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80802432 Sistema de Controle Residencial Baseado Na Plataforma Arduino

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL
  • 2.1 Conceito e História
  • 2.2 Domótica
  • 2.3 Eletrônica e Computação
  • 2.3.1 Formas de Controle
  • 2.4 Controle Residencial
  • 2.4.1 Visão Geral
  • 2.4.2 Consumo de Energia
  • Tabela 1: Comparativo de gasto com e sem automação
  • 2.4.3 Climatização
  • 2.4.4 Iluminação
  • Figura 1: Interruptor compatível com x-10
  • Figura 2: Lâmpada compatível com x-10
  • 2.4.5 Sistemas de Segurança
  • 3 SOLUÇÃO PROPOSTA
  • 3.1 Sistemas Microcontrolados
  • 3.1.1 Microcontroladores
  • Figura 4: Arquitetura Genérica de um Microcontrolador
  • 3.1.2 Diferença entre Microcontrolador e Microprocessador
  • 3.2 Sistemas de comunicação
  • 3.2.1 Definição
  • Figura 6: Elementos de um sistema de comunicação (HAYHN, 2004)
  • 3.2.2 Redes Locais
  • 3.2.3 Redes Sem Fio
  • 3.2.4 Bluetooth
  • 3.3 Plataforma Arduino
  • Figura 8: Logotipo atual do Arduino™
  • 3.3.1 A Placa Arduino
  • 3.3.2 IDE Arduino
  • Figura 10: Interface do IDE Arduino™ versão 00.22
  • 3.3.3 Computação Física
  • 3.4 Android
  • 3.5 Detalhamento da Solução
  • 3.5.1 Aplicação para testes
  • 3.5.2 Lado Arduino
  • Tabela 4: Constantes utilizadas no sistema
  • 3.5.2.1 Sistema de Iluminação
  • 3.5.2.2 Sistema de Segurança
  • 3.5.2.3 Integração dos Sistemas
  • 3.5.3 Lado Android
  • Figura 12: Planta da casa apresentada na tela de interação com o usuário
  • 5 CONCLUSÃO
  • 6 REFERÊNCIAS
  • APÊNDICES
  • APÊNDICE A – Esquemático do Arduino BT

INSTITUTO UNIFICADO DE ENSINO SUPERIOR OBJETIVO - IUESO CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

BRUNO DE CASTRO RODRIGUES SILVA LUCIANO ANTÔNIO ASSUNÇÃO CÂNDIDO

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO

GOIÂNIA – GO 2011

BRUNO DE CASTRO RODRIGUES SILVA LUCIANO ANTÔNIO DE ASSUNÇÃO CÂNDIDO

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO

Monografia apresentada como requisito parcial para a conclusão do curso de graduação em Ciência da Computação ao Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo - IUESO.

Orientador: Prof. Dr. Antônio Marcos Medeiros

GOIÂNIA – GO 2011

SILVA, Bruno de Castro Rodrigues CÂNDIDO, Luciano Antônio de Assunção

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO Goiânia, 2011. 48 p. Monografia apresentada ao Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo – IUESO, para conclusão do curso de graduação em Ciência da Computação. Orientador: Prof. Dr. Antônio Marcos Medeiros 1. Arduino 2. Android 3. Automação Residencial 4. Bluetooth

BRUNO DE CASTRO RODRIGUES SILVA LUCIANO ANTÔNIO DE ASSUNÇÃO E CÂNDIDO

SISTEMA DE CONTROLE RESIDENCIAL BASEADO NA PLATAFORMA ARDUINO

Monografia apresentada ao Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo como requisito parcial para a conclusão do curso de graduação em Ciência da Computação.

Goiânia, 11 de novembro de 2011.

Nota: ____________

_____________________________________________________________ Prof. Dr. Antônio Marcos Medeiros (Orientador)

_____________________________________________________________ Prof. Dr. José Wilson Lima Nerys (Examinador)

_____________________________________________________________ Profª. Ms.ª Luciana Valéria Braga dos Santos Carvalho (Examinador)

Bruno. .AGRADECIMENTOS Agradecemos ao professor Antônio Marcos. da Engenharia Elétrica. agradeço à minha mãe por contribuir para minha formação. agradeço a Deus pelo conhecimento adquirido para a realização deste trabalho. pela paciência e incentivo. Luciano. da Engenharia Elétrica. Tânia. ao meu pai pelos aconselhamentos e ao meu irmão que sempre me ajudou quando precisei. por se dispor a nos ajudar. mesmo não sendo professor do nosso curso. Agradecemos também aos professores Weysller e Wedson. à minha família pela tolerância. Eu. Eu. pela ajuda no decorrer do trabalho. e Fabrício. da Ciência da Computação. ao amigo arquiteto Paulo Morgan pela ajuda na confecção da maquete e a minha amiga e companheira Lorena pela ajuda no desenvolvimento deste trabalho. Agradeço também à minha mãe.

trazendo tendências que antes eram vistas apenas em países europeus e nos Estados Unidos. Toda a estrutura física da solução é feita sobre a plataforma Arduino™. que visa unir os controles de todos os sistemas dentro da residência em apenas um aparelho.RESUMO A área de Automação Residencial vem se expandindo no Brasil. projeto open-source hardware que permite a construção ágil de circuitos. Palavras-chave: Arduino – Android – Bluetooth – Automação Residencial . Uma dessas tendências é o controle unificado de sistemas residenciais. capaz de controlar o sistema de iluminação e o sistema de segurança em um único programa. Este trabalho apresenta uma solução de controle residencial centralizado em um smartphone. Para controlar o sistema remotamente foi desenvolvida uma aplicação em um smartphone com sistema operacional Android™ que se comunica via Bluetooth® com o sistema residencial.

an open-source hardware project that allows the construction of quick circuits. which aims put together the controls of the all residence systems inside a device. Keywords: Arduino – Android – Bluetooth – Home Automation. One of the trends is the unified control of home systems. bringing trends that had been seen only in European countries and the United States. This work presents a solution of residence control centralized on a smartphone. For controlling the system remotely was developed an application on a smartphone with Android™ Operational System that communicates with residential system by Bluetooth®.ABSTRACT The Home Automation area is expanding in Brazil. All the physical structure of the solution is made on de Arduino™ platform. capable of controlling the lighting system and security system in a singles program. .

Local Area Network. Programmable Read-Only Memory. Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory. . Ventilating and Air Conditioning. Erasable Programmable Read-Only Memory.ABREVIATURAS E SIGLAS AR ABESE Automação Residencial. Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicas de Segurança. AURESIDE EPROM EEPROM E/S HVAC IDE IEEE LAN LED OSI PROM PWM RAM ROM SMS USB WLAN Associação Brasileira de Automação Residencial. Universal Serial Bus. Institute of Electrical and Electronics Engineers. Entrada e Saída. Integrated Development Environment. Pulse-Width Modulation. Read-Only Memory. Open System Interconnection. Wireless Local Area Network. Random Access Memory. Short Message Service. Light Emitting Diode. Heating.

.......................................................................................... 42 ............ 40 Figura 12: Planta da casa apresentada na tela de interação com o usuário . 21 Figura 3: Crescimento do faturamento do mercado de Sistemas de Segurança Eletrônica no Brasil ....... 26 Figura 6: Elementos de um sistema de comunicação .................................................... 24 Figura 5: Microcontrolador contém uma CPU como o microprocessador . 36 Figura 11: Receptor e emissor de infravermelho ........... 21 Figura 2: Lâmpada compatível com x-10 .................................... 32 Figura 9: Arduino BT ...........................................................................................................................................22.......................................................................................LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Interruptor compatível com x-10 .................................................................................................... 34 Figura 10: Interface do IDE Arduino versão 00......... 22 Figura 4: Arquitetura Genérica de um Microcontrolador .............. 28 Figura 8: Logotipo atual do Arduino............................................................................................... 27 Figura 7: Topologias de Redes .............................................................

................................. 39 .............. 29 Tabela 3: Potência e alcance das classes de Bluetooth ..... 30 Tabela 4: Constantes utilizadas no sistema ................................................LISTA DE TABELAS Tabela 1: Comparativo de gasto com e sem automação ............................................... 19 Tabela 2: Tipos de rede ................................................................................................

........................................ 19 2........................................................................... 12 2 AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL ........3 Plataforma Arduino .......... 17 2.......................................... 29 3............................................ 17 2......... 18 2...................................................................................3 Computação Física ......................................... 16 2.........3.......... 24 3................4.....5......................................3...................................................................... 28 3........................................ 33 3...........................................2 IDE Arduino ............3...........1................5......................................... 39 3..........5 Sistemas de Segurança ............................................2 Consumo de Energia ..............................................5 Detalhamento da Solução......... 16 2........................... 21 3 SOLUÇÃO PROPOSTA........................................................................................................................................ 39 . 27 3.........................................4...........................5.....................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......4.............................3 Eletrônica e Computação ..3 Redes Sem Fio ... 36 3.............. 30 3.................2 Domótica .......................................................4 Controle Residencial .1 Definição ..............4 Bluetooth ............... 16 2.......4...........4 Iluminação .................................................................... 37 3......................................... 37 3................................................2 Diferença entre Microcontrolador e Microprocessador .......................... 20 2.....................4.................................................2..............................................................1 Aplicação para testes .............................................................................................................. 35 3..........................................1 Conceito e História ...... 24 3..........................1 Sistemas Microcontrolados ..................................2.....3.. 27 3...................................................................................................................................................2 Redes Locais...................................................................1 Formas de Controle ...........................2...........................................................................................................1 Sistema de Iluminação .... 24 3......3 Climatização ....................................................................................................................................................................2 Lado Arduino ...1 Visão Geral ............ 25 3...............................2 Sistemas de comunicação................................... 14 2................................................ 14 2..............................................................................................1....................................................... 38 3.......................................................2... 32 3........................1 Microcontroladores ................1 A Placa Arduino ....................................................4 Android ................................................2.......................................................

... 45 6 REFERÊNCIAS ......................2 Sistema de Segurança ..3.......... 48 ........................................................................................... 48 APÊNDICE A – Esquemático do Arduino BT............................2......................... 41 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS ..........................................................................................................5............................................................................3 Lado Android ................. 41 3...................................... 43 5 CONCLUSÃO ........................................................5.......................... 40 3.....................................................................5.........................................2................................................................................................3 Integração dos Sistemas ......... 46 APÊNDICES .....

realizar a integração e centralização dos sistemas residenciais. expandir o controle dos sistemas residenciais para fora da residência e permitir o acesso do usuário de onde ele estiver. Porém. Focado nesta necessidade. Com o advento dos “celulares inteligentes” (smartphones) também surgiu outro desafio. este trabalho visa desenvolver uma solução em automação residencial que tenha uma interface de controle disponível em um smartphone. Assim como em outras áreas da tecnologia. o que os tornam hábeis a portar aplicativos mais robustos para controlar e/ou monitorar remotamente os sistemas internos da residência.12 1 INTRODUÇÃO A automação residencial sempre foi vista pela sociedade como algo futurista. Ainda é um desafio. entretenimento. Também é possível encontrar alguns desses dispositivos disponíveis para compras por preços mais baixo do que eram praticados antigamente. Muitas casas e apartamentos. Os produtos estão com preços mais acessíveis. podendo até substituir o computador em muitas atividades. disponível apenas para poucas pessoas que tinham condições financeiras melhores para cobrir os seus altos custos. No Brasil já existem algumas empresas que oferecem cursos de formação para profissionais que desejam se engajar nesta área. Hoje existem poucos profissionais que atuam nesse campo. possibilitando o controle da iluminação residencial e o sistema de segurança. esta realidade esta mudando aos poucos. hoje. dependendo da pessoa que estiver acessando a sala de estar no momento é tocada uma música de acordo com o gosto que o ele definiu no sistema. Os smartphones são capazes de realizar inúmeras tarefas. já vêm equipados com alguns recursos de automação residencial como controle de segurança. O sistema de segurança e o . iluminação. que faz parte do sistema de entretenimento. O resultado final deste trabalho é um protótipo de um sistema residencial controlado remotamente por um smartphone. porém ainda existem serviços que continuam caros. a automação residencial no Brasil ainda está atrasada se comparada a países como Estados Unidos e os europeus. Por exemplo: um sistema de controle de acessos pode ser integrado com o Home Theater. no Brasil. O que muitas vezes custa muito é a integração entre os diferentes sistemas residenciais. entre outros.

fazendo uma abordagem superficial aos seus elementos básicos. um projeto de open-source hardware que facilita o desenvolvimento de aplicações físicas oferecendo funções de leitura e manipulação de elementos físicos. Este trabalho envolve diferentes elementos como Circuitos Integrados. O smartphone comunica diretamente com a placa utilizando a tecnologia Bluetooth. . Os capítulos seguintes mostram um pouco do conceito e aplicação da automação residencial. Por fim vem o desenvolvimento da aplicação.13 sistema de iluminação são integrados. suas características e fundamentos. O sistema é desenvolvido sobre a placa de circuito Arduino™. Sistemas Embarcados. Todos estes elementos são englobados na Ciência da Computação. desenvolvimento em baixo nível e comunicação de dispositivos por rede sem fio. Para realizar esta conexão foi utilizada uma placa Arduino BT. A aplicação no smartphone para comunicar com a placa foi desenvolvida sobre a plataforma Android™. um modelo de Arduino™ que contém um modem Bluetooth® embutido. fazendo com que ela seja uma ciência completa. sem a necessidade de um computador e/ou roteador como intermediador. facilitando este tipo de comunicação. indo além do desenvolvimento de software em alto nível. e mostrando também as redes de comunicação possíveis e sistemas operacionais para dispositivos móveis. detalhando a parte eletrônica e a parte computacional do projeto. Depois é feita uma visão geral sobre a plataforma Arduino™. sistema operacional para celulares desenvolvido pelo Google®.

Qualquer mecanismo que trabalhe para realizar alguma tarefa dentro de uma casa pode ser classificado como automação residencial.2 . 45). como controle do sistema de segurança da residência. Um sistema que seja capaz de integrar todos os mecanismos dentro da residência. é necessário fazer um projeto de todo o sistema. p. e então definir qual ferramenta é mais apta para resolver o problema (BOLZANI. até tarefas mais complexas. 2004a. e que é classificado como um sistema sofisticado. o sistema pode sair mais caro do que o normal.1 Conceito e História A automação residencial (AR) visa diminuir o esforço humano dentro da residência com mecanismos que trabalham para executar tarefas em casa. Porém a implementação de sistemas mais sofisticados de automação residencial fica limitada pelo fator econômico. geralmente é um sistema complexo que se não for bem planejado pode sair acima do custo necessário. detalhando as suas funcionalidades e os seus objetivos.14 2 AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL 2. gerando desperdício de recursos. Para evitar esse desperdício. desenvolvido pelo Pico Electronics de Glenrothes na 1 Domótica é explicado no item 2. Historicamente a Automação Residencial não possui um marco de início. Quando não há uma adequação da tecnologia utilizada e do problema a ser resolvido. Ao integrar os dispositivos a interface de controle deve ser o mais simples possível e também apresentar todas as funcionalidades disponíveis ao usuário. porém adota-se que em meados de 1970 começaram os primeiros esforços na confecção de produtos para controle de eletrodomésticos (BOLZANI. Um fator que deve um pouco de preocupação é a forma que o sistema deverá interagir com o usuário. 2004a). Quando existem vários dispositivos separados o manuseio torna-se um incômodo para o usuário com tantos controles. como um porteiro eletrônico. ou uma parte deles. o que muitas vezes sai caro. desde tarefas simples. é a integração desses mecanismos. Apesar de existir mecanismos de automação residencial acessíveis e com baixos custos. Quando existe apenas um dispositivo o seu manuseio é mais simples. O X-10 foi pioneiro na domótica1.

Entidades internacionais e até nacionais. que tem como missão divulgar conceitos a todos os envolvidos. principalmente. . tentam elaborar um padrão para fomentar a tecnologia de Automação Residencial. Enquanto esses padrões não existem. Logo após estas padronizações várias empresas interessadas em desenvolver novos produtos para automação residencial surgiram no mercado. cabe ao profissional utilizar equipamentos e programação flexíveis para facilitar a manutenção e integração. foi o primeiro protocolo de comunicação capaz de transmitir dados entre produtos compatíveis com tal tecnologia através da linha elétrica.15 Escócia em 1975. treinar e formar profissionais. que hoje é o campeão de venda e atualmente recebeu uma concessão para instalar leitores de energia inteligentes em toda Suécia e Holanda. ainda não foi criado um padrão de desenvolvimento ou um conjunto de protocolos para reger a implantação de AR. seu objetivo era desenvolver um protocolo universal de baixo custo. em 1990 termina a patente da Pico Eletronics e em seguida a Electronic Industries Association descreve um conjunto de normas para fixar uma rede de desenvolvimento de comunicação de produtos domésticos. Echelon Corporation. homologar produtos e serviços. criou o LonWorks. somente em fevereiro de 2000 foi registrada a AURESIDE (Associação Brasileira de Automação Residencial). a integração de sistemas prontos. como a AURESIDE. as quais a maioria está instalada nas capitais do Sudeste e Sul. onde o usuário controla à distância as funções limitadas de liga/desliga. No Brasil a história é ainda mais recente. Depois de longos anos. um protocolo de controle residencial e predial. Isso se torna um problema tanto para o desenvolvimento quanto para a manutenção dos equipamentos dificultando. empresa norte-americana. difundir tecnologias. Em pouco tempo tornou-se muito vendido nos Estados Unidos para aplicações não integradas. Hoje há menos de 100 empresas associadas. Por se tratar de um conceito recente. demonstrando que o mercado ainda é restrito e carente de investimento.

Para suprir essa necessidade foi criada a domótica. O fato é que tanto AR quanto domótica existem com finalidade: facilitar a interação do residente com os equipamentos dispostos dentro da sua residência.3 Eletrônica e Computação 2. o que não permitia um padrão lógico no funcionamento dos equipamentos. 2. como Arquitetura. Grosso modo. entre outras. visto que os dois possuem os mesmos preceitos. Esta forma de separação vem para contribuir na elucidação. É comum as pessoas confundirem Automação Residencial com domótica. a fim de estudar e compreender as necessidades dos usuários dentro uma casa (BOLZANI. a domótica é a implantação de elementos da robótica dentro da residência a fim de realizar tarefas como controle de dispositivos ou consumo. agregando conceitos de outras ciências. outros já as tratam como ciências diferentes. fez-se necessário diferenciar as formas de controle.1 Formas de Controle Devido ao crescimento de soluções para automação residencial. pois ele estava sempre interagindo com o sistema de diferentes formas.2 Domótica A palavra “Domótica” é uma junção da palavra em latim “Domus” (que significa “casa”) com palavra robótica. . reduzindo ao máximo o contato. a AR tinha uma dificuldade para se adaptar ao usuário. Hoje os fabricantes dividem sistemas em centralizados e descentralizados. Alguns autores tratam a domótica e a AR como a mesma coisa. Psicologia. Ciência da Computação.16 2. Sociologia. Diferente dos outros tipos de automação. que incorporou todos os conceitos de Automação Residencial e se tornou uma ciência multidisciplinar. 2007).3. pois soluções distribuídas com processamento descentralizado poderiam ter um controle centralizado em uma central de automação.

também deve ser feito um monitoramento dos subsistemas que compõem esse sistema. Bolzani (2004a) também cita 13 subsistemas (denominados também de sistemas domóticos) que constituem as principais abordagens da automação residencial e juntos fornecem um controle total da residência. Podemos ter como um exemplo prático deste controle um software que mostra todas as lâmpadas de uma casa. permitindo ao morador acender ou apagar qualquer lâmpada sem ir até ela. porém no Brasil ainda não são utilizados em conjuntos.4. p. . mantendo-o informado sobre tudo o que está acontecendo sem que ele esteja presente de frente ao equipamento. Esse sistema de controle permite monitorar os dispositivos conectados ajudando a reduzir os gastos e aumentando o conforto do morador. além do monitoramento de todo o sistema.4 Controle Residencial 2. Esses sistemas domóticos são: 1. Sistema de energia elétrica. indicando se estão acesas ou apagadas. América do Norte e no Japão. como um condomínio inteligente. isto porque as várias ações que o sistema terá que gerenciar tornará o projeto complicado em sua execução e programação. “Na automação residencial as soluções mais complexas terão maior desempenho sendo controladas em programadas de forma descentralizada e parece ser uma tendência” (TERUEL. Por outro lado. Esses 13 sistemas. Sistema de fluídos e detritos. 29). Isso facilita a detecção e resolução de problemas. Bolzani (2004a) afirma que em sistemas maiores. automação residencial centralizada é um conjunto de soluções conectadas a uma central. 2.17 Normalmente sistemas complexos compõe-se por um conjunto de soluções descentralizadas.1 Visão Geral Em uma residência automatizada é importante que exista um sistema de controle sobre os equipamentos. são amplamente utilizados no continente europeu. 2008. apenas alguns módulos separados. 2. destinando a cada uma estação de controle.

É importante em uma casa ou edifício que mantêm alguma automatização possuir meios para a proteção de descargas elétricas e de reserva de energia. Sistema de auditoria e otimização de processos. 8. Sistema de segurança patrimonial. 9. o consumidor deve ficar atento na hora de comprar um aparelho eletrônico. o nobreak continua alimentando os equipamentos ligados a ele. Entretanto a falta de uma regulamentação de projetos e implantação de circuitos eletrônicos residências permite a montagem de toda estrutura por pessoas que não possuem conhecimento técnico suficiente. 4. então é interessante possuir um nobreak2 para casos em que o 2 Nobreak é um dispositivo que oferece uma proteção extra ao seu equipamento. em decorrência do aumento da renda e crédito facilitado a pessoas físicas.4. Sistema de telefonia. Sistema de controle de iluminação. 12. 7. assim evitando-se danos aos equipamentos de controle. Sistema de áudio e vídeo. 13. Sistema de monitoramento e visualização. Sistema de detecção e combate de incêndios. motivado pela à expansão e ao maior uso de eletrodomésticos nos domicílios. as residências consumiram 5.18 3. o que na maioria dos casos resulta em transtornos e gasto. 5. 11. Segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). 6. comerciantes e indústrias.2 Consumo de Energia Atualmente a energia elétrica é um recurso essencial para famílias. 2. pesquisando se o produto tem baixo consumo e integração de sistemas de automação ou internet. No caso da falta de energia elétrica. Sistema de detecção e controle mecânico. . Sistema de ventilação. 10. Entretanto. Sistema de redes de computadores.3% mais energia em relação aos três primeiros meses de 2010. Sistema de controle e automação de acessos. Sistemas de segurança precisam operar sem parar. aquecimento e ar-condicionado.

29353 Potência (watts) Uso/Diário (horas) Uso/Mensal (Dias) Tarifa (Celg-D) Médio Mensal (Kwh) 2. por meio de aparelhos. em recinto fechado. climatização . pressão.17h (10min) 30 0..3 Climatização Segundo o dicionário Aurélio (1999). pois para automatizar uma residência é necessário uso de circuitos integrados.792 $ Valor aplicando automação 0. na tabela a seguir é demonstrado quanto o consumidor economizaria em reais. o usuário normalmente não tem um controle eficaz de quanto gastou durante um determinado período.29353 37.7 7. Consumo Aparelho Eletronico/ Elétrico Lâmpada FLC 220V Ar condicionado Slipt 9.970 $ 7.44 $ 10.510 $ 48. umidade.679 Tabela 1: Comparativo de gasto com e sem automação 2. etc.657 7800 0. condições ambientais de temperatura.29353 0. trazendo economia na conta de energia.4. climatização é o “Conjunto de processos empregados para se obterem. Fazendo um trabalho complementar o gestor consegue trabalhar para otimizar ao máximo o uso da luz solar sem comprometer o ar-condicionamento e o conforto.19 fornecimento seja interrompido por um curto espaço de tempo. Porém. Para quem possui vários aparelhos eletrônicos é fundamental preocuparse com as instalações elétricas. que na maioria das vezes são muito sensíveis a variações de tensão e a presença de ruídos na linha pode comprometer a transmissão de dados. Neste contexto a climatização é tida como um recurso de automação residencial.554 $ 69. efetuada pelo gestor residencial.911 $ Valor gasto sem Automação 0. Segundo o artigo da revista IP é possível economizar até 30% o consumo total de energia. pois utiliza de aparelhos para simular uma condição de ambiente. [.]”.. Com ajuda de hardwares e softwares para a automatização conseguimos saber exatamente quanto já foi consumido.000 BTU/H DUCHA FLORENZA 15 2637 6h 3h 30 30 0. porém se a duração for longa é recomendável o uso de um gerador à gasolina ou diesel. Um dos problemas de uma casa é o custo da energia elétrica.

ou Aquecimento. Os Sistemas HVAC são muito utilizados em automação predial. Confortavelmente mudamos a intensidade das lâmpadas obtendo um ambiente adequado para assistir a um filme ou ler um livro. 2. através de controles remoto. durante vinte e cinco anos. Recentemente a Google® anunciou a “android@home” que consiste em uma casa inteligente controlada pelo sistema operacional Android™. a qualidade do ar. entre outras funções. tudo isso apenas com um toque no smartphone ou tablet. Ventilating and Air Conditioning. que aplicam todos os recursos.4. O controle da iluminação foi um dos primeiros itens de automatização de uma casa.20 está mais voltada para o contexto de domótica que para AR. a troca de temperaturas. que aplicam apenas alguns princípios de HVAC. via SMS de celulares entre outros modos. Os recursos dos Sistemas HVAC variam de acordo com o modelo e o fabricante. para isto é necessário entender a necessidade e preferência do usuário e o clima ao seu redor. Nas figuras 1 e 2 podemos observar que os produtos portadores da tecnologia x-10. Ventilação e Ar Condicionado) que permitem controlar e monitorar o clima do ambiente. mas já são encontrados adaptados para funcionar em residências. possuem uma interface amigável e de fácil instalação. até sistemas mais sofisticados. partindo de sistemas simples. Um sistema sofisticado de climatização visa oferecer um ambiente agradável ao gosto do usuário. Os produtos fabricados com a tecnologia x-10 foram os precursores e também os mais vendidos.4 Iluminação Com a automação residencial podemos controlar toda a iluminação da residência. Hoje existem os Sistemas HVAC (Heating. . Hoje encontramos estes produtos sendo vendidos embutidos em sistemas mais complexos de gestão residencial.

21 Figura 1: Interruptor compatível com x-10 Figura 2: Lâmpada compatível com x-10 A economia de energia é obtida através de vários sensores que verificarão o estado do ambiente e aplica a regulagem da iluminação necessária. 2. Nos últimos dez anos o mercado cresceu em média 13% ao ano. através de uma programação pré-configurada.680 bilhão. segundo as pesquisas da ABESE. contribuindo assim. para um consumo mais inteligente. conseguindo uma redução de consumo de 30% a 50%. fechando o ano com um faturamento de US$1.4. .5 Sistemas de Segurança Em um levantamento feito pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicas de Segurança (ABESE) foi revelado que o mercado de dispositivos de segurança teve um crescimento de 12% em 2010 em relação a 2009. A figura 3 apresenta um gráfico baseado nos dados retirados da ABESE (2011) que esboça o faturamento anual com sistemas de segurança eletrônica no intervalo de 2006 a 2010.

aproximadamente 88% dos produtos levantados pela ABESE são consumidos por clientes comerciais. os sistemas de segurança patrimonial são os mais procurados pelos usuários. d) Retardo: o sistema analisa as condições de todos os sensores e câmeras antes de tomar uma decisão ou aguarda uma ordem do usuário para evitar falsos alarmes.2 1.8 1.5 Faturamento Anual (em bilhões de dólares) 1.026 2006 2007 2008 2009 2010 1. c) Reconhecimento ou identificação: o sistema deve ser capaz de identificar se a pessoa é o usuário ou não e tomar as devidas decisões. Esses pontos são: a) Prevenção ou dissuasão: o sistema deve inibir e promover a desistência do invasor. Faturamento Anual com Sistemas de Segurança Eletrônica 1. Bolzani (2004a) afirma que dentre todos os sistemas domóticos.1 1 1. b) Detecção e alarmes: o sistema deve comunicar com todos os sensores para identificar uma possível invasão e acionar os alertas.4 1.7 1.2 1. . Ainda assim o setor de segurança é o que mais cresce dentro de automação residencial.6 1. Bolzani (2004a e 2004b) diz que um sistema de segurança patrimonial possui alguns pontos básicos que devem ser cumpridos.68 Figura 3: Crescimento do faturamento do mercado de Sistemas de Segurança Eletrônica no Brasil Os sistemas de segurança patrimonial utilizados na automação residencial vão além dos sistemas utilizados por clientes comerciais.4 1.3 1.22 Porém.5 1.

mantendo-o sempre em segurança dentro da residência. O sistema deve ser capaz de evitar que o invasor chegue até o usuário. b) Sensoriamento interno: consiste em sensores que supervisionam o interior da residência. c) Circuito Fechado de Televisão (CFTV): associado ao Sistema de Sensoriamento Interno. CFTV consiste em câmeras colocadas em locais críticos da residência (como a entrada ou áreas de acesso restrito) adaptadas para cada tipo de local. d) Controle de Acessos: também associado ao Sistema de Sensoriamento Interno. controla o acesso das pessoas a determinados pontos da residência através de crachás. . cartões. Caso o usuário não esteja presente. Estes sistemas são: a) Detecção perimetral: se baseia em sensores e barreiras que monitoram o perímetro da residência detectando possíveis invasões. este se aplica em casos onde existe segurança feita por pessoas. um para o caso de o usuário não estar presente na residência e outra para o caso de ele estar presente. caso haja dúvidas sobre a autenticidade da invasão. a fim de cancelá-la. Bolzani (2004a e 2004b) considera o sistema de Segurança Patrimonial como um sistema maior que se divide em cinco subsistemas. sistemas biométricos ou outros meios de identificação. 3 Computador com grande capacidade de processamento destinado a tarefas dedicadas. enviando as gravações para um servidor3 que armazena as imagens. Bolzani (2004a) também diz que o sistema deve conter um software específico que é responsável pelo tratamento dos sinais emitidos pelos sensores. e) Controle de Rondas: consiste em controlar a movimentação do pessoal responsável pela segurança para evitar brechas para uma invasão. o sistema tem que ser capaz de enviar alertas remotamente informando da possível invasão da residência ou solicitando algum comando.23 e) Reação: o sistema deve disparar os alertas programados assim que houver uma invasão. Este software deve possuir duas abordagens.

como representado na figura 4. o armazenamento e a saída dos dados. porém com capacidade processual muito reduzida. . o processamento. os microcontroladores podem realizar tarefas semelhantes. Figura 4: Arquitetura Genérica de um Microcontrolador 4 Arquitetura proposta pelo matemático John Von Neumann onde o computador deve conter componentes para realizar a entrada.1. integrados em um único componente. 2007. memória e E/S). p.1 Sistemas Microcontrolados 3. Por possuírem a mesma arquitetura que os computadores comuns. 18).1 Microcontroladores Os microcontroladores são componentes que possuem os três principais elementos da arquitetura de Von Neumann4 (CPU.24 3 SOLUÇÃO PROPOSTA 3. Tanenbaum se refere aos microcontroladores como “computadores embutidos” e diz que são “computadores que são embutidos em dispositivos que não são vendidos como computadores” (TANENBAUM.

caso seja necessário. A estrutura simplificada de um microcontrolador também permite que seu custo financeiro seja reduzido. que precisa obter dados reais em tempo real porém não demanda grande capacidade computacional para isto. por exemplo. sendo hábil para executar mais tarefas que um microprocessador. periféricos de computadores e até armamentos militares. e outros. No caso de memória. que consistem apenas em pequenos computadores com atividades comuns. um circuito responsável por monitorar a temperatura de um ambiente. os microcontroladores podem ser classificados em dois tipos: microcontroladores de propósito geral. Os microprocessadores são mais voltados para o alto processamento.2 Diferença entre Microcontrolador e Microprocessador Em geral. utilizando . brinquedos eletrônicos.25 Os microcontroladores são encontrados em tipos variados de dispositivos no mercado como eletrodomésticos.1. conseguindo trabalhar com grandes quantidades de dados em grande velocidade. Para isso. etc. contendo um conjunto de instruções específico para alguma atividade (multimídia. os microprocessadores possuem apenas a CPU (Central Process Unit). que é responsável pelo processamento. Por possuírem uma arquitetura completa e uma estrutura simplificada. um microcontrolador possui mais dispositivos que um microprocessador. mas que trabalham continuamente. podendo ser comprado por um preço bem mais baixo que um microprocessador. os microprocessadores modernos possuem a memória cache acoplada. formando módulos auxiliares. Segundo Tanenbaum (2007). cálculos fracionários.). que possuem uma vertente definida. Por essa variedade de aparelhos os microcontroladores possuem um mercado mais amplo que os microprocessadores. Esses módulos são responsáveis pelas funções principais da arquitetura VonNeumann (memórias e E/S). os microcontroladores podem obter melhor desempenho em tarefas que não demandam muito processamento. Os demais dispositivos necessários devem ser implantados externamente ao microprocessador. e microcontroladores de propósito específico. 3.

um desenvolvedor de sistemas não precisa se preocupar com a entrada e saída de dados ou a forma de armazenamento pois o microcontrolador mantém todos esses componentes encapsulados em um único chip. NICOLOSI.26 para armazenar as informações a serem executadas. Nos microcontroladores todos estes módulos estão inseridos em um único componente (FERREIRA. 1998). Figura 5: Microcontrolador contém uma CPU como o microprocessador (NICOLOSI. 2007). porém ainda existem diferenças em relação aos microcontroladores (FERREIRA. sendo suficiente apenas para trabalhar com poucos dados a uma baixa frequência. Comparando microprocessador com microcontrolador. o que permite que o microcontrolador seja autônomo. Nicolosi (2007) afirma que a CPU do . Esta CPU não é tão desenvolvida como a de um microprocessador. 1998. 2007) No interior do microcontrolador também existe uma CPU. ou seja.

onde os computadores são conectados por cabos e tanto enviam quanto recebem dados. assim como demonstrado na Figura 6.2 Sistemas de comunicação 3. Exemplo deste tipo é a transmissão de rádio e televisão. HAYKIN (2004) afirma que existem dois tipos básicos de transmissão: 1.27 microcontrolador corresponde ao microprocessador em um computador. 2. Em um sistema de comunicação pode se destacar outros dois recursos importantes: a potência transmitida e a largura de banda do canal. Comunicação ponto a ponto: é feita entre um transmissor e um único receptor. Esta afirmação foi representada na figura 5. Neste tipo de transmissão os sinais que possuem informação correm somente para uma direção.2. Radiodifusão (broadcasting): é aquele que utiliza apenas um transmissor robusto para vários receptores. aquele que. através de um canal direto. Nesse caso normalmente a comunicação é feita de forma bidirecional. Exemplo são as redes de computadores. o receptor e o transmissor trocam dados entre si. 2004) Em seu livro. 3. Figura 6: Elementos de um sistema de comunicação (HAYHN. onde uma antena distribui o sinal em uma área com várias antenas receptoras. consegue transmitir uma mensagem ao seu destino.1 Definição Entende-se por sistemas de comunicação. ou seja. A potência .

conhecidas também como LAN’s (Local Area Networks). 2008) . 3. Tecnologia de transmissão.2. 2004). Segundo Tanenbaum (2003). scanner ou multifuncionais) ou envio/recebimento de informações. para o compartilhamento de recursos (impressoras.28 transmitida é a intensidade do sinal enviado pelo meio. Normalmente é utilizada para conectar computadores pessoais e estações de trabalho nas empresas e em instalações industriais.2 Redes Locais As redes locais. existem três características que distingue a rede LAN da demais:    Tamanho. são redes reservadas. que abrangem um único edifício ou campus universitário. Figura 7: Topologias de Redes (ROSS. A largura de banda do canal é o espaço alocado para a transmissão do sinal (HAYKIN. Topologia.

neste caso levam a nomenclatura de WLAN (Wireless Local Area Network). podemos visualizar na figura 7 alguns tipos de topologia.565 (sem a necessidade de repetidores de sinal5). Tipo de Rede WPAN Cobertura Espaço operacional pessoal. CDMA. normalmente 10 metros Prédios ou campus.15 802. GPRS. Podemos lembrar também de quando se iniciou o compartilhamento de recursos.2 Kbps WWAN Redes de Satélite Médio-alto Alto Tabela 2: Tipos de rede (ROSS. 2008) 5 Equipamentos responsáveis por replicar o sinal para evitar atenuação antes de chegar ao destino .11a. os engenheiros começaram a desenvolver algumas tecnologias de rede sem fio. Diante deste requisito. EDGE. HIPERLAN/2 GSM.2. 3. não podendo ultrapassar a distância de 100 metros conforme a NBR 14. como impressoras e scanners.29 As redes locais possuem tamanho limitado. O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) já possui padrões para normalizar as redes sem fio que existem hoje no mercado. CDMA. Esses padrões podem ser vistos na tabela 2. Topologia é um termo que caracteriza como os objetos estão dispostos em uma área. b. FDMA Baixo WLAN Médio-baixo 1-54 Mbps 8 Kbps2Mbps 2 Kbps19. Hoje passamos do mundo estático para o móvel e com ele surgiu à necessidade de uma rede permitisse essa mobilidade. redes pessoais Extensão ou alternativa para redes cabeadas Extensão de rede local Extensão de rede local Custo Largura de Banda 0. 802. As redes sem fio vieram para contemplar essa nova exigência. porém já existem muitas redes feitas com comunicação sem fio (wireless). normalmente 100 metros Nacional através de vários fornecedores Global Função Tecnologia de substituição de cabeamento. WCDMA TDMA.3 Redes Sem Fio Avançamos por um caminho de grandes inovações tecnológicas.1-4 Mbps Padrões IrDA. Passamos de computadores que ocupavam galpões para máquinas que cabem dentro do bolso. Uma rede local geralmente utiliza-se o cabo como meio de transmissão. g. Bluetooth. TDMA.

entretanto o mercado incorporou a tecnologia também em notebooks. ciência e medicina.2. Motorola. Intel. Os dispositivos que portam a tecnologia Bluetooth operam na banda ISM (Industrial. IBM. podendo variar em alguns países entre 2. recebeu o prêmio “Best of Show Technology Award” no COMDEX6 (Computer Dealers’ Exhibition).4 Bluetooth O Bluetooth é um padrão de comunicação entre dispositivos lançando em 1998 por um consórcio de empresas denominado Special Interest Group (SIG). No final do mesmo ano já existiam quatrocentas empresas associadas ao SIG. .30 3.5 mW (4 dBm) 1 mW(0 dBm) Potência min. de saída 1 mW(0 dBm) 0. Classe 1 2 3 Potência máx. Em 1999 foi lançada a versão release 1. Dois anos depois. 500 tipos de aparelhos já utilizavam a tecnologia para troca de dados entre dispositivos.500GHz. Toshiba e Ericsson. Scientific and Medical band7) em uma largura de 2. Ao final do mesmo ano. composto inicialmente por Nokia. Essa classificação é detalhada na tabela 3. de saída 100 mW (20 dBm) 2. entre outros dispositivos. iniciando em 1979 e tendo sua ultima edição em 2003. Como se trata de uma frequência de rádio aberta utiliza-se de um transceiver (um dispositivo transmissor/receptor aplicado na comunicação de dispositivos) para diminuir a atenuação e interferência no sinal. PDAs. O transceptor Bluetooth é classificado quanto a sua potência de transmissão.450GHz. mouses e fones de ouvido. 2011) 6 COMDEX (Computer Dealers' Exhibition) uma feira de exposição que acontecia em novembro.0. e ainda utiliza a técnica de espalhamento de espectro por saltos em frequência. 7 Industrial. impressoras. teclados. expondo periféricos e softwares.400GHz a 2.25mW(-6 dBm) N/A Alcance ≈ 100 m ≈ 10 m ≈ 10 cm Tabela 3: Potência e alcance das classes de Bluetooth (Bluetooth Radio. Scientific and Medical (ISM) é uma banda de radio reservada internacionalmente para o uso de radio frequência nos campos da industria. O objetivo inicial desta tecnologia era padronizar a comunicação entre celulares e periféricos sem a utilização de cabos.

135. que garante a integridade dos dados. Os códigos de acesso e cabeçalho do pacote são transmitidos com modulação GFSK 8. fornece às camadas superiores uma interface default de acesso ao LMP. A tecnologia Bluetooth possui uma arquitetura baseada na camada de rádio. 9 PSK (Phase Shift Keying) é uma forma de modulação em que a informação do sinal digital é embutida nos parâmetros de fase da portadora. O HCI é a Interface de Controle do Host (Host Controller Interface). 225 e 315 em intervalos uniformes. Os pulsos passam por um filtro gaussiano diminuindo assim sua largura espectral. todos os celulares e (principalmente) smartphones possuírem um modulador Bluetooth integrado nativamente. O Bluetooth foi adotado como meio de comunicação nesta solução por permitir a conexão direta entre os dispositivos. Logo acima a camada Baseband (ou banda base) descreve a especificação do Controlador de Enlace (LC). e o bit 0 por uma variação negativa. entretanto a sincronização de carga é feita usando o esquema PSK9. este protocolo é responsável pelo controle do enlace de baixo nível.31 Podemos entender por modulação como a transformação de um sinal que possui uma informação em seu formato original em um sinal “transformado” adequadamente ao meio de transmissão o qual será submetido. Neste sistema de modulação. sendo o bit 1 representado por uma variação positiva da frequência. Outro fator decisório para a escolha do Bluetooth é o fato de. O LMP (Link Manager Protocol) ou Protocolo de Gerenciamento de Enlace é responsável pela configuração e gerenciamento do enlace. lidando com a transmissão de dados via RF (Rádio Frequência) com as respectivas modulações. . 8 GFSK (Gaussian Frequency Shift Keying) é um tipo de modulação no qual consiste em codificar os dados de uma portadora. que obedece à camada física do modelo OSI10. O Logical Link Control and Adaptation Protocol. Este processo ocorre por meio de um sinal senoidal chamado de portadora. dispensando o uso de roteadores ou outros dispositivos para redirecionar o sinal do celular para a placa. lida com a qualidade do serviço QoS11 e segmenta a montagem dos pacotes. A tecnologia Bluetooth possui um modo chamado de Enhanced Data Rate (Taxa de Dados Aprimorada) que é o esquema de modulação alterando o pacote. cuja frequência é maior que a frequência contida no sinal original. a onda portadora é deslocada em graus de 45. 10 Arquitetura para redes de computadores que visa a padronização das diferentes redes 11 QoS do inglês ( Quality of Services) é um conjunto de técnicas para transmissão de dados. tem a função de multiplexação e demultiplexação. basicamente.

o Arduino™ faz a computação física ficar mais semelhante ao desenvolvimento de softwares aplicativos. A ideia por trás do projeto é ter um sistema que permita o desenvolvimento ágil de circuitos. Por ser open source hardware o Arduino oferece um hardware e software bem flexíveis. e o IDE Arduino™. A equipe responsável pela criação e manutenção do projeto (intitulada Arduino Team) é composta por Massimo Banzi. Por possibilitar a programação de circuitos em um nível mais alto. que é o componente físico (hardware). Tom Igoe. que está mais presente no nosso dia-a-dia. por exemplo). ajudando iniciantes em eletrônica no aprendizado. sem nenhuma cobrança de direitos autorais. os códigos fonte do Arduino ou os esquemáticos ficam disponíveis para que qualquer pessoa possa modificá-lo de acordo com sua problemática. que é o software utilizado no computador para desenvolver os programas que serão executados na placa Arduino™ (BANZI.32 3. Isso permite a criação de outros modelos mais focados em uma situação (como uma conexão sem-fio. O Arduino™ foi escolhido para esta solução pela facilidade e agilidade que a plataforma oferece para o desenvolvimento das aplicações.3 Plataforma Arduino Arduino™ é uma plataforma open source hardware composta em duas partes: a placa Arduino™. Figura 8: Logotipo atual do Arduino™ O Arduino™ surgiu na Itália no ano de 2005. 2008). ou seja. . David Cuartielles. Gianluca Martino e David Mellis. Ambas essas partes serão mais detalhadas nos próximos capítulos.

2011). o Arduino™ dispõe de portas (ou pinos) digitais e analógicas. Em uma entrevista. megaAVR. O microcontrolador lê o valor destas portas e converte em um valor entre 0 e 1023 (BANZI. a “comunidade” é livre para utilizar os esquemáticos como quiser.] Muitas pessoas têm desenhado novas placas com base nos projetos anteriores. 2008). David Mellis diz que “uma vantagem é a possibilidade de adaptar o modelo de negócios e o fornecimento a diferentes situações.). Servem para a leitura de dados simples. Para fazer a captura de informações.3. cristal de frequência. por ser um projeto com licença livre. Como dia. O microcontrolador do Arduino™ contém um bootloader12 gravado que é responsável por executar os programas que serão inseridos pelo programador. família megaAVR13 (serie ATmega) (Arduino..  As portas digitais podem ser utilizadas como entrada ou saída de dados. 2009). o que possibilita a troca de sinais com outro microcontrolador ou um computador. que enviam apenas um pulso de energia como um botão e para a escrita de dados. etc. [. duas são dedicadas à comunicação serial. ligadas paralelamente às portas Rx e Tx14 do microcontrolador. Baseia-se em uma placa de circuito contendo um microcontrolador e outros componentes complementares (chip de conversão serial. 12 Um programa gravado diretamente no chip que é responsável por inicializar os outros programas quando o circuito é ligado 13 O microcontrolador ATmel® AVR é dividido em quatro famílias: tinyAVR.” (MELLIS.  As portas de entrada analógica são responsáveis por leitura de dados analógicos (como a tensão de um sensor).33 3.. respectivamente . XMEGA e At94k 14 Pinos Rx (receptor) e Tx (transmissor) responsáveis por receber e enviar sinais. conforme o que o programador definir no código do programa. As placas Arduino™ oficiais (e também a maioria das placas não oficiais) utilizam os microcontroladores Atmel® AVR. Dentre as portas digitais. Porém existem placas não oficiais montadas sobre outros microcontroladores.1 A Placa Arduino A placa Arduino™ é a parte física da Plataforma Arduino™.

mas é fácil encontrar placas com modems Bluetooth ou conectores ethernet16.Modulação por Largura do Pulso) permite o controle da carga elétrica emitida 16 Tecnologia para conexão de redes locais . 4 delas contendo PWM. por exemplo. e 6 portas analógicas. A placa utilizada é baseada no microcontrolador ATmega328. Figura 9: Arduino BT 15 Pulse-Width Modulation (ou MLP . utiliza um microcontrolador ATmega1280 e disponibiliza 54 portal digitais e 16 portas analógicas. O Arduino BT possui 14 portas digitais. O Arduino Mega. O dispositivo serial conectado à placa pode variar com os diferentes modelos de placa. Já o Arduino Uno utiliza um microcontrolador ATmega328 e disponibiliza apenas 14 portas digitais e 6 portas analógicas. Além das portas digitais e analógicas. Esta placa possui um modulador Bluetooth integrado que faz a comunicação serial com os outros dispositivos. Essas portas possuem PWM15.34  As portas de saída analógica são algumas das portas digitais que podem ser programadas para enviarem sinais analógicos. com um clock de 16MHz. por exemplo). Na solução deste trabalho foi utilizada uma placa Arduino BT. Além de receber os programas essas portas seriais podem receber dados (vindos de um computador ou um celular. A quantidade de portas de uma placa Arduino™ varia de acordo com a quantidade de pinos disponíveis no microcontrolador. o Arduino™ possui uma porta serial que é ligada às portas Rx e Tx do microcontrolador. O mais comum é uma porta USB. o que permite que se controle a intensidade do sinal enviado.

A última versão disponibilizada até o desenvolvimento deste trabalho é a versão 00.0 beta18. o IDE segue o mesmo princípio open-source. todo o código fonte (desenvolvido em linguagem Java) está disponível para download no site oficial.2 IDE Arduino O IDE (Integrated Development Environment) Arduino™ é o software que permite o desenvolvimento dos programas que serão executados na placa Arduino™. mas apenas os envolvidos no projeto tem acesso ao software Versão incompleta do software liberada publicamente para realizar testes com os usuários 19 “Camada” responsável por interagir com o usuário e coletar os dados para processamento . o software Arduino™ está disponível no site oficial para qualquer pessoa fazer o download. até a data de encerramento deste trabalho não foram divulgadas as mudanças em relação à versão anterior. Apesar de estar na versão alpha.35 3. Durante o upload o compilador converte os sketchs em arquivos assembly e transfere para a placa via porta serial. disponível para os três principais sistemas operacionais. Na metade deste ano foi lançada a versão 1.22 alpha17. sintática e semântica) no código digitado e sinaliza os possíveis erros. Dentro do IDE Arduino™ existe um compilador que realiza as análises (léxica. 17 18 Versão em construção.3. porém pode-se perceber uma mudança no front-end19. Esses arquivos de códigos fonte gerados pelo Arduino™ são chamados sketchs. Desenvolvida pela mesma equipe que mantém o hardware. De dentro do próprio IDE o desenvolvedor faz o upload dos sketchs para a placa Arduino™.

3 Computação Física A Computação Física é a técnica que busca criar sistemas que possam interagir com o mundo real. usando software e hardware para este fim. e respondem à. [. capturando informações do meio em que está inserido e interagindo com essas informações. Funda-se em dispositivos eletrônicos (sensores. p. realidade fisica {sic} analógica que os rodeia.36 Figura 10: Interface do IDE Arduino™ versão 00. atuadores) conectados a um microcontrolador com um software. não apenas áreas e computação ou elétrica.] computação fisica {sic} engloba todas as disciplinas que permitem construir equipamentos digitais de computação que interagem com. O software no microcontrolador é responsável por processar as informações recebidas dos dispositivos conectados e executar a sua ação.. 3).22 3. Fonseca (2009) diz que esta técnica pode ser utilizada por várias áreas.3. como afirma Banzi (2008. . O campo de computação física é bastante explorar por designers e artistas plásticos em suas obras..

4 Android Android™ é o nome dado a um conjunto de tecnologias. as quais podem citar sistema operacional. porém não dá suporte a alguns itens cruciais em algumas distribuições como windowing system. O Google®. O grande chamariz do Linux. Ambas as partes serão detalhadas nos capítulos seguintes. os componentes são instalados independentemente. componente de interface gráfica. O Android™ foi construído baseado no sistema operacional Linux. com quatro cômodos sendo um o banheiro. que se baseia no aplicativo desenvolvido no smartphone Android™. Esse fator foi o que influenciou na escolha da plataforma Android™ para o desenvolvimento do aplicativo remoto. atualmente. utilizada para várias arquiteturas de computadores). 2009) 3. Para simular um ambiente residencial o circuito foi montado sobre uma maquete com dimensões em escala real de uma casa pequena. que consiste no circuito elétrico e o programa carregado na placa Arduino™. destinado principalmente para os dispositivos móveis. Esta tecnologia tem o propósito de auxiliar o desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis e fazer com que todos os recursos sejam utilizados. empresa responsável pelo projeto Android™. middleware e interface gráfica.5 Detalhamento da Solução A solução desenvolvida é composta por duas partes: a parte física. Na maquete foram utilizados LEDs para representar . e a móvel (mobile). tablets e smartphones. a segurança. portanto para um aplicativo tentar acessar aos dados de outro aplicativo ele deverá ter permissão do usuário. e glibc (biblioteca C. disponibiliza o código de toda a plataforma.37 (FONSECA. 3. porém existem algumas regras para a comercialização dos aplicativos. foi implementado no sistema Android™. tornando-o um software livre não havendo a necessidade da compra de uma licença para uso ou desenvolvimento.

Os sensores de presença foram construídos utilizando emissores e receptores de infravermelho. o mesmo sketch utilizado em uma placa USB pode ser utilizado em uma placa Bluetooth. O funcionamento se resume em coletar uma entrada de dados digitada pelo usuário e enviá-la pela porta serial em que está conectado o Arduino™.qbang. 20 Disponível em http://rxtx. Os conversores são ligados aos pinos Rx e Tx do microcontrolador central. Por isso a forma de leitura e escrita se mantem a mesma em nível de programação. Para permitir o controle de uma lâmpada normal é necessário montar um circuito utilizando um transístor ligado a um relé. A diferença entre as duas se dá na forma de comunicação.5.38 as lâmpadas da residência. A migração de LEDs para lâmpadas normais não impacta no programa desenvolvido no Arduino™. Em nível de programação o Arduino™ trata o USB e o modem Bluetooth da mesma forma.org .1 Aplicação para testes Para auxiliar no desenvolvimento da solução foi criada uma aplicação para computador para testar os programas no Arduino™. No Arduino BT essa conversão ocorre dentro do modem Bluetooth. Assim. lendo os sinais da porta serial. A aplicação de testes foi desenvolvida em linguagem Java. onde o transístor amplifica o sinal vindo da porta digital do Arduino™ e envia para o relé. Independente da interface de comunicação o microcontrolador central trabalha com um tipo de sinal específico (RS-232). Para a comunicação serial foi necessário a utilização de uma biblioteca externa chamada “RXTXcomm”20. A aplicação se comunica via USB com uma placa Arduino UNO. O Arduino UNO possui um microcontrolador ATmega8U2-MU que faz a conversão do sinal recebido pelo USB para sinal serial e vice-versa. 3. As placas Arduino UNO e Arduino BT possuem o mesmo microcontrolador (ATmega328) e a mesma arquitetura de portas.

As lâmpadas estão ligadas no Arduino™ através das portas digitais 10. A lâmpada acende quando o sinal na porta digital for positivo (1 ou High) e apaga quando o sinal é nulo (0 ou Low).2.5. com quatro cômodos. 12 e 13.1 Sistema de Iluminação O sistema de iluminação oferece controle sobre todas as lâmpadas da residência. .39 3. aqui neste projeto as lâmpadas foram substituídos por LEDs para se adaptar ao tamanho da maquete. No modelo de residência utilizado. Ao mudar a aplicação para o Arduino BT foi necessário alterar esta taxa para 115200 bps. a porta serial estava sendo utilizada com uma taxa de 9600 bits por segundo (bps ou baud) para a comunicação. cada lâmpada ocupa uma porta digital do Arduino™. Para que o Arduino™ identifique a ação que o usuário escolheu foi definido um conjunto de constantes para todo o sistema. 11. conectado ao computador via USB.begin(115200)”. A taxa de baud é definida durante a programação. Neste caso a comunicação serial deve ser iniciada utilizando o comando “Serial. no momento em que a comunicação serial é inicializada. Casa Lâmpada Sensor 1 6 Sala 2 7 Cozinha 3 8 Quarto 4 - Banheiro 5 - Tabela 4: Constantes utilizadas no sistema 3. Quando se tentava trabalhar com as taxas diferentes os dados chegavam inconsistentes no Arduino™ e o programa não reconhecia os valores recebidos. que é a taxa padrão para a conexão via USB.2 Lado Arduino Enquanto a aplicação estava executando sobre o Arduino UNO. Esses valores são imutáveis e devem ser os mesmos tanto no Arduino™ quanto no Android™.5. Como mencionado anteriormente. pois o adaptador Bluetooth do smartphone trabalha com esta taxa de dados.

Os sensores de presença foram feitos a partir de emissores e receptores de infravermelho. o emissor dispara um sinal a cada 5 milissegundos. o programa no Arduino™ ativa o alarme da residência. Ao receber o sinal o receptor gera um pulso positivo que é captado pelo Arduino™. um na sala e um na cozinha.5. Figura 11: Receptor (à esquerda) e emissor (à direita) de infravermelho Ao detectar presença. No modelo de residência adotado foi utilizado apenas dois sensores de presença. Quando ativado. . Quando um objeto se posiciona em frente ao sensor. foi simbolizada por um buzzer para se adaptar ao tamanho reduzido da maquete.2 Sistema de Segurança O sistema de segurança é composto por sensores de presença e uma sirene. disparando a sirene e acendendo todas as lâmpadas da residência até receber um sinal de desligamento do usuário.40 3. Cada sensor é composto por um emissor e um receptor. ao receber um pulso positivo do receptor de infravermelho. Para aumentar o alcance do sensor pode ser utilizado um transistor entre Arduino™ e o emissor. que agem em conjunto. A sirene. ou seja.2. esse sinal e refratado de volta para o sensor e captado através do receptor de infravermelho. O emissor é um LED infravermelho simples (como os emissores encontrados em controles remotos de televisões). na maquete. ligado ao Arduino™ diretamente.

O buzzer ficou ligado na porta 5 configurado como saída de dados utilizando PWM. A integração é toda feita via programação. A retirada de um dos dois não causa grande interferência no funcionamento do outro. 7. 8 e 9. foram utilizados alguns conceitos de orientação a objetos. disponibilizada por Karvinen e Karvinen (2011) e adaptada para atender as necessidades da aplicação. Como existe independência física dos dois sistemas. Essa classe centraliza todas as operações relacionadas à conexão Bluetooth com o dispositivo remoto.3 Lado Android Para estabelecer a comunicação e trocar dados com a placa Arduino™ foi utilizada uma classe chamada “TBlue”. em nível de programação. .5.41 Cada sensor de presença necessita de duas portas digitais. 3. sem precisar modificar o esquema elétrico para torna-la possível.5. a integração dos dois fica mais fácil.2. Assim. 3. o sistema de alarmes e o sistema de iluminação também possuem uma independência. caso seja necessário retirar o sistema de alarmes não será necessário modificar a instalação elétrica do sistema de iluminação. Os dois sensores foram ligados ao Arduino™ pelas portas 6. uma para o emissor e uma para o receptor. sendo as portas 9 e 7 funcionando como saída de dados (emissores) e as portas 6 e 8 funcionando como entrada de dados (receptores). Nesta solução. apenas modificar o código do programa no Arduino. Neste caso os dois sistemas tem um ponto em comum que é o Arduino™. neste caso o Arduino BT.3 Integração dos Sistemas Como tanto o sistema de iluminação quanto o sistema de alarme são controlados pelo Arduino™.

É nesta tela que o usuário desativa o alarme caso este seja disparado. Ao clicar em um dos cômodos da casa o usuário é redirecionado para a tela com os controles desse cômodo. De acordo com o cômodo e a ação escolhida o programa envia um dado para o Arduino™ levando a constante definida para a ação (conforme listado na tabela 4). Além do controle individual de cada cômodo.42 Figura 12: Planta da casa apresentada na tela de interação com o usuário A tela que faz a interação com o usuário apresenta uma planta da casa. A tela de controle é quem captura os comandos do usuário e envia para a placa Arduino™. o sistema também oferece uma tela para o controle de toda a casa. . que permite acender ou apagar todas as luzes e ativar ou desativar todo o sistema de alarmes. como uma visão aérea (figura 12).

como a Arduino Mega. Uma possível solução deste 21 Atraso ao executar uma ação . Apesar do entrave em relação à distância. A placa Arduino BT possui apenas 14 portas digitais. dificultando a inserção dos interruptores convencionais no circuito. Um obstáculo encontrado para a implantação desta solução em uma residência é a integração com os interruptores de parede (ou semelhantes). A solução mantém uma conexão direta entre o Arduino™ e as lâmpadas. Nos testes realizados o sinal começou a atenuar a uma distância de 7 metros. limitando a distância de conexão para até 10 metros sem barreiras. A limitação mais impactante do projeto está na tecnologia adotada. não apresentou delay21 nas ações e foi eficiente em detectar movimentos através do sensor de presença. e não foi possível estabelecer conexão a 10 metros. para o envio e recebimento de dados. Porém o projeto apresentou algumas limitações. Caso haja a necessidade de se conectar mais dispositivos será preciso utilizar outra placa Arduino™ ou então uma placa que ofereça mais portas. neste caso definido na placa Arduino™. O adaptador Bluetooth® do smartphone e o modem do circuito se enquadram na classe 2. Outra dificuldade encontrada foi em relação à quantidade de portas digitais da placa Arduino™ que utilizamos na confecção do circuito. Outra vantagem do Bluetooth® é a segurança no pareamento entre os aparelhos. onde é necessário informar o código de segurança. Esta restrição pode ser amenizada dentro da residência utilizando vários moduladores Bluetooth® espalhados pelo espaço e conectados em paralelo. Durante os testes o sistema apresentou boas respostas aos comandos realizados no celular. por exemplo. sendo que as portas 0 e 1 são dedicadas à comunicação serial. o Bluetooth® oferece uma vantagem sobre outras tecnologias por não depender de outros aparelhos para estabelecer uma comunicação entre os dispositivos.43 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS O projeto desenvolvido consegue atender a necessidade de um controle residencial sobre os sistemas de iluminação e segurança por meio de um smartphone.

ou seja. com circuito fechado de televisão e sensores mais avançados. Muitos recursos sofisticados. . conseguindo atender as necessidades de unificação dos controles e mobilidade. No caso da implantação em uma residência o gasto mais elevado de energia é a alimentação das lâmpadas. porém ainda existe o problema da integração com os interruptores de parede. podendo ser alimentada até com uma bateria. Durante o desenvolvimento foi utilizada uma bateria de 9 volts com um regulador de tensão alimentar a placa. Ao mandar o Arduino™ escrever na porta serial.44 problema é a criação de interruptores que enviem sinal para o Arduino™. Devido a este problema a solução funciona apenas do lado Android™ para o lado Arduino™. para a implantação do sistema. A solução consegue integrar de forma fácil os dois sistemas (iluminação e segurança) sem manter dependência entre os dois. Esta solução também apresenta facilidade na implantação residencial. tornando todo o controle da lâmpada centralizado. como um sistema de segurança mais avançado. Outra dificuldade encontrada no desenvolvimento da aplicação foi a leitura de dados do Arduino™ por parte da aplicação no smartphone. a solução apresentada é viável ao requisito de controle sistemas. enviar dados através do modem Bluetooth™. possibilitando a extração de um deles a qualquer momento. o smartphone não conseguia ler este sinal. necessitam de uma reforma na residência para serem implantados. visto que. pois não necessita de reformas na estrutura da casa para que sejam instalados os dois sistemas. hoje. Apesar das dificuldades encontradas. não é necessário pagar licenças para utilizar as tecnologias. Visto que as residências já possuem a instalação elétrica das lâmpadas prontas é possível aproveitá-la no sistema de iluminação. O fato de ser totalmente desenvolvido sobre plataformas open-source também pode ser considerado uma vantagem. O sistema desenvolvido neste trabalho também apresentou um baixo consumo de energia para seu funcionamento. A placa Arduino™ utiliza uma carga de 5 volts.

integrando o sistema baseado no Arduino™ com um smartphone Android™. Em relação à pesquisa. dificultando o recolhimento de dados para a revisão de literatura. as duas tecnologias apresentam poucas referências bibliográficas. as duas tecnologias oferecem um grande acervo de material como exemplo que podem ser utilizados como base para o desenvolvimento das aplicações. A plataforma Arduino™ pode ser uma boa escolha para se desenvolver uma solução em automação residencial. tanto Arduino™ quanto Android™. tanto na área de computação quanto na área de elétrica e eletrônica. . Com base nos resultados apresentados concluímos que o sistema que desenvolvemos consegue atender as necessidades de controle em uma residência pequena. A solução desenvolvida neste trabalho consegue atender aos requisitos básicos do controle residencial.45 5 CONCLUSÃO Apesar de ser uma área pouco explorada. Em contrapartida. no caso um smartphone portando o sistema Android™. eliminando o uso de diversos controles e centralizando todas as operações em um único dispositivo móvel. o que necessitou um maior tempo de aprendizagem para desenvolver o sistema. A principal dificuldade encontrada no desenvolvimento deste trabalho foi o fato de trabalhar com duas tecnologias até então desconhecida para o grupo. a automação residencial oferece várias oportunidades para desenvolvimento e inovação.

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48 APÊNDICES APÊNDICE A – Esquemático do Arduino BT .

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