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Cultura Da Bananeira_2009

Cultura Da Bananeira_2009

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Disciplina: FRUTICULTURA TROPICAL

CULTURA DA BANANEIRA

PRODUÇÃO
Índia: 16 milhões t Equador: 6,4 milhões t Brasil: 6,3 milhões t O Brasil é o principal consumidor de banana do mundo e o terceiro maior produtor;  A cultura cobre 527 mil hectares, enquanto a Índia mantém 444 mil e tem o dobro da produção.  Área de plantio é maior, mas a produtividade ainda é baixa, diante do desempenho dos outros países que lideram o mercado global.

MERCADO MUNDIAL
Segundo a SECEX e MAPA:
EXPORTAÇÕES:
  


   

2ª Fruta mais exportada pelo Brasil: 2006 (165.933.967 mil t =US$ 32 milhões). Somente pouco mais de 1% se destina à exportação; O mercado interno brasileiro consome, por ano, praticamente 99% da produção. Principais compradores: Argentina e o Uruguai.

O preço médio histórico da fruta nacional exportada é de US$0,14/kg. O Equador, principal exportador mundial, alcança preço médio de US$1,25/kg e fatura, anualmente, mais de US$1,4 bilhões
Nichos de produção específica para exportação: Nordeste, São Paulo e Santa Catarina (EUROPA)

IMPORTAÇÕES  Brasil importa banana de outros países, principalmente do Equador, para atender ao de mercado interno.

Percentagens dos grupos de banana, comercializadas nas Centrais de Abastecimento selecionadas. CEASAS
GRUPO Prata Cavendish* Maçã Terra Outras
FONTE: IBGE.

CEAGESP 17,4 72,0 8,5 1,8 0,3

RJ 77,8 19,0 3,3 0,0 0,0

MG GO DF 58,7 20 40,9 34,5 44,7 5,0 38 9,0 1,7 13 2,5 0,1 19 2,9

PERDAS
Segundo IEA-SP (Instituto de Economia Agrícola-SP):  1973/74: 33% (mercado varejista da cidade de São Paulo), ( 1/3 do volume que chegava aos entrepostos). 1991/92: caíu para 10%, (ainda pode ser bastante reduzida) Processo de produção: 13% descarte: (frutos menores e abaixo do padrão mínimo de qualidade) Processo da porteira até o entreposto atacadista: mais 20%, (passando pelos “packing-house”: por motivos diversos.) Desta forma, apenas cerca de 63% da produção teórica possível chega efetivamente nas mãos do consumidor final.

SITUAÇÃO DA BANANICULTURA NO ESTADO DE MT Variedades : maçã, terra, nanica,prata, etc. -PREDOMINÂNCIA DA „MAÇÃ‟ (80%) FARTA FELHACO‟ (10%) PRATA E CAVENDISH (10 %) •Área plantada/2002 : 17.000 ha •Produção/2002 : 95.000 kg •Produtividade: 5. 588 kg •Sistema de cultivo: abertura/destoca •Destino: Mercados Locais Regionais, Nacionais •Importância Social : • Gera renda mensal as famílias - fixação no campo • Gera empregos • Fonte de energia, vitaminas, sais minerais e fibras.

Potencial Físico e Financeiro de compra e consumo per capita de Banana no mercado interno de Mato Grosso

.

       

Consumo Potencial Potencial Produto per capita Físico Financeiro – Kg/mês t/ano R$ 1,00 Banana Nanica 0,210 6.298,78 6.109.824,00 Banana Prata 0,060 1.792,52 2.097.252,00 Banana Maçã 0,234 7.023,64 8.217.666,00 Bala de banana 0,022 665,96 3.169.992,00 Banana cristalizada 0,002 53,08 329.088,00 Banana geléia 0,003 80,57 389.964,00 Doce de banana 0,006 187,02 461.940,00 Banana calda 0,003 81,19 591.096,00

TOTAL

16.182,76

21.366.822,00

CONSIDERAÇÕES SOBRE O MERCADO PARA BANANA

O mercado se mostra viável para uma potencial produção originada em MT; Foco: grandes centros consumidores das regiões: Sudeste, Brasília e Goiânia; Os preços praticados no mercado de consumo popular, pode tornar apertada as margens de lucro dos produtores, especialmente se esta for a principal alternativa; Para quaisquer mercados é fundamental estudar a logística da distribuição e planejá-la de forma a que se transforme efetivamente numa vantagem comparativa para a produção da região.

DESCRIÇÃO DA PLANTA DA BANANEIRA

CORTE LONGITUDINAL DO RIZOMA (CAULE)

sh - bainhas imbricadas (pseudocaule) s - filhote em formação c – córtex cc - cilindro central gp - gema apical (ponto de crescimento) cb - raízes iniciais do filhote r - raízes emitidas ri - raízes em formação

INFLORESCÊNCIA

Pitoca Brácteas

Flor masculina Flor feminina

CACHO/FRUTOS (PARTENOCÁRPICOS)

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA
    

Classe: Monocotyledoneae Ordem: Scitaminales Família: Musaceae Gêneros: Musa Espécies: Musa acuminata (A) Musa balbisiana (B)

A banana deve ser referida como Musa sp, seguido do “Grupo genômico” Grupamento genômico: caracterizado pelas letras A (M. acuminata )e B (M. balbisiana) Grupos Genômicos: AA, AAA, AAB, ABB, AAAB, AAAA. OBS.: A maioria dos cultivares possui triploidia o que confere a partenocarpia, resultando em frutos sem sementes.

TABELA 1. Grupo genômico e subgrupo das principias cultivares de banana no Brasil. Cruz das Almas, BA, 1994.
Grupo genômico AA AAA AAA AAA AAB AAB AAB AAB AAB AAB AAAB AAAB Subgrupo Cultivares

Cavendish Gros Michel Prata Terra Figo -

Ouro Yangambi1 Nanica, Nanicão, Grand Nine, Willians Gros Michel, Highgate Maçã Prata Anã ou Enxerto Mysore Prata, Branca, Pacovan Terra, Terrinha, Pacova, D’Angola Figo Vermelho, Figo Cinza Ouro da Mata Pioneira2

1 Cultivar recomendada pelo CNPMF. 2 Híbrido lançado pelo CNPMF.

Características de alguns cultivares de Banana
Características Prata Grupo AAB Porte alto Espaçamento(m) 3x3 Perfilhamento bom Ciclo (dias) 500 Peso cacho (Kg) 14 Nº de frutos 82 Nº de pencas 7,5 Comp. do fruto(cm) 12,7 Peso do fruto(g) 101 Produtiv. (t/ciclo) 13 Sigatoka amarela S Mal do Panamá MS Moko S Nematóides R Broca do Rizoma MR Pacovã AAB
alto

Prata-anã AAB 2,5x2,5 bom 430 14 100 7,6 13 110 24 S MS S R MR

Maçã AAB 3x2,5 ótimo 450 15 86 6,5 12,9 115 10 MR S S R MR

Nanica AAA 2x2 médio 390 25 225 10 17 140 25 S R S S S

Nanicão AAA
Médio/baixo

Médio/baixo Médio/alto baixo

3x3 bom 500 16 85 7,5 14 122 15 S MS S R MR

2,5x2,5 Médio 390 30 300 11 23 150 25 S R S S S

Fonte: Coleção Plantar – Banana – Embrapa (1994) 1 – sem irrigação S = suscetível; MS = suscetibilidade moderada; MR = resistência moderada; R = resistente

REAÇÃO DE CULTIVARES ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS DA BANANEIRA
Cultivar GrupoGenômico Sigatoka-negra Sigatoka-amarela Mal-do-panamá Moko

Caipira Tap Maeo Prata Zulu Prata Ken FHIA 18 FHIA 01 FHIA 02AM PELIPITA

AAA AAB AAB AAAB AAAB AAAB AAAA ABB

R* R R R R R R R

R R R R MS MS R R

R R S R S R R

S S S S S S S S

*R = Resistente; S = Suscetível; MS = Moderadamente suscetível.

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
• QUANTO AO PORTE: - Baixo - até 2,0m ex. Nanica - Médio - 2 à 3,5m ex. Maçã - Alto – mais de 3,5m ex. Prata • QUANTO AO USO: - Exportação – Nanicão - Mesa “in natura”- Maçã - Mesa cozida ou frita – Terra - Doce - Cavendishii e Platanos

SUBGRUPO CAVENDISH

VARIEDADE GRAND NINE

-Restos florais persistentes -Sensível à : Sigatocas Amarela e Negra Broca do Rizoma ou Moleque da bananeira

SUBGRUPO CAVENDISH

VARIEDADE NANICÃO

VARIEDADE CAIPIRA
   

Frutos de sabor doce (suave) e com baixa acidez, consumo ao natural; Porte médio/alto; Potencial produtivo: 40 t/há; Ampla adaptabilidade, porém não suporta baixas temperaturas.
É resistente à: Sigatoka-amarela Sigatoka-negra Mal-do-Panamá e Broca-do- rizoma,

 • • • •

GRUPO MAÇÃ

VARIEDADE MAÇÃ
*Moderadamente Resistente à: Sigatoka amarela
*Suscetível: Mal-do-Panama, moko

*Altamente suscetível à Sigatoka negra.

VARIEDADE TROPICAL

SEMELHANÇAS COM A “MAÇÔ:
PRODUTIVIDADE:

10 a 20 t/ha PORTE: plantas maiores que da cultivar ‘Maçã’,
FRUTOS:

quando maduros, apresentam casca amarela, polpa esbranquiçada e sabor doce, com baixa acidez, que se confundem com os da banana ‘Maçã Variedade SST (° Brix) Ph ATT(%) SST/ATT Tropical 25,8 4,31 0,55 46,9 Maçã 26,8 4,33 0,64 41,00

EmbrapaMandioca e Fruticultura, Cruz das Almas-BA, 2003.

Caracterização da bananeira ‘Tropical’ quanto à reação aos principais problemas fitossanitários que afetam a bananeira.

Doenças/Pragas
Sigatoka-amarela Sigatoka-negra Mal-do-Panamá Broca-do-rizoma Nematóides

Comportamento
Resistente Suscetível Tolerante Mod. suscetível Mod. suscetível

Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas (2003)

GRUPO MAÇÃ

VARIEDADE MYSORE
Resistente à: Mal-do-Panama, Sigatocas amarela e Negra
•Suscetível / portadora de Viroses •Produtividade: 15 à 25 t / h •Pencas e frutos muito próximos •Polpa amarelada de sabor agridoce

VARIEDADE BRS - CONQUISTA
*Origem: Mutação da Tapmaeo, que é mutação da Mysore
*Resistente à: - Sigatoca Negra - Mal do Panama *Produtividade: 20 à 35 t / há *Bom Nº de perfilhos

GRUPO PRATA

VARIEDADE PRATA

GRUPO TERRA

VARIEDADE TERRA

VARIEDADE Thap Maeo

FRUTOS de 12 cm, com sabor levemente ácido, própria para consumo ao natural;


Porte médio/alto
Potencial produtivo 40 t/há (sob condições de irrigação).

 

Ampla adaptabilidade.
Resistente: •Sigatoka–amarela •Sigatoka-negra •Mal-do-Panamá; Média suscetibilidade aos nematóides e broca-do-rizoma

GRUPO OURO

VARIEDADE OURO DA MATA

EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS
 

TEMPERATURA ÓTIMA= 26-28ºC, mínimas não inferiores a 15ºC e máximas não superiores a 35ºC PRECIPITAÇÃO 1200-1800 mm/ano. (100mm por mês no mínimo) Deficiência: diferenciação floral e início da frutificação: a roseta foliar se comprime, dificultando ou até mesmo impedindo o lançamento da inflorescência. LUMINOSIDADE requer alta luminosidade, o fotoperíodo não influir no seu crescimento e frutificação. Cultivos de banana grupo Cavendish bem exposto à luz: colheita com 8 meses e meio; sob pouca luminosidade, o ciclo pode chegar a 14 meses.

  

   

  

VENTO Ventos inferiores a 30 Km/há, normalmente não prejudicam a planta. Os prejuízos causados pelo vento variam com a sua intensidade:
• • • • • • •

“chilling”, no caso de ventos frios; Desidratação da planta em conseqüência de grande evaporação; Fendilhamento das nervuras secundárias; Diminuição da área foliar pela dilaceração da folha fendilhada; Rompimento de raízes; Quebra da planta e Tomabamento da planta.

NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO Em ordem decrescente, a bananeira absorve os seguintes nutrientes : - macronutrientes : K  N  Ca  Mg  S  P - micronutrientes : Cl  Mn  Fe  Zn  B  Cu. Extração de nutrientes minerais por hectare: – 633kg de K ou 759,6kg de K2O ou 1266kg de cloreto de potássio – 148kg de N ou 740kg de sulfato de amônia – 21kg de Ca ou 29,4kg de CaO ou 122kg de calcário dolomítico(24% CaO) – 21,7kg de Mg ou 36,0kg de MgO ou 255kg de calcário (16% MgO) – 20,4kg de P ou 46,92kg de P2O5 ou 234,6kg de superfosfatosimples

SOLOS: Saturação de bases – V = 70% PH – em torno de 6,5

Em média um bananal retira, por tonelada de frutos :
 

1,9 Kg de N ; 0,23 Kg de P ; 5,2 Kg de K ; 0,22 Kg de Ca e 0,30 Kg de Mg. As quantidades de nutrientes que retornam ao solo (pseudocaules, folhas e rizomas) após a colheita: 170 Kg de N/ha/ciclo ; 9,6 Kg de P/ha/ciclo ; 311 Kg de K/ha/ciclo ; 126 Kg de Ca/ha/ciclo; 187 Kg de Mg/ha/ciclo e 21 Kg de S/ha/ciclo, na época da colheita.


   

SINTOMAS DE DEFICIÊNCIAS

DEFICIÊNCIA DE POTÁSSIO

  

Últimas folhas secas e caídas Cloroses amarelo – enxofre Secamento de pontas com enrolamento da nervura principal Ferrugem na página inferior da folha

(foto: L. Gasparotto).

DEFICIÊNCIA DE NITROGÊNIO Encurtamento na distância da inserção dos pecíolos das folhas

foto: A. Moreira).

DEFICIÊNCIA DE FÓSFORO Necrose de borda cor achocolatada com moldura viva bem definida

foto: L. Gasparotto.

DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO

– Necrose de borda quase preta de moldura amarela que descolore para a nervura – Nervuras secundárias ásperas

foto: L. Gasparotto.

DEFICIÊNCIA DE MAGNÉSIO

– Faixa desverdecida ao longo da nervura de borda evoluindo para a principal – Observada nas folhas mais velhas

foto: L. Gasparotto.

DEFICIÊNCIA DE ENXOFRE

– Folhas recém abertas amarelopálido brilhante

foto: L. Gasparotto.

DEFICIÊNCIA DE BORO

–Folhas deformadas (limbos incompletos).

Deficiência de boro (foto: A. Moreira).

DEFICIÊNCIA DE FERRO Folhas amarelas, quase brancas.

DEFICIÊNCIA DE MANGANÊS - Limbo com clorose em forma de pente nos bordos.

Foto: A. Moreira).

Foto: A. Rangel

DEFICIÊNCIA DE ZINCO FOLHAS JOVENS:pigmentação avermelhada na face inferior; FRUTOS TORTOS E PEQUENOS, com ponta em forma de mamilo (Cavendish) e de cor verde-pálida.

Foto: A. Moreira).

RECOMENDAÇÕES PARA AMOSTRAGEM DO SOLO
Para uma coleta representativa, deve-se adotar os seguintes procedimentos: (a) Antes do preparo das covas, a área deve ser percorrida em ziguezague e cada talhão de amostragem é separado do outro por cerca de 20 m. (b) Em cada talhão, colhe-se com trado ou enxadão, em cada ponto, uma amostra de meio quilo a 0 cm - 20 cm e outra a 20 cm - 40 cm. (c) As amostras simples são misturadas num balde, o que vai fornecer as compostas para cada profundidade, separadamente (cada amostra composta: 20 simples).
PARA BANANAL ESTABELECIDO 1- O talhão homogêneo é percorrido em duas diagonais formando um X, e em cada diagonal são escolhidas sistematicamente 5-6 plantas para coleta do solo. 2- Para cada bananeira, são coletadas, ao lado da planta filha, duas subamostras de solo (uma a 0 cm - 20 cm e outra a 20 cm - 40 cm). 3 - Uma subamostra é realizada na faixa adubada (± 40 cm) e outra fora da faixa adubada. 4 - Deve-se acondicionar as amostras de solo em sacos limpos, utilizar baldes bem lavados e ao término da coleta realizada em cada talhão, as ferramentas devem ser lavadas com hipoclorito de sódio para não contaminar as outras áreas com patógenos que porventura existam no talhão anteriormente amostrado.

Amostragem para análise foliar Coletar a 3ª ou 4ª folha completamente formada a partir do ápice, no inicio do florescimento. Utiliza-se a porção mediana da folha, excluindo a nervura principal.

Teores padronizados de nutrientes na parte interna do limbo da terceira folha no estádio da inflorescência descoberta (amostra internacional de referência)
Elemento N (%) P (%) K (%) Ca (%) 1,3-2,6 0,15 Deficiência 1,6 – 2,1 baixo 2,0-2,5 0,12-0,16 2,7-3,2 ótimo 2,7-3,6 0,16-0,27 3,2-5,4 0,66-1,20 toxidez

Mg (%)
S (%) Cl (%) Fe (ppm) Mn(ppm) Zn(ppm) Cu(ppm)

0,07-0,25

0,27-0,60
0,16-0,30 0,90-1,80 80-360 3,5 >3.000

40-150 6-17 <5

200-1.800 20-50 6-30

B(ppm)
Na(ppm)
Fonte: IFA (1992)

<10
<60

10-25

30-100
>3.500

ADUBAÇÃO DE PLANTIO:

ADUBAÇÃO ORGÂNICA (estimula o desenvolvimento das raízes).
 

Doses/cova: esterco bovino de curral (10 a 15 litros/cova); esterco de galinha (3 a 5 litros/cova) ou torta de mamona (2 a 3 litros/cova). A cobertura do solo com resíduos vegetais de bananeiras (folhas e pseudocaules):

ADUBAÇÃO FOSFATADA (estimula o crescimento das raízes)


A bananeira não necessita de grandes quantidades de fósforo (P): teores de P acima de 30 mg dm-3 dispensam a adubação fosfatada. Plantio: Dose recomendada: (40 a 120 kg de P205/ha) na cova. Manutenção: Anualmente aplica-se P em meia-lua em frente à planta filha e neta.

ADUBAÇÃO DE COBERTURA:

ADUBAÇÃO NITROGENADA  Dose: 160 a 400 kg de N mineral/ha/ano, dependendo da produtividade esperada.  1ª aplicação: 30 a 45 dias após o plantio. ADUBAÇÃO POTÁSSICA (nutriente mais importante na qualidade dos frutos).  Dose: varia de 100 a 750 kg de K20/ha dependendo do teor no solo.  1ª aplicação: 3º ou 4º mês após o plantio. Caso o teor de K no solo seja inferior a 59 mg.dm-3, iniciar a aplicação aos 30 dias, juntamente com a primeira apticação de N.  Solos com teores de K acima de 234 mg.dm-3 dispensam a adubação potássica. Adubação com micronutrientes ( B e Zn: maior freqüência de deficiência nas bananeiras.)  Como fonte, aplicar no plantio 50 g de FTE BR12 por cova.  Para teores de boro no solo inferiores a 0,2 mg.dm-3, deve-se aplicar 5 kg de B/ha,  para teores de zinco no solo inferiores a 0,5 mg.dm-3, recomenda-se 15 kg de Zn/ha  para teores de Mn no solo inferiores a 20 mg.dm-3, deve-se aplicar 5 kg de Mn/ha.

Parcelamento das adubações O parcelamento vai depender da textura e da CTC, do regime hídrico da região e do manejo adotado.  Em solos arenosos e com baixa CTC: parcelar semanalmente ou quinzenalmente;  Em solos mais argilosos: as adubações com N e K podem ser feitas mensalmente ou a cada dois meses, principalmente nas aplicações via solo.

Localização dos fertilizantes

 

As adubações em cobertura devem ser feitas em círculo, numa faixa de 10 a 20 cm de largura e 20 a 40 cm distante da muda, aumentando-se a distância com a idade da planta. No bananal adulto, os adubos são distribuídos em meia-lua em frente à planta filha e neta. Em terrenos inclinados, a adubação deve ser feita em meia-lua, do lado de cima da cova.

A

B

Localização do adubo nas bananeiras: A. Planta nova e B. Planta adulta.

**Chifrão: tipo ideal de muda, com 60 a 150 cm de altura, já apresentando uma mistura de folhas lanceoladas com folhas características de planta adulta. Chifre: 50 a 60 cm de altura e folhas lanceoladas. Chifrinho: 20 a 30 cm de altura e têm unicamente folhas lanceoladas. Adulta: rizomas em fase de diferenciação floral, com folhas largas, porém ainda jovens. Rizoma com filho aderido: muda de grande peso que exige cuidado em seu manuseio. Pedaço de rizoma: tipo de muda oriundo de frações de rizoma com no mínimo uma gema bem entumescida e peso de 800 g. Guarda-chuva: mudas pequenas, rizomas diminutos, folhas típicas de plantas adultas. (pouca reserva aumentam a duração do ciclo vegetativo).

CLASSIFICAÇÃO DAS MUDAS:

Tipos de mudas de bananeira: chifrão, chifre, chifrinho e muda micropropagada.

As mudas tipo chifrão e aquelas provenientes de propagação acelerada (in vivo e in vitro) devem ser as preferidas para o plantio, por serem mais vigorosas, proporcionando ciclo curto e melhores colheitas.

PRODUÇÃO DE MUDAS

CARACTERÍSITCA DA PLANTA MATRIZ:  Vigorosas, ótimas condições fitossanitárias, idade não seja superior a quatro anos e que não apresente mistura de variedades e presença de plantas daninhas de difícil erradicação (tiririca)
MÉTODO:  As mudas são obtidas vegetativamente, desenvolvidas a partir de gemas do seu caule subterrâneo, o rizoma : VIVEIROS:  Localização: distantes do bananal e de outros cultivos  Espaçamento: 2 x 2m; 3 x 1 x 1,5m com mudas jovens, vigorosas, sadias e com peso entre 2000 e 3000g.

MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO:

 

Propagação natural (nível Fazenda); Fracionamento do Rizoma; Propagação Acelerada In Vitro ou Micropropagação.

Produção de mudas na fazenda
ETAPAS DA OBTENÇÃO DE MUDAS: 1) LIMPEZA DO RIZOMA:  Devem ser lavados, descorticados, removendo-se todas as raízes e os tecidos apodrecidos com o uso de faca ou facão, visando à eliminação ou redução de inóculo contido nas mudas. 2) TRATAMENTO DO RIZOMA:  QUÍMICO: imersão da mudas em solução de Furadan 350 SC, na dosagem de 400 mL/100L de água por 10 minutos.  TERMOTERAPIA: Após o descorticamento e lavagem, submeter os rizomas a temperatura de 65°C, por 5 minutos, ou 55°C, por 20 minutos.
3) TRATAMENTO DAS MUDAS  Solução de hipoclorito de sódio (1%) por 10’. RECOMENDAÇÕES:  Utilizar solos que ainda não tenham sido cultivados com bananeiras.  Usar mudas comprovadamente isentas de pragas e doenças.  Fazer desinfecção das ferramentas no viveiro, ao passar de uma planta a outra.

Produção de mudas por Fracionamento do Rizoma

ETAPAS:
a)

Arranquio das plantas com rizoma bem desenvolvido. b) Limpeza do rizoma: remoção de raízes e partes necrosadas, de forma a eliminar brocas e manchas pretas que apareçam. c) Eliminação de parte das bainhas do pseudocaule, de modo a expor as gemas entumescidas. d) Fracionamento do rizoma em tantos pedaços quantas forem as gemas existentes. e) Plantio dos pedaços de rizoma em canteiros devidamente preparados com matéria orgânica (enterra-se completamente o rizoma).
Espaçamento:

20 cm entre sulcos por 5 cm entre frações Durante toda a fase de canteiro, para manter o solo sempre úmido, o que assegura um índice de pegamento em torno de 70%. Transferência para o campo: inicia a partir do 3° mês, devendo ser levadas com todo o sistema radicular.

OBS.: As gemas apresentam diferentes estádios de desenvolvimento fisiológico, a transferência para campo

MICROPROPAGAÇÃO OU PROPAGAÇÃO IN VITRO
MÉTODO: Cultivo de segmentos muito pequenos de plantas, os chamados explantes em Laboratório, a partir dos meristemas apicais retirados de mudas tipo chifrinho;

VANTAGENS:
Apresenta

a mais alta eficiência dentre os métodos de multiplicação; As mudas de laboratório são geneticamente uniformes, mais vigorosas, permitem tratos culturais e colheitas mais uniformes. São ainda mais produtivas e evitam a disseminação de pragas e doenças. Rendimento de 150 a 300 mudas por matriz, num período de 6 a 8 meses.

MICROPROPAGAÇÃO OU PROPAGAÇÃO IN VITRO
ETAPAS: a)Coleta de mudas; b) Preparo do explante: preparar blocos de 1 cm de rizoma e 2 cm de pseudocaule; c) Desinfestação, em câmara de fluxo laminar; d) Excisão do explante: tamanho de 0,5 cm de rizoma e 1 cm de pseudocaule; e) Incubação em meio de cultura sem fitohormônios; f) Eliminação dos explantes contaminados (Durante 30 primeiros dias); g) Transferências dos explantes sadios para meio com 4 mg/L de benzilaminopurina (BAP), visando a formação de brotos adventícios; h) enraizamento das plântulas em meio de cultura sem fitohormônios; i) transferência das plantas para substrato, em casa de vegetação, para o endurecimento; j) plantio das mudas no campo, de preferência em período de chuvas ou sob irrigação. OBS.: As mudas micropropagadas, após climatizadas por um período de 45 a 60 dias, são levadas para o local de plantio

Formação das mudas produzidas por biotecnologia (em laboratórios).

Mudas tipo A (8 A 12 cm) caixa de isopor, com 1.000 mudas de pequenos tubetes prismáticos para plantio imediato nos copos de plásticos

Muda tipo B (12 a 18cm) crescendo no copo de plástico com substrato.

Muda tipo C (18 a 25cm)

PLANTIO DAS MUDAS DE LABORATÓRIO EM SACOLAS DE POLIETILENO

Muda de laboratório desenvolvida no copo de plástico, recém plantada no saco preto.

Muda desenvolvida no copo de plástico e plantada no saco preto aos 30 dias.

Mudas com 10 a 15 cm de altura (tamanho ideal para se plantar a muda no saco preto) Mudas com 3 a 5 cm de altura plantadas em bandejas, com tubetes de 10cm (em estufas)

Muda tubetão pronta entrega com 20 a 25 cm,

para

Plantio

e Replantio

Covas: 40 cm x 40 cm x 40 cm.
Talhões: divididos conforme tipo das mudas: tipo (chifrão), seguidas de outro tipo (chifre) sucessivamente. P/ solos de drenagem rápida: *Covas mais fundas (atrasar o seu solapamento). P/ terrenos declivosos: Para mudas do tipo chifrinho, chifre, chifrão: a cicatriz do corte que a separou da planta mãe fique junto à parede da cova, na parte mais baixa do terreno.

ESPAÇAMENTO DE PLANTIO
Porte Baixo a médio Semi-alto Cultivares Nanica, Grande Naine, Nanicão, Prata Anã Figo Anão e Pioneira Maçã, Tap Maeo, Capipira, D’Angola, Terrinha, Figo Cinza Terra, Prata e Pacovan Espaçamento 2,0 x 2,0m; 2,5 x 2,0m; 2,5 x 2,5m; 3,0 x 2,0 x 2,0m e 4,0 x 2,0 x 2,0m

3,0 x 2,0m; 3,0 x 2,5m e 4,0 x 2,0 x 2,5m

Alto

3,0 x 3,0m; 4,0 x 2,0; 4,0 x 3,0m e 4,0 x 2,0 x 3,0m

Plantio da bananeira em fileiras duplas.

PRÁTICAS CULTURAIS

CAPINA: manual ou química. Herbicida Dose Kg/há Litro/ha 0,7-2,0 Forma de aplicação

Diuron

Pré e pós-emergencia

Glifosato
Paraquat Fusilade Ametrina

1,9-2,9
0,3-0,6 1,5-2,0 2,0-3,0

Pós-emergencia
Pós-emergencia Pós-emergencia Pré e pós emergencia

PRÁTICAS CULTURAIS
DESBASTE  Eliminação do excesso de rebentos.  Época: 4, 6 e 10 meses do plantio (fase de formação quando os filhos atingem de 20 a 30 cm de altura).

Método: corta-se a parte aérea do filho rente ao solo, com penado ou facão. Em seguida, extrai-se a gema apical com o aparelho “lurdinha”, que proporciona 100% de eficiência e um rendimento de serviço 75%. superior ao dos métodos tradicionais
Desbaste da bananeira utilizando a “lurdinha”.

DESFOLHA  Eliminação de folhas secas, mortas, ou aquelas que, mesmo ainda verdes, ou parcialmente verdes, estejam com o pecíolo quebrado. ESCORAMENTO

Evita a perda de cachos por quebra ou tombamento da planta. Pode-se usar vara de bambu, fios de polipropileno. O amarrio dos fios é feito na parte superior da planta, na base dos pecíolos, entre a terceira e quarta folha, sendo os extremos livres amarrados em plantas opostas.
Desfolha da bananeira com podão.

ELIMINAÇÃO DO “CORAÇÃO”

Quebra ou corte efetuado 10 a 15 cm abaixo da última penca, quando esta apresenta os “dedos” voltados para cima. 2 semanas após a emissão do cacho.

VANTAGENS:

 

Aumenta o peso do cacho, melhora sua qualidade e acelera a maturação dos frutos; reduz os danos por tombamento das bananeiras; reduz o ataque e o esconderijo de tripes e abelha-arapuá, que afeta a qualidade dos frutos, causam ferimentos facilitando a ação dos patógenos. No caso do moko, a eliminação do coração é importante porque a abelha arapuá e vespas do gênero Polybia podem disseminar a bactéria.

PRÁTICAS CULTURAIS Ensacamento do Cacho (cultivos para exportação) VANTAGENS:  aumentar a velocidade de crescimento dos frutos;  evitar o ataque de pragas como abelha arapuá, tripes etc;  melhorar a qualidade geral da fruta, ao reduzir os danos relacionados com raspões, queimaduras no fruto pela fricção de folhas dobradas, escoras e processo de corte do cacho e seu manuseio.

Ensacamento do cacho

OUTRA PRÁTICA CULTURAL  Eliminar a última penca, deixandose apenas um “dedo”, que permitirá a circulação normal de seiva, evitando o ataque de doenças.
- Sistema de cabos aéreos para o transporte das frutas até os galpões de embalagem, evitando assim o manuseio da fruta.

PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS: - Broca da bananeira (Cosmopolites sordidus) - Nematóides (Rodopholus similis, Meloidogyne spp., Helicotylenchus muticinctus e Pratylenchus coffeae)

- Mal-do-Panamá (Fusarium oxysporum f. sp. Cubense)
- Sigatoka Amarela (Mycosphaerella musicola) - Sigatoka Negra (Mycosphaerella fujiensis)

Broca-do-rizoma - Cosmopolites sordidus (Germ.) (Coleoptera: Curculionidae) Besouro preto (11 mm de comprimento e 5 mm de largura). Durante o dia, os adultos ficam em ambientes úmidos e sombreados junto às touceiras, entre as bainhas foliares e nos restos culturais. DANOS: as larvas constroem galerias no rizoma, debilitando as plantas e tornando-as mais sensíveis ao tombamento, desenvolvimento limitado, amarelecimento e secamento das folhas, redução no peso do cacho e morte da gema apical.

Figura: Danos provocados pela larva da broca-do-rizoma da bananeira.

CONTROLE: - Mudas sadias (convencionais ou micropropagadas) - Iscas atrativas tipo telha ou queijo confeccionadas com plantas recém-cortadas: -Monitoramento: 20 iscas/ha -Controle: 50 a 100 iscas/ha , com coletas semanais e renovação quinzenal das iscas. Os insetos capturados podem ser destruídos manualmente. - As iscas podem ser tratadas com inseticida biológico (Beauveria bassiana), dispensando-se a coleta dos insetos.

Figura Adulto da broca-do-rizoma da bananeira. Foto: Nilton F. Sanches

Figura: Armadilhas de feromônio. Recomenda-se quatro armadilhas/ha para o monitoramento da broca, devendo-se renovar o sachê contendo o feromônio a cada 30 dias.

Tripes da ferrugem dos frutos - Chaetanaphothrips spp., Caliothrips bicinctus Bagnall,Tryphactothrips lineatus Hood (Thysanoptera: Thripidae)

Figura . Danos provocados pelo tripes da erupção dos frutos.

Figura: Danos provocados pelo tripes da ferrugem dos frutos. Fonte: Simmonds (1959)

MAL DO PANAMÁ
Fusarium oxysporium f. sp. cubense (E.F. Smith) Sn e Hansen

Planta com mal-do-Panamá, exibindo amarelecimento progressivo das folhas mais velhas em direção às mais novas e posterior quebra junto ao pseudocaule.

Escurecimento dos vasos, observado por meio de corte realizado no pseudocaule de plantas afetadas pelo mal-do-Panamá.

CONTROLE MAL DO PANAMÁ
CULTIVARES RESISTENTES: subgrupo Cavendish e do subgrupo Terra, a Caipira, Thap Maeo e Prata (Pacovan) Ken.

MEDIDAS PREVENTIVAS:
  

Evitar plantios em áreas com histórico de ocorrência do mal-do-Panamá. Utilizar mudas comprovadamente sadias e livres de nematóides.

Corrigir o pH do solo, mantendo-o com níveis ótimos de cálcio e magnésio, que são condições menos favoráveis ao patógeno.
Dar preferência a solos com teores mais elevados de matéria orgânica; isso aumenta a concorrência entre as espécies, dificultando a ação e a sobrevivência de F. oxysporum f sp. cubense no solo.

Manter as populações de nematóides sob controle; eles podem ser responsáveis pela quebra da resistência ou facilitar a penetração do patógeno, através dos ferimentos.
Manter as plantas bem nutridas, guardando sempre uma boa relação entre potássio, cálcio e magnésio.

Erradicar plantas doentes com herbicida glifosate na dosagem de 1 ml do produto comercial injetado no pseudocaule de plantas adultas e/ou chifrão. Evita a propagação do inóculo na área de cultivo. Na área erradicada, aplicar calcário ou cal hidratada.

MOKO DA BANANEIRA
Ralstonia solanacearum Smith (Pseudomonas solanacearum), raça 2

Frutos exibindo os sintomas de podridão seca, observada na polpa, típica dos casos de moko.

Frutos e pseudocaule atacados com os sintomas de moko da bananeira.

Pseudocaule de bananeira com escurecimento dos feixes vasculares, inclusive os localizados no cilindro central, causado pelo moko. (Foto: L. Gasparotto)

MAL DE SIGATOKA

Sigatoka-negra é um ascomiceto conhecido como Mycosphaerella fijiensis Morelet (fase sexuada)/Paracercospora fijiensis (Morelet) Deighton (fase anamórfica).

Mycosphaerella musicola, Leach (forma perfeita ou sexuada)/Pseudocercospora musae (Zimm) Deighton (forma imperfeita ou assexuada).

Estrias marrons causadas pela Sigatoka-negra, observadas na face inferior da folha.

Sigatoka-amarela, mostrando coalescimento das lesões com necrose do tecido foliar.

Folha de uma planta afetada pela Sigatokanegra exibindo alta densidade de lesões e necrose do tecido.

COLHEITA
ÉPOCA:

em média 12 meses após o

plantio
PONTO

DE COLHEITA: depende de aspectos morfológicos e fisiológicos
MÉTODOS

PARA ESSA AVALIAÇÃO: a) grau fisiológico de maturidade (VISUAL): b) diâmetro do fruto: (média 30mm). *Correlação entre diâmetro do fruto do dedo central da 2ª penca e o grau de corte (medição com um calibrador para bananas com destino à exportação). c) diâmetro do fruto por idade: Marca-se a data de colheita, em semanas: (12, 14 ou 16), após o cacho emitir a ultima penca.

Colheita do cacho da bananeira.

DETALHES SOBRE A COLHEITA

O método do diâmetro do fruto por idade está estreitamente relacionado com o conhecimento detalhado dos ciclos (plantio/florescimento, plantio/ colheita e florescimento/colheita).
A colheita do cacho sem o controle da idade resulta numa mescla de frutos de várias idades na mesma caixa e essas diferenças de idade podem alcançar até 50 dias. A idade de corte do cacho para seu melhor aproveitamento nem sempre é a mesma, mudando do acordo com diversos fatores. O calibre ótimo é aquele em que o fruto descartado por maturação e engrossamento esteja entre 1 e 2%.

Pós-colheita
ETAPAS (no galpão de beneficiamento): – DESPISTILAGEM: retirados os restos florais (pistilos) e detritos grosseiros como frutos podres, brácteas. É feita com os cachos ainda pendurados e próximos do local. – DESPENCAMENTO: feito com facas ou espátulas bem afiadas para não ferir a penca – LAVAÇÃO (1º tratamento): as pencas são mergulhadas em um tanque com solução de sulfato de alumínio, adicionada de detergente neutro objetivos: a retirada de impurezas, poeira e cica aderida às frutas, cicatrizar os cortes e flocular e precipitar os resíduos orgânicos.(aumenta a vida de pós-colheita em 40/50%) – PRODUTO / DOSAGEM: – MOREIRA (1987) recomenda 2 litros de detergente para cada 1.000 litros de água.

– Como a exsudação da cica é maior no verão, Recomenda-se 500g de sulfato de alumínio para cada 1.000 litros de água, no inverno, e aumenta-se esta concentração quando o verão se aproxima. (SOTO, 1985).
– Confecção dos buquês: – as pencas são subdivididas em no mínimo 3 e no máximo 8 dedos. – Elimina-se as frutas mal colocadas no buquê, muito curvas, defeituosas, geminadas, com feridas, rachadas e cortadas e as pencas deformadas. – As pencas são colocadas sobre mesas estofadas com pequenos colchões de espuma ao serem cortadas. – A subdivisão das pencas facilita o acondicionamento e a comercialização das frutas.

Pós-colheita
2º tratamento fitossanitario: Imersão em água e sulfato de alumínio( 5 a 10 minutos) – seleção dos buquês por tamanho: em um segundo tanque onde é feita através da movimentação da água.

– Pelo simples fato de mergulhar a fruta em um tanque com água pode-se abaixar a temperatura interna da fruta e evitar uma sobrecarga do sistema de resfriamento e um aquecimento excessivo da câmara em seguida ao carregamento (BLEINROTH, 1984). – TRATAMENTO ANTIFÚNGICO DOS BUQUÊS: Após a pesagem para evitar podridões posteriores, dando maior tempo de conservação à fruta. – Pode ser realizado por nebulização ou pulverização. – Thiabendazole com 1 a 2 g.L-1, na imersão, na pulverização e no sistema de chuveiro e 2 a 4 g.L-1, na nebulização.
– Após o tratamento antifúngico pode-se fazer a colocação de selos nos buquês, com a marca do produto, e acondicionar as frutas nas embalagens, colocadas em câmaras frigoríficas.

AMADURECIMENTO
MÉTODOS: *CÂMARAS DE CLIMATIZAÇÃO (Salas fechadas, com reguladores de umidade e temperatura). Umidade relativa: 70 – 90% Temperatura: em torno de 18ºC Produto: etileno 0,1% ou 28 L para cada 28m3 da câmara. Cuidados: primeiras 24 hs câmara fechada, depois ventilar por 15 a 20minutos. Tempo: 36 horas (no final, apenas as pontas das bananas estão amarelas, depois de 2 dias encontra-se toda amarelada).

*CLIMATIZAÇÃO CAIPIRA (caixote, uma caixa d’água, ou um quartinho) Pulverizar água sobre as bananas e um recipiente colocar as pedras de carbureto de cálcio (em contato com a umidade libera etileno), fechando a câmara por dois dias.
*SOLUÇÃO DE ETHEPHON 10ml/L água As pencas em caixas plásticas são subergidas dentro da solução de ethephon por 10minutos. Tanque de 1000L comporta 250 pencas.

Classificação, Embalagem e Comercialização
Programa Paulista para melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortifrutigranjeiros, criado pela Ceagesp, Ministério da Agricultura e Abastecimento, Secretaria da Agricultura e Abastecimento e Governo do Estado de São Paulo, e se refere ao grupo Cavendish, do qual fazem parte os cultivares Nanica, Nanicão e Gran Naine. A classificação consiste na separação das bananas de acordo com: tamanho (comprimento e calibre), forma de apresentação e categoria. O Grupo, como já foi citado, compreende os cultivares do grupo Cavendish (Nanica, Nanicão e Gran Naine). Classe: classificação pelo comprimento e o diâmetro da fruta. - Classe I ou comprimento - Classe II ou diâmetro Sub Classe: classificação feita de acordo com a forma de apresentação>,br> Dedo: 1 a 2 frutos - Buquê: 3 a 9 frutos - Penca: mais de 9 frutos Categoria: consiste no estabelecimento de limites de tolerância a defeitos graves e leves para cada categoria de qualidade, permitindo a classificação em: - Extra - Categoria I - Categoria II - Categoria III

CLASSIFICAÇÃO – Garantia de transparência na comercialização
– Classificação é a separação do produto em lotes homogêneos, obedecendo a padrões mínimos de qualidade e homogeneidade. Os lotes de banana são caracterizados por seu grupo varietal, classe (tamanho), subclasse (estádio de maturação), modo de apresentação e categoria (qualidade). RÓTULO – Garantia do responsável – O rótulo identifica o responsável pelo produto e a sua origem. A rotulagem é obrigatória e regulamentada pelo Governo Federal. O rótulo deve conter a descrição do produto de acordo com as regras estabelecidas pelas normas de classificação.

GRUPO – Organização dos cultivares

Os cultivares comerciais de banana são híbridos de duas espécies: a Musa acuminata (genoma A) e a Musa balbisiana (genoma B). A nomenclatura do genoma estabelece os Grupos Varietais, que agrupam cultivares de características semelhantes.

CLASSE – Garantia de homogeneidade de tamanho O agrupamento em classes garante a homogeneidade de tamanho entre frutos do mesmo lote. A classe da banana é determinada pelo comprimento do fruto.

SUBCLASSE Garantia de homogeneidade de maturação

SUBCLASSE – Garantia de homogeneidade de maturação

A mistura de classes na mesma embalagem é permitida, desde que todas as classes sejam identificadas no rótulo. Na categoria Extra não é permitida a mistura de classes. É tolerada a presença de 10% de frutos fora da(s) classe(s) especificada(s) no rótulo, desde que pertencentes às classes imediatamente superior ou inferior.

É tolerada a presença de 5% de unidades de apresentação fora da Subclasse especificada no rótulo, desde que pertencentes às Subclasses imediatamente superior ou inferior.

CATEGORIA – Garantia de padrão mínimo de qualidade

Qualidade é a ausência de defeitos. As categorias descrevem a qualidade de um lote de banana, através da diferença de tolerância aos defeitos graves e leves em cada uma delas. O produtor deve eliminar os produtos com defeitos graves, antes de seu embalamento. Para cada categoria, de acordo com o grupo, há um diâmetro (calibre) mínimo exigido por fruto. Na categoria Extra não é permitida a mistura de classes.

DEFEITOS GRAVES – Muito prejudiciais ao produto Defeitos graves inviabilizam o consumo e depreciam muito a aparência e o valor do produto.

DEFEITOS LEVES – Pouco prejudiciais ao produto

Defeitos leves não impedem o consumo do produto, mas depreciam o seu valor.

DEFEITOS VARIÁVEIS – A gravidade depende da intensidade Os defeitos variáveis podem ser graves, leves ou desconsiderados (ignorados) em função de sua intensidade de ocorrência.

APRESENTAÇÃO Caracterização da forma de apresentação

Acondicionamento, embalagem

A embalagem deve oferecer proteção, boa apresentação, informações sobre o produto, racionalização do transporte e armazenagem. A banana deve ser acondicionada em embalagem padronizada (torito, caixa de madeira ou papelão) paletizaveis, limpas e secas com até 18 kg do produto. * Essas também são informações do referido Programa. A comercialização de bananas em cacho tende a desaparecer e evoluir para os do tipo dedo ou buquê, como já foi citado

COEFICIENTES TÉCNICOS E CUSTOS Mão-de-obra para implantação de um hectare de banana Atividades Preparo de área Roçagem Queima/encoivaramento Marcação e abertura de cova Adubação e fechamento de cova Plantio e replantio Plantio Replantio Tratos culturais no primeiro ano Capinas Adubação de cobertura Desbaste e desfolha Aplicação de herbicida
Fonte: IDAM, 2000

Unidade D/h D/h D/h D/h

Quantidade 15 10 30 15

D/h D/h

5 1

D/h D/h D/h D/h

30 5 15 12

COEFICIENTES TÉCNICOS E CUSTOS Necessidade de mudas e insumos para um hectare, no espaçamento 3 x 3m no primeiro ano. Insumos Unidade Quantidade Nº de sacos Mudas Um 1.111 Adubo orgânico (galinha poedeira) Kg 5.555 186 Calcário dolomítico Kg 445 9 Superfosfato triplo Kg 112 2,3 Sulfato de amônio Kg 740 15 Cloreto de potássio Kg 1200 24 Sulfato de zinco Kg 22 0,4 FTE Br 12 Kg 60 1,2
Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental, 2001

Coeficientes para a implantação de um hectare de banana em terra mecanizada Atividades Unidade Quantidade Destoca (capoeira-trator D6) H/t 4 Aração H/t 4 Gradagem* H/t 8 Abertura de covas H/t 22 * Realizar a 1ª gradagem logo após a aração, quando ocorrer germinação das sementes no solo (40-60 dias), realizar a 2ª gradagem, evitando-se a concorrência das plantas daninhas na implantação do plantio.

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