P. 1
aspersao

aspersao

|Views: 27|Likes:
Publicado porÍtalo Nunes

More info:

Published by: Ítalo Nunes on Oct 30, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/04/2012

pdf

text

original

FA 876 – Técnicas de Irrigaço

Prof. Roberto

IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO
Introdução A irrigação por aspersão começou a se desenvolver no início do século XX. No princípio, sua utilização restringia-se a irrigação de jardins ornamentais mas, com o tempo passou a ser utilizada em pomares e nas plantações em geral. O que incentivou o desenvolvimento da prática da irrigação por aspersão foi a necessidade de irrigar áreas que, por certos motivos, não era possível a utilização da irrigação por inundação ou sulcos, como por exemplo: terrenos localizados em um nível mais elevado do que as fontes de água, encostas muito inclinadas e áreas muito onduladas ou com grandes erosões. O desenvolvimento do transporte de água por tubulações fabricadas com materiais como ferro, alumínio e materiais plásticos, incentivou a utilização da aspersão em todos os tipos de cultivos. O surgimento dos primeiros aspersores rotativos, entre 1914 nos EUA e 1922 na Europa, foi outro grande incentivador da prática da irrigação por aspersão. Com o passar do tempo, surgiram diversos métodos de aspersão, de acordo com as condições e necessidades, como por exemplo: sistemas portáteis e semi-portáteis para transporte manual ou mecanizado, sistemas fixos estacionários ou permanentes, por cima da folhagem ou por baixo da mesma, com diferentes níveis de pressão e vazão.

Figura 1 - Vista de um sistema de aspersão convencional.

São muitas as vantagens da utilização da aspersão, como por exemplo, a operação fácil e cômoda, a rápida adaptação dos operadores, adaptabilidade do sistema ás condições topográficas e geométricas do terreno, possui alta eficiência de aplicação, assim como o domínio e o controle da mesma, sendo possível adequar a intensidade de aplicação a todos os tipos de solo.

Faculdade de Engenharia Agrícola/UNICAMP

Por estes motivos, as áreas irrigadas por aspersão aumentam continuamente em todas as partes do mundo. No Brasil a área irrigada por aspersão ultrapassa 1.000.000 ha. Características do sistema O conhecimento das vantagens e limitações da aspersão é importante na escolha e implantação do sistema, e permite a utilização racional do sistema de irrigação escolhido. Os sistemas de irrigação por aspersão apresentam as seguintes vantagens: • Dispensa a sistematização do terreno, proporcionando economia nos custos de instalações e a utilização em diferentes topografias. • Permite uma flexibilidade na taxa de aplicação de água (precipitação), possibilitando adaptá-la à capacidade de infiltração característica de cada solo, ou à fase de desenvolvimento da cultura. • Possui boa uniformidade de distribuição de água no terreno, o que aumenta a eficiência de aplicação. • Apresenta menores perdas por evaporação e por infiltração, quando comparados aos sistemas de irrigação por superfície, pois a água é transportada através de tubulações. • Com o projeto e manejo adequados reduzem-se os riscos da erosão causada pela aplicação excessiva de água, como ocorre nos casos de irrigação por superfície. • Permite um melhor aproveitamento do terreno, dispensando a utilização de canais, sulcos ou o plantio em linhas. • Possibilita uma importante economia de mão-de-obra se comparado aos métodos de irrigação por superfície. Essa economia torna-se mais evidente em sistemas fixos e mecanizados. • Serve para outras finalidades, tais como: ⇒ Controle do micro-clima, protegendo a cultura contra geadas e também, através de resfriamento evaporativo, em dias mais quentes. ⇒ Aplicação de agroquímicos via água, permitindo tratamentos fitossanitários e também a prática da fertirrigação. Algumas das limitações do uso da aspersão são: • Possui um alto custo de investimento e operacional. • Sua eficiência de aplicação é afetada pela presença do vento. Ventos acima de 4 a 5 m/s provocam uma irregularidade na distribuição da água pelos aspersores. • Pode favorecer o aparecimento de algumas doenças nas plantas, principalmente fungos. Isso pode ocorrer principalmente quando a aspersão é feita sobre a folhagem das plantas. • O uso de aspersores de grande alcance em solos argilosos, quando trabalhando com insuficiente pulverização (pressão inadequada), pode causar compactação das camadas superficiais do solo.

2

Os rotativos são os mais utilizados. a vazão. Pode-se ainda classificá-los em rotativos e estacionários com um. caracterizados pelos distintos princípios de movimento. A mecânica deste princípio de rotação baseia-se na força produzida pelo choque entre uma alavanca balanceada. tamanho de gotas. pois são eles os responsáveis pela distribuição da água na superfície do terreno. etc. percussão (martelo). e pode-se classificá-los em função do princípio do movimento de rotação em: a) Processo por torniquete: nesse processo o movimento de rotação é originado a partir da reação entre dois jatos horizontais de intensidade diferentes. b) Processo por percussão: o princípio de rotação por percussão é hoje o mais difundido. a algumas das suas características como simplicidade. devido. hélice. entre outros motivos. defletor.Componentes do sistema Aspersores Os aspersores podem ser considerados como o principal componente do sistema de irrigação. são eles: torniquete. Figura 2 .0 Kgf / cm2 a 5. ejetados em sentidos opostos por dois bocais instalados em um tubo também horizontal. Funcionam a pressões de serviço que variam de 1. bocal e corpo (Figura 2). pêndulo e outros. dois ou mais bocais. Normalmente um aspersor é constituído de: braço oscilante. cabeçote. através de um ou mais bocais.0 Kgf / cm2 e seu alcance pode variar de 2. mola de controle. ângulo de lançamento do jato de água. Um espectro variado de critérios podem ser utilizadas na seleção do aspersor a ser utilizado. alcance do jato.Partes de um aspersor (Fonte: Aspersores Fabrimar). São conhecidos diversos tipos de aspersores.5 m a 25 m. entre elas temos a pressão de serviço. durabilidade e facilidade de manejo. que oscila apoiada em um eixo vertical próprio impulsionada pelo jato d’água. e um 3 . sob forma de precipitação. apoiados ao meio em um eixo vertical.

batente fundido no corpo do aspersor. caracterizando o movimento rotativo (Figura 3). 4 . com raio de ação entre 6 e 12m. São geralmente do tipo rotativo. média e aspersores gigantes (pressão de serviço alta). b) Aspersores com “pressão de serviço baixa”: trabalham com pressão de serviço entre 10 e 20mca. São mais comumente utilizados em pomares e jardins (Figura 4). a) Aspersores de “pressão de serviço muito baixa”: trabalham com pressão de serviço entre 4 e 10mca. baixa. Figura 4: Aspersor de jardim (Fonte: Aspersores Rainbird). Figura 3: Aspersor de percussão com dispositivo setorial (Fonte: Asbrasil). Costuma-se. também. A força dissipada neste batente faz então que o aspersor gire em torno do próprio eixo vertical. São geralmente estacionários e compreendem todos os tipos especiais de aspersores como microaspersores e aspersores de jardim. classificar os aspersores de acordo com o nível de pressão ótimo para seu funcionamento em quatro grupos: pressão de serviço muito baixa. e possuem pequeno alcance.

com raio de ação entre 12 e 36 m. cercais.movidos pelo impacto do braço oscilante (percussão) e usados. canhão de médio e de longo alcance. para irrigação sob copas de pomares ou para pequenas áreas de cultivo(Figura 5). cana-de-açúcar e pomares. d) Aspersores gigantes ou canhão hidráulico: existem dois modelos de aspersores do tipo canhão. trabalhando a uma pressão de 5 . trabalhando a uma pressão entre 40 e 80mca. c) Aspersores com “pressão de serviço média”: trabalham com pressão de serviço entre 20 e 40 mca. Os aspersores gigantes de médio alcance possuem um raio de alcance entre 30 e 60 m. Figura 5: Aspersor de baixa pressão com dois bocais (Fonte: Aspersores Fabrimar). Constituem os tipos mais usados nos projetos de irrigação por aspersão e se adaptam às características de quase todos os tipos de solo e cultura (Figura 6). Figura 6: Aspersores de média pressão (Fonte: Aspersores Agropolo). Os aspersores gigantes de longo alcance possuem um raio de alcance entre 40 e 80 m. São usualmente utilizados para a irrigação de capineiras. principalmente. pastagens.

15 3.60 4. qualidade da água.22 8. cálculos econômicos entre outros. a pressão de serviço (mca). vazão. montagem direta (Figura 7).40 2. manejo da irrigação. Por outro lado.21 6.20 3.30 4.73 5.63 45 15.93 2. horários).31 0.60 7.44 6.47 -10. coeficiente de uniformidade.15 3.32 1. de acordo com o espaçamento adotado.19 6.87 6 .27 4.10 15.55 4.64 5. a precipitação(mm/hora). diâmetro de alcance (m). condições desejadas na aplicação da água (pressão.20 20 14. tipo de solo. Na seleção dos aspersores deve-se utilizar as tabelas fornecidas pelos fabricantes.40 40 15.28 7.72 1. Estas tabelas fornecem as características e especificações de cada modelo de aspersor.50 25 15. funcionamento em condições de vento.67 -11.74 3.89 9. ou seja. intervalo de pressão e vazão no qual trabalha.81 4.95 1. como por exemplo : o diâmetro dos bocais (mm).09 3. a vazão (m3 /hora ou litro/hora).76 1.57 -10.serviço entre 50 e 100 mca.90 7. mão-deobra.51 5.85 3.24 17.05 1.87 X 30 15. sendo estes valores de precipitação específicos para cada variação na disposição dos aspersores.95 13.56 1. Seleção do aspersor Na hora da escolha do tipo de aspersor a ser utilizado no sistema de irrigação por aspersão deve-se considerar alguns fatores como: cultura. deve-se considerar as características do próprio aspersor como: eficiência de aplicação. etc. São mais utilizados em sistemas de autopropelido.36 18.40 2. Figura 7: Canhão hidráulico de médio alcance (Fonte: Asbrasil).54 3.83 2. Tabela 1 Tabela utilizada para seleção de aspersores (Fonte: Agropolo) CARACTERÍSTICAS ESPAÇAMENTO (m) Diâmetro Pressão Raio Vazão 6 X 12 12 X 12 12 X 18 18 X 18 18 X 24 dos bocais (mca) (m) (m3 /h) (mm) Intensidade de Aplicação (mm/h) 15 14.20 35 15.

em função das irregularidades do terreno. 45o . • Curvas (30o . • Hidrantes Figura 9: Hidrante para tubulações de alumínio (Fonte: Asperbrás). Os acessórios mais comuns para tubulações de PVC são apresentados na Figura 8: Figura 8: Acessórios para tubulações de PVC com engate rosqueável (Fonte: Tubulações Tigre ) A seguir são especificados individualmente alguns tipos de acessórios. 90o ) 7 .Acessórios Para a montagem do sistema no campo são necessárias peças e acessórios. 60o . responsáveis pela acomodação da tubulação que conduz a água e sua elevação até os aspersores.

Figura 12: Curva niveladora de PVC (Fonte: Swiss Irrigação). • Tampão Figura 13: Tampão final de PVC (Fonte: Swiss Irrigação). Figura 11: Curva niveladora de alumínio para laterais (Fonte: Asperbrás).Figura 10: Curvas de alumínio (Fonte: Asperbras). 8 .

• Cotovelo Figura 17: Cotovelo em PVC (Fonte: Swiss Irrigação). 9 .• "Tes" Figura 14: "Tê" em PVC (Fonte: Swiss Irrigação). • Redução Figura 16: Redução em alumínio (Fonte: Asperbrás). Figura 15: "Tê"em alumínio (Fonte: Asperbrás).

Figura 19: Derivação para tubulação de PVC (Fonte: Swiss Irrigação).• Válvula de derivação Figura 18: Derivação para tubulação de alumínio (Fonte: Asperbrás). • Válvula de retenção Figura 20: Válvula de retenção (Fonte: Asperbrás). • Tubo de subida (elevação) 10 .

• Outros acessórios: tripé. braçadeira. niple. Tubulações São responsáveis pela condução da água desde a moto bomba até os aspersores no campo. Figura 22: Saída para aspersor em PVC (Fonte: Swiss Irrigação). Figura 23: Saída para aspersor em PVC (Fonte: Swiss Irrigação)..Figura 21: Tubo de subida para tubulações de alumínio (Fonte: Asperbrás). e podem ser divididas de acordo com a sua finalidade. Os materiais dos quais podem ser feitas as tubulações 11 . As tubulações responsáveis pela condução da água até o sistema de irrigação pode ser chamada de tubulações de recalque ou linha principal. manômetro. Existem vários tipos de tubulações feitas de diversos materiais. etc. As tubulações que conduzem a água da linha principal até os aspersores são chamadas de linhas secundárias ou linhas laterais. cruzeta.

pelo sistema até os aspersores. As bombas centrífugas de eixo horizontal predominam neste tipo de sistema. e a espessura da parede variam com o diâmetro e o material de que são constituídos.para sistemas de aspersão são: alumínio. montadas em carretas (Figura 24). Conjunto moto-bomba O conjunto moto-bomba é responsável pela captação da água na fonte (sucção). a pressão de serviço. 12 . devem possibilitar alta flexibilidade no alinhamento da canalização permitindo um perfeito ajuste às condições topográficas e também possibilitando um drenagem rápida da água contida em seu interior. As bombas são responsáveis pela sucção e recalque da água sob pressão. cimento amianto. A escolha do sistema moto-bomba correto é de fundamental importância para o funcionamento de todo o sistema de aspersão. proporcionando aos aspersores a pressão de serviço ideal para o seu funcionamento. Esses acoplamentos além de facilidade na operação. Estas tubulações. As bombas devem apresentar uma combinação de rotação. e o peso. O acoplamento das canalizações são do tipo ponta e bolsa e podem ser enquadradas em duas categorias: por vedação mecânica ou por pressão da água no anel de borracha. sob pressão. facilitando assim as mudanças de posição. Figura 24: Conjunto estacionário moto-bomba com acionamento elétrico (Fonte: Asperbrás) Tipos de sistemas de aspersão Existe no mercado uma grande variedade de modelos de equipamentos para irrigação por aspersão que podem ser adaptados às mais diversas situações de funcionamento. potência e vazão na qual seu funcionamento apresente-se mais eficiente. As fontes de energia que geralmente são utilizadas na alimentação dos sistemas moto-bomba são a rede elétrica convencional e também por motor a diesel. devendo ser adequada às condições mais comuns de funcionamento. possuem um comprimento padrão de 6 metros. ferro fundido. quando desligar-se a pressão. podendo ser fixas ou estacionárias (Figura 23) ou móveis. em geral. concreto e PVC rígido. impulsionando-a. aço zincado.

grande quantidade de mão-de-obra treinada. Sistema portátil e semi-portátil O sistema portátil de aspersão. a movimentação da tubulação de uma posição para outra pode levar de vinte minutos a uma hora. permitindo a mudança do mesmo para outras áreas. dependendo do projeto. Figura 25 : Esquema de uma sistema portátil de aspersão Manejo da tubulação Os sistemas de irrigação convencionais ou portáteis.Didaticamente pode-se classificá-las em três categorias: • sistemas portáteis e semi-portáteis. pode ser com uma ou duas linhas laterais movimentando-se ao longo da linha 13 . Essa movimentação. o que normalmente significa um pequeno número de aplicações durante o ciclo da cultura. também conhecido como sistema de aspersão convencional. devido ao baixo custo inicial. • sistemas tracionados. as linhas laterais e os aspersores são mudados de local de funcionamento após cada irrigação (Figura 25). nem sempre está disponível principalmente no meio rural. porém requer grande quantidade de mão-de-obra no seu manejo. • sistemas permanentes. tanto a tubulação principal. • sistemas mecanizados. Este método é hoje o mais utilizado no Brasil. são aqueles sistemas onde. é especialmente importante em condições de irrigação suplementar. Dependendo do tamanho da tubulação e do número de trabalhadores. o que no Brasil. Os sistemas portáteis e semi-portáteis (Figura 26) exigem no seu manejo. possuem a característica de movimentação das linhas laterais sobre a linha principal. A vantagem da mobilidade do equipamento.

São elas: 1. ou então com duas ou mais linhas laterais com movimento alternado e rotativo sobre a linha principal. Figura 26: Esquema de um sistema semiportátil de aspersão Sistemas permanentes No sistema permanente de aspersão. de tamanhos pequenos e médios. Os sistemas permanentes possuem baixo custo operacional. 14 . em geral. necessitam de grande investimento inicial. porém. Este investimento inicial é parcialmente compensado pela redução da mão-de-obra empregada. sem que haja a necessidade de mudanças de posição das tubulações. Sistema permanente de aspersão funcionando simultaneamente em toda a área. Isto ocorre devido à variação da pressão nas diversas posições. Recomenda-se o uso dos sistemas permanentes em regiões onde a mão de obra seja escassa e/ou cara. Os aspersores utilizados são. evitando-se o dimensionamento das tubulações para a pressão e vazão máximas como ocorre no sistema simultâneo quando as linhas laterais encontram-se na extremidade da linha lateral. Existem diversas formas de manejo dos sistemas permanentes. o equipamento é suficiente para cobrir toda a área. As vantagens da movimentação alternada e rotativa são: diminuição da vazão e pressão de projeto na motobomba. Sistema permanente de aspersão funcionando em setores. necessitam de menor quantidade de mão-de-obra do que os sistemas portáteis. nem principal e nem laterais.principal simultaneamente e na mesma direção ou sentido. 2. assim como pela maior uniformidade na aplicação da água. eliminam a dificuldade de movimentação da tubulação encontrada em muitas culturas. diminuição do diâmetro das tubulações em relação aos sistemas de movimentação simultânea para uma mesma precipitação desejada.

3. Figura 27: Esquema de sistemas permanentes de aspersão Montagem Direta Este sistema é formado por um aspersor do tipo canhão hidráulico. Sistemas Tracionados Neste tipo de sistema a movimentação de um ponto de operação para outro é feita por um trator que pode também acionar o sistema de bombeamento. Sistema permanente de aspersão funcionando em setores com aspersores alternados nas laterais. 4. O tipo mais simples e difundido no Brasil recebe o nome de montagem direta. Sistema permanente de aspersão funcionando em setores com um aspersor somente em cada lateral. mantido diretamente sobre a bomba hidráulica. ou acoplado ä mangueira de 6" de diâmetro e até 300 metros de 15 .

poderá não ser a ideal. 16 .0 ha por posição de aspersão. no caso de canais com espaçamento muito estreito. em solos com declividade maior a 5 %. • Há sempre a necessidade de se bombear um volume adicional de água para compensar a perda por infiltração que ocorre nos canais. O sistema pode irrigar uma área próxima de 1. principalmente se não forem revestidos. os canais não precisam de revestimento. principalmente se forem canais em terra. captando-a por mangotes flexíveis. que pode chegar a 5 % da área total. devido ao alcance do canhão hidráulico. As limitações do sistema de aspersão tracionado são as seguintes: • A distribuição de água. visto que. • Dificuldade na abertura de canais paralelos. Este sistema é largamente usado para distribuir resíduos líquidos nos canaviais. Em solos argilosos. se as condições da propriedade permitirem que toda a área irrigada seja suprida por um bombeamento e tubulação de recalque única. acionada por um motor de combustão interna. Utilização de pouca mão-de-obra para a operação do sistema. Figura 28: Tomada de água de um sistema de montagem direta As principais vantagens deste tipo de sistema são: • • • • Investimento inicial relativamente baixo. seja no sentido do declive ou contra ele (Figura 29).comprimento. no caso da topografia ser irregular. O conjunto pode ser estacionado ao lado de um reservatório de água. • Perda de área de plantio. a extensão ganha ou perde pressão. conhecidos como vinhaça ou vinhoto. • Consumo maior de energia em todo o sistema. conforme a posição de irrigação. pois canhões hidráulicos são aspersores de alta pressão. nas posições de aspersão mais distantes do conjunto motobomba.

os aspersores. É o autopropelido mais comum. transferindo-o. • Pivô-Central. O veículo. O acionamento do carretel pode ser feito por pistão. localizado no próprio veículo. utilizando somente um aspersor. grande ou até um canhão hidráulico. está equipado para autopropulsão (capacidade de movimentar-se por seus próprios meios). O sistema possui um dispositivo que interrompe automaticamente seu funcionamento quando o veículo atinge uma das extremidades do campo. que se movimenta automaticamente ao longo do campo. depois. que enrola um cabo aço de comprimento equivalente ao da faixa. para outra faixa a ser irrigada. deslocam-se ao longo do terreno. ligado ao sistema de distribuição de água (Figura 30).Figura 29: Esquema de um sistema de aspersão por montagem direta Sistemas Mecanizados Neste sistema. efetuando a irrigação. turbina ou torniquete hidráulico. e foi introduzido no país em 1976/77. além do movimento de rotação. O aspersor é montado sobre um veículo posicionado na extremidade da fixa de terra a ser irrigada. trabalhando até 24 horas por dia. com o auxílio de um pequeno trator. Existem três tipos deste sistema difundidos no Brasil: • Autopropelido convencional. sobre rodas. • Autopropelido ou carretel enrolador. 17 . dependendo do porte do autopropelido. O aspersor pode ser de porte médio. Autopropelido Convencional São máquinas que irrigam faixas de terra longas e estreitas. através de movimentação hidráulica de um carretel.

através do rebocamento de um aspersor montado sobre um carrinho com três rodas. Desta forma. conectado ao carrinho com aspersor. • A expectativa de vida útil da mangueira é relativamente curta. • Requer mais energia devido à pressão do jato. O equipamento irriga uma faixa de terra continuamente. As limitações são: • Requer auxílio de um trator e o operador para o transporte do equipamento. a mangueira é enrolada automaticamente em um tambor montado sobre uma carreta que permanece fixa no corredor. É um variação mais atualizada do autopropelido convencional. O movimento de rotação do tambor para o enrolamento da mangueira é feito através de um sistema de corrente e engrenagens que por sua vez são movimentadas por uma turbina hidráulica que recebe parte da água bombeada pelo conjunto motobomba. conectado na extremidade de uma mangueira (Figura 31). o sistema pode ter prejudicada a distribuição de água na presença de fortes ventos.Figura 30: Sistema autopropelido. As principais vantagens no uso deste tipo de sistema são: • Alta capacidade de irrigação. o chassi principal possui um tambor com possibilidade de girar com ângulo de até 360o para irrigar a faixa oposta (Figura 32). As diferenças básicas entre este sistema e o autopropelido convencional são: é movimentado apenas o tubo de polietileno. • Pode irrigar em áreas de até 20 % de declividade. • Propicia uma irrigação quase uniforme em toda a área do plantio. • Devido à grande altura do jato de água. Carretel enrolador É um equipamento mais recente no Brasil. • Requer mão-de-obra reduzida para sua operação. 18 . com início de fabricação em 1985.

devido ao seu maior peso. Limitações: • Exige o apoio de um trator de média potência e operador para a mudança de área de aplicação.Figura 31: Carretel enrolador Vantagens: • Este sistema dispensa o uso de cabos de aço na operação. um pouco superior ao autopropelido convencional. de acordo com o comprimento e o diâmetro do tubo de polietileno. 5 anos. no máximo. • As demais limitações do autopropelido convencional são aplicáveis a este tipo de sistema também. • Irriga uma faixa com comprimentos grandes. • Irriga áreas com declividade até 15 %. • O movimento de rotação de 360o permite mudar de uma faixa para outra sem transporte do equipamento. • Dispensa o uso de carreadores para o deslocamento e enrolamento do carrinho com aspersor. a durabilidade deve ser estimada em. • Embora a mangueira seja de material diferente do autopropelido convencional. • Trabalha com uma pressão de água na tomada de água. • Pode ser operado 24 horas por dia. para evitar acidentes. desde que a mangueira seja puxada acompanhando a linha de nível. mesmo que seja em contorno. 19 . • Exige um cuidado maior com o manejo. • Boa distribuição de água e uniformidade de irrigação.

Por ser este sistema um sistema mais complexo de irrigação mecanizada. será dada uma ênfase maior em sua descrição. Figura 33: Esquema de um Pivô Central 20 . tendo uma extremidade fixa em uma estrutura (pivô) e a outra movendo-se continuamente em torno do pivô durante a aplicação da água.Figura 32: Esquema de um sistema de irrigação com carretel enrolador Pivô Central Consiste em uma linha de aspersores montada sobre armações metálicas com rodas (torres). para isso foi reservado todo um capítulo onde estão detalhadamente descritos e exemplificados seus componentes e suas variações.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->