FA 876 – Técnicas de Irrigaço

Prof. Roberto

IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO
Introdução A irrigação por aspersão começou a se desenvolver no início do século XX. No princípio, sua utilização restringia-se a irrigação de jardins ornamentais mas, com o tempo passou a ser utilizada em pomares e nas plantações em geral. O que incentivou o desenvolvimento da prática da irrigação por aspersão foi a necessidade de irrigar áreas que, por certos motivos, não era possível a utilização da irrigação por inundação ou sulcos, como por exemplo: terrenos localizados em um nível mais elevado do que as fontes de água, encostas muito inclinadas e áreas muito onduladas ou com grandes erosões. O desenvolvimento do transporte de água por tubulações fabricadas com materiais como ferro, alumínio e materiais plásticos, incentivou a utilização da aspersão em todos os tipos de cultivos. O surgimento dos primeiros aspersores rotativos, entre 1914 nos EUA e 1922 na Europa, foi outro grande incentivador da prática da irrigação por aspersão. Com o passar do tempo, surgiram diversos métodos de aspersão, de acordo com as condições e necessidades, como por exemplo: sistemas portáteis e semi-portáteis para transporte manual ou mecanizado, sistemas fixos estacionários ou permanentes, por cima da folhagem ou por baixo da mesma, com diferentes níveis de pressão e vazão.

Figura 1 - Vista de um sistema de aspersão convencional.

São muitas as vantagens da utilização da aspersão, como por exemplo, a operação fácil e cômoda, a rápida adaptação dos operadores, adaptabilidade do sistema ás condições topográficas e geométricas do terreno, possui alta eficiência de aplicação, assim como o domínio e o controle da mesma, sendo possível adequar a intensidade de aplicação a todos os tipos de solo.

Faculdade de Engenharia Agrícola/UNICAMP

Por estes motivos, as áreas irrigadas por aspersão aumentam continuamente em todas as partes do mundo. No Brasil a área irrigada por aspersão ultrapassa 1.000.000 ha. Características do sistema O conhecimento das vantagens e limitações da aspersão é importante na escolha e implantação do sistema, e permite a utilização racional do sistema de irrigação escolhido. Os sistemas de irrigação por aspersão apresentam as seguintes vantagens: • Dispensa a sistematização do terreno, proporcionando economia nos custos de instalações e a utilização em diferentes topografias. • Permite uma flexibilidade na taxa de aplicação de água (precipitação), possibilitando adaptá-la à capacidade de infiltração característica de cada solo, ou à fase de desenvolvimento da cultura. • Possui boa uniformidade de distribuição de água no terreno, o que aumenta a eficiência de aplicação. • Apresenta menores perdas por evaporação e por infiltração, quando comparados aos sistemas de irrigação por superfície, pois a água é transportada através de tubulações. • Com o projeto e manejo adequados reduzem-se os riscos da erosão causada pela aplicação excessiva de água, como ocorre nos casos de irrigação por superfície. • Permite um melhor aproveitamento do terreno, dispensando a utilização de canais, sulcos ou o plantio em linhas. • Possibilita uma importante economia de mão-de-obra se comparado aos métodos de irrigação por superfície. Essa economia torna-se mais evidente em sistemas fixos e mecanizados. • Serve para outras finalidades, tais como: ⇒ Controle do micro-clima, protegendo a cultura contra geadas e também, através de resfriamento evaporativo, em dias mais quentes. ⇒ Aplicação de agroquímicos via água, permitindo tratamentos fitossanitários e também a prática da fertirrigação. Algumas das limitações do uso da aspersão são: • Possui um alto custo de investimento e operacional. • Sua eficiência de aplicação é afetada pela presença do vento. Ventos acima de 4 a 5 m/s provocam uma irregularidade na distribuição da água pelos aspersores. • Pode favorecer o aparecimento de algumas doenças nas plantas, principalmente fungos. Isso pode ocorrer principalmente quando a aspersão é feita sobre a folhagem das plantas. • O uso de aspersores de grande alcance em solos argilosos, quando trabalhando com insuficiente pulverização (pressão inadequada), pode causar compactação das camadas superficiais do solo.

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dois ou mais bocais.0 Kgf / cm2 a 5. hélice. Funcionam a pressões de serviço que variam de 1. a vazão. percussão (martelo). pêndulo e outros. que oscila apoiada em um eixo vertical próprio impulsionada pelo jato d’água. ângulo de lançamento do jato de água. através de um ou mais bocais. A mecânica deste princípio de rotação baseia-se na força produzida pelo choque entre uma alavanca balanceada. entre elas temos a pressão de serviço. e um 3 .Partes de um aspersor (Fonte: Aspersores Fabrimar). Normalmente um aspersor é constituído de: braço oscilante. apoiados ao meio em um eixo vertical. sob forma de precipitação. são eles: torniquete. caracterizados pelos distintos princípios de movimento. etc. Figura 2 . pois são eles os responsáveis pela distribuição da água na superfície do terreno.Componentes do sistema Aspersores Os aspersores podem ser considerados como o principal componente do sistema de irrigação. cabeçote. devido. durabilidade e facilidade de manejo. bocal e corpo (Figura 2). mola de controle.0 Kgf / cm2 e seu alcance pode variar de 2. ejetados em sentidos opostos por dois bocais instalados em um tubo também horizontal. b) Processo por percussão: o princípio de rotação por percussão é hoje o mais difundido.5 m a 25 m. entre outros motivos. a algumas das suas características como simplicidade. Um espectro variado de critérios podem ser utilizadas na seleção do aspersor a ser utilizado. defletor. São conhecidos diversos tipos de aspersores. tamanho de gotas. e pode-se classificá-los em função do princípio do movimento de rotação em: a) Processo por torniquete: nesse processo o movimento de rotação é originado a partir da reação entre dois jatos horizontais de intensidade diferentes. Pode-se ainda classificá-los em rotativos e estacionários com um. alcance do jato. Os rotativos são os mais utilizados.

classificar os aspersores de acordo com o nível de pressão ótimo para seu funcionamento em quatro grupos: pressão de serviço muito baixa.batente fundido no corpo do aspersor. 4 . b) Aspersores com “pressão de serviço baixa”: trabalham com pressão de serviço entre 10 e 20mca. São geralmente estacionários e compreendem todos os tipos especiais de aspersores como microaspersores e aspersores de jardim. com raio de ação entre 6 e 12m. caracterizando o movimento rotativo (Figura 3). também. e possuem pequeno alcance. São geralmente do tipo rotativo. Costuma-se. Figura 3: Aspersor de percussão com dispositivo setorial (Fonte: Asbrasil). baixa. A força dissipada neste batente faz então que o aspersor gire em torno do próprio eixo vertical. a) Aspersores de “pressão de serviço muito baixa”: trabalham com pressão de serviço entre 4 e 10mca. Figura 4: Aspersor de jardim (Fonte: Aspersores Rainbird). São mais comumente utilizados em pomares e jardins (Figura 4). média e aspersores gigantes (pressão de serviço alta).

para irrigação sob copas de pomares ou para pequenas áreas de cultivo(Figura 5). pastagens. Figura 6: Aspersores de média pressão (Fonte: Aspersores Agropolo). c) Aspersores com “pressão de serviço média”: trabalham com pressão de serviço entre 20 e 40 mca. trabalhando a uma pressão entre 40 e 80mca. principalmente. Os aspersores gigantes de longo alcance possuem um raio de alcance entre 40 e 80 m. Os aspersores gigantes de médio alcance possuem um raio de alcance entre 30 e 60 m. São usualmente utilizados para a irrigação de capineiras. com raio de ação entre 12 e 36 m. Constituem os tipos mais usados nos projetos de irrigação por aspersão e se adaptam às características de quase todos os tipos de solo e cultura (Figura 6). cana-de-açúcar e pomares. canhão de médio e de longo alcance. cercais.movidos pelo impacto do braço oscilante (percussão) e usados. d) Aspersores gigantes ou canhão hidráulico: existem dois modelos de aspersores do tipo canhão. trabalhando a uma pressão de 5 . Figura 5: Aspersor de baixa pressão com dois bocais (Fonte: Aspersores Fabrimar).

76 1.15 3.31 0.73 5. montagem direta (Figura 7). a pressão de serviço (mca). Figura 7: Canhão hidráulico de médio alcance (Fonte: Asbrasil).63 45 15.15 3.60 4.47 -10.36 18.74 3. vazão. Seleção do aspersor Na hora da escolha do tipo de aspersor a ser utilizado no sistema de irrigação por aspersão deve-se considerar alguns fatores como: cultura.95 1.87 6 .40 40 15. de acordo com o espaçamento adotado. diâmetro de alcance (m). ou seja.27 4.serviço entre 50 e 100 mca. sendo estes valores de precipitação específicos para cada variação na disposição dos aspersores. a vazão (m3 /hora ou litro/hora).40 2.09 3. tipo de solo.57 -10.51 5.60 7.10 15. deve-se considerar as características do próprio aspersor como: eficiência de aplicação. cálculos econômicos entre outros.50 25 15. qualidade da água.05 1.93 2. etc.28 7. Na seleção dos aspersores deve-se utilizar as tabelas fornecidas pelos fabricantes.30 4.87 X 30 15.85 3.40 2. Tabela 1 Tabela utilizada para seleção de aspersores (Fonte: Agropolo) CARACTERÍSTICAS ESPAÇAMENTO (m) Diâmetro Pressão Raio Vazão 6 X 12 12 X 12 12 X 18 18 X 18 18 X 24 dos bocais (mca) (m) (m3 /h) (mm) Intensidade de Aplicação (mm/h) 15 14. Estas tabelas fornecem as características e especificações de cada modelo de aspersor.20 20 14.55 4. manejo da irrigação.56 1.44 6. intervalo de pressão e vazão no qual trabalha.19 6.54 3. coeficiente de uniformidade. horários). Por outro lado.64 5.21 6. condições desejadas na aplicação da água (pressão.90 7.81 4. funcionamento em condições de vento.22 8. mão-deobra.24 17.89 9.67 -11.20 35 15.32 1.20 3.72 1. a precipitação(mm/hora).83 2. como por exemplo : o diâmetro dos bocais (mm).95 13. São mais utilizados em sistemas de autopropelido.

• Hidrantes Figura 9: Hidrante para tubulações de alumínio (Fonte: Asperbrás). • Curvas (30o . 90o ) 7 . 45o . responsáveis pela acomodação da tubulação que conduz a água e sua elevação até os aspersores. Os acessórios mais comuns para tubulações de PVC são apresentados na Figura 8: Figura 8: Acessórios para tubulações de PVC com engate rosqueável (Fonte: Tubulações Tigre ) A seguir são especificados individualmente alguns tipos de acessórios. em função das irregularidades do terreno.Acessórios Para a montagem do sistema no campo são necessárias peças e acessórios. 60o .

• Tampão Figura 13: Tampão final de PVC (Fonte: Swiss Irrigação). 8 . Figura 12: Curva niveladora de PVC (Fonte: Swiss Irrigação). Figura 11: Curva niveladora de alumínio para laterais (Fonte: Asperbrás).Figura 10: Curvas de alumínio (Fonte: Asperbras).

• Redução Figura 16: Redução em alumínio (Fonte: Asperbrás). 9 . Figura 15: "Tê"em alumínio (Fonte: Asperbrás). • Cotovelo Figura 17: Cotovelo em PVC (Fonte: Swiss Irrigação).• "Tes" Figura 14: "Tê" em PVC (Fonte: Swiss Irrigação).

Figura 19: Derivação para tubulação de PVC (Fonte: Swiss Irrigação). • Tubo de subida (elevação) 10 . • Válvula de retenção Figura 20: Válvula de retenção (Fonte: Asperbrás).• Válvula de derivação Figura 18: Derivação para tubulação de alumínio (Fonte: Asperbrás).

e podem ser divididas de acordo com a sua finalidade. Figura 22: Saída para aspersor em PVC (Fonte: Swiss Irrigação). As tubulações que conduzem a água da linha principal até os aspersores são chamadas de linhas secundárias ou linhas laterais. Figura 23: Saída para aspersor em PVC (Fonte: Swiss Irrigação). Existem vários tipos de tubulações feitas de diversos materiais. niple.Figura 21: Tubo de subida para tubulações de alumínio (Fonte: Asperbrás). manômetro. etc. braçadeira. As tubulações responsáveis pela condução da água até o sistema de irrigação pode ser chamada de tubulações de recalque ou linha principal. cruzeta. • Outros acessórios: tripé.. Os materiais dos quais podem ser feitas as tubulações 11 . Tubulações São responsáveis pela condução da água desde a moto bomba até os aspersores no campo.

proporcionando aos aspersores a pressão de serviço ideal para o seu funcionamento. aço zincado. concreto e PVC rígido. pelo sistema até os aspersores. O acoplamento das canalizações são do tipo ponta e bolsa e podem ser enquadradas em duas categorias: por vedação mecânica ou por pressão da água no anel de borracha. impulsionando-a. montadas em carretas (Figura 24). As fontes de energia que geralmente são utilizadas na alimentação dos sistemas moto-bomba são a rede elétrica convencional e também por motor a diesel. Conjunto moto-bomba O conjunto moto-bomba é responsável pela captação da água na fonte (sucção). devem possibilitar alta flexibilidade no alinhamento da canalização permitindo um perfeito ajuste às condições topográficas e também possibilitando um drenagem rápida da água contida em seu interior. A escolha do sistema moto-bomba correto é de fundamental importância para o funcionamento de todo o sistema de aspersão. em geral. As bombas devem apresentar uma combinação de rotação. As bombas centrífugas de eixo horizontal predominam neste tipo de sistema. a pressão de serviço. devendo ser adequada às condições mais comuns de funcionamento. quando desligar-se a pressão. ferro fundido. Figura 24: Conjunto estacionário moto-bomba com acionamento elétrico (Fonte: Asperbrás) Tipos de sistemas de aspersão Existe no mercado uma grande variedade de modelos de equipamentos para irrigação por aspersão que podem ser adaptados às mais diversas situações de funcionamento. As bombas são responsáveis pela sucção e recalque da água sob pressão. potência e vazão na qual seu funcionamento apresente-se mais eficiente. Esses acoplamentos além de facilidade na operação. sob pressão. e a espessura da parede variam com o diâmetro e o material de que são constituídos. cimento amianto. Estas tubulações.para sistemas de aspersão são: alumínio. 12 . e o peso. podendo ser fixas ou estacionárias (Figura 23) ou móveis. possuem um comprimento padrão de 6 metros. facilitando assim as mudanças de posição.

dependendo do projeto. também conhecido como sistema de aspersão convencional. A vantagem da mobilidade do equipamento. Este método é hoje o mais utilizado no Brasil. possuem a característica de movimentação das linhas laterais sobre a linha principal. Figura 25 : Esquema de uma sistema portátil de aspersão Manejo da tubulação Os sistemas de irrigação convencionais ou portáteis. Sistema portátil e semi-portátil O sistema portátil de aspersão. a movimentação da tubulação de uma posição para outra pode levar de vinte minutos a uma hora. Dependendo do tamanho da tubulação e do número de trabalhadores. porém requer grande quantidade de mão-de-obra no seu manejo. é especialmente importante em condições de irrigação suplementar. Essa movimentação. • sistemas tracionados. Os sistemas portáteis e semi-portáteis (Figura 26) exigem no seu manejo.Didaticamente pode-se classificá-las em três categorias: • sistemas portáteis e semi-portáteis. • sistemas permanentes. nem sempre está disponível principalmente no meio rural. pode ser com uma ou duas linhas laterais movimentando-se ao longo da linha 13 . o que normalmente significa um pequeno número de aplicações durante o ciclo da cultura. tanto a tubulação principal. • sistemas mecanizados. são aqueles sistemas onde. o que no Brasil. grande quantidade de mão-de-obra treinada. devido ao baixo custo inicial. as linhas laterais e os aspersores são mudados de local de funcionamento após cada irrigação (Figura 25). permitindo a mudança do mesmo para outras áreas.

Figura 26: Esquema de um sistema semiportátil de aspersão Sistemas permanentes No sistema permanente de aspersão. necessitam de menor quantidade de mão-de-obra do que os sistemas portáteis. Os sistemas permanentes possuem baixo custo operacional. o equipamento é suficiente para cobrir toda a área. Os aspersores utilizados são. Isto ocorre devido à variação da pressão nas diversas posições.principal simultaneamente e na mesma direção ou sentido. ou então com duas ou mais linhas laterais com movimento alternado e rotativo sobre a linha principal. eliminam a dificuldade de movimentação da tubulação encontrada em muitas culturas. em geral. nem principal e nem laterais. 2. de tamanhos pequenos e médios. diminuição do diâmetro das tubulações em relação aos sistemas de movimentação simultânea para uma mesma precipitação desejada. Existem diversas formas de manejo dos sistemas permanentes. porém. evitando-se o dimensionamento das tubulações para a pressão e vazão máximas como ocorre no sistema simultâneo quando as linhas laterais encontram-se na extremidade da linha lateral. São elas: 1. assim como pela maior uniformidade na aplicação da água. As vantagens da movimentação alternada e rotativa são: diminuição da vazão e pressão de projeto na motobomba. Este investimento inicial é parcialmente compensado pela redução da mão-de-obra empregada. 14 . Recomenda-se o uso dos sistemas permanentes em regiões onde a mão de obra seja escassa e/ou cara. necessitam de grande investimento inicial. sem que haja a necessidade de mudanças de posição das tubulações. Sistema permanente de aspersão funcionando em setores. Sistema permanente de aspersão funcionando simultaneamente em toda a área.

mantido diretamente sobre a bomba hidráulica. O tipo mais simples e difundido no Brasil recebe o nome de montagem direta.3. Sistemas Tracionados Neste tipo de sistema a movimentação de um ponto de operação para outro é feita por um trator que pode também acionar o sistema de bombeamento. Figura 27: Esquema de sistemas permanentes de aspersão Montagem Direta Este sistema é formado por um aspersor do tipo canhão hidráulico. 4. Sistema permanente de aspersão funcionando em setores com um aspersor somente em cada lateral. Sistema permanente de aspersão funcionando em setores com aspersores alternados nas laterais. ou acoplado ä mangueira de 6" de diâmetro e até 300 metros de 15 .

O conjunto pode ser estacionado ao lado de um reservatório de água. conhecidos como vinhaça ou vinhoto. As limitações do sistema de aspersão tracionado são as seguintes: • A distribuição de água. Figura 28: Tomada de água de um sistema de montagem direta As principais vantagens deste tipo de sistema são: • • • • Investimento inicial relativamente baixo. Em solos argilosos. a extensão ganha ou perde pressão. se as condições da propriedade permitirem que toda a área irrigada seja suprida por um bombeamento e tubulação de recalque única.comprimento. O sistema pode irrigar uma área próxima de 1. Utilização de pouca mão-de-obra para a operação do sistema. seja no sentido do declive ou contra ele (Figura 29). nas posições de aspersão mais distantes do conjunto motobomba. conforme a posição de irrigação. no caso da topografia ser irregular. • Consumo maior de energia em todo o sistema. captando-a por mangotes flexíveis. • Há sempre a necessidade de se bombear um volume adicional de água para compensar a perda por infiltração que ocorre nos canais. em solos com declividade maior a 5 %. no caso de canais com espaçamento muito estreito. pois canhões hidráulicos são aspersores de alta pressão.0 ha por posição de aspersão. Este sistema é largamente usado para distribuir resíduos líquidos nos canaviais. acionada por um motor de combustão interna. os canais não precisam de revestimento. • Dificuldade na abertura de canais paralelos. poderá não ser a ideal. • Perda de área de plantio. visto que. que pode chegar a 5 % da área total. principalmente se forem canais em terra. 16 . devido ao alcance do canhão hidráulico. principalmente se não forem revestidos.

dependendo do porte do autopropelido. 17 . através de movimentação hidráulica de um carretel. Autopropelido Convencional São máquinas que irrigam faixas de terra longas e estreitas. depois. O aspersor pode ser de porte médio. turbina ou torniquete hidráulico. deslocam-se ao longo do terreno. que se movimenta automaticamente ao longo do campo. • Pivô-Central. O acionamento do carretel pode ser feito por pistão. O sistema possui um dispositivo que interrompe automaticamente seu funcionamento quando o veículo atinge uma das extremidades do campo. Existem três tipos deste sistema difundidos no Brasil: • Autopropelido convencional. e foi introduzido no país em 1976/77. • Autopropelido ou carretel enrolador. transferindo-o. os aspersores. além do movimento de rotação. sobre rodas.Figura 29: Esquema de um sistema de aspersão por montagem direta Sistemas Mecanizados Neste sistema. para outra faixa a ser irrigada. É o autopropelido mais comum. está equipado para autopropulsão (capacidade de movimentar-se por seus próprios meios). efetuando a irrigação. trabalhando até 24 horas por dia. O aspersor é montado sobre um veículo posicionado na extremidade da fixa de terra a ser irrigada. com o auxílio de um pequeno trator. localizado no próprio veículo. ligado ao sistema de distribuição de água (Figura 30). O veículo. grande ou até um canhão hidráulico. que enrola um cabo aço de comprimento equivalente ao da faixa. utilizando somente um aspersor.

18 . Desta forma. conectado ao carrinho com aspersor. • Pode irrigar em áreas de até 20 % de declividade. • Propicia uma irrigação quase uniforme em toda a área do plantio. conectado na extremidade de uma mangueira (Figura 31).Figura 30: Sistema autopropelido. O equipamento irriga uma faixa de terra continuamente. o chassi principal possui um tambor com possibilidade de girar com ângulo de até 360o para irrigar a faixa oposta (Figura 32). com início de fabricação em 1985. a mangueira é enrolada automaticamente em um tambor montado sobre uma carreta que permanece fixa no corredor. • A expectativa de vida útil da mangueira é relativamente curta. O movimento de rotação do tambor para o enrolamento da mangueira é feito através de um sistema de corrente e engrenagens que por sua vez são movimentadas por uma turbina hidráulica que recebe parte da água bombeada pelo conjunto motobomba. As diferenças básicas entre este sistema e o autopropelido convencional são: é movimentado apenas o tubo de polietileno. • Requer mais energia devido à pressão do jato. Carretel enrolador É um equipamento mais recente no Brasil. As limitações são: • Requer auxílio de um trator e o operador para o transporte do equipamento. As principais vantagens no uso deste tipo de sistema são: • Alta capacidade de irrigação. É um variação mais atualizada do autopropelido convencional. através do rebocamento de um aspersor montado sobre um carrinho com três rodas. • Devido à grande altura do jato de água. o sistema pode ter prejudicada a distribuição de água na presença de fortes ventos. • Requer mão-de-obra reduzida para sua operação.

de acordo com o comprimento e o diâmetro do tubo de polietileno. • Trabalha com uma pressão de água na tomada de água. desde que a mangueira seja puxada acompanhando a linha de nível. • Exige um cuidado maior com o manejo. Limitações: • Exige o apoio de um trator de média potência e operador para a mudança de área de aplicação. • O movimento de rotação de 360o permite mudar de uma faixa para outra sem transporte do equipamento. a durabilidade deve ser estimada em. • Dispensa o uso de carreadores para o deslocamento e enrolamento do carrinho com aspersor. mesmo que seja em contorno. • Irriga uma faixa com comprimentos grandes. • Irriga áreas com declividade até 15 %. • Embora a mangueira seja de material diferente do autopropelido convencional. um pouco superior ao autopropelido convencional. • Pode ser operado 24 horas por dia. • As demais limitações do autopropelido convencional são aplicáveis a este tipo de sistema também. 19 . para evitar acidentes. 5 anos. devido ao seu maior peso. no máximo. • Boa distribuição de água e uniformidade de irrigação.Figura 31: Carretel enrolador Vantagens: • Este sistema dispensa o uso de cabos de aço na operação.

será dada uma ênfase maior em sua descrição. Figura 33: Esquema de um Pivô Central 20 . Por ser este sistema um sistema mais complexo de irrigação mecanizada. para isso foi reservado todo um capítulo onde estão detalhadamente descritos e exemplificados seus componentes e suas variações. tendo uma extremidade fixa em uma estrutura (pivô) e a outra movendo-se continuamente em torno do pivô durante a aplicação da água.Figura 32: Esquema de um sistema de irrigação com carretel enrolador Pivô Central Consiste em uma linha de aspersores montada sobre armações metálicas com rodas (torres).

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