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Pedagogia Profana

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RESENHA

LARROSA. Aliás. L e z a m a . 1998. ele n o s s u b m e r g e n u m r e d e m o i n h o d e citações e m e t á f o r a s . o escritor s e l e c i o n a os a c o m p a n h a n t e s da a v e n t u r a de ensinar conscientizando: R o u s s e a u . Pedagogia profana: danças. V i a j a n d o p o r c a m i n h o s alternativos. D e v e m o s e n c o n t r a r p o r f o r ç a de n o s s o s p u l m õ e s e b r a ç a d a s o c a m i n h o d e r e t o r n o à praia d a razão. O a d j e t i v o profana p r o c l a m a a ousadia d o t o m d e s a f i a d o r aos p a d r õ e s h e r d a d o s d o e x c l u s i v o e n f o q u e científico e sério d a s questões relativas a o e n s i n o e à a p r e n d i z a g e m . m a s a c i m a de t u d o u m a Letras. Porto Alegre: Contrabando. o c a s i o n a n d o u m a t e m p e s t a d e cerebral p r o f u n d a m e n t e criativa. Rilke. todavia. S ã o os p a s s o s d e construção da i d e n t i d a d e pessoal a p r e n d i d o s n o c o m é r c i o c o m a literatura e s e m os impostos d o saber c o m p a r t i m e n t a d o . a p r e s e n t a d o s a o e d u c a n d o na biblioteca m u i t o m a i s d o q u e na sala d e aula. Editora da UFPR 133 . 51. A intertextualidade e a interdisciplinaridade são os m é t o d o s a d o t a d o s p o r L a r r o s a p a r a m e d i t a r a respeito d o s valores q u e c o n s t r o e m o i n d i v í d u o . Pirandello. A n t e s d e tudo./jun. n. O c o n j u n t o d e escritores m e n c i o n a d o s r e v e l a m as f a c e s d a realidade que a p e d a g o g i a sacralizada t e n d e a e s q u e c e r ou omitir. Confissões é o texto-guia p a r a a c o m p r e e n s ã o d o p r o c e s s o e m q u e se dá a a q u i s i ç ã o d e s s e c o n h e c i m e n t o . 133-139. Tradução Alfredo Veiga-Neto.n o . não se c o a d u n a c o m o p r o c e s s o d e r e f l e x ã o a p r e s e n t a d o p o r Larrosa. sintetizar o q u e f o r possível para q u e esta r e s e n h a n ã o se t o r n e de t o d o inútil. Curitiba. p. e m q u e se m i s t u r a m o d i s c u r s o dissertativo e o literário n u m a p o e t i z a ç ã o d a s p e r g u n t a s m a i s d o l o r o s a s d o ser h u m a n o s o b r e a i d e n t i d a d e e o e s t a r . Jorge. c o n s i s t e n u m a análise d a s Confissões. T e n t e m o s .p e d a g o g o a q u e l e q u e leva o m e n i n o pela m ã o . Como se chega a ser o que se é. J.m u n d o . A p r i m e i r a . a e t i m o l o g i a d o t e r m o .é a m e n o s apropriada. jan. O c o n c e i t o d e conduzir. A s b o a s q u a l i d a d e s d o livro d e L a r r o s a c o m e ç a m pela m a n e i r a c o m o encara a P e d a g o g i a . d e R o u s s e a u . piruetas e mascaradas. O turbilhão é d e tal f o r m a i n t e n s o e a b r a n g e n t e q u e se torna difícil indicar e m a l g u n s itens t o d o s os a s s u n t o s q u e o livro a b o r d a . E s t a p r i m e i r a p a r t e t e m a c e n t u a d a p r e s e n ç a d a filosofia n i e t z s c h e a n a e m q u e a c o n s t r u ç ã o d o s u j e i t o n ã o é linear n e m h o m o g ê n e a . implícito n a idéia de levar pela m ã o . O livro é d i v i d i d o e m três partes. I m p r e s s i o n a ao leitor d o livro a q u a n t i d a d e d e textos e leituras q u e servem d e r e f e r e n c i a l p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d o s a r g u m e n t o s d o p e d a g o g o . 1999. Peter H a n d k e .

a m p l i a r e " d e p u r a r os r e c u r s o s do espírito h u m a n o " . A i n f â n c i a n ã o é u m a categoria c o n s t r u í d a p o r nós. assim.d e f e s a . A s alegorias e m e t á f o r a s se s u c e d e m n u m a frase q u e o r a t e m o ritmo e o f ô l e g o da fala oral. i n s u b o r d i n á v e l . q u e é a plena essência d a e d u c a ç ã o q u e se p r e o c u p a c o m o por-vir. jan. c o n t u d o .s e . m a s é u m a n o ç ã o e m c o n s t a n t e f a z e r . é s e m p r e " i n . inclassificável. o r a e n v e r e d a pelas trilhas d a ficção e d o s j o g o s verbais. e m q u e a i n t e r p r e t a ç ã o é p o s t a n ã o c o m o u m dado a ser extraído de seu discurso.q u i e t a " . u n i n d o e m suas fileiras os leitores pertencentes a uma comunidade que recusa o consenso. a p o s i ç ã o de L a r r o s a é s e m p r e d e a u t o n o m i a e liberdade d o sujeito. para c o n t r a p o r a eles u m a visão d i f e r e n c i a d a . H á . Estabelecese. E p o r q u e n ã o se s u b o r d i n a ao d o g m a t i s m o e à tutela d o p e n s a m e n t o alheio. o r a se d e r r a m a c o m o n u m tratado filosófico. 1999. n. A leitura n ã o é vista p o r L a r r o s a c o m o asseguradora. A e d u c a ç ã o se a p r e s e n t a c o m o u m p r o c e s s o d e alteridade: o a l u n o é o O u t r o q u e o l h a a nós. M a s e n c a r a t a m b é m a leitura c o m o c a p a z de t r a n s c e n d e r a f o r m a ç ã o p a r a f a z e r o i n d i v í d u o atuar na t r a n s f o r m a ç ã o d o m u n d o . i n f â n c i a . A p e n a s p o r esse m é r i t o j á valeria a leitura d e Pedagogia Profana. A l a m e n t a r a p e n a s alguns erros d e i m p r e s s ã o e a t r a d u ç ã o e s d r ú x u l a d o t e r m o 198 Letras. A s e g u n d a parte se intitula " A e x p e r i ê n c i a da leitura" e c o m p r e e n d e três diferentes e s t u d o s sobre o papel d o leitor e a i m p o r t â n c i a da leitura c o m o um c a m i n h o para f u g i r ao p e n s a m e n t o único e à l i m i t a ç ã o ao j á d e s c o b e r t o . A p e d a g o g i a p r o p o s t a p o r J o r g e L a r r o s a está v i n c a d a por este viés libertário e e m a n c i p a d o r ./jun. c a p a z d e se t r a n s f o r m a r numa "experiência de abandono das seguranças do m u n d o administrado". f a z e n d o o leitor d e s c o b r i r as múltiplas f a c e s d a s p a l a v r a s e os infinitos e f e i t o s d e s e n t i d o q u e o escritor p o d e retirar c o m o e f e i t o d a q u e b r a da e x p o s i ç ã o m e c â n i c a e tradicional d o p e n s a m e n t o . o s u j e i t o e o cidadão. S o b r e as m e t a m o r f o s e s e a ruptura c o m os c o n v e n c i o n a l i s m o s e sobre a importância d o s livros para se c h e g a r à c o m p r e e n s ã o d o m u n d o . realidade. u m a f o r ç a i g u a l m e n t e valiosa q u e atrai e s u b j u g a : a l i n g u a g e m . 51. L a r r o s a elabora u m texto i n t r i n c a d a m e n t e intertextual. u m a conquista. c o m o d i s c u r s o p e d a g ó g i c o . Editora da UFPR 133 . 133-139. p. A terceira p a r t e é m a i s instigante a i n d a p o r q u e c o n d u z o leitor pelos m e a n d r o s d o s c o n c e i t o s pré-estabelecidos. São r e f l e x õ e s a p o i a d a s na tradição p e d a g ó g i c a h u m a n i s t a . p r o p o n d o u m a relação d e d i f e r e n ç a s e n ã o d e s u b m i s s ã o a i m a g e n s q u e lhe a t r i b u í m o s c o m o u m a a u t o . E m q u a l q u e r u m deles. m a s c o m o u m a c o n s t r u ç ã o pessoal do leitor. nunca uma conformação. e d u c a ç ã o e estudo. Curitiba. i n t e r r o g a t i v a m e n t e . a leitura se c o n v e r t e e m bandeira de liberdade. q u e e n t e n d e os livros c a n ó n i c o s c o m o d e s t i n a d o s a conhecer. e d u c a d o r e s .i n v e n ç ã o d o c a m i n h o para se c h e g a r à c r i a ç ã o d e si m e s m o . m u i t o ao contrário.

/jun. 51. de vez q u e a t e o r i a d a literatura i m p õ e d i f e r e n ç a s i m p o r t a n t e s entre os dois.novela d o e s p a n h o l p a r a o m e s m o v o c á b u l o e m p o r t u g u ê s . n. i g n o r a n d o a existênc i a d e romance. p. Marta Morais da Costa Letras. jan. Curitiba. Editora da UFPR 133 . o t e r m o p r ó p r i o p a r a a t r a d u ç ã o da p a l a v r a n o v e l a . 133-139. 1999.

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