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Análise de Riscos na constuçaõ civil

Análise de Riscos na constuçaõ civil

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Análise de Riscos na Construção Civil

Guia de Orientações para o Formador
Módulo 1

Europeia CENFIC

União

República Portuguesa

POEFDS Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social

Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul

Análise de Riscos na Construção Civil

CENFIC

M1 . 1

Ficha Técnica

Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto

Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Orientações para o Formador 580 - Arquitectura e Construção 862 - Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Cristina Leitão Silva José Paulo Palhas Lourenço Teleformar, Lda. CINEL - Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal, Prior Velho, Março de 2008 500 exemplares, em suporte informático

Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN

Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.pt • www.cenfic.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co-financiado pelo Estado Português - Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

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Ícones

Actividades/Avaliação

Documentação de Referência/Bibliografia

Destaque

Glossário

Índice

Legislação

Objectivos

Plataforma de Formação a Distância/Internet

Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom

Resumo

Videograma

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Índice

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Índice

• • •

Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo
• • • • • • • • • • •

Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos, duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar

M1 . 9 M1 . 13 M1 . 17 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 21 M1 . 22 M1 . 22 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 24 M1 . 25

orientações para o Formador
• • • • • • • • •

Programação do módulo Relação formador-formando Metodologia Actividades Temporização-sequencialização Avaliação Critérios de avaliação Recuperação-remediação Materiais pedagógicos Bibliografia recomendada Legislação Endereços electrónicos Plano de sessão Documentação de referência

documentação de Referência
• • •

1. Estaleiro de obra
• •

M1 . 26 M1 . 27 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 30 M1 . 31 M1 . 32 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 35 M1 . 37 M1 . 37 M1 . 39 SM 1

2.

Caminhos de Circulação
• •

SM 2

Plano de sessão Documentação de referência SM 3 Plano de sessão Documentação de referência SM 4 Plano de sessão Documentação de referência

3.

Instalações Administrativas
• •

4.

Instalações Sociais
• •

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Índice

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SM 5

5. Estaleiro de Apoio à Produção
• •

Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência

SM 6

6. Equipamentos de Protecção Colectiva
• •

SM 7

7. Equipamentos de Protecção Individual
• •

SM 8

8. Funções em Estaleiro de obra
• •

SM 9

9. Movimentação de Terras e Escavações
• •

SM 10

10. Fundações
• •

SM 11

11. Estruturas
• •

SM 12

12. Alvenarias
• •

SM 13

13. Coberturas
• •

SM 14

14. Revestimentos
• •

Legenda:

M SM

Módulo - textos de enquadramento/caracterização Submódulo

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Apresentação do Projecto

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Apresentação do Projecto

O presente Guia de Orientações para o Formador insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos, em suporte papel e digital, no âmbito da Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil, a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. CD-ROM Multimédia 4. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Sustentabilidade 5. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. Videograma 9. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando)

• •

O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4.2.2.2 – Recursos Didácticos, do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Estes recursos, embora podendo ser explorados autonomamente, constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada, entre si e com outros materiais neles referenciados, em múltiplos contextos, tais como sessões presenciais, a distância ou tutoradas na empresa, com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. Concluída a fase de concepção, cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais, aos contextos de aplicação, bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm, porém, a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente, num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Como em qualquer trabalho desta natureza, extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Pelos erros de conteúdo, grafia ou outros, que, apesar

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Apresentação do Projecto

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disso, porventura tenham passado, apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho, agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto.

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Ficha Ambiental

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Ficha Ambiental

ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS
Informações, Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia, água, materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e, apenas quando necessário, em suporte de papel. Cada um de nós, instituição formadora, formador, formando, vai utilizar para além deste guia, computadores, equipamentos periféricos (impressora, scanner, projector de vídeo, etc.) e muitos outros materiais (papel, tinteiros, discos graváveis, entre outros), durante e depois da acção de formação. Ao fazê-lo, podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design, formatação, paginação e paleta de cores seleccionados de forma a, sem perda de qualidade gráfica, consumir o mínimo de papel e tinta; • Impresso em ambas as faces do papel que, se possível, deve ser reciclado a 100%; • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”; • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento, pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. Caso seja, pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta); • Imprima, sempre que possível, frente e verso. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. No caso de um rascunho, imprima em papel já utilizado; • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Consumíveis: antes de deitar fora, pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto, utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado; • Em alternativa, adira, por exemplo, à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e, ao mesmo tempo,

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Ficha Ambiental

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contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. Tel.: 21 415 51 31; Existem campanhas similares de outras organizações. Esteja atento(a).

Equipamentos: antes de comprar, verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!); • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? - por exemplo: programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3), consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR - www.energystar.gov), a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis; • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? - por exemplo, os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos, sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores, lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades, informe-se junto da AMBICARE (www.ambicare.com), entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que, no ambiente de trabalho, são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores, permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e, portanto, a avaliação da extensão dos riscos conexos, tendo em conta as precauções existentes. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa, nem tão pouco, uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos, à mão-de-obra, aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional, como intervenientes em obra. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE, com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. Infelizmente, também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST), um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano, para não falar no sofrimento humano. Embora, ao longo dos anos, se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras, trabalhadores e donos de obra, continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente, em Portugal, são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. As quedas em altura, nomeadamente de andaimes, juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra, figuram entre os maiores

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

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problemas. Cerca de 1.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano, - o dobro da média de outros Sectores. As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro, isto é, na fase de concepção do projecto e da preparação de obra.

A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. • 600.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais, tais como mesotelioma e amiantose. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção, vítimas de doenças relacionadas com o amianto. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina, tais como a areia, podem provocar dificuldades respiratórias, nomeadamente silicose. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas, tais como óleos, resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV, aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. Durante a construção do Canal da Mancha, foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos, tais como os éteres e esteres de glicol). Esses sintomas podem incluir perda de memória, fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central.

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outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo, por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas, pode provocar disfunções do sistema nervoso central, provocar náuseas, cefaleias, cansaço e outros sintomas. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais, tais como berbequins e martelos pneumáticos. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos, evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal, pelo número de trabalhadores, empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade, o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis), veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança, além da formação sempre necessária a trabalhadores, chefias e direcções das empresas do Sector. O presente recurso irá benefeciar as empresas, através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático, possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde, obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas, em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares, são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos.

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CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-Alvo Os destinatários deste Módulo são, preferencialmente, os formandos de cursos de nível 3, desempregados ou trabalhadores com mais do 9.º Ano de Escolaridade, do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia, no entanto, ser explorado em sessões de formação de nível 2, desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica, este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências, em contexto de formação ou trabalho, por parte de engenheiros, arquitectos, projectistas, outros técnicos do Sector, bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. ÁREAS PRoFISSIoNAIS vISAdAS Este Guia pode ser utilizado, em diferentes momentos, na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1:
Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862
1

Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho

Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação.

Considerando as competências visadas, e sem prejuízo das profissões tradicionais, este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção, coordenação, gestão da segurança, fiscalização, controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas, tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra; • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho; • Técnico de Desenho de Construção Civil; • Técnico de Medições e Orçamentos; • Técnico de Topografia;

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

Encarregados e outros técnicos do Sector.

PRé-REQuISIToS, duRAÇÃo E NívEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo, embora se recomende que os aprendentes respeitem, pelo menos, duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil; • Possuir o 9.º ano de escolaridade; • Estar a frequentar um curso de nível 3, dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. Este recurso pode inserir-se, com durações variáveis, em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua, desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam, entre outros, os domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente. Sugere-se, não obstante, 25 a 50 horas de trabalho - não necessariamente presenciais para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem, incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. Este Módulo não confere, se ministrado autonomamente, qualquer nível de qualificação, não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3, após integração no Catálogo Nacional de Qualificações.

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IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico, num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente, traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional, integrados em contexto de estaleiro de obra. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra, caminhos de circulação, instalações administrativas, …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra, seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação, exploração e desmobilização destas instalações. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes, baseado nas actividades mais significativas, sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos, com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho, bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. Os pré-requisitos, materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem, pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória.

ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal, pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural, científico-tecnológica e prática, quer em contexto de formação quer de trabalho. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. Enquadramento do Módulo 1. Estaleiro de Obra 2. Caminhos de Circulação 3. Instalações Administrativas 4. Instalações Sociais 5. Estaleiro de Apoio à Produção 6. Equipamentos de Protecção Colectiva

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15.

Equipamentos de Protecção Individual Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos

Enquadramento do Módulo

Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas

Instalações em Estaleiro de Obra

Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção

Equipamentos de Protecção Colectiva

Movimentação de Terras Fundações

Equipamentos de Protecção Individual

Estruturas Alvenarias Coberturas

Funções em Estaleiro de Obra

Revestimentos

Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação
Resolução ou Desenvolvimentos Propostos

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oBjECTIvoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra; 2. Identificar as fases principais dos processos construtivos; 3. Analisar os riscos associados aos processos construtivos, profissões, equipamentos e materiais. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra; 2. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra, os seus riscos e medidas preventivas; 3. Identificar os principais processos construtivos, as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção, bem como os respectivos riscos associados; 4. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra; 5. Caracterizar as funções presentes em obra, respectivos riscos e medidas preventivas; 6. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados; 7. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função; 8. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar; 9. Compreender e aplicar, através de exemplos, a hierarquização dos riscos em obra.

MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR
• • • • Guia de Aprendizagem; Bloco de notas e caneta; Computador e aplicação interactiva; Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção

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Orientações para o Formador

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Orientações para o Formador

PRoGRAMAÇÃo do Módulo O módulo Análise de Riscos na Construção Civil deve realizar-se num Centro de Formação que reúna as condições mínimas em termos de espaço, instalações, meios, recursos materiais e humanos e com formandos de um contexto laboral estandardizado. No entanto, dado que existem diferentes contextos laborais, económicos e sociais, a programação da acção de formação será aberta, flexível e adaptável às necessidades, nível de interesses e aptidões dos formandos, assim com às instalações de recursos materiais do Centro de Formação. RElAÇÃo FoRMANdo-FoRMAdoR Os objectivos gerais do módulo relativamente à relação Formando-Formador serão entre outros: • Estabelecer um clima positivo de relacionamento e colaboração com a envolvente, valorizando a comunicação como um dos aspectos essenciais na formação; • Desenvolver a iniciativa, o sentido da responsabilidade, a identidade e a maturidade profissional que permitam melhorar a qualidade da formação e do trabalho, motivando o aperfeiçoamento profissional contínuo; • Valorizar a importância do conhecimento e das competências profissionais, quer de carácter formal quer informal, e a sua repercussão na actividade e imagem da pessoa, do Centro de Formação e da empresa; • Seleccionar e valorizar criticamente diversas fontes de informação relacionadas com a profissão, de forma que permitam a capacidade de auto-aprendizagem e possibilitem a evolução e adaptação das suas capacidades profissionais às mudanças tecnológicas e organizativas do Sector profissional em que se inserem. METodoloGIA No momento de desenvolver a metodologia aplicável ao módulo, o formador deverá ter em conta os seguintes princípios psicopedagógicos: 1. Partir dos conhecimentos prévios; 2. Promover a aquisição de aprendizagens significativas; 3. Utilizar metodologias: a. Activas e motivadoras por parte do formador; b. Participativas da parte do formando; 4. Favorecer o desenvolvimento integral do formando; 5. No desenvolvimento da metodologia em Formação Profissional temos que ter presente a iminente integração do formando no mundo do trabalho e a actualização e aumento de competência para os que buscam na formação um meio de progressão na carreira profissional; 6. Coordenação com a equipa formativa de outros módulos, se a matéria a tratar assim o requerer. O formador promoverá uma metodologia activa e participativa, procurando centrar o pro-

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cesso de aprendizagem no formando. O formando deverá, assim, ter a oportunidade de participar com as suas ideias, dando a sua opinião, de forma a que o formador conheça os seus interesses, motivações, necessidades e expectativas, sem perder de vista a envolvência laboral onde está ou poderá vir a integrar-se. O método de formação será construtivista, ou seja, será dirigido à construção de aprendizagens significativas, isto é, a partir dos seus conhecimentos prévios o formando elaborará novas aprendizagens. As acções de formação iniciar-se-ão com a comunicação do tema e exposição dos objectivos, através de um esquema de conteúdos a tratar (que poderá ser desenvolvido no quadro ou através de uma apresentação de dados já elaborados, com recurso a videoprojector). De seguida, pode realizar-se uma série de perguntas para conhecer o nível de conhecimentos prévios que o formando possui, de forma a aproveitá-los e rentabilizá-los ao máximo durante a sessão de formação. Durante o desenvolvimento dos conteúdos deverá privilegiar-se a utilização de exemplos relacionados com o contexto laboral e/ou social dos formandos, para que desta forma se sintam implicados e participem. De forma a suscitar a participação no processo de formação-aprendizagem do formando a exposição teórica deverá ser breve para, de imediato, realizar exercícios práticos. Assim, e em resumo, dever-se-á seguir uma metodologia que facilite a interacção, fomente a responsabilidade sobre a aprendizagem, assegure a motivação, favoreça a modificação ou aquisição de novas atitudes, possibilite o desenvolvimento de competências e potencie a avaliação como um processo de feedback contínuo. O formador poderá também fazer referência a temas transversais que contribuam para o aprofundamento do estudo em causa. ACTIvIdAdES O objectivo das actividades é motivar e facilitar a aprendizagem dos formandos para atingir as competências estabelecidas para a formação. As actividades podem ser grupais ou individuais, devem seguir uma ordem, começando por actividades simples que poderíamos chamar de enquadramento ou motivação, e continuando através de actividades de dificuldade progressiva destinadas a desenvolver os conhecimentos programados; também existirão actividades orientadas para a personalização e individualização da aprendizagem; levar-se-ão a cabo actividades de ampliação de conhecimentos para aqueles formandos que superem com facilidade os objectivos propostos, ou de recuperação para aqueles que apresentem dificuldades. Algumas das actividades a desenvolver podem revestir a seguinte natureza: • Exercícios individuais ou em equipa; • Leitura e análise de artigos em revistas ou literatura especializada;

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• • • • • • •

Jogos pedagógicos ou simulações; Exposição, em sala, realizada pelos formandos sobre determinados conteúdos; Brainstorming, role-playing, entre outras técnicas; Debate sobre as actividades e conclusões realizadas; Visita de estudo a obras ou entidades relacionadas com os temas apresentados; Participação em conferências/seminários, workshops sobre os temas abordados; Pesquisa ou procura de informação por parte dos formandos em diversas instituições e entidades.

No caso da Análise de Riscos na Construção Civil, a realidade do conhecimento é dependente da proximidade dos problemas, pelo que aos formandos com experiência profissional devem ser proporcionadas oportunidades de aprofundamento e redescoberta de saberes não explorados. Sempre que possível, os formandos devem sair para o exterior, seja numa visita organizada e dirigida pelo formador ou Centro de Formação, seja através de pesquisa autónoma de informação relacionada com a unidade de trabalho. As visitas deverão ser aprovadas pelo responsável da acção ou do Centro que organiza a formação. TEMPoRIzAÇÃo-SEQuENCIAlIzAÇÃo A temporização é o tempo das sessões formativas que vamos dedicar aos respectivos conteúdos. Este tempo pode variar em função dos temas e das actividades previstas. A sequencialização consiste na ordenação e gestão adequada das sessões. Uma sequencialização standard seria a seguinte: • Primeira sessão: Exposição de um esquema de conteúdos e diagnóstico dos conhecimentos prévios. • Segunda sessão e seguintes: Desenvolvimento dos conteúdos e realização de actividades. • última sessão: Avaliação sumativa e sistémica do processo de aprendizagem, pelos formandos e pelo formador. Quando se trata de um módulo formativo integrado num itinerário ou percurso mais alargado é necessário fazer referência ao momento temporal, isto é, a que período de tempo pertence a unidade. Também poderá fazer-se referência à ordem em que se deve ministrar, antes ou após, dependendo dos conhecimentos prévios necessários para o estudo da unidade que se está a tratar, ou se estes conhecimentos são indispensáveis para o estudo de unidades posteriores. As visitas de estudo devem ter um planeamento específico e atempado, de forma a cumprirem cabalmente os seus objectivos. Todas as visitas ou actividades no exterior devem ter um plano de acção e uma avaliação no final.

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AvAlIAÇÃo A avaliação deverá ser contínua, formativa e sumativa. Isto significa que se deve realizar um acompanhamento contínuo e individualizado do formando ao longo de todo o processo de formação-aprendizagem; a avaliação é, portanto, um elemento fundamental deste processo. A avaliação supõe uma recolha de informação que se realiza através de diversas acções que não são exclusivamente provas, fichas de trabalho e testes, mas também a observação contínua: das questões colocadas, dos debates, dos trabalhos, das atitudes, do comportamento diário, da assiduidade, etc. Esta informação permite-nos ter um conhecimento acerca de como está a decorrer o processo de formação-aprendizagem, ou seja, se o formando está a adquirir as competências previstas. Aconselha-se que os formandos elaborem um dossiê/caderno de apontamentos, trabalhos, exercícios e actividades, para que o formador possa valorizar estes aspectos. No processo de avaliação o formador deve perguntar: • Como se avalia? Esta pergunta foi respondida quando indicámos que a avaliação é contínua. Quando se avalia? As fases da avaliação contínua podem ser concretizadas em: • Avaliação inicial Trata-se de conhecer os conhecimentos prévios dos formandos, assim como as suas atitudes, competências e também motivação. Atingido este objectivo, são colocadas questões, de forma a que os formandos respondam de forma livre ou enquadrada: produção curta, escolha múltipla, emparelhamento ou associação, etc. • Avaliação formativa ou processual Trata-se da avaliação ao longo de todo o processo formativo - tem carácter regulador, orientador e auto-corrector do processo formativo. Avaliação sumativa Também se denomina como final, global ou resumo. Consiste na necessidade de pôr uma única nota ao formando no final do processo avaliativo, que será a classificação resultante de toda a avaliação contínua.

O que se avalia? Avalia-se a aprendizagem dos formandos, ou seja, a aquisição das competências terminais e a sua fundamentação científica. A avaliação deve, também, avaliar os conhecimentos, os conceitos, os procedimentos e as atitudes. Podem-se estabelecer diferentes critérios de qualificação para ponderar cada uma das componenetes de aprendizagem. Isto pode ser muito variável e subjectivo e recomendase a definição destas ponderações em reunião pedagógica.

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canetas. A avaliação contínua deverá ser sustentada em critérios de avaliação cujos parâmetros medirão o grau de aprendizagem do formando e a medida de progresso e “concretização” dos objectivos estabelecidos no processo de formação-aprendizagem. quadro. sem aguardar o insucesso. etc. distinguem-se as seguintes categorias: • Material didáctico São os materiais que necessitamos para o desenvolvimento da unidade. vídeogravador. Material curricular Os decretos que regulam a formação profissional e contínua designadamente os que correspondem à modalidade de intervenção. MATERIAIS PEdAGóGICoS São aqueles que precisamos para a realização da programação e posterior desenvolvimento da formação. legislação. documentação de referência. de forma que a cada capacidade lhe corresponda uma série de critérios de avaliação determinados. • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 33 Orientações para o Formador CRITéRIoS dE AvAlIAÇÃo Como já indicámos anteriormente pretende-se avaliar a aquisição das competências terminais. Estas capacidades e critérios referem-se. normalmente. além de sítios na internet ou outros materiais de consulta em suporte papel ou digital. portanto. a um bloco temático. Aconselha-se a sua elaboração a partir de cada tema e tendo sempre presente os conteúdos da unidade. videoprojector. Os materiais de enquadramento que apoiem a eficácia e eficiência do processo de formação-aprendizagem.M1 . realizando com ele actividades complementares de reforço e apoiando aqueles pontos onde o formando sente dificuldades. O Projecto formativo do Centro de Formação. computadores. Através dos critérios de avaliação constata-se a aquisição das capacidades terminais. RECuPERAÇÃo-REMEdIAÇÃo A recuperação deve-se entender como uma actividade ou conjunto de actividades e não como um exame. tais como: revistas e livros especializados. • Material bibliográfico complementar Como bibliografia pode-se utilizar a que o formador indica em cada unidade. aplicação informática. os critérios de avaliação estão agrupados por capacidades terminais. A recuperação é mais uma parte do processo de formação-aprendizagem e tem início quando se detectam dificuldades no formando.

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Documentação de Referência BIBLIOGRAFIA E ENDEREçOS ELECTRÓNICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

“Segurança na Construção . “ Movimentação Manual de Cargas”. Manuel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . M. Vida Económica. CEAC. • Franco. Luís.º 89/106/CEE.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n. “Gestão de Segurança”. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. Germano. Maria. 1993.Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoal Empregado nas Obras. • Teixeira. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 2004. Paz.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 . relativa aos produtos de construção. Gerhard. EPGE. • Decreto-Lei n. IGT. IDICT. Luís.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.M1 . IDICT. Maria. 1998. 2006.RSTCC. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. “Segurança e Higiene do Trabalho”.Bibliografia e Endereços Electrónicos BIBlIoGRAFIA RECoMENdAdA • Comissão Europeia . IDICT. • Santos. IDICT. • Cabral. 1996. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. IDICT 1996. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. Gerardo. Fernando A . • Miguel. Luís .Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública. 1974. “Manual de Segurança .º 33/88 de 12 de Setembro . Gandra do. 1989. IDICT. 1971. M.Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil . Neves da. IDICT. “Construção . • Pinto.Qualidade e Segurança no Trabalho”. AECOPS. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros. 2000. • Franco. 2006. LNEC. • Silva. “Riscos de Soterramento na Construção”. • Amaral. 1998. • Machado. • Decreto-Regulamentar n.º 441/91.º 113/93 de 10 de Abril . 1996. • Gonelha. • Lucas. Volume 2.Construção. “Segurança.Direcção “Saúde Pública e Segurança no Trabalho” Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho. IST/IDICT. Restauro de Edifícios”. Sílabo. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. L. Filomena. “Organização do Estaleiro”. • Freitas. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. • Dias.º 46427 de 10 de Julho de 1965 .Glossário”. 1999. José. de 14 de Novembro . “Manual de Segurança no Estaleiro”. 1996. • Decreto-Lei n. Porto Editora. AECOPS. 2006. 1999. 1996. Conservação. Fernando. 2004.Transpõe a Directiva n. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 2003. 1996. Alberto. 1999. Luxemburgo. Alves. Higiene e Saúde em Estaleiros de Construção”. Almedina. • Dressel. 2006. IDICT. • González. Abel. Relações Industriais e Assuntos Sociais . • Nunes. A. • Roxo. • Dias. EPGE. • Fonseca. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.Avaliação e Controlo de Riscos”.Direcção-Geral do Emprego. • Branco. 37 Documentação de Referência . IDICT. IDICT. • Rodrigues. Francisco. L. • Decreto-Lei n. lEGISlAÇÃo • Decreto-Lei n. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Luís Fontes. “Segurança e Saúde no trabalho . de 21 de Dezembro de 1988. Alves. Editora Lusófona. • Azevedo. Edições Serviços de Publicações Oficiais das CE. 1996.

º 347/93 de 1 de Outubro . Decreto-Lei n.º 566/93 de 2 de Junho . Decreto-Lei n.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais. de pedreiro (m/f ).º 348/93 de 1 de Outubro .Aprova o Código do Trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Lei 35/2004 de 29 de Julho .º 273/2003.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a). Decreto-Lei n. Higiene e Saúde no Trabalho.Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.º 26/94 de 1 de Fevereiro .Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança.Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído.º 101/96 de 3 de Abril . Portaria n.Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e. Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro . Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.º 133/99 de 21 de Abril .Regulamenta o Código do Trabalho.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens].º 89/656/ CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual. Decreto-Lei n.º 12/2004 de 9 de Janeiro .º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho). Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . Decreto-Lei n.º 102/2000 de 2 de Junho .Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. Portaria n.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.º 362/93 de 15 de Outubro .Documentação de Referência .Altera o Decreto-Lei n. Portaria n. bem assim.º 146/2006 de 20 de Fevereiro . Lei 99/2003 de 27 de Agosto .Transpõe para o direito interno a Directiva n. as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação. Decreto-Lei n.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro .º 92/57/CEE. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro .º 141/95 de 14 de Junho . Decreto-Lei n.Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção. Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro . Lei nº 100/97 de 13 de Setembro . 38 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Portaria n. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis.Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 .Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho. de 29 de Outubro .

anq.pt .Altera o Decreto-Lei nº 9/2007.AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas do Sul) • http://agency.mtss.catalogo.pt .cdc.pt .mtss. Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto .Laboratório Nacional de Engenharia Civil • www.Instituto Português da Qualidade • www.fr .pt .Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE. 39 Documentação de Referência . de 3 de Novembro. Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto .pt .inrs.Revista Segurança CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .pt .act.gov.pt .cenfic.Catálogo de Profissões • www.Autoridade Nacional de Protecção Civil • www.Institut National de Recherche et de Sécurité • www. revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro. que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado.gov.Diário da República Electrónico • www.pt .eu.mtas. que aprova o Regulamento Geral do Ruído.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social • www.Bibliografia e Endereços Electrónicos • • • • • • • • • Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro .apambiente. ENdEREÇoS ElECTRóNICoS • www.gov.Health and Safety Executive • www.int .com . Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro . do Conselho.Agência Portuguesa do Ambiente • www. que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos.Arquitectura.com .pt .iefp. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho . Portaria nº 299/2007 de 16 de Março . Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho .hse.Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo • www.Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho.Instituto de Soldadura e Qualidade • www.dre.gov.Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho .pt .gov.Occupational Safety and Health Administration • www.pt .Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano.pt .Aprova o modelo de ficha de aptidão médica.Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio.org .aecops.Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente.isq. que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE.gov/niosh .ipq.Organização Internacional do Trabalho • www.uk .ilo.Instituto do Emprego e Formação Profissional • www.Centro de Formação Profissional Industria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul • www. de 17 de Janeiro.Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho • www.Autoridade para as Condições do Trabalho • www. Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto .es/insht .Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão.osha.proteccaocivil.construlink. relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho.pt .National Institute for Occupational Safety and Health • www.revistaseguranca.lnec. Engenharia e Construção • www.dgert.M1 .

Sinalux www.3m.eu/PT . 40 • • http://sinalux.com .3M Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Documentação de Referência .Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 .

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

vedação e controlo de acessos e infra-estruturas técnicas provisórias • Casos práticos • Visita a estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Ficha de trabalho sobre os condicionalismos • Listas de verificações . envolvente. máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM1 . etc. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 1 Estaleiro de obra duração: mínimo: 2 horas.

Delimitação do Estaleiro 2.4 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar. quatro infra-estruturas aéreas ou enterradas presentes no estaleiro de obra. oito riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e acessos. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar os três condicionalismos locais relevantes para a implantação do estaleiro. dos diferentes tipos de vedação de obra. pelo menos. dez aspectos relacionados com a funcionalidade e condições de segurança do estaleiro. oito medidas de prevenção referentes à delimitação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Indicar.SM1 . • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. pelo menos. pelo menos. 3. • Identificar e descrever. 3 Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. • Listar. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 1: Estaleiro de Obra Fichas temáticas: Condicionalismos existentes no local Delimitação do Estaleiro Infra-estruturas técnicas provisórias Temas: Estaleiro de obra Condicionalismos existentes no local Delimitação de estaleiro Vedação Infra-estruturas técnicas 2. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar em que fase se deve efectuar um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir. • Atribuir à entidade executante a responsabilidade de estabelecer medidas preventivas adequadas aos riscos identificados. durante a fase de implantação. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. dando exemplos. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. • Enumerar.

• 1 Videoprojector. • 1 Tela. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.Estaleiro de Obra SM1 . MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quatro infra-estruturas técnicas a implantar num estaleiro de obra. 4 • • • • do estaleiro. 4. • 1 Computador. Listar.rede de águas e rede eléctrica. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Identificar e descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Elaborar uma lista de verificações para as infra-estruturas técnicas . pelo menos. • Material auxiliar para os formandos. Descrever a importância dos meios de comunicação num estaleiro.

4. Comunicar o tema da sessão Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. instalações eléctricas. 5 Estaleiro de Obra 5. 5. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 90 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Tempo parcial 2 min. 2. rede de gás) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador Expositivo Videoprojector e computador - 2 min. 120 min. rede de esgotos. 7. 105 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Tempo acumulado 1.SM1 . comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Condicionalismos existentes no local Delimitação física da obra Infra-estruturas técnicas provisórias (rede de águas. 4 min. 3. 15 min. Avaliação Oral - 3 min.

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Portaria 101/96 de 3 de Abril . LNEC. A. de 11 de Dezembro .Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. 1996. Machado. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.º 1456-A/95.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 7 Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 1 1. 8.SM1 . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 2004. 3. 4. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .Estabelece regras gerais de planeamento. Franco. organização e coordenação para promover a segurança. Gerhard.º 92/57/CEE. 10. Neves da. 1971. Conservação. AECOPS. 5. Luís Fontes. Portaria n. 9. Dressel.º 33/88 de 12 de Setembro . Restauro de Edifícios”. “Organização do Estaleiro”.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. do Conselho.º 141/95 de 14 de Junho . 1999. 6.Construção. de 24 de Junho. 7. AECOPS. 1989. “Manual de Segurança . Silva. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. “Manual de Segurança no Estaleiro”. IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Pinto. 2. Sílabo. Decreto-Lei n. Abel. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. Maria. Decreto Regulamentar n.

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2. Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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envolvente. máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. etc. 1 Caminhos de Circulação SuBMódulo 2 Caminhos de Circulação duração: mínimo: 2 horas 30 minutos.SM2 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação pedonal • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação rodoviária • Elaboração da lista de verificação para locais destinados ao parqueamento • Visita a obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

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• Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. • Listar. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. • Descrever os diferentes tipos de sinalização. seis condições de segurança que as vias de circulação pedonal devem obedecer. • Elaborar e preencher correctamente uma lista de verificações para os locais destinados CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM2 . cada formando deverá estar apto a: • Enumerar. pelo menos. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificação de vias de circulação pedonal. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. seis condições de segurança que as vias de circulação rodoviárias devem obedecer. 3 Caminhos de Circulação PlANo dE SESSÃo 1. 3. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 2: Caminhos de circulação Fichas Temáticas: Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento Sinalização Temas: Vias de circulação Plano de evacuação Emergência Sinalização Parqueamento Segurança no trabalho 2. • Utilizar e preencher a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. • Enumerar. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. pelo menos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. pelo menos. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. quatro regras para a implantação das vias de circulação rodoviárias. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. • Listar todas as regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de viaturas.

• 1 Tela. Enumerar. Identificar e desenhar exemplos de sinalização rodoviária temporária. quatro regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de equipamentos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Listar. pelo menos. Elaborar e preencher uma lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. quatro requisitos que permitem a eficácia da sinalização de segurança. 4. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização e estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos. 4 • • • • • ao parqueamento. • 1 Computador. pelo menos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.Caminhos de Circulação SM2 . • 1 Videoprojector.

135 min. 20 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 4 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 115 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento (de viaturas.SM2 . 3 min. 5 Caminhos de Circulação 5. 4. 2. 7. segurança no trabalho) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. Avaliação Oral - 4 min. Tempo acumulado 1. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 6. 3. de equipamentos) Sinalização (rodoviária temporária. 150 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 8. 5.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

LNEC. Machado. 2004.SM2 . Decreto Regulamentar n. 8. 2. Restauro de Edifícios”. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. 1996. 1989. 5. organização e coordenação para promover a segurança. “Manual de Segurança . Pinto.Estabelece regras gerais de planeamento. Luís Fontes. Dressel.º 1456-A/95.º 141/95 de 14 de Junho . A. Neves da.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis.º 92/57/CEE. Portaria 101/96 de 3 de Abril . relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Sílabo. de 11 de Dezembro . 10. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. do Conselho. Decreto-Lei n. 1971. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 7. 4. Conservação.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. 9.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. Maria. Portaria n. “Organização do Estaleiro”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 6.º 33/88 de 12 de Setembro . 1999. Abel. de 24 de Junho. AECOPS. Silva. Franco. 3. 7 Caminhos de Circulação doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 2 1.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. IDICT. AECOPS. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Gerhard.Construção.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Instalações Administrativas SuBMódulo 3 Instalações Administrativas duração: mínimo: 2 horas 30 minutos. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de contactos de emergência • Elaboração da lista de verificação e aplicá-la a escritórios de apoio • Elaboração da lista de procedimentos a adaptar em caso de emergência • Simulação de um acidente grave com consequente actuação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM3 . Centro de Formação. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cinco equipamentos técnicos que deverão estar presentes no posto de socorro. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. 3.SM3 . pelo menos. • Caracterizar o posto de socorros. 3 Instalações Administrativas PlANo dE SESSÃo 1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar. pelo menos. seis requisitos que o posto de socorros deverá possuir. • Listar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. como actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente grave. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Enumerar. • Caracterizar os escritórios de apoio. • Indicar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar a portaria. seis requisitos que o escritório de apoio deverá possuir. pelo menos. • Identificar. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. de uma forma resumida. pelo menos. seis requisitos que a portaria deverá possuir • Utilizar e preencher correctamente a lista de contactos de emergência. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 3: Instalações administrativas Fichas Temáticas: Portaria e controlo de acessos Escritórios de Apoio Posto de Socorros Temas: Portaria Contactos de emergência Manual de acolhimento Escritório de apoio Posto de socorros Contactos de emergência Acidente de trabalho Registo de acidente de trabalho 2. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Elaborar e preencher a lista de verificações em escritórios de apoio.

Tempo acumulado 1. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 4. • Material auxiliar para os formandos. • 1 Tela. 3 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 2. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 6. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 5. 4 4. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Computador. 8. 115 min. 3. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. • 1 Videoprojector. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 5. 20 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Portaria e controlo de acessos Escritórios administrativos Posto de socorros Sínteses intermédias Avaliação - 3 min.Instalações Administrativas SM3 . 4 min. 7. 135 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 150 min.

do Conselho. 2006. 5 Instalações Administrativas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 3 1. Miguel. Pinto. 2. LNEC. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Sílabo. Porto Editora. organização e coordenação para promover a segurança.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. 9. AECOPS. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1998. Abel. Restauro de Edifícios”. Decreto-Lei n. 3.º 92/57/CEE. Alberto.SM3 . Luís Fontes. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 7. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 4. Fernando.Estabelece regras gerais de planeamento. 1996. Dressel. Gerhard. 8.º 441/91. Fonseca. 2006.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. IDICT. “Manual de Segurança .Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. “Manual de Segurança no Estaleiro”. “Segurança e Higiene do Trabalho”. EPGE. Nunes. de 24 de Junho. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 1971. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. de 14 de Novembro .Transpõe a Directiva n. 10. 6. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Machado. 5. Conservação. 2004.Construção.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .4.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. Centro de Formação. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM4 . 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 4 Instalações Sociais duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. etc. máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificação do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra • Preenchimento da lista de verificações do dormitório. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. vestiário.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3. pelo menos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Listar todos os condicionalismos a ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. pelo menos. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. • Elaborar e preencher a lista de verificações do dormitório. 3 Instalações Sociais PlANo dE SESSÃo 1. • 1 Tela. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Caracterizar o dormitório e as instalações sanitárias. • Material auxiliar para os formandos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar.SM4 . IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 4: Instalações sociais Fichas Temáticas: Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Temas: Fenestração Salubridade 2. 4. dez requisitos que o dormitório/vestiário deverá possuir. dez requisitos que o refeitório e a cozinha deverão possuir. dez requisitos que as instalações sanitárias deverão possuir. • 1 Computador. • Identificar. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. vestiário. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o refeitório e a cozinha. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. • 1 Videoprojector. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

20 min. 3 min. 5. 8. 3. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2. 90 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 60 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 4. 80 min. Tempo acumulado 1. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 6.Instalações Sociais SM4 . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 7. 4 min. 4 5.

2006. 1996.SM4 . 1989.º 441/91. Abel. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. A. 10. Pinto. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.Estabelece regras gerais de planeamento. AECOPS. EPGE. Fernando. “Organização do Estaleiro”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Machado. 9. L. de 14 de Novembro . 6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. 8. Restauro de Edifícios”. IST/IDICT. “Manual de Segurança no Estaleiro”.Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. Decreto-Lei n. 2. AECOPS. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 5. de 24 de Junho. Portaria nº 949–A/2006 de 11 de Setembro . 2004. “Segurança e Higiene do Trabalho”. 3. Silva.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. organização e coordenação para promover a segurança. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 1996. 7.º 92/57/CEE. Sílabo.Transpõe a Directiva n.Construção. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . “Manual de Segurança . 5 Instalações Sociais doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 4 1. Conservação. Dias. M. Luís Fontes. Neves da. Nunes. 4. Alves. do Conselho.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

SM5 . máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Estaleiro de Apoio à Produção SuBMódulo 5 Estaleiro de Apoio à Produção duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. Centro de Formação. envolvente. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria • Elaboração e preenchimento da lista de verificação da carpintaria • Preenchimento da lista de verificação do estaleiro de cofragens • Preenchimento da lista de verificações referente ao estaleiro de ferro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o armazém. pelo menos. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações da carpintaria. • Identificar. • Determinar as instalações que têm uma correlação de proximidade com a carpintaria. seis requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão possuir. • Listar todos os riscos frequentes associados ao estaleiro de cofragens. • Caracterizar estaleiro de ferro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Caracterizar estaleiro de cofragens. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. seis riscos frequentes associados ao estaleiro de ferro. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o armazém e a ferramentaria. dez requisitos que a carpintaria deverá possuir. pelo menos. • Identificar. pelo menos. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de cofragens. • Caracterizar a carpintaria.SM5 . oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. dez requisitos que o estaleiro de ferro deverá possuir. • Identificar. dez requisitos que o estaleiro de cofragens deverá possuir. pelo menos. pelo menos. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de ferro. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 5: Estaleiro de apoio à produção Fichas Temáticas: Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Temas: Armazém Ferramentaria Ficha de segurança do produto Circulação Carpintaria Cofragem Descofrante Estaleiro de ferro 2. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do armazém e da ferramentaria. • Listar. 3 Estaleiro de Apoio à Produção PlANo dE SESSÃo 1. 3.

5. 7. 80 min. 3. 4 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 5. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 90 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Material auxiliar para os formandos.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 . ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 6. 2. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 3 min. 4 min. Tempo acumulado 1. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 60 min. • 1 Tela. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. • 1 Computador. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 4. 20 min. 8. • 1 Videoprojector. • 1 secretária e 1 cadeira para formador.

6.º 92/57/CEE. Portaria 949-A/2006. IST/IDICT. Teixeira. 8. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 4. 2. 1996. 10. 1999. AECOPS. Filomena. Machado.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. 2000. 1996. IDICT. organização e coordenação para promover a segurança. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . Luís Fontes.Transpõe a directiva n. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. do Conselho. de 14 de Novembro .º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. IDICT. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . de 24 de Junho. L. Franco. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”.SM5 .º 441/91. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Transpõe para o direito interno a Directiva n.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. 5. Dias. 5 Estaleiro de Apoio à Produção doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 5 1. M. 3. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. Alves.Estabelece regras gerais de planeamento. Decreto-Lei n. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. Portaria 101/96 de 3 de Abril . que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. Maria. 9. “ Movimentação Manual de Cargas”. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . 7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

6. Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Centro de Formação. etc. máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente a andaime • Elaboração e preenchimento da lista de verificação de entivação de vala • Visita a obra com aplicação dos vários tipos de equipamentos de protecção colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Equipamentos de Protecção Colectiva SuBMódulo 6 Equipamentos de Protecção Colectiva duração: mínimo: 2 horas.SM6 . envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de um andaime. • Listar. • Caracterizar os diferentes tipos de redes. 3 Equipamentos de Protecção Colectiva PlANo dE SESSÃo 1. 3. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas as redes de segurança. • Listar os locais onde devem ser colocados os guarda-corpos. três requisitos que os guarda-corpos deverão possuir. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 6: Equipamento de Protecção Colectiva Fichas Temáticas: Guarda-Corpos Andaimes Redes de Segurança Entivação de valas Temas: Guarda-corpos Guardas Andaime Procedimentos de segurança Rede de segurança Entivação Protecção colectiva 2. pelo menos.SM6 . • Identificar situações de risco de soterramento. • Caracterizar entivação. • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. quatro causas de acidentes de trabalho em andaimes. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar os diferentes tipos de guardas-corpos. dois procedimentos de segurança para cada fase de preparação de montagem e recepção de materiais. • Reconhecer a importância da protecção colectiva. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar os guardas-corpos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pelo menos. • Listar. • Reconhecer as redes de segurança como uma medida de protecção colectiva. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar todos os constituintes de um andaime metálico.

• Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 . pelo menos. pelo menos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quatro medidas de prevenção associadas à entivação de valas. • 1 Computador. cinco requisitos que as redes de segurança deverão possuir. Listar. Identificar os diferentes tipos de entivação caracterizando cada uma delas. 4. 4 • • • • • • • • Identificar. pelo menos. duas características a todos os tipos de redes. • 1 Tela. 3 exemplos de redes para impedir a queda. Atribuir. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Videoprojector. Listar os cuidados a ter de modo a conservar as características das redes. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. pelo menos. Elaborar e preencher a lista de verificação de entivação de valas. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Listar todas as redes que limitam a queda. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Identificar.

3. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 6. 5 Equipamentos de Protecção Colectiva 5. 85 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Guarda-corpos Andaimes Redes de protecção Entivação de valas Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 20 min. Tempo acumulado 1. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 2. 105 min.SM6 . Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. 4. 8. 4 min. 5. 120 min. 3 min. 7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

“Segurança e Saúde no trabalho . 1999. 1996. organização e coordenação para promover a segurança. Dias. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . IDICT. IDICT 1996. 2003.Manual de Segurança no Estaleiro”. Cabral. Almedina. 6. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”.. IST/IDICT.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. “Construção Civil .Estabelece regras gerais de planeamento. 9. 2004. 8. “Segurança. L. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 7 Equipamentos de Protecção Colectiva doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 6 1. 5. de 24 de Junho. M. “Construção . 1996. Manuel.Qualidade e Segurança no Trabalho”. Alves. Fernando A. 2.Avaliação e Controlo de Riscos”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.Glossário”. M. IDICT.º 92/57/CEE. Rodrigues. Dias. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. Germano. 1998. Vida Económica. Roxo. 7. 10.SM6 . José. L. GONELHA. do Conselho. “Segurança na Construção . Alves. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 3. Luís Maldonado. Santos. 2006. IGT. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 4. 2ª edição. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. IDICT.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Equipamentos de Protecção Individual SuBMódulo 7 Equipamentos de Protecção Individual duração: mínimo: 3 horas. o maior número de EPI (Equipamento de Protecção Individual) de forma a poderem manusear os mesmos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc. envolvente. na sala de formação. Centro de Formação. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações de todos os EPI mencionados • Disponibilizar aos formandos.SM7 . máximo: 6 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar a lista de verificações para EPI. luvas. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. 3. calçado Poluição 2. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Viseira Vestuário. as situações de trabalho em que a utilização do capacete é imprescindível. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 7: Equipamentos de Protecção Individual Fichas Temáticas: Protecção da Cabeça Protecção dos Ouvidos Protecção dos Olhos Protecção das Vias Respiratórias Protecção das Mãos Protecção dos Pés Protecção do Corpo Temas: Capacete Protectores auditivos Óculos. • Identificar o risco de exposição às poeiras. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Reconhecer a necessidade da utilização de protecção para as mãos. • Identificar os elementos que compõem um calçado. • Reconhecer as informações que devem constar nas embalagens dos vários EPI. • Identificar viseira.SM7 . 3 Equipamentos de Protecção Individual PlANo dE SESSÃo 1. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Reconhecer as diversas categorias de protecção que o calçado oferece. • Identificar a necessidade de protecção do corpo. • Definir capacete. • Caracterizar o ruído. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar. dando pelo menos um exemplo. • Elaborar o plano de protecções individuais em estaleiro de obra. • Determinar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI.

dois requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção do corpo. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 Computador. 4. • Material auxiliar para os formandos. Enumerar. quatro factores a ter em conta na aquisição de protectores auditivos. Enumerar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção do corpo. pelo menos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . pelo menos. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 4 • • • • • • • • • • • • • • • • Identificar os dois tipos de capacetes. • 1 Tela. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Videoprojector. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção das vias respiratórias. pelo menos. Listar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos pés. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos olhos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de todos os EPI mencionados. Enumerar. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos pés. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. quatro requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos olhos. Enumerar. Enumerar todos os tipos de protecção das mãos. Identificar. quatro requisitos/exigências que os capacetes deverão possuir. Listar cinco requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das mãos.Equipamentos de Protecção Individual SM7 . Identificar quais os equipamentos que reduzem a exposição ao ruído. Identificar todos os tipos de protectores auditivos. pelo menos.

5. 4 min. Tempo acumulado 1. 4. 7. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 20 min. 180 min. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 140 min.SM7 . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. Avaliação Oral - 4 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 5 Equipamentos de Protecção Individual 5. 2. 3 min. 6. 8. 3. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. 160 min.

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com vista a preservar a saúde e a segurança dos seus utilizadores. Alberto. 10. com vista a preservar a saúde e segurança dos seus utilizadores. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. CEAC. 2004. Rodrigues.Avaliação e Controlo de Riscos”. 2ª edição. 7 Equipamentos de Protecção Individual doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 7 1.Glossário”.º 128/93 de 22 de Abril .º 139/95 de 14 de Junho . Portaria 101/96 de 3 de Abril . AECOPS.Lista de normas harmonizadas a observar pelos equipamentos de protecção individual. Vida Económica. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1996. de 24 de Junho. Decreto-Lei n.º 22714/03 de 21 de Novembro .Estabelece as exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelos equipamentos de protecção individual. 2. Gerardo. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.Manual de Segurança no Estaleiro”. IDICT. Despacho n. 6. 14. Porto Editora. 4. “Construção Civil . 1996. Decreto-Lei n. 2006. Luís Fontes. IDICT.º 92/57/CEE. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Almedina.SM7 . Luís Maldonado.Estabelece regras gerais de planeamento. GONELHA. 1974. “Segurança na Construção . Manuel. Germano. Decreto-Lei n. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 3. 1996. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. “Segurança e Saúde no trabalho . González.Altera o Decreto-Lei 128/93 de 22 de Abril. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. 8. 1999. 2006. Miguel. 5. 7. organização e coordenação para promover a segurança.º 348/93 de 1 de Outubro . Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Roxo. 12.Prescrições mínimas em termos de saúde e de segurança dos trabalhadores na utilização de EPI. 13. “Segurança. do Conselho. 11.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 9. IDICT. Machado. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”.

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8. Funções em Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 8 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente. Centro de Formação. 1 Funções em Estaleiro de Obra SuBMódulo 8 Funções em Estaleiro de obra duração: mínimo: 4 horas. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra • Visita a um estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM8 . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

4. cada formando deverá estar apto a: • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra. • Caracterizar os principais riscos nas funções de produção em obra. a função de técnico de segurança. • Caracterizar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. indicando 5 regras de actuação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra que devem ser apresentados. • Definir. 3. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. • Seleccionar 2 funções em obra e listar as regras de actuação para as mesmas. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 8: Funções em Estaleiro de Obra Fichas Temáticas: Funções de Direcção de Obra e Apoio Funções de Produção em Obra Temas: Director de Obra Técnico de Obra Técnico de Segurança Funções 2. indicando 3 regras de actuação. • Definir. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. 3 Funções em Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1.SM8 . indicando 4 regras de actuação. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Definir. a função de Director de obra. a função de técnico de obra.

1 Computador. Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 7. 240 min. Material auxiliar para os formandos. 8. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 205 min. 5. 1 Videoprojector. Tempo acumulado 1. 1 Tela. 2 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Funções de direcção de obra e apoio Funções de produção em obra Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 • • • • • • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. 15 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 3 min.Equipamentos de Protecção Colectiva SM8 . 2. 220 min. 3. 4. 3 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 6.

1989. 1996. Decreto-Lei n. Francisco. Lucas. “Organização do Estaleiro”.Manual de Segurança no Estaleiro”. IDICT. LNEC.º 26/94 de 1 de Fevereiro . 9.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. 2. 1971. 3. “Construção Civil . 1971. IDICT. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Higiene e Saúde no Trabalho. 6. IDICT. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Fonseca. AECOPS. 5. Dressel. Silva. Dressel.Transpõe para o direito interno a Directiva n. 1996. 1998. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. IDICT. Neves da. 5 Funções em Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 8 1. Gerhard.SM8 .Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança. 1996. Gerhard. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A. LNEC. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 4. 7.

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9. Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc. Centro de Formação. 1 Movimentação de Terras e Escavações SuBMódulo 9 Movimentação de Terras e Escavações duração: mínimo: 1 hora. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de movimentação de terras ou escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente.SM9 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Definir combustíveis e lubrificantes. • Definir materiais de escavação. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar movimentação de terras. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 9: Movimentação de Terras e Escavações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Movimentação de terras Escavações Materiais de construção 2. pelo menos. • Reconhecer os diferentes tipos de transporte para terras. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Listar. 3. • Listar. sete riscos associados ao trabalho de movimentação de terras e escavações. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de movimentação de terras e escavações. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as principais operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Definir escavação. pelo menos. três tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. • Reconhecer as variáveis que influenciam quais os meios de entivação ou escoramento a aplicar. • Definir infra-estruturas enterradas.SM9 . pelo menos. • Listar. • Identificar os três grupos de materiais ou produtos associados presentes em trabalhos de movimentação de terras. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. seis riscos frequentes em estaleiros relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações. 3 Movimentação de Terras e Escavações PlANo dE SESSÃo 1. • Identificar.

dez medidas de prevenção relacionadas com o processo construtivo e equipamento utilizado em trabalhos de movimentações de terras e escavações. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Tela. • 1 Computador. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 • • Listar.Movimentação de Terras e Escavações SM9 . 4. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos. • 1 Videoprojector. Elaborar e preencher uma ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. pelo menos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.

Tempo acumulado 1. 6. 7. 50 min. 2 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Máquinas de movimentação de terras) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 2. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 15 min. 5 Movimentação de Terras e Escavações 5. 35 min. 60 min. 3. 5. 3 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 4. Avaliação oral 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM9 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

2ª edição. “Construção Civil . 6.SM9 . GONELHA. Gerhard. Dressel. 2006. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Luís Maldonado. IDICT. 5. 1996. Lucas. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . 8. 7. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. IDICT.Manual de Segurança no Estaleiro”. CEAC. IDICT. 7 Movimentação de Terras e Escavações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 9 1. IDICT. Gerardo.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. 3. LNEC. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 1996. 1974. Azevedo. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Vida Económica. 1996. Luís. 2. 1971. “Segurança. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 4. Francisco. “Riscos de Soterramento na Construção”.Transpõe para o direito interno a Directiva n. González. 1996.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

10. Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de escavação em fundações directas • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de execução de fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Fundações SuBMódulo 10 Fundações duração: mínimo: 1 hora. etc.SM10 . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação. envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Definir fundação. cinco riscos mais frequentes em trabalhos de execução de sapatas de fundação. • Reconhecer. 3. oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de movimentação de terras e escavações. 3 Fundações PlANo dE SESSÃo 1. • Enunciar e definir todas as actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. • Reconhecer os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas.SM10 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Enunciar. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de escavação de fundações directas. pelo menos. pelo menos. com elaboração de um esquema. • Enunciar os três factores que determinam a escolha do tipo de fundação. • Identificar e caracterizar a retroescavadora como equipamento presente em trabalhos de fundações directas. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar as actividades correspondentes à execução de fundações directas. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 10: Fundações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Fundação Escavação Betão Riscos 2. cada formando deverá estar apto a: • Distinguir. • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas. • Listar. • Identificar os diferentes tipos de sapatas de fundação. fundação directa de indirecta.

• Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 4 • • Enunciar. • 1 Computador. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Material auxiliar para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. pelo menos. • 1 Videoprojector. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de execução de fundações directas.Fundações SM10 . 4. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Tela.

3. 7. Equipamentos Interrogativo (Máquinas de fundações directas) e expositivo Materiais Métodos Sínteses intermédias Activos a seleccionar Avaliação pelo Formador Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão 35 min. Tempo acumulado 1. Expositivo - - 10 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto - 3 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min.SM10 . 2. 50 min. 15 min. Avaliação oral 8. 5. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 2 min. 4. 3 min. 60 min. 2 min. 6. 5 Fundações 5. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Dressel. IDICT. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. GONELHA. Gerhard. IDICT. González. 2. 1971. “Construção Civil . 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Vida Económica. 1996. 2006. 7 Fundações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 10 1. Decreto-Lei n. “Segurança.Manual de Segurança no Estaleiro”. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Luís Maldonado. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”.º 273/2003. 9.SM10 . 3. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 2ª edição. 1996. 5. Lucas. LNEC. IDICT. “Riscos de Soterramento na Construção”. Francisco. CEAC. 1974. 7. IDICT. de 29 de Outubro. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. Gerardo. Luís. 6. 1996. 4. 1996. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Azevedo.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

11. Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Centro de Formação.SM11 . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. 1 Estruturas SuBMódulo 11 Estruturas duração: mínimo: 1 hora. envolvente. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos utilizados na escavação de estruturas em betão armado • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Enunciar. • Listar. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios.SM11 . oito medidas de prevenção. • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. • Enunciar. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. pelo menos. oito medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. 3. • Reconhecer e definir os principais elementos estruturais em edificações. • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. • Conhecer os constituintes do betão armado. pelo menos. • Identificar. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. adequadas ao processo construtivo e equipamento utilizado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Definir “estrutura resistente”. areia e brita. pelo menos. seis riscos mais frequentes em estaleiro relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. pelo menos. adequadas às condicionantes do local. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Diferenciar e definir betão. • Enunciar. 3 Estruturas PlANo dE SESSÃo 1. cimento. dois equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 11: Estruturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Betão Betão armado Estrutura Riscos 2. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado.

7.Estruturas SM11 . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 4 4. • 1 Videoprojector. 2 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 15 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Material auxiliar para os formandos. 6. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 50 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 3 min. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4. Avaliação oral 8. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 5. 35 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de estruturas em betão armado) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Computador. 5. 3. 2. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Tela. 60 min. Tempo acumulado 1.

LNEC. 7 Estruturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 11 1. 3. Lucas. 1971. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 6. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Gerhard. “Construção Civil .º 273/2003. Francisco. Azevedo. Vida Económica.SM11 . “Segurança. IDICT. 4. 5. 8. Decreto-Lei n. Dressel. 1996. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Manual de Segurança no Estaleiro”. IDICT. IDICT. IDICT. de 29 de Outubro. GONELHA. 2006. “Riscos de Soterramento na Construção”. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 7. 2ª edição. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Luís. 1996. 1996. 1996. 2. Luís Maldonado.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .12.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. etc. 1 Alvenarias SuBMódulo 12 Alvenarias duração: mínimo: 1 hora. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM12 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Definir alvenaria. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. pelo menos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. pelo menos. pelo menos. • Identificar. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. • Listar. • Enunciar. relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Definir argamassa. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. 3.SM12 . • Enunciar. dez medidas de prevenção. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 12: Alvenarias Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Alvenarias Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. pelo menos. seis riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. três equipamentos presentes na execução de alvenarias. 3 Alvenarias PlANo dE SESSÃo 1. ajustadas aos condicionalismos do local. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. • Enunciar. pelo menos.

Alvenarias SM12 . Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 2. 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 3 min. 7. 60 min. Avaliação oral 8. 35 min. • Material auxiliar para os formandos. 15 min. 4. 4 4. • 1 Tela. • 1 Computador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 50 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 3. 5. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Videoprojector. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Tempo acumulado 1. 2 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 6. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de alvenarias de tijolo cerâmico) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min.

5.º 273/2003. IDICT. Editora Lusófona. 1974. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”.Manual de Segurança no Estaleiro”. Vida Económica. 12. Luís. 1998. González. LNEC. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1996. 11. Freitas. Gerhard. “Segurança.º 128/93 de 22 de Abril. António “Concepção de Locais de Trabalho”. Abel. IDICT. Conservação. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”.Construção. IDICT. 8. 7. Pinto. 10. Decreto-Lei n. Lucas. Francisco. Fonseca. CEAC. 1996.SM12 . 5 Alvenarias doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 12 1. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.º 348/93 de 1 de Outubro. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Dressel. 2ª edição. Luís Maldonado. 6. 13. Sílabo. Volume 2. “Manual de Segurança . 4. Restauro de Edifícios”. 2. “Gestão de Segurança”. de 29 de Outubro. 1971. 2006. Gerardo. 3. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 9. IDICT. “Construção Civil . Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. GONELHA. 1996. 2006. 2004.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .13.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

etc. 1 Coberturas SuBMódulo 13 Coberturas duração: mínimo: 1 hora. Centro de Formação. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente.SM13 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar coberturas horizontais e coberturas inclinadas. • Enumerar. • Reconhecer os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. • Identificar todas as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. • Enunciar. relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas. • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais.SM13 . oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. 3 Coberturas PlANo dE SESSÃo 1. pelo menos. pelo menos. quatro requisitos para as medidas de prevenção. pelo menos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 13: Coberturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Cobertura Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. • Enumerar. quatro riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas. no que diz respeito a aplicação telhas cerâmicas. cinco riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de coberturas. ajustadas aos condicionalismos do local processo construtivo e equipamentos. • Listar o processo de fixação das telhas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Enunciar três medidas de prevenção. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. cada formando deverá estar apto a: • Identificar a função da cobertura. • Listar as ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura.

ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 2 min. • Material auxiliar para os formandos. • 1 Videoprojector. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Avaliação oral 8. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. • 1 Tela. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 4. 5. 2. 3.Coberturas SM13 . 4 4. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 60 min. • 1 Computador. 50 min. 35 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de coberturas em madeira) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 15 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 7. Tempo acumulado 1. 3 min. 6. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 5.

Luís. Fonseca. 1993. IDICT. 14. IDICT. 6. Paz. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 2006. IST/IDICT. Freitas.Manual de Segurança no Estaleiro”. 15. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. L. EPGE. 11. González. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. “Construção Civil . Alberto. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 10. Cabral. 2006. M. Luís Maldonado. 12. 1974.Qualidade e Segurança no Trabalho”. 1998. Branco. 1996. Sílabo. 2004. CEAC. EPGE. GONELHA. 8. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. LNEC. 1996. Editora Lusófona. Restauro de Edifícios”. 2006.º 273/2003. “Segurança. 1998. 2ª edição. M. IDICT. 5 Coberturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 13 1. Vida Económica. Decreto-Lei n. Alves. de 29 de Outubro. IDICT 1996. Dias. 2. 4. Dias. Fernando. Dressel. Gerhard. Alves. “Gestão de Segurança”. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. “Construção . 7. “Manual de Segurança .SM13 . higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Volume 2. 9. IDICT. 5.Construção. Miguel. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Abel. Porto Editora. 1996. Nunes. L. Fernando A . 16. António “Concepção de Locais de Trabalho”. “Segurança e Higiene do Trabalho”. 13. Pinto. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Gerardo. Conservação. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 3. 1971. 2006.

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Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM14 . etc. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Revestimentos SuBMódulo 14 Revestimentos duração: mínimo: 1 hora. Centro de Formação. envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Caracterizar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. quatro medidas de prevenção. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem em trabalhos de pinturas. • Listar. no que diz respeito ao processo construtivo e equipamento utilizado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Listar. pelo menos. • Listar as tarefas inerentes à execução do revestimento. 3 Revestimentos PlANo dE SESSÃo 1. pelo menos. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 14: Revestimentos Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Revestimento Riscos Medidas prevenção 2. seis medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimentos por pintura. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. em pedra e por pintura em edifícios. • Enumerar todos os riscos associados ao processo de revestimento de um edifício. 3.SM14 . • Identificar. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. ajustadas aos condicionalismos do local. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. em madeira. pelo menos. • Enumerar. cada formando deverá estar apto a: • Definir revestimento.

2 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. • 1 Videoprojector. 4 4. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 15 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 7. 60 min. 5. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6. 2. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de revestimentos por pintura) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 3 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • Material auxiliar para os formandos.Revestimentos SM14 . Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4. 50 min. 3. • 1 Tela. 5. Tempo acumulado 1. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 35 min. • 1 Computador. Avaliação oral 8. • 1 secretária e 1 cadeira para formador.

Gerardo.Manual de Segurança no Estaleiro”. Editora Lusófona. Luís. 7. 3. IDICT. Fernando. Fernando A . 2006. 2006. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5. 1974. Alves. Alberto. EPGE. Paz. 11. 4. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. EPGE. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. CEAC. IDICT. de 29 de Outubro. 9. 8. 1996. M. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. 10. 2. Porto Editora. González. “Segurança e Higiene do Trabalho”. “Construção Civil . 1998. Freitas. IDICT. Cabral. 2006. Branco. 6. Volume 2. Dias. “Gestão de Segurança”. 1996. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Decreto-Lei n. 5 Revestimentos doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 14 1. IDICT 1996.SM14 . “Construção .º 273/2003. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. Nunes. Miguel. 1993. L.Qualidade e Segurança no Trabalho”. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”.

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Agradecimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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Quinta de S. C/v Dta.teleformar.pt www. 27ª. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. Segurança e Ambiente. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel. Porém. Finalmente.lourenco. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes. a pesquisa.ceifa-ambiente. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco.3@sapo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos.net www. lda Centro de Estudos.cinelformacao. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente. 27.net www. a coordenação técnico-pedagógica. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar.net Avaliador externo: Teleformar. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente. Tomé. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. 1350-038 LISBOA Tel. bem como todos os colaboradores externos que. lda Urb. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. directa ou indirectamente. 68. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade. com o seu profissionalismo e dedicação. 10 2925-579 AZEITÃO Tel.

Agradecimentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. co-financiado pelo Estado Português . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 1 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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CINEL .Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Caroline Cabral José Paulo Palhas Lourenço Teleformar.pt • www.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Março de 2008 500 exemplares. 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC .Arquitectura e Construção 862 .M1 . através do Fundo Social Europeu.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . por escrito. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.cenfic.Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC . co-financiado pelo Estado Português . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). do IEFP . Prior Velho.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic. Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando 580 . Lda.

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3 Ícones Actividades/Avaliação Documentação de Referência/Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .M1 .

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Índice CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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11 M1 . 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos.1.3.2.2.3.2.3. Portaria e controlo de acessos Escritórios de apoio Posto de socorros Actividades/avaliação AV 2 SM 3 FT 8 FT 9 FT 10 AV 3 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Instalações Administrativas 3.2. Actividades/avaliação M1 .1. Sinalização 2. 27 1. Actividades/avaliação AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 FT 6 FT 7 3.3. 23 M1 . 19 M1 .3. Parqueamento de viaturas 2. Parqueamento 2.M1 .3.1. Infra-estruturas técnicas provisórias 1. Sinalização de emergência 2. Rede de gás 1.1.1.2. 15 M1 . duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação • Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar M1 .3. Rede de esgotos 1. Condicionalismos existentes no local 1.4.4.3. Vias de circulação rodoviária 2. 25 M1 . Parqueamento de equipamentos 2.1. 28 SM 1 FT 1 FT 2 FT 3 2. 3. 24 M1 .4. 21 M1 . Sinalização rodoviária 2.2.5.4. 26 M1 .4. Instalação eléctrica 1. 21 M1 . 3. 25 M1 .3. Estaleiro de obra 1. 3.3. 25 M1 . Delimitação do estaleiro 1. 24 M1 .4. Rede de águas 1. Vias de circulação pedonal 2. Sinalização segurança no trabalho 2. 21 M1 . Caminhos de Circulação 2.3.4.

8. 5. Equipamentos de Protecção Individual 7.3. Guarda-corpos 6. Funções de direcção de obra e apoio 8. Instalações Sociais 4.3.2. Andaimes 6.Índice M1 . Equipamentos de movimentação de terras e escavações 9. Equipamentos de Protecção Colectiva 6. 5.7.5. Actividades/avaliação 9.3.5.4. 8 SM 4 FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 FT 14 FT 15 FT 16 AV 5 SM 6 FT 17 FT 18 FT 19 FT 20 AV 6 SM 7 FT 21 FT 22 FT 23 FT 24 FT 25 FT 26 FT 27 AV 7 SM 8 FT 28 FT 29 AV 8 SM 9 FT 30 FT 31 AV 9 SM 10 FT 32 FT 33 AV 10 SM 11 FT 34 FT 35 AV 11 4.1. 7. Refeitório e cozinha 4. Equipamentos 10. Movimentação de Terras e Escavações 9. Redes de segurança 6. 7. Actividades/avaliação 11. Estaleiro de Apoio à Produção 5.2. Materiais 11.2. 7.5.1.4.4. Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Actividades/avaliação 8.3. Actividades/avaliação 7. Entivação de valas 6.3.1. 5. Estruturas 11. Dormitório e instalações sanitárias 4.1. 7. Materiais 10.2. Materiais 9.2. Actividades/avaliação 5.2.6. 7.3. Funções em Estaleiro e obra 8. Equipamentos 11.1.1. 7.3. Actividades/avaliação Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Actividades/avaliação 6. 5. Funções de produção em obra 8.2.2.1.1. Fundações 10. 7.3. Actividades/avaliação 10.

Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: SM 12 FT 36 FT 37 AV 12 SM 13 FT 38 FT 39 AV 13 SM 14 FT 40 FT 41 AV 14 A A1 A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .3.2.3. Actividades/avaliação 14.4. Actividades/avaliação 13.textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 15.1.3.2. Revestimentos 14. Actividades/avaliação 15. Anexos 15.2.1. Glossário 15. Equipamentos 12. Coberturas 13.3.1. Alvenarias 12. Legislação 15.2. Materiais 12. Equipamentos 13. 9 Índice 12.M1 . Materiais 14. Equipamentos 14. Materiais 13.1.

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Apresentação do Projecto CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Pelos erros de conteúdo. Concluída a fase de concepção.M1 . Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. apesar CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. Ambiente e Sustentabilidade 5. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. Como em qualquer trabalho desta natureza. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. em suporte papel e digital. CD-ROM Multimédia 4. do Programa Operacional Emprego. no âmbito da Segurança. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. Videograma 9. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem.2 – Recursos Didácticos. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. a distância ou tutoradas na empresa. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada.2. tais como sessões presenciais. Qualidade e Ambiente. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. Estes recursos. aos contextos de aplicação. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. entre si e com outros materiais neles referenciados. embora podendo ser explorados autonomamente. que.2. grafia ou outros. porém. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). em múltiplos contextos. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7.

Apresentação do Projecto M1 . agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho. porventura tenham passado. 14 disso.

Ficha Ambiental CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

sempre que possível. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e.M1 . Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. tinteiros. deve ser reciclado a 100%. Consumíveis: antes de deitar fora. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. Caso seja. adira. frente e verso.) e muitos outros materiais (papel. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. apenas quando necessário. scanner. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). computadores. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. formatação. • Impresso em ambas as faces do papel que. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. projector de vídeo. Ao fazê-lo. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . formador. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. vai utilizar para além deste guia. imprima em papel já utilizado. • Em alternativa. etc. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. Cada um de nós. em suporte de papel. entre outros). No caso de um rascunho. discos graváveis. consumir o mínimo de papel e tinta. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. ao mesmo tempo. água. se possível. • Imprima. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. formando. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. por exemplo. durante e depois da acção de formação. equipamentos periféricos (impressora. instituição formadora. sem perda de qualidade gráfica. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado.

gov). Esteja atento(a). • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? . troca.por exemplo. • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos. os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Tel.: 21 415 51 31. Equipamentos: antes de comprar.Ficha Ambiental M1 .com). 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. informe-se junto da AMBICARE (www. lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto.por exemplo: programa de recolha do produto.www. entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio. verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!). a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis. troca. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Existem campanhas similares de outras organizações. reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR .ambicare. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores.energystar.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Infelizmente. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente. As quedas em altura. permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST). para não falar no sofrimento humano. são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores. portanto. tendo em conta as precauções existentes. são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que. continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. nem tão pouco. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE. ao longo dos anos. a avaliação da extensão dos riscos conexos. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos. nomeadamente de andaimes. trabalhadores e donos de obra. Embora. um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano. figuram entre os maiores CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em Portugal. no ambiente de trabalho. à mão-de-obra.M1 . • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa. como intervenientes em obra. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e. juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra.

• 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro. 22 • problemas.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . vítimas de doenças relacionadas com o amianto. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV. • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina. nomeadamente silicose. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). • 600. . Durante a construção do Canal da Mancha. aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. Esses sintomas podem incluir perda de memória. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos. A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. tais como óleos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção. podem provocar dificuldades respiratórias. • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%).o dobro da média de outros Sectores. tais como mesotelioma e amiantose. foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. tais como os éteres e esteres de glicol). os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. tais como a areia. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. na fase de concepção do projecto e da preparação de obra. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). Cerca de 1.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano. isto é. fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais.

cansaço e outros sintomas. provocar náuseas. evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. cefaleias. chefias e direcções das empresas do Sector. Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares. além da formação sempre necessária a trabalhadores. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. pode provocar disfunções do sistema nervoso central. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal. possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis). O presente recurso irá benefeciar as empresas.M1 . são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais. obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. tais como berbequins e martelos pneumáticos. pelo número de trabalhadores. através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático. veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo. empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos.

• Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. coordenação. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. em diferentes momentos. • Técnico de Desenho de Construção Civil. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. gestão da segurança. projectistas. • Técnico de Medições e Orçamentos. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências. outros técnicos do Sector. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. arquitectos. Considerando as competências visadas. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . em contexto de formação ou trabalho. 24 CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. os formandos de cursos de nível 3. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. ser explorado em sessões de formação de nível 2. • Técnico de Topografia. por parte de engenheiros.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . e sem prejuízo das profissões tradicionais. preferencialmente.º Ano de Escolaridade. fiscalização. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. no entanto.

Qualidade e Ambiente. Este Módulo não confere. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. PRé-REQuISIToS. Sugere-se. pelo menos. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. com durações variáveis. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. Este recurso pode inserir-se.M1 . se ministrado autonomamente. entre outros. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. os domínios da Segurança. não obstante.º ano de escolaridade. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo • Encarregados e outros técnicos do Sector. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. • Estar a frequentar um curso de nível 3. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. qualquer nível de qualificação. embora se recomende que os aprendentes respeitem. • Possuir o 9.

num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. caminhos de circulação.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional. sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação. baseado nas actividades mais significativas. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. Estaleiro de Apoio à Produção 6. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos. Equipamentos de Protecção Colectiva 7. 26 IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra. bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. Estaleiro de Obra 2. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. exploração e desmobilização destas instalações. Os pré-requisitos. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho. traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. Caminhos de Circulação 3. Equipamentos de Protecção Individual Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quer em contexto de formação quer de trabalho. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. Instalações Administrativas 4. Enquadramento do Módulo 1. integrados em contexto de estaleiro de obra. científico-tecnológica e prática. …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra. Instalações Sociais 5. instalações administrativas.

13. Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos Enquadramento do Módulo Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas Instalações em Estaleiro de Obra Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção Equipamentos de Protecção Colectiva Movimentação de Terras Fundações Equipamentos de Protecção Individual Estruturas Alvenarias Coberturas Funções em Estaleiro de Obra Revestimentos Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Nota: todas as palavras a vermelho ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. 10. 11. 15. 14. 9. 12.M1 . 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção. 4. os seus riscos e medidas preventivas. 9. • Bloco de notas e caneta. a hierarquização dos riscos em obra. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra. Compreender e aplicar. 2. 3. 2. • Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. 28 oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar. 3. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra. respectivos riscos e medidas preventivas. através de exemplos. profissões. Caracterizar as funções presentes em obra. 5. Analisar os riscos associados aos processos construtivos. 8. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados. Identificar os principais processos construtivos. Identificar as fases principais dos processos construtivos. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra. bem como os respectivos riscos associados. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra. equipamentos e materiais. • Computador e aplicação interactiva. 7. 6.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Guia de Aprendizagem. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função.

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

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SM1 Estaleiro de Obra 1. 2.edp. GloSSÁRIo • Estaleiro de obra • Condicionalismos • Vedação • Infra-estruturas técnicas provisórias 5.pt • www. serviços afectados. possibilitará rentabilizar os meios a disponibilizar em estaleiro na medida em que obrigará à necessidade de planear a obra. serão introduzidos conceitos como estaleiro temporário ou móvel. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. desde a fase de mobilização de meios até à desmobilização final com a conclusão da empreitada. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar e caracterizar o estaleiro de obra relativamente aos condicionalismos existentes para a sua implantação.iambiente. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.epal.pt • http://dre. a materialização da delimitação física do estaleiro e as infra-estruturas técnicas necessárias ao normal funcionamento de todas as actividades presentes ao longo do processo construtivo. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir.telecom.pt • www.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . FICHAS TEMÁTICAS • Condicionalismos existentes no local • Delimitação do estaleiro • Infra-estruturas técnicas provisórias 4. Assim.pt • www.cm-lisboa.pt • www. SABER MAIS • www. delimitação e infra-estruturas técnicas afectas ao estaleiro de obra. 3. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.

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• Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. PAlAVRA-CHAVE • Condicionalismos • Estaleiro de Obra • Infra-estruturas • Estruturas confinantes • Acessos GloSSÁRIo Estaleiro de obra. que venham a ser identificados. A Entidade Executante deverá estabelecer um conjunto de medidas de prevenção adequadas aos riscos eventualmente originados pelos referidos condicionalismos. documentos genéricos carecendo de correcções ou adaptações em questão de pormenor. constitui uma medida de prevenção de acidentes muito importante que se irá reflectir ao longo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Condicionalismos Existentes no Local 1. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário. Plano de Segurança e Saúde. de acordo com as condições do local de implantação do estaleiro. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. que possam ter influência nas condições de segurança no trabalho em estaleiro de obra. muitas vezes. Infra-estruturas técnicas. o formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. salientam-se os seguintes condicionalismos: • • • Infra-estruturas aéreas e enterradas. • Identificar as infra-estruturas públicas aéreas e enterradas.1. No reconhecimento a efectuar ao local da obra deverão ser analisados os condicionalismos locais relevantes para a sua implantação. Os projectos de implantação do estaleiro são. Entidade executante.FT1 . CoNdICIoNAlISMoS ExISTENTES No loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Entre outros aspectos que a localização do estaleiro venha a colocar. O ajuste do projecto de implantação do estaleiro de obra às condições objectivas.

de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes.Condicionalismos Existentes no Local FT1 . • Conhecer qual o regime de ventos do local do obra. se justifica que imediatamente antes de se iniciarem os trabalhos de mobilização de meios. • Rede de esgotos domésticos e pluviais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. • Saber se existem linhas de água na envolvente. • Rede telefónica. Constitui. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. • Rede de distribuição de energia eléctrica. verificando no local os condicionalismos que possam condicionar a implantação dos meios a disponibilizar em obra. • Rede de gás. possa pôr em risco a segurança do estaleiro. • Identificar o traçado das vias. de um modo estruturado. além disso. 2 de toda a fase de execução. que em caso de pluviosidade intensa. Por tal motivo. nomeadamente: • Rede de águas. a última oportunidade para incluir. as medidas de prevenção integrada preconizadas no “Plano de Segurança e Saúde” a desenvolver para a fase de obra. As acções aconselhadas são meramente exemplificativas e não exaustivas pelo que deverão ser ajustadas à realidade concreta de cada situação de obra.1: Estaleiro de Obra Acções Aconselhadas Durante a fase de implantação do estaleiro de obra deverão ser verificados os seguintes aspectos relacionados com a sua funcionalidade e as condições de segurança: • Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. • Conhecer qual o regime pluviométrico do local. Figura 1. ou alterar. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). se efectue um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro.

Figura 1. identificar e referenciar as possíveis árvores a cortar (solicitar autorização para corte junto da fiscalização da obra). Identificar a zona envolvente relativamente à utilização das edificações existentes. que são mantidas desimpedidas.FT1 . Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos. Saber se existe recolha de resíduos sólidos urbanos. e qual a periodicidade com que é feita a sua recolha. exemplo queda de objectos em altura. para que possam funcionar como vias de emergência.2: Mobilização de Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Levantamento de árvores e vegetação na envolvente ao local de implantação. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada. 3 Condicionalismos Existentes no Local • • • • • • • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. Ser estudada uma rede de vias prioritárias. Levantamento dos aterros e operadores licenciados para as operações de gestão de resíduos de obra.

) Relevo Terrenos agrícolas Afogamento Afundamento Atolamento de máquinas Capotamento de máquinas Culturas Desabamentos Deslizamento ou aluimento Despenhadeiros Inundações Produtos químicos Quedas a nível diferente Subida dos níveis freáticos Vedações INTERfERêNCIAS COM INfRA-ESTRUTURAS Proximidade de linhas aéreas de electricidade Proximidade de redes subterrâneas de electricidade Proximidade de linhas aéreas de telefones Proximidade de redes subter-râneas de telefones Proximidade de redes de águas Proximidade de redes de esgotos Proximidade de oleodutos e gasodutos Acidente eléctrico/Queimaduras Incêndio Corte de comunicações Electrocussão Rotura de condutas/Inundações Desabamentos Intoxicações/Infecções Rotura de condutas Explosão/Projecção de objectos Intoxicação/Asfixia CRUzAMENTOS/TRAVESSIAS Linhas eléctricas Caminhos-de-ferro Linhas/Cursos de água Edifícios/habitações/muros Acidente eléctrico/Queimaduras Catenárias (indução e electrocus-são) Atropelamentos Afogamento/Afundamento Subida dos níveis freáticos Inundações Afogamento Deslizamento/aluimento de terras Capotamento de máquinas Transposição de edifícios Quedas de altura Desmoronamento Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento na proximidade de linhas de caminho de ferro Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Estudo do relevo Procedimento medidas de salvamento aquático Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Procedimento trabalhos em cobertura de edifícios Procedimento nos trabalhos na vizinhança de ins-talações eléctricas em tensão Procedimento no cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento em interferência com redes eléctricas subterrâneas Procedimento no cruzamento/travessia de obstáculos Procedimento em Interferência com redes telefónicas Procedimento em Interferência com redes de águas Procedimento em Interferência com redes de esgotos Procedimento em interferência com oleodutos e gasodutos Procedimentos no cruzamento e travessia de obstáculos Reconhecimento/estudo preliminar geotécnico da natureza do solo Ancoragem de taludes Eliminação de elementos instáveis Colocar sinalização e demarcar a zona Delimitação e acessos ao estaleiro Colocar sinalização e demarcar a zona Definir zonas de circulação Solicitar autorizações legais Criar trajectos alternativos O RISCOS/SITUAÇÕES PERIGOSAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E .ESTALEIRO O . 4 CONDICIONALISMOS EXISTENTES NO LOCAL RECONHECIMENTO Obra: E LOCALIzAÇÃO DA ObRA/ESTALEIRO Estradas e Acessos Deterioração Desabamentos Zonas de acidentes frequentes Zonas de trânsito congestionado Restrições de circulação GEOLOGIA Geologia (solo.Condicionalismos Existentes no Local FT1 . subsolo. lençóis de água. poços. etc.OBRA Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os diferentes tipos de vedação de obra. porque enferruja-se e deteriora-se com facilidade. há necessidade por vezes de ocupar passeios públicos ou parte de arruamentos. dElIMITAÇÃo do ESTAlEIRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática.2. Acidente. Esta vedação. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. pelo que estará associada a sua implantação à localização da portaria e respectivo controlo de acessos à obra. No que diz respeito aos portões. pelo que se deverá obter junto dos organismos competentes as respectivas licenças de ocupação. A vedação poderá ser em rede. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá ter. estes deverão ter uma largura suficiente de modo a não dificultarem ou impedirem a passagem de qualquer veículo (ter em atenção as viaturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Via pública. apresentando com o tempo “pontas” metálicas muitas vezes perigosas. sendo recomendado o uso de tapumes com a altura mínima de 2.0m nos limites adjacentes a passeios ou caminhos de peões. opaca ou não. Não é recomendado o uso de malhasol como elemento de vedação. painel de rede amovível ou tapume metálico. Esta protecção de obra deve ter a altura necessária para garantir a privacidade pretendida durante a execução dos trabalhos. 1 Delimitação do Estaleiro 1. PAlAVRA-CHAVE • Vedação de obra • Malhasol • Tapume • Portaria • Controlo de acessos GloSSÁRIo Vedação de obra. este orienta a circulação das pessoas e garante-lhes a devida segurança contra o risco de queda de qualquer ferramenta ou material. Sinalização. que isola a zona de intervenção do exterior. constituir aviso da existência de um obstáculo. de modo a. A cor das vedações deverá ser suficientemente contrastante com o meio ambiente. sobretudo em zonas de grande movimento de peões. A vedação de obra é uma protecção. A vedação deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e viaturas. garantindo a não intromissão inadvertida e intempestiva de pessoas estranhas à obra. deverá ser provida de um corredor protegido superiormente. por si só. Tapume. Nos centros urbanos.FT2 .

90 m. • Entalamentos.Delimitação do Estaleiro FT2 . estas deverão ser refeitas com passadiços apropriados resguardados lateralmente e bem iluminados. por falta de visibilidade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Queda de objecto. envolvendo terceiros por intervenção de pessoas estranhas no perímetro da obra. utilizando lanternins eléctricos de cor alaranjada. • Electrocussão por aparecimento acidental de corrente.3: Vedação de Estaleiro Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e respectivos acessos são os seguintes: • Acidentes. A delimitação do estaleiro deve atender às seguintes medidas de prevenção: • Se a vedação alterar ou eliminar as zonas de circulação pedonal. por ocultação ou falta de iluminação da sinalização reguladora. por condicionalismos impostos ao trânsito de peões e/ou automóveis. Figura 1. • Acidentes. • Atropelamento.60 m por 30 peões/minuto com um mínimo de 0. como também terceiros susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos presentes em estaleiro de obra. A sinalização de segurança associada à vedação e portaria é um meio de prevenção muito importante. As medidas de prevenção relacionadas com a vedação e acessos. não só os trabalhadores. devem ser ajustadas à especificidade da obra e ter em conta. • Cortes/perfurações resultantes da natureza inadequada de materiais. • Acidentes. • Esmagamentos. e sinalizadas. • Acidentes. • Quedas ao mesmo nível. Este procedimento é aconselhado fundamentalmente para zonas urbanas. Quando se mostre conveniente deve-se colocar sinalização nocturna indicadora da existência da vedação. • As circulações pedonais devem ser dimensionadas com uma largura de 0. 2 pesadas e a dimensão das cargas).

5: Corredor de passagem • • • • • Qualquer passadiço para peões será sinalizado. Figura 1. Os portões nas entradas do estaleiro devem estar em locais de boa visibilidade. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o corredor de passagem deve ser coberto. Em passeios ou para travessia de valas. As vedações metálicas deverão esta equipotencializadas e ligadas à terra. deve ser estabelecida uma separação física entre as duas. deve dispor de pavimento anti-derrapante e não podem existir orifícios (perigo com os sapatos de saltos altos) nem ressaltos. deverá executar-se um murete que sirva de barreira ao transporte de terras por escoamento superficial. arruamento.4: Corredor de passagem • Se nos trabalhos a decorrer em estaleiro de obra for identificado o risco de queda de objectos sobre a via pública.FT2 . 3 Delimitação do Estaleiro • Se a zona de circulação pedonal confinar com uma via com trânsito automóvel. Não é permitido o atravessamento de tapumes metálicos por cabos eléctricos. Figura 1. estacionamento). Quando o estaleiro ficar contíguo a uma zona pavimentada pública (passeio.

4 Figura 1. deverá ser repetida em cada lado da entrada e nunca no vão. A utilização de correntes nas entradas.Delimitação do Estaleiro FT2 .6: Sinalização à entrada da obra • • Colocação de sinalização dissuasora de entrada de pessoas estranhas à obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . só durante o período laboral. Portas e portões devem ser mantidos fechados fora do horário de trabalho.

A largura do acesso é suficiente. 5 Delimitação do Estaleiro FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vedação e Controlo de Acessos ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO O estaleiro encontra-se perfeitamente delimitado. l = Constitui um risco ligeiro. O controlo de acessos é eficaz. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A vedação constitui obstrução à visibilidade de peões e de automobilistas. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Existe um n. Existe espaço suficiente entre o tapume e a cota do terreno de forma a permitir a passagem de águas pluviais. A vedação está equipotencializda e existe ligação à terra (vedações metálicas). Existe controlo de acessos. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. NC = Não conforme. A entrada e saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. O material utilizado na vedação não constitui um risco para os trabalhadores ou terceiros.FT2 . A cor da vedação é apropriada. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. A vedação constitui obstrução à iluminação pública ou sinalização reguladora. quer para as pessoas ou instalações. C = Conforme. Existe obstrução parcial da via pública.º de acessos suficiente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . GPL. o formando deverá estar apto a: • Identificar as infra-estruturas técnicas provisórias a implantar em obra. cálculos e peças desenhadas. Luminária. implantação dos equipamentos de apoio e outros elementos resultantes dos processos e métodos construtivos adoptados pela Direcção de Obra.FT3 . esgotos. INFRA-ESTRuTuRAS TéCNICAS PRoVISóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. execução dos trabalhos. Esquentador. O projecto de estaleiro deverá identificar e definir objectivamente através de peças escritas. Para o efeito entende-se por Estaleiro de Obra os locais onde se efectuam os trabalhos incluídos na empreitada. instalação eléctrica e telecomunicações) têm no entanto que cumprir com as exigências legais para a sua implantação e utilização em estaleiro de obra. são os factores que obrigam a que as infra-estruturas técnicas sendo provisórias (águas. ETAR. • Elaborar lista de verificações para as Infra-estruturas técnicas. Montante. bem como os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles trabalhos. PAlAVRA-CHAVE • Infra-estruturas técnicas • Rede de águas • Rede de esgotos • Instalação eléctrica • Rede de gás GloSSÁRIo Estaleiro de obra. Estão incluídas nas infra-estruturas técnicas a implantar em estaleiro de obra. as redes provisórias de águas.3. Será no estaleiro que se estabelecerão todas as regras e procedimentos relativos à implantação das instalações de apoio. Os novos métodos construtivos associados aos equipamentos de obra cada ver mais potentes e sofisticados. gás. 1 Infra-estruturas Técnicas Provisórias 1. assim como os requisitos de segurança. submeter à análise da fiscalização e aprovação pelas entidades gestoras os projectos das infra-estruturas provisórias de estaleiro de obra. Factores de influência externa. a implantação e características das infra-estruturas técnicas provisórias. deverá elaborar. • Descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. qualidade e ambiente que a obra deverá cumprir de forma global e integradora. esgotos. gás. A entidade executante. instalação eléctrica e de telecomunicações.

1. equipamentos e eventualmente na rede de incêndio armada para o combate a incêndio. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .1 0. REdE dE ÁGuAS A rede de águas provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. Como exemplo apresentam-se os caudais instantâneos mínimos a considerar para os seguintes dispositivos de utilização: dISPoSITIVoS dE uTIlIzAÇÃo Torneira de Serviço Lavatório individual Chuveiro Autoclismo de bacia de retrete Urinol CAudAIS MíNIMoS (l/s) 0.15 0. deve ser garantida ligação à rede de telecomunicações fixa e verificada a qualidade do sinal da rede móvel.1 0. documento este obrigatório em obra. A rede de águas será sempre que possível suportada na rede pública. …). Pelo anteriormente exposto.8: Quadro Eléctrico 1. a alternativa será a execução de furo hertziano ou reservatório. equipamentos. no caso desta rede não suportar os consumos previstos ou a sua não existência.3.15 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de águas são de carácter geral. Figura 1.30 0. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações.7: Contador Rede Águas Figura 1. é também prudente afixar junto ao telefone os contactos de emergência que constam do plano de emergência.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . 2 A existência em obra de meios de comunicação é fundamental para garantir em caso de acidente o pedido de socorro.

solicitar cadastro da rede à entidade gestora. A rede de esgotos será sempre que possível ligada à rede pública. a alternativa será a implantação em obra de ETAR compacta para recolha e tratamento das águas residuais. unidades Portáteis. filtragem e purificação da água. no caso desta rede não suportar os caudais produzidos ou a sua não existência. • Levantamento da rede pública existente. garantia de qualidade da água. caixa de retenção de hidrocarbonetos na área oficinal e rampas de lavagem. localização do nível freático.FT3 . no ramal de ligação à rede existente. • Tratamento de águas residuais com origem em: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2. • Sinalizar furo e condicionar o acesso. 1. • Disponibilizar em obra análise da qualidade da água. • ETAR compacta. deverão ser implantadas caixa de retenção de gorduras na cozinha. • Meios de elevação. REdE dE ESGoToS A rede de esgotos provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. • Pressão disponível e qualidade da água. Furo hertziano. • Regularidade no abastecimento.3. A montante do ramal de ligação à rede pública ou da ETAR. • Rede pública de esgotos. • Cota de soleira da caixa de visita. equipamentos e no tipo de tratamento das águas residuais. • Sinalizar água não potável. • Levantamento da rede pública existente. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. • Dimensionamento de reservatório. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. Como exemplo apresentam-se os diâmetros dos ramais de descarga dos seguintes aparelhos: APARElHo Bacia de Retrete Chuveiro Lavatório Urinol RAMAl dE dESCARGA (mm) 90 50 50 50 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de esgotos são de carácter geral. 3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias • • • Rede pública de águas. …). acessível para permitir recolha de matéria orgânica. • Licenciamento do furo. equipamentos.

Oficina (caixa de retenção de hidrocarbonetos). Na origem da instalação deve existir um quadro eléctrico. Comando e Seccionamento 3. Rampas de lavagem (caixa de retenção de hidrocarbonetos). Utilizar dispositivos de protecção diferencial de alta sensibilidade IΔn≤30mA. A adopção de fontes de energia alternativas ao abastecimento público de electricidade. Canalizações 3. Condições de Instalação Instalar as canalizações de modo a que as ligações não fiquem sujeitas a esforços mecânicos. 1. Usar cabos resistentes à abrasão e água do tipo H07RN-F ou equivalente. dispositivos de protecção principais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Os quadros de estaleiro devem satisfazer a norma EN 60 439-4 e ter os índices de protecção IP e IK indicados. 4 • • • • Cozinha (caixa de retenção de gorduras). de prevenção e requisitos ambientais complementares. através de grupo gerador é perfeitamente aceitável. Um dimensionamento da instalação eléctrica incorrecto. 1. Aparelhagem de Protecção. Tal factor manifesta-se algumas vezes irrealista pelo que se recomenda o estudo caso a caso das necessidades de cada obra. aumenta o risco de acidente e perdas de produção. mas obriga à tomada de medidas de organização. dotado de corte geral. por sua vez. 2. Para o cálculo aproximado da potência eléctrica necessária é frequente multiplicar o valor da potência instalada por um coeficiente de funcionamento igual a 0. Como exemplo apresentam-se as condições de instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 – Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. 2. Não instalar os cabos nos locais de passagem de viaturas e pessoas (protecção mecânica nos casos de impossibilidade). Zona de lavagem de autobetoneiras (bacias de decantação). com a eleição subsequente de um coeficiente ajustado à situação concreta. equipamentos e nos factores de influência externa.7.3.3. INSTAlAÇÃo EléCTRICA A Instalação eléctrica provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no layout das instalações. seccionamento e corte. provoca normalmente cortes intempestivos no fornecimento da corrente o que.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . em função das influências externas: Equipamentos 1.

• Quais os meio alternativos.FT3 . lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da instalação eléctrica provisória são de carácter geral. Tomadas. • Rede pública de distribuição. 1. • Contacto de emergência da entidade gestora. 5 Infra-estruturas Técnicas Provisórias Aparelhos de utilização Aparelhos de utilização alimentados a partir do quadro de entrada ou quadros de distribuição e sejam dotados de: 1. • Definir localização de quadros volante.3. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. • Definir caminho de cabos. • Localização e característica das luminárias. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. Constituição de um sistema autónomo de utilização de gás (não ligado a redes públicas de distribuição). de utilização corrente em estaleiros de obra: Rede de alimentação Aparelho de queima Posto abastecedor Figura 1. 2.4.9: Sistema de utilização de Gás GPL A rede de gás é normalmente suportada por GPL (gás de petróleo liquefeito) em garrafas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . REdE dE GÁS A rede de gás provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out dos equipamentos de queima a considerar para a cozinha e para a produção de águas quentes sanitárias. • Qual a tensão disponível. Dispositivos de protecção contra contactos indirectos. 3. …). Dispositivos de protecção contra sobreintensidades. equipamentos. • Qual o regime de exploração. • Sinalização e iluminação de emergência.

pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de equipamentos de queima). pelo facto é proibido a sua utilização e o armazenamento em caves e espaços fechados. O gás propano é mais denso que o ar. • Esquentadores devem estar no exterior das instalações. • Deve ter vedação e sinalização de segurança. implantadas em cabine de garrafas dimensionada conforme o número de garrafas necessárias ao normal funcionamento dos equipamentos. • Proibir o armazenamento e utilização de GPL em caves. • Evacuação segura de gases de combustão dos aparelhos de queima. • Cabine de garrafas (normal/sem bolt): • Deve ser acessível a viaturas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6 portáteis de gás propano G110 de 45Kg.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Figura 1. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de gás são de carácter geral.10: Pormenores de cabine de garrafas GPL A instalação da rede de gás terá de ser executada por empresa certificada e será passado termo de responsabilidade pelo técnico de gás credenciado pela DGGE (Direcção Geral de Geologia e Energia).

Furo hertziano. C = Conforme. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Unidades portáteis. 7 Infra-estruturas Técnicas Provisórias FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Águas Provisória Projecto aprovado.FT3 . Sinalização do furo e condicionado o acesso. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro. Existe rede de combate a incêndio – Carretéis. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. garantem qualidade da água. está licenciado. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. Controlo qualidade da água com origem no furo hertziano. A água é potável.

C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. localização e acesso a viaturas. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Esgotos Provisória Projecto aprovado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Lava-botas à entrada das instalações sociais e administrativas. NC = Não conforme. l = Constitui um risco ligeiro. Estado de limpeza e conservação das loiças sanitárias. C = Conforme. Retenção de gorduras (cozinha). 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. ETAR compacta. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Retenção de hidrocarbonetos (oficinas. WC químicos nos locais onde não exista Rede de esgoto. rampa lavagem).

Quadros fixos e móveis (pimenteiros) em conformidade com EN 60 439-4. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Protecção contra contactos indirectos. quer para as pessoas ou instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Conforme. l = Constitui um risco ligeiro. 9 Infra-estruturas Técnicas Provisórias LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Instalação Eléctrica Provisória Projecto aprovado. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Protecção contra contactos directos. NC = Não conforme. Riscos da instalação eléctrica estão devidamente sinalizados.FT3 . isolamentos em bom estado. Estaleiro dispõe de terra de protecção. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. disjuntores diferenciais I∆n≤30mA. Intervenção na instalação só por técnico competente. 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 NA = Não Aplicável.

Cabine de garrafas é acessível a viaturas. Esquentadores no exterior das instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Estado e validade das mangueiras de ligação aos aparelhos de queima. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quer para as pessoas ou instalações. estado da vedação e organização do espaço. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Verificação de concentrações de CO. NC = Não conforme. Rede de gás executada por empresa certificada. C = Conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Evacuação dos produtos de combustão. Cabine de garrafas. l = Constitui um risco ligeiro. 10 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO Rede de Gás Provisória Projecto aprovado.

3. _______________________ 5.2 Delimitação do Estaleiro. Indique os procedimentos a ter junto das entidades gestoras dos serviços públicos afectados (águas.2 Delimitação do Estaleiro.AV1 . relativamente às suas redes aéreas e enterradas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . complete os espaços em branco. 2.4. Enuncie quais os condicionalismos locais mais relevantes na implantação de um estaleiro de obra. ponto 1. pelo que estará associada a sua implantação à localização da _________________ e respectivo _____________________ à obra. _______________________ b. 1 Actividades/Avaliação 1. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 1. gás e telefones). Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 2. A __________________ deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e __________________. a. _______________________ c. 4. Relativamente à ficha temática 2. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “vedação de obra”. esgotos. rede eléctrica.

Estaleiro de Obra.3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias. ponto 1. reveja o submódulo 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Se não conseguir resolver esta actividade. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas.Actividades/Avaliação AV1 . RISCoS Incêndio Explosão Electrocussão Ambiente Intoxicação Derrame de gasóleo MEdIdAS PREVENTIVAS Evacuação de produtos de combustão Caixa de retenção de hidrocarbonetos Proibir garrafas gás em caves ETAR Disjuntores diferenciais de 30 mA Carretéis de calibre reduzido Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . 2 6. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente à ficha temática 3.

Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

brisa.com. parqueamento de viaturas e de equipamentos e sinalização rodoviária. visitantes e transeuntes.dgv.profor.SM2 Caminhos de Circulação 1.pt • www.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . serão introduzidos conceitos referentes a medidas de prevenção em vias de circulação pedonal. possibilitará dimensionar e organizar a circulação no interior do estaleiro de obra em estreita articulação com a produção. conceitos estes que deverão estar associados à sinalização de segurança a implementar em estaleiro e necessários à segurança de todos os trabalhadores. Assim.estradasdeportugal. GloSSÁRIo • Via de circulação • Plano de evacuação • Parqueamento • Sinalização 5. vias de circulação rodoviária. • Definir os locais e características dos parqueamentos. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir.pt • www. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Identificar os diferentes tipos de sinalização.pt • www.sinalux. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as medidas de prevenção a tomar em estaleiro de obra relativamente às vias de circulação pedonal e rodoviária. 3.pt • www.pt • www. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. parqueamento de materiais e equipamentos. FICHAS TEMÁTICAS • Vias de Circulação Pedonal • Vias de Circulação Rodoviária • Parqueamento • Sinalização 4.intervega. 2. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. SABER MAIS • www. de segurança no trabalho e de emergência.pt • http://dre. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

produção/frentes de trabalho. como em caso de emergência em que as vias de circulação (pedonal e rodoviária) deverão obrigatoriamente constar no plano de evacuação a implementar em estaleiro. 1 Vias de Circulação Pedonal 2. Plano de evacuação.FT4 . Deverão estar sempre desimpedidas. Nos locais de saída de viaturas e equipamentos. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação pedonal.1. As vias de circulação pedonal de um estaleiro devem ser definidas de modo a corresponderem às necessidades dos vários sectores da obra (segurança. administrativa e comercial). Figura 2. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. VIAS dE CIRCulAÇÃo PEdoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Entende-se por via de circulação pedonal os caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e demais pessoas afectas à obra circularem em segurança a pé. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação • Pedonal • Rodoviária • Plano de evacuação • Emergência GloSSÁRIo Via de circulação pedonal. deve ser criada uma guarda ou barreira física que irá servir de resguardo e permitirá visualizar ao condutor/manobrador o circuito de circulação dos peões neste local. estarem bem sinalizados e serem sujeitos a verificação e conservação adequadas.1: Barreira Física CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

• Sinalização de prioridade aos peões sempre que haja atravessamento das vias rodoviárias. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro.60 m. • Piso em bom estado. Figura 2.2: Vias de Circulação Pedonal e Rodoviária Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Ser estudada uma rede de vias prioritárias. • Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos. que são mantidas desimpedidas. 2 Acções aconselhadas As vias de circulação pedonal em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias rodoviárias. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. • Largura de pelo menos 0. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada. de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. para que possam funcionar como vias de emergência.Vias de Circulação Pedonal FT4 . • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. • Identificar o traçado das vias. exemplo queda de objectos e quedas em altura.

3 Vias de Circulação Pedonal FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Pedonal ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DESCRIÇÃO As vias pedonais estão separadas das vias rodoviárias. Os postos de trabalho garantem a evacuação rápida e segura dos trabalhadores. Risco de queda em altura. quer para as pessoas ou instalações. ao longo da via pedonal. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro.FT4 . As vias de circulação pedonal de emergência estão sinalizadas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. O piso está limpo e isento de substâncias escorregadias. Circulações em rampas com declive ≤ 12%. ao longo da via pedonal. O piso é regular. As vias pedonais estão sinalizadas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.60m. estão protegidas. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 12 13 14 NA = Não Aplicável. C = Conforme. uniforme e está desimpedido. largura ≥ 0. ao longo da via pedonal. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Risco de queda de nível. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária. l = Constitui um risco ligeiro. sinalizadas e desimpedidas. Risco de queda de objectos. NC = Não conforme. Dimensões. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Vias pedonais exteriores.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

com um mínimo de 3.6m. equipamentos e diversos veículos. VIAS dE CIRCulAÇÃo RodoVIÁRIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. transportando materiais muito pesados. de modo a facilitar o controlo de pessoas e veículos à obra. A circulação num estaleiro é muitas vezes negligenciada. sendo o seu tipo e traçado condicionado quer pelas dimensões das viaturas e dos respectivos raios de curvatura. Macadame.0m. quer pelos outros meios de transporte e de elevação de cargas. pelos caminhos. Entende-se por via de circulação rodoviária os caminhos existentes no interior do estaleiro de obra. Sinalização. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. circulam pessoas. As vias de circulação rodoviária.2. solo cimento. estando sempre presentes nestes locais os riscos de atropelamento e esmagamento. 1 Vias de Circulação Rodoviária 2. sendo vantajosa a utilização de pavimentos de macadame. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. a largura mínima deverá ser de 7. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação Rodoviária • Piso • Sinalização GloSSÁRIo Via de circulação rodoviária. possibilitam a redução de tempos e de custos nas operações de transporte. é importante ter em atenção que. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Nas vias com dois sentidos. Talude. pesadas e de transporte de pessoal. Para a implantação das vias de circulação rodoviária devem ser respeitadas as seguintes regras: • É recomendada a adopção de uma só entrada no estaleiro. ou destinados a cargas ou descargas. • A largura dos caminhos de circulação depende dos meios de transporte utilizados. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. • O piso destas vias devem assegurar a circulação sem perturbações.FT5 . que servem para as movimentações de viaturas ligeiras. betão ou betume betuminoso.

As passagens superiores devem ter a altura mínima de 4. Proceder à rega intermitente dos caminhos. troços com comprimento superior a 100. • Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras. sinais luminosos e sinais verticais). com um raio mínimo de 10. As curvas devem permitir que todos os meios de transporte circulem sem dificuldade.3: Dimensões das Vias de Circulação Acções aconselhadas As vias de circulação rodoviária em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias pedonais. 2 • • • • • Os acessos a recintos cobertos de veículos ou depósitos terão a largura mínima de 10.0 m. • Dimensão da largura da via (duplo sentido) com pelo menos 7.Vias de Circulação Rodoviária FT5 .0m. • Conceber sempre que possíveis as vias de circulação rodoviária afastadas de locais onde existam riscos.0m. sempre que exista o levantamento de pó. • Respeitar a distância de segurança relativamente aos caminhos de circulação pedonal. Figura 2. • Identificar o traçado das vias. • Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h.0m. • Piso deve estar em bom estado. com a colocação de pórticos/barreiras de sinalização nas zonas de aproximação. queda de viaturas em altura e esmagamento por equipamento/viatura. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. exemplo queda de objectos. Afastar as vias de circulação do coroamento de taludes.60 m. • Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3. em todo o estaleiro de obra. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. caso exista o levantamento de pó devem ser feitas regas periódicas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos. • Nas vias de circulação rodoviária devem ser sinalizadas as passagens de peões.

para que possam funcionar como vias de emergência em caso de necessidade. Figura 2. que são mantidas desimpedidas.FT5 . 3 Vias de Circulação Rodoviária • Ser estudada uma rede de vias prioritárias.4: Vias de Circulação em Estaleiro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

l = Constitui um risco ligeiro. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Rodoviária ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO As vias rodoviárias estão sinalizadas. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária. quer para as pessoas ou instalações.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Rega dos caminhos. uniforme e está desimpedido.6m Dois sentidos largura ≥ 7. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. As zonas perigosas estão protegidas e sinalizadas. As vias de circulação rodoviária de emergência estão sinalizadas. quando exista levantamento de pó. Risco de queda de nível. Sinalização na rede rodoviária envolvente. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . indicando localização do estaleiro. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. Dimensões: Um sentido largura ≥ 3. Existe uma boa visibilidade em todo o traçado da via rodoviária em estaleiro.0m Vias rodoviárias e pedonais separadas. NC = Não conforme. O piso é regular. Traçado da via rodoviária está afastado do coroamento das escavações. ao longo da via pedonal.

o atropelamento. esmagamento. Estaleiro de obra. O Decreto-Lei 50/2005. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. define equipamentos de trabalho de uma forma genérica e muito abrangente. visto que é difícil. queda de materiais. dentro do estaleiro. Os parqueamentos a implantar no estaleiro (veículos e equipamentos) devem estar situados tão próximo quanto possível do acesso principal. impor uma circulação em vias diferenciadas de veículos e pessoas. 1 Parqueamento 2. de maneira a garantir-se uma melhor organização dos meios e dos locais. Verificamos que existe uma lacuna muito grande relativamente a regras de segurança no âmbito do parqueamento em estaleiro de obra. de 25 de Fevereiro. Desta forma. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento.FT6 . de forma a reduzir ao máximo os percursos de circulação no interior do estaleiro. como forma de garantir uma organização eficaz das movimentações no interior do estaleiro de obra. Meios de 1ª intervenção. incêndio e os riscos ambientais. • Elaborar lista de verificações para os locais destinados ao parqueamento. Evitando desta forma possíveis incidentes e acidentes associados aos riscos mais frequentes nestes locais. PARQuEAMENTo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. colisões. na restante legislação apenas são referidas áreas e temáticas comuns e integrantes dos parques de equipamentos. Assim sendo utilizaram-se conceitos e regras de senso comum e de boa prática sobre segurança na construção civil. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3. não existindo legislação específica que regule este tema. PAlAVRA-CHAVE • Parqueamento • Viaturas ligeiras • Equipamentos • Pavimento GloSSÁRIo Acidente. devem ter áreas bem definidas. Equipamento de trabalho. consegue-se diminuir a probabilidade da ocorrência de acidentes e atropelamentos. O parqueamento de viaturas ligeiras e pesadas assim como o parqueamento de equipamentos. Devem os locais afectos aos parqueamentos estar separados fisicamente entre si para se evitarem manobras difíceis com veículos e equipamentos.

• Figura 2. 2 Figura 2. assim como contemplar alguns lugares para visitantes e junto ao posto médico um lugar para viatura de socorro. compostos por extintor de pó tipo ABC de 6Kg e uma caixa de areia com pá. meios de 1ª intervenção para o combate a incêndio.1. lista de Verificação Sugere-se que os parques de viaturas obedeçam a algumas regras de execução e localização.7: Dimensionamento de áreas para parqueamento de viaturas ligeiras • O pavimento do parque de viaturas deverá ser impermeabilizado. regularizado e nivelado. tais como: • Estar sinalizados os lugares de parqueamento de viaturas incluindo os lugares destinados aos visitantes e garantida a iluminação eléctrica do local. este parqueamento deverá estar junto do estaleiro administrativo e do acesso principal ao estaleiro de obra. possibilitando o estacionamento em condições de segurança. que promovam uma eficaz funcionalidade da circulação em obra.3.5: Parqueamento de Equipamentos Figura 2.Parqueamento FT6 . PARQuEAMENTo dE VIATuRAS O parqueamento de viaturas ligeiras deverá ter uma área suficiente para todos os veículos dos vários sectores da obra. A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída de viaturas.6: Parqueamento de Viaturas 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Devem existir na proximidade dos parques.

área de pequenas reparações e por uma estrutura que possibilite a lavagem do equipamento ao fim do dia de trabalho. só faz sentido que haja parques para equipamentos na obra quando existam equipamentos de médio e grande porte. Figura 2. Tendo em conta a abrangência da definição de equipamentos de trabalho. que promovam boas condições de trabalho. PARQuEAMENTo dE EQuIPAMENToS Os parques de equipamentos em obra são estruturas físicas que têm como função o parqueamento de equipamentos utilizados na obra. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2. que poderá ir desde a simples ferramenta à maquinaria pesada. • A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída do equipamento.9: Dimensionamento de áreas para manobra e parqueamento de equipamentos • Os espaços de parqueamento dos equipamentos devem estar delimitados fisicamente e com a devida sinalização e deverão garantir uma distância de segurança entre equipamentos.FT6 . Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do acesso ao estaleiro.3. pois falamos em equipamentos que em alguns casos ultrapassam os 6 m de comprimento e os 3 m de altura. tais como: • Deveram ser constituídos por área de parqueamento. áreas de circulação de trabalhadores. A sua localização deve ser junto da área oficinal do estaleiro de obra. lista de Verificação Sugere-se que os parques de equipamentos obedeçam a algumas regras de execução e localização. 3 Parqueamento Figura 2.8: Parque de Viaturas 2.

com combustíveis ou lubrificantes. Deverão existir meios de combate a incêndio na área de pequenas reparações e na proximidade dos equipamentos.Parqueamento FT6 . esta deverá dispor de iluminação artificial adequada. que receberão todas as águas provenientes da lavagem dos equipamentos. permitindo recolher as substâncias retidas para posterior tratamento. • O pavimento do parque deverá ser regularizado e nivelado. • • • • • Figura 2. 4 o risco de colisões. A zona de lavagem de equipamentos deverá estar munida de bacias de retenção. possibilitando o parqueamento do equipamento em condições de segurança.10: Parque de Equipamentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Estas valas devem conduzir a água a pequenos tanques que permitam a captação de combustíveis e lubrificantes eventualmente derramados. As zonas de parqueamento de equipamentos deverão ter no piso membranas impermeabilizantes para que seja possível a recolha de camadas de solo contaminadas. garantindo que a escorrência da água seja realizada directamente para valas que devem rodear as zonas de parqueamento. atropelamentos e esmagamentos. Caso não seja garantida uma iluminação natural suficiente em toda a área. para que estas sejam tratadas convenientemente. As zonas de parqueamento das máquinas e camiões deverão ter o piso tratado convenientemente.

Caixa de retenção de hidrocarbonetos. Existem lugares para parqueamento destinados a visitantes. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NC = Não conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. C = Conforme. Área de lavagens de viaturas e equipamentos. Área de parqueamento de equipamentos/máquinas está impermeabilizada. Meios de 1ª Intervenção. Áreas de parqueamento garantem manobras em segurança. Área de pequenas reparações de equipamentos Sistema de recolha de resíduos. Extintor de Pó ABC 6Kg.FT6 . l = Constitui um risco ligeiro. Rampa de lavagem de equipamentos/máquinas. Iluminação de parques de viaturas e equipamentos. 5 Parqueamento FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Parqueamento de Viaturas e Equipamentos ITEM 1 2 3 4 DESCRIÇÃO Locais para parqueamento estão sinalizados. Caixa de areia e pá. Estável. Garantidas as distância de segurança entre equipamentos/ máquinas. Lugar de parqueamento de viatura de socorro junto ao posto médico NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Nivelados. quer para as pessoas ou instalações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os pavimentos estão: Regularizados.

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meios de protecção contra incêndio e de socorro. pelo que será necessário informar os trabalhadores e visitantes sobre as condições de acesso. áreas de armazenagem de produtos perigosos. Local de trabalho. A sinalização pretende assim dar resposta à obrigação de informar. PAlAVRA-CHAVE • Sinalização • Sinalização Rodoviária Temporária • Segurança no Trabalho • Emergência GloSSÁRIo Sinalização. Segurança contra incêndio. • Todas as entradas no estaleiro devem possuir sinalização externa proibindo a entrada a pessoas estranhas à obra e indicação do Equipamento de Protecção Individual de utilização obrigatória dentro do estaleiro. dimensão e localização da obra. • Equipamento a utilizar no transporte e movimentação dos elementos de maiores di- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização em estaleiro de obra.4. • Elaborar lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. permanência.FT7 . características. • Na definição dos caminhos de circulação deve ser considerada a movimentação de todos os materiais e equipamentos utilizados na obra. 1 Sinalização 2. Plano de emergência. devendo ser estabelecida tendo em conta a natureza. Em estaleiro de obra devem ser sinalizados caminhos de circulação. deslocação e circulação necessárias à segurança em estaleiro de obra. o formando deverá estar apto a: • Descrever os diferentes tipos de sinalização. Na implantação da sinalização deve ser considerado o seguinte: • Identificar todos os acessos para viaturas e caminhos pedonais para circulação de trabalhadores. nomeadamente dos elementos de maiores dimensões. O estaleiro de obra é um local de trabalho onde existem as mais variadas situações de perigos. SINAlIzAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. parqueamentos. pelo que não se dispensa a adopção de medidas de prevenção e controlo dos locais e equipamentos onde este risco está presente. Como técnica complementar de segurança. a sinalização não elimina nem reduz o risco mas informa sobre a sua presença.

com identificação dos perigos. As instalações existentes no estaleiro devem ser devidamente identificadas.Sinalização FT7 . Sinalização da localização dos meios de segurança contra incêndio e de saídas de emergência contempladas no plano de emergência. assim como a localização dos mesmos face às condicionantes existentes. Em todos os locais do estaleiro devem ser previstos locais para passagem das viaturas utilizadas no transporte de materiais e/ou equipamentos para a carga ou descarga destes. Sinalização de zonas perigosas ou interditas. 2 • • • • • mensões.11: Sinalização de Segurança Figura 2. Figura 2. Deverá ser prevista a colocação dos dispositivos necessários para garantir a segurança na entrada e saída de viaturas no estaleiro.12: Sinalização Rodoviária Temporária Cor Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Equipamentos de Alarme e Combate a Incêndio Proibição Aviso/Perigo Identificação e localização Comportamentos perigosos Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Saídas de emergência Ponto de encontro Posto de socorros Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

A sinalização temporária deve ser removida imediatamente após a conclusão da obra ou da remoção do obstáculo ocasional. natureza e extensão o justifiquem. tendo em vista prevenir os utentes das condições especiais de circulação impostas na zona regulada pela sinalização rodoviária temporária. • Marcas rodoviárias. • Sinalização avançada. A sinalização rodoviária temporária é classificada do seguinte modo: • Sinalização de aproximação. restituindo a via às normais condições de exploração. • Pré-sinalização. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Sinalização de posição. • Dispositivos complementares.FT7 .1. • Sinalização luminosa. • Sinalização final. • Sinalização intermédia. A sinalização rodoviária pode ser apresentada sob a seguinte forma: • Sinais verticais.4. deve ser elaborado projecto da sinalização temporária a implementar na via. 3 Sinalização dimensões dos Sinais Dimensão 150x150mm Dimensão 200x200mm Dimensão 300x300mm Dimensão 400x400mm Dimensão 600x600mm 6m 8m 13m 17m 26m 2. Sempre que a duração prevista das obras seja superior a 30 dias ou a duração da obra. SINAlIzAÇÃo RodoVIÁRIA TEMPoRÁRIA As obras e obstáculos na via pública devem ser convenientemente sinalizados.

30 L3 L2 L1 30m Sinalização Final FIM DE OBRAS Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .5m 20 Sinalização de Posição 0.Sinalização FT7 . 4 Pré-Sinalização 1300 m CIRCULAÇÃO ALTERNADA TRÂNSITO CONDICIONADO MÁQUINAS EM MOVIMENTO ENTRADA E SAÍDA DE VIATURAS Sinalização Avançada Sinalização Intermédia SINAIS DE PROIBIÇÃO 3.50 0.20 0.

2. deverá ser avaliado antecipadamente de modo que a sinalização se faça de modo racional. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Comunicações verbais. A sinalização de segurança não dispensa. • Dar a conhecer a mensagem com a antecedência suficiente. fornece um conjunto de estímulos que condicionam ou prescrevem a actuação do indivíduo relativamente à segurança perante o objecto ou situação. O tipo de risco que se pretende minimizar. para objectos ou situações susceptíveis de provocarem perigo para a segurança e saúde. em caso algum. • Placas e rotulagem de recipientes e tubagens. aquela que. a altura e posição adequada. socorro e emergência. tendo em atenção a possibilidade de sinalização contraditória. • Estar em número e localização conforme a importância dos riscos que pretendem alertar. Para que o recurso ao uso de sinalização de segurança resulte. • Conduzir a uma única interpretação. Sinalização de Carácter Acidental e Temporário • Sinais luminosos ou acústicos. não afixando um número excessivo de sinais que possam confundir-se. 5 Sinalização 2. de vias de circulação. • Dar a possibilidade de realizar o indicado. Sinalização Permanente • Placas de proibição. • Clareza da mensagem. aviso e obrigação. actividade ou situação. • Sinais gestuais. • Marcação. • Placas e cores destinadas a localizarem e identificar o material de segurança contra incêndio. SINAlIzAÇÃo dE SEGuRANÇA No TRABAlHo Entenda-se como sinalização de segurança no trabalho. • Ter informação sobre as actuações convenientes. com cores de segurança. a adopção das medidas de prevenção necessárias e adequada. • Estar localizado em local iluminado. • Placas de localização e identificação dos meios de salvamento.4. deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Atrair a atenção. relacionada com um objecto.FT7 . • Ser retirada sempre que a situação que a justificava deixe de se verificar. A sinalização de segurança pretende chamar a atenção de uma forma rápida e inteligível.

6 Sinais de Proibição Sinais de Aviso Sinais de obrigação Sinais de Salvamento ou Socorro Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .

7 Sinalização Sinais de Combate a incêndios Sinais de Informação Sinais Compostos Rotulagem de Substâncias Perigosas IRRITANTE TÓXICO INFLAMÁVEL CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT7 .

Pilares Queda de objectos Mudanças de nível Queda em altura Cais de carga Queda de nível Dispositivos móveis Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 . 8 Etiquetas Identificadoras de Perigo LÍQUIDO INFLAMÁVEL COMBUSTÃO ESPONTÂNEA LÍQUIDO INFLAMÁVEL CORROSIVO COMBURENTE GASES COMPRIMIDOS NÃO INFLAMÁVEIS obstáculos e locais Perigosos RISCoS dE: SITuAÇÕES: Choque contra obstáculos Degraus.

Sinalização de Emergência: Caminhos de Evacuação Caixa de 1º Socorros Ponto de Encontro Sinalização de Seg. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. 9 Sinalização FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Sinalização em Estaleiro de Obra ITEM 1 DESCRIÇÃO A sinalização de segurança na envolvente exterior ao estaleiro está adequada.FT7 . NC = Não conforme. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Todos os locais com risco de queda e queda de objectos estão devidamente sinalizados. Sinalização de Resíduos Perigosos. Local de entrada/saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada.Incêndio: Extintores. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. l = Constitui um risco ligeiro. passagens de peões e parques. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. estão devidamente sinalizados. Local de armazenamento de produtos tóxicos está sinalizado. quer para as pessoas ou instalações. À entrada no estaleiro tem sinalização de “Proibição de entrada a pessoas estranhas à obra” Nos locais de trabalho e entrada estão colocados sinais de obrigação de utilizar EPI. Todos os locais em obra com risco de electrocussão estão devidamente sinalizados. existe rotulagem dos produtos? Máquinas e equipamentos de trabalho têm sinalização de segurança. As vias rodoviárias. C = Conforme. Caixas de Areia Marco Incêndio e Carretéis Sinalizada localização de Resíduos Sólidos Urbanos.

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Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter.2 Vias de Circulação Rodoviária. 4. Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do ________________ ao estaleiro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5.3.3. Relativamente à ficha temática 5. cuja largura mínima deverá ser de ________________.AV2 . Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 6. Relativamente à ficha temática 6. ponto 2. 1 Actividades/Avaliação 2. 5. Complete a frase relativa à ficha temática 4. ponto 2.2 Parqueamento de Equipamentos.1 Vias de Circulação Pedonal. complete os espaços em branco. As Vias de Circulação Pedonal são os caminhos existentes no ________________ e ________________ ao estaleiro de obra que servem para os ________________ e demais pessoas afectas à obra circularem a ________________. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.1 Parqueamento de Viaturas. 3. complete os espaços em branco. ________________ e ________________. ponto 2. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim o risco de ________________ . ponto 2. 2.

reveja o submódulo 2. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 2 6.4 Sinalização. Relativamente à ficha temática 7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Se não conseguir resolver esta actividade. Caminhos de Circulação. ponto 2. Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Identificação e localização Comportamentos perigosos Aviso/Perigo Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Cor Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) .Actividades/Avaliação AV2 . complete o quadro nos locais assinalados a azul.

3. Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações administrativas mais relevantes em estaleiro de obra. o escritório de apoio e o posto de socorros. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente.capa. • Elaborar lista de verificações referente às instalações administrativas.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais de trabalho.int • www. 3.dimep.pt • www. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações administrativas deverão ter. • Definir os locais de implantação das instalações administrativas.eu.pt • www.pt • http://dre.gov. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações administrativas. a portaria.osha. vitrina com informações de segurança/escritório de apoio e o registo de acidente de trabalho/posto de socorros. 2.igt. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Assim. SABER MAIS • http://agency.pt • www. GloSSÁRIo • Acidente de trabalho • Ligação equipotencial • Notificação de acidente • Plano de Segurança e Saúde 5. • Elaborar lista de contactos de emergência. possibilitará dimensionar e organizar as instalações administrativas em estreita articulação com a produção.SM 3 Instalações Administrativas 1. riscos mais frequentes. nomeadamente o controlo de acessos/portaria. FICHAS TEMÁTICAS • Portaria e Controlo de Acessos • Escritórios de Apoio • Posto de Socorros 4.proteccaocivil.

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A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. Entende-se por portaria de estaleiro. PoRTARIA E CoNTRolo dE ACESSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Plano este contemplado no Plano de Segurança e Saúde. fornecedores e visitantes. 1 Portaria e Controlo de Acessos 3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . central telefónica e parqueamento de viaturas. aprovisionamento. • Elaborar lista de contactos de emergência.1. Plano de Segurança e Saúde. o local destinado a controlar todo o movimento de entrada e saída em obra de meios humanos. acolhimento e registo) de trabalhadores. toma de refeições. vestiário e instalação sanitária. que refere “tomar as medidas necessárias para que o acesso ao estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas”. serviço de gestão de equipamento.1: Pormenor de entrada e portaria Solução de portaria com serviço permanente e compartimento para atendimento. PAlAVRA-CHAVE • Portaria • Controlo de Acessos • Contactos de Emergência • Manual de Acolhimento GloSSÁRIo Portaria. equipamentos e materiais.FT8 . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a portaria deverá ter. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. com o enquadramento legal dado pelo Dec Lei 273/2003. À portaria está associado o procedimento referente ao controlo de acessos (identificação. pelo que deverá ser elaborado um Plano de Acesso ao Estaleiro. Figura 3.

cargas ou de equipamentos no estaleiro deverá ser condicionada através de autorização expressa dada pelos serviços administrativos à portaria. assim como um mecanismo próprio de lavagem de rodados para os camiões. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra.2: Apresentação de Identificação e Equipamento de Segurança • • • • • • • Os portões de acesso ao estaleiro devem ter entradas independentes para camiões e para pessoas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . facilitando desta forma o controlo de pessoas e veículos. 2 Acções aconselhadas A portaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada planta de emergência. • Sinalização de segurança na entrada em estaleiro. Deverá possuir um ponto de água exterior. Recomendável a adopção de uma só entrada em estaleiro. • Disponíveis contactos de emergência. • Sistema de controlo de acessos com registo. OBRIGATÓRIO APRESENTAR IDENTIFICAÇÃO Figura 3. A entrada de veículos. Disponibilizar aos trabalhadores e visitantes o Manual de Acolhimento.Portaria e Controlo de Acesso FT8 . Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg e balde de areia com pá).

XXXXX DIRECTOR DA OBRA: Eng. XXXXX DIRECTOR DE PRODUÇÃO: Eng. XXXXX ENCARREGADO GERAL: Sr. XXXXX TÉCNICO DE SEGURANÇA: Sr.. XXXXX ENTIDADE EXECUTANTE: 112 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 800 506 506 800 202 022 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 CENFIC AVISAR IMEdIATAMENTE Análise de Riscos na Construção Civil .. 3 Portaria e Controlo de Acessos FICHA dE CoNTACToS CoNTACToS dE EMERGÊNCIA NÃo SE ESQuEÇA dESTES NúMERoS NÚMERO NACIONAL DE SOCORRO HOSPITAL.FT8 . SEGURADORA BOMBEIROS Polícia de Segurança Pública ENTIDADES A CoNTACTAr: GÁS Águas Municipalizadas EDP (Instalação Eléctrica) PT (Telecomunicações) DONO DA OBRA: COORDENADOR DE SEGURANÇA: Eng.

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mas também à Fiscalização.1: Instalações Administrativas Figura 3. São um sector muito importante. Ligação Equipotencial. serviço de gestão de equipamento e parqueamento de viaturas. PAlAVRA-CHAVE • Escritório de apoio • Vitrina • Construção modulada • Conforto térmico GloSSÁRIo Escritório de Apoio. director de obra. desenhadores. fiscalização. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o escritório de apoio deverá ter. pois toda a logística é tratada nas instalações administrativas. 1 Escritórios de Apoio 3. topógrafos e técnicos de segurança. Entende-se por escritório de apoio em estaleiro. Estas instalações englobam em muitos casos. nomeadamente.FT9 . Coordenação de Segurança e Subempreiteiros. Figura 3. ESCRITóRIoS dE APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. medidores-orçamentistas. incluindo.2: Escritório de Apoio CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . técnico e administrativo da obra. aprovisionamento. A localização mais conveniente para os escritórios será sempre que possível. o local destinado ao pessoal dirigente. encarregado. Ligação de Terra. preparadores. não só os espaços destinados à Entidade Executante. Plano de Segurança e Saúde.2. junto do acesso principal do estaleiro e tem uma correlação de proximidade muito importante com a portaria. • Utilizar a lista de verificação em escritórios de apoio. apontadores.

junto da área administrativa. • Construção modulada em altura. • Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. • A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. Figura 3. será obrigatoriamente montada uma vitrina para afixação de documentos cujo objectivo é a informação dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do Plano de Segurança e Saúde.3: Vitrina/Informação aos trabalhadores Acções aconselhadas o escritório de apoio em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Identificar e sinalizar as instalações. evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco.Escritórios de Apoio FT9 . 2 Em estaleiro. Esta vitrina deve ter dimensões adequadas. • Em todas as instalações as portas exteriores devem abrir para fora. • Não permitir a utilização de equipamentos de chama no interior das instalações. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. Módulos devem ser espiados e amarrados. estar em local bem visível e acessível a todos os trabalhadores.4: Escritório de apoio ao Estaleiro de Obra Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 3.

com prolongamento de 2m para o exterior e proibir a rega dos módulos. isolar as coberturas e instalar sistemas de ar condicionado. 3 Escritórios de Apoio • • • Colocação de lava botas com mangueira flexível à entrada das instalações. Garantia de conforto térmico no interior dos escritórios.5: Colocação de redes de sombreamento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Figura 3. Colocação de redes de sombreamento.FT9 . tipo ráfia.

l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS INFORMAÇÃO/VITRINA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Pág. Certificados de Classificação das Empresas actualizados (INCI ex-IMOPPI) Contratos de empreitada e de subempreitadas. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Documentação/Elementos Obrigatórios em Obra ITEM DESCRIÇÃO Comunicação Prévia (actualizada). Documentação referente aos Trabalhadores. Organograma Funcional. Apólices de Seguros. Denominação Social do Empreiteiro e Alvará (Afixado em obra). Planta de Emergência. Horários de Trabalho. Livro de Obra. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES DOCUMENTAÇÃO NA = Não Aplicável. Contactos de Emergência. Plano de Segurança e Saúde (Disponível para Consulta). C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Documentação referente aos Equipamentos. Informação de Segurança Riscos em Estaleiro de Obra. Alvará de Licença de Construção (Afixado em obra). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . C = Conforme. Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil (Disponível para Consulta).Escritórios de Apoio FT9 . Índices de Sinistralidade. Declarações (conforme Dec Lei 273/2003).

A localização mais conveniente para o posto de socorros será junto da entrada principal. Dependendo da dimensão do estaleiro. com a colaboração de profissionais de saúde ou de pessoal devidamente formado. PAlAVRA-CHAVE • Posto de Socorros • Socorrista • Contactos de emergência • Acidente de trabalho • Registo de acidente de trabalho GloSSÁRIo Posto de Socorros. devendo dispor do material e equipamentos indispensáveis ao cumprimento das suas funções.3. prestar assistência a outras situações de maior envergadura. pois referimo-nos a um Sector de actividade onde existe um número significativo de riscos com consequências dramáticas para a saúde humana e mais probabilidades de ocorrência de acidentes. PoSTo dE SoCoRRoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Posto de Socorros 3. • Enunciar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. central telefónica. Acidente de Trabalho. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o posto de socorros deverá ter. independentemente do volume de mãode-obra. acessos e parqueamento de viaturas. poder-se-á justificar a instalação de um posto de socorros onde se possam tratar algumas situações de pequena gravidade e. portaria. Notificação de Acidente. Deverá sempre existir um socorrista em obra. caso seja necessário.FT10 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. de forma a garantir um fácil acesso aos meios de socorro e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra.

• Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. • Maca. 2 Figura 3. não dispensa a existência nos locais de trabalho de estojos de primeiros socorros. • Afixada Planta de Emergência. • Disponíveis contactos de emergência. • Energia eléctrica. • Talas de vários tamanhos. • Pinças hemostáticas. • Termómetro. • Adesivos. A instalação de um posto de socorros. • Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. • Compressas de tamanhos variados e embaladas individualmente. • Identificar e sinalizar as instalações. • Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg). com circuito de iluminação e tomadas. • Rede de água fria e quente. o posto de socorros. • Betadine (anti-séptico). • Soro fisiológico. deve estar dotado de equipamentos médicos como por exemplo: • Luvas esterilizadas. • Cama para recobro.Posto de Socorros FT10 . • Ligaduras de vários tamanhos.6: Posto de Socorros Acções aconselhadas o posto de socorros em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. • Tesoura com ponta recta e curva. • Tesoura normal. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

sinalizar e isolar imediatamente a área. Acidente com lesão grave • Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. de modo a evitar que outros acidentes.7: Procedimento em caso de acidente de trabalho Como se deve actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente com lesão grave: Acidente ligeiro • Deverão estar distribuídos pelo estaleiro e junto das frentes de trabalho. • Dependendo da gravidade. • Não lhe dar líquidos ou estimulantes. Figura 3. comunicar de imediato o acidente ao socorrista. em que se comunica aos interessados. Deverá ser feita pelo Técnico de Segurança. no prazo mais curto possível. devem ser comunicados à Inspecção Geral do Trabalho e ao coordenador de segurança em obra. a notificação do acidente através do registo de acidente de trabalho. estojos de primeiros socorros. • Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas.FT10 . • Não permitir que a vitima se levante ou sente. de forma sucinta. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. faça compressão sobre o sangramento com compressas ou com um pano limpo. 3 Posto de Socorros Em caso de acidente de trabalho. deixar a vítima como está sem a movimentar. ao técnico de higiene e segurança e ao responsável pela coordenação dos trabalhos naquele local. a descrição do acidente e as medidas de prevenção/correctivas a adoptar. venham a acontecer. nunca podendo exceder as 24 horas. • Em caso de hemorragias. que auxiliaram a tomada das primeiras providências. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . decorrentes do anterior. • Tapar a vitima com um casaco ou manta. Todos os acidentes de trabalho de que resulte morte ou lesão grave para o trabalhador.

sólidos aquecidos. limpar cuidadosamente os ferimentos. Tratando-se de queimaduras térmicas (contactos directos com chamas. deitar a vítima e colocar a cabeça e o tórax da vítima em um plano inferior ao restante do corpo. electricidade. evite retirar pedaços de roupa que porventura possam estar agregados à pele. 4 • • • • Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida.). se possível. e etc. Dependendo da gravidade ou da extensão da queimadura. Se for caso disso.Posto de Socorros FT10 . Colocar um pano limpo sobre a área queimada. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Tratando-se de electrocussão. Não aplicar unguentos. não tocar na vítima mas providenciar imediatamente o corte de tensão e fazer-lhe respiração artificial (socorrista) enquanto aguarda a chegada do socorro. gorduras ou outras substâncias.

excepto coluna Coluna vertebral Sub.º Trabalhador: Número: Pág. nocivas/radiações Choque com objectos Esforço físico excessivo Explosão/Incêndio Intoxicação Electrização/Electrocussão Entorse Esmagamento Ferida/Golpe Fractura Braço(s) Mão(s). excepto dedos Dedo(s) da(s) mão(s) Pernas(s) Queda em altura Queda ao mesmo nível Queda de objectos Soterramento Lesões múltiplas Luxação Queimadura Traumatismo Ignorado Pé(s). excepto olhos Olho(s) Tronco.º: 00000000 de emitido por Data de Nascimento: 00/00/0000 N.: 1/1 Tipo de lesão: Parte do corpo atingida Breve descrição do acidente: Medidas de prevenção adoptadas: Efeitos do acidente: Sem incapacidade Incapacidade permanente: % Responsável do Empreiteiro pela SST Data: ____/____/____ Ass. N. excepto dedos Dedo(s) do(s) pé(s) Localizações múltiplas Apólice: (2) N.º: 0000000 de 00/00/0000 emitido em Passaporte (1) N.: (1) Caso não seja mencionado o Bilhete de Identidade Incapacidade temporária Morte Regresso ao trabalho: / / > dias perdidos Director Obra Data: ____/____/____ Ass.º: Categoria profissional: Data de admissão na obra: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS À ENTIDADE EMPREGADORA Entidade empregadora: Companhia de Seguros: (2) Data de admissão na empresa: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS AO ACIDENTE Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Local: No estaleiro Fora do estaleiro Deslocação: Domicílio > Trabalho Deslocação: Trabalho > Domicílio Onde? Destino do sinistrado: Hospital de Entidade que o transportou: INEM/Ambulância dos Bombeiros de Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Houve mais sinistrados no acidente? Não Sim Quantos? Testemunhas: Causa do acidente: Atropelamento Capotamento Colisão de veículos Compressão por objecto Choque eléctrico Amputação Asfixia Concussão/Lesões internas Contusão Distensão Cabeça.FT10 .: (2) Apólice de seguro de acidentes de trabalho a coberto da qual se encontra o trabalhador sinistrado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . I. 5 Posto de Socorros FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo REGISTO DE ACIDENTE DE TRAbALHO Dono da Obra: Obra: Empreiteiro: DADOS DO SINISTRADO Nome: Sexo: Masculino Feminino Naturalidade: Nacionalidade: Morada: Estado civil: B.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

2 Escritórios de Apoio. 1 Actividades/Avaliação 3. Em estaleiro de obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . junto da área _____________________. 5.4.AV3 . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 2. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 9. Enuncie quatro requisitos que o Posto de Socorros a implantar em estaleiro de obra deverá ter. ponto 3. Descreva qual a localização mais conveniente para a portaria e a correlação de proximidade com outras instalações em estaleiro de obra. 4. será obrigatoriamente montada uma ___________________para afixação de _________________ cujo objectivo é a __________________ dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do _________________________________________. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. 3. Enuncie quatro requisitos que os Escritórios de Apoio a implantar em estaleiro de obra deverão ter.

Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente aos procedimentos a tomar em caso de acidente de trabalho. 2 6. ___________________________ ___________________________ ___________________________ __________________________ __________________________ __________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . comente com base nas figuras apresentadas.Se não conseguir resolver esta actividade.Actividades/Avaliação AV3 . Instalações Administrativas. reveja o submódulo 3.4) .

Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .4.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

SM4 . riscos mais frequentes. possibilitará dimensionar e organizar as instalações sociais em estreita articulação com a produção. SABER MAIS • http://agency. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações sociais mais relevantes em estaleiro de obra. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações sociais deverão ter. os vestiários e as instalações sanitárias.osha. Assim.euromodulo.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o estaleiro administrativo e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e às condições sociais em estaleiro de obra.int • http://dre.neogal. os dormitórios. 1 Instalações Sociais 1. • Elaborar lista de verificações referente às instalações sociais. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. a cozinha. 3. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações sociais.pt • www.eu. 2. • Definir os locais de implantação das instalações sociais.pt • www. FICHAS TEMÁTICAS • Refeitório e Cozinha • Dormitório e Instalações Sanitárias 4. o refeitório. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações.levapambiente. GloSSÁRIo • Esgoto • Estaleiros Temporários ou móveis • Fumigar • Fenestração • Inflamáveis • Intoxicação • Pé Direito • Porta de Emergência • Salubridade 5.pt • www.

segurancalimentar.pt www.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Instalações Sociais SM4 . 2 • • www.pla.grupoipg.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Esgoto. É recomendável a existência de zonas verdes próximo das instalações sociais. o local destinado aos trabalhadores para a toma das refeições que podem ser pré-preparadas ou confeccionadas em obra. REFEITóRIo E CozINHA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. se é suficiente um refeitório e uma sala de convívio para todo o pessoal do estaleiro ou se. Inflamáveis. A localização mais conveniente para as instalações sociais onde estão incluídos o refeitório e a cozinha. PAlAVRA-CHAVE • Refeitório • Cozinha • Fenestração • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. devem dispor de cozinha ou quando a obra tenha um prazo de execução superior a 6 meses e mais de 50 trabalhadores em obra. Salubridade. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. A quantificação e dimensões das instalações encontram-se legisladas. devido à distância entre os diferentes locais de trabalho será aconselhado a instalação de vários refeitórios. • Utilizar a lista de verificações de refeitório e cozinha em estaleiro de obra.FT11 . 1 Refeitório e Cozinha 4. De acordo com as dimensões do terreno e a distribuição das instalações do estaleiro de obra. da duração e organização dos trabalhos. do número de utentes. Fenestração. Entende-se por refeitório em estaleiros temporários. As instalações sociais do estaleiro destinam-se a apoiar os recursos humanos deslocados na obra. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o refeitório e a cozinha deverão ter.º 46427 de 10 de Julho de 1965).1. será sempre que possível em local afastado das zonas de trabalho de modo a ficarem protegidas das poeiras e dos ruídos próprios desses locais. (Decreto n. Devem responder às necessidades específicas do local da obra. Neste ultimo caso.

onde o pessoal possa tomar as suas refeições. • O pé-direito mínimo livre será de 2. utilizando. localização. • Para o dimensionamento de um refeitório. disponha de um escoamento rápido e que resista sem se degradar. 2 Figura 4. o espaço deve ser protegido por redes mosquiteiras. Dispor de portas abrindo para o exterior.Refeitório e Cozinha FT11 . se necessário. considerar a área de 1. Evitar o recurso a insecticidas pulverizados. dotados de água potável e disporem de mesas e cadeiras.0 m de altura. Figura 4. • As paredes exteriores garantirem defesa satisfatória do vento e da chuva. Fenestração de 1/10 da área do pavimento. • Paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos 2.2: Corte de Refeitório e Cozinha (ventilação. a fim de impedir a entrada de insectos. com largura suficiente para a passagem dos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . duração e o número de trabalhadores deverá ser implementado em obra um refeitório e eventualmente cozinha que satisfaçam as seguintes condições: • Serem cobertos e abrigados das intempéries. • O pavimento deve ser de material facilmente lavável. • Deverá ter uma ventilação conveniente por janelas e/ou por ventiladores.5 m. aos detergentes fortes. • Disporem de lavatórios com uma torneira ou bica por cada dez ocupantes. admissão de ar fresco e balcão) • • Controlar os insectos alados. munidos de doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis ou secadores de mãos. insectocutores eléctricos.1 m2 por trabalhador.1: Solução de refeitório e cozinha com base em construção metálica modulada Acções aconselhadas o refeitório e cozinha em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: Tendo em consideração a natureza.

Na rede de esgotos da cozinha deve ser montada uma caixa de retenção de gorduras a montante da ligação à rede geral de esgotos. equipado com meios de combate a incêndios de 1ª intervenção e o acesso ser só possível a pessoas autorizadas. Figura 4. O local de armazenagem de botijas de gás deverá ser localizado afastado das zonas sociais. além de não proporcionarem posturas correctas.FT11 . Caso exista rede de água não potável. As instalações sociais devem ter uma rede de esgoto (drenagem de águas residuais). 3 Refeitório e Cozinha • • trabalhadores. O refeitório e a cozinha deverão ser mantidos em permanente estado de salubridade. prever em obra uma ETAR compacta. os bancos corridos devem ser evitados. das fontes de energia e dos materiais inflamáveis.3: Cozinha Figura 4. Os lixos orgânicos deverão ser depositados em contentores e removidos periodicamente para fora do estaleiro. sendo tomadas diariamente as providências necessárias para a eliminação dos lixos e resto de comida. Na entrada das instalações sociais. Devem ser utilizadas cadeiras de espaldar. instalar dispositivo para lavagem de calçado. Junto à porta do refeitório colocar extintor de incêndio de pó tipo ABC de 6Kg e de CO2 5Kg no interior da cozinha. sinalizar de forma clara os pontos de água. A sua recolha posterior deverá ser efectuada pelas Entidades Competentes para o efeito (Serviços Municipalizados) em zona exterior ao estaleiro por estes definida. no caso de não ser possível a sua ligação à rede pública. levantam problemas ao nível da organização do refeitório. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .4: Refeitório • • • • • • • • Equipar a zona de refeições com mesas munidas de tampos impermeáveis e de fácil lavagem. A caixa de visita que recolhe as águas residuais do refeitório deve ser sifonada.

4 Figura 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . dimensão ou outros condicionalismos da obra não aconselharem a montagem de um refeitório dever-se-ão construir instalações que permitam o aquecimento e toma de refeições. Estas instalações deverão corresponder aos requisitos apontados para o refeitório. embora com as devidas adaptações.5: Limpeza e lavagem de calçado Se o prazo de execução da obra.Refeitório e Cozinha FT11 .

Refeitório dimensionado para 1. quer para as pessoas ou instalações. Pavimento lavável e com bom escoamento. quente e fria. Ventilação é adequada.1 m2/trabalhador. 1/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. Paredes interiores com revestimento lavável até 2. Cadeiras confortáveis e de fácil limpeza. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Preparação de alimentos com dimensão suficiente.5m. doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Fenestração de 1/10 da área de pavimento. na saída das instalações. Mesas com tampos de fácil lavagem e impermeáveis. C = Conforme. Extintor de CO2 de 5Kg na cozinha. Portas com abertura para o exterior. ligação a rede pública ou ETAR. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. 1 Torneira/10 ocupantes. Pé-direito mínimo livre de 2. bancada facilmente higienizáveis. NC = Não conforme. Rede de água potável. l = Constitui um risco ligeiro.0m. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Rede de esgotos. Cozinha com caixa de retenção de gorduras. Dispositivo para extermínio de insectos (insectocutores). 5 Refeitório e Cozinha FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Cobertura e paredes exteriores impermeáveis.FT11 .

NC = Não conforme. 6 LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 19 20 21 22 23 DESCRIÇÃO Local destinado à auto preparação das refeições. sinalização. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quer para as pessoas ou instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Conforme. vedação. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.Refeitório e Cozinha FT11 . extintor de pó tipo ABC de 6Kg. Instalações limpas e asseadas. 2/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. no exterior. Desinfestação das instalações (trimestral). l = Constitui um risco ligeiro. Recolha de lixos orgânicos (diária). Garrafas de gás.

vestiário. sendo economicamente mais favorável a disponibilização de condições para pernoitar em estaleiro. Porta de Emergência. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. Os vestiários são destinados aos trabalhadores que não pernoitam em obra. • O regime dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. o pessoal cuja área habitual de residência se situe a distância considerável do local da obra. o local destinado ao alojamento dos trabalhadores deslocados. PAlAVRA-CHAVE • Dormitório • Vestiário • Instalações sanitárias • Balneário • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários ou móveis. Ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. Intoxicação. isto é. Fumigar. Entende-se por dormitório em estaleiros temporários. Estes devem possuir fechadura com chave e permitir arrumar o vestuário de trabalho separado do vestuário pessoal.2. • O local de implantação deve ser convenientemente drenado. • O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. os condicionalismos existentes e os seguintes cuidados: • Local geograficamente independente do estaleiro industrial. doRMITóRIo E INSTAlAÇÕES SANITÁRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Dormitório e Instalações Sanitárias 4. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o dormitório e as instalações sanitárias deverão ter. devem ter um acesso fácil e equipados com assentos e armários individuais em número suficiente.FT12 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Utilizar a lista de verificações de dormitório. Pé-Direito.

dotá-los de uma boa ventilação para impedir a condensação de vapor de água nas paredes interiores. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. A quantificação e dimensões das instalações sociais (dormitório.º 46427 de 10 de Julho de 1965. de pelo menos duas portas colocadas em pontos opostos. • As portas de entrada dos dormitórios deverão abrir para o exterior e é recomendável que sobre elas exista um pequeno telheiro que abrigue a zona de entrada da chuva e do sol. vestiário. o pavimento dos dormitórios deverá possuir isolamento térmico que garanta o mínimo de conforto. instalações sanitárias e balneário) encontram-se legisladas no Decreto n. No entanto. • Nas entradas das instalações colocar lava-botas munidos de torneira e mangueira. com pendentes suaves que permitam o escoamento das águas de lavagem. Acções aconselhadas o dormitório e/ou vestiário a implantar em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Sempre que possível. situar o dormitório em local geograficamente distinto do reservado ao estaleiro de produção. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . se as instalações sanitárias são suficientes para todo o pessoal em estaleiro de obra. com capacidade de 6 Kg. • Junto à porta de emergência colocar extintores de pó químico seco.6: Implantação em U de dormitório e balneário contíguo As instalações sanitárias devem estar implantadas em local contíguo ao dormitório e resguardadas das vistas. assim como “raspadores” para ajudar a limpar as lamas do calçado. • O pavimento das instalações deverá ser facilmente lavável. um local para troca de roupa de trabalho. tipo ABC.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . • No sentido de facilitar a evacuação do dormitório em caso de incêndio dotá-lo. sempre que se justifique. 2 Figura 4. Para apoio às frentes de trabalho devem existir WC químicos na proporção de 1 equipamento por cada 15 trabalhadores ou fracção. • Se for previsível que a obra venha a funcionar em mais que um turno ter especial atenção ao ruído e ao seu impacto nos trabalhadores que se encontrem em período de descanso. • Se optar pela construção de dormitórios recorrendo a contentores metálicos. De acordo com as dimensões do estaleiro de obra. • Reservar junto à entrada dos dormitórios.

Os armários deverão ser duplos. desinfecção e desinfestação periódicas. A cubicagem por ocupante não deve ser inferior a 5. Para a garantia da salubridade das instalações. Se as condições climatéricas assim o aconselharem. Figura 4. muito menos. Dotar todos os dormitórios com janelas para o exterior. As camas devem ser metálicas e fáceis de desmontar. Nunca permitir nos dormitórios aquecedores individuais a gás ou outros equipamentos que provoquem o abaixamento dos níveis de oxigénio e. Se possível.50 m3. 3 Dormitório e Instalações Sanitárias • • • • • • • • • • • • • equipada com bancos e cabides. Fumigar as instalações trimestralmente.FT12 . quando existir uma única fila de camas. destinar um compartimento para arrecadação de malas e outros volumes que pela sua dimensão não devam ser guardados junto das camas. Existir coxia com a largura mínima de 1. para permitir uma eficiente limpeza. através de uma limpeza diária. dotar as instalações com um sistema de AVAC. a não ser que no compartimento de muda de roupa exista local para guardar a roupa de trabalho. os dormitórios colectivos devem ser mantidos em boas condições de higiene e limpeza. As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. Equipar os compartimentos com armários individuais (um por cada utente).50 m quando se instalarem beliches de duas camas. Este mínimo é elevado para 2 m quando forem previstas duas ou mais filas de camas. equipadas com persianas ou material similar que permita obscurecer o seu interior. Não permitir guardar nos compartimentos produtos perigosos. Apenas será permitido a utilização de aquecedores eléctricos a óleo.50 m. sendo necessário elevar este valor para 1. nem tão pouco confeccionar refeições mesmo que ligeiras. O afastamento mínimo entre duas camas contíguas deve ser no mínimo de 1 m. O pé-direito mínimo deve ser de 3 m. que libertem gases tóxicos que possam originar a intoxicação dos trabalhadores. entre as camas e a parede.7: Plantas de dormitórios com cama simples e beliche CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . sistema individual do tipo Split ou através de unidades centrais em estaleiros sociais de grandes dimensões.

• Um chuveiro por cada 20 trabalhador ou fracção. exigindo sempre o cumprimento escrupuloso das regras de segurança inerentes aos aparelhos de queima e ao acondicionamento das garrafas de gás. então. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . em função do número de ocupantes do dormitório a que estiver afecto. dos sanitários deverá ser do tipo estanque e protegida com disjuntor diferencial de 30mA. alvéolos protegidos. e quando agrupadas separadas entre si por divisórias com a altura mínima de 1. sendo o chão revestido com estrados constituídos por pequenos módulos de plástico acopláveis. • As tomadas de corrente. • Um urinol por cada 25 trabalhadores ou fracção. de tal modo que a ligação “dormitório/ sanitários”seja cómoda. • As instalações sanitárias terão dimensões suficientes para comportarem em boas condições de utilização os dispositivos. circuito de iluminação. com dispositivos de mistura que permitam regular a temperatura da água.70m. • As bases de chuveiro dos duches deverão ser do tipo anti-derrapante ou. No entanto. deverão ser equipadas com terra. deverá garantir um arejamento suficiente para dissipar os odores desagradáveis. de esquentadores a gás propano ou butano. com lâmpadas colocadas em luminárias estanques aplicadas no tecto. sempre que possível. será: • Uma retrete por cada 15 trabalhadores ou fracção. • As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. tampa de protecção contra salpicos de água e protecção por disjuntor diferencial de 10 mA. equipadas com cabides. cujo número. • A instalação eléctrica. • Um lavatório por cada 5 trabalhadores ou fracção. • As cabines de duche deverão ter antecâmaras para a muda de roupa. • O pavimento das instalações sanitárias deverá possibilitar uma boa lavagem e drenagem das águas e ser resistente aos produtos de desinfecção vulgarmente utilizados em instalações colectivas. • As bacias de retrete devem estar resguardadas das vistas.60m. se existirem. • Terão um pé-direito mínimo de 2.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . • Para a produção de AQS (água quente sanitária) é frequente a utilização em estaleiro. 4 Acções aconselhadas As instalações sanitárias a implantar em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • As instalações sanitárias devem estar interligadas ao dormitório (caso exista) por um telheiro resguardado dos ventos dominantes. • Optar. • Dotar os duches de água corrente quente e fria. por iluminação do tipo fluorescente. estarem equipadas com dispositivos que garantam aquela função.

9: Base de chuveiro Figura 4.FT12 .8: Urinóis Figura 4. 5 Dormitório e Instalações Sanitárias Figura 4.10: WC químico CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

0m. Instalações sanitárias são contíguas aos dormitórios. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .0m Beliches ≥ 1. DESCRIÇÃO NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.5 m3. Afastamento entre cama e parede ≥ 1. Portas com abertura para o exterior. Pavimento lavável e com bom escoamento. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Afastamento entre camas: Simples ≥ 1. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. compartimento duplo. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações.5m Distância à parede ≥ 1. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM DORMITÓRIO 1 2 3 4 5 6 7 Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. Volume mínimo por trabalhador é de 5.5m. C = Conforme.5m. NC = Não conforme. Limpeza diária e boas condições de higiene. na saída das instalações.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . Armários individuais com alhetas de ventilação. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 NA = Não Aplicável. Pé-direito mínimo livre de 3.

quer para as pessoas ou instalações. equipados com assentos. C = Conforme. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Iluminação natural através de janelas com persianas. compartimento duplo e alhetas de ventilação. Armários individuais com fechadura. NC = Não conforme.FT12 . NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Área de janelas ≥ 1/10 do pavimento. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. recolha (diária). 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 VESTIÁRIO 16 17 18 19 20 21 NA = Não Aplicável. Aquecimento dos dormitórios por equipamento que não provoque redução de oxigénio. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. Separação das instalações por sexos. Desinfestação das instalações (trimestral). Instalações limpas e asseadas. Fácil acesso. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 7 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM 12 13 DESCRIÇÃO Ventilação é adequada. l = Constitui um risco ligeiro. arejamento das instalações. Contentor para colocação de resíduos.

quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. 1 lavatório por cada 5 trabalhadores.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . l = Constitui um risco ligeiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM DESCRIÇÃO Proximidade com dormitório e frentes de obra. Instalações separadas por sexos.6m. Ponto de água próximo da instalação sanitária. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 1 2 3 4 5 6 BALNEÁRIO 7 8 9 10 11 NA = Não Aplicável.70m. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Pé-Direito ≥ 2. Bacias de retrete em bateria devem ter divisória com altura ≥ 1. Bacia de retrete com sifonagem. Wc´s químicos colocados em local acessível. C = Conforme. 1 chuveiro por cada 20 trabalhadores. 1 bacia retrete por cada 15 trabalhadores. 1 urinol por cada 25 trabalhadores.

Água é potável e com caudal suficiente para todos os equipamentos. C = Conforme. Instalações dispõem de AQS (água quente sanitária). pólos de terra e protecção por disjuntor diferencial de 10mA. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. NC = Não conforme. protecção por disjuntor diferencial de 30mA. Pavimento e paredes com materiais de limpeza fácil. 9 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Instalações têm fácil acesso. Instalações limpas e desinfectadas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. Tomadas com alvéolos protegidos. Drenagem de águas é efectuada para a rede de esgotos do estaleiro. Bases de chuveiro com piso antiderrapante. 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 19 20 NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro.FT12 . Instalação eléctrica do tipo estanque.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

para um refeitório em estaleiro de obra com 60 trabalhadores? 50 m2 66 m2 90 m2 4. 2. 1 Actividades/Avaliação 4. a. paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos _________ m de altura. o refeitório deverá ter como valores mínimos um pé-direito de _________ m. para o dimensionamento do refeitório devemos ter uma área de _________ m2 por trabalhador. Qual a área mínima. disponibilizar um lavatório por cada _________ ocupantes.AV4 . Descreva quais os cuidados a ter relativamente à localização dos dormitórios e vestiários em estaleiro de obra. janelas cuja área total seja igual ou superior a 1/10 da área do _____________. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “Posto de Garrafas de Gás”. ponto 4. ________________________ 3. ________________________ c. ________________________ b. Em estaleiro de obra. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 11.1 Refeitório e Cozinha.3.

ponto 4.2 Dormitório e Instalações Sanitárias.Se não conseguir resolver esta actividade. complete os espaços em branco. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 2 5.4) . 6. Relativamente à ficha temática 12. reveja o submódulo 4. Dimensione as instalações sanitárias para um estaleiro de obra com 40 trabalhadores? Lavatório 2 8 10 Chuveiro 2 3 4 Urinol 1 2 3 Retrete 2 3 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Instalações Sociais.Actividades/Avaliação AV4 .

Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Assim. Após o planeamento da obra é dimensionado o estaleiro de apoio. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as instalações afectas ao estaleiro de apoio. São apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. 3. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as instalações a contemplar na implantação de um estaleiro de apoio. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações em análise. possibilitará dimensionar e organizar o estaleiro de apoio em estreita articulação com a produção. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. GloSSÁRIo • Aprovisionamento • Armadura • Cabo de Elevação • Cofragem • Descofragem • Etiquetagem • Lingada • Solho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . estaleiro de cofragens e de ferro. • Identificar os requisitos que o estaleiro de apoio deverá ter. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. equipamentos a disponibilizar e processos construtivos adoptados. riscos mais frequentes. 1 Estaleiro de Apoio à Produção 1. carpintaria. o estaleiro administrativo e as instalações sociais.SM5 . ferramentaria. assim são analisadas as áreas e os locais a afectar para armazém. • Elaborar lista de verificações referente ao estaleiro de apoio. 2. • Definir os locais de implantação do estaleiro de apoio. FICHAS TEMÁTICAS • Armazém e Ferramentaria • Carpintaria • Estaleiro de Cofragens • Estaleiro de Ferro 4. tendo por base os materiais a utilizar.

com • www.peri.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 .com • http://dre.manutain.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 5.pt • www.nordesfer. SABER MAIS • www.pt • www.pt • www.rubi.wurth.fachagas.pt • www.doka.pt • www.

Ferramentaria é o local destinado a guardar ferramentas e equipamentos. mas devidamente vedada e fechada (sendo vedação metálica deverá ter ligação à terra). Entende-se por armazém. em geral.FT13 . O fiel de armazém deverá manter um registo de todo o material movimentado. Plano de Segurança e Saúde. Estaleiro de obra. No caso do armazém e ferramentaria. O ferramenteiro deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. destinadas ao depósito temporário de materiais. zona descoberta. • Utilizar a lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria. no caso do depósito de materiais. 1 Armazém e Ferramentaria 5. de pequena dimensão. zonas cobertas e fechadas.1. PAlAVRA-CHAVE • Armazém • Ferramentaria • Aprovisionamento • Rotulagem • Acessos GloSSÁRIo Aprovisionamento. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e o Armazém. Geralmente está associado ao armazém o depósito de materiais com zonas ao ar livre e devidamente vedadas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão ter. ARMAzéM E FERRAMENTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Sinalização.

Armazém e Ferramentaria FT13 . • Para garantia de preservação. • Em função do perigo potencial de cada material ou produto. Em caso afirmativo. Os produtos deverão ser preferencialmente armazenados na embalagem de origem. Quando tal não for possível deverá ser feita a rotulagem de acordo com a embalagem de origem. Com a recepção dos materiais. assinalar essa incompatibilidade e proceder à sua separação física. com os alcances e capacidades dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). 2 Figura 5. Estes locais devem estar devidamente identificados com sinalização de segurança e referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. confirmar se existem calços suficientemente sólidos que garantam a estabilidade do empilhamento. pelo que a zona de armazenagem deverá estar dimensionada para permitir tal manobra. • Das recomendações do fabricante. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra). verificar se as suas características os podem tornar incompatíveis com outros produtos armazenados. ainda. Aquando da mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações. • Por exigência legal. Se existirem locais para o armazenamento de tubagens ou outros materiais cilíndricos.1: Armazenamento exterior de materiais Criar zonas de armazenamento específicas de acordo com os seguintes critérios: • Em função da natureza do próprio produto. A remoção manual deste tipo de material deverá ser feita pelos topos com o pessoal colocado nos extremos. características dos materiais (zonas de depósito) e. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

As ferramentas susceptíveis de derrame de óleos de lubrificação deverão estar assentes sobre resguardos ou tinas de recepção impermeáveis.FT13 .5m. 3 Armazém e Ferramentaria Figura 5. Confirmar se existem bacias de retenção colocadas sob os recipientes susceptíveis de provocar derrames. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2: Rotulagem em produtos perigosos Os combustíveis devem ser armazenados no depósito de materiais exterior e com cobertura que proteja das intempéries. Na organização das zonas de armazenagem de materiais e ferramentaria devem estar definidos corredores entre os diferentes materiais. mas nunca será inferior a 70cm. que garantam que não há contaminação da instalação. Os bidões armazenados na horizontal devem ter travamento eficaz. Garantir que o armazenamento dos materiais é efectuado em pilhas baixas. A capacidade da bacia deverá estar de acordo com a perigosidade do derrame e a quantidade de produto previsível reter. A largura destes corredores deverá estar de acordo com os meios de movimentação manual ou mecânica e com a altura das pilhas e dimensões do material. Se a movimentação for feita manualmente não deverão ser efectuados empilhamentos superiores a 1. Uma boa ligação funcional entre a produção e o armazém e a ferramentaria é fundamental para a sua gestão. Os materiais e ferramentas devem estar divididos por categorias e a sua armazenagem deve estar organizada de tal modo que a sua remoção se possa fazer sequencialmente. O armazenamento de materiais e ferramentas deve ser feito em prateleiras suficientemente largas para os materiais não caírem e em altura na razão inversa do seu peso (mais pesados em baixo).

já que os raios ultra-violetas. uma boca-de-incêndio armada devidamente equipada com mangueira e agulheta junto ao armazém. no seu interior será proibido fumar ou foguear.3: Armazém de tintas Os Equipamentos de Protecção Colectiva e Individual deverão estar armazenados de modo a permitir a permanente disponibilidade para a sua utilização e existirem em número suficiente. Em armazéns dotados com esse tipo de iluminação. 4 Figura 5. em princípio. Os capacetes de protecção (material leve que. colocar. são. • Implantação das instalações em terreno plano e com capacidade de carga. Devem ser colocados junto dos acessos extintores portáteis de pó tipo ABC e caixa de areia com pá. pelo menos.Armazém e Ferramentaria FT13 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Organização dos espaços conforme categorias dos materiais e ferramentas.4: Ferramentaria Acções Aconselhadas O armazém e ferramentaria de estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. armazenados em prateleiras intermédias. Sempre que a rede de água o permita. emitidos por estas. aceleram o seu envelhecimento. devendo estar bem visível a sinalização para o efeito. devido aquele condicionalismo. Dado o risco de incêndio geralmente associado aos armazéns de obra e ferramentaria. muitas vezes. Figura 5. seria colocado na prateleira superior) deverão ser armazenados longe da iluminação fluorescente. os capacetes.

acessórios de elevação e equipamentos em mau estado de conservação. 5 Armazém e Ferramentaria • • • • Acondicionamento dos materiais deve atender às regras básicas de armazenamento: • Materiais cilíndricos. • Na arrumação em prateleiras os materiais pesados em baixo.50m. materiais em pilhas a uma altura máxima de 1. • FIFO (first in first out). estabilizar com calços. Abater todas as ferramentas. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos. manter stock mínimo para reposição imediata. • Organização do empilhamento com fiadas cruzadas. regras fornecimento conforme data de recepção. • Movimentação manual. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança e manter em bom estado a rotulagem do produto.FT13 . Verificar todas as ferramentas e acessórios de elevação que dão entrada na ferramentaria. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. Os produtos estão devidamente identificados. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Existem corredores de circulação entre os materiais e a parede. NC = Não conforme. Existe separação de produtos inflamáveis. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Armazém e ferramentaria ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a ferramentaria estão identificadas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 NA = Não Aplicável. Existem EPC e EPI em quantidade suficiente e estão bem acondicionados. Os materiais não têm elementos salientes nas zonas de passagem. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Existem meios SI de 1ª intervenção. Existem corredores de passagem com mais de 0. Está afixada sinalização de segurança. Paletes estão em bom estado e facilitam a movimentação mecânica. corrosivos e tóxicos. Empilhamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado.70m. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Proibição de Fumar e Foguear. Existe Ficha de Segurança Bacias de retenção nos recipientes susceptíveis de provocar derrame.Armazém e Ferramentaria FT13 . C = Conforme. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados.

que tenham como matéria-prima a madeira em tosco/ solho ou acabada. Estaleiro de Obra. Entende-se por carpintaria em estaleiro de obra. • Utilizar a lista de verificações referente à carpintaria.FT14 . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a carpintaria de estaleiro deverá ter. CARPINTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. à execução de estruturas de cofragens e coberturas. Os trabalhos de carpintarias em estaleiro são diversos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . todas as tarefas descritas estão enquadradas na actividade de carpintaria. Solho. cavaletes. Cofragem. réguas.2. PAlAVRA-CHAVE • Carpintaria • Solho • Localização • Organização • Serra Circular • Acessos GloSSÁRIo Carpintaria. o local onde se executam trabalhos de carácter provisório ou definitivo. desde a entivação de valas. 1 Carpintaria 5. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e a carpintaria. estâncias. Plano de Segurança e Saúde. gamelas e outras ferramentas em madeira. passando pela execução de plataformas de trabalho.

estas instalações devem ser referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. com o alcance e capacidade dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). só muito raramente são executados integralmente em estaleiro de obra. 2 Figura 5. A carpintaria deve estar pavimentada e nivelada. Os trabalhos de carpintaria de toscos. móveis. Os trabalhos de carpintaria de limpos ou acabada. roupeiros. ainda.Carpintaria FT14 . A carpintaria deve estar devidamente identificada com sinalização de segurança e delimitada em obra. a favor dos sistemas de cofragem metálica que são hoje em dia bastante utilizados na construção civil. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra). consoante o sistema de cofragem adoptado tenha a madeira como matéria-prima. Com a mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações (carpintaria e depósitos). o que se verifica cada vez menos. em estaleiro de obra são de carácter específico ou diverso. revestimentos. vãos…) em obra. pelo que se verifica um grande incremento da pré-fabricação em oficinas especializadas e a montagem destes elementos (cozinhas. possibilitando a instalação das máquinas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O local destinado à carpintaria deverá possuir tamanho adequado em conformidade com o planeamento dos trabalhos necessários realizar com o recurso à madeira. características dos materiais com zonas de depósito para matériaprima (madeira) e produtos acabados e.5: Carpintaria A obra de carpintaria pode ser de toscos ou de limpos.

que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. corrigir o efeito estroboscópico característico desse tipo de iluminação.6: Máquina com sistema de aspiração Prever na montagem da rede de água do estaleiro a instalação de um ou mais carretéis de incêndio. equipados com mangueira. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . agulheta e chave de manobra. já que as baixas temperaturas. As máquinas devem ter um sistema de aspiração equipado com mangas ligadas a silos de recolha de aparas e serradura. A iluminação deverá ser suficiente (pelo menos 400 Lux no posto de trabalho) e adequada ao tipo de actividade. A área deverá ser arejada. As máquinas de corte e bancadas.FT14 . 3 Carpintaria em segurança. reduzem a sensibilidade das mãos e aumentam o risco de acidente. devem ter pintado no pavimento uma linha que delimita a área de trabalho sendo exclusivamente destinada aos operadores e mantê-la livre de detritos ou outros materiais. A instalação eléctrica. Se optar pela utilização de lâmpadas fluorescentes ou equivalente. o plano de manutenção da instalação e das máquinas terá de incluir uma verificação diária ao sistema de aspiração. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para as oficinas de carpintaria e contemplados na Portaria 949-A/2006. A utilização de quaisquer máquinas de carpintaria só é permitida a pessoal habilitado para o efeito Figura 5. Nas saídas devem ser colocados extintores de incêndios de pó químico seco tipo ABC e/ou água pulverizada e de CO2 junto ao quadro eléctrico. mas ao mesmo tempo estar suficientemente protegida do frio.

Carpintaria FT14 . • Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho. Figura 5. • Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas.8: Serra circular • • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. 4 Acções Aconselhadas A carpintaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada sinalização de segurança. • Utilizar empurradores de madeira para o corte final das peças. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta.7: Empurrador de madeira • • Manter operacionais as protecções à zona de corte das máquinas. Figura 5. conforme manual da máquina (redigido em português). • Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho. Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada e com o disco parado. Na serra circular garantir a existência de capacete protector na zona de corte. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Proibição de fumar e foguear no interior da carpintaria. nomeadamente características técnicas da máquina. Garantir que este documento esteja disponível na carpintaria. principais modos operatórios. confortável e garantir que não existem partes soltas. histórico das intervenções de manutenção e reparação. Iluminação da carpintaria com lâmpadas de fluorescência e dotada de correcção do efeito estroboscópico. O vestuário de trabalho deve ser justo. Garantir a existência de meios de 1ª intervenção para o combate a incêndios. 5 Carpintaria • • • • • • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento. Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. Não fumar nem fazer lume Substâncias In amáveis Figura 5.9: Sinalização de segurança em carpintarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT14 .

l = Constitui um risco ligeiro. Acondicionamento de líquidos inflamáveis em local seguro e sinalizado. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. NC = Não conforme. Altura dos empilhamentos de madeiras é segura e está ordenada. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA.Carpintaria FT14 . Os locais de trabalho estão limpos e organizados. obrigação de utilizar EPI. Zonas de corte das máquinas com capacete protector. Existem registos referentes à manutenção das máquinas. Iluminação com lâmpadas de fluorescência. quer para as pessoas ou instalações. Existe sistema de aspiração para serradura. Empilhamento de madeiras é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Está afixada sinalização de segurança. Existe sinalização de segurança. “Proibição de Fumar e Foguear”. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existem meios SI de 1ª intervenção. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Carpintaria ITEM 1 2 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a carpintaria estão identificadas. C = Conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Caminho de cabos eléctricos organizado. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. têm controlo efeito estroboscópico.

Desde tempos remotos que as técnicas de cofragem se utilizavam na edificação de muros em terra ou de argila. 1 Estaleiro de Cofragens 5. A questão do óleo descofrante é muito relevante já que poderá ser causa de incêndio. ou outros riscos de exposição.FT15 . As regras de armazenamento da cofragem em estaleiro de obra são normalmente descuradas. PAlAVRA-CHAVE • Cofragem • Descofragem • Descofrante • Plataforma GloSSÁRIo Cofragem. poluição. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de cofragens. área para execução e reparação de cofragens. ESTAlEIRo dE CoFRAGENS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Estaleiro de obra. mas o seu maior desenvolvimento surgiu depois do aparecimento do betão. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de cofragens deverá ter. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. continuando então a desenvolver-se e a aperfeiçoar-se.3. Estaleiro de Cofragens. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os elementos metálicos têm um peso considerável. Descofragem. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricados. madeiras para cofragens. Entende-se por estaleiro de cofragens. é no entanto de extrema importância o seu cumprimento para evitar acidentes. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de cofragens. material extremamente moldável. mortes e mesmo a nível de riscos ambientais. havendo registos de morte ou incapacidades permanentes devido ao incorrecto armazenamento e movimentação dos mesmos.

tábuas pregadas sobre barrotes e vigas.10: Execução de Cofragem de Madeira Como principais fases da evolução das cofragens. permitindo aumentar a produção diminuindo os prazos de execução e essencialmente dispensando os carpinteiros profissionais para se começar a utilizar cada vez mais operários especializados na montagem e desmontagem de elementos repetitivos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 5.Estaleiro de Cofragens FT15 . uma vez que a incorporação desta por m2 é muito elevada.11: Cofragem de Madeira Cofragens repetitivas. Os referidos elementos começaram por ser de madeira passando depois a metálicos. que apenas pode ser utilizado em obras onde o prazo de execução não seja o factor principal e em situações onde a mão-de-obra para o seu manuseamento seja barata. 2 Figura 5. Sendo este um sistema tradicional. podemos mencionar: Cofragens de madeira.

os trabalhos de movimentação mecânica de cofragens devem ser proibidos e os elementos suspensos devem ser colocados no solo. velocidade superior a 60 Km/h. Em caso de vento forte. a altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. o estado de conservação e amarração dos painéis deve ser verificado antes da sua elevação. O armazenamento deve ser organizado por tipos e dimensões.12: Cofragem com Painéis Pré-fabricados A disposição e áreas para o estaleiro de cofragens têm que ter em conta os condicionalismos impostos pelo tipo de sistema a utilizar e a sequência correcta para colocação em obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . No estaleiro de cofragem é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos de cofragem metálica e pré-fabricada. 3 Estaleiro de Cofragens Figura 5.13: Movimentação de elementos de Cofragem A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação.FT15 . os materiais devem estar correctamente alinhados e. Figura 5. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia.

quando não é possível manter as protecções colectivas. • Esmagamento. A desmontagem das cofragens deve ser executada com as plataformas protegidas contra quedas em altura.Estaleiro de Cofragens FT15 . diariamente e. não circulem naquele espaço onde poderão ser atingidos pela queda dos materiais. de modo a que estes possam efectuar um trabalho em segurança e permitir a rápida evacuação no caso de surgir uma situação de emergência. O escoramento deve estar dimensionado para resistir aos esforços previstos com uma margem de segurança de 150%. 4 Figura 5. ligado a um ponto sólido. os trabalhadores devem usar o arnês anti–queda. • Exposição ao ruído. • Quedas em altura. de modo a que os trabalhadores não afectos aquela actividade. rodapé e tábua de pé com uma largura mínima de 80 cm.50m. As plataformas de trabalho devem ser utilizadas para montagens em que a altura da cofragem é superior a 1. os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado e enviados periodicamente para o exterior da zona de obra. As sapatas e calços devem ter solidez para resistir aos esforços e os prumos devem estar bem verticais. A zona de trabalho deve ser limpa. estas plataformas devem ter guarda-corpos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de cofragens são os seguintes: • Corte e perfuração. • Queda de pessoas ao mesmo nível. • Queda de objectos.14: Acondicionamento de elementos de Cofragem A zona de trabalhos onde se efectua a montagem de cofragens e a sua descofragem deve ser delimitada e sinalizada. • Pancadas. • Exposição a condições atmosféricas adversas.

• Devem ser implementados espaços de circulação adequados. • Colocar em local visível e acessível as fichas de dados de segurança do óleo descofrante que está a ser utilizado. As medidas de prevenção relacionadas com o estaleiro de cofragens. pé-direito adequados. esgotos. arrumados e limpos. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. já que. utilizar óleo descofrante biodegradável. deve ser ajustado ao. • O óleo descofrante deve ser armazenado num local fresco e com ventilação adequada. 5 Estaleiro de Cofragens • • Exposição a substâncias tóxicas. • Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. os painéis devem ser posicionados com recurso a cordas guia. • A recolha e eliminação dos excedentes de produto deve ser efectuada por um operador autorizado. processo construtivo e equipamento adoptado. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos e desperdícios. a limpeza dos painéis deverá ser efectuada nesta zona estando os trabalhadores expostos a condições atmosféricas adversas. O estaleiro de cofragens deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra só para o armazenamento dos elementos de cofragem com área. Incêndio. • Devem ser evitados derrames ou fugas (rede de água pública. solo e vegetação) através da criação de bacias de retenção. • Se possível. • Na sua recepção. cursos de água. • Manter o óleo descofrante afastado de todas as fontes de ignição.FT15 . • O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. em terreno plano e com capacidade de carga. • Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de armazenamento. • A altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde possam ser atingidos pela queda de materiais. • A zona de armazenamento e montagem das cofragens deverá estar delimitada e sinalizada. • Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para o armazenamento dos óleos descofrantes. devendo ser rigorosamente proibido guiar os painéis com as mãos. desobstruídos. • Os materiais devem estar correctamente alinhados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

50m Materiais são armazenados por tipos e dimensões. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de Cofragem ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO O estaleiro de cofragens está identificado. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Estaleiro de Cofragens FT15 . Existem meios SI de 1ª intervenção. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. arrumados e limpos. delimitado e identificado no Plano de Circulação. l = Constitui um risco ligeiro. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existem Fichas de Dados de Segurança do óleo descofrante. C = Conforme. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. Zona de armazenamento com cobertura tipo telheiro. NC = Não conforme. desobstruídos. Estão visíveis? Recolha de resíduos de óleos descofrantes é efectuada por operador autorizado. Existe local para armazenamento de óleos descofrantes. Armazenamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. Estão implantados espaços de circulação adequados. Evitar pilhas com > 1. Óleo descofrante é armazenado em local fresco e ventilado. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. Existe um local destinado a armazenar desperdícios e são removidos com regularidade. Os painéis de cofragem são armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação Os painéis de cofragem são recepcionados com recurso a corda guia.

Cabo de Elevação. 1 Estaleiro de Ferro 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. Consoante as quantidades necessárias. fabrico e armazenagem de armaduras.4. Estaleiro de obra.FT16 . Lingada. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de ferro. ESTAlEIRo dE FERRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. prever áreas para: depósito dos varões de aço. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de ferro deverá ter. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. o estado de conservação das lingas deve ser verificado antes da elevação dos atados de aço ou das armaduras. depósito de varões dobrados e área de armazenagem de armaduras. Em caso de vento forte. Entende-se por estaleiro de ferro. área de dobragem dos varões. Figura 5. garantindo desta forma uma lingada segura.15: Estaleiro de Ferro No estaleiro de ferro é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos a movimentar. área de corte dos varões. Etiquetagem. Estaleiro de Ferro. PAlAVRA-CHAVE • Estaleiro de Ferro • Movimentação • Grua • Lingada • Armadura GloSSÁRIo Armadura. depósito de desperdícios. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de ferro.

Estaleiro de Ferro FT16 . dobragem e montagem de armaduras deve ser contígua à zona de armazenagem. Proceder conforme as indicações do fabricante à manutenção das máquinas de corte e dobragem de aço. Para optimizar a tarefa de corte dos varões. As baias destinadas a receber os atados de aço mais pesados devem ficar na zona onde a capacidade de carga da grua seja maior. Figura 5. para evitar o arranque acidental e devem vir equipadas com botoneira de paragem de emergência. A área de corte. As máquinas de corte e dobragem. a máquina de corte deve ser móvel e deslocar-se sobre carril ao longo do comprimento das baias. os trabalhos de movimentação mecânica de atados ou armaduras devem ser suspensos e os elementos colocados no solo. deve ter uma relação directa entre o peso dos atados a movimentar e o diagrama de cargas da grua de distribuição. O registo de manutenção ou reparação das máquinas deve estar disponível em estaleiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . devem ser accionadas por pedal com protecção superior. 2 velocidade superior a 60 Km/h.16: Movimentação de atados de aço O posicionamento dos varões em baias.

• Queda ao mesmo nível. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de ferro são os seguintes: • Corte. • Queda em altura. regularmente devem ser feitas medições destas ligações assim como dos dispositivos de protecção diferencial do quadro eléctrico do estaleiro de ferro.FT16 . deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para estaleiro de obra e contemplados na Portaria 949-A/2006.17: Dobragem de Ferro A instalação eléctrica. O local destinado ao estaleiro de ferro deve ser mantido limpo e os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado que garanta uma arrumação cuidada e uma remoção fácil deste resíduo. 3 Estaleiro de Ferro Figura 5. • Queda de objectos em manipulação. • Queda de objectos desprendidos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Marcha sobre objectos. • Esmagamento. • Electrocussão. • Perfuração. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. As massas metálicas acessíveis devem ser equipotencializadas e executar a sua ligação à terra.

conforme manual da máquina (redigido em português). principais modos operatórios. Posturas inadequadas. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. deve ser organizado por tipos e dimensões. O estaleiro de ferro deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra para o estaleiro de ferro com área. • Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. Garantir que este documento esteja disponível no estaleiro de ferro. nomeadamente características técnicas da máquina. em terreno plano e com capacidade de carga para o armazenamento dos atados em baias ou estantes. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. deve ser em terreno nivelado e ser feita a etiquetagem segundo a sua aplicação em obras. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. 4 • • • Choque contra objectos. desobstruídos. • O armazenamento dos atados em baias ou estantes. arrumados e limpos. • Na sua recepção. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. • Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada. • O armazenamento das armaduras prontas. • A área de corte dos varões de aço deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos. • A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de fabrico de armaduras e garantir que os trabalhadores não estejam expostos a condições atmosféricas adversas. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. • Os elementos de aço não deverão ser depositados directamente no solo. • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento. • Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação.Estaleiro de Ferro FT16 . Sobre esforços. histórico das intervenções de manutenção e reparação.

5 Estaleiro de Ferro Manter os locais de moldagem e de montagem limpos e desobstruídos Figura 5.18: Locais de trabalho limpos e desobstruídos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT16 .

Lingas são portadoras de identificação. Existe uma zona destinada a acondicionar os desperdícios de ferro. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA.Estaleiro de Ferro FT16 . Máquinas têm ligação equipotencial com ligação à terra. que proteja da chuva e do sol. NC = Não conforme. Estaleiro de ferro é servido por equipamento de elevação? Interditas as elevações com um único ponto de suspensão. São feitas as revisões periódicas às máquinas e existem registos de manutenção. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de ferro ITEM 1 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem estão junto à zona de fabrico de armaduras. quer para as pessoas ou instalações. Caminho de cabos eléctricos organizado. O estaleiro de ferro está limpo e organizado. C = Conforme.. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Existem meios SI de 1ª intervenção. A área de fabrico de armaduras tem telheiro. Estado de segurança da patilha de segurança da grua. Bancadas de montagem com dimensões que evitam posturas inadequadas. Máquinas cumprem os requisitos de segurança.

2. __________________ é o local destinado a guardar equipamentos e ferramentas.AV5 . 1 Actividades/Avaliação 5.5. 1. ponto 5.1 Armazém e Ferramentaria. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de pequena dimensão. O __________________ deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ______________________________________________________ 3. O __________________ deverá manter um registo de todo o material movimentado. Entende-se por __________________.1 Armazém e Ferramentaria. em geral. ponto 5. ______________________________________________________ 2. Enuncie três medidas preventivas. o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 13. associadas às figuras e referentes à ficha temática 13.

RISCoS Queda em altura Incêndio Exposição ao ruído Esmagamento MEdIdAS dE PREVENÇÃo Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação Manutenção de máquinas e ferramentas Guarda-Corpos em bordaduras de lajes Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . identifique nos riscos apresentados três riscos referente à utilização da serra circular eléctrica. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 5. enuncie quatro requisitos de segurança que a carpintaria de estaleiro de obra deverá ter: 1. 2 3. ponto 5. SERRA CIRCulAR RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Ruído 4. ______________________________________________________ 4.2 Carpintaria. Relativamente à ficha temática 14.3 Estaleiro de Cofragens. ponto 5. Relativamente à ficha temática 14. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. Relativamente à ficha temática 15.Actividades/Avaliação AV5 . ______________________________________________________ 3.2 Carpintaria. ponto 5.

3 Estaleiro de Cofragens. 3 Actividades/Avaliação 6.AV5 . ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 2. ponto 5. Relativamente à ficha temática 15. associada à tarefa de descofragem representada na figura. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1. enuncie três medidas preventivas.

Relativamente à ficha temática 16.4 Estaleiro de Ferro e com base nas figuras representadas. 4 7. ponto 5. 1. ______________________________________________________ 3.Actividades/Avaliação AV5 . ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 2. enuncie três requisitos de segurança a ter na movimentação mecânica de atados de ferro.

associada à implantação de um estaleiro de ferro. ______________________________________________________ 2. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4) . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Relativamente à ficha temática 16. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ______________________________________________________ 3. Estaleiro de Apoio à Produção.Se não conseguir resolver esta actividade. reveja o submódulo 5.4 Estaleiro de Ferro. 5 Actividades/Avaliação 8.AV5 . ponto 5. enuncie três medidas preventivas. 1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os requisitos referentes à montagem de uma estrutura de andaime. utilização e desmontagem). ocorre devido a quedas em altura e soterramentos pelo que são apresentados os seguintes equipamentos de protecção colectiva: • Guarda-corpos (rígidos e flexíveis e respectivas características geométricas). 1 Equipamentos de Protecção Colectiva 1. GloSSÁRIo • Andaime • Declaração de Conformidade • Entivação • Guarda-corpos • Guarda-cabeças • Protecção Colectiva • Rede de segurança • Vala CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar lista de verificações para entivação de vala. entende-se o conjunto de meios a empregar e destinados a proteger todos os trabalhadores sujeitos a diferentes tipos de perigos. garante da integração em obra do Princípio Geral de Prevenção que refere “dar prioridade à protecção colectiva relativamente a medidas de protecção individual”. • Identificar os diferentes tipos de redes de protecção. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção colectiva e as características técnicas mais relevantes. possibilitará dimensionar estes equipamentos em estreita articulação com a produção e dotar o estaleiro de obra com meios adequados de protecção colectiva. • Sistemas de entivação de valas (tipos e regras a observar na montagem. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Colectiva a implementar em Estaleiro de Obra. • Redes de Protecção (tipos de redes. FICHAS TEMÁTICAS • Guarda-Corpos • Andaimes • Redes de Segurança • Entivação de Valas 4. 2. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. Como equipamentos de protecção colectiva em estaleiro de obra. • Elaborar plano de protecções colectivas em estaleiro de obra. • Andaimes de serviço (classificação e regras a observar na montagem e desmontagem). A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 3. características geométricas e recomendações para utilização).SM6 . A grande maioria dos acidentes mortais na construção civil. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.

tubos.pt www.pt www.institutovirtual.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .carldora.pt www.pt www.ulma.peri. 2 5.pt http://dre.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 .norsave. • • • • • • • • SABER MAIS www.diabase.com www.pt www.

1 Guarda-Corpos 6.FT17 . andaimes.1. Guarda-Cabeças. São classificados em rígidos (montantes e guardas horizontais) ou flexíveis (montantes e redes). escadas e outros acessos. Figura 6. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos.1: Guarda-corpos rígido CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Queda em Altura. plataformas de trabalho. verticais (montantes) e suportes de fixação ao elemento construtivo. • Conhecer os locais onde devem ser colocados guarda-corpos. Guardas. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras ou bandas de sinalização. Estes equipamentos são utilizados na periferia das lajes. Os guarda-corpos rígidos são compostos por elementos horizontais (guardas). PAlAVRA-CHAVE • Guarda-corpos • Guarda-corpos rígidos • Guarda-corpos flexíveis • Montantes • Guardas • Guarda-cabeças GloSSÁRIo Guarda-corpos. GuARdA-CoRPoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. coberturas. Guarda-corpos são protecções colectivas utilizadas em estaleiro de obra com o objectivo de impedir a queda em altura de pessoas e de materiais. aberturas em lajes. • Identificar os requisitos que os guarda-corpos devem ter. consoante os materiais constituintes do sistema adoptado.

20m de largura.10m de lado e 1m a 1. com a função de prevenir a queda de materiais ou ferramentas a partir do plano de trabalho. constituído por um elemento horizontal geralmente uma tábua de madeira com 0.00m para alturas de rede de 1.50m).45m e 1. por redes e dispositivos de fixação da rede aos montantes. Figura 6. Devem em qualquer dos casos ter três elementos de fixação da rede em altura. Figura 6. Para garantir uma resistência igual aos guarda-corpos rígidos deve ser colocada uma corda no seu contorno.15m de altura solidamente colocada nos montante.00m da fixação ao elemento construtivo.20. Outro elemento integrante no guarda-corpos é o rodapé ou guarda-cabeças. ou por tábuas de madeira (vão máximo 1. nomeadamente por tubos.00m e de 2.Guarda-Corpos FT17 . solidamente colocados nos montantes verticais a 0. geralmente de varão de aço de 6mm.00m para alturas de rede de 1. As redes devem ter malha quadrada de 0.2: Sistemas de montagem de guarda-corpos rígido Os guarda-corpos flexíveis diferem dos rígidos essencialmente devido à substituição dos elementos horizontais.20m). 2 Os elementos horizontais podem ser constituídos por diferentes tipos de materiais. excepto o rodapé.3: Guarda-corpos flexível Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Os montantes devem estar espaçados de 1. barras ou perfis metálicos (vão máximo 2.

• Os andaimes. todas as aberturas devem estar protegidas. 3 Guarda-Corpos Figura 6.FT17 .5: Boas práticas na colocação de guarda-corpos Figura 6. Figura 6. • Nos planos de trabalho. • As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos.4: Guarda-corpos rígido em periferia de laje Acções Aconselhadas Os guarda-corpos são dispositivos destinados a impedir as quedas e devem ser instalados nos locais onde este risco esteja presente. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. • Todos os vãos.6: Boas práticas na colocação de guarda-corpos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . nomeadamente: • Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais.

NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Conforme. -guardas a 0.45m e 1. l = Constitui um risco ligeiro. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. -guarda-cabeças com 0. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Condições de armazenamento dos materiais. NC = Não conforme. quer para as pessoas ou instalações.15m. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. Estado de conservação dos materiais. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Guarda-Corpos ITEM 1 DESCRIÇÃO Localização de guarda-corpos: Vãos de sacada Escadas Localização de guarda-corpos: Plataformas de trabalho Passadiços Localização de guarda-corpos: Andaimes Bailéus Localização de guarda-corpos: Bordos não protegidos Coberturas Localização de guarda-corpos: Aberturas não protegidas Caixas de elevador Montagem é segura: -montantes fixos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .00m.Guarda-Corpos FT17 .

• Utilizar a lista de verificação de andaime. munidas de plataformas horizontais elevadas. pelas dimensões que por vezes atingem e pela quantidade de tarefas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os andaimes. as estruturas de andaime. passando pela sua utilização até mesmo à sua desmobilização. Declaração de Conformidade. suportadas por estruturas de secção reduzida e que se destinam a apoiar a execução de trabalhos de construção. Os andaimes são construções provisórias auxiliares. Sendo a Protecção Colectiva uma área fundamental e prioritário na segurança dos trabalhadores da Construção Civil. reparação ou demolição de estruturas.FT18 . materiais e trabalhadores que suportam. Guarda-corpos. Queda em Altura. Protecção Colectiva. manutenção. devem merecer por parte dos responsáveis das empreitadas uma maior atenção. PAlAVRA-CHAVE • Andaime • Elementos constituintes • Causas de acidentes • Procedimentos de segurança GloSSÁRIo Andaime. uma vez que estão ligados à redução/ eliminação do risco mais preocupante existente num edifício em construção a Queda em Altura. ANdAIMES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. pela utilidade e complexidade que têm. • Identificar os elementos constituintes de um andaime metálico. 1 Andaimes 6.2. carecem de especial atenção desde o momento da sua montagem. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime.

50m 7-Plataforma de trabalho 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Travessa lateral dupla 11-Prumo de remate 12-Nó/braçadeira Figura 6. Documento de Harmonização relativo a “Andaimes de serviço e de trabalho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . pelo que o sistema de andaime deve ter marcação CE e possuir Declaração de Conformidade.00m 6-Barra horizontal 0. de Julho de 1990. utilização e desmontagem desses mesmos andaimes e também as regras relativas ao cálculo da sua resistência e estabilidade. com elementos pré-fabricados não cobertos e com altura até 30 m”: refere quais os principais aspectos a ter em consideração aquando da montagem. ou ainda por elementos pré-fabricados que formam estruturas de tipo pórtico com possibilidade de regulação múltipla. utilizadas desde há muitos anos têm tido ultimamente uma grande evolução técnica passando-se dos tradicionais andaimes de madeira para os andaimes metálicos devido aos melhores rendimentos e níveis de segurança. A Norma HD 1000.Andaimes FT18 . Estes últimos são constituídos por tubos metálicos de diferentes secções transversais e acessórios de junção adequados. Só se devem utilizar peças de andaimes adequadas e de boa qualidade. 2 1-Escora/sola regulável 2-Travessa principal 3-Prumo 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 1.7: Elementos Constituintes de andaime metálico de pés Estas construções provisórias.

FT18 . • Ausência ou má utilização dos meios de acesso. • Ausência. • Choque provocado por veículos. • Materiais em mau estado. • Materiais em mau estado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Sobrecargas excessivas.8: Montagem de estrutura de andaime Acções Aconselhadas As principais causas de acidentes de trabalho em andaimes são os que a seguir se descrevem: • desmoronamento: • Número insuficiente de travessas e de diagonais de contraventamento. • Perda de equilíbrio dos trabalhadores: • Não utilização de um equipamento individual de protecção contra quedas. • Abatimento das bases de apoio. durante a montagem e desmontagem. • Ausência de travessa de apoio intermédia. 3 Andaimes Figura 6. insuficiência ou ineficácia das amarrações à construção. • Insuficiência da sua resistência ou dos seus suportes. • Plataforma de largura insuficiente ou espaço livre excessivo entre a plataforma e a construção. • Ausência ou ineficácia dos guarda-corpos. • Rotura da plataforma: • Sobrecarga exagerada.

recepção de materiais. • Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . desviar águas pluviais. 4 • • Queda de materiais: • Queda de um elemento estrutural do andaime durante a montagem ou desmontagem. devem ser respeitados os procedimentos de segurança nas fases de preparação da montagem. • Se a escada de acesso cumpre as condições necessárias para ser utilizada. • Montar o andaime de acordo com o projecto. Como medidas de prevenção e com o intuito de eliminar os acidentes de trabalho. • Se os montantes estão devidamente aprumados e contraventados. • Desmoronamento do andaime. • Verificações antes da utilização: • Se possui bases estáveis. antes da utilização e montagem que a seguir se apresentam: • Preparação da montagem: • Verificar o terreno no sentido de assegurar a capacidade de carga. • utilização: • Não saltar entre plataformas. • Ausência de protecções. montagem. • Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. • Recepção de materiais: • Preparar zona de recepção do andaime. associados aos andaimes. • Se dá acesso ao local onde se vai desenvolver o trabalho. • Proceder a fundações ou compactação de acordo com as cargas previsíveis e a natureza do terreno. • Manter a verticalidade do andaime. • Montagem: • Elaborar plano de montagem. • Utilizar protecção colectiva e individual. • Ausência de rodapé. Contacto com linhas aéreas (dos corpos ou por intermédio de um objecto): • Desrespeito pelas distâncias mínimas de segurança. • Proteger a base dos prumos e a zona envolvente. • Ligar a massa metálica à terra.Andaimes FT18 . • Se o andaime serve para a tarefa a executar. • Se estão os três níveis de guarda-corpos. • Se as pranchas oferecem suficiente segurança. • Organizar a descarga e armazenamento provisórios. • Verificar o estado das pranchas metálicas ou de madeira. • Se necessário. • Rotura de uma plataforma.

Manter a distância conveniente a eventuais condutores eléctricos. as medidas de prevenção dos riscos de queda de pessoas ou objectos.9: Boas práticas na utilização de andaimes CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Andaimes • • • • ventos fortes. desmontagem ou reconversão do andaime só pode ser efectuada sob a direcção de uma pessoa competente com formação específica adequada sobre os riscos dessas operações. as condições de carga admissível. Não alterar a estrutura do andaime. Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime. nomeadamente sobre a interpretação do plano de montagem. as medidas que garantem a segurança do andaime em caso de alteração das condições meteorológicas. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime. a montagem. desmontagem ou reconversão possa comportar. desmontagem e reconversão do andaime. qualquer outro risco que a montagem. Em conformidade com o art. Figura 6.º 4º do Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro. a segurança durante a montagem.FT18 . desmontagem ou reconversão do andaime.

C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . nas zonas das plataformas. O andaime está devidamente escorado e/ou ancorado? Distância da plataforma do andaime à parede ≥ 20cm. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Andaimes ITEM 1 DESCRIÇÃO O andaime está assente em solo estável e com resistência adequada. Existência de guarda-cabeças/ rodapé em todas as zonas de passagem e utilização. NC = Não conforme. Tem guarda-corpo interior? Existência de guarda-corpos a 0. l = Constitui um risco ligeiro.00m. Montagem e desmontagem supervisionada por trabalhador competente (Dec-Lei 50/2005).Andaimes FT18 . Os elementos do andaime estão em bom estado de conservação e não apresentam deformações? Os apoios fazem-se sobre vigas de madeira com o mínimo de 5cm de espessura.45m e a 1.

A utilização de redes de segurança insere-se nas medidas de protecção colectiva. PAlAVRA-CHAVE • Rede de segurança • Redes tipo ténis • Redes verticais • Redes verticais tipo forca • Redes horizontais • Redes horizontais de grande extensão GloSSÁRIo Rede de Segurança. quer de materiais. As redes de segurança são. funcionando como barreiras físicas directas. portanto. A absorção de energia nas redes.FT19 . suportadas por corda perimetral. As redes de segurança utilizadas na construção civil são. formando um conjunto elástico de malhas quadradas. sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura. Das redes de segurança que servem para impedir a queda. redes horizontais. para trabalhos de construção. constituídas por cordas de fibras sintéticas de poliamida. • Redes para limitar a queda (limitam a queda sempre que esta for inevitável. é feita por alongamento das fibras da trança e pelo aperto dos nós. Cobertura. 1 Redes de Segurança 6. um instrumento fundamental no combate aos acidentes provocados por quedas em altura. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas redes de segurança. podendo substituir os guarda corpos no caso das redes verticais ou o tamponamento de aberturas em lajes no caso de redes horizontais). Queda em Altura. ligadas por nós. com origem na queda de pessoas ou materiais. em geral. Consola. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de redes de segurança. agindo de forma a minorar os efeitos da mesma). redes verticais tipo forca. salientam-se as redes tipo ténis. quer de pessoas. capazes de absorver uma certa quantidade de energia.3. polietileno ou polipropileno. REdES dE SEGuRANÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Protecção Colectiva. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os requisitos que as redes de segurança devem ter. as redes verticais. As redes de segurança conforme o grau e o tipo de protecção para as quedas em altura dividem-se em dois grupos: • Redes para impedir a queda (impedem a queda.

O seu comprimento não deve ultrapassar os 12 m e devem ter uma altura mínima de 0. Figura 6. As redes tipo ténis. As ancoragens podem ser feitas directamente aos elementos estruturais envolventes ou a suportes metálicos verticais. uma vez que estas cobrem todo o vão a descoberto. Podem ser fixadas a elementos horizontais ou verticais de resistência adequada.Redes de Segurança FT19 . 2 Para limitar as quedas podem utilizar-se as redes horizontais e as verticais com forca. tendo como objectivo impedir a queda de corpos. De uma forma prática este tipo de rede tem a mesma função de um guarda-corpos.10: Rede vertical tipo ténis As redes verticais são redes que têm. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . diferem das verticais pelos suportes metálicos do bordo superior onde são fixas as redes e por terem uma consola do tipo forca. O bordo superior deve exceder. Estas redes são aplicadas na vertical ou com ligeira inclinação. colocadas directamente no piso. divergindo destas essencialmente nas dimensões. na sua essência as mesmas características das redes tipo ténis. são redes verticais usadas nos bordos das lajes e abertura em pisos ou paredes.90 m. no mínimo 1 m a altura do plano de trabalho e o bordo inferior deve dispor de espaço livre para permitir o alongamento da rede devido ao impacto do corpo sujeito a uma queda de 6 m.11: Rede vertical As redes verticais tipo forca. Figura 6. podendo abranger a fachada de dois pisos.

Para serem consideradas redes de grande extensão devem possuir uma superfície total maior ou igual a 64m2 e a sua largura ser no mínimo 8 m. podendo ser aumentada a inclinação. betonagem e descofragem e na montagem de estruturas metálicas e de cobertura. 3 Redes de Segurança A dimensão mais adequada das redes é de 6 x 6m. As redes são colocadas nos bordos das lajes de forma horizontal. nunca ultrapassando uma altura superior a 6 m. em operações de cofragem. têm como objectivo limitar as quedas por aberturas existentes entre pisos.12: Rede vertical tipo forca As redes horizontais são as mais utilizadas em Portugal. Figura 6. execução de coberturas e execução de pontes e viadutos. A altura de queda não deverá ser superior a 6 m e a distância mínima livre abaixo da rede deve ser de 3 m.13: Rede horizontal As redes horizontais de grande extensão têm um vasto alcance na protecção de quedas em altura.FT19 . As redes tipo forca são as mais adequadas para proteger os trabalhos na laje de cobertura. sendo utilizadas para recolher pessoas ou materiais que possam cair durante a montagem de estruturas metálicas. permitindo normalmente 2 ou 3 tipos de posicionamento que depende da altura máxima de queda. A colocação da rede deve ser efectuada o mais perto possível do plano CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Figura 6.

etc. 4 de trabalho. influências químicas) Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 6. • Classe de resistência. • Não apresentar ruptura de cordão. cigarros. à projecção de materiais. que cortem ou que queimem as fibras. é essencial que sejam observadas as seguintes medidas: .14: Rede horizontal de grande extensão Acções Aconselhadas As redes de segurança estão constantemente sujeitas a agressões ambientais como o calor. .Limpar periodicamente a rede para retirar materiais retidos na malha. de forma a reduzir a altura de uma eventual queda. Dado o ambiente e as condições em que são utilizadas. a humidade e os raios UV. . • Alguns avisos de perigo (ex temperaturas extremas. • Armazenamento. .Redes de Segurança FT19 .Evitar todas as agressões físicas (cortes e rasgões das malhas). • Dimensões da rede. uma rede só deve ser utilizada como protecção contra queda em altura se observar os seguintes requisitos: • Não apresentar sinais de deterioração. • Datas de avaliação das cordas de teste. decapagem. provocando a perda das suas características mecânicas.Proteger as redes de projecções de matérias incandescentes (trabalhos de soldadura. . • Apresentar marcação com: • Nome do fabricante. deve ser constantemente verificado o estado destas redes. cuidados e inspecção. • Ano e mês de fabrico. • Período de validade.). • Apresentar um manual de instruções que forneça a seguinte informação: • Montagem.Utilização apenas no período de vida útil. que degradam as fibras.Armazenar as redes e demais elementos em locais secos e protegidos da luz. em embalagens opacas e resistentes. • Não apresentar ruptura de malhas. o frio. de modo a que as redes conservem as suas características. uso e desmontagem.

não deve ultrapassar os 6 m. • Peso máximo de queda.15: Rede horizontal CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Se a ancoragem se faz em partes da construção recentemente betonadas.FT19 . • Dimensão mínima de recolha dos corpos em queda. Figura 6. • Inspecção. • Substituição. 5 Redes de Segurança • O manual de instruções deverá estar na língua do utilizador. recomenda-se o seguinte: • A altura de queda livre de pessoas deve ser a menor possível. Ainda. verificar se o betão atingiu a resistência suficiente. • Armazenamento. como medidas gerais. • Todas as peças metálicas de amarração e ancoragem que estejam em contacto com as redes devem ser sujeitos a tratamentos anti-oxidantes. e conter a seguinte informação: • Forças de ancoragem necessárias. • Distância mínima abaixo da rede. • Devem prever-se zonas de ancoragem de forma que resistam aos esforços transmitidos em consequência de uma queda. • Segurança da ligação da rede.

C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. C = Conforme. Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. Peças de amarração e ancoragem com tratamento anti-oxidante. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável.Redes de Segurança FT19 . NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Rede não apresenta sinais de deterioração. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Redes de Segurança ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO Montagem da rede conforme Manual de Instruções Está disponível Manual de Instruções em português? Rede tem marcação CE? Rede está protegida contra a projecção de matérias incandescentes? Rede sem materiais retidos.

Talude. • Identificar os requisitos que as entivações devem ter. Existem entivações em valas ou taludes de vários tipos apresentando-se como principais factores para a sua escolha a natureza dos terrenos e a profundidade da escavação. afundamentos ou desmoronamentos do terreno ou os desmoronamentos de construções próximas dos trabalhos em causa. ou seja. calor. O risco de soterramento surge especialmente durante as operações de construção de infra-estruturas ou de partes enterradas de obras. podem ser induzidas por factores como teor de água. vibrações ou sobrecargas. Escoramento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Utilizar a lista de verificação de entivação de vala.4. As principais origens são os deslizamentos. PAlAVRA-CHAVE • Entivação • Vala • Escoramento • Escora • Painel • Protecção Colectiva GloSSÁRIo Entivação. normalmente de madeira ou painel metálico. As movimentações de terrenos que podem originar situações como estas. Passadiço. destinado a impedir desmoronamentos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de entivação. Vala. ENTIVAÇÃo dE VAlAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A entivação é o nome corrente que se dá ao revestimento. em valas. Protecção Colectiva. 1 Entivação de Valas 6. Pode ocorrer logo no decurso da escavação mas o mais usual é que ocorra no decorrer dos trabalhos efectuados dentro da escavação. de paredes rochosas ou terrosas. Soterramento.FT20 .

Como algumas das variantes da entivação após escavação pode-se referir: • A entivação por meio de painéis pré-fabricados com escoramento posterior que consiste em realizar em primeiro lugar uma gaiola de protecção constituída por dois painéis ligados por um sistema de escoramento provisório sendo posteriormente colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção. Figura 6. 2 Figura 6. a má ou insuficiente entivação. o desabamento de muros e a montagem e desmontagem da entivação.17: Entivação por meio de painéis pré-fabricados • A entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes que consiste em instalar na vala os quadros metálicos na posição vertical e seguidamente CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a destruição ou deslocamento da entivação. a ausência de protecção colectiva. a inclinação insuficiente do talude.Entivação de Valas FT20 . A entivação em valas pode ocorrer após a escavação ou durante a mesma e que muitos dos processos permitem executar a entivação da vala sem expor os trabalhadores ao risco de soterramento.16: Entivação de vala Como causas directas dos acidentes por soterramento pode apontar-se a ausência de entivação.

19: Entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis • A entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas que consiste num sistema pré-fabricado por módulos constituído por dois painéis ligados entre si por escoras metálicas extensíveis. Figura 6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Figura 6. fixadas lateralmente. à custa de quadros metálicos dispostos na posição horizontal que dão suporte a pranchas colocadas verticalmente contra as paredes da vala. podendo o sistema ser colocado na vala a partir do exterior. Seguidamente é colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção.FT20 . A entivação provisória faz-se depois avançar para o troço seguinte à medida que progride a instalação das pranchas verticais.18: Entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes • A entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis que consiste na entivação por troços. 3 Entivação de Valas colocar as pranchas entre quadros sucessivos.

20: Entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas Relativamente aos processos de entivação utilizados durante a escavação refira-se por exemplo a entivação por cravação de pranchas de madeira. 4 Figura 6. Figura 6.21: Entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Entivação de Valas FT20 . que é o processo de entivação mais antigo e que inspira outras técnicas mais recentes e consiste na cravação sucessiva de pranchas adjacentes em madeira sendo as escoras também desse material e a entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento que é essencialmente um processo de entivação pré-fabricado formado por painéis e quadros realizados por montantes e escoras metálicas extensíveis sendo que os montantes estão dotados de calhas laterais por onde deslizam os painéis.

quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos. para trabalhar ou atravessar uma escavação.FT20 .20m devem ser entivadas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .23: Zonas de segurança em entivação de vala Acções Aconselhadas A entivação de valas. • Nunca se deve andar em cima das estroncas. • Nunca descer a uma escavação não entivada. • As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala. • Nunca se devem suprimir as estroncas se a entivação não tiver resistência suficiente par impedir aluimentos. Deverá usar-se sempre capacete de protecção. Deve existir uma escada por cada 15m de escavação. 5 Entivação de Valas Figura 6. • Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. consiste numa medida de protecção colectiva destinada a impedir o soterramento e queda de materiais pelo que devem ser implementadas as seguintes medidas de prevenção: • As escavações em valas com mais de 1. ou para sair delas. • Para o atravessamento de escavações devem ser instalados passadiços munidos de guarda-corpos. • Utilizar escadas para descer ao fundo das escavações.

Entivação de Valas FT20 .22: Boas práticas em entivação de valas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6 Figura 6.

Existência de uma escada no interior da vala. Colocação de guardas.rodapés no coroamento da vala com altura ≥ 0. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. Bordo da escavação com afastamento ≥ 2. 7 Entivação de Valas FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Entivação de Valas ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Vala com profundidade superior a 1.0m relativamente a circulação de veículos. Monitorização de gases tóxicos no interior da vala. Existe bomba para drenagem de água.20m tem entivação? Existência de zona livre de cargas com largura ≥ 0.15m.60m. Monitorização diária das condições de segurança dos trabalhos e meios de protecção colectiva. NC = Não conforme. por cada 15m de escavação.FT20 . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. l = Constitui um risco ligeiro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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1 Actividades/Avaliação 6. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 17. colocadas a ____ m e a ____ m.5. 1. com o objectivo de impedir a ______________________ de pessoas e materiais. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os guardacorpos rígidos são compostos por elementos horizontais as guardas. ______________________________________________________ 2. Enuncie três medidas preventivas.15m de altura. ponto 6. ______________________________________________________ 3. Guarda-corpos são ______________________ utilizadas em estaleiro de obra.1 GuardaCorpos. 2. associadas às figuras e referentes à ficha temática 17.AV6 . rodapés ou ______________________ com 0.1 Guarda-Corpos. ponto 6. estes elementos são solidamente fixos à estrutura do edifício através de montantes.

2 Andaimes. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 3. ANdAIME RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Queda de materiais 4. ______________________________________________________ 3. enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar durante a utilização de um andaime: 1. Relativamente à ficha temática 18. ______________________________________________________ 2.Actividades/Avaliação AV6 . enuncie quatro tipos de redes de segurança utilizados na construção de edifícios: 1. ______________________________________________________ 2. ponto 6.3 Redes de Segurança. 2 3. ponto 6. identifique nos riscos apresentados três riscos referentes à montagem de andaimes. ______________________________________________________ 4. Relativamente à ficha temática 18. Relativamente à ficha temática 19. ______________________________________________________ 5. ______________________________________________________ 4.2 Andaimes. ponto 6.

ponto 6. 3 Actividades/Avaliação 6. Relativamente à ficha temática 19.3 Redes de Segurança. 7. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Relativamente à ficha temática 20. ______________________________________________________ 2.AV6 .4 Entivação de Valas e com base nas figuras representadas. ponto 6. ______________________________________________________ 3. 1. rede vertical tipo forca. complete os espaços em branco. enuncie três procedimentos de segurança a ter na escavação de valas.

complete os espaços em branco.4 Entivação de Valas.Se não conseguir resolver esta actividade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Actividades/Avaliação AV6 . reveja o submódulo 6.4) . Equipamentos de Protecção Colectiva. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 4 8. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Relativamente à ficha temática 6.

7. Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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cinto de trabalho e colete reflector (protecção do corpo). minimizando-os. • Luvas (protecção das mãos). • Botas (protecção dos pés). • Arnês. • Identificar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. entende-se os equipamentos cuja função básica é proteger o trabalhador dos riscos a que está exposto no local de trabalho. Os EPI devem ser utilizados quando os riscos existentes não puderem ser evitados ou suficientemente limitados pelos Equipamentos de Protecção Colectiva ou medidas organizacionais. FICHAS TEMÁTICAS • Protecção da Cabeça • Protecção dos Ouvidos • Protecção dos Olhos • Protecção das Vias Respiratórias • Protecção das Mãos • Protecção dos Pés • Protecção do Corpo 4. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. (protecção da cabeça). • Elaborar lista de verificações para EPI. fato. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Individual a implementar em Estaleiro de Obra. Como equipamentos de protecção individual em estaleiro de obra.SM7 . 1 Equipamentos de Protecção Individual 1. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção individual (EPI) e as características técnicas mais relevantes. • Máscaras (protecção das vias respiratórias). • Óculos e viseiras de protecção (protecção dos olhos). 3. São considerados equipamentos de protecção individual: • Capacetes. • Elaborar plano de protecções individuais em estaleiro de obra. 2. • Auriculares e abafadores (protecção dos ouvidos). GloSSÁRIo • Capacete • Óculos de protecção • Viseira • Aparelhos Isolantes • Aparelhos Filtrantes • Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

br • http://dre.pt • www.pt • www.juba.Equipamentos de Protecção Individual SM7 .pt • www.es • www.mmprotek.manutan.com.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .com • www.pt • www. 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Sapato Bota Botim Biqueira de protecção Contraforte Gáspea Palmilha Sola Decibéis Abafadores Tampões Ruído Arnês Cinto de Trabalho Avental Fato Bata 5. SABER MAIS • www.logismarket.acrilon.farcol.3m.

• Identificar os requisitos a ter em consideração aquando da aquisição do capacete. nomeadamente os devidos a choques resultantes da queda de objectos ou do impacto da cabeça contra um obstáculo. evitando. lesões na cabeça. PRoTECÇÃo dA CABEÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Identificar os tipos de capacete. Os capacetes devem satisfazer as exigências estabelecidas pela NP EN 397:1995 e conter as seguintes informações: • Número da norma. • Mês e ano de fabrico.FT21 . serem cuidadosamente acabados e apresentarem bordos lisos e arredondados. • Nome do fabricante. assim. refere-se à capacidade de absorção de choque e a resistência à penetração e à propagação das chamas. São classificados em dois tipos: I e II. Estes equipamentos são utilizados em função dos riscos a que o trabalhador está exposto. sendo a diferença entre eles a existência de uma pala no tipo I. Os capacetes são encontrados em diversas cores. Geralmente a entidade empregadora define um código de cores específico que permita distinguir a categoria dos seus empregados.1. Como características obrigatórias a considerar em relação à estrutura do casco. bem como as superfícies exteriores e interiores. Capacete é um equipamento de protecção individual com capacidade de absorção de choque. o formando deverá estar apto a: • Identificar quando se deve utilizar o capacete. A resistência deve ser o mais uniforme possível e não ter reforços especiais em qualquer ponto. PAlAVRA-CHAVE • Capacete • Cabeça GloSSÁRIo Capacete. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Protecção da Cabeça 7. • País de origem.

2 • Referência a características opcionais que tenham sido consideradas. Este EPI deve ainda ter consigo um manual de instruções. manutenção. fornecido pelo fabricante. acessórios e peças sobressalentes. desinfecção. utilização.1: Trabalhador utilizando capacete Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Protecção da Cabeça FT21 . Figura 7. que contenha informações sobre armazenamento. limpeza.

1 Protecção dos Ouvidos 7. • Utilizar a lista de verificação de EPI. A tabela abaixo indica a relação entre a exposição a um determinado nível de decibéis e os efeitos nocivos que um trabalhador pode ter em consequência do mesmo: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . a comunicação. de 6 de Setembro. a concentração. o formando deverá estar apto a: • Identificar os tipos de protectores auditivos. Dado que os efeitos da exposição a níveis de ruído acima do permitido não são conhecidos a curto prazo. inclusive na construção civil. Tampões. A reiteração destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e stress. Por isso.2. devem ser feitas medições nos locais de trabalho a cargo da entidade empregadora através de um sonómetro.FT22 . Os protectores auditivos devem ser escolhidos de modo a satisfazer os valores limite de exposição diária ao ruído como também a média semanal dos valores diários. Ruído. Para isso. O ruído pode ser um problema em muitos locais de trabalho. PRoTECÇÃo doS ouVIdoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. deve-se reduzir os riscos de exposição ao ruído através da utilização de protectores auditivos. as medidas preventivas não são consideradas de forma errada prioritárias. o descanso e o sono. Os valores limite estabelecidos bem como as formas de medição do ruído e expressões de cálculo estão estabelecidos pelo Decreto-Lei 182/2006. Decibéis. o que por sua vez ocasiona acidentes de trabalho. PAlAVRA-CHAVE • Protectores auditivos • Abafadores • Tampões • Ruído GloSSÁRIo Abafadores. O ruído produz incómodo e dificulta ou impede a atenção.

tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes.Protecção dos Ouvidos FT22 . Feitos de espuma de poliuretano. podem ter um cordão a ligá-los. silicone ou PVC. presos por um arco à volta da cabeça. Figura 7.2: Trabalhador utilizando protecção auricular Os abafadores devem satisfazer as exigências estabelecidas pela EN 352-1 e os Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Valores dependentes da duração do som e do número de exposições ao mesmo) Tabela: Valores OMS.Organização Mundial de Saúde Abafadores Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha. Tampões Protector auditivo constituído por um tampão para cada ouvido. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete. 2 A partir destes valores em décibeis 30 40 45 50 55 65 75 11-140* Começam a sentir-se estes efeitos nocivos Dificuldade em conciliar o sono Perda de qualidade do sono Dificuldade na comunicação verbal Provável interrupção do sono Incómodo diurno moderado Incómodo diurno forte Comunicação verbal extremamente difícil Perda de audição a longo prazo Perda de audição a curto prazo (*Para sons impulsivos.

de 6 de Setembro. • Informação adequada sobre a minimização dos riscos do ruído. Os protectores de ouvido devem satisfazer as exigências estabelecidas pelas EN 352-1 a EN 352-7.FT22 . utilização e manutenção de protectores auditivos deve ter em consideração o disposto na EN 458:2004 e no Decreto-Lei nº 182/2006. Os abafadores que possuem um adaptador para o capacete devem estar em conformidade com a EN352-3. • Tipo de trabalho para que se destina. • Marcação CE no aparelho (no caso dos abafadores) ou na embalagem (no caso dos tampões). nomeadamente quanto a valores mínimos de atenuação e respectivos desvios padrão. devem-se ter em atenção os seguintes factores: • Ergonomia. A selecção. • Identificação do fabricante. Aquando da aquisição deste EPI. 3 Protecção dos Ouvidos tampões pela EN 352-2. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Instruções para colocação e uso adequado.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Não ser inflamável. Os óculos destinam-se à protecção contra gases. metal em fusão durante operações de soldadura. Os tipos de protecção para os olhos são aqui divididas em: óculos Constituídos por armações. • Ser indeformável. Filtro Óptico Os olhos são os órgãos do corpo humano que permitem detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos eléctricos. • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos olhos. 1 Protecção dos Olhos 7.3. Os óculos destinados a proteger os olhos da projecção destes três últimos elementos são geralmente ventilados para evitar a condensação. vapores. tintas. Estes órgãos são muito sensíveis e estão sujeitos a acidentes no local de trabalho devido a projecção de poeiras. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Caso não seja possível assegurar a protecção dos olhos do trabalhador através de protecções colectivas. poeiras. produtos corrosivos. PRoTECÇÃo doS olHoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Óculos • Olhos • Viseira GloSSÁRIo Viseira. etc. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos olhos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . deve-se considerar uma protecção individual adequada ao tipo de trabalho a executar. podendo causar lesões irreversíveis nos olhos. Na aquisição deste equipamento. partículas. partículas e líquidos. geralmente possuem duas oculares. argamassa. deve-se ter em atenção os seguintes factores: • Ser transparente. Os gases e vapores eliminados durante o manuseamento de produtos químicos e os fumos produzidos no processo de soldadura também constituem um risco.FT23 .

é aconselhável ser utilizada na cabeça através de uma correia. ainda. 2 • • Ser resistente a choques e abrasão. As máscaras de soldador têm como finalidade proteger o rosto e o pescoço de radiações emitidas pelas projecções incandescentes. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . resinas celulósicas (para choques moderados). A protecção do rosto pode ser feita através de vários materiais: material plástico transparente.3: Trabalhador utilizando óculos de protecção Viseiras As viseiras têm como finalidade proteger não só os olhos do trabalhador como o seu rosto. Ter um bom campo de visão. A utilização da máscara de soldador pode ser feita segurando-a numa só mão. principalmente em trabalhos que requerem a utilização das duas mãos. policarbonato (com grande resistência a choques) ou. Este equipamento é feito de material não inflamável e contém uma janela munida de um filtro óptico. Figura 7. uma rede metálica de malha fina (para projecção de metal em fusão). que pode ser em vidro ou em material plástico. No entanto.Protecção dos Olhos FT23 .

não deve ter partes metálicas em contacto com a pele do trabalhador.4: Trabalhador utilizando viseira Na aquisição deste equipamento. fissuras ou arranhões. • O filtro deverá ser o que tenha melhor conforto visual para o trabalhador. • O filtro deverá possuir características de absorção adaptadas à natureza e à importância do risco criado pela radiação produzida. 3 Protecção dos Olhos Figura 7. • O material.FT23 . se utilizado sob influência de altas temperaturas. deve-se ter em atenção os seguintes factores: • As oculares não devem ter cor amarelada. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

) são alguns exemplos do risco que os trabalhadores correm ao exporem as vias respiratórias em determinadas tarefas. O equipamento de protecção individual para as vias respiratórias dos trabalhadores pode ser de dois tipos: aparelhos filtrantes e aparelhos isolantes. etc. PAlAVRA-CHAVE • Poeiras • Poluição • Vias Respiratórias GloSSÁRIo Aparelhos Filtrantes. 1 Protecção das Vias Respiratórias 7. • Utilizar a lista de verificação de EPI. A manipulação ou mesmo a existência de produtos químicos necessários para a tarefa. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. Aparelhos filtrantes Têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. por vezes. PRoTECÇÃo dAS VIAS RESPIRATóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases. expostos à poluição no seu local de trabalho. Os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) podem cobrir apenas o nariz e a boca (semi-máscara) ou podem proteger toda a face (máscara).4. serra de corte para madeira. gases e partículas sólidas ou líquidas. Os anti-gases geralmente cobrem toda a face protegendo-a de vapores. Aparelhos Isolantes. poeiras ocasionadas pela execução de uma tarefa (como a utilização de uma pistola de pintura. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT24 . Os trabalhadores da construção civil estão. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das vias respiratórias.

• Estado de conservação e funcionamento.5: Trabalhador utilizando máscara anti-poeiras Aparelhos Isolantes Têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Protecção das Vias Respiratórias FT24 . fornecendo ar puro artificialmente. A escolha de um EPI para as vias respiratórias deve ser ponderada através do tipo de contaminante a que estarão expostos e ao tipo de trabalho que irão executar. • Facilidade de manutenção. deve-se ter em atenção a alguns factores aquando da aquisição e utilização: • Robustez do equipamento. Independentemente do tipo. 2 Figura 7.

correntes. 1 Protecção das Mãos 7.5. mais vulnerável a acidentes do que qualquer outra parte do corpo. A sua protecção é feita através de luvas. pinturas. condução de máquinas luvas em couro. PAlAVRA-CHAVE • Luvas • Mãos GloSSÁRIo Luvas. produtos de vidro. luvas tricotadas. inteiramente revestidas com material sintético Manipulação de produtos corrosivos. PRoTECÇÃo dAS MÃoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O material de que são feitas as luvas varia de acordo com os riscos expostos: riscos mecânicos. biológicos ou térmicos. luvas em tecido de algodão recoberto (palma da mão e dedos) por um revestimento sintético Manipulação e peças secas. encontrando-se. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das mãos. luvas com punhos em tecido de algodão. manuseiam objectos e produtos. irritantes ou tóxicos (cimentos. assim. químicos. muito resistentes ao corte Manutenção de chapas metálicas secas e de peças quentes. polidas e ligeiramente cortantes (chapas metálicas. solventes e ácidos). eventualmente reforçadas Manutenção e colocação em obra de betume e asfalto.FT25 . • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das mãos. reforçadas com couro Manipulação de objectos não cortantes. As mãos estão em constante contacto com equipamentos. tijolos e madeiras). perfis. eléctricos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Utilizar a lista de verificação de EPI. luvas em tecido.

excepto para trabalhos eléctricos e cirúrgicos. • Tamanho. • Os factores a serem tidos em conta na escolha das luvas de protecção são: • Tipo de trabalho.6: Trabalhador utilizando luvas A EN-420 estabelece as exigências gerais para todos os tipos de luvas de protecção. • Conforto. • Validade Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Protecção das Mãos FT25 . 2 luvas com punhos de 15 a 20cm em couro tratado contra efeitos de calor Trabalhos de soldadura. • Eficácia. As informações que devem conter na luva ou na embalagem são: • Identificação do fabricante. Figura 7. • Marcação CE. • Riscos a que o tipo de luva em questão protege. • Nome comercial da luva. • Ergonomia.

6. Os elementos que compõem um calçado de protecção são: Biqueira de protecção Geralmente de aço. Os trabalhadores da construção civil estão em constante contacto com equipamentos e materiais através do seu manuseamento como também quando circulam no local de trabalho. nesse caso. protecção dos pés ao nível do tornozelo (bota) e protecção acima do tornozelo (botim). Gáspea Protege a parte central do pé. é utilizado calçado que. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos pés.FT26 . Há três tipos de calçado distintos de acordo com a abrangência da sua protecção: protecção só dos pés (sapato). os pés tornam-se igualmente vulneráveis a acidentes por. traumatismos. queimaduras e mesmo electrocussão. têm características variadas de acordo com o tipo de trabalho a executar. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Contraforte. Sola. perfurações. 1 Protecção dos Pés 7. PRoTECÇÃo doS PéS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Sapato. assim como as luvas. não estarem no campo de visão directo do trabalhador. Bota. Palmilha. PAlAVRA-CHAVE • Calçado • Pés GloSSÁRIo Biqueira de Protecção. Assim como as mãos. Contraforte Reforça a zona do calcanhar. A circulação pelo local de trabalho pode causar quedas ao mesmo nível. Gáspea. Botim. acima da sola. Para a protecção dos pés. • Utilizar a lista de verificação de EPI. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos pés. está incorporada na frente do calçado protegendo a zona dos dedos.

• País de fabrico. • Nome do fabricante. • Símbolos apropriados para as exigências específicas. Sola Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado.7: Trabalhador utilizando calçado de segurança As informações que devem conter no calçado e na embalagem são: • Tamanho do calçado. • Data de fabrico. • Número da EN correspondente. 2 Palmilha Peça integrante da sola que protege de eventuais perfurações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Protecção dos Pés FT26 . Figura 7.

x – exigências obrigatoriamente satisfeitas. 3 Protecção dos Pés O grau de protecção que o calçado oferece é resumido no seguinte quadro: CATEGoRIAS dE PRoTECÇÃo SB RISCoS ABRANGIdoS Riscos fundamentais* Parte superior fechada Anti-estático Absorção do impacto Corte impermeável Palmilha de aço Sola cravada Condutibilidade eléctrica Isolamento ao calor Isolamento ao frio Resistência da camada exterior da sola ao calor x o o o o o x o o o o x x x x o o o o o o o x x x x x o o o o o o x x x x x x x o o o o S1 S2 S3 * Os riscos fundamentais são definidos como se segue: a qualidade e comportamento dos materiais incorporados (peles. resistência à flexão.FT26 . resistência à abrasão. solas etc…). o – requisitos facultativos. aderência entre o corte e a sola e propriedades anti-derrapantes da sola. resistências ao rasgão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . permeabilidade ao vapor. forros.

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FT27 . Avental. arnês e cinto de trabalho. 1 Protecção do Corpo 7. químicos. A protecção do corpo do trabalhador pode ser dividida em três tipos: vestuário. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Indicação dos riscos a que se destina proteger. PAlAVRA-CHAVE • Vestuário GloSSÁRIo Arnês. • Instruções de limpeza. Fato. • Número da EN correspondente. Devem conter as seguintes informações: • Identificação do fabricante. • Utilizar a lista de verificação de EPI. O Vestuário protege ou não o corpo inteiro de riscos mecânicos. aventais. PRoTECÇÃo do CoRPo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Dimensões. Bata. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção do corpo. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção do corpo.7. • Tipo de produto. coletes e fatos. Cinto de Trabalho. nome comercial ou código. térmicos e fazem parte deste conjunto batas.

para a eficácia da protecção. 2 Figura 7. As informações que deve conter a embalagem do equipamento são: • Nome do fabricante. de material sintético. É constituído de correias principais (com 40mm de largura mínima) e secundárias (com 20mm de largura mínima). • Instruções de utilização. Os Cintos de Trabalho são utilizados para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. respeitar sempre as regras de utilização bem como a sua utilização durante todo o processo de trabalho que estiver a executar.Protecção do Corpo FT27 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . É de vital importância. • Instruções de armazenamento e manutenção.8: Trabalhador utilizando um avental de protecção O Arnês é um equipamento de protecção contra quedas em altura.

C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quer para as pessoas ou instalações. DESCRIÇÃO Tem Marcação CE? NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. NC = Não conforme. Usado de acordo com as instruções do fabricante.FT27 . Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. 3 Protecção do Corpo FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO EPI ITEM 1 Norma ______________ 2 3 4 5 6 7 Está disponível Manual de Instruções em Português? Atende às exigências ergonómicas e de saúde do trabalhador? É adequado ao utilizador? Não apresenta sinais de deterioração. C = Conforme. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.

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sem existência de reforços especiais em qualquer ponto. 3. Assinale com Verdadeiro (V) ou Falso (F) as seguintes afirmações. Outro tipo de protecção de ouvido são os _________________. limpeza. entre outros. O capacete é um equipamento de protecção colectiva com capacidade de absorção ao choque. evitando. ponto 7. manutenção. O capacete pode ter cores diferentes de acordo com a categoria profissional dentro do estaleiro. O manual de instruções deve ser fornecido pelo fabricante do capacete e deve conter informações sobre o seu armazenamento. utilização. referentes à ficha temática 21. referente à ficha temática 23. Os riscos de exposição ao ______________________ são reduzidos ao utilizar protectores de ouvidos. 2. Os ___________________ são protectores auditivos que podem conter um adaptador para ser utilizado em conjunto com o capacete. 1 Actividades/Avaliação 7. de acordo com a NP EN 397:1995.3 Protecção dos Olhos: óCuloS dE PRoTECÇÃo CARACTERíSTICAS Transparente Inflamável Bom campo de visão Deformável Sem resistência à abrasão Resistente a choques CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ponto 7.8.1 Protecção da Cabeça. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 22. Indique 3 características que devem ser inerentes aos óculos de protecção. ponto 7. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.2 Protecção dos Ouvidos. O país de origem.AV7 . assim. nome do fabricante e a cor associada à categoria profissional devem constar das informações sobre o capacete. A resistência de um capacete deve ser a maior possível. lesões na cabeça.

As correias principais devem ter uma largura mínima de_________ mm e as secundárias __________mm de largura mínima. TIPo dE CAlÇAdo dE SEGuRANÇA Bota Botim Sapato 7. ______________________________________________________ 2. Relativamente à ficha temática 24.7 Protecção do Corpo. ponto 7.4 Protecção das Vias Respiratórias. Assinale os factores a ter em conta na escolha de luvas de protecção. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ponto 7. 1. ______________________________________________________ 5.6 Protecção dos Pés.Actividades/Avaliação AV7 .5 Protecção das Mãos. ponto 7. Já o _______________________ é um equipamento utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada onde o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. indique os dois grandes tipos de protecção das vias respiratórias e a diferença entre elas. correlacione os tipos de calçado que existem com o nível de protecção que abrangem. luVAS FACToRES A TER EM CoNTA NA SuA ESColHA Tamanho Riscos a que protege Cor Textura Ergonomia Fabricante 6. Relativamente à ficha temática 26. 2 4. O arnês é um equipamento de protecção do corpo contra _________________. ponto 7. de acordo com a ficha temática 25. TIPo dE PRoTECÇÃo QuE ABRANGE Pés Pés ao nível do tornozelo Pés acima do tornozelo Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 27.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ___________________________ 6.AV7 . Enumere todos os EPI´s que estão a ser utilizados por este trabalhador e as suas funções preventivas. Relativamente às fichas temática 23.3 Protecção dos Olhos. 1.7 Protecção do Corpo. ___________________________ 4. ___________________________ 5. ponto 7. 7. complete os espaços em branco indicando o EPI que o trabalhador está a utilizar. 25 e 27. ___________________________ 2. ___________________________ 3. 3 Actividades/Avaliação 8.5 Protecção das Mãos e 7. ___________________________ 9.

reveja o submódulo 7. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.Se não conseguir resolver esta actividade.4) .Actividades/Avaliação AV7 . Equipamentos de Protecção Individual. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

Funções em Estaleiro e Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .8.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Os meios humanos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio.SM8 . SABER MAIS • www. o Homem. com a descrição geral das funções em análise.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. Para a abordagem ao tema foram organizados dois grandes grupos: Funções de Direcção de Obra e Apoio e as Funções de Produção em Obra.anq. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. tem como objectivo dar a conhecer as principais actividades. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. existentes em estaleiro de obra podem ser agrupados com base na especificidade e riscos das suas actividades. FICHAS TEMÁTICAS • Funções de Direcção de Obra e Apoio • Funções de Produção em Obra 4. 1 Funções em Estaleiro e Obra 1. Serão também analisados os documentos que no âmbito da Directiva Estaleiros e associados aos meios humanos.catalogo. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra. GloSSÁRIo • Trabalhador • Protecção Individual • Plano de Segurança e Saúde • Director de Obra • Operador • Pedreiro 5. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio.pt • www.gov. Plano de Protecções Individuais e o Plano de Saúde dos Trabalhadores. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. 2. devem estar disponíveis em estaleiro de obra. Cronograma de Mão-de-obra. riscos associados e a apresentação de fichas tipo de procedimentos de segurança para funções de direcção e de produção em obra. nomeadamente o Organograma Funcional do Empreendimento. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as principais funções presentes em estaleiro de obra.cenfic. exercidas pelos trabalhadores e os riscos a que está exposto o elemento fundamental presente em estaleiro de obra.

cicoopn.who.pt www.Funções em Estaleiro e Obra SM8 .pt www.pt www. 2 • • • • • • www.mtss.pt http://dre.gov.iefp.org www.org Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .ilo.

que permitam uma leitura clara das funções existentes em estaleiro de obra e respectivas quantidades de mão-de-obra.1. devem ser elaborados documentos referentes aos meios humanos a afectar à obra e. O sistema de comunicação entre esses meios humanos. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. A caracterização da empreitada compreende. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Organograma Funcional do Empreendimento – este documento deverá referenciar todas as chefias. Equipamentos de Protecção Individual. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os meios humanos a afectar na área da segurança em estaleiro. Plano de Segurança e Saúde. FuNÇÕES dE dIRECÇÃo dE oBRA E APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. entre outros. 1 Funções de Direcção de Obra e Apoio 8. deverá também ser estabelecido de forma a garantir-se um fluxo de informação estruturado entre todos os responsáveis. PAlAVRA-CHAVE • Organograma Funcional do Empreendimento • Cronograma de Mão-de-Obra • Funções • Director de Obra • Técnico de Obra • Técnico de Segurança GloSSÁRIo Trabalhador. Director de Obra.FT28 .

300 250 200 150 100 50 homens/dia Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Figura 8. Obra Seg.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . admin. será integrado no Plano de Segurança e Saúde em fase de obra.1: Organograma Funcional • Cronograma de Mão-de-obra – este documento deverá expressar os valores de cargas de mão-de-obra (homens/dia) e. e nanceiro DIRECTOR TÉCNICO Empreiteiro A DIRECTOR DE CONSTRUÇÃO Empreiteiro B DIRECTOR DA OBRA Adjunto Serv. e Saude Consultores Técnicos Figura 8. Projecto Seg. e Seg. e Saúde Autores dos Projectos DIRECTOR DO EMPREENDIMENTO Apoio adm. técnicos Preparador obra Controlador Medidor Topografo Produção Encarregado geral Encarregados Arvorados Qual.2: Cronograma Mensal Homens-dia A direcção de uma empreitada e as funções de apoio directo. Controlador Seg. Controlador Qual. 2 DONO DA OBRA Coord. Apontador Chefe o cina Fiel armazém Serv. Consultores Técnicos DIRECTOR DE QUALIDADE E SEGURANÇA Empreiteiro n Coord. são asseguradas por uma Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. arvorado. • Coopere com o coordenador de segurança em obra e com o técnico de segurança. apontador. Concebe e realiza planos técnicos de obra. • Queda de materiais. tendo em vista definir as suas características técnicas. • Informe os trabalhadores. Apontador/Arvorado 4. cumprindo escrupulosamente as prescrições de segurança e corrigindo as não conformidades detectadas. os materiais. 01 utilização Capacete obrigatório obrigatório obrigatório Sim Sim Sim Botas Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Coletes Sim Sim Sim 02 03 Função * Categoria Profissional 1. 3 Funções de Direcção de Obra e Apoio equipa de técnicos que normalmente é constituída por director de obra. Chefias 2. a mão-de-obra e os métodos de execução necessários e adequados à realização da obra. • Queda em altura. os equipamentos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Comunique de imediato ao dono de obra e ao coordenador de segurança e saúde em obra. topógrafo e técnico de segurança.3: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • director de obra: Técnico de engenharia ou arquitectura designado pela entidade executante para assegurar a direcção efectiva do estaleiro.FT28 . acatando as sugestões destes. os acidentes de que resulte a morte ou lesão grave de trabalhadores. Regras de actuação • Dê sempre o exemplo utilizando os equipamentos de protecção individual necessários. Técnico de Obra 3. técnico de obra/ encarregado. Topógrafo/Técnico de Segurança obrigatório Sim Sim Figura 8.

Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . 4 Figura 8. • Informe os trabalhadores. • Informe o director de obra de qualquer anomalia ou condição insegura. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. • Colabore com o técnico de segurança. • Exija o uso dos equipamentos de protecção individual e o cumprimento dos procedimentos de segurança em estaleiro de obra. bem como a insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Queda em altura. acatando as instruções deste e apresentando sugestões que permitam melhorar de forma contínua a eficácia da prevenção.4: Directora de Obra • Técnico de obra/Encarregado: Técnico que participa no planeamento e organização de trabalhos de Construção Civil e Obras Públicas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Regras de actuação • Assegure-se que todos os trabalhadores conhecem o trabalho que vão executar e dispõem de formação e informação adequada. bem como das condições físicas e psíquicas necessárias para o desempenho da sua função. • Queda de materiais. orienta e controla a execução destes trabalhos em obra.

programe e desenvolva medidas de prevenção e de protecção em colaboração com o coordenador de segurança em obra. • Conceba.FT28 . a eficácia das medidas implementadas através da reavaliação dos riscos e da análise comparativa com a situação anterior. 5 Funções de Direcção de Obra e Apoio Figura 8. periodicamente. • Acompanhe a gestão do aprovisionamento e conservação dos equipamentos de protecção individual e colectiva. em matéria de segurança e avalie a eficácia destas acções ao nível dos comportamentos. • Organize e mantenha actualizado o registo de toda a informação relevante em matéria de segurança. • Forme e informe os trabalhadores e demais intervenientes nos locais de trabalho. • Promova a comunicação entre todas as entidades intervenientes em estaleiro de obra. Regras de actuação • Dê o exemplo e corrija de imediato todas as infracções ou actos inseguros que detectar. • Defina procedimentos em matéria de segurança e promova a integração de prescrições de segurança em instruções de trabalho. com o director de obra e com o técnico de obra/encarregado. • Efectue vistorias diárias aos locais e postos de trabalho e respectivos acessos por forma a assegurar o cumprimento das medidas de prevenção e de protecção preconizadas no Plano de Segurança e Saúde. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5: Técnico de Obra/Encarregado • Técnico de Segurança: Técnico que desenvolve actividades de prevenção e de protecção contra riscos profissionais. de forma pedagógica mas firme. • Avalie.

Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . • Queda em altura. 6 Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. Figura 8.6: Técnico de Segurança Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Queda de materiais.

Havendo subempreiteiros e trabalhadores independentes. as actividades das equipas de acordo com o programa de trabalhos estabelecido. Regras de actuação Faça-se acompanhar do cartão de identificação. Na realização dos trabalhos devem ser utilizados os meios técnicos de construção de forma adequada e segura. Informe-se sobre o que estabelece o Plano de Segurança e Saúde. Exija que os trabalhadores sob a sua responsabilidade utilizam obrigatoriamente os equipamentos de protecção individual. A falta de informação e formação dos trabalhadores quanto à segurança necessária para a realização dos trabalhos deve ser detectada por si e levada ao conhecimento do Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. para validarem a documentação. Informese sobre as respectivas medidas de segurança previstas no Plano de Segurança e Saúde. ferramentas e outros meios de trabalho. Informe o Director de Obra de qualquer anomalia ou condição insegura. Antes do inicio dos trabalhos • • • • • • • • • • • • • • • • Conheça as partes do projecto que tem de executar e tire quaisquer dúvidas quanto à execução dos trabalhos. Zele pela reparação de equipamentos. nos andaimes. ferramentas e ligações eléctricas. procurando prevenir os riscos do trabalho a executar.FT28 . não substituindo de forma alguma. Não deixe que iniciem os trabalhos. Conheça as Instruções de Segurança desenvolvidos para a tarefa. Questione os subempreiteiros que têm equipamentos em obra. bem como da insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 1 de 2 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Assegure-se que se mantém o estaleiro arrumado. aberturas e outras situações de trabalho. proponha as medidas adequadas ao Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. trabalhadores que não dão entrada no escritório. plataformas. Organize. coordene a sua actividade de forma a compatibilizar a utilização de meios e garantir a execução do programa de trabalhos com a máxima segurança. Verifique o bom estado de funcionamento dos equipamentos. diariamente. Ordene a instalação e manutenção das protecções colectivas nas escavações. escadas. aplique as medidas previstas no Plano de Segurança e. 7 Funções de Direcção de Obra e Apoio FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Objectivo Esta ficha técnica tem como principal objectivo informar o trabalhador das funções decorrente da sua actividade profissional. incluindo as protecções colectivas. Aplique e mantenha a sinalização de segurança nos locais de trabalho dependentes de si. sobre a entrega da documentação dos equipamentos. não estando ao seu alcance melhorar a prevenção. em estado de limpeza e com as vias de circulação desimpedidas. a formação e instruções de segurança que venham a ser ministradas como complemento ao seu trabalho. Avalie os riscos dos trabalhos sob a sua responsabilidade. só assim poderá permanecer em obra.

8 ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Utilize sempre os equipamentos de protecção de acordo com as instruções do fabricante EPI Obrigatórios • • • • Capacete de Protecção Botas de Palmilha e biqueira de aço Fato de trabalho Colete Reflector • • • • • • EPI Específicos Luvas de Protecção mecânica Protectores auriculares Protecção da face e dos olhos Arnês anti-queda Fato e calçado contra intempéries Protecção das vias respiratórias A SEGURANÇA DOS SEUS TRAbALHADORES DEPENDE DA SUA ORGANIzAÇÃO. COMPETêNCIA E EXIGêNCIA PROfISSIONAL A PREVENÇÃO É A MELHOR DEfESA CONTRA OS ACIDENTES DE TRAbALHO Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 2 de 2 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 .

Pedreiro. entende-se qualquer equipamento ou acessório destinado ao uso pessoal do trabalhador para protecção contra riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no desempenho das tarefas a realizar.1. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. 1 Funções de Produção em Obra 8. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . FuNÇÕES dE PRoduÇÃo EM oBRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra.2. Operador. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as funções existentes em estaleiro e quais os equipamentos de protecção individual de utilização obrigatória. além dos documentos referidos no ponto 8. Preferencialmente os EPI deverão ser utilizados para colmatar os riscos remanescentes detectados através da avaliação de riscos efectuada após a implementação das protecções colectivas. Protecção Individual. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. PAlAVRA-CHAVE • Plano de Protecções Individuais • Plano de Saúde dos Trabalhadores • Funções • Pedreiro • Carpinteiro de Cofragens • Pintor de Construção Civil • Condutor Manobrador GloSSÁRIo Trabalhador. devem ser apresentados também os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Plano de Protecções Individuais – por equipamento de protecção individual EPI.FT29 .

Calceteiro 14. O Plano de Saúde dos Trabalhadores.7: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • Plano de Saúde dos Trabalhadores – nos termos da Lei-quadro de Segurança. Armador Ferro 12. Estucador 10. Carpinteiro de Cofragens. Motorista 9. Condutor Manobrador 5. verificando a aptidão física e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão.Funções de Produção em Obra FT29 . Pintor 4. 2 01 Função * Categoria Profissional Capacete 02 03 04 05 Botas Coletes luvas óculos 1.8: Plano de Saúde dos Trabalhadores Os meios humanos presentes no estaleiro de obra em actividades de produção são diversificados e estão normalmente associados a equipas de trabalho. Servente Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Sim Sim Sim Sim+cinto Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção eléctrica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Sim Máscara Sim Sim Sim - Figura 8. São seguidamente apresentadas as funções de: Pedreiro. Higiene e Saúde no Trabalho constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da saúde dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos. Canalizador 13. Carpinteiro Cofragens 3. Electricista 7. Pintor de Construção Civil e Condutor Manobrador de Equipamentos de Movimentação de Terras. Em produção de obra as funções presentes ao longo da empreitada são normalmente as referidas no quadro relativo ao Plano de Protecções Individuais. TRABAlHAdoR NoME CATEGoRIA PRoFISSIoNAl NASCIMENTo dATA TIPo ExAME MédICo RESulTAdo PRóxIMo Figura 8. Ladrilhador 11. Pedreiro 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Montador Andaime 6. Soldador 8. pretende dar resposta a essa exigência.

coberturas e procede a diversos assentamentos tendo em conta as normas de construção estabelecidas e as medidas de segurança e higiene no trabalho. • Nos trabalhos nos bordos das lajes ou junto de aberturas. 3 Funções de Produção em Obra • Pedreiro(a): Técnico que executa alvenarias e acabamentos. acondicione e amarre adequadamente as cargas a movimentar. • Exposição ao ruído. Figura 8.9: Pedreiro(a) CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . montagem de estruturas. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Queda de materiais. • Contacto com produtos tóxicos. conserve os guarda-corpos ou as redes de segurança. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. acatando as suas orientações. • Queda em altura. • Não utilize escadas de mão como posto de trabalho. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança.FT29 . • Utilize meios mecânicos para movimentar materiais. Regras de actuação • Mantenha o local de trabalho limpo de restos de massas ou outros materiais.

Funções de Produção em Obra FT29 . • Queda em altura. • Associados aos equipamentos de trabalho. Regras de actuação • Não reutilize tábuas com pregos. destinados à sustentação de terras. • Não permaneça debaixo de cargas suspensas. trabalhos de betonagem e outras obras de construção. falhas ou rachas para tábuas de pé. • Queda de materiais. cofragens e entivações em madeira ou noutros materiais. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Não retire elementos de cofragem sem autorização da sua chefia. • Quando lingar painéis metálicos. 4 • Carpinteiro(a) de Cofragens: Técnico que executa e monta em obra estruturas. • Projecção de materiais.10: Carpinteiro de Cofragens Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . nós. verifique previamente o estado de conservação dos olhais de suspensão. acatando as suas orientações. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. Figura 8.

estão instaladas e se tem o arnês e respectivos acessórios em bom estado. tendo em conta as medidas de segurança. em alternativa a linha de vida. Regras de actuação • Verifique se. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Verifique se conhece as fichas de dados de segurança dos produtos que utiliza. acatando as suas orientações. Figura 8. • Queda em altura. 5 Funções de Produção em Obra • Pintor(a) de Construção Civil: Técnico que executa acabamentos. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. preparando e revestindo superfícies com tintas e vernizes. • Verifique se o piso de circulação na zona de trabalho se encontra limpo e em bom estado. • Contacto com produtos tóxicos.FT29 . nos trabalhos em altura. as protecções colectivas ou. no interior e exterior em edificações. bem como em madeiras e superfícies metálicas.11: Pintor de Construção Civil CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . higiene e saúde no trabalho.

Figura 8. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. Regras de actuação • Certifique-se que conhece bem o equipamento com que está a operar e limitações do equipamento. • Em equipamentos não transporte pessoas. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. 6 • Condutor(a)-Manobrador(a) de Equipamentos de Movimentação de Terras: Técnico(a)/Operador(a) que conduz e manobra equipamentos industriais destinados à movimentação de terras e outros materiais. espalhamento. acatando as suas orientações. Abrande em zonas de má visibilidade. • Proceda às manutenções do equipamento referidas no manual de operação e manutenção. descarga. • Esmagamento. escavação e perfuração. dentro da cabina ou no exterior da máquina. • Observe as indicações de estabilidade da máquina em declive e verifique sempre a estabilidade do solo da plataforma onde trabalha e circula. nomeadamente operações de carregamento. especialmente o espaço necessário para a manobra. • Associados aos equipamentos que utiliza. nivelamento.12: Condutor Manobrador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . compactação. • Circule com prudência e sem exceder a velocidade máxima permitida em estaleiro. desmonte. demolição. transporte. • Queda em altura.Funções de Produção em Obra FT29 . • Capotamento.

11. 2. Não sobrecarregue os andaimes com materiais. 22. 8. No trabalho sobre armações de ferro. Não permaneça na zona de manobras das máquinas e veículos pesados. Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. Assegure-se do bom estado dos equipamentos e ferramentas portáteis. Não queime resíduos no estaleiro. 16. Comunique ao Técnico de Obra/Encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. Não utilize andaimes ou plataformas sem “tábuas de pé”.FT29 . nem faça fogo junto de produtos inflamáveis. Tome os cuidados necessários com a energia eléctrica. 1 de 3 7. 6. use o arnês de segurança. 13. 12. No trabalho em altura em que não possa ser usado andaime. plataforma ou outra protecção colectiva. garantindo a boa circulação. 4. Conheça o trabalho que lhe foi distribuído. Não suba as escadas com objectos nas mãos. Utilize os locais próprios para circular. aplique e conserve os “guardacorpos”. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do Técnico de Obra/Encarregado. 7 Funções de Produção em Obra FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Medidas de Prevenção: 1. Não se faça transportar em equipamentos sem condições adequadas. Acondicione a carga a movimentar de forma estável e amarrada de forma adequada. Não retire elementos da cofragem. 21. 17. 5. 14. 18. Não utilize as escadas de mão como posto de trabalho. 20. 10. Mantenha as escadas de mão fixadas e equilibradas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “guarda-corpos” ou “guarda-cabeças” suficientes. Não desça às escavações e poços. Se pressentir desmoronamentos abandone o local e avise o Técnico de Obra/Encarregado. Não salte obstáculos. nem entre em condutas ou galerias sem verificar as condições de segurança. junto de aberturas ou nos bordos das lajes. 9. Não permaneça debaixo das cargas em movimento ou suspensas. Retire da via de circulação qualquer objecto que crie perigo para os que nela circulam. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. 3. 19. Não conduza veículos ou máquinas sem estar habilitado. Pág. procure circular sobre tábuas de pé ou estrados. 15. No trabalho.

choques e cortes Colete reflector Sinaliza a posição do trabalhador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Funções de Produção em Obra FT29 . 8 ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) os pedreiros estão sujeitos aos seguintes riscos: • Queda em altura • Queda de materiais • Exposição ao ruído • Contacto com produtos tóxicos • Cortes • Electrocussão • Entalamentos • Atropelamentos • Dermatoses Proteja-se com os equipamentos adequados: uSo oBRIGATóRIo Capacete de protecção Pág. 2 de 3 Protege da queda de objectos e pancadas Botas com palmilha e biqueira de aço Protege de perfurações.

9 Funções de Produção em Obra ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Luvas de protecção mecânica Pág.FT29 . 3 de 3 Protege de perfurações e cortes uSo ESPECíFICo Arnês de segurança e linha de vida Protege de quedas em altura Máscara descartável com filtro Protege da inalação de poeiras Óculos de protecção Protege de projecção de materiais Protectores auriculares Protege do ruído CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 28. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as __________________ existentes em estaleiro e quais os _____________________ de utilização obrigatória. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os ____________ _______________ a afectar na área da segurança em estaleiro de obra. ponto 8. será integrado no __________________________________ em fase de obra. ponto 8.3.AV8 . ponto 8. os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Técnico de Obra/Encarregado.2 Funções em Produção de Obra. TéCNICo dE oBRA/ENCARREGAdo RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Electrocussão Queda de materiais Exposição a poeiras Queda ao mesmo nível 3. O Organograma Funcional do Empreendimento deverá referenciar todas as __________ ______. O Plano de Saúde dos Trabalhadores permite verificar a _____________________ e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 29. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. identifique na coluna assinalada com riscos. Constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da _______________ dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos. 1 Actividades/Avaliação 8. Relativamente à ficha temática 28.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio. O Cronograma de Mão-de-obra deverá expressar os valores de _______________e. 2.

os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Carpinteiro de Cofragens.Actividades/Avaliação AV8 . ponto 8. reveja o submódulo 8.Se não conseguir resolver esta actividade.2 Funções em Produção de Obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . identifique na coluna assinalada com riscos. CARPINTEIRo dE CoFRAGENS RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Operação com Equipamentos Queda de materiais Exposição a poeiras Projecção de Materiais Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Funções em Estaleiro e Obra. 2 4.4) . Relativamente à ficha temática 29.

9. Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

medidas preventivas com procedimentos de segurança associados às actividades em análise. 2. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. com os necessários trabalhos de escavação.SM9 . A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. utilizados em trabalhos de movimentação de terras. tem como actividade primária a modelação do terreno da sua cota natural para as cotas de projecto ou construção. A execução de grande parte dos trabalhos de construção civil. Os riscos associados aos trabalhos de movimentação de terras. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • Materiais de Movimentação de Terras e Escavações 4. utilização de equipamentos de movimentação de terras e combustíveis/lubrificantes necessários ao seu normal funcionamento. estão essencialmente relacionados com o comportamento dos solos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. Assim. com uma análise particular destes trabalhos a céu aberto. riscos mais frequentes. São apresentadas as fases e conceitos fundamentais correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavação a céu aberto. 3. transporte e aterro das terras de escavação. GloSSÁRIo • Movimentação de Terras • Escavação • Implantação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. materiais de escavação. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados em movimentação de terras e escavações. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. serão disponibilizadas as fichas correspondentes aos procedimentos de inspecção e prevenção de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. 1 Movimentação de Terras e Escavações 1.

Movimentação de Terras e Escavações SM9 .pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .stet.pt • www.bobcat. 2 • • • • • Escavadora Buldózer Dumper Manutenção Preventiva Vazadouro 5.cimertex.pt • www.drilbor.pt • http://dre.lidermaq. SABER MAIS • www.pt • www.pt • www.

1. Antes de se iniciar um trabalho de movimentação de terras. destinada a remover (e eventualmente aproveitar) a terra vegetal existente. possam ter em edificações ou formações geológicas vizinhas. Mas se parece fácil. bem como as vibrações produzidas. em grandes quantidades. é uma actividade que exige conhecimentos adequados. EQuIPAMENToS dE MoVIMENTAÇÂo dE TERRAS E ESCAVAÇÕES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. tarefa fácil. A movimentação de terras. Implantação. Escavadora. a grandes distâncias e com grandes velocidades. para que seja segura e rentável.FT30 . são a escavação. se for caso disso e uma primeira decapagem superficial. Devem-se tomar as devidas precauções relativas à influência que as cargas em circulação ocasionadas pela execução dos trabalhos. Buldózer. parece. 1 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações 9. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . adaptados à dimensão da obra. Escavação. o transporte dos materiais de escavação e o aterro destes materiais. Dumper. Seguidamente faz-se a desmatação. PAlAVRA-CHAVE • Movimentação de terras • Escavação • Transporte • Aterro • Equipamento GloSSÁRIo Movimentação de Terras. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras. o formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. hoje em dia. procede-se à sua implantação. por meios topográficos ou outros. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. graças à variedade de máquinas existentes no mercado.

2 Figura 9. segura e sem intervenção de mão-de-obra em situação de risco. eventualmente com recurso a bombagem. a carga dos produtos desagregados e a colocação dos materiais escavados (rochas ou terras) em vazadouro ou em aterro. do terreno e a profundidade da escavação (a partir de 1. Compreende. naturalmente. Para o transporte de terras existem meios para circulação em estrada e meios de transporte para circulação em estaleiro de obra. quer por meios técnicos). não esquecendo que a presença de água nos terrenos é um factor de instabilidade destes. Deverá ser tida em linha de conta a eventual existência do nível freático às cotas de trabalho e que obrigará a conduzir as águas para local fora da zona de trabalhos.20m). estando já disponíveis no mercado sistemas de entivação e escoramento metálicos providos de pistões hidráulicos que permitem uma colocação rápida. Tradicionalmente usam-se elementos de madeira. para executar escoramentos correntes. sempre que os trabalhos de escavação derem origem a planos de corte verticais ou quase (caso das valas).1: Movimentação de Terras com Escavadora de Rastos Conforme a natureza da obra.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . se o estado das estradas assim o per- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ou de rochas já desagregadas (quer pela Natureza. Os primeiros efectuam um transporte mais rápido. deverão ser previstos os meios de entivação ou escoramento necessários e adequados. A escavação constitui a primeira operação da movimentação de terras.

em caixa basculante de grande capacidade. geralmente mais lentos que os primeiros. Equipamentos de Movimentação de Terras Nas operações de movimentação de terras. estamo-nos a referir aos camiões. e a sua capacidade de carga e velocidade de circulação estão limitados pela legislação vigente. são equipamentos montadas sobre tractores de rastos ou pneus. mas destinadas a casos específicos. para uma barragem de terra). 3 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações mitir. com funções semelhantes. O terceiro e último conjunto de operações num trabalho de movimentação de terras é a descarga e depósito dos produtos de escavação. equipamento utilizado para o transporte de materiais a granel. • Escavadora. os produtos de escavação são conduzidos a vazadouro. a qual não consegue efectuar qualquer movimento para elevação dos materiais. Se a obra é uma demolição ou uma escavação. de forma a optimizarem as exigências funcionais da obra. Podem escavar. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. por questões de estabilidade. para plataforma de uma via de comunicação. não o devendo fazer em simultâneo. e que consiste num tractor de rastos equipada com uma pá frontal. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. estamo-nos a referir aos dumper de transporte. deslocar-se e rodar. meio de transporte mais utilizado. O combustível que estes equipamentos empregam é invariavelmente o gasóleo. por se pretender das terras a melhor compactação que elas possibilitem. são.FT30 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . mas com uma capacidade de carga muito grande. que não sejam as de um normal espalhamento e regularização superficial. pelo que ultrapassam largamente as dimensões e cargas rodoviárias regulamentares. • Camião. são sempre equipados com pneus. • dumper. Os segundos podem ser equipados com pneus de alta ou de baixa pressão. Se a obra consiste na construção de um aterro (para fundação de um edifício. equipamento que faz a escavação exclusivamente por arraste. são utilizados equipamentos de pneus e de rastos. os cuidados serão diferentes. quase plana. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são: • Buldózer. mas que pode ser ligeiramente regulada em altura para melhor ataque ao terreno. conforme o estado do terreno em que irão circular. onde são depositados sem maiores preocupações. destinadas a circularem fora de estrada. carregar.

2: Movimentação de Terras com Buldózer Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Choque com objectos. • Exposição ao ruído e vibrações. 4 Figura 9. • Projecções. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Atropelamento. • Queda no acesso à máquina. • Atropelamento. Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Deslizamento de terras sobre o equipamento.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Incêndio. • Incêndio. • Queimaduras. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Queimaduras. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Choque com objectos.

Exposição ao ruído e vibrações. Queda no acesso à máquina. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • • • Projecções.FT30 .

Deverá existir uma ficha de manutenção da vistoria efectuada ao equipamento. Excluem-se as situações em que exista entivação. Só é permitido o “ataque” de escavação com a máquina colocada no escoramento do talude. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ESCAVADORA DE RASTOS • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • A máquina deverá estar equipada com protecção ROPS e FOPS. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . se esta tiver os rastos orientados. parede ancorada ou qualquer outro elemento similar com resistência suficiente para suportar os impulsos introduzidos no terreno. perpendicularmente ao talude ou se encontrar a uma distância prudente do coroamento do mesmo (pelo menos 1/3 da altura do talude). O manobrador deverá ter formação adequada. É obrigatório o preenchimento pelo condutor manobrador da parte diária do equipamento. no sentido de saber inequivocamente quais as atitudes a tomar no caso de acidentalmente tocar linhas de gás.d > 85 dB (A) deverão ser privilegiadas as medidas organizacionais de protecção colectiva face ás medidas de protecção individual. O trabalho deverá ser organizado de modo que no perímetro da giratória (contrapesos e balde) não permaneça nem passe ninguém quando o equipamento está em funcionamento. A máquina possuirá o respectivo Certificado CE ou Certificado de Bom Funcionamento No caso do posto de trabalho do manobrador ser ruidoso Lep. tendo em conta a natureza das infra-estruturas existentes e a envolvente do local. electricidade ou água (em carga). Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. A direcção de obra estudará cada caso concreto. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. O condutor deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . O manobrador deverá ser informado do local previsível onde existam redes enterradas e instruído sobre os procedimentos a tomar na aproximação a tais infra-estruturas.

possam dar as primeiras pistas para uma melhor compreensão dos terrenos em questão. Gasóleo. Como exemplos de riscos. Vazadouro. 1 Materiais 9. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o aluimento de terras devido a infiltrações e a exposição a terras contaminadas com origem em antigos aterros com matéria orgânica em decomposição. Manutenção. por obras vizinhas ou próximas. podemos referir o desprendimento de terras por alteração do equilíbrio natural do terreno. para o mesmo efeito. eventualmente. pela sua experiência pessoal. PAlAVRA-CHAVE • Materiais de escavação • Infra-estruturas enterradas • Talude natural • Combustíveis • Lubrificantes GloSSÁRIo Movimentação de Terras. bem como indagar sobre os estudos geotécnicos que. Os materiais ou produtos associados aos trabalhos de movimentação de terras e escavações podem ser agrupados em três grandes grupos: Materiais de escavação: A primeira e mais expedita forma de recolher dados sobre um determinado terreno é consultar as cartas geológicas da região. Também é usual proceder-se à interrogação de habitantes da zona. nomeadamente profissionais da construção civil que. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações.FT31 . Escavação. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras. tenham sido levados a cabo. Lubrificantes. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.

electrocussão devido ao contacto com cabos eléctricos. redes de esgotos e redes de gás. nomeadamente cabos eléctricos. O armazenamento destes produtos deve ser em local que em caso de necessidade seja de fácil acesso aos bombeiros e ao seu equipamento.Materiais FT31 .90º 55º 45º 45º 40º 30º Figura: Ângulo de talude natural para terrenos Muito Húmido 80º 55º 40º 30º 20º 20º Figura 9. redes de águas. que nos garante uma menor exposição dos trabalhadores a riscos de soterramento devido a rotura de redes de águas. explosão devido a rotura em redes de gás e a exposição a gases tóxicos em redes de esgotos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 ÂNGulo do TAludE NATuRAl Tipo de Terreno Rocha Dura Rocha Branda Aterro Compacto Terra Vegetal Argila e Marga Areia Fina Terreno Seco 80º . obriga ao cumprimento de requisitos legais relativos a estes produtos. A recolha destes dados é uma medida preventiva.3: Depósito de terras em vazadouro Infra-estruturas enterradas: Deve ser solicitado junto das entidades competentes o levantamento das redes enterradas. Combustíveis e lubrificantes: O armazenamento e manipulação de combustíveis (gasóleo) e lubrificantes para equipamentos.

3 Materiais O armazenamento de gasóleo em tambores. Como exemplo de riscos associados aos combustíveis e lubrificantes. • Levantamento das infra-estruturas enterradas.4: Depósito de gasóleo à superfície Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Aluimento de terras. • Soterramento.FT31 . podemos referir a contaminação dos solos. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras em vazadouro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Electrocussão. obedecendo aos seguintes requisitos: • Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. processo construtivo e equipamento utilizado. Figura 9. Como medida de prevenção para derrames deverão existir bacias de retenção com o mínimo de 50% de capacidade dos tambores e o solo deve ser impermeabilizado. • Contaminação de solos. As medidas de prevenção propostas. deve ser em local vedado e com acesso condicionado (fechadura). • Explosão. • Exposição a gases tóxicos. incêndio e explosão.

Bacia de retenção para combustíveis com 50% da capacidade do reservatório. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Impermeabilização do local de implantação do reservatório de combustível. que devem estar em bom estado de conservação e com registos referente ao Plano de Manutenção proposto pelo fabricante. Se verificar que algum trabalhador apresenta qualquer perturbação funcional. nomeadamente enjoo. todos os trabalhadores devem abandonar o local de trabalho. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. 4 • • • • • • • • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. vómitos. Armazenamento de combustíveis. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. tonturas ou desmaio. suspender os trabalhos. Garantia de procedimentos de manutenção preventiva aos equipamentos. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos.Materiais FT31 .

Arrefecer o reservatório com água pulverizada quando exposto ao fogo. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. cigarros. no combate ao incêndio. Em função da gravidade do sinistro. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. para a pele. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. lavar abundantemente com água. Manter-se a favor do vento. etc.FT31 . Não usar água em jacto sobre o produto. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. circuitos eléctricos. cursos de água e poços. Risco de irritação por contacto. Afastar a vítima da zona perigosa. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Em caso de insuficiência respiratória (consciente ou inconsciente). Aparelho respiratório isolante. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações . Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. proteger a zona queimada com penso para queimados (ou esterilizado). • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Inflamável • • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). proceder à ressuscitação cardio-respiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. mantendo-a em repouso. Recolher o produto para recipientes. pelo menos durante 15 minutos. Em caso de queimaduras pelo fogo. água pulverizada ou CO2.Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização.). Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. Afastar os curiosos. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO GASÓLEO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido inflamável. espuma. solicitar ajuda aos Bombeiros. olhos e mucosas. Utilizar explosivímetro ou outros aparelhos de detecção e/ou medida. Fato de protecção contra o fogo. Actuar com pó químico. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança.

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1 Actividades/Avaliação 9. 2. 1.AV9 .1 Equipamentos. Enuncie três medidas preventivas. associadas à operação do equipamento de escavação “Escavadora de Rastos” e referente à ficha temática 30. ponto 9. ______________________________________________________ 2. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras.1 Equipamentos de movimentação de terras. ______________________________________________________ 3. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 30. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o _____________________ dos materiais de escavação e o _____________________ destes materiais em local controlado. ponto 9.3. são a _____________________ .

Movimentação de Terras e Escavações.2 Materiais. 2 3. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2 Materiais de movimentação de terras. Relativamente à ficha temática 31. 1. identifique na coluna dos riscos. ______________________________________________________ 2.Se não conseguir resolver esta actividade.4) . reveja o submódulo 9. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ponto 9. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ponto 9.Actividades/Avaliação AV9 . ______________________________________________________ 3. três que sejam referentes ao armazenamento de combustíveis em estaleiro de obra. Relativamente à ficha temática 31. ______________________________________________________ 4. dEPóSITo dE GASólEo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4. enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar nos trabalhos de escavação em vala com infra-estruturas enterradas.

10. Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de fundações directas. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados na execução de fundações. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos • Materiais 4. também. armazenagem e movimentação dos materiais utilizados. às operações de recepção. Os trabalhos de escavação para abertura de sapatas de fundação. 1 Fundações 1. 2. de situações referentes à execução de fundações directas em edifícios comuns uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil. A escolha do tipo de fundação tem em conta. com uma análise mais detalhada das fundações directas para edificações. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos de fundações em estruturas a executar em estaleiro de obra. 3. o tipo de estrutura a executar e o custo da construção. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. Desta forma optou-se por tratar. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de fundações directas. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de fundações directas em estaleiro de obra. As soluções estruturais com fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. vigas de fundação e ensoleiramento geral. essencialmente. três factores. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. referem-se não só às operações necessárias à execução das tarefas mas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados em trabalhos de fundações. GloSSÁRIo • Escavação • Implantação • Sapata CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM10 . Os riscos indicados como mais frequentes em cada actividade associada à execução de fundações directas.

volvo. SABER MAIS • www.jcb.Fundações SM10 .pt • http://dre.cimertex.motivo.stet.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .com • www.pt • www.pt • www.com • www. 2 • • • Viga Manutenção Vazadouro 5.

As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias: dIRECTAS ou SuPERFICIAIS – Quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam quase imediatamente sob a edificação. o formando deverá estar apto a: • Enunciar a diferença entre fundação directa e indirecta.1. Fundação é um elemento constitutivo de uma edificação. Sapata. quer pelas acidentais. Nível Freático. quer pelas cargas permanentes. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . INdIRECTAS ou PRoFuNdAS – Quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. que tem a função de transmitir ao terreno os esforços nela provocados por essa edificação. designam-se por fundações indirectas. que compete às fundações impedir que se concretizem ou excedam parâmetros aceitáveis. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Equipamentos 10. Escavação. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de escavação de em fundações directas. Retroescavadora. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. Estes esforços tendem a ocasionar movimentos nas edificações. PAlAVRA-CHAVE • Fundação • Fundação Directa • Fundação Indirecta • Implantação • Escavação • Entivação GloSSÁRIo Fundação Directa. • Identificar as actividades correspondentes à de execução de fundações directas. Fundação Indirecta.FT32 .

na história das edificações (por ex. As soluções estruturais utilizadas em fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. as Pirâmides egípcias têm fundações directas. Figura: Execução de Fundação Directa A escolha do tipo de fundação tem em conta. um pouco abaixo da superfície aparente deste). 2 Figura: Execução de Fundação Indirecta A fundação directa ou superficial é o tipo de fundação mais corrente. vigas de fundação e ensoleiramento geral. essencialmente. Em situações em que o solo superficial apresenta boas características de resistência (sem que existam camadas de pouca resistência a níveis inferiores pouco profundos) e em que a estrutura a construir é de pequeno ou médio porte. tem sido utilizada desde sempre. o tipo de estrutura a realizar e o custo da construção. constituídas pela face inferior do sólido geométrico pirâmide. em contacto directo com o terreno.. a adopção de fundações superficiais de fundações directas por sapatas é a solução natural.Equipamentos FT32 . nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . três factores.

habitualmente equipados com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora de menores dimensões. para se garantir que. Pode. constituída por varão de aço. Os equipamentos mais utilizados nos trabalhos de escavação em sapatas de fundação são: Retroescavadora. para que não se desloque. com recurso a sapatas. com exactidão e sem conspurcação desta pelo terreno. Equipamentos em Fundações directas A abertura de sapatas para fundações deve ser encarada como um caso particular da escavação a céu aberto. após o que deve ser recoberto com uma camada de betão (eventualmente betão pobre) com 5 cm de espessura. e que serve para se proceder à colocação da armadura. as paredes da escavação ficado em talude. a cofragem serve para se garantir a exacta forma geométrica da sapata. fica uma camada de betão estrutural com espessura controlada. também. atrás. serve. • Sapata comum a dois ou mais elementos verticais. por se verificar que o terreno não permitiu um corte na vertical. nem perca verticalidade durante a betonagem. conforme a natureza do terreno. tal como as escavadoras de maior porte. neste caso. 3 Equipamentos A fundação. O fundo desta escavação ficará razoavelmente nivelado. porta . poderá necessitar ou não de entivação. tendo. procede-se à escavação da caixa de sapata que. Após implantação exacta. • Sapatas contínuas para paredes de betão ou alvenaria. martelos demolidores. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos. • Sapatas interligadas por vigas de travamento (vigas de fundação). tais como braços de carga extensíveis. também. o que se consegue por recalçamento da armadura por meios adequados. a que se dá o nome de betão de limpeza. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Seguidamente é posicionada a armadura dos elementos verticais de suporte. vibradores de betão. pois é economicamente a solução mais favorável. As sapatas de fundação de pilares ou elementos de parede podem ser dos seguintes tipos: • Sapata isolada para um único elemento de suporte da estrutura. devidamente travada e escorada. necessitar de cofragem. até para não se utilizar mais betão que o necessário. sob a armadura. são equipamentos muito versáteis. interessa saber quais as actividades inerentes à execução de uma fundação directa. pelos meios habituais.FT32 . pode receber muitos outros acessórios.paletes. tendo condicionalismos relacionados com o espaço limitado. o que irá provocar mais tarde o aparecimento de anomalias diversas. é a solução estrutural corrente em edifícios de pequeno a médio porte. etc. Porque vulgarmente se vê executarem-se fundações com uma total falta de cuidados e de rigor.

deverá acautelar-se a queda de pessoas e veículos para o interior das sapatas de fundação ou o soterramento de trabalhadores. • Exposição ao ruído e vibrações.20m com refere o Decreto 41821 de 11 Agosto de1958. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de sapatas de fundação são os seguintes: • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. • Choque ou pancadas por objectos móveis. • Queda de pessoas a nível diferente. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Queda de materiais provenientes da parte superior da fundação. Figura: Escavação de Sapata de Fundação com Retroescavadora Quando os trabalhos de escavação deste género de fundações se realizam em zonas confinadas e/ou adjacentes a espaços urbanos já edificados. • Projecções.Equipamentos FT32 . • Queda no acesso à máquina. meio de transporte mais utilizado. • Desabamento do coroamento da escavação. • Soterramento. • Exposição a substâncias tóxicas ou nocivas (poeiras e gases). quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. Pelo que se destaca para o efeito como medida de prevenção a colocação de passadiços com guarda corpos para atravessamento e a entivação das sapatas quando estas ultrapassem a profundidade de 1. 4 Camião. • Deslizamento de terras sobre o equipamento.

20m. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamento adoptado. demarcar a zona de intervenção do equipamento. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. proximidade de construções e de todas as infraestruturas aéreas e enterradas. garantir a drenagem permanente da fundação. • Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. • Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. • Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. • Caso se atinga o nível freático. para equipamentos e trabalhadores. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações.FT32 . • Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. • Em vias de circulação. • Antes de iniciar o trabalho deve ser efectuado o levantamento do tipo de terreno. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Construção de acessos separados à zona de trabalhos. • Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1.

Devem ser sempre guardadas distâncias de segurança em relação aos trabalhadores e aos obstáculos fixos que se encontrem nas suas imediações. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade da máquina. Utilizar a sinalização sonora na marcha-atrás bem audível. Não saltar da máquina para o solo. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. Quando em declive. Testar os órgãos mecânicos antes do inicio dos trabalhos. Condutores manobradores com formação específica sobre o funcionamento da máquina. manobrar a máquina com os elementos mecânicos de força e sobrecarga na direcção da parte mais alta.Equipamentos FT32 . demarcar a zona de intervenção da máquina. Em vias de circulação. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS RETROESCAVADORA/CONJUNTO INDUSTRIAL • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • O manobrador não deve abandonar o posto de condução sem o veículo estar parado e os órgãos hidráulicos em posição estabilizada e os sistemas de segurança e imobilização accionados. Na cabine deverá existir um extintor de incêndios. em particular de redes enterradas e linhas aéreas de alta e média tensão.00m do coroamento dos taludes. Subir á máquina pelo acesso apropriado. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. Não deve estacionar sobre os bordos dos taludes. Utilização de cabines de segurança (FOPS e ROPS) É expressamente proibido o transporte de pessoal na máquina. Não permitir a permanência e estacionamento dos equipamentos a uma distância inferior a 1. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas ao mesmo nível e em altura. Vigiar a pressão dos pneus e comunicar anomalias. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Os materiais que ao longo dos tempos têm sido utilizados como elementos estruturais na execução de fundações directas são: • Blocos maciços de cantaria. desde que estes tenham a possibilidade de receber os esforços que lhes são transmitidos pela edificação e dissipá-los no terreno. • Alvenaria de pedra ou tijolo. • Betão simples ou ciclópico. PAlAVRA-CHAVE • Fundações Directas • Escavação • Cofragem • Armaduras • Betão • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Sapata. Cofragem. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A fundação directa em edificações pode ser constituída por diversos materiais. Betão. Escavação. Presentemente a solução estrutural. normalmente adoptada para a execução de sapatas de fundações directas em edifícios é o Betão Armado. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações.FT33 . Armadura. 1 Materiais 10. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Fundação. • Betão armado. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas.2.

sendo por isso necessário. Trabalhos de execução de armaduras de aço. incluem todas as actividades inerentes ao fabrico de armaduras de aço destinadas a serem integradas nos elementos a betonar. são normalmente as seguintes: • Trabalhos de escavação para abertura de caixa para fundação. normalmente do tipo A400NR.Materiais FT33 . englobam as actividades de montagem dos painéis de cofragem e podem ser muito diversificadas em função do tipo de estrutura a ser construída. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o aço em varão. analisar detalhadamente os riscos específicos de cada operação. 2 Figura: Fundação directa em alvenaria de pedra As actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são as terras de escavação. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem e o óleo descofrante. • Trabalhos de cofragem.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . areia. englobam a remoção dos elementos constituintes da cofragem e seus suportes bem como as actividades complementares e subsequentes. brita e água. Estes procedimentos de segurança poderão ainda servir de base à formação e informação dos trabalhadores devendo ser acessíveis. no estaleiro. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem. que poderão servir de ponto de partida para a elaboração do Plano de Segurança e Saúde. a todos os trabalhadores.º273/2003. 3 Materiais • Trabalhos de betonagem. surge a necessidade de realizar “Procedimentos de Segurança”. de acordo com o definido no projecto. No entanto existem medidas de prevenção “base” intrínsecas a cada trabalho que deverão ser tidas em conta de forma a prevenir os riscos laborais. Figura: Armadura em sapata de fundação directa Os riscos associados a cada actividade bem como as respectivas medidas de prevenção e de protecção dependem necessariamente do processo construtivo a adoptar assim como do tipo de actividade a realizar. incluem as actividades de colocação de betão nos elementos de construção. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o betão estrutural composto por cimento. • Trabalhos de descofragem. Desta forma.FT33 . segundo o Decreto-Lei n.

• Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. alcances da grua ou outro equipamento de movimentação de cargas e infra-estruturas aéreas. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas são os seguintes: • Aluimento de terras. • Projecções (de betão). • Choques e entalamento na movimentação de cargas. • Planear as actividades e quantificá-las de modo a obter dados suficientes para o correcto dimensionamento da área a reservar para as zonas de fabrico e armazenagem de armaduras. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. A correcta implantação do estaleiro do ferro é elemento fundamental para a prevenção de acidentes associados ao fabrico de armaduras. • Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. • A equipa encarregada dos trabalhos deverá estar bem familiarizada com o sistema a utilizar e deverá ser organizada de modo a que de consiga um trabalho conjunto. características do piso rodoviário. • Perfuração. • Devem ser usados meios mecânicos para elevação e transporte das cargas. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. os materiais devem estar correctamente alinhados e. • Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. As medidas de prevenção propostas. • A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos.Materiais FT33 . processo construtivo e equipamento utilizado. instalações circundantes. • Desprendimento de terras ou rochas devido a vibrações próximas. • Esmagamento. • Desabamento do coroamento da escavação. Valorizar a informação relativa aos riscos mais importantes para o trabalho em causa. espaços disponíveis. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. a uma distância razoável dos bordos. a altura das pilhas não deve colocar em causa a estabilidade. O armazenamento deve ser organizado por dimensões. • Escolher com particular atenção a zona de estaleiro destinada ao armazenamento do aço e fabrico das armaduras. obedecendo aos seguintes requisitos: • Antes do início dos trabalhos procurar obter toda a informação pertinente (Seguir o procedimento indicado para escavações a céu aberto). Dever-se-ão ter em atenção os acessos. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão na Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Choque com objectos. • Antes de iniciar a betonagem da sapata de fundação verificar a estabilidade.

normalmente. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 5 Materiais • • sua fase fluida.FT33 . Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica de intensidade suficiente para alimentar os equipamentos utilizados na betonagem. são introduzidos pelas plataformas de trabalho. Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que.

Evitar o contacto com a pele. cursos de água e poços. Utilizar óleo descofrante biodegradável. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. retirar o vestuário contaminado e lavar abundantemente com água. podese utilizar água pulverizada. pelo menos durante 15 minutos. não provocar o vómito. diatomite Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. Armazenar em recipientes fechados. Em caso de ingestão. afastados de combustíveis e oxidantes fortes. Evitar a mistura com oxidantes fortes (incompatíveis). colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Para arrefecimento dos recipientes e afastar o derrame da área de exposição. não é necessária protecção das vias respiratórias.Materiais FT33 . Afastar a vítima da zona perigosa. olhos e mucosas. Uso de luvas adequadas e protecção ocular. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Se for ingerida elevada quantidade. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Evitar a proximidade de fontes de calor muito elevadas. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. desde que seja possível a recolha selectiva da água. Sobrexposição: não se esperam efeitos significativos. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Seguir as boas práticas de higiene pessoal. Em caso de intoxicação contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 • EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL • • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Em áreas fechadas utilizar equipamento de respiração autónomo. Polimerização perigosa não ocorre. diatomite terra ou areia. Evitar a utilização de água para extinguir o incêndio. Em condições normais de utilização e ventilação. providenciar assistência médica. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO ÓLEO DESCOfRANTE • • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Hidrocarbonetos de petróleo sintéticos aditivados. Deve ser eliminado (incinerado) em queimador fechado. mantendo-a em repouso.

______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . associadas à utilização de equipamentos de escavação na abertura de sapatas de fundação e referente à ficha temática 32. 2. Enuncie três medidas preventivas. 1 Actividades/Avaliação 10. ______________________________________________________ 3. ponto 10. quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam imediatamente sob a edificação e as fundações ___________ ou ___________. quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 32. ______________________________________________________ 2. 1.1 Equipamentos. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 10.1 Equipamentos.AV10 .3. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias as fundações ___________ ou ___________.

ólEo dESCoFRANTE RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4.4) . ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ______________________________________________________ 3. Relativamente à ficha temática 33. três que sejam referentes à utilização de óleos descofrantes em cofragens de fundações directas. ponto 10. identifique na coluna dos riscos. ______________________________________________________ 4. Fundações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Se não conseguir resolver esta actividade.Actividades/Avaliação AV10 .2 Materiais em fundações directas. ponto 10. ______________________________________________________ 2. reveja o submódulo 10. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar nos trabalhos de execução de sapatas de fundação directas em edificações. 2 3.2 Materiais. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 1. Relativamente à ficha temática 33.

11. Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. betonagem e descofragem. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de elementos estruturais em betão armado • Materiais utilizados na execução de estruturas em betão armado 4. GloSSÁRIo • Estrutura • Betão Armado • Armadura • Cofragem • Betonagem CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A execução destes elementos estruturais comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. cofragem. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de estruturas em betão armado. 1 Estruturas 1. associando estes trabalhos às actividades de armação do ferro. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Desta forma optou-se por tratar. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. na impossibilidade de os eliminarem. vigas e lajes em betão armado. de situações referentes à execução de estruturas tradicionais em edifícios. 2. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de estruturas em betão armado em estaleiro de obra de edificações. As soluções estruturais em edificações. uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil e onde ocorre o maior número de acidentes mortais no Sector. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de pilares.SM11 . A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. 3.

com • www.pt • www.maxit.pt • www.mapei.Estruturas SM11 .pt • http://dre.pt • www. SABER MAIS • www.secil.cimpor.apeb.auto-diesel.pt • www.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .concretope.pt • www. 2 • • • • Descofragem Pilar Viga Laje 5.

Os equipamentos e materiais que normalmente se dispõe para resolver as mais variadas soluções estruturais são a madeira. sendo sobre este ultimo material que. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. qualidade. Na escolha dos métodos e processos construtivos a utilizar. os metais. Laje. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. o técnico terá que ter sempre presente as exigências não só de segurança e resistência. PAlAVRA-CHAVE • Estrutura • Betão Armado • Betonagem • Cofragem • Descofragem GloSSÁRIo Estrutura.1. resistência e estabilidade do conjunto. As estruturas reticuladas (pórticos) são constituídas por: laje: Estrutura laminar horizontal. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Escoramento. prazo de execução e condições locais. onde duas dimensões são da mesma ordem de grandeza e a terceira acentua- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . durabilidade. Descofragem. para resistir às acções a que vai estar sujeita. Pilar. como as de ordem arquitectónica. a manutenção das condições de segurança. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. ao longo do tempo de vida da construção. Viga. os novos materiais sintéticos e o betão armado. Cofragem. 1 Equipamentos 11. a pedra. Como é do conhecimento geral. Betão. qualquer tipo de construção seja qual for a sua finalidade. tem como base de suporte. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. custo.FT34 . uma estrutura que se designa por “estrutura resistente” e cuja função é de garantir. neste submódulo. Armadura. se vai prender a nossa atenção.

1: Elementos Estruturais O termo “Betão Armado”. onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas. onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas e assenta sobre elementos de fundação. dobrados e atados para incorporar em estruturas de betão armado. 2 damente de menor dimensão. Viga: Estrutura reticular horizontal. pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. cimento e areia. conjunto de varões de aço cortados. Pilar: estrutura reticular vertical. que é uma delimitação do termo geral “betão”. Figura 11. informa da existência na sua constituição de: • Armadura.Equipamentos FT34 . • Betão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Entre cada uma das operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção. levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. Independentemente dos pontos de paragem e acções de inspecção/ prevenção. sendo. • Descofragem e desmontagem dos escoramentos.2: Execução de Estrutura em Betão Armado A execução de elementos estruturais em betão armado envolve as seguintes actividades: • Montagem do escoramento das cofragens. portanto. execução de cofragem e a descofragem. • Operações de betonagem. a vigilância do comportamento do escoramento durante a operação de betonagem. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . estão associados à actividade principal que é a betonagem e às actividades que decorrem paralelamente à execução dos elementos estruturais que são a execução de armaduras.FT34 . Os riscos e medidas preventivas associados a estas ultimas actividades já se encontram descritos no submódulo 5 “Estaleiro de Apoio à Produção”. 3 Equipamentos Figura 11. • Colocação de armaduras. Equipamentos na Execução de Estruturas em Betão Armado Os equipamentos utilizados em estruturas de betão armado. considerado um ponto de paragem obrigatório sempre que se termina uma das operações atrás enunciadas e se passa à seguinte. • Execução de cofragens. É deste facto exemplo. no decorrer das operações deve ser assegurada a vigilância do comportamento dos meios e materiais envolvidos.

com uma lança horizontal giratória e motores de orientação. Autobetoneira. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança direccional e usualmente telescópica. 4 A operação dos equipamentos para apoio à actividade de betonagem tem condicionalismos relacionados com o espaço limitado. em boas condições da central até à obra. Figura 11. Grua Telescópica. grua telescópica e a grua torre. É utilizada para o transporte de betão pronto. dispondo então de motor de translação da própria grua. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos e aos equipamentos utilizados. dotado de sistemas de propulsão e direcção. autobomba. • Queda ao mesmo nível. de forma cilíndrica. equipamento composto por veículo automóvel.Equipamentos FT34 . equipamento destinado à elevação de cargas. elevação e translação da carga. É constituída por uma torre metálica. que se movimenta sobre rodas ou lagartas.3: Grua Telescópica Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Queda em altura. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . montada na traseira de um camião com chassis adequados. As gruas podem ser fixas a maciços ou sapatas de betão ou podem ser movimentadas sobre carris. equipamento composto por uma cuba metálica. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são a autobetoneira. Grua Torre.

• A autobomba de betão só deve ser operada por trabalhadores especializados. • Antes de iniciar a betonagem verificar a estabilidade. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0.03 A.FT34 . • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. evitando embates nos elementos de cofragem. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. Exposição ao ruído e vibrações. são introduzidos pelas plataformas de trabalho. • O comportamento da cofragem e do escoramento deve ser constantemente verificado. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para alimentar os vibradores de betão ou outros equipamentos necessários à betonagem. Projecções de betão. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão quando fluído. Queda no acesso a equipamentos. normalmente. • Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • As manobras de elevação de baldes ou tubagem da autobomba deve ser dirigida pelo encarregado. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamento adoptado. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. • Deve ser rigorosamente proibido carregar o balde acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. a fim de eveitar movimentos descontrolados. no mínimo por dois trabalhadores e. 5 Equipamentos • • • • Electrização e electrocussão. • As manobras de aproximação devem ser executadas com o recurso a corda guia. ter um comprimento adequado. • A mangueira de descarga de betão deve ser guiada.

Esmagamento (por queda da carga). o manobrador deve efectuar uma inspecção visual ao mesmo atendendo nomeadamente a: • estado geral do equipamento (peças danificadas ou desapertadas). Capotamento. suspensão da lança. Electrização. • estado do sistema de elevação da carga (cabo e cadernal). À falta de elementos mais precisos. • compartimento do manobrador para ver se faltam componentes ou se estão danificados ou soltos Assegurar-se da continuidade dos cabos de ligação aos diferentes sensores de informação para o ordenador de bordo. cimbres. nas manobras de marcha-atrás.). Edição 1 Página 1 de 2 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam retirar fiabilidade. O local de estacionamento da grua deverá ser escolhido de acordo com as condições do terreno. distribuir a carga recorrendo a elementos em madeira ou metal com as dimensões adequadas. assim como à diminuição dos gabaris provocados por aterros. Atropelamento. O manobrador deverá estar atento aos condicionalismos introduzidos ao trânsito das gruas pelo desenvolvimento da obra.. etc. etc. quando o peso total (máquina e carga) for inferior a 12 toneladas. avaliar a capacidade resistente da superfície de apoio e. Quando a estabilização é feita junto de elementos entivados obter. A movimentação de cargas deverá ser sempre executada com recurso aos estabilizadores da grua e por intermédio de um sinaleiro. Nunca se deve testar o limite da grua tentando elevar a carga e verificar se as “sapatas” levantam e. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • Colisão com outras máquinas ou veículos. em caso de necessidade. muito menos. dever-se-á recorrer a um auxiliar. os espelhos e os faróis). a grua deverá ser alvo de uma verificação profunda para avaliar o seu estado de conservação e funcionamento. guardar uma distância conveniente ao coroamento do talude de modo a que a sobrecarga adicional não provoque o aluimento do terreno. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • • • • • • • • • • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Sempre que a carga levantada pela grua automovel possa transpor o tapume colocar cones de sinalização na via e retirar imediatamente após terminado o serviço. giratória. a distância deverá ser de dois metros ou mais. Antes de colocar o equipamento em funcionamento. Na execução de manobras com a grua. Esta avaliação deverá ser feita preferencialmente segundo lista de verificações a ser preenchida e assinada por técnico responsável e deverá ficar a fazer parte do dossiê técnico da grua. A grua deverá ficar devidamente estabilizada e nivelada já que o diagrama de cargas foi estudado para funcionar nessas condições. quando sentado na cabine (limpar os vidros. Queda de nível superior. O manobrador deve assegurar-se de que dispõe de boa visibilidade. óleo. informações suficientes de modo a poder ser avaliada a capacidade resistente dessa entivação à possível sobrecarga introduzida pelas sapatas da grua Quando a estabilização for feita junto de um talude não entivado. O manobrador deve familiarizar-se com as possibilidades e limitações para não as ultrapassar e conhecer a localização e função de todos os comandos e instrumentos de protecção. Antes da movimentação consultar o diagrama de cargas específico do equipamento tendo em conta o ponto mais desfavorável da movimentação. Periodicamente e após reparação que envolva elementos estruturais de segurança. Para pesos totais superiores. nomeadamente no que diz respeito à largura e estabilidade da via. Esmagamento (por queda do equipamento). das características da manobra a executar e da carga a deslocar. deverá ser superior a um metro. alterar o valor dos contrapesos indicado pelo fabricante. • eventuais fugas (combustível. Antes de se posicionarem os estabilizadores.Equipamentos FT34 . junto do técnico responsável pela entivação. etc. quando a envolvente não é totalmente dominada pela visão do condutor e. a distância da sapata mais próxima do coroamento do talude natural. especialmente. O deslocamento da grua deverá ser sempre feito com a lança recolhida e baixa e ainda com o gancho do cadernal engatado em olhal próprio.

Ter em conta as deformações introduzidas na lança. O condutor manobrador deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional.FT34 . Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Edição 1 Página 2 de 2 Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Em caso nenhum se deverá utilizar a lança para empurrar ou deslocar lateralmente cargas ou equipamentos. quer pelas solicitações dinâmicas da carga. quer pelos ventos Antes da movimentação de uma carga deverá ser estudado o seu futuro percurso. 7 Equipamentos FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • Verificar se o número de “quedas” de cabo no cadernal está de acordo (segundo as especificações da grua e do cabo) com a carga a elevar. de modo a determinar a possibilidade da manobra. assim como do “momento” mais desfavorável. Manter a lança suficientemente afastada de qualquer obstáculo.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

assim pode apresentar-se com ou sem sais solúveis (salitre). MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. com dimensões inferiores a 5 mm. sem as propriedades aglutinantes. Cimento.FT35 . que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. Os inertes são os materiais sólidos. e em local seco e protegido das intempéries. Betão Armado. 24 horas depois da referida lavagem. A areia do rio é uma das areias naturais mais utilizada e apresenta-se normalmente bastante limpa. Aço. Aditivos. britas e godos). O cimento deverá ser armazenado em lotes. que entram na composição dos betões (areias. e daí a sua grande importância. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que serve de aglutinante da massa. O aglomerante. PAlAVRA-CHAVE • Estruturas • Betão • Aço • Cimento • Inertes • Betão Armado • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Estrutura. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. e os inertes são a areia e as britas. é o cimento. Conforme a sua localização. o cimento a utilizar no betão normal será do tipo “Portland Normal”. só devem ser utilizadas no fabrico do betão.2. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. 1 Materiais 11. É um dos elementos que mais influência a qualidade de um betão. Todas as areias que tenham de ser lavadas. Cofragem. Chama-se betão a uma mistura de um aglomerante com inertes.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . o óleo descofrante permite realizar uma descofragem mais fácil. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. 2 As britas são inertes provenientes da britagem de rochas com dimensões acima de 5mm e que vão normalmente até 80mm. Figura 11. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada).Materiais FT35 . fluidez. pó ou dissolventes em água. lhe conferem qualidades particulares. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. Godos são inertes naturais constituídos por seixos rolados com dimensões acima dos 5mm. um maior aproveitamento das cofragens e qualidade no acabamento final do elemento estrutural.4: Pedreira de Extracção de Inertes A água a utilizar no fabrico do betão não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. Destinam-se a reforçar. e por conseguinte. os aditivos para betões são produtos que misturados nos betões. recomenda-se a utilização de óleos descofrantes biodegradáveis e a consulta da Ficha de Segurança do produto. ao conjunto de varões com que se arma uma peça de betão armado chama-se “armadura”. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades. Actualmente é usado sob a forma de varões redondos. nomeadamente a plasticidade. melhorar ou diminuir certas qualidades dos betões. o aço é o elemento em falta nos elementos constituintes do betão armado em estruturas.

• Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. processo construtivo e equipamento utilizado. • Projecções de betão fresco.FT35 .5: Controlo de Qualidade de Betão Pronto Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Fichas de segurança dos produtos. 3 Materiais Figura 11. • Exposição a poeiras. • Queimaduras. • Incêndio. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Riscos ambientais. • Óleo descofrante deve ser aplicado de costas voltadas ao vento. • Irritação da pele. As medidas de prevenção propostas. • Explosão. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Dermatites. O pulverizador de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para betão. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Utilizar na limpeza dos painéis de cofragem.Materiais FT35 . autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. 4 • • • • dorso só deve ser reabastecido quando no chão. lixadeira mecânica com sistema de aspiração incorporado. Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. Águas de lavagem de baldes. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão.

Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CIMENTO PORTLAND • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cursos de água e poços. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. lavar abundantemente com água. Usar máscara antipoeiras. Afastar curiosos. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Afastar a vítima da zona perigosa. pelo menos durante 15 minutos.FT35 . Em função da gravidade do sinistro. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Não classificado como produto perigoso. Usar fato de trabalho justo. mantendo-a em repouso. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Manter-se a favor do vento em operações de preparação e descarga. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Evitar o contacto com a pele. olhos e mucosas. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Pode causar dermatites alérgicas. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. solicitar ajuda aos Bombeiros.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

_______________.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais e complete os espaços em branco. _______________. _______________ e areia. Relativamente à ficha temática 34. ponto 11. 2. ponto 11. 1 Actividades/Avaliação 11.AV11 . pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. conjunto de varões de aço cortados. 1. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 34. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. dobrados e atados para incorporar em estruturas de _______________.1 Equipamentos. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 3.3.

três que sejam referentes à utilização de aditivos para betão para elementos estruturais. identifique na coluna dos riscos. AdITIVoS PARA BETÃo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de betão armado em elementos estruturais. Relativamente à ficha temática 35. ______________________________________________________ 3.Se não conseguir resolver esta actividade.4) . 2 3. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ______________________________________________________ 2. 1. ponto 11. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2 Materiais. ponto 11. ______________________________________________________ 4.Actividades/Avaliação AV11 . reveja o submódulo 11. Relativamente à ficha temática 35. Estruturas. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.2 Materiais.

12. Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico • Materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico 4. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de alvenarias. com uma análise particular das alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de alvenarias. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 2. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. Serão apresentados os diferentes tipos de alvenarias.SM12 . 3. as tarefas e conceitos fundamentais correspondentes aos equipamentos e materiais. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. A execução de alvenarias comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. GloSSÁRIo • Alvenaria • Andaime • Argamassa • Betoneira • Cal • Cimento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de execução de alvenarias em edificações. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. utilizados em trabalhos de execução de alvenaria de tijolo cerâmico. serão disponibilizadas fichas de análise de riscos de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. na impossibilidade de os eliminarem. Assim. 1 Alvenarias 1. riscos mais frequentes e medidas preventivas com procedimentos de segurança associados à actividade em análise. associando estes trabalhos às actividades de preparação de argamassas e assentamento de alvenarias.

pt • www. 2 • • Pedreiro Tijolo 5.Alvenarias SM12 .pt • www. SABER MAIS • www.apfac.tabicesa.ctcv.pt • www.presdouro.certif.lusoceram.pt • www.pt • www.pt • www.pt • http://dre.maxit.preceram.es Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.pt • www.apicer.

Esta designação deriva do árabe e significava a arte de construir com pedra e cal e executada pelo pedreiro. • Blocos de betão simples . e nelas empregues os seguintes materiais: • Pedra . • Barro . EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.alvenaria de tijolo. Podem portanto as alvenarias ser utilizadas no exterior e no interior.alvenaria de pedra. 1 Equipamentos 12.alvenarias de blocos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. Actualmente designa-se alvenaria como o conjunto de pedras ou outros materiais que se interligam por argamassas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. Plataforma. Argamassa. PAlAVRA-CHAVE • Alvenaria • Tarefas • Equipamentos • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria. Pedreiro. Entende-se por alvenaria toda a construção em edifícios ou obras de arte.1. executada com pedras naturais ou artificiais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de alvenarias.FT36 . Andaime. • Tijolo . Betoneira. Assentamento.alvenaria de taipa.

Como qualquer outra actividade. A sua ocorrência pode estar associada à falta de organização do posto de trabalho. torna-se necessário preencher os espaços entre os elementos estruturais e construir as divisórias que compartimentam os espaços. recepção e armazenamento dos materiais). ferramentas e materiais utilizados durante a execução dos trabalhos. • Limpezas e arrumações. mas apenas com função de “enchimento”. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • Organização dos trabalhos (preparação da obra. Para a execução das alvenarias de tijolo.Equipamentos FT36 . com elementos construtivos.1: Alvenaria de Taipa Após a execução das fundações e estrutura de um edifício. aos equipamentos. a execução de alvenarias envolve riscos a que vão estar sujeitos os trabalhadores durante a fase de construção. designados de alvenarias. • Colocação de materiais para isolamento térmico e acústico. • Assentamento de tijolos. em Portugal continental de uma maneira geral as alvenarias são de tijolo cerâmico. • Fabrico de argamassas. 2 Figura 12. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

que se movimenta sobre rodas. plataformas de trabalho e a serra eléctrica circular de corte. as multicarregadoras (multifunções) e a betoneira eléctrica ou a gasóleo. equipamento composto por uma cuba metálica. de forma cilíndrica. 3 Equipamentos Figura 12.FT36 . Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as gruas. Betoneira. A tarefa de assentamento de tijolos tem condicionalismos relacionados com as plataformas de trabalho (andaimes fixos e móveis) e equipamentos de corte. dotado de sistemas de propulsão e direcção. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as estruturas de andaime. equipamento composto por veículo automóvel.2: Alvenaria de Tijolo Cerâmico Equipamentos na Execução de Alvenarias de Tijolo Cerâmico A utilização de equipamentos comuns ou especiais e dos utensílios usuais de trabalho comporta riscos específicos que é necessário prevenir. preparação de argamassas e assentamento de tijolos. Multicarregadora Telescópica/Multifunções. que fun- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os equipamentos utilizados na execução de alvenarias. estão associados às tarefas principais movimentação de cargas. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança telescópica e garfos para elevação de cargas. A tarefa de movimentação de materiais e preparação de argamassas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados.

• Cortes. que tem por função auxiliar e apoiar a realização de trabalhos de construção civil. Usualmente são constituídos por suportes metálicos com plataformas de madeira ou metálicas. • Lesões músculo-esqueléticas.3: Multicarregadora Telescópica/Multifunções Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Queda em altura. • Queda de objectos. • Electrização e electrocussão. é uma armação provisória suportada por estruturas de secção reduzida. montado em bancada. Andaime. equipamento eléctrico de corte constituído por um disco de aço dentado. É utilizada para misturar diferentes componentes das argamassas ou betões. • Esmagamento. 4 ciona a energia eléctrica ou com motor de combustão a gasóleo. Serra Circular de Mesa. Figura 12. • Sobre-esforços. • Queda ao mesmo nível.Equipamentos FT36 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Definir o local destinado ao armazenamento das paletes de tijolo.03 A. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1. • Não devem ser retirados os elementos da cofragem. garantindo a boa circulação. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações.20m devem ser dotadas de guardacorpos. • Utilizar os EPI’s obrigatórios e os temporários. • Deve ser rigorosamente proibido carregamentos acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. nas frentes de trabalho. com solidez e estabilidade adequadas às cargas a movimentar e. • Deve ser garantida a existência de plataformas de descarga de materiais (nos pisos). • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. corettes. rodapé e fecho na parte frontal da plataforma. caixas ou escadotes. • As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. • Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. possam ser fácilmente geridas. • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. bidões. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. dotadas de guardacorpos. Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. caixa de escadas.FT36 . plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do encarregado. • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. • Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamentos utilizados. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. negativos de lajes). • Os trabalhos com equipamentos de elevação deve ser organizado de forma a que as interferências com outros equipamentos ou serviços. medida a 2m do solo. Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para garantia de uma iluminação mínima de 100 lux .

6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ANDAIME METÁLICO PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • • • Queda em altura Queda de objectos Esmagamentos Entalamentos Contusões Cortes Queda de nível Electrocussão Posturas inadequadas Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • O equipamento terá que possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE Identifique a estabilidade e solidez do local de montagem de andaimes junto do seu encarregado. principalmente nos extremos. Coloque os apoios dos andaimes bem assentes no solo/superfície. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . com chapas de apoio 0.1m. Não deixe entre as “tábuas de pé” e a parede intervalos superiores a 20 cm .Equipamentos FT36 . Monte os respectivos “ guarda-corpos” nos andaimes. Observe o projecto e as instruções do encarregado para a montagem dos andaimes. Para a elevação das peças dos andaimes use meios mecânicos se necessário. Garanta acessos adequados entre os vários níveis dos andaimes. Coloque toda a ferramenta necessária no cinto porta-ferramentas e não entregue ou receba ferramentas atiradas pelo ar. Monte os prumos com travamento adequado. Garanta a boa fixação das “tábuas de pé”. Aplique rodapé nos andaimes. Prepare no solo as peças suficientes para a montagem dos andaimes. Não se apoie nos elementos dos andaimes sem previamente os fixar. capacete com francalete. Garanta a ancoragem adequada dos andaimes (de 3 em 3m em altura e de 5 em 5m na horizontal). Comunique imediatamente ao encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. Instale “tábuas de pé” suficientes nas zonas de trabalho. Não retire peças dos andaimes sem ordem do encarregado. Aplique tábuas de pé com largura suficiente e em bom estado de utilização. botas e luvas de protecção mecânica.1x0. esse procedimento é proibido. Use equipamentos de protecção individual.

pelo que devem ser analisados os seguintes factores: • Tipo de argamassa de assentamento. Os materiais utilizados para a construção de alvenarias.2. 1 Materiais 12. • Número de panos da parede e suas ligações. • Resistentes: tijolos com função estrutural na construção. Cimento. também designadas de forma simplificada por “alvenarias” não devem ser classificadas unicamente com base nos blocos ou tijolos mas também em outros elementos que vão influenciar o seu comportamento. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. As paredes de alvenaria. Os tijolos cerâmicos podem ser classificados quanto à sua aplicação em alvenarias de: • Face à vista: tijolos cujo destino é ficarem aparentes. • Aparelho de assentamento da parede (geometria e desfasamento das juntas). PAlAVRA-CHAVE • Alvenarias • Tijolo Cerâmico • Argamassa • Cimento • Areia • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria. • Existência de elementos de isolamento térmico e acústico. no interior ou no exterior da construção. embora não constituam materiais particularmente perigosos. entre si e à eventual estrutura de apoio. medidas de protecção colectiva a implementar e uma correcta utilização dos equipamentos de protecção individual. • Enchimento: tijolos sem função resistente. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Argamassa. Estes riscos podem ser atenuados por intermédio de um conhecimento profundo dos materiais. • Tipo de revestimento da parede. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT37 . Tijolo. para além do seu próprio peso. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. podem apresentar riscos inerentes ao seu manuseamento.

24 horas depois da referida lavagem. Todas as areias que tenham de ser lavadas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . e os inertes são a areia. à compressão.4: Execução de Argamassa para Assentamento de Alvenaria O tijolo é um produto de cerâmica de barro vermelho. É com a cozedura ao fogo. 2 Chama-se argamassa de assentamento a uma mistura de um aglomerante com inertes. O aglomerante. com dimensões inferiores a 5 mm. pelo que deve ser de boa qualidade.Materiais FT37 . A água a utilizar no fabrico das argamassas não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. É um dos elementos que mais influência a qualidade de uma argamassa. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. acima dos 700ºC. utilizado na execução de alvenarias. que o barro passa a adquirir uma estrutura cristalina e uma elevada resistência mecânica. Figura 12. que serve de aglutinante da massa. só devem ser utilizadas no fabrico de argamassas. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). e em local seco e protegido das intempéries. ao desgaste e com baixa porosidade. é o cimento ou a cal hidráulica. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. O cimento a utilizar na preparação das argamassas será do tipo “Portland Normal”. O cimento deverá ser armazenado em lotes.

• Explosão. lhe conferem qualidades particulares. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Exposição a poeiras. • Incêndio. • Queimaduras. fluidez. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos.FT37 .5: Execução de Alvenaria de Tijolo Cerâmico Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Irritação da pele. Figura 12. Destinam-se a reforçar. • Dermatoses. nomeadamente a plasticidade. 3 Materiais Os aditivos são produtos que misturados nas argamassas. pó ou dissolventes em água. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do Produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. melhorar ou diminuir certas qualidades das argamassas. • Projecções de argamassas frescas. • Riscos ambientais. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades.

• Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. • Águas de lavagem de baldes. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. periodicamente. antes de decorridas 48h (verificar exposição a ventos fortes). 4 As medidas de prevenção propostas. • Deve ser garantida a existência de condutas devidamente vedadas. processo construtivo e equipamento utilizado. • Colocação de materiais. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. • Deve ser proibida a permanência de trabalhadores junto de paredes recentemente construídas. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . junto de pilares. • Os entulhos devem ser depositados em local específico e. gamelas. devem ser enviados a vazadouro. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para argamassas. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. • As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. para descarga de entulhos. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Fichas de segurança dos produtos. • Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. antes de as içar. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança.Materiais FT37 . obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para argamassas. • Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório.

FT37 . Em função da gravidade do sinistro. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. EQUIPAMENTO DE PRO. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Uso de luvas e de óculos com protecção lateral.• TECÇÃO INDIVIDUAL PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . solicitar ajuda aos Bombeiros. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Afastar a vítima da zona perigosa. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Não classificado como produto perigoso. lavar abundantemente com água. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Afastar curiosos. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Evitar o contacto com a pele. mantendo-a em repouso. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Manter-se a favor do vento. cursos de água e poços. pelo menos durante 15 minutos. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CAL HIDRÁULICA CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). olhos e mucosas. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Limpezas e arrumações. recepção e armazenamento dos materiais). • Assentamento de tijolos. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • ______________________ (preparação da obra. ______________________________________________________ 3. • Colocação de materiais para isolamento ______________________.3. 1. • Fabrico de ______________________. ponto 12. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Para a execução das ______________________.AV12 .1 Equipamentos.1 Equipamentos. Enuncie três medidas preventivas. ______________________________________________________ 2. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 36. 1 Actividades/Avaliação 12. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. associadas à utilização de equipamentos de protecção colectiva na execução de alvenarias e referente à ficha temática 36. 2. ponto 12.

ARGAMASSAS dE CIMENTo E AREIA RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a poeiras Dermatoses 4.Actividades/Avaliação AV12 . ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 3. 1.2 Materiais.4) . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ponto 12. ponto 12. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico. Alvenarias. reveja o submódulo 12. identifique na coluna assinalada com riscos. Relativamente à ficha temática 37.2 Materiais. três que sejam referentes à aplicação de argamassas no assentamento de alvenarias de tijolo cerâmico. Relativamente à ficha temática 37. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.Se não conseguir resolver esta actividade. 2 3. ______________________________________________________ 4. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .13.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria. de situações referentes à execução de coberturas tradicionais em edifícios. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de coberturas em estaleiro de obra de edificações.SM13 . 2.coelhodasilva. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 3. ou seja. As soluções de coberturas em edificações assentam essencialmente em coberturas inclinadas e horizontais. GloSSÁRIo • Cobertura • Asna • Vara • Cumeeira • Ripado • Contra-Ripado • Telha 5. cuja estrutura é em madeira ou em vigotas. sendo estas últimas acessíveis ou não. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional 4. uma vez que esta é a situação mais frequente em edificações de pequeno porte.com • http://dre.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Coberturas 1. SABER MAIS • www. Desta forma optou-se por tratar. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de coberturas. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de uma cobertura tradicional. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional.

pt www.pt www.pt www.onduline.Coberturas SM13 . 2 • • • • • www.telhasun.com www.novinco.uralita.margon.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

betão. 3. Contra-Ripado. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Coberturas horizontais • Coberturas inclinadas GloSSÁRIo Cobertura.FT38 . pendente e revestimento. apoiadas frequentemente apenas nas paredes exteriores dos edifícios. metálica ou em alvenaria. Contra-ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. O ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. 4. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos de uma cobertura tradicional. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. ainda. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. Asnas: Coberturas de madeiras tradicionais. após o revestimento da cobertura. bem como garantir o conforto térmico no interior do edifício. 2. Ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas. Vara. Forro: Elementos que forra a cobertura no seu interior. 5. Cumeeira. 1 Equipamentos 13. Telha. Ripado. São. As coberturas devem ser entendidas segundo a sua estrutura. É colocado entre a estrutura principal e a secundária. Esta estrutura é constituída por: 1. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução uma cobertura tradicional. têm como função o suporte das telhas. estrutura em asnas. Em conjunto com o ripado. caracterizadas em coberturas horizontais (terraços acessíveis ou não) e coberturas inclinadas. Cumeeira: É a terça colocada no ponto mais alto da cobertura e apoiada sobre os vértices superiores das asnas. A cobertura inclinada obedece a uma estrutura de apoio que pode ser em madeira. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Forro. A cobertura tem como função proteger o edifício de intempéries e da radiação solar. Asna. A cobertura em análise é a tradicional em madeira. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.1. com assentamento de telhas cerâmicas.

paralelamente ao beiral. na direcção da vertente.1: Esquema dos elementos que compõem a cobertura A execução de uma cobertura com estrutura em madeira envolve as seguintes actividades: • Corte da madeira. xisto ou ardósia utilizada em telhados. O comportamento dos meios e materiais envolvidos também devem ser objecto de inspecção. Em todas estas operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. de forma a permitir o escoamento das águas pluviais. portanto.Equipamentos FT38 . Terças (ou Madres): Apoiam-se sobre a asna na posição horizontal. • Colocação das peças de madeira. pedra. 8. 7. Varas: Apoiam-se sobre as terças (também chamadas de madres) perpendicularmente a estas e. • plicação das telhas. Telhas: Peça de argila cozida. Figura 13. As secções das varas dependem das cargas a que a cobertura está sujeita. • Fixação de peças metálicas. 2 6. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Possui uma base rígida em alumínio injectado com revestimento que assegura uma boa precisão. sendo chamada de serra circular de mesa. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A serra circular pode ter ainda uma mesa para facilitar trabalhos de corte de peças de grandes dimensões. • Cortes.2: Cobertura em estrutura de madeira Equipamentos na Execução de Coberturas em Madeira As ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura com estrutura em madeira são o martelo e a serra circular de mesa. invariável. A Serra circular é uma ferramenta de corte de madeira e outros materiais. 3 Equipamentos Figura 13. O seu formato mantém-se. composto de um cabo ao qual se fixa a cabeça através do alvado ou olho. no entanto. possuindo inúmeros tamanhos e materiais de composição diferentes. • Exposição ao ruído e vibrações. • Queda ao mesmo nível • Electrização e electrocussão. O Martelo é a ferramenta utilizada para percutir materiais e objectos.FT38 . • Traumatismos. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de cobertura são: • Queda em altura.

obedecendo aos seguintes requisitos: • Os trabalhadores devem ter prévia formação sobre o trabalho a desenvolver.Equipamentos FT38 . 4 As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. • Verificação periódica do estado de conservação dos equipamentos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Manuseamento dos equipamentos de acordo com as instruções do fabricante.

luvas de protecção. disjuntor diferencial de 30mA O operador não deve usar roupa larga. cabos eléctricos e e protecções de Segurança. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . calor. etc. óleo e caminhos de circulação a não ser que devidamente sinalizados ou protegidos Ligar o equipamento a tomada perfeitamente compatível e que possua. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS SERRA CIRCULAR DE MESA PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • Electrocussão Incêndios Projecção de partículas Corte Acidental Exposição ao Ruído Inalação de poeiras Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • O equipamento terá de possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE É proibido retirar. de forma a diminuir a emissão de poeiras. Se o material a utilizar for pedra. máscara e protectores auriculares) Sempre que o material em que se irá efectuar o corte for de pequenas dimensões. deverá utilizar-se empurras Sempre que o material a cortar for inflamável. a protecção de segurança do disco do equipamento O operador deve compreender e cumprir as regras de segurança da máquina Verificar as condições de utilização do equipamento. colares.FT38 . garantir que a mangueira da água está ligada. deverá existir um extintor no local. objectos soltos. nomeadamente. aneis. Usar roupa justa ao corpo e apropriada ao trabalho Sempre que a luz natural não seja suficiente para o desmpenho normal da actividade proceder-se-à colocação de iluminação artificial adequada Utilizar equipamentos de protecção individual (Botas com biqueira de aço. a montante. Manter os cabos de alimentação em bom estado de conservação e afastado de arestas vivas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

FT39 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . sendo pouco estanque na junta e muito pesada. Telha lusa Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. Argamassa. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. tipicamente de cor vermelha. encontram-se diversos tipos: Telha Canudo Telha tradicional artesanal.2. bege ou castanha. resultando daí uma cobertura mais “fechada”. com um único canal. de ligação pouco estanque e eficiente. Mástique. Telha Canudo. 1 Materiais 13. actualmente pouco usada. Neste submódulo serão tratadas apenas as telhas cerâmicas. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Telhas • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Cobertura. Telha Marselha. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. Telha Romana. Telha Romana Telha semelhante à telha canudo. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. de forma curva. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de coberturas tradicionais. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). No universo das telhas cerâmicas. Telha Lusa. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. Os materiais mais utilizados em cobertura inclinada são: as telhas cerâmicas. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

As telhas podem ser fixadas através de um dos seguintes processos: • Grampos (em aço inox ou galvanizados).4: Telha Romana Figura 13. • Pregos (de cabeça larga em aço galvanizado. O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. • Mástique específico.5: Telha Lusa Figura 13. seja para evitar o seu deslizamento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .3: Telha Canudo Figura 13.Materiais FT39 . Os grampos a serem utilizados na fixação dos elementos de suporte em madeira deverão ser em aço inox ou protegidos contra a corrosão por galvanização. cobre ou aço inox com um diâmetro mínimo de 3mm). 2 Telha Marselha Telha de formato aplanado. Figura 13. • Argamassas (em zonas em que ocorram simultaneamente valores baixos de precipitação e pequena amplitude térmica).6: Telha Marselha A fixação das telhas pode ser necessária. seja para se opor ao efeito da acção do vento sobre as coberturas.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . processo construtivo e equipamento utilizado. 3 Materiais Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas são: • Exposição a poeiras. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado. As medidas de prevenção propostas devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Traumatismos. • Irritação da pele.FT39 . • Dermatites. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. obedecendo aos seguintes requisitos: • Fichas de segurança dos produtos. • Cortes.

administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. cursos de água e poços. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Uso de óculos de protecção. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. mantendo-a em repouso.Materiais FT39 . Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. olhos e mucosas. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Não classificado como produto perigoso. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. solicitar ajuda aos Bombeiros. Em função da gravidade do sinistro. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Usar fato de trabalho. Pode causar dermatites alérgicas. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). pelo menos durante 15 minutos. Evitar o contacto com a pele. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Afastar a vítima da zona perigosa. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). lavar abundantemente com água. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO MASTIQUE DE POLIURETANO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • Substância em pasta que não apresenta risco de inflamabilidade. Afastar curiosos. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa).

______________________________________________________ 3. ponto 13. A Terça colocada no ponto mais alto é conhecida por _________________________. paralelamente ao beirado. 1. Também chamadas de _________________________. As _____________________ assentam-se sobre as varas. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1 Equipamentos. ponto 13. 1 Actividades/Avaliação 13. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 38. ______________________________________________________ 2. as terças apoiam-se sobre a _________________________ na posição horizontal. horizontais e paralelas ao _____________________. 2.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais da cobertura e complete os espaços em branco. Relativamente à ficha temática 38.3.AV13 . ______________________________________________________ 4.

______________________________________________________ 3.Actividades/Avaliação AV13 .4) .Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 39. indique quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional. 2 3. MÁSTIQuE dE PolIuRETANo RISCoS Amputação Irritação Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4. ponto 13. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Coberturas. 1. Relativamente à ficha temática 39.2 Materiais. dois que sejam referentes à utilização de mástique de poliuretano. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. identifique na coluna dos riscos. reveja o submódulo 13.2 Materiais. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ponto 13.

Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria e pintura. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. madeira e. Desta forma optou-se por tratar. de situações referentes à execução de revestimentos em cerâmica. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de colas. na impossibilidade de os eliminarem. GloSSÁRIo • Revestimento • Espátula • Flutuante • Granito • Lixa • Lamparquet • Mármore CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais revestimentos em edificações. 1 Revestimentos 1. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. As soluções de revestimento em edificações. em madeira. A execução destes revestimentos comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. por se tratar de uma situação com maiores perigos devido a trabalhos em altura e à toxicidade dos produtos. 2. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de revestimentos em estaleiro de obra de edificações. 3. • Materiais utilizados na execução de revestimentos. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas.SM14 . • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de revestimento. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de revestimentos. em particular. pedra. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de pinturas. em pedra e por pintura em edifícios. 4. argamassa e tintas. pinturas.

2 • • • • • • Parquet Pincel Pistola Rolo Talocha Trincha 5.pt • http://dre.jular.pt • www.pt • www.pt • www.pt • www.pt • www.mapei.pt • www.revigres. SABER MAIS • www.fpm-madeiras.sotinco.Revestimentos SM14 .vic-floor.quimar.com • www.pt • www.barbot.cinca.cin.ecopiedra.pt • www.rmc.sika.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .es • www.pt • www.pt • www.

Assim. madeira. Lixa.FT40 . Em Portugal.1. • Pintura. Pistola. Talocha. em madeira. o formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. 1 Equipamentos 14. • Aplicação do revestimento. • Madeira. segue-se a fase do seu revestimento. As tarefas inerentes a este processo dependem do tipo de revestimento a ser aplicado. Há vários tipos de materiais para revestimentos: cerâmicos. Pincel. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Cerâmico • Pedra • Madeira • Pintura GloSSÁRIo Revestimento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. Espátula. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. vidro. pedra. • Pedra. Após a execução das alvenarias. metal. Trincha. serão objectos de avaliação as seguintes tarefas: Revestimento cerâmico e pedra • Aplicação da cola. em pedra e por pintura em edifícios. segurança e um aspecto visual mais agradável tanto no exterior como no interior. É a camada que proporciona mais conforto. vinil. os quatro tipos de revestimento mais utilizados são os seguintes: • Cerâmicos. etc. Rolo. Os revestimentos integram a fase de acabamentos na construção civil. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Limpezas e arrumações.

tais como: mecânicos. Lixa. vernizes ou velaturas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. • Aplicação do revestimento. para polimento. pincel espalmado. a saber: Pincel. como lã. • Limpezas e arrumações. 2 Revestimento em madeira • Aplicação de materiais para isolamento acústico. Pistola. Rolo. • Limpezas e arrumações. Revestimento por aplicação de tintas • Aplicação da tinta por pintura manual ou à pistola. ferramenta achatada com uma pega.Equipamentos FT40 . Trincha. ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. químicos. Talocha. para aplicação de tintas. É utilizada para alisar paredes e tectos com massas ainda frescas ou suster pequenas quantidades de argamassa. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Aplicação da cola. A falta de organização do posto de trabalho também constitui um factor de risco. para remoção de tinta velha e aplicação de massas. um espalhador e um compressor. peça cilíndrica envolta em material esponjoso ou outros. eléctricos e ergonómicos. superfície abrasiva. equipamento eléctrico composto por um reservatório. Espátula. instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados a um cabo para aplicar tintas. As tarefas que fazem parte do processo de revestimento de um edifício estão sujeitas a riscos de variadas naturezas. Equipamentos na Execução de Revestimento por Pintura A tarefa de aplicação de tintas.

• Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes.20m devem ser dotadas de guardacorpos. • Alergias. • Dermatites.1: Compressor e dois tipos de pistola para pintura Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura são: • Queda em altura.FT40 . • Electrização e electrocussão. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. • Intoxicação. negativos de lajes). As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimento por pintura em edificações deve ser ajustado ao processo de aplicação e equipamentos utilizados. • Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. obedecendo aos seguintes requisitos: • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. 3 Equipamentos Figura 14. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. • Lesões músculo-esqueléticas. • Queda ao mesmo nível. garantindo a boa cir- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Plataformas de trabalho com altura superior a 1.

4 • • • culação. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga.Equipamentos FT40 . As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas.

Cumprir as instruções de conservação e manutenção bem como as indicações acerca de substituição de ferramentas. procedendo à sua substituição por um técnico autorizado quando se encontrarem danificados. Proibição de fumar durante os trabalhos de preparação de tintas e em pinturas. O local de trabalho deve estar bem iluminado. não deixar o equipamento ligado à corrente eléctrica. máscara e protectores auditivos. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS PINTURA COM PISTOLA/COMPRESSOR PRINCIPAIS RISCoS • • • • • Alergias. fora do objecto a pintar. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Nunca utilizar o equipamento junto de líquidos ou gases inflamáveis. locais húmidos ou molhados. verificar se as chaves de ferramentas de ajustamento foram previamente retiradas. Não expor o equipamento à chuva. Nunca pulverizar produtos inflamáveis ou pesticidas. Incêndio. Quando o equipamento estiver em uso. O estado da ficha e o cabo eléctrico deverão ser regularmente verificados. Utilizar sempre óculos de protecção. Electrização. Intoxicação.FT40 . Deve-se regular a pistola em função do tipo de tinta que se utiliza. Testar antes da sua aplicação. para verificar a distância a utilizar para a execução do trabalho. Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam reduzir a fiabilidade. e ao trocar acessórios. Dermatites. Nunca se deve transportar a pistola pelo cabo nem puxá-lo para tirar a ficha da tomada. Antes de fazer a ligação. O cabo da pistola deve estar protegido do calor e evitar o seu contacto com óleo e objectos cortantes. O trabalhador não deve utilizar a pistola em caso de cansaço ou falta de concentração.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Lamparquet. Tábuas corridas. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. de acordo com o tipo de material: Revestimento Cerâmico Revestimento através de peças cerâmicas feitas a partir de argila. calcite e outros) e cozidas a altas temperaturas.2 MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. As cerâmicas são. divididas em: Cerâmica Porcelanatos Grés Semi-grés Semiporoso Poroso Grau de absorção Baixo Baixo Médio Alto Alto Resistência mecânica Alta Alta Média Baixa Baixa CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Mármore. Flutuante. São. areia e outras matériasprimas naturais (feldspatos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. 1 Materiais 14.FT41 . resistência à compressão e isolamento eléctrico. Parquet. ainda. As principais características são a dureza. Granito. ainda. de fácil limpeza e aplicação. Os revestimentos podem ser classificados em vários tipos. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Revestimento Cerâmico • Revestimento em Pedra • Revestimento em Madeira • Revestimento com tintas • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Revestimento.

Todas as dependências residenciais. Ex. em forma de mosaico aplicados à cola.2: Revestimento cerâmico Revestimento em Pedra Revestimento feito através de peças de pedras.Materiais FT41 . mica. Os tipos de revestimento em madeira mais encontrados são: Parquet Tacos de madeira. destacam-se os granitos e os mármores. Restaurantes. WC. corredores. Restaurantes. 2 A resistência ao desgaste superficial em placas cerâmicas é classificada através do PEI (Porcelain Enamel Institute) e devem ter essa informação no fundo de cada peça: PEI 1 2 3 4 5 utilização Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. lojas. Revestimento em Madeira A madeira é muito utilizada no revestimento de pisos nos edifícios. Ex. essencialmente. lojas. por calcário. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujidade abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia Ex. Figura 14. Ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. O grau de impureza vai alterando a sua coloração. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Ex. Mármore Rocha constituída. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. Ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. entre outros. Ex. com espessura de 2cm. dormitórios sem portas para o exterior. Granito Rocha constituída por quartzo e feldspato e. exposições abertas ao publico. eventualmente. Dentro da classe das pedras naturais. Todas as dependências residenciais excepto cozinhas e entradas. entradas. caminhos preferenciais.

que dá cor e opacidade ao produto. metal e madeiras não resinosas. metais e superfícies exteriores de massa alvenaria. o solvente. metal. o pigmento. que auxilia na secagem. reboco. Superfícies exteriores e interiores de madeira. que transforma o produto do estado líquido para o estado sólido. É colocado directamente sobre a tela isolante e remata no rodapé. Figura 14.3: Revestimento em madeira Revestimento com Tintas A tinta é constituída por quatro componentes: a resina. Madeira. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . reboco e betão. e o aditivo. paredes e pisos de betão. 1cm. massa acrílica e coberturas. com consistência de Madeira. Tábuas corridas Pavimento constituído por madeira maciça que é fixada (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes/sarrafos. azulejo. Gesso. metais. Sintética Solvente Resina acrílica Óleo Reboco. superfícies exteriores ou interiores.FT41 . alumínio e alvenaria. 3 Materiais lamparquet Diferem do Parquet na espessura. que dilui o produto e colabora no ajuste da viscosidade. Flutuante Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. Há vários tipos de tinta: Tipos de tinta Acrílica Époxi Esmalte Látex Acrílica Óleo Base locais de aplicação Água. betão.

• Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Exposição a poeiras. • Incêndio. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. • Queimaduras. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de pinturas em edificações são: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. • Projecções de tinta. As medidas de prevenção propostas. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. • Dermatoses.Materiais FT41 . • Riscos ambientais. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. processo construtivo e equipamento utilizado. • Fichas de segurança dos produtos. • Explosão. • Irritação da pele.

Prevenir as autoridades policiais. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO DILUENTE CELULOSO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido muito inflamável. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). lavar abundantemente com água. Afastar a vítima da zona perigosa. cigarros. Em caso de queimaduras pelo fogo. proteger a zona queimada com penso Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Recolher o produto para recipientes. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. cursos de água e poços. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. Afastar curiosos. Manter-se a favor do vento e afastado das zonas baixas e reservatórios. pelo menos durante 15 minutos. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Risco grave para a saúde em caso de inalação prolongada. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). desde que se verifique não existir fuga. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Actuar com Pó Químico ou CO2. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória.FT41 . Utilizar explosívimetro e outros aparelhos adequados de detecção e/ou medida. Fato de protecção contra o fogo. etc. Perigo de explosão em espaço fechado na presença de uma fonte de ignição. Não usar água excepto se pulverizada e apenas para arrefecer o reservatório exposto ao fogo. Remover o produto derramado com material antideflagrante ou utilizando um absorvente adequado (terra ou areia). circuitos eléctricos. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • • • • • Inflamável • • • • Nocivo • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO PRIMEIROS SOCORROS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .). Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Aparelho respiratório isolante. mantendo-a em repouso. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

2 Materiais.1 Equipamentos. alguns dos equipamentos utilizados são: • ___________________________ (para remover tintas ou aplicar massas).3. ______________________________________________________ 2. ponto 14. Na execução do revestimento por pintura.AV14 . Enuncie três medidas preventivas. destinado a ________________________). • Rolo. para aplicação de tinta com compressor. pincel espalmado. ______________________________________________________ 3. • __________________ (instrumento composto de cerdas fixas por um cabo. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Relativamente à ficha temática 41.1 Equipamentos. • ___________________. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 40. 1 Actividades/Avaliação 14. • Lixa. ______________________________________________________ 3. identifique na coluna assinalada com riscos. associadas à execução de pinturas em revestimento e referente à ficha temática 40. ponto 14. 1. 2. três que sejam referentes à aplicação de tinta com pistola/compressor. APlICAÇÃo dE TINTAS RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Amputação Exposição a poeiras Dermatoses CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ponto 14. • ___________________.

Relativamente à ficha temática 41. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 4.Actividades/Avaliação AV14 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2 Materiais. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de revestimentos por pintura. 2 4. reveja o submódulo 14. 1. ponto 14.4) . ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Revestimentos. ______________________________________________________ 2.Se não conseguir resolver esta actividade.

Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

15.1. Glossário CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Abaular . devendo ser observadas as medidas de segurança específicas para estas no tocante ao transporte. É expresso por uma percentagem. a fim de proporcionar melhor escoamento da água ou acabamento estético.Conjunto de trabalhos finais. como lixas. É utilizado em soldadura e em combustão na presença de oxigénio. etc.Dar forma curva. Abrasivo . escada. Salientam-se os riscos de projecção de partículas para os olhos.Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha. uma casa ou um terreno. esmeriz e pedras com cristais rijos cimentados. Que se utiliza para desbastar outros. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete.Acontecimento ocasional.A1 . 1 Glossário A Abafadores . seja para dar lugar a portas e janelas. Apresenta-se em geral em garrafas. deve determinar medidas de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que no caso de serem movidas por energia mecânica se agravam. Absentismo . limas. Acidente .Gás muito inflamável. instável a pressões elevadas. Acetileno . esmeris.Material ou ferramenta. Não deve ser manuseado por trabalhadores sem formação adequada. limas. Acesso . por fricção. Acabamento .Fenómeno económico-social resultante das faltas não previstas. armazenamento e utilização. presos por um arco à volta da cabeça.Rampa. arqueada. decorrente de uma situação imprevista com lesões no trabalhador ou danos materiais.Faculdade que alguns produtos e ferramentas possuem de desbastar por atrição. e o ruído. tais como lixas. interiores e exteriores. atinge temperaturas elevadas. Abrasão . corredor ou qualquer meio de entrar e sair de um ambiente. realizado com recurso a diferentes materiais de revestimento. a uma superfície. de emissão de poeiras. dadas pelos trabalhadores nas empresas ou outras organizações. Abertura . Deste modo devem ser observadas medidas de segurança adequadas. Através do seu estudo. A utilização dessas ferramentas comporta riscos.Termo genérico que resume todo e qualquer rasgo na construção. seja para criar frestas ou vãos.

Adoçar . Aditivos .Construção provisória. A sua composição química pode determinar a aplicação de medidas especiais de segurança. Aduela . Andaime . acompanhado de lesão.Parte do abastecimento de água que compreende o transporte da mesma desde o local de captação até ao consumo. Aço-inoxidável . Acidente de trabalho . demolição. Aço-carbono . em argamassas. aplainar.Acto oficial em que se outorga a execução de um trabalho a uma entidade. Adução . reparação. São particularmente utilizados na construção.Aço resistente à oxidação.Glossário A1 . etc. Considera-se que 60 km/h é o máximo de velocidade em que se pode permitir a execução de trabalhos atrás referidos.Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . através dos fluidos.É o acidente decorrente de uma situação de trabalho. betões.Parte da Física que estuda os fenómenos ligados à sensação do som e à sua propagação (eco e reverberação). independentemente das temperaturas.Liga de ferro com uma reduzida quantidade de carbono. tintas. colas. metálicos. Quanto à constituição: de madeira. mistos. 2 prevenção. destinada a suportar os operários e os materiais durante a construção. É obrigatório o seu emprego em trabalhos acima de 4m do solo. onde se fixam as guarnições/alisares e as dobradiças. Quanto ao uso classificam-se: construção. gases e estruturas sólidas. Aço . composto de 2 ombreiras e uma verga/padieira. Adjudicar .Aparelho que serve para medir a velocidade do vento. desbastar saliências ou alisar e aplainar madeiras. reparação ou demolição de uma obra.Aro dos vãos de portas ou janelas que guarnecem o vão. Acústica . mediante a assinatura de um contrato em que se estabelecem as condições gerais e particulares da sua execução. Anemómetro . e resistente também à corrosão por agentes químicos.Produtos compostos que se adicionam a outros materiais para lhes alterar as propriedades. Os andaimes acima de 25m de altura são obrigatoriamente calculados pelo técnico responsável. É indispensável em todas as obras em que há trabalhadores em altura ou gruas.Nivelar.

quando provido de janelas. na altura do encosto das cadeiras. tijolos cerâmicos ou de blocos de cimento . Alisar . Alvará de construção . para protecção. As abas superior e inferior designam-se por banzo. composta de aparas de madeira amassadas com cola ou resina.Portinhola no piso ou no forro que dá acesso a caves ou sótãos. Alicerce (fundação) .Nos telhados rectangulares de quatro águas. Água-mestra . também recebe o nome de mansarda. enterrada que recebe a carga da edificação.Conjunto de elementos de pedra.Documento emitido pela autoridade municipal onde a construção está localizada. Régua fixa na parede.A1 . encontrando-se presentemente em desuso por questões de saúde. Agregado . Ver Guarnição.É o material mineral composto por argila expandida. Agregado leve .Cada uma das superfícies ou vertentes inclinadas de um telhado. Alma .Maciço de alvenaria ou estrutura em betão armado. Amianto . respectivamente.agregado ou unido com argamassa . que principia no espigão horizontal ou cumeeira e segue até ao beirado.Guarnição de madeira da parte interna das portas e janelas. Água-furtada . é o nome que se dá às duas vertentes de forma trapezoidal. Alvenaria . que pode ser ou não laminada. As duas águas triangulares chamam-se tacaniças.Tem origem num mineral chamado asbesto e é composto por filamentos delicados. com largura igual ao dobro da espessura dessas paredes. que licencia a execução da obra. etc. Água (Cobertura) . 3 Glossário Aglomerado (ou contraplacado) .Elemento de cobertura que. Ver Fundação. Era usado na construção de refractários e na composição do fibrocimento.Placa prensada.Nome do elemento correspondente à altura interna dos perfis metálicos.) ou industrial que entra na preparação do betão. Antiga regra prática estabelece que o alicerce equivale à sexta parte da altura da parede sustentada. brita.É o material mineral (areia. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . flexíveis e incombustíveis. ele chama-se alvenaria estrutural.que forma paredes ou muros. Quando esse conjunto sustenta a edificação. Sótão com janelas que se abrem sobre as águas do telhado. e de peso específico menor que o da água (flutua). Alçapão .

responsável pela aglutinação. dobrados e atados (com arame recozido). Arquitecto . Armadura . cortados.Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. São exemplos as máscaras e os filtros anti-aerossóis ou anti-poeiras e os anti-gases. Arenito . quando há o risco de queda em altura. pilares ou esquadrias por meio do fio de prumo. que é incorporado no betão e que lhe confere a necessária rigidez. tijolos ou blocos que formam conjuntos de alvenaria. Ex. Possui a arte da composição. Arnês (de segurança) .Conjunto de varões de aço.: Argamassa de cal (cal+areia+água).Acertar a verticalidade de paredes. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Aprumar . fornecendo o ar puro de forma artificial. suspende o trabalhador. 4 Andaime . usada para unir ou revestir pedras. Aparelhos isolantes . Aprovisionamento .Glossário A1 . Aparelhos filtrantes . Armador de ferro .Equipamento em forma de plataforma usada para alcançar pavimentos superiores das construções e destinado ao apoio à realização de trabalhos em diversos níveis. A argamassa magra ou mole é a mistura com menor quantidade de aglomerante (cal e/ou cimento).Equipamento utilizado. calcário ou feldspato. Argamassa .Técnico responsável pelo corte. o conhecimento dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução de obras.Profissional que idealiza e projecta uma construção.Conjunto de tarefas que visam a aquisição.Aparelhos que têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho.Aparelhos que têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. prevenindo lesões na coluna. conjuntamente com um cabo de segurança ou linha de vida. Anodização .Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. moldagem e armação de varões de aço (armadura) a incorporar nos elementos de betão que formam a estrutura de uma construção.Tratamento químico no alumínio que lhe confere maior resistência à acção dos agentes atmosféricos. transporte e armezenamento de todos os materiais a incorporar em obra.

Placa de cerâmica podendo ser polida e vidrada de diversas cores. Originalmente. Atmosfera explosiva . que é utilizado em impermeabilizações e revestimentos de pavimentos de estrada. cercado por telhados pelos quatro lados. os operários deverão estar munidos de arnês e linha de vida.Ladrilho. Como medida de segurança. Atmosfera perigosa . Azulejo . Aterro . devem ser observadas as medidas de segurança adequadas. com libertação de fumos e vapores tóxicos. pulverulento ou sob a forma de vapores.Pátio de entrada das casas romanas. os azulejos apresentavam relevos. de aspecto luzidio. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . misturas explosivas. Assentamento .Colocação de terras para enchimento de escavação ou nivelar uma superfície irregular.Betume negro. Avental de trabalho . Com os árabes. porém descoberto. A origem do azulejo remonta aos povos babilónicos. misturado com inertes. B Bailéu . Hoje o termo identifica um espaço de entrada numa habitação.Elemento estrutural em madeira ou metálico que sustenta a cobertura.Plataforma de trabalho móvel. utilizados normalmente na fase de acabamento. O sistema de comando e movimentação terá de estar situado no bailéu.A1 . existente na natureza. tijolos e outros materiais de revestimento ou acabamento em obra. marcando fortemente a arquitectura moura na Península Ibérica. 5 Glossário Asfalto .Numerosos produtos.Equipamento de protecção individual para protecção da parte da frente do corpo. guarnecida por protecções laterais. suspensa por cabos guia que deverão estar solidamente ancorados. característica que ainda sobrevive até hoje.Ambiente de trabalho em que se verificam condições adversas para a permanência de trabalhadores. os azulejos ganharam maior difusão. combinados com o oxigénio do ar podem formar. proporcionando uma acção simultânea sobre os dois cabos.Colocação/instalação e ajustamento de blocos. pela falta de oxigénio ou pela presença de algum produto nocivo. Asna . no estado gasoso. Considerando que a sua aplicação é feita a quente. pelo risco de explosão. Átrio .

Batente .Peças. Basalto . Bata de trabalho .Rocha muito dura.Ramal condutor que liga a linha eléctrica de distribuição pública com a instalação.Elemento horizontal com barras metálicas destinado a garantir o afastamento das pessoas estranhas à obra. Barreira de protecção . que forma uma massa compacta que ganha presa e endurece com o tempo. utilizadas em portas e janelas. cimento. Basculante .Glossário A1 . não devendo ser feitos quaisquer trabalhos sem ser supervisionados por técnico competente e executados por profissionais do ramo.Saliência ou corpo que se projecta para além da prumada de uma construção. Balanço .Na sua massa dispõem-se armaduras de aço para aumentar a resistência do elemento estrutural.Ferragem que permite abertura rápida de portas corta-fogo para saídas de emergência. Betão ciclópico tem pedras aparentes de volume avantajado e Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Betão aparente é aquele que não recebe revestimentos e necessita de uma cofragem especial e de elevada qualidade. servindo para enchimentos. abrindo vãos para ventilação. protegendo-a da acção das chuvas. usada na pavimentação de estradas e na construção.Caixilho fixo ou móvel.Rebaixo onde a porta ou a janela se encaixam ao fechar. situado na parte superior de portas e janelas que favorece a iluminação e a ventilação dos ambientes. Bandeira .Prolongamento do telhado para além da parede externa. de grão fino e cor escura. 6 Baixada . A folha que fecha primeiro. areia e pedra britada. Só pode ser executado pela concessionária. que visam delimitar áreas e não protegê-las. Betão .Mistura de água. na portas ou janela.Equipamento de protecção individual para protecção da parte superior do tronco. sem estrutura de sustentação aparente. que giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Barra anti-pânico . em proporções prefixadas. conferindo-lhe grande leveza e a aparência de espuma. Betão armado . Importa distinguir das bandas ou fitas de sinalização. Beiral . O betão celular é uma variável que substitui a pedra britada por microcélulas de ar obtidas por uma betonagem adequada.

Máquina de movimentação de terras constituída por um tractor de lagartas ou mais raramente de pneus. Dependendo do seu diâmetro máximo.Colocação de betão em elementos estruturais (pilar.Elemento metálico. protegendo a zona dos dedos.Elemento de dimensões padronizadas que tem como fim a execução de paredes e constitui um material alternativo ao bloco cerâmico. Betoneira . Brita (pedra britada) .Pedra fragmentada. de nylon ou de corda (sisal).Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. Bitola . viga ou laje).Padrão utilizado para medidas repetitivas. assentado para executar paredes com acabamento final para pintura. confinados por cofragem. é classificada de 0 a 5.Peça integrante do calçado de protecção incorporada na frente do calçado.Equipamento que prepara o betão ou mistura as argamassas. Betonagem . Bota de trabalho ou segurança . equipada com uma lâmina para corte de terras. 7 Glossário formas irregulares.A1 . Deve ser mantido. Bloco cerâmico . Pode ser complementada por um botim para protecção da zona acima do tornozelo.Tijolo de barro com dimensões padronizadas que pode ter uma função estrutural ou servir para a execução de paredes.Elemento de gesso vazado macho x fêmea. Bloco de gesso . Buldózer . Bloco de cimento (ou betão simples) . Bomba centrífuga . Fragmentos de pedra de dimensões padronizadas usados na betonagem. verificado e armazenado de modo a evitar que se danifique.Tipo de bomba em que a roda de pás gira e provoca a aceleração radial centrífuga do fluido ou material sólido. C Cabo de elevação . Biqueira de protecção . É aconselhável etiquetá-lo de modo a facilitar a sua identificação e disCENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . utilizado na elevação de materiais ou cargas. da menor para a maior.

Cabo-Guia . Capitel . muito utilizado na preparação de argamassas.Equipamento de protecção individual. 8 por da indicação da carga máxima. Num estaleiro.Peça em forma de L que remata quinas ou ângulos de paredes. Caiar .Profissional que executa a rede de águas e esgotos de uma edificação. em balanço. que permite o acesso para limpeza e inspecção.Glossário A1 . Caixa de inspecção . que se destina a proteger o trabalhador de qualquer risco residual dentro do espaço da obra. os cabos eléctricos utilizados em ligações e extensões devem ser apropriados.Designação do conjunto de caixilhos. sobre almofada de areia ou saibro. tendo em conta a sua estanquicidade e ligação de terra.Caixa enterrada nos pontos de mudança de direcção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Caixa de escada . condições e procedimentos estabelecidos pelo dono de obra para a execução de uma empreitada. Cal . Cabo eléctrico . que dá sustentação aos beirais e ao piso de sacadas ou balcões. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Capacete . Caixilho .Parte superior. Cachorro . requer preparo antecipado. Calçada .Elemento destinado a limitar a oscilação horizontal de carga suspensa. Caderno de encargos . para a cabeça.Engradado de madeira. Canalizador .Mosaico de pedra talhada à mão em pavimentação de ruas ou passeios. em geral esculpida.Óxido de cálcio obtido pela acção do calor entre 900º e 1100º sobre rocha calcária fragmentada em pequenos blocos. Cantoneira .É o conjunto de especificações técnicas.Peça em pedra ou madeira. de uma coluna. Existem capitéis simples ou ornamentados conforme a linguagem arquitectónica utilizada nas edificações. ferro ou aluminio onde se aplicam vidros em portas. janelas e outros vãos.Espaço vertical destinado à implantação de escada.Pintar com cal diluída em água. Existem vários tipos de calçada consoante a pedra utilizada e o modo como são arrumadas as pedras. critérios. Caixilharia . Também serve de apoio a pequenas prateleiras.Condutor constituído por vários fios electricamente distintos e reunidos num mesmo invólucro isolante.

A armação de madeira ou metálica que serve de suporte para a construção de elementos estruturais. moldes ou escoramentos.Actividade que constitui a primeira operação do reboco e que consiste na projecção. Também se refere às lajetas usadas em pisos ou como revestimento de paredes. telhas e vasos.Produto/substância que queima ou corrói. Misturado com água. Cinto de trabalho .Aglomerante obtido a partir da preparação de calcários naturais ou artificiais. É um produto tóxico que pode provocar doença profissional. de argamassa de cimento e areia grossa (proporção geralmente 1:3) contra uma superfície de alvenaria. Saliência ou arremate na parte mais alta da parede. cujas características são resistência e solidificação em tempo curto. usada para gravar o metal ou esculpir a pedra. Cinzel .Oficina. 9 Glossário Carpintaria .Ferramenta manual de corte. que foi usado em canalizações de água e gás e entrava na composição de tintas. Cimento . Choque-eléctrico . forma um composto que endurece em contacto com o ar. Cimbre . estando a sua utilização condicionada por legislação própria. Cáustico .A parte superior da cornija. para torná-la áspera e facilitar a aderência da camada seguinte ou emboço. como formas. dúctil/macio. tais como tijolos. por um fabricante inglês de cal.Metal cinzento azulado.A1 . Cimalha . onde assentam os beirais do telhado. Chumbo . obrigando a medidas de segurança ou EPI’s apropriados.Equipamento de protecção individual utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. É usado com a cal e a areia na composição das argamassas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Arte de fabricação de objectos de argila cozida. percutido por uma maceta ou martelo. O cimento de uso mais frequente hoje é o Portland. Chapiscar .Contacto de pessoas com partes activas de material eléctrico (contactos directos) ou de massas postas acidentalmente sob tensão (contactos indirectos). local onde decorrem trabalhos de carpinteiro Carpinteiro (de cofragens ou moldes) .Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cerâmica . através de colher de pedreiro. Desenvolvido em 1824. ganhou esse nome porque a sua coloração era semelhante à da terra de Portland.

Abertura na cobertura da construção. de betão armado. quase sempre vertical. Coluna .Conjunto de factores que condiconam as actividades desenvolvidas em estaleiro ou obra. Permite definir o agente extintor a usar. Consola . Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Laje em balanço.Conjunto dos elementos montado na obra para receber o betão e as armaduras. Em geral. Apresenta. têm como função o suporte das telhas. Classe de fogos .Glossário A1 .Elemento estrutural de sustentação. Contraplacado . Sacada. pilares. em geral na sua periferia. alvenaria. infra-estruturas técnicas. Em conjunto com o ripado. Condicionalismos (ou constrangimentos) .Elemento saliente da construção. criada para iluminar e/ou ventilação natural em ambientes em geral sem janelas.Adiante designado por “coordenador da obra”. dependendo da sua localização. porém.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. Contra-ripado .Conjunto de estrutura de suporte e telhas que serve de protecção à edificação. fuste e capitel. Pode ser de pedra. Contraforte no calçado de segurança . fechada por caixilho com vidro ou outro material transparente.Condutor eléctrico que liga as massas de uma instalação a uma ligação de terra ou a outras massas. Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a execução da obra .Classificação dos fogos segundo o material combustível. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. A cor que lhe está convencionada é o verdeamarelo.Chapa de madeira produzida pela sobreposição de várias folhas delgadas coladas e prensadas. lajes. são de madeira ou de metal. maior resistência e homogeneidade. madeira ou metal e consta de três partes: base. Ao longo da história da arquitectura. Cobertura . estruturas confinantes e acessos.. nomeada Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . que irão compor a estrutura da construção. o que permite o fabrico de peças de grandes dimensões. etc. Cofragem . a pessoa singular ou colectiva.Peça integrante do calçado de protecção que reforça a zona do calcanhar. 10 Clarabóia . Condutor de protecção . O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. dando forma definitiva a vigas.

A1 .Contacto acidental de dois terminais dum equipamento eléctrico ou de uma instalação a potenciais diferentes. desaterro .Acção de escavação/desmonte ou terraplanagem de um terreno.Documento pelo qual se declara que uma máquina. Não deve ser utilizado para a limpeza das mãos.Movimentação de terras ou pedras para a formação de plataformas horizontais que receberão a edificação. equipamento ou produto respeita todas as exigências básicas de segurança.A pessoa. Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a realização do projecto da obra . Curto-Circuito . descimbramento . durante a fase do projecto. linha de cume ou festo. Também chamada espigão horizontal. Corte ou desmonte (para implantação de obra) .Operação que consiste na abertura e remoção dos moldes que serviram para moldar peças em betão armado.É o técnico designado pelo empregador para assegurar a direcção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . d decibel . singular ou colectiva. 11 Glossário pelo dono da obra ou pelo autor do projecto ou pelo fiscal da obra mediante consulta ao primeiro. como os inerentes ao contacto com a pele ou absorção dos vapores. trata-se de um produto inflamável que comporta riscos especiais.Substância que serve para diluir ou dissolver. Tem um cheiro característico.Medida da intensidade de sons. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas).Parte mais elevada de uma cobertura.Procedimento de remoção de cimbres ou moldes. descofragem . as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. de acordo com o tipo de cofragem utilizado. as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. abreviadas para dB. Utilizado para tornar as tintas e vernizes mais fluídos. A esta operação estão associados riscos específicos. director de obra . Cumeeira . bem como para limpar as ferramentas e materiais do pintor. durante a realização da obra. declaração de Conformidade . Os diluentes são substâncias de natureza análoga aos solventes incorporados nas tintas e vernizes. nomeada pelo dono da obra para executar. para executar. diluente .

Empresa adjudicatária de todos os trabalhadores. mesmo dos que Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . dumper . comércio.Primeira camada de argamassa nas paredes. utilizado para medir a exposição dos trabalhadores ao ruído durante o período de trabalho.Paredes que separam compartimentos de uma construção. Electricista . 12 técnica e financeira dos trabalhos de construção.Aparelho eléctrico de manobra destinado a garantir a interrupção automática de uma corrente eléctrica.Pessoa singular ou colectiva por conta da qual a obra é realizada.Aparelho portátil. Emboço . biombos.Escoamento de águas ou outros fluidos por meio de tubagem ou valas subterrâneas. telefónica e equipamentos. E Edificação .Profissional encarregado da execução da instalação eléctrica. serviços ou indstria. Tapumes.Equipamento de movimentação de terras.Glossário A1 . dose .Legalmente define-se como sendo uma doença contraída em consequência do exercício de determinada actividade profissional. doença profissional . Empreiteiro Geral .Designação genérica de qualquer construção destinada a habitação. divisória . dono da obra . Empregador . dosímetro (Acústico) . drenagem .Quantidade de substância absorvida ou depositada no organismo durante um tempo determinado. com ou sem cabine e caixa basculante.A pessoa singular ou colectiva com um ou mais trabalhadores ao seu serviço e responsável pela empresa ou estabelecimento. não peneirada. É feito com areia grossa. disjuntor . A sua manifestação pode ocorrer vários anos após contraída. chamados de drenos.

Conjunto de Equipamentos de Protecção Individual.Gabinete de trabalho em estaleiro de obra.Conjunto de tubagens onde se reunem e conduzem efluentes constituídos pelas águas residuais domésticas. Escoramento . com remoção.EPI. Esmalte . de acordo com o projecto aprovado e as disposições legais ou regulamentares aplicáveis.Movimentação de terras.Ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo.Ponto culminante de um telhado. Esgoto .A1 .Profissional que dirige os operários numa empreitada. para remoção de tinta velha e aplicação de massa. ferramenta ou instalação utilizado no trabalho.A pessoa singular ou colectiva que executa a totalidade ou parte da obra. aparelho. Entivação . Esponjado .Peça metálica ou de madeira que sustenta ou serve de trava a um elemento construtivo quando este não suporta a carga exigida. Escavação . Espátula . Equipamento de trabalho .Acção de colocação de escoras. Escritório de apoio . pluviais ou industriais. e que responde perante o dono da obra. Serve para a execução de fundações e para a abertura de valas.Técnica de pintura em que se usa uma esponja para espalhar a tinta. Encarregado .Máquina de terraplanagem provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado. destinado a processar o expediente e a apoiar a direcção de obra. que devem ser fornecidas pelo empregador ao trabalhador. 13 Glossário não são da sua especialidade. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Escora . Linha que divide as águas de uma cobertura.Material vitrificável aplicado sobre metais. Espigão . Escavadora . cerâmicas e porcelanas. Tinta oleosa usada especialmente sobre madeira e metal. podendo ser levada a cabo ao nível do plano de trabalho ou em profundidade.Qualquer máquina. resultando num efeito irregular e manchado.Escoramento de sustentação provisória de terras em valas ou trincheiras. Equipamentos de Protecção Individual . Entidade executante .

que é cravado nos terrenos.Conjunto de elementos que forma o reticulado de uma edificação e sustenta paredes. Estuque .) Estaleiros temporários ou móveis . área para execução e reparação de cofragens. etc. Estaleiro de cofragens .Estação de tratamento de águas residuais. e ainda.São os locais de trabalho onde se efectuam trabalhos de construção de edifícios e de engenharia civil.Aparelho de aquecimento de águas alimentado a gás combustível. gesso. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. sinalização de perigos e forma de armazenamento.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço. corte. etc. moldagem e montagem de armaduras. Etiquetagem .Local da construção onde se armazenam os materiais (cimento.Glossário A1 .Sistema de recolha de dados da sinistralidade e posterior tratamento. capazes de libertar energia e de produzir uma fragmentação.Rótulo contendo a designação do produto. Estaca . os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles. madeiras para cofragens. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . dobragem de ferro. permitindo uma actuação de modo a controlar os riscos.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricadas. ETA . Estrutura . madeira. Estatística de acidentes . Pode ser constituída por betão armado. sancas. etc.Elemento estrutural utilizado em fundações indirectas. ETAR .Substâncias químicas.Massa à base de cal. Estaleiro de obra . areia e água. pavimentos e cobertura. madeira ou elementos de alvenaria resistentes. Geralmente de betão armado.Estação de tratamento de águas para consumo humano. Também usada em ornatos. aço.) e se realizam os serviços auxiliares para a execução da obra (preparação da argamassa. Explosivos . Estaleiro de ferro . 14 Esquentador . ferro. A sua utilização e armazenamento requerem cuidados especiais pelo que só devem ser manuseados por pessoal especializado. usada no revestimento de paredes e de tectos.

conforme a sua localização de alçado lateral esquerdo ou direito. singular ou colectiva encarregada do controlo da execução da obra. Fibra óptica .Peça integrante da viseira. Factores de influência externa . com dimensões análogas que entram na formação de uma parede. Fenestração . Fiscal da obra .Fileira horizontal de pedras. 15 Glossário F Fachada . Forro . Fiada . Os alçados ou fachadas laterais designam-se. Filtro . Fibrocimento . É colocado entre a estrutura prin- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .a mais frequente é a fibra do amianto.Material que é empregue como condutor na transmissão de dados e voz. Flutuante . aumentando inúmeras vezes a capacidade de transmissão em relação aos meios tradicionais com condutores de cobre. composto de carbono com utilização na execução de barras ou tiras para serem incorporados no betão armado. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 . feito de vidro ou material plástico. blocos ou de tijolos. Em desuso. Filtro óptico . portas.Classificação das instalações eléctricas de modo ordenado e estruturado atendendo à segurança das pessoas e dos bens. destinado à retenção de partículas ou gases.Alçado principal de uma construção que se opõe ao alçado posterior ou tardoz.Material que resulta da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza .Conjunto de vãos.Material de altíssima resistência e pouco peso.A1 .Elemento constituinte de um equipamento de protecção individual. janelas ou outras aberturas por onde entram o ar e a luz naturais. por conta do dono da obra. Fato de trabalho .A pessoa.Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão.Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. É colocado directamente sobre a tela isolante. Fibra de carbono .Elemento que forra a cobertura no seu interior.Equipamento de protecção individual para o corpo.

sendo posteriormente bombeados ou drenados.Alinhar.Luminária portátil para iluminação provisória em obra/oficina. Nos gases. Galvanização . orifício por onde escorre a água de uma fonte ou chafariz.Acção de tratamento de uma superfície metálica de forma a preservá-la da corrosão.Desinfestar por meio de gás. alçar. Gárgula . fazer com que uma régua.Glossário A1 . sapatas. sendo necessário procurar camadas mais profundas nas quais se vão cravar estacas ou elementos estruturais afins. Fundação indirecta . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Local onde os esgotos domésticos são recolhidos e decantados.São as fundações em que as cargas são directamente transmitidas ao solo. sob o telhado.Líquido combustível utilizado em motores. Fundação (ou alicerce) . Fungicida . Fundação directa . Gasóleo . Gambiarras . Fumigar . 16 cipal e a secundária. uma tábua ou um vão (porta ou janela) tenham seus lados perfeitamente paralelos. levantar. dificilmente podem suportar as cargas previstas. por isso.Cano situado nas extremidades dos beirais que escoa as águas pluviais proveninetes das caleiras.Substância em estado gasoso cuja matéria tem forma e volume variáveis.Produto químico (tóxico) para eliminar insectos ou pragas. Utilizam-se em solos com boa coesão e capacidade de carga. G Galgar . através de elementos como vigas de fundação. vapor ou fumos. A força de coesão é mínima e a de repulsão é enorme. desempenar. Gás .São as utilizadas em solos que não têm boa coesão (por exemplo: argilas ou lamas) e que. Fossa séptica . endireitar. ensoleiramentos.Conjunto de elementos estruturais (estacas ou sapatas) responsável pela sustentação da obra. as moléculas movem-se livremente e com grande velocidade.

Equipamento de elevação composto de uma base. com grande capacidade de isolamento térmico e acústico.Elemento físico de segurança. coberturas. e de uma torre.45m.Gás metano mais ou menos puro que se emana das minas.Material de construção feito de papel e gesso prensados. passadiços e acessos. Gesso . Elemento humano que controla uma obra relativamente aos acessos e orientações definidas pela direcção de obra.Pó de sulfato de cálcio que misturado com água forma uma pasta compacta usada em moldagens e no acabamento de tectos e paredes. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Rocha magmática granular formada por quartzo.Peça integrante do calçado de protecção que protege a sola do pé. muitas vezes. Grés .Referência a duas casas unidas por uma mesma parede meeira. destinado a proteger um espaço. o seu nome deriva da sua cor ou do local onde fica a jazida.Elemento de protecção colectiva. muito usado no revestimento interior de paredes e tectos.Gás de petróleo liquefeito. uma contra lança e um contra peso. Existem diversas cores de granito e. utilizado na periferia das lajes. andaimes. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras e bandas de sinalização. tapume.Peça que se coloca na base e junto ao bordo exterior do piso. Guardas (de segurança) . feldspato e mica. Grua-Torre . 17 Glossário Gáspea . GPl .90m e um intermédio a 0. composto de argila e feldspato. bem como na protecção de aberturas. e que serve para impedir a queda de materiais ou utensílios a partir da plataforma de trabalho. plataformas.Material cerâmico duro. fixa ou móvel sobre carris. grade. denso e opaco. Grisu . Guarda-cabeças . Devem ser constituídos por um montante vertical que suporta um elemento horizontal a 0. Geminada . Guarda-corpos . Granito . Gesso cartonado . Muito usado para revestir pisos.A1 . suportando uma lança.

esgotos residuais ou pluviais. eléctricas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Marcação no terreno da localização exacta dos diferentes elementos que integram uma construção.Processos construtivos que impedem a infiltração de água na estrutura construída. telecomunicações.Refere-se aos metais submetidos a processos que impedem a oxidação (reacção do ferro com o oxigénio). gás e outras. Iluminação directa . Pode referir-se a coberturas.Estado dos corpos em combustão ou detonação de um produto combustível. Infiltração . em conformidade com o previsto no projecto. Infra-estruturas técnicas provisórias . Implantação .Substâncias combustíveis que ardem com chama.Acção de líquidos ou fuídos que penetram no interior das estruturas. escadas. Impermeabilização . O aparecimento da ferrugem é um estado avançado do processo de oxidação. I Ignição .Ângulo formado entre um plano e a horizontal.Iluminação dirigida para uma determinada área de circulação ou trabalho e que complementa a iluminação geral ou difusa.Técnico de higiene no trabalho.Produtos ou agentes químicos adicionados às argamassas e tintas para proteger e preservar as paredes e construções da humidade. rampas ou outros elementos que apresentam pendentes. Inclinação . Higrómetro . 18 H Hidrófugo . Higienista . Inoxidável .Aparelho de leitura directa que avalia a humidade relativa do ar (em percentagem). Inflamáveis . podendo ser com filme plástico ou por aplicação de camadas de betume ou massa impermeável.Glossário A1 .Redes técnicas aéreas ou enterradas relativas a instalações de águas.

linha ou fenda que separa dois elementos diferentes mas justapostos. barro cozido.Efeito causado no organismo por substâncias tóxicas.Unidade de medida de energia (J). existente nos quadros eléctricos. divisórias e tectos. lã de rocha .Peça de geometria e dimensão variáveis. l lã de vidro . apoiado em vigas e pilares. mármore. utilizada no revestimento de paredes e pavimentos.Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebida por uma construção. joule . digestiva ou dérmica.Articulação. de cerâmica. divisórias e tectos. do som e da humidade. que assegura o corte da passagem de corrente quando há uma variação anormal na tensão. arenito ou metal. laje . j junta . Isolamento . Interruptor diferencial .Faixas inferiores que revestem as paredes geralmente em lâminas de madeira (rodapés). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Dispositivo. Intoxicação . pedra.Manta isolante à base de fragmentos minerais e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes. As juntas de dilatação permitem que os materiais se expandam pela acção do calor. cimento.A1 . que podem ser provenientes do exterior e introduzidas por via respiratória. lambril (ou lambrim) .Estrutura plana e horizontal de pedra ou betão armado. sem se comprometerem as condições de equilíbrio dos elementos estruturais. ladrilho . com pouca espessura. com encaixe do tipo macho-fêmea. 19 Glossário Insolação .Processo ou técnica construtiva que visa resguardar um ambiente do calor.Manta isolante à base fibra de vidro cor amarela e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes. que define os pavimentos numa construção.

que formam um composto estável. Tem aproximadamente 1cm.expresso em Ohm. em regra.Acção que consiste em suspender uma carga através de cabos. lixa .Elemento superior de um vão. Deve atender-se a medidas de segurança específicas para estes trabalhos que vão desde a capacidade de carga do equipamento á inspecção dos cabos. como queimaduras. empresa ou qualquer outro local onde o trabalhador tenha acesso para exercer a sua actividade.Local destinado a alojar um posto de trabalho.Relação entre três unidades de grandeza eléctrica. amplia e controla.Elemento de ligação entre a carga e o aparelho elevatório. ligação equipotencial .expresso em Ampere lixívia . lintel (verga. de modo a proceder á sua movimentação mecânica. ligantes (Hidráulicos) . lei de ohm . linga (cabo ou estropo) . lingada .expresso em Volt. insolúvel e rígido. local de trabalho . de natureza fotoquímica. em operações de limpeza e na dissolução de gorduras. para polimento. destinado a suportar a alvenaria que forma o pano superior da parede e que absorve essa carga.Glossário A1 . ou sobre o globo ocular. tal que a tensão “U” é igual ao produto da resistência eléctrica “R” pela intensidade de corrente “I”.Folha com uma superfície abrasiva.Pavimento em madeira que difere do parquet na espessura. Sendo: U . á sua eficiência de modo a evitar o escorregamento e ângulo que formam os cabos em função da carga.Emissão de radiação electromagnética que se caracteriza por ser produzida por um dispositivo que a estimula.Produtos.Ligação que tem por objectivo manter o mesmo potencial entre duas massas. para protecção dos trabalhadores e necessário ao correcto funcionamento dos aparelhos diferenciais. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Ligação das massas metálicas à terra. 20 Lamparquet .Solução alcalina usada. Pode causar efeitos sobre o organismo. padieira ou umbral) . situado dentro de um edifício. ligação de terra . R . O seu manuseamento requer medidas de segurança e utilização de equipamento apropriado. electromagnéticos e mecânicos. como o cimento e a cal. em especial sobre a pele. I . laser . de betão ou outro material.

luminária . revestimentos. 21 Glossário longarina .Aparelho que permite controlar a saída de um fluído. iluminação. Como medida de segurança.Aquilo que alumia. lâmpada. Mangueira de nível . Madre .Tipo de pavimento em via de comunicação rodoviária.A1 .Reprodução tridimensional. repousa nas pernas da asna.Conjunto de acções organizadas destinadas a garantir o estado de conservação das estruturas. de um recipiente. lanterna. Manómetro . utilizado em vias de tráfego reduzido. Também pode ser um conjunto composto por balastro e lâmpada fluorescente.Tubo plástico transparente que cheio de água permite marcar uma determinada cota ou nível em diversos pontos da obra.O mesmo que água-furtada. Marceneiro . Mansarda .Viga de sustentação disposta segundo o comprimento de uma estrutura em que se apoiam os degraus de uma escada ou uma série de estacas. na terminologia francesa. lubrificantes .Profissional que realiza trabalhos em madeira nas edificações ou na con- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . instalações e outros componentes de um sistema. M Macadame . de um projecto arquitectónico. deve estar provido de uma válvula de segurança que permita a saída do fluído em caso de sobrepressão.Produtos com a propriedade de olear peças de máquinas e ferramentas. em miniatura. Maqueta .Aparelho destinado a medir a pressão de um reservatório ou garrafa de gás. Manoredutor . Requerem medidas de segurança na sua correcta utilização. luvas (de protecção) . Sinónimo de movimentação manual de cargas. para soldadura. Estes equipamentos são utilizados nas botijas de acetileno ou hidrogénio. Manutenção .Elemento ou vigota que na estrutura de uma cobertura.Equipamento de protecção individual para protecção das mãos.

desencadeada imediatamente após a sua detecção pelos ocupantes de um edifício ou instalação. Microondas . lingas de correntes. vigiando e controlando directamente o seu estado de saúde. O seu uso destina-se a proteger os trabalhadores que tenham de permanecer em ambientes contaminados ou que laborem com substâncias irritantes. Tais como: lingas de cabos. Monta-cargas . Reveste pisos e paredes e também guarnece elementos em cozinhas e casas de banho.Glossário A1 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . utilizada no reboco de paredes ou muros.Equipamento de movimentação de terras e terraplanagem que serve para nivelar plataformas. Escoamento por gravidade de montante para jusante. Máscara . Massa Fina . ligas de cordas e lingas de barras de carga. Medida preventiva .Acção prática destinada a prevenir/eliminar o risco ou limitar as suas consequências. podendo afectar o sistema circulatório e glandular. Sobre a matéria biológica os efeitos são de ordem térmica. Mármore . Medicina do trabalho .Especialidade da medicina cujo objectivo é prevenir riscos para a saúde do trabalhador. Motoniveladora . no espectro electromagnético.Para o lado da nascente de um rio.Equipamento de protecção individual. água e cal.Produto em forma de pasta indicado para colagens elásticas.Acessórios de elevação situados entre o gancho do aparelho elevatório e a carga. Montante .Mistura proporcional de areia fina. Meios de 1ª intervenção .Aparelho de elevação. adaptado á face e que cobre as vias respiratórias.Radiação ionizante de baixo poder energético. Mástique . A utilização desta radiação comporta riscos para o globo ocular. Tem bom polimento e pouca resistência ao calor. formado por uma cabine que se desloca ao longo de guias verticais.Rocha cristalina e compacta. A sua segurança obedece às normas próprias para elevadores e monta-cargas.Meios destinados à implementação de medidas de autoprotecção que consiste na intervenção no combate a um incêndio. lingas de estrado. Também se designam pelo mesmo nome os elevadores de materiais em obra. se bem que não obedecem a esta norma. 22 fecção de móveis. Meios de suspensão .

compactação. Normas de segurança . Movimentação manual de cargas .É a profundidade a que se encontra a superfície do lençol de água subterrânea. partículas e líquidos. espalhamento.A1 . oIT . de terraplanagem e de transporte de grande capacidade que realiza trabalhos no nivelamento de pouca espessura mas de forma contínua. o óculos de Protecção . de forma sucinta. desmonte. N Nível .Equipamento de protecção individual destinado à salvaguarda da vista contra gases. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . nomeadamente na região dorsolombar. ohm . por um ou mais trabalhadores. 23 Glossário Motoscraper .Conjunto de directrizes devidamente ordenadas com vista a evitar situações de risco para os trabalhadores. nivelamento.É qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga. a descrição de um acidente.Sigla que significa Organização Internacional do Trabalho. escavação e perfuração de terras. Norma técnica . Notificação de acidente . comportem riscos para os mesmos. Movimentação de terras . poeiras.Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis.Regra que orienta e normaliza a produção de materiais de construção.Documento que serve para comunicar aos interessados.Unidade de medida de resistência eléctrica. Nível freático .Engloba todos os trabalhos referentes a operações de carregamento. transporte. vapores.Equipamento de movimentação de terras.

P Pá carregadora .Um orçamento é uma previsão (ou estimativa) do custo de uma empreitada. organograma .Peça integrante da sola do calçado que protege o pé de eventuais perfurações. fazendo assim uma previsão dos custos da mesma. oxidação .Técnico que elabora os orçamentos para as obras. Parqueamento (estacionamento) . terraços. Parapeito . presente em janelas. 24 oMS .Sigla que significa Organização Mundial de Saúde. Paramento .Equipamento de movimentação de terras provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado. orçamentista .Representação da estrutura organizativa de uma empresa ou empreitada onde estão representados os vários serviços e departamentos e a sua interligação.Processo de reacção química do oxigénio com os metais. principalmente o ferro. ombreira . Protecção que atinge a altura do peito. sacados e patamares.Peitoril. orçamento de obra . Dá origem à ferrugem.Glossário A1 . Palmilha .Face exterior de uma parede.Elemento de compartimentação ou separação dos espaços que constituem um edifício.Local onde se devem estacionar viaturas ou equipamentos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . operador .Cada uma das peças verticais de portas e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Serve para carregamento de terras para depósito ou camião. Parede . geralmente construído em alvenaria.É qualquer trabalhador incumbido da utilização/operação ou manobra de um equipamento de trabalho.

que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras.Elemento estrutural vertical de betão armado.Andar. Andar. Perigo . Pilar . 25 Glossário Parquet .Piso feito da composição de tacos. Pincel . Pintor . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Perspectiva . pedra ou alvenaria.Profissional encarregado de preparar e aplicar revestimentos com tintas nas superfícies que vão receber estes materiais. Pé-direito .Profissional encarregado da execução de elementos em alvenaria e acabamentos. Peitoril . Plano director municipal (PdM) . recebe o nome de coluna. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível.Peça de madeira. Pistola (pintura).Desenho tridimensional de fachadas e ambientes.Pedreiro usa-se este nome na zona Norte de Portugal. Pedreiro .Passagem provisória que liga dois locais. ferro ou betão que numa asna liga as pernas á linha. Pirómetro .Altura entre o piso e o tecto.Base inferior das janelas que se projecta além da parede e funciona como parapeito. Pavimento . Piso .Situação que excede o limite de risco aceitável. um espalhador e uma pistola para aplicação de jactos de tinta.Meia calha em chapa sobre trechos do telhado abertos.Instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados por um cabo para aplicar tintas. Pendural .Aparelho para medir altas temperaturas. Quando é circular.Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. madeira. Passadiço . deve dispor de protecções laterais adequadas.A1 . Pestana .Equipamento eléctrico composto por um reservatório.Pavimento de qualquer construção. Trolha .

Documento no qual estão indicadas as medidas de auto-protecção. em que se estabelece os caminhos de fuga mais rápidos e seguros. Policarbonato . de dimen- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Muito usada para mostrar instalações hidráulicas e de gás.Saída destinada em exclusivo a uma evacuação de emergência. bem como a sinalização e coordenação destas acções. local onde se efectua o controlo de acessos ao estaleiro de obra.Glossário A1 .Documento fundamental para o planeamento e organização da segurança no trabalho em estaleiros temporários ou móveis. fuga de gás. Pó de pedra . o nome tem origem italiana. explosão. devendo dispor de material e equipamentos necessários. Porcelanato .Rampa. Plano de Evacuação . actuação e de evacuação a adoptar por uma entidade para fazer face a uma situação de emergência.Proveniente da pedra britada. devendo observar-se as medidas de segurança de modo a evitar quedas e outros riscos.Área plana horizontal. que contorna uma construção acima dos freixais. Porta de emergência . Pré-fabricado . 26 Plano de Emergência . mais elevada que a sua envolvente. Posto de socorros . Platibanda . Garante luminosidade natural ao ambiente.Qualquer elemento produzido ou moldado industrialmente. formando uma protecção à cobertura.Estudo das condições de segurança de um edifício. com pontos de fuga.Tipo de perspectiva em que o desenho reproduz todos os elementos do projecto. em geral de grandes dimensões. que substitui o vidro no fecho de vãos.Moldura contínua. elemento vertical de circulação. Utiliza-se para trabalhos de construção. transparente. inquebrável. mais larga do que saliente. de alta resistência.Material sintético. sismo. Planta isométrica . Plano de Segurança e Saúde .075 mm. a cargo de porteiro.Local onde se podem efectuar pequenos curativos médicos.Entrada principal. dimensão nominal máxima inferior a 0. etc. Devem permanecer devidamente sinalizadas e desobstruídas. Plano Inclinado . relativamente aos riscos de incêndio. Portaria . Plataforma .Revestimento cerâmico ou à base de resina de alta resistência e grande dureza.

afastando ou interpondo.A1 . Protector auditivo . Dentro destas protecções consideram-se as normas de segurança e a sinalização. São de quatro tipos: de inserção no canal auditivo externo (tampões). Permite verificar o paralelismo e a verticalidade de paredes.É a denominação que se dá à queda entre duas cotas significativamente afastadas. Protector ocular . Em geral produz acidentes graves ou mortais.Equipamento de protecção destinado a proteger o operador do risco provocado pela projecção de partículas. em que se aplica ao trabalhador a respectiva protecção.É o EPI (equipamento individual) que é utilizado para reduzir o efeito agressivo do ruído ambiente no aparelho auditivo. eliminando. É em geral provocado por má arrumação do local de trabalho ou passagem por elementos não sinalizados.Nome do aparelho que se resume a um fio provido com um peso numa das extremidades. radiações ou outros riscos para a vista. 27 Glossário sões padronizadas.Posição vertical da linha do fio de prumo. Protecção colectiva . Protecção individual . Q Queda de nível . barreiras.Técnica de protecção relativamente a um ou mais riscos. Protector respiratório .Técnica de protecção em que se protege o conjunto de trabalhadores. de cobertura de todo o pavilhão auricular (protectores auriculares). Também denomina a verticalidade das paredes de uma construção. Queda em altura .Equipamento de protecção individual destinado a proteger o trabalhador do risco de inalação de agentes agressivo. pelo que se devem observar medidas de segurança apropriadas. de cobertura de parte substancial da cabeça e de todo o pavilhão auricular (capacetes) e os protectores activos.É a denominação que se dá a uma queda acidental num pavimento à mesma cota ou com pequenas desníveis. O seu uso tem como objectivo reduzir o tempo de trabalho e racionalizar os métodos construtivos. Prumada . Prumo . entre estes e o risco. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Pode receber muitos outros acessórios. martelos demolidores ou vibradores de betão. Retroescavadora . sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura de pessoas ou materiais.Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas. A utilização desta ferramenta comporta vários riscos.São protecções colectivas.Equipamento de movimentação de terras. tais como braços de carga extensíveis.Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas.É aquele que é eleito ou escolhido pelos trabalhadores para exercer funções específicas no âmbito da segurança e saúde no trabalho. Revestimento . podendo receber pintura directamente ou ser recoberto com estuque. Rede de segurança . 28 R Radiação ionizante . Ripado . Reboco . Rebarbadora .Radiação de grande poder energético e que produz ionização à sua passagem pela matéria. Radiação não ionizante . para trabalhos de construção. azulejo ou outro material. corresponde a um caminho subsidiário dessa rede. A acção não controlada sobre o organismo produz graves lesões (ex: leucemia e outras). como sejam o risco de surdez. Perfil rectangular de alumínio que nivela pisos e paredes. Régua . Ramal . destinada a tirar rebarba. que não produz ionização ao atravessar a matéria.Ferramenta mecânica com disco abrasivo. O ripado faz parte da estrutura Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . enquanto a massa ainda está fresca. A sua utilização requer medidas de segurança adequadas. Representante dos Trabalhadores .Prancha estreita e comprida de madeira.Em redes de águas.Radiação de baixa energia do espectro electromagnético. de projecção de partículas para a face e os olhos e as vibrações que transmite á mão e braço.Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies toscas e que são responsáveis pelo acabamento.Revestimento de parede feito com massa fina.Glossário A1 . equipado com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora. esgotos ou outro fluído. porta-paletes. Refractário .

fabrico de vidro.Probabilidade que. mármore. Risco de Acidente . Sarrafar . Rodapé .Faixa de protecção ao longo das bases das paredes. Rolo . distribuindo-o por uma faixa maior de terreno.Doença profissional devida ao contacto com o chumbo e inalação dos seus vapores.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. envolta em material esponjoso ou lã para aplicar tintas. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria que recebe o peso das paredes. cerâmica. que quando em excesso pode provocar surdez profissional. Sapato (de segurança) . Ruído . Ambos os elementos são indicados para a composição de fundações assentes em terrenos firmes.Desempeno de massa com emprego de régua ou sarrafo de madeira.Caixa sifonada que se instala nos passeios para escoamento das água pluviais que correm nas valetas.Peça comprida. baterias. Sanca .Som desagradável. A primeira é um elemento de betão de forma piramidal construído nos pontos que recebem a carga dos pilares. Pode ter diversos formatos e ainda embutir ou não a iluminação. Sapata . normalmente em gesso. etc. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Está presentemente nas actividades ligadas à fundição de chumbo e prata. Há dois tipos básicos: a isolada e a corrida. contínuo ou de impacto. cerâmicas e tintas. Impõe-se fazer a sua avaliação para determinar o tempo máximo de exposição e /ou as protecções adequadas. instalada no encontro entre as paredes e o tecto. no desenvolver do trabalho. cilíndrica. junto ao piso.Moldura.Parte mais larga e inferior do alicerce. Sarjeta . Saturnismo . 29 Glossário secundária da cobertura. pedra. Os rodapés podem ser de madeira. ocorra um acontecimento anormal e imprevisto que ocasiona lesões e/ou danos.Conjunto de condições que se deve verificar para a promoção e manutenção da saúde pública. S Salubridade .A1 . Artefactos de betão ou cantaria similares ao sumidouro.

Sonómetro . azulejo.Prancha de madeira. configuração dada pela corrente das águas dos rios. Seixo rolado . cerâmica. etc.Piso na porta de entrada de uma edificação.Tubo ou caixa dividida por septo que constitui um compartimento de retenção das águas impedindo a exalação de gases ou cheiros provenientes dos esgotos ou tubos de drenagem Silicone . Silicose . designadamente no revestimento de pavimentos (soalho) e como elemento tosco em cofragem de madeira.Glossário A1 . Existem também seixos obtidos artificialmente. Solho . Estes dados permitem proteger os trabalhadores relativamente ao risco de surdez ou promover a insonorização dos ambientes de trabalhos. Sifão . Sinalização .Pneumoconiose provocada pela inalação de poeiras de sílica.) que exija protecção contra infiltrações de água.Pedra de formato arredondado e superfície lisa.Auxiliar dos profissionais que trabalham nas obras. com vista a facilitar o uso de instalações ou equipamentos. 30 Segurança contra incêndio . Servente . bloco. na adesão e no isolamento de qualquer superfície (cimento.Material usado na vedação.Conjunto de sinais ou dísticos que se destinam a comunicar informações. geralmente de pinho. Tira de pedra ou lancil sobre a qual assentam as ombreiras de um vão de porta.Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado de protecção. proibições ou obrigações. Soleira . Sola . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . vidro. perigos.Aparelho destinado a medir a intensidade sonora num ambiente ou posto de trabalho. Soterramento .Risco que se corre em trabalhos de escavação. etc. de ficar debaixo de terras que se desprendem. rolados em máquinas. utilizada em múltiplos contextos. madeira.Conjunto de meios e medidas destinadas a evitar e proteger as pessoas contra o risco de incêndio. fundidores de moldes de areia. É uma doença profissional que afecta os mineiros. podendo provocar a morte por asfixia ou por traumatismo.

Feitos de espuma de poliuretano ou PVC. formada por elemento rectangular com pega e destinada a apertar e alisar as massas. Tapume . Telha lusa . A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa).Ferramenta de pedreiro ou estucador. ferro. 31 Glossário T Tábua de Pé .Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. Telha marselha . Volume inclinado de terras que impede o desmoronamento dos solos. podem ter um cordão a ligá-los. Telhado .Cobertura de uma edificação. Inclinação de um terreno em consequência de uma escavação. vidro. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. tipicamente de cor vermelha.Protector auditivo constituído por uma rolha para cada ouvido. resultando daí uma cobertura mais “fechada”.Telha de formato aplanado. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. etc. de forma curva.Rampa. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Telha tradicional artesanal. As telhas têm formas variadas e podem ser de barro. com um único canal. pedra. Telha canudo . madeira. cerâmica. é a designação que se dá às tábuas onde se apoiam os trabalhadores. Tábuas corridas . Talocha .Pavimento constituído por madeira maciça que é fixa (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes (sarrafos). Cada inclinação de telhado requer um tipo de telha específico.Peças usadas para cobrir as construções. bege ou castanha. Tampões . escarpa. Talude . O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas. tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. Telha .A1 .Vedação provisória que delimita a obra do meio envolvente.Em andaimes. de ligação pouco estanque e eficiente. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva.

Peça de barro cozido usada nas alvenarias. se obriga a prestar serviço a um empregador. é igual a metade do comprimento. Tosco . Os estudos topográficos são essenciais para o projecto e a implantação de qualquer obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Pincel espalmado. por sua vez. Trincha . o estagiário e o aprendiz e os que estejam na dependência económica do empregador em razão dos meios de trabalho e do resultado da sua actividade. É destinada a coberturas com grande inclinação. u urbanismo . Trabalhador . incluindo a Administração Pública. Existe também o tijolo cru (adobe).Conjunto de trabalhos de construção que abarcam a estrutura e as alvenarias. Tijolo . que. como os declives ou taludes e picos. económicas e sociais. Terça (ou madre) . Os tijolos laminados são produzidos industrialmente.Estudo sistematizado e interdisciplinar da cidade que inclui o conjunto de medidas técnicas. actualmente pouco usada. o tijolo de cunha forma destinada à construção de arcos. Telha romana .Disciplina técnica que estuda e representa graficamente os terrenos e a diversidade do relevo. mediante retribuição. paralelamente ao beiral.Telha de cano plano com origem no Norte da Europa. tijolo furado. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. normalmente em madeira. Apoiase sobre a asna na posição horizontal.Glossário A1 . pública ou privada. Topografia .Pessoa singular que.Elemento estrutural da cobertura. tijolo refractário com argila pura ou componentes refractários. necessárias ao desenvolvimento harmonioso da vida humana em contexto urbano. sem necessidade de remates. sendo pouco estanque na junta e muito pesada. 32 Telha plana . os institutos públicos e demais pessoas colectivas de direito público e. Tem forma de paralelepípedo rectangular com espessura igual a metade da largura. bem assim o tirocinante. Estão excluidas as instalações técnicas e acabamentos. embora não titulares de uma relação jurídica de emprego.Telha semelhante à telha canudo.

grade ou rede) que isola a zona de trabalhos.Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para a movimentação de viaturas ligeiras.Aquele que tem uma trama de arame no seu interior para torná-lo mais resistente.Escavação estreita e longa feita no solo para escoar águas residuais ou pluviais e também para a execução de infra-estruturas técnicas enterradas. pesadas.A1 . Viaduto . Verga . transporte de pessoal. prevenindo a intrusão de pessoas estranhas à obra. Vidro aramado .Solução composta de resinas sintéticas ou naturais.Espaço público destinado à circulação pedonal ou rodoviária. por razões de segurança. devem ser feitas avaliações e adoptar medidas de segurança. Via de circulação rodoviária .Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e visitantes circularem em segurança. Vão .Obra de arte.Protecção (tapume. Vazadouro . que serve para ligar dois pontos de uma via. que trata. acima da cota do terreno natural. Via pública . com o fim de arrumar as componentes e produzir uma massa compacta. através da introdução de uma agulha. Via de circulação . em geral de betão armado ou metálica. Via de circulação pedonal . Vibrador .Abertura ou rasgo numa parede. Vedação de obra . 33 Glossário V Vala . Vidro temperado -Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Peça de betão ou madeira colocada sobre vãos de portas e janelas que suporta a parte superior da parede. Poderá destinar-se à colocação de janelas ou portas.Caminhos existentes no interior e envolvente do estaleiro de obra. Verniz .Equipamento destinado a produzir vibração no betão. incolor ou não. protege ou realça as superfícies dos materiais. equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos.Local onde se despejam os entulhos e terras sobrantes das obras. As vibrações sobre o corpo humano têm efeitos nefastos pelo que sempre que se verifique existir esse risco.

munido de um filtro óptico.l. zincado . Quando executada em fundações designa-se por viga de fundação.Elemento estrutural horizontal ou inclinado de madeira. perfurando-a em galerias até à sua destruição total.Glossário A1 . Vigota . se não forem adoptadas medidas adequadas.Valor limite de exposição ou seja o valor limite. para protecção dos olhos e do rosto. Evita a oxidação ou ferrugem.É qualquer zona dentro ou em torno de um equipamento de trabalho onde a presença de um trabalhador exposto o submete a riscos para a sua segurança ou saúde. óxido salino de chumbo. ferro ou betão armado responsável pela sustentação das lajes. O revestimento de chapas de ferro dá origem às telhas de zinco usadas em coberturas ou telhados quase planos. para um dia de trabalho de 8 horas e uma semana de 40 horas. 34 rápido arrefecimento para torná-lo mais resistente a impactos.Subproduto do chumbo.Elemento estrutural fabricado em instalação industrial.Material que foi revestido de zinco. A viga transfere o peso das lajes e dos demais elementos construtivos para os pilares. com pouca inclinação.E . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . expresso em concentração média diária. já que esses produtos são muito perigosos para a saúde pelo contacto com a pele. x xilófago . de cor alaranjada. O primeiro processo tem riscos elevados. z zarcão .Equipamento de protecção individual. Viseira . ponderada em função do tempo de exposição. Para obviar este problema utilizam-se produtos que destroem esses vermes e que se aplicam por imersão da madeira ou por introdução em autoclave. Viga . penetram no corpo humano. zona Perigosa . É usado como primeira demão na pintura de peças metálicas a fim de protegê-las. V.Verme que se alimenta de madeira.

15.2. Documentação de Referência BIBlIOGRAFIA E EnDEREçOS ElECtRónICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

com . “Segurança e Saúde no trabalho . Edições Serviços de Publicações Oficiais das CE. IDICT. Francisco. Branco. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • ENdEREÇoS ElECTRóNICoS • • • • • • • • www. Alves. EPGE.Autoridade para as Condições do Trabalho www. Fernando. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. Alves. Paz. Miguel.int . 2006. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. Gonelha. Editora Lusófona.Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Pinto. 2006. Dias. Lucas. Dressel. Amaral.osha. González. Franco. Machado. 1989. Cabral.anq. 1999. Luís.pt . Higiene e Saúde em Estaleiros de Construção”. “Manual de Segurança – Construção. 1996. Santos. Neves da. Abel. Sílabo. 1 Documentação de Referência BIBlIoGRAFIA RECoMENdAdA • Comissão Europeia – Direcção-Geral do Emprego. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”.Centro de Formação Profissional Industria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul www. IDICT 1996. Dias. Azevedo. Alberto. Restauro de Edifícios”. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”.pt . “Manual de Segurança no Estaleiro”. 1993. IGT. IST/IDICT. Luís Fontes. IDICT. “Segurança. IDICT.Avaliação e Controlo de Riscos”. Nunes. M. 1999.AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas do Sul) http://agency.National Institute for Occupational Safety and Health www. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”.construlink. IDICT. 2003. L. L. Manuel. Maria.pt . Franco. 2006. AECOPS. Luís . António “Concepção de Locais de Trabalho”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. IDICT. 2006. Gerhard.cdc. LNEC. Luxemburgo. A. Fernando A .catalogo. “Segurança na Construção – Glossário”. “Organização do Estaleiro”.aecops. Silva. Gandra do. 2004. Gerardo.gov.cenfic. 1974. Fonseca. Volume 2.act. Vida Económica. Almedina. IDICT.Occupational Safety and Health Administration www. Teixeira. Germano. Freitas. 1971. 2000.Arquitectura. 1996. Relações Industriais e Assuntos Sociais – Direcção “Saúde Pública e Segurança no Trabalho” Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho. Porto Editora.pt . 1996. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. Filomena. 1996. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. 1996. 1998. 1998. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “ Movimentação Manual de Cargas”. M. IDICT.eu. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Conservação. AECOPS. CEAC. Engenharia e Construção www.gov/niosh . 1999.A2 . “Segurança e Higiene do Trabalho”. “Construção – Qualidade e Segurança no Trabalho”. Maria. EPGE. Rodrigues. IDICT.Catálogo de Profissões www. “Gestão de Segurança”. IDICT. Luís. “Riscos de Soterramento na Construção”.pt . José. 2004.gov. 1996.mtss.gov. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Roxo.dgert.

uk .dre.pt .Instituto do Emprego e Formação Profissional www.ipq.3m.mtas.Health and Safety Executive www.isq.3M Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt .Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social www.Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo www.Instituto de Soldadura e Qualidade www.Agência Portuguesa do Ambiente www.mtss.pt .com .pt . 2 • • • • • • • • • • • • • • • www.gov.pt .Sinalux www.ilo.hse.pt .proteccaocivil.com .Documentação de Referência A2 .eu/PT .pt .lnec.Instituto Português da Qualidade www.Autoridade Nacional de Protecção Civil www.org .Institut National de Recherche et de Sécurité www.iefp.pt .Laboratório Nacional de Engenharia Civil www.Revista Segurança http://sinalux.Diário da República Electrónico www.inrs.apambiente.Organização Internacional do Trabalho www.revistaseguranca.es/insht .gov.fr .

Legislação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.3.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

º 41821 de 11 de Agosto de 1958 .º 89/656/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual. Portaria n.º 26/94 de 1 de Fevereiro . relativa aos produtos de construção. Portaria n. 1 Legislação • • • • • • • • • • • • • • • • • Decreto-Lei n. Higiene e Saúde no Trabalho.º 89/106/CEE.RSTCC. bem assim. as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação.A3 . Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. de 21 de Dezembro de 1988.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e. Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.º 348/93 de 1 de Outubro . Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .º 566/93 de 2 de Junho .º 347/93 de 1 de Outubro .Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n.º 441/91. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais).º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 133/99 de 21 de Abril .Altera o Decreto-Lei n.º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho). de 14 de Novembro .Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros. Decreto-Lei n.º 102/2000 de 2 de Junho – Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho. Decreto-Regulamentar n.º 33/88 de 12 de Setembro .Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública.º 362/93 de 15 de Outubro .º 46427 de 10 de Julho de 1965 .º 101/96 de 3 de Abril .Transpõe para o direito interno a Directiva n.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.Transpõe a directiva n.Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoa Empregado nas Obras. Decreto-Lei n. Lei nº 100/97 de 13 de Setembro – Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. Decreto-Lei n.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro . tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros.Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 113/93 de 10 de Abril .Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil . Decreto-Lei n. Portaria n.º 141/95 de 14 de Junho .

de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a). Decreto-Lei n. Portaria n. Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro – Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. de 3 de Novembro.º 273/2003.Transpõe para o direito interno a Directiva n. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis.º 146/2006 de 20 de Fevereiro . Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE. Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto – Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano.Legislação A3 .Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente. Portaria nº 299/2007 de 16 de Março – Aprova o modelo de ficha de aptidão médica. de 17 de Janeiro.Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção.Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído. Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto – Altera o Decreto-Lei nº 9/2007. do Conselho. que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE.º 12/2004 de 9 de Janeiro . Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro – Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. de pedreiro (m/f ). Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro – Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho . 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Lei 99/2003 de 27 de Agosto – Aprova o Código do Trabalho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro. que aprova o Regulamento Geral do Ruído.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens]. Decreto-Lei n. que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE. de 29 de Outubro . Lei 35/2004 de 29 de Julho – Regulamenta o Código do Trabalho.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro . que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho – Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio. relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho.º 92/57/CEE.

Actividades/Avaliação RESOlUçãO OU DESEnvOlvImEntOS PROPOStOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.4.

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Não existe controlo de acessos.6m/2.0m/2. Infra-estruturas aéreas e enterradas. 2. Vedação/Viaturas/Portaria/Controlo de Acessos 4. 2. sinais luminosos e sinais verticais).60 m. Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras.Estaleiro de obra 1. Interior/Envolvente/Trabalhadores/Pé/0. Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. 5. 3. 2.20m/0. 4. Material utilizado na vedação constituí risco para os trabalhadores ou terceiros. Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3.25m/4.0m. troços com comprimento superior a 100. Separadas das vias pedonais.5m. Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h. em todo o estaleiro de obra. Incêndio – Carretéis de calibre reduzido/Explosão – Proibir garrafas de gás em caves/Electrocussão – Disjuntores diferenciais de 30 mA/Ambiente – ETAR/Intoxicação – Evacuação de produtos de combustão/Derrame de gasóleo – Caixa de retenção de hidrocarbonetos.90m. Estaleiro não se encontra perfeitamente delimitado. 6.0m a 4. 5.60m. Acesso/Colisões/Atropelamentos/Esmagamentos. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário.A4 .3m/5. AV2 . 1 Actividades / Avaliação . Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. 3. 2. 3.3m/3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Caminhos de Circulação 1.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV1 .

aprovisionamento. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. 2.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. central telefónica e parqueamento de viaturas. Identificar e sinalizar as instalações. Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. AV3 . A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. módulos devem ser espiados e amarrados. Energia eléctrica. Construção modulada em altura. com circuito de iluminação e tomadas. 6. Tapar a vitima com um casaco ou manta. Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. 2 6.Actividades / Avaliação . 4. Ponto de encontro. Não permitir que a vitima se levante ou sente. Não lhe dar líquidos ou estimulantes. deixar a vítima como está sem a movimentar. serviço de gestão de equipamento. Posto de socorros. Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas.Instalações Administrativas 1. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. Rede de água fria e quente. Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. Administrativa/Vitrina/Documentos/Informação/Plano de Segurança e Saúde. A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. 5. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. 3. Veículos/Barreira física/Peões/Portaria/Vedação . Equipamentos de alarme e combate a incêndios/Proibição/Triângulo/Círculo/Saídas de emergência. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis.

6.5m/1. 4. Queda em altura – Guarda corpos em bordaduras de lajes/Incêndio – Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado/Exposição ao ruído – Manutenção de máquinas e ferramentas/Esmagamento – Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação.5m/1. 5. O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. Local geograficamente independente do estaleiro industrial.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV4 . Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos.5m. 3.5/2. Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho. Armazém/Fiel de armazém/Ferramentaria/Ferramenteiro. 2. Os regimes dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. 3 Actividades / Avaliação . O local de implantação deve ser convenientemente drenado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2. AV5 . Não existe vedação/Não está sinalizado/Não existe extintor de pó tipo ABC. Amputação/Electrocussão/Ruído.0/Pavimento/10/1. 5. 1.Estaleiro de Apoio à Produção 1. 3. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos.0m/1.Instalações Sociais 1. 66 m2 4. Manter em bom estado a rotulagem dos produtos. Proibição de fumar e foguear em armazéns. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança do produto. 8/2/2/3. Afixada sinalização de segurança. 6.A4 . 2. Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho.1.

Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. 3.0m/Guarda cabeças. Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. 4.45m/1. Verificar o estado de conservação dos cabos e lingas. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. Com ventos superiores a 60 Km/h suspender as movimentações mecânicas de cargas. desobstruídos. 2. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. Nos planos de trabalho. Não saltar entre plataformas. Deve ser garantida a remoção de resíduos e desperdícios. Os atados devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. 7. 4 O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. Electrocussão/Queda em altura/Queda de materiais. Devem ser implementados espaços de circulação adequados. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . todas as aberturas devem estar protegidas. Todos os vãos. Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Os andaimes. Na sua recepção. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto. Protecções colectivas/Queda em altura/0. Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo.Equipamentos de Protecção Colectiva 1.Actividades / Avaliação . plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos. 8. AV6 . aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. arrumados e limpos.

20m devem ser entivadas. Transparente/ Bom campo de visão/Resistente a choques 4. 0. 2. Bota – Protecção dos pés ao nível do tornozelo Botim – Protecção dos pés acima do tornozelo Sapato – Protecção só dos pés 8. fornecendo um ar puro artificialmente.Aparelhos filtrantes .Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de ventos fortes. 1. As escavações em valas com mais de 1. Deverá usar-se sempre capacete de protecção. 8. Quedas em altura/40mm/20mm/Cinto de trabalho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 6.0m máximo.0m/3. Tamanho/Riscos a que protege/Ergonomia 7. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime. 7. Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime.0m mínimo/6. F (não é protecção colectiva)/V/V/F (a cor não consta de tais informações)/V 2. 5 Actividades / Avaliação . 5.6m/2. 6.Aparelhos Isolantes. Rede tipo ténis/Redes verticais tipo forca/Redes horizontais/Redes horizontais de grande extensão.têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. 1 ..têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira. As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala. quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos. AV7 . Nunca descer a uma escavação não entivada. Ruído/Abafadores/Tampões 3.6m. Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases.Equipamentos de Protecção Individual 1. 5.A4 .

Actividades / Avaliação .Funções em Estaleiro de obra 1. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. suspender os trabalhos. 2. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. demarcar a zona de intervenção do equipamento. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade do equipamento.Luvas (Protecção das Mãos) 5. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. 4. Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. 6 9.Movimentação de Terras e Escavações 1. Queda em altura/Queda de materiais/Projecção de materiais. Queda em altura/Queda de materiais/Queda ao mesmo nível. Funções/Equipamentos de protecção individual/Saúde/Aptidão física. 3. Viseira Bata Luvas AV8 . 2. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. Chefias/Meios humanos/Cargas de mão-de-obra/Plano de Segurança e Saúde. Escavação/Transporte/Aterro. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas.Botas (Protecção dos Pés) 6. 1. Em vias de circulação.Máscara (protecção das Vias Respiratórias) 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Colete reflector (Protecção do Corpo) 10. Levantamento das infra-estruturas enterradas.Capacete (Protecção da Cabeça) 2. 4. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos.Abafadores (Protecção dos Ouvidos) 3.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . 3. AV9 .

autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água.20m. Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos.Pilar/3 – Laje.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV10 . 1 . Armazenamento de aditivos para betão. 4. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. Armadura/Betão armado/Betão/Cimento.A4 . 3. AV11 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. Directas/Superficiais/Indirectas/Profundas. para equipamentos e trabalhadores. Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. Incêndio/Exposição a gases tóxicos/Dermatites. Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras. Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir.Fundações 1.Estruturas 1. 2. Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. Levantamento das infra-estruturas enterradas.Viga/2. 7 Actividades / Avaliação . deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão. Águas de lavagem de baldes. Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. a uma distância razoável dos bordos. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. Construção de acessos separados à zona de trabalhos. 3. 4. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. 2. Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco.

Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo. Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . Alvenarias de tijolo/Organização dos trabalhos/Argamassas/Térmico e Acústico. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção.Asna 3. Colocação de materiais. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. 2.Coberturas 1. antes de as içar. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança.Actividades / Avaliação .Forro 4. Águas de lavagem de baldes. bidões. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. negativos de lajes). 1.Alvenarias 1. caixas ou escadotes. As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. 8 AV12 . Os entulhos devem ser depositados em local específico e. Ripas/beirado/madres/asna/cumeeira. AV13 . periodicamente. Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. devem ser enviados a vazadouro. junto de pilares. 2. Irritação dos olhos/Exposição a poeiras/Dermatoses. Fichas de segurança dos produtos. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. 3. 4.Vara 2. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. gamelas.Contra-ripado (paralelo ao declive) 3. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes.20m devem ser dotadas de guardacorpos. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . corettes. Plataformas de trabalho com altura superior a 1. Irritação/Dermatite 4. caixa de escadas. Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado.

sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante.A4 . Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. Irritação dos olhos Electrocussão Dermatoses 4. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga.Revestimentos 1. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. Plataformas de trabalho com altura superior a 1. 3. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. garantindo a boa circulação.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos produtos tóxicos. Fichas de segurança dos produtos. negativos de lajes). 9 Actividades / Avaliação . Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. AV14 . Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes.20m devem ser dotadas de guardacorpos. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. Espátula/pincel/aplicar tintas/pistola/trincha 2.

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Agradecimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .lourenco. a coordenação técnico-pedagógica. lda Centro de Estudos. 27. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto. Quinta de S. Finalmente. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose.pt www. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos.net Avaliador externo: Teleformar. com o seu profissionalismo e dedicação.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul.net www. lda Urb.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. Porém.net www. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência.teleformar. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel. a pesquisa. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente.cinelformacao. Segurança e Ambiente. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel.3@sapo.ceifa-ambiente. Tomé. C/v Dta. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. 27ª. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. 1350-038 LISBOA Tel. 68. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar. bem como todos os colaboradores externos que. directa ou indirectamente.

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através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego. Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul . co-financiado pelo Estado Português .Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).ministério do trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 2 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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através do Fundo Social Europeu. 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. do IEFP .pt • www. Março de 2008 500 exemplares. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . CINEL .Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Lda. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autores Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal. Cristina Leitão Silva João Caixinhas Teleformar.Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC . Prior Velho.Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC . por escrito.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio CEIFA ambiente.Arquitectura e Construção 862 . Lda. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando 580 . co-financiado pelo Estado Português .M2 .pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.cenfic.

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M2 . 3 Ícones Actividades / Avaliação Documentação de Referência / Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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3.4.4. Agir rumo à sustentabilidade 2.1.1. Efeitos ambientais da actividade humana 1.1.1. 24 M2 . 23 M2 .4. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos. 3. As relações entre o homem e o ambiente 1.3. A poluição dos solos.2. 27 SM 1 FT 1 FT 2 2. 26 • 1. Formas de implementação 2.1.2.3. 15 M2 . aquíferos e oceanos 1. Sustentabilidade 2. Desertificação 1. 25 M2 .2. 23 M2 . 21 M2 . Actividades/avaliação FT3 AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 3.2. 3. 11 M2 .2. 25 M2 . O sector da construção e o ambiente 1.4. A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais 3. Actividades/avaliação M2 .2.4.1. A utilização da natureza como depósito de emissões e resíduos 1. 21 M2 . Inovação técnica 2. 25 M2 . O conceito de desenvolvimento sustentável: definição e princípios 2.3. O ciclo do carbono O ciclo da água As cadeias alimentares Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade 3. o desafio Ambiental 1. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar • M2 . Erosão 1.3.2.2. 19 M2 .1.2.2. Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas AV 2 SM 3 FT 6 FT 7 FT 8 FT 9 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .1. Inovação cultural 2. Ocupação do solo 1. Responsabilidade social e cidadania 2. Preservação do património 2.3.1.M2 .1.2.2.2.1. A utilização da natureza como fonte de recursos 1.2. 22 M2 . 22 M2 .

Legislação da União Europeia 6.3.1.2. os limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 4. EMAS 8. 8 AV 3 SM 4 FT 10 3.1.4.1.2.2. Desflorestação 4. As causas das alterações climáticas a nível global e local 4. Actividades/avaliação 4. A perda da biodiversidade 4. Actividades/avaliação FT 18 AV 7 SM 8 FT 19 FT 20 FT 21 AV 8 A A1 8. A aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação 7.Índice M2 .5. SGA baseados em “boas práticas” 7.3.3.2.3. As incineradoras de resíduos 7.3.1. Sistemas de certificação ISO 8. Buraco de ozono 4.2.1. As ETAR 7.1.1. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 5. Os filtros de emissões 7.2.2. ISO 14001 8.4.1.1.4.1.2. Efeito de estufa 4.2. Sistemas de Certificação Ambiental 8. Glossário Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .1. Legislação nacional 6. Actividades/avaliação FT 14 AV 5 SM 6 FT 15 FT 16 6. O direito internacional 6. Boas práticas na construção civil 7. Anexos 9.1. SGA baseados na conformidade legal 7. Sistemas de Gestão Ambiental 7. Actividades/avaliação FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 5.1.3.2.1.2.2.1.2.3. O direito do ambiente 6. LiderA 8.1. Formas sustentáveis de mobilidade 5.1. Actividades/avaliação AV 6 SM 7 FT 17 7. A gestão da água com base na noção de ciclo 5. A eco-arquitectura 7.1. Actividades/avaliação 9. O conceito de gestão ambiental sustentável: abordagens integradas 5.2.1.1.3.1.3.1. legislação Ambiental 6. Os aterros 7. Princípios gerais da política ambiental 6.2. A gestão integrada de materiais e resíduos 5.1. Formas sustentáveis de energia 5. A gestão sustentável das cidades e do espaço 5.4.2.

Legislação 9.2.textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .3. 9 Índice 9. Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .4.M2 . Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 9.

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Apresentação do Projecto CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2.2. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Qualidade e Ambiente. a distância ou tutoradas na empresa. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6.M2 . tais como sessões presenciais. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. grafia ou outros. Pelos erros de conteúdo. aos contextos de aplicação. entre si e com outros materiais neles referenciados. embora podendo ser explorados autonomamente. apesar CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2 – Recursos Didácticos. Estes recursos. que.2. Como em qualquer trabalho desta natureza. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. em suporte papel e digital. do Programa Operacional Emprego. porém. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. CD-ROM Multimédia 4. Concluída a fase de concepção. Videograma 9. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). no âmbito da Segurança. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. Ambiente e Sustentabilidade 5. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. em múltiplos contextos. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem.

14 disso. porventura tenham passado.Apresentação do Projecto M2 . agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho.

Ficha Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. em suporte de papel. • Impresso em ambas as faces do papel que. vai utilizar para além deste guia. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. sempre que possível. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. Caso seja. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. por exemplo. computadores. imprima em papel já utilizado. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. formando. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. scanner. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. entre outros). • Imprima. ao mesmo tempo. Ao fazê-lo. instituição formadora. apenas quando necessário. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Consumíveis: antes de deitar fora. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto.) e muitos outros materiais (papel. discos graváveis. sem perda de qualidade gráfica. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . etc.M2 . Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. • Em alternativa. tinteiros. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. adira. deve ser reciclado a 100%. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. frente e verso. consumir o mínimo de papel e tinta. se possível. projector de vídeo. No caso de um rascunho. formador. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. formatação. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. Cada um de nós. durante e depois da acção de formação. equipamentos periféricos (impressora. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). água.

18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3).por exemplo. troca. a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis. os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR . verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!). Existem campanhas similares de outras organizações. sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. Esteja atento(a). troca. • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? .energystar. Equipamentos: antes de comprar.Ficha Ambiental M2 .por exemplo: programa de recolha do produto. entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos.gov). • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? .www.: 21 415 51 31. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto.com). informe-se junto da AMBICARE (www.ambicare. Tel.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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como a paisagem natural se foi profundamente alterando através das obras que o homem foi fazendo. etc. o seu objectivo não é multar os que causam danos ao ambiente. destruição de ecossistemas que davam abrigo a muitas espécies vegetais e animais. alterações do meio aquático (por exemplo. Mas não são só as construções em si (estradas. hoje muitas vezes extintas ou em vias de extinção). por um lado. só há relativamente pouco tempo é que as relações entre as actividades construtivas e o ambiente começaram a ser uma preocupação importante. provavelmente mais antiga ainda do que a agricultura. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . alteração dos leitos dos rios. alteração da biodiversidade (por exemplo. edifícios. uma série de efeitos ambientais que. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A promoção de competências relacionadas com a protecção ambiental é hoje um objectivo básico da educação a todos os níveis de formação.M2 . até pioneira neste campo. poluição das águas através de material poluente usado nas obras). através das emissões de máquinas usadas na construção). pontes. o SECToR A construção civil é uma das primeiras actividades do homem. pois. mas sim proteger a saúde e vida e assegurar mais bem-estar aos cidadãos. são provocados pelas actividades construtivas: alteração da paisagem devidas à extracção de matérias-primas para a construção (por exemplo. como o homem foi aproveitando com grande génio inventivo os recursos naturais ao seu alcance para construir casas. Há. Apesar de muitos destes efeitos serem visíveis para todos. Em Portugal este processo está agora a começar. Em especial no contexto da qualificação profissional a integração de módulos de aprendizagem relacionados com a gestão ambiental torna-se uma prioridade cada vez mais urgente. Os profissionais da construção devem entender que os objectivos da legislação ambiental não só são justificados. etc. O CENFIC tem desenvolvido há já vários anos uma actividade exemplar e. por outro lado. A legislação contribuiu muito para a promoção da consciencialização ambiental e hoje o sector da construção é obrigado a agir de uma forma mais responsável perante o ambiente. Hoje em Portugal já quase não existem espaços naturais que não tenham sofrido uma alteração através do homem. de certo modo.) que modificam o ambiente. pedreiras). sendo ainda poucas as escolas de formação profissional que já interiorizaram estas prioridades nos seus currículos. para além disso. em última análise. túmulos e templos e. barragens. Os vestígios de civilizações do passado mostram. directa ou indirectamente. É na sequência das actividades já desenvolvidas que aparece este guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade que pretende proporcionar aos formandos do sector da Construção Civil acesso a conhecimentos básicos que lhes permitirão compreender melhor os desafios ambientais e fazer escolhas mais responsáveis no seu futuro profissional. poluição atmosférica (por exemplo. mas também indispensáveis ao progresso do nosso país.

não são em geral os técnicos da construção que tomam decisões nesta área. e as soluções técnicas que são hoje em dia utilizadas para minimizar os efeitos negativos da construção civil sobre o ambiente. as causas das alterações ambientais mais dramáticas. • como eles se modificam através das actividades humanas. grandes problemas de poluição atmosférica. O guia de aprendizagem tem. depois de alterados. no entanto. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo Partimos do pressuposto que os formandos que irão usar este guia de aprendizagem têm ainda poucos conhecimentos sobre os grandes ciclos naturais. Os problemas relacionados com a gestão dos resíduos da construção e demolição (RC&D) e com as energias alternativas serão. por isso. por isso. È. este grupo profissional tem um papel importante a assumir. sem dúvida. um dos efeitos mais importantes da actividade construtiva. uma tarefa muito complexa que exige capacidades técnicas específicas de todos os profissionais deste sector de actividade.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . o carácter de um compêndio de introdução geral aos problemas. como já foi mencionado em cima. 22 Gerir as relações entre a construção e o ambiente é. importante que todos os profissionais da construção saibam equacionar a relação entre a sua actividade específica. • através dos materiais que são removidos da natureza como matérias-primas e que. • através do uso de formas de energia baseadas na transformação de recursos naturais de origem fóssil (como o carvão e o petróleo). abordados com mais detalhe em manuais específicos. que põem em causa a preservação desses recursos para gerações futuras e causam. os efeitos ambientais que ela pode ter e as consequências que estes podem representar para a sustentabilidade dos ecossistemas. Embora a ocupação do espaço seja. transformados e consumidos voltam à natureza sob a forma de resíduos e emissões. Neste guia de aprendizagem tentaremos mostrar: • como funcionam ecossistemas sem intervenção do homem. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . ao mesmo tempo. O objectivo deste guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é criar uma base de conhecimentos que permita aos formandos entender as relações de causa e efeito que estão na base dos problemas ambientais e saber responder aos desafios ambientais com que será confrontado na sua vida profissional. portanto. • como pode ser gerida a interface Homem-Natureza de uma forma mais harmoniosa. Já em relação à gestão de materiais e de energia. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES As actividades humanas têm influência sobre o ambiente a vários níveis: • através da ocupação do solo.

desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. Pode também este Guia. para fontes de informação adicionais na rubrica a que chamámos “Saber Mais”. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade de uma auto-avaliação pelo formando.M2 . Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo O guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade está estruturado em submódulos. se necessário para outros módulos. preferencialmente. compostos por várias fichas temáticas. por parte de engenheiros. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . sempre que pareceu recomendável. em contexto de formação ou trabalho. arquitectos. outros técnicos do Sector. projectistas.º Ano de Escolaridade. CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. Para assegurar que os formandos compreendam que o ambiente é uma unidade que não pode ser observada em compartimentos separados haverá em todos os capítulos referências para outros submódulos ou fichas temáticas. para o glossário e. ser explorado em sessões de formação de nível 2. os formandos de cursos de nível 3. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. no entanto. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. em diferentes momentos. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências.

os domínios da Segurança. gestão da segurança. 24 Considerando as competências visadas. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. com durações variáveis. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. fiscalização. e sem prejuízo das profissões tradicionais. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. • Possuir o 9. Qualidade e Ambiente. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. Este recurso pode inserir-se. entre outros. não obstante. pelo menos. Este Módulo não confere.º ano de escolaridade. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. PRé-REQuISIToS. • Técnico de Topografia. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. coordenação.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. • Técnico de Desenho de Construção Civil. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. focando especificamente a interacção Homem-Ambiente. • Estar a frequentar um curso de nível 3. • Encarregados e outros técnicos do Sector. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de ambiente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . se ministrado autonomamente. IdENTIFICAÇÃo do Módulo Sistema de Gestão da Qualidade. Sugere-se. embora se recomende que os aprendentes respeitem. Ambiente e Sustentabilidade RESuMo O objectivo do guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é contribuir para o desenvolvimento de competências na área do Ambiente. qualquer nível de qualificação. • Técnico de Medições e Orçamentos. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações.

sendo os restantes módulos específicos para uma correcta gestão do ambiente e da qualidade. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo e de sistemas de gestão. 7. científico-tecnológica e prática. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. pretende-se que os primeiros submódulos (conceitos de ambiente e enquadramento da problemática interacção Homem-Ambiente) sejam de conhecimentos genéricos. 3. 4.M2 . 2. Os pré-requisitos. não esquecendo o contexto Homem-Ambiente. 6. Enquadramento do Módulo O Desafio Ambiental Sustentabilidade A base da sustentabilidade ecológica: os ciclos naturais Os limites da sustentabilidade: perturbações dos ciclos naturais Gerir a interface entre o Homem e a Natureza Legislação ambiental Sistemas de Gestão Ambiental Sistemas de Certificação Ambiental e da Qualidade Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 1. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. 5. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. quer em contexto de formação quer de trabalho. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. Assim. 8. 9.

Ambiente e Sustentabilidade visa: Identificar e prevenir os danos que o Sector da Construção Civil pode causar ao ambiente. Promover uma cultura amiga do ambiente. quer na esfera privada quer na profissional. CENFIC . em particular nos meios urbanos ou em locais com maior incidência da actividade humana. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Legislação Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Nota: todas as palavras a azul ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. 2.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . transferindo os ensinamentos da ciência para uma gestão mais responsável dos comportamentos e atitudes no quotidiano. Analisar. O Guia de Aprendizagem Sistema de Gestão da Qualidade. 3. 26 Enquadramento do módulo O Desafio Ambiental Causas e efeitos dos problemas ambientais Gerir a Interface entre o Homem e Natureza A gestão ambiental Glossário Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos O Conceito de Sustentabilidade A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais Os limites da Sustentabilidade: Perturbações dos Ciclos Naturais Gestão Ambiental na Prática Gestão Ambiental na baseada nas "Boas Práticas" Sistemas de Certificação Ambiental Anexos oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais 1. as estratégias. nas suas diferentes vertentes. medidas ou acções que podem contribuir para um ambiente mais sustentável.

Identificar os objectivos da legislação ambiental à luz desses princípios. 8. • Bloco de notas e caneta. Interiorizar o desafio ambiental como um parceiro precioso na mudança. 7. 9. Identificar as pressões que influenciam e alteram os ecossistemas. reconhecendo os seus limites ao nível da sustentabilidade. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . transpondo para a vida quotidiana e profissional os fundamentos científicos apreendidos. 3. baseados em boas práticas. 6. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Manual. Enquadrar o conceito de “ecossistema”. Reconhecer o papel e os objectivos de sistemas de certificação ambiental. 2. Explicar a diferença entre sistemas de gestão baseados na conformidade legal e sistemas mais ambiciosos. • Computador. 11. Enunciar os grandes princípios que devem guiar a gestão ambiental de todas as actividades humanas. 10. Avaliar a dimensão dos riscos derivados da alteração dos ciclos naturais. Reconhecer a importância dos ciclos naturais e descrever o funcionamento de alguns deles.M2 . 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. Compreender a dimensão ambiental como uma maneira de encontrar formas de desenvolvimento que conservem e façam o melhor uso possível dos recursos naturais e energia disponíveis. 4. 5. Enquadrar o significado do conceito de “desenvolvimento sustentável”.

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O Desafio Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .1.

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3. É da Natureza que retira os recursos naturais indispensáveis à sua sobrevivência e desenvolvimento e é ali que deposita os seus resíduos e emissões.naturlink. • www. e como depósito de resíduos e emissões. • Compreender que as actividades do Homem têm efeitos ambientais.. • Conhecer de que forma o Homem utiliza a Natureza. têm muitas vezes efeitos ambientais nefastos. TEMAS • Natureza como fonte de recursos e depósito de materiais • Efeitos ambientais da actividade humana • Ocupação do solo • Poluição dos solos. uma relação muito próxima. para os quais devemos estar atentos. 1993. • Reconhecer a construção civil como uma das actividades que mais impacte exerce sobre o planeta. O grande desafio ambiental que temos à nossa frente é minimizar os impactos das actividades humanas sobre o ambiente! 2. RESuMo O Homem faz parte do ecossistema Terra estabelecendo. o Homem acaba sempre por ter algum impacto no ambiente. GloSSÁRIo • Antrópico / Antropogénico • Ecossistema • Biosfera • Gases de efeito de estufa (GEE) • Combustíveis fósseis • Biodiversidade • Resíduos 5.SM1 O Desafio Ambiental 1. com o ambiente que o rodeia. As actividades humanas. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. SABER MAIS • Al Gore: A Terra à Procura de Equilíbrio . como fonte de recursos. cada formando deverá estar apto a: • Entender a complexidade da relação Homem-Natureza. Lisboa. Editorial Presença. 1ª ed.Ecologia e Espírito Humano.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Em todas as suas actividades. em especial a construção civil. aquíferos e oceanos • Desertificação • Erosão • Impacte da construção civil no ambiente 4.

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Estudaremos melhor o significado de ecossistema mais à frente.1. AS RElAÇÕES ENTRE o HoMEM E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática.FT1 . qualidade de vida e bem-estar – a nós e às gerações vindouras. PAlAVRA-CHAVE • Ambiente • Natureza • Homem • Visão biocêntrica • Visão antropocêntrica • Visão ecocêntrica GloSSÁRIo Antrópico. em que o Homem é um elemento do sistema global que relaciona todos os elementos naturais e antrópicos que existem na Terra. Trata-se de um conceito próximo de “ecossistema”. mas com um sentido um pouco diferente. A palavra “ambiente”. 1 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. As relações do Homem com o ambiente são profundamente influenciadas pela percepção que o Homem tem da Natureza. Ecossistema. • Explicar o significado de uma visão ecocêntrica do mundo. É sobretudo sobre as relações entre o Homem e o “ambiente” que nos vamos debruçar neste submódulo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . pelo contrário. sem uma posição especial nesse sistema. as casas e as fábricas. o formando deverá estar apto a: • Identificar e comentar as diferentes perspectivas de avaliação da relação entre o Homem e a Natureza. Ecossistema designa a unidade “Homem+Natureza”. Biosfera Neste submódulo vamos começar por clarificar algumas noções básicas que são necessárias para desenvolver os temas que fazem parte deste curso. as aves e o ar. neste submódulo. tentando descobrir como é que podemos gerir essas relações de forma a que o “nosso” ambiente nos garanta saúde. tal como a água. situa o Homem no ecossistema: sugere que cada indivíduo se encontra no meio de um sistema que o envolve e com o qual ele tem uma relação de grande proximidade – cada um de nós está no centro do “seu” ambiente. Muitas vezes ouvimos falar em “ambiente”.

é fundamental manter a integridade da Natureza. tendo sido impostas várias medidas de protecção da fauna do estuário do Tejo Fonte: CEIFA ambiente. não podendo existir sem ela. Para quem pensa assim. A percepção da Natureza pelo Homem varia de lugar para lugar. de uma perspectiva biocêntrica. Por vezes ocorrem situações de conflito.1: A Ponte Vasco da Gama esteve ligada a polémicas aquando da sua construção. Mas como o Homem tem a capacidade de utilizar a Natureza para outros fins (por exemplo.). 2 Natureza (do latim natura) é um conceito vasto. • Por outro lado. e. económico e cultural. as actividades do Homem estão no centro das atenções. etc. decidiu-se pela construção da ponte. à medida que a ciência foi descobrindo as origens dos fenómenos naturais e desvendando as interligações que existem entre eles. em especial. a Natureza só é importante na medida em que ela permite ao Homem satisfazer as suas necessidades vitais. Para que o Homem continue a existir à superfície da Terra. Figura 1. vive num contexto que inclui também necessidades sociais. comer. Mas ainda hoje há várias maneiras de olhar para as relações entre o Homem e a Natureza: • Há quem veja esta relação de uma perspectiva “biocêntrica” que parte do princípio que o Homem faz parte integrante da Natureza. por passar por cima de uma importante área de habitat de aves. No entanto. os defensores desta abordagem argumentam que pode e deve fazê-lo para promover o seu desenvolvimento social. em que a protecção da natureza aparece como impedimento à realização de projectos que o Homem quer realizar. da biosfera. biológicas (respirar. As duas perspectivas (biocêntrica e antropocêntrica) reflectem as posições antagónicas que conhecemos de muitas discussões sobre o ambiente a que assistimos entre os chamados Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . construção de um aeroporto numa zona de passagem de aves migratórias dá origem a grandes discussões). Lda. construção de aeroportos). os defensores de uma visão “biocêntrica” do mundo opõem-se à realização de tais projectos (por exemplo. Mas a percepção da Natureza foi também evoluindo no tempo. Desta perspectiva – a que chamamos “antropocêntrica” – em caso de conflito de interesses. económicas e culturais. sem qualquer intervenção do Homem. Nestes casos. Uma criança que vive no campo tem uma percepção diferente da Natureza do que uma criança que vive na cidade. há quem considere que o Homem. Portanto. que designa tudo o que tem como característica fundamental o facto de a sua existência ser “natural”. não se pode tratar desta questão como se o Homem e a Natureza fossem realidades separadas. embora necessitando da Natureza para viver.

por outro lado. no seu conjunto. mas deve. a várias escalas. uma perspectiva “ecocêntrica” que vê o Homem e a Natureza como partes integrantes do ecossistema. igrejas. Homem e a Natureza estão em permanente interacção. cafés e escolas desaparecem. as suas casas e campos. Portanto. mas também impactos económicos e sociais sobre outras pessoas ou grupos sociais: em quase todas as actividades económicas. superiores às perdas que ela provoca. Este empreendimento só é aceitável se os resultados positivos que se esperam da construção da barragem forem. sociais e ecológicos de uma medida têm que ser ponderados. incluindo o Homem. podemos dizer que o Homem pode. a visão ecocêntrica do mundo considera que todos os impactos económicos. Debaixo destas águas estão as ruínas das casas dos antigos habitantes Fonte: Ana Henriques. Toda a história dos que ali vivem. há um grupo de pessoas que ganha e outro que perde. não provocam só impactos ambientais (que também afectam o Homem). Para construção desta barragem. Ora as actividades económicas de uma pessoa. no seu conjunto. Figura 1. No entanto. assumir a sua responsabilidade perante a natureza e os que são negativamente afectados por uma medida. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . sempre. usufruir dos bens e serviços que a Natureza lhe fornece. sofrerá as consequências dessas alterações. todo o ecossistema. Se um acontecimento (seja ele natural ou antrópico) provocar alterações na Natureza. ou um grupo de pessoas.FT1 . teve que ser deslocada para outro local. 3 As Relações entre o Homem e o Ambiente “ambientalistas” e os “economicistas”. Para construir uma barragem é necessário deslocar as pessoas que vivem no espaço que irá ser submergido pelas águas. de acordo com uma visão ecocêntrica do mundo. O que é importante é que ele actue. oficinas.2: Imagem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas (Parque Nacional do Gerês). por um lado. Em resumo. só se o resultado da avaliação for positivo. predomina uma visão mais integrada do problema. é que uma medida deve ser tomada. na maioria dos casos. a população que habitava nesta zona das margens do rio Homem. Desta perspectiva. e não podem ser tratados como realidades separadas.

4 de forma prudente. minimizar – os eventuais impactos negativos dessa obra possa ter sobre o Homem e sobre o ambiente. A visão ecocêntrica do mundo permite ultrapassar muitos conflitos entre protectores da natureza e promotores de actividades económicas. desde a fase de construção. O desafio de quem toma a decisão desta envergadura é que tem que assegurar que. de modo a evitar alterações na Natureza que possam pôr em causa o funcionamento do ecossistema. como para a Natureza. tanto para o Homem. A construção de um aeroporto exige. pondo o funcionamento do ecossistema e a qualidade de vida do Homem no centro das atenções. não só a curto prazo.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . pelo menos. Têm que ser estudadas todas as vantagens e desvantagens das diversas opções. com o empreendimento que vai ser realizado. pois baseia-se numa visão mais integrada dos problemas. passando pela fase de manutenção e uso até à fase de demolição. mas também a longo prazo. serão tomadas todas as medidas para evitar – ou. para os defensores de uma visão ecocêntrica do mundo. uma avaliação muito cuidada dos impactos que essa obra pode provocar. ou gerar consequências económicas e sociais negativas para outras pessoas. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

• as fontes de energia não renováveis: petróleo e derivados. novas formas de uso são descobertas. identificando as suas diferentes facetas. Sem estes recursos a sua vida no planeta não seria possível. Por exemplo. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo FoNTE dE RECuRSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. As grandes categorias de recursos naturais que o Homem utiliza são: • os materiais bióticos: madeira. o uso que faz dos recursos naturais depende do fim a que se destinam: • • Como ser biológico. não pode ser visto apenas como um ser biológico. vento. o Homem utiliza materiais (bióticos e abióticos) para produzir diversos produtos e energias (renováveis e não renováveis). • Reconhecer que a sobre-exploração afecta a quantidade e qualidade dos recursos que deixamos às gerações vindouras. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . água. água. a cada ano que passa. • Explicar a dinâmica de evolução da relação Homem-Natureza.FT1 . Materiais abióticos.1. cortiça. O Homem é um ser multifacetado e como já vimos. peles de animais. a água.1. mas também como ser socio-económico. como o gás natural e a gasolina. o formando deverá estar apto a: • Compreender que o Homem é um ser multifacetado. • as fontes de energia renováveis: sol. Desta forma. hoje utilizam-se pequenos seres vivos (microorganismos) para produzir materiais ou para despoluir locais contaminados – são as biotecnologias que nos últimos anos se têm desenvolvido com base em investigação científica. Energias renováveis. o ar e os alimentos. • os materiais abióticos: rocha. 5 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Como ser socio-económico. Energias não renováveis Há muito tempo o Homem utiliza os recursos naturais que encontra no seu ambiente e. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Sobre-exploração • Homem biológico • Homem sócio-económico • Relação Homem-Natureza GloSSÁRIo Materiais bióticos. minerais. o Homem utiliza recursos vitais à sua sobrevivência como o sol.

Ainda hoje. Mas essas civilizações estão em risco de desaparecer como é o caso dos índios da Amazónia.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . com as florestas tropicais que estão em risco de desaparecer de muitas zonas do globo porque alguns grupos económicos querem fazer o máximo de lucro com as madeiras. a Água e o Sol. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . pode ser totalmente degradado em algumas décadas de cultivo intensivo. a longo prazo. Os recursos não renováveis como os metais e os minerais estão a esgotar-se como resultado do crescimento da população e do desenvolvimento económico. um solo que leva milhares de anos para se formar. É o que acontece. não havendo planeamento a médio e longo prazo. a exploração da natureza na Europa era feita por uma população pequena que não dispunha de meios capazes de extrair grandes quantidades de recursos e por isso a relação Homem-Natureza era razoavelmente equilibrada. existem algumas regiões do nosso planeta em que há uma convivência harmoniosa entre o Homem e o seu ambiente. O Homem tem subaproveitado a energia solar disponível. a população e o nível tecnológico aumentaram. Fonte: CEIFA ambiente.3: Imagens de dois dos mais importantes recursos ao dispor do Homem. sem se preocuparem com o que acontecerá depois. a exploração dos recursos naturais desenvolveu-se a um ritmo tão acelerado que a natureza não é capaz de recompor o que é destruído. na maior parte das regiões do mundo. Lda Até há alguns séculos. porque os agricultores querem aumentar ao máximo as suas colheitas e não pensam que estão a destruir. por exemplo. e com eles. só visa o lucro. 6 Figura 1. Há uma exploração desenfreada de alguns recursos que. Com o passar do tempo. o seu melhor capital. enquanto o uso desgovernado dos recursos renováveis do planeta. Do mesmo modo. como a madeira e os peixes estão a alterar o ambiente para sempre. muitas vezes.

em vez de continuar a usar petróleo. 7 As Relações entre o Homem e o Ambiente Figura 1. Por exemplo. qualquer capacidade de renovação dos mesmos. Para evitar a sobre-exploração. estudar formas de substituir os recursos não renováveis por recursos renováveis.canarias. Fonte: a) CEIFA ambiente. No que concerne aos recursos naturais não renováveis a sua exploração torna-se deveras preocupante porque.org O problema é que a velocidade de exploração dos recursos naturais renováveis tem sido feita a uma taxa superior à sua taxa de renovação. não existe. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . b) Plataforma petrolífera no mar. Esta situação poderá originar o que se designa por: Sobre-exploração A sobre-exploração conduz ao esgotamento dos recursos naturais da Terra. com vários aerogeradores que aproveitam o vento. podemos recorrer a uma maior utilização de energias alternativas (renováveis). como facilmente se depreenderá. o Homem tem que tentar reutilizar e reciclar os materiais e além disso. fonte de energia renovável. A qualidade e quantidade dos recursos de que as futuras gerações poderão ou não usufruir depende da forma como nós actualmente os usamos. É bom que todos nós paremos e pensemos nas consequências que os nossos actos desgovernados podem causar à natureza.FT1 . extrai-se mais da natureza do que ela pode produzir no mesmo período. b) www.4: a) Parque eólico em Fanhões. uma energia não renovável. por parte da natureza. concelho de Loures. Lda. ou seja. extraindo petróleo.

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simultaneamente. desde o microcosmo das bactérias e dos átomos até à escala do universo. aquela que resulta da acção do Homem. Todas as componentes do ecossistema têm que se ir adaptando às transformações que se vão processando. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. • Concluir que a Terra pode funcionar. Combustão Ecossistema O Homem e o seu ambiente fazem parte do ecossistema “Terra” que está em permanente evolução. o ar (atmosfera) e todos os organismos vivos. Biosfera. desde a escala local à escala planetária.2. Atmosfera.1. incluindo o Homem (biosfera) são componentes naturais do ecossistema. referimo-nos tanto aos elementos naturais como aos elementos antrópicos: a água (hidrosfera). PAlAVRA-CHAVE • Ecossistema • Tecnosfera • Limites ecológicos • Depósito • Poluição GloSSÁRIo Antrópico. como fonte de recursos e depósito de resíduos. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo dEPóSITo dE EMISSÕES E RESíduoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Hidrosfera. o solo (litosfera). Quando falamos de componentes do ecossistema. e é assim denominada porque é sobretudo através das suas técnicas e dos produtos fabricados com essas técnicas que o Homem intervém no ambiente de forma massiva. Litosfera. Chuvas ácidas. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. A chamada “tecnosfera” é a componente antrópica do ecossistema. 9 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1.FT1 . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . As relações entre as componentes do ecossistema acontecem a várias escalas.

Fonte: CEIFA ambiente. carvão e petróleo. face à actual tendência de crescimento da população mundial conjugada com a industrialização.. Meadows. Mas a natureza desses limites é complexa. Esta conduz à morte da floresta. Lda Livro de Donella H. todos os recursos utilizados pela economia humana – alimentos. destroem a capacidade de reprodução da floresta. em consequência. entre outros – existem em quantidades limitadas no nosso planeta. água. Dennis L. Meadows. para garantir o seu próprio futuro. com as suas dinâmicas e inter-relacionamentos. passa a ser um recurso não renovável quando os depósitos no solo das emissões gasosas das fábricas e dos automóveis atingem níveis tão elevados que alteram a qualidade do solo e. quanto ao futuro da Terra. limites que o Homem devia respeitar. que. madeira. se continuarmos a agir com a natureza como até à data. Há. ou seja. poluição. que estamos perante um futuro insustentável. O mesmo solo . por sua vez. Por exemplo. causador de chuvas ácidas. e Jorgen 1 Randers. há já muito tempo que se vem tentando alertar a opinião pública e os políticos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . porque as taxas de extracção de recursos e os níveis das emissões atingiram já níveis que os ecossistemas não podem suportar.é também o depósito das chuvas ácidas resultantes da poluição do ar. a floresta pode ser utilizada para a produção de madeira (a fonte). Em 1972 foi publicado o livro “os limites do Crescimento”1 . 10 Figura 1. um recurso renovável como a floresta. Por isso. que analisa e efectua previsões. produção alimentar e consumo de recursos naturais.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . ferro. pela queima de madeira. porque a Terra é um espantoso sistema. causam a acidez do solo. Chega ainda à conclusão. nesta combustão libertam-se para a atmosfera elevados níveis de ácido sulfúrico. petróleo.fonte de vida das árvores e da matéria prima que elas fornecem . Este livro fala-nos do perigo de o desenvolvimento do Homem poder ser travado nas próximas décadas.5: Representação esquemática da interligação das diferentes componentes do ecossistema. portanto. Mas que limites são estes afinal? De acordo com os autores do livro referido.

cujas dinâmicas e inter-relações ainda são mal conhecidas. o que conta é a questão de se saber quando e porque é que esse espaço perde a sua capacidade de dar suporte à vida que naturalmente abrigava antes de haver poluição. composto por inúmeros subsistemas. Mas a ciência hoje acredita que para definir os limites ecológicos de um espaço.wikipedia. estão tão poluídos que hoje já não vivem ali peixes.org Na Conferência do Rio (1992) foi definido o conceito de Desenvolvimento Sustentável de forma muito abrangente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . as dúvidas sobre como resolver os problemas de insustentabilidade do planeta – em especial a questão ambiental.1) e garantam qualidade de vida aos Homens de hoje e às gerações vindouras. que tenham por base uma visão ecocêntrica do mundo (ver ficha 1. 11 As Relações entre o Homem e o Ambiente para a necessidade urgente de se encontrar formas de desenvolvimento sustentáveis. Quando se fala em “limites ecológicos” pensa-se em geral ou no esgotamento de determinados recursos (por exemplo. estes Muitos rios e lagos. as sociedades europeias estão cada vez mais abertas para os sinais de alerta e a necessidade de reconhecer que há “limites ecológicos” que têm que ser respeitados. No entanto.1. que antes eram um importante habitat e fonte de alimento para as populações locais.6: Imagem duma floresta morta pelas chuvas ácidas. Figura 1. porque a Terra é um sistema muito complexo. e o problema das desigualdades entre os países pobres e ricos – continuam a suscitar polémicas. Enquanto a quantidade de resíduos ou emissões não excede determinados limites. se queremos assegurar a sobrevivência do Homem na Terra a longo prazo. Fonte: www. os jazigos de alguns metais e de petróleo estão em vias de se esgotar). A fixação de limites ecológicos é difícil.FT1 . ou na destruição de um ecossistema por excesso de poluição. Mas na prática.

o ecossistema corre o risco de colapsar. Em toda a Europa Central a floresta sofre hoje as graves consequências desta poluição que começou com a revolução industrial no século XIX. Relembrando o exemplo referido anteriormente. sendo absorvidos por ele. A “morte da floresta” é. é limi- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .br/lazer Por outro lado. em grande parte. se a acidez do solo atinge determinados níveis. lentamente. Figura 1. muitas plantas deixam de se poder desenvolver nele. Fonte: http://paginas. sabemos que esse espaço natural atingiu o seu limite ecológico. por exemplo: • limites de Curto Prazo: a capacidade de um rio absorver. A partir do momento em que as substâncias estranhas que depositamos em espaços naturais excedem a capacidade de absorção desse ecossistema. as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis também pelo “desgastes” de esculturas de mármore e calcário. 12 podem interagir com o meio natural. do tráfego motorizado (automóveis) e da produção de electricidade. como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo.terra. a poluição atmosférica começa a ser controlada. durante o Verão. numa região normalmente pouco povoada. Quando os níveis de poluição atingem o limite ecológico. Só agora. através de técnicas e combustíveis menos poluentes. sobre a economia e as sociedades humanas.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . é importante saber que os limites ecológicos podem ser definidos para diferentes períodos de tempo. tal facto tem efeitos negativos. Mas as consequências de violações constantes dos limites ecológicos não são só importantes para as espécies que vivem num certo espaço natural. consequência da produção industrial com base em energias fósseis. e por vezes catastróficos. as águas residuais de milhares de turistas. Quando os ecossistemas colapsam.7: No mundo. e perde a capacidade de dar suporte aos seres vivos que nele habitam.com.

limites de longo Prazo: a exaustão das reservas de petróleo acessíveis é resultado de se ter atingido o limite ecológico. sejam eles devidos à escassez de recursos ou ás despesas com a remediação de problemas de poluição. Actualmente a sociedade humana utiliza recursos naturais e deposita resíduos na natureza a ritmos que não são sustentáveis! O ambiente emite sinais da sua fragilidade ecológica e exerce pressões sobre a economia. a curto prazo esse ecossistema aquático pode atingir níveis de poluição que o levam ao colapso. 13 As Relações entre o Homem e o Ambiente • tada. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . nem uma exigência de ecologistas sonhadores.FT1 . que se traduzem em elevados custos. pela exploração dos jazigos durante muitas décadas. o que mostra que a urgência de encontrarmos alternativas ambientalmente aceitáveis não é uma questão de moda. mas uma necessidade da economia.

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Conhecemos. Impacte ambiental. têm sido cada vez mais frequentes e com maior intensidade. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Fonte: CEIFA ambiente. 1 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1.2. Lda São muitas as pressões que o Homem exerce sobre o seu ambiente. agrava os fenómenos naturais. por outro lado.FT2 . desequilibram de forma continuada e persistente a capacidade de resposta dos ecossistemas da Terra às intervenções humanas. mas nem sempre se encontram as melhores soluções para os resolver. inundações e secas. por outro. há problemas que ainda não estão cientificamente bem equacionados. repercussões sobre o Homem. do que eram no passado.8: As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas. EFEIToS AMBIENTAIS dA ACTIVIdAdE HuMANA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas Se estiveres atento ao noticiário. alterações do clima através da poluição atmosférica podem favorecer o desenvolvimento de pragas para a agricultura ou de insectos nocivos ao Homem. em parte. a poluição e o esgotamento de recursos resultantes do nosso actual modelo de produção e consumo. as causas e efeitos dos problemas. como furacões. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. do meio físico e. e. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que a ocupação do solo por parte do Homem tem bastantes impactos ambientais. Figura 1. Fauna A organização da vida humana. por sua vez. há falta de vontade política para encontrar soluções. Por exemplo. Habitat. e essas alterações têm. Trata-se obviamente de um ciclo vicioso: o Homem exerce pressões sobre os ecossistemas que os alteram. da água. Isto porque por um lado. também a qualidade do ar. • Identificar e descrever os impactos ambientais da alteração e uso do solo. A incapacidade de manutenção dos sistemas que dão suporte à vida altera. irás com certeza reparar que os fenómenos naturais.

Nos submódulos que se seguem. A erosão Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . vamos estudar em mais profundidade alguns dos problemas causados pelas actividades humanas. A poluição dos solos. A desertificação 4. Para isso. tomando posição contra as medidas que podem alimentar o ciclo vicioso que acima foi descrito. cedo descobrimos que estes problemas estão a diminuir consideravelmente a nossa qualidade de vida e a reduzir as opções de desenvolvimento das crianças de hoje e de amanhã. aquíferos e oceanos 3. É por isso que cada um de nós tem que tentar contribuir para a solução dos problemas ambientais e intervir na vida política. temos que compreender como é que. Vamos aprender a identificar as causas e efeitos de algumas alterações do ambiente e perceber que faz sentido combater: 1. também nós estamos a intervir no ambiente.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . A ocupação desordenada do solo 2. 2 Como cidadãos do mundo. no nosso dia a dia.

no entanto. A ocupação e uso do espaço por exemplo. 3 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. aos usos acima referidos associam-se. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. Fauna. actividades agrícolas. para centros urbanos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Impacto ambiental. • Concluir que a Terra pode funcionar. com o consumo de energia e com o ciclo da água. • a alteração dos solos (pavimentação) e sua remoção. bem como deposições atmosféricas resultantes das várias actividades. De facto. simultaneamente.FT2 . • a destruição do coberto vegetal. Vamos. descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas. porque através dela ocorre (como está esquematizado no quadro seguinte): • uma alteração total do habitat natural. oCuPAÇÃo do Solo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. como fonte de recursos e depósito de resíduos. todas as actividades do Homem interferem com o uso do solo. pecuária e indústria têm tido como consequência alterações significativas da Terra para além dos elevados níveis de contaminação que possam estar associados a essa ocupação e uso. a instalação de lixeiras e aterros sanitários. • o desaparecimento de grande parte da fauna. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. Na generalidade. Habitat. concentrar a nossa atenção sobre o impacto ambiental resultante da ocupação de solos para construção de agregados urbanos e para a agricultura. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. As consequências inerentes ao aparecimento de um agregado urbano conduzem a impactos ambientais muito abrangentes.2. geralmente.1.

a floresta portuguesa era dominada por carvalhos. 4 utilização do habitat pelo Homem (agregados urbanos) Alteração do espaço Perda de terrenos de cultivo (agricultura) Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Maior consumo de energia Diminuição dos recursos energéticos Aumento da poluição Contributo para a alteração climática Interferência no Ciclo da Água Aumento da escorrência Cheias Erosão das margens dos rios Degradação da qualidade da água Diminuição da precipitação Diminuição dos recursos aquáticos Aluimento de terras Intrusão de águas marinhas Figura 1.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . castanheiros. Enriquecimento dos solos com sais (salinização) Contaminação de águas com fertilizantes (eutrofização) e biocidas. como demonstra o quadro seguinte: utilização do habitat pelo Homem (agricultura) Alteração do espaço • • • Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Degradação dos solos (erosão. No início do século XX.10: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para obtenção de terrenos agrícolas Fonte: CEIFA ambiente. • Figura 1. sobreiros e azinheiras.9: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para construção de agregados urbanos Fonte: CEIFA ambiente. continuando o sul a ser dominado por sobreiros e azinheiras. contaminação com biocidas e utilização de fertilizantes) Desflorestação • • • Maior consumo de energia Diminuição dos recursos • energéticos Aumento da poluição • Contributo para as alterações climáticas • Irrigação Diminuição dos recursos aquáticos. verifica-se que uma grande área é dominada de eucaliptos e pinheiros. Actualmente. A floresta tem sido alterada conforme os interesses económicos do país. Lda A agricultura também é responsável por grandes alterações no ambiente. Lda A ocupação do solo em Portugal tem sofrido algumas alterações ao longo dos séculos.

com dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Lda.11: Gráfico representativo das espécies arbóreas mais abundantes no território português. em 1995 Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente. uso do Território Nacional Área agrícola Área florestal Área urbana Outros usos Figura 1. Lda. que estabelece as linhas estratégicas da ocupação do solo e define onde se podem construir infra-estruturas rodoviárias. www. 2000. 1999 O Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) é um importante instrumento para o ordenamento do nosso território. quais as zonas estritamente dedicadas à floresta. à industria. 5 Efeitos Ambientais da Actividade Humana ocupação Vegetal em Portugal castanheiro outras folhosas pinheiro bravo pinheiro manso outras resinosas sobreiro azinheira outros carvalhos eucalipto Figura 1.12: Uso do território nacional em 1996. Pode observar-se a grande ocupação de território por parte da agricultura Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente. citado no REA MADRP. etc.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT2 . à agricultura.ine.

dgrf. no ano de 2002. Figura 1. localmente.min-agricultura.13: Diferentes ocupações do solo de Portugal.pt) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . 6 No mapa seguinte. as diferentes ocupações do solo em Portugal.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . distribuídas ao longo de território Fonte: Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGF) (www. é possível distinguir.

PAlAVRA-CHAVE • Poluição • Solo • Aquíferos • Oceanos • Poluentes GloSSÁRIo Recurso não renovável. Ecossistemas. Resíduos perigosos. fauna e vegetação). • Reconhecer que a poluição prejudica as cadeias alimentares e perturba os ecossistemas. AQuíFERoS E oCEANoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Metais pesados. podendo causar prejuízos. As suas taxas de degradação têm vindo a aumentar nas últimas décadas (pela pressão crescente das actividades humanas) sendo bastante rápidas em relação às suas taxas de formação e regeneração. ETAR. Lixiviados. Fauna. o formando deverá estar apto a: • Identificar e descrever os diferentes tipos de poluição. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . água e oceano) estão interligados e que a poluição de um deles vai afectar os restantes. que são extremamente lentas.2. destruição da biodiversidade e de ecossistemas.FT2 . e está na origem de problemas de saúde pública. • Indicar as principais fontes de poluição. Aterros sanitários. Biodiversidade. uma vez que tem impactos sobre o ambiente global da área afectada (subsolo.2. águas superficiais e subterrâneas. A PoluIÇÃo doS SoloS. A poluição do solo tem-se tornado uma preocupação ambiental crescente. A poluição do solo é definida como a adição ao solo de materiais que podem modificar qualitativa e quantitativamente as suas características naturais e formas de utilização. Poluição do Solo O solo é um recurso não renovável e limitado. ar. • Verificar que os diferentes meios (solo. 7 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1.

Os poluentes do solo podem infiltrar-se e ser. poluindo-os também. 8 Figura 1. assim. O lixo por nós produzido é uma importante fonte de poluição dos solos Fonte: CEIFA ambiente.pt/geociencias Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Versão On-line no site do INETI: http://e-geo. lençóis freáticos. arrastados para os lençóis freáticos. Figura 1. Água Subterrânea: Conhecer para Preservar o Futuro. inevitavelmente irá também poluir linhas de água. Lda Poluição dos aquíferos Devido às características especiais do solo.ineti.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Instituto Geológico e Mineiro.15: Esquema representativo das diferentes origens de poluição do solo e das águas subterrâneas Fonte: Instituto Geológico e Mineiro (2001). Figura nº 9. qualquer tipo de poluição que incida directamente sobre ele.14: Imagem de uma lixeira. bem como ecossistemas vivos que dependam destes meios. e cursos de água.

Quando em contacto com cursos de água podem provocar a morte de seres vivos nesses ecossistemas. • Um dos agrotóxicos (pesticidas) mais conhecidos é o Diclorodifenil-tricloroetano (DDT). As águas das chuvas carregam o óleo. e ter um efeito tóxico sobre as plantas. Resíduos resultantes.FT2 . Esta substância é bio-acumulável. A maior parte permanece na área costeira. Por exemplo. Estes agroquímicos podem provocar a acidez dos solos. a mobilidade dos metais pesados. Lda • derrames quando o petróleo é derramado no oceano.16: As pilhas constituem um resíduo perigoso devido à quantidade de metais pesados que entra na sua constituição. Parte da poluição chega ao mar através dos rios e chuvas e outra parte é despejada directamente pelo Homem. após serem ingeridas permanecem no corpo dos animais e vão sendo acumulados ao longo da cadeia alimentar atingindo níveis letais para os organismos. quando alguém faz uma mudança de óleo do motor do carro e deixa o óleo usado escorrer para o solo. veículos e construções para os rios e destes para o mar. Em Portugal são originadas 4 milhões de toneladas/ano de resíduos de construção e demolição Fonte: CEIFA ambiente. da deposição não controlada de produtos. Além disso. escorrimentos provenientes de lixeiras e/ou aterros sanitários (a que se chamam lixiviados). 9 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Poluição dos oceanos A maioria do material poluente despejado anualmente nos oceanos provém dos continentes. criando sérios problemas ambientais e de saúde. a graxa e outras impurezas das estradas. está a poluir o solo. • Agroquímicos utilizados nas actividades agrícolas. Figura 1. Principais poluentes do solo. emissões gasosas com partículas que se depositam. em especial resíduos perigosos. isto é. a chuva que cai no mar está contaminada com poluentes atmosféricos. Se estiverem em contacto com o solo ou água. por exemplo. a salinização do solo (acumulação de sais no solo). Os sistemas agrícolas intensivos usam grandes quantidades de substâncias químicas (por vezes tóxicas. aquíferos e oceanos: • Águas contaminadas e efluentes líquidos lançados directamente sobre o solo provenientes de indústrias químicas e de esgoto doméstico. os resíduos irão poluir estes meios. a que se chama agrotóxicos) e adubos (nutrientes). forma uma mancha perigosa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

entre elas o cancro. o mar era considerado o lugar ideal para se despejar este tipo de lixo. Os derrames de petróleo causam grande devastação na costa e na vida marinha. e os turistas são.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . os esgotos e outros efluentes poluídos acabam por ser lançados directamente em linhas de água. em geral. O tratamento de esgotos antes de serem lançados nos cursos de água é. os derrames voluntários devido aos resíduos de lavagem de tanques no mar e à mudança de óleo dos motores das embarcações. e alterar o desenvolvimento dos seres vivos. de onde são transportados até ao mar. em zonas urbanas. focas e baleias. Este tipo de acidentes é conhecido por “Marés negras”. Não é aconselhável tomar banho em praias sem Bandeira Azul. Durante algum tempo. Figura 1. porque se achava que ninguém poderia ser prejudicado. os derrames de petróleo chegam a atingir 1 milhão de toneladas por ano. como pássaros. Além dos derrames acidentais temos ainda. Fonte: www. Assim. sabe-se que a radioactividade têm graves consequências na saúde de todos os seres vivos. se não se disponibilizam meios públicos para tratar estas emissões. Mesmo as nações ricas frequentemente opõem-se em gastar dinheiro com estações de tratamento. também no mar.17: 10% da poluição global dos oceanos é originada por acidentes com o transporte marítimo de mercadorias. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . bastante caro.geocities. em particular o petróleo bruto. A Bandeira Azul é um incentivo para os municípios fazerem esforços para impedirem que o esgoto vá sem pré-tratamento para os meios aquáticos. o turismo pode ser seriamente afectado. para além de ter consequências económicas negativas.com/maquaticos • lixo radioactivo necessita de uma atenção especial no seu tratamento. O esgoto não tratado constitui um grave risco para a saúde e para os ecossistemas. mas apenas uma parte é previamente tratada. Os países em desenvolvimento têm poucos recursos financeiros para construir estações de tratamento em número suficiente. se houver problemas de poluição nas praias. 10 para os animais que vêm à superfície. em especial as praias. Os efluentes de lixeiras são também uma forma de poluição relacionada com actividades urbanas. No Mediterrâneo. pois exige a construção de redes de canalização e estações de tratamento de águas residuais (ETAR). Por exemplo. Hoje. podemos identificar várias formas de poluição: • Poluição urbana e doméstica Em todo o mundo. Fontes de Poluição De acordo com a sua origem. porém. por exemplo. Alguns desses resíduos têm que ser guardados com segurança por muitos e muitos séculos. poluindo a zona costeira. e que é transmitida através das cadeias alimentares (submódulo 3). muito sensíveis a este tipo de problemas e evitam esses lugares. grande quantidade de esgoto doméstico é despejada nos rios e no mar. porque a radioactividade pode causar doenças muito graves.

o grande problema prende-se com as fezes dos animais. Trata-se. 11 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Figura 1. Sendo assim. ser reciclado pelo mar. Lda • A Poluição agrícola e pecuária A agricultura e pecuária são importantes fontes de poluição. Assim. também eles. e têm uma grande responsabilidade na deterioração das linhas de água superficiais e nos lençóis freáticos.18: Imagem de uma saída de esgoto que vai poluir as linhas de água. em geral. também a poluir os aquíferos e os oceanos. Enquanto o esgoto doméstico tem uma grande carga orgânica e pode. Uma grande quantidade de despejos industriais é lançada directamente no mar ou chega até ele através dos rios nos quais é despejada. todos os seus elementos são afectados. quando poluímos o solo. muito ricos em matéria orgânica e potencial poluente dos solos e cursos de água. que contêm. Além disso. Os resíduos provenientes de actividades industriais representam. quando se polui uma parte do ecossistema. Tornar as indústrias menos poluentes e obrigar os industriais a produzirem produtos que. e a introduzir nas cadeias alimentares – que. Na pecuária. a nível mundial. muitas substâncias perigosas. • A poluição proveniente de fontes pontuais caracteriza-se por ser facilmente identificável o ponto de descarga de poluentes. na realidade. permanecendo inalterada. provocada pelos agroquímicos utilizados em extensas áreas. no fim. produzidos pela indústria.FT2 . A Poluição industrial Está relacionada com a deposição de resíduos industriais. pelo menos em parte. Fonte: CEIFA ambiente. não se decompondo facilmente. A poluição proveniente de fontes não pontuais ou difusas caracteriza-se pela sua distribuição no espaço ser difícil de delimitar geograficamente. a descarga de efluentes líquidos e as emissões gasosas que poluem a atmosfera. estamos. uma das fontes mais preocupantes de poluição dos ecossistemas. no fim da sua vida útil. A Terra é um grande ecossistema onde as várias “partes” se ligam entre si formando um “todo”. pela sua quantidade e perigosidade. de uma poluição difusa. grande parte do esgoto industrial é inorgânica. uma grande parte dos resíduos domésticos é constituída por produtos em fim de vida. acabam no nosso prato – substâncias nocivas à nossa saúde! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . não poluam o ambiente é uma das grandes prioridades da política ambiental na Europa.

12 Saber mais: • www.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .pt • http://e-geo.achetudoeregiao.br • www.com.apda.ineti.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .

submódulo 4). a água e a cobertura vegetal rareiam. onde há desertificação. Um relatório elaborado pelo Centro Hadley. 13 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1.3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . das pastagens e das áreas de florestas e matas naturais devido às variações climáticas e. e as zonas mais secas são as mais atingidas por este fenómeno. económico e social. às actividades humanas (por exemplo.2. por isso que o processo de desertificação consiste na perda da produtividade biológica e económica das terras agrícolas.FT2 . PAlAVRA-CHAVE • Desertificação • Formação do solo • Regeneração do solo • Degradação do solo • Perda da produtividade biológica • Perdas económicas GloSSÁRIo Acidificação A desertificação é definida como sendo “a degradação da terra nas regiões áridas. o formando deverá estar apto a: • Identificar as causas que podem conduzir à desertificação. dos recursos hídricos. semiáridas e sub-húmidas secas. Por outras palavras. como também económico e social. A desertificação abrange um conjunto de problemas como a degradação dos solos. ou vivem em extrema pobreza. • Concluir que a desertificação constitui um problema grave e que tem consequências tanto a nível ecológico. resultante de vários factores. Impactos da desertificação Como podemos observar no esquema seguinte. dESERTIFICAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. entre eles as variações climáticas e as actividades humanas”. o solo torna-se improdutivo. Diz-se. vinculado ao Escritório Meteorológico do Reino Unido. a desertificação tem impactes tanto a nível ecológico. indica que aproximadamente um terço do mundo será deserto em 2100. há regiões climáticas na Terra mais vulneráveis do que outras à desertificação. Ou seja. da vegetação e reduz a qualidade de vida das populações afectadas. muitas vezes também. desflorestação. as populações são obrigadas a abandonar esses lugares.

a desflorestação.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . mas demora muito tempo a recuperar as qualidades que tinha antes de ter sido alterado. mais acelerado do que o tempo que a natureza precisa para os repor. em muitos casos. in UNCCD newsletter no. Fonte: Esquema adaptado de “The health impacts of desertification”.20: Imagem do aspecto de um solo deserto. tornando as áreas afectadas em desertos. degradação e destruição dos recursos naturais se tornar. Se compararmos a velocidade de formação e regeneração do solo. Fonte: www. 14.org/guide Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . De acordo com um relatório divulgado em Nairobi.worldrevolution. Na zona Sahel do continente africano. na 4ª Conferência relativa à Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Os solos do nosso país são dos mais vulneráveis da Europa. Figura 1. verificamos que a diferença é enorme: o solo degrada-se com extrema rapidez. 14 Alterações Climáticas Secas Desertificação Isolamento geográfico de populações Pobreza Actividades Humanas Agricultura Desflorestação Pecuária etc. Produtividade da agricultura Reservas de água no solo Perda de biodiversidade Figura 1. o cultivo intensivo e o pastoreio em excesso produzem a desertificação dos solos. as características morfológicas do solo podem ser destruídas de tal forma que este perde as suas capacidades produtivas. 2000 A base deste grande problema consiste no facto de o ritmo de exploração. com a velocidade a que o mesmo solo se degrada. Por isso. ocorrerá também uma aceleração da degradação dos solos na Europa. se não forem tomadas medidas urgentes. que é extremamente lenta.19: Representação esquemática dos impactos da Desertificação.

O solo é um recurso muito transversal em termos de lei. nacional e global e uma integração do ambiente nas políticas sectoriais dos países.FT2 . por não poderem suportar actividades agrícolas. publicado em 2000. 15 Efeitos Ambientais da Actividade Humana A Agência Europeia para o Ambiente (EEA) e o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) alertam1 para os problemas que podem contribuir para a desertificação também na Europa: acidificação.pt • http://reports. Vastas áreas na região mediterrânica já foram abandonadas.eu Ver. No entanto.folha.europa.igeo. está actualmente em discussão uma proposta da Comissão Europeia para uma directiva-quadro que visa garantir uma abordagem global da protecção do solo. 1 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .com. até agora.eea. uma lei específica para a protecção do solo. A directiva obriga os Estados-Membros a tomarem medidas específicas para lutar contra as ameaças que pesam sobre o solo. Relatório da EEA e da UNEP. Segundo o mesmo relatório.uol. erosão (como vamos ver ainda neste submódulo) e contaminação dos solos. A crescente actividade agrícola e a construção de infra-estruturas de lazer e turismo irão aumentar a pressão sobre a degradação do solo e contribuir para a desertificação.europa. Saber mais: • http://ec. “Down to earth: Soil degradation and sustainable development in Europe. A challenge for the 21 th century”.eu • www. uma correcta resposta ao problema implica acções urgentes a nível local.br • http://panda. mas dá-lhes liberdade quanto à forma de o fazerem. ou seja. não existe.

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na erosão dos solos.FT2 . • Indicar as causas e as consequências da erosão. a chuva. distingue-se entre a erosão resultante de um processo natural e a erosão resultante de um processo antropogénico: Erosão geológica (natural) – manifesta-se em virtude da acção dos agentes naturais. como causa e prevenção. 17 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. Figura 1.2. • Reconhecer que o Homem tem um importante papel. Os rios. por gelo. dos processos naturais que provocam modificações da crosta terrestre.21: Erosão natural causada pela acção de agentes naturais como a água (rio). Assim. outrora. Estes grandes blocos de granito foram arrastados. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir os dois tipos de erosão. Este fenómeno pode ser classificado segundo os factores que a originam. ERoSÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o mar e o vento transportam grandes quantidades de partículas do solo. PAlAVRA-CHAVE • Erosão natural • Erosão antropogénica • Actividades humanas • Desertificação GloSSÁRIo Antropogénico A erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. Nos dias de hoje são erodidos pela corrente de água do rio Fonte: Ana Henriques CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .4. isto é.

pouca vegetação ou reduzidos teores de matéria orgânica). Figura 1. As enxurradas.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT2 . Por exemplo. provenientes das águas que não se infiltram no solo. Em alguns casos os solos ficam seriamente erodidos. retirar a vegetação do solo e deixa-lo a descoberto. A perda de partículas de solo e de nutrientes influencia directamente a produtividade das culturas agrícolas. à ocupação das terras pelo Homem. O abate de árvores e de sebes de caniços. quando ele desprotege os solos. Lda Este fenómeno poderá ser desencadeado por uma combinação de factores como fortes declives. principalmente. 18 Erosão antropogénica – é a erosão cuja origem está ligada. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . A erosão tem sido intensificada por algumas actividades humanas. pois o solo descoberto fica muito mais sujeito a desagregação das suas partículas devido a diferenças de temperatura (entre o dia e a noite) e é depois facilmente arrastado pelas chuvas. são causas frequentes da crescente erosão a que estão sujeitos os solos em Portugal. por sua vez. A erosão do solo constitui a principal causa do empobrecimento precoce das terras produtivas. construção de casas na linha de costa junto ao mar.22: Processo de degradação do solo resultante de actividades humanas (erosão hídrica) Fonte: CEIFA ambiente. zonas florestais são muito menos afectadas pela erosão do que zonas com pouca vegetação. etc. pode levar à desertificação. podendo também o solo ter algumas características próprias que o tornem propenso à erosão (é o caso de este possuir camada arável fina. clima (por exemplo longos períodos de seca seguidos de chuvas torrenciais) e catástrofes ecológicas (nomeadamente incêndios florestais). por exemplo. tornando mais fácil aos agentes naturais o transporte da sua camada superior. transportam partículas de solo em suspensão e nutrientes necessários às plantas. principalmente pela gestão incorrecta do solo (por exemplo.). A erosão é uma das principais ameaças ambientais para a sustentabilidade e capacidade produtiva do solo e da agricultura. e a perda total da capacidade produtiva.

corresponde a pelo menos entre 15 % e 50 % do total consumido anualmente por toda a sociedade. • Identificar medidas de minimização dos impactos ambientais causados pela construção civil. muitos deles não renováveis. a actividade construtiva agrava o efeito de estufa (submódulo 4). que provocam a emissão de grandes quantidades de CO2 na atmosfera. Aterros sanitários A relação entre a construção e ambiente é variada e está em constante mudança. Chuva ácida. Combustíveis fósseis. Dos 40 % da energia consumida mundialmente pela construção civil. em geral. a produção de cimento e cal envolve a calcinação do calcário. A construção – pelos espaços de território que ocupa e altera. Uma vez que a energia utilizada no sector tem por base maioritariamente combustíveis fósseis. em processos que exigem temperaturas elevadas.3. aproximadamente 80 % concentram-se na produção e transporte de materiais. as enormes quantidades de materiais.FT3 . 1 O Sector da Construção Civil e o Ambiente 1. e através de poeiras. como por exemplo. contribui para a formação da chuva ácida e da poluição do ar. Resíduos. em especial. energia e água que usa e transporta – é uma das actividades industriais que maiores impactos tem sobre o ambiente. Adicionalmente. transporte e produção de materiais. é um sector que consome muitos recursos naturais e provoca impactos ambientais importantes. o formando deverá estar apto a: • Assumir que a construção civil. o cimento. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o SECToR dA CoNSTRuÇÃo E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Construção civil • Ambiente • Recursos naturais • Energia • Impactos ambientais GloSSÁRIo Recursos não renováveis. pelas alterações que provoca na paisagem e pela quantidade de materiais e energia que utiliza. A formação de partículas de poeira está presente na extracção de matéria-prima. O volume de recursos naturais utilizados pela construção civil.

Fonte: CEIFA ambiente. também eles. tijolos e telhas. ou seja. A quantidade crescente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . a qualidade dos diferentes edifícios. melhorando. Podemos assim poupar muitos recursos. da utilização da vegetação e do solo para reduzir a exposição ao vento. Além disso. muitas vezes. os edifícios podem. da água das chuvas. destruir ou poluir. o Sector da Construção Civil deve preocupar-se com o tipo de materiais e técnicas que utiliza. contribuir para a poupança de recursos. ao mesmo tempo. No entanto. e tomar todas as providências para reduzir as emissões gasosas e líquidas. aproveita e utiliza os recursos sem os esgotar. No esquema seguinte são apresentadas possíveis formas de aproveitamentos directos do sol e da sua energia. em grande parte. Lda o aproveitamento dos recursos que a natureza nos dá Uma forma de construir preocupada com o ambiente.24: Diferentes formas possíveis de aproveitamento dos recursos naturais nas nossas habitações Fonte: CEIFA ambiente. constituídos por cimento. durante a fase em que são utilizados. é uma matéria-prima muito explorada. Proteger dos ventos de Norte A chuva O Sol O vento Aproveitar água da chuva Utilizar a energia do sol Reciclar águas negras Figura 1. os ruídos e os resíduos que resultam das actividades construtivas.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT3 . Lda Resíduos de construção e demolição (RC&d) Os resíduos de construção são. 2 Figura 1. da implantação e orientação da construção. utiliza o ambiente de forma sustentável. material constituinte dos tijolos.23: O barro. ser reutilizados. que são materiais inertes e podem. Portanto. hoje em dia a maioria destes resíduos são simplesmente levados para aterro.

A reciclagem de resíduos tem vantagens para a gestão ambiental. Fonte: CEIFA ambiente. arquitectos e engenheiros têm vindo a desenvolver.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . caso não se proceda à sua desmontagem e reutilização das suas partes.reciclagem. ainda. ou seja.usp.FT3 . os recursos naturais não renováveis. preservando. 3 O Sector da Construção Civil e o Ambiente de resíduos que é produzida pelo Sector da Construção Civil tem contribuído significativamente para o rápido esgotamento das capacidades dos aterros sanitários existentes. mas significa também uma redução dos custos da obra (através da redução dos custos de deposição em aterro) e pode até abrir novas oportunidades de negócio (o sector de reciclagem é um dos que apresenta maiores taxas de crescimento nos últimos anos). indirectamente. sociais e económicos que estes resíduos causam quando depositados clandestinamente. Lda As medidas referidas anteriormente. têm resultado de estudos científicos e da experiência que se tem vindo a acumular sobre as boas práticas que algumas empresas.pcc. ou seja. que seja reduzida a extracção de matérias-primas. Saber mais: • www. Finalizada a vida útil de um edifício. que começam já na fase de projecto de um edifício. a utilização de materiais e técnicas ambientalmente mais correctas no sector da construção. O peso e volume dos Resíduos de Construção e Demolição (RC&D) produzidos por ano numa cidade com 2 milhões de habitantes é de cerca de 1 milhão de toneladas e 800 mil m3 de volume depositado.25: Fotografia de um monte de vários resíduos de demolição. Se fizermos as contas à população Portuguesa (de acordo com o último CENSUS: 10 milhões) enchemos.ceifa-ambiente. com 10 metros de entulhos!!! Figura 1. Estas metodologias de avaliação do desempenho ambiental de edifícios. para um melhor aproveitamento dos recursos nos edifícios e uma gestão mais eficiente dos materiais e dos resíduos. A reciclagem permite. o equivalente ao espaço ocupado por 11 campos de futebol com dez metros de altura. por ano. a demolição gerará uma quantidade considerável de entulho. para não falar dos sérios problemas ambientais.net • www. 55 campos de futebol. visam implementar formas de Construção Sustentável.

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Se não conseguir resolver esta actividade. 4. A disponibilidade de alguns recursos está a diminuir consideravelmente.º 11/87) que dá enquadramento à política ambiental no nosso país. 5.AV1 Actividades/Avaliação 1. Explique de que forma um recurso utilizado pelo Homem pode ser fonte de matérias-primas e. tente identificar a abordagem que o legislador seguiu: biocêntrica. O Homem explora os vários recursos naturais que o planeta Terra tem disponíveis. Explique esta afirmação a exemplo do solo. Descreva as consequências que daí podem advir. O Desafio Ambiental. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado. que transcreve parcialmente o Art.” À luz do que aprendeu sobre as diferentes visões que existem da Natureza. 2. Um das consequências mais graves dessa intervenção é a desertificação. Em Portugal. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4. Dê dois exemplos demonstrativos desta situação. qualitativa e quantitativamente. estão também a ser vítimas deste fenómeno.” Dê argumentos que fundamentem esta afirmação. depósito de resíduos ou emissões. 2º dessa Lei: “A política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . e como é que regiões onde não há desertos naturais. ao mesmo tempo. reveja o submódulo 1. 3.4) . “A Indústria da Construção Civil é a actividade humana com maior impacto sobre o ambiente. há uma Lei de Bases do Ambiente (Lei n. A actividade humana está a interferir com a natureza. Leia com atenção o seguinte texto. antropocêntrica ou ecocêntrica? Justifique a sua resposta. Explique o que é a desertificação. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.

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2. Sustentabilidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . debruça-se. a ameaça que as técnicas e o modelo de produção e consumo de massa representam para o património natural. RESuMo Este submódulo é uma introdução ao conceito de Desenvolvimento Sustentável. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Começa por mostrar a relevância deste conceito para o futuro da Humanidade. TEMAS • O conceito de Desenvolvimento Sustentável • Formas de implementação • Preservação do património • Inovação técnica e cultural • Responsabilidade social e cidadania 4. GloSSÁRIo • Ecossistemas • Resíduos 5. 3. governos e cidadãos para contribuir para o desenvolvimento sustentável. sobre a necessidade de preservar o património natural. em seguida. SABER MAIS • Pegada Ecológica e Sustentabilidade Humana. 2002. Neste enquadramento. e o contexto histórico que levou ao seu reconhecimento pela comunidade internacional na Conferência do Rio de Janeiro. Editora Gaia. • Transpor para a prática conhecimentos relacionados com o conceito de sustentabilidade. Genebaldo Freire Dias.SM2 Sustentabilidade 1. São Paulo. e os meios que estão ao alcance de empresas. 2. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o significado do conceito Desenvolvimento Sustentável.

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portanto. mas. Os problemas ambientais. Não se trata só de um problema económico. publicado em 2006. Sabemos. Estes conflitos põem em risco a nossa segurança e a paz entre os povos. por um lado. a acumulação de muitos e grandes problemas ambientais. em grande parte também. 2. que hoje tanto preocupa as nossas sociedades. PAlAVRA-CHAVE • Desigualdade social • Globalização • Ciclo vicioso • Relatório Brundtland • Desenvolvimento Sustentável GloSSÁRIo Biodiversidade O nosso mundo luta com grandes problemas sociais e ambientais. que são o tema central deste Guia de Aprendizagem. 1 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. têm causas globais. As raízes do terrorismo. nos últimos 50 anos. XX tinham causas e efeitos com uma dimensão mais ou menos localizada. o CoNCEITo dE dESENVolVIMENTo SuSTENTÁVEl: dEFINIÇÃo E PRINCíPIoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. não residem só no fanatismo religioso. O rendimento conjunto das 500 pessoas mais ricas do mundo ultrapassa agora o dos 416 milhões de pessoas mais pobres Fonte: Relatório da ONU sobre o Desenvolvimento Humano. Há. a enorme desigualdade social entre pobres e ricos. embora os seus efeitos sejam localizados. dimensões globais. muitas das catástrofes aparentemente naturais a que assistimos hoje. sociais e políticas que dividem o mundo. social e ético de grandes dimensões. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .1. As emissões que acorrem neste momento para a atmosfera estão a repercutir-se sobre o clima mundial. nas desigualdades económicas. que causas locais têm efeitos globais.FT4 . alcançaram. que até meados do séc. dois grandes grupos de problemas que afectam a capacidade de desenvolvimento do Homem: 1. Por outro lado. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o contexto histórico em que o conceito de Desenvolvimento Sustentável aparece e identificar o papel que a Organização das Nações Unidas (ONU) representou neste contexto. como cheias e furacões. portanto. por outro lado. ou seja resultam da alteração do clima.

sobretudo a partir dos anos 50. tornam-se cada vez mais evidentes as estreitas relações que existem entre fenómenos ambientais e a capacidade de desenvolvimento das sociedades humanas. e a crise ecológica que afecta todo o mundo – são os dois grandes desafios daquilo a que se chama globalização. Muitos deles são hoje dependentes da ajuda dos países industrializados. reconhece-se que a erosão de solos. O gráfico seguinte ilustra como a pobreza e a degradação ambiental se condicionam mutuamente. No século XX. tinha. Com efeito. Mas nem sempre isto foi claro. em geral. Figura 2. As graves implicações destes problemas só começaram a ser reconhecidas a partir de meados do século passado. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . tais como o abate de grandes áreas de florestas tropicais. em geral.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . e só recentemente é que os governos começaram a trabalhar nesse sentido. graves efeitos a nível social e económico em países a que. causas globais. pois a existência de ciclos viciosos é uma característica própria a muitos problemas de insustentabilidade. chamamos “países em vias de desenvolvimento”. Foi com essa convicção que nasceu o conceito de desenvolvimento Sustentável. pelo menos em parte. pois conduz à desertificação de grandes regiões do planeta (submódulo 1) e torna os países afectados cada vez mais dependentes da ajuda dos países mais ricos. Por exemplo. num contexto histórico muito especial. como global. hoje em dia. O empobrecimento dos solos tinha. a erosão está muitas vezes na origem da fome e da pobreza crescente da população. Fonte: CEIFA ambiente. A globalização é um fenómeno económico. tratada como um problema local. os países mais desenvolvidos entraram numa fase de acelerado crescimento económico. A globalização deve ser gerida com vista a ultrapassar os problemas que acima indicámos. político e ambiental que tem que ser gerido tanto a nível local. por um lado. que era. Lda Estes dois problemas – a desigualdade das capacidades de desenvolvimento dos países ricos e pobres. por outro lado.1: Imagens de dois bairros bem diferentes. 2 Em meados do século XX. A maioria dos países mais pobres. não conseguiram acompanhar este ritmo. colónias dos países mais ricos. Já tínhamos falado de ciclo vicioso no submódulo 1. um bairro mais rico e limpo e um bairro mais pobre e com poucas condições de higiene.

pois o Humanidade estava em rota de colisão com o planeta. pois reconheceram que o mundo se encontrava num trilho de desenvolvimento insustentável e que era urgentemente necessário alterar as relações entre países pobres e ricos. Fonte: CEIFA ambiente. e salvaguardar o ambiente.FT4 . dizia claramente que era urgentemente necessário mudar o rumo.3: Logótipo da Organização das Nações Unidas.un.2: Ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. A longo prazo. Lda Por volta de 1970 começa a haver acordo entre cientistas e políticos na avaliação que fazem sobre as perspectivas de desenvolvimento da Humanidade. O Relatório do Clube de Roma. Nesse mesmo ano (1972) os representantes dos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a um acordo histórico na Cimeira que se realizou na cidade de Estocolmo. publicado por um grupo de cientistas em 1972. 3 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Pressão sobre o ambiente Necessidade de alimentos e energia Redução da capacidade produtiva dos ecossistemas locais Ciclo vicioso desenvolvimento insustentável Crescimento demográfico Necessidade de importações / escassez de divisas POBREZA ? Figura 2. o Homem iria pôr em risco a sua própria sobrevivência na Terra.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Fonte: www. Figura 2.

em muitos casos. suscita muitas dúvidas quando a queremos definir em termos práticos. Mas então isso significa que esta definição não serve para nada? Não. É neste relatório que se encontra. pois a ciência permite-nos identificar uma série de actividades que certamente geram efeitos negativos para a geração actual e/ou as gerações futuras. etc.4: Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente.wikipedia. a biodiversidade. a definição do conceito de Desenvolvimento Sustentável: O desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. pela primeira vez.org Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Ora se evitarmos actividades que sabemos que têm impactes negativos. 4 Mas não acontece quase nada de concreto nos anos seguintes. isso não é possível. Lda Não. parece clara embora abstracta. que à primeira vista. pois é impossível prever com absoluta certeza como é que as nossas acções vão influenciar sistemas tão complexos como o clima. Só em 1987 aparece um Relatório oficial da ONU (o chamado Relatório Brundtland) que se debruça seriamente sobre as relações entre ambiente e desenvolvimento humano. Podemos dizer com absoluta clareza se uma actividade é sustentável? Desenvolvimento ? Sustentável Figura 2. certamente já estamos a contribuir para um trilho mais sustentável de desenvolvimento – e essa deve ser a nossa aposta para o nosso dia-a-dia: • Evitar o que é insustentável é já o primeiro passo para o desenvolvimento Sustentável! Saber mais: • http://pt. A definição de Desenvolvimento Sustentável. isto também não é correcto.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 .

a implementar a nível global.1. Para implementar os princípios da Declaração do Rio de Janeiro. • Duas Convenções Internacionais: sobre Alterações Climáticas (que deu origem ao Protocolo de Quioto) e sobre Biodiversidade. diversos documentos importantes: • A Agenda 21. que engloba um conjunto de estratégias. nacional e local em todas as áreas em que haja impacto do Homem sobre o ambiente. Têm direito a uma vida saudável e produtiva. FoRMAS dE IMPlEMENTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. foram elaborados. O primeiro grande passo foi feito em 1992. • a responsabilidade dos Estados na implementação deste direito para as gerações actuais e vindouras.1. ano em que se realizou a Cimeira do Rio de Janeiro. • a necessidade urgente de proteger o ambiente e a natureza. Gases de efeito de estufa Desde 1987 têm-se feito esforços no sentido de clarificar melhor o que é Desenvolvimento Sustentável. O que devemos reter é que a Cimeira do Rio proclamou • o direito ao desenvolvimento de todos os Homens. É durante a Cimeira do Rio de Janeiro que são identificadas as grandes linhas de acção que devem orientar a política e a economia. em harmonia com a natureza. assinada por todos os países.FT4 . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que confirma as conclusões da Cimeira de Estocolmo. PAlAVRA-CHAVE • Sustentabilidade • Cimeira do Rio • Princípios do Desenvolvimento Sustentável • Instrumentos de implementação GloSSÁRIo Alteração climatérica / alteração climática. durante a Cimeira ou na sua sequência. • Identificar os resultados mais importantes da Cimeira do Rio de Janeiro. que são enunciadas de forma geral no primeiro Princípio da Declaração do Rio. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a ideia fundamental que orientou os trabalhos da Cimeira do Rio de Janeiro. visando inverter o processo de deterioração ambiental. 5 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. Princípio nº 1 da Declaração do Rio: Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. • a necessidade de uma acção conjunta e solidária de todos para combater a pobreza. totalmente dedicada ao tema do Desenvolvimento Humano e do Ambiente. esta constitui um plano integrado de acção.

entretanto. Mas nem só os Estados são chamados a tomar medidas rumo ao Desenvolvimento Sustentável. A Agenda 21 é um documento que apela à acção de Estados. o Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. regiões. autarquias. até contribuam para melhorar a situação económica. Declaração oficial de princípios.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . 6 • • • Convenção sobre a desertificação (acordada posteriormente. que reúne os cientistas mais conceituados de todo o mundo para avaliar: • os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima. Hoje já muitos países. Figura 2. Compromisso de financiamento de assistência ao desenvolvimento. que elaboraram. entre eles Portugal. • as opções que permitiriam limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e formas de adaptação a elas (submódulo 4). se possível. para estudar as alterações climatéricas. que poderão um dia vir a ser confirmados numa Convenção sobre Florestas. • a vulnerabilidade dos sistemas socio-económicos e naturais às alterações climatéricas. foi criado o “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” (Intergovernamental Panel on Climate Change – IPCC). social. e cidadãos. Lda A investigação científica tem dado um grande contributo para a implementação do conceito de Desenvolvimento Sustentável. Trata-se de um documento que indica as linhas orientadoras que devem guiar todas as actividades do país. em 1994). Os documentos resultantes da Cimeira do Rio ainda hoje servem de guia a todos os movimentos relacionados com o Desenvolvimento Sustentável. de forma a assegurar que elas não venham a agravar ainda mais os problemas globais. em geral. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Todas as convenções internacionais têm sido elaboradas com base em estudos sobre os problemas que se pretende resolver.5: Desenho simbólico da ligação entre as diferentes pessoas no sentido de chegar a um objectivo comum. Em Portugal já há muitas autarquias que têm uma Agenda 21 Local que visa implementar os grandes objectivos da Cimeira do Rio ao nível das autarquias. Por exemplo. conhecida por “Princípios Florestais”. e. ambiental e política a nível global. uma Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável.

7 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Saber mais: • www.agenda21local.info • http://pt.FT4 .wikipedia.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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quando toma decisões económicas. o formando deverá estar apto a: • Identificar e explicar o papel que a economia.2. a sociedade e as instituições representam para o desenvolvimento sustentável. Ecossistemas Já vimos que as causas da insustentabilidade que observamos a nível global estão directamente relacionadas com a forma como o Homem se relaciona com a Natureza. e só pensa a curto prazo? É exactamente por isso que é importante que haja linhas de orientação que ajudem os agentes económicos a agir de acordo com princípios de sustentabilidade. só vê os ganhos e custos que lhe dizem respeito a si próprio. PAlAVRA-CHAVE • Sistemas de produção e consumo • Egoísmo e miopia da economia • Pilares de sustentabilidade • Instituições • Cidadania GloSSÁRIo Resíduos. 1 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . numa perspecO grande problema é que aquilo que parece sustentável a curto prazo pode não o ser a longo prazo. se cada um. Ambiente e Economia Natureza Meio-Ambiente Economia (Produção & Consumo) de bens e serviços Os sintomas de insustentabilidade deste sistema são cada vez mais alarmantes Figura 2. se a economia é egoísta e míope. ou seja. Natureza.FT5 . AGIR RuMo à SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Lda Mas como mudar o rumo. Os sistemas de produção e consumo que dominam a nossa economia são excessivamente baseados na exploração de recursos naturais e devolvem à natureza demasiadas emissões e resíduos que provocam alterações profundas no ambiente.6: A Insustentabilidade da Economia Fonte: CEIFA ambiente.

as instituições que a sociedade criou ao longo da sua história para se organizar (leis. criar instituições adaptadas aos novos desafios. hoje em dia. precisamos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . As Instituições reflectem a capacidade que uma sociedade tem de se adaptar aos desafios do futuro.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . não só em cada país. mas também a nível global. particularmente importantes neste contexto: • A legislação ambiental é um instrumento que impõe regras de comportamento aos agentes económicos. são os cidadãos quem pode alterar as instituições. Entre essas instituições podemos aqui realçar o papel de duas. Em sociedades democráticas. Uma sociedade que vive mergulhada em redes burocráticas.). a própria sociedade (ou seja. Desenvolvimento Sustentável = DESENVOLVIMENTO HUMANO + SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA ECONOMIA SOCIEDADE INSTITUIÇÕES PILARES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Figura 2. está desempregado. ou depende de administrações corruptas não se pode desenvolver de forma sustentável. O Desenvolvimento Sustentável visa o desenvolvimento humano sem atropelar a Natureza. 2 tiva de longo prazo. afinal. no seu conjunto. possam contribuir para o Desenvolvimento Humano e a Sustentabilidade Ecológica. para preservar a sustentabilidade dos ecossistemas. o nosso país. etc. Costuma dizer-se. para que. a economia. que estimulem os agentes económicos a agir de forma sustentável. e vigiar pela sua qualidade. Lda Face aos desafios que a globalização representa. formas políticas. • A legislação do trabalho e da segurança social são instrumentos que visam fomentar o desenvolvimento humano. Todas as sociedades devem. que o Desenvolvimento Sustentável está apoiado em três pilares: 1. É nas mãos deles que está. Se queremos que a nossa cidade. a geração presente com a herança que as gerações passadas lhe legaram).7: Pilares do Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. por isso. melhorando as condições de vida de quem trabalha. os três pilares têm que estar bem articulados entre si. o futuro da Humanidade. estruturas administrativas. bem como as actividades de consumo. que inclui todas as actividades relacionadas com a produção de bens e serviços. 3. ou é idoso. É por isso que hoje em dia se fala muito em cidadania. 2. o nosso mundo se desenvolva.

3 Agir Rumo à Sustentabilidade de cidadãos bem informados.FT5 . que saibam tomar decisões e estejam atentos às instituições – e cada um de nós é um cidadão! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Vamos centrar a nossa atenção sobre o património natural. todas elas. o sol. faz girar as pás dos moinhos. o formando deverá estar apto a: • Explicar o que significa preservar o património natural. cultiva a terra. imaginemos três pessoas que possuem. usa técnicas próprias para a manter produtiva. Do mesmo modo. A primeira. vive dos rendimentos da terra e pode. as ideias. o saber). como o espaço. esta pessoa é certamente muito mais pobre do que no início. no fim da vida. conserva-as. para financiar as despesas do seu dia-a-dia. legar o seu património intacto aos seus sucessores. poderíamos A natureza põe à nossa disposição bens de importância vital. os recursos naturais. o vento. fixa o CO2 da atmosfera. e não terá nenhum património para legar aos seus filhos. mas. etc. No fim da sua vida. assegura a decomposição de resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Preservar • Conservar • Recursos naturais renováveis • Recursos naturais não renováveis • Perda da biodiversidade • Espécies em risco de Extinção GloSSÁRIo Habitat Preservar é diferente de conservar. vai vendendo. podemos referirmo-nos ao património cultural (a arte. também não aproveita as terras para cultivo. mas lega um património inalterado aos seus herdeiros. e impedir a sua utilização. o ar.FT5 . O terceiro. ao património edificado (que o Homem foi construindo para se desenvolver) ou ao património natural. 5 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. que vive de outros rendimentos. seria bom se soubéssemos utilizar os inúmeros bens e serviços que a Natureza nos oferece sem destruirmos o património que os produz. Enquanto que “conservar” significa guardar uma coisa sem a usar. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . a palavra “preservar” significa proteger uma coisa de se deteriorar ou de desaparecer. E presta-nos uma série de serviços: produz oxigénio. Quando falamos em preservar o património. etc. mas para compreender o que significa preservar o património. A segunda. No fim da sua vida. parcela a parcela. mas não tira proveito delas. PRESERVAÇÃo do PATRIMóNIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. em baldio.1. as suas propriedades.2. • Explicar a relação entre o conceito de Desenvolvimento Sustentável e “preservação do património natural”. esta pessoa não enriqueceu à custa das terras. Assim. mantém as terras inutilizadas. terras produtivas.

estamos a destruir o património natural. O Lince ibérico e muitas outras espécies.org/ wiki/Lince-iberico Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . sem o destruir ou pôr em risco a sua capacidade produtiva no futuro. um mecanismo natural para se preservarem a si próprios. Quando consumimos recursos não renováveis. Estes reproduzem-se e têm. são hoje protegidas através de medidas de conservação da natureza. uma fonte importante de alimento. temos que “conservar” alguns elementos da natureza. pois corremos o risco de os destruir para sempre. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal. por isso. por exemplo. lembremos: O Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. hoje.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . algumas são hoje legalmente protegidas.8: Será que os nossos filhos ainda vão poder apreciar esta paisagem no Parque Nacional do Gerês? Fonte: Ana Henriques Preservar o património natural significa. A caça. e não podem ser caçadas. É isso. o que nos diz a definição de Desenvolvimento Sustentável. O lince-ibérico (Lynx pardinus) é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. a Terra vai ficando cada vez mais pobre. por isso. representa hoje uma das grandes ameaças à sobrevivência de espécies em muitos países em vias de desenvolvimento. uma condição essencial para um desenvolvimento sustentável. Ou seja. Preservar o património é. por exemplo. que o podemos utilizar. para dele tirar proveito. a poluição generalizada e a destruição de habitats naturais pelo Homem põem em risco a sobrevivência de muitas espécies. Através da exploração desses recursos. seres vivos. que em tempos era. portanto. Fonte: http://pt. As perdas do património natural são particularmente preocupantes quando se referem a perdas de recursos renováveis. como é o caso do Lince ibérico (Lynx pardinus). Em Portugal existem já muito poucas espécies selvagens. como o petróleo. não os podemos utilizar. Apenas existem cerca de cem linces ibéricos em toda a Península Ibérica. no fundo. Figura 2. também na Europa.wikipedia. Já falámos de recursos renováveis e não renováveis. No entanto. 6 legar às gerações vindouras um património natural intacto. e das que estão em risco de desaparecer.

Lda O sector económico das pescas é gravemente penalizado pelo crescente número de espécies ameaçadas. uma grande parte desse património natural está em risco de desaparecer. É o que acontece com as baleias. o carapau e a pescada.FT5 . Figura 2. Com a destruição das florestas tropicais.pt (foto de Carlos Carrapato) Também nos oceanos observamos uma acelerada perda da biodiversidade. Sabemos que muitas são verdadeiros tesouros.quercus. 7 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. ricas em substâncias preciosas para a medicina e a indústria química. praticamente extinto em Portugal. pois CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . tais como a sardinha.10: Porto de pesca. mas também com a pesca de alguns dos principais peixes que povoam a costa portuguesa. e que está sujeita a restrições. Fonte: CEIFA ambiente. A perda das espécies é especialmente dramática em relação às plantas. o que tem obrigado os governos a limitar temporariamente as quotas de pesca. para preservar o património natural. ou já desapareceu sem que o tenhamos notado. Fonte: www. Muitas espécies de peixes estão ameaçadas.9: Fotografia de um lince ibérico.

podemos contribuir para a preservação do património natural se preferirmos utilizar recursos renováveis em vez de recursos não renováveis. Cada espécie que desaparece deixa o nosso planeta mais empobrecido. podem ser extintos. podemos preservar o património natural. ou seja. Mas. como vimos em cima.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . com pequenos gestos.ecologia. 8 muitas espécies nunca foram identificadas e estudadas. Por exemplo. Mas atenção. como as plantas e os animais.info Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . temos que os utilizar a um ritmo que permita à natureza ir repondo aquilo que dela retiramos! Saber mais: • www. se não formos cautelosos. também os recursos renováveis.

Fonte: CEIFA ambiente. luz solar. Técnica transforma recursos em produtos. quando ele está em risco de extinção. para além de ser. INoVAÇÃo TéCNICA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Modelo tecnológico • Modelo de produção e consumo de massa • Técnicas eficientes GloSSÁRIo Impactes ambientais. as técnicas de produção que hoje se usam permitem produzir quantidades enormes de produtos em pouco tempo.11: As relações entre o Homem e o Ambiente são fortemente influenciadas pelas técnicas. Ecossistemas Na ficha precedente debruçámo-nos sobre a necessidade de preservar o património natural e. • Caracterizar um modelo de produção e consumo de massa. e. Resíduos. Lda Ao contrário do que acontecia em sociedades pré-industrializadas. ar. 9 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. pelo tipo de produtos que produz e consome. desta forma. energia. Como tínhamos visto anteriormente o património natural está ameaçado pela forma como o Homem lida com a Natureza. Diz-se frequentemente que o nosso modelo tecnológico é insustentável. resíduos e emissões Resíduos e emissões dos consumidores voltam à Natureza Figura 2. • Definir os objectivos de tecnologias sustentáveis. Ambiente fornece materiais. a necessidade de o conservar. pelo uso exagerado que faz dos recursos naturais. água. Os baixos preços de produção são uma condição fundamental para que as CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . pela poluição que causa. ou seja. em geral.2.FT5 . o formando deverá estar apto a: • Verificar que a técnica desempenha um papel preponderante nas relações entre o Homem e a Natureza. porque requer muitos materiais e muita energia. substituir o trabalho humano por máquinas e reduzir. altamente poluente. os custos de produção.2. As técnicas têm um papel essencial neste contexto. etc. naturalmente.

estão a atingir dimensões cada vez mais alarmantes. baseados na exploração excessiva do património natural. em pouco tempo. que toda a gente acha que tem que ter. a quantidade de resíduos e emissões que daí resultam crescem de ano após ano. Técnica permite redução de custos Produção aumenta Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Aumenta a quantidade de resíduos e o consumo de energia Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Devido aos baixos preços. por um lado. independentemente do contributo real que eles possam dar para a sua qualidade de vida.12: Modelo de produção e consumo em massa. Por outro lado. embora há 20 anos as pessoas conseguissem viver sem ele. 10 pessoas possam comprar as enormes quantidades de produtos que vão aparecendo no mercado. a baixos preços. e assim. e são cada vez mais difíceis de tratar. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . e sem se preocupar com os impactos ambientais que possam causar. Estes padrões de produzir e consumir estimulam. entre muitos outros. para satisfazer a crescenta procura Empresas procuram técnicas para produzir mais com menos custos Figura 2. Lda As consequências ambientais de modelos de produção e consumo de massa são dramáticas. as técnicas abriram a possibilidade de se produzir muito. Portanto. O telemóvel é um exemplo. como veremos com mais detalhe nos submódulos 3 e 4. A este modelo de produção e consumo chamamos “modelo de produção e consumo em massa”.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . porque os países em vias de desenvolvimento estão a adoptar os mesmos padrões tecnológicos. para a massa dos consumidores os comprarem. A indústria tem vindo a criar necessidades nos consumidores que antes não eram sentidas. o consumo aumenta As empresas produzem mais. Fonte: CEIFA ambiente. a utilização de uma quantidade sempre crescente de materiais e energia. representando uma grave ameaça para os ecossistemas a nível local e global. os consumidores são aliciados a ir comprando o que vai sendo produzido. pois gera massas de produtos. de um produto que hoje é considerado um bem quase essencial. Os problemas resultantes das tecnologias não sustentáveis que dominam o modelo de produção e consumo de massa nos países industrializados.

de produtos que melhorem a qualidade de vida. Tem havido muita investigação sobre este assunto e chegou-se à conclusão que. para entrarmos num trilho de sustentabilidade. muitas vezes na sua simplicidade: fogão e forno solares. as técnicas que são usadas para produzir esses produtos. bicicleta… Saber mais: • www. Fonte: CEIFA ambiente. terá consequências muito graves para os ecossistemas e para a Humanidade. por um lado. 11 Agir Rumo à Sustentabilidade Devido ao rápido crescimento populacional que se observa nesses países. se for adoptado por países como a China e a Índia. por outro. seria necessário reduzir nos próximos anos a quantidade de materiais e energia consumida para um quarto da que usamos hoje! O segredo da tecnologia sustentável reside. Como gerir esta situação? Uma das soluções é promover a inovação tecnológica.FT5 .amigosdomindelo. e.org. também a população do continente africano é bastante numerosa. O que temos que questionar é. de técnicas muito mais eficientes (que produzam o mesmo produto com menos matérias primas) e. Figura 2. não existem hoje quaisquer dúvidas que o modelo dos países industrializados. por um lado.pt • www.roessler.13: Além da população asiática. por outro. com muito menos impactes ambientais.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Lda No entanto. porque precisamos. carros e telemóveis. é preciso não esquecer que os habitantes da China ou da Índia têm o mesmo direito que os habitantes dos países industrializados a usarem frigoríficos. o modelo do consumo de massa que se está a espalhar por todo o mundo.

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por si só. Chamamos inovações culturais às alterações que observamos numa sociedade quando as ideias e os comportamentos se alteram de forma generalizada. INoVAÇÃo CulTuRAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Exemplificar como se podem alterar hábitos e mentalidades. Fonte: Internet CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o Desenvolvimento Sustentável requer também inovação cultural. para além de inovações técnicas.FT5 . o formando deverá estar apto a: • Explicar porque é que. 13 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. promoveu a emancipação das mulheres e criou condições de mais justiça social. Também só alterando as mentalidades se podem criar hábitos de consumo que nos assegurem qualidade de vida e sejam ecologicamente sustentáveis. elas. Muitas inovações culturais a que temos assistido nos últimos anos em Portugal estão ligadas à revolução do 25 de Abril.14: Imagem de um cartaz alusivo ao 25 de Abril e que era visível por todo o país nessa altura.2. não chegam. Figura 2. PAlAVRA-CHAVE • Consumo sustentável GloSSÁRIo Resíduos. São necessárias também inovações culturais que favoreçam a substituição de tecnologias poluentes por tecnologias mais sustentáveis. Impactes ambientais Embora as inovações técnicas sejam indispensáveis para gerir melhor as relações do Homem com a Natureza.3. que pôs fim à ditadura e à guerra colonial.

por exemplo: • utilizar lâmpadas de baixo consumo energético. por isso. e foi feito. nem sequer têm um impacto positivo no seu bem-estar. Figura 2..Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Mas há muito mais formas de consumo sustentável. Uma grande parte do dinheiro que o Estado investe hoje é para construir estradas (que estimulam o aumento de trânsito motorizado). etc. Para alterar certos hábitos de consumo. compram produtos da agricultura biológica. para promover a reciclagem de materiais. e tratar os resíduos (que são produzidos em quantidades crescentes). porventura bem mais sustentáveis. e causam. nos últimos 30 anos.15: Armazém de materiais. usando autoclismos que permitam regular o fluxo de água. telemóvel. É verdade que se regista. Muitas pessoas pensam que possuir um carro. No entanto. Estes gastos impedem que haja recursos disponíveis para outras medidas. que mudar as mentalidades. e. lhes confere um estatuto social mais elevado. Muitos dos problemas enunciados estão associados ao comportamento dos consumidores. por isso menos emis- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . à custa do património natural. ou escolhem automóveis que consomem menos combustível. produzir energia (com combustíveis fósseis). muitas vezes. Nem sempre é fácil escolher… Fonte: Internet A crescente sensibilização da população para os problemas ambientais e os desgastes visíveis do património natural tem tido impactos positivos. redução do consumo de água na casa de banho. É fácil observar que as pessoas consomem hoje muitos produtos que não são essenciais à vida. 14 A entrada de Portugal na Comunidade Europeia também provocou profundas alterações e… o desenvolvimento de um modelo de produção e consumo de massa. este progresso foi acompanhado por um aumento dos resíduos e das emissões. É urgente encontrar formas de evoluir com menos impactes ambientais. em muitos casos. Cada vez mais pessoas fazem hoje a selecção dos resíduos. teríamos. uma notável melhoria das condições de vida da população portuguesa. É sobre as consequências deste modelo no nosso país que nos vamos concentrar. • produtos locais não precisam de ser transportados.

se queremos salvar o planeta. o papel reciclado é certamente o que menos danos causa ao ambiente.wbcsd.minerva.uevora. 15 Agir Rumo à Sustentabilidade • • • • sões. prolongar a vida útil dos objectos. Mas podemos começar por nós próprios! Saber mais: • http://ecocar19. uma grande parte dos resíduos resulta de uma atitude de descuido por parte dos trabalhadores.pt • www. por isso se diz que este é o combate mais difícil que temos que vencer. reparando o que se avaria. em vez de deitar fora e comprar novo. andando a pé ou de bicicleta.FT5 .pt • www. azulejos. que partem imensos tijolos.topten. alterar os hábitos de mobilidade (utilizando mais os transportes públicos.ch CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .pt • www. É certo que é muito difícil alterar mentalidades. entre papel reciclado e papel feito através do abate de árvores. em vez de utilizar o carro). vidros porque não trabalham com profissionalismo.blog. na construção civil.

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PAlAVRA-CHAVE Responsabilidade colectiva. que temos que assumir – colectivamente – a responsabilidade de preservar o património natural. na nossa sociedade. não podem decidir sobre os produtos que produzem. via governo (e indirectamente. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que o conceito de Desenvolvimento Sustentável está associado à noção de responsabilidade colectiva.4. trabalhando numa fábrica. Ou seja. vivendo dos frutos que elas lhe dão. os cidadãos. por exemplo.” CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Na nossa sociedade há três grandes grupos de decisores: • O Estado. certamente acarretam uma responsabilidade maior do que aqueles que. têm mais poder de decisão sobre o que se produz. em especial na sua função de consumidores. RESPoNSABIlIdAdE SoCIAl E CIdAdANIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Preferências dos consumidores Voltemos à definição de Desenvolvimento Sustentável.2. Legislação ambiental. as responsabilidades não podem ser assumidas igualmente por todos. encontrar formas de desenvolvimento sustentável. • As empresas (dentro dos limites impostos pela legislação). em especial. Responsabilidade social e ambiental das empresas. Uma boa parte dos impostos que o Estado cobra aos seus cidadãos são canalizados para reparar os danos causados por alguns. na prática. e de cada um. para a reflectir agora à luz do que aprendemos até agora. os empresários têm uma responsabilidade maior que os trabalhadores.FT5 . Aqueles que. nem sobre as técnicas produtivas que utilizam. preservando o valor produtivo do solo. • Os cidadãos. através do seu direito • de voto). utilizando. e como se produz. Uma das dificuldades é que o Desenvolvimento Sustentável apela à responsabilidade de todos. No entanto. De facto. • Explicar como é que os cidadãos podem contribuir para a promoção de modelos mais sustentáveis de produção e consumo. Ou seja. entendemos agora melhor porque é que não é fácil. os seus direitos de consumidores. para poder legar o seu património intacto aos seus sucessores. em relação aos estragos causados ao ambiente por uma empresa. Diz. • Identificar alguns instrumentos que o Estado utiliza para regular a responsabilidade das empresas e permitir que os consumidores façam escolhas conscientes. em suma. temos que agir como aquele camponês que utiliza as suas terras de forma inteligente. 17 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. em detrimento de outras despesas de interesse “Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.

XX. para além disso. que os empresários introduzam voluntariamente inovações nas suas fábricas de modo a protegerem melhor os interesses dos cidadãos e do ambiente. fala-se muito na responsabilidade ambiental e social das empresas. etc. a sociedade civil requer. Há muitos produtos no mercado que são produzidos por crianças e mulheres em condições quase de escravatura. Exige-se que elas vão mais longe. estão dispostas a trabalhar por salários que mal chegam para se alimentarem. Lda Neste contexto. Figura 2. estimular uma alteração das técnicas e das formas de gestão das empresas. e que é. em contradição com os interesses da sociedade.17: No filme “Tempos Modernos“. como a segurança social. e as regras de conduta a que obriga o código do trabalho.16: Imagem de uma lagoa poluída. tomando um papel activo na protecção do património natural e na construção de uma sociedade mais justa. Figura 2. Para evitar efeitos negativos sobre a saúde humana e os ecossistemas. a educação. Por exemplo. muitos empresários produzem os seus produtos em países em vias de desenvolvimento. de que temos vindo a falar. esses produtos são vendidos a preços bastante elevados nos países ricos. a cultura. Charlot advertia para as condições desumanas em que os operários trabalhavam nas fábricas no princípio do séc. de 1936. o desporto. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . onde as pessoas. O que se pretende é que as empresas não se limitem a respeitar a legislação ambiental. mas só uma parte muito pequena dessas receitas vai chegar aos que os produziram. Por vezes.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . regulada pela legislação ambiental. geral. devido à extrema pobreza em que vivem. 18 Os interesses particulares de algumas empresas ou proprietários privados estão. Uma prioridade da legislação ambiental é. muitas vezes. o Estado é obrigado a reparar este dano… Fonte: CEIFA ambiente. os requisitos de segurança e higiene obrigatórios. assim. em grande parte. A responsabilidade empresarial não inclui só a responsabilidade ambiental.

consumosustentavel. assumir um papel muito importante. em especial quando estes não respeitam os direitos humanos e causam danos ambientais. Do mesmo modo. se os consumidores se recusarem a comprar tapetes feitos à custa de trabalho infantil. Além disso.com CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Cidadãos bem informados podem exprimir as suas preocupações perante os políticos e exigir que os interesses da sociedade em geral sejam protegidos contra os interesses individuais. podem. os empresários começarão imediatamente a tentar satisfazer essa procura. cada cidadão é também um consumidor. é importante que os consumidores se informem e ponderem bem as vantagens e desvantagens dos produtos que compram. também os cidadãos devem assumir a sua responsabilidade ambiental e social. uma realidade do nosso mundo actual. Fonte: Christel Kovermann / terre des hommes Os consumidores. infelizmente. E.FT5 . se um número significativo de consumidores optar por produtos mais ecológicos. estão a pressionar os empresários para que eles assumam a sua responsabilidade social. Tal como as empresas e os governos.18: O trabalho infantil é. Assim. Saber mais: • www. pois os empresários são muito sensíveis às preferências dos consumidores. 19 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. neste contexto. como a preferência dos consumidores por produtos com mais qualidade pode alterar significativamente as decisões dos empresários.

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Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Pense em três exemplos que demonstrem que esta afirmação é verdadeira. 3. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .Se não conseguir resolver esta actividade. Explique o que é o ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. 4. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.4) . Imagine que é um cidadão responsável e um consumidor consciente. no Relatório Brundtland.3. Dá uma definição com palavras próprias de Desenvolvimento Sustentável. 7. Porque é que o modelo tecnológico e o modelo de produção e consumo dominantes nos países desenvolvidos representam uma grande ameaça para o património natural? Explique o significado da expressão “consumo sustentável” e dê exemplos concretos. 5. Quais são os objectivos e em que pilares deve assentar uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável? Explique a diferença entre conservar e preservar o património. 6. Sustentabilidade. O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi utilizado pela primeira vez em 1987.AV2 Actividades/Avaliação 2. 2. reveja o submódulo 2.

2 Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Actividades/Avaliação FT1 .

3. A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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1 A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais 1. • Entender que perturbações de um ciclo natural têm repercussões nos outros ciclos naturais. RESuMo Este submódulo debruça-se sobre a forma que melhor caracteriza a gestão de materiais e energia na Natureza: o ciclo. Os ciclos naturais são. Estes dois ciclos são analisados em profundidade. • Compreender a importância das cadeias alimentares para a biodiversidade. nada se perde. 3. e os materiais que neles transitam voltam à composição que tinham no início do ciclo. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Conhecer o funcionamento de dois ciclos naturais que permitem a existência da vida na Terra. de forma a tornar visível a interdependência destes elementos com a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas. é realçado o papel das cadeias alimentares para a preservação dos ecossistemas e da vida na Terra. Materiais e energia vão sucessivamente passando por complexas transformações físicas e químicas em que não há desperdícios materiais. GloSSÁRIo • Ecossistema • Atmosfera • Biosfera • Aquíferos / lençol freático • Biodiversidade • Limites ecológicos • Plâncton • Herbívoros • Biomassa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os ciclos de importância vital para a existência e sobrevivência da vida na Terra são o do carbono – que é o elemento básico de toda a matéria orgânica – e o da água. tudo se movimenta em grandes ciclos. pois tudo o que entra no ciclo permanece nele. TEMAS • O ciclo do carbono • O ciclo da água • As cadeias alimentares • Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade • Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas 4.SM3 . embora assumindo formas e funções diversas. 2. Na Natureza nada se cria. ciclos fechados. portanto. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o papel dos ciclos naturais para o equilíbrio dos ecossistemas. Finalmente.

2006. SABER MAIS • Planeta Vivo.A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais SM3 . Relatório Publicado pelo WWF (World Wildelife Fund) Disponível online: http://assets.pdf Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .br/downloads/wwf_brasil_planeta_vivo_2006. 2 5.org.wwf.

na transferência do elemento químico “carbono” (C). • Identificar e explicar os principais processos do ciclo do carbono. 1 O Ciclo do Carbono 3. Plâncton. processo denominado fotossíntese. Durante a fotossíntese. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo de carbono. PAlAVRA-CHAVE • Combustão • Fotossíntese • Dióxido de carbono • Oxigénio GloSSÁRIo Atmosfera. Fonte: CEIFA ambiente.FT6. sob a forma de dióxido de carbono (CO2). podemos dizer que o ciclo do carbono consiste. Herbívoros. carbonatos (matéria sólida. que o utilizam para a síntese de matéria orgânica. e vice-versa. Biomassa. Atmosfera Combustão Fotossíntese Biosfera Figura 3. De uma forma muito simples. o CO2 é captado pelas plantas e por outros organismos fotoss- Biosfera "Bio" = vida "esfera da vida" CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Desflorestação O carbono. via combustão. por um lado. na sua reintegração na matéria orgânica via assimilação fotossintética. como por exemplo as rochas calcárias) ou sob a forma de CO2 na atmosfera. Lda O carbono na Terra aparece essencialmente na forma de compostos orgânicos.1. percorre um ciclo entre a atmosfera e a biosfera.1: Ciclo do carbono simplificado. dos seres vivos para a atmosfera e para o mar e. Ecossistemas. o CIClo do CARBoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. por outro lado. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo do carbono provocando-lhe • alterações. O CO2 atmosférico entra nos ecossistemas terrestres e aquáticos através de organismos. Combustíveis fósseis. Biosfera.

etc.2: O ciclo do Carbono. a que chamamos combustão.. com o O2 presente na atmosfera e liberação de calor. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . bactérias.). Lda A fotossíntese pode ser descrita da seguinte forma: Dióxido de Carbono + Água + Energia Solar —> Glicose + Oxigénio A segunda parte do ciclo de carbono baseia-se num fenómeno que pode considerarse inverso à fotossíntese. o plâncton dos oceanos. portanto. . fogo) que o CO2 é devolvido à atmosfera: Matéria orgânica + Oxigénio —> Dióxido de carbono + Água + Energia Cada vez que respiramos. através da fotossíntese que as plantas crescem e podem servir de alimento aos animais herbívoros.. Neste processo químico há a reacção de uma substância combustível (matéria orgânica). É. o produto de uma parte do ciclo do carbono – a fotossíntese. A combustão pode processar-se a temperaturas muito elevadas (por exemplo o fogo) ou a baixas temperaturas. Fonte: CEIFA ambiente. A respiração que ocorre nas nossas células é um exemplo de combustão lenta que ocorre a temperaturas baixas. É através das diferentes combustões (respiração celular. Dissolvido Carbono na Biomassa Carb. Com ajuda da energia solar e em presença da água o CO2 é separado em oxigénio (O2) e transformado em O matéria orgânica (glicose). que o fixam durante muitos anos). A biomassa que existe na terra é. 2 intéticos (como as algas. nos Sedimentos Fogo Combustíveis Fósseis Combustão Figura 3. Aeróbica Detritos Resp. portanto. estamos a inspirar O2 e a expirar CO2 resultante da combustão lenta que ocorre nas nossas células (respiração celular).O Ciclo do Carbono FT6 . é o Ciclo do Carbono Actividade Vulcânica CO2 na Atmosfera Fotossíntese Resp. Aeróbica Carb. do solo. É também através da fotossíntese que o CO2 é retirado da atmosfera e armazenado (em especial nas árvores.

desflorestação – com a desflorestação maciça deixam de existir árvores para utilizar e armazenar o CO2 produzido. de animais e plantas.FT6 . provoca uma grande libertação de CO2 que não é totalmente compensada pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera. Lda Interferência no ciclo de carbono O ser humano intervém neste ciclo através da: • Combustão – do petróleo. que consomem combustíveis fósseis. 3 O Ciclo do Carbono Os vários tipos de combustão que constituem o ciclo de carbono são: • Respiração Celular – processo que ocorre nas plantas e animais através da reacção da glicose com o O2. que se alimentam destes produtos e libertam o CO2 para a atmosfera. com libertação de CO2. bactérias). Fonte: CEIFA ambiente. • O ciclo de carbono ocorre desde que existe vida à superfície da Terra. por organismos decompositores (fungos. A concentração de CO2 na atmosfera não foi sempre a mesma de hoje. Fogo – é combustão de matéria orgânica a alta temperatura.3: As árvores fazem fotossíntese e respiram assim como o resto dos seres vivos. Nas últimas décadas este equilíbrio tem sido CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os automóveis. também chamados combustíveis fósseis). Respiração do Solo – processo que ocorre através da decomposição e mineralização de matéria orgânica morta. são um dos grandes responsáveis pela excessiva libertação de CO2 para a atmosfera. mas tem-se mantido mais ou menos constante desde há vários milhares de anos. água e energia. com a consequente libertação de CO2. carvão e gás natural (que são matérias orgânicas. • • Energia Solar CO 2 e vapor de água Respiração O2 Fotossíntese Respiração do Solo CO 2 O2 Água O2 CO 2 CO 2 e vapor de água O2 Respiração Celular Figura 3.

4 afectado pelas actividades humanas.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .naturlink.O Ciclo do Carbono FT6 . Saber mais: • www.

2. Eutrofização. Os oceanos constituem cerca de 97 % de toda a água do planeta. O movimento da água no ciclo é mantido pela energia radiante de origem solar que provoca evaporação e pela atrac- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ou o ciclo hidrológico. • Identificar e explicar os fenómenos naturais do ciclo da água. nem toda a água está disponível ao Homem. • Concluir que as alterações provocadas no ciclo da água diminuem a quantidade e qualidade da água disponível ao consumo humano. em lagos. afectada pela poluição. Assim. Figura 3. Atmosfera. Lda A água circula na natureza no chamado ciclo da água. identificando-as.4: Distribuição da água no mundo Fonte: CEIFA ambiente. a água doce de que dispomos para satisfazer todas as necessidades humanas. é menos de 1 % da água existente no planeta. Mar Gelo nos polos Águas subterrâneas. rios e na atmosfera. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo da água. PAlAVRA-CHAVE • Água • Evaporação • Precipitação • Condensação • Evapotranspiração • Desflorestação • Erosão dos solos • Impermeabilização dos solos GloSSÁRIo Aquíferos / lençol freático. ETAR. é o processo de reciclagem global da água. rios e atmosfera A quantidade de água que existe na Terra hoje é a mesma que existia no passado e que existirá no futuro. A qualidade desta água é. Ecossistema O ciclo da água (H2O).FT7 . aproximadamente 2 % estão localizados no gelo dos Pólos e apenas 1 % é encontrado na forma de água subterrânea (aquíferos ou lençóis freáticos). ainda. lagos. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo da água provocando-lhe alterações. No entanto. o CIClo dA ÁGuA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Dos 3 % restantes. inclusive a irrigação na agricultura. 1 O Ciclo da Água 3.

O conjunto de água evaporada do solo e transpirada pelas plantas tem o nome de evapotranspiração. neve. rios. mais humidade poderá o ar conter. e retorna à superfície terrestre na fase líquida (chuva. com formação de nuvens. reiniciando. a determinadas temperaturas. para alimentar os aquíferos) ou escoada (para o mar).inag. assim. Após a evaporação. onde é parcialmente retida na superfície (lagos e rios). rios e lagos vai para a atmosfera. Este ciclo é fortemente condicionado pelas variações de temperatura. dá-se a condensação da água. consequentemente. infiltrada (no solo. Também a água contida no solo passa para a atmosfera por evaporação e a das plantas por transpiração. dado que. voltando depois a evaporar-se. Esta é devolvida à Terra através da precipitação. o ciclo hidrológico. na forma de vapor. 2 ção gravítica que origina a chuva. por efeito da força da gravidade. maior é a evaporação e. quanto mais elevada for a temperatura do ar.pt Neste processo a água dos oceanos. e caiem como chuva. Condensação Evapotranspiração Precipitação Infiltração Evaporação Figura 3. a Terra e o Homem” – INAG. granizo. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . então. Quando as pequenas gotas de água que pairam no ar atingem um certo peso.O Ciclo da Água FT7 . como já dissemos. granizo (precipitação). precipitam. neblinas e nevoeiros que se movimentam sob a acção do vento. Quando a humidade excede a saturação dá-se. Fonte: Esquema adaptado de “A Água. por evaporação. devolvendo a água aos lagos. www. geada). oceanos e à terra. orvalho) e sólida (neve. a formação de nuvens. neve ou granizo.5: O ciclo da água. O ciclo da água é uma sequência fechada de fenómenos pelos quais a água passa para a atmosfera.

e não se infiltra no solo. Nas cidades a escorrência da água da chuva é maior que no campo. para as sarjetas.2 biliões. como será nessa altura? 10% Campo 50% Precipitação Escorrência Lençol Freático Evapotranspiração 100% 43% 25% Escorrência Lençol Freático Cidade 32% Figura 3. Fonte: Esquema adaptado de U. mas uma grande parte da água doce vai directamente para o mar. a vários níveis. uma vez que as superfícies artificiais construídas são menos permeáveis que o solo. Assim. por exemplo: • Há menos precipitação e menos água a evaporar de volta para a atmosfera (a chuva cai na superfície impermeável e escorre. podemos ter graves problemas de falta de água disponível. • Devido à diminuição da infiltração nos solos diminui também a alimentação das reservas de águas subterrâneas.FT7 .6: Representação das consequências das interferências do Homem no ciclo da água. o destino da precipitação é alterado dentro do ciclo da água.3 biliões de pessoas. como sabemos. Uma vez que a ONU prevê que em 2050 seremos 9. causando problemas. grande parte da água para uso humano é extraída dos aquíferos. 3 O Ciclo da Água Interferência no ciclo da água O contínuo crescimento da população mundial e as formas de ocupação do solo têm interferido com o ciclo da água. a longo prazo. • A maior escorrência para os rios provoca por vezes cheias e inundações (a corrente dos rios fica mais intensa durante e depois das chuvas). vive com escassez de água.S Environmental Protection Agency A impermeabilização do solo tem efeitos importantes para o ciclo da água. Precipitação Evapotranspiração 100% 40% Grande parte da população mundial. Mas. que no total são cerca de 6. No caso das cidades esses efeitos são. a maioria das vezes. que rapidamente reencaminham esta água para os cursos de água naturais). CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . logo a sua disponibilidade fica diminuída e.

lagos e lençóis freáticos.naturlink. Saber mais: • www.pt • www. que produzem enormes quantidades de águas residuais fortemente poluídas. Assim. a perda de qualidade da água também pode resultar numa diminuição da quantidade de água disponível para uso humano. a menos que receba tratamento prévio (numa ETAR). As cidades.inag. devido à desflorestação (a vegetação natural é substituída por edifícios e outras construções). reconduzi-las com boa qualidade ao seu ciclo natural. degradando a qualidade desses ecossistemas. sendo capaz de degradar a própria qualidade dos rios. O tratamento das águas poluídas além de complicado é extremamente caro. mas também em termos da sua qualidade. As árvores. Com efeito. pesca e actividades recreativas). na medida do possível. esses produtos são transportados pelo escoamento resultante da chuva. têm que dar especial atenção ao tratamento destas águas e procurar.O Ciclo da Água FT7 . Os pesticidas são em geral nocivos à saúde e os adubos originam um excesso de substâncias nutrientes nas massas de água (eutrofização). As raízes das árvores desempenham também um papel importante para o solo. para além de terem um papel importante no ciclo do carbono. como já vimos. se não tomarmos as medidas necessárias para evitar este problema. a erosão dos solos (submódulo 1) causada pela escorrência das águas que arrastam muitas partículas. Os adubos e os pesticidas utilizados intensamente na agricultura actual são prejudiciais à qualidade da água. e para o bom funcionamento do ciclo hidrológico. depois de utilizada (consumo humano. assim. são também elementos essenciais para o ciclo da água.gov • www. pois seguram a terra à sua volta e reduzem. Proteger a floresta é de grande importância para a estabilização do escoamento das águas.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . para os aquíferos ou para os rios e lagos naturais ou artificiais. agricultura. 4 • A quantidade de transpiração pelas plantas também é reduzida nas cidades. Portanto.epa. a água que. é lançada nas massas de água naturais apresenta em geral má qualidade. mesmo quando não se pratica a rega. indústria. que origina o crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas. A intervenção do Homem no ciclo hidrológico não se faz somente em termos da quantidade de água. constituindo um grande entrave à limpeza destas águas.

FT8 . uma vez que os decompositores transformam a matéria orgânica morta em compostos mais simples. os quais são regulados pela relação predador-presa.3. ele precisa de alimento. É o alimento que fornece os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo e ao mesmo tempo a energia que ele necessita nas suas actividades. as relações alimentares que existem nas cadeias alimentares. novamente disponível às plantas e assim se reinicia o ciclo de transferência de nutrientes. • Identificar e explicar o ciclo e o fluxo existentes nas cadeias alimentares. distinguindo. o formando deverá estar apto a: • Compreender. PAlAVRA-CHAVE • Produtores • Predadores ou carnívoros • Decompositores • Níveis tróficos • Transferência de nutrientes • Fluxo de energia GloSSÁRIo Ecossistema. Uma cadeia alimentar representa as relações alimentares existentes entre os organismos de um ecossistema. 1 As Cadeias Alimentares 3. Esta cadeia inicia-se nos produtores de biomassa por fotossíntese (plantas) e passa pelos herbívoros (que se alimentam de plantas). De modo geral. Biomassa Para que um ser vivo seja saudável e possa sobreviver. predadores ou carnívoros (que se alimentam de outros animais) e pelos decompositores. apesar de se observarem variações quanto às plantas e animais que deles fazem parte. • Concordar com a importância de um bom conhecimento das cadeias alimentares. podemos afirmar que os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . AS CAdEIAS AlIMENTARES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Esta cadeia acaba também por ser um ciclo.

8: Cadeia alimentar do peixe. e por aí adiante. poderoso insecticida utilizado globalmente depois da II Grande Guerra. Nível Trófico 3 Nível Trófico 2 Figura 3.no seu livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa). Temos. Hoje desconfia-se que os pesticidas utilizados na agricultura provocam doenças graves no Homem. Os predadores ou carnívoros são os organismos que se alimentam de outros animais (por exemplo o leão). penetrava na cadeia alimentar e se acumulava nos tecidos gordurosos dos animais. Muitos deles alimentam-se também de outros peixes. cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. respectivamente). cuja complexidade é variável. É importante conhecermos as cadeias alimentares por vários motivos: • Por vezes as plantas absorvem dos solos e das águas. Rachel Carson demonstra como o DDT. Por isso na natureza não há cadeias alimentares isoladas. inclusive do Homem.7: Cadeia alimentar e fluxo de energia. secundário e terciário. formando redes ou teias alimentares.As Cadeias Alimentares FT8 . O carnívoro. o 2 aos herbívoros (consumidores primários). Fonte: Internet Nível Trófico 1 O grupo formado pelos herbívoros e carnívoros é denominado. que come o herbívoro. Lda. Figura 3. • Porque nos permite o uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar determinados ecossistemas de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente. Importância de se conhecerem as cadeias alimentares A Primavera Silenciosa Em 1962 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . geralmente de elevada complexidade. que se vão passando de nível trófico para nível trófico até chegarem ao Homem. por exemplo. veja-se o exemplo do BSE (doença das vacas loucas) ou do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano). Fonte: CEIFA ambiente. Fluxo de energia Os peixes não se alimentam apenas de algas. 2 Trófico 4 tem poucos seres vivos porque há menos energia do que nos níveis inferiores. Na maioria dos ecossistemas. substâncias tóxicas para a nossa saúde. geralmente. pelo contrário. Exemplo de um consumidor primário. o Homem que se alimenta tanto de produtores (cenoura) como de herbívoros (coelho) e de carnívoros (peixes). O nível trófico 1 corresponde aos produtores. o 3 e o 4 aos carnívoros (consumidores secundários e terciários. é chamado de consumidor secundário. por consumidores. sendo por isso carnívoros! A transferência do alimento (energia) entre os diferentes níveis tróficos faz-se através de cadeias alimentares. apresentam sempre vários pontos de cruzamento. Os herbívoros são consumidores primários porque se alimentam de plantas.

normalmente. Esta tecnologia tem como benefício a substituição de pesticidas químicos na agricultura ou em outras actividades de utilização do solo.wikipedia. ou seja. No entanto.com • http://pt. Esta situação poderá levar a extinção de algumas espécies.FT8 . tendo as espécies locais dificuldade em crescer. Desta forma é possível aumentar a qualidade do produto agrícola e reduzir a poluição do ambiente contribuindo para a preservação de recursos naturais e aumentando a sustentabilidade dos ecossistemas. as outras caem também. É como um jogo de dominó. qualquer intervenção que se realize no ambiente tem que ser bem estudada para que o “feitiço não se vire contra o feiticeiro”. Lda Saber mais: • www. E é neste sentido que é importante termos um bom conhecimento da cadeia alimentar.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . No entanto. todas as outras caem atrás. para que não ocorra um efeito contrário ao desejado. levou a uma grande ocupação do solo. Fonte: CEIFA ambiente. ou um efeito não previsto. Controlo biológico O controle biológico é um processo natural de regulação populacional baseado numa ideia simples: controlar uma praga usando os seus próprios inimigos naturais. A acácia (mimosa) foi introduzida nas dunas da Costa da Caparica com o intuito de segurar as areias. Figura 3.geocities. para que possamos prever quais os efeitos que podem resultar das nossas acções no ambiente. 3 As Cadeias Alimentares Esta prática é denominada controlo biológico. quando se derruba uma peça.9: Quando se derruba uma peça de dominó. É o que acontece com as cadeias alimentares. a grande expansão desta planta.

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empregabilidade. Mas comecemos por falar do significado e importância da qualidade ambiental. Biodiversidade. PAlAVRA-CHAVE • Qualidade ambiental • Sustentabilidade • Recursos naturais • Impacto • Consumo • Redução GloSSÁRIo Resíduos. Hoje sabemos que qualidade de vida e bem-estar não são apenas afectados pela prosperidade económica e por segurança mas também por outros elementos essenciais como boa saúde. para além de ser também um ser inteligente. • ter em atenção como as nossas acções afectam outras partes do mundo. QuAlIdAdE AMBIENTAl CoMo PRé-REQuISITo PARA A SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Avaliar a utilidade da Pegada Ecológica como ferramenta de cálculo do impacto humano na Terra.4. Ora o génio inventivo do Homem pode pôr em risco o Homem biológico. • evitar passar fardos para as gerações futuras (nesta ficha vamos falar sobretudo sobre este ponto). Estamos actualmente a usar os recursos naturais a um nível e ritmo prejudiciais ao ambiente. Ecossistema Alterações significativas na forma como vivemos e trabalhamos são requisitos essenciais para garantirmos um futuro sustentável. Já vimos que o Homem é um ser biológico. O desenvolvimento sustentável também significa: • respeito pelos limites do planeta Terra em fornecer recursos e absorver a poluição e os resíduos (iremos tratar deste tema na ficha seguinte). que utiliza a natureza com muita imaginação. um ambiente saudável e agradável. cultura e boa habitação. pode destruir a sua base de vida.FT9 . o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e explicar o significado e importância da qualidade ambiental para a sustentabilidade do ecossistema. inclusão social. “Resident Evil” ou “Matrix”… CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . inventando técnicas e criando substâncias e produtos que não existiam no mundo natural. 1 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade 3. Muitos filmes tratam este tema com muita fantasia. como por exemplo.

o vento e tantas outras coisas que tornam muitos lugares deste planeta em pequenos paraísos para repousarmos e nos sentirmos bem.10: Imagens de dois filmes. Mas a qualidade destes paraísos terrestres depende.11: Smog em Hong-Kong. por vezes. Vamos a seguir dar um exemplo de como o podemos fazer. as nossas criações científicas representam para nós próprios. 2 Figura 3. para a sustentabilidade do ecossistema Terra. que retratam o perigo que. uma condição indispensável. Resident Evil e Matrix. Por isso dizemos que a qualidade ambiental é um pré-requisito. Queres ir para este lugar passar férias?! Fonte: Greenpeace Podemos medir a influência que as nossas actividades têm sobre o ambiente. ou seja. Figura 3. quase a brincar! Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . da qualidade ambiental em geral. a nossa economia e a própria civilização humana correm o risco de desaparecer.Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 . a paisagem. evidentemente. Fonte: Internet Os recursos naturais são só uma parte da oferta que a natureza nos faz de forma tão generosa. há ainda o calor e a luz do sol. Se o ambiente for despojado dos seus bens e poluído.

Figura 3. Recursos Resíduos Floresta Pecuária Agricultura Figura 3. em termos de população. Lda Se continuarmos no nosso actual caminho as previsões relativas à mudança. A redução da pegada global da humanidade é essencial! Para se alcançar a sustentabilidade os padrões de vida e de consumo da sociedade actual têm que ser alterados.13: O destino do planeta Terra estas nas nossas mãos. é muito superior à sua área geográfica. a pegada total da população mundial deveria ser inferior à área total terra/água da Terra (aquela pegada é actualmente calculada pela Footprint Network como sendo aproximadamente 23 % maior do que o planeta pode regenerar. deixará de ter os meios e recursos de que precisa para sobreviver. sugerem que em 2050 a humanidade estará a utilizar o equivalente a mais de dois planetas. O consumo de produtos animais e a utilização de automóvel diariamente aumenta significativamente a tua pegada ecológica. Este grau de excesso coloca em risco não só a biodiversidade. A Pegada Ecológica de muitos países. Este conceito exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população.12: Representação simbólica da pegada ecológica.FT9 . como também destrói os ecossistemas e a sua capacidade de fornecer recursos e serviços dos quais a humanidade tanto depende. concluindo-se que a espécie humana está a agir de um modo insustentável). caso contrário poderá entrar em colapso. 3 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade Pegada ecológica A Pegada Ecológica1 é um instrumento criado para de medir o impacto humano na Terra.earthvoice. ou seja. Para a humanidade alcançar a sustentabilidade. autores do livro “Our Ecological Footprint . A alternativa é eliminar o excesso.Reducing Human Impact on the Earth” (1996). Fonte: www. sobretudo os mais desenvolvidos. Fonte: CEIFA ambiente. do consumo de alimentos e fibras e das emissões de CO2. 1 Desenvolvida por Mathis Wackernagel e William Rees. Esta sociedade tem de tornar-se uma sociedade sustentável.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 .esb. 4 Saber mais: • www.ucp.

REGRAS GERAIS PARA A PRESERVAÇÃo dA SuSTENTABIlIdAdE doS ECoSSISTEMAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. líquidas (águas residuais) e gasosas (poluição atmosférica) que põem em risco o funcionamento dos ecossistemas.1. Economia (Produção e Consumo) Figura 3. 5 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas 3. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Poluição • Princípios e regras de sustentabilidade • Reciclagem • Exploração GloSSÁRIo Ecossistema. • Concluir que os princípios e regras de sustentabilidade podem ser utilizados na nossa vida quotidiana. Atmosfera. Lda CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Flora Em vários submódulos deste Guia de Aprendizagem debruçámo-nos sobre o problema das pressões que a humanidade. da exploração irresponsável de recursos naturais.4. o formando deverá estar apto a: • Assumir que o planeta Terra tem limites ecológicos.14: O Homem utiliza a Terra como se ela fosse um sistema materialmente aberto.FT9 . Limites ecológicos. • Identificar e explicar os princípios e regras de sustentabilidade. em conjunto. Fonte: CEIFA ambiente. Ambiente e Economia Natureza Técnicas. e por outro lado. está a exercer sobre os ecossistemas. O problema é que o Homem utiliza a Natureza como se a Terra fosse um sistema aberto. • Verificar que é urgente modificar os nossos actuais sistemas de produção e consumo para que os materiais se movimentem em ciclos fechados. da deposição. de emissões sólidas (resíduos). alterando por vezes o funcionamento dos grandes ciclos naturais. por um lado. Combustíveis fósseis. Fauna. Estas pressões resultam. Natureza. no ambiente. Veremos mais tarde que essas pressões podem pôr em risco a vida do Homem no nosso planeta. Resíduos Perigosos.

assim. Quando esgotamos totalmente um recurso natural. No entanto. Perante o perigo de a humanidade esgotar os recursos naturais e degradar completamente o ambiente. a Terra é um sistema finito. Temos que encontrar formas de produzir e consumir que. mas hoje em dia essa possibilidade pertence ao reino da pura ficção!). produzimos emissões e resíduos perigosos. tanto quanto possível. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . A natureza mostra-nos que um sistema com limites pode ser sustentável e manter todas as suas funções. Figura 3. basta olharmos à nossa volta com atenção para descobrirmos onde está o segredo da sustentabilidade. e. além disso. Não é o que acontece nos nossos actuais sistemas de produção e de consumo: nós tiramos materiais à natureza. 6 Mas. se todos os materiais se movimentarem em ciclos fechados. Como no caso dos combustíveis fósseis. do ponto de vista dos materiais. ao transformar as matérias naturais em produtos artificiais. os nossos sistemas técnicos e a nossa economia são. devolvemos uma série de emissões e resíduos à natureza que ela não consegue reintegrar nos seus ciclos naturais. embora os nossos sistemas de reciclagem ainda estejam muito longe da perfeição dos ciclos naturais. e depois de os utilizarmos. tal como na natureza.15: Fechar os ciclos! Fonte: CEIFA ambiente. por se transformar em materiais poluentes que alteram o funcionamento dos ciclos naturais. por isso. Lda A ideia da “reciclagem dos materiais” é. Não sabemos como reciclar todos os materiais que tiramos da natureza. insustentáveis. por isso. A longo prazo.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . aquela que mais aproxima as nossas tecnologias do modelo de funcionamento da natureza. não podemos ir buscar esse recurso a um outro planeta (talvez daqui a uns séculos isso seja possível. que tem limites. permitam que os materiais que lhe retiramos se movimentem. em ciclos fechados. uma grande parte dos recursos que retiramos da natureza acabam. há já várias décadas que se tem vindo a estudar formas de gestão ambiental que permitam garantir a sustentabilidade dos ecossistemas. transformamos esses materiais.

que a quantidade pescada num período possa ser substituída pela quantidade de peixes que vão nascendo e crescendo nesse meio aquático no mesmo período. Há três regras de ouro que nos ajudam a gerir o uso de materiais: 1. absorvido ou tornado inofensivo pelo ambiente. Fonte: CEIFA ambiente. se nada for feito no sentido de diminuir a pesca do bacalhau.FT9 . De acordo com um relatório recente da World Wildlife Fund. Mas se as quantidades de efluentes são demasiadas. Por exemplo: os esgotos podem ser lançados num rio ou lago desde que o ecossistema natural da água consiga absorver estes resíduos sem sofrer alterações graves. este poderá desaparecer do mar do Norte dentro de 15 anos. de forma que. se parte dos lucros que produz fossem investidos em painéis solares ou na plantação de árvores.16: O sol é a maior fonte de energia! Nesta imagem podemos ver um pequeno painel solar que fornece energia ao telefone de emergência de uma auto-estrada. jazidas de minérios – a taxa de uso não pode ser superior ao ritmo a que se pode desenvolver um recurso renovável. Por exemplo: um depósito petrolífero seria utilizado de uma forma sustentada. do solo e da água. em parte. Para um recurso não renovável – combustíveis fósseis. que o aconselha a ser prudente e não ultrapassar os limites ecológicos dos ecossistemas. ou se os resíduos contêm substâncias que o ecossistema não assimila. Muitos ecossistemas sofrem danos ir- 3. ou seja. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . não há outro remédio senão diminuir o consumo de gasolina e electricidade! Para um poluente – a taxa de deposição na natureza não deve ser superior ao ritmo a que esse poluente pode ser reciclado. surge um problema de poluição. ao utilizar a natureza como fonte de recursos naturais e depósito das nossas emissões. o Homem deve actuar de acordo com o princípio da precaução. que o possa substituir. Se o ritmo a que estes substitutos são desenvolvidos é demasiado lenta. peixes – a taxa sustentável de uso desse recurso pelo Homem não pode ser maior do que a sua taxa de regeneração. Para um recurso renovável – florestas. 7 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas Portanto. Figura 3. a maioria dos ecossistemas está a sofrer as consequências da poluição generalizada da atmosfera. pois nesse ecossistema esses resíduos são. Por exemplo: a pesca é sustentável se os peixes forem pescados a um ritmo que permita que a população de peixes não diminua. como acontece actualmente. estivesse disponível um fluxo equivalente de energia renovável. nutrientes de plantas aquáticas. quando o petróleo se esgotasse. Infelizmente. Lda 2.

Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . utilizar os transportes públicos em vez do automóvel privado. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . usar a água. 8 reversíveis devido aos poluentes que recebem. pelos níveis de poluição que atingiram. e também no local de trabalho. porque é que levo três de plástico que deito logo para o lixo? Figura 3. e todos os recursos naturais. com a máxima eficácia… com pequenos gestos vamos dando a nossa contribuição pessoal para que a situação ambiental não se agrave ainda mais: se apenas preciso de um saco de pano para transportar as compras do supermercado até casa. Fonte: CEIFA ambiente.17: Transporte de compras em saco de pano. deixaram de poder abrigar a fauna e flora que antes ali habitava. É o caso de muitos rios e lagos. que. É fácil aplicar estas regras na nossa vida quotidiana: podemos começar por poupar electricidade em casa.

AV3 . Há um fenómeno do ciclo que não está representado. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Explica como.2. Identifica-os e diz em que consistem. 4. O Homem ao construir grandes centros urbanos substitui os solos por superfícies artificiais.5..18: Ciclo da Água.1. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Descreva em poucas palavras o ciclo da água. Observa a figura do ciclo da água e completa-o. Lda 1234- 3. Qual é este fenómeno e diz em que consiste? 3. 2 1 4 3 Rio Mar . Fonte: CEIFA ambiente.. 2. 3. é o Ciclo da Água Figura 3. 1 Actividades/Avaliação 3. No ciclo de carbono existem dois processos complementares muito importantes. e diz qual é a grande consequência de que tanto se tem falado na sociedade. O Homem está a interferir e a desequilibrar o ciclo do carbono. Indica as consequências desta acção.

A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais. 2 5.Actividades/Avaliação AV3 . Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) . Indica como é designado cada elemento da cadeia alimentar representada. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.m-almada. reveja o submódulo 3. 2 Produção de O2 O sol fornece a energia para a fotossíntese Produção de alimentos (carbonatos) 1 Produção do CO2 necessário para a fotossíntese Plantas mortas Resíduos e corpos mortos são reciclados 123- 3 Nutrientes 6. 8. Explica porque razão é importante ter um bom conhecimento das cadeias alimentares? Vai ao site www. Como poderás melhorar o resultado que obtiveste? Qual seria a melhor forma de gerir um recurso renovável? 7.pt/pegada e tenta calcular a tua própria pegada ecológica. Observa a figura que se segue.Se não conseguir resolver esta actividade.

Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .4.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

tem-se verificado um número cada vez maior de extinções de espécies. O buraco na camada de ozono é outra consequência das actividades humanas sobre a Natureza que afecta a vida da Terra. É. devido ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e à desflorestação. devido à crescente pressão que o Homem exerce sobre os ecossistemas. têm contribuído para as alterações do clima. que essencialmente. GloSSÁRIo • Combustíveis fósseis • Atmosfera • Ecossistema • Biodiversidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Nas últimas décadas. por isso.SM4 . nocivas aos seres vivos. 3. têm fortemente afectado a biodiversidade. RESuMo O Homem. através das suas várias actividades. TEMAS • Alterações climáticas • Efeito de Estufa • Buraco do Ozono • Desflorestação • Pressões Humanas • Poluição • Biodiversidade 4. uma vez que esta camada protege o planeta das radiações UV-B. Estas alterações. cada formando deverá estar apto a: • Compreender que as perturbações nos ciclos naturais afectam a vida na Terra e podem pôr a vida do Homem em perigo. urgente repensar as nossas decisões e acções de forma a reduzir a pressão sobre o ambiente. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 1 Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 1. • Conhecer as consequências das perturbações provocadas pelo Homem nos ciclos naturais que provocam alterações climáticas. São as perturbações no ciclo do carbono. 2. • Entender a importância da biodiversidade e as consequências da sua perda. juntamente com os diferentes tipos de poluição causada. tem perturbado os ciclos naturais e contribuído para as alterações climáticas.

2 5.Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais SM4 . SABER MAIS • www.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .confagri.

mais afectamos o ambiente à nossa volta. das actividades agrícolas. temos testemunhado sinais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Figura 4.FT10 . que começou à volta de 1750. ainda existem populações pré-industriais que vivem da caça. que cada vez mais preocupa cientistas e políticos. Mas. e que teve uma particular intensificação nos séculos XIX e XX. Este cenário alterou-se radicalmente com a Revolução Industrial. da agricultura e do que a natureza lhes dá. e que subsistem em algumas regiões do planeta. Atmosfera A mudança climática global. Actualmente. Desde que existem humanos à face da Terra. PAlAVRA-CHAVE • Alterações climáticas • Perturbações dos Ciclos Naturais • Efeito de Estufa • Desflorestação • Buraco de Ozono GloSSÁRIo Antropogénico. Durante os últimos 50 anos. • Identificar as perturbações causadas nos ciclos naturais. os efeitos da caça.1. AS CAuSAS dAS AlTERAÇÕES ClIMÁTICAS A NíVEl GloBAl E loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. as perturbações no ciclo do carbono. constitui uma ameaça sobre o Homem e a Natureza. Pode observar-se a grande quantidade de chaminés e o fumo poluente que libertavam. o formando deverá estar apto a: • Concordar que o Homem através das suas actividades tem contribuído para as alterações climáticas. estes têm afectado o ambiente. pela primeira vez na história. variações lentas na luminosidade do sol) e/ou causadas pelo Homem. como as principais causas das alterações climáticas. do artesanato ou da construção eram basicamente locais. até há uns 200 anos. Fonte: Internet Quanto mais nós produzimos e consumimos. As alterações climáticas podem ter causas naturais (por exemplo. 1 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4.1: Ilustração de uma fábrica no tempo da Revolução Industrial. especialmente.

Figura 4. também conhecido por aquecimento global ou efeito de estufa em conjugação com a desflorestação e o buraco de ozono (de que trataremos nas fichas seguintes). o fenómeno que observamos hoje em dia é essencialmente provocado pelas actividades humanas. as alterações que ocorrem num dos ciclos vão afectar outros ciclos (submódulo 3). Saber mais: • www. estamos a criar problemas ambientais que não são apenas locais.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . Estas emissões têm diversas origens. Um dos problemas ambientais à escala global prende-se com as alterações climáticas induzidas pelo Homem. Alterações climáticas globais As alterações climáticas induzidas pelo Homem são resultado da emissão adicional de gases para a atmosfera.2: A indústria é um importante contributo na emissão de gases de estufa para a atmosfera. mas também globais. cujas consequências podem ser devastadoras. que contribuem para o efeito de estufa. incluindo as actividades industriais e agrícolas. as alterações do ciclo de carbono provocam perturbações no ciclo da água. No entanto. 2 claros da influência do Homem no ambiente de todo o planeta.naturlink. Como veremos neste submódulo. Lda Se o CO2 aumenta na atmosfera. ou seja. perturbando-o também. os carros e os aviões. as mudanças climáticas a que assistimos actualmente têm causas antropogénicas. além de perturbar o equilíbrio do seu ciclo. Sendo assim. Fonte: CEIFA ambiente. vai aumentar (devido ao efeito de estufa) a evaporação e precipitação do ciclo da água.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Para Reter: Alterações do clima mundial podem ter causas naturais e antropogénicas. são principalmente resultado de perturbações no ciclo de carbono provocadas pelo Homem. Um dos sintomas que observamos actualmente é a maior frequência de condições extremas no Inverno com mais tempestades e inundações nos países do Norte e períodos de seca com incêndios florestais nos países do Sul. Uma vez que os ciclos naturais estão todos interligados. as centrais energéticas.

O progressivo aumento de CO2 na atmosfera tem vindo a desequilibrar o ciclo de carbono e a incrementar as alterações climáticas. Biosfera. assim como outros gases com potencial de aquecimento como o metano (CH4). Isto é. que terão impactos directos negativos sobre os ecossistemas terrestres. e outras tantas actividades humanas libertam CO2 para a atmosfera. o óxido nitroso (N2O) e os clorofluorocarbonetos (CFC). nos diversos sectores socio-económicos mundiais. PAlAVRA-CHAVE • • • • • Efeito de Estufa Gases com efeito de estufa (GEE) Dióxido de Carbono Aumento de temperatura Alterações climáticas GloSSÁRIo Ecossistema.1. • Compreender a importância do problema. durante o último século as alterações registadas têm sido mais pronunciadas do que em qualquer período registado até ao momento. os automóveis. principalmente o dióxido de carbono (CO2). Efeito de estufa e aquecimento global A actividade industrial. o formando deverá estar apto a: • Identificar quais os principais gases com efeito de estufa. na saúde pública e na qualidade de vida das pessoas em geral. há gases conhecidos como Gases com Efeito de Estufa (GEE). tem sido apontado como uma das principais causas das alterações no clima. EFEITo dE ESTuFA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Combustíveis fósseis As alterações do clima são acontecimentos naturais que ocorrem desde sempre. No entanto. 3 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. O aumento da concentração dos gases com efeito de estufa na atmosfera.1. Clorofluorocarbonetos (CFC).FT10 . reflecte na superfície da Terra e sai do planeta. Atmosfera. a energia consumida para aquecimento. Processo anaeróbico. • Reconhecer que são necessárias medidas para minimizar o problema e que algumas estão ao nosso alcance e não apenas dos governos. A radiação solar atravessa a atmosfera. que criam um “cobertor” ao redor da Terra. No entanto. identificando quais as principais causas e consequências do efeito de estufa. o “cobertor” formado pelos GEE reflecte CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

(www. no entanto. visto que também contribuem para o aquecimento global.3: Contribuição dos diferentes tipos de gases para as emissões totais de GEE em 2001. Por isso. aquecendo o Planeta.min-agricultura. o vapor de água é igualmente considerado um gás de efeito de estufa. um gás que também contribui para a absorção dos raios solares. A B C A Attm os of er a GE GE E E Figura 4. Temperaturas mais elevadas levam a maiores evaporações de água dos oceanos. solos.4 % A concentração de vapor de água na atmosfera terrestre também aumentou. O vapor de água é. B – Uma parte da radiação é reflectida de volta ao espaço.pt/infoco) 8.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . Fonte: AEA.4: Representação esquemática do efeito de estufa Fonte: CEIFA ambiente. contribuindo assim para o aumento da temperatura média do planeta. impedindo que eles se dissipem. parte é absorvida. o efeito de estufa provoca outros efeitos. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . pela superfície da Terra e pela atmosfera. C – A radiação reflectida pela Terra não regressa ao espa ço espaço porque é de novo reflectida e absorvida pelos gases de efeito de estufa que envolvem a Terra. O resultado é o aquecimento da superfície da Terra – Efeito de Estufa.2 % 1. lagos e rios e a uma maior capacidade da atmosfera para reter a humidade. devido ao aumento da temperatura média.4 % Figura 4. não a deixando sair da atmosfera. PFC e SF6 N2O CH4 CO2 82. Ou seja. 4 de volta a radiação solar.0 % HFC. que por sua vez o agravam.gppaa. “Greenhouse gas emission trends a projections in Europe 2003”. 8. A – A radiação solar atravessa a atmosfera.

Uma redução global da área destes ecossistemas naturais terá impactos negativos sobre a capacidade de sumidouro (locais de acumulação) da biosfera. para satisfazer as necessidades alimentares de uma população em crescimento (na ordem do bilião por década). troncos…) Fonte: Ana Henriques O reconhecimento. por parte dos governos. Figura 4. As florestas são assim. o reservatório de carbono mais importante da biosfera em termos globais. A agricultura contribui para o aumento dos gases de efeito de estufa. O sistema digestivo dos ruminantes (vaca. pelos processos anaeróbicos nas zonas de pastagens e pela queima de combustíveis fósseis. boi…) produz grandes quantidades de CH4 que é libertado para a atmosfera. O CH4 possui um poder de aquecimento global 23 vezes maior que o CO2. Calcula-se que cerca de 20 % da floresta desapareceu durante os últimos 140 anos em resultado da conversão de floresta em agricultura. Ou seja. Além das emissões de CO2 pela indústria e pelo sistema de transportes. e a sua concentração na atmosfera aumenta. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . inundando enormes áreas costeiras. quer no material vegetal.5ºC até 2100. a longo prazo. são também responsáveis pelo aumento dos gases CH4 e N2O na atmosfera. e o seu impacto no clima também. principalmente. A exploração intensiva de culturas agrícolas. Estas conclusões.5: A floresta acumula carbono sob a forma de biomassa (folhas. 5 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local O grande aumento de CO2 na atmosfera resulta do facto das emissões deste gás não serem totalmente compensadas pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera (submódulo 3). as alterações de uso do solo (em especial a transformação de florestas em zonas agrícolas) agravam o efeito de estufa. onde vive uma grande parte da população mundial. grandes quantidades de carbono. quer na matéria orgânica morta do solo. os locais de acumulação de carbono no planeta diminuem. Este aquecimento terá consequências graves: o nível médio das águas do mar vai aumentar entre 15 e 95 cm. que têm uma baixa taxa de retenção de carbono. através da conversão do carbono do solo em CO2 e por elevadas emissões de CH4 e de N2O por parte dos animais ruminantes.FT10 .IPCC). A floresta pode acumular. a quantidade deste último é muito superior na atmosfera. Uma das conclusões que o relatório do IPCC de 1995 prevê é que as temperaturas médias globais vão aumentar entre 1º e 3. No entanto. com o crescente abate de árvores. da existência de alterações climáticas levou à instauração de um Painel Internacional sobre a Mudança Climática (Intergovernmental Panel on Climate Change . em larga medida.

que é considerado o país mais rico do mundo.de • www. Protocolo de Quioto O Protocolo de Quioto surgiu de uma reunião conhecida oficialmente pela Terceira Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e teve lugar em Dezembro de 1997. teve como principal objectivo a adopção de um protocolo legalmente vinculativo em que 39 países industrializados se comprometeram a limitar durante o período de 2008-2012 as suas emissões de GEE na atmosfera.naturlink. em Quioto. Esta conferência. em casa. Saber mais: • www.embrapa. Para ultrapassar esta situação é necessário: a) haver mais consciencialização global sobre a importância do problema. b) substituir as tecnologias actuais por tecnologias que exijam menos energia. ainda não ratificaram o protocolo. onde participaram cerca de 125 entidades governamentais de todo o mundo. c) desenvolver energia alternativas e aumentar a sua utilização em todos os países. no entanto. tanto mais que os EUA são dos maiores produtores de CO2 libertado para a atmosfera. d) poupar energia sempre que possível. no âmbito do Protocolo de Quioto são muito complicadas já que a economia mundial está fortemente apoiada no consumo de combustíveis fósseis. 6 levaram alguns governos a reunir-se e a tomarem uma decisão no sentido de minimizar dos impactos destes factos. no Japão.mpg.atmosphere. etc. pois as suas economias são extremamente dependentes de energia proveniente de petróleo. É este o motivo porque os Estados Unidos da América (EUA).pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .br • www.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 .cnpma. quando se viaja. ter consequências fatais para a humanidade. As negociações. no trabalho. Alguns países argumentam que as metas de redução de CO2 estabelecidas no protocolo terão efeitos económicos negativos. Esta argumentação pode.

Clorofluorocarbonetos GloSSÁRIo Antropogénico O ozono (O3) é um gás cuja molécula contém três átomos de oxigénio (O) ligados entre si. este equilíbrio natural tem vindo a ser perturbado devido. Lda A quantidade de ozono presente na estratosfera é mantida em equilíbrio. A camada de ozono funciona como um filtro que diminui a intensidade da radiação que atravessa a estratosfera terrestre. que pode provocar efeitos nocivos nos seres vivos. Porém. ou seja. existe também a UV-A.1. através dos quais o ozono é continuamente formado e destruído. esta radiação não é prejudicial como a primeira e passa facilmente pela camada de ozono. por processos naturais. Porém.FT10 . Radiação UV-B Além da radiação UV-B. as maiores concentrações de ozono aparecem a altitudes aproximadamente entre 15 e 35 km. A degradação desta camada protectora tem consequências graves e directas sobre a vida na Terra. às emissões an- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . na camada entre 10 a 50 km acima da superfície terrestre. 7 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. Radiação Ultravioleta. Buraco de Ozono. Esta camada é fundamental para assegurar a vida na Terra. uma destas consequências. Sol CFC Camada de Ozono Figura 4. Estratosfera. • Enumerar os principais compostos destruidores da camada de ozono.2. Troposfera. BuRACo dE ozoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O aumento da incidência de cancro da pele no ser humano é.6: A Camada de Ozono protege o planeta Terra das radiações UV-B. No entanto. constituindo aquilo a que se chama “Camada de ozono”. por exemplo. Cerca de 90 % do ozono localiza-se na estratosfera. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância da camada de ozono para a vida na Terra e a necessidade da sua preservação. PAlAVRA-CHAVE Camada de Ozono. Esta camada é destruída por compostos de clorofluorocarbonetos (CFC) Fonte: CEIFA ambiente. uma vez que o ozono estratosférico tem a capacidade de absorver grande parte da radiação ultravioletaB (UV-B). essencialmente.

à destruição do ozono pelos já referidos compostos químicos resultantes das actividades humanas.naturlink.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . mesmo pondo em prática medidas com vista à redução das suas emissões.3% por década Fonte: www. usados como líquidos de arrefecimento de frigoríficos e ar condicionado ou como gás propulsor de desodorizantes. um só átomo de cloro pode vir a destruir milhares de moléculas de ozono antes de ser removido. durante muito tempo. em grande parte. a série de valores médios anuais da quantidade total de ozono em Lisboa no período 1968-1997 apresenta uma tendência estatisticamente significativa de -3. uma maior redução na direcção dos pólos. principalmente nas latitudes médias e altas. como resultado da implementação dos compromissos recomendados pelo Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Deterioram a Camada de Ozono (1987) será expectável que se tenha de esperar até cerca do ano 2060 para que a camada de ozono seja totalmente recuperada. De facto.pt • www.pt Figura 4.7: Imagem obtida pela NASA a 17 de Setembro de 2001. Realça-se que estes compostos são muito estáveis e não são destruídos na troposfera. tais como os clorofluorocarbonetos (CFC).org Devido à persistência dos compostos referidos. Fonte: www.iambiente. devido.meteo. 8 A troposfera é a camada desde a superfície terrestre até aos 10 km de altitude. de um modo geral. a estratosfera. devido sobretudo à utilização e libertação para a atmosfera de CFC e de compostos destruidores de moléculas de ozono. Estes compostos voláteis foram. Verifica-se. Assim. onde se pode observar (a azul) o buraco de Ozono da Antártida. A diminuição global da espessura da camada de ozono também foi detectada em Portugal. Saber mais: • www. uma vez que são difíceis de remover da estratosfera. Efectivamente. embora a utilização de compostos como os CFC tenha sofrido um decréscimo desde os anos 80. Logo.pt • www. irão ser ainda necessárias várias décadas para repor os níveis de ozono na estratosfera.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . apresentando maior intensidade no chamado “buraco de ozono” da Antártida. um dos problemas ambientais mais preocupantes resultantes da poluição do ar é: • Rarefacção da Camada de ozono – que levou mesmo ao aparecimento do termo “Buraco na Camada de ozono”. Durante os últimos 20 anos observou-se uma redução gradual da espessura da camada de ozono. tropogénicas de compostos que contêm átomos de cloro.wikipedia. passando facilmente para a camada seguinte.quercus. flúor.

• Crescimento turístico. Ásia e América Latina é sobretudo causada pela procura de madeiras tropicais e outros recursos florestais por parte da indústria nos países mais desenvolvidos.2. sobretudo como combustível para cozinhar. • Aumento das áreas industriais. • A agricultura. Nos países desenvolvidos as principais causas da desflorestação são: • Desenvolvimento urbano. • Identificar as causas da desflorestação e distinguir as suas origens. o formando deverá estar apto a: • Definir em que consiste o processo de desflorestação. Biodiversidade. como uma possível medida. Atmosfera. Limite ecológico. • Aumento da superfície cultivada e monoculturas. • Áreas de pasto (pecuária). • Distinguir a reflorestação. para minimizar os impactos da desflorestação. Alterações climáticas Desflorestação é o processo de desaparecimento de massas florestais. 1 Desflorestação 4. Nos países em vias de desenvolvimento as principais causas da desflorestação são: • A sobre-exploração de madeira proveniente da floresta. dESFloRESTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. principalmente devido a abates realizados pela indústria madeireira ou para a obtenção de solo para cultivos agrícolas. Porém. • Reconhecer que a desflorestação interfere com os ciclos naturais. Estes países não têm muitas alternativas e os seus habitantes recorrem aos recursos naturais para sobreviverem. PAlAVRA-CHAVE • Desflorestação • Sobre-exploração • Reflorestação GloSSÁRIo Efeito de estufa. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . fundamentalmente causado pela actividade humana. a sobre-exploração das florestas na África. por exemplo.FT11 .

queimadas) Ciclo da Água Evaporação Precipitação Perda de Biodiversidade Clima mais Seco Desertificação Efeito de Estufa Erosão do Solo Mais Seco Mais Duro Alteração do Uso do Solo Destruição de Habitats Destabilização das Bacias Hidrográficas Secas Inundações Fertilidade Humanidade Figura 4. Figura 4. também tem que promover a biodiversidade da zona a repovoar. em parte.).8: Imagem da floresta Amazónia. surgiram extensas áreas de eucaliptos. bem como a erosão dos solos e a desertificação (submódulo 1). a fixação do dióxido de carbono (CO2). a reflorestação. nas últimas décadas. Se não se plantarem novas árvores reduz-se a absorção do carbono libertado pelas árvores cortadas. A desflorestação tem consequências graves no ambiente.org O crescimento da população tem levado ao desaparecimento de florestas devido à utilização da madeira. Assim. A desflorestação permanente conduz ao desequilíbrio do ciclo do carbono e da água (submódulo 3) e acentua o efeito de estufa. aeroportos.greenpeace. etc. 2 Em Portugal. o que levará a um aumento na concentração de CO2 na atmosfera. Estas monoculturas são extremamente pobres em biodiversidade. no Brasil. uso do solo para a agricultura e para a habitação. como representa o seguinte esquema: Desflorestação Sumidouros de Carbono Produção de Oxigénio Libertação de CO2 (incêndios. barragens.9: Representação esquemática das possíveis consequências da desflorestação Fonte: CEIFA ambiente. • Construção de infra-estruturas (por exemplo estradas.Desflorestação FT11 . A reflorestação visa. diversos organismos internacionais propõem como medida de contenção. Mas para que a reflorestação seja ecologicamente sustentável. que todos os dias é desflorestada mais um pouco Fonte: www. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . que existe na atmosfera em árvores (submódulo 3).

que após ser dizimada afectou o microclima de várias regiões do país. 3 Desflorestação A desflorestação no Brasil Devido à desflorestação. por exemplo). pois (como vimos neste e no submódulo 3). Só entre Agosto de 2003 e Agosto de 2004. a floresta é o melhor meio que existe para evitar o efeito de estufa e as alterações climáticas. afectando o clima do norte até o sul do país. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .org Assim. principalmente no que diz respeito ao clima. o Brasil está a tornar-se em um dos maiores contribuintes para o aquecimento global do planeta. que deixa a floresta cada vez mais seca e com menor capacidade de evaporação (perturbações no ciclo da água) – ocasiona na redução das chuvas em várias regiões.10: Fotografia de uma desflorestação ilegal realizada em Mato Grosso. a Amazónia já está no seu limite ecológico (submódulo 1).” Fonte: http://dn. para obtenção de campo para cultivo de soja Fonte: www. no Brasil.pt Figura 4. de pastagem (para o gado) e de outros produtos exportados para os países desenvolvidos. Se o processo de abate de árvores de forma desgovernada persistir. A crescente desflorestação – principalmente na Amazónia. Efeito semelhante já é sentido no nordeste do Brasil com a destruição quase total da Mata Atlântica. a desflorestação atingiu mais de 26 mil quilómetros quadrados.FT11 . em pouco tempo efeitos negativos começarão a ser sentidos pelo planeta. “A floresta amazónica está a desaparecer a um ritmo cada vez mais veloz. o equivalente a um terço da superfície de Portugal.greenpeace.sapo. A grande ameaça da Amazónia é a procura de madeiras tropicais nos países ricos e também a desflorestação que se faz para criar campos de cultivo (de soja.

pt • www.com • www.11: Representação esquemática da Floresta Amazónica e da Mata Atlântica no território do Brasil. Fonte: CEIFA ambiente.nationalgeographic. Lda Saber mais: • http://fortran. 4 Floresta Amazónica t Ma c nti tlâ aA a Oceano Atlântico Figura 4.utad.pt (revista de Janeiro de 2007).geocities.dec.uc.Desflorestação FT11 . • http://panoias.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

todas as espécies de animais. Fauna. 1 A Perda da Biodiversidade 4. Fonte: www. somada às suas várias constituições genéticas e aos ecossistemas dos quais façam parte. Flora. A PERdA dA BIodIVERSIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Habitat Biodiversidade A biodiversidade é a variedade de todas as formas de vida existentes.wikipedia. • Indicar causas que originem a perda de biodiversidade.12: Biodiversidade. Cada organismo vivo está inserido numa cadeia alimentar que é regulada por um frágil equilíbrio. • Identificar as consequências da perda da biodiversidade. toda a cadeia pode ser afectada.3. • Descrever diferentes benefícios da biodiversidade. resultado de mais de 3 mil milhões de anos de evolução. PAlAVRA-CHAVE • Biodiversidade • Cadeias alimentares • Biotecnologia • Alteração de habitats • Efeito de Cascata GloSSÁRIo Ecossistema. a biodiversidade pode ser considerada como sinónimo de “Vida na Terra”. os microorganismos e as diferentes formas de vida vegetal. Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT). o formando deverá estar apto a: • Definir o conceito biodiversidade. Se um dos elos da cadeia desaparece.FT12 . O desaparecimento de um predador pode resultar num grande aumento da população da sua CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Figura 4.org Numa perspectiva global. Metais pesados.

presa e consequentemente levar à diminuição da população de que esta se alimenta e ou vice-versa (submódulo 3). incluindo algumas com graves problemas de conservação. que abrange ampla variedade de habitats (diferentes tipos de clima. o coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) é originário da Península Ibérica. Essa característica é consequência da grande extensão do país. como o Lince-ibérico (Lynx pardinus) e a Águia-imperial-ibérica (Aquilla adalberti). É a biodiversidade que. A biodiversidade é igualmente responsável por minimizar a poluição. que estão em declínio. devido à diminuição da população da sua presa principal. Figura 4. o inverso se passa na Austrália onde esta espécie de coelho foi levada involuntariamente através dos navios. Figura 4.13: Imagem do coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) originário da Península Ibérica. em parte. onde em tempos foi muito abundante. Fonte: Ana Henriques Ora estes benefícios deixam de se verificar em áreas de monoculturas (onde uma só espécie predomina). o oxigénio e o azoto. a perda de habitat e a sua fragmentação devido à intensificação da agricultura e da silvicultura. o solo e os Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .A Perda da Biodiversidade FT12 . Existe uma grande biodiversidade de flores em todo o planeta. proteger os lençóis de água e combater a erosão dos solos. a mortalidade elevada devido ao controlo por parte dos agricultores e da caça excessiva. Por exemplo. do género das orquídeas. através da reciclagem dos elementos essenciais. os incêndios. ela garante também o “suporte da vida”. como o carbono. nomeadamente. nos protege de eventos catastróficos que ficam além da capacidade de controlo humano. diminuindo a biodiversidade desse local. Porém. 2 Pensa-se que as causas do desaparecimento do coelho bravo na Península Ibérica foram factores como: doenças. O coelho é presa de pelo menos 39 espécies de predadores. o coelho. o património genético é reduzido.14: Fotografia de uma flor rara (Ophys scolopax).pt Para além dos benefícios directos que a biodiversidade oferece ao ser humano. sendo um elemento chave dos ecossistemas mediterrâneos. O coelho proliferou e dizimou espécies vegetais importantes da região. Fonte: http://portal.icn. Nestas áreas o número de espécies de flora e a fauna é muito baixo (falta alimento e esconderijos para os animais). relevo e solo) e concentra duas das maiores florestas tropicais do mundo: a Amazónica e a Atlântica. O Brasil apresenta a maior variedade de espécies do planeta. através da sua função tampão relativamente às variações do clima.

Um efeito cascata pode ocorrer quando uma extinção local de uma espécie altera significativamente a capacidade de sobrevivência de outras espécies. com o risco de extinção de várias espécies de animais e vegetais. Por incrível que possa parecer. 3 A Perda da Biodiversidade recursos hídricos são alterados (por exemplo.FT12 . o que pode levar à perda de mais espécies (exemplo do coelho anteriormente referido). Apenas no século XX entre 25 a 50% de toda a cobertura de florestas tropicais foram destruídas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . com o objectivo de permitir plantações agrícolas e de pastagem e o aproveitamento da madeira para diversos fins. ocorre actualmente a uma velocidade nunca antes vista. Na última década. Também na agricultura e na indústria agro-alimentar se utilizam biotecnologias para melhorar os produtos alimentares. Uma vez que há alteração da componente vegetal destas áreas. Em média. animais e vegetais) para desenvolver medicamentos. e até o tratamento de solos contaminados. Este novo ramo da ciência utiliza microorganismos (pequeníssimos seres vivos. As grandes ameaças à preservação da biodiversidade são: • Eliminação ou alteração de habitats pelo Homem A eliminação ou alteração de habitats é o principal factor da diminuição da biodiversidade. A retirada da camada de vegetação original para construção de casas ou para actividade agropecuária altera o ambiente. A biodiversidade tem ainda o benefício e a vantagem de nos fornecer numerosas substâncias e materiais que estão muitas vezes ligados ao desenvolvimento de medicamentos. que são irrecuperáveis. à produção de alimentos e a diversas actividades económicas. a biotecnologia (tecnologia de seres vivos) foi muito desenvolvida. consequência da actividade humana. novos materiais. 90% das espécies extintas acabaram em consequência da destruição de seu habitat. a Humanidade tem vindo a destruir um património sem o qual a sobrevivência da sua própria espécie deixa de ser possível! A maior parte dos medicamentos são retirados de plantas ou descobertos através de produtos extraídos delas. Perda de Biodiversidade O conceito de biodiversidade ganhou maior repercussão a partir dos anos 80. o clima da região pode também ser afectado. as monoculturas de eucaliptos absorvem muitos recursos hídricos). O desaparecimento de espécies e de áreas naturais. Ano após ano verifica-se a desflorestação de grandes áreas de floresta tropical. visto que a vegetação tem um importante papel nos ciclos naturais (submódulo 3). O principal impacto da perda da biodiversidade é a extinção das espécies.

solo e ar A poluição perturba os ecossistemas e mata os organismos que neles vivem.15: O Rio Amazonas é o responsável pela enorme biodiversidade existente na Amazónia. mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos. no canal de São Lorenço.greenpeace. Muitas espécies marinhas e alguns animais terrestres encontram-se um risco de colapso ou extinção. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleiabranca.” Fonte: www. • Figura 4.A Perda da Biodiversidade FT12 . Poluição das águas. mercúrio e cádmio (metais pesados). Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais. A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. cerca de 70%.000 animais viviam nesta zona.16: A vida marinha é repleta de biodiversidade. como o Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT). mais de 5.naturlink. Pensa-se que em 1900. Fonte: Internet Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .pt Sobre-exploração comercial O Homem tem vindo a explorar diversas espécies “sem conta nem medida”. Fonte: www. entre 1968 e 1992. no Canadá.org • “A pesca do bacalhau caiu. mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros. já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos. 4 Figura 4. não por um aumento da consciência ecológica.

e impedindo o crescimento de outras espécies locais. No entanto. Figura 4. Como ocupam uma grande área do solo. impendem as outras espécies de crescer. como de competição ou alteração do habitat natural. 5 A Perda da Biodiversidade • Introdução de espécies exóticas As espécies exóticas não são originárias de determinado habitat e. esta espécie alastrou-se de tal forma que hoje em dia constituiu uma ameaça as espécies nativas das dunas das praias do sul da Europa. Fonte: Internet Aprender a conviver com a fantástica biodiversidade que a Natureza nos oferece é um dos maiores desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos. podem constituir uma ameaça para as espécies que ali existam originalmente.17: Imagem da planta invasora. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o chorão (Carpobrotus edulis) que cresce junto ao solo. o chorão (Carpobrotus edulis) originário da África do Sul foi introduzido nas praias do sul da Europa com o intuito de fixar as areias nas dunas. Por exemplo.FT12 . tanto através da predação. ocupando-o. ao serem introduzidas.

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5.” Quais as características da biodiversidade que a tornam tão fundamental à sobrevivência humana e à natureza? 2. 3.4.1.AV4 Actividades/Avaliação 4. 3. A desflorestação tem aumentado bastante nos países em desenvolvimento com consequências graves no ambiente. temos afectado o ambiente à nossa volta. Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais.4) . não um luxo.Se não conseguir resolver esta actividade. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Qual é a causa principal que tem acelerado as alterações climáticas no nosso planeta? Quais as principais alterações ambientais que se têm vindo a verificar? Quais são as causas do efeito de estufa e quais são as suas consequências? O desaparecimento da camada de ozono é um problema ambiental que muito tem preocupado a humanidade. Explique em que medida esta camada é importante à vida no planeta Terra e indique uma possível consequência da sua diminuição. Explique o que se entende por desflorestação e indique quais são as suas principais consequências. Desde que existem humanos à face da Terra. reveja o submódulo 4. Que compostos provocam o “Buraco de Ozono” e qual a característica que os torna tão perigosos? 4. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. “A biodiversidade é uma necessidade.

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5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC). 2007 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . e os desafios específicos da gestão ambiental em centros urbanos. de imediato. Edições Sempre-em-pé. energia. 2007 • James Robertson: Transformar a Economia . Com base em exemplos concretos. A necessidade de abordagens integradas é ilustrada em quatro grandes áreas particularmente relevantes: água. mobilidade e resíduos. TEMAS • O conceito de gestão ambiental sustentável • Gerir a necessidade de energia • Gerir a necessidade de mobilidade • A gestão da água com base na noção de ciclo • A gestão integrada de materiais e resíduos • A gestão sustentável das cidades e do espaço 4. • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR • Hidrosfera • Resíduos 5. 2. RESuMo Face ao agravamento dos problemas ambientais. SABER MAIS • Herbert Girardet: “Criar Cidades Sustentáveis”. • Usar a sua capacidade em estabelecer relações de equivalência para outras áreas de aplicação. 3. Finalmente realça-se o papel decisivo da gestão do espaço. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Saber usar a informação disponível para aumentar o conhecimento temático. Edições Sempre-em-pé. aos problemas com que as sociedades modernas se vêem confrontadas.Desafio para o terceiro milénio. • Estratosfera • Chuvas ácidas.SM5 Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 1. demonstra-se que uma estrutura de gestão compartimentada e o enfoque em soluções de fim de linha tornam a gestão ambiental ineficaz. O seu objectivo é dar resposta. a gestão ambiental tornou-se uma necessidade urgente.

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é certo que uma alteração tão profunda na economia e nas técnicas só será realizável a longo prazo. Por outro lado. Durante muito tempo a gestão ambiental foi dividida por áreas. O facto de a gestão ambiental estar dividida por áreas tem vantagens e desvantagens. para impedir que os problemas ambientais se agravem ainda mais. a complicada relação entre o Homem e a Natureza. o formando deverá estar apto a: • Integrar conhecimentos dos submódulos precedentes e transpô-los para a prática da gestão ambiental. por exemplo. desde a engenharia hidráulica até à química laboratorial. Aterro sanitário. e embora se deva. ou seja os problemas são tecnicamente bem abordados. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A água que sai de uma ETAR em bom funcionamento tem certamente uma qualidade muito superior àquela que tinha Para estruturar o conhecimento. quando se gere a água como se ela fosse um compartimento fechado do ambiente. desde já. exige conhecimentos muito profundos sobre inúmeras questões. A maior vantagem é que. até agora. começar a alterar hábitos e mentalidades. litosfera (o solo). que o Homem tem que alterar os modelos dominantes de consumo e produção de forma a poder desenvolver-se em harmonia com os ecossistemas (submódulos 1 e 2). Litosfera Temos estudado. há tarefas muito urgentes que temos que realizar de imediato. em cada área. há uma grande especialização. ETAR. PAlAVRA-CHAVE • Gestão ambiental • Compartimentos ambientais • Áreas de gestão ambiental • Abordagens de fim de linha GloSSÁRIo Ecossistema. Por isso. No entanto. hidrosfera (a água) e biosfera (a vida). • Reconhecer as vantagens de abordagens integradas na gestão ambiental. por um lado. A gestão da água. acabamos por criar outros problemas. que têm a função de retirar das águas residuais os materiais poluentes que elas transportam. Sabemos. considera-se que o ecossistema é constituído por vários compartimentos: atmosfera (o ar). Atmosfera. A gestão ambiental é o conjunto de tarefas que é necessário realizar para resolver os problemas imediatos causados pelos impactes das actividades humanas nos diversos compartimentos ambientais.FT13 . mais ou menos correspondentes aos quatro compartimentos que compõem o ecossistema. o CoNCEITo dE GESTÃo AMBIENTAl SuSTENTÁVEl: ABoRdAGENS INTEGRAdAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.1. 1 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. É o que acontece com as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

quando a poluição atmosférica devido às emissões gasosas das fábricas se tornou um perigo para a saúde humana. Mas os progressos têm sido lentos. e os velhos. para reter os poluentes em filtros. o que acontece é que se transfere a poluição de um compartimento ambiental (neste caso a hidrosfera) para outro (o solo. o solo e os seres vivos são os principais depósitos da poluição ambiental. No entanto. Através deste decreto-lei. Soluções de fim de linha e abordagens compartimentadas dominaram durante muito tempo toda a relação do Homem com a Natureza. Lda O mar. não podem ser geridos como se fossem compartimentos estanques. que vai receber os resíduos). Só com o Decreto-Lei 207/2006 é que a orgânica do Ministério do Ambiente foi alterada no sentido de alcançar uma maior integração na gestão ambiental. Mas os filtros têm que ser regularmente substituídos por novos. altamente contaminados. só se começa a pensar no problema quando ele já não tem remédio. são levados (tal como as lamas das ETAR) para aterro sanitário. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . em vez de se ir à origem do problema – os processos industriais em que essas emissões eram produzidas – só se actuou no fim da linha de produção. Figura 5. o que aliás se reflectia na forma como as instituições responsáveis pela gestão ambiental ainda até há bem pouco tempo estavam compartimentadas.1: Os compartimentos ambientais estão interligados. Ou seja.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . em geral. Hoje reconhece-se a necessidade de encontrar soluções integradas que abordem o problema onde ele é criado. ou seja. 2 quando ali entrou. Mais uma vez. os materiais retirados da água ficam retidos na ETAR sob a forma de lamas altamente contaminadas que têm que ser levadas para aterros especiais. A transferência de poluição de um compartimento para outro é uma grande desvantagem das abordagens compartimentadas. A outra grande desvantagem é que abordagens compartimentadas conduzem. Por exemplo. desta vez da atmosfera para a litosfera. Fonte: CEIFA ambiente. as empresas foram obrigadas a colocar filtros nas chaminés. o que aconteceu foi uma transferência de poluição. a soluções de fim de linha. o Instituto do Ambiente (IA) e o Instituto Nacional de Resíduos (INR) foram integrados na APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Como só se pensou na poluição atmosférica.

• os resíduos. • a água. 3 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Vamos a seguir estudar os desafios ambientais em algumas áreas particularmente relevantes: • a energia. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT13 . • os transportes.

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como é o caso dos combustíveis fósseis (carvão.1. petróleo e seus derivados e gás natural). que impede a chegada dos peixes às áreas de postura CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . mares (ondas e marés) e calor contido no interior da Terra. Gases de efeito de estufa (GEE). • Verificar que mesmo as fontes energias renováveis têm impactos no ambiente. transporte e armazenamento de energia. como é o caso da energia do sol. Aterro sanitário A energia manifesta-se sob diversas formas (força. Porém. por exemplo. As fontes de energia não renováveis esgotam-se à medida que vão sendo utilizadas. palha. da energia hídrica. No caso das fontes de energia renováveis a sua utilização não conduz ao seu esgotamento. lenha. como é o caso. Ao longo da história foram desenvolvidos diversos processos de produção. trabalho. que. • Indicar vantagens e desvantagens das fontes de energias renováveis. vento. PAlAVRA-CHAVE • Energia • Fontes de energia renováveis • Fontes de energia não renováveis • Efeito de estufa GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. 5 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. calor. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE ENERGIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.). os salmões (Salmo salar) regressam dos mares e sobem os rios até à nascente para colocarem a sua postura (ovos). etc. Em Portugal esta espécie encontra-se em perigo. electricidade.1. luz). o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir as duas principais fontes de energia. As barragens constituem um obstáculo à migração. transformáveis umas nas outras. quedas de água. A construção de barragens modifica o ecossistema e constitui uma barreira à migração das espécies aquáticas existentes no meio. movimento dos corpos. Na altura da desova. Ecossistema. foi desde os primórdios da civilização utilizada pelo Homem para produzir calor (por exemplo. Biogás. as energias renováveis também podem provocar impactes negativos no ambiente. Uma outra fonte de energia renovável é a biomassa.FT13 . Incineradora . As principais fontes para produção da energia que utilizamos hoje podem ser divididas em dois grupos: as renováveis e as não renováveis (submódulo 1). com a descoberta do fogo.

ou a mecânica. na Ucrânia. de facto. e. esta forma de energia não é considerada eficiente. tendo os bebés nascido com deficiências. a energia atómica não é. do ponto de vista ambiental e económico. concelho de Miranda do Douro e distrito de Bragança. O problema destes recursos é que não só da sua combustão resultam subprodutos altamente tóxicos e poluentes. nomeadamente. Lda Actualmente. Por estes motivos.3: Barragem de Miranda. um balanço integrado mostra que os riscos que a energia atómica representa para o ambiente e a vida não compensam essa vantagem. uma alternativa à energia proveniente de combustíveis não renováveis. os peixes Fonte: CEIFA ambiente. hoje em dia. também do ponto de vista económico. provocou alterações genéticas nos fetos de mulheres grávidas nessa altura. As medidas de segurança que são necessárias para evitar fugas de radioactividade para o exterior do reactor. Esta tecnologia é. hoje em dia. 6 Figura 5. pelo que. e também à impossibilidade de tratamento dos resíduos que são produzidos nas centrais atómicas. pois a sua utilização está associada a graves riscos (contaminação radioactiva do ambiente. perigo iminente para a saúde e vida). Há 21 anos em Chernobyl. e garantir um transporte e armazenamento relativamente seguros são muito dispendiosas. Entrou em serviço em Dezembro de 1960. como as suas disponibilidades são altamente limitadas. como a eléctrica. Em regra. representam uma hipoteca muito pesada para as gerações futuras. Esses resíduos. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . petróleo ou gás natural. Embora ela. estando previsto para breve o seu esgotamento. por isso. contribua menos para o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). as necessidades energéticas da humanidade são fundamentalmente satisfeitas a partir dos chamados combustíveis fósseis. A grande quantidade de radiação libertada na explosão. Uma outra fonte de energia são os combustíveis nucleares (por exemplo. não é considerada. uma alternativa sustentável. aconteceu um grande acidente nuclear. que conservam durante vários séculos a sua radioactividade. pois emite menos CO2 do que as tradicionais centrais térmicas que trabalham com carvão. urânio).O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . O paredão da barragem constitui uma grande barreira física à migração de espécies aquáticas. a mais problemática. esses recursos são transformados por via da combustão noutras formas de energia.

Fonte: CEIFA ambiente. do ponto de vista dos GEE neutro.5: Os diferentes tipos de energias renováveis e não renováveis. à inexistência de tecnologias e redes de distribuição disponíveis e. A utilização da maior parte das energias renováveis não conduz à emissão de gases com efeito de estufa (GEE) (submódulos 3 e 4). Lda Energias Não Renovaveis Petróleo Carvão Gás Natural Urânio CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma vez que há queima de resíduos orgânicos. A única excepção é a biomassa. para obter energia. o que origina dióxido de enxofre e óxidos de azoto. em geral. Fonte: SDC Chernobyl Energias renováveis As principais vantagens resultantes da utilização das energias renováveis consistem no facto de não serem poluentes e poderem ser exploradas localmente. Energia Energias Renováveis Biomassa Éolica Geotérmica Hídrica Hidrogénio Oceanos Solar Figura 5. como a biomassa resulta da fixação de CO2 nas plantas (submódulo 3). No entanto. As fontes de energia renováveis ainda são pouco utilizadas devido aos custos de instalação. o balanço energético da biomassa é.4: Reactor destruído e vítimas do acidente nuclear em Chernobyl. ao desconhecimento e falta de sensibilização para o assunto por parte dos consumidores e dos municípios. porque da sua combustão não resulta mais CO2 do que aquele que tinha sido fixado.FT13 . 7 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Figura 5.

As diversas energias renováveis dispõem de um conjunto de características comuns. e já estão em curso os programas de aproveitamento energético dos resíduos urbanos. A floresta nacional representa. nomeadamente quando comparados com energias provenientes de combustíveis fósseis. • Regra geral. em anos normais. • Contribuem para a diminuição da dependência energética da nossa sociedade em relação a fontes de energia importadas (combustíveis fosseis) e atenua a dependência energética relativamente aos países produtores de petróleo e gás natural. de pequena dimensão.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . Saber mais: • http://web. • Algumas das tecnologias de aproveitamento das energias renováveis apresentam uma grande flexibilidade na adição e substituição de unidades de geração de energia.2007. no próprio local onde são necessários. nomeadamente: • Contrariamente às fontes de energia fósseis (carvão. uma vez que. etc. 8 Por força de lei. a utilização do calor das centrais incineradoras de resíduos e do biogás dos aterros sanitários para a produção de electricidade. através da recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios.) podem ser considerados inesgotáveis. cerca de metade da energia eléctrica consumida pode ser de origem hídrica. que prevêem. petróleo). a proximidade entre o local de produção e consumo permite poupanças adicionais pois não é necessário uma rede para transportar a energia a longas distâncias. no início de 2009 todas as casas para venda ou arrendamento terão de possuir um certificado de eficiência energética. vento. em particular.07. os recursos que utilizam (sol. gás. A medida inserese no Sistema de Certificação Energética e de Qualidade do Ar Interior que entrou em vigor no dia 01. Estes recursos estão longe de estar completamente explorados.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . • Podem ser produzidos em equipamentos eficientes.educom. as energias renováveis tiveram sempre uma importância superior à média europeia. Em Portugal. o potencial de utilização das energias eólica e solar é grande e o seu uso é incentivado pelo Estado (por exemplo. apresentam reduzidos efeitos negativos sobre o ambiente. directamente ou através dos seus resíduos – biomassa – mais de 5 % dos combustíveis consumidos.

Desde muito cedo o Homem procurou aproveitar os recursos naturais disponíveis para satisfazer as suas necessidades de mobilidade: os animais (cavalo.6: Os Descobrimentos foram feitos com formas de mobilidade baseadas na força do vento e das correntes marítimas… Fonte: Internet A invenção da roda revolucionou as tecnologias de mobilidade. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais desafios que a mobilidade motorizada representa e apontar soluções. A mobilidade é uma necessidade básica das sociedades humanas. mas só com a invenção da máquina a vapor se entra na era da mobilidade motorizada que hoje domina as nossas CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Biodiesel. barco). procurar recursos. o vento (barco à vela)… Figura 5. a possibilidade de boiar à superfície da água (jangada. Desde sempre o Homem teve que se deslocar para se alimentar.1. das técnicas e das culturas seria impensável sem mobilidade. Ecossistema. PAlAVRA-CHAVE • Mobilidade motorizada • Poluição • Inovação tecnológica • Transportes públicos • TIC • Soluções de partilha GloSSÁRIo Chuvas ácidas.2. 9 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5.FT13 . FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE MoBIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. contactar com outras comunidades (nem sempre com fins pacíficos). burro). O desenvolvimento do comércio.

grandes superfícies são utilizadas na construção de infraestruturas que têm impactos importantes sobre os ecossistemas. vidas. 10 A roda foi provavelmente inventada na Ásia. na Mesopotâmia. pontes.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . túneis. tenta-se criar as condições mínimas para que esta tecnologia se torne viável do ponto de vista comercial. parques de estacionamento.7: O excessivo tráfego de carros contribui de forma muito significativa para as alterações climáticas que se têm vindo a verificar a nível mundial Fonte: CEIFA ambiente. Figura 5. para o problema mundial das alterações climáticas. Cerca de 1/3 das emissões de dióxido de carbono (CO2) e uma grande percentagem de dióxido de enxofre (SO2) – que provoca as chuvas ácidas – são produzidas pela combustão de combustíveis fósseis nos meios de transporte. como estradas. pois tem impactos negativos importantes. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Os transportes motorizados utilizam energias não renováveis (como a gasolina e o gasóleo) contribuindo assim. postos de abastecimento de combustível. ocupa uma grande área de terreno Fonte: CEIFA ambiente. Lda Espera-se que uma nova tecnologia (células de combustível) venha a revolucionar o sector dos transportes nas próximas décadas. nomeadamente sobre o ambiente. O ruído provocado pelo trânsito reduz a qualidade de vida das populações que vivem perto de ruas movimentadas. estas tecnologias alternativas têm ainda um peso muito pequeno no volume total de transportes. conseguindo-se diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. intensificam ainda mais o efeito de estufa e contribuem para as alterações climáticas (submódulo 4). as pessoas têm necessidade de deslocações constantes a distâncias cada vez maiores e em cada vez menos tempo. especial atenção. A emissão de vários gases tóxicos e de partículas prejudicam a saúde humana. A tecnologia tem evoluído no sentido de dotar os veículos com equipamentos mais eficientes. A mobilidade motorizada tornou-se uma necessidade básica das sociedades mais desenvolvidas.8: Um posto de abastecimento de combustível. Para assegurar a mobilidade. etc. Figura 5. Actualmente. Trata-se de veículos movidos a hidrogénio. que funcionam com combustíveis menos poluentes. hoje em dia. há 6000 anos. e em grande escala. que apenas emitiriam vapor de água. por esse facto. como o biodiesel e o gás natural. e merece. Os produtos e serviços tendem a afastar-se dos locais de consumo. No entanto.

No entanto. mais uma vez se constata que a inovação tecnológica. • Redução das necessidades de mobilidade através da promoção de tecnologias de informação e comunicação (TIC) que permitem o acesso a muitos serviços sem necessidade de deslocações (por exemplo telefone. a utilização do automóvel deixará de ser a primeira e preferencial opção. resolvem vender 4 carros e utilizar só um dos carros.FT13 . por isso.) • Repensar o ordenamento do território de forma a aproximar a procura e a oferta de bens e serviços • Promover soluções de partilha. Car-sharing = Partilha de carros CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . acaba por criar frequentemente imobilidade… Além disso continuamos a perder muitas vidas na estrada e muitas horas nas filas dos engarrafamentos de trânsito. reduzem para 1/5 a quantidade de gasolina que gastavam! Ao fim de alguns meses. passando esta para os transportes públicos. 8 % para o transporte ferroviário e 4 % para o transporte por vias interiores navegáveis. A procura de soluções mais sustentáveis para os problemas da mobilidade faz-se em várias vertentes: • Desenvolvimento de tecnologias menos poluentes. o automóvel individual é uma forma de mobilidade especialmente cara. Ironicamente. 11 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Portanto. A camionagem é hoje responsável por 44 % das mercadorias transportadas na União Europeia (UE). Assim. alternando os carros em cada dia da semana. com vista a promover novas formas de mobilidade que dão prioridade aos transportes públicos. e combinam que vão todos num dos carros. Pouparam imenso dinheiro e descobriram que até tinham mais prazer em andar a pé. como mostram as estatísticas a nível europeu: o transporte rodoviário (maioritariamente viagens em veículo ligeiro) representa 79 % do transporte de passageiros. o automóvel individual é também o meio de transporte que provoca mais congestionamentos de trânsito. É. Mas não é só o trânsito individual que torna a mobilidade numa fonte de problemas. sozinha. em comparação com 6 % para o transporte ferroviário e 5 % para o transporte aéreo. de bicicleta e de transportes públicos do que a passar horas O congestionamento em estradas e aeroportos agrava a poluição. como mostra o seguinte exemplo de “car-sharing”: 5 pessoas vivem no mesmo lugar e trabalham numa cidade a 20 km de distância. Um dia resolvem partilhar o veículo. em comparação com 41 % para o transporte marítimo de curta distância. Um grande desafio é a mobilidade de lazer. Cada vez mais pessoas utilizam o automóvel para fazer passeios nos tempos livres. estimando-se que seja responsável por um aumento de 6 % no consumo de combustíveis na UE. ou seja. sendo um produto que tem por fim único promover a mobilidade. pois descobriram que afinal um carro partilhado chegava perfeitamente para satisfazer as necessidades de mobilidade dos 5. necessário ponderar as alternativas de mobilidade que existem. Há. Internet. muitos motivos por que as pessoas se sentem obrigadas a usar carro. não vai resolver os problemas que a mobilidade motorizada origina. De facto se analisarmos todas as hipóteses que temos ao nosso dispor e avaliarmos todos os impactos inerentes a cada escolha. cada uma delas vai de carro para o trabalho. É urgente uma alteração de mentalidades. etc. todos os dias. sem dúvida.

planetaclix.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . 12 nas filas de carros… Saber mais: • http://celulasdecombustivel.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .pt • http://ecocar19.blog.

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5.1.3. A GESTÃo dA ÁGuA CoM BASE NA NoÇÃo dE CIClo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever medidas de gestão da água baseadas no conceito de ciclo; • Reconhecer as consequências de abordagens de fim de linha na gestão da água e as vantagens de abordagens integradas. PAlAVRA-CHAVE • Ciclo da água • Impermeabilização • Erosão • Desflorestação GloSSÁRIo Habitat; Biodiversidade; Lixiviados; ETAR; Aterro sanitário

A água constitui um recurso essencial à vida. A água doce utilizável é menos de 1% de toda a água do planeta. Há necessidade de uma crescente consciencialização da sociedade de que os recursos hídricos não são ilimitados e que portanto é necessário protegê-los e conservá-los.

Consumo de água: Portugal = 160 litros por habitante/dia; Sertão Brasileiro = 10 litros por habitante/dia

Figura 5.9: A quantidade de água disponível no planeta é diferente de local para local: abundância nuns lugares, escassez noutros Fonte: a) Internet b) CEIFA ambiente, Lda.

A utilização eficiente deste recurso é uma questão essencial à qual ninguém pode estar alheio. Tendo em mente os impactos da intervenção humana no ciclo da água, de forma a minimizá-los, é necessário gerir o uso da água com base na noção do ciclo. Isto significa que a gestão dos recursos hídricos deve ter em vista evitar perturbações no ciclo natural da água, como sejam:

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Um aumento da eficiência traduz-se numa redução de caudais captados e portanto, indirectamente, na preservação dos recursos hídricos disponíveis.

Uma das fontes de alteração do ciclo da água é a impermeabilização dos solos, em especial nas cidades. A precipitação não se consegue infiltrar no solo sendo “perdida” por escorrência (submódulo 3). Uma forma de gestão mais sustentável, seria utilizar, em vez de asfalto e cimento, superfícies menos impermeabilizantes que permitissem a infiltração de água no solo. O leito dos rios e as suas margens são por vezes excessivamente ocupados por construções ou por campos agrícolas. Além da perda de habitats especiais e da biodiversidade que ocorre nesses habitats, aumenta o risco de inundações e, consequentemente, de prejuízos económicos. Há que salvaguardar estas zonas porque a maioria são naturalmente áreas de cheias (vales) que fazem parte do leito dos rios.

Figura 5.10: Margem de um rio super povoado Fonte: Internet

A desflorestação também tem consequências no ciclo da água. As raízes da vegetação mantêm o solo compacto e uma vez cortadas, o solo fica exposto e desagregado. Com as águas de precipitação, partículas do solo são arrastadas e os seus nutrientes são lixiviados. O solo torna-se progressivamente mais pobre e alterado, o que provoca a erosão. Para evitar todos estes problemas relacionados com alterações do ciclo da água, é indispensável manter a cobertura vegetal, de preferência florestal. Sempre que essa desapareça deve ser reconstituída o mais rapidamente possível.

Figura 5.11: Nesta imagem observa-se a desflorestação da Amazónia e os terrenos desertos desflorestados. Estes terrenos estão mais sujeitos à erosão que os terrenos ocupados pela vegetação Fonte: www.greenpeace.org

A água que depois de utilizada (consumo humano, indústria, agricultura, pesca e actividades recreativas), é lançada nas massas de água naturais apresenta, em geral, má qualidade, podendo, em consequência, também degradar a qualidade dos meios de recepção. Já vimos que a solução tradicional é sujeitar as águas residuais a tratamento prévio numa ETAR, antes de serem lançadas no meio receptor. Isso seria uma solução de fim de linha, na qual a poluição seria simplesmente transferida para as lamas resi-

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duais da ETAR, que acabariam por ser depositadas em aterro sanitário. Uma solução integrada, pelo contrário, vai no sentido de evitar a contaminação das águas tanto nos usos domésticos, como nos processos industriais. Por exemplo, em casa devemos evitar lançar medicamentos, lixívias e outros produtos químicos nas sanitas, ou deitar óleos (alimentares ou de motor) na canalização. Nas empresas é necessário procurar tecnologias mais limpas. A gestão sustentável da água depende, em grande parte, do consumidor comum. Ou seja, cada um de nós pode e deve fazer a sua parte!

Saber mais: • www.inag.pt (Conselhos para poupar água e Plano Nacional da Água – Instituto da Água) • http://snirh.inag.pt (sobre o PEAASAR – plano estratégico de abastecimento e saneamento – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos – Instituto da Água)

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As Relações entre o Homem e o Ambiente

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5.1.4. A GESTÃo INTEGRAdA dE MATERIAIS E RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os princípios gerais de gestão ambiental à gestão dos materiais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Fecho de ciclos • Reciclagem • Boas práticas na gestão de resíduos GloSSÁRIo Limites ecológicos; Incineradora; Aterro sanitário

Como vimos nas secções precedentes, a gestão ambiental deve seguir abordagens integradas, para evitar que se limite a transferir poluições de um compartimento ambiental para outro. Para além da energia, dos transportes e da água, cuja gestão, como vimos, exige cuidados muito especiais, há uma outra área, não menos importante da interface entre o Homem e a Natureza, que requer muita atenção: trata-se da gestão de todos os materiais que retiramos da Natureza, modificamos, utilizamos e lhe devolvemos, por fim, em forma de resíduos.

Figura 5.12: Imagem de diferentes tipos de resíduos que são muitas vezes, infelizmente, deixados em terrenos descampados Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A natureza gere os materiais de outra maneira, em grandes ciclos naturais (submódulo 3). Tudo o que é utilizado num processo natural, passa depois para outro processo, onde é alterado e, nessa nova forma, fica de novo disponível a outros processos naturais. A imagem do ciclo é, portanto, a característica principal da gestão que a natureza faz dos materiais. Aliás, antes de os modelos de produção e consumo de massa se terem estabelecido, muitas actividades humanas assemelhavam-se ao que se passava na natureza: nos ciclos naturais não há resíduos, tudo o que é produzido é aproveitado e reaproveitado para ser matéria-prima noutro processo. E assim agiam os nossos antepassados, evitando

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o desperdício e reaproveitando as sobras. Infelizmente, não é isso que acontece em muitos modelos de produção e consumo que hoje dominam a nossa forma de viver e as nossas relações com a Natureza. Os modelos de gestão mais frequentes têm a forma de uma linha, como se se partisse do pressuposto que haverá sempre matérias-primas disponíveis e que os resíduos poderão ser sempre depositados na natureza.

Figura 5.13: Representação esquemática de um “Sistema Linear” Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Estes modelos estão condenados a sucumbir quando as matérias-primas rareiam ou os problemas resultantes dos resíduos se tornam incontroláveis. Situações de ruptura começaram a ocorrer em várias indústrias, quando se atingiram os limites ecológicos dos ecossistemas afectados (submódulo 1). Estes sinais de alarme multiplicaram-se nos últimos 100 anos e obrigaram cientistas, políticos e gestores a reflectir seriamente sobre como se devem gerir os materiais de forma sustentável. O segredo de uma gestão sustentável de materiais e resíduos é simples: temos que reduzir a quantidade de matéria-prima que retiramos da natureza e evitar produzir resíduos que não possam ser reaproveitados. Esta regra mestra leva-nos a pensar em termos de ciclo de vida de materiais e de produtos. A figura em baixo mostra como se pode gerir o ciclo de vida de um produto, de forma integrada, ou seja, pensando, antes de começarmos a produzi-lo, em todos os pormenores, desde a exploração das matérias-primas, a energia que se vai usar para o produzir e para o utilizar, até ao que vai acontecer quando ele chegar ao fim da sua vida útil.

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Figura 5.14: Representação esquemática do ciclo de vida ideal para um produto Fonte: CEIFA ambiente, Lda (Imagem adaptada de Kazazian, Thierry: “Haverá a idade das coisas leves”, São Paulo, 2005)

Até há bem pouco tempo, resolvia-se o problema dos resíduos com uma abordagem de “fim de linha”, ou seja, só se começava a pensar nos resíduos depois de eles terem sido produzidos. Apesar de se terem feitos muitos progressos nas últimas décadas no sentido de melhorar a gestão de materiais, ainda são produzidos muitos resíduos, em quase todas as actividades humanas, que causam graves problemas ambientais e poderiam ser evitados. Dentro de uma perspectiva de fim de linha foram construídos por todo o mundo milhares de aterros sanitários e incineradoras de resíduos que exigem muitos investimentos e tecnologias avançadas. Mas os aterros construídos há cerca de 15 anos em Portugal já estão a chegar ao fim da sua capacidade, e a possibilidade de se poder incinerar todos os resíduos é pouco viável, por motivos económicos, técnicos e até sociais, pois as pessoas se opõem à construção destas centrais na sua vizinhança. É necessário gerir os resíduos de forma integrada, pensando que os resíduos são, do ponto de vista ambiental, materiais que, numa certa fase do seu ciclo de vida, são rejeitados, porque deixaram de ter utilidade para o Homem. A gestão integrada de materiais e resíduos tem que ter em consideração todo o ciclo de vida dos materiais. O objectivo é reduzir ao máximo a parte que vai para soluções de fim de linha, e isso faz-se estabelecendo uma “ordem de prioridades” para a compra, a utilização e o tratamento de materiais: 1. Evitar usar materiais que podem ter efeitos nefastos na fase de produção ou de utilização, ou causam problemas quando se tornam resíduos (prevenção qualitativa); evi-

Estima-se que os 15 países membros da EU, produziram, em 2003: 182 milhões ton/ano de resíduos sólidos urbanos (RSU), 286 milhões ton/ano de resíduos de construção e demolição (RC&D), 338 milhões de ton/ano de resíduos industriais (RI) e 26 milhões de ton/ano de resíduos perigosos (RP).

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Técnicas eficientes são aquelas que produzem o mesmo com menos; ou seja, precisam de menos matérias-primas e energia e produzem a mesma quantidade de produtos com menos resíduos.

2. 3. 4.

tar desperdícios de materiais na fase de produção, utilizando as técnicas disponíveis mais eficientes (prevenção quantitativa); Reutilizar todos os materiais residuais dentro do mesmo processo (fábrica, obra de construção, produção agrícola) ou noutros processos; Reciclar todos os materiais residuais que não podem ser directamente reintegrados na produção ou no consumo e utilizar, sempre que possível, materiais reciclados; Levar para tratamento final (incineradora ou aterro sanitário) somente os resíduos para os quais não foi possível encontrar uma solução.

Conclusão: precisamos de muitas inovações técnicas que tornem os produtos mais leves, mais eficientes, mais duradouros e que, no seu fim de vida, possam ser reciclados, e não se tornarem simplesmente resíduos que têm que ser depositados ou incinerados.

Saber mais: • Manual Europeu de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, Volumes I e III, 2002-2004: Para download: www.ceifa-ambiente.net

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5.2. A GESTÃo SuSTENTÁVEl dAS CIdAdES E do ESPAÇo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância do ordenamento do território; • Identificar relações de dependência entre a cidade e a sua periferia; • Nomear critérios de qualidade de vida urbana. PAlAVRA-CHAVE • Ordenamento do território • Densidade populacional • Periferia • Pegada ecológica GloSSÁRIo Desflorestação; Habitat; Biodiversidade; Fauna; Flora

Já reflectimos várias vezes sobre a importância que a ocupação do espaço pelo Homem tem sobre o ambiente. A desflorestação e a impermeabilização do solo têm efeitos sobre o ciclo da água e a sobrevivência das espécies, a destruição de habitats naturais ameaça a biodiversidade, a construção de barragens altera os cursos dos rios e tem implicações sobre a fauna, a flora, etc.. Com o aumento da densidade populacional, surge a necessidade de regulamentar a utilização do espaço pelo Homem. Hoje em dia, embora as pessoas possam ser proprietárias de terras, não lhes é permitido utilizar esses espaços como bem lhes apetece. E há boas razões para que assim seja. Se não houvesse regras, teríamos indústrias altamente poluentes ao lado de casas de habitação, aterros no meio de florestas, aeroportos ao lado das praias, centrais atómicas no meio das cidades e outras aberrações deste tipo. ordenamento do território é o nome que se dá a esta área da gestão ambiental que se dedica a gerir a localização das actividades humanas no espaço disponível. Trata-se de uma área transversal de gestão, que requer uma excelente base de informação geográfica, económica, social e ambiental, e que assume duas funções essenciais: 1. determinar o espaço que pode ser ocupado por actividades humanas, e qual o espaço que deverá ser reservado à Natureza; 2. como devem ser distribuídas as actividades humanas no espaço, de forma a se poderem articular de forma harmoniosa. A gestão do espaço em centros urbanos (cidades) representa um desafio particularmente complexo, não só pela densidade populacional que esses espaços abrigam, como pela

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diversidade de actividades que ali estão instaladas.

Figura 5.15: Para viver, a cidade precisa de mais do que aquilo que produz… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

As necessidades de uma cidade não podem ser totalmente satisfeitas por aquilo que ali existe ou é produzido. De facto, os habitantes de uma cidade têm que se alimentar de produtos que, em grande parte, são produzidos em zonas rurais, por vezes noutros continentes. A água que as cidades consomem vem de aquíferos situados fora do seu perímetro, e as águas residuais que a cidade despeja no esgoto vão poluir linhas de água da periferia, as praias e os oceanos. As infra-estruturas para o tratamento de águas são situadas fora da cidade, e o mesmo acontece com as instalações de tratamento de resíduos. E a poluição atmosférica que as cidades produzem tem efeitos não só na cidade, como também a nível regional e global. A cidade ocupa, por isso, não só o espaço em que está construída, mas também muito espaço na periferia e de outros lugares. Diz-se, por isso, que a maior parte das cidades têm uma pegada ecológica muito elevada. As cidades têm uma responsabilidade muito grande em relação às suas periferias, tanto mais que os habitantes da cidade precisam de lugares com boa qualidade ambiental na proximidade para repouso e actividades de lazer. Por outro lado, uma cidade tem uma oferta de bens e serviços que serve, em geral, uma população muito maior do que aquela que ali vive. Assim, muitos postos de trabalho na cidade são ocupados por pessoas que vivem na periferia e se deslocam todos os dias para a cidade, dando origem aos famosos movimentos pendulares de trânsito: de manhã um grande fluxo de trânsito intensivo em direcção à cidade, e ao fim do dia o fluxo em direcção contrária.

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Figura 5.16: Existem zonas em Lisboa onde ainda circulam eléctricos, que constituem um óptimo meio de locomoção dentro da cidade e são pouco poluentes Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A mobilidade (de mercadorias e de pessoas) é uma área prioritária da gestão urbana. Uma cidade bem gerida tem uma rede de transportes públicos que minimiza a poluição atmosférica, os níveis de ruído e o congestionamento das vias públicas. Em Lisboa foram feitos vários estudos sobre o consumo de água e de energia que mantêm a cidade viva. Quanto à água, o estudo chega à conclusão que “o combate às perdas, uma melhor gestão da procura, a reutilização de águas cinzentas e de águas residuais tratadas para usos não potáveis, são alguns dos desafios que devem ser abordados com urgência”. Em relação à energia as soluções passam por “uma maior eficiência energética pelo lado da procura, a redução da dependência de combustíveis fosseis, a maior descentralização da produção de energia, o aumento do contributo de energias renováveis para o balanço energético local - oferecendo a Lisboa também uma expressão de geradora de energia final em vez de apenas consumidora”.

Figura 5.17: Estes acumuladores de calor que se podem colocar nos telhados das casas, aproveitam a energia solar (fonte de energia renovável) para aquecer a água da casa Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.cidadessustentaveis.info • www.lisboaenova.org

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Actividades/Avaliação

5.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo
1. Para se estudar o ambiente de forma estruturada, é habitual distinguir vários compartimentos ambientais. Indique os seus nomes. Escolha dois desses compartimentos e descreva um fenómeno natural que demonstre como eles estão interligados. O que é uma gestão ambiental compartimentada e qual é a grande desvantagem ambiental a ela associada? Descreva o problema através do exemplo da gestão dos recursos hídricos. Descreva as vantagens ambientais provenientes da utilização das energias renováveis. Em que medida é que as TIC podem contribuir para uma redução do trânsito? Existe uma “ordem de prioridades” que facilita a gestão integrada de materiais e resíduos. Nomeie correctamente essa ordem de prioridades, começando pela mais amiga do ambiente e acabando nas soluções de fim de linha. A noção de ciclo tem uma importância muito grande na gestão ambiental. Dê dois exemplos que mostrem a vantagem da sua aplicação.

2.

3.

4. 5.

6.

Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) .Se não conseguir resolver esta actividade, reveja o submódulo 5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

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6. Legislação Ambiental

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Legislação Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo começa por descrever a evolução dos princípios sobre os quais se baseia a política e o direito ambientais, e a importância desses princípios para a gestão ambiental. Caracteriza, em seguida, os três níveis a que o direito ambiental é criado: internacional, comunitário e nacional. Dado o ênfase crescente de abordagens baseadas no princípio da prevenção, torna-se evidente que o futuro aponta para uma legislação comunitária e nacional que aposta na responsabilidade ambiental do produtor. Esta evolução requer uma postura pró-activa por parte dos empresários.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Conhecer os princípios gerais que orientam a política ambiental, o direito ambiental e, em consequência, a gestão ambiental; • Compreender que o direito ambiental tem fontes internacionais, comunitárias e nacionais e descrever as relações entre direito comunitário e nacional; • Saber usar a informação disponível para aumentar o seu conhecimento sobre as diferentes áreas do direito do ambiente.

3.

TEMAS • Princípios gerais da política ambiental • O direito do Ambiente • A legislação internacional • Legislação da União Europeia • Legislação nacional

4.

GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC); • Estratosfera • Chuvas ácidas; • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR

5.

SABER MAIS • Direito do Ambiente, Fernando dos Reis Condesso, Livraria Almedina, Coimbra, 2001. • www.diramb.gov.pt (Legislação) • http://europa.eu (site oficial da União Europeia)

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Princípios Gerais da Política Ambiental

6.1. PRINCíPIoS GERAIS dA PolíTICA AMBIENTAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Diferenciar os princípios que orientam a política e o direito ambientais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Princípio do poluidor-pagador (PPP) • Princípio da precaução • Gestão ambiental GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Estratosfera

A necessidade de gerir as relações entre o Homem e a Natureza levou à criação de uma série de regras que devem ser respeitadas para evitar que as actividades humanas continuem a ter efeitos negativos sobre o ambiente. Estas regras variam, dependendo do tipo de actividade a que dizem respeito, e são fruto da política ambiental que um Estado ou uma comunidade de Estados decide implementar. As regras definidas pela política ambiental são as linhas orientadoras da gestão ambiental. Uma parte dessas regras tem carácter vinculativo, e constitui a “legislação ambiental”. Mas a política ambiental ainda pode utilizar outros instrumentos, para além da lei, para implementar os seus objectivos, como por exemplo, campanhas de sensibilização. Para entender melhor os objectivos da política ambiental é importante conhecer alguns princípios básicos que a orientam e que determinam o tipo de instrumentos que ela utiliza. Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Ainda hoje muita gente deita os seus resíduos para a via pública, a pensar que a Câmara Municipal é que tem o dever de limpar tudo. É certo que as câmaras têm que o fazer, mas essa tarefa custa dinheiro, e é, portanto, feita à custa da sociedade em geral. É com os impostos pagos por todos os cidadãos que o Estado tem que reparar o dano que alguns provocam.

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Princípios Gerais da Política Ambiental

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Figura 6.1: Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Fonte: Internet

Mas hoje já são poucas as pessoas que actuam de forma tão irresponsável, talvez porque desde há muitos anos a gestão ambiental se guia pelo princípio poluidor-pagador (PPP). Este princípio diz simplesmente: “quem suja, tem que limpar, ou então paga pelos danos causados!”. É com base neste princípio que o Estado: • obriga as empresas a respeitarem uma série de regras em relação à água, aos resíduos, ao ruído e às emissões; • cobra taxas sobre os resíduos e as águas residuais ; • aplica multas aos que poluem o ambiente; • pode punir os que não respeitam as regras de protecção ambiental, em casos graves inclusivamente com pena de prisão. No entanto, e apesar de o PPP ser um princípio muito eficaz, quando o Estado faz uma boa vigilância, nem sempre é possível identificar os poluidores. Por exemplo, todos nós emitimos emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera: como avaliar o contributo que cada um dá para a alteração climática? Há também imensas fontes de poluição que sujam um rio, mas como identificar a contribuição de cada um? Nestes casos o PPP não pode ser correctamente aplicado. Além disso, há danos irreversíveis e irreparáveis, e há bens que não têm preço (por exemplo, a biodiversidade). Também nestes casos o PPP não é aplicável. De facto, só há uma forma correcta de agir quando corremos o risco de, com uma actividade, causar danos irreversíveis ou irreparáveis ao ambiente: evitar os danos. É o que diz o princípio da prevenção: “é melhor prevenir do que remediar”. Este princípio, que na prática se aplica em conjunto com o PPP, afirma que os poluidores devem ser responsabilizados se não tomarem as medidas necessárias para evitar danos. Portanto, não se trata aqui de reparar um dano, mas sim de fazer tudo para que esse dano não ocorra. Por exemplo: os resíduos são um problema? Pois bem, o que o princípio da prevenção diz é que o melhor é evitar produzir resíduos. As emissões de CO2 estão a alterar o clima? Pois bem, reduzamos o nosso consumo de energia, diz o princípio da prevenção.

Se uma espécie em risco de extinção acabasse por desaparecer devido à acção de um indivíduo, não haveria dinheiro no mundo que pudesse reparar esse dano que é irreversível (a espécie nunca mais voltará a existir) e irreparável (pois não é possível calcular, e muito menos pagar, os custos ambientais que poderão advir dessa perda).

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Princípios Gerais da Política Ambiental

Figura 6.2: É melhor evitar o incêndio florestal do que remediar… Fonte: Internet

Há ainda um terceiro princípio que vale a pena mencionar: é o princípio da precaução. Este princípio parte da observação de que há muita incerteza quanto aos danos que uma actividade pode causar ao ambiente. Por exemplo, quando os clorofluorocarbonetos (CFC) apareceram, foram considerados o melhor produto que a química jamais tinha produzido: eram substâncias sem cheiro, não tóxicas, não inflamáveis, e podiam ser usadas em inúmeras aplicações, como gás de expansão para os aerossóis e as espumas, e como gás de compressão para aparelhos de refrigeração. Frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, sprays e colchões de espuma são exemplos de produtos que integram substâncias com estas características. Só muitos anos depois é que se descobriu o buraco de ozono e só após vários anos de investigação foi mais tarde reconhecido o impacto negativo que os CFC tinham na estratosfera. Os CFC foram banidos a nível mundial, a sua produção e venda é proibida. Hoje utilizamse substâncias com propriedades similares mas menos risco para a camada de ozono. No entanto, ainda durante muitos anos vamos ter emissões de CFC, que estão integrados em frigoríficos e aparelhos de ar condicionado mais antigos, se não forem cuidadosamente retirados desses aparelhos no fim da sua vida útil. Portanto, coisas que nós hoje pensamos que são perfeitamente inofensivas, podem ter efeitos negativos que só se tornam visíveis a longo prazo. O princípio da precaução diz que temos que admitir que tudo o que fazemos pode representar um risco, ou seja, devemos ser cautelosos, observar cuidadosamente os efeitos que possam surgir, não adoptar tecnologias ou substâncias cujos efeitos ainda estão mal estudados sem tomar todas as medidas de precaução possíveis. Por exemplo, os organismos geneticamente modificados (OGM) podem ser uma bênção (por exemplo, na cura de doenças como as diabetes) ou uma tragédia para o planeta (por exemplo, se esses organismos se expandirem à custa de outras espécies). Neste caso, como em muitos outros, temos que agir de acordo com o princípio da precaução.

Só agora, após 200 anos de utilização intensiva de combustíveis fósseis, se sabe que as emissões de CO2 vão ter efeitos dramáticos sobre o clima da Terra.

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6.2. o dIREITo do AMBIENTE
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar os princípios gerais descritos na ficha precedente com a evolução da política o direito do ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • Política ambiental • Direito do ambiente GloSSÁRIo Chuvas ácidas; Ecossistema

O fim da década dos anos sessenta é o marco do surgimento das Políticas e do Direito do Ambiente. Acidentes industriais como os que ocorreram no Love Canal, nos EUA, poluição de um curso de água, Hooker Chemical Company, rotura de um depósito de resíduos em Michigan, EUA, as chuvas ácidas, com efeitos sobre as florestas nos países da Europa Central - eis alguns dos exemplos de desastres que precederam o surgimento de políticas e normas.

Figura 6.3: “Love Canal: área do Estado de Nova Iorque (E.U.A.) que teve que ser evacuada em 1977 devido à grave poluição química do seu subsolo” Fonte: www.wikipedia.org

Assim se desenvolve, em especial a partir de meados do século passado, o direito do ambiente que reflecte a preocupação generalizada com os crescentes problemas ambientais

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que ameaçam a saúde humana e os ecossistemas. O direito ambiental não é só o direito emanado pelas autoridades nacionais. Há diversas fontes de direito que têm implicações directas ou indirectas sobre as empresas e os cidadãos: o direito internacional, o direito comunitário e o direito nacional. Mas, independente da fonte legislativa, o direito do ambiente é uma área muito dinâmica do direito, pois está profundamente ligada ao progresso científico e técnico. À medida que a ciência vai ganhando conhecimentos sobre os mecanismos que regem os ciclos naturais, as interdependências que caracterizam os ecossistemas e os efeitos das tecnologias sobre o ambiente, também o direito do ambiente se vai desenvolvendo, com o fim de gerir cada vez melhor as relações entre o Homem e a Natureza. A evolução da política ambiental e do direito ambiental, em especial, pode ser resumida em três fases: • 1ª fase (até fins dos anos 60): centrada sobre aspectos pontuais, visava especialmente a protecção da vida e saúde humanas (regulamento de substâncias perigosas) • 2ª fase (a partir dos anos 70): a política ambiental reconhece, cada vez mais, a necessidade de proteger o ambiente; o direito ambiental passa a regular os processos de produção e de “eliminação” através de soluções de fim de linha que visam: • A retenção das emissões das instalações industriais • A imposição de requisitos técnicos para as instalações de tratamento de resíduos sólidos e líquidos • 3ª fase: rumo a uma política integrada, voltada para a prevenção dos problemas globais e locais É fácil reconhecer que estas três fases acompanham a evolução dos princípios de gestão, de que já falámos na ficha precedente. As duas primeiras fases acima descritas são caracterizadas por leis e regulamentos muito detalhados, que procuravam controlar todas as actividades e processos de produção; quem não cumprisse a lei era punido (de acordo com o princípio poluidor-pagador – PPP). Com esta abordagem, o direito ambiental acabou por criar muita burocracia, pois era preciso pedir licenças para muitas actividades, o que tornava todo o sistema pouco flexível e não incentivava a inovação; por outro lado, a eficácia das normas de protecção ambiental dependia muito da capacidade de controlo por parte do Estado e, como o Estado não podia estar em todo o lado, acabava por haver muitas áreas que não eram regulamentadas e representavam riscos importantes.

Embora frequentemente utilizada - mesmo em documentos legais - a palavra “eliminação” no contexto ambiental não faz sentido, pois todos sabemos, pelo menos desde Lavoisier (séc. XVIII) que na natureza “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”…

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Figura 6.4: O Estado não pode estar em todo o lado e controlar tudo… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em breve se percebeu que era preciso alterar a política ambiental e, para além do PPP, utilizar outros mecanismos para obrigar os poluidores a pensarem seriamente em como evitar problemas ambientais. É certo que há áreas que representam um risco para a saúde humana e o ambiente tão elevado que têm que ser regulamentadas através de proibições muito rigorosas e bem controladas. Portanto, a entrada do princípio da prevenção no direito ambiental não excluiu, de forma alguma, a possibilidade de o Estado intervir com leis muito rígidas quando está em causa a segurança e o bem-estar dos cidadãos. Mas, para além de decretar restrições e proibições, o Estado começou a aplicar com mais frequência o princípio da prevenção, que, em certos casos, pode ser muito mais eficaz do que uma legislação baseada em proibições e punições. Este princípio, como sabemos, exige uma alteração das mentalidades, e transfere para os empresários a responsabilidade de prevenir quaisquer danos que os seus processos ou produtos possam provocar. Assim, o direito do ambiente começou a realçar, cada vez mais, o papel de uma postura pro-activa por parte dos empresários, ou seja, não devem esperar que o Estado regule e castigue, devem, eles próprios, tomar a iniciativa de promover o seu desempenho ambiental. Nesse sentido, hoje o Estado impõe metas que têm que ser atingidas, e deixa à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. É o que acontece, por exemplo, com as embalagens: o Estado impõe determinadas quotas de recolha e reciclagem e a Sociedade Ponto Verde S.A. (que é uma entidade privada, sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1996, com a missão de promover a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, a nível nacional) instalou os ecopontos que todos conhecemos.
Hoje em dia, cada vez mais, as pessoas dão prioridade a produtos amigos do ambiente. Desta forma, as empresas que se preocupam com o ambiente podem ser mais competitivas que as que não têm qualquer tipo de preocupação.

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Figura 6.5: Os ecopontos, cada vez mais comuns, são os locais onde devemos colocar o lixo que separamos em casa. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.ipv.pt

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6.2.1. o dIREITo INTERNACIoNAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a função do direito internacional e explicar as limitações a que a sua implementação está sujeita; • Mencionar os temas que são regulados pelas convenções ambientais em vigor. PAlAVRA-CHAVE • Instituições internacionais • Tratados internacionais • Convenções internacionais GloSSÁRIo Alterações climáticas; Resíduos

Como já vimos, o direito ambiental pode ser deliberado a vários níveis. O carácter global dos impactes ambientais e os efeitos das pressões do modelo produtivo e de consumo de massa das sociedades modernas sobre o equilíbrio ecológico da Terra obrigam, não só ao surgimento de políticas e regulamentos dentro de cada Estado, mas também de acordos e convenções entre os Estados, visando a protecção do ambiente e do equilíbrio ecológico dos vários compartimentos ambientais – água, ar, conservação da natureza, alterações climáticas, resíduos, etc. O direito internacional é promovido por instituições internacionais, como por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU).

Figura 6.6: Logótipo da Organização das Nações Unidas. Fonte: www.un.org

A função do direito internacional é a aplicação dos princípios da prevenção e do princípio poluidor-pagador (PPP) com o fim de regulamentar o problema da responsabilidade em casos de poluição que afectam mais do que um país, ou seja, quando o país causador do

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dano deve ser responsabilizado por efeitos causados noutro país. O direito internacional é, por isso, quase sempre o resultado de negociações muito difíceis e morosas entre os vários países. No entanto, não se pode prescindir, hoje em dia, de regras internacionais para o ambiente, pois muitos problemas não podem ser eficazmente abordados a nível nacional, como é o caso, por exemplo, das alterações climáticas. Não faria sentido, por exemplo, que só um país fizesse esforços para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), pois, por maior que fosse o seu contributo, a nível global os resultados seriam provavelmente pouco eficazes para proteger o clima da Terra. Por isso, é importante que haja acordos internacionais que estabelecem o contributo que cada país deve dar para a realização dos objectivos comuns. Os acordos internacionais sofrem de uma fraqueza em relação às leis nacionais e comunitárias: é mais difícil assegurar o seu cumprimento. Se um cidadão desrespeita uma lei, é multado, mas se um país não cumpre o que se propôs fazer, em regra não há sanções suficientemente fortes que o obriguem a cumprir o acordado. De qualquer forma, os tratados na área do ambiente prevêem mecanismos de informação, reuniões periódicas e órgãos administrativos que, na prática, acabam por exercer uma pressão importante para que os compromissos sejam cumpridos. Além disso, os Estados que não cumprem os tratados internacionais sofrem pressões, por vezes muito fortes por parte dos outros países. É que acontece actualmente com o Protocolo de Quioto que ainda não foi ratificado pelos Estados Unidos da América (EUA), pelo que o governo americano tem sido fortemente criticado pelos outros países. Há, além disso, diferentes tipos de tratados internacionais, mais ou menos abrangentes, com ou sem compromissos objectivos, associados ou não a um calendário de metas a atingir. Há acordos que funcionam apenas como carta de intenção. É o caso, por exemplo da Declaração do Rio, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Estas cartas de intenção contêm, normalmente, compromissos políticos genéricos ou dizem, por exemplo, que os países devem “fazer esforços no sentido de”. No entanto, elas têm o mérito de formarem plataformas de princípios sobre os quais tratados mais vinculativos podem depois ser deliberados. É o que fica ilustrado na seguinte lista das convenções internacionais sobre temas ambientais, até hoje ratificadas a nível global. Foi sobretudo a partir das Cimeiras de Estocolmo (1972) e do Rio de Janeiro (1992) que o direito internacional do ambiente se desenvolveu com mais intensidade: • Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), ratificada em 1975; • Convenção de Viena para Protecção da Camada de Ozono, ratificada em 1989, e Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, ratificado em 1987; • Convenção da Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, ratificada em 1992;

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• • • •

Convenção sobre Áreas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas (Convenção de Ramsar), ratificada em 1993; Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), ratificada em 1994; Convenção de Combate à Desertificação, ratificada em 1997. Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ratificada em 1994, e Protocolo de Quioto, ratificado em 2002;

Observa-se uma nítida intensificação das actividades legislativas a nível internacional nas últimas décadas.

Figura 6.7: A luta contra a desertificação é um grande desafio do séc. XXI. Fonte: www.greenpeace.org

É importante também mencionar que um acordo internacional não é válido, necessariamente, para todo o mundo. Um acordo é um compromisso mútuo entre um determinado número de países. As metas do Protocolo de Montreal (1987) foram aceites por 175 países. Já o acordo sobre os rios transfronteiriços ibéricos (Convenção de Albufeira, 1998) diz apenas respeito a Portugal e Espanha.

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6.2.2. lEGISlAÇÃo dA uNIÃo EuRoPEIA
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o papel da legislação comunitária na área do ambiente; • Caracterizar o tipo de documentos que formam o direito comunitário; • Explicar as vantagens económicas do direito ambiental comunitário. PAlAVRA-CHAVE • Direito comunitário • Conselho da UE • Estados Membros • Regulamentos • Directivas • Decisões e Recomendações • Governação ambiental • Postura pró-activa

O objectivo central da União Europeia (UE) é atingir a uniformização das bases políticas e administrativas dos seus 27 Estados Membros. Para atingir este objectivo, a legislação comunitária baseia-se no acordo entre os Estados Membros de que, em certas áreas do direito, o direito comunitário tem prioridade sobre o direito nacional, ou seja, nessas áreas o direito comunitário é um ordenamento jurídico independente que prevalece sobre as ordens jurídicas nacionais.

Figura 6.8: Bandeira da Europa, símbolo não só da União Europeia, mas também da unidade e da identidade da Europa. Fonte: http://europa.eu

Mas, tirando algumas excepções, o direito nacional é normalmente o que ainda domina. Em especial, o direito comunitário nunca se pode sobrepor à Constituição de qualquer Estado Membro. Mas também a legislação sobre a educação, a medicina, o trabalho, a segurança social, etc. continuam a ser, em grande parte, uma competência dos Estados Membros. Actualmente discute-se a possibilidade de haver uma convenção europeia que permita uma maior transferência de competências dos Estados Membros para a UE.

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Foi em 1986 que Portugal se juntou à União Europeia.

Figura 6.9: Mapa da União Europeia, com os países membros de amarelo. Fonte: http://pt.wikipedia.org

Neste contexto, o direito do ambiente apresenta um estatuto especial. Os Estados Membros reconhecem que há vantagens económicas em haver níveis de desempenho ambiental similares em todos os países. De facto, restrições ambientais podem tornar alguns produtos e serviços mais caros, como é o caso, por exemplo, da obrigatoriedade de os automóveis terem um catalizador para reter as emissões poluentes. Se houvesse países em que esta obrigação não existisse para os produtores, o preço dos automóveis ali produzidos poderia ser mais baixo, o que iria penalizar os produtores dos países com melhor desempenho ambiental. Por isso, os Estados Membros acordaram que era necessário tentar harmonizar, tanto quanto possível, as legislações ambientais em toda a Europa, o que, na prática, resulta numa transferência de competências legislativas dos Estados Membros para a União Europeia. Na área do ambiente, o Conselho da União Europeia (que representa todos os países membros) tem a capacidade de definir, em cada caso concreto, como devem ser distribuídas as competências legislativas, ou seja, define se a legislação referente a um tema específico deve ser decidida a nível comunitário ou nacional. De acordo com essa decisão, para o caso específico em questão, o Conselho pode adoptar diversos tipos de documentos: • Regulamentos, que são directamente aplicáveis e obrigatórios em todos os Estados-Membros sem que seja necessária qualquer legislação de aplicação; nestes casos a legislação comunitária tem prioridade sobre a legislação nacional. • directivas, que vinculam os Estados Membros quanto aos objectivos a alcançar

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num determinado prazo, deixando, no entanto, às instâncias nacionais a competência quanto à forma e aos meios a utilizar. As Directivas têm de ser transpostas para o direito interno de cada país de acordo com os seus procedimentos específicos; neste caso, portanto, há uma distribuição de competências: os objectivos são estipulados a nível comunitário, mas os Estados Membros adoptam a legislação necessária para atingir esses objectivos a nível nacional. decisões, que são vinculativas na sua integralidade para os seus destinatários. Assim, as Decisões não requerem legislação de transposição nacional. No entanto, as Decisões só regulam questões muito específicas e podem ser dirigidas a um ou a todos os Estados-Membros, bem como a empresas e pessoas singulares; Recomendações e pareceres, que não são vinculativos.

Na área do ambiente a legislação da UE é maioritariamente composta por Directivas que exigem uma transposição para o direito nacional. Por isso, na maioria dos países, a legislação ambiental em vigor é, em grande parte, simplesmente devida à transposição do direito comunitário para direito nacional.

Saber mais: • http://europa.eu • www.valorcar.pt

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sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender. salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica (…). das mais avançadas. d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais. 2. Para assegurar o direito ao ambiente. bem como classificar e proteger paisagens e sítios. no quadro de um desenvolvimento sustentável. e) Promover (…) a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana (…). • Nomear os principais documentos legislativos que estão em vigor. ETAR A criação do direito ao ambiente como um direito social merecedor de ser reconhecido no catálogo constitucional só se afirmou na década de 1970.FT16 .2. por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos: a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão. Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente (…) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente. assumindo aí a Constituição da República Portuguesa de 1976 uma posição pioneira e. PAlAVRA-CHAVE • Constituição Portuguesa • Lei de Bases do Ambiente • Legislação Ambiental Europeia GloSSÁRIo Aterro sanitário. 13 O Direito do Ambiente 6. ainda hoje. 1. de modo a garantir a conservação da natureza (…). b) Ordenar e promover o ordenamento do território (…). referente ao “Ambiente e Qualidade de Vida” estabelece o direito de todos os cidadãos ao ambiente. O artigo 66º da Constituição Portuguesa. incumbe ao Estado. 3.3. c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio. lEGISlAÇÃo NACIoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. no quadro do desenvolvimento sustentável: • • Todos têm direito a um ambiente de vida humano. Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o carácter constitucional do direito ao ambiente em Portugal.

Diz ainda. reservas ecológicas. os Estados Membros. a protecção da natureza (Decreto-Lei n. a água (Lei da água. Lei n. etc.º 178/2006 de 5 de Setembro). como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado”. Lda. de 29 de Dezembro). reserva natural. têm vindo a adoptar um novo estilo de governação ambiental que visa promover uma postura mais pró-activa por parte dos empresários. há já vários anos.º 11/87) define “as bases da política de ambiente. em cumprimento do disposto nos artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa”. a UE tem generosamente financiado a construção de infra-estruturas para a protecção ambiental (aterros sanitários. a eficiência energética (Decreto-Lei 78/2006. Portugal foi um dos países que mais beneficiou desta política. qualitativa e quantitativamente. há uma variada gama de leis e decretos-leis que regulam os aspectos específicos do ambiente em Portugal: os resíduos (Decreto-Lei n. parque natural. Em especial. que “a política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. Para além da Lei de Bases do Ambiente.) e a implementação de medidas de conservação da natureza (parques nacionais. de 11 de Agosto).º 58/2005.O Direito do Ambiente FT16 . 14 A Lei de Bases do Ambiente (Lei n. pela UE. ETAR. paisagem protegida e monumento natural. o reforço dos princípios da prevenção e da precaução tem sido liderado. Como já foi dito anteriormente.10: Mapa com a representação de todas as áreas com estatuto de conservação de Portugal: parque nacional.ICNB) É também por influência da UE que Portugal tem acompanhado a evolução dos princípios gerais que regem a política e o direito ambientais. ainda é muito visível a compartimentação do ambiente na nossa legislação (submódulo 5).). (com dados do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade . Para lhes facilitar a implementação da legislação comunitária. A legislação ambiental europeia tem ajudado os Estados Membros menos desenvolvidos a evoluir e a promover o seu desempenho ambiental em muitos domínios. o ordenamento do território (Lei nº 48/98. etc.º 613/76 de 27 de Julho). de 4 de Abril). Sob a sua influência. Fonte: CEIFA ambiente. Figura 6. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

máquinas de lavar roupa.) depositados num descampado. se os produtos são efectivamente recuperados e os materiais reciclados. Como cidadãos devemos estar atentos e alertar para as situações que pareçam contradizer os verdadeiros objectivos do direito do ambiente. nem sempre tem os efeitos que seriam de desejar. e o Estado limita-se a controlar se as metas são cumpridas. também em Portugal cada vez mais leis ambientais definem simplesmente as metas que têm que ser atingidas. ou seja. Fonte: CEIFA ambiente. Figura 6. como já vimos. e a reciclar uma grande parte dos materiais que utilizaram na produção dos seus produtos.pt (Artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa) • www.pt (Lei de Bases do Ambiente) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . também é verdade que a legislação ambiental é o fruto de muitas pressões políticas e económicas e por isso. mas deixam à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. Mas a lei não diz como é que os produtores devem assegurar a recolha dos produtos em fim de vida. o importante é entendermos que a legislação ambiental deve ter por objectivo principal a preservação do património natural (submódulo 2) e a redução dos efeitos negativos das actividades humanas sobre o ambiente (submódulos 3 e 4).FT16 . É o que acontece com a legislação sobre as embalagens. Saber mais: • www.gov. 15 O Direito do Ambiente Nesse sentido. No entanto.gov.diramb. infelizmente. os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE). Os produtores destes produtos são obrigados a recuperar os seus produtos no fim da sua vida útil. etc. Lda Embora uma parte da legislação seja muito complicada e exija muita burocracia.11: Fotografia de resíduos de vários equipamentos electrónicos (frigoríficos. e os veículos em fim de vida – todas elas resultantes da transposição de Directivas europeias.diramb.

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que se reflectem no direito ambiental e também na gestão ambiental. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. se for descoberto. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Ordene cada uma das alternativas a um princípio de gestão e justifique. c) analisa o seu processo de produção para encontrar forma de diminuir a carga poluente dos seus efluentes.Se não conseguir resolver esta actividade. Ele tem várias alternativas: a) faz o despejo e sujeita-se a pagar uma multa.4) . Legislação Ambiental. e livra-se da multa. 5. Que instituições têm competência para promover a legislação ambiental a nível internacional e a nível da Comunidade Europeia? A legislação europeia é constituída por diferentes tipos de documentos. Quais são as vantagens económicas do direito ambiental da União Europeia? Nomeia os principais documentos que regulam a gestão ambiental em Portugal a) De forma geral b) Problemas relacionados com a água c) Problemas relacionados com os resíduos 3. 2. Embora a aplicação do direito ambiental seja uma competência do Estado.AV6 Actividades/Avaliação 6. reveja o submódulo 6. Estuda o seguinte exemplo: Um empresário tem a possibilidade de despejar as suas águas residuais num pequeno ribeiro. Há princípios guias da política ambiental. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 4. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . b) constrói uma pequena ETAR que despolui as águas residuais antes do despejo. Explique a diferença entre um Regulamento e uma Directiva.3. nem todas as regras ambientais em vigor foram emitidas a nível nacional.

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7. Sistemas de Gestão Ambiental

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Sistemas de Gestão Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo dedica-se ao problema da gestão ambiental. Começa por mostrar que há vários tipos de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), nomeadamente os SGA baseados na conformidade legal, SGA baseados em sistemas de fim de linha e os SGA baseados em boas práticas ambientais. Partindo do reconhecimento dos efeitos ambientais negativos de sistemas de gestão compartimentados e orientados para soluções de fim de linha, é evidenciada a necessidade de infra-estruturas ambientais de fim de linha, essenciais para evitar a contaminação do ar, da água e do solo. Para uma gestão ambiental sustentável é, no entanto, indispensável ir mais longe, e apostar na eco-eficiência de processos e produtos, evitando, contudo, cair na ratoeira que ela pode representar. Finalmente, é realçado o papel que as boas práticas de gestão ambiental na construção e na eco-arquitectura podem e devem representar no futuro do Sector da Construção.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Perceber os problemas relacionados com os sistemas de gestão ambiental (SGA) das empresas fazendo a distinção entre boas e más práticas de gestão; • Conhecer argumentos a favor de uma postura pró-activa na indústria; • Conhecer as boas práticas na construção e arquitectura, identificando com exemplos concretos.

3.

TEMAS • SGA baseados na conformidade legal • SGA baseados em “Boas Práticas” • Aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação • Boas Práticas no Sector da Construção • A construção sustentável • A eco-arquitectura

4.

GloSSÁRIo • ETA • Eutrofização • Metais pesados • Energias renováveis e não renováveis

5.

SABER MAIS • www.ceifa-ambiente.net • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com

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SGA Baseados na Conformidade Legal

7.1. SGA BASEAdoS NA CoNFoRMIdAdE lEGAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e justificar as limitações de SGA baseados na conformidade legal. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • SGA • Conformidade legal • Actuação reactiva • Soluções de fim de linha • Compartimentos ambientais • Poluição atmosférica • Aquíferos • Solo GloSSÁRIo ETA; Aquíferos; ETAR; Aterro sanitário; Biosfera

Cada instituição, empresa ou empreendimento tem um sistema de gestão ambiental (SGA), ou seja, um conjunto de regras internas através das quais implementa os seus princípios de gestão. A análise de um SGA permite avaliar o desempenho ambiental da instituição ou empresa em questão. Empresas com um bom desempenho ambiental procuram fazer uma boa gestão dos seus materiais e resíduos, promover a eficiência energética, reduzir o uso da água, etc. O desempenho ambiental de uma empresa é o seu nível de preocupação ambiental e pode ser avaliado na forma como gere a sua interface com o ambiente (produção de resíduos, ruídos e emissões, uso de energia e água, etc.). O conceito de desempenho ambiental é, no entanto, muito elástico, pois pode ser interpretado de várias formas, dependendo da importância que se dá aos princípios de gestão que acabàmos de estudar nas secções precedentes.

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SGA Baseados na Conformidade Legal

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Figura 7.1: É muito importante que cada empresa tenha um SGA adequado aos impactos que causa na natureza. Fonte: ClipArt

A gestão ambiental que se faz na maioria das empresas visa simplesmente implementar os requisitos legais, ou seja, os seus SGA não foram instalados com o objectivo de melhorar o desempenho ambiental da empresa, mas sim o de estar em conformidade com o direito do ambiente. Esta atitude levanta alguns problemas que, à luz do que aprendemos nos submódulos precedentes, podem ser aqui brevemente enumerados: • Como a legislação ambiental ainda está organizada de forma compartimentada, empresas que utilizam SGA baseados na conformidade ambiental, em geral não utilizam uma abordagem integrada, que seria a mais indicada do ponto de vista ambiental e económico (como vimos no submódulo 5); • Uma gestão compartimentada favorece, como também vimos no submódulo 5, soluções de fim de linha que, em vez de resolver os problemas, os transferem de um compartimento ambiental para outro. • Uma empresa com um SGA baseado simplesmente na conformidade legal actua de forma reactiva (ou seja, limita-se a reagir à lei); por isso, por vezes é apanhada de surpresa quando a legislação é subitamente alterada ou o Estado define novas regras; uma postura pró-activa seria mais adequada, evitaria problemas deste tipo e poderia, além disso, promover inovações com benefícios do ponto de vista económico e ambiental. A utilização de SGA baseados na conformidade legal visa essencialmente combater, a curto prazo, a poluição causada nos diversos compartimentos ambientais: • Ar: as emissões gasosas da indústria e do trânsito motorizado são a principal causa da poluição atmosférica que conduz à má qualidade do ar que afecta zonas com grandes concentrações de indústrias e centros urbanos. Como veremos na ficha seguinte, o problema da qualidade do ar foi tratado, durante muito tempo, através da instalação de filtros nas chaminés das fábricas, que é, nitidamente, uma solução de fim de linha, pois os filtros usados, que contêm concentrações muito elevadas de poluentes, têm que ir para tratamento em incineradoras de resíduos ou para aterros especiais. No primeiro caso, temos depois que tratar as emissões e as cinzas da incineradora, no

Na maioria das vezes, os valores de poluentes definidos pela lei, estão acima dos limites ecológicos.

Graves problemas de saúde estão associados à inspiração de substâncias tóxicas (asma, bronquites, vários tipos de cancros).

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segundo depositamos esses equipamentos poluídos no solo… • Água: para além das emissões gasosas, uma grande parte das indústrias produzem efluentes líquidos altamente contaminados. Estes efluentes foram durante muito tempo simplesmente conduzidos para linhas de água ou para o mar (uma prática que, infelizmente, ainda é muito vulgar encontrar em Portugal). As consequências destas más práticas são desastrosas para a biosfera que vive em meios aquáticos e para a saúde humana. Muitos recursos são investidos em estações de tratamento de água (ETA) para dar às águas disponíveis nos aquíferos a qualidade mínima de água potável. Desde há algumas décadas tenta-se evitar que os efluentes líquidos da indústria e o esgoto doméstico sejam conduzidos para os meios aquáticos sem serem previamente tratados numa ETAR. As lamas das ETAR, tal como os filtros usados vão depois para aterro…

As lamas das ETAR são, geralmente, ricas em metais pesados.

Figura 7.2: Todas as águas utilizadas pelo Homem, com ou sem tratamento, acabam por voltar ao meio natural, podendo ou não causar poluição. Fonte: ClipArt

Solo: O solo é o receptor final de todas as poluições que são emitidas para o ambiente. Mais dia, menos dia, as substâncias poluentes contidas nos filtros e nas lamas das ETA e ETAR vão um dia acabar também no solo. Além disso, todos os resíduos sólidos produzidos na indústria ou nos centros urbanos são incinerados ou depositados em aterro sanitário e, num caso ou noutro, vão também acabar por ir para o solo.

Resumindo: empresas com SGA baseados na conformidade legal não evitam as poluições e requerem que cada vez mais recursos sejam investidos em tecnologias de fim de linha que não resolvem o problema, mas evitam a poluição incontrolada do ar e da água. A curto prazo, estas tecnologias reduzem os riscos para a biosfera, em especial a saúde humana. No entanto, a longo prazo não impedem que a concentração de poluentes nos aterros aumente, e o risco de poluição do solo e da água persista.

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7.1.1. oS FIlTRoS dE EMISSÕES
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só as necessidades de tecnologias de protecção da qualidade do ar baseadas em filtros de emissões gasosas, como também indicar as grandes desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Smog • Ozono na atmosfera • Qualidade do ar GloSSÁRIo Reacções fotoquímicas; Estratosfera; Troposfera

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, a poluição ambiental – e, em especial, a poluição atmosférica – aumentou consideravelmente e de modo descontrolado. A queima de carvão (que era o combustível mais utilizado) lançava na atmosfera das cidades industriais europeias toneladas de poluentes. Com o desenvolvimento da indústria, o Homem passou a conviver com o ar poluído e outros prejuízos resultantes do progresso técnico. Actualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos nocivos da poluição do ar. Cidades como Pequim, Xangai, São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo. O efeito mais conhecido da poluição atmosférica em cidades é o “smog”. Mas o que é o Smog? A expressão “smog” vem da junção de “smoke” (fumo) e “fog” (nevoeiro). É um fenómeno que ocorre quando se verificam elevadas concentrações de poluentes, na presença de elevadas temperaturas ou inversões térmicas e ausência de vento. Os primeiros sintomas de alarme devidos ao smog tornaram-se perceptíveis já durante a Revolução Industrial, no séc. XVIII, sobretudo na Grã-Bretanha.

É, sobretudo nos dias quentes de Verão, que se consegue observar o fenómeno “smog”: no horizonte vê-se um nevoeiro castanho que indica a presença de poeiras e gases tóxicos…

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Figura 7.3: Fotografia exemplificativa do smog que costuma existir nas cidades do mundo mais poluídas. Neste caso trata-se da cidade de Quebec, no Canadá. Fonte: Internet

O smog é a uma concentração de vários poluentes na atmosfera, em especial óxidos de enxofre. Um outro elemento que contribui para o smog é o azoto. Devido a reacções fotoquímicas, os óxidos de azoto que são libertos pelos escapes de automóveis decompõemse e, em presença do oxigénio, transformam-se em ozono. Este, por sua vez, combina-se com os hidrocarbonetos (também dos escapes dos automóveis) para produzir uma nuvem gasosa castanho-amarelada da qual fazem parte numerosos compostos químicos. O ozono, apesar da sua utilidade na estratosfera (submódulo 4), é um gás bastante tóxico para os seres humanos quando misturado no ar que respiramos nas camadas baixas da atmosfera (troposfera). O smog reduz grandemente a visibilidade e tem um efeito cancerígeno, para além de irritar o sistema respiratório. Em 1952, este fenómeno, que se manteve durante 4 dias na cidade de Londres, foi responsável por cerca de 4000 mortos. Qualidade do ar A gestão da qualidade do ar exige que se definam limites de concentração dos poluentes na atmosfera, limites de emissão dos mesmos, bem como a intervenção do Estado no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes. Mas o primeiro passo passa pela obrigação das indústrias que emitem gases poluentes para a atmosfera os reterem e a maneira mais fácil de o fazer é através de um aumento da altura das chaminés. Trata-se de uma solução de fim de linha que, para além das desvantagens que já conhecemos deste tipo de abordagens, não é eficaz, pois a chaminé de uma central termoeléctrica, por exemplo, mesmo com 300 metros de altura, não protege senão o ambiente na sua proximidade. Os fumos poluentes propagam-se, por centenas de quilómetros e acabam por descer até ao nível do solo.

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Figura 7.4: Os fumos das grandes chaminés na maioria das vezes vão prejudicar as populações mais afastadas das chaminés, devido aos ventos que os arrastam para longe. Todas as chaminés devem ter um filtro para diminuir a quantidade dos poluentes lançados na atmosfera. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, passou a ser obrigatório o uso de filtros de emissão nas chaminés de fábricas e incineradoras, de forma a evitar a emissão de partículas e gases tóxicos para a atmosfera. Mesmo nos automóveis, nomeadamente nos automóveis a diesel, também são usados filtros. Porém, o problema não fica resolvido por aqui. Estes filtros apenas retêm os compostos tóxicos, mas não os eliminam. Os filtros têm que ser, periodicamente, limpos ou substituídos. Posteriormente, é necessário dar um tratamento adequado aos filtros usados, sendo a maioria depositada em aterros. Com este tipo de abordagem de fim de linha, o problema não fica resolvido, a poluição apenas está a ser transferida de um meio (ar) para outro meio (solo). legislação A preservação de uma boa qualidade do ar ambiente tem sido uma preocupação prioritária nos trabalhos da União Europeia (UE) desde o início dos anos 80. Com base na experiência adquirida ao longo das últimas duas décadas, a UE tem vindo a formular e a aperfeiçoar nova regulamentação, destinada a avaliar e a combater a poluição atmosférica. Assim os limites das concentrações de poluentes emitidos para a atmosfera encontram-se legislados. Toda a indústria é obrigada a manter níveis aceitáveis e legais de emissões para a atmosfera. O Decreto-Lei 78/2004 estabelece o regime legal de protecção e controlo das emissões poluentes para a atmosférica, fixando os princípios, objectivos e instrumentos apropriados à garantia da protecção do recurso natural ar. Apresenta, também, as medidas, procedimentos e obrigações dos operadores das instalações abrangidas por este diploma, com vista a evitar ou a reduzir a poluição atmosférica.
Existem, ainda, muitos outros diplomas legislativos referentes ao ar, fixando limites de diversos poluentes. (www.diramb.gov.pt)

Saber mais: • www.diramb.gov.pt

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7.1.2. AS ETAR
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só a necessidade de unidades de tratamento de água (ETA e ETAR), como também indicar as suas desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Recursos hídricos • ETAR • ETA • Tratamento de águas residuais • Água potável • Saneamento básico GloSSÁRIo Lixiviados; Eutrofização; Metais pesados

A degradação dos recursos hídricos em Portugal tem ainda como causa principal o lançamento de efluentes domésticos e industriais nos cursos de água doce, muitas vezes sem qualquer tratamento e poluição das águas pode também ser provocada pelos lixiviados resultantes de fertilizantes agrícolas, em quantidade tão elevadas que o corpo de água não os pode absorver naturalmente.

Figura 7.5: O lançamento de esgotos nos cursos de água é uma das grandes causas da poluição aquática. Fonte: Ana Henriques

A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). ETAR Embora uma ETAR seja uma solução de fim de linha, tal como os filtros das chaminés, o

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certo é que estas tecnologias são indispensáveis. A ETAR é, hoje em dia, sem dúvida, o destino mais adequado para as águas residuais, pois em causa está a saúde pública e a preservação dos recursos hídricos. As ETAR têm como objectivo o tratamento final das águas residuais produzidas pelas populações, permitindo uma possível reutilização destas, através de um processo longo e faseado. Entende-se por águas residuais, as águas abastecidas às populações, após terem sido utilizadas para os mais variados fins domésticos e/ou industriais. É de notar que as águas abastecidas à população através da rede pública são previamente tratadas. Este processo faz-se em estações de tratamento de água (ETA). Portanto, para a manter a qualidade da água, há sempre dois processos: um para tornar a água potável, e, depois desta ter sido utilizada, um para tornar a água residual menos nociva para o ambiente.

Figura 7.6: Fotografia aérea de uma ETAR. Fonte: Internet

A escolha de um sistema de tratamento é determinada por vários factores: características quantitativas e qualitativas das águas residuais, localização da ETAR e os objectivos de qualidade que se pretendem – imposição do grau de tratamento. Tratamento de águas residuais: • Tratamento preliminar (físico): conjunto de processos para remoção de sólidos grossos. • Tratamento primário (físico-químico): remoção de partículas insolúveis na água. Pode incluir pré-arejamento das águas residuais. • Tratamento secundário (químico ou biológico): remoção da matéria orgânica da água. • Tratamento terciário: remoção de nutrientes, como o fósforo e o azoto, e de microrganismos patogénicos. O tratamento terciário torna-se indispensável para evitar a eutrofização do meio receptor. No tratamento terciário as águas residuais sofrem um tratamento de desinfecção e redução de nutrientes, mas este tratamento raramente é feito em Portugal, pois actualmente

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os recursos disponíveis ainda são canalizados, na sua quase totalidade, para superar as carências de tratamento a níveis mais básicos. Mas aquilo que, no contexto do saneamento básico em Portugal, ainda aparece como um “luxo” pode hipotecar muito o nosso futuro, pois a eutrofização crescente dos meios aquáticos é um problema grave que torna o tratamento das águas em ETA cada vez mais difícil e caro. Actualmente, também começam a surgir ETAR com tratamento de cheiros. Apesar de ser um investimento caro, é essencial quando as ETAR se encontram próximo de populações, de forma a evitar o fenómeno NIMBY. Como produto final do tratamento das águas residuais temos as lamas. Estas, dependendo do seu teor em metais pesados, matéria orgânica e nutrientes, podem ser usadas para a agricultura. Caso excedam os limites previstos na lei, terão que ter outro destino, que poderá ser aterros ou incineração. legislação A Directiva 91/271/CEE (Tratamento das Águas Residuais Urbanas) tem como objectivo principal proteger o ambiente dos efeitos nefastos das descargas de águas residuais. Para atingir esse objectivo, a Directiva estabelece a obrigatoriedade de dotar os aglomerados populacionais, consoante a respectiva carga (expressa em equivalentes de população) e a natureza do meio receptor, com sistemas colectores e de tratamento.
NIMBY: Not in My BackYard (à letra: no meu quintal das traseiras, não!) é a designação que se dá à oposição das populações a instalações de tratamento de resíduos ou ETAR na sua vizinhança.

Figura 7.7: A água que despejamos nos cursos de água deve ser a mais limpa possível. Fonte: ClipArt

A transposição desta Directiva para o direito nacional deu origem ao Decreto-Lei 152/97, de 15 de Julho que é relativo à recolha, tratamento e descarga de águas residuais urbanas e ao tratamento e descarga de águas residuais de determinados sectores industriais. O Decreto-Lei 236/98, de 1 de Agosto, estabelece as normas, critérios e objectivos de

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qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos. Existem outros decretos-lei referentes a captações de água, limites máximos de diferentes poluentes, entre os quais metais pesados e detergentes, e concentrações de poluentes em descargas de águas residuais de diferentes sectores industriais. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.naturlink.pt • www.smasalmada.pt

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7.1.3. AS INCINERAdoRAS dE RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever as vantagens e desvantagens relacionadas com a incineração de resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Resíduos combustíveis • Poder calorífico • Redução de volume • Produtos finais da incineração • Co-incineração • Escórias GloSSÁRIo Resíduos; Incineradora

Para alguns historiadores, o problema dos resíduos começou quando o Homem deixou de ser nómada para passar a ser sedentário. Nesta passagem, os resíduos e as pessoas passaram a concentrar-se no mesmo espaço, e a necessidade de os gerir tornou-se evidente pelos problemas de cheiros e riscos para a saúde humana. No século XIX surgiu a primeira incineradora, conhecido na época por “crematório” ou “destruidor”. Foi desenvolvida em 1874, na Inglaterra, tendo esta tecnologia sido exportada para Nova York em 1885. No entanto, apesar da grande expansão que houve de incineradoras, os custos elevados (devido à necessidade de adicionar carvão), os maus cheiros e poluição, levaram ao encerramento de muitas unidades deste tipo. A incineração tem tido vários “altos e baixos” ao longo dos tempos, tendo sempre suscitado muita polémica. É “adorada” por uns e “odiada” por outros!

Figura 7.8: Fotografia de uma incineradora. Fonte: Internet

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A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Afinal o que é a incineração? A incineração é um processo no qual os resíduos são destruídos por via térmica, hoje em dia geralmente com recuperação de energia – a que se chama “co-incineração”. O processo de incineração permite a redução do volume de resíduos através da combustão, com temperaturas da ordem dos 1100 ºC. Este tipo de sistema só tem utilidade para eliminar resíduos combustíveis, não apresentando vantagens para outros materiais como vidros e metais. Por outro lado, a incineração da matéria orgânica não é interessante sob o ponto de vista energético, uma vez que este material, devido ao seu elevado teor em água, possui um baixo poder calorífico. A incineração tem sido sobretudo adoptada nas zonas de grande produção de resíduos por permitir uma redução do volume inicial até cerca de 90%. Do processo de incineração de resíduos sólidos urbanos (RSU) resultam os seguintes produtos finais: energia calorífica que é transformada em energia eléctrica, vapor, águas residuais, gases, cinzas e escórias. O efluente originado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso, pelo que terá de sofrer um tratamento adequado. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que na sua composição se incluem diversas substâncias tóxicas. Os processos de depuração de gases vão recolher as cinzas resultantes, também incluídas na categoria dos resíduos perigosos, pelo que necessitam de um tratamento complementar e são levadas a aterro. Os gases após passagem pelos diversos processos de limpeza são emitidos para a atmosfera através de uma chaminé com uma altura adequada de forma a que os poluentes que subsistirem nesses gases, quando cheguem ao solo tenham uma concentração suficientemente diminuta para não afectar a saúde pública ou o ambiente.

A Central de Tratamento de RSU, da Valorsul, recebe perto de 2000 toneladas de resíduos e produz energia suficiente para alimentar uma cidade de 150 mil habitantes.

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Figura 7.9: Qual será o destino destes resíduos? Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Sintetizando, a incineração dos RSU é um sistema de redução do volume. Produz efluentes gasosos, líquidos e sólidos altamente contaminados. Para os gases, as chaminés de incineradoras têm que ter uma altura mínima para assegurar que os poluentes se misturem com o ar, diminuindo as concentrações tóxicas. Além disso, as chaminés têm estar apetrechadas de filtros especiais. É necessário garantir o armazenamento permanente dos resíduos resultantes, dado muitos deles serem tóxicos e representarem riscos graves para a saúde pública e para o ambiente. A incineração permite o aproveitamento da energia, mas não a reciclagem dos materiais representando, por isso, uma perda no ciclo da renovação dos recursos naturais, ou seja, é uma solução de fim de linha pouco sustentável. A incineração não substitui os aterros, mas permite reduzir significativamente o volume de resíduos destinados a deposição em aterro. É uma solução que exige a existência de aterros especiais para receber resíduos perigosos. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens da incineração.
INCINERAÇÃo Vantagens • • • • Sistema mais eficiente em termos de redução do volume dos resíduos. Área necessária mínima comparativamente com outros sistemas. Máxima recuperação do conteúdo energético dos resíduos – Co-incineração. Grande número de categoria de resíduos admissíveis. • • • • • desvantagens É o sistema mais caro de todos. Os efeitos das emissões tóxicas são os mais preocupantes. Os efeitos na saúde ainda não estão perfeitamente estudados. Problemas no tratamento das cinzas e escórias. Dificuldade de implementação destas instalações devido à oposição por parte das populações (NIMBY). Necessidade de mão-de-obra altamente especializada.

Legislação Relativamente à legislação, o Decreto-Lei 85/2005, de 28 de Abril, estabelece o regime legal a que fica sujeita a incineração e a co-incineração de resíduos, com o objectivo de prevenir ou, tanto quanto possível, reduzir ao mínimo os seus efeitos negativos no ambiente.

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A co-incineração é a possibilidade de incinerar determinados resíduos com alto valor calorífico juntamente com outros combustíveis. Esta solução, que levanta muita polémica, é especialmente interessante para certas indústrias que precisam de grande quantidade de energia térmica, como por exemplo as cimenteiras. Utilizando resíduos, estas indústrias podem poupar muito dinheiro em combustíveis. Segundo a lei, a co-incineração está sujeita a um rigoroso controlo tanto em relação aos resíduos que podem ser queimados em processos industriais, como também das emissões que resultam desse processo. O decreto-lei acima indicado abrange todas as instalações de incineração e co-incineração de resíduos localizadas no território nacional. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.1.4. oS ATERRoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a necessidade de aterros, vantagens e desvantagens ; • Explicar as vantagens de uma gestão integrada de materiais e resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Aterros sanitários • Lixeiras • Vazadouros • Confinamento • Gestão integrada de materiais e resíduos • Prevenção/Redução na fonte GloSSÁRIo Lixiviados; Resíduos

Os aterros sanitários apareceram depois das primeiras incineradoras. Foram desenvolvidos em Inglaterra, em 1920, com base em preocupações de saúde pública da época. Eram construídos em terras secas e os resíduos depositados em células tapadas periodicamente com terra. Antes (e em Portugal até há bem pouco tempo), a deposição dos resíduos era feita em “lixeiras a céu aberto” ou vazadouros, que originavam maus cheiros e problemas de saúde pública. Em alguns países menos desenvolvidos este panorama ainda se verifica. Apesar de ser uma solução melhor que as lixeiras, a deposição em aterro de grandes quantidades de resíduos representa não só uma perda irreversível de recursos, como é também uma fonte de grandes riscos ambientais. Apesar da Terra ser um sistema aberto em termos energéticos (porque tem sempre a energia solar à sua disposição), é um sistema fechado em termos de matéria. Ao depositar os resíduos em aterros, perde-se uma quantidade significativa de recursos que só muito dificilmente poderão ser recuperados. o que é um aterro? Um aterro sanitário é “uma instalação de eliminação para a deposição de resíduos acima ou abaixo da superfície natural” (DL 152/2002), em que “os resíduos são lançados ordenadamente e cobertos com terra ou material similar, existe controlo sistemático dos lixiviados e dos gases produzidos, bem como, monitorização do impacto ambiental durante a operação e após o seu encerramento.” (PERSU). Um aterro sanitário é uma das modalidades de confinamento (outra palavra para “destino

PERSU: Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos

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final”) prevista no PERSU sendo uma grande evolução em relação às lixeiras e vazadouros em termos de controlo de impactos ambientais.

Figura 7.10: Imagem exemplificativa de um aterro. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em Portugal, a construção de aterros pode ser um problema, uma vez que como é um país pequeno tem pouco espaço adequado para este tipo de infra-estruturas.

Gestão de RSu num Aterro Sanitário Idealmente, no aterro sanitário “só se confina o que não puder ser aproveitado de nenhum modo conhecido” (PERSU), ou seja, só se remete para destino final o que não puder ser reutilizado ou reciclado. Este condicionante justifica-se não só devido à escassez de recursos em termos de matérias-primas, mas também em termos de espaço disponível para instalar aterros. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários:
ATERRo SANITÁRIo Vantagens • • • • É o sistema mais económico de todos São admissíveis todos os tipos de resíduos não tóxicos. As emissões para o ambiente, se devidamente controladas, menores que as dos outros sistemas. Potencialidade de aproveitamento do biogás. • • • • • desvantagens Necessidade de grandes áreas. A massa dos resíduos não é reduzida (há apenas uma compactação dos resíduos) Biodegradabilidade é muito lenta. Recuperação de materiais e energia é baixa. Riscos de contaminação das águas subterrâneas e superficiais por ruptura das telas impermeabilizadoras do fundo e taludes. Libertação de gases do grupo do “Efeito de Estufa”, como o CO2 e CH4. Localizações potenciais limitadas pelas condições hidrogeológicas e geográficas. Requerem um grande período de monitorização e manutenção após selagem. Necessidade de tratamento das águas lixiviantes (ETAR). Grande oposição pública à sua implementação.

• • • • •

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Selagem do aterro Após a exploração do aterro, ou seja, quando é atingida a cota de enchimento máxima, procede-se à sua selagem (encerramento). A cobertura final de terra que se coloca no aterro permite que se proceda a um arranjo paisagístico da zona afectada. O verdadeiro destino final de todos os materiais que utilizamos é o aterro. Vamos continuar a precisar de aterros, mas podemos reduzir significativamente a quantidade de resíduos que não podem ter outro destino. Para isso, a gestão integrada de materiais e resíduos, de que falámos no submódulo 5, permite evoluir para sistemas baseados na Prevenção/ Redução na fonte que conduzem a uma diminuição crescente das fracções a levar a aterro. legislação Como já foi referido, até muito recentemente, a gestão dos resíduos urbanos em Portugal resumia-se à simples recolha e deposição dos resíduos em lixeiras ou, na melhor das hipóteses em vazadouros controlados. As medidas regulamentares, os instrumentos económicos e a maior consciencialização quer dos cidadãos quer dos políticos, veio alterar este cenário. O Decreto-Lei 152/2002, de 23 de Maio, estabelece o regime jurídico a que fica sujeito o procedimento para a emissão de licença, instalação, exploração, encerramento e manutenção pós-encerramento de aterros destinados à deposição de resíduos. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.inresiduos.pt (Instituto dos Resíduos) • www.netresiduos.com/cir (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.2. SGA BASEAdoS EM “BoAS PRÁTICAS”
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar o termo “eficiência” com os conceitos de desperdício e de desempenho técnico e ambiental. PAlAVRA-CHAVE • Desperdício • Eficiência técnica e económica • Emissões • Resíduos GloSSÁRIo Recurso natural não renovável

O esgotamento de alguns recursos naturais não renováveis, que poderá vir a ocorrer nas próximas décadas devido ao seu uso excessivo, preocupa crescentemente a humanidade. Porém, os recursos naturais disponíveis na natureza continuam a ser explorados a taxas excessivamente elevadas. Esforços para os preservar, ou, pelo menos, reduzir radicalmente a sua utilização obviamente não têm tido o sucesso desejado. Como foi explicado anteriormente, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, a utilização de um recurso escasso, não renovável, só se deveria ser feita na medida em que outros recursos – renováveis – pudessem ir substituindo a utilização desse recurso escasso. Mas a questão que se põe é: será que o Homem precisa efectivamente de tantos recursos para se desenvolver? E a resposta é clara: não! Se não desperdiçássemos e soubéssemos aproveitar os recursos de uma forma eficiente, as reservas de muitos recursos não renováveis não estariam hoje em risco de se esgotar. O problema é, portanto, um problema de desperdício e de falta de eficiência.

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Figura 7.11: Temos que aprender a reduzir os nossos desperdícios… Fonte: ClipArt

Desperdício é comprar produtos descartáveis, quando há alternativas duradouras…

Os recursos, por diversos motivos, raramente são utilizados a 100 %, gerando desperdícios, que podem ser de vários tipos: 1. em primeiro lugar, o desperdício, em sentido lato, que ocorre devido à excessiva utilização dos recursos, ou seja, quando se gasta mais do que é necessário. Esta é a forma de desperdício mais comum nas sociedades mais ricas e possivelmente a mais difícil de combater, pois ela exige uma alteração das mentalidades e dos comportamentos. 2. um segundo tipo de desperdício ocorre porque o Homem não utiliza recursos que estão à sua disposição em quantidades ilimitadas; o não aproveitamento da energia natural das ondas, do vento, e do sol significa que essa energia é simplesmente dissipada. Hoje em dia, o Estado privilegia (através de benefícios fiscais) os utilizadores destas energias, que não poluem e nos permitem preservar outras fontes de energia não renováveis. 3. Finalmente, há desperdício técnico em processos de produção e consumo, pois uma parte dos materiais e energia que eles consomem não é efectivamente aproveitada, transformando-se em perdas. Como veremos em baixo, as emissões e os resíduos são, de facto, indicadores de desperdício. Admitindo que hoje já há uma certa preocupação em evitar o desperdício, pelo menos no que diz respeito à utilização de energia natural, vamos centrar a nossa atenção sobre o que podemos fazer contra o desperdício técnico. Neste sentido já utilizámos várias vezes o termo “eficiência” e é agora altura de nos debruçarmos sobre ele. Sabemos que, para uma empresa, promover a eficiência dos seus processos é um objectivo essencial, porque eficiência significa produzir com menos custos e, assim, aumentar o lucro. Mas como se mede a eficiência? A eficiência é um indicador técnico-económico que reflecte o grau de desempenho de uma actividade ou de um processo; pode ser medida em termos monetários ou em termos quantitativos: • Em termos monetários ou económicos, a eficiência é o coeficiente entre despe-

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sas (Custos = C) e receitas (Vendas = V), ou seja: E=C/V Em termos técnicos, a eficiência de um processo/actividade (E) é o coeficiente entre a quantidade produzida (Produção = P) e a quantidade de recursos (Recursos = R) utilizada na produção, ou seja: E=P/R

A eficiência de um processo, só por si, não nos diz muito. Só quando comparamos dois processos, ou o mesmo processo antes e depois de uma alteração técnica, é que este indicador é útil, pois mostra qual das duas situações é a melhor. No cálculo da eficiência técnica, emissões e resíduos não fazem parte da Produção (P), pois uma parte dos recursos foi desperdiçada sob a forma de emissões e resíduos. Isto leva-nos a concluir que quanto menor é o desperdício material e energético de um processo ou actividade tanto maior será a sua eficiência técnica. A eficiência económica e técnica estão intimamente ligadas: quando há perdas técnicas no processo (desperdício de recursos) essas perdas não são só emissões e resíduos; de facto, todos os recursos desperdiçados foram comprados, ou seja, são um custo económico para a empresa. Promover a eficiência técnica tem, por isso, duas grandes vantagens: 1. traz ganhos ambientais, que se traduzem em menos poluição e resíduos. Toda a sociedade beneficia de medidas tendentes a melhorar a eficiência técnica de uma empresa; 2. mas essas medidas também se traduzem numa redução de custos para a empresa (em matérias primas, água, electricidade, transporte, tratamento de resíduos, etc.).

No futuro o objectivo será atingir o mínimo possível de resíduos, ou seja, caminhar para o “resíduo zero”!

Figura 7.12: Vantagens de uma melhor eficiência. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A legislação ambiental pode ser um importante auxílio neste caminho a percorrer, funcionando como força motivadora de utilização de melhores tecnologias, através dos princípios poluidor-pagador e da prevenção, pois, como vimos no submódulo precedente, obriga os produtores de resíduos e emissões a tomarem medidas para os minimizarem. No entanto, as empresas podem ir mais longe, melhorando permanentemente os seus

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empreendimentos através de uma gestão baseada em boas práticas, como veremos nas fichas seguintes.

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7.2.1. A APoSTA NA ECo-EFICIêNCIA E oS lIMITES dA SuA APlICAÇÃo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Explicar o contributo da eco-eficiência dos processos industriais para a preservação do património natural; • Reconhecer que, a nível dos produtos, a “ratoeira da eco-eficiência” pode ter efeitos contra-produtivos. PAlAVRA-CHAVE • Boas práticas • Eco-eficiência • Ratoeira da eco-eficiência • Emissões e resíduos zero GloSSÁRIo Resíduos

Na ficha precedente mostrámos que a economia e o ambiente nem sempre estão em contradição entre si. A eficiência técnica traz benefícios para ambos os lados. Infelizmente muitas empresas interessadas em melhorar a sua eficiência só pensam em termos económicos e não notam que uma parte da sua eficiência depende da forma como os materiais e a energia são utilizados nos seus processos. Que conselho podemos dar a estas empresas? A indústria deveria procurar implementar formas de gestão integradas, baseadas em boas práticas, para chegar a um nível de “emissões e resíduos zero”. Com isso alcançaria maior eficiência técnica, menos custos e, portanto, mais competitividade. Por outro lado, estaria a contribuir activamente para a protecção do património natural. Na procura de uma melhor e mais avançada tecnologia, seria bom procurar imitar a natureza que funciona, como exposto no submódulo 3, em grandes ciclos naturais, onde todos os “desperdícios” de um processo são aproveitados noutros processos. Os resíduos deveriam, portanto, ser vistos como materiais que podem ter outro uso: é necessário fazer inovações para descobrir novas aplicações para os resíduos. Mas nem sempre se consegue implementar as soluções ideais a curto prazo. Até se ter conseguido alcançar um nível de emissões e resíduos próximo de zero em todos os processos industriais, vão certamente decorrer ainda muitas décadas. Mas podemos, desde já, ir trabalhando nessa direcção.

Emissões e resíduos zero: Não produzir emissões e resíduos representa a solução ideal para a empresa e para o ambiente!

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Figura 7.13: A indústria da construção produz muitos resíduos. Há que fazer um esforço por reduzirmos os nossos resíduos Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, e na sequência do que foi dito anteriormente, podemos agora afirmar que um dos caminhos mais promissores para o futuro do planeta é uma a aposta de toda a indústria na chamada eco-eficiência. Este conceito, muito próximo do conceito de eficiência técnica, afirma que as empresas devem tentar conseguir o mesmo resultado económico (produção e receitas) com muito menos desgaste do património natural. A aposta na eficiência é, actualmente, uma perspectiva muito positiva que favorece a implementação de boas práticas ambientais nas empresas: têm sido feitas muitas inovações tanto a nível dos processos de produção, como nos próprios produtos. A nível dos produtos, no entanto, vale a pena reflectir num fenómeno muito comum que tem tido efeitos negativos. Estamos a falar da “ratoeira da eco-eficiência”. De que se trata? Temos hoje, de facto, produtos mais eficientes, como os automóveis, que consomem hoje muito menos combustível por quilómetro do que há uns anos atrás; o mesmo se pode dizer dos equipamentos electrónicos, que são cada vez mais pequenos, através de uma redução significativa de material por aparelho.

Figura 7.14: Um dos primeiros computadores, concebido e construído entre 1943 e 1946 pelo físico John Mauchly e pelo engenheiro J. Presper Eckert Fonte: ENIAC, museu on-line, www.seas.upenn.edu/~museum

No entanto, se considerarmos a produção total, os resultados são desanimadores. Os progressos que se têm alcançado através da eco-eficiência para cada automóvel ou cada aparelho têm sido mais do que compensados pelo aumento das quantidades produzidas. De facto, há cada vez mais automóveis em circulação e são produzidos cada vez mais aparelhos electrónicos. No total, embora cada aparelho seja mais eco-eficiente, a quantidade de energia e material consumida por estes produtos continua a aumentar.

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A ratoeira da eco-eficiência Um amigo meu comprou um automóvel novo. O mesmo modelo consumia, há 10 anos, 10 litros por 100 km. O novo modelo só precisa de 5 litros para fazer os mesmos 100 km. O meu amigo estava radiante, porque iria poupar imenso dinheiro. Mas no fim do ano descobriu que tinha acabado por gastar mais gasolina, do que nos anos anteriores! É que, em vez de ter feito os 10.000 km que fazia antes, este ano, deliciado com o baixo consumo do carro, fez muito mais viagens e acabou por fazer 30.000 km. O exemplo da ratoeira da eco-eficiência ilustra um problema típico da sociedade de consumo de massa. Mostra também que há uma tendência muito forte para o desperdício. Este tipo de comportamento dificulta a política do ambiente. Quando se tenta tornar um produto ecológico mais barato, por vezes a procura desse produto aumenta tanto que as vantagens ligadas a cada produto, no total, acabam por ser anuladas pelo consumo de enormes quantidades do mesmo. Constatamos, portanto, que inovações técnicas que promovem a eco-eficiência de produtos, sozinhas, não vão ter os efeitos desejados. É certo que precisamos de inovação técnica, para preservar o património natural. No entanto, é preciso ter cuidado: a eco-eficiência pode ser uma ratoeira! Para além de inovações tecnológicas, precisamos de mudar as formas de pensar e de consumir dos cidadãos. Os consumidores desprevenidos devem ser informados do que acontece quando “caem” na “ratoeira da eco-eficiência”!

Os telemóveis de hoje, são mais pequenos que os de antigamente, logo há menor gasto de recursos para os produzir. No entanto, para terem o modelo mais pequeno e moderno as pessoas trocam de telemóvel, sem o antigo estar avariado… É um desperdício!

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7.2.2. BoAS PRÁTICAS NA CoNSTRuÇÃo CIVIl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os conhecimentos adquiridos nos submódulos anteriores e estabelecer interacções entre a gestão ambiental e a sua futura vida profissional. PAlAVRA-CHAVE • Desmantelamento • Ciclo de vida • Boas práticas • Construção sustentável GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Energias renováveis

Para uma gestão ambiental integrada de um edifício temos que começar, logo na fase de concepção e projecto, a pensar nas interacções que se irão estabelecer – desde a fase de construção até ao seu desmantelamento / demolição – entre o edifício e o ambiente. Por isso se diz que a gestão integrada na construção civil toma em consideração todo o ciclo de vida de um edifício. Como vimos anteriormente, uma abordagem de ciclo de vida baseia-se num balanço de custos ambientais e económicos que considera todos os recursos ecológicos, sociais, humanos e energéticos necessários para realizar uma actividade ou um empreendimento. No caso da construção civil, o balanço de custos e benefícios ambientais considera também a questão relativa ao que deverá acontecer com os materiais integrados no edifício quando ele chegar ao fim da sua vida útil. Vejamos alguns exemplos que nos demonstram como é importante utilizar uma abordagem integrada: • Pensemos, por exemplo, no material “amianto” que foi utilizado durante muitas décadas, em especial a partir de 1970 na fabricação de fibrocimento, pois era um material isolante, que assegurava uma excelente protecção contra incêndios. Hoje sabemos que o amianto é um material extremamente perigoso para a saúde humana: as partículas de amianto entram nos pulmões através da respiração e podem provocar tumores graves nesses órgãos. Desde Janeiro de 2006, a sua utilização foi proibida em Portugal, mas nos edifícios antigos há ainda muito fibrocimento incorporado. Hoje em dia os operários que têm que fazer obras nesses edifícios ou participar na sua demolição devem seguir à linha as regras de segurança que são previstas na legislação.

Desde os princípios da década de 1990, as empresas são obrigadas a cumprir algumas exigências legais em matéria de protecção da saúde dos trabalhadores (Decreto-lei 284/89).

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Figura 7.15: O amianto é prejudicial à saúde humana. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

O segundo exemplo refere-se aos clorofluorocarbonetos (CFC) nos aparelhos de ar condicionado. Enquanto os CFC estão dentro do aparelho, são inofensivos para o ambiente. O problema põe-se, como sabemos (submódulo 4) quando os CFC são libertados para a atmosfera. Portanto, sempre que se desmonta um aparelho de ar condicionado, é necessário manuseá-lo com muita precaução, para que não haja fugas de gás. Os aparelhos devem ir intactos para uma instalação com equipamento adequado para recolher o gás, ou esta operação tem que ser feita no local onde o aparelho se encontra, com equipamento móvel apropriado.

Durante a obra, os bons profissionais da construção podem contribuir para que o edifício que estão a construir tenha impactos ambientais mínimos, utilizando as melhores práticas no isolamento, nos telhados, nas canalizações, etc.. Um outro contributo importante dos profissionais da construção civil durante a obra são as medidas tendentes a reduzir ao máximo os materiais utilizados. E isto pode fazer-se reutilizando o que pode ser ainda útil na obra, depositando os materiais residuais separados, para permitir a sua reutilização ou reciclagem, evitando derrames de óleos e tintas que podem poluir o solo e as águas, não gastando mais água do que o estritamente necessário, etc..

Figura 7.16: É necessário começar a separar os materiais residuais… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Mas também nas outras fases da vida de um edifício se podem minimizar os seus impactos no ambiente através de boas práticas, das quais enumeramos em seguida algumas: • Quando se faz a escolha dos materiais, um dos critérios a ter em conta é, entre outras, a sua durabilidade e o seu grau de toxicidade; • Na fase de projecto e durante a obra deve pensar-se em minimizar os movimentos de terras; • Podem reduzir-se os custos e as emissões de transporte utilizando materiais locais, em

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propagação e emissão de resíduos e extracção de materiais naturais? • Os edifícios sustentáveis reduzem 40 % a 50 % das emissões de dióxido de carbono (CO2)? • As pessoas despendem 80 % do seu tempo dentro de edifícios trabalhando. se tivermos em conta aspectos como projectar com maior durabilidade. Água e Resíduos Diminuição Figura 7. Fonte: CEIFA ambiente. 60 % do solo e 70 % da madeira mundiais? • Os edifícios com critérios sustentáveis reduzem 40 % do consumo de água.17: Fases de vida de um edifício e objectivos da construção sustentável. construir com maior qualidade e adoptar sistemas de gestão da manutenção. 11 SGA Baseados em “Boas Praticas“ • • especial nos espaços exteriores. a redução da poluição. poderemos aumentar o ciclo de vida do edifício para 100 ou mais anos. Edifício Sustentável Projecto Construção Vida Útil Desconstrução 2 meses Objectivos da Construção Sustentável 2 anos 50 anos 1.FT18 . não tóxicos e com um alto potencial de reutilização ou reciclagem. sendo destes 45 % da energia. para elementos de vedação e de abrigo do vento. Lda A vida útil média de um edifício é de 50 anos. Pode reduzir-se a impermeabilização do solo no exterior para permitir a infiltração de águas nos solos. Procura soluções tecnológicas para promover o uso adequado e a economia de recursos finitos (água e energia). 40 % água. Sabia que… • A construção absorve 50 % dos recursos materiais. Implantar fontes de energias renováveis (como por exemplo painéis solares) é uma forma de evitar emissões que agravem o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). a melhoria da qualidade do ar interior e o conforto de seus moradores. A Construção Sustentável faz uso de eco-materiais. vivendo…? Hoje chamamos “Construção Sustentável” ao conjunto de regras baseadas em boas práticas que procuram reduzir os impactos ambientais da construção ao longo de todo o ciclo de vida de um edifício. Reduzir Interacções com o Ambiente Projectar com Durabilidade Construir com Qualidade Sistemas Gestão Manutenção Materiais Energia. convivendo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Aumentar o Ciclo de Vida das Construções Aumentar o Ciclo de Vida de 50 anos para 100 2. Porém. construídos de preferência com recursos renováveis.

12 Saber mais: • www.quercus.br • www.idhea.lidera.com.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 .info • www.

13 SGA Baseados em “Boas Praticas“ 7. visto que os edifícios causam ensombramento uns aos outros. uma vez que requer a colaboração de engenheiros. como uma área da arquitectura preocupada com o desempenho ambiental dos edifícios. está mal orientado em relação à sua envolvente ambiental: por exemplo. todas muito juntas.2. Verão Inverno Inverno Verão Verão Inverno Os grandes aglomerados de casas. A ECo-ARQuITECTuRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. por definição. Energias renováveis. constituem um problema para um bom aproveitamento da energia do sol. Lda De facto. economistas e outros especialistas.FT18 . e a necessidade de preservar o equilíbrio natural dos ecossistemas levou ao desenvolvimento da eco-arquitectura. Em muitos edifícios só se pode alcançar um mínimo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .3. Na eco-arquitectura. proporcionando algum aquecimento (b). No Verão o sol encontra-se a uma maior altitude. Energias não renováveis A diminuição dos recursos naturais.18: Exemplo de um edifício bem orientado a Sul (a). e desta forma entra na casa através das janelas. como vimos. a a b b Figura 7. enquanto as casas de banho ou as escadas estão voltadas para o sul. uma forma de desperdício que deveria ser combatida). a integração de saberes e tecnologias diferentes é ainda mais importante do que na arquitectura convencional. Um dos aspectos que nos salta à vista quando observamos um edifício é que ele. sociólogos. além dos arquitectos. nunca têm sol. No Inverno o sol está mais baixo. os quartos estão voltados para o norte. não atravessando as janelas. Fonte: CEIFA ambiente. inter-disciplinar. Ecossistema. nomeadamente os combustíveis fósseis. a grande maioria dos edifícios ignora pura e simplesmente a energia natural que o ambiente põe gratuitamente à sua disposição (o que é. o formando deverá estar apto a: • Identificar as vantagens ambientais e económicas da eco-arquitectura. muitas vezes. PAlAVRA-CHAVE • Planeamento baseado em boas práticas ambientais • Envolvente ambiental • Aproveitamento de energia natural • Construção sustentável GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. A arquitectura é.

quando se torna necessário recorrer às não renováveis. vento.19: Recurso natural (sol. A eco-arquitectura procura combater os erros do passado e promover a harmonia entre o edifício e a natureza. Tudo isto são sintomas de grande desperdício e de más práticas na arquitectura. o afastamento entre edifícios.20: Representação esquemática de um sistema de ventilação transversal (natural). Fonte: CEIFA ambiente. A eco-arquitectura faz esforços no sentido de minimizar o consumo de energia e todas as fases de vida do edifício. aproveitando energias naturais que o meio envolvente oferece. como para o arrefecimento no Verão.SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 . água. e acumuladores de calor no Inverno.) que podem ser aproveitados para melhorar o ambiente nas habitações. vegetação. • Escolher os materiais tendo em conta o seu ciclo de vida. AR VENTO SOL VEGETAÇÃO SOLO USO HABITACIONAL ÁGUA Figura 7. ventilação natural. ou seja. a sua forma. 14 de conforto térmico à custa de enormes custos de energia – tanto para o aquecimento no Inverno. etc. só através de formas que evitem o desperdício e consumo excessivo por parte dos moradores. a vegetação envolvente e os materiais são fundamentais para a qualidade dos edifícios e o bem-estar de quem os virá a utilizar. Decisões sobre a localização. Lda LENÇOIS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA Há um conjunto de boas práticas que a eco-arquitectura tem vindo a desenvolver e que deveriam servir de orientação a todos os profissionais do Sector da Construção: • Poupanças energéticas substanciais podem ser conseguidas através de sistemas passivos de energia. ensombramento no Verão. Figura 7. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . a orientação. que ajuda a arrefecer a casa de forma passiva (sem gasto de energia) Fonte: CEIFA ambiente. • O uso das energias renováveis deve ser promovido e. • O uso dos materiais locais evita gastos de transportes. incluindo a que é gasta na extracção e transporte de materiais e na reciclagem dos materiais no fim de vida do edifício.

Resumindo: Benefícios económicos e ambientais da ECO-ARQUITECTURA: • Maximizar o aproveitamento dos factores ambientais. são uma fonte de problemas ambientais. portanto. Edição da Ordem dos Arquitectos. • Maximizar o conforto térmico. tanques para retenção de águas da chuva para utilização doméstica. 15 SGA Baseados em “Boas Praticas“ A eco-arquitectura é. Actualmente. Decreto-Lei nº 80/2006) vai obrigar os proprietários a alterar a sua atitude e pode contribuir para melhorar o conforto térmico de muitas habitações. etc.ceifa-ambiente. visual.net CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . de que falámos na ficha precedente. Publicação da Comissão Europeia. Fonte: CEIFA ambiente. quer em termos de impactos locais da construção. painéis solares. Programa Thermie.21: Exemplo de tanques para retenção das águas das chuvas. a recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios (Decreto-Lei nº 78/2006. Só a longo prazo é que os donos de obra vêm o retorno desses investimentos. • Maximizar a economia de recursos e energia. • Minimizar o impacto da construção sobre o ambiente. auditivo e melhorar a qualidade do ar no interior da habitação. quer de utilização de recursos.FT18 . Lda No entanto. reabilitação do edifício e dos equipamentos associados durante todo o ciclo de vida. • Minimizar os impactos da conservação. para além de não trazerem grande conforto natural aos moradores. • www. • Prolongar o tempo de vida dos edifícios e dos equipamentos utilizados. um ramo da arquitectura ligado à construção sustentável. Decreto-Lei nº 79/2006. mas não serve para uso alimentar. os equipamentos que a eco-arquitectura utiliza (como janelas com bom isolamento térmico. rega ou usos sanitários). Saber mais: • A Green Vitruvius – Princípios e Práticas de Projecto para uma Arquitectura Sustentável.) são ainda relativamente caros. Embora ainda pouco conhecida em Portugal. é um ramo que tem boas perspectivas de desenvolvimento no futuro. manutenção. 2001. ou reduzir o consumo de energia. Figura 7. Esta água pode depois ter vários usos (por exemplo. por isso muitos preferem ainda soluções tradicionais que.

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7. O que é a ratoeira da eco-eficiência? Como pode evitar cair numa ratoeira destas? Dê exemplos de boas práticas no Sector da Construção relacionadas com a redução de consumo energético. Que outro tipo de SGA conhece? A legislação ambiental assegura que as empresas tenham bons SGA? Que soluções de fim de linha visam reduzir a poluição atmosférica? Porque é que os problemas relacionados com a gestão de resíduos não se pode basear exclusivamente na incineração dos mesmos? Defina o significado da expressão “eficiência técnica”.AV7 Actividades/Avaliação 7. No entanto. reveja o submódulo 7. 6. a maioria das empresas ainda não usa este tipo de SGA.4) . 2. tanto do ponto de vista económico como ambiental. Explique porque é que a ecoeficiência (eficiência técnica especialmente orientada para a redução dos efeitos ambientais) é a solução mais promissora para a indústria.Se não conseguir resolver esta actividade. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Neste submódulo foram estudados vários sistemas de gestão ambiental (SGA) baseados em boas práticas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Sistemas de Gestão Ambiental. 5. 4. 3.3. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.

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8. Sistemas de Certificação Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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em especial na área da gestão ambiental. o sistema europeu de certificação EMAS.pt • www. RESuMo Neste submódulo são apresentados os motivos que levaram ao aparecimento de diversos sistemas de certificação. cada formando deverá estar apto a: • Conhecer as vantagens de sistemas de certificação de gestão empresarial. • Compreender os princípios básicos de um sistema de certificação para a construção sustentável. e. TEMAS • Sistemas de Certificação ISO (Ambiente) • Sistema Integrado de Gestão • EMAS • Lidera • Melhoria contínua dos sistemas de gestão 4.lidera. • Transpor os conhecimentos dos submódulos 5 e 7 para a temática da certificação ambiental. em seguida. SABER MAIS • www. Finalmente é apresentado um sistema de certificação nacional que está actualmente em fase de desenvolvimento (LiderA). oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Saber quais os sistemas mais importantes de certificação ambiental. GloSSÁRIo • Política Ambiental 5.SM8 Sistemas de Certificação Ambiental 1. 2. 3. Em seguida é apresentada a norma ISO que têm especial relevo para a gestão ambiental (ISO 14001).apcer. com especial relevo para o papel que a ISO representa e as vantagens de uma certificação integrada.info CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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códigos. excepto na electricidade e electrónica. • Reconhecer o papel da ISO. Fonte: Internet Na área da certificação. A ISO foi criada no ano de 1947 em Genebra. Sistemas de certificação. uma autorização oficial que só lhe é conferida se ela provar que respeita todos os requisitos do catálogo de critérios que a ISO desenvolveu para o sector em causa. SISTEMAS dE CERTIFICAÇÃo ISo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Sistemas de Certificação ISO 8. ela própria.1: Agrobio é um dos logótipos de certificação da agricultura biológica. o organismo mais importante é a Organização Internacional de Padronização – International Organization for Standardization (ISO). que visam benefícios ambientais e sociais para além do mínimo que a legislação exige. Foi para responder a esta necessidade que começaram a aparecer instituições certificadoras que emitem certificados de qualidade às empresas que cumprem critérios de qualidade pré-definidos. constituída por várias instituições de todos os países. Normas de procedimento Empresas com uma postura pró-activa têm todo o interesse em tornar visíveis os seus esforços de boa gestão. A sua principal função é harmonizar os padrões utilizados nos diversos países. para que uma organização possa ser reconhecida como entidade certificadora. Suíça.FT19 . regras de con- A palavra “iso” em grego significa igualdade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os mais conhecidos são provavelmente os que certificam a qualidade de produtos e a gestão ambiental. • Explicar as vantagens de certificações tipo ”Sistema integrado de Gestão”. Por isso. É uma entidade não governamental. ISO. tem que ter. PAlAVRA-CHAVE Instituições certificadoras. Existem hoje imensos sistemas de certificação. Figura 8. o formando deverá estar apto a: • Justificar a necessidade de normas internacionais. A ISO aprova normas internacionais em todos os campos técnicos.1. As suas normas são aceites como standards de qualidade em todo o mundo. A globalização exige que haja padrões de medidas e tamanhos.

que estabelece as normas relativas aos “tamanhos e unidades”. os códigos de países (PT / PRT / 620 para Portugal. sabe que este certificado lhe confere uma referência mundialmente reconhecida.2: Imagem da sigla adoptada pela ISO para todos os países. gestão da qualidade de acordo com ISO 9000 Vamos concentrar-nos neste submódulo sobre normas de procedimento relevantes para o ambiente. pois eles facilitam a comunicação e o comércio. • um Sistema de Higiene e Segurança no Trabalho (OHSAS 18001 que corresponde à NP 4397) que será tratada noutro módulo especialmente destinado às questões de higiene e segurança (Guia de Aprendizagem da Análise de Riscos na Construção Civil). e são uma garantia de segurança e qualidade. levando assim a um maior benefício custo/tempo para a empresa. independentemente da sua língua. o cartão de crédito • classificações . Todos nós aplicamos na nossa vida diária. que estudaremos a seguir.Sistemas de Certificação ISO FT19 . As informações podem conjugar-se na mesma documentação. etc. a certificação pelo Sistema Integrado de Gestão – que inclui todos os aspectos relevantes para uma boa gestão empresarial – tem grandes vantagens e facilita. Figura 8.por exemplo. A gestão ambiental integrada tem grandes vantagens. No entanto. Fonte: www. procedimentos. 2 dução. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . BR / BRA / 076 para Brasil) • normas de procedimento . instruções de trabalho. evitando as certificações separadas. Pelas mesmas razões.por exemplo.org Quem se certifica com base numa norma ISO. pois as bases dos três sistemas são coincidentes. mais ou menos iguais em todo o mundo. Este sistema consiste em fazer a implementação de: • um Sistema de Gestão de Qualidade (ISO 9001). Os exemplos que vão ser apresentados referem-se à certificação da qualidade da gestão a nível das empresas ou outras instituições. nem todas as empresas com um bom desempenho têm um certificado. cada vez mais empresas têm optado por implementar um Sistema Integrado de Gestão. a ISO 31. • um Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001).iso. o processo. As normas ISO podem ser classificadas em três grupos: • normas técnicas .por exemplo. como vimos no submódulo 5. Nos últimos anos. Por isso. mesmo sem o saber. além disso. Por exemplo. todos têm de possuir um manual. entre outros. as certificações de acordo com normas internacionais são processos morosos e caros.

pt • www.iso.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT19 .apcer. 3 Sistemas de Certificação ISO Saber mais: • www.

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. Todas as empresas têm rotinas para gerir os resíduos. que todos devem cumprir. Como o SGA não é um produto que se possa comprar ali ao virar da esquina. instituições).FT19 . PAlAVRA-CHAVE • ISO 14001 • Sistema Gestão de Ambiente (SGA) • Classes de sistemas de gestão ambiental • Melhoria continua GloSSÁRIo Política Ambiental A família ISO 14000 é uma série de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization (ISO) – e estabelece as linhas orientadoras (requisitos) da gestão ambiental dentro das organizações (empresas. energia. Apesar de este sistema estar mais dirigido para empresas prestadoras de serviços. A NP EN ISO 14001:2004 – Environmental Management Systems – que foi aprovada em 1996 e revista em 2004. etc. águas. independentemente da certificação. O seu objectivo é certificar instituições e empresas que fazem esforços no sentido de melhorar os seus SGA. é possível distinguir três grandes classes de sistemas de gestão: 1. processo. o SGA de acordo com a ISO 14001 é um instrumento de participação voluntário.1. Recordando o que ali ficou dito. as empresas que exercem actividades no ramo industrial também o podem utilizar. É aplicável a organizações de todo o tipo e dimensão. o formando