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Baphomet - A Grande Farsa da Vinculação do Diabo com a Maçonaria

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Estudo do Grau I
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Baphomet: a Grande Farsa da Vinculação do Diabo com a Maçonaria
Roberto Aguilar M. S. Silva A∴R∴L ∴S∴ Sentinela da Fronteira Corumbá, MS, Brasil Membro Vitalício da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul, Brasil

Diabo (do latim diabolus, por sua vez do grego διάβολος, transl. diábolos, "caluniador", ou "acusador") é o título mais comum atribuído à entidade sobrenatural maligna da tradição judaico-cristã. Tratado como a representação do mal, em sua forma original de um anjo querubim, responsável pela guarda celestial, que foi expulso dos Céus por ter criado uma rebelião de anjos contra Deus com o intuito de tomar-lhe o trono. Com seu parecer ainda desconhecido, muitas são as tentativas de reproduzi-lo. O mais popular o levaria a ter uma cor vermelha, com feições humanas, mas com chifres, rabo pontiagudo e um tridente na mão, para remeter a um cetro. Alguns acreditam que este parecer foi criado, sobretudo, pela Igreja Católica. Tal opinião alega que, como ela poderia perder seus fiéis para o paganismo1, apropriou-se de um elemento de cada deus pagão e reuniu-os, para que toda vez que um de seus fiéis olhasse para uma divindade sentisse medo, associando-a a Lúcifer2. Assim a perda de
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Paganismo, é um termo usado para se referir a várias religiões não Judaico-cristãs, no entanto, existem várias definições entre diferentes religiões entre o que pode realmente ser definido como sendo paganismo, sem consenso quanto ao que é correto. Um grupo mantém o paganismo como um termo que inclui todas as religiões não-abraâmicas. Outros sustentam que o catolicismo romano tem suas raízes no paganismo, enquanto outros sustentam que o paganismo deve referir-se exclusivamente às religiões politeístas, incluindo a maioria das religiões orientais, as religiões e mitologias do povos nativos americanos, assim como as não-abraâmicas religiões folk em geral. Outras definições mais estreitas não incluem nenhuma das religiões mundiais e restringem o termo às correntes locais ou rurais não organizadas em religiões civis. Característico de tradições Pagãs é a ausência de proselitismo e a presença de uma mitologia de vida que explica a prática religiosa. O termo "pagão" é uma adaptação cristã do "gentio" do judaísmo, e como tal tem um viés abraâmico inerente, com todas as conotações pejorativas entre monoteístas ocidentais, comparáveis aos pagãos e infiéis também conhecidos como kafir e mushrik no Islã. Por esta razão, etnólogos evitam o termo "paganismo", por seus significados incertos e variados, referindo-se à fé tradicional ou histórica, preferindo categorias mais precisos, tais como o politeísmo, xamanismo, panteísmo ou o animismo.

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fiéis teria diminuído notavelmente. Outra forma também comum quanto ao parecer corresponde à de um ser metade humano, metade bode, com o pentagrama invertido inscritos no corpo (imagem de Baphomet, embora não tenha ligação com ele), que foi a imagem iniciada pela Igreja Católica. o Diabo aparece como adversário de Deus no âmbito do cristianismo. Esse conflito assumiu a forma de uma batalha cósmica entre o Bem (cristãos) e o Mal (judeus, romanos) sendo que tanto o conflito doutrinário como o bélico são utilizados para o combate desses últimos. Ao contrário do Novo Testamento (NT), no Antigo Testamento (AT) o conceito do mal não existe de forma personificada e autônoma em relação a Deus. Na visão monista, característica do AT, a soberania absoluta de Deus não é ofuscada por nada. Deus é o autor de todas as coisas, sejam elas compreendidas como boas ou más pelo ser humano. No AT existem apenas quatro referências ao Diabo como sendo um ser sobrenatural devido ao fato de que a figura de Satã é desnecessária, afinal, Javé é responsável pelo mal. A falta de um dualismo radical entre o bem e o mal explica-se pela exclusividade de Javé. Nos três séculos anteriores à era cristã houve a predominância da tendência de considerar os demônios como seres predominantemente nocivos. O mal é conseqüência da desobediência do homem, logo, não há necessidade de Satã. O Antigo Testamento é permeado por uma visão monista3, onde Deus é que garante a ordem cósmica e qualquer ser ou pessoa que pretenda atrapalhar esta ordem, recebe a devida retribuição por sua desobediência. Neste sentido, pode-se dizer que no Antigo Testamento o mal praticado pelo ser humano traz embutido em si o castigo. Assim sendo, seria correto afirmar que o Deus Javé4 é o originador de uma série de males em retribuição ao mal praticado pelo ser humano, todavia ele não é o causador do mal em um sentido moral. Apesar da grande produção literária (conhecida
Lúcifer (em hebraico, heilel ben-shachar, ‫ ;רחש ב לליה‬em grego na Septuaginta, heosphoros) representa a estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D'Alva, o planeta Vênus, mas também foi o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Querubins, como descrito no texto Bíblico do Livro de Ezequiel, no capítulo 28. Nos dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo (caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, que significa simplesmente adversário). Atualmente discute-se a probabilidade de Lúcifer ter sido um Rei Assírio da Babilônia. 3 Chama-se de monismo (do grego monis, "um") às teorias filosóficas que defendem a unidade da realidade como um todo (em metafísica) ou a identidade entre mente e corpo (em filosofia da mente) por oposição ao dualismo ou ao pluralismo, à afirmação de realidades separadas. 4 Os nomes YaHVeH (vertido em português para Javé), ou YeHoVaH (vertido em português para Jeová), são transliterações possíveis nas línguas portuguesas e espanholas , mas alguns eruditos preferem o uso mais primitivo do nome das quatro consoantes YHVH, já outros eruditos favorecem o nome Javé (Yahvéh ou JaHWeH).
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como textos apócrifos), ocorrida no período compreendido entre o fim do AT e o início do NT, esta não foi incorporada ao cânon cristão e, por isso, parece existir uma grande lacuna entre ambos os testamentos. Assim sendo, as mudanças em relação ao mal não foram percebidas de forma gradativa. Os textos apócrifos, são exatamente aqueles que preenchem a lacuna acima citada, afinal, foram muito difundidos na época, inclusive, influenciando os discípulos de Jesus. Entre os séculos VI e IV a.C e IV e I a.C, períodos de hegemonia persa e grega respectivamente, tais culturas influenciaram profundamente o judaísmo e consequentemente o cristianismo. Nessa época, teria ocorrido uma ruptura na personalidade de Deus, o qual tornou-se exclusivamente um autor benigno, deixando de agir de forma maléfica. No que se refere à cultura hebraica, houve uma quebra, um deslocamento da visão monista para uma visão dualista5. Na concepção dualista, dos persas ou iranianos particularmente, havia um Deus benevolente e um malévolo sendo que o mal e o bem eram realidades diferentes de origens distintas. Em aproximadamente 600 a.C Zaratustra6 lançou as bases da primeira religião totalmente dualista, revolucionando a história dos conceitos no Irã. Zaratustra afirmava que o mal originou-se de um princípio à parte do divino, sendo que ao deslocar-se do monismo para o dualismo, o politeísmo ficava distante e o monoteísmo aproximava-se. Os gregos foram influenciados pelo dualismo persa e quando em períodos mais recentes do AT, o dualismo tornou-se mais presente na fé israelense e por motivos evidentes, hesitavam atribuir a Javé a origem do mal, buscava-se um personagem para desempenhar dois papéis: evitar a atribuição do mal a Javé e, simultaneamente, confirmar o controle deste último sobre a história do universo. No campo da filosofia da Grécia Clássica, Platão é o pensador que mais influenciou o cristianismo. Para ele, o mundo das idéias é real, bom, perfeito. Se o mal consiste da falta de
Dualismo, ou dualidade foi uma doutrina estabelecida por René Descartes e Christian von Wolff quem primeiro utilizou o conceito em sua concepção moderna, segundo o qual "é o sistema filosófico ou doutrina que admite, como explicação primeira do mundo e da vida, a existência de dois princípios, de duas substâncias ou duas realidades irredutíveis entre si, inconciliáveis, incapazes de síntese final ou de recíproca subordinação. 6 Zaratustra, mais conhecido na versão grega de seu nome, Zωροάστρης (Zoroastres, Zoroastro), foi um profeta nascido na Pérsia (atual Irã), provavelmente em meados do século VII a.C. Ele foi o fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo, religião adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558 – 330) a.C. A denominação grega Ζωροάστρης significa contemplador de astros. É uma corruptela do avéstico Zarathustra (em persa moderno: Zartosht ou ‫ .)تشترز‬O significado do nome é obscuro, ainda que, certamente, contenha a palavra ushtra (camelo).
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perfeição e o mundo fenomenal não reflete ao mundo das idéias de forma adequada, na medida em que isso ocorre, torna-se menos real, menos bom, logo, torna-se mais mal. Alguns autores se referem ao cristianismo como uma posição intermediária entre o monismo do AT e o dualismo persa e grego, classificando-o como semi-dualista. Isso significa que Deus continua sendo soberano e o criador de tudo, porém não tem responsabilidade pelo mal no mundo, o qual teria origem no livre-arbítrio concedido para suas criações, sejam elas humanas ou celestes. O mal entrara a partir dos anjos por sua rebeldia e a partir dos homens através do pecado. No AT, a palavra Diabo deve ser entendia dentro de uma visão monista. No NT, o termo indica um ser autônomo em relação a Deus e que a ele se opõe, expressando a visão dualista. O termo Lúcifer não é um nome próprio em sua origem e significa “o que leva a luz”. Foi São Jerônimo, no século IV providenciou a versão latina da Bíblia, que empregou o termo Lúcifer para traduzir a expressão hebraica que corresponde à “estrela da manha”, e “astro brilhante” ou “aurora” e “manha”. A partir de um dos textos de Isaías (Is 14:12-15), o profeta refere-se a uma personagem histórica concreta, provavelmente o rei de Babilônia, mas a hermenêutica do cristianismo dos pais da igreja tinha como uma de suas regras interpretar o Antigo Testamento em função do Novo Testamento e isso fazia com que muitos textos tivessem sua leitura espiritualizada. Mediado por Lúcifer, Satã se transformou no Diabo. Assim sendo, essa narrativa, além de retirar de Deus a responsabilidade pela criação do mal, reafirmava sua onipotência7, conciliando monismo e dualismo. O cristianismo, nos seus séculos iniciais, cumpriu o papel de redefinir os a gentes sociais a serem demonizados. Já é possível identificar no Evangelho de Mateus uma estratégia de demonização por parte do cristianismo. Em aproximadamente 80 d.C, conflitos sociais entre o cristianismo do final do século I e o judaísmo rabínico foram interpretados pelos evangelistas cristãos como uma batalha cósmica entre o bem e o mal. Já em meados do século II, os judeus deixam de ser inimigos sociais e políticos muito ameaçadores. Sendo assim, os romanos, em
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Omnipotência (português europeu) ou onipotência (português brasileiro) designa a propriedade de um ser capaz de fazer tudo. É comum a utilização deste termo para designar o poder de Deus, nas religiões judaica, cristã e muçulmana. Na mitologia grega era atribuída aos deuses criadores (primordiais), junto da Onisciência e Onipresença.

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função de suas perseguições, passaram a ser identificados como tais. No século III, a prática do NT de demonizar os adversários políticos já estava incorporada ao cristianismo. Seja pela demonização de adversários políticos (universo extrapsíquico) ou pela demonização das próprias lutas pessoais (universo intrapsíquico) a luta contra o Diabo viria a se tornar uma prática bastante presente no cristianismo. Para ilustrar essas batalhas contra o Diabo no cristianismo monástico, a biografia de Santo Antão8, feita por Santo Atanásio9 (ATANÁSIO, S.Vida e Conduta de Santo Antão. São Paulo10: Paulus, 2002.), que viveu no final do século III e início do IV, é relevante. Atanásio relatou muitas vezes em que na tentativa de desviar Santo Antão da conduta cristã, o Diabo saiu perdedor, porém apenas afastava-se para depois se aproximar em novas batalhas ao longo de sua vida.

Deus e A Criação de Adão (Michelangelo Buonarroti)

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Santo Antão é um santo cristão que viveu no século III no Egipto e que é considerado o fundador do monasticismo cristão. É também conhecido como "Santo Antão do Deserto", "Santo Antão do Egipto", "Santo Antão, o Grande", "Santo Antão, o Eremita", "Santo Antão, o Anacoreta", "Pai de Todos os Monges", ou ainda, impropriamente, como "Santo António do Egipto" ou "Santo António, o Grande”. 9 Santo Atanásio de Alexandria (* 295 [?], em Alexandria – † 2 de maio de 373, em Alexandria), bispo de Alexandria, considerado santo pela Igreja Ortodoxa e Igreja Católica (esta última reverencia-o também como um dos seus trinta e três Doutores da Igreja) e ainda um dos mais prolíficos Padres da Igreja Orientais. 10 São Paulo é um nome originalmente associado à personagem bíblica Paulo de Tarso, discípulo de Jesus Cristo e santo da Igreja Católica.

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Baphomet e a Maçonaria
A história em torno do Baphomet foi intimamente relacionada com a da Ordem do Templo, ou Ordem dos Templários11, pelo Rei Filipe IV12 de França e com apoio do Papa Clemente V13, ambos com o intuito de desmoralizar a Ordem, pois o primeiro era seu grande devedor e o segundo queria revogar o tratado que isentava os Cavaleiros Templários de pagar taxas a Igreja Católica. A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, também conhecida como Ordem do Templo, foi fundada no ano de 1118. O objetivo dos cavaleiros templários era supostamente proteger os peregrinos em seu caminho para a Terra Santa. Eles receberam como área para sua sede o território que corresponde ao Templo de Salomão, em Jerusalém, e daí a origem do nome da Ordem. Segundo a história, os Cavaleiros tornaram-se poderosos e ricos, mais que os soberanos da época. Segundo a lenda, eles teriam encontrado no território que receberam documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Segundo alguns, eles ficaram com a tutela do Santo Graal dentre outros tesouros da tradição católica Em 13 de outubro de 1307, sob as ordens de Felipe, o Belo (homem torpe e grande devedor de dinheiro para a Ordem e favores para o Grão-Mestre Jacques DeMolay, sendo este inclusive
A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim "Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici"),mais conhecida como Ordem dos Templários, Ordem do Templo (em francês "Ordre du Temple" ou "Les Templiers") ou Cavaleiros Templários (algumas vezes chamados de: Cavaleiros de Cristo, Cavaleiros do Templo, Pobres Cavaleiros, etc). Foi uma das mais famosas Ordens Militares de Cavalaria. A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista. 12 Filipe IV de França, cognominado o Belo, o rei de Mármore ou o rei de Ferro (Fontainebleau, 1268 – Fontainebleau, 29 de Novembro de 1314) foi rei de França de 1285 até a sua morte, o décimo primeiro da chamada dinastia dos capetianos directos. Por casamento com Joana I de Navarra foi também rei de Navarra e conde de Champagne de 1284 a 1305. O cognome o Belo deve-se à sua extraordinária beleza, segundo relatos contemporâneos. Também apelidado pelos seus inimigos e admiradores de o rei de Mármore ou o rei de Ferro, foi notável pela sua personalidade rígida e severa. Um dos seus mais ferozes oponentes, o bispo Bernardo Saisset de Pamiers, disse sobre o rei: «Não é um homem nem uma besta. É uma estátua>>. 13 Clemente V, nascido Bertrand de Gouth (1264 - 20 de Abril de 1314) foi Papa entre Junho de 1305 e 1314. Eleito após um pacto selado com o então rei da França Filipe, o Belo, no qual o rei, com seu poder e influência o ajudaria a alcançar o papado se Bertrand retirasse a excomunhão da familia real, colocada pelo papa anterior e foi eleito após um longo conclave realizado em Perugia, onde se defrontaram os interesses dos cardeais italianos e franceses. O seu pontificado ficou marcado por duas coisas: pela mudança da Santa Sé de Roma para Avinhon em 1309, justificado pelos tumultos existentes em Itália, e pela destruição trágica da Ordem dos Cavaleiros Templários (ordem criada pela própria Igreja Católica), que defendiam e protegiam os cristãos pela Terra Santa. Clemente V foi forçado por Felipe à realizar uma investigação post mortem contra a memória do Papa Bonifácio VIII, inimigo de Felipe, que forjou acusações, porém durante o Concílio de Vienne, que se reuniu em 1311, a ortodoxia e moralidade do papa morto foi confirmada.
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padrinho de seu filho) e com o apoio do Papa Clemente V, os cavaleiros foram presos, torturados e condenados à fogueira, acusados de diversas heresias A Igreja acusava os templários de adorar o diabo na figura de uma cabeça com chifres que eles chamavam Baphomet (a partir daí criou-se a crença de um demônio chifrudo), de cuspir na cruz, e de praticar rituais de cunho sexual, inclusive práticas homossexuais (embasado no símbolo da Ordem, que era representado por dois Cavaleiros usando o mesmo cavalo). O Baphomet tornou-se o bode expiatório da condenação da Ordem pela Igreja Católica e da matança de templários na fogueira que se seguiu a isto.

A origem da palavra Baphomet
A origem da palavra Baphomet ficou perdida, e muitas especulações podem ser feitas, desde uma corruptela de Muhammad (Maomé - o nome do profeta do Islã), até Baph+Metis do grego "Batismo de Sabedoria". Outra teoria nos leva a uma composição do nome de três deuses: Baph, que seria ligado ao deus Baal14; Pho, que derivaria do deus Moloch15; e Met, advindo de um deus dos egípcios, Seth16. A palavra "Baphomet" em hebraico é como segue: BethPe-Vav-Mem-Taf. Aplicando-se a cifra Atbash (método de codificação usado pelos Cabalistas judeus), obtém-se Shin-Vav-Pe-Yod-Aleph, que soletra-se Sophia, palavra grega para "sabedoria". Todavia ainda existem fontes que afirmam uma outra origem do termo. Segundo alguns, o nome veio da expressão grega Baph- Metra( mãe-Metra ou Meter-submersa; Baph-em sangue. Ou seja, a Mãe de sangue, ou a Mãe sinistra. Grande parte dos historiadores que afirmam essa versão se baseiam no fato que o culto á cabeça esta relacionada com conjurações de entidades femininas.
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Baal (em hebraico ‫ ) ַ ַל‬é uma palavra semítica que significa Senhor, Lorde, Marido ou Dono (Don). ‫ע‬ Esta palavra em Hebraico é cognata de outra em acádio Bel, com o mesmo significado. A forma feminina de Baal é Baalath, o masculino plural é Baalin, e Balaoth no feminino plural. Em Canaã, os Hebreus viram no deus Baal uma ameaça especial. No Livro dos Juízes (da Bíblia Hebraica), o hebreu Gideão destrói os altares de Baal e a árvore sagrada pertencente aos Midianitas. 15 Moloch, na tradição bíblica, é o nome do deus ao qual os amonitas, uma etnia de Canaã, sacrificava seus recém-nascidos, jogando-os em uma fogueira. Também é o nome de um demônio na tradição cristã e cabalística. 16 Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis.

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Pode ser interpretado em seu aspecto metafísico17, onde pode representar o espírito divino que "ligou o céu e a terra", tema recorrente na literatura esotérica. Isto pode ser visto no Baphomet de Eliphas Levi18, que aponta com um braço para cima e com o outro para baixo (em uma posição muito semelhante a representações de Shiva9 na Índia). No ocultismo isto representaria o conceito que diz "assim em cima como embaixo”. Muito embora várias tenham sido sua suposta representação, a única imagem de Baphomet encontrada em um santuário templário consta de uma cabeça humana com três faces, cada uma representando uma face de Deus (o Deus Judeu, o Deus Islâmico e o Deus Cristão). Hoje sabe-se que a figura do bode de Mêndes, a qual Eliphas Levi atribuiu o "posto" de Baphomet, não passa de uma figura ocultista que nada tem a ver com o Baphomet Templário. Na classificação e explicação das gravuras de seu livro Dogma e Ritual da Alta Magia, Eliphas Levi classifica a imagem de Baphomet como a figura panteística19 e mágica do absoluto. O facho representa a inteligência equilibrante do ternário e a cabeça de bode, reunindo caracteres de cão, touro e burro, representa a responsabilidade apenas da matéria e a expiação corporal dos pecados. As mãos humanas mostram a santidade do trabalho e fazem o sinal da iniciação esotérica a indicar o antigo aforismo20 de Hermes Trismegisto21: "o que está em cima é igual ao que está embaixo". O sinal com as mãos também vem a recomendar aos iniciados nas artes ocultas os mistérios. Os crescentes lunares presentes na figura indicam as relações entre o bem e o mal, da misericórdia e da justiça. A figura pode ser colorida no ventre (verde), no semicírculo (azul) e nas penas (diversas cores). Possuindo seios, o bode representa o papel de trazer à Humanidade os sinais da maternidade e
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Metafísica (do grego µετα [meta] = depois de/além de/ entre/ através de e Φυσις [physis] = natureza ou físico) é um ramo da filosofia que estuda a essência do mundo. O saber, é o estudo do ser ou da realidade. 18 Eliphas Lévi, nome de baptismo Alphonse Louis Constant, (8 de fevereiro de 1810 - 31 de Maio de 1875) foi um escritor francês, e ocultista. O seu pseudónimo "Eliphas Lévi," sob o qual ele publicava seus livros, resultou da tradução do seu nome "Alphonse Louis" para a língua hebraica. 19 Panteísmo é uma crença que identifica o universo (em grego: pan,tudo) com Deus (em grego: theos). 20 Aforismo (do grego aphorismos "definição", a partir de aphorizein "delimitar, separar", de apó"afastado, separado" ou "proveniente, derivado de" + horos, "fronteira, limite" e horizein "limitar", através do latim aphorismus) é uma sentença concisa, que geralmente encerra um preceito moral. 21 Hermes Trismegisto (em latim: Hermes Trismegistus; em grego ρµ ς Τρισµέγιστος, "Hermes, o três vezes grande") é o nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao deus egípcio Thoth (ou Tehuti), identificado com o deus grego Hermes. Ambos eram os deuses da escrita e da magia nas respectivas culturas.

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do trabalho, os quais são signos redentores. Na fronte e embaixo do facho encontra-se o signo do microcosmo a representar simbolicamente a inteligência humana. Colocado abaixo do facho o símbolo faz da chama dele uma imagem da revelação divina. Baphomet deve estar assentado ou em um cubo e tendo como estrado uma bola apenas ou uma bola e um escabelo22 triangular.

Baphomet , segundo Eliphas Levi.

Segundo o Ir∴ D. Cezaretti da A.R.L.S. Guatimozin nº 66, São Paulo, SP, (2003), é importante notar que Lévi nunca mencionou que Baphomet tinha alguma ligação com a Maçonaria. Eliphas Lévi faleceu em 1875, deixando um grande legado ao ocultismo. Assim, como aconteceu com este antigo e suposto ídolo dos Templários fosse associado com a Maçonaria? Por uma brincadeira perpetrada por Leo Taxil23 (seu verdadeiro nome era Gabriel Antoine Jogand Pagès). Taxil havia sido iniciado na Maçonaria, mas fora expulso ainda como aprendiz. Talvez por vingança, ou simplesmente por brincadeira, acabou por inventar uma ordem maçônica altamente secreta chamada Palladium (que só existia na imaginação altamente fértil de Taxil)
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Um escabelo é um banco pequeno que serve de apoio aos pés por vezes utilizado por pedicuras. Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès também nomeado Léo Taxil, mas usou vários pseudônimos de Paul de Régis, Adolphe Ricoux, Samuel Paul Rosen e Dr. Bataille. Os nomes Léo Taxil e Doutor Charles Hacks, foram na verdade pseudónimos coletivos. Taxil foi um escritor e jornalista francês, conhecido por ter enganado parte das hierarquias eclesiásticas com uma falsa confissão sobre a Maçonaria.

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supostamente comandada pelo inocente Albert Pike24.

Albert Pike.

Seu objetivo então era revelar à sociedade tal misteriosa e maléfica Ordem. Ficou famoso com isso e ganhou uma audiência com o Papa Leão VIII em 1887. Assim a Igreja Católica patrocinou e financiou a campanha de Taxil, inclusive a edição de seus livros. O panfleto de lançamento do livro de Taxil (lado direito) pode-se ver Baphomet com algumas modificações e um avental maçônico cobrindo o falo.

Albert Pike (29 de dezembro de 1809, Boston — 2 de Abril de 1891, Washington) foi um advogado, militar e escritor dos Estados Unidos. Albert foi reconhecido como gênio, falava dezesseis idiomas diferentes e conseguiu a patente de General-de-Brigada do Exército Confederado na Guerra Civil dos Estados Unidos da América. Também foi o grande líder da Maçonaria entre 1859 e 1891 escrevendo o livro Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, considerado a obra clássica da Maçonaria Moderna. Por esse motivo é lembrado pelos maçons como um dos mais bem sucedidos maçons da História.

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O livro "Os Mistérios da Franco Maçonaria descreve um grupo de maçons endiabrados que dançam ao redor do Baphomet puxado por um ex-padre, nada mais nada menos, que o famoso e falecido "Pai do Baphomet", Eliphas Lévi (falecido em 1875).

“Os Mistérios da Franco Maçonaria” de Leo Taxil

Leo Taxil ganhou muito dinheiro, inclusive do Vaticano, enganado todo tipo de crédulos. Finalmente, em 19 de abril de 1897 em um salão de leitura, Taxil iria apresentar uma tal senhorita Vaughan, que na verdade nunca existiu, renunciando a Satã e convertendo-se ao catolicismo. A igreja ansiosamente aguardou tal apresentação. Na data o salão lotou de pessoas do clero católico, Maçons e jornalistas. Depois de um palavreado enorme, cheio de volteios, Taxil então finalmente revelou que nada tinha a revelar, porque nunca havia existido tal "Ordem Palladium". Foi um tumulto imenso. De fato, Taxil tinha fabricado a história inteira como um gracejo monumental à custa da igreja. Até hoje os Maçons divertem-se com tal episódio. No final, foi chamada a polícia para os ânimos fossem controlados e tudo não acabasse em uma imensa briga e quebra-quebra.

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Taxil morreu dez anos depois, em 1907, com 53 anos. Em suma, Baphomet nasceu de uma lenda dos Templários, ganhou forma nas mãos de Eliphas Leví e foi associado à Maçonaria por Leo Taxil. Cezaretti então finaliza dizendo que: “A brincadeira, apesar de ser revelada por seu criador, continua e é aceita por novas gerações de religiosos intolerantes. A Maçonaria é difamada por uma acusação absurda e por aqueles que pensam ser religiosos corretos e acabam por perpetuar uma mentira. O desenho da cabeça de uma cabra grotescamente mudado reúne em um ponto aqueles que, em ódio ou ignorância, difamam a Maçonaria”.

Bibliografia Consultada
CEZARETTI , D. Baphomet (Bafomet) - Uma Mentira Secular.< http: //www.guatimozin.org.br/artigos/Bafomet.htm> Acesso em 26. Junho 2010. WIKIPÉDIA. Diabo. < http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabo> Acesso em 26. Junho 2010. WIKIPÉDIA. Baphomet. < http://pt.wikipedia.org/wiki/Baphomet > Acesso em 26. Junho 2010.

POSTAGEM FOLHA MAÇÔNICA

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FOLHA MAÇÔNICA é um semanário eletrônico de distribuição gratuita pela Internet que trata de assuntos da Ordem e afins. Criação do Ir∴ Robson de Barros Granado em 2005, contanto com a colaboração do Ir∴ Aquilino R. Leal a partir de 2008, ambos IIr∴ fundadores da Loja Stanislas de Guaita no 165 - RJ – GLMERJ – Brasil Na FOLHA MAÇÔNICA se fazem presentes as colunas: GRANDES INICIADOS * SÍMBOLOS * DICA * MEDITE * DOCUMENTOS E FOTOS ANTIGAS * EUREKA e A POLÊMICA NA FOLHA (estas duas últimas colunas sob a responsabilidade semanal do Ir∴ Aquilino R. Leal).

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