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DIREITO ADMINISTRATIVO - Profa. FERNANDA MARINELA

BENS PÚBLICOS

1. CONCEITO DE BEM PÚBLICO

- São todos os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito publico, isto é, Administração direta, autarquias e fundações públicas de direito público, bem como os que, embora não pertencentes a estas pessoas, estejam afetados à prestação de serviço público (ex. empresa pública e sociedade de economia mista). Podem ser de qualquer natureza: corpóreo, incorpóreo, móveis, imóveis, semoventes, créditos, direitos e ações.

2. CLASSIFICAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS

I) Quanto à Titularidade:

a)

federais art. 20, da CF (o rol não é taxativo);

b)

estaduais e distritais art. 26, CF (o rol não é taxativo);

c)

municipais não participaram da partilha constitucional.

II)

Quanto a sua destinação:

a)

bens de uso comum do povo está à disposição da coletividade para o seu uso indiscriminado.

Para o uso normal não depende de autorização como, por exemplo, as ruas, as praças, as praias. b) bens de uso especial (patrimônio administrativo) são os bens utilizados para a prestação de serviços públicos, tais como os prédios das repartições públicas, as escolas públicas, os hospitais

públicos, etc.

c) bens dominicais (dominiais) são bens que não tem finalidade pública, não são de uso comum do

povo e não são de uso especial como, por exemplo, um terreno baldio, as terras devolutas.

3. REGIME JURÍDICO DOS BENS PÚBLICOS

3.1. INALIENABILIDADE

- os bens públicos são inalienáveis de forma relativa ou alienáveis de forma condicionada, isto é,

preenchidas algumas condições é possível alienar. Os bens de uso comum e uso especial por serem afetados a uma finalidade pública são inalienáveis e os dominicais por não terem destinação pública

são alienáveis. Assim, para que um bem possa ser alienado ele deve estar desafetado a uma finalidade pública.

- Afetação e Desafetação (muita divergência)

Dominical

uso comum

destinação natural, ato administrativo e lei

 

uso especial

Uso comum

Dominical

lei

ou

ato

do

Executivo

(excepcionalmente,

quando

expressamente autorizado)

 

Uso especial

Dominical

lei, ato do Executivo e fato da natureza.

 

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- Para realizar a alienação de um bem pública além da condição de desafetação também se exige os

requisitos previsto no art. 17 da Lei nº 8.666/93 alterada pela lei 11.952/09. Exige-se: autorização legislativa (quando o bem for imóvel e pertencer a uma pessoa jurídica de direito público), uma declaração de interesse público, avaliação prévia e licitação, sendo essa dispensada em algumas hipóteses expressas no citado dispositivo.

3.2. IMPENHORABILIDADE

- não admite penhora (restrição judicial em ação de execução), arresto (cautelar típica para bens indeterminados) e seqüestro (cautelar típica para bens determinados)

- respaldo à impenhorabilidade é o regime de precatório art. 100 da CF

OBSERVAÇÃO:

A EC 62 de 09/12/2009: Altera o art. 100 da Constituição Federal e acrescenta o art. 97 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, instituindo regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios.

Resolução nº 115, de 29 de junho de 2010: Dispõe sobre a Gestão de Precatórios no âmbito do Poder Judiciário. (Publicada no DJ-e nº 119/2010, em 02/07/2010, pág. 10-17).

3.3. IMPOSSIBILIDADE DE ONERAÇÃO

- não podem ser objetos de direitos reais de garantia, tais como penhor (garantia sobre bens móveis) e hipoteca (garantia sobre bens imóveis)

3.4. IMPRESCRITIBILIDADE (usucapião - art. 102, NCC)

4. AQUISIÇÃO DE BENS PARA O PATRIMÔNIO PÚBLICO

O Poder Público poderá adquirir bens em razão de causas contratuais, fenômenos da natureza ou causas jurídicas. Vejamos:

- pode ser: a) aquisição originária; b) aquisição derivada.

- FORMAS DE AQUISIÇÃO:

I) contratos: ex. doação, compra e venda, permuta (troca ou escambo), dação em pagamento;

II) usucapião;

III) desapropriação;

IV) acessão natural art. 1248, CC;

V) direito hereditário (testamento e herança jacente);

VI) arrematação;

VII) adjudicação;

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VIII) aquisição ex vi legis: a) parcelamento do solo (loteamentos) Lei 6766/79; b) perdimento de bens -

art. 91, I e II do CP e Lei 8.429/92 (Improbidade Adm); c) reversão Lei 8987/95; d) abandono de bens

móveis ou imóveis - art. 1275, NCC.

5. GESTÃO DE BENS PÚBLICOS

- Utilização dos bens públicos: FORMAS DE UTILIZAÇÃO:

a) fins naturais do bem: utilização normal (s/consentimento) e utilização anormal (depende de

consentimento);

b) generalidade do uso: utilização comum, utilização especial (utilização especial remunerada e

utilização especial privativa como se fosse dono)

- FORMAS DE UTILIZAÇÃO PRIVATIVA

I) Autorização de uso de bem público trata-se de uma utilização especial de bem público feita no

interesse do particular, para eventos ocasionais e temporários, feita por ato unilateral, discricionário e

precário;

II) Permissão de uso de bem público é forma de utilização especial de bem público feita no interesse

do particular e por meio de ato unilateral, discricionário e precário (mais permanente que na

autorização);

III) Concessão de uso de bem público formalizada por meio de contrato administrativo com prévio

procedimento licitatório, a concessão de uso é uma forma solene de utilização especial de bem público

realizada no interesse público somente;

IV) Formas de direito privado: a) enfiteuse; b) locação; c) arrendamento; d) comodato (há muita

divergência quanto a aplicação ou não de regras de direito privado para estes institutos).

DECISÕES INTERESSANTS SOBRE O ASSUNTO

BEM DE AUTARQUIA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA DESTINAÇÃO DO BEM

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. BEM DE PROPRIEDADE DE AUTARQUIA. ALEGADO DESVIO DE FINALIDADE. IMÓVEL AO QUAL NÃO SE DÁ DESTINAÇÃO ÍNSITA AOS OBJETIVOS PÚBLICOS DA AUTARQUIA (TERRENO BALDIO OU VAGO). ALEGADO ÔNUS DA AUTARQUIA-AGRAVADA DE COMPROVAR A CORRETA DESTINAÇÃO DADA AO BEM. NECESSIDADE DE REABERTURA DA INSTRUÇÃO. SÚMULA 279/STF. 1. Para concluir que a propriedade imóvel era imune à incidência do Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana - IPTU, o acórdão recorrido baseou-se em presunção que admite prova em contrário: a circunstância de o suposto contribuinte ser autarquia e, portanto, de dar correta destinação aos bens que possui. 2. A constituição do crédito tributário deve se submeter à atividade administrativa plenamente vinculada, de modo que deve a autoridade fiscal zelar pela correta mensuração da carga tributária, tal como autorizada pela legitimação democrática (regra da legalidade e princípios da indisponibilidade do interesse público e da propriedade). 3. Considerada a fundamentação utilizada pelo Tribunal de origem, a singela alegação de ser dever do contribuinte comprovar a presença dos requisitos para fruição da imunidade tributária não afasta a necessária obediência à vinculação do processo de lançamento tributário. Aplica-se ao caso a Súmula 279/STF. Agravo regimental a qual se

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nega provimento. (AI 526787 AgR / MG, STF Segunda Turma, Relator(a) Min. Joaquim Barbosa, Julgamento: 23.03.2010, DJe: 07.05.2010).

DEMARCAÇÃO DE TERRENO DE MARINHA

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL - ADMINISTRATIVO - RECURSO ESPECIAL INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC - DEMARCAÇÃO DE TERRENO DE MARINHA - AÇÃO ANULATÓRIA DE ATO ADMINISTRATIVO - PRAZO PRESCRICIONAL QUINQUENAL. DECRETO 20.910/32. 1. Os terrenos de marinha, cuja origem remonta à época do Brasil-Colônia, são bens públicos dominicais de propriedade da União, previstos no Decreto-Lei 9.760/46. 2. O procedimento de demarcação de terrenos de marinha e seus acrescidos não atinge o direito de propriedade de particulares, pois não se pode retirar a propriedade de quem nunca a teve. 3. A ação declaratória de nulidade dos atos administrativos (inscrição de imóvel como terreno de marinha) não tem natureza de direito real. Aplicável a norma contida no art. 1º do Decreto 20.910/32, contando-se o prazo prescricional a partir da conclusão do procedimento administrativo que ultima a demarcação. 4. Recurso especial não provido. (REsp 1147589 / RS, STJ Segunda Turma, relator(a) Min. Eliana Calmon, Julgamento: 16.03.2010, DJ: 24.03.2010).

TERRENO DE MARINHA TAXA DE OCUPAÇÃO

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL - ADMINISTRATIVO - TERRENO DE MARINHA - TAXA DE OCUPAÇÃO - NATUREZA JURÍDICA - MAJORAÇÃO DECORRENTE DA REAVALIAÇÃO DO VALOR DO DOMÍNIO PLENO DO IMÓVEL - DESNECESSIDADE DE INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO - PRECEDENTE. 1. Os terrenos de marinha são bens públicos que se destinam historicamente à defesa territorial e atualmente à proteção do meio ambiente costeiro. 2. Permite-se a ocupação por particulares, mediante o pagamento de taxa de ocupação e de laudêmio quando da transferência, de modo que o valor cobrado a esse título caracteriza-se como receita patrimonial devida pela utilização especial de um bem público. 3. A simples atualização da taxa de ocupação, ainda que mediante reavaliação do valor do domínio pleno do imóvel, por constituir simples recomposição do patrimônio, independe da instauração de processo administrativo com garantia de participação dos interessados. Precedente: 4. Recurso especial não provido. (REsp 1127908 / SC, STJ Segunda Turma, Relator(a) Min. Eliana Calmon, Julgamento: 16.03.2010, DJe: 24.03.2010).

- COMPETÊNCIA ROUBO BENS EMPRESA PÚBLICA NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE

EMENTA: COMPETÊNCIA. Criminal. Crime de roubo. Subtração de bens em poder de carteiro, no exercício de suas funções. Servidor efetivo da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Violência contra servidor do quadro de empresa pública federal. Lesão material direta e específica a serviço e a bem da União. Ação penal da competência da Justiça Federal. Revisão criminal julgada procedente. Processo anulado. Recurso extraordinário improvido. Inteligência do art. 157 do CP, cc. Art. 109, IV, da CF. É da competência da Justiça Federal, o processo de ação penal por crime de roubo de objetos em poder de servidor efetivo da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, no exercício de suas funções de carteiro. (RE 473033 / DF, STF Segunda Turma, Relator(a) Min. Cezar Peluso, Julgamento: 11.11.2008, DJ: 05.12.2008).

- NATUREZA DO BEM E COMPETÊNCIA

EMENTA: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AO MEIO AMBIENTE. DERRAMAMENTO DE ÓLEO. MATA ATLÂNTICA. BENS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS SEGUINTES MATÉRIAS: PATRIMÔNIO NACIONAL, VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL, FATOS INOVADORES, PRECLUSÃO DA QUESTÃO SOBRE A INEXISTÊNCIA DE INTERESSE DA UNIÃO E MISSÃO INSTITUCIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. SÚMULA 282/STF. COMPETÊNCIA DO JUÍZO FEDERAL. PREVENÇÃO COM OUTRA AÇÃO CIVIL. MATÉRIA TRATADA NO CC Nº 98.565/PR. I Em autos de ação civil pública movida pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra a PETROBRÁS visando à apuração de dano ambiental consubstanciado no derramamento de 57.000 litros de óleo diesel na Serra do Mar, componente da Mata Atlântica, o juízo federal declinou da competência para o juízo estadual, local do dano, tendo o autor interposto recurso de agravo de instrumento. II O agravo foi provido, reformando o entendimento a quo, sob o

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fundamento de que tal derramamento se deu em área de Mata Atlântica, com repercussão em áreas consideradas como bens públicos da União, evidenciando-se a competência Federal para o processamento do feito. III As matérias relativas à discussão sobre: a Mata Atlântica ser ou não

patrimônio nacional; violação do princípio do juiz natural; fatos inovadoes trazidos pelo recorrente no agravo de instrumento; preclusão da questão sobre a inexistência de interesse da União e que a missão institucional do Ministério Público não se dirige à proteção de bens da União, não foram debatidas na instância ordinária, ensejando a incidência da Súmula 282/STF. IV Nem cabe argumentar que o Tribunal deveria ter discutido todas aquelas matérias no âmbito dos embargos declaratórios opostos,

magistrado não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses suscitadas pelas partes,

ademais quando já houver encontrado solução para o deslinde da controvérsia e o julgado apresentar-

se devidamente fundamentado(Resp nº 848.618/DF, Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 23.04.07, p.

305). Essa é exatamente a hipótese dos autos, na qual o aresto recorrido considerou primordial o fato

de que o dano ambiental em questão ocorreu em área de Mata Atlântica, com repercussão evidente em

bens públicos da União. V A competência para a presente demanda é realmente do Juízo Federal, em razão da natureza dos bens a serem tutelados. Precedentes: Resp nº 530.813/SC, Rel. Min. FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, DJ de 28.04.2006, Resp nº 440.002/SE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJ de 06.12.2004. VI Não procede a tese de prevenção com ação ajuizada no Juízo de Direito da Vara Cível de Morretes/PR, salientando que nos autos do CC nº 98.565/PR restou decidido pela inexistência do invocado conflito positivo considerando: a inexistência de manifestação dos juízes envolvidos acerca da reunião dos processos; que já teria havido a decisão sobre a competência nestes autos pelo TRF da 4ª Região, e, por fim, determinou-se que ambos os feitos não ficassem sobrestados (Dje de 27.02.09). II Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, improvido. (Resp 1100698 / PR, STJ Primeira Turma, Relator(a) Min. Francisco Falcão, Julgamento: 05.05.2009, DJ: 20.05.2009).

pois (

)o

QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO

TRT1.RJ.

Acerca dos bens públicos e dos princípios da administração pública, assinale a opção correta.

A A impenhorabilidade dos bens públicos tem lastro no próprio texto constitucional, que estabelece

processo especial de execução contra a fazenda pública, excluindo, dessa forma, a possibilidade de

penhora de tais bens. CERTA

B De modo geral, os imóveis públicos não estão sujeitos a usucapião, mas os bens móveis públicos são

suscetíveis de usucapião especial, também denominado usucapião pro labore. ERRADA

C A jurisprudência e a doutrina reconhecem, majoritariamente, a penhorabilidade de bens públicos

dominicais quando estes forem utilizados em caráter privado. ERRADA

MP.SE.2010

Assinale a opção correta a respeito de bens públicos.

A Consideram-se bens dominicais todas as coisas, móveis ou imóveis, corpóreas ou incorpóreas,

utilizadas pela administração pública para realização de suas atividades e consecução de seus fins.

B Os bens de uso comum do povo são aqueles que se destinam à utilização geral pelos indivíduos e

podem ser federais, estaduais ou municipais.

C São bens patrimoniais disponíveis os de uso especial, que, entretanto, só podem ser alienados nas

condições que a lei estabelecer.

D Diz-se afetado o bem utilizado para determinado fim público, desde que a utilização se dê

diretamente pelo Estado.

E Os bens de uso comum do povo, os de uso especial e os dominicais têm como característica a inalienabilidade e, como decorrência desta, a imprescritibilidade, a impenhorabilidade e a impossibilidade de oneração. LETRA B

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MP.ES.2010.

Bens públicos de uso especial são todas as coisas, moveis ou imóveis, corpóreas ou incorpóreas, utilizadas pela administração pública para a realização de suas atividades e a consecução de seus fins. CERTA

Os bens públicos podem ser objeto de uso comum ou de uso especial, mas somente os bens de uso especial podem estar sujeitos a uso remunerado. ERRADA

(AGU 2008 CESPE) Relativamente aos bens públicos, julgue os itens seguintes. As terras devolutas são espécies de terras públicas que, por serem bens de uso comum do povo, não estão incorporadas ao domínio privado. São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos estados-membros, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. Constituem bens da União as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei. ERRADA

Os rios públicos são bens da União quando situados em terrenos de seu domínio, ou ainda quando banharem mais de um estado da Federação, ou servirem de limites com outros países, ou se estenderem a território estrangeiro ou dele provierem. Os demais rios públicos bem como os respectivos potenciais de energia hidráulica pertencem aos estadosmembros da Federação. ERRADA

(PGEES/2008 Procurador CESPE) Caso determinado município necessite implementar obras de infra-estrutura destinadas aos serviços públicos de transporte em área considerada de preservação permanente, mesmo que não haja alternativas plausíveis senão a utilização do espaço ambientalmente protegido, o município não poderá lançar mão da área considerada de preservação permanente, uma vez que tais áreas são, de forma absoluta, insuscetíveis de exploração. ERRADO

(PGEES/2008 Procurador CESPE) A Constituição Federal, ao consagrar a mata atlântica como patrimônio nacional, indiretamente converteu em bens públicos os imóveis particulares nela abrangidos, impedindo, por conseqüência, a utilização dos recursos naturais existentes naquelas áreas, em prol da restauração dos processos ecológicos essenciais e da preservação da diversidade do ecossistema. ERRADO

(PRF/2008 Policial Rodoviário Federal CESPE) Considerando que a União seja proprietária de um prédio no qual esteja instalada a PRF, assinale a opção correta a respeito desse bem, conforme o Código Civil.

A) Trata-se de um bem público de uso comum, haja vista que é acessível aos que necessitarem dos

serviços lá prestados.

B) Trata-se de bem particular, tendo em vista que é utilizado pela PRF.

C) Consiste em bem de uso especial, e sua alienação será vedada enquanto ele conservar tal

qualidade.

D) Por ser bem dominical, é possível a sua alienação por notório interesse público.

E) Por se encontrar sob a utilização da PRF, o bem não pode ser considerado de uso especial,

dominical ou de uso comum do povo, enquadrando-se em categoria diversa daquelas previstas no Código Civil.

LETRA C

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