Análise de Riscos na Construção Civil

Guia de Orientações para o Formador
Módulo 1

Europeia CENFIC

União

República Portuguesa

POEFDS Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social

Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul

Análise de Riscos na Construção Civil

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Ficha Técnica

Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto

Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Orientações para o Formador 580 - Arquitectura e Construção 862 - Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Cristina Leitão Silva José Paulo Palhas Lourenço Teleformar, Lda. CINEL - Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal, Prior Velho, Março de 2008 500 exemplares, em suporte informático

Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN

Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.pt • www.cenfic.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co-financiado pelo Estado Português - Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

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Ícones

Actividades/Avaliação

Documentação de Referência/Bibliografia

Destaque

Glossário

Índice

Legislação

Objectivos

Plataforma de Formação a Distância/Internet

Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom

Resumo

Videograma

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Índice

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Índice

• • •

Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo
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Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos, duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar

M1 . 9 M1 . 13 M1 . 17 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 21 M1 . 22 M1 . 22 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 24 M1 . 25

orientações para o Formador
• • • • • • • • •

Programação do módulo Relação formador-formando Metodologia Actividades Temporização-sequencialização Avaliação Critérios de avaliação Recuperação-remediação Materiais pedagógicos Bibliografia recomendada Legislação Endereços electrónicos Plano de sessão Documentação de referência

documentação de Referência
• • •

1. Estaleiro de obra
• •

M1 . 26 M1 . 27 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 30 M1 . 31 M1 . 32 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 35 M1 . 37 M1 . 37 M1 . 39 SM 1

2.

Caminhos de Circulação
• •

SM 2

Plano de sessão Documentação de referência SM 3 Plano de sessão Documentação de referência SM 4 Plano de sessão Documentação de referência

3.

Instalações Administrativas
• •

4.

Instalações Sociais
• •

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Índice

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SM 5

5. Estaleiro de Apoio à Produção
• •

Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência

SM 6

6. Equipamentos de Protecção Colectiva
• •

SM 7

7. Equipamentos de Protecção Individual
• •

SM 8

8. Funções em Estaleiro de obra
• •

SM 9

9. Movimentação de Terras e Escavações
• •

SM 10

10. Fundações
• •

SM 11

11. Estruturas
• •

SM 12

12. Alvenarias
• •

SM 13

13. Coberturas
• •

SM 14

14. Revestimentos
• •

Legenda:

M SM

Módulo - textos de enquadramento/caracterização Submódulo

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Apresentação do Projecto

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Apresentação do Projecto

O presente Guia de Orientações para o Formador insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos, em suporte papel e digital, no âmbito da Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil, a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. CD-ROM Multimédia 4. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Sustentabilidade 5. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. Videograma 9. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando)

• •

O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4.2.2.2 – Recursos Didácticos, do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Estes recursos, embora podendo ser explorados autonomamente, constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada, entre si e com outros materiais neles referenciados, em múltiplos contextos, tais como sessões presenciais, a distância ou tutoradas na empresa, com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. Concluída a fase de concepção, cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais, aos contextos de aplicação, bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm, porém, a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente, num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Como em qualquer trabalho desta natureza, extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Pelos erros de conteúdo, grafia ou outros, que, apesar

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Apresentação do Projecto

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disso, porventura tenham passado, apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho, agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto.

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Ficha Ambiental

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Ficha Ambiental

ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS
Informações, Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia, água, materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e, apenas quando necessário, em suporte de papel. Cada um de nós, instituição formadora, formador, formando, vai utilizar para além deste guia, computadores, equipamentos periféricos (impressora, scanner, projector de vídeo, etc.) e muitos outros materiais (papel, tinteiros, discos graváveis, entre outros), durante e depois da acção de formação. Ao fazê-lo, podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design, formatação, paginação e paleta de cores seleccionados de forma a, sem perda de qualidade gráfica, consumir o mínimo de papel e tinta; • Impresso em ambas as faces do papel que, se possível, deve ser reciclado a 100%; • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”; • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento, pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. Caso seja, pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta); • Imprima, sempre que possível, frente e verso. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. No caso de um rascunho, imprima em papel já utilizado; • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Consumíveis: antes de deitar fora, pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto, utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado; • Em alternativa, adira, por exemplo, à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e, ao mesmo tempo,

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Ficha Ambiental

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contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. Tel.: 21 415 51 31; Existem campanhas similares de outras organizações. Esteja atento(a).

Equipamentos: antes de comprar, verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!); • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? - por exemplo: programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3), consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR - www.energystar.gov), a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis; • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? - por exemplo, os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos, sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores, lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades, informe-se junto da AMBICARE (www.ambicare.com), entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que, no ambiente de trabalho, são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores, permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e, portanto, a avaliação da extensão dos riscos conexos, tendo em conta as precauções existentes. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa, nem tão pouco, uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos, à mão-de-obra, aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional, como intervenientes em obra. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE, com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. Infelizmente, também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST), um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano, para não falar no sofrimento humano. Embora, ao longo dos anos, se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras, trabalhadores e donos de obra, continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente, em Portugal, são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. As quedas em altura, nomeadamente de andaimes, juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra, figuram entre os maiores

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problemas. Cerca de 1.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano, - o dobro da média de outros Sectores. As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro, isto é, na fase de concepção do projecto e da preparação de obra.

A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. • 600.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais, tais como mesotelioma e amiantose. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção, vítimas de doenças relacionadas com o amianto. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina, tais como a areia, podem provocar dificuldades respiratórias, nomeadamente silicose. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas, tais como óleos, resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV, aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. Durante a construção do Canal da Mancha, foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos, tais como os éteres e esteres de glicol). Esses sintomas podem incluir perda de memória, fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central.

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outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo, por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas, pode provocar disfunções do sistema nervoso central, provocar náuseas, cefaleias, cansaço e outros sintomas. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais, tais como berbequins e martelos pneumáticos. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos, evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal, pelo número de trabalhadores, empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade, o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis), veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança, além da formação sempre necessária a trabalhadores, chefias e direcções das empresas do Sector. O presente recurso irá benefeciar as empresas, através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático, possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde, obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas, em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares, são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos.

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CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-Alvo Os destinatários deste Módulo são, preferencialmente, os formandos de cursos de nível 3, desempregados ou trabalhadores com mais do 9.º Ano de Escolaridade, do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia, no entanto, ser explorado em sessões de formação de nível 2, desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica, este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências, em contexto de formação ou trabalho, por parte de engenheiros, arquitectos, projectistas, outros técnicos do Sector, bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. ÁREAS PRoFISSIoNAIS vISAdAS Este Guia pode ser utilizado, em diferentes momentos, na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1:
Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862
1

Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho

Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação.

Considerando as competências visadas, e sem prejuízo das profissões tradicionais, este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção, coordenação, gestão da segurança, fiscalização, controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas, tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra; • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho; • Técnico de Desenho de Construção Civil; • Técnico de Medições e Orçamentos; • Técnico de Topografia;

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

Encarregados e outros técnicos do Sector.

PRé-REQuISIToS, duRAÇÃo E NívEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo, embora se recomende que os aprendentes respeitem, pelo menos, duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil; • Possuir o 9.º ano de escolaridade; • Estar a frequentar um curso de nível 3, dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. Este recurso pode inserir-se, com durações variáveis, em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua, desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam, entre outros, os domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente. Sugere-se, não obstante, 25 a 50 horas de trabalho - não necessariamente presenciais para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem, incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. Este Módulo não confere, se ministrado autonomamente, qualquer nível de qualificação, não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3, após integração no Catálogo Nacional de Qualificações.

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IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico, num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente, traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional, integrados em contexto de estaleiro de obra. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra, caminhos de circulação, instalações administrativas, …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra, seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação, exploração e desmobilização destas instalações. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes, baseado nas actividades mais significativas, sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos, com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho, bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. Os pré-requisitos, materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem, pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória.

ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal, pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural, científico-tecnológica e prática, quer em contexto de formação quer de trabalho. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. Enquadramento do Módulo 1. Estaleiro de Obra 2. Caminhos de Circulação 3. Instalações Administrativas 4. Instalações Sociais 5. Estaleiro de Apoio à Produção 6. Equipamentos de Protecção Colectiva

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7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15.

Equipamentos de Protecção Individual Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos

Enquadramento do Módulo

Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas

Instalações em Estaleiro de Obra

Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção

Equipamentos de Protecção Colectiva

Movimentação de Terras Fundações

Equipamentos de Protecção Individual

Estruturas Alvenarias Coberturas

Funções em Estaleiro de Obra

Revestimentos

Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação
Resolução ou Desenvolvimentos Propostos

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oBjECTIvoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra; 2. Identificar as fases principais dos processos construtivos; 3. Analisar os riscos associados aos processos construtivos, profissões, equipamentos e materiais. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra; 2. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra, os seus riscos e medidas preventivas; 3. Identificar os principais processos construtivos, as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção, bem como os respectivos riscos associados; 4. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra; 5. Caracterizar as funções presentes em obra, respectivos riscos e medidas preventivas; 6. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados; 7. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função; 8. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar; 9. Compreender e aplicar, através de exemplos, a hierarquização dos riscos em obra.

MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR
• • • • Guia de Aprendizagem; Bloco de notas e caneta; Computador e aplicação interactiva; Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção

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Orientações para o Formador

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Orientações para o Formador

PRoGRAMAÇÃo do Módulo O módulo Análise de Riscos na Construção Civil deve realizar-se num Centro de Formação que reúna as condições mínimas em termos de espaço, instalações, meios, recursos materiais e humanos e com formandos de um contexto laboral estandardizado. No entanto, dado que existem diferentes contextos laborais, económicos e sociais, a programação da acção de formação será aberta, flexível e adaptável às necessidades, nível de interesses e aptidões dos formandos, assim com às instalações de recursos materiais do Centro de Formação. RElAÇÃo FoRMANdo-FoRMAdoR Os objectivos gerais do módulo relativamente à relação Formando-Formador serão entre outros: • Estabelecer um clima positivo de relacionamento e colaboração com a envolvente, valorizando a comunicação como um dos aspectos essenciais na formação; • Desenvolver a iniciativa, o sentido da responsabilidade, a identidade e a maturidade profissional que permitam melhorar a qualidade da formação e do trabalho, motivando o aperfeiçoamento profissional contínuo; • Valorizar a importância do conhecimento e das competências profissionais, quer de carácter formal quer informal, e a sua repercussão na actividade e imagem da pessoa, do Centro de Formação e da empresa; • Seleccionar e valorizar criticamente diversas fontes de informação relacionadas com a profissão, de forma que permitam a capacidade de auto-aprendizagem e possibilitem a evolução e adaptação das suas capacidades profissionais às mudanças tecnológicas e organizativas do Sector profissional em que se inserem. METodoloGIA No momento de desenvolver a metodologia aplicável ao módulo, o formador deverá ter em conta os seguintes princípios psicopedagógicos: 1. Partir dos conhecimentos prévios; 2. Promover a aquisição de aprendizagens significativas; 3. Utilizar metodologias: a. Activas e motivadoras por parte do formador; b. Participativas da parte do formando; 4. Favorecer o desenvolvimento integral do formando; 5. No desenvolvimento da metodologia em Formação Profissional temos que ter presente a iminente integração do formando no mundo do trabalho e a actualização e aumento de competência para os que buscam na formação um meio de progressão na carreira profissional; 6. Coordenação com a equipa formativa de outros módulos, se a matéria a tratar assim o requerer. O formador promoverá uma metodologia activa e participativa, procurando centrar o pro-

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cesso de aprendizagem no formando. O formando deverá, assim, ter a oportunidade de participar com as suas ideias, dando a sua opinião, de forma a que o formador conheça os seus interesses, motivações, necessidades e expectativas, sem perder de vista a envolvência laboral onde está ou poderá vir a integrar-se. O método de formação será construtivista, ou seja, será dirigido à construção de aprendizagens significativas, isto é, a partir dos seus conhecimentos prévios o formando elaborará novas aprendizagens. As acções de formação iniciar-se-ão com a comunicação do tema e exposição dos objectivos, através de um esquema de conteúdos a tratar (que poderá ser desenvolvido no quadro ou através de uma apresentação de dados já elaborados, com recurso a videoprojector). De seguida, pode realizar-se uma série de perguntas para conhecer o nível de conhecimentos prévios que o formando possui, de forma a aproveitá-los e rentabilizá-los ao máximo durante a sessão de formação. Durante o desenvolvimento dos conteúdos deverá privilegiar-se a utilização de exemplos relacionados com o contexto laboral e/ou social dos formandos, para que desta forma se sintam implicados e participem. De forma a suscitar a participação no processo de formação-aprendizagem do formando a exposição teórica deverá ser breve para, de imediato, realizar exercícios práticos. Assim, e em resumo, dever-se-á seguir uma metodologia que facilite a interacção, fomente a responsabilidade sobre a aprendizagem, assegure a motivação, favoreça a modificação ou aquisição de novas atitudes, possibilite o desenvolvimento de competências e potencie a avaliação como um processo de feedback contínuo. O formador poderá também fazer referência a temas transversais que contribuam para o aprofundamento do estudo em causa. ACTIvIdAdES O objectivo das actividades é motivar e facilitar a aprendizagem dos formandos para atingir as competências estabelecidas para a formação. As actividades podem ser grupais ou individuais, devem seguir uma ordem, começando por actividades simples que poderíamos chamar de enquadramento ou motivação, e continuando através de actividades de dificuldade progressiva destinadas a desenvolver os conhecimentos programados; também existirão actividades orientadas para a personalização e individualização da aprendizagem; levar-se-ão a cabo actividades de ampliação de conhecimentos para aqueles formandos que superem com facilidade os objectivos propostos, ou de recuperação para aqueles que apresentem dificuldades. Algumas das actividades a desenvolver podem revestir a seguinte natureza: • Exercícios individuais ou em equipa; • Leitura e análise de artigos em revistas ou literatura especializada;

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• • • • • • •

Jogos pedagógicos ou simulações; Exposição, em sala, realizada pelos formandos sobre determinados conteúdos; Brainstorming, role-playing, entre outras técnicas; Debate sobre as actividades e conclusões realizadas; Visita de estudo a obras ou entidades relacionadas com os temas apresentados; Participação em conferências/seminários, workshops sobre os temas abordados; Pesquisa ou procura de informação por parte dos formandos em diversas instituições e entidades.

No caso da Análise de Riscos na Construção Civil, a realidade do conhecimento é dependente da proximidade dos problemas, pelo que aos formandos com experiência profissional devem ser proporcionadas oportunidades de aprofundamento e redescoberta de saberes não explorados. Sempre que possível, os formandos devem sair para o exterior, seja numa visita organizada e dirigida pelo formador ou Centro de Formação, seja através de pesquisa autónoma de informação relacionada com a unidade de trabalho. As visitas deverão ser aprovadas pelo responsável da acção ou do Centro que organiza a formação. TEMPoRIzAÇÃo-SEQuENCIAlIzAÇÃo A temporização é o tempo das sessões formativas que vamos dedicar aos respectivos conteúdos. Este tempo pode variar em função dos temas e das actividades previstas. A sequencialização consiste na ordenação e gestão adequada das sessões. Uma sequencialização standard seria a seguinte: • Primeira sessão: Exposição de um esquema de conteúdos e diagnóstico dos conhecimentos prévios. • Segunda sessão e seguintes: Desenvolvimento dos conteúdos e realização de actividades. • última sessão: Avaliação sumativa e sistémica do processo de aprendizagem, pelos formandos e pelo formador. Quando se trata de um módulo formativo integrado num itinerário ou percurso mais alargado é necessário fazer referência ao momento temporal, isto é, a que período de tempo pertence a unidade. Também poderá fazer-se referência à ordem em que se deve ministrar, antes ou após, dependendo dos conhecimentos prévios necessários para o estudo da unidade que se está a tratar, ou se estes conhecimentos são indispensáveis para o estudo de unidades posteriores. As visitas de estudo devem ter um planeamento específico e atempado, de forma a cumprirem cabalmente os seus objectivos. Todas as visitas ou actividades no exterior devem ter um plano de acção e uma avaliação no final.

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AvAlIAÇÃo A avaliação deverá ser contínua, formativa e sumativa. Isto significa que se deve realizar um acompanhamento contínuo e individualizado do formando ao longo de todo o processo de formação-aprendizagem; a avaliação é, portanto, um elemento fundamental deste processo. A avaliação supõe uma recolha de informação que se realiza através de diversas acções que não são exclusivamente provas, fichas de trabalho e testes, mas também a observação contínua: das questões colocadas, dos debates, dos trabalhos, das atitudes, do comportamento diário, da assiduidade, etc. Esta informação permite-nos ter um conhecimento acerca de como está a decorrer o processo de formação-aprendizagem, ou seja, se o formando está a adquirir as competências previstas. Aconselha-se que os formandos elaborem um dossiê/caderno de apontamentos, trabalhos, exercícios e actividades, para que o formador possa valorizar estes aspectos. No processo de avaliação o formador deve perguntar: • Como se avalia? Esta pergunta foi respondida quando indicámos que a avaliação é contínua. Quando se avalia? As fases da avaliação contínua podem ser concretizadas em: • Avaliação inicial Trata-se de conhecer os conhecimentos prévios dos formandos, assim como as suas atitudes, competências e também motivação. Atingido este objectivo, são colocadas questões, de forma a que os formandos respondam de forma livre ou enquadrada: produção curta, escolha múltipla, emparelhamento ou associação, etc. • Avaliação formativa ou processual Trata-se da avaliação ao longo de todo o processo formativo - tem carácter regulador, orientador e auto-corrector do processo formativo. Avaliação sumativa Também se denomina como final, global ou resumo. Consiste na necessidade de pôr uma única nota ao formando no final do processo avaliativo, que será a classificação resultante de toda a avaliação contínua.

O que se avalia? Avalia-se a aprendizagem dos formandos, ou seja, a aquisição das competências terminais e a sua fundamentação científica. A avaliação deve, também, avaliar os conhecimentos, os conceitos, os procedimentos e as atitudes. Podem-se estabelecer diferentes critérios de qualificação para ponderar cada uma das componenetes de aprendizagem. Isto pode ser muito variável e subjectivo e recomendase a definição destas ponderações em reunião pedagógica.

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computadores. etc. canetas. normalmente. a um bloco temático. • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . além de sítios na internet ou outros materiais de consulta em suporte papel ou digital. • Material bibliográfico complementar Como bibliografia pode-se utilizar a que o formador indica em cada unidade. tais como: revistas e livros especializados. aplicação informática. vídeogravador. portanto. 33 Orientações para o Formador CRITéRIoS dE AvAlIAÇÃo Como já indicámos anteriormente pretende-se avaliar a aquisição das competências terminais. Material curricular Os decretos que regulam a formação profissional e contínua designadamente os que correspondem à modalidade de intervenção. MATERIAIS PEdAGóGICoS São aqueles que precisamos para a realização da programação e posterior desenvolvimento da formação. distinguem-se as seguintes categorias: • Material didáctico São os materiais que necessitamos para o desenvolvimento da unidade. Estas capacidades e critérios referem-se.M1 . documentação de referência. Aconselha-se a sua elaboração a partir de cada tema e tendo sempre presente os conteúdos da unidade. os critérios de avaliação estão agrupados por capacidades terminais. videoprojector. RECuPERAÇÃo-REMEdIAÇÃo A recuperação deve-se entender como uma actividade ou conjunto de actividades e não como um exame. O Projecto formativo do Centro de Formação. Os materiais de enquadramento que apoiem a eficácia e eficiência do processo de formação-aprendizagem. A avaliação contínua deverá ser sustentada em critérios de avaliação cujos parâmetros medirão o grau de aprendizagem do formando e a medida de progresso e “concretização” dos objectivos estabelecidos no processo de formação-aprendizagem. Através dos critérios de avaliação constata-se a aquisição das capacidades terminais. legislação. quadro. de forma que a cada capacidade lhe corresponda uma série de critérios de avaliação determinados. A recuperação é mais uma parte do processo de formação-aprendizagem e tem início quando se detectam dificuldades no formando. realizando com ele actividades complementares de reforço e apoiando aqueles pontos onde o formando sente dificuldades. sem aguardar o insucesso.

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Documentação de Referência BIBLIOGRAFIA E ENDEREçOS ELECTRÓNICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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IDICT. • Rodrigues. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Almedina. • Franco. “Segurança. M. Fernando. IST/IDICT. IDICT. Manuel. José. 1971. EPGE. Luís . • Pinto. AECOPS. Filomena. 1974. • Santos. de 14 de Novembro . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Azevedo. 1996. A. Gerardo.M1 . Neves da. Sílabo. lEGISlAÇÃo • Decreto-Lei n. • Miguel. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Volume 2. 1998. IDICT. EPGE. Francisco. IDICT. Paz. Alves. Restauro de Edifícios”. • Amaral. relativa aos produtos de construção. “Segurança e Saúde no trabalho . 2004. 2006. • Decreto-Lei n. António “Concepção de Locais de Trabalho”. • Silva. Gandra do.Construção. • Branco. 1996. 2006. “Gestão de Segurança”. IDICT.º 33/88 de 12 de Setembro . IDICT. Editora Lusófona. • Dressel. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. • González.º 89/106/CEE. Higiene e Saúde em Estaleiros de Construção”. Relações Industriais e Assuntos Sociais . Vida Económica.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n. Fernando A . Germano. “Segurança na Construção . CEAC. IDICT. • Roxo.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.Direcção-Geral do Emprego.Bibliografia e Endereços Electrónicos BIBlIoGRAFIA RECoMENdAdA • Comissão Europeia . 1993. Alberto.Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoal Empregado nas Obras. Edições Serviços de Publicações Oficiais das CE.Glossário”. 1999. 2004. Luxemburgo. Porto Editora. IDICT. 1996. Abel. • Decreto-Lei n. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 2006. 1996. IDICT 1996. 1999. • Nunes. 37 Documentação de Referência . Luís. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. • Dias.º 113/93 de 10 de Abril . “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Maria. Conservação.RSTCC.Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil .Direcção “Saúde Pública e Segurança no Trabalho” Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho. IGT. • Gonelha. • Teixeira. 2006. 1999. 1998. 2000. Luís Fontes.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 .Qualidade e Segurança no Trabalho”. “Segurança e Higiene do Trabalho”. L. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.Transpõe a Directiva n. “Manual de Segurança . de 21 de Dezembro de 1988. • Cabral. “Organização do Estaleiro”. • Dias. LNEC.Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública. Luís. “Riscos de Soterramento na Construção”. • Freitas. • Fonseca. Alves.º 46427 de 10 de Julho de 1965 . 1989. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros. “ Movimentação Manual de Cargas”. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. “Manual de Segurança no Estaleiro”. • Decreto-Regulamentar n. IDICT. 1996. L. Maria. Gerhard. • Franco. • Machado. M. 2003.Avaliação e Controlo de Riscos”.º 441/91. “Construção . 1996. • Decreto-Lei n. • Lucas. AECOPS.

Decreto-Lei n. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .Aprova o Código do Trabalho.Documentação de Referência . Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.º 146/2006 de 20 de Fevereiro .º 26/94 de 1 de Fevereiro .º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. de 29 de Outubro .Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. Portaria n.º 92/57/CEE.Altera o Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. de pedreiro (m/f ). Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro .Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção.º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho). bem assim. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído.Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros.º 12/2004 de 9 de Janeiro .Regulamenta o Código do Trabalho. Decreto-Lei n. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação. Portaria n. 38 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Portaria n. de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a).º 89/656/ CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual.Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens].Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e.º 348/93 de 1 de Outubro . Portaria n.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.º 141/95 de 14 de Junho .Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro . Decreto-Lei n.Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 . Decreto-Lei n.º 133/99 de 21 de Abril .º 347/93 de 1 de Outubro . Lei 35/2004 de 29 de Julho . Decreto-Lei n.º 362/93 de 15 de Outubro . Decreto-Lei n.º 273/2003. Higiene e Saúde no Trabalho. Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro .º 101/96 de 3 de Abril .º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.º 566/93 de 2 de Junho . Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro .Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. Lei nº 100/97 de 13 de Setembro . Lei 99/2003 de 27 de Agosto .Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.º 102/2000 de 2 de Junho .

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3M Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 40 • • http://sinalux.Documentação de Referência .Sinalux www.com .3m.Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 .eu/PT .

1. Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

etc. máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM1 . Centro de Formação. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Ficha de trabalho sobre os condicionalismos • Listas de verificações . 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 1 Estaleiro de obra duração: mínimo: 2 horas.vedação e controlo de acessos e infra-estruturas técnicas provisórias • Casos práticos • Visita a estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente.

4 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Delimitação do Estaleiro 2.

• Atribuir à entidade executante a responsabilidade de estabelecer medidas preventivas adequadas aos riscos identificados. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 1: Estaleiro de Obra Fichas temáticas: Condicionalismos existentes no local Delimitação do Estaleiro Infra-estruturas técnicas provisórias Temas: Estaleiro de obra Condicionalismos existentes no local Delimitação de estaleiro Vedação Infra-estruturas técnicas 2. pelo menos. pelo menos. • Identificar e descrever. oito riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e acessos. • Identificar em que fase se deve efectuar um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. • Listar. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. 3 Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1. • Identificar. • Enumerar. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação.SM1 . oito medidas de prevenção referentes à delimitação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . dando exemplos. durante a fase de implantação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. dos diferentes tipos de vedação de obra. pelo menos. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar os três condicionalismos locais relevantes para a implantação do estaleiro. dez aspectos relacionados com a funcionalidade e condições de segurança do estaleiro. quatro infra-estruturas aéreas ou enterradas presentes no estaleiro de obra. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. 3. • Indicar.

quatro infra-estruturas técnicas a implantar num estaleiro de obra. • 1 Computador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos. Descrever a importância dos meios de comunicação num estaleiro. pelo menos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .rede de águas e rede eléctrica. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Tela. • 1 Videoprojector. 4 • • • • do estaleiro. Listar. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Identificar e descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. 4. Elaborar uma lista de verificações para as infra-estruturas técnicas .Estaleiro de Obra SM1 . • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.

4 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Condicionalismos existentes no local Delimitação física da obra Infra-estruturas técnicas provisórias (rede de águas. instalações eléctricas. rede de gás) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador Expositivo Videoprojector e computador - 2 min. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 90 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 105 min. 120 min. 5 Estaleiro de Obra 5. 2. rede de esgotos. 4.SM1 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5. Comunicar o tema da sessão Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Avaliação Oral - 3 min. Tempo acumulado 1. 6. 15 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. 3. 7. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Tempo parcial 2 min.

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Pinto.Construção. 2. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. LNEC.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. Decreto-Lei n.º 141/95 de 14 de Junho . Luís Fontes. Restauro de Edifícios”. 6. 9. Portaria n. Gerhard. Decreto Regulamentar n. Dressel. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Sílabo. 1996. 4.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 7 Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 1 1. de 24 de Junho. de 11 de Dezembro . higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5. A. “Organização do Estaleiro”. Portaria 101/96 de 3 de Abril . Abel. Conservação. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.º 92/57/CEE. 1989. Machado. 3.º 1456-A/95. Maria.Estabelece regras gerais de planeamento. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. AECOPS. 7. do Conselho.º 33/88 de 12 de Setembro . Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 10. Neves da. 8. Silva.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. AECOPS.SM1 . IDICT. 1999. “Manual de Segurança .Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. 1971. 2004. Franco. organização e coordenação para promover a segurança.

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Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.

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Centro de Formação. etc. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação pedonal • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação rodoviária • Elaboração da lista de verificação para locais destinados ao parqueamento • Visita a obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Caminhos de Circulação SuBMódulo 2 Caminhos de Circulação duração: mínimo: 2 horas 30 minutos.SM2 . envolvente.

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pelo menos. 3 Caminhos de Circulação PlANo dE SESSÃo 1. pelo menos. 3. quatro regras para a implantação das vias de circulação rodoviárias. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. • Utilizar e preencher a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 2: Caminhos de circulação Fichas Temáticas: Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento Sinalização Temas: Vias de circulação Plano de evacuação Emergência Sinalização Parqueamento Segurança no trabalho 2. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. • Descrever os diferentes tipos de sinalização. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Listar. • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificação de vias de circulação pedonal. seis condições de segurança que as vias de circulação pedonal devem obedecer. • Elaborar e preencher correctamente uma lista de verificações para os locais destinados CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. • Listar todas as regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de viaturas. pelo menos. • Enumerar.SM2 . seis condições de segurança que as vias de circulação rodoviárias devem obedecer.

quatro regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de equipamentos. quatro requisitos que permitem a eficácia da sinalização de segurança. Identificar e desenhar exemplos de sinalização rodoviária temporária. Listar. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Videoprojector. 4. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Tela.Caminhos de Circulação SM2 . Elaborar e preencher uma lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. 4 • • • • • ao parqueamento. • 1 Flipchart ou quadro de papel. pelo menos. • 1 Computador. Enumerar. pelo menos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização e estaleiro de obra.

comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento (de viaturas. 135 min. Avaliação Oral - 4 min. 8. 150 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 4 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. de equipamentos) Sinalização (rodoviária temporária. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. 4. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 20 min. 2. 3 min. Tempo acumulado 1. 6. 5. 7. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 115 min. segurança no trabalho) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Caminhos de Circulação 5. 3.SM2 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

“Manual de Segurança no Estaleiro”. 6. Decreto-Lei n.º 33/88 de 12 de Setembro . 8. do Conselho. Restauro de Edifícios”. 1989. Portaria n. 2. 1999. de 24 de Junho.º 141/95 de 14 de Junho . Maria. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. 1996.Construção. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 9. Sílabo. de 11 de Dezembro . “Manual de Segurança . 4. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Dressel. 2004. A. Pinto. “Organização do Estaleiro”. organização e coordenação para promover a segurança.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 7 Caminhos de Circulação doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 2 1. 1971. 3. Machado. IDICT. Gerhard. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. AECOPS.SM2 . 7. AECOPS.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 92/57/CEE. Abel. Franco. LNEC. Silva. Neves da. Luís Fontes.º 1456-A/95. 10. 5. Conservação. Decreto Regulamentar n.Estabelece regras gerais de planeamento. Portaria 101/96 de 3 de Abril . higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Instalações Administrativas SuBMódulo 3 Instalações Administrativas duração: mínimo: 2 horas 30 minutos. máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de contactos de emergência • Elaboração da lista de verificação e aplicá-la a escritórios de apoio • Elaboração da lista de procedimentos a adaptar em caso de emergência • Simulação de um acidente grave com consequente actuação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente.SM3 . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cinco equipamentos técnicos que deverão estar presentes no posto de socorro. 3. pelo menos. seis requisitos que o escritório de apoio deverá possuir. • Enumerar. pelo menos. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. • Identificar. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. seis requisitos que o posto de socorros deverá possuir. de uma forma resumida. 3 Instalações Administrativas PlANo dE SESSÃo 1. como actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente grave. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. seis requisitos que a portaria deverá possuir • Utilizar e preencher correctamente a lista de contactos de emergência. • Indicar.SM3 . cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar a portaria. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 3: Instalações administrativas Fichas Temáticas: Portaria e controlo de acessos Escritórios de Apoio Posto de Socorros Temas: Portaria Contactos de emergência Manual de acolhimento Escritório de apoio Posto de socorros Contactos de emergência Acidente de trabalho Registo de acidente de trabalho 2. pelo menos. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. • Caracterizar o posto de socorros. • Caracterizar os escritórios de apoio. • Elaborar e preencher a lista de verificações em escritórios de apoio. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Listar os procedimentos a adoptar em caso de acidente.

Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. Tempo acumulado 1. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 4. 135 min.Instalações Administrativas SM3 . 3. 8. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Portaria e controlo de acessos Escritórios administrativos Posto de socorros Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 4 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 5. • 1 Tela. 150 min. • 1 Computador. • Material auxiliar para os formandos. 2. 4 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 20 min. 6. 7. 3 min. • 1 Videoprojector. 5. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 115 min.

º 441/91. Abel. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Conservação. 1998. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . organização e coordenação para promover a segurança. Decreto-Lei n.Construção. 10.Estabelece regras gerais de planeamento. 3. Machado. Porto Editora. de 24 de Junho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . AECOPS. do Conselho. 8. 1996. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 2006.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. Luís Fontes. Restauro de Edifícios”. Gerhard. Sílabo.Transpõe a Directiva n. 6. 7. IDICT. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . “Segurança e Higiene do Trabalho”.º 92/57/CEE. Nunes. 9. 2004. 4. 5 Instalações Administrativas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 3 1. EPGE. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. de 14 de Novembro . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Dressel.SM3 . 2. Fernando. 2006. Miguel. Fonseca. “Manual de Segurança . 1971. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Pinto. LNEC. Alberto. Portaria 101/96 de 3 de Abril .º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. 5.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

4. Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificação do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra • Preenchimento da lista de verificações do dormitório.SM4 . Centro de Formação. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . vestiário. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 4 Instalações Sociais duração: mínimo: 1 horas 30 minutos.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . dez requisitos que o refeitório e a cozinha deverão possuir.SM4 . MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. pelo menos. 3 Instalações Sociais PlANo dE SESSÃo 1. • 1 Flipchart ou quadro de papel. pelo menos. 3. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. pelo menos. 4. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 4: Instalações sociais Fichas Temáticas: Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Temas: Fenestração Salubridade 2. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o refeitório e a cozinha. • Material auxiliar para os formandos. vestiário. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. dez requisitos que o dormitório/vestiário deverá possuir. • Identificar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Elaborar e preencher a lista de verificações do dormitório. • 1 Videoprojector. • Listar todos os condicionalismos a ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Tela. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • 1 Computador. dez requisitos que as instalações sanitárias deverão possuir. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. • Identificar. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. • Caracterizar o dormitório e as instalações sanitárias.

90 min. 8. Tempo acumulado 1. 80 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. 3 min. 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 7.Instalações Sociais SM4 . 20 min. 6. 5. 4 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 4 5. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 60 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 4. 3. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Sínteses intermédias Avaliação - 3 min.

º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. 2004. 5 Instalações Sociais doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 4 1. de 24 de Junho. AECOPS.SM4 . Silva. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. organização e coordenação para promover a segurança. 1996.Estabelece regras gerais de planeamento. do Conselho. 4. Sílabo.Transpõe a Directiva n. L. Decreto-Lei n. 7. Luís Fontes.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 1996. 3.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 5. 1989.º 441/91. Machado. Fernando. Restauro de Edifícios”. Pinto.Construção. 2006. Dias. IST/IDICT. 9. 8. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . 6.º 92/57/CEE. Conservação. “Organização do Estaleiro”. A. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Portaria nº 949–A/2006 de 11 de Setembro . Nunes. “Segurança e Higiene do Trabalho”. EPGE. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 2. 10. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . M. Alves. “Manual de Segurança . Portaria 101/96 de 3 de Abril .Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. Neves da. de 14 de Novembro . Abel. AECOPS.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

5. Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Estaleiro de Apoio à Produção SuBMódulo 5 Estaleiro de Apoio à Produção duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. envolvente. Centro de Formação.SM5 . etc. máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria • Elaboração e preenchimento da lista de verificação da carpintaria • Preenchimento da lista de verificação do estaleiro de cofragens • Preenchimento da lista de verificações referente ao estaleiro de ferro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Listar todos os riscos frequentes associados ao estaleiro de cofragens. 3. seis riscos frequentes associados ao estaleiro de ferro. seis requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão possuir. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o armazém e a ferramentaria. • Identificar. pelo menos. dez requisitos que a carpintaria deverá possuir.SM5 . pelo menos. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de cofragens. pelo menos. • Identificar. dez requisitos que o estaleiro de ferro deverá possuir. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o armazém. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do armazém e da ferramentaria. • Listar. 3 Estaleiro de Apoio à Produção PlANo dE SESSÃo 1. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 5: Estaleiro de apoio à produção Fichas Temáticas: Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Temas: Armazém Ferramentaria Ficha de segurança do produto Circulação Carpintaria Cofragem Descofrante Estaleiro de ferro 2. • Caracterizar estaleiro de ferro. • Identificar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de ferro. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações da carpintaria. dez requisitos que o estaleiro de cofragens deverá possuir. • Caracterizar estaleiro de cofragens. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Caracterizar a carpintaria. • Determinar as instalações que têm uma correlação de proximidade com a carpintaria. pelo menos.

Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 90 min. 5. 4 min. 20 min. • Material auxiliar para os formandos. • 1 Tela. 60 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 80 min. • 1 Videoprojector. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 4 4. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 3 min. 2. 6. 5. • 1 Computador. 4. 3. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. Tempo acumulado 1. 7. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 8.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 .

“ Movimentação Manual de Cargas”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. IDICT. 5 Estaleiro de Apoio à Produção doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 5 1. Decreto-Lei n. L. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 2. 1996. Maria. Machado. IST/IDICT.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. do Conselho. AECOPS. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . 1996. Teixeira. 1999. 10. 3. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Portaria 101/96 de 3 de Abril . Dias.Transpõe a directiva n.Transpõe para o direito interno a Directiva n. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. organização e coordenação para promover a segurança. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . de 14 de Novembro . Portaria 949-A/2006. 7.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança.SM5 . 9. M. IDICT. Luís Fontes.º 441/91.º 92/57/CEE. Alves. 5.Estabelece regras gerais de planeamento.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. de 24 de Junho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Filomena. 2000. 4. Franco. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. 8. 6. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. 1 Equipamentos de Protecção Colectiva SuBMódulo 6 Equipamentos de Protecção Colectiva duração: mínimo: 2 horas.SM6 . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Centro de Formação. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente a andaime • Elaboração e preenchimento da lista de verificação de entivação de vala • Visita a obra com aplicação dos vários tipos de equipamentos de protecção colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc. máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Conhecer os locais onde devem ser colocadas as redes de segurança. pelo menos. três requisitos que os guarda-corpos deverão possuir. • Listar.SM6 . • Caracterizar os diferentes tipos de redes. 3. • Reconhecer as redes de segurança como uma medida de protecção colectiva. • Listar os locais onde devem ser colocados os guarda-corpos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de um andaime. • Caracterizar entivação. dois procedimentos de segurança para cada fase de preparação de montagem e recepção de materiais. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar todos os constituintes de um andaime metálico. • Identificar os diferentes tipos de guardas-corpos. pelo menos. • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. • Identificar situações de risco de soterramento. 3 Equipamentos de Protecção Colectiva PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 6: Equipamento de Protecção Colectiva Fichas Temáticas: Guarda-Corpos Andaimes Redes de Segurança Entivação de valas Temas: Guarda-corpos Guardas Andaime Procedimentos de segurança Rede de segurança Entivação Protecção colectiva 2. quatro causas de acidentes de trabalho em andaimes. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar os guardas-corpos. • Reconhecer a importância da protecção colectiva. • Listar.

3 exemplos de redes para impedir a queda. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Elaborar e preencher a lista de verificação de entivação de valas. pelo menos. Listar. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. cinco requisitos que as redes de segurança deverão possuir.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 . Listar todas as redes que limitam a queda. • 1 Videoprojector. 4 • • • • • • • • Identificar. • 1 Computador. duas características a todos os tipos de redes. pelo menos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Material auxiliar para os formandos. Listar os cuidados a ter de modo a conservar as características das redes. Atribuir. pelo menos. quatro medidas de prevenção associadas à entivação de valas. Identificar os diferentes tipos de entivação caracterizando cada uma delas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 Tela. 4. Identificar. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. pelo menos.

85 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Guarda-corpos Andaimes Redes de protecção Entivação de valas Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 2. 3 min. Tempo acumulado 1. 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM6 . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 5. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4 min. 3. 105 min. 120 min. 4. 6. 20 min. 7. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 5 Equipamentos de Protecção Colectiva 5. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

10. organização e coordenação para promover a segurança. 1996. Cabral. 2006. IDICT 1996. 1999. de 24 de Junho. 8.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. Luís Maldonado. Fernando A. 1998.Manual de Segurança no Estaleiro”. 2004. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Alves. M. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 3. IGT. 7. GONELHA. L. 1996. IDICT. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. IDICT.. “Construção Civil . Germano.Estabelece regras gerais de planeamento. 7 Equipamentos de Protecção Colectiva doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 6 1.Qualidade e Segurança no Trabalho”.Glossário”. Dias. Almedina. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 4. 5. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . “Segurança. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. IDICT. “Construção . IST/IDICT. Santos. 2003. Roxo. “Segurança e Saúde no trabalho . Rodrigues. do Conselho. José. 2ª edição. “Segurança na Construção . 6. Manuel. Dias.SM6 . 2. Alves. L.º 92/57/CEE. 9.Avaliação e Controlo de Riscos”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . M. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Vida Económica.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

7. Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

na sala de formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. máximo: 6 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. o maior número de EPI (Equipamento de Protecção Individual) de forma a poderem manusear os mesmos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM7 . Centro de Formação. 1 Equipamentos de Protecção Individual SuBMódulo 7 Equipamentos de Protecção Individual duração: mínimo: 3 horas. etc. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações de todos os EPI mencionados • Disponibilizar aos formandos.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3. • Caracterizar o ruído. Viseira Vestuário. calçado Poluição 2. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Elaborar o plano de protecções individuais em estaleiro de obra. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar viseira. • Reconhecer as informações que devem constar nas embalagens dos vários EPI. luvas. • Identificar o risco de exposição às poeiras. as situações de trabalho em que a utilização do capacete é imprescindível. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 7: Equipamentos de Protecção Individual Fichas Temáticas: Protecção da Cabeça Protecção dos Ouvidos Protecção dos Olhos Protecção das Vias Respiratórias Protecção das Mãos Protecção dos Pés Protecção do Corpo Temas: Capacete Protectores auditivos Óculos. • Identificar a necessidade de protecção do corpo. 3 Equipamentos de Protecção Individual PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. • Determinar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. • Reconhecer as diversas categorias de protecção que o calçado oferece. • Reconhecer a necessidade da utilização de protecção para as mãos. • Elaborar a lista de verificações para EPI. • Definir capacete. dando pelo menos um exemplo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM7 . • Identificar os elementos que compõem um calçado.

Enumerar. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos olhos. • 1 Videoprojector. 4 • • • • • • • • • • • • • • • • Identificar os dois tipos de capacetes. Enumerar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção do corpo. pelo menos. Listar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos pés. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção do corpo. pelo menos. quatro factores a ter em conta na aquisição de protectores auditivos. Identificar. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Enumerar. Enumerar todos os tipos de protecção das mãos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Enumerar. Identificar quais os equipamentos que reduzem a exposição ao ruído. Listar cinco requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das mãos. pelo menos. • 1 Computador. dois requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. pelo menos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção das vias respiratórias. • Material auxiliar para os formandos. Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de todos os EPI mencionados. quatro requisitos/exigências que os capacetes deverão possuir. quatro requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos olhos. • 1 Tela. 4. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos pés.Equipamentos de Protecção Individual SM7 . Identificar todos os tipos de protectores auditivos.

Tempo acumulado 1. 7.SM7 . ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. Avaliação Oral - 4 min. 5 Equipamentos de Protecção Individual 5. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. 3. 5. 160 min. 2. 4 min. 6. 20 min. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 140 min. 4. 3 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 180 min. 8.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1996. 8. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .º 128/93 de 22 de Abril . 2006. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM7 . Despacho n.Lista de normas harmonizadas a observar pelos equipamentos de protecção individual. Rodrigues. “Construção Civil . “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. IDICT. 1999. Almedina. “Segurança. 2ª edição. com vista a preservar a saúde e a segurança dos seus utilizadores. GONELHA. Vida Económica. Decreto-Lei n. IDICT. Luís Fontes. AECOPS.Estabelece as exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelos equipamentos de protecção individual.Manual de Segurança no Estaleiro”. 13. organização e coordenação para promover a segurança.Altera o Decreto-Lei 128/93 de 22 de Abril. 2004. de 24 de Junho. “Segurança e Saúde no trabalho . IDICT. 7. Gerardo. Portaria 101/96 de 3 de Abril . González. 4. 1974. CEAC. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Machado. 14. 6.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. do Conselho. Luís Maldonado.º 348/93 de 1 de Outubro . “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 22714/03 de 21 de Novembro . 11.Estabelece regras gerais de planeamento.Prescrições mínimas em termos de saúde e de segurança dos trabalhadores na utilização de EPI. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. com vista a preservar a saúde e segurança dos seus utilizadores. 12. 2006. 5. 7 Equipamentos de Protecção Individual doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 7 1.º 139/95 de 14 de Junho . Germano. Manuel. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 9. 1996.º 92/57/CEE. Roxo. 1996. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Miguel. Alberto. 3.Avaliação e Controlo de Riscos”. 10.Glossário”. 2. “Segurança na Construção . Porto Editora.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Funções em Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .8.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Funções em Estaleiro de Obra SuBMódulo 8 Funções em Estaleiro de obra duração: mínimo: 4 horas. máximo: 8 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação.SM8 . etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra • Visita a um estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra que devem ser apresentados. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. a função de técnico de obra. • Caracterizar os principais riscos nas funções de produção em obra. indicando 4 regras de actuação. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos.SM8 . • 1 secretária e 1 cadeira para formador. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. • Definir. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. indicando 3 regras de actuação. a função de Director de obra. 4. • Caracterizar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. • Definir. indicando 5 regras de actuação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a função de técnico de segurança. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 8: Funções em Estaleiro de Obra Fichas Temáticas: Funções de Direcção de Obra e Apoio Funções de Produção em Obra Temas: Director de Obra Técnico de Obra Técnico de Segurança Funções 2. cada formando deverá estar apto a: • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra. 3. 3 Funções em Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Seleccionar 2 funções em obra e listar as regras de actuação para as mesmas. • Definir.

15 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. 4. 5. 1 Computador. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 6.Equipamentos de Protecção Colectiva SM8 . Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 3 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 205 min. 220 min. 8. 2 min. 240 min. 1 Tela. 5. Material auxiliar para os formandos. 4 • • • • • • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Tempo acumulado 1. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1 Videoprojector. 3. Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 2. 3 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Funções de direcção de obra e apoio Funções de produção em obra Sínteses intermédias Avaliação - 3 min.

António “Concepção de Locais de Trabalho”.Transpõe para o direito interno a Directiva n. 5 Funções em Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 8 1. LNEC. 1998. IDICT. 4. 5. Silva. 1989. Gerhard. Fonseca. Gerhard. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “Construção Civil . Francisco. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.Manual de Segurança no Estaleiro”. 8. 3. Decreto-Lei n. IDICT. 1971.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.º 26/94 de 1 de Fevereiro . “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Lucas.SM8 . IDICT. 2. LNEC. IDICT. 1996. A. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. Dressel. 6. Dressel. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. AECOPS. 1971. Higiene e Saúde no Trabalho. Neves da. 1996. “Organização do Estaleiro”. 7. 1996. 9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Movimentação de Terras e Escavações SuBMódulo 9 Movimentação de Terras e Escavações duração: mínimo: 1 hora. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de movimentação de terras ou escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM9 . Centro de Formação. envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pelo menos. • Definir combustíveis e lubrificantes. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Definir materiais de escavação. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. pelo menos. três tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. • Identificar os três grupos de materiais ou produtos associados presentes em trabalhos de movimentação de terras. pelo menos. seis riscos frequentes em estaleiros relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações.SM9 . • Reconhecer as variáveis que influenciam quais os meios de entivação ou escoramento a aplicar. pelo menos. • Identificar. 3. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as principais operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar movimentação de terras. 3 Movimentação de Terras e Escavações PlANo dE SESSÃo 1. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Definir escavação. • Listar. sete riscos associados ao trabalho de movimentação de terras e escavações. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 9: Movimentação de Terras e Escavações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Movimentação de terras Escavações Materiais de construção 2. • Definir infra-estruturas enterradas. • Listar. • Reconhecer os diferentes tipos de transporte para terras. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Listar. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de movimentação de terras e escavações.

• Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Computador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. pelo menos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador.Movimentação de Terras e Escavações SM9 . • 1 Videoprojector. 4 • • Listar. Elaborar e preencher uma ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. • 1 Tela. dez medidas de prevenção relacionadas com o processo construtivo e equipamento utilizado em trabalhos de movimentações de terras e escavações. 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Tempo acumulado 1. Avaliação oral 8. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Máquinas de movimentação de terras) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 35 min. 6. 2 min. 4. 3 min. 5 Movimentação de Terras e Escavações 5. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 2.SM9 . 60 min. 5. 50 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 3. 15 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 7. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Lucas. LNEC. CEAC. 1996. Francisco. 1974. Luís. Gerardo. 1996. “Construção Civil . 2ª edição. “Riscos de Soterramento na Construção”.SM9 . 1996. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .Transpõe para o direito interno a Directiva n. 4. 6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Vida Económica. “Segurança. GONELHA. IDICT. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. IDICT. IDICT. 2. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 8. 3. González. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 2006. 1971. Luís Maldonado. 7 Movimentação de Terras e Escavações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 9 1. Azevedo. 5. 1996.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. Dressel. Gerhard. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. IDICT. 7. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”.Manual de Segurança no Estaleiro”.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .10.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

SM10 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de escavação em fundações directas • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de execução de fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. 1 Fundações SuBMódulo 10 Fundações duração: mínimo: 1 hora. etc. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 10: Fundações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Fundação Escavação Betão Riscos 2. • Enunciar e definir todas as actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. com elaboração de um esquema. • Enunciar os três factores que determinam a escolha do tipo de fundação. • Reconhecer os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Distinguir. cinco riscos mais frequentes em trabalhos de execução de sapatas de fundação. • Identificar e caracterizar a retroescavadora como equipamento presente em trabalhos de fundações directas. • Identificar as actividades correspondentes à execução de fundações directas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Definir fundação. fundação directa de indirecta. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de escavação de fundações directas. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas. • Enunciar. • Identificar os diferentes tipos de sapatas de fundação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. 3 Fundações PlANo dE SESSÃo 1. • Listar. pelo menos. pelo menos. • Reconhecer. • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas.SM10 . oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de movimentação de terras e escavações.

4 • • Enunciar. • Material auxiliar para os formandos. pelo menos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de execução de fundações directas. Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Videoprojector.Fundações SM10 . • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Computador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Tela.

5 Fundações 5. 15 min. Avaliação oral 8. 2 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 50 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM10 . 4. 60 min. Expositivo - - 10 min. 2. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Equipamentos Interrogativo (Máquinas de fundações directas) e expositivo Materiais Métodos Sínteses intermédias Activos a seleccionar Avaliação pelo Formador Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão 35 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto - 3 min. 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 2 min. 6. Tempo acumulado 1. 5. 7. 3.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

SM10 . Gerhard. 1996. 7 Fundações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 10 1. Luís. Decreto-Lei n. 2006. González. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. 1996. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Francisco. LNEC.Manual de Segurança no Estaleiro”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 273/2003. CEAC. 2ª edição. IDICT. 7. Azevedo. 6. Dressel. 1971. GONELHA. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Gerardo. 8. 1974. “Construção Civil . IDICT. 5. 9. Lucas. 1996. IDICT. 2. de 29 de Outubro. “Riscos de Soterramento na Construção”. 4. Vida Económica. “Segurança. IDICT. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 3. Luís Maldonado. 1996. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .11.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Estruturas SuBMódulo 11 Estruturas duração: mínimo: 1 hora. envolvente.SM11 . Centro de Formação. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. etc. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos utilizados na escavação de estruturas em betão armado • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. adequadas às condicionantes do local. • Identificar. • Enunciar. cada formando deverá estar apto a: • Definir “estrutura resistente”. dois equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. areia e brita. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Listar. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. 3. seis riscos mais frequentes em estaleiro relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. cimento. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 11: Estruturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Betão Betão armado Estrutura Riscos 2. pelo menos. oito medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. oito medidas de prevenção. 3 Estruturas PlANo dE SESSÃo 1. pelo menos.SM11 . pelo menos. • Diferenciar e definir betão. • Enunciar. pelo menos. • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. pelo menos. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. • Conhecer os constituintes do betão armado. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. • Reconhecer e definir os principais elementos estruturais em edificações. • Enunciar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. adequadas ao processo construtivo e equipamento utilizado.

MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 15 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de estruturas em betão armado) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 3. 6.Estruturas SM11 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • 1 Tela. 2. • 1 Videoprojector. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 2 min. 3 min. Avaliação oral 8. 4. 60 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 4 4. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Tempo acumulado 1. 5. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 7. 35 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. • 1 Computador. 50 min. 5. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. • Material auxiliar para os formandos.

Vida Económica. 1996.º 273/2003. 1971. 5. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. LNEC. IDICT. Dressel. 7. de 29 de Outubro. 2ª edição. Luís Maldonado. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 1996. 7 Estruturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 11 1.Manual de Segurança no Estaleiro”. 2. 2006. IDICT. Decreto-Lei n. IDICT. 6. Gerhard. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Lucas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “Segurança. 1996. IDICT. 4. Azevedo. 3. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. GONELHA.SM11 . 8. 1996. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. Luís. Francisco. “Construção Civil . “Riscos de Soterramento na Construção”.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .12.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. etc. 1 Alvenarias SuBMódulo 12 Alvenarias duração: mínimo: 1 hora. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação.SM12 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Definir alvenaria. pelo menos. • Definir argamassa. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. pelo menos. três equipamentos presentes na execução de alvenarias. relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 12: Alvenarias Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Alvenarias Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. • Enunciar. • Enunciar. pelo menos. seis riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Identificar. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. • Enunciar. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. pelo menos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. ajustadas aos condicionalismos do local. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. • Listar. dez medidas de prevenção.SM12 . cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. 3 Alvenarias PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico.

6.Alvenarias SM12 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 3 min. 15 min. 4. • 1 Tela. Tempo acumulado 1. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 35 min. • 1 Computador. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 3. 5. • Material auxiliar para os formandos. 50 min. Avaliação oral 8. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 2. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 5. • 1 Videoprojector. 60 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de alvenarias de tijolo cerâmico) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 4 4. 7. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 2 min.

Lucas. 9. 1996. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. IDICT. 5. Luís Maldonado. “Segurança. “Construção Civil . “Manual de Segurança . 4.SM12 . 3. Dressel. González.º 273/2003. Luís. “Gestão de Segurança”. Pinto. Sílabo. Conservação. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 2006. 10. 1974. 7. Decreto-Lei n.Construção. Gerardo. Fonseca. Abel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 348/93 de 1 de Outubro. Francisco. 2. 6. 8. 2004. IDICT. 2006. Editora Lusófona. de 29 de Outubro. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. IDICT. 11. 1996. GONELHA. 5 Alvenarias doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 12 1. 1996. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Gerhard. Restauro de Edifícios”. Vida Económica. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 1998. LNEC. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Decreto-Lei n. Freitas. IDICT. CEAC. Decreto-Lei n. 2ª edição. 1971. Volume 2.Manual de Segurança no Estaleiro”. 12.º 128/93 de 22 de Abril. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 13.

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Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .13.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente.SM13 . etc. 1 Coberturas SuBMódulo 13 Coberturas duração: mínimo: 1 hora. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ajustadas aos condicionalismos do local processo construtivo e equipamentos. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas. • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais.SM13 . • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. quatro requisitos para as medidas de prevenção. cada formando deverá estar apto a: • Identificar a função da cobertura. cinco riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de coberturas. • Enunciar. quatro riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas. • Enunciar três medidas de prevenção. • Listar as ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura. pelo menos. 3 Coberturas PlANo dE SESSÃo 1. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. pelo menos. 3. no que diz respeito a aplicação telhas cerâmicas. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 13: Coberturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Cobertura Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. • Enumerar. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar coberturas horizontais e coberturas inclinadas. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Reconhecer os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. • Identificar todas as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. pelo menos. • Enumerar. • Listar o processo de fixação das telhas. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados.

• Canetas/Marcadores para o quadro de papel.Coberturas SM13 . • 1 Flipchart ou quadro de papel. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 50 min. 4 4. 2 min. • 1 Tela. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 3 min. 2. 5. • 1 Videoprojector. 60 min. 15 min. • Material auxiliar para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 6. 4. • 1 Computador. 7. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de coberturas em madeira) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Avaliação oral 8. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 3. 35 min. Tempo acumulado 1. 5.

M. “Manual de Segurança . González. Fonseca. 2ª edição. 2006. Cabral. Dias. IDICT. L. Luís Maldonado. Dias. 2006. EPGE. IDICT. LNEC. M. Miguel. 12.Construção. 1998. 5. 9. 5 Coberturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 13 1.º 273/2003. Gerardo. 2006. 1993. 6.SM13 . L. 2006. 7. Nunes. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. IDICT. Porto Editora. 16. 8. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. 1996. IDICT 1996. Fernando. de 29 de Outubro. Dressel. Sílabo. 14. GONELHA. 1998. 1974. Luís. 11. Paz. Editora Lusófona. 1996. “Segurança. “Construção Civil . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 4.Manual de Segurança no Estaleiro”. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Alves. “Construção . IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 13. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. Conservação. 3. “Gestão de Segurança”. Alves. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Vida Económica. IST/IDICT. Restauro de Edifícios”. Abel. 1996. 10. 2. António “Concepção de Locais de Trabalho”. CEAC. “Segurança e Higiene do Trabalho”. 2004. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. EPGE. Pinto. 15. 1971. Alberto. Freitas. Gerhard. Volume 2. Branco.Qualidade e Segurança no Trabalho”. Decreto-Lei n. Fernando A .

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Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

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SM14 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Revestimentos SuBMódulo 14 Revestimentos duração: mínimo: 1 hora. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pelo menos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. 3 Revestimentos PlANo dE SESSÃo 1. 3. ajustadas aos condicionalismos do local. • Identificar. quatro medidas de prevenção. • Caracterizar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Listar as tarefas inerentes à execução do revestimento. • Listar. pelo menos. • Enumerar todos os riscos associados ao processo de revestimento de um edifício.SM14 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pelo menos. em madeira. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. em pedra e por pintura em edifícios. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem em trabalhos de pinturas. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. • Enumerar. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. no que diz respeito ao processo construtivo e equipamento utilizado. pelo menos. • Listar. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 14: Revestimentos Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Revestimento Riscos Medidas prevenção 2. cada formando deverá estar apto a: • Definir revestimento. seis medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimentos por pintura. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura.

Avaliação oral 8. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 2 min. 4 4. Tempo acumulado 1. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 7. 3. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 4. 35 min. • 1 Computador. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 15 min. • 1 Videoprojector. 60 min. • Material auxiliar para os formandos. 5. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Tela. 6. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de revestimentos por pintura) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 2. 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 50 min. 3 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min.Revestimentos SM14 . ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais.

Fernando. CEAC. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. 9. 3. 11. Dias. Cabral. 5. 2006. 5 Revestimentos doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 14 1. González. “Construção . Fernando A . Porto Editora.Manual de Segurança no Estaleiro”. 1996. Editora Lusófona. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Alves. 1993. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. 6. Gerardo. 2. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. IDICT. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Luís. IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Nunes. 2006. L. EPGE. IDICT. Decreto-Lei n. “Segurança e Higiene do Trabalho”. Volume 2. IDICT 1996. EPGE. 1996.SM14 . M. 2006. 7. Alberto. 4. Branco. 10.Qualidade e Segurança no Trabalho”. Freitas. 8.º 273/2003. “Gestão de Segurança”. Miguel. “Construção Civil . 1998. de 29 de Outubro. Paz. 1974.

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Agradecimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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teleformar. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco. bem como todos os colaboradores externos que.net www. directa ou indirectamente. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência. a coordenação técnico-pedagógica. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel. Segurança e Ambiente.ceifa-ambiente. lda Centro de Estudos.cinelformacao. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. a pesquisa. com o seu profissionalismo e dedicação.net Avaliador externo: Teleformar. 1350-038 LISBOA Tel. Finalmente. Quinta de S.lourenco.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Porém. lda Urb. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .pt www.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. C/v Dta.net www.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto.3@sapo. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente. 27. Tomé. 27ª. 68.

Agradecimentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

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através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego.Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. co-financiado pelo Estado Português . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).

Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 1 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . por escrito. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. Lda.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul.pt • www. do IEFP .cenfic. Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando 580 .Arquitectura e Construção 862 . Março de 2008 500 exemplares.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal. Prior Velho. CINEL .Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Caroline Cabral José Paulo Palhas Lourenço Teleformar. através do Fundo Social Europeu. co-financiado pelo Estado Português .Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC . Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança.M1 .Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC . Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.

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3 Ícones Actividades/Avaliação Documentação de Referência/Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .M1 .

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Índice CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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3. Parqueamento de viaturas 2. 28 SM 1 FT 1 FT 2 FT 3 2. Instalação eléctrica 1.3.4. Condicionalismos existentes no local 1.3. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação • Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar M1 . Vias de circulação pedonal 2.3. Rede de gás 1.2. 25 M1 .4.3. 21 M1 . 27 1.2.2.3. Parqueamento 2. 24 M1 .2. Vias de circulação rodoviária 2. 25 M1 .1. Portaria e controlo de acessos Escritórios de apoio Posto de socorros Actividades/avaliação AV 2 SM 3 FT 8 FT 9 FT 10 AV 3 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .4.3. Rede de esgotos 1. 19 M1 . 26 M1 .1.5.1. Delimitação do estaleiro 1. Sinalização segurança no trabalho 2.2. 3. 25 M1 . Sinalização 2.4. Parqueamento de equipamentos 2.4. 23 M1 .1. Infra-estruturas técnicas provisórias 1.3.M1 . Rede de águas 1.3.1. Actividades/avaliação M1 . Sinalização rodoviária 2. Actividades/avaliação AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 FT 6 FT 7 3. 24 M1 . Caminhos de Circulação 2.1. 3. 21 M1 . Instalações Administrativas 3. 11 M1 . 15 M1 . Sinalização de emergência 2.3.2.3.3. 21 M1 . Estaleiro de obra 1.4. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos.4.

3. Guarda-corpos 6. 5.2. Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Actividades/avaliação 8.3. Equipamentos de Protecção Individual 7.1. Dormitório e instalações sanitárias 4. Actividades/avaliação 11. Redes de segurança 6. Funções em Estaleiro e obra 8. Materiais 11. 8 SM 4 FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 FT 14 FT 15 FT 16 AV 5 SM 6 FT 17 FT 18 FT 19 FT 20 AV 6 SM 7 FT 21 FT 22 FT 23 FT 24 FT 25 FT 26 FT 27 AV 7 SM 8 FT 28 FT 29 AV 8 SM 9 FT 30 FT 31 AV 9 SM 10 FT 32 FT 33 AV 10 SM 11 FT 34 FT 35 AV 11 4. 7. Movimentação de Terras e Escavações 9.2.2. 7. Materiais 10.3.3. Materiais 9. Actividades/avaliação 7.2.1.5. Equipamentos de movimentação de terras e escavações 9. Actividades/avaliação 10. 5. 5. Equipamentos 11.Índice M1 . Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Actividades/avaliação 6. Equipamentos de Protecção Colectiva 6. 7.3.4.3.6.3. Funções de produção em obra 8.4.2. Estruturas 11. 5. 7. 7. Fundações 10.2. Actividades/avaliação 5. Estaleiro de Apoio à Produção 5.5.8.1.1. Funções de direcção de obra e apoio 8.2. Actividades/avaliação 9.3.2.1.4.1.7. Instalações Sociais 4. Actividades/avaliação Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Refeitório e cozinha 4.1. Equipamentos 10.1.5. Entivação de valas 6. Andaimes 6. 7. 7.

Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 15. Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: SM 12 FT 36 FT 37 AV 12 SM 13 FT 38 FT 39 AV 13 SM 14 FT 40 FT 41 AV 14 A A1 A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .1.2. Actividades/avaliação 15. Alvenarias 12. Glossário 15. Equipamentos 14. Actividades/avaliação 14.3. Legislação 15. 9 Índice 12. Equipamentos 13. Materiais 14. Actividades/avaliação 13. Coberturas 13. Anexos 15.M1 .1.1.textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.4.2. Materiais 12. Revestimentos 14. Equipamentos 12.2.3.1.3. Materiais 13.2.

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Apresentação do Projecto CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. grafia ou outros. Pelos erros de conteúdo. em múltiplos contextos.2. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. no âmbito da Segurança. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. aos contextos de aplicação. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem.2. em suporte papel e digital. que.2 – Recursos Didácticos. porém. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. Qualidade e Ambiente. apesar CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. Ambiente e Sustentabilidade 5. Estes recursos. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. do Programa Operacional Emprego. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. Como em qualquer trabalho desta natureza. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. entre si e com outros materiais neles referenciados.M1 . CD-ROM Multimédia 4. a distância ou tutoradas na empresa. Concluída a fase de concepção. Videograma 9. embora podendo ser explorados autonomamente. tais como sessões presenciais.

14 disso. agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho. porventura tenham passado.Apresentação do Projecto M1 .

Ficha Ambiental CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

entre outros). água. instituição formadora. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. vai utilizar para além deste guia. Cada um de nós. deve ser reciclado a 100%. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. sem perda de qualidade gráfica. sempre que possível. formatação. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. • Imprima. formador. imprima em papel já utilizado. tinteiros. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. Consumíveis: antes de deitar fora. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. consumir o mínimo de papel e tinta. apenas quando necessário. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. discos graváveis. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. etc. scanner. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. Caso seja. durante e depois da acção de formação. adira. ao mesmo tempo.M1 . se possível. equipamentos periféricos (impressora. em suporte de papel. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). por exemplo. • Impresso em ambas as faces do papel que. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. projector de vídeo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. frente e verso. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. • Em alternativa. Ao fazê-lo. formando.) e muitos outros materiais (papel. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. computadores. No caso de um rascunho. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente.

sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . Existem campanhas similares de outras organizações. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Esteja atento(a).por exemplo. lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto. • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? .Ficha Ambiental M1 . consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR .com).por exemplo: programa de recolha do produto. informe-se junto da AMBICARE (www.www. a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis.energystar. Equipamentos: antes de comprar.ambicare.gov). os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. troca. verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!).: 21 415 51 31. reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. troca. entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. Tel.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Infelizmente. a avaliação da extensão dos riscos conexos. para não falar no sofrimento humano. permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. As quedas em altura. como intervenientes em obra. em Portugal. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. no ambiente de trabalho. um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores. se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras. portanto. trabalhadores e donos de obra. também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST). Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. Embora. ao longo dos anos. juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra. tendo em conta as precauções existentes. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa. são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. nomeadamente de andaimes. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE.M1 . uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. figuram entre os maiores CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que. com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. nem tão pouco. aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional. à mão-de-obra.

resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV. nomeadamente silicose. • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. vítimas de doenças relacionadas com o amianto. A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. tais como óleos.o dobro da média de outros Sectores. Cerca de 1. As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano. . • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas. fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central. tais como mesotelioma e amiantose. podem provocar dificuldades respiratórias. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). isto é. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. Esses sintomas podem incluir perda de memória. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção. na fase de concepção do projecto e da preparação de obra. os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. tais como os éteres e esteres de glicol).Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . tais como a areia. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • 600. Durante a construção do Canal da Mancha. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. 22 • problemas.

Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos. tais como berbequins e martelos pneumáticos. o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança. pelo número de trabalhadores. cansaço e outros sintomas. através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático.M1 . veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança. por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas. O presente recurso irá benefeciar as empresas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . além da formação sempre necessária a trabalhadores. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais. pode provocar disfunções do sistema nervoso central. cefaleias. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis). possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. provocar náuseas. chefias e direcções das empresas do Sector. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares. são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos. obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros.

• Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. em diferentes momentos. em contexto de formação ou trabalho. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. • Técnico de Medições e Orçamentos. fiscalização. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . • Técnico de Topografia. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento.º Ano de Escolaridade. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 24 CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. gestão da segurança. os formandos de cursos de nível 3. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. projectistas. outros técnicos do Sector. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. coordenação. Pode também este Guia. ser explorado em sessões de formação de nível 2. arquitectos. Considerando as competências visadas. preferencialmente. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. e sem prejuízo das profissões tradicionais. por parte de engenheiros. no entanto. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. • Técnico de Desenho de Construção Civil.

Este Módulo não confere. se ministrado autonomamente. Este recurso pode inserir-se. com durações variáveis. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. embora se recomende que os aprendentes respeitem. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º ano de escolaridade. Sugere-se. PRé-REQuISIToS. entre outros. não obstante. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. • Estar a frequentar um curso de nível 3. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. pelo menos. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo • Encarregados e outros técnicos do Sector. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. Qualidade e Ambiente. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. • Possuir o 9. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. os domínios da Segurança. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam.M1 . qualquer nível de qualificação. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil.

caminhos de circulação. bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. Os pré-requisitos. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra. Instalações Sociais 5. 26 IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos. científico-tecnológica e prática. baseado nas actividades mais significativas. Estaleiro de Apoio à Produção 6. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. instalações administrativas. Estaleiro de Obra 2. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. quer em contexto de formação quer de trabalho. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. integrados em contexto de estaleiro de obra. …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes. Caminhos de Circulação 3. Equipamentos de Protecção Individual Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . exploração e desmobilização destas instalações. sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação. Instalações Administrativas 4. Equipamentos de Protecção Colectiva 7. num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente. Enquadramento do Módulo 1. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0.

13. 14. 15. 9. Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos Enquadramento do Módulo Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas Instalações em Estaleiro de Obra Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção Equipamentos de Protecção Colectiva Movimentação de Terras Fundações Equipamentos de Protecção Individual Estruturas Alvenarias Coberturas Funções em Estaleiro de Obra Revestimentos Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Nota: todas as palavras a vermelho ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 11. 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo 8.M1 . 10. 12.

8. Compreender e aplicar. 5. respectivos riscos e medidas preventivas. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados. • Bloco de notas e caneta. 6. profissões. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra. 7. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra. Identificar as fases principais dos processos construtivos. Analisar os riscos associados aos processos construtivos. 2. • Computador e aplicação interactiva. os seus riscos e medidas preventivas. • Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Identificar os principais processos construtivos.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . 2. 28 oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. 3. através de exemplos. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Guia de Aprendizagem. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra. a hierarquização dos riscos em obra. equipamentos e materiais. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra. as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção. 4. 3. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar. Caracterizar as funções presentes em obra. 9. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função. bem como os respectivos riscos associados.

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

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oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.pt • www. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar e caracterizar o estaleiro de obra relativamente aos condicionalismos existentes para a sua implantação.SM1 Estaleiro de Obra 1. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 2.epal.cm-lisboa. serviços afectados. a materialização da delimitação física do estaleiro e as infra-estruturas técnicas necessárias ao normal funcionamento de todas as actividades presentes ao longo do processo construtivo. desde a fase de mobilização de meios até à desmobilização final com a conclusão da empreitada. 3.pt • www.pt • http://dre. FICHAS TEMÁTICAS • Condicionalismos existentes no local • Delimitação do estaleiro • Infra-estruturas técnicas provisórias 4.pt • www. GloSSÁRIo • Estaleiro de obra • Condicionalismos • Vedação • Infra-estruturas técnicas provisórias 5. Assim. delimitação e infra-estruturas técnicas afectas ao estaleiro de obra.telecom.iambiente. serão introduzidos conceitos como estaleiro temporário ou móvel. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra.pt • www.edp. SABER MAIS • www.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . possibilitará rentabilizar os meios a disponibilizar em estaleiro na medida em que obrigará à necessidade de planear a obra.

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PAlAVRA-CHAVE • Condicionalismos • Estaleiro de Obra • Infra-estruturas • Estruturas confinantes • Acessos GloSSÁRIo Estaleiro de obra. Entre outros aspectos que a localização do estaleiro venha a colocar. de acordo com as condições do local de implantação do estaleiro. Entidade executante. • Identificar as infra-estruturas públicas aéreas e enterradas. Infra-estruturas técnicas. 1 Condicionalismos Existentes no Local 1. constitui uma medida de prevenção de acidentes muito importante que se irá reflectir ao longo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . No reconhecimento a efectuar ao local da obra deverão ser analisados os condicionalismos locais relevantes para a sua implantação. o formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. que venham a ser identificados. A Entidade Executante deverá estabelecer um conjunto de medidas de prevenção adequadas aos riscos eventualmente originados pelos referidos condicionalismos. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. Plano de Segurança e Saúde. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário. O ajuste do projecto de implantação do estaleiro de obra às condições objectivas. salientam-se os seguintes condicionalismos: • • • Infra-estruturas aéreas e enterradas. Os projectos de implantação do estaleiro são. documentos genéricos carecendo de correcções ou adaptações em questão de pormenor. CoNdICIoNAlISMoS ExISTENTES No loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. muitas vezes.1.FT1 . que possam ter influência nas condições de segurança no trabalho em estaleiro de obra.

• Conhecer qual o regime de ventos do local do obra. • Saber se existem linhas de água na envolvente. As acções aconselhadas são meramente exemplificativas e não exaustivas pelo que deverão ser ajustadas à realidade concreta de cada situação de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . se justifica que imediatamente antes de se iniciarem os trabalhos de mobilização de meios. • Rede telefónica. verificando no local os condicionalismos que possam condicionar a implantação dos meios a disponibilizar em obra. • Identificar o traçado das vias. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). ou alterar. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. de um modo estruturado. Figura 1. além disso. • Rede de esgotos domésticos e pluviais. de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. • Conhecer qual o regime pluviométrico do local.1: Estaleiro de Obra Acções Aconselhadas Durante a fase de implantação do estaleiro de obra deverão ser verificados os seguintes aspectos relacionados com a sua funcionalidade e as condições de segurança: • Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. as medidas de prevenção integrada preconizadas no “Plano de Segurança e Saúde” a desenvolver para a fase de obra. Constitui. possa pôr em risco a segurança do estaleiro. • Rede de distribuição de energia eléctrica.Condicionalismos Existentes no Local FT1 . Por tal motivo. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. 2 de toda a fase de execução. • Rede de gás. se efectue um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. a última oportunidade para incluir. nomeadamente: • Rede de águas. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. que em caso de pluviosidade intensa.

exemplo queda de objectos em altura. 3 Condicionalismos Existentes no Local • • • • • • • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. identificar e referenciar as possíveis árvores a cortar (solicitar autorização para corte junto da fiscalização da obra). Identificar a zona envolvente relativamente à utilização das edificações existentes. Levantamento de árvores e vegetação na envolvente ao local de implantação. Ser estudada uma rede de vias prioritárias. Saber se existe recolha de resíduos sólidos urbanos.FT1 . Levantamento dos aterros e operadores licenciados para as operações de gestão de resíduos de obra. Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos. e qual a periodicidade com que é feita a sua recolha. para que possam funcionar como vias de emergência.2: Mobilização de Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que são mantidas desimpedidas. Figura 1. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada.

OBRA Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 CONDICIONALISMOS EXISTENTES NO LOCAL RECONHECIMENTO Obra: E LOCALIzAÇÃO DA ObRA/ESTALEIRO Estradas e Acessos Deterioração Desabamentos Zonas de acidentes frequentes Zonas de trânsito congestionado Restrições de circulação GEOLOGIA Geologia (solo. poços. subsolo. etc. lençóis de água.Condicionalismos Existentes no Local FT1 .) Relevo Terrenos agrícolas Afogamento Afundamento Atolamento de máquinas Capotamento de máquinas Culturas Desabamentos Deslizamento ou aluimento Despenhadeiros Inundações Produtos químicos Quedas a nível diferente Subida dos níveis freáticos Vedações INTERfERêNCIAS COM INfRA-ESTRUTURAS Proximidade de linhas aéreas de electricidade Proximidade de redes subterrâneas de electricidade Proximidade de linhas aéreas de telefones Proximidade de redes subter-râneas de telefones Proximidade de redes de águas Proximidade de redes de esgotos Proximidade de oleodutos e gasodutos Acidente eléctrico/Queimaduras Incêndio Corte de comunicações Electrocussão Rotura de condutas/Inundações Desabamentos Intoxicações/Infecções Rotura de condutas Explosão/Projecção de objectos Intoxicação/Asfixia CRUzAMENTOS/TRAVESSIAS Linhas eléctricas Caminhos-de-ferro Linhas/Cursos de água Edifícios/habitações/muros Acidente eléctrico/Queimaduras Catenárias (indução e electrocus-são) Atropelamentos Afogamento/Afundamento Subida dos níveis freáticos Inundações Afogamento Deslizamento/aluimento de terras Capotamento de máquinas Transposição de edifícios Quedas de altura Desmoronamento Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento na proximidade de linhas de caminho de ferro Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Estudo do relevo Procedimento medidas de salvamento aquático Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Procedimento trabalhos em cobertura de edifícios Procedimento nos trabalhos na vizinhança de ins-talações eléctricas em tensão Procedimento no cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento em interferência com redes eléctricas subterrâneas Procedimento no cruzamento/travessia de obstáculos Procedimento em Interferência com redes telefónicas Procedimento em Interferência com redes de águas Procedimento em Interferência com redes de esgotos Procedimento em interferência com oleodutos e gasodutos Procedimentos no cruzamento e travessia de obstáculos Reconhecimento/estudo preliminar geotécnico da natureza do solo Ancoragem de taludes Eliminação de elementos instáveis Colocar sinalização e demarcar a zona Delimitação e acessos ao estaleiro Colocar sinalização e demarcar a zona Definir zonas de circulação Solicitar autorizações legais Criar trajectos alternativos O RISCOS/SITUAÇÕES PERIGOSAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E .ESTALEIRO O .

sendo recomendado o uso de tapumes com a altura mínima de 2. este orienta a circulação das pessoas e garante-lhes a devida segurança contra o risco de queda de qualquer ferramenta ou material. Via pública. Esta protecção de obra deve ter a altura necessária para garantir a privacidade pretendida durante a execução dos trabalhos. opaca ou não. A vedação poderá ser em rede. de modo a. A vedação de obra é uma protecção. estes deverão ter uma largura suficiente de modo a não dificultarem ou impedirem a passagem de qualquer veículo (ter em atenção as viaturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . garantindo a não intromissão inadvertida e intempestiva de pessoas estranhas à obra. painel de rede amovível ou tapume metálico. há necessidade por vezes de ocupar passeios públicos ou parte de arruamentos. No que diz respeito aos portões. que isola a zona de intervenção do exterior. dElIMITAÇÃo do ESTAlEIRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT2 . pelo que estará associada a sua implantação à localização da portaria e respectivo controlo de acessos à obra. constituir aviso da existência de um obstáculo. sobretudo em zonas de grande movimento de peões. Tapume. Não é recomendado o uso de malhasol como elemento de vedação. Esta vedação. Acidente.2. deverá ser provida de um corredor protegido superiormente. 1 Delimitação do Estaleiro 1. PAlAVRA-CHAVE • Vedação de obra • Malhasol • Tapume • Portaria • Controlo de acessos GloSSÁRIo Vedação de obra. apresentando com o tempo “pontas” metálicas muitas vezes perigosas. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá ter. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. por si só. • Identificar os diferentes tipos de vedação de obra.0m nos limites adjacentes a passeios ou caminhos de peões. porque enferruja-se e deteriora-se com facilidade. pelo que se deverá obter junto dos organismos competentes as respectivas licenças de ocupação. Nos centros urbanos. A cor das vedações deverá ser suficientemente contrastante com o meio ambiente. A vedação deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e viaturas. Sinalização.

• Cortes/perfurações resultantes da natureza inadequada de materiais.3: Vedação de Estaleiro Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e respectivos acessos são os seguintes: • Acidentes. envolvendo terceiros por intervenção de pessoas estranhas no perímetro da obra.90 m. Quando se mostre conveniente deve-se colocar sinalização nocturna indicadora da existência da vedação. não só os trabalhadores. • Queda de objecto. Este procedimento é aconselhado fundamentalmente para zonas urbanas. Figura 1. por ocultação ou falta de iluminação da sinalização reguladora. devem ser ajustadas à especificidade da obra e ter em conta. estas deverão ser refeitas com passadiços apropriados resguardados lateralmente e bem iluminados. • Acidentes. • Acidentes. por falta de visibilidade. As medidas de prevenção relacionadas com a vedação e acessos. • Entalamentos. A delimitação do estaleiro deve atender às seguintes medidas de prevenção: • Se a vedação alterar ou eliminar as zonas de circulação pedonal. e sinalizadas. 2 pesadas e a dimensão das cargas). utilizando lanternins eléctricos de cor alaranjada.Delimitação do Estaleiro FT2 . • Electrocussão por aparecimento acidental de corrente. como também terceiros susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos presentes em estaleiro de obra. • Esmagamentos.60 m por 30 peões/minuto com um mínimo de 0. • Acidentes. • As circulações pedonais devem ser dimensionadas com uma largura de 0. • Quedas ao mesmo nível. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . por condicionalismos impostos ao trânsito de peões e/ou automóveis. • Atropelamento. A sinalização de segurança associada à vedação e portaria é um meio de prevenção muito importante.

FT2 . deve dispor de pavimento anti-derrapante e não podem existir orifícios (perigo com os sapatos de saltos altos) nem ressaltos. 3 Delimitação do Estaleiro • Se a zona de circulação pedonal confinar com uma via com trânsito automóvel. Figura 1. arruamento. estacionamento). deve ser estabelecida uma separação física entre as duas. deverá executar-se um murete que sirva de barreira ao transporte de terras por escoamento superficial.4: Corredor de passagem • Se nos trabalhos a decorrer em estaleiro de obra for identificado o risco de queda de objectos sobre a via pública. o corredor de passagem deve ser coberto.5: Corredor de passagem • • • • • Qualquer passadiço para peões será sinalizado. Não é permitido o atravessamento de tapumes metálicos por cabos eléctricos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os portões nas entradas do estaleiro devem estar em locais de boa visibilidade. Em passeios ou para travessia de valas. Figura 1. Quando o estaleiro ficar contíguo a uma zona pavimentada pública (passeio. As vedações metálicas deverão esta equipotencializadas e ligadas à terra.

Portas e portões devem ser mantidos fechados fora do horário de trabalho. deverá ser repetida em cada lado da entrada e nunca no vão.6: Sinalização à entrada da obra • • Colocação de sinalização dissuasora de entrada de pessoas estranhas à obra. 4 Figura 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Delimitação do Estaleiro FT2 . A utilização de correntes nas entradas. só durante o período laboral.

5 Delimitação do Estaleiro FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vedação e Controlo de Acessos ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO O estaleiro encontra-se perfeitamente delimitado. A entrada e saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. C = Conforme. O controlo de acessos é eficaz.FT2 . A vedação está equipotencializda e existe ligação à terra (vedações metálicas). quer para as pessoas ou instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Existe espaço suficiente entre o tapume e a cota do terreno de forma a permitir a passagem de águas pluviais. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existe obstrução parcial da via pública.º de acessos suficiente. A cor da vedação é apropriada. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. l = Constitui um risco ligeiro. NC = Não conforme. Existe controlo de acessos. A vedação constitui obstrução à visibilidade de peões e de automobilistas. A vedação constitui obstrução à iluminação pública ou sinalização reguladora. O material utilizado na vedação não constitui um risco para os trabalhadores ou terceiros. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Existe um n. A largura do acesso é suficiente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3. • Elaborar lista de verificações para as Infra-estruturas técnicas. A entidade executante. assim como os requisitos de segurança. O projecto de estaleiro deverá identificar e definir objectivamente através de peças escritas. implantação dos equipamentos de apoio e outros elementos resultantes dos processos e métodos construtivos adoptados pela Direcção de Obra. são os factores que obrigam a que as infra-estruturas técnicas sendo provisórias (águas. execução dos trabalhos. esgotos. Será no estaleiro que se estabelecerão todas as regras e procedimentos relativos à implantação das instalações de apoio. Luminária. INFRA-ESTRuTuRAS TéCNICAS PRoVISóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Infra-estruturas técnicas • Rede de águas • Rede de esgotos • Instalação eléctrica • Rede de gás GloSSÁRIo Estaleiro de obra. qualidade e ambiente que a obra deverá cumprir de forma global e integradora. GPL. deverá elaborar. esgotos. • Descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. Esquentador. instalação eléctrica e telecomunicações) têm no entanto que cumprir com as exigências legais para a sua implantação e utilização em estaleiro de obra. Montante. Factores de influência externa. bem como os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles trabalhos. cálculos e peças desenhadas. Para o efeito entende-se por Estaleiro de Obra os locais onde se efectuam os trabalhos incluídos na empreitada. a implantação e características das infra-estruturas técnicas provisórias. 1 Infra-estruturas Técnicas Provisórias 1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . submeter à análise da fiscalização e aprovação pelas entidades gestoras os projectos das infra-estruturas provisórias de estaleiro de obra. Os novos métodos construtivos associados aos equipamentos de obra cada ver mais potentes e sofisticados. o formando deverá estar apto a: • Identificar as infra-estruturas técnicas provisórias a implantar em obra. ETAR. gás. as redes provisórias de águas.FT3 . gás. instalação eléctrica e de telecomunicações. Estão incluídas nas infra-estruturas técnicas a implantar em estaleiro de obra.

equipamentos. Figura 1. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. deve ser garantida ligação à rede de telecomunicações fixa e verificada a qualidade do sinal da rede móvel.8: Quadro Eléctrico 1.7: Contador Rede Águas Figura 1. Pelo anteriormente exposto. …).1. 2 A existência em obra de meios de comunicação é fundamental para garantir em caso de acidente o pedido de socorro.30 0.1 0.1 0. equipamentos e eventualmente na rede de incêndio armada para o combate a incêndio. A rede de águas será sempre que possível suportada na rede pública. Como exemplo apresentam-se os caudais instantâneos mínimos a considerar para os seguintes dispositivos de utilização: dISPoSITIVoS dE uTIlIzAÇÃo Torneira de Serviço Lavatório individual Chuveiro Autoclismo de bacia de retrete Urinol CAudAIS MíNIMoS (l/s) 0.15 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de águas são de carácter geral. é também prudente afixar junto ao telefone os contactos de emergência que constam do plano de emergência.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . no caso desta rede não suportar os consumos previstos ou a sua não existência.3. REdE dE ÁGuAS A rede de águas provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. documento este obrigatório em obra. a alternativa será a execução de furo hertziano ou reservatório.15 0.

unidades Portáteis. • Rede pública de esgotos. Furo hertziano. Como exemplo apresentam-se os diâmetros dos ramais de descarga dos seguintes aparelhos: APARElHo Bacia de Retrete Chuveiro Lavatório Urinol RAMAl dE dESCARGA (mm) 90 50 50 50 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de esgotos são de carácter geral. • Disponibilizar em obra análise da qualidade da água. • Licenciamento do furo. • Regularidade no abastecimento. • Sinalizar furo e condicionar o acesso. localização do nível freático.3. equipamentos. garantia de qualidade da água. 1. 3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias • • • Rede pública de águas. no ramal de ligação à rede existente. • Sinalizar água não potável. REdE dE ESGoToS A rede de esgotos provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. acessível para permitir recolha de matéria orgânica. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. …). caixa de retenção de hidrocarbonetos na área oficinal e rampas de lavagem. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. • Cota de soleira da caixa de visita. • Levantamento da rede pública existente. no caso desta rede não suportar os caudais produzidos ou a sua não existência. • ETAR compacta. • Pressão disponível e qualidade da água. • Dimensionamento de reservatório. filtragem e purificação da água. • Tratamento de águas residuais com origem em: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . solicitar cadastro da rede à entidade gestora.FT3 . a alternativa será a implantação em obra de ETAR compacta para recolha e tratamento das águas residuais. deverão ser implantadas caixa de retenção de gorduras na cozinha. • Levantamento da rede pública existente. A montante do ramal de ligação à rede pública ou da ETAR. equipamentos e no tipo de tratamento das águas residuais. A rede de esgotos será sempre que possível ligada à rede pública.2. • Meios de elevação.

Os quadros de estaleiro devem satisfazer a norma EN 60 439-4 e ter os índices de protecção IP e IK indicados. de prevenção e requisitos ambientais complementares. em função das influências externas: Equipamentos 1. Oficina (caixa de retenção de hidrocarbonetos). As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 – Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão.3. Para o cálculo aproximado da potência eléctrica necessária é frequente multiplicar o valor da potência instalada por um coeficiente de funcionamento igual a 0. 1. aumenta o risco de acidente e perdas de produção. Zona de lavagem de autobetoneiras (bacias de decantação).7.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Tal factor manifesta-se algumas vezes irrealista pelo que se recomenda o estudo caso a caso das necessidades de cada obra. Um dimensionamento da instalação eléctrica incorrecto. Comando e Seccionamento 3. equipamentos e nos factores de influência externa. Na origem da instalação deve existir um quadro eléctrico. provoca normalmente cortes intempestivos no fornecimento da corrente o que. por sua vez. Rampas de lavagem (caixa de retenção de hidrocarbonetos). 2. A adopção de fontes de energia alternativas ao abastecimento público de electricidade. dotado de corte geral. 1. Como exemplo apresentam-se as condições de instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .3. com a eleição subsequente de um coeficiente ajustado à situação concreta. mas obriga à tomada de medidas de organização. Aparelhagem de Protecção. Não instalar os cabos nos locais de passagem de viaturas e pessoas (protecção mecânica nos casos de impossibilidade). 4 • • • • Cozinha (caixa de retenção de gorduras). dispositivos de protecção principais. Usar cabos resistentes à abrasão e água do tipo H07RN-F ou equivalente. através de grupo gerador é perfeitamente aceitável. Utilizar dispositivos de protecção diferencial de alta sensibilidade IΔn≤30mA. seccionamento e corte. Canalizações 3. INSTAlAÇÃo EléCTRICA A Instalação eléctrica provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no layout das instalações. 2. Condições de Instalação Instalar as canalizações de modo a que as ligações não fiquem sujeitas a esforços mecânicos.

de utilização corrente em estaleiros de obra: Rede de alimentação Aparelho de queima Posto abastecedor Figura 1. …).3. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações.4. Dispositivos de protecção contra sobreintensidades. 5 Infra-estruturas Técnicas Provisórias Aparelhos de utilização Aparelhos de utilização alimentados a partir do quadro de entrada ou quadros de distribuição e sejam dotados de: 1. • Quais os meio alternativos. 3. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da instalação eléctrica provisória são de carácter geral. 1. 2. • Qual a tensão disponível. • Contacto de emergência da entidade gestora.FT3 . Constituição de um sistema autónomo de utilização de gás (não ligado a redes públicas de distribuição). • Sinalização e iluminação de emergência. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. equipamentos. • Definir localização de quadros volante. Tomadas. Dispositivos de protecção contra contactos indirectos.9: Sistema de utilização de Gás GPL A rede de gás é normalmente suportada por GPL (gás de petróleo liquefeito) em garrafas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Definir caminho de cabos. REdE dE GÁS A rede de gás provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out dos equipamentos de queima a considerar para a cozinha e para a produção de águas quentes sanitárias. • Qual o regime de exploração. • Rede pública de distribuição. • Localização e característica das luminárias.

• Evacuação segura de gases de combustão dos aparelhos de queima. pelo facto é proibido a sua utilização e o armazenamento em caves e espaços fechados. Figura 1. O gás propano é mais denso que o ar. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de equipamentos de queima). • Esquentadores devem estar no exterior das instalações. 6 portáteis de gás propano G110 de 45Kg. • Proibir o armazenamento e utilização de GPL em caves. • Cabine de garrafas (normal/sem bolt): • Deve ser acessível a viaturas.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . • Deve ter vedação e sinalização de segurança.10: Pormenores de cabine de garrafas GPL A instalação da rede de gás terá de ser executada por empresa certificada e será passado termo de responsabilidade pelo técnico de gás credenciado pela DGGE (Direcção Geral de Geologia e Energia). lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de gás são de carácter geral. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . implantadas em cabine de garrafas dimensionada conforme o número de garrafas necessárias ao normal funcionamento dos equipamentos.

garantem qualidade da água. A água é potável. Unidades portáteis. Controlo qualidade da água com origem no furo hertziano.FT3 . está licenciado. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Sinalização do furo e condicionado o acesso. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. Furo hertziano. quer para as pessoas ou instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 7 Infra-estruturas Técnicas Provisórias FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Águas Provisória Projecto aprovado. C = Conforme. Existe rede de combate a incêndio – Carretéis. NC = Não conforme. l = Constitui um risco ligeiro.

Retenção de gorduras (cozinha). WC químicos nos locais onde não exista Rede de esgoto. l = Constitui um risco ligeiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ETAR compacta. rampa lavagem). localização e acesso a viaturas. C = Conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Estado de limpeza e conservação das loiças sanitárias. Retenção de hidrocarbonetos (oficinas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Esgotos Provisória Projecto aprovado. Lava-botas à entrada das instalações sociais e administrativas. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável.

Estaleiro dispõe de terra de protecção. Riscos da instalação eléctrica estão devidamente sinalizados. Intervenção na instalação só por técnico competente. NC = Não conforme. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT3 . 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 NA = Não Aplicável. disjuntores diferenciais I∆n≤30mA. Protecção contra contactos indirectos. Quadros fixos e móveis (pimenteiros) em conformidade com EN 60 439-4. l = Constitui um risco ligeiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. 9 Infra-estruturas Técnicas Provisórias LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Instalação Eléctrica Provisória Projecto aprovado. C = Conforme. isolamentos em bom estado. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Protecção contra contactos directos.

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. C = Conforme. Estado e validade das mangueiras de ligação aos aparelhos de queima.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Verificação de concentrações de CO. quer para as pessoas ou instalações. Cabine de garrafas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. NC = Não conforme. Cabine de garrafas é acessível a viaturas. Esquentadores no exterior das instalações. estado da vedação e organização do espaço. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Evacuação dos produtos de combustão. Rede de gás executada por empresa certificada. 10 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO Rede de Gás Provisória Projecto aprovado.

a. Relativamente à ficha temática 2. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “vedação de obra”. complete os espaços em branco. 4.4. 2. relativamente às suas redes aéreas e enterradas. gás e telefones). _______________________ b. A __________________ deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e __________________. ponto 1. _______________________ c.AV1 . Enuncie quais os condicionalismos locais mais relevantes na implantação de um estaleiro de obra. 1 Actividades/Avaliação 1. esgotos. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 2. ponto 1.2 Delimitação do Estaleiro. _______________________ 5. 3. Indique os procedimentos a ter junto das entidades gestoras dos serviços públicos afectados (águas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. pelo que estará associada a sua implantação à localização da _________________ e respectivo _____________________ à obra. rede eléctrica.2 Delimitação do Estaleiro.

associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. Relativamente à ficha temática 3. 2 6. RISCoS Incêndio Explosão Electrocussão Ambiente Intoxicação Derrame de gasóleo MEdIdAS PREVENTIVAS Evacuação de produtos de combustão Caixa de retenção de hidrocarbonetos Proibir garrafas gás em caves ETAR Disjuntores diferenciais de 30 mA Carretéis de calibre reduzido Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ponto 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4) .Actividades/Avaliação AV1 . Estaleiro de Obra.3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias. reveja o submódulo 1.Se não conseguir resolver esta actividade. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

2. Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

GloSSÁRIo • Via de circulação • Plano de evacuação • Parqueamento • Sinalização 5. parqueamento de viaturas e de equipamentos e sinalização rodoviária.pt • www.dgv. • Identificar os diferentes tipos de sinalização. serão introduzidos conceitos referentes a medidas de prevenção em vias de circulação pedonal. SABER MAIS • www.profor.pt • www. parqueamento de materiais e equipamentos.sinalux. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as medidas de prevenção a tomar em estaleiro de obra relativamente às vias de circulação pedonal e rodoviária. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir.brisa. vias de circulação rodoviária. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.com. visitantes e transeuntes. Assim. 2. 3. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente. • Definir os locais e características dos parqueamentos. conceitos estes que deverão estar associados à sinalização de segurança a implementar em estaleiro e necessários à segurança de todos os trabalhadores.pt • www. FICHAS TEMÁTICAS • Vias de Circulação Pedonal • Vias de Circulação Rodoviária • Parqueamento • Sinalização 4.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.pt • http://dre.pt • www.estradasdeportugal.pt • www. possibilitará dimensionar e organizar a circulação no interior do estaleiro de obra em estreita articulação com a produção.SM2 Caminhos de Circulação 1.intervega. de segurança no trabalho e de emergência.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

VIAS dE CIRCulAÇÃo PEdoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. As vias de circulação pedonal de um estaleiro devem ser definidas de modo a corresponderem às necessidades dos vários sectores da obra (segurança. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação • Pedonal • Rodoviária • Plano de evacuação • Emergência GloSSÁRIo Via de circulação pedonal. Plano de evacuação. Figura 2. 1 Vias de Circulação Pedonal 2. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação pedonal. administrativa e comercial). Nos locais de saída de viaturas e equipamentos.1. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. Deverão estar sempre desimpedidas. como em caso de emergência em que as vias de circulação (pedonal e rodoviária) deverão obrigatoriamente constar no plano de evacuação a implementar em estaleiro. deve ser criada uma guarda ou barreira física que irá servir de resguardo e permitirá visualizar ao condutor/manobrador o circuito de circulação dos peões neste local. Entende-se por via de circulação pedonal os caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e demais pessoas afectas à obra circularem em segurança a pé. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir.1: Barreira Física CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . produção/frentes de trabalho. estarem bem sinalizados e serem sujeitos a verificação e conservação adequadas.FT4 .

• Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos. • Piso em bom estado.Vias de Circulação Pedonal FT4 . 2 Acções aconselhadas As vias de circulação pedonal em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias rodoviárias. • Ser estudada uma rede de vias prioritárias. exemplo queda de objectos e quedas em altura. para que possam funcionar como vias de emergência. que são mantidas desimpedidas. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. • Largura de pelo menos 0. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada. Figura 2. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. • Sinalização de prioridade aos peões sempre que haja atravessamento das vias rodoviárias. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro.2: Vias de Circulação Pedonal e Rodoviária Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .60 m. de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. • Identificar o traçado das vias.

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária. sinalizadas e desimpedidas. Circulações em rampas com declive ≤ 12%. Risco de queda de objectos. Risco de queda em altura. estão protegidas. O piso é regular. NC = Não conforme. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. quer para as pessoas ou instalações. O piso está limpo e isento de substâncias escorregadias. ao longo da via pedonal.60m. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 12 13 14 NA = Não Aplicável. uniforme e está desimpedido. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. largura ≥ 0. As vias pedonais estão sinalizadas. C = Conforme. ao longo da via pedonal. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Vias pedonais exteriores. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As vias de circulação pedonal de emergência estão sinalizadas. Risco de queda de nível. l = Constitui um risco ligeiro. Dimensões.FT4 . 3 Vias de Circulação Pedonal FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Pedonal ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DESCRIÇÃO As vias pedonais estão separadas das vias rodoviárias. ao longo da via pedonal. Os postos de trabalho garantem a evacuação rápida e segura dos trabalhadores.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. pesadas e de transporte de pessoal. circulam pessoas. transportando materiais muito pesados. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que servem para as movimentações de viaturas ligeiras.6m. sendo o seu tipo e traçado condicionado quer pelas dimensões das viaturas e dos respectivos raios de curvatura. Sinalização. estando sempre presentes nestes locais os riscos de atropelamento e esmagamento. Entende-se por via de circulação rodoviária os caminhos existentes no interior do estaleiro de obra. A circulação num estaleiro é muitas vezes negligenciada. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. betão ou betume betuminoso. a largura mínima deverá ser de 7. VIAS dE CIRCulAÇÃo RodoVIÁRIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.2. Para a implantação das vias de circulação rodoviária devem ser respeitadas as seguintes regras: • É recomendada a adopção de uma só entrada no estaleiro. solo cimento. • Nas vias com dois sentidos.FT5 .0m. quer pelos outros meios de transporte e de elevação de cargas. de modo a facilitar o controlo de pessoas e veículos à obra. é importante ter em atenção que. pelos caminhos. equipamentos e diversos veículos. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação Rodoviária • Piso • Sinalização GloSSÁRIo Via de circulação rodoviária. Talude. 1 Vias de Circulação Rodoviária 2. com um mínimo de 3. • O piso destas vias devem assegurar a circulação sem perturbações. • A largura dos caminhos de circulação depende dos meios de transporte utilizados. possibilitam a redução de tempos e de custos nas operações de transporte. equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. ou destinados a cargas ou descargas. Macadame. sendo vantajosa a utilização de pavimentos de macadame. As vias de circulação rodoviária.

• Identificar o traçado das vias. • Dimensão da largura da via (duplo sentido) com pelo menos 7. troços com comprimento superior a 100. • Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3. • Nas vias de circulação rodoviária devem ser sinalizadas as passagens de peões. • Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h. 2 • • • • • Os acessos a recintos cobertos de veículos ou depósitos terão a largura mínima de 10. com um raio mínimo de 10.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos.3: Dimensões das Vias de Circulação Acções aconselhadas As vias de circulação rodoviária em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias pedonais.60 m. • Respeitar a distância de segurança relativamente aos caminhos de circulação pedonal. com a colocação de pórticos/barreiras de sinalização nas zonas de aproximação.0m. As curvas devem permitir que todos os meios de transporte circulem sem dificuldade. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação.0m.0 m. • Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras. queda de viaturas em altura e esmagamento por equipamento/viatura. Afastar as vias de circulação do coroamento de taludes. sinais luminosos e sinais verticais). Figura 2. • Piso deve estar em bom estado. sempre que exista o levantamento de pó. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . em todo o estaleiro de obra.0m. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. caso exista o levantamento de pó devem ser feitas regas periódicas. As passagens superiores devem ter a altura mínima de 4. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. exemplo queda de objectos. Proceder à rega intermitente dos caminhos.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . • Conceber sempre que possíveis as vias de circulação rodoviária afastadas de locais onde existam riscos.

Figura 2. que são mantidas desimpedidas. 3 Vias de Circulação Rodoviária • Ser estudada uma rede de vias prioritárias.FT5 . para que possam funcionar como vias de emergência em caso de necessidade.4: Vias de Circulação em Estaleiro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

indicando localização do estaleiro. ao longo da via pedonal. quer para as pessoas ou instalações. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. Existe uma boa visibilidade em todo o traçado da via rodoviária em estaleiro. O piso é regular. Sinalização na rede rodoviária envolvente. NC = Não conforme.6m Dois sentidos largura ≥ 7. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. Rega dos caminhos. As vias de circulação rodoviária de emergência estão sinalizadas. Risco de queda de nível. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Dimensões: Um sentido largura ≥ 3. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. As zonas perigosas estão protegidas e sinalizadas. quando exista levantamento de pó.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Rodoviária ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO As vias rodoviárias estão sinalizadas. Traçado da via rodoviária está afastado do coroamento das escavações.0m Vias rodoviárias e pedonais separadas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro. C = Conforme. uniforme e está desimpedido.

PAlAVRA-CHAVE • Parqueamento • Viaturas ligeiras • Equipamentos • Pavimento GloSSÁRIo Acidente. dentro do estaleiro. como forma de garantir uma organização eficaz das movimentações no interior do estaleiro de obra. Equipamento de trabalho. não existindo legislação específica que regule este tema. o atropelamento. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. impor uma circulação em vias diferenciadas de veículos e pessoas. esmagamento. na restante legislação apenas são referidas áreas e temáticas comuns e integrantes dos parques de equipamentos. de 25 de Fevereiro. Desta forma. Verificamos que existe uma lacuna muito grande relativamente a regras de segurança no âmbito do parqueamento em estaleiro de obra. de forma a reduzir ao máximo os percursos de circulação no interior do estaleiro. incêndio e os riscos ambientais. consegue-se diminuir a probabilidade da ocorrência de acidentes e atropelamentos. devem ter áreas bem definidas. define equipamentos de trabalho de uma forma genérica e muito abrangente. O parqueamento de viaturas ligeiras e pesadas assim como o parqueamento de equipamentos. 1 Parqueamento 2. Evitando desta forma possíveis incidentes e acidentes associados aos riscos mais frequentes nestes locais. Devem os locais afectos aos parqueamentos estar separados fisicamente entre si para se evitarem manobras difíceis com veículos e equipamentos. O Decreto-Lei 50/2005.FT6 . PARQuEAMENTo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. visto que é difícil. • Elaborar lista de verificações para os locais destinados ao parqueamento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Assim sendo utilizaram-se conceitos e regras de senso comum e de boa prática sobre segurança na construção civil. Meios de 1ª intervenção. de maneira a garantir-se uma melhor organização dos meios e dos locais. Estaleiro de obra. colisões. Os parqueamentos a implantar no estaleiro (veículos e equipamentos) devem estar situados tão próximo quanto possível do acesso principal. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos.3. queda de materiais.

este parqueamento deverá estar junto do estaleiro administrativo e do acesso principal ao estaleiro de obra. compostos por extintor de pó tipo ABC de 6Kg e uma caixa de areia com pá.3.1. tais como: • Estar sinalizados os lugares de parqueamento de viaturas incluindo os lugares destinados aos visitantes e garantida a iluminação eléctrica do local. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Devem existir na proximidade dos parques. que promovam uma eficaz funcionalidade da circulação em obra.6: Parqueamento de Viaturas 2. meios de 1ª intervenção para o combate a incêndio. lista de Verificação Sugere-se que os parques de viaturas obedeçam a algumas regras de execução e localização. A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída de viaturas.7: Dimensionamento de áreas para parqueamento de viaturas ligeiras • O pavimento do parque de viaturas deverá ser impermeabilizado. regularizado e nivelado. PARQuEAMENTo dE VIATuRAS O parqueamento de viaturas ligeiras deverá ter uma área suficiente para todos os veículos dos vários sectores da obra. 2 Figura 2. • Figura 2. assim como contemplar alguns lugares para visitantes e junto ao posto médico um lugar para viatura de socorro.Parqueamento FT6 .5: Parqueamento de Equipamentos Figura 2. possibilitando o estacionamento em condições de segurança.

8: Parque de Viaturas 2. só faz sentido que haja parques para equipamentos na obra quando existam equipamentos de médio e grande porte. Figura 2.FT6 . de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Parqueamento Figura 2.2. Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do acesso ao estaleiro. Tendo em conta a abrangência da definição de equipamentos de trabalho. lista de Verificação Sugere-se que os parques de equipamentos obedeçam a algumas regras de execução e localização. pois falamos em equipamentos que em alguns casos ultrapassam os 6 m de comprimento e os 3 m de altura. que promovam boas condições de trabalho. A sua localização deve ser junto da área oficinal do estaleiro de obra.9: Dimensionamento de áreas para manobra e parqueamento de equipamentos • Os espaços de parqueamento dos equipamentos devem estar delimitados fisicamente e com a devida sinalização e deverão garantir uma distância de segurança entre equipamentos. que poderá ir desde a simples ferramenta à maquinaria pesada. área de pequenas reparações e por uma estrutura que possibilite a lavagem do equipamento ao fim do dia de trabalho.3. áreas de circulação de trabalhadores. PARQuEAMENTo dE EQuIPAMENToS Os parques de equipamentos em obra são estruturas físicas que têm como função o parqueamento de equipamentos utilizados na obra. • A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída do equipamento. tais como: • Deveram ser constituídos por área de parqueamento.

Parqueamento FT6 . As zonas de parqueamento das máquinas e camiões deverão ter o piso tratado convenientemente. A zona de lavagem de equipamentos deverá estar munida de bacias de retenção. para que estas sejam tratadas convenientemente.10: Parque de Equipamentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . possibilitando o parqueamento do equipamento em condições de segurança. • O pavimento do parque deverá ser regularizado e nivelado. esta deverá dispor de iluminação artificial adequada. permitindo recolher as substâncias retidas para posterior tratamento. Deverão existir meios de combate a incêndio na área de pequenas reparações e na proximidade dos equipamentos. garantindo que a escorrência da água seja realizada directamente para valas que devem rodear as zonas de parqueamento. que receberão todas as águas provenientes da lavagem dos equipamentos. As zonas de parqueamento de equipamentos deverão ter no piso membranas impermeabilizantes para que seja possível a recolha de camadas de solo contaminadas. atropelamentos e esmagamentos. Estas valas devem conduzir a água a pequenos tanques que permitam a captação de combustíveis e lubrificantes eventualmente derramados. com combustíveis ou lubrificantes. • • • • • Figura 2. Caso não seja garantida uma iluminação natural suficiente em toda a área. 4 o risco de colisões.

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Caixa de retenção de hidrocarbonetos. Rampa de lavagem de equipamentos/máquinas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Área de pequenas reparações de equipamentos Sistema de recolha de resíduos. Nivelados. Área de lavagens de viaturas e equipamentos. NC = Não conforme. Iluminação de parques de viaturas e equipamentos. 5 Parqueamento FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Parqueamento de Viaturas e Equipamentos ITEM 1 2 3 4 DESCRIÇÃO Locais para parqueamento estão sinalizados. Meios de 1ª Intervenção. Estável. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. Os pavimentos estão: Regularizados. Lugar de parqueamento de viatura de socorro junto ao posto médico NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Existem lugares para parqueamento destinados a visitantes.FT6 . Garantidas as distância de segurança entre equipamentos/ máquinas. Extintor de Pó ABC 6Kg. Áreas de parqueamento garantem manobras em segurança. Área de parqueamento de equipamentos/máquinas está impermeabilizada. l = Constitui um risco ligeiro. C = Conforme. Caixa de areia e pá.

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1 Sinalização 2. • Na definição dos caminhos de circulação deve ser considerada a movimentação de todos os materiais e equipamentos utilizados na obra. PAlAVRA-CHAVE • Sinalização • Sinalização Rodoviária Temporária • Segurança no Trabalho • Emergência GloSSÁRIo Sinalização. Segurança contra incêndio. Como técnica complementar de segurança. características. a sinalização não elimina nem reduz o risco mas informa sobre a sua presença. • Equipamento a utilizar no transporte e movimentação dos elementos de maiores di- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . deslocação e circulação necessárias à segurança em estaleiro de obra. permanência. SINAlIzAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. dimensão e localização da obra. pelo que será necessário informar os trabalhadores e visitantes sobre as condições de acesso. pelo que não se dispensa a adopção de medidas de prevenção e controlo dos locais e equipamentos onde este risco está presente. Em estaleiro de obra devem ser sinalizados caminhos de circulação. nomeadamente dos elementos de maiores dimensões.4. meios de protecção contra incêndio e de socorro. O estaleiro de obra é um local de trabalho onde existem as mais variadas situações de perigos.FT7 . parqueamentos. devendo ser estabelecida tendo em conta a natureza. Local de trabalho. A sinalização pretende assim dar resposta à obrigação de informar. • Elaborar lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. áreas de armazenagem de produtos perigosos. • Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização em estaleiro de obra. o formando deverá estar apto a: • Descrever os diferentes tipos de sinalização. Na implantação da sinalização deve ser considerado o seguinte: • Identificar todos os acessos para viaturas e caminhos pedonais para circulação de trabalhadores. • Todas as entradas no estaleiro devem possuir sinalização externa proibindo a entrada a pessoas estranhas à obra e indicação do Equipamento de Protecção Individual de utilização obrigatória dentro do estaleiro. Plano de emergência.

com identificação dos perigos.11: Sinalização de Segurança Figura 2. assim como a localização dos mesmos face às condicionantes existentes. Em todos os locais do estaleiro devem ser previstos locais para passagem das viaturas utilizadas no transporte de materiais e/ou equipamentos para a carga ou descarga destes. 2 • • • • • mensões. Sinalização da localização dos meios de segurança contra incêndio e de saídas de emergência contempladas no plano de emergência. Figura 2. Deverá ser prevista a colocação dos dispositivos necessários para garantir a segurança na entrada e saída de viaturas no estaleiro. Sinalização de zonas perigosas ou interditas.Sinalização FT7 .12: Sinalização Rodoviária Temporária Cor Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Equipamentos de Alarme e Combate a Incêndio Proibição Aviso/Perigo Identificação e localização Comportamentos perigosos Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Saídas de emergência Ponto de encontro Posto de socorros Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . As instalações existentes no estaleiro devem ser devidamente identificadas.

Sempre que a duração prevista das obras seja superior a 30 dias ou a duração da obra.FT7 . • Marcas rodoviárias. deve ser elaborado projecto da sinalização temporária a implementar na via. • Pré-sinalização. A sinalização temporária deve ser removida imediatamente após a conclusão da obra ou da remoção do obstáculo ocasional. • Sinalização de posição. 3 Sinalização dimensões dos Sinais Dimensão 150x150mm Dimensão 200x200mm Dimensão 300x300mm Dimensão 400x400mm Dimensão 600x600mm 6m 8m 13m 17m 26m 2. SINAlIzAÇÃo RodoVIÁRIA TEMPoRÁRIA As obras e obstáculos na via pública devem ser convenientemente sinalizados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Sinalização final. • Sinalização avançada. • Dispositivos complementares. A sinalização rodoviária pode ser apresentada sob a seguinte forma: • Sinais verticais. • Sinalização intermédia. tendo em vista prevenir os utentes das condições especiais de circulação impostas na zona regulada pela sinalização rodoviária temporária. restituindo a via às normais condições de exploração. natureza e extensão o justifiquem. • Sinalização luminosa. A sinalização rodoviária temporária é classificada do seguinte modo: • Sinalização de aproximação.1.4.

50 0.Sinalização FT7 . 4 Pré-Sinalização 1300 m CIRCULAÇÃO ALTERNADA TRÂNSITO CONDICIONADO MÁQUINAS EM MOVIMENTO ENTRADA E SAÍDA DE VIATURAS Sinalização Avançada Sinalização Intermédia SINAIS DE PROIBIÇÃO 3.30 L3 L2 L1 30m Sinalização Final FIM DE OBRAS Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .5m 20 Sinalização de Posição 0.20 0.

• Marcação. a altura e posição adequada. em caso algum.2. fornece um conjunto de estímulos que condicionam ou prescrevem a actuação do indivíduo relativamente à segurança perante o objecto ou situação. socorro e emergência. para objectos ou situações susceptíveis de provocarem perigo para a segurança e saúde. Sinalização de Carácter Acidental e Temporário • Sinais luminosos ou acústicos. SINAlIzAÇÃo dE SEGuRANÇA No TRABAlHo Entenda-se como sinalização de segurança no trabalho. com cores de segurança. • Sinais gestuais. A sinalização de segurança não dispensa. • Comunicações verbais.FT7 . • Dar a conhecer a mensagem com a antecedência suficiente. aviso e obrigação. actividade ou situação. A sinalização de segurança pretende chamar a atenção de uma forma rápida e inteligível. O tipo de risco que se pretende minimizar. • Placas e cores destinadas a localizarem e identificar o material de segurança contra incêndio. tendo em atenção a possibilidade de sinalização contraditória. a adopção das medidas de prevenção necessárias e adequada. • Dar a possibilidade de realizar o indicado. • Conduzir a uma única interpretação. deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Atrair a atenção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Estar localizado em local iluminado. Sinalização Permanente • Placas de proibição. • Clareza da mensagem. não afixando um número excessivo de sinais que possam confundir-se. de vias de circulação. relacionada com um objecto.4. • Placas de localização e identificação dos meios de salvamento. • Ter informação sobre as actuações convenientes. • Ser retirada sempre que a situação que a justificava deixe de se verificar. • Estar em número e localização conforme a importância dos riscos que pretendem alertar. Para que o recurso ao uso de sinalização de segurança resulte. 5 Sinalização 2. aquela que. • Placas e rotulagem de recipientes e tubagens. deverá ser avaliado antecipadamente de modo que a sinalização se faça de modo racional.

6 Sinais de Proibição Sinais de Aviso Sinais de obrigação Sinais de Salvamento ou Socorro Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .

7 Sinalização Sinais de Combate a incêndios Sinais de Informação Sinais Compostos Rotulagem de Substâncias Perigosas IRRITANTE TÓXICO INFLAMÁVEL CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT7 .

8 Etiquetas Identificadoras de Perigo LÍQUIDO INFLAMÁVEL COMBUSTÃO ESPONTÂNEA LÍQUIDO INFLAMÁVEL CORROSIVO COMBURENTE GASES COMPRIMIDOS NÃO INFLAMÁVEIS obstáculos e locais Perigosos RISCoS dE: SITuAÇÕES: Choque contra obstáculos Degraus. Pilares Queda de objectos Mudanças de nível Queda em altura Cais de carga Queda de nível Dispositivos móveis Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .

existe rotulagem dos produtos? Máquinas e equipamentos de trabalho têm sinalização de segurança. l = Constitui um risco ligeiro. À entrada no estaleiro tem sinalização de “Proibição de entrada a pessoas estranhas à obra” Nos locais de trabalho e entrada estão colocados sinais de obrigação de utilizar EPI. Local de armazenamento de produtos tóxicos está sinalizado. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. passagens de peões e parques. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Incêndio: Extintores. Todos os locais com risco de queda e queda de objectos estão devidamente sinalizados. quer para as pessoas ou instalações. 9 Sinalização FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Sinalização em Estaleiro de Obra ITEM 1 DESCRIÇÃO A sinalização de segurança na envolvente exterior ao estaleiro está adequada. Todos os locais em obra com risco de electrocussão estão devidamente sinalizados. NC = Não conforme.FT7 . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. As vias rodoviárias. Sinalização de Emergência: Caminhos de Evacuação Caixa de 1º Socorros Ponto de Encontro Sinalização de Seg. Local de entrada/saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Sinalização de Resíduos Perigosos. C = Conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Caixas de Areia Marco Incêndio e Carretéis Sinalizada localização de Resíduos Sólidos Urbanos. estão devidamente sinalizados.

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Complete a frase relativa à ficha temática 4.2 Parqueamento de Equipamentos.2 Vias de Circulação Rodoviária. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 1 Actividades/Avaliação 2. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 6. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim o risco de ________________ . Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do ________________ ao estaleiro.1 Vias de Circulação Pedonal. complete os espaços em branco. ________________ e ________________. Relativamente à ficha temática 6.AV2 . ponto 2. As Vias de Circulação Pedonal são os caminhos existentes no ________________ e ________________ ao estaleiro de obra que servem para os ________________ e demais pessoas afectas à obra circularem a ________________. ponto 2. 2. ponto 2. Relativamente à ficha temática 5. 3.1 Parqueamento de Viaturas. cuja largura mínima deverá ser de ________________.5.3. complete os espaços em branco. 4. ponto 2. 5.

Relativamente à ficha temática 7.4 Sinalização. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Caminhos de Circulação. Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Identificação e localização Comportamentos perigosos Aviso/Perigo Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Cor Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Actividades/Avaliação AV2 . complete o quadro nos locais assinalados a azul.4) . ponto 2. reveja o submódulo 2. 2 6.

Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.

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proteccaocivil. • Elaborar lista de verificações referente às instalações administrativas. 2. vitrina com informações de segurança/escritório de apoio e o registo de acidente de trabalho/posto de socorros.capa.pt • http://dre. 3.eu.SM 3 Instalações Administrativas 1.pt • www. a portaria. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações administrativas mais relevantes em estaleiro de obra. • Definir os locais de implantação das instalações administrativas.gov.igt.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. SABER MAIS • http://agency. possibilitará dimensionar e organizar as instalações administrativas em estreita articulação com a produção. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais de trabalho. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente. GloSSÁRIo • Acidente de trabalho • Ligação equipotencial • Notificação de acidente • Plano de Segurança e Saúde 5.pt • www. o escritório de apoio e o posto de socorros. riscos mais frequentes. • Elaborar lista de contactos de emergência. nomeadamente o controlo de acessos/portaria.int • www. FICHAS TEMÁTICAS • Portaria e Controlo de Acessos • Escritórios de Apoio • Posto de Socorros 4. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações administrativas. Assim. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.dimep. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações administrativas deverão ter.osha.pt • www.

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fornecedores e visitantes. Plano de Segurança e Saúde. PoRTARIA E CoNTRolo dE ACESSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. acolhimento e registo) de trabalhadores. Plano este contemplado no Plano de Segurança e Saúde. toma de refeições. Figura 3. o local destinado a controlar todo o movimento de entrada e saída em obra de meios humanos. Entende-se por portaria de estaleiro. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a portaria deverá ter. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. aprovisionamento.FT8 . • Elaborar lista de contactos de emergência. que refere “tomar as medidas necessárias para que o acesso ao estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas”.1. A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. vestiário e instalação sanitária. À portaria está associado o procedimento referente ao controlo de acessos (identificação. central telefónica e parqueamento de viaturas.1: Pormenor de entrada e portaria Solução de portaria com serviço permanente e compartimento para atendimento. com o enquadramento legal dado pelo Dec Lei 273/2003. PAlAVRA-CHAVE • Portaria • Controlo de Acessos • Contactos de Emergência • Manual de Acolhimento GloSSÁRIo Portaria. serviço de gestão de equipamento. equipamentos e materiais. pelo que deverá ser elaborado um Plano de Acesso ao Estaleiro. 1 Portaria e Controlo de Acessos 3.

• Sistema de controlo de acessos com registo.2: Apresentação de Identificação e Equipamento de Segurança • • • • • • • Os portões de acesso ao estaleiro devem ter entradas independentes para camiões e para pessoas. 2 Acções aconselhadas A portaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada planta de emergência. Deverá possuir um ponto de água exterior. Disponibilizar aos trabalhadores e visitantes o Manual de Acolhimento. cargas ou de equipamentos no estaleiro deverá ser condicionada através de autorização expressa dada pelos serviços administrativos à portaria. A entrada de veículos. Recomendável a adopção de uma só entrada em estaleiro. • Sinalização de segurança na entrada em estaleiro. assim como um mecanismo próprio de lavagem de rodados para os camiões.Portaria e Controlo de Acesso FT8 . Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. • Disponíveis contactos de emergência. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg e balde de areia com pá). OBRIGATÓRIO APRESENTAR IDENTIFICAÇÃO Figura 3. facilitando desta forma o controlo de pessoas e veículos.

3 Portaria e Controlo de Acessos FICHA dE CoNTACToS CoNTACToS dE EMERGÊNCIA NÃo SE ESQuEÇA dESTES NúMERoS NÚMERO NACIONAL DE SOCORRO HOSPITAL. XXXXX DIRECTOR DA OBRA: Eng. XXXXX DIRECTOR DE PRODUÇÃO: Eng. XXXXX ENTIDADE EXECUTANTE: 112 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 800 506 506 800 202 022 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 CENFIC AVISAR IMEdIATAMENTE Análise de Riscos na Construção Civil . XXXXX TÉCNICO DE SEGURANÇA: Sr. SEGURADORA BOMBEIROS Polícia de Segurança Pública ENTIDADES A CoNTACTAr: GÁS Águas Municipalizadas EDP (Instalação Eléctrica) PT (Telecomunicações) DONO DA OBRA: COORDENADOR DE SEGURANÇA: Eng.FT8 . XXXXX ENCARREGADO GERAL: Sr...

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Ligação de Terra. incluindo. Ligação Equipotencial. 1 Escritórios de Apoio 3. pois toda a logística é tratada nas instalações administrativas.FT9 . desenhadores. apontadores. PAlAVRA-CHAVE • Escritório de apoio • Vitrina • Construção modulada • Conforto térmico GloSSÁRIo Escritório de Apoio. mas também à Fiscalização. aprovisionamento. não só os espaços destinados à Entidade Executante. Estas instalações englobam em muitos casos.1: Instalações Administrativas Figura 3. director de obra. serviço de gestão de equipamento e parqueamento de viaturas. o local destinado ao pessoal dirigente. fiscalização. São um sector muito importante. encarregado. Figura 3. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o escritório de apoio deverá ter. Entende-se por escritório de apoio em estaleiro. nomeadamente. Coordenação de Segurança e Subempreiteiros. • Utilizar a lista de verificação em escritórios de apoio. junto do acesso principal do estaleiro e tem uma correlação de proximidade muito importante com a portaria. ESCRITóRIoS dE APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Plano de Segurança e Saúde. topógrafos e técnicos de segurança.2. medidores-orçamentistas. A localização mais conveniente para os escritórios será sempre que possível.2: Escritório de Apoio CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . preparadores. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. técnico e administrativo da obra.

Módulos devem ser espiados e amarrados. será obrigatoriamente montada uma vitrina para afixação de documentos cujo objectivo é a informação dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do Plano de Segurança e Saúde. • Construção modulada em altura. Figura 3. Esta vitrina deve ter dimensões adequadas. • Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. • Em todas as instalações as portas exteriores devem abrir para fora.4: Escritório de apoio ao Estaleiro de Obra Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . junto da área administrativa.Escritórios de Apoio FT9 . • Não permitir a utilização de equipamentos de chama no interior das instalações. Figura 3. • A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. 2 Em estaleiro. estar em local bem visível e acessível a todos os trabalhadores.3: Vitrina/Informação aos trabalhadores Acções aconselhadas o escritório de apoio em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Identificar e sinalizar as instalações.

Colocação de redes de sombreamento. tipo ráfia. Garantia de conforto térmico no interior dos escritórios. 3 Escritórios de Apoio • • • Colocação de lava botas com mangueira flexível à entrada das instalações. Figura 3.FT9 . com prolongamento de 2m para o exterior e proibir a rega dos módulos. isolar as coberturas e instalar sistemas de ar condicionado.5: Colocação de redes de sombreamento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Planta de Emergência. Apólices de Seguros. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Documentação referente aos Equipamentos. Contactos de Emergência. Livro de Obra. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Documentação/Elementos Obrigatórios em Obra ITEM DESCRIÇÃO Comunicação Prévia (actualizada). Plano de Segurança e Saúde (Disponível para Consulta). NC = Não conforme. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES DOCUMENTAÇÃO NA = Não Aplicável.Escritórios de Apoio FT9 . quer para as pessoas ou instalações. C = Conforme. Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil (Disponível para Consulta). Documentação referente aos Trabalhadores. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS INFORMAÇÃO/VITRINA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Pág. Organograma Funcional. Alvará de Licença de Construção (Afixado em obra). Índices de Sinistralidade. Denominação Social do Empreiteiro e Alvará (Afixado em obra). Certificados de Classificação das Empresas actualizados (INCI ex-IMOPPI) Contratos de empreitada e de subempreitadas. l = Constitui um risco ligeiro. Declarações (conforme Dec Lei 273/2003). Horários de Trabalho. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Informação de Segurança Riscos em Estaleiro de Obra.

3. poder-se-á justificar a instalação de um posto de socorros onde se possam tratar algumas situações de pequena gravidade e. devendo dispor do material e equipamentos indispensáveis ao cumprimento das suas funções. Notificação de Acidente. pois referimo-nos a um Sector de actividade onde existe um número significativo de riscos com consequências dramáticas para a saúde humana e mais probabilidades de ocorrência de acidentes. independentemente do volume de mãode-obra. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. PAlAVRA-CHAVE • Posto de Socorros • Socorrista • Contactos de emergência • Acidente de trabalho • Registo de acidente de trabalho GloSSÁRIo Posto de Socorros. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . central telefónica. PoSTo dE SoCoRRoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Deverá sempre existir um socorrista em obra. 1 Posto de Socorros 3. Dependendo da dimensão do estaleiro. de forma a garantir um fácil acesso aos meios de socorro e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. caso seja necessário. acessos e parqueamento de viaturas. A localização mais conveniente para o posto de socorros será junto da entrada principal.FT10 . prestar assistência a outras situações de maior envergadura. • Enunciar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o posto de socorros deverá ter. portaria. com a colaboração de profissionais de saúde ou de pessoal devidamente formado. Acidente de Trabalho.

• Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. o posto de socorros. • Termómetro. • Afixada Planta de Emergência. A instalação de um posto de socorros. • Compressas de tamanhos variados e embaladas individualmente. • Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg). • Maca. • Pinças hemostáticas. • Energia eléctrica. • Ligaduras de vários tamanhos. com circuito de iluminação e tomadas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. • Soro fisiológico. • Tesoura com ponta recta e curva. • Tesoura normal.6: Posto de Socorros Acções aconselhadas o posto de socorros em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. • Rede de água fria e quente. 2 Figura 3. deve estar dotado de equipamentos médicos como por exemplo: • Luvas esterilizadas. não dispensa a existência nos locais de trabalho de estojos de primeiros socorros.Posto de Socorros FT10 . • Disponíveis contactos de emergência. • Identificar e sinalizar as instalações. • Talas de vários tamanhos. • Adesivos. • Cama para recobro. • Betadine (anti-séptico).

• Tapar a vitima com um casaco ou manta. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . no prazo mais curto possível. sinalizar e isolar imediatamente a área. • Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. a notificação do acidente através do registo de acidente de trabalho. ao técnico de higiene e segurança e ao responsável pela coordenação dos trabalhos naquele local. nunca podendo exceder as 24 horas. que auxiliaram a tomada das primeiras providências. • Não lhe dar líquidos ou estimulantes. devem ser comunicados à Inspecção Geral do Trabalho e ao coordenador de segurança em obra. faça compressão sobre o sangramento com compressas ou com um pano limpo. Figura 3. • Em caso de hemorragias. venham a acontecer. Acidente com lesão grave • Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. 3 Posto de Socorros Em caso de acidente de trabalho.FT10 . • Dependendo da gravidade. Deverá ser feita pelo Técnico de Segurança. comunicar de imediato o acidente ao socorrista. • Não permitir que a vitima se levante ou sente. em que se comunica aos interessados. decorrentes do anterior. de forma sucinta. deixar a vítima como está sem a movimentar. de modo a evitar que outros acidentes. a descrição do acidente e as medidas de prevenção/correctivas a adoptar. Todos os acidentes de trabalho de que resulte morte ou lesão grave para o trabalhador. estojos de primeiros socorros.7: Procedimento em caso de acidente de trabalho Como se deve actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente com lesão grave: Acidente ligeiro • Deverão estar distribuídos pelo estaleiro e junto das frentes de trabalho.

sólidos aquecidos. limpar cuidadosamente os ferimentos. evite retirar pedaços de roupa que porventura possam estar agregados à pele. Dependendo da gravidade ou da extensão da queimadura. Colocar um pano limpo sobre a área queimada. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Tratando-se de electrocussão. 4 • • • • Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. Se for caso disso. electricidade.Posto de Socorros FT10 . Tratando-se de queimaduras térmicas (contactos directos com chamas. Não aplicar unguentos. e etc.). não tocar na vítima mas providenciar imediatamente o corte de tensão e fazer-lhe respiração artificial (socorrista) enquanto aguarda a chegada do socorro. se possível. gorduras ou outras substâncias. deitar a vítima e colocar a cabeça e o tórax da vítima em um plano inferior ao restante do corpo.

: (1) Caso não seja mencionado o Bilhete de Identidade Incapacidade temporária Morte Regresso ao trabalho: / / > dias perdidos Director Obra Data: ____/____/____ Ass. excepto olhos Olho(s) Tronco.º: Categoria profissional: Data de admissão na obra: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS À ENTIDADE EMPREGADORA Entidade empregadora: Companhia de Seguros: (2) Data de admissão na empresa: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS AO ACIDENTE Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Local: No estaleiro Fora do estaleiro Deslocação: Domicílio > Trabalho Deslocação: Trabalho > Domicílio Onde? Destino do sinistrado: Hospital de Entidade que o transportou: INEM/Ambulância dos Bombeiros de Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Houve mais sinistrados no acidente? Não Sim Quantos? Testemunhas: Causa do acidente: Atropelamento Capotamento Colisão de veículos Compressão por objecto Choque eléctrico Amputação Asfixia Concussão/Lesões internas Contusão Distensão Cabeça.º: 0000000 de 00/00/0000 emitido em Passaporte (1) N. excepto coluna Coluna vertebral Sub.: (2) Apólice de seguro de acidentes de trabalho a coberto da qual se encontra o trabalhador sinistrado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Posto de Socorros FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo REGISTO DE ACIDENTE DE TRAbALHO Dono da Obra: Obra: Empreiteiro: DADOS DO SINISTRADO Nome: Sexo: Masculino Feminino Naturalidade: Nacionalidade: Morada: Estado civil: B.º: 00000000 de emitido por Data de Nascimento: 00/00/0000 N. N. nocivas/radiações Choque com objectos Esforço físico excessivo Explosão/Incêndio Intoxicação Electrização/Electrocussão Entorse Esmagamento Ferida/Golpe Fractura Braço(s) Mão(s).º Trabalhador: Número: Pág.FT10 . excepto dedos Dedo(s) do(s) pé(s) Localizações múltiplas Apólice: (2) N. I. excepto dedos Dedo(s) da(s) mão(s) Pernas(s) Queda em altura Queda ao mesmo nível Queda de objectos Soterramento Lesões múltiplas Luxação Queimadura Traumatismo Ignorado Pé(s).: 1/1 Tipo de lesão: Parte do corpo atingida Breve descrição do acidente: Medidas de prevenção adoptadas: Efeitos do acidente: Sem incapacidade Incapacidade permanente: % Responsável do Empreiteiro pela SST Data: ____/____/____ Ass.

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Enuncie quatro requisitos que os Escritórios de Apoio a implantar em estaleiro de obra deverão ter. ponto 3. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. Em estaleiro de obra. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 9. 4. Descreva qual a localização mais conveniente para a portaria e a correlação de proximidade com outras instalações em estaleiro de obra.AV3 . 2.2 Escritórios de Apoio.4. Enuncie quatro requisitos que o Posto de Socorros a implantar em estaleiro de obra deverá ter. 3. 1 Actividades/Avaliação 3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. junto da área _____________________. 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . será obrigatoriamente montada uma ___________________para afixação de _________________ cujo objectivo é a __________________ dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do _________________________________________.

2 6.Actividades/Avaliação AV3 .Se não conseguir resolver esta actividade. comente com base nas figuras apresentadas. Instalações Administrativas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ___________________________ ___________________________ ___________________________ __________________________ __________________________ __________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4) . reveja o submódulo 3. Relativamente aos procedimentos a tomar em caso de acidente de trabalho.

4. Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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pt • www.pt • www. a cozinha. FICHAS TEMÁTICAS • Refeitório e Cozinha • Dormitório e Instalações Sanitárias 4. os dormitórios.neogal. o estaleiro administrativo e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e às condições sociais em estaleiro de obra. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações sociais deverão ter. 2.pt • www. riscos mais frequentes. SABER MAIS • http://agency. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.osha. GloSSÁRIo • Esgoto • Estaleiros Temporários ou móveis • Fumigar • Fenestração • Inflamáveis • Intoxicação • Pé Direito • Porta de Emergência • Salubridade 5. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações sociais mais relevantes em estaleiro de obra. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais.eu. Assim.SM4 . medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações sociais. os vestiários e as instalações sanitárias. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. possibilitará dimensionar e organizar as instalações sociais em estreita articulação com a produção. 3. 1 Instalações Sociais 1. o refeitório. • Definir os locais de implantação das instalações sociais.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .levapambiente. • Elaborar lista de verificações referente às instalações sociais.euromodulo.int • http://dre.

pt www.grupoipg. 2 • • www.Instalações Sociais SM4 .segurancalimentar.pla.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

da duração e organização dos trabalhos. 1 Refeitório e Cozinha 4. devido à distância entre os diferentes locais de trabalho será aconselhado a instalação de vários refeitórios. o local destinado aos trabalhadores para a toma das refeições que podem ser pré-preparadas ou confeccionadas em obra. Inflamáveis. De acordo com as dimensões do terreno e a distribuição das instalações do estaleiro de obra. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. (Decreto n. será sempre que possível em local afastado das zonas de trabalho de modo a ficarem protegidas das poeiras e dos ruídos próprios desses locais. • Utilizar a lista de verificações de refeitório e cozinha em estaleiro de obra. É recomendável a existência de zonas verdes próximo das instalações sociais. A localização mais conveniente para as instalações sociais onde estão incluídos o refeitório e a cozinha. Esgoto. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o refeitório e a cozinha deverão ter. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT11 . Devem responder às necessidades específicas do local da obra. Neste ultimo caso. A quantificação e dimensões das instalações encontram-se legisladas. do número de utentes. devem dispor de cozinha ou quando a obra tenha um prazo de execução superior a 6 meses e mais de 50 trabalhadores em obra. REFEITóRIo E CozINHA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Fenestração. Entende-se por refeitório em estaleiros temporários. Salubridade.º 46427 de 10 de Julho de 1965).1. se é suficiente um refeitório e uma sala de convívio para todo o pessoal do estaleiro ou se. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. As instalações sociais do estaleiro destinam-se a apoiar os recursos humanos deslocados na obra. PAlAVRA-CHAVE • Refeitório • Cozinha • Fenestração • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários.

• Paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos 2. utilizando. Figura 4. munidos de doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis ou secadores de mãos. • O pé-direito mínimo livre será de 2. com largura suficiente para a passagem dos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . onde o pessoal possa tomar as suas refeições.2: Corte de Refeitório e Cozinha (ventilação.0 m de altura. • Disporem de lavatórios com uma torneira ou bica por cada dez ocupantes. Evitar o recurso a insecticidas pulverizados.1 m2 por trabalhador. a fim de impedir a entrada de insectos. • O pavimento deve ser de material facilmente lavável. insectocutores eléctricos. admissão de ar fresco e balcão) • • Controlar os insectos alados. dotados de água potável e disporem de mesas e cadeiras. considerar a área de 1. aos detergentes fortes. duração e o número de trabalhadores deverá ser implementado em obra um refeitório e eventualmente cozinha que satisfaçam as seguintes condições: • Serem cobertos e abrigados das intempéries. 2 Figura 4. • As paredes exteriores garantirem defesa satisfatória do vento e da chuva. Fenestração de 1/10 da área do pavimento. se necessário.Refeitório e Cozinha FT11 . disponha de um escoamento rápido e que resista sem se degradar. Dispor de portas abrindo para o exterior.5 m. • Para o dimensionamento de um refeitório. o espaço deve ser protegido por redes mosquiteiras. • Deverá ter uma ventilação conveniente por janelas e/ou por ventiladores.1: Solução de refeitório e cozinha com base em construção metálica modulada Acções aconselhadas o refeitório e cozinha em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: Tendo em consideração a natureza. localização.

O refeitório e a cozinha deverão ser mantidos em permanente estado de salubridade.3: Cozinha Figura 4. equipado com meios de combate a incêndios de 1ª intervenção e o acesso ser só possível a pessoas autorizadas.FT11 . prever em obra uma ETAR compacta. Devem ser utilizadas cadeiras de espaldar. das fontes de energia e dos materiais inflamáveis. A caixa de visita que recolhe as águas residuais do refeitório deve ser sifonada.4: Refeitório • • • • • • • • Equipar a zona de refeições com mesas munidas de tampos impermeáveis e de fácil lavagem. Na entrada das instalações sociais. os bancos corridos devem ser evitados. A sua recolha posterior deverá ser efectuada pelas Entidades Competentes para o efeito (Serviços Municipalizados) em zona exterior ao estaleiro por estes definida. Na rede de esgotos da cozinha deve ser montada uma caixa de retenção de gorduras a montante da ligação à rede geral de esgotos. sinalizar de forma clara os pontos de água. Figura 4. O local de armazenagem de botijas de gás deverá ser localizado afastado das zonas sociais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Junto à porta do refeitório colocar extintor de incêndio de pó tipo ABC de 6Kg e de CO2 5Kg no interior da cozinha. Os lixos orgânicos deverão ser depositados em contentores e removidos periodicamente para fora do estaleiro. sendo tomadas diariamente as providências necessárias para a eliminação dos lixos e resto de comida. 3 Refeitório e Cozinha • • trabalhadores. instalar dispositivo para lavagem de calçado. levantam problemas ao nível da organização do refeitório. no caso de não ser possível a sua ligação à rede pública. As instalações sociais devem ter uma rede de esgoto (drenagem de águas residuais). Caso exista rede de água não potável. além de não proporcionarem posturas correctas.

dimensão ou outros condicionalismos da obra não aconselharem a montagem de um refeitório dever-se-ão construir instalações que permitam o aquecimento e toma de refeições. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Figura 4.5: Limpeza e lavagem de calçado Se o prazo de execução da obra.Refeitório e Cozinha FT11 . embora com as devidas adaptações. Estas instalações deverão corresponder aos requisitos apontados para o refeitório.

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.0m. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.5m. bancada facilmente higienizáveis. 5 Refeitório e Cozinha FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. ligação a rede pública ou ETAR.FT11 . Refeitório dimensionado para 1. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Paredes interiores com revestimento lavável até 2. Pavimento lavável e com bom escoamento. Extintor de CO2 de 5Kg na cozinha. quer para as pessoas ou instalações. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg.1 m2/trabalhador. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. Rede de esgotos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Pé-direito mínimo livre de 2. l = Constitui um risco ligeiro. 1 Torneira/10 ocupantes. Ventilação é adequada. Portas com abertura para o exterior. 1/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. NC = Não conforme. doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis. Dispositivo para extermínio de insectos (insectocutores). Cozinha com caixa de retenção de gorduras. Fenestração de 1/10 da área de pavimento. C = Conforme. Cadeiras confortáveis e de fácil limpeza. Rede de água potável. quente e fria. Mesas com tampos de fácil lavagem e impermeáveis. Preparação de alimentos com dimensão suficiente. na saída das instalações.

extintor de pó tipo ABC de 6Kg. Instalações limpas e asseadas. quer para as pessoas ou instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 2/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro. no exterior. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Desinfestação das instalações (trimestral). 6 LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 19 20 21 22 23 DESCRIÇÃO Local destinado à auto preparação das refeições. C = Conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Garrafas de gás.Refeitório e Cozinha FT11 . sinalização. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. NC = Não conforme. Recolha de lixos orgânicos (diária). vedação.

1 Dormitório e Instalações Sanitárias 4. Pé-Direito. Entende-se por dormitório em estaleiros temporários. Estes devem possuir fechadura com chave e permitir arrumar o vestuário de trabalho separado do vestuário pessoal. doRMITóRIo E INSTAlAÇÕES SANITÁRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Os vestiários são destinados aos trabalhadores que não pernoitam em obra. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o dormitório e as instalações sanitárias deverão ter. Porta de Emergência. vestiário.FT12 . instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra.2. sendo economicamente mais favorável a disponibilização de condições para pernoitar em estaleiro. • O local de implantação deve ser convenientemente drenado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Fumigar. PAlAVRA-CHAVE • Dormitório • Vestiário • Instalações sanitárias • Balneário • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários ou móveis. Ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. devem ter um acesso fácil e equipados com assentos e armários individuais em número suficiente. Intoxicação. os condicionalismos existentes e os seguintes cuidados: • Local geograficamente independente do estaleiro industrial. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. • O regime dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. • O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. o pessoal cuja área habitual de residência se situe a distância considerável do local da obra. o local destinado ao alojamento dos trabalhadores deslocados. isto é. • Utilizar a lista de verificações de dormitório.

um local para troca de roupa de trabalho. vestiário. • Se optar pela construção de dormitórios recorrendo a contentores metálicos. • As portas de entrada dos dormitórios deverão abrir para o exterior e é recomendável que sobre elas exista um pequeno telheiro que abrigue a zona de entrada da chuva e do sol. No entanto. instalações sanitárias e balneário) encontram-se legisladas no Decreto n. situar o dormitório em local geograficamente distinto do reservado ao estaleiro de produção.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. tipo ABC. • Reservar junto à entrada dos dormitórios. com pendentes suaves que permitam o escoamento das águas de lavagem. com capacidade de 6 Kg. Para apoio às frentes de trabalho devem existir WC químicos na proporção de 1 equipamento por cada 15 trabalhadores ou fracção. assim como “raspadores” para ajudar a limpar as lamas do calçado. • Junto à porta de emergência colocar extintores de pó químico seco. A quantificação e dimensões das instalações sociais (dormitório.º 46427 de 10 de Julho de 1965. 2 Figura 4. o pavimento dos dormitórios deverá possuir isolamento térmico que garanta o mínimo de conforto. • O pavimento das instalações deverá ser facilmente lavável. se as instalações sanitárias são suficientes para todo o pessoal em estaleiro de obra. De acordo com as dimensões do estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • No sentido de facilitar a evacuação do dormitório em caso de incêndio dotá-lo. sempre que se justifique.6: Implantação em U de dormitório e balneário contíguo As instalações sanitárias devem estar implantadas em local contíguo ao dormitório e resguardadas das vistas. Acções aconselhadas o dormitório e/ou vestiário a implantar em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Sempre que possível. de pelo menos duas portas colocadas em pontos opostos. • Se for previsível que a obra venha a funcionar em mais que um turno ter especial atenção ao ruído e ao seu impacto nos trabalhadores que se encontrem em período de descanso. • Nas entradas das instalações colocar lava-botas munidos de torneira e mangueira. dotá-los de uma boa ventilação para impedir a condensação de vapor de água nas paredes interiores.

Se possível. Para a garantia da salubridade das instalações.50 m quando se instalarem beliches de duas camas. quando existir uma única fila de camas. Dotar todos os dormitórios com janelas para o exterior. Se as condições climatéricas assim o aconselharem.FT12 . a não ser que no compartimento de muda de roupa exista local para guardar a roupa de trabalho. destinar um compartimento para arrecadação de malas e outros volumes que pela sua dimensão não devam ser guardados junto das camas. 3 Dormitório e Instalações Sanitárias • • • • • • • • • • • • • equipada com bancos e cabides. desinfecção e desinfestação periódicas.50 m3. As camas devem ser metálicas e fáceis de desmontar. As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. muito menos. os dormitórios colectivos devem ser mantidos em boas condições de higiene e limpeza. Não permitir guardar nos compartimentos produtos perigosos. Existir coxia com a largura mínima de 1. entre as camas e a parede. sistema individual do tipo Split ou através de unidades centrais em estaleiros sociais de grandes dimensões.7: Plantas de dormitórios com cama simples e beliche CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . através de uma limpeza diária. Fumigar as instalações trimestralmente. sendo necessário elevar este valor para 1. que libertem gases tóxicos que possam originar a intoxicação dos trabalhadores. A cubicagem por ocupante não deve ser inferior a 5. nem tão pouco confeccionar refeições mesmo que ligeiras. O afastamento mínimo entre duas camas contíguas deve ser no mínimo de 1 m. dotar as instalações com um sistema de AVAC. O pé-direito mínimo deve ser de 3 m. Nunca permitir nos dormitórios aquecedores individuais a gás ou outros equipamentos que provoquem o abaixamento dos níveis de oxigénio e. equipadas com persianas ou material similar que permita obscurecer o seu interior. Equipar os compartimentos com armários individuais (um por cada utente). Este mínimo é elevado para 2 m quando forem previstas duas ou mais filas de camas.50 m. Figura 4. para permitir uma eficiente limpeza. Os armários deverão ser duplos. Apenas será permitido a utilização de aquecedores eléctricos a óleo.

• Optar. e quando agrupadas separadas entre si por divisórias com a altura mínima de 1.60m. • As cabines de duche deverão ter antecâmaras para a muda de roupa. com dispositivos de mistura que permitam regular a temperatura da água. • As bacias de retrete devem estar resguardadas das vistas. sendo o chão revestido com estrados constituídos por pequenos módulos de plástico acopláveis. sempre que possível. • O pavimento das instalações sanitárias deverá possibilitar uma boa lavagem e drenagem das águas e ser resistente aos produtos de desinfecção vulgarmente utilizados em instalações colectivas. de esquentadores a gás propano ou butano. equipadas com cabides. deverá garantir um arejamento suficiente para dissipar os odores desagradáveis. de tal modo que a ligação “dormitório/ sanitários”seja cómoda. em função do número de ocupantes do dormitório a que estiver afecto. com lâmpadas colocadas em luminárias estanques aplicadas no tecto. circuito de iluminação.70m. então. • Um urinol por cada 25 trabalhadores ou fracção. • Para a produção de AQS (água quente sanitária) é frequente a utilização em estaleiro. exigindo sempre o cumprimento escrupuloso das regras de segurança inerentes aos aparelhos de queima e ao acondicionamento das garrafas de gás.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . tampa de protecção contra salpicos de água e protecção por disjuntor diferencial de 10 mA. • Um lavatório por cada 5 trabalhadores ou fracção. será: • Uma retrete por cada 15 trabalhadores ou fracção. • As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. • As bases de chuveiro dos duches deverão ser do tipo anti-derrapante ou. dos sanitários deverá ser do tipo estanque e protegida com disjuntor diferencial de 30mA. deverão ser equipadas com terra. 4 Acções aconselhadas As instalações sanitárias a implantar em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • As instalações sanitárias devem estar interligadas ao dormitório (caso exista) por um telheiro resguardado dos ventos dominantes. por iluminação do tipo fluorescente. • Dotar os duches de água corrente quente e fria. • A instalação eléctrica. • As tomadas de corrente. cujo número. • Terão um pé-direito mínimo de 2. alvéolos protegidos. • Um chuveiro por cada 20 trabalhador ou fracção. se existirem. • As instalações sanitárias terão dimensões suficientes para comportarem em boas condições de utilização os dispositivos. estarem equipadas com dispositivos que garantam aquela função. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . No entanto.

10: WC químico CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9: Base de chuveiro Figura 4. 5 Dormitório e Instalações Sanitárias Figura 4.FT12 .8: Urinóis Figura 4.

0m. na saída das instalações.0m Beliches ≥ 1. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Pé-direito mínimo livre de 3. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM DORMITÓRIO 1 2 3 4 5 6 7 Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. DESCRIÇÃO NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Afastamento entre camas: Simples ≥ 1.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . NC = Não conforme. quer para as pessoas ou instalações. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. Limpeza diária e boas condições de higiene. l = Constitui um risco ligeiro.5m. compartimento duplo. Portas com abertura para o exterior. Instalações sanitárias são contíguas aos dormitórios. Pavimento lavável e com bom escoamento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . C = Conforme. Armários individuais com alhetas de ventilação. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 NA = Não Aplicável.5m Distância à parede ≥ 1. Volume mínimo por trabalhador é de 5.5m.5 m3. Afastamento entre cama e parede ≥ 1.

NC = Não conforme. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. Desinfestação das instalações (trimestral). compartimento duplo e alhetas de ventilação. equipados com assentos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quer para as pessoas ou instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Instalações limpas e asseadas.FT12 . arejamento das instalações. Iluminação natural através de janelas com persianas. Separação das instalações por sexos. 7 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM 12 13 DESCRIÇÃO Ventilação é adequada. C = Conforme. Aquecimento dos dormitórios por equipamento que não provoque redução de oxigénio. l = Constitui um risco ligeiro. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 VESTIÁRIO 16 17 18 19 20 21 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. recolha (diária). Fácil acesso. Armários individuais com fechadura. Área de janelas ≥ 1/10 do pavimento. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Contentor para colocação de resíduos.

3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 1 2 3 4 5 6 BALNEÁRIO 7 8 9 10 11 NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . Ponto de água próximo da instalação sanitária. Pé-Direito ≥ 2. Instalações separadas por sexos. C = Conforme. Wc´s químicos colocados em local acessível. Bacia de retrete com sifonagem. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1 bacia retrete por cada 15 trabalhadores.70m. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. 1 urinol por cada 25 trabalhadores. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM DESCRIÇÃO Proximidade com dormitório e frentes de obra. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.6m. Bacias de retrete em bateria devem ter divisória com altura ≥ 1. 1 lavatório por cada 5 trabalhadores. 1 chuveiro por cada 20 trabalhadores.

Tomadas com alvéolos protegidos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quer para as pessoas ou instalações. Drenagem de águas é efectuada para a rede de esgotos do estaleiro. protecção por disjuntor diferencial de 30mA. Instalações limpas e desinfectadas.FT12 . Pavimento e paredes com materiais de limpeza fácil. l = Constitui um risco ligeiro. 9 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Instalações têm fácil acesso. Instalação eléctrica do tipo estanque. Água é potável e com caudal suficiente para todos os equipamentos. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 19 20 NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Bases de chuveiro com piso antiderrapante. Instalações dispõem de AQS (água quente sanitária). pólos de terra e protecção por disjuntor diferencial de 10mA. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. C = Conforme. NC = Não conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.

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para um refeitório em estaleiro de obra com 60 trabalhadores? 50 m2 66 m2 90 m2 4.3. disponibilizar um lavatório por cada _________ ocupantes. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.AV4 . 1 Actividades/Avaliação 4. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “Posto de Garrafas de Gás”. Qual a área mínima. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 11. a. paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos _________ m de altura.1 Refeitório e Cozinha. 2. Descreva quais os cuidados a ter relativamente à localização dos dormitórios e vestiários em estaleiro de obra. Em estaleiro de obra. ________________________ c. ________________________ 3. janelas cuja área total seja igual ou superior a 1/10 da área do _____________. ________________________ b. para o dimensionamento do refeitório devemos ter uma área de _________ m2 por trabalhador. o refeitório deverá ter como valores mínimos um pé-direito de _________ m. ponto 4.

Dimensione as instalações sanitárias para um estaleiro de obra com 40 trabalhadores? Lavatório 2 8 10 Chuveiro 2 3 4 Urinol 1 2 3 Retrete 2 3 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . Instalações Sociais.2 Dormitório e Instalações Sanitárias. Relativamente à ficha temática 12. complete os espaços em branco. ponto 4. 2 5.Actividades/Avaliação AV4 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6. reveja o submódulo 4. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.Se não conseguir resolver esta actividade.

5. Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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estaleiro de cofragens e de ferro. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 2. 3. carpintaria. GloSSÁRIo • Aprovisionamento • Armadura • Cabo de Elevação • Cofragem • Descofragem • Etiquetagem • Lingada • Solho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . equipamentos a disponibilizar e processos construtivos adoptados. ferramentaria. possibilitará dimensionar e organizar o estaleiro de apoio em estreita articulação com a produção. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. • Identificar os requisitos que o estaleiro de apoio deverá ter. Assim. FICHAS TEMÁTICAS • Armazém e Ferramentaria • Carpintaria • Estaleiro de Cofragens • Estaleiro de Ferro 4. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as instalações a contemplar na implantação de um estaleiro de apoio. 1 Estaleiro de Apoio à Produção 1. • Definir os locais de implantação do estaleiro de apoio. Após o planeamento da obra é dimensionado o estaleiro de apoio. riscos mais frequentes.SM5 . o estaleiro administrativo e as instalações sociais. assim são analisadas as áreas e os locais a afectar para armazém. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as instalações afectas ao estaleiro de apoio. São apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações em análise. • Elaborar lista de verificações referente ao estaleiro de apoio. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. tendo por base os materiais a utilizar.

com • www.peri.com • http://dre.nordesfer.doka.fachagas.wurth.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 .pt • www.pt • www.manutain. 2 5.pt • www.rubi. SABER MAIS • www.pt • www.

PAlAVRA-CHAVE • Armazém • Ferramentaria • Aprovisionamento • Rotulagem • Acessos GloSSÁRIo Aprovisionamento. no caso do depósito de materiais. zonas cobertas e fechadas. Plano de Segurança e Saúde. ARMAzéM E FERRAMENTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e o Armazém.FT13 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . O fiel de armazém deverá manter um registo de todo o material movimentado. em geral. Estaleiro de obra. zona descoberta. • Utilizar a lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria. mas devidamente vedada e fechada (sendo vedação metálica deverá ter ligação à terra). o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. No caso do armazém e ferramentaria. Geralmente está associado ao armazém o depósito de materiais com zonas ao ar livre e devidamente vedadas. destinadas ao depósito temporário de materiais. Sinalização. O ferramenteiro deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. Ferramentaria é o local destinado a guardar ferramentas e equipamentos. Entende-se por armazém. 1 Armazém e Ferramentaria 5.1. de pequena dimensão. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão ter.

Quando tal não for possível deverá ser feita a rotulagem de acordo com a embalagem de origem. Em caso afirmativo. características dos materiais (zonas de depósito) e. Se existirem locais para o armazenamento de tubagens ou outros materiais cilíndricos. Aquando da mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações. Com a recepção dos materiais.1: Armazenamento exterior de materiais Criar zonas de armazenamento específicas de acordo com os seguintes critérios: • Em função da natureza do próprio produto. assinalar essa incompatibilidade e proceder à sua separação física.Armazém e Ferramentaria FT13 . ainda. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra). • Para garantia de preservação. pelo que a zona de armazenagem deverá estar dimensionada para permitir tal manobra. verificar se as suas características os podem tornar incompatíveis com outros produtos armazenados. 2 Figura 5. com os alcances e capacidades dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). Estes locais devem estar devidamente identificados com sinalização de segurança e referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. • Por exigência legal. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Das recomendações do fabricante. confirmar se existem calços suficientemente sólidos que garantam a estabilidade do empilhamento. • Em função do perigo potencial de cada material ou produto. A remoção manual deste tipo de material deverá ser feita pelos topos com o pessoal colocado nos extremos. Os produtos deverão ser preferencialmente armazenados na embalagem de origem.

5m. mas nunca será inferior a 70cm. Os bidões armazenados na horizontal devem ter travamento eficaz. Confirmar se existem bacias de retenção colocadas sob os recipientes susceptíveis de provocar derrames. Se a movimentação for feita manualmente não deverão ser efectuados empilhamentos superiores a 1. 3 Armazém e Ferramentaria Figura 5. que garantam que não há contaminação da instalação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Garantir que o armazenamento dos materiais é efectuado em pilhas baixas. A capacidade da bacia deverá estar de acordo com a perigosidade do derrame e a quantidade de produto previsível reter. Na organização das zonas de armazenagem de materiais e ferramentaria devem estar definidos corredores entre os diferentes materiais. As ferramentas susceptíveis de derrame de óleos de lubrificação deverão estar assentes sobre resguardos ou tinas de recepção impermeáveis.2: Rotulagem em produtos perigosos Os combustíveis devem ser armazenados no depósito de materiais exterior e com cobertura que proteja das intempéries.FT13 . A largura destes corredores deverá estar de acordo com os meios de movimentação manual ou mecânica e com a altura das pilhas e dimensões do material. O armazenamento de materiais e ferramentas deve ser feito em prateleiras suficientemente largas para os materiais não caírem e em altura na razão inversa do seu peso (mais pesados em baixo). Uma boa ligação funcional entre a produção e o armazém e a ferramentaria é fundamental para a sua gestão. Os materiais e ferramentas devem estar divididos por categorias e a sua armazenagem deve estar organizada de tal modo que a sua remoção se possa fazer sequencialmente.

emitidos por estas. são. Devem ser colocados junto dos acessos extintores portáteis de pó tipo ABC e caixa de areia com pá.3: Armazém de tintas Os Equipamentos de Protecção Colectiva e Individual deverão estar armazenados de modo a permitir a permanente disponibilidade para a sua utilização e existirem em número suficiente. • Implantação das instalações em terreno plano e com capacidade de carga. • Organização dos espaços conforme categorias dos materiais e ferramentas. Os capacetes de protecção (material leve que. 4 Figura 5. uma boca-de-incêndio armada devidamente equipada com mangueira e agulheta junto ao armazém. pelo menos. aceleram o seu envelhecimento.4: Ferramentaria Acções Aconselhadas O armazém e ferramentaria de estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. no seu interior será proibido fumar ou foguear. Sempre que a rede de água o permita. colocar. devido aquele condicionalismo. já que os raios ultra-violetas. os capacetes. armazenados em prateleiras intermédias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . seria colocado na prateleira superior) deverão ser armazenados longe da iluminação fluorescente. devendo estar bem visível a sinalização para o efeito. Dado o risco de incêndio geralmente associado aos armazéns de obra e ferramentaria. muitas vezes. Em armazéns dotados com esse tipo de iluminação. em princípio.Armazém e Ferramentaria FT13 . Figura 5.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Movimentação manual.50m. • Organização do empilhamento com fiadas cruzadas. estabilizar com calços. materiais em pilhas a uma altura máxima de 1.FT13 . Verificar todas as ferramentas e acessórios de elevação que dão entrada na ferramentaria. • Na arrumação em prateleiras os materiais pesados em baixo. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança e manter em bom estado a rotulagem do produto. 5 Armazém e Ferramentaria • • • • Acondicionamento dos materiais deve atender às regras básicas de armazenamento: • Materiais cilíndricos. • FIFO (first in first out). regras fornecimento conforme data de recepção. manter stock mínimo para reposição imediata. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos. acessórios de elevação e equipamentos em mau estado de conservação. Abater todas as ferramentas.

Armazém e Ferramentaria FT13 . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Armazém e ferramentaria ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a ferramentaria estão identificadas. Existem corredores de passagem com mais de 0. C = Conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 NA = Não Aplicável. Existem meios SI de 1ª intervenção. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. Empilhamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Proibição de Fumar e Foguear. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados.70m. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NC = Não conforme. Os produtos estão devidamente identificados. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existe Ficha de Segurança Bacias de retenção nos recipientes susceptíveis de provocar derrame. l = Constitui um risco ligeiro. Está afixada sinalização de segurança. Os materiais não têm elementos salientes nas zonas de passagem. Existe separação de produtos inflamáveis. quer para as pessoas ou instalações. Paletes estão em bom estado e facilitam a movimentação mecânica. corrosivos e tóxicos. Existem corredores de circulação entre os materiais e a parede. Existem EPC e EPI em quantidade suficiente e estão bem acondicionados.

desde a entivação de valas. que tenham como matéria-prima a madeira em tosco/ solho ou acabada. 1 Carpintaria 5. cavaletes. Plano de Segurança e Saúde. CARPINTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. todas as tarefas descritas estão enquadradas na actividade de carpintaria. Os trabalhos de carpintarias em estaleiro são diversos. gamelas e outras ferramentas em madeira. estâncias. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PAlAVRA-CHAVE • Carpintaria • Solho • Localização • Organização • Serra Circular • Acessos GloSSÁRIo Carpintaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a carpintaria de estaleiro deverá ter. • Utilizar a lista de verificações referente à carpintaria. Estaleiro de Obra. Solho. à execução de estruturas de cofragens e coberturas. o local onde se executam trabalhos de carácter provisório ou definitivo.2.FT14 . Entende-se por carpintaria em estaleiro de obra. passando pela execução de plataformas de trabalho. réguas. Cofragem. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e a carpintaria.

5: Carpintaria A obra de carpintaria pode ser de toscos ou de limpos. pelo que se verifica um grande incremento da pré-fabricação em oficinas especializadas e a montagem destes elementos (cozinhas. O local destinado à carpintaria deverá possuir tamanho adequado em conformidade com o planeamento dos trabalhos necessários realizar com o recurso à madeira. estas instalações devem ser referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. vãos…) em obra. só muito raramente são executados integralmente em estaleiro de obra. roupeiros. A carpintaria deve estar devidamente identificada com sinalização de segurança e delimitada em obra. consoante o sistema de cofragem adoptado tenha a madeira como matéria-prima. ainda. 2 Figura 5. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra). A carpintaria deve estar pavimentada e nivelada.Carpintaria FT14 . o que se verifica cada vez menos. com o alcance e capacidade dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). Com a mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações (carpintaria e depósitos). móveis. características dos materiais com zonas de depósito para matériaprima (madeira) e produtos acabados e. Os trabalhos de carpintaria de toscos. Os trabalhos de carpintaria de limpos ou acabada. revestimentos. possibilitando a instalação das máquinas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . a favor dos sistemas de cofragem metálica que são hoje em dia bastante utilizados na construção civil. em estaleiro de obra são de carácter específico ou diverso.

reduzem a sensibilidade das mãos e aumentam o risco de acidente. Se optar pela utilização de lâmpadas fluorescentes ou equivalente. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para as oficinas de carpintaria e contemplados na Portaria 949-A/2006. 3 Carpintaria em segurança. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. A instalação eléctrica. As máquinas de corte e bancadas. As máquinas devem ter um sistema de aspiração equipado com mangas ligadas a silos de recolha de aparas e serradura. agulheta e chave de manobra. já que as baixas temperaturas. o plano de manutenção da instalação e das máquinas terá de incluir uma verificação diária ao sistema de aspiração. mas ao mesmo tempo estar suficientemente protegida do frio. Nas saídas devem ser colocados extintores de incêndios de pó químico seco tipo ABC e/ou água pulverizada e de CO2 junto ao quadro eléctrico. A utilização de quaisquer máquinas de carpintaria só é permitida a pessoal habilitado para o efeito Figura 5. corrigir o efeito estroboscópico característico desse tipo de iluminação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . equipados com mangueira.FT14 . A área deverá ser arejada. A iluminação deverá ser suficiente (pelo menos 400 Lux no posto de trabalho) e adequada ao tipo de actividade. devem ter pintado no pavimento uma linha que delimita a área de trabalho sendo exclusivamente destinada aos operadores e mantê-la livre de detritos ou outros materiais.6: Máquina com sistema de aspiração Prever na montagem da rede de água do estaleiro a instalação de um ou mais carretéis de incêndio.

Figura 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Acções Aconselhadas A carpintaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada sinalização de segurança. • Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho. conforme manual da máquina (redigido em português).7: Empurrador de madeira • • Manter operacionais as protecções à zona de corte das máquinas. • Utilizar empurradores de madeira para o corte final das peças. Na serra circular garantir a existência de capacete protector na zona de corte. • Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho. • Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. Figura 5.8: Serra circular • • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada e com o disco parado.Carpintaria FT14 .

Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. Proibição de fumar e foguear no interior da carpintaria. confortável e garantir que não existem partes soltas.FT14 . Não fumar nem fazer lume Substâncias In amáveis Figura 5. nomeadamente características técnicas da máquina. O vestuário de trabalho deve ser justo. Garantir que este documento esteja disponível na carpintaria. Iluminação da carpintaria com lâmpadas de fluorescência e dotada de correcção do efeito estroboscópico. principais modos operatórios. Garantir a existência de meios de 1ª intervenção para o combate a incêndios. histórico das intervenções de manutenção e reparação. 5 Carpintaria • • • • • • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento.9: Sinalização de segurança em carpintarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Acondicionamento de líquidos inflamáveis em local seguro e sinalizado. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. Caminho de cabos eléctricos organizado. NC = Não conforme. Empilhamento de madeiras é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Existem meios SI de 1ª intervenção. têm controlo efeito estroboscópico. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Os locais de trabalho estão limpos e organizados. Está afixada sinalização de segurança. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. obrigação de utilizar EPI. Iluminação com lâmpadas de fluorescência. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Conforme. Zonas de corte das máquinas com capacete protector. Altura dos empilhamentos de madeiras é segura e está ordenada. Existe sinalização de segurança. “Proibição de Fumar e Foguear”. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. Existe sistema de aspiração para serradura. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Carpintaria FT14 . Existem registos referentes à manutenção das máquinas. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Carpintaria ITEM 1 2 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a carpintaria estão identificadas.

A questão do óleo descofrante é muito relevante já que poderá ser causa de incêndio. 1 Estaleiro de Cofragens 5. material extremamente moldável. madeiras para cofragens. poluição. continuando então a desenvolver-se e a aperfeiçoar-se. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricados. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de cofragens. PAlAVRA-CHAVE • Cofragem • Descofragem • Descofrante • Plataforma GloSSÁRIo Cofragem. Entende-se por estaleiro de cofragens. Descofragem. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. mortes e mesmo a nível de riscos ambientais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os elementos metálicos têm um peso considerável.FT15 . • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de cofragens.3. mas o seu maior desenvolvimento surgiu depois do aparecimento do betão. área para execução e reparação de cofragens. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de cofragens deverá ter. é no entanto de extrema importância o seu cumprimento para evitar acidentes. ESTAlEIRo dE CoFRAGENS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Estaleiro de obra. As regras de armazenamento da cofragem em estaleiro de obra são normalmente descuradas. ou outros riscos de exposição. Desde tempos remotos que as técnicas de cofragem se utilizavam na edificação de muros em terra ou de argila. Estaleiro de Cofragens. havendo registos de morte ou incapacidades permanentes devido ao incorrecto armazenamento e movimentação dos mesmos.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .10: Execução de Cofragem de Madeira Como principais fases da evolução das cofragens.Estaleiro de Cofragens FT15 . 2 Figura 5. uma vez que a incorporação desta por m2 é muito elevada. podemos mencionar: Cofragens de madeira. Figura 5. Sendo este um sistema tradicional. que apenas pode ser utilizado em obras onde o prazo de execução não seja o factor principal e em situações onde a mão-de-obra para o seu manuseamento seja barata. Os referidos elementos começaram por ser de madeira passando depois a metálicos. permitindo aumentar a produção diminuindo os prazos de execução e essencialmente dispensando os carpinteiros profissionais para se começar a utilizar cada vez mais operários especializados na montagem e desmontagem de elementos repetitivos. tábuas pregadas sobre barrotes e vigas.11: Cofragem de Madeira Cofragens repetitivas.

os trabalhos de movimentação mecânica de cofragens devem ser proibidos e os elementos suspensos devem ser colocados no solo.13: Movimentação de elementos de Cofragem A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. Figura 5. 3 Estaleiro de Cofragens Figura 5. a altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. No estaleiro de cofragem é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos de cofragem metálica e pré-fabricada.FT15 .12: Cofragem com Painéis Pré-fabricados A disposição e áreas para o estaleiro de cofragens têm que ter em conta os condicionalismos impostos pelo tipo de sistema a utilizar e a sequência correcta para colocação em obra. velocidade superior a 60 Km/h. os materiais devem estar correctamente alinhados e. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o estado de conservação e amarração dos painéis deve ser verificado antes da sua elevação. Em caso de vento forte. O armazenamento deve ser organizado por tipos e dimensões.

Estaleiro de Cofragens FT15 . os trabalhadores devem usar o arnês anti–queda. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de cofragens são os seguintes: • Corte e perfuração. A desmontagem das cofragens deve ser executada com as plataformas protegidas contra quedas em altura.14: Acondicionamento de elementos de Cofragem A zona de trabalhos onde se efectua a montagem de cofragens e a sua descofragem deve ser delimitada e sinalizada. ligado a um ponto sólido. • Pancadas. As sapatas e calços devem ter solidez para resistir aos esforços e os prumos devem estar bem verticais. quando não é possível manter as protecções colectivas. estas plataformas devem ter guarda-corpos. • Exposição a condições atmosféricas adversas. os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado e enviados periodicamente para o exterior da zona de obra. A zona de trabalho deve ser limpa.50m. • Queda de pessoas ao mesmo nível. diariamente e. • Quedas em altura. • Queda de objectos. de modo a que os trabalhadores não afectos aquela actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O escoramento deve estar dimensionado para resistir aos esforços previstos com uma margem de segurança de 150%. 4 Figura 5. rodapé e tábua de pé com uma largura mínima de 80 cm. não circulem naquele espaço onde poderão ser atingidos pela queda dos materiais. de modo a que estes possam efectuar um trabalho em segurança e permitir a rápida evacuação no caso de surgir uma situação de emergência. • Exposição ao ruído. • Esmagamento. As plataformas de trabalho devem ser utilizadas para montagens em que a altura da cofragem é superior a 1.

• Se possível. • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. • A recolha e eliminação dos excedentes de produto deve ser efectuada por um operador autorizado. 5 Estaleiro de Cofragens • • Exposição a substâncias tóxicas. esgotos.FT15 . Incêndio. • Colocar em local visível e acessível as fichas de dados de segurança do óleo descofrante que está a ser utilizado. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos e desperdícios. cursos de água. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Os materiais devem estar correctamente alinhados. pé-direito adequados. • Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. deve ser ajustado ao. • A zona de armazenamento e montagem das cofragens deverá estar delimitada e sinalizada. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde possam ser atingidos pela queda de materiais. O estaleiro de cofragens deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra só para o armazenamento dos elementos de cofragem com área. desobstruídos. • Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. • A altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. a limpeza dos painéis deverá ser efectuada nesta zona estando os trabalhadores expostos a condições atmosféricas adversas. • O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. utilizar óleo descofrante biodegradável. solo e vegetação) através da criação de bacias de retenção. • Devem ser evitados derrames ou fugas (rede de água pública. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para o armazenamento dos óleos descofrantes. • O óleo descofrante deve ser armazenado num local fresco e com ventilação adequada. As medidas de prevenção relacionadas com o estaleiro de cofragens. já que. os painéis devem ser posicionados com recurso a cordas guia. em terreno plano e com capacidade de carga. • Na sua recepção. arrumados e limpos. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de armazenamento. • Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. • Manter o óleo descofrante afastado de todas as fontes de ignição. processo construtivo e equipamento adoptado. devendo ser rigorosamente proibido guiar os painéis com as mãos.

C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. Estão implantados espaços de circulação adequados. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de Cofragem ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO O estaleiro de cofragens está identificado. Óleo descofrante é armazenado em local fresco e ventilado. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável.50m Materiais são armazenados por tipos e dimensões. Existe um local destinado a armazenar desperdícios e são removidos com regularidade. quer para as pessoas ou instalações. Existem Fichas de Dados de Segurança do óleo descofrante. C = Conforme. delimitado e identificado no Plano de Circulação. arrumados e limpos. Existem meios SI de 1ª intervenção. Estão visíveis? Recolha de resíduos de óleos descofrantes é efectuada por operador autorizado. Existe local para armazenamento de óleos descofrantes. l = Constitui um risco ligeiro. NC = Não conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Evitar pilhas com > 1. Zona de armazenamento com cobertura tipo telheiro. Os painéis de cofragem são armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação Os painéis de cofragem são recepcionados com recurso a corda guia. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. desobstruídos. Armazenamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada.Estaleiro de Cofragens FT15 .

depósito de varões dobrados e área de armazenagem de armaduras. 1 Estaleiro de Ferro 5. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de ferro. Em caso de vento forte.FT16 . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de ferro deverá ter. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de ferro. garantindo desta forma uma lingada segura.15: Estaleiro de Ferro No estaleiro de ferro é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos a movimentar. Consoante as quantidades necessárias. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. Lingada. Figura 5. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. ESTAlEIRo dE FERRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Entende-se por estaleiro de ferro. PAlAVRA-CHAVE • Estaleiro de Ferro • Movimentação • Grua • Lingada • Armadura GloSSÁRIo Armadura. fabrico e armazenagem de armaduras. Estaleiro de obra. prever áreas para: depósito dos varões de aço. área de dobragem dos varões. depósito de desperdícios. Estaleiro de Ferro.4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o estado de conservação das lingas deve ser verificado antes da elevação dos atados de aço ou das armaduras. Etiquetagem. área de corte dos varões. Cabo de Elevação.

dobragem e montagem de armaduras deve ser contígua à zona de armazenagem. A área de corte. Para optimizar a tarefa de corte dos varões. para evitar o arranque acidental e devem vir equipadas com botoneira de paragem de emergência.16: Movimentação de atados de aço O posicionamento dos varões em baias. devem ser accionadas por pedal com protecção superior. a máquina de corte deve ser móvel e deslocar-se sobre carril ao longo do comprimento das baias. As baias destinadas a receber os atados de aço mais pesados devem ficar na zona onde a capacidade de carga da grua seja maior. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Estaleiro de Ferro FT16 . os trabalhos de movimentação mecânica de atados ou armaduras devem ser suspensos e os elementos colocados no solo. As máquinas de corte e dobragem. deve ter uma relação directa entre o peso dos atados a movimentar e o diagrama de cargas da grua de distribuição. Proceder conforme as indicações do fabricante à manutenção das máquinas de corte e dobragem de aço. Figura 5. 2 velocidade superior a 60 Km/h. O registo de manutenção ou reparação das máquinas deve estar disponível em estaleiro.

17: Dobragem de Ferro A instalação eléctrica. regularmente devem ser feitas medições destas ligações assim como dos dispositivos de protecção diferencial do quadro eléctrico do estaleiro de ferro.FT16 . • Perfuração. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para estaleiro de obra e contemplados na Portaria 949-A/2006. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de ferro são os seguintes: • Corte. • Queda de objectos em manipulação. As massas metálicas acessíveis devem ser equipotencializadas e executar a sua ligação à terra. • Queda ao mesmo nível. O local destinado ao estaleiro de ferro deve ser mantido limpo e os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado que garanta uma arrumação cuidada e uma remoção fácil deste resíduo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Electrocussão. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. • Esmagamento. • Marcha sobre objectos. 3 Estaleiro de Ferro Figura 5. • Queda em altura. • Queda de objectos desprendidos.

os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. deve ser em terreno nivelado e ser feita a etiquetagem segundo a sua aplicação em obras. Posturas inadequadas. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de fabrico de armaduras e garantir que os trabalhadores não estejam expostos a condições atmosféricas adversas. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. em terreno plano e com capacidade de carga para o armazenamento dos atados em baias ou estantes. deve ser organizado por tipos e dimensões. • O armazenamento das armaduras prontas. • Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. conforme manual da máquina (redigido em português). devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. arrumados e limpos. • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento. • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. Garantir que este documento esteja disponível no estaleiro de ferro. • Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. O estaleiro de ferro deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra para o estaleiro de ferro com área. histórico das intervenções de manutenção e reparação. Sobre esforços. 4 • • • Choque contra objectos. principais modos operatórios. • Os elementos de aço não deverão ser depositados directamente no solo. • A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. • Na sua recepção. • Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada. • O armazenamento dos atados em baias ou estantes.Estaleiro de Ferro FT16 . • A área de corte dos varões de aço deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos. desobstruídos. nomeadamente características técnicas da máquina.

FT16 . 5 Estaleiro de Ferro Manter os locais de moldagem e de montagem limpos e desobstruídos Figura 5.18: Locais de trabalho limpos e desobstruídos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

. Bancadas de montagem com dimensões que evitam posturas inadequadas. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de ferro ITEM 1 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem estão junto à zona de fabrico de armaduras.Estaleiro de Ferro FT16 . O estaleiro de ferro está limpo e organizado. C = Conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Máquinas têm ligação equipotencial com ligação à terra. Estaleiro de ferro é servido por equipamento de elevação? Interditas as elevações com um único ponto de suspensão. Existem meios SI de 1ª intervenção. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . NC = Não conforme. A área de fabrico de armaduras tem telheiro. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Lingas são portadoras de identificação. que proteja da chuva e do sol. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. Estado de segurança da patilha de segurança da grua. São feitas as revisões periódicas às máquinas e existem registos de manutenção. Existe uma zona destinada a acondicionar os desperdícios de ferro. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. Máquinas cumprem os requisitos de segurança. quer para as pessoas ou instalações. l = Constitui um risco ligeiro. Caminho de cabos eléctricos organizado.

Entende-se por __________________. o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. de pequena dimensão.AV5 . __________________ é o local destinado a guardar equipamentos e ferramentas. O __________________ deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 5. 2. associadas às figuras e referentes à ficha temática 13. 1.1 Armazém e Ferramentaria. ______________________________________________________ 2. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 13. O __________________ deverá manter um registo de todo o material movimentado. em geral. ______________________________________________________ 3. ponto 5. 1 Actividades/Avaliação 5.1 Armazém e Ferramentaria. Enuncie três medidas preventivas.

enuncie quatro requisitos de segurança que a carpintaria de estaleiro de obra deverá ter: 1. SERRA CIRCulAR RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Ruído 4. RISCoS Queda em altura Incêndio Exposição ao ruído Esmagamento MEdIdAS dE PREVENÇÃo Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação Manutenção de máquinas e ferramentas Guarda-Corpos em bordaduras de lajes Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . identifique nos riscos apresentados três riscos referente à utilização da serra circular eléctrica. Relativamente à ficha temática 14. ______________________________________________________ 3. ponto 5. ______________________________________________________ 4.2 Carpintaria. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. Relativamente à ficha temática 15.Actividades/Avaliação AV5 . 2 3.3 Estaleiro de Cofragens. ______________________________________________________ 2. Relativamente à ficha temática 14.2 Carpintaria. ponto 5. ______________________________________________________ 5. ponto 5.

3 Actividades/Avaliação 6. ponto 5.3 Estaleiro de Cofragens. associada à tarefa de descofragem representada na figura. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1. ______________________________________________________ 3. enuncie três medidas preventivas. Relativamente à ficha temática 15.AV5 . ______________________________________________________ 2.

______________________________________________________ 2.4 Estaleiro de Ferro e com base nas figuras representadas. ______________________________________________________ 3. Relativamente à ficha temática 16. ponto 5. enuncie três requisitos de segurança a ter na movimentação mecânica de atados de ferro. 4 7. 1.Actividades/Avaliação AV5 . ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Relativamente à ficha temática 16. ______________________________________________________ 3.AV5 .4 Estaleiro de Ferro. 5 Actividades/Avaliação 8.4) . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ______________________________________________________ 2. ponto 5. reveja o submódulo 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Estaleiro de Apoio à Produção. 1. associada à implantação de um estaleiro de ferro.Se não conseguir resolver esta actividade. enuncie três medidas preventivas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

6. Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

A grande maioria dos acidentes mortais na construção civil. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. características geométricas e recomendações para utilização). FICHAS TEMÁTICAS • Guarda-Corpos • Andaimes • Redes de Segurança • Entivação de Valas 4. GloSSÁRIo • Andaime • Declaração de Conformidade • Entivação • Guarda-corpos • Guarda-cabeças • Protecção Colectiva • Rede de segurança • Vala CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . possibilitará dimensionar estes equipamentos em estreita articulação com a produção e dotar o estaleiro de obra com meios adequados de protecção colectiva. • Elaborar lista de verificações para entivação de vala. 1 Equipamentos de Protecção Colectiva 1. entende-se o conjunto de meios a empregar e destinados a proteger todos os trabalhadores sujeitos a diferentes tipos de perigos. Como equipamentos de protecção colectiva em estaleiro de obra. 3. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. • Sistemas de entivação de valas (tipos e regras a observar na montagem. utilização e desmontagem).SM6 . ocorre devido a quedas em altura e soterramentos pelo que são apresentados os seguintes equipamentos de protecção colectiva: • Guarda-corpos (rígidos e flexíveis e respectivas características geométricas). RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção colectiva e as características técnicas mais relevantes. • Andaimes de serviço (classificação e regras a observar na montagem e desmontagem). oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 2. • Redes de Protecção (tipos de redes. garante da integração em obra do Princípio Geral de Prevenção que refere “dar prioridade à protecção colectiva relativamente a medidas de protecção individual”. • Identificar os requisitos referentes à montagem de uma estrutura de andaime. • Identificar os diferentes tipos de redes de protecção. • Elaborar plano de protecções colectivas em estaleiro de obra. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Colectiva a implementar em Estaleiro de Obra.

pt www. • • • • • • • • SABER MAIS www.pt www.norsave.institutovirtual.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 .pt www.com www.diabase.pt www.ulma.pt www.carldora.pt http://dre.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .tubos.peri. 2 5.

Estes equipamentos são utilizados na periferia das lajes. • Identificar os requisitos que os guarda-corpos devem ter. Guardas. Os guarda-corpos rígidos são compostos por elementos horizontais (guardas). o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. escadas e outros acessos. andaimes. Guarda-Cabeças. consoante os materiais constituintes do sistema adoptado. GuARdA-CoRPoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Guarda-corpos são protecções colectivas utilizadas em estaleiro de obra com o objectivo de impedir a queda em altura de pessoas e de materiais. plataformas de trabalho. • Conhecer os locais onde devem ser colocados guarda-corpos. Queda em Altura.FT17 . coberturas. PAlAVRA-CHAVE • Guarda-corpos • Guarda-corpos rígidos • Guarda-corpos flexíveis • Montantes • Guardas • Guarda-cabeças GloSSÁRIo Guarda-corpos.1: Guarda-corpos rígido CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Guarda-Corpos 6. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras ou bandas de sinalização. São classificados em rígidos (montantes e guardas horizontais) ou flexíveis (montantes e redes). verticais (montantes) e suportes de fixação ao elemento construtivo.1. aberturas em lajes. Figura 6.

barras ou perfis metálicos (vão máximo 2. Figura 6.20m).Guarda-Corpos FT17 .00m da fixação ao elemento construtivo. Para garantir uma resistência igual aos guarda-corpos rígidos deve ser colocada uma corda no seu contorno. Outro elemento integrante no guarda-corpos é o rodapé ou guarda-cabeças.00m e de 2. Figura 6. solidamente colocados nos montantes verticais a 0.10m de lado e 1m a 1. 2 Os elementos horizontais podem ser constituídos por diferentes tipos de materiais.3: Guarda-corpos flexível Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .20. As redes devem ter malha quadrada de 0. geralmente de varão de aço de 6mm.00m para alturas de rede de 1.50m).00m para alturas de rede de 1. nomeadamente por tubos.20m de largura. excepto o rodapé.2: Sistemas de montagem de guarda-corpos rígido Os guarda-corpos flexíveis diferem dos rígidos essencialmente devido à substituição dos elementos horizontais. por redes e dispositivos de fixação da rede aos montantes. ou por tábuas de madeira (vão máximo 1. Os montantes devem estar espaçados de 1.15m de altura solidamente colocada nos montante. com a função de prevenir a queda de materiais ou ferramentas a partir do plano de trabalho. Devem em qualquer dos casos ter três elementos de fixação da rede em altura. constituído por um elemento horizontal geralmente uma tábua de madeira com 0.45m e 1.

6: Boas práticas na colocação de guarda-corpos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Guarda-Corpos Figura 6. Figura 6. • Os andaimes. • As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos. • Todos os vãos. • Nos planos de trabalho. todas as aberturas devem estar protegidas.4: Guarda-corpos rígido em periferia de laje Acções Aconselhadas Os guarda-corpos são dispositivos destinados a impedir as quedas e devem ser instalados nos locais onde este risco esteja presente.FT17 .5: Boas práticas na colocação de guarda-corpos Figura 6. nomeadamente: • Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais.

Estado de conservação dos materiais. C = Conforme. NC = Não conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .45m e 1.15m. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Guarda-Corpos ITEM 1 DESCRIÇÃO Localização de guarda-corpos: Vãos de sacada Escadas Localização de guarda-corpos: Plataformas de trabalho Passadiços Localização de guarda-corpos: Andaimes Bailéus Localização de guarda-corpos: Bordos não protegidos Coberturas Localização de guarda-corpos: Aberturas não protegidas Caixas de elevador Montagem é segura: -montantes fixos. quer para as pessoas ou instalações.Guarda-Corpos FT17 . -guardas a 0. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. -guarda-cabeças com 0. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Condições de armazenamento dos materiais.00m.

1 Andaimes 6.2. carecem de especial atenção desde o momento da sua montagem. Sendo a Protecção Colectiva uma área fundamental e prioritário na segurança dos trabalhadores da Construção Civil. Os andaimes. as estruturas de andaime. reparação ou demolição de estruturas. Queda em Altura.FT18 . munidas de plataformas horizontais elevadas. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. ANdAIMES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. uma vez que estão ligados à redução/ eliminação do risco mais preocupante existente num edifício em construção a Queda em Altura. materiais e trabalhadores que suportam. passando pela sua utilização até mesmo à sua desmobilização. Declaração de Conformidade. Os andaimes são construções provisórias auxiliares. pelas dimensões que por vezes atingem e pela quantidade de tarefas. PAlAVRA-CHAVE • Andaime • Elementos constituintes • Causas de acidentes • Procedimentos de segurança GloSSÁRIo Andaime. • Identificar os elementos constituintes de um andaime metálico. • Utilizar a lista de verificação de andaime. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . manutenção. devem merecer por parte dos responsáveis das empreitadas uma maior atenção. Protecção Colectiva. Guarda-corpos. suportadas por estruturas de secção reduzida e que se destinam a apoiar a execução de trabalhos de construção. pela utilidade e complexidade que têm.

00m 6-Barra horizontal 0. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Documento de Harmonização relativo a “Andaimes de serviço e de trabalho.7: Elementos Constituintes de andaime metálico de pés Estas construções provisórias. Estes últimos são constituídos por tubos metálicos de diferentes secções transversais e acessórios de junção adequados. Só se devem utilizar peças de andaimes adequadas e de boa qualidade. utilização e desmontagem desses mesmos andaimes e também as regras relativas ao cálculo da sua resistência e estabilidade.50m 7-Plataforma de trabalho 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Travessa lateral dupla 11-Prumo de remate 12-Nó/braçadeira Figura 6. pelo que o sistema de andaime deve ter marcação CE e possuir Declaração de Conformidade. 2 1-Escora/sola regulável 2-Travessa principal 3-Prumo 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 1.Andaimes FT18 . de Julho de 1990. com elementos pré-fabricados não cobertos e com altura até 30 m”: refere quais os principais aspectos a ter em consideração aquando da montagem. A Norma HD 1000. ou ainda por elementos pré-fabricados que formam estruturas de tipo pórtico com possibilidade de regulação múltipla. utilizadas desde há muitos anos têm tido ultimamente uma grande evolução técnica passando-se dos tradicionais andaimes de madeira para os andaimes metálicos devido aos melhores rendimentos e níveis de segurança.

• Materiais em mau estado. insuficiência ou ineficácia das amarrações à construção. • Ausência. • Materiais em mau estado. • Insuficiência da sua resistência ou dos seus suportes. • Plataforma de largura insuficiente ou espaço livre excessivo entre a plataforma e a construção. 3 Andaimes Figura 6.FT18 . • Choque provocado por veículos. • Rotura da plataforma: • Sobrecarga exagerada. • Ausência ou má utilização dos meios de acesso. • Abatimento das bases de apoio.8: Montagem de estrutura de andaime Acções Aconselhadas As principais causas de acidentes de trabalho em andaimes são os que a seguir se descrevem: • desmoronamento: • Número insuficiente de travessas e de diagonais de contraventamento. • Perda de equilíbrio dos trabalhadores: • Não utilização de um equipamento individual de protecção contra quedas. • Ausência de travessa de apoio intermédia. • Sobrecargas excessivas. durante a montagem e desmontagem. • Ausência ou ineficácia dos guarda-corpos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

• Se os montantes estão devidamente aprumados e contraventados. • Montagem: • Elaborar plano de montagem. • Se dá acesso ao local onde se vai desenvolver o trabalho. recepção de materiais. • Ausência de rodapé. • Utilizar protecção colectiva e individual. montagem. • Ausência de protecções. antes da utilização e montagem que a seguir se apresentam: • Preparação da montagem: • Verificar o terreno no sentido de assegurar a capacidade de carga. • utilização: • Não saltar entre plataformas. • Montar o andaime de acordo com o projecto. associados aos andaimes. • Manter a verticalidade do andaime. • Verificar o estado das pranchas metálicas ou de madeira. • Proteger a base dos prumos e a zona envolvente. 4 • • Queda de materiais: • Queda de um elemento estrutural do andaime durante a montagem ou desmontagem.Andaimes FT18 . • Rotura de uma plataforma. • Organizar a descarga e armazenamento provisórios. Como medidas de prevenção e com o intuito de eliminar os acidentes de trabalho. devem ser respeitados os procedimentos de segurança nas fases de preparação da montagem. • Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Contacto com linhas aéreas (dos corpos ou por intermédio de um objecto): • Desrespeito pelas distâncias mínimas de segurança. desviar águas pluviais. • Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. • Se estão os três níveis de guarda-corpos. • Recepção de materiais: • Preparar zona de recepção do andaime. • Se o andaime serve para a tarefa a executar. • Verificações antes da utilização: • Se possui bases estáveis. • Proceder a fundações ou compactação de acordo com as cargas previsíveis e a natureza do terreno. • Se necessário. • Ligar a massa metálica à terra. • Se a escada de acesso cumpre as condições necessárias para ser utilizada. • Desmoronamento do andaime. • Se as pranchas oferecem suficiente segurança.

º 4º do Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro. desmontagem ou reconversão do andaime só pode ser efectuada sob a direcção de uma pessoa competente com formação específica adequada sobre os riscos dessas operações. a montagem. Figura 6. desmontagem e reconversão do andaime. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime. desmontagem ou reconversão possa comportar.9: Boas práticas na utilização de andaimes CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a segurança durante a montagem. qualquer outro risco que a montagem. Manter a distância conveniente a eventuais condutores eléctricos.FT18 . 5 Andaimes • • • • ventos fortes. Não alterar a estrutura do andaime. Em conformidade com o art. Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime. as condições de carga admissível. nomeadamente sobre a interpretação do plano de montagem. as medidas de prevenção dos riscos de queda de pessoas ou objectos. as medidas que garantem a segurança do andaime em caso de alteração das condições meteorológicas. desmontagem ou reconversão do andaime.

NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. O andaime está devidamente escorado e/ou ancorado? Distância da plataforma do andaime à parede ≥ 20cm. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Andaimes ITEM 1 DESCRIÇÃO O andaime está assente em solo estável e com resistência adequada. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.00m. Os elementos do andaime estão em bom estado de conservação e não apresentam deformações? Os apoios fazem-se sobre vigas de madeira com o mínimo de 5cm de espessura. Existência de guarda-cabeças/ rodapé em todas as zonas de passagem e utilização.45m e a 1. l = Constitui um risco ligeiro. C = Conforme. Tem guarda-corpo interior? Existência de guarda-corpos a 0. quer para as pessoas ou instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável.Andaimes FT18 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . nas zonas das plataformas. NC = Não conforme. Montagem e desmontagem supervisionada por trabalhador competente (Dec-Lei 50/2005).

sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura. Cobertura. As redes de segurança conforme o grau e o tipo de protecção para as quedas em altura dividem-se em dois grupos: • Redes para impedir a queda (impedem a queda. capazes de absorver uma certa quantidade de energia. salientam-se as redes tipo ténis. um instrumento fundamental no combate aos acidentes provocados por quedas em altura. As redes de segurança utilizadas na construção civil são. com origem na queda de pessoas ou materiais. em geral. portanto. para trabalhos de construção.3. PAlAVRA-CHAVE • Rede de segurança • Redes tipo ténis • Redes verticais • Redes verticais tipo forca • Redes horizontais • Redes horizontais de grande extensão GloSSÁRIo Rede de Segurança. Consola. podendo substituir os guarda corpos no caso das redes verticais ou o tamponamento de aberturas em lajes no caso de redes horizontais). redes horizontais. agindo de forma a minorar os efeitos da mesma). As redes de segurança são. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quer de materiais. Queda em Altura. funcionando como barreiras físicas directas. 1 Redes de Segurança 6. redes verticais tipo forca. Das redes de segurança que servem para impedir a queda. é feita por alongamento das fibras da trança e pelo aperto dos nós.FT19 . as redes verticais. REdES dE SEGuRANÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. formando um conjunto elástico de malhas quadradas. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas redes de segurança. A utilização de redes de segurança insere-se nas medidas de protecção colectiva. • Redes para limitar a queda (limitam a queda sempre que esta for inevitável. suportadas por corda perimetral. • Identificar os requisitos que as redes de segurança devem ter. polietileno ou polipropileno. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de redes de segurança. A absorção de energia nas redes. ligadas por nós. constituídas por cordas de fibras sintéticas de poliamida. Protecção Colectiva. quer de pessoas.

tendo como objectivo impedir a queda de corpos. uma vez que estas cobrem todo o vão a descoberto. De uma forma prática este tipo de rede tem a mesma função de um guarda-corpos.10: Rede vertical tipo ténis As redes verticais são redes que têm. Estas redes são aplicadas na vertical ou com ligeira inclinação. podendo abranger a fachada de dois pisos. são redes verticais usadas nos bordos das lajes e abertura em pisos ou paredes. As ancoragens podem ser feitas directamente aos elementos estruturais envolventes ou a suportes metálicos verticais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . na sua essência as mesmas características das redes tipo ténis.11: Rede vertical As redes verticais tipo forca. colocadas directamente no piso. O bordo superior deve exceder.Redes de Segurança FT19 .90 m. O seu comprimento não deve ultrapassar os 12 m e devem ter uma altura mínima de 0. Figura 6. diferem das verticais pelos suportes metálicos do bordo superior onde são fixas as redes e por terem uma consola do tipo forca. Figura 6. As redes tipo ténis. Podem ser fixadas a elementos horizontais ou verticais de resistência adequada. divergindo destas essencialmente nas dimensões. no mínimo 1 m a altura do plano de trabalho e o bordo inferior deve dispor de espaço livre para permitir o alongamento da rede devido ao impacto do corpo sujeito a uma queda de 6 m. 2 Para limitar as quedas podem utilizar-se as redes horizontais e as verticais com forca.

Figura 6. Para serem consideradas redes de grande extensão devem possuir uma superfície total maior ou igual a 64m2 e a sua largura ser no mínimo 8 m. As redes são colocadas nos bordos das lajes de forma horizontal.12: Rede vertical tipo forca As redes horizontais são as mais utilizadas em Portugal. Figura 6.13: Rede horizontal As redes horizontais de grande extensão têm um vasto alcance na protecção de quedas em altura. permitindo normalmente 2 ou 3 tipos de posicionamento que depende da altura máxima de queda. em operações de cofragem. 3 Redes de Segurança A dimensão mais adequada das redes é de 6 x 6m. nunca ultrapassando uma altura superior a 6 m. têm como objectivo limitar as quedas por aberturas existentes entre pisos. execução de coberturas e execução de pontes e viadutos. A altura de queda não deverá ser superior a 6 m e a distância mínima livre abaixo da rede deve ser de 3 m. sendo utilizadas para recolher pessoas ou materiais que possam cair durante a montagem de estruturas metálicas.FT19 . betonagem e descofragem e na montagem de estruturas metálicas e de cobertura. podendo ser aumentada a inclinação. A colocação da rede deve ser efectuada o mais perto possível do plano CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As redes tipo forca são as mais adequadas para proteger os trabalhos na laje de cobertura.

à projecção de materiais. • Datas de avaliação das cordas de teste.Limpar periodicamente a rede para retirar materiais retidos na malha. • Classe de resistência.Redes de Segurança FT19 . etc.Armazenar as redes e demais elementos em locais secos e protegidos da luz. • Não apresentar ruptura de malhas. • Armazenamento. de forma a reduzir a altura de uma eventual queda. . uma rede só deve ser utilizada como protecção contra queda em altura se observar os seguintes requisitos: • Não apresentar sinais de deterioração. uso e desmontagem. de modo a que as redes conservem as suas características. o frio.14: Rede horizontal de grande extensão Acções Aconselhadas As redes de segurança estão constantemente sujeitas a agressões ambientais como o calor. • Apresentar marcação com: • Nome do fabricante. • Dimensões da rede. • Apresentar um manual de instruções que forneça a seguinte informação: • Montagem. deve ser constantemente verificado o estado destas redes.). decapagem. cigarros. a humidade e os raios UV. influências químicas) Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Período de validade. é essencial que sejam observadas as seguintes medidas: . que cortem ou que queimem as fibras. em embalagens opacas e resistentes. que degradam as fibras. .Proteger as redes de projecções de matérias incandescentes (trabalhos de soldadura. • Alguns avisos de perigo (ex temperaturas extremas. Dado o ambiente e as condições em que são utilizadas.Evitar todas as agressões físicas (cortes e rasgões das malhas). Figura 6. 4 de trabalho.Utilização apenas no período de vida útil. . • Não apresentar ruptura de cordão. • Ano e mês de fabrico. provocando a perda das suas características mecânicas. . cuidados e inspecção.

como medidas gerais.FT19 . Se a ancoragem se faz em partes da construção recentemente betonadas. e conter a seguinte informação: • Forças de ancoragem necessárias. Figura 6. • Substituição. • Dimensão mínima de recolha dos corpos em queda. recomenda-se o seguinte: • A altura de queda livre de pessoas deve ser a menor possível. • Devem prever-se zonas de ancoragem de forma que resistam aos esforços transmitidos em consequência de uma queda. não deve ultrapassar os 6 m. verificar se o betão atingiu a resistência suficiente. • Armazenamento. • Distância mínima abaixo da rede. • Peso máximo de queda. 5 Redes de Segurança • O manual de instruções deverá estar na língua do utilizador.15: Rede horizontal CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Segurança da ligação da rede. • Todas as peças metálicas de amarração e ancoragem que estejam em contacto com as redes devem ser sujeitos a tratamentos anti-oxidantes. Ainda. • Inspecção.

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Redes de Segurança ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO Montagem da rede conforme Manual de Instruções Está disponível Manual de Instruções em português? Rede tem marcação CE? Rede está protegida contra a projecção de matérias incandescentes? Rede sem materiais retidos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações.Redes de Segurança FT19 . Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro. C = Conforme. Rede não apresenta sinais de deterioração. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NC = Não conforme. Peças de amarração e ancoragem com tratamento anti-oxidante.

o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de entivação. As movimentações de terrenos que podem originar situações como estas. em valas. ENTIVAÇÃo dE VAlAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Talude. 1 Entivação de Valas 6. Vala. Soterramento. Protecção Colectiva. destinado a impedir desmoronamentos. PAlAVRA-CHAVE • Entivação • Vala • Escoramento • Escora • Painel • Protecção Colectiva GloSSÁRIo Entivação.FT20 . A entivação é o nome corrente que se dá ao revestimento. calor. As principais origens são os deslizamentos. Pode ocorrer logo no decurso da escavação mas o mais usual é que ocorra no decorrer dos trabalhos efectuados dentro da escavação. de paredes rochosas ou terrosas. • Utilizar a lista de verificação de entivação de vala. Existem entivações em valas ou taludes de vários tipos apresentando-se como principais factores para a sua escolha a natureza dos terrenos e a profundidade da escavação. Passadiço.4. O risco de soterramento surge especialmente durante as operações de construção de infra-estruturas ou de partes enterradas de obras. normalmente de madeira ou painel metálico. podem ser induzidas por factores como teor de água. afundamentos ou desmoronamentos do terreno ou os desmoronamentos de construções próximas dos trabalhos em causa. ou seja. vibrações ou sobrecargas. • Identificar os requisitos que as entivações devem ter. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Escoramento.

a destruição ou deslocamento da entivação.Entivação de Valas FT20 . 2 Figura 6. Como algumas das variantes da entivação após escavação pode-se referir: • A entivação por meio de painéis pré-fabricados com escoramento posterior que consiste em realizar em primeiro lugar uma gaiola de protecção constituída por dois painéis ligados por um sistema de escoramento provisório sendo posteriormente colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção. A entivação em valas pode ocorrer após a escavação ou durante a mesma e que muitos dos processos permitem executar a entivação da vala sem expor os trabalhadores ao risco de soterramento. a inclinação insuficiente do talude. a ausência de protecção colectiva. o desabamento de muros e a montagem e desmontagem da entivação.17: Entivação por meio de painéis pré-fabricados • A entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes que consiste em instalar na vala os quadros metálicos na posição vertical e seguidamente CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Figura 6. a má ou insuficiente entivação.16: Entivação de vala Como causas directas dos acidentes por soterramento pode apontar-se a ausência de entivação.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . fixadas lateralmente. podendo o sistema ser colocado na vala a partir do exterior. à custa de quadros metálicos dispostos na posição horizontal que dão suporte a pranchas colocadas verticalmente contra as paredes da vala. Figura 6.18: Entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes • A entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis que consiste na entivação por troços. A entivação provisória faz-se depois avançar para o troço seguinte à medida que progride a instalação das pranchas verticais. 3 Entivação de Valas colocar as pranchas entre quadros sucessivos. Seguidamente é colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção.FT20 . Figura 6.19: Entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis • A entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas que consiste num sistema pré-fabricado por módulos constituído por dois painéis ligados entre si por escoras metálicas extensíveis.

Entivação de Valas FT20 . que é o processo de entivação mais antigo e que inspira outras técnicas mais recentes e consiste na cravação sucessiva de pranchas adjacentes em madeira sendo as escoras também desse material e a entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento que é essencialmente um processo de entivação pré-fabricado formado por painéis e quadros realizados por montantes e escoras metálicas extensíveis sendo que os montantes estão dotados de calhas laterais por onde deslizam os painéis. 4 Figura 6.21: Entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .20: Entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas Relativamente aos processos de entivação utilizados durante a escavação refira-se por exemplo a entivação por cravação de pranchas de madeira. Figura 6.

Deverá usar-se sempre capacete de protecção. Deve existir uma escada por cada 15m de escavação.23: Zonas de segurança em entivação de vala Acções Aconselhadas A entivação de valas. 5 Entivação de Valas Figura 6. consiste numa medida de protecção colectiva destinada a impedir o soterramento e queda de materiais pelo que devem ser implementadas as seguintes medidas de prevenção: • As escavações em valas com mais de 1. • Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. ou para sair delas. para trabalhar ou atravessar uma escavação. • Nunca se devem suprimir as estroncas se a entivação não tiver resistência suficiente par impedir aluimentos. quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos.FT20 . • Utilizar escadas para descer ao fundo das escavações.20m devem ser entivadas. • Nunca se deve andar em cima das estroncas. • As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala. • Para o atravessamento de escavações devem ser instalados passadiços munidos de guarda-corpos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Nunca descer a uma escavação não entivada.

Entivação de Valas FT20 .22: Boas práticas em entivação de valas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6 Figura 6.

15m. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Existe bomba para drenagem de água. Monitorização de gases tóxicos no interior da vala. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Monitorização diária das condições de segurança dos trabalhos e meios de protecção colectiva. Colocação de guardas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 7 Entivação de Valas FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Entivação de Valas ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Vala com profundidade superior a 1.20m tem entivação? Existência de zona livre de cargas com largura ≥ 0.0m relativamente a circulação de veículos. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.rodapés no coroamento da vala com altura ≥ 0.FT20 . Existência de uma escada no interior da vala. quer para as pessoas ou instalações. Bordo da escavação com afastamento ≥ 2.60m. por cada 15m de escavação. l = Constitui um risco ligeiro. NC = Não conforme. C = Conforme.

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1 GuardaCorpos. ______________________________________________________ 3. Guarda-corpos são ______________________ utilizadas em estaleiro de obra. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5. com o objectivo de impedir a ______________________ de pessoas e materiais. Enuncie três medidas preventivas. ______________________________________________________ 2. 1 Actividades/Avaliação 6. 1.15m de altura. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 17. ponto 6. 2. rodapés ou ______________________ com 0.1 Guarda-Corpos.AV6 . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. estes elementos são solidamente fixos à estrutura do edifício através de montantes. associadas às figuras e referentes à ficha temática 17. ponto 6. Os guardacorpos rígidos são compostos por elementos horizontais as guardas. colocadas a ____ m e a ____ m.

ponto 6. ponto 6.3 Redes de Segurança. ______________________________________________________ 3. enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar durante a utilização de um andaime: 1. ______________________________________________________ 3. Relativamente à ficha temática 19. ______________________________________________________ 4.2 Andaimes. ponto 6. Relativamente à ficha temática 18. enuncie quatro tipos de redes de segurança utilizados na construção de edifícios: 1. 2 3. identifique nos riscos apresentados três riscos referentes à montagem de andaimes. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Relativamente à ficha temática 18. ______________________________________________________ 2.2 Andaimes.Actividades/Avaliação AV6 . ANdAIME RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Queda de materiais 4. ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 5.

ponto 6. ______________________________________________________ 3. ponto 6.4 Entivação de Valas e com base nas figuras representadas. complete os espaços em branco. 3 Actividades/Avaliação 6. ______________________________________________________ 2.AV6 .3 Redes de Segurança. enuncie três procedimentos de segurança a ter na escavação de valas. Relativamente à ficha temática 20. Relativamente à ficha temática 19. rede vertical tipo forca. 1. 7. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

4 8. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Equipamentos de Protecção Colectiva.4) .Actividades/Avaliação AV6 . reveja o submódulo 6. Relativamente à ficha temática 6.4 Entivação de Valas. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . complete os espaços em branco.

Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

FICHAS TEMÁTICAS • Protecção da Cabeça • Protecção dos Ouvidos • Protecção dos Olhos • Protecção das Vias Respiratórias • Protecção das Mãos • Protecção dos Pés • Protecção do Corpo 4. • Elaborar plano de protecções individuais em estaleiro de obra. 3. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção individual (EPI) e as características técnicas mais relevantes. • Botas (protecção dos pés). entende-se os equipamentos cuja função básica é proteger o trabalhador dos riscos a que está exposto no local de trabalho.SM7 . oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Identificar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. • Auriculares e abafadores (protecção dos ouvidos). Como equipamentos de protecção individual em estaleiro de obra. fato. 1 Equipamentos de Protecção Individual 1. • Óculos e viseiras de protecção (protecção dos olhos). • Máscaras (protecção das vias respiratórias). cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. São considerados equipamentos de protecção individual: • Capacetes. Os EPI devem ser utilizados quando os riscos existentes não puderem ser evitados ou suficientemente limitados pelos Equipamentos de Protecção Colectiva ou medidas organizacionais. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Individual a implementar em Estaleiro de Obra. cinto de trabalho e colete reflector (protecção do corpo). • Luvas (protecção das mãos). minimizando-os. • Elaborar lista de verificações para EPI. (protecção da cabeça). 2. GloSSÁRIo • Capacete • Óculos de protecção • Viseira • Aparelhos Isolantes • Aparelhos Filtrantes • Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Arnês.

pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .es • www.mmprotek.com.com • www.logismarket.pt • www.juba.3m.pt • www.Equipamentos de Protecção Individual SM7 .pt • www.manutan.acrilon. SABER MAIS • www.farcol. 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Sapato Bota Botim Biqueira de protecção Contraforte Gáspea Palmilha Sola Decibéis Abafadores Tampões Ruído Arnês Cinto de Trabalho Avental Fato Bata 5.br • http://dre.pt • www.

serem cuidadosamente acabados e apresentarem bordos lisos e arredondados. Os capacetes devem satisfazer as exigências estabelecidas pela NP EN 397:1995 e conter as seguintes informações: • Número da norma. • País de origem. o formando deverá estar apto a: • Identificar quando se deve utilizar o capacete. Estes equipamentos são utilizados em função dos riscos a que o trabalhador está exposto. • Nome do fabricante.1. nomeadamente os devidos a choques resultantes da queda de objectos ou do impacto da cabeça contra um obstáculo. • Identificar os tipos de capacete.FT21 . A resistência deve ser o mais uniforme possível e não ter reforços especiais em qualquer ponto. evitando. Como características obrigatórias a considerar em relação à estrutura do casco. sendo a diferença entre eles a existência de uma pala no tipo I. PRoTECÇÃo dA CABEÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. refere-se à capacidade de absorção de choque e a resistência à penetração e à propagação das chamas. Capacete é um equipamento de protecção individual com capacidade de absorção de choque. PAlAVRA-CHAVE • Capacete • Cabeça GloSSÁRIo Capacete. Geralmente a entidade empregadora define um código de cores específico que permita distinguir a categoria dos seus empregados. assim. • Identificar os requisitos a ter em consideração aquando da aquisição do capacete. 1 Protecção da Cabeça 7. • Mês e ano de fabrico. Os capacetes são encontrados em diversas cores. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . São classificados em dois tipos: I e II. lesões na cabeça. bem como as superfícies exteriores e interiores.

Figura 7. que contenha informações sobre armazenamento. utilização. desinfecção. fornecido pelo fabricante. acessórios e peças sobressalentes. Este EPI deve ainda ter consigo um manual de instruções. manutenção. 2 • Referência a características opcionais que tenham sido consideradas.Protecção da Cabeça FT21 . limpeza.1: Trabalhador utilizando capacete Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

o formando deverá estar apto a: • Identificar os tipos de protectores auditivos. Para isso. PRoTECÇÃo doS ouVIdoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A reiteração destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e stress. o descanso e o sono. Os protectores auditivos devem ser escolhidos de modo a satisfazer os valores limite de exposição diária ao ruído como também a média semanal dos valores diários. devem ser feitas medições nos locais de trabalho a cargo da entidade empregadora através de um sonómetro. a comunicação. a concentração. Decibéis. • Utilizar a lista de verificação de EPI. PAlAVRA-CHAVE • Protectores auditivos • Abafadores • Tampões • Ruído GloSSÁRIo Abafadores. inclusive na construção civil. O ruído produz incómodo e dificulta ou impede a atenção.FT22 . Tampões. deve-se reduzir os riscos de exposição ao ruído através da utilização de protectores auditivos. as medidas preventivas não são consideradas de forma errada prioritárias. Os valores limite estabelecidos bem como as formas de medição do ruído e expressões de cálculo estão estabelecidos pelo Decreto-Lei 182/2006. 1 Protecção dos Ouvidos 7. Por isso. O ruído pode ser um problema em muitos locais de trabalho. o que por sua vez ocasiona acidentes de trabalho. de 6 de Setembro.2. A tabela abaixo indica a relação entre a exposição a um determinado nível de decibéis e os efeitos nocivos que um trabalhador pode ter em consequência do mesmo: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Dado que os efeitos da exposição a níveis de ruído acima do permitido não são conhecidos a curto prazo. Ruído.

Figura 7. Feitos de espuma de poliuretano. silicone ou PVC.Protecção dos Ouvidos FT22 . Valores dependentes da duração do som e do número de exposições ao mesmo) Tabela: Valores OMS. presos por um arco à volta da cabeça. Tampões Protector auditivo constituído por um tampão para cada ouvido. 2 A partir destes valores em décibeis 30 40 45 50 55 65 75 11-140* Começam a sentir-se estes efeitos nocivos Dificuldade em conciliar o sono Perda de qualidade do sono Dificuldade na comunicação verbal Provável interrupção do sono Incómodo diurno moderado Incómodo diurno forte Comunicação verbal extremamente difícil Perda de audição a longo prazo Perda de audição a curto prazo (*Para sons impulsivos. podem ter um cordão a ligá-los.2: Trabalhador utilizando protecção auricular Os abafadores devem satisfazer as exigências estabelecidas pela EN 352-1 e os Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete.Organização Mundial de Saúde Abafadores Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha.

• Identificação do fabricante. de 6 de Setembro. • Tipo de trabalho para que se destina. Aquando da aquisição deste EPI. • Instruções para colocação e uso adequado.FT22 . Os abafadores que possuem um adaptador para o capacete devem estar em conformidade com a EN352-3. utilização e manutenção de protectores auditivos deve ter em consideração o disposto na EN 458:2004 e no Decreto-Lei nº 182/2006. 3 Protecção dos Ouvidos tampões pela EN 352-2. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . nomeadamente quanto a valores mínimos de atenuação e respectivos desvios padrão. • Informação adequada sobre a minimização dos riscos do ruído. Os protectores de ouvido devem satisfazer as exigências estabelecidas pelas EN 352-1 a EN 352-7. A selecção. • Marcação CE no aparelho (no caso dos abafadores) ou na embalagem (no caso dos tampões). devem-se ter em atenção os seguintes factores: • Ergonomia.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Os óculos destinam-se à protecção contra gases. • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos olhos. PAlAVRA-CHAVE • Óculos • Olhos • Viseira GloSSÁRIo Viseira. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos olhos.3. Caso não seja possível assegurar a protecção dos olhos do trabalhador através de protecções colectivas.FT23 . partículas. poeiras. Filtro Óptico Os olhos são os órgãos do corpo humano que permitem detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos eléctricos. vapores. deve-se considerar uma protecção individual adequada ao tipo de trabalho a executar. 1 Protecção dos Olhos 7. etc. tintas. • Ser indeformável. partículas e líquidos. Os tipos de protecção para os olhos são aqui divididas em: óculos Constituídos por armações. argamassa. metal em fusão durante operações de soldadura. Estes órgãos são muito sensíveis e estão sujeitos a acidentes no local de trabalho devido a projecção de poeiras. podendo causar lesões irreversíveis nos olhos. Na aquisição deste equipamento. Os gases e vapores eliminados durante o manuseamento de produtos químicos e os fumos produzidos no processo de soldadura também constituem um risco. Os óculos destinados a proteger os olhos da projecção destes três últimos elementos são geralmente ventilados para evitar a condensação. geralmente possuem duas oculares. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Utilizar a lista de verificação de EPI. deve-se ter em atenção os seguintes factores: • Ser transparente. produtos corrosivos. • Não ser inflamável. PRoTECÇÃo doS olHoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

uma rede metálica de malha fina (para projecção de metal em fusão). que pode ser em vidro ou em material plástico. é aconselhável ser utilizada na cabeça através de uma correia. policarbonato (com grande resistência a choques) ou. A protecção do rosto pode ser feita através de vários materiais: material plástico transparente. ainda.3: Trabalhador utilizando óculos de protecção Viseiras As viseiras têm como finalidade proteger não só os olhos do trabalhador como o seu rosto.Protecção dos Olhos FT23 . resinas celulósicas (para choques moderados). principalmente em trabalhos que requerem a utilização das duas mãos. A utilização da máscara de soldador pode ser feita segurando-a numa só mão. 2 • • Ser resistente a choques e abrasão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 7. Ter um bom campo de visão. As máscaras de soldador têm como finalidade proteger o rosto e o pescoço de radiações emitidas pelas projecções incandescentes. Este equipamento é feito de material não inflamável e contém uma janela munida de um filtro óptico. No entanto.

3 Protecção dos Olhos Figura 7. se utilizado sob influência de altas temperaturas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . fissuras ou arranhões.FT23 .4: Trabalhador utilizando viseira Na aquisição deste equipamento. • O material. • O filtro deverá ser o que tenha melhor conforto visual para o trabalhador. • O filtro deverá possuir características de absorção adaptadas à natureza e à importância do risco criado pela radiação produzida. deve-se ter em atenção os seguintes factores: • As oculares não devem ter cor amarelada. não deve ter partes metálicas em contacto com a pele do trabalhador.

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O equipamento de protecção individual para as vias respiratórias dos trabalhadores pode ser de dois tipos: aparelhos filtrantes e aparelhos isolantes. PAlAVRA-CHAVE • Poeiras • Poluição • Vias Respiratórias GloSSÁRIo Aparelhos Filtrantes. poeiras ocasionadas pela execução de uma tarefa (como a utilização de uma pistola de pintura. A manipulação ou mesmo a existência de produtos químicos necessários para a tarefa.FT24 . Aparelhos filtrantes Têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. 1 Protecção das Vias Respiratórias 7.4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das vias respiratórias. expostos à poluição no seu local de trabalho. etc. Os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) podem cobrir apenas o nariz e a boca (semi-máscara) ou podem proteger toda a face (máscara). por vezes. Os anti-gases geralmente cobrem toda a face protegendo-a de vapores.) são alguns exemplos do risco que os trabalhadores correm ao exporem as vias respiratórias em determinadas tarefas. Os trabalhadores da construção civil estão. PRoTECÇÃo dAS VIAS RESPIRATóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. serra de corte para madeira. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases. • Utilizar a lista de verificação de EPI. gases e partículas sólidas ou líquidas. Aparelhos Isolantes. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias.

deve-se ter em atenção a alguns factores aquando da aquisição e utilização: • Robustez do equipamento. • Facilidade de manutenção. A escolha de um EPI para as vias respiratórias deve ser ponderada através do tipo de contaminante a que estarão expostos e ao tipo de trabalho que irão executar. Independentemente do tipo. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . fornecendo ar puro artificialmente.Protecção das Vias Respiratórias FT24 . 2 Figura 7. • Estado de conservação e funcionamento.5: Trabalhador utilizando máscara anti-poeiras Aparelhos Isolantes Têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira.

luvas em tecido de algodão recoberto (palma da mão e dedos) por um revestimento sintético Manipulação e peças secas. mais vulnerável a acidentes do que qualquer outra parte do corpo. luvas em tecido. condução de máquinas luvas em couro. assim. químicos. O material de que são feitas as luvas varia de acordo com os riscos expostos: riscos mecânicos. • Utilizar a lista de verificação de EPI. perfis. tijolos e madeiras). inteiramente revestidas com material sintético Manipulação de produtos corrosivos. produtos de vidro. luvas tricotadas.5. As mãos estão em constante contacto com equipamentos. reforçadas com couro Manipulação de objectos não cortantes. muito resistentes ao corte Manutenção de chapas metálicas secas e de peças quentes. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . manuseiam objectos e produtos. PRoTECÇÃo dAS MÃoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. encontrando-se. biológicos ou térmicos. eléctricos.FT25 . • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das mãos. luvas com punhos em tecido de algodão. pinturas. correntes. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das mãos. PAlAVRA-CHAVE • Luvas • Mãos GloSSÁRIo Luvas. eventualmente reforçadas Manutenção e colocação em obra de betume e asfalto. A sua protecção é feita através de luvas. polidas e ligeiramente cortantes (chapas metálicas. 1 Protecção das Mãos 7. solventes e ácidos). irritantes ou tóxicos (cimentos.

• Eficácia. • Tamanho.6: Trabalhador utilizando luvas A EN-420 estabelece as exigências gerais para todos os tipos de luvas de protecção. As informações que devem conter na luva ou na embalagem são: • Identificação do fabricante. • Riscos a que o tipo de luva em questão protege. • Os factores a serem tidos em conta na escolha das luvas de protecção são: • Tipo de trabalho. • Conforto. • Validade Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 luvas com punhos de 15 a 20cm em couro tratado contra efeitos de calor Trabalhos de soldadura. Figura 7. excepto para trabalhos eléctricos e cirúrgicos. • Ergonomia.Protecção das Mãos FT25 . • Nome comercial da luva. • Marcação CE.

Há três tipos de calçado distintos de acordo com a abrangência da sua protecção: protecção só dos pés (sapato). o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos pés. Palmilha. Sola. traumatismos. está incorporada na frente do calçado protegendo a zona dos dedos. Botim. Sapato. A circulação pelo local de trabalho pode causar quedas ao mesmo nível. perfurações. nesse caso. protecção dos pés ao nível do tornozelo (bota) e protecção acima do tornozelo (botim). Contraforte Reforça a zona do calcanhar. acima da sola. PAlAVRA-CHAVE • Calçado • Pés GloSSÁRIo Biqueira de Protecção. Contraforte. Bota. assim como as luvas. PRoTECÇÃo doS PéS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT26 . Os elementos que compõem um calçado de protecção são: Biqueira de protecção Geralmente de aço. Para a protecção dos pés. Gáspea Protege a parte central do pé. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos pés. • Utilizar a lista de verificação de EPI. não estarem no campo de visão directo do trabalhador. os pés tornam-se igualmente vulneráveis a acidentes por. queimaduras e mesmo electrocussão. Assim como as mãos. têm características variadas de acordo com o tipo de trabalho a executar.6. é utilizado calçado que. Gáspea. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Protecção dos Pés 7. Os trabalhadores da construção civil estão em constante contacto com equipamentos e materiais através do seu manuseamento como também quando circulam no local de trabalho.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 Palmilha Peça integrante da sola que protege de eventuais perfurações. • Data de fabrico. • Nome do fabricante. Figura 7. Sola Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado.7: Trabalhador utilizando calçado de segurança As informações que devem conter no calçado e na embalagem são: • Tamanho do calçado.Protecção dos Pés FT26 . • Símbolos apropriados para as exigências específicas. • País de fabrico. • Número da EN correspondente.

3 Protecção dos Pés O grau de protecção que o calçado oferece é resumido no seguinte quadro: CATEGoRIAS dE PRoTECÇÃo SB RISCoS ABRANGIdoS Riscos fundamentais* Parte superior fechada Anti-estático Absorção do impacto Corte impermeável Palmilha de aço Sola cravada Condutibilidade eléctrica Isolamento ao calor Isolamento ao frio Resistência da camada exterior da sola ao calor x o o o o o x o o o o x x x x o o o o o o o x x x x x o o o o o o x x x x x x x o o o o S1 S2 S3 * Os riscos fundamentais são definidos como se segue: a qualidade e comportamento dos materiais incorporados (peles. resistência à abrasão. solas etc…). aderência entre o corte e a sola e propriedades anti-derrapantes da sola. forros. permeabilidade ao vapor. x – exigências obrigatoriamente satisfeitas. o – requisitos facultativos. resistências ao rasgão.FT26 . resistência à flexão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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aventais. Avental. O Vestuário protege ou não o corpo inteiro de riscos mecânicos. • Indicação dos riscos a que se destina proteger. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Fato. A protecção do corpo do trabalhador pode ser dividida em três tipos: vestuário. • Dimensões. Bata.FT27 . PRoTECÇÃo do CoRPo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. coletes e fatos. • Tipo de produto.7. 1 Protecção do Corpo 7. térmicos e fazem parte deste conjunto batas. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção do corpo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PAlAVRA-CHAVE • Vestuário GloSSÁRIo Arnês. químicos. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção do corpo. • Instruções de limpeza. arnês e cinto de trabalho. Devem conter as seguintes informações: • Identificação do fabricante. nome comercial ou código. Cinto de Trabalho. • Número da EN correspondente.

para a eficácia da protecção. • Instruções de armazenamento e manutenção. respeitar sempre as regras de utilização bem como a sua utilização durante todo o processo de trabalho que estiver a executar. É constituído de correias principais (com 40mm de largura mínima) e secundárias (com 20mm de largura mínima).Protecção do Corpo FT27 . 2 Figura 7. • Instruções de utilização. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .8: Trabalhador utilizando um avental de protecção O Arnês é um equipamento de protecção contra quedas em altura. de material sintético. Os Cintos de Trabalho são utilizados para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. É de vital importância. As informações que deve conter a embalagem do equipamento são: • Nome do fabricante.

C = Conforme. l = Constitui um risco ligeiro.FT27 . NC = Não conforme. 3 Protecção do Corpo FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO EPI ITEM 1 Norma ______________ 2 3 4 5 6 7 Está disponível Manual de Instruções em Português? Atende às exigências ergonómicas e de saúde do trabalhador? É adequado ao utilizador? Não apresenta sinais de deterioração. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Usado de acordo com as instruções do fabricante. DESCRIÇÃO Tem Marcação CE? NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. quer para as pessoas ou instalações.

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O capacete é um equipamento de protecção colectiva com capacidade de absorção ao choque. entre outros. O capacete pode ter cores diferentes de acordo com a categoria profissional dentro do estaleiro. ponto 7. referentes à ficha temática 21. Outro tipo de protecção de ouvido são os _________________. ponto 7. nome do fabricante e a cor associada à categoria profissional devem constar das informações sobre o capacete. lesões na cabeça. manutenção.1 Protecção da Cabeça. 3. 1 Actividades/Avaliação 7.3 Protecção dos Olhos: óCuloS dE PRoTECÇÃo CARACTERíSTICAS Transparente Inflamável Bom campo de visão Deformável Sem resistência à abrasão Resistente a choques CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ponto 7. sem existência de reforços especiais em qualquer ponto. O país de origem. evitando. O manual de instruções deve ser fornecido pelo fabricante do capacete e deve conter informações sobre o seu armazenamento. Os ___________________ são protectores auditivos que podem conter um adaptador para ser utilizado em conjunto com o capacete. utilização. de acordo com a NP EN 397:1995. Assinale com Verdadeiro (V) ou Falso (F) as seguintes afirmações. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 22.8.AV7 . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. assim. 2. A resistência de um capacete deve ser a maior possível. Indique 3 características que devem ser inerentes aos óculos de protecção.2 Protecção dos Ouvidos. referente à ficha temática 23. limpeza. Os riscos de exposição ao ______________________ são reduzidos ao utilizar protectores de ouvidos.

TIPo dE PRoTECÇÃo QuE ABRANGE Pés Pés ao nível do tornozelo Pés acima do tornozelo Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 27. Já o _______________________ é um equipamento utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada onde o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. de acordo com a ficha temática 25.7 Protecção do Corpo. As correias principais devem ter uma largura mínima de_________ mm e as secundárias __________mm de largura mínima.5 Protecção das Mãos. ______________________________________________________ 5. correlacione os tipos de calçado que existem com o nível de protecção que abrangem. TIPo dE CAlÇAdo dE SEGuRANÇA Bota Botim Sapato 7. ponto 7. luVAS FACToRES A TER EM CoNTA NA SuA ESColHA Tamanho Riscos a que protege Cor Textura Ergonomia Fabricante 6.6 Protecção dos Pés. 1. indique os dois grandes tipos de protecção das vias respiratórias e a diferença entre elas. O arnês é um equipamento de protecção do corpo contra _________________. ponto 7. ponto 7. Assinale os factores a ter em conta na escolha de luvas de protecção. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 4. ______________________________________________________ 2.Actividades/Avaliação AV7 .4 Protecção das Vias Respiratórias. ponto 7. Relativamente à ficha temática 26. Relativamente à ficha temática 24.

3 Actividades/Avaliação 8. Relativamente às fichas temática 23.3 Protecção dos Olhos. ponto 7. ___________________________ 9.5 Protecção das Mãos e 7. ___________________________ 5. ___________________________ 4.7 Protecção do Corpo. complete os espaços em branco indicando o EPI que o trabalhador está a utilizar. ___________________________ 3. 1. Enumere todos os EPI´s que estão a ser utilizados por este trabalhador e as suas funções preventivas.AV7 . 7. ___________________________ 6. ___________________________ 2. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 25 e 27.

4) . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. reveja o submódulo 7.Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Equipamentos de Protecção Individual.Actividades/Avaliação AV7 .

Funções em Estaleiro e Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .8.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Plano de Protecções Individuais e o Plano de Saúde dos Trabalhadores. 2. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio.pt • www. devem estar disponíveis em estaleiro de obra. Cronograma de Mão-de-obra. 3. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. 1 Funções em Estaleiro e Obra 1. o Homem. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as principais funções presentes em estaleiro de obra. com a descrição geral das funções em análise.catalogo.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. existentes em estaleiro de obra podem ser agrupados com base na especificidade e riscos das suas actividades. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra. GloSSÁRIo • Trabalhador • Protecção Individual • Plano de Segurança e Saúde • Director de Obra • Operador • Pedreiro 5. nomeadamente o Organograma Funcional do Empreendimento. Os meios humanos. Para a abordagem ao tema foram organizados dois grandes grupos: Funções de Direcção de Obra e Apoio e as Funções de Produção em Obra.gov.anq. Serão também analisados os documentos que no âmbito da Directiva Estaleiros e associados aos meios humanos.SM8 . exercidas pelos trabalhadores e os riscos a que está exposto o elemento fundamental presente em estaleiro de obra. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. SABER MAIS • www.cenfic. tem como objectivo dar a conhecer as principais actividades. riscos associados e a apresentação de fichas tipo de procedimentos de segurança para funções de direcção e de produção em obra. FICHAS TEMÁTICAS • Funções de Direcção de Obra e Apoio • Funções de Produção em Obra 4.

pt www.who.pt www.pt http://dre.iefp.mtss.pt www.cicoopn.Funções em Estaleiro e Obra SM8 .org www.ilo.org Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 • • • • • • www.gov.

1. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. A caracterização da empreitada compreende. que permitam uma leitura clara das funções existentes em estaleiro de obra e respectivas quantidades de mão-de-obra. O sistema de comunicação entre esses meios humanos. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os meios humanos a afectar na área da segurança em estaleiro. devem ser elaborados documentos referentes aos meios humanos a afectar à obra e. os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Organograma Funcional do Empreendimento – este documento deverá referenciar todas as chefias. Director de Obra. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. PAlAVRA-CHAVE • Organograma Funcional do Empreendimento • Cronograma de Mão-de-Obra • Funções • Director de Obra • Técnico de Obra • Técnico de Segurança GloSSÁRIo Trabalhador. FuNÇÕES dE dIRECÇÃo dE oBRA E APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT28 . Equipamentos de Protecção Individual. deverá também ser estabelecido de forma a garantir-se um fluxo de informação estruturado entre todos os responsáveis. Plano de Segurança e Saúde. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. 1 Funções de Direcção de Obra e Apoio 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . entre outros.

Apontador Chefe o cina Fiel armazém Serv. e Seg. Consultores Técnicos DIRECTOR DE QUALIDADE E SEGURANÇA Empreiteiro n Coord.2: Cronograma Mensal Homens-dia A direcção de uma empreitada e as funções de apoio directo. 300 250 200 150 100 50 homens/dia Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Figura 8. e nanceiro DIRECTOR TÉCNICO Empreiteiro A DIRECTOR DE CONSTRUÇÃO Empreiteiro B DIRECTOR DA OBRA Adjunto Serv.1: Organograma Funcional • Cronograma de Mão-de-obra – este documento deverá expressar os valores de cargas de mão-de-obra (homens/dia) e. Controlador Qual. técnicos Preparador obra Controlador Medidor Topografo Produção Encarregado geral Encarregados Arvorados Qual. são asseguradas por uma Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 DONO DA OBRA Coord. e Saude Consultores Técnicos Figura 8. admin. Projecto Seg. será integrado no Plano de Segurança e Saúde em fase de obra. e Saúde Autores dos Projectos DIRECTOR DO EMPREENDIMENTO Apoio adm.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . Controlador Seg. Obra Seg.

• Coopere com o coordenador de segurança em obra e com o técnico de segurança. Apontador/Arvorado 4. arvorado. • Queda em altura.FT28 . Técnico de Obra 3. • Comunique de imediato ao dono de obra e ao coordenador de segurança e saúde em obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a mão-de-obra e os métodos de execução necessários e adequados à realização da obra. 3 Funções de Direcção de Obra e Apoio equipa de técnicos que normalmente é constituída por director de obra. Concebe e realiza planos técnicos de obra. apontador. os materiais.3: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • director de obra: Técnico de engenharia ou arquitectura designado pela entidade executante para assegurar a direcção efectiva do estaleiro. • Queda de materiais. técnico de obra/ encarregado. os equipamentos. cumprindo escrupulosamente as prescrições de segurança e corrigindo as não conformidades detectadas. topógrafo e técnico de segurança. os acidentes de que resulte a morte ou lesão grave de trabalhadores. Chefias 2. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. 01 utilização Capacete obrigatório obrigatório obrigatório Sim Sim Sim Botas Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Coletes Sim Sim Sim 02 03 Função * Categoria Profissional 1. Regras de actuação • Dê sempre o exemplo utilizando os equipamentos de protecção individual necessários. tendo em vista definir as suas características técnicas. • Informe os trabalhadores. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. acatando as sugestões destes. Topógrafo/Técnico de Segurança obrigatório Sim Sim Figura 8.

orienta e controla a execução destes trabalhos em obra. bem como a insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Queda de materiais. • Queda em altura. • Colabore com o técnico de segurança.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . bem como das condições físicas e psíquicas necessárias para o desempenho da sua função. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Informe o director de obra de qualquer anomalia ou condição insegura. • Informe os trabalhadores. • Exija o uso dos equipamentos de protecção individual e o cumprimento dos procedimentos de segurança em estaleiro de obra. acatando as instruções deste e apresentando sugestões que permitam melhorar de forma contínua a eficácia da prevenção.4: Directora de Obra • Técnico de obra/Encarregado: Técnico que participa no planeamento e organização de trabalhos de Construção Civil e Obras Públicas. 4 Figura 8. Regras de actuação • Assegure-se que todos os trabalhadores conhecem o trabalho que vão executar e dispõem de formação e informação adequada. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra.

• Forme e informe os trabalhadores e demais intervenientes nos locais de trabalho. • Acompanhe a gestão do aprovisionamento e conservação dos equipamentos de protecção individual e colectiva.5: Técnico de Obra/Encarregado • Técnico de Segurança: Técnico que desenvolve actividades de prevenção e de protecção contra riscos profissionais. • Avalie. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de forma pedagógica mas firme. programe e desenvolva medidas de prevenção e de protecção em colaboração com o coordenador de segurança em obra. • Organize e mantenha actualizado o registo de toda a informação relevante em matéria de segurança. • Efectue vistorias diárias aos locais e postos de trabalho e respectivos acessos por forma a assegurar o cumprimento das medidas de prevenção e de protecção preconizadas no Plano de Segurança e Saúde. em matéria de segurança e avalie a eficácia destas acções ao nível dos comportamentos. • Defina procedimentos em matéria de segurança e promova a integração de prescrições de segurança em instruções de trabalho. periodicamente. • Conceba. Regras de actuação • Dê o exemplo e corrija de imediato todas as infracções ou actos inseguros que detectar.FT28 . com o director de obra e com o técnico de obra/encarregado. 5 Funções de Direcção de Obra e Apoio Figura 8. a eficácia das medidas implementadas através da reavaliação dos riscos e da análise comparativa com a situação anterior. • Promova a comunicação entre todas as entidades intervenientes em estaleiro de obra.

• Queda em altura. • Queda de materiais. 6 Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . Figura 8.6: Técnico de Segurança Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

para validarem a documentação. 7 Funções de Direcção de Obra e Apoio FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Objectivo Esta ficha técnica tem como principal objectivo informar o trabalhador das funções decorrente da sua actividade profissional. não estando ao seu alcance melhorar a prevenção. Zele pela reparação de equipamentos. coordene a sua actividade de forma a compatibilizar a utilização de meios e garantir a execução do programa de trabalhos com a máxima segurança. não substituindo de forma alguma. Conheça as Instruções de Segurança desenvolvidos para a tarefa. escadas. Verifique o bom estado de funcionamento dos equipamentos. procurando prevenir os riscos do trabalho a executar. proponha as medidas adequadas ao Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. ferramentas e ligações eléctricas. Ordene a instalação e manutenção das protecções colectivas nas escavações. Havendo subempreiteiros e trabalhadores independentes. Questione os subempreiteiros que têm equipamentos em obra. a formação e instruções de segurança que venham a ser ministradas como complemento ao seu trabalho. Exija que os trabalhadores sob a sua responsabilidade utilizam obrigatoriamente os equipamentos de protecção individual. trabalhadores que não dão entrada no escritório. as actividades das equipas de acordo com o programa de trabalhos estabelecido. ferramentas e outros meios de trabalho. incluindo as protecções colectivas. aplique as medidas previstas no Plano de Segurança e. diariamente. Regras de actuação Faça-se acompanhar do cartão de identificação. A falta de informação e formação dos trabalhadores quanto à segurança necessária para a realização dos trabalhos deve ser detectada por si e levada ao conhecimento do Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. plataformas. Informe o Director de Obra de qualquer anomalia ou condição insegura. só assim poderá permanecer em obra. em estado de limpeza e com as vias de circulação desimpedidas. Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 1 de 2 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Não deixe que iniciem os trabalhos. Organize. Avalie os riscos dos trabalhos sob a sua responsabilidade. Antes do inicio dos trabalhos • • • • • • • • • • • • • • • • Conheça as partes do projecto que tem de executar e tire quaisquer dúvidas quanto à execução dos trabalhos. sobre a entrega da documentação dos equipamentos. Assegure-se que se mantém o estaleiro arrumado. Informese sobre as respectivas medidas de segurança previstas no Plano de Segurança e Saúde.FT28 . aberturas e outras situações de trabalho. Na realização dos trabalhos devem ser utilizados os meios técnicos de construção de forma adequada e segura. bem como da insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. nos andaimes. Aplique e mantenha a sinalização de segurança nos locais de trabalho dependentes de si. Informe-se sobre o que estabelece o Plano de Segurança e Saúde.

Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . 8 ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Utilize sempre os equipamentos de protecção de acordo com as instruções do fabricante EPI Obrigatórios • • • • Capacete de Protecção Botas de Palmilha e biqueira de aço Fato de trabalho Colete Reflector • • • • • • EPI Específicos Luvas de Protecção mecânica Protectores auriculares Protecção da face e dos olhos Arnês anti-queda Fato e calçado contra intempéries Protecção das vias respiratórias A SEGURANÇA DOS SEUS TRAbALHADORES DEPENDE DA SUA ORGANIzAÇÃO. COMPETêNCIA E EXIGêNCIA PROfISSIONAL A PREVENÇÃO É A MELHOR DEfESA CONTRA OS ACIDENTES DE TRAbALHO Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 2 de 2 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

PAlAVRA-CHAVE • Plano de Protecções Individuais • Plano de Saúde dos Trabalhadores • Funções • Pedreiro • Carpinteiro de Cofragens • Pintor de Construção Civil • Condutor Manobrador GloSSÁRIo Trabalhador. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. além dos documentos referidos no ponto 8. Pedreiro. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. Protecção Individual. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra.2. 1 Funções de Produção em Obra 8.FT29 .1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as funções existentes em estaleiro e quais os equipamentos de protecção individual de utilização obrigatória. devem ser apresentados também os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Plano de Protecções Individuais – por equipamento de protecção individual EPI. Operador. entende-se qualquer equipamento ou acessório destinado ao uso pessoal do trabalhador para protecção contra riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no desempenho das tarefas a realizar. Preferencialmente os EPI deverão ser utilizados para colmatar os riscos remanescentes detectados através da avaliação de riscos efectuada após a implementação das protecções colectivas. FuNÇÕES dE PRoduÇÃo EM oBRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Servente Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Sim Sim Sim Sim+cinto Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção eléctrica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Sim Máscara Sim Sim Sim - Figura 8. Pintor de Construção Civil e Condutor Manobrador de Equipamentos de Movimentação de Terras.7: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • Plano de Saúde dos Trabalhadores – nos termos da Lei-quadro de Segurança. Soldador 8. Pintor 4. Em produção de obra as funções presentes ao longo da empreitada são normalmente as referidas no quadro relativo ao Plano de Protecções Individuais. Electricista 7. Carpinteiro de Cofragens. Carpinteiro Cofragens 3. verificando a aptidão física e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão. TRABAlHAdoR NoME CATEGoRIA PRoFISSIoNAl NASCIMENTo dATA TIPo ExAME MédICo RESulTAdo PRóxIMo Figura 8.Funções de Produção em Obra FT29 . Canalizador 13. Calceteiro 14. 2 01 Função * Categoria Profissional Capacete 02 03 04 05 Botas Coletes luvas óculos 1. O Plano de Saúde dos Trabalhadores. Armador Ferro 12. Motorista 9. São seguidamente apresentadas as funções de: Pedreiro. Higiene e Saúde no Trabalho constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da saúde dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos. Montador Andaime 6. Ladrilhador 11. Condutor Manobrador 5. Pedreiro 2. pretende dar resposta a essa exigência.8: Plano de Saúde dos Trabalhadores Os meios humanos presentes no estaleiro de obra em actividades de produção são diversificados e estão normalmente associados a equipas de trabalho. Estucador 10.

• Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. coberturas e procede a diversos assentamentos tendo em conta as normas de construção estabelecidas e as medidas de segurança e higiene no trabalho. • Nos trabalhos nos bordos das lajes ou junto de aberturas. acondicione e amarre adequadamente as cargas a movimentar. • Queda de materiais. • Exposição ao ruído. • Não utilize escadas de mão como posto de trabalho. 3 Funções de Produção em Obra • Pedreiro(a): Técnico que executa alvenarias e acabamentos. • Utilize meios mecânicos para movimentar materiais. Regras de actuação • Mantenha o local de trabalho limpo de restos de massas ou outros materiais. Figura 8. acatando as suas orientações. • Queda em altura.FT29 . conserve os guarda-corpos ou as redes de segurança. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. montagem de estruturas. • Contacto com produtos tóxicos.9: Pedreiro(a) CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Regras de actuação • Não reutilize tábuas com pregos. trabalhos de betonagem e outras obras de construção. acatando as suas orientações.Funções de Produção em Obra FT29 . • Associados aos equipamentos de trabalho. • Quando lingar painéis metálicos. 4 • Carpinteiro(a) de Cofragens: Técnico que executa e monta em obra estruturas. falhas ou rachas para tábuas de pé. cofragens e entivações em madeira ou noutros materiais. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Queda de materiais. verifique previamente o estado de conservação dos olhais de suspensão. nós. • Projecção de materiais. Figura 8.10: Carpinteiro de Cofragens Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . destinados à sustentação de terras. • Não retire elementos de cofragem sem autorização da sua chefia. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Queda em altura. • Não permaneça debaixo de cargas suspensas.

FT29 . • Queda em altura. Figura 8. acatando as suas orientações. as protecções colectivas ou. estão instaladas e se tem o arnês e respectivos acessórios em bom estado. em alternativa a linha de vida. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança.11: Pintor de Construção Civil CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Verifique se conhece as fichas de dados de segurança dos produtos que utiliza. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. Regras de actuação • Verifique se. bem como em madeiras e superfícies metálicas. nos trabalhos em altura. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. • Contacto com produtos tóxicos. higiene e saúde no trabalho. no interior e exterior em edificações. • Verifique se o piso de circulação na zona de trabalho se encontra limpo e em bom estado. preparando e revestindo superfícies com tintas e vernizes. 5 Funções de Produção em Obra • Pintor(a) de Construção Civil: Técnico que executa acabamentos. tendo em conta as medidas de segurança.

Regras de actuação • Certifique-se que conhece bem o equipamento com que está a operar e limitações do equipamento. • Observe as indicações de estabilidade da máquina em declive e verifique sempre a estabilidade do solo da plataforma onde trabalha e circula.Funções de Produção em Obra FT29 . compactação. desmonte. Figura 8. escavação e perfuração. nivelamento. • Capotamento. Abrande em zonas de má visibilidade. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Em equipamentos não transporte pessoas. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. acatando as suas orientações. descarga. espalhamento. dentro da cabina ou no exterior da máquina. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. transporte. 6 • Condutor(a)-Manobrador(a) de Equipamentos de Movimentação de Terras: Técnico(a)/Operador(a) que conduz e manobra equipamentos industriais destinados à movimentação de terras e outros materiais. • Esmagamento. • Proceda às manutenções do equipamento referidas no manual de operação e manutenção. • Circule com prudência e sem exceder a velocidade máxima permitida em estaleiro. • Associados aos equipamentos que utiliza.12: Condutor Manobrador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . nomeadamente operações de carregamento. • Queda em altura. demolição. especialmente o espaço necessário para a manobra.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 de 3 7. Utilize os locais próprios para circular. 5. 16. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do Técnico de Obra/Encarregado. Conheça o trabalho que lhe foi distribuído. 22. No trabalho. Assegure-se do bom estado dos equipamentos e ferramentas portáteis. 19. Não retire elementos da cofragem. Mantenha as escadas de mão fixadas e equilibradas. nem faça fogo junto de produtos inflamáveis. 2. 17. Não utilize andaimes ou plataformas sem “tábuas de pé”. junto de aberturas ou nos bordos das lajes. nem entre em condutas ou galerias sem verificar as condições de segurança. Não suba as escadas com objectos nas mãos. Acondicione a carga a movimentar de forma estável e amarrada de forma adequada. use o arnês de segurança. No trabalho em altura em que não possa ser usado andaime. Não se faça transportar em equipamentos sem condições adequadas. “guarda-corpos” ou “guarda-cabeças” suficientes. Não conduza veículos ou máquinas sem estar habilitado.FT29 . Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. Não permaneça debaixo das cargas em movimento ou suspensas. Pág. Não desça às escavações e poços. Não utilize as escadas de mão como posto de trabalho. Se pressentir desmoronamentos abandone o local e avise o Técnico de Obra/Encarregado. Tome os cuidados necessários com a energia eléctrica. procure circular sobre tábuas de pé ou estrados. Não sobrecarregue os andaimes com materiais. garantindo a boa circulação. 15. 8. Não permaneça na zona de manobras das máquinas e veículos pesados. 10. 20. Retire da via de circulação qualquer objecto que crie perigo para os que nela circulam. aplique e conserve os “guardacorpos”. 3. No trabalho sobre armações de ferro. 11. Comunique ao Técnico de Obra/Encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. 14. 13. 12. 21. Não salte obstáculos. Não queime resíduos no estaleiro. 6. plataforma ou outra protecção colectiva. 7 Funções de Produção em Obra FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Medidas de Prevenção: 1. 4. 18. 9.

2 de 3 Protege da queda de objectos e pancadas Botas com palmilha e biqueira de aço Protege de perfurações. 8 ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) os pedreiros estão sujeitos aos seguintes riscos: • Queda em altura • Queda de materiais • Exposição ao ruído • Contacto com produtos tóxicos • Cortes • Electrocussão • Entalamentos • Atropelamentos • Dermatoses Proteja-se com os equipamentos adequados: uSo oBRIGATóRIo Capacete de protecção Pág.Funções de Produção em Obra FT29 . choques e cortes Colete reflector Sinaliza a posição do trabalhador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

9 Funções de Produção em Obra ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Luvas de protecção mecânica Pág. 3 de 3 Protege de perfurações e cortes uSo ESPECíFICo Arnês de segurança e linha de vida Protege de quedas em altura Máscara descartável com filtro Protege da inalação de poeiras Óculos de protecção Protege de projecção de materiais Protectores auriculares Protege do ruído CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT29 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ponto 8. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da _______________ dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos. Relativamente à ficha temática 28.2 Funções em Produção de Obra. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 29. 1 Actividades/Avaliação 8. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as __________________ existentes em estaleiro e quais os _____________________ de utilização obrigatória. identifique na coluna assinalada com riscos. TéCNICo dE oBRA/ENCARREGAdo RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Electrocussão Queda de materiais Exposição a poeiras Queda ao mesmo nível 3. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 28. 2. será integrado no __________________________________ em fase de obra. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os ____________ _______________ a afectar na área da segurança em estaleiro de obra.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio.AV8 .1 Funções em Direcção de Obra e Apoio. os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Técnico de Obra/Encarregado. O Plano de Saúde dos Trabalhadores permite verificar a _____________________ e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão. O Cronograma de Mão-de-obra deverá expressar os valores de _______________e. ponto 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . O Organograma Funcional do Empreendimento deverá referenciar todas as __________ ______.3. ponto 8.

os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Carpinteiro de Cofragens. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ponto 8.Actividades/Avaliação AV8 . identifique na coluna assinalada com riscos.Se não conseguir resolver esta actividade. CARPINTEIRo dE CoFRAGENS RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Operação com Equipamentos Queda de materiais Exposição a poeiras Projecção de Materiais Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. 2 4.4) . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Funções em Estaleiro e Obra. Relativamente à ficha temática 29.2 Funções em Produção de Obra. reveja o submódulo 8.

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. riscos mais frequentes. GloSSÁRIo • Movimentação de Terras • Escavação • Implantação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A execução de grande parte dos trabalhos de construção civil. medidas preventivas com procedimentos de segurança associados às actividades em análise. São apresentadas as fases e conceitos fundamentais correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavação a céu aberto.SM9 . 2. Assim. materiais de escavação. transporte e aterro das terras de escavação. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • Materiais de Movimentação de Terras e Escavações 4. Os riscos associados aos trabalhos de movimentação de terras. com os necessários trabalhos de escavação. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. serão disponibilizadas as fichas correspondentes aos procedimentos de inspecção e prevenção de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. estão essencialmente relacionados com o comportamento dos solos. tem como actividade primária a modelação do terreno da sua cota natural para as cotas de projecto ou construção. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. com uma análise particular destes trabalhos a céu aberto. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. utilização de equipamentos de movimentação de terras e combustíveis/lubrificantes necessários ao seu normal funcionamento. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras e escavações. 1 Movimentação de Terras e Escavações 1. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados em movimentação de terras e escavações. 3. utilizados em trabalhos de movimentação de terras.

lidermaq.pt • www.drilbor.stet. SABER MAIS • www.bobcat.cimertex.pt • www.Movimentação de Terras e Escavações SM9 .pt • www.pt • http://dre. 2 • • • • • Escavadora Buldózer Dumper Manutenção Preventiva Vazadouro 5.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.

Implantação. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações.FT30 . para que seja segura e rentável. Escavadora. o formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. Devem-se tomar as devidas precauções relativas à influência que as cargas em circulação ocasionadas pela execução dos trabalhos. Seguidamente faz-se a desmatação. Mas se parece fácil. são a escavação. Escavação. hoje em dia. a grandes distâncias e com grandes velocidades. EQuIPAMENToS dE MoVIMENTAÇÂo dE TERRAS E ESCAVAÇÕES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . tarefa fácil. se for caso disso e uma primeira decapagem superficial. possam ter em edificações ou formações geológicas vizinhas. o transporte dos materiais de escavação e o aterro destes materiais. parece.1. Buldózer. destinada a remover (e eventualmente aproveitar) a terra vegetal existente. é uma actividade que exige conhecimentos adequados. por meios topográficos ou outros. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. A movimentação de terras. graças à variedade de máquinas existentes no mercado. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras. Dumper. Antes de se iniciar um trabalho de movimentação de terras. bem como as vibrações produzidas. 1 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações 9. procede-se à sua implantação. PAlAVRA-CHAVE • Movimentação de terras • Escavação • Transporte • Aterro • Equipamento GloSSÁRIo Movimentação de Terras. adaptados à dimensão da obra. em grandes quantidades.

não esquecendo que a presença de água nos terrenos é um factor de instabilidade destes.1: Movimentação de Terras com Escavadora de Rastos Conforme a natureza da obra. A escavação constitui a primeira operação da movimentação de terras.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . estando já disponíveis no mercado sistemas de entivação e escoramento metálicos providos de pistões hidráulicos que permitem uma colocação rápida. Os primeiros efectuam um transporte mais rápido. deverão ser previstos os meios de entivação ou escoramento necessários e adequados. se o estado das estradas assim o per- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . segura e sem intervenção de mão-de-obra em situação de risco. 2 Figura 9. naturalmente.20m). Tradicionalmente usam-se elementos de madeira. a carga dos produtos desagregados e a colocação dos materiais escavados (rochas ou terras) em vazadouro ou em aterro. Compreende. Deverá ser tida em linha de conta a eventual existência do nível freático às cotas de trabalho e que obrigará a conduzir as águas para local fora da zona de trabalhos. quer por meios técnicos). do terreno e a profundidade da escavação (a partir de 1. sempre que os trabalhos de escavação derem origem a planos de corte verticais ou quase (caso das valas). eventualmente com recurso a bombagem. ou de rochas já desagregadas (quer pela Natureza. Para o transporte de terras existem meios para circulação em estrada e meios de transporte para circulação em estaleiro de obra. para executar escoramentos correntes.

geralmente mais lentos que os primeiros. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são: • Buldózer. destinadas a circularem fora de estrada.FT30 . equipamento que faz a escavação exclusivamente por arraste. • dumper. os produtos de escavação são conduzidos a vazadouro. mas com uma capacidade de carga muito grande. meio de transporte mais utilizado. onde são depositados sem maiores preocupações. quase plana. Podem escavar. equipamento utilizado para o transporte de materiais a granel. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. • Camião. carregar. e a sua capacidade de carga e velocidade de circulação estão limitados pela legislação vigente. Se a obra é uma demolição ou uma escavação. a qual não consegue efectuar qualquer movimento para elevação dos materiais. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. 3 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações mitir. conforme o estado do terreno em que irão circular. estamo-nos a referir aos dumper de transporte. por questões de estabilidade. e que consiste num tractor de rastos equipada com uma pá frontal. pelo que ultrapassam largamente as dimensões e cargas rodoviárias regulamentares. Os segundos podem ser equipados com pneus de alta ou de baixa pressão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . para uma barragem de terra). os cuidados serão diferentes. em caixa basculante de grande capacidade. Equipamentos de Movimentação de Terras Nas operações de movimentação de terras. • Escavadora. Se a obra consiste na construção de um aterro (para fundação de um edifício. mas destinadas a casos específicos. O terceiro e último conjunto de operações num trabalho de movimentação de terras é a descarga e depósito dos produtos de escavação. de forma a optimizarem as exigências funcionais da obra. são equipamentos montadas sobre tractores de rastos ou pneus. por se pretender das terras a melhor compactação que elas possibilitem. são sempre equipados com pneus. não o devendo fazer em simultâneo. mas que pode ser ligeiramente regulada em altura para melhor ataque ao terreno. para plataforma de uma via de comunicação. são utilizados equipamentos de pneus e de rastos. que não sejam as de um normal espalhamento e regularização superficial. estamo-nos a referir aos camiões. são. com funções semelhantes. deslocar-se e rodar. O combustível que estes equipamentos empregam é invariavelmente o gasóleo.

• Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Choque com objectos. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Queda no acesso à máquina. • Projecções. 4 Figura 9. • Exposição ao ruído e vibrações. Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . • Incêndio. • Incêndio. • Choque com objectos. • Queimaduras. • Atropelamento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2: Movimentação de Terras com Buldózer Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Queimaduras. • Atropelamento. • Deslizamento de terras sobre o equipamento.

Queda no acesso à máquina. Exposição ao ruído e vibrações.FT30 . 5 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • • • Projecções. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

tendo em conta a natureza das infra-estruturas existentes e a envolvente do local.d > 85 dB (A) deverão ser privilegiadas as medidas organizacionais de protecção colectiva face ás medidas de protecção individual. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ESCAVADORA DE RASTOS • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • A máquina deverá estar equipada com protecção ROPS e FOPS. O condutor deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional. parede ancorada ou qualquer outro elemento similar com resistência suficiente para suportar os impulsos introduzidos no terreno. no sentido de saber inequivocamente quais as atitudes a tomar no caso de acidentalmente tocar linhas de gás. se esta tiver os rastos orientados. Excluem-se as situações em que exista entivação.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . A máquina possuirá o respectivo Certificado CE ou Certificado de Bom Funcionamento No caso do posto de trabalho do manobrador ser ruidoso Lep. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O manobrador deverá ter formação adequada. Só é permitido o “ataque” de escavação com a máquina colocada no escoramento do talude. O manobrador deverá ser informado do local previsível onde existam redes enterradas e instruído sobre os procedimentos a tomar na aproximação a tais infra-estruturas. perpendicularmente ao talude ou se encontrar a uma distância prudente do coroamento do mesmo (pelo menos 1/3 da altura do talude). É obrigatório o preenchimento pelo condutor manobrador da parte diária do equipamento. electricidade ou água (em carga). O trabalho deverá ser organizado de modo que no perímetro da giratória (contrapesos e balde) não permaneça nem passe ninguém quando o equipamento está em funcionamento. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. A direcção de obra estudará cada caso concreto. Deverá existir uma ficha de manutenção da vistoria efectuada ao equipamento.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . possam dar as primeiras pistas para uma melhor compreensão dos terrenos em questão.2. Vazadouro. para o mesmo efeito. Gasóleo.FT31 . PAlAVRA-CHAVE • Materiais de escavação • Infra-estruturas enterradas • Talude natural • Combustíveis • Lubrificantes GloSSÁRIo Movimentação de Terras. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras. o aluimento de terras devido a infiltrações e a exposição a terras contaminadas com origem em antigos aterros com matéria orgânica em decomposição. Como exemplos de riscos. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. podemos referir o desprendimento de terras por alteração do equilíbrio natural do terreno. nomeadamente profissionais da construção civil que. por obras vizinhas ou próximas. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. Os materiais ou produtos associados aos trabalhos de movimentação de terras e escavações podem ser agrupados em três grandes grupos: Materiais de escavação: A primeira e mais expedita forma de recolher dados sobre um determinado terreno é consultar as cartas geológicas da região. tenham sido levados a cabo. Escavação. bem como indagar sobre os estudos geotécnicos que. Também é usual proceder-se à interrogação de habitantes da zona. pela sua experiência pessoal. Manutenção. 1 Materiais 9. Lubrificantes. eventualmente.

A recolha destes dados é uma medida preventiva. 2 ÂNGulo do TAludE NATuRAl Tipo de Terreno Rocha Dura Rocha Branda Aterro Compacto Terra Vegetal Argila e Marga Areia Fina Terreno Seco 80º . electrocussão devido ao contacto com cabos eléctricos. Combustíveis e lubrificantes: O armazenamento e manipulação de combustíveis (gasóleo) e lubrificantes para equipamentos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . que nos garante uma menor exposição dos trabalhadores a riscos de soterramento devido a rotura de redes de águas. nomeadamente cabos eléctricos. redes de águas. explosão devido a rotura em redes de gás e a exposição a gases tóxicos em redes de esgotos. obriga ao cumprimento de requisitos legais relativos a estes produtos. O armazenamento destes produtos deve ser em local que em caso de necessidade seja de fácil acesso aos bombeiros e ao seu equipamento.3: Depósito de terras em vazadouro Infra-estruturas enterradas: Deve ser solicitado junto das entidades competentes o levantamento das redes enterradas.90º 55º 45º 45º 40º 30º Figura: Ângulo de talude natural para terrenos Muito Húmido 80º 55º 40º 30º 20º 20º Figura 9.Materiais FT31 . redes de esgotos e redes de gás.

As medidas de prevenção propostas. deve ser em local vedado e com acesso condicionado (fechadura). incêndio e explosão. • Contaminação de solos. • Electrocussão. podemos referir a contaminação dos solos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Figura 9. processo construtivo e equipamento utilizado.FT31 . devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Levantamento das infra-estruturas enterradas.4: Depósito de gasóleo à superfície Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Aluimento de terras. • Exposição a gases tóxicos. • Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras em vazadouro. Como medida de prevenção para derrames deverão existir bacias de retenção com o mínimo de 50% de capacidade dos tambores e o solo deve ser impermeabilizado. 3 Materiais O armazenamento de gasóleo em tambores. • Explosão. • Soterramento. obedecendo aos seguintes requisitos: • Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. Como exemplo de riscos associados aos combustíveis e lubrificantes.

nomeadamente enjoo. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. suspender os trabalhos. vómitos. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 • • • • • • • • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. que devem estar em bom estado de conservação e com registos referente ao Plano de Manutenção proposto pelo fabricante. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. todos os trabalhadores devem abandonar o local de trabalho. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. Se verificar que algum trabalhador apresenta qualquer perturbação funcional.Materiais FT31 . Impermeabilização do local de implantação do reservatório de combustível. Garantia de procedimentos de manutenção preventiva aos equipamentos. Armazenamento de combustíveis. Bacia de retenção para combustíveis com 50% da capacidade do reservatório. tonturas ou desmaio.

assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança.). Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Não usar água em jacto sobre o produto. espuma.FT31 . Afastar os curiosos. Em caso de insuficiência respiratória (consciente ou inconsciente). 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO GASÓLEO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido inflamável. mantendo-a em repouso. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Inflamável • • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . circuitos eléctricos. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). pelo menos durante 15 minutos. Risco de irritação por contacto. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. olhos e mucosas. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia.Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Em caso de queimaduras pelo fogo. cigarros. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. etc. Utilizar explosivímetro ou outros aparelhos de detecção e/ou medida. água pulverizada ou CO2. Em função da gravidade do sinistro. Afastar a vítima da zona perigosa. proceder à ressuscitação cardio-respiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). lavar abundantemente com água. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. para a pele. cursos de água e poços. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações . Fato de protecção contra o fogo. Aparelho respiratório isolante. Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. proteger a zona queimada com penso para queimados (ou esterilizado). Arrefecer o reservatório com água pulverizada quando exposto ao fogo. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. Manter-se a favor do vento. solicitar ajuda aos Bombeiros. Recolher o produto para recipientes. no combate ao incêndio. Actuar com pó químico.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

o _____________________ dos materiais de escavação e o _____________________ destes materiais em local controlado. ponto 9. 2. são a _____________________ . 1.AV9 . ponto 9. ______________________________________________________ 2. 1 Actividades/Avaliação 9. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 30.1 Equipamentos. ______________________________________________________ 3.1 Equipamentos de movimentação de terras. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.3. Enuncie três medidas preventivas. associadas à operação do equipamento de escavação “Escavadora de Rastos” e referente à ficha temática 30.

enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar nos trabalhos de escavação em vala com infra-estruturas enterradas. 2 3. 1. Relativamente à ficha temática 31.Actividades/Avaliação AV9 .4) .Se não conseguir resolver esta actividade. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 4. ponto 9.2 Materiais. identifique na coluna dos riscos. Relativamente à ficha temática 31. Movimentação de Terras e Escavações. três que sejam referentes ao armazenamento de combustíveis em estaleiro de obra. ______________________________________________________ 3.2 Materiais de movimentação de terras. ponto 9. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. reveja o submódulo 9. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. dEPóSITo dE GASólEo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .10.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados na execução de fundações. com uma análise mais detalhada das fundações directas para edificações. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos de fundações em estruturas a executar em estaleiro de obra. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de fundações directas em estaleiro de obra. referem-se não só às operações necessárias à execução das tarefas mas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados em trabalhos de fundações. três factores. factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. também.SM10 . o tipo de estrutura a executar e o custo da construção. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos • Materiais 4. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de fundações directas. As soluções estruturais com fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. Desta forma optou-se por tratar. 1 Fundações 1. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. GloSSÁRIo • Escavação • Implantação • Sapata CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . às operações de recepção. armazenagem e movimentação dos materiais utilizados. 2. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de fundações directas. 3. de situações referentes à execução de fundações directas em edifícios comuns uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil. Os riscos indicados como mais frequentes em cada actividade associada à execução de fundações directas. essencialmente. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Os trabalhos de escavação para abertura de sapatas de fundação. vigas de fundação e ensoleiramento geral. A escolha do tipo de fundação tem em conta.

volvo.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .cimertex.pt • http://dre.com • www.com • www.pt • www.pt • www.stet. SABER MAIS • www.jcb.Fundações SM10 .motivo. 2 • • • Viga Manutenção Vazadouro 5.

Escavação. Retroescavadora.FT32 . o formando deverá estar apto a: • Enunciar a diferença entre fundação directa e indirecta. que compete às fundações impedir que se concretizem ou excedam parâmetros aceitáveis. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias: dIRECTAS ou SuPERFICIAIS – Quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam quase imediatamente sob a edificação. Sapata. PAlAVRA-CHAVE • Fundação • Fundação Directa • Fundação Indirecta • Implantação • Escavação • Entivação GloSSÁRIo Fundação Directa. INdIRECTAS ou PRoFuNdAS – Quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. 1 Equipamentos 10. Nível Freático. • Identificar as actividades correspondentes à de execução de fundações directas. quer pelas acidentais. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de escavação de em fundações directas. quer pelas cargas permanentes. Fundação Indirecta. Estes esforços tendem a ocasionar movimentos nas edificações. Fundação é um elemento constitutivo de uma edificação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1. designam-se por fundações indirectas. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. que tem a função de transmitir ao terreno os esforços nela provocados por essa edificação.

três factores. Figura: Execução de Fundação Directa A escolha do tipo de fundação tem em conta. As soluções estruturais utilizadas em fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. em contacto directo com o terreno. o tipo de estrutura a realizar e o custo da construção. essencialmente. a adopção de fundações superficiais de fundações directas por sapatas é a solução natural.Equipamentos FT32 . constituídas pela face inferior do sólido geométrico pirâmide. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . um pouco abaixo da superfície aparente deste). 2 Figura: Execução de Fundação Indirecta A fundação directa ou superficial é o tipo de fundação mais corrente.. na história das edificações (por ex. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. as Pirâmides egípcias têm fundações directas. tem sido utilizada desde sempre. vigas de fundação e ensoleiramento geral. Em situações em que o solo superficial apresenta boas características de resistência (sem que existam camadas de pouca resistência a níveis inferiores pouco profundos) e em que a estrutura a construir é de pequeno ou médio porte.

tendo condicionalismos relacionados com o espaço limitado. a que se dá o nome de betão de limpeza. serve. também. • Sapatas interligadas por vigas de travamento (vigas de fundação). constituída por varão de aço. Pode. devidamente travada e escorada. pois é economicamente a solução mais favorável. após o que deve ser recoberto com uma camada de betão (eventualmente betão pobre) com 5 cm de espessura. porta . para se garantir que. habitualmente equipados com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora de menores dimensões. tais como braços de carga extensíveis. o que se consegue por recalçamento da armadura por meios adequados. etc. • Sapata comum a dois ou mais elementos verticais. com recurso a sapatas. até para não se utilizar mais betão que o necessário. interessa saber quais as actividades inerentes à execução de uma fundação directa. sob a armadura. Porque vulgarmente se vê executarem-se fundações com uma total falta de cuidados e de rigor. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos. tendo.paletes. • Sapatas contínuas para paredes de betão ou alvenaria. neste caso. Após implantação exacta. o que irá provocar mais tarde o aparecimento de anomalias diversas. fica uma camada de betão estrutural com espessura controlada. Seguidamente é posicionada a armadura dos elementos verticais de suporte. As sapatas de fundação de pilares ou elementos de parede podem ser dos seguintes tipos: • Sapata isolada para um único elemento de suporte da estrutura. procede-se à escavação da caixa de sapata que. com exactidão e sem conspurcação desta pelo terreno.FT32 . necessitar de cofragem. Equipamentos em Fundações directas A abertura de sapatas para fundações deve ser encarada como um caso particular da escavação a céu aberto. 3 Equipamentos A fundação. O fundo desta escavação ficará razoavelmente nivelado. é a solução estrutural corrente em edifícios de pequeno a médio porte. por se verificar que o terreno não permitiu um corte na vertical. e que serve para se proceder à colocação da armadura. a cofragem serve para se garantir a exacta forma geométrica da sapata. tal como as escavadoras de maior porte. martelos demolidores. também. para que não se desloque. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os equipamentos mais utilizados nos trabalhos de escavação em sapatas de fundação são: Retroescavadora. nem perca verticalidade durante a betonagem. pode receber muitos outros acessórios. conforme a natureza do terreno. as paredes da escavação ficado em talude. atrás. vibradores de betão. poderá necessitar ou não de entivação. são equipamentos muito versáteis. pelos meios habituais.

quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. Figura: Escavação de Sapata de Fundação com Retroescavadora Quando os trabalhos de escavação deste género de fundações se realizam em zonas confinadas e/ou adjacentes a espaços urbanos já edificados.Equipamentos FT32 . • Queda de materiais provenientes da parte superior da fundação. • Desabamento do coroamento da escavação. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. deverá acautelar-se a queda de pessoas e veículos para o interior das sapatas de fundação ou o soterramento de trabalhadores. • Soterramento. • Queda de pessoas a nível diferente. • Projecções. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de sapatas de fundação são os seguintes: • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. • Choque ou pancadas por objectos móveis. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Camião. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. • Exposição ao ruído e vibrações. Pelo que se destaca para o efeito como medida de prevenção a colocação de passadiços com guarda corpos para atravessamento e a entivação das sapatas quando estas ultrapassem a profundidade de 1. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas.20m com refere o Decreto 41821 de 11 Agosto de1958. • Queda no acesso à máquina. meio de transporte mais utilizado. • Exposição a substâncias tóxicas ou nocivas (poeiras e gases).

proximidade de construções e de todas as infraestruturas aéreas e enterradas.FT32 . • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. • Caso se atinga o nível freático. • Em vias de circulação. • Antes de iniciar o trabalho deve ser efectuado o levantamento do tipo de terreno. • Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. • Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. • Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. demarcar a zona de intervenção do equipamento.20m. garantir a drenagem permanente da fundação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. • Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamento adoptado. para equipamentos e trabalhadores. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. • Construção de acessos separados à zona de trabalhos.

Vigiar a pressão dos pneus e comunicar anomalias. Não permitir a permanência e estacionamento dos equipamentos a uma distância inferior a 1. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra.Equipamentos FT32 . Devem ser sempre guardadas distâncias de segurança em relação aos trabalhadores e aos obstáculos fixos que se encontrem nas suas imediações. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Quando em declive.00m do coroamento dos taludes. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS RETROESCAVADORA/CONJUNTO INDUSTRIAL • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • O manobrador não deve abandonar o posto de condução sem o veículo estar parado e os órgãos hidráulicos em posição estabilizada e os sistemas de segurança e imobilização accionados. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas ao mesmo nível e em altura. Na cabine deverá existir um extintor de incêndios. Subir á máquina pelo acesso apropriado. Utilização de cabines de segurança (FOPS e ROPS) É expressamente proibido o transporte de pessoal na máquina. Utilizar a sinalização sonora na marcha-atrás bem audível. Em vias de circulação. Condutores manobradores com formação específica sobre o funcionamento da máquina. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. demarcar a zona de intervenção da máquina. em particular de redes enterradas e linhas aéreas de alta e média tensão. manobrar a máquina com os elementos mecânicos de força e sobrecarga na direcção da parte mais alta. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade da máquina. Testar os órgãos mecânicos antes do inicio dos trabalhos. Não deve estacionar sobre os bordos dos taludes. Não saltar da máquina para o solo.

PAlAVRA-CHAVE • Fundações Directas • Escavação • Cofragem • Armaduras • Betão • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Sapata. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Presentemente a solução estrutural. Betão. • Betão simples ou ciclópico. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Betão armado. A fundação directa em edificações pode ser constituída por diversos materiais. normalmente adoptada para a execução de sapatas de fundações directas em edifícios é o Betão Armado. desde que estes tenham a possibilidade de receber os esforços que lhes são transmitidos pela edificação e dissipá-los no terreno. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. Armadura. 1 Materiais 10. Escavação.FT33 . • Alvenaria de pedra ou tijolo. Cofragem. Os materiais que ao longo dos tempos têm sido utilizados como elementos estruturais na execução de fundações directas são: • Blocos maciços de cantaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas. Fundação.2.

Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem e o óleo descofrante. analisar detalhadamente os riscos específicos de cada operação. Trabalhos de execução de armaduras de aço. sendo por isso necessário. 2 Figura: Fundação directa em alvenaria de pedra As actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. • Trabalhos de cofragem. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são as terras de escavação. incluem todas as actividades inerentes ao fabrico de armaduras de aço destinadas a serem integradas nos elementos a betonar. englobam as actividades de montagem dos painéis de cofragem e podem ser muito diversificadas em função do tipo de estrutura a ser construída. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o aço em varão. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. são normalmente as seguintes: • Trabalhos de escavação para abertura de caixa para fundação. • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . factor que confere alguma especificidade em termos de riscos.Materiais FT33 . normalmente do tipo A400NR.

Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o betão estrutural composto por cimento. Figura: Armadura em sapata de fundação directa Os riscos associados a cada actividade bem como as respectivas medidas de prevenção e de protecção dependem necessariamente do processo construtivo a adoptar assim como do tipo de actividade a realizar. no estaleiro. a todos os trabalhadores. Desta forma.º273/2003. No entanto existem medidas de prevenção “base” intrínsecas a cada trabalho que deverão ser tidas em conta de forma a prevenir os riscos laborais. • Trabalhos de descofragem. segundo o Decreto-Lei n. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem.FT33 . 3 Materiais • Trabalhos de betonagem. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que poderão servir de ponto de partida para a elaboração do Plano de Segurança e Saúde. surge a necessidade de realizar “Procedimentos de Segurança”. de acordo com o definido no projecto. Estes procedimentos de segurança poderão ainda servir de base à formação e informação dos trabalhadores devendo ser acessíveis. areia. brita e água. englobam a remoção dos elementos constituintes da cofragem e seus suportes bem como as actividades complementares e subsequentes. incluem as actividades de colocação de betão nos elementos de construção.

• Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. a uma distância razoável dos bordos. • Perfuração. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. • Projecções (de betão). • Antes de iniciar a betonagem da sapata de fundação verificar a estabilidade. • Desabamento do coroamento da escavação. • A equipa encarregada dos trabalhos deverá estar bem familiarizada com o sistema a utilizar e deverá ser organizada de modo a que de consiga um trabalho conjunto. • Escolher com particular atenção a zona de estaleiro destinada ao armazenamento do aço e fabrico das armaduras. • A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. • Choques e entalamento na movimentação de cargas. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. espaços disponíveis. os materiais devem estar correctamente alinhados e. A correcta implantação do estaleiro do ferro é elemento fundamental para a prevenção de acidentes associados ao fabrico de armaduras. obedecendo aos seguintes requisitos: • Antes do início dos trabalhos procurar obter toda a informação pertinente (Seguir o procedimento indicado para escavações a céu aberto). • Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco.Materiais FT33 . • Desprendimento de terras ou rochas devido a vibrações próximas. processo construtivo e equipamento utilizado. Dever-se-ão ter em atenção os acessos. • Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. alcances da grua ou outro equipamento de movimentação de cargas e infra-estruturas aéreas. • Devem ser usados meios mecânicos para elevação e transporte das cargas. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas são os seguintes: • Aluimento de terras. • Esmagamento. • Choque com objectos. a altura das pilhas não deve colocar em causa a estabilidade. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. instalações circundantes. Valorizar a informação relativa aos riscos mais importantes para o trabalho em causa. • Planear as actividades e quantificá-las de modo a obter dados suficientes para o correcto dimensionamento da área a reservar para as zonas de fabrico e armazenagem de armaduras. características do piso rodoviário. As medidas de prevenção propostas. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão na Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. O armazenamento deve ser organizado por dimensões.

Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica de intensidade suficiente para alimentar os equipamentos utilizados na betonagem. são introduzidos pelas plataformas de trabalho. Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. 5 Materiais • • sua fase fluida. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT33 . normalmente.

Em caso de intoxicação contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 • EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL • • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Em caso de ingestão. Evitar a utilização de água para extinguir o incêndio. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. cursos de água e poços. Sobrexposição: não se esperam efeitos significativos. Utilizar óleo descofrante biodegradável. Afastar a vítima da zona perigosa. Seguir as boas práticas de higiene pessoal. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. providenciar assistência médica. mantendo-a em repouso. Evitar a proximidade de fontes de calor muito elevadas. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Em áreas fechadas utilizar equipamento de respiração autónomo.Materiais FT33 . Para arrefecimento dos recipientes e afastar o derrame da área de exposição. Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Evitar a mistura com oxidantes fortes (incompatíveis). Deve ser eliminado (incinerado) em queimador fechado. Armazenar em recipientes fechados. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. desde que seja possível a recolha selectiva da água. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO ÓLEO DESCOfRANTE • • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Hidrocarbonetos de petróleo sintéticos aditivados. Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. Polimerização perigosa não ocorre. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. não é necessária protecção das vias respiratórias. Uso de luvas adequadas e protecção ocular. Em condições normais de utilização e ventilação. olhos e mucosas. retirar o vestuário contaminado e lavar abundantemente com água. diatomite Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Evitar o contacto com a pele. diatomite terra ou areia. Se for ingerida elevada quantidade. podese utilizar água pulverizada. não provocar o vómito. pelo menos durante 15 minutos. afastados de combustíveis e oxidantes fortes.

1 Equipamentos. ______________________________________________________ 3. 1. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias as fundações ___________ ou ___________. 1 Actividades/Avaliação 10. Enuncie três medidas preventivas. ponto 10.AV10 . ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 32. quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam imediatamente sob a edificação e as fundações ___________ ou ___________. 2.1 Equipamentos.3. ponto 10. associadas à utilização de equipamentos de escavação na abertura de sapatas de fundação e referente à ficha temática 32.

2 3.2 Materiais. Fundações. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 1. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar nos trabalhos de execução de sapatas de fundação directas em edificações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ólEo dESCoFRANTE RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4. ______________________________________________________ 2.Se não conseguir resolver esta actividade. ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . ponto 10. identifique na coluna dos riscos. ______________________________________________________ 3.Actividades/Avaliação AV10 . ponto 10.2 Materiais em fundações directas. Relativamente à ficha temática 33. três que sejam referentes à utilização de óleos descofrantes em cofragens de fundações directas. Relativamente à ficha temática 33. reveja o submódulo 10.

11. Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de estruturas em betão armado. de situações referentes à execução de estruturas tradicionais em edifícios. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. 1 Estruturas 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil e onde ocorre o maior número de acidentes mortais no Sector. cofragem. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de estruturas em betão armado em estaleiro de obra de edificações. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de pilares. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. As soluções estruturais em edificações. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de elementos estruturais em betão armado • Materiais utilizados na execução de estruturas em betão armado 4. na impossibilidade de os eliminarem. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 3. GloSSÁRIo • Estrutura • Betão Armado • Armadura • Cofragem • Betonagem CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . vigas e lajes em betão armado. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. Desta forma optou-se por tratar. A execução destes elementos estruturais comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.SM11 . betonagem e descofragem. associando estes trabalhos às actividades de armação do ferro. 2. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado.

secil. 2 • • • • Descofragem Pilar Viga Laje 5.pt • www.apeb.Estruturas SM11 .pt • www.pt • www.pt • www.cimpor.concretope. SABER MAIS • www.pt • http://dre.maxit.auto-diesel.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .mapei.com • www.pt • www.

Betão. neste submódulo. Armadura. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. para resistir às acções a que vai estar sujeita. qualidade. resistência e estabilidade do conjunto. Na escolha dos métodos e processos construtivos a utilizar. Viga. ao longo do tempo de vida da construção. onde duas dimensões são da mesma ordem de grandeza e a terceira acentua- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a manutenção das condições de segurança. como as de ordem arquitectónica. Como é do conhecimento geral. os novos materiais sintéticos e o betão armado. tem como base de suporte. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. sendo sobre este ultimo material que. qualquer tipo de construção seja qual for a sua finalidade. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. uma estrutura que se designa por “estrutura resistente” e cuja função é de garantir. Descofragem. Cofragem. Escoramento. o técnico terá que ter sempre presente as exigências não só de segurança e resistência. custo. Laje. As estruturas reticuladas (pórticos) são constituídas por: laje: Estrutura laminar horizontal. Os equipamentos e materiais que normalmente se dispõe para resolver as mais variadas soluções estruturais são a madeira. a pedra. durabilidade. se vai prender a nossa atenção. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. prazo de execução e condições locais. os metais. Pilar. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações.1. 1 Equipamentos 11. PAlAVRA-CHAVE • Estrutura • Betão Armado • Betonagem • Cofragem • Descofragem GloSSÁRIo Estrutura.FT34 .

que é uma delimitação do termo geral “betão”. onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas e assenta sobre elementos de fundação. pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. dobrados e atados para incorporar em estruturas de betão armado. Figura 11. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Equipamentos FT34 . Viga: Estrutura reticular horizontal. 2 damente de menor dimensão. • Betão. onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas.1: Elementos Estruturais O termo “Betão Armado”. conjunto de varões de aço cortados. Pilar: estrutura reticular vertical. cimento e areia. informa da existência na sua constituição de: • Armadura.

sendo. Os riscos e medidas preventivas associados a estas ultimas actividades já se encontram descritos no submódulo 5 “Estaleiro de Apoio à Produção”.FT34 . • Descofragem e desmontagem dos escoramentos. estão associados à actividade principal que é a betonagem e às actividades que decorrem paralelamente à execução dos elementos estruturais que são a execução de armaduras. Independentemente dos pontos de paragem e acções de inspecção/ prevenção. • Colocação de armaduras. Equipamentos na Execução de Estruturas em Betão Armado Os equipamentos utilizados em estruturas de betão armado. considerado um ponto de paragem obrigatório sempre que se termina uma das operações atrás enunciadas e se passa à seguinte. levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. execução de cofragem e a descofragem. • Execução de cofragens.2: Execução de Estrutura em Betão Armado A execução de elementos estruturais em betão armado envolve as seguintes actividades: • Montagem do escoramento das cofragens. • Operações de betonagem. Entre cada uma das operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . É deste facto exemplo. 3 Equipamentos Figura 11. no decorrer das operações deve ser assegurada a vigilância do comportamento dos meios e materiais envolvidos. a vigilância do comportamento do escoramento durante a operação de betonagem. portanto.

montada na traseira de um camião com chassis adequados. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são a autobetoneira. em boas condições da central até à obra. É constituída por uma torre metálica. que se movimenta sobre rodas ou lagartas.Equipamentos FT34 . grua telescópica e a grua torre. de forma cilíndrica. Figura 11. equipamento destinado à elevação de cargas. autobomba. As gruas podem ser fixas a maciços ou sapatas de betão ou podem ser movimentadas sobre carris. equipamento composto por uma cuba metálica. dispondo então de motor de translação da própria grua.3: Grua Telescópica Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Queda em altura. Grua Torre. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos e aos equipamentos utilizados. Grua Telescópica. elevação e translação da carga. É utilizada para o transporte de betão pronto. equipamento composto por veículo automóvel. • Queda ao mesmo nível. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança direccional e usualmente telescópica. 4 A operação dos equipamentos para apoio à actividade de betonagem tem condicionalismos relacionados com o espaço limitado. dotado de sistemas de propulsão e direcção. Autobetoneira. com uma lança horizontal giratória e motores de orientação.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Deve ser rigorosamente proibido carregar o balde acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. • Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão quando fluído.FT34 . obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. • As manobras de elevação de baldes ou tubagem da autobomba deve ser dirigida pelo encarregado. a fim de eveitar movimentos descontrolados. • As manobras de aproximação devem ser executadas com o recurso a corda guia. • O comportamento da cofragem e do escoramento deve ser constantemente verificado. Queda no acesso a equipamentos. 5 Equipamentos • • • • Electrização e electrocussão.03 A. evitando embates nos elementos de cofragem. Exposição ao ruído e vibrações. normalmente. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para alimentar os vibradores de betão ou outros equipamentos necessários à betonagem. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamento adoptado. são introduzidos pelas plataformas de trabalho. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. Projecções de betão. • A mangueira de descarga de betão deve ser guiada. • Antes de iniciar a betonagem verificar a estabilidade. no mínimo por dois trabalhadores e. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. ter um comprimento adequado. • A autobomba de betão só deve ser operada por trabalhadores especializados. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante.

Antes da movimentação consultar o diagrama de cargas específico do equipamento tendo em conta o ponto mais desfavorável da movimentação. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • • • • • • • • • • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O deslocamento da grua deverá ser sempre feito com a lança recolhida e baixa e ainda com o gancho do cadernal engatado em olhal próprio. os espelhos e os faróis). Capotamento. o manobrador deve efectuar uma inspecção visual ao mesmo atendendo nomeadamente a: • estado geral do equipamento (peças danificadas ou desapertadas). especialmente. Esmagamento (por queda do equipamento). Esmagamento (por queda da carga). Queda de nível superior. avaliar a capacidade resistente da superfície de apoio e. assim como à diminuição dos gabaris provocados por aterros. Na execução de manobras com a grua. Edição 1 Página 1 de 2 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam retirar fiabilidade. informações suficientes de modo a poder ser avaliada a capacidade resistente dessa entivação à possível sobrecarga introduzida pelas sapatas da grua Quando a estabilização for feita junto de um talude não entivado. Nunca se deve testar o limite da grua tentando elevar a carga e verificar se as “sapatas” levantam e. Periodicamente e após reparação que envolva elementos estruturais de segurança. Sempre que a carga levantada pela grua automovel possa transpor o tapume colocar cones de sinalização na via e retirar imediatamente após terminado o serviço. O local de estacionamento da grua deverá ser escolhido de acordo com as condições do terreno. distribuir a carga recorrendo a elementos em madeira ou metal com as dimensões adequadas. Quando a estabilização é feita junto de elementos entivados obter. a grua deverá ser alvo de uma verificação profunda para avaliar o seu estado de conservação e funcionamento. etc. • estado do sistema de elevação da carga (cabo e cadernal). giratória. O manobrador deverá estar atento aos condicionalismos introduzidos ao trânsito das gruas pelo desenvolvimento da obra. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • Colisão com outras máquinas ou veículos. alterar o valor dos contrapesos indicado pelo fabricante. À falta de elementos mais precisos. • compartimento do manobrador para ver se faltam componentes ou se estão danificados ou soltos Assegurar-se da continuidade dos cabos de ligação aos diferentes sensores de informação para o ordenador de bordo. a distância da sapata mais próxima do coroamento do talude natural. nomeadamente no que diz respeito à largura e estabilidade da via. Esta avaliação deverá ser feita preferencialmente segundo lista de verificações a ser preenchida e assinada por técnico responsável e deverá ficar a fazer parte do dossiê técnico da grua. junto do técnico responsável pela entivação.). Atropelamento. cimbres. quando sentado na cabine (limpar os vidros. O manobrador deve assegurar-se de que dispõe de boa visibilidade. • eventuais fugas (combustível. etc. quando o peso total (máquina e carga) for inferior a 12 toneladas. Antes de colocar o equipamento em funcionamento.Equipamentos FT34 . nas manobras de marcha-atrás. A movimentação de cargas deverá ser sempre executada com recurso aos estabilizadores da grua e por intermédio de um sinaleiro. óleo. etc. Antes de se posicionarem os estabilizadores.. muito menos. deverá ser superior a um metro. guardar uma distância conveniente ao coroamento do talude de modo a que a sobrecarga adicional não provoque o aluimento do terreno. A grua deverá ficar devidamente estabilizada e nivelada já que o diagrama de cargas foi estudado para funcionar nessas condições. a distância deverá ser de dois metros ou mais. das características da manobra a executar e da carga a deslocar. dever-se-á recorrer a um auxiliar. O manobrador deve familiarizar-se com as possibilidades e limitações para não as ultrapassar e conhecer a localização e função de todos os comandos e instrumentos de protecção. Electrização. suspensão da lança. em caso de necessidade. quando a envolvente não é totalmente dominada pela visão do condutor e. Para pesos totais superiores.

quer pelas solicitações dinâmicas da carga. de modo a determinar a possibilidade da manobra. Manter a lança suficientemente afastada de qualquer obstáculo.FT34 . Em caso nenhum se deverá utilizar a lança para empurrar ou deslocar lateralmente cargas ou equipamentos. quer pelos ventos Antes da movimentação de uma carga deverá ser estudado o seu futuro percurso. 7 Equipamentos FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • Verificar se o número de “quedas” de cabo no cadernal está de acordo (segundo as especificações da grua e do cabo) com a carga a elevar. O condutor manobrador deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional. assim como do “momento” mais desfavorável. Ter em conta as deformações introduzidas na lança. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Edição 1 Página 2 de 2 Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Cofragem. Chama-se betão a uma mistura de um aglomerante com inertes. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. O aglomerante. Conforme a sua localização. 1 Materiais 11. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. que entram na composição dos betões (areias. Todas as areias que tenham de ser lavadas. O cimento deverá ser armazenado em lotes. só devem ser utilizadas no fabrico do betão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o cimento a utilizar no betão normal será do tipo “Portland Normal”. Cimento. e em local seco e protegido das intempéries.FT35 . Aditivos. é o cimento. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo.2. 24 horas depois da referida lavagem. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. que serve de aglutinante da massa. A areia do rio é uma das areias naturais mais utilizada e apresenta-se normalmente bastante limpa. PAlAVRA-CHAVE • Estruturas • Betão • Aço • Cimento • Inertes • Betão Armado • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Estrutura. sem as propriedades aglutinantes. Aço. com dimensões inferiores a 5 mm. Os inertes são os materiais sólidos. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. britas e godos). e daí a sua grande importância. e os inertes são a areia e as britas. Betão Armado. assim pode apresentar-se com ou sem sais solúveis (salitre). É um dos elementos que mais influência a qualidade de um betão.

2 As britas são inertes provenientes da britagem de rochas com dimensões acima de 5mm e que vão normalmente até 80mm.4: Pedreira de Extracção de Inertes A água a utilizar no fabrico do betão não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. ao conjunto de varões com que se arma uma peça de betão armado chama-se “armadura”. Godos são inertes naturais constituídos por seixos rolados com dimensões acima dos 5mm.Materiais FT35 . melhorar ou diminuir certas qualidades dos betões. lhe conferem qualidades particulares. e por conseguinte. nomeadamente a plasticidade. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). o óleo descofrante permite realizar uma descofragem mais fácil. o aço é o elemento em falta nos elementos constituintes do betão armado em estruturas. pó ou dissolventes em água. Figura 11. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. os aditivos para betões são produtos que misturados nos betões. Destinam-se a reforçar. recomenda-se a utilização de óleos descofrantes biodegradáveis e a consulta da Ficha de Segurança do produto. fluidez. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Actualmente é usado sob a forma de varões redondos. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. um maior aproveitamento das cofragens e qualidade no acabamento final do elemento estrutural. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades.

• Queimaduras. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Dermatites. • Projecções de betão fresco. • Incêndio. 3 Materiais Figura 11. • Irritação da pele. • Exposição a poeiras. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. O pulverizador de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As medidas de prevenção propostas. • Riscos ambientais. • Explosão. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Fichas de segurança dos produtos. processo construtivo e equipamento utilizado. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura.FT35 . obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para betão.5: Controlo de Qualidade de Betão Pronto Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Óleo descofrante deve ser aplicado de costas voltadas ao vento.

Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. lixadeira mecânica com sistema de aspiração incorporado.Materiais FT35 . deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão. 4 • • • • dorso só deve ser reabastecido quando no chão. Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. Utilizar na limpeza dos painéis de cofragem. Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. Águas de lavagem de baldes.

pelo menos durante 15 minutos. cursos de água e poços. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. olhos e mucosas. mantendo-a em repouso. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). lavar abundantemente com água.FT35 . Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Pode causar dermatites alérgicas. Manter-se a favor do vento em operações de preparação e descarga. Afastar a vítima da zona perigosa. solicitar ajuda aos Bombeiros. Usar fato de trabalho justo. Em função da gravidade do sinistro. Não classificado como produto perigoso. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Evitar o contacto com a pele. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Usar máscara antipoeiras. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CIMENTO PORTLAND • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. Afastar curiosos. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Relativamente à ficha temática 34. ______________________________________________________ 3. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 34. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 1.3.AV11 . pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. _______________.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais e complete os espaços em branco. _______________. ponto 11. ponto 11. conjunto de varões de aço cortados. 1 Actividades/Avaliação 11. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ 2.1 Equipamentos. _______________ e areia. dobrados e atados para incorporar em estruturas de _______________. 2.

Relativamente à ficha temática 35. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. AdITIVoS PARA BETÃo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4.2 Materiais. 2 3. Estruturas. identifique na coluna dos riscos. 1. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.Actividades/Avaliação AV11 .Se não conseguir resolver esta actividade. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de betão armado em elementos estruturais. ______________________________________________________ 2.4) .2 Materiais. ______________________________________________________ 3. reveja o submódulo 11. ponto 11. Relativamente à ficha temática 35. ponto 11. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 4. três que sejam referentes à utilização de aditivos para betão para elementos estruturais.

Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .12.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Alvenarias 1. GloSSÁRIo • Alvenaria • Andaime • Argamassa • Betoneira • Cal • Cimento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . utilizados em trabalhos de execução de alvenaria de tijolo cerâmico. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico • Materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico 4. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. associando estes trabalhos às actividades de preparação de argamassas e assentamento de alvenarias. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de alvenarias. Serão apresentados os diferentes tipos de alvenarias. riscos mais frequentes e medidas preventivas com procedimentos de segurança associados à actividade em análise.SM12 . possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de alvenarias. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. A execução de alvenarias comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. as tarefas e conceitos fundamentais correspondentes aos equipamentos e materiais. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. Assim. 3. com uma análise particular das alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. na impossibilidade de os eliminarem. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. serão disponibilizadas fichas de análise de riscos de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de execução de alvenarias em edificações. 2.

pt • www.pt • www.pt • http://dre.pt • www.tabicesa.certif.presdouro.Alvenarias SM12 .preceram.maxit.pt • www.pt • www. SABER MAIS • www.lusoceram.apicer. 2 • • Pedreiro Tijolo 5.ctcv.pt • www.es Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.pt • www.apfac.

Andaime. • Blocos de betão simples . • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT36 . • Tijolo .alvenarias de blocos. Esta designação deriva do árabe e significava a arte de construir com pedra e cal e executada pelo pedreiro.alvenaria de pedra. • Barro . o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. PAlAVRA-CHAVE • Alvenaria • Tarefas • Equipamentos • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria. 1 Equipamentos 12. Entende-se por alvenaria toda a construção em edifícios ou obras de arte. Assentamento. Argamassa. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Actualmente designa-se alvenaria como o conjunto de pedras ou outros materiais que se interligam por argamassas. Plataforma. e nelas empregues os seguintes materiais: • Pedra .1. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de alvenarias. Pedreiro. Betoneira. Podem portanto as alvenarias ser utilizadas no exterior e no interior.alvenaria de taipa. executada com pedras naturais ou artificiais.alvenaria de tijolo.

2 Figura 12. • Fabrico de argamassas.1: Alvenaria de Taipa Após a execução das fundações e estrutura de um edifício. • Assentamento de tijolos. • Colocação de materiais para isolamento térmico e acústico. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • Organização dos trabalhos (preparação da obra. com elementos construtivos. A sua ocorrência pode estar associada à falta de organização do posto de trabalho. a execução de alvenarias envolve riscos a que vão estar sujeitos os trabalhadores durante a fase de construção. Para a execução das alvenarias de tijolo. torna-se necessário preencher os espaços entre os elementos estruturais e construir as divisórias que compartimentam os espaços. aos equipamentos. em Portugal continental de uma maneira geral as alvenarias são de tijolo cerâmico. mas apenas com função de “enchimento”. designados de alvenarias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ferramentas e materiais utilizados durante a execução dos trabalhos.Equipamentos FT36 . recepção e armazenamento dos materiais). • Limpezas e arrumações. Como qualquer outra actividade.

estão associados às tarefas principais movimentação de cargas. preparação de argamassas e assentamento de tijolos. dotado de sistemas de propulsão e direcção. Os equipamentos utilizados na execução de alvenarias. que se movimenta sobre rodas. A tarefa de movimentação de materiais e preparação de argamassas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as gruas.2: Alvenaria de Tijolo Cerâmico Equipamentos na Execução de Alvenarias de Tijolo Cerâmico A utilização de equipamentos comuns ou especiais e dos utensílios usuais de trabalho comporta riscos específicos que é necessário prevenir. equipamento composto por uma cuba metálica. equipamento composto por veículo automóvel. A tarefa de assentamento de tijolos tem condicionalismos relacionados com as plataformas de trabalho (andaimes fixos e móveis) e equipamentos de corte. de forma cilíndrica. Multicarregadora Telescópica/Multifunções. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as estruturas de andaime. Betoneira. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança telescópica e garfos para elevação de cargas. 3 Equipamentos Figura 12. as multicarregadoras (multifunções) e a betoneira eléctrica ou a gasóleo. que fun- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT36 . plataformas de trabalho e a serra eléctrica circular de corte.

Andaime. • Lesões músculo-esqueléticas. • Electrização e electrocussão. • Queda de objectos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Serra Circular de Mesa. equipamento eléctrico de corte constituído por um disco de aço dentado. Usualmente são constituídos por suportes metálicos com plataformas de madeira ou metálicas. • Esmagamento. • Sobre-esforços. que tem por função auxiliar e apoiar a realização de trabalhos de construção civil.3: Multicarregadora Telescópica/Multifunções Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Queda em altura.Equipamentos FT36 . é uma armação provisória suportada por estruturas de secção reduzida. • Queda ao mesmo nível. Figura 12. montado em bancada. 4 ciona a energia eléctrica ou com motor de combustão a gasóleo. É utilizada para misturar diferentes componentes das argamassas ou betões. • Cortes.

plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do encarregado. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamentos utilizados. dotadas de guardacorpos. Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. • Não devem ser retirados os elementos da cofragem. nas frentes de trabalho. medida a 2m do solo. caixas ou escadotes. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. com solidez e estabilidade adequadas às cargas a movimentar e. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. garantindo a boa circulação. • Os trabalhos com equipamentos de elevação deve ser organizado de forma a que as interferências com outros equipamentos ou serviços. • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. • Deve ser garantida a existência de plataformas de descarga de materiais (nos pisos). • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para garantia de uma iluminação mínima de 100 lux . • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. • Deve ser rigorosamente proibido carregamentos acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. • Definir o local destinado ao armazenamento das paletes de tijolo. Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. bidões.03 A. • Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. negativos de lajes). • Utilizar os EPI’s obrigatórios e os temporários.FT36 . • As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. possam ser fácilmente geridas. caixa de escadas. rodapé e fecho na parte frontal da plataforma.20m devem ser dotadas de guardacorpos. corettes.

Não retire peças dos andaimes sem ordem do encarregado. Observe o projecto e as instruções do encarregado para a montagem dos andaimes. Garanta a ancoragem adequada dos andaimes (de 3 em 3m em altura e de 5 em 5m na horizontal). Garanta acessos adequados entre os vários níveis dos andaimes. Monte os prumos com travamento adequado. principalmente nos extremos. Não deixe entre as “tábuas de pé” e a parede intervalos superiores a 20 cm . Para a elevação das peças dos andaimes use meios mecânicos se necessário. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Não se apoie nos elementos dos andaimes sem previamente os fixar.Equipamentos FT36 . Aplique rodapé nos andaimes. com chapas de apoio 0. Aplique tábuas de pé com largura suficiente e em bom estado de utilização. Instale “tábuas de pé” suficientes nas zonas de trabalho.1x0. Use equipamentos de protecção individual. Coloque toda a ferramenta necessária no cinto porta-ferramentas e não entregue ou receba ferramentas atiradas pelo ar. Comunique imediatamente ao encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. Coloque os apoios dos andaimes bem assentes no solo/superfície. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ANDAIME METÁLICO PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • • • Queda em altura Queda de objectos Esmagamentos Entalamentos Contusões Cortes Queda de nível Electrocussão Posturas inadequadas Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • O equipamento terá que possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE Identifique a estabilidade e solidez do local de montagem de andaimes junto do seu encarregado. Prepare no solo as peças suficientes para a montagem dos andaimes. Garanta a boa fixação das “tábuas de pé”.1m. capacete com francalete. botas e luvas de protecção mecânica. Monte os respectivos “ guarda-corpos” nos andaimes. esse procedimento é proibido.

• Número de panos da parede e suas ligações. • Tipo de revestimento da parede. podem apresentar riscos inerentes ao seu manuseamento. Os tijolos cerâmicos podem ser classificados quanto à sua aplicação em alvenarias de: • Face à vista: tijolos cujo destino é ficarem aparentes. Argamassa. pelo que devem ser analisados os seguintes factores: • Tipo de argamassa de assentamento. Estes riscos podem ser atenuados por intermédio de um conhecimento profundo dos materiais. • Resistentes: tijolos com função estrutural na construção. Os materiais utilizados para a construção de alvenarias. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. embora não constituam materiais particularmente perigosos. Cimento. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. Tijolo. para além do seu próprio peso.2. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. no interior ou no exterior da construção. • Aparelho de assentamento da parede (geometria e desfasamento das juntas).FT37 . As paredes de alvenaria. entre si e à eventual estrutura de apoio. também designadas de forma simplificada por “alvenarias” não devem ser classificadas unicamente com base nos blocos ou tijolos mas também em outros elementos que vão influenciar o seu comportamento. • Existência de elementos de isolamento térmico e acústico. • Enchimento: tijolos sem função resistente. 1 Materiais 12. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . medidas de protecção colectiva a implementar e uma correcta utilização dos equipamentos de protecção individual. PAlAVRA-CHAVE • Alvenarias • Tijolo Cerâmico • Argamassa • Cimento • Areia • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria.

pelo que deve ser de boa qualidade. 2 Chama-se argamassa de assentamento a uma mistura de um aglomerante com inertes. só devem ser utilizadas no fabrico de argamassas. Todas as areias que tenham de ser lavadas. 24 horas depois da referida lavagem. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo.Materiais FT37 . que o barro passa a adquirir uma estrutura cristalina e uma elevada resistência mecânica. É com a cozedura ao fogo. O cimento a utilizar na preparação das argamassas será do tipo “Portland Normal”. utilizado na execução de alvenarias.4: Execução de Argamassa para Assentamento de Alvenaria O tijolo é um produto de cerâmica de barro vermelho. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . é o cimento ou a cal hidráulica. à compressão. que serve de aglutinante da massa. O aglomerante. É um dos elementos que mais influência a qualidade de uma argamassa. Figura 12. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. O cimento deverá ser armazenado em lotes. e os inertes são a areia. e em local seco e protegido das intempéries. A água a utilizar no fabrico das argamassas não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). com dimensões inferiores a 5 mm. ao desgaste e com baixa porosidade. acima dos 700ºC.

3 Materiais Os aditivos são produtos que misturados nas argamassas. • Queimaduras. • Incêndio. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos.5: Execução de Alvenaria de Tijolo Cerâmico Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. nomeadamente a plasticidade. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Irritação da pele. • Explosão. • Exposição a poeiras. fluidez. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do Produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. • Projecções de argamassas frescas. Destinam-se a reforçar. lhe conferem qualidades particulares. melhorar ou diminuir certas qualidades das argamassas. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades. Figura 12.FT37 . pó ou dissolventes em água. • Riscos ambientais. • Dermatoses.

devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. processo construtivo e equipamento utilizado.Materiais FT37 . • Fichas de segurança dos produtos. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. devem ser enviados a vazadouro. • Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. • Deve ser proibida a permanência de trabalhadores junto de paredes recentemente construídas. para descarga de entulhos. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. antes de as içar. antes de decorridas 48h (verificar exposição a ventos fortes). • Deve ser garantida a existência de condutas devidamente vedadas. • As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. • Colocação de materiais. 4 As medidas de prevenção propostas. gamelas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. periodicamente. • Os entulhos devem ser depositados em local específico e. • Águas de lavagem de baldes. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para argamassas. • Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. junto de pilares. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para argamassas. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes.

Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Em função da gravidade do sinistro. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Não classificado como produto perigoso. mantendo-a em repouso. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. solicitar ajuda aos Bombeiros. Manter-se a favor do vento. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. cursos de água e poços. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória.FT37 . Afastar curiosos. EQUIPAMENTO DE PRO. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Evitar o contacto com a pele. olhos e mucosas. Afastar a vítima da zona perigosa. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CAL HIDRÁULICA CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. lavar abundantemente com água. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Impedir o escoamento do produto para o esgoto. pelo menos durante 15 minutos. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão.• TECÇÃO INDIVIDUAL PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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1 Actividades/Avaliação 12. • Fabrico de ______________________. • Assentamento de tijolos.1 Equipamentos. recepção e armazenamento dos materiais). 1. Para a execução das ______________________.3. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • ______________________ (preparação da obra. Enuncie três medidas preventivas. • Limpezas e arrumações. ponto 12. associadas à utilização de equipamentos de protecção colectiva na execução de alvenarias e referente à ficha temática 36. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 2. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 36. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .AV12 .1 Equipamentos. ponto 12. 2. • Colocação de materiais para isolamento ______________________.

três que sejam referentes à aplicação de argamassas no assentamento de alvenarias de tijolo cerâmico. ARGAMASSAS dE CIMENTo E AREIA RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a poeiras Dermatoses 4. identifique na coluna assinalada com riscos. ponto 12. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 2 3. ______________________________________________________ 3. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico. Alvenarias.Actividades/Avaliação AV12 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 37. ______________________________________________________ 4.2 Materiais. ponto 12. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. 1. Relativamente à ficha temática 37. reveja o submódulo 12.4) .2 Materiais.

13. Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ou seja. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. cuja estrutura é em madeira ou em vigotas. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de coberturas em estaleiro de obra de edificações.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional 4. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de coberturas.coelhodasilva. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. GloSSÁRIo • Cobertura • Asna • Vara • Cumeeira • Ripado • Contra-Ripado • Telha 5. 1 Coberturas 1.SM13 . • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. 3. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de uma cobertura tradicional.com • http://dre. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. uma vez que esta é a situação mais frequente em edificações de pequeno porte. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. de situações referentes à execução de coberturas tradicionais em edifícios. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria. sendo estas últimas acessíveis ou não. SABER MAIS • www. Desta forma optou-se por tratar. As soluções de coberturas em edificações assentam essencialmente em coberturas inclinadas e horizontais. 2.

pt www.margon.uralita.pt www.com www.telhasun.novinco. 2 • • • • • www.onduline.Coberturas SM13 .pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt www.

FT38 . Forro. Ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas. A cobertura inclinada obedece a uma estrutura de apoio que pode ser em madeira. A cobertura em análise é a tradicional em madeira. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos de uma cobertura tradicional. ainda. As coberturas devem ser entendidas segundo a sua estrutura. Ripado. A cobertura tem como função proteger o edifício de intempéries e da radiação solar. O ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. Asna. Esta estrutura é constituída por: 1. caracterizadas em coberturas horizontais (terraços acessíveis ou não) e coberturas inclinadas. Em conjunto com o ripado. 5. pendente e revestimento. após o revestimento da cobertura. Cumeeira. 3. têm como função o suporte das telhas. Cumeeira: É a terça colocada no ponto mais alto da cobertura e apoiada sobre os vértices superiores das asnas. Contra-ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. metálica ou em alvenaria. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. É colocado entre a estrutura principal e a secundária. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. 4. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. betão. apoiadas frequentemente apenas nas paredes exteriores dos edifícios. Asnas: Coberturas de madeiras tradicionais. Forro: Elementos que forra a cobertura no seu interior. estrutura em asnas. São. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução uma cobertura tradicional. 1 Equipamentos 13. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. 2. com assentamento de telhas cerâmicas. Telha. Contra-Ripado.1. bem como garantir o conforto térmico no interior do edifício. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Coberturas horizontais • Coberturas inclinadas GloSSÁRIo Cobertura. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Vara.

7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Em todas estas operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. Terças (ou Madres): Apoiam-se sobre a asna na posição horizontal. As secções das varas dependem das cargas a que a cobertura está sujeita. xisto ou ardósia utilizada em telhados. na direcção da vertente.Equipamentos FT38 . • Fixação de peças metálicas. • Colocação das peças de madeira. Figura 13. pedra. 8. Telhas: Peça de argila cozida. de forma a permitir o escoamento das águas pluviais. O comportamento dos meios e materiais envolvidos também devem ser objecto de inspecção. • plicação das telhas. paralelamente ao beiral. 2 6.1: Esquema dos elementos que compõem a cobertura A execução de uma cobertura com estrutura em madeira envolve as seguintes actividades: • Corte da madeira. portanto. Varas: Apoiam-se sobre as terças (também chamadas de madres) perpendicularmente a estas e.

O seu formato mantém-se.2: Cobertura em estrutura de madeira Equipamentos na Execução de Coberturas em Madeira As ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura com estrutura em madeira são o martelo e a serra circular de mesa. • Cortes. A Serra circular é uma ferramenta de corte de madeira e outros materiais. A serra circular pode ter ainda uma mesa para facilitar trabalhos de corte de peças de grandes dimensões. possuindo inúmeros tamanhos e materiais de composição diferentes. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de cobertura são: • Queda em altura. invariável. Possui uma base rígida em alumínio injectado com revestimento que assegura uma boa precisão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT38 . 3 Equipamentos Figura 13. composto de um cabo ao qual se fixa a cabeça através do alvado ou olho. • Traumatismos. no entanto. • Exposição ao ruído e vibrações. • Queda ao mesmo nível • Electrização e electrocussão. sendo chamada de serra circular de mesa. O Martelo é a ferramenta utilizada para percutir materiais e objectos.

• Verificação periódica do estado de conservação dos equipamentos. • Manuseamento dos equipamentos de acordo com as instruções do fabricante. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Equipamentos FT38 . 4 As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os trabalhadores devem ter prévia formação sobre o trabalho a desenvolver.

Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cabos eléctricos e e protecções de Segurança. máscara e protectores auriculares) Sempre que o material em que se irá efectuar o corte for de pequenas dimensões. Usar roupa justa ao corpo e apropriada ao trabalho Sempre que a luz natural não seja suficiente para o desmpenho normal da actividade proceder-se-à colocação de iluminação artificial adequada Utilizar equipamentos de protecção individual (Botas com biqueira de aço. disjuntor diferencial de 30mA O operador não deve usar roupa larga. de forma a diminuir a emissão de poeiras. luvas de protecção. aneis. a montante. deverá existir um extintor no local. nomeadamente. deverá utilizar-se empurras Sempre que o material a cortar for inflamável. garantir que a mangueira da água está ligada. colares. óleo e caminhos de circulação a não ser que devidamente sinalizados ou protegidos Ligar o equipamento a tomada perfeitamente compatível e que possua. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS SERRA CIRCULAR DE MESA PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • Electrocussão Incêndios Projecção de partículas Corte Acidental Exposição ao Ruído Inalação de poeiras Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • O equipamento terá de possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE É proibido retirar. calor. a protecção de segurança do disco do equipamento O operador deve compreender e cumprir as regras de segurança da máquina Verificar as condições de utilização do equipamento. etc. objectos soltos.FT38 . Se o material a utilizar for pedra. Manter os cabos de alimentação em bom estado de conservação e afastado de arestas vivas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes.FT39 . Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. sendo pouco estanque na junta e muito pesada.2. encontram-se diversos tipos: Telha Canudo Telha tradicional artesanal. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Telha Romana. Telha Marselha. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Telhas • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Cobertura. Telha Canudo. Telha Romana Telha semelhante à telha canudo. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. tipicamente de cor vermelha. Mástique. Telha lusa Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. 1 Materiais 13. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Neste submódulo serão tratadas apenas as telhas cerâmicas. com um único canal. Os materiais mais utilizados em cobertura inclinada são: as telhas cerâmicas. de forma curva. No universo das telhas cerâmicas. Telha Lusa. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de coberturas tradicionais. resultando daí uma cobertura mais “fechada”. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. bege ou castanha. de ligação pouco estanque e eficiente. actualmente pouco usada. Argamassa.

2 Telha Marselha Telha de formato aplanado. O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas.6: Telha Marselha A fixação das telhas pode ser necessária. Os grampos a serem utilizados na fixação dos elementos de suporte em madeira deverão ser em aço inox ou protegidos contra a corrosão por galvanização. cobre ou aço inox com um diâmetro mínimo de 3mm). • Mástique específico. As telhas podem ser fixadas através de um dos seguintes processos: • Grampos (em aço inox ou galvanizados). • Argamassas (em zonas em que ocorram simultaneamente valores baixos de precipitação e pequena amplitude térmica). • Pregos (de cabeça larga em aço galvanizado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . seja para se opor ao efeito da acção do vento sobre as coberturas. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. Figura 13. seja para evitar o seu deslizamento.Materiais FT39 .4: Telha Romana Figura 13.5: Telha Lusa Figura 13.3: Telha Canudo Figura 13.

• Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As medidas de prevenção propostas devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Traumatismos. 3 Materiais Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas são: • Exposição a poeiras. • Dermatites. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. obedecendo aos seguintes requisitos: • Fichas de segurança dos produtos.FT39 . • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Cortes. • Irritação da pele. processo construtivo e equipamento utilizado.

Materiais FT39 . Afastar a vítima da zona perigosa. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Em função da gravidade do sinistro. Uso de óculos de protecção. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Não classificado como produto perigoso. Afastar curiosos. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. cursos de água e poços. lavar abundantemente com água. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. solicitar ajuda aos Bombeiros. mantendo-a em repouso. pelo menos durante 15 minutos. Evitar o contacto com a pele. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . olhos e mucosas. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Usar fato de trabalho. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Pode causar dermatites alérgicas. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO MASTIQUE DE POLIURETANO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • Substância em pasta que não apresenta risco de inflamabilidade. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente).

______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Relativamente à ficha temática 38.3. as terças apoiam-se sobre a _________________________ na posição horizontal. ponto 13. ______________________________________________________ 3. horizontais e paralelas ao _____________________. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 38. 2.AV13 . 1 Actividades/Avaliação 13. ponto 13. paralelamente ao beirado.1 Equipamentos. ______________________________________________________ 2.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais da cobertura e complete os espaços em branco. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. A Terça colocada no ponto mais alto é conhecida por _________________________. ______________________________________________________ 4. Também chamadas de _________________________. As _____________________ assentam-se sobre as varas. 1.

Relativamente à ficha temática 39. Relativamente à ficha temática 39. ______________________________________________________ 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. indique quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional. ponto 13. 2 3. ______________________________________________________ 4. reveja o submódulo 13. identifique na coluna dos riscos.2 Materiais. ponto 13.2 Materiais. dois que sejam referentes à utilização de mástique de poliuretano.Actividades/Avaliação AV13 .4) . MÁSTIQuE dE PolIuRETANo RISCoS Amputação Irritação Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4.Se não conseguir resolver esta actividade. ______________________________________________________ 3. 1. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Coberturas.

14. Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 1 Revestimentos 1. em particular. pedra. • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de revestimento. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de revestimentos. • Materiais utilizados na execução de revestimentos. A execução destes revestimentos comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de pinturas. 4. por se tratar de uma situação com maiores perigos devido a trabalhos em altura e à toxicidade dos produtos. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de revestimentos em estaleiro de obra de edificações. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais revestimentos em edificações. 2. em pedra e por pintura em edifícios.SM14 . • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. As soluções de revestimento em edificações. de situações referentes à execução de revestimentos em cerâmica. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. GloSSÁRIo • Revestimento • Espátula • Flutuante • Granito • Lixa • Lamparquet • Mármore CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pinturas. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. em madeira. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria e pintura. 3. argamassa e tintas. madeira e. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de colas. Desta forma optou-se por tratar. na impossibilidade de os eliminarem.

jular.pt • www.pt • www.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . SABER MAIS • www.es • www.rmc.pt • www.pt • http://dre.cinca.pt • www.Revestimentos SM14 .sika.fpm-madeiras.revigres.pt • www.pt • www.ecopiedra.pt • www.com • www. 2 • • • • • • Parquet Pincel Pistola Rolo Talocha Trincha 5.pt • www.barbot.sotinco.vic-floor.mapei.quimar.pt • www.cin.pt • www.

Trincha. Espátula.FT40 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Equipamentos 14. serão objectos de avaliação as seguintes tarefas: Revestimento cerâmico e pedra • Aplicação da cola. Talocha. em pedra e por pintura em edifícios. • Pintura. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Cerâmico • Pedra • Madeira • Pintura GloSSÁRIo Revestimento. metal. • Aplicação do revestimento. Os revestimentos integram a fase de acabamentos na construção civil. Há vários tipos de materiais para revestimentos: cerâmicos.1. etc. Assim. segurança e um aspecto visual mais agradável tanto no exterior como no interior. Rolo. os quatro tipos de revestimento mais utilizados são os seguintes: • Cerâmicos. Lixa. o formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. pedra. Pistola. madeira. • Pedra. Em Portugal. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. • Limpezas e arrumações. Pincel. segue-se a fase do seu revestimento. vidro. Após a execução das alvenarias. As tarefas inerentes a este processo dependem do tipo de revestimento a ser aplicado. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. em madeira. É a camada que proporciona mais conforto. vinil. • Madeira.

Trincha. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . tais como: mecânicos. Pistola. • Limpezas e arrumações. 2 Revestimento em madeira • Aplicação de materiais para isolamento acústico. um espalhador e um compressor. para aplicação de tintas. vernizes ou velaturas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. Talocha. Revestimento por aplicação de tintas • Aplicação da tinta por pintura manual ou à pistola. Rolo. Espátula. ferramenta achatada com uma pega. superfície abrasiva. para polimento. equipamento eléctrico composto por um reservatório. como lã. Lixa. • Limpezas e arrumações. • Aplicação do revestimento. As tarefas que fazem parte do processo de revestimento de um edifício estão sujeitas a riscos de variadas naturezas. peça cilíndrica envolta em material esponjoso ou outros. para remoção de tinta velha e aplicação de massas. a saber: Pincel. • Aplicação da cola. instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados a um cabo para aplicar tintas. químicos.Equipamentos FT40 . É utilizada para alisar paredes e tectos com massas ainda frescas ou suster pequenas quantidades de argamassa. eléctricos e ergonómicos. A falta de organização do posto de trabalho também constitui um factor de risco. pincel espalmado. ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. Equipamentos na Execução de Revestimento por Pintura A tarefa de aplicação de tintas.

• Intoxicação. obedecendo aos seguintes requisitos: • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. • Queda ao mesmo nível. garantindo a boa cir- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Lesões músculo-esqueléticas. As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimento por pintura em edificações deve ser ajustado ao processo de aplicação e equipamentos utilizados.20m devem ser dotadas de guardacorpos. negativos de lajes). • Dermatites. 3 Equipamentos Figura 14. • Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção.1: Compressor e dois tipos de pistola para pintura Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura são: • Queda em altura. • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. • Electrização e electrocussão. • Alergias. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas.FT40 . • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1.

4 • • • culação. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas.Equipamentos FT40 . Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga.

Não expor o equipamento à chuva. verificar se as chaves de ferramentas de ajustamento foram previamente retiradas. Deve-se regular a pistola em função do tipo de tinta que se utiliza. Dermatites. não deixar o equipamento ligado à corrente eléctrica. locais húmidos ou molhados. procedendo à sua substituição por um técnico autorizado quando se encontrarem danificados. O trabalhador não deve utilizar a pistola em caso de cansaço ou falta de concentração. máscara e protectores auditivos. Utilizar sempre óculos de protecção. Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam reduzir a fiabilidade. O cabo da pistola deve estar protegido do calor e evitar o seu contacto com óleo e objectos cortantes. O estado da ficha e o cabo eléctrico deverão ser regularmente verificados. Proibição de fumar durante os trabalhos de preparação de tintas e em pinturas. Intoxicação. para verificar a distância a utilizar para a execução do trabalho. Antes de fazer a ligação. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS PINTURA COM PISTOLA/COMPRESSOR PRINCIPAIS RISCoS • • • • • Alergias. Nunca se deve transportar a pistola pelo cabo nem puxá-lo para tirar a ficha da tomada.FT40 . Nunca pulverizar produtos inflamáveis ou pesticidas. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . e ao trocar acessórios. Nunca utilizar o equipamento junto de líquidos ou gases inflamáveis. Quando o equipamento estiver em uso. Cumprir as instruções de conservação e manutenção bem como as indicações acerca de substituição de ferramentas. Electrização. Incêndio. Testar antes da sua aplicação. O local de trabalho deve estar bem iluminado. fora do objecto a pintar.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Granito. Parquet. São. calcite e outros) e cozidas a altas temperaturas. Lamparquet.2 MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. As cerâmicas são. resistência à compressão e isolamento eléctrico. de fácil limpeza e aplicação. areia e outras matériasprimas naturais (feldspatos. de acordo com o tipo de material: Revestimento Cerâmico Revestimento através de peças cerâmicas feitas a partir de argila. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Revestimento Cerâmico • Revestimento em Pedra • Revestimento em Madeira • Revestimento com tintas • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Revestimento. Flutuante. divididas em: Cerâmica Porcelanatos Grés Semi-grés Semiporoso Poroso Grau de absorção Baixo Baixo Médio Alto Alto Resistência mecânica Alta Alta Média Baixa Baixa CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Materiais 14. Tábuas corridas. Mármore. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. Os revestimentos podem ser classificados em vários tipos. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. As principais características são a dureza. ainda. ainda.FT41 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . entradas. O grau de impureza vai alterando a sua coloração. Granito Rocha constituída por quartzo e feldspato e. exposições abertas ao publico. Ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. Restaurantes. lojas. Figura 14. mica. Ex. Os tipos de revestimento em madeira mais encontrados são: Parquet Tacos de madeira. Ex. 2 A resistência ao desgaste superficial em placas cerâmicas é classificada através do PEI (Porcelain Enamel Institute) e devem ter essa informação no fundo de cada peça: PEI 1 2 3 4 5 utilização Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. WC. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujidade abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia Ex. eventualmente. Dentro da classe das pedras naturais. dormitórios sem portas para o exterior. Todas as dependências residenciais. caminhos preferenciais. destacam-se os granitos e os mármores. Todas as dependências residenciais excepto cozinhas e entradas.2: Revestimento cerâmico Revestimento em Pedra Revestimento feito através de peças de pedras. Ex. em forma de mosaico aplicados à cola. por calcário. essencialmente. Revestimento em Madeira A madeira é muito utilizada no revestimento de pisos nos edifícios.Materiais FT41 . Mármore Rocha constituída. com espessura de 2cm. entre outros. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. Ex. corredores. lojas. Restaurantes. Ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado.

metais e superfícies exteriores de massa alvenaria. paredes e pisos de betão. superfícies exteriores ou interiores. que dá cor e opacidade ao produto. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o solvente. Há vários tipos de tinta: Tipos de tinta Acrílica Époxi Esmalte Látex Acrílica Óleo Base locais de aplicação Água. azulejo. e o aditivo. Sintética Solvente Resina acrílica Óleo Reboco. alumínio e alvenaria. que dilui o produto e colabora no ajuste da viscosidade. reboco e betão. metal. Tábuas corridas Pavimento constituído por madeira maciça que é fixada (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes/sarrafos. com consistência de Madeira. Flutuante Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. 3 Materiais lamparquet Diferem do Parquet na espessura. reboco. Figura 14.FT41 . metais. Gesso. massa acrílica e coberturas.3: Revestimento em madeira Revestimento com Tintas A tinta é constituída por quatro componentes: a resina. Superfícies exteriores e interiores de madeira. É colocado directamente sobre a tela isolante e remata no rodapé. Madeira. betão. 1cm. que transforma o produto do estado líquido para o estado sólido. metal e madeiras não resinosas. que auxilia na secagem. o pigmento.

• Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. • Riscos ambientais. • Incêndio. • Queimaduras. • Irritação da pele. • Dermatoses. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Projecções de tinta. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Fichas de segurança dos produtos. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Explosão. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de pinturas em edificações são: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Exposição a poeiras. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Materiais FT41 . processo construtivo e equipamento utilizado. As medidas de prevenção propostas. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes.

Fato de protecção contra o fogo. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. Não usar água excepto se pulverizada e apenas para arrefecer o reservatório exposto ao fogo. Remover o produto derramado com material antideflagrante ou utilizando um absorvente adequado (terra ou areia). colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Em caso de queimaduras pelo fogo. Prevenir as autoridades policiais. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. cigarros. circuitos eléctricos. etc. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. proteger a zona queimada com penso Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Manter-se a favor do vento e afastado das zonas baixas e reservatórios. Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. Utilizar explosívimetro e outros aparelhos adequados de detecção e/ou medida. desde que se verifique não existir fuga. Recolher o produto para recipientes. Aparelho respiratório isolante. mantendo-a em repouso. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • • • • • Inflamável • • • • Nocivo • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO PRIMEIROS SOCORROS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .). proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO DILUENTE CELULOSO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido muito inflamável. Afastar a vítima da zona perigosa. lavar abundantemente com água. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Perigo de explosão em espaço fechado na presença de uma fonte de ignição. Afastar curiosos. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Risco grave para a saúde em caso de inalação prolongada. cursos de água e poços.FT41 . pelo menos durante 15 minutos. Actuar com Pó Químico ou CO2.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1. • Lixa. pincel espalmado. associadas à execução de pinturas em revestimento e referente à ficha temática 40. • ___________________. 2. Na execução do revestimento por pintura. ______________________________________________________ 3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. APlICAÇÃo dE TINTAS RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Amputação Exposição a poeiras Dermatoses CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ 2. • ___________________.AV14 . 1 Actividades/Avaliação 14. ______________________________________________________ 3. ponto 14.1 Equipamentos.2 Materiais. • __________________ (instrumento composto de cerdas fixas por um cabo. para aplicação de tinta com compressor. ponto 14. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 40.1 Equipamentos. três que sejam referentes à aplicação de tinta com pistola/compressor. identifique na coluna assinalada com riscos. destinado a ________________________). Enuncie três medidas preventivas. alguns dos equipamentos utilizados são: • ___________________________ (para remover tintas ou aplicar massas). • Rolo. ponto 14.3. Relativamente à ficha temática 41.

Actividades/Avaliação AV14 . ______________________________________________________ 2. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de revestimentos por pintura. 1.Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 41.4) . ______________________________________________________ 4. ponto 14. 2 4. ______________________________________________________ 3. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . reveja o submódulo 14.2 Materiais. Revestimentos. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Glossário CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Conjunto de trabalhos finais. É utilizado em soldadura e em combustão na presença de oxigénio.Acontecimento ocasional. Acabamento . Acidente . Abaular . Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete. Abrasivo . de emissão de poeiras. dadas pelos trabalhadores nas empresas ou outras organizações. limas. realizado com recurso a diferentes materiais de revestimento. seja para dar lugar a portas e janelas. por fricção.Faculdade que alguns produtos e ferramentas possuem de desbastar por atrição. presos por um arco à volta da cabeça. Que se utiliza para desbastar outros. decorrente de uma situação imprevista com lesões no trabalhador ou danos materiais. limas. Deste modo devem ser observadas medidas de segurança adequadas.Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha.Rampa. a uma superfície. seja para criar frestas ou vãos. escada. É expresso por uma percentagem. esmeriz e pedras com cristais rijos cimentados. instável a pressões elevadas.Termo genérico que resume todo e qualquer rasgo na construção. e o ruído. a fim de proporcionar melhor escoamento da água ou acabamento estético. como lixas. uma casa ou um terreno. A utilização dessas ferramentas comporta riscos.Gás muito inflamável. Acesso .Dar forma curva. Absentismo . Acetileno . tais como lixas. arqueada.A1 . Abertura . interiores e exteriores. esmeris. corredor ou qualquer meio de entrar e sair de um ambiente.Fenómeno económico-social resultante das faltas não previstas.Material ou ferramenta. deve determinar medidas de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Abrasão . 1 Glossário A Abafadores . Apresenta-se em geral em garrafas. Não deve ser manuseado por trabalhadores sem formação adequada. etc. armazenamento e utilização. Salientam-se os riscos de projecção de partículas para os olhos. Através do seu estudo. atinge temperaturas elevadas. que no caso de serem movidas por energia mecânica se agravam. devendo ser observadas as medidas de segurança específicas para estas no tocante ao transporte.

gases e estruturas sólidas.Parte do abastecimento de água que compreende o transporte da mesma desde o local de captação até ao consumo.Parte da Física que estuda os fenómenos ligados à sensação do som e à sua propagação (eco e reverberação). Anemómetro . Aço-carbono . independentemente das temperaturas.Glossário A1 . Aditivos . e resistente também à corrosão por agentes químicos.Nivelar.Aparelho que serve para medir a velocidade do vento. mediante a assinatura de um contrato em que se estabelecem as condições gerais e particulares da sua execução. É indispensável em todas as obras em que há trabalhadores em altura ou gruas. Aço-inoxidável . Andaime . reparação. Os andaimes acima de 25m de altura são obrigatoriamente calculados pelo técnico responsável. colas. 2 prevenção. betões. É obrigatório o seu emprego em trabalhos acima de 4m do solo. Considera-se que 60 km/h é o máximo de velocidade em que se pode permitir a execução de trabalhos atrás referidos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . São particularmente utilizados na construção. A sua composição química pode determinar a aplicação de medidas especiais de segurança. reparação ou demolição de uma obra.Produtos compostos que se adicionam a outros materiais para lhes alterar as propriedades. etc. Quanto ao uso classificam-se: construção.Acto oficial em que se outorga a execução de um trabalho a uma entidade.Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Aduela . através dos fluidos. aplainar. Aço . onde se fixam as guarnições/alisares e as dobradiças. demolição.Aro dos vãos de portas ou janelas que guarnecem o vão. Adução . Adjudicar . destinada a suportar os operários e os materiais durante a construção.Liga de ferro com uma reduzida quantidade de carbono. desbastar saliências ou alisar e aplainar madeiras.Construção provisória. composto de 2 ombreiras e uma verga/padieira. metálicos. em argamassas. Adoçar . Quanto à constituição: de madeira. acompanhado de lesão. Acidente de trabalho .É o acidente decorrente de uma situação de trabalho. mistos.Aço resistente à oxidação. Acústica . tintas.

Placa prensada. Ver Guarnição. etc. que licencia a execução da obra. Alvará de construção . Água-furtada . encontrando-se presentemente em desuso por questões de saúde. flexíveis e incombustíveis. As duas águas triangulares chamam-se tacaniças. ele chama-se alvenaria estrutural. e de peso específico menor que o da água (flutua).É o material mineral (areia.Nome do elemento correspondente à altura interna dos perfis metálicos. Quando esse conjunto sustenta a edificação.que forma paredes ou muros.Maciço de alvenaria ou estrutura em betão armado. Água (Cobertura) .Documento emitido pela autoridade municipal onde a construção está localizada.agregado ou unido com argamassa .Tem origem num mineral chamado asbesto e é composto por filamentos delicados. com largura igual ao dobro da espessura dessas paredes. Alicerce (fundação) . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Régua fixa na parede.Nos telhados rectangulares de quatro águas. Sótão com janelas que se abrem sobre as águas do telhado.) ou industrial que entra na preparação do betão. Alvenaria . Alma . respectivamente.Portinhola no piso ou no forro que dá acesso a caves ou sótãos. quando provido de janelas. Agregado leve . Amianto . Antiga regra prática estabelece que o alicerce equivale à sexta parte da altura da parede sustentada. Era usado na construção de refractários e na composição do fibrocimento. Agregado . brita. é o nome que se dá às duas vertentes de forma trapezoidal. também recebe o nome de mansarda. na altura do encosto das cadeiras.Conjunto de elementos de pedra. Alçapão . tijolos cerâmicos ou de blocos de cimento .A1 . que principia no espigão horizontal ou cumeeira e segue até ao beirado. para protecção. Água-mestra . As abas superior e inferior designam-se por banzo.Cada uma das superfícies ou vertentes inclinadas de um telhado. 3 Glossário Aglomerado (ou contraplacado) . composta de aparas de madeira amassadas com cola ou resina. que pode ser ou não laminada. Alisar .Guarnição de madeira da parte interna das portas e janelas.É o material mineral composto por argila expandida.Elemento de cobertura que. Ver Fundação. enterrada que recebe a carga da edificação.

conjuntamente com um cabo de segurança ou linha de vida.Aparelhos que têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. A argamassa magra ou mole é a mistura com menor quantidade de aglomerante (cal e/ou cimento). dobrados e atados (com arame recozido). Ex. Arnês (de segurança) . moldagem e armação de varões de aço (armadura) a incorporar nos elementos de betão que formam a estrutura de uma construção.Glossário A1 . o conhecimento dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução de obras. suspende o trabalhador. Aparelhos isolantes . Aprumar . prevenindo lesões na coluna. Possui a arte da composição.Equipamento em forma de plataforma usada para alcançar pavimentos superiores das construções e destinado ao apoio à realização de trabalhos em diversos níveis. Arquitecto .Profissional que idealiza e projecta uma construção. responsável pela aglutinação. Aprovisionamento . 4 Andaime . Armadura . calcário ou feldspato. Argamassa . fornecendo o ar puro de forma artificial.: Argamassa de cal (cal+areia+água).Aparelhos que têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. usada para unir ou revestir pedras.Conjunto de tarefas que visam a aquisição. Armador de ferro .Tratamento químico no alumínio que lhe confere maior resistência à acção dos agentes atmosféricos.Acertar a verticalidade de paredes. Arenito . pilares ou esquadrias por meio do fio de prumo. Anodização . transporte e armezenamento de todos os materiais a incorporar em obra. tijolos ou blocos que formam conjuntos de alvenaria.Rocha composta de pequenos grãos de quartzo.Equipamento utilizado. que é incorporado no betão e que lhe confere a necessária rigidez.Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. cortados. quando há o risco de queda em altura. Aparelhos filtrantes .Técnico responsável pelo corte. São exemplos as máscaras e os filtros anti-aerossóis ou anti-poeiras e os anti-gases.Conjunto de varões de aço. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

marcando fortemente a arquitectura moura na Península Ibérica. Asna . suspensa por cabos guia que deverão estar solidamente ancorados. pulverulento ou sob a forma de vapores. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A origem do azulejo remonta aos povos babilónicos. combinados com o oxigénio do ar podem formar.Pátio de entrada das casas romanas. porém descoberto. pela falta de oxigénio ou pela presença de algum produto nocivo.Elemento estrutural em madeira ou metálico que sustenta a cobertura. existente na natureza. Avental de trabalho . Como medida de segurança. Assentamento . os operários deverão estar munidos de arnês e linha de vida. 5 Glossário Asfalto . pelo risco de explosão.Ladrilho. Azulejo . misturas explosivas.Betume negro. no estado gasoso. que é utilizado em impermeabilizações e revestimentos de pavimentos de estrada. Átrio . Atmosfera explosiva . devem ser observadas as medidas de segurança adequadas.Ambiente de trabalho em que se verificam condições adversas para a permanência de trabalhadores. guarnecida por protecções laterais. de aspecto luzidio. B Bailéu . os azulejos apresentavam relevos. Hoje o termo identifica um espaço de entrada numa habitação. característica que ainda sobrevive até hoje. proporcionando uma acção simultânea sobre os dois cabos. Aterro .Equipamento de protecção individual para protecção da parte da frente do corpo. cercado por telhados pelos quatro lados.Colocação/instalação e ajustamento de blocos. com libertação de fumos e vapores tóxicos. tijolos e outros materiais de revestimento ou acabamento em obra. Com os árabes.Numerosos produtos. Placa de cerâmica podendo ser polida e vidrada de diversas cores. utilizados normalmente na fase de acabamento. Originalmente.Colocação de terras para enchimento de escavação ou nivelar uma superfície irregular.Plataforma de trabalho móvel.A1 . Atmosfera perigosa . O sistema de comando e movimentação terá de estar situado no bailéu. Considerando que a sua aplicação é feita a quente. misturado com inertes. os azulejos ganharam maior difusão.

Na sua massa dispõem-se armaduras de aço para aumentar a resistência do elemento estrutural. Betão ciclópico tem pedras aparentes de volume avantajado e Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . abrindo vãos para ventilação.Rebaixo onde a porta ou a janela se encaixam ao fechar.Rocha muito dura. que forma uma massa compacta que ganha presa e endurece com o tempo. servindo para enchimentos. situado na parte superior de portas e janelas que favorece a iluminação e a ventilação dos ambientes. Basculante . areia e pedra britada. não devendo ser feitos quaisquer trabalhos sem ser supervisionados por técnico competente e executados por profissionais do ramo. usada na pavimentação de estradas e na construção. Barra anti-pânico .Caixilho fixo ou móvel. conferindo-lhe grande leveza e a aparência de espuma.Saliência ou corpo que se projecta para além da prumada de uma construção.Peças. utilizadas em portas e janelas.Prolongamento do telhado para além da parede externa. que visam delimitar áreas e não protegê-las. na portas ou janela. Só pode ser executado pela concessionária. O betão celular é uma variável que substitui a pedra britada por microcélulas de ar obtidas por uma betonagem adequada. Bandeira . sem estrutura de sustentação aparente. Beiral .Ramal condutor que liga a linha eléctrica de distribuição pública com a instalação. A folha que fecha primeiro. cimento. protegendo-a da acção das chuvas. Betão aparente é aquele que não recebe revestimentos e necessita de uma cofragem especial e de elevada qualidade. de grão fino e cor escura.Glossário A1 . Balanço . Betão armado . Bata de trabalho .Elemento horizontal com barras metálicas destinado a garantir o afastamento das pessoas estranhas à obra. Basalto . 6 Baixada .Equipamento de protecção individual para protecção da parte superior do tronco. Barreira de protecção . em proporções prefixadas. Importa distinguir das bandas ou fitas de sinalização.Mistura de água. Betão . que giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Batente .Ferragem que permite abertura rápida de portas corta-fogo para saídas de emergência.

equipada com uma lâmina para corte de terras. Dependendo do seu diâmetro máximo. Betoneira . confinados por cofragem. Bloco cerâmico . C Cabo de elevação .Pedra fragmentada.A1 . Brita (pedra britada) . Bloco de gesso .Elemento de dimensões padronizadas que tem como fim a execução de paredes e constitui um material alternativo ao bloco cerâmico. Bitola .Padrão utilizado para medidas repetitivas.Peça integrante do calçado de protecção incorporada na frente do calçado. 7 Glossário formas irregulares. Fragmentos de pedra de dimensões padronizadas usados na betonagem. assentado para executar paredes com acabamento final para pintura. É aconselhável etiquetá-lo de modo a facilitar a sua identificação e disCENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Buldózer .Elemento metálico. Pode ser complementada por um botim para protecção da zona acima do tornozelo. Bloco de cimento (ou betão simples) . Biqueira de protecção .Equipamento que prepara o betão ou mistura as argamassas. utilizado na elevação de materiais ou cargas. Deve ser mantido. é classificada de 0 a 5. Bomba centrífuga .Tijolo de barro com dimensões padronizadas que pode ter uma função estrutural ou servir para a execução de paredes. Betonagem .Máquina de movimentação de terras constituída por um tractor de lagartas ou mais raramente de pneus.Colocação de betão em elementos estruturais (pilar. protegendo a zona dos dedos. da menor para a maior.Tipo de bomba em que a roda de pás gira e provoca a aceleração radial centrífuga do fluido ou material sólido.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. de nylon ou de corda (sisal). viga ou laje). verificado e armazenado de modo a evitar que se danifique.Elemento de gesso vazado macho x fêmea. Bota de trabalho ou segurança .

Cal .Engradado de madeira. Capacete . ferro ou aluminio onde se aplicam vidros em portas. Canalizador .Elemento destinado a limitar a oscilação horizontal de carga suspensa. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Num estaleiro. Cabo-Guia . Existem capitéis simples ou ornamentados conforme a linguagem arquitectónica utilizada nas edificações.Designação do conjunto de caixilhos. sobre almofada de areia ou saibro.É o conjunto de especificações técnicas. de uma coluna. Existem vários tipos de calçada consoante a pedra utilizada e o modo como são arrumadas as pedras. Caixilharia . Capitel . 8 por da indicação da carga máxima.Espaço vertical destinado à implantação de escada. Calçada .Peça em pedra ou madeira. tendo em conta a sua estanquicidade e ligação de terra.Óxido de cálcio obtido pela acção do calor entre 900º e 1100º sobre rocha calcária fragmentada em pequenos blocos. Cabo eléctrico .Mosaico de pedra talhada à mão em pavimentação de ruas ou passeios.Peça em forma de L que remata quinas ou ângulos de paredes. Cantoneira .Caixa enterrada nos pontos de mudança de direcção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. critérios.Profissional que executa a rede de águas e esgotos de uma edificação.Equipamento de protecção individual. Caixa de escada . Também serve de apoio a pequenas prateleiras. janelas e outros vãos. requer preparo antecipado. Caiar . Caixilho .Glossário A1 .Condutor constituído por vários fios electricamente distintos e reunidos num mesmo invólucro isolante. condições e procedimentos estabelecidos pelo dono de obra para a execução de uma empreitada. em balanço. em geral esculpida. Caderno de encargos . que dá sustentação aos beirais e ao piso de sacadas ou balcões.Pintar com cal diluída em água. os cabos eléctricos utilizados em ligações e extensões devem ser apropriados. que se destina a proteger o trabalhador de qualquer risco residual dentro do espaço da obra. que permite o acesso para limpeza e inspecção. muito utilizado na preparação de argamassas.Parte superior. Caixa de inspecção . para a cabeça. Cachorro .

Oficina. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . percutido por uma maceta ou martelo. local onde decorrem trabalhos de carpinteiro Carpinteiro (de cofragens ou moldes) . Cerâmica . É usado com a cal e a areia na composição das argamassas. Cinzel . usada para gravar o metal ou esculpir a pedra. Desenvolvido em 1824. Cáustico . obrigando a medidas de segurança ou EPI’s apropriados. para torná-la áspera e facilitar a aderência da camada seguinte ou emboço. Também se refere às lajetas usadas em pisos ou como revestimento de paredes. Saliência ou arremate na parte mais alta da parede. O cimento de uso mais frequente hoje é o Portland. Choque-eléctrico . por um fabricante inglês de cal.Equipamento de protecção individual utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. Cimento .Actividade que constitui a primeira operação do reboco e que consiste na projecção. através de colher de pedreiro. É um produto tóxico que pode provocar doença profissional. ganhou esse nome porque a sua coloração era semelhante à da terra de Portland.A1 .Produto/substância que queima ou corrói. forma um composto que endurece em contacto com o ar. telhas e vasos. 9 Glossário Carpintaria . tais como tijolos. Chapiscar . cujas características são resistência e solidificação em tempo curto.A parte superior da cornija. que foi usado em canalizações de água e gás e entrava na composição de tintas.A armação de madeira ou metálica que serve de suporte para a construção de elementos estruturais. como formas. Misturado com água. Cimbre . Cinto de trabalho . de argamassa de cimento e areia grossa (proporção geralmente 1:3) contra uma superfície de alvenaria. Chumbo . estando a sua utilização condicionada por legislação própria.Metal cinzento azulado.Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cimalha . onde assentam os beirais do telhado. moldes ou escoramentos. dúctil/macio.Ferramenta manual de corte.Arte de fabricação de objectos de argila cozida.Aglomerante obtido a partir da preparação de calcários naturais ou artificiais.Contacto de pessoas com partes activas de material eléctrico (contactos directos) ou de massas postas acidentalmente sob tensão (contactos indirectos).

Em conjunto com o ripado. Laje em balanço.Conjunto de estrutura de suporte e telhas que serve de protecção à edificação. nomeada Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Cofragem . fechada por caixilho com vidro ou outro material transparente. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. Contraplacado . Apresenta.Abertura na cobertura da construção. maior resistência e homogeneidade.Elemento saliente da construção.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. estruturas confinantes e acessos. dependendo da sua localização. Coluna .Adiante designado por “coordenador da obra”. Contra-ripado . Condicionalismos (ou constrangimentos) .Conjunto dos elementos montado na obra para receber o betão e as armaduras. Em geral.Conjunto de factores que condiconam as actividades desenvolvidas em estaleiro ou obra.Classificação dos fogos segundo o material combustível. 10 Clarabóia . criada para iluminar e/ou ventilação natural em ambientes em geral sem janelas. o que permite o fabrico de peças de grandes dimensões. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. dando forma definitiva a vigas.Glossário A1 . Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a execução da obra . de betão armado. em geral na sua periferia. têm como função o suporte das telhas. pilares. são de madeira ou de metal. Pode ser de pedra. porém. Permite definir o agente extintor a usar.Chapa de madeira produzida pela sobreposição de várias folhas delgadas coladas e prensadas. alvenaria. Cobertura .Elemento estrutural de sustentação. A cor que lhe está convencionada é o verdeamarelo. madeira ou metal e consta de três partes: base. etc. lajes. Contraforte no calçado de segurança .Condutor eléctrico que liga as massas de uma instalação a uma ligação de terra ou a outras massas. Ao longo da história da arquitectura. quase sempre vertical. que irão compor a estrutura da construção. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos.Peça integrante do calçado de protecção que reforça a zona do calcanhar. infra-estruturas técnicas. Consola . fuste e capitel. Sacada.. Condutor de protecção . a pessoa singular ou colectiva. Classe de fogos .

Medida da intensidade de sons. durante a fase do projecto. linha de cume ou festo.Documento pelo qual se declara que uma máquina. Curto-Circuito . como os inerentes ao contacto com a pele ou absorção dos vapores. Tem um cheiro característico.É o técnico designado pelo empregador para assegurar a direcção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . descimbramento . d decibel . Não deve ser utilizado para a limpeza das mãos. A esta operação estão associados riscos específicos. Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a realização do projecto da obra . bem como para limpar as ferramentas e materiais do pintor. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas).Procedimento de remoção de cimbres ou moldes.Substância que serve para diluir ou dissolver. trata-se de um produto inflamável que comporta riscos especiais. singular ou colectiva.Parte mais elevada de uma cobertura. desaterro .Acção de escavação/desmonte ou terraplanagem de um terreno. nomeada pelo dono da obra para executar.A1 . descofragem . diluente .A pessoa.Movimentação de terras ou pedras para a formação de plataformas horizontais que receberão a edificação. Cumeeira . as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003.Contacto acidental de dois terminais dum equipamento eléctrico ou de uma instalação a potenciais diferentes. Utilizado para tornar as tintas e vernizes mais fluídos. de acordo com o tipo de cofragem utilizado.Operação que consiste na abertura e remoção dos moldes que serviram para moldar peças em betão armado. Os diluentes são substâncias de natureza análoga aos solventes incorporados nas tintas e vernizes. Também chamada espigão horizontal. abreviadas para dB. 11 Glossário pelo dono da obra ou pelo autor do projecto ou pelo fiscal da obra mediante consulta ao primeiro. Corte ou desmonte (para implantação de obra) . para executar. declaração de Conformidade . director de obra . as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. equipamento ou produto respeita todas as exigências básicas de segurança. durante a realização da obra.

E Edificação . com ou sem cabine e caixa basculante.Pessoa singular ou colectiva por conta da qual a obra é realizada. dosímetro (Acústico) . divisória . comércio.Empresa adjudicatária de todos os trabalhadores. É feito com areia grossa.Escoamento de águas ou outros fluidos por meio de tubagem ou valas subterrâneas. utilizado para medir a exposição dos trabalhadores ao ruído durante o período de trabalho. A sua manifestação pode ocorrer vários anos após contraída.Equipamento de movimentação de terras. dumper . serviços ou indstria. mesmo dos que Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Paredes que separam compartimentos de uma construção. não peneirada.Legalmente define-se como sendo uma doença contraída em consequência do exercício de determinada actividade profissional. Empregador . biombos. telefónica e equipamentos.Primeira camada de argamassa nas paredes.Profissional encarregado da execução da instalação eléctrica.Aparelho portátil.A pessoa singular ou colectiva com um ou mais trabalhadores ao seu serviço e responsável pela empresa ou estabelecimento. chamados de drenos. doença profissional . Electricista . Emboço . Tapumes.Aparelho eléctrico de manobra destinado a garantir a interrupção automática de uma corrente eléctrica. 12 técnica e financeira dos trabalhos de construção. disjuntor .Designação genérica de qualquer construção destinada a habitação. drenagem . dono da obra . dose . Empreiteiro Geral .Glossário A1 .Quantidade de substância absorvida ou depositada no organismo durante um tempo determinado.

podendo ser levada a cabo ao nível do plano de trabalho ou em profundidade.Material vitrificável aplicado sobre metais. Escritório de apoio .Gabinete de trabalho em estaleiro de obra.Profissional que dirige os operários numa empreitada. Linha que divide as águas de uma cobertura.A pessoa singular ou colectiva que executa a totalidade ou parte da obra. destinado a processar o expediente e a apoiar a direcção de obra. resultando num efeito irregular e manchado. pluviais ou industriais. Espigão . Equipamento de trabalho . que devem ser fornecidas pelo empregador ao trabalhador. Equipamentos de Protecção Individual . Escora .Técnica de pintura em que se usa uma esponja para espalhar a tinta.Acção de colocação de escoras. Esgoto . Conjunto de Equipamentos de Protecção Individual. 13 Glossário não são da sua especialidade. Entivação . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Qualquer máquina. Serve para a execução de fundações e para a abertura de valas. Espátula . Entidade executante . cerâmicas e porcelanas. Escavação . ferramenta ou instalação utilizado no trabalho. Escoramento . Esmalte .Movimentação de terras. Tinta oleosa usada especialmente sobre madeira e metal.Escoramento de sustentação provisória de terras em valas ou trincheiras. para remoção de tinta velha e aplicação de massa. Encarregado .Ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo.Peça metálica ou de madeira que sustenta ou serve de trava a um elemento construtivo quando este não suporta a carga exigida. Esponjado . e que responde perante o dono da obra. com remoção.Máquina de terraplanagem provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado.Ponto culminante de um telhado. Escavadora .Conjunto de tubagens onde se reunem e conduzem efluentes constituídos pelas águas residuais domésticas.EPI.A1 . de acordo com o projecto aprovado e as disposições legais ou regulamentares aplicáveis. aparelho.

ferro. sancas.) e se realizam os serviços auxiliares para a execução da obra (preparação da argamassa. etc.Substâncias químicas. areia e água. os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles. usada no revestimento de paredes e de tectos. etc.Sistema de recolha de dados da sinistralidade e posterior tratamento. madeira ou elementos de alvenaria resistentes. Também usada em ornatos. ETAR . dobragem de ferro.Rótulo contendo a designação do produto.Local da construção onde se armazenam os materiais (cimento. e ainda. capazes de libertar energia e de produzir uma fragmentação.) Estaleiros temporários ou móveis . A sua utilização e armazenamento requerem cuidados especiais pelo que só devem ser manuseados por pessoal especializado.Aparelho de aquecimento de águas alimentado a gás combustível. Pode ser constituída por betão armado.Elemento estrutural utilizado em fundações indirectas.Conjunto de elementos que forma o reticulado de uma edificação e sustenta paredes. madeiras para cofragens. moldagem e montagem de armaduras. pavimentos e cobertura. Geralmente de betão armado. sinalização de perigos e forma de armazenamento.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricadas. Estaleiro de cofragens . Estatística de acidentes . Estaleiro de ferro . depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. 14 Esquentador . corte. Estuque . área para execução e reparação de cofragens. Explosivos . Estaca .Estação de tratamento de águas residuais.Glossário A1 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . que é cravado nos terrenos.Estação de tratamento de águas para consumo humano. aço. Estrutura .São os locais de trabalho onde se efectuam trabalhos de construção de edifícios e de engenharia civil. Etiquetagem . permitindo uma actuação de modo a controlar os riscos. etc. madeira.Massa à base de cal.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. gesso. ETA . Estaleiro de obra .

Fenestração . blocos ou de tijolos. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 .Material que é empregue como condutor na transmissão de dados e voz. Fibra óptica .Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. destinado à retenção de partículas ou gases. Fiscal da obra . 15 Glossário F Fachada .Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas.Conjunto de vãos. É colocado entre a estrutura prin- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Flutuante . Fibra de carbono . Em desuso. janelas ou outras aberturas por onde entram o ar e a luz naturais. aumentando inúmeras vezes a capacidade de transmissão em relação aos meios tradicionais com condutores de cobre.Fileira horizontal de pedras. É colocado directamente sobre a tela isolante. Os alçados ou fachadas laterais designam-se. Filtro . conforme a sua localização de alçado lateral esquerdo ou direito.A pessoa. Fibrocimento .Material que resulta da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza . por conta do dono da obra. singular ou colectiva encarregada do controlo da execução da obra. Forro . Filtro óptico .a mais frequente é a fibra do amianto.Elemento que forra a cobertura no seu interior. feito de vidro ou material plástico.Alçado principal de uma construção que se opõe ao alçado posterior ou tardoz.Equipamento de protecção individual para o corpo. com dimensões análogas que entram na formação de uma parede.Elemento constituinte de um equipamento de protecção individual.Peça integrante da viseira.Classificação das instalações eléctricas de modo ordenado e estruturado atendendo à segurança das pessoas e dos bens.A1 . Fato de trabalho . composto de carbono com utilização na execução de barras ou tiras para serem incorporados no betão armado. Factores de influência externa . Fiada . portas.Material de altíssima resistência e pouco peso.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . uma tábua ou um vão (porta ou janela) tenham seus lados perfeitamente paralelos. Fumigar . Nos gases. Gás . desempenar. Fundação directa . Fossa séptica .Desinfestar por meio de gás. Gárgula .Líquido combustível utilizado em motores.Luminária portátil para iluminação provisória em obra/oficina. vapor ou fumos. ensoleiramentos. orifício por onde escorre a água de uma fonte ou chafariz.Cano situado nas extremidades dos beirais que escoa as águas pluviais proveninetes das caleiras. A força de coesão é mínima e a de repulsão é enorme. Fundação (ou alicerce) . por isso.Produto químico (tóxico) para eliminar insectos ou pragas.Acção de tratamento de uma superfície metálica de forma a preservá-la da corrosão.São as utilizadas em solos que não têm boa coesão (por exemplo: argilas ou lamas) e que. Utilizam-se em solos com boa coesão e capacidade de carga. Fungicida . endireitar.São as fundações em que as cargas são directamente transmitidas ao solo. sapatas. Fundação indirecta .Glossário A1 . dificilmente podem suportar as cargas previstas. através de elementos como vigas de fundação. sendo necessário procurar camadas mais profundas nas quais se vão cravar estacas ou elementos estruturais afins. Galvanização . sendo posteriormente bombeados ou drenados. Gambiarras . alçar.Conjunto de elementos estruturais (estacas ou sapatas) responsável pela sustentação da obra. G Galgar .Local onde os esgotos domésticos são recolhidos e decantados. sob o telhado. levantar. Gasóleo .Alinhar.Substância em estado gasoso cuja matéria tem forma e volume variáveis. fazer com que uma régua. 16 cipal e a secundária. as moléculas movem-se livremente e com grande velocidade.

passadiços e acessos.Equipamento de elevação composto de uma base. fixa ou móvel sobre carris.Rocha magmática granular formada por quartzo. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras e bandas de sinalização. 17 Glossário Gáspea . Muito usado para revestir pisos. utilizado na periferia das lajes. feldspato e mica. Devem ser constituídos por um montante vertical que suporta um elemento horizontal a 0. coberturas. Guarda-cabeças .45m. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Elemento de protecção colectiva. Elemento humano que controla uma obra relativamente aos acessos e orientações definidas pela direcção de obra. Existem diversas cores de granito e. GPl . Gesso .90m e um intermédio a 0. Guardas (de segurança) . Granito .Peça que se coloca na base e junto ao bordo exterior do piso.Gás metano mais ou menos puro que se emana das minas. com grande capacidade de isolamento térmico e acústico. e de uma torre. Grisu . Guarda-corpos .Peça integrante do calçado de protecção que protege a sola do pé. Grua-Torre .Pó de sulfato de cálcio que misturado com água forma uma pasta compacta usada em moldagens e no acabamento de tectos e paredes. denso e opaco. tapume. Grés . muito usado no revestimento interior de paredes e tectos. destinado a proteger um espaço. plataformas. grade. Gesso cartonado . e que serve para impedir a queda de materiais ou utensílios a partir da plataforma de trabalho.Material de construção feito de papel e gesso prensados. Geminada .Material cerâmico duro.A1 . uma contra lança e um contra peso.Referência a duas casas unidas por uma mesma parede meeira. composto de argila e feldspato.Gás de petróleo liquefeito. muitas vezes.Elemento físico de segurança. bem como na protecção de aberturas. o seu nome deriva da sua cor ou do local onde fica a jazida. andaimes. suportando uma lança.

Estado dos corpos em combustão ou detonação de um produto combustível. Impermeabilização .Glossário A1 .Técnico de higiene no trabalho. I Ignição . escadas.Produtos ou agentes químicos adicionados às argamassas e tintas para proteger e preservar as paredes e construções da humidade. Iluminação directa .Ângulo formado entre um plano e a horizontal. Higrómetro . eléctricas. Inflamáveis .Aparelho de leitura directa que avalia a humidade relativa do ar (em percentagem).Processos construtivos que impedem a infiltração de água na estrutura construída. rampas ou outros elementos que apresentam pendentes. esgotos residuais ou pluviais. Infiltração .Redes técnicas aéreas ou enterradas relativas a instalações de águas.Substâncias combustíveis que ardem com chama. Inoxidável . gás e outras. em conformidade com o previsto no projecto.Iluminação dirigida para uma determinada área de circulação ou trabalho e que complementa a iluminação geral ou difusa. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O aparecimento da ferrugem é um estado avançado do processo de oxidação. Higienista . Implantação . Infra-estruturas técnicas provisórias .Acção de líquidos ou fuídos que penetram no interior das estruturas.Marcação no terreno da localização exacta dos diferentes elementos que integram uma construção. Inclinação .Refere-se aos metais submetidos a processos que impedem a oxidação (reacção do ferro com o oxigénio). telecomunicações. 18 H Hidrófugo . podendo ser com filme plástico ou por aplicação de camadas de betume ou massa impermeável. Pode referir-se a coberturas.

Intoxicação . pedra. cimento.Dispositivo. apoiado em vigas e pilares.Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebida por uma construção. digestiva ou dérmica. existente nos quadros eléctricos. com pouca espessura. com encaixe do tipo macho-fêmea. que assegura o corte da passagem de corrente quando há uma variação anormal na tensão. de cerâmica. As juntas de dilatação permitem que os materiais se expandam pela acção do calor. 19 Glossário Insolação . divisórias e tectos. lã de rocha . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Estrutura plana e horizontal de pedra ou betão armado. arenito ou metal. lambril (ou lambrim) . utilizada no revestimento de paredes e pavimentos. joule . Interruptor diferencial . que define os pavimentos numa construção. sem se comprometerem as condições de equilíbrio dos elementos estruturais.A1 . do som e da humidade.Faixas inferiores que revestem as paredes geralmente em lâminas de madeira (rodapés).Peça de geometria e dimensão variáveis.Manta isolante à base de fragmentos minerais e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes.Efeito causado no organismo por substâncias tóxicas. laje . mármore.Processo ou técnica construtiva que visa resguardar um ambiente do calor.Manta isolante à base fibra de vidro cor amarela e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes. j junta .Unidade de medida de energia (J). linha ou fenda que separa dois elementos diferentes mas justapostos.Articulação. barro cozido. l lã de vidro . divisórias e tectos. Isolamento . que podem ser provenientes do exterior e introduzidas por via respiratória. ladrilho .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . em especial sobre a pele.Glossário A1 .Produtos. para polimento. em regra.Ligação das massas metálicas à terra. empresa ou qualquer outro local onde o trabalhador tenha acesso para exercer a sua actividade. Deve atender-se a medidas de segurança específicas para estes trabalhos que vão desde a capacidade de carga do equipamento á inspecção dos cabos. amplia e controla.Local destinado a alojar um posto de trabalho. ou sobre o globo ocular. Tem aproximadamente 1cm. padieira ou umbral) .expresso em Ampere lixívia . de modo a proceder á sua movimentação mecânica. O seu manuseamento requer medidas de segurança e utilização de equipamento apropriado. em operações de limpeza e na dissolução de gorduras. para protecção dos trabalhadores e necessário ao correcto funcionamento dos aparelhos diferenciais.Ligação que tem por objectivo manter o mesmo potencial entre duas massas. Sendo: U . á sua eficiência de modo a evitar o escorregamento e ângulo que formam os cabos em função da carga.Elemento superior de um vão. ligantes (Hidráulicos) . lei de ohm . de betão ou outro material. laser .Pavimento em madeira que difere do parquet na espessura. linga (cabo ou estropo) . I .Emissão de radiação electromagnética que se caracteriza por ser produzida por um dispositivo que a estimula. ligação equipotencial . tal que a tensão “U” é igual ao produto da resistência eléctrica “R” pela intensidade de corrente “I”. lixa . como queimaduras.Acção que consiste em suspender uma carga através de cabos. 20 Lamparquet . insolúvel e rígido. lintel (verga. ligação de terra . de natureza fotoquímica. que formam um composto estável. local de trabalho . Pode causar efeitos sobre o organismo.expresso em Ohm. situado dentro de um edifício. como o cimento e a cal.Solução alcalina usada. R . destinado a suportar a alvenaria que forma o pano superior da parede e que absorve essa carga.Elemento de ligação entre a carga e o aparelho elevatório.Folha com uma superfície abrasiva. electromagnéticos e mecânicos.expresso em Volt.Relação entre três unidades de grandeza eléctrica. lingada .

Marceneiro . Manoredutor . Como medida de segurança.Conjunto de acções organizadas destinadas a garantir o estado de conservação das estruturas.Tipo de pavimento em via de comunicação rodoviária. lanterna. Requerem medidas de segurança na sua correcta utilização. iluminação. Manutenção . na terminologia francesa.O mesmo que água-furtada. de um recipiente.Aparelho que permite controlar a saída de um fluído.Profissional que realiza trabalhos em madeira nas edificações ou na con- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . para soldadura. Sinónimo de movimentação manual de cargas.Viga de sustentação disposta segundo o comprimento de uma estrutura em que se apoiam os degraus de uma escada ou uma série de estacas. 21 Glossário longarina .Tubo plástico transparente que cheio de água permite marcar uma determinada cota ou nível em diversos pontos da obra. lâmpada.Aquilo que alumia.A1 . repousa nas pernas da asna. Estes equipamentos são utilizados nas botijas de acetileno ou hidrogénio. M Macadame . Também pode ser um conjunto composto por balastro e lâmpada fluorescente. Madre .Elemento ou vigota que na estrutura de uma cobertura. Mangueira de nível . luminária .Reprodução tridimensional. Mansarda . instalações e outros componentes de um sistema. Manómetro . luvas (de protecção) . Maqueta . deve estar provido de uma válvula de segurança que permita a saída do fluído em caso de sobrepressão. em miniatura. de um projecto arquitectónico.Produtos com a propriedade de olear peças de máquinas e ferramentas. revestimentos.Equipamento de protecção individual para protecção das mãos. utilizado em vias de tráfego reduzido.Aparelho destinado a medir a pressão de um reservatório ou garrafa de gás. lubrificantes .

O seu uso destina-se a proteger os trabalhadores que tenham de permanecer em ambientes contaminados ou que laborem com substâncias irritantes. Medida preventiva .Especialidade da medicina cujo objectivo é prevenir riscos para a saúde do trabalhador. Também se designam pelo mesmo nome os elevadores de materiais em obra. vigiando e controlando directamente o seu estado de saúde.Acção prática destinada a prevenir/eliminar o risco ou limitar as suas consequências.Equipamento de movimentação de terras e terraplanagem que serve para nivelar plataformas. se bem que não obedecem a esta norma. Meios de 1ª intervenção . utilizada no reboco de paredes ou muros. Reveste pisos e paredes e também guarnece elementos em cozinhas e casas de banho. adaptado á face e que cobre as vias respiratórias.Aparelho de elevação.Meios destinados à implementação de medidas de autoprotecção que consiste na intervenção no combate a um incêndio. Microondas .Radiação ionizante de baixo poder energético.Equipamento de protecção individual.Acessórios de elevação situados entre o gancho do aparelho elevatório e a carga. Motoniveladora . Escoamento por gravidade de montante para jusante. Tem bom polimento e pouca resistência ao calor. Máscara . podendo afectar o sistema circulatório e glandular. A utilização desta radiação comporta riscos para o globo ocular. A sua segurança obedece às normas próprias para elevadores e monta-cargas. Sobre a matéria biológica os efeitos são de ordem térmica. desencadeada imediatamente após a sua detecção pelos ocupantes de um edifício ou instalação. Montante . Meios de suspensão . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . no espectro electromagnético.Mistura proporcional de areia fina.Rocha cristalina e compacta.Glossário A1 . água e cal.Para o lado da nascente de um rio. Medicina do trabalho . Tais como: lingas de cabos. 22 fecção de móveis.Produto em forma de pasta indicado para colagens elásticas. formado por uma cabine que se desloca ao longo de guias verticais. Monta-cargas . ligas de cordas e lingas de barras de carga. Massa Fina . Mástique . Mármore . lingas de estrado. lingas de correntes.

por um ou mais trabalhadores. oIT . Nível freático . a descrição de um acidente. Normas de segurança .Unidade de medida de resistência eléctrica. escavação e perfuração de terras.Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Notificação de acidente . transporte.Equipamento de protecção individual destinado à salvaguarda da vista contra gases. de terraplanagem e de transporte de grande capacidade que realiza trabalhos no nivelamento de pouca espessura mas de forma contínua. 23 Glossário Motoscraper . espalhamento.Conjunto de directrizes devidamente ordenadas com vista a evitar situações de risco para os trabalhadores. nivelamento.Equipamento de movimentação de terras. partículas e líquidos.Engloba todos os trabalhos referentes a operações de carregamento. o óculos de Protecção . nomeadamente na região dorsolombar. ohm . Movimentação manual de cargas . comportem riscos para os mesmos. desmonte. que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis. Movimentação de terras . N Nível .Regra que orienta e normaliza a produção de materiais de construção.É a profundidade a que se encontra a superfície do lençol de água subterrânea. poeiras.Documento que serve para comunicar aos interessados. compactação. Norma técnica . de forma sucinta.É qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Sigla que significa Organização Internacional do Trabalho. vapores.A1 .

É qualquer trabalhador incumbido da utilização/operação ou manobra de um equipamento de trabalho. Paramento .Local onde se devem estacionar viaturas ou equipamentos. fazendo assim uma previsão dos custos da mesma.Sigla que significa Organização Mundial de Saúde.Equipamento de movimentação de terras provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado. principalmente o ferro.Processo de reacção química do oxigénio com os metais.Glossário A1 .Elemento de compartimentação ou separação dos espaços que constituem um edifício. Parede . geralmente construído em alvenaria. Parapeito .Representação da estrutura organizativa de uma empresa ou empreitada onde estão representados os vários serviços e departamentos e a sua interligação. Protecção que atinge a altura do peito. oxidação . ombreira . Parqueamento (estacionamento) . 24 oMS .Face exterior de uma parede. orçamentista . terraços.Peça integrante da sola do calçado que protege o pé de eventuais perfurações. orçamento de obra .Cada uma das peças verticais de portas e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. sacados e patamares.Um orçamento é uma previsão (ou estimativa) do custo de uma empreitada. presente em janelas. P Pá carregadora .Técnico que elabora os orçamentos para as obras. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . organograma . Palmilha . Serve para carregamento de terras para depósito ou camião.Peitoril. Dá origem à ferrugem. operador .

deve dispor de protecções laterais adequadas. Peitoril . Pincel . Pilar . Pavimento . Pintor . 25 Glossário Parquet .Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. recebe o nome de coluna.Instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados por um cabo para aplicar tintas.Equipamento eléctrico composto por um reservatório.Andar. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras.Passagem provisória que liga dois locais.Profissional encarregado da execução de elementos em alvenaria e acabamentos. Quando é circular. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível.Pavimento de qualquer construção.Meia calha em chapa sobre trechos do telhado abertos.Base inferior das janelas que se projecta além da parede e funciona como parapeito. Passadiço .Altura entre o piso e o tecto.Aparelho para medir altas temperaturas.A1 .Situação que excede o limite de risco aceitável. pedra ou alvenaria. Perigo . Pé-direito . Pistola (pintura). Piso . um espalhador e uma pistola para aplicação de jactos de tinta.Piso feito da composição de tacos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Profissional encarregado de preparar e aplicar revestimentos com tintas nas superfícies que vão receber estes materiais.Peça de madeira. Pirómetro . Trolha . Pedreiro .Pedreiro usa-se este nome na zona Norte de Portugal. Pestana . Pendural . madeira. Perspectiva . Andar.Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Plano director municipal (PdM) . ferro ou betão que numa asna liga as pernas á linha.Elemento estrutural vertical de betão armado.

Local onde se podem efectuar pequenos curativos médicos. Policarbonato . em geral de grandes dimensões. Pré-fabricado . Muito usada para mostrar instalações hidráulicas e de gás.Saída destinada em exclusivo a uma evacuação de emergência.Tipo de perspectiva em que o desenho reproduz todos os elementos do projecto. etc.Moldura contínua.Rampa.Material sintético. local onde se efectua o controlo de acessos ao estaleiro de obra.Estudo das condições de segurança de um edifício. elemento vertical de circulação. Plano de Segurança e Saúde . Plano de Evacuação . Devem permanecer devidamente sinalizadas e desobstruídas. actuação e de evacuação a adoptar por uma entidade para fazer face a uma situação de emergência. que contorna uma construção acima dos freixais. Plataforma . mais larga do que saliente. sismo. Planta isométrica .Qualquer elemento produzido ou moldado industrialmente.Documento fundamental para o planeamento e organização da segurança no trabalho em estaleiros temporários ou móveis. Posto de socorros .Entrada principal. fuga de gás.Proveniente da pedra britada. Pó de pedra .Revestimento cerâmico ou à base de resina de alta resistência e grande dureza.Glossário A1 . formando uma protecção à cobertura. bem como a sinalização e coordenação destas acções.Área plana horizontal. a cargo de porteiro. 26 Plano de Emergência . transparente. Portaria . de dimen- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . dimensão nominal máxima inferior a 0. Plano Inclinado . Utiliza-se para trabalhos de construção. Garante luminosidade natural ao ambiente. explosão. em que se estabelece os caminhos de fuga mais rápidos e seguros. que substitui o vidro no fecho de vãos. devendo dispor de material e equipamentos necessários. devendo observar-se as medidas de segurança de modo a evitar quedas e outros riscos. com pontos de fuga.Documento no qual estão indicadas as medidas de auto-protecção. mais elevada que a sua envolvente. de alta resistência. Platibanda . o nome tem origem italiana. relativamente aos riscos de incêndio. Porta de emergência .075 mm. inquebrável. Porcelanato .

barreiras.É a denominação que se dá a uma queda acidental num pavimento à mesma cota ou com pequenas desníveis.Nome do aparelho que se resume a um fio provido com um peso numa das extremidades. eliminando. pelo que se devem observar medidas de segurança apropriadas. entre estes e o risco. Queda em altura . É em geral provocado por má arrumação do local de trabalho ou passagem por elementos não sinalizados. São de quatro tipos: de inserção no canal auditivo externo (tampões).É a denominação que se dá à queda entre duas cotas significativamente afastadas. radiações ou outros riscos para a vista. Protector auditivo . de cobertura de todo o pavilhão auricular (protectores auriculares).Técnica de protecção relativamente a um ou mais riscos.Técnica de protecção em que se protege o conjunto de trabalhadores. Protector ocular . afastando ou interpondo. Também denomina a verticalidade das paredes de uma construção. em que se aplica ao trabalhador a respectiva protecção. 27 Glossário sões padronizadas. Protecção individual . Em geral produz acidentes graves ou mortais. de cobertura de parte substancial da cabeça e de todo o pavilhão auricular (capacetes) e os protectores activos. Protecção colectiva . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Prumo .É o EPI (equipamento individual) que é utilizado para reduzir o efeito agressivo do ruído ambiente no aparelho auditivo. Permite verificar o paralelismo e a verticalidade de paredes.Equipamento de protecção destinado a proteger o operador do risco provocado pela projecção de partículas. O seu uso tem como objectivo reduzir o tempo de trabalho e racionalizar os métodos construtivos.Posição vertical da linha do fio de prumo.A1 . Prumada . Q Queda de nível . Dentro destas protecções consideram-se as normas de segurança e a sinalização.Equipamento de protecção individual destinado a proteger o trabalhador do risco de inalação de agentes agressivo. Protector respiratório .

Glossário A1 . 28 R Radiação ionizante . martelos demolidores ou vibradores de betão. Ramal . esgotos ou outro fluído. Régua . Rede de segurança . Reboco .Revestimento de parede feito com massa fina.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas. A sua utilização requer medidas de segurança adequadas.Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies toscas e que são responsáveis pelo acabamento. equipado com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora. corresponde a um caminho subsidiário dessa rede. Rebarbadora . porta-paletes. Perfil rectangular de alumínio que nivela pisos e paredes. enquanto a massa ainda está fresca.Radiação de baixa energia do espectro electromagnético. sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura de pessoas ou materiais. tais como braços de carga extensíveis. podendo receber pintura directamente ou ser recoberto com estuque. como sejam o risco de surdez. Representante dos Trabalhadores . A utilização desta ferramenta comporta vários riscos.São protecções colectivas. que não produz ionização ao atravessar a matéria. O ripado faz parte da estrutura Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .É aquele que é eleito ou escolhido pelos trabalhadores para exercer funções específicas no âmbito da segurança e saúde no trabalho.Em redes de águas.Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Ripado . azulejo ou outro material. Refractário .Prancha estreita e comprida de madeira. A acção não controlada sobre o organismo produz graves lesões (ex: leucemia e outras).Radiação de grande poder energético e que produz ionização à sua passagem pela matéria. Pode receber muitos outros acessórios. Radiação não ionizante . destinada a tirar rebarba. de projecção de partículas para a face e os olhos e as vibrações que transmite á mão e braço. para trabalhos de construção.Equipamento de movimentação de terras. Retroescavadora .Ferramenta mecânica com disco abrasivo. Revestimento .

cilíndrica.Caixa sifonada que se instala nos passeios para escoamento das água pluviais que correm nas valetas. Sanca . A primeira é um elemento de betão de forma piramidal construído nos pontos que recebem a carga dos pilares. contínuo ou de impacto.Desempeno de massa com emprego de régua ou sarrafo de madeira. Impõe-se fazer a sua avaliação para determinar o tempo máximo de exposição e /ou as protecções adequadas.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. Rodapé .Probabilidade que. S Salubridade . Artefactos de betão ou cantaria similares ao sumidouro. cerâmicas e tintas. etc. Há dois tipos básicos: a isolada e a corrida. Sarjeta . fabrico de vidro. ocorra um acontecimento anormal e imprevisto que ocasiona lesões e/ou danos.Som desagradável. Saturnismo . instalada no encontro entre as paredes e o tecto. mármore. pedra. Sapato (de segurança) . Risco de Acidente . Ruído . que quando em excesso pode provocar surdez profissional.Doença profissional devida ao contacto com o chumbo e inalação dos seus vapores.Moldura.A1 .Peça comprida. Pode ter diversos formatos e ainda embutir ou não a iluminação. 29 Glossário secundária da cobertura. baterias.Faixa de protecção ao longo das bases das paredes. cerâmica. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria que recebe o peso das paredes. no desenvolver do trabalho. distribuindo-o por uma faixa maior de terreno. Sarrafar . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Ambos os elementos são indicados para a composição de fundações assentes em terrenos firmes.Parte mais larga e inferior do alicerce. junto ao piso. Os rodapés podem ser de madeira. Está presentemente nas actividades ligadas à fundição de chumbo e prata.Conjunto de condições que se deve verificar para a promoção e manutenção da saúde pública. normalmente em gesso. Rolo . Sapata . envolta em material esponjoso ou lã para aplicar tintas.

Risco que se corre em trabalhos de escavação.Conjunto de sinais ou dísticos que se destinam a comunicar informações.Piso na porta de entrada de uma edificação. Solho .Prancha de madeira.Aparelho destinado a medir a intensidade sonora num ambiente ou posto de trabalho. azulejo. Servente . cerâmica. configuração dada pela corrente das águas dos rios.Pneumoconiose provocada pela inalação de poeiras de sílica. É uma doença profissional que afecta os mineiros. Sinalização .Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado de protecção. fundidores de moldes de areia.Pedra de formato arredondado e superfície lisa.Tubo ou caixa dividida por septo que constitui um compartimento de retenção das águas impedindo a exalação de gases ou cheiros provenientes dos esgotos ou tubos de drenagem Silicone . vidro. Silicose .Conjunto de meios e medidas destinadas a evitar e proteger as pessoas contra o risco de incêndio. com vista a facilitar o uso de instalações ou equipamentos. geralmente de pinho. na adesão e no isolamento de qualquer superfície (cimento. perigos. etc. Tira de pedra ou lancil sobre a qual assentam as ombreiras de um vão de porta. de ficar debaixo de terras que se desprendem. rolados em máquinas.) que exija protecção contra infiltrações de água. Sifão .Glossário A1 . 30 Segurança contra incêndio . Soleira . designadamente no revestimento de pavimentos (soalho) e como elemento tosco em cofragem de madeira. Sola . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Material usado na vedação. proibições ou obrigações. Soterramento . Estes dados permitem proteger os trabalhadores relativamente ao risco de surdez ou promover a insonorização dos ambientes de trabalhos. etc. Sonómetro . utilizada em múltiplos contextos. Existem também seixos obtidos artificialmente. podendo provocar a morte por asfixia ou por traumatismo. Seixo rolado . madeira. bloco.Auxiliar dos profissionais que trabalham nas obras.

cerâmica. tipicamente de cor vermelha. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. Volume inclinado de terras que impede o desmoronamento dos solos.Pavimento constituído por madeira maciça que é fixa (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes (sarrafos). Tábuas corridas . pedra. Feitos de espuma de poliuretano ou PVC. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa).Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. Telha lusa . é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. Talocha .Rampa. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. As telhas têm formas variadas e podem ser de barro. ferro. Telha canudo . Telhado . madeira. Cada inclinação de telhado requer um tipo de telha específico. 31 Glossário T Tábua de Pé .A1 .Telha de formato aplanado. Talude . é a designação que se dá às tábuas onde se apoiam os trabalhadores. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. Inclinação de um terreno em consequência de uma escavação. de forma curva. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. Tapume . formada por elemento rectangular com pega e destinada a apertar e alisar as massas. escarpa. com um único canal.Ferramenta de pedreiro ou estucador. Tampões . de ligação pouco estanque e eficiente.Protector auditivo constituído por uma rolha para cada ouvido.Peças usadas para cobrir as construções. etc.Em andaimes. vidro. podem ter um cordão a ligá-los. Telha . bege ou castanha.Telha tradicional artesanal.Vedação provisória que delimita a obra do meio envolvente.Cobertura de uma edificação. resultando daí uma cobertura mais “fechada”. O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas. Telha marselha .

pública ou privada. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. se obriga a prestar serviço a um empregador. u urbanismo .Disciplina técnica que estuda e representa graficamente os terrenos e a diversidade do relevo. Trincha . é igual a metade do comprimento.Telha semelhante à telha canudo. o estagiário e o aprendiz e os que estejam na dependência económica do empregador em razão dos meios de trabalho e do resultado da sua actividade. paralelamente ao beiral. Estão excluidas as instalações técnicas e acabamentos. como os declives ou taludes e picos.Estudo sistematizado e interdisciplinar da cidade que inclui o conjunto de medidas técnicas.Telha de cano plano com origem no Norte da Europa. incluindo a Administração Pública. Existe também o tijolo cru (adobe). actualmente pouco usada. necessárias ao desenvolvimento harmonioso da vida humana em contexto urbano. bem assim o tirocinante. sem necessidade de remates. mediante retribuição.Peça de barro cozido usada nas alvenarias. Tosco . Tijolo . Trabalhador . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Apoiase sobre a asna na posição horizontal. tijolo furado. Os estudos topográficos são essenciais para o projecto e a implantação de qualquer obra.Elemento estrutural da cobertura. sendo pouco estanque na junta e muito pesada. os institutos públicos e demais pessoas colectivas de direito público e. 32 Telha plana .Conjunto de trabalhos de construção que abarcam a estrutura e as alvenarias. Os tijolos laminados são produzidos industrialmente. tijolo refractário com argila pura ou componentes refractários.Glossário A1 . normalmente em madeira.Pessoa singular que. económicas e sociais. que.Pincel espalmado. Telha romana . É destinada a coberturas com grande inclinação. o tijolo de cunha forma destinada à construção de arcos. por sua vez. Tem forma de paralelepípedo rectangular com espessura igual a metade da largura. Terça (ou madre) . embora não titulares de uma relação jurídica de emprego. Topografia .

Vidro temperado -Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. Vibrador .Local onde se despejam os entulhos e terras sobrantes das obras.Solução composta de resinas sintéticas ou naturais.Protecção (tapume. Vidro aramado . que trata. em geral de betão armado ou metálica. pesadas. devem ser feitas avaliações e adoptar medidas de segurança. por razões de segurança.Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para a movimentação de viaturas ligeiras.Aquele que tem uma trama de arame no seu interior para torná-lo mais resistente. transporte de pessoal. através da introdução de uma agulha. As vibrações sobre o corpo humano têm efeitos nefastos pelo que sempre que se verifique existir esse risco.A1 .Escavação estreita e longa feita no solo para escoar águas residuais ou pluviais e também para a execução de infra-estruturas técnicas enterradas.Espaço público destinado à circulação pedonal ou rodoviária. Via pública . acima da cota do terreno natural. incolor ou não. Vão .Equipamento destinado a produzir vibração no betão.Caminhos existentes no interior e envolvente do estaleiro de obra. Verga . Verniz . Poderá destinar-se à colocação de janelas ou portas. que serve para ligar dois pontos de uma via. protege ou realça as superfícies dos materiais. com o fim de arrumar as componentes e produzir uma massa compacta. prevenindo a intrusão de pessoas estranhas à obra.Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e visitantes circularem em segurança.Peça de betão ou madeira colocada sobre vãos de portas e janelas que suporta a parte superior da parede. Via de circulação pedonal . grade ou rede) que isola a zona de trabalhos. Vedação de obra .Obra de arte. Via de circulação rodoviária .Abertura ou rasgo numa parede. 33 Glossário V Vala . Viaduto . Via de circulação . Vazadouro .

Evita a oxidação ou ferrugem.É qualquer zona dentro ou em torno de um equipamento de trabalho onde a presença de um trabalhador exposto o submete a riscos para a sua segurança ou saúde. Para obviar este problema utilizam-se produtos que destroem esses vermes e que se aplicam por imersão da madeira ou por introdução em autoclave. perfurando-a em galerias até à sua destruição total. para um dia de trabalho de 8 horas e uma semana de 40 horas. expresso em concentração média diária. penetram no corpo humano.Glossário A1 . O revestimento de chapas de ferro dá origem às telhas de zinco usadas em coberturas ou telhados quase planos. já que esses produtos são muito perigosos para a saúde pelo contacto com a pele. munido de um filtro óptico. óxido salino de chumbo. Viga . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Viseira .E . ferro ou betão armado responsável pela sustentação das lajes. A viga transfere o peso das lajes e dos demais elementos construtivos para os pilares.Verme que se alimenta de madeira. O primeiro processo tem riscos elevados. ponderada em função do tempo de exposição. zincado .Elemento estrutural fabricado em instalação industrial. de cor alaranjada. 34 rápido arrefecimento para torná-lo mais resistente a impactos.l. É usado como primeira demão na pintura de peças metálicas a fim de protegê-las. Vigota . Quando executada em fundações designa-se por viga de fundação.Subproduto do chumbo. se não forem adoptadas medidas adequadas.Material que foi revestido de zinco.Elemento estrutural horizontal ou inclinado de madeira.Equipamento de protecção individual. z zarcão . zona Perigosa . V. x xilófago . para protecção dos olhos e do rosto.Valor limite de exposição ou seja o valor limite. com pouca inclinação.

Documentação de Referência BIBlIOGRAFIA E EnDEREçOS ElECtRónICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

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Legislação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Decreto-Regulamentar n.Altera o Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. relativa aos produtos de construção.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n.º 101/96 de 3 de Abril .º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. Portaria n. Decreto-Lei n.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei n. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação. de 21 de Dezembro de 1988.Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil .Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoa Empregado nas Obras. 1 Legislação • • • • • • • • • • • • • • • • • Decreto-Lei n.º 89/106/CEE. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Lei nº 100/97 de 13 de Setembro – Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.º 113/93 de 10 de Abril .º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho).Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei n. Portaria n.º 362/93 de 15 de Outubro . de 14 de Novembro .Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.Transpõe para o direito interno a Directiva n. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.º 566/93 de 2 de Junho .º 33/88 de 12 de Setembro .Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 .º 441/91. bem assim.Transpõe a directiva n. Decreto-Lei n.RSTCC.º 46427 de 10 de Julho de 1965 . Decreto-Lei n.º 102/2000 de 2 de Junho – Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho. Decreto-Lei n.Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e.º 347/93 de 1 de Outubro .Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais).º 141/95 de 14 de Junho .º 133/99 de 21 de Abril .º 89/656/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual.A3 .º 1456-A/95 de 11 de Dezembro .º 348/93 de 1 de Outubro .Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública. Higiene e Saúde no Trabalho.º 26/94 de 1 de Fevereiro . Portaria n. Decreto-Lei n.

de 3 de Novembro. revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro.Legislação A3 . Lei 35/2004 de 29 de Julho – Regulamenta o Código do Trabalho. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro .Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. de 17 de Janeiro. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho – Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio. de 29 de Outubro . Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto – Altera o Decreto-Lei nº 9/2007. do Conselho. relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho.º 92/57/CEE.Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção. Decreto-Lei n.Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído. Portaria nº 299/2007 de 16 de Março – Aprova o modelo de ficha de aptidão médica. Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro . Portaria n. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis.Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 12/2004 de 9 de Janeiro . 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Lei 99/2003 de 27 de Agosto – Aprova o Código do Trabalho.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens].º 146/2006 de 20 de Fevereiro . Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro – Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos. Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto – Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. de pedreiro (m/f ). de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a).Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente. que aprova o Regulamento Geral do Ruído. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho . que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado. Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro – Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho.º 273/2003. que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE. Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE. Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro – Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE. Decreto-Lei n.

4. Actividades/Avaliação RESOlUçãO OU DESEnvOlvImEntOS PROPOStOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.

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Incêndio – Carretéis de calibre reduzido/Explosão – Proibir garrafas de gás em caves/Electrocussão – Disjuntores diferenciais de 30 mA/Ambiente – ETAR/Intoxicação – Evacuação de produtos de combustão/Derrame de gasóleo – Caixa de retenção de hidrocarbonetos.3m/5. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário. troços com comprimento superior a 100. 3. 3.3m/3. em todo o estaleiro de obra. 5. 5. Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h. 6.0m a 4.60 m. 2. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. Separadas das vias pedonais.60m. 2. 3. 4.A4 . Material utilizado na vedação constituí risco para os trabalhadores ou terceiros.Estaleiro de obra 1.0m/2.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV1 . Acesso/Colisões/Atropelamentos/Esmagamentos. 2. 1 Actividades / Avaliação . Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3.6m/2.25m/4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . AV2 .5m. Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. sinais luminosos e sinais verticais). Não existe controlo de acessos. Infra-estruturas aéreas e enterradas.Caminhos de Circulação 1.0m. Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras.20m/0. Vedação/Viaturas/Portaria/Controlo de Acessos 4. Estaleiro não se encontra perfeitamente delimitado.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos. Interior/Envolvente/Trabalhadores/Pé/0.90m. 2.

Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. AV3 . A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. 2 6.Actividades / Avaliação . Posto de socorros. central telefónica e parqueamento de viaturas. Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. Rede de água fria e quente. Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. aprovisionamento. Energia eléctrica. serviço de gestão de equipamento.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. 3. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . com circuito de iluminação e tomadas. Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. 2. 5. Não lhe dar líquidos ou estimulantes.Instalações Administrativas 1. evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. Identificar e sinalizar as instalações. Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. Equipamentos de alarme e combate a incêndios/Proibição/Triângulo/Círculo/Saídas de emergência. Não permitir que a vitima se levante ou sente. Ponto de encontro. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. 4. Tapar a vitima com um casaco ou manta. módulos devem ser espiados e amarrados. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. Construção modulada em altura. Administrativa/Vitrina/Documentos/Informação/Plano de Segurança e Saúde. deixar a vítima como está sem a movimentar. 6. Veículos/Barreira física/Peões/Portaria/Vedação .

A4 . O local de implantação deve ser convenientemente drenado.1.0/Pavimento/10/1. 5. Manter em bom estado a rotulagem dos produtos. Proibição de fumar e foguear em armazéns. Local geograficamente independente do estaleiro industrial. 2. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança do produto. 2. 6. 4. Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5/2. Os regimes dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV4 .5m.5m/1.5m/1. 1. Afixada sinalização de segurança. O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. 2. Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. 66 m2 4. 8/2/2/3.Estaleiro de Apoio à Produção 1. Amputação/Electrocussão/Ruído. 6.0m/1. Não existe vedação/Não está sinalizado/Não existe extintor de pó tipo ABC. Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos. Queda em altura – Guarda corpos em bordaduras de lajes/Incêndio – Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado/Exposição ao ruído – Manutenção de máquinas e ferramentas/Esmagamento – Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação. 5.Instalações Sociais 1. Armazém/Fiel de armazém/Ferramentaria/Ferramenteiro. 3. AV5 . 3 Actividades / Avaliação . 3.

3. AV6 . 8. Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos. As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas.0m/Guarda cabeças. Os atados devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. 2. Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais. Verificar o estado de conservação dos cabos e lingas. Electrocussão/Queda em altura/Queda de materiais. Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. Deve ser garantida a remoção de resíduos e desperdícios. A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. 4 O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. 4. arrumados e limpos. Não saltar entre plataformas. Todos os vãos.Actividades / Avaliação .Equipamentos de Protecção Colectiva 1. Nos planos de trabalho. todas as aberturas devem estar protegidas.45m/1. Com ventos superiores a 60 Km/h suspender as movimentações mecânicas de cargas. desobstruídos. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. 7. Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. Na sua recepção. Os andaimes. Devem ser implementados espaços de circulação adequados. Protecções colectivas/Queda em altura/0. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Rede tipo ténis/Redes verticais tipo forca/Redes horizontais/Redes horizontais de grande extensão. AV7 . Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime. Transparente/ Bom campo de visão/Resistente a choques 4. Ruído/Abafadores/Tampões 3. 6.6m. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases. Quedas em altura/40mm/20mm/Cinto de trabalho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. 7.Equipamentos de Protecção Individual 1.20m devem ser entivadas. As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala. 5 Actividades / Avaliação . 5. 1 . Nunca descer a uma escavação não entivada. Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. As escavações em valas com mais de 1. 2. Deverá usar-se sempre capacete de protecção.0m máximo. 5. 8.A4 . Tamanho/Riscos a que protege/Ergonomia 7.Aparelhos filtrantes . Bota – Protecção dos pés ao nível do tornozelo Botim – Protecção dos pés acima do tornozelo Sapato – Protecção só dos pés 8.Aparelhos Isolantes. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime.0m mínimo/6.6m/2. fornecendo um ar puro artificialmente. F (não é protecção colectiva)/V/V/F (a cor não consta de tais informações)/V 2.têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira. 1. quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos.. 6.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de ventos fortes.0m/3. 0.

Chefias/Meios humanos/Cargas de mão-de-obra/Plano de Segurança e Saúde. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos.Capacete (Protecção da Cabeça) 2. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. 1.Abafadores (Protecção dos Ouvidos) 3. 2.Actividades / Avaliação .Movimentação de Terras e Escavações 1. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. 3. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . AV9 . 4. Levantamento das infra-estruturas enterradas.Luvas (Protecção das Mãos) 5. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. Queda em altura/Queda de materiais/Queda ao mesmo nível. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . demarcar a zona de intervenção do equipamento. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos. Queda em altura/Queda de materiais/Projecção de materiais. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade do equipamento. Funções/Equipamentos de protecção individual/Saúde/Aptidão física.Funções em Estaleiro de obra 1. 6 9.Máscara (protecção das Vias Respiratórias) 4. suspender os trabalhos. Escavação/Transporte/Aterro. Em vias de circulação. Viseira Bata Luvas AV8 . 3. 2. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados.Colete reflector (Protecção do Corpo) 10.Botas (Protecção dos Pés) 6. 4.

Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. 7 Actividades / Avaliação . Construção de acessos separados à zona de trabalhos. Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. 2. autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Levantamento das infra-estruturas enterradas. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. a uma distância razoável dos bordos.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV10 . Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. 4.A4 . Armazenamento de aditivos para betão. Armadura/Betão armado/Betão/Cimento. 2. AV11 . para equipamentos e trabalhadores. Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. 4. Directas/Superficiais/Indirectas/Profundas. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. Águas de lavagem de baldes. 1 . Incêndio/Exposição a gases tóxicos/Dermatites. 3. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras. deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão.20m.Pilar/3 – Laje.Viga/2. Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior.Fundações 1.Estruturas 1. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. 3.

afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. 2. Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. junto de pilares. Alvenarias de tijolo/Organização dos trabalhos/Argamassas/Térmico e Acústico. Irritação/Dermatite 4. corettes. caixas ou escadotes.Vara 2. Plataformas de trabalho com altura superior a 1.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador.Actividades / Avaliação .Forro 4. 8 AV12 . 3. antes de as içar. Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. 4. Ripas/beirado/madres/asna/cumeeira. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. 1. AV13 . caixa de escadas.Alvenarias 1. bidões. Os entulhos devem ser depositados em local específico e. Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado. Águas de lavagem de baldes. periodicamente.Coberturas 1.20m devem ser dotadas de guardacorpos.Asna 3. Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Fichas de segurança dos produtos. Colocação de materiais. gamelas. devem ser enviados a vazadouro. negativos de lajes). 2. Irritação dos olhos/Exposição a poeiras/Dermatoses.Contra-ripado (paralelo ao declive) 3.

Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. 3. AV14 . Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. garantindo a boa circulação.20m devem ser dotadas de guardacorpos. Plataformas de trabalho com altura superior a 1. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. Espátula/pincel/aplicar tintas/pistola/trincha 2. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes.Revestimentos 1. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. Fichas de segurança dos produtos. 9 Actividades / Avaliação . afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. negativos de lajes).Resolução ou Desenvolvimentos Propostos produtos tóxicos. Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. Irritação dos olhos Electrocussão Dermatoses 4. As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .A4 . Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes.

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3@sapo. Finalmente. C/v Dta. 68. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade. lda Urb. a coordenação técnico-pedagógica. a pesquisa. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência.net www.teleformar. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa. Quinta de S.cinelformacao. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1350-038 LISBOA Tel. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. Tomé.pt www. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose.net Avaliador externo: Teleformar. Segurança e Ambiente.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. 27ª. 27. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente. lda Centro de Estudos.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul.net www. com o seu profissionalismo e dedicação. directa ou indirectamente. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente.ceifa-ambiente. bem como todos os colaboradores externos que. Porém. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco.lourenco.

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através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego. co-financiado pelo Estado Português .ministério do trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 2 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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Prior Velho. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .M2 . Lda. Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando 580 . 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança. Lda.Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC . do IEFP . Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autores Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. através do Fundo Social Europeu. co-financiado pelo Estado Português .Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC .Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal. Março de 2008 500 exemplares.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio CEIFA ambiente. por escrito.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio.Arquitectura e Construção 862 . Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. CINEL .: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.cenfic. Cristina Leitão Silva João Caixinhas Teleformar.pt • www.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).

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3 Ícones Actividades / Avaliação Documentação de Referência / Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .M2 .

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Índice CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

4. Sustentabilidade 2. 23 M2 .1. 25 M2 . Erosão 1.2. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar • M2 . Actividades/avaliação FT3 AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 3.1.1. O conceito de desenvolvimento sustentável: definição e princípios 2. 25 M2 .3. Inovação técnica 2.1. Efeitos ambientais da actividade humana 1.2.2. 11 M2 .3.1. 3.2. A poluição dos solos. Actividades/avaliação M2 . 26 • 1. 22 M2 . A utilização da natureza como depósito de emissões e resíduos 1.1. aquíferos e oceanos 1. Ocupação do solo 1.4.4. Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas AV 2 SM 3 FT 6 FT 7 FT 8 FT 9 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A utilização da natureza como fonte de recursos 1.1. Formas de implementação 2. Responsabilidade social e cidadania 2. Inovação cultural 2.3. O ciclo do carbono O ciclo da água As cadeias alimentares Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade 3. 27 SM 1 FT 1 FT 2 2. O sector da construção e o ambiente 1. A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais 3.M2 . 21 M2 .2.2.1. o desafio Ambiental 1.2.4.2.2. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos. Agir rumo à sustentabilidade 2.3. 3. Preservação do património 2.2. 25 M2 . As relações entre o homem e o ambiente 1. 19 M2 . 24 M2 . 22 M2 .1.2. 15 M2 . 23 M2 .2.1.3.2. 21 M2 . 3.2.1.4. Desertificação 1.

3. EMAS 8.1.2. Actividades/avaliação 9. Os aterros 7.2.1. Sistemas de Gestão Ambiental 7.1.5. 8 AV 3 SM 4 FT 10 3.2. As causas das alterações climáticas a nível global e local 4.1.3.2.1.4. Buraco de ozono 4. SGA baseados em “boas práticas” 7. Sistemas de Certificação Ambiental 8.2. Actividades/avaliação FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 5. Princípios gerais da política ambiental 6.1. Actividades/avaliação 4.1.2.4.2.1.1. Anexos 9. Efeito de estufa 4. Formas sustentáveis de energia 5. As incineradoras de resíduos 7. A eco-arquitectura 7. A aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação 7. O conceito de gestão ambiental sustentável: abordagens integradas 5. Actividades/avaliação FT 14 AV 5 SM 6 FT 15 FT 16 6. Glossário Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .2.3.2.2. O direito internacional 6.2. Actividades/avaliação FT 18 AV 7 SM 8 FT 19 FT 20 FT 21 AV 8 A A1 8.3. A gestão integrada de materiais e resíduos 5. A gestão da água com base na noção de ciclo 5.4.1.3. A gestão sustentável das cidades e do espaço 5. Legislação nacional 6. SGA baseados na conformidade legal 7. A perda da biodiversidade 4. LiderA 8. Desflorestação 4. os limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 4.3. ISO 14001 8. As ETAR 7.1.2.1.3. O direito do ambiente 6. Os filtros de emissões 7.3.2.1.1.1.1.2.1.3. Actividades/avaliação AV 6 SM 7 FT 17 7.2. Legislação da União Europeia 6.Índice M2 . Sistemas de certificação ISO 8.1. Boas práticas na construção civil 7. Formas sustentáveis de mobilidade 5.1.1. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 5.2.1. legislação Ambiental 6.1.1.4.

Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .4.3.textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2. Legislação 9.M2 . Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 9. 9 Índice 9.

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Apresentação do Projecto CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. entre si e com outros materiais neles referenciados. apesar CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . do Programa Operacional Emprego. Qualidade e Ambiente. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Estes recursos. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários.2. em suporte papel e digital. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1.2 – Recursos Didácticos. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7.M2 . Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. no âmbito da Segurança. embora podendo ser explorados autonomamente. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. Videograma 9. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. CD-ROM Multimédia 4. Concluída a fase de concepção. Ambiente e Sustentabilidade 5.2. a distância ou tutoradas na empresa. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. aos contextos de aplicação. em múltiplos contextos. porém. tais como sessões presenciais. que. grafia ou outros. Pelos erros de conteúdo. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. Como em qualquer trabalho desta natureza.

porventura tenham passado. 14 disso. agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho.Apresentação do Projecto M2 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Ficha Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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ao mesmo tempo. água. Ao fazê-lo. se possível. projector de vídeo. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. equipamentos periféricos (impressora. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. entre outros). frente e verso. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. apenas quando necessário. formador. tinteiros.M2 . sem perda de qualidade gráfica. Cada um de nós. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. em suporte de papel. • Imprima. deve ser reciclado a 100%. formatação. computadores. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. scanner. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. discos graváveis. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. sempre que possível. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. vai utilizar para além deste guia. No caso de um rascunho. instituição formadora. • Impresso em ambas as faces do papel que. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). durante e depois da acção de formação. • Em alternativa.) e muitos outros materiais (papel. Caso seja. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. Consumíveis: antes de deitar fora. imprima em papel já utilizado. consumir o mínimo de papel e tinta. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. por exemplo. adira. etc. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. formando. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens.

: 21 415 51 31. troca.ambicare. Equipamentos: antes de comprar. lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto.Ficha Ambiental M2 . reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis.por exemplo: programa de recolha do produto. troca. verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!). Tel.com). Existem campanhas similares de outras organizações. Esteja atento(a).por exemplo. os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . informe-se junto da AMBICARE (www.www.energystar. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos. sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades.gov). • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? . entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

por um lado. alteração dos leitos dos rios. por outro lado. túmulos e templos e. A legislação contribuiu muito para a promoção da consciencialização ambiental e hoje o sector da construção é obrigado a agir de uma forma mais responsável perante o ambiente. de certo modo. hoje muitas vezes extintas ou em vias de extinção). Apesar de muitos destes efeitos serem visíveis para todos. barragens. provavelmente mais antiga ainda do que a agricultura. destruição de ecossistemas que davam abrigo a muitas espécies vegetais e animais. Os profissionais da construção devem entender que os objectivos da legislação ambiental não só são justificados. pedreiras). Os vestígios de civilizações do passado mostram. para além disso. alteração da biodiversidade (por exemplo. edifícios. como a paisagem natural se foi profundamente alterando através das obras que o homem foi fazendo. através das emissões de máquinas usadas na construção). só há relativamente pouco tempo é que as relações entre as actividades construtivas e o ambiente começaram a ser uma preocupação importante. Hoje em Portugal já quase não existem espaços naturais que não tenham sofrido uma alteração através do homem. etc. poluição atmosférica (por exemplo. Em Portugal este processo está agora a começar. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . poluição das águas através de material poluente usado nas obras). É na sequência das actividades já desenvolvidas que aparece este guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade que pretende proporcionar aos formandos do sector da Construção Civil acesso a conhecimentos básicos que lhes permitirão compreender melhor os desafios ambientais e fazer escolhas mais responsáveis no seu futuro profissional. uma série de efeitos ambientais que. o seu objectivo não é multar os que causam danos ao ambiente.M2 . alterações do meio aquático (por exemplo. mas também indispensáveis ao progresso do nosso país. Há. até pioneira neste campo. o SECToR A construção civil é uma das primeiras actividades do homem. sendo ainda poucas as escolas de formação profissional que já interiorizaram estas prioridades nos seus currículos. são provocados pelas actividades construtivas: alteração da paisagem devidas à extracção de matérias-primas para a construção (por exemplo. em última análise. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A promoção de competências relacionadas com a protecção ambiental é hoje um objectivo básico da educação a todos os níveis de formação. O CENFIC tem desenvolvido há já vários anos uma actividade exemplar e. Em especial no contexto da qualificação profissional a integração de módulos de aprendizagem relacionados com a gestão ambiental torna-se uma prioridade cada vez mais urgente. directa ou indirectamente. etc.) que modificam o ambiente. pois. Mas não são só as construções em si (estradas. mas sim proteger a saúde e vida e assegurar mais bem-estar aos cidadãos. pontes. como o homem foi aproveitando com grande génio inventivo os recursos naturais ao seu alcance para construir casas.

AlGuMAS ESPECIFICIdAdES As actividades humanas têm influência sobre o ambiente a vários níveis: • através da ocupação do solo. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo Partimos do pressuposto que os formandos que irão usar este guia de aprendizagem têm ainda poucos conhecimentos sobre os grandes ciclos naturais. abordados com mais detalhe em manuais específicos. ao mesmo tempo. depois de alterados. sem dúvida. como já foi mencionado em cima. transformados e consumidos voltam à natureza sob a forma de resíduos e emissões. um dos efeitos mais importantes da actividade construtiva. não são em geral os técnicos da construção que tomam decisões nesta área. portanto. • através dos materiais que são removidos da natureza como matérias-primas e que.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . • como eles se modificam através das actividades humanas. importante que todos os profissionais da construção saibam equacionar a relação entre a sua actividade específica. È. que põem em causa a preservação desses recursos para gerações futuras e causam. Neste guia de aprendizagem tentaremos mostrar: • como funcionam ecossistemas sem intervenção do homem. 22 Gerir as relações entre a construção e o ambiente é. as causas das alterações ambientais mais dramáticas. • como pode ser gerida a interface Homem-Natureza de uma forma mais harmoniosa. no entanto. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . por isso. o carácter de um compêndio de introdução geral aos problemas. O objectivo deste guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é criar uma base de conhecimentos que permita aos formandos entender as relações de causa e efeito que estão na base dos problemas ambientais e saber responder aos desafios ambientais com que será confrontado na sua vida profissional. Os problemas relacionados com a gestão dos resíduos da construção e demolição (RC&D) e com as energias alternativas serão. por isso. este grupo profissional tem um papel importante a assumir. grandes problemas de poluição atmosférica. uma tarefa muito complexa que exige capacidades técnicas específicas de todos os profissionais deste sector de actividade. • através do uso de formas de energia baseadas na transformação de recursos naturais de origem fóssil (como o carvão e o petróleo). os efeitos ambientais que ela pode ter e as consequências que estes podem representar para a sustentabilidade dos ecossistemas. e as soluções técnicas que são hoje em dia utilizadas para minimizar os efeitos negativos da construção civil sobre o ambiente. Embora a ocupação do espaço seja. Já em relação à gestão de materiais e de energia. O guia de aprendizagem tem.

para o glossário e. no entanto. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo O guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade está estruturado em submódulos. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. preferencialmente. por parte de engenheiros. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. sempre que pareceu recomendável. para fontes de informação adicionais na rubrica a que chamámos “Saber Mais”. Para assegurar que os formandos compreendam que o ambiente é uma unidade que não pode ser observada em compartimentos separados haverá em todos os capítulos referências para outros submódulos ou fichas temáticas. projectistas. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade de uma auto-avaliação pelo formando. em diferentes momentos. arquitectos.M2 . na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. compostos por várias fichas temáticas. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . se necessário para outros módulos. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento.º Ano de Escolaridade. em contexto de formação ou trabalho. os formandos de cursos de nível 3. Pode também este Guia. outros técnicos do Sector. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências. ser explorado em sessões de formação de nível 2.

com durações variáveis. Este recurso pode inserir-se. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. qualquer nível de qualificação. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. • Encarregados e outros técnicos do Sector. fiscalização. • Estar a frequentar um curso de nível 3. Sugere-se. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. IdENTIFICAÇÃo do Módulo Sistema de Gestão da Qualidade. focando especificamente a interacção Homem-Ambiente. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. • Técnico de Medições e Orçamentos. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. • Técnico de Desenho de Construção Civil. PRé-REQuISIToS. • Técnico de Topografia.º ano de escolaridade. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de ambiente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . • Possuir o 9. se ministrado autonomamente. entre outros. os domínios da Segurança. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. não obstante. Ambiente e Sustentabilidade RESuMo O objectivo do guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é contribuir para o desenvolvimento de competências na área do Ambiente. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. Qualidade e Ambiente. gestão da segurança. Este Módulo não confere. e sem prejuízo das profissões tradicionais. embora se recomende que os aprendentes respeitem. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. 24 Considerando as competências visadas. pelo menos. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. coordenação. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção.

6. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. não esquecendo o contexto Homem-Ambiente. Os pré-requisitos. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. 9. pretende-se que os primeiros submódulos (conceitos de ambiente e enquadramento da problemática interacção Homem-Ambiente) sejam de conhecimentos genéricos. 5. Enquadramento do Módulo O Desafio Ambiental Sustentabilidade A base da sustentabilidade ecológica: os ciclos naturais Os limites da sustentabilidade: perturbações dos ciclos naturais Gerir a interface entre o Homem e a Natureza Legislação ambiental Sistemas de Gestão Ambiental Sistemas de Certificação Ambiental e da Qualidade Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 1. sendo os restantes módulos específicos para uma correcta gestão do ambiente e da qualidade. quer em contexto de formação quer de trabalho. 4. 8. 2. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. científico-tecnológica e prática. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. 3. 7.M2 . 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo e de sistemas de gestão. Assim.

medidas ou acções que podem contribuir para um ambiente mais sustentável. 3. 26 Enquadramento do módulo O Desafio Ambiental Causas e efeitos dos problemas ambientais Gerir a Interface entre o Homem e Natureza A gestão ambiental Glossário Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos O Conceito de Sustentabilidade A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais Os limites da Sustentabilidade: Perturbações dos Ciclos Naturais Gestão Ambiental na Prática Gestão Ambiental na baseada nas "Boas Práticas" Sistemas de Certificação Ambiental Anexos oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais 1. 2. quer na esfera privada quer na profissional.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . Promover uma cultura amiga do ambiente. transferindo os ensinamentos da ciência para uma gestão mais responsável dos comportamentos e atitudes no quotidiano. nas suas diferentes vertentes. CENFIC . Analisar. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Legislação Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Nota: todas as palavras a azul ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. O Guia de Aprendizagem Sistema de Gestão da Qualidade. em particular nos meios urbanos ou em locais com maior incidência da actividade humana. Ambiente e Sustentabilidade visa: Identificar e prevenir os danos que o Sector da Construção Civil pode causar ao ambiente. as estratégias.

reconhecendo os seus limites ao nível da sustentabilidade. Identificar as pressões que influenciam e alteram os ecossistemas. Identificar os objectivos da legislação ambiental à luz desses princípios. Enquadrar o conceito de “ecossistema”. Reconhecer o papel e os objectivos de sistemas de certificação ambiental. Compreender a dimensão ambiental como uma maneira de encontrar formas de desenvolvimento que conservem e façam o melhor uso possível dos recursos naturais e energia disponíveis. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Manual. Explicar a diferença entre sistemas de gestão baseados na conformidade legal e sistemas mais ambiciosos. 7. Enquadrar o significado do conceito de “desenvolvimento sustentável”. transpondo para a vida quotidiana e profissional os fundamentos científicos apreendidos. Interiorizar o desafio ambiental como um parceiro precioso na mudança. • Bloco de notas e caneta. 5. 8. baseados em boas práticas. 4. 6. • Computador. Reconhecer a importância dos ciclos naturais e descrever o funcionamento de alguns deles. 9. 3. 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1.M2 . Enunciar os grandes princípios que devem guiar a gestão ambiental de todas as actividades humanas. 10. 11. Avaliar a dimensão dos riscos derivados da alteração dos ciclos naturais. 2.

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O Desafio Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .1.

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Editorial Presença. 1ª ed. em especial a construção civil. têm muitas vezes efeitos ambientais nefastos. Lisboa.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .. O grande desafio ambiental que temos à nossa frente é minimizar os impactos das actividades humanas sobre o ambiente! 2. TEMAS • Natureza como fonte de recursos e depósito de materiais • Efeitos ambientais da actividade humana • Ocupação do solo • Poluição dos solos. cada formando deverá estar apto a: • Entender a complexidade da relação Homem-Natureza.naturlink. As actividades humanas. com o ambiente que o rodeia. e como depósito de resíduos e emissões. RESuMo O Homem faz parte do ecossistema Terra estabelecendo. É da Natureza que retira os recursos naturais indispensáveis à sua sobrevivência e desenvolvimento e é ali que deposita os seus resíduos e emissões. • Conhecer de que forma o Homem utiliza a Natureza. aquíferos e oceanos • Desertificação • Erosão • Impacte da construção civil no ambiente 4. GloSSÁRIo • Antrópico / Antropogénico • Ecossistema • Biosfera • Gases de efeito de estufa (GEE) • Combustíveis fósseis • Biodiversidade • Resíduos 5.Ecologia e Espírito Humano. • www. • Reconhecer a construção civil como uma das actividades que mais impacte exerce sobre o planeta. o Homem acaba sempre por ter algum impacto no ambiente. uma relação muito próxima. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Compreender que as actividades do Homem têm efeitos ambientais. 3. como fonte de recursos.SM1 O Desafio Ambiental 1. 1993. SABER MAIS • Al Gore: A Terra à Procura de Equilíbrio . Em todas as suas actividades. para os quais devemos estar atentos.

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mas com um sentido um pouco diferente. É sobretudo sobre as relações entre o Homem e o “ambiente” que nos vamos debruçar neste submódulo. 1 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Trata-se de um conceito próximo de “ecossistema”. Muitas vezes ouvimos falar em “ambiente”. Ecossistema. sem uma posição especial nesse sistema. Ecossistema designa a unidade “Homem+Natureza”. • Explicar o significado de uma visão ecocêntrica do mundo. qualidade de vida e bem-estar – a nós e às gerações vindouras. tentando descobrir como é que podemos gerir essas relações de forma a que o “nosso” ambiente nos garanta saúde. As relações do Homem com o ambiente são profundamente influenciadas pela percepção que o Homem tem da Natureza. PAlAVRA-CHAVE • Ambiente • Natureza • Homem • Visão biocêntrica • Visão antropocêntrica • Visão ecocêntrica GloSSÁRIo Antrópico.FT1 . neste submódulo.1. Estudaremos melhor o significado de ecossistema mais à frente. Biosfera Neste submódulo vamos começar por clarificar algumas noções básicas que são necessárias para desenvolver os temas que fazem parte deste curso. AS RElAÇÕES ENTRE o HoMEM E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . pelo contrário. as aves e o ar. as casas e as fábricas. em que o Homem é um elemento do sistema global que relaciona todos os elementos naturais e antrópicos que existem na Terra. A palavra “ambiente”. tal como a água. situa o Homem no ecossistema: sugere que cada indivíduo se encontra no meio de um sistema que o envolve e com o qual ele tem uma relação de grande proximidade – cada um de nós está no centro do “seu” ambiente. o formando deverá estar apto a: • Identificar e comentar as diferentes perspectivas de avaliação da relação entre o Homem e a Natureza.

2 Natureza (do latim natura) é um conceito vasto. Desta perspectiva – a que chamamos “antropocêntrica” – em caso de conflito de interesses. Mas como o Homem tem a capacidade de utilizar a Natureza para outros fins (por exemplo. As duas perspectivas (biocêntrica e antropocêntrica) reflectem as posições antagónicas que conhecemos de muitas discussões sobre o ambiente a que assistimos entre os chamados Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . os defensores de uma visão “biocêntrica” do mundo opõem-se à realização de tais projectos (por exemplo. tendo sido impostas várias medidas de protecção da fauna do estuário do Tejo Fonte: CEIFA ambiente. Para quem pensa assim. Por vezes ocorrem situações de conflito. Lda. não se pode tratar desta questão como se o Homem e a Natureza fossem realidades separadas. etc. e. Nestes casos. No entanto. que designa tudo o que tem como característica fundamental o facto de a sua existência ser “natural”. comer. as actividades do Homem estão no centro das atenções.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . em especial. económico e cultural.). da biosfera. de uma perspectiva biocêntrica. A percepção da Natureza pelo Homem varia de lugar para lugar. Portanto. sem qualquer intervenção do Homem. Mas ainda hoje há várias maneiras de olhar para as relações entre o Homem e a Natureza: • Há quem veja esta relação de uma perspectiva “biocêntrica” que parte do princípio que o Homem faz parte integrante da Natureza. por passar por cima de uma importante área de habitat de aves. económicas e culturais. à medida que a ciência foi descobrindo as origens dos fenómenos naturais e desvendando as interligações que existem entre eles. embora necessitando da Natureza para viver. em que a protecção da natureza aparece como impedimento à realização de projectos que o Homem quer realizar. construção de um aeroporto numa zona de passagem de aves migratórias dá origem a grandes discussões). Uma criança que vive no campo tem uma percepção diferente da Natureza do que uma criança que vive na cidade. Para que o Homem continue a existir à superfície da Terra. é fundamental manter a integridade da Natureza. vive num contexto que inclui também necessidades sociais. construção de aeroportos). biológicas (respirar. Mas a percepção da Natureza foi também evoluindo no tempo. a Natureza só é importante na medida em que ela permite ao Homem satisfazer as suas necessidades vitais. há quem considere que o Homem. não podendo existir sem ela. os defensores desta abordagem argumentam que pode e deve fazê-lo para promover o seu desenvolvimento social. Figura 1. • Por outro lado. decidiu-se pela construção da ponte.1: A Ponte Vasco da Gama esteve ligada a polémicas aquando da sua construção.

Ora as actividades económicas de uma pessoa. por um lado. Para construir uma barragem é necessário deslocar as pessoas que vivem no espaço que irá ser submergido pelas águas. todo o ecossistema. incluindo o Homem. no seu conjunto. sempre. no seu conjunto. Debaixo destas águas estão as ruínas das casas dos antigos habitantes Fonte: Ana Henriques. Toda a história dos que ali vivem. cafés e escolas desaparecem. uma perspectiva “ecocêntrica” que vê o Homem e a Natureza como partes integrantes do ecossistema. na maioria dos casos. Portanto. as suas casas e campos. de acordo com uma visão ecocêntrica do mundo. mas também impactos económicos e sociais sobre outras pessoas ou grupos sociais: em quase todas as actividades económicas. oficinas. Se um acontecimento (seja ele natural ou antrópico) provocar alterações na Natureza. igrejas. a população que habitava nesta zona das margens do rio Homem. teve que ser deslocada para outro local. a visão ecocêntrica do mundo considera que todos os impactos económicos. ou um grupo de pessoas. e não podem ser tratados como realidades separadas. só se o resultado da avaliação for positivo. Figura 1. O que é importante é que ele actue. a várias escalas. por outro lado.FT1 . é que uma medida deve ser tomada. Este empreendimento só é aceitável se os resultados positivos que se esperam da construção da barragem forem. Desta perspectiva. predomina uma visão mais integrada do problema.2: Imagem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas (Parque Nacional do Gerês). 3 As Relações entre o Homem e o Ambiente “ambientalistas” e os “economicistas”. Homem e a Natureza estão em permanente interacção. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . mas deve. superiores às perdas que ela provoca. No entanto. não provocam só impactos ambientais (que também afectam o Homem). Em resumo. Para construção desta barragem. usufruir dos bens e serviços que a Natureza lhe fornece. sociais e ecológicos de uma medida têm que ser ponderados. podemos dizer que o Homem pode. sofrerá as consequências dessas alterações. assumir a sua responsabilidade perante a natureza e os que são negativamente afectados por uma medida. há um grupo de pessoas que ganha e outro que perde.

não só a curto prazo. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . minimizar – os eventuais impactos negativos dessa obra possa ter sobre o Homem e sobre o ambiente. Têm que ser estudadas todas as vantagens e desvantagens das diversas opções. A visão ecocêntrica do mundo permite ultrapassar muitos conflitos entre protectores da natureza e promotores de actividades económicas. pondo o funcionamento do ecossistema e a qualidade de vida do Homem no centro das atenções. com o empreendimento que vai ser realizado. de modo a evitar alterações na Natureza que possam pôr em causa o funcionamento do ecossistema. O desafio de quem toma a decisão desta envergadura é que tem que assegurar que. mas também a longo prazo. para os defensores de uma visão ecocêntrica do mundo. uma avaliação muito cuidada dos impactos que essa obra pode provocar. A construção de um aeroporto exige. ou gerar consequências económicas e sociais negativas para outras pessoas. como para a Natureza. serão tomadas todas as medidas para evitar – ou. tanto para o Homem. 4 de forma prudente. pelo menos.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . passando pela fase de manutenção e uso até à fase de demolição. desde a fase de construção. pois baseia-se numa visão mais integrada dos problemas.

mas também como ser socio-económico. novas formas de uso são descobertas. Energias não renováveis Há muito tempo o Homem utiliza os recursos naturais que encontra no seu ambiente e. o ar e os alimentos. a água. Energias renováveis. como o gás natural e a gasolina. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . água. vento. o formando deverá estar apto a: • Compreender que o Homem é um ser multifacetado. • Explicar a dinâmica de evolução da relação Homem-Natureza. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo FoNTE dE RECuRSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. As grandes categorias de recursos naturais que o Homem utiliza são: • os materiais bióticos: madeira. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Sobre-exploração • Homem biológico • Homem sócio-económico • Relação Homem-Natureza GloSSÁRIo Materiais bióticos. o Homem utiliza materiais (bióticos e abióticos) para produzir diversos produtos e energias (renováveis e não renováveis).FT1 . Por exemplo. não pode ser visto apenas como um ser biológico. 5 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. • os materiais abióticos: rocha. • as fontes de energia renováveis: sol. o Homem utiliza recursos vitais à sua sobrevivência como o sol. cortiça. o uso que faz dos recursos naturais depende do fim a que se destinam: • • Como ser biológico. O Homem é um ser multifacetado e como já vimos. identificando as suas diferentes facetas.1. • as fontes de energia não renováveis: petróleo e derivados. minerais. Desta forma. peles de animais. Como ser socio-económico. a cada ano que passa. água. • Reconhecer que a sobre-exploração afecta a quantidade e qualidade dos recursos que deixamos às gerações vindouras.1. hoje utilizam-se pequenos seres vivos (microorganismos) para produzir materiais ou para despoluir locais contaminados – são as biotecnologias que nos últimos anos se têm desenvolvido com base em investigação científica. Materiais abióticos. Sem estes recursos a sua vida no planeta não seria possível.

É o que acontece. e com eles. a Água e o Sol. existem algumas regiões do nosso planeta em que há uma convivência harmoniosa entre o Homem e o seu ambiente. a exploração da natureza na Europa era feita por uma população pequena que não dispunha de meios capazes de extrair grandes quantidades de recursos e por isso a relação Homem-Natureza era razoavelmente equilibrada. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . a exploração dos recursos naturais desenvolveu-se a um ritmo tão acelerado que a natureza não é capaz de recompor o que é destruído. muitas vezes. Lda Até há alguns séculos. Com o passar do tempo. a longo prazo. O Homem tem subaproveitado a energia solar disponível. Mas essas civilizações estão em risco de desaparecer como é o caso dos índios da Amazónia. na maior parte das regiões do mundo. o seu melhor capital. não havendo planeamento a médio e longo prazo. Há uma exploração desenfreada de alguns recursos que. Os recursos não renováveis como os metais e os minerais estão a esgotar-se como resultado do crescimento da população e do desenvolvimento económico. Fonte: CEIFA ambiente.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . enquanto o uso desgovernado dos recursos renováveis do planeta. 6 Figura 1. sem se preocuparem com o que acontecerá depois. um solo que leva milhares de anos para se formar. porque os agricultores querem aumentar ao máximo as suas colheitas e não pensam que estão a destruir. Do mesmo modo. como a madeira e os peixes estão a alterar o ambiente para sempre. a população e o nível tecnológico aumentaram. por exemplo. com as florestas tropicais que estão em risco de desaparecer de muitas zonas do globo porque alguns grupos económicos querem fazer o máximo de lucro com as madeiras.3: Imagens de dois dos mais importantes recursos ao dispor do Homem. Ainda hoje. pode ser totalmente degradado em algumas décadas de cultivo intensivo. só visa o lucro.

Para evitar a sobre-exploração. Por exemplo. É bom que todos nós paremos e pensemos nas consequências que os nossos actos desgovernados podem causar à natureza. A qualidade e quantidade dos recursos de que as futuras gerações poderão ou não usufruir depende da forma como nós actualmente os usamos. extrai-se mais da natureza do que ela pode produzir no mesmo período. 7 As Relações entre o Homem e o Ambiente Figura 1. podemos recorrer a uma maior utilização de energias alternativas (renováveis). b) Plataforma petrolífera no mar. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . b) www. como facilmente se depreenderá. fonte de energia renovável. Fonte: a) CEIFA ambiente. No que concerne aos recursos naturais não renováveis a sua exploração torna-se deveras preocupante porque. em vez de continuar a usar petróleo. concelho de Loures.org O problema é que a velocidade de exploração dos recursos naturais renováveis tem sido feita a uma taxa superior à sua taxa de renovação. qualquer capacidade de renovação dos mesmos. extraindo petróleo. estudar formas de substituir os recursos não renováveis por recursos renováveis. o Homem tem que tentar reutilizar e reciclar os materiais e além disso. por parte da natureza.4: a) Parque eólico em Fanhões. não existe.canarias. uma energia não renovável. Lda. Esta situação poderá originar o que se designa por: Sobre-exploração A sobre-exploração conduz ao esgotamento dos recursos naturais da Terra.FT1 . com vários aerogeradores que aproveitam o vento. ou seja.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo dEPóSITo dE EMISSÕES E RESíduoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. e é assim denominada porque é sobretudo através das suas técnicas e dos produtos fabricados com essas técnicas que o Homem intervém no ambiente de forma massiva. Hidrosfera. Atmosfera. referimo-nos tanto aos elementos naturais como aos elementos antrópicos: a água (hidrosfera). Combustão Ecossistema O Homem e o seu ambiente fazem parte do ecossistema “Terra” que está em permanente evolução. • Concluir que a Terra pode funcionar. desde o microcosmo das bactérias e dos átomos até à escala do universo. PAlAVRA-CHAVE • Ecossistema • Tecnosfera • Limites ecológicos • Depósito • Poluição GloSSÁRIo Antrópico. aquela que resulta da acção do Homem. 9 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1.1. Biosfera. incluindo o Homem (biosfera) são componentes naturais do ecossistema. o solo (litosfera). As relações entre as componentes do ecossistema acontecem a várias escalas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . simultaneamente. o ar (atmosfera) e todos os organismos vivos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. como fonte de recursos e depósito de resíduos. A chamada “tecnosfera” é a componente antrópica do ecossistema. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. Quando falamos de componentes do ecossistema.FT1 . Chuvas ácidas. Litosfera. desde a escala local à escala planetária.2. Todas as componentes do ecossistema têm que se ir adaptando às transformações que se vão processando.

limites que o Homem devia respeitar. a floresta pode ser utilizada para a produção de madeira (a fonte). 10 Figura 1. nesta combustão libertam-se para a atmosfera elevados níveis de ácido sulfúrico.é também o depósito das chuvas ácidas resultantes da poluição do ar. Lda Livro de Donella H. todos os recursos utilizados pela economia humana – alimentos.fonte de vida das árvores e da matéria prima que elas fornecem . Mas que limites são estes afinal? De acordo com os autores do livro referido. petróleo. passa a ser um recurso não renovável quando os depósitos no solo das emissões gasosas das fábricas e dos automóveis atingem níveis tão elevados que alteram a qualidade do solo e. ou seja. Mas a natureza desses limites é complexa. causador de chuvas ácidas. face à actual tendência de crescimento da população mundial conjugada com a industrialização. em consequência. Em 1972 foi publicado o livro “os limites do Crescimento”1 . água.. que analisa e efectua previsões.5: Representação esquemática da interligação das diferentes componentes do ecossistema. que estamos perante um futuro insustentável. que. Este livro fala-nos do perigo de o desenvolvimento do Homem poder ser travado nas próximas décadas. portanto. se continuarmos a agir com a natureza como até à data. há já muito tempo que se vem tentando alertar a opinião pública e os políticos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . causam a acidez do solo. produção alimentar e consumo de recursos naturais. ferro. Por exemplo. Esta conduz à morte da floresta. carvão e petróleo. Dennis L. quanto ao futuro da Terra. O mesmo solo . por sua vez. Fonte: CEIFA ambiente. e Jorgen 1 Randers. entre outros – existem em quantidades limitadas no nosso planeta. porque a Terra é um espantoso sistema. destroem a capacidade de reprodução da floresta. Há. pela queima de madeira. madeira. Por isso. um recurso renovável como a floresta. com as suas dinâmicas e inter-relacionamentos. porque as taxas de extracção de recursos e os níveis das emissões atingiram já níveis que os ecossistemas não podem suportar. Meadows. Chega ainda à conclusão.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . poluição. para garantir o seu próprio futuro. Meadows.

que antes eram um importante habitat e fonte de alimento para as populações locais.org Na Conferência do Rio (1992) foi definido o conceito de Desenvolvimento Sustentável de forma muito abrangente. os jazigos de alguns metais e de petróleo estão em vias de se esgotar). Enquanto a quantidade de resíduos ou emissões não excede determinados limites.wikipedia. as dúvidas sobre como resolver os problemas de insustentabilidade do planeta – em especial a questão ambiental. Mas na prática. Mas a ciência hoje acredita que para definir os limites ecológicos de um espaço.6: Imagem duma floresta morta pelas chuvas ácidas. No entanto. composto por inúmeros subsistemas.1. estão tão poluídos que hoje já não vivem ali peixes. estes Muitos rios e lagos. 11 As Relações entre o Homem e o Ambiente para a necessidade urgente de se encontrar formas de desenvolvimento sustentáveis. Figura 1. que tenham por base uma visão ecocêntrica do mundo (ver ficha 1. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . as sociedades europeias estão cada vez mais abertas para os sinais de alerta e a necessidade de reconhecer que há “limites ecológicos” que têm que ser respeitados. porque a Terra é um sistema muito complexo.1) e garantam qualidade de vida aos Homens de hoje e às gerações vindouras. cujas dinâmicas e inter-relações ainda são mal conhecidas. se queremos assegurar a sobrevivência do Homem na Terra a longo prazo. A fixação de limites ecológicos é difícil.FT1 . o que conta é a questão de se saber quando e porque é que esse espaço perde a sua capacidade de dar suporte à vida que naturalmente abrigava antes de haver poluição. Fonte: www. ou na destruição de um ecossistema por excesso de poluição. Quando se fala em “limites ecológicos” pensa-se em geral ou no esgotamento de determinados recursos (por exemplo. e o problema das desigualdades entre os países pobres e ricos – continuam a suscitar polémicas.

com. é limi- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . A partir do momento em que as substâncias estranhas que depositamos em espaços naturais excedem a capacidade de absorção desse ecossistema. através de técnicas e combustíveis menos poluentes. e perde a capacidade de dar suporte aos seres vivos que nele habitam. em grande parte. por exemplo: • limites de Curto Prazo: a capacidade de um rio absorver. a poluição atmosférica começa a ser controlada. é importante saber que os limites ecológicos podem ser definidos para diferentes períodos de tempo. Fonte: http://paginas. do tráfego motorizado (automóveis) e da produção de electricidade. Quando os níveis de poluição atingem o limite ecológico. Mas as consequências de violações constantes dos limites ecológicos não são só importantes para as espécies que vivem num certo espaço natural.terra. o ecossistema corre o risco de colapsar. A “morte da floresta” é. como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo.br/lazer Por outro lado. as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis também pelo “desgastes” de esculturas de mármore e calcário. numa região normalmente pouco povoada. se a acidez do solo atinge determinados níveis. as águas residuais de milhares de turistas.7: No mundo. Figura 1. Só agora. Relembrando o exemplo referido anteriormente. 12 podem interagir com o meio natural. consequência da produção industrial com base em energias fósseis. sabemos que esse espaço natural atingiu o seu limite ecológico. e por vezes catastróficos.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . muitas plantas deixam de se poder desenvolver nele. lentamente. durante o Verão. tal facto tem efeitos negativos. sobre a economia e as sociedades humanas. Em toda a Europa Central a floresta sofre hoje as graves consequências desta poluição que começou com a revolução industrial no século XIX. Quando os ecossistemas colapsam. sendo absorvidos por ele.

Actualmente a sociedade humana utiliza recursos naturais e deposita resíduos na natureza a ritmos que não são sustentáveis! O ambiente emite sinais da sua fragilidade ecológica e exerce pressões sobre a economia. sejam eles devidos à escassez de recursos ou ás despesas com a remediação de problemas de poluição. o que mostra que a urgência de encontrarmos alternativas ambientalmente aceitáveis não é uma questão de moda. a curto prazo esse ecossistema aquático pode atingir níveis de poluição que o levam ao colapso. que se traduzem em elevados custos. limites de longo Prazo: a exaustão das reservas de petróleo acessíveis é resultado de se ter atingido o limite ecológico.FT1 . pela exploração dos jazigos durante muitas décadas. mas uma necessidade da economia. 13 As Relações entre o Homem e o Ambiente • tada. nem uma exigência de ecologistas sonhadores. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Isto porque por um lado. irás com certeza reparar que os fenómenos naturais. Lda São muitas as pressões que o Homem exerce sobre o seu ambiente. por outro.2. há problemas que ainda não estão cientificamente bem equacionados. as causas e efeitos dos problemas. As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas Se estiveres atento ao noticiário.FT2 . Figura 1. mas nem sempre se encontram as melhores soluções para os resolver. Fauna A organização da vida humana. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. Fonte: CEIFA ambiente. do meio físico e. a poluição e o esgotamento de recursos resultantes do nosso actual modelo de produção e consumo. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que a ocupação do solo por parte do Homem tem bastantes impactos ambientais. alterações do clima através da poluição atmosférica podem favorecer o desenvolvimento de pragas para a agricultura ou de insectos nocivos ao Homem.8: As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas. por sua vez. da água. Trata-se obviamente de um ciclo vicioso: o Homem exerce pressões sobre os ecossistemas que os alteram. A incapacidade de manutenção dos sistemas que dão suporte à vida altera. EFEIToS AMBIENTAIS dA ACTIVIdAdE HuMANA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. e. Por exemplo. do que eram no passado. desequilibram de forma continuada e persistente a capacidade de resposta dos ecossistemas da Terra às intervenções humanas. como furacões. 1 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. há falta de vontade política para encontrar soluções. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Conhecemos. Impacte ambiental. por outro lado. e essas alterações têm. têm sido cada vez mais frequentes e com maior intensidade. também a qualidade do ar. • Identificar e descrever os impactos ambientais da alteração e uso do solo. Habitat. agrava os fenómenos naturais. repercussões sobre o Homem. inundações e secas. em parte.

A ocupação desordenada do solo 2. vamos estudar em mais profundidade alguns dos problemas causados pelas actividades humanas. cedo descobrimos que estes problemas estão a diminuir consideravelmente a nossa qualidade de vida e a reduzir as opções de desenvolvimento das crianças de hoje e de amanhã. Para isso. A erosão Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . É por isso que cada um de nós tem que tentar contribuir para a solução dos problemas ambientais e intervir na vida política. no nosso dia a dia. A desertificação 4. tomando posição contra as medidas que podem alimentar o ciclo vicioso que acima foi descrito. temos que compreender como é que. A poluição dos solos. Nos submódulos que se seguem. também nós estamos a intervir no ambiente.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . aquíferos e oceanos 3. Vamos aprender a identificar as causas e efeitos de algumas alterações do ambiente e perceber que faz sentido combater: 1. 2 Como cidadãos do mundo.

como fonte de recursos e depósito de resíduos. actividades agrícolas. bem como deposições atmosféricas resultantes das várias actividades. geralmente. Fauna. descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas.1. Impacto ambiental. para centros urbanos. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. oCuPAÇÃo do Solo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. concentrar a nossa atenção sobre o impacto ambiental resultante da ocupação de solos para construção de agregados urbanos e para a agricultura. As consequências inerentes ao aparecimento de um agregado urbano conduzem a impactos ambientais muito abrangentes. no entanto. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. • a alteração dos solos (pavimentação) e sua remoção. Habitat. todas as actividades do Homem interferem com o uso do solo. Vamos. simultaneamente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Concluir que a Terra pode funcionar. • o desaparecimento de grande parte da fauna. • a destruição do coberto vegetal. porque através dela ocorre (como está esquematizado no quadro seguinte): • uma alteração total do habitat natural.FT2 . Na generalidade. pecuária e indústria têm tido como consequência alterações significativas da Terra para além dos elevados níveis de contaminação que possam estar associados a essa ocupação e uso.2. De facto. 3 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. A ocupação e uso do espaço por exemplo. com o consumo de energia e com o ciclo da água. aos usos acima referidos associam-se. a instalação de lixeiras e aterros sanitários. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema.

como demonstra o quadro seguinte: utilização do habitat pelo Homem (agricultura) Alteração do espaço • • • Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Degradação dos solos (erosão. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Lda A ocupação do solo em Portugal tem sofrido algumas alterações ao longo dos séculos. Actualmente. contaminação com biocidas e utilização de fertilizantes) Desflorestação • • • Maior consumo de energia Diminuição dos recursos • energéticos Aumento da poluição • Contributo para as alterações climáticas • Irrigação Diminuição dos recursos aquáticos. • Figura 1. a floresta portuguesa era dominada por carvalhos.10: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para obtenção de terrenos agrícolas Fonte: CEIFA ambiente. verifica-se que uma grande área é dominada de eucaliptos e pinheiros. 4 utilização do habitat pelo Homem (agregados urbanos) Alteração do espaço Perda de terrenos de cultivo (agricultura) Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Maior consumo de energia Diminuição dos recursos energéticos Aumento da poluição Contributo para a alteração climática Interferência no Ciclo da Água Aumento da escorrência Cheias Erosão das margens dos rios Degradação da qualidade da água Diminuição da precipitação Diminuição dos recursos aquáticos Aluimento de terras Intrusão de águas marinhas Figura 1. No início do século XX. continuando o sul a ser dominado por sobreiros e azinheiras. castanheiros. sobreiros e azinheiras. Enriquecimento dos solos com sais (salinização) Contaminação de águas com fertilizantes (eutrofização) e biocidas.9: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para construção de agregados urbanos Fonte: CEIFA ambiente. Lda A agricultura também é responsável por grandes alterações no ambiente. A floresta tem sido alterada conforme os interesses económicos do país.

5 Efeitos Ambientais da Actividade Humana ocupação Vegetal em Portugal castanheiro outras folhosas pinheiro bravo pinheiro manso outras resinosas sobreiro azinheira outros carvalhos eucalipto Figura 1. citado no REA MADRP. 2000. Pode observar-se a grande ocupação de território por parte da agricultura Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente. que estabelece as linhas estratégicas da ocupação do solo e define onde se podem construir infra-estruturas rodoviárias.11: Gráfico representativo das espécies arbóreas mais abundantes no território português. www. à agricultura. à industria. uso do Território Nacional Área agrícola Área florestal Área urbana Outros usos Figura 1. Lda.12: Uso do território nacional em 1996. com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). 1999 O Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) é um importante instrumento para o ordenamento do nosso território.ine. quais as zonas estritamente dedicadas à floresta. com dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). etc. Lda.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT2 . em 1995 Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente.

13: Diferentes ocupações do solo de Portugal.dgrf. 6 No mapa seguinte. localmente.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . no ano de 2002. é possível distinguir. Figura 1.min-agricultura.pt) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . distribuídas ao longo de território Fonte: Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGF) (www. as diferentes ocupações do solo em Portugal.

água e oceano) estão interligados e que a poluição de um deles vai afectar os restantes.2. destruição da biodiversidade e de ecossistemas. Lixiviados. • Indicar as principais fontes de poluição. Poluição do Solo O solo é um recurso não renovável e limitado. • Reconhecer que a poluição prejudica as cadeias alimentares e perturba os ecossistemas. águas superficiais e subterrâneas. Fauna. ar.2. Resíduos perigosos. 7 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. PAlAVRA-CHAVE • Poluição • Solo • Aquíferos • Oceanos • Poluentes GloSSÁRIo Recurso não renovável. Aterros sanitários. • Verificar que os diferentes meios (solo. o formando deverá estar apto a: • Identificar e descrever os diferentes tipos de poluição.FT2 . ETAR. A poluição do solo é definida como a adição ao solo de materiais que podem modificar qualitativa e quantitativamente as suas características naturais e formas de utilização. uma vez que tem impactos sobre o ambiente global da área afectada (subsolo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que são extremamente lentas. A PoluIÇÃo doS SoloS. Ecossistemas. fauna e vegetação). Biodiversidade. As suas taxas de degradação têm vindo a aumentar nas últimas décadas (pela pressão crescente das actividades humanas) sendo bastante rápidas em relação às suas taxas de formação e regeneração. e está na origem de problemas de saúde pública. AQuíFERoS E oCEANoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A poluição do solo tem-se tornado uma preocupação ambiental crescente. podendo causar prejuízos. Metais pesados.

Figura 1.14: Imagem de uma lixeira. Versão On-line no site do INETI: http://e-geo. qualquer tipo de poluição que incida directamente sobre ele.15: Esquema representativo das diferentes origens de poluição do solo e das águas subterrâneas Fonte: Instituto Geológico e Mineiro (2001). inevitavelmente irá também poluir linhas de água.pt/geociencias Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . lençóis freáticos. assim. poluindo-os também. O lixo por nós produzido é uma importante fonte de poluição dos solos Fonte: CEIFA ambiente.ineti.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . bem como ecossistemas vivos que dependam destes meios. arrastados para os lençóis freáticos. 8 Figura 1. Lda Poluição dos aquíferos Devido às características especiais do solo. Água Subterrânea: Conhecer para Preservar o Futuro. Instituto Geológico e Mineiro. e cursos de água. Figura nº 9. Os poluentes do solo podem infiltrar-se e ser.

da deposição não controlada de produtos. a chuva que cai no mar está contaminada com poluentes atmosféricos. Se estiverem em contacto com o solo ou água. a mobilidade dos metais pesados. por exemplo. criando sérios problemas ambientais e de saúde. veículos e construções para os rios e destes para o mar.16: As pilhas constituem um resíduo perigoso devido à quantidade de metais pesados que entra na sua constituição. A maior parte permanece na área costeira. a salinização do solo (acumulação de sais no solo). os resíduos irão poluir estes meios. aquíferos e oceanos: • Águas contaminadas e efluentes líquidos lançados directamente sobre o solo provenientes de indústrias químicas e de esgoto doméstico. a graxa e outras impurezas das estradas. Resíduos resultantes. Além disso. a que se chama agrotóxicos) e adubos (nutrientes). está a poluir o solo. isto é. As águas das chuvas carregam o óleo. e ter um efeito tóxico sobre as plantas. 9 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Poluição dos oceanos A maioria do material poluente despejado anualmente nos oceanos provém dos continentes.FT2 . após serem ingeridas permanecem no corpo dos animais e vão sendo acumulados ao longo da cadeia alimentar atingindo níveis letais para os organismos. Os sistemas agrícolas intensivos usam grandes quantidades de substâncias químicas (por vezes tóxicas. em especial resíduos perigosos. forma uma mancha perigosa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Um dos agrotóxicos (pesticidas) mais conhecidos é o Diclorodifenil-tricloroetano (DDT). escorrimentos provenientes de lixeiras e/ou aterros sanitários (a que se chamam lixiviados). • Agroquímicos utilizados nas actividades agrícolas. Figura 1. Parte da poluição chega ao mar através dos rios e chuvas e outra parte é despejada directamente pelo Homem. Lda • derrames quando o petróleo é derramado no oceano. Em Portugal são originadas 4 milhões de toneladas/ano de resíduos de construção e demolição Fonte: CEIFA ambiente. Principais poluentes do solo. Por exemplo. Quando em contacto com cursos de água podem provocar a morte de seres vivos nesses ecossistemas. emissões gasosas com partículas que se depositam. quando alguém faz uma mudança de óleo do motor do carro e deixa o óleo usado escorrer para o solo. Esta substância é bio-acumulável. Estes agroquímicos podem provocar a acidez dos solos.

Os derrames de petróleo causam grande devastação na costa e na vida marinha.geocities.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . o turismo pode ser seriamente afectado. se houver problemas de poluição nas praias. O tratamento de esgotos antes de serem lançados nos cursos de água é. Hoje. Este tipo de acidentes é conhecido por “Marés negras”. os derrames voluntários devido aos resíduos de lavagem de tanques no mar e à mudança de óleo dos motores das embarcações. muito sensíveis a este tipo de problemas e evitam esses lugares. Fontes de Poluição De acordo com a sua origem. Por exemplo. Além dos derrames acidentais temos ainda. poluindo a zona costeira. podemos identificar várias formas de poluição: • Poluição urbana e doméstica Em todo o mundo.17: 10% da poluição global dos oceanos é originada por acidentes com o transporte marítimo de mercadorias.com/maquaticos • lixo radioactivo necessita de uma atenção especial no seu tratamento. por exemplo. em particular o petróleo bruto. Não é aconselhável tomar banho em praias sem Bandeira Azul. como pássaros. Mesmo as nações ricas frequentemente opõem-se em gastar dinheiro com estações de tratamento. em zonas urbanas. e que é transmitida através das cadeias alimentares (submódulo 3). 10 para os animais que vêm à superfície. em geral. grande quantidade de esgoto doméstico é despejada nos rios e no mar. O esgoto não tratado constitui um grave risco para a saúde e para os ecossistemas. de onde são transportados até ao mar. sabe-se que a radioactividade têm graves consequências na saúde de todos os seres vivos. os derrames de petróleo chegam a atingir 1 milhão de toneladas por ano. Fonte: www. A Bandeira Azul é um incentivo para os municípios fazerem esforços para impedirem que o esgoto vá sem pré-tratamento para os meios aquáticos. Assim. focas e baleias. o mar era considerado o lugar ideal para se despejar este tipo de lixo. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . para além de ter consequências económicas negativas. bastante caro. e os turistas são. se não se disponibilizam meios públicos para tratar estas emissões. Figura 1. pois exige a construção de redes de canalização e estações de tratamento de águas residuais (ETAR). Durante algum tempo. Os países em desenvolvimento têm poucos recursos financeiros para construir estações de tratamento em número suficiente. porque a radioactividade pode causar doenças muito graves. porque se achava que ninguém poderia ser prejudicado. No Mediterrâneo. porém. e alterar o desenvolvimento dos seres vivos. mas apenas uma parte é previamente tratada. também no mar. Os efluentes de lixeiras são também uma forma de poluição relacionada com actividades urbanas. os esgotos e outros efluentes poluídos acabam por ser lançados directamente em linhas de água. entre elas o cancro. em especial as praias. Alguns desses resíduos têm que ser guardados com segurança por muitos e muitos séculos.

não poluam o ambiente é uma das grandes prioridades da política ambiental na Europa. a nível mundial. A poluição proveniente de fontes não pontuais ou difusas caracteriza-se pela sua distribuição no espaço ser difícil de delimitar geograficamente. e a introduzir nas cadeias alimentares – que. uma grande parte dos resíduos domésticos é constituída por produtos em fim de vida. Tornar as indústrias menos poluentes e obrigar os industriais a produzirem produtos que. permanecendo inalterada. Fonte: CEIFA ambiente. Sendo assim. quando se polui uma parte do ecossistema. Assim. muitas substâncias perigosas. Na pecuária. no fim. acabam no nosso prato – substâncias nocivas à nossa saúde! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ser reciclado pelo mar. Uma grande quantidade de despejos industriais é lançada directamente no mar ou chega até ele através dos rios nos quais é despejada. • A poluição proveniente de fontes pontuais caracteriza-se por ser facilmente identificável o ponto de descarga de poluentes. o grande problema prende-se com as fezes dos animais. quando poluímos o solo. que contêm. também eles. em geral. pelo menos em parte. A Poluição industrial Está relacionada com a deposição de resíduos industriais. Além disso. todos os seus elementos são afectados. estamos. 11 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Figura 1. grande parte do esgoto industrial é inorgânica. no fim da sua vida útil. e têm uma grande responsabilidade na deterioração das linhas de água superficiais e nos lençóis freáticos. Trata-se. a descarga de efluentes líquidos e as emissões gasosas que poluem a atmosfera. não se decompondo facilmente. de uma poluição difusa. produzidos pela indústria. A Terra é um grande ecossistema onde as várias “partes” se ligam entre si formando um “todo”.FT2 . Os resíduos provenientes de actividades industriais representam. muito ricos em matéria orgânica e potencial poluente dos solos e cursos de água. provocada pelos agroquímicos utilizados em extensas áreas. uma das fontes mais preocupantes de poluição dos ecossistemas. pela sua quantidade e perigosidade. também a poluir os aquíferos e os oceanos. na realidade. Enquanto o esgoto doméstico tem uma grande carga orgânica e pode.18: Imagem de uma saída de esgoto que vai poluir as linhas de água. Lda • A Poluição agrícola e pecuária A agricultura e pecuária são importantes fontes de poluição.

ineti.achetudoeregiao.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . 12 Saber mais: • www.pt • http://e-geo.br • www.apda.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .com.

FT2 .3. vinculado ao Escritório Meteorológico do Reino Unido. semiáridas e sub-húmidas secas. o formando deverá estar apto a: • Identificar as causas que podem conduzir à desertificação. • Concluir que a desertificação constitui um problema grave e que tem consequências tanto a nível ecológico. ou vivem em extrema pobreza. entre eles as variações climáticas e as actividades humanas”. Diz-se. as populações são obrigadas a abandonar esses lugares.2. onde há desertificação. das pastagens e das áreas de florestas e matas naturais devido às variações climáticas e. da vegetação e reduz a qualidade de vida das populações afectadas. como também económico e social. económico e social. dos recursos hídricos. PAlAVRA-CHAVE • Desertificação • Formação do solo • Regeneração do solo • Degradação do solo • Perda da produtividade biológica • Perdas económicas GloSSÁRIo Acidificação A desertificação é definida como sendo “a degradação da terra nas regiões áridas. dESERTIFICAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. e as zonas mais secas são as mais atingidas por este fenómeno. Um relatório elaborado pelo Centro Hadley. às actividades humanas (por exemplo. submódulo 4). Impactos da desertificação Como podemos observar no esquema seguinte. resultante de vários factores. desflorestação. Por outras palavras. Ou seja. a desertificação tem impactes tanto a nível ecológico. muitas vezes também. 13 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. há regiões climáticas na Terra mais vulneráveis do que outras à desertificação. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por isso que o processo de desertificação consiste na perda da produtividade biológica e económica das terras agrícolas. a água e a cobertura vegetal rareiam. A desertificação abrange um conjunto de problemas como a degradação dos solos. indica que aproximadamente um terço do mundo será deserto em 2100. o solo torna-se improdutivo.

se não forem tomadas medidas urgentes.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . 14 Alterações Climáticas Secas Desertificação Isolamento geográfico de populações Pobreza Actividades Humanas Agricultura Desflorestação Pecuária etc. Figura 1. 14.19: Representação esquemática dos impactos da Desertificação. em muitos casos.org/guide Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Os solos do nosso país são dos mais vulneráveis da Europa.20: Imagem do aspecto de um solo deserto. 2000 A base deste grande problema consiste no facto de o ritmo de exploração. Se compararmos a velocidade de formação e regeneração do solo. mas demora muito tempo a recuperar as qualidades que tinha antes de ter sido alterado. Na zona Sahel do continente africano. degradação e destruição dos recursos naturais se tornar. na 4ª Conferência relativa à Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. as características morfológicas do solo podem ser destruídas de tal forma que este perde as suas capacidades produtivas. tornando as áreas afectadas em desertos. Fonte: www. a desflorestação. o cultivo intensivo e o pastoreio em excesso produzem a desertificação dos solos. De acordo com um relatório divulgado em Nairobi. ocorrerá também uma aceleração da degradação dos solos na Europa. in UNCCD newsletter no.worldrevolution. Produtividade da agricultura Reservas de água no solo Perda de biodiversidade Figura 1. Por isso. verificamos que a diferença é enorme: o solo degrada-se com extrema rapidez. com a velocidade a que o mesmo solo se degrada. mais acelerado do que o tempo que a natureza precisa para os repor. Fonte: Esquema adaptado de “The health impacts of desertification”. que é extremamente lenta.

erosão (como vamos ver ainda neste submódulo) e contaminação dos solos. uma lei específica para a protecção do solo. nacional e global e uma integração do ambiente nas políticas sectoriais dos países. O solo é um recurso muito transversal em termos de lei.pt • http://reports. não existe.FT2 . A crescente actividade agrícola e a construção de infra-estruturas de lazer e turismo irão aumentar a pressão sobre a degradação do solo e contribuir para a desertificação. 15 Efeitos Ambientais da Actividade Humana A Agência Europeia para o Ambiente (EEA) e o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) alertam1 para os problemas que podem contribuir para a desertificação também na Europa: acidificação.eu • www. uma correcta resposta ao problema implica acções urgentes a nível local. por não poderem suportar actividades agrícolas. “Down to earth: Soil degradation and sustainable development in Europe. Segundo o mesmo relatório.eu Ver.uol.eea. 1 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .com. No entanto. Relatório da EEA e da UNEP. Vastas áreas na região mediterrânica já foram abandonadas. está actualmente em discussão uma proposta da Comissão Europeia para uma directiva-quadro que visa garantir uma abordagem global da protecção do solo. publicado em 2000. A directiva obriga os Estados-Membros a tomarem medidas específicas para lutar contra as ameaças que pesam sobre o solo.folha. até agora.europa. Saber mais: • http://ec.igeo.europa. A challenge for the 21 th century”. ou seja. mas dá-lhes liberdade quanto à forma de o fazerem.br • http://panda.

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FT2 . Figura 1. Os rios. a chuva.4.21: Erosão natural causada pela acção de agentes naturais como a água (rio). dos processos naturais que provocam modificações da crosta terrestre. isto é. 17 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. na erosão dos solos. ERoSÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Reconhecer que o Homem tem um importante papel. Nos dias de hoje são erodidos pela corrente de água do rio Fonte: Ana Henriques CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o mar e o vento transportam grandes quantidades de partículas do solo. Estes grandes blocos de granito foram arrastados. Este fenómeno pode ser classificado segundo os factores que a originam. distingue-se entre a erosão resultante de um processo natural e a erosão resultante de um processo antropogénico: Erosão geológica (natural) – manifesta-se em virtude da acção dos agentes naturais. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir os dois tipos de erosão. Assim. PAlAVRA-CHAVE • Erosão natural • Erosão antropogénica • Actividades humanas • Desertificação GloSSÁRIo Antropogénico A erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. como causa e prevenção.2. outrora. • Indicar as causas e as consequências da erosão. por gelo.

As enxurradas.22: Processo de degradação do solo resultante de actividades humanas (erosão hídrica) Fonte: CEIFA ambiente. por exemplo.). quando ele desprotege os solos. Lda Este fenómeno poderá ser desencadeado por uma combinação de factores como fortes declives. A erosão do solo constitui a principal causa do empobrecimento precoce das terras produtivas. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . podendo também o solo ter algumas características próprias que o tornem propenso à erosão (é o caso de este possuir camada arável fina. etc. Em alguns casos os solos ficam seriamente erodidos. zonas florestais são muito menos afectadas pela erosão do que zonas com pouca vegetação. construção de casas na linha de costa junto ao mar. e a perda total da capacidade produtiva. à ocupação das terras pelo Homem. Por exemplo.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT2 . A erosão tem sido intensificada por algumas actividades humanas. principalmente. O abate de árvores e de sebes de caniços. pouca vegetação ou reduzidos teores de matéria orgânica). tornando mais fácil aos agentes naturais o transporte da sua camada superior. por sua vez. A perda de partículas de solo e de nutrientes influencia directamente a produtividade das culturas agrícolas. transportam partículas de solo em suspensão e nutrientes necessários às plantas. Figura 1. principalmente pela gestão incorrecta do solo (por exemplo. 18 Erosão antropogénica – é a erosão cuja origem está ligada. retirar a vegetação do solo e deixa-lo a descoberto. são causas frequentes da crescente erosão a que estão sujeitos os solos em Portugal. A erosão é uma das principais ameaças ambientais para a sustentabilidade e capacidade produtiva do solo e da agricultura. pois o solo descoberto fica muito mais sujeito a desagregação das suas partículas devido a diferenças de temperatura (entre o dia e a noite) e é depois facilmente arrastado pelas chuvas. provenientes das águas que não se infiltram no solo. clima (por exemplo longos períodos de seca seguidos de chuvas torrenciais) e catástrofes ecológicas (nomeadamente incêndios florestais). pode levar à desertificação.

é um sector que consome muitos recursos naturais e provoca impactos ambientais importantes.FT3 . a produção de cimento e cal envolve a calcinação do calcário. • Identificar medidas de minimização dos impactos ambientais causados pela construção civil. Adicionalmente. a actividade construtiva agrava o efeito de estufa (submódulo 4). aproximadamente 80 % concentram-se na produção e transporte de materiais. Dos 40 % da energia consumida mundialmente pela construção civil. 1 O Sector da Construção Civil e o Ambiente 1. contribui para a formação da chuva ácida e da poluição do ar. Chuva ácida. Aterros sanitários A relação entre a construção e ambiente é variada e está em constante mudança. PAlAVRA-CHAVE • Construção civil • Ambiente • Recursos naturais • Energia • Impactos ambientais GloSSÁRIo Recursos não renováveis. energia e água que usa e transporta – é uma das actividades industriais que maiores impactos tem sobre o ambiente. e através de poeiras. o cimento. o formando deverá estar apto a: • Assumir que a construção civil. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Uma vez que a energia utilizada no sector tem por base maioritariamente combustíveis fósseis. muitos deles não renováveis. Combustíveis fósseis. em especial. pelas alterações que provoca na paisagem e pela quantidade de materiais e energia que utiliza. Resíduos. o SECToR dA CoNSTRuÇÃo E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. como por exemplo. O volume de recursos naturais utilizados pela construção civil. em geral.3. as enormes quantidades de materiais. corresponde a pelo menos entre 15 % e 50 % do total consumido anualmente por toda a sociedade. A formação de partículas de poeira está presente na extracção de matéria-prima. em processos que exigem temperaturas elevadas. que provocam a emissão de grandes quantidades de CO2 na atmosfera. transporte e produção de materiais. A construção – pelos espaços de território que ocupa e altera.

também eles. em grande parte. muitas vezes. utiliza o ambiente de forma sustentável. constituídos por cimento. Fonte: CEIFA ambiente. da água das chuvas. da implantação e orientação da construção. melhorando. destruir ou poluir. 2 Figura 1. que são materiais inertes e podem. Lda Resíduos de construção e demolição (RC&d) Os resíduos de construção são. os ruídos e os resíduos que resultam das actividades construtivas. e tomar todas as providências para reduzir as emissões gasosas e líquidas.23: O barro. contribuir para a poupança de recursos. No entanto. A quantidade crescente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . é uma matéria-prima muito explorada. Portanto.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT3 . os edifícios podem. Proteger dos ventos de Norte A chuva O Sol O vento Aproveitar água da chuva Utilizar a energia do sol Reciclar águas negras Figura 1. Podemos assim poupar muitos recursos. No esquema seguinte são apresentadas possíveis formas de aproveitamentos directos do sol e da sua energia. ser reutilizados. durante a fase em que são utilizados. ao mesmo tempo. aproveita e utiliza os recursos sem os esgotar. ou seja. tijolos e telhas. material constituinte dos tijolos. a qualidade dos diferentes edifícios.24: Diferentes formas possíveis de aproveitamento dos recursos naturais nas nossas habitações Fonte: CEIFA ambiente. Além disso. Lda o aproveitamento dos recursos que a natureza nos dá Uma forma de construir preocupada com o ambiente. hoje em dia a maioria destes resíduos são simplesmente levados para aterro. o Sector da Construção Civil deve preocupar-se com o tipo de materiais e técnicas que utiliza. da utilização da vegetação e do solo para reduzir a exposição ao vento.

que seja reduzida a extracção de matérias-primas. Saber mais: • www.25: Fotografia de um monte de vários resíduos de demolição. Finalizada a vida útil de um edifício. A reciclagem de resíduos tem vantagens para a gestão ambiental. a utilização de materiais e técnicas ambientalmente mais correctas no sector da construção.FT3 .usp.net • www. sociais e económicos que estes resíduos causam quando depositados clandestinamente. arquitectos e engenheiros têm vindo a desenvolver. A reciclagem permite. O peso e volume dos Resíduos de Construção e Demolição (RC&D) produzidos por ano numa cidade com 2 milhões de habitantes é de cerca de 1 milhão de toneladas e 800 mil m3 de volume depositado.ceifa-ambiente. com 10 metros de entulhos!!! Figura 1. 55 campos de futebol. mas significa também uma redução dos custos da obra (através da redução dos custos de deposição em aterro) e pode até abrir novas oportunidades de negócio (o sector de reciclagem é um dos que apresenta maiores taxas de crescimento nos últimos anos). ainda. por ano. que começam já na fase de projecto de um edifício.reciclagem. os recursos naturais não renováveis. para um melhor aproveitamento dos recursos nos edifícios e uma gestão mais eficiente dos materiais e dos resíduos. o equivalente ao espaço ocupado por 11 campos de futebol com dez metros de altura.pcc. a demolição gerará uma quantidade considerável de entulho. têm resultado de estudos científicos e da experiência que se tem vindo a acumular sobre as boas práticas que algumas empresas. indirectamente. preservando. para não falar dos sérios problemas ambientais. caso não se proceda à sua desmontagem e reutilização das suas partes. Se fizermos as contas à população Portuguesa (de acordo com o último CENSUS: 10 milhões) enchemos. ou seja.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ou seja. Estas metodologias de avaliação do desempenho ambiental de edifícios. 3 O Sector da Construção Civil e o Ambiente de resíduos que é produzida pelo Sector da Construção Civil tem contribuído significativamente para o rápido esgotamento das capacidades dos aterros sanitários existentes. Lda As medidas referidas anteriormente. visam implementar formas de Construção Sustentável. Fonte: CEIFA ambiente.

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reveja o submódulo 1. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 2. depósito de resíduos ou emissões. tente identificar a abordagem que o legislador seguiu: biocêntrica. O Homem explora os vários recursos naturais que o planeta Terra tem disponíveis. Explique o que é a desertificação.º 11/87) que dá enquadramento à política ambiental no nosso país. e como é que regiões onde não há desertos naturais. estão também a ser vítimas deste fenómeno. Explique esta afirmação a exemplo do solo. 2º dessa Lei: “A política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. há uma Lei de Bases do Ambiente (Lei n. que transcreve parcialmente o Art.Se não conseguir resolver esta actividade.4) . 4. A actividade humana está a interferir com a natureza. ao mesmo tempo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .4.” Dê argumentos que fundamentem esta afirmação. Explique de que forma um recurso utilizado pelo Homem pode ser fonte de matérias-primas e. Descreva as consequências que daí podem advir. Em Portugal. Dê dois exemplos demonstrativos desta situação. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado. qualitativa e quantitativamente.” À luz do que aprendeu sobre as diferentes visões que existem da Natureza. 3. A disponibilidade de alguns recursos está a diminuir consideravelmente. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 5. Leia com atenção o seguinte texto. O Desafio Ambiental. antropocêntrica ou ecocêntrica? Justifique a sua resposta. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.AV1 Actividades/Avaliação 1. Um das consequências mais graves dessa intervenção é a desertificação. “A Indústria da Construção Civil é a actividade humana com maior impacto sobre o ambiente.

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Sustentabilidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2.

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SM2 Sustentabilidade 1. TEMAS • O conceito de Desenvolvimento Sustentável • Formas de implementação • Preservação do património • Inovação técnica e cultural • Responsabilidade social e cidadania 4. a ameaça que as técnicas e o modelo de produção e consumo de massa representam para o património natural. São Paulo. Genebaldo Freire Dias. 2. governos e cidadãos para contribuir para o desenvolvimento sustentável. Neste enquadramento. GloSSÁRIo • Ecossistemas • Resíduos 5. 2002. em seguida. e os meios que estão ao alcance de empresas. sobre a necessidade de preservar o património natural. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o significado do conceito Desenvolvimento Sustentável. RESuMo Este submódulo é uma introdução ao conceito de Desenvolvimento Sustentável. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . debruça-se. e o contexto histórico que levou ao seu reconhecimento pela comunidade internacional na Conferência do Rio de Janeiro. Começa por mostrar a relevância deste conceito para o futuro da Humanidade. SABER MAIS • Pegada Ecológica e Sustentabilidade Humana. Editora Gaia. • Transpor para a prática conhecimentos relacionados com o conceito de sustentabilidade.

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embora os seus efeitos sejam localizados. social e ético de grandes dimensões. mas. PAlAVRA-CHAVE • Desigualdade social • Globalização • Ciclo vicioso • Relatório Brundtland • Desenvolvimento Sustentável GloSSÁRIo Biodiversidade O nosso mundo luta com grandes problemas sociais e ambientais. dois grandes grupos de problemas que afectam a capacidade de desenvolvimento do Homem: 1. que até meados do séc. em grande parte também. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o contexto histórico em que o conceito de Desenvolvimento Sustentável aparece e identificar o papel que a Organização das Nações Unidas (ONU) representou neste contexto. Sabemos. publicado em 2006. não residem só no fanatismo religioso. 1 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. Estes conflitos põem em risco a nossa segurança e a paz entre os povos. sociais e políticas que dividem o mundo. Não se trata só de um problema económico. As emissões que acorrem neste momento para a atmosfera estão a repercutir-se sobre o clima mundial.1. XX tinham causas e efeitos com uma dimensão mais ou menos localizada. Os problemas ambientais. nos últimos 50 anos. a acumulação de muitos e grandes problemas ambientais. portanto. têm causas globais. ou seja resultam da alteração do clima. por um lado. que são o tema central deste Guia de Aprendizagem. 2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o CoNCEITo dE dESENVolVIMENTo SuSTENTÁVEl: dEFINIÇÃo E PRINCíPIoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. muitas das catástrofes aparentemente naturais a que assistimos hoje. alcançaram. nas desigualdades económicas.FT4 . como cheias e furacões. portanto. O rendimento conjunto das 500 pessoas mais ricas do mundo ultrapassa agora o dos 416 milhões de pessoas mais pobres Fonte: Relatório da ONU sobre o Desenvolvimento Humano. Por outro lado. dimensões globais. Há. por outro lado. que hoje tanto preocupa as nossas sociedades. que causas locais têm efeitos globais. a enorme desigualdade social entre pobres e ricos. As raízes do terrorismo.

os países mais desenvolvidos entraram numa fase de acelerado crescimento económico. causas globais. pelo menos em parte. sobretudo a partir dos anos 50. colónias dos países mais ricos. graves efeitos a nível social e económico em países a que. em geral. Foi com essa convicção que nasceu o conceito de desenvolvimento Sustentável. não conseguiram acompanhar este ritmo. Com efeito. O empobrecimento dos solos tinha. A maioria dos países mais pobres. Muitos deles são hoje dependentes da ajuda dos países industrializados. tais como o abate de grandes áreas de florestas tropicais.1: Imagens de dois bairros bem diferentes. No século XX. pois conduz à desertificação de grandes regiões do planeta (submódulo 1) e torna os países afectados cada vez mais dependentes da ajuda dos países mais ricos. 2 Em meados do século XX. hoje em dia. tornam-se cada vez mais evidentes as estreitas relações que existem entre fenómenos ambientais e a capacidade de desenvolvimento das sociedades humanas. tratada como um problema local. O gráfico seguinte ilustra como a pobreza e a degradação ambiental se condicionam mutuamente. Mas nem sempre isto foi claro. e só recentemente é que os governos começaram a trabalhar nesse sentido. pois a existência de ciclos viciosos é uma característica própria a muitos problemas de insustentabilidade. a erosão está muitas vezes na origem da fome e da pobreza crescente da população. A globalização deve ser gerida com vista a ultrapassar os problemas que acima indicámos. num contexto histórico muito especial. Já tínhamos falado de ciclo vicioso no submódulo 1. que era. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . por outro lado.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . como global. tinha. Figura 2. um bairro mais rico e limpo e um bairro mais pobre e com poucas condições de higiene. Lda Estes dois problemas – a desigualdade das capacidades de desenvolvimento dos países ricos e pobres. político e ambiental que tem que ser gerido tanto a nível local. Fonte: CEIFA ambiente. Por exemplo. As graves implicações destes problemas só começaram a ser reconhecidas a partir de meados do século passado. chamamos “países em vias de desenvolvimento”. em geral. por um lado. reconhece-se que a erosão de solos. e a crise ecológica que afecta todo o mundo – são os dois grandes desafios daquilo a que se chama globalização. A globalização é um fenómeno económico.

Lda Por volta de 1970 começa a haver acordo entre cientistas e políticos na avaliação que fazem sobre as perspectivas de desenvolvimento da Humanidade. pois o Humanidade estava em rota de colisão com o planeta. 3 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Pressão sobre o ambiente Necessidade de alimentos e energia Redução da capacidade produtiva dos ecossistemas locais Ciclo vicioso desenvolvimento insustentável Crescimento demográfico Necessidade de importações / escassez de divisas POBREZA ? Figura 2. pois reconheceram que o mundo se encontrava num trilho de desenvolvimento insustentável e que era urgentemente necessário alterar as relações entre países pobres e ricos. Nesse mesmo ano (1972) os representantes dos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a um acordo histórico na Cimeira que se realizou na cidade de Estocolmo. e salvaguardar o ambiente.2: Ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. Figura 2. Fonte: www. A longo prazo.un.FT4 . Fonte: CEIFA ambiente. o Homem iria pôr em risco a sua própria sobrevivência na Terra. dizia claramente que era urgentemente necessário mudar o rumo.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . publicado por um grupo de cientistas em 1972. O Relatório do Clube de Roma.3: Logótipo da Organização das Nações Unidas.

4: Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. pois é impossível prever com absoluta certeza como é que as nossas acções vão influenciar sistemas tão complexos como o clima.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 .wikipedia. isso não é possível. Ora se evitarmos actividades que sabemos que têm impactes negativos. Mas então isso significa que esta definição não serve para nada? Não. isto também não é correcto. a biodiversidade. Lda Não. a definição do conceito de Desenvolvimento Sustentável: O desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. parece clara embora abstracta. É neste relatório que se encontra. pois a ciência permite-nos identificar uma série de actividades que certamente geram efeitos negativos para a geração actual e/ou as gerações futuras. A definição de Desenvolvimento Sustentável. suscita muitas dúvidas quando a queremos definir em termos práticos.org Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Podemos dizer com absoluta clareza se uma actividade é sustentável? Desenvolvimento ? Sustentável Figura 2. Só em 1987 aparece um Relatório oficial da ONU (o chamado Relatório Brundtland) que se debruça seriamente sobre as relações entre ambiente e desenvolvimento humano. certamente já estamos a contribuir para um trilho mais sustentável de desenvolvimento – e essa deve ser a nossa aposta para o nosso dia-a-dia: • Evitar o que é insustentável é já o primeiro passo para o desenvolvimento Sustentável! Saber mais: • http://pt. 4 Mas não acontece quase nada de concreto nos anos seguintes. em muitos casos. que à primeira vista. etc. pela primeira vez.

Têm direito a uma vida saudável e produtiva. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a ideia fundamental que orientou os trabalhos da Cimeira do Rio de Janeiro. ano em que se realizou a Cimeira do Rio de Janeiro. O primeiro grande passo foi feito em 1992. • a necessidade de uma acção conjunta e solidária de todos para combater a pobreza. • a responsabilidade dos Estados na implementação deste direito para as gerações actuais e vindouras. assinada por todos os países. foram elaborados. 5 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. totalmente dedicada ao tema do Desenvolvimento Humano e do Ambiente. a implementar a nível global. É durante a Cimeira do Rio de Janeiro que são identificadas as grandes linhas de acção que devem orientar a política e a economia. nacional e local em todas as áreas em que haja impacto do Homem sobre o ambiente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que confirma as conclusões da Cimeira de Estocolmo. PAlAVRA-CHAVE • Sustentabilidade • Cimeira do Rio • Princípios do Desenvolvimento Sustentável • Instrumentos de implementação GloSSÁRIo Alteração climatérica / alteração climática. que são enunciadas de forma geral no primeiro Princípio da Declaração do Rio. diversos documentos importantes: • A Agenda 21.1. FoRMAS dE IMPlEMENTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • a necessidade urgente de proteger o ambiente e a natureza. Princípio nº 1 da Declaração do Rio: Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. que engloba um conjunto de estratégias. • Identificar os resultados mais importantes da Cimeira do Rio de Janeiro.1.FT4 . • Duas Convenções Internacionais: sobre Alterações Climáticas (que deu origem ao Protocolo de Quioto) e sobre Biodiversidade. Para implementar os princípios da Declaração do Rio de Janeiro. O que devemos reter é que a Cimeira do Rio proclamou • o direito ao desenvolvimento de todos os Homens. Gases de efeito de estufa Desde 1987 têm-se feito esforços no sentido de clarificar melhor o que é Desenvolvimento Sustentável. durante a Cimeira ou na sua sequência. visando inverter o processo de deterioração ambiental. esta constitui um plano integrado de acção. em harmonia com a natureza.

entretanto. social. que reúne os cientistas mais conceituados de todo o mundo para avaliar: • os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima. Por exemplo. Declaração oficial de princípios.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 .5: Desenho simbólico da ligação entre as diferentes pessoas no sentido de chegar a um objectivo comum. Em Portugal já há muitas autarquias que têm uma Agenda 21 Local que visa implementar os grandes objectivos da Cimeira do Rio ao nível das autarquias. Lda A investigação científica tem dado um grande contributo para a implementação do conceito de Desenvolvimento Sustentável. que elaboraram. Figura 2. Compromisso de financiamento de assistência ao desenvolvimento. conhecida por “Princípios Florestais”. Os documentos resultantes da Cimeira do Rio ainda hoje servem de guia a todos os movimentos relacionados com o Desenvolvimento Sustentável. 6 • • • Convenção sobre a desertificação (acordada posteriormente. uma Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável. • a vulnerabilidade dos sistemas socio-económicos e naturais às alterações climatéricas. A Agenda 21 é um documento que apela à acção de Estados. em geral. o Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. em 1994). Hoje já muitos países. regiões. de forma a assegurar que elas não venham a agravar ainda mais os problemas globais. se possível. autarquias. ambiental e política a nível global. entre eles Portugal. Trata-se de um documento que indica as linhas orientadoras que devem guiar todas as actividades do país. • as opções que permitiriam limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e formas de adaptação a elas (submódulo 4). foi criado o “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” (Intergovernamental Panel on Climate Change – IPCC). para estudar as alterações climatéricas. e cidadãos. até contribuam para melhorar a situação económica. Todas as convenções internacionais têm sido elaboradas com base em estudos sobre os problemas que se pretende resolver. e. Mas nem só os Estados são chamados a tomar medidas rumo ao Desenvolvimento Sustentável. que poderão um dia vir a ser confirmados numa Convenção sobre Florestas. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

agenda21local.info • http://pt.FT4 .org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .wikipedia. 7 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Saber mais: • www.

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CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . se a economia é egoísta e míope.2. e só pensa a curto prazo? É exactamente por isso que é importante que haja linhas de orientação que ajudem os agentes económicos a agir de acordo com princípios de sustentabilidade. Ambiente e Economia Natureza Meio-Ambiente Economia (Produção & Consumo) de bens e serviços Os sintomas de insustentabilidade deste sistema são cada vez mais alarmantes Figura 2. só vê os ganhos e custos que lhe dizem respeito a si próprio. Os sistemas de produção e consumo que dominam a nossa economia são excessivamente baseados na exploração de recursos naturais e devolvem à natureza demasiadas emissões e resíduos que provocam alterações profundas no ambiente. se cada um. quando toma decisões económicas. 1 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. a sociedade e as instituições representam para o desenvolvimento sustentável. o formando deverá estar apto a: • Identificar e explicar o papel que a economia. numa perspecO grande problema é que aquilo que parece sustentável a curto prazo pode não o ser a longo prazo. PAlAVRA-CHAVE • Sistemas de produção e consumo • Egoísmo e miopia da economia • Pilares de sustentabilidade • Instituições • Cidadania GloSSÁRIo Resíduos. Ecossistemas Já vimos que as causas da insustentabilidade que observamos a nível global estão directamente relacionadas com a forma como o Homem se relaciona com a Natureza.6: A Insustentabilidade da Economia Fonte: CEIFA ambiente. Natureza.FT5 . AGIR RuMo à SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Lda Mas como mudar o rumo. ou seja.

hoje em dia. Desenvolvimento Sustentável = DESENVOLVIMENTO HUMANO + SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA ECONOMIA SOCIEDADE INSTITUIÇÕES PILARES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Figura 2. os três pilares têm que estar bem articulados entre si. Se queremos que a nossa cidade. Costuma dizer-se. precisamos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Lda Face aos desafios que a globalização representa. As Instituições reflectem a capacidade que uma sociedade tem de se adaptar aos desafios do futuro. ou depende de administrações corruptas não se pode desenvolver de forma sustentável.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . • A legislação do trabalho e da segurança social são instrumentos que visam fomentar o desenvolvimento humano. que inclui todas as actividades relacionadas com a produção de bens e serviços. criar instituições adaptadas aos novos desafios. a economia. no seu conjunto. o futuro da Humanidade. possam contribuir para o Desenvolvimento Humano e a Sustentabilidade Ecológica. O Desenvolvimento Sustentável visa o desenvolvimento humano sem atropelar a Natureza. que o Desenvolvimento Sustentável está apoiado em três pilares: 1. Todas as sociedades devem. são os cidadãos quem pode alterar as instituições. 3. 2. está desempregado. Entre essas instituições podemos aqui realçar o papel de duas. formas políticas. não só em cada país. etc. a geração presente com a herança que as gerações passadas lhe legaram). melhorando as condições de vida de quem trabalha. particularmente importantes neste contexto: • A legislação ambiental é um instrumento que impõe regras de comportamento aos agentes económicos. Em sociedades democráticas. Uma sociedade que vive mergulhada em redes burocráticas. É por isso que hoje em dia se fala muito em cidadania. É nas mãos deles que está. para preservar a sustentabilidade dos ecossistemas. 2 tiva de longo prazo. bem como as actividades de consumo. afinal.). o nosso país. estruturas administrativas. para que. que estimulem os agentes económicos a agir de forma sustentável. o nosso mundo se desenvolva. e vigiar pela sua qualidade. por isso. mas também a nível global.7: Pilares do Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. ou é idoso. as instituições que a sociedade criou ao longo da sua história para se organizar (leis. a própria sociedade (ou seja.

que saibam tomar decisões e estejam atentos às instituições – e cada um de nós é um cidadão! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT5 . 3 Agir Rumo à Sustentabilidade de cidadãos bem informados.

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usa técnicas próprias para a manter produtiva.2. terras produtivas. seria bom se soubéssemos utilizar os inúmeros bens e serviços que a Natureza nos oferece sem destruirmos o património que os produz. etc. Quando falamos em preservar o património. mas. e impedir a sua utilização. como o espaço. e não terá nenhum património para legar aos seus filhos. faz girar as pás dos moinhos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . No fim da sua vida. • Explicar a relação entre o conceito de Desenvolvimento Sustentável e “preservação do património natural”. E presta-nos uma série de serviços: produz oxigénio. poderíamos A natureza põe à nossa disposição bens de importância vital. Assim. No fim da sua vida. o vento. cultiva a terra. Vamos centrar a nossa atenção sobre o património natural. PRESERVAÇÃo do PATRIMóNIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. assegura a decomposição de resíduos. o sol. ao património edificado (que o Homem foi construindo para se desenvolver) ou ao património natural. que vive de outros rendimentos. imaginemos três pessoas que possuem. A primeira. as suas propriedades.FT5 . O terceiro. mantém as terras inutilizadas. o formando deverá estar apto a: • Explicar o que significa preservar o património natural.1. legar o seu património intacto aos seus sucessores. esta pessoa é certamente muito mais pobre do que no início. as ideias. os recursos naturais. PAlAVRA-CHAVE • Preservar • Conservar • Recursos naturais renováveis • Recursos naturais não renováveis • Perda da biodiversidade • Espécies em risco de Extinção GloSSÁRIo Habitat Preservar é diferente de conservar. a palavra “preservar” significa proteger uma coisa de se deteriorar ou de desaparecer. esta pessoa não enriqueceu à custa das terras. também não aproveita as terras para cultivo. mas lega um património inalterado aos seus herdeiros. todas elas. etc. no fim da vida. A segunda. conserva-as. vive dos rendimentos da terra e pode. Enquanto que “conservar” significa guardar uma coisa sem a usar. podemos referirmo-nos ao património cultural (a arte. Do mesmo modo. em baldio. o ar. 5 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. fixa o CO2 da atmosfera. vai vendendo. o saber). parcela a parcela. para financiar as despesas do seu dia-a-dia. mas não tira proveito delas. mas para compreender o que significa preservar o património.

a Terra vai ficando cada vez mais pobre. lembremos: O Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. pois corremos o risco de os destruir para sempre. No entanto. a poluição generalizada e a destruição de habitats naturais pelo Homem põem em risco a sobrevivência de muitas espécies.8: Será que os nossos filhos ainda vão poder apreciar esta paisagem no Parque Nacional do Gerês? Fonte: Ana Henriques Preservar o património natural significa.wikipedia. sem o destruir ou pôr em risco a sua capacidade produtiva no futuro. e não podem ser caçadas. O Lince ibérico e muitas outras espécies. uma condição essencial para um desenvolvimento sustentável. 6 legar às gerações vindouras um património natural intacto. por isso. Ou seja. não os podemos utilizar. para dele tirar proveito. como é o caso do Lince ibérico (Lynx pardinus). seres vivos. Figura 2. por exemplo. Fonte: http://pt. no fundo. que em tempos era. por isso. também na Europa. hoje.org/ wiki/Lince-iberico Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Apenas existem cerca de cem linces ibéricos em toda a Península Ibérica. estamos a destruir o património natural. Já falámos de recursos renováveis e não renováveis. É isso. uma fonte importante de alimento. Em Portugal existem já muito poucas espécies selvagens. O lince-ibérico (Lynx pardinus) é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. A caça. representa hoje uma das grandes ameaças à sobrevivência de espécies em muitos países em vias de desenvolvimento. por exemplo.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Aparentemente encontra-se extinto em Portugal. o que nos diz a definição de Desenvolvimento Sustentável. As perdas do património natural são particularmente preocupantes quando se referem a perdas de recursos renováveis. Estes reproduzem-se e têm. algumas são hoje legalmente protegidas. portanto. Quando consumimos recursos não renováveis. um mecanismo natural para se preservarem a si próprios. Preservar o património é. Através da exploração desses recursos. que o podemos utilizar. como o petróleo. são hoje protegidas através de medidas de conservação da natureza. e das que estão em risco de desaparecer. temos que “conservar” alguns elementos da natureza.

tais como a sardinha. pois CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . praticamente extinto em Portugal. Lda O sector económico das pescas é gravemente penalizado pelo crescente número de espécies ameaçadas. 7 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. o que tem obrigado os governos a limitar temporariamente as quotas de pesca.9: Fotografia de um lince ibérico. o carapau e a pescada. Com a destruição das florestas tropicais. mas também com a pesca de alguns dos principais peixes que povoam a costa portuguesa. ou já desapareceu sem que o tenhamos notado. É o que acontece com as baleias. Figura 2. e que está sujeita a restrições. uma grande parte desse património natural está em risco de desaparecer. para preservar o património natural. A perda das espécies é especialmente dramática em relação às plantas. ricas em substâncias preciosas para a medicina e a indústria química.pt (foto de Carlos Carrapato) Também nos oceanos observamos uma acelerada perda da biodiversidade. Muitas espécies de peixes estão ameaçadas.FT5 .10: Porto de pesca. Fonte: CEIFA ambiente.quercus. Fonte: www. Sabemos que muitas são verdadeiros tesouros.

Mas. temos que os utilizar a um ritmo que permita à natureza ir repondo aquilo que dela retiramos! Saber mais: • www. Mas atenção. Por exemplo. ou seja. podem ser extintos. podemos contribuir para a preservação do património natural se preferirmos utilizar recursos renováveis em vez de recursos não renováveis. podemos preservar o património natural. como as plantas e os animais.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . também os recursos renováveis.info Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . como vimos em cima. com pequenos gestos. Cada espécie que desaparece deixa o nosso planeta mais empobrecido. se não formos cautelosos. 8 muitas espécies nunca foram identificadas e estudadas.ecologia.

naturalmente. o formando deverá estar apto a: • Verificar que a técnica desempenha um papel preponderante nas relações entre o Homem e a Natureza. Ambiente fornece materiais. INoVAÇÃo TéCNICA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. porque requer muitos materiais e muita energia.2. 9 Agir Rumo à Sustentabilidade 2.FT5 . as técnicas de produção que hoje se usam permitem produzir quantidades enormes de produtos em pouco tempo. Fonte: CEIFA ambiente. Técnica transforma recursos em produtos. Diz-se frequentemente que o nosso modelo tecnológico é insustentável. energia. Lda Ao contrário do que acontecia em sociedades pré-industrializadas. luz solar. quando ele está em risco de extinção. em geral. altamente poluente. resíduos e emissões Resíduos e emissões dos consumidores voltam à Natureza Figura 2.2. Resíduos. Como tínhamos visto anteriormente o património natural está ameaçado pela forma como o Homem lida com a Natureza. • Definir os objectivos de tecnologias sustentáveis. Ecossistemas Na ficha precedente debruçámo-nos sobre a necessidade de preservar o património natural e. • Caracterizar um modelo de produção e consumo de massa. a necessidade de o conservar. para além de ser. ou seja. pelo tipo de produtos que produz e consome. substituir o trabalho humano por máquinas e reduzir. PAlAVRA-CHAVE • Modelo tecnológico • Modelo de produção e consumo de massa • Técnicas eficientes GloSSÁRIo Impactes ambientais. As técnicas têm um papel essencial neste contexto. desta forma. e. ar. pelo uso exagerado que faz dos recursos naturais. pela poluição que causa. Os baixos preços de produção são uma condição fundamental para que as CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . água. os custos de produção.11: As relações entre o Homem e o Ambiente são fortemente influenciadas pelas técnicas. etc.

Por outro lado. como veremos com mais detalhe nos submódulos 3 e 4. e assim. o consumo aumenta As empresas produzem mais. a baixos preços. Lda As consequências ambientais de modelos de produção e consumo de massa são dramáticas. para satisfazer a crescenta procura Empresas procuram técnicas para produzir mais com menos custos Figura 2. pois gera massas de produtos. O telemóvel é um exemplo. as técnicas abriram a possibilidade de se produzir muito. estão a atingir dimensões cada vez mais alarmantes. 10 pessoas possam comprar as enormes quantidades de produtos que vão aparecendo no mercado. para a massa dos consumidores os comprarem. que toda a gente acha que tem que ter. a quantidade de resíduos e emissões que daí resultam crescem de ano após ano. independentemente do contributo real que eles possam dar para a sua qualidade de vida. os consumidores são aliciados a ir comprando o que vai sendo produzido. baseados na exploração excessiva do património natural. A este modelo de produção e consumo chamamos “modelo de produção e consumo em massa”. Técnica permite redução de custos Produção aumenta Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Aumenta a quantidade de resíduos e o consumo de energia Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Devido aos baixos preços.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . embora há 20 anos as pessoas conseguissem viver sem ele. Portanto. por um lado. de um produto que hoje é considerado um bem quase essencial. entre muitos outros. e são cada vez mais difíceis de tratar. A indústria tem vindo a criar necessidades nos consumidores que antes não eram sentidas. porque os países em vias de desenvolvimento estão a adoptar os mesmos padrões tecnológicos. representando uma grave ameaça para os ecossistemas a nível local e global. e sem se preocupar com os impactos ambientais que possam causar. Os problemas resultantes das tecnologias não sustentáveis que dominam o modelo de produção e consumo de massa nos países industrializados. em pouco tempo. Estes padrões de produzir e consumir estimulam.12: Modelo de produção e consumo em massa. a utilização de uma quantidade sempre crescente de materiais e energia. Fonte: CEIFA ambiente.

por outro. as técnicas que são usadas para produzir esses produtos. carros e telemóveis.amigosdomindelo. muitas vezes na sua simplicidade: fogão e forno solares. Figura 2. com muito menos impactes ambientais. de produtos que melhorem a qualidade de vida. é preciso não esquecer que os habitantes da China ou da Índia têm o mesmo direito que os habitantes dos países industrializados a usarem frigoríficos. Lda No entanto. terá consequências muito graves para os ecossistemas e para a Humanidade. o modelo do consumo de massa que se está a espalhar por todo o mundo. não existem hoje quaisquer dúvidas que o modelo dos países industrializados. 11 Agir Rumo à Sustentabilidade Devido ao rápido crescimento populacional que se observa nesses países. Tem havido muita investigação sobre este assunto e chegou-se à conclusão que. e. também a população do continente africano é bastante numerosa. Fonte: CEIFA ambiente.roessler. de técnicas muito mais eficientes (que produzam o mesmo produto com menos matérias primas) e.org. bicicleta… Saber mais: • www. por um lado.pt • www.13: Além da população asiática. O que temos que questionar é. porque precisamos. seria necessário reduzir nos próximos anos a quantidade de materiais e energia consumida para um quarto da que usamos hoje! O segredo da tecnologia sustentável reside. se for adoptado por países como a China e a Índia. por um lado. por outro. para entrarmos num trilho de sustentabilidade. Como gerir esta situação? Uma das soluções é promover a inovação tecnológica.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT5 .

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para além de inovações técnicas. elas. Chamamos inovações culturais às alterações que observamos numa sociedade quando as ideias e os comportamentos se alteram de forma generalizada. INoVAÇÃo CulTuRAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Muitas inovações culturais a que temos assistido nos últimos anos em Portugal estão ligadas à revolução do 25 de Abril. por si só. • Exemplificar como se podem alterar hábitos e mentalidades. Impactes ambientais Embora as inovações técnicas sejam indispensáveis para gerir melhor as relações do Homem com a Natureza. o formando deverá estar apto a: • Explicar porque é que. PAlAVRA-CHAVE • Consumo sustentável GloSSÁRIo Resíduos.14: Imagem de um cartaz alusivo ao 25 de Abril e que era visível por todo o país nessa altura. Fonte: Internet CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . não chegam. Também só alterando as mentalidades se podem criar hábitos de consumo que nos assegurem qualidade de vida e sejam ecologicamente sustentáveis. promoveu a emancipação das mulheres e criou condições de mais justiça social. 13 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. Figura 2. que pôs fim à ditadura e à guerra colonial.FT5 .2.3. o Desenvolvimento Sustentável requer também inovação cultural. São necessárias também inovações culturais que favoreçam a substituição de tecnologias poluentes por tecnologias mais sustentáveis.

uma notável melhoria das condições de vida da população portuguesa. lhes confere um estatuto social mais elevado. e. É fácil observar que as pessoas consomem hoje muitos produtos que não são essenciais à vida. por isso.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . porventura bem mais sustentáveis. Muitas pessoas pensam que possuir um carro. nem sequer têm um impacto positivo no seu bem-estar. Figura 2. 14 A entrada de Portugal na Comunidade Europeia também provocou profundas alterações e… o desenvolvimento de um modelo de produção e consumo de massa. Cada vez mais pessoas fazem hoje a selecção dos resíduos. e foi feito. Muitos dos problemas enunciados estão associados ao comportamento dos consumidores. É sobre as consequências deste modelo no nosso país que nos vamos concentrar. nos últimos 30 anos. É verdade que se regista. muitas vezes. por isso menos emis- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . No entanto. redução do consumo de água na casa de banho. usando autoclismos que permitam regular o fluxo de água. Nem sempre é fácil escolher… Fonte: Internet A crescente sensibilização da população para os problemas ambientais e os desgastes visíveis do património natural tem tido impactos positivos. à custa do património natural. este progresso foi acompanhado por um aumento dos resíduos e das emissões. etc.. em muitos casos. telemóvel. que mudar as mentalidades. Uma grande parte do dinheiro que o Estado investe hoje é para construir estradas (que estimulam o aumento de trânsito motorizado). • produtos locais não precisam de ser transportados. Mas há muito mais formas de consumo sustentável. e causam. compram produtos da agricultura biológica.15: Armazém de materiais. Estes gastos impedem que haja recursos disponíveis para outras medidas. para promover a reciclagem de materiais. Para alterar certos hábitos de consumo. por exemplo: • utilizar lâmpadas de baixo consumo energético. ou escolhem automóveis que consomem menos combustível. É urgente encontrar formas de evoluir com menos impactes ambientais. teríamos. produzir energia (com combustíveis fósseis). e tratar os resíduos (que são produzidos em quantidades crescentes).

wbcsd. que partem imensos tijolos.topten.pt • www.uevora. o papel reciclado é certamente o que menos danos causa ao ambiente.minerva. vidros porque não trabalham com profissionalismo. 15 Agir Rumo à Sustentabilidade • • • • sões. É certo que é muito difícil alterar mentalidades.FT5 . por isso se diz que este é o combate mais difícil que temos que vencer. azulejos. em vez de deitar fora e comprar novo.ch CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma grande parte dos resíduos resulta de uma atitude de descuido por parte dos trabalhadores.pt • www. andando a pé ou de bicicleta. na construção civil. alterar os hábitos de mobilidade (utilizando mais os transportes públicos.blog.pt • www. se queremos salvar o planeta. em vez de utilizar o carro). prolongar a vida útil dos objectos. entre papel reciclado e papel feito através do abate de árvores. Mas podemos começar por nós próprios! Saber mais: • http://ecocar19. reparando o que se avaria.

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vivendo dos frutos que elas lhe dão. entendemos agora melhor porque é que não é fácil. os seus direitos de consumidores. via governo (e indirectamente. Uma boa parte dos impostos que o Estado cobra aos seus cidadãos são canalizados para reparar os danos causados por alguns. e como se produz. na nossa sociedade. Responsabilidade social e ambiental das empresas. 17 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. Uma das dificuldades é que o Desenvolvimento Sustentável apela à responsabilidade de todos. RESPoNSABIlIdAdE SoCIAl E CIdAdANIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. através do seu direito • de voto). por exemplo. encontrar formas de desenvolvimento sustentável. em relação aos estragos causados ao ambiente por uma empresa. PAlAVRA-CHAVE Responsabilidade colectiva.” CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . em especial na sua função de consumidores. Ou seja.FT5 . na prática. utilizando. que temos que assumir – colectivamente – a responsabilidade de preservar o património natural. • Identificar alguns instrumentos que o Estado utiliza para regular a responsabilidade das empresas e permitir que os consumidores façam escolhas conscientes. • Explicar como é que os cidadãos podem contribuir para a promoção de modelos mais sustentáveis de produção e consumo. para poder legar o seu património intacto aos seus sucessores. em suma. os empresários têm uma responsabilidade maior que os trabalhadores. trabalhando numa fábrica.2. temos que agir como aquele camponês que utiliza as suas terras de forma inteligente. nem sobre as técnicas produtivas que utilizam. Preferências dos consumidores Voltemos à definição de Desenvolvimento Sustentável. De facto. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que o conceito de Desenvolvimento Sustentável está associado à noção de responsabilidade colectiva. os cidadãos. Aqueles que. Ou seja. e de cada um. certamente acarretam uma responsabilidade maior do que aqueles que. • As empresas (dentro dos limites impostos pela legislação). para a reflectir agora à luz do que aprendemos até agora. • Os cidadãos. Legislação ambiental. Diz. em detrimento de outras despesas de interesse “Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. preservando o valor produtivo do solo. Na nossa sociedade há três grandes grupos de decisores: • O Estado. as responsabilidades não podem ser assumidas igualmente por todos. No entanto. em especial. têm mais poder de decisão sobre o que se produz.4. não podem decidir sobre os produtos que produzem.

e as regras de conduta a que obriga o código do trabalho. os requisitos de segurança e higiene obrigatórios. em contradição com os interesses da sociedade. o Estado é obrigado a reparar este dano… Fonte: CEIFA ambiente. Uma prioridade da legislação ambiental é. geral. de que temos vindo a falar. como a segurança social. Lda Neste contexto. estimular uma alteração das técnicas e das formas de gestão das empresas.17: No filme “Tempos Modernos“. fala-se muito na responsabilidade ambiental e social das empresas. assim. devido à extrema pobreza em que vivem. de 1936. regulada pela legislação ambiental. XX. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . etc. o desporto. 18 Os interesses particulares de algumas empresas ou proprietários privados estão. A responsabilidade empresarial não inclui só a responsabilidade ambiental. mas só uma parte muito pequena dessas receitas vai chegar aos que os produziram. muitos empresários produzem os seus produtos em países em vias de desenvolvimento. Por vezes. a sociedade civil requer. onde as pessoas. Por exemplo. Há muitos produtos no mercado que são produzidos por crianças e mulheres em condições quase de escravatura.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . tomando um papel activo na protecção do património natural e na construção de uma sociedade mais justa. Charlot advertia para as condições desumanas em que os operários trabalhavam nas fábricas no princípio do séc. que os empresários introduzam voluntariamente inovações nas suas fábricas de modo a protegerem melhor os interesses dos cidadãos e do ambiente. em grande parte. esses produtos são vendidos a preços bastante elevados nos países ricos. a educação. a cultura. O que se pretende é que as empresas não se limitem a respeitar a legislação ambiental. Para evitar efeitos negativos sobre a saúde humana e os ecossistemas. Figura 2. estão dispostas a trabalhar por salários que mal chegam para se alimentarem. e que é. muitas vezes. Exige-se que elas vão mais longe. para além disso. Figura 2.16: Imagem de uma lagoa poluída.

pois os empresários são muito sensíveis às preferências dos consumidores.com CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . cada cidadão é também um consumidor. Além disso. podem.consumosustentavel. assumir um papel muito importante. como a preferência dos consumidores por produtos com mais qualidade pode alterar significativamente as decisões dos empresários.18: O trabalho infantil é. E. Assim. Cidadãos bem informados podem exprimir as suas preocupações perante os políticos e exigir que os interesses da sociedade em geral sejam protegidos contra os interesses individuais. é importante que os consumidores se informem e ponderem bem as vantagens e desvantagens dos produtos que compram. Fonte: Christel Kovermann / terre des hommes Os consumidores. Do mesmo modo. neste contexto. em especial quando estes não respeitam os direitos humanos e causam danos ambientais. também os cidadãos devem assumir a sua responsabilidade ambiental e social. uma realidade do nosso mundo actual. infelizmente. os empresários começarão imediatamente a tentar satisfazer essa procura. se os consumidores se recusarem a comprar tapetes feitos à custa de trabalho infantil. se um número significativo de consumidores optar por produtos mais ecológicos. 19 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. Tal como as empresas e os governos. Saber mais: • www. estão a pressionar os empresários para que eles assumam a sua responsabilidade social.FT5 .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

reveja o submódulo 2. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 3. 2. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Dá uma definição com palavras próprias de Desenvolvimento Sustentável. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Sustentabilidade. 5.3. 6. 4. O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi utilizado pela primeira vez em 1987. no Relatório Brundtland.Se não conseguir resolver esta actividade. Pense em três exemplos que demonstrem que esta afirmação é verdadeira.AV2 Actividades/Avaliação 2. Porque é que o modelo tecnológico e o modelo de produção e consumo dominantes nos países desenvolvidos representam uma grande ameaça para o património natural? Explique o significado da expressão “consumo sustentável” e dê exemplos concretos. Explique o que é o ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável.4) . Quais são os objectivos e em que pilares deve assentar uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável? Explique a diferença entre conservar e preservar o património. 7. Imagine que é um cidadão responsável e um consumidor consciente.

2 Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Actividades/Avaliação FT1 .

3. A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Estes dois ciclos são analisados em profundidade. • Entender que perturbações de um ciclo natural têm repercussões nos outros ciclos naturais. Os ciclos naturais são. 3. Materiais e energia vão sucessivamente passando por complexas transformações físicas e químicas em que não há desperdícios materiais. • Compreender a importância das cadeias alimentares para a biodiversidade. e os materiais que neles transitam voltam à composição que tinham no início do ciclo. pois tudo o que entra no ciclo permanece nele. tudo se movimenta em grandes ciclos. TEMAS • O ciclo do carbono • O ciclo da água • As cadeias alimentares • Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade • Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas 4. é realçado o papel das cadeias alimentares para a preservação dos ecossistemas e da vida na Terra. Na Natureza nada se cria.SM3 . nada se perde. portanto. ciclos fechados. de forma a tornar visível a interdependência destes elementos com a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas. • Conhecer o funcionamento de dois ciclos naturais que permitem a existência da vida na Terra. embora assumindo formas e funções diversas. RESuMo Este submódulo debruça-se sobre a forma que melhor caracteriza a gestão de materiais e energia na Natureza: o ciclo. GloSSÁRIo • Ecossistema • Atmosfera • Biosfera • Aquíferos / lençol freático • Biodiversidade • Limites ecológicos • Plâncton • Herbívoros • Biomassa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Finalmente. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Os ciclos de importância vital para a existência e sobrevivência da vida na Terra são o do carbono – que é o elemento básico de toda a matéria orgânica – e o da água. 1 A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais 1. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o papel dos ciclos naturais para o equilíbrio dos ecossistemas. 2.

A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais SM3 .org.br/downloads/wwf_brasil_planeta_vivo_2006. 2 5.pdf Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . 2006. SABER MAIS • Planeta Vivo. Relatório Publicado pelo WWF (World Wildelife Fund) Disponível online: http://assets.wwf.

O CO2 atmosférico entra nos ecossistemas terrestres e aquáticos através de organismos. • Identificar e explicar os principais processos do ciclo do carbono. Combustíveis fósseis.1. e vice-versa. podemos dizer que o ciclo do carbono consiste. Herbívoros. o CO2 é captado pelas plantas e por outros organismos fotoss- Biosfera "Bio" = vida "esfera da vida" CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . na transferência do elemento químico “carbono” (C). • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo do carbono provocando-lhe • alterações. via combustão. sob a forma de dióxido de carbono (CO2).1: Ciclo do carbono simplificado. Fonte: CEIFA ambiente. Biomassa. o CIClo do CARBoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 O Ciclo do Carbono 3. Biosfera. percorre um ciclo entre a atmosfera e a biosfera. como por exemplo as rochas calcárias) ou sob a forma de CO2 na atmosfera. por outro lado. Durante a fotossíntese. Ecossistemas. Atmosfera Combustão Fotossíntese Biosfera Figura 3. Desflorestação O carbono. Plâncton. na sua reintegração na matéria orgânica via assimilação fotossintética. carbonatos (matéria sólida. Lda O carbono na Terra aparece essencialmente na forma de compostos orgânicos. que o utilizam para a síntese de matéria orgânica. dos seres vivos para a atmosfera e para o mar e.FT6. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo de carbono. por um lado. PAlAVRA-CHAVE • Combustão • Fotossíntese • Dióxido de carbono • Oxigénio GloSSÁRIo Atmosfera. processo denominado fotossíntese. De uma forma muito simples.

estamos a inspirar O2 e a expirar CO2 resultante da combustão lenta que ocorre nas nossas células (respiração celular). É através das diferentes combustões (respiração celular. bactérias. portanto. Lda A fotossíntese pode ser descrita da seguinte forma: Dióxido de Carbono + Água + Energia Solar —> Glicose + Oxigénio A segunda parte do ciclo de carbono baseia-se num fenómeno que pode considerarse inverso à fotossíntese. portanto. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . com o O2 presente na atmosfera e liberação de calor. . É.2: O ciclo do Carbono. Aeróbica Carb. etc.. É também através da fotossíntese que o CO2 é retirado da atmosfera e armazenado (em especial nas árvores. é o Ciclo do Carbono Actividade Vulcânica CO2 na Atmosfera Fotossíntese Resp. através da fotossíntese que as plantas crescem e podem servir de alimento aos animais herbívoros. Fonte: CEIFA ambiente.. a que chamamos combustão. 2 intéticos (como as algas. do solo. Dissolvido Carbono na Biomassa Carb. o produto de uma parte do ciclo do carbono – a fotossíntese. fogo) que o CO2 é devolvido à atmosfera: Matéria orgânica + Oxigénio —> Dióxido de carbono + Água + Energia Cada vez que respiramos. Com ajuda da energia solar e em presença da água o CO2 é separado em oxigénio (O2) e transformado em O matéria orgânica (glicose). A biomassa que existe na terra é.O Ciclo do Carbono FT6 . o plâncton dos oceanos. Neste processo químico há a reacção de uma substância combustível (matéria orgânica). que o fixam durante muitos anos). A combustão pode processar-se a temperaturas muito elevadas (por exemplo o fogo) ou a baixas temperaturas. nos Sedimentos Fogo Combustíveis Fósseis Combustão Figura 3.). A respiração que ocorre nas nossas células é um exemplo de combustão lenta que ocorre a temperaturas baixas. Aeróbica Detritos Resp.

que consomem combustíveis fósseis. de animais e plantas. também chamados combustíveis fósseis). 3 O Ciclo do Carbono Os vários tipos de combustão que constituem o ciclo de carbono são: • Respiração Celular – processo que ocorre nas plantas e animais através da reacção da glicose com o O2. carvão e gás natural (que são matérias orgânicas.FT6 .3: As árvores fazem fotossíntese e respiram assim como o resto dos seres vivos. desflorestação – com a desflorestação maciça deixam de existir árvores para utilizar e armazenar o CO2 produzido. Nas últimas décadas este equilíbrio tem sido CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que se alimentam destes produtos e libertam o CO2 para a atmosfera. por organismos decompositores (fungos. bactérias). provoca uma grande libertação de CO2 que não é totalmente compensada pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera. A concentração de CO2 na atmosfera não foi sempre a mesma de hoje. • • Energia Solar CO 2 e vapor de água Respiração O2 Fotossíntese Respiração do Solo CO 2 O2 Água O2 CO 2 CO 2 e vapor de água O2 Respiração Celular Figura 3. Fogo – é combustão de matéria orgânica a alta temperatura. Fonte: CEIFA ambiente. • O ciclo de carbono ocorre desde que existe vida à superfície da Terra. Respiração do Solo – processo que ocorre através da decomposição e mineralização de matéria orgânica morta. com a consequente libertação de CO2. água e energia. com libertação de CO2. são um dos grandes responsáveis pela excessiva libertação de CO2 para a atmosfera. Lda Interferência no ciclo de carbono O ser humano intervém neste ciclo através da: • Combustão – do petróleo. Os automóveis. mas tem-se mantido mais ou menos constante desde há vários milhares de anos.

naturlink. Saber mais: • www.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .O Ciclo do Carbono FT6 . 4 afectado pelas actividades humanas.

aproximadamente 2 % estão localizados no gelo dos Pólos e apenas 1 % é encontrado na forma de água subterrânea (aquíferos ou lençóis freáticos). é o processo de reciclagem global da água. O movimento da água no ciclo é mantido pela energia radiante de origem solar que provoca evaporação e pela atrac- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . identificando-as. Lda A água circula na natureza no chamado ciclo da água. A qualidade desta água é. • Identificar e explicar os fenómenos naturais do ciclo da água. afectada pela poluição. a água doce de que dispomos para satisfazer todas as necessidades humanas. • Concluir que as alterações provocadas no ciclo da água diminuem a quantidade e qualidade da água disponível ao consumo humano. lagos. 1 O Ciclo da Água 3.4: Distribuição da água no mundo Fonte: CEIFA ambiente. Assim.FT7 . Eutrofização. em lagos. o CIClo dA ÁGuA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. rios e atmosfera A quantidade de água que existe na Terra hoje é a mesma que existia no passado e que existirá no futuro. PAlAVRA-CHAVE • Água • Evaporação • Precipitação • Condensação • Evapotranspiração • Desflorestação • Erosão dos solos • Impermeabilização dos solos GloSSÁRIo Aquíferos / lençol freático. Figura 3. Os oceanos constituem cerca de 97 % de toda a água do planeta.2. é menos de 1 % da água existente no planeta. ou o ciclo hidrológico. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo da água provocando-lhe alterações. Ecossistema O ciclo da água (H2O). nem toda a água está disponível ao Homem. ETAR. rios e na atmosfera. inclusive a irrigação na agricultura. Mar Gelo nos polos Águas subterrâneas. Dos 3 % restantes. ainda. No entanto. Atmosfera. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo da água.

orvalho) e sólida (neve. como já dissemos.O Ciclo da Água FT7 . Quando as pequenas gotas de água que pairam no ar atingem um certo peso. granizo. 2 ção gravítica que origina a chuva. a Terra e o Homem” – INAG. e caiem como chuva. Esta é devolvida à Terra através da precipitação. oceanos e à terra. www. na forma de vapor. neve. infiltrada (no solo. o ciclo hidrológico. dá-se a condensação da água. precipitam. Quando a humidade excede a saturação dá-se. para alimentar os aquíferos) ou escoada (para o mar). voltando depois a evaporar-se. devolvendo a água aos lagos. por evaporação. por efeito da força da gravidade. neve ou granizo. a determinadas temperaturas. Fonte: Esquema adaptado de “A Água. rios. maior é a evaporação e. rios e lagos vai para a atmosfera. neblinas e nevoeiros que se movimentam sob a acção do vento. e retorna à superfície terrestre na fase líquida (chuva.5: O ciclo da água.pt Neste processo a água dos oceanos. então. geada). O ciclo da água é uma sequência fechada de fenómenos pelos quais a água passa para a atmosfera. onde é parcialmente retida na superfície (lagos e rios). dado que. granizo (precipitação). com formação de nuvens. mais humidade poderá o ar conter.inag. consequentemente. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . assim. Este ciclo é fortemente condicionado pelas variações de temperatura. reiniciando. Condensação Evapotranspiração Precipitação Infiltração Evaporação Figura 3. Após a evaporação. O conjunto de água evaporada do solo e transpirada pelas plantas tem o nome de evapotranspiração. quanto mais elevada for a temperatura do ar. a formação de nuvens. Também a água contida no solo passa para a atmosfera por evaporação e a das plantas por transpiração.

vive com escassez de água.6: Representação das consequências das interferências do Homem no ciclo da água. grande parte da água para uso humano é extraída dos aquíferos. para as sarjetas.2 biliões. por exemplo: • Há menos precipitação e menos água a evaporar de volta para a atmosfera (a chuva cai na superfície impermeável e escorre. como sabemos.S Environmental Protection Agency A impermeabilização do solo tem efeitos importantes para o ciclo da água. uma vez que as superfícies artificiais construídas são menos permeáveis que o solo. que rapidamente reencaminham esta água para os cursos de água naturais). logo a sua disponibilidade fica diminuída e. Mas. mas uma grande parte da água doce vai directamente para o mar. causando problemas. No caso das cidades esses efeitos são. o destino da precipitação é alterado dentro do ciclo da água. • Devido à diminuição da infiltração nos solos diminui também a alimentação das reservas de águas subterrâneas. • A maior escorrência para os rios provoca por vezes cheias e inundações (a corrente dos rios fica mais intensa durante e depois das chuvas). Fonte: Esquema adaptado de U. como será nessa altura? 10% Campo 50% Precipitação Escorrência Lençol Freático Evapotranspiração 100% 43% 25% Escorrência Lençol Freático Cidade 32% Figura 3. a maioria das vezes.3 biliões de pessoas.FT7 . a vários níveis. Precipitação Evapotranspiração 100% 40% Grande parte da população mundial. 3 O Ciclo da Água Interferência no ciclo da água O contínuo crescimento da população mundial e as formas de ocupação do solo têm interferido com o ciclo da água. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Uma vez que a ONU prevê que em 2050 seremos 9. podemos ter graves problemas de falta de água disponível. Nas cidades a escorrência da água da chuva é maior que no campo. que no total são cerca de 6. e não se infiltra no solo. Assim. a longo prazo.

O Ciclo da Água FT7 . Proteger a floresta é de grande importância para a estabilização do escoamento das águas. As árvores. têm que dar especial atenção ao tratamento destas águas e procurar. que origina o crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas. As raízes das árvores desempenham também um papel importante para o solo. 4 • A quantidade de transpiração pelas plantas também é reduzida nas cidades. reconduzi-las com boa qualidade ao seu ciclo natural. sendo capaz de degradar a própria qualidade dos rios. e para o bom funcionamento do ciclo hidrológico. mesmo quando não se pratica a rega. Os pesticidas são em geral nocivos à saúde e os adubos originam um excesso de substâncias nutrientes nas massas de água (eutrofização). para além de terem um papel importante no ciclo do carbono. a menos que receba tratamento prévio (numa ETAR). mas também em termos da sua qualidade.naturlink. são também elementos essenciais para o ciclo da água. como já vimos. pois seguram a terra à sua volta e reduzem. indústria.gov • www. Assim. Os adubos e os pesticidas utilizados intensamente na agricultura actual são prejudiciais à qualidade da água. é lançada nas massas de água naturais apresenta em geral má qualidade. a perda de qualidade da água também pode resultar numa diminuição da quantidade de água disponível para uso humano. Com efeito. esses produtos são transportados pelo escoamento resultante da chuva. depois de utilizada (consumo humano. para os aquíferos ou para os rios e lagos naturais ou artificiais. degradando a qualidade desses ecossistemas. se não tomarmos as medidas necessárias para evitar este problema. O tratamento das águas poluídas além de complicado é extremamente caro. Portanto. constituindo um grande entrave à limpeza destas águas. Saber mais: • www. assim.epa. a erosão dos solos (submódulo 1) causada pela escorrência das águas que arrastam muitas partículas. pesca e actividades recreativas). devido à desflorestação (a vegetação natural é substituída por edifícios e outras construções). A intervenção do Homem no ciclo hidrológico não se faz somente em termos da quantidade de água.inag. agricultura. que produzem enormes quantidades de águas residuais fortemente poluídas.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . As cidades. lagos e lençóis freáticos.pt • www. na medida do possível. a água que.

Uma cadeia alimentar representa as relações alimentares existentes entre os organismos de um ecossistema. novamente disponível às plantas e assim se reinicia o ciclo de transferência de nutrientes. Esta cadeia acaba também por ser um ciclo. uma vez que os decompositores transformam a matéria orgânica morta em compostos mais simples.3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ele precisa de alimento. De modo geral. AS CAdEIAS AlIMENTARES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. apesar de se observarem variações quanto às plantas e animais que deles fazem parte. • Identificar e explicar o ciclo e o fluxo existentes nas cadeias alimentares.FT8 . predadores ou carnívoros (que se alimentam de outros animais) e pelos decompositores. distinguindo. Esta cadeia inicia-se nos produtores de biomassa por fotossíntese (plantas) e passa pelos herbívoros (que se alimentam de plantas). o formando deverá estar apto a: • Compreender. É o alimento que fornece os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo e ao mesmo tempo a energia que ele necessita nas suas actividades. os quais são regulados pela relação predador-presa. PAlAVRA-CHAVE • Produtores • Predadores ou carnívoros • Decompositores • Níveis tróficos • Transferência de nutrientes • Fluxo de energia GloSSÁRIo Ecossistema. 1 As Cadeias Alimentares 3. podemos afirmar que os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas. • Concordar com a importância de um bom conhecimento das cadeias alimentares. Biomassa Para que um ser vivo seja saudável e possa sobreviver. as relações alimentares que existem nas cadeias alimentares.

geralmente. que come o herbívoro. o 2 aos herbívoros (consumidores primários). é chamado de consumidor secundário. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . pelo contrário. e por aí adiante. O carnívoro. Por isso na natureza não há cadeias alimentares isoladas. apresentam sempre vários pontos de cruzamento. Os predadores ou carnívoros são os organismos que se alimentam de outros animais (por exemplo o leão). Exemplo de um consumidor primário. substâncias tóxicas para a nossa saúde. Rachel Carson demonstra como o DDT. Importância de se conhecerem as cadeias alimentares A Primavera Silenciosa Em 1962 . por consumidores. secundário e terciário. penetrava na cadeia alimentar e se acumulava nos tecidos gordurosos dos animais. Fluxo de energia Os peixes não se alimentam apenas de algas. por exemplo. Fonte: Internet Nível Trófico 1 O grupo formado pelos herbívoros e carnívoros é denominado. respectivamente). o 3 e o 4 aos carnívoros (consumidores secundários e terciários.As Cadeias Alimentares FT8 . Temos. cuja complexidade é variável.7: Cadeia alimentar e fluxo de energia. Lda. • Porque nos permite o uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar determinados ecossistemas de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente. inclusive do Homem. 2 Trófico 4 tem poucos seres vivos porque há menos energia do que nos níveis inferiores. Na maioria dos ecossistemas. veja-se o exemplo do BSE (doença das vacas loucas) ou do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano).8: Cadeia alimentar do peixe. geralmente de elevada complexidade. formando redes ou teias alimentares.no seu livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa). Muitos deles alimentam-se também de outros peixes. Hoje desconfia-se que os pesticidas utilizados na agricultura provocam doenças graves no Homem. Fonte: CEIFA ambiente. Figura 3. O nível trófico 1 corresponde aos produtores. É importante conhecermos as cadeias alimentares por vários motivos: • Por vezes as plantas absorvem dos solos e das águas. Nível Trófico 3 Nível Trófico 2 Figura 3. sendo por isso carnívoros! A transferência do alimento (energia) entre os diferentes níveis tróficos faz-se através de cadeias alimentares. Os herbívoros são consumidores primários porque se alimentam de plantas. cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. poderoso insecticida utilizado globalmente depois da II Grande Guerra. o Homem que se alimenta tanto de produtores (cenoura) como de herbívoros (coelho) e de carnívoros (peixes). que se vão passando de nível trófico para nível trófico até chegarem ao Homem.

A acácia (mimosa) foi introduzida nas dunas da Costa da Caparica com o intuito de segurar as areias. para que não ocorra um efeito contrário ao desejado.geocities. Lda Saber mais: • www. No entanto. 3 As Cadeias Alimentares Esta prática é denominada controlo biológico. quando se derruba uma peça. No entanto. ou um efeito não previsto. tendo as espécies locais dificuldade em crescer. É o que acontece com as cadeias alimentares.9: Quando se derruba uma peça de dominó. levou a uma grande ocupação do solo. Desta forma é possível aumentar a qualidade do produto agrícola e reduzir a poluição do ambiente contribuindo para a preservação de recursos naturais e aumentando a sustentabilidade dos ecossistemas. E é neste sentido que é importante termos um bom conhecimento da cadeia alimentar.wikipedia. qualquer intervenção que se realize no ambiente tem que ser bem estudada para que o “feitiço não se vire contra o feiticeiro”. todas as outras caem atrás.com • http://pt. normalmente. Esta situação poderá levar a extinção de algumas espécies. Fonte: CEIFA ambiente.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ou seja. Controlo biológico O controle biológico é um processo natural de regulação populacional baseado numa ideia simples: controlar uma praga usando os seus próprios inimigos naturais. Esta tecnologia tem como benefício a substituição de pesticidas químicos na agricultura ou em outras actividades de utilização do solo. É como um jogo de dominó. para que possamos prever quais os efeitos que podem resultar das nossas acções no ambiente. as outras caem também. Figura 3. a grande expansão desta planta.FT8 .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

inventando técnicas e criando substâncias e produtos que não existiam no mundo natural. Hoje sabemos que qualidade de vida e bem-estar não são apenas afectados pela prosperidade económica e por segurança mas também por outros elementos essenciais como boa saúde. Estamos actualmente a usar os recursos naturais a um nível e ritmo prejudiciais ao ambiente. • Avaliar a utilidade da Pegada Ecológica como ferramenta de cálculo do impacto humano na Terra. que utiliza a natureza com muita imaginação. 1 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade 3. Ora o génio inventivo do Homem pode pôr em risco o Homem biológico. Ecossistema Alterações significativas na forma como vivemos e trabalhamos são requisitos essenciais para garantirmos um futuro sustentável. QuAlIdAdE AMBIENTAl CoMo PRé-REQuISITo PARA A SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. pode destruir a sua base de vida. Já vimos que o Homem é um ser biológico. Biodiversidade. como por exemplo. Mas comecemos por falar do significado e importância da qualidade ambiental. • evitar passar fardos para as gerações futuras (nesta ficha vamos falar sobretudo sobre este ponto). PAlAVRA-CHAVE • Qualidade ambiental • Sustentabilidade • Recursos naturais • Impacto • Consumo • Redução GloSSÁRIo Resíduos.4. • ter em atenção como as nossas acções afectam outras partes do mundo.FT9 . para além de ser também um ser inteligente. “Resident Evil” ou “Matrix”… CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . empregabilidade. Muitos filmes tratam este tema com muita fantasia. O desenvolvimento sustentável também significa: • respeito pelos limites do planeta Terra em fornecer recursos e absorver a poluição e os resíduos (iremos tratar deste tema na ficha seguinte). inclusão social. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e explicar o significado e importância da qualidade ambiental para a sustentabilidade do ecossistema. um ambiente saudável e agradável. cultura e boa habitação.

2 Figura 3. Por isso dizemos que a qualidade ambiental é um pré-requisito.10: Imagens de dois filmes. Mas a qualidade destes paraísos terrestres depende. da qualidade ambiental em geral. Queres ir para este lugar passar férias?! Fonte: Greenpeace Podemos medir a influência que as nossas actividades têm sobre o ambiente. Figura 3. para a sustentabilidade do ecossistema Terra. as nossas criações científicas representam para nós próprios. ou seja. a paisagem. por vezes.11: Smog em Hong-Kong. o vento e tantas outras coisas que tornam muitos lugares deste planeta em pequenos paraísos para repousarmos e nos sentirmos bem. Resident Evil e Matrix. que retratam o perigo que. Fonte: Internet Os recursos naturais são só uma parte da oferta que a natureza nos faz de forma tão generosa. evidentemente. há ainda o calor e a luz do sol. a nossa economia e a própria civilização humana correm o risco de desaparecer. Vamos a seguir dar um exemplo de como o podemos fazer. uma condição indispensável. quase a brincar! Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Se o ambiente for despojado dos seus bens e poluído.Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 .

A redução da pegada global da humanidade é essencial! Para se alcançar a sustentabilidade os padrões de vida e de consumo da sociedade actual têm que ser alterados. é muito superior à sua área geográfica. a pegada total da população mundial deveria ser inferior à área total terra/água da Terra (aquela pegada é actualmente calculada pela Footprint Network como sendo aproximadamente 23 % maior do que o planeta pode regenerar. Para a humanidade alcançar a sustentabilidade. Figura 3.FT9 . sobretudo os mais desenvolvidos. Este grau de excesso coloca em risco não só a biodiversidade. Fonte: www.12: Representação simbólica da pegada ecológica. A Pegada Ecológica de muitos países. 1 Desenvolvida por Mathis Wackernagel e William Rees. Lda Se continuarmos no nosso actual caminho as previsões relativas à mudança. autores do livro “Our Ecological Footprint . O consumo de produtos animais e a utilização de automóvel diariamente aumenta significativamente a tua pegada ecológica. do consumo de alimentos e fibras e das emissões de CO2. caso contrário poderá entrar em colapso.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . concluindo-se que a espécie humana está a agir de um modo insustentável). deixará de ter os meios e recursos de que precisa para sobreviver. sugerem que em 2050 a humanidade estará a utilizar o equivalente a mais de dois planetas.Reducing Human Impact on the Earth” (1996).earthvoice. ou seja. Esta sociedade tem de tornar-se uma sociedade sustentável. como também destrói os ecossistemas e a sua capacidade de fornecer recursos e serviços dos quais a humanidade tanto depende. Este conceito exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população. em termos de população. Recursos Resíduos Floresta Pecuária Agricultura Figura 3. Fonte: CEIFA ambiente.13: O destino do planeta Terra estas nas nossas mãos. A alternativa é eliminar o excesso. 3 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade Pegada ecológica A Pegada Ecológica1 é um instrumento criado para de medir o impacto humano na Terra.

4 Saber mais: • www.esb.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .ucp.Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 .

Resíduos Perigosos. alterando por vezes o funcionamento dos grandes ciclos naturais. por um lado. Fonte: CEIFA ambiente. em conjunto. REGRAS GERAIS PARA A PRESERVAÇÃo dA SuSTENTABIlIdAdE doS ECoSSISTEMAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. está a exercer sobre os ecossistemas.4. • Identificar e explicar os princípios e regras de sustentabilidade. Economia (Produção e Consumo) Figura 3. Veremos mais tarde que essas pressões podem pôr em risco a vida do Homem no nosso planeta. o formando deverá estar apto a: • Assumir que o planeta Terra tem limites ecológicos. Limites ecológicos. 5 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas 3. Atmosfera. da exploração irresponsável de recursos naturais. Ambiente e Economia Natureza Técnicas. da deposição. Combustíveis fósseis. de emissões sólidas (resíduos).FT9 . no ambiente.14: O Homem utiliza a Terra como se ela fosse um sistema materialmente aberto. e por outro lado. • Concluir que os princípios e regras de sustentabilidade podem ser utilizados na nossa vida quotidiana.1. Fauna. líquidas (águas residuais) e gasosas (poluição atmosférica) que põem em risco o funcionamento dos ecossistemas. • Verificar que é urgente modificar os nossos actuais sistemas de produção e consumo para que os materiais se movimentem em ciclos fechados. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Poluição • Princípios e regras de sustentabilidade • Reciclagem • Exploração GloSSÁRIo Ecossistema. O problema é que o Homem utiliza a Natureza como se a Terra fosse um sistema aberto. Natureza. Flora Em vários submódulos deste Guia de Aprendizagem debruçámo-nos sobre o problema das pressões que a humanidade. Estas pressões resultam. Lda CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

por isso. Quando esgotamos totalmente um recurso natural. A natureza mostra-nos que um sistema com limites pode ser sustentável e manter todas as suas funções. além disso. transformamos esses materiais. uma grande parte dos recursos que retiramos da natureza acabam. Lda A ideia da “reciclagem dos materiais” é. 6 Mas. Como no caso dos combustíveis fósseis. Não é o que acontece nos nossos actuais sistemas de produção e de consumo: nós tiramos materiais à natureza.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . por isso. insustentáveis. permitam que os materiais que lhe retiramos se movimentem. Temos que encontrar formas de produzir e consumir que. do ponto de vista dos materiais. tal como na natureza. produzimos emissões e resíduos perigosos. A longo prazo. se todos os materiais se movimentarem em ciclos fechados. por se transformar em materiais poluentes que alteram o funcionamento dos ciclos naturais. os nossos sistemas técnicos e a nossa economia são. assim. Figura 3. ao transformar as matérias naturais em produtos artificiais. que tem limites. embora os nossos sistemas de reciclagem ainda estejam muito longe da perfeição dos ciclos naturais. Perante o perigo de a humanidade esgotar os recursos naturais e degradar completamente o ambiente. há já várias décadas que se tem vindo a estudar formas de gestão ambiental que permitam garantir a sustentabilidade dos ecossistemas. devolvemos uma série de emissões e resíduos à natureza que ela não consegue reintegrar nos seus ciclos naturais. e depois de os utilizarmos. a Terra é um sistema finito. aquela que mais aproxima as nossas tecnologias do modelo de funcionamento da natureza. No entanto. basta olharmos à nossa volta com atenção para descobrirmos onde está o segredo da sustentabilidade. e.15: Fechar os ciclos! Fonte: CEIFA ambiente. não podemos ir buscar esse recurso a um outro planeta (talvez daqui a uns séculos isso seja possível. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Não sabemos como reciclar todos os materiais que tiramos da natureza. tanto quanto possível. mas hoje em dia essa possibilidade pertence ao reino da pura ficção!). em ciclos fechados.

a maioria dos ecossistemas está a sofrer as consequências da poluição generalizada da atmosfera. ou se os resíduos contêm substâncias que o ecossistema não assimila. que a quantidade pescada num período possa ser substituída pela quantidade de peixes que vão nascendo e crescendo nesse meio aquático no mesmo período. Lda 2. Para um recurso renovável – florestas. nutrientes de plantas aquáticas. que o aconselha a ser prudente e não ultrapassar os limites ecológicos dos ecossistemas. Mas se as quantidades de efluentes são demasiadas. quando o petróleo se esgotasse. Infelizmente. se parte dos lucros que produz fossem investidos em painéis solares ou na plantação de árvores. do solo e da água. Figura 3. Se o ritmo a que estes substitutos são desenvolvidos é demasiado lenta. Por exemplo: um depósito petrolífero seria utilizado de uma forma sustentada. 7 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas Portanto. Há três regras de ouro que nos ajudam a gerir o uso de materiais: 1. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . pois nesse ecossistema esses resíduos são. Muitos ecossistemas sofrem danos ir- 3. de forma que. o Homem deve actuar de acordo com o princípio da precaução. De acordo com um relatório recente da World Wildlife Fund. Fonte: CEIFA ambiente. este poderá desaparecer do mar do Norte dentro de 15 anos.16: O sol é a maior fonte de energia! Nesta imagem podemos ver um pequeno painel solar que fornece energia ao telefone de emergência de uma auto-estrada. em parte. que o possa substituir. Para um recurso não renovável – combustíveis fósseis. jazidas de minérios – a taxa de uso não pode ser superior ao ritmo a que se pode desenvolver um recurso renovável. ou seja. Por exemplo: os esgotos podem ser lançados num rio ou lago desde que o ecossistema natural da água consiga absorver estes resíduos sem sofrer alterações graves.FT9 . peixes – a taxa sustentável de uso desse recurso pelo Homem não pode ser maior do que a sua taxa de regeneração. ao utilizar a natureza como fonte de recursos naturais e depósito das nossas emissões. Por exemplo: a pesca é sustentável se os peixes forem pescados a um ritmo que permita que a população de peixes não diminua. não há outro remédio senão diminuir o consumo de gasolina e electricidade! Para um poluente – a taxa de deposição na natureza não deve ser superior ao ritmo a que esse poluente pode ser reciclado. estivesse disponível um fluxo equivalente de energia renovável. como acontece actualmente. surge um problema de poluição. se nada for feito no sentido de diminuir a pesca do bacalhau. absorvido ou tornado inofensivo pelo ambiente.

É fácil aplicar estas regras na nossa vida quotidiana: podemos começar por poupar electricidade em casa. deixaram de poder abrigar a fauna e flora que antes ali habitava. usar a água. Fonte: CEIFA ambiente. com a máxima eficácia… com pequenos gestos vamos dando a nossa contribuição pessoal para que a situação ambiental não se agrave ainda mais: se apenas preciso de um saco de pano para transportar as compras do supermercado até casa. e todos os recursos naturais. 8 reversíveis devido aos poluentes que recebem. É o caso de muitos rios e lagos. e também no local de trabalho. pelos níveis de poluição que atingiram. porque é que levo três de plástico que deito logo para o lixo? Figura 3.17: Transporte de compras em saco de pano.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . utilizar os transportes públicos em vez do automóvel privado. que.

O Homem ao construir grandes centros urbanos substitui os solos por superfícies artificiais. No ciclo de carbono existem dois processos complementares muito importantes..18: Ciclo da Água.5. Identifica-os e diz em que consistem. 2.2. 1 Actividades/Avaliação 3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. O Homem está a interferir e a desequilibrar o ciclo do carbono. Há um fenómeno do ciclo que não está representado. Qual é este fenómeno e diz em que consiste? 3.1. 3. Descreva em poucas palavras o ciclo da água. Lda 1234- 3. Observa a figura do ciclo da água e completa-o.AV3 . 4. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . e diz qual é a grande consequência de que tanto se tem falado na sociedade. é o Ciclo da Água Figura 3. Indica as consequências desta acção. Fonte: CEIFA ambiente. Explica como.. 2 1 4 3 Rio Mar .

8. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. reveja o submódulo 3. 2 Produção de O2 O sol fornece a energia para a fotossíntese Produção de alimentos (carbonatos) 1 Produção do CO2 necessário para a fotossíntese Plantas mortas Resíduos e corpos mortos são reciclados 123- 3 Nutrientes 6. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . 2 5.Actividades/Avaliação AV3 . Explica porque razão é importante ter um bom conhecimento das cadeias alimentares? Vai ao site www. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.Se não conseguir resolver esta actividade. Como poderás melhorar o resultado que obtiveste? Qual seria a melhor forma de gerir um recurso renovável? 7.m-almada. A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais.pt/pegada e tenta calcular a tua própria pegada ecológica.4) . Observa a figura que se segue. Indica como é designado cada elemento da cadeia alimentar representada.

Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .4.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

GloSSÁRIo • Combustíveis fósseis • Atmosfera • Ecossistema • Biodiversidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por isso. devido ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e à desflorestação. cada formando deverá estar apto a: • Compreender que as perturbações nos ciclos naturais afectam a vida na Terra e podem pôr a vida do Homem em perigo. tem perturbado os ciclos naturais e contribuído para as alterações climáticas. nocivas aos seres vivos. uma vez que esta camada protege o planeta das radiações UV-B. tem-se verificado um número cada vez maior de extinções de espécies. RESuMo O Homem. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 3. através das suas várias actividades. É. que essencialmente. O buraco na camada de ozono é outra consequência das actividades humanas sobre a Natureza que afecta a vida da Terra. 1 Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 1.SM4 . têm fortemente afectado a biodiversidade. devido à crescente pressão que o Homem exerce sobre os ecossistemas. • Conhecer as consequências das perturbações provocadas pelo Homem nos ciclos naturais que provocam alterações climáticas. têm contribuído para as alterações do clima. São as perturbações no ciclo do carbono. juntamente com os diferentes tipos de poluição causada. TEMAS • Alterações climáticas • Efeito de Estufa • Buraco do Ozono • Desflorestação • Pressões Humanas • Poluição • Biodiversidade 4. Nas últimas décadas. • Entender a importância da biodiversidade e as consequências da sua perda. urgente repensar as nossas decisões e acções de forma a reduzir a pressão sobre o ambiente. 2. Estas alterações.

Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais SM4 . SABER MAIS • www.confagri.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . 2 5.

até há uns 200 anos. PAlAVRA-CHAVE • Alterações climáticas • Perturbações dos Ciclos Naturais • Efeito de Estufa • Desflorestação • Buraco de Ozono GloSSÁRIo Antropogénico. Actualmente. • Identificar as perturbações causadas nos ciclos naturais. AS CAuSAS dAS AlTERAÇÕES ClIMÁTICAS A NíVEl GloBAl E loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. constitui uma ameaça sobre o Homem e a Natureza. o formando deverá estar apto a: • Concordar que o Homem através das suas actividades tem contribuído para as alterações climáticas. Fonte: Internet Quanto mais nós produzimos e consumimos. que começou à volta de 1750. como as principais causas das alterações climáticas. Mas. e que subsistem em algumas regiões do planeta.1: Ilustração de uma fábrica no tempo da Revolução Industrial. As alterações climáticas podem ter causas naturais (por exemplo.FT10 . estes têm afectado o ambiente.1. da agricultura e do que a natureza lhes dá. Figura 4. e que teve uma particular intensificação nos séculos XIX e XX. temos testemunhado sinais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Este cenário alterou-se radicalmente com a Revolução Industrial. Pode observar-se a grande quantidade de chaminés e o fumo poluente que libertavam. que cada vez mais preocupa cientistas e políticos. das actividades agrícolas. especialmente. Desde que existem humanos à face da Terra. mais afectamos o ambiente à nossa volta. Durante os últimos 50 anos. 1 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. os efeitos da caça. ainda existem populações pré-industriais que vivem da caça. variações lentas na luminosidade do sol) e/ou causadas pelo Homem. Atmosfera A mudança climática global. do artesanato ou da construção eram basicamente locais. as perturbações no ciclo do carbono. pela primeira vez na história.

No entanto.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . que contribuem para o efeito de estufa. as alterações que ocorrem num dos ciclos vão afectar outros ciclos (submódulo 3). as alterações do ciclo de carbono provocam perturbações no ciclo da água. mas também globais. também conhecido por aquecimento global ou efeito de estufa em conjugação com a desflorestação e o buraco de ozono (de que trataremos nas fichas seguintes). Uma vez que os ciclos naturais estão todos interligados. os carros e os aviões. além de perturbar o equilíbrio do seu ciclo. Saber mais: • www. vai aumentar (devido ao efeito de estufa) a evaporação e precipitação do ciclo da água. perturbando-o também. 2 claros da influência do Homem no ambiente de todo o planeta. o fenómeno que observamos hoje em dia é essencialmente provocado pelas actividades humanas. Estas emissões têm diversas origens. Figura 4. Alterações climáticas globais As alterações climáticas induzidas pelo Homem são resultado da emissão adicional de gases para a atmosfera.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Um dos sintomas que observamos actualmente é a maior frequência de condições extremas no Inverno com mais tempestades e inundações nos países do Norte e períodos de seca com incêndios florestais nos países do Sul. Um dos problemas ambientais à escala global prende-se com as alterações climáticas induzidas pelo Homem. as centrais energéticas. Sendo assim. incluindo as actividades industriais e agrícolas. estamos a criar problemas ambientais que não são apenas locais. ou seja. cujas consequências podem ser devastadoras. Fonte: CEIFA ambiente. Para Reter: Alterações do clima mundial podem ter causas naturais e antropogénicas.naturlink. Lda Se o CO2 aumenta na atmosfera. Como veremos neste submódulo.2: A indústria é um importante contributo na emissão de gases de estufa para a atmosfera. são principalmente resultado de perturbações no ciclo de carbono provocadas pelo Homem. as mudanças climáticas a que assistimos actualmente têm causas antropogénicas.

assim como outros gases com potencial de aquecimento como o metano (CH4). a energia consumida para aquecimento. O progressivo aumento de CO2 na atmosfera tem vindo a desequilibrar o ciclo de carbono e a incrementar as alterações climáticas. durante o último século as alterações registadas têm sido mais pronunciadas do que em qualquer período registado até ao momento. Combustíveis fósseis As alterações do clima são acontecimentos naturais que ocorrem desde sempre. Efeito de estufa e aquecimento global A actividade industrial. que criam um “cobertor” ao redor da Terra. No entanto. principalmente o dióxido de carbono (CO2). o óxido nitroso (N2O) e os clorofluorocarbonetos (CFC). reflecte na superfície da Terra e sai do planeta. Clorofluorocarbonetos (CFC). Atmosfera.FT10 . que terão impactos directos negativos sobre os ecossistemas terrestres. os automóveis.1. 3 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. na saúde pública e na qualidade de vida das pessoas em geral. tem sido apontado como uma das principais causas das alterações no clima. o “cobertor” formado pelos GEE reflecte CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o formando deverá estar apto a: • Identificar quais os principais gases com efeito de estufa. nos diversos sectores socio-económicos mundiais. Processo anaeróbico. O aumento da concentração dos gases com efeito de estufa na atmosfera. há gases conhecidos como Gases com Efeito de Estufa (GEE). identificando quais as principais causas e consequências do efeito de estufa. A radiação solar atravessa a atmosfera. • Compreender a importância do problema. • Reconhecer que são necessárias medidas para minimizar o problema e que algumas estão ao nosso alcance e não apenas dos governos. e outras tantas actividades humanas libertam CO2 para a atmosfera. PAlAVRA-CHAVE • • • • • Efeito de Estufa Gases com efeito de estufa (GEE) Dióxido de Carbono Aumento de temperatura Alterações climáticas GloSSÁRIo Ecossistema. No entanto. Isto é. Biosfera. EFEITo dE ESTuFA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.1.

4 de volta a radiação solar. Ou seja. C – A radiação reflectida pela Terra não regressa ao espa ço espaço porque é de novo reflectida e absorvida pelos gases de efeito de estufa que envolvem a Terra.pt/infoco) 8. pela superfície da Terra e pela atmosfera. um gás que também contribui para a absorção dos raios solares.4 % Figura 4. A – A radiação solar atravessa a atmosfera. lagos e rios e a uma maior capacidade da atmosfera para reter a humidade. que por sua vez o agravam. O vapor de água é.4 % A concentração de vapor de água na atmosfera terrestre também aumentou.gppaa.2 % 1. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . não a deixando sair da atmosfera. A B C A Attm os of er a GE GE E E Figura 4. (www. 8. devido ao aumento da temperatura média. Fonte: AEA. Por isso.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . O resultado é o aquecimento da superfície da Terra – Efeito de Estufa.min-agricultura. contribuindo assim para o aumento da temperatura média do planeta. solos. impedindo que eles se dissipem. o efeito de estufa provoca outros efeitos. “Greenhouse gas emission trends a projections in Europe 2003”. no entanto. B – Uma parte da radiação é reflectida de volta ao espaço. parte é absorvida. Temperaturas mais elevadas levam a maiores evaporações de água dos oceanos. PFC e SF6 N2O CH4 CO2 82. aquecendo o Planeta.4: Representação esquemática do efeito de estufa Fonte: CEIFA ambiente. o vapor de água é igualmente considerado um gás de efeito de estufa.3: Contribuição dos diferentes tipos de gases para as emissões totais de GEE em 2001.0 % HFC. visto que também contribuem para o aquecimento global.

principalmente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . em larga medida. Além das emissões de CO2 pela indústria e pelo sistema de transportes. quer na matéria orgânica morta do solo. As florestas são assim.IPCC). Figura 4. A agricultura contribui para o aumento dos gases de efeito de estufa. No entanto. Calcula-se que cerca de 20 % da floresta desapareceu durante os últimos 140 anos em resultado da conversão de floresta em agricultura. Ou seja. por parte dos governos. O sistema digestivo dos ruminantes (vaca. as alterações de uso do solo (em especial a transformação de florestas em zonas agrícolas) agravam o efeito de estufa. o reservatório de carbono mais importante da biosfera em termos globais.FT10 . para satisfazer as necessidades alimentares de uma população em crescimento (na ordem do bilião por década). A exploração intensiva de culturas agrícolas. da existência de alterações climáticas levou à instauração de um Painel Internacional sobre a Mudança Climática (Intergovernmental Panel on Climate Change . através da conversão do carbono do solo em CO2 e por elevadas emissões de CH4 e de N2O por parte dos animais ruminantes. os locais de acumulação de carbono no planeta diminuem. que têm uma baixa taxa de retenção de carbono. Uma redução global da área destes ecossistemas naturais terá impactos negativos sobre a capacidade de sumidouro (locais de acumulação) da biosfera. a longo prazo. são também responsáveis pelo aumento dos gases CH4 e N2O na atmosfera. 5 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local O grande aumento de CO2 na atmosfera resulta do facto das emissões deste gás não serem totalmente compensadas pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera (submódulo 3). Estas conclusões. a quantidade deste último é muito superior na atmosfera. quer no material vegetal. Uma das conclusões que o relatório do IPCC de 1995 prevê é que as temperaturas médias globais vão aumentar entre 1º e 3.5: A floresta acumula carbono sob a forma de biomassa (folhas. onde vive uma grande parte da população mundial. boi…) produz grandes quantidades de CH4 que é libertado para a atmosfera. troncos…) Fonte: Ana Henriques O reconhecimento. e o seu impacto no clima também.5ºC até 2100. A floresta pode acumular. com o crescente abate de árvores. pelos processos anaeróbicos nas zonas de pastagens e pela queima de combustíveis fósseis. O CH4 possui um poder de aquecimento global 23 vezes maior que o CO2. inundando enormes áreas costeiras. e a sua concentração na atmosfera aumenta. grandes quantidades de carbono. Este aquecimento terá consequências graves: o nível médio das águas do mar vai aumentar entre 15 e 95 cm.

que é considerado o país mais rico do mundo.atmosphere.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . tanto mais que os EUA são dos maiores produtores de CO2 libertado para a atmosfera. teve como principal objectivo a adopção de um protocolo legalmente vinculativo em que 39 países industrializados se comprometeram a limitar durante o período de 2008-2012 as suas emissões de GEE na atmosfera. no entanto. em casa.naturlink. no Japão. pois as suas economias são extremamente dependentes de energia proveniente de petróleo. ter consequências fatais para a humanidade. no âmbito do Protocolo de Quioto são muito complicadas já que a economia mundial está fortemente apoiada no consumo de combustíveis fósseis.cnpma. em Quioto. As negociações.de • www. etc.br • www. ainda não ratificaram o protocolo. Para ultrapassar esta situação é necessário: a) haver mais consciencialização global sobre a importância do problema. É este o motivo porque os Estados Unidos da América (EUA). Esta conferência.embrapa. Protocolo de Quioto O Protocolo de Quioto surgiu de uma reunião conhecida oficialmente pela Terceira Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e teve lugar em Dezembro de 1997. no trabalho. c) desenvolver energia alternativas e aumentar a sua utilização em todos os países.mpg. onde participaram cerca de 125 entidades governamentais de todo o mundo. 6 levaram alguns governos a reunir-se e a tomarem uma decisão no sentido de minimizar dos impactos destes factos. Alguns países argumentam que as metas de redução de CO2 estabelecidas no protocolo terão efeitos económicos negativos. quando se viaja. d) poupar energia sempre que possível. b) substituir as tecnologias actuais por tecnologias que exijam menos energia. Esta argumentação pode. Saber mais: • www.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 .

Sol CFC Camada de Ozono Figura 4. na camada entre 10 a 50 km acima da superfície terrestre. No entanto. Esta camada é destruída por compostos de clorofluorocarbonetos (CFC) Fonte: CEIFA ambiente. por exemplo.1. este equilíbrio natural tem vindo a ser perturbado devido. as maiores concentrações de ozono aparecem a altitudes aproximadamente entre 15 e 35 km.FT10 . Esta camada é fundamental para assegurar a vida na Terra. ou seja. Troposfera. essencialmente. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância da camada de ozono para a vida na Terra e a necessidade da sua preservação. através dos quais o ozono é continuamente formado e destruído. A camada de ozono funciona como um filtro que diminui a intensidade da radiação que atravessa a estratosfera terrestre. Porém. Buraco de Ozono. Porém. que pode provocar efeitos nocivos nos seres vivos. A degradação desta camada protectora tem consequências graves e directas sobre a vida na Terra. uma vez que o ozono estratosférico tem a capacidade de absorver grande parte da radiação ultravioletaB (UV-B).6: A Camada de Ozono protege o planeta Terra das radiações UV-B. • Enumerar os principais compostos destruidores da camada de ozono. constituindo aquilo a que se chama “Camada de ozono”. BuRACo dE ozoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Estratosfera. existe também a UV-A. esta radiação não é prejudicial como a primeira e passa facilmente pela camada de ozono. Radiação UV-B Além da radiação UV-B. Lda A quantidade de ozono presente na estratosfera é mantida em equilíbrio. PAlAVRA-CHAVE Camada de Ozono. Cerca de 90 % do ozono localiza-se na estratosfera. por processos naturais.2. Clorofluorocarbonetos GloSSÁRIo Antropogénico O ozono (O3) é um gás cuja molécula contém três átomos de oxigénio (O) ligados entre si. O aumento da incidência de cancro da pele no ser humano é. 7 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. às emissões an- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma destas consequências. Radiação Ultravioleta.

Realça-se que estes compostos são muito estáveis e não são destruídos na troposfera. Efectivamente. uma vez que são difíceis de remover da estratosfera. passando facilmente para a camada seguinte. em grande parte.3% por década Fonte: www.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . Saber mais: • www. Logo. principalmente nas latitudes médias e altas.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . de um modo geral.quercus. um dos problemas ambientais mais preocupantes resultantes da poluição do ar é: • Rarefacção da Camada de ozono – que levou mesmo ao aparecimento do termo “Buraco na Camada de ozono”. tropogénicas de compostos que contêm átomos de cloro. uma maior redução na direcção dos pólos. um só átomo de cloro pode vir a destruir milhares de moléculas de ozono antes de ser removido. apresentando maior intensidade no chamado “buraco de ozono” da Antártida. Fonte: www. irão ser ainda necessárias várias décadas para repor os níveis de ozono na estratosfera.7: Imagem obtida pela NASA a 17 de Setembro de 2001. A diminuição global da espessura da camada de ozono também foi detectada em Portugal. 8 A troposfera é a camada desde a superfície terrestre até aos 10 km de altitude. Durante os últimos 20 anos observou-se uma redução gradual da espessura da camada de ozono. devido sobretudo à utilização e libertação para a atmosfera de CFC e de compostos destruidores de moléculas de ozono. onde se pode observar (a azul) o buraco de Ozono da Antártida. Estes compostos voláteis foram.iambiente. devido. a estratosfera. a série de valores médios anuais da quantidade total de ozono em Lisboa no período 1968-1997 apresenta uma tendência estatisticamente significativa de -3. durante muito tempo. como resultado da implementação dos compromissos recomendados pelo Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Deterioram a Camada de Ozono (1987) será expectável que se tenha de esperar até cerca do ano 2060 para que a camada de ozono seja totalmente recuperada.pt • www. Verifica-se. Assim. usados como líquidos de arrefecimento de frigoríficos e ar condicionado ou como gás propulsor de desodorizantes. De facto.org Devido à persistência dos compostos referidos. flúor.naturlink.pt Figura 4.pt • www.wikipedia. embora a utilização de compostos como os CFC tenha sofrido um decréscimo desde os anos 80.meteo. mesmo pondo em prática medidas com vista à redução das suas emissões. tais como os clorofluorocarbonetos (CFC). à destruição do ozono pelos já referidos compostos químicos resultantes das actividades humanas.

para minimizar os impactos da desflorestação. dESFloRESTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Áreas de pasto (pecuária). • Reconhecer que a desflorestação interfere com os ciclos naturais. 1 Desflorestação 4.FT11 . Atmosfera. • A agricultura. • Aumento das áreas industriais. Nos países em vias de desenvolvimento as principais causas da desflorestação são: • A sobre-exploração de madeira proveniente da floresta. • Aumento da superfície cultivada e monoculturas. sobretudo como combustível para cozinhar. • Distinguir a reflorestação. Estes países não têm muitas alternativas e os seus habitantes recorrem aos recursos naturais para sobreviverem. • Identificar as causas da desflorestação e distinguir as suas origens. o formando deverá estar apto a: • Definir em que consiste o processo de desflorestação. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Limite ecológico. Ásia e América Latina é sobretudo causada pela procura de madeiras tropicais e outros recursos florestais por parte da indústria nos países mais desenvolvidos. a sobre-exploração das florestas na África.2. Porém. fundamentalmente causado pela actividade humana. PAlAVRA-CHAVE • Desflorestação • Sobre-exploração • Reflorestação GloSSÁRIo Efeito de estufa. por exemplo. • Crescimento turístico. principalmente devido a abates realizados pela indústria madeireira ou para a obtenção de solo para cultivos agrícolas. como uma possível medida. Alterações climáticas Desflorestação é o processo de desaparecimento de massas florestais. Nos países desenvolvidos as principais causas da desflorestação são: • Desenvolvimento urbano. Biodiversidade.

etc.8: Imagem da floresta Amazónia. uso do solo para a agricultura e para a habitação. que existe na atmosfera em árvores (submódulo 3). aeroportos. a reflorestação. A desflorestação permanente conduz ao desequilíbrio do ciclo do carbono e da água (submódulo 3) e acentua o efeito de estufa. que todos os dias é desflorestada mais um pouco Fonte: www.9: Representação esquemática das possíveis consequências da desflorestação Fonte: CEIFA ambiente. bem como a erosão dos solos e a desertificação (submódulo 1). A desflorestação tem consequências graves no ambiente. Figura 4. nas últimas décadas. Estas monoculturas são extremamente pobres em biodiversidade. Se não se plantarem novas árvores reduz-se a absorção do carbono libertado pelas árvores cortadas. • Construção de infra-estruturas (por exemplo estradas. no Brasil. Assim. em parte. o que levará a um aumento na concentração de CO2 na atmosfera.Desflorestação FT11 .greenpeace. diversos organismos internacionais propõem como medida de contenção. A reflorestação visa.). Mas para que a reflorestação seja ecologicamente sustentável. 2 Em Portugal.org O crescimento da população tem levado ao desaparecimento de florestas devido à utilização da madeira. a fixação do dióxido de carbono (CO2). surgiram extensas áreas de eucaliptos. também tem que promover a biodiversidade da zona a repovoar. barragens. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . queimadas) Ciclo da Água Evaporação Precipitação Perda de Biodiversidade Clima mais Seco Desertificação Efeito de Estufa Erosão do Solo Mais Seco Mais Duro Alteração do Uso do Solo Destruição de Habitats Destabilização das Bacias Hidrográficas Secas Inundações Fertilidade Humanidade Figura 4. como representa o seguinte esquema: Desflorestação Sumidouros de Carbono Produção de Oxigénio Libertação de CO2 (incêndios.

para obtenção de campo para cultivo de soja Fonte: www. 3 Desflorestação A desflorestação no Brasil Devido à desflorestação. principalmente no que diz respeito ao clima.FT11 .10: Fotografia de uma desflorestação ilegal realizada em Mato Grosso. pois (como vimos neste e no submódulo 3).org Assim. a floresta é o melhor meio que existe para evitar o efeito de estufa e as alterações climáticas.greenpeace. o Brasil está a tornar-se em um dos maiores contribuintes para o aquecimento global do planeta. que após ser dizimada afectou o microclima de várias regiões do país. a Amazónia já está no seu limite ecológico (submódulo 1). A crescente desflorestação – principalmente na Amazónia. o equivalente a um terço da superfície de Portugal. em pouco tempo efeitos negativos começarão a ser sentidos pelo planeta. por exemplo). Só entre Agosto de 2003 e Agosto de 2004. no Brasil. “A floresta amazónica está a desaparecer a um ritmo cada vez mais veloz. que deixa a floresta cada vez mais seca e com menor capacidade de evaporação (perturbações no ciclo da água) – ocasiona na redução das chuvas em várias regiões.” Fonte: http://dn. a desflorestação atingiu mais de 26 mil quilómetros quadrados. afectando o clima do norte até o sul do país. Se o processo de abate de árvores de forma desgovernada persistir.pt Figura 4. A grande ameaça da Amazónia é a procura de madeiras tropicais nos países ricos e também a desflorestação que se faz para criar campos de cultivo (de soja. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .sapo. de pastagem (para o gado) e de outros produtos exportados para os países desenvolvidos. Efeito semelhante já é sentido no nordeste do Brasil com a destruição quase total da Mata Atlântica.

com • www.11: Representação esquemática da Floresta Amazónica e da Mata Atlântica no território do Brasil.dec.Desflorestação FT11 .uc.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .pt (revista de Janeiro de 2007). • http://panoias. Lda Saber mais: • http://fortran.utad.geocities. 4 Floresta Amazónica t Ma c nti tlâ aA a Oceano Atlântico Figura 4.pt • www. Fonte: CEIFA ambiente.nationalgeographic.

a biodiversidade pode ser considerada como sinónimo de “Vida na Terra”. Habitat Biodiversidade A biodiversidade é a variedade de todas as formas de vida existentes. PAlAVRA-CHAVE • Biodiversidade • Cadeias alimentares • Biotecnologia • Alteração de habitats • Efeito de Cascata GloSSÁRIo Ecossistema. Flora. O desaparecimento de um predador pode resultar num grande aumento da população da sua CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . resultado de mais de 3 mil milhões de anos de evolução. Figura 4. toda a cadeia pode ser afectada. os microorganismos e as diferentes formas de vida vegetal. Metais pesados.3. Se um dos elos da cadeia desaparece. Fauna. o formando deverá estar apto a: • Definir o conceito biodiversidade.org Numa perspectiva global. • Indicar causas que originem a perda de biodiversidade.12: Biodiversidade. A PERdA dA BIodIVERSIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. somada às suas várias constituições genéticas e aos ecossistemas dos quais façam parte. • Descrever diferentes benefícios da biodiversidade.FT12 . 1 A Perda da Biodiversidade 4. Fonte: www. todas as espécies de animais.wikipedia. Cada organismo vivo está inserido numa cadeia alimentar que é regulada por um frágil equilíbrio. • Identificar as consequências da perda da biodiversidade. Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT).

através da sua função tampão relativamente às variações do clima. como o carbono. O coelho é presa de pelo menos 39 espécies de predadores. Essa característica é consequência da grande extensão do país. Figura 4. Nestas áreas o número de espécies de flora e a fauna é muito baixo (falta alimento e esconderijos para os animais). através da reciclagem dos elementos essenciais. o solo e os Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Figura 4.pt Para além dos benefícios directos que a biodiversidade oferece ao ser humano. relevo e solo) e concentra duas das maiores florestas tropicais do mundo: a Amazónica e a Atlântica. o inverso se passa na Austrália onde esta espécie de coelho foi levada involuntariamente através dos navios. a perda de habitat e a sua fragmentação devido à intensificação da agricultura e da silvicultura. 2 Pensa-se que as causas do desaparecimento do coelho bravo na Península Ibérica foram factores como: doenças. proteger os lençóis de água e combater a erosão dos solos. o património genético é reduzido. do género das orquídeas. Porém. nos protege de eventos catastróficos que ficam além da capacidade de controlo humano. que estão em declínio. onde em tempos foi muito abundante. A biodiversidade é igualmente responsável por minimizar a poluição. os incêndios. que abrange ampla variedade de habitats (diferentes tipos de clima.A Perda da Biodiversidade FT12 . a mortalidade elevada devido ao controlo por parte dos agricultores e da caça excessiva. incluindo algumas com graves problemas de conservação. sendo um elemento chave dos ecossistemas mediterrâneos. diminuindo a biodiversidade desse local. o coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) é originário da Península Ibérica.13: Imagem do coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) originário da Península Ibérica. É a biodiversidade que. Por exemplo. ela garante também o “suporte da vida”. como o Lince-ibérico (Lynx pardinus) e a Águia-imperial-ibérica (Aquilla adalberti). O coelho proliferou e dizimou espécies vegetais importantes da região. Existe uma grande biodiversidade de flores em todo o planeta. nomeadamente. em parte. Fonte: http://portal.icn. devido à diminuição da população da sua presa principal.14: Fotografia de uma flor rara (Ophys scolopax). O Brasil apresenta a maior variedade de espécies do planeta. presa e consequentemente levar à diminuição da população de que esta se alimenta e ou vice-versa (submódulo 3). o oxigénio e o azoto. o coelho. Fonte: Ana Henriques Ora estes benefícios deixam de se verificar em áreas de monoculturas (onde uma só espécie predomina).

O desaparecimento de espécies e de áreas naturais. Perda de Biodiversidade O conceito de biodiversidade ganhou maior repercussão a partir dos anos 80. Este novo ramo da ciência utiliza microorganismos (pequeníssimos seres vivos. à produção de alimentos e a diversas actividades económicas. animais e vegetais) para desenvolver medicamentos. Em média.FT12 . novos materiais. com o objectivo de permitir plantações agrícolas e de pastagem e o aproveitamento da madeira para diversos fins. consequência da actividade humana. 90% das espécies extintas acabaram em consequência da destruição de seu habitat. visto que a vegetação tem um importante papel nos ciclos naturais (submódulo 3). Ano após ano verifica-se a desflorestação de grandes áreas de floresta tropical. Na última década. A biodiversidade tem ainda o benefício e a vantagem de nos fornecer numerosas substâncias e materiais que estão muitas vezes ligados ao desenvolvimento de medicamentos. as monoculturas de eucaliptos absorvem muitos recursos hídricos). Também na agricultura e na indústria agro-alimentar se utilizam biotecnologias para melhorar os produtos alimentares. O principal impacto da perda da biodiversidade é a extinção das espécies. Uma vez que há alteração da componente vegetal destas áreas. que são irrecuperáveis. e até o tratamento de solos contaminados. o clima da região pode também ser afectado. 3 A Perda da Biodiversidade recursos hídricos são alterados (por exemplo. com o risco de extinção de várias espécies de animais e vegetais. a Humanidade tem vindo a destruir um património sem o qual a sobrevivência da sua própria espécie deixa de ser possível! A maior parte dos medicamentos são retirados de plantas ou descobertos através de produtos extraídos delas. ocorre actualmente a uma velocidade nunca antes vista. A retirada da camada de vegetação original para construção de casas ou para actividade agropecuária altera o ambiente. o que pode levar à perda de mais espécies (exemplo do coelho anteriormente referido). a biotecnologia (tecnologia de seres vivos) foi muito desenvolvida. As grandes ameaças à preservação da biodiversidade são: • Eliminação ou alteração de habitats pelo Homem A eliminação ou alteração de habitats é o principal factor da diminuição da biodiversidade. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Apenas no século XX entre 25 a 50% de toda a cobertura de florestas tropicais foram destruídas. Por incrível que possa parecer. Um efeito cascata pode ocorrer quando uma extinção local de uma espécie altera significativamente a capacidade de sobrevivência de outras espécies.

mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros. Fonte: Internet Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . como o Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT).” Fonte: www. Poluição das águas. mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos. entre 1968 e 1992. mais de 5. já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos. no Canadá.15: O Rio Amazonas é o responsável pela enorme biodiversidade existente na Amazónia. Pensa-se que em 1900.naturlink. • Figura 4. no canal de São Lorenço. solo e ar A poluição perturba os ecossistemas e mata os organismos que neles vivem. Fonte: www.A Perda da Biodiversidade FT12 . não por um aumento da consciência ecológica. A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. mercúrio e cádmio (metais pesados). cerca de 70%.org • “A pesca do bacalhau caiu. 4 Figura 4. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleiabranca. Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais.000 animais viviam nesta zona.pt Sobre-exploração comercial O Homem tem vindo a explorar diversas espécies “sem conta nem medida”.16: A vida marinha é repleta de biodiversidade. Muitas espécies marinhas e alguns animais terrestres encontram-se um risco de colapso ou extinção.greenpeace.

podem constituir uma ameaça para as espécies que ali existam originalmente. 5 A Perda da Biodiversidade • Introdução de espécies exóticas As espécies exóticas não são originárias de determinado habitat e. tanto através da predação. Fonte: Internet Aprender a conviver com a fantástica biodiversidade que a Natureza nos oferece é um dos maiores desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos. Como ocupam uma grande área do solo.FT12 . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ocupando-o. impendem as outras espécies de crescer. esta espécie alastrou-se de tal forma que hoje em dia constituiu uma ameaça as espécies nativas das dunas das praias do sul da Europa. o chorão (Carpobrotus edulis) que cresce junto ao solo. Por exemplo. No entanto. Figura 4. como de competição ou alteração do habitat natural. ao serem introduzidas. e impedindo o crescimento de outras espécies locais.17: Imagem da planta invasora. o chorão (Carpobrotus edulis) originário da África do Sul foi introduzido nas praias do sul da Europa com o intuito de fixar as areias nas dunas.

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não um luxo. A desflorestação tem aumentado bastante nos países em desenvolvimento com consequências graves no ambiente. Que compostos provocam o “Buraco de Ozono” e qual a característica que os torna tão perigosos? 4. reveja o submódulo 4. Explique o que se entende por desflorestação e indique quais são as suas principais consequências. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Qual é a causa principal que tem acelerado as alterações climáticas no nosso planeta? Quais as principais alterações ambientais que se têm vindo a verificar? Quais são as causas do efeito de estufa e quais são as suas consequências? O desaparecimento da camada de ozono é um problema ambiental que muito tem preocupado a humanidade.” Quais as características da biodiversidade que a tornam tão fundamental à sobrevivência humana e à natureza? 2. Explique em que medida esta camada é importante à vida no planeta Terra e indique uma possível consequência da sua diminuição. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 3. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Desde que existem humanos à face da Terra. “A biodiversidade é uma necessidade.Se não conseguir resolver esta actividade.4.4) . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.AV4 Actividades/Avaliação 4. Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais. 5. temos afectado o ambiente à nossa volta.1. 3.

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5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Desafio para o terceiro milénio. de imediato. a gestão ambiental tornou-se uma necessidade urgente. O seu objectivo é dar resposta.SM5 Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 1. • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR • Hidrosfera • Resíduos 5. Finalmente realça-se o papel decisivo da gestão do espaço. Com base em exemplos concretos. TEMAS • O conceito de gestão ambiental sustentável • Gerir a necessidade de energia • Gerir a necessidade de mobilidade • A gestão da água com base na noção de ciclo • A gestão integrada de materiais e resíduos • A gestão sustentável das cidades e do espaço 4. RESuMo Face ao agravamento dos problemas ambientais. aos problemas com que as sociedades modernas se vêem confrontadas. e os desafios específicos da gestão ambiental em centros urbanos. energia. • Estratosfera • Chuvas ácidas. Edições Sempre-em-pé. mobilidade e resíduos. GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC). A necessidade de abordagens integradas é ilustrada em quatro grandes áreas particularmente relevantes: água. demonstra-se que uma estrutura de gestão compartimentada e o enfoque em soluções de fim de linha tornam a gestão ambiental ineficaz. 2007 • James Robertson: Transformar a Economia . 2007 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . cada formando deverá estar apto a: • Saber usar a informação disponível para aumentar o conhecimento temático. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Edições Sempre-em-pé. 3. 2. • Usar a sua capacidade em estabelecer relações de equivalência para outras áreas de aplicação. SABER MAIS • Herbert Girardet: “Criar Cidades Sustentáveis”.

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A gestão ambiental é o conjunto de tarefas que é necessário realizar para resolver os problemas imediatos causados pelos impactes das actividades humanas nos diversos compartimentos ambientais. O facto de a gestão ambiental estar dividida por áreas tem vantagens e desvantagens. começar a alterar hábitos e mentalidades. o CoNCEITo dE GESTÃo AMBIENTAl SuSTENTÁVEl: ABoRdAGENS INTEGRAdAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Aterro sanitário. quando se gere a água como se ela fosse um compartimento fechado do ambiente. exige conhecimentos muito profundos sobre inúmeras questões. A gestão da água. Por isso. para impedir que os problemas ambientais se agravem ainda mais. há tarefas muito urgentes que temos que realizar de imediato. Litosfera Temos estudado. PAlAVRA-CHAVE • Gestão ambiental • Compartimentos ambientais • Áreas de gestão ambiental • Abordagens de fim de linha GloSSÁRIo Ecossistema. que o Homem tem que alterar os modelos dominantes de consumo e produção de forma a poder desenvolver-se em harmonia com os ecossistemas (submódulos 1 e 2). hidrosfera (a água) e biosfera (a vida). A maior vantagem é que. A água que sai de uma ETAR em bom funcionamento tem certamente uma qualidade muito superior àquela que tinha Para estruturar o conhecimento. 1 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. acabamos por criar outros problemas. ou seja os problemas são tecnicamente bem abordados. até agora. litosfera (o solo).FT13 . que têm a função de retirar das águas residuais os materiais poluentes que elas transportam. Durante muito tempo a gestão ambiental foi dividida por áreas. • Reconhecer as vantagens de abordagens integradas na gestão ambiental. desde já. desde a engenharia hidráulica até à química laboratorial. a complicada relação entre o Homem e a Natureza. por um lado. em cada área. Sabemos. é certo que uma alteração tão profunda na economia e nas técnicas só será realizável a longo prazo. No entanto. Por outro lado. há uma grande especialização. e embora se deva. mais ou menos correspondentes aos quatro compartimentos que compõem o ecossistema. o formando deverá estar apto a: • Integrar conhecimentos dos submódulos precedentes e transpô-los para a prática da gestão ambiental. É o que acontece com as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Atmosfera. ETAR.1. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por exemplo. considera-se que o ecossistema é constituído por vários compartimentos: atmosfera (o ar).

desta vez da atmosfera para a litosfera. Mas os filtros têm que ser regularmente substituídos por novos. que vai receber os resíduos). Soluções de fim de linha e abordagens compartimentadas dominaram durante muito tempo toda a relação do Homem com a Natureza. No entanto. as empresas foram obrigadas a colocar filtros nas chaminés. Lda O mar. Através deste decreto-lei. a soluções de fim de linha. em geral. e os velhos. o que aliás se reflectia na forma como as instituições responsáveis pela gestão ambiental ainda até há bem pouco tempo estavam compartimentadas. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . quando a poluição atmosférica devido às emissões gasosas das fábricas se tornou um perigo para a saúde humana. Mais uma vez. Como só se pensou na poluição atmosférica. Hoje reconhece-se a necessidade de encontrar soluções integradas que abordem o problema onde ele é criado. os materiais retirados da água ficam retidos na ETAR sob a forma de lamas altamente contaminadas que têm que ser levadas para aterros especiais. Figura 5. são levados (tal como as lamas das ETAR) para aterro sanitário. o que aconteceu foi uma transferência de poluição. não podem ser geridos como se fossem compartimentos estanques. o Instituto do Ambiente (IA) e o Instituto Nacional de Resíduos (INR) foram integrados na APA (Agência Portuguesa do Ambiente). só se começa a pensar no problema quando ele já não tem remédio. A transferência de poluição de um compartimento para outro é uma grande desvantagem das abordagens compartimentadas. ou seja. altamente contaminados. A outra grande desvantagem é que abordagens compartimentadas conduzem. Mas os progressos têm sido lentos. 2 quando ali entrou. Por exemplo. o que acontece é que se transfere a poluição de um compartimento ambiental (neste caso a hidrosfera) para outro (o solo. Só com o Decreto-Lei 207/2006 é que a orgânica do Ministério do Ambiente foi alterada no sentido de alcançar uma maior integração na gestão ambiental. para reter os poluentes em filtros. em vez de se ir à origem do problema – os processos industriais em que essas emissões eram produzidas – só se actuou no fim da linha de produção. Ou seja.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . Fonte: CEIFA ambiente. o solo e os seres vivos são os principais depósitos da poluição ambiental.1: Os compartimentos ambientais estão interligados.

FT13 . • a água. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • os transportes. 3 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Vamos a seguir estudar os desafios ambientais em algumas áreas particularmente relevantes: • a energia. • os resíduos.

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que impede a chegada dos peixes às áreas de postura CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . petróleo e seus derivados e gás natural). A construção de barragens modifica o ecossistema e constitui uma barreira à migração das espécies aquáticas existentes no meio. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE ENERGIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.).1. Aterro sanitário A energia manifesta-se sob diversas formas (força. Em Portugal esta espécie encontra-se em perigo. luz). • Verificar que mesmo as fontes energias renováveis têm impactos no ambiente. calor. Gases de efeito de estufa (GEE). mares (ondas e marés) e calor contido no interior da Terra. lenha. Biogás. Incineradora . as energias renováveis também podem provocar impactes negativos no ambiente. com a descoberta do fogo. • Indicar vantagens e desvantagens das fontes de energias renováveis. movimento dos corpos.1. Ecossistema.FT13 . transporte e armazenamento de energia. As fontes de energia não renováveis esgotam-se à medida que vão sendo utilizadas. Na altura da desova. quedas de água. As principais fontes para produção da energia que utilizamos hoje podem ser divididas em dois grupos: as renováveis e as não renováveis (submódulo 1). As barragens constituem um obstáculo à migração. como é o caso. da energia hídrica. que. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir as duas principais fontes de energia. 5 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. No caso das fontes de energia renováveis a sua utilização não conduz ao seu esgotamento. como é o caso dos combustíveis fósseis (carvão. vento. PAlAVRA-CHAVE • Energia • Fontes de energia renováveis • Fontes de energia não renováveis • Efeito de estufa GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. Ao longo da história foram desenvolvidos diversos processos de produção. etc. como é o caso da energia do sol. transformáveis umas nas outras. os salmões (Salmo salar) regressam dos mares e sobem os rios até à nascente para colocarem a sua postura (ovos). Uma outra fonte de energia renovável é a biomassa. electricidade. foi desde os primórdios da civilização utilizada pelo Homem para produzir calor (por exemplo. por exemplo. palha. trabalho. Porém.

um balanço integrado mostra que os riscos que a energia atómica representa para o ambiente e a vida não compensam essa vantagem. Esses resíduos.3: Barragem de Miranda. a energia atómica não é. perigo iminente para a saúde e vida).O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . e garantir um transporte e armazenamento relativamente seguros são muito dispendiosas. Por estes motivos. 6 Figura 5. uma alternativa à energia proveniente de combustíveis não renováveis. Em regra. provocou alterações genéticas nos fetos de mulheres grávidas nessa altura. Uma outra fonte de energia são os combustíveis nucleares (por exemplo. O paredão da barragem constitui uma grande barreira física à migração de espécies aquáticas. pelo que. hoje em dia. como a eléctrica. esta forma de energia não é considerada eficiente. representam uma hipoteca muito pesada para as gerações futuras. Lda Actualmente. hoje em dia. por isso. esses recursos são transformados por via da combustão noutras formas de energia. Esta tecnologia é. concelho de Miranda do Douro e distrito de Bragança. pois a sua utilização está associada a graves riscos (contaminação radioactiva do ambiente. contribua menos para o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). petróleo ou gás natural. nomeadamente. Embora ela. na Ucrânia. pois emite menos CO2 do que as tradicionais centrais térmicas que trabalham com carvão. e. tendo os bebés nascido com deficiências. não é considerada. Entrou em serviço em Dezembro de 1960. do ponto de vista ambiental e económico. uma alternativa sustentável. e também à impossibilidade de tratamento dos resíduos que são produzidos nas centrais atómicas. os peixes Fonte: CEIFA ambiente. também do ponto de vista económico. que conservam durante vários séculos a sua radioactividade. ou a mecânica. a mais problemática. as necessidades energéticas da humanidade são fundamentalmente satisfeitas a partir dos chamados combustíveis fósseis. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . O problema destes recursos é que não só da sua combustão resultam subprodutos altamente tóxicos e poluentes. estando previsto para breve o seu esgotamento. A grande quantidade de radiação libertada na explosão. como as suas disponibilidades são altamente limitadas. Há 21 anos em Chernobyl. As medidas de segurança que são necessárias para evitar fugas de radioactividade para o exterior do reactor. aconteceu um grande acidente nuclear. de facto. urânio).

para obter energia. A utilização da maior parte das energias renováveis não conduz à emissão de gases com efeito de estufa (GEE) (submódulos 3 e 4). Lda Energias Não Renovaveis Petróleo Carvão Gás Natural Urânio CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT13 . porque da sua combustão não resulta mais CO2 do que aquele que tinha sido fixado. à inexistência de tecnologias e redes de distribuição disponíveis e. Fonte: CEIFA ambiente. uma vez que há queima de resíduos orgânicos. As fontes de energia renováveis ainda são pouco utilizadas devido aos custos de instalação. A única excepção é a biomassa. Energia Energias Renováveis Biomassa Éolica Geotérmica Hídrica Hidrogénio Oceanos Solar Figura 5.5: Os diferentes tipos de energias renováveis e não renováveis.4: Reactor destruído e vítimas do acidente nuclear em Chernobyl. 7 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Figura 5. do ponto de vista dos GEE neutro. como a biomassa resulta da fixação de CO2 nas plantas (submódulo 3). o que origina dióxido de enxofre e óxidos de azoto. Fonte: SDC Chernobyl Energias renováveis As principais vantagens resultantes da utilização das energias renováveis consistem no facto de não serem poluentes e poderem ser exploradas localmente. ao desconhecimento e falta de sensibilização para o assunto por parte dos consumidores e dos municípios. No entanto. o balanço energético da biomassa é. em geral.

directamente ou através dos seus resíduos – biomassa – mais de 5 % dos combustíveis consumidos. através da recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios. de pequena dimensão. vento. o potencial de utilização das energias eólica e solar é grande e o seu uso é incentivado pelo Estado (por exemplo. Saber mais: • http://web. 8 Por força de lei. os recursos que utilizam (sol. • Contribuem para a diminuição da dependência energética da nossa sociedade em relação a fontes de energia importadas (combustíveis fosseis) e atenua a dependência energética relativamente aos países produtores de petróleo e gás natural. • Regra geral. gás. em particular. petróleo). a proximidade entre o local de produção e consumo permite poupanças adicionais pois não é necessário uma rede para transportar a energia a longas distâncias. Em Portugal. no início de 2009 todas as casas para venda ou arrendamento terão de possuir um certificado de eficiência energética. uma vez que. nomeadamente quando comparados com energias provenientes de combustíveis fósseis.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . no próprio local onde são necessários. etc. As diversas energias renováveis dispõem de um conjunto de características comuns. • Algumas das tecnologias de aproveitamento das energias renováveis apresentam uma grande flexibilidade na adição e substituição de unidades de geração de energia.2007.) podem ser considerados inesgotáveis. • Podem ser produzidos em equipamentos eficientes. que prevêem. nomeadamente: • Contrariamente às fontes de energia fósseis (carvão. as energias renováveis tiveram sempre uma importância superior à média europeia. Estes recursos estão longe de estar completamente explorados. A floresta nacional representa. cerca de metade da energia eléctrica consumida pode ser de origem hídrica. em anos normais.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . e já estão em curso os programas de aproveitamento energético dos resíduos urbanos.educom. a utilização do calor das centrais incineradoras de resíduos e do biogás dos aterros sanitários para a produção de electricidade. A medida inserese no Sistema de Certificação Energética e de Qualidade do Ar Interior que entrou em vigor no dia 01.07. apresentam reduzidos efeitos negativos sobre o ambiente.

barco). burro). a possibilidade de boiar à superfície da água (jangada. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE MoBIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O desenvolvimento do comércio.FT13 .6: Os Descobrimentos foram feitos com formas de mobilidade baseadas na força do vento e das correntes marítimas… Fonte: Internet A invenção da roda revolucionou as tecnologias de mobilidade.1. procurar recursos.2. PAlAVRA-CHAVE • Mobilidade motorizada • Poluição • Inovação tecnológica • Transportes públicos • TIC • Soluções de partilha GloSSÁRIo Chuvas ácidas. 9 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. das técnicas e das culturas seria impensável sem mobilidade. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais desafios que a mobilidade motorizada representa e apontar soluções. mas só com a invenção da máquina a vapor se entra na era da mobilidade motorizada que hoje domina as nossas CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Desde sempre o Homem teve que se deslocar para se alimentar. o vento (barco à vela)… Figura 5. Ecossistema. A mobilidade é uma necessidade básica das sociedades humanas. Biodiesel. contactar com outras comunidades (nem sempre com fins pacíficos). Desde muito cedo o Homem procurou aproveitar os recursos naturais disponíveis para satisfazer as suas necessidades de mobilidade: os animais (cavalo.

O ruído provocado pelo trânsito reduz a qualidade de vida das populações que vivem perto de ruas movimentadas. há 6000 anos. pontes. hoje em dia. especial atenção. como o biodiesel e o gás natural. as pessoas têm necessidade de deslocações constantes a distâncias cada vez maiores e em cada vez menos tempo. Figura 5. ocupa uma grande área de terreno Fonte: CEIFA ambiente. tenta-se criar as condições mínimas para que esta tecnologia se torne viável do ponto de vista comercial. que apenas emitiriam vapor de água. e em grande escala. vidas. Actualmente. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . intensificam ainda mais o efeito de estufa e contribuem para as alterações climáticas (submódulo 4). na Mesopotâmia. e merece. No entanto. A emissão de vários gases tóxicos e de partículas prejudicam a saúde humana. para o problema mundial das alterações climáticas.7: O excessivo tráfego de carros contribui de forma muito significativa para as alterações climáticas que se têm vindo a verificar a nível mundial Fonte: CEIFA ambiente. Cerca de 1/3 das emissões de dióxido de carbono (CO2) e uma grande percentagem de dióxido de enxofre (SO2) – que provoca as chuvas ácidas – são produzidas pela combustão de combustíveis fósseis nos meios de transporte. túneis. Os transportes motorizados utilizam energias não renováveis (como a gasolina e o gasóleo) contribuindo assim. 10 A roda foi provavelmente inventada na Ásia. A mobilidade motorizada tornou-se uma necessidade básica das sociedades mais desenvolvidas. Para assegurar a mobilidade. estas tecnologias alternativas têm ainda um peso muito pequeno no volume total de transportes.8: Um posto de abastecimento de combustível. etc. Figura 5. postos de abastecimento de combustível. por esse facto. A tecnologia tem evoluído no sentido de dotar os veículos com equipamentos mais eficientes. nomeadamente sobre o ambiente. pois tem impactos negativos importantes. Lda Espera-se que uma nova tecnologia (células de combustível) venha a revolucionar o sector dos transportes nas próximas décadas. parques de estacionamento.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . que funcionam com combustíveis menos poluentes. conseguindo-se diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. grandes superfícies são utilizadas na construção de infraestruturas que têm impactos importantes sobre os ecossistemas. como estradas. Os produtos e serviços tendem a afastar-se dos locais de consumo. Trata-se de veículos movidos a hidrogénio.

sem dúvida. a utilização do automóvel deixará de ser a primeira e preferencial opção. 11 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Portanto. reduzem para 1/5 a quantidade de gasolina que gastavam! Ao fim de alguns meses. • Redução das necessidades de mobilidade através da promoção de tecnologias de informação e comunicação (TIC) que permitem o acesso a muitos serviços sem necessidade de deslocações (por exemplo telefone. em comparação com 41 % para o transporte marítimo de curta distância. passando esta para os transportes públicos. sozinha. Mas não é só o trânsito individual que torna a mobilidade numa fonte de problemas. todos os dias. e combinam que vão todos num dos carros. pois descobriram que afinal um carro partilhado chegava perfeitamente para satisfazer as necessidades de mobilidade dos 5. mais uma vez se constata que a inovação tecnológica. Um grande desafio é a mobilidade de lazer. A procura de soluções mais sustentáveis para os problemas da mobilidade faz-se em várias vertentes: • Desenvolvimento de tecnologias menos poluentes. estimando-se que seja responsável por um aumento de 6 % no consumo de combustíveis na UE. em comparação com 6 % para o transporte ferroviário e 5 % para o transporte aéreo. etc. De facto se analisarmos todas as hipóteses que temos ao nosso dispor e avaliarmos todos os impactos inerentes a cada escolha. muitos motivos por que as pessoas se sentem obrigadas a usar carro. No entanto. cada uma delas vai de carro para o trabalho. de bicicleta e de transportes públicos do que a passar horas O congestionamento em estradas e aeroportos agrava a poluição. sendo um produto que tem por fim único promover a mobilidade.FT13 . É urgente uma alteração de mentalidades. o automóvel individual é uma forma de mobilidade especialmente cara. com vista a promover novas formas de mobilidade que dão prioridade aos transportes públicos. Ironicamente. por isso. Car-sharing = Partilha de carros CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A camionagem é hoje responsável por 44 % das mercadorias transportadas na União Europeia (UE). Pouparam imenso dinheiro e descobriram que até tinham mais prazer em andar a pé. ou seja. Cada vez mais pessoas utilizam o automóvel para fazer passeios nos tempos livres. resolvem vender 4 carros e utilizar só um dos carros. Há. Um dia resolvem partilhar o veículo. É. necessário ponderar as alternativas de mobilidade que existem.) • Repensar o ordenamento do território de forma a aproximar a procura e a oferta de bens e serviços • Promover soluções de partilha. 8 % para o transporte ferroviário e 4 % para o transporte por vias interiores navegáveis. Internet. alternando os carros em cada dia da semana. acaba por criar frequentemente imobilidade… Além disso continuamos a perder muitas vidas na estrada e muitas horas nas filas dos engarrafamentos de trânsito. Assim. não vai resolver os problemas que a mobilidade motorizada origina. o automóvel individual é também o meio de transporte que provoca mais congestionamentos de trânsito. como mostram as estatísticas a nível europeu: o transporte rodoviário (maioritariamente viagens em veículo ligeiro) representa 79 % do transporte de passageiros. como mostra o seguinte exemplo de “car-sharing”: 5 pessoas vivem no mesmo lugar e trabalham numa cidade a 20 km de distância.

12 nas filas de carros… Saber mais: • http://celulasdecombustivel.blog.pt • http://ecocar19.planetaclix.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 .

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5.1.3. A GESTÃo dA ÁGuA CoM BASE NA NoÇÃo dE CIClo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever medidas de gestão da água baseadas no conceito de ciclo; • Reconhecer as consequências de abordagens de fim de linha na gestão da água e as vantagens de abordagens integradas. PAlAVRA-CHAVE • Ciclo da água • Impermeabilização • Erosão • Desflorestação GloSSÁRIo Habitat; Biodiversidade; Lixiviados; ETAR; Aterro sanitário

A água constitui um recurso essencial à vida. A água doce utilizável é menos de 1% de toda a água do planeta. Há necessidade de uma crescente consciencialização da sociedade de que os recursos hídricos não são ilimitados e que portanto é necessário protegê-los e conservá-los.

Consumo de água: Portugal = 160 litros por habitante/dia; Sertão Brasileiro = 10 litros por habitante/dia

Figura 5.9: A quantidade de água disponível no planeta é diferente de local para local: abundância nuns lugares, escassez noutros Fonte: a) Internet b) CEIFA ambiente, Lda.

A utilização eficiente deste recurso é uma questão essencial à qual ninguém pode estar alheio. Tendo em mente os impactos da intervenção humana no ciclo da água, de forma a minimizá-los, é necessário gerir o uso da água com base na noção do ciclo. Isto significa que a gestão dos recursos hídricos deve ter em vista evitar perturbações no ciclo natural da água, como sejam:

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Um aumento da eficiência traduz-se numa redução de caudais captados e portanto, indirectamente, na preservação dos recursos hídricos disponíveis.

Uma das fontes de alteração do ciclo da água é a impermeabilização dos solos, em especial nas cidades. A precipitação não se consegue infiltrar no solo sendo “perdida” por escorrência (submódulo 3). Uma forma de gestão mais sustentável, seria utilizar, em vez de asfalto e cimento, superfícies menos impermeabilizantes que permitissem a infiltração de água no solo. O leito dos rios e as suas margens são por vezes excessivamente ocupados por construções ou por campos agrícolas. Além da perda de habitats especiais e da biodiversidade que ocorre nesses habitats, aumenta o risco de inundações e, consequentemente, de prejuízos económicos. Há que salvaguardar estas zonas porque a maioria são naturalmente áreas de cheias (vales) que fazem parte do leito dos rios.

Figura 5.10: Margem de um rio super povoado Fonte: Internet

A desflorestação também tem consequências no ciclo da água. As raízes da vegetação mantêm o solo compacto e uma vez cortadas, o solo fica exposto e desagregado. Com as águas de precipitação, partículas do solo são arrastadas e os seus nutrientes são lixiviados. O solo torna-se progressivamente mais pobre e alterado, o que provoca a erosão. Para evitar todos estes problemas relacionados com alterações do ciclo da água, é indispensável manter a cobertura vegetal, de preferência florestal. Sempre que essa desapareça deve ser reconstituída o mais rapidamente possível.

Figura 5.11: Nesta imagem observa-se a desflorestação da Amazónia e os terrenos desertos desflorestados. Estes terrenos estão mais sujeitos à erosão que os terrenos ocupados pela vegetação Fonte: www.greenpeace.org

A água que depois de utilizada (consumo humano, indústria, agricultura, pesca e actividades recreativas), é lançada nas massas de água naturais apresenta, em geral, má qualidade, podendo, em consequência, também degradar a qualidade dos meios de recepção. Já vimos que a solução tradicional é sujeitar as águas residuais a tratamento prévio numa ETAR, antes de serem lançadas no meio receptor. Isso seria uma solução de fim de linha, na qual a poluição seria simplesmente transferida para as lamas resi-

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duais da ETAR, que acabariam por ser depositadas em aterro sanitário. Uma solução integrada, pelo contrário, vai no sentido de evitar a contaminação das águas tanto nos usos domésticos, como nos processos industriais. Por exemplo, em casa devemos evitar lançar medicamentos, lixívias e outros produtos químicos nas sanitas, ou deitar óleos (alimentares ou de motor) na canalização. Nas empresas é necessário procurar tecnologias mais limpas. A gestão sustentável da água depende, em grande parte, do consumidor comum. Ou seja, cada um de nós pode e deve fazer a sua parte!

Saber mais: • www.inag.pt (Conselhos para poupar água e Plano Nacional da Água – Instituto da Água) • http://snirh.inag.pt (sobre o PEAASAR – plano estratégico de abastecimento e saneamento – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos – Instituto da Água)

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As Relações entre o Homem e o Ambiente

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5.1.4. A GESTÃo INTEGRAdA dE MATERIAIS E RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os princípios gerais de gestão ambiental à gestão dos materiais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Fecho de ciclos • Reciclagem • Boas práticas na gestão de resíduos GloSSÁRIo Limites ecológicos; Incineradora; Aterro sanitário

Como vimos nas secções precedentes, a gestão ambiental deve seguir abordagens integradas, para evitar que se limite a transferir poluições de um compartimento ambiental para outro. Para além da energia, dos transportes e da água, cuja gestão, como vimos, exige cuidados muito especiais, há uma outra área, não menos importante da interface entre o Homem e a Natureza, que requer muita atenção: trata-se da gestão de todos os materiais que retiramos da Natureza, modificamos, utilizamos e lhe devolvemos, por fim, em forma de resíduos.

Figura 5.12: Imagem de diferentes tipos de resíduos que são muitas vezes, infelizmente, deixados em terrenos descampados Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A natureza gere os materiais de outra maneira, em grandes ciclos naturais (submódulo 3). Tudo o que é utilizado num processo natural, passa depois para outro processo, onde é alterado e, nessa nova forma, fica de novo disponível a outros processos naturais. A imagem do ciclo é, portanto, a característica principal da gestão que a natureza faz dos materiais. Aliás, antes de os modelos de produção e consumo de massa se terem estabelecido, muitas actividades humanas assemelhavam-se ao que se passava na natureza: nos ciclos naturais não há resíduos, tudo o que é produzido é aproveitado e reaproveitado para ser matéria-prima noutro processo. E assim agiam os nossos antepassados, evitando

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o desperdício e reaproveitando as sobras. Infelizmente, não é isso que acontece em muitos modelos de produção e consumo que hoje dominam a nossa forma de viver e as nossas relações com a Natureza. Os modelos de gestão mais frequentes têm a forma de uma linha, como se se partisse do pressuposto que haverá sempre matérias-primas disponíveis e que os resíduos poderão ser sempre depositados na natureza.

Figura 5.13: Representação esquemática de um “Sistema Linear” Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Estes modelos estão condenados a sucumbir quando as matérias-primas rareiam ou os problemas resultantes dos resíduos se tornam incontroláveis. Situações de ruptura começaram a ocorrer em várias indústrias, quando se atingiram os limites ecológicos dos ecossistemas afectados (submódulo 1). Estes sinais de alarme multiplicaram-se nos últimos 100 anos e obrigaram cientistas, políticos e gestores a reflectir seriamente sobre como se devem gerir os materiais de forma sustentável. O segredo de uma gestão sustentável de materiais e resíduos é simples: temos que reduzir a quantidade de matéria-prima que retiramos da natureza e evitar produzir resíduos que não possam ser reaproveitados. Esta regra mestra leva-nos a pensar em termos de ciclo de vida de materiais e de produtos. A figura em baixo mostra como se pode gerir o ciclo de vida de um produto, de forma integrada, ou seja, pensando, antes de começarmos a produzi-lo, em todos os pormenores, desde a exploração das matérias-primas, a energia que se vai usar para o produzir e para o utilizar, até ao que vai acontecer quando ele chegar ao fim da sua vida útil.

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Figura 5.14: Representação esquemática do ciclo de vida ideal para um produto Fonte: CEIFA ambiente, Lda (Imagem adaptada de Kazazian, Thierry: “Haverá a idade das coisas leves”, São Paulo, 2005)

Até há bem pouco tempo, resolvia-se o problema dos resíduos com uma abordagem de “fim de linha”, ou seja, só se começava a pensar nos resíduos depois de eles terem sido produzidos. Apesar de se terem feitos muitos progressos nas últimas décadas no sentido de melhorar a gestão de materiais, ainda são produzidos muitos resíduos, em quase todas as actividades humanas, que causam graves problemas ambientais e poderiam ser evitados. Dentro de uma perspectiva de fim de linha foram construídos por todo o mundo milhares de aterros sanitários e incineradoras de resíduos que exigem muitos investimentos e tecnologias avançadas. Mas os aterros construídos há cerca de 15 anos em Portugal já estão a chegar ao fim da sua capacidade, e a possibilidade de se poder incinerar todos os resíduos é pouco viável, por motivos económicos, técnicos e até sociais, pois as pessoas se opõem à construção destas centrais na sua vizinhança. É necessário gerir os resíduos de forma integrada, pensando que os resíduos são, do ponto de vista ambiental, materiais que, numa certa fase do seu ciclo de vida, são rejeitados, porque deixaram de ter utilidade para o Homem. A gestão integrada de materiais e resíduos tem que ter em consideração todo o ciclo de vida dos materiais. O objectivo é reduzir ao máximo a parte que vai para soluções de fim de linha, e isso faz-se estabelecendo uma “ordem de prioridades” para a compra, a utilização e o tratamento de materiais: 1. Evitar usar materiais que podem ter efeitos nefastos na fase de produção ou de utilização, ou causam problemas quando se tornam resíduos (prevenção qualitativa); evi-

Estima-se que os 15 países membros da EU, produziram, em 2003: 182 milhões ton/ano de resíduos sólidos urbanos (RSU), 286 milhões ton/ano de resíduos de construção e demolição (RC&D), 338 milhões de ton/ano de resíduos industriais (RI) e 26 milhões de ton/ano de resíduos perigosos (RP).

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Técnicas eficientes são aquelas que produzem o mesmo com menos; ou seja, precisam de menos matérias-primas e energia e produzem a mesma quantidade de produtos com menos resíduos.

2. 3. 4.

tar desperdícios de materiais na fase de produção, utilizando as técnicas disponíveis mais eficientes (prevenção quantitativa); Reutilizar todos os materiais residuais dentro do mesmo processo (fábrica, obra de construção, produção agrícola) ou noutros processos; Reciclar todos os materiais residuais que não podem ser directamente reintegrados na produção ou no consumo e utilizar, sempre que possível, materiais reciclados; Levar para tratamento final (incineradora ou aterro sanitário) somente os resíduos para os quais não foi possível encontrar uma solução.

Conclusão: precisamos de muitas inovações técnicas que tornem os produtos mais leves, mais eficientes, mais duradouros e que, no seu fim de vida, possam ser reciclados, e não se tornarem simplesmente resíduos que têm que ser depositados ou incinerados.

Saber mais: • Manual Europeu de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, Volumes I e III, 2002-2004: Para download: www.ceifa-ambiente.net

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5.2. A GESTÃo SuSTENTÁVEl dAS CIdAdES E do ESPAÇo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância do ordenamento do território; • Identificar relações de dependência entre a cidade e a sua periferia; • Nomear critérios de qualidade de vida urbana. PAlAVRA-CHAVE • Ordenamento do território • Densidade populacional • Periferia • Pegada ecológica GloSSÁRIo Desflorestação; Habitat; Biodiversidade; Fauna; Flora

Já reflectimos várias vezes sobre a importância que a ocupação do espaço pelo Homem tem sobre o ambiente. A desflorestação e a impermeabilização do solo têm efeitos sobre o ciclo da água e a sobrevivência das espécies, a destruição de habitats naturais ameaça a biodiversidade, a construção de barragens altera os cursos dos rios e tem implicações sobre a fauna, a flora, etc.. Com o aumento da densidade populacional, surge a necessidade de regulamentar a utilização do espaço pelo Homem. Hoje em dia, embora as pessoas possam ser proprietárias de terras, não lhes é permitido utilizar esses espaços como bem lhes apetece. E há boas razões para que assim seja. Se não houvesse regras, teríamos indústrias altamente poluentes ao lado de casas de habitação, aterros no meio de florestas, aeroportos ao lado das praias, centrais atómicas no meio das cidades e outras aberrações deste tipo. ordenamento do território é o nome que se dá a esta área da gestão ambiental que se dedica a gerir a localização das actividades humanas no espaço disponível. Trata-se de uma área transversal de gestão, que requer uma excelente base de informação geográfica, económica, social e ambiental, e que assume duas funções essenciais: 1. determinar o espaço que pode ser ocupado por actividades humanas, e qual o espaço que deverá ser reservado à Natureza; 2. como devem ser distribuídas as actividades humanas no espaço, de forma a se poderem articular de forma harmoniosa. A gestão do espaço em centros urbanos (cidades) representa um desafio particularmente complexo, não só pela densidade populacional que esses espaços abrigam, como pela

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diversidade de actividades que ali estão instaladas.

Figura 5.15: Para viver, a cidade precisa de mais do que aquilo que produz… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

As necessidades de uma cidade não podem ser totalmente satisfeitas por aquilo que ali existe ou é produzido. De facto, os habitantes de uma cidade têm que se alimentar de produtos que, em grande parte, são produzidos em zonas rurais, por vezes noutros continentes. A água que as cidades consomem vem de aquíferos situados fora do seu perímetro, e as águas residuais que a cidade despeja no esgoto vão poluir linhas de água da periferia, as praias e os oceanos. As infra-estruturas para o tratamento de águas são situadas fora da cidade, e o mesmo acontece com as instalações de tratamento de resíduos. E a poluição atmosférica que as cidades produzem tem efeitos não só na cidade, como também a nível regional e global. A cidade ocupa, por isso, não só o espaço em que está construída, mas também muito espaço na periferia e de outros lugares. Diz-se, por isso, que a maior parte das cidades têm uma pegada ecológica muito elevada. As cidades têm uma responsabilidade muito grande em relação às suas periferias, tanto mais que os habitantes da cidade precisam de lugares com boa qualidade ambiental na proximidade para repouso e actividades de lazer. Por outro lado, uma cidade tem uma oferta de bens e serviços que serve, em geral, uma população muito maior do que aquela que ali vive. Assim, muitos postos de trabalho na cidade são ocupados por pessoas que vivem na periferia e se deslocam todos os dias para a cidade, dando origem aos famosos movimentos pendulares de trânsito: de manhã um grande fluxo de trânsito intensivo em direcção à cidade, e ao fim do dia o fluxo em direcção contrária.

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Figura 5.16: Existem zonas em Lisboa onde ainda circulam eléctricos, que constituem um óptimo meio de locomoção dentro da cidade e são pouco poluentes Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A mobilidade (de mercadorias e de pessoas) é uma área prioritária da gestão urbana. Uma cidade bem gerida tem uma rede de transportes públicos que minimiza a poluição atmosférica, os níveis de ruído e o congestionamento das vias públicas. Em Lisboa foram feitos vários estudos sobre o consumo de água e de energia que mantêm a cidade viva. Quanto à água, o estudo chega à conclusão que “o combate às perdas, uma melhor gestão da procura, a reutilização de águas cinzentas e de águas residuais tratadas para usos não potáveis, são alguns dos desafios que devem ser abordados com urgência”. Em relação à energia as soluções passam por “uma maior eficiência energética pelo lado da procura, a redução da dependência de combustíveis fosseis, a maior descentralização da produção de energia, o aumento do contributo de energias renováveis para o balanço energético local - oferecendo a Lisboa também uma expressão de geradora de energia final em vez de apenas consumidora”.

Figura 5.17: Estes acumuladores de calor que se podem colocar nos telhados das casas, aproveitam a energia solar (fonte de energia renovável) para aquecer a água da casa Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.cidadessustentaveis.info • www.lisboaenova.org

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Actividades/Avaliação

5.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo
1. Para se estudar o ambiente de forma estruturada, é habitual distinguir vários compartimentos ambientais. Indique os seus nomes. Escolha dois desses compartimentos e descreva um fenómeno natural que demonstre como eles estão interligados. O que é uma gestão ambiental compartimentada e qual é a grande desvantagem ambiental a ela associada? Descreva o problema através do exemplo da gestão dos recursos hídricos. Descreva as vantagens ambientais provenientes da utilização das energias renováveis. Em que medida é que as TIC podem contribuir para uma redução do trânsito? Existe uma “ordem de prioridades” que facilita a gestão integrada de materiais e resíduos. Nomeie correctamente essa ordem de prioridades, começando pela mais amiga do ambiente e acabando nas soluções de fim de linha. A noção de ciclo tem uma importância muito grande na gestão ambiental. Dê dois exemplos que mostrem a vantagem da sua aplicação.

2.

3.

4. 5.

6.

Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) .Se não conseguir resolver esta actividade, reveja o submódulo 5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

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6. Legislação Ambiental

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Legislação Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo começa por descrever a evolução dos princípios sobre os quais se baseia a política e o direito ambientais, e a importância desses princípios para a gestão ambiental. Caracteriza, em seguida, os três níveis a que o direito ambiental é criado: internacional, comunitário e nacional. Dado o ênfase crescente de abordagens baseadas no princípio da prevenção, torna-se evidente que o futuro aponta para uma legislação comunitária e nacional que aposta na responsabilidade ambiental do produtor. Esta evolução requer uma postura pró-activa por parte dos empresários.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Conhecer os princípios gerais que orientam a política ambiental, o direito ambiental e, em consequência, a gestão ambiental; • Compreender que o direito ambiental tem fontes internacionais, comunitárias e nacionais e descrever as relações entre direito comunitário e nacional; • Saber usar a informação disponível para aumentar o seu conhecimento sobre as diferentes áreas do direito do ambiente.

3.

TEMAS • Princípios gerais da política ambiental • O direito do Ambiente • A legislação internacional • Legislação da União Europeia • Legislação nacional

4.

GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC); • Estratosfera • Chuvas ácidas; • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR

5.

SABER MAIS • Direito do Ambiente, Fernando dos Reis Condesso, Livraria Almedina, Coimbra, 2001. • www.diramb.gov.pt (Legislação) • http://europa.eu (site oficial da União Europeia)

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Princípios Gerais da Política Ambiental

6.1. PRINCíPIoS GERAIS dA PolíTICA AMBIENTAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Diferenciar os princípios que orientam a política e o direito ambientais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Princípio do poluidor-pagador (PPP) • Princípio da precaução • Gestão ambiental GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Estratosfera

A necessidade de gerir as relações entre o Homem e a Natureza levou à criação de uma série de regras que devem ser respeitadas para evitar que as actividades humanas continuem a ter efeitos negativos sobre o ambiente. Estas regras variam, dependendo do tipo de actividade a que dizem respeito, e são fruto da política ambiental que um Estado ou uma comunidade de Estados decide implementar. As regras definidas pela política ambiental são as linhas orientadoras da gestão ambiental. Uma parte dessas regras tem carácter vinculativo, e constitui a “legislação ambiental”. Mas a política ambiental ainda pode utilizar outros instrumentos, para além da lei, para implementar os seus objectivos, como por exemplo, campanhas de sensibilização. Para entender melhor os objectivos da política ambiental é importante conhecer alguns princípios básicos que a orientam e que determinam o tipo de instrumentos que ela utiliza. Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Ainda hoje muita gente deita os seus resíduos para a via pública, a pensar que a Câmara Municipal é que tem o dever de limpar tudo. É certo que as câmaras têm que o fazer, mas essa tarefa custa dinheiro, e é, portanto, feita à custa da sociedade em geral. É com os impostos pagos por todos os cidadãos que o Estado tem que reparar o dano que alguns provocam.

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Princípios Gerais da Política Ambiental

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Figura 6.1: Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Fonte: Internet

Mas hoje já são poucas as pessoas que actuam de forma tão irresponsável, talvez porque desde há muitos anos a gestão ambiental se guia pelo princípio poluidor-pagador (PPP). Este princípio diz simplesmente: “quem suja, tem que limpar, ou então paga pelos danos causados!”. É com base neste princípio que o Estado: • obriga as empresas a respeitarem uma série de regras em relação à água, aos resíduos, ao ruído e às emissões; • cobra taxas sobre os resíduos e as águas residuais ; • aplica multas aos que poluem o ambiente; • pode punir os que não respeitam as regras de protecção ambiental, em casos graves inclusivamente com pena de prisão. No entanto, e apesar de o PPP ser um princípio muito eficaz, quando o Estado faz uma boa vigilância, nem sempre é possível identificar os poluidores. Por exemplo, todos nós emitimos emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera: como avaliar o contributo que cada um dá para a alteração climática? Há também imensas fontes de poluição que sujam um rio, mas como identificar a contribuição de cada um? Nestes casos o PPP não pode ser correctamente aplicado. Além disso, há danos irreversíveis e irreparáveis, e há bens que não têm preço (por exemplo, a biodiversidade). Também nestes casos o PPP não é aplicável. De facto, só há uma forma correcta de agir quando corremos o risco de, com uma actividade, causar danos irreversíveis ou irreparáveis ao ambiente: evitar os danos. É o que diz o princípio da prevenção: “é melhor prevenir do que remediar”. Este princípio, que na prática se aplica em conjunto com o PPP, afirma que os poluidores devem ser responsabilizados se não tomarem as medidas necessárias para evitar danos. Portanto, não se trata aqui de reparar um dano, mas sim de fazer tudo para que esse dano não ocorra. Por exemplo: os resíduos são um problema? Pois bem, o que o princípio da prevenção diz é que o melhor é evitar produzir resíduos. As emissões de CO2 estão a alterar o clima? Pois bem, reduzamos o nosso consumo de energia, diz o princípio da prevenção.

Se uma espécie em risco de extinção acabasse por desaparecer devido à acção de um indivíduo, não haveria dinheiro no mundo que pudesse reparar esse dano que é irreversível (a espécie nunca mais voltará a existir) e irreparável (pois não é possível calcular, e muito menos pagar, os custos ambientais que poderão advir dessa perda).

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Princípios Gerais da Política Ambiental

Figura 6.2: É melhor evitar o incêndio florestal do que remediar… Fonte: Internet

Há ainda um terceiro princípio que vale a pena mencionar: é o princípio da precaução. Este princípio parte da observação de que há muita incerteza quanto aos danos que uma actividade pode causar ao ambiente. Por exemplo, quando os clorofluorocarbonetos (CFC) apareceram, foram considerados o melhor produto que a química jamais tinha produzido: eram substâncias sem cheiro, não tóxicas, não inflamáveis, e podiam ser usadas em inúmeras aplicações, como gás de expansão para os aerossóis e as espumas, e como gás de compressão para aparelhos de refrigeração. Frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, sprays e colchões de espuma são exemplos de produtos que integram substâncias com estas características. Só muitos anos depois é que se descobriu o buraco de ozono e só após vários anos de investigação foi mais tarde reconhecido o impacto negativo que os CFC tinham na estratosfera. Os CFC foram banidos a nível mundial, a sua produção e venda é proibida. Hoje utilizamse substâncias com propriedades similares mas menos risco para a camada de ozono. No entanto, ainda durante muitos anos vamos ter emissões de CFC, que estão integrados em frigoríficos e aparelhos de ar condicionado mais antigos, se não forem cuidadosamente retirados desses aparelhos no fim da sua vida útil. Portanto, coisas que nós hoje pensamos que são perfeitamente inofensivas, podem ter efeitos negativos que só se tornam visíveis a longo prazo. O princípio da precaução diz que temos que admitir que tudo o que fazemos pode representar um risco, ou seja, devemos ser cautelosos, observar cuidadosamente os efeitos que possam surgir, não adoptar tecnologias ou substâncias cujos efeitos ainda estão mal estudados sem tomar todas as medidas de precaução possíveis. Por exemplo, os organismos geneticamente modificados (OGM) podem ser uma bênção (por exemplo, na cura de doenças como as diabetes) ou uma tragédia para o planeta (por exemplo, se esses organismos se expandirem à custa de outras espécies). Neste caso, como em muitos outros, temos que agir de acordo com o princípio da precaução.

Só agora, após 200 anos de utilização intensiva de combustíveis fósseis, se sabe que as emissões de CO2 vão ter efeitos dramáticos sobre o clima da Terra.

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6.2. o dIREITo do AMBIENTE
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar os princípios gerais descritos na ficha precedente com a evolução da política o direito do ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • Política ambiental • Direito do ambiente GloSSÁRIo Chuvas ácidas; Ecossistema

O fim da década dos anos sessenta é o marco do surgimento das Políticas e do Direito do Ambiente. Acidentes industriais como os que ocorreram no Love Canal, nos EUA, poluição de um curso de água, Hooker Chemical Company, rotura de um depósito de resíduos em Michigan, EUA, as chuvas ácidas, com efeitos sobre as florestas nos países da Europa Central - eis alguns dos exemplos de desastres que precederam o surgimento de políticas e normas.

Figura 6.3: “Love Canal: área do Estado de Nova Iorque (E.U.A.) que teve que ser evacuada em 1977 devido à grave poluição química do seu subsolo” Fonte: www.wikipedia.org

Assim se desenvolve, em especial a partir de meados do século passado, o direito do ambiente que reflecte a preocupação generalizada com os crescentes problemas ambientais

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que ameaçam a saúde humana e os ecossistemas. O direito ambiental não é só o direito emanado pelas autoridades nacionais. Há diversas fontes de direito que têm implicações directas ou indirectas sobre as empresas e os cidadãos: o direito internacional, o direito comunitário e o direito nacional. Mas, independente da fonte legislativa, o direito do ambiente é uma área muito dinâmica do direito, pois está profundamente ligada ao progresso científico e técnico. À medida que a ciência vai ganhando conhecimentos sobre os mecanismos que regem os ciclos naturais, as interdependências que caracterizam os ecossistemas e os efeitos das tecnologias sobre o ambiente, também o direito do ambiente se vai desenvolvendo, com o fim de gerir cada vez melhor as relações entre o Homem e a Natureza. A evolução da política ambiental e do direito ambiental, em especial, pode ser resumida em três fases: • 1ª fase (até fins dos anos 60): centrada sobre aspectos pontuais, visava especialmente a protecção da vida e saúde humanas (regulamento de substâncias perigosas) • 2ª fase (a partir dos anos 70): a política ambiental reconhece, cada vez mais, a necessidade de proteger o ambiente; o direito ambiental passa a regular os processos de produção e de “eliminação” através de soluções de fim de linha que visam: • A retenção das emissões das instalações industriais • A imposição de requisitos técnicos para as instalações de tratamento de resíduos sólidos e líquidos • 3ª fase: rumo a uma política integrada, voltada para a prevenção dos problemas globais e locais É fácil reconhecer que estas três fases acompanham a evolução dos princípios de gestão, de que já falámos na ficha precedente. As duas primeiras fases acima descritas são caracterizadas por leis e regulamentos muito detalhados, que procuravam controlar todas as actividades e processos de produção; quem não cumprisse a lei era punido (de acordo com o princípio poluidor-pagador – PPP). Com esta abordagem, o direito ambiental acabou por criar muita burocracia, pois era preciso pedir licenças para muitas actividades, o que tornava todo o sistema pouco flexível e não incentivava a inovação; por outro lado, a eficácia das normas de protecção ambiental dependia muito da capacidade de controlo por parte do Estado e, como o Estado não podia estar em todo o lado, acabava por haver muitas áreas que não eram regulamentadas e representavam riscos importantes.

Embora frequentemente utilizada - mesmo em documentos legais - a palavra “eliminação” no contexto ambiental não faz sentido, pois todos sabemos, pelo menos desde Lavoisier (séc. XVIII) que na natureza “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”…

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Figura 6.4: O Estado não pode estar em todo o lado e controlar tudo… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em breve se percebeu que era preciso alterar a política ambiental e, para além do PPP, utilizar outros mecanismos para obrigar os poluidores a pensarem seriamente em como evitar problemas ambientais. É certo que há áreas que representam um risco para a saúde humana e o ambiente tão elevado que têm que ser regulamentadas através de proibições muito rigorosas e bem controladas. Portanto, a entrada do princípio da prevenção no direito ambiental não excluiu, de forma alguma, a possibilidade de o Estado intervir com leis muito rígidas quando está em causa a segurança e o bem-estar dos cidadãos. Mas, para além de decretar restrições e proibições, o Estado começou a aplicar com mais frequência o princípio da prevenção, que, em certos casos, pode ser muito mais eficaz do que uma legislação baseada em proibições e punições. Este princípio, como sabemos, exige uma alteração das mentalidades, e transfere para os empresários a responsabilidade de prevenir quaisquer danos que os seus processos ou produtos possam provocar. Assim, o direito do ambiente começou a realçar, cada vez mais, o papel de uma postura pro-activa por parte dos empresários, ou seja, não devem esperar que o Estado regule e castigue, devem, eles próprios, tomar a iniciativa de promover o seu desempenho ambiental. Nesse sentido, hoje o Estado impõe metas que têm que ser atingidas, e deixa à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. É o que acontece, por exemplo, com as embalagens: o Estado impõe determinadas quotas de recolha e reciclagem e a Sociedade Ponto Verde S.A. (que é uma entidade privada, sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1996, com a missão de promover a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, a nível nacional) instalou os ecopontos que todos conhecemos.
Hoje em dia, cada vez mais, as pessoas dão prioridade a produtos amigos do ambiente. Desta forma, as empresas que se preocupam com o ambiente podem ser mais competitivas que as que não têm qualquer tipo de preocupação.

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Figura 6.5: Os ecopontos, cada vez mais comuns, são os locais onde devemos colocar o lixo que separamos em casa. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.ipv.pt

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6.2.1. o dIREITo INTERNACIoNAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a função do direito internacional e explicar as limitações a que a sua implementação está sujeita; • Mencionar os temas que são regulados pelas convenções ambientais em vigor. PAlAVRA-CHAVE • Instituições internacionais • Tratados internacionais • Convenções internacionais GloSSÁRIo Alterações climáticas; Resíduos

Como já vimos, o direito ambiental pode ser deliberado a vários níveis. O carácter global dos impactes ambientais e os efeitos das pressões do modelo produtivo e de consumo de massa das sociedades modernas sobre o equilíbrio ecológico da Terra obrigam, não só ao surgimento de políticas e regulamentos dentro de cada Estado, mas também de acordos e convenções entre os Estados, visando a protecção do ambiente e do equilíbrio ecológico dos vários compartimentos ambientais – água, ar, conservação da natureza, alterações climáticas, resíduos, etc. O direito internacional é promovido por instituições internacionais, como por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU).

Figura 6.6: Logótipo da Organização das Nações Unidas. Fonte: www.un.org

A função do direito internacional é a aplicação dos princípios da prevenção e do princípio poluidor-pagador (PPP) com o fim de regulamentar o problema da responsabilidade em casos de poluição que afectam mais do que um país, ou seja, quando o país causador do

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dano deve ser responsabilizado por efeitos causados noutro país. O direito internacional é, por isso, quase sempre o resultado de negociações muito difíceis e morosas entre os vários países. No entanto, não se pode prescindir, hoje em dia, de regras internacionais para o ambiente, pois muitos problemas não podem ser eficazmente abordados a nível nacional, como é o caso, por exemplo, das alterações climáticas. Não faria sentido, por exemplo, que só um país fizesse esforços para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), pois, por maior que fosse o seu contributo, a nível global os resultados seriam provavelmente pouco eficazes para proteger o clima da Terra. Por isso, é importante que haja acordos internacionais que estabelecem o contributo que cada país deve dar para a realização dos objectivos comuns. Os acordos internacionais sofrem de uma fraqueza em relação às leis nacionais e comunitárias: é mais difícil assegurar o seu cumprimento. Se um cidadão desrespeita uma lei, é multado, mas se um país não cumpre o que se propôs fazer, em regra não há sanções suficientemente fortes que o obriguem a cumprir o acordado. De qualquer forma, os tratados na área do ambiente prevêem mecanismos de informação, reuniões periódicas e órgãos administrativos que, na prática, acabam por exercer uma pressão importante para que os compromissos sejam cumpridos. Além disso, os Estados que não cumprem os tratados internacionais sofrem pressões, por vezes muito fortes por parte dos outros países. É que acontece actualmente com o Protocolo de Quioto que ainda não foi ratificado pelos Estados Unidos da América (EUA), pelo que o governo americano tem sido fortemente criticado pelos outros países. Há, além disso, diferentes tipos de tratados internacionais, mais ou menos abrangentes, com ou sem compromissos objectivos, associados ou não a um calendário de metas a atingir. Há acordos que funcionam apenas como carta de intenção. É o caso, por exemplo da Declaração do Rio, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Estas cartas de intenção contêm, normalmente, compromissos políticos genéricos ou dizem, por exemplo, que os países devem “fazer esforços no sentido de”. No entanto, elas têm o mérito de formarem plataformas de princípios sobre os quais tratados mais vinculativos podem depois ser deliberados. É o que fica ilustrado na seguinte lista das convenções internacionais sobre temas ambientais, até hoje ratificadas a nível global. Foi sobretudo a partir das Cimeiras de Estocolmo (1972) e do Rio de Janeiro (1992) que o direito internacional do ambiente se desenvolveu com mais intensidade: • Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), ratificada em 1975; • Convenção de Viena para Protecção da Camada de Ozono, ratificada em 1989, e Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, ratificado em 1987; • Convenção da Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, ratificada em 1992;

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• • • •

Convenção sobre Áreas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas (Convenção de Ramsar), ratificada em 1993; Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), ratificada em 1994; Convenção de Combate à Desertificação, ratificada em 1997. Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ratificada em 1994, e Protocolo de Quioto, ratificado em 2002;

Observa-se uma nítida intensificação das actividades legislativas a nível internacional nas últimas décadas.

Figura 6.7: A luta contra a desertificação é um grande desafio do séc. XXI. Fonte: www.greenpeace.org

É importante também mencionar que um acordo internacional não é válido, necessariamente, para todo o mundo. Um acordo é um compromisso mútuo entre um determinado número de países. As metas do Protocolo de Montreal (1987) foram aceites por 175 países. Já o acordo sobre os rios transfronteiriços ibéricos (Convenção de Albufeira, 1998) diz apenas respeito a Portugal e Espanha.

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6.2.2. lEGISlAÇÃo dA uNIÃo EuRoPEIA
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o papel da legislação comunitária na área do ambiente; • Caracterizar o tipo de documentos que formam o direito comunitário; • Explicar as vantagens económicas do direito ambiental comunitário. PAlAVRA-CHAVE • Direito comunitário • Conselho da UE • Estados Membros • Regulamentos • Directivas • Decisões e Recomendações • Governação ambiental • Postura pró-activa

O objectivo central da União Europeia (UE) é atingir a uniformização das bases políticas e administrativas dos seus 27 Estados Membros. Para atingir este objectivo, a legislação comunitária baseia-se no acordo entre os Estados Membros de que, em certas áreas do direito, o direito comunitário tem prioridade sobre o direito nacional, ou seja, nessas áreas o direito comunitário é um ordenamento jurídico independente que prevalece sobre as ordens jurídicas nacionais.

Figura 6.8: Bandeira da Europa, símbolo não só da União Europeia, mas também da unidade e da identidade da Europa. Fonte: http://europa.eu

Mas, tirando algumas excepções, o direito nacional é normalmente o que ainda domina. Em especial, o direito comunitário nunca se pode sobrepor à Constituição de qualquer Estado Membro. Mas também a legislação sobre a educação, a medicina, o trabalho, a segurança social, etc. continuam a ser, em grande parte, uma competência dos Estados Membros. Actualmente discute-se a possibilidade de haver uma convenção europeia que permita uma maior transferência de competências dos Estados Membros para a UE.

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Foi em 1986 que Portugal se juntou à União Europeia.

Figura 6.9: Mapa da União Europeia, com os países membros de amarelo. Fonte: http://pt.wikipedia.org

Neste contexto, o direito do ambiente apresenta um estatuto especial. Os Estados Membros reconhecem que há vantagens económicas em haver níveis de desempenho ambiental similares em todos os países. De facto, restrições ambientais podem tornar alguns produtos e serviços mais caros, como é o caso, por exemplo, da obrigatoriedade de os automóveis terem um catalizador para reter as emissões poluentes. Se houvesse países em que esta obrigação não existisse para os produtores, o preço dos automóveis ali produzidos poderia ser mais baixo, o que iria penalizar os produtores dos países com melhor desempenho ambiental. Por isso, os Estados Membros acordaram que era necessário tentar harmonizar, tanto quanto possível, as legislações ambientais em toda a Europa, o que, na prática, resulta numa transferência de competências legislativas dos Estados Membros para a União Europeia. Na área do ambiente, o Conselho da União Europeia (que representa todos os países membros) tem a capacidade de definir, em cada caso concreto, como devem ser distribuídas as competências legislativas, ou seja, define se a legislação referente a um tema específico deve ser decidida a nível comunitário ou nacional. De acordo com essa decisão, para o caso específico em questão, o Conselho pode adoptar diversos tipos de documentos: • Regulamentos, que são directamente aplicáveis e obrigatórios em todos os Estados-Membros sem que seja necessária qualquer legislação de aplicação; nestes casos a legislação comunitária tem prioridade sobre a legislação nacional. • directivas, que vinculam os Estados Membros quanto aos objectivos a alcançar

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num determinado prazo, deixando, no entanto, às instâncias nacionais a competência quanto à forma e aos meios a utilizar. As Directivas têm de ser transpostas para o direito interno de cada país de acordo com os seus procedimentos específicos; neste caso, portanto, há uma distribuição de competências: os objectivos são estipulados a nível comunitário, mas os Estados Membros adoptam a legislação necessária para atingir esses objectivos a nível nacional. decisões, que são vinculativas na sua integralidade para os seus destinatários. Assim, as Decisões não requerem legislação de transposição nacional. No entanto, as Decisões só regulam questões muito específicas e podem ser dirigidas a um ou a todos os Estados-Membros, bem como a empresas e pessoas singulares; Recomendações e pareceres, que não são vinculativos.

Na área do ambiente a legislação da UE é maioritariamente composta por Directivas que exigem uma transposição para o direito nacional. Por isso, na maioria dos países, a legislação ambiental em vigor é, em grande parte, simplesmente devida à transposição do direito comunitário para direito nacional.

Saber mais: • http://europa.eu • www.valorcar.pt

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Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial. b) Ordenar e promover o ordenamento do território (…). • Nomear os principais documentos legislativos que estão em vigor. salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica (…). c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio.3. 1. O artigo 66º da Constituição Portuguesa. ETAR A criação do direito ao ambiente como um direito social merecedor de ser reconhecido no catálogo constitucional só se afirmou na década de 1970. Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente. assumindo aí a Constituição da República Portuguesa de 1976 uma posição pioneira e. incumbe ao Estado. 3. referente ao “Ambiente e Qualidade de Vida” estabelece o direito de todos os cidadãos ao ambiente. 13 O Direito do Ambiente 6. Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente (…) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . de modo a garantir a conservação da natureza (…). ainda hoje. das mais avançadas. no quadro de um desenvolvimento sustentável.FT16 . o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o carácter constitucional do direito ao ambiente em Portugal. lEGISlAÇÃo NACIoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Constituição Portuguesa • Lei de Bases do Ambiente • Legislação Ambiental Europeia GloSSÁRIo Aterro sanitário. 2. bem como classificar e proteger paisagens e sítios. d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais. sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.2. Para assegurar o direito ao ambiente. por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos: a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão. no quadro do desenvolvimento sustentável: • • Todos têm direito a um ambiente de vida humano. e) Promover (…) a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana (…).

Como já foi dito anteriormente. de 29 de Dezembro). de 11 de Agosto). a água (Lei da água. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .º 613/76 de 27 de Julho). há já vários anos. A legislação ambiental europeia tem ajudado os Estados Membros menos desenvolvidos a evoluir e a promover o seu desempenho ambiental em muitos domínios. Diz ainda. a protecção da natureza (Decreto-Lei n.10: Mapa com a representação de todas as áreas com estatuto de conservação de Portugal: parque nacional. de 4 de Abril). como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado”. Lda. pela UE. Sob a sua influência. Portugal foi um dos países que mais beneficiou desta política. reservas ecológicas. a eficiência energética (Decreto-Lei 78/2006. Em especial. em cumprimento do disposto nos artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa”. o ordenamento do território (Lei nº 48/98. há uma variada gama de leis e decretos-leis que regulam os aspectos específicos do ambiente em Portugal: os resíduos (Decreto-Lei n. Fonte: CEIFA ambiente.º 11/87) define “as bases da política de ambiente. que “a política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. Figura 6.ICNB) É também por influência da UE que Portugal tem acompanhado a evolução dos princípios gerais que regem a política e o direito ambientais. qualitativa e quantitativamente. têm vindo a adoptar um novo estilo de governação ambiental que visa promover uma postura mais pró-activa por parte dos empresários.) e a implementação de medidas de conservação da natureza (parques nacionais. Lei n.O Direito do Ambiente FT16 . parque natural. (com dados do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade . os Estados Membros. reserva natural. etc. ainda é muito visível a compartimentação do ambiente na nossa legislação (submódulo 5). a UE tem generosamente financiado a construção de infra-estruturas para a protecção ambiental (aterros sanitários. Para além da Lei de Bases do Ambiente. Para lhes facilitar a implementação da legislação comunitária.º 178/2006 de 5 de Setembro). paisagem protegida e monumento natural. 14 A Lei de Bases do Ambiente (Lei n.). ETAR.º 58/2005. o reforço dos princípios da prevenção e da precaução tem sido liderado. etc.

É o que acontece com a legislação sobre as embalagens. etc. No entanto.gov.FT16 .pt (Artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa) • www.diramb. também em Portugal cada vez mais leis ambientais definem simplesmente as metas que têm que ser atingidas. o importante é entendermos que a legislação ambiental deve ter por objectivo principal a preservação do património natural (submódulo 2) e a redução dos efeitos negativos das actividades humanas sobre o ambiente (submódulos 3 e 4). mas deixam à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir.gov. e o Estado limita-se a controlar se as metas são cumpridas.11: Fotografia de resíduos de vários equipamentos electrónicos (frigoríficos. Mas a lei não diz como é que os produtores devem assegurar a recolha dos produtos em fim de vida. 15 O Direito do Ambiente Nesse sentido. também é verdade que a legislação ambiental é o fruto de muitas pressões políticas e económicas e por isso. máquinas de lavar roupa.) depositados num descampado. e os veículos em fim de vida – todas elas resultantes da transposição de Directivas europeias.diramb. infelizmente. como já vimos. se os produtos são efectivamente recuperados e os materiais reciclados. Fonte: CEIFA ambiente. Lda Embora uma parte da legislação seja muito complicada e exija muita burocracia. Figura 6. Os produtores destes produtos são obrigados a recuperar os seus produtos no fim da sua vida útil. ou seja. os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE). nem sempre tem os efeitos que seriam de desejar.pt (Lei de Bases do Ambiente) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Como cidadãos devemos estar atentos e alertar para as situações que pareçam contradizer os verdadeiros objectivos do direito do ambiente. e a reciclar uma grande parte dos materiais que utilizaram na produção dos seus produtos. Saber mais: • www.

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reveja o submódulo 6. 2. b) constrói uma pequena ETAR que despolui as águas residuais antes do despejo. c) analisa o seu processo de produção para encontrar forma de diminuir a carga poluente dos seus efluentes. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.AV6 Actividades/Avaliação 6.3. Embora a aplicação do direito ambiental seja uma competência do Estado. se for descoberto. Ordene cada uma das alternativas a um princípio de gestão e justifique. que se reflectem no direito ambiental e também na gestão ambiental.Se não conseguir resolver esta actividade. Explique a diferença entre um Regulamento e uma Directiva. Há princípios guias da política ambiental. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 4. Legislação Ambiental. 5. Ele tem várias alternativas: a) faz o despejo e sujeita-se a pagar uma multa. nem todas as regras ambientais em vigor foram emitidas a nível nacional. e livra-se da multa. Estuda o seguinte exemplo: Um empresário tem a possibilidade de despejar as suas águas residuais num pequeno ribeiro.4) . Quais são as vantagens económicas do direito ambiental da União Europeia? Nomeia os principais documentos que regulam a gestão ambiental em Portugal a) De forma geral b) Problemas relacionados com a água c) Problemas relacionados com os resíduos 3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Que instituições têm competência para promover a legislação ambiental a nível internacional e a nível da Comunidade Europeia? A legislação europeia é constituída por diferentes tipos de documentos.

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7. Sistemas de Gestão Ambiental

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Sistemas de Gestão Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo dedica-se ao problema da gestão ambiental. Começa por mostrar que há vários tipos de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), nomeadamente os SGA baseados na conformidade legal, SGA baseados em sistemas de fim de linha e os SGA baseados em boas práticas ambientais. Partindo do reconhecimento dos efeitos ambientais negativos de sistemas de gestão compartimentados e orientados para soluções de fim de linha, é evidenciada a necessidade de infra-estruturas ambientais de fim de linha, essenciais para evitar a contaminação do ar, da água e do solo. Para uma gestão ambiental sustentável é, no entanto, indispensável ir mais longe, e apostar na eco-eficiência de processos e produtos, evitando, contudo, cair na ratoeira que ela pode representar. Finalmente, é realçado o papel que as boas práticas de gestão ambiental na construção e na eco-arquitectura podem e devem representar no futuro do Sector da Construção.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Perceber os problemas relacionados com os sistemas de gestão ambiental (SGA) das empresas fazendo a distinção entre boas e más práticas de gestão; • Conhecer argumentos a favor de uma postura pró-activa na indústria; • Conhecer as boas práticas na construção e arquitectura, identificando com exemplos concretos.

3.

TEMAS • SGA baseados na conformidade legal • SGA baseados em “Boas Práticas” • Aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação • Boas Práticas no Sector da Construção • A construção sustentável • A eco-arquitectura

4.

GloSSÁRIo • ETA • Eutrofização • Metais pesados • Energias renováveis e não renováveis

5.

SABER MAIS • www.ceifa-ambiente.net • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com

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SGA Baseados na Conformidade Legal

7.1. SGA BASEAdoS NA CoNFoRMIdAdE lEGAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e justificar as limitações de SGA baseados na conformidade legal. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • SGA • Conformidade legal • Actuação reactiva • Soluções de fim de linha • Compartimentos ambientais • Poluição atmosférica • Aquíferos • Solo GloSSÁRIo ETA; Aquíferos; ETAR; Aterro sanitário; Biosfera

Cada instituição, empresa ou empreendimento tem um sistema de gestão ambiental (SGA), ou seja, um conjunto de regras internas através das quais implementa os seus princípios de gestão. A análise de um SGA permite avaliar o desempenho ambiental da instituição ou empresa em questão. Empresas com um bom desempenho ambiental procuram fazer uma boa gestão dos seus materiais e resíduos, promover a eficiência energética, reduzir o uso da água, etc. O desempenho ambiental de uma empresa é o seu nível de preocupação ambiental e pode ser avaliado na forma como gere a sua interface com o ambiente (produção de resíduos, ruídos e emissões, uso de energia e água, etc.). O conceito de desempenho ambiental é, no entanto, muito elástico, pois pode ser interpretado de várias formas, dependendo da importância que se dá aos princípios de gestão que acabàmos de estudar nas secções precedentes.

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SGA Baseados na Conformidade Legal

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Figura 7.1: É muito importante que cada empresa tenha um SGA adequado aos impactos que causa na natureza. Fonte: ClipArt

A gestão ambiental que se faz na maioria das empresas visa simplesmente implementar os requisitos legais, ou seja, os seus SGA não foram instalados com o objectivo de melhorar o desempenho ambiental da empresa, mas sim o de estar em conformidade com o direito do ambiente. Esta atitude levanta alguns problemas que, à luz do que aprendemos nos submódulos precedentes, podem ser aqui brevemente enumerados: • Como a legislação ambiental ainda está organizada de forma compartimentada, empresas que utilizam SGA baseados na conformidade ambiental, em geral não utilizam uma abordagem integrada, que seria a mais indicada do ponto de vista ambiental e económico (como vimos no submódulo 5); • Uma gestão compartimentada favorece, como também vimos no submódulo 5, soluções de fim de linha que, em vez de resolver os problemas, os transferem de um compartimento ambiental para outro. • Uma empresa com um SGA baseado simplesmente na conformidade legal actua de forma reactiva (ou seja, limita-se a reagir à lei); por isso, por vezes é apanhada de surpresa quando a legislação é subitamente alterada ou o Estado define novas regras; uma postura pró-activa seria mais adequada, evitaria problemas deste tipo e poderia, além disso, promover inovações com benefícios do ponto de vista económico e ambiental. A utilização de SGA baseados na conformidade legal visa essencialmente combater, a curto prazo, a poluição causada nos diversos compartimentos ambientais: • Ar: as emissões gasosas da indústria e do trânsito motorizado são a principal causa da poluição atmosférica que conduz à má qualidade do ar que afecta zonas com grandes concentrações de indústrias e centros urbanos. Como veremos na ficha seguinte, o problema da qualidade do ar foi tratado, durante muito tempo, através da instalação de filtros nas chaminés das fábricas, que é, nitidamente, uma solução de fim de linha, pois os filtros usados, que contêm concentrações muito elevadas de poluentes, têm que ir para tratamento em incineradoras de resíduos ou para aterros especiais. No primeiro caso, temos depois que tratar as emissões e as cinzas da incineradora, no

Na maioria das vezes, os valores de poluentes definidos pela lei, estão acima dos limites ecológicos.

Graves problemas de saúde estão associados à inspiração de substâncias tóxicas (asma, bronquites, vários tipos de cancros).

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segundo depositamos esses equipamentos poluídos no solo… • Água: para além das emissões gasosas, uma grande parte das indústrias produzem efluentes líquidos altamente contaminados. Estes efluentes foram durante muito tempo simplesmente conduzidos para linhas de água ou para o mar (uma prática que, infelizmente, ainda é muito vulgar encontrar em Portugal). As consequências destas más práticas são desastrosas para a biosfera que vive em meios aquáticos e para a saúde humana. Muitos recursos são investidos em estações de tratamento de água (ETA) para dar às águas disponíveis nos aquíferos a qualidade mínima de água potável. Desde há algumas décadas tenta-se evitar que os efluentes líquidos da indústria e o esgoto doméstico sejam conduzidos para os meios aquáticos sem serem previamente tratados numa ETAR. As lamas das ETAR, tal como os filtros usados vão depois para aterro…

As lamas das ETAR são, geralmente, ricas em metais pesados.

Figura 7.2: Todas as águas utilizadas pelo Homem, com ou sem tratamento, acabam por voltar ao meio natural, podendo ou não causar poluição. Fonte: ClipArt

Solo: O solo é o receptor final de todas as poluições que são emitidas para o ambiente. Mais dia, menos dia, as substâncias poluentes contidas nos filtros e nas lamas das ETA e ETAR vão um dia acabar também no solo. Além disso, todos os resíduos sólidos produzidos na indústria ou nos centros urbanos são incinerados ou depositados em aterro sanitário e, num caso ou noutro, vão também acabar por ir para o solo.

Resumindo: empresas com SGA baseados na conformidade legal não evitam as poluições e requerem que cada vez mais recursos sejam investidos em tecnologias de fim de linha que não resolvem o problema, mas evitam a poluição incontrolada do ar e da água. A curto prazo, estas tecnologias reduzem os riscos para a biosfera, em especial a saúde humana. No entanto, a longo prazo não impedem que a concentração de poluentes nos aterros aumente, e o risco de poluição do solo e da água persista.

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7.1.1. oS FIlTRoS dE EMISSÕES
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só as necessidades de tecnologias de protecção da qualidade do ar baseadas em filtros de emissões gasosas, como também indicar as grandes desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Smog • Ozono na atmosfera • Qualidade do ar GloSSÁRIo Reacções fotoquímicas; Estratosfera; Troposfera

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, a poluição ambiental – e, em especial, a poluição atmosférica – aumentou consideravelmente e de modo descontrolado. A queima de carvão (que era o combustível mais utilizado) lançava na atmosfera das cidades industriais europeias toneladas de poluentes. Com o desenvolvimento da indústria, o Homem passou a conviver com o ar poluído e outros prejuízos resultantes do progresso técnico. Actualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos nocivos da poluição do ar. Cidades como Pequim, Xangai, São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo. O efeito mais conhecido da poluição atmosférica em cidades é o “smog”. Mas o que é o Smog? A expressão “smog” vem da junção de “smoke” (fumo) e “fog” (nevoeiro). É um fenómeno que ocorre quando se verificam elevadas concentrações de poluentes, na presença de elevadas temperaturas ou inversões térmicas e ausência de vento. Os primeiros sintomas de alarme devidos ao smog tornaram-se perceptíveis já durante a Revolução Industrial, no séc. XVIII, sobretudo na Grã-Bretanha.

É, sobretudo nos dias quentes de Verão, que se consegue observar o fenómeno “smog”: no horizonte vê-se um nevoeiro castanho que indica a presença de poeiras e gases tóxicos…

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Figura 7.3: Fotografia exemplificativa do smog que costuma existir nas cidades do mundo mais poluídas. Neste caso trata-se da cidade de Quebec, no Canadá. Fonte: Internet

O smog é a uma concentração de vários poluentes na atmosfera, em especial óxidos de enxofre. Um outro elemento que contribui para o smog é o azoto. Devido a reacções fotoquímicas, os óxidos de azoto que são libertos pelos escapes de automóveis decompõemse e, em presença do oxigénio, transformam-se em ozono. Este, por sua vez, combina-se com os hidrocarbonetos (também dos escapes dos automóveis) para produzir uma nuvem gasosa castanho-amarelada da qual fazem parte numerosos compostos químicos. O ozono, apesar da sua utilidade na estratosfera (submódulo 4), é um gás bastante tóxico para os seres humanos quando misturado no ar que respiramos nas camadas baixas da atmosfera (troposfera). O smog reduz grandemente a visibilidade e tem um efeito cancerígeno, para além de irritar o sistema respiratório. Em 1952, este fenómeno, que se manteve durante 4 dias na cidade de Londres, foi responsável por cerca de 4000 mortos. Qualidade do ar A gestão da qualidade do ar exige que se definam limites de concentração dos poluentes na atmosfera, limites de emissão dos mesmos, bem como a intervenção do Estado no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes. Mas o primeiro passo passa pela obrigação das indústrias que emitem gases poluentes para a atmosfera os reterem e a maneira mais fácil de o fazer é através de um aumento da altura das chaminés. Trata-se de uma solução de fim de linha que, para além das desvantagens que já conhecemos deste tipo de abordagens, não é eficaz, pois a chaminé de uma central termoeléctrica, por exemplo, mesmo com 300 metros de altura, não protege senão o ambiente na sua proximidade. Os fumos poluentes propagam-se, por centenas de quilómetros e acabam por descer até ao nível do solo.

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Figura 7.4: Os fumos das grandes chaminés na maioria das vezes vão prejudicar as populações mais afastadas das chaminés, devido aos ventos que os arrastam para longe. Todas as chaminés devem ter um filtro para diminuir a quantidade dos poluentes lançados na atmosfera. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, passou a ser obrigatório o uso de filtros de emissão nas chaminés de fábricas e incineradoras, de forma a evitar a emissão de partículas e gases tóxicos para a atmosfera. Mesmo nos automóveis, nomeadamente nos automóveis a diesel, também são usados filtros. Porém, o problema não fica resolvido por aqui. Estes filtros apenas retêm os compostos tóxicos, mas não os eliminam. Os filtros têm que ser, periodicamente, limpos ou substituídos. Posteriormente, é necessário dar um tratamento adequado aos filtros usados, sendo a maioria depositada em aterros. Com este tipo de abordagem de fim de linha, o problema não fica resolvido, a poluição apenas está a ser transferida de um meio (ar) para outro meio (solo). legislação A preservação de uma boa qualidade do ar ambiente tem sido uma preocupação prioritária nos trabalhos da União Europeia (UE) desde o início dos anos 80. Com base na experiência adquirida ao longo das últimas duas décadas, a UE tem vindo a formular e a aperfeiçoar nova regulamentação, destinada a avaliar e a combater a poluição atmosférica. Assim os limites das concentrações de poluentes emitidos para a atmosfera encontram-se legislados. Toda a indústria é obrigada a manter níveis aceitáveis e legais de emissões para a atmosfera. O Decreto-Lei 78/2004 estabelece o regime legal de protecção e controlo das emissões poluentes para a atmosférica, fixando os princípios, objectivos e instrumentos apropriados à garantia da protecção do recurso natural ar. Apresenta, também, as medidas, procedimentos e obrigações dos operadores das instalações abrangidas por este diploma, com vista a evitar ou a reduzir a poluição atmosférica.
Existem, ainda, muitos outros diplomas legislativos referentes ao ar, fixando limites de diversos poluentes. (www.diramb.gov.pt)

Saber mais: • www.diramb.gov.pt

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7.1.2. AS ETAR
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só a necessidade de unidades de tratamento de água (ETA e ETAR), como também indicar as suas desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Recursos hídricos • ETAR • ETA • Tratamento de águas residuais • Água potável • Saneamento básico GloSSÁRIo Lixiviados; Eutrofização; Metais pesados

A degradação dos recursos hídricos em Portugal tem ainda como causa principal o lançamento de efluentes domésticos e industriais nos cursos de água doce, muitas vezes sem qualquer tratamento e poluição das águas pode também ser provocada pelos lixiviados resultantes de fertilizantes agrícolas, em quantidade tão elevadas que o corpo de água não os pode absorver naturalmente.

Figura 7.5: O lançamento de esgotos nos cursos de água é uma das grandes causas da poluição aquática. Fonte: Ana Henriques

A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). ETAR Embora uma ETAR seja uma solução de fim de linha, tal como os filtros das chaminés, o

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certo é que estas tecnologias são indispensáveis. A ETAR é, hoje em dia, sem dúvida, o destino mais adequado para as águas residuais, pois em causa está a saúde pública e a preservação dos recursos hídricos. As ETAR têm como objectivo o tratamento final das águas residuais produzidas pelas populações, permitindo uma possível reutilização destas, através de um processo longo e faseado. Entende-se por águas residuais, as águas abastecidas às populações, após terem sido utilizadas para os mais variados fins domésticos e/ou industriais. É de notar que as águas abastecidas à população através da rede pública são previamente tratadas. Este processo faz-se em estações de tratamento de água (ETA). Portanto, para a manter a qualidade da água, há sempre dois processos: um para tornar a água potável, e, depois desta ter sido utilizada, um para tornar a água residual menos nociva para o ambiente.

Figura 7.6: Fotografia aérea de uma ETAR. Fonte: Internet

A escolha de um sistema de tratamento é determinada por vários factores: características quantitativas e qualitativas das águas residuais, localização da ETAR e os objectivos de qualidade que se pretendem – imposição do grau de tratamento. Tratamento de águas residuais: • Tratamento preliminar (físico): conjunto de processos para remoção de sólidos grossos. • Tratamento primário (físico-químico): remoção de partículas insolúveis na água. Pode incluir pré-arejamento das águas residuais. • Tratamento secundário (químico ou biológico): remoção da matéria orgânica da água. • Tratamento terciário: remoção de nutrientes, como o fósforo e o azoto, e de microrganismos patogénicos. O tratamento terciário torna-se indispensável para evitar a eutrofização do meio receptor. No tratamento terciário as águas residuais sofrem um tratamento de desinfecção e redução de nutrientes, mas este tratamento raramente é feito em Portugal, pois actualmente

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os recursos disponíveis ainda são canalizados, na sua quase totalidade, para superar as carências de tratamento a níveis mais básicos. Mas aquilo que, no contexto do saneamento básico em Portugal, ainda aparece como um “luxo” pode hipotecar muito o nosso futuro, pois a eutrofização crescente dos meios aquáticos é um problema grave que torna o tratamento das águas em ETA cada vez mais difícil e caro. Actualmente, também começam a surgir ETAR com tratamento de cheiros. Apesar de ser um investimento caro, é essencial quando as ETAR se encontram próximo de populações, de forma a evitar o fenómeno NIMBY. Como produto final do tratamento das águas residuais temos as lamas. Estas, dependendo do seu teor em metais pesados, matéria orgânica e nutrientes, podem ser usadas para a agricultura. Caso excedam os limites previstos na lei, terão que ter outro destino, que poderá ser aterros ou incineração. legislação A Directiva 91/271/CEE (Tratamento das Águas Residuais Urbanas) tem como objectivo principal proteger o ambiente dos efeitos nefastos das descargas de águas residuais. Para atingir esse objectivo, a Directiva estabelece a obrigatoriedade de dotar os aglomerados populacionais, consoante a respectiva carga (expressa em equivalentes de população) e a natureza do meio receptor, com sistemas colectores e de tratamento.
NIMBY: Not in My BackYard (à letra: no meu quintal das traseiras, não!) é a designação que se dá à oposição das populações a instalações de tratamento de resíduos ou ETAR na sua vizinhança.

Figura 7.7: A água que despejamos nos cursos de água deve ser a mais limpa possível. Fonte: ClipArt

A transposição desta Directiva para o direito nacional deu origem ao Decreto-Lei 152/97, de 15 de Julho que é relativo à recolha, tratamento e descarga de águas residuais urbanas e ao tratamento e descarga de águas residuais de determinados sectores industriais. O Decreto-Lei 236/98, de 1 de Agosto, estabelece as normas, critérios e objectivos de

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qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos. Existem outros decretos-lei referentes a captações de água, limites máximos de diferentes poluentes, entre os quais metais pesados e detergentes, e concentrações de poluentes em descargas de águas residuais de diferentes sectores industriais. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.naturlink.pt • www.smasalmada.pt

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7.1.3. AS INCINERAdoRAS dE RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever as vantagens e desvantagens relacionadas com a incineração de resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Resíduos combustíveis • Poder calorífico • Redução de volume • Produtos finais da incineração • Co-incineração • Escórias GloSSÁRIo Resíduos; Incineradora

Para alguns historiadores, o problema dos resíduos começou quando o Homem deixou de ser nómada para passar a ser sedentário. Nesta passagem, os resíduos e as pessoas passaram a concentrar-se no mesmo espaço, e a necessidade de os gerir tornou-se evidente pelos problemas de cheiros e riscos para a saúde humana. No século XIX surgiu a primeira incineradora, conhecido na época por “crematório” ou “destruidor”. Foi desenvolvida em 1874, na Inglaterra, tendo esta tecnologia sido exportada para Nova York em 1885. No entanto, apesar da grande expansão que houve de incineradoras, os custos elevados (devido à necessidade de adicionar carvão), os maus cheiros e poluição, levaram ao encerramento de muitas unidades deste tipo. A incineração tem tido vários “altos e baixos” ao longo dos tempos, tendo sempre suscitado muita polémica. É “adorada” por uns e “odiada” por outros!

Figura 7.8: Fotografia de uma incineradora. Fonte: Internet

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A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Afinal o que é a incineração? A incineração é um processo no qual os resíduos são destruídos por via térmica, hoje em dia geralmente com recuperação de energia – a que se chama “co-incineração”. O processo de incineração permite a redução do volume de resíduos através da combustão, com temperaturas da ordem dos 1100 ºC. Este tipo de sistema só tem utilidade para eliminar resíduos combustíveis, não apresentando vantagens para outros materiais como vidros e metais. Por outro lado, a incineração da matéria orgânica não é interessante sob o ponto de vista energético, uma vez que este material, devido ao seu elevado teor em água, possui um baixo poder calorífico. A incineração tem sido sobretudo adoptada nas zonas de grande produção de resíduos por permitir uma redução do volume inicial até cerca de 90%. Do processo de incineração de resíduos sólidos urbanos (RSU) resultam os seguintes produtos finais: energia calorífica que é transformada em energia eléctrica, vapor, águas residuais, gases, cinzas e escórias. O efluente originado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso, pelo que terá de sofrer um tratamento adequado. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que na sua composição se incluem diversas substâncias tóxicas. Os processos de depuração de gases vão recolher as cinzas resultantes, também incluídas na categoria dos resíduos perigosos, pelo que necessitam de um tratamento complementar e são levadas a aterro. Os gases após passagem pelos diversos processos de limpeza são emitidos para a atmosfera através de uma chaminé com uma altura adequada de forma a que os poluentes que subsistirem nesses gases, quando cheguem ao solo tenham uma concentração suficientemente diminuta para não afectar a saúde pública ou o ambiente.

A Central de Tratamento de RSU, da Valorsul, recebe perto de 2000 toneladas de resíduos e produz energia suficiente para alimentar uma cidade de 150 mil habitantes.

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Figura 7.9: Qual será o destino destes resíduos? Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Sintetizando, a incineração dos RSU é um sistema de redução do volume. Produz efluentes gasosos, líquidos e sólidos altamente contaminados. Para os gases, as chaminés de incineradoras têm que ter uma altura mínima para assegurar que os poluentes se misturem com o ar, diminuindo as concentrações tóxicas. Além disso, as chaminés têm estar apetrechadas de filtros especiais. É necessário garantir o armazenamento permanente dos resíduos resultantes, dado muitos deles serem tóxicos e representarem riscos graves para a saúde pública e para o ambiente. A incineração permite o aproveitamento da energia, mas não a reciclagem dos materiais representando, por isso, uma perda no ciclo da renovação dos recursos naturais, ou seja, é uma solução de fim de linha pouco sustentável. A incineração não substitui os aterros, mas permite reduzir significativamente o volume de resíduos destinados a deposição em aterro. É uma solução que exige a existência de aterros especiais para receber resíduos perigosos. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens da incineração.
INCINERAÇÃo Vantagens • • • • Sistema mais eficiente em termos de redução do volume dos resíduos. Área necessária mínima comparativamente com outros sistemas. Máxima recuperação do conteúdo energético dos resíduos – Co-incineração. Grande número de categoria de resíduos admissíveis. • • • • • desvantagens É o sistema mais caro de todos. Os efeitos das emissões tóxicas são os mais preocupantes. Os efeitos na saúde ainda não estão perfeitamente estudados. Problemas no tratamento das cinzas e escórias. Dificuldade de implementação destas instalações devido à oposição por parte das populações (NIMBY). Necessidade de mão-de-obra altamente especializada.

Legislação Relativamente à legislação, o Decreto-Lei 85/2005, de 28 de Abril, estabelece o regime legal a que fica sujeita a incineração e a co-incineração de resíduos, com o objectivo de prevenir ou, tanto quanto possível, reduzir ao mínimo os seus efeitos negativos no ambiente.

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A co-incineração é a possibilidade de incinerar determinados resíduos com alto valor calorífico juntamente com outros combustíveis. Esta solução, que levanta muita polémica, é especialmente interessante para certas indústrias que precisam de grande quantidade de energia térmica, como por exemplo as cimenteiras. Utilizando resíduos, estas indústrias podem poupar muito dinheiro em combustíveis. Segundo a lei, a co-incineração está sujeita a um rigoroso controlo tanto em relação aos resíduos que podem ser queimados em processos industriais, como também das emissões que resultam desse processo. O decreto-lei acima indicado abrange todas as instalações de incineração e co-incineração de resíduos localizadas no território nacional. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.1.4. oS ATERRoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a necessidade de aterros, vantagens e desvantagens ; • Explicar as vantagens de uma gestão integrada de materiais e resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Aterros sanitários • Lixeiras • Vazadouros • Confinamento • Gestão integrada de materiais e resíduos • Prevenção/Redução na fonte GloSSÁRIo Lixiviados; Resíduos

Os aterros sanitários apareceram depois das primeiras incineradoras. Foram desenvolvidos em Inglaterra, em 1920, com base em preocupações de saúde pública da época. Eram construídos em terras secas e os resíduos depositados em células tapadas periodicamente com terra. Antes (e em Portugal até há bem pouco tempo), a deposição dos resíduos era feita em “lixeiras a céu aberto” ou vazadouros, que originavam maus cheiros e problemas de saúde pública. Em alguns países menos desenvolvidos este panorama ainda se verifica. Apesar de ser uma solução melhor que as lixeiras, a deposição em aterro de grandes quantidades de resíduos representa não só uma perda irreversível de recursos, como é também uma fonte de grandes riscos ambientais. Apesar da Terra ser um sistema aberto em termos energéticos (porque tem sempre a energia solar à sua disposição), é um sistema fechado em termos de matéria. Ao depositar os resíduos em aterros, perde-se uma quantidade significativa de recursos que só muito dificilmente poderão ser recuperados. o que é um aterro? Um aterro sanitário é “uma instalação de eliminação para a deposição de resíduos acima ou abaixo da superfície natural” (DL 152/2002), em que “os resíduos são lançados ordenadamente e cobertos com terra ou material similar, existe controlo sistemático dos lixiviados e dos gases produzidos, bem como, monitorização do impacto ambiental durante a operação e após o seu encerramento.” (PERSU). Um aterro sanitário é uma das modalidades de confinamento (outra palavra para “destino

PERSU: Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos

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final”) prevista no PERSU sendo uma grande evolução em relação às lixeiras e vazadouros em termos de controlo de impactos ambientais.

Figura 7.10: Imagem exemplificativa de um aterro. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em Portugal, a construção de aterros pode ser um problema, uma vez que como é um país pequeno tem pouco espaço adequado para este tipo de infra-estruturas.

Gestão de RSu num Aterro Sanitário Idealmente, no aterro sanitário “só se confina o que não puder ser aproveitado de nenhum modo conhecido” (PERSU), ou seja, só se remete para destino final o que não puder ser reutilizado ou reciclado. Este condicionante justifica-se não só devido à escassez de recursos em termos de matérias-primas, mas também em termos de espaço disponível para instalar aterros. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários:
ATERRo SANITÁRIo Vantagens • • • • É o sistema mais económico de todos São admissíveis todos os tipos de resíduos não tóxicos. As emissões para o ambiente, se devidamente controladas, menores que as dos outros sistemas. Potencialidade de aproveitamento do biogás. • • • • • desvantagens Necessidade de grandes áreas. A massa dos resíduos não é reduzida (há apenas uma compactação dos resíduos) Biodegradabilidade é muito lenta. Recuperação de materiais e energia é baixa. Riscos de contaminação das águas subterrâneas e superficiais por ruptura das telas impermeabilizadoras do fundo e taludes. Libertação de gases do grupo do “Efeito de Estufa”, como o CO2 e CH4. Localizações potenciais limitadas pelas condições hidrogeológicas e geográficas. Requerem um grande período de monitorização e manutenção após selagem. Necessidade de tratamento das águas lixiviantes (ETAR). Grande oposição pública à sua implementação.

• • • • •

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Selagem do aterro Após a exploração do aterro, ou seja, quando é atingida a cota de enchimento máxima, procede-se à sua selagem (encerramento). A cobertura final de terra que se coloca no aterro permite que se proceda a um arranjo paisagístico da zona afectada. O verdadeiro destino final de todos os materiais que utilizamos é o aterro. Vamos continuar a precisar de aterros, mas podemos reduzir significativamente a quantidade de resíduos que não podem ter outro destino. Para isso, a gestão integrada de materiais e resíduos, de que falámos no submódulo 5, permite evoluir para sistemas baseados na Prevenção/ Redução na fonte que conduzem a uma diminuição crescente das fracções a levar a aterro. legislação Como já foi referido, até muito recentemente, a gestão dos resíduos urbanos em Portugal resumia-se à simples recolha e deposição dos resíduos em lixeiras ou, na melhor das hipóteses em vazadouros controlados. As medidas regulamentares, os instrumentos económicos e a maior consciencialização quer dos cidadãos quer dos políticos, veio alterar este cenário. O Decreto-Lei 152/2002, de 23 de Maio, estabelece o regime jurídico a que fica sujeito o procedimento para a emissão de licença, instalação, exploração, encerramento e manutenção pós-encerramento de aterros destinados à deposição de resíduos. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.inresiduos.pt (Instituto dos Resíduos) • www.netresiduos.com/cir (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.2. SGA BASEAdoS EM “BoAS PRÁTICAS”
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar o termo “eficiência” com os conceitos de desperdício e de desempenho técnico e ambiental. PAlAVRA-CHAVE • Desperdício • Eficiência técnica e económica • Emissões • Resíduos GloSSÁRIo Recurso natural não renovável

O esgotamento de alguns recursos naturais não renováveis, que poderá vir a ocorrer nas próximas décadas devido ao seu uso excessivo, preocupa crescentemente a humanidade. Porém, os recursos naturais disponíveis na natureza continuam a ser explorados a taxas excessivamente elevadas. Esforços para os preservar, ou, pelo menos, reduzir radicalmente a sua utilização obviamente não têm tido o sucesso desejado. Como foi explicado anteriormente, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, a utilização de um recurso escasso, não renovável, só se deveria ser feita na medida em que outros recursos – renováveis – pudessem ir substituindo a utilização desse recurso escasso. Mas a questão que se põe é: será que o Homem precisa efectivamente de tantos recursos para se desenvolver? E a resposta é clara: não! Se não desperdiçássemos e soubéssemos aproveitar os recursos de uma forma eficiente, as reservas de muitos recursos não renováveis não estariam hoje em risco de se esgotar. O problema é, portanto, um problema de desperdício e de falta de eficiência.

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Figura 7.11: Temos que aprender a reduzir os nossos desperdícios… Fonte: ClipArt

Desperdício é comprar produtos descartáveis, quando há alternativas duradouras…

Os recursos, por diversos motivos, raramente são utilizados a 100 %, gerando desperdícios, que podem ser de vários tipos: 1. em primeiro lugar, o desperdício, em sentido lato, que ocorre devido à excessiva utilização dos recursos, ou seja, quando se gasta mais do que é necessário. Esta é a forma de desperdício mais comum nas sociedades mais ricas e possivelmente a mais difícil de combater, pois ela exige uma alteração das mentalidades e dos comportamentos. 2. um segundo tipo de desperdício ocorre porque o Homem não utiliza recursos que estão à sua disposição em quantidades ilimitadas; o não aproveitamento da energia natural das ondas, do vento, e do sol significa que essa energia é simplesmente dissipada. Hoje em dia, o Estado privilegia (através de benefícios fiscais) os utilizadores destas energias, que não poluem e nos permitem preservar outras fontes de energia não renováveis. 3. Finalmente, há desperdício técnico em processos de produção e consumo, pois uma parte dos materiais e energia que eles consomem não é efectivamente aproveitada, transformando-se em perdas. Como veremos em baixo, as emissões e os resíduos são, de facto, indicadores de desperdício. Admitindo que hoje já há uma certa preocupação em evitar o desperdício, pelo menos no que diz respeito à utilização de energia natural, vamos centrar a nossa atenção sobre o que podemos fazer contra o desperdício técnico. Neste sentido já utilizámos várias vezes o termo “eficiência” e é agora altura de nos debruçarmos sobre ele. Sabemos que, para uma empresa, promover a eficiência dos seus processos é um objectivo essencial, porque eficiência significa produzir com menos custos e, assim, aumentar o lucro. Mas como se mede a eficiência? A eficiência é um indicador técnico-económico que reflecte o grau de desempenho de uma actividade ou de um processo; pode ser medida em termos monetários ou em termos quantitativos: • Em termos monetários ou económicos, a eficiência é o coeficiente entre despe-

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sas (Custos = C) e receitas (Vendas = V), ou seja: E=C/V Em termos técnicos, a eficiência de um processo/actividade (E) é o coeficiente entre a quantidade produzida (Produção = P) e a quantidade de recursos (Recursos = R) utilizada na produção, ou seja: E=P/R

A eficiência de um processo, só por si, não nos diz muito. Só quando comparamos dois processos, ou o mesmo processo antes e depois de uma alteração técnica, é que este indicador é útil, pois mostra qual das duas situações é a melhor. No cálculo da eficiência técnica, emissões e resíduos não fazem parte da Produção (P), pois uma parte dos recursos foi desperdiçada sob a forma de emissões e resíduos. Isto leva-nos a concluir que quanto menor é o desperdício material e energético de um processo ou actividade tanto maior será a sua eficiência técnica. A eficiência económica e técnica estão intimamente ligadas: quando há perdas técnicas no processo (desperdício de recursos) essas perdas não são só emissões e resíduos; de facto, todos os recursos desperdiçados foram comprados, ou seja, são um custo económico para a empresa. Promover a eficiência técnica tem, por isso, duas grandes vantagens: 1. traz ganhos ambientais, que se traduzem em menos poluição e resíduos. Toda a sociedade beneficia de medidas tendentes a melhorar a eficiência técnica de uma empresa; 2. mas essas medidas também se traduzem numa redução de custos para a empresa (em matérias primas, água, electricidade, transporte, tratamento de resíduos, etc.).

No futuro o objectivo será atingir o mínimo possível de resíduos, ou seja, caminhar para o “resíduo zero”!

Figura 7.12: Vantagens de uma melhor eficiência. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A legislação ambiental pode ser um importante auxílio neste caminho a percorrer, funcionando como força motivadora de utilização de melhores tecnologias, através dos princípios poluidor-pagador e da prevenção, pois, como vimos no submódulo precedente, obriga os produtores de resíduos e emissões a tomarem medidas para os minimizarem. No entanto, as empresas podem ir mais longe, melhorando permanentemente os seus

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empreendimentos através de uma gestão baseada em boas práticas, como veremos nas fichas seguintes.

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7.2.1. A APoSTA NA ECo-EFICIêNCIA E oS lIMITES dA SuA APlICAÇÃo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Explicar o contributo da eco-eficiência dos processos industriais para a preservação do património natural; • Reconhecer que, a nível dos produtos, a “ratoeira da eco-eficiência” pode ter efeitos contra-produtivos. PAlAVRA-CHAVE • Boas práticas • Eco-eficiência • Ratoeira da eco-eficiência • Emissões e resíduos zero GloSSÁRIo Resíduos

Na ficha precedente mostrámos que a economia e o ambiente nem sempre estão em contradição entre si. A eficiência técnica traz benefícios para ambos os lados. Infelizmente muitas empresas interessadas em melhorar a sua eficiência só pensam em termos económicos e não notam que uma parte da sua eficiência depende da forma como os materiais e a energia são utilizados nos seus processos. Que conselho podemos dar a estas empresas? A indústria deveria procurar implementar formas de gestão integradas, baseadas em boas práticas, para chegar a um nível de “emissões e resíduos zero”. Com isso alcançaria maior eficiência técnica, menos custos e, portanto, mais competitividade. Por outro lado, estaria a contribuir activamente para a protecção do património natural. Na procura de uma melhor e mais avançada tecnologia, seria bom procurar imitar a natureza que funciona, como exposto no submódulo 3, em grandes ciclos naturais, onde todos os “desperdícios” de um processo são aproveitados noutros processos. Os resíduos deveriam, portanto, ser vistos como materiais que podem ter outro uso: é necessário fazer inovações para descobrir novas aplicações para os resíduos. Mas nem sempre se consegue implementar as soluções ideais a curto prazo. Até se ter conseguido alcançar um nível de emissões e resíduos próximo de zero em todos os processos industriais, vão certamente decorrer ainda muitas décadas. Mas podemos, desde já, ir trabalhando nessa direcção.

Emissões e resíduos zero: Não produzir emissões e resíduos representa a solução ideal para a empresa e para o ambiente!

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Figura 7.13: A indústria da construção produz muitos resíduos. Há que fazer um esforço por reduzirmos os nossos resíduos Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, e na sequência do que foi dito anteriormente, podemos agora afirmar que um dos caminhos mais promissores para o futuro do planeta é uma a aposta de toda a indústria na chamada eco-eficiência. Este conceito, muito próximo do conceito de eficiência técnica, afirma que as empresas devem tentar conseguir o mesmo resultado económico (produção e receitas) com muito menos desgaste do património natural. A aposta na eficiência é, actualmente, uma perspectiva muito positiva que favorece a implementação de boas práticas ambientais nas empresas: têm sido feitas muitas inovações tanto a nível dos processos de produção, como nos próprios produtos. A nível dos produtos, no entanto, vale a pena reflectir num fenómeno muito comum que tem tido efeitos negativos. Estamos a falar da “ratoeira da eco-eficiência”. De que se trata? Temos hoje, de facto, produtos mais eficientes, como os automóveis, que consomem hoje muito menos combustível por quilómetro do que há uns anos atrás; o mesmo se pode dizer dos equipamentos electrónicos, que são cada vez mais pequenos, através de uma redução significativa de material por aparelho.

Figura 7.14: Um dos primeiros computadores, concebido e construído entre 1943 e 1946 pelo físico John Mauchly e pelo engenheiro J. Presper Eckert Fonte: ENIAC, museu on-line, www.seas.upenn.edu/~museum

No entanto, se considerarmos a produção total, os resultados são desanimadores. Os progressos que se têm alcançado através da eco-eficiência para cada automóvel ou cada aparelho têm sido mais do que compensados pelo aumento das quantidades produzidas. De facto, há cada vez mais automóveis em circulação e são produzidos cada vez mais aparelhos electrónicos. No total, embora cada aparelho seja mais eco-eficiente, a quantidade de energia e material consumida por estes produtos continua a aumentar.

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A ratoeira da eco-eficiência Um amigo meu comprou um automóvel novo. O mesmo modelo consumia, há 10 anos, 10 litros por 100 km. O novo modelo só precisa de 5 litros para fazer os mesmos 100 km. O meu amigo estava radiante, porque iria poupar imenso dinheiro. Mas no fim do ano descobriu que tinha acabado por gastar mais gasolina, do que nos anos anteriores! É que, em vez de ter feito os 10.000 km que fazia antes, este ano, deliciado com o baixo consumo do carro, fez muito mais viagens e acabou por fazer 30.000 km. O exemplo da ratoeira da eco-eficiência ilustra um problema típico da sociedade de consumo de massa. Mostra também que há uma tendência muito forte para o desperdício. Este tipo de comportamento dificulta a política do ambiente. Quando se tenta tornar um produto ecológico mais barato, por vezes a procura desse produto aumenta tanto que as vantagens ligadas a cada produto, no total, acabam por ser anuladas pelo consumo de enormes quantidades do mesmo. Constatamos, portanto, que inovações técnicas que promovem a eco-eficiência de produtos, sozinhas, não vão ter os efeitos desejados. É certo que precisamos de inovação técnica, para preservar o património natural. No entanto, é preciso ter cuidado: a eco-eficiência pode ser uma ratoeira! Para além de inovações tecnológicas, precisamos de mudar as formas de pensar e de consumir dos cidadãos. Os consumidores desprevenidos devem ser informados do que acontece quando “caem” na “ratoeira da eco-eficiência”!

Os telemóveis de hoje, são mais pequenos que os de antigamente, logo há menor gasto de recursos para os produzir. No entanto, para terem o modelo mais pequeno e moderno as pessoas trocam de telemóvel, sem o antigo estar avariado… É um desperdício!

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7.2.2. BoAS PRÁTICAS NA CoNSTRuÇÃo CIVIl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os conhecimentos adquiridos nos submódulos anteriores e estabelecer interacções entre a gestão ambiental e a sua futura vida profissional. PAlAVRA-CHAVE • Desmantelamento • Ciclo de vida • Boas práticas • Construção sustentável GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Energias renováveis

Para uma gestão ambiental integrada de um edifício temos que começar, logo na fase de concepção e projecto, a pensar nas interacções que se irão estabelecer – desde a fase de construção até ao seu desmantelamento / demolição – entre o edifício e o ambiente. Por isso se diz que a gestão integrada na construção civil toma em consideração todo o ciclo de vida de um edifício. Como vimos anteriormente, uma abordagem de ciclo de vida baseia-se num balanço de custos ambientais e económicos que considera todos os recursos ecológicos, sociais, humanos e energéticos necessários para realizar uma actividade ou um empreendimento. No caso da construção civil, o balanço de custos e benefícios ambientais considera também a questão relativa ao que deverá acontecer com os materiais integrados no edifício quando ele chegar ao fim da sua vida útil. Vejamos alguns exemplos que nos demonstram como é importante utilizar uma abordagem integrada: • Pensemos, por exemplo, no material “amianto” que foi utilizado durante muitas décadas, em especial a partir de 1970 na fabricação de fibrocimento, pois era um material isolante, que assegurava uma excelente protecção contra incêndios. Hoje sabemos que o amianto é um material extremamente perigoso para a saúde humana: as partículas de amianto entram nos pulmões através da respiração e podem provocar tumores graves nesses órgãos. Desde Janeiro de 2006, a sua utilização foi proibida em Portugal, mas nos edifícios antigos há ainda muito fibrocimento incorporado. Hoje em dia os operários que têm que fazer obras nesses edifícios ou participar na sua demolição devem seguir à linha as regras de segurança que são previstas na legislação.

Desde os princípios da década de 1990, as empresas são obrigadas a cumprir algumas exigências legais em matéria de protecção da saúde dos trabalhadores (Decreto-lei 284/89).

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Figura 7.15: O amianto é prejudicial à saúde humana. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

O segundo exemplo refere-se aos clorofluorocarbonetos (CFC) nos aparelhos de ar condicionado. Enquanto os CFC estão dentro do aparelho, são inofensivos para o ambiente. O problema põe-se, como sabemos (submódulo 4) quando os CFC são libertados para a atmosfera. Portanto, sempre que se desmonta um aparelho de ar condicionado, é necessário manuseá-lo com muita precaução, para que não haja fugas de gás. Os aparelhos devem ir intactos para uma instalação com equipamento adequado para recolher o gás, ou esta operação tem que ser feita no local onde o aparelho se encontra, com equipamento móvel apropriado.

Durante a obra, os bons profissionais da construção podem contribuir para que o edifício que estão a construir tenha impactos ambientais mínimos, utilizando as melhores práticas no isolamento, nos telhados, nas canalizações, etc.. Um outro contributo importante dos profissionais da construção civil durante a obra são as medidas tendentes a reduzir ao máximo os materiais utilizados. E isto pode fazer-se reutilizando o que pode ser ainda útil na obra, depositando os materiais residuais separados, para permitir a sua reutilização ou reciclagem, evitando derrames de óleos e tintas que podem poluir o solo e as águas, não gastando mais água do que o estritamente necessário, etc..

Figura 7.16: É necessário começar a separar os materiais residuais… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Mas também nas outras fases da vida de um edifício se podem minimizar os seus impactos no ambiente através de boas práticas, das quais enumeramos em seguida algumas: • Quando se faz a escolha dos materiais, um dos critérios a ter em conta é, entre outras, a sua durabilidade e o seu grau de toxicidade; • Na fase de projecto e durante a obra deve pensar-se em minimizar os movimentos de terras; • Podem reduzir-se os custos e as emissões de transporte utilizando materiais locais, em

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Aumentar o Ciclo de Vida das Construções Aumentar o Ciclo de Vida de 50 anos para 100 2. se tivermos em conta aspectos como projectar com maior durabilidade. construídos de preferência com recursos renováveis. Procura soluções tecnológicas para promover o uso adequado e a economia de recursos finitos (água e energia). convivendo. sendo destes 45 % da energia. Implantar fontes de energias renováveis (como por exemplo painéis solares) é uma forma de evitar emissões que agravem o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). 60 % do solo e 70 % da madeira mundiais? • Os edifícios com critérios sustentáveis reduzem 40 % do consumo de água. Fonte: CEIFA ambiente. Sabia que… • A construção absorve 50 % dos recursos materiais. propagação e emissão de resíduos e extracção de materiais naturais? • Os edifícios sustentáveis reduzem 40 % a 50 % das emissões de dióxido de carbono (CO2)? • As pessoas despendem 80 % do seu tempo dentro de edifícios trabalhando.17: Fases de vida de um edifício e objectivos da construção sustentável. Pode reduzir-se a impermeabilização do solo no exterior para permitir a infiltração de águas nos solos. para elementos de vedação e de abrigo do vento. Edifício Sustentável Projecto Construção Vida Útil Desconstrução 2 meses Objectivos da Construção Sustentável 2 anos 50 anos 1. Porém. Reduzir Interacções com o Ambiente Projectar com Durabilidade Construir com Qualidade Sistemas Gestão Manutenção Materiais Energia. poderemos aumentar o ciclo de vida do edifício para 100 ou mais anos. Água e Resíduos Diminuição Figura 7. vivendo…? Hoje chamamos “Construção Sustentável” ao conjunto de regras baseadas em boas práticas que procuram reduzir os impactos ambientais da construção ao longo de todo o ciclo de vida de um edifício. 11 SGA Baseados em “Boas Praticas“ • • especial nos espaços exteriores. Lda A vida útil média de um edifício é de 50 anos. a melhoria da qualidade do ar interior e o conforto de seus moradores. não tóxicos e com um alto potencial de reutilização ou reciclagem. 40 % água. A Construção Sustentável faz uso de eco-materiais. construir com maior qualidade e adoptar sistemas de gestão da manutenção. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT18 . a redução da poluição.

SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 .idhea.lidera.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .com.quercus.info • www.br • www. 12 Saber mais: • www.

além dos arquitectos. Ecossistema. A ECo-ARQuITECTuRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. uma forma de desperdício que deveria ser combatida). a a b b Figura 7. sociólogos. muitas vezes.18: Exemplo de um edifício bem orientado a Sul (a). Um dos aspectos que nos salta à vista quando observamos um edifício é que ele. está mal orientado em relação à sua envolvente ambiental: por exemplo.3. e a necessidade de preservar o equilíbrio natural dos ecossistemas levou ao desenvolvimento da eco-arquitectura. Na eco-arquitectura. economistas e outros especialistas. A arquitectura é. proporcionando algum aquecimento (b). PAlAVRA-CHAVE • Planeamento baseado em boas práticas ambientais • Envolvente ambiental • Aproveitamento de energia natural • Construção sustentável GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. Lda De facto. nomeadamente os combustíveis fósseis. como uma área da arquitectura preocupada com o desempenho ambiental dos edifícios. Verão Inverno Inverno Verão Verão Inverno Os grandes aglomerados de casas. constituem um problema para um bom aproveitamento da energia do sol. No Verão o sol encontra-se a uma maior altitude. por definição.2. nunca têm sol. todas muito juntas. uma vez que requer a colaboração de engenheiros. não atravessando as janelas. como vimos. Energias renováveis. inter-disciplinar. 13 SGA Baseados em “Boas Praticas“ 7. o formando deverá estar apto a: • Identificar as vantagens ambientais e económicas da eco-arquitectura. a grande maioria dos edifícios ignora pura e simplesmente a energia natural que o ambiente põe gratuitamente à sua disposição (o que é. Energias não renováveis A diminuição dos recursos naturais. Em muitos edifícios só se pode alcançar um mínimo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . visto que os edifícios causam ensombramento uns aos outros. e desta forma entra na casa através das janelas. enquanto as casas de banho ou as escadas estão voltadas para o sul. Fonte: CEIFA ambiente. os quartos estão voltados para o norte. a integração de saberes e tecnologias diferentes é ainda mais importante do que na arquitectura convencional.FT18 . No Inverno o sol está mais baixo.

a orientação. ventilação natural. etc. Decisões sobre a localização. só através de formas que evitem o desperdício e consumo excessivo por parte dos moradores. Lda LENÇOIS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA Há um conjunto de boas práticas que a eco-arquitectura tem vindo a desenvolver e que deveriam servir de orientação a todos os profissionais do Sector da Construção: • Poupanças energéticas substanciais podem ser conseguidas através de sistemas passivos de energia. A eco-arquitectura procura combater os erros do passado e promover a harmonia entre o edifício e a natureza. 14 de conforto térmico à custa de enormes custos de energia – tanto para o aquecimento no Inverno. a vegetação envolvente e os materiais são fundamentais para a qualidade dos edifícios e o bem-estar de quem os virá a utilizar. vento. quando se torna necessário recorrer às não renováveis.19: Recurso natural (sol. como para o arrefecimento no Verão. A eco-arquitectura faz esforços no sentido de minimizar o consumo de energia e todas as fases de vida do edifício. Tudo isto são sintomas de grande desperdício e de más práticas na arquitectura.) que podem ser aproveitados para melhorar o ambiente nas habitações. • O uso dos materiais locais evita gastos de transportes. Fonte: CEIFA ambiente. • O uso das energias renováveis deve ser promovido e. que ajuda a arrefecer a casa de forma passiva (sem gasto de energia) Fonte: CEIFA ambiente. Figura 7.SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 . o afastamento entre edifícios. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . • Escolher os materiais tendo em conta o seu ciclo de vida. e acumuladores de calor no Inverno.20: Representação esquemática de um sistema de ventilação transversal (natural). vegetação. água. ensombramento no Verão. a sua forma. ou seja. incluindo a que é gasta na extracção e transporte de materiais e na reciclagem dos materiais no fim de vida do edifício. AR VENTO SOL VEGETAÇÃO SOLO USO HABITACIONAL ÁGUA Figura 7. aproveitando energias naturais que o meio envolvente oferece.

para além de não trazerem grande conforto natural aos moradores. painéis solares. manutenção. Publicação da Comissão Europeia. Embora ainda pouco conhecida em Portugal. Resumindo: Benefícios económicos e ambientais da ECO-ARQUITECTURA: • Maximizar o aproveitamento dos factores ambientais. portanto. 15 SGA Baseados em “Boas Praticas“ A eco-arquitectura é. Edição da Ordem dos Arquitectos.ceifa-ambiente. Programa Thermie. ou reduzir o consumo de energia. tanques para retenção de águas da chuva para utilização doméstica. • Maximizar a economia de recursos e energia. Esta água pode depois ter vários usos (por exemplo. • Maximizar o conforto térmico.) são ainda relativamente caros. reabilitação do edifício e dos equipamentos associados durante todo o ciclo de vida.FT18 . rega ou usos sanitários). Decreto-Lei nº 80/2006) vai obrigar os proprietários a alterar a sua atitude e pode contribuir para melhorar o conforto térmico de muitas habitações. • Minimizar o impacto da construção sobre o ambiente.net CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . a recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios (Decreto-Lei nº 78/2006. • www. um ramo da arquitectura ligado à construção sustentável. por isso muitos preferem ainda soluções tradicionais que. é um ramo que tem boas perspectivas de desenvolvimento no futuro. 2001. Lda No entanto. visual. auditivo e melhorar a qualidade do ar no interior da habitação. os equipamentos que a eco-arquitectura utiliza (como janelas com bom isolamento térmico. Decreto-Lei nº 79/2006. • Prolongar o tempo de vida dos edifícios e dos equipamentos utilizados. quer em termos de impactos locais da construção. quer de utilização de recursos. Actualmente. Só a longo prazo é que os donos de obra vêm o retorno desses investimentos.21: Exemplo de tanques para retenção das águas das chuvas. etc. são uma fonte de problemas ambientais. Saber mais: • A Green Vitruvius – Princípios e Práticas de Projecto para uma Arquitectura Sustentável. • Minimizar os impactos da conservação. mas não serve para uso alimentar. de que falámos na ficha precedente. Figura 7. Fonte: CEIFA ambiente.

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6. tanto do ponto de vista económico como ambiental. 7. O que é a ratoeira da eco-eficiência? Como pode evitar cair numa ratoeira destas? Dê exemplos de boas práticas no Sector da Construção relacionadas com a redução de consumo energético. a maioria das empresas ainda não usa este tipo de SGA. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. 4. 5. Explique porque é que a ecoeficiência (eficiência técnica especialmente orientada para a redução dos efeitos ambientais) é a solução mais promissora para a indústria.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Sistemas de Gestão Ambiental.4) . Neste submódulo foram estudados vários sistemas de gestão ambiental (SGA) baseados em boas práticas. 2. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. No entanto.Se não conseguir resolver esta actividade. reveja o submódulo 7. Que outro tipo de SGA conhece? A legislação ambiental assegura que as empresas tenham bons SGA? Que soluções de fim de linha visam reduzir a poluição atmosférica? Porque é que os problemas relacionados com a gestão de resíduos não se pode basear exclusivamente na incineração dos mesmos? Defina o significado da expressão “eficiência técnica”.AV7 Actividades/Avaliação 7. 3.

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8. Sistemas de Certificação Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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lidera. em seguida. em especial na área da gestão ambiental. GloSSÁRIo • Política Ambiental 5. o sistema europeu de certificação EMAS.pt • www. • Transpor os conhecimentos dos submódulos 5 e 7 para a temática da certificação ambiental. SABER MAIS • www.SM8 Sistemas de Certificação Ambiental 1. com especial relevo para o papel que a ISO representa e as vantagens de uma certificação integrada. • Compreender os princípios básicos de um sistema de certificação para a construção sustentável. Finalmente é apresentado um sistema de certificação nacional que está actualmente em fase de desenvolvimento (LiderA). 2.apcer. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Saber quais os sistemas mais importantes de certificação ambiental. Em seguida é apresentada a norma ISO que têm especial relevo para a gestão ambiental (ISO 14001).info CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . e. TEMAS • Sistemas de Certificação ISO (Ambiente) • Sistema Integrado de Gestão • EMAS • Lidera • Melhoria contínua dos sistemas de gestão 4. RESuMo Neste submódulo são apresentados os motivos que levaram ao aparecimento de diversos sistemas de certificação. cada formando deverá estar apto a: • Conhecer as vantagens de sistemas de certificação de gestão empresarial. 3.

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• Explicar as vantagens de certificações tipo ”Sistema integrado de Gestão”. SISTEMAS dE CERTIFICAÇÃo ISo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. É uma entidade não governamental.1.FT19 . A ISO foi criada no ano de 1947 em Genebra. Existem hoje imensos sistemas de certificação. Fonte: Internet Na área da certificação. Por isso. que visam benefícios ambientais e sociais para além do mínimo que a legislação exige. Normas de procedimento Empresas com uma postura pró-activa têm todo o interesse em tornar visíveis os seus esforços de boa gestão. ISO. regras de con- A palavra “iso” em grego significa igualdade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . códigos. • Reconhecer o papel da ISO. Sistemas de certificação. uma autorização oficial que só lhe é conferida se ela provar que respeita todos os requisitos do catálogo de critérios que a ISO desenvolveu para o sector em causa.1: Agrobio é um dos logótipos de certificação da agricultura biológica. o formando deverá estar apto a: • Justificar a necessidade de normas internacionais. para que uma organização possa ser reconhecida como entidade certificadora. tem que ter. A sua principal função é harmonizar os padrões utilizados nos diversos países. 1 Sistemas de Certificação ISO 8. Os mais conhecidos são provavelmente os que certificam a qualidade de produtos e a gestão ambiental. ela própria. Figura 8. As suas normas são aceites como standards de qualidade em todo o mundo. A globalização exige que haja padrões de medidas e tamanhos. Foi para responder a esta necessidade que começaram a aparecer instituições certificadoras que emitem certificados de qualidade às empresas que cumprem critérios de qualidade pré-definidos. o organismo mais importante é a Organização Internacional de Padronização – International Organization for Standardization (ISO). excepto na electricidade e electrónica. PAlAVRA-CHAVE Instituições certificadoras. A ISO aprova normas internacionais em todos os campos técnicos. constituída por várias instituições de todos os países. Suíça.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Sistemas de Certificação ISO FT19 . • um Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001).por exemplo. entre outros. os códigos de países (PT / PRT / 620 para Portugal. Fonte: www. instruções de trabalho.por exemplo. evitando as certificações separadas. a ISO 31. cada vez mais empresas têm optado por implementar um Sistema Integrado de Gestão. gestão da qualidade de acordo com ISO 9000 Vamos concentrar-nos neste submódulo sobre normas de procedimento relevantes para o ambiente. procedimentos. levando assim a um maior benefício custo/tempo para a empresa.por exemplo. Por exemplo. Todos nós aplicamos na nossa vida diária.iso. 2 dução.org Quem se certifica com base numa norma ISO. sabe que este certificado lhe confere uma referência mundialmente reconhecida. que estabelece as normas relativas aos “tamanhos e unidades”. Por isso. que estudaremos a seguir.2: Imagem da sigla adoptada pela ISO para todos os países. BR / BRA / 076 para Brasil) • normas de procedimento . como vimos no submódulo 5. Os exemplos que vão ser apresentados referem-se à certificação da qualidade da gestão a nível das empresas ou outras instituições. independentemente da sua língua. a certificação pelo Sistema Integrado de Gestão – que inclui todos os aspectos relevantes para uma boa gestão empresarial – tem grandes vantagens e facilita. o processo. o cartão de crédito • classificações . A gestão ambiental integrada tem grandes vantagens. mesmo sem o saber. No entanto. e são uma garantia de segurança e qualidade. Figura 8. todos têm de possuir um manual. As informações podem conjugar-se na mesma documentação. As normas ISO podem ser classificadas em três grupos: • normas técnicas . além disso. etc. pois eles facilitam a comunicação e o comércio. Pelas mesmas razões. Este sistema consiste em fazer a implementação de: • um Sistema de Gestão de Qualidade (ISO 9001). mais ou menos iguais em todo o mundo. • um Sistema de Higiene e Segurança no Trabalho (OHSAS 18001 que corresponde à NP 4397) que será tratada noutro módulo especialmente destinado às questões de higiene e segurança (Guia de Aprendizagem da Análise de Riscos na Construção Civil). pois as bases dos três sistemas são coincidentes. as certificações de acordo com normas internacionais são processos morosos e caros. Nos últimos anos. nem todas as empresas com um bom desempenho têm um certificado.

pt • www. 3 Sistemas de Certificação ISO Saber mais: • www.iso.FT19 .apcer.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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1. Todas as empresas têm rotinas para gerir os resíduos. Já vimos no submódulo 7 que. energia. ISo 14001 oBjECTIVoS No final desta ficha temática.1. actividade. Recordando o que ali ficou dito. águas. o SGA de acordo com a ISO 14001 é um instrumento de participação voluntário. Mas muitas NP = Norma Portuguesa. Tal como os outros sistemas de gestão. as empresas que exercem actividades no ramo industrial também o podem utilizar. Como o SGA não é um produto que se possa comprar ali ao virar da esquina. etc. PAlAVRA-CHAVE • ISO 14001 • Sistema Gestão de Ambiente (SGA) • Classes de sistemas de gestão ambiental • Melhoria continua GloSSÁRIo Política Ambiental A família ISO 14000 é uma série de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization (ISO) – e estabelece as linhas orientadoras (requisitos) da gestão ambiental dentro das organizações (empresas. Apesar de este sistema estar mais dirigido para empresas prestadoras de serviços. A NP EN ISO 14001:2004 – Environmental Management Systems – que foi aprovada em 1996 e revista em 2004. estabelece os requisitos específicos que um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve cumprir. 5 Sistemas de Certificação ISO 8. instituições). O seu objectivo é certificar instituições e empresas que fazem esforços no sentido de melhorar os seus SGA. É aplicável a organizações de todo o tipo e dimensão. etc. todas em empresas têm sistemas mais ou menos desenvolvidos para gerir a sua interface com o ambiente. independentemente da certificação. Sobretudo nas empresas grandes existe a necessidade de se criar um SGA bem definido com as regras para cada sector. que todos devem cumprir.FT19 . é possível distinguir três grandes classes de sistemas de gestão: 1. ISo = International Organization for Standardization CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . mas sim o resultado de milhares de pequenos actos de todos os que entram e saem numa organização.. EN = Norma Europeia. ele tem que ser permanentemente repensado e reinventado por todos. processo. o formando deverá estar apto a: • Integrar os conhecimentos adquiridos e estabelecer interligações com os temas tratados nas fichas anteriores e nos submódulos 5 e 7.

objectivos. de facto. Mas algumas empresas vão mais longe e instalam SGA baseados em boas práticas que. Política Ambiental Revisão pela Gestão Planeamento do SGA (requisitos legais. que visam assegurar a conformidade legal dos procedimentos da empresa em relação aos diferentes aspectos ambientais. Segundo a própria norma: “O intuito global desta norma é apoiar a protecção ambiental e a prevenção da poluição. Fonte: CEIFA ambiente. ou seja. opta pela ISO 14001. a organização revê e avalia periodicamente o seu SGA. Uma empresa que tenha implementado um SGA de acordo com a ISO 14001 poderá candidatar-se à certificação ambiental. O nível seguinte é dos SGA realmente implementados. tentam melhorar a eco-eficiência dos seus produtos e processos. uma empresa que decide obter uma certificação ambiental. auditorias…) Implementação e operação do SGA Figura 8. Após uma avaliação positiva do SGA. o certificado emitido é válido por um período de três anos. 3. há uma auditoria de acompanhamento para verificar se há algum problema na aplicação do SGA e se há oportunidades de o melhorar. através de uma entidade certificadora acreditada. Seria importante que todas as empresas em Portugal implementassem um SGA deste tipo. para além de estarem de acordo com a legislação. proteger a natureza e manter uma postura pró-activa (adopção de uma Política Ambiental). a designação de “sistema” de gestão ambiental. de modo a identificar oportunidades de melhoria e a minimizar os seus impactos no ambiente. vezes estes processos são desconexos e não merecem. Normalmente. São as empresas deste terceiro grupo que têm interesse em certificar os seus SGA através de entidades competentes. programa…) MELHORIA CONTÍNUA Verificação (monitorização. sendo depois renovável.Sistemas de Certificação ISO FT19 . Lda A ISO 14001 é implementada através de um processo cíclico. Todos os anos. mantendo o equilíbrio com as necessidades socio-económicas”. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .3: Esquema representativo do funcionamento de um Sistemas de Gestão Ambiental. em Portugal. 6 2. Estes SGA representam o nível mínimo que um SGA deve ter. de modo a porem em evidência a sua preocupação com o ambiente.

7 Sistemas de Certificação ISO ou seja. europeu e internacional.pt • www. • Dispor de vantagens competitivas no mercado nacional. • Obter argumentos de “marketing” (os consumidores são sensíveis à qualidade ambiental dos produtos e das empresas). • Seguros mais baratos (menores riscos ambientais). o sistema baseia-se na procura de melhoria contínua do sistema. • Redução da frequência e da gravidade de acidentes. A certificação de uma organização de acordo com a Nor