UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

UNESP – Bauru/SP

FACULDADE DE ENGENHARIA
Departamento de Engenharia Civil

Disciplina: 1365 - ESTRUTURAS DE CONCRETO IV
NOTAS DE AULA

MARQUISES

Prof. Dr. PAULO SÉRGIO DOS SANTOS BASTOS
(wwwp.feb.unesp.br/pbastos)

Bauru/SP Novembro/2006

UNESP(Bauru/SP) 1365 - Estruturas de Concreto IV – Marquises

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MARQUISES

Marquises são estruturas em balanço formadas por vigas e lajes ou por apenas uma laje. Normalmente, são projetadas com a função arquitetônica de cobertura e proteção de “halls” de entrada das construções. As marquises podem receber cargas de pessoas, de anúncios comerciais ou outras formas de propaganda, de impermeabilização etc. A estrutura da marquise a ser projetada, depende principalmente do vão do balanço e da carga aplicada. As mais comuns na prática, como se pode verificar nas construções existentes, são as formadas por lajes simples em balanço. Marquises mais complexas, formadas por vigas e lajes, são pouco comuns na prática das pequenas construções. ROCHA (1987), classifica as marquises conforme a existência e posição das vigas.

1. MARQUISE COM LAJE SIMPLES EM BALANÇO
São indicadas para pequenos balanços (até ∼ 1,8 m). O problema principal nessas marquises, é verificar a flecha na extremidade do balanço, já que o dimensionamento é simples. A Figura 1 mostra a laje em balanço engastada na laje interna; o esquema estático é de uma barra engastada numa extremidade e livre na outra, a armadura principal, portanto, é negativa (calculada como em viga) e transversal. Pode-se dispensar a colocação da armadura positiva.

Fig. 1 - Laje em balanço com espessura constante engastada na laje interna.

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Um problema que surge é conhecer o ponto de interrupção da armadura negativa na laje na qual a laje em balanço está engastada. Quando a laje interna é armada em uma direção (ver Figura 2), pode-se calcular os esforços solicitantes das duas lajes fazendo como uma viga com faixa de um metro. Assim, fica determinada a posição do momento nulo e o comprimento da armadura negativa.

Fig. 2 - Laje em balanço engastada em laje armada em uma direção.

UNESP(Bauru/SP) 1365 .Laje em balanço engastada em laje armada em cruz. A laje L2 é calculada como uma viga em balanço e assim dimensionada. o problema não é tão simples (Figura 3). . 4 . 3 .Momento aplicado na borda da laje interna. A laje L1 (em cruz) deve ser calculada para a carga uniformemente distribuída combinada com um momento fletor (o que solicita a laje L2) aplicado de forma uniforme ao longo da borda de ligação com a laje L2 (Figura 4). Fig.Estruturas de Concreto IV – Marquises 3 Quando a laje interna é armada em duas direções. Fig.

5 . . pode-se variar a espessura da laje em direção à extremidade do balanço (Figura 6).Laje com momento aplicado ao longo de um lado. Fig. Para o comprimento da armadura negativa da laje em balanço (L2) dentro da laje L1 pode ser adotado o mesmo comprimento do balanço. afim de diminuir o peso próprio. Os momentos no centro da laje são: Mx = γxm Mr My = γym Mr Os momentos nos lados engastados são: Mex = γx Mr Mey = γy Mr A laje L1 deve ter as armaduras dimensionadas para os momentos finais no centro e para o momento Mr no apoio do balanço. A tabela 9a é para momento uniforme aplicado no lado maior e a tabela 9b é para momento uniforme aplicado no lado menor (Figura 5).5 m).Estruturas de Concreto IV – Marquises 4 Os momentos solicitantes na laje L1 devidos ao momento aplicado na borda podem ser calculados com auxílio das tabelas 9a e 9b encontradas em HAHN (1972).UNESP(Bauru/SP) 1365 . Para balanços maiores (L > ∼ 1.

Estruturas de Concreto IV – Marquises 5 Fig. que deve obrigatoriamente ser considerado no cálculo da armadura da viga (Figura 8). 7 . Nesse caso. Fig. para efeito do cálculo do peso próprio.Laje com espessura variável. . 6 . Nesse caso. O momento fletor que solicita a laje em balanço é momento de torção para a viga. há a necessidade de engastar a laje na viga (Figura 7). As lajes em balanço podem não ser contínuas com as lajes internas (se existirem).Laje em balanço sem continuidade com outra laje. como simplificação.UNESP(Bauru/SP) 1365 . pode-se adotar uma espessura média.

receberão um momento fletor igual ao momento de torção T e o pilar P2 receberá um momento fletor igual a: 1 X (L + L ) 2 b 1 2 Mp2 = 1 1 X b L1 + X b L2 2 2 = .Marquise com torção aplicada na viga. Adimitindo-se engastamento perfeito entre a viga e os pilares.UNESP(Bauru/SP) 1365 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 6 Fig. os momentos de torção máximos nos extremos de cada trecho da viga são: 1 X L 2 b T= sendo L o vão teórico da viga entre os pilares Os pilares P1 e P3. 8 .

Na viga V3. é necessário considerar o momento fletor proveniente dessas vigas. a vinculação depende da continuidade ou não com outra laje. A viga V4 pode ser suprimida. tornando a borda livre. V2 e V4. A laje normalmente é armada em uma direção. 2. Neste caso. Caso as vigas V1 e V2 não sejam contínuas. logicamente estas devem ser engastadas nos pilares. as marquises devem ter vigas (Figura 10). MARQUISES FORMADAS POR LAJES E VIGAS São muitas as possibilidades de projeto quando a estrutura das marquises são compostas por lajes e vigas.Mureta de alvenaria ou concreto.Estruturas de Concreto IV – Marquises 7 Vigas de concreto ou muretas de tijolos nas bordas das lajes contribuem apenas para aumentar o carregamento atuante sobre a laje (Figura 9). A marquise pode ter outras vigas. Fig. Para balanços maiores que ∼ 1.UNESP(Bauru/SP) 1365 . no cálculo dos pilares. É simplesmente apoiada nas vigas V1. . além da V1 e V2 (Figura 11). 9 .8 m. o que será visto à frente.

Fig. 10 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 8 Fig. 11 . .UNESP(Bauru/SP) 1365 .Marquise apoiada em vigas em balanço.Marquise sustentada por vigas.

Estruturas de Concreto IV – Marquises 9 Neste caso. 12 .UNESP(Bauru/SP) 1365 .Estrutura para grandes balanços. as lajes devem ser dimensionadas com uma borda livre. . longitudinais e transversais (Figura 12). Fig. Marquises com balanços maiores podem necessitar de outras vigas.

Pilares de um lance com a base engastada têm um momento fletor constante ao longo da sua altura e igual ao momento negativo da viga (Figura 14). os momentos são: . suportando a marquise e transportando as cargas aos pilares.2 M .2 le. ROCHA (1987) mostra que marquises com lajes apoiadas em vigas engastadas em pilares.1 le. sendo a marquise indeslocável no plano horizontal (Figura 15).UNESP(Bauru/SP) 1365 . o momento fletor que solicita a viga.Viga engastada em pilar de um lance. Pilares de dois ou mais lances .1 + le.1 + le. Fig. solicita também o pilar.2 M Ms = le. 14 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 10 É importante observar que as vigas V6 e V7 da Figura 12 estão apoiadas sobre as vigas V1 a V4 e estas estão em balanço.pilar superior Mi = le.pilar inferior .

.Marquise deslocável no plano horizontal. 16 . Pilares de dois ou mais lances.UNESP(Bauru/SP) 1365 .pilar superior h2 M h1 + h2 Mi = Ms = Fig.pilar inferior h1 M h1 + h2 . sendo a marquise deslocável no plano horizontal (Figura 16). os momentos são: . 15 .Marquise indeslocável no plano horizontal.Estruturas de Concreto IV – Marquises 11 Fig.

Essa armadura deve ser disposta em ambas as direções. citado em LEONHARDT (1984). No caso de lajes em balanço ao ar livre. Para dispensar a verificação à punção. propõe que a altura da laje no canto seja determinada de tal modo que possa absorver um momento 2. porém. A armadura é disposta paralelamente aos bordos e dimensionada para o momento M0. dando-se uma contraflecha na fôrma. Ambos os momentos principais são negativos e exigem uma armadura superior. numa faixa de largura 3 h. conforme a Figura 18. com largura igual a 0. Deve-se compensar flechas grandes no vértice.5 l. a) Trajetórias dos momentos principais b) Variação dos momentos mx . em cima e embaixo. MARQUISE FORMADA POR LAJE EM BALANÇO SOBRE UM CANTO DE PAREDE A laje é fortemente solicitada. nesse caso. principalmente na região do canto do apoio. com barras pouco espaçadas e protegidas. As direções dos momentos principais desenvolvem-se.M0. a partir de uma distância 2l do vértice (Figura 17c). O dimensionamento pode ser feito para o momento da laje em balanço M0 = ql2/2. os bordos deveriam ser armados longitudinalmente.UNESP(Bauru/SP) 1365 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 12 3. conforme mostra a figura 17a. é duplicada em uma faixa em torno do canto. Franz. com o mesmo valor (Figura 17d).

Gustavo Gili. placas y vigas flotantes sobre lecho elastico. Rio de Janeiro.Direção dos momentos principais e armadura de uma laje em balanço sobre um canto de parede.Princípios básicos sobre a armação de estruturas de concreto armado. A. Interciência. E. Ed. porticos.UNESP(Bauru/SP) 1365 . 17 . Construções de concreto . J. LEONHARDT.3.Detalhe da armadura nos bordos livres. Ed. . Concreto armado. BIBLIOGRAFIA HAHN. Vigas continuas.Estruturas de Concreto IV – Marquises 13 c) Variação das flechas d) Disposição da armadura Fig. 1987. Nobel. vol. M. vol. MÖNNIG. 1972. Barcelona. com carga uniformemente distribuída. 3. 1984. 18 . F. São Paulo. . ROCHA. Fig. Ed. A mesma armadura na direção y.

25 kN/m2 Impermeabilização = 0.5 cm).UNESP(Bauru/SP) 1365 . pL1 = pL2 = 5. CA-50 . γconc = 25 kN/m3 .11 + 0.44 = 0.07)/2 . RESOLUÇÃO a) Cargas atuantes na marquise Peso próprio = (0.19 “ “ “ . 22 Letreiros Total = 0.Planta de fôrma.0 kN/m2 Laje da marquise em concreto aparente (c = 2. 19 . Fig.02 . 25 = 2.Estruturas de Concreto IV – Marquises 14 EXEMPLO 1 Projetar a marquise da planta de fôrma da estrutura da Figura 19.50 = 3. Dados: C25 .

50. devem ainda ser consideradas como cargas permanentes: revestimentos de argamassa. Fig.12 = = 1. pode-se considerá-la engastada nas lajes L1 e L2 (Figura 20). Carga total: p = gt + qt = 3.50 = 3.5 kN/m2.19 .cm 2 M k. muretas nas bordas. a ação variável (carga acidental ) deve ser 0.03 kN.Estruturas de Concreto IV – Marquises 15 Caso existam.g 3. M k. 20 .19 + 0.2.q Mk. paredes sobre a laje.m = 110 kN.cm 2 0.12 = = 7.69 kN/m2 b) Esforços solicitantes Como a laje da marquise é contínua com as lajes internas do edifício. A marquise deste exemplo é inacessível a pessoas.UNESP(Bauru/SP) 1365 .m = 703 kN. 2.cm c) Armadura de flexão Na seção do engaste da laje em balanço tem-se (Figura 21): .10 kN.p = 703 + 110 = 813 kN. etc. e segundo a NBR 6120.Esquema estático e carga.

UNESP(Bauru/SP) 1365 .56 cm 2 /m d 8 → φ 8 mm c/ 14 cm = 3.Altura útil na seção do engaste.3 = 8 cm Nas lajes internas com h = 11 cm.Estruturas de Concreto IV – Marquises 16 Fig. dom.57 cm2/m d) Verificação da flecha A flecha máxima deve ser menor que a flecha limite da norma.025 . 2 As = K s Md 1138 = 0.84 cm Momento fletor de fissuração: Mr = α f ct I c yt . 21 . Portanto. Para aceitabilidade sensorial (visual).5 cm ⎩8 cm b w d 2 100 .5 cm.3 cm = 11 .5 = 9.alim = L/250 = 210/250 = 0. d = h . 82 Kc = = = 5.6 Md 1138 → Ks = 0.025 = 3. superfícies que devem drenar água (coberturas e varandas) a flecha limite é: . a altura útil é d ≤ ⎨ ⎧9. d = 11 – 1.

800 MPa = 2.3 252 = 2. Rigidez equivalente: ⎧ ⎪⎛ M E cs ⎪⎜ r ⎨⎜ ⎪⎜ M a ⎪⎝ ⎩ ⎫ ⎪ I II ⎪ ⎬ ⎪ ⎪ ⎭ (EI) eq = ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ 3 ⎡ ⎛M I c + ⎢1 − ⎜ r ⎜ ⎢ ⎝ Ma ⎣ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3⎤ ⎥ ⎥ ⎦ ≤ E cs I c Módulo de elasticidade secante: E cs = 0.5 .69 kN/m2 Momento fletor no engastamento da laje resultou o valor de: Mk.85 .cm A laje está fissurada (estádio II).3 3 f ck 2 = 0. yt = h/2 3 Mr = 1.2565 .cm Momento fletor atuante na laje correspondente à combinação rara: Fd.2565 kN/cm2 α = 1.p = 813 kN.UNESP(Bauru/SP) 1365 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 17 f ct = f ct . 113 Ic = = 11.5 kN/m2 Fd. m = 0.5 para seções retangulares.380 kN/cm2 Momento de inércia da seção bruta sem armadura: 100 .cm > Mr = 776 kN.5 100 . 113 12 = 776 kN.565 MPa = 0.ser = 3.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk Carga acidental = 0.m Mk.p = Ma = 813 kN.092 cm4 12 . 5. 0. 5600 25 = 23.

25) = 1.526.838 cm 12 ⎝ 2 ⎠ A rigidez equivalente será: 2 2 (EI) eq = 2380 ⎧ 3 ⎪ ⎪⎛ 776 ⎞ ⎟ 11092 ⎨⎜ ⎟ ⎜ ⎪⎝ 813 ⎠ ⎪ ⎩ ⎫ ⎡ ⎛ 776 ⎞3 ⎤ ⎪ ⎪ + ⎢1 − ⎜ ⎟ ⎥ 1838 ⎬ = 23.698 cm4 ≤ Ecs Ic ≤ 2380 .3) .698 cm4 ⎪ ⎢ ⎝ 813 ⎠ ⎥ ⎪ ⎣ ⎦ ⎭ (EI)eq = 23.Estruturas de Concreto IV – Marquises 18 Razão modular entre os módulos dos materiais: αe = 21000 Es = = 8. 5. 1 m = 3.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 3. com d = 8 cm e φ 8 mm c/ 10 cm = 5.00 . 8. 11092 ≤ 26. 2. 0. 5.526.82 x II − =0 100 100 x II 2 + ⇒ xII = 2. 5.34 kN/m .25 ⎜ ⎟ + 8.960 cm4 A flecha imediata na laje em balanço pode ser calculada pela equação: 1 p λx 4 ai = 8 EI Combinação quase permanente (fator de redução de carga ψ2 = 0.82 2 .82 E cs 2380 cm : 2 Posição da linha neutra no estádio II (xII).5 = 3. 8.34 kN/m2 .25 ⎞ 2 4 I II = + 100 . ou de elevada concentração de pessoas): Fd. 2.253 ⎛ 2.19 + 0. 8 .UNESP(Bauru/SP) 1365 .00 (8 − 2.00 .398.(locais em que não há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo.82 .3 .25 cm Momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II: b x II 3 ⎛x ⎞ I II = + b x II ⎜ II ⎟ + α e A s (d − x II )2 12 ⎝ 2 ⎠ 100 .00 x II 2 + 2 As αe 2 As d αe =0 x II − b b 2 .

210 4 = 0.84 cm at = 0.35 (1 + 1.84 cm e) Cálculo das lajes L1 e L2 → a altura da laje é suficiente! Fig.00 p/ t superior a 70 meses.81 cm < alim = 0. ξ(1 mês) = 0.32) = 0.68 = 1. .UNESP(Bauru/SP) 1365 .0334 . 22 .68 ∆ξ = 2.00 − 0.35 cm ai = 8 23526698 Flecha total: at = ai (1 + αf) αf = ∆ξ 1 + 50ρ′ onde ρ’ é igual a zero porque na laje em questão não existe armadura comprimida A’s ∆ξ = ξ( t ) − ξ( t 0 ) ξ(t) = 2.alim = L/250 = 210/250 = 0.Estruturas de Concreto IV – Marquises 19 1 0.81 cm .Vãos das lajes L1 e L2.32 at = 0.

82 = 5.UNESP(Bauru/SP) 1365 .38 kN.cm M y = 2.77 100 5.84 µ’x = 8.03 ≅ 1.63 = 0. 5. 25 = 2.Estruturas de Concreto IV – Marquises 20 λ= ly lx = 600 = 1.15 = 2.79 5.82 = 7.79 peso próprio = 0.00 = 5. teto contrapiso = 0. 21 = 0.11 .82 . 19 = 0.82 .cm M x = 3.cm 100 M 'x = 8.05 580 Da tabela 2.75 kN/m2 rev.03 .015 .m = 1721 kN.82 .m = 738 kN.82 “ “ “ “ “ piso cerâmico ação variável carga total Momentos fletores: 5.m = 556 kN.29 = 0.77 Cargas atuantes: µy = 2.84 100 . 5. 5.21 kN.5 a (tipo 2B) tem-se: µx = 3.56 kN.82 = 17.

Conforme a tabela 9b (caso 3) de HAHN.Momentos fletores devidos ao carregamento total uniformemente distribuído na área das lajes. 23 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 21 Fig. tem-se: ε= ly lx = 600 = 1.UNESP(Bauru/SP) 1365 . 24 . Fig.Laje com momento aplicado na borda.03 580 . Momentos fletores devidos ao momento fletor aplicado ao longo da borda de ligação com a laje L3 (Figura 24).

Mr = .125 0.3 Mex = γx . Mr = 0. .0.115 .010 . Mr = .296 γxm γym γ‘x 0.004 .0.cm My = γym .0.0.Momentos fletores devidos ao momento aplicado na borda.03 0.325 Momentos fletores: Mx = γxm . 813 = . 813 = .316 .99 kN.122 0.UNESP(Bauru/SP) 1365 . 25 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 22 A tabela seguinte mostra a interpolação: ε 1.0. 813 = 257 “ “ Fig.0.316 1.1 0.004 .122 .0 1.010 .

Armaduras calculadas (Figura 27): Fig.Estruturas de Concreto IV – Marquises 23 Momentos fletores finais (Figura 26): Fig.Momentos fletores finais. 26 . Detalhamento final das armaduras das lajes (Figura 28). 27 .Armadura da laje em cm2/m.UNESP(Bauru/SP) 1365 . .

Detalhamento das armaduras. 28 . A estrutura do pavimento terá os esforços solicitantes e os deslocamentos verticais determinados segundo uma analogia de grelha. com o uso do programa GPLAN4. EXEMPLO 2 Projetar a marquise da planta de fôrma da estrutura da Figura 29.Estruturas de Concreto IV – Marquises 24 Fig. de CORREA e RAMALHO (1982).UNESP(Bauru/SP) 1365 . .

Planta de fôrma da estrutura.Estruturas de Concreto IV – Marquises 25 Figura 29 . .UNESP(Bauru/SP) 1365 . O modelo da grelha está mostrado na Figura 30. consistindo de barras e nós.

.Estruturas de Concreto IV – Marquises 26 Figura 30 – Grelha representativa do pavimento da estrutura.UNESP(Bauru/SP) 1365 . Na Figura 32 estão indicadas as paredes sobre a grelha. A Figura 31 mostra as propriedades das barras da grelha.

UNESP(Bauru/SP) 1365 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 27 Figura 31 – Propriedades das barras. Figura 32 – Paredes sobre as barras da grelha. .

22 = 0. 19 = 0.00 kN/m2 = 0.78 . 25 = 2.Estruturas de Concreto IV – Marquises 28 CARGAS DE PAREDES E JANELAS A Figura 33 mostra as dimensões utilizadas para o cálculo das cargas das paredes.015 . = 0.91 kN/m2 CÁLCULO DO COMANDO ACEG a) Laje com h = 8 cm peso próprio revest.00 = 5. γjan = 0.2 .46 = 4.5 kN/m2. Figura 33 – Dimensões consideradas no cálculo das cargas das paredes.17 kN/m2 piso + contrap.04 .46 kN/m2.UNESP(Bauru/SP) 1365 .46 + 1. 0. Foram adotados: bloco cerâmico 9 x 19 x 19 cm.5 = 2. 1. Carga das paredes: gpar = 2. teto ação variável carga total = 0.58 . revestimento de argamassa de 1.29 = 2.88 .5 cm.06 kN/m Carga das janelas com as paredes: gjan + par = 1. 1. γpar = 1.08 .

6434 Relação para multiplicar as áreas das barras correspondentes às vigas: Rel.2.6.0.800.1.800.5 = 0.0.4.24.0.1172.13.13.22.61.7.169.1050.29 = 0.13.1.15.8.12. 157.1050.1.12.32.9.24.7.0.1.50 = 2.12.03 . 22.1.0.142.13.144.1172.1050.91 kN/m2 arg.893.1. 5.23.4.75 kN/m2 = 0.8.4. OPTE.5.1. 166.29 = 0. BARG 1. 10.0.75) x 0.00) x 0.2.8.91/1. impermerab.143.2.25.23.13.165.20.4.0. 105.165. 13.1.26.07 .66 ACEG = (2. RESG 1.29 b) Laje com h = 7 cm (concreto aparente) peso próprio ação variável carga total = 0. 53.12.1.14.83 Relação para multiplicar as áreas das barras correspondentes às lajes de espessura 7 cm: Rel.8.1.4.13.113. 23.893. 157.141. 24.Estruturas de Concreto IV – Marquises 29 ACEG = (5.2.1.1.9.1.25.1.17/2. = 0.0.7752 Na seqüência segue o arquivo de dados da grelha para o programa GPLAN4.1.0.83/1.1050.8. ESTRUTURAS DE CONCRETO IV MARQUISES EXEMPLO 2 NOGP 1.13. = 1/1. 25. .13.13.13.13.27. 22 = 0.1.1.5 = 1. 25 = 1.1.UNESP(Bauru/SP) 1365 . = 0. 21.1.28.1.

157.52.145.111539.67.1265.16. 193.1000.92.34.419.63.48.1.100.1.28.1.54.1.14. 11.6.12.156.26.13.106.131.1.100.1.156.15.1.13.7.1.1.66.14.15.1.13.40.13.924.80.1.65.11.2.100.116.50. 18. 133.61. 59. 60. 19.132.1.1023.128.62.62.100.7.4267.1125.1.40.44.1475.1.10.13.264.10.152.52.12.13.312.1.30.28.17. 49.1. 4.171936.1.144.25.156.48.50.41. 10.13.204.1.7. 3.9.64.1.710.1.100.1.156.1.156. 265.1.1.12.1.13.2658.144.25. PROP 1.156.67848. 17.19.480.13.64.100.156.13.17.1.119.1.92.633.53. 217. 289.156.1.36980.7.4.1.9.100.45000.4. 301.13.106.1.1.171936.212. 229.1.1.830.1.156.1.865.1.100.13.192.1. 10.13.30.800.168.13.1. 15.110.93.100. 61. 6.40.1.100. 57.3.45000.13.1.1. 169.52.500.4.394.108.10.100.52.1.13.208333. 73.Estruturas de Concreto IV – Marquises 30 37. 97. 21.104.1121.1.2.25E-6.3733.1.240.5.826.19531.1.1074.13.1.13.1.7.927.22.19531.100.180.1.20.155.1.11.6. 181.109.23.100.1.7.UNESP(Bauru/SP) 1365 .16.9.1.24.1. 157.16.800.30.7.3.1.16.1.36980.1.18.10.216.63.8.2400.9.1.34.1.105. 20.6.57.52.122. 58. 53.2501.19.13.16.4.154.1. 213.161.100.815.10. BAR 213. 253.1. 85.48.100.140.7.122.13.13.20.45000. 277.45000.18.144.109. 145. 149.11. 5.144. 109.288.1.68. MATL 1.13.1.1.1.1. 9.100.100.48. 8.8.67846.1.7. 14.100.1.52. FIMG .730.276.1.153.148.1165. 16.13.11. 205.228.1.52.158.144. 241.30.16.13.5.700.12.9.1.13.1.79.56.1.16.8.52.58.162.6.25.13.1.105.30. 12.22.1.16.1. 12.208333.1.8.1.13.21.300.80. 7.252.46. 11.52.100. 22.7.13. 13.19.13.45000.1.100.118. 2.13.100.100.46. 101.111539.1.107.21.9.100.109.13. 9.1. 121.

Estruturas de Concreto IV – Marquises 31 CARR1 ACEG 1.041.1.1.041.1. 260.11.-.-.1. .163.041.-1.1.167.1.1.159.1.1.-. 101.1.1.1.1.259.264.1.1.041.-.263.041.257. 145.11.-. 205.152.1. 253.-.1.-. CBRG 1.1.-.1.-. 262.1.1.1.168.1.312.-.UNESP(Bauru/SP) 1365 . 254.041.1.212.1. 256.1.-.029.029.1. 158.255.029.1.041.-.1.1.041.1.1.99. 162.29.1.261.-.8.1.029.1. 166. 258.1.-.1.029.1. 157.cm) para as vigas e lajes e os esforços cortantes (kN) nas vigas.1.1. FIMC FIME Na Figura 34 apresentam-se plotados os momentos fletores característicos (kN. 97. Nas Figuras 35 e 36 apresentam-se os desenhos das armaduras positivas e negativas das lajes maciças.1.103.029.-.1.1.1.041.

.Estruturas de Concreto IV – Marquises 32 Figura 34 – Esforços solicitantes na grelha.UNESP(Bauru/SP) 1365 .

UNESP(Bauru/SP) 1365 . .Estruturas de Concreto IV – Marquises 33 Figura 34 – Armaduras positivas das lajes.

UNESP(Bauru/SP) 1365 .Estruturas de Concreto IV – Marquises 34 Figura 35 – Armaduras negativas das lajes. .