Você está na página 1de 2

Interação Social e Símbolos Símbolos oferecem uma visão compartilhada do mundo, criam espaços linguísticos relevantes para a interação

social. Fornecem significados compartilhados (respostas) para objetos e categorias nomeadas e formam a base das expectativas para o comportamento dos outros. Isto é, porque eu sei como responder a determinado símbolo, eu espero que você o responda da mesma forma. Estes símbolos são aprendidos na interação com os outros. Aprende-se a classificar, dividir e nomear o mundo. Esses significados formam a base de expectativas para o próprio comportamento e o dos outros. Havendo padrões de interação, os nomes e os significados transmitidos não são isolados. Na verdade, cada um é definido em relação aos outros, e os significados se apóiam e completam. Assim, por exemplo, "marido" é significativo apenas em relação à "esposa". À medida que há nome em uma posição, uma identidade ou agente é formado no conjunto de significados que devem ser mantidos. Os comportamentos são também simbólicos e transmitem um significado. Funcionam em interação, em fluxo de símbolos (ação) e significados (resposta). Na medida em que esses significados são compartilhados, o fluxo de símbolos e significados serve para validar e reforçar símbolos existentes. Porque nunca há perfeita concordância entre os agentes sobre os significados de comportamentos, o fluxo de símbolos e significados também pode mudar e alterar os nomes e significados existentes, de modo que, em alguma medida, eles são constantemente negociados - significados e entendimentos estão sempre sendo desenvolvidos e verificados. Onde o consenso é elevado, a estrutura resultante é mais estável e rígida. Em contrapartida, quando o consenso é baixo, a estrutura é mais fluida e mutável. O que é importante na interação não é o comportamento em si, mas os significados dos comportamentos, sendo isso apontado por Blumer quando cunhou o termo interação simbólica. O fato de que estes ocorrem dentro das estruturas da sociedade e são altamente dependentes dessas estruturas (muitas vezes sendo definidos por eles) é o que aponta Stryker ao cunhar o termo interação estrutural simbólica. O que temos, então, são identidades de agentes construídos a partir de padrões de comportamentos e expectativas respeitadas. A padronização de comportamentos é realmente uma padronização de símbolos e significados que produzem e reproduzem a estrutura da sociedade em um cabo-de-guerra entre os agentes que procuram validar significados exigentes e, de certo modo, (por causa da falta de consenso perfeito) invalidá-los. Simultaneamente, significados-padrão são mantido por outros agentes. Há constante negociação sobre o produto do significado em face do dissenso e da criação de significado em face da ambigüidade. Desta maneira, identidades tanto negociam quanto criam seus papéis ao rejeitar e reforçar comportamentos através de espelhos de auto-validação.

Mas o que dizer sobre a natureza dos agentes da interacção social. a natureza do ambiente de interação ou a natureza da estrutura social que surge a partir de tais interações. incorporando-as? .