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Discos Voadores e a Bíblia

Discos Voadores e a Bíblia

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OS DISCOS VOADORES E A BÍBLIA

“Um parecer teológico sobre a possibilidade da vida extraterrestre”
Pr. Bruno dos Santos

(E-book Portal Guia-me)
www.guiame.com.
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TRANSFORMADORES DE CONSCIÊNCIA
Meu intuito com este livro relacionado à Ufologia, não é fazer uma leitura “religiosa” do fenômeno ufológico. Mas criar um censo crítico e contrapor certas opiniões sobre este assunto. Muitos ufólogos tendem a evitar confrontações perturbadoras com a realidade, em parte pela razão de que é muito mais fácil apresentar ao público em geral uma pseudociência do que uma ciência de fato. Assim como a ciência, a pseudociência também é prodigiosa. A pseudociência procura preencher as lacunas vazias deixadas pelo silêncio ou limitação da investigação científica. Se todos entendessem amplamente que qualquer afirmação de conhecimento exige provas pertinentes para ser aceita, não haveria lugar para a pseudociência. Mas, como disse Carl Sagan: “Na cultura popular, prevalece sempre os bons resultados da má ciência”. Uma das maiores autoridades físicas da escola alemã, o professor Dr. Werner Gitt, que hoje é diretor do Instituto Nacional de Tecnologia Física da Alemanha, quando questionado sobre a existência de vida extraterrestre, disse o seguinte acerca do assunto: “Os relatórios sobre discos voadores e sobre encontros com extraterrestres, que há décadas já produziam inúmeras especulações, e que nos últimos tempos aumentaram em número, receberam combustível de uma ala séria: no início de agosto de 1996, pesquisadores da NASA anunciaram ter descoberto formas rudimentares de vida em um meteorito que supostamente procedia de Marte. Estas ligas orgânicas também poderiam ser bolinhas de lama petrificada, ressaltam. Uma prova de "vida", na verdade, não existia! Mas de qualquer forma a pedra de quase dois quilos, achada na Antártida, reaqueceu a febre marciana mundial: nos próximos anos, americanos, europeus, japoneses e russos planejam cerca de 20 projetos e pretendem enviar sondas até o planeta vizinho Marte, distante 78 milhões de quilômetros”. Até hoje, depois de tantas notícias especulativas, não foi encontrada nenhuma prova real e comprovada cientificamente. Este assunto sobrevive ao tempo, através de uma grande rede mundial de ufólogos e ficcionistas, que introduzem esta cultura alienígena (ou seria alienante?) na cultura mundial. O tema ainda não saiu da esfera da especulação. Por uma grande falta de provas e argumentos sólidos, os ufólogos buscam o reconhecimento de suas “teorias”, traduzindo a Bíblia, principalmente os Apócrifos (livros não inspirados divinamente), de acordo com a conveniência de suas afirmações. Muitos afirmam que o livro de Ezequiel relata sobre o aparecimento de uma nave mãe, outros dizem que o profeta Elias foi abduzido (levado por extraterrestres). Alguns reconhecem até mesmo que Jesus era um extraterrestre. O desejo de afinar a Bíblia com as teorias ufológicas é antes de tudo uma forma de valorizar as idéias e os argumentos pseudocientíficos, (uma vez que 2

a ciência não comprova essas teorias, alguém ou algo que possui credibilidade precisa fazê-los). Mas na verdade a Bíblia parece se calar em relação ao intuito da Ufologia neste sentido. Talvez o mundo para muitos, seria mais interessante se realmente houvesse óvnis à espreita nos céus, olhando por nós “inocentes humanos”, caso algum maluco terrorista disparasse bombas atômicas, eles poderiam interferir, ou quem sabe expandir o nosso conhecimento de mundo e universos paralelos, ou ainda resolver as equações quânticas da física moderna. Ou mesmo nos fornecer a cura para as doenças terminais. Mas não! Estes assuntos passam longe do crivo crítico da Ufologia. A razão de tudo isso é que a pseudociência ou se apóia em provas insuficientes ou ignora as chaves que apontam em outra direção. A máxima da ciência é o ceticismo, por isso ela é naturalmente investigativa, enquanto que a pseudociência está infestada de credulidade. Por isso acima de tudo a Ufologia é também uma forma de religião. Inconscientemente ou não, o fenômeno ufológico preenche as necessidades emocionais de seus seguidores. Proporciona fantasias sobre poderes pessoais que nos faltam e desejamos. Em algumas de suas manifestações, como é o caso das abduções, oferece uma satisfação da fome espiritual e existencial. Traz a tona a centralidade e a importância cósmica do eu. Por isso a Ufologia é uma pseudociência pragmática e religiosa. O sociólogo Gerald Eberlein chegou à seguinte conclusão: "Pesquisas revelaram que pessoas que não têm vínculos com igrejas, mas afirmam ser religiosas, reagem de maneira especialmente passiva à possível vida de extraterrestres. Para elas, a ufologia é uma espécie de religião substituta". Mas todo este esforço tem um propósito: Transformar a consciência das pessoas tornando-as aceitáveis à estes fenômenos. Aceitáveis pra quê? Aceitáveis pra quem? Esta deve ser a primeira pergunta que devemos fazer. Porque a Ufologia existe? Qual é o seu propósito primeiro? Porque ela deseja massificar a idéia de vida extraterrena?

ERAM OS ASTRONAUTAS, DEUSES?
Na minha infância, fiquei profundamente emocionado ao sair da sessão de cinema com meus pais, pois acabara de assistir ao filme ET, o extraterrestre (1982), uma das primeiras megaproduções “spilberguianas” do cinema mundial. Aquele filme, me fez pensar compulsivamente na realidade da existência de vida em outros lugares do cosmos, apesar de não conhecer nenhuma lei espacial ou de astrofísica, minha imaginação achava normal e perfeitamente possível uma viagem interestelar e o contato com seres de outros planetas. Aquela bela história de amizade com um alienígena tão dócil e meigo quanto aquele me encantou. Cresci com a minha mente prédisposta a aceitar uma amizade daquelas, caso algum alienígena aparecesse na minha vida. Na minha adolescência, por ser um garoto sem qualquer formação ou direção religiosa, tinha a liberdade de pesquisar sobre qualquer assunto. Meus pais, sempre muito abertos a qualquer diálogo, também aceitavam a possibilidade de vida extraterrestre. Li e pesquisei, aprendi um pouco com revistas, periódicos, livros e coleções sobre o assunto, além de entrevistas com “especialistas” e ufólogos renomados que fizeram uma sólida primeira impressão na minha mente. Minha posterior experiência com o espiritismo, firmaram ainda mais minhas opiniões e crenças no assunto, pois é senso comum, dentro do espiritismo, a vida interplanetária e extraterrestre. Essa pequena introdução a respeito da minha infância e adolescência, expressa que a minha geração bebeu do imaginário da geração americana dos anos 50, 60 e 70. Steven Spielberg faz parte dessa geração. O assunto sempre gerou uma intensa curiosidade no coração do cineasta, que encontrou em ET, uma continuação de sucesso do seu primeiro filme sobre o assunto: Contatos imediatos do terceiro grau (1979). 3

Isso me fez pensar em como a nossa geração viveu obcecada por uma forma de atividade de vida em outro lugar que não o planeta Terra. A guerra fria, a fome generalizada nos países menos desenvolvidos, as doenças sexualmente transmissíveis, a corrida atômica e tantos outros dilemas existenciais, transformavam o planeta Terra em um habitat hostil. Os alienígenas alimentavam a esperança na possibilidade de haver vida fora da Terra, e quem sabe até morar com eles nesses planetas e sistemas sociais mais “avançados” que o nosso. Essa busca norteou uma boa dose das autoridades mundiais, tanto do campo científico, quanto político, a investirem pesadas quantias de dinheiro no planejamento de projetos e na construção de edifícios apropriados para programas de investigação espacial. Organizações governamentais e não-governamentais começaram a fazer seminários em universidades e auditórios a respeito do assunto e o surgimento da chamada Ufologia (pseudo-ciência criada na década de 60, que estuda ou procura comprovar a existência de seres extraterrestres), foi tomando forma e ganhando notoriedade na mídia escrita e televisiva. Hoje em dia, existe um sem número de livros, revistas, documentários e organizações mundiais que enfatizam a necessidade de pesquisar a existência de vida fora do planeta Terra. O imaginário coletivo e a opinião pública são invadidos de tempos em tempos por mais obras cinematográficas que nos despertam para a possibilidade de tentar conviver com a idéia de vida em outros lugares do cosmos. Todos sabem que sempre houve no coração do homem o sonho de desvendar o espaço e também de poder cruzar os céus como os pássaros. A lua sempre foi alvo dos poetas e de grande interesse humano, pois se trata do astro mais visível e mais próximo da Terra. Os escritos de Leonardo da Vinci (1480-1510) já planejavam vários modelos de aeronaves. O cineasta George Mellié, inspirado por Julio Verne e H. G. Wells, cria a primeira obra cinematográfica sobre o assunto; Viagem à Lua, de 1902, que relata a chegada de seis cientistas na lua e o encontro com seus habitantes chamados “selenitas”. O homem nunca desejou apenas voar, mas também transcender o seu espaço e tempo. Mas apenas no dia 23 de outubro de 1906, Santos Dumont faz na França, no conhecido campo de Bagatelle, o primeiro vôo tripulado e registrado na história da aviação moderna. O espaço se torna uma obsessão para o homem moderno. Desde então, o homem vem sistematicamente criando modelos mais rápidos e tecnologicamente mais modernos, chega a romper a barreira do som, e começa a criar os primeiros projetos de alcance verdadeiramente espaciais. O primeiro satélite artificial é lançado no dia 4 de outubro de 1957, pela extinta União Soviética, chamado Sputinik 1. Após o lançamento desse satélite, começa a corrida espacial, principalmente entre, Estados Unidos e União Soviética, consideradas na época as maiores potencias com desenvolvimento tecnológico para tal feito. Os Estados Unidos lançam o famoso programa Apolo, que era inicialmente uma resposta ao desenvolvimento espacial soviético, o propósito de tal programa espacial era lançar no espaço uma aeronave tripulada em direção à lua, e obviamente mostrar a sua supremacia tecnológica. O termo “disco voador” foi cunhado a partir de uma entrevista feita pelo repórter da CBS, Edward R. Murrow, que ao entrevistar o piloto Kenneth Arnold, afirmou ter visto em Washington, próximo ao monte Rainier, no dia 24 de junho de 1947, nove objetos semelhantes a “discos que voavam”. Um dado compreendido erroneamente, uma vez que o próprio Arnold, compreendeu as aparições como um novo modelo de aeronave, pois as mesmas possuíam “asas”. O fato percorreu toda a mídia americana, gerando especulações e alimentando o imaginário coletivo, quanto à possibilidade de contatos com estas aeronaves. Informes do tipo “top secret”, teorias da conspiração, CIA, NASA, e outros órgãos do governo americano e de 4

alguns outros países, serviram de trampolim para mais especulações e histórias absurdas, principalmente sobre casos que envolviam alienígenas e naves que caíram ou foram abatidas pelo exercito americano. Pilotos civis e militares aposentados, ex-astronautas e pessoas abduzidas, ou seqüestradas por supostos alienígenas, formaram grupos e organizações ufológicas ao redor do mundo. Começaram a ser criados centros de pesquisas pseudo-científicos, supostas “autoridades” no assunto Óvni (sigla utilizada para Objeto Voador Não-Identificado) começaram a divulgar suas palestras em muitos países que haviam sofrido estas destas aparições. E a partir daí, se popularizou a idéia e os termos sobre o assunto.

ADAMSKY – UM CHARLATÃO ESPETACULAR
O primeiro homem a ganhar dinheiro, fama e prestígio com o assunto foi George Adamsky (1891-1965). Adamsky foi considerado um dos humanos mais visitados e contactados de toda a história da Ufologia. Possuidor de relatos e experiências extraordinárias, ele é admirado e cultuado no meio ufológico, e tido como o pai da Ufologia. George Adamsky tinha um restaurante no pé do monte Palomar, na Califórnia, e montou um pequeno telescópio no quintal. Ele se autodenominava professor Adamsky do observatório do Monte Palomar (esse monte contém um dos maiores telescópios da terra com um refletor de 508 centímetros da instituição Carnegie de Washington e do Instituto de Tecnologia da Califórnia). Ele publicou um livro que relatava um de seus supostos encontros com alienígenas. Ele fez muito sucesso com as suas publicações, e alimentou durante anos o conteúdo das convenções ufológicas com seus livros e experiências. Em uma de suas experiências, Adamsky revelou ter tido um encontro com habitantes do planeta Vênus, alienígenas bonitos de longos cabelos loiros e vestidos de manto branco, os quais alertaram Adamsky sobre os perigos de uma guerra nuclear. Após alguns anos, descobriu-se que a temperatura na superfície do planeta Vênus é de 900º Fahrenheit, e que também o que foi observado até agora, não nos dá a mínima possibilidade de vida naquele planeta. Estes e outros relatos foram desmentidos com a chegada de uma tecnologia de ponta nos laboratórios espaciais. Este e outros relatos de contatos alienígenas foram correntes em determinadas épocas, o que despertava esse inconsciente coletivo e pré-dispunha as pessoas a terem uma experiência com seres de outros planetas e até de outras galáxias. Aparições nos EUA, México, Inglaterra, Espanha, União Soviética, Brasil e em outras nações se tornaram corriqueiras. O fato se popularizou, tomou corpo e forma, os ufólogos já tinham dados de modelos de naves, navesmães (aeronaves imensas que comportavam a população de uma pequena cidade) línguas faladas em outras galáxias e um incrível número de precisões a respeito do futuro do universo. Os contatos com seres alienígenas saíram do campo da visão apenas, e entraram no campo das relações pessoais. Pessoas começaram a relatar perseguições de discos voadores em estradas e súbitos desaparecimentos ou seqüestros relâmpagos na calada da noite. As chamadas abduções (pessoas levadas subitamente através de uma energia propulsora até o disco voador) tornaram-se quase que diárias, em todo canto havia relatos de abduções, perseguições e desaparecimentos temporários. De acordo com alguns dados internacionais, o número de raptos no planeta atinge a absurda quantia de 100 milhões de pessoas. Isso implicaria em uma abdução a cada fração de segundo. O surpreendente é que na maioria dos casos haja insuficiência de provas e detalhes que cheguem perto de validar quaisquer dos raptos. Muitas teorias da conspiração e falsos relatos são algumas das desculpas dos abduzidos. 5

Segundo eles, todas as autoridades e organizações governamentais parecem esconder o jogo da população. Até hoje nenhuma abdução foi gravada, filmada ou até mesmo fotografada. Todas as abduções que tentaram ser provadas caíram nos testes científicos e de veracidade, mostrando que até hoje todos os relatos são embustes mal-intencionados de fazer valer a idéia da possibilidade de vida em outros planetas. Pesquisando sobre o assunto, e lendo uma grande quantidade de relatos de abdução e contatos com alienígenas, desenvolvi uma série de perguntas que nenhuma abdução consegue até hoje responder. Estas são as dez perguntas para você fazer a um alienígena: 1Porque seres com grandes conhecimentos de física e engenharia – uma vez que cruzam absurdas distâncias interestelares – seriam tão atrasados em questões de biologia, a ponto de fazerem dissecação em pequenos animais? Se eles querem fazer suas pesquisas em segredo, porque não permitem que as lembranças ou memórias sejam apagadas? Qual a razão de deixarem rastros na memória do abduzido? Porque os instrumentos de exames utilizados nos relatos de abdução, são tão parecidos com os utilizados em qualquer clínica médica do nosso bairro? Porque é necessário o encontro sexual entre alienígenas e pessoas, uma vez que eles podem reproduzir geneticamente as células e decifrar ou variar o código genético de acordo com as suas fantasias? Até os “atrasados” humanos já possuem essa tecnologia! Como os seres humanos podem ser o resultado de um programa de reprodução alienígena, uma vez que nossos genes são em 99,6% iguais aos genes ativos de um chimpanzé? Porque estes seres, nas supostas abduções, advertem as pessoas sobre males hodiernos, como a degradação ambiental e a AIDS, quando na verdade fariam um bem maior nos informando sobre males que ainda vão acontecer? Porque os extraterrestres tem um profundo conhecimento sobre questões morais convencionais, mas não entendem nada sobre o último teorema de Fermat? Porque nenhuma revista respeitada pelo meio acadêmico, como a Science ou a Nature jamais publicou qualquer prova ou indício de que realmente algum instrumento ou aparelho, ou resto de nave é de fato de outro planeta? Porque nenhum cientista respeitado ou um chefe de estado de um grande país foram abduzidos ainda? Como milhões de casos de abdução ou aparições são tão freqüentes, mas nunca foram divulgados ou confirmados por nenhuma autoridade séria, nem filmados ou relatados pelos modernos satélites que estão em órbita hoje?

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Sem sucesso, os grandes telescópios ópticos espaciais, assim como os telescópios radioastronômicos procuram imagens ou sons nos espaço que autenticam a idéia de vida inteligente, mas ainda sem sucesso. Estes empreendimentos espaciais de grandes quantias de dinheiro não conseguiram nos provar nada além do que já desconfiávamos. Estamos sós! Razões de sobra para acreditar em extraterrestres Existem pelo menos duas hipóteses que explicam o fenômeno contemporâneo das aparições de óvnis no planeta Terra e a sua aceitação como “real”: 1ª Hipótese - Psicológica: Ante a presença sensacionalista do assunto, as pessoas dominadas pela áurea que envolve o estilo de vida dos seres extraterrestres, sentem a necessidade psíquica de identificação e começam a observar grande quantidade de aparições de naves, obviamente fruto de um sugestionamento mental coletivo.

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Carl Yung, discípulo de Freud, afirma que a humanidade possui um legado psíquico comum chamado de inconsciente coletivo. Esse inconsciente coletivo afloraria de acordo com Yung, como resposta a momentos de especial crise existencial e descontrole mundial. Yung definiria esse fenômeno como extraflexões de arquétipos inconscientes. 2ª Hipótese – Sociológica: As circunstâncias sociais e os ambientes gerados por fatos determinantes como: guerras, desequilíbrio econômico, conflitos armados, grande índice de suicídio, novas seitas, crises familiares, desemprego, etc. Pré-dispõem a sociedade a aceitar a idéia de uma esperança de vida além de nós. A maior base da hipótese sociológica, esta no fato de que a grande maioria das aparições alienígenas, aconteceram entre os anos de 1947 e 1978. Tempo em que a corrida espacial e o assunto estava em voga na mídia da época. As posteriores aparições sempre estão relacionadas a momentos críticos da política, economia e de outros descontroles sociais.

HÁ POSSIBILIDADE DE VIDA EM OUTRO PLANETA?
Antes de tentarmos perguntar, se existe vida em outros planetas? Deveríamos procurar compreender inicialmente a formação do universo. Trabalharmos como esse universo foi formado, ou não – como afirmam alguns! Será que vivemos em um sistema não-causado? Devemos ser diligentes em nossos questionamentos e sinceros com a nossa limitação. Avaliar na ciência o que é de fato, e o que é pura teoria, sem comprovação ou provas aceitas pela comunidade científica. Segundo a simples observação, tudo se deteriora na medida em que o tempo passa. Por mais que tentemos preservar as coisas na sua essência, tudo certo dia envelhece e naturalmente se degrada. Isso é uma verdade universal. Essa deterioração estabelece uma desordem no sistema das coisas. Essa força contrária encontrada no universo, que decompõe e deteriora a natureza é uma conseqüência da chamada, segunda lei da termodinâmica. Uma lei física universal. A capacidade dessa lei é compreender o processo da desordem natural das coisas. Na medida em que o calor (termo) realiza o seu trabalho mecânico (dinâmica), com o passar do tempo existe naturalmente um desgaste e uma diminuição dessa energia, esse processo gera a conseqüência de uma perda ou desordem definitiva. Por exemplo, imagine uma casa totalmente mobiliada e que permanece completamente fechada por vinte anos, naturalmente ao visitar a casa veremos um imóvel em total estado de decomposição. Suponhamos então que você chame uma construtora e uma decoradora para juntos reconstruir e mobiliar novamente a casa, e logo em seguida você fecha a casa por mais vinte anos, o que você encontrará quando chegar depois desse tempo? Novamente uma casa deteriorada. (1) O que quero demonstrar com isso é que por mais que tentemos preservar o estado das coisas, elas simplesmente se decompõem com o tempo, a segunda lei da termodinâmica, comprova que é impossível fugir a esse processo natural de desordem. Ele acontece exatamente pela presença de agentes externos que influenciam o desenvolvimento das coisas. Por causa das descobertas da segunda lei da termodinâmica, os cientistas reconhecem que o universo em que vivemos é limitado e finito. Haverá um momento em que a deterioração alcançará o seu mais alto índice e a energia utilizável do universo se esgotará. Isso não só demonstra que o universo é finito, como também demonstra que o universo não existe desde sempre! Se o universo sempre existiu, a muito tempo ele já deveria ter deixado de existir, pois é impossível fugir da segunda lei da termodinâmica. Haveria acontecido 7

naturalmente uma decomposição da natureza. Isso demonstra que o sistema teve um começo e vive sobre uma ordem de leis pré-estabelecidas e terá um fim. A maior prova científica para o começo do universo é a teoria do Big-Bang aceita quase que integralmente pela comunidade científica. Uma mega explosão estrelar de energia superatômica que gerou a formação cósmica do universo. Houve um começo! Assim como houve também uma intervenção “fora” do sistema cósmico para que a explosão acontecesse. Porque não existe vida em outros planetas? • • • Deus evidenciaria isso em sua Palavra e nos revelaria a existência de vida inteligente em outro planeta, uma vez que a Onisciência de Deus conhece tudo o que existe no Universo. Is 40:26 Deus continuaria sendo Deus e criador de todas as coisas existentes. Caso Deus criasse uma vida humana (ou alienígena de qualquer espécie) mais avançada que a outra, certamente isso teria implicações em seu caráter justo. Rm 1:20 Como explicar a origem da vida em outros planetas fora do âmbito ou pré-ciência de Deus? Como aceitar ainda que essa vida seja mais inteligente que a nossa? Caso fosse criação do mesmo Deus, o que fariam com Cristo? Estariam eles comprometidos com o pecado e com a queda? Gn 1:1 (Deus criou os céus...)

AS ABDUÇÕES E OS PICTOGRAMAS
Da mesma forma existem algumas particularidades que gostaria de salientar nessas experiências de abdução alienígena: • • • • A maioria dos relatos afirma que esses seres extraterrestres atravessam paredes. Geralmente no momento do encontro com estes seres, as vítimas afirmam estarem impossibilidades de se mover ou falar, mesmo não tendo nada que as impeça de tal atividade. Em muitos casos de rapto, as pessoas sentem uma presença estranha ao redor nos dias em que antecedem os fatos. Muitas pessoas reconhecem que estes tais seres extraterrestres são seres de “outras dimensões” espaciais. A fraude dos pictogramas nas plantações. Durante quase duas décadas creditou-se certos desenho geométricos que apareciam de um dia para o outro em plantações de trigo, aveia ou cevada. O fenômeno progrediu e alcançou a mídia mundial na década de 80 e 90. Algumas figuras chegavam a ter a medida de um campo de futebol. Levantou-se todo tipo de intervenção alienígena nestes acontecimentos. Um tipo de comunicação, uma espécie de linguagem, uma profecia cósmica, enfim uma série de argumentos, até que em 1991, dois homens chamados; Doug Bower e Dave Chorley, de Southampthon, anunciavam que vinham fazendo as figuras nas plantações, havia quinze anos. Achatavam o trigo com uma barra pesada de aço. E encontraram imitadores também em outros países. Certa vez escreveram “nós não estamos sozinhos”. Começaram a assinar suas formas geométricas com dois D´s, e muitos tomaram isso como mensagens genuinamente alienígenas. Para que servem então os alienígenas? 8

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Quantos milhões de dólares a indústria do entretenimento ganha com a idéia coletiva e o imaginário da vida extraterrestre? Quantas pessoas vivem de palestras e de experiências sobre alienígenas? Do que sobrevive um ufólogo? Como frutos de alucinógenos ou alucinações provocadas por alguma doença ou estado de grande estresse, síndromes de abstinência e também sonhos ou pesadelos em estado de REM. Para explicar a mudança de paradigma, da fábula infantil, para a fábula adulta. A volta dos monstros da infância. (a antropologia oriental mostra que as crianças dormiam com os adultos). Como um forte descrédito ao Deus Soberano da Bíblia, e para responder como é possível não existir vida em outro planeta, uma vez que temos um Universo tão vasto.

Conclusão: A Ufologia nada mais é do que uma invenção humana compactuada com espíritos malignos, e travestida de ciência, que copulam na criação de mais uma “religião” contra Deus e contra a Palavra de Deus. Novamente seres humanos limitados e imperfeitos, e anjos caídos lutando contra seu Eterno Opressor, Deus. A Ufologia nada mais é do que uma resposta que satisfaz aquele que ainda não encontrou uma boa razão para a sua existência, e que não aceitou nenhuma resposta religiosa para tal compreensão. A Ufologia não é uma ciência, pois suas suposições e descobertas não são de crivo científico, nem comprovadas cientificamente, mas apenas idéias especulativas. Quase uma filosofia universal de vida. É preciso ter fé para acreditar na Ufologia, e isso faz dela uma religião. Vida inteligente no universo é uma realidade, pois o tal não é constituído de vida humana apenas, mas seres espirituais que pensam e são moralmente responsáveis, como diz a Bíblia, habitam em regiões celestiais, mas eles existem em outras dimensões de realidade que nós desconhecemos ainda. A Palavra nos adverte: E para que, ao erguerem os olhos ao céu e virem o sol, a lua e as estrelas, todos os corpos celestes, vocês não se desviem e se prostrem diante deles, e prestem culto àquilo que o SENHOR, o seu Deus, distribuiu a todos os povos debaixo do céu. Dt 4:19

Soli Deo Gloria

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RELAÇÃO EM ORDEM ALFABÉTICA DE ALGUNS TERMOS USADOS NA UFOLOGIA
Abdução: Quando uma pessoa é levada contra a sua vontade para dentro de um OVNI, sendo posteriormente submetida a exames médicos por parte destes seres. Abduzido: Pessoa que sofre uma ou mais abduções. AEB: Agência Espacial Brasileira. Organismo brasileiro de pesquisa espacial. Similar à NASA. Alien: Alienígena, estrangeiro, forasteiro, estranho. Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil: ANUB. Entidade, atualmente presidida por Rafael Cury, que congrega as instituições e ufólogos do Brasil. Astrologia: É o estudo dos astros e sua influência, positiva ou negativa, sobre os homens. Astronomia: É a ciência que trata da constituição e movimento dos astros e das evidências de vida inteligente fora do Planeta Terra. Contato Imediato: Classificação utilizada por ufólogos para classificar um contato ufológico. De acordo com o Centro Brasileiro para Pesquisa de Discos Voadores [CBPDV] varia de 0 a 5 graus.
Contato imediato de 0 grau: este tipo de contato é a simples observação de um OVNI à grande distância, durante a noite, quando é brilhante, ou durante o dia, quando apresenta superfície metálica. Contato imediato de 1° grau: neste tipo de observação é realizada à distância menor, tanto de dia quanto a noite, quando se pode definir detalhes do OVNI, tais como janelas, pontos de luz, anexos, etc. Contato imediato de 2° grau: este contato se dá quando o OVNI pousa no solo ou sobrevoa algum local, geralmente deixando sinais de sua passagem (vegetação queimada, fragmentos de metais, etc.), provocando também perturbações em pessoas e animais. Contato imediato de 3° grau: este tipo de contato se dá quando há a observação de um tripulante do OVNI, dentro ou fora dele, sem comunicação com o observador. Contato imediato de 4° grau: já neste contato, há a observação de tripulantes do OVNI e se manifesta algum tipo de comunicação entre estes e seus observadores, seja falada, gesticulada ou telepática. Contato imediato de 5° grau: este é o contato mais profundo entre os humanos e os extraterrestres, quando há o ingresso do observador no OVNI, voluntariamente ou não. Quando esse ingresso se processar à força, está caracterizado um seqüestro, conhecido na Ufologia por abdução.

Disco Voador: modelo mais comum de nave extraterrestre. Exobiologia: Ciência acadêmica, que estuda a possibilidade de vida fora da terra. Extraterrestre: Aquilo ou aquele que origina-se de fora do planeta. Meteorito: Quando meteoros (poeiras e rochas que vagam pelo espaço) entram em contato com atmosfera aquecem-se por causa do atrito, produzindo luzes e deixando um rastro por onde passa. É freqüentemente confundido com OVNI`s.

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Nave Mãe: nave extraterrestre de enormes proporções, geralmente de forma cilíndrica ou de charuto, levando em seu bojo, além da tripulação, naves menores (Discos Voadores ou OVNI`s). NORAD: North American Strategic Defense Command (Comando Estratégico de Defesa Norte Americano). Sistema de defesa dos Estados Unidos, composto de dezenas de potentes radares, localizado nas Montanhas Rochosas, no estado do Colorado. OSNI: Objeto Submerso Não Identificado. Objetos avistado submerso ou "navegando" em rios, lagos ou mares. OVNI: Objeto Voador Não Identificado SETI: Search for Extraterrestrial Intelligence. A Procura por Vida Inteligente Extraterrestre. Sonda: Objeto voador extraterrestre não tripulado que é enviado para investigações in loco. O tamanho das sondas variam de alguns centímetros até quase um metro de diâmetro. Testemunha Ufológica: é aquela pessoa que presenciou um fato ufológico, tais como avistamento de OVNI, contato direto com a nave e/ou com Ser Extraterrestre; testemunha que viu nave e/ou Ser Extraterrestre deixando marcas (vestígios)no local; aquela pessoa que levada para hipnose regressiva, relata, em minúcias, o que aconteceu a ela quando foi levada para o interior da nave (abduzida) e submetida a uma série de experiências realizadas pelos tripulantes Extraterrestres. UFO: Unidentified Flying Object (Objeto Voador Não Identificado). Ufoarqueologia: Parte da Ufologia que estuda a presença extraterrestre na história do Planeta Terra. Ufólatra: adorador de Disco Voador; fanático que acredita serem as naves e Seres Extraterrestres enviados de Deus. Ufologia: entende-se por Ufologia, o estudo, a pesquisa e análise do aparecimento de objetos, maquinas ou luzes, no céu, na terra e nas águas, seus movimentos, reações, formas e efeitos produzidos, de origem não terráquea ou sem um fator ou processo físico, químico, ou psicológico conhecidos, bem como é o estudo e a análise do comportamento e formas de atuação sobre os seres deste planeta, por parte dos seres ou Inteligências que dirigem ou mantém sob controle aqueles objetos, maquinas ou luzes; estudo, pesquisa, análise ou divulgação dos"Discos Voadores" e dos Seres Extraterrestres. Ufólogo: é a pessoa que estuda a Ufologia ; é a pessoa que estuda, analisa, divulga e pesquisa a respeito de naves extraterrestres e de seus tripulantes, incluindo movimentos, efeitos produzidos, reações, comportamento, tecnologia formas de comunicações desde a pré- história até nossos dias. Vestígio Ufológico: sinal, marca, rastro, pegada, pista, indício e outros, deixados pela nave e ou pelos seres Extraterrestres, no solo, nos animais, nas plantas, nas pessoas, etc.

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Bibliográfica Utilizada:
• • • • • • • • • Geisler, Norma L. Não tenho fé suficiente para ser ateu. Tradução: Emirson Justino – São Paulo. Editora Vida, 2006. Sagan, Carl. O mundo assombrado por demônios. Tradução Rosaura Eichemberg – São Paulo. Companhia das Letras, 1996. Nieto, Miguel Angel. Fenômeno Óvni – Vol 1-2-3. Tradução: Patrícia Laura Bruhn – São Paulo. Século Futuro Editora, 1987. Daniken, Erich von. Eram os deuses astronautas? Tradução: E. G. Kalmus – São Paulo. Circulo do Livro, 1984. Daniken, Erich von. Somos todos filhos dos deuses? Tradução: Dante Pignatari – São Paulo. Editora Melhoramentos, 1990. Drake, W. Raimond. Deuses e astronautas no antigo oriente. Tradução João Távora – São Paulo. Circulo do Livro, 1985. Hawking, Stephen. O universo numa casca de noz. Tradução: Ivo Korytowski. – São Paulo. Editora ARX, 2001. Lieth, Norbert. Revista Chamada da Meia Noite – Edição Abril de 1997. São Paulo

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