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A grande crise religiosa do século XVI

A grande crise religiosa do século XVI

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Published by: Cleber Ronnie Ferreira on Nov 05, 2012
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A grande crise religiosa do século XVI, conhecida por protestantismo, foi um dos movimentos que mais tipicamente definiu

a insubordinação dentro de setores da Igreja. Inegável que existia a ignorância e a corrupção, incrustada em diversos setores e membros do clero. Entretanto, na época de São Francisco de Assis não foi diferente, mas sua atitude de fidelidade ao Papa e à Igreja, fizeram que seu nome fosse respeitado e venerado no mundo inteiro. Sua personalidade empolga, ainda hoje, todas as camadas da sociedade. Ele é o consolo dos fiéis, a alegria da Itália e o orgulho da Igreja.

Já a insurreição movida por Martinho Lutero, deixa clara a sua intenção de, orgulhosamente, propagar suas idéias que acabaram culminando em uma avalanche política na Europa, pois a contestação de dogmas e o ataque à organização da Igreja, repousavam no desprestígio do papado diante da crescente influência dos soberanos europeus que, por questões meramente políticas, influíam nas decisões regionais da igreja, tendo a corrupção moral tomado conta de diversos setores do clero. Além disto, tornou-se difícil a interferência direta do Papa em tais questões, principalmente, por causa das distâncias. Como nos fins da Idade Média o espírito de independência desenvolveu-se em vários países, onde o nacionalismo crescente se ressentia de qualquer influência exterior, notadamente do Papa, os príncipes e monarcas interessados em aumentar seu poder, tinham a intenção de colocar a Igreja numa posição dependente. Vejamos: HISTÓRIA Conhecida com o nome de Reforma Protestante, teve suas raízes em movimentos religiosos da Idade Média, dirigidos por John Wyclif e João Huss. Esses movimentos haviam sido abafados, mas, na Inglaterra e na Boêmia, persistiam em estado latente as tendências que, combinadas posteriormente com causas muito complexas, fizeram eclodir a insurreição luterana na Alemanha.

Wyclif (1324-1384) foi professor de teologia da Universidade de Oxford, que se insurgira contra os tributos cobrados pela Igreja e declarara ser a Bíblia a única regra de fé, sendo livre a sua interpretação. Seus seguidores deram ao movimento um caráter de luta social contra a nobreza, e chefiados por John Ball, revoltaram-se em 1383, tendo conseguido entrar

professor professor da Universidade de Praga. que despertou a cobiça de reis e nobres. Deve-se considerar também o patrimônio da Igreja. Além disto. acabou sendo executado. pelas doações dos fiéis e que constituíam um terço do território alemão e um quinto da França. influenciado pelas idéias de Wyclif. João Huss. o forte espírito de independência já nos fins da Idade Média. A isenção de impostos sobre estes domínios por certo aguçava o interesse das classes dominantes. sendo seus chefes decapitados. onde. foi considerado herético. desenvolveu-se em vários países. desencadeou sangrenta guerra religiosa na Boêmia. A venda de cargos eclesiásticos e de indulgências. intencionando colocar a Igreja numa situação de dependência. adquiridos. interessados em aumentar seu poder. desejosos de anexarem às suas terras as propriedades dos bispados e mosteiros. Havendo comparecido ao Concílio de Constança para justificar-se sob o ponto de vista doutrinário. Nos primeiros anos do século X a Igreja atravessava um período difícil. A execução de João Huss. foram eliminados completamente. tornou-se o chefe de um movimento religioso nacionalista de caráter antigermânico e antipapista. considerado como estrangeiro. Paralelamente. . durante séculos. a diminuição do prestígio do papado pela influência dos soberanos que efetivamente influíam diretamente em decisões regionalizadas da Igreja. cujo nacionalismo crescente punha de lado qualquer interferência do Papa. Os príncipes e monarcas habilmente exploraram esse nacionalismo. não obstante possuir um salvo-conduto dado pelo imperador germânico.em Londres. criaram um ambiente favorável para a difusão do movimento separatista protestante. enganados por Ricardo II.

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