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Tipos de lâmpadas e suas características e princípios de funcionamento.
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CENTRO PAULA SOUZA

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE TATUÍ

TIPOS DE LÂMPADAS

ERIC LENON PETRILLI FELIPE HESSEL SILVA LUCAS VINÍCIUS SILVA

TATUÍ/SP 2012

SUMÁRIO 1. 2. INTRODUÇÃO ................................................................................................. 1 LÂMPADAS INCANDESCENTES COMUNS .................................................. 1 2.1. 3. 4. 5. 6. 7. CARACTERÍSTICAS.............................................................................. 1

LÂMPADAS INCANDESCENTES HALÓGENAS ........................................... 3 LÂMPADAS FLUORESCENTES ..................................................................... 4 LÂMPADAS FLUORESCENTES COMPACTAS ............................................. 5 REATORES ...................................................................................................... 6 LÂMPADA DE VAPOR METÁLICO................................................................. 8 7.1. EVOLUÇÃO ........................................................................................... 8 7.1.1. Tubulares .................................................................................. 9 7.1.2. Elipsoidais ................................................................................ 9 7.1.3. Refletoras ................................................................................. 9 7.2. APLICAÇÕES ........................................................................................ 9

8. 9. 10. 11.

LÂMPADAS DE LUZ MISTA ......................................................................... 11 LÂMPADAS DE VAPOR DE MERCÚRIO ..................................................... 12 LÂMPADAS DE VAPOR DE SÓDIO ............................................................. 13 LÂMPADAS LED ........................................................................................... 14 11.1. 11.2. VANTAGENS ..................................................................................... 15 TIPOS E APLICAÇÕES ..................................................................... 16 11.2.1. Lâmpadas led dicróicas ...................................................... 16 11.2.3. Lâmpadas led ar 111 e par 38 ......................................... 17 11.2.4. Led tubular e placa de led ................................................... 17

12.

LUMINÁRIAS ................................................................................................. 18 12.1. COMPONENTES DA LUMINÁRIA ..................................................... 18 12.1.1. Difusor .................................................................................. 18 12.1.2. Reflector ............................................................................... 18 12.1.3. Aletas .................................................................................... 19 12.2. 12.3. OFUSCAMENTO ............................................................................... 19 TIPOS DE LUMINÁRIAS .................................................................... 20

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1. INTRODUÇÃO Devido ao grande desenvolvimento das últimas décadas o surgimento de produtos inovadores no mercado são comuns. As lâmpadas vêm sofrendo grandes alterações visando à economia e o bem estar do “homem”. Encontramos no mercado diversos tipos e aplicações e visamos mostrar os diferentes tipos e aplicações e seus princípios de funcionamento.

2. LÂMPADAS INCANDESCENTES COMUNS A iluminação incandescente resulta da passagem de corrente elétrica por um fio em forma de espiral e de alta resistência elétrica, que torna tudo incandescente devido ao seu aquecimento. Quanto maior a temperatura do fio, maior é a quantidade de luz emitida. À medida que acendemos e apagamos a lâmpada incandescente tradicional, o fio metálico dentro do bulbo de vidro vai se gastando, se consumindo com o calor até que se rompe e não deixa mais passar corrente elétrica, e a lâmpada deixa de produzir luz. Entre os diversos tipos de lâmpadas existentes no mercado, a incandescente comum é a mais utilizada, especialmente em residências, sejam decorativas ou refletoras, talvez por ser a mais antiga e a mais barata. 2.1. CARACTERÍSTICAS • Filamento: é feito de tungstênio por possuir um alto ponto de fusão e

um baixo ponto de vaporização. Dessa forma, permite o uso de maiores temperaturas de funcionamento e um maior rendimento, em comparação com outros metais.

Bulbo: sua finalidade é isolar o fio do meio externo, proteger o conjunto

interno, alterar a iluminância da fonte de luz e serve também como forma decorativa. Os bulbos costumam ser feitos de vidro-cal, um tipo de vidro macio e com baixa temperatura de amolecimento; de vidro boro-silicato, um tipo duro que resiste a altas temperaturas, ou ainda de vidro-pirex, resistente a choques térmicos.

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Meio interno: o filamento é preservado por mais tempo quando envolto

por um gás inerte, normalmente, uma mistura de argônio e nitrogênio. O criptônio é o gás inerte que causa menores perdas, mas, devido ao seu preço, é usado apenas em lâmpadas especiais.

Base: tem por função fixar a lâmpada e conectar o seu circuito de

alimentação ao sistema elétrico.

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3. LÂMPADAS INCANDESCENTES HALÓGENAS Têm o mesmo princípio de funcionamento das lâmpadas incandescentes comuns, porém, foram acrescidas de gases halógenos que, dentro do bulbo, se combinam com as partículas de tungstênio desprendidas do filamento. Essa combinação, acrescida às correntes térmicas da lâmpada, faz com que as partículas se depositem de volta no filamento, constituindo o ciclo degenerativo do halogênio. Dessa forma, a lâmpada incandescente halógena possui maior vida mediana, maior eficiência luminosa e, como tem condições de evitar o escurecimento da lâmpada, possui uma luz mais branca e uniforme. Muito utilizada por projetistas e decoradores, é aplicada em fachadas, áreas de lazer, teatros e até faróis de automóveis.

Tabela 2: Informações adicionais sobre lâmpadas incandescentes halógenas

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4. LÂMPADAS FLUORESCENTES As lâmpadas fluorescentes são conhecidas como “luz fria”, pois emitem menos calor para o ambiente que as incandescentes. São constituídas de um tubo de vidro em forma de cilindro, preenchido com argônio, e sua superfície interior é coberta com uma camada de pó fluorescente (fósforo). Contêm vapor de mercúrio e um filamento, cuja função nessas lâmpadas é diferente da função que tem nas lâmpadas incandescentes. Ao passar pelo filamento, a corrente elétrica provoca uma descarga no gás do interior do tubo, levando os elétrons do gás a colidir com os átomos de mercúrio. Quando voltam a um estado de equilíbrio, esses átomos emitem uma energia na forma de radiação ultravioleta, — a luz é produzida pelo encontro dessa radiação com a superfície do tubo de vidro coberta com pó fluorescente. Este tipo de lâmpada precisa de reator para controlar e limitar a corrente elétrica que faz com que a lâmpada funcione.

Tabela 3: Informações adicionais sobre lâmpadas fluorescentes

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5. LÂMPADAS FLUORESCENTES COMPACTAS Com tamanho reduzido, foram criadas para substituir as lâmpadas incandescentes. Quando comparadas às incandescentes, essas lâmpadas possuem maior vida útil, rendimento até cinco vezes maior, e geram uma economia de energia de até 80%. A economia de energia que o uso dessa lâmpada gera representa uma redução significativa da exploração dos recursos naturais, uma vez que, com menor consumo, menor será a necessidade de novas usinas para produzi-la.

Tabela 4: Informações adicionais sobre lâmpadas fluorescentes compactas

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6. REATORES São dispositivos utilizados para a operação adequada das lâmpadas de descarga, cuja função é limitar a corrente e fornecer as condições necessárias para a partida. Como cada tipo de lâmpada demanda uma corrente diferente, para cada uma é necessário um tipo específico de reator. Assim, ao definir o tipo de lâmpada a ser usado, estabelecemos os parâmetros para a escolha do reator mais adequado. A questão que se coloca a partir daí é como escolher um conjunto reator-lâmpada que seja eficiente do ponto de vista energético. O primeiro ponto a ser analisado é que nem sempre a solução com custo inicial mais baixo é a mais econômica, se considerarmos o custo de operação durante toda a vida útil do equipamento. Inicialmente, deve-se optar por reatores que apresentem as menores perdas. A tabela 5 indica os valores de perda (fornecidos pelos fabricantes) para reatores eletromagnéticos disponíveis atualmente no mercado.

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Tabela 5: Valores de perda (fornecidos pelos fabricantes) para reatores eletromagnéticos

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7. LÂMPADA DE VAPOR METÁLICO Surgida há cerca de 40 anos, a lâmpada de multivapores metálicos vem sendo aperfeiçoada e, atualmente, apresenta um conjunto de vantagens que faz dela o produto mais completo e interessante existente no mercado, sob todos os aspectos importantes na iluminação geral. Muito mais eficiente, durável e gerando menos calor do que as incandescentes comuns e halógenas, oferece reprodução de cor muito superior às lâmpadas de vapor de sódio e de mercúrio. Supera em brilho e intensidade a fluorescente, possibilitando direcionar melhor a luz. É amplamente utilizada na iluminação de lojas – especialmente de vitrines - e grandes áreas, como estádios de futebol, ginásios de esportes, praças, fachadas e monumentos, na iluminação de destaque e até mesmo em residências finas. Sua luz branca embeleza e enobrece o ambiente, proporcionando conforto visual e gerando baixa carga térmica.

7.1. EVOLUÇÃO A lâmpada de vapor metálico é uma lâmpada de vapor de mercúrio aperfeiçoada. Além do mercúrio, contém iodetos metálicos que alteram o espectro das irradiações, obtendo-se um rendimento luminoso muito maior e uma luz de qualidade muito superior, devido à melhor reprodução de cores. A descarga elétrica da lâmpada, normalmente, se processa em um tubo de quartzo. Um desenvolvimento recente trouxe a tecnologia do tubo cerâmico, considerado um upgrade da morte vapor metálico comum. As lâmpadas de tubo cerâmico têm vida mais longa, são mais eficientes e apresentam uma reprodução de

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cores mais constante - qualidades que as colocam em uma categoria "Premium" em relação às demais. As lâmpadas de multi vapores metálicos são divididas em três grupos principais, tendo em vista seu formato: tubulares, elipsoidais e refletoras.

7.1.1. Tubulares São oferecidas em uma grande variedade de tipos, com arco curto (para luminárias compacta se luz, predominantemente, concentrada ou dirigida) ou arco longo (luminárias grandes, luz difusa), com tecnologia tradicional de quartzo ou tecnologia avançada e de tubo cerâmico, com potência baixa, média ou alta conforme a área a ser iluminada. Podem ter duas bases (base bilateral) para fixação e contato ou uma base só. Todas as lâmpadas tubulares necessitam de uma luminária fechada com vidro de proteção para que possam ser utilizadas.

7.1.2. Elipsoidais Possuem um bulbo exterior de forma ovóide. Tratando-se de lâmpadas com potência igual ou inferior a 150 Watt, podem ser usadas em luminárias abertas. As de potência maior (250W ou 400W), em geral possuem um bulbo externo revestido com camada fluorescente, destinam-se à iluminação com luz difusa e, não obstante a existência do bulbo externo, só pode ser instalada em luminárias fechadas.

7.1.3. Refletoras Já vêm prontas para se "jogar" a luz em uma determinada direção. A solução proposta pela lâmpada refletora é dispensar o uso da luminária, o que era considerado uma grande vantagem em algumas aplicações. 7.2. APLICAÇÕES Para os arquitetos, todas as categorias de lâmpadas multi vapores metálicos são importante, atendendo a uma ampla gama de projetos: grandes áreas como estádios, praças, avenidas, fachadas e halls de edifícios, monumentos, pavilhões de

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exposição, iluminação de qualidade em residências, estabelecimentos comerciais, locais de lazer, de atividades culturais e esportivas e em todo o lugar onde se queira realçar elementos artísticos ou estéticos.

Nos gráficos estão representadas as intensidades relativas do fluxo luminoso emitido por diversos tipos de lâmpadas em função do comprimento de onda na gama do visível. Existem dois gráficos de lâmpadas fluorescentes e dois gráficos de lâmpadas de iodetos metálicos, ambos se devem a naturezas construtivas distintas. O IRC será tanto melhor, quanto maior for a distribuição de intensidade ao longo de

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todo o espectro, como dito anteriormente. De fato, observamos que algumas das lâmpadas têm um IRC tão baixo que leva a que seja difícil ou quase impossível, ao olho humano, distinguir as cores em ambientes iluminados por fontes de luz desse tipo. Um caso extremo é o das lâmpadas de vapor de sódio de baixa pressão, que emitem um feixe luminoso amarelo, fazendo com que tenham uma reprodução de cores muito fraca.

8. Lâmpadas de Luz Mista Estas são constituídas por um tubo com vapor de mercúrio em série com um filamento incandescente de tungstênio que, para além de produzir um fluxo luminoso, atual também como estabilizador da lâmpada. Deste modo, apresentam características comuns às lâmpadas de

incandescência, fluorescentes e vapor de mercúrio, pois: O filamento emite luz por incandescência O tubo de descarga a vapor de mercúrio emite luz intensa de cor azulada A radiação invisível (ultravioleta), em contacto com a camada fluorescente do tubo, gera uma luz amarelada

Estas lâmpadas dispensam a utilização do balastro uma vez que o filamento além de produzir luz, limita sob a forma de resistência a corrente de funcionamento, podendo ser ligadas diretamente aos 230V. As suas vantagens e desvantagens estão resumidas abaixo.

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Vantagens Não necessita de equipamento auxiliar Tempo de vida útil (8000 horas)

Desvantagens IRC~60 Baixa eficiência25lm/W Restrições na posição de operação

9. LÂMPADAS DE VAPOR DE MERCÚRIO A base construtiva destas lâmpadas é um tubo de quartzo, contendo vapor de mercúrio em alta pressão, capaz de suportar elevadas temperaturas, possuindo em cada extremidade um eletrodo principal e numa das extremidades outro eletrodo auxiliar. Em funcionamento, quando a tensão é aplicada à lâmpada cria-se um campo elétrico entre o eletrodo auxiliar e o principal. O arco elétrico gerado entre eles provoca um aquecimento que leva à ionização do gás e o aparecimento de vapor de mercúrio. Desta forma, a impedância elétrica é reduzida e como a do circuito de partida é elevada, devido Exemplo de uma lâmpada de vapor de mercúrio de alta pressão representada na Figura

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Vantagens Vida útil (9000 horas) Eficiência razoável (45 a 55 lm/W) IRC ~ 45

Desvantagens Equipamento auxiliar Elevado tempo de arranque Impossibilidade de religar de imediato Não funcionam com tensão abaixo do seu valor nominal (mercúrio)

10. LÂMPADAS DE VAPOR DE SÓDIO As lâmpadas de vapor de sódio podem ser encontradas sob duas formas distintas de operação, sendo elas: Lâmpadas de sódio de alta pressão Lâmpadas de sódio de baixa pressão

As lâmpadas de sódio de alta pressão conseguem, devido a introdução de mercúrio, ter um espectro mais alargado, permitindo uma melhor reprodução de cores. Estas são constituídas por um tubo de descarga de óxido de alumínio,

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encapsulado num invólucro de vidro. O tubo é preenchido por um composto de sódio e mercúrio, além de uma mistura gasosa de néon e árgon, que serve para despoletar o arranque. A principal perda em relação às congêneres de baixa pressão é o fato de terem uma menor eficiência luminosa, contudo apresentam um IRC mais generoso. No geral, as lâmpadas de vapor de sódio, são as mais utilizadas na iluminação pública, à característica amarelada do fluxo luminoso é especialmente úteis em locais com forte ocorrência de nevoeiro. São de seguida apresentadas na Tabela.

Vantagens Vida média alta (9000 a 15000 horas) Boa eficiência luminosa, para altas potências

Desvantagens Distorção das cores pela emissão monocromática Equipamento auxiliar Arranque lento Não funcionam com tensão abaixo do seu valor nominal

11. LÂMPADAS LED A tecnologia LED (Light Emitting Diode = Diodo Emissor de Luz) é hoje uma tendência mundial em termos de iluminação, oferecendo soluções para substituir mais de 80% das necessidades de iluminação ambientais convencionais disponíveis no mercado. O LED é um diodo, ou seja, um semicondutor com junção P-N produzido a partir do silício (ou germânio e, mais recentemente, Carbono) puro (99,999999% de pureza), que é “dopado” com “impurezas” (outros elementos químicos em pequenas quantidades, como por exemplo, Índio, Gálio e Nitreto – InGaN) que, quando energizado irá emitir ondas eletromagnéticas dentro de uma largura de banda espectral relativamente estreita, dentro do espectro visível, ou seja, luz. Este processo é conhecido como “Eletroluminescência”.

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11.1. VANTAGENS • • Longa vida útil, o que implica em baixo custo de manutenção. Redução do custo operacional, devido à economia de energia elétrica

(baixo consumo), aliada ao menor custo de manutenção. • Economia na instalação: devido às baixas potências das lâmpadas, as

bitolas dos condutores dos circuitos podem ser reduzidas (bem como a proteção), trazendo assim um ganho adicional na execução das instalações elétricas. • • Alta resistência mecânica e a vibrações. Não emite infravermelho, nem ultravioleta; o que não provoca

desbotamento de cores e nem agride a pele das pessoas. Recentemente, estudos realizados pelo Departamento de Dermatologia do Henry Ford Medical Center Hospital (USA) apontam para a necessidade de proteção solar em ambientes fechados com alta luminosidade (utilização de protetor solar UV-A e UV-B). • Outro benefício normalmente não mensurável é com relação à

economia com a utilização do sistema de ar condicionado, pois as lâmpadas LED emitem muito menos calor, gerando redução na necessidade de climatização dos ambientes. • LED é uma lâmpada ecologicamente correta: a emissão de CO2

durante o ciclo de manufatura e vida de uma lâmpada LED é muito menor do que de lâmpadas de descarga. Quando uma empresa certifica-se na ISO-14001, o descarte de lâmpadas tem um ônus que normalmente não é computado em seus gastos fixos. Quando opta por iluminação LED, os custos de descarte são similares aos de circuitos impressos, com uma redução significativa. • Sustentabilidade: redução de agressão ao meio ambiente, pois não

contém metais pesados (chumbo, manganês, mercúrio, antimônio, bário, etc.), nem gases tóxicos, tão prejudiciais à saúde. • LED tem luz direcional, sendo rico em variedade de cores: é uma

iluminação digital, com ligação instantânea, podendo ser religado imediatamente, sem a necessidade de tempo de aquecimento e/ou reinicialização.

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11.2. TIPOS E APLICAÇÕES Atualmente existem no mercado diversos tipos de lâmpadas de LED para atender às diversas demandas, com diversas “temperaturas de cor”, podendo ter uma cor “mais quente” (baixas temperaturas de cor) ou “mais fria” (altas temperaturas de cor), conforme exemplificado abaixo:

11.2.1.

Lâmpadas led dicróicas

Consomem apenas 6 W, têm vida útil de 30.000 horas e não emitem o enorme calor típico das dicroicas halógenas. Exemplos de aplicação: iluminação comercial de joalherias, lojas, residências, etc.

11.2.2.

Lâmpadas led par 20 e par 30

Substituem as lâmpadas de descarga, com as vantagens do LED: potência de apenas 10 W e 13 W, respectivamente, com altíssima de economia de energia elétrica e longa vida útil (30.000 horas).

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11.2.3.

Lâmpadas led ar 111 e par 38

Visam substituir as lâmpadas de vapor metálico, com as vantagens do LED: potência de apenas 19 W, com economia de energia e longa vida útil (30.000 horas). Adicionalmente, ainda têm uma vantagem: não necessitam equipamentos auxiliares. As lâmpadas de descarga necessitam de reatores, ignitores e capacitores, o que dificulta durante o processo de instalação e, principalmente, na manutenção. Essas lâmpadas LED têm alimentação elétrica direta via terminais (para a LED AR 111) e através de soquete E-27 (para a LED PAR 38), podendo ser energizadas com tensão de 100 VAC a 240 VAC.

11.2.4.

Led tubular e placa de led

Fazem a substituição das lâmpadas fluorescentes.

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Figura x: Placa de Led.

12. LUMINÁRIAS Luminária é um suporte de iluminação onde se montam as lâmpadas, mas estas são consideradas à parte. Além de servirem para suportar as lâmpadas, as luminárias também têm outros componentes que protegem as lâmpadas e modificam a luz emitida por estas. Dois desses dispositivos são os reflectores e os difusores. 12.1. COMPONENTES DA LUMINÁRIA 12.1.1. Difusor

O difusor evita que a luz seja enviada directamente da lâmpada para os objectos ou pessoas. Uma lâmpada de incandescência vulgar não tem difusor, embora o vidro possa produzir um pouco esse efeito. Por não ter difusor, este tipo de iluminação produz um forte contraste claro-escuro entre as zonas iluminadas e as não iluminadas. Em muitos casos este efeito não é muito agradável e é preferível uma luz mais suave. Neste caso, a própria lâmpada pode vir revestida interiormente de um pó branco que espalha a luz em várias direcções, esbatendo o contraste entre o claro e o escuro. Noutros casos, os difusores são externos à lâmpada, mas a sua função é similar. 12.1.2. Reflector

Um reflector é uma superfície que existe no interior duma luminária e que reflecte a luz. Desta forma, a luz é aproveitada melhor, pois a porção da luz emitida para cima, no caso duma lâmpada pendurada no tecto, é reenviada para baixo. Os

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reflectores podem ser espelhos. Há lâmpadas que são espelhadas no seu próprio interior.

Figura X: exemplo de luminária 12.1.3. Aletas

Consideramos aletas a “grade” posicionada em frente às lâmpadas, no sentido perpendicular a elas. Estas, assim como os reflectores, podem ser constituídas de vários materiais e com vários tipos de acabamento (alumínio, policarbonato ou aço). A sua função é limitar o ângulo de ofuscamento num ambiente, aumentando o conforto visual de seus utilizadores.

Figura X: Aletas 12.2. OFUSCAMENTO O ofuscamento ocasiona desconforto visual ou uma redução na capacidade de ver os objectos, motivados por excesso de luminância na direcção da visão. Pode ser considerado directo, quando o ofuscamento ocorre através da

luminária/lâmpadas, ou indirecto, quando a luz reflectida em determinadas superfícies retorna aos olhos dos utilizadores desse ambiente.

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O ofuscamento directo pode ser neutralizado utilizando-se acessórios nas luminárias como aletas ou difusores. Já para o ofuscamento indirecto deve-se redimensionar o projecto luminotecnico, pois é causado pelo excesso de luz no ambiente O rendimento de uma luminária corresponde ao quociente do fluxo luminoso emitido pela luminária à temperatura de 25º C, e o fluxo luminoso total emitido pela(s) lâmpada(s) pertencentes à luminária, igualmente a uma temperatura de 25º C. 12.3. TIPOS DE LUMINÁRIAS • Plafon – luminária que geralmente é instalada bem próxima ao teto e

serve como peça central do ambiente. Temos dois tipos de efeitos de iluminação causados pelo plafon, dependendo do material ele produz um efeito de luz indireta ou difusa. • Embutido – esse tipo de luminária é uma peça para embutir em forros

de gesso, madeira ou pvc. Os tipos de embutidos são diversos, existem com fechamento em vidro ou acrílico, para lâmpadas fluorescentes compactas ou incandescentes; embutidos sem fechamento para lâmpadas halógenas; e embutidos direcionáveis ou não. A grande vantagem dessas luminárias é a sensação de ambiente mais limpo e clean, pois o teto fica mais “liso”. • Pendente – é uma peça funcional, mas às vezes pelo seu design pode

ser uma peça mais decorativa. Esta luminária fica “pendurada” por fios elétricos ou algumas vezes acompanhada de cabo de aço em função do peso da peça. Essas peças são usadas geralmente em bancadas, mesas de refeições, laterais de camas, mezaninos e etc. • Lustre – peça decorativa, geralmente é o centro de interesse de algum

ambiente, como sala de jantar, hall de acesso ou mesmo mezanino. Dependendo do modelo do lustre pode ser a iluminação geral do ambiente, mas na maioria das vezes é uma peça complementar na decoração. • Spot – é uma luminária com aspecto mais funcional, pois é uma peça

direcionável, mas temos de tomar cuidado ao usar essa peça para que tenha seu uso adequado. Pois esse tipo de luminária não ilumina um ambiente inteiro como luz geral, como dito anteriormente ele é focal, ideal para quadros ou objetos de artes. Outro cuidado é com a estética, não colocar lâmpadas que fiquem para fora da

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luminária, a não ser que o design da peça permita essa ousadia, pois acaba dando destaque para a lâmpada e não para a peça. • Trilho – o trilho na verdade não é a luminária propriamente dita, ela é

uma barra eletrificada que permite o uso dos spots direcionáveis (mencionados acima). Esse tipo de peça é ideal para galerias , pois permite uma linha única de luminárias sendo que cada ponto tem flexibilidade de locomoção e

redirecionamento. Cuidado ao usar esse tipo de peça em closets, pois como é uma luz focal, ela tem maior efeito de luz e sombra, e isso prejudica na escolha das roupas no closet. Por outro lado, em galerias de artes é o tipo de iluminação mais usado, pela funcionalidade, versatilidade e o efeito cênico. • Refletor – é uma luminária um pouco mais técnica, as vezes usada em

jardins, fachadas, quadras de esporte, grandes pátios ou mesmo como elemento de segurança da residência. Essa luminária como o próprio nome já diz, é um refletor, e contém uma luz forte que é refletida para uma área mais ampla.

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