TRABALHO DE DIREITO PENAL

TEMA: FORMAS QUALIFICADORAS DO HOMICÍCIO

NOME: GUSTAVO ROCHA CASTRO PEREIRA CURSO: DIREITO SÉRIE: 4ª PERÍODO: NOTURNO PROFESSOR: FABIO PINHA ALONSO

que se acha mais abaixo na escala dos desvalores étnicos e denota maior depravação espiritual do agente. profundamente imoral. Nesses casos. Mirabete define as qualificadoras como os casos em que os motivos determinantes. . pois é praticado contra a boa-fé ou desprevenção da vítima. a ocultação. de emboscada. a impunidade ou vantagem de outro crime”. Há qualificante também quando a prática do crime envolve “à traição. os meios empregados ou os recursos empregados demonstram maior periculosidade do agente e menores possiblidades de defesa da vítima. nos seus incisos I ao IV. ou medida dissimulante ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”. O inciso também faz referência ao motivo Torpe. para estes casos estão previstas penas de reclusão de 12 a 30 anos. como perdão de dívida. ou de que possa resultar perigo comum”. O agente para cometer este crime deverá receber pela execução do homicídio. Caso outro crime seja considerado inexistente não será homicídio qualificado. poderá ser por meio da promessa de recompensa que divirja de dinheiro. A conexão teleológica ocorre quando o homicídio é realizado para assegurar a execução de outro crime. Estes crimes originam os casos de conexão teleológica.Formas Qualificadoras do Homicídio As formas qualificadoras do homicídio estão elencadas no § 2º do art. porém não necessita ser o pagamento em dinheiro. etc. a conduta do agente denota maior periculosidade. No seu inciso III qualifica-se o homicídio pelo “emprego de veneno. As últimas formas qualificadoras tem por base o homicídio realizado “para assegurar a execução. consequencial ou ocasional. explosivo. fogo. A qualificação ocorre pela maior facilidade e segurança de realização do crime pelo agente. Fútil é o motivo insignificante. que é o motivo repugnante. desprezível. asfixia. dificulta a defesa da vítima ou põe em risco a incolumidade pública. promoção em emprego. 121 do Código Penal. Nesta situação a vítima tem poucos recursos para se defender. tornando o fato mais grave do que homicídio simples. promessa de futuro casamento. ou por outro motivo torpe” (inciso I). apresentando desproporção entre o crime e sua causa moral. A primeira qualificadora ocorre “mediante paga ou promessa de recompensa. O inciso II traz o “Motivo Fútil”. tortura ou outro meio insidioso ou cruel.

Na impunidade. As qualificadoras subjetivas são aquelas que se referem ao motivo da prática do crime. significa resistência à prática delituosa. o preço do crime ou o proveito do crime. Damásio nos ensina que atualmente a premeditação não é uma das qualificadoras do crime de homicídio. o sujeito visa a impedir a descoberta do crime. Entretanto. II e V. conjuntamente. Há dois crimes em concurso material. elas estão elencadas nos incisos I. por este motivo é possível a reincidência de mais de uma qualificadora no crime de homicídio. mais para isso é necessário que exista compatibilidade lógica entre as circunstâncias. não é irrelevante diante da pena. Como uma se refere ao modo de execução e a outra ao motivo da prática do crime. Vantagem pode ser o produto do crime. Na ocultação. 121. Já para outros é possível. A conexão ocasional ocorre quando o homicídio é cometido por ocasião da prática de outro delito. 59 do Código Penal (circunstância judicial)”. .A conexão consequencial ocorre quando o homicídio é cometido a fim de assegurar a ocultação. enquanto a autoria é desconhecida. Seria possível um crime de homicídio ser qualificado e privilegiado ao mesmo tempo? Em relação a esta questão existe divergência entre os doutrinadores se é possível a aplicação. Para alguns doutrinadores não existe a possibilidade de o homicídio ser qualificado e privilegiado ao mesmo tempo. Mais seria possível a reincidência de mais de uma qualificadora no crime de homicídio? As qualificadoras no crime de homicídio são classificadas como subjetivas ou objetivas. dos § 1º e 2º do art. “Nem sempre a preordenação criminosa constitui circunstância capaz de exasperar a pena diante do maior grau de censurabilidade de seu comportamento. Muitas vezes. o crime é conhecido. impunidade ou vantagem em relação a outro delito. Já as qualificadoras objetivas são aquelas se referem ao modo de execução do homicídio e estão elencadas nos incisos III e IV. podendo agravá-la nos termos do art.

p. Atlas. V. 2002. Ob. 5ª ed. HUNGRIA. vol. 71. Cit.Bibliografia Direito penal. Nelson . Mirabete. I. Julio Fabbrini – Manual de Direito Penal. II. Forense. vol. 2. . 19ª ed.Comentários ao Código Penal.

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