SUMÁRIO

Apresentação Introdução Objetivos

4 5 9 9 9 10 14 18 20 22 26 28 30 32 34 36 38

Objetivo Geral Objetivos Específicos Justificativa
Implementação Expansão Anexo I Anexo II Anexo III Anexo IV Anexo V Anexo VI Anexo VII Anexo VIII Anexo IX

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APRESENTAÇÃO
Educação: um desafio sempre renovado Ao apresentar o projeto Reinventando o Ensino Médio à comunidade mineira, a Secretaria de Estado de Educação reitera, uma vez mais, o seu compromisso com a permanente construção de um sistema de ensino atento às características da sociedade contemporânea, crescentemente valorizado e com capacidade de atendimento extensiva a toda a população com demanda escolar. O projeto Reinventando, a título de piloto em curso em onze de nossas escolas, todas localizadas na área de atuação da Superintendência Metropolitana C, estará presente, a partir de 2013, em outras 120 escolas, distribuídas por todo o território mineiro e pelas demais 46 Superintendências Regionais de Ensino. A partir de 2014, o modelo será universalizado em toda a rede estadual. Estamos, neste momento, diante de um novo desafio, o de ressignificar a escola pública estadual, em especial o Ensino Médio, como o lugar de uma formação qualificada a ser disponibilizada aos nossos jovens. São muitas as questões a serem enfrentadas, como são urgentes as medidas necessitadas de implementação. Cabe à Secretaria de Educação, enquanto órgão gestor da educação em Minas Gerais, uma atuação pautada pela responsabilidade e pela desencadeamento de políticas que propiciem à escola pública o pleno cumprimento das funções constitucionais a ela concernentes.

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Governo do Estado de Minas Gerais

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Introdução
As mudanças de grande amplitude que caracterizam a sociedade contemporânea vêm causando um impacto de proporções inéditas no campo educacional. O aumento crescente da demanda por mais escolaridade, a busca urgente por novas formações, a necessidade de estruturas e percursos curriculares dotados de flexibilidade, os novos papéis exigidos do professor, a chegada de mercado e recursos pedagógicos tecnologicamente avançados, a evidente limitação das metodologias mais ortodoxas, somados a tantos outros fatores, constituem um desafio para quaisquer sociedades, particularmente para as instituições que nelas estão mais estritamente associadas à educação. Em especial, as instâncias públicas, em vista das funções constitucionais que lhes concernem e dada a extensão do atendimento de que estão encarregadas, acham-se diante de uma tarefa de grandes proporções, seja no sentido de possibilitar uma formação pertinente aos novos tempos, seja no sentido de aumentar as taxas de desempenho escolar, seja no sentido de difundir de forma significativa a chamada propensão para aprender. É bem provável que estejamos diante, no que se refere à instituição escolar, não apenas de uma mutação de grau, mas de uma modificação mais aprofundada, cujas consequências apenas começam a ser entrevistas. Vale lembrar que as questões detectadas nas escolas são inseparáveis do que se passa na sociedade a que elas pertencem. Se for verdade que ingressamos, de forma definitiva, nas chamadas sociedades do conhecimento, não é mais possível que a educação ocupe os lugares a que estamos habituados, solidários que são de outro tempo. Embora o projeto iluminista clássico do acesso generalizado à educação permaneça inteiramente procedente, a questão do conhecimento ganha, nos nossos dias, importância e gravidade suplementares, uma vez que assistimos a uma aproximação crescente entre mundo do trabalho e mundo do conhecimento. Profissões, mesmo antigas, quando não deixam de existir, são agudamente transformadas pelo quantum de conhecimento mais formal que exigem. Tudo isto confere ao conhecimento um lugar inédito, bem como traz para os que são, de algum modo, responsáveis pela gestão da educação, responsabilidades adicionais. É entendimento largamente compartilhado que os valores democráticos - a consciência crescente de que o avanço de uma sociedade deve ser medido pela sua capacidade de inclusão e de extensão à população como um todo dos benefícios oriundos do desenvolvimento, seja considerado nas suas dimensões mais tangíveis, seja considerado nas suas dimensões menos tangíveis, mas nem por isso menos reais – constituem uma conquista histórica a ser defendida em todas as instâncias. Ora, o conhecimento, considerado nas dimensões da produção, da formação, do acesso é, talvez, o bem mais decisivo do nosso tempo, o que nos obriga a incluir entre a pauta de direitos o direito ao conhecimento, como condição incondicional de cidadania. A presença do fator conhecimento, seja como recurso a cada dia mais decisivo para enfrentar os problemas criados pela exploração acelerada dos recursos naturais, seja como instância de qualificação profissional, seja como requisito para a vida em comunidade, seja como condição para o acesso à imensa parte dos instrumentos e objetos que caracterizam a contemporaneidade, integra o que pode ser chamado do patamar da cidadania dos nossos dias. Somados ao espectro clássico dos direitos, o campo do acesso ao conhecimento é onde, no nosso tempo, está sendo decidido o futuro das nações e, considerada uma sociedade em particular, é onde está sendo decidido o futuro dos seus cidadãos.

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A adequada aproximação entre educação, empregabilidade e cidadania é uma exigência a ser cumprida por quaisquer políticas educacionais compatíveis com a contemporaneidade. Reformas educacionais, não importa o seu escopo ou amplitude, devem levar em conta cada um destes fatores e, sobretudo, a articulação entre eles. Em vista desse cenário, cuja complexidade não é possível exagerar, a Secretaria de Estado de Educação entendeu como urgente um exame mais alentado do sistema educacional sob sua responsabilidade, particularmente o Ensino Médio, nas três séries que o integram. Ainda que Minas Gerais ocupe as primeiras posições no conjunto dos Estados brasileiros relativamente ao desempenho discente, são inúmeros os problemas a serem enfrentados e imensa a distância a ser percorrida até que sejam alcançados os níveis pretendidos. É dupla, portanto, a motivação que leva a Secretaria de Educação a propor o projeto ora apresentado. De um lado, trata-se de um exercício de proatividade que indica a preocupação em desenvolver um Ensino Médio consentâneo com o nosso tempo e, de outro, trata-se de buscar formas de enfrentar problemas que, apesar de virem de longa data, permanecem cruciais. Continuamos com patamares de desempenho insuficientes, com números concernentes ao abandono/evasão preocupantes e com dados inaceitáveis relativamente à distorção idade / série. Considerado de um ponto de vista político, o atual cenário educacional é um campo apropriado e oportuno para uma atuação pública alicerçada em princípios democráticos. Assim, tanto cabe tornar o sistema educacional mais pertinente ao nosso tempo, como também cabe garantir o acesso mais generalizado e continuado ao conhecimento, requisito fundamental das novas condições de cidadania. À luz de tudo isso, foi proposto o projeto Reinventando o Ensino Médio, com o gerúndio indicando a sua permanente construção. Extensivo a todo o Ensino Médio mineiro 1 , o

projeto amplia a carga horária da formação, seja a diurna, seja a noturna, para 3.000 horas. No turno diurno, o instrumento do 6º horário permite o cumprimento do total de horas nos 200 dias letivos. No turno noturno, a integralização do percentual de crescimento de 2.500 para 3.000 horas será viabilizada através de atividades extra classe, em parte decorrentes da área de empregabilidade e em parte decorrentes dos Conteúdos Interdisciplinares Aplicados. Experiências como o Ensino Médio integrado, com duração de 4 anos, ou os programas de profissionalização simultânea, como o PEP, permanecem como outras formas de organização deste ciclo escolar, mas a proposta constante do Reinventando passa a ser, progressivamente a partir de 2012, a estrutura curricular oficial do Ensino Médio estadual em Minas Gerais. Tendo como horizonte a conjuntura histórica acima descrita, ainda que de forma sucinta, o projeto Reinventando ancora-se em três princípios fundamentais, os quais circunscrevem a sua natureza: significação/identidade, empregabilidade e qualificação acadêmica. Por significação/identidade entendemos, inicialmente, a necessidade de que esse ciclo de estudos venha a ser percebido pelos estudantes como a oferta de um conjunto de recursos simbólicos capaz de favorecer a inserção no mundo e a compreensão dos processos sociais. Entretanto, se, de um lado, o contato com o acervo constituído pelos campos disciplinares – científicos e humanísticos – é condição insubstituível de enfrentamento seja do mundo da vida, seja do mundo do trabalho, de outro lado, é indispensável que este acervo seja apresentado de modo a que os estudantes possam perceber, efetivamente, a sua relevância 2 . Ao requisito da significação se acrescenta o da identidade, a outra face da mesma moeda. O Ensino Médio não deve ter sua identidade submetida às exigências dos ciclos de estudos que se seguem. Reduzido a uma etapa meramente preparatória, duas consequências daí decorrentes, ambas nefastas,

1. O planejamento do Projeto prevê o início da fase piloto em 2012, a expansão para mais 120 escolas em 2013 e a sua universalização em 2014. Em virtude da instalação do Reinventando o Ensino Médio em uma escola começar pelo 1º ano e abranger as demais séries progressivamente nos anos seguintes, a expectativa é que somente no ano de 2016 o projeto alcance todas as escolas e todas as séries do nível médio. 2 . Durante discussões realizadas nos grupos focais constantes do projeto Reinventando, ficou patente a perplexidade dos estudantes diante da sensação de irrelevância dos conteúdos ensinados.

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evidenciam-se. Uma porque parte substantiva dos estudantes aí encerra a sua formação e outra decorrente do fato de que, capitulados diante das exigências dos exames de acesso ao ensino superior, perdemos a oportunidade de indicar, na diversidade das áreas de conhecimento, o que caracteriza a formação humana desejável/recomendável nesta etapa dos estudos. Tendo como referência a Língua Portuguesa ou a Geografia, a Matemática ou a História, a Química ou a Sociologia, a Filosofia ou a Biologia, a Educação Física ou a Arte, a Língua Estrangeira ou a Física, uma mesma questão se apresenta: o que, em cada uma destas áreas, vale como formação humana dos estudantes do Ensino Médio? O segundo princípio, que estamos nomeando como empregabilidade, não significa ensino médio profissionalizante, que continuaria com o perfil e a oferta hoje existentes. Por empregabilidade entendemos a oferta de uma formação que possibilite ao estudante dispor de maiores condições de inserção múltipla no mercado de trabalho. O acervo das áreas de empregabilidade é amplo e sempre suscetível de acréscimo, observado o perfil da escola e da região em que se encontra 3 . Disponibilizando uma diversidade de áreas, entre as quais as escolas devem oferecer de duas a três alternativas, este acervo garante ao estudante uma margem de escolha que o torna, em parte, autor do seu percurso curricular. Ao invés de uma destinação profissionalizante específica, o propósito do Reinventando é fornecer instrumentos que permitam a atuação num espectro profissional mais irradiado e, por isso mesmo, mais amplo. A aproximação, de resto tão contemporânea, entre o mundo do trabalho e o mundo do conhecimento recomenda que a escola, não importa a etapa em que se encontre, encarregue-se de oferecer instrumentos que, ao invés de viabilizarem unicamente a aquisição de um conjunto específico de conhecimentos, desenvolvam e mantenham viva a capacidade dos alunos permanecerem aprendendo ao longo do tempo. Propor a empregabilidade como princípio constitutivo quer dizer, portanto, que os estudantes, ao concluírem o ensino médio, contarão, também, com melhores condições para concorrer a postos de trabalho.

A importância de adicionar um fator de qualificação para o trabalho à formação propiciada pelo ensino médio pode ser atestada, por exemplo, pela consulta aos dados referentes a crescimento salarial, conforme indica o quadro a seguir, que retrata os problemas associados á relação atual entre a formação propiciada pelo Ensino Médio e o crescimento salarial.
Crescimento Salarial Real no Brasil, 1992-2009 (%) 50 36 25 3 0 -11 Analfabetos Ensino Médio Ensino Superior Pós-graduação 36

–25

Fonte: PNAD/IBGE. No período de 1992 a 2009, houve uma variação negativa do crescimento salarial para pessoas com ensino médio completo. Por outro lado, houve, no mesmo período, um crescimento efetivo dos salários de analfabetos e dos pós-graduados. Este cenário tem como decorrência, entre outros fatores, o baixo estímulo para que os estudantes concluam o ensino médio, uma vez que esta etapa de estudos não é recompensada, de forma significativa, do ponto de vista salarial. Assim, a conclusão do ensino médio passa a interessar apenas aos estudantes que se destinam ao prosseguimento dos estudos em instituições de ensino superior, retirando do ensino médio qualquer significado próprio. O terceiro princípio, a garantia de que a formação ofertada propicie o prosseguimento dos estudos, indica, junto com os princípios anteriormente mencionados, a natureza pública do projeto Reinventando. Embora nem todos os alunos venham a prosseguir os estudos após a conclusão do Ensino Médio, estamos diante de um direito que a todos deve ser estendido. O interesse em descaracterizar a formação ao

3. Inicialmente foram prospectadas 18 áreas de empregabilidade com o perfil desejado pelo projeto e, a princípio, com viabilidade técnica de implantação, conforme o ANEXO I.

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longo do Ensino Médio, de modo que ela dificulte o acesso ao Ensino Superior, não importa a justificativa apresentada, é um postulado de exclusão social e de manutenção de um cenário de injustiça inaceitável. Contrariamente a isso, o projeto Reinventando busca atender à formação prescrita para o bom desempenho nos exames relativos ao prosseguimento dos estudos. Dados esses princípios, o exercício a ser feito é o da sua aproximação, de modo que possam ser atendidos no que apresentam de específico e que se obtenham os efeitos que apenas a sua conjunção torna possível. Aqui, além de buscar uma síntese mais que desejável, trata-se de responder, no campo da escola, aos desafios apresentados pela sociedade do nosso tempo. Esses princípios deram origem a uma proposta caracterizada por percursos curriculares alternativos, flexibilidade, uso das novas tecnologias de ensino/aprendizagem, atividades interdisciplinares e instrumentos formativos extraescolares. Os percursos curriculares propostos adicionam os conteúdos das áreas de empregabilidade ao atendimento do que é estabelecido pelo Currículo Básico Comum (CBC) e estão consubstanciados na Resolução 2.030 da SEE/MG 4 . Dessa forma, o estudante percorre, simultaneamente, dois eixos formativos inter-relacionados com identidade clara, de modo que, ao concluir o Ensino Médio como uma etapa significativa da vida escolar, além da formação que lhe permite o prosseguimento dos estudos, conte, também, com os instrumentos proporcionados pela área de empregabilidade cursada 5 . Considerando o percurso curricular, o estudante contará, a

todo o tempo, com um instrumento de tutoria na escola, que lhe permitirá, não apenas o acesso progressivo ao conhecimento das possibilidades profissionais inerentes às áreas de empregabilidade, como também contar com informações suficientes para a escolha adequada, a cada matrícula, entre as disciplinas disponibilizadas. Uma tal orientação é necessária, seja para a matrícula em disciplinas pertencentes ou não à área de empregabilidade de opção, seja para a matrícula em atividades não disciplinares. A formação proposta está em consonância com a resolução n° 2/2012, do Conselho Nacional de Educação, que define as diretrizes curriculares para o Ensino Médio 6 . É parte integrante do projeto a colaboração constante com a Magistra, Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional dos Educadores, criada pela Lei Delegada nº 180, de 20 de janeiro de 2011. Enquanto unidade voltada permanentemente para a formação de profissionais de educação, a Magistra, Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, desempenha um papel fundamental no projeto Reinventando, seja enquanto proponente direta de cursos, seja enquanto escuta qualificada das demandas de formação provenientes da rede de profissionais da educação no Estado de Minas Gerais, no campo do conteúdo e no campo das estratégias inovadoras de ensino. Atuando, simultaneamente, de forma presencial e a distância, a Magistra tem por objetivo a extensão de suas atividades ao território mineiro como um todo, atuando em escala, condição necessária indispensável para o atendimento adequado de sistemas educacionais com o porte do existente em Minas Gerais.

4. Consultar ANEXO II. 5. Consultar ANEXO III 6. A resolução n° 02/2012 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação encontra-se disponível no site: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17417&Itemid=866.

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OBJETIVOS

Objetivo Geral O projeto Reinventando o Ensino Médio, através da reformulação curricular da rede pública de Ensino Médio em Minas Gerais, tem como objetivo a criação de um ciclo de estudos com identidade própria, que propicie, simultaneamente, melhores condições para o prosseguimentos dos estudos e mais instrumentos favorecedores da empregabilidade dos estudantes ao final de sua formação nesta etapa de ensino. Ao se associar a políticas que contribuem para a ressignificação da escola pública em Minas Gerais, o projeto assinala a importância do acesso ao conhecimento como condição para o exercício da plena cidadania na sociedade contemporânea. Objetivos Específicos Proporcionar o acesso a temáticas e abordagens que despertem o interesse dos estudantes, fazendo com que a escola venha a ser vivida como uma experiência significativa na formação da autonomia pessoal e na capacidade de inserção social. Destacar os novos papéis desempenhados pelo conhecimento na contemporaneidade. Evidenciar o lugar do estudante como sujeito do conhecimento e protagonista de sua formação, respeitados os respectivos direitos e deveres. Viabilizar trajetórias e percursos curriculares diferenciados, de modo a permitir aos estudantes o exercício da escolha. Possibilitar o enriquecimento curricular através de formação extra-escolar. Propiciar o uso por parte da escola de novos recursos tecnológicos na área da educação. Ampliar o número de matrículas no ensino médio. Possibilitar a elevação dos indicadores de desempenho no ensino médio. Elevar o nível de proficiência dos estudantes nos testes internos e externos de avaliação. Difundir permanentemente procedimentos pedagógicos de boas práticas no âmbito das escolas. Reduzir os índices de abandono/evasão. Encaminhar medidas capazes de diminuir a distorção idade/série. Garantir aos professores, gestores e demais profissionais da educação instâncias de formação permanente. Disponibilizar aos profissionais da educação instrumentos que favoreçam a preparação para lidar com as novas configurações do alunado e do perfil do conhecimento da atualidade.

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Justificativa O ensino médio no Brasil, etapa final da Educação Básica, visa dar sequência a uma formação escolar capaz de possibilitar a participação ativa na vida social, cultural e econômica, respeitando princípios da convivência democrática, com os direitos e deveres a ela atinentes, bem como as liberdades fundamentais do ser humano. De acordo com as finalidades do ensino médio, postas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9394/96), isto significa assegurar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os “conhecimentos adquiridos no ensino fundamental” aprimorar o educando “como pessoa humana”, possibilitar “o prosseguimento de estudos”, garantir “a preparação básica para o trabalho e a cidadania” e dotar o educando dos instrumentos que lhe permitam “continuar aprendendo”, tendo em vista o desenvolvimento da “compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (art. 35, incisos I a IV). De uma forma geral, as questões relativas ao Ensino Médio passaram a ocupar na agenda educacional do País o lugar até aqui ocupado pelo Ensino Fundamental. A substituição dos exames de acesso específicos das universidades pelo ENEM, cuja consolidação é crescente, e o incremento da demanda por mão de obra com qualificação técnica, entre outros fatores, têm evidenciado a necessidade de uma reforma mais aguda no Ensino Médio brasileiro. Em Minas Gerais, os avanços no Letramento, com 88,9% de alunos no nível recomendado, e no Ensino Fundamental, cuja série histórica indica um crescimento, justificam que uma dose maior de atenção se volte, de maneira mais consistente, para o Ensino Médio. Embora a educação mineira, tendo em vista o conjunto dos Estados do Brasil, ocupe o 3° lugar no IDEB 2009, o Ensino Médio apresenta inúmeros problemas. No caso do ensino médio público, os desafios exigem medidas efetivas e continuadas decorrentes de programas governamentais. Entretanto, vale lembrar como indicador das possibilidades inerentes ao Ensino Médio público em Minas, as significativas taxas de aprovação dos egressos deste sistema na Universidade Federal de Minas Gerais, situadas sempre em patamares superiores a 30%. Minas Gerais possui um sistema de ensino médio de amplo atendimento, composto por dependências administrativas pertencentes à rede federal, à rede estadual, visivelmente majoritária, à rede municipal e a instituições escolares privadas. Em 2011, os dados apontam que, das 8.400.689 matrículas no ensino médio brasileiro, Minas Gerais concentrou o segundo maior número da federação com 861.022 alunos matriculados, números inferiores apenas a São Paulo (1.872.887). Em termos de dependências administrativas, ainda em Minas Gerais, a rede estadual detinha a maior quantidade de matrículas no ensino médio, seguida da rede das instituições privadas. A tabela abaixo apresenta uma síntese do número de matrículas no ensino médio no Brasil, na região sudeste e nos estados dessa região da federação.

TABELA 1: Número de Matrículas no Ensino Médio, Normal/Magistério e Integrado por Dependência Administrativa, segundo a Região Geográfica e a Unidade da Federação – 2011

Unidade da Federação (UF)
Brasil Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo

Total
8.400.689 3.479.392 861.022 135.803 609.680 1.872.887

Federal
114.939 36.761 15.930 4.984 14.364 1.483

Dependência administrativa Estadual Municipal
7.182.888 2.920.964 747.573 112.592 469.870 1.590.929 80.833 40.676 11.289 129 6.301 22.957

Privada
1.022.029 480.991 86.230 18.098 119.145 257.518

Fonte: MEC/Inep/EducaCenso 2011– Elaboração própria

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Gráfico 1: Matrículas no Ensino Médio por Dependência Administrativa – Minas Gerais

1% 87%

10%

2%

Sobre as taxas de aprovação, reprovação e abandono, o ensino médio mineiro, apresenta, em vários aspectos, resultados semelhantes à realidade nacional. Em 2010, a taxa de aprovação no ensino médio do Brasil foi de 77,2 - enquanto a de Minas foi de 77,8. A taxa de reprovação do ensino médio nacional foi de 12,5 e a mineira foi de 13,4. A taxa de abandono dos estudantes de ensino médio do País foi de 10,3, enquanto a do estado de Minas Gerais foi em torno de 8,8. TABELA 2: Taxas de Rendimento (%) - Aprovação, Reprovação e Abandono - segundo a Região Geográfica e a Unidade da Federação – 2010.

Federal

Privada

Municipal

Estadual

Unidade da Federação (UF)
Brasil Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo (UF) Brasil Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo (UF) Brasil Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo

Dependência administrativa Federal
84.1 86,9 85,3 89,4 87 92,8 14,2 12,3 13,9 9,6 11,8 6,7 1,7 0,8 0,8 1 1,2 0,5

Estadual
74,9 76,5 75,9 76,4 63,8 80,9 13,4 15,3 14,1 15,2 20,7 13,9

Municipal Privada
79,2 82,4 77,1 95 76,8 87,7 10,3 13,2 16,4 4,3 16,5 9,9 10,5 4,4 6,5 0,7 6,7 2,4 93,6 93,7 92,8 94,5 89,4 95,4 5,9 6,1 6,7 5,1 10 4,5 0,5 0,2 0,5 0,4 0,6 0,1

Aprovação

Fonte: MEC/Inep/EducaCenso 2011 – Elaboração própria

Como esse gráfico indica, o sistema público estadual é responsável por cerca de 87% das matrículas no ensino médio, cabendo ao sistema privado apenas 10% e aos sistemas municipal e federal os percentuais restantes, ressalvada a permanência, no caso do ensino médio, do movimento migratório do sistema municipal para o sistema estadual. Em relação ao número de unidades de ensino com oferta de ensino médio em 2011, das 26.944 existentes no Brasil, 2.975 estão em Minas Gerais, das quais 2.164 são estaduais. O número de professores em exercício no ensino médio para o período considerado foi, para o Brasil, 477.273 professores, sendo 55.079 em exercício no estado de Minas Gerais (EDUCACENSO, 2010). Em termos de rendimento escolar, de acordo com dados do EDUCACENSO (2010), 1.793.167 alunos concluíram o ensino médio no Brasil no ano de 2010. Desse total, 154.176 estudantes pertenciam ao ensino médio estadual mineiro.

Reprovação

Abandono
11,7 8,2 10 8,4 15,5 5,2

Fonte: MEC/Inep/Deed-2010 – Elaboração própria

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Quanto ao desempenho nos testes padronizados de mensuração de proficiência, embora Minas Gerais, desde 2006, venha apresentando melhorias crescentes nos exames do PROEB 7 do 3º ano do ensino médio, os resultados permanecem preocupantes, conforme aponta o gráfico a seguir. GRÁFICO 2: Resultados do PROEB – Evolução do percentual de alunos com nível recomendável em Língua Portuguesa e Matemática em Minas Gerais: 2006-2011
40,0 35,0 31,6 27,3 37,5 30,4 30,6 29,7

Os resultados do IDEB 10 , apesar de indicarem um bom posicionamento de Minas Gerais em relação aos demais sistemas estaduais no Brasil, devem ser objeto de uma análise mais cuidadosa, capaz de conduzir a novas medidas de aprimoramento. Dados da Superintendência de Informações Educacionais da Secretaria de Educação (SIE – SEE/MG) confirmam o chamado efeito funil, que evidencia a redução do alunado ao longo do percurso no ensino médio. O gráfico a seguir aponta uma redução de aproximadamente 27% do alunado na passagem da primeira para a segunda série do ensino médio e de 19% na passagem desta para a terceira série. GRÁFICO 3: Número Absoluto de Matrículas no Ensino Médio em Minas Gerais em 2011 11
350.000 300.000 312.638 228.091 184.904

Porcentagem (%)

30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0

Matrículas

2,8 2006

3,2 2007

3,8 2008 Ano

3,7 2009

4,1

3,7

250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 1º Ano

2010

2011

Português

Matemática

Fonte: Superintendência de Informações Educacionais (SIE-SEE/MG, 2006-2011) – Elaboração própria

2º Ano Etapas de Ensino

3º Ano

No exame do SAEB 8 , no ano de 2009, 32% dos estudantes do ensino médio mineiro obtiveram desempenho satisfatório na prova de Língua Portuguesa e 15,2% obtiveram esse padrão de desempenho na prova de Matemática. Já no exame do PISA 9 do ano de 2009, o percentual de alunos com nível de proficiência adequado em Leitura foi de 30,7%, em Matemática foi de 18,8% e em ciências foi de 25,9%.

Fonte: Superintendência de Informações Educacionais (SIE-SEE/MG, 2011) – Elaboração própria

Com relação aos dados de distorção idade/série, apontados na tabela a seguir, o cenário evidencia, igualmente, a necessidade de medidas corretoras.

TABELA 3: Taxa de Distorção Série-Idade 12 (%), por Dependência Administrativa, segundo a Região Geográfica e a Unidade da Federação – 2010

Unidade da Federação Total (UF)
Brasil Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo
Fonte: MEC/Inep/Deed-2010– Elaboração própria

Dependência administrativa Federal Estadual Municipal Privada
23,2 20,1 21,3 9,8 19,7 27,7 38,3 29.4 34,3 28,5 51,5 20,3 40,0 23,1 30,3 9,9 34,8 14,5 7,8 7,0 8,6 6,5 10,7 4,9

34,5 26,2 31,3 25,1 43,5 18,1

7. PROEB: Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica do Estado de Minas Gerais, realizado pelo Sistema Mineiro de Avaliação Escolar do estado de Minas Gerais (SIMAVE). 8. Sistema de Avaliação da Educação Básica realizado pelo Ministério da Educação através do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (INEP). 9. Programme for Internacional Student Assessment. O PISA é um teste internacional padronizado, avaliando-se em cada país um quantitativo de 4500 a 10000 estudantes. nas áreas de Leitura, Ciências e Matemática. 10. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Essa medida expressa a relação entre o desempenho na prova Brasil e o fluxo escolar do estudante. 11. Estes números não incluem as matrículas no 4º ano, como também não incluem as matrículas da modalidade não seriada. 12. Percentual de alunos, em cada série, com idade superior à idade recomendada para aquela série, considerando-se, no sistema educacional brasileiro, a idade de 7 anos como a recomendada para o ingresso no Ensino Fundamental de oito anos, e de 6 anos no caso do Ensino Fundamental de nove anos, a e de 15 anos para o ingresso no Ensino Médio (Fonte: www.todospelaeducacao.org.br).

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Uma análise, mesmo que rápida, dos dados acima indica a importância e a abrangência da temática do ensino médio. Aos dados de natureza quantitativa, outros, mais qualitativos, mas não menos importantes, podem e devem ser acrescentados. Particularmente, vale lembrar uma queixa reiterada, vinda dos estudantes, que assinala o baixo grau de atratividade dos estudos realizados no ensino médio, o que pode ser confirmado pela leitura da pesquisa realizada com grupos focais de estudantes das escolas participantes da fase/etapa piloto do projeto Reinventando o Ensino Médio. Entre as reclamações mais constantes, estão as que dizem respeito à ausência de preparação mais sólida para a continuidade dos estudos, seja no ensino superior, seja no ensino profissional, à desvinculação excessiva entre a escola e o mundo do trabalho e da vida, e à quase inexistente flexibilidade/diversidade curricular. Confirmando esta opinião, uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas no ano de 2008 apontou que, no Brasil, 40% dos alunos de 15 a 17 anos deixaram de estudar por entender que a formação escolar era destituída de qualquer interesse.

Os dados disponíveis e a consciência generalizada de que há muito por ser feito assinalam a necessidade de uma abordagem de amplas proporções dos temas e problemas ligados ao ensino médio. Com relação a desempenho, abandono/ evasão e distorção idade/série, entre outros itens, os problemas a serem abordados exigem, para além de eventuais medidas pontuais, uma revisão mais aguda do sistema, conduzida a partir de políticas públicas consentâneas com a seriedade dos problemas e com a responsabilidade que cabe à Secretaria de Estado de Educação, órgão responsável, juntamente com as instâncias municipais correspondentes, pela educação básica pública em Minas Gerais. É essa, justamente, a motivação maior e a orientação básica do projeto Reinventando o Ensino Médio, exemplo da responsabilidade com que a Secretaria de Estado de Educação vem enfrentando os desafios que caracterizam o cenário da educação pública estadual em Minas Gerais.

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Implementação
Fase/Etapa Piloto A implementação do projeto Reinventando o Ensino Médio vem sendo desencadeada a partir de múltiplas iniciativas, conduzidas sinergicamente por uma diversidade de setores, seja na sede da Secretaria, seja nas Superintendências, seja na Magistra, seja nas escolas. A condução dos trabalhos a partir de um amplo compartilhamento das discussões constitui, desde o princípio, uma referência metodológica que tem permitido o encaminhamento eficaz das ações. Elaborado como uma política pública, o projeto leva em conta a visão da totalidade dos atores envolvidos com o ambiente educacional, aumentando, assim, suas chances de êxito. Em lugar de um conjunto de ações determinadas a priori, o que se tem em vista é a elaboração de uma ação pluralizada e participativa. As diversas equipes confluem os trabalhos para uma gerência do projeto, sediada no gabinete da Secretária Adjunta de Educação e composta pelos representantes dos mais diversos setores. Um Plano de Ação arrojado, apoiado num cronograma detalhado, indica a variedade das tarefas a serem empreendidas, os responsáveis por elas, bem como os mecanismos que permitem eventuais ajustes e correções de rota. O piloto do projeto tem como área de atuação as 11 escolas estaduais de ensino médio localizadas na Regional Norte de Belo Horizonte 13 , todas adstritas à SRE Metropolitana C (ver ANEXO IX). A Regional Norte, área de localização das escolas, apresenta características que a otimizam enquanto laboratório do projeto: altos índices de vulnerabilidade e desigualdade social, diversidade cultural pronunciada, presença de comunidades Quilombolas e Ciganas, bem como uma ocupação territorial desordenada e uma acentuada tendência de crescimento populacional através da expansão do Vetor Norte em Belo Horizonte. A escolha da área de atuação do piloto foi ditada, como se pode ver, por fatores como relevância pública, viabilidade de funcionamento e oportunidade de replicabilidade. Uma primeira versão do projeto, discutida pela equipe da Secretaria de Educação, juntamente com representantes da Superintendência Metropolitana C, foi apresentada ao fórum de diretores das 11 escolas e aí exaustivamente discutida. Simultaneamente, foram conduzidos grupos focais junto a alunos e professores das escolas constantes do projeto, objetivando o levantamento de problemas e questões que pudessem favorecer a continuidade da construção do projeto. Uma vez encerrada essa primeira etapa, o projeto ganhou uma segunda versão, com uma riqueza maior de desenvolvimento. Aprovados os três princípios constitutivos do Reinventando, a saber, identidade/significação, empregabilidade e continuação dos estudos, o trabalho a seguir apontou um leque de 16 possibilidades para a configuração da área de empregabilidade. O fórum de diretores, à vista das alter-

13. A Regional Norte é uma região administrativa de Belo Horizonte, cuja delimitação geográfica é determinada pela Lei Municipal 10.323 de 19/07/2011.

14

nativas, optou pela escolha de 3 áreas, extensivas a todas as escolas, a saber, Comunicação Aplicada, Tecnologia da Informação e Turismo 14 . Cada uma das três áreas escolhidas atende ao requisito nuclear da ideia de empregabilidade, a saber, a possibilidade de ocupação de postos de trabalho múltiplos e inespecíficos. Em vista deste objetivo, foram construídas as estruturas curriculares das áreas. A área de Comunicação Aplicada se estende desde o exame das relações mais gerais entre comunicação e sociedade até a formação em tópicos como Produção para Web, Criação Visual e Produção de Eventos, entre outros. Tecnologia da Informação é uma área de conhecimento percebida a cada dia como crescentemente estratégica para quaisquer áreas de atuação. O currículo proposto é focado, basicamente, na aquisição de habilidades básicas para a resolução de problemas, o que viabiliza a formação de alcance generalizado, caracterizadora do Projeto Reinventando. Integram também a estrutura curricular da área itens com forte dose de atratividade como Jogos Digitais, Projetos de Inclusão Digital e projetos decorrentes do uso mais imediato da TI.

Da mesma forma que as demais áreas, a formação em Turismo visa propiciar conhecimentos que permitam um amplo âmbito de atuação, que compreende aspectos de natureza histórica, cultural e paisagística. Compreendendo temas mais abrangentes como a relação entre Turismo e Sustentabilidade, são também visados tópicos como Montagem de Projetos Turísticos, Turismo de Eventos e Diagnóstico de Infraestrutura Turística. Para além da formação intraescola, em cada uma das três áreas de empregabilidade, estarão sempre abertas modalidades de interação com outros espaços sociais, bem como o recurso permanente às novas tecnologias e seu uso no espaço escolar. Com a definição das áreas de empregabilidade, a proposta já estava delineada em suas linhas mestras, pronta para ser levada à discussão junto às comunidades das 11 escolas integrantes do projeto. Reuniões realizadas em cada uma das 11 escolas permitiram a ampliação da discussão e, mais do que isso, possibilitaram um cotejo mais apurado do projeto com a realidade das escolas. Este procedimento foi essencial, uma vez que se trata de um projeto cuja adesão foi, naquele momento,

14. Para o detalhamento da estrutura curricular das 3 áreas de empregabilidade, consultar a Resolução 2030/2012, da SEE, constante do anexo II.

15

facultada às escolas. O detalhamento das discussões, os problemas específicos de cada escola, as necessárias modulações do projeto em vista da diversidade das realidades, as críticas apresentadas e as sugestões propostas, mais uma vez, enriqueceram o projeto. De modo particular, foi extensamente debatida com as comunidades escolares a proposta de acrescentar à formação propiciada pelo Ensino Médio, através das áreas de empregabilidade, novas competências e habilidades de maneira a permitir que o aluno egresso deste nível de ensino esteja mais preparado para os desafios atinentes ao mercado de trabalho. Vale acrescentar que as reuniões tiveram como consequência a criação de uma via de mão dupla entre as escolas e a Secretaria de Educação, através da equipe mais diretamente responsável pela condução do projeto. Esta via de mão dupla, na verdade um princípio metodológico propositado e de largo alcance, vem caracterizando desde o princípio as ações do projeto. Passada a 1ª etapa das visitas às escolas, a Secretaria solicitou ao fórum de diretores a apresentação do que foi chamado de um patamar mínimo de condições para a implantação do projeto nas escolas. Deste patamar, relativo a dados de infraestrutura física, deveriam constar, também, equipamentos de informática, tais como laboratórios de informática, novos computadores, reforma e ampliação da rede lógica e recursos de multimídia, que, em conjunto, pudessem viabilizar o uso de tecnologias inovadoras no campo da educação. Tendo em vista as necessidades decorrentes da instalação curricular das áreas de empregabilidade, foram criados, com o apoio em legislação específica, os cargos de coordenação 15 e orientação 16 de área. Cada escola passou a contar com um coordenador geral do projeto e três orientadores, um por área, com carga horária, requisitos e funções especificadas em legislação própria. Currículos abertos, percursos curriculares alternativos, medidas para favorecer a escolha consciente dos percursos curriculares, instâncias formativas extraescolares, exigem acompanhamento circunstanciado e orientação constantes, o que explica a necessidade dos cargos criados.

Para cada uma das áreas de empregabilidade – Comunicação Aplicada, Tecnologia da Informação e Turismo - foram contratados consultores, com a tarefa de propor uma primeira configuração curricular para as áreas. Apresentada uma primeira proposta, teve lugar, na Magistra, a 1ª etapa formativa do projeto, com a participação dos 11 coordenadores, 1 de cada escola, e dos 33 orientadores, 3 por escola, com o propósito de assentar a base curricular das áreas de empregabilidade e, simultaneamente, gerar material de natureza didática. A geração de material didático e sua disponibilização em meios virtuais são de grande importância, uma vez que permitirá ao professor, bem como ao aluno, um acesso amplo a aplicativos, vídeo-aula, exercícios e material bibliográfico de amplo espectro. Estratégias de formação permanente fazem parte do projeto. Neste sentido duas iniciativas se prolongarão por todo o ano de 2012, uma referente aos CBCs e outra referente aos currículos das áreas de empregabilidade. Para tanto, seguindo a mesma metodologia que busca sempre ampliar o número de atores e instâncias envolvidas na discussão, serão realizados, ao longo do ano, em média, 16 encontros com cada um dos campos curriculares. Para tanto, no caso dos CBCs, foram compostas 12 equipes intradisciplinares, cada uma com 11 professores, 1 por escola, apoiados por consultores, com o objetivo de proceder a uma revisão dos CBCs, de modo a aproximá-los, mais detalhadamente, da sala de aula. Tais encontros tomarão também, sempre que necessário, uma dimensão formativa, sob a figura de cursos de atualização. No que se refere às áreas de empregabilidade, foram constituídas 3 equipes, 1 por área, totalizando 11 professores por equipe, compostas, cada uma, pelos orientadores da área em cada escola. Neste caso, outras etapas formativas serão desenvolvidas ao longo do ano, dirigidas às equipes já formadas, bem como a novas equipes de professores. Também foi concebido para esta fase do projeto um eixo de monitoramento e avaliação, conduzido pela Secretaria de Estado de Educação em parceria com o Escritório de Priori-

15. Cf. Resolução n° 2032 /2012 da SEE. 16. Cf. Ofício Circular n° 26 / 2012 da SEE.

16

dades Estratégicas do Governo de Minas Gerais. O monitoramento busca captar de maneira tempestiva informações importantes para a adequada implementação do projeto nas escolas e fornecer subsídios para eventuais correções de rota que se façam necessárias durante sua instalação. A avaliação do projeto, por sua vez, consiste em identificar os efeitos do projeto nas escolas participantes após o primeiro ano, permitindo identificar possíveis situações problemáticas, êxitos e oportunidades de aprimoramento para posterior expansão. A ideia é que as análises construídas a partir desses instrumentos possam oferecer subsídios para o aprimoramento do Reinventando o Ensino Médio, bem como oferecer contribuições para a tomada de decisão sobre a expansão do projeto. A figura a seguir representa graficamente o projeto Reinventando o Ensino Médio. As esferas azuis indicam os conteúdos originados das 12 disciplinas da formação

geral e as três esferas maiores – verde, amarela e vermelha - a formação das áreas de empregabilidade. Nas áreas de empregabilidade, as pequenas esferas coloridas representam o conteúdo específico da área e as pequenas esferas brancas o conteúdo que pode ser adquirido fora da área de empregabilidade de opção. Os losangos na base das esferas azuis assinalam a obrigatoriedade dos seminários de orientação, instrumento necessário para a escolha adequada da área de opção por parte do estudante. As esferas da cor bege assinalam a abertura permanente do acervo de áreas empregabilidade e as setas de cor preta a possibilidade das escolas atuarem no seu entorno. As setas de cor branca indicam a abertura do currículo para que atividades que ocorram fora da escola possam fazer parte da formação curricular. A referência à Magistra, instância geradora de cursos e receptora de demandas das escolas, evidencia a importância do projeto Reinventando com uma instância de formação permanente.

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Expansão

De acordo com o seu cronograma de implantação, o projeto Reinventando o Ensino Médio será estendido, em 2013, a mais 120 escolas e, em 2014, à totalidade do sistema estadual de Ensino Médio. A escolha da região para a implantação da fase piloto, como já foi salientado, foi feita de modo a permitir o trabalho num cenário mais diversificado de escolas, o que, a nosso entender, facilitará, agora, o processo de expansão, que terá que se haver com um coeficiente de diversidade ainda mais expressivo. Como critério inicial para a expansão em 2013, entendemos que o projeto, até este momento circunscrito à Superintendência Regional C, deverá estar presente na totalidade das Superintendências Regionais, incluídas as outras duas Superintendências Metropolitanas (Superintendências A e B). Em cada uma das demais 46 Superintendências, foram escolhidas, de início, duas escolas. Foi selecionada em 1º lugar, em cada SRE, no município sede, a escola que apresentou o maior número de alunos matriculados no 1º ano do Ensino Médio em 2011, conforme Censo Escolar 2011, obedecidos um mínimo de 3 e um máximo de 12 turmas. Foi selecionada em 2º lugar, em cada SRE, no município mais populoso da área coberta pela Superintendência, à exceção

do município sede, a escola que apresentou o maior número de alunos matriculados no 1º ano do Ensino Médio em 2011, obedecidos um mínimo de 3 e um máximo de 12 turmas. As 12 maiores Superintendências Regionais de Ensino, considerando o número de alunos matriculados no 1º ano do ensino médio em 2011, contarão com uma 3ª escola participante do projeto. Foi selecionada em 3º lugar, no município mais populoso da área coberta pela Superintendência, à exceção do município sede e do município contemplado com a 2ª escola, a escola que apresentou o maior número de alunos matriculados no 1º ano do Ensino Médio em 2011, obedecidos um mínimo de 3 e um máximo de 12 turmas. A esse total de 100 escolas, foram acrescidas outras 20 escolas, sendo 10 vinculadas à Superintendência Metropolitana A e 10 vinculadas à Superintendência Metropolitana B. Foram selecionadas, em cada Superintendência, as 10 escolas com maior número de alunos matriculados no 1º ano do Ensino Médio em 2011, obedecidos um mínimo de 3 e um máximo de 12 turmas. De acordo com os critérios anteriormente indicados, estão listadas, no Quadro 1, a seguir, as SREs – com o número de escolas correspondentes a cada uma - que contarão com o projeto Reinventando o Ensino Médio a partir de 2013.

18

Quadro 1 – Relação das SREs, com número de escolas correspondentes, que desenvolverão o Projeto Reinventando o Ensino Médio em 2013.

Número 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22

Superintendência Regional de Ensino
Almenara (2) Araçuai (2) Barbacena (2) Campo Belo (2) Carangola (2) Caratinga (2) Caxambu (2) Conselheiro Lafaiete (2) Coronel Fabriciano (3) Curvelo (2) Diamantina (3) Divinópolis (3) Governador Valadares (3 Guanhães (2) Itajubá (2) Ituiutaba (2) Janaúba (2) Januária (3) Juiz de Fora (3) Leopoldina (2) Manhuaçu (2) Monte Carmelo (2)

Número 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44

Superintendência Regional de Ensino
Montes Claros (3) Muriaé (2) Nova Era (2) Ouro Preto (2) Pará de Minas (2) Paracatu (2) Passos (2) Patos de Minas (2) Patrocínio (2) Pirapora (2) Poços de Caldas (2) Ponte Nova (2) Pouso Alegre (2) São João Del Rei (2) São Sebastião do Paraíso (2) Sete Lagoas (3) Teófilo Otoni (3) Ubá (2) Uberaba (3) Uberlândia (3) Unaí (2) Varginha (3)

19

ANEXO I

20

Áreas de Empregabilidade As áreas de empregabilidade abaixo relacionadas foram apresentadas aos diretores das 11 escolas do projeto piloto como campo de escolha para a implantação de 2 a 3 áreas por escola. Trata-se de um conjunto inicial sempre suscetível de revisão e acréscimo, tendo em vista a diversidade das escolas do sistema estadual. Uma vez apontada como opção da escola, cada área recebe estrutura curricular correspondente. 1.Recreação Cultural Capacitação voltada para o desempenho de atividades de natureza cultural/recreativa junto a instituições e comunidades como escolas, hotéis, hospitais, empresas, cruzeiros marítimos, excursões, festas, entre outras. 2.Produção Cultural Capacitação voltada para o desempenho de atividades como a produção de eventos culturais de natureza variada, como ciclos de palestras, concertos, feiras de artesanato, comemorações de datas histórias, entre outras. 3.Reciclagem Capacitação voltada para o desempenho de atividades relacionadas com manejo, seletividade, direcionamento e reaproveitamento de materiais, bem como para a difusão de hábitos e práticas sustentáveis. 4.Turismo Capacitação voltada para tecnologias relacionadas aos processos de recepção, viagens, eventos, intercâmbios, serviços de alimentação e bebidas, entretenimento e interação. 5.Comunicação aplicada Capacitação voltada para a habilitação em mídias distintas, tendo como objetivo o desenvolvimento da capacidade de comunicação e de interação social. 6. Meio Ambiente e Recursos Naturais Capacitação na área de meio ambiente, voltada para tecnologias associadas à melhoria de qualidade de vida, à preservação e utilização da natureza e difusão de atitudes e comportamentos sustentáveis. 7.Tecnologia da Informação Capacitação voltada para o desenvolvimento de habilidades referentes a ferramentas tecnológicas e para o entendimento da lógica de processos e sistemas de tecnologia. 8.Gestão Pública Capacitação voltada para a temática da gestão e administração pública, viabilizando a atuação em comunidades, ONGs e governo. 9.Estudos avançados: Linguagens Desenvolvimento de estudos relativos a temáticas e tópicos não contemplados no acervo dos Conteúdos Básicos Curriculares e voltados para a área de linguagens como Matemática e Português.

10.Estudos avançados: Ciências Desenvolvimento de estudos relativos a temáticas e tópicos não contemplados no acervo dos Conteúdos Básicos Curriculares e voltados para a área das Ciências Naturais. 11. Estudos avançados: Humanidades e Artes Desenvolvimento de estudos relativos a temáticas e tópicos não contemplados no acervo dos Conteúdos Básicos Curriculares e voltados para a área das Ciências Humanas e das Artes. 12.Lazer Capacitação voltada para as áreas de planejamento, organização e execução de projetos de lazer e entretenimento direcionados ao perfil e necessidades de grupos e comunidades, com atuação em hotéis, navios, parques, espaços culturais e comunitários, empresas, buffets infantis e espaços similares. 13.Empreendedorismo e Gestão Capacitação voltada para o desenvolvimento do potencial criativo, capaz de transformar conhecimentos e bens em novos produtos inovadores e para a gestão de negócios, com foco no planejamento, avaliação e gerenciamento de pessoas e processos. 14.Desenvolvimento de Habilidades Cognitivas Capacitação voltada para o desenvolvimento do raciocínio, visando o processamento de informações e a compreensão de padrões complexos, através de habilidades como inferência, abstração, memorização e associação de idéias, acuidade auditiva, percepção artística, articulação verbal e montagem de estratégias. 15.Vida e Bem estar Capacitação voltada para a melhoria da qualidade de vida, individual e comunitária, através do acesso a noções básicas de alimentação, saúde, cultura, lazer e trabalho, destinada ao desenvolvimento de atividades junto à diversidade das faixas etárias. 16.Webdesign Capacitação voltada para práticas relacionadas à produção de sites, de modo a propiciar um conhecimento inicial da área de webdesigner ou programador, agregando na formação conceitos de usabilidade e linguagem HTML, aliados ao desenvolvimento de interfaces gráficas agradáveis.

21

ANEXO II

22

RESOLUÇÃO SEE Nº 2.030, DE 25 DE JANEIRO DE 2012. Dispõe sobre a implantação do Projeto Reinventando o Ensino Médio que institui e regulamenta a organização curricular a ser gradativamente implantada nos cursos de ensino médio regular da rede estadual de ensino de Minas Gerais. A SECRETÁRIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS, no uso de sua competência e tendo em vista o disposto na Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, na Resolução CNE/CEB nº 03, de 26 de junho de 1998, na Resolução CNE/CEB nº 04, de 16 de agosto de 2006, na Resolução CNE/CEB nº 4, de 14 de julho de 2010, e no Parágrafo único do art. 2º da Resolução SEE nº 2.017 de 30 de dezembro de 2011 com o objetivo de: - buscar a excelência no ensino e na aprendizagem; - garantir a especificidade da formação do ensino médio da rede pública estadual de educação de Minas Gerais; - gerar competências e habilidades para empregabilidade; - preparar para o prosseguimento dos estudos. RESOLVE: Art. 1º. Fica instituída, a partir de 2012, a organização curricular do Projeto Reinventando o Ensino Médio na rede estadual de ensino. § 1º A presente organização curricular será implantada, inicialmente, nas 11 escolas de ensino médio da Regional Norte de Belo Horizonte relacionadas no ANEXO I desta Resolução. § 2º A organização curricular será implantada, gradativamente, iniciando-se com os alunos matriculados no 1º ano. § 3º Os alunos do segundo ano e terceiro ano devem seguir a organização curricular constante da Resolução 2.017/2011, para fins de terminalidade. § 4º A implantação do Projeto Reinventando o Ensino Médio nas demais escolas da rede estadual será progressiva, respeitados os critérios a serem estabelecidos pela Secretaria. Art. 2º. A organização curricular do Projeto Reinventando o Ensino Médio assegura 200 dias letivos anuais para o desenvolvimento da formação geral e da formação específica, permitindo aos alunos percursos curriculares distintos. § 1º A formação geral compreende os Conteúdos Básicos Comuns. § 2º A formação específica compreende os conteúdos curriculares destinados à geração de competências e habilidades nas áreas de empregabilidade. Art. 3º. A organização curricular do Projeto Reinventando o Ensino Médio deve ser acompanhada, em cada escola, por um coordenador do Projeto e por um orientador para cada área de empregabilidade. § 1º. O Projeto Reinventando o Ensino Médio, no ano de 2012, oferece três áreas de empregabilidade: I-Comunicação Aplicada; II-Tecnologia da Informação; III-Turismo. Art. 4º. O Projeto Reinventando o Ensino Médio inclui a realização de um Seminário de Percurso Curricular, no início do ano letivo, a partir do qual o aluno optará, obrigatoriamente, por uma área de empregabilidade. Art. 5º. O currículo contempla uma carga horária de 3.000 horas distribuídas, ao longo de três anos, em 2.500 horas de formação geral e 500 horas de formação específica, conforme ANEXO II. § 1º. No turno diurno, fica instituído o sexto horário para o cumprimento das 3.000 horas, devendo as aulas serem ministradas, preferencialmente, como aulas geminadas. § 2º. No turno noturno, 500 horas devem ser organizadas sob a forma de projeto, sendo 300 horas para os Conteúdos Interdisciplinares Aplicados, relacionados aos Conteúdos Básicos Comuns, e 200 horas para os Conteúdos Práticos nas áreas de empregabilidade. Art. 6º. A carga horária diária do ensino regular noturno será de 5 (cinco) módulos de 40 (quarenta) minutos ou de 50 (cinquenta) minutos, conforme aprovação da comunidade escolar. § 1º. Nas escolas que optarem pelo módulo-aula de 40 (quarenta) minutos, os alunos cumprirão 166 horas e 40 minutos (equivalentes a 200 módulos-aula), sob a forma de atividades complementares.

23

§ 2º. Nas escolas que optarem pelo módulo-aula de 40 (quarenta) minutos, a carga horária do professor será de 50 (cinquenta) minutos, sendo 10 (dez) minutos destinados à orientação e acompanhamento das atividades complementares dos alunos. § 3º. No caso das escolas que optarem pelo módulo-aula de 50 (cinqüenta) minutos, não haverá necessidade de complementação de carga horária. Art. 7º. Os alunos dentro da faixa etária própria do nível de ensino têm prioridade para matrícula no turno diurno. Art. 8º. A escola deve adequar o Projeto Político Pedagógico e incluir no Regimento Escolar emenda específica referente ao Projeto Reinventando o Ensino Médio. Art. 9º. O estágio, de caráter não obrigatório, desenvolvido como atividade opcional de enriquecimento curricular para o aluno, deve constar do Projeto Político Pedagógico e do Regimento Escolar. Art. 10º. As propostas curriculares devem observar o número de módulos-aula e carga horária definidos nos ANEXOS III, IV, V, VI, VII e VIII desta Resolução. Art. 11º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO, em Belo Horizonte, aos 25 de janeiro 2012.

ANA LÚCIA ALMEIDA GAZZOLA Secretária de Estado de Educação

Superintendência Regional de Ensino

Escola
E. E. CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E. E. DONATO WERNECK DE FREITAS E. E. MARGARIDA DE MELLO PRADO E. E. MARIA LUIZA MIRANDA BASTOS E. E. PASCHOAL COMANDUCCI E. E. PRESIDENTE TANCREDO NEVES E. E. PROFESSOR BOLIVAR DE FREITAS E. E. PROFESSOR HILTON ROCHA E. E. PROFESSORA FRANCISCA MALHEIROS E. E. PROFESSORA INÊS GERALDA DE OLIVEIRA E. E. PROFESSORA MARIA COUTINHO

Metropolitana C Belo Horizonte

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ANEXO II - ESTRUTURA CURRICULAR DO PROJETO REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO 1º ANO (A partir de 2012) MódulosMódulosaula aula anuais semanais Formação Geral Conteúdos Básicos Comuns Conteúdos das Áreas de Empregabilidade Conteúdos Práticos Carga horária anual 2º ANO (A partir de 2013) Módulos- Módulosaula aula semanais anuais Carga horária anual 3º ANO (A partir de 2014) Módulosaula semanais Módulosaula anuais Carga horária anual

25

1.000

833:20

25

1.000

833:20

25

1.000

833:20

I. DIURNO

Formação Específica

3

120

100:00

3

120

100:00

3

120

100:00

2 30

80 1.200

66:40 1.000:00 30

2

80 1.200

66:40 1.000:0 30

2

80 1.200

66:40 1.000:00

TOTAL DIURNO

1º ANO (A partir de 2012) MódulosMódulosaula aula anuais semanais Conteúdos Básicos Comuns Conteúdos Interdisciplinares Aplicados* Conteúdos das Áreas de Empregabilidade Conteúdos Práticos Carga horária anual

2º ANO (A partir de 2013) Módulos- Módulosaula aula semanais anuais Carga horária anual

3º ANO (A partir de 2014) Módulosaula semanais Módulosaula anuais Carga horária anual

II. NOTURNO

Formação Geral

22

880

733:20

22

880

733:20

22

880

733:2

-

-

100:00

-

-

100:00

-

-

100:00

Formação Específica

3

120

100:00

3

120

100:00

3

120

100:00

25

1.000

66:40 1.000:00

25

1.000

66:40 1.000:00

25

1.000

66:40 1.000:00

TOTAL NOTURNO

* Os Conteúdos Interdisciplinares Aplicados e os Conteúdos Práticos das Áreas de Empregabilidade, no turno noturno, referem-se a atividades a serem desenvolvidas sob a forma de projetos

25

ANEXO III

26

CONTEÚDOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO REGULAR DIURNO DO PROJETO REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS Língua Portuguesa Linguagem CONTEÚDOS BÁSICOS COMUNS Língua Estrangeira Arte Educação Física Matemática Matemática Física Ciências da Natureza Química Biologia Geografia Ciências Humanas História Sociologia Filosofia Subtotal CONTEÚDOS COMUNICAÇÃO APLICADA Conteúdos da Área Conteúdos Práticos Subtotal Conteúdos da Área Computação e Computador Solução de Problemas Através da Computação I TI na Prática: Jogos e Editoração de Texto Turismo: fundamentos históricos e culturais Conteúdos da Área Meio ambiente e turismo: espaço, paisagem e território Atratividade turística: valores culturais e paisagísticas Conteúdos Práticos SUBTOTAL TOTAL
Observações: (1) A segunda língua estrangeira poderá ser ofertada a partir do segundo ano do ensino médio, em cumprimento à Lei Federal 11.161/05. (2) As disposições das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, bem como da Lei Federal 11.769/2008, que trata da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica, devem ser contempladas nos conteúdos curriculares afins. (3) As orientações constantes do Ofício Circular SB nº 07/2012 constituem uma referência a ser observada. (4) Na Formação Específica, cada escola oferece até três áreas de empregabilidade e o aluno optará por apenas uma, conforme artigos 3º e 4º da Resolução SEE Nª 2030, de 25 de janeiro de 2012.

Módulos-aula semanais 4 3 1 2 4 2 2 2 2 2 1 1 25 Módulos-aula semanais Comunicação e Sociabilidade Redes Comunicativas Comunicação na Prática: Identificação de Territórios 2 1 2 5 2 1

Módulos-aula anual 160 80 40 80 160 80 80 80 80 80 40 40 1000 Módulos-aula anual 80 40 80 200 80 40

Carga horária anual 133:20 66:40 33:20 66:40 133:20 66:40 66:40 66:40 66:40 66:40 33:20 33:20 833:20 Carga horária anual 66:40 33:20 66:40 166:40 66:40 33:20

FORMAÇÃO GERAL

FORMAÇÃO ESPÉCÍFICA

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Conteúdos Práticos Subtotal

2 5 1

80 200 40

66:40 166:40 33:20

TURISMO

1

40

33:20

1

40

33:20

Impactos do Turismo

2 5 30

80 200 1200

66:40 166:40 1000:00

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ANEXO IV

28

CONTEÚDOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO REGULAR NOTURNO DO PROJETO REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS Língua Portuguesa Linguagem Língua Estrangeira Arte Educação Física CONTEÚDOS BÁSICOS COMUNS Matemática Matemática Física Ciências da Natureza Química Biologia Geografia Ciências Humanas História Sociologia Filosofia Conteúdos Interdisciplinares Aplicados Subtotal CONTEÚDOS COMUNICAÇÃO APLICADA Conteúdos da Área Conteúdos Práticos Subtotal Conteúdos da Área Computação e Computador Solução de Problemas Através da Computação I TI na Prática: Jogos e Editoração de Texto Turismo: fundamentos históricos e culturais Conteúdos da Área Meio ambiente e turismo: espaço, paisagem e território Atratividade turística: valores culturais e paisagísticas Conteúdos Práticos SUBTOTAL TOTAL
Observações: (1) A segunda língua estrangeira poderá ser ofertada a partir do segundo ano do ensino médio, em cumprimento à Lei Federal 11.161/05. (2) As disposições das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, bem como da Lei Federal 11.769/2008, que trata da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica, devem ser contempladas nos conteúdos curriculares afins. (3) Na Formação Específica, cada escola oferece até três áreas de empregabilidade e o aluno optará por apenas uma, conforme artigos 3º e 4º da Resolução SEE Nª 2030, de 25 de janeiro de 2012. (4) Os Conteúdos Interdisciplinares Aplicados e os Conteúdos Práticos das Áreas de Empregabilidade, no turno noturno, referem-se a atividades a serem desenvolvidas sob a forma de projetos.

Módulos-aula semanais 4 2 1 1 4 2 2 2 1 1 1 1 22 Módulos-aula semanais Comunicação e Sociabilidade Redes Comunicativas Comunicação na Prática: Identificação de Territórios 2 1 3 1 1

Módulos-aula anual 160 80 40 40 160 80 80 80 40 40 40 40 880 Módulos-aula anual 80 40 120 80 40

Carga horária anual 133:20 66:40 33:20 33:20 133:20 66:40 66:40 66:40 33:20 33:20 33:20 33:20 100:00 833:20 Carga horária anual 66:40 33:20 66:40 166:40 66:40 33:20

FORMAÇÃO GERAL

FORMAÇÃO ESPÉCÍFICA

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Conteúdos Práticos Subtotal

3 1

120 40

66:40 166:40 33:20

TURISMO

1

40

33:20

1

40

33:20

Impactos do Turismo

3 25

120 1000

66:40 166:40 1:000:00

29

ANEXO V

30

CONTEÚDOS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO REGULAR DIURNO DO PROJETO REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO A PARTIR DE 2013 CONTEÚDOS Língua Portuguesa Linguagem Matemática CONTEÚDOS BÁSICOS COMUNS Língua Estrangeira Educação Física Matemática Física Ciências da Natureza Química Biologia Geografia Ciências Humanas História Sociologia Filosofia Carga horária a ser destinada a um dos conteúdos de Formação Geral previstos ou a segunda língua estrangeira. Subtotal CONTEÚDOS Conteúdos da Área Produção de Eventos Criação Visual Comunicação na Prática: Projeto Evento Tópicos Especiais Subtotal Sociedade da Informação TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Conteúdos da Área Solução de Problemas Através da Computação II Jogos Digitais Conteúdos Práticos Subtotal Turismo: Cultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade Conteúdos da Área Turismo: Transporte, Hotelaria e Alimentação Turismo: Agências e operadoras Conteúdos Práticos SUBTOTAL TOTAL
Observações: (1) A segunda língua estrangeira poderá ser ofertada a partir do segundo ano do ensino médio, em cumprimento à Lei Federal 11.161/05. (2) As disposições das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, bem como da Lei Federal 11.769/2008, que trata da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica, devem ser contempladas nos conteúdos curriculares afins.

Módulos-aula semanais 4 2 2 4 2 2 2 2 2 1 1

Módulos-aula anual 160 80 80 160 80 80 80 80 80 40 40

Carga horária anual 133:20 66:40 66:40 133:20 66:40 66:40 66:40 66:40 66:40 33:20 33:20

FORMAÇÃO GERAL

1

40

33:20

25 Módulos-aula semanais 2 1 1 1 5 1 1 1 1 1 5 1

1000 Módulos-aula anual 80 40 40 40 200 40 40 40 40 40 200 40

833:20 Carga horária anual 66:40 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20 33:20 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20

COMUNICAÇÃO APLICADA

Conteúdos Práticos

FORMAÇÃO ESPÉCÍFICA

TI na Prática: Planilhas de Cálculos Tópicos Especiais

1

40

33:20

TURISMO

1

40

33:20

Diagnóstico da Infraestrutura Turística Tópicos Especiais

1 1 5 30

40 40 200 1200

33:20 33:20 166:40 1.000:00

31

ANEXO VI

32

ANEXO VI - CONTEÚDOS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO REGULAR NOTURNO DO PROJETO REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO A PARTIR DE 2013 CONTEÚDOS Língua Portuguesa Linguagem Matemática Língua Estrangeira Educação Física CONTEÚDOS BÁSICOS COMUNS Matemática Física Ciências da Natureza Química Biologia Geografia Ciências Humanas História Sociologia Filosofia Conteúdos Interdisciplinares Aplicados Subtotal CONTEÚDOS COMUNICAÇÃO APLICADA Conteúdos da Área Conteúdos Práticos Subtotal Sociedade da Informação TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Conteúdos da Área Solução de Problemas Através da Computação II Jogos Digitais Conteúdos Práticos Subtotal Turismo: Cultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade Conteúdos da Área Turismo: Transporte, Hotelaria e Alimentação Turismo: Agências e operadoras Conteúdos Práticos SUBTOTAL TOTAL Diagnóstico da Infraestrutura Turística Tópicos Especiais TI na Prática: Planilhas de Cálculos Tópicos Especiais Produção de Eventos Criação Visual Projeto Evento Tópicos Especiais Módulos-aula semanais 4 1 1 4 2 2 2 2 2 1 1 22 Módulos-aula semanais 2 1 3 1 1 1 3 1 Módulos-aula anual 160 40 40 160 80 80 80 80 80 40 40 880 Módulos-aula anual 80 40 120 40 40 40 120 40 Carga horária anual 133:20 33:20 33:20 133:20 66:40 66:40 66:40 66:40 66:40 33:20 33:20 100:00 833:20 Carga horária anual 66:40 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20 33:20 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20

FORMAÇÃO ESPÉCÍFICA

FORMAÇÃO GERAL

1

40

33:20

TURISMO

1

40

33:20

3 25

120 1000

33:20 33:20 166:40 1000:00

(1) A segunda língua estrangeira poderá ser ofertada a partir do segundo ano do ensino médio, em cumprimento à Lei Federal 11.161/05. (2) As disposições das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, bem como da Lei Federal 11.769/2008, que trata da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica, devem ser contempladas nos conteúdos curriculares afins. (3) Na Formação Específica, cada escola oferece até três áreas de empregabilidade e o aluno optará por apenas uma, conforme artigos 3º e 4º da Resolução SEE Nª 2030, de 25 de janeiro de 2012. (4) Os Tópicos Especiais referem-se a conteúdos flexíveis, previamente autorizados pelo orientador da área de empregabilidade cursada pelo aluno, podendo, inclusive, ser conteúdos de outras áreas de empregabilidade. (5) Os Conteúdos Interdisciplinares Aplicados e Conteúdos Práticos, no turno noturno, referem-se a atividades a serem desenvolvidas sob a forma de projetos.

33

ANEXO VII

34

CONTEÚDOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO REGULAR DIURNO DO PROJETO REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO A PARTIR DE 2014 CONTEÚDOS Língua Portuguesa Linguagem Matemática CONTEÚDOS BÁSICOS COMUNS Língua Estrangeira Educação Física Matemática Física Ciências da Natureza Química Biologia Geografia Ciências Humanas História Sociologia Filosofia Carga horária a ser destinada a um dos conteúdos de Formação Geral previstos ou a segunda língua estrangeira. Subtotal CONTEÚDOS COMUNICAÇÃO APLICADA Conteúdos da Área Conteúdos Práticos Subtotal Tendências da Computação e seus Profissionais Solução de Problemas Através da Computação III Projeto de Inclusão Digital Conteúdos Práticos Subtotal Produtos e projetos turísticos TURISMO Conteúdos da Área Turismo de feiras, eventos e negócios Marketing e Tecnologias da Informação Conteúdos Práticos SUBTOTAL TOTAL
Observações: (1) A segunda língua estrangeira poderá ser ofertada a partir do segundo ano do ensino médio, em cumprimento à Lei Federal 11.161/05. (2) As disposições das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, bem como da Lei Federal 11.769/2008, que trata da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica, devem ser contempladas nos conteúdos curriculares afins. (3) Na Formação Específica, cada escola oferece até três áreas de empregabilidade e o aluno optará por apenas uma, conforme artigos 3º e 4º da Resolução SEE Nª 2030, de 25 de janeiro de 2012. (4) Os Tópicos Especiais referem-se a conteúdos flexíveis, previamente autorizados pelo orientador da área de empregabilidade cursada pelo aluno, podendo, inclusive, ser conteúdos de outras áreas de empregabilidade.

Módulos-aula semanais 4 2 2 4 2 2 2 2 2 1 1 1 25 Módulos-aula semanais Produção para a Web Linguagem Audiovisual Projeto Website Tópicos Especiais 2 1 1 1 5 1 1 1 1 1 5 1 1 1 1 1 5 30

Módulos-aula anual 160 80 80 160 80 80 80 80 80 40 40 40 1000 Módulos-aula anual 80 40 40 40 200 40 40 40 40 40 200 40 40 40 40 40 200 1200

Carga horária anual 133:20 66:40 66:40 133:20 66:40 66:40 66:40 66:40 66:40 33:20 33:20 33:20 833:20 Carga horária anual 66:40 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20 33:20 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20 33:20 33:20 33:20 33:20 166:40 1.000:00

FORMAÇÃO GERAL

FORMAÇÃO ESPÉCÍFICA

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Conteúdos da Área

TI na Prática: Planilhas de Cálculos Tópicos Especiais

Montagem de Produto ou Projeto Turístico Tópicos Especiais

35

ANEXO VIII

36

CONTEÚDOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO REGULAR NOTURNO DO PROJETO REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO A PARTIR DE 2014 CONTEÚDOS Língua Portuguesa Linguagem Matemática Língua Estrangeira Educação Física CONTEÚDOS BÁSICOS COMUNS Matemática Física Ciências da Natureza Química Biologia Geografia Ciências Humanas História Sociologia Filosofia Conteúdos Interdisciplinares Aplicados Subtotal CONTEÚDOS COMUNICAÇÃO APLICADA Conteúdos da Área Conteúdos Práticos Subtotal Tendências da Computação e seus Profissionais TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Conteúdos da Área Solução de Problemas Através da Computação III Projeto de Inclusão Digital Conteúdos Práticos Subtotal Produtos e projetos turísticos Conteúdos da Área Turismo de feiras, eventos e negócios Marketing e Tecnologias da Informação Montagem de Produto ou Projeto Turístico Tópicos Especiais SUBTOTAL TOTAL
Observações: (1) A segunda língua estrangeira poderá ser ofertada a partir do segundo ano do ensino médio, em cumprimento à Lei Federal 11.161/05. (2) As disposições das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, bem como da Lei Federal 11.769/2008, que trata da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica, devem ser contempladas nos conteúdos curriculares afins. (3) Na Formação Específica, cada escola oferece até três áreas de empregabilidade e o aluno optará por apenas uma, conforme artigos 3º e 4º da Resolução SEE Nª 2030, de 25 de janeiro de 2012. (4) Os Tópicos Especiais referem-se a conteúdos flexíveis, previamente autorizados pelo orientador da área de empregabilidade cursada pelo aluno, podendo, inclusive, ser conteúdos de outras áreas de empregabilidade. (5) Os Conteúdos Interdisciplinares Aplicados e os Conteúdos Práticos, no turno noturno, referem-se a atividades a serem desenvolvidas sob a forma de projetos.

Módulos-aula semanais 4 1 1 4 2 2 2 2 2 1 1 22 Módulos-aula semanais Produção para a Web Linguagem Audiovisual Projeto Website Tópicos Especiais 2 1 3 1

Módulos-aula anual 160 40 40 160 80 80 80 80 80 40 40 880 Módulos-aula anual 80 40 120 40

Carga horária anual 133:20 33:20 33:20 133:20 66:40 66:40 66:40 66:40 66:40 33:20 33:20 100:00 833:20 Carga horária anual 66:40 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20

FORMAÇÃO GERAL

1 1 3 1 1 1

40 40 120 40 40 40

33:20 33:20 33:20 33:20 166:40 33:20 33:20 33:20

FORMAÇÃO ESPÉCÍFICA

TI na Prática: Planilhas de Cálculos Tópicos Especiais

TURISMO

Conteúdos Práticos

3 25

120 1000

33:20 33:20 166:40 1000:00

37

ANEXO IX

38

Características das Escolas do Projeto Piloto Reinventando o Ensino Médio De acordo com a Tabela 01, percebe-se a heterogeneidade, em termos de número de turmas, das 11 escolas do Projeto Piloto Reinventando o Ensino Médio. A escola com menor porte possui 6 turmas com 215 alunos, e a de maior porte tem 24 turmas com 973 alunos. Em média, as escolas atendem a aproximadamente 300 alunos por turno e oferecem o ensino médio em 2 turnos, prevalecendo a combinação manhã e noite, com exceção da EE Profa. Inês Geralda de Oliveira, que oferta o ensino médio nos turnos tarde e noite, da EE Francisca Malheiros, que oferece apenas no turno noturno, e da EE Prof. Hilton Rocha, com turmas nos 3 turnos, já que é a única do conjunto de escolas que oferece apenas o ensino médio.

TABELA 01 - Número de turma e alunos das escolas do Projeto Piloto Reinventando o Ensino Médio – 2011 TURMAS M 9 8 5 15 8 12 5 13 2 77 9 T 3 2 5 3 N 11 7 1 9 6 12 5 7 8 9 12 87 8 TOTAL 20 15 6 24 14 24 10 23 8 11 14 169 15 M 320 233 175 532 290 468 181 412 79 2690 299 T 91 57 148 74 TURMAS N 423 259 40 359 227 505 145 309 329 280 458 3334 303 TOTAL 743 492 215 891 517 973 326 812 329 337 537 6172 561 ALUNOS/ TURMA 37,15 32,80 35,83 37,13 36,93 40,54 32,60 35,30 41,13 30,64 38,36 36,52

ESCOLAS EE Carlos Drummond de Andrade EE Donato Werneck de Freitas EE Margarida de Mello Prado EE Maria Luiza Miranda Bastos EE Paschoal Comanducci EE Presidente Tancredo Neves EE Prof. Bolivar de Freitas EE Prof. Hílton Rocha EE Profa Francisca Malheiros EE Profa Inês Geralda de Oliveira EE Profa Maria Coutinho Total Média
Fonte: SIMADE/SEEMG – NOV/2011

39

TABELA 02 - Número de turmas e alunos do 1º ano do Ensino Médio das escolas do Projeto Piloto Reinventando o Ensino Médio – 2011 TURMAS M 4 4 2 8 4 5 2 7 0 0 2 38 3,45 T 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 0 2 N 5 3 0 5 2 5 2 3 4 3 4 36 TOTAL 9 7 2 13 6 10 4 10 4 5 6 76 6,91 M 157 115 80 295 139 190 67 240 0 0 81 1364 124,00 T 0 0 0 0 0 0 0 0 0 57 0 57 5,18 TURMAS N 184 131 0 186 73 205 63 97 171 105 172 1387 126,09 TOTAL 341 246 80 481 212 395 130 337 171 162 253 2808 255,27 ALUNOS/ TURMA 37,89 35,14 40,00 37,00 35,33 39,50 32,5 33,70 42,50 32,40 42,16 37,10

ESCOLAS EE Carlos Drummond de Andrade EE Donato Werneck de Freitas EE Margarida de Mello Prado EE Maria Luiza Miranda Bastos EE Paschoal Comanducci EE Presidente Tancredo Neves EE Prof. Bolivar de Freitas EE Prof. Hílton Rocha EE Profa Francisca Malheiros EE Profa Inês Geralda de Oliveira EE Profa Maria Coutinho Total Média
Fonte: SIMADE/SEEMG – NOV/2011

0,18 3,27

A tabela 02 mostra dados do número de turmas e de alunos do 1º ano do Ensino Médio das 11 escolas do Projeto Piloto do Reinventando o Ensino. Tais dados são relevantes para a identificação da capacidade gerencial do Projeto Piloto. Verifica-se o mínimo de 2 turmas e máximo de 13 turmas de 1º ano, com aproximadamente 37 alunos por turma. Em geral, as escolas oferecem o 1º ano do Ensino Médio em 2 turnos, manhã e noite, exceto a EE Margarida de Mello Prado, que oferta apenas no matutino, e a EE Profª Inês Geralda de Oliveira, com oferta no vespertino e noturno. Guardadas as especificidades de cada escola, percebe-se que em todas há possibilidade de oferta de 2 a 3 áreas de empregabilidade, pois as escolas têm condições de formar 1 turma por área de empregabilidade, por turno.
Deste modo, a Secretaria de Estado de Educação apresenta à sociedade o projeto Reinventando o Ensino Médio.

40

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