Energia). O gás propano é mais denso que o ar. • Cabine de garrafas (normal/sem bolt): • Deve ser acessível a viaturas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . implantadas em cabine de garrafas dimensionada conforme o número de garrafas necessárias ao normal funcionamento dos equipamentos. • Deve ter vedação e sinalização de segurança. • Evacuação segura de gases de combustão dos aparelhos de queima. Figura 1. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de gás são de carácter geral. 6 portáteis de gás propano G110 de 45Kg. • Proibir o armazenamento e utilização de GPL em caves.

7 Infra-estruturas Técnicas Provisórias FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Águas Provisória Projecto aprovado. Sinalização do furo e condicionado o acesso. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. garantem qualidade da água. Controlo qualidade da água com origem no furo hertziano. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NC = Não conforme. está licenciado. C = Conforme. quer para as pessoas ou instalações.FT3 . 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. A água é potável. Unidades portáteis. Existe rede de combate a incêndio – Carretéis. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Furo hertziano. l = Constitui um risco ligeiro.

WC químicos nos locais onde não exista Rede de esgoto. Retenção de gorduras (cozinha). ETAR compacta. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Esgotos Provisória Projecto aprovado. Lava-botas à entrada das instalações sociais e administrativas. NC = Não conforme. C = Conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . l = Constitui um risco ligeiro.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Estado de limpeza e conservação das loiças sanitárias. rampa lavagem). G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Retenção de hidrocarbonetos (oficinas. localização e acesso a viaturas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.

FT3 . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 NA = Não Aplicável. Protecção contra contactos indirectos. C = Conforme. NC = Não conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . isolamentos em bom estado. Protecção contra contactos directos. l = Constitui um risco ligeiro. Intervenção na instalação só por técnico competente. disjuntores diferenciais I∆n≤30mA. Riscos da instalação eléctrica estão devidamente sinalizados. Quadros fixos e móveis (pimenteiros) em conformidade com EN 60 439-4. Estaleiro dispõe de terra de protecção. 9 Infra-estruturas Técnicas Provisórias LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Instalação Eléctrica Provisória Projecto aprovado. quer para as pessoas ou instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Verificação de concentrações de CO. Cabine de garrafas é acessível a viaturas.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Estado e validade das mangueiras de ligação aos aparelhos de queima. 10 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO Rede de Gás Provisória Projecto aprovado. l = Constitui um risco ligeiro. Esquentadores no exterior das instalações. estado da vedação e organização do espaço. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Rede de gás executada por empresa certificada. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Cabine de garrafas. NC = Não conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 NA = Não Aplicável. C = Conforme. Evacuação dos produtos de combustão. quer para as pessoas ou instalações.

ponto 1. Indique os procedimentos a ter junto das entidades gestoras dos serviços públicos afectados (águas. ponto 1. Relativamente à ficha temática 2.2 Delimitação do Estaleiro. 1 Actividades/Avaliação 1. relativamente às suas redes aéreas e enterradas.AV1 .2 Delimitação do Estaleiro. esgotos. _______________________ b. 2.4. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “vedação de obra”. 3. 4. A __________________ deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e __________________. _______________________ c. Enuncie quais os condicionalismos locais mais relevantes na implantação de um estaleiro de obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a. complete os espaços em branco. rede eléctrica. pelo que estará associada a sua implantação à localização da _________________ e respectivo _____________________ à obra. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 2. gás e telefones). _______________________ 5. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.

Relativamente à ficha temática 3.Actividades/Avaliação AV1 . ponto 1.Se não conseguir resolver esta actividade. RISCoS Incêndio Explosão Electrocussão Ambiente Intoxicação Derrame de gasóleo MEdIdAS PREVENTIVAS Evacuação de produtos de combustão Caixa de retenção de hidrocarbonetos Proibir garrafas gás em caves ETAR Disjuntores diferenciais de 30 mA Carretéis de calibre reduzido Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias. reveja o submódulo 1. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. Estaleiro de Obra. 2 6. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

2. Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente.SM2 Caminhos de Circulação 1. de segurança no trabalho e de emergência. • Definir os locais e características dos parqueamentos. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. vias de circulação rodoviária. Assim.brisa.sinalux.com. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as medidas de prevenção a tomar em estaleiro de obra relativamente às vias de circulação pedonal e rodoviária. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 3. • Identificar os diferentes tipos de sinalização.estradasdeportugal. conceitos estes que deverão estar associados à sinalização de segurança a implementar em estaleiro e necessários à segurança de todos os trabalhadores. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. serão introduzidos conceitos referentes a medidas de prevenção em vias de circulação pedonal.pt • http://dre. SABER MAIS • www.pt • www. parqueamento de materiais e equipamentos.pt • www. 2.profor.pt • www.intervega. visitantes e transeuntes. possibilitará dimensionar e organizar a circulação no interior do estaleiro de obra em estreita articulação com a produção. GloSSÁRIo • Via de circulação • Plano de evacuação • Parqueamento • Sinalização 5.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .dgv.pt • www.pt • www. parqueamento de viaturas e de equipamentos e sinalização rodoviária. FICHAS TEMÁTICAS • Vias de Circulação Pedonal • Vias de Circulação Rodoviária • Parqueamento • Sinalização 4.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

VIAS dE CIRCulAÇÃo PEdoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação • Pedonal • Rodoviária • Plano de evacuação • Emergência GloSSÁRIo Via de circulação pedonal. Deverão estar sempre desimpedidas. Nos locais de saída de viaturas e equipamentos.FT4 . produção/frentes de trabalho. administrativa e comercial). estarem bem sinalizados e serem sujeitos a verificação e conservação adequadas. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir.1. Entende-se por via de circulação pedonal os caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e demais pessoas afectas à obra circularem em segurança a pé. Figura 2. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. As vias de circulação pedonal de um estaleiro devem ser definidas de modo a corresponderem às necessidades dos vários sectores da obra (segurança.1: Barreira Física CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Vias de Circulação Pedonal 2. deve ser criada uma guarda ou barreira física que irá servir de resguardo e permitirá visualizar ao condutor/manobrador o circuito de circulação dos peões neste local. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação pedonal. Plano de evacuação. como em caso de emergência em que as vias de circulação (pedonal e rodoviária) deverão obrigatoriamente constar no plano de evacuação a implementar em estaleiro.

• Piso em bom estado. Figura 2. • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada.60 m. 2 Acções aconselhadas As vias de circulação pedonal em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias rodoviárias. para que possam funcionar como vias de emergência. • Largura de pelo menos 0. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. que são mantidas desimpedidas. • Sinalização de prioridade aos peões sempre que haja atravessamento das vias rodoviárias. • Ser estudada uma rede de vias prioritárias.Vias de Circulação Pedonal FT4 .2: Vias de Circulação Pedonal e Rodoviária Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Identificar o traçado das vias. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. exemplo queda de objectos e quedas em altura. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). • Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos.

Dimensões. 3 Vias de Circulação Pedonal FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Pedonal ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DESCRIÇÃO As vias pedonais estão separadas das vias rodoviárias. C = Conforme. Risco de queda em altura. O piso está limpo e isento de substâncias escorregadias. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária. largura ≥ 0. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 12 13 14 NA = Não Aplicável. NC = Não conforme. ao longo da via pedonal. As vias de circulação pedonal de emergência estão sinalizadas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT4 . ao longo da via pedonal. Vias pedonais exteriores. uniforme e está desimpedido. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro. O piso é regular. Risco de queda de objectos. Circulações em rampas com declive ≤ 12%. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Risco de queda de nível.60m. quer para as pessoas ou instalações. sinalizadas e desimpedidas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. As vias pedonais estão sinalizadas. ao longo da via pedonal. estão protegidas. Os postos de trabalho garantem a evacuação rápida e segura dos trabalhadores.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

com um mínimo de 3. que servem para as movimentações de viaturas ligeiras. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. VIAS dE CIRCulAÇÃo RodoVIÁRIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. sendo vantajosa a utilização de pavimentos de macadame. solo cimento. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação Rodoviária • Piso • Sinalização GloSSÁRIo Via de circulação rodoviária. Sinalização. 1 Vias de Circulação Rodoviária 2. quer pelos outros meios de transporte e de elevação de cargas.0m. Macadame. de modo a facilitar o controlo de pessoas e veículos à obra. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. • O piso destas vias devem assegurar a circulação sem perturbações. betão ou betume betuminoso. Para a implantação das vias de circulação rodoviária devem ser respeitadas as seguintes regras: • É recomendada a adopção de uma só entrada no estaleiro. equipamentos e diversos veículos. transportando materiais muito pesados. ou destinados a cargas ou descargas. circulam pessoas.FT5 . sendo o seu tipo e traçado condicionado quer pelas dimensões das viaturas e dos respectivos raios de curvatura. A circulação num estaleiro é muitas vezes negligenciada.2. Entende-se por via de circulação rodoviária os caminhos existentes no interior do estaleiro de obra. pelos caminhos. Talude. é importante ter em atenção que.6m. a largura mínima deverá ser de 7. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. pesadas e de transporte de pessoal. As vias de circulação rodoviária. • A largura dos caminhos de circulação depende dos meios de transporte utilizados. estando sempre presentes nestes locais os riscos de atropelamento e esmagamento. • Nas vias com dois sentidos. possibilitam a redução de tempos e de custos nas operações de transporte.

para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. • Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h. queda de viaturas em altura e esmagamento por equipamento/viatura. As passagens superiores devem ter a altura mínima de 4.3: Dimensões das Vias de Circulação Acções aconselhadas As vias de circulação rodoviária em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias pedonais. Afastar as vias de circulação do coroamento de taludes. caso exista o levantamento de pó devem ser feitas regas periódicas. • Dimensão da largura da via (duplo sentido) com pelo menos 7. sinais luminosos e sinais verticais). com um raio mínimo de 10. sempre que exista o levantamento de pó.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos. troços com comprimento superior a 100. Proceder à rega intermitente dos caminhos. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. • Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3.0m. • Identificar o traçado das vias.60 m.0 m.0m. • Piso deve estar em bom estado.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . 2 • • • • • Os acessos a recintos cobertos de veículos ou depósitos terão a largura mínima de 10. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . com a colocação de pórticos/barreiras de sinalização nas zonas de aproximação. • Respeitar a distância de segurança relativamente aos caminhos de circulação pedonal. • Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras.0m. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. • Nas vias de circulação rodoviária devem ser sinalizadas as passagens de peões. exemplo queda de objectos. As curvas devem permitir que todos os meios de transporte circulem sem dificuldade. • Conceber sempre que possíveis as vias de circulação rodoviária afastadas de locais onde existam riscos. em todo o estaleiro de obra. Figura 2.

4: Vias de Circulação em Estaleiro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT5 . Figura 2. que são mantidas desimpedidas. para que possam funcionar como vias de emergência em caso de necessidade. 3 Vias de Circulação Rodoviária • Ser estudada uma rede de vias prioritárias.

Traçado da via rodoviária está afastado do coroamento das escavações. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Rodoviária ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO As vias rodoviárias estão sinalizadas. As zonas perigosas estão protegidas e sinalizadas. C = Conforme. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. quando exista levantamento de pó. ao longo da via pedonal. O piso é regular. As vias de circulação rodoviária de emergência estão sinalizadas. quer para as pessoas ou instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro.6m Dois sentidos largura ≥ 7. l = Constitui um risco ligeiro. Rega dos caminhos. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. uniforme e está desimpedido.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . indicando localização do estaleiro. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Risco de queda de nível. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. NC = Não conforme. Dimensões: Um sentido largura ≥ 3. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária.0m Vias rodoviárias e pedonais separadas. Sinalização na rede rodoviária envolvente. Existe uma boa visibilidade em todo o traçado da via rodoviária em estaleiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

dentro do estaleiro. colisões. queda de materiais. o atropelamento. Os parqueamentos a implantar no estaleiro (veículos e equipamentos) devem estar situados tão próximo quanto possível do acesso principal. impor uma circulação em vias diferenciadas de veículos e pessoas.FT6 .3. Estaleiro de obra. 1 Parqueamento 2. Verificamos que existe uma lacuna muito grande relativamente a regras de segurança no âmbito do parqueamento em estaleiro de obra. não existindo legislação específica que regule este tema. de forma a reduzir ao máximo os percursos de circulação no interior do estaleiro. incêndio e os riscos ambientais. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. Desta forma. visto que é difícil. na restante legislação apenas são referidas áreas e temáticas comuns e integrantes dos parques de equipamentos. esmagamento. define equipamentos de trabalho de uma forma genérica e muito abrangente. O Decreto-Lei 50/2005. Devem os locais afectos aos parqueamentos estar separados fisicamente entre si para se evitarem manobras difíceis com veículos e equipamentos. consegue-se diminuir a probabilidade da ocorrência de acidentes e atropelamentos. O parqueamento de viaturas ligeiras e pesadas assim como o parqueamento de equipamentos. PAlAVRA-CHAVE • Parqueamento • Viaturas ligeiras • Equipamentos • Pavimento GloSSÁRIo Acidente. de maneira a garantir-se uma melhor organização dos meios e dos locais. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. PARQuEAMENTo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Elaborar lista de verificações para os locais destinados ao parqueamento. Equipamento de trabalho. de 25 de Fevereiro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Assim sendo utilizaram-se conceitos e regras de senso comum e de boa prática sobre segurança na construção civil. Meios de 1ª intervenção. devem ter áreas bem definidas. como forma de garantir uma organização eficaz das movimentações no interior do estaleiro de obra. Evitando desta forma possíveis incidentes e acidentes associados aos riscos mais frequentes nestes locais.

que promovam uma eficaz funcionalidade da circulação em obra. tais como: • Estar sinalizados os lugares de parqueamento de viaturas incluindo os lugares destinados aos visitantes e garantida a iluminação eléctrica do local. 2 Figura 2.3. este parqueamento deverá estar junto do estaleiro administrativo e do acesso principal ao estaleiro de obra. possibilitando o estacionamento em condições de segurança. A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída de viaturas. regularizado e nivelado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .1. • Figura 2. compostos por extintor de pó tipo ABC de 6Kg e uma caixa de areia com pá.Parqueamento FT6 . assim como contemplar alguns lugares para visitantes e junto ao posto médico um lugar para viatura de socorro.5: Parqueamento de Equipamentos Figura 2. meios de 1ª intervenção para o combate a incêndio.7: Dimensionamento de áreas para parqueamento de viaturas ligeiras • O pavimento do parque de viaturas deverá ser impermeabilizado. • Devem existir na proximidade dos parques. PARQuEAMENTo dE VIATuRAS O parqueamento de viaturas ligeiras deverá ter uma área suficiente para todos os veículos dos vários sectores da obra.6: Parqueamento de Viaturas 2. lista de Verificação Sugere-se que os parques de viaturas obedeçam a algumas regras de execução e localização.

8: Parque de Viaturas 2. que poderá ir desde a simples ferramenta à maquinaria pesada. • A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída do equipamento. só faz sentido que haja parques para equipamentos na obra quando existam equipamentos de médio e grande porte. que promovam boas condições de trabalho. tais como: • Deveram ser constituídos por área de parqueamento.3. Tendo em conta a abrangência da definição de equipamentos de trabalho.9: Dimensionamento de áreas para manobra e parqueamento de equipamentos • Os espaços de parqueamento dos equipamentos devem estar delimitados fisicamente e com a devida sinalização e deverão garantir uma distância de segurança entre equipamentos. A sua localização deve ser junto da área oficinal do estaleiro de obra.2. PARQuEAMENTo dE EQuIPAMENToS Os parques de equipamentos em obra são estruturas físicas que têm como função o parqueamento de equipamentos utilizados na obra. 3 Parqueamento Figura 2. pois falamos em equipamentos que em alguns casos ultrapassam os 6 m de comprimento e os 3 m de altura.FT6 . área de pequenas reparações e por uma estrutura que possibilite a lavagem do equipamento ao fim do dia de trabalho. Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do acesso ao estaleiro. áreas de circulação de trabalhadores. Figura 2. lista de Verificação Sugere-se que os parques de equipamentos obedeçam a algumas regras de execução e localização. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

possibilitando o parqueamento do equipamento em condições de segurança. com combustíveis ou lubrificantes. As zonas de parqueamento de equipamentos deverão ter no piso membranas impermeabilizantes para que seja possível a recolha de camadas de solo contaminadas. atropelamentos e esmagamentos. que receberão todas as águas provenientes da lavagem dos equipamentos.10: Parque de Equipamentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . para que estas sejam tratadas convenientemente. 4 o risco de colisões. • O pavimento do parque deverá ser regularizado e nivelado.Parqueamento FT6 . garantindo que a escorrência da água seja realizada directamente para valas que devem rodear as zonas de parqueamento. • • • • • Figura 2. Estas valas devem conduzir a água a pequenos tanques que permitam a captação de combustíveis e lubrificantes eventualmente derramados. permitindo recolher as substâncias retidas para posterior tratamento. Deverão existir meios de combate a incêndio na área de pequenas reparações e na proximidade dos equipamentos. Caso não seja garantida uma iluminação natural suficiente em toda a área. esta deverá dispor de iluminação artificial adequada. A zona de lavagem de equipamentos deverá estar munida de bacias de retenção. As zonas de parqueamento das máquinas e camiões deverão ter o piso tratado convenientemente.

Iluminação de parques de viaturas e equipamentos. Área de parqueamento de equipamentos/máquinas está impermeabilizada. Rampa de lavagem de equipamentos/máquinas. Caixa de retenção de hidrocarbonetos.FT6 . Área de pequenas reparações de equipamentos Sistema de recolha de resíduos. Lugar de parqueamento de viatura de socorro junto ao posto médico NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Estável. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Meios de 1ª Intervenção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . NC = Não conforme. Caixa de areia e pá. Áreas de parqueamento garantem manobras em segurança. Existem lugares para parqueamento destinados a visitantes. Garantidas as distância de segurança entre equipamentos/ máquinas. Os pavimentos estão: Regularizados. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. 5 Parqueamento FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Parqueamento de Viaturas e Equipamentos ITEM 1 2 3 4 DESCRIÇÃO Locais para parqueamento estão sinalizados. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Nivelados. Extintor de Pó ABC 6Kg. Área de lavagens de viaturas e equipamentos.

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4. SINAlIzAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. áreas de armazenagem de produtos perigosos. • Todas as entradas no estaleiro devem possuir sinalização externa proibindo a entrada a pessoas estranhas à obra e indicação do Equipamento de Protecção Individual de utilização obrigatória dentro do estaleiro. Local de trabalho. Em estaleiro de obra devem ser sinalizados caminhos de circulação. pelo que não se dispensa a adopção de medidas de prevenção e controlo dos locais e equipamentos onde este risco está presente. A sinalização pretende assim dar resposta à obrigação de informar. parqueamentos. nomeadamente dos elementos de maiores dimensões. • Equipamento a utilizar no transporte e movimentação dos elementos de maiores di- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Sinalização 2. Plano de emergência. devendo ser estabelecida tendo em conta a natureza. permanência. o formando deverá estar apto a: • Descrever os diferentes tipos de sinalização. • Na definição dos caminhos de circulação deve ser considerada a movimentação de todos os materiais e equipamentos utilizados na obra. • Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização em estaleiro de obra. Como técnica complementar de segurança.FT7 . Na implantação da sinalização deve ser considerado o seguinte: • Identificar todos os acessos para viaturas e caminhos pedonais para circulação de trabalhadores. a sinalização não elimina nem reduz o risco mas informa sobre a sua presença. PAlAVRA-CHAVE • Sinalização • Sinalização Rodoviária Temporária • Segurança no Trabalho • Emergência GloSSÁRIo Sinalização. • Elaborar lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. deslocação e circulação necessárias à segurança em estaleiro de obra. dimensão e localização da obra. O estaleiro de obra é um local de trabalho onde existem as mais variadas situações de perigos. Segurança contra incêndio. pelo que será necessário informar os trabalhadores e visitantes sobre as condições de acesso. características. meios de protecção contra incêndio e de socorro.

Sinalização de zonas perigosas ou interditas. Em todos os locais do estaleiro devem ser previstos locais para passagem das viaturas utilizadas no transporte de materiais e/ou equipamentos para a carga ou descarga destes. Sinalização da localização dos meios de segurança contra incêndio e de saídas de emergência contempladas no plano de emergência. 2 • • • • • mensões. Figura 2. com identificação dos perigos. As instalações existentes no estaleiro devem ser devidamente identificadas.Sinalização FT7 . Deverá ser prevista a colocação dos dispositivos necessários para garantir a segurança na entrada e saída de viaturas no estaleiro.11: Sinalização de Segurança Figura 2. assim como a localização dos mesmos face às condicionantes existentes.12: Sinalização Rodoviária Temporária Cor Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Equipamentos de Alarme e Combate a Incêndio Proibição Aviso/Perigo Identificação e localização Comportamentos perigosos Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Saídas de emergência Ponto de encontro Posto de socorros Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Sempre que a duração prevista das obras seja superior a 30 dias ou a duração da obra. • Sinalização final. A sinalização rodoviária temporária é classificada do seguinte modo: • Sinalização de aproximação. • Sinalização luminosa. • Marcas rodoviárias.1. A sinalização rodoviária pode ser apresentada sob a seguinte forma: • Sinais verticais. SINAlIzAÇÃo RodoVIÁRIA TEMPoRÁRIA As obras e obstáculos na via pública devem ser convenientemente sinalizados. • Sinalização de posição. • Dispositivos complementares. deve ser elaborado projecto da sinalização temporária a implementar na via. tendo em vista prevenir os utentes das condições especiais de circulação impostas na zona regulada pela sinalização rodoviária temporária.4. • Sinalização avançada. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT7 . natureza e extensão o justifiquem. • Sinalização intermédia. • Pré-sinalização. 3 Sinalização dimensões dos Sinais Dimensão 150x150mm Dimensão 200x200mm Dimensão 300x300mm Dimensão 400x400mm Dimensão 600x600mm 6m 8m 13m 17m 26m 2. A sinalização temporária deve ser removida imediatamente após a conclusão da obra ou da remoção do obstáculo ocasional. restituindo a via às normais condições de exploração.

30 L3 L2 L1 30m Sinalização Final FIM DE OBRAS Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .50 0.20 0.5m 20 Sinalização de Posição 0. 4 Pré-Sinalização 1300 m CIRCULAÇÃO ALTERNADA TRÂNSITO CONDICIONADO MÁQUINAS EM MOVIMENTO ENTRADA E SAÍDA DE VIATURAS Sinalização Avançada Sinalização Intermédia SINAIS DE PROIBIÇÃO 3.

• Dar a conhecer a mensagem com a antecedência suficiente. • Conduzir a uma única interpretação. • Comunicações verbais. de vias de circulação. tendo em atenção a possibilidade de sinalização contraditória. • Placas de localização e identificação dos meios de salvamento. socorro e emergência. • Estar localizado em local iluminado. a altura e posição adequada. aviso e obrigação. • Marcação. Para que o recurso ao uso de sinalização de segurança resulte. • Placas e rotulagem de recipientes e tubagens. • Ser retirada sempre que a situação que a justificava deixe de se verificar. A sinalização de segurança pretende chamar a atenção de uma forma rápida e inteligível.FT7 . • Placas e cores destinadas a localizarem e identificar o material de segurança contra incêndio. em caso algum. Sinalização de Carácter Acidental e Temporário • Sinais luminosos ou acústicos. para objectos ou situações susceptíveis de provocarem perigo para a segurança e saúde. • Dar a possibilidade de realizar o indicado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A sinalização de segurança não dispensa. fornece um conjunto de estímulos que condicionam ou prescrevem a actuação do indivíduo relativamente à segurança perante o objecto ou situação. a adopção das medidas de prevenção necessárias e adequada. O tipo de risco que se pretende minimizar.4. deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Atrair a atenção. • Estar em número e localização conforme a importância dos riscos que pretendem alertar. com cores de segurança. • Clareza da mensagem. SINAlIzAÇÃo dE SEGuRANÇA No TRABAlHo Entenda-se como sinalização de segurança no trabalho. Sinalização Permanente • Placas de proibição. • Ter informação sobre as actuações convenientes. deverá ser avaliado antecipadamente de modo que a sinalização se faça de modo racional. aquela que. • Sinais gestuais.2. actividade ou situação. não afixando um número excessivo de sinais que possam confundir-se. 5 Sinalização 2. relacionada com um objecto.

6 Sinais de Proibição Sinais de Aviso Sinais de obrigação Sinais de Salvamento ou Socorro Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .

FT7 . 7 Sinalização Sinais de Combate a incêndios Sinais de Informação Sinais Compostos Rotulagem de Substâncias Perigosas IRRITANTE TÓXICO INFLAMÁVEL CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Pilares Queda de objectos Mudanças de nível Queda em altura Cais de carga Queda de nível Dispositivos móveis Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 . 8 Etiquetas Identificadoras de Perigo LÍQUIDO INFLAMÁVEL COMBUSTÃO ESPONTÂNEA LÍQUIDO INFLAMÁVEL CORROSIVO COMBURENTE GASES COMPRIMIDOS NÃO INFLAMÁVEIS obstáculos e locais Perigosos RISCoS dE: SITuAÇÕES: Choque contra obstáculos Degraus.

l = Constitui um risco ligeiro. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. NC = Não conforme. As vias rodoviárias. Local de armazenamento de produtos tóxicos está sinalizado. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. Sinalização de Emergência: Caminhos de Evacuação Caixa de 1º Socorros Ponto de Encontro Sinalização de Seg.FT7 . Todos os locais com risco de queda e queda de objectos estão devidamente sinalizados.Incêndio: Extintores. Local de entrada/saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. À entrada no estaleiro tem sinalização de “Proibição de entrada a pessoas estranhas à obra” Nos locais de trabalho e entrada estão colocados sinais de obrigação de utilizar EPI. Todos os locais em obra com risco de electrocussão estão devidamente sinalizados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 9 Sinalização FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Sinalização em Estaleiro de Obra ITEM 1 DESCRIÇÃO A sinalização de segurança na envolvente exterior ao estaleiro está adequada. Caixas de Areia Marco Incêndio e Carretéis Sinalizada localização de Resíduos Sólidos Urbanos. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. existe rotulagem dos produtos? Máquinas e equipamentos de trabalho têm sinalização de segurança. estão devidamente sinalizados. quer para as pessoas ou instalações. Sinalização de Resíduos Perigosos. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. passagens de peões e parques.

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4. ponto 2. ponto 2. Relativamente à ficha temática 5. Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do ________________ ao estaleiro.1 Parqueamento de Viaturas. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. ________________ e ________________. Relativamente à ficha temática 6. As Vias de Circulação Pedonal são os caminhos existentes no ________________ e ________________ ao estaleiro de obra que servem para os ________________ e demais pessoas afectas à obra circularem a ________________. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim o risco de ________________ . 2. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 2. 5. complete os espaços em branco. 1 Actividades/Avaliação 2. Complete a frase relativa à ficha temática 4. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 6. ponto 2.2 Vias de Circulação Rodoviária.5.3.1 Vias de Circulação Pedonal. 3.3.AV2 .2 Parqueamento de Equipamentos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cuja largura mínima deverá ser de ________________. complete os espaços em branco.

Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Identificação e localização Comportamentos perigosos Aviso/Perigo Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Cor Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Actividades/Avaliação AV2 . reveja o submódulo 2. Relativamente à ficha temática 7. ponto 2. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4) . complete o quadro nos locais assinalados a azul. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 6.Se não conseguir resolver esta actividade.4 Sinalização. Caminhos de Circulação.

3. Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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nomeadamente o controlo de acessos/portaria. vitrina com informações de segurança/escritório de apoio e o registo de acidente de trabalho/posto de socorros. • Elaborar lista de contactos de emergência. a portaria. 2.pt • www.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .igt. SABER MAIS • http://agency.eu. 3. • Elaborar lista de verificações referente às instalações administrativas. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. o escritório de apoio e o posto de socorros. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações administrativas mais relevantes em estaleiro de obra.pt • http://dre.proteccaocivil. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais de trabalho. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações.gov. FICHAS TEMÁTICAS • Portaria e Controlo de Acessos • Escritórios de Apoio • Posto de Socorros 4. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações administrativas.pt • www. • Definir os locais de implantação das instalações administrativas. riscos mais frequentes. possibilitará dimensionar e organizar as instalações administrativas em estreita articulação com a produção.pt • www. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações administrativas deverão ter. Assim. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.int • www. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente.osha.capa. GloSSÁRIo • Acidente de trabalho • Ligação equipotencial • Notificação de acidente • Plano de Segurança e Saúde 5.SM 3 Instalações Administrativas 1.dimep.

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vestiário e instalação sanitária. A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. equipamentos e materiais. o local destinado a controlar todo o movimento de entrada e saída em obra de meios humanos. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria.FT8 . Plano este contemplado no Plano de Segurança e Saúde. pelo que deverá ser elaborado um Plano de Acesso ao Estaleiro. Figura 3. À portaria está associado o procedimento referente ao controlo de acessos (identificação.1: Pormenor de entrada e portaria Solução de portaria com serviço permanente e compartimento para atendimento. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a portaria deverá ter. serviço de gestão de equipamento. PAlAVRA-CHAVE • Portaria • Controlo de Acessos • Contactos de Emergência • Manual de Acolhimento GloSSÁRIo Portaria. Plano de Segurança e Saúde. 1 Portaria e Controlo de Acessos 3. fornecedores e visitantes. acolhimento e registo) de trabalhadores. • Elaborar lista de contactos de emergência. PoRTARIA E CoNTRolo dE ACESSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. central telefónica e parqueamento de viaturas.1. com o enquadramento legal dado pelo Dec Lei 273/2003. toma de refeições. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Entende-se por portaria de estaleiro. que refere “tomar as medidas necessárias para que o acesso ao estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas”. aprovisionamento.

2 Acções aconselhadas A portaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada planta de emergência. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . assim como um mecanismo próprio de lavagem de rodados para os camiões. • Disponíveis contactos de emergência. facilitando desta forma o controlo de pessoas e veículos.Portaria e Controlo de Acesso FT8 . A entrada de veículos. Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg e balde de areia com pá). • Sinalização de segurança na entrada em estaleiro. • Sistema de controlo de acessos com registo. Disponibilizar aos trabalhadores e visitantes o Manual de Acolhimento. Recomendável a adopção de uma só entrada em estaleiro. cargas ou de equipamentos no estaleiro deverá ser condicionada através de autorização expressa dada pelos serviços administrativos à portaria. Deverá possuir um ponto de água exterior.2: Apresentação de Identificação e Equipamento de Segurança • • • • • • • Os portões de acesso ao estaleiro devem ter entradas independentes para camiões e para pessoas. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. OBRIGATÓRIO APRESENTAR IDENTIFICAÇÃO Figura 3.

. XXXXX ENTIDADE EXECUTANTE: 112 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 800 506 506 800 202 022 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 CENFIC AVISAR IMEdIATAMENTE Análise de Riscos na Construção Civil . XXXXX TÉCNICO DE SEGURANÇA: Sr. SEGURADORA BOMBEIROS Polícia de Segurança Pública ENTIDADES A CoNTACTAr: GÁS Águas Municipalizadas EDP (Instalação Eléctrica) PT (Telecomunicações) DONO DA OBRA: COORDENADOR DE SEGURANÇA: Eng. 3 Portaria e Controlo de Acessos FICHA dE CoNTACToS CoNTACToS dE EMERGÊNCIA NÃo SE ESQuEÇA dESTES NúMERoS NÚMERO NACIONAL DE SOCORRO HOSPITAL. XXXXX DIRECTOR DE PRODUÇÃO: Eng.FT8 .. XXXXX ENCARREGADO GERAL: Sr. XXXXX DIRECTOR DA OBRA: Eng.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

2. Estas instalações englobam em muitos casos. Figura 3. encarregado. Ligação Equipotencial. desenhadores. aprovisionamento.2: Escritório de Apoio CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o local destinado ao pessoal dirigente. junto do acesso principal do estaleiro e tem uma correlação de proximidade muito importante com a portaria. apontadores. nomeadamente. PAlAVRA-CHAVE • Escritório de apoio • Vitrina • Construção modulada • Conforto térmico GloSSÁRIo Escritório de Apoio.1: Instalações Administrativas Figura 3. Ligação de Terra. medidores-orçamentistas. ESCRITóRIoS dE APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Utilizar a lista de verificação em escritórios de apoio.FT9 . 1 Escritórios de Apoio 3. Entende-se por escritório de apoio em estaleiro. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o escritório de apoio deverá ter. não só os espaços destinados à Entidade Executante. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. Plano de Segurança e Saúde. fiscalização. A localização mais conveniente para os escritórios será sempre que possível. director de obra. incluindo. técnico e administrativo da obra. São um sector muito importante. preparadores. topógrafos e técnicos de segurança. serviço de gestão de equipamento e parqueamento de viaturas. Coordenação de Segurança e Subempreiteiros. pois toda a logística é tratada nas instalações administrativas. mas também à Fiscalização.

• Em todas as instalações as portas exteriores devem abrir para fora.3: Vitrina/Informação aos trabalhadores Acções aconselhadas o escritório de apoio em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Identificar e sinalizar as instalações. Figura 3. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. Figura 3.Escritórios de Apoio FT9 . será obrigatoriamente montada uma vitrina para afixação de documentos cujo objectivo é a informação dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do Plano de Segurança e Saúde. Esta vitrina deve ter dimensões adequadas.4: Escritório de apoio ao Estaleiro de Obra Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. estar em local bem visível e acessível a todos os trabalhadores. • Não permitir a utilização de equipamentos de chama no interior das instalações. 2 Em estaleiro. • Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. Módulos devem ser espiados e amarrados. junto da área administrativa. • Construção modulada em altura. • A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos.

Colocação de redes de sombreamento. com prolongamento de 2m para o exterior e proibir a rega dos módulos.FT9 . isolar as coberturas e instalar sistemas de ar condicionado.5: Colocação de redes de sombreamento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Garantia de conforto térmico no interior dos escritórios. tipo ráfia. Figura 3. 3 Escritórios de Apoio • • • Colocação de lava botas com mangueira flexível à entrada das instalações.

NC = Não conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.Escritórios de Apoio FT9 . Livro de Obra. Denominação Social do Empreiteiro e Alvará (Afixado em obra). Documentação referente aos Equipamentos. C = Conforme. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Documentação/Elementos Obrigatórios em Obra ITEM DESCRIÇÃO Comunicação Prévia (actualizada). quer para as pessoas ou instalações. Índices de Sinistralidade. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Certificados de Classificação das Empresas actualizados (INCI ex-IMOPPI) Contratos de empreitada e de subempreitadas. Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil (Disponível para Consulta). Plano de Segurança e Saúde (Disponível para Consulta). Declarações (conforme Dec Lei 273/2003). Contactos de Emergência. Horários de Trabalho. Informação de Segurança Riscos em Estaleiro de Obra. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS INFORMAÇÃO/VITRINA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Pág. Alvará de Licença de Construção (Afixado em obra). 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES DOCUMENTAÇÃO NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro. Organograma Funcional. Apólices de Seguros. Documentação referente aos Trabalhadores. Planta de Emergência.

caso seja necessário. prestar assistência a outras situações de maior envergadura. PoSTo dE SoCoRRoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o posto de socorros deverá ter.3. Acidente de Trabalho. pois referimo-nos a um Sector de actividade onde existe um número significativo de riscos com consequências dramáticas para a saúde humana e mais probabilidades de ocorrência de acidentes. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. A localização mais conveniente para o posto de socorros será junto da entrada principal. acessos e parqueamento de viaturas. devendo dispor do material e equipamentos indispensáveis ao cumprimento das suas funções. Notificação de Acidente. Dependendo da dimensão do estaleiro. de forma a garantir um fácil acesso aos meios de socorro e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. independentemente do volume de mãode-obra. portaria. 1 Posto de Socorros 3. Deverá sempre existir um socorrista em obra. • Enunciar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. poder-se-á justificar a instalação de um posto de socorros onde se possam tratar algumas situações de pequena gravidade e. central telefónica. PAlAVRA-CHAVE • Posto de Socorros • Socorrista • Contactos de emergência • Acidente de trabalho • Registo de acidente de trabalho GloSSÁRIo Posto de Socorros. com a colaboração de profissionais de saúde ou de pessoal devidamente formado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT10 .

6: Posto de Socorros Acções aconselhadas o posto de socorros em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. com circuito de iluminação e tomadas. • Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. • Talas de vários tamanhos. • Rede de água fria e quente. • Pinças hemostáticas. • Termómetro. • Maca. não dispensa a existência nos locais de trabalho de estojos de primeiros socorros. o posto de socorros. • Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg). • Betadine (anti-séptico). • Energia eléctrica. • Disponíveis contactos de emergência. • Cama para recobro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 Figura 3. • Afixada Planta de Emergência. • Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural.Posto de Socorros FT10 . deve estar dotado de equipamentos médicos como por exemplo: • Luvas esterilizadas. • Compressas de tamanhos variados e embaladas individualmente. • Soro fisiológico. • Adesivos. • Tesoura com ponta recta e curva. • Identificar e sinalizar as instalações. A instalação de um posto de socorros. • Tesoura normal. • Ligaduras de vários tamanhos.

deixar a vítima como está sem a movimentar. Deverá ser feita pelo Técnico de Segurança. em que se comunica aos interessados. no prazo mais curto possível.FT10 . • Não lhe dar líquidos ou estimulantes. estojos de primeiros socorros. que auxiliaram a tomada das primeiras providências. • Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. 3 Posto de Socorros Em caso de acidente de trabalho. Figura 3. ao técnico de higiene e segurança e ao responsável pela coordenação dos trabalhos naquele local. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. Acidente com lesão grave • Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. • Dependendo da gravidade. de modo a evitar que outros acidentes. devem ser comunicados à Inspecção Geral do Trabalho e ao coordenador de segurança em obra. faça compressão sobre o sangramento com compressas ou com um pano limpo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Todos os acidentes de trabalho de que resulte morte ou lesão grave para o trabalhador. a notificação do acidente através do registo de acidente de trabalho.7: Procedimento em caso de acidente de trabalho Como se deve actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente com lesão grave: Acidente ligeiro • Deverão estar distribuídos pelo estaleiro e junto das frentes de trabalho. sinalizar e isolar imediatamente a área. • Tapar a vitima com um casaco ou manta. comunicar de imediato o acidente ao socorrista. nunca podendo exceder as 24 horas. decorrentes do anterior. venham a acontecer. a descrição do acidente e as medidas de prevenção/correctivas a adoptar. de forma sucinta. • Não permitir que a vitima se levante ou sente. • Em caso de hemorragias.

e etc. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Colocar um pano limpo sobre a área queimada. Tratando-se de electrocussão. 4 • • • • Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. evite retirar pedaços de roupa que porventura possam estar agregados à pele. não tocar na vítima mas providenciar imediatamente o corte de tensão e fazer-lhe respiração artificial (socorrista) enquanto aguarda a chegada do socorro. gorduras ou outras substâncias. sólidos aquecidos.). Dependendo da gravidade ou da extensão da queimadura. deitar a vítima e colocar a cabeça e o tórax da vítima em um plano inferior ao restante do corpo.Posto de Socorros FT10 . limpar cuidadosamente os ferimentos. Se for caso disso. Não aplicar unguentos. se possível. Tratando-se de queimaduras térmicas (contactos directos com chamas. electricidade.

5 Posto de Socorros FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo REGISTO DE ACIDENTE DE TRAbALHO Dono da Obra: Obra: Empreiteiro: DADOS DO SINISTRADO Nome: Sexo: Masculino Feminino Naturalidade: Nacionalidade: Morada: Estado civil: B.º: 0000000 de 00/00/0000 emitido em Passaporte (1) N. N. nocivas/radiações Choque com objectos Esforço físico excessivo Explosão/Incêndio Intoxicação Electrização/Electrocussão Entorse Esmagamento Ferida/Golpe Fractura Braço(s) Mão(s).: (2) Apólice de seguro de acidentes de trabalho a coberto da qual se encontra o trabalhador sinistrado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º: 00000000 de emitido por Data de Nascimento: 00/00/0000 N.: (1) Caso não seja mencionado o Bilhete de Identidade Incapacidade temporária Morte Regresso ao trabalho: / / > dias perdidos Director Obra Data: ____/____/____ Ass. excepto dedos Dedo(s) do(s) pé(s) Localizações múltiplas Apólice: (2) N. excepto olhos Olho(s) Tronco. excepto coluna Coluna vertebral Sub.º: Categoria profissional: Data de admissão na obra: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS À ENTIDADE EMPREGADORA Entidade empregadora: Companhia de Seguros: (2) Data de admissão na empresa: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS AO ACIDENTE Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Local: No estaleiro Fora do estaleiro Deslocação: Domicílio > Trabalho Deslocação: Trabalho > Domicílio Onde? Destino do sinistrado: Hospital de Entidade que o transportou: INEM/Ambulância dos Bombeiros de Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Houve mais sinistrados no acidente? Não Sim Quantos? Testemunhas: Causa do acidente: Atropelamento Capotamento Colisão de veículos Compressão por objecto Choque eléctrico Amputação Asfixia Concussão/Lesões internas Contusão Distensão Cabeça.FT10 .º Trabalhador: Número: Pág. I.: 1/1 Tipo de lesão: Parte do corpo atingida Breve descrição do acidente: Medidas de prevenção adoptadas: Efeitos do acidente: Sem incapacidade Incapacidade permanente: % Responsável do Empreiteiro pela SST Data: ____/____/____ Ass. excepto dedos Dedo(s) da(s) mão(s) Pernas(s) Queda em altura Queda ao mesmo nível Queda de objectos Soterramento Lesões múltiplas Luxação Queimadura Traumatismo Ignorado Pé(s).

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

4. 3. 4. 1 Actividades/Avaliação 3. Enuncie quatro requisitos que o Posto de Socorros a implantar em estaleiro de obra deverá ter. Em estaleiro de obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2 Escritórios de Apoio. ponto 3. 2. junto da área _____________________. Enuncie quatro requisitos que os Escritórios de Apoio a implantar em estaleiro de obra deverão ter. 5. será obrigatoriamente montada uma ___________________para afixação de _________________ cujo objectivo é a __________________ dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do _________________________________________. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. Descreva qual a localização mais conveniente para a portaria e a correlação de proximidade com outras instalações em estaleiro de obra.AV3 . Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 9.

4) . 2 6. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ___________________________ ___________________________ ___________________________ __________________________ __________________________ __________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. reveja o submódulo 3. Instalações Administrativas. comente com base nas figuras apresentadas.Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente aos procedimentos a tomar em caso de acidente de trabalho.Actividades/Avaliação AV3 .

4. Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações sociais deverão ter.SM4 . os vestiários e as instalações sanitárias. a cozinha. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.osha. riscos mais frequentes. Assim. GloSSÁRIo • Esgoto • Estaleiros Temporários ou móveis • Fumigar • Fenestração • Inflamáveis • Intoxicação • Pé Direito • Porta de Emergência • Salubridade 5.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Instalações Sociais 1. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações.pt • www. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais.pt • www.neogal.euromodulo. 3. os dormitórios. • Elaborar lista de verificações referente às instalações sociais.pt • www. possibilitará dimensionar e organizar as instalações sociais em estreita articulação com a produção.eu. FICHAS TEMÁTICAS • Refeitório e Cozinha • Dormitório e Instalações Sanitárias 4.int • http://dre.levapambiente. o refeitório. SABER MAIS • http://agency. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações sociais mais relevantes em estaleiro de obra. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações sociais. o estaleiro administrativo e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e às condições sociais em estaleiro de obra. • Definir os locais de implantação das instalações sociais. 2. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.

pt www.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 • • www.grupoipg.segurancalimentar.Instalações Sociais SM4 .pla.

FT11 . da duração e organização dos trabalhos. Esgoto. Fenestração. (Decreto n.1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A localização mais conveniente para as instalações sociais onde estão incluídos o refeitório e a cozinha. Neste ultimo caso. o local destinado aos trabalhadores para a toma das refeições que podem ser pré-preparadas ou confeccionadas em obra. PAlAVRA-CHAVE • Refeitório • Cozinha • Fenestração • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários. Salubridade. Devem responder às necessidades específicas do local da obra. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. As instalações sociais do estaleiro destinam-se a apoiar os recursos humanos deslocados na obra. do número de utentes. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o refeitório e a cozinha deverão ter. devido à distância entre os diferentes locais de trabalho será aconselhado a instalação de vários refeitórios. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha.º 46427 de 10 de Julho de 1965). Inflamáveis. se é suficiente um refeitório e uma sala de convívio para todo o pessoal do estaleiro ou se. A quantificação e dimensões das instalações encontram-se legisladas. É recomendável a existência de zonas verdes próximo das instalações sociais. • Utilizar a lista de verificações de refeitório e cozinha em estaleiro de obra. devem dispor de cozinha ou quando a obra tenha um prazo de execução superior a 6 meses e mais de 50 trabalhadores em obra. Entende-se por refeitório em estaleiros temporários. será sempre que possível em local afastado das zonas de trabalho de modo a ficarem protegidas das poeiras e dos ruídos próprios desses locais. 1 Refeitório e Cozinha 4. REFEITóRIo E CozINHA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. De acordo com as dimensões do terreno e a distribuição das instalações do estaleiro de obra.

utilizando.1: Solução de refeitório e cozinha com base em construção metálica modulada Acções aconselhadas o refeitório e cozinha em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: Tendo em consideração a natureza. Figura 4. • O pavimento deve ser de material facilmente lavável. aos detergentes fortes. insectocutores eléctricos. • As paredes exteriores garantirem defesa satisfatória do vento e da chuva. admissão de ar fresco e balcão) • • Controlar os insectos alados. • Deverá ter uma ventilação conveniente por janelas e/ou por ventiladores.Refeitório e Cozinha FT11 . 2 Figura 4. considerar a área de 1. • Disporem de lavatórios com uma torneira ou bica por cada dez ocupantes. munidos de doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis ou secadores de mãos.2: Corte de Refeitório e Cozinha (ventilação. com largura suficiente para a passagem dos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . o espaço deve ser protegido por redes mosquiteiras. Fenestração de 1/10 da área do pavimento.5 m. onde o pessoal possa tomar as suas refeições. a fim de impedir a entrada de insectos. se necessário. dotados de água potável e disporem de mesas e cadeiras.0 m de altura. duração e o número de trabalhadores deverá ser implementado em obra um refeitório e eventualmente cozinha que satisfaçam as seguintes condições: • Serem cobertos e abrigados das intempéries.1 m2 por trabalhador. • O pé-direito mínimo livre será de 2. disponha de um escoamento rápido e que resista sem se degradar. • Para o dimensionamento de um refeitório. Dispor de portas abrindo para o exterior. • Paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos 2. Evitar o recurso a insecticidas pulverizados. localização.

As instalações sociais devem ter uma rede de esgoto (drenagem de águas residuais). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . das fontes de energia e dos materiais inflamáveis. A sua recolha posterior deverá ser efectuada pelas Entidades Competentes para o efeito (Serviços Municipalizados) em zona exterior ao estaleiro por estes definida. os bancos corridos devem ser evitados. prever em obra uma ETAR compacta. sinalizar de forma clara os pontos de água. Na rede de esgotos da cozinha deve ser montada uma caixa de retenção de gorduras a montante da ligação à rede geral de esgotos.4: Refeitório • • • • • • • • Equipar a zona de refeições com mesas munidas de tampos impermeáveis e de fácil lavagem.FT11 . sendo tomadas diariamente as providências necessárias para a eliminação dos lixos e resto de comida. Devem ser utilizadas cadeiras de espaldar. equipado com meios de combate a incêndios de 1ª intervenção e o acesso ser só possível a pessoas autorizadas. O refeitório e a cozinha deverão ser mantidos em permanente estado de salubridade. O local de armazenagem de botijas de gás deverá ser localizado afastado das zonas sociais. levantam problemas ao nível da organização do refeitório. Caso exista rede de água não potável. além de não proporcionarem posturas correctas. Figura 4. no caso de não ser possível a sua ligação à rede pública. Os lixos orgânicos deverão ser depositados em contentores e removidos periodicamente para fora do estaleiro. Junto à porta do refeitório colocar extintor de incêndio de pó tipo ABC de 6Kg e de CO2 5Kg no interior da cozinha. 3 Refeitório e Cozinha • • trabalhadores. Na entrada das instalações sociais.3: Cozinha Figura 4. instalar dispositivo para lavagem de calçado. A caixa de visita que recolhe as águas residuais do refeitório deve ser sifonada.

5: Limpeza e lavagem de calçado Se o prazo de execução da obra. embora com as devidas adaptações. dimensão ou outros condicionalismos da obra não aconselharem a montagem de um refeitório dever-se-ão construir instalações que permitam o aquecimento e toma de refeições.Refeitório e Cozinha FT11 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Figura 4. Estas instalações deverão corresponder aos requisitos apontados para o refeitório.

l = Constitui um risco ligeiro. bancada facilmente higienizáveis. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência.FT11 . Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. Pé-direito mínimo livre de 2. Pavimento lavável e com bom escoamento. 1/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. quente e fria. Extintor de CO2 de 5Kg na cozinha. NC = Não conforme. ligação a rede pública ou ETAR. Cozinha com caixa de retenção de gorduras. Refeitório dimensionado para 1. C = Conforme. doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis. Rede de esgotos. 1 Torneira/10 ocupantes. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Portas com abertura para o exterior.0m.5m. Fenestração de 1/10 da área de pavimento. Mesas com tampos de fácil lavagem e impermeáveis. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. 5 Refeitório e Cozinha FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Ventilação é adequada. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Paredes interiores com revestimento lavável até 2. na saída das instalações. Rede de água potável.1 m2/trabalhador. Preparação de alimentos com dimensão suficiente. Cadeiras confortáveis e de fácil limpeza. Dispositivo para extermínio de insectos (insectocutores).

C = Conforme. sinalização. Recolha de lixos orgânicos (diária). NC = Não conforme. vedação. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.Refeitório e Cozinha FT11 . Garrafas de gás. no exterior. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. extintor de pó tipo ABC de 6Kg. 2/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. Instalações limpas e asseadas. Desinfestação das instalações (trimestral). NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 6 LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 19 20 21 22 23 DESCRIÇÃO Local destinado à auto preparação das refeições. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações.

o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o dormitório e as instalações sanitárias deverão ter. Pé-Direito. Ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. os condicionalismos existentes e os seguintes cuidados: • Local geograficamente independente do estaleiro industrial. Entende-se por dormitório em estaleiros temporários. Os vestiários são destinados aos trabalhadores que não pernoitam em obra. isto é. PAlAVRA-CHAVE • Dormitório • Vestiário • Instalações sanitárias • Balneário • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários ou móveis. Porta de Emergência. • O local de implantação deve ser convenientemente drenado.FT12 . Estes devem possuir fechadura com chave e permitir arrumar o vestuário de trabalho separado do vestuário pessoal. o local destinado ao alojamento dos trabalhadores deslocados. sendo economicamente mais favorável a disponibilização de condições para pernoitar em estaleiro. • O regime dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. devem ter um acesso fácil e equipados com assentos e armários individuais em número suficiente. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. o pessoal cuja área habitual de residência se situe a distância considerável do local da obra. • Utilizar a lista de verificações de dormitório. 1 Dormitório e Instalações Sanitárias 4. Intoxicação. vestiário.2. Fumigar. doRMITóRIo E INSTAlAÇÕES SANITÁRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

Para apoio às frentes de trabalho devem existir WC químicos na proporção de 1 equipamento por cada 15 trabalhadores ou fracção. tipo ABC. • Reservar junto à entrada dos dormitórios. de pelo menos duas portas colocadas em pontos opostos. o pavimento dos dormitórios deverá possuir isolamento térmico que garanta o mínimo de conforto.6: Implantação em U de dormitório e balneário contíguo As instalações sanitárias devem estar implantadas em local contíguo ao dormitório e resguardadas das vistas. instalações sanitárias e balneário) encontram-se legisladas no Decreto n. situar o dormitório em local geograficamente distinto do reservado ao estaleiro de produção. vestiário. com capacidade de 6 Kg. com pendentes suaves que permitam o escoamento das águas de lavagem. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. Acções aconselhadas o dormitório e/ou vestiário a implantar em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Sempre que possível. assim como “raspadores” para ajudar a limpar as lamas do calçado. dotá-los de uma boa ventilação para impedir a condensação de vapor de água nas paredes interiores. sempre que se justifique. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Junto à porta de emergência colocar extintores de pó químico seco. A quantificação e dimensões das instalações sociais (dormitório. se as instalações sanitárias são suficientes para todo o pessoal em estaleiro de obra. • Nas entradas das instalações colocar lava-botas munidos de torneira e mangueira.º 46427 de 10 de Julho de 1965. 2 Figura 4. • No sentido de facilitar a evacuação do dormitório em caso de incêndio dotá-lo. • As portas de entrada dos dormitórios deverão abrir para o exterior e é recomendável que sobre elas exista um pequeno telheiro que abrigue a zona de entrada da chuva e do sol. • Se optar pela construção de dormitórios recorrendo a contentores metálicos. De acordo com as dimensões do estaleiro de obra. • Se for previsível que a obra venha a funcionar em mais que um turno ter especial atenção ao ruído e ao seu impacto nos trabalhadores que se encontrem em período de descanso. um local para troca de roupa de trabalho. No entanto.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . • O pavimento das instalações deverá ser facilmente lavável.

muito menos. a não ser que no compartimento de muda de roupa exista local para guardar a roupa de trabalho. dotar as instalações com um sistema de AVAC. O pé-direito mínimo deve ser de 3 m. Dotar todos os dormitórios com janelas para o exterior. O afastamento mínimo entre duas camas contíguas deve ser no mínimo de 1 m. Os armários deverão ser duplos.50 m quando se instalarem beliches de duas camas. equipadas com persianas ou material similar que permita obscurecer o seu interior. As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. quando existir uma única fila de camas. sistema individual do tipo Split ou através de unidades centrais em estaleiros sociais de grandes dimensões. Apenas será permitido a utilização de aquecedores eléctricos a óleo. As camas devem ser metálicas e fáceis de desmontar.50 m. Se possível. Este mínimo é elevado para 2 m quando forem previstas duas ou mais filas de camas. os dormitórios colectivos devem ser mantidos em boas condições de higiene e limpeza. Para a garantia da salubridade das instalações. Figura 4. 3 Dormitório e Instalações Sanitárias • • • • • • • • • • • • • equipada com bancos e cabides. Equipar os compartimentos com armários individuais (um por cada utente).50 m3. Existir coxia com a largura mínima de 1. destinar um compartimento para arrecadação de malas e outros volumes que pela sua dimensão não devam ser guardados junto das camas. que libertem gases tóxicos que possam originar a intoxicação dos trabalhadores. desinfecção e desinfestação periódicas. entre as camas e a parede. nem tão pouco confeccionar refeições mesmo que ligeiras.7: Plantas de dormitórios com cama simples e beliche CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . sendo necessário elevar este valor para 1. Fumigar as instalações trimestralmente. para permitir uma eficiente limpeza.FT12 . Se as condições climatéricas assim o aconselharem. através de uma limpeza diária. Não permitir guardar nos compartimentos produtos perigosos. Nunca permitir nos dormitórios aquecedores individuais a gás ou outros equipamentos que provoquem o abaixamento dos níveis de oxigénio e. A cubicagem por ocupante não deve ser inferior a 5.

em função do número de ocupantes do dormitório a que estiver afecto. sendo o chão revestido com estrados constituídos por pequenos módulos de plástico acopláveis. • Optar. No entanto. exigindo sempre o cumprimento escrupuloso das regras de segurança inerentes aos aparelhos de queima e ao acondicionamento das garrafas de gás. de tal modo que a ligação “dormitório/ sanitários”seja cómoda. • Um lavatório por cada 5 trabalhadores ou fracção. • As bacias de retrete devem estar resguardadas das vistas. circuito de iluminação. estarem equipadas com dispositivos que garantam aquela função. cujo número. se existirem. com dispositivos de mistura que permitam regular a temperatura da água.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . • O pavimento das instalações sanitárias deverá possibilitar uma boa lavagem e drenagem das águas e ser resistente aos produtos de desinfecção vulgarmente utilizados em instalações colectivas. • As tomadas de corrente. • Um urinol por cada 25 trabalhadores ou fracção. • Para a produção de AQS (água quente sanitária) é frequente a utilização em estaleiro.60m. • Dotar os duches de água corrente quente e fria. • As bases de chuveiro dos duches deverão ser do tipo anti-derrapante ou. então. e quando agrupadas separadas entre si por divisórias com a altura mínima de 1. de esquentadores a gás propano ou butano. 4 Acções aconselhadas As instalações sanitárias a implantar em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • As instalações sanitárias devem estar interligadas ao dormitório (caso exista) por um telheiro resguardado dos ventos dominantes. tampa de protecção contra salpicos de água e protecção por disjuntor diferencial de 10 mA. com lâmpadas colocadas em luminárias estanques aplicadas no tecto. equipadas com cabides. • As cabines de duche deverão ter antecâmaras para a muda de roupa. • Um chuveiro por cada 20 trabalhador ou fracção. • A instalação eléctrica. alvéolos protegidos. • As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. deverá garantir um arejamento suficiente para dissipar os odores desagradáveis. sempre que possível. • Terão um pé-direito mínimo de 2. • As instalações sanitárias terão dimensões suficientes para comportarem em boas condições de utilização os dispositivos. será: • Uma retrete por cada 15 trabalhadores ou fracção. dos sanitários deverá ser do tipo estanque e protegida com disjuntor diferencial de 30mA. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .70m. por iluminação do tipo fluorescente. deverão ser equipadas com terra.

5 Dormitório e Instalações Sanitárias Figura 4.8: Urinóis Figura 4.10: WC químico CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT12 .9: Base de chuveiro Figura 4.

5 m3. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM DORMITÓRIO 1 2 3 4 5 6 7 Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. quer para as pessoas ou instalações. compartimento duplo. Pé-direito mínimo livre de 3.5m Distância à parede ≥ 1.5m. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 NA = Não Aplicável.0m Beliches ≥ 1. Pavimento lavável e com bom escoamento. Afastamento entre cama e parede ≥ 1. Limpeza diária e boas condições de higiene. C = Conforme. NC = Não conforme.5m. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Afastamento entre camas: Simples ≥ 1. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Instalações sanitárias são contíguas aos dormitórios. l = Constitui um risco ligeiro. Armários individuais com alhetas de ventilação.0m. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Volume mínimo por trabalhador é de 5. na saída das instalações. Portas com abertura para o exterior.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. DESCRIÇÃO NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.

compartimento duplo e alhetas de ventilação. recolha (diária). Área de janelas ≥ 1/10 do pavimento. C = Conforme. Separação das instalações por sexos. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Instalações limpas e asseadas. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 VESTIÁRIO 16 17 18 19 20 21 NA = Não Aplicável. equipados com assentos. Desinfestação das instalações (trimestral). quer para as pessoas ou instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Contentor para colocação de resíduos. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. Iluminação natural através de janelas com persianas. arejamento das instalações. NC = Não conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Armários individuais com fechadura. 7 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM 12 13 DESCRIÇÃO Ventilação é adequada. Aquecimento dos dormitórios por equipamento que não provoque redução de oxigénio. Fácil acesso.FT12 .

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Instalações separadas por sexos. Pé-Direito ≥ 2. 1 urinol por cada 25 trabalhadores. 1 bacia retrete por cada 15 trabalhadores. NC = Não conforme. C = Conforme. 1 lavatório por cada 5 trabalhadores. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM DESCRIÇÃO Proximidade com dormitório e frentes de obra.70m. 1 chuveiro por cada 20 trabalhadores. Wc´s químicos colocados em local acessível. l = Constitui um risco ligeiro. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Ponto de água próximo da instalação sanitária. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 1 2 3 4 5 6 BALNEÁRIO 7 8 9 10 11 NA = Não Aplicável. Bacias de retrete em bateria devem ter divisória com altura ≥ 1. quer para as pessoas ou instalações.6m. Bacia de retrete com sifonagem.

protecção por disjuntor diferencial de 30mA. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 19 20 NA = Não Aplicável. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Instalações limpas e desinfectadas. Instalações dispõem de AQS (água quente sanitária). NC = Não conforme. Tomadas com alvéolos protegidos. Drenagem de águas é efectuada para a rede de esgotos do estaleiro. Água é potável e com caudal suficiente para todos os equipamentos. l = Constitui um risco ligeiro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.FT12 . Instalação eléctrica do tipo estanque. pólos de terra e protecção por disjuntor diferencial de 10mA. Pavimento e paredes com materiais de limpeza fácil. Bases de chuveiro com piso antiderrapante. 9 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Instalações têm fácil acesso. quer para as pessoas ou instalações.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

2.AV4 . Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “Posto de Garrafas de Gás”. Em estaleiro de obra. Qual a área mínima. ________________________ b. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. para o dimensionamento do refeitório devemos ter uma área de _________ m2 por trabalhador. disponibilizar um lavatório por cada _________ ocupantes.3. 1 Actividades/Avaliação 4. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 11. a. paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos _________ m de altura. para um refeitório em estaleiro de obra com 60 trabalhadores? 50 m2 66 m2 90 m2 4. ________________________ 3. ________________________ c. ponto 4. janelas cuja área total seja igual ou superior a 1/10 da área do _____________.1 Refeitório e Cozinha. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o refeitório deverá ter como valores mínimos um pé-direito de _________ m. Descreva quais os cuidados a ter relativamente à localização dos dormitórios e vestiários em estaleiro de obra.

ponto 4. 2 5. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4) . Instalações Sociais.Se não conseguir resolver esta actividade. 6. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . reveja o submódulo 4.Actividades/Avaliação AV4 .2 Dormitório e Instalações Sanitárias. Dimensione as instalações sanitárias para um estaleiro de obra com 40 trabalhadores? Lavatório 2 8 10 Chuveiro 2 3 4 Urinol 1 2 3 Retrete 2 3 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Relativamente à ficha temática 12. complete os espaços em branco.

Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. tendo por base os materiais a utilizar. FICHAS TEMÁTICAS • Armazém e Ferramentaria • Carpintaria • Estaleiro de Cofragens • Estaleiro de Ferro 4. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações em análise. 2.SM5 . A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 3. • Elaborar lista de verificações referente ao estaleiro de apoio. Assim. assim são analisadas as áreas e os locais a afectar para armazém. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as instalações afectas ao estaleiro de apoio. São apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. o estaleiro administrativo e as instalações sociais. ferramentaria. • Definir os locais de implantação do estaleiro de apoio. possibilitará dimensionar e organizar o estaleiro de apoio em estreita articulação com a produção. equipamentos a disponibilizar e processos construtivos adoptados. Após o planeamento da obra é dimensionado o estaleiro de apoio. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as instalações a contemplar na implantação de um estaleiro de apoio. carpintaria. • Identificar os requisitos que o estaleiro de apoio deverá ter. riscos mais frequentes. estaleiro de cofragens e de ferro. GloSSÁRIo • Aprovisionamento • Armadura • Cabo de Elevação • Cofragem • Descofragem • Etiquetagem • Lingada • Solho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Estaleiro de Apoio à Produção 1.

com • http://dre.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 .pt • www.pt • www.doka.manutain.rubi.fachagas. SABER MAIS • www.wurth.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .nordesfer.pt • www.com • www.peri.pt • www.pt • www. 2 5.

• Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e o Armazém. zonas cobertas e fechadas. 1 Armazém e Ferramentaria 5. Entende-se por armazém. No caso do armazém e ferramentaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão ter. mas devidamente vedada e fechada (sendo vedação metálica deverá ter ligação à terra). ARMAzéM E FERRAMENTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O ferramenteiro deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra.FT13 . Estaleiro de obra. zona descoberta. em geral. no caso do depósito de materiais. Ferramentaria é o local destinado a guardar ferramentas e equipamentos. Plano de Segurança e Saúde. PAlAVRA-CHAVE • Armazém • Ferramentaria • Aprovisionamento • Rotulagem • Acessos GloSSÁRIo Aprovisionamento.1. O fiel de armazém deverá manter um registo de todo o material movimentado. Sinalização. de pequena dimensão. destinadas ao depósito temporário de materiais. Geralmente está associado ao armazém o depósito de materiais com zonas ao ar livre e devidamente vedadas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. • Utilizar a lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria.

confirmar se existem calços suficientemente sólidos que garantam a estabilidade do empilhamento.1: Armazenamento exterior de materiais Criar zonas de armazenamento específicas de acordo com os seguintes critérios: • Em função da natureza do próprio produto. com os alcances e capacidades dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). características dos materiais (zonas de depósito) e. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Das recomendações do fabricante. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra). verificar se as suas características os podem tornar incompatíveis com outros produtos armazenados. • Por exigência legal. Em caso afirmativo. ainda. Aquando da mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações. Estes locais devem estar devidamente identificados com sinalização de segurança e referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. Com a recepção dos materiais.Armazém e Ferramentaria FT13 . • Em função do perigo potencial de cada material ou produto. assinalar essa incompatibilidade e proceder à sua separação física. A remoção manual deste tipo de material deverá ser feita pelos topos com o pessoal colocado nos extremos. 2 Figura 5. • Para garantia de preservação. pelo que a zona de armazenagem deverá estar dimensionada para permitir tal manobra. Se existirem locais para o armazenamento de tubagens ou outros materiais cilíndricos. Quando tal não for possível deverá ser feita a rotulagem de acordo com a embalagem de origem. Os produtos deverão ser preferencialmente armazenados na embalagem de origem.

Na organização das zonas de armazenagem de materiais e ferramentaria devem estar definidos corredores entre os diferentes materiais. Os materiais e ferramentas devem estar divididos por categorias e a sua armazenagem deve estar organizada de tal modo que a sua remoção se possa fazer sequencialmente. Confirmar se existem bacias de retenção colocadas sob os recipientes susceptíveis de provocar derrames.2: Rotulagem em produtos perigosos Os combustíveis devem ser armazenados no depósito de materiais exterior e com cobertura que proteja das intempéries. que garantam que não há contaminação da instalação.FT13 . Os bidões armazenados na horizontal devem ter travamento eficaz.5m. A largura destes corredores deverá estar de acordo com os meios de movimentação manual ou mecânica e com a altura das pilhas e dimensões do material. Uma boa ligação funcional entre a produção e o armazém e a ferramentaria é fundamental para a sua gestão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As ferramentas susceptíveis de derrame de óleos de lubrificação deverão estar assentes sobre resguardos ou tinas de recepção impermeáveis. O armazenamento de materiais e ferramentas deve ser feito em prateleiras suficientemente largas para os materiais não caírem e em altura na razão inversa do seu peso (mais pesados em baixo). 3 Armazém e Ferramentaria Figura 5. Garantir que o armazenamento dos materiais é efectuado em pilhas baixas. mas nunca será inferior a 70cm. A capacidade da bacia deverá estar de acordo com a perigosidade do derrame e a quantidade de produto previsível reter. Se a movimentação for feita manualmente não deverão ser efectuados empilhamentos superiores a 1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .3: Armazém de tintas Os Equipamentos de Protecção Colectiva e Individual deverão estar armazenados de modo a permitir a permanente disponibilidade para a sua utilização e existirem em número suficiente. armazenados em prateleiras intermédias. Figura 5. devendo estar bem visível a sinalização para o efeito. • Organização dos espaços conforme categorias dos materiais e ferramentas. Sempre que a rede de água o permita. • Implantação das instalações em terreno plano e com capacidade de carga.4: Ferramentaria Acções Aconselhadas O armazém e ferramentaria de estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações.Armazém e Ferramentaria FT13 . Dado o risco de incêndio geralmente associado aos armazéns de obra e ferramentaria. Devem ser colocados junto dos acessos extintores portáteis de pó tipo ABC e caixa de areia com pá. pelo menos. emitidos por estas. no seu interior será proibido fumar ou foguear. 4 Figura 5. Em armazéns dotados com esse tipo de iluminação. em princípio. uma boca-de-incêndio armada devidamente equipada com mangueira e agulheta junto ao armazém. Os capacetes de protecção (material leve que. devido aquele condicionalismo. são. seria colocado na prateleira superior) deverão ser armazenados longe da iluminação fluorescente. já que os raios ultra-violetas. aceleram o seu envelhecimento. muitas vezes. os capacetes. colocar.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • FIFO (first in first out). Disponibilizar junto dos produtos corrosivos. • Na arrumação em prateleiras os materiais pesados em baixo. manter stock mínimo para reposição imediata.FT13 . Abater todas as ferramentas.50m. Verificar todas as ferramentas e acessórios de elevação que dão entrada na ferramentaria. • Movimentação manual. estabilizar com calços. 5 Armazém e Ferramentaria • • • • Acondicionamento dos materiais deve atender às regras básicas de armazenamento: • Materiais cilíndricos. materiais em pilhas a uma altura máxima de 1. • Organização do empilhamento com fiadas cruzadas. acessórios de elevação e equipamentos em mau estado de conservação. regras fornecimento conforme data de recepção. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança e manter em bom estado a rotulagem do produto.

NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existem corredores de passagem com mais de 0. corrosivos e tóxicos. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. Existem meios SI de 1ª intervenção. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.Armazém e Ferramentaria FT13 . Existe Ficha de Segurança Bacias de retenção nos recipientes susceptíveis de provocar derrame. NC = Não conforme. Existe separação de produtos inflamáveis. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Existem EPC e EPI em quantidade suficiente e estão bem acondicionados.70m. Os produtos estão devidamente identificados. l = Constitui um risco ligeiro. Empilhamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Os materiais não têm elementos salientes nas zonas de passagem. Proibição de Fumar e Foguear. quer para as pessoas ou instalações. Está afixada sinalização de segurança. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Armazém e ferramentaria ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a ferramentaria estão identificadas. Paletes estão em bom estado e facilitam a movimentação mecânica. Existem corredores de circulação entre os materiais e a parede.

desde a entivação de valas. Entende-se por carpintaria em estaleiro de obra. à execução de estruturas de cofragens e coberturas. gamelas e outras ferramentas em madeira.FT14 . Os trabalhos de carpintarias em estaleiro são diversos. • Utilizar a lista de verificações referente à carpintaria. 1 Carpintaria 5. todas as tarefas descritas estão enquadradas na actividade de carpintaria. Cofragem. PAlAVRA-CHAVE • Carpintaria • Solho • Localização • Organização • Serra Circular • Acessos GloSSÁRIo Carpintaria. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cavaletes. réguas. CARPINTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Estaleiro de Obra. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e a carpintaria. estâncias. Solho. que tenham como matéria-prima a madeira em tosco/ solho ou acabada. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a carpintaria de estaleiro deverá ter. passando pela execução de plataformas de trabalho. Plano de Segurança e Saúde. o local onde se executam trabalhos de carácter provisório ou definitivo.2.

5: Carpintaria A obra de carpintaria pode ser de toscos ou de limpos. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra). A carpintaria deve estar devidamente identificada com sinalização de segurança e delimitada em obra. revestimentos.Carpintaria FT14 . Os trabalhos de carpintaria de toscos. Com a mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações (carpintaria e depósitos). vãos…) em obra. consoante o sistema de cofragem adoptado tenha a madeira como matéria-prima. roupeiros. só muito raramente são executados integralmente em estaleiro de obra. a favor dos sistemas de cofragem metálica que são hoje em dia bastante utilizados na construção civil. possibilitando a instalação das máquinas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 Figura 5. Os trabalhos de carpintaria de limpos ou acabada. O local destinado à carpintaria deverá possuir tamanho adequado em conformidade com o planeamento dos trabalhos necessários realizar com o recurso à madeira. características dos materiais com zonas de depósito para matériaprima (madeira) e produtos acabados e. ainda. com o alcance e capacidade dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). o que se verifica cada vez menos. pelo que se verifica um grande incremento da pré-fabricação em oficinas especializadas e a montagem destes elementos (cozinhas. móveis. A carpintaria deve estar pavimentada e nivelada. estas instalações devem ser referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. em estaleiro de obra são de carácter específico ou diverso.

As máquinas devem ter um sistema de aspiração equipado com mangas ligadas a silos de recolha de aparas e serradura. As máquinas de corte e bancadas. mas ao mesmo tempo estar suficientemente protegida do frio. reduzem a sensibilidade das mãos e aumentam o risco de acidente. o plano de manutenção da instalação e das máquinas terá de incluir uma verificação diária ao sistema de aspiração. já que as baixas temperaturas. A área deverá ser arejada. agulheta e chave de manobra. Nas saídas devem ser colocados extintores de incêndios de pó químico seco tipo ABC e/ou água pulverizada e de CO2 junto ao quadro eléctrico. A utilização de quaisquer máquinas de carpintaria só é permitida a pessoal habilitado para o efeito Figura 5. A instalação eléctrica. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para as oficinas de carpintaria e contemplados na Portaria 949-A/2006. equipados com mangueira. devem ter pintado no pavimento uma linha que delimita a área de trabalho sendo exclusivamente destinada aos operadores e mantê-la livre de detritos ou outros materiais. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. corrigir o efeito estroboscópico característico desse tipo de iluminação. A iluminação deverá ser suficiente (pelo menos 400 Lux no posto de trabalho) e adequada ao tipo de actividade.FT14 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6: Máquina com sistema de aspiração Prever na montagem da rede de água do estaleiro a instalação de um ou mais carretéis de incêndio. Se optar pela utilização de lâmpadas fluorescentes ou equivalente. 3 Carpintaria em segurança.

7: Empurrador de madeira • • Manter operacionais as protecções à zona de corte das máquinas. Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada e com o disco parado. • Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho. 4 Acções Aconselhadas A carpintaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada sinalização de segurança. Figura 5. Figura 5. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta.8: Serra circular • • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. • Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. Na serra circular garantir a existência de capacete protector na zona de corte. • Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho.Carpintaria FT14 . • Utilizar empurradores de madeira para o corte final das peças. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . conforme manual da máquina (redigido em português).

9: Sinalização de segurança em carpintarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. Não fumar nem fazer lume Substâncias In amáveis Figura 5. Iluminação da carpintaria com lâmpadas de fluorescência e dotada de correcção do efeito estroboscópico. nomeadamente características técnicas da máquina. confortável e garantir que não existem partes soltas. Proibição de fumar e foguear no interior da carpintaria. O vestuário de trabalho deve ser justo.FT14 . histórico das intervenções de manutenção e reparação. Garantir a existência de meios de 1ª intervenção para o combate a incêndios. principais modos operatórios. Garantir que este documento esteja disponível na carpintaria. 5 Carpintaria • • • • • • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento.

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. Altura dos empilhamentos de madeiras é segura e está ordenada. quer para as pessoas ou instalações. C = Conforme. Existem registos referentes à manutenção das máquinas. Caminho de cabos eléctricos organizado. Zonas de corte das máquinas com capacete protector. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. Empilhamento de madeiras é efectuado em pavimento resistente e nivelado. têm controlo efeito estroboscópico. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Existe sinalização de segurança. obrigação de utilizar EPI. Está afixada sinalização de segurança. Acondicionamento de líquidos inflamáveis em local seguro e sinalizado. Existem meios SI de 1ª intervenção. NC = Não conforme. “Proibição de Fumar e Foguear”. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Existe sistema de aspiração para serradura. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. l = Constitui um risco ligeiro. Iluminação com lâmpadas de fluorescência.Carpintaria FT14 . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Carpintaria ITEM 1 2 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a carpintaria estão identificadas. Os locais de trabalho estão limpos e organizados.

o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de cofragens deverá ter. material extremamente moldável. é no entanto de extrema importância o seu cumprimento para evitar acidentes. poluição. madeiras para cofragens. A questão do óleo descofrante é muito relevante já que poderá ser causa de incêndio. Descofragem. Entende-se por estaleiro de cofragens. mortes e mesmo a nível de riscos ambientais. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. área para execução e reparação de cofragens. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de cofragens. PAlAVRA-CHAVE • Cofragem • Descofragem • Descofrante • Plataforma GloSSÁRIo Cofragem. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricados. mas o seu maior desenvolvimento surgiu depois do aparecimento do betão.FT15 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Estaleiro de obra. As regras de armazenamento da cofragem em estaleiro de obra são normalmente descuradas. Desde tempos remotos que as técnicas de cofragem se utilizavam na edificação de muros em terra ou de argila. Estaleiro de Cofragens. Os elementos metálicos têm um peso considerável. havendo registos de morte ou incapacidades permanentes devido ao incorrecto armazenamento e movimentação dos mesmos. ESTAlEIRo dE CoFRAGENS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. continuando então a desenvolver-se e a aperfeiçoar-se. 1 Estaleiro de Cofragens 5. ou outros riscos de exposição. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de cofragens.3.

Estaleiro de Cofragens FT15 . 2 Figura 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . tábuas pregadas sobre barrotes e vigas. Os referidos elementos começaram por ser de madeira passando depois a metálicos. Sendo este um sistema tradicional. permitindo aumentar a produção diminuindo os prazos de execução e essencialmente dispensando os carpinteiros profissionais para se começar a utilizar cada vez mais operários especializados na montagem e desmontagem de elementos repetitivos.11: Cofragem de Madeira Cofragens repetitivas. podemos mencionar: Cofragens de madeira. uma vez que a incorporação desta por m2 é muito elevada.10: Execução de Cofragem de Madeira Como principais fases da evolução das cofragens. que apenas pode ser utilizado em obras onde o prazo de execução não seja o factor principal e em situações onde a mão-de-obra para o seu manuseamento seja barata. Figura 5.

Figura 5. os trabalhos de movimentação mecânica de cofragens devem ser proibidos e os elementos suspensos devem ser colocados no solo. 3 Estaleiro de Cofragens Figura 5. os materiais devem estar correctamente alinhados e. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . No estaleiro de cofragem é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos de cofragem metálica e pré-fabricada. O armazenamento deve ser organizado por tipos e dimensões. Em caso de vento forte. o estado de conservação e amarração dos painéis deve ser verificado antes da sua elevação. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. a altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade.13: Movimentação de elementos de Cofragem A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação.FT15 .12: Cofragem com Painéis Pré-fabricados A disposição e áreas para o estaleiro de cofragens têm que ter em conta os condicionalismos impostos pelo tipo de sistema a utilizar e a sequência correcta para colocação em obra. velocidade superior a 60 Km/h.

de modo a que estes possam efectuar um trabalho em segurança e permitir a rápida evacuação no caso de surgir uma situação de emergência. não circulem naquele espaço onde poderão ser atingidos pela queda dos materiais. As plataformas de trabalho devem ser utilizadas para montagens em que a altura da cofragem é superior a 1.14: Acondicionamento de elementos de Cofragem A zona de trabalhos onde se efectua a montagem de cofragens e a sua descofragem deve ser delimitada e sinalizada. 4 Figura 5. • Exposição a condições atmosféricas adversas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Pancadas. os trabalhadores devem usar o arnês anti–queda. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de cofragens são os seguintes: • Corte e perfuração. • Quedas em altura. A desmontagem das cofragens deve ser executada com as plataformas protegidas contra quedas em altura. • Queda de pessoas ao mesmo nível. diariamente e. quando não é possível manter as protecções colectivas.50m.Estaleiro de Cofragens FT15 . rodapé e tábua de pé com uma largura mínima de 80 cm. • Queda de objectos. estas plataformas devem ter guarda-corpos. • Esmagamento. os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado e enviados periodicamente para o exterior da zona de obra. A zona de trabalho deve ser limpa. ligado a um ponto sólido. • Exposição ao ruído. As sapatas e calços devem ter solidez para resistir aos esforços e os prumos devem estar bem verticais. de modo a que os trabalhadores não afectos aquela actividade. O escoramento deve estar dimensionado para resistir aos esforços previstos com uma margem de segurança de 150%.

a limpeza dos painéis deverá ser efectuada nesta zona estando os trabalhadores expostos a condições atmosféricas adversas. As medidas de prevenção relacionadas com o estaleiro de cofragens. devendo ser rigorosamente proibido guiar os painéis com as mãos. • Se possível. solo e vegetação) através da criação de bacias de retenção. • Os materiais devem estar correctamente alinhados. • Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. • A zona de armazenamento e montagem das cofragens deverá estar delimitada e sinalizada. • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. O estaleiro de cofragens deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra só para o armazenamento dos elementos de cofragem com área. cursos de água. • O óleo descofrante deve ser armazenado num local fresco e com ventilação adequada. já que. • Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. pé-direito adequados. • A altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. em terreno plano e com capacidade de carga. 5 Estaleiro de Cofragens • • Exposição a substâncias tóxicas. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de armazenamento. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para o armazenamento dos óleos descofrantes.FT15 . • Colocar em local visível e acessível as fichas de dados de segurança do óleo descofrante que está a ser utilizado. esgotos. • Na sua recepção. desobstruídos. • Manter o óleo descofrante afastado de todas as fontes de ignição. arrumados e limpos. • A recolha e eliminação dos excedentes de produto deve ser efectuada por um operador autorizado. deve ser ajustado ao. • Devem ser evitados derrames ou fugas (rede de água pública. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde possam ser atingidos pela queda de materiais. processo construtivo e equipamento adoptado. os painéis devem ser posicionados com recurso a cordas guia. • O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. Incêndio. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos e desperdícios. utilizar óleo descofrante biodegradável.

l = Constitui um risco ligeiro. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. desobstruídos. Evitar pilhas com > 1. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Os painéis de cofragem são armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação Os painéis de cofragem são recepcionados com recurso a corda guia. Existem Fichas de Dados de Segurança do óleo descofrante. Existe um local destinado a armazenar desperdícios e são removidos com regularidade. Zona de armazenamento com cobertura tipo telheiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. Estão implantados espaços de circulação adequados. quer para as pessoas ou instalações. Existem meios SI de 1ª intervenção. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de Cofragem ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO O estaleiro de cofragens está identificado. NC = Não conforme. C = Conforme. Armazenamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . delimitado e identificado no Plano de Circulação. Óleo descofrante é armazenado em local fresco e ventilado. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. arrumados e limpos. Estão visíveis? Recolha de resíduos de óleos descofrantes é efectuada por operador autorizado. Existe local para armazenamento de óleos descofrantes.50m Materiais são armazenados por tipos e dimensões.Estaleiro de Cofragens FT15 .

4. área de dobragem dos varões. Etiquetagem. 1 Estaleiro de Ferro 5. PAlAVRA-CHAVE • Estaleiro de Ferro • Movimentação • Grua • Lingada • Armadura GloSSÁRIo Armadura. fabrico e armazenagem de armaduras. Estaleiro de obra. área de corte dos varões. o estado de conservação das lingas deve ser verificado antes da elevação dos atados de aço ou das armaduras. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. prever áreas para: depósito dos varões de aço. Cabo de Elevação. Estaleiro de Ferro.FT16 . ESTAlEIRo dE FERRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . depósito de desperdícios. Em caso de vento forte. Figura 5. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de ferro. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de ferro. Consoante as quantidades necessárias. Lingada. Entende-se por estaleiro de ferro. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de ferro deverá ter. depósito de varões dobrados e área de armazenagem de armaduras.15: Estaleiro de Ferro No estaleiro de ferro é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos a movimentar. garantindo desta forma uma lingada segura.

dobragem e montagem de armaduras deve ser contígua à zona de armazenagem. os trabalhos de movimentação mecânica de atados ou armaduras devem ser suspensos e os elementos colocados no solo. Figura 5.16: Movimentação de atados de aço O posicionamento dos varões em baias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Estaleiro de Ferro FT16 . devem ser accionadas por pedal com protecção superior. para evitar o arranque acidental e devem vir equipadas com botoneira de paragem de emergência. 2 velocidade superior a 60 Km/h. As máquinas de corte e dobragem. deve ter uma relação directa entre o peso dos atados a movimentar e o diagrama de cargas da grua de distribuição. Proceder conforme as indicações do fabricante à manutenção das máquinas de corte e dobragem de aço. As baias destinadas a receber os atados de aço mais pesados devem ficar na zona onde a capacidade de carga da grua seja maior. a máquina de corte deve ser móvel e deslocar-se sobre carril ao longo do comprimento das baias. Para optimizar a tarefa de corte dos varões. O registo de manutenção ou reparação das máquinas deve estar disponível em estaleiro. A área de corte.

• Marcha sobre objectos. • Queda de objectos em manipulação. O local destinado ao estaleiro de ferro deve ser mantido limpo e os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado que garanta uma arrumação cuidada e uma remoção fácil deste resíduo. • Queda ao mesmo nível. regularmente devem ser feitas medições destas ligações assim como dos dispositivos de protecção diferencial do quadro eléctrico do estaleiro de ferro. 3 Estaleiro de Ferro Figura 5.17: Dobragem de Ferro A instalação eléctrica. As massas metálicas acessíveis devem ser equipotencializadas e executar a sua ligação à terra. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para estaleiro de obra e contemplados na Portaria 949-A/2006. • Electrocussão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Perfuração. • Esmagamento. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. • Queda em altura.FT16 . • Queda de objectos desprendidos. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de ferro são os seguintes: • Corte.

devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. • Na sua recepção. O estaleiro de ferro deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra para o estaleiro de ferro com área. deve ser em terreno nivelado e ser feita a etiquetagem segundo a sua aplicação em obras. deve ser organizado por tipos e dimensões. principais modos operatórios. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. desobstruídos. • Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. Garantir que este documento esteja disponível no estaleiro de ferro. • Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. conforme manual da máquina (redigido em português). • O armazenamento das armaduras prontas. • Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . nomeadamente características técnicas da máquina. Sobre esforços. em terreno plano e com capacidade de carga para o armazenamento dos atados em baias ou estantes. 4 • • • Choque contra objectos. • O armazenamento dos atados em baias ou estantes.Estaleiro de Ferro FT16 . • A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. • A área de corte dos varões de aço deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos. • Os elementos de aço não deverão ser depositados directamente no solo. arrumados e limpos. Posturas inadequadas. • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. histórico das intervenções de manutenção e reparação. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de fabrico de armaduras e garantir que os trabalhadores não estejam expostos a condições atmosféricas adversas. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento.

18: Locais de trabalho limpos e desobstruídos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT16 . 5 Estaleiro de Ferro Manter os locais de moldagem e de montagem limpos e desobstruídos Figura 5.

Máquinas têm ligação equipotencial com ligação à terra. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. que proteja da chuva e do sol. NC = Não conforme. Bancadas de montagem com dimensões que evitam posturas inadequadas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Estado de segurança da patilha de segurança da grua. A área de fabrico de armaduras tem telheiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. O estaleiro de ferro está limpo e organizado. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de ferro ITEM 1 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem estão junto à zona de fabrico de armaduras. Estaleiro de ferro é servido por equipamento de elevação? Interditas as elevações com um único ponto de suspensão.. quer para as pessoas ou instalações. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. Existe uma zona destinada a acondicionar os desperdícios de ferro.Estaleiro de Ferro FT16 . Máquinas cumprem os requisitos de segurança. Caminho de cabos eléctricos organizado. Existem meios SI de 1ª intervenção. l = Constitui um risco ligeiro. C = Conforme. São feitas as revisões periódicas às máquinas e existem registos de manutenção. Lingas são portadoras de identificação. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável.

o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Actividades/Avaliação 5. em geral. O __________________ deverá manter um registo de todo o material movimentado. Entende-se por __________________. O __________________ deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. __________________ é o local destinado a guardar equipamentos e ferramentas.AV5 . ______________________________________________________ 2.5. ponto 5. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 13.1 Armazém e Ferramentaria. 2. de pequena dimensão. associadas às figuras e referentes à ficha temática 13. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 1.1 Armazém e Ferramentaria. Enuncie três medidas preventivas. ponto 5.

ponto 5. ______________________________________________________ 5.3 Estaleiro de Cofragens.2 Carpintaria. ______________________________________________________ 2.2 Carpintaria. Relativamente à ficha temática 15. Relativamente à ficha temática 14. 2 3. ponto 5. ponto 5. ______________________________________________________ 4. RISCoS Queda em altura Incêndio Exposição ao ruído Esmagamento MEdIdAS dE PREVENÇÃo Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação Manutenção de máquinas e ferramentas Guarda-Corpos em bordaduras de lajes Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 3. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. Relativamente à ficha temática 14. identifique nos riscos apresentados três riscos referente à utilização da serra circular eléctrica. SERRA CIRCulAR RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Ruído 4. enuncie quatro requisitos de segurança que a carpintaria de estaleiro de obra deverá ter: 1.Actividades/Avaliação AV5 .

Relativamente à ficha temática 15. ponto 5. ______________________________________________________ 2. associada à tarefa de descofragem representada na figura.AV5 . 3 Actividades/Avaliação 6. enuncie três medidas preventivas. ______________________________________________________ 3.3 Estaleiro de Cofragens. 1. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Relativamente à ficha temática 16.Actividades/Avaliação AV5 . ______________________________________________________ 2. enuncie três requisitos de segurança a ter na movimentação mecânica de atados de ferro. 4 7. ponto 5. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 3.4 Estaleiro de Ferro e com base nas figuras representadas. 1.

Estaleiro de Apoio à Produção. ______________________________________________________ 3.Se não conseguir resolver esta actividade. ______________________________________________________ 2.AV5 . enuncie três medidas preventivas. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. associada à implantação de um estaleiro de ferro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .4 Estaleiro de Ferro. ponto 5. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 5 Actividades/Avaliação 8. Relativamente à ficha temática 16. reveja o submódulo 5.4) . 1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

6. Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

2. utilização e desmontagem). • Sistemas de entivação de valas (tipos e regras a observar na montagem.SM6 . ocorre devido a quedas em altura e soterramentos pelo que são apresentados os seguintes equipamentos de protecção colectiva: • Guarda-corpos (rígidos e flexíveis e respectivas características geométricas). garante da integração em obra do Princípio Geral de Prevenção que refere “dar prioridade à protecção colectiva relativamente a medidas de protecção individual”. • Identificar os requisitos referentes à montagem de uma estrutura de andaime. • Redes de Protecção (tipos de redes. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 3. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Elaborar lista de verificações para entivação de vala. GloSSÁRIo • Andaime • Declaração de Conformidade • Entivação • Guarda-corpos • Guarda-cabeças • Protecção Colectiva • Rede de segurança • Vala CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. possibilitará dimensionar estes equipamentos em estreita articulação com a produção e dotar o estaleiro de obra com meios adequados de protecção colectiva. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Colectiva a implementar em Estaleiro de Obra. • Andaimes de serviço (classificação e regras a observar na montagem e desmontagem). Como equipamentos de protecção colectiva em estaleiro de obra. FICHAS TEMÁTICAS • Guarda-Corpos • Andaimes • Redes de Segurança • Entivação de Valas 4. entende-se o conjunto de meios a empregar e destinados a proteger todos os trabalhadores sujeitos a diferentes tipos de perigos. • Elaborar plano de protecções colectivas em estaleiro de obra. características geométricas e recomendações para utilização). A grande maioria dos acidentes mortais na construção civil. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção colectiva e as características técnicas mais relevantes. • Identificar os diferentes tipos de redes de protecção. 1 Equipamentos de Protecção Colectiva 1.

peri.ulma.norsave.pt www.diabase.com www.pt www.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt www.pt www. • • • • • • • • SABER MAIS www.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 . 2 5.institutovirtual.carldora.tubos.pt www.pt http://dre.

1: Guarda-corpos rígido CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . andaimes. Guarda-corpos são protecções colectivas utilizadas em estaleiro de obra com o objectivo de impedir a queda em altura de pessoas e de materiais. consoante os materiais constituintes do sistema adoptado. escadas e outros acessos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. coberturas. Figura 6. • Conhecer os locais onde devem ser colocados guarda-corpos. verticais (montantes) e suportes de fixação ao elemento construtivo. plataformas de trabalho. Guardas. Guarda-Cabeças.1. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras ou bandas de sinalização.FT17 . aberturas em lajes. São classificados em rígidos (montantes e guardas horizontais) ou flexíveis (montantes e redes). Os guarda-corpos rígidos são compostos por elementos horizontais (guardas). 1 Guarda-Corpos 6. • Identificar os requisitos que os guarda-corpos devem ter. GuARdA-CoRPoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Guarda-corpos • Guarda-corpos rígidos • Guarda-corpos flexíveis • Montantes • Guardas • Guarda-cabeças GloSSÁRIo Guarda-corpos. Estes equipamentos são utilizados na periferia das lajes. Queda em Altura.

15m de altura solidamente colocada nos montante.00m para alturas de rede de 1. excepto o rodapé. Os montantes devem estar espaçados de 1. Outro elemento integrante no guarda-corpos é o rodapé ou guarda-cabeças. Figura 6.50m).20. por redes e dispositivos de fixação da rede aos montantes.00m da fixação ao elemento construtivo. barras ou perfis metálicos (vão máximo 2.00m para alturas de rede de 1.10m de lado e 1m a 1. Devem em qualquer dos casos ter três elementos de fixação da rede em altura. As redes devem ter malha quadrada de 0. ou por tábuas de madeira (vão máximo 1.20m de largura. Para garantir uma resistência igual aos guarda-corpos rígidos deve ser colocada uma corda no seu contorno.2: Sistemas de montagem de guarda-corpos rígido Os guarda-corpos flexíveis diferem dos rígidos essencialmente devido à substituição dos elementos horizontais. nomeadamente por tubos. constituído por um elemento horizontal geralmente uma tábua de madeira com 0.Guarda-Corpos FT17 . geralmente de varão de aço de 6mm. solidamente colocados nos montantes verticais a 0.45m e 1.20m).00m e de 2. Figura 6. 2 Os elementos horizontais podem ser constituídos por diferentes tipos de materiais.3: Guarda-corpos flexível Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . com a função de prevenir a queda de materiais ou ferramentas a partir do plano de trabalho.

FT17 .6: Boas práticas na colocação de guarda-corpos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos. 3 Guarda-Corpos Figura 6. nomeadamente: • Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais. • As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. Figura 6. • Nos planos de trabalho. todas as aberturas devem estar protegidas. • Todos os vãos.4: Guarda-corpos rígido em periferia de laje Acções Aconselhadas Os guarda-corpos são dispositivos destinados a impedir as quedas e devem ser instalados nos locais onde este risco esteja presente.5: Boas práticas na colocação de guarda-corpos Figura 6. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. • Os andaimes.

quer para as pessoas ou instalações.00m. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .45m e 1.15m. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável.Guarda-Corpos FT17 . 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Guarda-Corpos ITEM 1 DESCRIÇÃO Localização de guarda-corpos: Vãos de sacada Escadas Localização de guarda-corpos: Plataformas de trabalho Passadiços Localização de guarda-corpos: Andaimes Bailéus Localização de guarda-corpos: Bordos não protegidos Coberturas Localização de guarda-corpos: Aberturas não protegidas Caixas de elevador Montagem é segura: -montantes fixos. Condições de armazenamento dos materiais. Estado de conservação dos materiais. C = Conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. -guarda-cabeças com 0. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NC = Não conforme. -guardas a 0. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro.

reparação ou demolição de estruturas. Sendo a Protecção Colectiva uma área fundamental e prioritário na segurança dos trabalhadores da Construção Civil. devem merecer por parte dos responsáveis das empreitadas uma maior atenção. Os andaimes são construções provisórias auxiliares. Os andaimes. pelas dimensões que por vezes atingem e pela quantidade de tarefas. passando pela sua utilização até mesmo à sua desmobilização. uma vez que estão ligados à redução/ eliminação do risco mais preocupante existente num edifício em construção a Queda em Altura.FT18 . pela utilidade e complexidade que têm. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. manutenção. suportadas por estruturas de secção reduzida e que se destinam a apoiar a execução de trabalhos de construção. Guarda-corpos. ANdAIMES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Utilizar a lista de verificação de andaime. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . carecem de especial atenção desde o momento da sua montagem. as estruturas de andaime. materiais e trabalhadores que suportam. Declaração de Conformidade. • Identificar os elementos constituintes de um andaime metálico. Queda em Altura. 1 Andaimes 6. munidas de plataformas horizontais elevadas.2. Protecção Colectiva. PAlAVRA-CHAVE • Andaime • Elementos constituintes • Causas de acidentes • Procedimentos de segurança GloSSÁRIo Andaime.

00m 6-Barra horizontal 0.50m 7-Plataforma de trabalho 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Travessa lateral dupla 11-Prumo de remate 12-Nó/braçadeira Figura 6. pelo que o sistema de andaime deve ter marcação CE e possuir Declaração de Conformidade. Estes últimos são constituídos por tubos metálicos de diferentes secções transversais e acessórios de junção adequados. Só se devem utilizar peças de andaimes adequadas e de boa qualidade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Documento de Harmonização relativo a “Andaimes de serviço e de trabalho. utilizadas desde há muitos anos têm tido ultimamente uma grande evolução técnica passando-se dos tradicionais andaimes de madeira para os andaimes metálicos devido aos melhores rendimentos e níveis de segurança. de Julho de 1990. ou ainda por elementos pré-fabricados que formam estruturas de tipo pórtico com possibilidade de regulação múltipla. A Norma HD 1000. utilização e desmontagem desses mesmos andaimes e também as regras relativas ao cálculo da sua resistência e estabilidade. 2 1-Escora/sola regulável 2-Travessa principal 3-Prumo 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 1.7: Elementos Constituintes de andaime metálico de pés Estas construções provisórias.Andaimes FT18 . com elementos pré-fabricados não cobertos e com altura até 30 m”: refere quais os principais aspectos a ter em consideração aquando da montagem.

• Ausência ou ineficácia dos guarda-corpos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Sobrecargas excessivas. • Ausência ou má utilização dos meios de acesso. • Rotura da plataforma: • Sobrecarga exagerada. insuficiência ou ineficácia das amarrações à construção.FT18 . • Abatimento das bases de apoio. • Materiais em mau estado. • Materiais em mau estado. 3 Andaimes Figura 6. • Ausência de travessa de apoio intermédia. • Ausência.8: Montagem de estrutura de andaime Acções Aconselhadas As principais causas de acidentes de trabalho em andaimes são os que a seguir se descrevem: • desmoronamento: • Número insuficiente de travessas e de diagonais de contraventamento. • Plataforma de largura insuficiente ou espaço livre excessivo entre a plataforma e a construção. • Perda de equilíbrio dos trabalhadores: • Não utilização de um equipamento individual de protecção contra quedas. • Insuficiência da sua resistência ou dos seus suportes. durante a montagem e desmontagem. • Choque provocado por veículos.

desviar águas pluviais. associados aos andaimes. • Ausência de protecções. recepção de materiais. • Ligar a massa metálica à terra. devem ser respeitados os procedimentos de segurança nas fases de preparação da montagem. • Utilizar protecção colectiva e individual. • Recepção de materiais: • Preparar zona de recepção do andaime.Andaimes FT18 . • Manter a verticalidade do andaime. • utilização: • Não saltar entre plataformas. • Desmoronamento do andaime. • Se dá acesso ao local onde se vai desenvolver o trabalho. • Verificar o estado das pranchas metálicas ou de madeira. • Se a escada de acesso cumpre as condições necessárias para ser utilizada. • Se o andaime serve para a tarefa a executar. • Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. • Proteger a base dos prumos e a zona envolvente. • Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Se os montantes estão devidamente aprumados e contraventados. • Montar o andaime de acordo com o projecto. • Se estão os três níveis de guarda-corpos. Contacto com linhas aéreas (dos corpos ou por intermédio de um objecto): • Desrespeito pelas distâncias mínimas de segurança. Como medidas de prevenção e com o intuito de eliminar os acidentes de trabalho. • Organizar a descarga e armazenamento provisórios. 4 • • Queda de materiais: • Queda de um elemento estrutural do andaime durante a montagem ou desmontagem. • Ausência de rodapé. • Verificações antes da utilização: • Se possui bases estáveis. • Se necessário. • Proceder a fundações ou compactação de acordo com as cargas previsíveis e a natureza do terreno. • Montagem: • Elaborar plano de montagem. • Rotura de uma plataforma. antes da utilização e montagem que a seguir se apresentam: • Preparação da montagem: • Verificar o terreno no sentido de assegurar a capacidade de carga. • Se as pranchas oferecem suficiente segurança. montagem.

Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime. a segurança durante a montagem. as medidas de prevenção dos riscos de queda de pessoas ou objectos.FT18 . Figura 6. desmontagem ou reconversão possa comportar. 5 Andaimes • • • • ventos fortes. a montagem. Não alterar a estrutura do andaime. desmontagem e reconversão do andaime. as medidas que garantem a segurança do andaime em caso de alteração das condições meteorológicas. qualquer outro risco que a montagem. as condições de carga admissível. desmontagem ou reconversão do andaime só pode ser efectuada sob a direcção de uma pessoa competente com formação específica adequada sobre os riscos dessas operações.9: Boas práticas na utilização de andaimes CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . nomeadamente sobre a interpretação do plano de montagem. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime. desmontagem ou reconversão do andaime. Em conformidade com o art.º 4º do Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro. Manter a distância conveniente a eventuais condutores eléctricos.

Andaimes FT18 .45m e a 1. quer para as pessoas ou instalações. Os elementos do andaime estão em bom estado de conservação e não apresentam deformações? Os apoios fazem-se sobre vigas de madeira com o mínimo de 5cm de espessura. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Andaimes ITEM 1 DESCRIÇÃO O andaime está assente em solo estável e com resistência adequada. nas zonas das plataformas. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. O andaime está devidamente escorado e/ou ancorado? Distância da plataforma do andaime à parede ≥ 20cm. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .00m. Tem guarda-corpo interior? Existência de guarda-corpos a 0. Existência de guarda-cabeças/ rodapé em todas as zonas de passagem e utilização. Montagem e desmontagem supervisionada por trabalhador competente (Dec-Lei 50/2005). C = Conforme. NC = Não conforme.

suportadas por corda perimetral. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas redes de segurança. funcionando como barreiras físicas directas. PAlAVRA-CHAVE • Rede de segurança • Redes tipo ténis • Redes verticais • Redes verticais tipo forca • Redes horizontais • Redes horizontais de grande extensão GloSSÁRIo Rede de Segurança. quer de materiais. 1 Redes de Segurança 6. portanto. as redes verticais. Das redes de segurança que servem para impedir a queda. ligadas por nós. As redes de segurança conforme o grau e o tipo de protecção para as quedas em altura dividem-se em dois grupos: • Redes para impedir a queda (impedem a queda. A absorção de energia nas redes. polietileno ou polipropileno. agindo de forma a minorar os efeitos da mesma). REdES dE SEGuRANÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. com origem na queda de pessoas ou materiais. redes verticais tipo forca. capazes de absorver uma certa quantidade de energia. para trabalhos de construção.3. Consola. • Redes para limitar a queda (limitam a queda sempre que esta for inevitável. Cobertura. As redes de segurança são. podendo substituir os guarda corpos no caso das redes verticais ou o tamponamento de aberturas em lajes no caso de redes horizontais). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A utilização de redes de segurança insere-se nas medidas de protecção colectiva. Protecção Colectiva. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de redes de segurança. sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura. em geral. redes horizontais. formando um conjunto elástico de malhas quadradas. quer de pessoas. um instrumento fundamental no combate aos acidentes provocados por quedas em altura. salientam-se as redes tipo ténis.FT19 . As redes de segurança utilizadas na construção civil são. é feita por alongamento das fibras da trança e pelo aperto dos nós. Queda em Altura. constituídas por cordas de fibras sintéticas de poliamida. • Identificar os requisitos que as redes de segurança devem ter.

10: Rede vertical tipo ténis As redes verticais são redes que têm.90 m.Redes de Segurança FT19 . no mínimo 1 m a altura do plano de trabalho e o bordo inferior deve dispor de espaço livre para permitir o alongamento da rede devido ao impacto do corpo sujeito a uma queda de 6 m. As redes tipo ténis. são redes verticais usadas nos bordos das lajes e abertura em pisos ou paredes. 2 Para limitar as quedas podem utilizar-se as redes horizontais e as verticais com forca. diferem das verticais pelos suportes metálicos do bordo superior onde são fixas as redes e por terem uma consola do tipo forca. Estas redes são aplicadas na vertical ou com ligeira inclinação. O seu comprimento não deve ultrapassar os 12 m e devem ter uma altura mínima de 0. uma vez que estas cobrem todo o vão a descoberto. divergindo destas essencialmente nas dimensões.11: Rede vertical As redes verticais tipo forca. tendo como objectivo impedir a queda de corpos. colocadas directamente no piso. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 6. Figura 6. O bordo superior deve exceder. As ancoragens podem ser feitas directamente aos elementos estruturais envolventes ou a suportes metálicos verticais. De uma forma prática este tipo de rede tem a mesma função de um guarda-corpos. Podem ser fixadas a elementos horizontais ou verticais de resistência adequada. na sua essência as mesmas características das redes tipo ténis. podendo abranger a fachada de dois pisos.

A altura de queda não deverá ser superior a 6 m e a distância mínima livre abaixo da rede deve ser de 3 m. A colocação da rede deve ser efectuada o mais perto possível do plano CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em operações de cofragem. permitindo normalmente 2 ou 3 tipos de posicionamento que depende da altura máxima de queda. podendo ser aumentada a inclinação. Figura 6. sendo utilizadas para recolher pessoas ou materiais que possam cair durante a montagem de estruturas metálicas. As redes são colocadas nos bordos das lajes de forma horizontal.13: Rede horizontal As redes horizontais de grande extensão têm um vasto alcance na protecção de quedas em altura. 3 Redes de Segurança A dimensão mais adequada das redes é de 6 x 6m. betonagem e descofragem e na montagem de estruturas metálicas e de cobertura.FT19 .12: Rede vertical tipo forca As redes horizontais são as mais utilizadas em Portugal. Para serem consideradas redes de grande extensão devem possuir uma superfície total maior ou igual a 64m2 e a sua largura ser no mínimo 8 m. execução de coberturas e execução de pontes e viadutos. nunca ultrapassando uma altura superior a 6 m. Figura 6. As redes tipo forca são as mais adequadas para proteger os trabalhos na laje de cobertura. têm como objectivo limitar as quedas por aberturas existentes entre pisos.

Dado o ambiente e as condições em que são utilizadas.Limpar periodicamente a rede para retirar materiais retidos na malha. que degradam as fibras.Armazenar as redes e demais elementos em locais secos e protegidos da luz. • Apresentar marcação com: • Nome do fabricante. uma rede só deve ser utilizada como protecção contra queda em altura se observar os seguintes requisitos: • Não apresentar sinais de deterioração. Figura 6. • Não apresentar ruptura de malhas. de modo a que as redes conservem as suas características. em embalagens opacas e resistentes. • Alguns avisos de perigo (ex temperaturas extremas. decapagem. . 4 de trabalho. • Classe de resistência. • Período de validade.Evitar todas as agressões físicas (cortes e rasgões das malhas). influências químicas) Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . deve ser constantemente verificado o estado destas redes. uso e desmontagem. à projecção de materiais. • Armazenamento. • Dimensões da rede. cuidados e inspecção. provocando a perda das suas características mecânicas. de forma a reduzir a altura de uma eventual queda. . o frio. é essencial que sejam observadas as seguintes medidas: . que cortem ou que queimem as fibras. cigarros. .Proteger as redes de projecções de matérias incandescentes (trabalhos de soldadura.Utilização apenas no período de vida útil. . • Ano e mês de fabrico. • Datas de avaliação das cordas de teste.Redes de Segurança FT19 . etc. a humidade e os raios UV.). • Não apresentar ruptura de cordão.14: Rede horizontal de grande extensão Acções Aconselhadas As redes de segurança estão constantemente sujeitas a agressões ambientais como o calor. • Apresentar um manual de instruções que forneça a seguinte informação: • Montagem.

• Peso máximo de queda. verificar se o betão atingiu a resistência suficiente.15: Rede horizontal CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Dimensão mínima de recolha dos corpos em queda. e conter a seguinte informação: • Forças de ancoragem necessárias. • Armazenamento. Se a ancoragem se faz em partes da construção recentemente betonadas. 5 Redes de Segurança • O manual de instruções deverá estar na língua do utilizador. • Segurança da ligação da rede. como medidas gerais. • Inspecção. • Substituição. • Distância mínima abaixo da rede. Ainda. não deve ultrapassar os 6 m. Figura 6. • Devem prever-se zonas de ancoragem de forma que resistam aos esforços transmitidos em consequência de uma queda.FT19 . • Todas as peças metálicas de amarração e ancoragem que estejam em contacto com as redes devem ser sujeitos a tratamentos anti-oxidantes. recomenda-se o seguinte: • A altura de queda livre de pessoas deve ser a menor possível.

6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Redes de Segurança ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO Montagem da rede conforme Manual de Instruções Está disponível Manual de Instruções em português? Rede tem marcação CE? Rede está protegida contra a projecção de matérias incandescentes? Rede sem materiais retidos. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. quer para as pessoas ou instalações. Rede não apresenta sinais de deterioração. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.Redes de Segurança FT19 . NC = Não conforme. Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . l = Constitui um risco ligeiro. Peças de amarração e ancoragem com tratamento anti-oxidante.

1 Entivação de Valas 6. vibrações ou sobrecargas. Pode ocorrer logo no decurso da escavação mas o mais usual é que ocorra no decorrer dos trabalhos efectuados dentro da escavação. Existem entivações em valas ou taludes de vários tipos apresentando-se como principais factores para a sua escolha a natureza dos terrenos e a profundidade da escavação. • Utilizar a lista de verificação de entivação de vala. As movimentações de terrenos que podem originar situações como estas. • Identificar os requisitos que as entivações devem ter. ou seja.4. Passadiço. podem ser induzidas por factores como teor de água. O risco de soterramento surge especialmente durante as operações de construção de infra-estruturas ou de partes enterradas de obras. afundamentos ou desmoronamentos do terreno ou os desmoronamentos de construções próximas dos trabalhos em causa. As principais origens são os deslizamentos. de paredes rochosas ou terrosas. em valas. Soterramento. Protecção Colectiva. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PAlAVRA-CHAVE • Entivação • Vala • Escoramento • Escora • Painel • Protecção Colectiva GloSSÁRIo Entivação. normalmente de madeira ou painel metálico. ENTIVAÇÃo dE VAlAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. calor. Escoramento. A entivação é o nome corrente que se dá ao revestimento. Vala. destinado a impedir desmoronamentos. Talude. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de entivação.FT20 .

a ausência de protecção colectiva. Como algumas das variantes da entivação após escavação pode-se referir: • A entivação por meio de painéis pré-fabricados com escoramento posterior que consiste em realizar em primeiro lugar uma gaiola de protecção constituída por dois painéis ligados por um sistema de escoramento provisório sendo posteriormente colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção. a má ou insuficiente entivação. A entivação em valas pode ocorrer após a escavação ou durante a mesma e que muitos dos processos permitem executar a entivação da vala sem expor os trabalhadores ao risco de soterramento. a inclinação insuficiente do talude. o desabamento de muros e a montagem e desmontagem da entivação. a destruição ou deslocamento da entivação. Figura 6.16: Entivação de vala Como causas directas dos acidentes por soterramento pode apontar-se a ausência de entivação. 2 Figura 6.17: Entivação por meio de painéis pré-fabricados • A entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes que consiste em instalar na vala os quadros metálicos na posição vertical e seguidamente CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Entivação de Valas FT20 .

3 Entivação de Valas colocar as pranchas entre quadros sucessivos. Figura 6. Figura 6.19: Entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis • A entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas que consiste num sistema pré-fabricado por módulos constituído por dois painéis ligados entre si por escoras metálicas extensíveis. Seguidamente é colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção. podendo o sistema ser colocado na vala a partir do exterior. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A entivação provisória faz-se depois avançar para o troço seguinte à medida que progride a instalação das pranchas verticais. fixadas lateralmente. à custa de quadros metálicos dispostos na posição horizontal que dão suporte a pranchas colocadas verticalmente contra as paredes da vala.18: Entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes • A entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis que consiste na entivação por troços.FT20 .

Figura 6.Entivação de Valas FT20 . que é o processo de entivação mais antigo e que inspira outras técnicas mais recentes e consiste na cravação sucessiva de pranchas adjacentes em madeira sendo as escoras também desse material e a entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento que é essencialmente um processo de entivação pré-fabricado formado por painéis e quadros realizados por montantes e escoras metálicas extensíveis sendo que os montantes estão dotados de calhas laterais por onde deslizam os painéis.20: Entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas Relativamente aos processos de entivação utilizados durante a escavação refira-se por exemplo a entivação por cravação de pranchas de madeira. 4 Figura 6.21: Entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ou para sair delas. • Nunca se deve andar em cima das estroncas. Deverá usar-se sempre capacete de protecção. • Utilizar escadas para descer ao fundo das escavações. • Para o atravessamento de escavações devem ser instalados passadiços munidos de guarda-corpos.20m devem ser entivadas. Deve existir uma escada por cada 15m de escavação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos.FT20 . • Nunca descer a uma escavação não entivada. 5 Entivação de Valas Figura 6. para trabalhar ou atravessar uma escavação. consiste numa medida de protecção colectiva destinada a impedir o soterramento e queda de materiais pelo que devem ser implementadas as seguintes medidas de prevenção: • As escavações em valas com mais de 1. • Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. • Nunca se devem suprimir as estroncas se a entivação não tiver resistência suficiente par impedir aluimentos.23: Zonas de segurança em entivação de vala Acções Aconselhadas A entivação de valas. • As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala.

6 Figura 6.Entivação de Valas FT20 .22: Boas práticas em entivação de valas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

NC = Não conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.0m relativamente a circulação de veículos. Colocação de guardas.FT20 . Monitorização diária das condições de segurança dos trabalhos e meios de protecção colectiva. Bordo da escavação com afastamento ≥ 2.60m. quer para as pessoas ou instalações. Monitorização de gases tóxicos no interior da vala.rodapés no coroamento da vala com altura ≥ 0. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. Existe bomba para drenagem de água.20m tem entivação? Existência de zona livre de cargas com largura ≥ 0. por cada 15m de escavação. 7 Entivação de Valas FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Entivação de Valas ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Vala com profundidade superior a 1. l = Constitui um risco ligeiro.15m. C = Conforme. Existência de uma escada no interior da vala.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

rodapés ou ______________________ com 0. ponto 6.5.AV6 .1 GuardaCorpos. 1 Actividades/Avaliação 6. ponto 6. Guarda-corpos são ______________________ utilizadas em estaleiro de obra. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 17.15m de altura. Enuncie três medidas preventivas. Os guardacorpos rígidos são compostos por elementos horizontais as guardas.1 Guarda-Corpos. 1. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . com o objectivo de impedir a ______________________ de pessoas e materiais. colocadas a ____ m e a ____ m. 2. ______________________________________________________ 3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ______________________________________________________ 2. estes elementos são solidamente fixos à estrutura do edifício através de montantes. associadas às figuras e referentes à ficha temática 17.

______________________________________________________ 2. ANdAIME RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Queda de materiais 4. enuncie quatro tipos de redes de segurança utilizados na construção de edifícios: 1.2 Andaimes. ponto 6. ponto 6. Relativamente à ficha temática 18. 2 3. enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar durante a utilização de um andaime: 1.3 Redes de Segurança.Actividades/Avaliação AV6 . ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 5. Relativamente à ficha temática 18. identifique nos riscos apresentados três riscos referentes à montagem de andaimes.2 Andaimes. ______________________________________________________ 2. Relativamente à ficha temática 19. ______________________________________________________ 4. ponto 6. ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ponto 6.3 Redes de Segurança.AV6 . 3 Actividades/Avaliação 6. ponto 6. rede vertical tipo forca. 7. Relativamente à ficha temática 19.4 Entivação de Valas e com base nas figuras representadas. Relativamente à ficha temática 20. ______________________________________________________ 2. 1. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . enuncie três procedimentos de segurança a ter na escavação de valas. ______________________________________________________ 3. complete os espaços em branco.

complete os espaços em branco. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4) . Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Equipamentos de Protecção Colectiva. 4 8.Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4 Entivação de Valas.Actividades/Avaliação AV6 . Relativamente à ficha temática 6. reveja o submódulo 6.

Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. GloSSÁRIo • Capacete • Óculos de protecção • Viseira • Aparelhos Isolantes • Aparelhos Filtrantes • Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção individual (EPI) e as características técnicas mais relevantes. entende-se os equipamentos cuja função básica é proteger o trabalhador dos riscos a que está exposto no local de trabalho. 2. • Elaborar lista de verificações para EPI. • Auriculares e abafadores (protecção dos ouvidos). • Identificar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. 3. • Óculos e viseiras de protecção (protecção dos olhos). fato. FICHAS TEMÁTICAS • Protecção da Cabeça • Protecção dos Ouvidos • Protecção dos Olhos • Protecção das Vias Respiratórias • Protecção das Mãos • Protecção dos Pés • Protecção do Corpo 4. • Botas (protecção dos pés). oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. minimizando-os. Os EPI devem ser utilizados quando os riscos existentes não puderem ser evitados ou suficientemente limitados pelos Equipamentos de Protecção Colectiva ou medidas organizacionais. • Máscaras (protecção das vias respiratórias). (protecção da cabeça). • Arnês. 1 Equipamentos de Protecção Individual 1.SM7 . as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Individual a implementar em Estaleiro de Obra. • Elaborar plano de protecções individuais em estaleiro de obra. São considerados equipamentos de protecção individual: • Capacetes. cinto de trabalho e colete reflector (protecção do corpo). Como equipamentos de protecção individual em estaleiro de obra. • Luvas (protecção das mãos).

pt • www.mmprotek. SABER MAIS • www.pt • www.com • www. 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Sapato Bota Botim Biqueira de protecção Contraforte Gáspea Palmilha Sola Decibéis Abafadores Tampões Ruído Arnês Cinto de Trabalho Avental Fato Bata 5.br • http://dre.3m.com.manutan.pt • www.juba.pt • www.Equipamentos de Protecção Individual SM7 .pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .logismarket.farcol.acrilon.es • www.

o formando deverá estar apto a: • Identificar quando se deve utilizar o capacete. sendo a diferença entre eles a existência de uma pala no tipo I. PRoTECÇÃo dA CABEÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Geralmente a entidade empregadora define um código de cores específico que permita distinguir a categoria dos seus empregados. bem como as superfícies exteriores e interiores. A resistência deve ser o mais uniforme possível e não ter reforços especiais em qualquer ponto. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1. • País de origem. Os capacetes são encontrados em diversas cores. refere-se à capacidade de absorção de choque e a resistência à penetração e à propagação das chamas. São classificados em dois tipos: I e II. lesões na cabeça. serem cuidadosamente acabados e apresentarem bordos lisos e arredondados. Como características obrigatórias a considerar em relação à estrutura do casco. Os capacetes devem satisfazer as exigências estabelecidas pela NP EN 397:1995 e conter as seguintes informações: • Número da norma. • Nome do fabricante. nomeadamente os devidos a choques resultantes da queda de objectos ou do impacto da cabeça contra um obstáculo.FT21 . • Identificar os tipos de capacete. • Identificar os requisitos a ter em consideração aquando da aquisição do capacete. PAlAVRA-CHAVE • Capacete • Cabeça GloSSÁRIo Capacete. assim. evitando. Capacete é um equipamento de protecção individual com capacidade de absorção de choque. • Mês e ano de fabrico. Estes equipamentos são utilizados em função dos riscos a que o trabalhador está exposto. 1 Protecção da Cabeça 7.

desinfecção.Protecção da Cabeça FT21 . limpeza. fornecido pelo fabricante. Figura 7. 2 • Referência a características opcionais que tenham sido consideradas. que contenha informações sobre armazenamento. utilização. Este EPI deve ainda ter consigo um manual de instruções. manutenção.1: Trabalhador utilizando capacete Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . acessórios e peças sobressalentes.

Para isso. PRoTECÇÃo doS ouVIdoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. deve-se reduzir os riscos de exposição ao ruído através da utilização de protectores auditivos. PAlAVRA-CHAVE • Protectores auditivos • Abafadores • Tampões • Ruído GloSSÁRIo Abafadores. o descanso e o sono. A tabela abaixo indica a relação entre a exposição a um determinado nível de decibéis e os efeitos nocivos que um trabalhador pode ter em consequência do mesmo: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Tampões. inclusive na construção civil. o que por sua vez ocasiona acidentes de trabalho. 1 Protecção dos Ouvidos 7. Dado que os efeitos da exposição a níveis de ruído acima do permitido não são conhecidos a curto prazo. Por isso. devem ser feitas medições nos locais de trabalho a cargo da entidade empregadora através de um sonómetro. A reiteração destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e stress.2.FT22 . O ruído produz incómodo e dificulta ou impede a atenção. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Os protectores auditivos devem ser escolhidos de modo a satisfazer os valores limite de exposição diária ao ruído como também a média semanal dos valores diários. a comunicação. a concentração. Os valores limite estabelecidos bem como as formas de medição do ruído e expressões de cálculo estão estabelecidos pelo Decreto-Lei 182/2006. O ruído pode ser um problema em muitos locais de trabalho. o formando deverá estar apto a: • Identificar os tipos de protectores auditivos. as medidas preventivas não são consideradas de forma errada prioritárias. Ruído. Decibéis. de 6 de Setembro.

Protecção dos Ouvidos FT22 . Tampões Protector auditivo constituído por um tampão para cada ouvido. silicone ou PVC.Organização Mundial de Saúde Abafadores Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha. tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. Figura 7. Feitos de espuma de poliuretano. Valores dependentes da duração do som e do número de exposições ao mesmo) Tabela: Valores OMS. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete. podem ter um cordão a ligá-los. presos por um arco à volta da cabeça.2: Trabalhador utilizando protecção auricular Os abafadores devem satisfazer as exigências estabelecidas pela EN 352-1 e os Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 A partir destes valores em décibeis 30 40 45 50 55 65 75 11-140* Começam a sentir-se estes efeitos nocivos Dificuldade em conciliar o sono Perda de qualidade do sono Dificuldade na comunicação verbal Provável interrupção do sono Incómodo diurno moderado Incómodo diurno forte Comunicação verbal extremamente difícil Perda de audição a longo prazo Perda de audição a curto prazo (*Para sons impulsivos.

A selecção. • Marcação CE no aparelho (no caso dos abafadores) ou na embalagem (no caso dos tampões). 3 Protecção dos Ouvidos tampões pela EN 352-2. Os abafadores que possuem um adaptador para o capacete devem estar em conformidade com a EN352-3. utilização e manutenção de protectores auditivos deve ter em consideração o disposto na EN 458:2004 e no Decreto-Lei nº 182/2006.FT22 . Os protectores de ouvido devem satisfazer as exigências estabelecidas pelas EN 352-1 a EN 352-7. • Informação adequada sobre a minimização dos riscos do ruído. devem-se ter em atenção os seguintes factores: • Ergonomia. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Tipo de trabalho para que se destina. Aquando da aquisição deste EPI. • Identificação do fabricante. • Instruções para colocação e uso adequado. de 6 de Setembro. nomeadamente quanto a valores mínimos de atenuação e respectivos desvios padrão.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

FT23 . deve-se ter em atenção os seguintes factores: • Ser transparente. metal em fusão durante operações de soldadura. Filtro Óptico Os olhos são os órgãos do corpo humano que permitem detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos eléctricos. Os óculos destinados a proteger os olhos da projecção destes três últimos elementos são geralmente ventilados para evitar a condensação. PAlAVRA-CHAVE • Óculos • Olhos • Viseira GloSSÁRIo Viseira. • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos olhos. Os tipos de protecção para os olhos são aqui divididas em: óculos Constituídos por armações. geralmente possuem duas oculares. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos olhos. etc. vapores. argamassa. Na aquisição deste equipamento.3. tintas. Caso não seja possível assegurar a protecção dos olhos do trabalhador através de protecções colectivas. partículas. Os gases e vapores eliminados durante o manuseamento de produtos químicos e os fumos produzidos no processo de soldadura também constituem um risco. 1 Protecção dos Olhos 7. podendo causar lesões irreversíveis nos olhos. partículas e líquidos. • Não ser inflamável. poeiras. produtos corrosivos. • Utilizar a lista de verificação de EPI. PRoTECÇÃo doS olHoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . deve-se considerar uma protecção individual adequada ao tipo de trabalho a executar. • Ser indeformável. Estes órgãos são muito sensíveis e estão sujeitos a acidentes no local de trabalho devido a projecção de poeiras. Os óculos destinam-se à protecção contra gases.

A utilização da máscara de soldador pode ser feita segurando-a numa só mão. As máscaras de soldador têm como finalidade proteger o rosto e o pescoço de radiações emitidas pelas projecções incandescentes. Ter um bom campo de visão. policarbonato (com grande resistência a choques) ou.3: Trabalhador utilizando óculos de protecção Viseiras As viseiras têm como finalidade proteger não só os olhos do trabalhador como o seu rosto. Este equipamento é feito de material não inflamável e contém uma janela munida de um filtro óptico. principalmente em trabalhos que requerem a utilização das duas mãos. resinas celulósicas (para choques moderados). No entanto. que pode ser em vidro ou em material plástico. ainda. Figura 7. é aconselhável ser utilizada na cabeça através de uma correia. A protecção do rosto pode ser feita através de vários materiais: material plástico transparente. uma rede metálica de malha fina (para projecção de metal em fusão). 2 • • Ser resistente a choques e abrasão.Protecção dos Olhos FT23 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

deve-se ter em atenção os seguintes factores: • As oculares não devem ter cor amarelada.FT23 . • O filtro deverá possuir características de absorção adaptadas à natureza e à importância do risco criado pela radiação produzida. 3 Protecção dos Olhos Figura 7. • O filtro deverá ser o que tenha melhor conforto visual para o trabalhador. não deve ter partes metálicas em contacto com a pele do trabalhador. fissuras ou arranhões. • O material. se utilizado sob influência de altas temperaturas.4: Trabalhador utilizando viseira Na aquisição deste equipamento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. poeiras ocasionadas pela execução de uma tarefa (como a utilização de uma pistola de pintura. gases e partículas sólidas ou líquidas. PRoTECÇÃo dAS VIAS RESPIRATóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Utilizar a lista de verificação de EPI. serra de corte para madeira. por vezes. etc. Aparelhos Isolantes. Os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) podem cobrir apenas o nariz e a boca (semi-máscara) ou podem proteger toda a face (máscara). Os trabalhadores da construção civil estão. 1 Protecção das Vias Respiratórias 7. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das vias respiratórias. A manipulação ou mesmo a existência de produtos químicos necessários para a tarefa.) são alguns exemplos do risco que os trabalhadores correm ao exporem as vias respiratórias em determinadas tarefas. Aparelhos filtrantes Têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho.4. O equipamento de protecção individual para as vias respiratórias dos trabalhadores pode ser de dois tipos: aparelhos filtrantes e aparelhos isolantes. Os anti-gases geralmente cobrem toda a face protegendo-a de vapores. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PAlAVRA-CHAVE • Poeiras • Poluição • Vias Respiratórias GloSSÁRIo Aparelhos Filtrantes.FT24 . expostos à poluição no seu local de trabalho.

fornecendo ar puro artificialmente. 2 Figura 7. • Facilidade de manutenção. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .5: Trabalhador utilizando máscara anti-poeiras Aparelhos Isolantes Têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira.Protecção das Vias Respiratórias FT24 . deve-se ter em atenção a alguns factores aquando da aquisição e utilização: • Robustez do equipamento. Independentemente do tipo. • Estado de conservação e funcionamento. A escolha de um EPI para as vias respiratórias deve ser ponderada através do tipo de contaminante a que estarão expostos e ao tipo de trabalho que irão executar.

A sua protecção é feita através de luvas. correntes. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das mãos. perfis. assim. As mãos estão em constante contacto com equipamentos. • Utilizar a lista de verificação de EPI.FT25 . PAlAVRA-CHAVE • Luvas • Mãos GloSSÁRIo Luvas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . luvas tricotadas. biológicos ou térmicos. luvas em tecido. polidas e ligeiramente cortantes (chapas metálicas. luvas em tecido de algodão recoberto (palma da mão e dedos) por um revestimento sintético Manipulação e peças secas. inteiramente revestidas com material sintético Manipulação de produtos corrosivos. pinturas. O material de que são feitas as luvas varia de acordo com os riscos expostos: riscos mecânicos. manuseiam objectos e produtos. PRoTECÇÃo dAS MÃoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. luvas com punhos em tecido de algodão. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das mãos. encontrando-se. reforçadas com couro Manipulação de objectos não cortantes. mais vulnerável a acidentes do que qualquer outra parte do corpo. condução de máquinas luvas em couro. solventes e ácidos).5. tijolos e madeiras). químicos. irritantes ou tóxicos (cimentos. muito resistentes ao corte Manutenção de chapas metálicas secas e de peças quentes. 1 Protecção das Mãos 7. eventualmente reforçadas Manutenção e colocação em obra de betume e asfalto. eléctricos. produtos de vidro.

• Nome comercial da luva. • Ergonomia. • Riscos a que o tipo de luva em questão protege.6: Trabalhador utilizando luvas A EN-420 estabelece as exigências gerais para todos os tipos de luvas de protecção. As informações que devem conter na luva ou na embalagem são: • Identificação do fabricante. excepto para trabalhos eléctricos e cirúrgicos. • Conforto. • Marcação CE. • Validade Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Eficácia.Protecção das Mãos FT25 . 2 luvas com punhos de 15 a 20cm em couro tratado contra efeitos de calor Trabalhos de soldadura. • Tamanho. • Os factores a serem tidos em conta na escolha das luvas de protecção são: • Tipo de trabalho. Figura 7.

PAlAVRA-CHAVE • Calçado • Pés GloSSÁRIo Biqueira de Protecção. Contraforte Reforça a zona do calcanhar. os pés tornam-se igualmente vulneráveis a acidentes por. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos pés. Bota. Sola. Os elementos que compõem um calçado de protecção são: Biqueira de protecção Geralmente de aço. 1 Protecção dos Pés 7. nesse caso. Botim. Contraforte. queimaduras e mesmo electrocussão.6. • Utilizar a lista de verificação de EPI. está incorporada na frente do calçado protegendo a zona dos dedos. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos pés. Para a protecção dos pés. acima da sola. Assim como as mãos. assim como as luvas. Há três tipos de calçado distintos de acordo com a abrangência da sua protecção: protecção só dos pés (sapato). A circulação pelo local de trabalho pode causar quedas ao mesmo nível. Gáspea. Os trabalhadores da construção civil estão em constante contacto com equipamentos e materiais através do seu manuseamento como também quando circulam no local de trabalho. é utilizado calçado que. perfurações. protecção dos pés ao nível do tornozelo (bota) e protecção acima do tornozelo (botim). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PRoTECÇÃo doS PéS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Sapato. Gáspea Protege a parte central do pé. têm características variadas de acordo com o tipo de trabalho a executar. não estarem no campo de visão directo do trabalhador.FT26 . traumatismos. Palmilha.

7: Trabalhador utilizando calçado de segurança As informações que devem conter no calçado e na embalagem são: • Tamanho do calçado. • País de fabrico. • Nome do fabricante. • Data de fabrico. Sola Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado. 2 Palmilha Peça integrante da sola que protege de eventuais perfurações. • Número da EN correspondente.Protecção dos Pés FT26 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Símbolos apropriados para as exigências específicas. Figura 7.

3 Protecção dos Pés O grau de protecção que o calçado oferece é resumido no seguinte quadro: CATEGoRIAS dE PRoTECÇÃo SB RISCoS ABRANGIdoS Riscos fundamentais* Parte superior fechada Anti-estático Absorção do impacto Corte impermeável Palmilha de aço Sola cravada Condutibilidade eléctrica Isolamento ao calor Isolamento ao frio Resistência da camada exterior da sola ao calor x o o o o o x o o o o x x x x o o o o o o o x x x x x o o o o o o x x x x x x x o o o o S1 S2 S3 * Os riscos fundamentais são definidos como se segue: a qualidade e comportamento dos materiais incorporados (peles.FT26 . resistência à flexão. permeabilidade ao vapor. resistências ao rasgão. solas etc…). o – requisitos facultativos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . x – exigências obrigatoriamente satisfeitas. forros. resistência à abrasão. aderência entre o corte e a sola e propriedades anti-derrapantes da sola.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Tipo de produto. • Dimensões. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção do corpo. aventais. químicos. coletes e fatos. Devem conter as seguintes informações: • Identificação do fabricante. • Instruções de limpeza. Fato. A protecção do corpo do trabalhador pode ser dividida em três tipos: vestuário. nome comercial ou código. Bata. Cinto de Trabalho. PAlAVRA-CHAVE • Vestuário GloSSÁRIo Arnês. arnês e cinto de trabalho. • Número da EN correspondente. PRoTECÇÃo do CoRPo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Indicação dos riscos a que se destina proteger. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção do corpo. 1 Protecção do Corpo 7. térmicos e fazem parte deste conjunto batas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . O Vestuário protege ou não o corpo inteiro de riscos mecânicos.7. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Avental.FT27 .

É constituído de correias principais (com 40mm de largura mínima) e secundárias (com 20mm de largura mínima). • Instruções de armazenamento e manutenção. 2 Figura 7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Instruções de utilização. É de vital importância.8: Trabalhador utilizando um avental de protecção O Arnês é um equipamento de protecção contra quedas em altura. de material sintético. Os Cintos de Trabalho são utilizados para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. As informações que deve conter a embalagem do equipamento são: • Nome do fabricante.Protecção do Corpo FT27 . para a eficácia da protecção. respeitar sempre as regras de utilização bem como a sua utilização durante todo o processo de trabalho que estiver a executar.

NC = Não conforme.FT27 . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. Usado de acordo com as instruções do fabricante. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. C = Conforme. 3 Protecção do Corpo FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO EPI ITEM 1 Norma ______________ 2 3 4 5 6 7 Está disponível Manual de Instruções em Português? Atende às exigências ergonómicas e de saúde do trabalhador? É adequado ao utilizador? Não apresenta sinais de deterioração. quer para as pessoas ou instalações. DESCRIÇÃO Tem Marcação CE? NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

de acordo com a NP EN 397:1995. Outro tipo de protecção de ouvido são os _________________. Indique 3 características que devem ser inerentes aos óculos de protecção. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 22.2 Protecção dos Ouvidos. 2. Os riscos de exposição ao ______________________ são reduzidos ao utilizar protectores de ouvidos. O país de origem. ponto 7. limpeza. entre outros. nome do fabricante e a cor associada à categoria profissional devem constar das informações sobre o capacete.8. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. A resistência de um capacete deve ser a maior possível. 1 Actividades/Avaliação 7. ponto 7. O capacete é um equipamento de protecção colectiva com capacidade de absorção ao choque.3 Protecção dos Olhos: óCuloS dE PRoTECÇÃo CARACTERíSTICAS Transparente Inflamável Bom campo de visão Deformável Sem resistência à abrasão Resistente a choques CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . assim. ponto 7. utilização. sem existência de reforços especiais em qualquer ponto. lesões na cabeça. Os ___________________ são protectores auditivos que podem conter um adaptador para ser utilizado em conjunto com o capacete. manutenção. O capacete pode ter cores diferentes de acordo com a categoria profissional dentro do estaleiro. 3. Assinale com Verdadeiro (V) ou Falso (F) as seguintes afirmações.1 Protecção da Cabeça. referentes à ficha temática 21. referente à ficha temática 23. O manual de instruções deve ser fornecido pelo fabricante do capacete e deve conter informações sobre o seu armazenamento. evitando.AV7 .

luVAS FACToRES A TER EM CoNTA NA SuA ESColHA Tamanho Riscos a que protege Cor Textura Ergonomia Fabricante 6. TIPo dE CAlÇAdo dE SEGuRANÇA Bota Botim Sapato 7. 2 4. ponto 7. ponto 7. ______________________________________________________ 2. ponto 7.7 Protecção do Corpo. Assinale os factores a ter em conta na escolha de luvas de protecção. TIPo dE PRoTECÇÃo QuE ABRANGE Pés Pés ao nível do tornozelo Pés acima do tornozelo Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 27. indique os dois grandes tipos de protecção das vias respiratórias e a diferença entre elas. de acordo com a ficha temática 25. O arnês é um equipamento de protecção do corpo contra _________________. Relativamente à ficha temática 26.5 Protecção das Mãos. ponto 7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4 Protecção das Vias Respiratórias.6 Protecção dos Pés. Relativamente à ficha temática 24.Actividades/Avaliação AV7 . As correias principais devem ter uma largura mínima de_________ mm e as secundárias __________mm de largura mínima. ______________________________________________________ 5. 1. Já o _______________________ é um equipamento utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada onde o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. correlacione os tipos de calçado que existem com o nível de protecção que abrangem.

___________________________ 9.3 Protecção dos Olhos. Enumere todos os EPI´s que estão a ser utilizados por este trabalhador e as suas funções preventivas. ___________________________ 6. ponto 7. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Actividades/Avaliação 8. 7. 1. 25 e 27.7 Protecção do Corpo.5 Protecção das Mãos e 7. complete os espaços em branco indicando o EPI que o trabalhador está a utilizar.AV7 . ___________________________ 3. ___________________________ 2. ___________________________ 5. Relativamente às fichas temática 23. ___________________________ 4.

4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Actividades/Avaliação AV7 .4) . reveja o submódulo 7. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Se não conseguir resolver esta actividade. Equipamentos de Protecção Individual.

Funções em Estaleiro e Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .8.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Serão também analisados os documentos que no âmbito da Directiva Estaleiros e associados aos meios humanos. 1 Funções em Estaleiro e Obra 1.catalogo. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra.SM8 . GloSSÁRIo • Trabalhador • Protecção Individual • Plano de Segurança e Saúde • Director de Obra • Operador • Pedreiro 5. tem como objectivo dar a conhecer as principais actividades. devem estar disponíveis em estaleiro de obra. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. com a descrição geral das funções em análise. o Homem. 2.anq. Os meios humanos. existentes em estaleiro de obra podem ser agrupados com base na especificidade e riscos das suas actividades.gov. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. SABER MAIS • www. 3. exercidas pelos trabalhadores e os riscos a que está exposto o elemento fundamental presente em estaleiro de obra. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as principais funções presentes em estaleiro de obra. riscos associados e a apresentação de fichas tipo de procedimentos de segurança para funções de direcção e de produção em obra. Para a abordagem ao tema foram organizados dois grandes grupos: Funções de Direcção de Obra e Apoio e as Funções de Produção em Obra.cenfic. Plano de Protecções Individuais e o Plano de Saúde dos Trabalhadores.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. nomeadamente o Organograma Funcional do Empreendimento. Cronograma de Mão-de-obra. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra.pt • www. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. FICHAS TEMÁTICAS • Funções de Direcção de Obra e Apoio • Funções de Produção em Obra 4.

org www.ilo.pt www.pt www.Funções em Estaleiro e Obra SM8 .cicoopn.mtss.pt http://dre.pt www. 2 • • • • • • www.iefp.who.gov.org Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

entre outros.1. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Director de Obra. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. Plano de Segurança e Saúde. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os meios humanos a afectar na área da segurança em estaleiro. que permitam uma leitura clara das funções existentes em estaleiro de obra e respectivas quantidades de mão-de-obra.FT28 . devem ser elaborados documentos referentes aos meios humanos a afectar à obra e. 1 Funções de Direcção de Obra e Apoio 8. Equipamentos de Protecção Individual. O sistema de comunicação entre esses meios humanos. PAlAVRA-CHAVE • Organograma Funcional do Empreendimento • Cronograma de Mão-de-Obra • Funções • Director de Obra • Técnico de Obra • Técnico de Segurança GloSSÁRIo Trabalhador. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. FuNÇÕES dE dIRECÇÃo dE oBRA E APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. deverá também ser estabelecido de forma a garantir-se um fluxo de informação estruturado entre todos os responsáveis. os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Organograma Funcional do Empreendimento – este documento deverá referenciar todas as chefias. A caracterização da empreitada compreende.

será integrado no Plano de Segurança e Saúde em fase de obra. técnicos Preparador obra Controlador Medidor Topografo Produção Encarregado geral Encarregados Arvorados Qual. Consultores Técnicos DIRECTOR DE QUALIDADE E SEGURANÇA Empreiteiro n Coord. Controlador Qual.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . admin. Projecto Seg.1: Organograma Funcional • Cronograma de Mão-de-obra – este documento deverá expressar os valores de cargas de mão-de-obra (homens/dia) e. Apontador Chefe o cina Fiel armazém Serv. e nanceiro DIRECTOR TÉCNICO Empreiteiro A DIRECTOR DE CONSTRUÇÃO Empreiteiro B DIRECTOR DA OBRA Adjunto Serv.2: Cronograma Mensal Homens-dia A direcção de uma empreitada e as funções de apoio directo. 2 DONO DA OBRA Coord. Obra Seg. e Saude Consultores Técnicos Figura 8. e Seg. 300 250 200 150 100 50 homens/dia Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Figura 8. e Saúde Autores dos Projectos DIRECTOR DO EMPREENDIMENTO Apoio adm. são asseguradas por uma Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Controlador Seg.

a mão-de-obra e os métodos de execução necessários e adequados à realização da obra. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. tendo em vista definir as suas características técnicas. Regras de actuação • Dê sempre o exemplo utilizando os equipamentos de protecção individual necessários. • Comunique de imediato ao dono de obra e ao coordenador de segurança e saúde em obra. • Coopere com o coordenador de segurança em obra e com o técnico de segurança. cumprindo escrupulosamente as prescrições de segurança e corrigindo as não conformidades detectadas. • Queda de materiais. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. Chefias 2.3: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • director de obra: Técnico de engenharia ou arquitectura designado pela entidade executante para assegurar a direcção efectiva do estaleiro. 01 utilização Capacete obrigatório obrigatório obrigatório Sim Sim Sim Botas Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Coletes Sim Sim Sim 02 03 Função * Categoria Profissional 1. os materiais. acatando as sugestões destes. técnico de obra/ encarregado. • Queda em altura. arvorado. topógrafo e técnico de segurança. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Concebe e realiza planos técnicos de obra. 3 Funções de Direcção de Obra e Apoio equipa de técnicos que normalmente é constituída por director de obra.FT28 . apontador. Topógrafo/Técnico de Segurança obrigatório Sim Sim Figura 8. os acidentes de que resulte a morte ou lesão grave de trabalhadores. Apontador/Arvorado 4. • Informe os trabalhadores. Técnico de Obra 3. os equipamentos.

de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra.4: Directora de Obra • Técnico de obra/Encarregado: Técnico que participa no planeamento e organização de trabalhos de Construção Civil e Obras Públicas. bem como das condições físicas e psíquicas necessárias para o desempenho da sua função. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Colabore com o técnico de segurança. • Informe o director de obra de qualquer anomalia ou condição insegura.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . Regras de actuação • Assegure-se que todos os trabalhadores conhecem o trabalho que vão executar e dispõem de formação e informação adequada. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . orienta e controla a execução destes trabalhos em obra. bem como a insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. • Queda de materiais. 4 Figura 8. acatando as instruções deste e apresentando sugestões que permitam melhorar de forma contínua a eficácia da prevenção. • Queda em altura. • Informe os trabalhadores. • Exija o uso dos equipamentos de protecção individual e o cumprimento dos procedimentos de segurança em estaleiro de obra.

• Forme e informe os trabalhadores e demais intervenientes nos locais de trabalho.FT28 . programe e desenvolva medidas de prevenção e de protecção em colaboração com o coordenador de segurança em obra.5: Técnico de Obra/Encarregado • Técnico de Segurança: Técnico que desenvolve actividades de prevenção e de protecção contra riscos profissionais. • Organize e mantenha actualizado o registo de toda a informação relevante em matéria de segurança. • Defina procedimentos em matéria de segurança e promova a integração de prescrições de segurança em instruções de trabalho. em matéria de segurança e avalie a eficácia destas acções ao nível dos comportamentos. • Acompanhe a gestão do aprovisionamento e conservação dos equipamentos de protecção individual e colectiva. de forma pedagógica mas firme. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Regras de actuação • Dê o exemplo e corrija de imediato todas as infracções ou actos inseguros que detectar. • Efectue vistorias diárias aos locais e postos de trabalho e respectivos acessos por forma a assegurar o cumprimento das medidas de prevenção e de protecção preconizadas no Plano de Segurança e Saúde. • Promova a comunicação entre todas as entidades intervenientes em estaleiro de obra. 5 Funções de Direcção de Obra e Apoio Figura 8. com o director de obra e com o técnico de obra/encarregado. • Avalie. periodicamente. • Conceba. a eficácia das medidas implementadas através da reavaliação dos riscos e da análise comparativa com a situação anterior.

6 Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Queda de materiais.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . • Queda em altura.6: Técnico de Segurança Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 8.

a formação e instruções de segurança que venham a ser ministradas como complemento ao seu trabalho. Exija que os trabalhadores sob a sua responsabilidade utilizam obrigatoriamente os equipamentos de protecção individual. Informe-se sobre o que estabelece o Plano de Segurança e Saúde. Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 1 de 2 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Não deixe que iniciem os trabalhos. Havendo subempreiteiros e trabalhadores independentes. Zele pela reparação de equipamentos. escadas. sobre a entrega da documentação dos equipamentos. procurando prevenir os riscos do trabalho a executar. Ordene a instalação e manutenção das protecções colectivas nas escavações. não estando ao seu alcance melhorar a prevenção. Informe o Director de Obra de qualquer anomalia ou condição insegura. plataformas. bem como da insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. aplique as medidas previstas no Plano de Segurança e. Avalie os riscos dos trabalhos sob a sua responsabilidade. só assim poderá permanecer em obra. Aplique e mantenha a sinalização de segurança nos locais de trabalho dependentes de si. aberturas e outras situações de trabalho. Questione os subempreiteiros que têm equipamentos em obra. proponha as medidas adequadas ao Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. Informese sobre as respectivas medidas de segurança previstas no Plano de Segurança e Saúde. diariamente. Na realização dos trabalhos devem ser utilizados os meios técnicos de construção de forma adequada e segura. 7 Funções de Direcção de Obra e Apoio FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Objectivo Esta ficha técnica tem como principal objectivo informar o trabalhador das funções decorrente da sua actividade profissional. não substituindo de forma alguma. ferramentas e outros meios de trabalho. Conheça as Instruções de Segurança desenvolvidos para a tarefa.FT28 . para validarem a documentação. ferramentas e ligações eléctricas. nos andaimes. coordene a sua actividade de forma a compatibilizar a utilização de meios e garantir a execução do programa de trabalhos com a máxima segurança. trabalhadores que não dão entrada no escritório. A falta de informação e formação dos trabalhadores quanto à segurança necessária para a realização dos trabalhos deve ser detectada por si e levada ao conhecimento do Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. as actividades das equipas de acordo com o programa de trabalhos estabelecido. Regras de actuação Faça-se acompanhar do cartão de identificação. Organize. em estado de limpeza e com as vias de circulação desimpedidas. Assegure-se que se mantém o estaleiro arrumado. Antes do inicio dos trabalhos • • • • • • • • • • • • • • • • Conheça as partes do projecto que tem de executar e tire quaisquer dúvidas quanto à execução dos trabalhos. incluindo as protecções colectivas. Verifique o bom estado de funcionamento dos equipamentos.

8 ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Utilize sempre os equipamentos de protecção de acordo com as instruções do fabricante EPI Obrigatórios • • • • Capacete de Protecção Botas de Palmilha e biqueira de aço Fato de trabalho Colete Reflector • • • • • • EPI Específicos Luvas de Protecção mecânica Protectores auriculares Protecção da face e dos olhos Arnês anti-queda Fato e calçado contra intempéries Protecção das vias respiratórias A SEGURANÇA DOS SEUS TRAbALHADORES DEPENDE DA SUA ORGANIzAÇÃO. COMPETêNCIA E EXIGêNCIA PROfISSIONAL A PREVENÇÃO É A MELHOR DEfESA CONTRA OS ACIDENTES DE TRAbALHO Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 2 de 2 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 .

além dos documentos referidos no ponto 8.FT29 . • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Protecção Individual. Preferencialmente os EPI deverão ser utilizados para colmatar os riscos remanescentes detectados através da avaliação de riscos efectuada após a implementação das protecções colectivas. FuNÇÕES dE PRoduÇÃo EM oBRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil.1.2. devem ser apresentados também os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Plano de Protecções Individuais – por equipamento de protecção individual EPI. 1 Funções de Produção em Obra 8. Operador. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as funções existentes em estaleiro e quais os equipamentos de protecção individual de utilização obrigatória. Pedreiro. PAlAVRA-CHAVE • Plano de Protecções Individuais • Plano de Saúde dos Trabalhadores • Funções • Pedreiro • Carpinteiro de Cofragens • Pintor de Construção Civil • Condutor Manobrador GloSSÁRIo Trabalhador. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. entende-se qualquer equipamento ou acessório destinado ao uso pessoal do trabalhador para protecção contra riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no desempenho das tarefas a realizar.

pretende dar resposta a essa exigência. Soldador 8. São seguidamente apresentadas as funções de: Pedreiro. Montador Andaime 6. Pedreiro 2. TRABAlHAdoR NoME CATEGoRIA PRoFISSIoNAl NASCIMENTo dATA TIPo ExAME MédICo RESulTAdo PRóxIMo Figura 8. Higiene e Saúde no Trabalho constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da saúde dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos. Carpinteiro Cofragens 3.8: Plano de Saúde dos Trabalhadores Os meios humanos presentes no estaleiro de obra em actividades de produção são diversificados e estão normalmente associados a equipas de trabalho. Motorista 9. Carpinteiro de Cofragens. Ladrilhador 11. O Plano de Saúde dos Trabalhadores. Calceteiro 14. Electricista 7.Funções de Produção em Obra FT29 .7: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • Plano de Saúde dos Trabalhadores – nos termos da Lei-quadro de Segurança. Pintor de Construção Civil e Condutor Manobrador de Equipamentos de Movimentação de Terras. Em produção de obra as funções presentes ao longo da empreitada são normalmente as referidas no quadro relativo ao Plano de Protecções Individuais. Canalizador 13. Servente Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Sim Sim Sim Sim+cinto Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção eléctrica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Sim Máscara Sim Sim Sim - Figura 8. Estucador 10. 2 01 Função * Categoria Profissional Capacete 02 03 04 05 Botas Coletes luvas óculos 1. Armador Ferro 12. Condutor Manobrador 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . verificando a aptidão física e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão. Pintor 4.

FT29 . • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. 3 Funções de Produção em Obra • Pedreiro(a): Técnico que executa alvenarias e acabamentos. coberturas e procede a diversos assentamentos tendo em conta as normas de construção estabelecidas e as medidas de segurança e higiene no trabalho. Regras de actuação • Mantenha o local de trabalho limpo de restos de massas ou outros materiais. • Queda de materiais. • Nos trabalhos nos bordos das lajes ou junto de aberturas. conserve os guarda-corpos ou as redes de segurança. acatando as suas orientações. • Não utilize escadas de mão como posto de trabalho. • Contacto com produtos tóxicos.9: Pedreiro(a) CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . montagem de estruturas. Figura 8. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Exposição ao ruído. • Queda em altura. acondicione e amarre adequadamente as cargas a movimentar. • Utilize meios mecânicos para movimentar materiais. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível.

• Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. Regras de actuação • Não reutilize tábuas com pregos. nós. 4 • Carpinteiro(a) de Cofragens: Técnico que executa e monta em obra estruturas.10: Carpinteiro de Cofragens Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. acatando as suas orientações. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. • Associados aos equipamentos de trabalho. • Não retire elementos de cofragem sem autorização da sua chefia. Figura 8.Funções de Produção em Obra FT29 . • Queda de materiais. • Projecção de materiais. cofragens e entivações em madeira ou noutros materiais. • Quando lingar painéis metálicos. verifique previamente o estado de conservação dos olhais de suspensão. falhas ou rachas para tábuas de pé. • Não permaneça debaixo de cargas suspensas. destinados à sustentação de terras. • Queda em altura. trabalhos de betonagem e outras obras de construção.

nos trabalhos em altura. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. acatando as suas orientações. Figura 8. 5 Funções de Produção em Obra • Pintor(a) de Construção Civil: Técnico que executa acabamentos. • Verifique se conhece as fichas de dados de segurança dos produtos que utiliza. as protecções colectivas ou.FT29 . Regras de actuação • Verifique se. higiene e saúde no trabalho. estão instaladas e se tem o arnês e respectivos acessórios em bom estado. • Contacto com produtos tóxicos. no interior e exterior em edificações. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança.11: Pintor de Construção Civil CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em alternativa a linha de vida. bem como em madeiras e superfícies metálicas. tendo em conta as medidas de segurança. • Verifique se o piso de circulação na zona de trabalho se encontra limpo e em bom estado. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. preparando e revestindo superfícies com tintas e vernizes. • Queda em altura.

• Esmagamento. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Observe as indicações de estabilidade da máquina em declive e verifique sempre a estabilidade do solo da plataforma onde trabalha e circula. espalhamento. acatando as suas orientações. • Circule com prudência e sem exceder a velocidade máxima permitida em estaleiro. Figura 8.Funções de Produção em Obra FT29 . demolição. Abrande em zonas de má visibilidade. Regras de actuação • Certifique-se que conhece bem o equipamento com que está a operar e limitações do equipamento. 6 • Condutor(a)-Manobrador(a) de Equipamentos de Movimentação de Terras: Técnico(a)/Operador(a) que conduz e manobra equipamentos industriais destinados à movimentação de terras e outros materiais.12: Condutor Manobrador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Em equipamentos não transporte pessoas. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Associados aos equipamentos que utiliza. descarga. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. • Capotamento. • Queda em altura. • Proceda às manutenções do equipamento referidas no manual de operação e manutenção. escavação e perfuração. desmonte. transporte. especialmente o espaço necessário para a manobra. dentro da cabina ou no exterior da máquina. compactação. nomeadamente operações de carregamento. nivelamento.

use o arnês de segurança. Acondicione a carga a movimentar de forma estável e amarrada de forma adequada. Não salte obstáculos. Não desça às escavações e poços. Retire da via de circulação qualquer objecto que crie perigo para os que nela circulam. 19. 7 Funções de Produção em Obra FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Medidas de Prevenção: 1.FT29 . Assegure-se do bom estado dos equipamentos e ferramentas portáteis. Utilize os locais próprios para circular. junto de aberturas ou nos bordos das lajes. 17. 11. 4. Comunique ao Técnico de Obra/Encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. garantindo a boa circulação. procure circular sobre tábuas de pé ou estrados. Se pressentir desmoronamentos abandone o local e avise o Técnico de Obra/Encarregado. 1 de 3 7. No trabalho em altura em que não possa ser usado andaime. 18. 16. “guarda-corpos” ou “guarda-cabeças” suficientes. No trabalho. 12. Não conduza veículos ou máquinas sem estar habilitado. Não se faça transportar em equipamentos sem condições adequadas. Não utilize andaimes ou plataformas sem “tábuas de pé”. nem faça fogo junto de produtos inflamáveis. Não utilize as escadas de mão como posto de trabalho. Não retire elementos da cofragem. 10. No trabalho sobre armações de ferro. 13. Não permaneça na zona de manobras das máquinas e veículos pesados. 2. Não queime resíduos no estaleiro. 3. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do Técnico de Obra/Encarregado. nem entre em condutas ou galerias sem verificar as condições de segurança. Não sobrecarregue os andaimes com materiais. 22. Mantenha as escadas de mão fixadas e equilibradas. Não suba as escadas com objectos nas mãos. 20. aplique e conserve os “guardacorpos”. Conheça o trabalho que lhe foi distribuído. Pág. Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. 8. 15. 14. 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 9. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. 21. Não permaneça debaixo das cargas em movimento ou suspensas. Tome os cuidados necessários com a energia eléctrica. 6. plataforma ou outra protecção colectiva.

8 ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) os pedreiros estão sujeitos aos seguintes riscos: • Queda em altura • Queda de materiais • Exposição ao ruído • Contacto com produtos tóxicos • Cortes • Electrocussão • Entalamentos • Atropelamentos • Dermatoses Proteja-se com os equipamentos adequados: uSo oBRIGATóRIo Capacete de protecção Pág. choques e cortes Colete reflector Sinaliza a posição do trabalhador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 de 3 Protege da queda de objectos e pancadas Botas com palmilha e biqueira de aço Protege de perfurações.Funções de Produção em Obra FT29 .

FT29 . 9 Funções de Produção em Obra ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Luvas de protecção mecânica Pág. 3 de 3 Protege de perfurações e cortes uSo ESPECíFICo Arnês de segurança e linha de vida Protege de quedas em altura Máscara descartável com filtro Protege da inalação de poeiras Óculos de protecção Protege de projecção de materiais Protectores auriculares Protege do ruído CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

será integrado no __________________________________ em fase de obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os ____________ _______________ a afectar na área da segurança em estaleiro de obra. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 29. ponto 8. 1 Actividades/Avaliação 8. 2. Relativamente à ficha temática 28. os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Técnico de Obra/Encarregado. O Plano de Saúde dos Trabalhadores permite verificar a _____________________ e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão. identifique na coluna assinalada com riscos.2 Funções em Produção de Obra. ponto 8.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio. TéCNICo dE oBRA/ENCARREGAdo RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Electrocussão Queda de materiais Exposição a poeiras Queda ao mesmo nível 3. O Organograma Funcional do Empreendimento deverá referenciar todas as __________ ______.3. ponto 8. Constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da _______________ dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos.AV8 . Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 28. O Cronograma de Mão-de-obra deverá expressar os valores de _______________e. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as __________________ existentes em estaleiro e quais os _____________________ de utilização obrigatória.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio.

Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. identifique na coluna assinalada com riscos. os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Carpinteiro de Cofragens. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2 Funções em Produção de Obra. 2 4. CARPINTEIRo dE CoFRAGENS RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Operação com Equipamentos Queda de materiais Exposição a poeiras Projecção de Materiais Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Se não conseguir resolver esta actividade. ponto 8. reveja o submódulo 8. Relativamente à ficha temática 29.4) .Actividades/Avaliação AV8 . Funções em Estaleiro e Obra.

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

com uma análise particular destes trabalhos a céu aberto. riscos mais frequentes.SM9 . • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados em movimentação de terras e escavações. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. medidas preventivas com procedimentos de segurança associados às actividades em análise. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. utilizados em trabalhos de movimentação de terras. estão essencialmente relacionados com o comportamento dos solos. utilização de equipamentos de movimentação de terras e combustíveis/lubrificantes necessários ao seu normal funcionamento. São apresentadas as fases e conceitos fundamentais correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavação a céu aberto. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. GloSSÁRIo • Movimentação de Terras • Escavação • Implantação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Assim. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras e escavações. Os riscos associados aos trabalhos de movimentação de terras. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. materiais de escavação. 2. tem como actividade primária a modelação do terreno da sua cota natural para as cotas de projecto ou construção. 1 Movimentação de Terras e Escavações 1. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • Materiais de Movimentação de Terras e Escavações 4. serão disponibilizadas as fichas correspondentes aos procedimentos de inspecção e prevenção de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. transporte e aterro das terras de escavação. 3. A execução de grande parte dos trabalhos de construção civil. com os necessários trabalhos de escavação.

pt • www.drilbor.pt • www.pt • http://dre.pt • www.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 • • • • • Escavadora Buldózer Dumper Manutenção Preventiva Vazadouro 5.stet.Movimentação de Terras e Escavações SM9 .lidermaq.bobcat.pt • www. SABER MAIS • www.cimertex.

EQuIPAMENToS dE MoVIMENTAÇÂo dE TERRAS E ESCAVAÇÕES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Implantação. procede-se à sua implantação. Antes de se iniciar um trabalho de movimentação de terras. em grandes quantidades. Mas se parece fácil. são a escavação. é uma actividade que exige conhecimentos adequados. se for caso disso e uma primeira decapagem superficial. parece. por meios topográficos ou outros. Dumper. tarefa fácil. possam ter em edificações ou formações geológicas vizinhas. Devem-se tomar as devidas precauções relativas à influência que as cargas em circulação ocasionadas pela execução dos trabalhos. hoje em dia. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. PAlAVRA-CHAVE • Movimentação de terras • Escavação • Transporte • Aterro • Equipamento GloSSÁRIo Movimentação de Terras. para que seja segura e rentável. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . graças à variedade de máquinas existentes no mercado. A movimentação de terras. o formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras.FT30 . Buldózer. adaptados à dimensão da obra.1. Seguidamente faz-se a desmatação. 1 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações 9. destinada a remover (e eventualmente aproveitar) a terra vegetal existente. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. o transporte dos materiais de escavação e o aterro destes materiais. bem como as vibrações produzidas. a grandes distâncias e com grandes velocidades. Escavação. Escavadora.

ou de rochas já desagregadas (quer pela Natureza. estando já disponíveis no mercado sistemas de entivação e escoramento metálicos providos de pistões hidráulicos que permitem uma colocação rápida. Deverá ser tida em linha de conta a eventual existência do nível freático às cotas de trabalho e que obrigará a conduzir as águas para local fora da zona de trabalhos.1: Movimentação de Terras com Escavadora de Rastos Conforme a natureza da obra. deverão ser previstos os meios de entivação ou escoramento necessários e adequados. não esquecendo que a presença de água nos terrenos é um factor de instabilidade destes. para executar escoramentos correntes. Os primeiros efectuam um transporte mais rápido. naturalmente. Tradicionalmente usam-se elementos de madeira. 2 Figura 9. quer por meios técnicos). A escavação constitui a primeira operação da movimentação de terras. do terreno e a profundidade da escavação (a partir de 1. sempre que os trabalhos de escavação derem origem a planos de corte verticais ou quase (caso das valas). se o estado das estradas assim o per- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . a carga dos produtos desagregados e a colocação dos materiais escavados (rochas ou terras) em vazadouro ou em aterro. Compreende. segura e sem intervenção de mão-de-obra em situação de risco. Para o transporte de terras existem meios para circulação em estrada e meios de transporte para circulação em estaleiro de obra.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . eventualmente com recurso a bombagem.20m).

pelo que ultrapassam largamente as dimensões e cargas rodoviárias regulamentares. • Camião. e que consiste num tractor de rastos equipada com uma pá frontal. a qual não consegue efectuar qualquer movimento para elevação dos materiais. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. O combustível que estes equipamentos empregam é invariavelmente o gasóleo. O terceiro e último conjunto de operações num trabalho de movimentação de terras é a descarga e depósito dos produtos de escavação. estamo-nos a referir aos camiões. destinadas a circularem fora de estrada. 3 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações mitir. Equipamentos de Movimentação de Terras Nas operações de movimentação de terras. onde são depositados sem maiores preocupações. Podem escavar. por se pretender das terras a melhor compactação que elas possibilitem. para plataforma de uma via de comunicação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . por questões de estabilidade. para uma barragem de terra). carregar.FT30 . geralmente mais lentos que os primeiros. são. e a sua capacidade de carga e velocidade de circulação estão limitados pela legislação vigente. meio de transporte mais utilizado. os produtos de escavação são conduzidos a vazadouro. Os segundos podem ser equipados com pneus de alta ou de baixa pressão. em caixa basculante de grande capacidade. deslocar-se e rodar. Se a obra é uma demolição ou uma escavação. mas que pode ser ligeiramente regulada em altura para melhor ataque ao terreno. • dumper. equipamento utilizado para o transporte de materiais a granel. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são: • Buldózer. quase plana. equipamento que faz a escavação exclusivamente por arraste. Se a obra consiste na construção de um aterro (para fundação de um edifício. • Escavadora. são utilizados equipamentos de pneus e de rastos. não o devendo fazer em simultâneo. são equipamentos montadas sobre tractores de rastos ou pneus. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. que não sejam as de um normal espalhamento e regularização superficial. mas com uma capacidade de carga muito grande. de forma a optimizarem as exigências funcionais da obra. são sempre equipados com pneus. mas destinadas a casos específicos. conforme o estado do terreno em que irão circular. os cuidados serão diferentes. com funções semelhantes. estamo-nos a referir aos dumper de transporte.

Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Atropelamento.2: Movimentação de Terras com Buldózer Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Incêndio. • Queimaduras. • Projecções. • Queimaduras. • Incêndio. • Exposição ao ruído e vibrações. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Atropelamento. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Queda no acesso à máquina. • Choque com objectos. 4 Figura 9. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Choque com objectos.

Queda no acesso à máquina. Exposição ao ruído e vibrações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • • • Projecções.FT30 .

6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ESCAVADORA DE RASTOS • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • A máquina deverá estar equipada com protecção ROPS e FOPS. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O manobrador deverá ser informado do local previsível onde existam redes enterradas e instruído sobre os procedimentos a tomar na aproximação a tais infra-estruturas. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. É obrigatório o preenchimento pelo condutor manobrador da parte diária do equipamento. se esta tiver os rastos orientados. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. A direcção de obra estudará cada caso concreto. O trabalho deverá ser organizado de modo que no perímetro da giratória (contrapesos e balde) não permaneça nem passe ninguém quando o equipamento está em funcionamento. Só é permitido o “ataque” de escavação com a máquina colocada no escoramento do talude.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . no sentido de saber inequivocamente quais as atitudes a tomar no caso de acidentalmente tocar linhas de gás. electricidade ou água (em carga). parede ancorada ou qualquer outro elemento similar com resistência suficiente para suportar os impulsos introduzidos no terreno. tendo em conta a natureza das infra-estruturas existentes e a envolvente do local. O manobrador deverá ter formação adequada.d > 85 dB (A) deverão ser privilegiadas as medidas organizacionais de protecção colectiva face ás medidas de protecção individual. perpendicularmente ao talude ou se encontrar a uma distância prudente do coroamento do mesmo (pelo menos 1/3 da altura do talude). O condutor deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional. Deverá existir uma ficha de manutenção da vistoria efectuada ao equipamento. A máquina possuirá o respectivo Certificado CE ou Certificado de Bom Funcionamento No caso do posto de trabalho do manobrador ser ruidoso Lep. Excluem-se as situações em que exista entivação.

eventualmente. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras. Vazadouro. nomeadamente profissionais da construção civil que. Também é usual proceder-se à interrogação de habitantes da zona. Os materiais ou produtos associados aos trabalhos de movimentação de terras e escavações podem ser agrupados em três grandes grupos: Materiais de escavação: A primeira e mais expedita forma de recolher dados sobre um determinado terreno é consultar as cartas geológicas da região. por obras vizinhas ou próximas. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. possam dar as primeiras pistas para uma melhor compreensão dos terrenos em questão. 1 Materiais 9. para o mesmo efeito. o aluimento de terras devido a infiltrações e a exposição a terras contaminadas com origem em antigos aterros com matéria orgânica em decomposição. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Gasóleo.FT31 . Lubrificantes. tenham sido levados a cabo. PAlAVRA-CHAVE • Materiais de escavação • Infra-estruturas enterradas • Talude natural • Combustíveis • Lubrificantes GloSSÁRIo Movimentação de Terras. pela sua experiência pessoal. Escavação. podemos referir o desprendimento de terras por alteração do equilíbrio natural do terreno.2. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . bem como indagar sobre os estudos geotécnicos que. Manutenção. Como exemplos de riscos.

90º 55º 45º 45º 40º 30º Figura: Ângulo de talude natural para terrenos Muito Húmido 80º 55º 40º 30º 20º 20º Figura 9. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 ÂNGulo do TAludE NATuRAl Tipo de Terreno Rocha Dura Rocha Branda Aterro Compacto Terra Vegetal Argila e Marga Areia Fina Terreno Seco 80º . O armazenamento destes produtos deve ser em local que em caso de necessidade seja de fácil acesso aos bombeiros e ao seu equipamento. que nos garante uma menor exposição dos trabalhadores a riscos de soterramento devido a rotura de redes de águas.3: Depósito de terras em vazadouro Infra-estruturas enterradas: Deve ser solicitado junto das entidades competentes o levantamento das redes enterradas. explosão devido a rotura em redes de gás e a exposição a gases tóxicos em redes de esgotos. redes de esgotos e redes de gás. electrocussão devido ao contacto com cabos eléctricos.Materiais FT31 . nomeadamente cabos eléctricos. redes de águas. Combustíveis e lubrificantes: O armazenamento e manipulação de combustíveis (gasóleo) e lubrificantes para equipamentos. obriga ao cumprimento de requisitos legais relativos a estes produtos. A recolha destes dados é uma medida preventiva.

As medidas de prevenção propostas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Soterramento. Como exemplo de riscos associados aos combustíveis e lubrificantes. deve ser em local vedado e com acesso condicionado (fechadura). Como medida de prevenção para derrames deverão existir bacias de retenção com o mínimo de 50% de capacidade dos tambores e o solo deve ser impermeabilizado. processo construtivo e equipamento utilizado. podemos referir a contaminação dos solos. incêndio e explosão.4: Depósito de gasóleo à superfície Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Aluimento de terras. • Explosão. Figura 9. • Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras em vazadouro. • Electrocussão. • Levantamento das infra-estruturas enterradas. obedecendo aos seguintes requisitos: • Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. • Contaminação de solos.FT31 . • Exposição a gases tóxicos. 3 Materiais O armazenamento de gasóleo em tambores.

Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. suspender os trabalhos. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. nomeadamente enjoo. Impermeabilização do local de implantação do reservatório de combustível. que devem estar em bom estado de conservação e com registos referente ao Plano de Manutenção proposto pelo fabricante. vómitos. todos os trabalhadores devem abandonar o local de trabalho. Se verificar que algum trabalhador apresenta qualquer perturbação funcional.Materiais FT31 . Bacia de retenção para combustíveis com 50% da capacidade do reservatório. Armazenamento de combustíveis. 4 • • • • • • • • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Garantia de procedimentos de manutenção preventiva aos equipamentos. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos. tonturas ou desmaio.

Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. solicitar ajuda aos Bombeiros. Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. Manter-se a favor do vento. Arrefecer o reservatório com água pulverizada quando exposto ao fogo. Afastar a vítima da zona perigosa. Recolher o produto para recipientes.Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. proteger a zona queimada com penso para queimados (ou esterilizado). Risco de irritação por contacto. Não usar água em jacto sobre o produto. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. mantendo-a em repouso.FT31 . Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Actuar com pó químico. Em função da gravidade do sinistro. Em caso de insuficiência respiratória (consciente ou inconsciente). circuitos eléctricos. Fato de protecção contra o fogo. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. cursos de água e poços.). assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. água pulverizada ou CO2. Afastar os curiosos. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. para a pele. Utilizar explosivímetro ou outros aparelhos de detecção e/ou medida. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. espuma. olhos e mucosas. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações . Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. no combate ao incêndio. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. etc. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Inflamável • • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO GASÓLEO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido inflamável. lavar abundantemente com água. Aparelho respiratório isolante. Em caso de queimaduras pelo fogo. pelo menos durante 15 minutos. proceder à ressuscitação cardio-respiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). cigarros.

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o _____________________ dos materiais de escavação e o _____________________ destes materiais em local controlado.1 Equipamentos de movimentação de terras. ______________________________________________________ 3.1 Equipamentos.AV9 . 1. são a _____________________ . ______________________________________________________ 2. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 30. 1 Actividades/Avaliação 9. associadas à operação do equipamento de escavação “Escavadora de Rastos” e referente à ficha temática 30. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras. ponto 9. Enuncie três medidas preventivas. 2.3. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 9.

dEPóSITo dE GASólEo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4. ______________________________________________________ 2. ponto 9.Se não conseguir resolver esta actividade. identifique na coluna dos riscos. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 3. ponto 9. Movimentação de Terras e Escavações.2 Materiais. Relativamente à ficha temática 31.2 Materiais de movimentação de terras.Actividades/Avaliação AV9 . enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar nos trabalhos de escavação em vala com infra-estruturas enterradas. reveja o submódulo 9. ______________________________________________________ 4. três que sejam referentes ao armazenamento de combustíveis em estaleiro de obra. 1. 2 3. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Relativamente à ficha temática 31.4) .

10. Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos • Materiais 4. Desta forma optou-se por tratar. três factores. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. A escolha do tipo de fundação tem em conta. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados na execução de fundações. com uma análise mais detalhada das fundações directas para edificações. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de fundações directas. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. de situações referentes à execução de fundações directas em edifícios comuns uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil. 3. 2. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de fundações directas. o tipo de estrutura a executar e o custo da construção. referem-se não só às operações necessárias à execução das tarefas mas. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de fundações directas em estaleiro de obra.SM10 . 1 Fundações 1. factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. armazenagem e movimentação dos materiais utilizados. GloSSÁRIo • Escavação • Implantação • Sapata CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos de fundações em estruturas a executar em estaleiro de obra. também. Os trabalhos de escavação para abertura de sapatas de fundação. As soluções estruturais com fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. vigas de fundação e ensoleiramento geral. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados em trabalhos de fundações. às operações de recepção. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. essencialmente. Os riscos indicados como mais frequentes em cada actividade associada à execução de fundações directas.

cimertex.pt • www. 2 • • • Viga Manutenção Vazadouro 5.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .volvo.pt • www.stet.com • www.motivo. SABER MAIS • www.com • www.Fundações SM10 .jcb.pt • http://dre.

1 Equipamentos 10. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. PAlAVRA-CHAVE • Fundação • Fundação Directa • Fundação Indirecta • Implantação • Escavação • Entivação GloSSÁRIo Fundação Directa. Retroescavadora. quer pelas acidentais. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. que tem a função de transmitir ao terreno os esforços nela provocados por essa edificação. que compete às fundações impedir que se concretizem ou excedam parâmetros aceitáveis. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias: dIRECTAS ou SuPERFICIAIS – Quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam quase imediatamente sob a edificação. Sapata. o formando deverá estar apto a: • Enunciar a diferença entre fundação directa e indirecta. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de escavação de em fundações directas. quer pelas cargas permanentes. • Identificar as actividades correspondentes à de execução de fundações directas. INdIRECTAS ou PRoFuNdAS – Quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. Nível Freático. Fundação Indirecta. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT32 .1. designam-se por fundações indirectas. Fundação é um elemento constitutivo de uma edificação. Estes esforços tendem a ocasionar movimentos nas edificações. Escavação.

. o tipo de estrutura a realizar e o custo da construção. 2 Figura: Execução de Fundação Indirecta A fundação directa ou superficial é o tipo de fundação mais corrente. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . um pouco abaixo da superfície aparente deste). As soluções estruturais utilizadas em fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. na história das edificações (por ex. em contacto directo com o terreno. Em situações em que o solo superficial apresenta boas características de resistência (sem que existam camadas de pouca resistência a níveis inferiores pouco profundos) e em que a estrutura a construir é de pequeno ou médio porte. três factores. essencialmente. vigas de fundação e ensoleiramento geral. a adopção de fundações superficiais de fundações directas por sapatas é a solução natural. tem sido utilizada desde sempre. as Pirâmides egípcias têm fundações directas. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. Figura: Execução de Fundação Directa A escolha do tipo de fundação tem em conta. constituídas pela face inferior do sólido geométrico pirâmide.Equipamentos FT32 .

interessa saber quais as actividades inerentes à execução de uma fundação directa. procede-se à escavação da caixa de sapata que. também. necessitar de cofragem. pode receber muitos outros acessórios. são equipamentos muito versáteis. neste caso. Após implantação exacta. etc. tendo. serve. o que se consegue por recalçamento da armadura por meios adequados. o que irá provocar mais tarde o aparecimento de anomalias diversas. conforme a natureza do terreno. Equipamentos em Fundações directas A abertura de sapatas para fundações deve ser encarada como um caso particular da escavação a céu aberto. a cofragem serve para se garantir a exacta forma geométrica da sapata. para que não se desloque. tais como braços de carga extensíveis. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . é a solução estrutural corrente em edifícios de pequeno a médio porte. Seguidamente é posicionada a armadura dos elementos verticais de suporte. tal como as escavadoras de maior porte. Porque vulgarmente se vê executarem-se fundações com uma total falta de cuidados e de rigor. atrás. a que se dá o nome de betão de limpeza. pelos meios habituais. Os equipamentos mais utilizados nos trabalhos de escavação em sapatas de fundação são: Retroescavadora. poderá necessitar ou não de entivação.paletes. por se verificar que o terreno não permitiu um corte na vertical. devidamente travada e escorada. as paredes da escavação ficado em talude. vibradores de betão. • Sapata comum a dois ou mais elementos verticais. habitualmente equipados com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora de menores dimensões. • Sapatas contínuas para paredes de betão ou alvenaria. para se garantir que. • Sapatas interligadas por vigas de travamento (vigas de fundação). com recurso a sapatas. porta . também. fica uma camada de betão estrutural com espessura controlada.FT32 . constituída por varão de aço. com exactidão e sem conspurcação desta pelo terreno. e que serve para se proceder à colocação da armadura. As sapatas de fundação de pilares ou elementos de parede podem ser dos seguintes tipos: • Sapata isolada para um único elemento de suporte da estrutura. nem perca verticalidade durante a betonagem. sob a armadura. O fundo desta escavação ficará razoavelmente nivelado. Pode. pois é economicamente a solução mais favorável. após o que deve ser recoberto com uma camada de betão (eventualmente betão pobre) com 5 cm de espessura. tendo condicionalismos relacionados com o espaço limitado. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos. até para não se utilizar mais betão que o necessário. 3 Equipamentos A fundação. martelos demolidores.

• Queda de materiais provenientes da parte superior da fundação. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. • Exposição ao ruído e vibrações. Figura: Escavação de Sapata de Fundação com Retroescavadora Quando os trabalhos de escavação deste género de fundações se realizam em zonas confinadas e/ou adjacentes a espaços urbanos já edificados. deverá acautelar-se a queda de pessoas e veículos para o interior das sapatas de fundação ou o soterramento de trabalhadores. • Exposição a substâncias tóxicas ou nocivas (poeiras e gases). • Queda de pessoas a nível diferente. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de sapatas de fundação são os seguintes: • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão.Equipamentos FT32 . meio de transporte mais utilizado. • Soterramento. • Queda no acesso à máquina. Pelo que se destaca para o efeito como medida de prevenção a colocação de passadiços com guarda corpos para atravessamento e a entivação das sapatas quando estas ultrapassem a profundidade de 1.20m com refere o Decreto 41821 de 11 Agosto de1958. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. • Projecções. • Choque ou pancadas por objectos móveis. 4 Camião. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Desabamento do coroamento da escavação. • Deslizamento de terras sobre o equipamento.

• Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. • Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. • Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. demarcar a zona de intervenção do equipamento. garantir a drenagem permanente da fundação. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico.FT32 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. • Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. • Caso se atinga o nível freático. • Em vias de circulação. devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamento adoptado. • Antes de iniciar o trabalho deve ser efectuado o levantamento do tipo de terreno. • Construção de acessos separados à zona de trabalhos.20m. para equipamentos e trabalhadores. proximidade de construções e de todas as infraestruturas aéreas e enterradas.

Utilizar a sinalização sonora na marcha-atrás bem audível.Equipamentos FT32 .00m do coroamento dos taludes. Não permitir a permanência e estacionamento dos equipamentos a uma distância inferior a 1. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Devem ser sempre guardadas distâncias de segurança em relação aos trabalhadores e aos obstáculos fixos que se encontrem nas suas imediações. Subir á máquina pelo acesso apropriado. Testar os órgãos mecânicos antes do inicio dos trabalhos. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. Quando em declive. em particular de redes enterradas e linhas aéreas de alta e média tensão. manobrar a máquina com os elementos mecânicos de força e sobrecarga na direcção da parte mais alta. Utilização de cabines de segurança (FOPS e ROPS) É expressamente proibido o transporte de pessoal na máquina. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade da máquina. Condutores manobradores com formação específica sobre o funcionamento da máquina. Na cabine deverá existir um extintor de incêndios. Vigiar a pressão dos pneus e comunicar anomalias. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Não deve estacionar sobre os bordos dos taludes. Em vias de circulação. Não saltar da máquina para o solo. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS RETROESCAVADORA/CONJUNTO INDUSTRIAL • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • O manobrador não deve abandonar o posto de condução sem o veículo estar parado e os órgãos hidráulicos em posição estabilizada e os sistemas de segurança e imobilização accionados. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. demarcar a zona de intervenção da máquina. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas ao mesmo nível e em altura.

Armadura. Cofragem. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PAlAVRA-CHAVE • Fundações Directas • Escavação • Cofragem • Armaduras • Betão • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Sapata.FT33 . • Betão armado. desde que estes tenham a possibilidade de receber os esforços que lhes são transmitidos pela edificação e dissipá-los no terreno. • Betão simples ou ciclópico. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.2. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. normalmente adoptada para a execução de sapatas de fundações directas em edifícios é o Betão Armado. • Alvenaria de pedra ou tijolo. Fundação. A fundação directa em edificações pode ser constituída por diversos materiais. Os materiais que ao longo dos tempos têm sido utilizados como elementos estruturais na execução de fundações directas são: • Blocos maciços de cantaria. 1 Materiais 10. Presentemente a solução estrutural. Escavação. Betão. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas.

incluem todas as actividades inerentes ao fabrico de armaduras de aço destinadas a serem integradas nos elementos a betonar. • Trabalhos de cofragem. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são as terras de escavação. normalmente do tipo A400NR. factor que confere alguma especificidade em termos de riscos.Materiais FT33 . sendo por isso necessário. Trabalhos de execução de armaduras de aço. analisar detalhadamente os riscos específicos de cada operação. 2 Figura: Fundação directa em alvenaria de pedra As actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. englobam as actividades de montagem dos painéis de cofragem e podem ser muito diversificadas em função do tipo de estrutura a ser construída. • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o aço em varão. são normalmente as seguintes: • Trabalhos de escavação para abertura de caixa para fundação. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem e o óleo descofrante. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos.

englobam a remoção dos elementos constituintes da cofragem e seus suportes bem como as actividades complementares e subsequentes. brita e água. Figura: Armadura em sapata de fundação directa Os riscos associados a cada actividade bem como as respectivas medidas de prevenção e de protecção dependem necessariamente do processo construtivo a adoptar assim como do tipo de actividade a realizar. • Trabalhos de descofragem. Estes procedimentos de segurança poderão ainda servir de base à formação e informação dos trabalhadores devendo ser acessíveis. de acordo com o definido no projecto. 3 Materiais • Trabalhos de betonagem. surge a necessidade de realizar “Procedimentos de Segurança”. areia. No entanto existem medidas de prevenção “base” intrínsecas a cada trabalho que deverão ser tidas em conta de forma a prevenir os riscos laborais. que poderão servir de ponto de partida para a elaboração do Plano de Segurança e Saúde.º273/2003. segundo o Decreto-Lei n. Desta forma. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o betão estrutural composto por cimento. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem.FT33 . a todos os trabalhadores. no estaleiro. incluem as actividades de colocação de betão nos elementos de construção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

As medidas de prevenção propostas. • A equipa encarregada dos trabalhos deverá estar bem familiarizada com o sistema a utilizar e deverá ser organizada de modo a que de consiga um trabalho conjunto. • Desabamento do coroamento da escavação. espaços disponíveis. • Esmagamento. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas são os seguintes: • Aluimento de terras. • Perfuração. • Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. os materiais devem estar correctamente alinhados e. • Choques e entalamento na movimentação de cargas. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Choque com objectos. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. alcances da grua ou outro equipamento de movimentação de cargas e infra-estruturas aéreas. a altura das pilhas não deve colocar em causa a estabilidade. • Planear as actividades e quantificá-las de modo a obter dados suficientes para o correcto dimensionamento da área a reservar para as zonas de fabrico e armazenagem de armaduras. • Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. A correcta implantação do estaleiro do ferro é elemento fundamental para a prevenção de acidentes associados ao fabrico de armaduras. • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. processo construtivo e equipamento utilizado. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão na Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . características do piso rodoviário.Materiais FT33 . O armazenamento deve ser organizado por dimensões. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. • Projecções (de betão). uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. instalações circundantes. • Desprendimento de terras ou rochas devido a vibrações próximas. Valorizar a informação relativa aos riscos mais importantes para o trabalho em causa. • Escolher com particular atenção a zona de estaleiro destinada ao armazenamento do aço e fabrico das armaduras. a uma distância razoável dos bordos. obedecendo aos seguintes requisitos: • Antes do início dos trabalhos procurar obter toda a informação pertinente (Seguir o procedimento indicado para escavações a céu aberto). • Devem ser usados meios mecânicos para elevação e transporte das cargas. Dever-se-ão ter em atenção os acessos. • Antes de iniciar a betonagem da sapata de fundação verificar a estabilidade. • A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos.

5 Materiais • • sua fase fluida.FT33 . Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica de intensidade suficiente para alimentar os equipamentos utilizados na betonagem. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . são introduzidos pelas plataformas de trabalho. Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. normalmente.

mantendo-a em repouso. Evitar a mistura com oxidantes fortes (incompatíveis). olhos e mucosas. Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. pelo menos durante 15 minutos. Uso de luvas adequadas e protecção ocular. Afastar a vítima da zona perigosa. Em caso de ingestão. Em caso de intoxicação contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 • EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL • • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Armazenar em recipientes fechados. diatomite terra ou areia. Sobrexposição: não se esperam efeitos significativos. podese utilizar água pulverizada. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO ÓLEO DESCOfRANTE • • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Hidrocarbonetos de petróleo sintéticos aditivados. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). cursos de água e poços. Evitar o contacto com a pele.Materiais FT33 . Em condições normais de utilização e ventilação. não é necessária protecção das vias respiratórias. Para arrefecimento dos recipientes e afastar o derrame da área de exposição. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Utilizar óleo descofrante biodegradável. não provocar o vómito. diatomite Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. afastados de combustíveis e oxidantes fortes. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Se for ingerida elevada quantidade. Em áreas fechadas utilizar equipamento de respiração autónomo. providenciar assistência médica. Evitar a utilização de água para extinguir o incêndio. Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Deve ser eliminado (incinerado) em queimador fechado. retirar o vestuário contaminado e lavar abundantemente com água. Evitar a proximidade de fontes de calor muito elevadas. Polimerização perigosa não ocorre. Seguir as boas práticas de higiene pessoal. desde que seja possível a recolha selectiva da água.

1 Equipamentos. quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam imediatamente sob a edificação e as fundações ___________ ou ___________. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias as fundações ___________ ou ___________.1 Equipamentos. associadas à utilização de equipamentos de escavação na abertura de sapatas de fundação e referente à ficha temática 32.3.AV10 . ______________________________________________________ 3. Enuncie três medidas preventivas. quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. ______________________________________________________ 2. ponto 10. 1. 2. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Actividades/Avaliação 10. ponto 10. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 32.

ponto 10. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar nos trabalhos de execução de sapatas de fundação directas em edificações. ponto 10.2 Materiais em fundações directas. reveja o submódulo 10. Fundações. Relativamente à ficha temática 33. três que sejam referentes à utilização de óleos descofrantes em cofragens de fundações directas.Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 33. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ólEo dESCoFRANTE RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4.Actividades/Avaliação AV10 . 1. 2 3.2 Materiais. ______________________________________________________ 3. identifique na coluna dos riscos. ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ 2. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

11. Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

vigas e lajes em betão armado. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. A execução destes elementos estruturais comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. As soluções estruturais em edificações. associando estes trabalhos às actividades de armação do ferro. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de estruturas em betão armado. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de pilares. de situações referentes à execução de estruturas tradicionais em edifícios. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. GloSSÁRIo • Estrutura • Betão Armado • Armadura • Cofragem • Betonagem CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . na impossibilidade de os eliminarem. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. cofragem. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de elementos estruturais em betão armado • Materiais utilizados na execução de estruturas em betão armado 4. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de estruturas em betão armado em estaleiro de obra de edificações. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. 3. uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil e onde ocorre o maior número de acidentes mortais no Sector. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. 1 Estruturas 1.SM11 . 2. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Desta forma optou-se por tratar. betonagem e descofragem.

auto-diesel.secil. 2 • • • • Descofragem Pilar Viga Laje 5.pt • www.mapei. SABER MAIS • www.pt • www.pt • http://dre.concretope.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .apeb.cimpor.com • www.pt • www.Estruturas SM11 .pt • www.pt • www.maxit.

custo. Na escolha dos métodos e processos construtivos a utilizar. o técnico terá que ter sempre presente as exigências não só de segurança e resistência. prazo de execução e condições locais. Escoramento. As estruturas reticuladas (pórticos) são constituídas por: laje: Estrutura laminar horizontal. durabilidade. 1 Equipamentos 11. qualidade. neste submódulo. tem como base de suporte. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. Os equipamentos e materiais que normalmente se dispõe para resolver as mais variadas soluções estruturais são a madeira. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. resistência e estabilidade do conjunto. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. se vai prender a nossa atenção.1. Como é do conhecimento geral. Betão. Descofragem. os novos materiais sintéticos e o betão armado. a manutenção das condições de segurança. Cofragem. ao longo do tempo de vida da construção. a pedra. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. para resistir às acções a que vai estar sujeita. Pilar. Armadura. qualquer tipo de construção seja qual for a sua finalidade. sendo sobre este ultimo material que. uma estrutura que se designa por “estrutura resistente” e cuja função é de garantir. Viga. Laje. PAlAVRA-CHAVE • Estrutura • Betão Armado • Betonagem • Cofragem • Descofragem GloSSÁRIo Estrutura. onde duas dimensões são da mesma ordem de grandeza e a terceira acentua- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT34 . os metais. como as de ordem arquitectónica.

Equipamentos FT34 . onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas. • Betão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas e assenta sobre elementos de fundação. cimento e areia. pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. que é uma delimitação do termo geral “betão”. Figura 11. conjunto de varões de aço cortados. informa da existência na sua constituição de: • Armadura. dobrados e atados para incorporar em estruturas de betão armado. Viga: Estrutura reticular horizontal. Pilar: estrutura reticular vertical.1: Elementos Estruturais O termo “Betão Armado”. 2 damente de menor dimensão.

Entre cada uma das operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção. portanto. Independentemente dos pontos de paragem e acções de inspecção/ prevenção. É deste facto exemplo. Equipamentos na Execução de Estruturas em Betão Armado Os equipamentos utilizados em estruturas de betão armado. sendo. • Colocação de armaduras. 3 Equipamentos Figura 11. a vigilância do comportamento do escoramento durante a operação de betonagem. Os riscos e medidas preventivas associados a estas ultimas actividades já se encontram descritos no submódulo 5 “Estaleiro de Apoio à Produção”. estão associados à actividade principal que é a betonagem e às actividades que decorrem paralelamente à execução dos elementos estruturais que são a execução de armaduras.FT34 . • Operações de betonagem. levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. • Execução de cofragens. • Descofragem e desmontagem dos escoramentos. considerado um ponto de paragem obrigatório sempre que se termina uma das operações atrás enunciadas e se passa à seguinte. execução de cofragem e a descofragem.2: Execução de Estrutura em Betão Armado A execução de elementos estruturais em betão armado envolve as seguintes actividades: • Montagem do escoramento das cofragens. no decorrer das operações deve ser assegurada a vigilância do comportamento dos meios e materiais envolvidos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

que se movimenta sobre rodas ou lagartas. dispondo então de motor de translação da própria grua. Autobetoneira. grua telescópica e a grua torre. em boas condições da central até à obra. elevação e translação da carga. equipamento destinado à elevação de cargas. • Queda ao mesmo nível.3: Grua Telescópica Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Queda em altura. As gruas podem ser fixas a maciços ou sapatas de betão ou podem ser movimentadas sobre carris. É utilizada para o transporte de betão pronto. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são a autobetoneira. montada na traseira de um camião com chassis adequados. equipamento composto por uma cuba metálica. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . de forma cilíndrica. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos e aos equipamentos utilizados. com uma lança horizontal giratória e motores de orientação. Figura 11. Grua Telescópica. 4 A operação dos equipamentos para apoio à actividade de betonagem tem condicionalismos relacionados com o espaço limitado.Equipamentos FT34 . equipamento composto por veículo automóvel. autobomba. Grua Torre. dotado de sistemas de propulsão e direcção. É constituída por uma torre metálica. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança direccional e usualmente telescópica.

03 A. • A mangueira de descarga de betão deve ser guiada. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Projecções de betão. As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. 5 Equipamentos • • • • Electrização e electrocussão. • A autobomba de betão só deve ser operada por trabalhadores especializados. ter um comprimento adequado. • Deve ser rigorosamente proibido carregar o balde acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. Exposição ao ruído e vibrações. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão quando fluído.FT34 . • O comportamento da cofragem e do escoramento deve ser constantemente verificado. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. no mínimo por dois trabalhadores e. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • As manobras de elevação de baldes ou tubagem da autobomba deve ser dirigida pelo encarregado. a fim de eveitar movimentos descontrolados. • As manobras de aproximação devem ser executadas com o recurso a corda guia. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamento adoptado. Queda no acesso a equipamentos. • Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. • Antes de iniciar a betonagem verificar a estabilidade. evitando embates nos elementos de cofragem. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para alimentar os vibradores de betão ou outros equipamentos necessários à betonagem. são introduzidos pelas plataformas de trabalho. normalmente.

6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • Colisão com outras máquinas ou veículos. etc. avaliar a capacidade resistente da superfície de apoio e. Queda de nível superior. os espelhos e os faróis).Equipamentos FT34 . a distância deverá ser de dois metros ou mais. a grua deverá ser alvo de uma verificação profunda para avaliar o seu estado de conservação e funcionamento. • compartimento do manobrador para ver se faltam componentes ou se estão danificados ou soltos Assegurar-se da continuidade dos cabos de ligação aos diferentes sensores de informação para o ordenador de bordo. Na execução de manobras com a grua. guardar uma distância conveniente ao coroamento do talude de modo a que a sobrecarga adicional não provoque o aluimento do terreno. Para pesos totais superiores. À falta de elementos mais precisos. • estado do sistema de elevação da carga (cabo e cadernal). suspensão da lança. muito menos. etc. distribuir a carga recorrendo a elementos em madeira ou metal com as dimensões adequadas. O local de estacionamento da grua deverá ser escolhido de acordo com as condições do terreno. em caso de necessidade. especialmente. Capotamento. A grua deverá ficar devidamente estabilizada e nivelada já que o diagrama de cargas foi estudado para funcionar nessas condições. Esmagamento (por queda da carga). óleo. junto do técnico responsável pela entivação. Esta avaliação deverá ser feita preferencialmente segundo lista de verificações a ser preenchida e assinada por técnico responsável e deverá ficar a fazer parte do dossiê técnico da grua. giratória. O manobrador deve familiarizar-se com as possibilidades e limitações para não as ultrapassar e conhecer a localização e função de todos os comandos e instrumentos de protecção. O manobrador deve assegurar-se de que dispõe de boa visibilidade. A movimentação de cargas deverá ser sempre executada com recurso aos estabilizadores da grua e por intermédio de um sinaleiro. Esmagamento (por queda do equipamento). Quando a estabilização é feita junto de elementos entivados obter. Periodicamente e após reparação que envolva elementos estruturais de segurança. deverá ser superior a um metro. alterar o valor dos contrapesos indicado pelo fabricante. Antes de se posicionarem os estabilizadores. a distância da sapata mais próxima do coroamento do talude natural. Atropelamento. informações suficientes de modo a poder ser avaliada a capacidade resistente dessa entivação à possível sobrecarga introduzida pelas sapatas da grua Quando a estabilização for feita junto de um talude não entivado. assim como à diminuição dos gabaris provocados por aterros. etc. quando a envolvente não é totalmente dominada pela visão do condutor e. Nunca se deve testar o limite da grua tentando elevar a carga e verificar se as “sapatas” levantam e. nomeadamente no que diz respeito à largura e estabilidade da via. dever-se-á recorrer a um auxiliar. O manobrador deverá estar atento aos condicionalismos introduzidos ao trânsito das gruas pelo desenvolvimento da obra.). Antes de colocar o equipamento em funcionamento. quando o peso total (máquina e carga) for inferior a 12 toneladas. nas manobras de marcha-atrás. Edição 1 Página 1 de 2 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam retirar fiabilidade. Antes da movimentação consultar o diagrama de cargas específico do equipamento tendo em conta o ponto mais desfavorável da movimentação. quando sentado na cabine (limpar os vidros. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • • • • • • • • • • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Sempre que a carga levantada pela grua automovel possa transpor o tapume colocar cones de sinalização na via e retirar imediatamente após terminado o serviço. O deslocamento da grua deverá ser sempre feito com a lança recolhida e baixa e ainda com o gancho do cadernal engatado em olhal próprio. das características da manobra a executar e da carga a deslocar. • eventuais fugas (combustível. o manobrador deve efectuar uma inspecção visual ao mesmo atendendo nomeadamente a: • estado geral do equipamento (peças danificadas ou desapertadas). Electrização.. cimbres.

assim como do “momento” mais desfavorável. quer pelos ventos Antes da movimentação de uma carga deverá ser estudado o seu futuro percurso. O condutor manobrador deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Edição 1 Página 2 de 2 Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Manter a lança suficientemente afastada de qualquer obstáculo. de modo a determinar a possibilidade da manobra. 7 Equipamentos FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • Verificar se o número de “quedas” de cabo no cadernal está de acordo (segundo as especificações da grua e do cabo) com a carga a elevar.FT34 . quer pelas solicitações dinâmicas da carga. Em caso nenhum se deverá utilizar a lança para empurrar ou deslocar lateralmente cargas ou equipamentos. Ter em conta as deformações introduzidas na lança.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

O aglomerante. Cimento. é o cimento. O cimento deverá ser armazenado em lotes. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. com dimensões inferiores a 5 mm. que entram na composição dos betões (areias. Chama-se betão a uma mistura de um aglomerante com inertes. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Cofragem. e em local seco e protegido das intempéries. Aço. Os inertes são os materiais sólidos. 24 horas depois da referida lavagem. britas e godos). É um dos elementos que mais influência a qualidade de um betão. o cimento a utilizar no betão normal será do tipo “Portland Normal”. Conforme a sua localização. 1 Materiais 11. Aditivos. Betão Armado. sem as propriedades aglutinantes. assim pode apresentar-se com ou sem sais solúveis (salitre). só devem ser utilizadas no fabrico do betão.FT35 . e os inertes são a areia e as britas. PAlAVRA-CHAVE • Estruturas • Betão • Aço • Cimento • Inertes • Betão Armado • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Estrutura. Todas as areias que tenham de ser lavadas. A areia do rio é uma das areias naturais mais utilizada e apresenta-se normalmente bastante limpa. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. que serve de aglutinante da massa. e daí a sua grande importância.

o aço é o elemento em falta nos elementos constituintes do betão armado em estruturas. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. 2 As britas são inertes provenientes da britagem de rochas com dimensões acima de 5mm e que vão normalmente até 80mm. nomeadamente a plasticidade. Actualmente é usado sob a forma de varões redondos. Figura 11. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Godos são inertes naturais constituídos por seixos rolados com dimensões acima dos 5mm. melhorar ou diminuir certas qualidades dos betões. pó ou dissolventes em água. ao conjunto de varões com que se arma uma peça de betão armado chama-se “armadura”. e por conseguinte. recomenda-se a utilização de óleos descofrantes biodegradáveis e a consulta da Ficha de Segurança do produto. o óleo descofrante permite realizar uma descofragem mais fácil. lhe conferem qualidades particulares. Destinam-se a reforçar. um maior aproveitamento das cofragens e qualidade no acabamento final do elemento estrutural.Materiais FT35 . fluidez. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante.4: Pedreira de Extracção de Inertes A água a utilizar no fabrico do betão não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. os aditivos para betões são produtos que misturados nos betões.

afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para betão. As medidas de prevenção propostas. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Irritação da pele. O pulverizador de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. • Fichas de segurança dos produtos.FT35 . • Dermatites. • Exposição a poeiras. • Óleo descofrante deve ser aplicado de costas voltadas ao vento.5: Controlo de Qualidade de Betão Pronto Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. processo construtivo e equipamento utilizado. 3 Materiais Figura 11. • Explosão. • Riscos ambientais. • Projecções de betão fresco. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Incêndio. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. • Queimaduras.

Utilizar na limpeza dos painéis de cofragem. Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. Águas de lavagem de baldes. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. 4 • • • • dorso só deve ser reabastecido quando no chão. deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão. lixadeira mecânica com sistema de aspiração incorporado.Materiais FT35 . autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação.

assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Afastar a vítima da zona perigosa. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Não classificado como produto perigoso. solicitar ajuda aos Bombeiros.FT35 . Manter-se a favor do vento em operações de preparação e descarga. cursos de água e poços. Pode causar dermatites alérgicas. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . olhos e mucosas. mantendo-a em repouso. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). pelo menos durante 15 minutos. Usar fato de trabalho justo. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Em função da gravidade do sinistro. lavar abundantemente com água. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CIMENTO PORTLAND • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Usar máscara antipoeiras. Afastar curiosos. Evitar o contacto com a pele. Impedir o escoamento do produto para o esgoto.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. Relativamente à ficha temática 34. _______________ e areia.1 Equipamentos. _______________. dobrados e atados para incorporar em estruturas de _______________. ponto 11. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.3. 1. ______________________________________________________ 2. 1 Actividades/Avaliação 11. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 34. conjunto de varões de aço cortados. _______________. ponto 11. 2.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais e complete os espaços em branco.AV11 . ______________________________________________________ 3.

______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 1. 2 3.2 Materiais.2 Materiais. ______________________________________________________ 2. Estruturas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Actividades/Avaliação AV11 . ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 4. ponto 11. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de betão armado em elementos estruturais.Se não conseguir resolver esta actividade. ponto 11. identifique na coluna dos riscos. três que sejam referentes à utilização de aditivos para betão para elementos estruturais. reveja o submódulo 11. Relativamente à ficha temática 35. Relativamente à ficha temática 35. AdITIVoS PARA BETÃo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4.

Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .12.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de execução de alvenarias em edificações. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de alvenarias. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. as tarefas e conceitos fundamentais correspondentes aos equipamentos e materiais. 1 Alvenarias 1.SM12 . • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de alvenarias. 3. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. Serão apresentados os diferentes tipos de alvenarias. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. na impossibilidade de os eliminarem. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. 2. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico • Materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico 4. com uma análise particular das alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. riscos mais frequentes e medidas preventivas com procedimentos de segurança associados à actividade em análise. serão disponibilizadas fichas de análise de riscos de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. GloSSÁRIo • Alvenaria • Andaime • Argamassa • Betoneira • Cal • Cimento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . utilizados em trabalhos de execução de alvenaria de tijolo cerâmico. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. Assim. A execução de alvenarias comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. associando estes trabalhos às actividades de preparação de argamassas e assentamento de alvenarias.

pt • www.pt • www.pt • www.pt • www. SABER MAIS • www.apicer.ctcv.lusoceram.pt • www.pt • www.preceram.maxit.pt • http://dre.pt • www.presdouro.pt • www.tabicesa.Alvenarias SM12 .es Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .certif. 2 • • Pedreiro Tijolo 5.apfac.

alvenaria de pedra. • Blocos de betão simples . o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. • Barro . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1. Argamassa. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. Betoneira. Andaime.alvenarias de blocos. e nelas empregues os seguintes materiais: • Pedra .alvenaria de tijolo. Podem portanto as alvenarias ser utilizadas no exterior e no interior. Assentamento. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. Entende-se por alvenaria toda a construção em edifícios ou obras de arte. • Tijolo . 1 Equipamentos 12. Esta designação deriva do árabe e significava a arte de construir com pedra e cal e executada pelo pedreiro. Plataforma.alvenaria de taipa. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de alvenarias. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT36 . Pedreiro. Actualmente designa-se alvenaria como o conjunto de pedras ou outros materiais que se interligam por argamassas. PAlAVRA-CHAVE • Alvenaria • Tarefas • Equipamentos • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria. executada com pedras naturais ou artificiais.

1: Alvenaria de Taipa Após a execução das fundações e estrutura de um edifício. • Limpezas e arrumações. torna-se necessário preencher os espaços entre os elementos estruturais e construir as divisórias que compartimentam os espaços. aos equipamentos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Para a execução das alvenarias de tijolo. designados de alvenarias. Como qualquer outra actividade. • Assentamento de tijolos. a execução de alvenarias envolve riscos a que vão estar sujeitos os trabalhadores durante a fase de construção. • Colocação de materiais para isolamento térmico e acústico. ferramentas e materiais utilizados durante a execução dos trabalhos. com elementos construtivos. • Fabrico de argamassas. mas apenas com função de “enchimento”. em Portugal continental de uma maneira geral as alvenarias são de tijolo cerâmico. 2 Figura 12.Equipamentos FT36 . devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • Organização dos trabalhos (preparação da obra. A sua ocorrência pode estar associada à falta de organização do posto de trabalho. recepção e armazenamento dos materiais).

de forma cilíndrica. dotado de sistemas de propulsão e direcção. equipamento composto por uma cuba metálica. Os equipamentos utilizados na execução de alvenarias. 3 Equipamentos Figura 12. Betoneira.FT36 . plataformas de trabalho e a serra eléctrica circular de corte. que se movimenta sobre rodas. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança telescópica e garfos para elevação de cargas. que fun- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . estão associados às tarefas principais movimentação de cargas. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as gruas. A tarefa de movimentação de materiais e preparação de argamassas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. Multicarregadora Telescópica/Multifunções.2: Alvenaria de Tijolo Cerâmico Equipamentos na Execução de Alvenarias de Tijolo Cerâmico A utilização de equipamentos comuns ou especiais e dos utensílios usuais de trabalho comporta riscos específicos que é necessário prevenir. equipamento composto por veículo automóvel. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as estruturas de andaime. preparação de argamassas e assentamento de tijolos. as multicarregadoras (multifunções) e a betoneira eléctrica ou a gasóleo. A tarefa de assentamento de tijolos tem condicionalismos relacionados com as plataformas de trabalho (andaimes fixos e móveis) e equipamentos de corte.

• Cortes. equipamento eléctrico de corte constituído por um disco de aço dentado. é uma armação provisória suportada por estruturas de secção reduzida. 4 ciona a energia eléctrica ou com motor de combustão a gasóleo. montado em bancada. Andaime.Equipamentos FT36 . que tem por função auxiliar e apoiar a realização de trabalhos de construção civil.3: Multicarregadora Telescópica/Multifunções Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Queda em altura. • Lesões músculo-esqueléticas. • Queda de objectos. • Electrização e electrocussão. • Queda ao mesmo nível. Figura 12. • Sobre-esforços. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Usualmente são constituídos por suportes metálicos com plataformas de madeira ou metálicas. Serra Circular de Mesa. É utilizada para misturar diferentes componentes das argamassas ou betões. • Esmagamento.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. • Deve ser rigorosamente proibido carregamentos acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do encarregado. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para garantia de uma iluminação mínima de 100 lux . • Não devem ser retirados os elementos da cofragem. • As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. medida a 2m do solo. • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. • Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. rodapé e fecho na parte frontal da plataforma. com solidez e estabilidade adequadas às cargas a movimentar e. dotadas de guardacorpos. bidões. negativos de lajes). • Utilizar os EPI’s obrigatórios e os temporários. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. corettes.20m devem ser dotadas de guardacorpos. caixa de escadas. garantindo a boa circulação. Não devem ser utilizadas como posto de trabalho.FT36 . nas frentes de trabalho. • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1. • Definir o local destinado ao armazenamento das paletes de tijolo. Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. caixas ou escadotes. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamentos utilizados. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais.03 A. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. • Os trabalhos com equipamentos de elevação deve ser organizado de forma a que as interferências com outros equipamentos ou serviços. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. • Deve ser garantida a existência de plataformas de descarga de materiais (nos pisos). sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. • Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. possam ser fácilmente geridas. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados.

Garanta acessos adequados entre os vários níveis dos andaimes. Aplique tábuas de pé com largura suficiente e em bom estado de utilização. Garanta a ancoragem adequada dos andaimes (de 3 em 3m em altura e de 5 em 5m na horizontal). 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ANDAIME METÁLICO PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • • • Queda em altura Queda de objectos Esmagamentos Entalamentos Contusões Cortes Queda de nível Electrocussão Posturas inadequadas Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • O equipamento terá que possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE Identifique a estabilidade e solidez do local de montagem de andaimes junto do seu encarregado. Coloque toda a ferramenta necessária no cinto porta-ferramentas e não entregue ou receba ferramentas atiradas pelo ar. Monte os respectivos “ guarda-corpos” nos andaimes. Não deixe entre as “tábuas de pé” e a parede intervalos superiores a 20 cm . Instale “tábuas de pé” suficientes nas zonas de trabalho. Observe o projecto e as instruções do encarregado para a montagem dos andaimes. com chapas de apoio 0. Monte os prumos com travamento adequado. principalmente nos extremos. Prepare no solo as peças suficientes para a montagem dos andaimes. Para a elevação das peças dos andaimes use meios mecânicos se necessário. botas e luvas de protecção mecânica. Use equipamentos de protecção individual.1x0. Não se apoie nos elementos dos andaimes sem previamente os fixar. Aplique rodapé nos andaimes. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Não retire peças dos andaimes sem ordem do encarregado.Equipamentos FT36 . Coloque os apoios dos andaimes bem assentes no solo/superfície.1m. Garanta a boa fixação das “tábuas de pé”. Comunique imediatamente ao encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. capacete com francalete. esse procedimento é proibido.

As paredes de alvenaria. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Tipo de revestimento da parede. Os tijolos cerâmicos podem ser classificados quanto à sua aplicação em alvenarias de: • Face à vista: tijolos cujo destino é ficarem aparentes. medidas de protecção colectiva a implementar e uma correcta utilização dos equipamentos de protecção individual. embora não constituam materiais particularmente perigosos. Tijolo. • Existência de elementos de isolamento térmico e acústico. Cimento. PAlAVRA-CHAVE • Alvenarias • Tijolo Cerâmico • Argamassa • Cimento • Areia • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria.2. entre si e à eventual estrutura de apoio. Argamassa. Estes riscos podem ser atenuados por intermédio de um conhecimento profundo dos materiais. podem apresentar riscos inerentes ao seu manuseamento. 1 Materiais 12. para além do seu próprio peso. • Resistentes: tijolos com função estrutural na construção. também designadas de forma simplificada por “alvenarias” não devem ser classificadas unicamente com base nos blocos ou tijolos mas também em outros elementos que vão influenciar o seu comportamento. no interior ou no exterior da construção. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. • Número de panos da parede e suas ligações. pelo que devem ser analisados os seguintes factores: • Tipo de argamassa de assentamento. Os materiais utilizados para a construção de alvenarias. • Aparelho de assentamento da parede (geometria e desfasamento das juntas).FT37 . • Enchimento: tijolos sem função resistente.

Materiais FT37 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . à compressão. O aglomerante. O cimento deverá ser armazenado em lotes. É com a cozedura ao fogo. só devem ser utilizadas no fabrico de argamassas. que o barro passa a adquirir uma estrutura cristalina e uma elevada resistência mecânica.4: Execução de Argamassa para Assentamento de Alvenaria O tijolo é um produto de cerâmica de barro vermelho. O cimento a utilizar na preparação das argamassas será do tipo “Portland Normal”. e em local seco e protegido das intempéries. é o cimento ou a cal hidráulica. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. A água a utilizar no fabrico das argamassas não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. Figura 12. ao desgaste e com baixa porosidade. com dimensões inferiores a 5 mm. Todas as areias que tenham de ser lavadas. que serve de aglutinante da massa. acima dos 700ºC. 2 Chama-se argamassa de assentamento a uma mistura de um aglomerante com inertes. utilizado na execução de alvenarias. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. e os inertes são a areia. pelo que deve ser de boa qualidade. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). 24 horas depois da referida lavagem. É um dos elementos que mais influência a qualidade de uma argamassa.

fluidez. • Explosão. • Riscos ambientais. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do Produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. • Projecções de argamassas frescas.FT37 .5: Execução de Alvenaria de Tijolo Cerâmico Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Irritação da pele. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. Destinam-se a reforçar. • Exposição a poeiras. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades. • Queimaduras. melhorar ou diminuir certas qualidades das argamassas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pó ou dissolventes em água. nomeadamente a plasticidade. 3 Materiais Os aditivos são produtos que misturados nas argamassas. Figura 12. lhe conferem qualidades particulares. • Incêndio. • Dermatoses.

evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. • Colocação de materiais. processo construtivo e equipamento utilizado. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para argamassas. • Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. antes de decorridas 48h (verificar exposição a ventos fortes). • Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. • Os entulhos devem ser depositados em local específico e. gamelas. junto de pilares. 4 As medidas de prevenção propostas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Deve ser proibida a permanência de trabalhadores junto de paredes recentemente construídas. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para argamassas. • As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. • Deve ser garantida a existência de condutas devidamente vedadas. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Fichas de segurança dos produtos. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. devem ser enviados a vazadouro. • Águas de lavagem de baldes.Materiais FT37 . periodicamente. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. antes de as içar. para descarga de entulhos.

5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CAL HIDRÁULICA CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. pelo menos durante 15 minutos. Em função da gravidade do sinistro. mantendo-a em repouso. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Afastar curiosos. lavar abundantemente com água. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. solicitar ajuda aos Bombeiros. Manter-se a favor do vento. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. olhos e mucosas. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Não classificado como produto perigoso. cursos de água e poços. Evitar o contacto com a pele.• TECÇÃO INDIVIDUAL PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT37 . Afastar a vítima da zona perigosa. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). EQUIPAMENTO DE PRO.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Colocação de materiais para isolamento ______________________. ponto 12.1 Equipamentos. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • ______________________ (preparação da obra. ______________________________________________________ 3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. • Limpezas e arrumações. 1 Actividades/Avaliação 12. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Assentamento de tijolos. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 36. 1. recepção e armazenamento dos materiais).1 Equipamentos. ponto 12. Enuncie três medidas preventivas.3. ______________________________________________________ 2. 2.AV12 . Para a execução das ______________________. associadas à utilização de equipamentos de protecção colectiva na execução de alvenarias e referente à ficha temática 36. • Fabrico de ______________________.

reveja o submódulo 12. identifique na coluna assinalada com riscos. ______________________________________________________ 2. Relativamente à ficha temática 37. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ______________________________________________________ 3. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico. três que sejam referentes à aplicação de argamassas no assentamento de alvenarias de tijolo cerâmico.Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 37. ponto 12. ponto 12.2 Materiais.2 Materiais. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 2 3. ARGAMASSAS dE CIMENTo E AREIA RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a poeiras Dermatoses 4. ______________________________________________________ 4. Alvenarias.Actividades/Avaliação AV12 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4) . 1.

Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .13.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ou seja. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. 3. As soluções de coberturas em edificações assentam essencialmente em coberturas inclinadas e horizontais. Desta forma optou-se por tratar. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional.com • http://dre. SABER MAIS • www.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. de situações referentes à execução de coberturas tradicionais em edifícios. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de coberturas.SM13 . • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de uma cobertura tradicional. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. cuja estrutura é em madeira ou em vigotas. uma vez que esta é a situação mais frequente em edificações de pequeno porte. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional 4. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de coberturas em estaleiro de obra de edificações. 1 Coberturas 1. sendo estas últimas acessíveis ou não. GloSSÁRIo • Cobertura • Asna • Vara • Cumeeira • Ripado • Contra-Ripado • Telha 5. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. 2.coelhodasilva.

2 • • • • • www.telhasun.uralita.novinco.pt www.margon.onduline.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt www.Coberturas SM13 .pt www.com www.

• Identificar os principais equipamentos presentes na execução uma cobertura tradicional. caracterizadas em coberturas horizontais (terraços acessíveis ou não) e coberturas inclinadas. Forro: Elementos que forra a cobertura no seu interior. com assentamento de telhas cerâmicas. estrutura em asnas. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos de uma cobertura tradicional. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. É colocado entre a estrutura principal e a secundária. Contra-Ripado. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. 3. 1 Equipamentos 13. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Coberturas horizontais • Coberturas inclinadas GloSSÁRIo Cobertura. São.1. Cumeeira: É a terça colocada no ponto mais alto da cobertura e apoiada sobre os vértices superiores das asnas. Asna. Ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas. apoiadas frequentemente apenas nas paredes exteriores dos edifícios. metálica ou em alvenaria. Esta estrutura é constituída por: 1. 4. Cumeeira. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. bem como garantir o conforto térmico no interior do edifício. As coberturas devem ser entendidas segundo a sua estrutura. 5. Em conjunto com o ripado. pendente e revestimento. Contra-ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. Vara. Ripado. Telha. O ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A cobertura em análise é a tradicional em madeira. betão.FT38 . ainda. após o revestimento da cobertura. A cobertura tem como função proteger o edifício de intempéries e da radiação solar. têm como função o suporte das telhas. A cobertura inclinada obedece a uma estrutura de apoio que pode ser em madeira. Asnas: Coberturas de madeiras tradicionais. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. Forro. 2.

As secções das varas dependem das cargas a que a cobertura está sujeita. O comportamento dos meios e materiais envolvidos também devem ser objecto de inspecção. • plicação das telhas. na direcção da vertente. • Fixação de peças metálicas.1: Esquema dos elementos que compõem a cobertura A execução de uma cobertura com estrutura em madeira envolve as seguintes actividades: • Corte da madeira. paralelamente ao beiral. Figura 13. de forma a permitir o escoamento das águas pluviais. xisto ou ardósia utilizada em telhados. 8. Telhas: Peça de argila cozida. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Equipamentos FT38 . Terças (ou Madres): Apoiam-se sobre a asna na posição horizontal. 2 6. portanto. pedra. 7. Em todas estas operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. Varas: Apoiam-se sobre as terças (também chamadas de madres) perpendicularmente a estas e. • Colocação das peças de madeira.

• Queda ao mesmo nível • Electrização e electrocussão. • Exposição ao ruído e vibrações. • Cortes. A Serra circular é uma ferramenta de corte de madeira e outros materiais. A serra circular pode ter ainda uma mesa para facilitar trabalhos de corte de peças de grandes dimensões. no entanto. • Traumatismos. O Martelo é a ferramenta utilizada para percutir materiais e objectos. Possui uma base rígida em alumínio injectado com revestimento que assegura uma boa precisão.FT38 . Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de cobertura são: • Queda em altura.2: Cobertura em estrutura de madeira Equipamentos na Execução de Coberturas em Madeira As ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura com estrutura em madeira são o martelo e a serra circular de mesa. invariável. composto de um cabo ao qual se fixa a cabeça através do alvado ou olho. sendo chamada de serra circular de mesa. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Equipamentos Figura 13. O seu formato mantém-se. possuindo inúmeros tamanhos e materiais de composição diferentes.

4 As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os trabalhadores devem ter prévia formação sobre o trabalho a desenvolver. • Manuseamento dos equipamentos de acordo com as instruções do fabricante.Equipamentos FT38 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Verificação periódica do estado de conservação dos equipamentos.

de forma a diminuir a emissão de poeiras. disjuntor diferencial de 30mA O operador não deve usar roupa larga. nomeadamente. a montante. colares. calor. luvas de protecção. aneis. a protecção de segurança do disco do equipamento O operador deve compreender e cumprir as regras de segurança da máquina Verificar as condições de utilização do equipamento. Usar roupa justa ao corpo e apropriada ao trabalho Sempre que a luz natural não seja suficiente para o desmpenho normal da actividade proceder-se-à colocação de iluminação artificial adequada Utilizar equipamentos de protecção individual (Botas com biqueira de aço.FT38 . objectos soltos. máscara e protectores auriculares) Sempre que o material em que se irá efectuar o corte for de pequenas dimensões. deverá utilizar-se empurras Sempre que o material a cortar for inflamável. cabos eléctricos e e protecções de Segurança. garantir que a mangueira da água está ligada. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS SERRA CIRCULAR DE MESA PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • Electrocussão Incêndios Projecção de partículas Corte Acidental Exposição ao Ruído Inalação de poeiras Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • O equipamento terá de possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE É proibido retirar. óleo e caminhos de circulação a não ser que devidamente sinalizados ou protegidos Ligar o equipamento a tomada perfeitamente compatível e que possua. etc. Se o material a utilizar for pedra. deverá existir um extintor no local. Manter os cabos de alimentação em bom estado de conservação e afastado de arestas vivas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. resultando daí uma cobertura mais “fechada”. No universo das telhas cerâmicas. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Neste submódulo serão tratadas apenas as telhas cerâmicas. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de coberturas tradicionais. encontram-se diversos tipos: Telha Canudo Telha tradicional artesanal.2. com um único canal. bege ou castanha. Telha Romana. Telha lusa Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. Telha Marselha. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Telhas • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Cobertura. actualmente pouco usada. sendo pouco estanque na junta e muito pesada. Mástique. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. Telha Lusa. Telha Canudo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. Os materiais mais utilizados em cobertura inclinada são: as telhas cerâmicas. 1 Materiais 13. Argamassa.FT39 . A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). de forma curva. Telha Romana Telha semelhante à telha canudo. tipicamente de cor vermelha. de ligação pouco estanque e eficiente.

cobre ou aço inox com um diâmetro mínimo de 3mm). As telhas podem ser fixadas através de um dos seguintes processos: • Grampos (em aço inox ou galvanizados). seja para evitar o seu deslizamento. • Mástique específico.Materiais FT39 . Figura 13.5: Telha Lusa Figura 13.4: Telha Romana Figura 13. 2 Telha Marselha Telha de formato aplanado. Os grampos a serem utilizados na fixação dos elementos de suporte em madeira deverão ser em aço inox ou protegidos contra a corrosão por galvanização.6: Telha Marselha A fixação das telhas pode ser necessária. • Argamassas (em zonas em que ocorram simultaneamente valores baixos de precipitação e pequena amplitude térmica). com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas. • Pregos (de cabeça larga em aço galvanizado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .3: Telha Canudo Figura 13. seja para se opor ao efeito da acção do vento sobre as coberturas.

obedecendo aos seguintes requisitos: • Fichas de segurança dos produtos. As medidas de prevenção propostas devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Irritação da pele. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT39 . processo construtivo e equipamento utilizado. • Cortes. • Dermatites. • Traumatismos. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. 3 Materiais Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas são: • Exposição a poeiras.

Materiais FT39 . Pode causar dermatites alérgicas. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. cursos de água e poços. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. solicitar ajuda aos Bombeiros. olhos e mucosas. Usar fato de trabalho. Afastar curiosos. Em função da gravidade do sinistro. mantendo-a em repouso. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). lavar abundantemente com água. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Não classificado como produto perigoso. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Afastar a vítima da zona perigosa. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO MASTIQUE DE POLIURETANO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • Substância em pasta que não apresenta risco de inflamabilidade. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Uso de óculos de protecção. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Evitar o contacto com a pele. pelo menos durante 15 minutos.

______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1 Equipamentos identifique os elementos estruturais da cobertura e complete os espaços em branco. Relativamente à ficha temática 38.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 2. As _____________________ assentam-se sobre as varas. ponto 13. ______________________________________________________ 2. Também chamadas de _________________________.1 Equipamentos. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 38. as terças apoiam-se sobre a _________________________ na posição horizontal. ponto 13. A Terça colocada no ponto mais alto é conhecida por _________________________. ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ 3. paralelamente ao beirado. horizontais e paralelas ao _____________________. 1. 1 Actividades/Avaliação 13.AV13 .

reveja o submódulo 13. dois que sejam referentes à utilização de mástique de poliuretano. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 2.2 Materiais. 1. ______________________________________________________ 4. Coberturas. Relativamente à ficha temática 39. 2 3.Se não conseguir resolver esta actividade.Actividades/Avaliação AV13 . ponto 13. identifique na coluna dos riscos.4) . ponto 13. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Relativamente à ficha temática 39.2 Materiais. indique quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional. MÁSTIQuE dE PolIuRETANo RISCoS Amputação Irritação Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pinturas. pedra. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de revestimento. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 1 Revestimentos 1. em pedra e por pintura em edifícios. na impossibilidade de os eliminarem. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas. • Materiais utilizados na execução de revestimentos. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 4. As soluções de revestimento em edificações. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de colas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. de situações referentes à execução de revestimentos em cerâmica.SM14 . RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de revestimentos em estaleiro de obra de edificações. 2. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. em particular. 3. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais revestimentos em edificações. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de pinturas. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria e pintura. madeira e. • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. A execução destes revestimentos comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. argamassa e tintas. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de revestimentos. por se tratar de uma situação com maiores perigos devido a trabalhos em altura e à toxicidade dos produtos. GloSSÁRIo • Revestimento • Espátula • Flutuante • Granito • Lixa • Lamparquet • Mármore CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em madeira. Desta forma optou-se por tratar.

Revestimentos SM14 .com • www.pt • www.quimar.sotinco.pt • www.pt • http://dre.jular.pt • www.rmc.pt • www.pt • www.barbot.pt • www.fpm-madeiras.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .ecopiedra.cinca.mapei.pt • www. 2 • • • • • • Parquet Pincel Pistola Rolo Talocha Trincha 5.cin.es • www. SABER MAIS • www.revigres.sika.pt • www.pt • www.pt • www.vic-floor.

Talocha. metal. os quatro tipos de revestimento mais utilizados são os seguintes: • Cerâmicos. • Pintura. Assim. serão objectos de avaliação as seguintes tarefas: Revestimento cerâmico e pedra • Aplicação da cola. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. Pincel. Os revestimentos integram a fase de acabamentos na construção civil. pedra. etc. madeira. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Cerâmico • Pedra • Madeira • Pintura GloSSÁRIo Revestimento. Rolo. em pedra e por pintura em edifícios. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. • Aplicação do revestimento. • Pedra. 1 Equipamentos 14. • Madeira. Trincha. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Após a execução das alvenarias.1. Lixa. vinil. Em Portugal. vidro. em madeira. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Espátula. segurança e um aspecto visual mais agradável tanto no exterior como no interior. Há vários tipos de materiais para revestimentos: cerâmicos. segue-se a fase do seu revestimento.FT40 . As tarefas inerentes a este processo dependem do tipo de revestimento a ser aplicado. Pistola. o formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. É a camada que proporciona mais conforto. • Limpezas e arrumações.

ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. É utilizada para alisar paredes e tectos com massas ainda frescas ou suster pequenas quantidades de argamassa. superfície abrasiva. instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados a um cabo para aplicar tintas. Pistola. um espalhador e um compressor.Equipamentos FT40 . 2 Revestimento em madeira • Aplicação de materiais para isolamento acústico. • Aplicação da cola. • Limpezas e arrumações. Equipamentos na Execução de Revestimento por Pintura A tarefa de aplicação de tintas. A falta de organização do posto de trabalho também constitui um factor de risco. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Lixa. Espátula. Revestimento por aplicação de tintas • Aplicação da tinta por pintura manual ou à pistola. para remoção de tinta velha e aplicação de massas. As tarefas que fazem parte do processo de revestimento de um edifício estão sujeitas a riscos de variadas naturezas. equipamento eléctrico composto por um reservatório. eléctricos e ergonómicos. • Aplicação do revestimento. ferramenta achatada com uma pega. peça cilíndrica envolta em material esponjoso ou outros. Talocha. como lã. para aplicação de tintas. a saber: Pincel. pincel espalmado. • Limpezas e arrumações. para polimento. Rolo. vernizes ou velaturas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. tais como: mecânicos. químicos. Trincha.

3 Equipamentos Figura 14. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais.20m devem ser dotadas de guardacorpos. • Electrização e electrocussão. • Lesões músculo-esqueléticas. negativos de lajes). obedecendo aos seguintes requisitos: • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimento por pintura em edificações deve ser ajustado ao processo de aplicação e equipamentos utilizados.1: Compressor e dois tipos de pistola para pintura Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura são: • Queda em altura. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. • Queda ao mesmo nível. • Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes.FT40 . • Alergias. garantindo a boa cir- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Dermatites. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. • Intoxicação. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1.

Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas.Equipamentos FT40 . Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 • • • culação. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga.

Electrização. Utilizar sempre óculos de protecção. Deve-se regular a pistola em função do tipo de tinta que se utiliza. máscara e protectores auditivos. Nunca utilizar o equipamento junto de líquidos ou gases inflamáveis. Não expor o equipamento à chuva. O local de trabalho deve estar bem iluminado. locais húmidos ou molhados. O estado da ficha e o cabo eléctrico deverão ser regularmente verificados. Dermatites. Nunca pulverizar produtos inflamáveis ou pesticidas. Nunca se deve transportar a pistola pelo cabo nem puxá-lo para tirar a ficha da tomada. O cabo da pistola deve estar protegido do calor e evitar o seu contacto com óleo e objectos cortantes. procedendo à sua substituição por um técnico autorizado quando se encontrarem danificados. e ao trocar acessórios. Testar antes da sua aplicação. Incêndio. fora do objecto a pintar. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT40 . Intoxicação. O trabalhador não deve utilizar a pistola em caso de cansaço ou falta de concentração. Cumprir as instruções de conservação e manutenção bem como as indicações acerca de substituição de ferramentas. Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam reduzir a fiabilidade. Antes de fazer a ligação. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS PINTURA COM PISTOLA/COMPRESSOR PRINCIPAIS RISCoS • • • • • Alergias. para verificar a distância a utilizar para a execução do trabalho. Quando o equipamento estiver em uso. Proibição de fumar durante os trabalhos de preparação de tintas e em pinturas. verificar se as chaves de ferramentas de ajustamento foram previamente retiradas. não deixar o equipamento ligado à corrente eléctrica.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

FT41 . areia e outras matériasprimas naturais (feldspatos. resistência à compressão e isolamento eléctrico. As principais características são a dureza. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Revestimento Cerâmico • Revestimento em Pedra • Revestimento em Madeira • Revestimento com tintas • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Revestimento. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. Mármore. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. divididas em: Cerâmica Porcelanatos Grés Semi-grés Semiporoso Poroso Grau de absorção Baixo Baixo Médio Alto Alto Resistência mecânica Alta Alta Média Baixa Baixa CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Granito.2 MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. de fácil limpeza e aplicação. Lamparquet. São. calcite e outros) e cozidas a altas temperaturas. Tábuas corridas. 1 Materiais 14. As cerâmicas são. ainda. Flutuante. Os revestimentos podem ser classificados em vários tipos. de acordo com o tipo de material: Revestimento Cerâmico Revestimento através de peças cerâmicas feitas a partir de argila. ainda. Parquet.

Restaurantes.2: Revestimento cerâmico Revestimento em Pedra Revestimento feito através de peças de pedras. O grau de impureza vai alterando a sua coloração. Ex. dormitórios sem portas para o exterior. Ex. Ex. com espessura de 2cm. entradas. Granito Rocha constituída por quartzo e feldspato e. Mármore Rocha constituída. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. Todas as dependências residenciais excepto cozinhas e entradas. entre outros. Dentro da classe das pedras naturais. corredores. destacam-se os granitos e os mármores.Materiais FT41 . por calcário. caminhos preferenciais. Ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. Todas as dependências residenciais. Ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 14. lojas. 2 A resistência ao desgaste superficial em placas cerâmicas é classificada através do PEI (Porcelain Enamel Institute) e devem ter essa informação no fundo de cada peça: PEI 1 2 3 4 5 utilização Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. em forma de mosaico aplicados à cola. Os tipos de revestimento em madeira mais encontrados são: Parquet Tacos de madeira. lojas. Ex. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujidade abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia Ex. Revestimento em Madeira A madeira é muito utilizada no revestimento de pisos nos edifícios. essencialmente. eventualmente. exposições abertas ao publico. Restaurantes. WC. mica.

É colocado directamente sobre a tela isolante e remata no rodapé. 1cm.3: Revestimento em madeira Revestimento com Tintas A tinta é constituída por quatro componentes: a resina. massa acrílica e coberturas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Superfícies exteriores e interiores de madeira. Há vários tipos de tinta: Tipos de tinta Acrílica Époxi Esmalte Látex Acrílica Óleo Base locais de aplicação Água. que auxilia na secagem.FT41 . betão. metal. azulejo. Gesso. Flutuante Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. Tábuas corridas Pavimento constituído por madeira maciça que é fixada (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes/sarrafos. metais. que dilui o produto e colabora no ajuste da viscosidade. Sintética Solvente Resina acrílica Óleo Reboco. que dá cor e opacidade ao produto. superfícies exteriores ou interiores. alumínio e alvenaria. metais e superfícies exteriores de massa alvenaria. reboco. 3 Materiais lamparquet Diferem do Parquet na espessura. Madeira. o solvente. que transforma o produto do estado líquido para o estado sólido. reboco e betão. paredes e pisos de betão. com consistência de Madeira. Figura 14. e o aditivo. metal e madeiras não resinosas. o pigmento.

• Fichas de segurança dos produtos. • Explosão. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. • Irritação da pele. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Incêndio.Materiais FT41 . • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. • Dermatoses. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . processo construtivo e equipamento utilizado. • Projecções de tinta. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. • Exposição a poeiras. As medidas de prevenção propostas. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Queimaduras. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de pinturas em edificações são: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Riscos ambientais.

Impedir o escoamento do produto para o esgoto. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Utilizar água pulverizada para abafar os vapores.FT41 . cigarros. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. Actuar com Pó Químico ou CO2. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Prevenir as autoridades policiais. lavar abundantemente com água. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Utilizar explosívimetro e outros aparelhos adequados de detecção e/ou medida. Risco grave para a saúde em caso de inalação prolongada. mantendo-a em repouso. etc. proteger a zona queimada com penso Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. Não usar água excepto se pulverizada e apenas para arrefecer o reservatório exposto ao fogo. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. desde que se verifique não existir fuga. circuitos eléctricos. Perigo de explosão em espaço fechado na presença de uma fonte de ignição. Recolher o produto para recipientes. cursos de água e poços. Em caso de queimaduras pelo fogo. pelo menos durante 15 minutos. Fato de protecção contra o fogo. Manter-se a favor do vento e afastado das zonas baixas e reservatórios. Aparelho respiratório isolante. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • • • • • Inflamável • • • • Nocivo • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO PRIMEIROS SOCORROS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO DILUENTE CELULOSO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido muito inflamável. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Afastar a vítima da zona perigosa.). Afastar curiosos. Remover o produto derramado com material antideflagrante ou utilizando um absorvente adequado (terra ou areia).

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Enuncie três medidas preventivas. APlICAÇÃo dE TINTAS RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Amputação Exposição a poeiras Dermatoses CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Relativamente à ficha temática 41. Na execução do revestimento por pintura. • ___________________. ponto 14.1 Equipamentos. ______________________________________________________ 3.3. 1. ______________________________________________________ 2. • __________________ (instrumento composto de cerdas fixas por um cabo. três que sejam referentes à aplicação de tinta com pistola/compressor. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 40. 1 Actividades/Avaliação 14. identifique na coluna assinalada com riscos. para aplicação de tinta com compressor. ______________________________________________________ 3. • ___________________. 2.1 Equipamentos. associadas à execução de pinturas em revestimento e referente à ficha temática 40. • Rolo. destinado a ________________________). ponto 14. • Lixa. ponto 14. alguns dos equipamentos utilizados são: • ___________________________ (para remover tintas ou aplicar massas).2 Materiais. pincel espalmado. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.AV14 .

______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 2. 1. 2 4.Actividades/Avaliação AV14 . Relativamente à ficha temática 41.4) . enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de revestimentos por pintura. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ponto 14.Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 4. Revestimentos. reveja o submódulo 14.2 Materiais.

15. Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Glossário CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Que se utiliza para desbastar outros. a fim de proporcionar melhor escoamento da água ou acabamento estético. Através do seu estudo. etc. limas. atinge temperaturas elevadas. É expresso por uma percentagem. uma casa ou um terreno.Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha. Não deve ser manuseado por trabalhadores sem formação adequada. Abrasão . e o ruído. Abrasivo . tais como lixas.A1 . A utilização dessas ferramentas comporta riscos. esmeriz e pedras com cristais rijos cimentados. instável a pressões elevadas.Termo genérico que resume todo e qualquer rasgo na construção.Acontecimento ocasional. como lixas.Fenómeno económico-social resultante das faltas não previstas.Gás muito inflamável. corredor ou qualquer meio de entrar e sair de um ambiente. escada. Abaular . seja para dar lugar a portas e janelas. Salientam-se os riscos de projecção de partículas para os olhos. de emissão de poeiras. esmeris.Dar forma curva. arqueada. dadas pelos trabalhadores nas empresas ou outras organizações. É utilizado em soldadura e em combustão na presença de oxigénio.Faculdade que alguns produtos e ferramentas possuem de desbastar por atrição. armazenamento e utilização. Acabamento . presos por um arco à volta da cabeça. deve determinar medidas de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Glossário A Abafadores . Absentismo . decorrente de uma situação imprevista com lesões no trabalhador ou danos materiais. Apresenta-se em geral em garrafas. interiores e exteriores. a uma superfície.Material ou ferramenta. Acetileno . Deste modo devem ser observadas medidas de segurança adequadas. devendo ser observadas as medidas de segurança específicas para estas no tocante ao transporte. Acesso . limas. Acidente . seja para criar frestas ou vãos. que no caso de serem movidas por energia mecânica se agravam.Conjunto de trabalhos finais. Abertura .Rampa. realizado com recurso a diferentes materiais de revestimento. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete. por fricção.

Adjudicar . em argamassas. independentemente das temperaturas. Aduela .Liga de ferro com uma reduzida quantidade de carbono. Adoçar .Acto oficial em que se outorga a execução de um trabalho a uma entidade.Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. onde se fixam as guarnições/alisares e as dobradiças.Aço resistente à oxidação. Quanto à constituição: de madeira. gases e estruturas sólidas. tintas. Aço-carbono . através dos fluidos. A sua composição química pode determinar a aplicação de medidas especiais de segurança.Construção provisória. mediante a assinatura de um contrato em que se estabelecem as condições gerais e particulares da sua execução. e resistente também à corrosão por agentes químicos. Adução . Quanto ao uso classificam-se: construção. Andaime . Os andaimes acima de 25m de altura são obrigatoriamente calculados pelo técnico responsável. betões. Aço . aplainar. 2 prevenção. mistos.Nivelar.É o acidente decorrente de uma situação de trabalho. colas.Parte do abastecimento de água que compreende o transporte da mesma desde o local de captação até ao consumo. acompanhado de lesão.Produtos compostos que se adicionam a outros materiais para lhes alterar as propriedades.Parte da Física que estuda os fenómenos ligados à sensação do som e à sua propagação (eco e reverberação). É indispensável em todas as obras em que há trabalhadores em altura ou gruas. composto de 2 ombreiras e uma verga/padieira.Glossário A1 . Considera-se que 60 km/h é o máximo de velocidade em que se pode permitir a execução de trabalhos atrás referidos. etc. Aço-inoxidável . Acidente de trabalho . Acústica . destinada a suportar os operários e os materiais durante a construção. demolição. Anemómetro . Aditivos . reparação. metálicos.Aro dos vãos de portas ou janelas que guarnecem o vão.Aparelho que serve para medir a velocidade do vento. São particularmente utilizados na construção. desbastar saliências ou alisar e aplainar madeiras. É obrigatório o seu emprego em trabalhos acima de 4m do solo. reparação ou demolição de uma obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Sótão com janelas que se abrem sobre as águas do telhado. Alicerce (fundação) . Água-furtada . com largura igual ao dobro da espessura dessas paredes. Amianto . Ver Fundação. tijolos cerâmicos ou de blocos de cimento . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Quando esse conjunto sustenta a edificação. brita. Alma .Conjunto de elementos de pedra.Nos telhados rectangulares de quatro águas. que principia no espigão horizontal ou cumeeira e segue até ao beirado.que forma paredes ou muros. encontrando-se presentemente em desuso por questões de saúde. Antiga regra prática estabelece que o alicerce equivale à sexta parte da altura da parede sustentada. etc.Tem origem num mineral chamado asbesto e é composto por filamentos delicados. respectivamente. enterrada que recebe a carga da edificação.) ou industrial que entra na preparação do betão. Água (Cobertura) .É o material mineral (areia. As duas águas triangulares chamam-se tacaniças.Nome do elemento correspondente à altura interna dos perfis metálicos. quando provido de janelas.A1 .Guarnição de madeira da parte interna das portas e janelas. para protecção. Água-mestra . As abas superior e inferior designam-se por banzo. na altura do encosto das cadeiras. Régua fixa na parede. Agregado . também recebe o nome de mansarda. que pode ser ou não laminada.Elemento de cobertura que.Portinhola no piso ou no forro que dá acesso a caves ou sótãos. que licencia a execução da obra. Ver Guarnição. ele chama-se alvenaria estrutural. Alisar . Alçapão .Placa prensada. 3 Glossário Aglomerado (ou contraplacado) . Alvará de construção .agregado ou unido com argamassa . Era usado na construção de refractários e na composição do fibrocimento. Agregado leve .Documento emitido pela autoridade municipal onde a construção está localizada.É o material mineral composto por argila expandida. flexíveis e incombustíveis. é o nome que se dá às duas vertentes de forma trapezoidal. e de peso específico menor que o da água (flutua).Maciço de alvenaria ou estrutura em betão armado.Cada uma das superfícies ou vertentes inclinadas de um telhado. Alvenaria . composta de aparas de madeira amassadas com cola ou resina.

o conhecimento dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução de obras. fornecendo o ar puro de forma artificial. Arquitecto .: Argamassa de cal (cal+areia+água). usada para unir ou revestir pedras. Possui a arte da composição. Ex. cortados. Arenito . que é incorporado no betão e que lhe confere a necessária rigidez.Conjunto de varões de aço. suspende o trabalhador. A argamassa magra ou mole é a mistura com menor quantidade de aglomerante (cal e/ou cimento).Glossário A1 . Argamassa .Tratamento químico no alumínio que lhe confere maior resistência à acção dos agentes atmosféricos. Aprovisionamento .Aparelhos que têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. transporte e armezenamento de todos os materiais a incorporar em obra. Aparelhos filtrantes .Conjunto de tarefas que visam a aquisição. calcário ou feldspato.Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água.Equipamento utilizado. Arnês (de segurança) . dobrados e atados (com arame recozido).Técnico responsável pelo corte. Anodização .Profissional que idealiza e projecta uma construção. moldagem e armação de varões de aço (armadura) a incorporar nos elementos de betão que formam a estrutura de uma construção. conjuntamente com um cabo de segurança ou linha de vida. São exemplos as máscaras e os filtros anti-aerossóis ou anti-poeiras e os anti-gases. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . pilares ou esquadrias por meio do fio de prumo. Armadura . Armador de ferro . quando há o risco de queda em altura. Aparelhos isolantes . Aprumar . responsável pela aglutinação. 4 Andaime . prevenindo lesões na coluna.Rocha composta de pequenos grãos de quartzo.Equipamento em forma de plataforma usada para alcançar pavimentos superiores das construções e destinado ao apoio à realização de trabalhos em diversos níveis. tijolos ou blocos que formam conjuntos de alvenaria.Acertar a verticalidade de paredes.Aparelhos que têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho.

Atmosfera explosiva . B Bailéu . com libertação de fumos e vapores tóxicos. guarnecida por protecções laterais.Plataforma de trabalho móvel. A origem do azulejo remonta aos povos babilónicos. Como medida de segurança. existente na natureza. misturas explosivas. 5 Glossário Asfalto . Aterro .A1 . no estado gasoso. que é utilizado em impermeabilizações e revestimentos de pavimentos de estrada. Asna . Atmosfera perigosa . Assentamento .Equipamento de protecção individual para protecção da parte da frente do corpo. Originalmente.Ambiente de trabalho em que se verificam condições adversas para a permanência de trabalhadores. proporcionando uma acção simultânea sobre os dois cabos. Azulejo .Pátio de entrada das casas romanas. suspensa por cabos guia que deverão estar solidamente ancorados. os operários deverão estar munidos de arnês e linha de vida.Numerosos produtos.Elemento estrutural em madeira ou metálico que sustenta a cobertura. O sistema de comando e movimentação terá de estar situado no bailéu. os azulejos ganharam maior difusão.Ladrilho. pela falta de oxigénio ou pela presença de algum produto nocivo. utilizados normalmente na fase de acabamento. pelo risco de explosão.Colocação/instalação e ajustamento de blocos.Betume negro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . marcando fortemente a arquitectura moura na Península Ibérica.Colocação de terras para enchimento de escavação ou nivelar uma superfície irregular. combinados com o oxigénio do ar podem formar. Placa de cerâmica podendo ser polida e vidrada de diversas cores. porém descoberto. Átrio . de aspecto luzidio. os azulejos apresentavam relevos. Avental de trabalho . pulverulento ou sob a forma de vapores. misturado com inertes. Hoje o termo identifica um espaço de entrada numa habitação. Considerando que a sua aplicação é feita a quente. devem ser observadas as medidas de segurança adequadas. Com os árabes. característica que ainda sobrevive até hoje. cercado por telhados pelos quatro lados. tijolos e outros materiais de revestimento ou acabamento em obra.

Batente . cimento. conferindo-lhe grande leveza e a aparência de espuma. Barreira de protecção . O betão celular é uma variável que substitui a pedra britada por microcélulas de ar obtidas por uma betonagem adequada.Prolongamento do telhado para além da parede externa. utilizadas em portas e janelas. Betão . não devendo ser feitos quaisquer trabalhos sem ser supervisionados por técnico competente e executados por profissionais do ramo. que forma uma massa compacta que ganha presa e endurece com o tempo.Equipamento de protecção individual para protecção da parte superior do tronco.Mistura de água. Basalto . protegendo-a da acção das chuvas. Barra anti-pânico .Rebaixo onde a porta ou a janela se encaixam ao fechar.Ramal condutor que liga a linha eléctrica de distribuição pública com a instalação. que visam delimitar áreas e não protegê-las. Betão armado .Ferragem que permite abertura rápida de portas corta-fogo para saídas de emergência. de grão fino e cor escura. Importa distinguir das bandas ou fitas de sinalização. usada na pavimentação de estradas e na construção. servindo para enchimentos.Na sua massa dispõem-se armaduras de aço para aumentar a resistência do elemento estrutural. Beiral . que giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Balanço .Elemento horizontal com barras metálicas destinado a garantir o afastamento das pessoas estranhas à obra.Glossário A1 . Bandeira . Betão ciclópico tem pedras aparentes de volume avantajado e Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Betão aparente é aquele que não recebe revestimentos e necessita de uma cofragem especial e de elevada qualidade. abrindo vãos para ventilação.Peças.Rocha muito dura. na portas ou janela. sem estrutura de sustentação aparente. A folha que fecha primeiro. areia e pedra britada. em proporções prefixadas. 6 Baixada .Caixilho fixo ou móvel. Basculante . Bata de trabalho . Só pode ser executado pela concessionária.Saliência ou corpo que se projecta para além da prumada de uma construção. situado na parte superior de portas e janelas que favorece a iluminação e a ventilação dos ambientes.

Elemento de dimensões padronizadas que tem como fim a execução de paredes e constitui um material alternativo ao bloco cerâmico. Dependendo do seu diâmetro máximo. viga ou laje). É aconselhável etiquetá-lo de modo a facilitar a sua identificação e disCENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Peça integrante do calçado de protecção incorporada na frente do calçado. de nylon ou de corda (sisal). Buldózer .Elemento de gesso vazado macho x fêmea. equipada com uma lâmina para corte de terras. Deve ser mantido.Colocação de betão em elementos estruturais (pilar. Bitola . Betoneira .Máquina de movimentação de terras constituída por um tractor de lagartas ou mais raramente de pneus. confinados por cofragem. Biqueira de protecção . da menor para a maior. é classificada de 0 a 5.Padrão utilizado para medidas repetitivas. assentado para executar paredes com acabamento final para pintura.Equipamento que prepara o betão ou mistura as argamassas. 7 Glossário formas irregulares. protegendo a zona dos dedos.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. Bloco de cimento (ou betão simples) . Brita (pedra britada) .Pedra fragmentada.A1 . verificado e armazenado de modo a evitar que se danifique. Pode ser complementada por um botim para protecção da zona acima do tornozelo.Tipo de bomba em que a roda de pás gira e provoca a aceleração radial centrífuga do fluido ou material sólido.Tijolo de barro com dimensões padronizadas que pode ter uma função estrutural ou servir para a execução de paredes. Betonagem . Bomba centrífuga . Bota de trabalho ou segurança . Fragmentos de pedra de dimensões padronizadas usados na betonagem. Bloco cerâmico . Bloco de gesso .Elemento metálico. C Cabo de elevação . utilizado na elevação de materiais ou cargas.

Existem vários tipos de calçada consoante a pedra utilizada e o modo como são arrumadas as pedras. os cabos eléctricos utilizados em ligações e extensões devem ser apropriados. para a cabeça. Caixa de inspecção .Elemento destinado a limitar a oscilação horizontal de carga suspensa. Calçada .Peça em forma de L que remata quinas ou ângulos de paredes. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Pintar com cal diluída em água.Óxido de cálcio obtido pela acção do calor entre 900º e 1100º sobre rocha calcária fragmentada em pequenos blocos. Canalizador . Cantoneira .Profissional que executa a rede de águas e esgotos de uma edificação.Engradado de madeira. Caixilharia . condições e procedimentos estabelecidos pelo dono de obra para a execução de uma empreitada. que se destina a proteger o trabalhador de qualquer risco residual dentro do espaço da obra. Existem capitéis simples ou ornamentados conforme a linguagem arquitectónica utilizada nas edificações. Caderno de encargos . Num estaleiro. Cabo-Guia .Glossário A1 . Também serve de apoio a pequenas prateleiras. janelas e outros vãos.Equipamento de protecção individual. requer preparo antecipado.Mosaico de pedra talhada à mão em pavimentação de ruas ou passeios. 8 por da indicação da carga máxima. em balanço. Capacete . em geral esculpida.Condutor constituído por vários fios electricamente distintos e reunidos num mesmo invólucro isolante. que dá sustentação aos beirais e ao piso de sacadas ou balcões. que permite o acesso para limpeza e inspecção. de uma coluna.Parte superior. Cal .Peça em pedra ou madeira. critérios. Caiar .Caixa enterrada nos pontos de mudança de direcção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais.Espaço vertical destinado à implantação de escada. Capitel . Caixa de escada . ferro ou aluminio onde se aplicam vidros em portas. Caixilho . tendo em conta a sua estanquicidade e ligação de terra. sobre almofada de areia ou saibro. muito utilizado na preparação de argamassas. Cabo eléctrico .É o conjunto de especificações técnicas. Cachorro .Designação do conjunto de caixilhos.

Cinto de trabalho . usada para gravar o metal ou esculpir a pedra.Metal cinzento azulado. Cerâmica . moldes ou escoramentos.A armação de madeira ou metálica que serve de suporte para a construção de elementos estruturais. local onde decorrem trabalhos de carpinteiro Carpinteiro (de cofragens ou moldes) . por um fabricante inglês de cal. Chapiscar . para torná-la áspera e facilitar a aderência da camada seguinte ou emboço. que foi usado em canalizações de água e gás e entrava na composição de tintas.Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. 9 Glossário Carpintaria .Equipamento de protecção individual utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho.Ferramenta manual de corte. Cimalha . Também se refere às lajetas usadas em pisos ou como revestimento de paredes. forma um composto que endurece em contacto com o ar. É um produto tóxico que pode provocar doença profissional.Aglomerante obtido a partir da preparação de calcários naturais ou artificiais. Desenvolvido em 1824. Cimento . como formas. É usado com a cal e a areia na composição das argamassas. através de colher de pedreiro. O cimento de uso mais frequente hoje é o Portland. obrigando a medidas de segurança ou EPI’s apropriados. cujas características são resistência e solidificação em tempo curto. tais como tijolos.Contacto de pessoas com partes activas de material eléctrico (contactos directos) ou de massas postas acidentalmente sob tensão (contactos indirectos). de argamassa de cimento e areia grossa (proporção geralmente 1:3) contra uma superfície de alvenaria. Cinzel . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Oficina. dúctil/macio.Actividade que constitui a primeira operação do reboco e que consiste na projecção. Chumbo .Arte de fabricação de objectos de argila cozida.A1 .Produto/substância que queima ou corrói. Saliência ou arremate na parte mais alta da parede. telhas e vasos. estando a sua utilização condicionada por legislação própria. Choque-eléctrico . percutido por uma maceta ou martelo. Cimbre . onde assentam os beirais do telhado.A parte superior da cornija. Misturado com água. Cáustico . ganhou esse nome porque a sua coloração era semelhante à da terra de Portland.

Apresenta. porém. nomeada Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Classificação dos fogos segundo o material combustível.Elemento estrutural de sustentação.Chapa de madeira produzida pela sobreposição de várias folhas delgadas coladas e prensadas. Consola . em geral na sua periferia.Conjunto dos elementos montado na obra para receber o betão e as armaduras. alvenaria. Permite definir o agente extintor a usar. estruturas confinantes e acessos.Peça integrante do calçado de protecção que reforça a zona do calcanhar.Glossário A1 . Laje em balanço. criada para iluminar e/ou ventilação natural em ambientes em geral sem janelas. Em conjunto com o ripado. Condutor de protecção .. de betão armado. Pode ser de pedra.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. lajes. Cofragem .Conjunto de factores que condiconam as actividades desenvolvidas em estaleiro ou obra. Coluna . que irão compor a estrutura da construção. Sacada. infra-estruturas técnicas. fechada por caixilho com vidro ou outro material transparente.Conjunto de estrutura de suporte e telhas que serve de protecção à edificação.Adiante designado por “coordenador da obra”. pilares.Condutor eléctrico que liga as massas de uma instalação a uma ligação de terra ou a outras massas. têm como função o suporte das telhas. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. quase sempre vertical. Contra-ripado . o que permite o fabrico de peças de grandes dimensões. 10 Clarabóia . Contraplacado . maior resistência e homogeneidade. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. são de madeira ou de metal. Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a execução da obra . A cor que lhe está convencionada é o verdeamarelo. Contraforte no calçado de segurança . dando forma definitiva a vigas. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. Cobertura . madeira ou metal e consta de três partes: base. dependendo da sua localização. a pessoa singular ou colectiva. Classe de fogos . Em geral. Condicionalismos (ou constrangimentos) . etc. Ao longo da história da arquitectura.Elemento saliente da construção. fuste e capitel.Abertura na cobertura da construção.

d decibel .É o técnico designado pelo empregador para assegurar a direcção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Procedimento de remoção de cimbres ou moldes. Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a realização do projecto da obra . como os inerentes ao contacto com a pele ou absorção dos vapores. linha de cume ou festo. para executar. A esta operação estão associados riscos específicos. equipamento ou produto respeita todas as exigências básicas de segurança.Parte mais elevada de uma cobertura.Operação que consiste na abertura e remoção dos moldes que serviram para moldar peças em betão armado. diluente . desaterro . as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. Os diluentes são substâncias de natureza análoga aos solventes incorporados nas tintas e vernizes. declaração de Conformidade . Corte ou desmonte (para implantação de obra) . as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. abreviadas para dB. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). singular ou colectiva. de acordo com o tipo de cofragem utilizado. bem como para limpar as ferramentas e materiais do pintor.A pessoa. durante a realização da obra. Curto-Circuito .Substância que serve para diluir ou dissolver. descimbramento .A1 . Utilizado para tornar as tintas e vernizes mais fluídos. Cumeeira . Tem um cheiro característico. nomeada pelo dono da obra para executar.Medida da intensidade de sons.Acção de escavação/desmonte ou terraplanagem de um terreno. Também chamada espigão horizontal.Movimentação de terras ou pedras para a formação de plataformas horizontais que receberão a edificação. durante a fase do projecto. descofragem . Não deve ser utilizado para a limpeza das mãos. director de obra . 11 Glossário pelo dono da obra ou pelo autor do projecto ou pelo fiscal da obra mediante consulta ao primeiro. trata-se de um produto inflamável que comporta riscos especiais.Contacto acidental de dois terminais dum equipamento eléctrico ou de uma instalação a potenciais diferentes.Documento pelo qual se declara que uma máquina.

Designação genérica de qualquer construção destinada a habitação. E Edificação .Quantidade de substância absorvida ou depositada no organismo durante um tempo determinado. dosímetro (Acústico) .Aparelho portátil. biombos. Empregador .Pessoa singular ou colectiva por conta da qual a obra é realizada.A pessoa singular ou colectiva com um ou mais trabalhadores ao seu serviço e responsável pela empresa ou estabelecimento. telefónica e equipamentos. Empreiteiro Geral . Electricista . drenagem . dumper . dono da obra . utilizado para medir a exposição dos trabalhadores ao ruído durante o período de trabalho.Paredes que separam compartimentos de uma construção.Aparelho eléctrico de manobra destinado a garantir a interrupção automática de uma corrente eléctrica. comércio. A sua manifestação pode ocorrer vários anos após contraída. disjuntor . com ou sem cabine e caixa basculante. doença profissional .Escoamento de águas ou outros fluidos por meio de tubagem ou valas subterrâneas. não peneirada. serviços ou indstria. dose . Tapumes.Primeira camada de argamassa nas paredes.Glossário A1 .Empresa adjudicatária de todos os trabalhadores.Legalmente define-se como sendo uma doença contraída em consequência do exercício de determinada actividade profissional. 12 técnica e financeira dos trabalhos de construção. Emboço . É feito com areia grossa.Profissional encarregado da execução da instalação eléctrica.Equipamento de movimentação de terras. chamados de drenos. divisória . mesmo dos que Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

aparelho. Linha que divide as águas de uma cobertura. Encarregado . Serve para a execução de fundações e para a abertura de valas. Escavação .Profissional que dirige os operários numa empreitada.Escoramento de sustentação provisória de terras em valas ou trincheiras. cerâmicas e porcelanas. Escoramento . Esmalte . podendo ser levada a cabo ao nível do plano de trabalho ou em profundidade. destinado a processar o expediente e a apoiar a direcção de obra.Peça metálica ou de madeira que sustenta ou serve de trava a um elemento construtivo quando este não suporta a carga exigida. com remoção. pluviais ou industriais. Escora . 13 Glossário não são da sua especialidade. que devem ser fornecidas pelo empregador ao trabalhador. Conjunto de Equipamentos de Protecção Individual.A1 . Escritório de apoio .Técnica de pintura em que se usa uma esponja para espalhar a tinta.Acção de colocação de escoras.Conjunto de tubagens onde se reunem e conduzem efluentes constituídos pelas águas residuais domésticas. para remoção de tinta velha e aplicação de massa. Escavadora . Espátula .A pessoa singular ou colectiva que executa a totalidade ou parte da obra. de acordo com o projecto aprovado e as disposições legais ou regulamentares aplicáveis.Qualquer máquina.Ponto culminante de um telhado.Máquina de terraplanagem provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado.Ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. ferramenta ou instalação utilizado no trabalho. Equipamento de trabalho .Movimentação de terras. Esponjado .Material vitrificável aplicado sobre metais.Gabinete de trabalho em estaleiro de obra.EPI. Esgoto . Entidade executante . resultando num efeito irregular e manchado. Entivação . Equipamentos de Protecção Individual . Tinta oleosa usada especialmente sobre madeira e metal. e que responde perante o dono da obra. Espigão . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles. e ainda. ETA . dobragem de ferro. 14 Esquentador . ETAR . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . usada no revestimento de paredes e de tectos. madeiras para cofragens. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. que é cravado nos terrenos.Elemento estrutural utilizado em fundações indirectas.Glossário A1 . Pode ser constituída por betão armado.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricadas.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. permitindo uma actuação de modo a controlar os riscos. capazes de libertar energia e de produzir uma fragmentação. moldagem e montagem de armaduras. Etiquetagem .Local da construção onde se armazenam os materiais (cimento. etc. Estaleiro de cofragens . A sua utilização e armazenamento requerem cuidados especiais pelo que só devem ser manuseados por pessoal especializado.) Estaleiros temporários ou móveis . Estrutura .) e se realizam os serviços auxiliares para a execução da obra (preparação da argamassa. Estatística de acidentes .Estação de tratamento de águas para consumo humano. Explosivos . corte. Também usada em ornatos. sancas. etc. Estaleiro de ferro . madeira. madeira ou elementos de alvenaria resistentes.São os locais de trabalho onde se efectuam trabalhos de construção de edifícios e de engenharia civil. pavimentos e cobertura. areia e água. etc. Estaleiro de obra .Conjunto de elementos que forma o reticulado de uma edificação e sustenta paredes. Estaca .Aparelho de aquecimento de águas alimentado a gás combustível. aço.Rótulo contendo a designação do produto. ferro. gesso. sinalização de perigos e forma de armazenamento.Estação de tratamento de águas residuais. área para execução e reparação de cofragens. Estuque .Sistema de recolha de dados da sinistralidade e posterior tratamento.Massa à base de cal.Substâncias químicas. Geralmente de betão armado.

aumentando inúmeras vezes a capacidade de transmissão em relação aos meios tradicionais com condutores de cobre. Fibra de carbono . Flutuante . blocos ou de tijolos. com dimensões análogas que entram na formação de uma parede. Fato de trabalho .a mais frequente é a fibra do amianto. singular ou colectiva encarregada do controlo da execução da obra.Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. 15 Glossário F Fachada .Conjunto de vãos. Fiscal da obra . Fiada .Material que resulta da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza . por conta do dono da obra.Material de altíssima resistência e pouco peso.Peça integrante da viseira.Material que é empregue como condutor na transmissão de dados e voz.Elemento que forra a cobertura no seu interior.Equipamento de protecção individual para o corpo. Factores de influência externa . janelas ou outras aberturas por onde entram o ar e a luz naturais. destinado à retenção de partículas ou gases. É colocado directamente sobre a tela isolante. feito de vidro ou material plástico. Forro . Filtro óptico .Classificação das instalações eléctricas de modo ordenado e estruturado atendendo à segurança das pessoas e dos bens.A pessoa.Alçado principal de uma construção que se opõe ao alçado posterior ou tardoz.Elemento constituinte de um equipamento de protecção individual.A1 . Fibrocimento .Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. portas. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 .Fileira horizontal de pedras. Os alçados ou fachadas laterais designam-se. É colocado entre a estrutura prin- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Fibra óptica . conforme a sua localização de alçado lateral esquerdo ou direito. Em desuso. Filtro . composto de carbono com utilização na execução de barras ou tiras para serem incorporados no betão armado. Fenestração .

Galvanização . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Gambiarras . endireitar. Nos gases. uma tábua ou um vão (porta ou janela) tenham seus lados perfeitamente paralelos. Fumigar .Alinhar.Cano situado nas extremidades dos beirais que escoa as águas pluviais proveninetes das caleiras. sob o telhado. Fundação directa . Fundação indirecta . G Galgar . Utilizam-se em solos com boa coesão e capacidade de carga. sapatas. vapor ou fumos. Gás .Substância em estado gasoso cuja matéria tem forma e volume variáveis.Produto químico (tóxico) para eliminar insectos ou pragas. orifício por onde escorre a água de uma fonte ou chafariz.Luminária portátil para iluminação provisória em obra/oficina. através de elementos como vigas de fundação. Fossa séptica . Fundação (ou alicerce) . sendo necessário procurar camadas mais profundas nas quais se vão cravar estacas ou elementos estruturais afins.Acção de tratamento de uma superfície metálica de forma a preservá-la da corrosão. dificilmente podem suportar as cargas previstas.São as fundações em que as cargas são directamente transmitidas ao solo.Desinfestar por meio de gás.Conjunto de elementos estruturais (estacas ou sapatas) responsável pela sustentação da obra. Fungicida .Líquido combustível utilizado em motores. alçar.São as utilizadas em solos que não têm boa coesão (por exemplo: argilas ou lamas) e que. 16 cipal e a secundária. sendo posteriormente bombeados ou drenados. desempenar. A força de coesão é mínima e a de repulsão é enorme. por isso. ensoleiramentos. fazer com que uma régua. levantar.Local onde os esgotos domésticos são recolhidos e decantados. Gasóleo . as moléculas movem-se livremente e com grande velocidade.Glossário A1 . Gárgula .

bem como na protecção de aberturas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Material cerâmico duro. Grisu . Devem ser constituídos por um montante vertical que suporta um elemento horizontal a 0. plataformas.Equipamento de elevação composto de uma base. denso e opaco. passadiços e acessos. feldspato e mica. Grua-Torre .A1 . 17 Glossário Gáspea . Guarda-cabeças . Guardas (de segurança) . e de uma torre. com grande capacidade de isolamento térmico e acústico. muitas vezes. grade. Gesso .Pó de sulfato de cálcio que misturado com água forma uma pasta compacta usada em moldagens e no acabamento de tectos e paredes. Muito usado para revestir pisos. Elemento humano que controla uma obra relativamente aos acessos e orientações definidas pela direcção de obra. tapume. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras e bandas de sinalização. Guarda-corpos . destinado a proteger um espaço. Gesso cartonado . coberturas.Elemento físico de segurança.45m. o seu nome deriva da sua cor ou do local onde fica a jazida.90m e um intermédio a 0. utilizado na periferia das lajes.Elemento de protecção colectiva.Gás de petróleo liquefeito.Peça que se coloca na base e junto ao bordo exterior do piso. fixa ou móvel sobre carris. Geminada . GPl .Gás metano mais ou menos puro que se emana das minas. e que serve para impedir a queda de materiais ou utensílios a partir da plataforma de trabalho. Granito . uma contra lança e um contra peso.Rocha magmática granular formada por quartzo. Existem diversas cores de granito e. andaimes. Grés . muito usado no revestimento interior de paredes e tectos.Referência a duas casas unidas por uma mesma parede meeira.Material de construção feito de papel e gesso prensados. composto de argila e feldspato. suportando uma lança.Peça integrante do calçado de protecção que protege a sola do pé.

Marcação no terreno da localização exacta dos diferentes elementos que integram uma construção. Infiltração . telecomunicações. Pode referir-se a coberturas. Inoxidável .Substâncias combustíveis que ardem com chama. Higrómetro .Técnico de higiene no trabalho. rampas ou outros elementos que apresentam pendentes.Produtos ou agentes químicos adicionados às argamassas e tintas para proteger e preservar as paredes e construções da humidade. esgotos residuais ou pluviais. 18 H Hidrófugo .Aparelho de leitura directa que avalia a humidade relativa do ar (em percentagem). O aparecimento da ferrugem é um estado avançado do processo de oxidação.Estado dos corpos em combustão ou detonação de um produto combustível.Iluminação dirigida para uma determinada área de circulação ou trabalho e que complementa a iluminação geral ou difusa. Impermeabilização . Iluminação directa . Infra-estruturas técnicas provisórias . Higienista .Glossário A1 .Acção de líquidos ou fuídos que penetram no interior das estruturas. escadas. em conformidade com o previsto no projecto. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . I Ignição . Implantação . eléctricas.Ângulo formado entre um plano e a horizontal. Inclinação . Inflamáveis . gás e outras.Processos construtivos que impedem a infiltração de água na estrutura construída.Refere-se aos metais submetidos a processos que impedem a oxidação (reacção do ferro com o oxigénio).Redes técnicas aéreas ou enterradas relativas a instalações de águas. podendo ser com filme plástico ou por aplicação de camadas de betume ou massa impermeável.

lambril (ou lambrim) . arenito ou metal. divisórias e tectos. digestiva ou dérmica. divisórias e tectos. As juntas de dilatação permitem que os materiais se expandam pela acção do calor. utilizada no revestimento de paredes e pavimentos.Faixas inferiores que revestem as paredes geralmente em lâminas de madeira (rodapés). cimento. Isolamento . laje . que define os pavimentos numa construção. barro cozido.A1 . que podem ser provenientes do exterior e introduzidas por via respiratória.Articulação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pedra. linha ou fenda que separa dois elementos diferentes mas justapostos.Peça de geometria e dimensão variáveis. lã de rocha .Manta isolante à base de fragmentos minerais e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes. do som e da humidade.Efeito causado no organismo por substâncias tóxicas. l lã de vidro . que assegura o corte da passagem de corrente quando há uma variação anormal na tensão.Dispositivo. joule .Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebida por uma construção. mármore. Intoxicação .Estrutura plana e horizontal de pedra ou betão armado. existente nos quadros eléctricos. de cerâmica. Interruptor diferencial . ladrilho . apoiado em vigas e pilares.Unidade de medida de energia (J). sem se comprometerem as condições de equilíbrio dos elementos estruturais.Processo ou técnica construtiva que visa resguardar um ambiente do calor. com pouca espessura. com encaixe do tipo macho-fêmea. j junta . 19 Glossário Insolação .Manta isolante à base fibra de vidro cor amarela e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes.

ligantes (Hidráulicos) . em operações de limpeza e na dissolução de gorduras. lintel (verga. para polimento. Pode causar efeitos sobre o organismo. para protecção dos trabalhadores e necessário ao correcto funcionamento dos aparelhos diferenciais.Emissão de radiação electromagnética que se caracteriza por ser produzida por um dispositivo que a estimula. ligação de terra .Local destinado a alojar um posto de trabalho.Ligação que tem por objectivo manter o mesmo potencial entre duas massas. em regra. Sendo: U . destinado a suportar a alvenaria que forma o pano superior da parede e que absorve essa carga. laser . empresa ou qualquer outro local onde o trabalhador tenha acesso para exercer a sua actividade.expresso em Ampere lixívia .Folha com uma superfície abrasiva.expresso em Ohm. tal que a tensão “U” é igual ao produto da resistência eléctrica “R” pela intensidade de corrente “I”.Glossário A1 . de betão ou outro material. ou sobre o globo ocular. padieira ou umbral) .expresso em Volt. á sua eficiência de modo a evitar o escorregamento e ângulo que formam os cabos em função da carga.Ligação das massas metálicas à terra. lixa . de modo a proceder á sua movimentação mecânica. lingada . Deve atender-se a medidas de segurança específicas para estes trabalhos que vão desde a capacidade de carga do equipamento á inspecção dos cabos. Tem aproximadamente 1cm. em especial sobre a pele. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Elemento de ligação entre a carga e o aparelho elevatório. 20 Lamparquet . de natureza fotoquímica.Relação entre três unidades de grandeza eléctrica. amplia e controla. linga (cabo ou estropo) . situado dentro de um edifício.Solução alcalina usada. como o cimento e a cal. R . ligação equipotencial .Acção que consiste em suspender uma carga através de cabos. que formam um composto estável. local de trabalho . insolúvel e rígido. I .Elemento superior de um vão. O seu manuseamento requer medidas de segurança e utilização de equipamento apropriado.Produtos. lei de ohm . como queimaduras.Pavimento em madeira que difere do parquet na espessura. electromagnéticos e mecânicos.

21 Glossário longarina . utilizado em vias de tráfego reduzido.Tubo plástico transparente que cheio de água permite marcar uma determinada cota ou nível em diversos pontos da obra. Também pode ser um conjunto composto por balastro e lâmpada fluorescente. lanterna. Maqueta . instalações e outros componentes de um sistema. revestimentos. Mansarda . Manómetro . na terminologia francesa. Como medida de segurança.Aquilo que alumia. Estes equipamentos são utilizados nas botijas de acetileno ou hidrogénio. Requerem medidas de segurança na sua correcta utilização. de um recipiente.Produtos com a propriedade de olear peças de máquinas e ferramentas.Viga de sustentação disposta segundo o comprimento de uma estrutura em que se apoiam os degraus de uma escada ou uma série de estacas. luminária . M Macadame . Mangueira de nível .A1 . lâmpada. deve estar provido de uma válvula de segurança que permita a saída do fluído em caso de sobrepressão. repousa nas pernas da asna.Tipo de pavimento em via de comunicação rodoviária. Manoredutor .Reprodução tridimensional. Madre .Aparelho que permite controlar a saída de um fluído.Conjunto de acções organizadas destinadas a garantir o estado de conservação das estruturas. de um projecto arquitectónico.Aparelho destinado a medir a pressão de um reservatório ou garrafa de gás.Elemento ou vigota que na estrutura de uma cobertura. Manutenção .Profissional que realiza trabalhos em madeira nas edificações ou na con- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .O mesmo que água-furtada. lubrificantes . Sinónimo de movimentação manual de cargas. em miniatura. Marceneiro . luvas (de protecção) . iluminação.Equipamento de protecção individual para protecção das mãos. para soldadura.

se bem que não obedecem a esta norma. Microondas . Massa Fina . A utilização desta radiação comporta riscos para o globo ocular. podendo afectar o sistema circulatório e glandular. Mástique . Meios de suspensão .Rocha cristalina e compacta. Motoniveladora . Medida preventiva . A sua segurança obedece às normas próprias para elevadores e monta-cargas. vigiando e controlando directamente o seu estado de saúde. Escoamento por gravidade de montante para jusante. formado por uma cabine que se desloca ao longo de guias verticais. Reveste pisos e paredes e também guarnece elementos em cozinhas e casas de banho. Máscara . desencadeada imediatamente após a sua detecção pelos ocupantes de um edifício ou instalação.Equipamento de protecção individual. adaptado á face e que cobre as vias respiratórias.Meios destinados à implementação de medidas de autoprotecção que consiste na intervenção no combate a um incêndio.Radiação ionizante de baixo poder energético.Equipamento de movimentação de terras e terraplanagem que serve para nivelar plataformas.Mistura proporcional de areia fina.Produto em forma de pasta indicado para colagens elásticas. Monta-cargas . ligas de cordas e lingas de barras de carga. 22 fecção de móveis. Medicina do trabalho .Acessórios de elevação situados entre o gancho do aparelho elevatório e a carga.Glossário A1 . Meios de 1ª intervenção . Tem bom polimento e pouca resistência ao calor. lingas de correntes. utilizada no reboco de paredes ou muros.Especialidade da medicina cujo objectivo é prevenir riscos para a saúde do trabalhador. Tais como: lingas de cabos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Aparelho de elevação. Mármore . Montante .Acção prática destinada a prevenir/eliminar o risco ou limitar as suas consequências. lingas de estrado. O seu uso destina-se a proteger os trabalhadores que tenham de permanecer em ambientes contaminados ou que laborem com substâncias irritantes.Para o lado da nascente de um rio. água e cal. Sobre a matéria biológica os efeitos são de ordem térmica. no espectro electromagnético. Também se designam pelo mesmo nome os elevadores de materiais em obra.

Documento que serve para comunicar aos interessados.É qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga. Movimentação manual de cargas . ohm . Nível freático . que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis. de terraplanagem e de transporte de grande capacidade que realiza trabalhos no nivelamento de pouca espessura mas de forma contínua. transporte.Equipamento de movimentação de terras. oIT . nivelamento.Unidade de medida de resistência eléctrica. vapores. desmonte. N Nível . a descrição de um acidente. comportem riscos para os mesmos. espalhamento.Equipamento de protecção individual destinado à salvaguarda da vista contra gases. nomeadamente na região dorsolombar.Sigla que significa Organização Internacional do Trabalho.É a profundidade a que se encontra a superfície do lençol de água subterrânea.Regra que orienta e normaliza a produção de materiais de construção. Movimentação de terras .A1 . o óculos de Protecção . partículas e líquidos. poeiras. por um ou mais trabalhadores.Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. de forma sucinta. escavação e perfuração de terras.Conjunto de directrizes devidamente ordenadas com vista a evitar situações de risco para os trabalhadores. 23 Glossário Motoscraper .Engloba todos os trabalhos referentes a operações de carregamento. Notificação de acidente . Normas de segurança . Norma técnica . compactação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

oxidação .Processo de reacção química do oxigénio com os metais. Palmilha .Sigla que significa Organização Mundial de Saúde. orçamento de obra . terraços. Dá origem à ferrugem. Parapeito . 24 oMS .Local onde se devem estacionar viaturas ou equipamentos. sacados e patamares. Paramento . presente em janelas.Representação da estrutura organizativa de uma empresa ou empreitada onde estão representados os vários serviços e departamentos e a sua interligação. Protecção que atinge a altura do peito.Glossário A1 . ombreira .Peitoril. Parede .Face exterior de uma parede. P Pá carregadora . orçamentista . geralmente construído em alvenaria. principalmente o ferro.Um orçamento é uma previsão (ou estimativa) do custo de uma empreitada.Equipamento de movimentação de terras provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado. Serve para carregamento de terras para depósito ou camião.Elemento de compartimentação ou separação dos espaços que constituem um edifício.É qualquer trabalhador incumbido da utilização/operação ou manobra de um equipamento de trabalho.Peça integrante da sola do calçado que protege o pé de eventuais perfurações. Parqueamento (estacionamento) . operador . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Cada uma das peças verticais de portas e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. organograma .Técnico que elabora os orçamentos para as obras. fazendo assim uma previsão dos custos da mesma.

Meia calha em chapa sobre trechos do telhado abertos.Situação que excede o limite de risco aceitável. deve dispor de protecções laterais adequadas.Elemento estrutural vertical de betão armado. Passadiço .Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Pavimento .Piso feito da composição de tacos. Pintor . Pincel .Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. recebe o nome de coluna.Passagem provisória que liga dois locais.Altura entre o piso e o tecto. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Pirómetro .Peça de madeira. um espalhador e uma pistola para aplicação de jactos de tinta. Andar. Pestana . Pistola (pintura).A1 .Pavimento de qualquer construção.Pedreiro usa-se este nome na zona Norte de Portugal. madeira. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras.Aparelho para medir altas temperaturas. Pé-direito .Equipamento eléctrico composto por um reservatório. Trolha . Pilar .Andar. Quando é circular. pedra ou alvenaria. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Perigo . Pedreiro . Pendural .Instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados por um cabo para aplicar tintas.Profissional encarregado da execução de elementos em alvenaria e acabamentos.Profissional encarregado de preparar e aplicar revestimentos com tintas nas superfícies que vão receber estes materiais. Perspectiva . Piso . Peitoril .Base inferior das janelas que se projecta além da parede e funciona como parapeito. 25 Glossário Parquet . ferro ou betão que numa asna liga as pernas á linha. Plano director municipal (PdM) .

mais elevada que a sua envolvente. de dimen- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Revestimento cerâmico ou à base de resina de alta resistência e grande dureza.Saída destinada em exclusivo a uma evacuação de emergência. Platibanda . transparente. Pó de pedra . com pontos de fuga. Plano de Segurança e Saúde . 26 Plano de Emergência . a cargo de porteiro. local onde se efectua o controlo de acessos ao estaleiro de obra. Porta de emergência .Proveniente da pedra britada.Moldura contínua. o nome tem origem italiana. inquebrável. Posto de socorros . Porcelanato .Glossário A1 . actuação e de evacuação a adoptar por uma entidade para fazer face a uma situação de emergência. formando uma protecção à cobertura.Tipo de perspectiva em que o desenho reproduz todos os elementos do projecto. Portaria . Garante luminosidade natural ao ambiente. sismo. Utiliza-se para trabalhos de construção. que substitui o vidro no fecho de vãos.Documento no qual estão indicadas as medidas de auto-protecção. etc.Estudo das condições de segurança de um edifício.Rampa. explosão. dimensão nominal máxima inferior a 0. Devem permanecer devidamente sinalizadas e desobstruídas.Documento fundamental para o planeamento e organização da segurança no trabalho em estaleiros temporários ou móveis. fuga de gás.Área plana horizontal. Pré-fabricado .Material sintético. Plataforma . relativamente aos riscos de incêndio. que contorna uma construção acima dos freixais. em geral de grandes dimensões. Plano de Evacuação . elemento vertical de circulação. em que se estabelece os caminhos de fuga mais rápidos e seguros.Qualquer elemento produzido ou moldado industrialmente. devendo observar-se as medidas de segurança de modo a evitar quedas e outros riscos. devendo dispor de material e equipamentos necessários. Muito usada para mostrar instalações hidráulicas e de gás.Entrada principal.075 mm. mais larga do que saliente. bem como a sinalização e coordenação destas acções.Local onde se podem efectuar pequenos curativos médicos. Planta isométrica . de alta resistência. Policarbonato . Plano Inclinado .

Permite verificar o paralelismo e a verticalidade de paredes. eliminando. São de quatro tipos: de inserção no canal auditivo externo (tampões). afastando ou interpondo.Técnica de protecção em que se protege o conjunto de trabalhadores. Dentro destas protecções consideram-se as normas de segurança e a sinalização.É a denominação que se dá a uma queda acidental num pavimento à mesma cota ou com pequenas desníveis. de cobertura de parte substancial da cabeça e de todo o pavilhão auricular (capacetes) e os protectores activos.A1 . Q Queda de nível . Prumo .Nome do aparelho que se resume a um fio provido com um peso numa das extremidades. Protecção individual . O seu uso tem como objectivo reduzir o tempo de trabalho e racionalizar os métodos construtivos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Técnica de protecção relativamente a um ou mais riscos. entre estes e o risco. barreiras. Protector ocular .Posição vertical da linha do fio de prumo. de cobertura de todo o pavilhão auricular (protectores auriculares). Protector auditivo . Prumada . Em geral produz acidentes graves ou mortais.Equipamento de protecção individual destinado a proteger o trabalhador do risco de inalação de agentes agressivo. Também denomina a verticalidade das paredes de uma construção. em que se aplica ao trabalhador a respectiva protecção. Protecção colectiva . Protector respiratório . Queda em altura . pelo que se devem observar medidas de segurança apropriadas. radiações ou outros riscos para a vista.É o EPI (equipamento individual) que é utilizado para reduzir o efeito agressivo do ruído ambiente no aparelho auditivo.Equipamento de protecção destinado a proteger o operador do risco provocado pela projecção de partículas. É em geral provocado por má arrumação do local de trabalho ou passagem por elementos não sinalizados.É a denominação que se dá à queda entre duas cotas significativamente afastadas. 27 Glossário sões padronizadas.

Radiação de grande poder energético e que produz ionização à sua passagem pela matéria.Radiação de baixa energia do espectro electromagnético.São protecções colectivas. Revestimento .Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura de pessoas ou materiais. de projecção de partículas para a face e os olhos e as vibrações que transmite á mão e braço.Em redes de águas. Refractário . porta-paletes. A utilização desta ferramenta comporta vários riscos.Glossário A1 . esgotos ou outro fluído.Ferramenta mecânica com disco abrasivo. que não produz ionização ao atravessar a matéria. Régua . podendo receber pintura directamente ou ser recoberto com estuque. Radiação não ionizante . Rebarbadora . Perfil rectangular de alumínio que nivela pisos e paredes. enquanto a massa ainda está fresca.É aquele que é eleito ou escolhido pelos trabalhadores para exercer funções específicas no âmbito da segurança e saúde no trabalho. A acção não controlada sobre o organismo produz graves lesões (ex: leucemia e outras). Retroescavadora . Rede de segurança . Reboco . destinada a tirar rebarba. azulejo ou outro material. como sejam o risco de surdez.Revestimento de parede feito com massa fina.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas.Prancha estreita e comprida de madeira. 28 R Radiação ionizante . corresponde a um caminho subsidiário dessa rede.Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies toscas e que são responsáveis pelo acabamento. Ripado . A sua utilização requer medidas de segurança adequadas.Equipamento de movimentação de terras. Ramal . martelos demolidores ou vibradores de betão. Representante dos Trabalhadores . equipado com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora. Pode receber muitos outros acessórios. O ripado faz parte da estrutura Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . para trabalhos de construção. tais como braços de carga extensíveis.

Sanca . Sapato (de segurança) . Ambos os elementos são indicados para a composição de fundações assentes em terrenos firmes.Moldura.Parte mais larga e inferior do alicerce. Saturnismo .Peça comprida. distribuindo-o por uma faixa maior de terreno.Caixa sifonada que se instala nos passeios para escoamento das água pluviais que correm nas valetas. fabrico de vidro.A1 . Está presentemente nas actividades ligadas à fundição de chumbo e prata. S Salubridade . instalada no encontro entre as paredes e o tecto. cilíndrica. Sarrafar .Conjunto de condições que se deve verificar para a promoção e manutenção da saúde pública. mármore.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. que quando em excesso pode provocar surdez profissional. contínuo ou de impacto. junto ao piso. etc. no desenvolver do trabalho. Rolo .Faixa de protecção ao longo das bases das paredes. Impõe-se fazer a sua avaliação para determinar o tempo máximo de exposição e /ou as protecções adequadas. A primeira é um elemento de betão de forma piramidal construído nos pontos que recebem a carga dos pilares. cerâmicas e tintas. Os rodapés podem ser de madeira. ocorra um acontecimento anormal e imprevisto que ocasiona lesões e/ou danos. pedra. Pode ter diversos formatos e ainda embutir ou não a iluminação. Ruído . 29 Glossário secundária da cobertura. Sapata .Som desagradável. baterias. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cerâmica. Risco de Acidente . Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria que recebe o peso das paredes. Há dois tipos básicos: a isolada e a corrida.Doença profissional devida ao contacto com o chumbo e inalação dos seus vapores. normalmente em gesso. Sarjeta . envolta em material esponjoso ou lã para aplicar tintas.Probabilidade que. Artefactos de betão ou cantaria similares ao sumidouro.Desempeno de massa com emprego de régua ou sarrafo de madeira. Rodapé .

proibições ou obrigações.Conjunto de sinais ou dísticos que se destinam a comunicar informações.Glossário A1 . na adesão e no isolamento de qualquer superfície (cimento. Sola . madeira.Auxiliar dos profissionais que trabalham nas obras. designadamente no revestimento de pavimentos (soalho) e como elemento tosco em cofragem de madeira.Pedra de formato arredondado e superfície lisa. com vista a facilitar o uso de instalações ou equipamentos.Conjunto de meios e medidas destinadas a evitar e proteger as pessoas contra o risco de incêndio. Seixo rolado . cerâmica. Solho . Soleira .Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado de protecção. configuração dada pela corrente das águas dos rios. Servente . Silicose . bloco. Estes dados permitem proteger os trabalhadores relativamente ao risco de surdez ou promover a insonorização dos ambientes de trabalhos. etc. rolados em máquinas.Material usado na vedação. fundidores de moldes de areia. de ficar debaixo de terras que se desprendem.Prancha de madeira.Risco que se corre em trabalhos de escavação. É uma doença profissional que afecta os mineiros. Sinalização .) que exija protecção contra infiltrações de água. utilizada em múltiplos contextos.Piso na porta de entrada de uma edificação. geralmente de pinho. Existem também seixos obtidos artificialmente. 30 Segurança contra incêndio . Sifão . etc. perigos. azulejo. podendo provocar a morte por asfixia ou por traumatismo.Pneumoconiose provocada pela inalação de poeiras de sílica. Tira de pedra ou lancil sobre a qual assentam as ombreiras de um vão de porta.Tubo ou caixa dividida por septo que constitui um compartimento de retenção das águas impedindo a exalação de gases ou cheiros provenientes dos esgotos ou tubos de drenagem Silicone . Soterramento .Aparelho destinado a medir a intensidade sonora num ambiente ou posto de trabalho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Sonómetro . vidro.

tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. Cada inclinação de telhado requer um tipo de telha específico. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). etc.Cobertura de uma edificação.Peças usadas para cobrir as construções. é a designação que se dá às tábuas onde se apoiam os trabalhadores. ferro. As telhas têm formas variadas e podem ser de barro. vidro. de ligação pouco estanque e eficiente. Telha . Inclinação de um terreno em consequência de uma escavação.Protector auditivo constituído por uma rolha para cada ouvido. Tampões . Talude . Talocha .Telha de formato aplanado. 31 Glossário T Tábua de Pé . tipicamente de cor vermelha. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. com um único canal. formada por elemento rectangular com pega e destinada a apertar e alisar as massas. madeira. bege ou castanha. Feitos de espuma de poliuretano ou PVC. O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas.Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. cerâmica.A1 . podem ter um cordão a ligá-los. Telhado . Tábuas corridas . Volume inclinado de terras que impede o desmoronamento dos solos.Vedação provisória que delimita a obra do meio envolvente.Pavimento constituído por madeira maciça que é fixa (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes (sarrafos). de forma curva. Tapume .Em andaimes. resultando daí uma cobertura mais “fechada”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Telha lusa .Ferramenta de pedreiro ou estucador. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. Telha canudo . pedra.Telha tradicional artesanal. escarpa. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. Telha marselha .Rampa.

Tijolo . tijolo refractário com argila pura ou componentes refractários. que. bem assim o tirocinante. necessárias ao desenvolvimento harmonioso da vida humana em contexto urbano. Os tijolos laminados são produzidos industrialmente. Trincha . Trabalhador .Pincel espalmado. paralelamente ao beiral.Peça de barro cozido usada nas alvenarias. Existe também o tijolo cru (adobe). Tosco .Elemento estrutural da cobertura. económicas e sociais. por sua vez. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. sem necessidade de remates. Apoiase sobre a asna na posição horizontal.Pessoa singular que. Terça (ou madre) . sendo pouco estanque na junta e muito pesada. É destinada a coberturas com grande inclinação. pública ou privada.Estudo sistematizado e interdisciplinar da cidade que inclui o conjunto de medidas técnicas. tijolo furado.Disciplina técnica que estuda e representa graficamente os terrenos e a diversidade do relevo. os institutos públicos e demais pessoas colectivas de direito público e. actualmente pouco usada. Topografia . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Glossário A1 . Tem forma de paralelepípedo rectangular com espessura igual a metade da largura.Conjunto de trabalhos de construção que abarcam a estrutura e as alvenarias. Estão excluidas as instalações técnicas e acabamentos. é igual a metade do comprimento.Telha de cano plano com origem no Norte da Europa.Telha semelhante à telha canudo. u urbanismo . normalmente em madeira. 32 Telha plana . Telha romana . se obriga a prestar serviço a um empregador. o estagiário e o aprendiz e os que estejam na dependência económica do empregador em razão dos meios de trabalho e do resultado da sua actividade. o tijolo de cunha forma destinada à construção de arcos. embora não titulares de uma relação jurídica de emprego. incluindo a Administração Pública. como os declives ou taludes e picos. mediante retribuição. Os estudos topográficos são essenciais para o projecto e a implantação de qualquer obra.

Equipamento destinado a produzir vibração no betão.Aquele que tem uma trama de arame no seu interior para torná-lo mais resistente.Local onde se despejam os entulhos e terras sobrantes das obras.Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para a movimentação de viaturas ligeiras. Vão . Via de circulação pedonal . incolor ou não.Protecção (tapume. Vibrador . grade ou rede) que isola a zona de trabalhos. Verga . Vidro aramado .Peça de betão ou madeira colocada sobre vãos de portas e janelas que suporta a parte superior da parede. pesadas.Obra de arte. 33 Glossário V Vala . equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. Verniz . As vibrações sobre o corpo humano têm efeitos nefastos pelo que sempre que se verifique existir esse risco.Solução composta de resinas sintéticas ou naturais. Viaduto . Vedação de obra . Vidro temperado -Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Caminhos existentes no interior e envolvente do estaleiro de obra. Via de circulação . devem ser feitas avaliações e adoptar medidas de segurança.Escavação estreita e longa feita no solo para escoar águas residuais ou pluviais e também para a execução de infra-estruturas técnicas enterradas. protege ou realça as superfícies dos materiais. Poderá destinar-se à colocação de janelas ou portas. Via pública . acima da cota do terreno natural.Espaço público destinado à circulação pedonal ou rodoviária. em geral de betão armado ou metálica. com o fim de arrumar as componentes e produzir uma massa compacta. que trata. que serve para ligar dois pontos de uma via. por razões de segurança. transporte de pessoal.A1 . Via de circulação rodoviária . prevenindo a intrusão de pessoas estranhas à obra. através da introdução de uma agulha.Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e visitantes circularem em segurança. Vazadouro .Abertura ou rasgo numa parede.

Material que foi revestido de zinco.Elemento estrutural fabricado em instalação industrial. zincado . se não forem adoptadas medidas adequadas.Glossário A1 . expresso em concentração média diária. Evita a oxidação ou ferrugem. já que esses produtos são muito perigosos para a saúde pelo contacto com a pele. O primeiro processo tem riscos elevados. com pouca inclinação. de cor alaranjada. 34 rápido arrefecimento para torná-lo mais resistente a impactos. ferro ou betão armado responsável pela sustentação das lajes.Valor limite de exposição ou seja o valor limite. x xilófago . para um dia de trabalho de 8 horas e uma semana de 40 horas. Viga . para protecção dos olhos e do rosto. ponderada em função do tempo de exposição.Subproduto do chumbo.E . V. Viseira .Verme que se alimenta de madeira. z zarcão .Elemento estrutural horizontal ou inclinado de madeira. perfurando-a em galerias até à sua destruição total. penetram no corpo humano. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Vigota . O revestimento de chapas de ferro dá origem às telhas de zinco usadas em coberturas ou telhados quase planos.Equipamento de protecção individual. A viga transfere o peso das lajes e dos demais elementos construtivos para os pilares. munido de um filtro óptico. Quando executada em fundações designa-se por viga de fundação.É qualquer zona dentro ou em torno de um equipamento de trabalho onde a presença de um trabalhador exposto o submete a riscos para a sua segurança ou saúde.l. É usado como primeira demão na pintura de peças metálicas a fim de protegê-las. Para obviar este problema utilizam-se produtos que destroem esses vermes e que se aplicam por imersão da madeira ou por introdução em autoclave. óxido salino de chumbo. zona Perigosa .

2.15. Documentação de Referência BIBlIOGRAFIA E EnDEREçOS ElECtRónICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Maria. Alves. Relações Industriais e Assuntos Sociais – Direcção “Saúde Pública e Segurança no Trabalho” Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho. IDICT. Freitas. IDICT. L. Cabral. Teixeira. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Miguel. LNEC. José. M. Alves. CEAC. 2000. “Segurança na Construção – Glossário”.catalogo. Gandra do. Francisco. “Segurança e Higiene do Trabalho”. Franco. Porto Editora. Sílabo. Paz. Luís .aecops.gov.Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Roxo. Editora Lusófona. Rodrigues. 1999. Neves da. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. Fernando A . 1996. 1999. Santos. Edições Serviços de Publicações Oficiais das CE. Dias. 1998. Pinto. Dias. “Manual de Segurança no Estaleiro”.gov. A. 1974.AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas do Sul) http://agency. Dressel. 1996.anq.int . “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.Occupational Safety and Health Administration www.Catálogo de Profissões www. González. EPGE. IDICT.pt . “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. Volume 2. 1 Documentação de Referência BIBlIoGRAFIA RECoMENdAdA • Comissão Europeia – Direcção-Geral do Emprego. 2004. 1996. Engenharia e Construção www. 1999.pt . “Segurança. Nunes. AECOPS. IDICT. “Gestão de Segurança”. Silva. 1989. Gerardo. Conservação.mtss. António “Concepção de Locais de Trabalho”.Arquitectura. L. Fonseca. 1996. IDICT. “Organização do Estaleiro”. “Construção – Qualidade e Segurança no Trabalho”. 1971. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. Branco. EPGE. Abel.National Institute for Occupational Safety and Health www. Maria. Machado. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Gerhard.dgert. Vida Económica. Higiene e Saúde em Estaleiros de Construção”. 2003.osha. IGT. “Segurança e Saúde no trabalho . “Riscos de Soterramento na Construção”.gov/niosh . Fernando. “ Movimentação Manual de Cargas”. Almedina. IDICT. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. Luís. 2006. IST/IDICT. Luxemburgo. 1996.gov. M.pt . Alberto.eu. Luís.construlink. Germano. 1996. 2004.Autoridade para as Condições do Trabalho www. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ENdEREÇoS ElECTRóNICoS • • • • • • • • www. “Manual de Segurança – Construção.pt . Lucas. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.cdc. AECOPS. IDICT.cenfic. Gonelha. Franco. Manuel. Amaral. IDICT 1996.A2 . Restauro de Edifícios”.pt .act.com . 2006.Centro de Formação Profissional Industria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul www.Avaliação e Controlo de Riscos”. Filomena. IDICT. 1993. 1998. 2006. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Luís Fontes. IDICT. Azevedo. 2006.

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15.3. Legislação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Decreto-Lei n.Transpõe para o direito interno a Directiva n. de 21 de Dezembro de 1988.Transpõe a directiva n.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros.RSTCC. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Portaria n.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro .Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais).º 113/93 de 10 de Abril .Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e. 1 Legislação • • • • • • • • • • • • • • • • • Decreto-Lei n.º 441/91.º 33/88 de 12 de Setembro .º 362/93 de 15 de Outubro .Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública.º 348/93 de 1 de Outubro .Transpõe para o direito interno a Directiva n.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.Altera o Decreto-Lei n.º 102/2000 de 2 de Junho – Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n.º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho).º 41821 de 11 de Agosto de 1958 .Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil .Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.º 141/95 de 14 de Junho . relativa aos produtos de construção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.A3 . bem assim. Decreto-Lei n. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .º 46427 de 10 de Julho de 1965 .º 566/93 de 2 de Junho .º 133/99 de 21 de Abril . Portaria n. de 14 de Novembro . Higiene e Saúde no Trabalho.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.º 347/93 de 1 de Outubro . Decreto-Regulamentar n. Lei nº 100/97 de 13 de Setembro – Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Portaria n.º 26/94 de 1 de Fevereiro . Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação.º 89/656/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual.º 89/106/CEE.Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoa Empregado nas Obras.º 101/96 de 3 de Abril .

que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos.Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente. Portaria n. Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro – Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . que aprova o Regulamento Geral do Ruído.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens]. revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro.º 92/57/CEE.º 12/2004 de 9 de Janeiro . Portaria nº 299/2007 de 16 de Março – Aprova o modelo de ficha de aptidão médica.º 273/2003.Legislação A3 .Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis. de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a). que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . de pedreiro (m/f ). Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro – Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro – Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho. Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto – Altera o Decreto-Lei nº 9/2007. Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto – Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. Lei 35/2004 de 29 de Julho – Regulamenta o Código do Trabalho. de 29 de Outubro . de 3 de Novembro. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho – Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio. 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Lei 99/2003 de 27 de Agosto – Aprova o Código do Trabalho.Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído. Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro .Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei n. que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE. Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho .Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE. de 17 de Janeiro. Decreto-Lei n.º 146/2006 de 20 de Fevereiro . do Conselho.

4. Actividades/Avaliação RESOlUçãO OU DESEnvOlvImEntOS PROPOStOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.

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0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos. sinais luminosos e sinais verticais). 5. Incêndio – Carretéis de calibre reduzido/Explosão – Proibir garrafas de gás em caves/Electrocussão – Disjuntores diferenciais de 30 mA/Ambiente – ETAR/Intoxicação – Evacuação de produtos de combustão/Derrame de gasóleo – Caixa de retenção de hidrocarbonetos.90m. 1 Actividades / Avaliação . Separadas das vias pedonais. Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h.6m/2. 5. 2. Não existe controlo de acessos. 3. Estaleiro não se encontra perfeitamente delimitado. Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras. 2.Caminhos de Circulação 1. 2.20m/0. em todo o estaleiro de obra. Infra-estruturas aéreas e enterradas. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. Acesso/Colisões/Atropelamentos/Esmagamentos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .0m/2. 2.5m. 4. Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. 3. 6. Vedação/Viaturas/Portaria/Controlo de Acessos 4. Interior/Envolvente/Trabalhadores/Pé/0.0m a 4. Material utilizado na vedação constituí risco para os trabalhadores ou terceiros.0m. 3.25m/4. Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV1 .Estaleiro de obra 1.60m.3m/5.3m/3.A4 .60 m. AV2 . Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário. troços com comprimento superior a 100.

Identificar e sinalizar as instalações. Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. Energia eléctrica. Não lhe dar líquidos ou estimulantes. A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. 5. 6.Instalações Administrativas 1.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. Não permitir que a vitima se levante ou sente. Equipamentos de alarme e combate a incêndios/Proibição/Triângulo/Círculo/Saídas de emergência. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. 2.Actividades / Avaliação . A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . módulos devem ser espiados e amarrados. AV3 . com circuito de iluminação e tomadas. Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. Construção modulada em altura. Rede de água fria e quente. 3. central telefónica e parqueamento de viaturas. 2 6. Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. Veículos/Barreira física/Peões/Portaria/Vedação . deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. 4. deixar a vítima como está sem a movimentar. Ponto de encontro. Posto de socorros. Tapar a vitima com um casaco ou manta. Administrativa/Vitrina/Documentos/Informação/Plano de Segurança e Saúde. Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. aprovisionamento. serviço de gestão de equipamento.

Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV4 . Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho. 8/2/2/3.5/2. 3 Actividades / Avaliação . O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra.1. 3.A4 . 4.Estaleiro de Apoio à Produção 1. Armazém/Fiel de armazém/Ferramentaria/Ferramenteiro. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança do produto. 66 m2 4.0m/1. 3. Afixada sinalização de segurança.5m. 5. Queda em altura – Guarda corpos em bordaduras de lajes/Incêndio – Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado/Exposição ao ruído – Manutenção de máquinas e ferramentas/Esmagamento – Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação. Não existe vedação/Não está sinalizado/Não existe extintor de pó tipo ABC. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos. 1. Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. Os regimes dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. 2. 6. 2.5m/1. Proibição de fumar e foguear em armazéns. O local de implantação deve ser convenientemente drenado. 2. Local geograficamente independente do estaleiro industrial.5m/1. AV5 .Instalações Sociais 1. Amputação/Electrocussão/Ruído. Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. Manter em bom estado a rotulagem dos produtos. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. 6. 5.0/Pavimento/10/1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

AV6 . As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. 8. A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto. Devem ser implementados espaços de circulação adequados. Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. 3. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Todos os vãos.0m/Guarda cabeças.Actividades / Avaliação . 4 O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões.Equipamentos de Protecção Colectiva 1. Verificar o estado de conservação dos cabos e lingas. Na sua recepção. arrumados e limpos. Com ventos superiores a 60 Km/h suspender as movimentações mecânicas de cargas. Deve ser garantida a remoção de resíduos e desperdícios. Protecções colectivas/Queda em altura/0.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . todas as aberturas devem estar protegidas. desobstruídos. Não saltar entre plataformas. Nos planos de trabalho. Os atados devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. Os andaimes. 7. 2.45m/1. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais. 4. Electrocussão/Queda em altura/Queda de materiais. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos.

8. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases. Ruído/Abafadores/Tampões 3.Equipamentos de Protecção Individual 1. 6. As escavações em valas com mais de 1. quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos.A4 . Tamanho/Riscos a que protege/Ergonomia 7. Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre.6m. Nunca descer a uma escavação não entivada.têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira. AV7 . Bota – Protecção dos pés ao nível do tornozelo Botim – Protecção dos pés acima do tornozelo Sapato – Protecção só dos pés 8. 5.têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. 0. 1. Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime.0m/3.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de ventos fortes.Aparelhos filtrantes .0m máximo. 5 Actividades / Avaliação .6m/2. Rede tipo ténis/Redes verticais tipo forca/Redes horizontais/Redes horizontais de grande extensão.20m devem ser entivadas. fornecendo um ar puro artificialmente. Transparente/ Bom campo de visão/Resistente a choques 4. 7. 1 .Aparelhos Isolantes.. Quedas em altura/40mm/20mm/Cinto de trabalho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala. F (não é protecção colectiva)/V/V/F (a cor não consta de tais informações)/V 2. 5. 6. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime.0m mínimo/6. Deverá usar-se sempre capacete de protecção. 2.

Máscara (protecção das Vias Respiratórias) 4.Abafadores (Protecção dos Ouvidos) 3. Escavação/Transporte/Aterro. 3. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade do equipamento. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. Funções/Equipamentos de protecção individual/Saúde/Aptidão física. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação.Botas (Protecção dos Pés) 6. 1.Luvas (Protecção das Mãos) 5. Levantamento das infra-estruturas enterradas. 2. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. 2.Actividades / Avaliação . 3. 4. demarcar a zona de intervenção do equipamento.Funções em Estaleiro de obra 1. Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. 6 9. suspender os trabalhos.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Chefias/Meios humanos/Cargas de mão-de-obra/Plano de Segurança e Saúde. Viseira Bata Luvas AV8 .Colete reflector (Protecção do Corpo) 10. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. Queda em altura/Queda de materiais/Projecção de materiais.Capacete (Protecção da Cabeça) 2. Queda em altura/Queda de materiais/Queda ao mesmo nível.Movimentação de Terras e Escavações 1. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos. Em vias de circulação. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. AV9 . Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação.Viga/2. AV11 . Construção de acessos separados à zona de trabalhos. Directas/Superficiais/Indirectas/Profundas.Pilar/3 – Laje.20m.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV10 . Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras.A4 . 4. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. a uma distância razoável dos bordos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão. Armazenamento de aditivos para betão. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Levantamento das infra-estruturas enterradas. Incêndio/Exposição a gases tóxicos/Dermatites. 4. Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. Armadura/Betão armado/Betão/Cimento. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo.Fundações 1. Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. 7 Actividades / Avaliação . 2. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. 3. Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. 3.Estruturas 1. 1 . 2. Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. para equipamentos e trabalhadores. Águas de lavagem de baldes.

Águas de lavagem de baldes. Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos.20m devem ser dotadas de guardacorpos. 2. Alvenarias de tijolo/Organização dos trabalhos/Argamassas/Térmico e Acústico. As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. caixas ou escadotes.Alvenarias 1. Fichas de segurança dos produtos. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. corettes. 1. Ripas/beirado/madres/asna/cumeeira. gamelas. Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. antes de as içar. Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado. Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Irritação/Dermatite 4. AV13 . devem ser enviados a vazadouro. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Os entulhos devem ser depositados em local específico e. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. bidões.Coberturas 1.Asna 3. negativos de lajes). caixa de escadas. 4.Actividades / Avaliação .Forro 4. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes.Contra-ripado (paralelo ao declive) 3. junto de pilares. Plataformas de trabalho com altura superior a 1. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. periodicamente. 8 AV12 . Irritação dos olhos/Exposição a poeiras/Dermatoses.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. 3. 2. Colocação de materiais.Vara 2.

afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. Irritação dos olhos Electrocussão Dermatoses 4. AV14 . Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. garantindo a boa circulação. Fichas de segurança dos produtos. Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. 3. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos produtos tóxicos. Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção.20m devem ser dotadas de guardacorpos. As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. Plataformas de trabalho com altura superior a 1.A4 . Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. Espátula/pincel/aplicar tintas/pistola/trincha 2. 9 Actividades / Avaliação .Revestimentos 1. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. negativos de lajes). Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais.

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27ª. com o seu profissionalismo e dedicação. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar.net www.net Avaliador externo: Teleformar. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel.3@sapo. lda Centro de Estudos. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. a pesquisa.cinelformacao. Segurança e Ambiente. Tomé. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência. bem como todos os colaboradores externos que. directa ou indirectamente. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. 27. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes. a coordenação técnico-pedagógica. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto. 1350-038 LISBOA Tel.pt www. Quinta de S.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que.net www. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. 68. 10 2925-579 AZEITÃO Tel.lourenco.ceifa-ambiente.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. Porém. C/v Dta. Finalmente. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa. lda Urb. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose.teleformar.

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Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).ministério do trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia.Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego. co-financiado pelo Estado Português .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 2 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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Arquitectura e Construção 862 .Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC .Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio CEIFA ambiente. Cristina Leitão Silva João Caixinhas Teleformar.Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC . co-financiado pelo Estado Português .Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. Prior Velho.cenfic. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).pt • www. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autores Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic. Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando 580 . 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança. CINEL . Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel. através do Fundo Social Europeu.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal.M2 . do IEFP . por escrito. Lda. Março de 2008 500 exemplares.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio. Lda.

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3 Ícones Actividades / Avaliação Documentação de Referência / Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .M2 .

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Erosão 1. 21 M2 . Responsabilidade social e cidadania 2. 25 M2 .1. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar • M2 . 19 M2 . O sector da construção e o ambiente 1. 22 M2 . Agir rumo à sustentabilidade 2.2.2. Inovação técnica 2. O conceito de desenvolvimento sustentável: definição e princípios 2.1. 23 M2 . As relações entre o homem e o ambiente 1.1.1. 25 M2 .1.1.2. 25 M2 .2. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos. 3.4.2. 24 M2 .1. 15 M2 . 11 M2 . Sustentabilidade 2.3. A poluição dos solos.2. Actividades/avaliação FT3 AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 3.2. A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais 3.2.3. Inovação cultural 2. o desafio Ambiental 1.4. 3.1.1.M2 . 21 M2 .3.3. 22 M2 . 3.1. 27 SM 1 FT 1 FT 2 2. 26 • 1. Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas AV 2 SM 3 FT 6 FT 7 FT 8 FT 9 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2. Actividades/avaliação M2 . Ocupação do solo 1.2. Preservação do património 2.4.1. Desertificação 1. A utilização da natureza como depósito de emissões e resíduos 1. O ciclo do carbono O ciclo da água As cadeias alimentares Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade 3. Efeitos ambientais da actividade humana 1. A utilização da natureza como fonte de recursos 1.4. Formas de implementação 2.2. aquíferos e oceanos 1.4.2.3.2. 23 M2 .2.

3. ISO 14001 8. A gestão da água com base na noção de ciclo 5.Índice M2 .1.2.1.1. SGA baseados em “boas práticas” 7. Os aterros 7. A aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação 7.1.1.1. Sistemas de certificação ISO 8.2.2.1. O direito do ambiente 6.3. Glossário Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . SGA baseados na conformidade legal 7. O direito internacional 6. Actividades/avaliação FT 18 AV 7 SM 8 FT 19 FT 20 FT 21 AV 8 A A1 8. Formas sustentáveis de mobilidade 5. A perda da biodiversidade 4.3. A gestão sustentável das cidades e do espaço 5. Boas práticas na construção civil 7.3. Actividades/avaliação 9.1.4. O conceito de gestão ambiental sustentável: abordagens integradas 5.2. As ETAR 7. Actividades/avaliação FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 5.5.1. Formas sustentáveis de energia 5. Princípios gerais da política ambiental 6.1. EMAS 8.1.1.1. 8 AV 3 SM 4 FT 10 3. legislação Ambiental 6.1. Os filtros de emissões 7.2. Actividades/avaliação FT 14 AV 5 SM 6 FT 15 FT 16 6.2.1.3.2. Actividades/avaliação 4.4.1.3.1.2.3. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 5. As causas das alterações climáticas a nível global e local 4.1.4. LiderA 8.2.1. Buraco de ozono 4.2.2.1.2.4.1. Legislação da União Europeia 6. Legislação nacional 6.1.2. os limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 4.2. Sistemas de Gestão Ambiental 7. Sistemas de Certificação Ambiental 8.2. Desflorestação 4.3.2. A gestão integrada de materiais e resíduos 5. Anexos 9. A eco-arquitectura 7. Actividades/avaliação AV 6 SM 7 FT 17 7. Efeito de estufa 4.1.3. As incineradoras de resíduos 7.

4.2.3. Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 9. 9 Índice 9. Legislação 9.M2 . Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Apresentação do Projecto CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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embora podendo ser explorados autonomamente. em suporte papel e digital. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. Ambiente e Sustentabilidade 5.M2 . Videograma 9. Como em qualquer trabalho desta natureza. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. aos contextos de aplicação. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral.2. entre si e com outros materiais neles referenciados. a distância ou tutoradas na empresa. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Pelos erros de conteúdo. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. Concluída a fase de concepção. CD-ROM Multimédia 4. tais como sessões presenciais.2. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. do Programa Operacional Emprego. em múltiplos contextos.2 – Recursos Didácticos. apesar CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. Qualidade e Ambiente. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. grafia ou outros. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. Estes recursos. no âmbito da Segurança. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. porém. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. que.

Apresentação do Projecto M2 . porventura tenham passado. 14 disso. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho.

Ficha Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). por exemplo. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. adira. • Em alternativa. sem perda de qualidade gráfica. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. • Imprima. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. Consumíveis: antes de deitar fora. entre outros). deve ser reciclado a 100%. tinteiros. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. scanner. apenas quando necessário. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Ao fazê-lo. formatação. sempre que possível. Cada um de nós. • Impresso em ambas as faces do papel que. computadores. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. instituição formadora. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. água. frente e verso. projector de vídeo. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. No caso de um rascunho. Caso seja. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. formando. em suporte de papel.M2 .) e muitos outros materiais (papel. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. discos graváveis. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. formador. consumir o mínimo de papel e tinta. etc. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. ao mesmo tempo. equipamentos periféricos (impressora. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. se possível. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. durante e depois da acção de formação. imprima em papel já utilizado. vai utilizar para além deste guia.

lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Ficha Ambiental M2 .energystar. verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!).por exemplo: programa de recolha do produto. troca. troca. 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. Equipamentos: antes de comprar.: 21 415 51 31. entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio. consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR .com).por exemplo. informe-se junto da AMBICARE (www. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. Tel. Esteja atento(a). • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? . os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo.gov).www. sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. Existem campanhas similares de outras organizações.ambicare. a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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O CENFIC tem desenvolvido há já vários anos uma actividade exemplar e. em última análise. como o homem foi aproveitando com grande génio inventivo os recursos naturais ao seu alcance para construir casas. mas sim proteger a saúde e vida e assegurar mais bem-estar aos cidadãos. de certo modo. poluição atmosférica (por exemplo. edifícios. sendo ainda poucas as escolas de formação profissional que já interiorizaram estas prioridades nos seus currículos.M2 . 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A promoção de competências relacionadas com a protecção ambiental é hoje um objectivo básico da educação a todos os níveis de formação. provavelmente mais antiga ainda do que a agricultura. só há relativamente pouco tempo é que as relações entre as actividades construtivas e o ambiente começaram a ser uma preocupação importante. para além disso. alteração dos leitos dos rios. hoje muitas vezes extintas ou em vias de extinção). pontes. são provocados pelas actividades construtivas: alteração da paisagem devidas à extracção de matérias-primas para a construção (por exemplo. mas também indispensáveis ao progresso do nosso país. A legislação contribuiu muito para a promoção da consciencialização ambiental e hoje o sector da construção é obrigado a agir de uma forma mais responsável perante o ambiente. pedreiras). Hoje em Portugal já quase não existem espaços naturais que não tenham sofrido uma alteração através do homem. alteração da biodiversidade (por exemplo. pois. etc. túmulos e templos e. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os profissionais da construção devem entender que os objectivos da legislação ambiental não só são justificados. como a paisagem natural se foi profundamente alterando através das obras que o homem foi fazendo. directa ou indirectamente. através das emissões de máquinas usadas na construção). alterações do meio aquático (por exemplo. Há. etc. por outro lado. até pioneira neste campo.) que modificam o ambiente. poluição das águas através de material poluente usado nas obras). É na sequência das actividades já desenvolvidas que aparece este guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade que pretende proporcionar aos formandos do sector da Construção Civil acesso a conhecimentos básicos que lhes permitirão compreender melhor os desafios ambientais e fazer escolhas mais responsáveis no seu futuro profissional. barragens. Mas não são só as construções em si (estradas. Apesar de muitos destes efeitos serem visíveis para todos. Os vestígios de civilizações do passado mostram. Em especial no contexto da qualificação profissional a integração de módulos de aprendizagem relacionados com a gestão ambiental torna-se uma prioridade cada vez mais urgente. por um lado. Em Portugal este processo está agora a começar. uma série de efeitos ambientais que. destruição de ecossistemas que davam abrigo a muitas espécies vegetais e animais. o SECToR A construção civil é uma das primeiras actividades do homem. o seu objectivo não é multar os que causam danos ao ambiente.

Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . • através dos materiais que são removidos da natureza como matérias-primas e que. O objectivo deste guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é criar uma base de conhecimentos que permita aos formandos entender as relações de causa e efeito que estão na base dos problemas ambientais e saber responder aos desafios ambientais com que será confrontado na sua vida profissional. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES As actividades humanas têm influência sobre o ambiente a vários níveis: • através da ocupação do solo. Já em relação à gestão de materiais e de energia. não são em geral os técnicos da construção que tomam decisões nesta área. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo Partimos do pressuposto que os formandos que irão usar este guia de aprendizagem têm ainda poucos conhecimentos sobre os grandes ciclos naturais. sem dúvida. • como eles se modificam através das actividades humanas. • como pode ser gerida a interface Homem-Natureza de uma forma mais harmoniosa. como já foi mencionado em cima. Neste guia de aprendizagem tentaremos mostrar: • como funcionam ecossistemas sem intervenção do homem. o carácter de um compêndio de introdução geral aos problemas. um dos efeitos mais importantes da actividade construtiva. os efeitos ambientais que ela pode ter e as consequências que estes podem representar para a sustentabilidade dos ecossistemas. • através do uso de formas de energia baseadas na transformação de recursos naturais de origem fóssil (como o carvão e o petróleo). abordados com mais detalhe em manuais específicos. È. no entanto. portanto. O guia de aprendizagem tem. as causas das alterações ambientais mais dramáticas. importante que todos os profissionais da construção saibam equacionar a relação entre a sua actividade específica. por isso. 22 Gerir as relações entre a construção e o ambiente é. e as soluções técnicas que são hoje em dia utilizadas para minimizar os efeitos negativos da construção civil sobre o ambiente. ao mesmo tempo. grandes problemas de poluição atmosférica. por isso. este grupo profissional tem um papel importante a assumir. depois de alterados. uma tarefa muito complexa que exige capacidades técnicas específicas de todos os profissionais deste sector de actividade. Embora a ocupação do espaço seja. transformados e consumidos voltam à natureza sob a forma de resíduos e emissões. Os problemas relacionados com a gestão dos resíduos da construção e demolição (RC&D) e com as energias alternativas serão. que põem em causa a preservação desses recursos para gerações futuras e causam.

º Ano de Escolaridade. se necessário para outros módulos. projectistas. para fontes de informação adicionais na rubrica a que chamámos “Saber Mais”. CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. os formandos de cursos de nível 3. sempre que pareceu recomendável. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. para o glossário e. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo O guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade está estruturado em submódulos. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. no entanto. arquitectos. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. por parte de engenheiros. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. em diferentes momentos. em contexto de formação ou trabalho. Pode também este Guia. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. preferencialmente.M2 . outros técnicos do Sector. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade de uma auto-avaliação pelo formando. ser explorado em sessões de formação de nível 2. Para assegurar que os formandos compreendam que o ambiente é uma unidade que não pode ser observada em compartimentos separados haverá em todos os capítulos referências para outros submódulos ou fichas temáticas. compostos por várias fichas temáticas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil.º ano de escolaridade. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. pelo menos. os domínios da Segurança. fiscalização. Sugere-se. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. não obstante. Este Módulo não confere. • Estar a frequentar um curso de nível 3. • Possuir o 9. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. Qualidade e Ambiente. • Técnico de Desenho de Construção Civil. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. IdENTIFICAÇÃo do Módulo Sistema de Gestão da Qualidade. coordenação. com durações variáveis. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. entre outros. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. Ambiente e Sustentabilidade RESuMo O objectivo do guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é contribuir para o desenvolvimento de competências na área do Ambiente. Este recurso pode inserir-se. gestão da segurança. focando especificamente a interacção Homem-Ambiente. embora se recomende que os aprendentes respeitem. • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. • Técnico de Medições e Orçamentos. qualquer nível de qualificação. 24 Considerando as competências visadas. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. se ministrado autonomamente. PRé-REQuISIToS. • Encarregados e outros técnicos do Sector. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. e sem prejuízo das profissões tradicionais. • Técnico de Topografia. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de ambiente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 .

5. 3. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. Enquadramento do Módulo O Desafio Ambiental Sustentabilidade A base da sustentabilidade ecológica: os ciclos naturais Os limites da sustentabilidade: perturbações dos ciclos naturais Gerir a interface entre o Homem e a Natureza Legislação ambiental Sistemas de Gestão Ambiental Sistemas de Certificação Ambiental e da Qualidade Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os pré-requisitos. 7. não esquecendo o contexto Homem-Ambiente. pretende-se que os primeiros submódulos (conceitos de ambiente e enquadramento da problemática interacção Homem-Ambiente) sejam de conhecimentos genéricos. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. 8.M2 . 4. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. Assim. quer em contexto de formação quer de trabalho. 9. 6. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. 2. científico-tecnológica e prática. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo e de sistemas de gestão. 1. sendo os restantes módulos específicos para uma correcta gestão do ambiente e da qualidade.

3. medidas ou acções que podem contribuir para um ambiente mais sustentável. as estratégias. Analisar.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Legislação Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Nota: todas as palavras a azul ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. quer na esfera privada quer na profissional. CENFIC . em particular nos meios urbanos ou em locais com maior incidência da actividade humana. Promover uma cultura amiga do ambiente. 26 Enquadramento do módulo O Desafio Ambiental Causas e efeitos dos problemas ambientais Gerir a Interface entre o Homem e Natureza A gestão ambiental Glossário Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos O Conceito de Sustentabilidade A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais Os limites da Sustentabilidade: Perturbações dos Ciclos Naturais Gestão Ambiental na Prática Gestão Ambiental na baseada nas "Boas Práticas" Sistemas de Certificação Ambiental Anexos oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais 1. 2. Ambiente e Sustentabilidade visa: Identificar e prevenir os danos que o Sector da Construção Civil pode causar ao ambiente. O Guia de Aprendizagem Sistema de Gestão da Qualidade. transferindo os ensinamentos da ciência para uma gestão mais responsável dos comportamentos e atitudes no quotidiano. nas suas diferentes vertentes.

Enquadrar o significado do conceito de “desenvolvimento sustentável”. • Bloco de notas e caneta. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 8. 2. transpondo para a vida quotidiana e profissional os fundamentos científicos apreendidos. reconhecendo os seus limites ao nível da sustentabilidade. Avaliar a dimensão dos riscos derivados da alteração dos ciclos naturais. • Computador. Identificar as pressões que influenciam e alteram os ecossistemas. 5. 3. Explicar a diferença entre sistemas de gestão baseados na conformidade legal e sistemas mais ambiciosos.M2 . 9. 4. 6. 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. 10. Compreender a dimensão ambiental como uma maneira de encontrar formas de desenvolvimento que conservem e façam o melhor uso possível dos recursos naturais e energia disponíveis. 11. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Manual. Reconhecer o papel e os objectivos de sistemas de certificação ambiental. 7. Reconhecer a importância dos ciclos naturais e descrever o funcionamento de alguns deles. Enunciar os grandes princípios que devem guiar a gestão ambiental de todas as actividades humanas. Identificar os objectivos da legislação ambiental à luz desses princípios. Enquadrar o conceito de “ecossistema”. Interiorizar o desafio ambiental como um parceiro precioso na mudança. baseados em boas práticas.

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1. O Desafio Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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• Compreender que as actividades do Homem têm efeitos ambientais. 1ª ed. • Conhecer de que forma o Homem utiliza a Natureza. As actividades humanas. aquíferos e oceanos • Desertificação • Erosão • Impacte da construção civil no ambiente 4. Lisboa. Editorial Presença. 1993. têm muitas vezes efeitos ambientais nefastos. TEMAS • Natureza como fonte de recursos e depósito de materiais • Efeitos ambientais da actividade humana • Ocupação do solo • Poluição dos solos. O grande desafio ambiental que temos à nossa frente é minimizar os impactos das actividades humanas sobre o ambiente! 2. uma relação muito próxima.. em especial a construção civil. • www.Ecologia e Espírito Humano.SM1 O Desafio Ambiental 1. cada formando deverá estar apto a: • Entender a complexidade da relação Homem-Natureza. como fonte de recursos.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . e como depósito de resíduos e emissões. Em todas as suas actividades. o Homem acaba sempre por ter algum impacto no ambiente. SABER MAIS • Al Gore: A Terra à Procura de Equilíbrio . • Reconhecer a construção civil como uma das actividades que mais impacte exerce sobre o planeta. com o ambiente que o rodeia. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. RESuMo O Homem faz parte do ecossistema Terra estabelecendo. para os quais devemos estar atentos. 3. É da Natureza que retira os recursos naturais indispensáveis à sua sobrevivência e desenvolvimento e é ali que deposita os seus resíduos e emissões. GloSSÁRIo • Antrópico / Antropogénico • Ecossistema • Biosfera • Gases de efeito de estufa (GEE) • Combustíveis fósseis • Biodiversidade • Resíduos 5.naturlink.

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Biosfera Neste submódulo vamos começar por clarificar algumas noções básicas que são necessárias para desenvolver os temas que fazem parte deste curso.FT1 . tal como a água.1. qualidade de vida e bem-estar – a nós e às gerações vindouras. • Explicar o significado de uma visão ecocêntrica do mundo. 1 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. em que o Homem é um elemento do sistema global que relaciona todos os elementos naturais e antrópicos que existem na Terra. pelo contrário. Ecossistema. A palavra “ambiente”. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Estudaremos melhor o significado de ecossistema mais à frente. situa o Homem no ecossistema: sugere que cada indivíduo se encontra no meio de um sistema que o envolve e com o qual ele tem uma relação de grande proximidade – cada um de nós está no centro do “seu” ambiente. Ecossistema designa a unidade “Homem+Natureza”. o formando deverá estar apto a: • Identificar e comentar as diferentes perspectivas de avaliação da relação entre o Homem e a Natureza. É sobretudo sobre as relações entre o Homem e o “ambiente” que nos vamos debruçar neste submódulo. Muitas vezes ouvimos falar em “ambiente”. PAlAVRA-CHAVE • Ambiente • Natureza • Homem • Visão biocêntrica • Visão antropocêntrica • Visão ecocêntrica GloSSÁRIo Antrópico. as casas e as fábricas. neste submódulo. as aves e o ar. mas com um sentido um pouco diferente. As relações do Homem com o ambiente são profundamente influenciadas pela percepção que o Homem tem da Natureza. sem uma posição especial nesse sistema. Trata-se de um conceito próximo de “ecossistema”. tentando descobrir como é que podemos gerir essas relações de forma a que o “nosso” ambiente nos garanta saúde. AS RElAÇÕES ENTRE o HoMEM E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

Mas como o Homem tem a capacidade de utilizar a Natureza para outros fins (por exemplo. comer. económicas e culturais. Para que o Homem continue a existir à superfície da Terra. decidiu-se pela construção da ponte. As duas perspectivas (biocêntrica e antropocêntrica) reflectem as posições antagónicas que conhecemos de muitas discussões sobre o ambiente a que assistimos entre os chamados Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Para quem pensa assim. económico e cultural. por passar por cima de uma importante área de habitat de aves. Uma criança que vive no campo tem uma percepção diferente da Natureza do que uma criança que vive na cidade. construção de um aeroporto numa zona de passagem de aves migratórias dá origem a grandes discussões). em especial. Nestes casos. a Natureza só é importante na medida em que ela permite ao Homem satisfazer as suas necessidades vitais. e. vive num contexto que inclui também necessidades sociais.1: A Ponte Vasco da Gama esteve ligada a polémicas aquando da sua construção. Desta perspectiva – a que chamamos “antropocêntrica” – em caso de conflito de interesses. que designa tudo o que tem como característica fundamental o facto de a sua existência ser “natural”. os defensores de uma visão “biocêntrica” do mundo opõem-se à realização de tais projectos (por exemplo. biológicas (respirar. de uma perspectiva biocêntrica. Mas a percepção da Natureza foi também evoluindo no tempo. não se pode tratar desta questão como se o Homem e a Natureza fossem realidades separadas. construção de aeroportos). em que a protecção da natureza aparece como impedimento à realização de projectos que o Homem quer realizar.). Figura 1. da biosfera. os defensores desta abordagem argumentam que pode e deve fazê-lo para promover o seu desenvolvimento social. as actividades do Homem estão no centro das atenções. embora necessitando da Natureza para viver. à medida que a ciência foi descobrindo as origens dos fenómenos naturais e desvendando as interligações que existem entre eles. etc. não podendo existir sem ela. • Por outro lado.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . Por vezes ocorrem situações de conflito. sem qualquer intervenção do Homem. é fundamental manter a integridade da Natureza. tendo sido impostas várias medidas de protecção da fauna do estuário do Tejo Fonte: CEIFA ambiente. A percepção da Natureza pelo Homem varia de lugar para lugar. 2 Natureza (do latim natura) é um conceito vasto. há quem considere que o Homem. Mas ainda hoje há várias maneiras de olhar para as relações entre o Homem e a Natureza: • Há quem veja esta relação de uma perspectiva “biocêntrica” que parte do princípio que o Homem faz parte integrante da Natureza. Portanto. No entanto. Lda.

mas deve. sofrerá as consequências dessas alterações.2: Imagem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas (Parque Nacional do Gerês). por outro lado. é que uma medida deve ser tomada. a visão ecocêntrica do mundo considera que todos os impactos económicos. Para construir uma barragem é necessário deslocar as pessoas que vivem no espaço que irá ser submergido pelas águas. sociais e ecológicos de uma medida têm que ser ponderados. ou um grupo de pessoas. a população que habitava nesta zona das margens do rio Homem. No entanto. oficinas. superiores às perdas que ela provoca. Se um acontecimento (seja ele natural ou antrópico) provocar alterações na Natureza. de acordo com uma visão ecocêntrica do mundo. Portanto. há um grupo de pessoas que ganha e outro que perde. Toda a história dos que ali vivem. uma perspectiva “ecocêntrica” que vê o Homem e a Natureza como partes integrantes do ecossistema. e não podem ser tratados como realidades separadas. teve que ser deslocada para outro local. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . predomina uma visão mais integrada do problema. Homem e a Natureza estão em permanente interacção. cafés e escolas desaparecem. assumir a sua responsabilidade perante a natureza e os que são negativamente afectados por uma medida. O que é importante é que ele actue. Ora as actividades económicas de uma pessoa. todo o ecossistema. na maioria dos casos. Em resumo. a várias escalas. por um lado. 3 As Relações entre o Homem e o Ambiente “ambientalistas” e os “economicistas”. só se o resultado da avaliação for positivo. podemos dizer que o Homem pode. as suas casas e campos. Desta perspectiva. no seu conjunto.FT1 . Debaixo destas águas estão as ruínas das casas dos antigos habitantes Fonte: Ana Henriques. igrejas. não provocam só impactos ambientais (que também afectam o Homem). usufruir dos bens e serviços que a Natureza lhe fornece. incluindo o Homem. Figura 1. no seu conjunto. Este empreendimento só é aceitável se os resultados positivos que se esperam da construção da barragem forem. mas também impactos económicos e sociais sobre outras pessoas ou grupos sociais: em quase todas as actividades económicas. sempre. Para construção desta barragem.

pois baseia-se numa visão mais integrada dos problemas.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . como para a Natureza. 4 de forma prudente. A construção de um aeroporto exige. pelo menos. não só a curto prazo. desde a fase de construção. uma avaliação muito cuidada dos impactos que essa obra pode provocar. mas também a longo prazo. A visão ecocêntrica do mundo permite ultrapassar muitos conflitos entre protectores da natureza e promotores de actividades económicas. com o empreendimento que vai ser realizado. serão tomadas todas as medidas para evitar – ou. ou gerar consequências económicas e sociais negativas para outras pessoas. minimizar – os eventuais impactos negativos dessa obra possa ter sobre o Homem e sobre o ambiente. de modo a evitar alterações na Natureza que possam pôr em causa o funcionamento do ecossistema. Têm que ser estudadas todas as vantagens e desvantagens das diversas opções. O desafio de quem toma a decisão desta envergadura é que tem que assegurar que. pondo o funcionamento do ecossistema e a qualidade de vida do Homem no centro das atenções. tanto para o Homem. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . passando pela fase de manutenção e uso até à fase de demolição. para os defensores de uma visão ecocêntrica do mundo.

As grandes categorias de recursos naturais que o Homem utiliza são: • os materiais bióticos: madeira. novas formas de uso são descobertas.1. • as fontes de energia não renováveis: petróleo e derivados. Desta forma. 5 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. peles de animais. Materiais abióticos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Sem estes recursos a sua vida no planeta não seria possível. o uso que faz dos recursos naturais depende do fim a que se destinam: • • Como ser biológico. água. água. Por exemplo. Como ser socio-económico. vento. o Homem utiliza recursos vitais à sua sobrevivência como o sol. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Sobre-exploração • Homem biológico • Homem sócio-económico • Relação Homem-Natureza GloSSÁRIo Materiais bióticos. a cada ano que passa. mas também como ser socio-económico. cortiça. o Homem utiliza materiais (bióticos e abióticos) para produzir diversos produtos e energias (renováveis e não renováveis). Energias não renováveis Há muito tempo o Homem utiliza os recursos naturais que encontra no seu ambiente e. hoje utilizam-se pequenos seres vivos (microorganismos) para produzir materiais ou para despoluir locais contaminados – são as biotecnologias que nos últimos anos se têm desenvolvido com base em investigação científica. Energias renováveis.FT1 . como o gás natural e a gasolina. • Reconhecer que a sobre-exploração afecta a quantidade e qualidade dos recursos que deixamos às gerações vindouras. identificando as suas diferentes facetas. o formando deverá estar apto a: • Compreender que o Homem é um ser multifacetado. • as fontes de energia renováveis: sol. • os materiais abióticos: rocha. não pode ser visto apenas como um ser biológico. minerais. O Homem é um ser multifacetado e como já vimos.1. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo FoNTE dE RECuRSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Explicar a dinâmica de evolução da relação Homem-Natureza. a água. o ar e os alimentos.

3: Imagens de dois dos mais importantes recursos ao dispor do Homem. a população e o nível tecnológico aumentaram. a exploração da natureza na Europa era feita por uma população pequena que não dispunha de meios capazes de extrair grandes quantidades de recursos e por isso a relação Homem-Natureza era razoavelmente equilibrada. O Homem tem subaproveitado a energia solar disponível. Há uma exploração desenfreada de alguns recursos que. Ainda hoje. na maior parte das regiões do mundo. por exemplo. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . só visa o lucro. muitas vezes. Fonte: CEIFA ambiente. com as florestas tropicais que estão em risco de desaparecer de muitas zonas do globo porque alguns grupos económicos querem fazer o máximo de lucro com as madeiras. Os recursos não renováveis como os metais e os minerais estão a esgotar-se como resultado do crescimento da população e do desenvolvimento económico. um solo que leva milhares de anos para se formar. Lda Até há alguns séculos. Mas essas civilizações estão em risco de desaparecer como é o caso dos índios da Amazónia. o seu melhor capital. a exploração dos recursos naturais desenvolveu-se a um ritmo tão acelerado que a natureza não é capaz de recompor o que é destruído. como a madeira e os peixes estão a alterar o ambiente para sempre.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . Com o passar do tempo. não havendo planeamento a médio e longo prazo. 6 Figura 1. É o que acontece. porque os agricultores querem aumentar ao máximo as suas colheitas e não pensam que estão a destruir. enquanto o uso desgovernado dos recursos renováveis do planeta. pode ser totalmente degradado em algumas décadas de cultivo intensivo. e com eles. existem algumas regiões do nosso planeta em que há uma convivência harmoniosa entre o Homem e o seu ambiente. Do mesmo modo. a Água e o Sol. sem se preocuparem com o que acontecerá depois. a longo prazo.

Para evitar a sobre-exploração. estudar formas de substituir os recursos não renováveis por recursos renováveis. qualquer capacidade de renovação dos mesmos. Fonte: a) CEIFA ambiente. É bom que todos nós paremos e pensemos nas consequências que os nossos actos desgovernados podem causar à natureza.canarias. concelho de Loures. b) Plataforma petrolífera no mar. como facilmente se depreenderá. extrai-se mais da natureza do que ela pode produzir no mesmo período. podemos recorrer a uma maior utilização de energias alternativas (renováveis).4: a) Parque eólico em Fanhões.org O problema é que a velocidade de exploração dos recursos naturais renováveis tem sido feita a uma taxa superior à sua taxa de renovação. ou seja. por parte da natureza. A qualidade e quantidade dos recursos de que as futuras gerações poderão ou não usufruir depende da forma como nós actualmente os usamos. Lda. No que concerne aos recursos naturais não renováveis a sua exploração torna-se deveras preocupante porque. b) www.FT1 . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . extraindo petróleo. Por exemplo. 7 As Relações entre o Homem e o Ambiente Figura 1. fonte de energia renovável. uma energia não renovável. não existe. com vários aerogeradores que aproveitam o vento. em vez de continuar a usar petróleo. o Homem tem que tentar reutilizar e reciclar os materiais e além disso. Esta situação poderá originar o que se designa por: Sobre-exploração A sobre-exploração conduz ao esgotamento dos recursos naturais da Terra.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

desde o microcosmo das bactérias e dos átomos até à escala do universo. Litosfera. e é assim denominada porque é sobretudo através das suas técnicas e dos produtos fabricados com essas técnicas que o Homem intervém no ambiente de forma massiva. Combustão Ecossistema O Homem e o seu ambiente fazem parte do ecossistema “Terra” que está em permanente evolução. Todas as componentes do ecossistema têm que se ir adaptando às transformações que se vão processando. referimo-nos tanto aos elementos naturais como aos elementos antrópicos: a água (hidrosfera). A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo dEPóSITo dE EMISSÕES E RESíduoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Biosfera. simultaneamente. incluindo o Homem (biosfera) são componentes naturais do ecossistema. A chamada “tecnosfera” é a componente antrópica do ecossistema. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. como fonte de recursos e depósito de resíduos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. o solo (litosfera). • Concluir que a Terra pode funcionar.FT1 . o ar (atmosfera) e todos os organismos vivos.2. 9 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Atmosfera. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Quando falamos de componentes do ecossistema. Hidrosfera. Chuvas ácidas. aquela que resulta da acção do Homem. desde a escala local à escala planetária. As relações entre as componentes do ecossistema acontecem a várias escalas.1. PAlAVRA-CHAVE • Ecossistema • Tecnosfera • Limites ecológicos • Depósito • Poluição GloSSÁRIo Antrópico.

que analisa e efectua previsões. 10 Figura 1. a floresta pode ser utilizada para a produção de madeira (a fonte). um recurso renovável como a floresta. Fonte: CEIFA ambiente. madeira. há já muito tempo que se vem tentando alertar a opinião pública e os políticos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .5: Representação esquemática da interligação das diferentes componentes do ecossistema. passa a ser um recurso não renovável quando os depósitos no solo das emissões gasosas das fábricas e dos automóveis atingem níveis tão elevados que alteram a qualidade do solo e. com as suas dinâmicas e inter-relacionamentos. Há. entre outros – existem em quantidades limitadas no nosso planeta. em consequência. que estamos perante um futuro insustentável.fonte de vida das árvores e da matéria prima que elas fornecem . petróleo. Este livro fala-nos do perigo de o desenvolvimento do Homem poder ser travado nas próximas décadas. face à actual tendência de crescimento da população mundial conjugada com a industrialização. ferro. Por exemplo. Meadows. água. carvão e petróleo. pela queima de madeira. poluição. que.. produção alimentar e consumo de recursos naturais. porque as taxas de extracção de recursos e os níveis das emissões atingiram já níveis que os ecossistemas não podem suportar. Dennis L. Mas que limites são estes afinal? De acordo com os autores do livro referido. ou seja. e Jorgen 1 Randers. por sua vez. limites que o Homem devia respeitar. quanto ao futuro da Terra. porque a Terra é um espantoso sistema. nesta combustão libertam-se para a atmosfera elevados níveis de ácido sulfúrico.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . Meadows. todos os recursos utilizados pela economia humana – alimentos. O mesmo solo . Por isso. portanto. Mas a natureza desses limites é complexa. Esta conduz à morte da floresta. Chega ainda à conclusão. causador de chuvas ácidas. Lda Livro de Donella H. para garantir o seu próprio futuro. Em 1972 foi publicado o livro “os limites do Crescimento”1 . destroem a capacidade de reprodução da floresta. se continuarmos a agir com a natureza como até à data. causam a acidez do solo.é também o depósito das chuvas ácidas resultantes da poluição do ar.

as sociedades europeias estão cada vez mais abertas para os sinais de alerta e a necessidade de reconhecer que há “limites ecológicos” que têm que ser respeitados. Fonte: www.1) e garantam qualidade de vida aos Homens de hoje e às gerações vindouras.6: Imagem duma floresta morta pelas chuvas ácidas.FT1 .1. composto por inúmeros subsistemas. Quando se fala em “limites ecológicos” pensa-se em geral ou no esgotamento de determinados recursos (por exemplo. ou na destruição de um ecossistema por excesso de poluição. que antes eram um importante habitat e fonte de alimento para as populações locais. Figura 1. porque a Terra é um sistema muito complexo. estes Muitos rios e lagos. 11 As Relações entre o Homem e o Ambiente para a necessidade urgente de se encontrar formas de desenvolvimento sustentáveis. o que conta é a questão de se saber quando e porque é que esse espaço perde a sua capacidade de dar suporte à vida que naturalmente abrigava antes de haver poluição. Mas a ciência hoje acredita que para definir os limites ecológicos de um espaço. No entanto. Enquanto a quantidade de resíduos ou emissões não excede determinados limites. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que tenham por base uma visão ecocêntrica do mundo (ver ficha 1.org Na Conferência do Rio (1992) foi definido o conceito de Desenvolvimento Sustentável de forma muito abrangente.wikipedia. as dúvidas sobre como resolver os problemas de insustentabilidade do planeta – em especial a questão ambiental. Mas na prática. estão tão poluídos que hoje já não vivem ali peixes. A fixação de limites ecológicos é difícil. e o problema das desigualdades entre os países pobres e ricos – continuam a suscitar polémicas. se queremos assegurar a sobrevivência do Homem na Terra a longo prazo. os jazigos de alguns metais e de petróleo estão em vias de se esgotar). cujas dinâmicas e inter-relações ainda são mal conhecidas.

Em toda a Europa Central a floresta sofre hoje as graves consequências desta poluição que começou com a revolução industrial no século XIX. Só agora. numa região normalmente pouco povoada. A “morte da floresta” é. consequência da produção industrial com base em energias fósseis. sabemos que esse espaço natural atingiu o seu limite ecológico. é importante saber que os limites ecológicos podem ser definidos para diferentes períodos de tempo. tal facto tem efeitos negativos. A partir do momento em que as substâncias estranhas que depositamos em espaços naturais excedem a capacidade de absorção desse ecossistema. a poluição atmosférica começa a ser controlada. sendo absorvidos por ele. e perde a capacidade de dar suporte aos seres vivos que nele habitam. lentamente. e por vezes catastróficos.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . o ecossistema corre o risco de colapsar.br/lazer Por outro lado. muitas plantas deixam de se poder desenvolver nele. as águas residuais de milhares de turistas. durante o Verão.7: No mundo. Quando os ecossistemas colapsam. através de técnicas e combustíveis menos poluentes. em grande parte. 12 podem interagir com o meio natural.terra. Fonte: http://paginas. Mas as consequências de violações constantes dos limites ecológicos não são só importantes para as espécies que vivem num certo espaço natural. é limi- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . sobre a economia e as sociedades humanas. Quando os níveis de poluição atingem o limite ecológico.com. como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo. Relembrando o exemplo referido anteriormente. as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis também pelo “desgastes” de esculturas de mármore e calcário. Figura 1. se a acidez do solo atinge determinados níveis. do tráfego motorizado (automóveis) e da produção de electricidade. por exemplo: • limites de Curto Prazo: a capacidade de um rio absorver.

o que mostra que a urgência de encontrarmos alternativas ambientalmente aceitáveis não é uma questão de moda. nem uma exigência de ecologistas sonhadores. que se traduzem em elevados custos. a curto prazo esse ecossistema aquático pode atingir níveis de poluição que o levam ao colapso.FT1 . mas uma necessidade da economia. sejam eles devidos à escassez de recursos ou ás despesas com a remediação de problemas de poluição. 13 As Relações entre o Homem e o Ambiente • tada. pela exploração dos jazigos durante muitas décadas. Actualmente a sociedade humana utiliza recursos naturais e deposita resíduos na natureza a ritmos que não são sustentáveis! O ambiente emite sinais da sua fragilidade ecológica e exerce pressões sobre a economia. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . limites de longo Prazo: a exaustão das reservas de petróleo acessíveis é resultado de se ter atingido o limite ecológico.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

• Identificar e descrever os impactos ambientais da alteração e uso do solo.8: As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas. a poluição e o esgotamento de recursos resultantes do nosso actual modelo de produção e consumo. mas nem sempre se encontram as melhores soluções para os resolver.FT2 . 1 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. Isto porque por um lado. por sua vez. têm sido cada vez mais frequentes e com maior intensidade. da água. em parte. irás com certeza reparar que os fenómenos naturais. e essas alterações têm. As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas Se estiveres atento ao noticiário. A incapacidade de manutenção dos sistemas que dão suporte à vida altera. desequilibram de forma continuada e persistente a capacidade de resposta dos ecossistemas da Terra às intervenções humanas. EFEIToS AMBIENTAIS dA ACTIVIdAdE HuMANA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. como furacões. também a qualidade do ar. e. do meio físico e. as causas e efeitos dos problemas. por outro lado. há problemas que ainda não estão cientificamente bem equacionados. Trata-se obviamente de um ciclo vicioso: o Homem exerce pressões sobre os ecossistemas que os alteram. do que eram no passado.2. Fauna A organização da vida humana. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que a ocupação do solo por parte do Homem tem bastantes impactos ambientais. Habitat. Conhecemos. repercussões sobre o Homem. há falta de vontade política para encontrar soluções. Fonte: CEIFA ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. alterações do clima através da poluição atmosférica podem favorecer o desenvolvimento de pragas para a agricultura ou de insectos nocivos ao Homem. Impacte ambiental. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por outro. Por exemplo. agrava os fenómenos naturais. Figura 1. inundações e secas. Lda São muitas as pressões que o Homem exerce sobre o seu ambiente.

A poluição dos solos. A desertificação 4.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . A erosão Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . também nós estamos a intervir no ambiente. cedo descobrimos que estes problemas estão a diminuir consideravelmente a nossa qualidade de vida e a reduzir as opções de desenvolvimento das crianças de hoje e de amanhã. 2 Como cidadãos do mundo. Para isso. É por isso que cada um de nós tem que tentar contribuir para a solução dos problemas ambientais e intervir na vida política. Vamos aprender a identificar as causas e efeitos de algumas alterações do ambiente e perceber que faz sentido combater: 1. temos que compreender como é que. A ocupação desordenada do solo 2. tomando posição contra as medidas que podem alimentar o ciclo vicioso que acima foi descrito. aquíferos e oceanos 3. vamos estudar em mais profundidade alguns dos problemas causados pelas actividades humanas. no nosso dia a dia. Nos submódulos que se seguem.

porque através dela ocorre (como está esquematizado no quadro seguinte): • uma alteração total do habitat natural. a instalação de lixeiras e aterros sanitários. concentrar a nossa atenção sobre o impacto ambiental resultante da ocupação de solos para construção de agregados urbanos e para a agricultura. todas as actividades do Homem interferem com o uso do solo. Fauna. bem como deposições atmosféricas resultantes das várias actividades. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. Impacto ambiental. geralmente. • o desaparecimento de grande parte da fauna.1. • Concluir que a Terra pode funcionar. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. aos usos acima referidos associam-se. com o consumo de energia e com o ciclo da água. Vamos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. 3 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. De facto. descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas. Na generalidade. As consequências inerentes ao aparecimento de um agregado urbano conduzem a impactos ambientais muito abrangentes. no entanto.FT2 . • a destruição do coberto vegetal.2. para centros urbanos. A ocupação e uso do espaço por exemplo. como fonte de recursos e depósito de resíduos. simultaneamente. pecuária e indústria têm tido como consequência alterações significativas da Terra para além dos elevados níveis de contaminação que possam estar associados a essa ocupação e uso. Habitat. oCuPAÇÃo do Solo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. actividades agrícolas. • a alteração dos solos (pavimentação) e sua remoção. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

9: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para construção de agregados urbanos Fonte: CEIFA ambiente. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . continuando o sul a ser dominado por sobreiros e azinheiras.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . No início do século XX. sobreiros e azinheiras.10: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para obtenção de terrenos agrícolas Fonte: CEIFA ambiente. 4 utilização do habitat pelo Homem (agregados urbanos) Alteração do espaço Perda de terrenos de cultivo (agricultura) Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Maior consumo de energia Diminuição dos recursos energéticos Aumento da poluição Contributo para a alteração climática Interferência no Ciclo da Água Aumento da escorrência Cheias Erosão das margens dos rios Degradação da qualidade da água Diminuição da precipitação Diminuição dos recursos aquáticos Aluimento de terras Intrusão de águas marinhas Figura 1. contaminação com biocidas e utilização de fertilizantes) Desflorestação • • • Maior consumo de energia Diminuição dos recursos • energéticos Aumento da poluição • Contributo para as alterações climáticas • Irrigação Diminuição dos recursos aquáticos. A floresta tem sido alterada conforme os interesses económicos do país. Enriquecimento dos solos com sais (salinização) Contaminação de águas com fertilizantes (eutrofização) e biocidas. castanheiros. verifica-se que uma grande área é dominada de eucaliptos e pinheiros. • Figura 1. a floresta portuguesa era dominada por carvalhos. Lda A agricultura também é responsável por grandes alterações no ambiente. Lda A ocupação do solo em Portugal tem sofrido algumas alterações ao longo dos séculos. Actualmente. como demonstra o quadro seguinte: utilização do habitat pelo Homem (agricultura) Alteração do espaço • • • Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Degradação dos solos (erosão.

quais as zonas estritamente dedicadas à floresta. à industria. uso do Território Nacional Área agrícola Área florestal Área urbana Outros usos Figura 1. citado no REA MADRP. em 1995 Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente. 2000.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .12: Uso do território nacional em 1996. com dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). que estabelece as linhas estratégicas da ocupação do solo e define onde se podem construir infra-estruturas rodoviárias. Lda. Lda. Pode observar-se a grande ocupação de território por parte da agricultura Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente.ine. www.11: Gráfico representativo das espécies arbóreas mais abundantes no território português. 1999 O Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) é um importante instrumento para o ordenamento do nosso território. etc. à agricultura.FT2 . 5 Efeitos Ambientais da Actividade Humana ocupação Vegetal em Portugal castanheiro outras folhosas pinheiro bravo pinheiro manso outras resinosas sobreiro azinheira outros carvalhos eucalipto Figura 1. com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

6 No mapa seguinte. as diferentes ocupações do solo em Portugal.min-agricultura.dgrf. localmente. no ano de 2002. distribuídas ao longo de território Fonte: Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGF) (www.13: Diferentes ocupações do solo de Portugal.pt) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . é possível distinguir. Figura 1.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .

2. Metais pesados. • Reconhecer que a poluição prejudica as cadeias alimentares e perturba os ecossistemas. A poluição do solo tem-se tornado uma preocupação ambiental crescente. podendo causar prejuízos. Aterros sanitários. Biodiversidade. e está na origem de problemas de saúde pública. água e oceano) estão interligados e que a poluição de um deles vai afectar os restantes. A PoluIÇÃo doS SoloS. águas superficiais e subterrâneas. uma vez que tem impactos sobre o ambiente global da área afectada (subsolo. 7 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. • Verificar que os diferentes meios (solo. Poluição do Solo O solo é um recurso não renovável e limitado. o formando deverá estar apto a: • Identificar e descrever os diferentes tipos de poluição. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . fauna e vegetação). A poluição do solo é definida como a adição ao solo de materiais que podem modificar qualitativa e quantitativamente as suas características naturais e formas de utilização.2. ETAR. Lixiviados. As suas taxas de degradação têm vindo a aumentar nas últimas décadas (pela pressão crescente das actividades humanas) sendo bastante rápidas em relação às suas taxas de formação e regeneração. destruição da biodiversidade e de ecossistemas. que são extremamente lentas. Fauna. ar. Resíduos perigosos. PAlAVRA-CHAVE • Poluição • Solo • Aquíferos • Oceanos • Poluentes GloSSÁRIo Recurso não renovável.FT2 . • Indicar as principais fontes de poluição. Ecossistemas. AQuíFERoS E oCEANoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Figura nº 9. assim. inevitavelmente irá também poluir linhas de água. Versão On-line no site do INETI: http://e-geo. O lixo por nós produzido é uma importante fonte de poluição dos solos Fonte: CEIFA ambiente. arrastados para os lençóis freáticos. Instituto Geológico e Mineiro. e cursos de água. bem como ecossistemas vivos que dependam destes meios. Água Subterrânea: Conhecer para Preservar o Futuro. qualquer tipo de poluição que incida directamente sobre ele. Figura 1.15: Esquema representativo das diferentes origens de poluição do solo e das águas subterrâneas Fonte: Instituto Geológico e Mineiro (2001). lençóis freáticos. poluindo-os também. Os poluentes do solo podem infiltrar-se e ser.14: Imagem de uma lixeira.ineti. 8 Figura 1. Lda Poluição dos aquíferos Devido às características especiais do solo.pt/geociencias Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Figura 1. criando sérios problemas ambientais e de saúde. • Agroquímicos utilizados nas actividades agrícolas. quando alguém faz uma mudança de óleo do motor do carro e deixa o óleo usado escorrer para o solo. Se estiverem em contacto com o solo ou água. Principais poluentes do solo. forma uma mancha perigosa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Por exemplo.16: As pilhas constituem um resíduo perigoso devido à quantidade de metais pesados que entra na sua constituição. As águas das chuvas carregam o óleo. Estes agroquímicos podem provocar a acidez dos solos. Os sistemas agrícolas intensivos usam grandes quantidades de substâncias químicas (por vezes tóxicas. Esta substância é bio-acumulável. aquíferos e oceanos: • Águas contaminadas e efluentes líquidos lançados directamente sobre o solo provenientes de indústrias químicas e de esgoto doméstico. os resíduos irão poluir estes meios.FT2 . a chuva que cai no mar está contaminada com poluentes atmosféricos. Em Portugal são originadas 4 milhões de toneladas/ano de resíduos de construção e demolição Fonte: CEIFA ambiente. a graxa e outras impurezas das estradas. emissões gasosas com partículas que se depositam. a que se chama agrotóxicos) e adubos (nutrientes). a salinização do solo (acumulação de sais no solo). por exemplo. Lda • derrames quando o petróleo é derramado no oceano. • Um dos agrotóxicos (pesticidas) mais conhecidos é o Diclorodifenil-tricloroetano (DDT). Parte da poluição chega ao mar através dos rios e chuvas e outra parte é despejada directamente pelo Homem. Quando em contacto com cursos de água podem provocar a morte de seres vivos nesses ecossistemas. da deposição não controlada de produtos. 9 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Poluição dos oceanos A maioria do material poluente despejado anualmente nos oceanos provém dos continentes. escorrimentos provenientes de lixeiras e/ou aterros sanitários (a que se chamam lixiviados). veículos e construções para os rios e destes para o mar. isto é. Além disso. e ter um efeito tóxico sobre as plantas. A maior parte permanece na área costeira. após serem ingeridas permanecem no corpo dos animais e vão sendo acumulados ao longo da cadeia alimentar atingindo níveis letais para os organismos. a mobilidade dos metais pesados. em especial resíduos perigosos. Resíduos resultantes. está a poluir o solo.

focas e baleias. O esgoto não tratado constitui um grave risco para a saúde e para os ecossistemas. Os efluentes de lixeiras são também uma forma de poluição relacionada com actividades urbanas. porém. também no mar. Fontes de Poluição De acordo com a sua origem. para além de ter consequências económicas negativas. Alguns desses resíduos têm que ser guardados com segurança por muitos e muitos séculos. Durante algum tempo. por exemplo. Fonte: www. em geral. se não se disponibilizam meios públicos para tratar estas emissões. Os países em desenvolvimento têm poucos recursos financeiros para construir estações de tratamento em número suficiente. Hoje. Assim. porque a radioactividade pode causar doenças muito graves. entre elas o cancro.geocities.17: 10% da poluição global dos oceanos é originada por acidentes com o transporte marítimo de mercadorias. porque se achava que ninguém poderia ser prejudicado. bastante caro. Figura 1. como pássaros. poluindo a zona costeira.com/maquaticos • lixo radioactivo necessita de uma atenção especial no seu tratamento. se houver problemas de poluição nas praias. podemos identificar várias formas de poluição: • Poluição urbana e doméstica Em todo o mundo. Além dos derrames acidentais temos ainda. muito sensíveis a este tipo de problemas e evitam esses lugares. mas apenas uma parte é previamente tratada. e alterar o desenvolvimento dos seres vivos. pois exige a construção de redes de canalização e estações de tratamento de águas residuais (ETAR). o mar era considerado o lugar ideal para se despejar este tipo de lixo. em especial as praias. em zonas urbanas. A Bandeira Azul é um incentivo para os municípios fazerem esforços para impedirem que o esgoto vá sem pré-tratamento para os meios aquáticos. No Mediterrâneo. e que é transmitida através das cadeias alimentares (submódulo 3). e os turistas são. Mesmo as nações ricas frequentemente opõem-se em gastar dinheiro com estações de tratamento. O tratamento de esgotos antes de serem lançados nos cursos de água é. sabe-se que a radioactividade têm graves consequências na saúde de todos os seres vivos. 10 para os animais que vêm à superfície. Os derrames de petróleo causam grande devastação na costa e na vida marinha. os esgotos e outros efluentes poluídos acabam por ser lançados directamente em linhas de água. o turismo pode ser seriamente afectado. grande quantidade de esgoto doméstico é despejada nos rios e no mar. os derrames voluntários devido aos resíduos de lavagem de tanques no mar e à mudança de óleo dos motores das embarcações. de onde são transportados até ao mar. Não é aconselhável tomar banho em praias sem Bandeira Azul.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Por exemplo. Este tipo de acidentes é conhecido por “Marés negras”. os derrames de petróleo chegam a atingir 1 milhão de toneladas por ano. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . em particular o petróleo bruto.

11 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Figura 1. de uma poluição difusa. todos os seus elementos são afectados. pela sua quantidade e perigosidade. uma grande parte dos resíduos domésticos é constituída por produtos em fim de vida. A Poluição industrial Está relacionada com a deposição de resíduos industriais. produzidos pela indústria. permanecendo inalterada. grande parte do esgoto industrial é inorgânica. no fim. a descarga de efluentes líquidos e as emissões gasosas que poluem a atmosfera. Assim. que contêm. A Terra é um grande ecossistema onde as várias “partes” se ligam entre si formando um “todo”. também a poluir os aquíferos e os oceanos. Na pecuária. a nível mundial. no fim da sua vida útil. também eles. Trata-se. Lda • A Poluição agrícola e pecuária A agricultura e pecuária são importantes fontes de poluição. acabam no nosso prato – substâncias nocivas à nossa saúde! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Tornar as indústrias menos poluentes e obrigar os industriais a produzirem produtos que. muito ricos em matéria orgânica e potencial poluente dos solos e cursos de água. Uma grande quantidade de despejos industriais é lançada directamente no mar ou chega até ele através dos rios nos quais é despejada. quando poluímos o solo. estamos. uma das fontes mais preocupantes de poluição dos ecossistemas. e a introduzir nas cadeias alimentares – que. não poluam o ambiente é uma das grandes prioridades da política ambiental na Europa. Fonte: CEIFA ambiente. não se decompondo facilmente. em geral. quando se polui uma parte do ecossistema.FT2 . muitas substâncias perigosas. pelo menos em parte. na realidade. provocada pelos agroquímicos utilizados em extensas áreas. Os resíduos provenientes de actividades industriais representam. e têm uma grande responsabilidade na deterioração das linhas de água superficiais e nos lençóis freáticos. A poluição proveniente de fontes não pontuais ou difusas caracteriza-se pela sua distribuição no espaço ser difícil de delimitar geograficamente. Enquanto o esgoto doméstico tem uma grande carga orgânica e pode. Sendo assim. • A poluição proveniente de fontes pontuais caracteriza-se por ser facilmente identificável o ponto de descarga de poluentes. Além disso.18: Imagem de uma saída de esgoto que vai poluir as linhas de água. o grande problema prende-se com as fezes dos animais. ser reciclado pelo mar.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .ineti.achetudoeregiao.pt • http://e-geo.com.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .apda. 12 Saber mais: • www.br • www.

por isso que o processo de desertificação consiste na perda da produtividade biológica e económica das terras agrícolas. muitas vezes também. às actividades humanas (por exemplo.FT2 . onde há desertificação. PAlAVRA-CHAVE • Desertificação • Formação do solo • Regeneração do solo • Degradação do solo • Perda da produtividade biológica • Perdas económicas GloSSÁRIo Acidificação A desertificação é definida como sendo “a degradação da terra nas regiões áridas. o formando deverá estar apto a: • Identificar as causas que podem conduzir à desertificação. Ou seja. a desertificação tem impactes tanto a nível ecológico. dos recursos hídricos. económico e social. desflorestação.3. ou vivem em extrema pobreza. entre eles as variações climáticas e as actividades humanas”. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . como também económico e social. da vegetação e reduz a qualidade de vida das populações afectadas. Impactos da desertificação Como podemos observar no esquema seguinte. Um relatório elaborado pelo Centro Hadley. dESERTIFICAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. submódulo 4). as populações são obrigadas a abandonar esses lugares. Por outras palavras. indica que aproximadamente um terço do mundo será deserto em 2100. das pastagens e das áreas de florestas e matas naturais devido às variações climáticas e. • Concluir que a desertificação constitui um problema grave e que tem consequências tanto a nível ecológico. o solo torna-se improdutivo. A desertificação abrange um conjunto de problemas como a degradação dos solos. e as zonas mais secas são as mais atingidas por este fenómeno. há regiões climáticas na Terra mais vulneráveis do que outras à desertificação. 13 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. Diz-se.2. vinculado ao Escritório Meteorológico do Reino Unido. a água e a cobertura vegetal rareiam. resultante de vários factores. semiáridas e sub-húmidas secas.

o cultivo intensivo e o pastoreio em excesso produzem a desertificação dos solos. Na zona Sahel do continente africano.19: Representação esquemática dos impactos da Desertificação. Fonte: Esquema adaptado de “The health impacts of desertification”. Os solos do nosso país são dos mais vulneráveis da Europa. Por isso. que é extremamente lenta. Produtividade da agricultura Reservas de água no solo Perda de biodiversidade Figura 1. tornando as áreas afectadas em desertos. verificamos que a diferença é enorme: o solo degrada-se com extrema rapidez. mais acelerado do que o tempo que a natureza precisa para os repor. com a velocidade a que o mesmo solo se degrada. em muitos casos.org/guide Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . in UNCCD newsletter no. a desflorestação. De acordo com um relatório divulgado em Nairobi. 14 Alterações Climáticas Secas Desertificação Isolamento geográfico de populações Pobreza Actividades Humanas Agricultura Desflorestação Pecuária etc.worldrevolution. na 4ª Conferência relativa à Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Se compararmos a velocidade de formação e regeneração do solo. degradação e destruição dos recursos naturais se tornar. as características morfológicas do solo podem ser destruídas de tal forma que este perde as suas capacidades produtivas. se não forem tomadas medidas urgentes. 2000 A base deste grande problema consiste no facto de o ritmo de exploração. ocorrerá também uma aceleração da degradação dos solos na Europa. Fonte: www.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . mas demora muito tempo a recuperar as qualidades que tinha antes de ter sido alterado. 14.20: Imagem do aspecto de um solo deserto. Figura 1.

br • http://panda.com.pt • http://reports. Saber mais: • http://ec. publicado em 2000.europa. uma lei específica para a protecção do solo. erosão (como vamos ver ainda neste submódulo) e contaminação dos solos. mas dá-lhes liberdade quanto à forma de o fazerem. Relatório da EEA e da UNEP. Vastas áreas na região mediterrânica já foram abandonadas. até agora. nacional e global e uma integração do ambiente nas políticas sectoriais dos países.eu Ver.igeo. No entanto. por não poderem suportar actividades agrícolas. A crescente actividade agrícola e a construção de infra-estruturas de lazer e turismo irão aumentar a pressão sobre a degradação do solo e contribuir para a desertificação.FT2 . 15 Efeitos Ambientais da Actividade Humana A Agência Europeia para o Ambiente (EEA) e o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) alertam1 para os problemas que podem contribuir para a desertificação também na Europa: acidificação.eea. uma correcta resposta ao problema implica acções urgentes a nível local. A directiva obriga os Estados-Membros a tomarem medidas específicas para lutar contra as ameaças que pesam sobre o solo. está actualmente em discussão uma proposta da Comissão Europeia para uma directiva-quadro que visa garantir uma abordagem global da protecção do solo. 1 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . O solo é um recurso muito transversal em termos de lei. não existe.folha.europa. “Down to earth: Soil degradation and sustainable development in Europe. A challenge for the 21 th century”. ou seja.uol. Segundo o mesmo relatório.eu • www.

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Este fenómeno pode ser classificado segundo os factores que a originam. o mar e o vento transportam grandes quantidades de partículas do solo. 17 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. como causa e prevenção. Figura 1. Assim. ERoSÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Nos dias de hoje são erodidos pela corrente de água do rio Fonte: Ana Henriques CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os rios. a chuva. • Reconhecer que o Homem tem um importante papel. PAlAVRA-CHAVE • Erosão natural • Erosão antropogénica • Actividades humanas • Desertificação GloSSÁRIo Antropogénico A erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. distingue-se entre a erosão resultante de um processo natural e a erosão resultante de um processo antropogénico: Erosão geológica (natural) – manifesta-se em virtude da acção dos agentes naturais. outrora. Estes grandes blocos de granito foram arrastados. dos processos naturais que provocam modificações da crosta terrestre. na erosão dos solos.2.21: Erosão natural causada pela acção de agentes naturais como a água (rio). • Indicar as causas e as consequências da erosão.FT2 .4. isto é. por gelo. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir os dois tipos de erosão.

O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT2 . quando ele desprotege os solos. zonas florestais são muito menos afectadas pela erosão do que zonas com pouca vegetação. A perda de partículas de solo e de nutrientes influencia directamente a produtividade das culturas agrícolas. podendo também o solo ter algumas características próprias que o tornem propenso à erosão (é o caso de este possuir camada arável fina. e a perda total da capacidade produtiva. Em alguns casos os solos ficam seriamente erodidos.22: Processo de degradação do solo resultante de actividades humanas (erosão hídrica) Fonte: CEIFA ambiente. As enxurradas. A erosão tem sido intensificada por algumas actividades humanas. por sua vez. A erosão do solo constitui a principal causa do empobrecimento precoce das terras produtivas. à ocupação das terras pelo Homem.). principalmente pela gestão incorrecta do solo (por exemplo. principalmente. pode levar à desertificação. transportam partículas de solo em suspensão e nutrientes necessários às plantas. retirar a vegetação do solo e deixa-lo a descoberto. pouca vegetação ou reduzidos teores de matéria orgânica). etc. são causas frequentes da crescente erosão a que estão sujeitos os solos em Portugal. Por exemplo. tornando mais fácil aos agentes naturais o transporte da sua camada superior. O abate de árvores e de sebes de caniços. Figura 1. 18 Erosão antropogénica – é a erosão cuja origem está ligada. construção de casas na linha de costa junto ao mar. clima (por exemplo longos períodos de seca seguidos de chuvas torrenciais) e catástrofes ecológicas (nomeadamente incêndios florestais). A erosão é uma das principais ameaças ambientais para a sustentabilidade e capacidade produtiva do solo e da agricultura. por exemplo. provenientes das águas que não se infiltram no solo. pois o solo descoberto fica muito mais sujeito a desagregação das suas partículas devido a diferenças de temperatura (entre o dia e a noite) e é depois facilmente arrastado pelas chuvas. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Lda Este fenómeno poderá ser desencadeado por uma combinação de factores como fortes declives.

A formação de partículas de poeira está presente na extracção de matéria-prima. O volume de recursos naturais utilizados pela construção civil. Uma vez que a energia utilizada no sector tem por base maioritariamente combustíveis fósseis. Dos 40 % da energia consumida mundialmente pela construção civil. Resíduos. que provocam a emissão de grandes quantidades de CO2 na atmosfera.3. pelas alterações que provoca na paisagem e pela quantidade de materiais e energia que utiliza. em processos que exigem temperaturas elevadas. contribui para a formação da chuva ácida e da poluição do ar.FT3 . A construção – pelos espaços de território que ocupa e altera. como por exemplo. PAlAVRA-CHAVE • Construção civil • Ambiente • Recursos naturais • Energia • Impactos ambientais GloSSÁRIo Recursos não renováveis. 1 O Sector da Construção Civil e o Ambiente 1. corresponde a pelo menos entre 15 % e 50 % do total consumido anualmente por toda a sociedade. a produção de cimento e cal envolve a calcinação do calcário. Combustíveis fósseis. em geral. e através de poeiras. energia e água que usa e transporta – é uma das actividades industriais que maiores impactos tem sobre o ambiente. • Identificar medidas de minimização dos impactos ambientais causados pela construção civil. muitos deles não renováveis. o cimento. aproximadamente 80 % concentram-se na produção e transporte de materiais. o SECToR dA CoNSTRuÇÃo E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . transporte e produção de materiais. o formando deverá estar apto a: • Assumir que a construção civil. Aterros sanitários A relação entre a construção e ambiente é variada e está em constante mudança. é um sector que consome muitos recursos naturais e provoca impactos ambientais importantes. Adicionalmente. as enormes quantidades de materiais. a actividade construtiva agrava o efeito de estufa (submódulo 4). em especial. Chuva ácida.

que são materiais inertes e podem. muitas vezes. constituídos por cimento. 2 Figura 1. também eles. Fonte: CEIFA ambiente. Lda o aproveitamento dos recursos que a natureza nos dá Uma forma de construir preocupada com o ambiente.23: O barro. Podemos assim poupar muitos recursos. o Sector da Construção Civil deve preocupar-se com o tipo de materiais e técnicas que utiliza. os edifícios podem. em grande parte. da água das chuvas. hoje em dia a maioria destes resíduos são simplesmente levados para aterro. é uma matéria-prima muito explorada. ser reutilizados. ou seja.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT3 . contribuir para a poupança de recursos. melhorando. da utilização da vegetação e do solo para reduzir a exposição ao vento. Lda Resíduos de construção e demolição (RC&d) Os resíduos de construção são. destruir ou poluir. Portanto. aproveita e utiliza os recursos sem os esgotar. No esquema seguinte são apresentadas possíveis formas de aproveitamentos directos do sol e da sua energia. tijolos e telhas. material constituinte dos tijolos. os ruídos e os resíduos que resultam das actividades construtivas. da implantação e orientação da construção. Além disso. a qualidade dos diferentes edifícios. e tomar todas as providências para reduzir as emissões gasosas e líquidas. No entanto. Proteger dos ventos de Norte A chuva O Sol O vento Aproveitar água da chuva Utilizar a energia do sol Reciclar águas negras Figura 1. utiliza o ambiente de forma sustentável. A quantidade crescente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .24: Diferentes formas possíveis de aproveitamento dos recursos naturais nas nossas habitações Fonte: CEIFA ambiente. ao mesmo tempo. durante a fase em que são utilizados.

para não falar dos sérios problemas ambientais. têm resultado de estudos científicos e da experiência que se tem vindo a acumular sobre as boas práticas que algumas empresas. Fonte: CEIFA ambiente. para um melhor aproveitamento dos recursos nos edifícios e uma gestão mais eficiente dos materiais e dos resíduos. por ano. ou seja.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .net • www. 3 O Sector da Construção Civil e o Ambiente de resíduos que é produzida pelo Sector da Construção Civil tem contribuído significativamente para o rápido esgotamento das capacidades dos aterros sanitários existentes. O peso e volume dos Resíduos de Construção e Demolição (RC&D) produzidos por ano numa cidade com 2 milhões de habitantes é de cerca de 1 milhão de toneladas e 800 mil m3 de volume depositado.reciclagem. que começam já na fase de projecto de um edifício. ainda.pcc. A reciclagem permite. ou seja. 55 campos de futebol. que seja reduzida a extracção de matérias-primas. Finalizada a vida útil de um edifício. mas significa também uma redução dos custos da obra (através da redução dos custos de deposição em aterro) e pode até abrir novas oportunidades de negócio (o sector de reciclagem é um dos que apresenta maiores taxas de crescimento nos últimos anos). indirectamente.usp. Estas metodologias de avaliação do desempenho ambiental de edifícios. sociais e económicos que estes resíduos causam quando depositados clandestinamente. Lda As medidas referidas anteriormente.25: Fotografia de um monte de vários resíduos de demolição. com 10 metros de entulhos!!! Figura 1. os recursos naturais não renováveis. preservando. visam implementar formas de Construção Sustentável.FT3 . o equivalente ao espaço ocupado por 11 campos de futebol com dez metros de altura. A reciclagem de resíduos tem vantagens para a gestão ambiental. a demolição gerará uma quantidade considerável de entulho.ceifa-ambiente. Se fizermos as contas à população Portuguesa (de acordo com o último CENSUS: 10 milhões) enchemos. arquitectos e engenheiros têm vindo a desenvolver. caso não se proceda à sua desmontagem e reutilização das suas partes. a utilização de materiais e técnicas ambientalmente mais correctas no sector da construção. Saber mais: • www.

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Explique de que forma um recurso utilizado pelo Homem pode ser fonte de matérias-primas e. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. depósito de resíduos ou emissões. tente identificar a abordagem que o legislador seguiu: biocêntrica. e como é que regiões onde não há desertos naturais. antropocêntrica ou ecocêntrica? Justifique a sua resposta. 5. Explique esta afirmação a exemplo do solo.Se não conseguir resolver esta actividade.4) . Em Portugal. Dê dois exemplos demonstrativos desta situação. 3. Descreva as consequências que daí podem advir. 2º dessa Lei: “A política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. ao mesmo tempo. qualitativa e quantitativamente. O Desafio Ambiental. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado. Um das consequências mais graves dessa intervenção é a desertificação. Leia com atenção o seguinte texto. reveja o submódulo 1.4. estão também a ser vítimas deste fenómeno.” À luz do que aprendeu sobre as diferentes visões que existem da Natureza. O Homem explora os vários recursos naturais que o planeta Terra tem disponíveis. Explique o que é a desertificação. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.º 11/87) que dá enquadramento à política ambiental no nosso país. 2. A disponibilidade de alguns recursos está a diminuir consideravelmente. “A Indústria da Construção Civil é a actividade humana com maior impacto sobre o ambiente. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. A actividade humana está a interferir com a natureza. que transcreve parcialmente o Art. 4.AV1 Actividades/Avaliação 1. há uma Lei de Bases do Ambiente (Lei n.” Dê argumentos que fundamentem esta afirmação.

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2. Sustentabilidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Genebaldo Freire Dias. e os meios que estão ao alcance de empresas. São Paulo. e o contexto histórico que levou ao seu reconhecimento pela comunidade internacional na Conferência do Rio de Janeiro. governos e cidadãos para contribuir para o desenvolvimento sustentável. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o significado do conceito Desenvolvimento Sustentável. • Transpor para a prática conhecimentos relacionados com o conceito de sustentabilidade. debruça-se.SM2 Sustentabilidade 1. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. a ameaça que as técnicas e o modelo de produção e consumo de massa representam para o património natural. 3. GloSSÁRIo • Ecossistemas • Resíduos 5. 2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . TEMAS • O conceito de Desenvolvimento Sustentável • Formas de implementação • Preservação do património • Inovação técnica e cultural • Responsabilidade social e cidadania 4. Editora Gaia. sobre a necessidade de preservar o património natural. Começa por mostrar a relevância deste conceito para o futuro da Humanidade. em seguida. 2002. RESuMo Este submódulo é uma introdução ao conceito de Desenvolvimento Sustentável. Neste enquadramento. SABER MAIS • Pegada Ecológica e Sustentabilidade Humana.

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têm causas globais. que hoje tanto preocupa as nossas sociedades. Os problemas ambientais. por outro lado. social e ético de grandes dimensões. alcançaram. Por outro lado. O rendimento conjunto das 500 pessoas mais ricas do mundo ultrapassa agora o dos 416 milhões de pessoas mais pobres Fonte: Relatório da ONU sobre o Desenvolvimento Humano. As raízes do terrorismo. que causas locais têm efeitos globais. que são o tema central deste Guia de Aprendizagem. o CoNCEITo dE dESENVolVIMENTo SuSTENTÁVEl: dEFINIÇÃo E PRINCíPIoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. dimensões globais. XX tinham causas e efeitos com uma dimensão mais ou menos localizada. Há. portanto. como cheias e furacões. 2. embora os seus efeitos sejam localizados. sociais e políticas que dividem o mundo. nos últimos 50 anos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Sabemos. a acumulação de muitos e grandes problemas ambientais. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o contexto histórico em que o conceito de Desenvolvimento Sustentável aparece e identificar o papel que a Organização das Nações Unidas (ONU) representou neste contexto. Estes conflitos põem em risco a nossa segurança e a paz entre os povos. a enorme desigualdade social entre pobres e ricos. ou seja resultam da alteração do clima.FT4 . portanto. dois grandes grupos de problemas que afectam a capacidade de desenvolvimento do Homem: 1. não residem só no fanatismo religioso. As emissões que acorrem neste momento para a atmosfera estão a repercutir-se sobre o clima mundial. PAlAVRA-CHAVE • Desigualdade social • Globalização • Ciclo vicioso • Relatório Brundtland • Desenvolvimento Sustentável GloSSÁRIo Biodiversidade O nosso mundo luta com grandes problemas sociais e ambientais.1. 1 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. Não se trata só de um problema económico. em grande parte também. muitas das catástrofes aparentemente naturais a que assistimos hoje. que até meados do séc. publicado em 2006. mas. por um lado. nas desigualdades económicas.

Por exemplo. 2 Em meados do século XX. A globalização é um fenómeno económico. tais como o abate de grandes áreas de florestas tropicais. O empobrecimento dos solos tinha. A maioria dos países mais pobres. Já tínhamos falado de ciclo vicioso no submódulo 1. os países mais desenvolvidos entraram numa fase de acelerado crescimento económico.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . Mas nem sempre isto foi claro. tinha. causas globais. a erosão está muitas vezes na origem da fome e da pobreza crescente da população. por um lado. e só recentemente é que os governos começaram a trabalhar nesse sentido. No século XX. graves efeitos a nível social e económico em países a que. hoje em dia. tratada como um problema local. e a crise ecológica que afecta todo o mundo – são os dois grandes desafios daquilo a que se chama globalização. em geral. por outro lado. como global. político e ambiental que tem que ser gerido tanto a nível local. Lda Estes dois problemas – a desigualdade das capacidades de desenvolvimento dos países ricos e pobres. Com efeito. sobretudo a partir dos anos 50. pois a existência de ciclos viciosos é uma característica própria a muitos problemas de insustentabilidade. O gráfico seguinte ilustra como a pobreza e a degradação ambiental se condicionam mutuamente. Figura 2. um bairro mais rico e limpo e um bairro mais pobre e com poucas condições de higiene. tornam-se cada vez mais evidentes as estreitas relações que existem entre fenómenos ambientais e a capacidade de desenvolvimento das sociedades humanas. em geral. A globalização deve ser gerida com vista a ultrapassar os problemas que acima indicámos. reconhece-se que a erosão de solos. num contexto histórico muito especial. não conseguiram acompanhar este ritmo.1: Imagens de dois bairros bem diferentes. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Foi com essa convicção que nasceu o conceito de desenvolvimento Sustentável. que era. Muitos deles são hoje dependentes da ajuda dos países industrializados. chamamos “países em vias de desenvolvimento”. pois conduz à desertificação de grandes regiões do planeta (submódulo 1) e torna os países afectados cada vez mais dependentes da ajuda dos países mais ricos. pelo menos em parte. As graves implicações destes problemas só começaram a ser reconhecidas a partir de meados do século passado. Fonte: CEIFA ambiente. colónias dos países mais ricos.

o Homem iria pôr em risco a sua própria sobrevivência na Terra. pois reconheceram que o mundo se encontrava num trilho de desenvolvimento insustentável e que era urgentemente necessário alterar as relações entre países pobres e ricos. Lda Por volta de 1970 começa a haver acordo entre cientistas e políticos na avaliação que fazem sobre as perspectivas de desenvolvimento da Humanidade. Fonte: www. 3 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Pressão sobre o ambiente Necessidade de alimentos e energia Redução da capacidade produtiva dos ecossistemas locais Ciclo vicioso desenvolvimento insustentável Crescimento demográfico Necessidade de importações / escassez de divisas POBREZA ? Figura 2. O Relatório do Clube de Roma. A longo prazo.3: Logótipo da Organização das Nações Unidas. e salvaguardar o ambiente.FT4 .2: Ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. Figura 2. Nesse mesmo ano (1972) os representantes dos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a um acordo histórico na Cimeira que se realizou na cidade de Estocolmo. dizia claramente que era urgentemente necessário mudar o rumo.un. Fonte: CEIFA ambiente.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . publicado por um grupo de cientistas em 1972. pois o Humanidade estava em rota de colisão com o planeta.

wikipedia. a definição do conceito de Desenvolvimento Sustentável: O desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. certamente já estamos a contribuir para um trilho mais sustentável de desenvolvimento – e essa deve ser a nossa aposta para o nosso dia-a-dia: • Evitar o que é insustentável é já o primeiro passo para o desenvolvimento Sustentável! Saber mais: • http://pt. pois é impossível prever com absoluta certeza como é que as nossas acções vão influenciar sistemas tão complexos como o clima. isso não é possível.4: Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. Podemos dizer com absoluta clareza se uma actividade é sustentável? Desenvolvimento ? Sustentável Figura 2. a biodiversidade. Lda Não.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . pela primeira vez. pois a ciência permite-nos identificar uma série de actividades que certamente geram efeitos negativos para a geração actual e/ou as gerações futuras.org Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . etc. isto também não é correcto. Só em 1987 aparece um Relatório oficial da ONU (o chamado Relatório Brundtland) que se debruça seriamente sobre as relações entre ambiente e desenvolvimento humano. É neste relatório que se encontra. que à primeira vista. 4 Mas não acontece quase nada de concreto nos anos seguintes. suscita muitas dúvidas quando a queremos definir em termos práticos. Mas então isso significa que esta definição não serve para nada? Não. parece clara embora abstracta. A definição de Desenvolvimento Sustentável. em muitos casos. Ora se evitarmos actividades que sabemos que têm impactes negativos.

• a responsabilidade dos Estados na implementação deste direito para as gerações actuais e vindouras. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • a necessidade de uma acção conjunta e solidária de todos para combater a pobreza. Princípio nº 1 da Declaração do Rio: Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. • a necessidade urgente de proteger o ambiente e a natureza. • Duas Convenções Internacionais: sobre Alterações Climáticas (que deu origem ao Protocolo de Quioto) e sobre Biodiversidade. FoRMAS dE IMPlEMENTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. foram elaborados.FT4 . • Identificar os resultados mais importantes da Cimeira do Rio de Janeiro. PAlAVRA-CHAVE • Sustentabilidade • Cimeira do Rio • Princípios do Desenvolvimento Sustentável • Instrumentos de implementação GloSSÁRIo Alteração climatérica / alteração climática. Gases de efeito de estufa Desde 1987 têm-se feito esforços no sentido de clarificar melhor o que é Desenvolvimento Sustentável. que confirma as conclusões da Cimeira de Estocolmo. É durante a Cimeira do Rio de Janeiro que são identificadas as grandes linhas de acção que devem orientar a política e a economia. que engloba um conjunto de estratégias. 5 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. totalmente dedicada ao tema do Desenvolvimento Humano e do Ambiente. em harmonia com a natureza. ano em que se realizou a Cimeira do Rio de Janeiro. assinada por todos os países. Têm direito a uma vida saudável e produtiva. esta constitui um plano integrado de acção. O primeiro grande passo foi feito em 1992. Para implementar os princípios da Declaração do Rio de Janeiro. O que devemos reter é que a Cimeira do Rio proclamou • o direito ao desenvolvimento de todos os Homens. visando inverter o processo de deterioração ambiental. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a ideia fundamental que orientou os trabalhos da Cimeira do Rio de Janeiro. durante a Cimeira ou na sua sequência.1. que são enunciadas de forma geral no primeiro Princípio da Declaração do Rio.1. nacional e local em todas as áreas em que haja impacto do Homem sobre o ambiente. diversos documentos importantes: • A Agenda 21. a implementar a nível global.

Todas as convenções internacionais têm sido elaboradas com base em estudos sobre os problemas que se pretende resolver. social. autarquias. e. em 1994). conhecida por “Princípios Florestais”. Os documentos resultantes da Cimeira do Rio ainda hoje servem de guia a todos os movimentos relacionados com o Desenvolvimento Sustentável. Compromisso de financiamento de assistência ao desenvolvimento. Hoje já muitos países. • as opções que permitiriam limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e formas de adaptação a elas (submódulo 4). Trata-se de um documento que indica as linhas orientadoras que devem guiar todas as actividades do país. para estudar as alterações climatéricas. de forma a assegurar que elas não venham a agravar ainda mais os problemas globais. Mas nem só os Estados são chamados a tomar medidas rumo ao Desenvolvimento Sustentável. • a vulnerabilidade dos sistemas socio-económicos e naturais às alterações climatéricas. que elaboraram. Em Portugal já há muitas autarquias que têm uma Agenda 21 Local que visa implementar os grandes objectivos da Cimeira do Rio ao nível das autarquias. regiões. que reúne os cientistas mais conceituados de todo o mundo para avaliar: • os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima. 6 • • • Convenção sobre a desertificação (acordada posteriormente. entretanto.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . foi criado o “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” (Intergovernamental Panel on Climate Change – IPCC). até contribuam para melhorar a situação económica. e cidadãos. Por exemplo. ambiental e política a nível global. o Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. Lda A investigação científica tem dado um grande contributo para a implementação do conceito de Desenvolvimento Sustentável. uma Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável.5: Desenho simbólico da ligação entre as diferentes pessoas no sentido de chegar a um objectivo comum. que poderão um dia vir a ser confirmados numa Convenção sobre Florestas. A Agenda 21 é um documento que apela à acção de Estados. Figura 2. em geral. se possível. Declaração oficial de princípios. entre eles Portugal. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

FT4 .org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .agenda21local.wikipedia.info • http://pt. 7 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Saber mais: • www.

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se a economia é egoísta e míope. ou seja. Lda Mas como mudar o rumo. se cada um.FT5 . quando toma decisões económicas. 1 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2. PAlAVRA-CHAVE • Sistemas de produção e consumo • Egoísmo e miopia da economia • Pilares de sustentabilidade • Instituições • Cidadania GloSSÁRIo Resíduos. Os sistemas de produção e consumo que dominam a nossa economia são excessivamente baseados na exploração de recursos naturais e devolvem à natureza demasiadas emissões e resíduos que provocam alterações profundas no ambiente. numa perspecO grande problema é que aquilo que parece sustentável a curto prazo pode não o ser a longo prazo. o formando deverá estar apto a: • Identificar e explicar o papel que a economia. Ecossistemas Já vimos que as causas da insustentabilidade que observamos a nível global estão directamente relacionadas com a forma como o Homem se relaciona com a Natureza. e só pensa a curto prazo? É exactamente por isso que é importante que haja linhas de orientação que ajudem os agentes económicos a agir de acordo com princípios de sustentabilidade. a sociedade e as instituições representam para o desenvolvimento sustentável. AGIR RuMo à SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Ambiente e Economia Natureza Meio-Ambiente Economia (Produção & Consumo) de bens e serviços Os sintomas de insustentabilidade deste sistema são cada vez mais alarmantes Figura 2. só vê os ganhos e custos que lhe dizem respeito a si próprio.6: A Insustentabilidade da Economia Fonte: CEIFA ambiente. Natureza.

). Se queremos que a nossa cidade. ou depende de administrações corruptas não se pode desenvolver de forma sustentável. Uma sociedade que vive mergulhada em redes burocráticas. que o Desenvolvimento Sustentável está apoiado em três pilares: 1. precisamos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . formas políticas. está desempregado. O Desenvolvimento Sustentável visa o desenvolvimento humano sem atropelar a Natureza. melhorando as condições de vida de quem trabalha. 3. por isso. hoje em dia. 2 tiva de longo prazo. não só em cada país. É nas mãos deles que está. as instituições que a sociedade criou ao longo da sua história para se organizar (leis.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . estruturas administrativas. mas também a nível global. Entre essas instituições podemos aqui realçar o papel de duas. para preservar a sustentabilidade dos ecossistemas. etc. criar instituições adaptadas aos novos desafios. 2. para que. bem como as actividades de consumo. o futuro da Humanidade. afinal. o nosso mundo se desenvolva. a economia. Costuma dizer-se. no seu conjunto. Todas as sociedades devem. Em sociedades democráticas. ou é idoso. Lda Face aos desafios que a globalização representa. particularmente importantes neste contexto: • A legislação ambiental é um instrumento que impõe regras de comportamento aos agentes económicos. Desenvolvimento Sustentável = DESENVOLVIMENTO HUMANO + SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA ECONOMIA SOCIEDADE INSTITUIÇÕES PILARES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Figura 2.7: Pilares do Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. são os cidadãos quem pode alterar as instituições. As Instituições reflectem a capacidade que uma sociedade tem de se adaptar aos desafios do futuro. que estimulem os agentes económicos a agir de forma sustentável. • A legislação do trabalho e da segurança social são instrumentos que visam fomentar o desenvolvimento humano. a geração presente com a herança que as gerações passadas lhe legaram). os três pilares têm que estar bem articulados entre si. o nosso país. possam contribuir para o Desenvolvimento Humano e a Sustentabilidade Ecológica. a própria sociedade (ou seja. e vigiar pela sua qualidade. que inclui todas as actividades relacionadas com a produção de bens e serviços. É por isso que hoje em dia se fala muito em cidadania.

FT5 . 3 Agir Rumo à Sustentabilidade de cidadãos bem informados. que saibam tomar decisões e estejam atentos às instituições – e cada um de nós é um cidadão! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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imaginemos três pessoas que possuem. E presta-nos uma série de serviços: produz oxigénio. 5 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. usa técnicas próprias para a manter produtiva. mas lega um património inalterado aos seus herdeiros. em baldio. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o vento. fixa o CO2 da atmosfera. mas não tira proveito delas. etc. as ideias. faz girar as pás dos moinhos.FT5 . que vive de outros rendimentos. O terceiro. e não terá nenhum património para legar aos seus filhos. os recursos naturais. conserva-as. PRESERVAÇÃo do PATRIMóNIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. e impedir a sua utilização. esta pessoa é certamente muito mais pobre do que no início. vive dos rendimentos da terra e pode. o saber). esta pessoa não enriqueceu à custa das terras. parcela a parcela. ao património edificado (que o Homem foi construindo para se desenvolver) ou ao património natural. No fim da sua vida.1. terras produtivas. etc. seria bom se soubéssemos utilizar os inúmeros bens e serviços que a Natureza nos oferece sem destruirmos o património que os produz. como o espaço. também não aproveita as terras para cultivo. No fim da sua vida. A primeira. mas. mantém as terras inutilizadas. A segunda. mas para compreender o que significa preservar o património. assegura a decomposição de resíduos. cultiva a terra. Enquanto que “conservar” significa guardar uma coisa sem a usar. podemos referirmo-nos ao património cultural (a arte. para financiar as despesas do seu dia-a-dia. legar o seu património intacto aos seus sucessores. a palavra “preservar” significa proteger uma coisa de se deteriorar ou de desaparecer. o sol. Assim. Vamos centrar a nossa atenção sobre o património natural. poderíamos A natureza põe à nossa disposição bens de importância vital. o formando deverá estar apto a: • Explicar o que significa preservar o património natural.2. • Explicar a relação entre o conceito de Desenvolvimento Sustentável e “preservação do património natural”. Quando falamos em preservar o património. Do mesmo modo. vai vendendo. todas elas. PAlAVRA-CHAVE • Preservar • Conservar • Recursos naturais renováveis • Recursos naturais não renováveis • Perda da biodiversidade • Espécies em risco de Extinção GloSSÁRIo Habitat Preservar é diferente de conservar. as suas propriedades. no fim da vida. o ar.

estamos a destruir o património natural. a poluição generalizada e a destruição de habitats naturais pelo Homem põem em risco a sobrevivência de muitas espécies. É isso. Estes reproduzem-se e têm. lembremos: O Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. uma fonte importante de alimento. Em Portugal existem já muito poucas espécies selvagens.wikipedia. e não podem ser caçadas. Quando consumimos recursos não renováveis. para dele tirar proveito. 6 legar às gerações vindouras um património natural intacto. A caça. Fonte: http://pt. No entanto. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal. temos que “conservar” alguns elementos da natureza. que em tempos era. Apenas existem cerca de cem linces ibéricos em toda a Península Ibérica. um mecanismo natural para se preservarem a si próprios. por exemplo. por exemplo. a Terra vai ficando cada vez mais pobre.org/ wiki/Lince-iberico Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . seres vivos. Figura 2. Preservar o património é. Já falámos de recursos renováveis e não renováveis. também na Europa. As perdas do património natural são particularmente preocupantes quando se referem a perdas de recursos renováveis. por isso. uma condição essencial para um desenvolvimento sustentável. portanto. como o petróleo. algumas são hoje legalmente protegidas. hoje. não os podemos utilizar.8: Será que os nossos filhos ainda vão poder apreciar esta paisagem no Parque Nacional do Gerês? Fonte: Ana Henriques Preservar o património natural significa. no fundo. o que nos diz a definição de Desenvolvimento Sustentável. que o podemos utilizar. pois corremos o risco de os destruir para sempre. O lince-ibérico (Lynx pardinus) é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. sem o destruir ou pôr em risco a sua capacidade produtiva no futuro. Através da exploração desses recursos. são hoje protegidas através de medidas de conservação da natureza.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . representa hoje uma das grandes ameaças à sobrevivência de espécies em muitos países em vias de desenvolvimento. O Lince ibérico e muitas outras espécies. por isso. Ou seja. como é o caso do Lince ibérico (Lynx pardinus). e das que estão em risco de desaparecer.

9: Fotografia de um lince ibérico. o carapau e a pescada. Sabemos que muitas são verdadeiros tesouros. Figura 2. ou já desapareceu sem que o tenhamos notado. Com a destruição das florestas tropicais. e que está sujeita a restrições. pois CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Fonte: www. 7 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. A perda das espécies é especialmente dramática em relação às plantas.FT5 . ricas em substâncias preciosas para a medicina e a indústria química. tais como a sardinha. É o que acontece com as baleias. praticamente extinto em Portugal.quercus. Lda O sector económico das pescas é gravemente penalizado pelo crescente número de espécies ameaçadas. uma grande parte desse património natural está em risco de desaparecer. mas também com a pesca de alguns dos principais peixes que povoam a costa portuguesa. para preservar o património natural.pt (foto de Carlos Carrapato) Também nos oceanos observamos uma acelerada perda da biodiversidade. Fonte: CEIFA ambiente. Muitas espécies de peixes estão ameaçadas. o que tem obrigado os governos a limitar temporariamente as quotas de pesca.10: Porto de pesca.

ecologia. Mas atenção. temos que os utilizar a um ritmo que permita à natureza ir repondo aquilo que dela retiramos! Saber mais: • www. Mas. como vimos em cima. podemos preservar o património natural. podem ser extintos. Cada espécie que desaparece deixa o nosso planeta mais empobrecido. podemos contribuir para a preservação do património natural se preferirmos utilizar recursos renováveis em vez de recursos não renováveis. ou seja. se não formos cautelosos.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . também os recursos renováveis. 8 muitas espécies nunca foram identificadas e estudadas. como as plantas e os animais. Por exemplo.info Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . com pequenos gestos.

• Caracterizar um modelo de produção e consumo de massa.2. pelo uso exagerado que faz dos recursos naturais. a necessidade de o conservar. pela poluição que causa. em geral. e. INoVAÇÃo TéCNICA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. desta forma. luz solar. Diz-se frequentemente que o nosso modelo tecnológico é insustentável. etc. Ambiente fornece materiais. Como tínhamos visto anteriormente o património natural está ameaçado pela forma como o Homem lida com a Natureza. água. altamente poluente. ar. Ecossistemas Na ficha precedente debruçámo-nos sobre a necessidade de preservar o património natural e. porque requer muitos materiais e muita energia. Os baixos preços de produção são uma condição fundamental para que as CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . PAlAVRA-CHAVE • Modelo tecnológico • Modelo de produção e consumo de massa • Técnicas eficientes GloSSÁRIo Impactes ambientais. Resíduos. para além de ser. Lda Ao contrário do que acontecia em sociedades pré-industrializadas. 9 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. pelo tipo de produtos que produz e consome. Fonte: CEIFA ambiente. energia.2. naturalmente. os custos de produção. resíduos e emissões Resíduos e emissões dos consumidores voltam à Natureza Figura 2. as técnicas de produção que hoje se usam permitem produzir quantidades enormes de produtos em pouco tempo. substituir o trabalho humano por máquinas e reduzir. As técnicas têm um papel essencial neste contexto.11: As relações entre o Homem e o Ambiente são fortemente influenciadas pelas técnicas. Técnica transforma recursos em produtos. • Definir os objectivos de tecnologias sustentáveis. o formando deverá estar apto a: • Verificar que a técnica desempenha um papel preponderante nas relações entre o Homem e a Natureza. ou seja. quando ele está em risco de extinção.FT5 .

10 pessoas possam comprar as enormes quantidades de produtos que vão aparecendo no mercado. Portanto. Fonte: CEIFA ambiente. por um lado. de um produto que hoje é considerado um bem quase essencial. em pouco tempo. Técnica permite redução de custos Produção aumenta Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Aumenta a quantidade de resíduos e o consumo de energia Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Devido aos baixos preços. representando uma grave ameaça para os ecossistemas a nível local e global. como veremos com mais detalhe nos submódulos 3 e 4. a baixos preços. A indústria tem vindo a criar necessidades nos consumidores que antes não eram sentidas. A este modelo de produção e consumo chamamos “modelo de produção e consumo em massa”. os consumidores são aliciados a ir comprando o que vai sendo produzido. pois gera massas de produtos.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . e assim. independentemente do contributo real que eles possam dar para a sua qualidade de vida. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Estes padrões de produzir e consumir estimulam. a utilização de uma quantidade sempre crescente de materiais e energia.12: Modelo de produção e consumo em massa. que toda a gente acha que tem que ter. entre muitos outros. Por outro lado. O telemóvel é um exemplo. e sem se preocupar com os impactos ambientais que possam causar. Os problemas resultantes das tecnologias não sustentáveis que dominam o modelo de produção e consumo de massa nos países industrializados. as técnicas abriram a possibilidade de se produzir muito. Lda As consequências ambientais de modelos de produção e consumo de massa são dramáticas. para satisfazer a crescenta procura Empresas procuram técnicas para produzir mais com menos custos Figura 2. e são cada vez mais difíceis de tratar. baseados na exploração excessiva do património natural. estão a atingir dimensões cada vez mais alarmantes. porque os países em vias de desenvolvimento estão a adoptar os mesmos padrões tecnológicos. a quantidade de resíduos e emissões que daí resultam crescem de ano após ano. embora há 20 anos as pessoas conseguissem viver sem ele. o consumo aumenta As empresas produzem mais. para a massa dos consumidores os comprarem.

FT5 . Fonte: CEIFA ambiente.org. de produtos que melhorem a qualidade de vida. por outro. 11 Agir Rumo à Sustentabilidade Devido ao rápido crescimento populacional que se observa nesses países. por outro. é preciso não esquecer que os habitantes da China ou da Índia têm o mesmo direito que os habitantes dos países industrializados a usarem frigoríficos.13: Além da população asiática.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . porque precisamos. Tem havido muita investigação sobre este assunto e chegou-se à conclusão que. por um lado. as técnicas que são usadas para produzir esses produtos. se for adoptado por países como a China e a Índia.pt • www. O que temos que questionar é. por um lado. carros e telemóveis. bicicleta… Saber mais: • www. Como gerir esta situação? Uma das soluções é promover a inovação tecnológica. também a população do continente africano é bastante numerosa. de técnicas muito mais eficientes (que produzam o mesmo produto com menos matérias primas) e. não existem hoje quaisquer dúvidas que o modelo dos países industrializados. com muito menos impactes ambientais.amigosdomindelo. seria necessário reduzir nos próximos anos a quantidade de materiais e energia consumida para um quarto da que usamos hoje! O segredo da tecnologia sustentável reside. o modelo do consumo de massa que se está a espalhar por todo o mundo. Figura 2. para entrarmos num trilho de sustentabilidade. muitas vezes na sua simplicidade: fogão e forno solares. Lda No entanto.roessler. terá consequências muito graves para os ecossistemas e para a Humanidade. e.

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não chegam. Figura 2. Também só alterando as mentalidades se podem criar hábitos de consumo que nos assegurem qualidade de vida e sejam ecologicamente sustentáveis. Muitas inovações culturais a que temos assistido nos últimos anos em Portugal estão ligadas à revolução do 25 de Abril. elas. que pôs fim à ditadura e à guerra colonial.3. PAlAVRA-CHAVE • Consumo sustentável GloSSÁRIo Resíduos.14: Imagem de um cartaz alusivo ao 25 de Abril e que era visível por todo o país nessa altura. • Exemplificar como se podem alterar hábitos e mentalidades. o formando deverá estar apto a: • Explicar porque é que. São necessárias também inovações culturais que favoreçam a substituição de tecnologias poluentes por tecnologias mais sustentáveis. INoVAÇÃo CulTuRAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 13 Agir Rumo à Sustentabilidade 2.FT5 . promoveu a emancipação das mulheres e criou condições de mais justiça social. o Desenvolvimento Sustentável requer também inovação cultural. Fonte: Internet CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Chamamos inovações culturais às alterações que observamos numa sociedade quando as ideias e os comportamentos se alteram de forma generalizada. por si só. Impactes ambientais Embora as inovações técnicas sejam indispensáveis para gerir melhor as relações do Homem com a Natureza.2. para além de inovações técnicas.

. nem sequer têm um impacto positivo no seu bem-estar.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Uma grande parte do dinheiro que o Estado investe hoje é para construir estradas (que estimulam o aumento de trânsito motorizado). Cada vez mais pessoas fazem hoje a selecção dos resíduos. Muitas pessoas pensam que possuir um carro. Nem sempre é fácil escolher… Fonte: Internet A crescente sensibilização da população para os problemas ambientais e os desgastes visíveis do património natural tem tido impactos positivos. É fácil observar que as pessoas consomem hoje muitos produtos que não são essenciais à vida. à custa do património natural.15: Armazém de materiais. e causam. e foi feito. ou escolhem automóveis que consomem menos combustível. É sobre as consequências deste modelo no nosso país que nos vamos concentrar. etc. porventura bem mais sustentáveis. teríamos. No entanto. redução do consumo de água na casa de banho. compram produtos da agricultura biológica. que mudar as mentalidades. por isso menos emis- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . produzir energia (com combustíveis fósseis). lhes confere um estatuto social mais elevado. Para alterar certos hábitos de consumo. uma notável melhoria das condições de vida da população portuguesa. Mas há muito mais formas de consumo sustentável. Figura 2. este progresso foi acompanhado por um aumento dos resíduos e das emissões. em muitos casos. telemóvel. Muitos dos problemas enunciados estão associados ao comportamento dos consumidores. e tratar os resíduos (que são produzidos em quantidades crescentes). 14 A entrada de Portugal na Comunidade Europeia também provocou profundas alterações e… o desenvolvimento de um modelo de produção e consumo de massa. É verdade que se regista. para promover a reciclagem de materiais. usando autoclismos que permitam regular o fluxo de água. É urgente encontrar formas de evoluir com menos impactes ambientais. Estes gastos impedem que haja recursos disponíveis para outras medidas. nos últimos 30 anos. por isso. muitas vezes. e. por exemplo: • utilizar lâmpadas de baixo consumo energético. • produtos locais não precisam de ser transportados.

por isso se diz que este é o combate mais difícil que temos que vencer. reparando o que se avaria. azulejos.ch CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .wbcsd. entre papel reciclado e papel feito através do abate de árvores.pt • www. alterar os hábitos de mobilidade (utilizando mais os transportes públicos.pt • www. o papel reciclado é certamente o que menos danos causa ao ambiente. que partem imensos tijolos.topten. Mas podemos começar por nós próprios! Saber mais: • http://ecocar19.minerva. em vez de deitar fora e comprar novo.blog. uma grande parte dos resíduos resulta de uma atitude de descuido por parte dos trabalhadores. em vez de utilizar o carro). É certo que é muito difícil alterar mentalidades. se queremos salvar o planeta. na construção civil. vidros porque não trabalham com profissionalismo.uevora. 15 Agir Rumo à Sustentabilidade • • • • sões. andando a pé ou de bicicleta. prolongar a vida útil dos objectos.pt • www.FT5 .

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preservando o valor produtivo do solo. vivendo dos frutos que elas lhe dão. Preferências dos consumidores Voltemos à definição de Desenvolvimento Sustentável. entendemos agora melhor porque é que não é fácil. em relação aos estragos causados ao ambiente por uma empresa. 17 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. • Explicar como é que os cidadãos podem contribuir para a promoção de modelos mais sustentáveis de produção e consumo. e como se produz. Diz. os seus direitos de consumidores. Legislação ambiental. em detrimento de outras despesas de interesse “Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. os cidadãos. • Os cidadãos.2. Aqueles que. nem sobre as técnicas produtivas que utilizam. utilizando. na nossa sociedade. Uma boa parte dos impostos que o Estado cobra aos seus cidadãos são canalizados para reparar os danos causados por alguns. em especial. não podem decidir sobre os produtos que produzem. RESPoNSABIlIdAdE SoCIAl E CIdAdANIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. as responsabilidades não podem ser assumidas igualmente por todos. trabalhando numa fábrica. em suma.4. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que o conceito de Desenvolvimento Sustentável está associado à noção de responsabilidade colectiva.” CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . via governo (e indirectamente. através do seu direito • de voto). e de cada um. na prática. os empresários têm uma responsabilidade maior que os trabalhadores. Na nossa sociedade há três grandes grupos de decisores: • O Estado. temos que agir como aquele camponês que utiliza as suas terras de forma inteligente. Responsabilidade social e ambiental das empresas. De facto.FT5 . • As empresas (dentro dos limites impostos pela legislação). têm mais poder de decisão sobre o que se produz. que temos que assumir – colectivamente – a responsabilidade de preservar o património natural. encontrar formas de desenvolvimento sustentável. Ou seja. por exemplo. PAlAVRA-CHAVE Responsabilidade colectiva. • Identificar alguns instrumentos que o Estado utiliza para regular a responsabilidade das empresas e permitir que os consumidores façam escolhas conscientes. para poder legar o seu património intacto aos seus sucessores. em especial na sua função de consumidores. No entanto. certamente acarretam uma responsabilidade maior do que aqueles que. para a reflectir agora à luz do que aprendemos até agora. Uma das dificuldades é que o Desenvolvimento Sustentável apela à responsabilidade de todos. Ou seja.

17: No filme “Tempos Modernos“. Para evitar efeitos negativos sobre a saúde humana e os ecossistemas. muitos empresários produzem os seus produtos em países em vias de desenvolvimento. Lda Neste contexto. fala-se muito na responsabilidade ambiental e social das empresas. Por exemplo. Figura 2. o Estado é obrigado a reparar este dano… Fonte: CEIFA ambiente. que os empresários introduzam voluntariamente inovações nas suas fábricas de modo a protegerem melhor os interesses dos cidadãos e do ambiente. O que se pretende é que as empresas não se limitem a respeitar a legislação ambiental. muitas vezes. de que temos vindo a falar. XX. Uma prioridade da legislação ambiental é. em contradição com os interesses da sociedade. devido à extrema pobreza em que vivem. Exige-se que elas vão mais longe. a cultura. para além disso. em grande parte. e que é.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . e as regras de conduta a que obriga o código do trabalho. mas só uma parte muito pequena dessas receitas vai chegar aos que os produziram. a sociedade civil requer. Charlot advertia para as condições desumanas em que os operários trabalhavam nas fábricas no princípio do séc. estimular uma alteração das técnicas e das formas de gestão das empresas. regulada pela legislação ambiental. tomando um papel activo na protecção do património natural e na construção de uma sociedade mais justa. como a segurança social.16: Imagem de uma lagoa poluída. estão dispostas a trabalhar por salários que mal chegam para se alimentarem. 18 Os interesses particulares de algumas empresas ou proprietários privados estão. Há muitos produtos no mercado que são produzidos por crianças e mulheres em condições quase de escravatura. esses produtos são vendidos a preços bastante elevados nos países ricos. Por vezes. a educação. os requisitos de segurança e higiene obrigatórios. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . etc. de 1936. geral. A responsabilidade empresarial não inclui só a responsabilidade ambiental. assim. onde as pessoas. o desporto. Figura 2.

podem. E.consumosustentavel. se os consumidores se recusarem a comprar tapetes feitos à custa de trabalho infantil. os empresários começarão imediatamente a tentar satisfazer essa procura. Do mesmo modo. 19 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. neste contexto. Fonte: Christel Kovermann / terre des hommes Os consumidores.FT5 . é importante que os consumidores se informem e ponderem bem as vantagens e desvantagens dos produtos que compram. Tal como as empresas e os governos. infelizmente. Além disso. em especial quando estes não respeitam os direitos humanos e causam danos ambientais. Saber mais: • www. assumir um papel muito importante. também os cidadãos devem assumir a sua responsabilidade ambiental e social. Assim. Cidadãos bem informados podem exprimir as suas preocupações perante os políticos e exigir que os interesses da sociedade em geral sejam protegidos contra os interesses individuais.com CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .18: O trabalho infantil é. estão a pressionar os empresários para que eles assumam a sua responsabilidade social. se um número significativo de consumidores optar por produtos mais ecológicos. cada cidadão é também um consumidor. como a preferência dos consumidores por produtos com mais qualidade pode alterar significativamente as decisões dos empresários. pois os empresários são muito sensíveis às preferências dos consumidores. uma realidade do nosso mundo actual.

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Porque é que o modelo tecnológico e o modelo de produção e consumo dominantes nos países desenvolvidos representam uma grande ameaça para o património natural? Explique o significado da expressão “consumo sustentável” e dê exemplos concretos. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Explique o que é o ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi utilizado pela primeira vez em 1987. Dá uma definição com palavras próprias de Desenvolvimento Sustentável. reveja o submódulo 2.Se não conseguir resolver esta actividade. 2. Quais são os objectivos e em que pilares deve assentar uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável? Explique a diferença entre conservar e preservar o património. Imagine que é um cidadão responsável e um consumidor consciente. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Pense em três exemplos que demonstrem que esta afirmação é verdadeira.AV2 Actividades/Avaliação 2.3. no Relatório Brundtland. 3.4) . 7. 4. Sustentabilidade. 5. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 6.

Actividades/Avaliação FT1 . 2 Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .3.

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é realçado o papel das cadeias alimentares para a preservação dos ecossistemas e da vida na Terra. • Conhecer o funcionamento de dois ciclos naturais que permitem a existência da vida na Terra. • Entender que perturbações de um ciclo natural têm repercussões nos outros ciclos naturais. Finalmente. • Compreender a importância das cadeias alimentares para a biodiversidade. e os materiais que neles transitam voltam à composição que tinham no início do ciclo. GloSSÁRIo • Ecossistema • Atmosfera • Biosfera • Aquíferos / lençol freático • Biodiversidade • Limites ecológicos • Plâncton • Herbívoros • Biomassa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 3. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. nada se perde. 1 A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais 1. portanto. Na Natureza nada se cria. ciclos fechados. de forma a tornar visível a interdependência destes elementos com a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o papel dos ciclos naturais para o equilíbrio dos ecossistemas. pois tudo o que entra no ciclo permanece nele. RESuMo Este submódulo debruça-se sobre a forma que melhor caracteriza a gestão de materiais e energia na Natureza: o ciclo. Estes dois ciclos são analisados em profundidade. Os ciclos de importância vital para a existência e sobrevivência da vida na Terra são o do carbono – que é o elemento básico de toda a matéria orgânica – e o da água. embora assumindo formas e funções diversas. Os ciclos naturais são. tudo se movimenta em grandes ciclos. TEMAS • O ciclo do carbono • O ciclo da água • As cadeias alimentares • Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade • Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas 4.SM3 . 2. Materiais e energia vão sucessivamente passando por complexas transformações físicas e químicas em que não há desperdícios materiais.

SABER MAIS • Planeta Vivo.org. 2 5. Relatório Publicado pelo WWF (World Wildelife Fund) Disponível online: http://assets. 2006.br/downloads/wwf_brasil_planeta_vivo_2006.wwf.pdf Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais SM3 .

Plâncton. Atmosfera Combustão Fotossíntese Biosfera Figura 3. carbonatos (matéria sólida. Ecossistemas. O CO2 atmosférico entra nos ecossistemas terrestres e aquáticos através de organismos.1: Ciclo do carbono simplificado. podemos dizer que o ciclo do carbono consiste. 1 O Ciclo do Carbono 3. processo denominado fotossíntese. Biomassa. Fonte: CEIFA ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Combustão • Fotossíntese • Dióxido de carbono • Oxigénio GloSSÁRIo Atmosfera.FT6. que o utilizam para a síntese de matéria orgânica. • Identificar e explicar os principais processos do ciclo do carbono. Lda O carbono na Terra aparece essencialmente na forma de compostos orgânicos. e vice-versa. Herbívoros. por outro lado. o CO2 é captado pelas plantas e por outros organismos fotoss- Biosfera "Bio" = vida "esfera da vida" CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . sob a forma de dióxido de carbono (CO2). percorre um ciclo entre a atmosfera e a biosfera. o CIClo do CARBoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. De uma forma muito simples. por um lado. Durante a fotossíntese. como por exemplo as rochas calcárias) ou sob a forma de CO2 na atmosfera. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo do carbono provocando-lhe • alterações. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo de carbono. Desflorestação O carbono. via combustão. na transferência do elemento químico “carbono” (C). Biosfera. dos seres vivos para a atmosfera e para o mar e. Combustíveis fósseis. na sua reintegração na matéria orgânica via assimilação fotossintética.1.

etc. portanto. bactérias. É através das diferentes combustões (respiração celular. Aeróbica Carb. Aeróbica Detritos Resp. através da fotossíntese que as plantas crescem e podem servir de alimento aos animais herbívoros. nos Sedimentos Fogo Combustíveis Fósseis Combustão Figura 3. é o Ciclo do Carbono Actividade Vulcânica CO2 na Atmosfera Fotossíntese Resp. estamos a inspirar O2 e a expirar CO2 resultante da combustão lenta que ocorre nas nossas células (respiração celular). A biomassa que existe na terra é. Lda A fotossíntese pode ser descrita da seguinte forma: Dióxido de Carbono + Água + Energia Solar —> Glicose + Oxigénio A segunda parte do ciclo de carbono baseia-se num fenómeno que pode considerarse inverso à fotossíntese. A combustão pode processar-se a temperaturas muito elevadas (por exemplo o fogo) ou a baixas temperaturas.O Ciclo do Carbono FT6 .. portanto..). o plâncton dos oceanos. Com ajuda da energia solar e em presença da água o CO2 é separado em oxigénio (O2) e transformado em O matéria orgânica (glicose). do solo. É. fogo) que o CO2 é devolvido à atmosfera: Matéria orgânica + Oxigénio —> Dióxido de carbono + Água + Energia Cada vez que respiramos. com o O2 presente na atmosfera e liberação de calor. A respiração que ocorre nas nossas células é um exemplo de combustão lenta que ocorre a temperaturas baixas. É também através da fotossíntese que o CO2 é retirado da atmosfera e armazenado (em especial nas árvores. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . que o fixam durante muitos anos). o produto de uma parte do ciclo do carbono – a fotossíntese. Fonte: CEIFA ambiente. Dissolvido Carbono na Biomassa Carb. Neste processo químico há a reacção de uma substância combustível (matéria orgânica). a que chamamos combustão. 2 intéticos (como as algas.2: O ciclo do Carbono. .

com libertação de CO2. de animais e plantas. Os automóveis. desflorestação – com a desflorestação maciça deixam de existir árvores para utilizar e armazenar o CO2 produzido. 3 O Ciclo do Carbono Os vários tipos de combustão que constituem o ciclo de carbono são: • Respiração Celular – processo que ocorre nas plantas e animais através da reacção da glicose com o O2. Fonte: CEIFA ambiente.3: As árvores fazem fotossíntese e respiram assim como o resto dos seres vivos. com a consequente libertação de CO2. provoca uma grande libertação de CO2 que não é totalmente compensada pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera. mas tem-se mantido mais ou menos constante desde há vários milhares de anos. são um dos grandes responsáveis pela excessiva libertação de CO2 para a atmosfera. por organismos decompositores (fungos. • • Energia Solar CO 2 e vapor de água Respiração O2 Fotossíntese Respiração do Solo CO 2 O2 Água O2 CO 2 CO 2 e vapor de água O2 Respiração Celular Figura 3. que se alimentam destes produtos e libertam o CO2 para a atmosfera. bactérias).FT6 . Fogo – é combustão de matéria orgânica a alta temperatura. Respiração do Solo – processo que ocorre através da decomposição e mineralização de matéria orgânica morta. que consomem combustíveis fósseis. carvão e gás natural (que são matérias orgânicas. • O ciclo de carbono ocorre desde que existe vida à superfície da Terra. água e energia. A concentração de CO2 na atmosfera não foi sempre a mesma de hoje. também chamados combustíveis fósseis). Nas últimas décadas este equilíbrio tem sido CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Lda Interferência no ciclo de carbono O ser humano intervém neste ciclo através da: • Combustão – do petróleo.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .O Ciclo do Carbono FT6 . Saber mais: • www. 4 afectado pelas actividades humanas.naturlink.

rios e atmosfera A quantidade de água que existe na Terra hoje é a mesma que existia no passado e que existirá no futuro. lagos. Eutrofização. Atmosfera. o CIClo dA ÁGuA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Lda A água circula na natureza no chamado ciclo da água. afectada pela poluição. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo da água. inclusive a irrigação na agricultura. Dos 3 % restantes. ainda. Os oceanos constituem cerca de 97 % de toda a água do planeta. identificando-as. A qualidade desta água é. • Concluir que as alterações provocadas no ciclo da água diminuem a quantidade e qualidade da água disponível ao consumo humano.FT7 . PAlAVRA-CHAVE • Água • Evaporação • Precipitação • Condensação • Evapotranspiração • Desflorestação • Erosão dos solos • Impermeabilização dos solos GloSSÁRIo Aquíferos / lençol freático. em lagos. rios e na atmosfera. é menos de 1 % da água existente no planeta. ou o ciclo hidrológico. Assim. • Identificar e explicar os fenómenos naturais do ciclo da água. Ecossistema O ciclo da água (H2O).4: Distribuição da água no mundo Fonte: CEIFA ambiente. 1 O Ciclo da Água 3. a água doce de que dispomos para satisfazer todas as necessidades humanas. é o processo de reciclagem global da água.2. Mar Gelo nos polos Águas subterrâneas. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo da água provocando-lhe alterações. No entanto. Figura 3. aproximadamente 2 % estão localizados no gelo dos Pólos e apenas 1 % é encontrado na forma de água subterrânea (aquíferos ou lençóis freáticos). O movimento da água no ciclo é mantido pela energia radiante de origem solar que provoca evaporação e pela atrac- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . nem toda a água está disponível ao Homem. ETAR.

Após a evaporação. reiniciando. para alimentar os aquíferos) ou escoada (para o mar). O ciclo da água é uma sequência fechada de fenómenos pelos quais a água passa para a atmosfera. quanto mais elevada for a temperatura do ar. Esta é devolvida à Terra através da precipitação. oceanos e à terra.5: O ciclo da água. dado que. maior é a evaporação e. a formação de nuvens. Este ciclo é fortemente condicionado pelas variações de temperatura. assim.pt Neste processo a água dos oceanos. por efeito da força da gravidade. geada). rios e lagos vai para a atmosfera. rios. www. a Terra e o Homem” – INAG. orvalho) e sólida (neve. infiltrada (no solo. o ciclo hidrológico. Quando as pequenas gotas de água que pairam no ar atingem um certo peso. dá-se a condensação da água. e retorna à superfície terrestre na fase líquida (chuva.inag. Condensação Evapotranspiração Precipitação Infiltração Evaporação Figura 3. granizo (precipitação). com formação de nuvens. então. a determinadas temperaturas. por evaporação. precipitam. mais humidade poderá o ar conter. como já dissemos. Também a água contida no solo passa para a atmosfera por evaporação e a das plantas por transpiração. O conjunto de água evaporada do solo e transpirada pelas plantas tem o nome de evapotranspiração. voltando depois a evaporar-se. Fonte: Esquema adaptado de “A Água. e caiem como chuva.O Ciclo da Água FT7 . Quando a humidade excede a saturação dá-se. neve ou granizo. devolvendo a água aos lagos. na forma de vapor. consequentemente. neblinas e nevoeiros que se movimentam sob a acção do vento. neve. onde é parcialmente retida na superfície (lagos e rios). granizo. 2 ção gravítica que origina a chuva. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

a vários níveis. vive com escassez de água. o destino da precipitação é alterado dentro do ciclo da água. grande parte da água para uso humano é extraída dos aquíferos. que no total são cerca de 6. como será nessa altura? 10% Campo 50% Precipitação Escorrência Lençol Freático Evapotranspiração 100% 43% 25% Escorrência Lençol Freático Cidade 32% Figura 3. No caso das cidades esses efeitos são. para as sarjetas.3 biliões de pessoas. causando problemas.S Environmental Protection Agency A impermeabilização do solo tem efeitos importantes para o ciclo da água.2 biliões. que rapidamente reencaminham esta água para os cursos de água naturais). a longo prazo. mas uma grande parte da água doce vai directamente para o mar. como sabemos. 3 O Ciclo da Água Interferência no ciclo da água O contínuo crescimento da população mundial e as formas de ocupação do solo têm interferido com o ciclo da água. Nas cidades a escorrência da água da chuva é maior que no campo. • A maior escorrência para os rios provoca por vezes cheias e inundações (a corrente dos rios fica mais intensa durante e depois das chuvas). logo a sua disponibilidade fica diminuída e. Fonte: Esquema adaptado de U. e não se infiltra no solo. a maioria das vezes. Precipitação Evapotranspiração 100% 40% Grande parte da população mundial.6: Representação das consequências das interferências do Homem no ciclo da água. por exemplo: • Há menos precipitação e menos água a evaporar de volta para a atmosfera (a chuva cai na superfície impermeável e escorre. Uma vez que a ONU prevê que em 2050 seremos 9. Assim. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma vez que as superfícies artificiais construídas são menos permeáveis que o solo. • Devido à diminuição da infiltração nos solos diminui também a alimentação das reservas de águas subterrâneas.FT7 . Mas. podemos ter graves problemas de falta de água disponível.

a erosão dos solos (submódulo 1) causada pela escorrência das águas que arrastam muitas partículas.O Ciclo da Água FT7 . na medida do possível. reconduzi-las com boa qualidade ao seu ciclo natural. sendo capaz de degradar a própria qualidade dos rios. constituindo um grande entrave à limpeza destas águas. a menos que receba tratamento prévio (numa ETAR). degradando a qualidade desses ecossistemas. é lançada nas massas de água naturais apresenta em geral má qualidade. Assim. Saber mais: • www. a perda de qualidade da água também pode resultar numa diminuição da quantidade de água disponível para uso humano. têm que dar especial atenção ao tratamento destas águas e procurar. devido à desflorestação (a vegetação natural é substituída por edifícios e outras construções). mas também em termos da sua qualidade.gov • www. Os adubos e os pesticidas utilizados intensamente na agricultura actual são prejudiciais à qualidade da água. 4 • A quantidade de transpiração pelas plantas também é reduzida nas cidades. indústria. lagos e lençóis freáticos.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . O tratamento das águas poluídas além de complicado é extremamente caro.pt • www. que produzem enormes quantidades de águas residuais fortemente poluídas. se não tomarmos as medidas necessárias para evitar este problema. As cidades.inag. mesmo quando não se pratica a rega. a água que. para além de terem um papel importante no ciclo do carbono. que origina o crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas. pois seguram a terra à sua volta e reduzem. As árvores. como já vimos. são também elementos essenciais para o ciclo da água. As raízes das árvores desempenham também um papel importante para o solo. e para o bom funcionamento do ciclo hidrológico. para os aquíferos ou para os rios e lagos naturais ou artificiais. A intervenção do Homem no ciclo hidrológico não se faz somente em termos da quantidade de água. Com efeito. esses produtos são transportados pelo escoamento resultante da chuva.naturlink. depois de utilizada (consumo humano. agricultura. Proteger a floresta é de grande importância para a estabilização do escoamento das águas. Portanto.epa. Os pesticidas são em geral nocivos à saúde e os adubos originam um excesso de substâncias nutrientes nas massas de água (eutrofização). assim. pesca e actividades recreativas).

1 As Cadeias Alimentares 3. predadores ou carnívoros (que se alimentam de outros animais) e pelos decompositores. apesar de se observarem variações quanto às plantas e animais que deles fazem parte.FT8 . • Identificar e explicar o ciclo e o fluxo existentes nas cadeias alimentares. as relações alimentares que existem nas cadeias alimentares. ele precisa de alimento. Uma cadeia alimentar representa as relações alimentares existentes entre os organismos de um ecossistema. Esta cadeia inicia-se nos produtores de biomassa por fotossíntese (plantas) e passa pelos herbívoros (que se alimentam de plantas). podemos afirmar que os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas. uma vez que os decompositores transformam a matéria orgânica morta em compostos mais simples. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Biomassa Para que um ser vivo seja saudável e possa sobreviver. • Concordar com a importância de um bom conhecimento das cadeias alimentares.3. Esta cadeia acaba também por ser um ciclo. os quais são regulados pela relação predador-presa. AS CAdEIAS AlIMENTARES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. De modo geral. PAlAVRA-CHAVE • Produtores • Predadores ou carnívoros • Decompositores • Níveis tróficos • Transferência de nutrientes • Fluxo de energia GloSSÁRIo Ecossistema. o formando deverá estar apto a: • Compreender. novamente disponível às plantas e assim se reinicia o ciclo de transferência de nutrientes. É o alimento que fornece os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo e ao mesmo tempo a energia que ele necessita nas suas actividades. distinguindo.

Lda. por exemplo. Fonte: Internet Nível Trófico 1 O grupo formado pelos herbívoros e carnívoros é denominado. cuja complexidade é variável. inclusive do Homem. geralmente de elevada complexidade. Rachel Carson demonstra como o DDT. formando redes ou teias alimentares. O nível trófico 1 corresponde aos produtores.8: Cadeia alimentar do peixe. geralmente. por consumidores. Fluxo de energia Os peixes não se alimentam apenas de algas. secundário e terciário. 2 Trófico 4 tem poucos seres vivos porque há menos energia do que nos níveis inferiores. Nível Trófico 3 Nível Trófico 2 Figura 3. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .no seu livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa). Figura 3. o 2 aos herbívoros (consumidores primários). substâncias tóxicas para a nossa saúde. Exemplo de um consumidor primário. que come o herbívoro. e por aí adiante.As Cadeias Alimentares FT8 . que se vão passando de nível trófico para nível trófico até chegarem ao Homem. veja-se o exemplo do BSE (doença das vacas loucas) ou do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano). Importância de se conhecerem as cadeias alimentares A Primavera Silenciosa Em 1962 . apresentam sempre vários pontos de cruzamento. poderoso insecticida utilizado globalmente depois da II Grande Guerra.7: Cadeia alimentar e fluxo de energia. Por isso na natureza não há cadeias alimentares isoladas. é chamado de consumidor secundário. Na maioria dos ecossistemas. • Porque nos permite o uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar determinados ecossistemas de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente. Fonte: CEIFA ambiente. Os herbívoros são consumidores primários porque se alimentam de plantas. Hoje desconfia-se que os pesticidas utilizados na agricultura provocam doenças graves no Homem. É importante conhecermos as cadeias alimentares por vários motivos: • Por vezes as plantas absorvem dos solos e das águas. O carnívoro. o Homem que se alimenta tanto de produtores (cenoura) como de herbívoros (coelho) e de carnívoros (peixes). cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. o 3 e o 4 aos carnívoros (consumidores secundários e terciários. pelo contrário. Os predadores ou carnívoros são os organismos que se alimentam de outros animais (por exemplo o leão). respectivamente). Muitos deles alimentam-se também de outros peixes. sendo por isso carnívoros! A transferência do alimento (energia) entre os diferentes níveis tróficos faz-se através de cadeias alimentares. Temos. penetrava na cadeia alimentar e se acumulava nos tecidos gordurosos dos animais.

ou seja. qualquer intervenção que se realize no ambiente tem que ser bem estudada para que o “feitiço não se vire contra o feiticeiro”. todas as outras caem atrás. E é neste sentido que é importante termos um bom conhecimento da cadeia alimentar. levou a uma grande ocupação do solo. Desta forma é possível aumentar a qualidade do produto agrícola e reduzir a poluição do ambiente contribuindo para a preservação de recursos naturais e aumentando a sustentabilidade dos ecossistemas. as outras caem também. a grande expansão desta planta. Controlo biológico O controle biológico é um processo natural de regulação populacional baseado numa ideia simples: controlar uma praga usando os seus próprios inimigos naturais. Esta tecnologia tem como benefício a substituição de pesticidas químicos na agricultura ou em outras actividades de utilização do solo. A acácia (mimosa) foi introduzida nas dunas da Costa da Caparica com o intuito de segurar as areias. para que possamos prever quais os efeitos que podem resultar das nossas acções no ambiente. É como um jogo de dominó.9: Quando se derruba uma peça de dominó. Lda Saber mais: • www. Esta situação poderá levar a extinção de algumas espécies. tendo as espécies locais dificuldade em crescer. 3 As Cadeias Alimentares Esta prática é denominada controlo biológico.FT8 . Fonte: CEIFA ambiente. normalmente. para que não ocorra um efeito contrário ao desejado. ou um efeito não previsto. É o que acontece com as cadeias alimentares. Figura 3. No entanto.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .com • http://pt. No entanto.geocities.wikipedia. quando se derruba uma peça.

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pode destruir a sua base de vida.FT9 . O desenvolvimento sustentável também significa: • respeito pelos limites do planeta Terra em fornecer recursos e absorver a poluição e os resíduos (iremos tratar deste tema na ficha seguinte). Estamos actualmente a usar os recursos naturais a um nível e ritmo prejudiciais ao ambiente. Já vimos que o Homem é um ser biológico. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e explicar o significado e importância da qualidade ambiental para a sustentabilidade do ecossistema. • ter em atenção como as nossas acções afectam outras partes do mundo. 1 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade 3. Hoje sabemos que qualidade de vida e bem-estar não são apenas afectados pela prosperidade económica e por segurança mas também por outros elementos essenciais como boa saúde. • evitar passar fardos para as gerações futuras (nesta ficha vamos falar sobretudo sobre este ponto). Ora o génio inventivo do Homem pode pôr em risco o Homem biológico. • Avaliar a utilidade da Pegada Ecológica como ferramenta de cálculo do impacto humano na Terra. que utiliza a natureza com muita imaginação. “Resident Evil” ou “Matrix”… CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . para além de ser também um ser inteligente. empregabilidade. PAlAVRA-CHAVE • Qualidade ambiental • Sustentabilidade • Recursos naturais • Impacto • Consumo • Redução GloSSÁRIo Resíduos.4. cultura e boa habitação. Mas comecemos por falar do significado e importância da qualidade ambiental. Ecossistema Alterações significativas na forma como vivemos e trabalhamos são requisitos essenciais para garantirmos um futuro sustentável. um ambiente saudável e agradável. QuAlIdAdE AMBIENTAl CoMo PRé-REQuISITo PARA A SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. inclusão social. Muitos filmes tratam este tema com muita fantasia. como por exemplo. inventando técnicas e criando substâncias e produtos que não existiam no mundo natural. Biodiversidade.

ou seja. Vamos a seguir dar um exemplo de como o podemos fazer. uma condição indispensável. da qualidade ambiental em geral. a nossa economia e a própria civilização humana correm o risco de desaparecer. o vento e tantas outras coisas que tornam muitos lugares deste planeta em pequenos paraísos para repousarmos e nos sentirmos bem. Queres ir para este lugar passar férias?! Fonte: Greenpeace Podemos medir a influência que as nossas actividades têm sobre o ambiente. 2 Figura 3. Resident Evil e Matrix. que retratam o perigo que. Figura 3. evidentemente. quase a brincar! Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .11: Smog em Hong-Kong. há ainda o calor e a luz do sol.10: Imagens de dois filmes.Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 . a paisagem. as nossas criações científicas representam para nós próprios. Se o ambiente for despojado dos seus bens e poluído. Fonte: Internet Os recursos naturais são só uma parte da oferta que a natureza nos faz de forma tão generosa. para a sustentabilidade do ecossistema Terra. por vezes. Por isso dizemos que a qualidade ambiental é um pré-requisito. Mas a qualidade destes paraísos terrestres depende.

Fonte: CEIFA ambiente. autores do livro “Our Ecological Footprint . a pegada total da população mundial deveria ser inferior à área total terra/água da Terra (aquela pegada é actualmente calculada pela Footprint Network como sendo aproximadamente 23 % maior do que o planeta pode regenerar. caso contrário poderá entrar em colapso. Lda Se continuarmos no nosso actual caminho as previsões relativas à mudança.FT9 .org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A Pegada Ecológica de muitos países. Para a humanidade alcançar a sustentabilidade. Este conceito exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população. A redução da pegada global da humanidade é essencial! Para se alcançar a sustentabilidade os padrões de vida e de consumo da sociedade actual têm que ser alterados. Este grau de excesso coloca em risco não só a biodiversidade. Figura 3. Fonte: www. é muito superior à sua área geográfica.12: Representação simbólica da pegada ecológica.earthvoice. como também destrói os ecossistemas e a sua capacidade de fornecer recursos e serviços dos quais a humanidade tanto depende. deixará de ter os meios e recursos de que precisa para sobreviver. A alternativa é eliminar o excesso. sugerem que em 2050 a humanidade estará a utilizar o equivalente a mais de dois planetas. ou seja. em termos de população.Reducing Human Impact on the Earth” (1996). concluindo-se que a espécie humana está a agir de um modo insustentável). Recursos Resíduos Floresta Pecuária Agricultura Figura 3. 1 Desenvolvida por Mathis Wackernagel e William Rees.13: O destino do planeta Terra estas nas nossas mãos. do consumo de alimentos e fibras e das emissões de CO2. Esta sociedade tem de tornar-se uma sociedade sustentável. 3 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade Pegada ecológica A Pegada Ecológica1 é um instrumento criado para de medir o impacto humano na Terra. sobretudo os mais desenvolvidos. O consumo de produtos animais e a utilização de automóvel diariamente aumenta significativamente a tua pegada ecológica.

esb.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .ucp. 4 Saber mais: • www.Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 .

líquidas (águas residuais) e gasosas (poluição atmosférica) que põem em risco o funcionamento dos ecossistemas.4. Economia (Produção e Consumo) Figura 3. Natureza. Limites ecológicos. Fauna. Fonte: CEIFA ambiente. e por outro lado.1. alterando por vezes o funcionamento dos grandes ciclos naturais. • Identificar e explicar os princípios e regras de sustentabilidade. Atmosfera. por um lado. Combustíveis fósseis.14: O Homem utiliza a Terra como se ela fosse um sistema materialmente aberto. da exploração irresponsável de recursos naturais. da deposição. Veremos mais tarde que essas pressões podem pôr em risco a vida do Homem no nosso planeta. está a exercer sobre os ecossistemas. Estas pressões resultam. em conjunto. no ambiente.FT9 . • Verificar que é urgente modificar os nossos actuais sistemas de produção e consumo para que os materiais se movimentem em ciclos fechados. Lda CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Concluir que os princípios e regras de sustentabilidade podem ser utilizados na nossa vida quotidiana. Flora Em vários submódulos deste Guia de Aprendizagem debruçámo-nos sobre o problema das pressões que a humanidade. O problema é que o Homem utiliza a Natureza como se a Terra fosse um sistema aberto. Resíduos Perigosos. o formando deverá estar apto a: • Assumir que o planeta Terra tem limites ecológicos. 5 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas 3. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Poluição • Princípios e regras de sustentabilidade • Reciclagem • Exploração GloSSÁRIo Ecossistema. de emissões sólidas (resíduos). REGRAS GERAIS PARA A PRESERVAÇÃo dA SuSTENTABIlIdAdE doS ECoSSISTEMAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Ambiente e Economia Natureza Técnicas.

A natureza mostra-nos que um sistema com limites pode ser sustentável e manter todas as suas funções. Perante o perigo de a humanidade esgotar os recursos naturais e degradar completamente o ambiente. produzimos emissões e resíduos perigosos. tanto quanto possível. assim. os nossos sistemas técnicos e a nossa economia são.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . 6 Mas. por se transformar em materiais poluentes que alteram o funcionamento dos ciclos naturais. insustentáveis. Lda A ideia da “reciclagem dos materiais” é. transformamos esses materiais. Figura 3. não podemos ir buscar esse recurso a um outro planeta (talvez daqui a uns séculos isso seja possível. aquela que mais aproxima as nossas tecnologias do modelo de funcionamento da natureza. além disso. ao transformar as matérias naturais em produtos artificiais. Não sabemos como reciclar todos os materiais que tiramos da natureza. No entanto. Temos que encontrar formas de produzir e consumir que. mas hoje em dia essa possibilidade pertence ao reino da pura ficção!). por isso. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . permitam que os materiais que lhe retiramos se movimentem. Quando esgotamos totalmente um recurso natural. a Terra é um sistema finito. em ciclos fechados. uma grande parte dos recursos que retiramos da natureza acabam. basta olharmos à nossa volta com atenção para descobrirmos onde está o segredo da sustentabilidade. embora os nossos sistemas de reciclagem ainda estejam muito longe da perfeição dos ciclos naturais. tal como na natureza. e depois de os utilizarmos. e. do ponto de vista dos materiais. que tem limites. por isso. Não é o que acontece nos nossos actuais sistemas de produção e de consumo: nós tiramos materiais à natureza. há já várias décadas que se tem vindo a estudar formas de gestão ambiental que permitam garantir a sustentabilidade dos ecossistemas. se todos os materiais se movimentarem em ciclos fechados. Como no caso dos combustíveis fósseis. A longo prazo.15: Fechar os ciclos! Fonte: CEIFA ambiente. devolvemos uma série de emissões e resíduos à natureza que ela não consegue reintegrar nos seus ciclos naturais.

7 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas Portanto. Por exemplo: a pesca é sustentável se os peixes forem pescados a um ritmo que permita que a população de peixes não diminua.16: O sol é a maior fonte de energia! Nesta imagem podemos ver um pequeno painel solar que fornece energia ao telefone de emergência de uma auto-estrada. que o possa substituir. o Homem deve actuar de acordo com o princípio da precaução. De acordo com um relatório recente da World Wildlife Fund. ao utilizar a natureza como fonte de recursos naturais e depósito das nossas emissões. Há três regras de ouro que nos ajudam a gerir o uso de materiais: 1. surge um problema de poluição.FT9 . de forma que. este poderá desaparecer do mar do Norte dentro de 15 anos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . quando o petróleo se esgotasse. jazidas de minérios – a taxa de uso não pode ser superior ao ritmo a que se pode desenvolver um recurso renovável. absorvido ou tornado inofensivo pelo ambiente. Figura 3. ou se os resíduos contêm substâncias que o ecossistema não assimila. Mas se as quantidades de efluentes são demasiadas. Muitos ecossistemas sofrem danos ir- 3. Fonte: CEIFA ambiente. não há outro remédio senão diminuir o consumo de gasolina e electricidade! Para um poluente – a taxa de deposição na natureza não deve ser superior ao ritmo a que esse poluente pode ser reciclado. em parte. Lda 2. Infelizmente. pois nesse ecossistema esses resíduos são. estivesse disponível um fluxo equivalente de energia renovável. como acontece actualmente. a maioria dos ecossistemas está a sofrer as consequências da poluição generalizada da atmosfera. Para um recurso renovável – florestas. Por exemplo: um depósito petrolífero seria utilizado de uma forma sustentada. Para um recurso não renovável – combustíveis fósseis. peixes – a taxa sustentável de uso desse recurso pelo Homem não pode ser maior do que a sua taxa de regeneração. que o aconselha a ser prudente e não ultrapassar os limites ecológicos dos ecossistemas. se parte dos lucros que produz fossem investidos em painéis solares ou na plantação de árvores. Se o ritmo a que estes substitutos são desenvolvidos é demasiado lenta. do solo e da água. que a quantidade pescada num período possa ser substituída pela quantidade de peixes que vão nascendo e crescendo nesse meio aquático no mesmo período. nutrientes de plantas aquáticas. se nada for feito no sentido de diminuir a pesca do bacalhau. ou seja. Por exemplo: os esgotos podem ser lançados num rio ou lago desde que o ecossistema natural da água consiga absorver estes resíduos sem sofrer alterações graves.

utilizar os transportes públicos em vez do automóvel privado. pelos níveis de poluição que atingiram. É fácil aplicar estas regras na nossa vida quotidiana: podemos começar por poupar electricidade em casa.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . usar a água. que. deixaram de poder abrigar a fauna e flora que antes ali habitava. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . É o caso de muitos rios e lagos. porque é que levo três de plástico que deito logo para o lixo? Figura 3. e também no local de trabalho. 8 reversíveis devido aos poluentes que recebem. com a máxima eficácia… com pequenos gestos vamos dando a nossa contribuição pessoal para que a situação ambiental não se agrave ainda mais: se apenas preciso de um saco de pano para transportar as compras do supermercado até casa. Fonte: CEIFA ambiente. e todos os recursos naturais.17: Transporte de compras em saco de pano.

Explica como.5. e diz qual é a grande consequência de que tanto se tem falado na sociedade. é o Ciclo da Água Figura 3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .. Fonte: CEIFA ambiente. 4. Lda 1234- 3. Há um fenómeno do ciclo que não está representado. 1 Actividades/Avaliação 3. Identifica-os e diz em que consistem. O Homem ao construir grandes centros urbanos substitui os solos por superfícies artificiais. Qual é este fenómeno e diz em que consiste? 3. No ciclo de carbono existem dois processos complementares muito importantes. 2.1.2. 3. Descreva em poucas palavras o ciclo da água..18: Ciclo da Água. O Homem está a interferir e a desequilibrar o ciclo do carbono. Observa a figura do ciclo da água e completa-o. Indica as consequências desta acção. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.AV3 . 2 1 4 3 Rio Mar .

A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais.m-almada.Se não conseguir resolver esta actividade. reveja o submódulo 3.pt/pegada e tenta calcular a tua própria pegada ecológica. Indica como é designado cada elemento da cadeia alimentar representada. Observa a figura que se segue. Como poderás melhorar o resultado que obtiveste? Qual seria a melhor forma de gerir um recurso renovável? 7. Explica porque razão é importante ter um bom conhecimento das cadeias alimentares? Vai ao site www. 8. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .4) .Actividades/Avaliação AV3 . 2 5. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. 2 Produção de O2 O sol fornece a energia para a fotossíntese Produção de alimentos (carbonatos) 1 Produção do CO2 necessário para a fotossíntese Plantas mortas Resíduos e corpos mortos são reciclados 123- 3 Nutrientes 6.

4. Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

uma vez que esta camada protege o planeta das radiações UV-B. 2. têm fortemente afectado a biodiversidade. RESuMo O Homem. TEMAS • Alterações climáticas • Efeito de Estufa • Buraco do Ozono • Desflorestação • Pressões Humanas • Poluição • Biodiversidade 4. • Conhecer as consequências das perturbações provocadas pelo Homem nos ciclos naturais que provocam alterações climáticas. cada formando deverá estar apto a: • Compreender que as perturbações nos ciclos naturais afectam a vida na Terra e podem pôr a vida do Homem em perigo. juntamente com os diferentes tipos de poluição causada. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. tem perturbado os ciclos naturais e contribuído para as alterações climáticas. 3. têm contribuído para as alterações do clima. por isso. 1 Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 1. O buraco na camada de ozono é outra consequência das actividades humanas sobre a Natureza que afecta a vida da Terra. nocivas aos seres vivos.SM4 . Estas alterações. urgente repensar as nossas decisões e acções de forma a reduzir a pressão sobre o ambiente. • Entender a importância da biodiversidade e as consequências da sua perda. GloSSÁRIo • Combustíveis fósseis • Atmosfera • Ecossistema • Biodiversidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que essencialmente. São as perturbações no ciclo do carbono. Nas últimas décadas. devido ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e à desflorestação. devido à crescente pressão que o Homem exerce sobre os ecossistemas. através das suas várias actividades. tem-se verificado um número cada vez maior de extinções de espécies. É.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . SABER MAIS • www. 2 5.Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais SM4 .confagri.

do artesanato ou da construção eram basicamente locais. Pode observar-se a grande quantidade de chaminés e o fumo poluente que libertavam. Actualmente.1: Ilustração de uma fábrica no tempo da Revolução Industrial. as perturbações no ciclo do carbono. Durante os últimos 50 anos. especialmente. PAlAVRA-CHAVE • Alterações climáticas • Perturbações dos Ciclos Naturais • Efeito de Estufa • Desflorestação • Buraco de Ozono GloSSÁRIo Antropogénico. constitui uma ameaça sobre o Homem e a Natureza.1. Este cenário alterou-se radicalmente com a Revolução Industrial. da agricultura e do que a natureza lhes dá. das actividades agrícolas. Figura 4. os efeitos da caça. Mas. temos testemunhado sinais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Fonte: Internet Quanto mais nós produzimos e consumimos. Atmosfera A mudança climática global. o formando deverá estar apto a: • Concordar que o Homem através das suas actividades tem contribuído para as alterações climáticas. • Identificar as perturbações causadas nos ciclos naturais. que cada vez mais preocupa cientistas e políticos. Desde que existem humanos à face da Terra. ainda existem populações pré-industriais que vivem da caça. AS CAuSAS dAS AlTERAÇÕES ClIMÁTICAS A NíVEl GloBAl E loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. como as principais causas das alterações climáticas. que começou à volta de 1750. pela primeira vez na história.FT10 . estes têm afectado o ambiente. até há uns 200 anos. As alterações climáticas podem ter causas naturais (por exemplo. e que teve uma particular intensificação nos séculos XIX e XX. e que subsistem em algumas regiões do planeta. variações lentas na luminosidade do sol) e/ou causadas pelo Homem. mais afectamos o ambiente à nossa volta. 1 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4.

que contribuem para o efeito de estufa.naturlink. Estas emissões têm diversas origens. Para Reter: Alterações do clima mundial podem ter causas naturais e antropogénicas. Fonte: CEIFA ambiente. são principalmente resultado de perturbações no ciclo de carbono provocadas pelo Homem. as mudanças climáticas a que assistimos actualmente têm causas antropogénicas. vai aumentar (devido ao efeito de estufa) a evaporação e precipitação do ciclo da água. No entanto. além de perturbar o equilíbrio do seu ciclo.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . 2 claros da influência do Homem no ambiente de todo o planeta. cujas consequências podem ser devastadoras. Saber mais: • www. as alterações que ocorrem num dos ciclos vão afectar outros ciclos (submódulo 3). Lda Se o CO2 aumenta na atmosfera. estamos a criar problemas ambientais que não são apenas locais.2: A indústria é um importante contributo na emissão de gases de estufa para a atmosfera. os carros e os aviões. incluindo as actividades industriais e agrícolas. mas também globais. também conhecido por aquecimento global ou efeito de estufa em conjugação com a desflorestação e o buraco de ozono (de que trataremos nas fichas seguintes). Um dos problemas ambientais à escala global prende-se com as alterações climáticas induzidas pelo Homem. Como veremos neste submódulo. Sendo assim. Figura 4. as alterações do ciclo de carbono provocam perturbações no ciclo da água. ou seja.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . as centrais energéticas. Uma vez que os ciclos naturais estão todos interligados. Um dos sintomas que observamos actualmente é a maior frequência de condições extremas no Inverno com mais tempestades e inundações nos países do Norte e períodos de seca com incêndios florestais nos países do Sul. Alterações climáticas globais As alterações climáticas induzidas pelo Homem são resultado da emissão adicional de gases para a atmosfera. perturbando-o também. o fenómeno que observamos hoje em dia é essencialmente provocado pelas actividades humanas.

Atmosfera. que terão impactos directos negativos sobre os ecossistemas terrestres. principalmente o dióxido de carbono (CO2). reflecte na superfície da Terra e sai do planeta. há gases conhecidos como Gases com Efeito de Estufa (GEE). No entanto. A radiação solar atravessa a atmosfera. a energia consumida para aquecimento.1.1. Efeito de estufa e aquecimento global A actividade industrial. PAlAVRA-CHAVE • • • • • Efeito de Estufa Gases com efeito de estufa (GEE) Dióxido de Carbono Aumento de temperatura Alterações climáticas GloSSÁRIo Ecossistema. No entanto. • Compreender a importância do problema. que criam um “cobertor” ao redor da Terra. • Reconhecer que são necessárias medidas para minimizar o problema e que algumas estão ao nosso alcance e não apenas dos governos. Clorofluorocarbonetos (CFC). Processo anaeróbico. O aumento da concentração dos gases com efeito de estufa na atmosfera. assim como outros gases com potencial de aquecimento como o metano (CH4). O progressivo aumento de CO2 na atmosfera tem vindo a desequilibrar o ciclo de carbono e a incrementar as alterações climáticas. durante o último século as alterações registadas têm sido mais pronunciadas do que em qualquer período registado até ao momento. tem sido apontado como uma das principais causas das alterações no clima. o formando deverá estar apto a: • Identificar quais os principais gases com efeito de estufa. Biosfera. identificando quais as principais causas e consequências do efeito de estufa. Isto é.FT10 . na saúde pública e na qualidade de vida das pessoas em geral. o “cobertor” formado pelos GEE reflecte CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . os automóveis. o óxido nitroso (N2O) e os clorofluorocarbonetos (CFC). EFEITo dE ESTuFA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. e outras tantas actividades humanas libertam CO2 para a atmosfera. nos diversos sectores socio-económicos mundiais. 3 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. Combustíveis fósseis As alterações do clima são acontecimentos naturais que ocorrem desde sempre.

pt/infoco) 8. Ou seja.4: Representação esquemática do efeito de estufa Fonte: CEIFA ambiente. o efeito de estufa provoca outros efeitos. (www.4 % A concentração de vapor de água na atmosfera terrestre também aumentou. contribuindo assim para o aumento da temperatura média do planeta.gppaa. o vapor de água é igualmente considerado um gás de efeito de estufa. Por isso.4 % Figura 4. C – A radiação reflectida pela Terra não regressa ao espa ço espaço porque é de novo reflectida e absorvida pelos gases de efeito de estufa que envolvem a Terra.min-agricultura. solos. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . visto que também contribuem para o aquecimento global.0 % HFC. parte é absorvida. O vapor de água é.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . O resultado é o aquecimento da superfície da Terra – Efeito de Estufa. A B C A Attm os of er a GE GE E E Figura 4.2 % 1. 8. impedindo que eles se dissipem. A – A radiação solar atravessa a atmosfera. pela superfície da Terra e pela atmosfera. um gás que também contribui para a absorção dos raios solares. PFC e SF6 N2O CH4 CO2 82.3: Contribuição dos diferentes tipos de gases para as emissões totais de GEE em 2001. não a deixando sair da atmosfera. Fonte: AEA. aquecendo o Planeta. que por sua vez o agravam. lagos e rios e a uma maior capacidade da atmosfera para reter a humidade. devido ao aumento da temperatura média. 4 de volta a radiação solar. “Greenhouse gas emission trends a projections in Europe 2003”. Temperaturas mais elevadas levam a maiores evaporações de água dos oceanos. no entanto. B – Uma parte da radiação é reflectida de volta ao espaço.

inundando enormes áreas costeiras. e a sua concentração na atmosfera aumenta. boi…) produz grandes quantidades de CH4 que é libertado para a atmosfera. troncos…) Fonte: Ana Henriques O reconhecimento. O CH4 possui um poder de aquecimento global 23 vezes maior que o CO2. com o crescente abate de árvores. para satisfazer as necessidades alimentares de uma população em crescimento (na ordem do bilião por década). através da conversão do carbono do solo em CO2 e por elevadas emissões de CH4 e de N2O por parte dos animais ruminantes. por parte dos governos. A exploração intensiva de culturas agrícolas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . As florestas são assim. A floresta pode acumular. grandes quantidades de carbono. pelos processos anaeróbicos nas zonas de pastagens e pela queima de combustíveis fósseis. quer na matéria orgânica morta do solo.IPCC).FT10 . Estas conclusões. Este aquecimento terá consequências graves: o nível médio das águas do mar vai aumentar entre 15 e 95 cm. Uma redução global da área destes ecossistemas naturais terá impactos negativos sobre a capacidade de sumidouro (locais de acumulação) da biosfera. Ou seja. principalmente.5: A floresta acumula carbono sob a forma de biomassa (folhas. a longo prazo. quer no material vegetal. que têm uma baixa taxa de retenção de carbono. O sistema digestivo dos ruminantes (vaca. A agricultura contribui para o aumento dos gases de efeito de estufa.5ºC até 2100. a quantidade deste último é muito superior na atmosfera. Figura 4. No entanto. Calcula-se que cerca de 20 % da floresta desapareceu durante os últimos 140 anos em resultado da conversão de floresta em agricultura. 5 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local O grande aumento de CO2 na atmosfera resulta do facto das emissões deste gás não serem totalmente compensadas pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera (submódulo 3). onde vive uma grande parte da população mundial. os locais de acumulação de carbono no planeta diminuem. da existência de alterações climáticas levou à instauração de um Painel Internacional sobre a Mudança Climática (Intergovernmental Panel on Climate Change . Uma das conclusões que o relatório do IPCC de 1995 prevê é que as temperaturas médias globais vão aumentar entre 1º e 3. são também responsáveis pelo aumento dos gases CH4 e N2O na atmosfera. e o seu impacto no clima também. as alterações de uso do solo (em especial a transformação de florestas em zonas agrícolas) agravam o efeito de estufa. Além das emissões de CO2 pela indústria e pelo sistema de transportes. em larga medida. o reservatório de carbono mais importante da biosfera em termos globais.

tanto mais que os EUA são dos maiores produtores de CO2 libertado para a atmosfera. Protocolo de Quioto O Protocolo de Quioto surgiu de uma reunião conhecida oficialmente pela Terceira Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e teve lugar em Dezembro de 1997. em Quioto. quando se viaja. d) poupar energia sempre que possível.cnpma.br • www. etc. pois as suas economias são extremamente dependentes de energia proveniente de petróleo. 6 levaram alguns governos a reunir-se e a tomarem uma decisão no sentido de minimizar dos impactos destes factos. Saber mais: • www.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . As negociações. Esta argumentação pode.atmosphere. ter consequências fatais para a humanidade.de • www. c) desenvolver energia alternativas e aumentar a sua utilização em todos os países. Esta conferência. Para ultrapassar esta situação é necessário: a) haver mais consciencialização global sobre a importância do problema.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . em casa. no trabalho.embrapa. no Japão.mpg. ainda não ratificaram o protocolo. Alguns países argumentam que as metas de redução de CO2 estabelecidas no protocolo terão efeitos económicos negativos.naturlink. no âmbito do Protocolo de Quioto são muito complicadas já que a economia mundial está fortemente apoiada no consumo de combustíveis fósseis. b) substituir as tecnologias actuais por tecnologias que exijam menos energia. teve como principal objectivo a adopção de um protocolo legalmente vinculativo em que 39 países industrializados se comprometeram a limitar durante o período de 2008-2012 as suas emissões de GEE na atmosfera. que é considerado o país mais rico do mundo. no entanto. onde participaram cerca de 125 entidades governamentais de todo o mundo. É este o motivo porque os Estados Unidos da América (EUA).

na camada entre 10 a 50 km acima da superfície terrestre. A camada de ozono funciona como um filtro que diminui a intensidade da radiação que atravessa a estratosfera terrestre. No entanto.1. ou seja. Sol CFC Camada de Ozono Figura 4. O aumento da incidência de cancro da pele no ser humano é. que pode provocar efeitos nocivos nos seres vivos. Cerca de 90 % do ozono localiza-se na estratosfera. constituindo aquilo a que se chama “Camada de ozono”.6: A Camada de Ozono protege o planeta Terra das radiações UV-B. Porém. esta radiação não é prejudicial como a primeira e passa facilmente pela camada de ozono. Porém. através dos quais o ozono é continuamente formado e destruído. essencialmente.2. as maiores concentrações de ozono aparecem a altitudes aproximadamente entre 15 e 35 km. por exemplo. uma vez que o ozono estratosférico tem a capacidade de absorver grande parte da radiação ultravioletaB (UV-B). Radiação Ultravioleta.FT10 . BuRACo dE ozoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Clorofluorocarbonetos GloSSÁRIo Antropogénico O ozono (O3) é um gás cuja molécula contém três átomos de oxigénio (O) ligados entre si. Buraco de Ozono. 7 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. Esta camada é fundamental para assegurar a vida na Terra. Estratosfera. Troposfera. por processos naturais. às emissões an- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . este equilíbrio natural tem vindo a ser perturbado devido. A degradação desta camada protectora tem consequências graves e directas sobre a vida na Terra. Radiação UV-B Além da radiação UV-B. Lda A quantidade de ozono presente na estratosfera é mantida em equilíbrio. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância da camada de ozono para a vida na Terra e a necessidade da sua preservação. • Enumerar os principais compostos destruidores da camada de ozono. uma destas consequências. existe também a UV-A. Esta camada é destruída por compostos de clorofluorocarbonetos (CFC) Fonte: CEIFA ambiente. PAlAVRA-CHAVE Camada de Ozono.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . passando facilmente para a camada seguinte. um só átomo de cloro pode vir a destruir milhares de moléculas de ozono antes de ser removido. A diminuição global da espessura da camada de ozono também foi detectada em Portugal.pt • www. Estes compostos voláteis foram. devido.iambiente. uma maior redução na direcção dos pólos. tais como os clorofluorocarbonetos (CFC). 8 A troposfera é a camada desde a superfície terrestre até aos 10 km de altitude. Fonte: www.pt • www. um dos problemas ambientais mais preocupantes resultantes da poluição do ar é: • Rarefacção da Camada de ozono – que levou mesmo ao aparecimento do termo “Buraco na Camada de ozono”. a estratosfera. embora a utilização de compostos como os CFC tenha sofrido um decréscimo desde os anos 80. onde se pode observar (a azul) o buraco de Ozono da Antártida. Assim. de um modo geral.naturlink.quercus.wikipedia. devido sobretudo à utilização e libertação para a atmosfera de CFC e de compostos destruidores de moléculas de ozono.7: Imagem obtida pela NASA a 17 de Setembro de 2001.3% por década Fonte: www. mesmo pondo em prática medidas com vista à redução das suas emissões.meteo. como resultado da implementação dos compromissos recomendados pelo Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Deterioram a Camada de Ozono (1987) será expectável que se tenha de esperar até cerca do ano 2060 para que a camada de ozono seja totalmente recuperada. usados como líquidos de arrefecimento de frigoríficos e ar condicionado ou como gás propulsor de desodorizantes.pt Figura 4. apresentando maior intensidade no chamado “buraco de ozono” da Antártida. a série de valores médios anuais da quantidade total de ozono em Lisboa no período 1968-1997 apresenta uma tendência estatisticamente significativa de -3. irão ser ainda necessárias várias décadas para repor os níveis de ozono na estratosfera. Durante os últimos 20 anos observou-se uma redução gradual da espessura da camada de ozono. durante muito tempo. Efectivamente.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . à destruição do ozono pelos já referidos compostos químicos resultantes das actividades humanas. principalmente nas latitudes médias e altas. Logo.org Devido à persistência dos compostos referidos. Realça-se que estes compostos são muito estáveis e não são destruídos na troposfera. Saber mais: • www. tropogénicas de compostos que contêm átomos de cloro. em grande parte. Verifica-se. De facto. flúor. uma vez que são difíceis de remover da estratosfera.

FT11 . dESFloRESTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Áreas de pasto (pecuária). Alterações climáticas Desflorestação é o processo de desaparecimento de massas florestais. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Crescimento turístico. para minimizar os impactos da desflorestação. • Identificar as causas da desflorestação e distinguir as suas origens.2. 1 Desflorestação 4. como uma possível medida. sobretudo como combustível para cozinhar. o formando deverá estar apto a: • Definir em que consiste o processo de desflorestação. Limite ecológico. a sobre-exploração das florestas na África. Biodiversidade. PAlAVRA-CHAVE • Desflorestação • Sobre-exploração • Reflorestação GloSSÁRIo Efeito de estufa. Porém. por exemplo. principalmente devido a abates realizados pela indústria madeireira ou para a obtenção de solo para cultivos agrícolas. Estes países não têm muitas alternativas e os seus habitantes recorrem aos recursos naturais para sobreviverem. Ásia e América Latina é sobretudo causada pela procura de madeiras tropicais e outros recursos florestais por parte da indústria nos países mais desenvolvidos. • Aumento da superfície cultivada e monoculturas. Nos países desenvolvidos as principais causas da desflorestação são: • Desenvolvimento urbano. Nos países em vias de desenvolvimento as principais causas da desflorestação são: • A sobre-exploração de madeira proveniente da floresta. • A agricultura. • Aumento das áreas industriais. • Distinguir a reflorestação. fundamentalmente causado pela actividade humana. • Reconhecer que a desflorestação interfere com os ciclos naturais. Atmosfera.

como representa o seguinte esquema: Desflorestação Sumidouros de Carbono Produção de Oxigénio Libertação de CO2 (incêndios. queimadas) Ciclo da Água Evaporação Precipitação Perda de Biodiversidade Clima mais Seco Desertificação Efeito de Estufa Erosão do Solo Mais Seco Mais Duro Alteração do Uso do Solo Destruição de Habitats Destabilização das Bacias Hidrográficas Secas Inundações Fertilidade Humanidade Figura 4. Assim. que existe na atmosfera em árvores (submódulo 3). surgiram extensas áreas de eucaliptos. no Brasil.). A desflorestação tem consequências graves no ambiente. o que levará a um aumento na concentração de CO2 na atmosfera. bem como a erosão dos solos e a desertificação (submódulo 1).Desflorestação FT11 . A desflorestação permanente conduz ao desequilíbrio do ciclo do carbono e da água (submódulo 3) e acentua o efeito de estufa. aeroportos. em parte. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . etc. diversos organismos internacionais propõem como medida de contenção. a reflorestação. Se não se plantarem novas árvores reduz-se a absorção do carbono libertado pelas árvores cortadas.greenpeace. nas últimas décadas. barragens. uso do solo para a agricultura e para a habitação. A reflorestação visa.org O crescimento da população tem levado ao desaparecimento de florestas devido à utilização da madeira. • Construção de infra-estruturas (por exemplo estradas.9: Representação esquemática das possíveis consequências da desflorestação Fonte: CEIFA ambiente. 2 Em Portugal. que todos os dias é desflorestada mais um pouco Fonte: www. Estas monoculturas são extremamente pobres em biodiversidade. a fixação do dióxido de carbono (CO2).8: Imagem da floresta Amazónia. Figura 4. Mas para que a reflorestação seja ecologicamente sustentável. também tem que promover a biodiversidade da zona a repovoar.

Efeito semelhante já é sentido no nordeste do Brasil com a destruição quase total da Mata Atlântica. Só entre Agosto de 2003 e Agosto de 2004. Se o processo de abate de árvores de forma desgovernada persistir. A crescente desflorestação – principalmente na Amazónia. o equivalente a um terço da superfície de Portugal. a floresta é o melhor meio que existe para evitar o efeito de estufa e as alterações climáticas. o Brasil está a tornar-se em um dos maiores contribuintes para o aquecimento global do planeta. no Brasil. que após ser dizimada afectou o microclima de várias regiões do país.greenpeace. por exemplo). a Amazónia já está no seu limite ecológico (submódulo 1).” Fonte: http://dn. principalmente no que diz respeito ao clima. para obtenção de campo para cultivo de soja Fonte: www. que deixa a floresta cada vez mais seca e com menor capacidade de evaporação (perturbações no ciclo da água) – ocasiona na redução das chuvas em várias regiões.pt Figura 4. pois (como vimos neste e no submódulo 3). em pouco tempo efeitos negativos começarão a ser sentidos pelo planeta.sapo.org Assim. de pastagem (para o gado) e de outros produtos exportados para os países desenvolvidos. a desflorestação atingiu mais de 26 mil quilómetros quadrados.10: Fotografia de uma desflorestação ilegal realizada em Mato Grosso. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT11 . 3 Desflorestação A desflorestação no Brasil Devido à desflorestação. A grande ameaça da Amazónia é a procura de madeiras tropicais nos países ricos e também a desflorestação que se faz para criar campos de cultivo (de soja. afectando o clima do norte até o sul do país. “A floresta amazónica está a desaparecer a um ritmo cada vez mais veloz.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .geocities. Fonte: CEIFA ambiente.dec.utad.pt • www. Lda Saber mais: • http://fortran.com • www.nationalgeographic.11: Representação esquemática da Floresta Amazónica e da Mata Atlântica no território do Brasil. • http://panoias.uc.Desflorestação FT11 .pt (revista de Janeiro de 2007). 4 Floresta Amazónica t Ma c nti tlâ aA a Oceano Atlântico Figura 4.

resultado de mais de 3 mil milhões de anos de evolução. 1 A Perda da Biodiversidade 4. a biodiversidade pode ser considerada como sinónimo de “Vida na Terra”. o formando deverá estar apto a: • Definir o conceito biodiversidade.FT12 . todas as espécies de animais. Fauna. Flora.3. Cada organismo vivo está inserido numa cadeia alimentar que é regulada por um frágil equilíbrio.org Numa perspectiva global. os microorganismos e as diferentes formas de vida vegetal.wikipedia. O desaparecimento de um predador pode resultar num grande aumento da população da sua CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Habitat Biodiversidade A biodiversidade é a variedade de todas as formas de vida existentes. • Identificar as consequências da perda da biodiversidade. Fonte: www. Se um dos elos da cadeia desaparece. • Indicar causas que originem a perda de biodiversidade.12: Biodiversidade. somada às suas várias constituições genéticas e aos ecossistemas dos quais façam parte. PAlAVRA-CHAVE • Biodiversidade • Cadeias alimentares • Biotecnologia • Alteração de habitats • Efeito de Cascata GloSSÁRIo Ecossistema. toda a cadeia pode ser afectada. Figura 4. A PERdA dA BIodIVERSIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Metais pesados. Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT). • Descrever diferentes benefícios da biodiversidade.

o património genético é reduzido. nos protege de eventos catastróficos que ficam além da capacidade de controlo humano. que estão em declínio. O Brasil apresenta a maior variedade de espécies do planeta. que abrange ampla variedade de habitats (diferentes tipos de clima. o coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) é originário da Península Ibérica. o inverso se passa na Austrália onde esta espécie de coelho foi levada involuntariamente através dos navios. Por exemplo. o oxigénio e o azoto.pt Para além dos benefícios directos que a biodiversidade oferece ao ser humano. incluindo algumas com graves problemas de conservação. o coelho. Figura 4. relevo e solo) e concentra duas das maiores florestas tropicais do mundo: a Amazónica e a Atlântica. devido à diminuição da população da sua presa principal. sendo um elemento chave dos ecossistemas mediterrâneos. O coelho proliferou e dizimou espécies vegetais importantes da região.icn.14: Fotografia de uma flor rara (Ophys scolopax). A biodiversidade é igualmente responsável por minimizar a poluição. presa e consequentemente levar à diminuição da população de que esta se alimenta e ou vice-versa (submódulo 3). Fonte: Ana Henriques Ora estes benefícios deixam de se verificar em áreas de monoculturas (onde uma só espécie predomina). diminuindo a biodiversidade desse local. Existe uma grande biodiversidade de flores em todo o planeta. como o carbono. proteger os lençóis de água e combater a erosão dos solos. O coelho é presa de pelo menos 39 espécies de predadores. Figura 4. Essa característica é consequência da grande extensão do país. Nestas áreas o número de espécies de flora e a fauna é muito baixo (falta alimento e esconderijos para os animais). através da reciclagem dos elementos essenciais.A Perda da Biodiversidade FT12 . a perda de habitat e a sua fragmentação devido à intensificação da agricultura e da silvicultura. o solo e os Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .13: Imagem do coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) originário da Península Ibérica. a mortalidade elevada devido ao controlo por parte dos agricultores e da caça excessiva. nomeadamente. os incêndios. onde em tempos foi muito abundante. Fonte: http://portal. É a biodiversidade que. como o Lince-ibérico (Lynx pardinus) e a Águia-imperial-ibérica (Aquilla adalberti). Porém. em parte. 2 Pensa-se que as causas do desaparecimento do coelho bravo na Península Ibérica foram factores como: doenças. através da sua função tampão relativamente às variações do clima. do género das orquídeas. ela garante também o “suporte da vida”.

com o risco de extinção de várias espécies de animais e vegetais. Por incrível que possa parecer. e até o tratamento de solos contaminados. Uma vez que há alteração da componente vegetal destas áreas. novos materiais. a biotecnologia (tecnologia de seres vivos) foi muito desenvolvida. a Humanidade tem vindo a destruir um património sem o qual a sobrevivência da sua própria espécie deixa de ser possível! A maior parte dos medicamentos são retirados de plantas ou descobertos através de produtos extraídos delas. Perda de Biodiversidade O conceito de biodiversidade ganhou maior repercussão a partir dos anos 80. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A retirada da camada de vegetação original para construção de casas ou para actividade agropecuária altera o ambiente. que são irrecuperáveis. animais e vegetais) para desenvolver medicamentos. O principal impacto da perda da biodiversidade é a extinção das espécies. A biodiversidade tem ainda o benefício e a vantagem de nos fornecer numerosas substâncias e materiais que estão muitas vezes ligados ao desenvolvimento de medicamentos. consequência da actividade humana. com o objectivo de permitir plantações agrícolas e de pastagem e o aproveitamento da madeira para diversos fins. o que pode levar à perda de mais espécies (exemplo do coelho anteriormente referido). as monoculturas de eucaliptos absorvem muitos recursos hídricos). o clima da região pode também ser afectado. 90% das espécies extintas acabaram em consequência da destruição de seu habitat. Em média. ocorre actualmente a uma velocidade nunca antes vista. visto que a vegetação tem um importante papel nos ciclos naturais (submódulo 3).FT12 . Na última década. Também na agricultura e na indústria agro-alimentar se utilizam biotecnologias para melhorar os produtos alimentares. As grandes ameaças à preservação da biodiversidade são: • Eliminação ou alteração de habitats pelo Homem A eliminação ou alteração de habitats é o principal factor da diminuição da biodiversidade. Apenas no século XX entre 25 a 50% de toda a cobertura de florestas tropicais foram destruídas. Um efeito cascata pode ocorrer quando uma extinção local de uma espécie altera significativamente a capacidade de sobrevivência de outras espécies. à produção de alimentos e a diversas actividades económicas. Ano após ano verifica-se a desflorestação de grandes áreas de floresta tropical. 3 A Perda da Biodiversidade recursos hídricos são alterados (por exemplo. Este novo ramo da ciência utiliza microorganismos (pequeníssimos seres vivos. O desaparecimento de espécies e de áreas naturais.

no canal de São Lorenço. já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos. Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais. mais de 5. mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros. • Figura 4.000 animais viviam nesta zona. solo e ar A poluição perturba os ecossistemas e mata os organismos que neles vivem. Fonte: Internet Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Poluição das águas. no Canadá. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleiabranca. não por um aumento da consciência ecológica. Pensa-se que em 1900.org • “A pesca do bacalhau caiu. cerca de 70%. entre 1968 e 1992. mercúrio e cádmio (metais pesados).pt Sobre-exploração comercial O Homem tem vindo a explorar diversas espécies “sem conta nem medida”.” Fonte: www.naturlink. mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos. Fonte: www. como o Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT).A Perda da Biodiversidade FT12 . 4 Figura 4. A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. Muitas espécies marinhas e alguns animais terrestres encontram-se um risco de colapso ou extinção.greenpeace.16: A vida marinha é repleta de biodiversidade.15: O Rio Amazonas é o responsável pela enorme biodiversidade existente na Amazónia.

impendem as outras espécies de crescer. podem constituir uma ameaça para as espécies que ali existam originalmente. o chorão (Carpobrotus edulis) originário da África do Sul foi introduzido nas praias do sul da Europa com o intuito de fixar as areias nas dunas. Fonte: Internet Aprender a conviver com a fantástica biodiversidade que a Natureza nos oferece é um dos maiores desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos. tanto através da predação. esta espécie alastrou-se de tal forma que hoje em dia constituiu uma ameaça as espécies nativas das dunas das praias do sul da Europa. Por exemplo.17: Imagem da planta invasora. Como ocupam uma grande área do solo.FT12 . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . e impedindo o crescimento de outras espécies locais. como de competição ou alteração do habitat natural. o chorão (Carpobrotus edulis) que cresce junto ao solo. 5 A Perda da Biodiversidade • Introdução de espécies exóticas As espécies exóticas não são originárias de determinado habitat e. Figura 4. ocupando-o. No entanto. ao serem introduzidas.

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A desflorestação tem aumentado bastante nos países em desenvolvimento com consequências graves no ambiente. Explique em que medida esta camada é importante à vida no planeta Terra e indique uma possível consequência da sua diminuição. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4. temos afectado o ambiente à nossa volta. Explique o que se entende por desflorestação e indique quais são as suas principais consequências. Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais.4) . Desde que existem humanos à face da Terra.” Quais as características da biodiversidade que a tornam tão fundamental à sobrevivência humana e à natureza? 2.Se não conseguir resolver esta actividade. 3. Qual é a causa principal que tem acelerado as alterações climáticas no nosso planeta? Quais as principais alterações ambientais que se têm vindo a verificar? Quais são as causas do efeito de estufa e quais são as suas consequências? O desaparecimento da camada de ozono é um problema ambiental que muito tem preocupado a humanidade. não um luxo. Que compostos provocam o “Buraco de Ozono” e qual a característica que os torna tão perigosos? 4. “A biodiversidade é uma necessidade. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. reveja o submódulo 4. 5. 3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.1. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .AV4 Actividades/Avaliação 4.

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Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .5.

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energia. 2007 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Edições Sempre-em-pé. e os desafios específicos da gestão ambiental em centros urbanos. 2007 • James Robertson: Transformar a Economia .Desafio para o terceiro milénio. • Estratosfera • Chuvas ácidas. GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC). SABER MAIS • Herbert Girardet: “Criar Cidades Sustentáveis”. O seu objectivo é dar resposta. de imediato. mobilidade e resíduos. • Usar a sua capacidade em estabelecer relações de equivalência para outras áreas de aplicação. A necessidade de abordagens integradas é ilustrada em quatro grandes áreas particularmente relevantes: água. demonstra-se que uma estrutura de gestão compartimentada e o enfoque em soluções de fim de linha tornam a gestão ambiental ineficaz. RESuMo Face ao agravamento dos problemas ambientais. 3. Edições Sempre-em-pé. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.SM5 Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 1. • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR • Hidrosfera • Resíduos 5. a gestão ambiental tornou-se uma necessidade urgente. Com base em exemplos concretos. 2. aos problemas com que as sociedades modernas se vêem confrontadas. cada formando deverá estar apto a: • Saber usar a informação disponível para aumentar o conhecimento temático. TEMAS • O conceito de gestão ambiental sustentável • Gerir a necessidade de energia • Gerir a necessidade de mobilidade • A gestão da água com base na noção de ciclo • A gestão integrada de materiais e resíduos • A gestão sustentável das cidades e do espaço 4. Finalmente realça-se o papel decisivo da gestão do espaço.

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Durante muito tempo a gestão ambiental foi dividida por áreas. acabamos por criar outros problemas. considera-se que o ecossistema é constituído por vários compartimentos: atmosfera (o ar). ou seja os problemas são tecnicamente bem abordados. PAlAVRA-CHAVE • Gestão ambiental • Compartimentos ambientais • Áreas de gestão ambiental • Abordagens de fim de linha GloSSÁRIo Ecossistema. O facto de a gestão ambiental estar dividida por áreas tem vantagens e desvantagens. que têm a função de retirar das águas residuais os materiais poluentes que elas transportam. A gestão ambiental é o conjunto de tarefas que é necessário realizar para resolver os problemas imediatos causados pelos impactes das actividades humanas nos diversos compartimentos ambientais. a complicada relação entre o Homem e a Natureza. até agora. Por outro lado. • Reconhecer as vantagens de abordagens integradas na gestão ambiental. É o que acontece com as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). A maior vantagem é que. A gestão da água. Litosfera Temos estudado. há uma grande especialização.FT13 . Atmosfera.1. litosfera (o solo). Sabemos. e embora se deva. No entanto. para impedir que os problemas ambientais se agravem ainda mais. hidrosfera (a água) e biosfera (a vida). há tarefas muito urgentes que temos que realizar de imediato. por exemplo. ETAR. em cada área. desde a engenharia hidráulica até à química laboratorial. desde já. o CoNCEITo dE GESTÃo AMBIENTAl SuSTENTÁVEl: ABoRdAGENS INTEGRAdAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. por um lado. começar a alterar hábitos e mentalidades. é certo que uma alteração tão profunda na economia e nas técnicas só será realizável a longo prazo. o formando deverá estar apto a: • Integrar conhecimentos dos submódulos precedentes e transpô-los para a prática da gestão ambiental. quando se gere a água como se ela fosse um compartimento fechado do ambiente. que o Homem tem que alterar os modelos dominantes de consumo e produção de forma a poder desenvolver-se em harmonia com os ecossistemas (submódulos 1 e 2). Aterro sanitário. 1 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. Por isso. exige conhecimentos muito profundos sobre inúmeras questões. A água que sai de uma ETAR em bom funcionamento tem certamente uma qualidade muito superior àquela que tinha Para estruturar o conhecimento. mais ou menos correspondentes aos quatro compartimentos que compõem o ecossistema. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

1: Os compartimentos ambientais estão interligados. o Instituto do Ambiente (IA) e o Instituto Nacional de Resíduos (INR) foram integrados na APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Lda O mar. Ou seja. em vez de se ir à origem do problema – os processos industriais em que essas emissões eram produzidas – só se actuou no fim da linha de produção. só se começa a pensar no problema quando ele já não tem remédio. são levados (tal como as lamas das ETAR) para aterro sanitário. Mais uma vez. e os velhos. No entanto. o que aconteceu foi uma transferência de poluição. Fonte: CEIFA ambiente. os materiais retirados da água ficam retidos na ETAR sob a forma de lamas altamente contaminadas que têm que ser levadas para aterros especiais. Por exemplo. altamente contaminados. não podem ser geridos como se fossem compartimentos estanques.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . o que aliás se reflectia na forma como as instituições responsáveis pela gestão ambiental ainda até há bem pouco tempo estavam compartimentadas. Hoje reconhece-se a necessidade de encontrar soluções integradas que abordem o problema onde ele é criado. em geral. desta vez da atmosfera para a litosfera. a soluções de fim de linha. quando a poluição atmosférica devido às emissões gasosas das fábricas se tornou um perigo para a saúde humana. Figura 5. o que acontece é que se transfere a poluição de um compartimento ambiental (neste caso a hidrosfera) para outro (o solo. o solo e os seres vivos são os principais depósitos da poluição ambiental. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . que vai receber os resíduos). Só com o Decreto-Lei 207/2006 é que a orgânica do Ministério do Ambiente foi alterada no sentido de alcançar uma maior integração na gestão ambiental. Como só se pensou na poluição atmosférica. A transferência de poluição de um compartimento para outro é uma grande desvantagem das abordagens compartimentadas. ou seja. Mas os filtros têm que ser regularmente substituídos por novos. as empresas foram obrigadas a colocar filtros nas chaminés. Soluções de fim de linha e abordagens compartimentadas dominaram durante muito tempo toda a relação do Homem com a Natureza. para reter os poluentes em filtros. Mas os progressos têm sido lentos. 2 quando ali entrou. A outra grande desvantagem é que abordagens compartimentadas conduzem. Através deste decreto-lei.

• os resíduos. • os transportes. • a água. 3 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Vamos a seguir estudar os desafios ambientais em algumas áreas particularmente relevantes: • a energia. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT13 .

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movimento dos corpos. As barragens constituem um obstáculo à migração. PAlAVRA-CHAVE • Energia • Fontes de energia renováveis • Fontes de energia não renováveis • Efeito de estufa GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. foi desde os primórdios da civilização utilizada pelo Homem para produzir calor (por exemplo. electricidade. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir as duas principais fontes de energia. com a descoberta do fogo. palha. petróleo e seus derivados e gás natural). os salmões (Salmo salar) regressam dos mares e sobem os rios até à nascente para colocarem a sua postura (ovos). • Indicar vantagens e desvantagens das fontes de energias renováveis. Aterro sanitário A energia manifesta-se sob diversas formas (força. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE ENERGIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.1. da energia hídrica. lenha. Biogás. as energias renováveis também podem provocar impactes negativos no ambiente. Em Portugal esta espécie encontra-se em perigo. Gases de efeito de estufa (GEE). No caso das fontes de energia renováveis a sua utilização não conduz ao seu esgotamento. etc. • Verificar que mesmo as fontes energias renováveis têm impactos no ambiente.). Incineradora . quedas de água. transformáveis umas nas outras. que impede a chegada dos peixes às áreas de postura CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . como é o caso da energia do sol. 5 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. como é o caso. por exemplo. Uma outra fonte de energia renovável é a biomassa. vento. As fontes de energia não renováveis esgotam-se à medida que vão sendo utilizadas. A construção de barragens modifica o ecossistema e constitui uma barreira à migração das espécies aquáticas existentes no meio. Porém. mares (ondas e marés) e calor contido no interior da Terra. trabalho. que. calor. As principais fontes para produção da energia que utilizamos hoje podem ser divididas em dois grupos: as renováveis e as não renováveis (submódulo 1). como é o caso dos combustíveis fósseis (carvão. transporte e armazenamento de energia. luz).1. Ao longo da história foram desenvolvidos diversos processos de produção. Na altura da desova.FT13 . Ecossistema.

Esses resíduos. os peixes Fonte: CEIFA ambiente. aconteceu um grande acidente nuclear. uma alternativa à energia proveniente de combustíveis não renováveis. petróleo ou gás natural. pois emite menos CO2 do que as tradicionais centrais térmicas que trabalham com carvão. Lda Actualmente. representam uma hipoteca muito pesada para as gerações futuras. Há 21 anos em Chernobyl. a energia atómica não é. Por estes motivos.3: Barragem de Miranda. uma alternativa sustentável. por isso. esses recursos são transformados por via da combustão noutras formas de energia. Esta tecnologia é. contribua menos para o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). na Ucrânia. Uma outra fonte de energia são os combustíveis nucleares (por exemplo. concelho de Miranda do Douro e distrito de Bragança. de facto. A grande quantidade de radiação libertada na explosão. e garantir um transporte e armazenamento relativamente seguros são muito dispendiosas. urânio). O paredão da barragem constitui uma grande barreira física à migração de espécies aquáticas. do ponto de vista ambiental e económico. Embora ela. que conservam durante vários séculos a sua radioactividade. 6 Figura 5. pelo que. O problema destes recursos é que não só da sua combustão resultam subprodutos altamente tóxicos e poluentes. como as suas disponibilidades são altamente limitadas. pois a sua utilização está associada a graves riscos (contaminação radioactiva do ambiente. hoje em dia. perigo iminente para a saúde e vida). Entrou em serviço em Dezembro de 1960. tendo os bebés nascido com deficiências. um balanço integrado mostra que os riscos que a energia atómica representa para o ambiente e a vida não compensam essa vantagem.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . hoje em dia. As medidas de segurança que são necessárias para evitar fugas de radioactividade para o exterior do reactor. nomeadamente. e. a mais problemática. estando previsto para breve o seu esgotamento. como a eléctrica. provocou alterações genéticas nos fetos de mulheres grávidas nessa altura. Em regra. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . as necessidades energéticas da humanidade são fundamentalmente satisfeitas a partir dos chamados combustíveis fósseis. também do ponto de vista económico. e também à impossibilidade de tratamento dos resíduos que são produzidos nas centrais atómicas. esta forma de energia não é considerada eficiente. não é considerada. ou a mecânica.

o balanço energético da biomassa é. para obter energia.4: Reactor destruído e vítimas do acidente nuclear em Chernobyl.FT13 . do ponto de vista dos GEE neutro. No entanto. A utilização da maior parte das energias renováveis não conduz à emissão de gases com efeito de estufa (GEE) (submódulos 3 e 4). à inexistência de tecnologias e redes de distribuição disponíveis e. uma vez que há queima de resíduos orgânicos. As fontes de energia renováveis ainda são pouco utilizadas devido aos custos de instalação. ao desconhecimento e falta de sensibilização para o assunto por parte dos consumidores e dos municípios. o que origina dióxido de enxofre e óxidos de azoto.5: Os diferentes tipos de energias renováveis e não renováveis. 7 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Figura 5. Lda Energias Não Renovaveis Petróleo Carvão Gás Natural Urânio CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Energia Energias Renováveis Biomassa Éolica Geotérmica Hídrica Hidrogénio Oceanos Solar Figura 5. como a biomassa resulta da fixação de CO2 nas plantas (submódulo 3). porque da sua combustão não resulta mais CO2 do que aquele que tinha sido fixado. em geral. A única excepção é a biomassa. Fonte: SDC Chernobyl Energias renováveis As principais vantagens resultantes da utilização das energias renováveis consistem no facto de não serem poluentes e poderem ser exploradas localmente. Fonte: CEIFA ambiente.

em particular. e já estão em curso os programas de aproveitamento energético dos resíduos urbanos. vento. • Algumas das tecnologias de aproveitamento das energias renováveis apresentam uma grande flexibilidade na adição e substituição de unidades de geração de energia. A medida inserese no Sistema de Certificação Energética e de Qualidade do Ar Interior que entrou em vigor no dia 01. A floresta nacional representa. Em Portugal. que prevêem.educom. em anos normais. através da recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios. o potencial de utilização das energias eólica e solar é grande e o seu uso é incentivado pelo Estado (por exemplo. gás.) podem ser considerados inesgotáveis. 8 Por força de lei. As diversas energias renováveis dispõem de um conjunto de características comuns. no início de 2009 todas as casas para venda ou arrendamento terão de possuir um certificado de eficiência energética. directamente ou através dos seus resíduos – biomassa – mais de 5 % dos combustíveis consumidos. a proximidade entre o local de produção e consumo permite poupanças adicionais pois não é necessário uma rede para transportar a energia a longas distâncias. apresentam reduzidos efeitos negativos sobre o ambiente. uma vez que. • Podem ser produzidos em equipamentos eficientes. Estes recursos estão longe de estar completamente explorados. etc. as energias renováveis tiveram sempre uma importância superior à média europeia. Saber mais: • http://web. cerca de metade da energia eléctrica consumida pode ser de origem hídrica. a utilização do calor das centrais incineradoras de resíduos e do biogás dos aterros sanitários para a produção de electricidade. • Contribuem para a diminuição da dependência energética da nossa sociedade em relação a fontes de energia importadas (combustíveis fosseis) e atenua a dependência energética relativamente aos países produtores de petróleo e gás natural.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . os recursos que utilizam (sol. de pequena dimensão. nomeadamente: • Contrariamente às fontes de energia fósseis (carvão.07.2007. petróleo). nomeadamente quando comparados com energias provenientes de combustíveis fósseis. no próprio local onde são necessários. • Regra geral.

barco). o vento (barco à vela)… Figura 5. procurar recursos. O desenvolvimento do comércio. contactar com outras comunidades (nem sempre com fins pacíficos). a possibilidade de boiar à superfície da água (jangada. burro). Desde muito cedo o Homem procurou aproveitar os recursos naturais disponíveis para satisfazer as suas necessidades de mobilidade: os animais (cavalo. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE MoBIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Desde sempre o Homem teve que se deslocar para se alimentar. PAlAVRA-CHAVE • Mobilidade motorizada • Poluição • Inovação tecnológica • Transportes públicos • TIC • Soluções de partilha GloSSÁRIo Chuvas ácidas. 9 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5.1. mas só com a invenção da máquina a vapor se entra na era da mobilidade motorizada que hoje domina as nossas CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A mobilidade é uma necessidade básica das sociedades humanas.6: Os Descobrimentos foram feitos com formas de mobilidade baseadas na força do vento e das correntes marítimas… Fonte: Internet A invenção da roda revolucionou as tecnologias de mobilidade.FT13 . Biodiesel.2. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais desafios que a mobilidade motorizada representa e apontar soluções. Ecossistema. das técnicas e das culturas seria impensável sem mobilidade.

vidas. ocupa uma grande área de terreno Fonte: CEIFA ambiente. intensificam ainda mais o efeito de estufa e contribuem para as alterações climáticas (submódulo 4). há 6000 anos. como o biodiesel e o gás natural. grandes superfícies são utilizadas na construção de infraestruturas que têm impactos importantes sobre os ecossistemas. Lda Espera-se que uma nova tecnologia (células de combustível) venha a revolucionar o sector dos transportes nas próximas décadas. por esse facto. tenta-se criar as condições mínimas para que esta tecnologia se torne viável do ponto de vista comercial.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . A tecnologia tem evoluído no sentido de dotar os veículos com equipamentos mais eficientes. pois tem impactos negativos importantes. as pessoas têm necessidade de deslocações constantes a distâncias cada vez maiores e em cada vez menos tempo. que apenas emitiriam vapor de água.8: Um posto de abastecimento de combustível. Figura 5. A emissão de vários gases tóxicos e de partículas prejudicam a saúde humana. O ruído provocado pelo trânsito reduz a qualidade de vida das populações que vivem perto de ruas movimentadas. Para assegurar a mobilidade. A mobilidade motorizada tornou-se uma necessidade básica das sociedades mais desenvolvidas. e em grande escala. Actualmente. estas tecnologias alternativas têm ainda um peso muito pequeno no volume total de transportes. pontes. conseguindo-se diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. postos de abastecimento de combustível. etc. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . e merece. parques de estacionamento. especial atenção. Os transportes motorizados utilizam energias não renováveis (como a gasolina e o gasóleo) contribuindo assim. como estradas. Trata-se de veículos movidos a hidrogénio. Figura 5. na Mesopotâmia. nomeadamente sobre o ambiente. hoje em dia. Os produtos e serviços tendem a afastar-se dos locais de consumo. para o problema mundial das alterações climáticas. túneis. que funcionam com combustíveis menos poluentes. 10 A roda foi provavelmente inventada na Ásia. Cerca de 1/3 das emissões de dióxido de carbono (CO2) e uma grande percentagem de dióxido de enxofre (SO2) – que provoca as chuvas ácidas – são produzidas pela combustão de combustíveis fósseis nos meios de transporte.7: O excessivo tráfego de carros contribui de forma muito significativa para as alterações climáticas que se têm vindo a verificar a nível mundial Fonte: CEIFA ambiente. No entanto.

o automóvel individual é uma forma de mobilidade especialmente cara. A camionagem é hoje responsável por 44 % das mercadorias transportadas na União Europeia (UE). como mostram as estatísticas a nível europeu: o transporte rodoviário (maioritariamente viagens em veículo ligeiro) representa 79 % do transporte de passageiros. 11 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Portanto. Um dia resolvem partilhar o veículo. Car-sharing = Partilha de carros CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . É urgente uma alteração de mentalidades. sozinha. Mas não é só o trânsito individual que torna a mobilidade numa fonte de problemas. pois descobriram que afinal um carro partilhado chegava perfeitamente para satisfazer as necessidades de mobilidade dos 5. em comparação com 6 % para o transporte ferroviário e 5 % para o transporte aéreo. Ironicamente. todos os dias. É. Internet. Há. cada uma delas vai de carro para o trabalho. Um grande desafio é a mobilidade de lazer. Pouparam imenso dinheiro e descobriram que até tinham mais prazer em andar a pé. sendo um produto que tem por fim único promover a mobilidade. Cada vez mais pessoas utilizam o automóvel para fazer passeios nos tempos livres. A procura de soluções mais sustentáveis para os problemas da mobilidade faz-se em várias vertentes: • Desenvolvimento de tecnologias menos poluentes.FT13 . sem dúvida. necessário ponderar as alternativas de mobilidade que existem. reduzem para 1/5 a quantidade de gasolina que gastavam! Ao fim de alguns meses. como mostra o seguinte exemplo de “car-sharing”: 5 pessoas vivem no mesmo lugar e trabalham numa cidade a 20 km de distância. mais uma vez se constata que a inovação tecnológica. de bicicleta e de transportes públicos do que a passar horas O congestionamento em estradas e aeroportos agrava a poluição. muitos motivos por que as pessoas se sentem obrigadas a usar carro. o automóvel individual é também o meio de transporte que provoca mais congestionamentos de trânsito. com vista a promover novas formas de mobilidade que dão prioridade aos transportes públicos. • Redução das necessidades de mobilidade através da promoção de tecnologias de informação e comunicação (TIC) que permitem o acesso a muitos serviços sem necessidade de deslocações (por exemplo telefone. em comparação com 41 % para o transporte marítimo de curta distância. por isso. passando esta para os transportes públicos. 8 % para o transporte ferroviário e 4 % para o transporte por vias interiores navegáveis. a utilização do automóvel deixará de ser a primeira e preferencial opção. não vai resolver os problemas que a mobilidade motorizada origina. No entanto. estimando-se que seja responsável por um aumento de 6 % no consumo de combustíveis na UE. De facto se analisarmos todas as hipóteses que temos ao nosso dispor e avaliarmos todos os impactos inerentes a cada escolha. Assim. etc. resolvem vender 4 carros e utilizar só um dos carros. acaba por criar frequentemente imobilidade… Além disso continuamos a perder muitas vidas na estrada e muitas horas nas filas dos engarrafamentos de trânsito.) • Repensar o ordenamento do território de forma a aproximar a procura e a oferta de bens e serviços • Promover soluções de partilha. ou seja. e combinam que vão todos num dos carros. alternando os carros em cada dia da semana.

planetaclix. 12 nas filas de carros… Saber mais: • http://celulasdecombustivel.pt • http://ecocar19.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .blog.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 .

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5.1.3. A GESTÃo dA ÁGuA CoM BASE NA NoÇÃo dE CIClo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever medidas de gestão da água baseadas no conceito de ciclo; • Reconhecer as consequências de abordagens de fim de linha na gestão da água e as vantagens de abordagens integradas. PAlAVRA-CHAVE • Ciclo da água • Impermeabilização • Erosão • Desflorestação GloSSÁRIo Habitat; Biodiversidade; Lixiviados; ETAR; Aterro sanitário

A água constitui um recurso essencial à vida. A água doce utilizável é menos de 1% de toda a água do planeta. Há necessidade de uma crescente consciencialização da sociedade de que os recursos hídricos não são ilimitados e que portanto é necessário protegê-los e conservá-los.

Consumo de água: Portugal = 160 litros por habitante/dia; Sertão Brasileiro = 10 litros por habitante/dia

Figura 5.9: A quantidade de água disponível no planeta é diferente de local para local: abundância nuns lugares, escassez noutros Fonte: a) Internet b) CEIFA ambiente, Lda.

A utilização eficiente deste recurso é uma questão essencial à qual ninguém pode estar alheio. Tendo em mente os impactos da intervenção humana no ciclo da água, de forma a minimizá-los, é necessário gerir o uso da água com base na noção do ciclo. Isto significa que a gestão dos recursos hídricos deve ter em vista evitar perturbações no ciclo natural da água, como sejam:

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Um aumento da eficiência traduz-se numa redução de caudais captados e portanto, indirectamente, na preservação dos recursos hídricos disponíveis.

Uma das fontes de alteração do ciclo da água é a impermeabilização dos solos, em especial nas cidades. A precipitação não se consegue infiltrar no solo sendo “perdida” por escorrência (submódulo 3). Uma forma de gestão mais sustentável, seria utilizar, em vez de asfalto e cimento, superfícies menos impermeabilizantes que permitissem a infiltração de água no solo. O leito dos rios e as suas margens são por vezes excessivamente ocupados por construções ou por campos agrícolas. Além da perda de habitats especiais e da biodiversidade que ocorre nesses habitats, aumenta o risco de inundações e, consequentemente, de prejuízos económicos. Há que salvaguardar estas zonas porque a maioria são naturalmente áreas de cheias (vales) que fazem parte do leito dos rios.

Figura 5.10: Margem de um rio super povoado Fonte: Internet

A desflorestação também tem consequências no ciclo da água. As raízes da vegetação mantêm o solo compacto e uma vez cortadas, o solo fica exposto e desagregado. Com as águas de precipitação, partículas do solo são arrastadas e os seus nutrientes são lixiviados. O solo torna-se progressivamente mais pobre e alterado, o que provoca a erosão. Para evitar todos estes problemas relacionados com alterações do ciclo da água, é indispensável manter a cobertura vegetal, de preferência florestal. Sempre que essa desapareça deve ser reconstituída o mais rapidamente possível.

Figura 5.11: Nesta imagem observa-se a desflorestação da Amazónia e os terrenos desertos desflorestados. Estes terrenos estão mais sujeitos à erosão que os terrenos ocupados pela vegetação Fonte: www.greenpeace.org

A água que depois de utilizada (consumo humano, indústria, agricultura, pesca e actividades recreativas), é lançada nas massas de água naturais apresenta, em geral, má qualidade, podendo, em consequência, também degradar a qualidade dos meios de recepção. Já vimos que a solução tradicional é sujeitar as águas residuais a tratamento prévio numa ETAR, antes de serem lançadas no meio receptor. Isso seria uma solução de fim de linha, na qual a poluição seria simplesmente transferida para as lamas resi-

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duais da ETAR, que acabariam por ser depositadas em aterro sanitário. Uma solução integrada, pelo contrário, vai no sentido de evitar a contaminação das águas tanto nos usos domésticos, como nos processos industriais. Por exemplo, em casa devemos evitar lançar medicamentos, lixívias e outros produtos químicos nas sanitas, ou deitar óleos (alimentares ou de motor) na canalização. Nas empresas é necessário procurar tecnologias mais limpas. A gestão sustentável da água depende, em grande parte, do consumidor comum. Ou seja, cada um de nós pode e deve fazer a sua parte!

Saber mais: • www.inag.pt (Conselhos para poupar água e Plano Nacional da Água – Instituto da Água) • http://snirh.inag.pt (sobre o PEAASAR – plano estratégico de abastecimento e saneamento – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos – Instituto da Água)

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As Relações entre o Homem e o Ambiente

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5.1.4. A GESTÃo INTEGRAdA dE MATERIAIS E RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os princípios gerais de gestão ambiental à gestão dos materiais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Fecho de ciclos • Reciclagem • Boas práticas na gestão de resíduos GloSSÁRIo Limites ecológicos; Incineradora; Aterro sanitário

Como vimos nas secções precedentes, a gestão ambiental deve seguir abordagens integradas, para evitar que se limite a transferir poluições de um compartimento ambiental para outro. Para além da energia, dos transportes e da água, cuja gestão, como vimos, exige cuidados muito especiais, há uma outra área, não menos importante da interface entre o Homem e a Natureza, que requer muita atenção: trata-se da gestão de todos os materiais que retiramos da Natureza, modificamos, utilizamos e lhe devolvemos, por fim, em forma de resíduos.

Figura 5.12: Imagem de diferentes tipos de resíduos que são muitas vezes, infelizmente, deixados em terrenos descampados Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A natureza gere os materiais de outra maneira, em grandes ciclos naturais (submódulo 3). Tudo o que é utilizado num processo natural, passa depois para outro processo, onde é alterado e, nessa nova forma, fica de novo disponível a outros processos naturais. A imagem do ciclo é, portanto, a característica principal da gestão que a natureza faz dos materiais. Aliás, antes de os modelos de produção e consumo de massa se terem estabelecido, muitas actividades humanas assemelhavam-se ao que se passava na natureza: nos ciclos naturais não há resíduos, tudo o que é produzido é aproveitado e reaproveitado para ser matéria-prima noutro processo. E assim agiam os nossos antepassados, evitando

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o desperdício e reaproveitando as sobras. Infelizmente, não é isso que acontece em muitos modelos de produção e consumo que hoje dominam a nossa forma de viver e as nossas relações com a Natureza. Os modelos de gestão mais frequentes têm a forma de uma linha, como se se partisse do pressuposto que haverá sempre matérias-primas disponíveis e que os resíduos poderão ser sempre depositados na natureza.

Figura 5.13: Representação esquemática de um “Sistema Linear” Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Estes modelos estão condenados a sucumbir quando as matérias-primas rareiam ou os problemas resultantes dos resíduos se tornam incontroláveis. Situações de ruptura começaram a ocorrer em várias indústrias, quando se atingiram os limites ecológicos dos ecossistemas afectados (submódulo 1). Estes sinais de alarme multiplicaram-se nos últimos 100 anos e obrigaram cientistas, políticos e gestores a reflectir seriamente sobre como se devem gerir os materiais de forma sustentável. O segredo de uma gestão sustentável de materiais e resíduos é simples: temos que reduzir a quantidade de matéria-prima que retiramos da natureza e evitar produzir resíduos que não possam ser reaproveitados. Esta regra mestra leva-nos a pensar em termos de ciclo de vida de materiais e de produtos. A figura em baixo mostra como se pode gerir o ciclo de vida de um produto, de forma integrada, ou seja, pensando, antes de começarmos a produzi-lo, em todos os pormenores, desde a exploração das matérias-primas, a energia que se vai usar para o produzir e para o utilizar, até ao que vai acontecer quando ele chegar ao fim da sua vida útil.

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Figura 5.14: Representação esquemática do ciclo de vida ideal para um produto Fonte: CEIFA ambiente, Lda (Imagem adaptada de Kazazian, Thierry: “Haverá a idade das coisas leves”, São Paulo, 2005)

Até há bem pouco tempo, resolvia-se o problema dos resíduos com uma abordagem de “fim de linha”, ou seja, só se começava a pensar nos resíduos depois de eles terem sido produzidos. Apesar de se terem feitos muitos progressos nas últimas décadas no sentido de melhorar a gestão de materiais, ainda são produzidos muitos resíduos, em quase todas as actividades humanas, que causam graves problemas ambientais e poderiam ser evitados. Dentro de uma perspectiva de fim de linha foram construídos por todo o mundo milhares de aterros sanitários e incineradoras de resíduos que exigem muitos investimentos e tecnologias avançadas. Mas os aterros construídos há cerca de 15 anos em Portugal já estão a chegar ao fim da sua capacidade, e a possibilidade de se poder incinerar todos os resíduos é pouco viável, por motivos económicos, técnicos e até sociais, pois as pessoas se opõem à construção destas centrais na sua vizinhança. É necessário gerir os resíduos de forma integrada, pensando que os resíduos são, do ponto de vista ambiental, materiais que, numa certa fase do seu ciclo de vida, são rejeitados, porque deixaram de ter utilidade para o Homem. A gestão integrada de materiais e resíduos tem que ter em consideração todo o ciclo de vida dos materiais. O objectivo é reduzir ao máximo a parte que vai para soluções de fim de linha, e isso faz-se estabelecendo uma “ordem de prioridades” para a compra, a utilização e o tratamento de materiais: 1. Evitar usar materiais que podem ter efeitos nefastos na fase de produção ou de utilização, ou causam problemas quando se tornam resíduos (prevenção qualitativa); evi-

Estima-se que os 15 países membros da EU, produziram, em 2003: 182 milhões ton/ano de resíduos sólidos urbanos (RSU), 286 milhões ton/ano de resíduos de construção e demolição (RC&D), 338 milhões de ton/ano de resíduos industriais (RI) e 26 milhões de ton/ano de resíduos perigosos (RP).

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Técnicas eficientes são aquelas que produzem o mesmo com menos; ou seja, precisam de menos matérias-primas e energia e produzem a mesma quantidade de produtos com menos resíduos.

2. 3. 4.

tar desperdícios de materiais na fase de produção, utilizando as técnicas disponíveis mais eficientes (prevenção quantitativa); Reutilizar todos os materiais residuais dentro do mesmo processo (fábrica, obra de construção, produção agrícola) ou noutros processos; Reciclar todos os materiais residuais que não podem ser directamente reintegrados na produção ou no consumo e utilizar, sempre que possível, materiais reciclados; Levar para tratamento final (incineradora ou aterro sanitário) somente os resíduos para os quais não foi possível encontrar uma solução.

Conclusão: precisamos de muitas inovações técnicas que tornem os produtos mais leves, mais eficientes, mais duradouros e que, no seu fim de vida, possam ser reciclados, e não se tornarem simplesmente resíduos que têm que ser depositados ou incinerados.

Saber mais: • Manual Europeu de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, Volumes I e III, 2002-2004: Para download: www.ceifa-ambiente.net

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5.2. A GESTÃo SuSTENTÁVEl dAS CIdAdES E do ESPAÇo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância do ordenamento do território; • Identificar relações de dependência entre a cidade e a sua periferia; • Nomear critérios de qualidade de vida urbana. PAlAVRA-CHAVE • Ordenamento do território • Densidade populacional • Periferia • Pegada ecológica GloSSÁRIo Desflorestação; Habitat; Biodiversidade; Fauna; Flora

Já reflectimos várias vezes sobre a importância que a ocupação do espaço pelo Homem tem sobre o ambiente. A desflorestação e a impermeabilização do solo têm efeitos sobre o ciclo da água e a sobrevivência das espécies, a destruição de habitats naturais ameaça a biodiversidade, a construção de barragens altera os cursos dos rios e tem implicações sobre a fauna, a flora, etc.. Com o aumento da densidade populacional, surge a necessidade de regulamentar a utilização do espaço pelo Homem. Hoje em dia, embora as pessoas possam ser proprietárias de terras, não lhes é permitido utilizar esses espaços como bem lhes apetece. E há boas razões para que assim seja. Se não houvesse regras, teríamos indústrias altamente poluentes ao lado de casas de habitação, aterros no meio de florestas, aeroportos ao lado das praias, centrais atómicas no meio das cidades e outras aberrações deste tipo. ordenamento do território é o nome que se dá a esta área da gestão ambiental que se dedica a gerir a localização das actividades humanas no espaço disponível. Trata-se de uma área transversal de gestão, que requer uma excelente base de informação geográfica, económica, social e ambiental, e que assume duas funções essenciais: 1. determinar o espaço que pode ser ocupado por actividades humanas, e qual o espaço que deverá ser reservado à Natureza; 2. como devem ser distribuídas as actividades humanas no espaço, de forma a se poderem articular de forma harmoniosa. A gestão do espaço em centros urbanos (cidades) representa um desafio particularmente complexo, não só pela densidade populacional que esses espaços abrigam, como pela

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diversidade de actividades que ali estão instaladas.

Figura 5.15: Para viver, a cidade precisa de mais do que aquilo que produz… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

As necessidades de uma cidade não podem ser totalmente satisfeitas por aquilo que ali existe ou é produzido. De facto, os habitantes de uma cidade têm que se alimentar de produtos que, em grande parte, são produzidos em zonas rurais, por vezes noutros continentes. A água que as cidades consomem vem de aquíferos situados fora do seu perímetro, e as águas residuais que a cidade despeja no esgoto vão poluir linhas de água da periferia, as praias e os oceanos. As infra-estruturas para o tratamento de águas são situadas fora da cidade, e o mesmo acontece com as instalações de tratamento de resíduos. E a poluição atmosférica que as cidades produzem tem efeitos não só na cidade, como também a nível regional e global. A cidade ocupa, por isso, não só o espaço em que está construída, mas também muito espaço na periferia e de outros lugares. Diz-se, por isso, que a maior parte das cidades têm uma pegada ecológica muito elevada. As cidades têm uma responsabilidade muito grande em relação às suas periferias, tanto mais que os habitantes da cidade precisam de lugares com boa qualidade ambiental na proximidade para repouso e actividades de lazer. Por outro lado, uma cidade tem uma oferta de bens e serviços que serve, em geral, uma população muito maior do que aquela que ali vive. Assim, muitos postos de trabalho na cidade são ocupados por pessoas que vivem na periferia e se deslocam todos os dias para a cidade, dando origem aos famosos movimentos pendulares de trânsito: de manhã um grande fluxo de trânsito intensivo em direcção à cidade, e ao fim do dia o fluxo em direcção contrária.

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Figura 5.16: Existem zonas em Lisboa onde ainda circulam eléctricos, que constituem um óptimo meio de locomoção dentro da cidade e são pouco poluentes Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A mobilidade (de mercadorias e de pessoas) é uma área prioritária da gestão urbana. Uma cidade bem gerida tem uma rede de transportes públicos que minimiza a poluição atmosférica, os níveis de ruído e o congestionamento das vias públicas. Em Lisboa foram feitos vários estudos sobre o consumo de água e de energia que mantêm a cidade viva. Quanto à água, o estudo chega à conclusão que “o combate às perdas, uma melhor gestão da procura, a reutilização de águas cinzentas e de águas residuais tratadas para usos não potáveis, são alguns dos desafios que devem ser abordados com urgência”. Em relação à energia as soluções passam por “uma maior eficiência energética pelo lado da procura, a redução da dependência de combustíveis fosseis, a maior descentralização da produção de energia, o aumento do contributo de energias renováveis para o balanço energético local - oferecendo a Lisboa também uma expressão de geradora de energia final em vez de apenas consumidora”.

Figura 5.17: Estes acumuladores de calor que se podem colocar nos telhados das casas, aproveitam a energia solar (fonte de energia renovável) para aquecer a água da casa Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.cidadessustentaveis.info • www.lisboaenova.org

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Actividades/Avaliação

5.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo
1. Para se estudar o ambiente de forma estruturada, é habitual distinguir vários compartimentos ambientais. Indique os seus nomes. Escolha dois desses compartimentos e descreva um fenómeno natural que demonstre como eles estão interligados. O que é uma gestão ambiental compartimentada e qual é a grande desvantagem ambiental a ela associada? Descreva o problema através do exemplo da gestão dos recursos hídricos. Descreva as vantagens ambientais provenientes da utilização das energias renováveis. Em que medida é que as TIC podem contribuir para uma redução do trânsito? Existe uma “ordem de prioridades” que facilita a gestão integrada de materiais e resíduos. Nomeie correctamente essa ordem de prioridades, começando pela mais amiga do ambiente e acabando nas soluções de fim de linha. A noção de ciclo tem uma importância muito grande na gestão ambiental. Dê dois exemplos que mostrem a vantagem da sua aplicação.

2.

3.

4. 5.

6.

Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) .Se não conseguir resolver esta actividade, reveja o submódulo 5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

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6. Legislação Ambiental

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Legislação Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo começa por descrever a evolução dos princípios sobre os quais se baseia a política e o direito ambientais, e a importância desses princípios para a gestão ambiental. Caracteriza, em seguida, os três níveis a que o direito ambiental é criado: internacional, comunitário e nacional. Dado o ênfase crescente de abordagens baseadas no princípio da prevenção, torna-se evidente que o futuro aponta para uma legislação comunitária e nacional que aposta na responsabilidade ambiental do produtor. Esta evolução requer uma postura pró-activa por parte dos empresários.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Conhecer os princípios gerais que orientam a política ambiental, o direito ambiental e, em consequência, a gestão ambiental; • Compreender que o direito ambiental tem fontes internacionais, comunitárias e nacionais e descrever as relações entre direito comunitário e nacional; • Saber usar a informação disponível para aumentar o seu conhecimento sobre as diferentes áreas do direito do ambiente.

3.

TEMAS • Princípios gerais da política ambiental • O direito do Ambiente • A legislação internacional • Legislação da União Europeia • Legislação nacional

4.

GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC); • Estratosfera • Chuvas ácidas; • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR

5.

SABER MAIS • Direito do Ambiente, Fernando dos Reis Condesso, Livraria Almedina, Coimbra, 2001. • www.diramb.gov.pt (Legislação) • http://europa.eu (site oficial da União Europeia)

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Princípios Gerais da Política Ambiental

6.1. PRINCíPIoS GERAIS dA PolíTICA AMBIENTAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Diferenciar os princípios que orientam a política e o direito ambientais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Princípio do poluidor-pagador (PPP) • Princípio da precaução • Gestão ambiental GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Estratosfera

A necessidade de gerir as relações entre o Homem e a Natureza levou à criação de uma série de regras que devem ser respeitadas para evitar que as actividades humanas continuem a ter efeitos negativos sobre o ambiente. Estas regras variam, dependendo do tipo de actividade a que dizem respeito, e são fruto da política ambiental que um Estado ou uma comunidade de Estados decide implementar. As regras definidas pela política ambiental são as linhas orientadoras da gestão ambiental. Uma parte dessas regras tem carácter vinculativo, e constitui a “legislação ambiental”. Mas a política ambiental ainda pode utilizar outros instrumentos, para além da lei, para implementar os seus objectivos, como por exemplo, campanhas de sensibilização. Para entender melhor os objectivos da política ambiental é importante conhecer alguns princípios básicos que a orientam e que determinam o tipo de instrumentos que ela utiliza. Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Ainda hoje muita gente deita os seus resíduos para a via pública, a pensar que a Câmara Municipal é que tem o dever de limpar tudo. É certo que as câmaras têm que o fazer, mas essa tarefa custa dinheiro, e é, portanto, feita à custa da sociedade em geral. É com os impostos pagos por todos os cidadãos que o Estado tem que reparar o dano que alguns provocam.

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Princípios Gerais da Política Ambiental

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Figura 6.1: Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Fonte: Internet

Mas hoje já são poucas as pessoas que actuam de forma tão irresponsável, talvez porque desde há muitos anos a gestão ambiental se guia pelo princípio poluidor-pagador (PPP). Este princípio diz simplesmente: “quem suja, tem que limpar, ou então paga pelos danos causados!”. É com base neste princípio que o Estado: • obriga as empresas a respeitarem uma série de regras em relação à água, aos resíduos, ao ruído e às emissões; • cobra taxas sobre os resíduos e as águas residuais ; • aplica multas aos que poluem o ambiente; • pode punir os que não respeitam as regras de protecção ambiental, em casos graves inclusivamente com pena de prisão. No entanto, e apesar de o PPP ser um princípio muito eficaz, quando o Estado faz uma boa vigilância, nem sempre é possível identificar os poluidores. Por exemplo, todos nós emitimos emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera: como avaliar o contributo que cada um dá para a alteração climática? Há também imensas fontes de poluição que sujam um rio, mas como identificar a contribuição de cada um? Nestes casos o PPP não pode ser correctamente aplicado. Além disso, há danos irreversíveis e irreparáveis, e há bens que não têm preço (por exemplo, a biodiversidade). Também nestes casos o PPP não é aplicável. De facto, só há uma forma correcta de agir quando corremos o risco de, com uma actividade, causar danos irreversíveis ou irreparáveis ao ambiente: evitar os danos. É o que diz o princípio da prevenção: “é melhor prevenir do que remediar”. Este princípio, que na prática se aplica em conjunto com o PPP, afirma que os poluidores devem ser responsabilizados se não tomarem as medidas necessárias para evitar danos. Portanto, não se trata aqui de reparar um dano, mas sim de fazer tudo para que esse dano não ocorra. Por exemplo: os resíduos são um problema? Pois bem, o que o princípio da prevenção diz é que o melhor é evitar produzir resíduos. As emissões de CO2 estão a alterar o clima? Pois bem, reduzamos o nosso consumo de energia, diz o princípio da prevenção.

Se uma espécie em risco de extinção acabasse por desaparecer devido à acção de um indivíduo, não haveria dinheiro no mundo que pudesse reparar esse dano que é irreversível (a espécie nunca mais voltará a existir) e irreparável (pois não é possível calcular, e muito menos pagar, os custos ambientais que poderão advir dessa perda).

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Princípios Gerais da Política Ambiental

Figura 6.2: É melhor evitar o incêndio florestal do que remediar… Fonte: Internet

Há ainda um terceiro princípio que vale a pena mencionar: é o princípio da precaução. Este princípio parte da observação de que há muita incerteza quanto aos danos que uma actividade pode causar ao ambiente. Por exemplo, quando os clorofluorocarbonetos (CFC) apareceram, foram considerados o melhor produto que a química jamais tinha produzido: eram substâncias sem cheiro, não tóxicas, não inflamáveis, e podiam ser usadas em inúmeras aplicações, como gás de expansão para os aerossóis e as espumas, e como gás de compressão para aparelhos de refrigeração. Frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, sprays e colchões de espuma são exemplos de produtos que integram substâncias com estas características. Só muitos anos depois é que se descobriu o buraco de ozono e só após vários anos de investigação foi mais tarde reconhecido o impacto negativo que os CFC tinham na estratosfera. Os CFC foram banidos a nível mundial, a sua produção e venda é proibida. Hoje utilizamse substâncias com propriedades similares mas menos risco para a camada de ozono. No entanto, ainda durante muitos anos vamos ter emissões de CFC, que estão integrados em frigoríficos e aparelhos de ar condicionado mais antigos, se não forem cuidadosamente retirados desses aparelhos no fim da sua vida útil. Portanto, coisas que nós hoje pensamos que são perfeitamente inofensivas, podem ter efeitos negativos que só se tornam visíveis a longo prazo. O princípio da precaução diz que temos que admitir que tudo o que fazemos pode representar um risco, ou seja, devemos ser cautelosos, observar cuidadosamente os efeitos que possam surgir, não adoptar tecnologias ou substâncias cujos efeitos ainda estão mal estudados sem tomar todas as medidas de precaução possíveis. Por exemplo, os organismos geneticamente modificados (OGM) podem ser uma bênção (por exemplo, na cura de doenças como as diabetes) ou uma tragédia para o planeta (por exemplo, se esses organismos se expandirem à custa de outras espécies). Neste caso, como em muitos outros, temos que agir de acordo com o princípio da precaução.

Só agora, após 200 anos de utilização intensiva de combustíveis fósseis, se sabe que as emissões de CO2 vão ter efeitos dramáticos sobre o clima da Terra.

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6.2. o dIREITo do AMBIENTE
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar os princípios gerais descritos na ficha precedente com a evolução da política o direito do ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • Política ambiental • Direito do ambiente GloSSÁRIo Chuvas ácidas; Ecossistema

O fim da década dos anos sessenta é o marco do surgimento das Políticas e do Direito do Ambiente. Acidentes industriais como os que ocorreram no Love Canal, nos EUA, poluição de um curso de água, Hooker Chemical Company, rotura de um depósito de resíduos em Michigan, EUA, as chuvas ácidas, com efeitos sobre as florestas nos países da Europa Central - eis alguns dos exemplos de desastres que precederam o surgimento de políticas e normas.

Figura 6.3: “Love Canal: área do Estado de Nova Iorque (E.U.A.) que teve que ser evacuada em 1977 devido à grave poluição química do seu subsolo” Fonte: www.wikipedia.org

Assim se desenvolve, em especial a partir de meados do século passado, o direito do ambiente que reflecte a preocupação generalizada com os crescentes problemas ambientais

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que ameaçam a saúde humana e os ecossistemas. O direito ambiental não é só o direito emanado pelas autoridades nacionais. Há diversas fontes de direito que têm implicações directas ou indirectas sobre as empresas e os cidadãos: o direito internacional, o direito comunitário e o direito nacional. Mas, independente da fonte legislativa, o direito do ambiente é uma área muito dinâmica do direito, pois está profundamente ligada ao progresso científico e técnico. À medida que a ciência vai ganhando conhecimentos sobre os mecanismos que regem os ciclos naturais, as interdependências que caracterizam os ecossistemas e os efeitos das tecnologias sobre o ambiente, também o direito do ambiente se vai desenvolvendo, com o fim de gerir cada vez melhor as relações entre o Homem e a Natureza. A evolução da política ambiental e do direito ambiental, em especial, pode ser resumida em três fases: • 1ª fase (até fins dos anos 60): centrada sobre aspectos pontuais, visava especialmente a protecção da vida e saúde humanas (regulamento de substâncias perigosas) • 2ª fase (a partir dos anos 70): a política ambiental reconhece, cada vez mais, a necessidade de proteger o ambiente; o direito ambiental passa a regular os processos de produção e de “eliminação” através de soluções de fim de linha que visam: • A retenção das emissões das instalações industriais • A imposição de requisitos técnicos para as instalações de tratamento de resíduos sólidos e líquidos • 3ª fase: rumo a uma política integrada, voltada para a prevenção dos problemas globais e locais É fácil reconhecer que estas três fases acompanham a evolução dos princípios de gestão, de que já falámos na ficha precedente. As duas primeiras fases acima descritas são caracterizadas por leis e regulamentos muito detalhados, que procuravam controlar todas as actividades e processos de produção; quem não cumprisse a lei era punido (de acordo com o princípio poluidor-pagador – PPP). Com esta abordagem, o direito ambiental acabou por criar muita burocracia, pois era preciso pedir licenças para muitas actividades, o que tornava todo o sistema pouco flexível e não incentivava a inovação; por outro lado, a eficácia das normas de protecção ambiental dependia muito da capacidade de controlo por parte do Estado e, como o Estado não podia estar em todo o lado, acabava por haver muitas áreas que não eram regulamentadas e representavam riscos importantes.

Embora frequentemente utilizada - mesmo em documentos legais - a palavra “eliminação” no contexto ambiental não faz sentido, pois todos sabemos, pelo menos desde Lavoisier (séc. XVIII) que na natureza “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”…

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Figura 6.4: O Estado não pode estar em todo o lado e controlar tudo… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em breve se percebeu que era preciso alterar a política ambiental e, para além do PPP, utilizar outros mecanismos para obrigar os poluidores a pensarem seriamente em como evitar problemas ambientais. É certo que há áreas que representam um risco para a saúde humana e o ambiente tão elevado que têm que ser regulamentadas através de proibições muito rigorosas e bem controladas. Portanto, a entrada do princípio da prevenção no direito ambiental não excluiu, de forma alguma, a possibilidade de o Estado intervir com leis muito rígidas quando está em causa a segurança e o bem-estar dos cidadãos. Mas, para além de decretar restrições e proibições, o Estado começou a aplicar com mais frequência o princípio da prevenção, que, em certos casos, pode ser muito mais eficaz do que uma legislação baseada em proibições e punições. Este princípio, como sabemos, exige uma alteração das mentalidades, e transfere para os empresários a responsabilidade de prevenir quaisquer danos que os seus processos ou produtos possam provocar. Assim, o direito do ambiente começou a realçar, cada vez mais, o papel de uma postura pro-activa por parte dos empresários, ou seja, não devem esperar que o Estado regule e castigue, devem, eles próprios, tomar a iniciativa de promover o seu desempenho ambiental. Nesse sentido, hoje o Estado impõe metas que têm que ser atingidas, e deixa à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. É o que acontece, por exemplo, com as embalagens: o Estado impõe determinadas quotas de recolha e reciclagem e a Sociedade Ponto Verde S.A. (que é uma entidade privada, sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1996, com a missão de promover a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, a nível nacional) instalou os ecopontos que todos conhecemos.
Hoje em dia, cada vez mais, as pessoas dão prioridade a produtos amigos do ambiente. Desta forma, as empresas que se preocupam com o ambiente podem ser mais competitivas que as que não têm qualquer tipo de preocupação.

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Figura 6.5: Os ecopontos, cada vez mais comuns, são os locais onde devemos colocar o lixo que separamos em casa. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.ipv.pt

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6.2.1. o dIREITo INTERNACIoNAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a função do direito internacional e explicar as limitações a que a sua implementação está sujeita; • Mencionar os temas que são regulados pelas convenções ambientais em vigor. PAlAVRA-CHAVE • Instituições internacionais • Tratados internacionais • Convenções internacionais GloSSÁRIo Alterações climáticas; Resíduos

Como já vimos, o direito ambiental pode ser deliberado a vários níveis. O carácter global dos impactes ambientais e os efeitos das pressões do modelo produtivo e de consumo de massa das sociedades modernas sobre o equilíbrio ecológico da Terra obrigam, não só ao surgimento de políticas e regulamentos dentro de cada Estado, mas também de acordos e convenções entre os Estados, visando a protecção do ambiente e do equilíbrio ecológico dos vários compartimentos ambientais – água, ar, conservação da natureza, alterações climáticas, resíduos, etc. O direito internacional é promovido por instituições internacionais, como por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU).

Figura 6.6: Logótipo da Organização das Nações Unidas. Fonte: www.un.org

A função do direito internacional é a aplicação dos princípios da prevenção e do princípio poluidor-pagador (PPP) com o fim de regulamentar o problema da responsabilidade em casos de poluição que afectam mais do que um país, ou seja, quando o país causador do

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dano deve ser responsabilizado por efeitos causados noutro país. O direito internacional é, por isso, quase sempre o resultado de negociações muito difíceis e morosas entre os vários países. No entanto, não se pode prescindir, hoje em dia, de regras internacionais para o ambiente, pois muitos problemas não podem ser eficazmente abordados a nível nacional, como é o caso, por exemplo, das alterações climáticas. Não faria sentido, por exemplo, que só um país fizesse esforços para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), pois, por maior que fosse o seu contributo, a nível global os resultados seriam provavelmente pouco eficazes para proteger o clima da Terra. Por isso, é importante que haja acordos internacionais que estabelecem o contributo que cada país deve dar para a realização dos objectivos comuns. Os acordos internacionais sofrem de uma fraqueza em relação às leis nacionais e comunitárias: é mais difícil assegurar o seu cumprimento. Se um cidadão desrespeita uma lei, é multado, mas se um país não cumpre o que se propôs fazer, em regra não há sanções suficientemente fortes que o obriguem a cumprir o acordado. De qualquer forma, os tratados na área do ambiente prevêem mecanismos de informação, reuniões periódicas e órgãos administrativos que, na prática, acabam por exercer uma pressão importante para que os compromissos sejam cumpridos. Além disso, os Estados que não cumprem os tratados internacionais sofrem pressões, por vezes muito fortes por parte dos outros países. É que acontece actualmente com o Protocolo de Quioto que ainda não foi ratificado pelos Estados Unidos da América (EUA), pelo que o governo americano tem sido fortemente criticado pelos outros países. Há, além disso, diferentes tipos de tratados internacionais, mais ou menos abrangentes, com ou sem compromissos objectivos, associados ou não a um calendário de metas a atingir. Há acordos que funcionam apenas como carta de intenção. É o caso, por exemplo da Declaração do Rio, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Estas cartas de intenção contêm, normalmente, compromissos políticos genéricos ou dizem, por exemplo, que os países devem “fazer esforços no sentido de”. No entanto, elas têm o mérito de formarem plataformas de princípios sobre os quais tratados mais vinculativos podem depois ser deliberados. É o que fica ilustrado na seguinte lista das convenções internacionais sobre temas ambientais, até hoje ratificadas a nível global. Foi sobretudo a partir das Cimeiras de Estocolmo (1972) e do Rio de Janeiro (1992) que o direito internacional do ambiente se desenvolveu com mais intensidade: • Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), ratificada em 1975; • Convenção de Viena para Protecção da Camada de Ozono, ratificada em 1989, e Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, ratificado em 1987; • Convenção da Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, ratificada em 1992;

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• • • •

Convenção sobre Áreas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas (Convenção de Ramsar), ratificada em 1993; Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), ratificada em 1994; Convenção de Combate à Desertificação, ratificada em 1997. Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ratificada em 1994, e Protocolo de Quioto, ratificado em 2002;

Observa-se uma nítida intensificação das actividades legislativas a nível internacional nas últimas décadas.

Figura 6.7: A luta contra a desertificação é um grande desafio do séc. XXI. Fonte: www.greenpeace.org

É importante também mencionar que um acordo internacional não é válido, necessariamente, para todo o mundo. Um acordo é um compromisso mútuo entre um determinado número de países. As metas do Protocolo de Montreal (1987) foram aceites por 175 países. Já o acordo sobre os rios transfronteiriços ibéricos (Convenção de Albufeira, 1998) diz apenas respeito a Portugal e Espanha.

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6.2.2. lEGISlAÇÃo dA uNIÃo EuRoPEIA
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o papel da legislação comunitária na área do ambiente; • Caracterizar o tipo de documentos que formam o direito comunitário; • Explicar as vantagens económicas do direito ambiental comunitário. PAlAVRA-CHAVE • Direito comunitário • Conselho da UE • Estados Membros • Regulamentos • Directivas • Decisões e Recomendações • Governação ambiental • Postura pró-activa

O objectivo central da União Europeia (UE) é atingir a uniformização das bases políticas e administrativas dos seus 27 Estados Membros. Para atingir este objectivo, a legislação comunitária baseia-se no acordo entre os Estados Membros de que, em certas áreas do direito, o direito comunitário tem prioridade sobre o direito nacional, ou seja, nessas áreas o direito comunitário é um ordenamento jurídico independente que prevalece sobre as ordens jurídicas nacionais.

Figura 6.8: Bandeira da Europa, símbolo não só da União Europeia, mas também da unidade e da identidade da Europa. Fonte: http://europa.eu

Mas, tirando algumas excepções, o direito nacional é normalmente o que ainda domina. Em especial, o direito comunitário nunca se pode sobrepor à Constituição de qualquer Estado Membro. Mas também a legislação sobre a educação, a medicina, o trabalho, a segurança social, etc. continuam a ser, em grande parte, uma competência dos Estados Membros. Actualmente discute-se a possibilidade de haver uma convenção europeia que permita uma maior transferência de competências dos Estados Membros para a UE.

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Foi em 1986 que Portugal se juntou à União Europeia.

Figura 6.9: Mapa da União Europeia, com os países membros de amarelo. Fonte: http://pt.wikipedia.org

Neste contexto, o direito do ambiente apresenta um estatuto especial. Os Estados Membros reconhecem que há vantagens económicas em haver níveis de desempenho ambiental similares em todos os países. De facto, restrições ambientais podem tornar alguns produtos e serviços mais caros, como é o caso, por exemplo, da obrigatoriedade de os automóveis terem um catalizador para reter as emissões poluentes. Se houvesse países em que esta obrigação não existisse para os produtores, o preço dos automóveis ali produzidos poderia ser mais baixo, o que iria penalizar os produtores dos países com melhor desempenho ambiental. Por isso, os Estados Membros acordaram que era necessário tentar harmonizar, tanto quanto possível, as legislações ambientais em toda a Europa, o que, na prática, resulta numa transferência de competências legislativas dos Estados Membros para a União Europeia. Na área do ambiente, o Conselho da União Europeia (que representa todos os países membros) tem a capacidade de definir, em cada caso concreto, como devem ser distribuídas as competências legislativas, ou seja, define se a legislação referente a um tema específico deve ser decidida a nível comunitário ou nacional. De acordo com essa decisão, para o caso específico em questão, o Conselho pode adoptar diversos tipos de documentos: • Regulamentos, que são directamente aplicáveis e obrigatórios em todos os Estados-Membros sem que seja necessária qualquer legislação de aplicação; nestes casos a legislação comunitária tem prioridade sobre a legislação nacional. • directivas, que vinculam os Estados Membros quanto aos objectivos a alcançar

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num determinado prazo, deixando, no entanto, às instâncias nacionais a competência quanto à forma e aos meios a utilizar. As Directivas têm de ser transpostas para o direito interno de cada país de acordo com os seus procedimentos específicos; neste caso, portanto, há uma distribuição de competências: os objectivos são estipulados a nível comunitário, mas os Estados Membros adoptam a legislação necessária para atingir esses objectivos a nível nacional. decisões, que são vinculativas na sua integralidade para os seus destinatários. Assim, as Decisões não requerem legislação de transposição nacional. No entanto, as Decisões só regulam questões muito específicas e podem ser dirigidas a um ou a todos os Estados-Membros, bem como a empresas e pessoas singulares; Recomendações e pareceres, que não são vinculativos.

Na área do ambiente a legislação da UE é maioritariamente composta por Directivas que exigem uma transposição para o direito nacional. Por isso, na maioria dos países, a legislação ambiental em vigor é, em grande parte, simplesmente devida à transposição do direito comunitário para direito nacional.

Saber mais: • http://europa.eu • www.valorcar.pt

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por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos: a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão. O artigo 66º da Constituição Portuguesa. lEGISlAÇÃo NACIoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 2. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o carácter constitucional do direito ao ambiente em Portugal. bem como classificar e proteger paisagens e sítios. no quadro de um desenvolvimento sustentável. Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente. d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais. PAlAVRA-CHAVE • Constituição Portuguesa • Lei de Bases do Ambiente • Legislação Ambiental Europeia GloSSÁRIo Aterro sanitário. ETAR A criação do direito ao ambiente como um direito social merecedor de ser reconhecido no catálogo constitucional só se afirmou na década de 1970. Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial. 1. referente ao “Ambiente e Qualidade de Vida” estabelece o direito de todos os cidadãos ao ambiente.2. 3. assumindo aí a Constituição da República Portuguesa de 1976 uma posição pioneira e. e) Promover (…) a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana (…). • Nomear os principais documentos legislativos que estão em vigor. salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica (…). ainda hoje.3. Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente (…) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio. b) Ordenar e promover o ordenamento do território (…). Para assegurar o direito ao ambiente. incumbe ao Estado. 13 O Direito do Ambiente 6. de modo a garantir a conservação da natureza (…).FT16 . sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender. das mais avançadas. no quadro do desenvolvimento sustentável: • • Todos têm direito a um ambiente de vida humano.

etc. paisagem protegida e monumento natural. a eficiência energética (Decreto-Lei 78/2006. 14 A Lei de Bases do Ambiente (Lei n.) e a implementação de medidas de conservação da natureza (parques nacionais. reservas ecológicas. Em especial.). a protecção da natureza (Decreto-Lei n. ainda é muito visível a compartimentação do ambiente na nossa legislação (submódulo 5). Para lhes facilitar a implementação da legislação comunitária.º 11/87) define “as bases da política de ambiente.º 178/2006 de 5 de Setembro). Portugal foi um dos países que mais beneficiou desta política. Diz ainda. que “a política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. de 11 de Agosto). Para além da Lei de Bases do Ambiente. de 4 de Abril). Como já foi dito anteriormente. qualitativa e quantitativamente. Lei n.ICNB) É também por influência da UE que Portugal tem acompanhado a evolução dos princípios gerais que regem a política e o direito ambientais. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado”. Sob a sua influência. a UE tem generosamente financiado a construção de infra-estruturas para a protecção ambiental (aterros sanitários. parque natural. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . há uma variada gama de leis e decretos-leis que regulam os aspectos específicos do ambiente em Portugal: os resíduos (Decreto-Lei n. de 29 de Dezembro). reserva natural. (com dados do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade . Figura 6.º 613/76 de 27 de Julho). ETAR. o reforço dos princípios da prevenção e da precaução tem sido liderado. etc. a água (Lei da água. têm vindo a adoptar um novo estilo de governação ambiental que visa promover uma postura mais pró-activa por parte dos empresários. Lda.º 58/2005. há já vários anos. pela UE. os Estados Membros. o ordenamento do território (Lei nº 48/98.10: Mapa com a representação de todas as áreas com estatuto de conservação de Portugal: parque nacional.O Direito do Ambiente FT16 . A legislação ambiental europeia tem ajudado os Estados Membros menos desenvolvidos a evoluir e a promover o seu desempenho ambiental em muitos domínios. Fonte: CEIFA ambiente. em cumprimento do disposto nos artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa”.

os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE).pt (Lei de Bases do Ambiente) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . infelizmente. e a reciclar uma grande parte dos materiais que utilizaram na produção dos seus produtos. Como cidadãos devemos estar atentos e alertar para as situações que pareçam contradizer os verdadeiros objectivos do direito do ambiente. também é verdade que a legislação ambiental é o fruto de muitas pressões políticas e económicas e por isso. Mas a lei não diz como é que os produtores devem assegurar a recolha dos produtos em fim de vida. Figura 6. mas deixam à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. Os produtores destes produtos são obrigados a recuperar os seus produtos no fim da sua vida útil. nem sempre tem os efeitos que seriam de desejar. Saber mais: • www.11: Fotografia de resíduos de vários equipamentos electrónicos (frigoríficos.FT16 .gov. etc. Lda Embora uma parte da legislação seja muito complicada e exija muita burocracia.gov. se os produtos são efectivamente recuperados e os materiais reciclados. como já vimos.pt (Artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa) • www. o importante é entendermos que a legislação ambiental deve ter por objectivo principal a preservação do património natural (submódulo 2) e a redução dos efeitos negativos das actividades humanas sobre o ambiente (submódulos 3 e 4). máquinas de lavar roupa.diramb. 15 O Direito do Ambiente Nesse sentido. ou seja. Fonte: CEIFA ambiente.diramb. e os veículos em fim de vida – todas elas resultantes da transposição de Directivas europeias.) depositados num descampado. No entanto. e o Estado limita-se a controlar se as metas são cumpridas. É o que acontece com a legislação sobre as embalagens. também em Portugal cada vez mais leis ambientais definem simplesmente as metas que têm que ser atingidas.

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se for descoberto. que se reflectem no direito ambiental e também na gestão ambiental.4) . 4. Há princípios guias da política ambiental.Se não conseguir resolver esta actividade. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Que instituições têm competência para promover a legislação ambiental a nível internacional e a nível da Comunidade Europeia? A legislação europeia é constituída por diferentes tipos de documentos.AV6 Actividades/Avaliação 6. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Embora a aplicação do direito ambiental seja uma competência do Estado. Ele tem várias alternativas: a) faz o despejo e sujeita-se a pagar uma multa. Ordene cada uma das alternativas a um princípio de gestão e justifique. c) analisa o seu processo de produção para encontrar forma de diminuir a carga poluente dos seus efluentes.3. Quais são as vantagens económicas do direito ambiental da União Europeia? Nomeia os principais documentos que regulam a gestão ambiental em Portugal a) De forma geral b) Problemas relacionados com a água c) Problemas relacionados com os resíduos 3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . nem todas as regras ambientais em vigor foram emitidas a nível nacional. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. e livra-se da multa. b) constrói uma pequena ETAR que despolui as águas residuais antes do despejo. Legislação Ambiental. Explique a diferença entre um Regulamento e uma Directiva. 5. 2. reveja o submódulo 6. Estuda o seguinte exemplo: Um empresário tem a possibilidade de despejar as suas águas residuais num pequeno ribeiro.

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7. Sistemas de Gestão Ambiental

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Sistemas de Gestão Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo dedica-se ao problema da gestão ambiental. Começa por mostrar que há vários tipos de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), nomeadamente os SGA baseados na conformidade legal, SGA baseados em sistemas de fim de linha e os SGA baseados em boas práticas ambientais. Partindo do reconhecimento dos efeitos ambientais negativos de sistemas de gestão compartimentados e orientados para soluções de fim de linha, é evidenciada a necessidade de infra-estruturas ambientais de fim de linha, essenciais para evitar a contaminação do ar, da água e do solo. Para uma gestão ambiental sustentável é, no entanto, indispensável ir mais longe, e apostar na eco-eficiência de processos e produtos, evitando, contudo, cair na ratoeira que ela pode representar. Finalmente, é realçado o papel que as boas práticas de gestão ambiental na construção e na eco-arquitectura podem e devem representar no futuro do Sector da Construção.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Perceber os problemas relacionados com os sistemas de gestão ambiental (SGA) das empresas fazendo a distinção entre boas e más práticas de gestão; • Conhecer argumentos a favor de uma postura pró-activa na indústria; • Conhecer as boas práticas na construção e arquitectura, identificando com exemplos concretos.

3.

TEMAS • SGA baseados na conformidade legal • SGA baseados em “Boas Práticas” • Aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação • Boas Práticas no Sector da Construção • A construção sustentável • A eco-arquitectura

4.

GloSSÁRIo • ETA • Eutrofização • Metais pesados • Energias renováveis e não renováveis

5.

SABER MAIS • www.ceifa-ambiente.net • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com

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SGA Baseados na Conformidade Legal

7.1. SGA BASEAdoS NA CoNFoRMIdAdE lEGAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e justificar as limitações de SGA baseados na conformidade legal. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • SGA • Conformidade legal • Actuação reactiva • Soluções de fim de linha • Compartimentos ambientais • Poluição atmosférica • Aquíferos • Solo GloSSÁRIo ETA; Aquíferos; ETAR; Aterro sanitário; Biosfera

Cada instituição, empresa ou empreendimento tem um sistema de gestão ambiental (SGA), ou seja, um conjunto de regras internas através das quais implementa os seus princípios de gestão. A análise de um SGA permite avaliar o desempenho ambiental da instituição ou empresa em questão. Empresas com um bom desempenho ambiental procuram fazer uma boa gestão dos seus materiais e resíduos, promover a eficiência energética, reduzir o uso da água, etc. O desempenho ambiental de uma empresa é o seu nível de preocupação ambiental e pode ser avaliado na forma como gere a sua interface com o ambiente (produção de resíduos, ruídos e emissões, uso de energia e água, etc.). O conceito de desempenho ambiental é, no entanto, muito elástico, pois pode ser interpretado de várias formas, dependendo da importância que se dá aos princípios de gestão que acabàmos de estudar nas secções precedentes.

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SGA Baseados na Conformidade Legal

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Figura 7.1: É muito importante que cada empresa tenha um SGA adequado aos impactos que causa na natureza. Fonte: ClipArt

A gestão ambiental que se faz na maioria das empresas visa simplesmente implementar os requisitos legais, ou seja, os seus SGA não foram instalados com o objectivo de melhorar o desempenho ambiental da empresa, mas sim o de estar em conformidade com o direito do ambiente. Esta atitude levanta alguns problemas que, à luz do que aprendemos nos submódulos precedentes, podem ser aqui brevemente enumerados: • Como a legislação ambiental ainda está organizada de forma compartimentada, empresas que utilizam SGA baseados na conformidade ambiental, em geral não utilizam uma abordagem integrada, que seria a mais indicada do ponto de vista ambiental e económico (como vimos no submódulo 5); • Uma gestão compartimentada favorece, como também vimos no submódulo 5, soluções de fim de linha que, em vez de resolver os problemas, os transferem de um compartimento ambiental para outro. • Uma empresa com um SGA baseado simplesmente na conformidade legal actua de forma reactiva (ou seja, limita-se a reagir à lei); por isso, por vezes é apanhada de surpresa quando a legislação é subitamente alterada ou o Estado define novas regras; uma postura pró-activa seria mais adequada, evitaria problemas deste tipo e poderia, além disso, promover inovações com benefícios do ponto de vista económico e ambiental. A utilização de SGA baseados na conformidade legal visa essencialmente combater, a curto prazo, a poluição causada nos diversos compartimentos ambientais: • Ar: as emissões gasosas da indústria e do trânsito motorizado são a principal causa da poluição atmosférica que conduz à má qualidade do ar que afecta zonas com grandes concentrações de indústrias e centros urbanos. Como veremos na ficha seguinte, o problema da qualidade do ar foi tratado, durante muito tempo, através da instalação de filtros nas chaminés das fábricas, que é, nitidamente, uma solução de fim de linha, pois os filtros usados, que contêm concentrações muito elevadas de poluentes, têm que ir para tratamento em incineradoras de resíduos ou para aterros especiais. No primeiro caso, temos depois que tratar as emissões e as cinzas da incineradora, no

Na maioria das vezes, os valores de poluentes definidos pela lei, estão acima dos limites ecológicos.

Graves problemas de saúde estão associados à inspiração de substâncias tóxicas (asma, bronquites, vários tipos de cancros).

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segundo depositamos esses equipamentos poluídos no solo… • Água: para além das emissões gasosas, uma grande parte das indústrias produzem efluentes líquidos altamente contaminados. Estes efluentes foram durante muito tempo simplesmente conduzidos para linhas de água ou para o mar (uma prática que, infelizmente, ainda é muito vulgar encontrar em Portugal). As consequências destas más práticas são desastrosas para a biosfera que vive em meios aquáticos e para a saúde humana. Muitos recursos são investidos em estações de tratamento de água (ETA) para dar às águas disponíveis nos aquíferos a qualidade mínima de água potável. Desde há algumas décadas tenta-se evitar que os efluentes líquidos da indústria e o esgoto doméstico sejam conduzidos para os meios aquáticos sem serem previamente tratados numa ETAR. As lamas das ETAR, tal como os filtros usados vão depois para aterro…

As lamas das ETAR são, geralmente, ricas em metais pesados.

Figura 7.2: Todas as águas utilizadas pelo Homem, com ou sem tratamento, acabam por voltar ao meio natural, podendo ou não causar poluição. Fonte: ClipArt

Solo: O solo é o receptor final de todas as poluições que são emitidas para o ambiente. Mais dia, menos dia, as substâncias poluentes contidas nos filtros e nas lamas das ETA e ETAR vão um dia acabar também no solo. Além disso, todos os resíduos sólidos produzidos na indústria ou nos centros urbanos são incinerados ou depositados em aterro sanitário e, num caso ou noutro, vão também acabar por ir para o solo.

Resumindo: empresas com SGA baseados na conformidade legal não evitam as poluições e requerem que cada vez mais recursos sejam investidos em tecnologias de fim de linha que não resolvem o problema, mas evitam a poluição incontrolada do ar e da água. A curto prazo, estas tecnologias reduzem os riscos para a biosfera, em especial a saúde humana. No entanto, a longo prazo não impedem que a concentração de poluentes nos aterros aumente, e o risco de poluição do solo e da água persista.

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7.1.1. oS FIlTRoS dE EMISSÕES
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só as necessidades de tecnologias de protecção da qualidade do ar baseadas em filtros de emissões gasosas, como também indicar as grandes desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Smog • Ozono na atmosfera • Qualidade do ar GloSSÁRIo Reacções fotoquímicas; Estratosfera; Troposfera

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, a poluição ambiental – e, em especial, a poluição atmosférica – aumentou consideravelmente e de modo descontrolado. A queima de carvão (que era o combustível mais utilizado) lançava na atmosfera das cidades industriais europeias toneladas de poluentes. Com o desenvolvimento da indústria, o Homem passou a conviver com o ar poluído e outros prejuízos resultantes do progresso técnico. Actualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos nocivos da poluição do ar. Cidades como Pequim, Xangai, São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo. O efeito mais conhecido da poluição atmosférica em cidades é o “smog”. Mas o que é o Smog? A expressão “smog” vem da junção de “smoke” (fumo) e “fog” (nevoeiro). É um fenómeno que ocorre quando se verificam elevadas concentrações de poluentes, na presença de elevadas temperaturas ou inversões térmicas e ausência de vento. Os primeiros sintomas de alarme devidos ao smog tornaram-se perceptíveis já durante a Revolução Industrial, no séc. XVIII, sobretudo na Grã-Bretanha.

É, sobretudo nos dias quentes de Verão, que se consegue observar o fenómeno “smog”: no horizonte vê-se um nevoeiro castanho que indica a presença de poeiras e gases tóxicos…

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Figura 7.3: Fotografia exemplificativa do smog que costuma existir nas cidades do mundo mais poluídas. Neste caso trata-se da cidade de Quebec, no Canadá. Fonte: Internet

O smog é a uma concentração de vários poluentes na atmosfera, em especial óxidos de enxofre. Um outro elemento que contribui para o smog é o azoto. Devido a reacções fotoquímicas, os óxidos de azoto que são libertos pelos escapes de automóveis decompõemse e, em presença do oxigénio, transformam-se em ozono. Este, por sua vez, combina-se com os hidrocarbonetos (também dos escapes dos automóveis) para produzir uma nuvem gasosa castanho-amarelada da qual fazem parte numerosos compostos químicos. O ozono, apesar da sua utilidade na estratosfera (submódulo 4), é um gás bastante tóxico para os seres humanos quando misturado no ar que respiramos nas camadas baixas da atmosfera (troposfera). O smog reduz grandemente a visibilidade e tem um efeito cancerígeno, para além de irritar o sistema respiratório. Em 1952, este fenómeno, que se manteve durante 4 dias na cidade de Londres, foi responsável por cerca de 4000 mortos. Qualidade do ar A gestão da qualidade do ar exige que se definam limites de concentração dos poluentes na atmosfera, limites de emissão dos mesmos, bem como a intervenção do Estado no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes. Mas o primeiro passo passa pela obrigação das indústrias que emitem gases poluentes para a atmosfera os reterem e a maneira mais fácil de o fazer é através de um aumento da altura das chaminés. Trata-se de uma solução de fim de linha que, para além das desvantagens que já conhecemos deste tipo de abordagens, não é eficaz, pois a chaminé de uma central termoeléctrica, por exemplo, mesmo com 300 metros de altura, não protege senão o ambiente na sua proximidade. Os fumos poluentes propagam-se, por centenas de quilómetros e acabam por descer até ao nível do solo.

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Figura 7.4: Os fumos das grandes chaminés na maioria das vezes vão prejudicar as populações mais afastadas das chaminés, devido aos ventos que os arrastam para longe. Todas as chaminés devem ter um filtro para diminuir a quantidade dos poluentes lançados na atmosfera. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, passou a ser obrigatório o uso de filtros de emissão nas chaminés de fábricas e incineradoras, de forma a evitar a emissão de partículas e gases tóxicos para a atmosfera. Mesmo nos automóveis, nomeadamente nos automóveis a diesel, também são usados filtros. Porém, o problema não fica resolvido por aqui. Estes filtros apenas retêm os compostos tóxicos, mas não os eliminam. Os filtros têm que ser, periodicamente, limpos ou substituídos. Posteriormente, é necessário dar um tratamento adequado aos filtros usados, sendo a maioria depositada em aterros. Com este tipo de abordagem de fim de linha, o problema não fica resolvido, a poluição apenas está a ser transferida de um meio (ar) para outro meio (solo). legislação A preservação de uma boa qualidade do ar ambiente tem sido uma preocupação prioritária nos trabalhos da União Europeia (UE) desde o início dos anos 80. Com base na experiência adquirida ao longo das últimas duas décadas, a UE tem vindo a formular e a aperfeiçoar nova regulamentação, destinada a avaliar e a combater a poluição atmosférica. Assim os limites das concentrações de poluentes emitidos para a atmosfera encontram-se legislados. Toda a indústria é obrigada a manter níveis aceitáveis e legais de emissões para a atmosfera. O Decreto-Lei 78/2004 estabelece o regime legal de protecção e controlo das emissões poluentes para a atmosférica, fixando os princípios, objectivos e instrumentos apropriados à garantia da protecção do recurso natural ar. Apresenta, também, as medidas, procedimentos e obrigações dos operadores das instalações abrangidas por este diploma, com vista a evitar ou a reduzir a poluição atmosférica.
Existem, ainda, muitos outros diplomas legislativos referentes ao ar, fixando limites de diversos poluentes. (www.diramb.gov.pt)

Saber mais: • www.diramb.gov.pt

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7.1.2. AS ETAR
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só a necessidade de unidades de tratamento de água (ETA e ETAR), como também indicar as suas desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Recursos hídricos • ETAR • ETA • Tratamento de águas residuais • Água potável • Saneamento básico GloSSÁRIo Lixiviados; Eutrofização; Metais pesados

A degradação dos recursos hídricos em Portugal tem ainda como causa principal o lançamento de efluentes domésticos e industriais nos cursos de água doce, muitas vezes sem qualquer tratamento e poluição das águas pode também ser provocada pelos lixiviados resultantes de fertilizantes agrícolas, em quantidade tão elevadas que o corpo de água não os pode absorver naturalmente.

Figura 7.5: O lançamento de esgotos nos cursos de água é uma das grandes causas da poluição aquática. Fonte: Ana Henriques

A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). ETAR Embora uma ETAR seja uma solução de fim de linha, tal como os filtros das chaminés, o

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certo é que estas tecnologias são indispensáveis. A ETAR é, hoje em dia, sem dúvida, o destino mais adequado para as águas residuais, pois em causa está a saúde pública e a preservação dos recursos hídricos. As ETAR têm como objectivo o tratamento final das águas residuais produzidas pelas populações, permitindo uma possível reutilização destas, através de um processo longo e faseado. Entende-se por águas residuais, as águas abastecidas às populações, após terem sido utilizadas para os mais variados fins domésticos e/ou industriais. É de notar que as águas abastecidas à população através da rede pública são previamente tratadas. Este processo faz-se em estações de tratamento de água (ETA). Portanto, para a manter a qualidade da água, há sempre dois processos: um para tornar a água potável, e, depois desta ter sido utilizada, um para tornar a água residual menos nociva para o ambiente.

Figura 7.6: Fotografia aérea de uma ETAR. Fonte: Internet

A escolha de um sistema de tratamento é determinada por vários factores: características quantitativas e qualitativas das águas residuais, localização da ETAR e os objectivos de qualidade que se pretendem – imposição do grau de tratamento. Tratamento de águas residuais: • Tratamento preliminar (físico): conjunto de processos para remoção de sólidos grossos. • Tratamento primário (físico-químico): remoção de partículas insolúveis na água. Pode incluir pré-arejamento das águas residuais. • Tratamento secundário (químico ou biológico): remoção da matéria orgânica da água. • Tratamento terciário: remoção de nutrientes, como o fósforo e o azoto, e de microrganismos patogénicos. O tratamento terciário torna-se indispensável para evitar a eutrofização do meio receptor. No tratamento terciário as águas residuais sofrem um tratamento de desinfecção e redução de nutrientes, mas este tratamento raramente é feito em Portugal, pois actualmente

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os recursos disponíveis ainda são canalizados, na sua quase totalidade, para superar as carências de tratamento a níveis mais básicos. Mas aquilo que, no contexto do saneamento básico em Portugal, ainda aparece como um “luxo” pode hipotecar muito o nosso futuro, pois a eutrofização crescente dos meios aquáticos é um problema grave que torna o tratamento das águas em ETA cada vez mais difícil e caro. Actualmente, também começam a surgir ETAR com tratamento de cheiros. Apesar de ser um investimento caro, é essencial quando as ETAR se encontram próximo de populações, de forma a evitar o fenómeno NIMBY. Como produto final do tratamento das águas residuais temos as lamas. Estas, dependendo do seu teor em metais pesados, matéria orgânica e nutrientes, podem ser usadas para a agricultura. Caso excedam os limites previstos na lei, terão que ter outro destino, que poderá ser aterros ou incineração. legislação A Directiva 91/271/CEE (Tratamento das Águas Residuais Urbanas) tem como objectivo principal proteger o ambiente dos efeitos nefastos das descargas de águas residuais. Para atingir esse objectivo, a Directiva estabelece a obrigatoriedade de dotar os aglomerados populacionais, consoante a respectiva carga (expressa em equivalentes de população) e a natureza do meio receptor, com sistemas colectores e de tratamento.
NIMBY: Not in My BackYard (à letra: no meu quintal das traseiras, não!) é a designação que se dá à oposição das populações a instalações de tratamento de resíduos ou ETAR na sua vizinhança.

Figura 7.7: A água que despejamos nos cursos de água deve ser a mais limpa possível. Fonte: ClipArt

A transposição desta Directiva para o direito nacional deu origem ao Decreto-Lei 152/97, de 15 de Julho que é relativo à recolha, tratamento e descarga de águas residuais urbanas e ao tratamento e descarga de águas residuais de determinados sectores industriais. O Decreto-Lei 236/98, de 1 de Agosto, estabelece as normas, critérios e objectivos de

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qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos. Existem outros decretos-lei referentes a captações de água, limites máximos de diferentes poluentes, entre os quais metais pesados e detergentes, e concentrações de poluentes em descargas de águas residuais de diferentes sectores industriais. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.naturlink.pt • www.smasalmada.pt

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7.1.3. AS INCINERAdoRAS dE RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever as vantagens e desvantagens relacionadas com a incineração de resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Resíduos combustíveis • Poder calorífico • Redução de volume • Produtos finais da incineração • Co-incineração • Escórias GloSSÁRIo Resíduos; Incineradora

Para alguns historiadores, o problema dos resíduos começou quando o Homem deixou de ser nómada para passar a ser sedentário. Nesta passagem, os resíduos e as pessoas passaram a concentrar-se no mesmo espaço, e a necessidade de os gerir tornou-se evidente pelos problemas de cheiros e riscos para a saúde humana. No século XIX surgiu a primeira incineradora, conhecido na época por “crematório” ou “destruidor”. Foi desenvolvida em 1874, na Inglaterra, tendo esta tecnologia sido exportada para Nova York em 1885. No entanto, apesar da grande expansão que houve de incineradoras, os custos elevados (devido à necessidade de adicionar carvão), os maus cheiros e poluição, levaram ao encerramento de muitas unidades deste tipo. A incineração tem tido vários “altos e baixos” ao longo dos tempos, tendo sempre suscitado muita polémica. É “adorada” por uns e “odiada” por outros!

Figura 7.8: Fotografia de uma incineradora. Fonte: Internet

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A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Afinal o que é a incineração? A incineração é um processo no qual os resíduos são destruídos por via térmica, hoje em dia geralmente com recuperação de energia – a que se chama “co-incineração”. O processo de incineração permite a redução do volume de resíduos através da combustão, com temperaturas da ordem dos 1100 ºC. Este tipo de sistema só tem utilidade para eliminar resíduos combustíveis, não apresentando vantagens para outros materiais como vidros e metais. Por outro lado, a incineração da matéria orgânica não é interessante sob o ponto de vista energético, uma vez que este material, devido ao seu elevado teor em água, possui um baixo poder calorífico. A incineração tem sido sobretudo adoptada nas zonas de grande produção de resíduos por permitir uma redução do volume inicial até cerca de 90%. Do processo de incineração de resíduos sólidos urbanos (RSU) resultam os seguintes produtos finais: energia calorífica que é transformada em energia eléctrica, vapor, águas residuais, gases, cinzas e escórias. O efluente originado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso, pelo que terá de sofrer um tratamento adequado. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que na sua composição se incluem diversas substâncias tóxicas. Os processos de depuração de gases vão recolher as cinzas resultantes, também incluídas na categoria dos resíduos perigosos, pelo que necessitam de um tratamento complementar e são levadas a aterro. Os gases após passagem pelos diversos processos de limpeza são emitidos para a atmosfera através de uma chaminé com uma altura adequada de forma a que os poluentes que subsistirem nesses gases, quando cheguem ao solo tenham uma concentração suficientemente diminuta para não afectar a saúde pública ou o ambiente.

A Central de Tratamento de RSU, da Valorsul, recebe perto de 2000 toneladas de resíduos e produz energia suficiente para alimentar uma cidade de 150 mil habitantes.

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Figura 7.9: Qual será o destino destes resíduos? Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Sintetizando, a incineração dos RSU é um sistema de redução do volume. Produz efluentes gasosos, líquidos e sólidos altamente contaminados. Para os gases, as chaminés de incineradoras têm que ter uma altura mínima para assegurar que os poluentes se misturem com o ar, diminuindo as concentrações tóxicas. Além disso, as chaminés têm estar apetrechadas de filtros especiais. É necessário garantir o armazenamento permanente dos resíduos resultantes, dado muitos deles serem tóxicos e representarem riscos graves para a saúde pública e para o ambiente. A incineração permite o aproveitamento da energia, mas não a reciclagem dos materiais representando, por isso, uma perda no ciclo da renovação dos recursos naturais, ou seja, é uma solução de fim de linha pouco sustentável. A incineração não substitui os aterros, mas permite reduzir significativamente o volume de resíduos destinados a deposição em aterro. É uma solução que exige a existência de aterros especiais para receber resíduos perigosos. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens da incineração.
INCINERAÇÃo Vantagens • • • • Sistema mais eficiente em termos de redução do volume dos resíduos. Área necessária mínima comparativamente com outros sistemas. Máxima recuperação do conteúdo energético dos resíduos – Co-incineração. Grande número de categoria de resíduos admissíveis. • • • • • desvantagens É o sistema mais caro de todos. Os efeitos das emissões tóxicas são os mais preocupantes. Os efeitos na saúde ainda não estão perfeitamente estudados. Problemas no tratamento das cinzas e escórias. Dificuldade de implementação destas instalações devido à oposição por parte das populações (NIMBY). Necessidade de mão-de-obra altamente especializada.

Legislação Relativamente à legislação, o Decreto-Lei 85/2005, de 28 de Abril, estabelece o regime legal a que fica sujeita a incineração e a co-incineração de resíduos, com o objectivo de prevenir ou, tanto quanto possível, reduzir ao mínimo os seus efeitos negativos no ambiente.

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A co-incineração é a possibilidade de incinerar determinados resíduos com alto valor calorífico juntamente com outros combustíveis. Esta solução, que levanta muita polémica, é especialmente interessante para certas indústrias que precisam de grande quantidade de energia térmica, como por exemplo as cimenteiras. Utilizando resíduos, estas indústrias podem poupar muito dinheiro em combustíveis. Segundo a lei, a co-incineração está sujeita a um rigoroso controlo tanto em relação aos resíduos que podem ser queimados em processos industriais, como também das emissões que resultam desse processo. O decreto-lei acima indicado abrange todas as instalações de incineração e co-incineração de resíduos localizadas no território nacional. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.1.4. oS ATERRoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a necessidade de aterros, vantagens e desvantagens ; • Explicar as vantagens de uma gestão integrada de materiais e resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Aterros sanitários • Lixeiras • Vazadouros • Confinamento • Gestão integrada de materiais e resíduos • Prevenção/Redução na fonte GloSSÁRIo Lixiviados; Resíduos

Os aterros sanitários apareceram depois das primeiras incineradoras. Foram desenvolvidos em Inglaterra, em 1920, com base em preocupações de saúde pública da época. Eram construídos em terras secas e os resíduos depositados em células tapadas periodicamente com terra. Antes (e em Portugal até há bem pouco tempo), a deposição dos resíduos era feita em “lixeiras a céu aberto” ou vazadouros, que originavam maus cheiros e problemas de saúde pública. Em alguns países menos desenvolvidos este panorama ainda se verifica. Apesar de ser uma solução melhor que as lixeiras, a deposição em aterro de grandes quantidades de resíduos representa não só uma perda irreversível de recursos, como é também uma fonte de grandes riscos ambientais. Apesar da Terra ser um sistema aberto em termos energéticos (porque tem sempre a energia solar à sua disposição), é um sistema fechado em termos de matéria. Ao depositar os resíduos em aterros, perde-se uma quantidade significativa de recursos que só muito dificilmente poderão ser recuperados. o que é um aterro? Um aterro sanitário é “uma instalação de eliminação para a deposição de resíduos acima ou abaixo da superfície natural” (DL 152/2002), em que “os resíduos são lançados ordenadamente e cobertos com terra ou material similar, existe controlo sistemático dos lixiviados e dos gases produzidos, bem como, monitorização do impacto ambiental durante a operação e após o seu encerramento.” (PERSU). Um aterro sanitário é uma das modalidades de confinamento (outra palavra para “destino

PERSU: Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos

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final”) prevista no PERSU sendo uma grande evolução em relação às lixeiras e vazadouros em termos de controlo de impactos ambientais.

Figura 7.10: Imagem exemplificativa de um aterro. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em Portugal, a construção de aterros pode ser um problema, uma vez que como é um país pequeno tem pouco espaço adequado para este tipo de infra-estruturas.

Gestão de RSu num Aterro Sanitário Idealmente, no aterro sanitário “só se confina o que não puder ser aproveitado de nenhum modo conhecido” (PERSU), ou seja, só se remete para destino final o que não puder ser reutilizado ou reciclado. Este condicionante justifica-se não só devido à escassez de recursos em termos de matérias-primas, mas também em termos de espaço disponível para instalar aterros. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários:
ATERRo SANITÁRIo Vantagens • • • • É o sistema mais económico de todos São admissíveis todos os tipos de resíduos não tóxicos. As emissões para o ambiente, se devidamente controladas, menores que as dos outros sistemas. Potencialidade de aproveitamento do biogás. • • • • • desvantagens Necessidade de grandes áreas. A massa dos resíduos não é reduzida (há apenas uma compactação dos resíduos) Biodegradabilidade é muito lenta. Recuperação de materiais e energia é baixa. Riscos de contaminação das águas subterrâneas e superficiais por ruptura das telas impermeabilizadoras do fundo e taludes. Libertação de gases do grupo do “Efeito de Estufa”, como o CO2 e CH4. Localizações potenciais limitadas pelas condições hidrogeológicas e geográficas. Requerem um grande período de monitorização e manutenção após selagem. Necessidade de tratamento das águas lixiviantes (ETAR). Grande oposição pública à sua implementação.

• • • • •

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Selagem do aterro Após a exploração do aterro, ou seja, quando é atingida a cota de enchimento máxima, procede-se à sua selagem (encerramento). A cobertura final de terra que se coloca no aterro permite que se proceda a um arranjo paisagístico da zona afectada. O verdadeiro destino final de todos os materiais que utilizamos é o aterro. Vamos continuar a precisar de aterros, mas podemos reduzir significativamente a quantidade de resíduos que não podem ter outro destino. Para isso, a gestão integrada de materiais e resíduos, de que falámos no submódulo 5, permite evoluir para sistemas baseados na Prevenção/ Redução na fonte que conduzem a uma diminuição crescente das fracções a levar a aterro. legislação Como já foi referido, até muito recentemente, a gestão dos resíduos urbanos em Portugal resumia-se à simples recolha e deposição dos resíduos em lixeiras ou, na melhor das hipóteses em vazadouros controlados. As medidas regulamentares, os instrumentos económicos e a maior consciencialização quer dos cidadãos quer dos políticos, veio alterar este cenário. O Decreto-Lei 152/2002, de 23 de Maio, estabelece o regime jurídico a que fica sujeito o procedimento para a emissão de licença, instalação, exploração, encerramento e manutenção pós-encerramento de aterros destinados à deposição de resíduos. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.inresiduos.pt (Instituto dos Resíduos) • www.netresiduos.com/cir (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.2. SGA BASEAdoS EM “BoAS PRÁTICAS”
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar o termo “eficiência” com os conceitos de desperdício e de desempenho técnico e ambiental. PAlAVRA-CHAVE • Desperdício • Eficiência técnica e económica • Emissões • Resíduos GloSSÁRIo Recurso natural não renovável

O esgotamento de alguns recursos naturais não renováveis, que poderá vir a ocorrer nas próximas décadas devido ao seu uso excessivo, preocupa crescentemente a humanidade. Porém, os recursos naturais disponíveis na natureza continuam a ser explorados a taxas excessivamente elevadas. Esforços para os preservar, ou, pelo menos, reduzir radicalmente a sua utilização obviamente não têm tido o sucesso desejado. Como foi explicado anteriormente, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, a utilização de um recurso escasso, não renovável, só se deveria ser feita na medida em que outros recursos – renováveis – pudessem ir substituindo a utilização desse recurso escasso. Mas a questão que se põe é: será que o Homem precisa efectivamente de tantos recursos para se desenvolver? E a resposta é clara: não! Se não desperdiçássemos e soubéssemos aproveitar os recursos de uma forma eficiente, as reservas de muitos recursos não renováveis não estariam hoje em risco de se esgotar. O problema é, portanto, um problema de desperdício e de falta de eficiência.

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Figura 7.11: Temos que aprender a reduzir os nossos desperdícios… Fonte: ClipArt

Desperdício é comprar produtos descartáveis, quando há alternativas duradouras…

Os recursos, por diversos motivos, raramente são utilizados a 100 %, gerando desperdícios, que podem ser de vários tipos: 1. em primeiro lugar, o desperdício, em sentido lato, que ocorre devido à excessiva utilização dos recursos, ou seja, quando se gasta mais do que é necessário. Esta é a forma de desperdício mais comum nas sociedades mais ricas e possivelmente a mais difícil de combater, pois ela exige uma alteração das mentalidades e dos comportamentos. 2. um segundo tipo de desperdício ocorre porque o Homem não utiliza recursos que estão à sua disposição em quantidades ilimitadas; o não aproveitamento da energia natural das ondas, do vento, e do sol significa que essa energia é simplesmente dissipada. Hoje em dia, o Estado privilegia (através de benefícios fiscais) os utilizadores destas energias, que não poluem e nos permitem preservar outras fontes de energia não renováveis. 3. Finalmente, há desperdício técnico em processos de produção e consumo, pois uma parte dos materiais e energia que eles consomem não é efectivamente aproveitada, transformando-se em perdas. Como veremos em baixo, as emissões e os resíduos são, de facto, indicadores de desperdício. Admitindo que hoje já há uma certa preocupação em evitar o desperdício, pelo menos no que diz respeito à utilização de energia natural, vamos centrar a nossa atenção sobre o que podemos fazer contra o desperdício técnico. Neste sentido já utilizámos várias vezes o termo “eficiência” e é agora altura de nos debruçarmos sobre ele. Sabemos que, para uma empresa, promover a eficiência dos seus processos é um objectivo essencial, porque eficiência significa produzir com menos custos e, assim, aumentar o lucro. Mas como se mede a eficiência? A eficiência é um indicador técnico-económico que reflecte o grau de desempenho de uma actividade ou de um processo; pode ser medida em termos monetários ou em termos quantitativos: • Em termos monetários ou económicos, a eficiência é o coeficiente entre despe-

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sas (Custos = C) e receitas (Vendas = V), ou seja: E=C/V Em termos técnicos, a eficiência de um processo/actividade (E) é o coeficiente entre a quantidade produzida (Produção = P) e a quantidade de recursos (Recursos = R) utilizada na produção, ou seja: E=P/R

A eficiência de um processo, só por si, não nos diz muito. Só quando comparamos dois processos, ou o mesmo processo antes e depois de uma alteração técnica, é que este indicador é útil, pois mostra qual das duas situações é a melhor. No cálculo da eficiência técnica, emissões e resíduos não fazem parte da Produção (P), pois uma parte dos recursos foi desperdiçada sob a forma de emissões e resíduos. Isto leva-nos a concluir que quanto menor é o desperdício material e energético de um processo ou actividade tanto maior será a sua eficiência técnica. A eficiência económica e técnica estão intimamente ligadas: quando há perdas técnicas no processo (desperdício de recursos) essas perdas não são só emissões e resíduos; de facto, todos os recursos desperdiçados foram comprados, ou seja, são um custo económico para a empresa. Promover a eficiência técnica tem, por isso, duas grandes vantagens: 1. traz ganhos ambientais, que se traduzem em menos poluição e resíduos. Toda a sociedade beneficia de medidas tendentes a melhorar a eficiência técnica de uma empresa; 2. mas essas medidas também se traduzem numa redução de custos para a empresa (em matérias primas, água, electricidade, transporte, tratamento de resíduos, etc.).

No futuro o objectivo será atingir o mínimo possível de resíduos, ou seja, caminhar para o “resíduo zero”!

Figura 7.12: Vantagens de uma melhor eficiência. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A legislação ambiental pode ser um importante auxílio neste caminho a percorrer, funcionando como força motivadora de utilização de melhores tecnologias, através dos princípios poluidor-pagador e da prevenção, pois, como vimos no submódulo precedente, obriga os produtores de resíduos e emissões a tomarem medidas para os minimizarem. No entanto, as empresas podem ir mais longe, melhorando permanentemente os seus

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empreendimentos através de uma gestão baseada em boas práticas, como veremos nas fichas seguintes.

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7.2.1. A APoSTA NA ECo-EFICIêNCIA E oS lIMITES dA SuA APlICAÇÃo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Explicar o contributo da eco-eficiência dos processos industriais para a preservação do património natural; • Reconhecer que, a nível dos produtos, a “ratoeira da eco-eficiência” pode ter efeitos contra-produtivos. PAlAVRA-CHAVE • Boas práticas • Eco-eficiência • Ratoeira da eco-eficiência • Emissões e resíduos zero GloSSÁRIo Resíduos

Na ficha precedente mostrámos que a economia e o ambiente nem sempre estão em contradição entre si. A eficiência técnica traz benefícios para ambos os lados. Infelizmente muitas empresas interessadas em melhorar a sua eficiência só pensam em termos económicos e não notam que uma parte da sua eficiência depende da forma como os materiais e a energia são utilizados nos seus processos. Que conselho podemos dar a estas empresas? A indústria deveria procurar implementar formas de gestão integradas, baseadas em boas práticas, para chegar a um nível de “emissões e resíduos zero”. Com isso alcançaria maior eficiência técnica, menos custos e, portanto, mais competitividade. Por outro lado, estaria a contribuir activamente para a protecção do património natural. Na procura de uma melhor e mais avançada tecnologia, seria bom procurar imitar a natureza que funciona, como exposto no submódulo 3, em grandes ciclos naturais, onde todos os “desperdícios” de um processo são aproveitados noutros processos. Os resíduos deveriam, portanto, ser vistos como materiais que podem ter outro uso: é necessário fazer inovações para descobrir novas aplicações para os resíduos. Mas nem sempre se consegue implementar as soluções ideais a curto prazo. Até se ter conseguido alcançar um nível de emissões e resíduos próximo de zero em todos os processos industriais, vão certamente decorrer ainda muitas décadas. Mas podemos, desde já, ir trabalhando nessa direcção.

Emissões e resíduos zero: Não produzir emissões e resíduos representa a solução ideal para a empresa e para o ambiente!

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Figura 7.13: A indústria da construção produz muitos resíduos. Há que fazer um esforço por reduzirmos os nossos resíduos Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, e na sequência do que foi dito anteriormente, podemos agora afirmar que um dos caminhos mais promissores para o futuro do planeta é uma a aposta de toda a indústria na chamada eco-eficiência. Este conceito, muito próximo do conceito de eficiência técnica, afirma que as empresas devem tentar conseguir o mesmo resultado económico (produção e receitas) com muito menos desgaste do património natural. A aposta na eficiência é, actualmente, uma perspectiva muito positiva que favorece a implementação de boas práticas ambientais nas empresas: têm sido feitas muitas inovações tanto a nível dos processos de produção, como nos próprios produtos. A nível dos produtos, no entanto, vale a pena reflectir num fenómeno muito comum que tem tido efeitos negativos. Estamos a falar da “ratoeira da eco-eficiência”. De que se trata? Temos hoje, de facto, produtos mais eficientes, como os automóveis, que consomem hoje muito menos combustível por quilómetro do que há uns anos atrás; o mesmo se pode dizer dos equipamentos electrónicos, que são cada vez mais pequenos, através de uma redução significativa de material por aparelho.

Figura 7.14: Um dos primeiros computadores, concebido e construído entre 1943 e 1946 pelo físico John Mauchly e pelo engenheiro J. Presper Eckert Fonte: ENIAC, museu on-line, www.seas.upenn.edu/~museum

No entanto, se considerarmos a produção total, os resultados são desanimadores. Os progressos que se têm alcançado através da eco-eficiência para cada automóvel ou cada aparelho têm sido mais do que compensados pelo aumento das quantidades produzidas. De facto, há cada vez mais automóveis em circulação e são produzidos cada vez mais aparelhos electrónicos. No total, embora cada aparelho seja mais eco-eficiente, a quantidade de energia e material consumida por estes produtos continua a aumentar.

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A ratoeira da eco-eficiência Um amigo meu comprou um automóvel novo. O mesmo modelo consumia, há 10 anos, 10 litros por 100 km. O novo modelo só precisa de 5 litros para fazer os mesmos 100 km. O meu amigo estava radiante, porque iria poupar imenso dinheiro. Mas no fim do ano descobriu que tinha acabado por gastar mais gasolina, do que nos anos anteriores! É que, em vez de ter feito os 10.000 km que fazia antes, este ano, deliciado com o baixo consumo do carro, fez muito mais viagens e acabou por fazer 30.000 km. O exemplo da ratoeira da eco-eficiência ilustra um problema típico da sociedade de consumo de massa. Mostra também que há uma tendência muito forte para o desperdício. Este tipo de comportamento dificulta a política do ambiente. Quando se tenta tornar um produto ecológico mais barato, por vezes a procura desse produto aumenta tanto que as vantagens ligadas a cada produto, no total, acabam por ser anuladas pelo consumo de enormes quantidades do mesmo. Constatamos, portanto, que inovações técnicas que promovem a eco-eficiência de produtos, sozinhas, não vão ter os efeitos desejados. É certo que precisamos de inovação técnica, para preservar o património natural. No entanto, é preciso ter cuidado: a eco-eficiência pode ser uma ratoeira! Para além de inovações tecnológicas, precisamos de mudar as formas de pensar e de consumir dos cidadãos. Os consumidores desprevenidos devem ser informados do que acontece quando “caem” na “ratoeira da eco-eficiência”!

Os telemóveis de hoje, são mais pequenos que os de antigamente, logo há menor gasto de recursos para os produzir. No entanto, para terem o modelo mais pequeno e moderno as pessoas trocam de telemóvel, sem o antigo estar avariado… É um desperdício!

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7.2.2. BoAS PRÁTICAS NA CoNSTRuÇÃo CIVIl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os conhecimentos adquiridos nos submódulos anteriores e estabelecer interacções entre a gestão ambiental e a sua futura vida profissional. PAlAVRA-CHAVE • Desmantelamento • Ciclo de vida • Boas práticas • Construção sustentável GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Energias renováveis

Para uma gestão ambiental integrada de um edifício temos que começar, logo na fase de concepção e projecto, a pensar nas interacções que se irão estabelecer – desde a fase de construção até ao seu desmantelamento / demolição – entre o edifício e o ambiente. Por isso se diz que a gestão integrada na construção civil toma em consideração todo o ciclo de vida de um edifício. Como vimos anteriormente, uma abordagem de ciclo de vida baseia-se num balanço de custos ambientais e económicos que considera todos os recursos ecológicos, sociais, humanos e energéticos necessários para realizar uma actividade ou um empreendimento. No caso da construção civil, o balanço de custos e benefícios ambientais considera também a questão relativa ao que deverá acontecer com os materiais integrados no edifício quando ele chegar ao fim da sua vida útil. Vejamos alguns exemplos que nos demonstram como é importante utilizar uma abordagem integrada: • Pensemos, por exemplo, no material “amianto” que foi utilizado durante muitas décadas, em especial a partir de 1970 na fabricação de fibrocimento, pois era um material isolante, que assegurava uma excelente protecção contra incêndios. Hoje sabemos que o amianto é um material extremamente perigoso para a saúde humana: as partículas de amianto entram nos pulmões através da respiração e podem provocar tumores graves nesses órgãos. Desde Janeiro de 2006, a sua utilização foi proibida em Portugal, mas nos edifícios antigos há ainda muito fibrocimento incorporado. Hoje em dia os operários que têm que fazer obras nesses edifícios ou participar na sua demolição devem seguir à linha as regras de segurança que são previstas na legislação.

Desde os princípios da década de 1990, as empresas são obrigadas a cumprir algumas exigências legais em matéria de protecção da saúde dos trabalhadores (Decreto-lei 284/89).

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Figura 7.15: O amianto é prejudicial à saúde humana. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

O segundo exemplo refere-se aos clorofluorocarbonetos (CFC) nos aparelhos de ar condicionado. Enquanto os CFC estão dentro do aparelho, são inofensivos para o ambiente. O problema põe-se, como sabemos (submódulo 4) quando os CFC são libertados para a atmosfera. Portanto, sempre que se desmonta um aparelho de ar condicionado, é necessário manuseá-lo com muita precaução, para que não haja fugas de gás. Os aparelhos devem ir intactos para uma instalação com equipamento adequado para recolher o gás, ou esta operação tem que ser feita no local onde o aparelho se encontra, com equipamento móvel apropriado.

Durante a obra, os bons profissionais da construção podem contribuir para que o edifício que estão a construir tenha impactos ambientais mínimos, utilizando as melhores práticas no isolamento, nos telhados, nas canalizações, etc.. Um outro contributo importante dos profissionais da construção civil durante a obra são as medidas tendentes a reduzir ao máximo os materiais utilizados. E isto pode fazer-se reutilizando o que pode ser ainda útil na obra, depositando os materiais residuais separados, para permitir a sua reutilização ou reciclagem, evitando derrames de óleos e tintas que podem poluir o solo e as águas, não gastando mais água do que o estritamente necessário, etc..

Figura 7.16: É necessário começar a separar os materiais residuais… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Mas também nas outras fases da vida de um edifício se podem minimizar os seus impactos no ambiente através de boas práticas, das quais enumeramos em seguida algumas: • Quando se faz a escolha dos materiais, um dos critérios a ter em conta é, entre outras, a sua durabilidade e o seu grau de toxicidade; • Na fase de projecto e durante a obra deve pensar-se em minimizar os movimentos de terras; • Podem reduzir-se os custos e as emissões de transporte utilizando materiais locais, em

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Lda A vida útil média de um edifício é de 50 anos. propagação e emissão de resíduos e extracção de materiais naturais? • Os edifícios sustentáveis reduzem 40 % a 50 % das emissões de dióxido de carbono (CO2)? • As pessoas despendem 80 % do seu tempo dentro de edifícios trabalhando. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Água e Resíduos Diminuição Figura 7. construídos de preferência com recursos renováveis. A Construção Sustentável faz uso de eco-materiais. Reduzir Interacções com o Ambiente Projectar com Durabilidade Construir com Qualidade Sistemas Gestão Manutenção Materiais Energia. para elementos de vedação e de abrigo do vento. sendo destes 45 % da energia. Implantar fontes de energias renováveis (como por exemplo painéis solares) é uma forma de evitar emissões que agravem o efeito de estufa (submódulos 3 e 4).FT18 . Edifício Sustentável Projecto Construção Vida Útil Desconstrução 2 meses Objectivos da Construção Sustentável 2 anos 50 anos 1. Fonte: CEIFA ambiente. vivendo…? Hoje chamamos “Construção Sustentável” ao conjunto de regras baseadas em boas práticas que procuram reduzir os impactos ambientais da construção ao longo de todo o ciclo de vida de um edifício. Porém. a redução da poluição. 11 SGA Baseados em “Boas Praticas“ • • especial nos espaços exteriores. 40 % água. a melhoria da qualidade do ar interior e o conforto de seus moradores. Pode reduzir-se a impermeabilização do solo no exterior para permitir a infiltração de águas nos solos. Procura soluções tecnológicas para promover o uso adequado e a economia de recursos finitos (água e energia). poderemos aumentar o ciclo de vida do edifício para 100 ou mais anos.17: Fases de vida de um edifício e objectivos da construção sustentável. convivendo. 60 % do solo e 70 % da madeira mundiais? • Os edifícios com critérios sustentáveis reduzem 40 % do consumo de água. não tóxicos e com um alto potencial de reutilização ou reciclagem. construir com maior qualidade e adoptar sistemas de gestão da manutenção. Sabia que… • A construção absorve 50 % dos recursos materiais. Aumentar o Ciclo de Vida das Construções Aumentar o Ciclo de Vida de 50 anos para 100 2. se tivermos em conta aspectos como projectar com maior durabilidade.

quercus.br • www. 12 Saber mais: • www.lidera.com.info • www.SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 .idhea.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Em muitos edifícios só se pode alcançar um mínimo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma vez que requer a colaboração de engenheiros. A arquitectura é. Verão Inverno Inverno Verão Verão Inverno Os grandes aglomerados de casas. a grande maioria dos edifícios ignora pura e simplesmente a energia natural que o ambiente põe gratuitamente à sua disposição (o que é. está mal orientado em relação à sua envolvente ambiental: por exemplo. além dos arquitectos. 13 SGA Baseados em “Boas Praticas“ 7. inter-disciplinar. e a necessidade de preservar o equilíbrio natural dos ecossistemas levou ao desenvolvimento da eco-arquitectura. muitas vezes. Lda De facto. sociólogos. e desta forma entra na casa através das janelas. uma forma de desperdício que deveria ser combatida). A ECo-ARQuITECTuRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Planeamento baseado em boas práticas ambientais • Envolvente ambiental • Aproveitamento de energia natural • Construção sustentável GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. Energias renováveis.3. enquanto as casas de banho ou as escadas estão voltadas para o sul. nunca têm sol. como uma área da arquitectura preocupada com o desempenho ambiental dos edifícios. Energias não renováveis A diminuição dos recursos naturais. visto que os edifícios causam ensombramento uns aos outros.2.18: Exemplo de um edifício bem orientado a Sul (a). a a b b Figura 7. constituem um problema para um bom aproveitamento da energia do sol. proporcionando algum aquecimento (b). o formando deverá estar apto a: • Identificar as vantagens ambientais e económicas da eco-arquitectura.FT18 . Na eco-arquitectura. por definição. a integração de saberes e tecnologias diferentes é ainda mais importante do que na arquitectura convencional. como vimos. No Inverno o sol está mais baixo. Um dos aspectos que nos salta à vista quando observamos um edifício é que ele. Ecossistema. todas muito juntas. Fonte: CEIFA ambiente. economistas e outros especialistas. No Verão o sol encontra-se a uma maior altitude. os quartos estão voltados para o norte. nomeadamente os combustíveis fósseis. não atravessando as janelas.

ventilação natural. vegetação. A eco-arquitectura faz esforços no sentido de minimizar o consumo de energia e todas as fases de vida do edifício. • O uso das energias renováveis deve ser promovido e. como para o arrefecimento no Verão. • O uso dos materiais locais evita gastos de transportes. ou seja. o afastamento entre edifícios.19: Recurso natural (sol.) que podem ser aproveitados para melhorar o ambiente nas habitações. e acumuladores de calor no Inverno. a vegetação envolvente e os materiais são fundamentais para a qualidade dos edifícios e o bem-estar de quem os virá a utilizar. só através de formas que evitem o desperdício e consumo excessivo por parte dos moradores. que ajuda a arrefecer a casa de forma passiva (sem gasto de energia) Fonte: CEIFA ambiente. • Escolher os materiais tendo em conta o seu ciclo de vida. AR VENTO SOL VEGETAÇÃO SOLO USO HABITACIONAL ÁGUA Figura 7. vento. Figura 7. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . a orientação. Decisões sobre a localização. Fonte: CEIFA ambiente. quando se torna necessário recorrer às não renováveis. 14 de conforto térmico à custa de enormes custos de energia – tanto para o aquecimento no Inverno. Lda LENÇOIS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA Há um conjunto de boas práticas que a eco-arquitectura tem vindo a desenvolver e que deveriam servir de orientação a todos os profissionais do Sector da Construção: • Poupanças energéticas substanciais podem ser conseguidas através de sistemas passivos de energia. água. aproveitando energias naturais que o meio envolvente oferece.20: Representação esquemática de um sistema de ventilação transversal (natural). etc. A eco-arquitectura procura combater os erros do passado e promover a harmonia entre o edifício e a natureza. Tudo isto são sintomas de grande desperdício e de más práticas na arquitectura. incluindo a que é gasta na extracção e transporte de materiais e na reciclagem dos materiais no fim de vida do edifício. ensombramento no Verão.SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 . a sua forma.

Actualmente. • Maximizar a economia de recursos e energia. de que falámos na ficha precedente. Embora ainda pouco conhecida em Portugal. Decreto-Lei nº 80/2006) vai obrigar os proprietários a alterar a sua atitude e pode contribuir para melhorar o conforto térmico de muitas habitações. Saber mais: • A Green Vitruvius – Princípios e Práticas de Projecto para uma Arquitectura Sustentável.FT18 . são uma fonte de problemas ambientais. mas não serve para uso alimentar. um ramo da arquitectura ligado à construção sustentável. Só a longo prazo é que os donos de obra vêm o retorno desses investimentos. visual. Figura 7.) são ainda relativamente caros. portanto. • www. Edição da Ordem dos Arquitectos. reabilitação do edifício e dos equipamentos associados durante todo o ciclo de vida. manutenção. rega ou usos sanitários). auditivo e melhorar a qualidade do ar no interior da habitação.net CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . os equipamentos que a eco-arquitectura utiliza (como janelas com bom isolamento térmico.21: Exemplo de tanques para retenção das águas das chuvas. por isso muitos preferem ainda soluções tradicionais que. • Maximizar o conforto térmico. 2001. Programa Thermie. 15 SGA Baseados em “Boas Praticas“ A eco-arquitectura é. etc. Publicação da Comissão Europeia. Lda No entanto. • Prolongar o tempo de vida dos edifícios e dos equipamentos utilizados. a recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios (Decreto-Lei nº 78/2006. Fonte: CEIFA ambiente. quer de utilização de recursos. tanques para retenção de águas da chuva para utilização doméstica. painéis solares. quer em termos de impactos locais da construção.ceifa-ambiente. Esta água pode depois ter vários usos (por exemplo. é um ramo que tem boas perspectivas de desenvolvimento no futuro. Decreto-Lei nº 79/2006. ou reduzir o consumo de energia. • Minimizar o impacto da construção sobre o ambiente. Resumindo: Benefícios económicos e ambientais da ECO-ARQUITECTURA: • Maximizar o aproveitamento dos factores ambientais. para além de não trazerem grande conforto natural aos moradores. • Minimizar os impactos da conservação.

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ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Neste submódulo foram estudados vários sistemas de gestão ambiental (SGA) baseados em boas práticas. a maioria das empresas ainda não usa este tipo de SGA. 6. 3. 4.3. 5. Que outro tipo de SGA conhece? A legislação ambiental assegura que as empresas tenham bons SGA? Que soluções de fim de linha visam reduzir a poluição atmosférica? Porque é que os problemas relacionados com a gestão de resíduos não se pode basear exclusivamente na incineração dos mesmos? Defina o significado da expressão “eficiência técnica”. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Sistemas de Gestão Ambiental. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) . No entanto. reveja o submódulo 7. tanto do ponto de vista económico como ambiental. O que é a ratoeira da eco-eficiência? Como pode evitar cair numa ratoeira destas? Dê exemplos de boas práticas no Sector da Construção relacionadas com a redução de consumo energético. 2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Explique porque é que a ecoeficiência (eficiência técnica especialmente orientada para a redução dos efeitos ambientais) é a solução mais promissora para a indústria.AV7 Actividades/Avaliação 7. 7.Se não conseguir resolver esta actividade.

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8. Sistemas de Certificação Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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2.SM8 Sistemas de Certificação Ambiental 1. Finalmente é apresentado um sistema de certificação nacional que está actualmente em fase de desenvolvimento (LiderA). RESuMo Neste submódulo são apresentados os motivos que levaram ao aparecimento de diversos sistemas de certificação. o sistema europeu de certificação EMAS. TEMAS • Sistemas de Certificação ISO (Ambiente) • Sistema Integrado de Gestão • EMAS • Lidera • Melhoria contínua dos sistemas de gestão 4. em seguida. • Transpor os conhecimentos dos submódulos 5 e 7 para a temática da certificação ambiental. 3. com especial relevo para o papel que a ISO representa e as vantagens de uma certificação integrada. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.apcer. e.lidera. • Compreender os princípios básicos de um sistema de certificação para a construção sustentável. GloSSÁRIo • Política Ambiental 5. Em seguida é apresentada a norma ISO que têm especial relevo para a gestão ambiental (ISO 14001). SABER MAIS • www.pt • www. em especial na área da gestão ambiental.info CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . cada formando deverá estar apto a: • Conhecer as vantagens de sistemas de certificação de gestão empresarial. • Saber quais os sistemas mais importantes de certificação ambiental.

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ela própria. o organismo mais importante é a Organização Internacional de Padronização – International Organization for Standardization (ISO). Foi para responder a esta necessidade que começaram a aparecer instituições certificadoras que emitem certificados de qualidade às empresas que cumprem critérios de qualidade pré-definidos. para que uma organização possa ser reconhecida como entidade certificadora. que visam benefícios ambientais e sociais para além do mínimo que a legislação exige. A sua principal função é harmonizar os padrões utilizados nos diversos países. Sistemas de certificação.FT19 . As suas normas são aceites como standards de qualidade em todo o mundo. uma autorização oficial que só lhe é conferida se ela provar que respeita todos os requisitos do catálogo de critérios que a ISO desenvolveu para o sector em causa. 1 Sistemas de Certificação ISO 8. Existem hoje imensos sistemas de certificação. regras de con- A palavra “iso” em grego significa igualdade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . constituída por várias instituições de todos os países. • Explicar as vantagens de certificações tipo ”Sistema integrado de Gestão”. o formando deverá estar apto a: • Justificar a necessidade de normas internacionais. Figura 8. PAlAVRA-CHAVE Instituições certificadoras. Por isso. A ISO foi criada no ano de 1947 em Genebra. A globalização exige que haja padrões de medidas e tamanhos. tem que ter. É uma entidade não governamental. excepto na electricidade e electrónica. Fonte: Internet Na área da certificação. SISTEMAS dE CERTIFICAÇÃo ISo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Suíça. códigos. Os mais conhecidos são provavelmente os que certificam a qualidade de produtos e a gestão ambiental. Normas de procedimento Empresas com uma postura pró-activa têm todo o interesse em tornar visíveis os seus esforços de boa gestão.1: Agrobio é um dos logótipos de certificação da agricultura biológica. ISO.1. • Reconhecer o papel da ISO. A ISO aprova normas internacionais em todos os campos técnicos.

pois eles facilitam a comunicação e o comércio. a ISO 31. Pelas mesmas razões.org Quem se certifica com base numa norma ISO. nem todas as empresas com um bom desempenho têm um certificado. que estabelece as normas relativas aos “tamanhos e unidades”. • um Sistema de Higiene e Segurança no Trabalho (OHSAS 18001 que corresponde à NP 4397) que será tratada noutro módulo especialmente destinado às questões de higiene e segurança (Guia de Aprendizagem da Análise de Riscos na Construção Civil). Fonte: www. que estudaremos a seguir. Por isso. pois as bases dos três sistemas são coincidentes. a certificação pelo Sistema Integrado de Gestão – que inclui todos os aspectos relevantes para uma boa gestão empresarial – tem grandes vantagens e facilita. além disso. mais ou menos iguais em todo o mundo. as certificações de acordo com normas internacionais são processos morosos e caros. entre outros. Todos nós aplicamos na nossa vida diária. Este sistema consiste em fazer a implementação de: • um Sistema de Gestão de Qualidade (ISO 9001). levando assim a um maior benefício custo/tempo para a empresa.por exemplo. independentemente da sua língua.iso. como vimos no submódulo 5. Por exemplo. evitando as certificações separadas. BR / BRA / 076 para Brasil) • normas de procedimento . os códigos de países (PT / PRT / 620 para Portugal. Os exemplos que vão ser apresentados referem-se à certificação da qualidade da gestão a nível das empresas ou outras instituições.2: Imagem da sigla adoptada pela ISO para todos os países. A gestão ambiental integrada tem grandes vantagens. 2 dução. o cartão de crédito • classificações .por exemplo. As informações podem conjugar-se na mesma documentação. procedimentos.por exemplo. o processo. sabe que este certificado lhe confere uma referência mundialmente reconhecida. e são uma garantia de segurança e qualidade. • um Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001).Sistemas de Certificação ISO FT19 . instruções de trabalho. etc. todos têm de possuir um manual. gestão da qualidade de acordo com ISO 9000 Vamos concentrar-nos neste submódulo sobre normas de procedimento relevantes para o ambiente. As normas ISO podem ser classificadas em três grupos: • normas técnicas . Figura 8. Nos últimos anos. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . mesmo sem o saber. No entanto. cada vez mais empresas têm optado por implementar um Sistema Integrado de Gestão.

FT19 . 3 Sistemas de Certificação ISO Saber mais: • www.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .iso.apcer.pt • www.

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EN = Norma Europeia. processo. Todas as empresas têm rotinas para gerir os resíduos. actividade. etc. energia. que todos devem cumprir. 5 Sistemas de Certificação ISO 8.1. ele tem que ser permanentemente repensado e reinventado por todos. mas sim o resultado de milhares de pequenos actos de todos os que entram e saem numa organização. independentemente da certificação. instituições). É aplicável a organizações de todo o tipo e dimensão. Apesar de este sistema estar mais dirigido para empresas prestadoras de serviços. águas. é possível distinguir três grandes classes de sistemas de gestão: 1. estabelece os requisitos específicos que um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve cumprir.. o SGA de acordo com a ISO 14001 é um instrumento de participação voluntário. ISo = International Organization for Standardization CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . etc. o formando deverá estar apto a: • Integrar os conhecimentos adquiridos e estabelecer interligações com os temas tratados nas fichas anteriores e nos submódulos 5 e 7. A NP EN ISO 14001:2004 – Environmental Management Systems – que foi aprovada em 1996 e revista em 2004. Como o SGA não é um produto que se possa comprar ali ao virar da esquina.1. Já vimos no submódulo 7 que. Mas muitas NP = Norma Portuguesa. Recordando o que ali ficou dito. PAlAVRA-CHAVE • ISO 14001 • Sistema Gestão de Ambiente (SGA) • Classes de sistemas de gestão ambiental • Melhoria continua GloSSÁRIo Política Ambiental A família ISO 14000 é uma série de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization (ISO) – e estabelece as linhas orientadoras (requisitos) da gestão ambiental dentro das organizações (empresas. Sobretudo nas empresas grandes existe a necessidade de se criar um SGA bem definido com as regras para cada sector. todas em empresas têm sistemas mais ou menos desenvolvidos para gerir a sua interface com o ambiente.FT19 . as empresas que exercem actividades no ramo industrial também o podem utilizar. Tal como os outros sistemas de gestão. ISo 14001 oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O seu objectivo é certificar instituições e empresas que fazem esforços no sentido de melhorar os seus SGA.

Após uma avaliação positiva do SGA. para além de estarem de acordo com a legislação. Estes SGA representam o nível mínimo que um SGA deve ter. programa…) MELHORIA CONTÍNUA Verificação (monitorização. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Mas algumas empresas vão mais longe e instalam SGA baseados em boas práticas que. Fonte: CEIFA ambiente. vezes estes processos são desconexos e não merecem. Segundo a própria norma: “O intuito global desta norma é apoiar a protecção ambiental e a prevenção da poluição. 3. Normalmente. de modo a porem em evidência a sua preocupação com o ambiente. a organização revê e avalia periodicamente o seu SGA. de modo a identificar oportunidades de melhoria e a minimizar os seus impactos no ambiente.3: Esquema representativo do funcionamento de um Sistemas de Gestão Ambiental. opta pela ISO 14001. tentam melhorar a eco-eficiência dos seus produtos e processos. objectivos.Sistemas de Certificação ISO FT19 . através de uma entidade certificadora acreditada. São as empresas deste terceiro grupo que têm interesse em certificar os seus SGA através de entidades competentes. ou seja. Política Ambiental Revisão pela Gestão Planeamento do SGA (requisitos legais. sendo depois renovável. auditorias…) Implementação e operação do SGA Figura 8. de facto. Uma empresa que tenha implementado um SGA de acordo com a ISO 14001 poderá candidatar-se à certificação ambiental. em Portugal. mantendo o equilíbrio com as necessidades socio-económicas”. Todos os anos. Lda A ISO 14001 é implementada através de um processo cíclico. proteger a natureza e manter uma postura pró-activa (adopção de uma Política Ambiental). Seria importante que todas as empresas em Portugal implementassem um SGA deste tipo. que visam assegurar a conformidade legal dos procedimentos da empresa em relação aos diferentes aspectos ambientais. uma empresa que decide obter uma certificação ambiental. O nível seguinte é dos SGA realmente implementados. o certificado emitido é válido por um período de três anos. a designação de “sistema” de gestão ambiental. há uma auditoria de acompanhamento para verificar se há algum problema na aplicação do SGA e se há oportunidades de o melhorar. 6 2.

7 Sistemas de Certificação ISO ou seja.pt • www. europeu e internacional.iso. Vantagens Económicas: • Redução de custos (através da redução de consumo de água. energia. Vantagens Competitivas: • Melhoria da imagem (projecção de uma imagem “Ecológica”). • Redução das taxas a pagar pela descarga de efluentes. Vantagens Ambientais: • Melhoria contínua do desempenho ambiental. • Ser utilizada como via de acesso ao EMAS (ver ficha seguinte). • Dispor de vantagens competitivas no mercado nacional. o sistema baseia-se na procura de melhori