INSTITUTO UNIFICADO DE ENSINO SUPERIOR OBJETIVO - IUESO CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

BRUNO DE CASTRO RODRIGUES SILVA LUCIANO ANTÔNIO ASSUNÇÃO CÂNDIDO

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO

GOIÂNIA – GO 2011

BRUNO DE CASTRO RODRIGUES SILVA LUCIANO ANTÔNIO DE ASSUNÇÃO CÂNDIDO

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO

Monografia apresentada como requisito parcial para a conclusão do curso de graduação em Ciência da Computação ao Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo - IUESO.

Orientador: Prof. Dr. Antônio Marcos Medeiros

GOIÂNIA – GO 2011

SILVA, Bruno de Castro Rodrigues CÂNDIDO, Luciano Antônio de Assunção

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO Goiânia, 2011. 48 p. Monografia apresentada ao Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo – IUESO, para conclusão do curso de graduação em Ciência da Computação. Orientador: Prof. Dr. Antônio Marcos Medeiros 1. Arduino 2. Android 3. Automação Residencial 4. Bluetooth

BRUNO DE CASTRO RODRIGUES SILVA LUCIANO ANTÔNIO DE ASSUNÇÃO E CÂNDIDO

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO

Monografia apresentada ao Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo como requisito parcial para a conclusão do curso de graduação em Ciência da Computação.

Goiânia, 11 de novembro de 2011.

Nota: ____________

_____________________________________________________________ Prof. Dr. Antônio Marcos Medeiros (Orientador)

_____________________________________________________________ Prof. Dr. José Wilson Lima Nerys (Examinador)

_____________________________________________________________ Profª. Ms.ª Luciana Valéria Braga dos Santos Carvalho (Examinador)

ao meu pai pelos aconselhamentos e ao meu irmão que sempre me ajudou quando precisei. Eu. Luciano.AGRADECIMENTOS Agradecemos ao professor Antônio Marcos. pela ajuda no decorrer do trabalho. da Engenharia Elétrica. pela paciência e incentivo. e Fabrício. à minha família pela tolerância. Eu. Agradeço também à minha mãe. Tânia. Bruno. . agradeço à minha mãe por contribuir para minha formação. da Engenharia Elétrica. ao amigo arquiteto Paulo Morgan pela ajuda na confecção da maquete e a minha amiga e companheira Lorena pela ajuda no desenvolvimento deste trabalho. agradeço a Deus pelo conhecimento adquirido para a realização deste trabalho. da Ciência da Computação. por se dispor a nos ajudar. Agradecemos também aos professores Weysller e Wedson. mesmo não sendo professor do nosso curso.

RESUMO A área de Automação Residencial vem se expandindo no Brasil. trazendo tendências que antes eram vistas apenas em países europeus e nos Estados Unidos. projeto open-source hardware que permite a construção ágil de circuitos. Este trabalho apresenta uma solução de controle residencial centralizado em um smartphone. Palavras-chave: Arduino – Android – Bluetooth – Automação Residencial . Para controlar o sistema remotamente foi desenvolvida uma aplicação em um smartphone com sistema operacional Android™ que se comunica via Bluetooth® com o sistema residencial. Uma dessas tendências é o controle unificado de sistemas residenciais. capaz de controlar o sistema de iluminação e o sistema de segurança em um único programa. que visa unir os controles de todos os sistemas dentro da residência em apenas um aparelho. Toda a estrutura física da solução é feita sobre a plataforma Arduino™.

All the physical structure of the solution is made on de Arduino™ platform. One of the trends is the unified control of home systems.ABSTRACT The Home Automation area is expanding in Brazil. which aims put together the controls of the all residence systems inside a device. capable of controlling the lighting system and security system in a singles program. For controlling the system remotely was developed an application on a smartphone with Android™ Operational System that communicates with residential system by Bluetooth®. bringing trends that had been seen only in European countries and the United States. Keywords: Arduino – Android – Bluetooth – Home Automation. This work presents a solution of residence control centralized on a smartphone. an open-source hardware project that allows the construction of quick circuits. .

Universal Serial Bus. Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory. Ventilating and Air Conditioning. Programmable Read-Only Memory. Random Access Memory. Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicas de Segurança. Pulse-Width Modulation. AURESIDE EPROM EEPROM E/S HVAC IDE IEEE LAN LED OSI PROM PWM RAM ROM SMS USB WLAN Associação Brasileira de Automação Residencial. Light Emitting Diode. Institute of Electrical and Electronics Engineers. Entrada e Saída. . Integrated Development Environment. Local Area Network.ABREVIATURAS E SIGLAS AR ABESE Automação Residencial. Read-Only Memory. Short Message Service. Heating. Wireless Local Area Network. Open System Interconnection. Erasable Programmable Read-Only Memory.

.................................................................................. 27 Figura 7: Topologias de Redes .. 28 Figura 8: Logotipo atual do Arduino............................. 34 Figura 10: Interface do IDE Arduino versão 00............................................................................ 22 Figura 4: Arquitetura Genérica de um Microcontrolador ..........22.............................................................. 36 Figura 11: Receptor e emissor de infravermelho . 32 Figura 9: Arduino BT ............................................... 42 ................... 26 Figura 6: Elementos de um sistema de comunicação .................. 40 Figura 12: Planta da casa apresentada na tela de interação com o usuário ....................................................................LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Interruptor compatível com x-10 ............................................. 24 Figura 5: Microcontrolador contém uma CPU como o microprocessador ........................ 21 Figura 3: Crescimento do faturamento do mercado de Sistemas de Segurança Eletrônica no Brasil ........................................................ 21 Figura 2: Lâmpada compatível com x-10 ................................................................................................................................................................................

.....................................................LISTA DE TABELAS Tabela 1: Comparativo de gasto com e sem automação ........ 29 Tabela 3: Potência e alcance das classes de Bluetooth ....................................... 19 Tabela 2: Tipos de rede ............................................................. 39 .............................................. 30 Tabela 4: Constantes utilizadas no sistema ....................................

....4.... 17 2.....3 Redes Sem Fio ..............1 Microcontroladores . 36 3.................2...... 29 3.......... 16 2.....................................................................................................1........................3 Plataforma Arduino .................................................. 14 2.........................................1 Aplicação para testes ....... 39 .................... 25 3...4.............. 27 3................................................................... 16 2.............................. 16 2........................................................................................................................ 39 3.............................2 Consumo de Energia ...... 19 2....................3.........................................5.......................................................................2 Redes Locais...................1 Definição .... 20 2....................... 37 3.......... 24 3............................................ 28 3......1 Visão Geral .................3....2 Lado Arduino .............. 14 2.......2 IDE Arduino ............................ 18 2................ 37 3......4........................4 Controle Residencial ................5......2..................................................................4.. 38 3................................................................................. 30 3............................................................1 Sistema de Iluminação ...................................................................3.................. 27 3....................................................................................1 Sistemas Microcontrolados ...............2........ 32 3..................................................................................... 12 2 AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL ...........................3 Computação Física ..........................................................4 Android ....................................................................................3 Eletrônica e Computação .......5..........................................................1................................................. 33 3.....................2 Domótica .............. 17 2.....................................2...................................... 24 3...........................................................................................3........................................................................4 Iluminação .........................................................................................................2 Sistemas de comunicação.............................................................4 Bluetooth .............................................................4................................................................................................2 Diferença entre Microcontrolador e Microprocessador ..3 Climatização .........................................................................................................1 A Placa Arduino ...... 21 3 SOLUÇÃO PROPOSTA....SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................................5 Detalhamento da Solução.5 Sistemas de Segurança .. 35 3................. 24 3.........................................................................................................1 Formas de Controle ..............................1 Conceito e História ......2...................................................

............................................................................................................... 48 APÊNDICE A – Esquemático do Arduino BT.........................2.....................................3 Lado Android .............. 41 3.......................................... 41 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS .........................................................................5..........................2........ 48 ....3.............. 40 3.............................................................................................3 Integração dos Sistemas ...............................................................................5....................................5.......... 45 6 REFERÊNCIAS ....................................2 Sistema de Segurança . 43 5 CONCLUSÃO ..................................................... 46 APÊNDICES ..........................................................

Hoje existem poucos profissionais que atuam nesse campo. podendo até substituir o computador em muitas atividades. entretenimento. realizar a integração e centralização dos sistemas residenciais. possibilitando o controle da iluminação residencial e o sistema de segurança. esta realidade esta mudando aos poucos. No Brasil já existem algumas empresas que oferecem cursos de formação para profissionais que desejam se engajar nesta área. Por exemplo: um sistema de controle de acessos pode ser integrado com o Home Theater. entre outros. já vêm equipados com alguns recursos de automação residencial como controle de segurança. iluminação. O sistema de segurança e o . Focado nesta necessidade. a automação residencial no Brasil ainda está atrasada se comparada a países como Estados Unidos e os europeus. que faz parte do sistema de entretenimento.12 1 INTRODUÇÃO A automação residencial sempre foi vista pela sociedade como algo futurista. expandir o controle dos sistemas residenciais para fora da residência e permitir o acesso do usuário de onde ele estiver. Os smartphones são capazes de realizar inúmeras tarefas. porém ainda existem serviços que continuam caros. hoje. Muitas casas e apartamentos. O resultado final deste trabalho é um protótipo de um sistema residencial controlado remotamente por um smartphone. o que os tornam hábeis a portar aplicativos mais robustos para controlar e/ou monitorar remotamente os sistemas internos da residência. disponível apenas para poucas pessoas que tinham condições financeiras melhores para cobrir os seus altos custos. este trabalho visa desenvolver uma solução em automação residencial que tenha uma interface de controle disponível em um smartphone. Ainda é um desafio. Os produtos estão com preços mais acessíveis. Também é possível encontrar alguns desses dispositivos disponíveis para compras por preços mais baixo do que eram praticados antigamente. Com o advento dos “celulares inteligentes” (smartphones) também surgiu outro desafio. O que muitas vezes custa muito é a integração entre os diferentes sistemas residenciais. Porém. no Brasil. Assim como em outras áreas da tecnologia. dependendo da pessoa que estiver acessando a sala de estar no momento é tocada uma música de acordo com o gosto que o ele definiu no sistema.

. Por fim vem o desenvolvimento da aplicação. O sistema é desenvolvido sobre a placa de circuito Arduino™. Para realizar esta conexão foi utilizada uma placa Arduino BT. fazendo uma abordagem superficial aos seus elementos básicos. Depois é feita uma visão geral sobre a plataforma Arduino™. Todos estes elementos são englobados na Ciência da Computação. indo além do desenvolvimento de software em alto nível. Este trabalho envolve diferentes elementos como Circuitos Integrados. Sistemas Embarcados. fazendo com que ela seja uma ciência completa. um projeto de open-source hardware que facilita o desenvolvimento de aplicações físicas oferecendo funções de leitura e manipulação de elementos físicos. detalhando a parte eletrônica e a parte computacional do projeto. desenvolvimento em baixo nível e comunicação de dispositivos por rede sem fio. sistema operacional para celulares desenvolvido pelo Google®. um modelo de Arduino™ que contém um modem Bluetooth® embutido. facilitando este tipo de comunicação.13 sistema de iluminação são integrados. A aplicação no smartphone para comunicar com a placa foi desenvolvida sobre a plataforma Android™. O smartphone comunica diretamente com a placa utilizando a tecnologia Bluetooth. sem a necessidade de um computador e/ou roteador como intermediador. suas características e fundamentos. e mostrando também as redes de comunicação possíveis e sistemas operacionais para dispositivos móveis. Os capítulos seguintes mostram um pouco do conceito e aplicação da automação residencial.

45). como controle do sistema de segurança da residência. e então definir qual ferramenta é mais apta para resolver o problema (BOLZANI. Historicamente a Automação Residencial não possui um marco de início. p. geralmente é um sistema complexo que se não for bem planejado pode sair acima do custo necessário. como um porteiro eletrônico. desde tarefas simples. O X-10 foi pioneiro na domótica1. Porém a implementação de sistemas mais sofisticados de automação residencial fica limitada pelo fator econômico. Ao integrar os dispositivos a interface de controle deve ser o mais simples possível e também apresentar todas as funcionalidades disponíveis ao usuário.1 Conceito e História A automação residencial (AR) visa diminuir o esforço humano dentro da residência com mecanismos que trabalham para executar tarefas em casa. o que muitas vezes sai caro. Para evitar esse desperdício. é necessário fazer um projeto de todo o sistema. ou uma parte deles. Um fator que deve um pouco de preocupação é a forma que o sistema deverá interagir com o usuário. Um sistema que seja capaz de integrar todos os mecanismos dentro da residência. 2004a. Qualquer mecanismo que trabalhe para realizar alguma tarefa dentro de uma casa pode ser classificado como automação residencial. gerando desperdício de recursos. é a integração desses mecanismos. desenvolvido pelo Pico Electronics de Glenrothes na 1 Domótica é explicado no item 2. Quando existe apenas um dispositivo o seu manuseio é mais simples. 2004a). e que é classificado como um sistema sofisticado.2 . até tarefas mais complexas. porém adota-se que em meados de 1970 começaram os primeiros esforços na confecção de produtos para controle de eletrodomésticos (BOLZANI. detalhando as suas funcionalidades e os seus objetivos. Quando existem vários dispositivos separados o manuseio torna-se um incômodo para o usuário com tantos controles. Apesar de existir mecanismos de automação residencial acessíveis e com baixos custos.14 2 AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL 2. o sistema pode sair mais caro do que o normal. Quando não há uma adequação da tecnologia utilizada e do problema a ser resolvido.

Echelon Corporation. seu objetivo era desenvolver um protocolo universal de baixo custo. No Brasil a história é ainda mais recente. Logo após estas padronizações várias empresas interessadas em desenvolver novos produtos para automação residencial surgiram no mercado. um protocolo de controle residencial e predial. que tem como missão divulgar conceitos a todos os envolvidos. foi o primeiro protocolo de comunicação capaz de transmitir dados entre produtos compatíveis com tal tecnologia através da linha elétrica. treinar e formar profissionais. homologar produtos e serviços. Depois de longos anos. Isso se torna um problema tanto para o desenvolvimento quanto para a manutenção dos equipamentos dificultando. que hoje é o campeão de venda e atualmente recebeu uma concessão para instalar leitores de energia inteligentes em toda Suécia e Holanda. . como a AURESIDE. onde o usuário controla à distância as funções limitadas de liga/desliga. Hoje há menos de 100 empresas associadas. a integração de sistemas prontos. em 1990 termina a patente da Pico Eletronics e em seguida a Electronic Industries Association descreve um conjunto de normas para fixar uma rede de desenvolvimento de comunicação de produtos domésticos. somente em fevereiro de 2000 foi registrada a AURESIDE (Associação Brasileira de Automação Residencial). Por se tratar de um conceito recente. Em pouco tempo tornou-se muito vendido nos Estados Unidos para aplicações não integradas. as quais a maioria está instalada nas capitais do Sudeste e Sul. difundir tecnologias. tentam elaborar um padrão para fomentar a tecnologia de Automação Residencial. ainda não foi criado um padrão de desenvolvimento ou um conjunto de protocolos para reger a implantação de AR. Enquanto esses padrões não existem. cabe ao profissional utilizar equipamentos e programação flexíveis para facilitar a manutenção e integração.15 Escócia em 1975. demonstrando que o mercado ainda é restrito e carente de investimento. principalmente. Entidades internacionais e até nacionais. criou o LonWorks. empresa norte-americana.

2 Domótica A palavra “Domótica” é uma junção da palavra em latim “Domus” (que significa “casa”) com palavra robótica. Hoje os fabricantes dividem sistemas em centralizados e descentralizados. 2. que incorporou todos os conceitos de Automação Residencial e se tornou uma ciência multidisciplinar. agregando conceitos de outras ciências. Esta forma de separação vem para contribuir na elucidação. outros já as tratam como ciências diferentes. Psicologia. Alguns autores tratam a domótica e a AR como a mesma coisa. como Arquitetura. pois soluções distribuídas com processamento descentralizado poderiam ter um controle centralizado em uma central de automação. 2007). fez-se necessário diferenciar as formas de controle. a fim de estudar e compreender as necessidades dos usuários dentro uma casa (BOLZANI. visto que os dois possuem os mesmos preceitos. a AR tinha uma dificuldade para se adaptar ao usuário. Diferente dos outros tipos de automação. entre outras. Ciência da Computação.1 Formas de Controle Devido ao crescimento de soluções para automação residencial. pois ele estava sempre interagindo com o sistema de diferentes formas. reduzindo ao máximo o contato.16 2.3 Eletrônica e Computação 2. Para suprir essa necessidade foi criada a domótica. Grosso modo. . Sociologia. a domótica é a implantação de elementos da robótica dentro da residência a fim de realizar tarefas como controle de dispositivos ou consumo. O fato é que tanto AR quanto domótica existem com finalidade: facilitar a interação do residente com os equipamentos dispostos dentro da sua residência. É comum as pessoas confundirem Automação Residencial com domótica.3. o que não permitia um padrão lógico no funcionamento dos equipamentos.

indicando se estão acesas ou apagadas. mantendo-o informado sobre tudo o que está acontecendo sem que ele esteja presente de frente ao equipamento. 2008. .17 Normalmente sistemas complexos compõe-se por um conjunto de soluções descentralizadas.4.4 Controle Residencial 2.1 Visão Geral Em uma residência automatizada é importante que exista um sistema de controle sobre os equipamentos. Sistema de fluídos e detritos. 2. são amplamente utilizados no continente europeu. 29). Esse sistema de controle permite monitorar os dispositivos conectados ajudando a reduzir os gastos e aumentando o conforto do morador. Por outro lado. isto porque as várias ações que o sistema terá que gerenciar tornará o projeto complicado em sua execução e programação. p. também deve ser feito um monitoramento dos subsistemas que compõem esse sistema. apenas alguns módulos separados. porém no Brasil ainda não são utilizados em conjuntos. destinando a cada uma estação de controle. além do monitoramento de todo o sistema. Podemos ter como um exemplo prático deste controle um software que mostra todas as lâmpadas de uma casa. América do Norte e no Japão. Sistema de energia elétrica. 2. automação residencial centralizada é um conjunto de soluções conectadas a uma central. Isso facilita a detecção e resolução de problemas. Esses sistemas domóticos são: 1. permitindo ao morador acender ou apagar qualquer lâmpada sem ir até ela. como um condomínio inteligente. “Na automação residencial as soluções mais complexas terão maior desempenho sendo controladas em programadas de forma descentralizada e parece ser uma tendência” (TERUEL. Esses 13 sistemas. Bolzani (2004a) afirma que em sistemas maiores. Bolzani (2004a) também cita 13 subsistemas (denominados também de sistemas domóticos) que constituem as principais abordagens da automação residencial e juntos fornecem um controle total da residência.

então é interessante possuir um nobreak2 para casos em que o 2 Nobreak é um dispositivo que oferece uma proteção extra ao seu equipamento. as residências consumiram 5. Sistema de monitoramento e visualização. 12. Sistema de detecção e controle mecânico. 13. Entretanto. em decorrência do aumento da renda e crédito facilitado a pessoas físicas. Segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). motivado pela à expansão e ao maior uso de eletrodomésticos nos domicílios.2 Consumo de Energia Atualmente a energia elétrica é um recurso essencial para famílias. Sistemas de segurança precisam operar sem parar. 11. Sistema de redes de computadores. No caso da falta de energia elétrica. Sistema de controle e automação de acessos. o consumidor deve ficar atento na hora de comprar um aparelho eletrônico. 4. Entretanto a falta de uma regulamentação de projetos e implantação de circuitos eletrônicos residências permite a montagem de toda estrutura por pessoas que não possuem conhecimento técnico suficiente. Sistema de segurança patrimonial. pesquisando se o produto tem baixo consumo e integração de sistemas de automação ou internet. Sistema de controle de iluminação. Sistema de áudio e vídeo.4. aquecimento e ar-condicionado. Sistema de detecção e combate de incêndios. 2.3% mais energia em relação aos três primeiros meses de 2010. 7. 9. Sistema de telefonia. . 6. assim evitando-se danos aos equipamentos de controle. 5. o que na maioria dos casos resulta em transtornos e gasto. Sistema de auditoria e otimização de processos. o nobreak continua alimentando os equipamentos ligados a ele. 10. Sistema de ventilação. 8. É importante em uma casa ou edifício que mantêm alguma automatização possuir meios para a proteção de descargas elétricas e de reserva de energia.18 3. comerciantes e indústrias.

etc. condições ambientais de temperatura.7 7.554 $ 69. Neste contexto a climatização é tida como um recurso de automação residencial.510 $ 48. climatização é o “Conjunto de processos empregados para se obterem. em recinto fechado.911 $ Valor gasto sem Automação 0. Um dos problemas de uma casa é o custo da energia elétrica. Com ajuda de hardwares e softwares para a automatização conseguimos saber exatamente quanto já foi consumido.970 $ 7. Porém. umidade. trazendo economia na conta de energia.657 7800 0. que na maioria das vezes são muito sensíveis a variações de tensão e a presença de ruídos na linha pode comprometer a transmissão de dados. pois utiliza de aparelhos para simular uma condição de ambiente.]”.3 Climatização Segundo o dicionário Aurélio (1999). o usuário normalmente não tem um controle eficaz de quanto gastou durante um determinado período. efetuada pelo gestor residencial..29353 0.44 $ 10.29353 37.. Consumo Aparelho Eletronico/ Elétrico Lâmpada FLC 220V Ar condicionado Slipt 9. pois para automatizar uma residência é necessário uso de circuitos integrados. Para quem possui vários aparelhos eletrônicos é fundamental preocuparse com as instalações elétricas. porém se a duração for longa é recomendável o uso de um gerador à gasolina ou diesel. pressão.679 Tabela 1: Comparativo de gasto com e sem automação 2.792 $ Valor aplicando automação 0. na tabela a seguir é demonstrado quanto o consumidor economizaria em reais.29353 Potência (watts) Uso/Diário (horas) Uso/Mensal (Dias) Tarifa (Celg-D) Médio Mensal (Kwh) 2. climatização .17h (10min) 30 0.19 fornecimento seja interrompido por um curto espaço de tempo.000 BTU/H DUCHA FLORENZA 15 2637 6h 3h 30 30 0. Fazendo um trabalho complementar o gestor consegue trabalhar para otimizar ao máximo o uso da luz solar sem comprometer o ar-condicionamento e o conforto.4. Segundo o artigo da revista IP é possível economizar até 30% o consumo total de energia. [. por meio de aparelhos.

via SMS de celulares entre outros modos. Hoje encontramos estes produtos sendo vendidos embutidos em sistemas mais complexos de gestão residencial. . Nas figuras 1 e 2 podemos observar que os produtos portadores da tecnologia x-10. ou Aquecimento. a qualidade do ar. Os Sistemas HVAC são muito utilizados em automação predial. partindo de sistemas simples. Ventilating and Air Conditioning.20 está mais voltada para o contexto de domótica que para AR. durante vinte e cinco anos. entre outras funções. mas já são encontrados adaptados para funcionar em residências. que aplicam apenas alguns princípios de HVAC. Os produtos fabricados com a tecnologia x-10 foram os precursores e também os mais vendidos. O controle da iluminação foi um dos primeiros itens de automatização de uma casa. até sistemas mais sofisticados. Recentemente a Google® anunciou a “android@home” que consiste em uma casa inteligente controlada pelo sistema operacional Android™. para isto é necessário entender a necessidade e preferência do usuário e o clima ao seu redor. que aplicam todos os recursos. Confortavelmente mudamos a intensidade das lâmpadas obtendo um ambiente adequado para assistir a um filme ou ler um livro. Ventilação e Ar Condicionado) que permitem controlar e monitorar o clima do ambiente. tudo isso apenas com um toque no smartphone ou tablet.4 Iluminação Com a automação residencial podemos controlar toda a iluminação da residência. 2. através de controles remoto. a troca de temperaturas. possuem uma interface amigável e de fácil instalação. Hoje existem os Sistemas HVAC (Heating. Um sistema sofisticado de climatização visa oferecer um ambiente agradável ao gosto do usuário.4. Os recursos dos Sistemas HVAC variam de acordo com o modelo e o fabricante.

através de uma programação pré-configurada.4. fechando o ano com um faturamento de US$1. A figura 3 apresenta um gráfico baseado nos dados retirados da ABESE (2011) que esboça o faturamento anual com sistemas de segurança eletrônica no intervalo de 2006 a 2010. segundo as pesquisas da ABESE. . Nos últimos dez anos o mercado cresceu em média 13% ao ano. 2.680 bilhão.21 Figura 1: Interruptor compatível com x-10 Figura 2: Lâmpada compatível com x-10 A economia de energia é obtida através de vários sensores que verificarão o estado do ambiente e aplica a regulagem da iluminação necessária. conseguindo uma redução de consumo de 30% a 50%. para um consumo mais inteligente.5 Sistemas de Segurança Em um levantamento feito pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicas de Segurança (ABESE) foi revelado que o mercado de dispositivos de segurança teve um crescimento de 12% em 2010 em relação a 2009. contribuindo assim.

.22 Porém.1 1 1. os sistemas de segurança patrimonial são os mais procurados pelos usuários. b) Detecção e alarmes: o sistema deve comunicar com todos os sensores para identificar uma possível invasão e acionar os alertas.7 1. aproximadamente 88% dos produtos levantados pela ABESE são consumidos por clientes comerciais.3 1.4 1.2 1.68 Figura 3: Crescimento do faturamento do mercado de Sistemas de Segurança Eletrônica no Brasil Os sistemas de segurança patrimonial utilizados na automação residencial vão além dos sistemas utilizados por clientes comerciais. Bolzani (2004a e 2004b) diz que um sistema de segurança patrimonial possui alguns pontos básicos que devem ser cumpridos.5 1.4 1. Faturamento Anual com Sistemas de Segurança Eletrônica 1. d) Retardo: o sistema analisa as condições de todos os sensores e câmeras antes de tomar uma decisão ou aguarda uma ordem do usuário para evitar falsos alarmes. Esses pontos são: a) Prevenção ou dissuasão: o sistema deve inibir e promover a desistência do invasor.5 Faturamento Anual (em bilhões de dólares) 1.8 1. c) Reconhecimento ou identificação: o sistema deve ser capaz de identificar se a pessoa é o usuário ou não e tomar as devidas decisões. Bolzani (2004a) afirma que dentre todos os sistemas domóticos.6 1.026 2006 2007 2008 2009 2010 1. Ainda assim o setor de segurança é o que mais cresce dentro de automação residencial.2 1.

enviando as gravações para um servidor3 que armazena as imagens. 3 Computador com grande capacidade de processamento destinado a tarefas dedicadas. a fim de cancelá-la. b) Sensoriamento interno: consiste em sensores que supervisionam o interior da residência. O sistema deve ser capaz de evitar que o invasor chegue até o usuário. sistemas biométricos ou outros meios de identificação. d) Controle de Acessos: também associado ao Sistema de Sensoriamento Interno.23 e) Reação: o sistema deve disparar os alertas programados assim que houver uma invasão. e) Controle de Rondas: consiste em controlar a movimentação do pessoal responsável pela segurança para evitar brechas para uma invasão. Caso o usuário não esteja presente. o sistema tem que ser capaz de enviar alertas remotamente informando da possível invasão da residência ou solicitando algum comando. Estes sistemas são: a) Detecção perimetral: se baseia em sensores e barreiras que monitoram o perímetro da residência detectando possíveis invasões. mantendo-o sempre em segurança dentro da residência. . Bolzani (2004a e 2004b) considera o sistema de Segurança Patrimonial como um sistema maior que se divide em cinco subsistemas. este se aplica em casos onde existe segurança feita por pessoas. Bolzani (2004a) também diz que o sistema deve conter um software específico que é responsável pelo tratamento dos sinais emitidos pelos sensores. Este software deve possuir duas abordagens. controla o acesso das pessoas a determinados pontos da residência através de crachás. caso haja dúvidas sobre a autenticidade da invasão. CFTV consiste em câmeras colocadas em locais críticos da residência (como a entrada ou áreas de acesso restrito) adaptadas para cada tipo de local. c) Circuito Fechado de Televisão (CFTV): associado ao Sistema de Sensoriamento Interno. cartões. um para o caso de o usuário não estar presente na residência e outra para o caso de ele estar presente.

. como representado na figura 4. os microcontroladores podem realizar tarefas semelhantes.1 Sistemas Microcontrolados 3. integrados em um único componente. p.1 Microcontroladores Os microcontroladores são componentes que possuem os três principais elementos da arquitetura de Von Neumann4 (CPU. Por possuírem a mesma arquitetura que os computadores comuns. 2007. Tanenbaum se refere aos microcontroladores como “computadores embutidos” e diz que são “computadores que são embutidos em dispositivos que não são vendidos como computadores” (TANENBAUM. 18). o armazenamento e a saída dos dados. Figura 4: Arquitetura Genérica de um Microcontrolador 4 Arquitetura proposta pelo matemático John Von Neumann onde o computador deve conter componentes para realizar a entrada. porém com capacidade processual muito reduzida.24 3 SOLUÇÃO PROPOSTA 3. o processamento. memória e E/S).1.

os microprocessadores modernos possuem a memória cache acoplada. Esses módulos são responsáveis pelas funções principais da arquitetura VonNeumann (memórias e E/S). que é responsável pelo processamento. os microcontroladores podem obter melhor desempenho em tarefas que não demandam muito processamento. um circuito responsável por monitorar a temperatura de um ambiente. formando módulos auxiliares. Os demais dispositivos necessários devem ser implantados externamente ao microprocessador. Os microprocessadores são mais voltados para o alto processamento.2 Diferença entre Microcontrolador e Microprocessador Em geral. Por essa variedade de aparelhos os microcontroladores possuem um mercado mais amplo que os microprocessadores. contendo um conjunto de instruções específico para alguma atividade (multimídia.1. A estrutura simplificada de um microcontrolador também permite que seu custo financeiro seja reduzido. que precisa obter dados reais em tempo real porém não demanda grande capacidade computacional para isto. e outros. utilizando . por exemplo. e microcontroladores de propósito específico. Para isso. Por possuírem uma arquitetura completa e uma estrutura simplificada. Segundo Tanenbaum (2007). os microcontroladores podem ser classificados em dois tipos: microcontroladores de propósito geral. podendo ser comprado por um preço bem mais baixo que um microprocessador. cálculos fracionários. No caso de memória. que consistem apenas em pequenos computadores com atividades comuns.). sendo hábil para executar mais tarefas que um microprocessador. 3. mas que trabalham continuamente. os microprocessadores possuem apenas a CPU (Central Process Unit). brinquedos eletrônicos. caso seja necessário. conseguindo trabalhar com grandes quantidades de dados em grande velocidade. etc. que possuem uma vertente definida.25 Os microcontroladores são encontrados em tipos variados de dispositivos no mercado como eletrodomésticos. periféricos de computadores e até armamentos militares. um microcontrolador possui mais dispositivos que um microprocessador.

1998. porém ainda existem diferenças em relação aos microcontroladores (FERREIRA. Nicolosi (2007) afirma que a CPU do . 2007) No interior do microcontrolador também existe uma CPU. Esta CPU não é tão desenvolvida como a de um microprocessador. Figura 5: Microcontrolador contém uma CPU como o microprocessador (NICOLOSI.26 para armazenar as informações a serem executadas. 1998). NICOLOSI. o que permite que o microcontrolador seja autônomo. um desenvolvedor de sistemas não precisa se preocupar com a entrada e saída de dados ou a forma de armazenamento pois o microcontrolador mantém todos esses componentes encapsulados em um único chip. Nos microcontroladores todos estes módulos estão inseridos em um único componente (FERREIRA. 2007). ou seja. sendo suficiente apenas para trabalhar com poucos dados a uma baixa frequência. Comparando microprocessador com microcontrolador.

Exemplo deste tipo é a transmissão de rádio e televisão. onde os computadores são conectados por cabos e tanto enviam quanto recebem dados. assim como demonstrado na Figura 6.1 Definição Entende-se por sistemas de comunicação. Comunicação ponto a ponto: é feita entre um transmissor e um único receptor. o receptor e o transmissor trocam dados entre si. onde uma antena distribui o sinal em uma área com várias antenas receptoras. 2004) Em seu livro.2 Sistemas de comunicação 3. Radiodifusão (broadcasting): é aquele que utiliza apenas um transmissor robusto para vários receptores. HAYKIN (2004) afirma que existem dois tipos básicos de transmissão: 1. através de um canal direto. 3.2. Exemplo são as redes de computadores. Figura 6: Elementos de um sistema de comunicação (HAYHN. 2. A potência . Neste tipo de transmissão os sinais que possuem informação correm somente para uma direção. aquele que. Nesse caso normalmente a comunicação é feita de forma bidirecional. Esta afirmação foi representada na figura 5. ou seja.27 microcontrolador corresponde ao microprocessador em um computador. consegue transmitir uma mensagem ao seu destino. Em um sistema de comunicação pode se destacar outros dois recursos importantes: a potência transmitida e a largura de banda do canal.

2. Normalmente é utilizada para conectar computadores pessoais e estações de trabalho nas empresas e em instalações industriais. scanner ou multifuncionais) ou envio/recebimento de informações. que abrangem um único edifício ou campus universitário. para o compartilhamento de recursos (impressoras. A largura de banda do canal é o espaço alocado para a transmissão do sinal (HAYKIN.28 transmitida é a intensidade do sinal enviado pelo meio. 2008) . 3. Topologia. existem três características que distingue a rede LAN da demais:    Tamanho. Figura 7: Topologias de Redes (ROSS. 2004). Tecnologia de transmissão. Segundo Tanenbaum (2003). conhecidas também como LAN’s (Local Area Networks). são redes reservadas.2 Redes Locais As redes locais.

Diante deste requisito. FDMA Baixo WLAN Médio-baixo 1-54 Mbps 8 Kbps2Mbps 2 Kbps19. GPRS. b. 802. Passamos de computadores que ocupavam galpões para máquinas que cabem dentro do bolso. Podemos lembrar também de quando se iniciou o compartilhamento de recursos. g. 3. Tipo de Rede WPAN Cobertura Espaço operacional pessoal. 2008) 5 Equipamentos responsáveis por replicar o sinal para evitar atenuação antes de chegar ao destino . WCDMA TDMA. porém já existem muitas redes feitas com comunicação sem fio (wireless).11a.29 As redes locais possuem tamanho limitado. como impressoras e scanners.3 Redes Sem Fio Avançamos por um caminho de grandes inovações tecnológicas. redes pessoais Extensão ou alternativa para redes cabeadas Extensão de rede local Extensão de rede local Custo Largura de Banda 0. CDMA. neste caso levam a nomenclatura de WLAN (Wireless Local Area Network). HIPERLAN/2 GSM.15 802. Uma rede local geralmente utiliza-se o cabo como meio de transmissão.565 (sem a necessidade de repetidores de sinal5). os engenheiros começaram a desenvolver algumas tecnologias de rede sem fio. TDMA.2 Kbps WWAN Redes de Satélite Médio-alto Alto Tabela 2: Tipos de rede (ROSS. Bluetooth. Hoje passamos do mundo estático para o móvel e com ele surgiu à necessidade de uma rede permitisse essa mobilidade. normalmente 10 metros Prédios ou campus.1-4 Mbps Padrões IrDA.2. não podendo ultrapassar a distância de 100 metros conforme a NBR 14. normalmente 100 metros Nacional através de vários fornecedores Global Função Tecnologia de substituição de cabeamento. Topologia é um termo que caracteriza como os objetos estão dispostos em uma área. As redes sem fio vieram para contemplar essa nova exigência. EDGE. podemos visualizar na figura 7 alguns tipos de topologia. Esses padrões podem ser vistos na tabela 2. CDMA. O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) já possui padrões para normalizar as redes sem fio que existem hoje no mercado.

de saída 100 mW (20 dBm) 2. recebeu o prêmio “Best of Show Technology Award” no COMDEX6 (Computer Dealers’ Exhibition). Em 1999 foi lançada a versão release 1. composto inicialmente por Nokia. O objetivo inicial desta tecnologia era padronizar a comunicação entre celulares e periféricos sem a utilização de cabos. O transceptor Bluetooth é classificado quanto a sua potência de transmissão. Motorola.450GHz. 2011) 6 COMDEX (Computer Dealers' Exhibition) uma feira de exposição que acontecia em novembro.2. Ao final do mesmo ano. Scientific and Medical band7) em uma largura de 2. Classe 1 2 3 Potência máx. 7 Industrial. 500 tipos de aparelhos já utilizavam a tecnologia para troca de dados entre dispositivos. .4 Bluetooth O Bluetooth é um padrão de comunicação entre dispositivos lançando em 1998 por um consórcio de empresas denominado Special Interest Group (SIG). ciência e medicina. Dois anos depois. entre outros dispositivos. de saída 1 mW(0 dBm) 0. iniciando em 1979 e tendo sua ultima edição em 2003. Os dispositivos que portam a tecnologia Bluetooth operam na banda ISM (Industrial. Scientific and Medical (ISM) é uma banda de radio reservada internacionalmente para o uso de radio frequência nos campos da industria. expondo periféricos e softwares. impressoras. Intel. Como se trata de uma frequência de rádio aberta utiliza-se de um transceiver (um dispositivo transmissor/receptor aplicado na comunicação de dispositivos) para diminuir a atenuação e interferência no sinal.500GHz. entretanto o mercado incorporou a tecnologia também em notebooks.0. PDAs. e ainda utiliza a técnica de espalhamento de espectro por saltos em frequência.5 mW (4 dBm) 1 mW(0 dBm) Potência min. IBM. No final do mesmo ano já existiam quatrocentas empresas associadas ao SIG.400GHz a 2. Essa classificação é detalhada na tabela 3. mouses e fones de ouvido. teclados.30 3. podendo variar em alguns países entre 2. Toshiba e Ericsson.25mW(-6 dBm) N/A Alcance ≈ 100 m ≈ 10 m ≈ 10 cm Tabela 3: Potência e alcance das classes de Bluetooth (Bluetooth Radio.

tem a função de multiplexação e demultiplexação. Logo acima a camada Baseband (ou banda base) descreve a especificação do Controlador de Enlace (LC). 135. 9 PSK (Phase Shift Keying) é uma forma de modulação em que a informação do sinal digital é embutida nos parâmetros de fase da portadora. Outro fator decisório para a escolha do Bluetooth é o fato de. sendo o bit 1 representado por uma variação positiva da frequência. Os códigos de acesso e cabeçalho do pacote são transmitidos com modulação GFSK 8. que obedece à camada física do modelo OSI10. 10 Arquitetura para redes de computadores que visa a padronização das diferentes redes 11 QoS do inglês ( Quality of Services) é um conjunto de técnicas para transmissão de dados. 8 GFSK (Gaussian Frequency Shift Keying) é um tipo de modulação no qual consiste em codificar os dados de uma portadora. A tecnologia Bluetooth possui um modo chamado de Enhanced Data Rate (Taxa de Dados Aprimorada) que é o esquema de modulação alterando o pacote. O Bluetooth foi adotado como meio de comunicação nesta solução por permitir a conexão direta entre os dispositivos.31 Podemos entender por modulação como a transformação de um sinal que possui uma informação em seu formato original em um sinal “transformado” adequadamente ao meio de transmissão o qual será submetido. dispensando o uso de roteadores ou outros dispositivos para redirecionar o sinal do celular para a placa. este protocolo é responsável pelo controle do enlace de baixo nível. 225 e 315 em intervalos uniformes. basicamente. O Logical Link Control and Adaptation Protocol. cuja frequência é maior que a frequência contida no sinal original. todos os celulares e (principalmente) smartphones possuírem um modulador Bluetooth integrado nativamente. Os pulsos passam por um filtro gaussiano diminuindo assim sua largura espectral. que garante a integridade dos dados. A tecnologia Bluetooth possui uma arquitetura baseada na camada de rádio. Neste sistema de modulação. e o bit 0 por uma variação negativa. O LMP (Link Manager Protocol) ou Protocolo de Gerenciamento de Enlace é responsável pela configuração e gerenciamento do enlace. Este processo ocorre por meio de um sinal senoidal chamado de portadora. O HCI é a Interface de Controle do Host (Host Controller Interface). . a onda portadora é deslocada em graus de 45. lida com a qualidade do serviço QoS11 e segmenta a montagem dos pacotes. fornece às camadas superiores uma interface default de acesso ao LMP. lidando com a transmissão de dados via RF (Rádio Frequência) com as respectivas modulações. entretanto a sincronização de carga é feita usando o esquema PSK9.

2008). Figura 8: Logotipo atual do Arduino™ O Arduino™ surgiu na Itália no ano de 2005. A equipe responsável pela criação e manutenção do projeto (intitulada Arduino Team) é composta por Massimo Banzi. Isso permite a criação de outros modelos mais focados em uma situação (como uma conexão sem-fio. que é o software utilizado no computador para desenvolver os programas que serão executados na placa Arduino™ (BANZI. que está mais presente no nosso dia-a-dia. os códigos fonte do Arduino ou os esquemáticos ficam disponíveis para que qualquer pessoa possa modificá-lo de acordo com sua problemática. e o IDE Arduino™. Tom Igoe. que é o componente físico (hardware). David Cuartielles. O Arduino™ foi escolhido para esta solução pela facilidade e agilidade que a plataforma oferece para o desenvolvimento das aplicações. ajudando iniciantes em eletrônica no aprendizado.32 3. o Arduino™ faz a computação física ficar mais semelhante ao desenvolvimento de softwares aplicativos. ou seja. por exemplo). Por possibilitar a programação de circuitos em um nível mais alto. Ambas essas partes serão mais detalhadas nos próximos capítulos. Gianluca Martino e David Mellis. A ideia por trás do projeto é ter um sistema que permita o desenvolvimento ágil de circuitos. sem nenhuma cobrança de direitos autorais.3 Plataforma Arduino Arduino™ é uma plataforma open source hardware composta em duas partes: a placa Arduino™. . Por ser open source hardware o Arduino oferece um hardware e software bem flexíveis.

O microcontrolador do Arduino™ contém um bootloader12 gravado que é responsável por executar os programas que serão inseridos pelo programador. duas são dedicadas à comunicação serial.  As portas digitais podem ser utilizadas como entrada ou saída de dados. Dentre as portas digitais.  As portas de entrada analógica são responsáveis por leitura de dados analógicos (como a tensão de um sensor). megaAVR. ligadas paralelamente às portas Rx e Tx14 do microcontrolador. 2008). Para fazer a captura de informações. Servem para a leitura de dados simples. O microcontrolador lê o valor destas portas e converte em um valor entre 0 e 1023 (BANZI.” (MELLIS. 12 Um programa gravado diretamente no chip que é responsável por inicializar os outros programas quando o circuito é ligado 13 O microcontrolador ATmel® AVR é dividido em quatro famílias: tinyAVR. respectivamente . cristal de frequência. Em uma entrevista. Baseia-se em uma placa de circuito contendo um microcontrolador e outros componentes complementares (chip de conversão serial. Como dia. etc. As placas Arduino™ oficiais (e também a maioria das placas não oficiais) utilizam os microcontroladores Atmel® AVR. 2011). o que possibilita a troca de sinais com outro microcontrolador ou um computador. 2009).1 A Placa Arduino A placa Arduino™ é a parte física da Plataforma Arduino™. conforme o que o programador definir no código do programa.33 3. que enviam apenas um pulso de energia como um botão e para a escrita de dados. [. a “comunidade” é livre para utilizar os esquemáticos como quiser.3. família megaAVR13 (serie ATmega) (Arduino.] Muitas pessoas têm desenhado novas placas com base nos projetos anteriores.). XMEGA e At94k 14 Pinos Rx (receptor) e Tx (transmissor) responsáveis por receber e enviar sinais. David Mellis diz que “uma vantagem é a possibilidade de adaptar o modelo de negócios e o fornecimento a diferentes situações.. o Arduino™ dispõe de portas (ou pinos) digitais e analógicas.. Porém existem placas não oficiais montadas sobre outros microcontroladores. por ser um projeto com licença livre.

Além de receber os programas essas portas seriais podem receber dados (vindos de um computador ou um celular. o Arduino™ possui uma porta serial que é ligada às portas Rx e Tx do microcontrolador. Já o Arduino Uno utiliza um microcontrolador ATmega328 e disponibiliza apenas 14 portas digitais e 6 portas analógicas. Esta placa possui um modulador Bluetooth integrado que faz a comunicação serial com os outros dispositivos. mas é fácil encontrar placas com modems Bluetooth ou conectores ethernet16. O mais comum é uma porta USB. Essas portas possuem PWM15. Na solução deste trabalho foi utilizada uma placa Arduino BT. e 6 portas analógicas. Figura 9: Arduino BT 15 Pulse-Width Modulation (ou MLP .Modulação por Largura do Pulso) permite o controle da carga elétrica emitida 16 Tecnologia para conexão de redes locais . Além das portas digitais e analógicas. A quantidade de portas de uma placa Arduino™ varia de acordo com a quantidade de pinos disponíveis no microcontrolador. O dispositivo serial conectado à placa pode variar com os diferentes modelos de placa. por exemplo). A placa utilizada é baseada no microcontrolador ATmega328. com um clock de 16MHz.34  As portas de saída analógica são algumas das portas digitais que podem ser programadas para enviarem sinais analógicos. O Arduino BT possui 14 portas digitais. 4 delas contendo PWM. por exemplo. utiliza um microcontrolador ATmega1280 e disponibiliza 54 portal digitais e 16 portas analógicas. O Arduino Mega. o que permite que se controle a intensidade do sinal enviado.

Esses arquivos de códigos fonte gerados pelo Arduino™ são chamados sketchs. porém pode-se perceber uma mudança no front-end19. Desenvolvida pela mesma equipe que mantém o hardware.0 beta18. Durante o upload o compilador converte os sketchs em arquivos assembly e transfere para a placa via porta serial. todo o código fonte (desenvolvido em linguagem Java) está disponível para download no site oficial.2 IDE Arduino O IDE (Integrated Development Environment) Arduino™ é o software que permite o desenvolvimento dos programas que serão executados na placa Arduino™.35 3. disponível para os três principais sistemas operacionais.3. o IDE segue o mesmo princípio open-source. até a data de encerramento deste trabalho não foram divulgadas as mudanças em relação à versão anterior. 17 18 Versão em construção. Na metade deste ano foi lançada a versão 1. mas apenas os envolvidos no projeto tem acesso ao software Versão incompleta do software liberada publicamente para realizar testes com os usuários 19 “Camada” responsável por interagir com o usuário e coletar os dados para processamento . Dentro do IDE Arduino™ existe um compilador que realiza as análises (léxica. Apesar de estar na versão alpha. sintática e semântica) no código digitado e sinaliza os possíveis erros. A última versão disponibilizada até o desenvolvimento deste trabalho é a versão 00.22 alpha17. De dentro do próprio IDE o desenvolvedor faz o upload dos sketchs para a placa Arduino™. o software Arduino™ está disponível no site oficial para qualquer pessoa fazer o download.

. capturando informações do meio em que está inserido e interagindo com essas informações.. e respondem à.3. não apenas áreas e computação ou elétrica. [. atuadores) conectados a um microcontrolador com um software.] computação fisica {sic} engloba todas as disciplinas que permitem construir equipamentos digitais de computação que interagem com. como afirma Banzi (2008. O software no microcontrolador é responsável por processar as informações recebidas dos dispositivos conectados e executar a sua ação..3 Computação Física A Computação Física é a técnica que busca criar sistemas que possam interagir com o mundo real. O campo de computação física é bastante explorar por designers e artistas plásticos em suas obras.36 Figura 10: Interface do IDE Arduino™ versão 00. p. realidade fisica {sic} analógica que os rodeia. usando software e hardware para este fim. Funda-se em dispositivos eletrônicos (sensores. Fonseca (2009) diz que esta técnica pode ser utilizada por várias áreas.22 3. 3).

Na maquete foram utilizados LEDs para representar . utilizada para várias arquiteturas de computadores).37 (FONSECA.4 Android Android™ é o nome dado a um conjunto de tecnologias. os componentes são instalados independentemente. com quatro cômodos sendo um o banheiro. a segurança. tornando-o um software livre não havendo a necessidade da compra de uma licença para uso ou desenvolvimento. O Android™ foi construído baseado no sistema operacional Linux. as quais podem citar sistema operacional. destinado principalmente para os dispositivos móveis. empresa responsável pelo projeto Android™. middleware e interface gráfica. Esta tecnologia tem o propósito de auxiliar o desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis e fazer com que todos os recursos sejam utilizados. O Google®. Ambas as partes serão detalhadas nos capítulos seguintes. e glibc (biblioteca C. porém não dá suporte a alguns itens cruciais em algumas distribuições como windowing system. e a móvel (mobile). O grande chamariz do Linux. 3. componente de interface gráfica.5 Detalhamento da Solução A solução desenvolvida é composta por duas partes: a parte física. porém existem algumas regras para a comercialização dos aplicativos. portanto para um aplicativo tentar acessar aos dados de outro aplicativo ele deverá ter permissão do usuário. atualmente. que se baseia no aplicativo desenvolvido no smartphone Android™. que consiste no circuito elétrico e o programa carregado na placa Arduino™. Esse fator foi o que influenciou na escolha da plataforma Android™ para o desenvolvimento do aplicativo remoto. disponibiliza o código de toda a plataforma. foi implementado no sistema Android™. Para simular um ambiente residencial o circuito foi montado sobre uma maquete com dimensões em escala real de uma casa pequena. tablets e smartphones. 2009) 3.

Os conversores são ligados aos pinos Rx e Tx do microcontrolador central.org . No Arduino BT essa conversão ocorre dentro do modem Bluetooth.38 as lâmpadas da residência. Por isso a forma de leitura e escrita se mantem a mesma em nível de programação. Assim. 20 Disponível em http://rxtx. lendo os sinais da porta serial. 3. As placas Arduino UNO e Arduino BT possuem o mesmo microcontrolador (ATmega328) e a mesma arquitetura de portas. O funcionamento se resume em coletar uma entrada de dados digitada pelo usuário e enviá-la pela porta serial em que está conectado o Arduino™. A migração de LEDs para lâmpadas normais não impacta no programa desenvolvido no Arduino™. o mesmo sketch utilizado em uma placa USB pode ser utilizado em uma placa Bluetooth. Para a comunicação serial foi necessário a utilização de uma biblioteca externa chamada “RXTXcomm”20. A aplicação se comunica via USB com uma placa Arduino UNO. Os sensores de presença foram construídos utilizando emissores e receptores de infravermelho. Para permitir o controle de uma lâmpada normal é necessário montar um circuito utilizando um transístor ligado a um relé.1 Aplicação para testes Para auxiliar no desenvolvimento da solução foi criada uma aplicação para computador para testar os programas no Arduino™. Em nível de programação o Arduino™ trata o USB e o modem Bluetooth da mesma forma. A aplicação de testes foi desenvolvida em linguagem Java. onde o transístor amplifica o sinal vindo da porta digital do Arduino™ e envia para o relé.5. Independente da interface de comunicação o microcontrolador central trabalha com um tipo de sinal específico (RS-232).qbang. O Arduino UNO possui um microcontrolador ATmega8U2-MU que faz a conversão do sinal recebido pelo USB para sinal serial e vice-versa. A diferença entre as duas se dá na forma de comunicação.

2 Lado Arduino Enquanto a aplicação estava executando sobre o Arduino UNO. que é a taxa padrão para a conexão via USB.5.5.begin(115200)”. Neste caso a comunicação serial deve ser iniciada utilizando o comando “Serial. A lâmpada acende quando o sinal na porta digital for positivo (1 ou High) e apaga quando o sinal é nulo (0 ou Low). No modelo de residência utilizado. Quando se tentava trabalhar com as taxas diferentes os dados chegavam inconsistentes no Arduino™ e o programa não reconhecia os valores recebidos. 12 e 13. a porta serial estava sendo utilizada com uma taxa de 9600 bits por segundo (bps ou baud) para a comunicação. A taxa de baud é definida durante a programação. Esses valores são imutáveis e devem ser os mesmos tanto no Arduino™ quanto no Android™. Ao mudar a aplicação para o Arduino BT foi necessário alterar esta taxa para 115200 bps. aqui neste projeto as lâmpadas foram substituídos por LEDs para se adaptar ao tamanho da maquete. cada lâmpada ocupa uma porta digital do Arduino™. . conectado ao computador via USB. pois o adaptador Bluetooth do smartphone trabalha com esta taxa de dados. com quatro cômodos.1 Sistema de Iluminação O sistema de iluminação oferece controle sobre todas as lâmpadas da residência. Casa Lâmpada Sensor 1 6 Sala 2 7 Cozinha 3 8 Quarto 4 - Banheiro 5 - Tabela 4: Constantes utilizadas no sistema 3. As lâmpadas estão ligadas no Arduino™ através das portas digitais 10.2. Para que o Arduino™ identifique a ação que o usuário escolheu foi definido um conjunto de constantes para todo o sistema. 11. Como mencionado anteriormente. no momento em que a comunicação serial é inicializada.39 3.

o emissor dispara um sinal a cada 5 milissegundos. Os sensores de presença foram feitos a partir de emissores e receptores de infravermelho.2. o programa no Arduino™ ativa o alarme da residência. ligado ao Arduino™ diretamente. que agem em conjunto. Figura 11: Receptor (à esquerda) e emissor (à direita) de infravermelho Ao detectar presença.40 3. Para aumentar o alcance do sensor pode ser utilizado um transistor entre Arduino™ e o emissor. foi simbolizada por um buzzer para se adaptar ao tamanho reduzido da maquete. . esse sinal e refratado de volta para o sensor e captado através do receptor de infravermelho. No modelo de residência adotado foi utilizado apenas dois sensores de presença. um na sala e um na cozinha. O emissor é um LED infravermelho simples (como os emissores encontrados em controles remotos de televisões). ao receber um pulso positivo do receptor de infravermelho. A sirene.5. ou seja. Quando ativado. Cada sensor é composto por um emissor e um receptor.2 Sistema de Segurança O sistema de segurança é composto por sensores de presença e uma sirene. Ao receber o sinal o receptor gera um pulso positivo que é captado pelo Arduino™. disparando a sirene e acendendo todas as lâmpadas da residência até receber um sinal de desligamento do usuário. na maquete. Quando um objeto se posiciona em frente ao sensor.

uma para o emissor e uma para o receptor.5. Os dois sensores foram ligados ao Arduino™ pelas portas 6. . 3.2. 3. A integração é toda feita via programação. A retirada de um dos dois não causa grande interferência no funcionamento do outro. neste caso o Arduino BT.3 Integração dos Sistemas Como tanto o sistema de iluminação quanto o sistema de alarme são controlados pelo Arduino™. Assim. 7.41 Cada sensor de presença necessita de duas portas digitais.3 Lado Android Para estabelecer a comunicação e trocar dados com a placa Arduino™ foi utilizada uma classe chamada “TBlue”. O buzzer ficou ligado na porta 5 configurado como saída de dados utilizando PWM. Essa classe centraliza todas as operações relacionadas à conexão Bluetooth com o dispositivo remoto. sem precisar modificar o esquema elétrico para torna-la possível. em nível de programação. Neste caso os dois sistemas tem um ponto em comum que é o Arduino™. foram utilizados alguns conceitos de orientação a objetos. Como existe independência física dos dois sistemas. caso seja necessário retirar o sistema de alarmes não será necessário modificar a instalação elétrica do sistema de iluminação. Nesta solução. a integração dos dois fica mais fácil. disponibilizada por Karvinen e Karvinen (2011) e adaptada para atender as necessidades da aplicação. sendo as portas 9 e 7 funcionando como saída de dados (emissores) e as portas 6 e 8 funcionando como entrada de dados (receptores). apenas modificar o código do programa no Arduino.5. 8 e 9. o sistema de alarmes e o sistema de iluminação também possuem uma independência.

o sistema também oferece uma tela para o controle de toda a casa. Ao clicar em um dos cômodos da casa o usuário é redirecionado para a tela com os controles desse cômodo. como uma visão aérea (figura 12). De acordo com o cômodo e a ação escolhida o programa envia um dado para o Arduino™ levando a constante definida para a ação (conforme listado na tabela 4). . É nesta tela que o usuário desativa o alarme caso este seja disparado.42 Figura 12: Planta da casa apresentada na tela de interação com o usuário A tela que faz a interação com o usuário apresenta uma planta da casa. que permite acender ou apagar todas as luzes e ativar ou desativar todo o sistema de alarmes. A tela de controle é quem captura os comandos do usuário e envia para a placa Arduino™. Além do controle individual de cada cômodo.

O adaptador Bluetooth® do smartphone e o modem do circuito se enquadram na classe 2. Porém o projeto apresentou algumas limitações. não apresentou delay21 nas ações e foi eficiente em detectar movimentos através do sensor de presença. Outra vantagem do Bluetooth® é a segurança no pareamento entre os aparelhos. por exemplo. para o envio e recebimento de dados. Durante os testes o sistema apresentou boas respostas aos comandos realizados no celular. Caso haja a necessidade de se conectar mais dispositivos será preciso utilizar outra placa Arduino™ ou então uma placa que ofereça mais portas. limitando a distância de conexão para até 10 metros sem barreiras. Outra dificuldade encontrada foi em relação à quantidade de portas digitais da placa Arduino™ que utilizamos na confecção do circuito. Apesar do entrave em relação à distância. sendo que as portas 0 e 1 são dedicadas à comunicação serial. A solução mantém uma conexão direta entre o Arduino™ e as lâmpadas. Um obstáculo encontrado para a implantação desta solução em uma residência é a integração com os interruptores de parede (ou semelhantes). neste caso definido na placa Arduino™. A placa Arduino BT possui apenas 14 portas digitais. dificultando a inserção dos interruptores convencionais no circuito. o Bluetooth® oferece uma vantagem sobre outras tecnologias por não depender de outros aparelhos para estabelecer uma comunicação entre os dispositivos. onde é necessário informar o código de segurança. Uma possível solução deste 21 Atraso ao executar uma ação . e não foi possível estabelecer conexão a 10 metros. Esta restrição pode ser amenizada dentro da residência utilizando vários moduladores Bluetooth® espalhados pelo espaço e conectados em paralelo. A limitação mais impactante do projeto está na tecnologia adotada. Nos testes realizados o sinal começou a atenuar a uma distância de 7 metros.43 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS O projeto desenvolvido consegue atender a necessidade de um controle residencial sobre os sistemas de iluminação e segurança por meio de um smartphone. como a Arduino Mega.

Durante o desenvolvimento foi utilizada uma bateria de 9 volts com um regulador de tensão alimentar a placa. visto que. conseguindo atender as necessidades de unificação dos controles e mobilidade. o smartphone não conseguia ler este sinal. A placa Arduino™ utiliza uma carga de 5 volts. Outra dificuldade encontrada no desenvolvimento da aplicação foi a leitura de dados do Arduino™ por parte da aplicação no smartphone.44 problema é a criação de interruptores que enviem sinal para o Arduino™. O fato de ser totalmente desenvolvido sobre plataformas open-source também pode ser considerado uma vantagem. . No caso da implantação em uma residência o gasto mais elevado de energia é a alimentação das lâmpadas. possibilitando a extração de um deles a qualquer momento. Apesar das dificuldades encontradas. podendo ser alimentada até com uma bateria. para a implantação do sistema. porém ainda existe o problema da integração com os interruptores de parede. O sistema desenvolvido neste trabalho também apresentou um baixo consumo de energia para seu funcionamento. Muitos recursos sofisticados. necessitam de uma reforma na residência para serem implantados. A solução consegue integrar de forma fácil os dois sistemas (iluminação e segurança) sem manter dependência entre os dois. enviar dados através do modem Bluetooth™. não é necessário pagar licenças para utilizar as tecnologias. com circuito fechado de televisão e sensores mais avançados. como um sistema de segurança mais avançado. Ao mandar o Arduino™ escrever na porta serial. pois não necessita de reformas na estrutura da casa para que sejam instalados os dois sistemas. tornando todo o controle da lâmpada centralizado. Esta solução também apresenta facilidade na implantação residencial. a solução apresentada é viável ao requisito de controle sistemas. ou seja. Devido a este problema a solução funciona apenas do lado Android™ para o lado Arduino™. Visto que as residências já possuem a instalação elétrica das lâmpadas prontas é possível aproveitá-la no sistema de iluminação. hoje.

as duas tecnologias apresentam poucas referências bibliográficas. dificultando o recolhimento de dados para a revisão de literatura.45 5 CONCLUSÃO Apesar de ser uma área pouco explorada. A principal dificuldade encontrada no desenvolvimento deste trabalho foi o fato de trabalhar com duas tecnologias até então desconhecida para o grupo. Em contrapartida. Em relação à pesquisa. integrando o sistema baseado no Arduino™ com um smartphone Android™. A plataforma Arduino™ pode ser uma boa escolha para se desenvolver uma solução em automação residencial. a automação residencial oferece várias oportunidades para desenvolvimento e inovação. tanto Arduino™ quanto Android™. eliminando o uso de diversos controles e centralizando todas as operações em um único dispositivo móvel. Com base nos resultados apresentados concluímos que o sistema que desenvolvemos consegue atender as necessidades de controle em uma residência pequena. A solução desenvolvida neste trabalho consegue atender aos requisitos básicos do controle residencial. as duas tecnologias oferecem um grande acervo de material como exemplo que podem ser utilizados como base para o desenvolvimento das aplicações. o que necessitou um maior tempo de aprendizagem para desenvolver o sistema. no caso um smartphone portando o sistema Android™. tanto na área de computação quanto na área de elétrica e eletrônica. .

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48 APÊNDICES APÊNDICE A – Esquemático do Arduino BT .

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