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JUIZADO ESPECIAIS
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EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

Juizados Especiais

3º PERÍODO

Maria do Carmo Cota

PALMAS-TO/ 2006 1

EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

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Fundação Universidade do Tocantins Reitor: Humberto Luiz Falcão Coelho Vice-Reitor: Lívio William Reis de Carvalho Pró-Reitor Acadêmico: Galileu Marcos Guarenghi Pró-Reitora de Pós-Graduação e Extensão: Maria Luiza C. P. do Nascimento Pró-Reitora de Pesquisa: Antônia Custódia Pedreira Pró-Reitora de Administração e Finanças: Maria Valdênia Rodrigues Noleto Diretor de Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: Claudemir Andreaci Coordenador do Curso: José Kasuo Otsuka Organização dos Conteúdos – Unitins Conteúdos da Disciplina: Maria do Carmo Cota Os temas de 01 a 04 com a participação de Angela Issa Haonat Equipe de Produção Gráfica Coordenadora: Vivianni Asevedo Soares Borges Diagramação: Leonardo Valadão Nunes Torres Capa e Ilustrações: Edglei Dias Rodrigues

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Fu n d a çã

EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS

Apresentação
Caro (a) aluno (a), Você está recebendo os textos relacionados à disciplina de Juizados Especiais. Vamos estudar os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, tanto na esfera estadual como federal. O tema 01, de caráter introdutório, servirá de base conceitual para a compreensão da origem e evolução, além dos princípios que regem os Juizados Especiais. Em nosso segundo tema, faremos uma abordagem detalhada da competência dos Juizados Especiais Cíveis, uma vez que há distinções peculiares a esse procedimento. Esse terceiro tema vai nos demonstrar quem poderá ser parte em sede de Juizado Especial, trabalhando de certa forma, amarrando esse tema ao anterior que estabelece a competência dos Juizados. No tema 04 vamos apresentar-lhe os procedimentos e os atos processuais, que também observam certas especialidades em sede de Juizados Especiais Cíveis. O tema 05 vai trazer-lhe o sistema recursal no Juizado Especial Cível, ou seja, sua aplicabilidade prática e os recursos cabíveis à espécie. O principal objetivo desse tema é realçar as distinções existentes nos procedimentos recursais dos Juizados em relação aos procedimentos no Direito Processo Civil comum, especialmente a nomenclatura e preparo dos recursos. O sexto tema abordará a aplicação dos Juizados Especiais Criminais, as formas de conciliação e transações penais; a suspensão do processo e a reparação dos danos civis junto aos Juizados Especiais Criminais. No tema 07 analisará os Juizados Especiais Federais previstos pela Lei n° 10.259/2001, sua composição, a sua aplicabilidade consoante a Lei nº 9.099/95, bem como as diferenciações com os procedimentos Cíveis e Criminais no Código de Processo Civil e Código de Processo Penal. Por fim, iremos estudar os Juizados Civis, Criminais e Federais; seus princípios, desenvolvimento dos processos, composição dos Juizados, o modo de processamento das ações, dos Recursos, as transações penais, a composição dos danos civis, as formas de conciliação, execução dos títulos, enfim, um comentário geral de todos os dispositivos legais da Lei n 9.099/95 e da Lei 10259/2001. Esperamos que você logre ampliar seus conhecimentos na área e possa usufruir das facilidades que a justiça lhe proporciona no âmbito dos Juizados Especiais Bons estudos e boa reflexão Profa. Maria do Carmo Cota

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J. Carreira. Luiz Flávio. São Paulo: Revista dos Tribunais.Da Competência dos Juizados Especiais Cíveis Tema 03 .O Juizado Especial Criminal Tema 07 . FERNANDES. Parte Geral. 2005. Teoria e Prática dos Juizados Especiais Cíveis Estaduais e Federais.O Juizado Especial Federal BIBLIOGRAFIA BÁSICA CHIMENTI. Competência. 9 ed. 8 ed. 1996. OBJETIVOS 1. São Paulo. Preparar o aluno para o manejo das ações e sua forma de tramitação junto aos Juizados Especiais. Alexandre Freitas. ed. Rio de Janeiro: Lúmen Júris. Criminais.O sistema recursal no Juizado Especial Cível Tema 06 .1.09. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Tema 01 . 2003. Juizados Especiais Federais. 2. de 26.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS PLANO DE ENSINO CURSO: Fundamentos e Práticas Judiciárias PERÍODO: 3º período DISCIPLINA: Juizados Especiais EMENTA Juizados Especiais Cíveis e Criminais. ALVIM.099. 8. Ricardo Cunha.Comentários à Lei 9. São Paulo: Saraiva.Do Procedimento e atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis Tema 05 .Das Partes nos Juizados Especiais Cíveis Tema 04 . Arruda. Ricardo Cunha.1995. 2005. Atos Processuais. E. GRINOVER. Criminais e Federais. ed. Antônio Magalhães. Antônio Scarance. Rio de Janeiro: Forense. 4 . Apresentar uma visão simplificada dos juizados Especiais Cíveis. Dos procedimentos Sumário e Sumaríssimo. Saraiva. Princípios. São Paulo: Revista dos Tribunais. CÂMARA. 2.Os Juizados Especiais Tema 02 . Das partes. 2004. Cíveis. CHIMENTI. v. Teoria e prática dos juizados especiais cíveis estaduais e federais. Conciliadores e juízes leigos. Manual de Direito Processual Civil. GOMES FILHO. GOMES. 1999. 3. Ada Pellegrini. ed. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ALVIM.

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COSTA, Hélio Martins. Lei dos Juizados Especiais Cíveis, anotada e sua interpretação jurisprudencial. Atualizado conforme a Lei 9,841 de 05 de outubro de 1999. 2. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2000. DONIZETTI, Elpídio. Curso didático de Direito Processual Civil. 6 ed. Belo horizonte: Del Rey, 2005. FIGUEIRA JÚNIOR, Joel Dias. Comentários à Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1995. MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz. Manual do Processo de Conhecimento. 4 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006. NEGRÃO, Theotônio. Código de Processo Civil. São Paulo: Saraiva, 2002. NOGUEIRA, Paulo Lúcio. Juizados Especiais Cíveis e Criminais: Comentários. São Paulo: Saraiva, 1996. SANTOS, Ernane Fidelis dos. Manual de Direito Processual Civil. São Paulo: Saraiva, 2003. SANTOS, Marisa Ferreira dos, CHIMENTI, Ricardo Cunha.Juizados Especiais Cíveis e Criminais Federais e Estaduais. Saraiva. 3. ed. São Paulo. 2005. SILVA, Luiz Cláudio. Os Juizados Especiais Cíveis na doutrina e na prática forense. 6 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005.

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Sumário

Tema 01 - Os Juizados Especiais.................................................07 Tema 02 - Da Competência dos Juizados Especiais Cíveis...........................20 Tema 03 - Das Partes nos Juizados Especiais Cíveis....................................28 Tema 04 - Do Procedimento e dos atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis...............................................................................................................33 Tema 05 - O sistema recursal no Juizado Especial Cível................................45 Tema 06 - O Juizado Especial Criminal...........................................................57 Tema 07 - O Juizado Especial Federal............................................................80

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Tema 01 Os Juizados Especiais

Meta do tema
Apresentação da origem e princípios dos Juizados Especiais Objetivos • • • • Conhecer os princípios basilares aplicados aos Juizados Especiais; Demonstrar a importância dos Juizados Especiais; Demonstrar a celeridade, a informalidade e a rapidez na aplicação pertinentes aos Juizados Especiais. Analisar a origem e a evolução histórica que assinalam a trajetória dos Juizados Especiais.

Pré-requisitos
Você precisará rever alguns conceitos que foram estudados no 1º período na disciplina Teoria Geral do Processo e no 2º período na disciplina Direito Processual Civil I, como lide e processo, entre outros. Sugerimos também a leitura da Lei n. 9.099/95, especialmente os artigos 2º, 3º, 8º e 61º e da lei 10.259/2001, especialmente em seu art. 2º.

Introdução
Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais surgem de dúplice necessidade: proporcionar maior celeridade às demandas judiciais (pela informalidade inerente a esse sistema) e ao, mesmo tempo, proporcionar maior acesso à justiça, uma vez que visa a solucionar pequenos conflitos, mas que ainda assim merecem a tutela jurisdicional. Nesse primeiro tema, estudaremos como surgiram os Juizados, os princípios que o norteiam, marcando as principais diferenças com a justiça comum.

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na esfera cível e infrações de menor potencial ofensivo. posteriormente renumerado pela Emenda Constitucional n.099/95 e 10. Juizado Especial de Pequenas Causas (Lei 7.259/01) Vamos conhecer as diferenças e o que motivou o surgimentos dos Juizados Especiais? De acordo com Alvim (2003.244/84) ≠ Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Lei 9. 7. vii) menciona que a busca de agilização da Justiça passa pelos Juizados Especiais. Vamos conhecer. Estes foram “concebidos para ministrar a justiça à grande massa dos jurisdicionados. não foram concebidos na forma que o conhecemos hoje. 98. A União. Federal. o julgamento e a execução de de causas menor cíveis 8 . tanto o Juizado Especial de Pequenas Causas (Lei 7.vii). no Distrito Federal e nos Territórios. p. 45/2004. providos togados. que não pode ser confundido com os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. I. Já os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. que só tiveram previsão a partir da Emenda Constitucional n. na esfera criminal”. Contudo. e os Estados criarão: I Juizados por ou Especiais. § 1º § 1º Lei federal disporá sobre âmbito criação. em sua origem. os artigos que dispõem sobre a criação dos juizados. da Constituição Federal. envolvidos em causas de menor complexidade. Diferentemente dos Juizados Especiais Federais. 24. 98. que também possuem fundamento constitucional. p. 98.244/84.244/84) hoje já revogado. que alterou o art. Art. leigos. I Art. X à União. 98. X. os Juizados Especiais. 98 da Constituição. competentes para a conciliação. 24. a criação Especiais da de no Juizados Compete legislar sobre: X aos Estados e ao Distrito Federal concorrentemente Justiça funcionamento e processo do Juizado de Pequenas Causas. estão previstos no art. como os Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Estaduais e Federais). cujo fundamento estava assentado no art. Art. 22/99. o Juizado Especial de Pequenas Causas foi instituído pela Lei n. Vale lembrar que inicialmente tivemos o Juizado Especial de Pequenas Causas.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Da Origem dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais José Eduardo Carreira Alvim (2003. na Constituição Federal. juízes e togados Art.

Segundo ele. X.611. não devem ser aquelas) que dizem respeito ao Juizado de Pequenas Causas. que a União criará e os Estados também criarão. a permitidos. art. constatando-se que. I. Quanto aos Juizados Especiais Cíveis e Criminais da Justiça Federal (Lei 10. Arruda Alvim (2005. Através do art. verifica-se que o legislador constitucional assumiu a existência dos Juizados de Pequenas Causas. da CF.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. Ademais. I da CF A partir do teor do art. com a edição da Lei 9. de 7 de novembro de 1984. 119) extrai algumas considerações 1ª observação 2ª observação 3ª observação que trancrevemos abaixo de forma ilustrativa. caput. ao menos. 97. nesta hipótese. 98. 98. por lei federal. I. 119) explica que os arts. claramente. o quanto está disposto na Lei 9. p. Vamos acompanhar o seu raciocínio: A disciplina dessas causas depende de lei definidora de quais sejam essas causas. ao menos em suas linhas gerais.09. ao que tudo indica. e 98. a partir mesmo e 9 . mediante oral os e procedimentos sumaríssimo. as sistemáticas dos Juizados de Pequenas Causas e dos Juizados Especiais de Causas de Menor Complexidade. refere-se o texto a causas cíveis de menor complexidade. 97) Art.1995.244/84 (Lei 9. Alvim (2005.259/01). p. tal como venha a ser definido. para este juízo haverá procedimento oral e sumaríssimo.099/95. tendo em vista o disposto no art. é lei federal.099/95. Ficam revogadas a Lei nº 4. e o de nas hipóteses previstas em transação de juízes julgamento de recursos por turmas primeiro grau. de 2 de abril de 1965 e a Lei nº 7. como se percebe. lei. 98. X.” Considerações acerca do art. da Constituição Federal apontam para duas realidades diferentes. 119) que “aplica-se no que não conflitar com esta lei.244. 24.099 de 26. Estas. isto porque foi revogada expressamente a Lei 7. leciona Alvim (2005. Não se deve entender que. citado. acabaram por ser unificadas. No entanto. que a estes ficou liberado o caminho para regular o assunto. que in casu. I. citado. já. 98. não são aquelas (ou. 24. pela circunstância de se estabelecer no art. ao menos aquelas relacionadas a matéria cível.

24. necessariamente por concurso (CF.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS inclusive de normas gerais de processo ou processuais. A Lei 7. e estar-se-ia rompendo o sistema de todo o art. está correto afirmar que: a. c. aqueles também com funções judicantes. é o auxiliar do juízo. “ou togados e [também] leigos. a magistratura . 147-148) Juiz que JUIZ TOGADO exerce profissionalmente a magistratura. I. deve ser negativa. A Lei 7. em cuja carreira ingressou mediante concurso. 24. destinados a causas de menor complexidade. Comentário 10 . b. estar-se-ia. p. encarregdo de conduzir a fase de conciliação (LJE 7º) Fonte: Sérgio Sérvulo da Cunha (2003. ambos da Constituição Federal de 1988. 98. Pare e Pense JUIZ LEIGO Juiz sem especial formação jurídica. d. poderão ser compostos por juízes togados. disciplinando diferentemente a situação dos Estados federados. estar-se-ia.259/01.259/01. nesse caso. na qual se ingressa. diante texto diferente do art. I) Fonte: Alvim (2005. Pela leitura do texto. Essa interpretação seria verdadeira . propriamente ditas. Sem texto expresso. ao lado de juizes togados. se asim viesse a entender.244/84 foi revogada tacitamente pela Lei 10. compondo uns e outros. p.244/84 não foi revogada. Agora que você já percebeu a diferença entre juiz togado e juiz leigo pesquise o que é Juiz pelo Quinto Constitucional Atividades Diante da disposição constitucional do art.119) E você? Já parou para pensar qual é a diferença entre juiz leigo e juiz togado? Vamos lá.o que equivaleria ser possível que juízes leigos. 93. X. A Lei 7. depreende-se que os órgãos constitutivos de tais juízos.244/84 foi revogada expressamente pela Lei 10.099/95. no caso.porque isso se ajusta às profundas diferenças existentes no Brasil? A resposta. A Lei 7. a mercê de uma interpretação literal. no Juizado Especial. art. em primeiro grau. Os chamados juízes leigos não integram a magistratura.244/84 foi revogada expressamente pela Lei 9. no 4ª observação particular.

correspondente a opções valorativas. uma vez que este último é dotado de grande rigor e formalidade. Fonte: Cunha (2003. quando se quer conhecer algo específico em Direito. que fundamenta ou estrutura o ordenamento. Assim. que será inutilizada após o trânsito em julgado da 11 decisão. Fátima Nancy Andrighi (STJ). À época. porém. Ou seja. os Juizados Especiais vieram para fornecer uma nova tônica ao Judiciário. Assim. alguns princípios deverão ser observados. o Professor Walter Ceneviva cita a lição da Min. datilografadas. que é pôrse de acordo ou fazer com que os outros deponham de acordo. § 3º Apenas os atos ocorreria se pensassem que os juízes eram sérios e competentes. Podemos assim dizer que esses princípios diferem em muitos sentidos dos princípios que orientam Direito Processual comum. . Os atos processuaissem piedade ou consideração. tal crença seria um desastre. Pare e Pense Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo (Seção Letras Jurídicas. em notas manuscritas. metade. 205) Podemos concluir que os princípios são as vigas mestras do ordenamento jurídico. um dos maiores fatores de desestabilização social é ensinar demais atos poderão ser gravados emlitigiosidade reprimida. Vamos lembrar o seu significado? PRINCÍPIO Prescrição jurídica com alto grau de abstração. 2º desta Lei. Mas o que são princípios? Você já estudou o que são princípios nas disciplinas Introdução ao Estudo do Direito e Teoria Geral do Processo. quais forem realizados. cujas normas inspira e às quais dá sentido. Os o contrário. que remete à China do século VII. 13. além de pedantes.normas que lhe orientam e dão sentido.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para responder à questão. ou seja. eram idéias preencherem as finalidades para as corrompidos e submetiam os jurisdicionados a múltiplas humilhações). litigiosidade esta que os Juizados Especiais e seus a fita magnética ou princípios específicos visam solucionar. Para o considerados essenciaisimperador. pois os litígios surgiriam em número serão registrados e a metade da população seria insuficiente para julgar os litígios da outra infinito resumidamente. devemos começar pelo estudo dos princípios que orientam essa parte. a fim de que seus súditos se apavorassem com a serão válidos sempre que de comparecer perante os magistrados (os quais. p. para atender sua finalidade. equivalente. Ato ou efeito de conciliar. 21 da LJE) Acordo. o que art. Os treze séculos que se passaram desde então. 7 de out. Hang Hsi tinha por objetivo evitar que seus súditos concebessem a atendidos os critérios indicados no idéia de que tinham à sua disposição uma justiça acessível e ágil. ordenando que todos aqueles que se dirigissem aos tribunais fossem tratados Conciliação: (art. composição ou transação. procure compreender a competência para legislar tal qual determinada na CF. Dos princípios que orientam os Juizados Especiais Como você já percebeu. venais. acabaram por taquigrafadas ou estenotipadas. no curso das dinastias Manchus. são supra . 1995). o então imperador Hang Hsi teria baixado um decreto Art.

Assim. buscando. dar quitação e firmar compromisso. a despeito do pensamento do antigo imperador. p. Princípio da oralidade Chimenti (2005. 38. Exemplo de informalidade aplicável aos Juizados Estaduais c) O pedido inicial pode ser oral e será reduzido a termo pela Secretária do e Federais é a Juizado (art. 12 . receber. a prova oral (depoimento das partes e das testemunhas e de técnicos) por qualquer meio idôneo não é reduzida a escrito e os técnicos podem ser inquiridos em audiência. com de comunicação.099/95) até a fase da execução dos julgados. b) Apenas os atos essenciais serão registrados por escrito. De acordo com o autor (2005. reconhecer a procedência do pedido. CPC.art. § 3º. poderes equivalentes ao da procuração ad judicia. estudaremos alguns princípios conforme a ordem a que se apresentam no art.A procuração geral para o foro. Assim. 38 do CPC). p. transigir. desistir. que hoje nem sequer exige o reconhecimento de firma. 13).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O objetivo desse pequeno texto foi ilustrar que os Juizados Especiais. informalidade. transigir. 2º da Lei 9. Vamos ver o que diz esse artigo: Art. 2º da Lei 9. reservando a forma escrita aos atos essenciais (§3º do art. O mandato conferido verbalmente outorga poderes para o foro em geral. 1. orais que pode ser realizada (art. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. 9). o critério da oralidade manifestase nas seguintes hipóteses: a) O mandato poderá ser outorgado verbalmente ao advogado.099/95. exceto quanto aos poderes especiais de receber a citação inicial. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. simplicidade. 9.099/95.099/95 Art. a conciliação ou a transação. economia processual e celeridade. confessar. dar quitação e firmar compromisso (artigo 9º. 9. ou particular assinado pela parte. 30). salvo para receber citação inicial. inclusive a fac-símile ou meio eletrônico. o Legislador priorizou o critério da oralidade desde a apresentação do pedido inicial (§3º do art. § 3º). 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade. bem como a sua experiência prática como magistrado. c/c o art. dada a sua experiência didática como professor no Centro Jurídico Damásio de Jesus. receber. confessar. reconhecer a procedência do pedido. 2º da Lei 9. da lei n.8-9) considera que Visando à simplificação e à celeridade dos processos que tramitam no sistema especial. sem prejuízo de outros apontados pelo Professor Chimenti. 14.099/95. passamos ao estudo dos princípios contidos no art. visam a solução dos conflitos de forma célere e informal. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. conferida por instrumento público. sempre que possível. 14 da Lei n. a contestação e o pedido contraposto podem ser intimação das partes.

Não se admitirá a reconvenção. que será inutilizada (na verdade reaproveitada) após o trânsito em julgado da decisão (art. p. não comportaria a existência de nova lide. 49) etc. 35 e 36). 52. desde que fundado nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia. nos limites do art. Para o autor. § 2º da Lei 10. É lícito ao réu. 9) No sistema dos Juizados. Art. 14 da Lei 9. da Lei 9. 2005.099).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS a dispensa de laudos (arts. E a contestação e o pedido contraposto? Você estudou esses institutos em Direito Processual Civil I. os embargos de declaração poderão ser interpostos oralmente (art. 31 da Lei 9. pág. exceto argüição de suspeição ou impedimento do Juiz. 30 da Lei 9. p. A contestação é a resposta do réu ao pedido do autor. A gravação dos atos processuais Para Ricardo Cunha Chimenti (2005. 31. 8º. 10). na contestação. Assim. 13. “permite a redução do tempo necessário para o registro dos depoimentos.2. poderão ser orais nos termos do art.099/95. 11). tanto a contestação como o pedido contraposto. permite ao juiz maior dinamismo no contato com os presentes” (CHIMENTI. Vejamos o teor do art. Em matéria de pedido inicial. que será oral ou escrita.11). Já o pedido contraposto é uma medida (defesa indireta). A contestação. formular pedido em seu favor. § 3º. Vamos ver por quê? Nos Juizados Especiais. O pedido oral (inicial. o pedido inicial poderá ser por escrito ou oral. nos Juizados Especiais Federais é admissível o recebimento das petições por meio eletrônico (art. evita questionamentos sobre o conteúdo das transcrições. conterá toda matéria de defesa. de acordo com Chimenti (2005. cuja celeridade. Os demais poderão ser gravados em fita magnética (ou em sistema audiovisual). 3º desta Lei. contestação e pedido contraposto) Dado o caráter de informalidade e de celeridade dos juizados especiais segundo Chimenti (2005.099/95. nesse último caso reduzido a termo pela Secretária do Juizado nos termos do § 3º do art. p. a colheita de prova pelo sistema oral com a adoção de meios eletrônicos. porém diferente da reconvenção que você também já estudou. Princípios da informalidade e da simplicidade 13 .099/95. 30.259/01). que se processará na forma da legislação em vigor. Art. apenas os atos essenciais serão registrados por escrito. IV). o início da execução pode dar-se por simples pedido verbal do interessado (art. como temos mencionado desde o início do tema. 1. de modo que o legislador buscou alternativa semelhante e que serve aos mesmos fins.

099/95 Art. 12) destaca como exemplo de informalidade que se aplica tanto aos Juizados Estaduais e Federais.7. que presumivelmente já tem ciência da existência do processo (ainda O credor pode requerer a adjudicação do bem penhorado em vez da realização de leilões. por ARMP (aviso de recebimento em mão própria). § 2º As partes comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Optamos por tratar desses dois princípios de forma conjunta. os atos processuais são considerados válidos sempre que atingirem sua finalidade (art. que foi o autor adotado para estudarmos os princípios assim o faz. 9. contribuirá para o desenvolvimento dos órgãos e atenderá aos fins visados com sua criação.244/84 e n. que poderá ser realizada por meio de qualquer meio idôneo de comunicação. Chimenti (2005. na ausência da comunicação. As intimações serão feitas na forma prevista para citação. p. Por isso. reputar-se-á efetivada sua intimação com o simples Na execução do título judicial é dispensável nova citação do devedor. pois a observância desses princípios pelo julgador. p. 14 . independentemente da forma adotada. As partes serão intimadas da sentença. ou por qualquer É importante a aplicabilidade técnica dos princípios que orientam o procedimento dos processos em trâmite pelos Juizados Especiais Cíveis. utilizando-se os próprios argumentos do Caso alguma das partes mude de endereço sem a devida comunicação ao juízo. reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado. no ponto de vista de Chimenti (2005. demonstra que a maior preocupação do operador do sistema dos Juizados Especiais deve ser a matéria de fundo. Outro aspecto que merece destaque. indubitavelmente. “a intimação das partes. Desse modo Chimenti (2004.259/01 Art. outro meio idôneo de comunicação. Veja os exemplos abaixo: A citação das pessoas jurídicas de direito privado é efetivada pela simples entrega de correspondência ao encarregado da recepção (art.11-12) menciona que Seguindo a orientação já firmada nas Leis n. é que no âmbito federal existe a possibilidade “de os julgamentos das Turmas Recursais compostas por juízes domiciliados em cidades diversas serem feitos por via eletrônica” . O autor (2005. 12). Lei 10. uma vez Chimenti. a realização da justiça de forma simples e objetiva. p.099/95.” Vamos conhecer no próprio texto legal o disposto sobre esse assunto. inclusive o fac símile ou meio eletrônico. 12) ressalta exemplos na lei que demonstram a aplicabilidade do princípio da simplificação nos Juizados Estaduais. quando não proferida esta na audiência em que estiver presente seu representante. Lei 9. p. 19. 13 da lei especial). poderá ser dispensada a contestação formal. Havendo pedido contraposto. 8o.

o princípio da economia processual “visa à obtenção do máximo rendimento da lei com o mínimo de atos processuais praticados”. p.099/95) encaminhamento da correspondência ao seu endereço. constam dos autos dos processos. decisões interlocutórias) devem ser praticados informalmente. O juiz. p. argüições incidentais. porém. parágrafo único da Lei 9. requerimentos. sem apego a formas e ritos que possam comprometer a sua finalidade. Já o princípio da gratuidade. que revel) Fonte: Chimenti (2005. 13). (art. significa (.099/95). Assim. 15 . contestação. uma vez que são praticados pela própria parte. as partes estão dispensadas do pagamento de custas. estabelece que Da propositura da ação até o julgamento pelo juiz singular. não se pode esquecer que os atos processuais praticados pelas partes (desde que devidamente observadas as regras de competência dos juizados) devem observar os critérios dos princípios da informalidade e da simplicidade.12) Alvim (2003. A esse respeito tome-se como exemplo o número de recursos que poderão ser interpostos nos Juizados.. que em regra. Desse modo. que instrui o princípio de mesmo nome.) que os atos processuais (petição inicial.49) menciona que o critério da informalidade. p. (art.13). Princípios da economia processual e da gratuidade no primeiro grau de jurisdição Segundo Chimenti (2004..099/95) enquanto o CPC impõe a entrega a pessoa com poderes de gerência ou administração. 54 e 55 da Lei n. sem excessos inúteis. 17. taxas ou despesas. condenará o vencido ao pagamento das custas e honorários advocatícios no caso de litigância de má-fé. aqui só se admite o Recurso Inominado. diferentemente do Direito Processual Comum. bem resumido. em regra. p. 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS 18. pedido inicial como resposta. II da Lei 9. tendo a nota de devolução da correspondência o mesmo valor do aviso de recebimento. segundo Chimenti (2005. o princípio da economia processual corresponde ao registro do que seja realmente necessário.

Princípio da celeridade Para Chimenti (2004. o autor cita os acidentes de trânsito sem vítimas. 22) “a maior expectativa gerada pelo sistema dos Juizados é a sua promessa de celeridade sem violação do princípio da Segurança das relações jurídicas” . conforme leciona Chimenti (2005. Por outro lado. § 2º. Assim. segundo o autor. admite-se a dispensa do pagamento de custas. previsto nos arts. mas também o conjunto dos princípios que regem os Juizados. “excetuada a hipótese de assistência judiciária gratuita. 17 da lei n. Já as empresas públicas da União. exige-se o pagamento do preparo. 24-A da Lei n. p. como aos Estaduais. a regra é a gratuidade. 9. inclusive aquelas dispensadas em primeiro grau de jurisdição”. 41 a 46 da Lei n. Lembra Chimenti (2005. Dentre os dispositivos explícitos que permitem a agilização dos processos especiais. p. 15).099/95. 15) que alguns entes. p. como a União. lembra Chimenti (2005. É óbvio que aqui o legislador pretendeu assegurar não só a gratuidade. dispensados o registro prévio do pedido e a citação (art. Vejamos: no Direito Processual comum o pagamento das custas processuais é a regra. é possível a instauração imediata da sessão de conciliação caso ambas as partes compareçam perante o juízo. emolumentos e demais taxas judiciárias (art.099/95).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Novamente pode-se aqui fazer um paralelo entre os Juizados. nos casos de comprovada má-fé. 14) que o art 52. são “isentas de custas. prevê que No caso de extinção do processo em razão da ausência injustificada do autor em qualquer das audiências. segundo Chimenti (2005. 16 . 22-23). merecem destaque os seguintes: a) Possuindo o Juizado Estadual estrutura capaz de absorver a demanda. salvo. porém. aplica-se tanto aos Juizados Especiais Federais. p. p. já nas ações coletivas (interposta por qualquer dos seus legitimados) e nos juizados. No caso dos Juizados.099/95)”. que compreenderá todas as despesas processuais. o Recurso Inominado. “estão sujeitas ao recolhimento do preparo para fins de recurso”. suas autarquias e fundações. inexigindo na hipótese a verificação de má-fé. 9. Como exemplo freqüente dessa hipótese. a Tutela Coletiva e o Direito Processual Comum. deve ele ser condenado ao pagamento das custas. aqui literalmente entendido. desde que o autor (pessoa física ou jurídica) não possa arcar com as despesas processuais (assistência judiciária). subentendendo-se da norma que há de estar presente o próprio interesse processual. 9.

Uma das mais assinaladas foi o princípio da gratuidade no primeiro grau de jurisdição. suas Autarquias ou fundações sejam vencidas. a manifestação sobre os documentos apresentados. à autoridade citada para a causa. 17 .259/01). oral. devem ser feitas em uma única audiência (arts. 10 da Lei n. independentemente de precatório (art. por ordem do Juiz do Juizado. 9. o pagamento será efetuado na agência mais próxima da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. É o princípio da concentração dos atos em audiência. Comentário Esse exercício tem por finalidade reforçar o que aprendemos sobre princípios no tema 01.099/95 antes de responder à questão. Em sua opinião por que o legislador peocupou-se com a gratuidade da justiça em primeiro grau? Atividades Releia o texto do tema 01 e responda às alternativas seguintes: 1) O pedido inicial pode ser oral e será reduzido a termo pela Secretaria do Juizado e o pedido contraposto pode ser. Admite-se o litisconsórcio (art. no prazo de 60 dias. Apenas os atos essencias serão registrados por escrito. O enunciado acima está se referindo a qual dos princípios dos Juizados Especiais? Explique. a produção de provas. 17 da Lei n.099/95.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS b) A apresentação da defesa. e) Nos Juizados Federais. não há reexame necessário (art. após o trânsito em julgado da decisão. 10. f) Nos Juizados Federais. tratando-se de obrigação de pagar quantia certa. 10. c) É vedada a intervenção de terceiros e a assistência (são comuns os indeferimentos de pedidos de denunciação da lide a seguradoras nos Juizados Especiais Cíveis). ainda que a União. sempre que possível. Veja também o art. 13 da Lei n.259/01). inclusive para a interposição de recurso (art.099/95). 9º da Lei 9. contados da entrega da requisição. 2º da Lei n 9. d) Nos Juizados Federais. 28 e 29 da lei n. também. a fim de que as relações jurídicas que não estejam imediatamente vinculadas à ocorrência sejam afastadas do processo. 9.099/95). não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. Pare e Pense Estudamos os princípios que regem os Juizados Especiais e percebemos que há diferenças marcantes entre o Direito Processual tradicional e os Juizados. a resolução dos incidentes e a prolação de sentença.

2) Quais são as diferenças mais acentuadas entre a aplicação do Direito Processual Civil tradicional e das Leis 9. Está correto o enunciado da questão? Por que? Justifique a sua resposta. Conclusão Essas são apenas algumas considerações sobre a evolução histórica dos Juizados Especiais e os princípios ligados às Leis n.099/95 e 10.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS 2)É permitida a citação postal das pessoas jurídicas de direito privado efetivada pela simples entrega da correspondência ao encarregado da recepção. Atividades finais 1)Em sua opinião qual é a importância dos Juizados Especiais? Comentário Para responder à questão pedida. 10.259/01? Comentário 18 . democrática e a tamanha importância que a Lei 9.099/95 e n. Essa afirmativa é verdadeira ou falsa? Em sua opinião qual foi a intenção do legislador ao instituir tal requisito na Lei? Comentário Reveja o que você aprendeu sobre os princípios. 9.259/01. Comentários Responda à questão a partir dos princípios que regem os Juizados que foram estudados no tema 01. embora o Código de Processo Civil imponha a entrega a pessoa com poderes de gerência ou administrador. sobretudo. Por tudo que foi dito. bastando a reeleitura do tema 01 para você responder à questão. 3) Nos Juizados Federais.099/95 deu à busca pela rápida solução dos conflitos que positivou o princípio da celeridade. inclusive para interposição de recurso. analise os princípos que norteiam os Juizados Especiais e como o seu advento repercutiu no mundo jurídico. que instituíram os Juizados Especiais Cíveis e Criminais na Justiça Estadual e Federal. não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. resta sem dúvida a importância da Lei dos Juizados Especiais Cíveis a fim de tornar a Justiça brasileira mais célere e.

os artigos 1º a 59. Tema 02 Da Competência dos Juizados Especiais Cíveis Meta do tema 19 . ressaltando as diferenças entre o Direito Processual Civil e os Juizados Especiais Informações sobre o próximo tema No tema 2. você já conseguiu subsídios suficientemente fortes para responder com suas próprias palavras o que se pede na questão. 9.099/95.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Com a leitura do tema 01. Reflita sobre as diferenças acentuadas pelos professores na teleaula. vamos estudar os Juizados Especiais Cíveis que se encontram disciplinados na lei n. Síntese do tema No tema estudado. procuramos passar a você uma breve visão da origem dos Juizados Especiais e dos seus princípios regentes.

Aconselhamos que você faça uma 20 . • Identificar na Lei n. Pré-requisitos Conhecer a origem e os princípios dos Juizados Especiais. os Juizados Especiais observam regras diferentes do processo civil tradicional. composição. que definiu normas para julgamento e execução de causas cíveis de menor complexidade. seus procedimentos e a composição de seus membros na esfera cível. especialmente quanto à competência. Para compreender o funcionamento do Juizado Especial Cível. Nessas disciplinas. discorrendo sobre os aspectos que se reputam de maior relevância da Lei dos Juizados Especiais Cíveis.099/95. Devemos compreender que.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Apresentarção da Lei nº 9. do órgão da Justiça Ordinária. composição. partes e recursos cabíveis. mesmo com a finalidade de dar maior celeridade ao judiciário e promover maior acesso à justiça.099/95. denominado de Juizado Especial Civil. assim. 9. os Juizados Especiais Cíveis foram previstos pelo constituinte de 1988. 9. poderes das partes e recursos cabíveis. do art.099/95. bem como sua aplicabilidade. Objetivo • Entender a Lei n. permitindo.099/95 demonstrando sua aplicabilidade na esfera cível. abordaremos esses tópicos. pois isso o auxiliará na compreensão global do tema. mediante o procedimento sumaríssimo. Da Competência Você já estudou competência nas disciplinas Teoria Geral do Processo e Direito Processual Civil I.099/95) Iniciaremos nosso estudo pela competência dos Juizados. não basta verificar qual o procedimento adotado para a instrução e julgamento das causa de sua competência. 98. detectar as particularidades. e instituídos pela Lei n 9. a criação no âmbito dos Estados. Introdução Como estudamos no tema 01. na esfera estadual (Lei n. 9. É indispensável. também. E é isso que faremos neste tema. no que diz respeito aos Juizados Especiais Cíveis. os subtitulos que compreendem as disposições sobre: competência. o enfoque foi dado para a competência no Direito Processual Civil. Aqui. no inciso I.

dos seus julgados.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS releitura daqueles conteúdos. 3º e 4º. 8º desta Lei. II. começando pelos arts. § 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar. as pessoas envolvidas no litígio e o território (arts. a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas. a ação de despejo para uso próprio. de normalmente excluída a legitimidade simultânea qualquer outro órgão do mesmo poder. assim consideradas: I. dentro do Poder Judiciário. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação. IV. tal qual a competência do Direito Processual Civil. as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo. filial. dos títulos executivos extrajudiciais. em decorrência de sua atividade jurisdicional específica. 9. § 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução: I. a matéria. observado o disposto no § 1º do art. até mesmo para verificar as principais distinções que assinalaremos na competência dos Juizados Especiais. II. o Juizado do foro: I. vez que os mesmos tornam-se auto-explicativos. A competência do Juizado Especial. no valor de até quarenta vezes o salário mínimo. Conceito Alvim (2005. III. 4º É competente. falimentar. do Código de Processo Civil. do domicílio do autor ou do local do ato ou fato. ou a critério do autor. p. 21 . processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade. II. agência. 3º e 4º da Lei n. as enumeradas no art. Vamos conhecer os artigos mencionados. do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento. 275. para as causas previstas nesta Lei. leva em conta quatro critérios: o valor da causa.099/95). Art. excetuada a hipótese de conciliação. § 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido neste artigo. do local onde a obrigação deve ser satisfeita. sucursal ou escritório. III. 238) define competência como Atribuição a um dado órgão do Poder Judiciário daquilo que lhe está afeto. fiscal e de interesse da Fazenda Pública e também as relativas a acidentes de trabalho. do domicílio do réu. ainda que de cunho patrimonial. as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo. nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. Art. inciso II.

A partir dessas observações. Vamos conferir Em primeiro lugar. como sustentam alguns. seja absoluta. expressamente conduz a essa conclusão. ao falar em “opção” pelo procedimento dos Juizados Especiais. Embora o tema já se encontre pacificado pela jurisprudência. “em especial diante dos critérios que pautam o instituto”. Em qualquer hipótese.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Parágrafo único. fazendo um paralelo aos critérios determinantes da mesma no processo tradicional. é preciso salientar a falta de solidez teórica nos argumentos arrolados para sustentar a competência relativa desse órgão. que a entende como relativa. uma vez que esse procedimento não contempla as mesmas garantias (p. por isso mesmo. Marinoni (2005. é preciso dizer que a competência dos juizados é fixada em razão da matéria e não com base no valor da causa. 3º. p. O autor aponta as seguintes observações: a) O art. 3º. c) Tornar obrigatório o rito do Juizado Especial seria violar a garantia constitucional da ação. Fonte: Marinoni (2005. p. por aplicação analógica do Código de Processo Civil. a ampla defesa. podendo mesmo. mas de forma normal) como critério para julgamento. o que. 677). são necessárias algumas observações a esse respeito. 3º fixam nítida competência pelo valor da causa (causas de até quarenta vezes o salário mínimo). Pare e Pense 22 . 677) Para Marinoni (2005. 3º da lei visam apenas explicar quais sejam essas causas. passamos à análise dos critérios que determinam a competência nos Juizados Especiais. todavia. recorrer ao uso da eqüidade (não apenas excepcionalmente. apesar da orientação e da posição dominante dos Tribunais. no Juizado Especial. § 3º. p. aliás. calcado. e. não altera a circunstância de que a competência determinada em lei para esse órgão do Judiciário seja fixada em razão da matéria e. As especificações contidas nos incisos do art. b) Os incisos I e IV do art. no próprio texto constitucional (claro neste sentido). ex. constitui critério relativo de determinação de competência. poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I deste artigo. a abrangência do contraditório. a plenitude da prova etc) que o processo tradicional. É o caput do art. 677) menciona que existe certa discussão doutrinária se a competência dos Juizados Especiais seria absoluta ou relativa. que. pois “trata-se mera opção feita pela parte”.. que determina competir aos juizados os exames das causas cíveis de menor complexidade.

fixa o valor da alçada não excedente a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo vigente à data do ajuizamento da ação.11). insistindo este no prosseguimento da reclamação perante o Juizado. Aliás. 3º. de prosseguir com a ação perante o Juizado. assim. Para apurar-se o valor da causa. A competência quanto ao valor de alçada Luiz Cláudio Silva (2005. analise o art. bem como a posição doutrinária de Marinoni (em seu material didático) ou ainda de outros autores. Esse valor de alçada apenas será considerado para fins de condenação. mas sim o valor contido na inicial. naquele momento. 23 .EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A partir das considerações do autor. 39. em que o conciliador deve observar não a alçada. § 3º. Assim. Conclui. automaticamente. p. Silva (2005. essa é a regra contida no art. c/c o art. 9.099/95 e seus parágrafos. que considera ineficaz a sentença condenatória na parte que exceder o valor de alçada. em seu art. 12). deixando-se de considerar o valor de alçada nos casos de conciliação. quando se fala em competência em razão do valor de alçada. não conciliando as partes. estará renunciando. 3º inciso I.099/95. como você se posiciona em relação à competência em razão da matéria nos Juizados Especiais? É absoluta ou relativa? Comentário Para responder. segundo Silva (2005. deve alertar o reclamante no sentido de. nos casos em que Superando o valor da causa ao valor de alçada e não sendo logrado êxito na conciliação das partes. nada impedindo que o reclamante desista. conseqüentemente. que o conciliador Quando da presidência da audiência conciliatória. em renúncia automática do crédito excedente. ao seu crédito excedente ao valor de alçada. 3º da Lei n. uma vez que o valor de alçada deve ser respeitado somente para efeito de condenação e não para fins conciliatórios. p. importa. 11) lembra que A Lei nº 9. percebendo que o crédito do reclamante é bem superior ao valor de alçada. importa mencionar que. buscando a via judicial comum. devemos somar o principal com os acessórios até a época da propositura da ação. isso sem anuência da parte contrária.

III . no valor não superior a quarenta vezes o salário mínimo.de cobrança de honorários dos profissionais liberais. Trabalhamos no quadro abaixo as hipóteses de competência como nos ensina Silva (2005. Compete ainda aos Juizados Especiais Cíveis promover a execução de seus julgados.Ação de despejo para uso próprio. temos do aí uma competência I . relativamente aos danos causados em acidente de veículo. ressalvado o disposto em legislação especial. f) .de cobrança de seguro.de arrendamento rural e de parceria agrícola. d) . despejo que tenha por objeto a retomada do imóvel somente para uso próprio. assim consideradas: I .Competência para processar e julgar as ações sumárias elencadas no art. p. ações falimentares etc a) .as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao de alçada.as enumeradas no art. 12) que O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação.de ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico. p.a ação de despejo para uso próprio. c) .As causas cujo valor não exceda 40 vezes o salário mínimo. quantias devidas ao 24 . do Código de Processo Civil. II do CPC quaisquer condomínio. Explica-nos o autor que o legislador limitou a competência do Juizado Especial Cível para processar e julgar a ação de III . ressalvados os casos de processo de execução. processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade. 275. g) . inciso II.17): Para o autor. bem como dos títulos executivos extrajudiciais. II . ressalvados os casos de processo de execução.as causas cujo valor não exceda a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo. b) . IV . 275.de ressarcimento por danos causados em acidentes de veículo. 12 . como as ações de família. elástica Juizado Especial Cível para processar e julgar as causas que não envolvam matéria de competência específica de outros órgãos jurisdicionais. e).nos demais casos previstos em lei.de cobrança ao condômino de II .EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A Competência às matérias de competência do Juizado Explica-nos Silva (2005.

8. uma vez que há que se considerar que dificilmente encontrar-se-á propriedade imóvel que remonte a esse valor. de acordo com o Prof. pelas possibilidades ofertadas no artigo 4º da Lei.099/95. 4º da Lei 9. Execução de títulos executivos extrajudiciais que não excedam 40 salários mínimos. II . agência. Vamos conhecer o referido artigo: Art. 4º É competente. a critério do autor. do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento. p. Fonte: Silva (2005.As ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao de alçada. Parágrafo único. de interesse da Excluem-se da 25 . qualquer que seja o valor. o Juizado do foro: I . 275. Ações de despejo para uso próprio. p.245/91.do domicílio do réu ou. Causas de natureza alimentar. Percebe-se claramente. sucursal ou escritório. Em qualquer hipótese. II do CPC. a intenção do legislador em facilitar o acesso à justiça. para as causas previstas nesta Lei.099/95 Composição dos Juizados Especiais Juiz Togado Conciliadores Juizes Leigos Turma Recursal Valor não excedente a 40 salários mínimos. poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I deste artigo. 12-17) Da competência em razão do local A competência em razão do local está definida no art. filial.do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita. Diferentemente da posse sobre bens móveis. Quadro ilustrativo dos Juizados Especiais Cíveis Apresentamos abaixo um quadro esquemático dos Juizados Especiais Cíveis. Execução dos seus próprios julgados. Ações possessórias sobre imóveis de valor até 40 salários mínimos. Menciona o autor que esse inciso é quase letra morta na lei.do domicílio do autor ou do local do ato ou fato.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Assim. que são também de competência dos Juizados Especiais. 196-197) LEI 9. fiscal. III . Compete aos Juizados Especiais Enumeradas no art. Elpídio Donizetti (2005. falimentar. nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. o locador que desejar a retomada do imóvel para uso de descendentes ou ascendentes deverá se valer da Lei IV .

pois há outros em relação à matéria. embora estudado nas disciplinas de Teoria Geral do Processo e Processo Civil I. p. empresa pública da União. após a edição da Lei 10. 196-197) Conclusão O tema da competência não poderia deixar de ser revisitado. entre outros critérios. preso. Não se admite. em nosso tema. 26 . Assinale a alternativa correta quanto à competência dos Juizados Especiais Cíveis Estaduais: a) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais tiveram sua competência ampliada.259/01. estudamos que a competência dos Juizados Especiais Cíveis poderá. acidentes de trabalho e estado e capacidade das pessoas. Assim. Réu incapaz. Fonte: Donizetti (2005. Falamos dentre outros critérios. Em causas de valor superior a 20 salários mínimos a assistência por advogado é obrigatória. 4º da Lei 9. não ocorrendo a conciliação. Não se admite. b) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais possuem competência para julgar quaisquer causas relativas à lei 8. embora caiba o pedido contraposto. Atividades finais 1. para julgar as causas de menor complexidade com teto até 60 salários mínimos. que não estejam presas e não sejam cessionárias de direito de pessoas jurídicas.245/91. c) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais possuem competência para julgar as causas de valor superior a 40 salários mínimos. porque. Admite-se. ser fixada em razão do valor da causa (40 salários mínimos). Art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS competência dos Juizados Especiais Fazenda Pública. pessoa jurídica de direito público. Causas de valor até 20 salários mínimos não necessitam de advogado.099/95. existe a necessidade de apresentar os contornos específicos da competência nos Juizados Especiais. massa falida e insolvente civil. o autor renuncie ao excedente ao teto de 40 salários mínimos. desde que. Quem pode litigar como autor Competência Territorial Capacidade Postulatória Intervenção de Terceiros Litisconsórcio Reconvenção Pessoas físicas capazes. não poderão ser apreciados em sede de juizado. que mesmo que não ultrapassem esse teto de 40 salários.

Objetivo 27 .EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS d) os Juizados Especiais Cíveis Estaduais apenas possuem competência para julgar as causas com o valor máximo de 40 salários mínimos. independentemente do autor renunciar ao excedente ao teto. em seu inciso II. 3º da Lei 9. Comentário A pesquisa lhe proporcionará maior familiaridade com a competência dos Juizados Especiais. procuramos passar a você uma breve visão do instituto da competência no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis Estaduais. quais são essas causas. 275. II do CPC. o art. 2. Síntese do tema No tema estudado. inciso II. Comentário Para responder. 275. Ao estabelecer a competência dos Juizados Especiais Cíveis. do Código de Processo Civil”. Assim. Informações sobre o próximo tema Vamos estudar as partes nos Juizados Especiais. assinalando às diferenças do Direito Processual Comum. tente olhar em nosso tópico sobre a competência em razão do valor de alçada. refere-se “as enumeradas no art. sugerimos que você pesquise no art. Tema 03 Das Partes nos Juizados Especiais Cíveis Meta do tema Apresentação das partes nos Juizados Especiais Cíveis.099/95.

8º). vamos verificar que a capacidade de ser parte. mas não podem demandar. você poderá compreender melhor o assunto se olhar o art. o que poderá ocorrer pela dificuldade notada na conduta de um dos litigantes na audiência de conciliação. as empresas públicas da União. independentemente de assistência. dada as suas peculiaridades. § 2º O maior de dezoito anos poderá ser autor. 8º da Lei 9. as pessoas jurídicas de direito público.099/95. precisa ser estudada com mais detalhes.841/99. o preso. às microempresas foi estendida a legitimidade para postular em sede de que o juiz 9. podem ser demandadas no Juizado Especial. 8º. No que diz respeito aos Juizados Especiais. a massa falida e o insolvente civil. inclusive para fins de conciliação. as empresas públicas da União. As pessoas jurídicas. No entanto. no processo instituído por esta Lei.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Analisar. Capacidade postulatória no Juizado Especial 28 . menciona o autor que “com o advento da Lei 9. mas não pode postular como autor (art. Pré-requisitos Além do conteúdo estudado em Teoria Geral do Processo e de Direito Processual Civil I. p. A rigor. O cessionário (mesmo tratando-se de pessoa física) de direito de pessoa jurídica pode ser réu. § 1º). é imperioso entender que o conceito de partes nos Juizados Especiais Cíveis é bem mais restrito.099/95 Determina o § 2º da Lei alerte as partes da conveniência do patrocínio por advogado. 8º Não poderão ser partes. art. Art. 191) que Não podem ser parte. excluídos os cessionários de direito de pessoas jurídicas. Introdução Você deve estar se perguntando por que esse tema foi novamente proposto para estudo. nenhum dos entes despersonalizados tem capacidade de ser parte perante o Juizado Especial. E é isso que passamos a fazer! Da Capacidade de ser parte e da capacidade processual nos Juizados Especiais Cíveis Não vamos aqui repetir o que você já estudou sobre partes nas disciplinas de Teoria Geral do Processo e de Direito Processual Civil I. a massa falida e o insolvente (art. Juizado Especial”. ativa ou passiva: o preso. quem são as pessoas que podem postular como autores nos Juizados Especiais Cíveis. a partir da disposição da Lei 9. excluídas as de direito público e as empresas públicas. nem cabe cogitar sobre a capacidade processual (exercício por si só dos atos do processo). Por último. quando a causa recomendar. § 1º Somente as pessoas físicas capazes serão admitidas a propor ação perante o Juizado Especial. o incapaz. as pessoas jurídicas de direito público. Explica-nos Donizetti (2005. 38. Se tais pessoas sequer podem ser partes.099/95.

Apesar da previsão legal da intervenção do Ministério Público. O mesmo não acontece. ou seja. 192) que “o art. “têm as partes capacidade postulatória. 11 prevê a intervenção do Ministério Público nos casos previstos em lei. se quiser. 9º § 2º). com a igualdade entre as partes. 34): O sucumbente que desejar recorrer da sentença dependerá agora da assistência de advogado e. p. isso acaba por ser praticamente inaplicável. deverá então formular ao juiz processante um pedido de nomeação de defensor público ou dativo para interpor recurso e assisti-lo durante a fase recursal. terá a outra parte. havendo necessidade de advogado. veio atender o anseio social. 192). As empresas públicas da União. Vejamos o teor do art. para as causas de valor até 20 salários mínimos. (art. O preso. “a assistência por advogado é obrigatória. o juiz deverá alertar a parte da necessidade de constituir um advogado. As pessoas que o referido artigo dispõe que não poderão ser partes são as seguintes: • • • • O incapaz. 8º da mesma lei. 9º § 1º: § 1º Sendo facultativa a assistência. porém. escrito ou oral. 192). ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual. Intervenção do Ministério Público Lembra Donizetti (2005.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS De acordo com Donizetti (2005. p. caso não tenha condições econômicas para constituí-lo. Essa capacidade se estende inclusive ao pedido inicial. nas causas de valor superior a 20 salários mínimos. se uma das partes comparecer assistida por advogado. segundo Donizetti (2005. na forma da lei local. 29 . assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado Especial. p. Preocupou-se ainda a Lei. nas hipóteses do art. nas demandas de até 20 salários mínimos. Outro ponto que merece destaque quanto à capacidade postulatória é o realçado por Silva (2005.” Mesmo nos casos de valor inferior aos 20 salários. que poderá ser como foi visto anteriormente. 944 do mesmo Código”. por conta da previsão legal do art. A capacidade postulatória do autor. como no art. 82 do CPC e em outros dispositivos. o que significa que podem praticar pessoalmente todos os atos do processo“. no sentido de promover o acesso do judiciário de grande parte da população. Nessas. p. As pessoas jurídicas de direito público.

entre os advogados com mais de cinco anos de experiência (art. Vamos lembrar quais são essas formas de intervenção. CONCILIADOR Auxiliares da justiça recrutados. Você já estudou-as na disciplina de Direito Processual Civil I: a) A oposição. conciliadores. em exercício no primeiro grau de jurisdição. 10. preferencialmente. Parágrafo único. sob a orientação do juiz togado ou leigo. Embora não se admita a intervenção de terceiros. juízes leigos e turma recursal”. o Juizado Especial é composto “de um juiz togado.192). c) Denunciação da lide. p. 5º e 22) JUIZ LEIGO Auxiliares da justiça recrutados. inclusive a conciliação (arts. p. 30 . Para Donizetti (2005. entre advogados com mais de cinco anos de experiência. são de pouca aplicabilidade nos Juizados Especiais. e Recurso do terceiro interessado. TURMA RECURSAL Composta por três juizes togados. entre os bacharéis em Direito. e) Assistência. preferencialmente. preferentemente. Faremos abaixo um quadro comparativo das atribuições de cada um: JUIZ TOGADO Compete-lhe dirigir e julgar o processo em todas as suas fases. o procedimento do Juizado Especial não admite qualquer espécie de intervenção de terceiro”. As hipóteses de intervenção do Ministério Público. 7º). Da intervenção de terceiro Art. 7º Os conciliadores e juízes leigos são auxiliares da Justiça. d) Chamamento ao processo. que poderá ser admitido em qualquer uma das suas formas (facultativo ou necessário). segundo disposto no art. 24. e os segundos. enquanto no desempenho de suas funções. Podem conduzir a conciliação (art. dirigir a instrução e julgar a demanda. entre os bacharéis em Direito. Os juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante os Juizados Especiais.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • • A massa falida. No entanto. o mesmo não ocorre com o litisconsórcio. Sua competência é para julgar recursos interpostos contra as sentenças proferidas no Juizado Especial. § 2º). A função do conciliador é conduzir a conciliação. que estudamos na disciplina de Teoria Geral do Processo. servir como árbitros (art. 22). 188). como ocorre na Justiça do Trabalho. recrutados. os primeiros. essa composição não se compara a de um órgão colegiado. O insolvente civil. A Composição dos Juizados Especiais Como menciona Donizetti (2005. b) Nomeação à autoria.

nem como autor e nem como réu. a parte não pode demandar como autor. caso uma das partes compareça sem advogado. determinar a realização de atos probatórios indispensáveis. do preso. Reflita agora sobre a composição do Juizado Especial. antes de se manifestar. Comentário 31 . como é o caso. que determinadas pessoas. 188) Pare e Pense Você já estudou a origem e os princípios que norteiam os Juizados Especiais. Atividades finais Assinale a alternativa correta quanto aos Juizados Especiais: a)O preso. por exemplo. d)Nos juizados especiais não se admite a intervenção de terceiros. proferir outra em substituição ou. p. 1. o que pretendeu o legislador ao trazer a figura do conciliador e do juiz leigo? Conclusão Este tema nos serviu para conhecer algumas peculiaridades dos Juizados Especiais Cíveis. admite-se o litisconsórcio. não podem demandar no Juizado. Mostrou-nos. como forma de intervenção de terceiros. que poderá homologá-la. das empresas públicas e da massa falida entre outros. mas poderá ser réu na ação (empresas privadas). desde que assistido por seu advogado. b)Admite-se. Serviu-nos para demonstrar quem pode ser parte demandante e especialmente para demonstrar que existem situações em que. ainda. em nome do princípio da igualdade. às vezes. Em sua opinião. Fonte: Donizetti (2005. contudo. mesmo possuindo capacidade. apenas a oposição. poderá demandar em sede de Juizado Especial Cível.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS hipótese em que a sentença será submetida à apreciação do juiz togado. c)Nas causas com teto máximo em até 20 salários mínimos. o juiz deverá nomear um.

bem como refletir sobre o litisconsórcio e as formas de intervenção de terceiro. Síntese do tema Este tema foi proposto para fixar as diferenças entre o conhecimento que você já tinha adquirido em relação às partes e competência. em disciplinas estudadas anteriormente. na aula 4. bem como da competência dos Juizados Especiais Cíveis. Informações para o próximo tema Estudaremos. nem como autor e nem como réu. Tema 04 Do Procedimento e dos atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis 32 . Comentário Com esse exercício você será capaz de fixar melhor o seu estudo sobre a capacidade de ser parte nos Juizados Especiais. quem não poderá demandar. 2. os procedimentos nos Juizados Especiais e os atos processuais em sede dos Juizados Especiais Cíveis. Tente fazer um paralelo entre as pessoas que podem demandar em sede de Juizado Especial Cível como autor e. pois você terá que se lembrar quem pode demandar e ser demandado em sede de Juizado.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A questão proposta servirá como base de estudo. que não admitem demanda envolvendo determinadas pessoas.

12 da Lei 9.em que o exigir o interesse público. 302). todavia. Dos Atos Processuais O art. diferenciando. realçando apenas as peculiaridades inerentes aos Juizados Especiais Cíveis.que dizem respeito a casamento. Conforme Donizetti (2005. conforme dispuserem as normas de organização judiciária”. no que couber. Donizetti (2005. filiação. Vamos conferir esse artigo. 172 do Código de Processo Civil. v. Art. p. 155. não recaem sobre esses. do procedimento na justiça comum. apresentaremos esse novo tema. da Constituição da República. Correm. Inexistindo a restrição do art. Os atos processuais são públicos. (1977. Il . separação dos cônjuges. XI.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Meta do tema Apresentação do procedimento e dos atos processuais nos Juizados Especiais Cíveis. pode o Juizado Especial funcionar vinte e quatro horas por dia. 5º. relativo a processo e procedimento. p. alimentos e guarda de menores. 155 do Código Processo Civil. Introdução Considerando que você possui conhecimentos básicos. Objetivo • • Conhecer como se dão os atos processuais no Juizado Especial Cível.099/95 prevê: “Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno. Do próprio artigo. leciona que. Analisar o procedimento no Juizado Especial Cível. em segredo de justiça os processos: I . Aliás. praticando-se. p. Pré-requisitos Neste tema. você precisará rever o que já estudou na disciplina de Direito Processual Civil I. 1. conversão desta em divórcio. 33 . inclusive no horário noturno. 193). pode-se concluir que os atos processuais são públicos. o recomendável é que assim disponham as leis de organização judiciária dos Estados.193). O saudoso Frederico Marques afirma que: “ato processual é aquele praticado no processo e que para este tem relevância jurídica”. a ressalva do art. atos processuais internos e externos observados o disposto no art.

o critério pelo qual nenhuma nulidade será reconhecida sem comprovação de prejuízo está previsto na lei e a decisão do julgador deve ser motivada e comporta recurso. as causas que pudessem ferir o disposto no artigo mencionado. p. à Secretaria do Juizado”. 2º desta Lei. 14 da Lei 9. 9. A finalidade do processo De acordo com o art. tudo a demonstrar inexistir qualquer violação aos princípios do devido processo legal e da ampla defesa.099/95 prevê as formas de citação no âmbito dos Juizados.099/95. Para Chimenti (2004. Do § 3º do mesmo artigo extrai-se que “o pedido oral será reduzido a escrito pela Secretaria do Juizado. devendo constar. Da seqüência dos atos do procedimento no Juizado Especial De acordo com o art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Percebe-se que o legislador cuidou. de forma sucinta. 13 da Lei n.119). Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais forem realizados. “o processo instaurar-se-á com a apresentação do pedido. podendo ser utilizado o sistema de fichas ou formulários impressos”. Verifica-se assim que a intenção do legislador é realmente de aproximar. Da Citação Verificamos no tópico anterior que em muitos aspectos se fazem presentes os princípios da simplicidade e da informalidade nos Juizados Especiais. Da Citação via Correio O art. 13.099/95. Conforme Donizetti (2005. Quanto à citação. 194-196). tanto quanto possível. os atos processuais são considerados válidos sempre que atingirem a sua finalidade. p. quando tratou da competência dos Juizados Especiais. § 1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. É o que vamos constatar na seqüência de atos que sucedem o pedido inicial. inclusive a forma de iniciar o diálogo do jurisdicionado com o Poder Judiciário. pelo estudo da citação em sede dos Juizados Especiais. atendidos os critérios indicados no art. de retirar da sua disciplina. maior informalidade na própria lei. esse pedido formulado aos Juizados deverá ser “informal. escrito ou oral. começando assim. matéria que já foi abordada no estudo do Direito Processual Civil I. Art. apenas os elementos identificadores da causa”. simplificando. você perceberá que existe. Vamos a esse artigo: 34 . da Lei 9. prevalecendo a verdade real sobre a verdade formal. Vamos conhecer as especificidades da citação nos Juizados Especiais Cíveis. de facilitar o acesso ao judiciário.

com aviso de recebimento em mão própria.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art. Para ele.tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual. § 2º Não se fará citação por edital. De modo que. tendo ele apenas ação de responsabilidade em face do condomínio. II . e será proferido julgamento. com aviso de recebimento (AR) em mãos próprias quando se tratar de pessoa física. independentemente de mandado ou carta precatória. p. não sendo possível a citação pelo correio. 18 da Lei 9. 18. que será obrigatoriamente identificado.sendo necessário. a citação será realizada “através de oficial de justiça. considerar-se-ão verdadeiras as alegações iniciais.por correspondência. 35 . dia e hora para comparecimento do citando e advertência de que. pois ainda que o citando não tenha tomado conhecimento a tempo do conteúdo da correspondência. por não lhe ter sido repassada pelo condomínio. por oficial de justiça.099/95”. § 1º A citação conterá cópia do pedido inicial. de plano. p. A citação far-se-á: I . não vicia o ato processual. como afirma Silva (2005. Trata ainda o mesmo autor de algumas particularidades. 51) considera que As citações se processam por correspondência através do Correio. mediante entrega ao encarregado da recepção. III . como a de casos em que se trata de pessoa jurídica ou firma individual instalada em condomínio. que será obrigatoriamente identificado pelo funcionário do Correio responsável pela entrega da correspondência. p. independentemente de mandado ou carta precatória. não se admite a citação por edital. conforme ilação do disposto no art. tendo em vista a inércia e irresponsabilidade funcional do seu empregado. 139) que a necessidade de citação por oficial de justiça decorre de dois fatores: a) na hipótese do local do domicílio do réu não ser servido pelos Correios. não comparecendo este. em sede dos Juizados Especiais. será considerada válida a citação Quando entregue ao funcionário do condomínio encarregado da recepção das correspondências remetidas aos condôminos. Explica-nos Chimenti (2004. e comum quando se referir à pessoa jurídica ou firma individual. não eivando assim de vício a citação. Da Citação por Oficial de Justiça Uma observação que não se pode deixar de levar em conta é que. mediante entrega ao encarregado da recepção. 52-53). § 3º O comparecimento espontâneo suprirá a falta ou nulidade da citação Silva (2005.

099/95 prevê que “o comparecimento espontâneo do requerido supre a falta ou a nulidade da sua citação”.099/95) ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação (fac-símile. p. 145) explica que a exemplo do disposto no § 1º do art. 52 da referida lei. Das Intimações Chimenti (2004. 227 a 230. a análise do art. 139). pois. 147) leciona que A intimação será feita na forma prevista para a citação (art.o devedor poderá oferecer embargos.099/95 que: Art. fonegrama etc). p. A execução da sentença processar-se-á no próprio Juizado. versando sobre: a) falta ou nulidade da citação no processo. 52. 214 do CPC. Dispõe o art.099/95 e que pode ser efetivada no endereço residencial ou comercial”. o disposto no Código de Processo Civil. se este lhe ocorreu à revelia. Aliás. “havendo suspeita de ocultação. Do Comparecimento Espontâneo Chimenti (2004. portanto. 52. sob pena de tornar a prestação jurisdicional desacreditada. pois para o autor. o oficial de justiça deverá formalizar a citação por hora certa que nada tem de incompatível com o rito da Lei n. é um dos fundamentos que respaldam a oposição de embargos à execução do título judicial”. A intimação por telefone deve ser considerada válida se acompanhada 36 . Passemos.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS b) nos casos em que o destinatário oculta-se ou cria óbices na citação postal Da Citação por hora certa Silva (2005. 9. a regra geral prevista nos arts. p. aplicando-se. E lembra ainda o autor que “a falta ou a nulidade de citação no processo de conhecimento. é o que afirma Chimenti (2004. no que couber. 18 da Lei 9. o § 3º do art. nos autos da execução. inciso IX da Lei 9. destarte. 9. com as seguintes alterações: IX . aplicando-se. p. até porque a lei que regulamenta o procedimento do Juizado é omissa quanto à essa modalidade de citação. no seu entendimento Não podemos admitir que o citado venha obstar a citação através do Correio e se oculte à citação por meio de oficial de justiça. se ele correu à revelia. todos do Código de Processo Civil. 53) entende cabível a citação por hora certa. 18 da Lei n.

Realçando mais uma vez o princípio da informalidade dos Juizados Especiais. . É necessário o comparecimento pessoal e mais a apresentação da resposta. 20 da Lei 9. 147) Parte ou advogado comparecendo em cartório. 267 do 37 CPC. p. Explica o autor que Para essa lei. No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios. Chimenti (2004. “que é a disposto na lei dos Juizados Especiais. Chimenti (2004. especialmente no que diz respeito às intimações. consideramse feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial. Da Revelia A revelia está disciplinada no art. escrita ou oral. Possuindo a parte mais de um advogado. Chimenti (2004. Art. Art. Não comparecendo o demandado à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento. Em regra será suficiente a publicação em nome de um deles. 9. Destacamo-las no quadro abaixo: Havendo advogado constituído nos autos O assistido será considerado intimado com a simples publicação do ato no órgão oficial. 343. já que a falta desta última acarreta imposição de pena de confissão (art. 20. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados no pedido inicial. § 2º.099/95”. 236. o processo será julgado à revelia. 20 da Lei n. salvo se do contrário resultar a convicção do juiz.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS do comprovante de seu recebimento (normalmente via facsímile emitido pelo recebedor). de conciliação entre os litigantes”. 147) realça três situações largamente vivenciadas na prática. os efeitos da revelia (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor) decorrem da ausência do réu à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento. p. como observância de um dos grandes princípios dos Juizados. tentativa incidem também as causas de extinção previstas no art. a apresentação de resposta em audiência para que sejam afastados os efeitos da revelia. 151) justifica o rigor da exigência do comparecimento Não conflitando com o pessoal. 236 do CPC Fonte: Chimenti (2004. Comparecendo (parte ou advogado) em Cartório. p. esses serão diretamente intimados pelo Escrivão ou Escrevente da Secretaria. observado o art. Não basta. portanto. nos termos do art.151) anota que “não comparecendo o réu a qualquer das audiências e restando infrutífera a tentativa de conciliação. salvo se o contrário resultar da convicção do Juiz.099/95. do CPC).

de acordo com o § 2º do artigo 51.quando o autor deixar de comparecer a qualquer das audiências do processo. “a extinção do processo independerá.quando inadmissível o procedimento instituído por esta Lei ou seu prosseguimento. p. da designação. em número máximo de três. 51. sendo obrigatória a assistência de Advogados somente quando o valor da causa for superior a 20 vezes o salário mínimo”. quando comprovar que a ausência decorre de força maior. 51 não é um rol taxativo. 8º desta Lei. 267 do Código de Processo Civil”. segundo Silva (2005. Na hipótese de não ocorrer a conciliação entre as partes. Extingue-se o processo. II .quando for reconhecida a incompetência territorial. após a conciliação. Assim. em qualquer hipótese. de prévia intimação pessoal das partes. a parte poderá ser isentada. na audiência de conciliação. III . 51 da Lei 9. o autor não promover a citação dos sucessores no prazo de trinta dias da ciência do fato. incidem também as causas de extinção previstas no art. “ciência aos presentes. Donizetti (2005. a habilitação depender de sentença ou não se der no prazo de trinta dias. falecido o réu. § 2º No caso do inciso I deste artigo. O rol do art. p.quando sobrevier qualquer dos impedimentos previstos no art. tendo-se efetuado a citação na forma da lei.59).quando. IV. de prévia intimação da parte”. nessa hipótese não há decretação da revelia e sim extinção sem a apreciação dos aspectos meritórios da lide. nas seguintes hipóteses: Art. alertando as partes que deverão trazer suas testemunhas. o conciliador deverá. designar a audiência de instrução e julgamento.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Da hipótese de ausência de ambas as partes Na hipótese de ausência de ambas as partes na audiência conciliatória. o conciliador deverá dar. “não conflitando com o disposto na Lei dos Juizados Especiais. Prevê o art. V . para prestarem depoimento na referida audiência”. o processo será extinto sem o julgamento do mérito. “exige-se o comparecimento pessoal das partes. p. 38 . do pagamento das custas. Da audiência conciliatória Como nos explica Silva (2005. pelo Juiz. Assim.quando. VI . além dos casos previstos em lei: I . em qualquer hipótese. § 1º A extinção do processo independerá. 61).099/95 que o processo será extinto sem julgamento do mérito. 194) lembra que. falecido o autor.

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Da resposta do réu
Como você estudou no Direito Processual Civil, uma das formas de resposta do réu é a contestação. Isso também não muda nos Juizados Especiais. Donizetti (2005, p. 195) indica que o momento oportuno para o réu apresentar a contestação é na audiência de instrução e julgamento. Essa, atendendo ao princípio da informalidade, poderá ser escrita ou oral. O que importa, segundo o autor, é que contenha “toda a matéria de defesa, inclusive a argüição de incompetência e o pedido contraposto”. Nos Juizados Cíveis não cabe reconvenção, admitindo-se, porém, o pedido contraposto. Segundo Donizetti (2005, p. 195), diferentemente do Direito Processual Civil, nos Juizados Especiais a incompetência poderá ser argüida na própria na contestação. O mesmo não se dá, porém, com o impedimento e a suspeição (que você já estudou no Direito Processual Civil I), que deverão ser argüidos em apartado, na forma dos arts. 312 a 314 do CPC.

Dos meios de prova
As provas estão disciplinadas nos arts. 32 a 37 da Lei 9.099/95. Segundo o art. 32, da referida lei “Todos os meios de prova moralmente legítimos, ainda que não especificados em lei, são hábeis para provar a veracidade dos fatos alegados pelas partes”. Silva (2005, p. 46) menciona que quanto aos meios específicos de prova, temos os seguintes: documental, pericial, testemunhal e depoimento pessoal das partes. Em nosso tema, teceremos alguns comentários sobre cada um deles, dando maior ênfase àqueles mais usados nos Juizados, já que alguns meios de prova, como a pericial, por exemplo, não se coadunam com o rito dos Juizados Especiais.

Esquema ilustrativo das provas nos Juizados Especiais
Deve o reclamante adunar à inicial os documentos que visam comprovar o Prova documental direito ali articulado, não obstando a juntada de novos documentos, mesmo no momento da audiência de instrução e julgamento. Esse meio de prova é inviável no

procedimento do Juizado Especial Cível, tendo em vista princípios que orientam o procedimento (informalidade e celeridade dos atos processuais). Admite-se, porém, o que se chama de

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perícia informal, que a apresentação de Da prova pericial laudo técnico no assunto discutido, contratado pela parte interessada, que deve assumir todos os custos financeiros. O art. 35 prevê ainda que o juiz poderá ouvir técnicos de sua confiança, permitindo-se às partes a apresentação de parecer técnico. Cada uma das partes poderá indicar, no máximo necessário instrução Prova testemunhal necessidade de cinco dias. A oitiva de testemunhas se processa pelo sistema de gravação magnética. Deverá Depoimento pessoal também ser pelo requerido sistema pela de parte três o e de testemunhas, oferecimento julgamento. intimação, sendo do rol,

devendo-se trazê-las, para a audiência de Havendo a parte

interessada deverá requerê-la no mínimo

interessada ou tomado ex officio pelo juiz, gravação magnética.

Fonte: Silva (2005, p. 46-49)

Da audiência de instrução e julgamento
Como nos explica Silva (2005, p. 64), a audiência de instrução e julgamento “será realizada pelo sistema de gravação magnética, através de fita cassete de gravador simples, sendo presidida pelo juiz de direito ou juiz leigo”. Na abertura da audiência de conciliação e julgamento, o juiz deverá renovar a proposta de conciliação das partes. Não obtida a conciliação, o juiz pedirá ao demandado que apresente sua contestação. Silva (2005, p. 64) leciona que
Encerrada a fase de contestação, passará o juiz, à produção de provas e, se entender necessário, tomará em primeiro lugar o depoimento pessoal das partes, passando a seguir a inquirir, inicialmente, as testemunhas trazidas pela parte reclamante e, logo após, as da parte reclamada.

Após a colheita de provas, aduz Silva (2005, p. 64) que “deve o juiz abrir os debates orais, dando a palavra inicialmente à parte reclamante e a seguir à parte reclamada, a fim de que ofereçam às suas razões finais”. Após as razões

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finais o juiz, então, proferirá a sentença, que poderá ser na audiência ou designar dia e hora da sua publicação em cartório.

Da sentença
Estudamos no tópico acima, que a sentença poderá ser proferida na própria audiência, ou, em outra hipótese, que na própria audiência o juiz designe dia e hora para publicar a sentença em Cartório. A sentença, nos moldes da Lei 9.099/95, está disciplinada no art. 38. Vamos ver o teor do artigo: “A sentença mencionará os elementos de convicção do Juiz, com breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório”. Também na sentença, podemos sentir como a informalidade se faz presente nos procedimentos dos Juizados Especiais. Ressalta Silva (2005, 64) que
Apresentadas as razões finais, o juiz passará a proferir sua sentença em audiência; não se sentindo habilitado naquele momento, determinará a conclusão do feito para a prolação da sentença, designando na mesma assentada dia e hora para a leitura e publicação da sentença a ser proferida, intimando-se os presentes para o ato, que será realizado no Cartório do Juizado, que lavrará o termo respectivo quando da realização do ato.

Ainda segundo Silva (2005, p. 64), após o trânsito em julgado da sentença, que se dará no prazo de 10 dias a contar do ciente das partes, dado que sua publicação é feita em audiência, “o Cartório certificar-se-á no sentido de que foi apagada a fita cassete na qual foi gravada a audiência, reservando a mesma para a gravação de novas audiências em outros processos”. Outra hipótese cabível será quando, não sendo a sentença prolatada em audiência e, segundo Silva (2005, p. 65), “não tendo o juiz designado dia e hora para a sua leitura e publicação, deverão as partes ser intimadas da mesma através do correio, postando a carta de intimação mediante AR”. Ressalta o autor (2005, p. 65) que “estando as partes assistidas por advogados, basta a intimação destes. (...) em primeiro grau de jurisdição as partes e seus advogados não poderão ser intimados por via editalícia, como ocorre nas turmas recursais”.

Atividade
O Juizado Especial Cível da Justiça comum tem competência para julgar a(s): I. causas cujo valor não exceda a 40 vezes o salário mínimo ou as de valor superior, desde que, não havendo conciliação, haja renúncia ao valor excedente ao teto.

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Assinale a alternativa que contemple as hipóteses de competência dos Juizados Especiais Cíveis da Justiça comum. causas relativas ao estado e à capacidade das pessoas. LEI 9. 51). Art. de eventual crédito que exceder a quarenta salários mínimos Parágrafo único do art. a) I e II. 24). Pare Pense Você seria capaz de formular. ou ainda. Não obtida a conciliação e não optado as partes pelo juízo arbitral (art. IV. apresentamos um quadro em que revisaremos as etapas do procedimento no Juizado Especial. 22 (art. Audiência de Instrução e Julgamento. 16 Art. que possa dar ensejo ao presente exercício. execução de seus próprios julgados. III. não havendo acordo. um pedido para ingressar com uma ação. esta será reduzida a termo e homologada pelo juiz togado. 21). desde que não excedam o valor de 40 salários mínimos. preparando-o para responder às atividades finais. Essa sentença será irrecorrível (art. c) II eIII. cujo teto seja inferior a vinte salários mínimos. d) III e IV. que você estudou no tema anterior. Art.099/95 . 27 A ausência do réu induz aos efeitos da revelia. b) I e III. causas de interesse da fazenda pública. desde que de cunho patrimonial. Obtida a conciliação. será designada a sessão de conciliação.JUIZADOS ESPECIAIS O processo instaura-se com a apresentação do pedido (oral ou escrito) Registrado o pedido. mediante sentença. Você poderá reproduzir algum episódio que já vivenciou. mormente sobre a renúncia implícita.As partes deverão ser esclarecidas sobre as vantagens da conciliação. com a finalidade de proporcionar-lhe uma visão mais ampla sobre o assunto. 14 Art. Conciliação . junto ao juizado Especial Cível? Tente imaginar algum episódio. 22 42 . o juiz realizará a audiência de instrução e julgamento. A ausência do autor à sessão de conciliação provoca a extinção do processo (art. 18 Art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS II. Abaixo. Comentário O exercício serve para você refletir sobre a competência dos Juizados. pensar em uma situação fictícia que se aplique ao caso. para então realizar a conciliação. 41). que terá eficácia de título executivo judicial. Citação conforme procedimento específicos do juizado especial.

Se in casu. Comentário Esse exercício foi pensado para que você possa perceber e discutir como se dá a participação de cada um deles nos atos processuais dos Juizados Especiais. O réu apresentará contestação (escrita ou oral). 196-197) Conclusão Pelas reflexões apontadas. Audiência de Instrução e Julgamento. nem todos os juízes proferem a sentença em audiência e. com toda a matéria de Art. estudamos alguns atos processuais que demonstram e reafirmam os princípios basilares da Lei 9. 454 do CPC. 43 . a fim de tornar o Poder Judiciário mais célere e ágil. p. Atividades 1. 267 do CPC. colhida a prova e. quando será designada nova data. após a colheita de provas será dado às partes o direito fazer alegações finais na forma do art. Fonte: Donizetti (2005. Na prática. É evidente a celeridade que se reafirma em vários pontos. Não havendo necessidade de alegações finais. 32 defesa. 28 em separado. apenas nas hipóteses do art. em seguida. inclusive argüição de incompetência e pedido contraposto. 30 e 31 as partes saem intimadas da data da publicação da sentença. o juiz proferirá sentença da qual caberá apelação.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A audiência essa poderá ser uma (na mesma data da conciliação) ou Art. proferida a sentença. decorre de outro princípio da referida lei. Serão ouvidas as partes. Com referência no tema que você acabou de estudar responda: quem é o conciliador. quando o autor deixar de comparecer a qualquer das audiências do processo.099/95. quando o requerido não apresentar a contestação. Da resposta do réu. Nos Juizados Especiais Cíveis ocorrerá a extinção do processo sem julgamento do mérito: a) b) c) d) quando não houver prévia intimação pessoal da parte. o juiz leigo e o juiz togado? Explique a atividade exercida por cada um deles. Neste tema. 2. que o princípio da informalidade. mais uma vez confirma-se a importância e relevância social da Lei dos Juizados Especiais Cíveis. Art. atendendo aos anseios da coletividade. Da Sentença.

099/95. veremos o Sistema Recursal do Juizado Especial Cível. procuramos trazer uma visão panorâmica dos atos processuais nos Juizados Especiais. No próximo tema. Informações sobre o próximo tema Vimos nos temas anteriores os pricípios que regem os Juizados e os Juizados Especiais Cíveis. Tema 05 O Sistema Recursal no Juizado Especial Cível Meta do tema Demonstração do Sistema Recursal na esfera do Juizado Especial Cível. Síntese do tema No tema estudado. Pré-requisitos 44 . sua aplicabilidade.099/95 e art. Por essa razão. Bons estudos. e diferenciá-lo dos demais recursos dentro das esferas Cíveis e Criminais aplicados na justiça comum. 51 da Lei 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Comentário Você poderá responder a essa questão a partir da leitura do art. abordamos de forma mais sucinta aquilo que você já havia estudado. 267 do CPC. sua composição. Você deve ter percebido que muitos pontos. Objetivo • Entender o sistema Recursal da Lei n 9. na disciplina de Direito Processual Civil I. atos processuais etc. durante o semestre passado. dando ênfase apenas às particularidades dos Juizados Especiais. já havíamos anteriormente estudado. audiências.

Introdução Segundo Chimenti (2005. Os Embargos de Declaração. 45 . quando houver obscuridade. 45) e a súmula do julgamento servirá de acórdão (art. Embargos de Declaração são os recursos colocados à disposição dos sujeitos do processo com a finalidade de requerer ao julgador a declaração de sua decisão. contados da ciência da decisão (art. p. para atacar os atos judiciais no curso do processo. seus dispositivos. ambigüidade. não é admitido o recurso de agravo.099). 48 da Lei n. diante dos casos de relevância e urgência podem lançar mão do mandado de segurança. como meio excepcional de impugnação. 9. 9.099/95 e 10. omissão ou dúvida (art. 760) afirma que o elenco recursal. p. 48 da Lei n.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Você encontrará mais facilidade para entender este tema. dentro das Leis nºs 9. por estar ela eivada de error in procedendo (erro de procedimento) que lhe cause obscuridade. dentro do espírito da celeridade processual que norteia os Juizados Especiais Cíveis. As partes que se julgarem prejudicadas. nem mesmo quando destinado a destrancar outro recurso. Embargos de Declaração Conceito Para Schlichting (2004. já que as partes para ele devem ser intimadas (art. contradição. também chamados de Embargos Declaratórios. têm vez tanto da sentença de primeiro grau. o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. 151).259/2001. pg. o prazo é do próprio julgamento. Prazo para interposição Segundo disposto no art. é admissível. os embargos de declaração são interpostos por escrito ou oral no prazo de cinco dias. Sendo assim. 219). 46). desde que preenchidos os requisitos pertinentes e que não são admissíveis embargos infringentes nem o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça. Santos (2003.099/95. contradição ou omissão. após a identificação de todos os recursos cabiveis. e formas de interposição. nem os embargos de declaração. não permite a aplicação subsidiária do CPC e se limita a dois recursos: embargos declaratórios e recurso inominado. 49). Para o autor. Para o autor. vigora nos Juizados Especiais Cíveis a regra da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. igualmente. como do acórdão da turma recursal. as sentenças homologatórias de autocomposição ou do laudo arbitral não desafiam qualquer recurso. Em se tratando de acórdão.

suspendem o prazo de recurso para ambas as partes. o suspensivo. b) formalização em petição escrita. quando forem interpostos de forma oral. como é chamado. 41. Diz-se que o órgão admissibilidade” da pretensão recursal. por uma turma recursal composta de três juízes togados. se for dia útil. deverá constar somente da negando-lhe ata. conceitua apelação como sendo o recurso interposto da sentença (terminativa ou definitiva) por um dos sujeitos do processo. excepcionalmente. indicando-se a identificação do processo. contendo as razões do inconformismo. quando dispensada a presença de advogado. e não se interrompem. caso contrário.099/95. seguimento. e) efeito. admitido.099/95 estabelece que a decisão da Turma Recursal. conforme satisfaça ou não os requisitos da lei. os juízes não terão elementos para a declaração pretendida. quando então o prazo passará a transcorrer a partir do primeiro dia útil. submete-se à satisfação dos requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade.099/95 não tratou os embargos como recurso. 9. com vistas a obter por meio do reexame pelo órgão de segundo grau. Do julgamento do recurso inominado Na dicção do art.099/95). em exercício no primeiro grau de jurisdição. 763) afirma que. contra sentença. pois. 130). da sentença que julgar a lide ou da que extinguir o processo sem julgamento de mérito caberá recurso para o próprio Juizado (art. determinando o seu O art. Dispõe o art. Em segundo grau. reunidos na recorrido exerce o sede do Juizado. sua reforma ou invalidação. independente de intimação. A Lei n. resumida fundamentação e dispositivo. d) preparo em quarenta e oito horas contadas da interposição. 41.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Santos (2003. 14. em primeiro grau. da Lei n. devendo as partes ser intimadas da data da sessão“juízo de de julgamento. de regra. para evitar dano irreparável à parte. Findo o prazo num sábado ou domingo. merecendo destaque os seguintes aspectos: a) obrigatoriedade de atuação dos advogados representando as partes. 761). processamento fiel ao princípio da simplicidade das formas. 46 da Lei 9. salvo se esta não for dia útil. Por tal razão. devem ser reduzidos a escrito pela Secretaria do Juizado. da Lei n 9. c) interposição no prazo de dez dias a partir da ciência da sentença. os embargos. Recurso Inominado ou Apelação Schlichting (2004. p.099/95. o recurso inominado. intimadas as partes da sentença numa sexta-feira. prorrogar-se-á até segunda-feira. 46 . isso significa que apenas será devolvido às partes o restante do prazo ainda não escoado. será julgado. o prazo somente passará a fluir a partir da segunda-feira. Segundo o autor. por interpretação analógica do art. p. § 1º. Para Santos ( 2003. §3º da Lei n 9. 50 da lei supra que quando os embargos são interpostos Contagem de Prazos Por exemplo. como qualquer recurso. p. apenas devolutivo. podem ser interpostos pela própria parte. a presença do Advogado é sempre indispensável. 9. o Recurso Inominado ou de apelação.

Onde o recurso interposto deve estar previsto em lei. o exame de cabimento do recurso. Adequação do recurso. a contar da intimação da sentença. Tempestividade.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS anotando-se. servirá de acórdão a súmula do julgamento. no caso de confirmação da sentença pelos próprios fundamentos. o recorrente manifesta seu inconformismo com a sentença. objetivamente considerado. porém se for interposto o recurso inadequadamente. 122) afirma que juízo de admissibilidade é aquele que examina certas preliminares necessárias a que o recurso seja admitido a fim de que. Prazo para a Interposição do recurso Segundo Santos (2003. Schlichting (2004. pois. ao receber a petição em que. p. da legitimidade e do interesse em recorrer. que são de dois tipos: objetivos ou extrínsecos e subjetivos ou intrínsecos. Os pressupostos objetivos. a parte vencida deve interpor o recurso adequado à espécie. recolhimento das custas processuais. para o julgamento de mérito. Os pressupostos objetivos são basicamente cinco: • • • • Previsibilidade do recurso. possa ser conhecido. segundo a classificação do autor. em geral costuma ocorrer na própria audiência. da inexistência de fato impeditivo ou extintivo do recurso. o juiz possui a faculdade de recebê-lo. pois é nela que o juiz deve proferir sua decisão sobre a lide (art. a lei prevê certas exigências: os chamados pressupostos recursais. Juízo de Admissibilidade Em matéria de recurso. em que deverão as partes estar assistidas por advogados. 761). 47 . o recurso deve ser interposto no prazo de 10 (dez) dias. ainda. os subjetivos concernem à pessoa do recorrente. enviado à instância onde ele será apreciado. pertinem ao próprio recurso. É. aplicando assim o princípio da fungibilidade dos recursos. 28). fazer um exame prévio dos pressupostos de admissibilidade do recurso. Segundo o autor. o recurso deve ser interposto no prazo legal. • Capacidade postulatória na fase recursal. p. Mais um motivo para tal princípio ser aplicado nos Juizados são os princípios da simplicidade e da informalidade dos atos processuais. compete ao juiz do feito. excluímos o dia do começo e incluídos o dia final do prazo recursal. Assim. Aplica-se a regra geral para a contagem do prazo. que são os juízos de admissibilidade e de mérito. que.

mesmo de ofício. Se o dia do vencimento recair num feriado ou em dia em que não houver expediente forense. fica prorrogado para a segunda-feira seguinte. não se incluindo o dia da interposição do também só extinção ocorrerá recurso. II . esse prazo é preclusivo. Nessa intimação. seja o recurso enviado à conclusão do julgador. de acordo Em tais casos. de honorários.BTN ou índice equivalente. contendo a conversão em Bônus do Tesouro Nacional . recurso somente quanto aos pressupostos de admissibilidade ou não do recurso. formado pelo verbo preparar.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Os pressupostos subjetivos são basicamente dois: • • Interesse na interposição do recurso. Por exemplo. 429). que será somente a parte vencida na sentença. prazo para o preparo só ocorre no terceiro dia seguinte (quinta-feira). ensejando a deserção do recurso por falta de preparo. se coincidir com um sábado ou domingo. sem haver necessidade do recorrente ser intimado para que o faça. conta-se de minuto a minuto. Legitimidade para recorrer. onde somente as partes da relação processual estão legitimadas a interpor recurso perante o Juizado Especial. o preparo do recurso deve ser feito no prazo de quarenta e oito horas. Preparo do Recurso Segundo Plácido e Silva (1984. 429). fica prorrogado para o dia útil seguinte. 1984. em cartório. DA CONTAGEM DE PRAZOS NOS JUIZADOS Como o prazo foi fixado em horas. de um ponto a outro do processo. III . exatamente com o mesmo minuto em que foi protocolizada a petição (12h00). (PLÁCIDO E SILVA. compete ao juiz prolator da decisão impugnada. de juros e de outras parcelas serão efetuados por servidor judicial. ao receber a petição recursal. com as seguintes alterações: I . do latim praeparare. Para o autor. p. o disposto no Código de Processo Civil. p. no minuto correspondente ao da interposição) por ter aplicação à espécie a Súmula 310 do Supremo Tribunal Federal. o termo final do antes da sentença final. em preliminar ao mérito. ficando. Em caso tal. aprestar. Para o autor. não conhecer do recurso. após sua interposição. § 4º. coincidindo de recurso. aparelhar. A execução da sentença processar-se-á no próprio Juizado. Segundo Chimenti (2005. Art. no sentido jurídico. significa dispor. no que couber. 52. 125. em grau apenas suspensa. o vencido será instado a cumprir a sentença tão logo 48 . apenas o exame que faz da regularidade procedimental do Preparo Preparo. para que se efetive.as sentenças serão necessariamente líquidas. e se prossiga no feito. o depósito da respectiva importância. se interposto ao meio-dia de uma segunda-feira. sempre que possível.a intimação da sentença será feita. na própria audiência em que for proferida. aplicando-se. Interposto em sexta-feira seguinte (exaurindo-se na quarta-feira. também sob pena de deserção. 236). o colégio recursal deverá. do Código Civil. que é diferente do sentido jurídico. preparo é aplicado para designar o ato pelo qual se procede ou se promove a verificação das despesas judiciais. e. a com a regra do art. A prova do preparo exige que o recorrente recolha a guia de depósito ainda dentro das quarenta e oito horas.os cálculos de conversão de índices.

independe ativo do processo por seus sucessores.o devedor poderá oferecer embargos. e) Quando falecer o autor e a habilitação depender de sentença ou demorar mais de trinta dias: falecendo o autor no curso do processo (e não versando A extinção do a demanda sobre direitos intransmissíveis). quando reconhecida. dispensada nova citação. cominará multa diária. que poderá ser verbal. o Juiz. Não cumprida a obrigação. quando evidenciada a malícia do devedor na execução do julgado. o juiz verificando a inadmissibilidade do procedimento. no que tange à sentença terminativa. poderá ser representado por preposto credenciado.na obrigação de fazer. c) erro de cálculo. V . a qual se aperfeiçoará em juízo até a data fixada para a praça ou leilão. que o Juiz de imediato arbitrará. VIII . dela tomando conhecimento. sob pena de multa diária. Extinção do processo sem julgamento do mérito O juiz poderá não receber o recurso por defeito de forma (quando nele não contiverem razões ou o pedido do recorrente) e por intempestividade. casos em que tal sucessão demorar mais de trinta dias para se realizar nos 49 . na sentença ou na fase de execução. de fazer. Se o pagamento não for à vista. o juiz. IX . as partes serão ouvidas. o credor ou terceira pessoa idônea a tratar da alienação do bem penhorado. incluída a multa vencida de obrigação de dar. se ele correu à revelia. mesmo que assistida por advogado. nos autos da execução. Isso também vale para o réu que formula pedido contraposto e não comparece à audiência de continuação da anterior. quando se tratar de alienação de bens de pequeno valor. o credor poderá requerer a elevação da multa ou a transformação da condenação em perdas e danos. versando sobre: a) falta ou nulidade da citação no processo. ou hipotecado o imóvel. a qualquer momento. VI . d) causa impeditiva. 51 da Lei n. 9. b) Quando inadmissível ou inadequado o procedimento sumaríssimo: a qualquer momento. Sendo o preço inferior ao da avaliação. então.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS ocorra seu trânsito em julgado. que de prévia intimação. este deverá ser sucedido no processo.não cumprida voluntariamente a sentença transitada em julgado. pode declarar extinto o processo.é dispensada a publicação de editais em jornais. superveniente à sentença. será oferecida caução idônea. O art.nos casos de obrigação de entregar. o Juiz poderá autorizar o devedor. c) Quando o juizado for incompetente em razão do território: a incompetência territorial. IV . fixado o valor que o devedor deve depositar para as despesas. ou de não fazer. o Juiz pode determinar o cumprimento por outrem. nos casos de alienação de bem móvel. porém. quando. autoriza ao juiz a extinção do processo. b) manifesto excesso de execução. a não ser que o réu seja pessoa jurídica ou comerciante. seguindo-se a execução por quantia certa. é causa de extinção do processo e não de simples prorrogação para o juízo que seria competente. Determina a lei. e tendo havido solicitação do interessado. proceder-se-á desde logo a execução. arbitrada de acordo com as condições econômicas do devedor. nos casos seguintes: a) Ausência do autor a qualquer audiência do processo: o comparecimento pessoal da parte.099/95. e advertido dos efeitos do seu descumprimento (inciso V). modificativa ou extintiva da obrigação. VII . poderá extingui-lo. d) Quando qualquer das partes perder capacidade processual: havendo vedação a que determinadas pessoas sejam partes no processo. sem necessidade de analisar o mérito.na alienação forçada dos bens. é indispensável. em tais pólo hipóteses. para a hipótese de inadimplemento. antes ou após a conciliação.

o autor não promover a citação dos sucessores no prazo de trinta dias. o julgamento é simples.43).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS (ou. 50 . 9. f) Quando falecer o réu e a citação dos sucessores não for providenciada em trinta dias da ciência do fato: o mesmo ocorrerá quando. Procedimento do Recurso: Gravação de fitas Santos (2003. IX). não havendo recurso específico contra a decisão. p. possível será o mandado de segurança. se amalgamam em processo único. agora. Santos (2003. as partes deverão ser intimadas. Julgamento do Recurso Para Santos. p. afirma que as partes poderão requerer a transcrição da gravação da fita magnética referente à instrução e julgamento. extinguindo o processo sem julgamento do mérito. para evitar dano irreparável para a parte (art. por meio de jornal. se os sucessores do autor demorarem mais de trinta dias para se habilitar no processo) deverá o juiz proferir sentença terminativa. p. mas. Para o autor. direito da parte. desde que a própria fita fique à disposição do órgão recursal. por meio de seus advogados constituídos. 761). a suspensividade é. admite-se a sustentação oral do recurso por advogado. afirma que. Execução Segundo Santos (2003. falecido o réu. 45. a partir da ciência do fato. quando ocorrer à condição prevista. nas hipóteses de decisão ilegal ou proferida com abuso de direito. o acórdão considera-se publicado na própria sessão do julgamento. 762). 764). E. o que. Os processos de conhecimento e execução. aparentemente facultativa. o Juizado Especial é competente para a execução de seus julgados. 7º. O recurso é recebido apenas no seu efeito devolutivo. e o trânsito em julgado ocorre cinco dias após o prazo dos embargos declaratórios. de forma que não há necessidade de propositura de ação executória. 762). da Lei n. em outros termos. Nos termos do art. para dar efeito suspensivo ao recurso. porém. ou com o julgamento dos próprios embargos. mas o juiz pode dar-lhe efeito suspensivo. O mesmo resultado se produzirá quando a habilitação dos sucessores depender de sentença. torna-se perfeitamente dispensável. onde houver órgão que publique os atos respectivos. conforme imposição do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (art. então.099/95. da data da sessão de julgamento. com uma diferença fundamental da Justiça Comum. p. no Juizado Especial. (2003.

IV). Se for inferior. 51 . 38. e) na alienação dos bens penhorados. Nem mesmo o cálculo do contador será cabível. ou seja. Ex. g) os embargos do devedor. prevê indexador oficial. Se o preço encontrado igualar ou superar o da avaliação. a qual se aperfeiçoará em juízo até a data fixada para a praça ou o leilão. caso em que a execução passará a ser por quantia certa (art. inc. 52. correrão nos próprios autos da execução (não há autuação apartada).099 aponta quais são os pontos em que a execução de sentença deva sofrer alguma alteração. se imóvel (art. I. II. por terceiro. inc. terá início a execução forçada. O mandado executivo será expedido sem nova citação. o juiz pode determinar o cumprimento por outrem. sob pena de multa diária (art. 52. bastando que o credor a solicite. são os títulos de A matéria argüível será restrita a (art. o juiz ultimará a venda. pelo devedor ou pelo credor. à conversão eventual de índices e a outras parcelas. basicamente. se ele correu à revelia. no juizado. notas promissórias. inc. p.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Chimenti (2005. V). após seguro o juízo. VIII). a venda particular será garantida por caução idônea. 52. No tocante. manifesto excesso de execução. o art. VII). b) a informalidade da abertura da execução: na audiência em que a sentença é proferida. fixado o valor que o devedor terá de depositar para as despesas. arbitradas de imediato pelo juiz. 266) entende que o procedimento e os requisitos são. expedir-se-á a ordem de penhora. é sempre líquida (art. parágrafo único). se a execução for de quantia certa (art. o que será aferido segundo o prudente arbítrio do juiz (art. não são advindos de sentença judicial. 52 da Lei 9. sem mais delongas. letras de cambio. inc. f) a publicação de editais em jornais é dispensada quando se tratar de alienação de bens de pequeno valor. III). 52. Não ocorrendo o cumprimento voluntário da sentença transitado em julgado. o juiz. transformação em perdas e danos. O art. inc. em face do regime codificado: a) não há liquidação de sentença porque a condenação. Desde logo. 52. à correção monetária. c) na execução das obrigações de fazer ou não fazer. inc. por exemplo. o juiz poderá autorizar a venda extrajudicial. I. II). inc. d) ainda nas obrigações de fazer. 52. O pedido pode ser formulado verbalmente junto à Secretaria do Juizado. de ofício. se móvel o bem. Título Extrajudicial. contratos etc. 52. ou por hipoteca do próprio bem penhorado. os mesmos do processo executivo disciplinado pelo Código de Processo Civil. 52. IX): credito particulares. aplicando-o subsidiariamente. como juros. a cominação de multa pode sofrer elevação ou dessa forma. e quanto aos honorários.. o cálculo meramente aritmético será realizado por servidor da Secretaria do Juizado. V). falta ou nulidade da citação no processo. multas etc. Cheques. instará o vencido a cumprir a condenação advertindo-o dos efeitos de seu descumprimento (art. ouvirá previamente ambas as partes. dispensando-se. de aquisição a Havendo proposta prazo. inc. a liquidação por cálculo do contador (art. 52. Não há nem mesmo petição inicial.

causa impeditiva. Não jurisdição. embargos. 53. dentre outros. a parte não poderá ver Na própria audiência. quando o título for a maior (que o teto do Juizado). modificativa ou extintiva da obrigação.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS III. havendo conciliação nem sendo 52 . por escrito ou oralmente. com nomeação de bens pelo executado gratuidade. Santos (2003. cita-se o caso das Fazendas Públicas da União. é a de que somente as pessoas físicas poderão figurar no pólo ativo das ações executivas de títulos extrajudiciais. manto da passar-se-á a fase de penhora. 764) afirma que a regra. p. excluídas aquelas que sejam cessionárias de direito de pessoas jurídicas (art.099/95. optar pelo procedimento. Os títulos executivos extrajudiciais encontram-se elencados no art. se a execução for além de vinte salários mínimos. observam-se as mesmas restrições quanto àquelas que são próprias das pessoas vedadas de postular perante os Juizados Especiais. 585 do CPC.099/95. Contudo. § 1º da Lei n 9. para comparecer à audiência de conciliação (art. já que a assistência da parte por advogado em primeiro grau não assegura direito àrecurso quando o verba II. caso. do Distrito Federal. Santos (2003. porém. em sede de Juizados. dos Estados e dos Municípios e. após efetuada contra a recurso a penhora. o seguimento do De forma alguma advocatícia. a assistência do advogado será necessária. I. partes poderá requerer que o pagamento se faça por forma em exercício no primeiro de especial. Como exemplo. 53.099/95). devendo fazer por escrito ou oralmente. aplica-se o § 3º do art. quando frustrada a conciliação. os títulos que representem crédito de pessoas jurídicas. III. § decisão que negar o 1º. 8º. Porém. também. 9. 765) afirma que não apresentados A turma recursal. permitindo-se ao credor. Lei seguimento e. ao Juizado Especial compete também a execução de títulos extrajudiciais de valor até quarenta vezes o salário mínimo. ou julgados estes improcedentes. É que não cabe qualquer ou por oficial de justiça. Execução de título extrajudicial Segundo disposto no art. Pode a parte requerer a execução até vinte salários mínimos. o devedor poderá reexaminada a sentença oferecer embargos. da Lei n. dos Territórios. renunciar ao valor que ultrapassar este limite. 9. com redução a escrito. mas as custas o juiz e deve monocrático obstruir os honorários só serão devidos em grau de recurso. devendo. qualquer das por três juízes composta togados. IV. Quanto à competência dos Juizados. p. compete julgar recursos interpostos contra as sentenças proferidas nos Juizados Especiais. impugnada. superveniente. 53. Mas o pedido deve sempre estar acompanhado do título a ser executado. erro de cálculo. 3º da lei 9.099/95). conforme previsto no § 3º do art. neste n. sem a presença de Advogado. recorrente invocar a prestação jurisdicional sob o Citado para pagar em vinte e quatro horas (24h00) e não o fazendo. devendo o devedor ser intimado.

Porém. 756). com o desentranhamento de todos os documentos (art. a execução se extingue. a taxa judiciária. 53. no Juizado Especial. § 4º). o requerimento da assistência judiciária gratuita somente pode ser formulado quando da interposição do recurso. (1984. com requerimento da parte. 61). p. não excluída do âmbito recursal. poderá haver dispensa de publicação de editais. não poderá condenar o vencido nas custas processuais e honorários advocatícios. remetendo-o à Turma Recursal. p. o leilão ou a praça. p.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS havendo embargos. Não sendo encontrado o devedor nem existindo bens a penhorar. as partes não estão sujeitas ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. quando do julgamento de primeiro grau. para promoção de um ato processual. o juiz decidirá de imediato. conforme ilação do disposto nos arts. conduções. se a parte vencida que desejar recorrer da sentença deverá recolher às custas processuais. Da Assistência Judiciária na fase recursal Para Chimenti (2005. Pare e Pense 53 . O pedido de assistência judiciária será apreciado pela Turma Recursal competente para conhecer o recurso. Despesas processuais no recurso do juizado especial Plácido e Silva. a quem compete decidir pelo deferimento ou não da pretendida assistência. requerer a concessão da assistência judiciária gratuita é de se processar regularmente o recurso. uma vez que o juiz singular esgota sua jurisdição com a prolação da sentença. 234). Se houver embargos. certamente. quer seja paga aos peritos.099/95. afirma que despesas processuais é a designação que se dá a toda espécie de despesa ocorrida em um processo. Não haverá. avaliadores. ao interpor o recurso. 54 e 55 da Lei nº 9. se o recorrente. porque o preparo constitui pressuposto de admissibilidade do procedimento recursal. já que se trata de decisão autônoma. A sentença de primeiro grau de jurisdição. o juiz decidirá neles. salvo nos casos de litigância de má-fé. e sua decisão. na forma da execução judicial. de uma diligência ou resultante de emolumentos devidos à justiça. vistorias etc. necessariamente. será recorrível. Se a opção de execução de bens for a alienação. o preparo do recurso. Para Santos (2003. Segundo o autor.

Interposto recurso. 38 a 55 da Lei nº 9. Caio ajuíza demanda em relação a Tício perante o Juizado Especial Cível. porém. no prazo de 15 dias.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Juca Cipó ajuizou ação perante o Juizado Especial Cível. a. Comentário Antes de responder às questões. na contestação. e arts. Extingue-se o processo. Apenas a proposição I está correta. b) ingressar com ação rescisória após o trânsito em julgado da decisão.099/95. a sentença é mantida pelo Colégio Recursal. nos limites de competencia dos Juizados e fundado nos mesmos fatos que constituem objeto da lide. qualquer forma de intervensão de terceiro nem de assistência. quando for reconhecida a incompetência territorial do juízo. objetivando indenização por danos morais. Todas as alternativas estão corretas. formular pedido em seu favor. qual o recurso cabível? a) Apelação. d. Não se admitirá reconvenção. voce deverá conhecer os artigos 8º a 11. Caso Caio não se conforme com essa decisão. 2. É lícito ao réu. Apenas as prosições III e IV estão corretas. Atividade 1. Diante dessa decisão. admitir-se-á o litisconsórcio. Na audiência de instrução e julgamento. julgada improcedente perante o juízo de primeiro grau. sob a alegação de que o Colégio Recursal não apreciou corretamente a matéria de fato. bem como realizar a leitura da doutrina do 54 . Todas as alternativas estão incorretas. no prazo de dez dias contados da ciência da decisão. c) interpor recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. no processo. sem julgamento de mérito. d) interpor recurso de apelação para o Tribunal de Justiça. II. IV. Com relação aos Juizados Especiais Cíveis: I. no prazo de 10 dias. b. É cabível a execução de título extrajudicial no valor de até 40 salários minimos. c) Agravo retido. Não se admitirá. no prazo de 10 dias. o juiz indeferiu a produção da prova testemunhal. d) Recurso Inominado. sob a alegação de que foi violada a lei federal. sob a alegação de que foi violada a Constituição Federal. b) Agravo de instrumento. poderá a) interpor recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça. c. III.

Conclusão Como você pode perceber os princípios da informalidade e da celeridade não impedem que haja apreciação dos pedidos em sede recursal. garante aos procedimentos afeitos à esfera dos Juizados. 52 a 56 da Lei nº. assegurando-se à parte não satisfeita. o capítulo “Das Diversas Espécies de Execução” (arts 612 a 707) e arts. atos processuais. no Código de Processo Civil. e identifique os pontos existentes em comum relativo ao procedimento executivo do CPC e dos Juizados Especiais. principalmente no capitulo que trata das partes e do sistema recursal dos Juizados Especiais. Vamos estudar no próximo tema os Juizados Especiais Criminais.099/95. Comentário Com a pesquisa você será capaz de fixar as diferenças existentes no processo de execução no CPC e nos Juizados Especiais. não só na fase inicial de propositura da ação. constante da bibliografia complementar. Desse modo. Atividade final Leia. a observância do Princípio do Duplo Grau de Jurisdição. que determinada decisão em seu desfavor será revista pela Turma Recursal competente. considerado o princípio mais importante que se encontra positivado na Carta Política de 1988. os recursos em sede dos Juizados Especiais são apreciados pela Turma Recursal. sua composição. o que. por seu turno. 9. os pricípios que regem os Juizados e os Juizados Especiais Cíveis. o Sistema Recursal do Juizado Especial Cível.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Prof. nas causas cujo valor não ultrapasse 40 (quarenta) salários mínimos. tal qual nos procedimentos comuns. facilitando o acesso à justiça. Ricardo da Cunha Chimenti. foi a que possibilitou às partes de formularem suas pretensões em juízo sem a assistência de advogado. Síntese do tema Verifica-se a existência de outra norma de salutar importância junto ao Juizados Especiais. Bons Estudos 55 . nos temas anteriores. e que o direito de postular (jus postulandi) em juízo confere efetividade ao princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. audiências. mas também na fase recursal e executiva. Informações sobre o próximo tema Vimos.

Pré-requisitos Ter conhecimento da demonstração do Sistema Recursal na esfera do Juizado Especial Cível. dentro da Lei 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 06 O Juizado Especial Criminal Meta do tema Demonstração da aplicabilidade da Lei nº 9. conciliação. a partir do artigo 60. transação e composição de danos.099/95. 56 . Objetivo • Compreender o sistema do Juizado Criminal a partir da Lei n 9. crimes processados.099/95 na esfera do Juizado Especial Criminal. • Identificar. sua aplicabilidade. todo procedimento que rege os Juizados Especiais Criminais.099/95.

em que se prevê que "a União. Em verdade. o julgamento e a 57 . para conhecer e julgar certo feito. competentes para a conciliação. A regra de definição da competência dos Juizados Especiais Criminais. usar a toga. ou cargo. p. 187).099/95. visando dar celeridade aos feitos criminais e possibilitar a reparação dos danos causados às vítimas. Assim.099/95 admite que atuem no Juizado Especial somente juízes aquele de ou juízes togados e leigos. O procedimento comum. submetido à sua deliberação. graduado em Direito e que usa ou pode O Juizado Especial Criminal.9. do devido processo legal. e os Estados criarão Juizados Especiais. ou seja. ao novo direito material que surgiu no decorrer dos anos. embora expressamente veiculada no bojo da Lei 9. tem para a prática dos atos inerentes a este ou àquela. Para o autor. que já era. (art. diz-se do grau de jurisdição ou poder conferido ao juiz ou tribunal. dentro de determinada circunscrição judiciária. caput. em face do que podemos até dizer que o nosso atual modelo de processo deita suas bases na Constituição Federal. não comportando mais numa sociedade onde as demandas urgem por respostas ágeis e seguras. 472) competência é o poder legal que a pessoa. Em técnica de organização judiciária. é o Direito Processual Constitucional que observa o processo à luz da Constituição e dos seus princípios específicos. tornou-se obsoleto. os Juizados Especiais Criminais são uma clara resposta a esse anseio. sem dúvida alguma. ou necessidade de reestruturar as categorias do processo criminal clássico para a efetividade da tutela dos conflitos. de menor cargo mediante concurso público. do contraditório e da ampla defesa. já constava no artigo 98. Os Juízes togados e leigos • Juiz togado é A Lei n. I. • Juiz Competência dos Juizados Especiais Criminais leigo é aquele que não necessariamen Para Plácido e Silva (1984. 60). é tem competência para a conciliação. que garante o direito de acesso ao judiciário. no Distrito Federal e nos Territórios. em razão de sua função. na dependência do que for previsto nas leis togados qualquer categoria. provido por juízes togados ou togados e leigos. previsto no nosso Código Processual Penal. providos por juízes togados e leigos. Art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Introdução Segundo Donizetti (2005. da nossa Constituição. que regularem o sistema do Juizado Especial Criminal. p. ou seja. o julgamento e a execução das infrações penais aquele investido no potencial ofensivo. o nosso instrumental processual não se amoldou de forma perfeita às revoluções constitucionais e legais acontecidas nos últimos anos. o nosso Código de Processo Penal vigente desde 1941. entre outros. 60. totalmente anacrônico e obsoleto.

rol das infrações de menor potencial. dando grande ênfase à conciliação. p. Previsão de acordos em fase anterior à processual de modo a evitar a acusação. I. Grinover (2005. p. ao regular os Juizados Especiais Criminais. 74) afirma que a Constituição Federal. orientou-se também pelos critérios da oralidade.099/95. prevalece hoje o entendimento que esse artigo derrogou o art. ofensivo. Os princípios informativos e finalidades dos Juizados Especiais Criminais Mantendo-se ligado aos princípios da Lei 9. as seguintes soluções: • • Possibilidade de que o Ministério Público. informalidade. em seu artigo 98. Art. deixar de oferecer a acusação. O art. com o advento da Lei n. (art. Consideram-se infrações penais de menor potencial • Possibilidade de suspensão condicional do processo. Das infrações de menor potencial ofensivo Segundo Plácido e Silva (1984. procedimento especial. vêm merecendo tratamento especial dos sistemas legislativos. as contravenções penais e os crimes a que a lei comine A Lei n 9. economia processual e celeridade. 9. infração é uma violação à norma sancionada pela lei penal e punível a todo fato.259/01 (Lei dos Juizados Especiais Federais). o julgamento e a execução das infrações de menor potencial ofensivo. 61 da Lei n. 468). para os efeitos • Utilização do processo para a reparação do dano à vitima. consagrou a denominação de “infrações de menor potencial ofensivo” para aquelas infrações que. priorizando interesses como a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não-privativa de liberdade. • Os crimes com pena máxima não superior a um ano. preferiu solução mais cautelosa quanto ao pena máxima não superior a um ano. entre outras. por razões de conveniência ou de oportunidade. 2º da Lei 10. considerando dessa natureza apenas: excetuados os casos em que a lei preveja • As contravenções penais. 10. 58 . prevendo a competência do Juizado Especial Criminal para a conciliação. no artigo 61. por serem de menor gravidade. salvo se sujeitos a procedimento especial. acabou-se por ampliar o conceito de crimes de menor potencial ofensivo. Assim. o legislador. delito e das contravenções penais.099/95 (pena máxima de 01 ano). sendo adotadas em relação a elas. 60 repete a regra. desta Lei. para aqueles a que lei comine pena máxima não superior a 02 (dois) anos. 61. Contudo.099/95.259/01). simplicidade.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo”.

economia processual e Principio da informalidade e simplicidade celeridade. Na fase preliminar. acompanhados por seus • Não exige o exame de corpo de delito. economia processual e celeridade (art. apresentada antes do reconhecimento da denuncia ou queixa (art. o Juiz denúncia. e. 81. há uma audiência no procedimento sumaríssimo. caput). O processo antes perante o Juizadoda acusação. é substituído por termo circunstanciado (69. se possível. caput). 77. está presente na previsão de que. ficando do termo breve resumo dos fatos relevantes ocorridos na audiência (art. a audiência é marcadamente oral e a vítima tem oportunidade de apresentar representação verbal (art. § 1º. § 3º). 62). 62. divisíveis em dois grupos: a) no primeiro especifica os critérios orientativos da oralidade. 81. 9. a O art. § 1º). sempre que possível. informalidade. b) no segundo enuncia as finalidades e principais de conciliação e de transação. que serão formas. caput). instituindo ainda que preliminar. imediata de pena não privativa de liberdade. sendo que os atos realizados em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente (art. 82). § 3º). de audiência privativa Na liberdade. representa o Juizado Especial manifestação ampla da oralidade em processo criminal. que é a marca principal do juizado. 65. informalidade. caput e § 3º). Especial orientar-se-á instaurado o processo. que são: O inquérito. § 2º).EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O art. § 3º). objetivando. cujas peças no sistema do CPP devem ser reduzidas a escrito (art. autor do fato e a vítima e. responsável civil. Só serão feitos registros escritos de atos havidos por essenciais. A acusação é oral (art. enfim. simplicidade. deve ser empregado da simplicidade proposta de aplicação informalidade. sempre que alcançarem as suas finalidades. pelos critérios da oralidade. o • Dispensa-se o relatório na sentença (at. 72. 2º Da Lei n. 75. o (art. os debates e a sentença são orais e produzidos em uma só audiência. 59 . 77. presente o • Só serão feitos registros escritos de atos considerados essenciais representante do Ministério Público. admitindo-se a prova da materialidade por boletim médico esclarecerá sobre a possibilidade da ou prova equivalente (art. 65. 81. 65. p. para o oferecimento da advogados. 10). aplicação de pena não validos Art.99/95 traça as linhas mestras dos Juizados.81. Será dispensado o relatório da sentença (art. caput e parágrafos). A defesa também é oral. composição dos danos e da e da aceitação da • Tudo. traz em seu bojo o princípio da instrumentalidade das reparação dos danos sofridos pela vítima e a a fim de coibir anulações indiscriminadas de atos processuais. Art. tudo seja resumido em uma audiência preliminar. Princípio da Oralidade Segundo Grinover et al (2005. Toda prova. corolário da oralidade. A concentração.

com o mínimo de atos processuais. 88). 68). Princípio da conciliação A conciliação foi ampliada com a lei. 60 . Para os autores. Para Grinover et al (2005. que admite nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais uma forma de ser obtido o acordo entre as partes mediante a direção do juiz ou de terceira pessoa sob sua orientação. consiste em concessões mútuas e recíprocas. p. 98. o inquérito. Aliado à simplicidade e à informalidade. a transação. Deve ser buscada sempre a forma mais simples e adequada à prática do ato processual de forma a evitar que resultem novos incidentes processuais e. o Ministério Público não pode deixar de oferecer acusação em troca da confissão de um crime menos grave ou da colaboração do suspeito para a descoberta de co-autores. ao mesmo tempo. a transação é um instituto que permite ao juiz aplicar de imediato uma pena. preferindo a conciliação dirigida por juiz ou conciliador. o princípio da economia processual visa à obtenção do máximo rendimento da lei. o princípio da economia processual impõe que os julgados sejam extremamente pragmáticos na condução do processo. prescindindo-se do exame de corpo de delito. imprimir celeridade ao Juizado Especial. Para os autores. Para a acusação. 84). pretende-se que. dando-se eficácia ao dispositivo constitucional do art. entre as partes e os partícipes e previnem a lide ou lhe põe termo. em direito judiciário. não seja formado o processo. II. bem como entre o Ministério Público e o autor do fato que se refere aos aspectos criminais do evento. Principio da transação Para Nogueira (1996.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Princípio da economia processual e celeridade Segundo Grinover et al (2005. busca-se que o autor do fato e a vítima sejam desde logo encaminhados ao Juizado. p. É prevista uma fase preliminar. p. as intimações devem ser feitas desde logo. desde que haja acordo entre o Ministério Público e o acusado. por meio de acordos civis ou penais. A lei não permitiu uma ampla liberdade às partes envolvidas para transacionar. o procedimento sumaríssimo resume-se a uma só audiência. evita-se assim. em que ocorre a tentativa de conciliação entre a vítima e o autor do fato quanto à reparação do dano.

conforme dispuserem as normas de Organização Judiciária. § 1º). que define as infrações de menor potencial ofensivo no âmbito dos Juizados Especiais Federais.099/95. devem preencher as condições previstas pelo art. ou seja. 61 . Outra forma de transação prevista na Lei n. 9. A competência do Juizado Criminal será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal. seguindo-se a regra geral do processo comum. O artigo 61 da lei 9. Com o advento do artigo 2º da Lei n. 9. 10. para a defesa da intimidade ou para resguardar o interesse social.099/95. revogando-se tacitamente o Artigo 61 da Lei n. de natureza preponderadamente processual. também limitada aos termos do art. a limitação dessa publicidade com base nos dispositivos da Constituição Federal (art. tendo em vista que a aplicação desse dispositivo nos moldes atuais estaria a configurar flagrante violação ao princípio constitucional da isonomia.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As propostas. constitui-se na suspensão condicional do processo. ATENÇÃO: É possível. 792.099/95.259/2001. LX. exceto os casos em que a lei preveja procedimento especial. 5º.9. que vêm a ser aquelas de menor gravidade. 76 e seus parágrafos. da Lei n. e 93. Da competência e dos atos processuais A norma constitucional define em seu bojo qual é a matéria de competência dos Juizados Especiais Criminais. os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer semana. Competência de foro Segundo Grinover et al (2005. 89 da Lei. resultando em danos de pouca monta para a vítima. a competência passou-se para os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a "dois anos". 64 da Lei n. Dos atos processuais nos Juizados Especiais Criminais Da publicidade dos atos processuais Segundo disposto no art. p. IX) e do Código de Processo Penal (art. evitando-se escândalo inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem pública. a serem ofertadas pelo Ministério Público. onde esgotados todos os meios ao alcance do autor do fato.099/95 restringiu as infrações às contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena inferior a um ano. apesar de outros critérios estabelecidos. 90). independentemente do lugar em que venha a ocorrer o resultado. a competência de foro será estabelecida pelo lugar em que for praticada a infração penal. 9.099/95. São elas: as infrações penais de menor potencial ofensivo.

de atos atos processuais em outras comarcas. que serão válidos sempre que alcançarem as suas finalidades. a citação. o ato processual é válido quando. p. bem como o de instrução e audiência julgamento poderão ser gravados em fita magnética ou equivalente. somente haverá ade registro escrito documentação ou registro dos atos considerados essenciais ao processo. assim como o autor e vítima possam ser enviados com a maior brevidade possível à autoridade judiciária. a Lei n. §1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. 65.099/95. os debates e a sentença. em horário noturno. assim como possibilitar que o termo circunstanciado. evitando-se. 91). assim. 65 que se houver necessidade da prática de § 2º A prática Art. ser solicitada por que sempre resultaram em atraso dos processos crimes. outras comarcas poderá Os Juizados dispensam autos formalmente feitos Art. a norma traz em seu bojo medida preponderantemente de ordem prática. traz em seu bojo o princípio da instrumentalidade das formas. qualquer hora do dia. 65. 9. o recebimento da acusação. ao e 65. A prática de atos processuais em outras comarcas Estabelece o § 2º do art. não se exigindo a expedição de cartas precatórias. § 3º Serão exclusivamente os atos Os atos realizados em objeto Segundo disposto no art 65. os depoimentos e outras provas produzidas. 65. podendo ser realizados. possam ser praticados em qualquer dia da semana. o dinamismo e a celeridade exigíveis e melhor atuação dos Juizados. O ato processual válido Segundo disposto no art. Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais foram realizados. p. qualquer meio hábil de comunicação.099/95 possibilitou que os atos processuais. inclusive. atos essenciais são aqueles sem os quais a relação jurídica processual não poderá ser considerada válida. tendo em vista a necessidade de dar celeridade ao feito. de forma a coibir anulações indiscriminadas de atos processuais. § 3º. da Lei nº 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Horário dos Atos Processuais Para Grinover et al (2005. 62 desta Lei. o que relatório da sentença. § 1º. pois estariam vulneradas às garantias do devido processo legal: a denúncia ou queixa. da lei n. isso poderá ser solicitado por qualquer processuais em meio hábil de comunicação. atendidos os critérios indicados no art. Para Grinover et al (2005. 65. no âmbito dos Juizados Especiais Criminais. possíveis prejuízos à provaArt. . 9.099/95. Permite ainda que se possam implantar os Juizados itinerantes a ressarcimento da vítima. a resposta do acusado. por ter sido praticado em conformidade com a previsão legal preenche as formalidades exigidas. Art. 62 dispensa a redução a termo dos depoimentos de testemunhas. 65. 94). Atenção!! O art. Para os autores.havidos por essenciais.

podendo ser feita até mesmo no próprio recinto do Juizado (art. caput). tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual. ou. Da comunicação dos atos processuais A citação Para Grinover. como a transação. não cabendo a sua realização por edital. A intimação far-se-á por correspondência. a Secretaria deverá dar ao réu ciência da acusação quando. para que faça ou deixe de fazer alguma coisa. 66). a citação constitui o mais relevante dos atos de comunicação processual. "A citação no próprio Juizado deverá ocorrer na maioria das vezes logo após a acusação (art. pois proporciona ao réu o conhecimento da acusação. sempre que possível. Visando dar maior celeridade ao procedimento.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A oralidade e informalidade são as marcas dos Juizados. 67 da Lei nº 9. Em outros momentos. 95). mediante entrega ao encarregado da recepção. 67. a representação verbal e a sentença homologatória da conciliação ou transação penal. sendo necessário. por qualquer motivo. ou ainda por qualquer meio idôneo de comunicação. O dispositivo legal acima especifica as seguintes espécies de intimação: a) por correspondência à pessoa física e às pessoas jurídicas ou firmas individuais A intimação à pessoa física será feita por meio de correspondência com aviso de recebimento pessoal (AR). a tônica consiste em evitar-se. que será obrigatoriamente identificado. independentemente de mandado ou carta precatória. a lei determina que a citação somente se dará na forma "pessoal".099/95. b) intimação por oficial de Justiça 63 . Da intimação Segundo disposto no art. por oficial de justiça. o que não implica que não haja a documentação de alguns atos essenciais. et al (2005. ou por mandado. Art. com Atenção!! aviso de recebimento pessoal ou. 78. a expedição do mandado citatório. dando-lhe oportunidade de realizar a sua defesa. a intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. que deve ser identificado. realizando-se a intimação do réu sempre que encontrado nas dependências dos Juizados. p. Segundo os autores. compareça ao Juizado". e intimação de pessoa jurídica ou firma individual far-se-á ao encarregado da recepção.

Quando a intimação deva ser efetuada na própria comarca ou em comarca próxima. p. Do ato de intimação do autor do fato e do mandado de citação do acusado. objetivando prestigiar a celeridade dos processos. 101). deve-se tomar cautelas para que seja intimada a pessoa certa e para que esta tenha inequívoco conhecimento da finalidade de sua intimação. a solicitação ao outro juízo poderá ser feita por qualquer meio hábil. Vamos conferir no texto do próprio artigo. ser-lhe-á designado defensor público.9. d) por ciência na própria audiência O parágrafo único do art. refere-se às partes. buscando ao máximo a eliminação de fases processuais e o registro de atos 64 . bem como do dia e hora da audiência a que deva estar presente. na sua falta. constará a necessidade de seu comparecimento acompanhado de advogado. será suficiente que a Secretaria do Juizado forneça ao oficial um documento escrito com o nome da pessoa a ser procurada. a Lei 9.099/95. onde houver. interessadas e defensores que devam sair intimados de atos praticados em audiência da qual tenham praticado. primeiramente deve ser tentada a via da correspondência e só quando essa não for possível. 68. sem fazer qualquer restrição. principalmente por “fax”. sem endereço e motivo da diligência. sendo possível. Atenção!! Da fase preliminar Da Instauração do Processo Para Grinover et al (2005.099/95. 67. por exemplo. na intimação por telefone ou outro meio de comunicação. tudo na forma do art. Do ato de intimação do autor do fato. com a advertência de que. a lei n. ou advogado dativo. no Juizado. a intimação será feita pelo oficial. 101). deve-se agir com maior simplicidade e informalidade possível. constará a necessidade de seu comparecimento e de que na sua falta ser-lhe-á designado defensor público. a intimação por telefone. c) por qualquer outro meio idôneo de comunicação Para Grinover et al (2005. dentro do espírito inovador que norteia o procedimento nos Juizados Especiais Criminais. 9. p. da Lei n. não se exigindo mandado ou carta precatória. emitindo-se o oficial sua certidão. Se houver necessidade de intimação em outra comarca.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A intimação por oficial de justiça tem caráter subsidiário. 104).099/95 abre ensejo para que a intimação se realize por qualquer meio idôneo de comunicação. Para Grinover (2005. Art. obtendo-se ampla celeridade. 68. Contudo.

Para os autores. Em caso de violência doméstica. p. como medida de cautela. oficiante no Juizado Criminal competente. domicílio ou local de convivência com a vítima. bastando que a autoridade policial envie aos Juizados termo circunstanciado sobre a ocorrência (art. com o autor do de requisição de exames periciais. do ofendido e das testemunhas. 117). 69. o inquérito policial como procedimento prévio à ação penal. A autoridade  Termo circunstanciado. nem se exigirá fiança. nada mais é do que um boletim de ocorrência um pouco mais detalhado. Da lavratura do termo circunstanciado Para Grinover et al (2005.  Ordem fato e a  Determinação da sua imediata remessa ao órgão do Ministério vítima. a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará como termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. o juiz poderá determinar. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. Art. corpo de delito pode ser dispensado. 69). o termo circunstanciado a que alude o dispositivo. aboliu. na fase policial. 118). a fim de se dar maior celeridade ao processo. o exame esclarecimento dos fatos. expediente ao juizado 65 . como regra. com o autor do fato e a vítima. com o autor do fato e a vítima. providenciando-se as Público. quando a materialidade O encaminhamento do do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. o termo circunstanciado deve ser enviado juntamente com as partes envolvidas à autoridade judiciária.  A narração sucinta do fato e de suas circunstâncias. comunicando-as ao juiz. for imediatamente encaminhado ao Juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer. juntando-se documentos e outras informações necessárias Para o oferecimento da ao de denuncia. após a lavratura do termo.  Certificação da intimação do autuado e do ofendido. p. providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. Parágrafo único. imediatamente ao Juizado. São requisitos para lavratura de termos circunstanciado: Art. qualificação e endereço das testemunhas. seu afastamento do lar. com as requisições dos exames periciais necessários. com ocorrência lavrará termo circunstanciado e o indicação do autor. Ao autor do fato que. para comparecimento em juízo nos dia e hora designados. providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. não se imporá prisão em flagrante.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS inúteis. informações colhidas. quando se tratar de infração penal de policial que tomar menor conhecimento da potencial ofensivo. Da fase policial Segundo Grinover et al (2005. quando necessários. encaminhará  Nome. 69.

69. pelos após sua claros posição de vantagem. após a lavratura do termo indicado no comparecer. caso contrário. do juiz como medida de processo em liberdade. p. trata-se da última providência a ser tomada pela autoridade policial. 122). em casos muito excepcionais. p. com a possibilidade.099/95. quando ainda o criminoso ou liberdade. 9. Ao autor do fato que. exames periciais. seu compromisso de comparecer ao juizado. 119) que a autoridade policial deverá de imediato promover o encaminhamento do termo ao Juizado juntamente com o expediente. após a lavratura do termo. Deve-se observar que a vítima só poderá ser encaminhada ao juizado se estiver em condições de se locomover. serão concedidos ao autuado contra um cautela. quando foge pelo clamor público. que.69 (.099/95). Considera-se em flagrante Trata-se de um direito público subjetivo do autuado ao processo em delito. Todavia. é decretação de prisão preventiva. é o incentivo que a lei oferece para o comparecimento do autuado ao juizado. expressamente. o benefício de responder ao processo em liberdade. dispensa da prisão assumir o ou em compromisso de a ele flagrante e da fiança o autuado que. fiança.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Consideram Grinover et al (2005. 120) afirmam que a lei determina o imediato encaminhamento ao juizado do autor do fato e da vítima. que não pode ser negado pela autoridade competente. 69. bastando nesse caso a certificação da autoridade policial. domicílio ou local de verbal. Vale dizer que a realização da audiência de conciliação não fica prejudicada pela ausência do resultado dos Art. os benefícios poderá determinar.. avestígios de tê-lo cometido. Em caso de violência doméstica. mesmo no caso de flagrante. As requisições dos exames periciais necessários Segundo Grinover et al (2005. ou é perseguido. Do encaminhamento ao juizado do autor do fato e da vítima Grinover et al (2005. Não deverá ela aguardar o resultado dos exames periciais. imporá for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele prisão em flagrante.. haverá a correspondente perda de sua pratica . Inocorrência de prisão em flagrante Segundo Gomes (2005. da Lei 9. mas apenas requisitá-los. quando a ocorrência dispuser de informações úteis. p. p. da Lei n. 122).) Parágrafo único. que poderá ser feito expresso ou afastamento do lar. não se caput. 313 do CPP. nem se exigirá comparecer. o A lei prevê. colhidas no momento do fato ou durante a lavratura (art. seu agressor o está cometendo ou quando descumprido o ônus pelo autuado. quando presentes os requisitos do artigosurpreendido no mesmo 312 e local. convivência com a vítima). deverá ser agendada com a Secretaria do Juizado data adequada que permita o comparecimento da vítima. seja como for. sem vínculos. Dispensa da fiança 66 . for imediatamente Benefícios imediatos para o autor do fato encaminhado ao juizado O parágrafo único do art.

a Secretaria preliminar. Da impossibilidade de realização imediata da audiência de conciliação. determinar. 67 e 68 dessa Lei. providenciará sua intimação e. o imediato encaminhamento do autuado ao juizado ou o compromisso de comparecimento suprem a exigência de fiança. possa o juiz Art. de modo a possibilitar a rápida solução da 67 . e a designação de outra audiência Art.099/95 estabelece que “comparecendo o autor do comparecimento de qualquer dos a vítima. e não sendo possível a realização imediata da audiência fato e envolvidos. a do 67 e 68 desta Lei. na forma dos arts. se for o O art. envolvendo os cônjuges ou companheiros. envolvidos.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para Plácido e Silva (1984. responsável civil. o afastamento do autor do fato. Afastamento do autor do fato do lar. 288). igualmente em relação a ações praticadas contra qualquer parente ou outra pessoa que coabite com o autor do fato. garantindo sua presença contra eventuais fugas. Verifica-se que. 9. 10. em data próxima. na forma dos arts. 70. será designada data próxima. como medida cautelar. e não sendo Gomes (2005. para permitir expressamente que nas infrações penais de menor potencial ofensivo. p. a do responsável civil. quando se tratar de crime afiançável. p. vítima. da qual ambos sairão cientes”. do lar. Para Grinover et al (2005. 69 foi incluída pela Lei n. para que se livre solto. Grinover et al (2005. a lei oferece a solução para qualquer hipótese de impossibilidade de realização imediata da audiência de conciliação. Na falta do O artigo 70 da lei n. 71. se for o caso. será limitada. as hipóteses de atos de violência designada data próxima. a designação de outra. em todo caso.125) afirmam que o bom senso recomenda que a organização da pauta reserve espaços em que se concentre uma série de audiências de conciliação.455. a Secretaria providenciará sua intimação e. 123). O propósito institucional da fiança é ligar o acusado ao processo.05. Comparecendo domicílio o autor do fato e a ou local de convivência com a vítima.2002. cabendo da qual ambos sairão cientes. mediante o compromisso de responder a todo chamado da justiça. domicílio ou local de conveniência com a vítima A parte final do parágrafo único do art. p. entende-se por fiança a garantia prestada por alguém em favor de pessoa que está sendo acusada ou processada criminalmente. 123) afirma que: possível a realização A aplicação da medida no âmbito criminal não está imediata da audiência preliminar. todavia. p. 71 diz que na falta do comparecimento de qualquer dos caso. nas condições por ela estabelecidas. que caracterizem violência doméstica. de 13. dela saindo cientes o autuado e a vítima.

excluídos os que exerçam representação. que poderá ser exercido no prazo legal. Da fase judicial Da audiência preliminar: conciliação e autocomposição. a qual deverá esclarecer sobre possibilidade da composição dos danos e da aceitação da proposta de Art. o autor condicionada à representação. Parágrafo conciliador sob sua orientação. preferentemente penal pública condicionada à entre bacharéis em Direito. ou em uma delas. terá eficácia queixa ou representação. o acordo do fato e a vítima e. homologado judicialmente. 72. em qualquer hipótese. I. homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. p. acarreta a renúncia ao direito de sentença mediante irrecorrível. homologada pelo Juiz entre as partes. 98.127). A conciliação será conduzida pelo Juiz no juízo civil ou por competente. Segundo Grinover et al (2005. Os conciliadores são auxiliares da privada ou de ação Justiça. queixa ou representação. de seis meses. presente o representante do Ministério Público. Tratando-se de ação penal de iniciativa Parágrafo único. 73 da Lei n.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS controvérsia mediante a transação. para ser. várias audiências poderão realizar-se ao mesmo tempo. Na audiência preliminar. o responsável civil. Se houver conciliadores. constitui a grande novidade introduzida no sistema penal brasileiro com respaldo no art. o acordo a escrito e. a audiência preliminar é aquela destinada à tentativa de conciliação. constituindo-se em título executivo nos casos de transação e de submissão. submissão ou renúncia. 73.099/95. que poderá conduzir à autocomposição em matéria civil e penal. 9. de título a ser executado Art. A conciliação Segundo disposto no art. apresentada à homologação do juiz. o Juiz esclarecerá sobre a possibilidade da composição dos danos e da renúncia do direito de aceitação da proposta de aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. o acordo funções na administração da Justiça Criminal. recrutados. A composição dos danos civis será reduzida Tratando-se de ação penal pública condicionada ou privada. 68 . A audiência preliminar será realizada com a presença do autor do fato. No caso de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública Art. acompanhados por seus homologado acarreta a advogados. a conciliação será conduzida pelo juiz. 142). • Não obtida a composição dos danos. Segundo Grinover et al (2005. a composição dos danos civis pode resultar em transação. CF. promotor de justiça. responsável e advogados. deve ser reduzida a escrito. será dada oportunidade de apresentar a representação verbal. mas o não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica a decadência do direito. Da composição dos danos dos danos civis aplicação imediata de pena não privativa de liberdade. vítima. se possível. que será reduzida a termo. em regra. 74. p. único. na forma da lei local. ou conciliador sob sua orientação.

Se houver divergência entre o de iniciativa pública. Não obtida a composição dos danos. novamente. submissão ou renúncia. 75. de imediato. que será reduzido a termo. deve ser reduzida a composição dos danos escrito. na renúncia ao direito de representação ou queixa. não sendo caso de arquivamento. prevalecerá a vontade deste. via de regra. Art. o Ministério Público o prazo de cinco anos. será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de exercer o direito de representação verbal. ocorrência da hipótese salvo por requisição judicial para impedir a concessão do benefício. houver aplicação de pena. prevista no art. o promotor de justiça terá vista dos autos para procedimento cabível. em qualquer hipótese. constituindo-se em título executivo nos ofendido a oportunidade de exercer o direito de casos de transação e de submissão. será dada imediatamente ao homologação do juiz. desde que haja acordo entre o Ministério Público e o acusado. representação verbal. Parágrafo único. Se a proposta for aceita pelo autor da infração e seu defensor. para ser. Dispõe o art. composição. conquanto parcial. de qualquer em a modo. Na ação penal submetida à apreciação e homologação do juiz. Não será levado a registro ausência do autor do fato. preliminar. Caso o autor do fato não compareça à audiência durante oferecerá ao Juiz. que poderá ser quitação poderá ser parcial. será Art. pela A aceitação da proposta não terá efeitos civis. a implica decadência do direito. 152) afirmam que a transação é um instituto que permite ao juiz aplicar de imediato uma pena. ou pela não de antecedentes a aceitação da proposta não constando em certidões criminais. 69 . com a conseqüente extinção da punibilidade. ou deverá aguardar o prazo decadencial. A Transação Grinover et al (2005. a composição dos danos civis pode ser parcial. é possível Embora audiência preliminar não que haja nela a repartição entre danos materiais e danos morais. • A composição pode ser parcial. a ser especificada na proposta. Segundo os autores. O não oferecimento da representação na a transação civil implique. Assim.099/95 que Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. p. dos danos civis importará. exercido no prazo previsto Maslei. ressalvada a controvérsia sobre os danos morais. quando não defensor e o autor da infração. quitação recíproca. 76 da Lei 9. se não houver necessidade de diligências Do Procedimento Sumaríssimo imprescindíveis. Não obtida a • A transação. apresentada à civis. 76 desta Lei. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. que será reduzida a termo. denúncia oral.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • A composição dos danos será reduzida a escrito e homologada pelo juiz mediante sentença irrecorrível e terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. 77.

na audiência preliminar. será reduzida a termo. Segundo disposto no art. Nos casos de ação de iniciativa do ofendido.9. Lei. o proceder-se-á Público. 70 . do qual também tomarão ciência o Ministério Público. se na fase Segundo disposto no art. o Ministério Público oferecerá. a denúncia oral. aplicando-se o procedimento previsto pelo Código de Processo Penal. 78. do mesmo artigo. 66 desta Lei. oferecida a denúncia ou não tiver preliminar havido possibilidade de queixa oral. § 1º. § 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não O § 1º do referido artigo dispõe que a denúncia será oferecida com base permitirem a formulação da denúncia. na ação penal pública. prescindindo-se do exame de corpo de delito quando a materialidade do o encaminhamento das peças existentes. Nessa hipótese as peças serão encaminhadas aoúnico do art. o Ministério Público no boletim ou termo circunstanciado da ocorrência. Para o oferecimento da denúncia. 69 desta Lei. 74 e 75 desta Lei.099/95 terá início na própria audiência preliminar. cabendo ao juiz verificar se a complexidade e as circunstâncias do caso O § 2º do mesmo diploma legal prevê uma exceção aos casos cuja determinam a adoção das providências complexidade ou circunstâncias não permitirem o imediato ajuizamento imediato previstas no parágrafo da acusação. 9. 66 desta juízo Lei. oral.099/95.099/95. 77 da Lei nº 9. 72. base no termo de ocorrência referido no art. com aplicação de pena restritiva de direitos ou multa. 177). o responsável civil e seus advogados. 79. ofendido. prevê o §3º.099/95 evidencia a preferência do legislador pela conciliação como forma de solução dos litígios penal e civil decorrentes da prática de infração de menor gravidade. que a queixa oral poderá ser oferecida. p. nos termos dos arts. entregando-se cópia ao acusado. o Procedimento Sumaríssimo da Lei n. desde que não tenha sido possível a transação penal. Não tendo sido possível a tentativa de conciliação civil e penal. que com de conciliação tentativa e de oferecimento de ela ficará citado e imediatamente cientificado da designação de audiência de proposta pelo Ministério instrução e julgamento. forma do parágrafo único do Art. na crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. quando não houver aplicação de pena restritiva de direitos ou multas. com dispensa do ação penal de § 3º Na iniciativa inquérito policial. 69. cabendo ao juiz verificar se a complexidade e as circunstâncias do caso não ensejam a adoção do procedimento comum. 9. No dia e hora designados para a audiência de instrução e Redução a termo da denúncia ou queixa julgamento. competente. Nova tentativa de conciliação A disposição do Art. 73.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para Grinover et al (2005. que será elaborada com art. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis. prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a do ofendido poderá ser oferecida queixa materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. Art. de imediato. 79 da Lei n. essa oportunidade deve anteceder o início da instrução processual penal. dispensando o inquérito poderá requerer ao juiz policial.

da denúncia pelo membro do parquet.A lei tenta concentrar todos os atos em audiência. 71 . 80.A a) A à vitima). Nesse mesmo ato. ou quando se tratar de crime cuja ação é incondicionada. a homologação da avença ensejará a extinção da punibilidade do autor. que o acordo deve ser quando imprescindível. que deva comparecer. com um mínimo de burocracia. circunstâncias e do cumprimento de pena não privativa de liberdade. a Lei n. que poderá. conduta social. visando a dar maior celeridade aos feitos. deve analisar a situação e verificar se a pena aplicada está de acordo com os fins do processo A Audiência de Instrução e Julgamento criminal. composição dos danos civis pode alcançar. determinando o Juiz. que consistirá na aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. a decisão sobre a admissibilidade da acusação. b) A transação penal . a aceitação praticada (tais como: motivo. os atos instrutórios. c) O oferecimento oral de denúncia . o atendimento dos fins acusado. admitindo-se a possibilidade de condução coercitiva de aceitação da proposta de transação penal pelodeva comparecer à audiência de instrução e julgamento. em havendo a composição. até ser o Juizado Especial Cível da comarca.099/95 simplificou escopos para os quais a consideravelmente o procedimento das infrações penais consideradas de menor transação penal foi instituída. propondo referentes à infração às partes envolvidas a possibilidade de reparação dos danos. não só os danos materiais como também os danos morais.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Adiamento de ato processual A regra do art. dependendo do valor. mas também as alegações das partes e a restritiva de direitos e a multa deve atender às final da causa. quem autor não significa. decisão finalidades sociais da pena. 189). assim como pelo juiz quando for aplicar a pena. Nenhum ato será adiado. Nesta personalidade. poderá haver.099/95 procura enfatizar a característica de celeridade que deve ser impressa ao procedimento perante os Juizados Importa asseverar que a Especiais Criminais. p. e terá eficácia de título a ser executado no juízo civil competente. é nessa fase que o juiz tentará compor a lide. e sendo a ação penal privada ou condicionada à representação do ofendido. Art. a existência do acordo servirá apenas como critério para ser considerado pelo Promotor de Justiça no momento do oferecimento da proposta de transação penal. este poderá fazer de imediato a proposta de transação penal. imediata conseqüências) e o seu autor (antecedentes. a condução coercitiva de quem acolhido pelo Juiz. 9. 80 da Lei n. ou potencial ofensivo. se ela realmente alcança os Para Grinover et al (2005. aí sociais da pena.Neste caso. 9. em caso de oferecimento de representação pelo ofendido. "A opção entre a pena incluídos não só os probatórios. acarretada em razão da renúncia do direito de queixa ou representação. necessariamente. aos fatores Para os autores. concentrando-o em uma única audiência a resposta do seja. Caso a ação seja incondicionada. audiência poderão ocorrer três situações: reparação do dando aceitação da proposta de composição dos danos civis pelo autor .

disciplina o recurso de apelação contra decisões proferidas nos Juizados Especiais Criminais. parecer. 1984. decisão. a rigor convicção do juiz (art. a imediação. é o meio idôneo para provocar a impugnação e. os depoimentos ou trechosconceito. 72 . em não estando a proposta de acordo com tais parâmetros. a natureza jurídica dos recursos está no procedimento em continuidade (repetição do caminho da ação em primeiro grau). Impede a formação da coisa julgada e verifica onde ocorreu o erro. bem como da sentença absolutória ou condenatória (art. numa acepção técnica e restrita. não acolhê-la. o reexame de uma decisão judicial com vistas a obter a reforma. 76. Apelação O art. p. Para o autor. a fim de decisão. A concentração. Os Recursos Criminais Recursos cabíveis contra as decisões proferidas nos Juizados Segundo o Dicionário Jurídico Plácido e Silva (1984. a invalidação. autoridade a toda e qualquer Nos debates orais não existirão os "memoriais". 81. a identidade física do juiz conduzem à Da sentença melhor apreciação das provas e à formação de um convencimento que realmente leve em conta todo o material probatório e argumentativo produzido pelas partes. dispensando o relatório. 82) e da que homologa a transação penal (art. Na sentença devem constar somente técnica jurídica. da Lei 9. Recursos (re + cursus) = retorno de um caminho já percorrido. ou o juiz. conseqüentemente. em face do princípio da questão submetida à sua jurisdição. De Plácido e Silva. mencionará os elementos de o modo de ver. significa A sentença. sob pena de nulidade. expressamente indicadas: rejeição da denúncia ou queixa e sentença (condenatória ou absolutória). pode o ofendido rejeitar a proposta. a resolução. por exemplo. sentença designa a mais importantes dos depoimentos prestados na audiência. 82 e seus parágrafos. como. também é apelável a sentença que homologa a transação.099/95. p. recurso. e em da os amplo elementos de convicção do juiz.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Nesse caso. 201)-Sentença do latim sententia. • A apelação poderá ser interposta contra a decisão do juiz monocrático que rejeitar a queixa ou a denúncia. 52). §5º). Também possibilita ao legislador local a atribuição do julgamento desse recurso à turma composta de três juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição. oralidade. § 3º). o esclarecimento ou a integração do julgado. ou que a a solução dada por uma decisão esteja devidamente motivada. verificando a ausência dos requisitos legais. dando ensejo à continuidade do feito com o oferecimento de queixa ou denúncia.

sem prévia intimação ou publicação da pauta. O Recurso Extraordinário objetiva o controle constitucional das decisões dos juízes e dos Tribunais. a.julgar. Da decisão de rejeição da denúncia ou • O julgamento desse recurso. 209). a pedido da outra parte ou por ofício do juiz. é providência inafastável. poderá ser queixa e da sentença caberá apelação. a guarda da Constituição. bem como da lei federal. conforme assentado pela Súmula 431 do STF: “É nulo o julgamento de recurso criminal. precipuamente. se na própria sentença requerer a transcrição da gravaçãoficar resolvida também matéria que ensejaria recurso em sentido estrito (extinção da fita magnética a que alude o da punibilidade. 200). b e c. reunidos na • O § 1º do art. Para Plácido e Silva (1984. quando confrontem a Constituição Federal. §1º. 204). que feito por turmas compostas de três juízes em exercício no primeiro poderá ser julgada por grau de jurisdição. Segundo Grinover et al (2005. também. também a característica de absorver § 3º As partes poderão o recurso em sentido estrito (art. 508). a apelação é recurso ordinário § 2º O recorrido será intimado para oferecer por excelência. § 4º. Além de disso. seja parte ou interessada no feito. 65 desta Lei. segundo Grinover et al (2005. 82 preceitua que a interposição da apelação deverá sede do Juizado. CPP). Da intimação e da data do julgamento § 5º Se a sentença for confirmada pelos O que próprios fundamentos. p. da qual Ministério Público. suscitadas na causa. § 4º. petição escrita. primeiro grau de jurisdição. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal. permitindo a rediscussão de todas as questões de fato e de resposta escrita no direito prazo de dez dias. a é intimação? súmula do julgamento servirá de acórdão. e. salvo em habeas corpus”. pelo réu e seu defensor. § 4º As partes serão decisão. ser no prazo de dez dias. no prazo de dez dias. 82. o Recurso Extraordinário é revelado como recurso que visa preservar o imediato interesse de ordem pública por imperar o comando e a exata aplicação da Constituição. p. p. a contar da intimação. intimadas da data da sessão de julgamento pela imprensa. a intimação das partes para a sessão de julgamento será feita pela imprensa. 102. contados da ciência da sentença pelo • O pedido deverá vir acompanhado da petição escrita. segundo o mesmo art. deve ser feita com antecedência mínima de 48 horas (art. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. da Constituição Federal. na 2ª instância. ato judicial ali praticado. 552. O Recurso Extraordinário Segundo Grinover et al (2005. 82. o termo intimação é empregado para designar todo ato processual que tem por fim levar ao conhecimento de certa pessoa. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art. É recurso 73 . Art. Segundo a previsão do art. as causas decididas em única ou última instância. a apelação abrangerá igualmente esse ponto da § 3º do art. Essa intimação. por constarão as razões e o pedido do recorrente. cabendolhe: III . p. dez dias. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. do CPC). da qual constarão as razões e o pedido do recorrente. As contra-razões da § 1º A apelação será interposta no prazo de apelação deverão ser apresentadas. Assim. III. 82. por exemplo). 593. O Recurso Extraordinário encontra-se previsto no art. as chamadas Turmas Recursais e será realizado turma composta de três Juízes em exercício no na própria sede do Juizado. sob pena de nulidade. mediante recurso extraordinário.

em que se funda o direito de locomoção que lhe é atribuído. Art. é preciso fazer algumas distinções. p. para desconstituir atos e a revisão. quando o recurso Art. entrar e sair. de sofrer violência ou coação em sua liberdade encerram conseqüências de recursos. 370). a própria Lei 9. 201) é bastante convincente ao discorrer sobre essa possibilidade. previsto na lei processual não tenha efeito suspensivo. o hábeas corpus é o meio extraordinário de garantir e proteger a pessoa contra qualquer violência física ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir. mas tão somente decorrentes de causas decididas em única ou última instância. Quanto à competência para o processo e julgamento dessas ações. não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data". ficar. LXIX. Pelo dispositivo especificado nota-se . da revisão e do mandado de segurança O que é hábeas corpus? Segundo Plácido e Silva (1984. o mandado de segurança. mesmo nãosempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado sendo considerados recursos propriamente ditos. Do habeas corpus. sempre pode ser utilizado para reparar ilegalidades não abrangidas pela proteção do habeas corpus ou habeas data (art. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. se enquadram as Turmas Recursais dos Juizados Especiais. com sede em Brasília. finalmente. ao excluir expressamente a rescisória nas pequenas causas civis (art. por ilegalidade ou abuso de também não pode ser acatada como um recurso. CF). É induvidosa a admissibilidade desses remédios no sistema comentado: o habeas corpus constitui garantia do direito de liberdade. 5º. • Com relação à competência para o julgamento do habeas corpus. parar. 59). quando a autoridade apontada como coatora for um juiz de primeiro 74 . como tal. que não há a exigência de que as decisões contra as quais se queiram interpor o Recurso Extraordinário sejam proferidas por tribunais. também possui dignidade constitucional e. mas uma ação com previsão poder. são perfeitamente aceitáveis relativamente a atos decorrentes dos Juizados Especiais Criminais. na lei adjetiva penal com a mesma conseqüência. p. assegurada pela Constituição (art.099/95 deixou implícita sua recepção. o que. que de locomoção. LXVIII). inclusive aquelas decorrentes do ato jurisdicional. e não seria viável sua restrição pelo legislador ordinário. LXIX . mas ações constitucionais. inciso. LXVIII: conceder-se-á "habeascorpus" O habeas corpus. 5º. 5º. sem semelhante disposição na parte criminal.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal (STF). 5º. evidentemente. quanto à revisão. bem como o mandado de segurança. Grinover (2005.concederse-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo.

ou seja. como são as Turmas Recursais de Recursos dos Juizados Especiais Criminais. que é um órgão de segundo grau. omissão ou dúvida.1999 – p. Tribunais de Justiça. em sentença ou acórdão. aplicam-se as mesmas regras do habeas corpus. Min. a competência escapa da alçada do Tribunal Estadual. deferido. a intimação pela imprensa. ex vi do art. quando o Defensor Público. CPP. 624. haja vista que os Colégios Recursais unicamente têm competência para o julgamento de recursos. 2. conforme se vê da decisão abaixo. em vários precedentes do Plenário e das Turmas. 75 . 210). omissa e dúbia. sem oferecer margens para interpretações dúbias. II). prevalece a regra do Código de Processo Penal (art. Afirmam os autores que nem sempre essa decisão se apresenta assim tão cristalina. 4) Em se tra11tando de revisão criminal. deve prevalecer a regra geral de Segundo Grinover et al (2005. aplicado subsidiariamente nos Juizados Especiais Criminais. não bastando. para isso. que haja de nele oficiar. contradição. Caberão embargos de declaração competência do art. nos termos do voto do Relator. deferido – 1. deve-se apresentar de maneira clara. (STF – HC 77647 – 1ª T.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS grau.c. contraditória. houver obscuridade. Quando isso ocorre. a decisão emanada do órgão judicial. H. No tocante ao Mandado de Segurança. precisa. Dos Embargos de Declaração Quanto à revisão criminal. inclusive de recursos ordinários. O Supremo Tribunal Federal. 50. Sua jurisprudência também tem concluído pela anulação de julgamentos criminais. considerou-se o único Tribunal. é o Tribunal de Justiça ou de Alçada. conforme disponha a Lei de Organização Judiciária.C. alínea i. com observância dessa exigência da lei que regula a atuação na Defensoria Pública. no país. coação dimanada de um Colégio Recursal.04. pousando nas mãos do Supremo Tribunal Federal. competente para julgar habeas corpus contra decisões de órgãos colegiados de 1º grau. não tenha sido pessoalmente intimado da data da respectiva sessão. Esse entendimento é adotado pelo próprio STF. • Ocorrendo. 624. II. havendo casos em que ela se apresenta obscura. para anulação da decisão da Turma Recursal e para que a outro julgamento se proceda. da Constituição Pátria. interpretando normas da CF de 1988. os embargos de declaração suspenderão o prazo para recurso. I. o julgamento será pelo Tribunal de Justiça ou de Alçada. p. seja ele monocrático ou colegiado. Sydney Sanches – DJU 16. 102. Quando interpostos contra sentença. o ordenamento jurídico oferece um Art. entretanto. Direito constitucional e Processual Penal – habeas corpus contra julgamento de órgão colegiado de primeiro grau (1ª turma recursal do 1º juizado especial criminal do estado de mato grosso do sul): competência originária do supremo tribunal federal – alegação de que o defensor público não foi intimado pessoalmente da data da sessão de julgamento do recurso – nulidade – h. Art. – Rel. 3. que determina o seu julgamento pelos quando. 83.

no prazo de 6 (seis) meses. com a manifestação de desinteresse por parte da vítima.099/95. submetido a um período de prova. 38 do CPP. o juiz poderá suspender o processo por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. contraditória ou omissa. ao ser corrigida. 89. no seu art. Os Embargos podem ser opostos por escrito ou oralmente. dissipar qualquer dúvida ou resolver pontos que tenham sido omitidos abrangidas ou não por esta Lei. 9. 2ª figura. demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. tanto nos Juizados Civis (art. do Código na mesma. c) proibição de ausentar-se da comarca sem autorização do juízo. sendo que. 50). Nesse período. a contar da data do fato. Criminais Grinover et al (2005. eles deverão ser reduzidos a termo. previu. abre-se vista ao 76 . O acusado é.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS mecanismo a fim de. no juizado para informar e justificar suas atividades. d) obrigação de comparecer. o Ministério Público. b) proibição de freqüentar determinados lugares. 77 Suspensão condicional do processo nos Juizados Especiais Penal). a oposição de embargos de declaração suspende o prazo de condenado por outro crime. 83. obscura. o procedimento/processo é remetido ao Ministério Público que requererá o arquivamento provisório pelo prazo de 6 (seis) meses. p. por intermédio dos Embargos de Declaração. ao oferecer a denúncia. A Secretaria providenciará a abertura do prontuário de fiscalização e controle do período da suspensão condicional do processo. sendo esta recebida. Não havendo agendamento de audiência. Proposta a suspensão condicional do processo e aceita pelo acusado. a possibilidade de a que a pena mínima inferior a um ano. traz à baila o importante instituto da suspensão condicional do processo. como nosprocessado ou não tenha sido Criminais. a vítima poderá reativar o procedimento/processo. do CP combinado com o art. concluem que a inovação prevista no artigo 89 da Lei 9. salvo impossibilidade de fazê-lo. quatro anos. a decisão não venha causar prejuízo às partes. desde que em que a decisão é dúbia. Nos crimes em cominada parte. a Secretaria certificará o decurso do prazo e remeterá os autos ao juiz que. mensalmente. por sentença. poderá propor a suspensão do nesse último caso. Proferida a sentença. por força da decadência. Assim é que a Lei n. declarará extinta a punibilidade do autor do fato. como acontece com os diversos códigos processuais. com dedução dos pontos por dois a processo. contados da data em que tomou ciência da for igual ou decisão.099/95. fazendo a representação na Secretaria. após o Ministério Público oferecer a denúncia. 267). presentes os interposição de outro recurso. sob as seguintes condições: a) reparação do dano. o acusado não esteja sendo Segundo a Lei 9. nos termos do art. no prazo de cinco dias. então. inciso IV.099/95 dos Juizados Especiais. Art. Não havendo representação. 107.

Pare e Pense Fazer um de paralelo distintivo entre os recursos de apelação aplicados na esfera dos Juizados Criminal e Justiça Penal comum.Indeferido o recurso de Apelação. caberá agravo A) contra a decisão denegatória. no prazo de dez dias a contar da publicação dessa decisão.099/95. no prazo de dez dias a contar da publicação da decisão indeferitória. levando os pontos característicos aplicados em cada esfera. considerando o tema estudado. a ser interposto diretamente no Superior Tribunal de Justiça. Penal e de Processo Penal são aplicáveis desde que não forem incompatíveis com a lei dos Juizados face o princípio da especialidade. Não se trata de mero ato discricionário. promover a leitura dos artigos 82 a 86 também da Lei nº 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Ministério Público. Código Penal e Código de Processo Penal Os dispositivos dos Códigos. a respeito dos Juizados Especiais? 3ª Questão: Qual o prazo para interposição dos Embargos Declaratórios? 4ª Questão: É cabivel ação rescisória no Juizado Especial Criminal? 5ª Questão: E o Recurso Extraordinário é cabivel nos Juizados Especiais Criminais? Questão 06 . C) regimental a ser interposto diretamente no Superior Tribunal de Justiça. ao defensor público e intima-se a vítima sobre a extinção da punibilidade. D) Não caberá agravo contra as decisões dos Juizados Especiais. o acusado tem direito a deferimento da medida. estando presentes os requisitos legais. deverá dirigir-se ao art. 3. 77 . como forma de preservar os princípios informativos da lei 9. B) regimental a ser interposto no proprio que negou seguimento ao recurso de apelação. Além disso.099/95. 4. Atividade Vamos fazer uma revisão dos nosso conteúdos? Responda sem olhar co seu caderno. 3º e 4º da Lei nº 9. e 5. e para as questões 2. sendo direito do réu a proposta de suspensão do processo. Comentários Para melhor responder à questão 01. no prazo de cinco dias a contar da publicação dessa decisão.099/95. 1ª Questão: O que se entende por competência? 2ª Questão: O que quer dizer a palavra Recurso.

Informações sobre o próximo tema Vimos nos temas anteriores os princípios que regem os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Tema 07 78 . e da aplicabilidade do princípio da celeridade. Síntese do tema A norma de salutar importância do Juizado Especial Criminal foi a que possibilitou ao juiz e o representante do Ministério Público a conciliação das partes e a transação na esfera penal.099/95. ampliado o conceito quanto aos crimes. o Sistema Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais e no próximo tema trataremos dos Juizados Especiais Federais. Outra importante inovação foi a ausência de prisão em flagrante e o pagamento de fiança junto aos Juizados Especiais Criminais. aqueles cuja pena máxima seja de dois anos. bem como a suspensão condicional do Processo. mesmo na turma Recursal julgadora. Foi constatado que o art. audiências. muito se tem ainda para aprender. O tema não se pacificou por completo. 61 da Lei dos Juizados mantém sua capa sobre todas as contravenções penais e. independentemente do rito procedimental. Conclusão Vimos as vantagens da lei n. sua composição.099/95. Bons estudos. Comentário Esse exercício fará com que você alie a teoria à prática. Procure ainda assistir uma audiência para você compreender na prática como funciona.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS É aconselhável que seja promovida consulta nas doutrinas constantes da bibliografia complementar nos capítulos relativos à competência e dos recursos. agora. 9. sua importância além da simplicidade e informalismo. atos processuais. Atividade final Leia com muita atenção a lei n 9. a partir dos artigos referentes ao Juizado Especial Criminal e forme um manual de procedimentos de audiência desses Juizados. portanto.

tendo. disposições de aplicação exclusiva (art. então. os Introdução Juizados Especais seriam tão emperrados Segundo Alvim (2003. tendo se constituído numa excelente oportunidade para de democratização do processo. • Constatar as vantagens trazidas à sociedade no âmbito das ações de competência da Justiça Federal. iniciando esse estudo pelos seus princípios orientadores.259/2001 e sua aplicabilidade na esfera do Juizado Especial Federal. 79 . 01). que os prazos para a prática de atos processuais fossem idênticos para todas as partes. tradicional. pois dispensa tratamento igualitário as partes.099/95 e o sistema do Juizado Especial Federal na forma da Lei n. baseada no CPC. você deverá primeiramente conhecer a lei nº 9.099/95 e fazer a correlação dos pontos subsidiários aplicáveis Se não houvesse a Lei n. para a democratização do processo dos Juizados Federais. o Juizado Especial Federal Cível rege-se pelos mesmos princípios orientadores da Lei dos Juizados Especiais comuns. p. • Estudar os princípios norteadores dos Juizados Especiais Federais. foi fundamental. aos privilégios reconhecidos aos entes públicos pelo Código de Processo Civil. suas ações e recursos. 10. p. 10. os Juizados Especiais Federais diferem da quanto a Justiça Justiça comum. são excluídas as que forem em sentido contrário. Para o autor. independentemente da natureza pública ou privada do jurisdicionado.259/2001. E são os Juizados Especiais Federais que iremos estudar em nosso tema.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O Juizado Especial Federal Meta do tema Demonstração da importância da Lei nº 10. 3º). Juizados Especiais Cíveis e princípios orientadores Para Santos (2003. 766). Objetivos • Estabelecer a correlação da lei n. sem maiores privilégios para os entes federais. quando. Pré-requisitos Para melhor compreender este tema. 9. Vamos conhecer esse artigo.259/01 posto fim as duas disposições legais. no entanto.

EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art. as ações de mandado de segurança. que toma em consideração determinados elementos externos da lide. são: 1.sobre bens imóveis da União. sendo. O critério territorial.099/95. bem como executar as suas sentenças. III e XI.259/01. que se refere ao conteúdo do processo. coletivos ou individuais homogêneos. populares. de desapropriação. conciliar e julgar causas de competência da Justiça Federal até o valor de sessenta salários mínimos. II . cuida-se nesse foro.13) afirma que a competência é a quantidade de jurisdição atribuída pela Constituição ou pela lei aos órgãos jurisdicionais para o julgamento de determinadas causas. autarquias e fundações públicas federais. portanto. que é o valor econômico do objeto litigioso. 9. territorial. p. reflexamente pela lei n. ou de foro. para fins de competência do Juizado Especial. caput. de determinar o juízo competente. b) a natureza da causa (competência por matéria). da Constituição Federal. 80 . Para o autor. de divisão e demarcação. que se relaciona com o território do país pelo fato de: a) o réu estar domiciliado num determinado local. busca-se primeiro o território ou local onde ela deverá ser proposta. 3º Compete ao Juizado Especial Federal Cível processar. a soma de doze parcelas não poderá exceder o valor referido no art. execuções fiscais e por improbidade administrativa e as demandas sobre direitos ou interesses difusos. IV . incisos II. § 2º Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas. III . Para propor uma ação. uma vez encontrado o foro competente. geralmente retratado no pedido. 2. 3º. 109. segundo determinados critérios (objetivo. objetivamente considerados: a) o valor da causa (competência).referidas no art. quando se fala então em competência de juízo. funcional). os critérios de determinação da competência agasalhados pela Lei n. a sua competência é absoluta.que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos civis ou de sanções disciplinares aplicadas a militares. 10. salvo o de natureza previdenciária e o de lançamento fiscal. Critério objetivo. e.para a anulação ou cancelamento de ato administrativo federal. ou a à natureza da relação jurídica material em lide. § 3º No foro onde estiver instalada Vara do Juizado Especial. e. necessário determinar a competência geral ou territorial. § 1º Não se incluem na competência do Juizado Especial Cível as causas: I . se houver mais de um juízo. A Competência dos Juizados Especiais Federais Cíveis Alvim (2003.

VIII . A Lei n. julgar causas de competência da Justiça O parágrafo único do art. autarquia ou empresa pública federal. Compete ao Juizado Especial Federal as seguintes ações que. 3º.relativas ao Sistema Financeiro da Habitação.de indenização por danos materiais ou morais.previdenciárias. conciliar e ofensivo.relativas a condomínios e locação de imóveis locados a União. bem como executar as suas sentenças. 10. IV . como as relativas a pensões. como soa o art. cabendo-lhes processar e julgar os feitos de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial ofensivo. bem como executar as suas sentenças. da Lei n 10. como as de revisão de contratos celebrados com a Caixa Econômica Federal. o Competência pelo valor da obrigação Nos termos do art. V .259/01 trata da competência dos Juizados Federais Criminais. como as que dizem respeito à matrícula. como as relativas a acidentes envolvendo veículos da União. serão processadas e julgadas pelos Juizados Especiais: I. os crimes a que a lei comine pena máxima não sessenta salários superior a dois anos. periculosidade ou penosidade. 3 Compete ao Art. a competência para execução da sentença. O critério funcional resulta da natureza da função que o juiz é chamado a exercer num determinado processo. ainda que exijam perícia médica ou de insalubridade. observado o limite de 60 salários mínimos. VII . 2o Compete ao Juizado Especial Federal Criminal processar e julgar os feitos Juizado Especial Federal Cível de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial processar. mínimos. pelo fato de a jurisdição poder ser exercida com mais eficácia por um juízo do que por outro. 2º.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS b) de haver sido nesse local celebrado o contrato.relativas ao ensino superior. ou multa”. caput. auxílio-doença. 81 . aposentadorias de trabalhadores urbanos ou rurícolas. de autarquia ou empresa pública federal. 3.relativas a tributos.259/01. 3º da Lei n. 2º “Consideram-se infrações de menor potencial Federal até o valor de ofensivo. a competência dos Juizados Especiais é de até o valor de sessenta salários mínimos. como anulatórias ou de repetição de indébito.259/01. exceto a de demissão. 10. III. Art. c) de achar-se nesse local o bem que constitui objeto da denúncia.bancárias. relativas a vencimentos e outros direitos. quando se determina a competência para o processo acessório ou incidental. reprovações e transferências. II . para os efeitos desta Lei. bem como as relativas a punições. a competência recursal etc. VI . d) de ter o ato ou fato ocorrido nesse local. no seu art.de servidores públicos.

ao contrário da relativa que admite essa modificação. mesmo que o valor da causa. Competência absoluta dos Juizados Especiais Federais O que se pode entender por competência Absoluta? Para Santos (2003.259/01 exclui da competência dos Juizados Especiais pedidos de dos competência 2°). I . anos Justiça Federal poderá depois de sua instalação.propostas contra conselhos profissionais. enquanto durar a obrigação (art. É a explicação para o disposto no seu artigo 3°. de 26 de setembro de 1995. a necessidade da organização dos serviços judiciários ou administrativos (art. mesmo para osprestações vincendas é Juizados igual a uma prestação anual. atendendo. a competência se diz absoluta quando não Art. independentemente de ano (CPC. 20. p. para fins de competência do Juizado valor da causa. p. Processo Civil (valor de 12 prestações vincendas). por até três anos. art. caput". a Cíveis. O Conselho da Art. 23). ou por tempo No caso de pedido referente a obrigaçõessuperior a 1 (um) anos. 21). Para a determinação do observam-se os artigos Civil. portanto. Projetada sobre o processo dos Juizados especiais cíveis. atendendo à necessidade da organização dos Assim. O valor das Especial. é incompetente o Juizado Especial. 260). Diz: Esse entendimento é também o de Dinamarco. se por tempo indeterminado a obrigação. 82 . 290). § 3º). Segundo Alvim (2003. se há outras prestações vincendas. um pedido específico. não atinja o limite de 60 salários mínimos. 3º. 258 e Código de Processo 3º. a causa poderá ser proposta no Juizado Especial Federal mais próximo do foro definido no art. § 2°: "Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas. 4o da Lei no 9. a soma de 12 (doze) parcelas não poderá exceder o valor referido noseguintes do art. prestações vincendas cuja soma ultrapasse o valor de 60 salários mínimosJuizados § (art. essa hipótese terá por conseqüência a incompetência destes sempre que a soma das prestações exceder o máximo legal instituído pelo art. como a Ordem dos Advogados do Brasil e Conselho Regional de Farmácia. Onde não houver Vara Federal. a competência dos Juizados Especiais Cíveis. inc. se inferior condenação incluirá.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS IX . A competência dos Juizados Especiais é absoluta (art. o valor de todas as prestações. p. totalmente absoluta. calculado na forma do Código de serviços judiciários ou administrativos.099. O Conselho da Justiça Federal poderá limitar. vedada a aplicação desta Lei no juízo estadual. 768). somando quantia superior a esse limite. publicação desta Lei. 3°. estabelece o Código de Processo Civil que a prestações. 60).a não ser que o autor declare pretender condenação exclusivamente pelo valor das parcelas que caibam nesse limite (CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO. a partir da contados A Lei 10. se no foro estiver instalada Vara do Juizado Especial. Especiais da Justiça Comum. de trato é igual à soma das sucessivo. por até três (03)23. 2001. pode ser modificada pela vontade das partes. e. 3°. Especiais limitar. tratar-se-á de competência de juízo.

p. do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento. sendo esta parcialmente absoluta. 20). III . ou ainda. no Distrito Federal. ainda.o domicílio do réu ou. o critério territorial de competência será o de proximidade. 20). até mesmo ser local em que esteja instalada a Justiça Federal. Aos juízes federais compete processar e julgar: 1º . a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual. 9. No que diz respeito à competência de foro.o domicílio do autor ou o local do ato ou fato.Serão processadas e julgadas na justiça estadual.099/95. naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa. da Constituição Federal. 109. 3º. Art. sucursal ou escritório. onde houver e não tiver Juizado Especial Federal (art.259/01). cujo teor reproduzimos abaixo: As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor. a critério do autor. § 3º c/c art. § 4º). sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal. art. art.o lugar onde a obrigação deva ser satisfeita. § 3º). se verificada essa condição.259//01. 20. § 3º . a competência será do juízo mais próximo do domicílio do autor ou do local do ato ou fato. 4º da Lei n. as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado. e. 769) afirma que onde não houver Vara Federal do Juizado. nas ações para reparação de dano de qualquer natureza. naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa. 83 . II . no Distrito Federal. determinando a competência: I . pois pode o autor se preferir demandar perante a Vara Federal do foro. ou. § 2º. no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários. com recurso para o Tribunal Regional Federal (Constituição. relacionado com os parâmetros do art. § 2º . filial. deve observar o disposto no artigo 109. art. 109.As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor. É invocável o artigo 4º. da Lei 9. Competência de foro dos juizados especiais federais Santos (2003. lei n. Nas comarcas não compreendidas no âmbito da competência da Justiça Federal de primeiro grau. 109. podendo.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS se não estiver.099/95 (art. as ações de segurados ou beneficiários da previdência social poderão ser processadas e julgadas na justiça estadual (Constituição. ou no Juizado Especial mais próximo (Lei 10.As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte. 10. agência.

aplicadas a militares.099/95. Os Juizados Especiais serão instalados por decisão do Tribunal Regional Federal. salvo o de natureza previdenciária e o lançamento fiscal. 109. a Secretaria do Juizado 2º e 3º da Lei n. 10. mediante designação da Secretaria do Juizado. III e XI. no prazo de quinze dias. O exercício dessas funções será gratuito. autarquias e fundações públicas federais. execuções fiscais e por improbidade conciliação. contado esse prazo a partir do registro do pedido. . Seção de conciliação A sessão de conciliação será realizada no prazo de quinze dias. independentemente de A competência dos Juizados Especiais Federais está prevista nos arts.DOU 31/12/2004.099/95. seja instaurado. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. é o que determina o artigo 16 da Lei nº 9. poderá suscitar. a realizar-se que não se incluem na sua competência. assegurados os direitos e prerrogativas do jurado (art. em qualquer fase do inquérito ou processo. a ação deverá ser proposta no juizado federal mais próximo. O § 1º deste artigo trata de excluir aquelas causas a sessão de designará conciliação. perante o Superior Tribunal de Justiça. 9. admitida a recondução. III) para a anulação ou cancelamento de ato administrativo federal. administrativa e as demandas sobre direitos ou interesses difusos. 18. II) sobre bens imóveis da União.17.259/01. 17 da mesma Lei permite que. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. desde logo. da Constituição Federal. de desapropriação. 16. incisos II. de divisão e instaurar-se-á. quer dizer que. a sessão conciliatória. (Incluído pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS § 4º . mesmo antes do registro do pedido e citação. comparecendo ambas as partes. que nesse momento ficam dispensados. coletivos e individuais homogêneos. O Juiz presidente do Juizado designará os conciliadores pelo período de dois anos. a sessão de dispensados o registro demarcação. Registrado o pedido. distribuição e autuação. não havendo Vara Federal no local de residência ou domicilio do réu.Na hipótese do parágrafo anterior. O art.de pedido e a prévio citação. § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. independentemente de distribuição e autuação. ao se reportar o artigo 4º da Lei n. Designação dos conciliadores 84 . 20. O art. populares. ações de mandado de segurança. IV) que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos civis ou de sanções disciplinares Art. Comparecendo desde logo. Causas excluídas dos Juizados Especiais Federais Não se incluem na competência do Juizado Especial Cível: I) referidas no art. as inicialmente ambas as partes. Art. o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau. o Procurador-Geral da República. DE 8 DE DEZEMBRO DE 2004 . 437 do Código de Processo Penal). Art.

por não terem as partes sido induzidas a um acordo. 73). quer dizer não-parte. 6º. 4º O Juiz poderá. 18. 22 da lei n. 437 do CPP e art.317/96. Das medidas cautelares e tutela antecipada Para Greco Filho (2005. em que estiver presente seu A Lei n.259/2001. responsável em nome do Estado pela resolução do conflito. figurando o juiz no processo na condição de sujeito imparcial.como autores. e. autarquias. mesmo e juízes togados. de ofício ou § 1o As demais a requerimento das partes. Não podem ser partes o incapaz. da relação material. nos termos do parágrafo único do mesmo requerimento das partes. devendo a medida cautelar ser oficiem nos respectivos autos. as pessoas físicas. que se instaura para concessão de jurídica quando não proferida esta na audiência medidas cautelares.259/2001. § 2o Os tribunais poderão organizar serviço de intimação das partes epartes e procuradores Das de recepção de petições por meio eletrônico. a função de conciliador será gratuita. por ARMP (aviso de recebimento em Juizado mão própria). para evitar dano de difícil reparação. 6º da lei n. serventuários da justiça A função conciliatória não se esgota no conciliador. É a relação processual.259/01. admitida a sua recondução. em seu art. 8º). a União. 2º e Lei 10.099/95. podem ser partes no Juizado Especial Federal Cível: I . II . Juizados Especiais Federais. intimações das partes serão feitas na pessoa A regra explicita o entendimento já prevalente de que não cabe ação dos advogados ou dos Procuradores que cautelar preparatória nos Juizados Cíveis. Lei nº 10. deferir medidas dispositivo. comumente. por via postal. cautelares no curso do processo. como reza o art. p. 154). para evitar dano de difícil reparação. Obtida a conciliação.259/01).259/01. art. partes são os sujeitos parciais da relação jurisdicional protetiva de um bem envolvido no processo cautelar.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Segundo disposto no art. última parte. I. assim que o processo passar à sua direção. a medida cautelar é a providência Art. superada essa fase do procedimento. Nos termos do art. 4º.como rés. os Conciliadores dos Juizados Especiais Federais são designados pelo juiz do Aplicam-se aos Para o autor. lei nº. art. Federal a deferir medidas cautelares no curso do processo. aplicável aos Art. Para Alvim (2003. art. será novamente tentada pelo juiz togado. p. 8o As partes serão intimadas da sentença. pois. 9. Juizado pelo período de dois (2) anos. também. assegurados os conciliadores os mesmos impedimentos direitos previstos no Código de e prerrogativas de jurados (art. Processo Civil para os 10. dotada de procedimento próprio. bem como microempresas de pequeno porte. 85 . a massa falida e o insolvente civil (Lei 9.099/95. 18. 10. pessoalmente oupleiteada no corpo do próprio processo de conhecimento. como tais consideradas na Lei 9. expressamente autoriza o juiz do representante. 10. o preso. 2ª parte. fundações e empresas públicas federais. será reduzida a escrito e de ofício ou a homologada pelo juiz togado.

É possível a formulação de pedidos alternativos.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As sociedades de economia mista. A designação importa. parágrafo único). mesmo não sendo pobre (Lei 9. art.259. estando. denunciação da lide. 9º). 10). que poderá ou não ser advogado (Lei 10. aí. 15). são demandadas perante a Justiça comum estadual. 14. c) O réu. art. segunda parte). CPC. que são pessoas jurídicas de direito privado. art. transigir e desistir (Lei 10. § 3º. art. chamamento ao processo). suposto que a soma não ultrapasse o limite de 60 salários mínimos (Lei 9099/95. e)É obrigatória a intervenção do Ministério Público nos casos previstos em lei (Lei 10. a saber: as partes. salvo quanto aos poderes especiais (Lei 9. 10). 9º. Falecendo o autor.099/95. • • Admite-se pedido genérico. • No ato mesmo do oferecimento do pedido. a atribuição de poderes para conciliar. art. bem como a cumulação de pedidos conexos. pois. V). art. fica dispensada contestação formal. 16). A Lei prevê duas hipóteses que hão de ser raras: • A presença do réu na mesma oportunidade em que o autor apresenta seu pedido. parágrafo único). § 2o). art. ex-vi legis. b) O mandato ao advogado do autor pode ser outorgado verbalmente. tampouco admite-se assistência (Lei 9. 10. sob pena de extinção do processo (Lei 9099/95. 9º. na subseqüente sessão de instrução e julgamento. • O comparecimento simultâneo de duas partes. 17. • Não havendo conciliação. seus sucessores têm o prazo de 30 dias para habilitar-se. cada uma formulando pedido contra a outra (Lei 9.259/01.099/95. nomeação à autoria. a Secretaria do Juizado designa dia e hora para a sessão de conciliação (Lei 9. art. 51. como no caso de ações fundadas no 86 . caso em que se instaura imediatamente a Art.259/20). 17). embora a ela tenha direito. não sendo possível determinar desde logo a extensão da obrigação (Lei 9099/95.099/95. art. pedidos contrapostos. art. Pedido e desistência da demanda O processo instaura-se com a apresentação de petição escrito ou pedido oralmente e reduzido a termo.099/95. Devem ser indicados os elementos identificadores da ação. 38. devendo a citação para audiência de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de trinta dias.099/95. excluídas do âmbito dos Juizados Especiais Federais. o autor pode dispensar a assistência de advogado (Lei 9. 14). d) Admite-se litisconsórcio. mas não a intervenção de terceiros (oposição.099/95. 9o Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público. Supõe-se. deverá designar por escrito representante para a causa. porém. os fatos e os fundamentos (causa de pedir) e o pedido. com indicação de seu valor (Lei 9099/95. art. inclusive a interposição de recursos. § 1º). art. art.099/95. caso em que igualmente se instaura desde logo a sessão de conciliação. a)Nas causas de valor até vinte salários mínimos. sessão de conciliação (Lei 9. art.

cuidando a lei processual de estabelecer esses modos de comunicação. natureza fiscal. 7º. a fim de se defender. a citação é o ato pelo qual se 38 da Lei Complementar no 73. estabelece que réu é citado para a audiência pessoa do de conciliação e ulteriores atos do processo. faz-se a citação na pessoa do Procurador-Chefe ou do Procurador-Seccional da Fazenda Nacional (art. a intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. de fazer alguma coisa. para que faça ou deixa de fazer alguma coisa. que são basicamente. para que faça citação das autarquias. 77). Em caso de ausência dessas autoridades. de 10 de ao juízo o réu ou interessado. Da comunicação dos atos processuais Segundo Alvim (2003. Art. pessoalmente ou por via postal. ou deixe fundações e empresas públicas será feita na O art. p. qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo.259/01. o processo é sabidamente um conjunto de atos jurídicos processuais.099/95. art. no local antecedência mínima de 30 dias. que lhe imprime as feições de um verdadeiro procedimento. ciência da sentença etc. a citação e a intimação. p. as intimações e notificações da União fazem-se na pessoa do Procurador da Fazenda Nacional ou do Advogado da União.099/95. por ARMP (aviso de recebimento em mão própria). O comparecimento supre a falta de citação (Lei 9. Como atos de interesses das partes. cujo desenvolvimento segue uma seqüência ordenada pela lei. art. 770). A intimação é o ato chama fevereiro de 1993. tais. Intimação Segundo Alvim (2003. a citação das autarquias. aí compreendidas as de natureza tributária. no foro em que foi proposta a ação. quando não proferida esta na audiência em que estiver presente seu representante. se não. § 1º As demais intimações das partes serão feitas na pessoa dos advogados ou dos Procuradores que oficiem nos respectivos autos. 18. 35 a Segundo disposto no art. fundações e empresas públicas faz-se na pessoa do representante máximo da entidade. parágrafo único). 18. na sede da entidade. conforme se trate ou não de causa de natureza fiscal. A citação deve ser efetuada com a representante máximo da entidade. art. § 2º). os atos processuais precisam serlhes comunicados para que produzam os seus efeitos. cada parte imputando à outra a responsabilidade pelos danos que sofreu. p. IV). aí havendo escritório ou representação. se não. pelo A Parágrafo único. na sede da entidade (Lei 10. § 3º). como intimação de testemunha. 35. 36. 83). 9º da Lei 10. Para o autor. 213 do CPC. art. 8º As partes serão intimadas da sentença. Nas causas de representação. 87 . inciso III. 7º As citações e intimações da União serão feitas na Citação forma prevista nos arts. 37 da mencionada Lei). Art. Não há citação por edital (Lei 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS mesmo acidente de trânsito. faz-se a citação na pessoa do substituto eventual (art. quando ali instalado seu A União deverá ser citada na pessoa do Procurador-Chefe ou de seu escritório ou Procurador Seccional (Lei Complementar n. 73/93. da referida Lei). onde proposta a causa. Segundo Santos (2003.259.

art. advogado ou preposto. Embora possam as partes legitimadas exercer o jus postulandi. 19. sem a intervenção de advogado. devendo a mesmo de citação (recepção de petições) por meio eletrônico (Lei 10. A intimação da sentença. b) intimação via postal. 10.259/01. como foi também eliminado o reexame necessário (art.259/01). inclusive a interposição de recursos. 10. 10.259/2001. nos Juizados Especiais Federais. 9º da Lei n. diferenciado para a No entanto.099. que é sem dúvida a supressão de prazos diferenciados em favor das pessoas jurídicas de direito público. a) intimação pessoal no cartório ou secretaria. 10. sendo-lhes para esse fim reconhecido o jus postulandi. Supressão de prazos diferenciados e eliminação do reexame necessário O art. tanto quanto nos estaduais. por meio de oficial de justiça. 8º § 1º). por escrito. 9º Não haverá prazo prática de qualquer ato c) intimação por mandado. 8º). Lei n. deve ser feita à entidade. p. § 2º Os tribunais poderão organizar serviço de intimação das partes e de recepção de Intimação por meio eletrônico petições por meio Nos Juizados Especiais. Estabelece o art. facultalhes o art. art. salvo se proferida em audiência que estiver presente seu advogado ou procurador (Lei 10.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS As intimações dessas entidades são feitas na pessoa dos advogados ou dos procuradores que oficiem no feito. 13. para audiência citação de conciliação ser 8º § 2°). pessoas jurídicas de direito público. caput. 9º da lei supra: “Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público.259/01. devendo a citação para audiência de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de trinta dias”. Não apenas os prazos diferenciados e o prazo duplicado para recurso foram suprimidos. a designação.259/01. de Atenção!!! representantes para a causa. 87). 88 . pessoalmente ou por via postal (Lei 10. o progresso alcançado na informática aconselha que seja processual pelas essa técnica utilizada também para efeito de intimação judicial. as modalidades usuais de intimação são: eletrônico. da lei n. § 2º). por ARMP (aviso de recebimento em mão própria). efetuada com antecedência mínima de trinta dias. art. art. É eficaz a intimação enviada ao endereço indicado pelo autor que omitir comunicação de mudança (Lei 9.259/2001 consagrou um dos maiores avanços dos Juizados Especiais Federais. porém. inclusive a interposição de Assim. afirma que as partes. podem os tribunais organizar serviço de intimação das partes e recursos. podem postular o seu direito. Representantes das partes para a causa Alvim (2003. Art.

falecido o autor. Trata-se de dever funcional do representante da entidade e sua desobediência pode ser argüida por qualquer interessado. falecido o réu. 471). § 2º No caso do inciso I deste artigo. 8º desta Lei. art. a parte poderá ser isentada. II . extingue-se o processo sem julgamento de mérito (Lei 9. p. 20). De acordo com o disposto no art. § 1º A extinção do processo independerá. Extingue-se o processo. representantes para a causa. quando comprovar que a ausência decorre de força maior. quer à audiência de instrução e julgamento. 51. para a conciliação. Assim. até a instalação da audiência. além dos casos previstos em lei: I . ficam autorizados a conciliar. Não se exige requerimento do réu. de prévia intimação pessoal das partes. transigir ou desistir.099/95). As partes poderão designar. III . 20 da Lei 9. Art. 89 . após a conciliação. salvo se o contrário resulta da convicção do juiz (Lei 9. art. 51. do pagamento das custas.099.099/95. o autor não promover a citação dos sucessores no prazo de trinta dias da ciência do fato.quando sobrevier qualquer dos impedimentos previstos no art. nos processos da competência dos Juizados Especiais Federais.quando o autor deixar de comparecer a qualquer das audiências do processo. 10. V . a lei determina que.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Art. VI .quando for reconhecida a incompetência territorial. 51. em qualquer hipótese.099/95. bem como os indicados na forma do caput. Conciliação e instrução Segundo Santos (2003. se o autor não comparece. a habilitação depender de sentença ou não se der no prazo de trinta dias. autarquias. com sua condenação nas custas (art. IV .quando. fundações e empresas públicas federais. por escrito. Os representantes judiciais da União. a ré deverá fornecer ao juizado a documentação de que disponha para o esclarecimento da causa.quando inadmissível o procedimento instituído por esta Lei ou seu prosseguimento. se é o réu que não comparece à sessão de conciliação ou à audiência de instrução e julgamento. o processo de tramitação do juizado comum. da Lei 9. É possível que se venha a restringir o alcance dessa norma às empresas públicas. advogado ou não. pelo Juiz. § 2º.quando. I). dado o generalizado entendimento de que os efeitos da revelia não atingem a Fazenda Pública. quer à sessão de conciliação. presumem-se verdadeiros os fatos alegados no pedido inicial. Parágrafo único.

Para ele. parágrafo único). ou na própria sentença (Lei 9099/95. e que são hábeis para provar a veracidade dos fatos. art. • Caso haja algum incidente processual. 90 . parágrafo único). parágrafo único). em sentido jurídico consiste na demonstração da existência ou da ou veracidade de um fato material ou de um ato jurídico. 28). até a instalação da audiência (Lei 10. art. As provas O que é prova? Para Alvim (2003. 152). igualmente nos Juizados Estaduais. 31. De regra. 29). a prova.099/95. seu valor será incluído na ordem de pagamento a ser feita em favor do Tribunal. ou em outra data. na mesma oportunidade (Lei 9009/95. em virtude da qual se conclui por existência ou se firma a certeza a respeito da existência do fato ou do ato demonstrado. o juiz deve ouvir as partes.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Não havendo conciliação. 30). este deverá ser decidido de plano. 31). nos Juizados Federais. p. Para efetuar o admissão pelo juiz.099/95. são permitidas todos os meios de prova moralmente legítimos. art. art. 11). 5º). art.259/01. mas o réu pode formular contra-pedido. quando vencida na causa a entidade pública. o autor pode oferecer resposta imediata ou requerer a designação de nova data para a continuação da audiência (Lei 9009/95. exceto a argüição de suspeição ou impedimento do juiz (Lei 9009/95. ainda que não especificados em lei. independentemente de prévia indicação. • Na audiência de instrução e julgamento. art. art. as provas são produzidas na audiência de instrução e julgamento (Lei 9. 33). que deverá conter toda a matéria de defesa. • Segundo Dinamarco (2001. • Não se exige que o autor apresente seus documentos ao formular o pedido. por decisões interlocutórias. 27). 12. produzidas (Lei o Juiz nomeará 9. colhendo-se a prova e em seguida proferir a sentença (Lei 9099/95. p. que pessoa habilitada. art. § 1o Os honorários do técnico serão antecipados à conta de verba orçamentária do respectivo Tribunal e. Nessa hipótese. É a demonstração da existência ou da veracidade daquilo que se alega como fundamento do direito que se defende ou que se contesta. a apresentação de documentos não provoca a interrupção da audiência. requerimento ou Art. realiza-se a audiência de instrução e julgamento. • Nessa oportunidade o réu poderá apresentar a contestação. 27. art. art. designada para um dos quinze dias subseqüentes (Lei 9099/95. que exame técnico tem liberdade para necessário à conciliação determinar as que serão ou ao julgamento da causa. Ao réu a Lei impõe o dever de apresentar a documentação de que disponha. art. apresentará o laudo até cinco dias antes da audiência. 29. exceções estas que obedecem ao rito dos artigos 312 e seguintes do CPC. desde que fundados nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia (Lei 9009/95. oralmente ou por escrito. devendo a parte contrária pronunciar-se imediatamente sobre os mesmos (Lei 9099/95. independentemente de intimação das partes. 87). • Nos Juizados Especiais. não se admite a reconvenção.

Deve ela conter resumo dos fatos relevantes ocorridos na audiência. com extinção do processo sem exame do mérito. § 2º). entre outros casos.099/95. § 2º Nas ações previdenciárias e Nas ações previdenciárias e relativas à assistência social. nos Juizados Especiais. não precisa ser reduzida a escrito. p. serão as partes intimadas para. designação de exame. • O juiz tem liberdade para apreciar as provas e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica (Lei 9. o juiz deve nomear pessoa habilitada. 91). seu valor é incluído na ordem de pagamento em favor do Tribunal. que consista em depoimento das partes.259/95. o que importaria ressuscitar o indesejável processo de liquidação por cálculo. Da Sentença Segundo disposto no art. 152). os honorários dos técnicos são antecipados à conta da verba orçamentária do respectivo Tribunal.259/95. p. 5º). A sentença será meramente terminativa. em 10 dias. constatando o juiz a falta de pressuposto processual ou de condição da ação. a incompetência do Juizado Especial. 12. Contudo. declarações de dias. procede-se à intimação das partes para. art. e o falecimento do autor. não se habilitando os sucessores no prazo de 30 dias (Lei 9099/905. 44). art. desde que o faça no mínimo cinco dias antes. A decisão deve obedecer ao princípio da legalidade estrita. Esperase que compareçam à audiência independentemente de intimação. não há outra solução que se proceder à liquidação da sentença. 34). § 1º). eliminado pela Reforma do Código de Processo Civil. 138. art. art. mesmo dispensado relatório formal. 38. Somente testemunha intimada pode ser conduzida coercitivamente à presença do juiz (Lei 9099/95. Para Dinamarco (2001. Apontam-se. Aplicam-se ao técnico os motivos de impedimento ou suspeição do juiz (CPC. social. art. 9.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • O número de testemunhas é limitado a três para cada parte. que apresentará o laudo até cinco dias antes da audiência (Lei 10. transitando em julgado condenação que assim disponha. quesitos e indicar devendo a sentença referir. caso queira recorrer da decisão. . havendo apresentar quesitos e indicar assistentes (Lei 10. E afirma o autor que diversamente do que sucede no procedimento comum. que assim se reembolsa do dispêndio (Lei 10.099/95. 12). art. Contudo. caberá à parte interessada requerer posterior degravação. III). • Não é admitida condenação em quantia ilíquida (Lei 9099/95. em dez A prova oral. art. • Para efetuar exame técnico. as informações prestadas (Lei assistentes. 36). a sentença deve ser motivada. art.259/95. 41). 91 Segundo Dinamarco (2001. 12. 38 da Lei 9099/95. havendo relativas à assistência designação de exame. Havido gravação em fita magnética ou meio equivalente. Vencida na causa a entidade pública. não há "homologação do cálculo". apresentar testemunhas ou informações de perito. ainda que relativa. para que seja decretada a extinção do processo por incompetência relativa depende de requerimento do réu. parágrafo único). art. art. no essencial. a parte pode requerer sua intimação.099/95. à sua custa (Lei 9.

art. poderá o juiz autorizar o seqüestro do numerário correspondente (Lei 10. porém. o valor da condenação ultrapasse a alçada do Juizado Especial. depositar a importância. da Constituição Federal. mas de nova fase ultrapasse o limite legal e constitucional (Lei de uma ação que é executiva lato sensu.259/01. com explicitação da forma de correção monetária. I e II). • • Não sendo cumprida a decisão. a forma do precatório. Dispensa-se o precatório. com copia da sentença ou do acordo. 52. Qualquer que seja a forma da execução. art. de 15. que poderá alegar falta ou nulidade da citação no processo. O exeqüente poderá. Não é lícito expedir-se duas ou decisões. optar pela requisição. que se processa após seu trânsito em julgado. 10. art. à disposição do Juízo.099/95. (Cálculos eventualmente necessários. 16 da Lei n. art. na agência mais próxima da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. erro de cálculo. 17. Desse limite hão de se excluir. não fazer ou de entregar coisa certa. renunciando ao valor excedente (Lei 10. 17. nesse caso. nova valor inferior. Impõe-se. art. modificativa ou extintiva. 10. mediante pedido do mais requisições. 52. acrescentado pela Emenda Constitucional n. os juros vencidos no curso do processo. escrito ou verbal (Lei 9099/95. IV). A sentença que condene no pagamento de quantia em dinheiro deve necessariamente ser líquida. 92 . no prazo de 60 (sessenta dias). com cópia da sentença que transitou em julgado ou do acordo (Lei 10. IX). O Juiz requisitará o pagamento à autoridade citada para a causa. §§ 3º e 4º). mas de obrigação de fazer. excesso de execução ou qualquer causa impeditiva. 17. art. dispensando assim. cabem embargos do executado. com trânsito em julgado.259/01. § 3º. autorizada até o limite de 60 salários mínimos. porém. pois. § 3o). 20. bem como a correção monetária.12.259/01. se correu à revelia. Pode ocorrer que. a condenação é ineficaz. mas cuja soma citação para a execução. § 2o). desde que superveniente à sentença (Lei 9. como os de conversão de índices e de honorários de advogado incumbem a servidor judicial (Lei 9099/95. 16).259/01 que o cumprimento de acordo ou da sentença. conforme previsto no (artigo 100.259/01. será efetuado mediante ofício do precatório somente é juiz à autoridade citada para a causa. não se admitindo O Juizado Especial é competente para a execução de suas próprias fracionamento. art. • Não se tratando de pagamento em dinheiro. Não se trata. de novo processo. que deverá. em virtude da aplicação de índices de correção monetária ou do acréscimo de juros. 52. 39) vigente à data da propositura da ação.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • No que exceder o valor de 60 vezes o salário mínimo (Lei 9099/95. cada uma de interessado. art. efetua-se a execução mediante ofício do Juiz à autoridade para a causa. Execução do Acordo ou da Sentença Estabelece o art. que imponha obrigação de fazer ou A dispensa de não fazer a entrega de coisa certa.1998).

Contudo. (2003. há de se supor que se trate de medida concedida incidentemente. Art. somente será admitido recurso de sentença definitiva. art. cabe recurso da decisão que defere medida cautelar (Lei 10. 93 . Na hipótese. • Recurso extraordinário. contradição. 48 e 49). não há razão para distinguir medida cautelar e medida antecipatória. • Recurso da sentença. ainda que a sentença seja contrária à Fazenda Pública (Lei 10. não ocorre a preclusão. omissão ou dúvida (Lei 9099/95. seguem os dispositivos da Lei n. irrecorríveis. podendo abranger mais de uma seção (art.099/95 (arts. mas se concedida.259/01. 164) afirma que é preciso admitir o recurso. arts. para evitar dano de difícil reparação. Trata-se de medida cautelar lato sensu. Nos Juizados Especiais Federais são cabíveis os seguintes recursos: • Embargos declaratórios. p. dada sua eficácia imediata. Dinamarco. Art. 772). 4º e 5º). bem como é possível a existência de mais de uma Turma em um mesmo Juizado. oralmente ou por escrito. 13) e. Do recurso da sentença (Inominado ou de Apelação) Conforme já mencionado no tema anterior. da sentença ou acórdão que contiverem obscuridade. deferir medidas cautelares no curso do processo. podendo a matéria ser reexaminada no recurso interposto da sentença. art. Por exceção.). • Recurso da decisão que defere medida cautelar. p. instituídas por decisão do Tribunal Federal Regional. arts. 773). 41 e s. 21. caberá recurso. a sentença homologatória de transação é irrecorrível (Lei 9099/95. Recurso da decisão concessiva de medida cautelar Segundo Santos (2003. p. 41). que podem ser interpostos contra mediadas cautelares. caput). nos mesmos moldes do Juizado Especial Cível.259/01. por Turmas Recursais. não há reexame necessário. as decisões interlocutórias são. A Lei não prevê a concessão de medidas antecipatórias. 5o Exceto nos casos do art.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Recursos nos Juizados Especiais Federais Santos. afirma que os recursos. (2001. de regra. 4o O Juiz poderá. A sentença proferida em processo cautelar é recorrível como qualquer outra. Por isso mesmo. de ofício ou a requerimento das partes. 4o. • Uniformização de jurisprudência. 5º). daí. em casos como o de acordo celebrado por procurador sem poderes para transigir. Embargos declaratórios Poderão ser interpostos no prazo de cinco dias contados da ciência da decisão embargos declaratórios. 9. concedidas no curso do processo e contra sentença definitiva (art. bem como no de transação sobre direito indisponível. Os recursos serão julgados.

Após o preparo. aplicáveis subsidiariamente à Lei nº 10. interposto o recurso. arts. art. 21). arts. o seu recurso. Do preparo do recurso Nos termos da Lei 9099/95. 94 . podendo. cabe recurso voluntário. independentemente de intimação. art.099. em exercício no primeiro grau de jurisdição (Lei 9099/95. 519). parágrafo único). A falta de preparo determina a deserção do recurso. excetuada a homologatória de conciliação. se o vencedor estiver pleiteando sem a assistência de procurador habilitado (Lei 9. intima-se o recorrido para oferecer resposta escrita no prazo de dez dias (Lei 9099/95. o Juiz dar-lhe efeito suspensivo. § 1º. o Ministério Público. e 54. 41 e 42. pois a Lei dos Juizados Especiais não prevê recurso adesivo. no prazo de dez dias. que terá definida sua composição e área de competência. § 2º). Os recursos interpostos de sentença ou de decisão do Juiz Presidente do Juizado são julgados por uma Turma. Supõe-se que o interessado tenha condições de saber o quantum exigido. para evitar dano irreparável (Lei 9. A ausência de efeito suspensivo é de regra irrelevante. subscrita por advogado. § 2º). composta por três Juízes federais. 511). 42. da sentença. art. arts.099. 41. independentemente de cálculo do contador. 43). a parte tem o prazo de 48 horas para. salvo prova de justo impedimento (CPC. 42. art. instituída pelo respectivo Tribunal Regional.099/95. 41. Também a resposta deve ser subscrita por advogado. podendo abranger mais de uma Seção ou Estado (Lei 10. Estão dispensados do preparo a parte a que se concedeu o benefício da assistência judiciária gratuita (Lei 9.259. No caso de sucumbência recíproca. com exposição das razões da inconformidade e pedido de anulação ou reforma total ou parcial da sentença.249/2001. art. 16 e 17). efetuar o preparo. porém.259/95. cada parte interporá. 54. a União e suas autarquias (CPC. parágrafo único. que será nomeado pelo juiz. art. porque subordinada ao trânsito em julgado a execução da sentença definitiva (Lei 10.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Prazo para interposição do Recurso Segundo dispositivo legal previsto na Lei 9099/95. contados da ciência da decisão e o recurso somente deve ser interposto por petição. art. §§ 1º e 2º e 42). art. independentemente. sob pena de deserção. Dos efeitos do recurso O recurso tem efeito apenas devolutivo.

p. Art. a uniformização de jurisprudência tem a natureza de recurso. 14. Busca-se a uniformização da jurisprudência por três caminhos: a) por recurso às Turmas em conflito da mesma região. art. 55). c) por recurso ao Superior Tribunal de Justiça. art. constatando divergência com orientação de outra turma. caput). Com este ou aquele nome. p. O recorrente. 45). Basta que da ata conste indicação suficiente do processo.259/01. ou sobre o valor da causa corrigido monetariamente (Lei 9099/95. Na sessão de julgamento de órgão fracionário do tribunal. 476). será condenado nas custas e honorários advocatícios. art. se vencido. porém. 98/105). câmara ou grupo. se houver. p. Porém. Do Acórdão Não se exige a lavratura de acórdão. 174) afirma que cabe reclamação. o certo é que tal decisão é impugnável. 552.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Para Dinamarco (2001. condenado nas custas. Não há sustentação oral. fixados estes entre dez e vinte por cento do valor da condenação. Caberá pedido de uniformização de interpretação de lei federal quando houver divergência entre decisões sobre questões de direito material proferidas por Turmas Recursais na interpretação da lei. 46). 95 . regulados pela Lei 10. 198-9). há uma diferença importante em relação aos embargos de divergência: a uniformização é restrita a questões de direito material (art. b) por recurso à Turma (nacional) de Uniformização. poderá o vencido formular pedido de uniformização e provocar o pronunciamento do órgão competente. art.099/95. Que se trata de decisão recorrível não há dúvida. Uniformização de jurisprudência Segundo Alvim (2003. porque não pode juiz singular impedir que a Turma exerça sua competência recursal. A Lei não prevê agravo da decisão que não admita o recurso ou que decrete a deserção. Dinamarco (2001. Após o julgamento. A sentença pode ser confirmada pelos próprios fundamentos (Lei 9099/95. qualquer juiz. § 1º). Não há condenação do recorrido em honorários. de outro modo o recorrente vencedor não se ressarciria das despesas do preparo. se vencido. Ele é. fundamentação sucinta e o dispositivo. com a antecedência mínima de 48 horas (CPC. pode solicitar o pronunciamento prévio do tribunal (CPC. Nos Juizados Especiais Federais. as partes devem ser intimadas da data da sessão de julgamento do recurso pela Turma (Lei 9. assemelhando-se aos embargos de divergência. art. a uniformização de jurisprudência no sistema do Código de Processo Civil tem a natureza de incidente recursal. 14.

sob a presidência do Coordenador da Justiça Federal. recebidos subseqüentemente em quaisquer Turmas Recursais. que poderão exercer juízo de retratação ou declarálos prejudicados. medida liminar determinando a suspensão dos processos nos quais a controvérsia esteja estabelecida. no prazo de trinta dias. o relator pedirá informações ao Presidente da Turma Recursal ou Coordenador da Turma de Uniformização e ouvirá o Ministério Público. 14. § 4º uando a orientação acolhida pela Turma de Uniformização. § 3º reunião de juízes domiciliados em cidades diversas será feita pela via eletrônica. integrada por juízes de Turmas Recursais. no âmbito de suas competências. que dirimirá a divergência. poderão se manifestar. a parte interessada poderá provocar a manifestação deste. sob a presidência do Juiz Coordenador. contrariar súmula ou jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça -STJ. § 5º o caso do § 4o. no prazo de cinco dias. confiando-o aos Tribunais Regionais e ao Superior Tribunais de Justiça (art. em questões de direito material. § 10. presente a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio de dano de difícil reparação. o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. expedirão normas regulamentando a composição dos órgãos e os procedimentos a serem adotados para o processamento e o julgamento do pedido de uniformização e do recurso extraordinário. § 6º ventuais pedidos de uniformização idênticos. § 2º O pedido fundado em divergência entre decisões de turmas de diferentes regiões ou da proferida em contrariedade a súmula ou jurisprudência dominante do STJ será julgado por Turma de Uniformização. os habeas corpus e os mandados de segurança. Do recurso extraordinário 96 . com preferência sobre todos os demais feitos. os pedidos retidos referidos no § 6o serão apreciados pelas Turmas Recursais. Eventuais interessados. § 8º Decorridos os prazos referidos no § 7o. de ofício ou a requerimento do interessado.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS § 1º O pedido fundado em divergência entre Turmas da mesma Região será julgado em reunião conjunta das Turmas em conflito. aguardando-se pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça. o relator incluirá o pedido em pauta na Seção. § 9º Publicado o acórdão respectivo. § 7º se necessário. Os Tribunais Regionais. § 14). ressalvados os processos com réus presos. A Lei não detalha o procedimento a ser adotado. ainda que não sejam partes no processo. se veicularem tese não acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça. poderá o relator conceder. ficarão retidos nos autos.

em recurso extraordinário.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Segundo dispositivo Constitucional previsto pelo art. Ação rescisória A Lei dos Juizados Especiais (Lei 9. Todavia. 544).259/2001. existe diversos pontos positivos e negativos no ponto de vista legal. não amparado por habeas corpus ou habeas data. ao Superior Tribunal de Justiça. para o Superior Tribunal de Justiça. da diversidade de redação. da Constituição Federal. III. No âmbito da Justiça Federal a ela caberá. A jurisprudência. pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. em recurso especial. 59 . 5º. Mandado de segurança O art.Não se admitirá ação rescisória nas causas sujeitas ao procedimento instituído por esta Lei".099/95) dispõe: "Art. das decisões das Turmas dos Juizados Especiais. maior aí é sua necessidade. mas não o especial. cabe recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal. XLIX. 101.259/2001. causas decididas em única ou última instância (art. Da decisão que não admitir o recurso extraordinário caberá agravo para o Supremo Tribunal Federal (CPC. Pare e Pense Entre os recursos extraordinários e uniformização de jurisprudência previstos pela lei n. para proteger direito líquido e certo. 10. nenhuma razão há para excluir os Juizados Especiais do âmbito de sua proteção. em única ou última instância. quando o responsável. pois. duvidosa é a competência para processá-lo e julgá-lo. do Distrito Federal e Territórios. dada a irrecorribilidade das decisões interlocutórias. Atividade 97 . para julgar. que fixou no sentido do cabimento do mandado de Segurança. Indubitável a admissibilidade. 105. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. Pelo contrário. causas decididas. para julgar. art. III). tem-se concluído que. processar e julgar os mandados de segurança impetrados contra Turma Recursal. inclusive contra ato jurisdicional. Promova a leitura da lei nº 10. estabelece que Conceder-se-á mandado de segurança. e estabeleça o levantamento dos principais pontos positivos e negativos para efeitos legais. é competente o Supremo Tribunal Federal.

9. caput). deverá ser realizada uma leitura na Lei nº 10. 3º. Síntese do tema No decorrer desse tema foi possui constatar o fim dos privilégios dos entes públicos que não se justificavam mais. apesar da sua personalidade privada.259/2001. e que tais diferentes existem em razão da matéria de competência da Justiça Federal. possuem poucos pontos diferenciados. entenda-se a União. O tema não se pacificou por completo. tiveram reconhecida pelo STJ a impenhorabilidade de seus bens. não superior a sessenta salários mínimos (art.099/95 e a Lei nº 10.259/2001? 4ª Questão: É cabível ação Rescisória no Juizado Especial Federal? 5ª Questão: E o Recurso Extraordinário é cabível nos Juizados Especiais Federais? Comentários As alternativas acima dizem respeito às ações relacionadas aos Juizados Especiais da Justiça Federal. 98 . portanto. previsto pela Lei n. Assim. Conclusão Verifica-se que. ou seja. Verifica-se que no âmbito do Juizado Especial Federal.259/2001.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Com relação aos Juizados Especiais Especiais Cíveis e Criminais da Justiça Federal. suas autarquias e fundações públicas e mesmo as empresas públicas que. muito se tem ainda para aprender. bem como a doutrina do Carreira Alvim. Como entes públicos. Faça uma lista com as principais característica de cada um deles. responda: 1ª Questão: O que se entende por competência no âmbito da Justiça Federal? 2ª Questão: Existe distinção entre os procedimentos aplicados na Justiça Federal e Justiça Estadual? Quais são eles? 3ª Questão: Qual é o prazo para interposição do Recurso de Apelação na Justiça Federal. Atividade final Faça um paralelo entre os Juizados Cíveis Estaduais e os Juizados Federais. encontram-se presentes os mesmos princípios orientadores do Juizado Especial da Justiça Comum. constante da bibliografia complementar. em razão do principio da igualdade de todos perante lei e em face do pequeno valor das causas que lhes estão sujeitas. a Lei n. para melhor respondê-las. 10.

sua aplicabilidade de forma menos formal. precatório para pagamento de débitos judiciais. a nova lei pôs fim ao prazo em dobro para recurso. prazo em quádruplo para contestar. inclusive as fazendas públicas. para os entes públicos. porém. ainda. Verificou-se.EAD UNITINS – JUIZADOS ESPECIAIS – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Como visto. e com julgamento muito mais célere. que os recursos cabíveis nos Juizados Federais são quase que da mesma espécie daqueles previstos pelo CPC. Outra norma de salutar relevo foi a que possibilitou as comunicações dos atos processuais por via eletrônica. 99 .

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