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Planeamento de Treino de Futsal

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Como Planear o Treino

Planeamento de treinos de Futsal
 Trabalhar sempre exercícios de passe e recepção e condução de bola

1 vez por semana mais intenso

1 vez por semana exercício de força (circuito)

 Semana sim semana não trabalhar exercícios de contra-ataque. 1x0, 1x1, 2x1, 2x2, 3x2

Trabalhar sempre exercícios de finalização. Exercícios simples com e sem apoio. Exercícios mais complicados com e sem apoio.
 Trabalhar na pré época a posse de bola no seu modelo de jogo. Plano A e plano B   Durante a época continuar a trabalhar os mesmos modelos.

Trabalhar Velocidade de Reacção. Exercícios colectivos em espaços reduzidos Exemplos: Meinho, jogos colectivos em espaços reduzidos, 4x4, 3x3, 5x4, 4x3, etc.

Trabalhar livres, lançamentos e cantos estudados

Treino de guarda-redes na pág. 12 e seguintes

Exemplos de treinos planeados
1.ª semana com 3 treinos:
1.º Dia de Treino: 6 5 2 5 15 2 23 Passe e recepção de bola ( 2 ou 3 exercícios) Aquecimento dos guarda-redes Alongamentos + hidratação Finalização simples c/ ou s/ apoio e 2.º poste - (2 exercícios onde participam pelo menos 3 atletas) Finalização mais complicada (3 exercícios onde participam pelo menos 3 atletas) Alongamentos + hidratação Jogo colectivo em espaço reduzido com variantes 2 toques, sempre que há golo a equipa marca um livre directo

2

livre Alongamentos + hidratação

2.º Dia de Treino: 4 1 5 1 15 2 10 20 2 Jogo do meinho (dois grupos) Alongamentos Aquecimento dos guarda-redes Alongamentos Finalização mais complicada (3 exercícios onde participam pelo menos 3 atletas) Alongamentos + hidratação Exercícios de contra-ataque (1x1 e 2x1) Jogo colectivo em espaço reduzido para a baliza - Trabalhar o método ofensivo/defensivo (explicar e insistir nos apoios) Alongamentos + hidratação

3.º Dia de Treino: 10 1 9 2 15 1 20 Passe e recepção de bola ( 2 ou 3 exercícios) Alongamentos Exercício de força (circuito) Alongamentos + hidratação Finalização simples c/ ou s/ apoio e 2.º poste - (3 exercícios onde participam pelo menos 3 atletas) Alongamentos Jogo colectivo em espaço reduzido com variantes 2 toques, sempre que há golo a equipa marca um livre directo livre Alongamentos + hidratação

2

O Treino
A estrutura da sessão de treino:
Os objectivos previamente definidos pelo treinador só poderão vir a ser alcançados através da vivência prática de um conjunto de exercícios correctamente interrelacionados e organizados em diferentes sessões de treino, os quais se distribuem racionalmente ao longo de cada semana e de toda a época desportiva.

A sessão de treino tem uma duração muito variável e deve conter três partes distintas:
a) Parte preparatória ou aquecimento; b) Parte principal ou fundamental; c) Parte final ou de retorno à calma; b) Parte preparatória ou aquecimento. É a parte inicial e indispensável de todas as sessões de treino e de todas as competições em que o atleta vai intervir. É constituído por um conjunto de exercícios que têm por objectivo preparar o atleta para os esforços maiores que a seguir irão realizar-se e evitar o risco de lesões.

Recomendações Práticas:
O aquecimento deve ser progressivo e deve iniciar-se com uma intensidade fraca que aumentará gradualmente à medida que as diferentes estruturas do organismo se adaptem ao esforço. Evita-se, assim, o perigo de uma lesão ou de uma grande fadiga inicial. Exemplo: só depois de correr lentamente e durante alguns minutos é que poderão realizar-se sprints; O aquecimento deve ser prolongado: nunca deverá ser inferior a 15/20 minutos, pelas razões supra indicadas; O aquecimento deve conter duas partes distintas mas complementares: o aquecimento geral e aquecimento específico: Aquecimento geral: é a fase inicial e pode conter, por exemplo, uma parte de corrida lenta e contínua, para a activação orgânica e alguns exercícios de alongamentos estáticos para prevenir o aparecimento de lesões; Aquecimento específico: segue-se ao aquecimento geral e visa preparar o atleta para as situações concretas que vai encontrar a seguir. Exemplo: se vai treinar velocidade deve fazer várias acelerações com intensidades crescentes; se vai treinar força, deve mobilizar os músculos que a seguir irá solicitar mais intensamente.

Aquecimento para o jogo:

Deve obedecer a todos os princípios metodológicos indicados anteriormente, o que significa que, de início, deverá correr e realizar exercícios de alongamentos, após o que deverá exercitar as diferentes situações que o jogo contém. Recomendações Práticas: • Deve iniciar-se cerca de 40 minutos antes do início da competição; • Deverá estar terminado 10 minutos antes do início desta; • Nesta fase, o praticante deverá concentrar-se e procurar manter o seu aquecimento, realizando alguns alongamentos; • Nunca deverá ser demasiado intenso, o que poderia retirar a capacidade de resposta, sobretudo no início do jogo. Este princípio é tanto mais válido quanto maior for a preparação física dos atletas; • Quando estes, após uma longa viagem, se sentem muito fatigados e não têm grande vontade de correr, necessitam de fazer um aquecimento mais forte que o habitual. Devem vencer essas inércias no aquecimento e nunca transportá-las para o jogo. «Um bom aquecimento é uma condição indispensável para que os atletas possam começar bem a competição e um mau começo pode comprometer irremediavelmente o seu desempenho.» b)Parte principal ou fundamental Tem esta designação por ser nesta parte que se concretizam os objectivos previstos para a sessão de treino. Estes devem ser correctamente escolhidos e colocados adequadamente na estrutura organizativa da parte fundamental da sessão de treino. As outras duas partes (aquecimento e retorno à calma) são condicionadas e determinadas pelo conteúdo desta. Recomendações práticas: - O aperfeiçoamento da técnica, da velocidade de deslocamento ou da velocidade de reacção deverão ser trabalhadas logo a seguir ao aquecimento, isto é, sem fadiga; - O treino da força pode ser realizado logo a seguir; - O treino da resistência, ao contrário da prática tradicional, deverá ser preferencialmente realizado no fim da sessão; - As anteriores indicações metodológicas pressupõem uma visão sectorial de cada capacidade motora, contudo, no jogo, todas estão integradas, pelo que a sua rentabilização exige que por vezes as técnicas e a velocidade sejam também solicitadas em situações de fadiga, tal como sucede na competição; - Se pretendermos melhorar as resistências específicas, a duração desta fase deverá ser superior à do jogo ou, caso seja menor, deverá ter uma intensidade superior e um menor número de pausas; - Se pretendermos melhorar a velocidade, a duração desta fase poderá ser inferior à da competição, mas com uma intensidade superior e um aumento de duração das pausas. c) Parte Final ou de Retorno à Calma Durante um jogo ou uma sessão de treino há uma grande activação de diferentes funções orgânicas e, por vezes, surge um estado de fadiga mais ou menos acentuado. Uma passagem súbita para uma situação de repouso não é conveniente e poderá comprometer o processo de recuperação. Se o aquecimento prepara gradual e progressivamente os atletas para o esforço que a seguir vão desenvolver, esta fase procura que o organismo transite gradualmente para a situação de repouso. Todos os que já praticaram qualquer actividade física já viveram, certamente, a situação em que a seguir a um esforço e depois de tomar banho, continuam a

transpirar, o que significa que o organismo ainda não retornou à calma. Recomendações práticas: Se existir uma grande situação de fadiga, deverá começar por umas corridas lentas e terminar com a realização de exercícios de alongamentos estáticos para os grupos musculares mais solicitados, que, no caso dos futebolistas, são os membros inferiores. Estes exercícios só deverão terminar quando os atletas de sentirem recuperados; • Se existir uma fadiga localizada, devida, por exemplo, à realização de exercícios de musculação, há que descontrair essa zona, realizando alongamentos. • O tempo de recuperação depende de uma adequada ingestão de líquidos durante e após o esforço, assim como da posterior alimentação. • Devem ser realizados exercícios de fraca e regressiva intensidade. • As características desta parte da sessão de treino são determinadas pela especificidade do trabalho realizado na parte fundamental. JOGO – 2 x 2 - QUADRA NA VERTICAL MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra. FAIXA ETÁRIA – a partir dos 7 anos.

OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, drible, finta e deslocamentos.

OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção da função de alas e noção do sistema 2.2 e 4.0.

OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida pela metade na vertical em direita e esquerda, onde os jogadores realizarão as funções de alas, não podendo mudar de setor.

2- JOGO 2 x 2 QUADRA NA HORIZONTAL MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra. FAIXA ETÁRIA – a partir dos 7 anos.

OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, drible, finta e deslocamentos.

OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de fixos e pivôs e noção do sistema 2.2.

OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida pela metade na horizontal, onde os jogadores realizarão as funções de fixos e pivôs, não podendo mudar o setor.

3- JOGO DA QUADRA DE VOLEI

MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra. FAIXA ETÁRIA – a partir dos 15 anos.

OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, proteção de bola, giro, drible, finta e deslocamentos.

OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, inteligência tática, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de alas, fixos, pivôs e noção do sistema 3.1 e 4.0.

OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas na quadra de vôlei jogam os alas. O pivô e o fixo jogam pelos lados da quadra.

VARIAÇÂO 1 – trocar os posicionamentos (alas fora e pivô e fixo dentro da quadra de vôlei). VARIAÇÃO 2 - o pivô só joga na quadra de ataque e o fixo na quadra de defesa.

4- JOGO DA QUADRA EM TRIÂNGULOS (X)

MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra. FAIXA ETÁRIA – a partir dos 15 anos.

OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, proteção de bola, giro, drible, finta e deslocamentos.

OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, inteligência tática, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de alas, fixos, pivôs e noção do sistema 3.1.

OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida em 4 setores em forma de triângulo (duas faixas na diagonal) onde os jogadores realizarão as funções de alas, pivôs e fixos, não podendo mudar de setor. O pivô pode se deslocar pelos triângulos ofensivos como variação para o jogo.

5- JOGO DA QUADRA 3 FAIXAS NA VERTICAL

MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra. FAIXA ETÁRIA – a partir dos 15 anos.

OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, drible, finta e deslocamentos.

OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de alas, fixos, pivôs e noção do sistema 3.1.

OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega e regras, valorização aos jogos, autonomia e criatividade.

DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida em três setores na vertical, onde os jogadores realizarão as funções de alas, pivôs e fixos, não podendo mudar de setor.

VARIAÇÃO 1 – O pivô pode jogar em toda a meia quadra de ataque.

VARIAÇÃO 2 – O pivô e o fixo podem jogar em toda meia quadra de ataque.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho é fruto de estudo diário e observação constante de técnicos e professores. Penso que estou contribuindo com uma nova técnica de trabalho para o futsal, esta mais motivante e desafiadora. Os exemplos citados podem servir de origem e inspiração para outras dezenas de jogos condicionados visando o aprendizado das posições e funções no futsal. Basta que nós, técnicos e professores coloquemos nossa imaginação e façamos nossa criatividade aflorar e prol do aprendizado do futsal.

Sumário

Capítulo 1- MOVIMENTAÇÕES DEFENSIVAS

Movimentos Defensivos Individuais Aspectos Importantes nos Movimentos Defensivos Individuais

Movimentos Defensivos Coletivos Marcação de Quadra Marcação por Zona ou Setor Marcação Individual Marcação Mista Situações de Defesa Marcação Passiva Marcação Ativa Situação no Ataque Áreas de Marcação Sistemas de Defesa Marcação Sistemas de Marcação com Diagonal ou Gangorra (sistema 3X1) Sistema de Marcação Pára-Brisa (2X1X1) Sistema de Marcação com o Meio Aberto (sistema 4X4) Sistema de Marcação Com Troca (sistema 2X1X1) Marcação de Bola Parada Marcação de Faltas (Formação de barreira) Ao formar a barreira deve-se considerar Marcação de Arremesso Lateral Marcação de Arremesso de Canto Marcação de Canto Individual Marcação de Canto Mista Marcação de Início ou Reinício de Jogo (Saída do Centro) Marcação de Contra-Ataque Marcação de 4X3 - Situação de Expulsão

Marcação X Goleiro de Linha- Sistema com o Goleiro Linha

Capítulo 2- MOVIMENTAÇÕES OFENSIVAS Movimentos Ofensivos Básicos Paralela Diagonal Ginga Vai e Volta Sistemas de Jogo Sistema 2 X 2 Sistema 2 X 1 X 1 Sistema 3 X 1 Sistema 1 X 2 X 2 Sistema 1 X 3 Sistema 4 X 0 Padrões de Jogo ou Rodízios Objetivos Padrões Básicos Padrão de Três- 3 Padrão de 3 por trás Padrão de 3 pela frente Padrão de Quatro- 4 Padrão de 4 pelo meio Padrão de 4 pelas alas Padrão Circular ou Redondo Padrão de Troca de Ala com o Pivô

Padrão 1 X 2 X 2 com Goleiro Movimentações Ensaiadas- Jogadas ou Manobras Ensaiadas Objetivos Desenvolvimento Treinamento Sugestões para aplicação de uma Movimentação Ensaiada Situações em que ocorre uma Movimentação Ensaiada Critérios para "elaborar" uma Movimentação Ensaiada em função da quadra de jogo Em quadras pequenas Em quadras grandes Tipos de Movimentações Ensaiadas Movimentações Ensaiadas de Quadra Movimentações Ofensivas de Quadra- Saída de Marcação Pressão Movimentações Ofensivas de Quadra- Marcação Meio de Quadra Movimentações Ensaiadas com o Goleiro Movimentações Ensaiadas de Bola Parada Movimentação Ensaiada de Início ou Reinício de Jogo Movimentação Ensaiada de Falta (com formação da barreira) Princípios básicos para cobrança de faltas Movimentação Ensaiada de Lateral Lateral de Defesa Lateral de Ataque Movimentação Ensaiada de Reversão Contra-Ataque

TREINO DE GUARDA-REDES FUNDAMENTOS TÉCNICOS

POSICIONAMENTO

É o fundamento básico para o guarda-redes, pois facilitará muito a defesa dos remates adversários. O posicionamento deve ser com os pés afastados na linha dos ombros, mantendoos sobre uma bissectriz de um triângulo imaginário traçado a partir da bola até os postes da baliza. Em relação à baliza, deve ficar um pouco à frente da linha de baliza, com os braços levemente flexionados e as mãos um pouco abaixo da linha de cintura, mantendo a posição básica de uma forma confortável, que lhe permita uma melhor concentração e facilite a sua velocidade de reacção. Um bom posicionamento é importante para facilitar a defesa, pois um bom guarda-redes não é aquele que faz quedas aparatosas mas sim aquele que realiza o menor esforço para realizar uma defesa. O posicionamento divide-se em frontal e lateral de acordo com a posição da bola.

DESLOCAMENTO

Partindo da posição básica, o guarda-redes desloca-se lateralmente sem cruzar os pés e sem encostar um pé no outro. Numa situação próxima de defesa, o deslocamento deve ser feito na ponta dos pés, facilitando o desequilíbrio do corpo para uma acção de defesa. A impulsão para o deslocamento é feita com a perna contrária ao deslocamento e em relação à baliza, deve descrever um trajecto de semicírculo entre um poste e outro. O deslocamento pode ser realizado de forma simples, lateral ou em saltitos na posição básica, dependendo da situação em que a acção se desenvolver.

DEFESAS

As defesas de bola são divididas em três tipos, sendo classificadas de acordo com a altura que a bola chega ao guarda-redes. Nas defesas, ambas as mãos devem receber a bola e, em todas situações, o contacto deve ser feito com a palma da mão, usando os dedos para comprimir a bola para que esta não escape. Após qualquer defesa, leva-se a bola junto ao corpo para maior segurança em relação ao seu controle. Defesa Alta: Esta deve ser realizada quando a bola vai da linha do peito para cima. A bola deve ser recebida com as mãos e os braços em forma de triângulo e, após a recepção, deve ser levada junto ao peito para melhor protecção, sendo isto realizado com um dos pés atrás, para aumentar a base de equilíbrio do corpo. Defesa Média: Nesta defesa os braços ficam flectidos junto ao corpo e as mãos posicionam-se na linha da cintura, em forma de concha, com a palma da mão voltada para cima e os dedos a apontar para baixo. Após a recepção, o guarda-redes deve proteger a bola junto ao abdómen e uma das pernas deve de ir para trás aumentando a base de equilíbrio do corpo.

Defesa Baixa: Nesta defesa, o guarda-redes deve flexionar as pernas encostando um dos joelhos ao chão. O joelho que vai ao chão tem sempre como referência a posição do remate, sendo que as mãos devem receber a bola em forma de concha, com o tronco levemente flexionado e posicionadas à frente da perna que realizou a flexão, com o joelho no chão. Em relação à posição dos remates, estas defesas podem ser classificadas como frontais e laterais, onde se leva em consideração a posição do joelho que vai ao solo para execução de uma defesa mais segura.

QUEDA

Este fundamento é realizado com o desequilíbrio lateral do corpo em direcção à bola, proporcionado pela flexão da perna do lado da queda e a impulsão da perna contrária. O contacto com o solo deve ser feito pela parte lateral da coxa flectida e pelo tronco. O guardaredes deve evitar o choque das articulações dos joelhos, quadril e cotovelos contra o solo. Para evitar que isto aconteça é importante que se siga uma sequência de aprendizagem de queda, começando pela execução de exercícios partindo da posição de sentado, de joelhos, agachado e depois da posição em pé. Podemos considerar como queda a defesa baixa, quando realizada em queda e na posição de barreirista, com uma perna em extensão e a outra em flexão com apoio do joelho ao solo.

REPOSIÇAO

Podemos classificar a reposição como curta e longa. A reposição curta é feita através de um movimento de flexão das pernas, com o lançamento da bola feito através de um movimento de braços, partindo de baixo e a bola descrevendo a trajectória pelo chão, para movimentos realizados para pequenas distâncias. A reposição longa é feita através de um passe de ombros, semelhante ao do realizado no andebol. O uso da quebra de punhos e da finta de corpo é muito importante para o guarda-redes, pois permitirá fintar o adversário no momento da reposição, dificultando a acção defensiva dos adversários.

SAÍDAS DE BALIZA

A saída de baliza é uma situação constante e deve ser rápida e sem hesitação, tendo como objectivo tirar o espaço de remate do adversário. Para isto o guarda-redes deve "aumentar' o seu tamanho, utilizando os braços e pernas, para no momento adequado tentar manter a bola sob seu controle. Nas situações em que o guarda-redes tiver que sair da área, deve definir rapidamente a jogada, eliminando a situação de perigo ou iniciando uma situação de contraataque. Para isto o guarda-redes deve ter a consciência de que actualmente ele pode-se tornar um libero na sua equipa. Podemos classificar em duas as saídas de baliza, sendo a saída baixa aquela realizada em queda lateral, ou aquela realizada com uma postura de contenção em posicionamento de defesa em pega baixa e a saída alta que utilizamos em duas situações: a primeira para interceptar bolas que descrevem trajectória alta sobre a área, realizando a defesa em pega alta ou em defesa em punhos (socar a bola); a segunda quando o guardaredes sai da área para jogar com os pés.

CAPACIDADES FÍSICAS

FLEXIBILIDADE: É a capacidade motora que permitirá ao guarda-redes uma maior amplitude possível de um movimento articular. FORÇA/POTENCIA: São capacidades motoras com o mesmo objectivo, que é permitir aos músculos vencer uma resistência. A potência pode ser considerada como a união da força com a velocidade. Para o guarda-redes de Futsal, os deslocamentos, saltos e reposições são realizados por movimentos com muita potência muscular. RESISTÊNCIA: É a capacidade que o corpo tem de suportar um esforço por um tempo determinado, sendo este esforço de uma certa intensidade. Temos três tipos de resistência. A resistência aeróbia permite que o guarda-redes suporte um esforço sub máximo por um período prolongado. Este tipo de resistência é requisitado principalmente no período de preparação. Outro tipo de resistência é a anaeróbia aláctica, onde o esforço é de alta intensidade e curta duração. Para o guarda-redes, este tipo de resistência é fundamental dentro do jogo, e ela será adquirida naturalmente com os treinos com bola. A resistência anaeróbia láctica é um esforço não solicitado a nível de competição, mas que também pode ser inserido ao nível do treino.

DESTREZAS MOTORAS

COORDENAÇÃO: É a capacidade física que permite uma combinação físico-motora, onde o gesto executado será realizado com mais facilidade, favorecendo uma acção mais eficaz dos diversos grupos musculares na realização de movimentos sequentes, proporcionando além da eficácia uma economia de energia. A coordenação permite mais consciência na execução do movimento, colaborando desta forma para um melhor desenvolvimento da velocidade e da agilidade. AGILIDADE: Podemos considerar como sendo a capacidade de mudar de posição ou de direcção dentro do menor tempo possível. Está capacidade é fundamental para o guarda-redes de Futsal, devido às constantes mudanças de posição impostas ao seu corpo durante o jogo e tem uma relação directa com a velocidade. VELOCIDADE: Podemos classificar a velocidade em duas, ou seja, velocidade de reacção e velocidade de deslocamento. Por velocidade de reacção considera-se o tempo para o início do movimento, a partir da percepção do estímulo, e por velocidade de deslocamento considerase a execução de uma acção motora no menor espaço de tempo, com a maior rapidez. No treino de guarda-redes não as podemos analisar de forma separada, pois elas são praticamente transformadas numa só, já que a velocidade de deslocamento é realizada num período extremamente curto. Por isto, quando nos referimos à velocidade no treino de guarda-redes em Futsal, consideramos apenas a velocidade de reacção. Neste caso particular (guarda-redes), a velocidade de reacção será toda a situação de acção defensiva, desde a percepção do estímulo (remate) até a realização da acção (movimento executado para defesa). Outro factor que não podemos deixar de salientar, por ser de fundamental importância no treino e em todas as acções realizadas pelo guarda-redes, é a VISÃO E A NOÇÃO ESPAÇO / TEMPO. A capacidade visual é o primeiro ponto responsável pelo início de uma acção eficaz na realização de urna defesa. A partir da visão da bola é que o guarda-redes terá facilitada ou dificultada a sua participação na defesa, sendo que a visão total e límpida da bola facilitará o desencadeamento de uma percepção mais real para a realização dos movimentos.

A visão é responsável pelo desenvolvimento da noção espaço/tempo, pois no espaço em que ocorre o jogo de Futsal, ela orienta o guarda-redes em relação à verticalidade, horizontalidade e principalmente à profundidade dos jogadores adversários, da sua equipa e da bola. Esta noção espaço-tempo está ligada de uma forma muito importante ao fundamento de posicionamento em relação à sua baliza, pois quanto melhor for a noção espacial, melhor será o seu posicionamento e consequentemente maiores serão as hipóteses para realizar o movimento de defesa. Uma boa noção espacial evita que o guarda-redes tenha que olhar para a sua localização dentro da área e saberá com maior facilidade onde está posicionado, a que distância está da linha de baliza, se está mais para a direita ou para a esquerda e assim por diante. A seguir daremos a sugestão de alguns exercícios para trabalhar os fundamentos técnicos e as capacidades motoras envolvidas no treino de guarda-redes, alertando para a importância de uma boa série de alongamentos e estiramentos em qualquer unidade de treino em que se faça o trabalho específico para guarda-redes.

EXERCÍCIOS

EXERCÍCIOS DE MANIPULAÇÕES DE BOLA

Estes exercícios servem para desenvolver um maior contacto e domínio sobre a bola, pois o controle de bola é fundamental para o guarda-redes, por isto é necessário que ele conheça profundamente o implemento com o qual irá trabalhar. Os exercícios de manejo possibilitam que o guarda-redes mantenha um alto grau de intimidade com a bola, colaborando para a sua melhoria nas acções técnicas. Sugerimos este tipo de exercícios para a realização de um bom aquecimento, tornando-o mais variado e motivante.

EXERCÍCIO 01: Passar a bola de uma mão para outra ao redor da cintura, das pernas, do peito e da cabeça.

EXERCÍCIO 02: Passar a bola de uma mão para outra acima da cabeça, mantendo os braços estendidos.

EXERCÍCIO 03: Elevar alternadamente as pernas à frente e passar a bola por trás dos joelhos.

EXERCÍCIO 04: Jogar a bola a partir da linha da cintura, por cima de um ombro, girar o tronco e apanhá-la do outro lado,

EXERCÍCIO O5: Prender a bola entre os dois pés. Saltar e jogar a bola para cima, pela frente do corpo e pegá-la no ar sem deixar cair.

EXERCICIOS DE COORDENAÇAO

Como já vimos a coordenação é muito importante para a melhoria do gesto técnico e também para melhorar o trabalho na velocidade de reacção. Os exercícios devem sempre obrigar o guarda-redes ao raciocínio para a execução do movimento. É sempre bom para o desenvolvimento da coordenação, associar o movimento corporal a um material, como bolas (Futsal, andebol, ténis, rugby), cordas, etc.

EXERCÍCIO 01: Jogar bolas de Futsal para cima e, ao mesmo tempo, bater palmas e pegar as bolas sem deixá-las ir ao solo.

EXERCÍCIO 02: Jogar duas bolas (uma de Futsal e outra de Ténis) ao mesmo tempo para cima e depois bater as mãos atrás do corpo. Observar a altura das bolas.

EXERCÍCIO 03: Manter as 3 bolas de ténis sob controlo no ar, fazendo um X.

EXERCÍCIO 04: Com 3 bolas de ténis, alternadamente, picar duas bolas, uma em cada mão, e picar a terceira com as duas mãos.

EXERCÍCIO 05: Dois a dois. Um guarda-redes joga a bola para cima e recebe outra do colega na altura do peito, devolvendo-a rapidamente, voltando a pegar na sua bola sem a deixar ir ao solo.

EXERCICIOS DE VELOCIDADE DE REACÇÃO

A velocidade de reacção tem o seu desenvolvimento facilitado pela coordenação do movimento, através do rápido processamento da informação, tendo por consequência a automatização do gesto técnico necessário para cada momento das acções defensivas. Para melhor aproveitamento do treino de velocidade de reacção, é fundamental criar situações que apresentem respostas motoras rápidas após a percepção do estímulo. O número de repetições é muito importante neste processo de treino, para que se cumpram os objectivos específicos do trabalho de velocidade de reacção, pois se entrarmos em fadiga estes objectivos não serão cumpridos.

EXERCÍCIO 01: O guarda-redes fica de frente para uma parede, a uma distância de dois metros. O Treinador fica atrás e irá jogar uma bola de andebol contra a parede para que o guardaredes faça a defesa A bola deve ser jogada em lados e alturas variadas.

EXERCÍCIO 02: O guarda-redes fica deitado de costas com os braços soltos ao longo do corpo. O treinador fica de pé junto da sua cabeça, segurando uma bola em cada mão. Largar as bolas alternadamente na altura do rosto para o guarda-redes fazer a defesa.

EXERCÍCO 03: O guarda-redes fica deitado de costas com uma bola de Futsal. Ele irá jogar a bola para cima, fazer uma volta de 360º e pegá-la novamente sem a deixar ir ao solo. Alternar os lados das voltas.

EXERCICIO 04: Dois a dois, deitados de bruços com os braços soltos ao longo do corpo, distanciados mais ou menos um metro entre si. No meio dos dois uma bola de Futsal. Ao sinal do treinador devem tentar puxar a bola para junto do seu corpo.

EXERCICIO O5: Em pé, segurando a bola com os braços estendidos para a frente na linha dos ombros. Soltar a bola, bater palmas em cima e apanhar a bola antes que ela chegue à altura da sua cintura.

EXERCÍCIOS ACROBÁTICOS

Estes exercícios auxiliam no desenvolvimento da agilidade do guarda-redes, de forma a melhorar o seu desempenho nesta capacidade, além de colaborarem no desenvolvimento da coordenação motora.

EXERCÍCIO 01: Realizar um enrolamento à frente e finalizar o movimento em pé.

EXERCÍCIO 02: Realizar um pino, seguido de enrolamento à frente e finalizar o movimento em pé.

EXERCÍCIO 03: Realizar a roda sobre a linha da área, com o corpo em equilíbrio e cair sobre a linha, com um pé de cada vez.

EXERCICIO 04: Três guarda-redes devem realizar o movimento do oito, sem bola, em deslocamentos rápidos e curtos.

EXERCÍCIO O5: Três guarda-redes deitados de bruços. O do meio irá rolar lateralmente por baixo de um dos colegas, que irá saltar por cima dele e rolar por baixo do terceiro, que irá saltar e depois rolar e assim sucessivamente.

EXERCICIOS DE MANUTENÇAO FISICA E TÉCNICA

Estes são exercícios que o guarda-redes realiza principalmente em situações em que não está a realizar um trabalho específico de preparação técnica ou táctica. Usa-se normalmente quando os guarda-redes não participam no treino de momento, ou quando existe troca entre eles durante os trabalhos tácticos ou de conjunto. Normalmente a bola utilizada para este trabalho é a bola de Futsal, no entanto muitos exercícios podem ser realizados com bolas medicinais de 1 a 3 kg, criando sobrecarga que auxilia na execução do trabalho.

EXERCÍCIO 01: Sentado, passar a bola alternadamente entre as pernas estendidas e elevadas.

EXERCÍCIO 02: Sentado, flexionar o tronco e levar a bola até aos pés. Prender a bola entre os pés, rolar para trás e soltar a bola nas mãos.

EXERCÍCIO 03: Deitado de costas com os braços em cruz. Prender a bola entre os pés, elevar as pernas formando um ângulo de 90' em relação ao corpo e rolar para os dois lados, encostando a bola às mãos.

EXERCÍCIO 04: Deitado de costas, passar a bola por baixo das costas com a elevação do quadril.

EXERCÍCIO 05: Deitado de bruços com os braços em cruz e a bola numa das mãos. Rolar a bola de uma mão para outra, elevando o tronco para a bola passar por baixo do peito.

EXERCICIOS DE REPOSIÇAO

Estes são exercícios que visam o aprimoramento da precisão nas reposições de bola, pois como já salientamos, hoje o guarda-redes desempenha um papel de extrema importância no início das acções ofensivas da sua equipa, sendo o primeiro a iniciá-las com uma responsabilidade redobrada, pois em caso de falha, compromete seriamente a sua defesa.

EXERCÍCIO 01: Espalhar vários pinos pelo campo. O guarda - redes deverá lançar a bola e acertar os pinos, com trabalho de reposição curta e reposição longa em passe de ombro.

EXERCÍCIO 02: Colocar arcos no campo ofensivo. O guarda-redes fará a reposição em balão, com o objectivo de acertar com a bola dentro do arco.

EXERCÍCIO 03: Guarda-redes realiza a reposição por cima de um colchão colocado em pé sobre o meio do campo.

EXERCÍCIO 04: Colocar alguns jogadores, com camisolas de cores diferentes no meio campo ofensivo. O guarda-redes ficará de costas para o campo e de frente para a baliza. Ao comando do treinador, que dirá uma cor, ele deverá girar rapidamente e lançar a bola para o jogador com a camisola da cor correspondente. A cada reposição mudar a posição dos jogadores.

EXERCÍCIO 05: Formar no meio campo ofensivo uma baliza com pinos de mais ou menos 10 metros de largura. Para defender a baliza, um jogador de campo que não pode usar as mãos. O guarda-redes tentará marcar golo através da reposição em passe de ombro.

EXERCÍCIOS TÉCNICOS DE BALIZA

Estes exercícios têm como objectivo habituar o guarda-redes a todo o espaço do seu local de actuação, que é a baliza. Todo o trabalho junto da sua baliza permite melhorar a sua noção de

espaço, que é fundamental para o guarda-redes. Quanto melhor for a sua noção de espaço, melhor será o seu posicionamento e consequentemente, facilitará as suas acções dentro do jogo. Outro factor positivo criado por este treino é a adequação às situações de jogo, permitindo variações de posição, tanto de ataque, através daqueles que irão finalizar, bem como do próprio guarda-redes nas suas mais variadas acções de defesa. Ainda permite a exigência sobre as capacidades motoras necessárias ao guarda-redes, como velocidade de reacção e agilidade, possibilitando também o aprimoramento da resistência, flexibilidade e potência. Para isto, é necessário a criação de formas de treino variadas, com remates de diferentes distâncias, velocidades e alturas, para que o guarda-redes crie uma relação com a sua área e baliza, criando um maior conhecimento possível de todos os espaços e distâncias. O número de repetições para cada exercício deve ser baseado na capacidade motora que se quer aprimorar, levando sempre em consideração a condição técnica e física do guarda-redes, buscando sempre melhorar as qualidades e corrigir os defeitos.

EXERCICIO 01: O guarda-redes fica encostado a um poste e o treinador na linha da área com uma bola em frente ao outro poste. O guarda-redes desloca-se para defender a bola em defesa alta.

EXERCÍCIO 02: Dois guarda-redes ficam com uma bola, colocados cada um na frente de um poste. Passar a bola entre si, com o outro na baliza acompanhando a bola através de deslocamento lateral, evitando a finalização que pode ser realizada após o terceiro passe.

EXERCÍCIO 03: Mesmo exercício realizado agora com os pés.

EXERCÍCIO 04: Colocar dois pinos no meio da baliza, distanciados 50 cm entre si. O guardaredes deve deslocar-se em oito para defender a bola em defesa alta lançada nos cantos pelos outros guarda-redes.

EXERCÍCIO 05: O guarda-redes fica junto a um poste, com o treinador colocado no poste contrário, Ao sinal do treinador, gira e faz a defesa baixa em queda no remate rasteiro. Mudar de lado após X repetições.

EXERCÍCIO 06: O guarda-redes fica deitado de bruços no meio da baliza, e o treinador fica na linha da área. Ao sinal, levantar e defender a bola jogada num dos ângulos da baliza, depois retomar a posição inicial e repetir o exercício.

EXERCÍCIO 07: Defender remates com a visão da bola encoberta por um colchão, que é segurado pelo treinador.

EXERCÍCIO 08: Colocar colchões na frente da baliza para desviar a trajectória da bola, dificultando as acções de defesa.

EXERCÍCIO 09: Colocar três bolas na frente da baliza. Rematar contra estas bolas e o guardaredes tentará defender as bolas que se movimentam.

EXERCÍCIO 10: Defender bolas de ténis que serão lançadas através de serviço de diferentes distâncias.

PLANEAMENTO DOS TREINOS

O planeamento dos treinos específicos de guarda-redes depende muito da estrutura da equipa, a fase em que o trabalho está a ser realizado e o nível de aprendizagem dos guardaredes. Equipas com estrutura profissional apresentam condições melhores para o treinador organizar este tipo de trabalho pois, para citarmos apenas um exemplo, a carga horária de treinos permite um planeamento mais alargado, enquanto que em outras equipas, este trabalho irá requerer uma atenção especial do treinador e uma capacidade de adaptação para que este treino seja possível. Devemos lembrar e salientar alguns aspectos do planeamento do treino de guarda-redes. O planeamento do treino de guarda-redes deve fazer parte do planeamento global dos treinos da equipa. Deve respeitar as fases estipuladas para a equipa como um todo, respeitando os aspectos físicos, técnicos e tácticos, não esquecendo porém que terá um enfoque diferenciado devido à especificidade exigida pela sua posição. Dentro do planeamento dos treinos de guarda-redes, o treinador deve levar em consideração que cada guarda-redes possui as suas características técnicas, mas principalmente diferenças físicas. É na individualidade do treino que se conseguirá, de forma mais eficaz, atingir os resultados planeados e estipulados como objectivos. Numa unidade de treino, de uma forma geral, não é necessário aplicar exercícios diferenciados para os guarda-redes, mas respeitar as suas individualidades, trabalhando no mesmo exercício as características de cada um, procurando aperfeiçoar as suas qualidades e corrigir os seus defeitos. Em casos mais específicos, o treinador deve trabalhar de forma diferenciada cada guarda-redes, ou seja, se pretende melhorar a queda, realiza-se um treino separado para aprimorar este fundamento. Como já citamos anteriormente, a melhor forma de planearmos o treino de guarda-redes, é através da realização de unidades de treino específicas, para serem aplicadas em dias determinados no planeamento global da equipa. Antes de iniciar uma unidade de treino, é necessário um aquecimento adequado, precedido de alongamentos e mobilidade articulares, sendo que o uso da bola neste trabalho ficará dentro dos critérios e da criatividade do treinador. A parte principal deverá conter exercícios que vão de encontro às necessidades do guarda-redes, e sejam coerentes com o planeamento global da equipa, respeitando sempre as características individuais. É este aspecto que muitos treinadores não levam em consideração, realizando um treino igual para todos os guardaredes, correndo o risco de tornar o trabalho improdutivo. Para um guarda-redes, 15 repetições de um determinado exercício não têm o mesmo efeito que o mesmo número de repetições para outro, Se para um guarda-redes a reposição tecnicamente é boa, mas não tem potência, o gesto técnico pode-se deixar de lado para se dar ênfase ao aspecto físico, que pode ser diferente de um guarda-redes para outro. O treinador nunca deve esquecer que o treino

específico para o guarda-redes serve para corrigir os defeitos e aprimorar as virtudes e qualidades, de uma forma individual. Os exercícios, como os de velocidade de reacção e coordenação, exigem um alto grau de concentração, consequentemente desgastam de forma mais rápida que os outros, Portanto, não devem ser aplicados em períodos muito prolongados, ou mesmo, ter uma unidade de treino exclusiva para isto. Os exercícios relacionados com a forma física, como os de manutenção e exercícios técnicos, que são anaeróbios, exigem mais do guarda-redes no aspecto físico e, consequentemente, devem ser trabalhados de forma adequada pelo treinador. A unidade de treino deve ser variada, procurando trabalhar todos os aspectos da acção do guarda-redes, respeitando sempre os objectivos traçados. O número de repetições, tempo de execução e tempo de recuperação, devem de ir de encontro aos objectivos propostos, para não corrermos o risco de falhar os objectivos, e nem provocar "sobre treino". Na parte final da unidade de treino, é importante que o treinador aproveite o momento de relaxamento, para analisar o treino juntamente com os guarda-redes, verificando as dificuldades, se os objectivos foram atingidos ou não, sugestões e para passar ao guarda-redes a consciência da importância do seu treino e da necessidade de sua preparação específica para melhorar sua forma.

SUGESTÃO DE UMA UNIDADE DE TREINO:

Parte Inicial: 10' - Alongamentos Exercícios de Manejo de bola

Parte Principal: 10' - Exercícios de Velocidade de Reacção Exercícios de Coordenação 20' - Exercícios Técnicos de Baliza Exercícios de Manutenção Técnica e Física

Parte Final: 10' - Alongamentos Análise do treino

MATERIAL

Bolas: Futsal Andebol

Ténis Rugby Medicinais 1 e 3 kg Cordas Cordas Elásticas Colchões Bancos Suecos Balizas Menores Pinos Vendas para os olhos Pneus Raquete de Ténis Aros Barreiras

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