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RESUMO DA LEI Nº 8429 - 92

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RESUMO DAS PRINCIPAIS JURISPRUDÊNCIAS DA LEI Nº 8.429/92 (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA) 1.

STJ, 2ª Turma, REsp 507142 (15/12/2005): É cabível a propositura de ação civil pública por ato de improbidade administrativa, tendo em vista a natureza difusa do interesse tutelado. 2. STJ, 2ª Turma, REsp 11271182 (28/09/2010): Sejam considerados agentes comuns, seja m considerados agentes políticos, a Lei n. 8.429/92 é plenamente incidente em face de magistrados por atos alegadamente ímprobos que tenham sido cometidos em razão do exercício de seu mister legal. 3. STJ, 2ª Turma, REsp 118417 (19/08/2010): Por exercerem atividade delegada do Poder Público, mantendo com ele vínculo contratual, os notários e registradores são sujeitos ativos em potencial dos atos de improbidade administrativa. 4. STJ, 1ª Turma, REsp 416329 (13/06/2012): Hospitais e médicos conveniados ao SUS, que, além de exercerem função pública delegada, administram verbas públicas, são sujeitos ativos de improbidade administrativa. 5. STF, Plenário, Rcl 2138 (13/06/2007): A LIA não se aplica aos agentes políticos, para os quais a Constituição Federal instituiu regime especial de julgamento por crimes de responsabilidade (disciplinados pela Lei 1079/1950). 6. STF, 2ª Turma, AgR no RE 579799 (02/12/2008): Conforme dispõe o art. 105, I, „a‟, da CR/88, Desembargadores cometem crime de responsabilidade – sendo julgados no STJ -, e não ato de improbidade administrativa, não se aplicando, pois, a eles a LIA. 7. STJ, 2ª Turma, REsp 1101359 (27/10/2009): O conteúdo do voto do parlamentar não poderá ensejar a aplicação das sanções da LIA. 8. STJ, 2ª Turma, REsp 723494 (01/09/2009): A edição de leis que implementaram o aumento indevido nas próprias remunerações, posteriormente camuflado em ajuda de custo desvinculada de prestação de contas, enquadra a conduta dos responsáveis no art. 10 da LIA, que censura os atos de improbidade por dano ao erário. 9. STJ, 2ª Turma, REsp 1127143 (03/08/2010): As pessoas jurídicas também poderão figurar como sujeito ativo dos atos de improbidade na condição de terceira beneficiária. 10. STJ, 2ª Turma, REsp 1155992 (23/03/2010):Não figurando no polo passivo qualquer agente público, não há como o particular figurar sozinho como réu em Ação de Improbidade Administrativa.

respectivamente – e ao menos de culpa nos termos do art. caput. da Lei 8429/92) exige a prova de sua ocorrência. Em sentido contrário: STJ. evidenciada pela indeterminabilidade do sujeito passivo e indivisibilidade da ofensa objeto de reparação. 18. 2ª Turma. REsp 1014161 (17/09/2010): É punível a tentativa de improbidade administrativa nos casos em que as condutas não se realizam por motivos alheios ao agente. que censura os atos de improbidade por dano ao Erário. haja vista a ocorrência a de ofensa aos princípios da Administração Pública. 2ª Turma. 2ª Turma. 1ª Turma. 2ª Turma. 13. STF. pois a Constituição indicou apenas uma relação mínima de sanções. 2ª Turma. haja vista não estar prevista na LIA. ainda. STJ. STJ. STJ. REsp 892818 (11/11/2008): O princípio da insignificância não se aplica à LIA. 1ª Turma. e a transindividualidade. 17. 9º e 11 – que coíbem o enriquecimento ilícito e o atentado aos princípios administrativos. 2ª Turma.11. REsp 414697 (16/09/2010):A jurisprudência do STJ rechaça a responsabilidade objetiva na aplicação da Lei 8. 15. 14.429/1992. 1ª Turma. STJ. sendo certo. qualificado pela noção de dor e sofrimento psíquico. STJ. exigindo a presença de dolo nos casos dos arts. mercê da impossibilidade de condenação ao ressarcimento ao erário de dano hipotético ou presumido. 2ª Turma. AgRg no RE 598588 (15/12/2009): O fato da LIA ter ampliado o rol de sanções originariamente previstas na Constituição Federal não apresenta inconstitucionalidade alguma. REsp 960926 (18/03/2008): Não há vedação legal ao entendimento de que cabem danos morais em ações que discutam improbidade administrativa seja pela frustração trazida pelo ato ímprobo na comunidade. 16. AgRg no REsp 1125634 (16/12/2010): Não há julgamento ultra ou extra petita quando o juiz acrescenta à condenação do responsável pelo ato de improbidade administrativa sanções não pedidas pelo autor da ação. que a tipificação da lesão ao patrimônio público (art. STJ. STJ. 10. STJ. 19. seja pelo desprestígio efetivo causado à entidade pública que dificulte a ação estatal. salvo comprovação de efetivo prejuízo. o que conduz à não indenizabilidade do dano moral coletivo. RMS 30510 (17/12/2009): É admitida a instauração de procedimento administrativo destinado a investigar a prática de ato de . 10. REsp 1186123 (02/12/2010): A sanção de perda da função pública não tem incidência sobre os agentes aposentados. 12. REsp 1038777 (03/02/2011): O elemento subjetivo é essencial à caracterização da improbidade administrativa. REsp 821891 (08/04/2008): Há incompatibilidade entre o dano moral.

RMS 6197. REsp 1190846 (16/12/2010): Em se tratando de pedido de indisponibilidade dos bens. 1ª Turma. o art. mas se a finalidade da medida é assegurar a aplicação da futura sanção de perdimento dos bens ou valores acrescidos ilicitamente. autorizam a concluir. desde logo. j. com possível aplicação da pena de perda do cargo. que. por analogia. ou seja. j. em 16/10/2007). sem que haja correspondente lesão ao erário. 23. 20. A medida cautelar de indisponibilidade de bens pode atingir os bens adquiridos pelo agente antes da prática do ato de improbidade? O STJ. O mesmo raciocínio foi aplicado no julgamento da Rcl 2790 (Corte Especial. que também não há competência de primeiro grau para julgar ação semelhante. 21. com possível aplicação da pena de perda do cargo. consistente em fundados indícios da prática de atos de improbidade. STF. por imposição lógica de coerência interpretativa. quando esta for verossímil. em que o STJ decidiu que esses mesmos fundamentos de natureza sistemática autorizam a concluir. o STJ alterou a sua jurisprudência. CC 97351 (27/05/2009): Diante da ausência de regra específica na LIA acerca da competência de foro. a indisponibilidade deve alcançar apenas os bens adquiridos posteriormente ao ilícito (2ª Turma. 24. em 18/11/2008). STJ. decidindo que as mesmas razões que levaram o STF a negar a competência de juiz de grau inferior para a ação de improbidade contra seus membros. em 02/12/2009). AgRg no REsp 1127400 (08/02/2011): A não observância da . contra Governador do Estado. que norma infraconstitucional não pode atribuir a juiz de primeiro grau o julgamento de ação de improbidade administrativa. REsp 401437.improbidade até mesmo em caso de denúncia anônima. não há restrições. No mesmo sentido. de que o réu estaria dilapidando seu patrimônio ou na iminência de fazê-lo. Plenário. 3211-0 (13/03/2008): Compete ao STF julgar ação de improbidade contra seus membros. 2º da LACP (AÇÃO CIVIL PÚBLICA). 2ª Turma. tanto em crimes comuns (perante o STJ). j. 22. exigindo-se apenas a demonstração de fumums boni iuris. contra membros de outros tribunais superiores ou de tribunais de segundo grau (Corte Especial. diferencia duas situações: se o objetivo da medida é assegurar a aplicação futura da sanção de ressarcimento ao erário. j. quanto em crimes de responsabilidade (perante a respectiva Assembléia Legislativa). em 17/11/1997). autorizandose que a norma de integração seja obtida no âmbito do microssistema processual da tutela coletiva. Rcl 2112. para responder esta pergunta. também tem assegurado foro por prerrogativa de função. é desnecessária a prova do periculum in mora concreto. a partir deste precedente do STF. STJ. STJ. 1ª Seção. aplica-se. podendo a indisponibilidade alcançar os bens adquiridos antes ou após a prática dos atos de improbidade (2ª Turma. QO na Pet. a exemplo dos Ministros do STF. ante a relação de mútua complementaridade entre os feitos exercitáveis no âmbito coletivo.

STJ. 25. REsp 1087855 (03/03/2009): Quando um terceiro. eis que deve a defesa ater-se aos fatos e não à capitulação legal. 27. Lembre-se de que “treinamento difícil. 2ª Turma. 2ª Turma. STJ. ao tempo do ato reputado ímprobo. combate fácil”. 26. STJ. em que o agente exerce dois mandatos sucessivos. STJ. não servidor. § 7º. REsp 1060529 (08/09/2009): Exercendo cumulativamente cargo efetivo e cargo comissionado.notificação prévia. há de prevalecer o primeiro. se lhe aplicam os prazos prescricionais incidentes aos demais demandados ocupantes de cargos públicos. da LIA. 17. pelo simples fato de o vínculo entre agente e Administração pública não cessar com a exoneração do cargo em comissão. para fins de contagem prescricional. pratica ato de improbidade administrativa. REsp 1107833 (08/09/2009): Na hipótese de reeleição. por ser temporário. não gera nulidade dos atos processuais seguintes quando não demonstrado o efetivo prejuízo. Professor: Alison Rocha . em cumprimento ao art. REsp 842428 (24/04/2007): Não infringe o princípio da congruência a decisão judicial que enquadra o ato de improbidade em dispositivo diverso do indicado na inicial. 2ª Turma. a contagem do prazo prescricional se inicia a partir do término do segundo mandato. 28. 2ª Turma.

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