INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO

MOTORES ELÉTRICOS WEG
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INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS

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INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS

ÍNDICE 1 - PLACA DE IDENTIF ICAÇÃO ................................ ................................ .............. 8
1.1 Interpretando a Placa de Identificação ..............................................................................................9

2 - ASPECTOS ELÉTRIC OS................................ ................................ ..................... 12
2.1 - Princípio de Funcionamento .................................................................................................................12 2.2 - Alimentação dos Motores .....................................................................................................................12 2.3 - Variação de Tensão e Frequência .....................................................................................................13 2.4 - Tipos de Part ida de Motores Elétricos ................................................................................................14 2.4.1 2.4.2 2.4.3 2.4.4 2.4.5 2.4.6 - Partida Direta: .........................................................................................................................................14 - Chave Estrela - Triângulo: ...................................................................................................................15 - Partida com Chave Série - Paralelo: ..............................................................................................15 - Partida com Chave Compensadora (Aut o- Transformador): ..............................................15 - Soft- Start (Partida Eletrônica): ..........................................................................................................16 - Inversor de Frequência ........................................................................................................................17

2.5 - Dispositivos de Proteção Térmica dos Motores Elétricos ............................................................19 2.6 - Classes de Isolamento .............................................................................................................................19 2.7 - Dispositivos de Proteção .........................................................................................................................20 2.7.1 - Termostat os: .............................................................................................................................................20 2.7.2 - Termistores (PTC): ...................................................................................................................................20 2.7.3 - Termoresistência: ....................................................................................................................................20 2.7.4 - Protetores Térmicos ...............................................................................................................................21 2.7.5 - Resistência de Aquecimento: ...........................................................................................................21 2.8 - Materiais Isolantes e cabos utilizados em Motores Weg............................................................22 2.8.1 2.8.2 2.8.3 2.8.4 - Film es Isolantes ........................................................................................................................................22 -Espaguetes – Isoladores Tubulares ...................................................................................................22 - Verniz (Impregnação) ..........................................................................................................................22 - Cabos de Saída ....................................................................................................................................23

2.9 - Entrada em Serviço e Exames Preliminares: ....................................................................................24

3 - MANUTENÇÃO ELÉTR ICA ................................ ................................ ............... 25
3.1 - Principais Ensaios El étricos ......................................................................................................................25

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................25 .........5.....................6 3.... Platinado: ................ MANCAIS DE ROLAMENTO: ...............2........................71 6............... Classificação dos Rolamentos: .......... Orientações para armazenamento de rolamentos: ..................... 44 4.59 4...........3............................................................................................... Vedações: ..3...................70 5....6......1................1................................................................ ............Medição d e Resistência Ôhmica: ......... Ponte Retificadora: ......................................................3 3..................................2...................................................... Características da lubrificação com Graxa: ........................................2.............................................................................................. ..................... MANUTENÇÃO MECÂNI CA.........44 4......................................................................................... Chave Eletrônica: ......... Labirinto Taconite: ...................................... .........45 4........................ ....1.1...................................................................................................................1.....................................................Loop Test .................................................1.......................1.1.......................................................1..7 Anéis de Fixação do Rolamento ........................................1.........................48 4.................................3 Relubrificação de Rolamentos de Motores Elétricos: ...........................2..........................1............................................. VEDAÇÕES: ............ Falhas na Lubrificação: .........................................3......29 ..62 4......................................57 4....................................................4...... Retentor: ....................................................................................33 4.....................................................................................................................1....... Desmontagem de Rolamentos: ............................................................. ...............................................................1.........................................27 ......58 4................................................................... MANUTENÇÃO DE MOT ORES MONOFÁSICOS: .....46 4........................2...... ..5 3................................. MOTOFREIO: .....................1 3.......................62 4............................................51 4............................................................................ Folgas Internas: .......1............................65 4....................28 ..................INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 3.................................................2 3............1... Algumas dicas: ..................47 4............................ Lubrificação com Graxa: .....................62 4....63 4...........................................................................................................................................................................................................7 .................3.............................................................1................58 4..............4 3............55 4...26 ....... .................................69 5..................4...................................................................... Anel V’ring: .........................................................................................1....................................... 69 5.................2.........................................................1........... Montagem de Rolamentos: ...............................................4...................................................1...................................Teste da Corrente em Vaz io ......67 5.....................Centrífugo: .....................................................................Teste de Tensão Apl icada ..58 4......... Motores com Graxeira: ............47 4.........................8......................Medição do Índic e de Polarização .........2.........................................................1...........................2...................................1......29 ..............Medição da Resistênc ia de Isolamento .. LUBRIFICAÇÃO: ...4..............69 5................................................................................... 72 4 ................. Motores sem Graxeira: ...................3..............4.................................................................2............................3.................Teste Para Verificação de Rotor Falhado .................................................................................................63 4....1....................................................1.......................................

.................................. .3 – MANUTENÇÃO PREDITIVA .................................................. .......................................... .......................................................................MÉTODOS DE MANUT ENÇÃO ...................................... ......... 74 7................................................ ................74 7..................... ......74 8 ................................... 76 8............................................................................................................................. ............... 88 5 ... .. ........ 86 ANEXO VII ..... .................. ................... Acoplamento por Engrenagens ................................................. 79 ANEXO V .............................................. ..... ........ Acoplamento Direto ........................................................... TIPOS DE ACOPLAME NTO ......INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 7.......................................................1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA ........... ......... ..... 77 ANEXO IV .......2......................... .................................................. 85 ANEXO VI ................................................2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA ....1.76 8........................................................................................................................................................................................... 77 PLANO DE MANUTENÇÃO – MOTOR DE INDUÇÃO T RIFÁSICO ............................ ........................................... ......................76 ANEXO III ..........76 8.................... ....................................................

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS INTRODUÇÃO A manutenção das máquinas elétricas girantes engloba dois aspectos Importantes. alinhamento. Fatores imprescindíveis para a operação do motor tais como relubrificação. um motor elétrico de 1800 rpm (4pólos / 60 Hz) operando 24 horas por dia perfaz as mesm as 27 milh ões de rotações em apenas 10 dias e 9 horas de operação. enquanto os rolamentos de um carro médio de passeio efetuam cerca de 27 milhões de rotações durante 50. muitas pessoas ligadas à manutenção de máquinas elétricas girantes pensam apenas em problemas elétricos. especificação e ligação do motor. Sendo o motor elétrico um equipamento com partes móveis. Em função da severidade da aplicação e necessidade de operação contínua. Entre os aspectos elétricos. fatores fundamentais para seu perfeito funcionamento e durabilidade. estará sujeito a todo tipo de problema mecânico típicamente verificado nestas máquinas. Como conseqüência ocorrem quebras e paradas inesperadas.000 km. Entretanto. que 6 . O domínio destas duas áreas é necessário para a mantenibilidade do equipamento como um todo. dimensionamento e especificação. refletem negativam ente no desempenho da máquina. Não é surpresa se a maioria dos problemas mecânicos nas m áquinas elétric as girantes tiver origem nos rolamentos. envolvendo parte elétrica e mecânica. desejando que seja o início de um caminho. se m al elaborados. muitas vezez a manutenção básica é deixada em segundo plano. Para fins comparativos. elaboramos esta apostil a de “ Instalação e Manutenção de Motores Elétricos”. bem como método s e técnicas para a recuperação de eventuais danos elétricos. Com o propósito de contribuir com as áreas e técnicos de manutenção. serão abordados itens desde a correta interpretação.

possa trazer resultados satisfatórios sob o todos os aspectos de manutenção. 7 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS percorrido de acordo com métodos e procedimentos adequados.

Placa e Identifi cação de Motor Trifásico Placa de Identificação de Motor Monofásico 8 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 1 . conforme Norma NBR 7094.PLACA DE IDENTIF ICAÇÃO A placa de identificação contém as informações que determinam as características nominais e de desempenho dos motores.

etc. máquinas operatrizes e ven tiladores. AY53872 : esta codifi cação é o número de série do motor c omposto de 2 letras e cinco algarismos. Nos demais modelos pode existir também L de Large = Grande. CAT. CAT. e se refere a distância entre os furos presentes nos pés do motor. etc. e é a distância em milímetros medida entre o meio do furo de centro do eixo e a base sobre a qual o motor está afixado. Existe três categorias definidas em norma (NBR 7094). 60Hz : freqüência da rede de alimentação para o qual o motor foi projetado.D : Usado em prensas excêntricas. ou seja. aplicado a potência nominal. 1775 RPM : este val or é chamado de Rotação Nominal (rotações por minu to) ou rotação a plena carga.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 1.N : se destinam ao acionamento de cargas normais como bombas. N : categoria do motor. IP55 fabricados a partir de Janeiro de 1995. Esta notação está presente na placa de identificação de todos os motores trifásicos e monofásicos. elev adores. kW(HP-cv) 75 (100) : indica o valor de potência em kW e em CV do motor. a notação “S e M” deriva do inglês Short = Curto e Medium = Médio. H : Usados para cargas que exigem maior conjugado na partida. um a reserva de potência que dá ao motor 9 . indica a carga permissível que pode ser aplicada continuamente ao motor sob condições específi cas. FS 1. 11/01 : está relacionada com mês e ano de fabricação do motor. neste caso o motor foi fabricado em novembro de 2001.1 Interpretando a Placa de Identificação Para o motor trifásico : ~ 3 : se refere a característica de ser um motor trifásico de corrente alternada 250 S/M : o número “250” se refere a carcaça do motor. como peneiras britadores. características de conjugado em relação a velocidade .00 : se refere a um fator que. CAT. ou seja. que são : CAT.

e para esse caso a sobrelevação da classe é de 80 K. Possui 12 cabos de saída e pode ser ligado em rede cuja tensão seja 220V (triângulo paralelo). Max. 245/142/123 A : estes são os valores respectivam ente às tensões de 220/380/440V. ISOL.: é o valor máximo de temperatura ambiente para o qual o motor foi projetado. IP/IN 8. As tabelas indicando cada algarismo se encontra no Manual de Motores Elétricos da Weg Motores. : indica o valor máximo de altitude para o qual o motor foi projetado. São em número de três o s isolantes usados pela Weg : B (sobrelev ação de 80 K). A indicação na placa de “Y” se refere na verdade a tensão de 760V. Quando este valor não está expresso na placa de identific ação devemos entender que este valor é de 40ºC. Ao lado dos dados citados acima.amb. 10 . O primeiro algarismo se refere a proteção contra a entrada de corpos sólidos e o segundo algarismo contra a entrada de corpos líquidos no interior do motor. IP 55 : indica o índice de proteção conforme norma NBR -6146. usada somente durante a partida estrela -triângulo cuja tens ão da rede é 440V.F : indica o tipo de isolante que foi usado neste motor.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS uma capacidade de suportar melhor o funcionamento em condições desfavoráveis. Quando este valor não estiv er expresso na placa de ident ificação devemos entender que este valor é de 1000 metros. de corrente referentes REG. 380V (estrela paralelo ) e 440V (triângulo série ). ALT. Em outras palavras.8 vezes a corrente nominal. 220/380/440 V : são as tensões de alimentação deste motor. temos os esquemas de ligação possíveis na rede de alimentação. podemos dizer que a corrente de partida eqüivale a 8.8 : é a relação entre a corrente de partida (IP) e a corrente no m inal (IN). Para este caso a carga deverá ser constante e o funcionamento contínuo. S1 : se refere ao regime de serviço a que o motor será submetido. F(sobrelev ação de 105K) e H(sobrelev ação de 125 K).

somente o item do motor na placa/etiqueta. No exemplo tem os 1 x 216 a 259 µF em 110V.% = 92. REND. Para o motor monofásico não temos número de série como identificação. COS ϕ = 0. O rendim ento varia com a carga a que o m otor está submetido.5% : indica o valor de rendimento. Uma característica a ser observada na placa do motor monofásico é o valor do capacito r (quando utilizar). e o período em horas que deve ser feita a relubrifi cação. ou seja.87 : indica o valor de fator de potência do motor.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Logo abaixo dos dados. 11 . Ao lado temos a indicação do peso aproximado em Ki logramas deste m otor (462 Kg). podemos ver a indicação dos rolamentos que devem ser usados no mancal diante iro. O motor elétrico absorve energia ativa (que produz potência útil) e energia reativa (necessária para a magnetização do bobinado). 00022 = Indica o item do motor que foi programado na fábrica. a relação entre a potência ativa (kW) e a potência aparente(kVA). Para este caso temos os rolamentos 6314 -C3. Temos indicado também o tipo e a quantidade de graxa (gramas) a ser usada. traseiro e sua folga. Seu valor é influenciado pela parcela de energia elétrica transformada em energia mecânica.

2 .PRINCÍPIO D E FUNCIONAMENTO Motores Elétricos O motor elétrico é uma máquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. deve ser baseada na corrente nominal dos m otores. A corrente que percorre o enrolamento cria um campo magnético.I2 e I3 criarão do m esmo modo os cam pos magnéticos H1. defasadas entre si de 120º. Os motores trifásicos Weg são disponíveis nas tensõe s: 220/380/440 V e 760 V somente para partida ou 12 . sejam os dos circuitos de alimentação dos motores. Como a corrente é alternada.1 . grande versatilidade de adaptaçã o às cargas dos mais diversos tipos e mel hores rendimentos..ALIMENTAÇÃO DO S MOTORES É muito importante que se observe a correta alimentação da rede de energia elétrica . lim peza e simplici dade de comando – com sua construção simples. Motores monofásicos : o enrolamento é constituído de pares de pólos (polo “norte” e polo “sul”) cujos efeitos se somam. A seleção dos condutores. Motores trifásicos : o enrolamento trifásico é similar ao monofásico citado acim a. ou seja. Daí deriva o nome de motor de indução.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2 . com a diferença de que agora existem três fases distribuídas simetricam ente.ASPECTOS E LÉTRICOS 2. O fluxo ma gnético atravessa o rotor entre os dois “pólos” e se fecha através do núcleo do estator. 2. facilidade de transporte. sejam dos circuitos terminais ou de distribuição. então o pólo hora é positivo. É o mais usado de todos os tipos de motores. custo reduzido. pois combina as vantagens da utilização da energia elétrica – baixo custo. conforme ABNT-NBR 5410. Estes campos estão espaçados entre si de 120º.H2 e H3. Se este enrolamento é alimentado por um sistem a trifásico cada corrente I1. hora é negativo – logo o rotor “tentará” acompanhar o campo girante do estator.

3 . mas pode não atender completamente suas características de desempenho à tensão e freqüência nominais. As elevações de temperatura podem ser superiores aquelas à tensão e freqüências nominais.VARIAÇÃO DE TENSÃO E FREQUÊNCIA Gráfico de Variação de Tensão e Freqüência Confo rme Norma NBR 7094 As variações de tensão e freqüência foram divididas em duas zonas : • Zona A : O motor deve ser capaz de desempenhar sua função principal continuamente. apresentando alguns desvios.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 380/660 V Monofásicos em: 110/220 V ou 220/440 V * Outras tensões são possíveis. 2. com prévia consulta a fábrica. 13 .

5. pg 93 cita que para partida direta de m otores com potência acim a de 3. 3º) A imposição das concessionárias de energia elétrica que limitam a queda de tensão da rede. Deve -se ter em conta que para um determin ado motor. deve ser consultada a concessionária local. para tanto citaremos aqui os mais utilizados : 2.Partida Direta: Sempre que possível a partida de um motor elétrico trifásico de gaiola deverá ser direta. 14 . por meio de contatores. O funcionamento prolongado na periferi a da Zona B não é recomendado 2.7 kW(5CV). 2º) O sistema de proteção (cabos. provoca interferência em equipamentos instalados no sistema.1 . Caso a partida direta não seja possível devido aos problemas citados acima.3. em instalações alimentadas por rede de distribuição públic a em baixa tensão.4. pode ser usado um sistema de partida indireta. As elevações de temperatura podem ser superiores às verificadas com tensão e freqüência nominais e m uito provavelm ente superiores aquelas da zona A.TIPOS DE PARTI DA DE MOTORES ELÉTRI COS Vários são os métodos utilizados hoje para se partir o mo tor elétrico. contatores) deverá ser superdimensi onado. para uma tensão constante.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • Zona B : O motor deve ser capaz de desempenhar sua função principal. m as pode apresent ar desvios superiores aqueles da Zona A. Nota : A NBR 5410.4 . Em função disso. No caso em que a corrente de partida do motor é elevada pode ocorrer as seguintes conseqüências : 1º) Elevada queda de tensão no sistema de alimentação da rede. as curvas de conjugado e corrente são fixas. independente da carga. visando reduzir a corrente de partida.2. no que se refere as características de desempenho à tensão e freqüência nominais. ocasionando custo elevado. item 6.

ou seja.Chave Estrela . o que não é nenhuma vantagem.triângulo poderá ser usada quando a curva de conjugado do m otor é sufici entemente elevada para poder garantir a ace ler ação da m áquina com a corrente reduzida. uma vez que a intenção é justamente a redução da corrente de partida. então.triângulo.Partida com Chave Compensadora (Auto . 220/380V. o motor acelera a carga até aproximadamente 85% da rotação nominal. 2.3 . Neste caso.4. Também a curva de conjugado é reduzida na mesma proporção.Partida com Chave Série . 380/660V ou 440/760V. deverá ser usado um motor com curva de conjugado elevado. Se a partida é em estrela. Neste ponto a chave deverá ser ligada em triângulo. a corrente que era aproxim adamente a nom inal.Paralelo: Para a partida com chave série -paralelo é necessário que o motor seja religável para duas tensões. Existem casos em que este sistema de partida não pode ser usado. e nem a corrente no instante da mudança para triângulo poderá ser de valor inaceitável. 2. para uma partida estrela . Este tipo de ligação exige nove terminais do motor e a tensão nomi nal mais comum é 220/440V.2 . faz-se a comutação para a configuração paralelo.4.4 . salta repentinamente. ou seja. Por esse m otivo.Triân gulo: É fundamental para este tipo de partida que o motor ten ha a possibili dade de ligação em dupla tensão. sempre que for necessári o uma partida com chave estrela triângulo. Deve-se ter em mente que o motor deverá partir a vazio.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2. O conjugado resistente da carga não pode ultrapassar o conjugado de partida do motor. a menor delas igual a da rede e a outra duas vezes maior. Os motores Weg têm alto conjugado máximo e de partida. durante a partida o motor é lig ado na configuração série até atingir sua rotação nominal e. evitando assim uma 15 . como no caso em que o conjugado resistente é muito alto. Ela reduz a corrente de partida. sendo portanto ideais para a maioria dos casos.Transforma dor): A chave compensadora pode ser usada para a partida de motores sob carga.4. A partida estrela . Na ligação estrela a corrente fica reduzida para 25% a 33% da corrente de partida na ligação triângulo. Os motores deverão ter no mí nimo seis bornes de ligação.

a chave eletrônica apresenta também. Além da vantagem do controle da tensão (corrente) durante a partida. As chaves compensadora quando saem da Weg. como nas chaves mecânicas. a vantagem de não possuir partes m óveis ou que gerem arcos. a qual consiste de um conju nto de pares de tiristores(SCR Silicon Controlled Rectifier ) (ou combinações de tiristores/diodos). 65% e 80% da tensão nominal. ao invés de ser submetido a incrementos ou saltos repentino s.4. consegue-se m anter a corrente de partida (na linha) próxim a da nomi nal e com suave variação. O ângulo de disparo de cada par de tiristores é controlado eletrônicamente para apli car uma tensão variável aos term inais do motor durante a aceleração.S oft. ajustável tipicamente entre 2 e 30 segundos. No final do período de part ida.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS sobrecarga no circuito. o motor com conjugado sufici ente para a partida e aceleração.5 . um em cada borne de potênci a do motor. 16 .Start (Partida Eletrônica): O avanço da eletrônica permiti u a criação da chave de partida a estado sóli do. a tensão atinge seu valor pleno após uma aceleração suave ou uma rampa ascendente. deixando porém. A tensão na chave compensadora é reduzida através de auto -transformador que possui normalmente os taps de 50%. Com isso. estão ajustadas em 15 s. 2.

Os inversores devem manter uma relação linear entre tensão e frequencia até o ponto de tensão e frequência nominais. A partir da retifi cação. N1 . Φ Portanto. Em resumo. a tensão contínua é chaveada para obter um trem de pulsos que alimenta o motor. Características Operacionais A tensão apli cada na bobina de um estator é dada por : E 1 = 4. proporcionou também a possibilidade de controle da frequência e consequente variação de velocidade do motor. o fluxo no entreferro deve ser mantido o mais constante possível. Devido à natureza indutiva do motor. Para frequências m ais altas que a nominal.6 . a corrente que circula tem um aspecto de corrente alternada. como mostra a figura abaixo. ou seja. sendo esta sua principal função. não é possível 17 . especialm ente com respeito ao conjugado desenvolvi do. onde controlamos a tensão aplicada ao motor na partida. f 1 . os inversores convertem CA em CC e novame nte em CA. a tensão aplicada também deve variar para manter o fluxo m agnético constante. a corrente alternada é retificada para corrente contínu a(CA-CC).44 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2. como m ostra a equação : Φ = E1 / f 1 Onde : E1 = Tensão aplicada na bobina do estator (V) f1 = Frequência da tensão estatórica (Hz) N1 = Número de espiras no estator Φ = Fluxo de magnetizaçãp (Wb) Para um desempenho adequado do motor de indução. controlada ou não.4. Os inversores promovem uma conversão indireta de frequência. o fluxo no entreferro é diretamente proporcional à relação entre tensão e freq uência. Assim ao variar a frequência.I nversor de Frequência Do mesmo modo que a evolução da eletrônica possibilitou a criação da Soft Start.

podem os notar que a potênci a de saída do inversor de frequência cresce linearmente até a frequência base e permanece constante acima desta. conforme figura abaixo: Pelas figuras acima. Com a variação da frequência obtém -se um deslocamento paralel o da curv a de torque x velocidade em relação à c urva característi ca para a frequênci a base 18 . por limi tação da prórpia fonte. por consequência. Na outrta figura mostra o comportamentodo do torque em função da velocidad e para o motor de indução. Assim a potência varia proporcionalmente com afrequência. Ness a região a potência tende a se manter constante. do conjugado.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS continuar aumentando a tensão proporcionalm ente. A potência mecânica desenvolvida pelo motor é dada pelo produto do conjugado pela rotação. o que implica num enfraquecimento do fluxo e.

Os tipos de detetores a serem utilizados são determinados em função da classe de temperatura do isolamen to empregado. Em motores normais são utilizados as classes B e F. Termostatos ou Protetores Térmi cos. e os respectivos limites de temperatura são descritos conforme NBR -7094.6 . geralmente relé térmico com corrente nominal. ou um dispositivo de proteção independente.DISPOSITIVOS D E PROTEÇÃO TÉRMICA D OS MOTORES ELÉTRICOS Os motores utilizados em regime contínuo devem ser protegidos contra sobrecargas por um dispositivo integrante do motor. A seguir veremos as Classes Térmicas e os Dispositivos de Proteção Utilizados pela Weg. Para motores especiais utiliza-se classe H A E B F H (105º) (120º) (130º) (155º) (180º) 19 .CLASSES DE ISO LAMENTO As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas.5 . e ilustrados abaixo.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2. de cada tipo de máquiina ou exigência do cliente. Termistores. 2. ou preferencialemente ajustada em função da corrente de trabalho do motor A proteção térmica é efetuada por meio de termoresitências(Resistência Calibrada).

Ni 100.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2.7.7 .7.7.DISPOSITIVOS D E PROTEÇÃO 2.2 .1 .Term ostatos: Características Bimetálicos Baixo Custo Sensível a Temperatura e Corrente Ligado na Bobina do Contator Tempo de Resposta Alto 2.Termistores (PTC): Material Semicondutor pode ser: • PTC – Coeficiente de Temperatura Positivo • NTC – Coeficiente de temperatura N egati vo Características Baixo custo Pequena dimensão Sem contatos móveis Elemento frágil Necessidade relé para comando e atuação 2. 3 . Cu 100. Aplicação Monitorar a temperatura dos mancais e dos Instalação Na cabeça de bobina e nos mancais Aplicação Instalação Dentro da cabeça de bobina no lado oposto a ventilação Pode ser ligado em série ou individual Aplicação Instalação Na cabeça de bobina do lado oposto a ventilação Nos Mancais Pode ser ligado em Série ou Indi vidual Sinalizador para alarme e/ou Desligamento Sinalizador para alarme e/ou Desligamento Características Tempo de resposta curto ≤ 5s 20 .Termoresistência: • • Resistências Calibradas Pt 100.

Resistência de Aquecimento: Características Potência determinada por carcaça Frágil Tensão de alimentação em 110. Amarrações: pode romper o silicone. dependendo do circuito controlador Alto custo dos elementos sensores enrolamentos 2.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Moni toramento da temperatu ra Alto grau de precisão Vários níveis de sinali zação e comando possíveis.7.4 . 21 .5 .7. 220 e 440V Cuidados: • • Aplicação Reduzir a umidade no interior dos motores Instalação Nas cabeças de bobina Pode ser inserido antes ou após a im pregnação Manuseio: devido a f ragili dade das conexões e cabos.Protetor es Térmicos Característica Bimetálico Pode ser do tipo manual ou automático Sensível a temperatura e corrente Mais usado em m otores m onofásicos Sempre inserido em série com os enrolamentos Aplicação Instalação Base do platinado Caixa de ligação Proteção do motor Carcaça 2.

8.0.2 -Espaguetes – Isoladores Tubulares Classe Térmica F (155°C) H (180°C) Material base Poliester + resina acrílica Fiberglass + borracha de silicone Nome do Espaguete Tramacril / Tramar Trançasil-B / Tramar 2.Filmes Isolantes São determinados de acordo coma a classe térmi ca do Motor Classe Térmica Classe B (130 °C) Classe F (155 °C) Classe H Espessura (mm)* Material Base 0.1 .3 .8 .25 .22 e 0.8.18 e 0. Poliester Lacktherm 1314 III(225 a 355) e IV(11 2 a 200) Impregnação de estatores Epóxi Royal E524 Royal E524 especi ais Impregnação de estatores da Resina – Poliéster Lackthe rm 1317/90 fábrica III (carcaça 225 a Irrídico 315S/M) Insaturado 22 .MATERIAIS ISOL ANTES E CABOS UTILIZ ADOS EM MOTORES WEG 2.0.19 .30 poliester + Resina acríli ca ) 0.Verniz (Impregnação) Classe Térmica B (130°C) F (155°C) H (180°C) H (180°C) Aplicação Material Base Nome do verniz Impregnação de estatores da Poliester Lacktherm 1310 fábrica II (Motores Nema) Impregnação de estatores das fábricas I(carcac a 63 a 100).0.25 Poli amida Aromática Nome do Filme Melinex Thernomid Polivolterm Wetherm DMD Nomex * Conforme carcaça e projeto 2.35 Poliester Poliester isolado com “Dacron”(Fibr a de 0.8.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2.125 .

8. 8. 70. 4. 20. 12. 20. cor cinza Cabo isolado em borracha de silicone. 50. 10. 95 Cofistrong Cofiban H(180° C) Cofisil Cofiban H(180° C) Cofialt-3 Cofiban 23 . 4. 18. 14. 70. 16. 14. 20. 20. 120 2. cor preta Cabo isolado em borracha de silicone. 4.Cabos de Saída Classe Térmica Bitolas 2. para 600V. 14. 4.8. 22. 8. para 3000V. 120 Especificação da Isolação Cabo isolado em borracha sintética a base de Etileno Propileno (EPR). 16. 120 2.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2. 10. 8. 12. com isolação em cor branca e cober tura em cor amarela Nome do Cabo LM – 130 LME 130C Fornecedor Cofibam Pirelli B (130° C) F(155° C) 2. 95. 16. 16. cor azul Cabo isolado com dupla camada de borracha de silicone vulcanizada. 50. 10. 18.4 . 12. 14. 22. 18. 22. 10. 95. 50. 70. 50. 18. 95. 22. para 600V. 70. 12. para 600V.

m edir a resistência de isolam ento Para inverter a rotação do motor trifásico. será necessário aterrá -lo.ENTRADA EM SER VIÇO E EXAMES PRELIM INARES: Antes de ser dada a partida inici al em um motor elétrico é necessário : 1 2 Verificar se o mesmo poderá rodar livrem ente. Certificar-se de que a tensão e a freqüência estão de acordo com o indicado na placa de identificação. basta inverter as ligações à rede de duas das fases d e alime ntação Os motores que possuem uma seta na carcaça assinalando o sentido de rotação deverão girar somente na direção indicada. ou estiver parado por muito tempo. bem como as fiações dos controles e proteções contra sobrecarga estão de acordo com as normas técnicas da ABNT Se o motor estiver estocado em local úmido.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 2. e verificar se todos os parafusos e porcas dos terminais estão devidamente apertados Acionar o motor desacoplado para verificar se está girando livrem ente e no sentido desejado Verificar se o motor está corretamente fixado e se os elementos de acoplamento estão corretamente montados e alinhados. Verificar se o motor está devidamente aterrado. 3 4 5 6 7 8 9 10 11 24 . Desde que não haja especificações exigindo montagem isolada do motor. obedecendo às normas vigentes para ligação de máquinas elétric as à terra Para o aterram ento do motor deverá ser usado o parafuso exis tente na caixa de ligação ou no pé da carcaça Verifi car se os cabos de ligaç ão à rede.9 . removendo-se todos os dispositiv os de bloqueio e calços utilizados no transporte. Observar se as ligações estão de acordo com o esquema de ligação impresso na placa de identific ação.

cujo fundo de escala deve ser no mínimo 500V.1 .) na carcaça do motor. Deve se garantir que a máquina esteja seca e limpa (no caso da permanência prolongada em estoque ou desuso).1 . Deve-se juntar todos os terminais da máquina e conectar no terminal positivo (+) do aparelho. Importante : Registros periódicos são úteis para concluir se a máquina está ou não apta a o perar. Aplicar a tensão de ensaio durante 1 minuto e efetuar a medição da resistência de isol amento. Procedimento : Para efetuar estas medições se faz necessário o uso de um Megôhmetro.MANUTENÇÃO E LÉTRICA Tão importante quanto a correta instalação dos motores é a sua m anutenção. e o terminal negativo ( . iremos descrever os principais testes que normalmente são realizados para avaliação elétrica dos motores. 3. Na tabela abaixo temos os dados que estabelecem os valores limites de resistência de isolamento. Neste capít ulo.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 3 .Medição da Resistência de Isolamento Finalidade : Verificar a condição do isolamento. Estes valores não são válidos para máqui nas de potência menor que 1hp ou 1kW.1. Valor Limite -----2 50 100 (M Ω ) 2 50 100 500 Avaliação do Isolamento Perigoso Ruim Insatisfatório BOM * 25 . e quando des eja-se um resultado quantitativo e o seu registo.PRINCIPAIS ENS AIOS ELÉTRICOS 3.

0 4 1.0 3.5 2. Aplic amos tensão contínua do Megôh m etro (2.2 .1. m edindo a isolação do enrolame nto em relação a m assa metálica do m otor. ou de acordo com a capacidade do aparelho). O Índice de Polarização é dado pela fórmula : IP = R(10`) R(1`) Valor Limite Maior ou igual Menor 1 1. 3. 26 . umidade e/ou graxa na bobinagem.0 1. o valor do IP é baixo (Conforme tabel a) Procedimento : Para efetuar esta medição é necessário o uso de um Megôhmetro. continuamos com a medição após 10 minutos.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 500 1000 Acima de 1000 Muito Bom Excelente *Conceito mínimo para aceitação da máquina.0 4. o motor com s ujeira. anotando o novo valor.0 Avaliação do Isolamento PERIGOSO Ruim Insatisfatório Bom ** Muito bom Excelente ** Conceito mínimo para aceitação da máquina.0 3.5KV.5 2. e após 1 m inuto anotamos o valor da resistência. O motor estando limpo e em boas condições o IP é alto.Medição do Índice de Polarização Finalidade : Verificar as condições da resistência de isolamento.

130 – 1 (x100) 0. O desequilíbrio de resistências não deve ser superior a 5%.1.Medição de Resistência Ôhmica: Finalidade : Ve rifi car se o valor da Resistênci a está equilibrada e/ou de acordo com a especificação de fábrica Procedimentos: É necessário ter em mãos um Multiteste ou Ponte Kelvin ou Ponte de Wheatstone. Deve-se m edir as resistências de fase.0833 – 1) x 100 = 8. conforme equação abaixo : Resistência maior .125 Ω Temos : DR = 0.120 DR = (1.33% Fase2: 0.1 ( X 100) Resistência menor Exemplo: Fase1: 0. 27 .130 Ω Fase3: 0. e v erificar o equilíbrio. e o m otor deve estar com erro na bobinagem.3 .120 Ω ≤ 5% Neste caso temos um valor maior que o limite estabelecido. Esta medição deve ser feita antes da impregnação.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 3.

IV pólos. e verificar o equilíbrio das correntes. este desequilíbrio não deve exceder ao limite de 10% (DI ≤ 10%).6 A 28 . Para motores II pólos.4 . ou da bobinagem incorreta. para isso é necessário um painel de teste ou fonte de alimentação. conforme equação abaixo: DI = ( DMD / MTF ) x 100 Onde : DI = Desequilíbrio de corrente DMD = Maior desvio de corrente de fase em relação a média das três fases MTF = Média das três fases Causas: O desequilíbrio de correntes pode ser ocasionado em função do desbalanceamento da rede de alimentação. VI e VIII pólos.Teste da Corrente em Vazio Finalidade : Verificar a relação de corrente entre as fases e seu equilíbrio. o desequilíbrio máximo admissível é de 20% (DI ≤ 20%). Limites: Para motores IV. Procedimentos : Deve-se ligar o motor em vazio na sua tensão e freqüência nominais. 220/380V I1 = 15 A I2 = 12 A I3 = 11 A MTF (média das correntes das três fa ses ) = (I1 + I2 + I3) / 3 = (15 + 12+ 11) / 3 MTF = 12.1. Exemplo : Motor trifásico 10CV.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 3.

antes de rebobinar um motor.e se há fuga de corrente para a massa. Procedimentos: Deve-se ter um transformador monofásico (3KV) ou HI – POT.4 A DI = ( 2. portanto pode ser suprimido.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS DMD = I1 – MTF = 15-12. para veri ficar se há ponto quente no núcleo de chapas.6 .Loop Test Finalidade: O Loop-Test tem como objetivo testar o núcleo m agnético do estator. Juntar os terminais do motor e conectar um terminal do equipame nto aos cabos do m otor e o outro à carcaça.6 = 2. ocorrerá um aumento muito grande das correntes parasitas naquele ponto. Este ensaio também tem o objetivo de avaliar a condição de resistência do isolamento dos motores.1. pr ovocando um 29 .6 ) X 100 = 19% → o motor ou a rede de alimentação está com problema ! 3.4 / 12.1.Teste de Tensão Aplicada Finalidade : Verificar falha no is olamento do motor.5 . Ajustar gradativame nte a tensão de teste num i ntervalo de 60 segundos (1000V + 2 x tensão nominal do motor) e deixar aplicada por mais 60 segundos. por exemplo). caso a resistência já tenha sido verificada. A falha no isolamento será detectada se houver fuga de corrente para a carcaça (choque). * Este teste não deve ser repetido com fr eqüência. O que é um ponto quente e qual sua conseqüência? Caso o isol amento elétrico existente entre as lâminas do estator seja danificado em algum ponto (devido a um curto -circuito dentro da ranhura. O defeito será detectado atravé s da deflexão do ponteiro do voltímetro. pois danifica o material isolante. 3.

Marcas de arraste do rotor no estator. Para o cálculo do número de espiras e da bitola do fio para a montagem do solenóide.500 x U x (2R2 + D1) f x Z 2 x L x (2R2 – D1 ) 30 (mm 2) . quando estiver operando com carga irá apresentar aquecimento anormal da carcaça. e nesse caso o relé térmico não protegerá o motor.000 x (mm) U f x (2R2 – D 1) x L (Espiras) D1 = 2R1 + 2hn1 S = 37. provocando carbonização do material isolante. Curto-circuito dentro da ranhura. mesmo que o arraste não tenha provocado curto -circuito dentro da ranhura. podendo sobreaquecer também os rol amentos (devido a maior dificuldade em dissipar seu calor). Saliente -se que o ponto quente irá sobreaquecer o motor praticamente sem aumentar a corrente. em pouco tempo poderá ocorrer falha do rolamento e/ou nova queima do motor. provocado pelo mo tor arraste do rotor. Sobrecarga violenta.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS superaquecimento. Como consequência. Se um motor que apresenta ponto quente for rebobinado. Procedimento : O loop-test consiste em se criar um campo magnético no núcleo de chapas. deve -se observar as figuras 1 e 2 e aplicar as equações abaixo : Z = 375. aparecerá um ponto quente no núcleo de chapas. mediante a aplicação de tensão em um solenóide conforme visto na figura 1. Como exemplos de ssas características podemos citar : • • • • Curto-circuito dentro da ranhura ou na saída da ranhura. provocado por falha do material isolante. Quando deve ser feito o Loop -Test? O loop-test deve ser feito sem pre que um motor queimado apresentar características de possível danifi cação do isolam ento entre lâminas do estator. Ou seja.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Simbologia : U = tensão (V) a ser aplicada no solenóide hn1 = altura da ranhura (mm) f = frequênci a (Hz) da tensão U L = comprimento do pacote de chapas (mm) R2 = Raio externo do estator (mm ) Z = número de espiras necessárias para o solenóide R1 = Raio interno do estator (mm ) S = seção do condutor a ser utilizado no solenóide Figura 1 Figura 2 Esquem a ilustrativo para realização do Loop Test. Caso algum ponto do núcleo 31 . e detalhe das medidas a serem verificadas para cálculo do solenóide Após calculado e montado o solenóide. e verifica -se a temperatura em div ersos pontos do núcleo durante aproximadamente trinta minutos. aplica -se a tensão U em seus terminais.

O teste é feito com o núcleo dentro da carcaç a. O loop -test deverá ser feito com o estator limpo. Nesse caso. sem o bobinado queimado. o núcleo magnético deverá ser condenado e substituído. isto é.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS venha a aquecer pelo menos 10ºC acima da temperatura dos outros pontos. 32 . Observações : • • A figura 1 mostra a carcaça completa (carcaça + estator) para sim plificar o desenho. deverá ser considerado como um ponto q uente.

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3.1.7 - Teste Para Verificação de Rotor Falhado Finalidade : Detectar falhas no rotor. A ocorrência de falhas (barras rompidas) em rotores de motores elétricos não é um problema comum. Porém pode acontecer, em função de um desvio no processo de fabricação, ou por excesso de solicitação do m otor(sobrec argas, elevados números de partidas num curto intervalo de tempo), devido às correntes elevadas no rotor. Procedimento : Figura 1 - Esquema ilu strativo da realização do teste em motor trifásico Para verificar a existência de falha no rotor, temos dois métodos simples e práticos:

1- Teste das Duas Fases - Pode ser aplicado em motores trifásicos e monofásicos A – Motor Trifásico Deve-se alim entar o motor somente em “duas” fases, com freqüência nominal e tensão reduzida (até 50% da tensão nominal), conectando em uma das fases um amperímetro analógico(de ponteiro) em s érie (Conforme figura). Em seguida alimentar o motor e girar lent amente o rotor com a m ão, pela pont a do eixo. Caso o mesmo ofereça resistência em determinadas posições, devemos girá -lo com velocidade maior. Observar o ponteiro do amperímetro durante o giro do eixo, pois se oscilar demasiadamente, o rotor certamente es tará falhado.

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B – M otor Monofásico Deveremos alim entar somente a bobina princip al, e seguir o mesmo procedimento de análise do motor trifásico Após alimentarmos o motor, giramos o eixo e observamos o comportamento do ponteiro no alicate amperím etro 2 – Teste com Indutor Eletromagnético

Conhecido normalmente como teste do “tatu”, é realizado com o m otor desmo ntado. Coloca-se um i ndutor em contato com o rotor. Quando o tatu é energizado, induz a circulação de corrente nas barras do rotor, prin cipalmente naquelas que estão sob ele. A verificação do rotor falhado é feita, testando -se cada barra com uma lâmina de serra ou limalha de ferro. O teste consiste em segurar a lâmina sobre a barra ou espalhar a limalha de ferro sobre o rotor. Em uma condi ção normal, a lâmina de serra vibra, ou se for realizado com limalha, se formarão linhas na mesma direção das barras do rotor em função da circulação da corrente na barra do rotor. Caso a lâmina de serra não vibre, ou a limalha não se “prender”, muito prov avelmente a barra estará rompida, pois nesta situação não haveria circulação de corrente na barra.

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Figura 2 - Esquema ilu strativo do teste do “tatu”. As dimensões do eixo e do indutor estão fora de escala Após alim entarmos o indutor eletromagnético “tatu” passamos a lâmi na ou limalha de ferro por toda a superfície do rotor. O nív el de indução do rotor será proporcional ao tamanho do eixo e do indutor utilizado.

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Comentários : 1 - Estes dois métodos, são simp les e não possuem uma confiabili dade total no resultado, porém já vem sendo utilizado por muitos Assistentes Técnicos e tem atendido as expectativas. 2 - Existem outros métodos para verif icação de falhas no rotor. Um m étodo mais preciso é o do expectro de corrente, porém utiliza um equipamento bastante sofis ticado, além do fato de que o mo tor deve ser testado com carga. 3 - Outra forma de se verificar a existência de falha do rotor, é obviamente, ter -se um outro motor igual, mas que não apresente problemas. Desta forma pode -se testar o motor duvidoso utilizando o rotor de outro motor.

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ANEXO I
Cálculo Para Mudança de Tensão

Finalidade : Modi ficar a tensão de alimentação Procedimento : Para fazer o cálculo de mudança de tensão, orientamos utili zar a tensão, de preferência, em triângulo ( ∆), por exemplo: 220/380V, usar 220V; 380/660V, usar 380V; 220/380/440/760V, usar 440V.

OBS.: As m udanças só ocorrem no núm ero de espiras e na seção do fio (mm 2), o restante dos dados continuam os mesmos, como liga ção, camada, passo, etc. Equações para o cálculo : 1 -) NE= TN . NEA TA 2-) SF= TA . SFA(mm 2 ) TN Onde: TA: Tensão Atual do Motor (V) TN: Nova Tensão (V) NEA: Número de Espiras Atual NE: Número de Espiras para a Nova Tensão SFA: Seção do Fio Atual (mm 2) SF: Seção do Fio para Nova Tensão (mm 2)

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devese acrescentar uma espira ao valor calcul ado. 52 = 89. o motor deveria ser rebobinado com 90 espiras. O critério de arredondamento é o seguinte: se o número após a vírgula for menor que 5. supondo que o motor atual tivesse 52 espiras. Porém s e o número for igual ou maior que 5 . Por exemplo.503 mm 2 38 NE= 380 .3 espiras 220 Importante: Para se obter o número de espiras da nova tensão.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Exemplo : Seqüência de cálculo para modificação de tensão de 220/380V para 380/660V. Dados do Motor Atual: Tensão: 220/380V Espiras: 50 Fio: 2 x 20 (AWG) Seção total: 1.8 espiras 220 . o cálculo seri a: NE= TN .006 mm 2 1-) Cálculo da quantidade de espiras para a nova tensão (NE): NE= TN . NE A TA NE = 90 espiras Neste caso. 50 = 86. o NE calculado deverá ser arredondado para um número inteiro. NEA TA NE = 86 espiras * NE= 380 . o número de espir as será o próprio valor calculado conforme feito em nosso exemplo acima. 2-) Cálculo da seção de fio para a nova tensão (SF): Inicialmente calcula -se a seção de cobre para a tensão atual: SFA= 2 x 0.

96 96% (4% de diferença) 0.312 mm 2= 0.006 mm 2 Posteriormente calcula -se a seção do fio para a nova tensão: SF= TA .558 = 0.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS SFA= 1.246 mm 2 +0.582 mm 2 380 Definição dos fios para a nova tensão: A seção total dos fios a serem utilizados na nova tensão não poderá diferir em mais que 3% em rel ação ao SF calculado no item anterior. Sugerim os que sejam usadas no máximo 2 bitolas diferentes e “vizinhas” para a combinação de fios. 1. Se em nosso exemplo fôssemos usar 1 fio 23 AWG e 1 fio 22 AWG. SFA(mm 2) TN SF= 220 . o motor seria rebobinado com 36 espiras e 3 fios 24 AWG.588 mm 2 0. 380/660V. Exemplo: 1x24+1x 25 (AWG) – Com binação Correta 1x24+1x25+1x26 (AWG) – Combi nação Incorreta 1x26+1x22 (AWG) – Combi nação Incorreta Então para a no va tensão.582 Significa que a combinação de fios escolhida ficou dentro da tolerância permiti da (3%). Vamos tentar uma nova combinação: 3 fios 24 AWG 3 X 0.01 101% (1% de diferença) 0.558 mm 2 0.196 mm 2 = 0. Observação: 39 .582 Então a combinação de fios escol hida não serve. pois a diferen ça ficou m aior que 3%.006 = 0. a seção total seria: 0.588 = 1.

sugerimos a realização de dois testes : 1 . Se for série. basta passar para ligação série . b) Calcul ar a tensão média ( Vm ) : Vm = ( Vrs +Vst + Vtr) / 3 c) Calcul ar as diferenças entre as tensões das fases e a tensão média (dif) : 40 . Quando a mudança de tens ão for de 220V para 440V e a ligação for paralela. ANEXO II Investigação de Desequilíbrio de Corrente Para se investigar a ocorrência de um desequilíbrio de corrente é fundamental que o motor seja inspecionado no próprio l ocal de instalação. Para se calcular o desequilíbrio de tensão deve -se seguir o seguinte roteiro : a) Medir e registrar as tensões entre fases (Vrs. Se fo r paralela deve -se rebobinar o motor utilizando o cálculo acima.Verifi cação do desequilíbrio de tensões : Normalmente um desequilíbrio de corrente é provocado por algum desequilí brio de tensão. por exempl o. basta abrir as ligações e passar para paralela .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Quando a mudança de tensão é de 440V para 220V . As medições devem ser feitas preferencialmente nos termi nais do motor e não no painel. se for série deve -se rebobinar o motor utilizando o cálculo acima. pode provocar um desequilíbrio de corrente de até 5% ou mais. deve-se verificar qual é ligação das bobinas. Vst e Vtr) com o motor em operação normal. O motor somente dever á ser retirado de sua base caso tenha-se certe za de que a causa do desequilíbrio de corrente esteja no motor. Um desequilíbrio de tensão de 1%. Durante a investigação.

aplicando-se os valores de corrente nas fórmulas acima. desprezando -se os sinais negativos. 41 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS dif 1 = Vm – Vrs Vtr dif 2 = Vm – Vst dif 3 = Vm – d) Identifi car o maior dif calcul ado no ítem anterior. e calcular o percentual de desequilí brio : % desequilíbrio = ( maior dif / Vm ) * 100% OBS : O desequilíbrio de corrente é calculado da mesma maneira.

define que um motor elétric o poderá fornecer a potência nominal desde que o desequilíbrio entre as tensões não ultrapasse 1%. 42 .9 % 3% 10 % 4% 16 % 5% 24 % 2 . Is2 e It3.67 – 442_________________ ____________dif 3 = 1.67V dif 1 = 440. a potência exigida do motor deverá ser reduzida conforme tabela abaixo. em seu Anexo B.33V (desprezando -se o sinal negativo) dif 2 = 440.33V (desprezando -se o sinal negativo) % desequilíbrio = ( 5.67V dif 3 = 440.67 – 445______________________ _______dif 1 = 4. Inicialmente deve -se medir e regi strar as correntes de operação do motor.29% Importante : A norma ABNT 7094 / 96.67 / 440. Em sistemas elétricos em que o desequilíbrio de tensões ultrapasse 1%. conforme mostrado na figura 1: Ir1. a qual foi ext raída de um gráfico da Norma.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Exemplo : Vrs = 445V Vst = 435V Vtr = 442V Vm = ( 445 + 435 + 442 ) / 3______________________Vm = 440. Desequilíbrio de Redução na potência tensão 1% 0% 2% 4.67 – 435______________________ _______dif 2 = 5.67 ) * 100%___________ % desequilíbrio = 1.Verificação da fonte de desequilíbrio (motor ou sis tema elétrico) Para esta identificação deve -se utilizar o método da tra nsposiç ão das fases de alimentação do motor.

Para se identificar onde está a fonte do desequilíbrio de corrente. e não no painel . conf orme está mostrado na figura 2. É muito importante que a transposição seja feita na caixa de ligação do motor.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Posteriormente deve -se desconectar o motor e reconectá -lo transpondo as fases. Is3 = Is2 e It1 = It3 ----------à fonte do desequilíbrio está no sistema elétrico 2. Is3 e It1.Se Ir2 = Is2 . da seguinte maneira : 1. Observe que as três fases foram trocadas (transpostas) e o motor irá girar no mesmo sentido que estava girando originalmente. etc.Se Ir2 = Ir1 . Porém se mesmo assim ficar comprovado que o motor é o responsável pelo desequilíbrio de corrente. utilizando um medidor adequado (ponte Kelvin ou ponte de Wheatstone). Pelo projeto os motores 43 . cargas m onofásicas ligadas de m aneira desequilibrada no circuito trifásico. procurando ident ifi car um possível desequilíbrio entre as resistências. ele deverá ser inspecionado. Então deve-se m edir e registrar as correntes Ir2. Deve -se medir a resistência do bobinado com as três fases abertas. cabos de alimentação muito longos. Is3 = It3 e It1 = Ir1 no motor -----------à fonte do desequilíbrio está Salientamos que a experiência tem mostrado que normalmente a fonte do desequilíbrio de corrente não está no motor mas sim no sistema elétrico que alimenta o motor : desequilíbrio de tensão da rede. mal contatos em chaves e/ou co ntatores. deve-se comparar as correntes medidas antes e após a transposição.

deve -se abrir o motor e fazer -se uma inspeção para verificar se não existem erros de ligação e/ou soldas defeituosas nas conexões. ou simplesmente rolamento. o motor deverá ser rebobinado. são mancais onde a carga é t ransferida através de elementos que apresentam m ovimento de rotação. que sejam possíveis de corrigir.1. Pista externa Pista interna Elemento rolante 44 Exemplo de um rolament o rígido de uma carreira de esferas. conseqüên temente chamado atrito de rolamento . 4.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS podem admiti r uma diferença de até um m áximo de 3% ent re a resistência de uma fase e a resistência de outra fase. Se o bobinado estiver perfeito. . pois provavelm ente o problema estará na própria bobinagem do motor (diferença na quantidade de espiras e/ou na bitola dos fios). 4. MANUTENÇÃO MECÂNICA. Caso haja uma diferença maior que 3%. MANCAIS DE ROLA MENTO: Mancais de rolamento.

Classificação dos Rolamentos: Os rolamentos são classificados da acordo com: • Tipo do rolamento. O primeiro algarismo ou série de letras indica o tipo do rolamento. Exemplo: 6 2 09 09 x 5 = 45 mm (furo do rolamento) Rolamento rígido de uma carreira A maioria dos motores utilizam rolamentos de uma carreira de esferas. tanto no mancal dianteiro quanto no mancal traseiro.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 4. • Largura. • Diâmetro do furo.1. indicam o diâm etro do furo do rolamento em O segundo algarismo in dica a largura e diâmet ro externo do rolamento. m ultiplicados por 5. 45 .1. X X XX Os dois últimos al garismos.

2Z – dupla proteção metáli ca (blindagem em ambos os lado s do rolamento). com contato (ambos os lados do rolamento). Vedações: A indicação da vedação do rolamento vem após a numeração (sufixo). • XX02: furo de 15mm. acoplado com poli as e correias. • XX03: furo de 17mm.1.2. XX02 e XX03 não apresentam diâmetro do furo conforme regra acima: • XX01: furo de 12mm. 4. por exem plo. • • • Z – proteção metálica (bli ndagem) em apenas um dos lados do rolamento. Exemplo: 46 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS NU 3 22 22 x 5 = 110 mm (furo do rolamento) Utiliza-se rolamentos de rolos cilí ndricos quando o motor é subme tido a um grande esforço radial. 2RS / DDU – dupla vedação de borracha. ! Não recomenda -se a utilização de rolamentos de rolos cilíndricos em acoplamentos diretos. Exceções: Os rolamentos da série XX01.

3.1. Folgas Internas: • • • As folgas indicadas no rolamento são medidas radialmente (folga entre os elementos rolantes e as pis tas). seco.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 6203 – ZZ: rolamento de esferas. Rolamento pré-lubrificados (sufixo Z.4.1. Manter afastados de canalizações de água ou aquecimento. série de largura 3. isento de vibrações.C5. goteiras. Temperatura entre 10 ºC e 30ºC. Umi dade do ar não superi or a 60%.C2 . Empilhamento máximo de cinco caixas. com dupla vedação metálica (blindagem). série de largura 3. DDU. Ambiente limpo. furo de 17mm. ! A partir do modelo 160 M os motores WEG utilizam rolamentos c om folga C3. Em ordem crescente: C1 .NOR MAL .C4 . Exemplo: 6309 – C3: rolamento de esferas. 47 . 4. Orientações para armazenamento de rolame ntos: • • • • • • • • • Manter na embalagem original. furo de 45mm. Não armazenar próximo a ambientes contendo produtos químicos . 2RS) não devem ser estocados mais de dois anos. 4. folga radial C3 (maior que a normal). São indicadas após a numeração do rolamento (sufixo). ZZ.C3 . É extremamente importante manter esta característica durant e as manutenções. encostados em paredes ou sobre chão de pedra. Não estocar sobre estrados de madeira verde.

Para evitar danos ao assento de rolamento. rolamento estiver instalado no motor. sendo que as garras deverão se apoi ar no anel interno (o rolamento é montado com interferência no eixo) . 4. Rolamentos maiores pode m requerer uso de aquecimento. Para este arranjo. o uso de ferramen tas m ecânicas e hidráulic as é suficiente. 48 . Extrator apoiado no anel interno do rolamento.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • Efetuar rotativi dade de estoque (consumi r primeiro os mais antigos).5.1. Desmontagem de Rolamentos: Existem várias maneiras de proceder a desmontagem de rolamentos. Ferramentas Mecânicas: Os rolamentos de porte pequeno e médio (até 6312) podem ser desmontados utilizando -se um extrator. o uso de extratores autocentrantes evitam danos e tornam a desmontagem m ais rápida. No caso dos motores WEG. os assentos de rolamento são do tipo cilíndrico . hidráulico. Para os rolamentos utilizados nos motores WEG. pode -se proceder a desmontagem por meio m ecânico. A escolha do m étodo de desm ontagem pode depender do tam anho do rolamento. gir ar mensalmente o ! Quando o eixo para renovar a lubrificação das pistas e esferas. por injeção de ó leo ou aquecime nto. o extrator deverá estar posicionado corretamente.

A desmontagem é simples: primeiro retire o anel externo com rolos e gaiola. Trata -se de um anel de alumínio que pode ser forneci do para todos os tamanhos de rolam entos de rolos (NU. NJ e NUP). Também pode -se usar um aquecedor por indução. sendo recomendado um extrator hidráulico autocentrante. 49 . comprima -o com as alças da ferramenta. Extrator Hidráulico A desmontagem a quente é utilizada na remoção de anéis internos de rolamentos de rolos cilíndricos. Aqueça o anel de alumínio até apro xim adamente 280°C e coloque -o ao re dor do anel interno. Os fabricantes de rolamentos desenvolveram um sistema prático e rápido para este procedimento.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Os rolamentos de tamanho médio com ajuste interferente no eixo requerem uma considerável força para desmontá -los. quando não se dispõe destes anéis e as desmontagens s ão freqüentes. desmonte -o junto com o aquecedor e separe -os imediatamente um do outro. depois passe um óleo resistente à corrosão e bastante viscoso na pista do anel interno. Quando o anel interno estiver dilatado.

montar na mesma posição no eixo.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Anel de alumínio para desmontar o anel int erno de rolamentos de rolos cilíndricos. ! Nunca utilize martelo diretamente sobre o rola m ento. 50 . Antes da desmontagem marque cada rolamento e suas posições. Algumas dicas para a desmontagem dos rolamentos: • Sempre substitua as vedações de borracha: v ‘ring e/ou retentores. • Assegure-se de qu e o eixo esteja bem fi rme. • Se o rolamento será reutilizado. do contrário podem haver danos ao rolamento e ao eixo.

1. Normalmente 80 a 90°C acima da te mpe ratura do eixo é suficiente para a montagem. Rolamentos maiores utiliza -se aquecimento. Rolamentos pequenos podem ser montados a frio. Montagem a Frio: A montagem de rolamentos com furo de até 60 mm pode ser feita com prensa hidráulica ou mecânica. hidráulica. Banho de óleo: TERMÔMETRO Banho de óleo Separador 51 . ! Nunca aqueça o rolamento acima de 125ºC.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 4. Os fabricantes de rolamentos fornecem a maioria das ferramentas para a montagem. por injeção de óleo e aquecimento. A diferença de tem peratura entre o rolamento e o a ssento do eixo varia em função do ajuste.6. Uma bucha deve ser usada entre a prensa e anel interno do rolamento. A montagem pode ser feita de 4 maneiras: mecânica. Montagem de Rolamentos: É necessário usar o método correto na montagem e observar as regras de limpeza para que o rolamento funcione satisfatoriamente. utilizando uma prensa (até 6312). portanto o rolamento ou um de seus anéis podem ser aquecidos para facilitar a montagem. Utilize um termômetro p/ verifi car a temperatur a do rolamento. Montagem a Quente: Rolamentos grandes são difíceis d e serem montados a frio. A m ontagem deve ser feita em local limpo e seco.

além de ser fácil avaliar a temperatura do ba nho. Nunca deixe o rolament o em contato direto com a superfície aqueci da em banho de óleo.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Banho de óleo garante um aquecimento homogêneo. 52 .

! Medir a temperatura no anel interno do rolamento: não ultrapassar 125°C. ! Utilizar desmagnetizador para impedir circulação de corrente elétrica pelo rolamento.Neste caso a montage m é mais rápida e simples e o rolamento pode estar engraxado. Aquecedor indutivo de Rolam entos 53 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Aquecedor Indutivo: Os aquecedores por indução podem ser usados na montagem de rolamentos com interferência no eixo.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS ! Jamais aplique chama diretamente sobre o rolamento. 54 .

são travados axialmente: 3 2 1 6 5 4 Rolamento Fixo Rolamento fixo M ancal Dianteiro de Rolos Ci líndricos Traseiro de Esferas Mancal 55 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 4.1. Rolamentos de Rolos: Quando utiliza -se rolam entos de rolos cilíndricos. 5: Rolamento Traseiro. ambos os rolamentos. 1:Anel de Fixação Externo do Rolamento Dianteiro. 6: Anel de Fixação Extern o do Rolamento Traseiro. sendo o traseiro livre . 2: Rolamento Dianteiro. com molas de pré -carga. 3 2 1 6 5 4 Detalhe Mola Rolamento Fixo Folga axial 2. Detalhe da Mola de Pré -carga.5mm Mancal Dianteiro.7 Anéis de Fixação do Rolamento Rolamentos de Esferas: O sistema utilizado pela WEG Motores mantém o rolamento dianteiro travado axialmente. 4: Anel de Fixação Interno do Rolamento Traseiro. Mancal Traseiro. 3: Anel de Fixação Interno do Rolamento Dianteiro. dianteiro e traseiro.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS ! Cuidado para não alterar a posição dos anéis de fixação dos rolamentos. 56 .

A diferença entre duas medições no mesmo planos não deve ser superior a ~ 0. A ovalização máxima do assento do rolamento não deve ser superior a 50% do campo de tolerância especificado: ∅1 ∅2 • • • • • • Exemplo: Diâmetro do assento de rolamento dianteiro: 17k6: 17.011mm. os cuidados n a montagem e desmontagem devem ser seguidos a risca para evitar danos ao eixo. Portanto o intervalo de tolerância é de 0. deve -se estudar a causa do problema que está levando os mesmo s a falha.1. como labirinto taconite ou retentor. Ambientes com muitos contaminantes (par tículas. Assentos de rolamento oxidados ou cônicos causam deformações no anel interno do rolamento. espere atingir o equilíbrio térmico entre o eixo e o equipamento de medição (micrômetro).012.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 4. Prefira os 57 .012. Se a troca é inevitável. Faça a medição em dois planos para verificar cilindricidade. No caso de trocas constantes de rolamentos. Ao retirar um rolamento de seu assento é normal q ue se tenha um “amassamento” das rugosidades superficiais. Portanto o intervalo de tolerância é de 0. reduzindo sua vida útil. pó.001 – 17. Algumas dicas: • • Ao proceder a medição do assento de rolamento.0055mm. Em cada plano faça 4 medições e efetue a média.0055mm.001 – 17.8. com conseqüente redução da interferência. umi dade) requerem um sistema de vedação adequado.011mm. A diferença entre as m edições nos 2 planos não deve ser superior a ~ 0. A diferença da média entre os dois planos não deve ser superior que a metade do intervalo de tolerância par a o assento do rolam ento: φ1 φ2 Exemplo: Diâmetro do assento de rolamento dianteiro: 17k6: 17.

proteção contra a corrosão do mancal. Complexo de cálcio. Características da lubrificação com Graxa: • Vantagens da Graxa: Lubrificam e vedam. 58 . LUBRIFICAÇÃO: • • • • • Os objetivos da lubrificação dos rolamentos são: Reduzir o atrito e desgaste. Avalie o estado do assento do rolamento antes de proceder a montagem. Lubrificação com Graxa: A graxa é um lubrificante líquido (óleo) engrossado para formar um produto sólido ou semi -fluido.2. Reduzir temperatura. etc. Anti -Oxidante. Mineral.2. Se for necessário “metalizar” o eixo. por meio de um agente espessante. a lubrificação com graxa é mais utilizada devido a sua simplicidade e baixo custo de operação. Prolongar a vi da do rolamento. Não esqueça de verificar o batimento radial do rotor e da ponta de eixo.2. Vegetal.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • procedimentos a quente para não danifi car o assento no mom ento da colocação do novo rolamento.1.2. Outros: vedação contra entrada de corpos estranhos. Sintético . Anti -Corrosivo. Os métodos de lubrificação se dividem em lubrificação a óleo e graxa. 4. faça uma retífica no assento para garantir a dimensão e o acabamento. 4. Agente de Adesividade. GRAXA = ÓLEO + ESPESSANTE + ADITIVOS Lítio. 4. Anti . Dissipar calor.Desgaste. etc. Complexo de lítio. Outros componentes que confiram propriedades especiais podem estar presentes (aditivos). Em motores elétricos.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • • • • • Reduzem o barulho. O que influencia na vida da graxa? • • • Temperatura. Desvantegens da Graxa: Não trocam calor. Não removem contami nantes. Penetração de parte da graxa sobre o bobinado do motor. Falta de Graxa ocasiona: • • Rompimen to da pelí cula lubrificante. 59 . Não necessitam bombeamento. Redução da vida útil do rolamento e d o lubrificante. Aumento da Temperatura.3. Aumento do atrito e temperatura do rolamento. Aumento da temperatura do bobinado e queda da resistência de isolamento. reduzindo drasticamente a vida útil do rolamento. Menor poder de penetração. Por que relubrificar os rolamentos? Rolamentos engraxados devem ser relubrific ados se a vida útil da graxa for menor que a vida útil esperada do rolamento. O que acontontece se o rolamento não é relubrificado? • • A graxa pode endurecer. perdendo suas propried ades lubrificantes. 4. Falhas na Lubrificação: Excesso de Graxa ocasiona: • • • • • Resistência ao Movimento.2. Pode haver acúmul o de contam inantes. Contaminantes. Vedações deficientes. Não fluem.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • Início de descascamento nas pistas do rolamento. Travamento do rolamento por excesso de temperatura e falta de folga radial. 60 .

Manter afastada de fontes de ignição. Em rolamentos novos. Correto preenchim ento do anel de fixação do • • • • Em relubrificações. Recomendações para Relubrificação e Manuseio da Graxa: • • • Evitar o preenchimento excessivo dos mancais. preencher os espaço vazio do rolamento com graxa. Manter os recipientes com graxa sempre fechados. Preencher cerca de 2/3 dos anéis de fixação do rolamento com graxa. 61 . para evitar contaminação. utilizar somente pistola engraxadeira manual. Manter a superfície da graxa sempre nivel ada.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Quantidade de Graxa: Para lubrificação de rolamentos. B = largura do rolamento [ mm]. pode -se usar a equação: G = DXB 200 Onde:    g    D = diâmetro externo do rolamento [ mm].

Consiste em colocar a quantidade e o lubrifi cante indicado. 4. Lubrificar com graxa indicada. Os motores 225S/M até 355M/L são fornecidos com pino graxeiro. Para este motores deve -se adotar o procedimento abaixo: • Limpar o bico do pino graxeiro.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • Evitar contato contínuo com a pele.2.3. Este tipo de rolamento não permite relubrificação. sendo portanto lubrificados para a vida. ! Evite sempre a mistura de graxas. Colocar óleo fino e inspecionar. Motores 160M até 200L são norm almente enviados sem pino graxeiro. Para isso recomenda -se a adoção de um procedimento de relubrificação baseado nas recomendações abaixo: 4. 4. Limpar respingos que eventualmente aconteçam. preenchendo os espaços internos do rolamento. ! Para esta operação os rolamentos não necessitam ser retirados do eixo. Ao fim de sua vida útil devem ser retirados e substituídos. no intervalo previsto e no local certo. 62 . Motores sem Graxeira: Os motores carcaça 63 até 132M nã o possuem pino graxeiro e são equipados com rolamentos de dupla vedação metálica (ZZ).3 RELUBRIFICAÇÃO D E ROLAMENTOS DE MOTO RES ELÉTRICOS: Relubrificar não é simplesmente adicionar graxa ao mancal do motor. Lavar com querosene ou óleo diesel.3. Motores com Graxeira: Os motores carcaça 160M até 200L podem ser fornecidos com pi no graxeiro como ítem opcional. Para estes motores deve -se adotar o procedimento abaixo: • • • • • Remover as tsmpas com cuidado para não danific ar os rolame ntos.1. Não girar sem lubrificante.

com lábio montado com determinada pressão em contato com a tampa e/ou anel de fixação do rolamento.4.1. 4.4. Cuidados: • Instalar com uma determinada pressão na direção do m otor.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • • • • • • Se possível. 63 . Funcionar o motor. Colo car o restante da graxa. Não misturar tipos diferentes de graxas. VEDAÇÕES: 4. adicionar a quantidade de graxa recomendada com o m otor em operação. do lado externo do motor. Não relubrificar mais que a quantidade indicada e em menor tempo que o previsto. Anel V’ring: Vedação utilizada nos motores da linha standard e Alto Rendimento. IP-55. adicionar m etade da graxa in dicada na lubrificação com o motor parado. Caso o motor não possa ser relubrificado em operação. Instalação: • Sobre o eixo. Aplicação: • Vedador o u anel raspador em movimentos relativos. Utilizar somente pistola engraxadeira manual para esta operação.

Substituir sempre que houver intervenção no motor.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • O lábio deve ser lubrificado com uma fina camada de óleo ou graxa para perfeita vedação. 64 .

Instalar com equipamentos apropriados para obter centralização tampa/eixo. 65 . Utilizar retentor composto de material aprovado para a aplicação: • Poliacrílico: temperaturas normais de operação. Viton: temperaturas extremas. como estufas. Cuidados: • • • • Não apertar o retentor antes da sua instalação pois pode provocar ovalização.2. Aplicação: • Utilizado para impedir a entrada de líquidos através do eixo do motor. Podem ser do tipo sem mola (lip seal) ou com mola (oil seal). Não tocar no lábio interno evitando contaminação e deformação.4. Borracha Nitrili ca: até 120°C. Passar uma fina camada de óleo ou graxa nos lábios do retentor antes da montagem. O padrão WEG para motores IP -56 é o tipo sem mola. Retentor: Utilizado em motores submetidos a ambientes com umidade e/ou contaminantes líquido s.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 4. Instalação: • Nas tampas dianteira e traseira do motor .

• Substituir sempre que houver interve nção no motor. 66 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • Observar s entido correto de montagem: mola voltada para lado oposto ao motor. recuperar o eixo antes de instalar o retentor. Verifi car se há rebarbas ou desgaste na região do assento do retentor sobre o eixo: em caso afirmativo.

4. 67 . Vedação efetuada pela graxa existente entre o labirinto (parte móvel) e a tampa do motor (parte estacionária). Carcaç a 225 a 355 . sem atrit o entre as partes. Utilizado a partir do modelo 90L até 355M/L.3.trocar apenas os anéis externos de fixação dos rolamentos. Equipa os motores IP -65. Labirinto Taconite: Utilizado em motores submetidos a contaminantes sólidos e abrasivos. Vantagens: • Construído em latão.trocar as tampas normais por especiais. ! Sempre montar com graxa entre o labirinto e a tampa do motor. Para sua instalação temos dois pontos a serem ob servados: • • Carcaça 90 a 200 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 4. Aplicação: • • • Estes componentes tem como finalidade garantir a proteção contra penetração de pó no interior do motor quando o ambiente assim exige.

Desenho esquemático da montagem e funcionamento do Labirinto Taconite: Tampa ou anel de fixação do rolamento Graxa / Labirinto Taconite / 68 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • IP65.

Platinado: Característi cas: • • • Fixado na tampa traseira. Fabricado de material isol ante. Manutenção: • • • • Observar contatos do platinado. Promove o desligamento da bobina auxiliar mediante movime ntação do centrífugo. como no Spit -Phase.CENTRÍFUGO: Utilizado em motores com capacitor de partida ou onde há necessidade de desligamento d a bobina auxiliar. MANUTENÇÃO DE MOTORES MONOFÁSICOS: 5. Verificar qual tipo de mola do centrífugo.1. Observar contra -pesos. Característi cas: • • • Montado sobre o eixo do motor. Composto por molas helicoidais diferenciadas para 60Hz (cor cinza) e para 50Hz e Split -Phase (cor azul).INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 5.1. Ajustar molas do platinado. 69 . Seu movimento se deve a força centrífuga dos seus contra -pesos. 5.1.

CHAVE ELETRÔNIC A: Sistema eletrônico de partida de motores monofásicos.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • Utilizar peças originais quando efetuar reposição. 5. sujeira e umidade. Imune a choques.2. Intercambiável com conjunto centrífugo-platina do. Recomendada em ambientes no qual os contatos do platinado po dem ser interrompidos por sujeira. Característi cas: • • • • • • • Não contém partes móveis. Fácil instalação. trocar o conjunto eletrônico completo. etc. Quando danificado. Não provoca faiscamento. umidade. Elevada vida útil. Dimensões reduzidas. vibrações. 70 . Manutenção: • • Sem m anutenção.

Corrente máxima admissível: 1 Ampére.3.). Característi cas: • • Alimentação em corrente alternada n as tensões 110 V. 71 . A alimentação somente poderá ser independente desde que a interrupção seja sim ultânea a do motor.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 5. PONTE RETIFICAD ORA: Equipa os moto -freios quando a alimentação da bobina do freio é feita com corrente alternada (C. 440 V.A. 220 V. Instalação: • • • Permite instalação pelos terminais do motor ou através de alimentação independente. ou 575 V. Observar tensão do motor que deve ser compatível com a tensão da ponte. Função: • Retificar onda CA em CC para alimentação da bobina de liberação do moto-freio.

16 a 30 cv (potências acima som ente sob consulta). Frequênci a : 60 Hz ( 50 Hz sob consult a ). 440V (meia onda). 72 . 380/660V. 220/380/440/760V. Tensão : 220/380V. IV. Pólos : II. 6. MOTOFREIO: C ara ct erís ti cas: • • • • • • Potências : 0.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Manutenção: • Sem manutenção. Carcaça : 71 a 160 (acima sob consulta). Ponte retifi cadora : 220V (onda completa). VI e VIII pólos.

6 0. tornos e demais apli cações onde sejam necessárias paradas por questão de segurança.3 0. teares.3 0. poeira.3 0.3 a 0. 73 . Aplicações: • Talhas.6 0. Proteção : IP 55 (motor) e IP 55 (freio).3 0.2 a 0.8 • • O intervalo para reajustagem do entreferr o depende de: Mom ento de inérci a e das condições de serviço da carga acionada.3 a 0.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • Freio : pastilhas (padrão) / lona (opcional).6 0. Aquecim ento pode danificar a bobina de acion amento do eletro -imã. Número de frenagens (operações). Tabela 5: Carcaça 71 80 90S e 90L 100L 112M 132S e 132M 160M e 160L Entreferro Inicial (mm) 0.4 Entreferro Máximo (mm) 0. elevadores.6 0.3 0.2 a 0. Manter correta a regulagem do entreferro.6 0.8 0. etc.2 a 0.2 a 0.2 a 0.4 0. a) Manutenção do Motofreio: • • • Cuidados contra penetração de água. posicionamento ou economi a de tempo.

ausência de desliza m ento (uso de correias) e maior segurança contra acidentes. usando acoplamento flexível. é usual também o acoplamento direto através de redutores. ACOPLAMENTO POR ENGREN AGENS Utilizado quando se deseja a lterar a velocidade do motor para entrar na máquina acionada. em ângulo certo em caso de engrenagens cônicas ou helicoidais. O engrenamen to perfeito poderá ser controlado com a inserção de uma tira de papel. Quando uma relação de velocidade é necessária. É imprescindível que os eixos fiquem em alinhamento perfeito. Este tipo de acoplamento quando mal feito. após uma volta. CUIDADOS : ali nhar cuidadosamente as pontas de eixos.1. reduzi do espaço ocupado. rigorosamente paralelos no caso de engrenagens retas e. ACOPLAMENTO D IRETO Deve-se preferir o acoplamento direto devido a fatores como o m enor custo. dão origem a solavancos que provocam vibrações na própria transmis são e no motor. 7. na qual apareça. 7.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 7. TIPOS DE ACOPLAMENTO São os meios pelo qual o motor é ligado à máquina acionada.2. 74 . deixando folga mínima de 3mm entre os acoplamentos (GAP). sempre que possível. a transmissão por engrenagens freqüêntem ente é usada. de forma que as engrenagens fiquem mal ali nhadas. Para o caso de redução de velocidade. o decalque de todos os dentes.

como o breu por exemplo. a polia deve ser encaixada até na metade do rasgo da chaveta apenas com esforço m anual do montador. ! A tensão nas correias deverá ser apenas suficiente para evitar o escorregamento durante o funcionamento. Deve-se evitar o uso de polias demasiadamente pequenas porque provocam flexões no eixo do m otor. Correias que trabalham lateralmente enviesadas transmitem batidas de sentido alternante ao rotor. 75 . Funcionamento: • • • • Deve-se evitar esforços radiais desnecessários nos mancais. Para eixo sem furo roscado. ou através do uso de dispositivos que permitam a colocação e retirada. devido ao fato de que a tração na correia aumenta a medida que diminui o diâmetro da polia. e poderão danificar os encostos dos m ancais. recomenda -se aquecer a polia cer ca de 80ºC acima da temperatura do eixo. O escorregam ento da correia poderá ser evitado com aplicação de um material resinoso. Para a montagem de polias em ponta de eixo com rasgo de chaveta e furo roscado na ponta.3. ACOPLAMENTO PO POLIAS : ! A polia deve ser inserida com interferência sobre o eixo do m otor. ! Deve-se evitar a tod o custo o uso de martelos na montagem das polias a fim de para evitar danos às pistas do s rolamentos.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 7. situando os eixos paralelos entre si e as polias perfeitamente alinhadas. similar às garras ou sacadores.

tensão.3 – MANUTENÇÃO PRE DITIVA A manutenção preditiva dos motores elétricos resume -se numa inspeção periódica quanto aos níveis de isolamento. a manutenção realizada em intervalos periódicos. Geralm ente indústrias que usam máquinas de baixo custo e tem equipamentos reserva utili zam este tipo de m anutenção. Outro fator importante. a interferência humana.MÉTODOS DE MANUTENÇÃO 8. 8. chamada preventiva. pode ser utilizada. No entanto a experiência tem m ostrado que na m aioria dos casos a manutenção preventiva é antieconômica. 8. uma vez que paradas podem ser programadas quando o equipamento ainda apresenta condição de uso. O monitoramento dos equipamentos não é vantajoso visto que não há vantagens econômicas ou de segurança em conhecer quando a falha irá ocorrer. Cita -se montagens de rolamento inadequadas. corrente. A freqüência com que devem ser feitas as inspeções. temperatura de trabalho do motor e rolamentos. depende do tipo de motor e das condições locais de aplicação. lubrificação dos mancais. pode reduzir a confiabiblidade do equipamento após a intervenção. etc. Os intervalos de erviço são determinados para que a máquina não apresente falha dentro deste período. danos ao enrolamento de motores por batidas durante montagem/ desmontagem. 76 . onde será posteriormente reparado ou substituído por outro equipamento. contaminação do lubrificante devi do a abertura do equipamento.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS 8 . sendo que peças boas freqüêntemente são substituídas por peças novas.2 – MANUTENÇÃO PRE VENTIVA Quando não há máquinas reserva ou paradas de produção resulçtam em grandes perdas.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA É a situação na qual o equipamento é utilizado até a quebra. vibração e análise visual.

Reapertar parafusos. Medições serão extrapoladas para predizer quando serão alcançados níveis inaceitáveis dos parâmetros que estão sendo controlados. substituir. Nã o haverá intevenção desde que a máquina esteja funcionando adequadamente. Checar partes e peças Drenar água Reapertar condensada parafusos e (se houver) conexões Enrolamento do Rotor e Estator Controle de ruído Mancais Relubrificar(respeit ar intervalos conforme placa de identificação) Inspeção visual. Verificar estado da fita isolante e substituir quando necessário Registrar os valores da medição Dispositivos de Monitoramento (sondas 77 . o início dos defeitos pode ser detectado e seu desenvolvimento acompanhado. Através do monitoramento regular do equipamento. Medir Resistência de Isolação Limpeza dos mancais e/ou. vibração e temperatur a Semanalmente Cada 3 meses Inspeção de ruído. temperatura e desobstruir aletas de ventilação Anualmente Cada 03 anos Desmontar motor. Verificar estado da fita isolante e substituir quando necessário Se possível. sendo feita a intervenção no equipamento. Reapertar parafusos.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS A idéia básica da manutenção preditiva é: os consertos serão realizados somente quando as medições indicam ser necessário. ANEXO III PLANO DE MANUTENÇÃO – MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO Componente Diariame nte Motor Completo Inspeção de ruído. desmontar e testar seu modo de Caixas de Ligação Limpar interior. vibração. Inspecionar pista de deslize(eixo) e recuperar quando necessário Limpar interior.

Verificar tensão das correias Verificar balanceamento do conjunto rotor 78 . Verificar conexão e Reapertar parafusos Checar alinhamento e fixação Aterramento Acoplamento (Observar as instruções de manutenção do fabricante do acoplamento) Balanceamento Após a 1 a semana.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS térmicas) Alimentação Verificar se as tensões e correntes estão equilibradas Desobstruir entrada de ar da tampa defletora funcionamento Ventilação Verificar estado das pás Verificar conexão e Reapertar parafusos Checar alinhamento e fixação Verificar estado das pás. checar alinhamento e fixação.

) apresenta um determinado nível de vibração quando está em operação. POTÊNCI A DO MOTOR Menor que 20cv 20cv até 100cv 100cv até 500cv LIMITE DE VIBRAÇÃO 1. A investigação inicia -se com a medição do nível de vibração do motor. Ponto 1: hori zontal dianteira Ponto 2: vertical dianteira 79 . conforme m ostrado no desenho abaixo. Para efeito de aplicação das dicas que iremos fornecer abaixo. Os valores m edidos devem ser registrados. deve -se medir sua vibração e comparar o valor medido com o valor m áximo definido em norm a. deve -se investi gar a causa da alta vibração e eliminá la. Esta tabela foi obtida com base na Norma ISO 10816 -1. editada em 1995. ventilador. etc.5mm/s Dicas para a Investigação de Vibração em Motor Elétrico: Para se investi gar a ocorrência de vibração em um motor elétrico. Um técnico deverá se deslocar até o cliente para inspecionar o motor em operação normal. Para se determinar se um equipamento está vibrando muito ou não. em milímetros por segundo (mm/s). valor RMS. Deve se m edir a vibração em ci nco pontos da carcaça do motor. compressor. Caso o valor medido esteja acima do valor m áximo da norma. é fundamental que o motor seja observado no próprio local de instalação. bomba.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS ANEXO IV Vibração em Equipamentos Rotativos Todo equipamento rotativ o (motor. O motor somente deverá ser retirado de sua base caso se tenha certeza que a causa da vi bração esteja no motor. Para isso é necessário que o técnico tenh a um medidor que registre valores globais de vibração. para identificar se a vibração está sendo p rovocada pelo motor ou não.8mm/s 4.8mm/s 2. consideraremos os valores máximos de vibração conforme tabela a seguir.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS - Ponto 3: axial dianteira Ponto 4: horizontal traseira Ponto 5: vertical traseira Para se definir qual o nível de vibração que o motor apresenta.4mm/s Ponto 2: 2.Ponto 1: 2. Exemplo: Suponhamos que tenha sido realizada medição de vibração em um mot or elétrico de 100cv. deve -se considerar o maior valor en contrado entre os cinco valores medidos.4mm/s (maior valor medido).0mm/s Ponto 3: 1.2mm/s Neste exemplo podemos registrar que a vi bração medida no motor é de 2. 80 . o qual estava acionando um ventilador. E é justamente esse valor maior que deverá ser comparado com o valor da tabela para se definir se o motor está realmente com alta vi bração. Os valores obtidos na medição e registrados em relatório foram: . Comparando -se com o valor da tabela.2mm/s Ponto 4: 2.1mm/s Ponto 5: 2.

em noss o exemplo.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS verificamos que 2. Portanto. o motor está operando satisfatoriamente. 81 .8mm/s.4mm/s está abaixo do limite. que é 2.

desalinhamento. pode -se concluir que a causa da vibração está “do lado do m otor”. Estes fatores externos devem ser verificados antes de se retirar o motor da base. deve -se proceder da seguinte maneira: . é possível que ela esteja sendo causada pela máquina acionada (desbalanceamento. Se os valores obtidos com o motor desacoplado forem significativamente m enores que os val ores obtidos com o motor acoplado. .) ou até mesmo pelo acoplamento entre motor e máquina acionada (defeito no acoplamento. polia trincada. MESMO ASSIM AINDA NÃO PODEREMOS AFIRMAR QUE A CAUSA DA VIBRAÇÃO ESTEJA NO MOTOR . Isso é muito importante porque mesmo que a vibração esteja acontecendo no motor. Caso os valores obtidos com o motor acoplado forem similares aos valores obtidos com o motor desacoplado. existem ainda alguns fatores externos que podem estar provocando a vibração.Colocar o motor em operação. deverá ser verificado se a causa dessa alta vibração está do “ lado do motor ” ou do “lado da máquina acionada ”. Medir a vibração nos cinco pontos da carcaça. etc).Desacoplar o motor. pode -se concluir que a causa da vibração não está no motor. pois mesmo o motor estando girando desacoplado da carga. correias gastas. etc. Registrar no relatório os valores medidos. defeito em rolamento. Mas como se verifica se a causa da vib ração está do “lado do motor” ou do “lado da máquina acionada”? Para essa verificação. conforme anteriormente feito. Como se verifi ca se a causa da vi bração está no motor ou não? Apresentamos abaixo algumas dicas do que de ve ser veri ficado e de como fazê -lo: • Má fixação do motor à base : os parafusos de fixação estão bem apertados? 82 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Caso a vibração do motor este ja acima do limi te da tabela.

INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • Apoio inadequado do motor sobre a base : os pés do motor estão bem apoiados ou “há pedaço de pé sobrando”? 83 .

mantenha o m edidor de vibração no ponto do motor onde foi registrado o maior valor de vibração na medição anterior. Inspecione também a base de concreto. repetir as medições e comparar com os valores obtidos anteriormente. Ne sse caso o cliente deverá checar a base e providenciar a correção da irregularidade. Vibração causada por outra(s) máquina(s) instalada(s) próxima(s) ao m otor em análise: meça a vibração com o motor parado e registre no relatório. é muito provável que a base esteja ruim. principalmente nos pontos de fixação da base metálica (chumbadores).INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • Base mal nivelada ou irregular : Para verifi car isso. Acoplamento (ou polia) desbalanceado: retire o acoplamento (ou polia) e repita as medições. meça novamente a vibração em v azio. e assim por diante. principalm ente em motores de dois pólos. as verifi cações do item anterior ficar motor é o responsável pela vibração. ou qualquer outro defeito que possa prejudic ar a rigi dez da base. Caso você verifique que houve uma redução da vibração devido ao afrouxamento de algum dos parafusos. a sobra de chaveta pode gerar desbalanceamento e vibração. rachaduras. A análise do motor deverá ser pontos: 84 . a m assamentos. • • • • É o Motor: Se ao final de todas comprovado que realmente o deverá ser levado para análise feita verificando -se os seguintes • Balance amento do rotor. afrouxe ligeiramente um dos parafusos de fixação do motor na base e verifique se h ouve alguma alteração na vibração. Base defeituosa: realize uma inspeção visual na base metálica para verificar possível existência de trincas. Excesso de chaveta : se o acoplamento (ou poli a) do motor for mais curto que a chaveta. ele em oficina. Reaperte o parafuso e repita o teste com outro parafuso. Registre no relatório e compa re com os valores obtidos anteriorm ente. A medição da vibração deverá ser feita com o canal de chaveta preenchido com meia chav eta. Após a base estar corrigida e o motor ter sido reinstalado. Nesse caso seria necessário “aparar” o excesso de chaveta.

marcas nas esferas e/ou anéis. kgf 3. Folgas entre rolamentos e tampas.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • • • • Empenamento e/ou excentricidade de eixo.verificar se não houve inversão em alguma manutenção anterior (carcaç a 225 S/M e superiores)....). ANEXO V Check List para Avaliação de Rolamentos 1. etc. LUBRIFICAÇÃO: Marca da Graxa: Quantidade de Graxa Utilizada nas Relubrificações: Período de Relubrificação: O Lubrificante Estava Contamina do ? Temperatura de Trabalho do Rolam ento: Temperatura Ambiente no Momento da Falha: Há Sinais de Sobreaquecimento ? Não: Sim: Lubrificante: Eixo: Tampas: 4. APLICAÇÃO: Tipo de Equipamento: Tipo do Acoplamento: Posição do Equipamento: Tipo do Carregamento: Grau de Proteção do Motor: Regime (horas/dia): Rotação (rpm): Data: Direto: Vertical: Axial: Polia: Radial: Outro: Horizontal: Cargas Atuantes: . falta ou excesso de graxa. Montagem dos anéis de fixação dos rolamentos ... Estado dos rolamentos (ruído. DESIGNAÇÃO: Cliente: Tipo de Rolamento: 2. Montagem correta das molas no anel de fixação do rolamento livre (carcaça 225 S/M e superiores) ou da arruela ondulada (carcaça 200 e inferiores)........ HISTÓRICO: Quanto Tempo o Motor Esteve em Serviço: Quanto Tempo o Motor Ficou Estocado/Parado Antes de Entrar em Operação: Quais as Condições de Estocagem: Umidade: Sim Não Temperatura: Sim Não Vibração: Sim Não Poeira: Sim Não Os Procedimentos Foram Seguidos na Estocagem (girar eixo a cada mês): 85 . AJUSTES: Qual a Condição d o Assento de Rolamento / Encaixe na Tampa / Anéis de Fixação: Há Sinal de Atrito entre Anéis de Fixação ou Tampas e Eixo: Qual o Desvio do Alinhamento entre Motor e Máquina? Paralelismo: Concentricidade: 5.

5) caso tenha ocorrido curto dentro das ranhuras.. b. b. c) Providenciar materiais conforme dados de placa.2) aquecer o estator em estufa até 200 ºc no máximo (não queimar)...3) retirar as bobinas pelo lado não cortado... lixas.. f) Limpar ou pintar motor Testes no estator: a) Fazer teste passagem (continuidade): usar ohmím etro/multiteste 86 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS Outros Motores já Tiveram Falhas em Rolamentos? Quando foi Efetuad a a última Manutenção ? Algum Monitoramento foi Efetuado Antes da Falha: Temperatura (°C): Vibração (mm/s): Quando Houve a última Ocorrênci a: Motivo: Condições Ambientes no Local de Funcio namento : Temperatura(°C): . b... etc.. Umidade: Sim Não Vibração: Sim Não Poeira: Sim Não Há Partes Mecânicas Faltando: Não: Sim: Pás Ventilador: Pesos Balanceamento: Outros: Observações: ANEXO VI Rebobinamento Procedimentos e cuidados: a) Obter os dados de rebobinam ento fornecidos pelo fabricante ou levantá-los com base no enrolamento queimado.. b) Retirar o enrolamento b. b.. imãs... não usar jatos de areia ou granalha e queima com maçarico). verificar se não tem chapas soldadas entre si..1) cortar a cabeça de bobina do lado de saída dos cabos de ligação.4) fazer lim peza compl eta do estator (usar espátulas. d) Rebobinar o motor e) Im pregnar por imersão ou a vácuo (não usar o gotejam ento)......

fazer ii pólos) . ovalização). conicidade. b) Medir rotação do m otor. distribuição irregular das espiras irregularidade do pacote de chapas (isolam ento entre chapas) soldas defeituosas (mal contato) rede desbalanceada Como identificar: • • desequilíbrio de correntes ruídos e/ou vibrações Conseqüências: • • aquecimento irregula r do motor danificação dos mancais e materiais isolantes O que ocorre quando o núcleo do campo for danificado: 87 .INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS b) Teste de tensão aplicada (verific ar fuga de corrente para o estator . Teste após montado: a) Equilíbrio de corrente entre as fases. distribuição irregular dos enrolamentos (chapa do iv pólos.2 x tensão nominal) + 500 V antes impregnação + 1000 V após impregnação c) Medir a resistência do isolame nto (usar megôhmetro). Desbalanceamento do fluxo magnético: Causas: • • • • • • entreferro irregular (excentricidade.

ser substituídas para evitar a • • • Não fazer embuchamento nas tampas e/ou recuperação de eixos.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • • • • • • • aumento das perdas no ferro aumento da temperatura final do motor aumento da corrente a vazio m enor rendimento alteração no fator de potência redução da vi da útil do motor prováveis falhas dos rolamentos devido à correntes no eixo pontos quentes no estator ANEXO VII Recomendações Gerais para a Manutenção de Motores Elétricos • Desmontar as partes com ferramental adequado e proceder a limpeza das mesm as. evi tando-se os golpes diretos nas pistas. os motores que permitirem devem ser relubrificados. Retirar toda graxa dos rolamentos com óleo diesel ou querosene. • A montagem e desmontagem dos rolamentos deve ser feita com ferramentas adequadas. 88 . Tampas com folgas devem descentralização do rotor. m arcações e trincas nas pistas dos rolamentos. oxidar ou contaminar a graxa e outros componentes. Efetuar exame minucioso dos mancais quanto ao estado da graxa. • Quando da revisão geral. e preencher os espaços vazios com graxa recomendada. evitando materiais que possam danificar.

por três horas. Não usar granalha de aço ou jato de areia na limpeza do motor: estator e rotor (assentos de rolamento e polia). • Efetuar teste de tensão aplicada (NBR 7094). verniz. Esta etapa garante rigidez mecâni ca dos fios no interior da ranhura. em hipótese alguma ser recuperada. • Utilizar materiais isolantes compatíveis com a classe térmi ca do motor (polyester. Não “queimar” o bobinado com fogo ou maçarico. fi o esmaltado). 89 . cabos. afim de não danificar as propriedades m agnéticas das chapas do estator. não devendo. • • • Certificar-se dos dados originais de bobin agem.5 a 3 h • Lackterm 1310 Lackterm 1301 Lackterm 1300 ! Especial atenção deve ser dada à impregnação do estator. Toda e qualquer peça danificada em motor “ a prova de explosão” deve ser substituída. O conserto deve ser efetuado por oficina credenciada especificamente para este fim.5 a 3 h 4a8h 1. dissipação térmica e isolamento dielétrico. Se necessário. usar estufa até 36 0 ºC.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • Não usinar o diâmetro externo do rotor. Efetuar impregnação e secagem em es tufa de acordo com as recomendações do fabricante do verniz: Verniz Potência de Motores até 50cv até 100 cv até 350 cv Temperatura de Secagem 125°C a 130°C 120°C 150°C ± 5°C Tempo de Secagem 1.

• • 90 . devem ser secados em estufa. Motores que apresentam umidade no enrolamento. Após atingir equilíbrio térmico com o a m biente. permanecendo por no mínimo uma hora nesta temperatura.INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS • • Efetuar teste de resistência do isolamento (usar megômetro). o motor deverá receber uma pintura de acabamento. Caso o motor tenha plano de pintura. Efetuar teste com o motor à vazio para verificar o equilíbrio da s correntes. até 105 ºC (máximo). medir a resistência do isolamento. Após a montagem e testes. efetuar conforme recomendação do fabricante. com incrementos de temperatura de 5ºC a cada hora.

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