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Competitive Advantages Hyper-V VMware vSphere

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Vantagens competitivas do Windows Server 2012 Hyper-V sobre o VMware vSphere 5.1
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Por que o Hyper-V?

Vantagens Competitivas do Windows Server 2012 Hyper-V sobre o VMware vSphere 5.1

Competitive Advantages of Windows Server 2012 Hyper-V over VMware vSphere 5.1

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Índice
Informações de direitos autorais ...................................................... 3 Além da Virtualização ......................................................................... 4
Antes do Windows Server 2012 ............................................................................................................. 4
Aprimoramentos no Windows Server 2008 R2 Hyper-V............................................................................................... 4 Benefícios do Windows Server 2008 R2 Hyper-V ............................................................................................................ 5

Por que o Hyper-V? ................................................................. 5
Escalabilidade, Desempenho e Densidade ........................................................................................ 5
Aprimoramento na Capacidade de Armazenamento ..................................................................................................... 8 Aprimoramento no Gerenciamento de Recursos ............................................................................................................ 9 Infraestrutura de Estação de Trabalho Virtual ................................................................................................................ 10

Segurança Multitenancy ......................................................................................................................... 14
O Hyper-V Extensible Switch ................................................................................................................................................. 14 Extensões para o Extensible Switch .................................................................................................................................... 15 Aprimoramentos no desempenho de rede ..................................................................................................................... 17 Segurança Física ......................................................................................................................................................................... 18

Infraestrutura Física .................................................................................................................................. 19
Mobilidade de Máquina Virtual ........................................................................................................................................... 19 Além das VLANs com o Hyper-V Network Virtualization .......................................................................................... 19

Alta Disponibilidade e Resiliência ....................................................................................................... 22

Conclusão ................................................................................. 25

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Informações de direitos autorais
© 2012 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados. Este documento é fornecido em sua condição atual. As informações e opiniões expressas neste documento, incluindo as referências a URLs e outros sites internet, podem sofrer alterações sem aviso prévio. Você assumirá o risco de usá-las. Este documento não lhe confere o direito a nenhuma propriedade intelectual sobre qualquer produto Microsoft. É permitido copiar e utilizar este documento para fins internos, e também modificá-lo para utilização como referência.

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Além da Virtualização
A utilização de servidores evoluiu nos últimos anos de uma tecnologia incipiente para um recurso de TI com alto grau de desenvolvimento. Neste processo, as empresas de todos os portes começaram a usufruir de seu potencial de acompanhar suas necessidades crescentes. Através da virtualização das cargas de trabalho, as empresas podem controlar os custos e, ao mesmo tempo, melhorar a escalabilidade, a flexibilidade e a abrangência dos sistemas de TI. Com estes avanços, no entanto, constata-se que a virtualização por si só não permite que as empresas construam ou tenham os benefícios dos serviços baseados em nuvem, os quais estão assumindo um papel cada vez mais relevante nas atividades empresariais. A Microsoft assumiu uma posição de liderança no avanço da tecnologia de virtualização com o Hyper-V. Introduzido primeiramente como parte do Windows Server 2008, e depois expandido e aprimorado no Windows Server 2008 R2, o Hyper-V oferece às empresas uma ferramenta de otimização dos investimentos em hardware de servidor, através da integração de múltiplas funções de servidor em máquinas virtuais rodando em um único servidor físico. O Hyper-V também pode ser usado para rodar, em um único servidor, múltiplos sistemas operacionais de forma eficiente — incluindo sistemas operacionais nãoMicrosoft, como o Linux — e usufruir do potencial da computação de 64 bits.

Antes do Windows Server 2012
Vamos primeiramente rever os aprimoramentos do Hyper-V oferecidos pelas versões anteriores do Windows Server. Começando pelo Windows Server 2008, a virtualização de servidores através da tecnologia Hyper-V foi parte integrante deste sistema operacional. No Windows Server 2008 R2, foi incluída uma nova versão do Hyper-V, que foi aprimorada posteriormente com o Service Pack 1 (SP1). Existem duas características principais da tecnologia Hyper-V:  O Hyper-V é o recurso de virtualização do Windows Server 2008 R2 baseado em hipervisor.  O Microsoft Hyper-V Server é o produto de virtualização baseado em hipervisor que permite a consolidação das cargas de trabalho em um único servidor físico. Ele está disponível como um download gratuito.

Aprimoramentos do Windows Server 2008 R2 Hyper-V
Com o lançamento do Windows Server 2008 R2 Hyper-V, a Microsoft introduziu diversos recursos importantes para ajudar as empresas a reduzir custos e, ao mesmo tempo, aumentar a agilidade e a flexibilidade. Os principais recursos introduzidos incluíram:  Live Migration – Migração de máquinas virtuais (VMs) sem interrupção nem tempos de desativação (downtime)  Volumes Compartilhados de Cluster – Alta escalabilidade e flexibilidade no uso de armazenamento compartilhado (SAN) para VMs  Compatibilidade de Processador – Aumento na flexibilidade do Live Migration entre servidores com diferentes arquiteturas de CPU  Hot Add Storage – Flexibilidade na inclusão/remoção de unidades de armazenamento nas/das VMs  Aprimoramento no desempenho de redes virtuais – Suporte a Jumbo Frames e Virtual Machine Queue (VMq)

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Com a adição do Service Pack 1 (SP1) para o Hyper-V, a Microsoft introduziu dois novos recursos importantes para ajudar as empresas a obter maiores benefícios com a plataforma:  Memória Dinâmica – Utillização mais eficiente da memória, mantendo o desempenho e a escalabilidade da carga de trabalho.  RemoteFX – Oferece a mais rica experiência virtualizada do Windows 7 para implantação de Infraestruturas de Estação de Trabalho Virtual (VDI - Virtual Desktop Infrastructure).

Benefícios do Windows Server 2008 R2 Hyper-V
O Hyper-V é parte integrante do Windows Server e oferece uma plataforma de virtualização que permite aos clientes migrarem para a nuvem. Com o Windows Server 2008 R2, os clientes dispõem de uma solução atraente para cenários de virtualização "core"; consolidação de servidores de produção, datacenter dinâmico, continuidade dos negócios, Infraestrutura de Estação de Trabalho Virtual (VDI) e teste e desenvolvimento. O Hyper-V oferece aos clientes maior flexibilidade de armazenamento com o recurso Live Migration e com os volumes compartilhados de cluster. No Windows Server 2008 R2, o Hyper-V também oferecia maior escalabilidade com suporte para até 64 processadores lógicos e maior desempenho com memória dinâmica e suporte de rede aprimorado.

Por que o Hyper-V?
As tecnologias de virtualização ajudam os clientes a reduzir custos e oferecem maior agilidade e economia de escala. Seja como um produto isolado ou integrado ao Windows Server, o Hyper-V é atualmente a principal plataforma de virtualização e a oportunidade de transformação com a computação em nuvem. Com o Hyper-V, agora é mais fácil para as empresas usufruirem as vantagens que a virtualização oferece em termos de redução de custos, e otimizarem os investimentos em hardware de servidor, integrando múltiplas funções de servidor como máquinas virtuais independentes rodando em uma única máquina virtual. Os clientes podem usar o Hyper-V para rodar, simultaneamente e com eficiência, múltiplos sistemas operacionais, Windows, Linux, e outros em um único servidor. O Windows Server 2012 amplia estas vantagens com mais recursos, maior escalabilidade e mecanismos internos de confiabilidade. No datacenter, na estação de trabalho, e agora na nuvem, a plataforma de virtualização da Microsoft, representada pelo Hyper-V e suas ferramentas de gerenciamento, simplesmente faz mais sentido e oferece mais vantagens em compração com os produtos concorrentes. Este artigo tem como objetivo comparar o Windows Server 2012 Hyper-V com o produto stand-alone VMware vSphere Hypervisor, também conhecido como ESXi e vSphere 5.1, abrangendo quatro áreas:  Escalabilidade, Desempenho e Densidade  Segurança Multitenancy  Flexibidade de Infraestrutura  Alta Disponibilidade e Resiliência

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Escalabilidade, Desempenho e Densidade
O Hyper-V no Windows Server 2008 R2 suportava a configuração de máquinas virtuais com, no máximo, quatro processadoes virtuais e até 64 GB de memória. Entretanto, as empresas de TI desejam utilizar a virtualização cada vez mais, quando se trata de implantar aplicativos corporativos de missão crítica. Grandes cargas de trabalho, como os bancos de dados para processamento online de transações (OLTP) e as soluções de análise de transações online (OLTA) tipicamente rodam em sistemas com 16 ou mais processadores e demandam grandes quantidades de memória. Para esta classe de carga de trabalho, é fundamental dispor de mais processadores virtuais e de maior volume de memória para as máquinas virtuais. O Hyper-V no Windows Server 2012 oferece um suporte significativamente maior para os processadores e memória do servidor. Novos recursos incluem suporte para até 64 processadoes virtuais e 1TB de memória para os Hyper-V guests, um novo formato de disco rígido virtual VHDX com capacidade de disco ampliada para até 64 TB e com maior resiliência. Estes recursos ajudam a assegurar que a infraestrutura de virtualização suporte a configuração de máquinas virtuais de alto desempenho para processar cargas de trabalho que podem necessitar de um significativo aumento de capacidade. Estes, no entanto, não são os únicos aprimoramentos no Windows Server 2012 Hyper-V, como mostra a tabela abaixo:
Recurso Servidor Processadores lógicos Memória física CPUs virtuais por servidor VM CPUs virtuais por VM Memória por VM VMs ativas por servidor Guest NUMA Cluster Qtd. máxima de nós Qtd. máxima de VMs Windows Server 2008 Hyper-V 64 1TB 512 4 64GB 384 Não 16 1.000 Windows Server 2012 Hyper-V 320 4TB 2.048 64 1TB 1.024 Sim 64 8.000 Fator de aumento 5× 4× 4× 16× 16× 2,7× 4× 8×

Foram feitas melhorias significativas que permitiram ao Hyper-V suportar tamanhos maiores de cluster, uma quantidade significativamente maior de máquinas virtuais ativas por servidor e, adicionalmente, recursos mais avançados de desempenho, como o NUMA (Non-Uniform Memory Access). Isto permite maiores níveis de escalabilidade, desempenho e densidade para as cargas de trabalho de missão crítica.

Comparação com VMware
A tabela abaixo mostra uma comparação entre o Windows Server 2012 Hyper-V e o VMware vSphere Hypervisor (hipervisor autônomo gratuito da VMware) e o VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus (versão mais avançada da VMware e licenciada por CPU).

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Recurso

Windows Server 2012 Hyper-V 320 4TB 2.048 64 1TB 1.024 Sim 64 8.000

VMware vSphere Hypervisor 160 32GB 2.048 8 32GB 512 Sim N/A N/A

VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus 160 2TB 2.048 64 1TB 512 Sim 32 3.000

Servidor

Processadores lógicos Memória física CPUs virtuais por servidor

VM

CPUs virtuais por VM Memória por VM VMs ativas por servidor Guest NUMA

Cluster

Qtd. máxima de nós Qtd. máxima de VMs

A tabela mostra que o Hyper-V oferece características significativamente superiores em relação ao servidor, VM e cluster quando comparado com o VMware vSphere Hypervisor. A VMware posiciona o vSphere Hypervisor como uma solução simples projetada para que os usuários experimentem as vantagens de sua plataforma de virtualização sem custo algum. No entanto, uma observação mais detalhada revelará que existem certas restrições que impedem o uso da solução em escala, o que requer a aquisição de uma das edições mais avançadas do vSphere a custos significativos. Um exemplo disto é o limite de 32GB de memória física no vSphere Hypervisor, limitando a escalabilidade e, consequentemente, o tamanho máximo de memória da máquina virtual. Desde o lançamento do vSphere 5.0 em 2011, a VMware tem discutido sobre a inclusão de 32 processadores lógicos em uma máquina virtual, que era exclusividade da edição Enterprise Plus do vSphere, e não estava disponível nas edições vSphere Hypervisor, vSphere 5.0 Essentials, Essentials Plus, Standard e Enterprise, as quais eram todas limitadas a 8 processadores lógicos por máquina virtual. Com o vSphere 5.1 no entanto, a edição Enterprise pode agora suportar VMs com até 32 vCPUs, e a edição Enterprise Plus, até 64 vCPUs. Comparando estes números com o Hyper-V no Windows Server 2012, os clientes recebem não apenas uma capacidade de até 64 processadores lógicos por máquina virtual, mas esta capacidade é oferecida sem restrições de SKU. Os clientes podem livremente rodar suas maiores cargas de trabalho no Hyper-V, sem custo adicional e nem upgrades para edições de alto custo. A tabela também mostra que tanto o Windows Server 2012 Hyper-V como o vSphere 5.1 Enterprise Plus permitem até 1TB de memória para cada máquina virtual. Considerando um servidor individual, o Hyper- V também suporta o dobro da quantidade de máquinas virtuais ativas por servidor do que o vSphere Hypervisor e o vSphere 5.1 Enterprise Plus, assegurando aos clientes maiores níveis de densidade para suas cargas de trabalho e, ao mesmo tempo, maior retorno sobre o investimento. Assim como a virtualização em si é um aspecto incrivelmente importante para o datacenter, a resiliência e a alta disponibilidade das cargas de trabalho também são fundamentais. A inclusão do recurso Failover Clustering no Windows Server 2012 permite atingir uma escala massiva, com um número sem paralelo de nós e de máquinas virtuais por cluster. O vSphere Hypervisor sozinho não oferece recursos de alta disponibilidade ou resiliência, para isso os clientes precisam comprar o vSphere 5.1, e mesmo assim com a restrição de até 32 nós e 3.000 máquinas virtuais por cluster, o que é consideravelmente inferior aos 64 nós e 8.000 VMs suportados pelo Windows Server 2012.

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Melhorias na Capacidade de Armazenamento
O Windows Server 2012 Hyper-V também traz diversas melhorias na capacidade de armazenamento para suportar as mais intensas e críticas cargas de trabalho, incluindo:  Fiber Channel virtual – Permite que as máquinas virtuais se conectem diretamente às redes de armazenamento fiber channel (SAN - Storage Area Networks) viabilizando situações como os Hyper-V Guest Clusters baseados em fiber channel.  Suporte a setores de disco de 4 KB nos discos virtuais Hyper-V. O suporte a setores de disco de 4.000 bytes (4KB) permite aos clientes usufruirem das mais recentes inovações em hardware de armazenamento, com maior capacidade e confiabilidade.  Novo formato de disco rígido virtual. Este novo formato, denominado VHDX, melhora o processamento das cargas de trabalho atuais e futuras, atendendo às demandas tecnológicas crescentes em termos de aumento de capacidade de armazenamento, proteção de dados, melhoria do desempenho em discos de 4KB e melhores recursos operacionais. O tamanho máximo de um arquivo VHDX é de 64TB.  Offloaded Data Transfer (ODX). Com o suporte ao ODX, as CPUS dos servidores Hyper-V podem concentrar-se no processamento dos aplicativos e delegar as tarefas de armazenamento à SAN, aumentando assim o desempenho do sistema.

Comparação com VMware
Recurso Windows Server 2012 Hyper-V Sim Sim Sim 64TB VHDX >256TB Sim VMware vSphere Hypervisor Sim Não Não 2TB VMDK 64TB Não VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus Sim Sim (VAMP) Não 2TB VMDK 64TB Sim (VAAI)

Fiber Channel virtual Multipathing (MPIO) de terceiros Suporte nativo a discos de 4 KB Tamanho máximo do disco virtual Tamanho máximo do disco "pass through" Offloaded Data Transfer (ODX)

Como mostra a tabela acima, o Windows Server 2012 Hyper-V oferece um quantidade significativa de vantagens, tanto sobre o vSphere Hypervisor como sobre o vSphere 5.1 Enterprise Plus. Os clientes que estão atualmente implantando infraestruturas virtualizadas necessitam dos máximos níveis de disponibilidade e desempenho, e desejam maximizar seus investimentos na tecnologia escolhida para ajudar a impulsionar seus negócios. Com a Microsoft, a possibilidade de usar os Módulos Específicos de Dispositivos, também conhecidos como DSMs (Device Specific Modules), produzidos pelos fornecedores do hardware de armazenamento, em conjunto com o framework Multipath I/O que faz parte do Windows Server, assegura que as cargas de trabalho dos clientes sejam executadas em uma configuração otimizada desde o início, com os máximos níveis de desempenho e disponibilidade. Este framework está embutido na plataforma Windows Server sem custo adicional. O vSphere Hypervisor não permite usar estas otimizações específicas dos fornecedores de armazenamento, e apenas as edições Enterprise e Enterprise Plus do vSphere 5.1, por meio de um recurso denominado "vStorage APIs for Multipathing", oferecem esta capacidade, fazendo com que os clientes precisem migrar para edições superiores e mais caras para desfrutar do melhor desempenho de seus investimento em armazenamento.

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Ao implementarem suas infraestruturas virtualizadas, os clientes olham para o futuro para antecipar as novas tendências tecnológicas e inovações que estão chegando. Uma destas inovações, que está rapidamente surgindo, são os discos com formatos avançados, que utilizam setores físicos de 4KB. Estes discos aumentam o desempenho do sistema e são suportados nativamente pelo Windows Server 2012 Hyper-V, porém não são suportados pelo vSphere Hypervisor e nem pelo vSphere 5.1, o que restringe as futuras atualizações de hardware. Na medida em que os clientes introduzem cargas de trabalho maiores e mais poderosas em seus ambientes virtuais, aumenta também a quantidade de dados associados a estas cargas. O Windows Server 2012 Hyper-V suporta a criação rápida e eficiente de discos virtuais até 64 terabytes (TB) de tamanho, permitindo o armazenamento de enormes bases de dados, repositórios de arquivos, ou bibliotecas de documentos em discos individuais. Embora o sistema de arquivos proprietário da VMware – o VMFS5 – suporte o armazenamento de dados até 64TB, o Formato de Disco de Máquina Virtual (VMDK - Virtual Machine Disk Format) está restrito a 2TB, fazendo com que os clientes tenham que utilizar RDMs (Raw Device Mappings), que apresentam menor flexibilidade e portabilidade. Se os clientes escolherem por implementar RDMs, a máxima capacidade suportada é 64TB, entretanto o Microsoft Windows Server 2012 não limita a capacidade de armazenamento de um disco "pass through". O máximo tamanho de um disco físico atribuído a uma máquina virtual é determinado pela capacidade do sistema operacional guest, sendo que os mais recentes sistemas operacionais Windows Server suportam discos com capacidade de armazenamento superior a 256TB. Isto assegura que as maiores cargas de trabalho baseadas em dados possam ser virtualizadas com facilidade no Hyper-V. Nós mencionamos anteriormente um recurso chamado de "multipathing de terceiros" (3rd party multipathing) e sua capacidade de otimizar a integração e a conectividade Servidor-SAN, maximizando os investimentos dos clientes em ambos os elementos fundamentais da infraestrutura virtualizada, e oferecendo os mais altos níveis de desempenho e disponibilidade para suas cargas de trabalho críticas. O recurso ODX (Offloaded Data Transfer), uma capacidade essencial do Windows Server 2012 Hyper-V, é outro recurso que permite às empresas maximizarem os investimentos em suas tecnologias atuais. Ao integrar o Windows Server 2012 Hyper-V com uma matriz de armazenamento ODX, muitas das tarefas relacionadas ao armazenamento, que normalmente usariam o tempo valioso da CPU e os recursos de rede nos servidores Hyper-V, são delegadas ao sistema de armazenamento, resultando em uma execução muito mais rápida, aumentando significativamente o desempenho e liberando outros recursos nos próprios servidores. A VMware oferece um recurso similar, denominado VAAI (vStorage APIs for Array Integration), mas apenas para as edições Enterprise e Enterprise Plus do vSphere 5.1, fazendo com que os clientes tenham que migrar para edições superiores a fim de obter maior desempenho de seus investimentos em hardware.

Aprimoramentos no Gerenciamento de Recursos
O Windows Server 2012 Hyper-V também introduz diversas funcionalidades para o gerenciamento de recursos, incluindo:  Aprimoramentos na Memória Dinâmica – Aumentam drasticamente as taxas de consolidação das máquinas virtuais e a confiabilidade das operações de reinicialização, podendo resultar em redução de custos, especialmente em ambientes que possuem muitas máquinas virtuais ociosas ou com baixa carga de trabalho, como por exemplo, em um ambiente VDI.  Resource Metering – Este recurso permite rastrear e gerar relatórios sobre a quantidade de dados transferidos por cada endereço IP ou máquina virtual, ajudando assim a garantir chargebacks precisos.  Qualidade de Serviço (QoS) – O recurso QoS permite garantir os acordos de nível de serviço (SLA Service Level Agreement), especificando a largura de banda mínima disponível a uma máquina virtual ou a uma determinada porta. Problemas de latência podem ser evitados alocando a máxima largura de

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banda a uma máquina virtual ou porta.  Data Center Bridging (DCB) – O recurso DCB se beneficia das mais recentes inovações para reduzir o custo e a dificuldade em manter separados os tráfegos de rede, de gerenciamento, do live migration e do armazenamento, usando uma rede local (LAN) moderna, convergente de 10 gigabits.

Comparação com VMware
Recurso Memória Dinâmica Resource Metering Qualidade de Serviço Data Center Bridging (DCB) Windows Server 2012 Hyper-V Sim Sim Sim Sim VMware vSphere Hypervisor Sim Sim Não Sim VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus Sim Sim Sim Sim

Com mostra a tabela acima, quando se trata de gerenciamento de memória, o Windows Server 2012 Hyper-V, assim como o VMware vSphere Hypervisor e o vSphere 5.1, oferecem todas as técnicas para otimizar o uso de memória das máqunas virtuais, para aumentar a densidade e maximizar o retorno sobre o investimento. No entanto, a abordagem da Microsoft para o gerenciamento de memória é diferente da VMware. A VMware sustenta que, por meio de suas quatro técnicas de gerenciamento de memória (Memory Ballooning, Transparent Page Sharing, Compression e Swapping), eles oferecem maior densidade de máquina virtual que o Hyper-V, ainda que esta afirmação seja falsa. Todas estas quatro técnicas são medidas reativas, operando apenas quando o servidor está sob pressão de memória e altamente carregado. Com a tecnologia TPS (Transparent Page Sharing), considerando que a maioria das plataformas de hardware suportam tabelas de paginação (LPTs - Large Page Tables) de 2MB de maior desempenho, o TPS não consegue deduplicar as páginas de memória tão facilmente como poderia fazer antes das LPTs, e consequentemente este recurso se torna significativamente menos benéfico. Em situações de pressão de memória, o servidor vSphere Hypervisor irá segmentar as páginas de memórias extensas em páginas menores de 4KB, que então ele poderá deduplicar, liberando memória, mas este processo não ocorre sem impactar o desempenho, já limitado, do servidor. Com as técnicas Compression e Swapping, embora ambas ajudem a manter as máquinas virtuais operacionais, é um pouco tarde demais, com o desempenho das cargas de trabalho principais neste ponto estando severamente degradado. Com o recurso de Memória Dinâmica, o Hyper-V opera intuitivamente com o sistema operacional guest, alocando e recuperando memória da máquina virtual de maneira otimizada para o sistema operacional guest, assegurando que os recursos sejam providos de maneira adequada, permitindo um nível consistente de desempenho para as cargas de trabalhos principais e, consequentemente, resultando nos máximos níveis de densidade e no maior retorno sobre o investimento. Na medida em que migramos em direção a infraestruturas cada vez mais orientadas à nuvem, especialmente em ambientes multi-tenant, os provedores de hospedagem e as empresas devem ser capazes de medir a quantidade de recursos (computacionais, de rede e de armazenamento) do datacenter que são consumidos por cada carga de trabalho. Estas medições podem ser usadas para realizar a cobrança dos usuários externos (conhecidas como chargeback), ou para manter controles internos (conhecidos como showback) em cenários de gerenciamento de orçamento entre departamentos de uma empresa. O recurso Resource Metering, que é uma funcionalidade padrão do Windows Server 2012 HyperV, quando combinado com os novos contadores de desempenho, gera uma grande quantidade de informações que podem permitir a implementação dos modelos de chargeback e showback. Embora o

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VMware vSphere Hypervisor e o vSphere 5.1 permitam a captura destas informações através do vCenter, as empresas precisam adquirir o vCenter Chargeback Manager, a um custo adicional ao vSphere 5.1, a fim de usar as informações de maneira efetiva. Ao mesmo tempo em que o chargeback e o showback são elementos importantes para uma nuvem privada, é igualmente importante assegurar os níveis de serviço, seja para provedores de hospedagem servindo clientes externos ou uma empresa provendo recursos e cobrando-os de a suas unidades internas. Em ambos os casos, é fundamental assegurar os mais altos níveis de desempenho, e no Windows Server 2012 Hyper-V, a Qualidade de Serviço (QoS) é um recurso padrão, permitindo que as empresas garantam os Acordos de Nível de Serviço (SLAs) para suas cargas de trabalho, e ao mesmo tempo assegurem que as máquinas virtuais com processamento intensivo não consumam mais recursos do que elas têm permissão. Com o VMware, no entanto, o QoS só está disponível na edição Enterprise Plus do vSphere 5.1, fazendo com que os clientes que desejam implementar seus SLAs, precisem migrar para a edição mais avançada, a custos adicionais.

Infraestrutura de Estação de Trabalho Virtual (VDI)
O Windows Server 2012 foi projetado para um estilo moderno de trabalho, onde as fronteiras entre a vida pessoal e o ambiente de trabalho são confusas, e onde as pessoas dependem fortemente da tecnologia para se comunicar, colaborar e planejar suas atividades diárias. O Windows Server 2012 permite aos setores de TI oferecer aos usuários flexibilidade de acesso aos dados e aplicativos em qualquer local, em dispositivos comuns, com uma rica experiência de uso. Ele também simplifica o gerenciamento e melhora a segurança, o controle e a conformidade dos dados. A Microsoft é líder no desenvolvimento de soluções avançadas de virtualização de estações de trabalho, incluindo as tecnologias para implantação e gerenciamento de um ambiente centralizado de estações de trabalho. O Windows Server 2012 melhora significativamente os recursos das plataformas para estações de trabalho e aplicativos centralizados com o Remote Desktop Services. Os aprimoramentos ao Remote Desktop Services foram orientados por três objetivos. O primeiro foi oferecer aos usuários finais uma experiência rica e similar ao uso local, para simplificar o logon e a utilização de suas estações de trabalho virtuais em uma ampla gama de dispositivos, incluindo computadores pessoais, laptops, smartphones, tablets e thin clients. O segundo objetivo foi oferecer às empresas os recursos essenciais a baixos custos, sem comprometer o desempenho. E finalmente, a Microsoft disponibilizou no ambiente Remote Desktop Services, as mesmas ferramentas de gerenciamento de estações de trabalho que já são familiares ao pessoal de TI, facilitando e agilizando o suporte a identidades e autenticações, assegurando a aderência às políticas de segurança e cumprindo os requisitos de conformidade. Os aprimoramentos ao Remote Desktop Services no Windows Server 2012 oferecem três benefícios importantes: uma rica experiência de usuário, baixos custos para as empresas e simplicidade na implantação de Infraestruturas de Estações e Trabalho Virtuais (VDI) com melhoria nos recursos de gerenciamento.

Uma rica experiência de usuário
O Windows Server 2012 Remote Desktop Services proporciona uma experiência rica em diferentes dispositivos, em locais variados e em condições distintas de rede. No Windows Server 2008 R2 SP1, a Microsoft introduziu o RemoteFX, um recurso gráfico avançado que permite que as estações de trabalho virtuais rodando o Windows 7 SP1 se apropriem da capacidade das placas gráficas físicas (GPUs) instaladas nos servidores Hyper-V. Esta capacidade foi aprimorada e ampliada no Windows Server 2012 para oferecer duas opções principais de instalação:  

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 RemoteFX Hardware GPU – Os administradores de TI podem alocar GPUs físicas, instaladas em um servidor Hyper-V, a uma estação de trabalho virtual para proporcionar uma experiência de usuário similar à utilização de uma estação de trabalho local. Diversas estações de trabalho virtuais podem compartilhar uma determinada GPU do servidor para assegurar altos níveis de escalabilidade sem comprometer o desempenho.  RemoteFX Software GPU – Em uma estação de trabalho virtual rodando o Windows 8 Client, a Microsoft oferece uma GPU por software, que dispensa a GPU física no servidor, usando a emulação por software e proporcionando assim uma experiência rica para os usuários de estações de trabalho virtuais. Ambas as opções de instalação do RemoteFX unem-se a outros aprimoramentos, detalhados abaixo, para proporcionar a mais rica experiência para os usários no tabalho remoto:  RemoteFX Adaptive Graphics, que melhora o processamento gráfico, permitindo e execução suave de estações de trabalho virtuais e programas RemoteApp. Este recurso também melhora a utilização do Windows Aero e 3-D em ambientes de rede variados, incluindo as redes com largura de banda limitada e alta latência.  RemoteFX for WAN, que oferece diversos aprimoramentos técnicos para melhorar a experiência do usuário na conexão com redes de longa distância (WANs). Este recurso é especialmente importante para usuários que se conectam a partir de locais geograficamente dispersos usando conexões de baixa largura de banda, como por exemplo, escritórios de filiais, residências ou hotéis.  RemoteFX Multi-Touch, que permite aos usuários de aplicativos baseados em toque e gestos se beneficiarem destas soluções em ambientes de estação de trabalho remotos.  RemoteFX USB Redirection, que beneficia os usuários de estações de trabalho centralizadas que acessam a rede usando dispositivos USB conectados em um dispositivo cliente físico local. O recurso RemoteFX USB Redirection permite uma visualização única para os dispositivos USB, estações de trabalho e aplicativos, com se fossem recursos locais, criando uma sensação de unificação para o usuário. Este recurso suporta uma ampla gama de dispositivos USB.  RemoteFX Media Remoting, é um recurso destinado a assegurar uma execução fluida de aplicativos multimídia, mesmo em redes com largura de banda limitada e alta latência.  Metro-style Remote Desktop App, uma interface-cliente para estações de trabalho remotas, graficamente rica e fácil de usar, para que os usuários de dispositivos baseados em toque acessem seus aplicativos.  Discos de Perfis de Usuários, usados para armazenar as configurações de perfil do usuário ambientes de estações de trabalho virtuais (VDI) organizadas em "pool" ou em ambientes virtualização por sessão. Com este recurso, as alterações no status do usuário ficam armazenadas disco, e estarão disponíveis em seu próximo logon, independentemente de sua localização ou dispositivo que estiver usando. em de em do

É importante observar que os recursos do RemoteFX também podem ser benéficos no caso de conexão em rede com uma máquina física, por exemplo, uma máquina instalada no datacenter (blade PC).

Redução de Custos
O Remote Desktop Services no Windows Server 2012 ajuda os administradores de TI a aumentar a densidade de estações de trabalho no servidor e adotar métodos de implantação de mais baixo custo, como o pool de estações de trabalho bem-gerenciado e soluções de armazenamento de menor custo. Os aprimoramentos de recursos que ajudam na redução do custo de implantação e gerenciamento são:  Redução no custo de armazenamento com o compartilhamentro de arquivos SMB (Server Message Block), que utiliza hardware de baixo custo para implantações de VDI, ao invés das

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alternativas SAN (Storage Area Network) que apresentam custos mais elevados.  Session Virtualization Fair Share, que permite maiores densidades para a virtualização por sessão através da distribuição homogênea de recursos, minimizando a necessidade de proteção contra picos de utilização (spikes).

Implantações Simplificadas e Gerenciamento Aprimorado
A crescente adoção de estações de trabalho virtuais pelas empresas requer ferramentas que ajudem a simplificar as implantações e as tarefas de gerenciamento para os administradores de TI. O Windows Server 2012 possui diversos recursos que ajudam a simplificar e agilizar estas tarefas, incluindo:  Configuração simplificada usando um assistente para a implantação do Remote Desktop Services.  Console de gerenciamento unificado para estações de trabalho e para estações de trabalho e aplicativos baseados em sessão.  Simplificação na criação, atribuição e gerenciamento de patches para estações de trabalho virtuais pessoais ou organizadas em "pool".

Comparação com a solução da VMware
O primeiro aspecto importante a ser observado na solução da VMware é que a capacidade de VDI não está incluída nas edições vSphere Hypervisor e vSphere 5.1. A VMware oferece um produto separado para os recursos de VDI – o VMware View 5.1 – que possui duas edições, Enterprise e Premier. É importante observar, no entanto, que para os clientes que já possuem o vSphere, o produto VMware View 5.1 é vendido separadamente como um add-on, a custos adicionais. Para os clientes que ainda não possuem a tecnologia VMware, o VMware View 5.1 está disponível como produto independente, porém seu uso está restrito unicamente a estações de trabalho virtuais, e não a sistemas operacionais de servidor. O Windows Server 2012 Hyper-V, juntamente com o Remote Desktop Services não restringe os clientes de um ou de outro, oferecendo flexibilidade sem custos adicionais de licenciamento de infraestrutura. Em relação aos recursos disponíveis, a tabela abaixo mostra algumas diferenças entre o Windows Server 2012 e as diferentes edições dos produtos da VMware:
Recurso Gerenciamento Unificado de VDI Patching Inteligente de VDI Provisionamento rápido de VM para VDI Suporte de hardware GPU-para-vGPU Gerenciamento de dados e perfis de usuário Windows Server 2012 Hyper-V Sim Sim Sim Sim Sim VMware vSphere Hypervisor VMware View VMware View VMware View VMware View VMware View VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus VMware View VMware View VMware View VMware View VMware View

Conforme discutido anteriormente, tanto o vSphere Hypervisor como o vSphere 5.1 só oferecem recursos para VDI mediante a aquisição adicional do produto VMware View 5.1 Enterprise ou Premier. Em relação ao gerenciamento centralizado dos diferentes tipos de implantação de estações de trabalho virtuais (pool, pessoais ou baseadas em sessão), e considerando que o VMware View 5.1 não oferece um console de gerenciamento centralizado para cada tipo de implantação, as estações de trabalho baseadas em sessão parecem ter sido incorporadas de maneira improvisada. Comparando a experiência de usuário entre o VMware View 5.1 para estações de trabalho virtuais com o VMware View 5.1 para estações de trabalho baseadas em sessão, os clientes irão observar que o protocolo de exibição da VMware (PCoIP - PC sobre

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IP) não pode ser usado para conectar com servidores baseados em sessão. Também não há Gerenciamento de Perfil (Persona Management) e nem suporte a USB para as estações de trabalho baseadas em sessão, mostrando claramente a preferência aos usuários de estações de trabalho virtuais e tratando os usuários de estações de trabalho baseadas em sessão como cidadãos de segunda classe. Com o Windows Server 2012, os usuários de estações de trabalho baseadas em sessão são cidadãos de primeira classe, assim como aqueles que usam estações de trabalho pessoais ou em "pool" quando o assunto é a experiência de uso, e todos os três tipos de implantação são gerenciados de forma intuitiva a partir do rico e integrado Gerenciador de Servidor. Em qualquer implantação de estações de trabalho virtuais, a experiência do usuário é um elemento central, e com o Windows Server 2012 Hyper-V com RemoteFX, a Microsoft oferece uma experiência rica para os serviços sobre diversas condições de rede, tanto em estações de trabalho virtuais como baseadas em sessão. O RemoteFX oferece aos clientes a opção de usar sua placas gráficas locais, ou as GPUs instaladas nos servidores Hyper-V alocadas às estações de trabalho virtuais, ou uma GPU emulada por software embutida nas estações de trabalho virtuais que utilizam o cliente Windows 8. Ambas as opções permitem ao setor de TI oferecer aos usuários finais uma rica experiência de uso, maximizando o investimento em hardware gráfico realizado em seus servidores. A VMware estabeleceu parceria com a NVIDIA para oferecer suporte de hardware à vGPU dentro da máquina virtual. As vGPUs aumentam a capacidade gráfica de uma máquina virtual delegando as cargas de trabalho com processamento gráfico intenso para a GPU física no servidor vSphere. No vSphere 5.1, o novo suporte a vGPU objetiva os ambientes View que rodam cargas de trabalho com processamento gráfico intenso, como o design gráfico ou as aplicações de imagens médicas. É importante observar que o suporte de hardware à vGPU no vSphere 5.1 limita-se aos ambientes View que rodam nos servidores vSphere com placas GPU NVIDIA suportadas. Com a Microsoft, no entanto, podem ser usadas GPUs da AMD e da NVIDIA. Também é importante observar que, para obter as vantagens destes recursos do vSphere, é necessária uma versão posterior do VMware View, superior à versão 5.1. Finalmente, o Windows Server 2012 inclui o gerenciamento de perfis e configurações personalizadas. Através do recurso User Profile Disk, o Windows Server 2012 ajuda a resolver o problema de perda de configurações e dados de cache dos aplicativos. Para cada usuário, é criado um disco de perfil (User Profile Disk) aplicável a um determinado "pool" de máquinas virtuais ou coleção de sessões. Este disco armazena os dados de personalização do usuário e os dados de cache dos aplicativos, de forma a mantê-los para todas as sessões de logon do usuário. A VMware, no entanto, restringe o seu recurso de gerenciamento de perfis – o Persona Management – ao VMware View 5.1 Premier, obrigando os clientes que desejam gerenciar o perfil de seus usuários de maneira centralizada e mais eficiente, a realizar um upgrade para uma edição mais cara. Mesmo os clientes que realizarem o upgrade para a edição View Premier, estarão limitados à utilização do Persona Management com estações de trabalho virtuais e físicas, pois este recurso é incompatível com servidores baseados em sessão que são gerenciados pelo VMware View 5.1. Nenhuma restrição deste tipo existe no Remote Desktop Services do Windows Server 2012.

Segurança Multitenancy
Os datacenters virtualizados estão se tornando cada vez mais populares e práticos. As empresas de TI e os provedores de hospedagem começaram a oferecer "infraestrutura como serviço" (IaaS - Infrastructure as a Service), oferecendo infraestruturas mais flexíveis e virtualizadas aos clientes — “instâncias de servidores sob demanda.” Devido a esta tendência, as empresas de TI e os provedores de hospedagem precisam oferecer aos clientes melhores recursos de segurança e de isolamento entre eles. Quando duas empresas compartilham a infraestrutura de um provedor de serviços, o pessoal de TI deve garantir que cada empresa tenha sua própria privacidade e segurança. Antes do Windows Server 2012, a
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virtualização de servidores oferecia isolamento entre máquinas virtuais, mas a camada de rede do datacenter ainda não era totalmente isolada, implicando em uma conectividade de camada 2 entre diferentes cargas de trabalho que rodavam na mesma infraestrutura. Para o provedor de hospedagem, o isolamento no ambiente virtualizado deve ser igual ao isolamento no datacenter físico, a fim de atender às demandas do cliente e não representar uma barreira à adoção da nuvem. O isolamento nos provedores de serviço é quase tão importante em ambientes corporativos. Embora todos os departamentos internos pertençam à mesma empresa, determinadas cargas de trabalho e sistemas internos (por exemplo, os sistemas financeiros e de recursos humanos) devem estar isolados entre si. Os departamentos de TI que oferecem nuvens privadas e operam no modelo IaaS devem considerar este requisito e garantir o isolamento destas cargas de trabalho altamente sigilosas. O Windows Server 2012 possui novos recursos de segurança e isolamento com o Hyper-V Extensible Switch.

O Hyper-V Extensible Switch
Com o Windows Server 2012, a equipe de TI pode configurar os servidores Hyper-V para forçar o isolamento de rede entre qualquer conjunto de grupos de isolamento, que são tipicamente definidos para determinados clientes ou conjuntos de cargas de trabalho. O Windows Server 2012 permite o isolamento e a segurança multitenancy através dos seguintes recursos:  VLANS Privadas (PVLANS) – Oferece isolamento entre duas máqunas virtuais na mesma VLAN  ARP/ND Poisoning/Spoofing – Proteção contra máquinas virtuais maliciosas que "roubam" endereços IP de outras máquinas virtuais  DHCP Snooping/DHCP Guard – Protege contra servidores de DHCP que tentam gerar endereços IP que causariam o redirecionamento de tráfego  ACLs para Portas Virtuais - Permite o isolamento de uma porta virtual das redes e a medição do tráfego de rede desta porta  Modo "Trunk" para Máquinas Virtuais – O tráfego proveniente de múltiplas VLANs pode agora ser direcionado para um único adaptador de rede em uma máquina virtual  Monitoramento e Espelhamento de Porta – Monitora o tráfego proveniente de determinadas portas que fluem através de máquinas virtuais específicas e realiza o espelhamento do tráfego que pode ser então entregue a outra porta virtual para posterior processamento  Windows PowerShell/Windows Management Instrumentation (WMI) – Fornece ao Hyper-V Extensible Switch os comandos (cmdlets) do Windows PowerShell, permitindo assim que os clientes e parceiros desenvolvam ferramentas de linha de comando ou scripts automatizados para configuração, monitoramento e resolução de problemas

Extensões para o Extensible Switch
Muitas empresas necessitam ampliar os recursos do switch virtual com seus próprios plug-ins para adequação a seus ambientes virtuais. Se você estiver encarregado das aquisições de TI em sua empresa, vai querer saber se a plataforma de virtualização que você escolheu não irá limitar a compatibilidade a um pequeno conjunto de recursos, dispositivos ou tecnologias. No Windows Server 2012, o Hyper-V Extensible Switch oferece novos recursos de extensibilidade. O HyperV Extensible Switch no Windows Server 2012 é um switch virtual de rede de camada 2, que oferece recursos gerenciados e extensíveis, via programação, para a conexão de máqunas virtuais à rede física. O

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Hyper-V Extensible Switch é uma plataforma aberta que permite aos fabricantes desenvolverem extensões para os frameworks padrões de APIs do Windows. A confiabilidade das extensões é reforçada através do framework padrão do Windows e pela redução do código de terceiros necessário para as funções, sendo assegurada pelo programa de certificação Windows Hardware Quality Labs (WHQL). O pessoal de TI pode gerenciar o Hyper-V Extensible Switch e suas extensões usando o Windows PowerShell, através de programação com o WMI ou através da interface de usuário do Hyper-V Manager. Diversos parceiros já anunciaram extensões para o Hyper-V Extensible Switch, incluindo:  Cisco - Nexus 1000V Series Switches e UCS Virtual Machine Fabric Extender (VM-FEX)  NEC - OpenFlow  5nine – Security Manager  InMon - sFlow

Comparação com VMware
Recurso Switch de Rede Extensível Extensões de parceiros confirmadas LAN Privada Virtual (PVLAN) Proteção contra ARP/ND Spoofing DHCP Snooping/DHCP Guard ACLs para Portas Virtuais Modo "Trunk" para Máquinas Virtuais Monitoração de Portas Espelhamento de Portas Windows Server 2012 Hyper-V Sim 4 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim VMware vSphere Hypervisor Não Nenhuma Não Não Não Não Não Por grupo de portas Por grupo de portas VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus Substituível 2 Sim vCNS/Parceiro vCNS/ Parceiro vCNS/ Parceiro Não Sim Sim

Embora a VMware ofereça um switch avançado de rede distribuída, ele só está disponível na edição Enterprise Plus do vSphere 5.1, portanto os clientes que desejam se beneficiar da granularidade, da capacidade de gerenciamento e controle, precisam realizar o upgrade para a edição superior, a um custo substancialmente maior. O VMware vSphere Hypervisor, não oferece esta capacidade. Um ponto importante a ser observado, no entanto, é que o vSphere vSwitch não é aberto e nem extensível, e sim fechado e substituível. Até recentemente, a Cisco era o único fornecedor a oferecer uma alternativa ao VMware vSphere Distributed Switch. A IBM lançou recentemente uma alternativa, no entanto com o Windows Server 2012 Hyper-V, já existem acordos com quatro parceiros (Cisco, NEC, 5nine e InMon) para fornecer funcionalidades estendidas para uma ampla gama de diferentes extensões, desde a inspeção e filtragem de pacotes até a detecção de intrusão e encaminhamento, oferecendo aos clientes um maior conjunto de opções para seus ambientes específicos. Também é importante observar que até o momento, a abordagem dos parceiros da VMware tem sido mais em termos de substituição do que de integração, com o Cisco Nexus 1000V e o IBM System Networking Distributed Virtual Switch 5000V ambos efetivamente substituindo o vSphere Distributed Switch. Com o lançamento do System Center 2012 SP1 Virtual Machine Manager, os clientes poderão controlar e gerenciar, de forma centralizada, os switches

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extensíveis do Hyper-V em todos os servidores, resultando em maior controle e maior simplicidade de gerenciamento para grandes ambientes. Muitos dos mais avançados recursos de rede no Windows Server 2012 Hyper-V não estão presentes no vSphere Hypervisor. Mesmo com o vSphere, os importantes recursos de segurança como ARP/ND Spoofing Protection, DHCP Snooping Protection e DHCP Guard, juntamente com as Listas de Controle de Acesso (ACLs) para portas virtuais só estão disponíveis através da aquisição de tecnologias adicionais sobre o vSphere 5.1, por exemplo o componente vCNS (vCloud Networking & Security), anteriormente denominado "vShield App", ou os recursos embutidos em tecnologias de switch de rede de fabricantes como a Cisco. Isto significa que, novamente, os clientes precisam adicionar tecnologias de alto custo para se proteger contra estas ameaças. Com o modo "trunk" do Hyper-V Extensible Switch, o tráfego proveniente de diversas VLANs pode agora ser direcionado para um único adaptador de rede em uma máquina virtual, que anteriormente podia receber o tráfego de apenas uma VLAN. Consequentemente, o tráfego de diferentes VLANs é consolidado, permitindo a uma máquina virtual "escutar" múltiplas VLANs. Este recurso pode ajudar a área de TI a configurar o tráfego de rede e a reforçar a segurança de multitenancy no datacenter. Atualmente, este recurso não está disponível no vSphere Hypervisor e nem no vSphere 5.1, sendo que o VLAN Tagging ocorre no nível de grupo de portas, com cada adaptador de rede virtual suportando um único ID de VLAN. Finalmente, o the Hyper-V Extensible Switch permite a capacidade de não apenas monitorar as portas individuais em um vSwitch, mas também espelhar o tráfego passante para um local alternativo para posterior análise. Com o VMware vSphere Hypervisor, no entanto, todo o tráfego em um grupo de portas ou vSwitch, no qual está habilitado o ‘Promiscuous Mode’ está exposto, colocando em risco a segurança daquela rede. Esta falta de granularidade restringe o seu uso em ambientes reais, o que significa que os clientes que necessitam deste nível de proteção precisam realizar o upgrade para o vSphere 5.1 Enterprise Plus, que possui a tecnologia de switch distribuído para prover o recurso através de funcionalidades com o NetFlow e o Espelhamento de Portas (Port Mirroring).

Melhorias no Desempenho de Rede
O Windows Server 2012 Hyper-V também inclui diversas melhorias de desempenho na pilha de rede (networking stack) para ajudar os clientes a virtualizar suas cargas de trabalho mais intensas. O recurso Virtual Machine Queue (fila de máquinas virtuais), introduzido no Windows Server 2008 R2 Hyper-V, permite, quando combinado com um hardware de rede com recurso VMq, uma entrega de pacotes mais eficiente da rede externa para a máquina virtual, reduzindo a sobrecarga no sistema operacional do servidor. No Windows Server 2012, entretanto, este recurso foi consideravelmente aprimorado com a Dynamic Virtual Machine Queue distribuindo o processamento do tráfego de rede de maneira mais inteligente entre as CPUs no servidor, aumentando o desempenho de rede. Quando o assunto é segurança, muitos clientes lembram do IPsec, que oferece proteção da comunicação em rede através da autenticação e da criptografia de uma parte ou de todo o conteúdo dos pacotes de rede. O IPsec Task Offload no Windows Server 2012 utiliza os recursos de hardware das placas de rede (NICs) do servidor para aliviar o processamento do IPsec. Isto reduz significativamente a sobrecarga da CPU na criptografia e decriptografia do IPsec. No Windows Server 2012, o recurso IPsec Task Offload estende-se também às máquinas virtuais. Os clientes que utilizam VMs, e que desejam proteger seu tráfego de rede com o IPsec, podem se apropriar da capacidade de processamento IPsec disponível nas placas de rede do servidor, liberando assim os ciclos de CPU do trabalho em nível de aplicativo e deixando a criptografia/decriptografia dos pacotes a cargo do hardware. Finalmente, em relação às redes virtuais, o principal objetivo é a taxa de transferência de E/S. O Windows

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Server 2012 permite a atribuição da funcionalidade SR-IOV dos dispositivos físicos diretamente para as máquinas virtuais. Isto permite que as VMs não utilizem o Hyper-V Virtual Switch e acessem diretamente a placa de rede. Consequentemente, a sobrecarga e a latência da CPU são reduzidas, aumentando assim a taxa de transferência. Isto tudo está disponível sem comprometer os recursos centrais do Hyper-V, como por exemplo, o Live Migration.

Comparação com VMware
Recurso Dynamic Virtual Machine Queue IPsec Task Offload SR-IOV com Live Migration Windows Server 2012 Hyper-V Sim Sim Sim VMware vSphere Hypervisor NetQueue Não Não VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus NetQueue Não Não

Embora a VMware ofereça um recurso chamado NetQueue, em sua própria documentação "Performance Best Practices for VMware vSphere 5.0", existe a seguinte observação: “Em alguns adaptadores de rede Ethernet de 10 gigabits, a versão ESXi suporta o NetQueue, uma tecnologia que melhora significativamente o desempenho de adaptadores de rede Ethernet de 10 gigabits em ambientes virtualizados”. O que isto significa para clientes com servidores que não possuem 10 GigE? Com o Windows Server 2012 Hyper-V, e o D-VMq, os clientes com adaptadores de rede Ethernet de 1 gigabit e 10 gigabits podem usar estes recursos avançados para melhorar o desempenho e a taxa de transferência, e ao mesmo tempo aliviar o processamento da CPU em seus servidores Hyper-V. Quando se trata de segurança de rede, especificamente do IPsec, a VMware não oferece nenhum recurso capaz de transferir para a interface de rede física o processamento das máquinas virtuais. Portanto, em um ambiente de alta densidade, a CPU do servidor gastará ciclos preciosos de processamento para manter o nível desejado de segurança. Com o Windows Server 2012 Hyper-V, o recurso IPsec Task Offload deslocará esta carga de trabalho para um processador dedicado na placa de rede, otimizando drasticamente os recursos e a largura de banda disponíveis. Conforme mencionado anteriormente, em relação às redes virtuais, o principal objetivo é a E/S nativa. Com o SR-IOV, é possível endereçar diretamente a placa de rede física na máquina virtual, reduzindo a sobrecarga e a latência da CPU e aumentando a taxa de transferência. No vSphere 5.1, a VMware introduziu o suporte a SR-IOV, porém ele requer o vSphere Distributed Switch – um recurso disponível apenas em sua edição mais avançada, fazendo com que os clientes tenham que realizar o upgrade para se beneficiar destes níveis superiores de desempenho. Além disso, a implementação VMware do SR-IOV não suporta outros recursos, como o vMotion, Alta Disponibilidade e Tolerância a Falhas, o que significa que os clientes que desejarem obter maiores níveis de desempenho precisem comprometer a agilidade e a resiliência. Antes do vSphere 5.1, a VMware oferecia um recurso similar ao SR-IOV, e continua oferecendo este recurso na versão 5.1. O recurso DirectPath I/O, uma tecnologia que associa uma placa de rede física a uma máquina virtual, oferece o mesmo aprimoramento, com desempenho próximo ao nativo, no entanto, ao contrário do SR-IOV no Windows Server 2012 Hyper-V, uma máquina virtual com DirectPath I/O habilitado está limitada àquele servidor em particular, a menos que o cliente esteja rodando uma determinada configuração do Cisco UCS. Outras desvantagens incluem:  Lista de compatibilidade de hardware muito limitada  Sem recurso de sobrealocação de memória (memory overcommit)  Sem vMotion (a menos que esteja rodando determinadas configurações do Cisco UCS)

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 Sem tolerância a falhas  Sem controle de E/S de rede  Sem Snapshots de VM (a menos que esteja rodando determinadas configurações do Cisco UCS)  Sem Suspender/Retornar (a menos que esteja rodando determinadas configurações do Cisco UCS)  Sem suporte ao VMsafe/Endpoint Security Embora o DirectPath I/O seja um recurso atraente do ponto de vista do desempenho, a VMware força os clientes a comprometer a agilidade, perdendo o vMotion em muitos casos, e também a escalabilidade, obrigando a desabilitar a sobregravação de memória (overcommit) juntamente com diversos outros recursos do vSphere. Nenhuma destas restrições existe ao usar o SR-IOV com o Windows Server 2012 Hyper-V, o que permite aos clientes combinar os mais altos níveis de desempenho com a flexibilidade que eles precisam para uma infraestrutura ágil e escalável.

Segurança Física
Quando se trata da implantação de tecnologias de virtualização, muitas delas estão em ambientes seguros de datacenters, mas e as que não estão? Escritórios externos, localidades remotas, home offices e lojas de varejo são exemplos de ambientes que não possuem os mesmos níveis de segurança física que um datacenter corporativo, ainda que tenham servidores físicos com tecnologia de virtualização. Se os servidores físicos estiverem comprometidos, pode haver sério risco para o negócio. Para resolver este problema específico, o Windows Server 2012 Hyper-V inclui o recurso de Encriptação de Unidade de Disco BitLocker. Este recurso permite a criptografia de todos os dados armazenados no volume do sistema operacional Windows Server 2012 e nos volumes de dados configurados, juntamente com todos os discos do Cluster Failover, incluindo os Volumes Compartilhados de Cluster. Isto garante que os ambientes implantados em locais com menor nível de segurança física tenham os mais altos níveis de proteção dos dados para suas cargas de trabalho, sem custo adicional.

Comparação com VMware
Não existe nenhum recurso no VMware vSphere Hypervisor e nem no vSphere 5.1 que permita a criptografia do sistema de arquivos VMFS ou dos próprios arquivos VMDK. Ao invés disso, são usadas alternativas baseadas em hardware ou in-guest, que representam custo, sobrecarga de gerenciamento e utilização adicional de recursos.

Flexibilidade de Infraestrutura
Mobilidade de Máquina Virtual
Para otimizar o uso dos recursos físicos e facilitar a adição de novas máquinas virtuais, a equipe de TI deve ser capaz de migrar as máquinas virtuais quando necessário sem interromper o sistema. A capacidade de migração das máquinas virtuais entre diferentes servidores Hyper-V está disponível no Windows Server 2008 R2, através de um recurso denominado Live Migration. O Windows Server 2012 Hyper-V baseia-se neste recurso e oferece suporte à migração simultânea – capacidade de migrar várias máquinas virtuais ao mesmo tempo, permitindo uma infraestrutura mais ágil e a otimização da largura de banda da rede durante o processo de migração. Além disso, o Hyper-V no Windows Server 2012 introduz o Live Storage Migration, que permite migrar discos rígidos virtuais associados a uma máquina virtual em execução. Com isso, é possível transferir discos rígidos virtuais sem interrupção para um novo local, para atualizar, migrar, realizar a manutenção ou
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redistribuir a carga do sistema de armazenamento. O administrador de TI pode realizar esta operação usando o novo assistente no Hyper-V Manager ou os cmdlets do Hyper-V para o Windows PowerShell. O recurso Live Storage Migration está disponível para o armazenamento baseado em SAN (Storage Area Network) ou para o armazenamento baseado em arquivos. Com o Windows Server 2012 Hyper-V, os live migrations não estão mais limitados a um cluster, permitindo a migração de máquinas virtuais entre diferentes clusters. Um exemplo desta situação é um desenvolvedor trabalhando em um servidor web virtualizado em seu servidor local Windows Server 2012 Hyper-V, e depois de concluir os testes, esta carga de trabalho pode ser migrada, em tempo real, sem interrupção, do servidor do desenvolvedor, onde a máquina virtual reside em um armazenamento local, para um cluster de produção, onde a máquina virtual ficará armazenada em um sistema de armazenamento SAN de alto desempenho. Com o recurso Shared-Nothing Live Migration, esta migração ocorre de maneira transparente, sem interrupção nem downtime. Além disso, quando o Live Migration é usado em conjunto com o recurso de Virtualização de Rede, as máquinas virtuais podem ser migradas entre servidores e clusters que estão em diferentes sub-redes.

Além das VLANs com a Virtualização de Rede do Hyper-V
O isolamento de máquinas virtuais de diferentes departamentos e clientes pode ser um desafio em uma rede compartilhada. Quando estes departamentos ou clientes precisarem isolar redes inteiras de máquinas virtuais, o desafio se torna ainda maior. Tradicionalmente, são usadas VLANs para isolar as redes, mas elas são muito complexas para gerenciar em larga escala. As principais desvantagens das VLANs são as seguintes:  É necessário um processo de reconfiguração complexo dos switches de produção sempre que as máquinas virtuais ou as fronteiras do isolamento tiverem de ser movidas, e a frequente reconfiguração da rede física para adicionar ou modificar as VLANs aumenta o risco de indisponibilidade.  As VLANs possuem escalabilidade limitada, pois os switches típicos suportam, no máximo, 1.000 IDs de VLAN (no máximo 4.095).  As VLANs não podem abranger múltiplas sub-redes, o que limita a quantidade de nós em uma única VLAN, e restringe a inclusão de máquinas virtuais baseadas em localização física. Além das desvantagens das VLANs, a atribuição de endereços IP para as máquinas virtuais apresenta outros problemas importantes quando as empresas migram para a nuvem:  Necessidade de renumeração das cargas de trabalho do serviço.  Políticas que estão associadas aos endereços IP.  Localizações físicas que determinam os endereços IP das máquinas virtuais.  Dependência topológica da implantação de máquinas virtuais e do isolamento de tráfego. O endereço IP é o endereço fundamental usado para a comunicação da camada 3 de rede, pois a maior parte do tráfego é TCP/IP. Infelizmente, quando os endereços IP são movidos para a nuvem, eles devem mudar para acomodar as restrições físicas e topológicas do datacenter. A renumeração dos endereços IP é complicada, porque todas as políticas associadas, que se baseiam nos endereços IP, devem ser atualizadas. O layout físico de um datacenter influencia nos endereços IP possíveis para as máquinas virtuais que rodam em um servidor específico instalado em um determinado rack no datacenter. Uma máquina virtual que é instalada em um datacenter deve se adaptar às escolhas e restrições relativas a seu endereço IP. Com isso, normalmente a administração do datacenter atribui endereços IP às máquinas virtuais e obriga seus clientes a ajustar todas as suas políticas baseadas no endereço IP original. Esta renumeração representa um trabalho tão grande que muitas empresas optam por implantar apenas os novos serviços na nuvem, mantendo inalterados os aplicativos existentes.

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O recurso de Virtualização de Rede do Hyper-V resolve estes problemas. Com ele, o pessoal de TI pode isolar o tráfego de rede das diferentes unidades de negócio ou clientes em uma infraestrutura compartilhada, sem a necessidade de usar VLANs. A Virtualização de Rede do Hyper-V também permite migrar as máquinas virtuais, conforme necessário, dentro da infraestrutura virtual e ao mesmo tempo preservar suas atribuições na rede virtual. Finalmente, a equipe de TI pode ainda usar o Hyper-V Network Virtualization para integrar, de forma transparente, estas redes privadas em uma infraestrutura préexistente em outro local.

Comparação com VMware
Recurso Live Migration para Máquinas Virtuais Live Migrations simultâneos em redes 1GigE Live Migrations simultâneos em redes 10GigE Live Storage Migration Shared-Nothing Live Migration Virtualização de Rede Windows Server 2012 Hyper-V Sim Ilimitado Ilimitado Sim Sim Sim VMware vSphere Hypervisor Não N/A N/A Não Não Não VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus Sim 4 8 Sim Sim VXLAN

Conforme mostrado na tabela acima, a flexibilidade e a agilidade dos recursos embutidos no Windows Server 2012 Hyper-V são muito superiores aos da VMware. O VMware vSphere Hypervisor não suporta nenhum recurso necessário para uma infraestrutura ágil, obrigando os clientes a adquirir a edição vSphere 5.1, que é mais cara. A edição vSphere 5.1 Essentials Plus, e superior, suporta agora o vMotion (live migration de máquinas virtuais), ainda que em redes 1GigE, a VMware limite a quantidade de vMotions simultâneos a 4, e em redes 10GigE, a 8. Com o Windows Server 2012 Hyper-V, a Microsoft suporta uma quantidade ilimitada de migrações simultâneas dentro dos limites suportados pelo hardware de rede, com o processo usando 100% da rede de live migration disponível para completar o processo da forma mais rápida e eficiente possível, sem interrupção das máquinas virtuais que estiverem em execução. Assim como o vMotion, o VMware vSphere Hypervisor não possui o recurso Storage vMotion, que só está disponível nas edições Standard, Enterprise e Enterprise Plus do vSphere 5.1, a um custo considerável. No vSphere 5.1, a VMware também introduziu um recurso denominado Enhanced vMotion, que permite a migração de uma máquina virtual entre dois servidores sem armazenamento compartilhado. Este recurso já existia em todas as edições do Hyper-V, através do Shared-Nothing Live Migration. Finalmente, com o Hyper-V Network Virtualization, o tráfego de rede proveniente de diferentes unidades de negócio ou clientes pode ser isolado, mesmo em uma infraestrutura compartilhada, sem a necessidade de usar VLANs. O Hyper‑V Network Virtualization também permite a migração de máquinas virtuais dentro da infraestrutura virtual preservando as atribuições de rede. É possível ainda usar a Virtualização de Rede do Hyper-V para integrar, de forma transparente, estas redes privadas em uma infraestrutura pré-existente em outros locais. Com a solução da VMware, para obter qualquer tipo de funcionalidade similar à que a Virtualização de Rede pode oferecer, os clientes precisam primeiramente adquirir o produto vCloud Networking & Security, que possui o VXLAN como componente, e considerando que o VXLAN requer o vSphere Distributed Switch, os clientes precisam realizar o upgrade para a edição Enterprise Plus do

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vSphere 5.1. O recurso de Virtualização de Rede possui algumas vantagens significativas sobre o VXLAN, sendo uma delas a melhor integração com as pilhas de hardware e software existentes, o que é particularmente importante quando as VMs precisam se comunicar fora dos servidores ESXi e dentro da infraestrutura de rede física. Nem todos os switches reconhecem o VXLAN, o que significa que este tráfego não pode ser processado de forma efetiva. As vantagens da Virtualização de Rede do Hyper-V incluem:  Migração da rede de locatários para a nuvem com mínima reconfiguração ou efeito sobre o isolamento. Os clientes podem manter seus endereços IP internos enquanto migram suas cargas de trabalho nas nuvens IaaS compartilhadas, minimizando as alterações de configuração necessárias para os endereços IP, nomes de DNS, políticas de segurança, e configurações de máquina virtual. Nas redes dos datacenters baseadas em política e definidas por software, o isolamento do tráfego de rede não depende das VLANs, mas é imposto nos servidores Hyper-V com base na política de isolamento de locatários. Os administradores de rede ainda podem usar as VLANs para o gerenciamento de tráfego da infraestrutura física se a topologia for predominantemente estática.  Instalação de máquinas virtuais tenants em qualquer local no datacenter. Os serviços e cargas de trabalho podem ser alocados ou migrados para qualquer servidor no datacenter, enquanto seus endereços IP são mantidos, sem estar limitado a uma hierarquia de sub-rede de IPs físicos ou configurações de VLAN.  Simplificação no gerenciamento de rede e melhoria na utilização dos recursos do servidor/rede. A A rigidez das VLANs e a dependência da alocação de máquinas virtuais na infraestrutura de rede física resultam em um excesso de provisionamento e em subutilização. A eliminação desta dependência aumenta a flexibilidade de alocação das máquinas virtuais, resultando em simplificação do gerenciamento da rede e melhoria no uso dos recursos do servidor e da rede. A alocação da carga de trabalho do servidor é simplificada porque a migração e a alocação das cargas de trabalho independem das configurações da rede física. Os administradores de servidores podem concentrar-se no gerenciamento dos serviços e dos servidores, enquanto os administradores de rede podem focar no gerenciamento da infraestrutura e do tráfego de rede.  Não é necessário hardware novo (servidores, switches, periféricos) para obter desempenho máximo. A Virtualização de Rede do Hyper-V pode ser instalada nos datacenters atuais, sendo também compatível com as novas tecnologias de datacenter “flat network”, como a arquitetura Transparent Interconnection of Lots of Links (TRILL, um padrão IETF) projetada para ampliar as topologias Ethernet.  Gerenciamento completo através do Windows PowerShell e WMI. A equipe de TI pode usar o Windows PowerShell para escrever scripts a automatizar as tarefas administrativas com facilidade. O Windows Server 2012 inclui os cmdlets do Windows PowerShell para virtualização de rede, para que os clientes e parceiros possam desenvolver ferramentas de linha de comando ou scripts automatizados para a configuração, o monitoramento e a resolução de problemas das políticas de isolamento de rede.

Alta Disponibilidade e Resiliência
Existem novas e efetivas formas de promover a alta disponibilidade para as cargas de trabalho de missão crítica por meio da virtualização. No Windows Server 2012, existem diversos aprimoramentos que garantem que as cargas de trabalho principais tenham a devida resiliência e proteção.  Backups incrementais – Backups diferenciais dos discos rígidos virtuais para ajudar a garantir o backup e a restauração dos dados quando necessário. Os custos de armazenamento também são reduzidos porque o backup é feito apenas sobre os dados que foram alterados, e não no disco inteiro.  Réplica do Hyper-V– O Windows Server 2012 possui o recurso de replicação das máquinas virtuais de

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modo assíncrono e consistente com o aplicativo. Este recurso permite a replicação assíncrona das máquinas virtuais do Hyper-V em dois locais distintos, para garantir a continuidade da operação e a recuperação de falhas. A Réplica do Hyper-V funciona em qualquer tipo de servidor, de rede e de sistema de armazenamento.  Teaming de NICs – Oferece maior confiabilidade e desempenho para máquinas virtuais.  Aprimoramentos no Hyper-V Clustering – A organização da plataforma virtualizada em clusters aumenta a disponibilidade e permite o acesso aos aplicativos baseados no servidor durante os tempos de interrupção planejados e não planejados. O Windows Server 2012 oferece diversos novos aprimoramentos para o ambiente Hyper-V clusterizado. Quando se trata de organização em clusters, o Windows Server 2012 oferece escalabilidade e flexibilidade únicas para infraestruturas virtualizadas:  Escalabilidade – O Windows Server 2012 suporta agora 64 nós físicos e até 8.000 máquinas virtuais em um único cluster, oferecendo grande escalabilidade e flexibilidade para as cargas de trabalho virtualizadas.  Clusterização Guest Flexível para Máquinas Virtuais – O Windows Server 2012 oferece o suporte à clusterização guest para armazenamento iSCSI, incluindo o MPIO, e também permite o uso de adaptadores virtuais fiber channel em máquinas virtuais que permitem acesso das cargas de trabalho às redes de armazenamento (SANs) com tecnologia fiber channel. Além disso, um fiber channel virtual permite clusterizar os sistemas operacionais guest sobre o fiber channel, provendo alta disponibilidade para as cargas de trabalho nas VMs e também utilizar o Windows multi-path I/O (MPIO) para alta disponibilidade e balanceamento de carga para o armazenamento. Usando o MPIO e o Failover Clustering juntos, como tecnologias complementares, os usuários podem reduzir o risco de indisponibilidade do sistema em relação ao hardware e aos aplicativos.  Armazenamento Clusterizado de Alta Segurança – O Hyper-V, o Clustering Failover e o BitLocker agora trabalham juntos para criar a plataforma ideal e segura para as infraestruturas de nuvem privada. Os cluster disks do Windows Server 2012, que são criptografados usando a Encriptação de Unidade de Disco BitLocker, permitem maior segurança física para instalações fora de datacenters seguros, oferecendo uma proteção fundamental para a nuvem e ajudando a evitar vazamentos inadvertidos de dados.  Aprimoramento nos Volumes Compartilhados de Cluster - Cluster Shared Volume 2.0 (CSV). O CSV recebeu diversos aprimoramentos. Em relação à usabilidade, o CSV é agora um recurso básico do Clustering Failover, com administração e gerenciamento simplificados. Para suportar até 64 nós em um cluster, o CSV recebeu melhorias no desempenho e na escalabilidade. Em termos de integração com nossos parceiros, o CSV foi aprimorado para funcionamento independente, com drivers de filtros de armazenamento, como os utilizados para antivirus, proteção de dados, backup e replicação de dados, simplificando a integração com a infraestrutura já existente.  3 Níveis de Disponibilidade – Com o Windows Server 2012, o Hyper-V e o Clustering Failover trabalham juntos para aumentar a disponibilidade das cargas de trabalho que não suportam clusterização. Isto é feito através de uma solução leve e simples que monitora os aplicativos em execução nas VMs e também através da integração com o servidor. Ao monitorar os serviços e logs de eventos na máquina virtual, o Hyper-V e o Clustering Failover podem detectar se os principais serviços providos por uma máquina virtual estão saudáveis e realizar ações corretivas, como a reinicialização da máquina virtual ou do serviço em questão. Este monitoramento complementa o recurso de recuperação da máquina virtual (virtual machine failover) já existente no caso de falha do servidor ou se a máquina virtual não estiver respondendo.  Atualização de servidores em clusters (Cluster-Aware Updating) – Solução para atualização dos Clusters Failover do Windows Server 2012 Hyper- V, permitindo aos clientes visualizar, aplicar e gerar

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relatórios de atualização sem interrupção das máquinas virtuais.  Priorização de Failover para Máquinas Virtuais – A prioridade das máquinas virtuais pode agora ser configurada para controlar a ordem na qual as máquinas virtuais são recuperadas ou iniciadas. Isto garante que as máquinas virtuais de maior prioridade recebam seus recursos quando necessitarem, e as máquinas virtuais de menor prioridade recebam seus recursos de acordo com a disponibilidade.  Regras de Afinidade (e Anti-Afinidade) para as Máquinas Virtuais – Os administradores de TI podem agora configurar máquinas virtuais "parceiras", para que no caso de falha, elas sejam migradas simultaneamente. Por exemplo, é possível configurar a máquina virtual "SharePoint" e sua máquina parceira "SQL Server" para serem migradas sempre para o mesmo nó. É possível também configurar o sistema para evitar que, em caso de falha, duas máquinas virtuais coexistam no mesmo nó.

Comparação com VMware
Recurso Backups incrementais Replicação de VM Teaming de NICs Alta Disponibilidade Integrada Monitoramento de aplicativos do SO Guest Atualização de servidores clusterizados Priorização de Failover Regras de Afinidade e Anti-Afinidade Windows Server 2012 Hyper-V Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim VMware vSphere Hypervisor Não Não Sim Não N/A N/A N/A N/A VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus Sim Sim Sim Sim Não Sim Sim Sim

A tabela acima mostra que, quando comparamos os recursos de clusterização e de alta disponibilidade do Windows Server 2012 Hyper-V e do vSphere Hypervisor, as restrições impostas pela edição gratuita da VMware se tornam rapidamente evidentes. Embora o vSphere Hypervisor suporte o Teaming de NICs integrado para resiliência de placas de rede, faltam outros recursos de resiliência, fazendo com que os clientes que virtualizarem cargas de trabalho importantes em suas plataformas, tenham que realizar o upgrade para uma edição superior, com custo maior, para oferecer alguma forma de resiliência e proteção a elas. O Windows Server 2012 Hyper-V, por outro lado, oferece diversos recursos de resiliência e alta disponibilidade com parte do produto. O recurso Clustering Failover Integrado é a base para a resiliência de máquinas virtuais no caso de falha do servidor e da máquina virtual. Nesta versão, foi ampliada a proteção nativa ao sistema operacional guest, permitindo a realização de ações corretivas se os serviços do aplicativo apresentarem problemas. A VMware oferece uma API com funcionalidades semelhante, mas apenas isso. Os clientes podem comprar produtos de terceiros para obter os recursos de resiliência específicos, a custos e complexidade adicionais. Para os clientes que desejam os mais altos níveis de disponibilidade, não apenas dentro do datacenter, mas entre datacenters, a Réplica do Hyper-V, um recurso próprio do Hyper-V no Windows Server 2012, oferece uma maneira flexível e simplificada para replicar assincronamente máquinas virtuais entre diferentes

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localidades, e no caso de desastre, ativar as máquinas virtuais replicadas em minutos na localidade alternativa. O Hyper-V Replica também permite a realização de failovers planejados e não planejados, e também testes não-disruptivos no site de Recuperação de Desastres (DR site) – um recurso que não existe no vSphere Replication, a menos que os clientes comprem o vCenter Site Recovery Manager, a um custo adicional considerável. Além disso, o vSphere Replication não possui API, o que significa que este recurso não pode ser estendido ou conectado a produtos de terceiros. A razão disso é fazer com que os clientes que desejam automatizar ou controlar o processo de failover, comprem o SRM. Compare esta situação com o Hyper-V Replica, que oferece uma interface PowerShell rica e completa para o gerenciamento de cenários automatizados. Para os clientes que já fizeram investimentos em tecnologias de replicação de armazenamento através de seu fornecedor de SAN, os aprimoramentos feitos no Hyper-V e no Failover Clustering no Windows Server 2012, asseguram uma integração simplificada para otimização destes investimentos. Em relação à escalabilidade de cluster, tanto para um cluster físico como para um cluster virtual (guest cluster), o Windows Server 2012 Hyper-V apresenta vantagens sobre o VMware:
Recurso/Capacidade Nós por cluster VMs por cluster Tamanho máximo do cluster virtual (iSCSI) Tamanho máximo do cluster virtual (Fiber) Tamanho máximo do cluster virtual (baseado em arquivo) Clusterização Guest com Live Migration Clusterização Guest com Memória Dinâmica Windows Server 2012 Hyper-V 64 8.000 64 nós 64 nós 64 nós Sim Sim VMware vSphere Hypervisor N/A N/A 0 5 0 N/A Não VMware vSphere 5.1 Enterprise Plus 32 3.000 16 5 0 Não Não

Como mostra a tabela acima, o Windows Server 2012 Hyper-V oferece o dobro do número de nós em um determinado cluster quando comparado com o vSphere 5.1, e permite 8.000 máquinas virtuais em um determinado cluster, ou seja 66% a mais que o vSphere 5.1. Para grandes empresas e provedores de serviço, isto representa uma escalabilidade inigualável para executar uma quantidade significativa de cargas de trabalho e atingir um excelente retorno sobre o investimento. Os clientes que adotaram o vSphere Hypervisor não conseguem implantar infraestruturas resilientes baseadas em clusters, a menos que migrem para a edição vSphere 5.1. No entanto, os clientes que desejam clusters virtuais (guest cluesters) de máquinas virtuais podem usar o produto vSphere Hypervisor, ou alternativamente, o vSphere 5.1. O suporte VMware para clusters virtuais é bastante inferior em relação às opções flexíveis da Microsoft. Os clientes que investiram em armazenamento iSCSI podem criar clusters guest no vSphere Hypervisor ou no vSphere 5.1, usando o "in-guest iSCSI initiator", da mesma forma que você faria se estivesse construindo um cluster físico. No entanto, com o vSphere 5.1, a VMware oferece suporte até o Windows Server 2008 R2, e consequentemente limita-se a 16 nós por cluster virtual. Para os clientes que investiram em armazenamento baseado em arquivo (NFS) com o VMware, infelizmente não há suporte em relação à criação de clusters guest em máquinas virtuais, e com a implementação de fiber channel virtual da VMware, usando um fiber channel LUN diretamente para as máquinas virtuais, o tamanho do cluster guest virtualizado está limitado a apenas 5 nós. O Windows Server 2012 Hyper-V, para um cluster guest Windows Server 2012, suporta até 64 nós sobre iSCSI, fiber channel virtual ou SMB 3.0, o que representa total flexibilidade e uma escalabilidade incomparável.
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É importante observar que, além do Windows Server 2012 Hyper-V oferecer um conjunto mais abrangente de recursos de clusterização virtual do que os produtos da VMware em termos de integração e suporte de armazenamento, os clientes não precisam comprometer outros recursos e funcionalidades para operar de maneira efetiva. Um cluster guest virtualizado no Windows Server 2012 Hyper-V suporta recursos como o Live Migration de máquinas virtuais para oferecer flexibilidade e agilidade, e a Memória Dinâmica para assegurar os mais altos níveis de densidade. Compare com a VMware, que além de restringir os clientes a no máximo 16 nós com armazenamento iSCSI e apenas 5 nós com armazenamento fiber channel, também não permite que os clientes migrem os nós do cluster guest usando o vMotion, que eles migrem os discos com o Storage vMotion e, além disso, obriga-os a desabilitar a sobregravação de memória (memory overcommit) nos nós do cluster guest, comprometendo a densidade. Estas são apenas algumas das limitações do VMware vSphere em relação à clusterização virtual.

Conclusão
Este artigo analisou uma grande quantidade de novos recursos disponíveis no Windows Server 2012 Hyper-V, dividindo-os em quatro áreas:  Escalabilidade, Desempenho e Densidade  Segurança Multitenancy  Flexibilidade de Infrastrutura  Alta Disponibilidade e Resiliência Para cada uma destas áreas, nós apresentamos de forma detalhada como o Windows Server 2012 Hyper-V oferece maior escalabilidade, maior abrangência de recursos e funcionalidades para o cliente e maior nível de extensibilidade e flexibilidade do que os produtos independentes VMware vSphere Hypervisor e VMware vSphere 5.1. Com os recursos de Réplica do Hyper-V, com clusters com até 64 nós e 8.000 máquinas virtuais, Storage e Shared-Nothing Live Migration, Hyper-V Extensible Switch, Virtualização de Rede e os recursos avançados para clusterização virtual, é fácil concluir que o Hyper-V no Windows Server 2012 oferece a mais abrangente plataforma de virtualização para a próxima geração de infraestruturas otimizadas para a nuvem.

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