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[Apostila] Usinagem Tornearia - SENAI

[Apostila] Usinagem Tornearia - SENAI

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USINAGEM

Tornearia
© SENAI - PR, 2001
CÓDIGO DE CATÁLOGO : 0501
Trabalho elaborado pela Diretoria de Educação e Tecnologia
do Departamento Regional do SENAI - PR , através do
LABTEC - Laboratório de Tecnologia Educacional.
Coordenação geral Marco Antonio Areias Secco
Elaboração técnica Cláudio Alves Camargo
Equipe de editoração
Coordenação Lucio Suckow
Diagramação José Maria Gorosito
Ilustração José Maria Gorosito
Revisão técnica Cláudio Alves Camargo
Capa Ricardo Mueller de Oliveira
Referência Bibliográfica.
NIT - Núcleo de Informação Tecnológica
SENAI - DET - DR/PR
S474u SENAI - PR. DET
USINAGEM - Tornearia
Curitiba, 2001, 156 p
CDU - 621.941
Direitos reservados ao
SENAI — Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Departamento Regional do Paraná
Avenida Cândido de Abreu, 200 - Centro Cívico
Telefone: (41) 350-7000
Telefax: (41) 350-7101
E-mail: senaidr@pr.senai.br
CEP 80530-902 — Curitiba - PR
SUMÁRIO
Conjunto .................................................................................................................. 05
Partes principais do torno........................................................................................ 06
Acessórios do torno................................................................................................. 07
Facear ..................................................................................................................... 08
Tarefa 01 .................................................................................................................. 11
Tornear superfície cilíndrica externa na placa universal ......................................... 12
Fazer furo de centro ................................................................................................ 16
Tornear superfície cilíndrica na placa e ponta ......................................................... 19
Tarefa 02 ................................................................................................................. 22
Tornear superfície externa entre pontas.................................................................. 23
Placa arrastadora e arrastador ................................................................................ 26
Tarefa 03 ................................................................................................................. 29
Furar usando o cabeçote móvel .............................................................................. 30
Tarefa 04 ................................................................................................................. 34
Sangrar e cortar no torno ........................................................................................ 35
Tornear superfície cilíndrica interna ( passante ) .................................................... 39
Tornear superfície cônica usando o carro superior ................................................. 43
Cálculo da inclinação da espera do torno ............................................................... 48
Tarefa 05 ................................................................................................................. 50
Roscar com macho no torno ................................................................................... 51
Recartilhar no torno ................................................................................................. 55
Tarefa 06 ................................................................................................................. 59
Tornear superfícies côncavas e convexas .............................................................. 60
Perfilar com ferramenta de forma ........................................................................... 64
Tarefa 07 ................................................................................................................. 66
Tornear superfície cônica desalinhando a contra ponta.......................................... 67
Cálculo do desalinhamento da contra ponta para tornear superfície cônica .......... 69
Deslocamento da contra ponta ............................................................................... 72
Tarefa 08 ................................................................................................................. 74
Tornear peças em mandril ....................................................................................... 75
Tarefa 09 ................................................................................................................. 80
Centrar na placa de quatro castanhas independentes ........................................... 81
Tarefa 10 ................................................................................................................. 84
Abrir rosca triangular externa, por penetração perpendicular ................................. 85
Cálculo de quatro engrenagens para se abrir rosca métrica - Fuso em polegada . 87
Diâmetro menor do parafuso - Rosca triangular métrica ........................................ 93
Altura do filete do parafuso - Rosca triangular métrica ..................................... 94
Tarefa 11................................................................................................................... 95
Abrir rosca triangular externa por penetração obliqua ............................................. 96
Abrir rosca múltipla................................................................................................... 99
Tarefa 12 ................................................................................................................ 106
Abrir rosca triangular direita interna ....................................................................... 107
Diâmetro menor da porca - Rosca triangular métrica ............................................ 110
Tarefa 13 ................................................................................................................ 111
Tarefa 14 ................................................................................................................ 112
Abrir rosca quadrada externa................................................................................. 113
Rosca quadrada - Cálculos .................................................................................... 117
Abrir rosca quadrada interna.................................................................................. 119
Altura e largura do filete - Rosca quadrada ........................................................... 121
Diâmetro do furo da porca - Rosca quadrada ........................................................ 122
Tarefa 15 ................................................................................................................ 124
Abrir rosca trapezoidal externa e interna ............................................................... 125
Roscas trapezoidal (características e tabelas ) ...................................................... 128
Largura da ferramenta - Rosca trapezoidal Acme ................................................. 130
Largura da ferramenta - Rosca trapezoidal métrica............................................... 131
Tarefa 16 ................................................................................................................ 134
Tornear com luneta fixa .......................................................................................... 135
Tarefa 17 ................................................................................................................ 138
Tabelas ................................................................................................................... 139
Tabela de rosca S.A.E. ........................................................................................... 140
Tabela de rosca N.C. .............................................................................................. 141
Tabela de rosca N.F. ............................................................................................... 142
Tabela de rosca B.S.W. .......................................................................................... 143
Tabela de rosca B.S.F. ........................................................................................... 144
Tabela de rosca B.S.P. ........................................................................................... 145
Tabela de rosca métrica normal ............................................................................. 146
Tabela de rosca métrica fina .................................................................................. 148
Tabela de tangente e co-tangente.......................................................................... 149
Tabela de dimensões para rosca trapezoidal métrica ............................................ 150
Relação entre diâmetro da broca de centro e diâmetro da peça ........................... 151
Ajustes recomendados (ISO ) ................................................................................ 152
Tabela de velocidades corte ................................................................................... 154
Resolução de triângulos retângulos ....................................................................... 155
0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
Principais partes de um torno paralelo horizontal
A - Cabeçote fixo
B - Cabeçote móvel
C - Avental
D - Barramento
E - Caixa de mudança (câmbio) das velocidades de avanço
F - Fuso
G - Vara
H - Placa
I - Carro transversal
Cabeçote fixo
É onde está montada a árvore principal ou eixo da árvore,
por meio do qual, a peça recebe o movimento de rotação
necessário à sua usinagem.
0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
Operação
Facear é fazer no material uma superfície plana
perpendicular ao eixo do torno, mediante a ação de uma
ferramenta de corte que se desloca por meio do carro
transversal.
Esta operação é realizada na maioria das peças que se
executam no torno, tais como: eixos, parafusos, porcas e
FACEAR
buchas.
O faceamento serve para se obter face de referência
ou, ainda, como passo prévio à furação.
Processo de execução
1. Prenda o material na placa universal.
Observações
M Deve-se deixar para fora da placa um comprimento L,
inferior ou igual ao diâmetro do material.
M O material deverá estar centrado; caso contrário mude
sua posição, fazendo-o girar um pouco sobre si
mesmo.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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2. Prenda a ferramenta.
M Coloque a ferramenta no suporte.
Observação
M A distância A da ferramenta deverá ser a menor possível
Observações
M A ponta da ferramenta deve situar-se na altura do
centro do torno. Para isso, usa-se a contraponta como
referência.
• A aresta de corte da ferramenta deve ficar em ângulo
com a face do material.
2.2 Prenda o suporte de modo que ele tenha o máximo
de apoio sobre o carro.
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3. Aproxime a ferramenta da peça, deslocando o carro
principal, e fixe-o.
4. Ligue o torno.
Observação
M Consultar tabela de rotações.
5. Faceie.
M Faça a ferramenta tocar na parte mais saliente da face
do material e tome referência no anel graduado do carro
superior.
M Avance a ferramenta até o centro do material.
M Faca penetrar a ferramenta aproximadamente 0,2 mm.
M Desloque lentamente a ferramenta até a periferia.
Observação
M No caso de ser necessário retirar muito material na
face, o faceamento se realiza da periferia para o centro
da peça, com a ferramenta indicada na figura.
M Repita as indicações b, c e d, até completar o
faceamento.
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TORNEAR SUPERFÍCIE CILÍNDRICA EXTERNA
NA PLACA UNIVERSAL
Operação
É uma operação que consiste em dar forma cilíndrica a
um material em rotação, submetido a ação de uma ferramenta
de corte.
É uma das operações mais executadas no torno, com o
fim de obter formas cilíndricas definitivas (eixos e buchas) ou
também para preparar o material para outras operações.
Processo de execução
1. Prenda o material.
Observações
M Deixe para fora das castanhas um comprimento maior
que a parte que será cilíndrica , que não supere em três vezes
o diâmetro.
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M O material deve estar centrado; caso contrário, mude
a posição girando-o um pouco sobre si mesmo, até conseguir,
melhor centragem.
Precaução
M Certifique-se de que o material está bem preso nas
castanhas.
2. Monte a ferramenta.
M Deixe a ponta da ferramenta para fora o suficiente
para que o porta-ferramentas não toque na
castanha.
3. Fixe o porta-ferramentas de modo que ele tenha o
máximo de apoio possível sobre o carro.
Observação
• A ponta da ferramenta devera estar à altura do eixo do
torno. Para isso, usa-se a contraponta do cabeçote
móvel como referência.
4. Marque o comprimento a tornear, sobre o material.
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• •• •• Desloque a ferramenta até o comprimento desejado,
medindo com régua graduada ou paquímetro.
M Ligue o torno e faça um risco de referência.
5. Determine a profundidade do corte.
M Ligue o torno e aproxime a ferramenta, até colocá-la
em contato com o material.
5.2 Desloque a ferramenta para a direita, para que ala
fique fora do material.
Acerte o traço zero do anel graduado pela linha de
referência e faça penetrar a ferramenta em uma determinada
profundidade.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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Torneie no diâmetro.
M Com avanço manual , faça um rebai xo de
aproximadamente 3 mm.
M Recue a ferramenta.
M Desligue a máquina.
M Verifique, com o paquímetro obtido no rebaixo.
Precaução
Faça a medição com o torno parado.
M Torneie, completando o passe até a marca que
determina o comprimento.
Observação
Usar fluido de corte, se necessário.
M Repita a indicação (e) tantas vezes quantas forem
necessárias para atingir o diâmetro desejado.
Vocabulário técnico
Régua graduada: escala
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
FAZER FURO DO CENTRO (NO TORNO)
Operação
Fazer furo de centro é abrir um orifício de forma e
di mensões determi nadas, com uma ferramenta
denominadabroca de centrar.
Esta operação é feita geralmente em materiais que
necessitam ser trabalhados entrepontas ou na placa e na
ponta. As vezes, faz-se furo de centro como passo prévio para
se furar com broca comum.
Processo do execução
1. Centre e prenda o material.
2. Faceie.
3. Prenda a broca.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
M Coloque o mandril porta-brocas no mangote.
Observação
M Os cones devem estar limpos.
Prenda a broca no mandril.
Observação
• A broca é selecionada em tabelas, de acordo com o
diâmetro do material.
Aproxime a broca do material, deslocando o cabeçote
.
Fixe o cabeçote.
4. Ligue o torno.
Observação
M A velocidade de corte é selecionada em tabelas.
5. Faça o furo de centro.
M Acione, com movimento lento e uniforme, o volante
do cabeçote, fazendo penetrar parte da broca.
Observações
M A broca deve estar alinhada com o eixo do material.
Caso contrário, corrija o alinhamento por melo dos
parafusos de regulagem do cabeçote.
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SENAI-PR
M Usar fluido de corte conforme a tabela
Afaste a broca,

para permitir a saída dos cavacos e para
limpá-la.
Observação
M A limpeza da broca se faz com pincel.
Repita os subpassos a e b, até obter a medida .
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
TORNEAR SUPERFÍCIE CILÍNDRICA NA PLACA E
PONTA
Operação
É uma operação que consiste em tornear o material,
estando um dos seus extremos preso na placa universal e o
outro apoiado na contraponta.
Aplica-se quando o material a tornear é longo, pois este,
somente preso na placa universal, se flexionaria sob a ação
da ferramenta.
Processo do execução
1. Faceie e faça o furo de centro numa extremidade do
material.
2. Coloque a contraponta no mangote.
Observação
M Os cones devem estar limpos.
3. Prenda o material.
M Aperte suavemente o material na placa universal.
M Aproxime a contraponta, deslocando o cabeçote
móvel, e fixe-o.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
Observações
M Verificar o alinhamento da contraponta pela referência
A e corrigir, se necessário.
M O mangote deve ficar fora do cabeçote duas vezes o
seu diâmetro, no máximo.
M Introduza a contraponta no furo de centro, girando o
volante do cabeçote móvel.
Observação
• Lubrificar o furo de centro.
M Verifique a centricidade do material e fixe
definitivarnente na placa universal.
M Ajuste a contraponta e fixe o mangote através do
manípulo.
4. Prenda a ferramenta.
5. Verifique o paralelismo
M Ligue o torno.
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Observação
M Determine a rotação em tabela:
M Faça um rebaixo no extremo do material e tome
referência da profundidade do corte no anel graduado.
M Retire a ferramenta e desloque-a, para realizar o outro
rebaixo, com a mesma profundidade de corte anterior.
M Recue a ferramenta e meça os diâmetros dos rebaixos
com o paquírnetro.
Observação
Se o diâmetro do rebaixo próximo à contraponta for maior
desloca-se o cabeçote móvel no sentido X; se for menor, no
sentido Y.
6. Torneie na medida.
Observações
• A peça somente deve ser retirada da placa depois de
terminada, para se evitar nova centragem.
• Verificar freqüentemente o ajuste da contraponta e a
lubrificação.
0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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TORNEAR SUPERFÍCIE CILÍNDRICA EXTERNA
ENTRE PONTAS
Operação
É uma operação que se realiza em material montado
entre as pontas do torno, que giram arrastadas por um
arrastador.
Executa-se em peças que devem conservar os centros
para fácil centragem posterior.
Processo de execução
1. Faça furos de centro nos extremos.
2. Prepare o torno.
M Monte a placa de arraste.
Observação
M Limpar as roscas e os cones.
M Monte as pontas.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
24
SENAI-PR
Observação
Verifique a centragem e o alinhamento das pontas;
corrija, se necessário.
3. Monte o material e o arrastador.
M Afaste o cabeçote móvel e fixe-o na posição adequada.
M Coloque o arrastador, sem fixá-lo.
M Ajuste o material entre as pontas e fixe o mangote.
Observações
M Lubrificar os centros.
M A peça deve girar livremente, sem folga entre as
pontas.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
25
SENAI-PR
M Posicione e fixe o arrastador.
Observação
M Em caso de superfícies já usinadas, usar proteção,
entre o arrastador e a peça.
Precaução
M Verificar se a placa e o arrastador estão bem
presos, e se não batem no carro superior.
4. Monte a ferramenta e cilindre.
Observação
Verifique o paralelismo, com parquímetro, e corrija, se
necessário.
Precaução
Verificar constantemente o ajuste das pontas e lubrificá-
las, pois, durante o torneamento, a peça se aquece e se dilata,
razão pela qual as pontas devem ser reajustadas.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
26
SENAI-PR
PLACA ARRASTADORA E ARRASTADOR
Operação
São acessórios do torno que servem para transmitir o
movimento de rotação do eixo principal às peças que devem
ser usinadas entre pontas.
Constituição e utilização
Placa arrastadora.
Tem forma de disco
É de ferro fundido cinzento.
Possui um cone interior e uma rosca externa para sua
fixação no eixo principal do torno.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
Arrastador.
É feito de aço.
É fixado na peça a usinar.
Tipos
Placa com ranhura.
Com arrastador de haste curva.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
Placa de pino.
É usada com arrastador de haste reta.
Placa de segurança.
Permite alojar o arrastador para proteger o operador.
0501 - USINAGEM - TORNEARIA
29
SENAI-PR
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
30
SENAI-PR
FURAR USANDO O CABEÇOTE MÓVEL
Operação
Esta operação consiste em fazer um furo cilíndrico por
deslocamento de uma broca montada no cabeçote móvel,
com o material em rotação.
Serve, em geral, de preparação do material para
operações posteriores de alargamento e torneamento
e roscamento internos.
Processo de execução
1. Faceie.
2. Faca um furo de centro.
3. Verifique o diâmetro da broca com o paquímetro, me-
dindo sobre as guias, sem girá-la.
Observação
M No caso de broca de mais de 12 mm, às vezes é
necessário fazer um furo inicial de diâmetro um pouco
maior que o da alma da broca.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
31
SENAI-PR
4. Fixe a broca helicoidal.
Observações
M A broca de haste cilíndrica é fixada no mandril.
M A broca de cônica é fixada diretamente no cone do
mangote ou com o auxílio de bucha de redução.
5. Prepare o torno.
M Determine a rotação, consultando tabela
M Aproxime o cabeçote móvel, de modo que a ponta da
broca fique a mais ou menos 10 mm do material, e
fixe-o.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
32
SENAI-PR
Observação
M O mangote deve ficar o máximo possível dentro de
seu alojamento.
6. Inicie o furo, fazendo avançar a broca com giro do
volante do cabeçote móvel, até que comece a cortar.
Observação
M Caso a broca oscile, deve-se prender um material
macio no porta-ferramenta, fazendo-o avançar até
encostar suavemente na broca, à medida que a ponta
penetra na peça.
M Nesse caso, os gumes da broca devem estar em
posição vertical . Após a ponta da broca penetrar, retire
o material utilizado como apoio.
7. Continue a furar, fazendo penetrar a broca.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
33
SENAI-PR
Observações
M Retirar freqüentemente a broca do furo para limpá-la
com um pincel.
M Refrigerar adequadamente.
8. Termine o furo na profundidade desejada
Observação
M A profundidade do furo pode ser controlada pela escala
existente no mangote ou com uma referência sobre a broca.
Verifique a profundidade.
M Afaste o cabeçote móvel.
M Limpe o furo.
M Verifique a profundidade do furo com a haste de
profundidade do paquímetro.
Observação
M Não leve em conta a parte cônica da ponta
0501 - USINAGEM - TORNEARIA
34
SENAI-PR
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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SENAI-PR
SANGRAR E CORTAR NO TORNO
Operação
É aplicado principalmente na confecção de arruelas
especiais, polias e eixos roscados.
Processo de execução
1. Prenda o material.
Observação
M Fixe o material de modo que o canal a fazer fique o
mais próximo possível da placa, para evitar flexão
da peca.
2. Marque a largura do canal.
É uma operação que consiste em abrir canais através
da ação de uma ferramenta especial que penetra no material
perpendicularmente ao eixo do torno, podendo chegar a
separar o material, caso em que se obtém o corte.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
36
SENAI-PR
Observação
M A marcação pode também ser feita diretamente com
a ferramenta.
3. Prenda a ferramenta.
Observações
O balanço B deve ser o menor possível.
M O corte da ferramenta deve estar na altura do eixo do
torno.
M O eixo da ferramenta deve ficar perpendicular ao eixo
do torno.
4. Prepare o torno.
M Localize a ferramenta entre as marcas do canal e fixe
o carro principal.
M Determine a rotação adequada
5. Faca o canal.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
37
SENAI-PR
M Avance a ferramenta, até tocar de leve no material, e
t ome ref erênci a no anel graduado do carro
transversal, para controlar a profundidade.
M Avance a ferramenta cuidadosamente, próximo à mar-
ca llimite deixando material para o acabamento.
M Afaste a ferramenta, desloque-a para o outro lado do
canal e repita a indicação anterior.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
38
SENAI-PR
M Termine o canal, faceando os flancos primeiramente
e depois o fundo.
Observação
M Verifique o corte da ferramenta e afie, se necessário
antes de terminar
6. Corte (se a operação é cortar)
Observação
M Para cortar, repita os subpassos a e b do 5
o
passo,
até que a peça se desprenda do material.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
39
SENAI-PR
TORNEAR SUPERFÍCIE CILÍNDRICA INTERNA
(PASSANTE)
Operação
Consiste em fazer uma superfície cilíndrica interna, pela
ação da ferramenta, deslocando-se esta paralelamente ao eixo
do torno. É conhecida, também, com o nome de broquear.
Realiza-se para a obtenção de furos cilíndricos, precisos,
em buchas, polias e engrenagens, e outras peças.
Processo do execução
1. Prenda a peça
M Deixe a face da peça afastada da placa, o necessário
para a saída da ponta da ferramenta e dos cavacos.
M Centre a peça
2. Fure a peça num diâmetro aproximadamente 2mm
menor que o diâmetro nominal.
3. Monte a ferramenta
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
40
SENAI-PR
M Deixe para fora do porta-ferramentas um comprimento
suficiente para broquear.
Observação
M A ferramenta deve ser a mais grossa possível.
M Ajuste a ferramenta na altura e no alinhamento.
Observação
M O corpo da ferramenta deve estar paralelo ao eixo do
torno, e a ponta da ferramenta, na altura do centro.
M Fixe a ferramenta.
4. Prepare e ligue o torno.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
41
SENAI-PR
Observação
M Consulte a tabela pare determinar a rotação e o
avanço.
5. Inicie o torneamento.
M Faça a ferramenta penetrar no furo e desloque-a
transversalmente, até que a ponta toque na peça.
M Faça um rebaixo na boca do furo, para servir de base
para a medição.
M Pare o torno, afaste a ferramenta no sentido
longitudinal e tome a medida com paquímetro.
M Calcule quanto deve tornear e dê os passes
necessários, até obter um diâmetro 0,2 mm menor
que o final, para o acabamento.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
42
SENAI-PR
6. Complete o torneamento.
M Reafie a ferramenta, se necessário.
M Consulte a tabela e determine o avanço, para dar o
acabamento.
M Faça um rebaixo com a profundidade final e verifique
a medida
M Termine o passe.
7. Verifique.
Observação
M Os furos, conforme sua precisão, podem ser
verificados com paquímetro, micrômetro interno,
calibrador, tampão ou com a peça que entrará no furo.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
43
SENAI-PR
TORNEAR SUPERFÍCIES CÔNICAS USANDO O
CARRO SUPERIOR
Operação
É dar forma cônica ao material em rotação, deslocandose
a ferramenta obliquamente ao eixo do torno, conforme a
inclinação dada ao carro superior.
Sua principal aplicação é na confecção de pontas de
tornos, buchas e redução, sedes de válvulas e pinos cônicos.
Processo de execução
Exemplo 1 - Tornear cônico externo.
1.Torneie cilindricamente o material,

deixando-o no
diâmetro maior do cone.
Observação
M Usar fluido de corte.
2. Incline o carro superior.
M Solte os parafussos (A) da base.
M Gire o carro no ângulo desejado, observando a
graduação angular.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
44
SENAI-PR
2. Aperte os parafusos da base.
3. Corrija a posição da ferramenta.
Observação
M A ferramenta tem que estar rigorosamente na altura
do centro a perpendicular a geratriz do cone.
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0501 - USINAGEM - TORNEARIA
45
SENAI-PR
4. Coloque o carro principal em posição de tornear o
cone.
M Gire a manivela do carro superior, deslocando-a
totalmente para frente.
M Desloque o carro principal para a esquerda, até que a
ponta da ferramenta ul trapasse em 5 mm
aproximadamente, o comprimento do cone.
M Fixe o carro principal, apertando o parafuso B.
5. Ligue o torno.
6. Inicie o torneamento pelo extremo B do material, com
passes finos, girando a manivela do carro lentamente.
7. Verifique o ângulo do cone, quando ele estiver mais
ou menos na metade do torneado, e corrija, se necessário.
Observações
M Trocar de mão, na manivela, de modo que não se
interrompa o corte.
M Usar fluido de corte.
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Observação
M Quando a verificação se faz com calibrador, deve-se
afastar a ferramenta transversalmente e limpar o
material e o calibrador.
Precaução
M Para evitar ferir-se, afaste a ferramenta e cubra sua
ponta com protetor de chumbo, couro ou madeira.
8. Repita as indicações das figuras acima, até terminar
a operação.
Exemplo 2 - Tornear cônico interno
1. Torneie cilíndrico interno no diâmetro menor do cone.
Observação
M Leve em conta o comprimento do cone.
2. Fixe o carro superior no ângulo de inclinação do cone.
3. Prenda a ferramenta de alisar interno.
Observação
M Movimente a ferramenta, girando-a no sentido das
flechas, para acertá-la na altura, utilizando, para isso,
o verificador.
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4. Situe o carro principal em posição de tornear o cone
e fixe-o.
Observação
M Sendo o comprimento do cone igual ao comprimento
da peça, a ferramenta deverá sair do lado da placa
aproximadamente 5 mm.
5. Determine a rpm, considerando o diâmetro maior do
cone.
6. Torneie o cone.
Observações
M As demais fases de execução são iguais as do
torneamento cônico externo com o carro superior.
M Para alisar, dê os passes no sentido de B para A e
repasse de A para B, sem dar profundidade de corte.
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Vocabulário técnico
Carro superior - Espera, carro orientável.
Goniômetro - Transferidor.
CÁLCULO DE INCLINAÇÃO DA ESPERA DO TORNO
Cálculo
Determinar o ângulo de inclinação da espera, para se
tornear o cônico indicado abaixo:
Convenções
I = Ângulo de inclinação da espera
(ângulo de inclinação do cone)
C = Comprimento do cone
D = Diâmetro maior do cone
d = Diâmetro menor do cone
tang. i = Tangente do ângulo i
Fórmula: tang. i = D - d
2 x C
Dados
C = 110 mm
D = 80 mm
d = 74 mm
Pedido: i
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Solução
Substituindo, na fórmula, os valores literais pelos valores
numéricos dados, teremos:
Tang i = 80 -74
2 x 110
Tang i =
6
3
=
3
2
1
X 110 110
3,0000 110
0800 0,027 2
0300
080
tang.i = 0,0272
Resposta: i = 1º 30´
Consultar a tabela de tangentes, onde encontrará tang.
1º 30' (um grau e trinta minutos)
0501 - USINAGEM - TORNEARIA
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