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Paul Hirst. Modos de Produção e Formação Social (resumo)

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Published by: História Econômica on Jan 24, 2009
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07/24/2013

Paul Hirst. Modo de Produção e Formação Social.

- Critica o MP como determinados em última instância pelo econômico. O MP não é uma totalidade social auto-condicionada. “O presente texto rejeita a pertinência do conceito de modo de produção [...] argumentamos que é necessário desenvolver conceitos de relações econômicas de classe e de suas condições de existência em definidas formações sociais” p.10. - Marx e Althusser mantêm a idéia de MP como totalidade social capaz de existência histórica como sociedade. - A tese sobre a dominância das forças produtivas sobre as relações é um problema. O autor defende a primazia das RELAÇÕES SOCIAIS sobre as FORÇAS PRODUTIVAS por achar que isso recoloca a LUTA DE CLASSE no centro da questão. Essa idéia ele defendeu no livro anterior MPPC, nesse ele já fala numa relação de igual para igual. - As forças produtivas e relações de produção não podem estar separadas e unidas tão somente por efeitos causais. Essa articulação entre ambas deve ser questionada. Fazer isso, é rejeitar a base teórica do conceito de MODOS DE PRODUÇÃO. - Na FORMAÇÃO ECONÔMICA não há prioridade geral entre o econômico sobre outros níveis ou das forças produtivas sobre as relações de produção. OBS: Marx se dizia ter como OBJETO o Modo de Produção Capitalista. O conhecimento que ele produziu correspondeu ao seu objeto? Esse objeto era estático? Passível de se observado? O objeto era movente, impossível de ser analisado em sua forma estático... as sociedades são diferentes... tudo muda... o objeto analisado por Marx não existe mais. OBS: Tudo que Marx fez foi produzir um DISCURSO sobre um dado CAPITALISMO. Entre em sena a questão da Sociologia do Conhecimeto (Michel Lowy). A questão de se o conhecimento produzido por Marx equivale ao objeto por ele analisado? E se esse objeto é realmente passível de ser analisado em sua totalidade? TUDO é discurso... O conhecimento não é a realidade. CAP. 3 Conceitos de MP e Formação Social. “Os conceitos dos modos de produção e das relações de produção proporcionam os meios de análise das formações sociais concretas”. - As formações sociais existem, as teorias classificam-nas. - A formação social não pode ser uma combinação hierárquica de modos de produção. OBS: Formação Social não é uma forma de individualizar uma comunidade, delimitá-la como OBJETO. Os estudos culturais hoje atestam: não há nação, não há comunidade, não há identidade. - Formação Social é um conceito e não uma REALIDADE CONCRETA. “Desse modo, defendemos a substituição de MP, como um objeto primário de teorização, pó um tipo distinto de objeto, isto é, FORMAÇÃO SOCIAL, concebido como uma forma determinada de relações econômicas de classe, suas condições de existência e as formas pelas quais essas condições são asseguradas” p. 52. - Modo de Produção como as relações sociais de um sistema de produção e distribuição definido. - MP realmente designa uma totalidade social? Qual MP, o concreto ou o abstrato? - Os conceitos de relações sociais e forças produtivas são ferramentas utilizadas para classificar e definir um discurso de comunidade\sociedade. “Os conceitos de formações sociais proporcionam uma teorização das formas e condições nas quais a produção e a distribuição, as lutas de classe e as práticas políticas são efetivas” p. 59.

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