P. 1
DIREITO CONSTITUCIONAL

DIREITO CONSTITUCIONAL

|Views: 80|Likes:
Publicado porAna Flávia ML

More info:

Published by: Ana Flávia ML on Oct 23, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/01/2013

pdf

text

original

1

1) TEORIA GERAL DO ESTADO O Estado é uma entidade relativamente recente na história universal. Falar em Direito Constitucional é, antes de tudo, falar de Estado. Estado é uma sociedade politicamente organizada, dotada de território, de um povo e com objetivos determinados. Quem primeiro tratou desta realidade, com este sentido, foi Maquiavel, em 1513 – livro O príncipe – “os Estados são principados ou são repúblicas”. Antes de 1513 já existiam organizações da sociedade, ex.: Aristóteles já o fazia. Estado não é sinônimo de país – é o componente espacial do Estado. O nome do nosso Estado é República Federativa do Brasil; já o nome do país é Brasil. Alguns Estados possuem o mesmo nome do país. Estado não é sinônimo de nação – é o conjunto de pessoas ligadas pela a mesma origem, pela mesma história, pela mesma religião, pela mesma língua ou idioma. Para os EUA, por ex., Estado é igual à nação (origem anglo-saxônica). Adotamos uma cultura românico-germânica. Estado não é sinônimo de pátria – pátria não é um conceito jurídico (é um sentimento, “terra que amamos”). A CF se vale de conceitos não jurídicos.

1.1) ELEMENTOS CONSTITUTIVOS OU ESTRUTURAIS DO ESTADO A doutrina identifica 4 elementos: • • • • Poder Território Povo Objetivos

1.1.1) Poder É a capacidade, possibilidade de imposição de vontade sobre a vontade de terceiros.

2 • Possibilidade de imposição de violência legitima (coercibilidade obrigatoriedade)– exemplo busca e apreensão – decorre do poder político que emana do Estado Existem várias formas de imposição de poder. O Estado exerce um poder político. Nada mais significa do que a imposição da violência legítima. O Estado exerce tal poder para que seus membros não voltem à barbárie. A violência legítima é chamada também de obrigatoriedade, coercibilidade. A palavra “poder” possui vários significados na CF • 1º sentido – Poder significando povo, soberania popular; art. 1º, parágrafo único, da CF – Todo poder emana do povo – logo, vivemos numa democracia (dominação do povo). Quer dizer soberania popular. Se todo poder emanasse de Deus, viveríamos numa teocracia. Se todo poder emanasse de uma determinada classe social, viveríamos numa oligarquia. Vivemos numa democracia semi-direta/representativa – em regra, o povo, que é o titular do poder, exerce-o através de representantes eleitos. Exceções: o povo exerce o poder diretamente em determinadas situações: a) tribunal do júri (art. 5º, XXXVIII, da CF); b) ação popular (art. 5º, LXXIII, da CF); c) iniciativa popular (art. 61, parágrafo 2º, da CF); d) consulta popular (art. 14 da CF) – ela é o gênero, dividindo-se em referendo e plebiscito. Há quem define a democracia em participativa – o povo, titular do poder, participa da organização do Estado (ex.: conselho municipal de segurança, de saúde etc.); 2º sentido – Poder como órgão (Executivo, Legislativo e Judiciário). Adotamos a organização de Montesquieu; tecnicamente, é incorreto falar em divisão tripartite de poder (o poder é uno); artigo 2º da CF. Poder no sentido de órgão. Pode com P maiúsculo. 3º sentido – poder significando função – função jurisdicional (art. 92 da CF), executiva (art. 76 da CF) e legislativa (art. 44 da CF).

Há quem denomine povo de soberania nacional.

1.1.2) Território

3 É o componente espacial do Estado. É a porção da terra sobre a qual o Estado exerce a sua jurisdição. Existem duas espécies de territórios: • Território em sentido restrito/real/propriamente dito – é a porção circunscrita pelas fronteiras nacionais. Dentro dele, há o solo, subsolo, mar territorial, espaço aéreo nacional e plataforma continental. o Mar territorial nacional – a lei 8617/93 define mar territorial. A lei define que mar territorial é equivalente a 12 milhas náuticas (cada milha tem 1852 metros). Exercemos sobre ela nossa soberania, jurisdição. Depois das 12 milhas, a lei faz referência à zona contígua – são 12 milhas marítimas/náuticas (12 + 12). A lei ainda faz referência a mais 188 milhas da zona economicamente explorável (a partir das 12 milhas do mar territorial – 12 + 188) – na verdade, ela começa depois dos 12 primeiras milhas, incluindo a zona contígua. Na zona contígua, o Estado pode exercer o seu poder de polícia para proteger o seu território, fiscalização aduaneira, exercer fiscalização sanitária e de emigração. Na zona econômica, o Estado tem a preferência na exploração econômica. o Espaço aéreo nacional – há um costume que o espaço aéreo é nacional até onde as naves civis e militares podem voar. Acima disso, o espaço é sideral, para uso de fins científicos. Não há uma definição legal. o Plataforma continental – art. 20 da CF. É um bem da União. È o solo e subsolo do mar territorial. • Território ficto/por ficção/por extensão – são determinadas situações jurídicas que a lei equipara a território: o Embarcação pública nacional onde quer que esteja o Embarcação particular nacional no mar territorial nacional e no mar internacional o Aeronave pública nacional onde quer que esteja o Aeronave particular nacional nacional e internacional no espaço aéreo

4 OBS.1: extensão. representação diplomática não é território por

OBS.2: Passagem inocente – a mesma lei que conceitua mar territorial conceitua a passagem inocente – art. 3º. Ex.: navio que vem da França com destino ao Uruguai; acabará passando pelo Brasil de forma inocente. Um sujeito cometendo um crime dentro deste navio, a jurisdição nacional brasileira não será competente para julgar tal crime – em regra.

1.1.3) Povo Vem definido no art. 12 da CF. O conceito de estrangeiro é dado por exclusão (os que não forem nacionais).
Art. 12. São brasileiros: I - natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007) II - naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

Povo não é sinônimo de habitantes, população (são conceitos demográficos, geográficos etc.). Dentro do conceito de população há o povo, mais estrangeiros, mais apátridas. Existem dois sentidos de cidadão: a) cidadão em sentido restrito – o nacional que exerce direitos políticos (art. 12 + art. 14 da CF); b) cidadão em sentido lato – toda pessoa humana que possuem direitos e obrigações.

5 1.1.4) Objetivos Sinônimo de finalidades. Para que serve o Estado? O Estado é dotado de algumas finalidades, mas a busca do bem comum é o maior objetivo do Estado.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação

Uma Constituição que traça objetivos é uma constituição dirigente/compromissária.

1.2) DIVISÃO ESPACIAL DO ESTADO O Estado pode ser considerado por 3 aspectos, perspectivas: a) forma de Estado; b) forma de Governo; c) sistema ou regime de Governo.

1.2.1) Forma de Estado Dentro de um determinado território, quantas pessoas jurídicas com capacidade jurídica existem? Quantos centros que manifestam poder existem? Ex.: dentro do Estado do Uruguai, há apenas uma pessoa política que emana poder, que pode editar leis – é um Estado unitário. Dentro do território do Brasil, há 3 pessoas políticas emanando poder e cada uma com legislativo próprio (UF, Est., Munic.) – é um Estado composto. Falar em forma de Estado é fazer referência à pessoa jurídica com legislativo próprio. O Estado composto pode ser de 2 espécies: a) confederação; b) federação. Histórico da origem dos EUA: 1776 – independência das 13 colônias da Inglaterra; 1777 – tratado com finalidade militar em que estes 13 estados lutariam em conjunto contra a Inglaterra; 1787 – mudaram de uma confederação para uma federação

6 • Diferenças entre confederação e federação

CONFEDERAÇÃO • Nasce através de um tratado internacional As unidades parciais tem direito de secessão/separação As unidades soberania parciais tem

FEDERAÇÃO • • • Nasce a constituição partir de uma


Não possui o direito de separação As unidades parciais são dotadas de autonomia

OBS.1: Unidade parcial é a denominação da parte na forma de Estado. Ela recebe vários denominações, ex.: Suíça chama de cantão, Argentina chama de província; alguns países chamam de departamento, Brasil chama de Estados-Membros (desde 1891 – 1ª constituição republicana). OBS.2: há diferenças entre o processo histórico de formação do Estado, ex.: os EUA é uma federação por agregação/centrípeta (eram 13 estados independentes que se uniram). O Brasil é uma federação por desagregação/centrífuga (os estados-membros foram criados após a criação do Estado brasileiro). Os EUA possuem maior autonomia em função da maneira de formação do seu Estado.

B) Características da federação Existem várias características da federação: • Indissolubilidade do vínculo – as unidades parciais não têm direito de separação – art. 1º da CF. Há instrumentos de proteção desta indissolubilidade do vínculo: o Intervenção federal – art. 34 da CF; o Direito Penal – art. 109, IV, da CF – fala em crime político, previsto na Lei 7170/83 (só cabe ROC diretamente ao STF como recurso – art. 102, II, “b”, da CF);

caput. 32 da CF e Municípios – art.C. Aristóteles disse que existia 3 formas de Governo: monarquia – governo de 1 só. 1. teríamos a demagogia. 1º A República Federativa do Brasil. 21 e 22 da CF. 29 e 30 da CF. • • Existência de um tribunal competente para guardar a CF – STF. 60. Se a monarquia fosse viciada. Estados – art. se a república fosse viciada. Própria existência da CF – só há que se falar em Federação se existir uma Constituição. manifestando-se. poucos. aristocracia – governo de mais de 1.de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação.2. parágrafo 4º. se a aristocracia fosse viciada. A Constituição poderá ser emendada mediante • Art. da CF – 60. que são representantes dos Estados-Membros e do DF. art. art. porém. . A forma de Estado é um núcleo eterno. da CF – constituição superrígida. da CF. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. proposta: III .2) Forma de Governo De que maneira o poder é exercido dentro de um território? No ano de 340 a. 60. ex.: compete à União. III. DF – art. cada uma delas. Participação das unidades parciais na formulação da vontade geral – diz respeito aos Senadores Federais. • Divisão constitucional de competência – só existe federação se existir tal divisão constitucional de competência. Os Deputados Federais são representantes do povo. teríamos a oligarquia. república – governo de muitos.7 Art. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos. 102. Art. intangível da CF – cláusula pétrea – art. existiria a tirania. 25 da CF. pela maioria relativa de seus membros.

temporária. o poder é exercido de maneira: • • • hereditária. Na monarquia. A forma de governo não é cláusula pétrea. Na república. Há o executivo dual – as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo são desempenhadas por autoridades . • ESTUDAR SOBRE ISSO 1. Maquiavel disse existir apenas 2 formas de governo: Monarquia ou República. Há o executivo monocrático – uma única autoridade exerce a função de Chefe de Estado e Chefe de Governo. irresponsável. o poder é exercido de maneira: • • • eletiva.8 Em 1513.3) Sistema ou regime de governo De que maneira se relaciona o Executivo e o Legislativo? Em regra.2. da CF. É princípio constitucional sensível em sede Estadual – art. responsável. vitalícia. • • Uma ou mais autoridades exercendo a função executiva. dois sistemas: presidencialismo e A) Diferenças entre o presidencialismo e o parlamentarismo Presidencialismo Parlamentarismo • • Uma única autoridade exerce a função executiva – art. há parlamentarismo. 34. 76 da CF. VII.

OBS. o que interessa é que exerçamos uma soberania.02.: Itália. • • Existe dependência política do Executivo em relação ao Legislativo. O mandato do chefe do Executivo é determinado distintas. convenções e atos internacionais sujeitos a referendo do Congresso Nacional.9 • Existe independência política do Executivo em relação ao Legislativo. da CF – celebrar tratados. O mandato do chefe do Executivo pode ser reduzido pelo Legislativo • Existem 2 espécies de parlamentarismo: • Monárquico constitucional – o Rei exerce a função de Chefe de Estado e o Primeiro Ministro exercendo papel de Chefe de Governo.2: O sistema ou regime de governo não é uma cláusula pétrea.: art. Israel.: Reino Unido. Republicano – o Presidente exerce a função de Chefe de Estado e o Primeiro Ministro exercendo o papel de Chefe de Governo. ex. França. manifesta-se em nome da unidade nacional. ex. VIII. • ESTUDAR SOBRE ISSO 18.2009 B) Atribuições do Presidente da República B. não interessa a forma do Estado adotado pelo nosso país.1) Chefe de Estado – O Presidente da República fala. 84. Na ordem internacional.1: O Brasil já foi parlamentarista de setembro de 1961 até fevereiro de 1963. . • OBS. em nome da República Federativa do Brasil (o Presidente da República fala em nome de todos nós). Ex.

Em nosso Estado. em seu art. da CF. Uma norma de direito internacional não produz efeitos imediatos dentro do território nacional. 1. 1. Promulgação do tratado através de um decreto do Poder Executivo. e sim um decreto legislativo. A CF. o CN aprova o tratado através de um decreto legislativo – regra – dualismo mitigado/abrandado – a CF não exige lei para a aprovação do tratado internacional. Se o tratado internacional tiver por objeto a pesca de bacalhau entre o Brasil e Paraguai (matéria não . I. 3. nossa CF não adota o princípio da recepção automática (em alguns Estados. 49. Assim. 4º.3. Ele também exerce a chefia superior da Administração Pública Federal. I. 2. ex. a norma de direito internacional produz efeitos imediatos dentro de seus territórios. a norma só produz efeitos se ela for recepcionada de acordo com o que determina a CF. O Presidente da República.: Portugal).3) RECEPÇÃO DOS TRATADOS INTERNACIONAIS Questiona-se a natureza jurídica dos tratados internacionais.10 B. no exercício de Chefe de Estado.1) Forma internacional de recepção da norma de direito Segue-se um procedimento: 1. com que faz que adotemos um dualismo jurídico – existem duas ordens jurídicas: a nacional e a internacional. faz referencia à independência nacional. O Congresso Nacional deve aprovar o tratado internacional (referendar) – art. celebra um tratado internacional – não está produzindo efeitos ainda. 4.2) Chefe de Governo – O Presidente da República fala em nome da União Federal (pessoa jurídica de Direito Público interno). Tal unidade de funções numa única autoridade não acontece no parlamentarismo – há duas ou mais autoridades exercendo a função executiva.

: Pacto San Jose da Costa Rica. O ***STF entende que aqueles tratados internacionais sobre direitos humanos. ostentará o status de lei ordinária. Alguns votos (no STF) chegaram a mencionar a palavra revogação (cf.11 relacionada a direitos humanos). desde que este seja mais favorável. LFG . vale o tratado (que conta com primazia. seja em razão da sua posição hierárquica superior. A incompatibilidade vertical material descendente (entre o DIDH e o direito interno) resolve-se em favor da norma hierarquicamente superior (norma internacional). por ex. Os tratados de direitos humanos não referendados com o quórum de 3/5 serão considerados normas supralegais. anteriores à EC 45/04 – ex. que produz "efeito paralisante" da eficácia da norma inferior (Gilmar Mendes). FLÁVIA PIOVESAN.. desde que conflitante com o DIDH. Em ambas as hipóteses. a. c. dizendo que se o tratado internacional sobre direitos humanos for aprovado com quorum de 3/5. Se o tratado internacional tiver por objeto direitos humanos. 3ª posição) Existe quem defenda que seja norma infraconstitucional (mesma natureza de lei ordinária) – o antigo STF (até pouco tempo atrás).: A EC 45/2004 trouxe matéria nova. afasta-se a sua aplicabilidade (sua validade). a doutrina não é pacífica a respeito dessa natureza jurídica. O tratado possui "eficácia paralisante" da norma ordinária em sentido contrário. OBS. seja em razão do princípio pro homine). RE 466.Quando há conflito entre a lei ordinária e o tratado internacional de direitos humanos. Pouco importa se o direito ordinário é precedente ou posterior ao tratado. 1ª posição) Existe quem defenda que tal tratado seja uma norma supraconstitucional (acima da Constituição) – BIDART CAMPOS. são normas supralegais (abaixo da CF e acima da lei ordinária). 5.343-SP e . todas as normas internas (anteriores ou posteriores à CADH) perderam sua eficácia prática (isto é. No caso da prisão civil do depositário infiel. b. será equivalente à emenda constitucional. apenas paralisa o seu efeito prático (ou seja: sua validade). sua validade). Não a revoga (tecnicamente). CELSO ALBUQUERQUE DE MELLO. Assim. hoje não é mais possível a prisão do depositário infiel. 2ª posição) Existe quem defenda que possua natureza de norma constitucional – LUIZ FLÁVIO GOMES.

Min. em detrimento da regra internacional (inferior).343-SP e no HC 87. o que acontece quando a incompatibilidade vertical material (ascendente) ocorrer entre o DIDH e a CF? Qual norma prepondera? Como podemos dirimir esse conflito? Há três clássicos critérios de solução das antinomias normativas. Ou seja: em princípio vale a regra constitucional (superior). Todas as normas internacionais que especificam ou ampliam o exercício de um direito ou . Quando o tratado é mais protetivo (que o direito interno).585-TO). uma norma nova não pode retroceder ou diminuir direitos conquistados em norma anterior (fala-se aqui em efeito cliquê da lei anterior mais protetiva). Por quê? Porque em matéria de direitos humanos o critério da hierarquia não é absoluto e deve ser conjugado com outros critérios. v. As fontes dialogam (ou seja: admitem duas lógicas). que fica excepcionada quando a norma internacional é mais favorável. Sepúlveda Pertence (assim como voto do Min. (b) princípio "pro homine" (que conduz ao diálogo entre as várias fontes normativas). a validade da norma internacional é indiscutível (porque ela está complementando a CF.785.585-TO). Nesse sentido: RHC 79. (b) o tratado conflita com a CF (o tratado restringe ou suprime ou impõe modificação gravosa ou elimina um direito ou garantia constitucional). especificando um direito ou garantia ou ampliando o seu exercício).). Os primeiros contariam (de acordo com sua visão – NÃO É O QUE PREDOMINA – COMO JÁ DITO: PODEM SER SUPRALEGAIS OU CONSTITUCIONAIS) com status constitucional. rel. Os segundos não (valem como lei ordinária. (b) especialidade: lei especial derroga a lei geral. No seu (didático) voto (HC 87. (c) posterioridade ou critério cronológico: lei posterior revoga a anterior. entretanto. isto é. logo. Tecnicamente não é bem isso (na prática. Celso de Mello no RE 466. segue também o critério da hierarquia. salvo disposição em sentido contrário). Celso de Mello dividiu o Direito Internacional em dois blocos: (a) tratados de direitos humanos e (b) outros tratados internacionais (mercantil. equivale a isso). destacando-se: (a) o da vedação do retrocesso. Essa é a regra geral. São eles: (a) hierárquico: norma superior revoga a inferior.585-TO) o Min. equivale a ter sido revogada. O conflito entre normas de direitos humanos. No que diz respeito aos primeiros (tratados de direitos humanos) uma outra fundamental distinção foi feita (por ele): (a) o tratado não restringe nem elimina qualquer direito ou garantia previsto na CF brasileira (explicita-o ou amplia o seu exercício). A norma inválida não pode ter eficácia (aplicabilidade).g. em regra. Situação diversa: e quando os tratados internacionais conflitam com a Constituição brasileira.12 HC 87. ou seja.

Celso de Mello) o chamado "bloco de constitucionalidade" (que é a somatória daquilo que se adiciona à Constituição. Como se vê. é mais aberto ou mais flexível que o direito interno) ficou proclamada (no voto do Min. em razão dos seus valores e princípios). ainda. garantias. A Constituição deve refletir o que é a sociedade. aparecem dois outros: (a) inadimplemento voluntário e (b) inescusável de obrigação alimentícia. mais favorável ao ius libertatis). 7) diz que ninguém deve ser detido por dívidas e que este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar. inc. Celso de Mello) a primazia da CF. Na verdade. existindo diversos sentidos para o seu entendimento. prerrogativas. além desse requisito (que vem contemplado no inc. A Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. SENTIDOS TRADICIONAIS DE CONSTITUIÇÃO Sentido sociológico de constituição Quem fez o estudo deste sentido foi FERDINAND LASSALE. é um conceito em crise. prevendo os seus conflitos. pois até hoje os estudiosos não chegaram a um consenso ao seu respeito. é a Convenção que prepondera sobre a Constituição brasileira. competências. Na Constituição brasileira (art. 7º. Note-se que a exigência feita diz respeito à autoridade judiciária competente. nesse ponto. consistindo na lei fundamental da sociedade. deveres e encargos. Em todas as sociedades há interesses que se chocam.13 garantia constitucional passam a compor (de acordo com a visão do Min. Aplica-se sempre a norma mais favorável ao exercício do direito ou da garantia. 5º. Eis um exemplo: prisão civil do alimentante. LXI). a CF brasileira é muito mais exigente (logo. No que diz respeito à prisão do depositário infiel. Ele dizia que a Constituição refletia os fatores reais de poder de uma sociedade. Na segunda hipótese (o tratado restringe ou suprime ou impõe modificação gravosa ou elimina um direito ou garantia constitucional ou. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO UADI – Traduz-se por um conjunto de normas jurídicas que estatuem direitos. Nessa parte ela prepondera sobre a Convenção Americana. Ou seja: sempre deve ter incidência a norma mais favorável. LXVII). Se ela não refletir o que é a sociedade (não refletir tais .

as outras normas que estão na Constituição. Quanto mais alto estiver a lei. Todas as normas jurídicas de um país estão dentro de uma pirâmide. É uma norma que faz duas coisas: a) a Constituição é a norma que estrutura o Estado (sé é República. Sentido jurídico de constituição Quem fez o estudo deste sentido foi HANS KELSEN. ela não passa de uma folha de papel. Sua preocupação era entender o que era o Direito. KELSEN aloca constituição no mundo do dever ser e não no mundo ser. isoladamente. caracterizando-a como fruto da vontade racional do homem e não das leis naturais. são leis constitucionais. positivada.14 fatores reais). lei nacional no seu mais alto grau. cuja função é servir de fundamento lógico transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva. • PLANO LÓGICO-JURÍDICO PLANO JURÍDICO-POSITIVO • • Norma fundamental hipotética Plano do suposto • • Norma posta. mas não são Constituição – materialmente. está a Constituição. No topo desta pirâmide. Para este autor. Estão na Constituição. conjunto de normas que regula a criação de outras normas. A Constituição teria outro objetivo: é a decisão política fundamental de um povo/do titular do poder constituinte. Presidencialista. b) Constituição é norma que assegura um rol de direitos fundamentais. não são constitucionais. mais ela vale. fora estas duas. etc. Jurídico-positiva – Equivale à norma positiva suprema. A concepção de KELSEN toma a palavra constituição em dois sentidos: • Lógico-jurídico – Constituição significa norma fundamental hipotética. Monarquia. Norma positivada suprema . Sentido político de constituição Quem fez o estudo deste sentido foi CARL SMITH.). Só é constituição aquela que reflita a sociedade.

etc. Instrução Normativa.15 • Fundamento lógicotranscendental da validade da Constituição Jurídico-positiva. 5º. Constituição positivista .). Res. no art. OBS. Ordem de Serviço. Povo Território. Finalidade. Princípio da Supremacia da Constituição – fundamenta que a Constituição vale mais do que as outras leis. OUTROS SENTIDOS DE CONSTITUIÇÃO Constituição jusnaturalista VICTOR CATHREIN. No meio da pirâmide estão as leis (todas as espécies normativas primárias – LC. Circular. a possibilidade de tratados internacionais sobre direitos humanos possuírem equivalência com as emendas constitucionais. só é constitucional o que estiver inserido na Carta Maior. desde que observados os requisitos formais. O Brasil adotou o sentido formal. A Constituição deve trazer em si os elementos integrantes (componentes ou constitutivos) do Estado. Portaria.: O parâmetro de constitucionalidade ganha novo colorido com a EC 45/2004 ao estabelecer. e em baixo. É a constituição concebida à luz dos princípios do direito natural. os regulamentos (Decreto. principalmente no que concerne aos direitos humanos fundamentais. LO. parágrafo 3º. ou seja. quais sejam (já vistos no ponto 1): • • • • Soberania. Dec Leg). LDel. MP.

ao desporto. Constituição estruturalista A constituição não será apenas certo número de preceitos cristalizados em artigos e parágrafos. existiria uma nova constituição para auscultar as necessidades sociais. GRIMM. visando reger o processo de criação. Constituição institucionalista SANTI ROMANO. as quais visam tutelar. A constituição é o produto da supra-estrutura ideológica.16 JELLINEK. sob inspiração de um pensamento diretor. É o caso da constituição-balanço. desenvolvimento e utilização de novas tecnologias científicas. A cada passo da evolução socialista. É o inverso da constituição-garantia ou constituição-quadro. e sim uma unidade estrutural. o direito à cultura).é aquela que almejar garantir a liberdade limitando o poder. ao ensino. Também chamadas de constituições biológicas. condicionada pela infra-estrutura econômica. Constituição marxista KARL MARX. Constituição culturalista STEIN. é dizer. os estágios das relações de poder. salvaguardando biodireitos e biobens. que conforme a doutrina soviética. um conjunto orgânico e sistemático de caráter normativo. É o produto do fato cultural (conjunto de normas constitucionais referentes à educação. Visam assegurar a dignidade da pessoa humana. Constituição biomédica JOÃO CARLOS SIMÕES GONÇALVES LOUREIRO. com vistas a cumprir programas de ordem social (lembra a própria acepção sociológica de constituição). . Constituição é o conjunto de normas emanadas do poder do Estado. em sentido amplo. são aquelas que consagram normas assecuratórias da identidade genética do ser humano. dos fins políticos. prescreve e registra a organização política estabelecida. É a expressão das idéias fortes e duradouras.

do tom persuasivo do discurso político. Seu objetivo é definir competências. tão-só. processual ou instrumental. A CF de 188. Constituição em branco É aquela que não consagra limitações explícitas ao poder de reforma constitucional. Constituição como estatuto do poder . num período histórico determinado. Constituição instrumental Chamada também de constituição formal. constitucionais. o conjunto de normas que deverão reger a vida em comunidade.17 Constituição compromissória É aquela que reflete a pluralidade das forças públicas e sociais. Constituição suave É aquela que não contém exageros (não fazem promessas baseadas na demagogia política). Constituição oral É aquela em que o chefe supremo de um povo proclama de viva voz. o conjunto de normas cujo conteúdo estabelece a organização jurídica de uma dada comunidade. para limitar a ação dos Poderes Públicos. Constituição empresarial Designa. oriunda de compromissos exemplifica as cartas compromissórias. é fruto de conflitos profundos. do jogo de interesses. é aquela em que as suas normas equivalem a leis processuais.

de toda e qualquer norma constitucional. simples particulares. limitadas por essência. é o Judiciário que aplica a carta maior ao caso concreto. intrínseco. ao fazer leis. pois. Aplicável. simples Não se busca aqui o sucesso da carta magna. como veremos. O Legislativo. uma vez que. Por isso que não existe na constituição norma “não jurídica”. aplicam norma geral. é o preceito da carta maior capaz de produzir efeitos jurídicos. EFICÁCIA CONSTITUCIONAL É a capacidade das normas supremas do Estado produzirem efeitos.18 A constituição equivale a um mecanismo para legitimar o poder soberano. . aplica normas constitucionais. Esses efeitos variam em grau e profundidade. ao ditar atos administrativos. Efetivamente. A eficácia normativa é um atributo in fieri. mas a sua aptidão técnica para produzir efeitos jurídicos. também aplica a constituição. ou seja. quando celebram contratos ou fazem testamento. EFICÁCIA NORMATIVA DAS CONSTITUIÇÕES Eficácia normativa ou técnico-jurídica é a possibilidade de aplicação da norma constitucional. possuem um mínimo de eficácia. ao expedir decretos. prevalecente no seio da sociedade. contudo. o Executivo. Até as normas programáticas. APLICABILIDADE CONSTITUCIONAIS E EFICÁCIA DAS NORMAS APLICABILIDADE CONSTITUCIONAL É a possibilidade de incidência da norma constitucional no caso concreto. consagram o dever do legislador de regulá-las. segunda certa idéia de direito. o administrador ou o servidor público. aplicam normas gerais.

são aquelas normas da Constituição que. Mediante a eficácia social. Uma norma constitucional não se realiza (efetividade) se inexistir a mínima chance de ser aplicada (eficácia normativa). É o mesmo que efetividade. a constituição não for aplicada pelo Judiciário. porque seus comandos perdem a importância. O que se busca com a eficácia social é o sucesso da constituição. E se. EFICÁCIA SOCIAL DAS CONSTITUIÇÕES Eficácia social ou sociológica é a incidência concreta e regular das normas constitucionais sobre os acontecimentos da vida. ela continua eficaz? R. correspondendo aos fatores reais do poder que regem a sociedade. Sem eficácia social a vontade da constituição não se realiza. imediata e integral. Mesmo inefetiva. seguida e aplicada.: Sim. CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS SEGUNDO JOSÉ AFONSO DA SILVA (mais conhecida) Normas constitucionais de eficácia plena Normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade direta. Norma constitucional efetiva. regulamentada pelo Legislativo. é aquela obedecida. cumprindo-se na prática. portanto. tampouco obedecida pelos seus destinatários. Não têm a necessidade de ser integradas. independentemente de norma integrativa infraconstitucional. no momento em que esta entra em vigor. pois faz prevalecer os fatos sociais e os valores positivos inseridos nas constituições. estão aptas a produzir todos os seus efeitos. sob pena de não ter vigência. da ótica normativa. É o . Note-se que a efetividade depende da eficácia jurídica para materializar-se. efeitos normativos. seguida pelo Executivo.19 O mínimo de eficácia é a possibilidade de todo e qualquer preceito constitucional produzir. concretamente. ela continua produzindo efeitos normativos ou técnico-jurídicos. sociologicamente falando. o texto maior concretiza-se no seio da sociedade.

Seria igual à plena. não só através de lei infraconstitucional. Ela permite lei. Ela se aplica de forma direta. e admite lei. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência. A restrição de referidas normas constitucionais pode se concretizar. mediata ou diferida. pois não consegue se aplicar a quase nada (possuem baixa carga normativa). mas possivelmente não integral. mesmo que mínimos – o que já se chamou logo acima de mínima eficácia. art. 19. Tal norma pedirá por lei (vindo da expressão “nos termos da lei”). admite que a lei reduza os seus efeitos. XIII. resto. Ela depende de lei e a exige. De Enquanto não materializado o fator de restrição. Ela não depende de lei. gera alguns efeitos. são aquelas normas que. a norma tem eficácia plena. mas. 2º. precisando de uma lei integrativa infraconstitucional. 5º. Normas constitucionais de eficácia limitada Também chamadas de normas constitucionais de eficácia diferida.20 que a doutrina norte-americana chamou de normas auto-aplicáveis. imediata. 136. §1º e 139 da CF/88). ela é igual à plena. da CF. a decretação do estado de defesa ou de sítio. no momento em que a Constituição é promulgada. produzir todos os seus efeitos. porém. têm aplicabilidade direta e imediata. desde que ocorram certos pressupostos de fato. também. Embora tenham condições de. Exs. Possui aplicabilidade indireta. porém. profissão ou ofício. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Maior exemplo em provas é o art. de imediato. 21. limitando diversos direitos (arts. como.: art. pela incidência de normas da própria constituição. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. 20. A norma de eficácia limitada que não é regulamentada não gera efeito no caso concreto. quando da promulgação da nova Constituição. e exige lei. Normas constitucionais de eficácia contida Também chamadas de normas constitucionais de eficácia prospectiva . em outras situações. . Norma muito abstrata dependerá de lei. da CF – é livre o exercício de qualquer trabalho. por exemplo.

ao mesmo tempo. os efeitos que ela gera são: 1) Determina a elaboração de uma lei – determina que o legislador legisle. sob pena.: art. que pode ser impugnada por ADIn por omissão ou Mandado de Injunção (ex: a Lei de greve dos funcionários públicos). ex. entidades ou institutos. 205 – direito à educação. exs. reforma e. UADI – Poder constituinte é a potência que faz a constituição.: a seguridade social deve ser gerida pelo INSS. A finalidade do poder constituinte é atuar nas etapas de criação. mutação das cartas políticas. art. • PODER CONSTITUINTE CONCEITO E FINALIDADE É o poder de fazer Constituição. . nos termos da lei. De princípio ou conteúdo institutivo – ela determina por lei a criação de um órgão. e. A) Espécies de normas de eficácia limitada • De princípio ou conteúdo programático – ela fixa um caminho que a norma deve seguir. um programa a ser seguido. 196 – direito à saúde. também. de incidir em inconstitucionalidade por omissão. a competência que a modifica. a ser implementado pelo Estado. art. 2) aponta o sentido que a norma deve seguir – ela indica o programa a ser seguido.21 Assim. 215 – direito à cultura etc. visando a realização de fins sociais. 3) tem o efeito paralisante – ela revoga a legislação inferior incompatível e torna inconstitucional a legislação posterior compatível. para que o legislador ordinário os estruture em definitivo.. São aquelas através das quais o legislador constituinte traça esquemas gerais de estruturação e atribuições de órgãos.

destacando-se. tal qual concebida em sua feição clássica. Tal idéia de supremacia advém da constatação de que a constituição é soberana dentro do ordenamento. todas as demais leis e atos normativos a ela devem adequar-se. Consequência: não se admite agressões à sua magnitude. Sieyès atuou na constituinte da Revolução Francesa. dizendo que só a Nação tem o direito de fazer uma Constituição. Para ele.22 Pode-se considerar a expressão mais elevada do fenômeno político do poder NATUREZA DO PODER CONSTITUINTE – CONCEPÇÃO CLÁSSICA: A TEORIA DE EMMANUEL JOSEPH SIEYÈS A teoria do poder constituinte. porque supremacia constitucional é o vínculo de subordinação dos atos públicos e privados à constituição de um Estado. formando um escalonamento de diferentes níveis e no nível mais elevado do Direito Positivo está a CF. SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO Quando se fala em supremacia das constituições. a lei fundamental do Estado. O ordenamento compõe-se de normas jurídicas situadas em planos distintos. Deve-se a ele a noção primeira do poder constituinte. as idéias desenvolvidas pelo Abade Emmanuel Joseph Sieyès (1748-1836). administrativos e jurisdicionais como os atos praticados por particulares submetem-se à supremacia da . porque é a própria lei. só existindo acima dela o direito natural. não se devendo socorrer à burguesia. Por isso. pensamos em preeminência. Ele parte do princípio de que a ordem jurídica é estabelecida pela própria Nação. no período do movimento político-cultural do constitucionalismo. a Nação existe antes de tudo. à época. Tanto os atos legislativos. hegemonia. bastaria examinar as leis constitucionais que regulam a organização e as funções do corpo legislativo. aparece com o desenvolvimento da Revolução Francesa (1789). é a origem de tudo. superioridade. que é o parâmetro. E faz sentido. Dizia que para se ter uma idéia das leis positivas. sendo sua vontade sempre legal.

que esparge sua força normativa em todos os segmentos do ordenamento jurídico. administrativos e jurisdicionais. A CF de 1988 apóia-se no primado da rigidez. seria impossível distinguir as leis comuns das leis constitucionais. do mesmo modo que os privados.23 Constituiçao. Princípio da defesa da constituição – no momento que a supremacia constitucional confere superioridade hierárquica às normas constitucionais. situada no vértice do ordenamento jurídico. Do contrário. Princípio da força normativa da constituição – as normas constitucionais possuem uma força interna que influencia o entendimento das leis comuns e dos atos públicos e privados. Reflexos da supremacia constitucional na ordem jurídica Princípio da adequação ou da simetria – os atos legislativos. do bom senso. É da essência da rigidez a supremacia formal das constituições. decretos legislativos e resoluções sobreponham-se à sua magnitude. não permite que confundamos o ato de elaboração das leis comuns com o procedimento solene e dificultoso utilizado para a sua reforma. do sentimento de justiça e da prudência. devem ser simétricos com relação ao texto maior. à luz da racionalidade. medidas provisórias. Princípio da razoabilidade – os atos públicos e privados devem ser praticados com base nos fins estatuídos nas constituições. da lógica. logo todas as leis devem a ela obediência). apresentando a supremacia formal. Princípio da hierarquia – os atos públicos e privados submetemse à gradação do ordenamento jurídico em suas diversas camadas (no topo da pirâmide encontra-se a CF. . Princípio da rigidez constitucional – a constituição. torna-se responsável pela guarda da constituição. leis delegadas. não permitindo que emendas constitucionais. leis complementares. leis ordinárias. Supremacia formal da constituição É a particular relação de superioridade em que se encontram submetidos os atos públicos e privados de um ordenamento.

A consciência constitucional. políticas e econômicas de acordo com o amadurecimento da consciência constitucional. O dever de acatamento aos seus preceitos não vem registrado num texto escrito. As constituições flexíveis e as histórico-costumeiras. Já nos textos constitucionais rígidos ocorre o inverso. Tal consciência também é encontrada nos textos dotados de supremacia formal. que se encontra conectada com aquele fenômeno que os alemães chamaram de vontade de constituição – é o elemento subjetivo pelo qual a força normativa se concretiza (presente nas constituições dotadas da supremacia material . a consciência de que se deve acatar os seus princípios e preceitos brota de documentos solenes e cerimoniosos. as relações sociais. por ex. regulando. A consciência constitucional gera uma espécie de acatamento que faz com que os poderes públicos e os particulares sujeitem suas condutas às normas constitucionais. possuem a supremacia material. Supremacia material ou substancial da constituição É a que decorre de uma consciência constitucional. Daí dizer que a supremacia formal é exclusivamente das constituições rígidas. responsável pela estabilidade da ordem jurídica. Por seu intermédio. Todos os Poderes e competências governamentais só serão legítimos na proporção de sua autoridade.24 Consequência: por encontrar-se no topo da estrutura hierárquica do ordenamento brasileiro. a CF determina a validade dos atos públicos e privados. erigidos para esse fim. deflui do fator sociológico. as normas supremas do Estado se concretizam. Neles. no plano da vida.. nesse caso. Tanto a supremacia material como a formal sujeitam-se ao influxo da força normativa da constituição. Supremacia constituição constitucional e força normativa da Força normativa da constituição é a energia vital que lhe confere efetividade ou eficácia social. Só que na supremacia constitucional essa consciência é muito mais sociológica do que propriamente técnico-jurídica.

apresentada em graus: poder constituinte de 1º grau. 2º grau e 3º grau.). contudo. conseguir adaptar o texto maior a esses fatores naturais. FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DO PODER CONSTITUINTE São as diversas maneiras pelas quais ele se expressa.25 ou supremacia formal). Hoje em dia a matéria é apresentada de outra forma. de primeiro grau. MICHEL TEMMER – poder constituinte é só o originário. responsável pelas mutações constitucionais. Os `utros são poderes constituídos (derivado e o decorrente). – poder • • Poder constituinte decorrente – poder jurídico que elabora e modifica as constituições dos Estados-Membros. Se o intérprete. então a força normativa da constituição se realizará. trata-se de uma espécie do gênero poder constituinte secundário. Há autores – ALEXANDRE DE MORAES .que entendem que o derivado é subdivido em: de reforma (revisão) e decorrente. UADI o classifica da seguinte forma: • Poder constituinte originário – poder de fato que estabelece a constituição. • PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO É o poder de fazer uma nova constituição. primogênito. genuíno. Não existe outro. Sinônimos: fundacional. Poder constituinte difuso – poder de fato. derivado e decorrente. tem uma face formal e outra material. Ela depende de uma série de condicionantes naturais (fatores políticos. econômicos. éticos. religiosos etc. Sem vontade de constituição. . A doutrina majoritária classifica em 3 tipos de poder constituinte: poder constituinte originário. Poder constituinte secundário/derivado jurídico que reformula a Constituição Federal. sociais. não há falar em efetividade das normas constitucionais. culturais.

Tancredo Neves.15 de novembro 1891. 1934. 1937.Constituição atual.2ª Constituição (1ª da República). Foi eleito um Presidente Civil.1ª Constituição (do Império) – Poderes: Legislativo.1 (7ª Constituição?) Formalmente era uma Emenda. 1930. b) quando há um rompimento constitucional – país era uma democracia.Golpe Militar – derrubada de João Goulart – Regime Ditatorial 1967. 1946. que faleceu.Contra-revolução que se opunha àquele rompimento constitucional – Revolução constitucionalista de 1932. Judiciário e Moderador.5ª Constituição 1964. 1988 – 8ª Constituição . Executivo.Emenda Constitucional N. tomando o poder 1932.1964-69. Histórico das Constituições 1822.Proclamação da República . quando se editou o AI5 *1969. Discute-se se é uma nova Constituição. 1985 – País é redemocratizado. 1889. tomando posse o Vice. por ex.“nasceu” o Brasil – declaração da independência 1824. Instaurou o Estado Laico.4ª Constituição – Ditadura de Vargas – Estado Novo – Constituição Polaca. sofre uma revolução e se torna uma ditadura. mas materialmente era uma Constituição. deverá então elaborar uma Constituição.Usaram do Ato Institucional – Em 1967 começa a endurecer o regime militar.26 Existem 2 momentos em que se precisa de uma constituição: a) país acaba de nascer.Revolução de Getúlio Vargas. José Sarney.6ª Constituição .3ª Constituição – Governo de Getúlio Vargas – estabelecia vários mecanismos de participação popular. que convocou uma Assembléia Constituinte para 1988. declarou a sua independência. .

monarcas. social. O que prevalece é a vontade da minoria. É o caso da nossa Constituição.27 Natureza O Poder constituinte originário é um poder de fato – sua natureza é fática. Pode ser um ditador. secreto. uso da máquina administrativa. Posta-se acima do plano legislativo. político. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático”. que fazem a constituição. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. De modo geral. universal e periódico. no parágrafo único do art. aristocratas. . do poder econômico etc.). mas também deputados eleitos pelo voto direto. e sim metajurídico. Exercício Depende. grupos militares. E. este escreverá. dentre outros detentores do poder econômico. que remontam à teoria da soberania popular. É o caso dos líderes religiosos. nos termos desta Constituição”. exceto de modo subentendido. que manipula a maioria através dos métodos de dominação das massas (força física. 1º. déspotas. representantes do povo brasileiro. sendo desnecessário haver preceitos normativos para regulamentá-lo. sujeito aos desígnios do Direito. O poder constituinte originário não tem como referencial nenhuma norma jurídica que o precedeu. É um poder preexistente à ordem jurídica. propaganda universal. No Preâmbulo afirma: “Nós. preconiza: “Todo o poder emana do povo. ditadores. é ele que escreve. . se está com um grupo revolucionário. Quem exerce o Poder Constituinte é quem tem o poder Titularidade O titular do poder constituinte originário é o povo. racial ou religioso. extrajurídico. Se o povo está com o poder. Há dois tipos de exercício: 1º) Exercício autocrático – o agente do poder constituinte originário é o representante das forças oligárquicas da sociedade. em declarações preambulares ou em disposições genéricas. Não é um poder jurídico. as constituições não consagram normas para aferir a titularidade do poder constituinte originário.

manifestação ou exteriorização do poder originário: • Aclamação – a multidão se reúne e decide o que deve constar. ou não. seja aprovado ou reprovado – ex. em clima de consenso. Assembléia ou convenção constituinte – os representante eleitos. Formas de exercício. no texto maior – ex. É um poder de fato e não de direito – não se embasa em Direito algum. nessa modalidade de exercício. Pode ele violar direito adquirido. com absoluta liberdade de expressão. Referendo popular – a Assembléia Constituinte submete aos eleitores um projeto de constituição para que. As leis anteriores à Constituição só terão validade se obedeceram á Carta Maior. 1946 e 1988. O Direito começa a partir dele. exercitam o poder constituinte originário por meio de atos institucionais.: carta Francesa de 1946.28 2º) Exercício democrático – prevalecem o pensamento livre e a soberania popular. inexiste o debate democrático – exs. . o poder constituinte originário é protagonizado pela maioria que escolhe os seus representantes eleitos.: constituições das cidades-estado gregas do século V. com o direito de voto – expressão máxima da cidadania -. mediante voto. estatutos. impondo de maneira unilateral suas vontades. • • • Características do Poder Constituinte Originário A) Poder de fato – faz-se uma Constituição e pronto. déspotas. 1937 e 1967. Outorga – os autocratas. C) Ilimitado – é poder em estado bruto.: as Constituições brasileiras de 1891. ditadores. Aqui. que se expressa pelo sufrágio universal. 1934. pelo povo. elaboram a constituição – exs. B) Inicial – ele que começa a vida política do país.: cartas brasileiras de 1824.

Daí esses autores enfatizam que o PCOriginário se limita pelas estruturas políticas.: Art. nenhum poder é completamente inicial.. Mas no campo material. diferente da corrente positivista – doutrina majoritária. autônomo e incondicionado etc. 17 do ADCT também trata da coisa julgada. D) Incondicional – não encontra condicionamentos ao seu exercício. como do ato jurídico perfeito.29 OBS. como veremos a seguir. sociais. 17 do ADCT – proibição de alegação de direito adquirido face à CF de 1988 – quem ganhava acima do teto no setor público teve o seu salário reduzido. A coisa julgada provoca (causa) o direito adquirido – é a causa do direito adquirido. como a vida. por ex. o direito natural limita o poder constituinte originário. das exigências do bem comum. Constituem a . bem como pelos valores ideológicos de que são seus portadores. O poder constituinte originário pode também violar a coisa julgada (ver próximo tópico – limites extrajurídicos do poder constituinte originário). suprajurídicos ou metajurídicos para o poder constituinte derivado. O PCOriginário. E) Especial (UADI) – Não elabora leis comuns. da experiência dos valores. mas somente a constituição. É juridicamente ilimitado e livre de toda e qualquer formalidade. da opinião pública. Assim. vista até agora (o Brasil adota a corrente positivista!) Alguns autores reconhecem a existência de limites extrajurídicos. é juridicamente ilimitado. econômicas e culturais dominantes na sociedade. Tais limitações. o art. Sua função. muito além das fronteiras do Direito Positivo. da influência dos grupos de pressão. STF – o direito adquirido é o efeito de algo. portanto. é especial Limites extrajurídicos Para os jusnaturalistas. na vertente formal. vedações ou proibições situam-se fora do campo jurídicos-positivo. Limites ideológicos – exteriorizam-se através das crenças.

• • PODER CONSTITUINTE DERIVADO É o poder de alterar a constituição.: proibir a liberdade de crença).30 tradução das principais idéias e pensamentos que devem nortear o exercício do PCOriginário. É o poder de fazer Emendas Constitucionais. cumpre ao poder derivado modificar a forma plasmada quando da elaboração genuína do texto básico. Proporcionam uma amplitude de sentido para o poder constituinte. Subdivide-se em: • Limites transcendentes: objetivam impedir a decretação de normas constitucionais que estabeleçam o arbítrio em detrimento das liberdades públicas (ex. Natureza jurídica . recriando e inovando a ordem jurídica.. presente na sociedade num dado momento histórico (ex. Responsável pela função renovadora das constituições. Limites substanciais – Estabelecem os parâmetros para o poder constituinte originário plasmar o conteúdo dos princípios e preceitos constitucionais. Limites imanentes: idéia de direito. Limites heterônomos: condicionam o exercício do poder constituinte originário às normas de Direito Internacional (ex. a educação.: uma constituição não poderá ser criada ao arrepio dos preceitos reguladores de suas relações internacionais). sem os quais o ato de criação constitucional se desconfiguraria em suas linhas-mestras. sempre buscando os fins supremos.: não se poderia transformar o Brasil num estado unitário. Limites institucionais – fornecem ao poder constituinte idéias reguladoras de situações sociais. a propriedade etc. mesmo com o advento de uma nova constituição). como a família. pela consagração de institutos sociologicamente reconhecidos pela comunidade. São chamados de substanciais porque condicionam a matéria a ser inclusa nas constituições pelo poder fundacional do Estado.

No Brasil. . pelas Mesas da Câmara e do Senado. O procedimento revisional não poderá ser utilizado novamente. baseia-se num ordenamento jurídico já existente Titularidade e exercício A titularidade do poder reformador pertence ao povo. O poder reformador é uma competência intermediária entre o poder constituinte originário e o poder legislativo comum. Revisão constitucional – é um recurso instituído pelo poder constituinte originário. 3º da ADCT. em sessão unicameral. cumprindo às Casas do CN. promulgar as emendas constitucionais. e revisão são espécies EMENDA do gênero reforma E ESTUDAR DIFERENCA REVISAO CONSTITUCIONAL ENTRE CONSTITUCIONAL Emenda constitucional – é o recurso instituído pelo poder constituinte originário para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto maior (reforma de menor extensão) – prevista no art. Trata-se de uma reforma de maior amplitude. A CF de 88 também a previu no art. 3º do ADCT esvaiu-se. Pode ser utilizada (apenas uma única vez) em 1994. contados da promulgação do Texto Supremo. Já o seu exercício vem demarcado na CF. pois a eficácia do art. Segundo tal dispositivo. a revisão deveria realizar-se após 5 anos. os agentes da competência reformadora são os deputados e senadores.31 É um poder de direito – um fato jurídico. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. sendo essa a sua natureza. logo. 60 da CF. Ela não é originário. Reforma constitucional Emenda constitucional. Características do Poder Constituinte Derivado A) Poder jurídico – tudo a respeito dele está na lei. no que resultou na aprovação de 6 Emendas Constitucionais de revisão. objetivando mudar a constituição amplamente.

de modo direito ou indireto.direitos e garantias individuais.voto direto. São as cláusulas pétreas (significa “duro como pedra”): I. universal e periódico.32 B) Não-inicial – ele não inicia o ordenamento jurídico de um Estado C) Secundário – não existe por si próprio. III. é uma competência prevista na carta magna. As cláusulas pétreas possuem uma supereficácia. SABER O QUE ALEXANDRE DE MORAES PENSA SOBRE CLAUSULAS PETREAS. logo.separação de poderes. IV. tal discussão pode ser obstruída até por via judicial. Trata-se de cláusulas de inamovibilidade Não se pode nem discutir tais matérias. Contêm elas uma força paralisante de toda a legislação que vier a contrariá-las. via emenda constitucional.forma federativa de Estado. Se por acaso o Presidente da Câmara dos Deputados por em pauta a discussão de alguma das matérias. ou seja. parág. Qualquer parlamentar pode impetrar mandado de segurança no STF para impedir a discussão da emenda – rara hipótese de controle de constitucionalidade preventivo judicial. sujeitando-se. D) Subordinado – haure sua força na obra do poder constituinte originário. Estão no art. Por isso. matéria que reforce tais cláusulas pétreas. Não é a mudança que está proibida. II. 4º da CF. São insuscetíveis de reforma. SE NÃO PODEM NEM SER MODIFICADAS SE NOVOS DIREITOS INDIVIDUAIS TORNAM-SE PETREAS TB ETC ETC O que está proibido na norma é a supressão. aos seus desígnios. 60. uma eficácia total ou absoluta. É preciso que haja uma constituição para prevê-lo. secreto. completamente. Limites do poder constituinte reformador Tais proibições ou condicionamentos servem para balizar a competência reformadora das constituições. pode-se acrescer. “tender a abolir” tais matérias (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO entende que as cláusulas pétreas podem ser alteradas). 1) Limites materiais: são matérias que não podem ser suprimidas da CF enquanto ela existir. .

OBS. Para concursos: estrategicamente. daqui a anos. Estados e Municípios . assim. universal e periódico – voto direto é o do eleitor votando diretamente no candidato de sua escolha – não se admite intermediário. assim. No regime anterior. o voto é predominantemente obrigatório quanto ao critério etário.: Forma de governo (REPUBLICA) e Sistema de Governo (PRESIDENCIALISMO) – não são cláusulas pétreas. são criados tributos únicos federais – inconstitucional. secreto. e não a modalidade. Voto periódico significa dizer que as eleições ocorrem de tempos em tempos. deve-se adotar a primeira corrente. 01-09-2008 Cláusulas pétreas: I. para estes. Forma de governo republicana é princípio constitucional sensível a ser obedecido pelos os Estados-Membros. ex. estabelecer cláusula pétrea é muito grave. Há no Brasil uma hipótese de eleição indireta – eleição para Presidente da República no caso de dupla vacância nos 2 últimos anos do mandato presidencial. obriga-se o tempo futuro a não-modificar tais matérias essenciais hoje que.: extinção dos tributos estaduais e municipais. OBS.: voto obrigatório – dos 0 aos 16 anos é proibido. quiseram com a CF de 1988 expurgar do ordenamento jurídico institutos da época militar. podendo ser posteriormente suprimido novamente via emenda constitucional (para estes. na CF de 1967.33 ***Parte da doutrina entende que o novo direito individual trazido pela EC é cláusula pétrea (o constituinte. Impede-se a tendência a abolir tais núcleos de poderes. Outra parte da doutrina entende que não é cláusula pétrea. é que tal matéria nova esteja integrada nesta categoria de direito imodificável – o que importa é o conteúdo. 16 aos 18 anos é facultativo. Voto universal significa dizer que todos votam. dos 70 anos em diante é facultativo. II.voto direto. e no lugar. poderão ser inúteis para o ordenamento jurídico).núcleos autônomos de poder. NÃO ENTENDI!!!!! . ou seja. este não pode ser revogado). pois. 18 aos 70 anos é obrigatório. Se foi criado um novo direito. o voto era indireto. não se podendo retirar a autonomia destes entes.forma de estado (FEDERALISMO) – divisão de União. deu a categoria de direito. Mas o voto obrigatório não é cláusula pétrea.

e) políticos. OBS.Separação de Poderes – independência entre o Legislativo. O STF chegou a seguinte conclusão: a cláusula pétrea não protege só os direitos individuais. Há rigor. protegido pela cláusula pétrea. ela protege direitos de determinada categoria. b) coletivos. expedindo Medida Provisória e Lei Delegada). A cláusula pétrea veda o exercício de função atípica por um dos Poderes. e não somente uma artigo. ADIn 939 – tratava da IPMF – ofendia ou não o princípio da anterioridade tributária. assume o Vice-Presidente da República. Executivo e Judiciário. Os poderes. vagando é o Presidente do Supremo Tribunal Federal. Mas o que predomina é que a cláusula pétrea protege os direitos fundamentais. deve-se fazer uma interpretação ampliativa. Tal eleição indireta só ocorre se a dupla vacância ocorrer nos 2 últimos anos do mandato presidencial. exercem funções atípicas (ex: Executivo legisla. chega-se a conclusão que a cláusula pétrea só protege a espécie “direitos individuais”. 5º é o lugar que mais traz direitos e garantias individuais. entenderam que o princípio da anterioridade tributária é um direito fundamental. pois. d) nacionalidade. todavia. vagando. não importa onde está o direito. Assim. logo. vagando. assume o Presidente do Senado Federal.Direitos e garantias individuais – no art. Uma interpretação literal realizada. como o 5º. As que existem são permitidas porque o Poder Constituinte Originário as criaram. Só existe tal função atípica.34 Vacância na Presidência da República – O chefe do Executivo é o Presidente da República.: A CF de 1988 foi o primeiro Texto Supremo brasileiro a incluir o princípio da separação dos Poderes dentre as cláusulas pétreas. III. Os fundamentais possuem várias espécies: a) direitos individuais. IV. o Poder Constituinte Originário a criou. c) sociais. Os outros apenas assumem a Presidência e convocam eleições. Será convocada em 30 dias – o próprio Congresso Nacional escolherá o Presidente da República para acabar o mandato vago –mandato tampão. Tal cláusula pétrea protege uma categoria de direitos. Tal hipótese de mandato também será usada quando ocorrer a dupla vacância nos dois primeiros anos do mandato presidencial – caso em que haverá eleição direta – convocada em 90 dias. assume o Presidente da Câmara dos Deputados. Direito fundamental: Canotilho dizia que os direitos fundamentais possuem uma fundamentalidade. vagando. mas existem tais direitos em vários locais da CF. Direito individual é um tipo de direito fundamental. Só terminam o mandato o Presidente e o Vice-Presidente da República. Direito individual e direito fundamental não são a mesma coisa. criada por uma fundamentalidade material – os direitos fundamentais definem estruturas básicas de direito (traz o fundamento dos outros direitos) – e uma .

Quando o art. Estes 3 institutos são chamados de sincopes constitucionais (mais adiante serão estudados). proibindo-se assim a sua revogação.: O que proíbe a emenda é o Estado de Sítio durante a guerra. São 3 momentos: Estado de Sítio. indiretos ou inerentes: todos os outros são fixados no art. 5º o art. parág 5º. está logicamente protegendo o seu próprio texto. Outro exemplo é o de não poder revogar o procedimento de fazer emenda constitucional – posição do o STF. pois. isso porque. Legislatura é o período de 4 anos do Congresso Nacional.35 fundamentalidade formal – é a couraça que tais direitos possuem. possuem rigidez – processo de elaboração mais dificultoso do que os outros direitos – são irrevogáveis. Art. Estado de Defesa e Intervenção Federal. 4) Limites implícitos. e que os não-fundamentais não possuem: eles estão na CF ou são reconhecidos pela CF. para garantir o art.: proibição à dupla revisão – é revogar um artigo que protege a cláusula pétrea e. por ex. mas decorrem da interpretação do texto constitucional. PODER CONSTITUINTE DECORRENTE . 2) Limites circunstanciais: são momentos que proíbem Emendas Constitucionais – art. Todas as características não pertencem a qualquer outro direito conceituado como não-fundamental. 5º. 60. 60 para depois revogar o art. 3) Limites procedimentais: é um obstáculo no processo de alteração da Constituição. da CF – se a matéria da emenda foi rejeitada numa sessão legislativa. Há um limite procedimental explícito: art.: Sessão legislativa é um ano do Congresso Nacional. Ex. parág 1º. posteriormente. OBS. 60 da CF. que coincide com o mandato do Deputado Federal. 5º. tácitos. todos da CF. e não somente a guerra. Ele decorre da própria rigidez constitucional – ela é mais difícil de mudar do que a lei – limite procedimental implícito. 60 deve continuar vigorando. 60. A sessão legislativa é divida em 2 períodos legislativos. 57 da CF – 2 de fevereiro a 17 julho e 1º de agosto a 22 de dezembro – EC 50 de 2006. só poderá ser apresentada novamente na próxima sessão legislativa. da CF. revogar a própria cláusula pétrea (revogar o art. 60 proíbe a revogação do art. OBS. nos momentos instabilidade institucional o país não se encontra em clima de tranquilidade para realizar reformas em sua Lei Maior. Estes não estão fixado na Constituição.).

• Princípios constitucionais estabelecidos (organizatórios) – funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. obedecendo a CF. direta e indireta. Art. os preceitos ligados à Administração Pública etc.podem ser extraídos da interpretação do conjunto de normas centrais.36 É o poder de o Estado fazer a sua Constituição (Constituição Estadual).. Quem escolhe o Chefe da PF é o . por exemplo. com a forma de investidura em cargos eletivos. mas não significa que ele possa fazer qualquer coisa. o processo legislativo. 37) – limite que os Estados possuem ao legislarem e criarem as suas Constituições – princípio da simetria ou da parametricidade. da CF. relacionandose.. • A organização principiológica da Polícia Federal vale para todas as Polícias dos Estados-Membros. 34. dispersas no Texto Supremo de 1988 Princípios constitucionais extensíveis – são aqueles que integram a estrutura da federação brasileira. A autonomia do Estado envolve o direito de fazer a sua própria lei livremente. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. 1º até mesmo os do art. 25 da CF – Os Estados se regem pelas leis e constituições que adotarem. desde os do art. exceto para: VII . ao elaborarem as suas constituições e leis.: • Princípios constitucionais sensíveis – PONTES DE MIRANDA – também chamados de princípios apontados ou enumerados. sob pena de ser decretada a interdição federal nos Estados pela a União: Art. d) prestação de contas da administração pública.assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana. sistema representativo e regime democrático. c) autonomia municipal. *. deverão observar os limites fixados no art. Os Estados-membros. Deve-se observar os princípios da Constituição Federal* (todos eles. os orçamentos. IV a-e. 34.que princípios seriam esses? R. b) direitos da pessoa humana.

UADI – lendo o art. no prazo de seis meses. e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. e o AGU é escolhido pelo Presidente da República dentre qualquer pessoa – não fere o princípio da simetria – a escolha pelo chefe do Executivo foi mantida. DERIVADO E DECORRENTE) SEGUNDO ALEXANDRE DE MORAES 2) NACIONALIDADE Povo é a pessoa humana ligada a um determinado Estado por um vínculo político-jurídico. elaborará a Constituição do Estado. que a promulgará. ele se reporta à obra do poder constituinte originário. 29 da CF. atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. com o interstício mínimo de dez dias. na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: Art. O Município reger-se-á por lei orgânica. OBS. com poderes constituintes. os estrangeiros (os que não são nacionais). ou seja. Povo. ao se referir às leis orgânicas. 29 da CF. bem como às Constituições dos Estados-membros. à CF.37 Presidente da República através do Ministro da Justiça. E. votada em dois turnos. em dois turnos de discussão e votação. respeitado o disposto na Constituição Federal e na Constituição Estadual. OBS. quem escolhe o Chefe da Polícia Civil de um Estado é o Governador através do Secretário de Justiça.1: ADIn – o STF decidiu por 6 a 5 que o princípio foi mantido quando o Estado de São Paulo estipulou que o Governador de Estado só pode escolher o PGE dentre os Procuradores Federais. Exclui-se. . denominado nacionalidade. 11 do ADCT. contado da promulgação da Constituição Federal. portanto. não de uma Assembléia Constituinte. assim. obedecidos os princípios desta. é aquilo que a CF denomina de nacionais. oriundas do poder constituinte decorrente.2: Existe um poder constituinte “municipal”? R. votar a Lei Orgânica respectiva. Promulgada a Constituição do Estado. Cada Assembléia Legislativa. fez questão de frisar que são obra da Câmara Municipal. caberá à Câmara Municipal.:Não. Art. no prazo de um ano. • ESTUDAR A DIVISAO DO PODER (ORIGINARIO. Significa dizer que o mais alto diploma normativo do Município advém de um órgão legislativo comum: a Câmara dos Vereadores. Ao estrangeiro falta este vínculo político-jurídico denominado nacionalidade. Parágrafo único.

2. • • • 2. na nossa CF.1. por naturalização). Definições correlatas • • Povo – conjunto de pessoas que fazem parte do Estado. Cidadania – tem por pressuposto a nacionalidade (é mais ampla que a cidadania). A doutrina denomina de outras formas: originária (primária. 2. secundária (de 2º grau. duas espécies de nacionalidade: originária e secundária.38 Assim. JOSÉ A. adquirida. por aquisição. sejam eles nacionais ou estrangeiros (bem como os apátridas ou heimatlos).2) Nacionalidade secundária . cultura.1) ESPÉCIES DE NACIONALIDADE Existem.1) Nacionalidade originária É aquela que resulta de um fato natural e involuntário denominado nascimento. nacionalidade nata). DA SILVA – A cidadania qualifica os participantes da vida do Estado. nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um determinado Estado. é atributo das pessoas integradas na sociedade estatal. por conseqüência. População – conjunto de residentes no território. caracterizando-se como a titularidade de direitos políticos de votar e ser votado. fazendo com que este indivíduo passe a integrar o povo daquele Estado e. tradições. adquirindo uma mesma identidade sociocultural (só os brasileiros natos e naturalizados). de 1º grau. atributo político decorrente do direito de participar no governo e direito de ser ouvido pela representação política. Nação – conjunto de pessoas nascidas em um território. ladeadas pela mesma língua. costumes. desfrute de direitos e submeta-se a obrigações. Nacionalidade – vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um determinado Estado.1.

o que importa para a definição e aquisição da nacionalidade é o local do nascimento.3. Ex.1) Critério de solo Encontra-se também com a denominação territorialidade ou ius soli . menos os originários de países de língua portuguesa.2) Critério de sangue Denominado também de ius sanguini.39 Resulta de naturalização.3) NACIONALIDADE SECUNDÁRIA Ela pode ser tácita ou expressa. a ascendência. adotam o critério de sangue (querem manter como nacionais os filhos de seus nacionais).1) Nacionalidade secundária expressa Ela pode ser de 2 tipos: • Ordinária – reparte-se em 4 tipos: o Todos os estrangeiros. adotam o critério de sangue (Itália. 2. pouco importando o local onde o indivíduo nasceu O que leva um Estado a adotar um critério de solo ou de sangue. em regra.2. Alemanha). segundo a doutrina. em regra o critério de solo (querem que os filhos dos estrangeiros. Espanha. 2. é que os Estados de emigração (exportam nacionais pra outros Estados).2. em regra. um ato jurídico e voluntário denominado 2. diferentemente dos Estados de imigração (que importam nacionais) adotam.2) CRITÉRIOS ORIGINÁRIA DETERMINANTES DA NACIONALIDADE 2.: Estados europeus. tenham a nacionalidade originária do país da onde estão no momento). O que interessa para a aquisição da nacionalidade é o sangue. a filiação. BRASIL –SOLO 2. . que aqui nasçam.

não interessará. desde que estes não estejam a serviço de seu país – direito de solo “Nascidos na República Federativa do Brasil” – deve-se entender os nascidos no território da República Federativa do Brasil – direito de solo/ius soli.4) ART. 12. Não interessará a nacionalidade dos país estrangeiro.3: Boliviano vem ao Brasil a serviço da Bolívia e aqui nasce o seu filho – será estrangeiro. ele está a serviço de seu país. está no art.4: Boliviano a serviço da ONU. Aqui. FMI – organismos internacionais. Exceção: desde que um dos pais esteja a serviço de seu país de origem. OBS. já que este o autorizou a trabalhar neste organismo). e aqui sua esposa tem um filho – não será brasileiro. Ex. e sim estrangeiro.1: República Federativa do Brasil – pessoa jurídica com capacidade política (UF. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil – direito de sangue + critério funcional Nesta alínea b.2: Boliviano no Brasil a serviço da Argentina (não está de férias). . de pai brasileiro ou mãe brasileira. Ex.natos: . DF e Municípios) e Administração Pública direta e indireta. menos os portugueses o Portugueses o Legais – Lei 6815/80 – Estatuto do Estrangeiro • Extraordinária de língua Todo este quadro.NACIONALIDADE ORIGINÁRIA a) os nascidos na República Federativa do Brasil . 12 da CF 2. Est. pois não se sabe sobre a Constituição da Bolívia). b) os nascidos no estrangeiro. pois o boliviano está a serviço de um organismo internacional (indiretamente. TPI. São brasileiros: I . UNESCO. 12 DA CF – ROL DOS NACIONAIS Art. há um outro componente importante: + critério funcional (deve qualquer um dos pais estar a serviço da República Federativa do Brasil). ainda que de pais estrangeiros.40 o Todos os estrangeiros originários portuguesa. Ex. desde o início. e nasce o filho aqui – será brasileiro nato (nenhum dos dois estava a serviço de seu país de origem). ***Ex. a sua esposa tem um filho – este será brasileiro nato (se será boliviano também.1: Boliviano vem ao Brasil e está de férias. INTERPOL.

devendo ser valorizado a nacionalidade originária (uma criança francesa adotada por brasileiros a serviço do Brasil. parágrafo 4º. II . A exceção foi a grande naturalização de 1891 – tivemos a 1ª Constituição da República. havia muitos estrangeiros. não estava a serviço do Brasil. jogando futebol na Itália. OBS. A nacionalidade tácita é uma exceção. A CF estaria diante de um conflito de princípios constitucionais. Na época.. Apátrida/sem pátria/heimatlos – quando há um conflito negativo de nacionalidade. depois de atingida a maioridade. poderia. Ex. dependendo das regras de seu país. e. a qualquer tempo. pois. OBS. Ocorre na confusão dos dois critérios: critério de solo e critério de sangue. trazia esta exceção. Se não fizesse no prazo . e no Brasil o critério de solo. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. todo estrangeiro que estivesse no território nacional na data da promulgação desta constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54. Como na Itália se adota o critério de sangue. sendo considerada brasileiro nato. sua esposa (não italiana) teve um filho. deveria se dirigir a uma repartição pública e dar sua manifestação de querer continuar estrangeiro. opte pela nacionalidade brasileira – trata-se da nacionalidade potestativa – depende da manifestação da vontade.3: Adoção de criança no exterior por quem esteja a serviço do Brasil – 1ª corrente – a CF veda qualquer tratamento diferenciado entre filho de sangue e filho adotivo – será brasileiro nato.2: CBF – quem joga pelo Brasil na Copa do Mundo. Hoje. Assim. não está a serviço da República Federativa do Brasil. 69. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. de 2007) Tal alínea já foi modificada 2 vezes. a naturalização depende de manifestação de vontade. no futuro. depois de atingir a maioridade. por ex. e só quem pode se manifestar é o filho nascido no estrangeiro (condição personalíssima).41 OBS. ferindo a segurança nacional). pela nacionalidade brasileira. em seu art. 2ª possibilidade: a qualquer tempo venha a residir no Brasil e. em regra.: filhos de italiano – critério de sangue – nascidos no Brasil – critério de territorialidade).: Ronaldo.naturalizados: NACIONALIDADE SECUNDÁRIA Há a nacionalidade secundária expressa e a tácita (como já elencado). poderá ser enquadrado na categoria de polipátrida (multinacionalidade – ex. O Estado brasileiro queria incorporar tais estrangeiros ao seu território. ser Presidente da República. Não há uma posição adotada pelo STF. e lá. em qualquer tempo. 2ª corrente – NOVELINO – será brasileiro naturalizado.: O estrangeiro. seu filho se tornou um heimatlos (sem pátria). abrem-se duas possibilidades: 1ª possibilidade: o filho é registrado em repartição competente brasileira no estrangeiro (consulados e embaixadas).

tacitamente. adquiram a nacionalidade brasileira (I)*. Permanência no território nacional pelo prazo mínimo de 4 anos – residência contínua. Se os requisitos estiverem presentes. 5. ele passaria a ser brasileiro naturalizado. já que fere o princípio da dignidade da pessoa humana. protocolando tais documentos. e aqui deseja morar. expedirá o certificado de naturalização. 12: a) os que. ele não tem direito líquido e certo à naturalização – o ato de concessão é discricionário. o naturalizando terá direito público e certo a ela – ato de concessão vinculado. A ORDINÁRIA. (I)* Todos os estrangeiros.: Italiano entrando no Brasil. 3. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (II)**. na forma da lei. Por mais que os requisitos estejam . Para que ele se naturalize brasileiro. A expressa é dividida em ordinária e extraordinária. deverá preencher determinados requisitos (art. Capacidade civil. A diferença entre essas duas subespécies é que. como visto. esta é a primeira espécie de nacionalidade secundária. menos os originários de países de língua portuguesa – Lei 6815/80 – Estatuto do Estrangeiro – define. nos seus arts. Ele preencherá tal requisito e irá até à Polícia Federal e fará um pedido de naturalização. subdivide-se – alíneas do inciso II do art. a partir da promulgação. Isto irá a Brasília. requisitando a carteira de identidade do estrangeiro na Polícia Federal.42 de 6 meses. Ter condições para a sua manutenção no território nacional. formando um procedimento administrativo para fins de naturalização (existe uma delegacia própria da PF para isso). Por mais que o naturalizando preencha os requisitos. 4. 2. a ordinária não cria direito público subjetivo ao naturalizando. Ex. Ter boa saúde – há decisões nos Tribunais Superiores entendendo que tal alínea não foi recepcionada pela CF de 1988. 112 do EE) – alguns: 1. 112 e seguintes. A extraordinária cria direito público subjetivo ao naturalizando. por delegação do Presidente da República. Saber ler e escrever no idioma nacional. O Ministro da Justiça.

sendo brasileiro. Timor. idoneidade moral. Guiné-Bissau. o juiz fará umas perguntas ao estrangeiro naturalizando (sabe escrever em idioma nacional. . (II)** Todos os originários de língua portuguesa. estrangeiro). Depois da entrega. O juiz federal marcará uma audiência. e. o brasileiro só pode ser votado em eleições locais (municipais). não é a simples expedição do certificado que convolará o estrangeiro em nacional). abrem-se dois caminhos: 1º) este mencionado: quase-nacional. Príncipe. logo. Moçambique. Na audiência. se abre mão de sua nacionalidade anterior). 3.2: poderá ser servidor público? R: Pode! OBS. deverá ir ao cartório de registro de pessoas físicas.1: português. sendo renovado em 22 de abril do ano 2000 – 500 anos de descobrimento do Brasil (Dec. ler no idioma nacional. Cabo Verde. e nela deverá comparecer o Procurador da República. menos os portugueses – Angola. (III)*** Portugueses – quase nacionais – sem deixar de ser português (portanto. Tal reciprocidade existe desde 1972. no Brasil. que ostenta tal qualidade. 3927 de 2001). 12 da CF.3: Pode ser votado? R: Somente pode ser candidato a determinados cargos. a partir daí. Macau. Concordando o Procurador da República. Goa. OBS. poderá votar? R: Vota! Há uma resolução do TSE tratando do assunto e o decreto também prevê tal possibilidade (se ficar no Brasil pelo prazo de 3 anos). OBS. a própria CF faz referência a dois requisitos: 2.43 presentes. ele será considerado brasileiro naturalizado. o ato será discricionário. o juiz entrega o certificado ao estrangeiro. 2º) ele pode se naturalizar brasileiro (item II já visto). Em relação a laços existentes. regularizando sua situação. também só poderá ser eleito nestas eleições. ele pode exercer os direitos inerentes aos brasileiros naturalizados – parágrafo 1º do art. Em Portugal. residência por 1 ano ininterrupto. Quanto aos portugueses. Açores. O MJustiça remeterá o certificado de naturalização ao Juiz Federal do Estado em que o pedido foi feito (logo.

12 da CF: b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. Há exceções. 2. Para preservar a nacionalidade brasileira. entende o STF que A ausência temporária não significa que a residência não foi contínua. até 2 anos após atingir a maioridade. Por isso que tal forma é mais incidente. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. façam curso superior em estabelecimento nacional e requeiram até um ano depois da formatura. 2. inequivocamente. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos (I) e sem condenação penal (II). que hajam sido admitidos no Brasil durante os primeiros 5 anos de vida estabelecidos definitivamente no território nacional.5) DIFERENÇAS NATURALIZADOS ENTRE BRASILEIROS NATOS E Regra: a CF veda o tratamento diferenciado entre brasileiros natos e naturalizados. . Em razão de colação de grau em curso superior – os nascidos no estrangeiro que. e elas só podem estar previstas na Constituição. Não precisa falar no idioma nacional nem escrever no idioma nacional. Quanto à residência ininterrupta. A naturalização secundária EXTRAORDINÁRIA/QUINZENÁRIA tem previsão na alínea “b” do inciso II do art. Radicação precoce – os nascidos no estrangeiro. vindo residir no país antes de atingida a maioridade. São duas situações e de difícil ocorrência: 1. pois há que distinguir entre residência contínua e permanência contínua (AG 32074/DF). deverão manifestar-se por ela. de 1994) Deve-se lembrar que tal ato é vinculado. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.44 (IV) Legais – estão no Estatuto do Estrangeiro.

II . 89.o Ministro da Justiça. 6.2) Exercício de função – art. podem ser brasileiro naturalizado. o motivo é a linha sucessória da Presidência da República. IV .os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal. Oficial das Forças Armadas – sargento. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República. Presidente da República 2. 12.02. V . III .2009 2. salvo nos casos previstos nesta Constituição.1) Exercício de cargos – art. Titular de carreira diplomática 7. Ministro de Estado e Defesa 27.os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados. Ministro do STF – todos devem ser brasileiros natos.5.o Presidente do Senado Federal. cabo. Presidente da Câmara dos Deputados 4. 2.45 Art. 89 – órgão do Conselho da República – é um colegiado que assessora o Presidente da República Art.o Presidente da Câmara dos Deputados. Até estes. § 2º . 12. VII Art. Presidente do Senado Federal 5. Vice-Presidente da República 3. VI . 1.o Vice-Presidente da República. pois não é oficial das Forças Armadas 8. . e dele participam: I . 89. parágrafo 3º Tais cargos são privativos de brasileiros natos em razão da segurança nacional e linha sucessória do Presidente da República.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados.5.

dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados. expulsão e entrega . em caso de crime comum.5. o Presidente do Senado Federal. 5º. OBS. é necessária a existência de uma lei regulamentando o art. Isto ocorre em razão da propagação da cultura nacional. precisa ser integrada por uma norma subconstitucional. b) envolvimento em tráfico ilícito de drogas a qualquer momento. ainda – norma constitucional de eficácia limitada. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. de 2002) Se o brasileiro tiver menos de 10 anos de naturalização. deportação.: não se está falando de estrangeiros. LI . (*) A CF. e as empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens possuem o dever de isto propalar. aqui. todos com mandato de três anos.seis cidadãos brasileiros natos. como por ex. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos. tal aquisição desta propriedade será nula. A) Extradição. sendo dois nomeados pelo Presidente da República. vedada a recondução. há 6 membros que devem ser. brasileiros natos. Se ele está há menos de 10 anos. Dentre os membros deste colegiado. ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36. O brasileiro naturalizado pode ser extraditado em duas situações: a) prática de crime comum antes da naturalização. LI. e sim de brasileiros natos e naturalizados.3) Propriedade – art.5. praticado antes da naturalização. Nesta segunda permissão constitucional. 222. LI Regra: brasileiro nato não pode ser extraditado – não há exceção. necessariamente. da CF – tal lei ainda não existe.nenhum brasileiro será extraditado. na forma da lei(*). salvo o naturalizado. correrá o risco de dificultar a propagação da cultura nacional.46 VII . com mais de trinta e cinco anos de idade. Outros brasileiros natos podem participar deste conselho. 222 Art. 2.4) Extradição – art.. 2. 5º. Existem decisões do STF a respeito disso – o brasileiro naturalizado que praticar tráfico ilícito de drogas não pode ser extraditado.

desde que haja tratado internacional entre o Brasil e o país estrangeiro. comprovadamente. e depois é expulso. Hoje. cumpre a pena. impede a expulsão. 75 veda a expulsão do estrangeiro nas seguintes hipóteses: a) se implicar extradição inadmitida pela lei brasileira.1) Expulsão – está prevista no Estatuto do Estrangeiro – Lei 6815 de 1980. prescinde de provocação da autoridade estrangeira. o Estatuto do Estrangeiro. Brasileiros natos e naturalizados não podem ser expulsos. e sim ilícito civil.47 A. o ato expulsório sujeito ao controle de constitucionalidade e legalidade pelo Judiciário. Existindo filhos sob a guarda do expulsado impede a sua expulsão? R: Súmula 1 do STF – sim. é preso. Por fim. ou que tenha filho brasileiro. não constituindo impedimento à expulsão a adoção ou reconhecimento de filho brasileiro supervenientes ao fato que a motivar. A expulsão. ao contrário do que ocorre com a extradição. que ele seja expulso antes do término do cumprimento da pena – é a exceção. o estrangeiro comete um crime dentro do território nacional. Ele não comete ilícito penal. quem decreta a prisão para fins de expulsão é uma autoridade judiciária. em seu art. todavia. contudo. É possível. Em regra. b) quando o estrangeiro tiver: I. Só o estrangeiro pode ser expulso. era o Ministro da Justiça que decretava a prisão para fins de expulsão. É permitida a regularização de sua situação. e desde que o casamento tenha sido celebrado há mais de 5 anos. Cabe exclusivamente ao Presidente da República. é processado e condenado.filho brasileiro que. dependente da economia paterna. Súmula nº 1 é vedada a expulsão de estrangeiro casado com brasileira. II. . de fato ou de direito. esteja sob sua guarda e dele dependa economicamente. por decreto. após 1988. A. Antes da CF de 1988. portanto.2) Deportação – o estrangeiro (não cabe deportação de nacional) entra do território nacional e viola uma regra administrativa. através de HC.cônjuge brasileiro do qual não esteja divorciado ou separado. ficando. resolver sobre a conveniência e a oportunidade da expulsão ou de sua revogação. A prisão para fins de expulsão se baseia num inquérito para fins de expulsão do estrangeiro – instaurado pela Polícia Federal.

É um dos institutos da Cooperação Jurídica Internacional. requerendo a prisão para fins de extradição (só este tribunal que decreta a prisão para fins de extradição). O pedido de extradição deverá ser feito pelo Estado estrangeiro por via diplomática ao Presidente da República. não sendo ela exeqüível ou quando existirem indícios sérios de periculosidade ou indesejabilidade do estrangeiro.48 Ela está ligada aos casos de entrada ou estada irregular de estrangeiro. consubstanciando verdadeira saída compulsória do estrangeiro. proceder-se-á à sua expulsão. É expedido um mandado de prisão internacional pelo o Estado em que o indivíduo cometeu o crime. ou para outra que consinta em recebê-lo. um estrangeiro comete um crime fora do território nacional e para cá foge. A Polícia Federal descobre que tal cidadão estrangeiro está em território nacional. Não se procederá à deportação se implicar extradição inadmitida pela lei brasileira. . Tal mandado pode ser uma prisão definitiva ou uma prisão processual. zelando pela sua regularidade procedimental.princípio da dupla tipicidade. A.3) Extradição – existem 2 espécies de extradição: 1. para o país de sua nacionalidade ou de procedência. A Polícia Federal ofertará prazo para que ele saia do território nacional de forma voluntária. 2ª regra – o Brasil só extraditará se o fato que fundamenta a extradição for também crime aqui . que encaminhará o pedido ao STF para pronunciar sobre a legalidade e procedência do pedido. Será a estudada aqui. 2. Regras: 1ª regra – só será extraditado se existir tratado internacional entre os Estados ou houver a promessa de que ele será ratificado. Este mandado de prisão é remetido a todos os Estados através da INTERPOL (organismo internacional onde há representantes das várias agências policiais da maioria dos países). Extradição passiva – um Estado estrangeiro requer à República Federativa do Brasil a entrega de um indivíduo. Na extradição passiva. e remete tal informação ao STF. desde que não resolva sua pendência administrativa. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado. Extradição ativa – é a requerida pela República Federativa do Brasil a outro Estado estrangeiro a entrega de um indivíduo. mas.

pena de prisão perpétua. de acordo com a legislação nacional. elementos objetivos e subjetivos. 3ª regra – não haverá extradição se o crime. Nacionais natos podem ser entregues ao TPI (posição . de um lado. Súmula 421 do STF – não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho – diferentemente da expulsão. no Estado requerente. A diferença da entrega com a extradição. para julgar o crime imputado ao extraditando. Se o cidadão for condenado a um desses tipos de prisão. perante Tribunal ou Juízo de exceção. não haverá extradição. 10ª regra – não pode extraditar se o extraditando houver de responder. Na extradição. o Brasil solicitará a comutação para a pena de 30 anos (máximo de pena privativa de liberdade no Brasil).49 Se for contravenção penal.: é possível a prática de crime comum com motivação política – pode ser extraditado. um estado estrangeiro. 8ª regra – não pode extraditar se a lei brasileira impuser ao crime a pena de prisão igual ou inferior a 1 ano. LII. segundo suas leis. Devem existir os mesmos elementos normativos do tipo. 5ª regra – só extraditamos portugueses para Portugal. e de outro lado. 6ª regra – não extraditamos em razão da prática de crime político ou de opinião – art. há uma relação entre dois estados (soberanias). OBS. 9ª regra – não pode extraditar se o extraditando estiver a responder a processo ou já houver sido condenado ou absolvido no Brasil pelo mesmo fato em que se fundar o pedido. 7ª regra – se o Brasil for competente. é que naquela há. A. 5º. não poderá extraditar. da CF.4) Entrega – é um instituto criado pelo Estatuto de Roma que criou o TPI – Tribunal Penal internacional – foi constitucionalizado pela EC 45/2004. organismo internacional (TPI). 4ª regra – princípio da comutação – no Brasil não existe pena de morte. já estiver prescrito.

pois. Art. outra nacionalidade. perderá a nacionalidade brasileira. Atividade nociva ao interesse nacional – não há nenhuma regra jurídica. já agendado. de acordo com a legislação local espanhola.: jogadores de futebol na Espanha – muitos deles adquirem a nacionalidade originária. é um caso de nacionalidade originária. no prazo previsto na legislação processual civil – art. § 4º. que defina o que seja tal expressão. e esta. O brasileiro nato não perderá a condição de nacional se praticar atividade nociva ao interesse nacional. 2ª exceção – se a aquisição da nacionalidade estrangeira decorrer de imposição de estado estrangeiro para o exercício de direitos civis. OBS. o brasileiro naturalizado passará a ser estrangeiro novamente. de acordo com a lei estrangeira. 2. depois de um julgamento. voluntariamente. Só poderá ser brasileiro naturalizado novamente através de ação rescisória. 12. no Brasil.: Quem decide ao final sobre extradição? R: Professor não dará tal matéria. pois o entendimento pode estar mudando.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: . Dará a aula em março. Não há decisão do STF a respeito da entrega de brasileiros natos. 12. Exceções: quando que o brasileiro adquire outra nacionalidade e não perde a brasileira? R: 1ª exceção – se adquirir outra nacionalidade. ESTUDAR A DECISAO 2.6) PERDA DA NACIONALIDADE Regra: todo brasileiro que adquire. 415 do CPC. OBS. da CF . for nacionalidade originária (ocorre muitos nos casos de brasileiros naturalizados italianos natos – conflito positivo de nacionalidade – polipatria/dupla-cidadania/dupla nacionalidade). parágrafo 4º Só o brasileiro naturalizado pode perder a condição de nacional em razão da prática de atividades nocivas ao interesse nacional.5) Perda da condição de nacional – art.5. Sendo condenado. O MPF ajuizará uma ação na JF. no STF.50 de FRANCISCO RESEK) – TPI não é estado estrangeiro – princípio da especialidade ou da complementariedade – o TPI só julgará se a jurisdição nacional falhar.

voltará a ser brasileiro nato. mas o readquirente recupera a condição que perdera: se era brasileiro nato. sob pena de contrariedade ao texto constitucional. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. não tendo efeito retroativo. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. se era naturalizado. inclusive o ex-brasileiro nato. por sentença judicial. a não ser através de ação rescisória.tiver cancelada sua naturalização. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. PEDRO LENZA entende que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrariar os dispositivos constitucionais e. naturalizado. salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.51 I .6.adquirir outra nacionalidade. ainda. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. agora. 36 da Lei 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. de 1994) 2.1) Reaquisição da nacionalidade brasileira Cancelada a naturalização por sentença judicial. ou perdida a nacionalidade (primária ou secundária) em decorrência da aquisição de outra nacionalidade fora dos permissivos constitucionais. tornando-se. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. de 1994) b) de imposição de naturalização. nunca através de um novo processo de naturalização. seria possível readquiri-las? • Cancelamento de naturalização – não poderá readquirila. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado. Aquisição de outra nacionalidade – o art. ALEXANDRE DE MORAES – entende que a reaquisição só se dará através do procedimento de naturalização. • DEPENDE DA REFERENCIA DO CONCURSO 3) DIVISÃO ORGÂNICA DE PODERES DIFERENCA ENTRE SOBERANIA E AUTONOMIA . de 1994) a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. pela norma estrangeira. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. II . retomará essa qualidade. JOSÉ AFONSO DA SILVA – a reaquisição da nacionalidade opera a partir do decreto que a conceder. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.

aconteceu o nascimento do Estado-Nação na Europa – unificação dos vários centros que manifestam poder em apenas um ser. 1789 – Revolução Francesa – até este período. os instrumentos de que se vale o Estado para exercitar suas funções. Primeira acepção de poder: poder como soberania popular – todo poder emana do povo. escreveu O Príncipe) – Idade Média. em conseqüência. apesar de exercidas por um único órgão. ao exercer o poder. Terceira acepção de poder: poder como função – a função constitui. 340 a. descritas na Constituição. Aristóteles contribuiu no sentido de identificar o exercício de três funções estatais distintas. ele aplica esta norma e resolve os conflitos que surgiram através da aplicação da norma – Em decorrência do momento histórico de sua teorização. legislativo e judiciário. Após essa época.52 3.O Espírito das Leis: Divisão orgânica de Montesquieu (que na verdade adveio de Aristóteles) e direitos e garantias do cidadão – são as máximas do Estado de Direito/Fundamentos do Estado de Direito. O poder é uno e indivisível. príncipes. Os órgãos são. surge o Estado Absoluto – primeiro momento do que se denomina de Estado Moderno. pois. Assim. Surgiram vários centros que exerciam poder: senhores feudais. manifestando-se através de órgãos que exercem funções. O poder é um só. 476 d. Segunda acepção de poder: poder significando órgão – cada órgão exercendo uma função – executivo. reis. vários pensadores passaram a rediscutir a tese elaborada por Aristóteles. igreja.C.C. Assim. cuja eficácia é assegurada pelo Poder que a embasa. Aristóteles disse que. aquele ser dentro de uma sociedade. o soberano que detinha o poder. O poder não se triparte.1) INTRODUÇÃO A maioria dos autores critica a imprecisão da utilização da expressão “tripartição de poderes”. 1690 – John Locke – Segundo tratado do governo civil. descrevia a concentração do exercício de tais funções na figura de uma única pessoa. aconteceu a Queda do Império Romano no Ocidente em razão das invasões dos bárbaros. 1748 – Montesquieu . Fica assim até o ano de 1513 (Maquiavel. um modo particular e caracterizado de o Estado manifestar a sua vontade. manifesta-se exercendo 3 atribuições: ele cria uma norma geral. no livro denominado Política. isso porque o poder é uno e indivisível. . corporações de ofícios.

são básicas/primárias. Isto porque.) – art. criando. A Constituição de 1824 adotou a Teoria do Poder Moderador (ou 4º poder) – Benjamin Constant escreveu um livro sobre o assunto. atenuando a teoria que pregava uma separação pura e absoluta dos mesmos. dizendo que tais funções estariam intimamente conectadas a três órgãos distintos. só que de maneira abrandada. outras duas funções atípicas (de natureza típica dos outros dois órgãos). também. e não o de inovar na ordem jurídica. 52. se passou a permitir uma maior interpenetração entre os poderes. não mais se concentrando nas mãos únicas do soberano. . o que denominamos genericamente como lei – art. 2ª) fiscalização econômico-financeira (auxiliado pelos Tribunais de Contas).1) Legislativo O que faz o órgão legislativo? R: O Legislativo possui duas atribuições que são típicas. o legislativo também julga (art. inerentes e ínsitas à sua natureza. foi adotada por grande parte dos Estados modernos. 51 e 52 da CF. ao lado dessas atribuições. parágrafo único. Esta fiscalização se dá de 2 maneiras: 1ª) fiscalização político-administrativa (desempenhada pelas Comissões – art. o Legislativo também fiscaliza. Cada função corresponderia a um órgão. Montesquieu inovou. diante das realidades sociais e históricas. Ao lado desta função típica. exerce atribuições atípicas/secundárias. autônomos e independentes entre si. Desta forma.2) ATRIBUIÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS DOS ÓRGÃOS QUE EXERCEM PARCELA DA SOBERANIA DO ESTADO A teoria da tripartição dos poderes. O legislativo. além do exercício de funções típicas (predominantes). 3. Os parlamentos europeus surgiram com a atribuição de fiscalizar quem exercia o poder. cada órgão exerce. por ex. São 2: o legislativo administra seus assuntos internos (quem promove o concurso para analista do Senado Federal é o próprio Legislativo.2. Os parlamentos só passaram a inovar na ordem jurídica após 1789. O Legislativo inova a ordem jurídica. 3. menos a de 1824. adotaram a divisão orgânica de Montesquieu. da CF) – julgar o Presidente da República por prática de crime de responsabilidade. 59 da CF.53 Todas as nossas Constituições. 58 da CF). exposta por Montesquieu. com a Revolução Francesa.

O nosso bicameralismo é de equilíbrio ou de equivalência (ambas as casas possuem a mesma importância/equivalência).: regulamento interno dos tribunais. Nosso bicameralismo é do tipo federativo – é uma conseqüência da forma de Estado adotado pela CF/88 – Federação – uma das características da federação é a participação dos Estados-Membros na formulação da vontade geral. .3) Judiciário O que faz o órgão judiciário? R: Ele aplica a lei ao caso concreto. A definição.: o Judiciário elege os seus órgãos diretivos próprios. ele regulamenta os seus assuntos internos. O legislativo da União é bicameral – há duas casas: 1º) Câmara dos Deputados – representantes do povo. não existe o bicameralismo de equilíbrio (existe o bicameralismo aristocrático). substituindo a vontade das partes. As funções atípicas/secundárias do Executivo são: 1º) “legislar” –é exceção ao princípio da indelegabilidade – lei delegada não é exemplo de função atípica. ex. controle de constitucionalidade.2) Executivo O que faz o órgão executivo? R: Ele aplica a lei ao caso concreto. e 2º) julgar. 3. O SF não é mais importante que a CD.2. resolver os conflitos entre os Poderes.2. administrando a coisa pública – função típica. recursos administrativos. Daqui para frente. ex. 2º) Senado Federal – representantes dos Estados-Membros e do DF. Lá. a classificação em funções típicas e atípicas tem por objetivo garantir a independência de um órgão em relação a outro – ausência de subordinação entre os Poderes. 3. ex. súmulas vinculantes. resolvendo o conflito com a força definitiva – função típica.54 3. “poder” será tratado como sentido de “função”.3) PODER LEGISLATIVO É exercido pelo Congresso Nacional. e vice-versa.: processo licitatório. processo administrativo disciplinar. exemplos desta função: decretos e MP ´s. 2º) “Legisla”. por ex. Outra função típica do Judiciário é a defesa de direitos fundamentais. existe a Câmara Baixa e a Câmara Alta – esta vale mais do que a outra em determinados momentos. Na Inglaterra. Há também as funções atípicas do Judiciário: 1º) Administra os seus assuntos internos – auto-governo dos tribunais.

55 3.1) Formas de manifestação do legislativo da União MUITO RUIM ESTUDAR A) Só a Câmara dos Deputados – art. que corresponde ao mandato do Deputado Federal.2) Legislatura É o lapso temporal de 4 anos. Manifesta-se através de um decreto legislativo. 60 da CF – SEM A PARTICIPAÇÃO DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. C) Congresso Nacional – art. 49 da CF Sem a participação do Chefe do Executivo. Senado e depois Câmara Lei ordinária ou Lei complementar. E) Poder legislativo investido do poder constituinte derivado reformador Através de Emenda Constitucional – art.22 de dezembro (segundo período).3.3. B) Só o Senado Federal – art. 3. 3. Cada legislatura se divide em 4 sessões legislativas – cada uma. com a participação do Chefe do Executivo. 51 da CF Não há o SF. D) Câmara e depois Senado. 02 de fevereiro ----. então.17 de julho (primeiro período) – RECESSO PARLAMENTAR – 1º de agosto ----. 52 da CF.3) Teoria das maiorias .3. nem o Presidente da República. tem 1 ano. Manifesta-se através de resolução – da mesma forma a CD – quando se manifestar sozinha – via resolução.

56 Os colegiados se manifestam através de maioria de votos. – é exceção. Art. 47. votação. ela dependerá do número de parlamentares presentes naquela sessão. Salvo disposição constitucional em contrário. presente a maioria absoluta de seus membros. 513 deputados federais e 81 senadores. Ex. a presença da maioria absoluta dos membros – não terá quorum para deliberação. 65 parlamentares presentes – há quorum: 33 parlamentares terão de votar favoravelmente (32. ao menos. logo. 47. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. em regra.: 50 membros da casa hipotética estão presentes – não dá para iniciar a votação. Toda deliberação deliberativa. Não há manifestação legislativa se não tiver. deve ser tomada em maioria simples de votos. É qualquer maioria desde que se faça presente. EXISTE ALGUMA? EXISTE LEI COMPLEMENTAR B) Maioria relativa Ela é variável. Art. no Brasil. Salvo disposição constitucional em contrário. presente a maioria absoluta de seus membros. deve vir expressamente prevista na CF. ao menos. C) Maioria qualificada . as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. Se a maioria absoluta não estiver presente. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. No exemplo hipotético. 69. não se altera.: 49 parlamentares presentes – não há quorum para deliberação. não haverá votação. **Casa hipotética  casa com 100 membros**: A) Maioria absoluta Ela é fixa. Art. É o primeiro número inteiro acima da metade dos membros da casa legislativa. Ex. Há hoje. a maioria absoluta será de 51 membros (não é a mesma coisa que dizer que é metade da casa mais um).5 + o primeiro número inteiro). Ela é a regra. a maioria absoluta de votos.

Eles representam o povo. Amapá. SÃO PAULO ENTAO TEM 12*3+ 58 = 94 Cada Deputado Federal exerce um mandato de 4 anos (é a legislatura). até 12. Rondônia => 8 Deputados. eles não terão Senadores. Ex. 3.: O numero dos Deputados Federais repercute no número de Deputados Estaduais –3x o número de Deputados Federais. Cada Senador exerce mandato de 8 anos (2 legislaturas). A CF trata os Estados Membros de forma igualitária.3. Ex. Eles participarão das votações no lugar dos Senadores quando este não puder estar presente no Senado. Após 12 Deputados Federais. São Paulo => 70 Deputados.3.: Estado que tenha 8 DFederais. ela é superior à maioria absoluta de votos. 3/5 (art. OBS. Cada Estado + o DF terá 3 Senadores. 3. cada um terá 4 deputados federais. 3. Cada Senador é eleito com 2 suplentes. Se Territórios forem criados.57 Ela se expressa através de uma fração.3. 45 da CF. nem superior a 70 deputados federais.6) Sistemas eleitorais . A renovação no Senado se fará de forma alternada: em uma eleição há 27 senadores (1/3). É uma distorção da democracia – crítica de alguns quanto à existência dos suplentes. da CF). 60 da CF). na próxima eleição. ex.: 2/3 dos votos (art. estrangeiros) daquela unidade federada. parágrafo único. mas o seu número levará em conta a população (inclui apátridas.5) Senadores São representantes dos Estados Membros e do DF. Nenhum Estado pode ter menos de 8 deputados federais.4) Deputados federais Há 513 Deputados federais.: Acre. há 54 senadores (2/3). Em regra. Eles são representantes do povo – art.: Estado com 15 DFederais = 36 +3 (15 -12) => 39 Deputados Estaduais. Ex. 52. Se tivermos Territórios. multiplicará por 3 = 24 Deputados Estaduais. somar-se-á 36 + o número acima de 12.

o candidato não obteve tal numero de votos. Governadores e Prefeitos de Municípios com mais de 200 mil eleitores (e não habitantes). Governadores. O sistema majoritário possui 2 espécies: • Majoritário absoluto (ou com segundo turno de votação) – eleição para Presidente. O sistema majoritário é adotado nas seguintes eleições: • • • • Presidente. Prefeitos. No sistema proporcional. Senadores. Sistema eleitoral proporcional. O sistema proporcional é adotado nas seguintes eleições: • • • Deputados Federais. Deputados Estaduais. teve 100 votos válidos (subtrair-se-á os . cada partido político pode lançar mais de um candidato por cargo em disputa. Vereadores. cada partido político só pode lançar um candidato em disputa. A diferença entre eles é que. Ex. A CF exige que o candidato eleito alcance. No sistema majoritário. No sistema proporcional valoriza-se o partido político pelo qual o candidato está concorrendo às eleições.58 São regras que definem quais são os eleitos e como eles serão eleitos. Na CF/88 há 2 sistemas eleitorais: • • Sistema eleitoral majoritário. no sistema eleitoral majoritário se dará mais valor ao candidato registrado num partido político com mais votos. a maioria absoluta dos votos válidos.: numa eleição de Presidente. no mínimo. Se num primeiro turno de votação. terá segundo turno.

O partido “A” recebeu 300 mil votos desse 1 milhão => terá direito a 3 deputados federais (300 mil/100mil = 3).: eleição para deputado federal: 1 milhão de votos válidos. está votando no partido). 100 mil será o cociente eleitoral. 4ª etapa – os eleitos dentro de cada partido. 5ª etapa – técnica de divisão das sobras. Num Estado com 10 cadeiras de deputados federais.59 brancos e nulos) – art. 77. “B” obteve 36 e “C” obteve 29 votos.7) Mesas . parágrafo 2º. Nem sempre o mais votado será o eleito. O partido “B” recebeu 200 mil => terá direito a 2 deputados federais. Terá segundo turno entre os candidatos “A” e “B”. A diferença é que não terá segundo turno de votação. O partido “C” obteve 70 mil votos válidos => não terá nenhum deputado federal (não alcançou o cociente de 100 mil). Todavia. • Majoritário simples – eleição para Senador e Prefeito de Municípios com menos de 200 mil eleitores. No sistema eleitoral proporcional busca-se fortalecer o partido político. 3ª etapa – cociente partidário – divide-se o número de votos válidos ofertados ao partido político pelo cociente eleitoral. é possível votar somente no partido político – voto de legenda. 3.3. da CF. O candidato “A” obteve 35 votos dos 100. Etapas para a definição dos eleitos no sistema eleitoral proporcional: estão descritas no Código Eleitoral: • • • 1ª etapa – buscar o número de votos válidos (subtrai os em branco e os nulos). 2ª etapa – cociente eleitoral – divide-se o numero de votos válidos ofertados pelo número das cadeiras em disputa. É possível neste sistema votar no candidato (automaticamente. • • Ex.

1º Secretário 2º Secretário 3º Secretário 4º Secretário O Presidente do Senado Federal. A mesa é encarregada da direção administrativa daquela casa. Todos que exercem cargos na mesa.60 É o órgão de direção de um colegiado. 2º Vice-presidente. e assim segue. 57. automaticamente. vedada a reeleição para o mesmo cargo na eleição seguinte – art. para mandato de 2 (dois) anos. vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente. O 1º Vice-Presidente do CN é o 1º Vice da Câmara. é Presidente do Congresso Nacional. no primeiro ano da legislatura. No legislativo da União há 3 mesas: • • • Mesa da Câmara dos Deputados – composta só por deputados Mesa do Senado Federal – composta só por senadores Mesa do Congresso Nacional – composta por senadores e deputados federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50. parágrafo 4º. § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias. Os demais cargos da mesa do Congresso Nacional são exercidos por deputados federais e senadores que ocupam estes cargos nas mesas da câmara de do senado. exercem cargo de 2 anos. Pode o atual presidente da Câmara ser eleito à 2º Vice-presidente da Câmara na próxima eleição. da CF. a partir de 1º de fevereiro. Cada mesa possui: • • • • • • • Presidente. 1º Vice-presidente. o 2º Vicepresidente é 2º vice-presidente do Senado. de forma alternada. de 2006) . Tais cargos estão nos Regimentos internos. para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas.

Todavia. à segurança e à propriedade.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 3. Devido processo legislativo constitucional é um conjunto de fases.3.61 A importância de ser presidente da Câmara e do Senado é que estão na linha sucessória do Presidente da República.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE OU DA LIBERDADE DE AÇÃO Tudo é permitido. esta lei será inconstitucional. sob pena de inconstitucionalidade. à igualdade. e os demais cargos serão exercidos. 5º. O art. II. à liberdade. Art. § 5º . Se a lei for criada em desobediência a tal processo legislativo. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. 5º Todos são iguais perante a lei. A. Processo legislativo especial. A) Espécies de processo legislativo • • • Processo legislativo ordinário ou comum. alternadamente. desde que não seja proibido! Só a lei pode proibir que determinada pessoa desempenhe determinada ação. Exige lei criada em obediência ao devido processo legislativo constitucional.8) Processo Legislativo Cabe ao Legislativo inovar a ordem jurídica – função típica do Poder Legislativo. 59 da CF decorre do art. etapas previstas na CF que devem ser seguidas. a CF não se contenta com qualquer espécie de lei. A Emenda à CF é promulgada pelas mesas da CD e do Senado. Mesa do Congresso não tem legitimidade para propor ADIn. Processo legislativo sumário. As mesas da Câmara e do Senado possuem legitimidade para proporem ADIn.1) Processo legislativo ordinário ou comum . obedecidas por ocasião da criação da lei.A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal. pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. . nos termos seguintes: II . da CF. sem distinção de qualquer natureza.

ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. aos Tribunais Superiores. apenas um legitimado pode apresentar projetos de leis sobre determinados temas.: Para ALEXANDRE DE MORAES. Deve-se responder a tal pergunta para saber o que significa: Quem pode apresentar projeto de lei? R: Art. parágrafo 1º. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. A lei complementar seguiria um rito diferenciado. Art. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. ao Supremo Tribunal Federal. em razão do quorum de votação – posição minoritária. 61. da CF § 1º . só o projeto de lei ordinária deve seguir o processo legislativo comum. Deve ser obedecido pelos projetos de lei ordinária ou lei complementar. inicia sua tramitação na Câmara dos Deputados – casa iniciadora. Iniciativa Há várias denominações: disposição. o projeto irá para o Senado Federal – casa revisora. competência legiferante. II . A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. Art. OBS. Depois de votado na CD. em regra. especial. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. *Espécies de iniciativa: a) iniciativa privativa/reservada – a CF determina que. I) Etapas do processo legislativo ordinário ou comum 1.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I . ao Presidente da República.62 É a base. proposição. 61 da CF. Exceções: 1º) projeto de lei apresentado por senador.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. 61. 2º) projeto de lei apresentado por comissão do senado – casos em que o Senado Federal será a casa iniciadora. Todo projeto de lei. . capacidade legislativa.disponham sobre: a) criação de cargos.

promoções. 93. seu regime jurídico. geral. c) servidores públicos da União e Territórios. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. parágrafo 2º da CF § 2º . está exercendo a democracia 2. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. Há 3 momentos de debate: 1. Debate na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) – existe uma na Câmara e uma no Senado. distribuído pelo menos por cinco Estados. c) iniciativa popular – art. 61. no mínimo. provimento de cargos. provimento de cargos. do Distrito Federal e dos Territórios. remuneração. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. 84. o cidadão participativa/direta. Assim. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. seu regime jurídico. estabilidade e aposentadoria. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. Tal debate ocorre nas duas casas. reforma e transferência para a reserva. estabilidade. portanto. matéria tributária e orçamentária.63 b) organização administrativa e judiciária. Debate ou discussão É interessante que o parlamento debata o projeto de lei. de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. VI. observados os seguintes princípios: Se outro legitimado apresentar tal projeto de competência do legitimado reservado.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. b) iniciativa comum – a CF não reserva a nenhum dos legitimados a iniciativa do tema. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. A iniciativa é. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18. observado o disposto no art. de 1998) Outro exemplo é o art. Todo . com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 93 da CF Art. comum. de 2001) f) militares das Forças Armadas. a futura lei será inconstitucional. Lei complementar. um por cento do eleitorado nacional.

4.: casa hipotética com 100 membros. Protocolado o projeto. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República. Votação ou aprovação Se for um projeto de lei ordinária. o sancionará. Ela dará um parecer sobre a constitucionalidade do projeto de lei. Após votado no Senado. Debate na Comissão Temática ou Material – existe uma em cada Casa – o projeto será aprimorado pelas comissões temáticas através de audiências públicas. aquiescendo. o Presidente da República terá 15 dias para sancionar ou vetar. 66. o projeto será remetido à Presidência da República para protocolo. a CF exige maioria absoluta (art. deve ser debatido pela CCJ. Ex. a CF exige maioria simples (art. para LC  51 membros devem votar favoravelmente. 40 membros estão presentes => não terá votação. Debate e discussão no plenário da casa legislativa – Tais debatem ocorrem na Câmara e no Senado. Art. obrigatoriamente.64 projeto de lei. . O parecer da CCJ é terminativo – se a CCJ entender que o projeto é inconstitucional. Se for um projeto de lei complementar. 47 da CF). Sanção ou veto O que justifica a participação do Chefe do Poder Executivo no processo legislativo? R: Mecanismo de controle do Executivo em relação ao Legislativo. 3. 3. o projeto será arquivado. Se comparecerem 60 membros na sessão => terá votação => para LO  31 membros devem votar favoravelmente. Ela faz uma controle preventivo de constitucionalidade. 69 da CF). que. 2. *Sanção – é a aquiescência (concordância) do Chefe do Executivo com os termos do projeto.

Existem 2 espécies de veto. vetá-lo-á total ou parcialmente. parágrafo 2º. veto parcial – a contrariedade do Chefe do Executivo se revela a partes do projeto. #Tácita – é o silêncio do Presidente da República nos 15 dias úteis – silêncio qualificado do Presidente.65 Existem 2 espécies de sanção: #Expressa – é a editada num prazo de 15 dias úteis. da CF . Ele não pode vetar expressões – art.Se o Presidente da República considerar o projeto. Veto quanto à extensão: • • veto total – a contrariedade do Chefe do Poder Executivo se revela em relação a todo o projeto. e comunicará. dentro de quarenta e oito horas. 2º) Não existe veto absoluto – todo veto é relativo – ele PODE ser derrubado pelo Congresso Nacional. *Veto – é a discordância do Chefe do Executivo com os termos do projeto. • Art. criando direitos. 61. da CF § 2º . 06. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. § 1º. O Presidente só pode vetar parcialmente o artigo inteiro ou o parágrafo inteiro ou o inciso inteiro ou a alínea inteira. de parágrafo.2009 . no prazo de quinze dias úteis.03. inconstitucional ou contrário ao interesse público. no todo ou em parte.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. de inciso ou de alínea. 61. mas não é oportuno ou conveniente para aquele momento histórico – falta interesse político para a sanção daquele projeto – conteúdo jurídico – o Presidente entende que o projeto é inconstitucional – controle preventivo de constitucionalidade. Há duas regras sobre o veto: 1º) Não existe veto tácito – todo veto deve ser expresso e trazer os motivos do veto. e cada uma se reparte em 2 subespécies: Veto quanto ao conteúdo: • conteúdo político – o projeto é constitucional. contados da data do recebimento.

§ 4º. diferentemente do Presidente da República. Com a promulgação. ele pode ser afastado pelo Congresso Nacional. em controle de constitucionalidade. em separado. Publicação . Como se derruba o veto? R: Quem derruba é o Congresso Nacional em sessão conjunta. a votação é por casa. o Presidente do Senado a promulgará em até 48 horas. pode entender inconstitucional apenas uma palavra do artigo – princípio da parcelaridade.: Por que existe o veto parcial? R: Para evitar o contrabando legislativo. ou seja. ele remeterá o projeto ao Presidente da República para que promulgue a lei (e não o projeto de lei). todavia.. 6. cultivo de soja no semi-árido do nordeste. O projeto de lei possui um objeto. Promulgação O Presidente da República tem até 48 horas para promulgar a lei. Promulgação é o ato que atesta a existência da lei.O veto será apreciado em sessão conjunta.66 OBS. Se este também não a promulgar. e não mais um projeto. Se em até 30 dias o CN não se manifestar. haverá o sobrestamento da pauta (paralisação de todas as deliberações) até que o CN se manifesta sobre o veto. o vice-presidente do Senado a promulgará. rabos da lei. 66. O STF. já temos uma lei. menos Medida Provisória COMO FUNCIONA NA MEDIDA PROVISORIA ESTUDAR. O veto é relativo. Qual a diferença entre sessão conjunta e unicameral do Congresso Nacional? R: Sessão conjunta – a reunião se faz no mesmo instante. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. Se o CN derrubou o veto. em escrutínio secreto. por ex. 5. Se ele não promulgá-la. O veto se dá em sessão conjunta do CN por maioria absoluta (tira-se a maioria absoluta da Câmara e a maioria absoluta do Senado Federal). concedendo benefícios aos peritos da Polícia Federal – é a introdução em um projeto de lei de um tema que nada tem haver com o seu todo. Art. O CN tem um prazo de até 30 dias para se manifestar sobre a derrubada do veto. Sessão unicameral – tem-se a reunião no mesmo instante e a votação se faz em uma única casa (a maioria desta sessão é dada por 513 + 81 = 594 parlamentares). da CF . dentro de trinta dias a contar de seu recebimento. caldas legais. Um parlamentar vem e introduz um artigo neste projeto de lei.

59 da CF. 59 da CF – são de reprodução obrigatória em sede estadual.: JOSÉ AFONSO DA SILVA reúne estas 6 fases em 3: I) fase iniciativa.67 É o ato que marca a obrigatoriedade da lei. A. poderá fazer tudo. sob pena de inconstitucionalidade. O projeto começará a tramitar na Câmara dos Deputados. mas não pode ser imodificável. O poder constituinte originário possui características: a) ele é ilimitado juridicamente – em tese. Total de prazo do processo legislativo sumário: 100 dias. A. respeitado vacatio legis. a parte que sofreu a emenda será remetida novamente à Câmara.2) Processo legislativo sumário É reduzido. menos Medida Provisória. dando. Existe um para cada espécie normativa prevista no art. Processo legislativo especial de elaboração de emenda à CF Há o poder constituinte originário – é aquele que cria uma constituição. b) o poder constituinte originário sabe que a constituição pode ser eterna. A partir da publicação. Se nesse prazo a Câmara não deliberar sobre o projeto de lei. que não seja lei ordinária ou lei complementar (se for uma dessas duas. 64.3) Processo legislativo especial Ele não segue a regra.O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. é diferente. Art. nascimento a um Estado (no nosso caso. III) fase complementar [promulgação e publicação]. É aquele em que o Chefe do Poder Executivo solicita urgência nos projetos de lei de sua iniciativa. foi criado em 1988). § 1º. Não existe apenas um processo legislativo especial. 1. Só existem as espécies legislativas previstas no art. Mas se o Senado emendar o projeto. ninguém pode alegar que desconheça aquela lei. tendo até 45 dias para deliberar. OBS. para deliberar em 10 dias. o Senado terá 45 dias para deliberar sobre o projeto de lei. da CF . II) fase constitutiva (divida em duas: por deliberação legislativa [debate e votação] e por deliberação executiva [sanção ou veto]). . Após isso. como seqüência. Existem vários na realidade. a pauta será trancada. seguirá o processo legislativo ordinário ou comum).

1º.No mínimo. . parágrafo único e art. JOSÉ AFONSO DA SILVA diz que é possível uma PEC de iniciativa popular (interpretação conjunta do art. neste caso. apenas nesta hipótese). executivo e judiciário. todos da CF). art. no exercício de presidente. a deliberação se iniciará no próprio Senado (já que os senadores são os representantes dos Estadosmembros). poderá também apresentar. 61. Somente estes 3 são os legitimados para apresentarem proposta de emenda. Um parlamentar sozinho não poderá. 1/3 dos deputados ou senadores. parágrafo 2º.Iniciativa – quem pode apresentar proposta de emenda? Primeiro legitimado . Limite circunstancial Limite material • • Limite formal/procedimental Fases do processo legislativo especial de emenda: I. 60. Começará a deliberação na Câmara dos Deputados se a iniciativa for de 1/3 dos deputados ou do Presidente da República (1/3 dos senadores. Já o poder constituinte derivado reformador é limitado juridicamente. Segundo legitimado – Presidente da República (Vice-presidente. quer dizer que nossa Constituição é do tipo rígida. O PCOriginário delega a um dos poderes constituídos a força de alterar a constituição – Poder Constituinte derivado reformador. O poder constituinte originário é ilimitado juridicamente. iniciará a deliberação no Senado). Se o rito é especial. Limites: • Limite procedimental/formal – nada mais significa do que o processo legislativo especial de elaboração de emenda constitucional.68 O poder constituinte originário cria 3 poderes (órgãos) constituídos: legislativo. O STF já entendeu constitucional que algumas CEst permitam que os cidadãos apresentem propostas de emendas às próprias constituições estaduais – não é o que prevalece para o âmbito federal. Terceiro legitimado – mais da metade das assembléias legislativas – Resolução do Senado Federal diz que.

69

II- Debate e discussão – uma comissão especial deverá analisar a PEC.

III- Votação ou aprovação – a proposta de emenda deve ser debatida e votada em 2 turnos na Câmara e em 2 turnos no Senado. A maioria de aprovação é de 3/5 dos votos em cada turno de votação.

IV- Promulgação pelas mesas das duas casas - Não há sanção de projeto de emenda – o Presidente da República não participa. O Presidente da República também não promulga emenda – as mesas das duas casas que promulgarão. Art. 60, parágrafos 2º e 3º, da CF:
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. § 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.

OBS.: Se uma proposta de emenda for rejeitada numa sessão legislativa (UM ANO), ela não poderá ser reapresentada na mesma sessão legislativa – NÃO HÁ EXCEÇÃO!!!
§ 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

Projeto de lei ordinária ou complementar for arquivado numa sessão legislativa => art. 67 da CF – HÁ POSSIBILIDADE DE REAPRESENTAÇÃO!!!
Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.

Limite circunstancial A CF só pode ser alterada em momentos de paz. Em momentos de síncope constitucional (comoção intestinal), a lei fundamental não pode ser alterada. Os casos são: art. 60, parágrafo 1º, da CF • Estado de sítio

70 • • Estado de defesa Intervenção Federal

Limite material São as famosas cláusulas pétreas (de pedra). É o núcleo eterno da nossa CF. Nestas matérias, a nossa CF é superrígida. Estas matérias são imprescindíveis para que tenhamos uma paz social, uma organização social. Há duas espécies de limites materiais: • Limites materiais expressos – são os previstos no art. 60, parágrafo 4º, da CF:

§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado – forma de governo ou sistema de governo não são cláusulas pétreas. II - o voto direto (é o que não existem intermediários entre o titular do poder e aquele que exerce o poder – exceção: voto indireto – será visto posteriormente), secreto (garantia de liberdade, de independência daquele que vai votar), universal (é uma qualidade do sufrágio – não é possível o estabelecimento de distinções econômicas e pessoais entre os votantes) e periódico (é uma das características da República – temporariedade dos mandatos); NÃO E CLAUSULA PETREA A OBRIGATORIEDADE DO VOTO III - a separação dos Poderes (evita-se o arbítrio do absolutismo) IV - os direitos e garantias individuais.

OBS.: 1ª corrente – tal rol não pode ser diminuído, mas pode ser aumentado. 2ª corrente –

Limites materiais implícitos – decorrem do sistema constitucional. A doutrina identifica 3 limites: a) não existe possibilidade de proposta de emenda para revogar o art. 60 para posteriormente revogar as cláusulas pétreas; b) não é possível a modificação do titular do poder constituinte derivado reformador; c) modificação da titularidade do poder constituinte originário.

CANOTILHO diz que poderia alterar regras de modificação da CF desde que seja para mais – que fique mais rigoroso.

71

Limite temporal A doutrina afirma de forma majoritária de que a nossa CF não possui limite temporal – para provas objetivas. Ex.: CF 1824 dizia que ela só poderia ser alterada depois de 4 anos da sua publicação. Art. 3º do ADCT:
Art. 3º. A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral.

2. Processo legislativo especial de elaboração da lei delegada
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.

Na prática, o Presidente da República se vale da MP, ao invés da LDelegada.

Diferenças sobre MP e Lei delegada A natureza jurídica dessas espécies normativas são diferentes. A MP é o exercício de uma função atípica pelo Poder Executivo. A LD é uma exceção da indelegabilidade – em regra, um poder não pode delegar suas funções típicas a outro poder. Ela só é possível se tiver expressa previsão constitucional. Vigora, portanto, o princípio da indelegalidade.

Como se edita uma lei delegada

I- Iniciativa: chama-se de iniciativa solicitadora. O chefe do Executivo deve solicitar ao CN para inovar a ordem jurídica através da Lei Delegada. O CN não pode delegar sem que o Presidente peça. O Presidente manda uma mensagem ao CN, solicitando para inovar a ordem jurídica. O CN delegará através de uma resolução*** (exceção ao decreto legislativo – meio de comunicação do CN, em regra).
§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.

**Limites materiais à delegação – determinadas matérias não podem ser delegadas pelo CN

a CF refere-se à resolução. Encontra-se em regimentos internos. Resolução é uma espécie normativa que tem por objetivo veicular matéria privativa da Câmara (art.planos plurianuais. Em regra. quando deveria ser decreto legislativo (ex. Decreto legislativo é uma espécie normativa que tem por objetivo veicular matéria de competência exclusiva do Congresso Nacional (art. nem a legislação sobre: I . a carreira e a garantia de seus membros. 51) e privativa do Senado (art.Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional(art. Em determinados momentos.Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. A CF não segue esta conceituação doutrinária. os de competência privativa da Câmara dos Deputados (art. 52). Em regra. cidadania. vedada qualquer emenda. 52). III . a resolução produz efeitos internos (dentro da casa legislativa). Quais as diferenças entre LO e LC? Diferença de ordem material: a CF reserva determinado campo material para a LC.organização do Poder Judiciário e do Ministério Público.72 § 1º . Processo legislativo especial de elaboração de resolução e decreto legislativo A CF não diz qual o processo legislativo da resolução. 51) ou do Senado Federal (art. 49). OBS. 3. políticos e eleitorais. diretrizes orçamentárias e orçamentos. uma defendendo existência de hierarquia e outra defendendo uma não existência (logo se verá). direitos individuais. § 3º .1: Existe hierarquia entre LO e LC? R: Existem 2 correntes doutrinárias. c) condiciona a delegação (autoriza mas condiciona à análise prévia do projeto de lei delegada). a matéria reservada à lei complementar. o decreto legislativo produz efeitos externos (fora do CN). A resolução autorizadora pode ostentar 1 de 3 caminhos possíveis: a) nega a delegação. II .nacionalidade. muito menos do decreto legislativo. Algumas matérias . b) autoriza nos termos em que foi pedido.: resolução autorizativa da lei delegada pelo CN ao Presidente da República). este a fará em votação única. 49 da CF).

03. LO tem aprovação por maioria simples (art. CELSO BASTOS. Em regra. se o Presidente edita uma MP e ela não é aprovada pelo Congresso Nacional. nada acontece com o mandato do Presidente. O Brasil adota o sistema Presidencialista. MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. da CF (doutrinadores que entendem não existir hierarquia: PEDRO LENZA. Quem defende uma superioridade da Lei Complementar sobre a Lei Ordinária. PONTES DE MIRANDA) 19. ela poderia ser alterada por lei ordinária – Questão dissertativa da AGU. Assim. Medida provisória Ato normativo com força de lei que se vale o chefe do Executivo. A LO não tem um campo material reservado.73 só podem ser veiculadas através de LC. Se outra espécie normativa for utilizada para veicular estas matérias. a LO que será usada. a MP é um instrumento de Estado que adota o sistema de Governo Parlamentarista. desde que sejam atendidos os requisitos da urgência e da relevância. Diferença formal: LC tem aprovação por maioria absoluta (art.: Normas sobre o devido processo legislativo constitucional são de reprodução obrigatória em sede estadual (o legislador constituinte estadual não pode inovar neste tema na elaboração de sua Constituição Estadual) – são chamadas também de normas centrais federais. O ***STF entende que não existe hierarquia entre LC e LO – ambas as duas espécies normativas retiram o seu fundamento de validade. 69). 4. MICHEL TEMER.2009 Lei Complementar pode veicular matéria que seria de matéria da Lei Ordinária? R: Pode-se usar da LC para veicular matéria que a CF não previu como matéria de LC – é uma lei formalmente complementar – pois se usou do quorum da LC. diz que a hierarquia se dá em decorrência do quorum mais qualificado e das hipóteses taxativas de previsão da Lei Complementar (ALEXANDRE DE MORAES. 47). o seu encaixe lógico. OBS. CELSO SPITZCOVSKY). diferentemente do que ocorre nos estados parlamentaristas – ele paga o preço político pela edição da MP não aprovada (seu mandato é reduzido) . haverá uma inconstitucionalidade. No Brasil. Se a CF nada especificar.

poderá solicitar urgência (processo legislativo sumário) – art. É editada a lei de conversão da MP no caso de aprovação. Tal comissão mista é formada por Deputados Federais e Senadores. Getúlio Vargas se valeu do DL (Código Penal. Com o parecer da comissão. a MP apenas adormeceu a lei X. 61 e 64 da CF. ocorre a publicação e imediatamente remete ao Congresso Nacional.74 Antecedentes históricos: O decreto-lei era o antecedente histórico da MP. ela passa a vale por 60 dias.MP editada em 20 de março e revoga a lei X. já que o Congresso pode emendá-la. Editando. Em 1937 há a previsão constitucional do DL. os 15 últimos dias recebem a denominação de regime constitucional de urgência – . indo até 1988. o DL exigia: urgência ou interesse público relevante. A MP não pode ser aprovada por decurso de prazo. com o golpe militar. O CN tem até 45 dias. Não era possível a emenda ao DL. Ele não podendo aguardar os 100 dias. De 1937 até 1945. Ele ressurge em 1964. a MP será analisada primeiro na Câmara e Depois no Senado. b) o mérito da medida provisória. A MP pode ser emendada. terá valor durante 60 dias. Lá no CN é formada uma comissão mista. se passado este prazo. aí sim usará da Medida Provisória  esta seria a lógica. devendo ser aprovada neste prazo. mas no Brasil não é assim que ocorre (os Presidentes vêm editando várias MP). A comissão dará um parecer a respeito da constitucionalidade da Medida Provisória. : O Congresso Nacional. O DL podia ser aprovado por decurso de prazo. O Presidente da República edita a MP. Tal parecer vai analisar 2 pontos: a) estão presentes os requisitos urgência ou relevância? . Tal decurso de prazo significa a falta de manifestação do Congresso Nacional (a falta de deliberação do Congresso Nacional aprovava o DL). Quem promulga tal lei de conversão? R. o Presidente solicitará ao Legislativo para que possa inovar o ordenamento através da Lei Delegada. por maioria simples. e a atual constituição acaba com tal instituto. A MP não é um ato absoluto. O CN (pelas suas casas separadamente) pode trilhar 4 caminhos: • Aprovação integral da MP sem qualquer emenda . Trâmite: O Presidente da República apresentando um projeto de lei e não podendo aguardar o processo legislativo. A lei de conversão revoga a lei X. Em 1946 desaparece o DL. que analisará a MP. Se ele não pode esperar nem o prazo da LD. e a partir de então. Diferenças entre o DL e a MP: A MP exige dois requisitos: urgência e relevância.). Código de Processo Penal etc.

Só é possível a prorrogação da MP (por mais 60 dias) se as casas não conseguirem aprovar a MP nos 60 dias. – não é possível. por ex. Alguns partidos políticos impetraram MS no STF (INFORMATIVO 540). 62 da CF. ***MICHEL TEMMER. Se em 120 dias não julgou a MP.75 são os últimos 15 dias do 60. OBS. Pode apresentar emendas.E POSSIVEL A REEDICAO DE MP REJEITADA TECITAMENTE? • • . • Aprovação da MP com emendas (OBS. OBS. a parte emendada deverá ir ao Presidente para que ele sancione ou vete. repristina a lei X (que estava adormecida).: Este regime constitucional de urgência produz efeito na casa onde estiver sendo aprovada a MP. Verificou ausência de urgência e relevância ou não aprovou o mérito da MP. Este tribunal entendeu que MICHEL TEMMER está certo – MS 27931 – e não concedeu a liminar.: a MP deixa de produzir efeitos e perde a sua eficácia ex tunc – retroativamente (desde a sua edição) Duas conseqüências da perda retroativa da eficácia: 1) ressuscita. É o decurso do prazo constitucional sem qualquer deliberação do CN. Contrabando legislativo de MP – emenda de MP’s por parlamentares criando cargos.: não é possível reedição de MP rejeitada pelo CN Rejeição tácita da MP – é a não manifestação do CN no prazo constitucionalmente estabelecido. mas deverá criar também o decreto legislativo para regular as relações pendentes. Rejeição expressa da MP – o CN não concorda com os termos da MP. Qual a conseqüência do regime constitucional de urgência? R. Quem promulga e publica a lei de conversão da MP com emenda é o Presidente da República (a lei que converte a MP sem emenda é o próprio Congresso Nacional).: Sobrestamento/paralisação de toda manifestação da casa legislativa. haverá a rejeição tácita da MP. Não pode a emenda tratar sobre tema que não conste na MP. como presidente da Câmara. Qual a conseqüência da rejeição expressa da MP? R. no ano de 2009. 2) o CN está obrigado a regulamentar as situações pendentes. deu a este parágrafo 6º uma nova interpretação dizendo que só se sobrestam as deliberações de projetos de lei ordinária.: DL não podia ser emendado) – quem pode apresentar emenda? Qualquer membro da Câmara ou do Senado e comissões especiais. Parágrafo 6º do art. Se a MP for emendada e o CN a aprova com emenda.

A) Comissões São organismos parlamentares com número restrito de membros que tem por objetivo apresentar.12. Direito Penal. Processo Penal e Processo Civil (Processo do Trabalho está inserido em Processo Civil). Nas Constituições Estaduais dos outros Estados não cabe MP em sede municipal. cidadania – art. partidos políticos – art. debater. A existência ou não dos requisitos só pode ser analisada pelo Judiciário se sua ausência for arbitrária. retira algumas matérias da possibilidade de veiculação através de MP: • Nacionalidade – art. manifesta. 14. É possível MP em sede Estadual (TO.76 Generalidades: É possível controle de constitucionalidade de medida provisória.3. 3. Esta atribuição do Legislativo é desempenhada notadamente pelas Comissões. A CF exclui. art. Direito Eleitoral. • • Matéria tributária é possível ser tratada via MP. . tanto em relação ao mérito como em relação à existência ou não de seus requisitos. Organização do Poder Judiciário e do MP. votar proposições legislativas e fiscalizar. AC e SC – as constituições destes Estados tratam de MP e cabe MP em lei orgânica municipal). direitos políticos.9) Fiscalização político-administrativa Uma das espécies de fiscalização (que por sua vez é uma outra atribuição do Poder Legislativo). 1º. 17. Limite material à MP: Nem todas as matérias podem ser veiculadas através de MP.

GILMAR MENDES chama este poder da comissão de processo legislativo abreviado.discutir e votar projeto de lei que dispensar. O prof. na forma do regimento. da CF. existe também uma comissão da saúde na Câmara dos Deputados e uma no Senado Federal.1) Espécies de comissões Todas as comissões devem obediência ao princípio da representação proporcional partidária – todo organismo parlamentar deve refletir a organização daquela casa legislativa (art. formadas somente por Deputados Federais ou só por Senadores. as comissões podem ser permanente – aquela que ultrapassa uma legislatura (lapso de 4 anos) . Art. Não é viável que todos os parlamentares deliberem sobre todos os temas. Se existe o Ministério da Saúde. reclamações.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. por ex. a competência do Plenário. I. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. da CF). II . Existem comissões simples. parágrafo 1º. parágrafo 2º. 2º .77 A. 58. em razão da matéria de sua competência. 58. o Legislativo é divido em comissões por matérias. . pois não possuem conhecimento em todas as áreas do conhecimento. 58. I.Comissão temática ou material A CF a denomina como comissão em razão da matéria. Cada parlamentar possui conhecimento sobre uma área específica. Art. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. IV . representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. III . independentemente da manifestação do Plenário.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. Todavia.receber petições. os temas deverão estar estabelecidos nos Regimentos Internos – art. Assim. 58. formadas por Deputados Federais e por Senadores. cabe: I . Quanto a sua duração. Isto se chama delegação interna ou imprópria. O objetivo da comissão temática ou material é aprimorar projetos de leis. e também há as comissões mistas ou conjuntas. No Brasil. da CF). 58. as comissões temáticas ou materiais podem aprovar projetos de lei.ou temporária – inicia e se encerra na mesma legislatura (art.às comissões. caput.

ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. a proporcionalidade da representação partidária. Ela é mista ou conjunta (é composta por Deputados e Senadores). § 4º . O Congresso Nacional reunir-se-á. A representatividade será do Congresso Nacional. do Senado Federal ou do Congresso Nacional.Comissão representativa ou de representação Durante o recesso do Congresso Nacional. II. a proporcionalidade da representação popular (art. A comissão temática mais importante. 58. quanto possível. sendo a comissão eleita pela Câmara dos Deputados e Senado Federal na última sessão legislativa ordinária do período legislativo. As comissões podem apresentar projeto de lei – art. Nada impede que outra comissão delibere sobre a matéria também. na medida do possível. cuja composição reproduzirá. que possui mais relevo é a CCJ – Comissão de Constituição e Justiça. anualmente. Todo projeto de lei deve passar por duas comissões no mínimo: Primeiro passará na CCJ (para analisar a sua constitucionalidade). planos nacionais. Depois será de 22/12 a 02/02 Art. depois passará na comissão da sua área específica. 61 da CF Art. existirá uma comissão que representará o parlamento da União. sendo que sua composição deverá refletir.apreciar programas de obras. 61. eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo. Todavia.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. comissão não poderá apresentar proposta de emenda constitucional. com atribuições definidas do regimento comum. aos Tribunais Superiores. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Será também temporária. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer.Comissão Parlamentar de Inquérito/CPI . 57. na forma e nos casos previstos nesta Constituição.78 V .Durante o recesso. de 2006) III. VI . O recesso será de 17/07 até 01/08. ao Presidente da República. Ela faz o controle preventivo de constitucionalidade. parágrafo 4º). (Redação dada pela Emenda Constituicional nº 50. com atribuições definidas no regimento comum. ao Supremo Tribunal Federal. na Capital Federal.

Em razão do princípio da segurança jurídica. como a investigação do caso da amante do ex-presidente do Senado. Ela deve iniciar o seu trabalho e terminar num prazo previsto regimentalmente (dependerá da Casa Legislativa. 171 devem subscrever o pedido. • • OBS. É possível que exista uma CPI só da Câmara ou só do Senado. No mínimo. 27 Senadores devem subscrever o pedido. 5º. Ex. este era o nome da CPI.Requisitos necessários para a constituição de uma CPI: • No mínimo 1/3 dos Deputados e/ou Senadores devem subscrever o pedido – há 513 Deputados Federais. exigem-se prazos razoáveis (art.79 a. Fato determinado – são fatos específicos. Somente fatos que tenham repercussão pública poderão ser investigados por CPI (acontecimentos íntimos. caput. dever-se-á obter o mínimo de deputados e o mínimo de senadores. por isso se fala em tal termo “minoria”). Prazo certo – não existe CPI permanente (da mesma forma que não existe inquérito policial permanente). desde que haja conexão com os fatos principais. Não é qualquer fato que pode ser investigado por CPI. 120 dias etc. da CF). Quanto ao quorum. Há 81 Senadores. observa-se o denominado direito público subjetivo das minorias (1/3 é um quórum baixo. porém.: Constituições Estaduais requisitos para constituir uma CPI não podem criar novos b.Poderes da CPI: .). É possível que no decorrer da CPI apareçam outros fatos. pois se investigava o superfaturamento da construção do TRT de São Paulo e venda de sentenças (que são fatos determinados). CPI do Congresso Nacional pode investigar a corrupção da polícia civil do MS? R: Não pode! O fato determinado deve estar dentre as atribuições daquela Casa legislativa NÃO ENTENDI. sendo agregados àquela investigação. No mínimo. não podem ser investigados).: CPI do Judiciário – “Judiciário” por si só. O prazo pode ser prorrogado dentro da mesma legislatura. não é fato determinado. No caso da CPI mista (CPMI). Pode ser 180. Devem-se subscrever os da investigação para criar uma CPI.

veda-se a remoção forçada de sua terra. outro juiz que o investigará. parágrafo 3º. próprios das autoridades judiciais. juiz não investiga!!! Adota-se o sistema processual penal acusatório (há a separação entre quem julga e quem acusa). hora e local. ouvir testemunhas. Se um juiz praticar crime. mediante requerimento de um terço de seus membros. 231. Se a testemunha for membro do MP. Exceção: há possibilidade de o juiz investigar – LOMAN – Lei da Magistratura Nacional – LC 35/79. Outra exceção é a dos casos de foro por prerrogativa de função – são investigados pelo Ministro-relator – a PF não pode fazer nada enquanto o ministro-relator não solicitar as diligências. se for o caso. 58. Este tribunal entendeu que o art. sendo suas conclusões. da CF assim: CPI possui poderes de instrução. é o que prevalece normalmente. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. 3º da Lei 9034/95 é inconstitucional – permitia que o juiz investigasse em casos que envolvessem organizações criminosas. ***Deve-se entender o art. O devido processo legal exige que tenhamos juízes imparciais. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. da CF. O STF já disse que juiz não investiga. poderá marcar dia. O CPP diz que Delegado pode representar pela prisão preventiva – por enquanto. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais (?). Quem provoca o juiz são duas pessoas: MP e advogados (possuem capacidade postulatória – podem falar processualmente com o juiz). em razão do sistema processual penal acusatório. como os de: • Notificar testemunhas. Juiz investiga? No Brasil. CPI não pode conduzir coercitivamente – entendimento do STF. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Ele deverá ser ouvido em sua aldeia – no art. Existem 2 leis que regulamentam os trabalhos da CPI – lei 1579/52 e lei . pois. CPI não julga! Toda deliberação da CPI deverá ser motivada sob pena de padecer do vício de ineficácia. CPI possui autoridade própria – pode praticar determinados atos sem necessidade de autorização judicial. parágrafo 5º. em conjunto ou separadamente. Se a testemunha for índio. determinar a condução coercitiva da testemunha. juiz. bem como não serão obrigados a responder sobre fatos que tenham lançados em declarações processuais.80 § 3º . serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Dentre estes poderes instrutórios.As comissões parlamentares de inquérito. A CF dá ao Delegado de Polícia o poder de representar? Há promotores de justiça que entendem que o Delegado de Polícia deveria representar ao MP para que este represente pela prisão do sujeito. encaminhadas ao Ministério Público.

ela deverá ‘responder a todas as perguntas que lhe forem formuladas’. No entanto. CPI não pode (a CF não dá poder para tanto). não é obrigada a firmar o compromisso de dizer a verdade.: No caso do Mensalão. por efeito de explícita determinação constante do próprio texto da Carta Política. O STF entendeu que a esposa deve atender à convocação da CPMI.81 10001/2000. Assim. OBS. mas não é obrigada a assinar o compromisso de dizer a verdade. • prender em flagrante: testemunhas por falso testemunho. Nenhum dos 3 é obrigado a se auto-incriminar (direito constitucional a não auto-incriminação). CPI não pode: . O sujeito é ouvido na CPI ostentando uma dessas 3 qualidades: convidado. A CPI oficia diretamente às instituições financeiras e receitas federal e estadual para que tenha acesso a tais informações. Quanto ao convidado. aplica-se subsidiariamente o CPP. nos dias e horas marcados. este não poderá ser conduzido coercitivamente. de acordo com o CPP. O juiz tem a primeira. somente pode emanar do juiz. mas sendo cônjuge de um dos investigados. mas não pode prender o investigado por falso testemunho. inclusive daqueles a quem se haja eventualmente atribuído o exercício de ‘poderes de investigação próprios das autoridades judiciais’”). • • Todavia. investigado e testemunha. Além das duas leis. e não de terceiros.: CPI das Constituições Estaduais também pode. Afastar o sigilo fiscal e bancário sem a necessidade de autorização judicial. CPI de câmara dos vereadores (CPI municipal) não pode afastar tais sigilos diretamente – entendimento do STF: são muitos os municípios existentes no país e quebra de sigilo é medida de exceção. Há um monopólio restrito de jurisdição. necessitando de autorização judicial. Segundo CELSO DE MELLO. a última e a única voz para o caso. OBS. a testemunha não pode se eximir da obrigação de depor. “o postulado da reserva constitucional de jurisdição importa em submeter. Determinar exames e perícias. discutiu-se sobre o dever da esposa do indiciado em responder às perguntas formuladas pela CPI. à esfera única de decisão dos magistrados a prática de determinados atos cuja realização. praticar determinados atos (reserva constitucional de jurisdição – determinados atos que só podem ser praticados se houver decisão judicial. O Ministro-relator observou que.

arresto. Todavia.: Toda decisão da CPI deve ser fundamentada. somente quando houver fundada suspeita). do CP). Quem decide é o colegiado – princípio da colegialidade.82 • Expedir mandado de prisão. hotel. Mandado de interceptação telefônica. Não remetendo ao MP. em conseqüência. ela pode oficiar à companhia telefônica. • • • • OBS. 61). parágrafo 4º. É de competência originária do STF processar e julgar MS e HC impetrados contra CPI´s constituídas no âmbito do Congresso Nacional ou qualquer de suas Casas – a CPI. enquanto projeção orgânica do Poder Legislativo da União. este pode requisitar o relatório.: o que é casa? É todo espaço corporal autônomo e delimitado (casa em sentindo restrito – local onde o cidadão habita (motel. desde que estejam habitados). em tema de mandado de segurança ou de habeas corpus. casa por extensão – local onde o cidadão exerce o seu trabalho. . a CPI também termina com um relatório. 93. 150. hipoteca legal). Constrição judicial (seqüestro. Em sendo o caso. Ninguém é obrigado a andar com carteira de identidade. mandado de busca e apreensão. IX. que é votado pelo colegiado. da CF. Determinar a apreensão de passaporte. Impedir que o cidadão deixe o território nacional – entendimento do STF. nem mesmo a entregar à autoridade policial quando solicitado (neste caso. bem como pode promover a responsabilidade política dos envolvidos. este deverá dar prioridade ao material dado pela CPI. já que o juiz deve fundamentar as suas decisões – art. OBS. Ela não pode gravar a conversa em tempo real (só o juiz pode mandar fazer). O poder geral de cautela de sentenças judiciais só pode ser exercido por juízes. Só o juiz pode restringir a liberdade de locomoção. O inquérito termina com o relatório. sujeitando-se. CPI pode apresentar projetos de leis (art. ofício ou profissão. o relatório será remetido ao MP. Indo o relatório ao MP. nada mais é senão a longa manus do próprio CN ou das casas que o compõem. desde que seja fechado ao público – art. solicitando os extratos telefônicos. ao controle jurisdicional originário do STF. O relatório não obriga o MP = IP.

27. deputados estaduais e vereadores** (só na circunscrição do município). imunidades. É um conjunto de regras previstas constitucionalmente. 53. não se trata de privilégios. seja dentro ou fora da casa . na medida em que os parlamentares podem livremente expressar suas opiniões. A prerrogativa pertence ao cargo e não ao seu titular.3. Em razão de sua opinião. palavra e voto eles são invioláveis civil e penalmente. bem como estar garantidos contra prisões arbitrárias. deveres e incompatibilidades dos parlamentares. que tem por objetivo a manutenção. Essa imunidade se inicia com a posse. art. senadores. art. É importante para o exercício da função parlamentar. A) Imunidades São prerrogativas ofertadas aos parlamentares visando a liberdade de atuação parlamentar para que eles possam ter total liberdade na atuação do seu ofício. Essa imunidade absoluta\inviolabilidade acoberta o parlamentar onde quer que ele esteja (menos vereadores).Material\ Absoluta\ real\ substancial ou inviolabilidade parlamentar: deputados federais. Esse conjunto de regras são notícias de prerrogativas. mas sim de prerrogativas ofertadas em razão do cargo. diversas do direito comum.83 20. por isso é irrenunciável.1) Espécies de imunidade I.03. MICHEL TEMER – garante-se a atividade do parlamentar para garantir a instituição. palavras e votos.2009 3. ou mesmo rivalidades políticas. 29. As aludidas prerrogativas atribuídas aos parlamentares.10) Estatuto do congresso nacional ou estatuto do congressista Cada categoria profissional possui o seu estatuto e os congressistas também têm. A. art. defesa da independência parlamentar e a liberdade no exercício das atribuições constitucionais. pois a essência da atividade parlamentar é o debate. em razão da função que exercem reforçam a democracia.

opiniões e votos não poderá ser responsabilizado por danos morais. OBS. OBS. difamação e calúnia.4 correntes mais conhecidas : 1ª corrente: NELSON HUNGRIA . .: quanto à natureza jurídica da imunidade penal parlamentar .84 legislativa.DAMÁSIO . se ele se licencia o suplente assume e aí sim terá imunidade.Prerrogativa de foro: algumas autoridades.significa que em razão de suas palavras. Outro motivo é que os membros dos tribunais tem mais experiência e podem decidir tecnicamente de uma forma melhor. em razão da dignidade do cargo. pois não são considerados no exercício do cargo. crime eleitoral.MAGALHÃES NORONHAcausa de irresponsabilidade penal. 3ª corrente . Deputados Federais e Senadores . por outro lado quando estiver fora da casa legislativa é necessário demonstrar que estava no exercício da função parlamentar.1: Expulsão de membro do PT por ter votado contra os ideais do partido.causas excludente de antijuridicidade.julgados originariamente pelo STF nas infrações penais comuns que é o gênero do qual tem algumas espécies como: crime comum em sentido restrito (CP). LFG e ***STF .2: O suplente do parlamentar não possui nenhuma imunidade. Imune de responsabilidade civil .significa que quando estiver no exercício da função não poderá ser responsabilizado por crimes de palavra como injúria. II. se não tiver não estará acobertado pela imunidade. pois no art. Imune de responsabilidade criminal .causa funcional de isenção de pena. pois os membros dos tribunais em razão do seu afastamento físico das disputas políticas locais. são julgadas originariamente por tribunais. OBS. 2ª corrente . decidiriam de forma mais justa e imparcial. O deputado licenciado não possui imunidade absoluta. Pode? Primeira posição: a expulsão foi inconstitucional porque a imunidade garante ao parlamentar votar em que quiser. crime militar. OBS.causa excludente de tipicidade . pois não está no exercício da função.: No discurso de comício não tem imunidade. 17 da CF há a permissão que os partidos políticos tragam em seus estatutos regras de fidelidade partidária. contravenção penal. Segunda posição: diz que a expulsão foi constitucional. porém dentro da casa legislativa existe a presunção que ele está em função. pois a imunidade política está contida na imunidade cível. crime doloso contra a vida.

aqui se aplica a súmula 702 do STF que trata de prefeito mas que tem a mesma razão. o STF já disse que isso é constitucional. caso o processo não tenha terminado. não havendo.são julgados em regra pelo Tribunal de Justiça. PROCESSO X COMUM PROCESSO X STF PROCESSO X COMUM -------------------------------------------------------------------------------------NÃO PARLAMENTAR PARLAMENTAR NÃO PARLAMENTAR Deputados Estaduais . §1º da CF permite. devendo o processo retornar para o juiz natural. Neste caso. mas não findo ou. §1º. tendo sido sustado o andamento da ação.85 art. 125. OBS. pela nova regra. não há mais imunidade processual para crimes praticados antes da diplomação. OBS. pois não existe mais o exercício da função – cancelada a súmula 394 do STF.: O STF entende que a competência deixa de ser dele. Findo o mandato.2: delito cometido antes do exercício parlamentar – diplomando-se o réu (em caso de ser eleito. Assim. não havendo. nesta situação. deputado federal). por exemplo. Encerrado o mandato continuará o julgamento no STF? R. No entanto. Critério da regionalidade: deputados estaduais serão julgados pelo tribunal do seu Estado. não poderá alegar tal fato. se for crime eleitoral vai ser julgado pelo TRE.1: Praticado o crime durante o exercício do mandato. a ação criminal deverá ser processada no próprio STF. competência por prerrogativa de função. OBS. Vereador: em regra. desde que o crime seja estadual. . sem qualquer interferência do Legislativo. 53. como se trata de crime praticado antes da diplomação. Serão submetidos a julgamento perante o STF desde a expedição do diploma. dará prosseguimento à ação penal. algumas Constituições estaduais ofertam foro por prerrogativa de função para vereadores. o processo deve ser remetido imediatamente ao STF que. não tem foro por prerrogativa de função. independentemente de terem praticado o crime em outro Estado afasta o critério do local do crime. se for crime federal vai ser julgado pelo Tribunal Regional Federal. encerrar-se-á a competência do STF. sequer. instaurado o processo. ainda. pois o art.3: Delito cometido após o encerramento do mandato – mesmo que o réu já tenha sido um dia parlamentar. necessidade de ser dada ciência à Casa respectiva. portanto. conforme a Súmula 451 do STF. entendendo preenchidos os requisitos.

não cabem os recursos ordinários. suspende-se o prazo prescricional. o Rext e o Resp. Imunidade em razão do processo: EC nº. O PROCURADOR GERAL DE REPUBLICA oferta a denúncia. Os vereadores não tem essa imunidade. salvo prisão em flagrante por crimes inafiançáveis. Deputados Federais e Estaduais. se foi praticado após a diplomação. Assim. §2º do art. Senadores. Recebida a denúncia.Relativa\ processual: deputados federais e senadores. . 35 de 2001. mas sim a inquérito judicial. a partir da diplomação. art. com o sobrestamento. A casa respectiva vai decidir a respeito da manutenção ou não da prisão por maioria absoluta de votos. Em casos de flagrante de crime inafiançável.: A autoridade com foro de prerrogativa de função não responde a inquérito policial. o Ministro do STF poderá recebê-la sem a prévia licença da Casa parlamentar.a razão é para que a casa respectiva se manifeste sobre o sobrestamento da ação penal que é feito mediante votação por maioria absoluta. depois de preso. Inicia-se com a diplomação que é o último ato do processo eleitoral. ou seja. o STF vai ver se o crime foi cometido antes ou depois da diplomação. supervisionado por ministro ou desembargador. III. o STF se manifesta sobre recebimento da denúncia. Se foi praticado antes. só cabe os recursos Extraordinários para o Supremo. 53 da CF. Vereador não possui imunidade processual. Isso vale para prisão preventiva e prisão temporária. disciplinar ou administrativa. Não tem direito ao duplo grau de jurisdição comum. 27. São duas: Imunidade em razão da prisão: prisão é a subtração ou restrição da liberdade de locomoção. se for prisão pena ou sanção mediante sentença condenatória poderá ser preso. Oferecida a denúncia. de regra não podem ser presos. 53.86 OBS. poderão ser instaurados inquéritos policiais e processos de natureza civil. deputados estaduais.§§2º e 3º. além do oferecimento da denúncia criminal. art. a autoridade policial tem até 24 horas pra remeter os autos à respectiva casa sob pena de abuso de autoridade. deve dar ciência à casa respectiva . o STF não precisa dar ciência à casa respectiva.

: O pedido de sustação poderá implementar-se até a decisão final da ação penal movida contra o parlamentar ou no prazo improrrogável de 45 dias contados do seu recebimento pela Mesa Diretora? R.4) PODER EXECUTIVO Aplica a lei ao caso concreto. caso em que o STF vai ter que homologar. na respectiva Casa representada. se suspende ou não a aludida ação penal. No Brasil esse órgão é exercido por uma única autoridade.87 O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo imporrogável de 45 dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. O PGR pode pedir o arquivamento do inquérito. poderá se implementar logo após a ciência dada pelo STF ou em período subseqüente. a Casa terá até o trânsito em julgado da sentença final proferida na ação penal para sustá-la. No presidencialismo temos o executivo monocrático em que uma única autoridade é chefe de estado e de governo.deputados federais e senadores não estão obrigados a testemunhar sobre fatos que souberam em razão do exercício do mandato. tendo direito de marcar dia e hora. em que uma autoridade exerce função de chefe de Estado e outra de chefe de governo. do pedido de sustação efetuado pelo partido político. Se o STF receber a denúncia e o criminoso renunciar o mandato. No presidencialismo há independência entre o legislativo e o executivo. Tem duas espécies de parlamentarismo: a) monárquico constitucional: rei chefe de estado e ministro é o chefe de governo. é improrrogável. no . Esse prazo sim. Essa imunidade do §6º é renunciável. IV. pois a súmula 394 foi cancelada. executivo monocrático do art. O pedido de sustação. enquanto durar o mandato. O único prazo fixado é o de 45 dias contado do recebimento pela Mesa Diretora. sendo que a sustação do processo suspende a prescrição.: A Casa respectiva tem até o final da ação penal para decidir. 3. administrando a coisa pública. não havendo prazo certo para tanto. pelo quorum da maioria absoluta de seus membros. como visto. pelo partido.Prerrogativa de testemunho: em regra todo cidadão é obrigado a testemunhar. não são obrigados a testemunhar sobre o que souberem em razão da função. os autos voltam para o juízo comum. no entanto há exceções: a) advogados. no parlamentarismo temos um executivo dual. de 45 dias. Art. §6º . se não tiver no exercício da função é obrigado testemunhar. 76 da CF. NÃO ENTENDI ESTE INTITUTO OBS. sendo assim temos um sistema de governo presidencialista. 53. psicólogos. já que.

do executivo em relação ao 3. na hipótese de ter obtido a maioria absoluta de votos. em segundo turno. .Plenitude do exercício dos direitos políticos (não os ter perdido nem suspensos e não incorrer em nenhuma das causas do art. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizarse-á.4. .Não ser inelegível nos termos do art. de 1997) § 1º . e no último domingo de outubro. no primeiro domingo de outubro. 15 da CF.Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação.Filiação partidária (não pode ter candidaturas avulsas). da CF § 3º .Domicílio eleitoral na circunscrição. Art. Art. se houver. . . parágrafos 3º. Presidente. 77. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. 14. Não haverá segundo turno se o candidato à Presidência da República (juntamente com o Vice-Presidente) for eleito em primeiro turno.Alistamento eleitoral.Ser brasileiro nato (segurança nacional). 4º e 5º. governadores e prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores se submetem ao segundo turno. . em primeiro turno. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16.Idade mínima de 35 anos (capacidade política absoluta). 77. 3.A eleição do Presidente da República importará a do VicePresidente com ele registrado. far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado. .1) Requisitos para ser Presidente da República: .88 parlamentarismo há dependência legislativo.Não ser inalistável nem analfabeto.4. . parágrafo 7º.2) Normas gerais de eleição do Chefe do Poder Executivo A eleição se dá pelo sistema eleitoral majoritário. . simultaneamente. não computados os em branco e os nulos. concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.

doença. dentre os remanescentes.89 § 4º . os cargos serão declarados vagos. na primeira hipótese até o final do mandato e. exceto por motivos de força maior. tendo início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição (ar. em que prestam um juramento de respeitar à CF. A substituição tem caráter temporário. é temporário (férias. em segundo lugar. mais de um candidato com a mesma votação. enquanto este durar. antes de realizado o segundo turno. 3. desistência ou impedimento legal de candidato. remanescer. permitida a reeleição. qualificar-se-á o mais idoso. tanto do Presidente como do Vice-Presidente. A) Posse do presidente e do vice Tomam posse em sessão conjunta do CN no dia 1º de janeiro. O mandato do Presidente da República é de quatro anos. até o dia 11. dos Prefeitos e de quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos. Os demais da lista de sucessão.Se.Em sentido restrito: é definitivo. do Presidente da República. A vacância nos dá uma idéia de impossibilidade definitiva para assunção do cargo. convocar-se-á. para um único período subseqüente. 16/97. Assim. Somente o Vice-Presidente assumirá o cargo de forma definitiva. se não acontecer a posse de pelo menos um dos dois até essa data. tanto na vacância como no impedimento. A competência para declarar o cargo vago é do CN. viagens internacionais etc. dos Governadores de Estado e do Distrito Federal. .Se.t 82).).Substituição: ocorre nos casos de impedimento.: Devese relembrar que o cargo também será declarado vago. . no caso de impedimento. se deixarem de assumi-lo no prazo de 10 dias contados da data fixada para a posse. ocorre a vacância (morte. Tem que tomar posse até o prazo de 10 dias depois do dia 1º. na hipótese dos parágrafos anteriores. sendo atualmente. o VicePresidente assumirá o cargo. condenação pela prática de crime de responsabilidade). § 5º . ocorrer morte.4. em decorrência da EC n. renúncia. OBS.3) Sucessão do presidente . apenas podem substituir o Presidente nos casos de impedimento. o de maior votação. salvo motivo de força maior.

81. Este morrendo. O presidente da Câmara assume e convocará eleições indiretas.4) Mandato do Presidente da República O mandato é de 4 anos. § 2º . Presidente do SENADO FEDERAL. os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.4. 2 últimos anos do mandato presidencial. Art. Na eleição direta não existe intermediário entre aquele que exerce o poder e aquele que é o titular do poder. Nestes 2 primeiros anos. a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga. logo. quem assumirá a presidência será o Presidente da Câmara dos Deputados. 3. Nestes dois casos. Ex. ocorrerá a vacância (definitivo). já que ocorrerá eleições diretas (2 primeiros anos do mandato). Se este fato trágico ocorresse nos 2 últimos anos. os cargos serão declarados vagos. Eles não receberão 4 anos de mandato.: Morrendo o Presidente. Na eleição indireta existe intermediários entre tais pessoas. ocorrerá a vacância dos cargos de Presidente e VicePresidente nos 2 primeiros anos. pelo Congresso Nacional. na forma da lei – não existe ainda tal lei.Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial. quem assumirá será o Vice-Presidente. São eles: • • • Presidente da CAMARA DOS DEPUTADOS. nos próximos 30 dias – é a única exceção prevista na CF de eleição indireta. § 1º . receberão um mandato tampão – serão eleitos para completar o mandato daqueles que vagaram. após o impedimento do VicePresidente. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República. serão eleitos Presidente e Vice. Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. .Em qualquer dos casos.90 CESPE – sempre pergunta quais são as autoridades que estão na linha sucessória da Presidência. de forma definitiva. A CF divide em 2 períodos: 2 primeiros anos. Este assumirá de forma temporária num período de 90 dias.

.: Deve-se voltar à forma de governo. Também é chamado de impedimento/impeachement. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. à perda do cargo.processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. por oito anos. sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Falar de forma de governo é falar sobre a forma que o poder é exercido dentro de um determinado território.: A diferença é a natureza jurídica da infração. A CF dá a notícia de que o Presidente pode ser responsabilizado politicamente e criminalmente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. será o Presidente do STF – art. funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal. Infração penal comum – infração de natureza jurídica penal. A) Crime de responsabilidade praticado pelo Presidente da República Será julgado pelo Senado Federal – controle de um poder sobre o outro (mecanismos de freios e contrapesos – art. 52. Fala-se em 2 formas de governo: monarquia e república. devem ser responsabilizados pelos seus atos). Art. todos que exercem parcela de soberania do Estado. nestes caso. 85 da CF. devem-se lembrar do Direito Penal. As características. o poder é exercido de maneira hereditária. para o exercício de função pública. Quando se fala em responsabilidade política. da CF. de 02/09/99) Quem presidirá o Senado. que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal. irresponsável (“o rei não erra”) e vitalícia.91 3.5) Responsabilidade política e criminal do Chefe do Executivo Por que o Chefe do Executivo é responsável pelos seus atos? R. 52. temporária e responsável (na república. está se falando de infração penal comum. Compete privativamente ao Senado Federal: I .4. com inabilitação. Na república. as qualidades. Qual a diferença entre os dois? R. Nos casos previstos nos incisos I e II. I. Faz-se referência ao art. está se falando de crime de responsabilidade. parágrafo único. Parágrafo único. da CF). 52. Quando se fala em responsabilidade criminal. limitando-se a condenação. Crime de responsabilidade – infração de natureza políticoadministrativa. do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. Na monarquia. o poder é exercido de maneira eletiva.

os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. V .a existência da União.a segurança interna do País.: A Câmara não julga! As condutas. especialmente. 85. Esses crimes serão definidos em lei especial. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. . de 2004) O Senado só poderá julgar o Presidente se houver autorização da Câmara dos Deputados – juízo de admissibilidade.o exercício dos direitos políticos. Compete privativamente ao Senado Federal: I . que estabelecerá as normas de processo e julgamento.processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. 312 e seguintes) e em legislação especial (Lei 4898/65. Trata-se de um rol exemplificativo. Há condutas previstas em lei especial – Lei 1079/50. As condutas do art. 85 e desta lei são conceitos abertos – não há figuras previstas como as previstas no Direito Penal (não se exige a mesma adequação perfeita).a lei orçamentária. do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. Dec-lei 201/67 etc. o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade. propriamente ditos) . constituem crime de responsabilidade. 52. II . que praticadas pelo Presidente. Segundo DAMÁSIO: crimes de responsabilidade próprio (em sentido estrito. individuais e sociais. Parágrafo único. OBS. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. de 02/09/99) II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal. 85 da CF Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. VI . do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. O STF já disse que esta lei foi recepcionada em partes pela CF/88.previstos no CP (art. IV .a probidade na administração.92 Também poderão praticar crimes de responsabilidade: Art. do Poder Judiciário. contra: I . VII .). estão elencadas no art.o livre exercício do Poder Legislativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. III .o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

cessará o afastamento do Presidente. testemunhas são ouvidas. com a denúncia oferecida. haverá uma comissão de deputados que analisará os requisitos formais da denúncia.: O Presidente que deixou o mandato pode ser denunciado por crime de responsabilidade? R. solicitar documentos. A denúncia é oferecida junto à Câmara dos Deputados. os outros (próprios) seguem a regra do CPP).1) Juízo de admissibilidade na Câmara dos Deputados – qualquer cidadão é parte legítima para denunciar o Presidente pela prática de crime de responsabilidade – lei 1079/50.: Não – art. A CD pode trilhar um de dois caminhos possíveis: a) juízo de admissibilidade negativo – entende não ser oportuno que o PR seja julgado pelo SF. b) juízo de admissibilidade positivo – também é um juízo político. 86. no sentido restrito – nacional que exerce direitos políticos (art.93 crimes de responsabilidade impróprios – infrações políticoadministrativas – não são crimes (estes seguem as regras do impeachment. 15 da Lei. parágrafo 1º. Ele é tomado por 2/3 dos Deputados Federais. O PR deve ser cientificado do início do julgamento deste fato. e parágrafo 2º). A. realização de pericias etc. o Presidente da República terá o direito constitucional ao exercício do contraditório e da ampla defesa (pode constituir advogado. 14. sem prejuízo do regular prosseguimento do processo (art. Na CD. no seu art. Na CD. Consequências do início do julgamento • Ele poderá ficar afastado de suas funções por até 180 dias – se o julgamento não estiver concluído no aludido prazo.: Não! O início do julgamento é ato vinculado (o que não quer dizer que tenha que condenar o Presidente da República). OBS. . A. Cidadão é tratado por esta lei.2) Julgamento pelo Senado Federal – ele pode se recusar a julgar o Presidente? R. Emite-se a autorização sob a forma de uma resolução.). a CD fará um juízo de admissibilidade da acusação – juízo político (de oportunidade e conveniência) da acusação. II. 12 + art. 14 da CF). Ao final do contraditório e da ampla defesa.

o STF entendeu que a renúncia ao cargo não extingue o processo quando já iniciado. OBS. Ele sofreu duas penas: perda do cargo e inabilitação para o serviço público por 8 anos.: A decisão do SF pode ser modificada pelo Poder Judiciário? R. Não cabe ao Poder Judiciário modificar o mérito da decisão editada pelo SF. A renúncia não impede o prosseguimento do processo. O STF já entendeu que tal matéria é inconstitucional – deve ser 5 + 5. SÚMULA Nº 722 DO STF SÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DA UNIÃO A DEFINIÇÃO DOS CRIMES DE RESPONSABILIDADE E O ESTABELECIMENTO DAS RESPECTIVAS NORMAS DE PROCESSO E JULGAMENTO. A denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver.: No mérito. AII) Crime de responsabilidade praticado por Governadores – julgado por um tribunal misto – é composto por deputados estaduais e desembargadores do TJ. Não cabe ao Estado-membro legislar sobre crime de responsabilidade. Quorum para condenação por crime de responsabilidade É de 2/3 com votação aberta. No caso do Collor. presidido pelo presidente deste tribunal. não. Ambas as duas possuem a mesma categoria. No caso Collor. por qualquer motivo. ele renunciou antes do julgamento final. o PR afastado tem direito ao contraditório e à ampla defesa. deixado definitivamente o cargo. Cabe a ele analisar se princípios constitucionais foram ou não respeitados.94 • O Senado passa a ser presidido pelo Presidente do STF Início do julgamento No Senado. Ações penais e ações de improbidade administrativa – quem julgará será o Presidente do STF. são 7 deputados estaduais e mais 7 desembargadores. Em São Paulo. .

por dois terços da Câmara dos Deputados.: Está como gênero. 86. Art. O STF. não aplicou tal entendimento previsto na Recl 2138. seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República. será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. da CF. nos crimes de responsabilidade. diz que cabe a tal tribunal tal atribuição – art. os membros do Congresso Nacional. originariamente: b) nas infrações penais comuns. O que é infração penal comum? R. o VicePresidente. 29-A da CF e Dec 201/67. Envolve: • • Crime comum em sentido restrito Crime eleitoral . nas infrações penais comuns. em dois dispositivos. a guarda da Constituição. Da mesma forma como ocorre nos crimes de responsabilidade. ou perante o Senado Federal. A CF.95 AIII) Crime de responsabilidade praticado pro Prefeito – art. Tal decreto 201 estabelece duas espécies de crimes de responsabilidade: a) crime de responsabilidade próprio – infração de natureza jurídica penal.: Aquela autoridade que responde por crime de responsabilidade também pode ser responder por improbidade administrativa? STF entendeu numa reclamação (na sua composição antiga) que quem pode praticar crime de responsabilidade não pode responder por improbidade administrativa. precipuamente. Será julgado pela Câmara dos Vereadores. 102. Crime comum significa infração penal comum. Admitida a acusação contra o Presidente da República. o Presidente da República. Art. b) crime de responsabilidade impróprio – infração de natureza jurídica político-administrativa. ***OBS. cabendo-lhe: I . por meio de uma de suas turmas. a ser realizado pela Câmara dos Deputados que autorizará ou não o recebimento da denúncia ou queixa-crime pelo STF. B) Crime comum praticado pelo Presidente Será julgado pelo STF. também haverá um controle político de admissibilidade. “b”. 86 e 102. no mês de março de 2009. através do voto de dois terços de seus membros. II. entendendo que são duas instâncias que não se confundem. O STJ vem aplicando a reclamação 2138 do STF nos seus julgados. Compete ao Supremo Tribunal Federal.processar e julgar.

Durante o mandato. ele só poderá ser processado por crimes ex oficio – art. o Presidente da República não estará sujeito a prisão. política (crimes de responsabilidade). parágrafos 3º e 3º. Quando praticados em relação à função presidencial. não cabem prisões provisórias. No tocante às infrações de natureza civil. § 4º . Eleito e toma posse  não poderá ser processado durante o mandato.3: presidente praticando crime em razão da função (matar o presidente do BACEN por discussões sobre o trabalho)  não pode ser preso. mesmo assim. da CF • 3º . Ao final do mandato. Ex. aí sim poderá o Presidente da República sofrer a persecução penal.1: o candidato a presidente comete um crime – 15 dias antes das eleições  não poderá ser preso. fiscal ou tributária. que importa nas seguintes prerrogativas: • Nunca poderá ser preso – só existe uma exceção: prisão em razão de uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado (prisão penal).2: presidente praticando homicídio  não pode ser preso. ou seja.Enquanto não sobrevier sentença condenatória. será processado.96 • • • Crime militar Crime doloso contra a vida Contravenção penal O PR é dotado de irresponsabilidade relativa. se não for reeleito. 86. nas infrações comuns. pois a imunidade (irresponsabilidade penal relativa) restringe-se apenas à persecutio criminis pela prática de ilícitos penais que não tenham sido práticos in oficio ou propter officium. na vigência de seu mandato. mas terá processo. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. Ex. não pode ser processado por atos estranhos ao exercício da função – durante o mandato. . poderá o Presidente da República ser responsabilizado.O Presidente da República. administrativa. Ex.

97 O STF recebe a petição e remete a determinado Ministro. 105. No caso de crime comum. a condenação aplicada será a prevista no tipo penal e não a perda do cargo (como pena principal). Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I . originariamente: a) nos crimes comuns. que só ocorrerá no caso de crime de responsabilidade. só depois o STF verificará se é caso de recebimento ou não. e. o presidente vira réu e será afastado do cargo por até 180 dias. Ao receber a denúncia. 105. como nos casos de crimes praticados por parlamentares). Trata-se de um juízo político. da CF Art. em decorrência da suspensão temporária dos direitos políticos. A CD concordando. Presidente e parlamentares  diferenças: parlamentares podem ser presos em casos de crimes inafiançáveis. só em caso de sentença transitada em julgado. Presidente não poderá nunca ser preso. quórum de 2/3. enquanto durarem os efeitos da sentença criminal condenatória. remeterá ao STF a autorização. que será o Relator do Inquérito Judicial – ele quem supervisionará a investigação. desde que pegos em flagrante. Se o PGR entender estar o crime prescrito. os Governadores dos Estados e do Distrito Federal. não podendo o STF fazer nada. BII) Crime comum praticado por governadores – será julgado pelo STJ – art. os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. via resolução. será dado ciência à Câmara dos Deputados (O STF NÃO PODE receber a denúncia. a perda do cargo se dará por via reflexa. será remetido ao PGR. No caso de oferecimento da denúncia. Este poderá pedir o arquivamento do inquérito judicial. sem autorização da casa respectiva. o STF pode analisar se realmente está. Julgando procedente o pedido formulado pelo PGR. Antes do STF receber. Finalizando. deverá ofertar prazo de 15 dias ao Presidente para que ofereça a defesa preliminar.processar e julgar. STF pode receber denúncia contra parlamentar. STF deve esperar a CD autorizar que o STF receba ou não a denúncia contra Presidente. votação aberta. os membros dos . transitada em julgado. nestes e nos de responsabilidade. “a”. I.

98
Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais;

Envolverá: • • • • • Crime comum em sentido restrito Crime eleitoral Crime militar Crime doloso contra a vida Contravenção penal

OBS.: Vice-Governador não é julgado pelo STJ (falta de disposição legal). Substituindo o Governador, mesmo assim, não modificará competência jurisidicional. Mas em caso de vacância, assumindo o vice de forma definitiva, a competência será modificada. Em regra, será julgado pelo TJ (pode a CEstadual prever – art. 125, parágrafo 1º, da CF). OBS.: Vice-Governador praticando crime doloso contra a vida, praticando crime federal e crime eleitoral – respectivamente, será julgado pelo tribunal do júri (súmula 704 do STF), justiça federal e justiça eleitoral.

O STJ só pode receber a denúncia contra o Governador se houver a autorização da Assembléia Legislativa – juízo de admissibilidade. Quanto à competência para julgar o vice, dependerá do crime e da Constituição Estadual. Governador não é dotado de irresponsabilidade relativa. Pode ser preso em flagrante, pode ser processado por crimes estranhos às suas atribuições.

BIII) Crime comum praticado por prefeito – é julgado, em regra, pelo TJ.

Súmula 702 do STF – ler.

99 Prefeito: crime estadual (incluindo o crime doloso contra a vida – art. 29, X, da CF (maior especialidade)) – TJ; crime federal – TRF; crime eleitoral – TRE. Aqui, será aplicado o critério da regionalidade – contrário ao critério do lugar da infração (art. 69, I, do CPP).

OBS.1: Prefeito não é dotado de irresponsabilidade relativa. Só o Presidente é dotado de tal garantia. A CF diz que o prefeito deve ser julgado por um órgão colegiado (não precisa ser um órgão especial do tribunal; pode ser turma, sessão etc.). OBS.2: Não cabe recursos ordinários para aqueles dotados de foro por prerrogativa de função.

22.04.2009

OBS: A CF em nenhum momento oferta competência originária de qualquer tribunal para vereadores e vice-governador. Assim, pode A CEstadual ofertar tal garantia a estas pessoas, todavia, não poderá estabelecer competência federal. Ex.: se o vereador praticar crime estadual, será julgado no TJ (caso a CE assim estabeleceu; se praticou um crime federal, será julgado na Justiça Federal – não será julgado no TRF).

3.5) PODER JUDICIÁRIO

3.5.1) Atribuições O Poder Judiciário é um dos três poderes clássicos previstos pela doutrina e consagrado como autônomo e indepes). BANDRÉS afirma que a independência judicial constitui um direito fundamental dos cidadãos, inclusive o direito à tutela judicial e o direito ao processo e julgamento por um Tribunal independente e imparcial.

100 Qual a atribuição do Poder Judiciário? Em 1748, quando Montesquieu escreveu O Espírito das leis, neste momento o Poder Judiciário possuía uma única função: substituir a vontade das partes impondo a sua; aplica o direito ao caso concreto; resolver conflitos com força definitiva. GILMAR MENDES diz que hoje se deve fazer uma interpretação constitucionalmente adequada do art. 2º da CF – entender tal artigo com a realidade hoje existente.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

O Poder Judiciário também busca a defesa dos direitos fundamentais – ele busca fazer com que todos respeitem os direitos fundamentais e que também concretizem tais direitos (tal atribuição surge após a 2ª guerra mundial). Ele também faz o seu auto-governo – para a manutenção da independência do Poder Judiciário como órgão do estado frente ao Executivo e Legislativo. Tem-se então a: autonomia administrativa, autonomia financeira, autonomia funcional. O Poder Judiciário resolve o conflito entre os demais poderes – para evitar a hipertrofia de um deles em detrimento dos outros, para se evitar abuso de poder. O Poder Judiciário defende a supremacia da CF – controle de constitucionalidade.

3.5.2) Características da prestação jurisdicional O Poder Judiciário/juiz exerce parcela da soberania do Estado ao julgar.

A) Inércia Não existe jurisdição sem autor; não existe decisão de ofício. O juiz deve ser inerte para a manutenção de sua capacidade subjetiva – nada mais significa do que a imparcialidade. Um juiz imparcial é um direito fundamental do cidadão, garantindo um processo justo. Cabe àqueles que compõem a função essencial da justiça dar a provocação – MP e advogados – possuem capacidade postulatória. OBS.: Delegado não tem capacidade postulatória, então por que ele pode representar por prisões e buscas e apreensões? E por que o juiz pode decretar de ofício a prisão preventiva? Há quem entenda hoje, de forma minoritária, que o Delegado de Polícia não pode

por ex. de natureza administrativa e legislativa. A partir deste momento. na forma prevista nessa Constituição. B) Substutividade/Indeclinabilidade Em determinado momento histórico. aplicando a lei a um caso concreto. resultante de um conflito de interesses. O Judiciário. julgar. C) Definitividade Só o Judiciário traz a estabilidade – coisa julgada – trazendo. prover. São de natureza administrativa. denominadas atípicas. pois compete ao Poder Judiciário elaborar seus regimentos internos. os cargos de juiz de carreira na respectiva jurisdição.. parágrafos 1º e 2º. em determinadas situações. instaurado o processo e não proferida a decisão final no prazo de sessenta dias pela Justiça Desportiva (administrativa). o Estado disse que: “qualquer conflito de interesses. concessão de férias aos seus membros e serventuários. . São de natureza legislativa a edição de normas regimentais. Ele não pode se eximir de resolver os conflitos. A coisa julgada. o lesado poderá acionar o Poder Judiciário. pode ser relativizada. a única exceção vem prevista no art. o Estado trouxe para si o monopólio da jurisdição. pois esta é de 1941. eu irei resolvê-lo”. porém. Quanto a isto. assim. que lhe é posto. pois ele não é dotado de capacidade postulatória. posterior à CF. sem dúvida. Funções típicas e atípicas A função típica do Poder Judiciário é a jurisdicional. da CF ao prever o esgotamento das instâncias da justiça desportiva como pré-requisito para o acionamento do judiciário. O juiz pode decretar de ofício a prisão preventiva. ou seja. Estatuto da magistratura JOSÉ HORÁRIO CINTRA GONÇALVES PEREIRA – o enorme “interesse com as atividades do Poder Judiciário decorre.101 representar sem a anuência do MP. possui outras funções. já a prisão temporária é de 1989. como os demais poderes do Estado. a segurança jurídica. Porém. 217. Não se pode permitir o uso da autotutela – há exceções.

e que a expressão ‘atividade jurídica’ corresponde ao desempenho de atividades privativas da bacharel em Direito. Considerou-se. da falta de recursos financeiros. que os 3 anos de atividade jurídica contam-se da data da conclusão do curso de Direito. uma gama de deficiências sempre detectadas e diagnosticadas. Todavia. mediante concurso público de provas e títulos. 55/2004. Assim.”. nas nomeações. Enfim. no mínimo. 35/2002. STF – estabeleceu. exigindo-se do bacharel em direito. OBS. A) Ingresso na carreira I . cujo cargo inicial será o de juiz substituto. B) Outras normas . de 2004) PEDRO LENZA – trata-se de norma constitucional de eficácia limitada. também que o momento da comprovação desses requisitos deve ocorrer na data da inscrição no concurso. três anos de atividade jurídica e obedecendo-se.102 do fato de a prestação (de serviço) jurisdicional não atender aos anseios da população: em razão da demora dos processos. o art.: ler depois a nova resolução ainda não publicada do CNJ dispondo sobre as regras de concurso para a magistratura. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. ao analisar o art. já que “depende” de lei infraconstitucional regulando os seus vetores (é o mesmo entendimento de HUGO NIGRO MAZZILLI). de molde a promover maior segurança jurídica tanta da sociedade quanto dos candidatos – ADI 3460/DF. da total falta de aparelhamento moderno. 187 da LC 75/93.. O CNJ regulamentou a matéria – Res 11/2006 – a comprovação deve ser no momento da inscrição definitiva. 93 da CF mais lei complementar disporá sobre o Estatuto da Magistratura. com redação dada pela Res.. 7º. A Reforma do Judiciário busca encontrar alguns instrumentos para solucionar os problemas apontados.ingresso na carreira. à ordem de classificação. dos entraves burocráticos. o plenário do STF manteve o requisito de 2 anos de bacharelado em Direito para que candidatos possam se inscrever em concurso público para o cargo de Procurador da República (a maioria declarou constitucional a expressão “há pelo menos 2 anos” do art. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases. do despreparo dos funcionários e juízes. caput e parágrafo único. da Res.

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. repetindo-se a votação até fixarse a indicação. aperfeiçoamento e promoção de magistrados. de 2004) VIIIA a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. em qualquer caso. § 4º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. por interesse público. por antigüidade e merecimento. XI. assegurada ampla defesa. de 2004) V . c e e do inciso II. alternadamente. o disposto nos arts. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros. no que couber. obedecido. de 1998) VII o juiz titular residirá na respectiva comarca. atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. injustificadamente. salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. de 2004) III o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antigüidade e merecimento. de 2004) e) não será promovido o juiz que. em nível federal e estadual. de 1998) VI . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 40. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. alternadamente.promoção de entrância para entrância. ao disposto nas alíneas a . constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por escola nacional de formação e aperfeiçoamento de magistrados. b . de 2004) IV previsão de cursos oficiais de preparação. retiver autos em seu poder além do prazo legal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento. 37. disponibilidade e aposentadoria do magistrado. de 2004) . de 2004) d) na apuração de antigüidade. b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta.103 II . conforme procedimento próprio. não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento. conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional. salvo autorização do tribunal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45.a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art. e 39. e assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores.o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados. de 2004) VIII o ato de remoção. apurados na última ou única entrância. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão.

104 IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. podendo a lei limitar a presença. como instituição. tanto em razão do próprio titular. funcionando. aliás. provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. • A) Garantias institucionais do Judiciário Garantias de autonomia orgânico-administrativa: tal garantia manifesta-se na estrutura e funcionamento do órgãos. com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. sob pena de nulidade. poderá ser constituído órgão especial. em todos os graus de jurisdição. de 2004) XIII o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população. de 2004) XV a distribuição de processos será imediata. sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. de 2004) XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.3. XII a atividade jurisdicional será ininterrupta. de 2004) X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública. sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau. ou somente a estes. Garantias funcionais ou de órgãos – asseguram a independência (vitaliciedade. e fundamentadas todas as decisões. de 2004) – ver ponto 3. inamovibilidade e irredutibilidade de subsídios) e a imparcialidade dos membros do Poder Judiciário (vedações). às próprias partes e a seus advogados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. de 2004) XIV os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório.5. de 2004) Garantias do Judiciário JOSÉ AFONSO DA SILVA divide tais garantias em: • Institucionais – protegem o Judiciário como um todo. nos dias em que não houver expediente forense normal. mas em favor ainda da própria instituição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. previstas. na medida em . para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno. Dividem-se em: a) garantias de autonomia orgânico-administrativa e b) garantias de autonomia financeira. juízes em plantão permanente. em determinados atos.

II . com a aprovação dos respectivos tribunais. Garantia de autonomia financeira: os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. os valores aprovados na lei orçamentária vigente. exceto se previamente autorizadas. com a aprovação dos respectivos tribunais. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. .no âmbito da União. não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. em reforço à autonomia financeira do Poder Judiciário. mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. dentre outras atribuições. ouvidos os outros tribunais interessados. de 2004) § 5º Durante a execução orçamentária do exercício. § 2º . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. de 2004) § 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na forma do § 1º. como a concessão de férias. c) organizar a estrutura administrativa interna de modo geral. ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo. 99. b) elaborar regimento interno. A EC 45/2004. sem qualquer participação dos outros poderes.105 que se atribuem aos tribunais a competência para: a) eleger seus órgãos diretivos.Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. compete: I . de 2004) B) Garantias funcionais Segundo JOSÉ AFONSO DA SILVA. licença.no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. Art. o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. § 1º . o Poder Executivo considerará. aos Presidentes dos Tribunais de Justiça. esta garantia divide-se em dois grupos: o primeiro engloba as garantias de independência dos órgãos judiciários e o segundo abarca as garantias de imparcialidade dos órgãos judiciários. determinou que custas e emolumentos sejam destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça.O encaminhamento da proposta. § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias.

câmara. ***Todos os membros dos tribunais têm a garantia da vitaliciedade. de um local para outro. por exemplo. assegurada a ampla defesa. Inamovibilidade – garante-se ao juiz a impossibilidade de remoção. através da regra do quinto constitucional – no exato momento da posse. adquirirá a vitaliciedade. a debilidade do órgão julgador resultaria em opressão e medo da influência de ações coordenadas. STF – trata-se de uma garantia nominal e não real. os • • . não tendo que passar por qualquer estágio probatório.106 Garantias de independência dos órgãos judiciários: • Vitaliciedade – o magistrado (também MP e TCU) só perderá o cargo (uma vez vitaliciado) por sentença judicial transitada em julgado. A doutrina norte-americana já apontava a necessidade de permanência do magistrado no cargo. garantia que se consubstancia em um baluarte da justiça pública e segurança pública. assim. ou mesmo sede. como garantia de independência e imparcialidade do órgão julgador. permitindo uma atuação mais técnica. grau de jurisdição – regra não-absoluta – pode o magistrado ser removido (além de posto em disponibilidade e aposentado) por interesse público. de uma comarca para outra. fundando-se tal decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça. tribunal. O fato de os magistrados serem vitalícios permite-lhes certa liberdade de preocupação a respeito da aprovação pública. ou seja. sem seu consentimento. garantindo-se. independentemente da forma de acesso. Ela somente é adquirida após o chamado estágio probatório. Deve ser feita uma ressalva de que esta garantia não os exime de acompanhar as forças em operações junto às quais tenham de servir dado o caráter da justiça militar. e nada pode contribuir com tanta firmeza para essa independência como a permanência no cargo. sendo-lhe asseguradas todas as garantias inerentes ao processo jurisdicional. Mesmo que um advogado integre a carreira da magistratura. assim como todos os magistrados. mediante aprovação no concurso de provas e títulos (nestes dois primeiros anos. Os juízes militares gozam. ou seja. de inamovibilidade. Irredutibilidade de subsídios – o subsídio dos magistrados não poderá ser reduzido. após 2 anos de efetivo exercício da carreira. o livre exercício das atribuições jurisdicionais. o juiz ocupará o cargo de juiz substituto). pois.

de funções nos Tribunais de Justiça Desportiva e em suas Comissões Disciplinares).5. ou função. Receber. STF Não é um tribunal superior. ressalvadas as exceções previstas em lei. salvo uma de magistério (Res. a qualquer título ou pretexto. pelos integrantes do Poder Judiciário. a qualquer título participação em processo. parágrafos 1º e 2º. entidades públicas ou privadas. . ainda que em disponibilidade. antes de decorrido 3 anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração – quarentena de saída.3) Organização do Poder Judiciário Art.107 magistrados não estão livres da corrosão de seus subsídios pela inflação. Garantias de imparcialidade dos órgãos judiciários Aos magistrados é vedado: • Exercer. 92. custas ou • • • Dedicar-se à atividade político-partidária. Ele não possui jurisdição (art. Receber. 92 e seguintes da CF. CNJ 10/2005 – veda o exercício. Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou. • 3. ou pretexto. Ele está acima dos tribunais superiores. da CF) – possui função administrativa. auxílio ou contribuições de pessoas físicas. outro cargo. (CNJ*) STJ TST TSE STM São os tribunais superiores (*) – criado pela EC 45/2004 – está abaixo da CF e acima dos tribunais superiores.

TSE e STM).4) Supremo Tribunal Federal A) Composição São 11 os Ministros do STF – art. (Justiça Especiais) – TRE (27) Abaixo deles há os juízes eleitorais e juntas eleitorais .108 Dá para dividir em justiça comum (STJ) e justiças especiais (TST. assim. 101 da CF. conselho de justiça colegiado). 3. Idade mínima de 35 anos (capacidade política absoluta) e máxima de 65 anos (aos 70 ele se aposentará compulsoriamente.TRT Abaixo há os juízes do trabalho. 2º grau – tribunal de justiça (em 3 Estados já existem tribunais de justiça militar – SP. RS). B) Requisitos para ser ministro • • Ser brasileiro nato – art. Está na linha sucessória da Presidência da República. (Justiça Comum) – TRF (são 5) TJ* (são 27) Abaixo deles há o: juízes federais e juízes estaduais. da CF. (*) – Justiça Militar Estadual – 1º grau – conselho de justiça (oficia de duas maneiras: juiz de direito. singularmente. parágrafo 3º. 12. MG.5.TRM – ainda não existem Abaixo há as juntas militares . deve exercer o cargo por 5 .

não possuem número fixo). 3. 104 da CF. • Notável conhecimento jurídico – é o que dispensa prova. A razão da criação do STJ foi a uniformização de jurisprudência (considerado um tribunal nacional). O que existia era o Tribunal Federal de Recursos (TFR). Idade mínima de 35 anos. OBS.: Por que o SF deve aprovar os ministros do STJ e STF? R.109 anos. A) Composição No mínimo. Reputação ilibada/idônea. máxima de 65 anos. 33 ministros (ele e o TSE .5. Não é moral que ele exerça o cargo por 1 ano e se aposente como Ministro do STF).: Freios e contrapesos – controle do Executivo e Legislativo sobre o Judiciário. A sociedade entende que aquele cidadão é um cultor de ciências jurídicas.mínimo 7 . • O Presidente da República escolhe brasileiros que preencham estes requisitos. . no mínimo. Reputação ilibada/idônea. Ele foi criado em 1988 (não existia antes da CF de 1988). Notável conhecimento jurídico. B) Requisitos para ser Ministro no STJ • • • • Ser brasileiro (nato ou naturalizado). e indica os nomes e o Senado aprova por maioria absoluta de votos – sabatina – o SF questiona ao indicado.5) Superior Tribunal de Justiça Art. O Presidente escolhe e o Senado aprova por maioria absoluta.

110 A escolha do Presidente da República. a escolha é diferente. o STJ reduz para 3 membros. TRF da 4ª região – sede em Porto Alegre. Maranhão e Piauí. Idade mínima de 30 anos.6) Tribunais Regionais Federais São 5. Abrange o DF e mais 13 Estados da Federação: todos da região norte. Maranhão e Piauí. ao final. No mínimo há 7 desemabrgadores. é vinculada a categorias (diferentemente da escolha do STF): • • • 1/3 dentre desembargadores de Tribunais de Justiça. aqui. remetendo ao Presidente da República para que este indique um nome ao Senado. indo ao Presidente da República que escolherá um nome. 1/3 dentre desembargadores de TRF’s. 1/3 dentre OAB e MP. O Presidente do STJ oficia aos TJ’s e os nomes são por eles dados. Abrange São Paulo e Mato Grosso do Sul. O MP remete ao STJ uma lista com 6 nomes. Minas Gerais do Sudeste. TRF da 2ª região – fica no Rio de Janeiro. Um dos ministros do STJ se aposentou e é da categoria dos TJ’s. Abrange os Estados da região Sul. Sede em Recife. O mesmo ocorre com a OAB. Foram criados em 1988 com a CF. menos Mato Grosso do Sul. DF. menos Bahia.5. Dividiu-se o território nacional em 5 regiões: • TRF da 1ª região – fica em Brasília. No tocante aos membros do MP e advogados. • • • • É possível a criação de novos TRF’s. Desta lista de 6. TRF da 3ª região – sede na cidade de São Paulo. TRF da 5ª região – todos os Estados do Nordeste. numa lista de 3 nomes. indicando ao SF. do Norte: Bahia. todos do Centro-Oeste. . chegando. de forma alternada. Abrange o Estado do RJ e ES. 3.

5. • • A) Composição do TSE No mínimo. A seção judiciária é dividida em subseções judiciárias. Idade mínima de 30 anos. Ela empresta juízes comuns federais e comuns estaduais.5. a atribuição para investigar os crimes eleitorais é da Polícia Federal. • 3 dentre ministros do STF – os 11 ministros do STF fazem uma eleição e escolhem quais dentre eles oficiarão .5. OBS. 3. permitida uma única recondução por mais 2 anos. 3. No mínimo são 7 desembargadores (varia de acordo com o número de habitantes).8) Tribunais de Justiça Cada Estado possui o seu TJ.10) Justiça Eleitoral Tais regras se aplicam a toda justiça eleitoral. • Ela é uma justiça federal especializada. 7 ministros.5. Assim. São 27 ao total. Todos os da Justiça Eleitoral exercem mandato de 2 anos.9) Juízes de direito As Justiças estaduais são dividas em comarcas.7) Juízes Federais Há mais ou menos 1400 juízes federais no Brasil. Em regra. A justiça federal em 1º grau de jurisdição foi criada pela Lei 5010/66. em cada seção ou subseção há uma delegacia de polícia federal.111 3. O concurso para juiz federal é regional (cada região promove o seu concurso).: A justiça federal é dividida em seções judiciárias (e não em comarcas). 3. Não existe um quadro próprio de juízes eleitorais (ninguém faz concurso para juiz eleitoral).

Um dos dois do STJ será o Corregedor-Geral Eleitoral. oficiando ao Senado Federal.10 + R$ 4.00.: mesário nos dias das eleições – servidor público federal por delegação. 2 advogados – o TJ faz uma lista e remete ao Presidente da República e este escolherá os 2 que oficiarão no TER (podem advogar. 1 representante da Justiça Federal – escolhido pelo TRF pode ser uma desembargador federal ou um juiz federal. Somente será presidente desembargadores do TJ.112 também no TSE. Tais advogados poderão continuar advogando. Cada TRE tem 7 juízes. • • B) TRE São 27 ao todo. menos em matéria eleitoral. por mês.000. Só pode ser Presidente do TSE um dos ministros do STF. escolhidos da seguinte forma: • • • 2 desembargadores do TJ. • • 2 dentre ministros do STJ – todos escolherão os 2 ministros que também oficiarão no TSE. do TRE um dos dois • • C) Juiz Eleitoral É um juiz de direito (juiz estadual).: um juiz de direito sendo morto porque brigou no trânsito – competência da justiça estadual.O ministro que trabalha nos dois tribunais ganha R$ 24. menos em matéria eleitoral). . 2 juízes de direito de entrância mais elevada – o TJ escolhe os juízes de direito.500. Será desembargador federal naquele Estado que for sede de TRF. Ex. no exercício de uma função eleitoral (princípio da delegação – há uma competência federal que é exercida por um servidor público estadual). Ex. um juiz de direito sendo morto porque condenou um sujeito pela prática de um crime eleitoral – competência da justiça federal. 2 da OAB – o STF faz uma lista de advogado e remete ao Presidente da República e escolhe 2.

Todos maiores de 35 anos. parágrafo 3º. A) Justiça Militar da União Ela julga os crimes militares (Dec. mediante proposta do Tribunal de Justiça.CPPM). Composição do STM: compõe-se de 15 ministros.11) Justiça Militar Existem 2 justiças militares: JMUnião e JMEstado (única justiça especial que o Estado pode criar). 125. B) Justiça Militar Estadual É a única justiça especializada que pode ser criada pelo EstadoMembro. da CF § 3º A lei estadual poderá criar.Lei 1002/69 . 4 do exército e 3 da aeronáutica – só brasileiros natos) e 5 são civis (3 advogados. Ela funciona de 2 maneiras (conselho permanente e conselho especial). 3. Auditorias militares: são 12 em todo o território nacional. a Justiça Militar estadual.113 D) Junta eleitoral A CF não diz qual a composição da junta eleitoral. escolhidos pelo Presidente e aprovados pelo Senado Federal. Dec. em primeiro grau. Conselho especial julga apenas oficiais (menos os oficiais generais – julgados pelo STM). Só pode ser criada por iniciativa privativa do Tribunal de Justiça. Julga os crimes militares contra as FAB praticados por militares e civis. Só possui competência criminal (não possui competência cível). 1 juiz auditor militar 1 membro do MPM – brasileiros natos ou naturalizados). constituída. Conselho permanente: juiz auditor militar + oficiais militares (julga não oficiais e civis).5. É o próprio juiz eleitoral + 2 ou 4 cidadãos (está previsto no Código Eleitoral). 10 são militares (3 oficiais generais da marinha. pelos juízes de direito e pelos . Art.Lei 1001/69 – CPM.

Regras da Justiça Militar Estadual: • Ela nunca julga civis – só PM e corpo de bombeiro militar – súmula 53 do STJ. os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil. O Conselho de Justiça oficia de duas maneiras: juiz de direito julgando monocraticamente e o Conselho de Justiça de forma colegiada (juiz de direito + oficiais militares). MS e SP). • A JME não julga crime de tortura praticado por PM (é julgado pela justiça comum).12) Justiça do Trabalho . cabendo ao Conselho de Justiça. de 2004) O 1º grau dessa justiça é o Conselho de Justiça. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. • O colegiado julgará quando a vítima também for militar § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados. ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes. pelo próprio Tribunal de Justiça. de 2004) § 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar. • O juiz de direito atuará sozinho quando o crime for praticado contra civil (menos os já ditos logo acima). de 2004) 3. • Ela possui competência cível – advento com a EC 45/2004 (JMU não tem competência cível). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. processar e julgar os demais crimes militares. nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. o 2º grau é o próprio Tribunal de Justiça (em 3 estados há o TJMilitar – RG. sob a presidência de juiz de direito. • A JME não julga crime de abuso de autoridade praticado por militar (Lei 4898/65).114 Conselhos de Justiça e. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. Nos Estados em que há TJMilitar há concurso público próprio para juiz auditor militar. singularmente. em segundo grau. • A JME não julga os crimes dolosos contra a vida cuja vítima seja civil (quem julgará é a justiça comum). cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.5.

B) TRT São 25 tribunais. houve uma democratização do órgão especial. Até a EC 45/2004. se o número não for inteiro. provendo-se metade das vagas por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. 93. Em São Paulo há 2 – Campinas e Capital.) XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores. Destes 27 membros. os membros do órgão especial eram os mais antigos do tribunal. Hoje. no máximo. 3. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. Na divisão do quinto constitucional. da CF Art. C) Juízes do Trabalho Cada TRT faz o seu concurso. . poderá ser constituído órgão especial.13) Órgão Especial Vem previsto no art. Com o advento desta emenda. Trata-se de uma norma bastante em si mesma – de eficácia absoluta. 93. XI. observados os seguintes princípios: (.. 1/5 serão escolhidos dentre membros do MP e OAB. com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros. deve-se escolher o número inteiro acima (no caso. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. no mínimo. todos com mais de 10 anos de efetivo exercício). escolhidos pelo Presidente e o nome deverá ser aprovado pelo SF. todos togados e vitalícios (não existem mais juízes classistas). escolherão 6 membros – 3 OAB e 3 do MP.115 A) TST 27 ministros. 11 membros e. a primeira metade é formada pelos mais antigos e a segunda metade é escolhida por eleição. de 2004) Terá. 25 membros. Existem Estados que não possuem TRT’s. Lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. Todos devem ter mais de 35 anos. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno.5..

OBS.3: CNJ é constitucional? R.: Membro do CNJ pode cometer crime de responsabilidade. POR CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. parágrafo 4º. O STF.: Nesta estrutura. Nenhum dos dois estão no art. Ele foi criado pela EC 45/2004. cabendo-lhe. I. compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes. 103-A da CF. de 2004) – nada fala do CNJ. Nos termos do art.: STF.14) Conselho Nacional de Justiça Ele não exerce jurisdição. XXXVIII. § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional. .116 OBS. súmula 649: SÚMULA Nº 649 É INCONSTITUCIONAL A CRIAÇÃO. Está previsto no art. DE ÓRGÃO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO DO PODER JUDICIÁRIO DO QUAL PARTICIPEM REPRESENTANTES DE OUTROS PODERES OU ENTIDADES. financeira e orçamentária prescritas na CF. 9 são juízes e também porque não exerce jurisdição. 52. não podendo reformar decisão judicial. 92 da CF. da CF. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura. Não é um órgão reformador e sim um órgão administrativo. 98. É composto por 15 membros.2: É ele um órgão de controle externo no Poder Judiciário? Não. OBS.5. falta o art. da CF). 5º. 103-B. OBS. pois dos 15 membros. assim repudia qualquer atividade externa que atente contra a garantia de autogoverno dos Tribunais e a autonomia administrativa. sendo julgado pelo Senado Federal – art. II. da CF (juizados especiais) e o tribunal do júri (direito fundamental no cidadão – art. 3.

e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada. Em 9/12/2004 foi ajuizada a ADI 3367 pela a AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros. e 115. distrital ou regional federal por cinco não resultar em um número inteiro. enviando-a ao chefe do Poder Executivo que. com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional. com mais de 10 anos de carreira. Assim. Quinto constitucional Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais. reivindicando a sua formação preponderantemente por pessoas alheias à magistratura. conforme o número de candidatos .: STF – ADI 1289 – admite o preenchimento dos cargos de juiz com os candidatos que tenham tempo inferior a 10 anos na hipótese de inexistência de pelo menos 6 candidatos com esse requisito temporal. elaborando uma nova constituição. considerando constitucional o CNJ. 2º e 18 da CF. como compor a lista sêxtupla? R.2: E se a lista sêxtupla apresentada contiver nomes que não preencham os requisitos constitucionais? R. o arredondamento sempre deverá ser para cima. arts. nos 20 dias subseqüentes. a oposição na CDeputados considerava inaceitável a composição do Conselho Nacional da Magistratura da maneira como apresentada pela PEC. declarado inconstitucional pelo o STF. Trata-se de uma obrigatoriedade (previsão expressa). se a divisão dos membros de um determinado tribunal estadual. que encaminharão as indicações ao Tribunal respectivo. para que a refaça. escolherá um de seus integrantes para nomeação (CF. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. 94. a fim de darlhe verdadeira feição de controle externo. fatalmente.: STF – O Tribunal pode recusar a lista sêxtupla. como também não conheceu a ação.117 À época. mas o modelo vindicado pela oposição seria. A solução harmônica à CF é a devolução motivada da lista sêxtupla à corporação da qual emanada. que formará lista tríplice. só podendo falar-se em verdadeiro controle externo através da manifestação do poder constituinte originário. OBS. além de vício formal . do DF e Territórios e dos TRT’s será composto de membros do MP. dos Tribunais do Estados. total ou parcialmente.1: Na hipótese de não existir membros do MP que preencham os requisitos constitucionais. O STF afastou o vicio formal de inconstitucionalidade. OBS. I). questionando a constitucionalidade do CNJ por afronta aos arts.

É obrigatória a inclusão. a ela restará questionar em juízo. desvinculados os precatórios da ordem cronológica dos créditos de natureza diversa.3: A regra do quinto constitucional não se aplica aos órgãos de superposição (STF e STJ) nem aos Tribunais Superiores (TSE. EM FAVOR DOS CRÉDITOS DE NATUREZA ALIMENTÍCIA. DA CONSTITUIÇÃO. Ordem dupla de precatórios: é a regra adotada – fiel observância das requisições judiciais de pagamento de créditos de natureza alimentícia. haverá uma ordem cronológica de precatórios para os créditos alimentares e outra ordem cronológica para os créditos não alimentares. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. a rejeição parcial ou total do tribunal competente às suas indicações. . Impede qualquer espécie de favorecimento. Precatórios Art. TST e STM) que terão regras próprias para sua composição. apresentados até 1º de julho. que detém preferência e de créditos de outras naturezas. na via processual adequada. ou seja. OBS. Súmula 144 do STJ: Os créditos de natureza alimentícia gozam de preferência. 100 da CF – disciplina os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. seja por razões políticas ou pessoais – princípio da impessoalidade. NÃO DISPENSA A EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. de forma paralela. 100. quando terão seus valores atualizados monetariamente. "CAPUT". Estadual ou Municipal. no orçamento das entidades de direito público.118 desqualificados: dissentindo a entidade de classe. Finalidade: assegurar a isonomia entre os credores – princípio da isonomia. SÚMULA Nº 655 do STF A EXCEÇÃO PREVISTA NO ART. LIMITANDO-SE A ISENTÁ-LOS DA OBSERVÂNCIA DA ORDEM CRONOLÓGICA DOS PRECATÓRIOS DECORRENTES DE CONDENAÇÕES DE OUTRA NATUREZA. em virtude de sentença judiciária. de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado. constantes de precatórios judiciários.

ou. STF . poderá renunciar ao crédito do valor excedente. constantes de precatórios judiciários. ELLEN GRAICE – “a desobediência judicial que autoriza a intervenção exige expressão ativa de vontade. como sobre as rendas da Fazenda Pública infratora. não podendo fracioná-lo.119 Exceções ao precatório: excluir-se-á da regra de expedição de precatórios os pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal (60 salários mínimos). Malgrado o entendimento de os bens públicos serem impenhoráveis. só permitindo constitucionalmente na hipótese de desrespeito da ordem cronológica de pagamentos dos precatórios. Sequestro de bens públicos: Não se permite determinação judicial de seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. Estadual (40 salários mínimos) ou Municipal (30 salários mínimos até que seja editada norma legal pela respectiva unidade federativa – STF – este pequeno valor tem caráter transitório e abre margem para que as entidades de direito público disponham livremente sobre a matéria. deverá cobrar todo valor.456-RJ. repartição ou quebra do valor da execução. autorizando a decretação de intervenção federal. vale dizer. 100. a fim de que seu pagamento não se faça. O credor. poderá consistir em desobediência à ordem judicial. Ou o credor exeqüente abre mão da parte que exceder o valor do crédito considerado de pequeno valor e cobra-o sem a formalidade do precatório. conforme entendimento do Pleno do STF no julgamento do RE 82. nas hipóteses de a execução de a execução ultrapassar os valores definidos.Min. a atuação dolosa e deliberada do Estado-membro com a finalidade de não-pagamento dos precatórios alimentares”. optando pelo pagamento do saldo sem o precatório. na forma prevista no parágrafo 3º do art. bem como fracionamento. Intervenção Federal: o não-pagamento de débitos oriundos de sentenças judiciais transitadas em julgado. então. em parte. Parcelamento e complementação do precatório: são vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago. entendemos que o referido seqüestro pode se dar tanto sobre a quantia indevidamente recebida pelo credor beneficiado. na forma de dispensa da expedição do precatório. . de acordo com a sua capacidade orçamentária) deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado.

4. a constituição trata sobre todos os ramos do direito e cada norma constitucional tem uma determinada eficácia (contida. Por ser uma lei.1. são insuficientes para dar conta das complexidades que envolvem a interpretação constitucional. É chamado de hermenêutico clássico. pois se utiliza dos elementos clássicos/tradicionais de interpretação. A doutrina alemã foi quem criou tais métodos. Segundo ele.2009 – MARCELO NOVELINO 4) HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL Durante 150 anos. .04. a constituição nada mais é do que uma lei.1) MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO 4. os meios de interpretação eram os mesmos (criados por SAVIGNY).120 27. por terem sido desenvolvidos para o direito privado. ideologia ou préinterpretação do intérprete. FORSTHOFF parte da premissa da tese da identidade entre constituição e lei. até meados da segunda guerra mundial. c) elemento lógico. A principal crítica deste método é que os elementos clássicos. limitada. d) elemento sistemático. Razões para a utilização desses métodos: os direitos fundamentais se expressam por princípios. criou-se o constitucionalismo contemporâneo – neo-constitucionalismo (mais ou menos por volta de 1950). a constituição deve ser interpretada pelos mesmos elementos utilizados para a interpretação das leis não necessitando de métodos próprios. b) elemento histórico.1) Método hermenêutico clássico ou método jurídico O principal defensor deste método é ERNEST FORSTHOFF (Alemanha). Os elementos clássicos são os desenvolvidos por SAVIGNY: a) elemento gramatical/literal. Após a segunda guerra mundial. plena).

associar este método com o preâmbulo da constituição. Pode-se. Além desses nomes. formas de raciocínio. pois lá se encontra os valores supremos da constituição. (cujo plural é topoi – são esquemas de pensamento. então. Os próximos métodos que serão vistos parte de um raciocínio aporético (surge através de um problema a ser resolvido). tal método também é chamado de método sociológico. Com isso. imprecisos. pontos de vista). 4. Também são chamados de métodos concretistas.1. Tal decisão será variável a cada realidade histórica). Os valores que inspiraram a criação dessas normas são o espírito da constituição. de método Há duas críticas feitas por CANOTILHO sobre tal teoria: a indeterminação e mutabilidade dos resultados (a teoria conduz a resultados variáveis..2) Método científico-espiritual Desenvolvido pelo o autor alemão RUDOLF SMEND. Tal método também é chamado de método valorativo. como por ex. . a realidade social de cada momento histórico. MARCELO NOVELINO discorda do posicionamento do STF. é chamado também integrativo (princípio do efeito integrador).3) Método tópico-problemático THEODOR VIEHWEG foi o responsável pela retomada deste método.1. Chama-se de “tópico”. Tal método leva em consideração outros fatores extraconstitucionais. O preâmbulo da constituição não é norma jurídica. Este método buscará o espírito da constituição.121 4. A tese que o STF adota é a da irrelevância jurídica do preâmbulo. São métodos utilizados quando existir um problema a ser resolvido (hard cases). pois se baseia em tópicos. de argumentação. Estes dois métodos partem de um raciocínio sistemático. Ele não serve de parâmetro para o controle.

pois este autor desenvolve uma estrutura de concretização da norma jurídica feita através de vários elementos (metodológicos. o argumento que prevalecerá é o método que for mais convincente. Para revelar o sentido e alcance da constituição. Crítica genérica (aplicável a todos os métodos concretistas) Enfraquecimento da força normativa e quebra da unidade da constituição. mas . mas só se interpreta se for Elementos básicos: a) Se não houver um problema a ser resolvido. Críticas feitas a este método: a) a interpretação deve partir da norma para a solução do problema e não do problema para a norma como é feito por este método. utilizados pelo STF: não cabe iniciativa popular de emenda constitucional. A aplicação só existe se interpretação. dogmáticos. Não se deve falar em interpretação. 4. 4. há uma primazia da norma sobre o problema. mas o sigilo pode ser violado quando o sigilo epistolar for utilizado como escudo protetivo para prática de atividades ilícitas. b) neste método.1. Chama-se de problemático.122 Estes tópicos podem ser extraídos da jurisprudência dominante.1. pois o método é desenvolvido por uma teoria de argumentação ao redor de um problema. a hermenêutica é quem fornecerá os elementos para a interpretação (logo. Quando se fala em aplicar a lei. de política constitucional entre outros). não há como utilizar o método hermenêutico-concretizador. pois normas excepcionais devem ser interpretadas restritivamente. Chama-se de estruturante.5) Método normativo-estruturante FRIEDRICH MULLER. c) pouca importância atribuída à jurisprudência. c) compreensão prévia do intérprete (círculo fechado de intérpretes). Assim. concretização de uma norma fala-se em HESSE. b) casuísmo ilimitado – cada caso sendo resolvido de determinada maneira. consiste em primeiramente existir uma para aplicar.4) Método hermenêutico-concretizador KONRAD HESSE. interpretação e aplicação são processo unitário. correspondência de um presidiário não pode ser violada pelo diretor do presídio em regra. doutrina majoritária. Ex. interpretação não é sinônimo de interpretação). Segundo indissociáveis. É o único método que não existe uma crítica contundente. senso comum.

123 sim em concretização da norma. Todo aquele que vive uma realidade constitucional é o seu legítimo intérprete. Tal autor cria o domínio normativo – é a realidade social tratada pelo texto da norma. PAULO BONAVIDES acrescenta um sexto método. Os elementos dogmáticos seriam a doutrina e a jurisprudência.6) Método concretista da constituição aberta PETER HÄBERCE. um complementa o outro. . 4. Sua presença torna a decisão mais democrática (STF – deve o amigo da corte habilitar-se até a pauta de julgamento). pois todos eles. Ex. e não apenas um.1) Corrente interpretativista Adota uma postura conservadora. A democracia deve ser levada em consideração não apenas na elaboração da norma. 4. mas também na sua interpretação. CANOTILHO: não existe um único método justo.1. e o programa normativo – é a norma propriamente dita. Crítica: enfraquecimento da força normativa e quebra da unidade. O intérprete deve levar em consideração os dois.2) INTERPRETATIVISMO E NÃO-INTERPRETATIVISMO O principal local de debate é os EUA. 4. Críticas: enfraquecimento da força normativa e quebra da unidade da constituição.2. mesmo partindo de premissas diferentes. Através dessa estrutura a norma é concretizada.: a figura do animus curiae (amigos da corte) – quem tem representatividade na sociedade poderá ser amigo da corte. A interpretação seria um elemento da concretização. um único método correto.

ou seja.2. Parte de 2 pressupostos: a) princípio da supremacia da constituição – o ato do poder público só será válido se obedecer a forma e o conteúdo previsto na CF. assim. 4. e não a modificar.1) Princípio da interpretação conforme a constituição HESSE e MULLER. 2ª premissa: cabe ao juiz apenas aplicar a CF. O princípio tem um peso relativo. A regra se aplica através da subsunção. Ex. não precisa discutir se com 68 anos se aposenta ou não ou se pode trabalhar até os 71 anos etc. os juízes devem desenvolver e evoluir o texto constitucional. 4. originalista. Não há como estabelecer abstratamente.: servidor público deverá se aposentar com 70 anos de idade. Assim.2) Não-intepretativismo É uma postura/corrente progressista. Tal respeito faz com que esta corrente seja conhecida como corrente textualista. normas que devem ser aplicadas na medida exata de suas prescrições.3) PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO/PRINCÍPIOS INSTRUMENTAIS OU POSTULADOS NORMATIVOS Postulados normativos são normas de segundo grau que estabelecem a estrutura de aplicação de outras normas.: Ponderação/balanceamento/sopesamento. compulsoriamente – a idade é 70 anos e acabou. 3ª premissa: única resposta correta. pois sempre dependerá do caso concreto. Como se chama o procedimento de aplicação dos princípios? R. As regras são mandamentos de definição. as regras obedecem à lógica do “tudo ou nada”.: Cada geração tem o direito de viver a constituição ao seu modo. uma hierarquia de princípios.3.124 1ª premissa: respeito absoluto ao texto e à vontade do constituinte – cabe ao Judiciário revelar simplesmente a vontade original do constituinte. A única resposta correta é a vontade originária do constituinte originário. Enquanto os princípios obedecem à lógica do “mais ou menos”. b) princípio da . Qual o seu pressuposto? R. 4. – aplicação de uma regra.

125 presunção de constitucionalidade das leis – trata-se de presunção relativa (por isso que existe controle de constitucionalidade). Diante de normas polissêmicas ou plurissignificativas, deve-se optar pela interpretação que seja compatível com a CF. Segundo o ***STF, a interpretação conforme é equivalente à declaração de nulidade sem redução de texto. Não é necessário observar a reserva de plenário, nem da interpretação conforme, nem na declaração de nulidade.

4.3.2) Princípio da unidade Nada mais é do que a interpretação sistemática. Impõe ao intérprete a harmonização das tensões e contradições entre normas constitucionais. O principal papel deste princípio é afastar uma tese alemã, defendida por OTTO BACHOF, das normas constitucionais inconstitucionais (norma constitucional originária inconstitucional) – não existe no Brasil. BACHOF comenta a idéia de KRUGER, de que existe hierarquia nas normas constitucionais. Norma originária não pode ser declarada inconstitucional – impossibilidade jurídica do pedido. Este princípio afasta a tese de hierarquia, pois todas as normas estão no mesmo nível.

4.3.3) Princípio do efeito integrador Por ser a constituição o principal elemento no processo de integração comunitário nas resoluções de problemas jurídicoconstitucionais, deve ser dada primazia aos critérios que favoreçam a integração política e social.

4.3.4) Princípio da concordância prática O princípio da unidade é usado quando há um conflito de normas abstratamente – conflito aparente de normas. O princípio da concordância prática é usado quando há um conflito de normas no caso concreto; é a colisão. Diante de uma colisão de direitos, cabe ao intérprete coordenar e combinar os bens jurídicos em conflito, realizando uma redução proporcional no âmbito de alcance de cada um deles. O intérprete não pode sacrificar um para privilegiar o outro; deve fazer tal redução proporcional de cada um deles.

126

4.3.5) Princípio da relatividade ou da convivência das liberdades públicas Não existem princípios absolutos, pois todos encontram limites em outros princípios também consagrados na CF.

4.3.6) Princípio da força normativa da constituição Não há nenhum critério de interpretação; é mais um apelo ao intérprete. Na interpretação constitucional, deve ser dada preferência às soluções densificadoras das normas que as tornem mais eficazes e permanentes. Interpretações divergentes enfraquecem a força normativa da constituição. O STF é o guardião da CF e cabe a ele dar a última palavra. Ex.: efeito transcendentes dos motivos determinantes.

4.3.7) Princípio da máxima efetividade Ele se aplica apenas aos direitos fundamentais. Tal princípio está previsto no art. 5º, parágrafo 1º, da CF – CESPE  Todos os direitos fundamentais se aplicam independentemente de qualquer condição, aplicando diretamente? R.: O art. 5º, parágrafo 1º, da CF deve ser entendido não como uma regra, mas sim como um princípio.

4.3.8) Princípio da conformidade funcional ou justeza Tem por finalidade impedir que os órgãos encarregados da interpretação constitucional cheguem a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatório funcional estabelecido pela CF. Exs.: abstrativização do controle difuso de constitucionalidade.

14.05.2009

5) CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

5.1) INTRODUÇÃO

127 O que é controlar a constitucionalidade? R.: Controlar a constitucionalidade significa indagar a respeito da compatibilidade ou incompatibilidade em relação à Constituição – “a norma infraconstitucional é adequada à norma constitucional?”. Tal controle possui um objetivo: garantir a supremacia da Constituição/fazer com que a constituição seja atendida – princípio da supremacia constitucional. Quando se fala em controle de constitucionalidade há dois mundos: a) mundo do ser – a um antecedente, obrigatoriamente há uma conseqüência; o homem não consegue mudar a conseqüência de determinado antecedente. As leis do mundo do ser são imodificáveis. As leis do mundo do ser são leis naturais (leis da biologia, da química, da física etc.); b) mundo do dever-ser – regras de educação, regras de etiqueta, regras morais, regras jurídicas. Dentro deste mundo. A um antecedente, o homem, com sua inteligência liga a conseqüência ao que mais lhe interessa. Ex.: art. 121 do CP – matar alguém  1ª conseqüência: homicídio simples (pena de 6 a 20 anos); 2ª conseqüência: homicídio qualificado (pena de 12 a 30 anos); 3ª conseqüência: não ser crime por estar acobertado pela legítima defesa; 4ª conseqüência: latrocínio (pode ser que ocorreu um roubo seguido de morte). Enfim, para o mesmo antecedente, há várias conseqüências, que ocorrerá a que melhor interessar ao homem. Enquanto as regras de moral são postadas de forma horizontal (todas elas sem encontram na mesma categoria. Não há, entre elas, hierarquia), as regras jurídicas são postadas de forma vertical.

A Constituição é chamada de lei-ápice – ela encerra o sistema, encontrando-se no ápice da pirâmide normativa. Existem duas espécies de supremacia: a) supremacia formal da constituição – a CF é uma norma suprema porque decorre do poder constituinte originário e este é ilimitado juridicamente, enquanto as demais leis são decorrentes do poder constituído legislativo; b) supremacia material da constituição – a CF é o documento mais importante que nós temos; as matérias tratadas na CF são as mais importantes para a sociedade política, chamada Estado.

Todos os Estados sempre tiveram e sempre terão constituição. O movimento chamado Constitucionalismo, que surge na Europa por volta de 1789, teve um objetivo: dar aos Estados constituições escritas, o que FERDINAND LASSALE denominava de constituição “folha de papel”. Para este autor, o que mais interessava eram os fatores reais de poder.

da CF). Não há controle de constitucionalidade se a constituição não for do tipo rígida. Naquele momento histórico. objetivos do Estado. c) semi-rígida/semi-flexível: algumas normas se alteram através de um processo mais dificultoso. 5. Há outras matérias tratadas: ordem econômica. mas ela possui uma parte que é super-rígida (o que seria as cláusulas pétreas – art. ele pode ser de dois tipos: • Controle preventivo de constitucionalidade – tem por objetivo impedir que a norma inacabada (portanto. b) organização do Estado. parágrafo 4º. A classificação da constituição quanto a alterabilidade/mutabilidade/consistência. assim. tais temas mudam de importância. as matérias mais importantes para a sociedades eram os seguintes: a) direitos e garantias fundamentais. OBS. . altera-se pelo mesmo processo legislativo de uma norma ordinária (aqui não existe diferença entre lei constitucional e lei infraconstitucional). 5.2) CLASSIFICAÇÃO CONSTITUCIONALIDADE DO CONTROLE sobre controle DE de Existem várias classificações constitucionalidade no direito. direitos sociais.1) No momento em que ele é feito/elaborado Tendo em conta o momento em que ele é feito. de antemão inconstitucional. mais trabalhoso. Havia as normas materialmente constitucionais e normas formalmente constitucionais – processo de alteração igual ao das normas infraconstitucionais). c) divisão orgânica de Montesquieu.2. diferente de outras normas que podem ser modificadas atendendo ao mesmo processo legislativo da lei ordinária (a CF de 1824 foi uma constituição semi-rígida. projeto de lei). adentre no ordenamento jurídico. mais dificultoso (existe uma diferença entre o processo legislativo comum e o especial). 60.: ALEXANDRE DE MORAES diz que nossa CF/88 é rígida. de acordo com a época devida.128 As duas primeiras constituições escritas foram a constituição americana de 1787 e a francesa de 1791. b) flexível/plástica: é aquela em que a constituição se modifica. Quanto à supremacia material da constituição. ela pode ser: a) rígida – é aquela que detém um processo legislativo de alteração mais solene e burocrático.

parágrafo 1º. da CF). pode ser feito através de 3 órgãos: 1. que viola a constituição O controle preventivo se manifesta em 3 momentos: 1. O controle repressivo. o controle é feito por um órgão jurisdicional. Só o parlamento federal terá tal legitimidade. Tem por finalidade expulsar. o controle de constitucionalidade é feito pelo Poder Judiciário – controle jurisdicional. 2. Só parlamentar federal pode impetrar MS discutindo preventivamente o projeto de lei que esteja em desconformidade com as regras formais e materiais de votação. Órgão político – cria-se um órgão que não faz parte de nenhum dos poderes. No Brasil. e este só serve para debater a constitucionalidade. Tal parecer é terminativo.incompatível. Órgão jurisdicional – o órgão que faz o controle faz parte do Poder Judiciário 3. além de legislar sobre a matéria delegada. Órgão misto – ex. retirar dentro do ordenamento jurídico aquela norma inacabada. 66. são sustados os atos do Presidente. Através de um decreto legislativo. Controle preventivo feito pelo Executivo – veto jurídico feito pelo Presidente da República (art.129 • Controle repressivo de constitucionalidade – é denominado também de posterior ou aposteriori. exorbitantes do poder . sendo arquivado caso entendam não ser cabível. Suíça. Controle preventivo feito pelo Legislativo – feito pela CCJ (Comissão de Constituicão e Justiça). não exercendo jurisdição. legisla sobre outra matéria.: França 2. o controle é feito por um órgão político. na Suíça. Ela oferta um parecer a respeito da constitucionalidade daquele projeto de lei.1) lei delegada – o Presidente. ex. 3. em regra. no mundo todo. Leis Locais. Exceções: • Poder Legislativo – a. Controle preventivo feito pelo Judiciário – MS impetrado por parlamentar.

130 de delegação. também chamado de controle austríaco ou europeu-continental. Constituição de 1891 – teve como fonte a constituição americana de 1787. é também chamado de controle americano. na Áustria.b) Presidente edita um decreto que diz mais do que deveria – exorbitou-se no poder de delegação. O sistema difuso foi sistematizado em 1803. a.d) TCU – pode reconhecer a inconstitucionalidade no caso concreto SÚMULA Nº 347 DO STF O TRIBUNAL DE CONTAS. no Brasil. • Poder Executivo – há quem entenda que os chefes do Poder Executivo podem ordenar para que a Administração Pública não pratique atos entendidos por serem entendidos inconstitucionais. é misto – adota 2 sistemas/modelos: a) sistema difuso. 5. em razão disso. b) sistema concentrado. Poder o Legislativo sustar tal decreto. . nos EUA. PODE APRECIAR A CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS E DOS ATOS DO PODER PÚBLICO. entendendo ser inconstitucional. 2º motivo: tal constituição adota a teoria do poder moderador – o Poder Moderador era encarregado de resolver o conflito entre os poderes. 1º motivo: Ela teve como fonte inspiradora a constituição francesa e o constitucionalismo inglês.3) HISTÓRICO DO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL Constituição de 1824 – não fez qualquer referência á controle de constitucionalidade. Estas duas manifestações pregavam a supremacia do parlamento. Controle difuso surgiu nesta constituição. O controle jurisdicional. a. a. NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES.c) Medida provisória – o CN pode rejeitar a MP. O sistema concentrado é sistematizado em 1920.

Constituição de 1937 – conhecida como “a polaca”. b) cria a ação direta de inconstitucionalidade interventiva. Manteve as mesmas características da constituição de 1934. A mais importante é a de número 16 de 1965. Constituição de 1967 e 1969 – não trouxe nenhuma inovação quanto ao tema. reconhecendo ser a lei constitucional caso o supremo tribunal entendesse ser inconstitucional.131 Dizia que qualquer juiz. mas o Presidente tinha a última palavra. poderá reconhecer a inconstitucionalidade. ADIn Interventiva. – ação declaratória de . A fonte de inspiração foi a constituição polonesa de 1935. diante do caso concreto. ADPF – arguição de descumprimento de preceito fundamental. Constituição de 1946 – ela volta com as características da constituição de 1934. Manteve o controle difuso e trouxe 3 inovações: a) via tribunal – só por maioria absoluta de votos (reserva de maioria absoluta). ADIn por omissão. que incorporou o controle concentrado de constitucionalidade. ADECON ou ADC constitucionalidade. qualquer tribunal. sem a possibilidade do Presidente da República modificar a decisão do STF. Constituição de 1934 – teve como fonte a constituição alemã de 1919 (Constituição de Weimar). Nossa constituição ficou conhecida. c) suspensão da lei pelo Senado quando o Supremo reconhecer a inconstitucionalidade via difusa. Constituição de 1988 – o controle concentrado manifesta-se através de 5 ações: • • • • • ADIn – ação direta de inconstitucionalidade. Ela recebeu várias emendas constitucionais.

5. Tal modelo também é chamado de indireto.4) ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE 5. tal LC será inconstitucional. 5. Concentrado significa “em um único centro”.132 OSB. se for aprovada com o quórum de maioria simples. mas nem todas são abstrata. 5.: ADIn interventiva. via da exceção ou da defesa.5) SISTEMA OU MODELO DIFUSO Difuso significa “espalhado”. desrespeita o conteúdo da constituição.1: Concentrado não é sinônimo de abstrato.2) Inconstitucionalidade material/nomoestática É aquela que a lei ou ato normativo infraconstitucional viola. ex. concreto. Ex. 5.3) (PEDRO LENZA) – inconstitucionalidade por ofensa ao decoro parlamentar Tal autor. ao comentar o caso do mensalão e do mensalinho. Ex.4. diz que as leis votadas na época em que foram vendido votos para que as mesmas fossem aprovadas seriam inconstitucionais por ofensa ao decoro parlamentar.: lei que permite que somente homens podem prestar concurso para a PF – fere a isonomia entre homens e mulheres.1) formal/orgânica/nomodinâmica Inconstitucionalidade É aquela em que a lei ou ato normativo infraconstitucional viola o devido processo legislativo constitucional. incidenter tantum. “em um único local”. subjetivo.4. Todas essas ações são concretas. incidental. . “em mais de um ponto”.4.: quórum de maioria absoluta para a aprovação de uma LC. Contrapõese ao controle concentrado – “em um único ponto”.

. 97 da CF . os membros do tribunal mais antigos tinham o direito de compor o órgão especial. Só pode reconhecer a constitucionalidade de uma lei – art. qualquer tribunal diante de um caso concreto pode reconhecer a inconstitucionalidade.1998) O órgão especial será composto de no mínimo 11 e no máximo 25 membros (só existe tal órgão quando o tribunal tiver mais de 25 membros para tratar de matérias cabíveis ao pleno originariamente. a argüição de inconstitucionalidade. quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. e sim causa de pedir. Art.Tribunal ou órgão especial  só por maioria absoluta de votos. parágrafo único. Até a EC 45/04. Art. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário. qualquer pessoa jurídica diante de um caso concreto pode provocar a declaração de inconstitucionalidade.5. Parágrafo único.3) Objeto de controle Só pode ser lei ou ato normativo federal.1) Legitimidade Qualquer pessoa física. 97. 5. estadual ou municipal.12. a outra metade é por eleição. ou ao órgão especial. de 17. Órgão fracionado (turma. incidentalmente. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. A alegação da inconstitucionalidade não é pedido. inclusive de ofício.2) Competência Qualquer juiz.: STJ. câmara. 5.756. O juiz pode reconhecer de ofício a inconstitucionalidade. Hoje.133 5.5.). seção) não pode reconhecer a inconstitucionalidade. ex. (Incluído pela Lei nº 9.5. 481. do CPC.

como já dito. Pode o SF suspender a decisão. em razão do efeito inter partes da decisão. através de uma resolução. para isso. Compete privativamente ao Senado Federal: (. no todo ou em parte.suspender a execução..) X . pois ele se encontra no campo político. não será lá que terá a fundamentação da inconstitucionalidade. Preâmbulo pode ser parâmetro ou paradigma de controle? R.5) Efeitos da decisão Inter partes – entre as partes (limite subjetivo da coisa julgada). O pedido é o não pagamento do IPTU. desde que não tenha sido exaurido. Art. O STF remetendo a decisão para o Senado Federal (art. da CF). 52. Sim. 52.. é a causa de pedir. Mesmo que o STF reconheça em controle difuso a inconstitucionalidade da lei.. O que é bloco de constitucionalidade? R. X.134 5. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. e a decisão inter partes passa a ser erga omnes. ex tunc (a lei é inconstitucional desde a sua promulgação). não possuindo força normativa.: Não.5. Ato das disposições constitucionais pode ser parâmetro de controle? R.: Normasregras e normas-princípios constitucionais (inclusive princípios constitucionais não expressos).: Será respondido na parte de controle concentrado. logo. o juiz deverá reconhecer incidentalmente que a lei instituidora de tal tributo é inconstitucional.4) Parâmetro ou paradigma de controle Alega-se que a lei é inconstitucional em face do quê? R.5. a força da decisão não alcançará as outras pessoas na mesma situação (“o direito não socorre quem dorme”). O reconhecimento da inconstitucionalidade. por ex. 5. A) Modulação dos efeitos da decisão no controle difuso . Na parte dispositiva da sentença terá a resposta ao pedido.

: O ato é discricionário. pode o STF modular.6.1) ADIn – ação direta de inconstitucionalidade A) Legitimidade PGR – de 1975 até 1988 – único legitimado.6) SISTEMA CONCENTRADO 5. OBS. somente no difuso. até lei municipal julgada O ato do Senado é discricionário ou vinculado? R. Se o STF reconhecer a inconstitucionalidade de parte da lei. OBS. O STF ou o PGR deve remeter a decisão ao SF para que este suspensa a execução da lei. O Senado Federal suspenderá através de uma resolução.: Não. 27 da Lei 9868/99 – será ensinado posteriormente. Sim. . excepcionalmente. 5. A participação do Senado Federal também se dará no controle concentrado? R. o SF. Mas. deve apenas suspender tal parte. o SF deverá suspender toda a lei ou nada suspender.1: O STF é obrigado a remeter a sua decisão ao Senado Federal? R. STF reconhecendo a inconstitucionalidade de toda a lei.135 Art. Senado poderá suspender inconstitucional pelo o STF. se suspender.2: Há abstrativização do controle difuso? – posteriormente se verá.

III . Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. legitimados específicos: precisam demonstrar a pertinência .05. participativa.a Mesa da Câmara dos Deputados. VII . IV a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Tal democracia participativa – aumento do rol de legitimados – chama-se de sociedade aberta de intérpretes constitucionais (a discussão da CF não se pode ficar entre os 11 ministros do STF e o PGR. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. a CF alargou os legitimados – democracia Art.a Mesa do Senado Federal.o Procurador-Geral da República. no entanto. II . parágrafo 2º. IX . a sociedade deve viver a constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45.2009 Legitimados universais: Não precisam demonstrar a pertinência temática.o Presidente da República. de 2004) I . VIII .136 Em 1988. no art. possibilitando que especialistas em determinada área diga o seu ponto de vista quanto àquela matéria em questão). a jurisprudência nos dá notícia de duas espécies de legitimados. e regulamenta a ADIn. de 2004) VI .confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 19. Em 1999 foi promulgada a lei 9868. Esta lei.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. de 2004) V o Governador de Estado ou do Distrito Federal.partido político com representação no Congresso Nacional. debatendo-o  isto é o que fundamenta a existência do amigo da corte. Espécies de legitimados: a CF não diferencia os legitimados. 103. 7º. institui o amigo da corte/colaborador do tribunal/amicus curiae – não se trata de um legitimado.

OBS. III – legitimado universal. Se o parlamentar sair do partido político que ajuizou a ADIn. “a”. da CF – os 11 ministros (e não as turmas) por maioria de votos  6 ministros.1: O Governador do Amapá não poderá propor ADIn contra lei do Rio Grande do Sul. 102. I. • Competência STF – art. objeto de . II. 102. competência do TJ. OBS. pois a lei deste Estado não interfere no interesse do Estado do Amapá salvo se esta lei repercutir no patrimônio jurídico deste Estado.2: O partido político precisa. “a”. de 1 deputado ou senador para ajuizar ADIn. objeto de controle: lei ou ato normativo federal ou estadual. da CF. parágrafo 2º.137 temática. VI – legitimado universal VII. no mínimo. Os legitimados especiais precisam de advogados. C) Objeto de controle Lei ou ato normativo federal ou estadual. VIII – legitimado universal IX – legitimado especial Os legitimados universais não precisam de advogados para propor ADIn – capacidade postulatória constitucional. V – legitimado específico. A associação de associações poderá ajuizar ADIn – existem associações formadas por pessoa jurídicas ou físicas. parâmetro de controle: CF ADIn Estadual – art. 125.3: Confederação Sindical ou entidade de âmbito nacional – a UNE não pode ajuizar ADIn. Competência do STF. da CF. Só existe sessão se 8 ministros estiverem presentes. I. o STF entende que a ação deve prosseguir. OBS. Diferenças entre ADIn federal e estadual: ADin federal – art. Trata-se da necessidade de comprovar o interesse na propositura da ação. I. IV. Lei municipal não pode ser objeto de controle concentrado no STF.

4º. da CF trata sobre a independência nacional. I.: Uma norma constitucional não pode ser inconstitucional. O art.138 controle: lei ou ato normativo estadual ou municipal. 102. podendo ser julgada inconstitucional. parâmetro de controle: CE. pois algumas normas do ADCT possuem prazo de duração. desde que seja uma norma não exaurida. porque ambas as duas decorrem do poder constituinte originário – OTTO BEACHOF . Conclusão: 1ª) lei municipal não pode ser controle de ADIn federal no STF. D) Paradigma de controle Preâmbulo constitucional. “a” está em sentido genérico (significa todas as espécies normativas do art. Tal independência fundamenta o dualismo jurídico (duas ordens jurídicas). Há artigos da EC que não incorporam a CF. Apenas pode ser parâmetro normas constitucionais (normas regras e normas princípios – inclusive princípios não expressos). OBS. Tratados internacionais podem ser objeto de controle concentrado.2: Uma norma constitucional pode ser inconstitucional? R. só podem ser objeto de controle concentrado leis promulgadas após 5 de outubro de 1988. Leis Nem Súmula e nem súmula vinculante podem ser objeto de controle concentrado – está última possui procedimento próprio de revisão e cancelamento. no art. Agora. como já dito. Todavia. Uma emenda à constituição é fruto do poder constituinte derivado reformador. A outra não é obrigatória.1: O que é lei? R.. 2ª) lei federal não pode ser objeto de ADIn estadual (nem de nenhuma ação do controle concentrado). I. poderá . OBS.: Lei. Assim. 2º não foi incorporado ao texto constitucional. 59 da CF). na EC 32 o art. A ordem jurídica internacional só produz efeitos dentro do nosso território se for aceita conforme procedimento próprios – não vigora o princípio da recepção automática dos tratados internacionais. Por ex. não pode ser parâmetro de controle. O ADCT pode ser parâmetro de controle. normas advindas do poder constituinte originário não poderão ser ditas inconstitucionais. 3ª) lei estadual pode ser objeto de controle concentrado no STF e no TJ.

vinculante e ex tunc. E) Efeitos da decisão Em regra. Não pode ser parâmetro de controle no sistema concentrado. sendo taxado como norma supralegal (acima da lei e abaixo da CF).139 ser objeto de controle concentrado – é obra do poder constituinte derivado. O STF não pode reconhecer a inconstitucionalidade do que não foi pedido – princípio da congruência – e a regra. uma expressão – princípio da parcelaridade (o que não ocorre com o veto parcial no Processo Legislativo).: Pacto de San Jose da Costa Rica – é supralegal – pode ser parâmetro de controle no sistema difuso – qualquer juiz ou qualquer tribunal pode julgar ser inconstitucional. O Senado Federal não participa do controle concentrado (apenas no difuso quando for suspender a norma). assim. No Brasil se adota o bloco de constitucionalidade restritivo – o STF entende que normas supraconstitucionais. pode ser parâmetro de controle difuso e concentrado. esta decisão retroage à data de promulgação da lei. A decisão que reconhece a inconstitucionalidade declara a lei nula.1) Tratados internacionais sobre direitos humanos – possui controle de convencionalidade – controle de constitucionalidade com parâmetros. não será equivalente à EC. Exceção: inconstitucionalidade por arrastamento ou conseqüencial  se . será equivalente à EC (será formal e materialmente constitucional) – assim. A norma infraconstitucional precisa ter um duplo controle – o controle de constitucionalidade e controle de convencionalidade (controle com a CF e controle com os tratados internacionais de direitos humanos). D. b) se o tratado for recepcionado com quórum de EC. Para o STF. suprapositivas (normas acima da CF) não podem ser parâmetro ou paradigma de controle. erga omnes. O STF pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma palavra. ex. tratados internacionais que tenham por objeto direitos humanos podem ostentar duas naturezas: a) se o tratado não for recepcionado com quórum de EC.

OBS. e sim dar outro fundamento para a declaração de inconstitucionalidade. vinculante e ex tunc – art. tiver que declarar a de outras normas. c) ou pro futuro – estabelecer uma data na qual a decisão terá efeitos ou passar a vigorar a decisão a partir de um acontecimento. Regra: erga omnes. Consequência da decisão: a) restrição dos efeitos da decisão declaratória. Se o autor deseja que o judiciário diga que a lei é inconstitucional e o judiciário diz que é constitucional. objeto do pedido. b) eficácia ex nunc – a partir de seu trânsito em julgado. Excepcionalmente. .140 por conseqüência para declarar a norma de inconstitucional. A decisão em ADIn possui efeito dúplice – a ADIn e a ADC são ações com sinais trocados – ambivalentes – art. E. OBS. 24 da lei 9868/99. o STF permite a modulação do sistema difuso – é uma das características da chamada abstrativização do sistema difuso. também o fará. pode modificar a sua orientação.: A regra é a de que só se aplica ao controle concentrado. é a mesma coisa que o reconhecimento da declaração de constitucionalidade da lei e viceversa. futuramente.1) Modulação ou efeitos da decisão – o STF pode dar à decisão outros efeitos. 27 da Lei 9868/99. inclusive no que tange aos fundamentos da decisão – caráter transcendente da decisão. b) maioria qualificada de 2/3 dos ministros.: Tal modulação aplica-se também ao controle difuso? R. Efeito vinculante é mais amplo do que dizer ser erga omnes – o efeito vinculante obriga os demais órgãos do poder judiciário e do poder executivo. Requisitos para a modulação dos efeitos: a) razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social. O STF.1: Cognição aberta no controle concentrado – o STF não está vinculado ao artigo dito ser inconstitucional pelo o autor da ação. O efeito vinculante não obriga o legislativo.

103. da lei 9698/99.141 A ADIn inaugura o que se chama de processo objetivo (o controle difuso é subjetivo).: O que é inconstitucionalidade chapada? R. 7º. F) Procedimento da ADIn Previsto na lei 9868/99. não existe litígio em relações a questões concretas. singular. evidente.: Sempre será o AGU quem fará a defesa (mesmo se tratando de lei estadual). O AGU obrigatoriamente deve fazer a defesa da presunção de constitucionalidade do objeto (da lei ou do ato normativo) – art. o parágrafo 2º do art. Tópicos sobre o amigo da corte: • • Natureza jurídica – é um terceiro especial. pela impessoalidade. O PGR obrigatoriamente deve se manifestar na ADIn. o STF permite que o AGU deixe de fazer a defesa do ato impugnado. Ele é um movimento pela democratização do controle concentrado – a sociedade deve discutir a constituição. excepcionalmente.: quando o próprio STF já firmou o entendimento de que aquela lei é inconstitucional (o AGU não precisa insistir na constitucionalidade). Não é permitida a intervenção de terceiros na ADIn – art. da CF. OBS. caput. E se o ato impugnado for estadual? R. 7º da lei permite a figura do amigo da corte. Todavia. . ex. 5º da Lei 9698/99.: Utilizada pelo ministro SEPÚLVEDA PERTENCE. Modificação do parâmetro de controle – (pegar depois!!!). Não é possível a desistência da ação – ação indisponível – art. sui generis. É um processo sem partes no sentido formal. Hoje. pois o processo é objetivo. Não existe prazo decadencial ou prescricional para ajuizar ADIn. desde que seja leis após a CF de 1988. Processo objetivo é marcado pela generalidade. Trata-se de uma inconstitucionalidade absurda. parágrafo 3º. pela abstração.

2) ADIn Interventiva inconstitucionalidade interventiva – Ação Direta de Não existe hierarquia entre pessoas jurídicas com capacidade política. Será cabível em razão da relevância da matéria e tendo em vista a representatividade do postulante. . Os Estados podem intervir nos seus municípios. Poderá o amigo da corte fazer sustentação oral.6. será de competência dos Estados. Só cabe embargos declaratórios. Até quando poderá ser aceito o amigo da corte? Até o que relator peça pauta para o julgamento da ADIn A decisão que reconhece a (in)constitucionalidade é irrecorrível – art. Não cabe ação rescisória em ADIn. 29 e 30 da CF. Exceções: Excepcionalmente. a União poderá intervir nos Estados e municípios localizados em seus Territórios Federais (não pode a União intervir em municípios localizados em Estados). Existem várias espécies de intervenções. 5. Falar-se-á de apenas de uma de suas espécies – a ação direta de inconstitucionalidade interventiva. O que não for de competência da União e dos Municípios. 21 e 22 da CF. A intervenção é uma das espécies de síncopes constitucionais/legalidade extraordinária/sistema constitucional de crises. Compete aos Municípios – art. Regra: a União não pode intervir nos Estados e estes não podem intervir nos Municípios. Compete à União – art.142 • • • • Quem defere ou indefere o amigo da corte será o relator da ADIn – despacho irrecorrível. 26 da lei. O que existe é uma divisão constitucional de competência. junto com o estado de sítio e estado de defesa.

. 25. . 34.: Os Estados-Membros podem tudo? R. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45.) III de provimento. São aqueles princípios facilmente percebidos. da CF.05. A decretação da intervenção dependerá: (. são princípios que não podem ser tocados pelos os Estados-Membros. VII. portanto. III. 34.2009 A) Legitimidade Somente o Procurador Geral da República – PGR – art. intervém na parte. 36. na hipótese do art. em nome da federação. 36. de 2004) C) Objeto de controle São os denominados princípios constitucionais sensíveis – art. sob pena de intervenção do todo na parte. Tal expressão é dada por PONTES DE MIRANDA – são aqueles percebíveis a olhos desarmados. 34. poder de auto-constituição e auto-organização.143 21.. III. Na representação interventiva existe uma crise/conflito de federativa – a União. VII. observados os princípios desta Constituição – Existem determinadas normas constitucionais que devem ser atendidas pelos os Estados-Membros (os princípios que devem ser observados são os previstos no art.: Eles possuem autonomia. da CF Art. devem ser obedecidos pelos os Estados-membros. tais últimos poderes sofrem limites e estes estão previstos no art. VII. da CF. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. OBS. e no caso de recusa à execução de lei federal. de representação do Procurador-Geral da República. 36. 25 da CF Art. pelo Supremo Tribunal Federal. B) Competência Somente o STF – art. da CF.

Tudo isso será via decreto do Poder Executivo. Art. sistema representativo e regime democrático. o STF. somente a suspensão do ato bastará. poderá trilhar um de dois caminhos possíveis: 1º) determina a suspensão do ato que ensejou a intervenção (não necessariamente nomeará interventor). d) prestação de contas da administração pública. b) direitos da pessoa humana. OBS. mas é um princípio a ser obedecido pelos os Estados. Dentre as normas que fazem tal limite.: Regras sobre o devido processo legislativo constitucional devem ser obedecidas pelos os Estados-Membros. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. A forma republicana não é uma cláusula pétrea. será obrigado a nomear um interventor). requisitará ao Presidente da República para que decrete a intervenção. recebendo a requisição.. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. compreendida a proveniente de transferências.144 RAUL MACHADO HORTA dá o nome a estas normas de normas centrais federais. Requisição é pedido? R. mas o STF negou a ação. na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. mas se a suspensão do ato não bastar. . recebendo o pedido.) VII . Foi por ferir esta alínea que o PGR da época de 1989 ajuizou uma ADIn interventiva (a única proposta no país). de 2000) D) Efeitos da decisão Sendo proposta. Tais normas centrais federais são aquelas previstas na Constituição Federal que limitam a autonomia organizativa dos Estados-Membros. O Presidente da República. e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. exceto para: (. 2º) nomeará um interventor (às vezes.: Requisição é determinação (não é pedido/ordem). direta e indireta. existem os princípios constitucionais sensíveis.assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais – princípios constitucionais sensíveis: a) forma republicana. c) autonomia municipal. De 1988 até hoje apenas uma ADIn interventiva foi ajuizada (por volta de 1989)..

: Qual a natureza jurídica da decisão do STF ao requisitar a ADIn Interventiva? R. Existem várias espécies de normas constitucionais. 34. 36. 35.6. ter-se-á uma limitação circunstancial ao Poder Constituinte Derivado Reformador – art. VI e VII. Lei 4335/64 – regulamenta a intervenção. Trata-se de uma ação do controle concentrado mas não é abstrata (há uma caso sobre a qual recaí a ação) – lembrar que concentrado não é sinônimo de abstrato. dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa. ela é uma ordem). § 3º . A incompatibilidade com a CF pode se dar por ação ou por omissão. 5. 60.Nos casos do art. § 1º . . JOSÉ AFONSO DA SILVA classifica as normas constitucionais segundo a sua eficácia nos seguintes termos: • Norma constitucional de eficácia plena/norma bastante em si mesma/norma auto-aplicável ou auto-executável: estas produzem efeitos imediatos. Nesta hipótese de intervenção (como existe outras espécies de intervenção) não existe o controle político do Congresso Nacional – art. haverá uma omissão. da CF. nem a declaração de intenções. Trata-se de uma norma de imperatividade reforçada – força normativa da constituição. parágrafo 1º. IV. nem um aviso. pois algumas normas constitucionais necessitam de integração por uma lei ordinária ou lei complementar.: Natureza jurídica político-administrativa. o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado.3) ADIn por omissão Inconstitucionalidade por Omissão – Ação Direta de A CF é uma norma jurídica (não é um pedido. parágrafo 3º. e esta omissão será inconstitucional. Se for decretada a intervenção. Se esta lei não existir. da CF. de estado de defesa ou de estado de sítio. Esta última existe. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.145 OBS. ou do art.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal.

independentemente de normatização futura. B) Competência Só o STF. Você pode ser advogado. imediatos. Se não existir uma LO ou um LC haverá uma omissão e ela será inconstitucional – síndrome de inefetividade ( a inconstitucionalidade deriva da falta de ação). • Norma constitucional de eficácia contida: estas produzem efeitos imediatos. XIII. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer – seu campo de atuação pode ser reduzido. da CF). XIII . restringido. A) Legitimidade Aqueles taxativamente elencados no art.: art. podem tem o seu campo de atuação reduzido.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 103 do CF (são os mesmos da ADIn genérica).é livre o exercício de qualquer trabalho. • Normas constitucionais de eficácia limitada/não bastante em si mesma/não auto-executáveis/não auto-executórias: elas não produzem efeitos diretos. da CF § 1º . Esta omissão possui 2 remédios para resolver tal patologia: ADIn por omissão e Mandado de Injunção (art.LXXI.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. 5º. LXXI . Portanto.146 diretos. diretos. não necessitam de normatização futuro para tenham efetiva operatividade. Ex. . . da CF. Elas não precisam de lei ordinária ou lei complementar para que tenham efetiva operatividade. 5º. parágrafo 1º. porque elas necessitam obrigatoriamente de integração por uma lei ordinária ou lei complementar. ofício ou profissão. mas precisará fazer direito e passar na OAB. art. 5º. à soberania e à cidadania.

É praticamente o mesmo do ADIn. OBS. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15. em se tratando de órgão administrativo.147 C) Objeto da inconstitucionalidade A inconstitucionalidade se revela na falta de regulamentação de qualquer norma constitucional de eficácia limitada. este dará ciência à autoridade encarregada de regulamentar a norma constitucional. não. a incorporação. no entanto já ocorrer um caso (ADI 3682) em que o STF conferiu prazo ao Legislativo. o STF apenas dará ciência da inconstitucionalidade morosa.: Em regra. parágrafo 2º. às populações dos Municípios envolvidos. 103. e dependerão de consulta prévia. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. da CF § 2º . O AGU não é citado para a ADIn por omissão. O STF deu o prazo de 180 dias para o Poder Legislativo regulamentar o parágrafo 4º. 18. foi alterado pela EC 15 – trata da criação de municípios pelo o estado-membro. § 4º A criação. Art.Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. . do art. de 1996) Em dezembro de 2008 o CN aprovou a EC 57. sob pena de responsabilidade. para fazê-lo em trinta dias. O PGR deve ser obrigatoriamente ouvido. apresentados e publicados na forma da lei. E) Procedimento Lei 9868/99. O art. parágrafo 4º.: É possível o STF conferir prazo para o legislativo? R. D) Efeitos da decisão Em sendo reconhecida a omissão pelo o STF. farse-ão por lei estadual. o STF dará um prazo de 30 dias para regulamentar a norma constitucional. Se o órgão encarregado de elaborar a norma não for Poder (órgão administrativo). Se o órgão competente para regulamentar a norma for Poder. 18 da CF. mediante plebiscito. dentro do período determinado por Lei Complementar Federal (não foi criada ainda). a fusão e o desmembramento de Municípios. acrescentando um artigo no ADCT.

5º. O prof. mas o STF entende que tal norma é auto-aplicável – deve seguir as regras do Mandado de Segurança. TSE (art. MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO entende que cabe nos casos dos arts. 121. da CF. I. G) Diferenças entre ADIn por omissão e Mandado de Injunção ADIn por omissão Mandado de Injunção Legitimidade: art. STJ (art. Pode ser o STF (art. 103. o Mandado de Injunção não possui nenhuma regulamentação. liberdades Prerrogativas inerentes à nacionalidade. q). Objeto de controle ou parâmetro: a falta de regulamentação de qualquer norma constitucional de eficácia limitada Objeto de controle ou parâmetro: art. LXXI. da CF) Competência: depende da autoridade encarregada de regulamentar a norma constitucional (há quem entenda que a competência aqui é difusa. h). parágrafo 2º. 5º. A decisão tem caráter mandamental.148 Não há concessão de liminar em ADIn por omissão. limitada pela CF). F) Efeitos Erga omnes. há uma restrição do objeto de controle (a falta de regulamentação de determinadas normas constitucionais enseja o ajuizamento do MI) – nem sempre caberá MI. STF/JOSÉ AFONSO DA SILVA – cabe MI contra a falta de regulamentação de quaisquer direitos constitucionais (interpretação extensiva) – MI 361 . 12. Competência: competência ultraconcentrada – STF (art. parágrafo 4º. Não existe prazo o ajuizamento do ADIn por omissão. cabe MI em sede estadual – cabe ao TJ. V). 105. 102. 103 da CF Legitimidade: qualquer pessoa física ou jurídica (pessoas jurídicas de direito público não podem impetrar Mandado de injunção – MI 725 STF. Aqui. ex tunc. à soberania e à cidadania. Enquanto a ADIn por omissão é regulamentada lei lei 9868/99. mas sempre caberá ADIn por omissão quando a norma for de eficácia limitada: • • Direitos e constitucionais. 14 e 17 (excluindo os direitos sociais). I.

Esta ação tem por objetivo transformar a presunção relativa de constitucionalidade em presunção absoluta de constitucionalidade. Efeitos da decisão: O STF vem mudando sua posição quanto aos efeitos da decisão do MI. cuja lei regulamentadora ainda não existe. MI de 708 (19/06/2007)  aplicação da legislação de greve da iniciativa privada aos servidores públicos. Corrente concretista geral – o STF entende que o poder judiciário possa suprir a omissão não apenas para o impetrante.4) ADECON – Ação Declaratória de Constitucionalidade Esta ação não existia originariamente em 1988. se for órgão administrativo. Esta tese é acolhida pelo o STF em quase todos os MI. o interessado poderá exercer o direito (o direito poderá ser exercido). MI 232 – foi dado tal efeito ao MI. Foi introduzida na nossa ordem constitucional pela a EC 03/1994. • • • 5. • Corrente não-concretista – o STF tomou tal decisão no MI 284. Corrente concretista intermediária – o STF reconhece a omissão e fixa prazo para o órgão encarregado de regulamentar a norma constitucional.6. Corrente concretista individual – o STF entende que o Judiciário pode criar a norma para o caso específico – corrente defendida por maior parte da doutrina – MI 721 (aposentadoria especial para servidores públicos) – STF a adotou.149 Efeitos da decisão: dá ciência à entidade competente para legislar. Razão da ação: acabar com a insegurança jurídica . dará prazo para regulamentação em 30 dias. mas para todos que se encontram na mesma situação fática (decisão erga omnes). O poder judiciário deve apenas reconhecer a omissão e dar ciência ao órgão elaborado de regulamentar a norma constitucional (nenhuma diferença entre os efeitos da decisão da ADIn por omissão e esta corrente). Se ocorrer o transcurso do prazo.

A petição inicial deve demonstrar a existência de controvérsia jurídica relevante. C) Objeto de controle Lei ou ato normativo federal (não cabe ADC contra lei ou ato normativo estadual. precipuamente. Art. E) Procedimento da ADECON Previsto na Lei 9868/99. mas não existe um requerido). .processar e julgar. vinculante e ex tunc. a EC 45/2004 deu a esta ação os mesmos legitimados do art. D) Efeitos da decisão Erga omnes. Mesa da Câmara. não existem partes. Trata-se de um procedimento quase que unilateral (não existe contraditório. O PGR obrigatoriamente deve ser ouvido. 102. O AGU não precisa ser citado. B) Competência STF – competência ultra-concentrada. 103 da CF (mesmos da ADIn). não há que se falar em julgamento da ADECON. muito menos municipal). Se este requisito não for cumprido. cabendo-lhe: I . originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. A decisão é irrecorrível (não cabe ação rescisória). a guarda da Constituição. Compete ao Supremo Tribunal Federal. Mesa do Senado e PGR. Não existe intervenção de terceiros. existe um requerente. É possível a concessão de provimento cautelar – suspende por 180 dias.150 A) Legitimidade De 1994 (EC 03) até 2004 (EC 45) apenas 4 legitimados: Presidente. Em 2004.

1º.6. parágrafo único. No Brasil. Só. excepcionalmente. nos termos desta Constituição. Consulta popular – art. 6) DIREITOS POLÍTICOS Quem faz a polícia judiciária eleitoral é a Polícia Federal. titular do poder. previamente aprovada pelo Congresso Nacional. 5º. da CF – o povo é quem julga. Faz-se uma consulta ao povo para que ele ratifique ou rejeite determinado ato legislativo. Somente o CN pode autorizá-lo.5) ADPF – o professor não falará (bem como também não falou sobre Medida Provisória). até mesmo matéria constitucional . em regra. 14 da CF: o Referendo – é uma confirmação de assunto já transformado em lei. de certo número de eleitores ou parlamentares. Todo o poder emana do povo. XXXVIII. decidindo sobre a matéria. 24 da Lei 9868/99. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. Se todo o poder emana do povo. O art. o exerce. Exceções: • • Tribunal do júri – art. Como a CF de 1988 foi omissa quanto ao modo do seu exercício. vive-se uma democracia representativa/democracia semi-direta – é aquela em que o povo. Desse modo. Falar sobre direitos políticos é fazer referência à democracia. os eleitores respondem sim ou não. O referendo pode ser a pedido do Chefe do Executivo. o povo exercerá o poder diretamente (sem a necessidade de representantes eleitos).: A ADIn e ADECON são ações com sinal trocado – ações ambivalente – decisões dúplices – art.151 OBS. é porque se vive numa democracia – dominação do povo (o povo que domina). 5. da CF está escrito: Parágrafo único. através de representantes eleitos.

17. apenas. OBS.: Os direitos políticos fazem parte dos direitos fundamentais. 4. Da nacionalidade – art. Tal título reparte-se em 4 capítulos: 1. 3. 61. Cumpre ao Congresso Nacional formular os questionamentos. previstos a partir do art.152 pode ser referendada. Direitos individuais e coletivos – art. Dos direitos sociais – art.: Conjunto de regras previstas na CF que regulamentam a participação do cidadão na organização do Estado. da CF.: Sufrágio é direito público subjetivo de natureza política que tem o indivíduo de participar ativa e . necessita-se escolher quais serão os representantes. parágrafo 2º. antes de a lei ser elaborada. • • Ação Popular – art. 5º. Os direitos fundamentais estão no Título II da CF. sim ou não. Dos partidos políticos – art. 12. Se se vive numa democracia representativa. 05. Iniciativa popular – art. Dos direitos políticos – art. 5º. 14 da CF. da CF. para isso. 2.2009 O que é sufrágio? R. Lei 9709/98 – regulamenta estes dois institutos. 14. inclusive emendas o Plebiscito – é uma consulta prévia aos eleitores sobre assuntos políticos ou institucionais. LXXIII. Tais regras são denominadas de direitos políticos. 6º.06. As perguntas são diretas e o povo responde. 5. O que são direitos políticos? R. constitucionais. precisa-se de regras que regulamente a escolha dos representantes.

No Brasil. ex. Pode ser censitário – levase em conta uma qualidade econômica para dar ao indivíduo o direito de votar. só o titular pode exercer tal direito. Existe uma exceção: art. o Desigual – a constituição oferta a determinadas pessoas o direito a dois ou mais votos. o sufrágio é universal. ex. 81 da CF – caso de eleição indireta (já foi visto). Aqui.: só pode votar quem tiver nível superior. • Sufrágio quanto à igualdade – pode ser: o Igual – um homem. denominado sufrágio: • Sufrágio quanto à extensão – pode ser de duas espécies: o Restritivo – é aquele em que se leva em conta para ofertar ao indivíduo o direito de votar uma qualidade econômica ou intelectual. Pela Constituição de 1891.153 passivamente da organização do Estado. pois enquanto que o primeiro é um direito. não existem intermediários entre o titular de direitos e os seus representantes. Sufrágio também não pode ser confundido com escrutínio que é forma pela qual se exerce o direito. . Não podemos confundir sufrágio com voto. busca-se uma equiparação entre os nacionais e os cidadãos em sentido restrito. secreto. Características do voto: • • Personalíssimo – ninguém pode votar por terceiros. o mendigo e a mulher não votavam. o voto é igual.: A Constituição e 1824 dava o direito de votar àquele indivíduo que tivesse um patrimônio acima de “x”. capacitário – leva em conta a capacidade intelectual. Existem várias classificações deste núcleo dos direitos políticos. na medida do possível. o Universal – não leva em conta nenhuma qualidade econômica ou intelectual para ofertar o direito de votar. um voto. A cada indivíduo é ofertado o direito de um voto. No Brasil. Direto – em regra. o voto é o exercício do direito. podendo ser aberto.

Liberdade de votar (Livre) – Pode votar. no qual os eleitores. e um dever sociopolítico. que decorre da soberania popular. a maneira. É o direito de votar e ser votado É o ato (instrumen to) através do qual se exercita o sufrágio. Tecnicamente. um direito público subjetivo. O que é obrigatório no Brasil é o comparecimento formal para votar • OBS. Só pode ser votado quem vota (só pode ser passivo quem é ativo).: Garantia de independência e liberdade para que a urna possa revelar a verdade da consciência do cidadão. o voto não é obrigatório. a forma através da qual se exercita o voto (público ou secreto). A urna me dá possibilidade de expressar tal liberdade.1) ESPÉCIES DE DIREITO POLÍTICO Regras: 1. encarregado de escolher os seus representantes no governo por meio do sufrágio universal. Nem todos que votam podem ser votados (nem todo ativo é passivo).154 • Secreto – é secreto inclusive para quem vota. anular o voto ou votar em branco. SOBERANIA POPULAR SUFRÁGIO VOTO ESCRUTÍNIO CIDADANIA É a qualidade máxima do poder extraída da soma dos atributos de cada membro da sociedade estatal. .: Natureza do voto – o voto é. maiores de 18 e menores de 70 anos de idade. 2. ao mesmo tempo. caracterizan do-se como a titularidade de direitos políticos de votar e ser votado 6. têm a obrigação de escolher os governantes. Por que o voto é secreto? R. Tem por pressuposto a nacionalidad e (que é mais ampla que a cidadania). É o modo.

: Ele. Obrigatório – para o cidadão que tenha de 18 a 70 anos. o alistamento não é ex officio. Proibido – o alistamento e o voto são vedados ao: a) estrangeiro .1) Direitos políticos positivos Nada mais representam do que requisitos que devem ser preenchidos para que o cidadão possa votar e ser votado. poderá exercer direitos políticos. No Brasil.1. o alistamento depende da manifestação de vontade do cidadão. mesmo assim não será obrigado a votar. O alistamento e o voto são: • Facultativo – para os que possuem de 16 a 18 anos. OBS. É proibida a elaboração de testes coletivos para identificar se o sujeito é analfabeto ou não. por ex. estrangeiro também não poderá ser votado. Ou seja. ele poderá apenas votar nas eleições municipais. 6. poderá se alistar eleitoralmente para votar no dia do seu aniversário (que será o dia das eleições). logo.não pode se alistar. Repartem-se em dois tipos: A) Capacidade eleitoral ativa Direito de votar – alistabilidade. pois lá em Portugal. Além de preencher as condições de elegibilidade. Mas poderá votar em todas as eleições? Em razão da reciprocidade entre Brasil e Portugal.155 3. Aquele que atinge 16 anos até a data das eleições. definindo apenas nacionais (conceito por exclusão). se ele possui uma necessidade especial que o incapacita de ir às urnas.: E o português (quase-nacional) no Brasil? R. sem deixar de ser português (portanto. O jovem de 17 anos.. 4. depois de 3 anos no território nacional. Obviamente. não está ele obrigado a votar (aplica-se a facultatividade dos maiores de 70 anos). não poderá votar. o cidadão não pode incorrer nas causas de inelegibilidade. para os maiores de 70 anos e para os analfabetos. logo. deve o juiz analisar de maneira individual. alistando-se como eleitor. Para ser votado é necessário o preenchimento das condições de elegibilidade. desde que requeira. A CF não define o que seja estrangeiro. O STF possui decisões adotando a tese do pensamento do possível – não pode exigir do cidadão deficiente físico mais do que ele pode ofertar. • • . estrangeiro). pois o alistamento e o voto são facultativos.

III . Não deve incorre em nenhuma das causas de perda ou suspensão de direitos políticos – art. 15 da CF (posteriormente se verá). só pode ser votado brasileiro nato ou naturalizado. Aquele cidadão que com os 17 anos faz o curso de Medicina.a nacionalidade brasileira. Senador. B) Capacidade eleitoral passiva É o direito de ser votado (também chamada de condições de elegibilidade). Farmácia ou Enfermagem. Para que o cidadão possa ser votado ele também precisa votar. após terminar a faculdade. Quais são estes requisitos? – art. é melhor que ele sirva as FAB após a conclusão do curso superior. Além de preencher as condições de elegibilidade. existem 3 circunscrições eleitorais: a) circunscrição eleitoral nacional – há a eleição nacional  eleição de Presidente e Vice-presidente da República. IV . 26 anos) será considerado conscrito. o cidadão não pode incorrer em nenhuma causa de inelegibilidade. parágrafo 3º.o alistamento eleitoral. São requisitos previstos na CF e na lei ordinária que devem ser preenchidos para que o cidadão possa receber voto/para que possa ser escolhido. Em matéria eleitoral. Portanto. Deputado Federal e Estadual. Quem a regula é o TSE. Nem todos que votam podem ser votados. Quem a .o pleno exercício dos direitos políticos. b) circunscrição eleitoral estadual – é o território do Estado  eleição de Governador e Vice. Odontologia. na forma da lei: I . Conscrito é o brasileiro durante o serviço militar obrigatório. tal sujeito (mesmo com 25. Só pode ser votado quem vota (como já visto). da CF § 3º . Assim. 14. b) conscrito – os conscritos não se alistam e não votam. II . para o Estado.o domicílio eleitoral na circunscrição.156 o brasileiro equiparado português só pode votar nas eleições locais.São condições de elegibilidade.

candidatura avulsa (candidatar-se sem estar filiado a algum partido).: Majoritariamente. pode ocorre a nãocoincidência entre domicílios civil. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. A CF de 1988 valoriza o partido político. OBS. para que a pessoa possa se candidatar a cargo eletivo. o sujeito atinge a capacidade política absoluta (pode exercer qualquer cargo público). no Brasil.1: Da onde que se contam tais idades? R. A Polícia Federal é a polícia judiciária eleitoral nestas três circunscrições eleitorais. d) dezoito anos para Vereador. 11. OBS. OBS.a filiação partidária.2) Direitos políticos negativos São obstáculos que impedem total ou parcialmente que o cidadão possa ser escolhido/votado/possa exercer a capacidade eleitoral passiva.157 regula é o TRE. Deputado Estadual ou Distrital. Não existe.2: Presidente da Câmara com 23 anos de idade pode substituir o Presidente da República nas hipóteses de vacância? R. E o militar? Militar pode se filiar a partido político? R.: Logo se verá. Quem a regula é o Juiz Eleitoral.: Qual a diferença entre uma condição de . tributário e eleitoral. Aos 35 anos. O domicílio eleitoral na circunscrição deve ser de 1 ano antes das eleições. para a substituição. Prefeito. OBS. V . o cidadão deve estar filiado. c) vinte e um anos para Deputado Federal.: Lei 9504/97 – estabelece normas para eleições – art.: No Brasil. VI .a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador.1. 6. não se exige o limite de idade. Vice-Prefeito e juiz de paz. entende-se que sim. pois. c) circunscrição eleitoral municipal – é o território do Município  eleição para Prefeito. da Lei – a idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referencia a data da posse. Prazo de filiação – até um ano antes das eleições. Exceção: membros do MP e magistrado até 6 meses antes da eleição. parágrafo 2º. Vice e vereador.

na absoluta impede participar de qualquer cargo eletivo.as absolutas só podem ser previstas na CF. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. os Prefeitos e quem os houver sucedido. Em 1997. com a EC 16. é aquilo que o sujeito não pode incorrer. Nos EUA. Reparte-se em dois: A) Causas de inelegibilidades Repartem-se em duas (1ª diferença . o cidadão que já foi Presidente duas vezes não pode se reeleger a mais nada. de 1997) . o Lula. por ex.158 elegibilidade e uma causa de inelegibilidade? R. permitiuse que os Chefes do Executivo pudessem participar de uma única reeleição subseqüente. Art.. pode se candidatar à presidência da República apenas em 2014.   Conscritos Estrangeiros o Os analfabetos • Relativas o Em razão da função/por motivo funcional – as nossas Constituições sempre proibiram a reeleição e a recandidatura. 14. Originariamente. a CF de 1988 também proibia a reeleição. 2ª diferença . § 5º O Presidente da República. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. são causas que o sujeito deve alcançar. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. No Brasil. na relativa impede para determinados cargos eletivos): • Absolutas – o Os inalistáveis – se eles não se alistam eles também não poderão participar como candidatos eletivos.: Quando se fala em condições. as relativas podem ser previstas na CF ou na Lei Complementar – existem duas LC que relacionam as causas de inelegibilidade relativa – LC 64/90 e LC 81/94. quando se fala em causa.

Por mais que se trate de uma causa de inelegibilidade relativa.159  Para o mesmo cargo – Presidente.1: Relação homoafetiva – prefeita tem relação homoafetiva com outra mulher – esta não poderá se candidatar à vereadora desta cidade – Resolução do . Governadores e Prefeitos. no seu primeiro mandato de vice. é mais abrangente do que o Município do Rio de Janeiro). em relação ao Presidente e seu cônjuge e parentes até o 2º grau. deverá se desincompatibilizar. O TSE entende que o companheiro daquele que exerce cargo eletivo no Executivo também não pode se candidatar a outro cargo eletivo dentro de seu território (aplica-se a Governadores e Prefeitos dentro de seu respectivo território). Possibilidade de reeleger-se ao cargo de governador. OBS. Para a reeleição. tendo ou não sido reeleito. No segundo mandato de vice.: E quanto ao Vice? R. Certo que.  Para cargos diversos – para o Lula desejar ser candidato a qualquer cargo eletivo que não Presidente. o Indiretas/reflexas/por parentesco – cônjuge. mas poderia se candidatar à Presidência da República (a União. renunciando a 6 meses antes das eleições. sucedeu o titular. possui natureza absoluta. Ex. se sucedeu o titular. porque o exercício da titularidade do cargo dá-se mediante eleição ou por sucessão.2: filha do Prefeito do Rio de Janeiro não pode se candidatar à vereadora do Rio de Janeiro. mas não poderia se candidatar Deputada Estadual do Paraná ou à vereadora. OBS. Somente quando sucedeu o titular é que passou a exercer o seu primeiro mandato como titular do cargo” – RE 366488.: Resolução do TSE – O Vice. Ex. tais pessoas titulares desses cargos não precisarão se desincompatibilizar. logicamente. Este é o mesmo entendimento do STF: “Vice-governador eleito duas vezes para o cargo de vice-governador.1: a filha do Governador do Paraná poderá se candidatar à Deputada Estadual de Goiás. poderá candidatar-se à reeleição por um período subseqüente. teria substituído o governador. parentes consanguíneos e afins até 2º grau do Presidente da República não podem se candidatar a nenhum cargo eletivo enquanto aquele estiver no Poder – regra.

além das que vierem a ser fixadas em lei. o TSE resolve o assunto aceitando que o militar autorize ao partido para que sua filiação seja feita caso queira se candidatar a algum cargo eletivo § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares.160 TSE.: em 2002 Lula foi candidato à Presidente. o Militares – regra: são os militares da FAB e militares estaduais (PM e corpo de bombeiro). A CF veda a filiação de militar a partido político – art. em 2006 Lula foi candidato à reeleição da Presidência. de 1998) V . Todavia. Mariza candidata à deputada estadual de São Paulo.o militar. parágrafo 3º. da CF. menos os conscritos (pois eles não podem nem se alistarem ou votarem). V. voltará à atividade. 142. irá para a inatividade. ficará agregado/ligado/vinculado ao comando. ex.3: A separação judicial não afasta a causa de inexigibilidade do cônjuge. OBS. estará fora das forças armadas (perdendo ou ganhando as eleições). Menos de 10 anos – com o registro da candidatura. o divórcio também não afasta a causa de inexigibilidade do cônjuge (mesmo dissolvendo o vínculo matrimonial) – mas o divórcio deve ocorrer dentro do mandato eletivo do outro cônjuge – TSE (fundamento: evitar fraudes eleitorais). Se perder a eleição. se ganhar a eleição. O TSE veda que a mesma família exerça 3 mandatos consecutivos a um mesmo cargo (caso Garotinho). Não é possível candidaturas avulsas no Brasil. não pode estar filiado a partidos políticos. as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18. de 1998)  Mais de 10 anos – com o registro da candidatura. b) se já forem titulares de cargos eletivos e candidatos à reeleição.  . Mariza só poderia se recandidatar à Deputada Estadual desse mesmo Estado. enquanto em serviço ativo.2: Casamento religioso também gera tal inexigibilidade. OBS. Todos os militares podem ser candidatos. aplicando-se-lhes. Exceções: a) se o chefe do executivo se desincompatibilizar do cargo (renunciarem) até 6 meses antes das próximas eleições.

suspensão. atendidas as seguintes condições: I . em regra. cargo ou emprego na administração direta ou indireta.incapacidade civil absoluta . (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 4. será agregado pela autoridade superior e. que proíbe que o cidadão exerça direitos políticos.condenação criminal transitada em julgado. se eleito. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I .se contar mais de dez anos de serviço.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado . de 1994) B) Causas de perda ou suspensão dos direitos políticos – art. praticado pelo Poder Executivo. O que existe é a cassação de mandato.perda. nos termos do art. no ato da diplomação.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. a fim de proteger a probidade administrativa. IV .suspensão. 37. 5º. É vedada a cassação de direitos políticos. enquanto durarem seus efeitos suspensão. 15 da CF A cassação de direitos políticos não existe no Brasil (é vedada) – ato arbitrário. § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. § 8º . Lei Complementar 81/94. VIII – perda (há divergências). 14.161 Art. nos termos do art. 15. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. de forma unilateral. para a inatividade. A CF permite a suspensão e perda de direitos políticos Art. deverá afastar-se da atividade. . II .se contar menos de dez anos de serviço. III . V .O militar alistável é elegível. passará automaticamente. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. § 4º . o Legais – o professor não falará delas (trata-se de matéria de Direito Eleitoral)   Lei Complementar 64/90. II .improbidade administrativa.

Condenação criminal transitada em julgado.06. seus direitos políticos. 2) prisão temporária. 5) prisão resultante de sentença penal condenatória sem trânsito em julgado. através de ação rescisória (a sentença que cancelou a naturalização transitou em julgado). para readquiri-los necessitará de uma decisão judicial ou de um ato administrativo. consequentemente. suspensão é com prazo estabelecido. aquele que teve seus direitos políticos suspensos. Só poderá votar se passar a ser brasileiro naturalizado.Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado O naturalizado praticando atividade nociva ao interesse nacional responderá processo de cancelamento de naturalização brasileira.2009 I. b) prisão sem pena (sem sanção) – pode ser de natureza cível (prisão por falta de pagamento voluntário de pensão alimentícia) ou de natureza penal: 1) prisão em flagrante. 3) prisão preventiva. 09.162 Diferenças entre perda e suspensão dos direitos políticos: 1ª) perda é sem prazo estabelecido. 2ª) aquele que perdeu os seus direitos políticos.: Depende. Só readquirirá sua naturalidade brasileira e. II . Sofrerá uma perda dos seus direitos políticos. teve os seus direitos políticos suspensos. mas em razão da perda da sua capacidade civil. Estrangeiro não vota e nem pode ser votado.Incapacidade civil absoluta Dá a idéia de que o cidadão exercia seus direitos políticos. enquanto durarem seus efeitos Preso pode vota ou pode ser votado? R. pois deixará de ser brasileiro. 4) prisão resultante de decisão de pronúncia. III . . para readquiri-los necessitará apenas do transcurso do prazo. Existem várias espécies de prisões: a) prisão-pena (ou sanção) – é aquela que decorre de uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado. Prisão é a subtração da liberdade de locomoção.

ocorrerá o seu término e nos 3 anos seguintes incorrerá numa causa de inelegibilidade relativa legal – apenas nestes crimes acima elencados. a fé pública. pelo prazo de 3 (três) anos. I. pois o crime de furto não se encontra em tal alínea. após o término de sua condenação. O sursis suspende os efeitos da pena (efeitos primários da condenação). poderá ser votado e votar. ou seja. a administração pública. e. o sujeito não poderá ser votado (votar ele pode). o mercado financeiro. o sujeito poderá votar? R. pela prática de crime contra a economia popular.163 O único preso que não vota e não pode ser votado é o que tem contra si uma sentença penal condenatória com trânsito em julgado.: Não. O TSE entende que tal pessoa não pode votar e nem ser votado. o patrimônio público. Se a pessoa praticou um crime de furto. por mais que se trate de uma sentença absolutória imprópria. Não interessa o tipo de pena. a prisão sanção (prisão-pena). após o cumprimento da pena. A LC 64/90. 1º.1: Durante o prazo do sursis (suspensão condicional da pena). O livramento condicional suspende os efeitos primários da pena (efeitos primários da condenação). no art.para qualquer cargo: e) os que forem condenados criminalmente. ele não suspende os efeitos secundários da sentença penal condenatória. E medida de segurança? R. com sentença transitada em julgado. OBS.: Não. pelo tráfico de entorpecentes e por crimes eleitorais. diz que Art. 1º São inelegíveis: I . Pode inclusive ser condenado à pena de multa ou restritiva de direitos. A CF nada fala. OBS. ele não suspende os efeitos secundários da sentença penal condenatória. Após o cumprimento da pena.2: Livramento condicional – pode votar a pessoa que esteja sob o gozo de tal benefício? R. O que interessa para suspender os direitos políticos é existir uma sentença condenatória transitada em julgado. pois. . pois após o término da pena.: A sentença que aplica tal medida é a sentença penal absolutória imprópria.

§ 4º .Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. na forma e gradação previstas em lei. atribuir serviço alternativo aos que.164 IV.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. sem prejuízo da ação penal cabível. por escusas de consciência. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. sujeitos. ou 8 anos a depender do caso. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. § 1º .recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. 5º. fixada em lei. nos termos do art. § 4º. Só perderá os direitos políticos se recusar a prestar o serviço civil alternativo. VIII. 37.às Forças Armadas compete. Em tempo de guerras não há prestação civil alternativa. a perda da função pública. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. em tempo de paz. Tal parágrafo foi regulamentado pela lei 8429/92 – lei de improbidade administrativa. a outros encargos que a lei lhes atribuir. salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. 5. Art. entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política. O sujeito poderá não pegar em armas mais estará no palco de guerra. nos termos do art. alegarem imperativo de consciência. porém. VIII Trata-se de perda dos direitos políticos Está-se diante da escusa de consciência/imperativo de consciência. Art.As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz. Esta lei diz que o condenado em improbidade administrativa terá seus direitos políticos suspensos em 3. 5º. após alistados. As FAB ofertarão a esta pessoa uma prestação civil alternativo no caso de alegar que não pode guerrear. Chamase de princípio da exposição de todos perante o perigo comum. § 2º . V . da CF . na forma da lei. . 143 da CF.improbidade administrativa.

7) PARTIDOS POLÍTICOS É um meio. Existe uma conseqüência da CF tratar já na sua cara sobre tais matérias. instrumento. Tais modificações casuísticas ofendem a democracia. 16 da Carta Federal. ADIn 353-MC/DF. Ele adquire personalidade jurídica de acordo com a lei civil. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. Celso de Mello – “A norma inscrita no art. O Estado é um meio para o atingimento deste fim . o partido político ostenta a natureza jurídica de direito privado. Tal princípio impede modificações casuísticas na legislação eleitoral. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4.: Sim. de 1993) O art.165 6. através do qual se chega ao poder e se mantém o exercício do poder. 6. aptas a romper a igualdade de participação dos que nele atuem como protagonistas principais: as agremiações partidárias e os próprios candidatos”. não se trata de uma pessoa jurídica de direito público. 7) TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS A CF trata dos direitos fundamentais no Título II.2) PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL Art. 16 revela o princípio da anterioridade eleitoral. STF. veículo para o proselitismo de idéias políticas. 16. Desta feita. O mais importante para a CF é o indivíduo e não o Estado. consubstanciadora do princípio da anterioridade eleitoral. já que as outras Constituições tratavam sobre tal matéria apenas no final do documento? R. A lei eleitoral passará a produzir efeitos 1 ano depois de sua vigência. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. No Brasil. foi enunciada pelo constituinte com o declarado propósito de impedir a deformação do processo eleitoral mediante alterações casuisticamente nele introduzidas. O indivíduo é um fim em si mesmo. Rel.

A lei pode garantir o exercício de direitos sem precisar dos remédios constitucionais – sem ostentar a natureza de ação (art. A CF não se ocupa de sinônimos. 17 – Dos partidos políticos Desta feita. Art. Nem toda garantia é um remédio constitucional. Por isso que a coisa tem preço (pode ser substituída). Logo. Art. 5º . tratar-se-á do gênero destas 5 espécies. sob pena de perder a sua substância. Os direitos e garantias fundamentais se repartem em 5 capítulos: 1. não convive. pré-constitucional. e garantias Não existem palavras inúteis na Constituição. Todo remédio constitucional é uma garantia. Art. O indivíduo é um fim em si mesmo. Por que tais direitos e garantias são fundamentais? Porque sem eles a pessoa não se realiza. 5º. é um sobreprincípio. Assim. Art. da CF). Direitos são normas que declaram a existência de interesses – normas declaratórias. . 6º . A dignidade da pessoa humana existe independentemente do Estado. Não se pode confundir garantais constitucionais com remédios constitucionais. 14 – Dos direitos políticos 5. Art. e muitas vezes não sobrevive. préestatal. Garantias são normas que asseguram o exercício de direitos. A coisa é um meio para o atingimento de um fim. por isso que possui dignidade. O núcleo dos direitos fundamentais recebe o nome de dignidade da pessoa humana – não é um direito.166 Indivíduo é aquele que não pode ser dividido.Direitos sociais 3. Ele é diferente da coisa.: Interesses são posições jurídicas necessárias à satisfação de uma necessidade. direitos não são sinônimos de garantias.Direitos individuais e coletivos 2. as garantias são normas assecuratórias. VI. 12 – Da nacionalidade 4. O que são interesses? R. quando se falar em direitos fundamentais.

. Até então. Ocorreu o surgimento de vários centros que passaram a manifestar poder: reis. necessárias à concretização da dignidade da pessoa humana. Após tal data. senhores feudais. Significam uma inação/falta de ação do Estado.167 Os direitos fundamentais são posições jurídicas essenciais. O Estado de Direito surge com dois ideais/duas lutas: a) divisão orgânica de poder. 1500 a 1789 – Vigorou o Estado Absoluto (Absolutismo). a igreja. ocorreu a queda do império romano no ocidente. Com o surgimento do cristianismo surge o primeiro resquício dos direitos fundamentais – o homem feito é feito à imagem e semelhança de Deus.C).C. Daí para frente ocorreu a ruralização da sociedade. O indivíduo não tinha direitos frente aquele que exercia o poder. Necessitava-se unificar o exercício do Poder. foram se centralizando num só ser – início do absolutismo – EstadoNação na Europa. pois não existia a noção do indivíduo. Com medo dos bárbaros. Existia uma mão invisível que resolvia os problemas sociais – ADAM SMITH – e tal mão é do mercado. Aqui. Estes vários centros que manifestavam poder.1. por volta de 1500. Na antiguidade clássica não existia a noção de direitos fundamentais. corporações de ofício. A antiguidade clássica vai até 476 d. o indivíduo passa a ter direitos frente àquele que exercia o poder. e não do Estado.: Direitos fundamentais de 1ª geração – são os denominados direitos civis e políticos – representam as denominadas liberdades negativas. Surge o Estado liberal. príncipes – trata-se do início da idade média (476 a 1500 d. 1789 – ocorreu a revolução francesa.1) Desenvolvimento histórico Para se falar deles. Tal Estado tem uma faceta jurídica – Estado de Direito. livre era aquele que participava politicamente da organização do Estado. 7. Liberdades do indivíduo frente ao Estado nas quais nós nos contentávamos com uma omissão do Estado (o Estado se retirou das relações sociais).1) DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS COLETIVOS 7. necessita-se fazer uma evolução dos direitos fundamentais. O Estado era o rei (O estado sou eu!). Quais direitos o cidadão passou a ter frente àquele que exercia o poder? R. a sociedade saiu da zona urbana e migraram para a zona rural. b) ofertar ao cidadão direitos e garantais fundamentais.

surge o Estado constitucional democrático de direito. Dimensão dá idéia de acumulação. 5º há direitos fundamentais de 1ª e 3ª geração. previdência social.:No capítulo I do art. 5º da CF . Com as constituições mexicana e alemã  surge o Estado social  é um estado prestador  prega não só a liberdade. isto chega com a CF de 1934  tratou pela primeira vez sobre os direitos fundamentais de 2ª geração. A partir deste manifesto. Tal Estado busca os direitos fundamentais de 3ª geração – são os direitos meta-individuais/direitos coletivos. A nossa atual CF trata sobre os direitos fundamentais de 2ª geração no art. Geração dá idéia de superação de uma fase por outra. na busca da igualdade – MARX. determinadas coisas faziam com que o Estado interviesse em tais relações. educação. trabalho. tudo buscando a igualdade). mas também a igualdade  direitos fundamentais de 2ª geração (saúde. A partir desta declaração. OBS. 6º. No Brasil. Com a revolução francesa  surge o Estado liberal  é um estado garantidor  prega a liberdade  direitos fundamentais de 1ª geração.2) Destinatários do art.168 Por volta de 1848 surge o manifesto comunista. Alguns doutrinadores entendem que devemos usar a terminologia dimensões do que gerações. Em 1948 – criação da ONU – declaração universal da ONU. Elas deságuam em duas constituições – na Mexicana de 1917 e na Alemã de 1919 (Constituição de Weimar) – marcam o surgimento dos direitos fundamentais de 2ª geração – passagem de um estado liberal para um Estado social. 6 da CF 7. Os de 2ª geração se encontram no art.1.

da CF – norma de reenvio – cláusula aberta de recepção de outros direitos. ex. Aplicabilidade imediata – parágrafo 1º.1. 5º § 1º . a lapsos temporais. Não interessa a relação do indivíduo (se é estrangeiro ou estrangeiro não residente no Brasil). 7. Eles não estão somente no art.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. Livre convivência dos direitos fundamentais – ex.3) Características Historicidade – eles não surgem de um determinado momento. Estao eles espalhados por todo corpo constitucional. Existe direito fundamental absoluto? R. liberdade também é um direito relativo (ex. Limitabilidade – não existe direitos fundamentais absolutos. As pessoas jurídicas também são destinatárias dos direitos e garantias fundamentais.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. Fazemos parte do todo. Parágrafo 2º. Imprescritibilidade – os direitos fundamentais não se sujeitam a prazos.: a vida é um direito relativo (ex. § 2º . Não significa uniformidade. do art. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.: prisão).169 Todos significa universalidade (sem qualquer diferença de qualquer ordem).: legítima defesa). todos são limitados. . Não-taxatividade – não há um rol taxativo de direitos fundamentais. do art. Toda pessoa física/indivíduo que se encontrar dentro do território nacional. 5º. mas somos um todo a parte (cada um possui a sua individualidade). direito de não ser escravizado.: NORBERTO BOBBIO -Direito de não ser torturado seria um direito absoluto. 5º da CF.: princípio da anterioridade tributária é um direito fundamental.

O Estado tem a obrigação de adotar medidas positivas necessárias à proteção dos direitos fundamentais. B) Função de prestação Os direitos fundamentais devem suprir as necessidades do indivíduo. .5) Dimensões dos direitos fundamentais A doutrina diz que existem 2 dimensões dos DF: A) Dimensão subjetiva dos DF Os DF são direitos subjetivos de defesa do indivíduo contra atos do poder público. 7. O Direito Penal e o Processo Penal decorrem de tais deveres fundamentais de proteção.1.1: é constitucional ou inconstitucional descriminalizar o homicídio? R.1. ex. C) Função de proteção perante terceiros O Estado tem o dever de proteger os titulares dos direitos fundamentais frente à ação de terceiros. 7. pois o Estado tem o dever de proteger os titulares dos direitos fundamentais frente a terceiros.4) Funções dos direitos fundamentais A) Função de defesa ou de liberdade Os direitos fundamentais funcionam como um muro de proteção que nos defendem da arbitrariedade do Estado.: Inconstitucional. É o que se chama de deveres fundamentais de proteção.170 Elas independem de normatização futura para que tenham imediata operacionalidade. superando as desigualdades materiais.

mas. Para que uma constituição seja constituição-garantia. É uma existência que deve ser digna. como regra.eficácia horizontal dos direitos fundamentais – aplicação dos DF nas relações privadas. moradia. somos credores do Estado. Existe uma vida digna em sentido moral e em sentido material. 5º da CF. . trabalho etc. – art. Significa um mínimo existencial. à liberdade. por isso que lesão corporal é crime. • Ao garantir a vida. sem distinção de qualquer natureza. à segurança e à propriedade. 7. Ao proteger a vida. Art.6) Direitos fundamentais em espécie No caput do art. sobretudo. direito de não ser menosprezado.171 B) Dimensão objetiva dos DF Os DF significam pautas. educação. Existência digna em sentido material – necessita-se de um piso mínimo de dignidade. 3º da CF. a CF protege 5 interesses primordialmente. ex. O STF adota tal eficácia horizontal dos DF – ele admite tal aplicação da busca dos DF nas relações particulares. neste aspecto.1.: saúde. Aqui. concretizados. à igualdade. Em razão desta dimensão. Precisa-se de prestações mínimas do Estado. 6º da CF. A nossa CF também é uma constituição-dirigente ou compromissária – ela busca atingir objetivos. Os DF devem ser não só respeitado. eles devem ser respeitados nas relações privadas . – art. 5º Todos são iguais perante a lei. é o direito de ter direitos etc. previstos no art. o CF deve proteger o corpo (onde a vida se materializa). • Existência digna em sentido moral – direito de ter seus direitos respeitados. a CF veda. nos termos seguintes: A) Vida Significa existência. 5º. norte para a atuação do Estado. a pena de morte. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. ela deve estabelecer uma vida em sentido moral (Estado Garantidor).

sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. atuais: Argentina. da CF Art.. Ex. • • Liberdade de culto – liberdade de liturgia Liberdade do lugar do culto • . Liberdade de crença – pode-se ser: o Ateu – não acreditar em Deus. c) separação entre o Estado e a igreja – são os estados não-confessionais. Espanha. liberdade de crença e de culto. auto-determinação Do caput do art. 5º: • Liberdade de consciência – o cidadão tem o direito de professar qualquer consciência política.: art. assim. laicos. religiosa. na forma da lei. Vaticano. 5º decorre várias outras liberdades. I.pluralismo político. Arábia Saudita.172 B) Liberdade É a escolha de destino. O Brasil de 1824 até 1891 tinha uma religião oficial. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . liberdade de manifestação de pensamento.é inviolável a liberdade de consciência e de crença. etc. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. o Agnóstico – não tem uma religião. da CF VI . o Crente – aquele que tem uma religião e acredita em Deus. 1º . VI. subvencioná-los.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. Os direitos fundamentais não são absolutos. 19. aos Estados. filosófica. leigos. Deve-se ser tolerante (ver os outros com os olhos dos outros). ex. Decorre do art. liberdade de locomoção. 19. exs.: estados teocratas. não pode ter uma liberdade de crença e propagar a prática de crimes. É vedado à União. 5º. exs. liberdade de associação. liberdade de reunião. a colaboração de interesse público. A CF garante as seguintes liberdades neste inciso VI do art. na forma da lei. A CF garante a liberdade de não acreditar em nada – ceticismo. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. b) união entra o Estado e a igreja – são os Estados confessionais – possuem religiões oficiais. O Brasil de 1891 até hoje é separado da igreja – art. ressalvada. mas acredita em um Deus. Relações entre o Estado e a igreja: existem 3 espécies de relações entre o Estado e a igreja: a) fusão entre o Estado e a igreja – o Chefe de Estado é Deus ou é representante de Deus na Terra.

A segurança pública é um direito social (surge do art. Aqui. buscando a estabilidade das relações jurídicas. É uma liberdade econômica. Elas ocorrem para superar a desigualdade de gênero (homens e mulheres). 5º. É o tratamento desigual dos desiguais na medida em que se desigualam. ex. prescricionais. 12. D) Segurança É estabilidade. Desta segurança jurídica surgem os prazos processuais. coisa julgada e ato jurídico perfeito – art. 6º e art. Trata-se de segurança jurídica.06. E) Propriedade A propriedade não deixa de ser uma liberdade. A CF dá oportunidade de tratamento desigual. exemplos de superação.: a mulher se aposenta com menos tempo de trabalho do que o homem. identidade sexual (heterossexual e homossexual). obrigatórias ou facultativas que tenham por objetivo acabar com desigualdades históricas. Tem por objetivo criar personalidades emblemáticas.nada tem haver com esta segurança aqui tratada. A CF não exige que todos sejam tratados igualmente. da CF. Desta segurança decorre a trilogia da irretroatividade: direito adquirido. 144) . Direito à propriedade é o monopólio exclusivo sobre determinado bem. licença maternidade muito maior do que a licença paternidade.2009 . OBS. não necessariamente será coletiva. Todos são diferentes. ela pode ser individual.: Ações afirmativas/discriminações positivas – são políticas públicas ou privadas. XXXVI. identidade de idade etc. Só existe a propriedade individual porque adotamos o capitalismo.173 C) Igualdade Trata-se de igualdade de condições e igualdade de oportunidades.

O Presidente convocou o CN e pediu para que ele aprovasse o projeto de constituição em dois meses. 8. Ex. 1937. Não se pode valer do direito de propriedade de maneira egoística. deve-se garantir a propriedade individual.1) Outorgada É aquela que não resulta de um processo democrático. 8) CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES Classificar significa separar elementos que tenham algo em comum em grupos diversos. Deve haver limitação à utilização ao direito de propriedade. autoritário daquele que exerce o poder. Não existem classificações certas ou erradas. É uma constituição imposta. pois se tratou de uma emenda constitucional que alterou toda o documento anterior. logo. de propriedade como direito absoluto. (*) Não é pacífico na doutrina que estas duas tenham sido outorgadas. A propriedade deve cumprir a sua função social – não há que se falar no Brasil. Nosso art. inicia-se o hiato autoritário. Bens ou meios de produção – são bens inconsumíveis que são utilizados para a produção de outros bens (não está garantido no art. em 1969. 1º diz que adota-se a iniciativa privada. que vai até 1985 (eleição de Tancredo Neves e José Sarney). . sem qualquer discussão democrática. hoje. (**) Os 3 ministros militares.1. outorgaram a constituição – há quem defenda que tal documento de 1969 nem foi uma constituição. Em dezembro de 1966 o Congresso Nacional estava fechado. 1967* e 1969**. 5º e sim noutros artigos). no dia 31 de março. Em 1964.: Constituições brasileiras de 1824. sem possibilidade de emenda. Há classificações úteis ou inúteis.174 Trata-se da propriedade individual.1) CONSTITUIÇÃO QUANTO À ORIGEM 8. mas sim de um ato unilateral.

2.1.2) CONSTITUIÇÃO QUANTO À FORMA 8. Napoleônica ou Plebiscitária Tal constituição necessário se faz a Constituição de 1937 chilena de Pinochet de é outorgada. ex. b) congresso nacional constituinte – ele tem 2 objetivos: criar uma nova constituição ao mesmo tempo em que funciona como poder constituído legislativo.: Qual a diferença entre Constituição e Carta? R. Por isso mesmo. trata-se de modalidade anacrônica (retrógrada).: Constituição é o nomen juris que se dá à Lei Fundamental promulgada. imposta de maneira unilateral pelo agente revolucionário através de ato arbitrário e ilegítimo.3) Cesarista.4) Pactuadas Surgem através de um pacto. mas para que tenha validade. OBS. Ela pode decorrer de 2 tipos de colégios/colegiados: a) assembléia nacional constituinte – constituída para fazer a constituição. são aquelas em que o poder constituinte originário. 8. 8.: (ela na verdade nunca ocorreu).2) Promulgada Está é democrática. democrática ou popular. Por outro lado. Constituição 1986.1. sua aprovação num referendo popular. popular. que teve a sua origem por uma Assembléia Nacional Constituinte. Ex. Carta é o nome reservado para aquela Constituição outorgada. decorre de um debate com a sociedade.: em 1 de fevereiro de 1987 inaugurou-se a assembléia nacional constituinte e acaba em 5 de outubro de 1988 – na verdade ela foi um congresso nacional constituinte (mas é chamada de assembléia nacional constituinte – o preâmbulo constitucional fala no termo assembléia).175 8.1) Não-escrita . 8.1. cria a norma subconstitucional. dificilmente ajustando-se à noção moderna de constituição. se concentra nas mãos de mais de um titular.

2) Rígida É constituição que diferencia normas constitucionais de normas subconstitucionais.3.: São práticas reiteradas que todos obedecem por entendê-las obrigatórias. Tal texto é dogmático/traz verdades daquela sociedade naquele momento histórico. 8.2) Escrita ou instrumental É a constituição reduzida a um texto. 8. 8.3) CONSTITUIÇÃO QUANTO À ESTABILIDADE/CONSISTÊNCIA/MUTABILIDADE/ALTERABILIDADE 8.176 É a não reduzida a um documento.1) Super-rígida É aquela mais difícil de mudar do que a lei. Ela pode ser de dois tipos: A) Legal Existem vários documentos com força constitucional. ela tem alguns documentos escritos).3. Ex.: Constituição da Inglaterra (tecnicamente. O que são costumes? R. B) Codificada Existe um único documento com força constitucional. há o controle de . ALEXANDRE DE MORAES adota tal classificação.: os atos institucionais e as emendas constitucionais. Em 1964 ocorreu o golpe militar e naquele momento passou a vigorar vários documentos com força constitucional. consuetudinária. possui um rol de cláusulas pétreas – uma parte imutável.2. É uma constituição costumeira. ex. Baseado nisso. Porém.

Não existe controle de constitucionalidade. quando se sabe que é destinado a regular a vida de uma sociedade em contínua mutação”. Para RAUL MACHADO HORTA. Para a modificação de normas materialmente constitucionais.3. é sinônimo de flexível. OBS. CELSO BASTOS dizia que “hoje em dia já se toma como absurdo que um Texto Constitucional se pretenda perpétuo. exigia-se um processo mais trabalhoso. que possuía um processo mais simples de modificação.3. OBS. pois não existem diferenças entre normas constitucionais e infraconstitucionais. se a prova seguir a classificação que admite a existência das super-rígidas.4) CONSTITUIÇÃO-BALANÇO . Porém. constituição plástica é a que tem aptidão de se adaptar ao futuro sem necessidade de emenda constitucional. a CF/88 seria super-rígida. 8. diferente do processo de alteração da norma subconstitucional. É a que pode ser modificada. exige um processo mais solene para as normas constitucionais.177 constitucionalidade.: A nossa constituição de 1988 é do tipo rígida (lembrar que há um núcleo imodificável – cláusulas pétreas). 8. diferentemente das normas formalmente constitucionais.3.3) Semi-rígida ou semi-flexível Esta constituição diferencia normas materialmente constitucionais de normas formalmente constitucionais. 8.: Constituição plástica – para PINTO FERREIRA. 8. alterada da mesma maneira em que se modifica uma lei ordinária.5) Imutável É a constituição inalterável. São aquelas constituições que exigem para a sua modificação.4) Flexível Não se conhece concretamente nenhuma constituição dessa categoria. mais dificultoso. verdadeira relíquia histórica. A nossa constituição de 1824 era semi-flexível.

6. ex. . JOSÉ A.178 É a que é renovada em períodos determinados (inspirada em LASSALLE). limitando o poder). Abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais. adotaria nova Constituição. A CF de 1988 é uma constituição-garantia. como o fez em 1924. A CF de 1988 é uma constituiçãodirigente. Analítica É a que trata de muitas normas que melhor estariam se estivessem em sede subconstitucional. Cada uma de tais Constituições faria o balanço do novo estágio. Ela busca o porvir.5) CONSTITUIÇÃO-DIRIGENTE PROGRAMA) (COMPROMISSÁRIA OU É a constituição que busca atingir objetivos.6) CONSTITUIÇÃO QUANTO À EXTENSÃO 8. SILVA – Esta Constituição-dirigente se caracteriza em conseqüência de normas programáticas (que para não caírem no vazio reclamariam a chamada inconstitucionalidade por omissão). Ela faz um retrospecto do passado.5) CONSTITUIÇÃO-GARANTIA É uma constituição que oferta proteção. 8. 1936 e em 1977. metas. quando alcançado novo estágio na marcha para o socialismo. Traz normas formalmente constitucionais. 8. Os Estados subdesenvolvidos possuem constituições prolixas. Por isso é que a URSS. A cada período há uma nova constituição que busca apagar as distorções existentes. Brasil.: Índia. 8. 3º. garantia ao cidadão contra o abuso de poder do Estado (visa a garantir a liberdade. a Constituição registraria um estágio das relações de poder. onde este é credor e o Estado é devedor. SILVA . Tal constituição existia na República Socialista Soviética. o futuro. Nesta constituição há um acordo entre o Estado e o cidadão. JOSÉ A.1) Prolixa. Ela anuncia um ideal a ser concretizado. de acordo com o art.Segundo essa doutrina soviética.

7. 5º. da CF. serão equivalentes às emendas constitucionais.1) Material Materialmente constitucional será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. 8.: constituição americana. ex. MEIRELLES TEIXEIRA – “partem de teorias . a organização de seus órgãos. Consubstanciam os dogmas estruturais e fundamentais do Estado.179 8.2) Concisa. 8.: Constituição de 1824. qualquer regra nela contida terá o caráter de constitucional.8.6. Sintética. Enxuta É a que possui.8) CONSTITUIÇÃO QUANTO AO MODO DE ELABORAÇÃO 8. os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. PINTO FERREIRA diz que a Constituição Brasileira de 1891 seria Sintética.7. desde que observadas as formalidade de aprovação (forma). parágrafo 3º. em dois turnos. os direitos e garantias fundamentais.2) Formal Será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação e não o conteúdo de suas normas. OBS. 8. Veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado.: Com a introdução do art. em regra. passa-se a ter uma espécie de conceito misto já que a nova regra só confere a natureza de emenda constitucional (norma formalmente constitucional) aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos (matéria). pela EC 45/2004. Assim. A CF de 1988 é formal. em cada Casa do Congresso Nacional. ex.1) Dogmática ou sistemática São sempre escritas. só normas materialmente constitucionais. Como se sabe. por 3/5 dos votos dos respectivos membros.7) CONSTITUIÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO 8.

8. pode ser super-rígida). de ideologias bem declaradas. de subespécies codificada. de elaboração – Quanto à alterabilidade – rígida (dependendo do critério adotado. o princípio republicano é uma cláusula pétrea – tal princípio exige alternância no Poder. FILHO – garantia e dirigente. ao longo do tempo. MANOEL GONÇALVES F. 9) PRINCÍPIOS FEDERAL FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO 9.2) Histórica Constitui-se através de um lento e contínuo processo de formação.8. Quanto ao modo dogmática/sistemática. reunindo a história e as tradições de um povo. .1º O “À” significa um símbolo lingüístico vindo do passado. de planos e sistemas prévios.9) CLASSIFICAÇÃO DA CF DE 1988 • • • • • • • Quanto à origem – promulgada.1) ART. A CF de 1988 é dogmática. Ele revela a forma de estado – Federação – cláusula pétrea.180 preconcebidas. Quanto à forma – escrita/instrumental. Não foi a CF de 1988 que criou a república federativa do Brasil. Quanto ao conteúdo – formal (ou misto – EC 45/2004). Revela também a forma republicana (forma de governo – que não é cláusula pétrea. 8. de dogmas políticos. Quanto à extensão – analítica/prolixa. Todavia.

1. II. além de ser vigente. A união aqui é com “u”minúsculo – JOSÉ A. os Estados membros são . Só será válida se respeitar a igualdade. Para JAS. deve ser válida (separou-se vigência de validade). DF. 34 da CF. Só o Estado pode se valer de tal violência legítima. supremo e independente.181 Consequências do republicanismo: a) honestidade cívica – dever de ser honesto. Em 1854 surge o Estado Civil Napoleônico e a partir dele Direito passou a ser sinônimo de Lei (toda lei vigente era lei válida). Após a segunda guerra surge o Estado Democrático de Direito – a lei. EST. Na Federaçào não existe direito de separação. b. Em 1933 Hitler foi eleito na Alemanha. na ordem interna. município é uma simples divisão territorial do Estado-Membro (não faz parte da federação). b) Direito Penal – é crime pregar contra a indissolubilidade do vínculo – Lei 7170/83 – Lei de Segurança Nacional (só cabe ROC diretamente ao STF – art. Este Estado de Direito se torna um estado guarda noturno/estado polícia – um Estado não-intervencionista. UF. Supremo – autônomos. coercibilidade. DA SILVA discorda entendendo ser com “u”maiúsculo – falando do Ente. união indissolúvel – característica primeira da Federação. majoritariamente. entre estas duas expressões). Tinha ele duas metas: a) divisão orgânica de poder. da CF). 102. O que é Estado Democrático de Direito? R. liberdade e a dignidade da pessoa humana. Em 1934 ele assume o poder total na Alemanha (ele não deu golpe de estado e sim foi eleito). b) é inconstitucional qualquer obstáculo que impeça a responsabilização daquele que comete atos ilícitos. Poder político – é a violência legítima. A constituição portuguesa fala em Estado de Direito Democrático – inverte os termos (não há divergência. b) direitos e garantias fundamentais. Território não faz parte da federação. É o todo defendendo o pacto federativo. Ele matou e mandou matar conforme a lei (havia previsão legal).: Em 1789 surge o Estado de Direito com a Revolução Francesa.1) Soberania É o poder político. Mun – fazem parte da federação – são as unidades federadas. 9. Instrumentos que protegem a indissolubilidade do vínculo: a) intervenção – art. cesseção. obrigatoriedade.

ele se disponibiliza para outros Estados. Tal departamento trata de tal cooperação jurídica internacional em matéria penal. ZAFFARONI – não se pode “coisificar” o indivíduo. na França. Hoje. Troca de presos. 9. Assistência judiciária penal. A coisa tem preço e pode ser substituída por outra da mesma qualidade. Na ordem internacional não devemos obediência a nenhum outro Estado. É origem da cooperação jurídica internacional em matéria penal.1. Cada superintendência da PF tem um representante da INTERPOL. O Ministério da Justiça criou o DRCI – Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional. Homologação de sentença estrangeira. São os direitos civis.1.1.4) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa Significa a humanização do capitalismo – os direitos trabalhistas devem ser respeitados. A PF é filiada à INTERPOL – Fica em Lyon. o trabalho não pode ser um castigo. tal conceito de soberania é relativizado em razão do chamado Estado Constitucional Cooperativo – um Estado que não se fecha.182 Independente – independente na ordem internacional. cooperação nas investigações.2) Cidadania É o direito de ter direitos. Cooperação no andamento do desenvolvimento do Estado. 9. Finalidade: troca de informações.3) Dignidade da pessoa humana É o que nos diferencia da coisa. auxílio mútuo. 9. . Exemplos de cooperação jurídica internacional em matéria penal: • • • • Extradição. Fo criado em 2003.

proselitismo de idéias. INCISO IV – não-intervenção – o Brasil não faz guerras de conquista. Há aqui um exemplo de mandado expresso de criminalização quanto à tipificação ao terrorismo (o que ainda não há) Há o repúdio ao racismo – é o domínio de uma raça sob a outra. etc.1. somente guerras defensivas. INCISO VI – defesa da paz – somos um estado não beligerante – não bélico. 9. Não aceitamos colônias. 9. do terror.2) ART. INCISO II . INCISO VIII – Repúdio o terrorismo – foi constituído um grupo de trabalho para prevenção ao terrorismo no Brasil (Ministério das Relações Exterior. bélico. Terrorismo é a defesa. arbitragem.183 9. INCISO I . sempre evitando a guerra. ser tolerante. No HC 84424 do STF – define raça .5) Pluralismo político Não significa vários partidos políticos.Os direitos fundamentais são os direitos humanos positivados. 2º Divisão orgânica de Montesquieu – deve-se olhar tal divisão com os olhos de 2009. 4º São as relações da República Federativa do Brasil na ordem internacional. INCISO VII – Solução pacífica dos conflitos – mediação.Independência decorre da soberania – Há o dualismo jurídico – ordem internacional e a ordem nacional. INCISSO V – Igualdade entre os estados – Convenção de Haia – RUI BARBOSA pregou a igualdade entre os Estados independente do seu poderia econômico. políticas religiosas através da propalação do medo.4) ART. Justiça e Gabinete de Segurança da Presidência. Significa aceitar o diferente. INCISO III – autodeterminação dos povos – cada nação deve ter o seu Estado.

segurança) e do patrimônio. Exige existência de prazos processuais. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas (tranqüilidade. Trata-se de dever fundamental do Estado. 6o São direitos sociais a educação. 5º tranqüilidade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26. 144. a previdência social. A SEGURANÇA. A PF participa do CONARE – Comitê nacional de refugiados. decadenciais. o direito adquirido. Do art. 6º decorre o art.184 INCISVO X – concessão de asilo político – diferença entre asilo e refúgio. 6º. 10) SEGURANÇA PÚBLICA “Segurança” no art. Art. como a prevenção e repressão ao tráfico nacional de drogas! . obrigação do Estado. significa segurança jurídica. na forma desta Constituição. CF/88. através dos seguintes órgãos: ROL TAXATIVO I- Polícia Federal. paz. Aqui sim é segurança pública. dever do Estado (todas as pessoas jurídicas com capacidade política). o trabalho. fundamental de 2ª geração. paz. um compromisso do Estado. direito e responsabilidade de todos (“eu tenho responsabilidade para com o todo”). 144. o lazer. As suas atribuições são mais abrangentes que as da Justiça Federal. que é um direito social. CF/88: Art. a proteção à maternidade e à infância. A segurança pública. a coisa julgada. Tal segurança diverge da “segurança” do art. a moradia. Busca o ato jurídico perfeito. estabilidade. de 2000) O Estado é devedor de determinadas atividades. 6º. tais como os previstos no art. a assistência aos desamparados. a saúde. Existem atividades que não são voltadas para a Justiça Federal.

que visam à manutenção da ordem. polícias militares e corpos de bombeiros militares Conceito de segurança pública: conjunto de atividades preventivas e repressivas. Ordem pública: é um estado. Estado sem crime. uma posição anti-delitual.exerce atividade preventiva Polícias Civis. Essas atividades não se resumem a atividade policial. Trata-se de uma política pública. É resultado da observância das normas penais com ações preventivas e repressivas típicas. Sociedade onde todos obedeçam às leis. não existência de delitos.exerce atividade preventiva Polícia Ferroviária Federal .185 IIIIIIVVPolícia Rodoviária Federal . Incolumidade pública: não ofensa ao patrimônio e às pessoas. .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->