P. 1
Trabalho de Direito Do Consumidor

Trabalho de Direito Do Consumidor

|Views: 77|Likes:
Publicado porPaula Valim

More info:

Published by: Paula Valim on Nov 07, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/03/2013

pdf

text

original

Direito do Consumidor

A sistematização da defesa do consumidor pelo CDC: antes e depois da Lei 8.078/90

Ana Paula Valim Fiorin

Prof. Alexandre Lipp João Trabalho G1 Data entrega: 19/09/2012

Trabalho de Direito do Consumidor

A sistematização da defesa do consumidor pelo CDC: antes e depois da Lei 8.078/90

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) trouxe equilíbrio nas relações de consumo, buscando proteger o consumidor, parte vulnerável, tanto pela situação econômica, como também pelo desconhecimento em relação ao produto ou serviço, objeto destas relações. Segundo Claudia Lima Marques, no Brasil atual, a proteção do consumidor é um direito fundamental, tutelado pela Constituição Federal, como prevê o artigo 5º, XXXII, que “O Estado promoverá, na forma da lei a defesa do consumidor”. Antes da promulgação do Código de Defesa do Consumidor, que, conforme Bruno Miragem, surge de expressa determinação constitucional, através do artigo 48 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), não havia esta preocupação com a vulnerabilidade do consumidor. Quando ainda não havia o CDC, as relações de consumo eram reguladas pelo Código Civil, que não trata do consumidor como parte mais frágil, favorecendo o fornecedor que muitas vezes se aproveitava dessa situação para levar vantagem. Vigorava o pressuposto da igualdade, ou seja, consumidor e fornecedor tinham os mesmos direitos e deveres. Por causa dessa equidade nas relações, fornecedores e empresas abusavam da evidente vulnerabilidade do consumidor. Qualquer problema que ocorresse era de costume alegar culpa do consumidor, pelo mau uso do produto ou serviço. O que acontecia anteriormente à promulgação do CDC era que o consumidor, atraído pelo preço baixo e pela publicidade, comprava um apartamento ainda na planta. Durante a negociação, o vendedor informava que o apartamento custaria "X" e as prestações subiriam conforme o preço dos materiais de construção. Porém, com o passar do tempo, o valor das mensalidades aumentava tanto que o consumidor não conseguia mais pagar. O

imóvel era tomado de volta pela incorporadora e o comprador perdia todo o valor já pago. Nos dias de hoje não se admite esse tipo de situação, mas antes da entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor (CDC), era prática comum. Também não era comum encontrar nos rótulos dos produtos todas as suas especificações, o que levava os consumidores à ignorância em relação ao que estavam consumindo. E não era obrigatório. O CDC surgiu em meio a necessidade de compilar as leis protetivas ao consumidor além de criar mais normas com apoio constitucional e ao mesmo tempo que acolhesse mais o consumidor por ser a parte mais frágil da relação. Desde que o referido Código entrou em vigor, a relação fornecedor x consumidor passou a ser vista de outra forma. Há todo um sistema que visa a proteger o consumidor, evitando que o fornecedor pratique abusos, valendo-se de sua expertise e maior capacidade econômica. Em seu artigo 6º, há uma vasta lista de direitos básicos do consumidor, dentre os quais figuram a proteção contra a propaganda abusiva e enganosa, o acesso aos órgãos judiciários, administrativos e aos órgãos de defesa ao consumidor, como o Procon, por exemplo, e a inversão do ônus da prova a seu favor, que para Claudia Lima Marques, é um dos incisos mais citados e importantes do CDC, pois é uma norma que vem a autorizar o magistrado a inverter o ônus da prova a favor do consumidor. Outra forma de proteger o consumidor é a responsabilidade civil objetiva do fornecedor de produtos e/ou serviços, isto é, este responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos ao produto e/ou à prestação dos serviços, como preceituam os artigos 12, 13 e 14. Quanto aos profissionais liberais, esta regra não se aplica. Segundo Miragem, o caráter subjetivo é preservado, o que exige a verificação de culpa. Quanto à defesa do consumidor em Juízo, Miragem ressalta a importância da tutela coletiva de direitos, prevista no artigo 81 do aludido Código e ressalta seus dois argumentos de sustentação: o primeiro, que se trata da conveniência de concentrar um imenso número de pretensões em um

único processo, e o segundo que é a condição de efetividade da defesa dos direitos dos consumidores. De fato, não há como imaginar a vida dos consumidores sem o CDC, mas há ainda quem não o respeite e há ainda muitos consumidores que não conhecem seus direitos.

Referências Bibliográficas: MIRAGEM, Bruno. Direito do Consumidor: fundamentos do direito do consumidor; direito material e processual do consumidor; proteção administrativa do consumidor; direito penal do consumidor. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2008. BENJAMIN, Antônio Herman V. Manual de Direito do Consumidor. Antônio Herman V. Benjamin, Claudia Lima Marques, Leonardo Roscoe Bessa. 2ª ed., rev., atual., e ampl. - São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2009. Código de Defesa do Consumidor. Vade Mecum compacto Saraiva – 7ª edição. São Paulo: Saraiva, 2012.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->