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Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de TÈcni- cos em LaboratÛrios de Sa˙de

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FUNDA« O OSWALDO CRUZ

Presidente Paulo Ernani Gadelha Vieira

ESCOLA POLIT…CNICA DE SA⁄DE JOAQUIM VEN¬NCIO

Diretora Isabel Brasil Pereira

Vice-diretor de Pesquisa e Desenvolvimento TecnolÛgico MaurÌcio Monken

Vice-diretora de Ensino e InformaÁ„o M·rcia ValÈria Morosini

Vice-diretor de Gest„o e Desenvolvimento Institucional Sergio Munck

INSTITUTO OSWALDO CRUZ

Diretora T‚nia Cremonini Ara˙jo Jorge

OSWALDO CRUZ Diretora T‚nia Cremonini Ara˙jo Jorge Vice-diretora de Pesquisa, Desenvolvimento TecnolÛgico e

Vice-diretora de Pesquisa, Desenvolvimento TecnolÛgico e InovaÁ„o Mariza GonÁalves Morgado

Vice-diretora de Ensino, InformaÁ„o e ComunicaÁ„o Helene dos Santos Barbosa

Vice-diretora de ServiÁos de ReferÍncia e ColeÁıes CientÌficas Elizabeth Ferreira Rangel

Vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gest„o Christian Maurice Gabriel Niel

Elizabeth Ferreira Rangel Vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gest„o Christian Maurice Gabriel Niel
| 3 Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de Volume
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Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de

Volume 4

ORGANIZADORAS

Etelcia Moraes Molinaro Luzia F·tima GonÁalves Caputo Maria Regina Reis Amendoeira

de Sa˙de Volume 4 ORGANIZADORAS Etelcia Moraes Molinaro Luzia F·tima GonÁalves Caputo Maria Regina Reis Amendoeira
de Sa˙de Volume 4 ORGANIZADORAS Etelcia Moraes Molinaro Luzia F·tima GonÁalves Caputo Maria Regina Reis Amendoeira
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Copyright © 2010 dos autores Todos os direitos desta ediÁ„o reservados ‡ Escola PolitÈcnica de Sa˙de Joaquim Ven‚ncio/FundaÁ„o Oswaldo Cruz

Conselho Editorial

Dr™. Ana Luzia Lauria Filgueiras Dr™. Clarissa Menezes Maya Monteiro Dr™. F·tima ConceiÁ„o Silva Dr. Herman GonÁalves Schatzmayr Dr™. LÈa Camillo-Coura Dr™. Lycia de Brito Gitirana Dra. Marcia Cristina Ferr„o Alexandre Dr. Marco Antonio Ferreira da Costa Dr™. Margareth Maria de Carvalho Queiroz Dr™. Maria Helena Migues da Rocha Le„o Dr™. Maria Regina Reis Amendoeira (presidente) Dr. OtÌlio Machado Pereira Bastos

Capa ZÈ Luiz Fonseca Capa

Projeto Gr·fico e EditoraÁ„o Marcelo Paix„o

Fotos Maria Eveline Castro Pereira Moyses Gomes Marcelino Ortrud Monika Bart Schatzmayr Raphael dos Santos Stephens Rodrigo Mexas

Desenhos Newton Marinho da Costa J˙nior

Revis„o

Luciana Duarte

Secret·ria Executiva da ColeÁ„o Josane Ferreira Filho

CatalogaÁ„o na fonte Escola PolitÈcnica de Sa˙de Joaquim Ven‚ncio Biblioteca EmÌlia Bustamante

de Sa˙de Joaquim V en‚ncio Biblioteca EmÌlia Bustamante M722c Molinaro, Etelcia Moraes Conceitos e mÈtodos para

M722c

Molinaro, Etelcia Moraes Conceitos e mÈtodos para a formaÁ„o de profissionais em laboratÛrios de sa˙de: volume 1 / OrganizaÁ„o de Etelcia Moraes Molinaro, Luzia F·tima GonÁalves Caputo e Maria Regina Reis Amendoeira. - Rio de Janeiro: EPSJV; IOC, 2009.

290 p. : il. , tab. , graf. ISBN: 978-85-98768-41-0

1. TÈcnicas e Procedimentos de LaboratÛrio.2. Pessoal de LaboratÛrio. 3. LaboratÛrios. 4. FormaÁ„o de TÈcnicos. 5. Sa˙de e EducaÁ„o. I. TÌtulo. II. Caputo, Luzia F·tima GonÁalves. III. Amendoeira, Maria Regina Reis.

CDD 542.1

5. Sa˙de e EducaÁ„o. I. TÌtulo. II. Caputo, Luzia F·tima GonÁalves. III. Amendoeira, Maria Regina Reis.
| 5 AutoresAutoresAutoresAutoresAutores AntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnio TTTTTevaevaevaevaeva BiÛlogo, Doutor
| 5 AutoresAutoresAutoresAutoresAutores AntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnio TTTTTevaevaevaevaeva BiÛlogo, Doutor
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| 5 AutoresAutoresAutoresAutoresAutores AntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnio TTTTTevaevaevaevaeva BiÛlogo, Doutor
| 5 AutoresAutoresAutoresAutoresAutores AntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnio TTTTTevaevaevaevaeva BiÛlogo, Doutor
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| 5 AutoresAutoresAutoresAutoresAutores AntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnio TTTTTevaevaevaevaeva BiÛlogo, Doutor

| 5

AutoresAutoresAutoresAutoresAutores

AntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnioAntÙnio TTTTTevaevaevaevaeva BiÛlogo, Doutor em Biologia Celular e Molecular pela FundaÁ„o Oswaldo Cruz/Fiocruz. Tecnologista em Sa˙de P˙blica do LaboratÛrio de Pesquisa em Leishmaniose do Instituto Oswaldo Cruz/IOC/Fiocruz. (Egresso do Curso TÈcnico de Pesquisa em Biologia Parasit·- ria/Instituto Oswaldo Cruz/IOC, 1984).

AureaAureaAureaAureaAurea MariaMariaMariaMariaMaria LageLageLageLageLage dedededede MoraesMoraesMoraesMoraesMoraes BiÛloga, Doutora em CiÍncias pela FundaÁ„o Oswaldo Cruz/Fiocruz. Pesquisadora Titular e Chefe do LaboratÛrio de BiÛloga, Doutora em CiÍncias pela FundaÁ„o Oswaldo Cruz/Fiocruz. Pesquisadora Titular e Chefe do LaboratÛrio de Taxonomia, BioquÌmica e BioprospecÁ„o de Fungos do Institu- to Oswaldo Cruz/IOC/Fiocruz.

de F ungos do Institu- to Oswaldo Cruz/IOC/Fiocruz. Fl·viaFl·viaFl·viaFl·viaFl·via

Fl·viaFl·viaFl·viaFl·viaFl·via CoelhoCoelhoCoelhoCoelhoCoelho RibeiroRibeiroRibeiroRibeiroRibeiro Medica Veterin·ria, Doutora em CiÍncias em DiagnÛstico de doenÁas infecciosas pelo Instituto de Pesquisa ClÌnica Evandro Chagas/IPEC/Fiocruz. Professora/pesquisadora da Escola PolitÈcnica de Sa˙de Joaquim Ven‚ncio/EPSJV/Fiocruz.

JosÈJosÈJosÈJosÈJosÈ CarlosCarlosCarlosCarlosCarlos CoutoCoutoCoutoCoutoCouto FernandezFernandezFernandezFernandezFernandez BiÛlogo, Doutor em Biologia Celular e Molecular pela FundaÁ„o Oswaldo Cruz/Fiocruz. Pesquisador Titular em Sa˙de P˙blica pelo Instituto Oswaldo Cruz/IOC/Fiocruz. (Egresso do Curso TÈcnico de Pesquisa em Biologia Parasit·ria/Instituto Oswaldo Cruz/IOC, 1983).

JoseliJoseliJoseliJoseliJoseli MariaMariaMariaMariaMaria dadadadada RochaRochaRochaRochaRocha NogueiraNogueiraNogueiraNogueiraNogueira BiÛloga, Doutora em CiÍncias pela Escola Nacional de Sa˙de P˙blica/ENSP/Fiocruz. Tecnologista SÍnior, do LaboratÛrio de Pesquisa e ServiÁo em Sa˙de P˙blica/ENSP/ Fiocruz.

P˙blica/ENSP/Fiocruz. Tecnologista SÍnior, do LaboratÛrio de Pesquisa e ServiÁo em Sa˙de P˙blica/ENSP/ Fiocruz.
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LeilaLeilaLeilaLeilaLeila AbboudAbboudAbboudAbboudAbboud DiasDiasDiasDiasDias CarneiroCarneiroCarneiroCarneiroCarneiro BiÛloga, Mestre em CiÍncias em Biologia Celular e Molecular pelo Instituto Oswaldo Cruz/IOC/Fiocruz); Pesquisadora Colaboradora integrante do Grupo da Rede Microbicidas do LaboratÛrio de Imunologia ClÌnica do Instituto Oswaldo Cruz/IOC/Fiocruz.

LucienyLucienyLucienyLucienyLucieny dedededede FariaFariaFariaFariaFaria SouzaSouzaSouzaSouzaSouza MiguelMiguelMiguelMiguelMiguel BiÛloga e FarmacÍutica, especialista em bacteriologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ. Microbiologista do LaboratÛrio Central de Sa˙de P˙blica Noel Nutels setor de Bacteriologia do LaboratÛrio Central de Sa˙de P˙blica/LACEN.

MariaMariaMariaMariaMaria BeatrizBeatrizBeatrizBeatrizBeatriz SiqueiraSiqueiraSiqueiraSiqueiraSiqueira CamposCamposCamposCamposCampos dedededede OliveiraOliveiraOliveiraOliveiraOliveira BiomÈdica, Mestre em EducaÁ„o /UNESA. Doutora em Ensino em BiociÍncias e Sa˙de/ IOC/Fiocruz. Tecnologista SÍnior da Escola PolitÈcnica de Sa˙de Joaquim Ven‚ncio/ EPSJV/Fiocruz.

PPPPPauloauloauloauloaulo RRRRRobertoobertoobertoobertooberto SoaresSoaresSoaresSoaresSoares StephensStephensStephensStephensStephens BiÛlogo, Mestre em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ. Tecnologista SÍnior em Sa˙de P˙blica do LaboratÛrio de Imunologia ClÌ- nica do Instituto Oswaldo Cruz /IOC/Fiocruz. Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ. T ecnologista SÍnior em Sa˙de P˙blica do LaboratÛrio de Imunologia

RRRRRodrigoodrigoodrigoodrigoodrigo dedededede AlmeidaAlmeidaAlmeidaAlmeidaAlmeida PPPPPaesaesaesaesaes Microbiologista e Imunologista, Mestre em CiÍncias pelo Instituto Oswaldo Cruz/IOC/ Fiocruz. TÈcnico em Sa˙de P˙blica II do Instituto de Pesquisa ClÌnica Evandro Chagas/ IPEC/Fiocruz.

Instituto de Pesquisa ClÌnica Evandro Chagas/ IPEC/Fiocruz. VVVVValmiralmiralmiralmiralmir

VVVVValmiralmiralmiralmiralmir LaurentinoLaurentinoLaurentinoLaurentinoLaurentino SilvaSilvaSilvaSilvaSilva BiÛlogo, Doutor em Biologia Animal pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro/ UFRRJ. Tecnologista em Sa˙de P˙blica do Departamento de CiÍncias BiolÛgicas da Escola Nacional de Sa˙de P˙blica/ENSP/Fiocruz. (Egresso do Curso TÈcnico de Pesquisa em Biologia Parasit·ria/Instituto Oswaldo Cruz/IOC, 1984)

VVVVVerÙnicaerÙnicaerÙnicaerÙnicaerÙnica LeiteLeiteLeiteLeiteLeite dedededede HolandaHolandaHolandaHolandaHolanda BiÛloga, Mestranda no curso de PÛs-GraduaÁ„o em Microbiologia Veterin·ria pela Uni- versidade Federal Rural do Rio de Janeiro/UFRRJ. Professora do Governo do Estado do Rio de Janeiro/SEE-RJ.

pela Uni- versidade Federal Rural do Rio de Janeiro/UFRRJ. P rofessora do Gover no do Estado
| 7 Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13 ApresentaÁ„o pelas organizadoras CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo
| 7 Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13 ApresentaÁ„o pelas organizadoras CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo
| 7 Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13 ApresentaÁ„o pelas organizadoras CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo
| 7 Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13 ApresentaÁ„o pelas organizadoras CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo
| 7 Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13 ApresentaÁ„o pelas organizadoras CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo
| 7 Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13 ApresentaÁ„o pelas organizadoras CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo
| 7 Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13 ApresentaÁ„o pelas organizadoras CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo

| 7

Pref·cio 9 ApresentaÁ„o da coleÁ„o 13

ApresentaÁ„o pelas organizadoras

CapÌtulo 1. Imunologia CapÌtulo 2. Virologia CapÌtulo 3. Bacteriologia CapÌtulo 4. Micologia

19

125

221

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15

Sum·rioSum·rioSum·rioSum·rioSum·rio

2. Virologia CapÌtulo 3. Bacteriologia CapÌtulo 4. Micologia 19 125 221 399 15 Sum·rioSum·rioSum·rioSum·rioSum·rio
2. Virologia CapÌtulo 3. Bacteriologia CapÌtulo 4. Micologia 19 125 221 399 15 Sum·rioSum·rioSum·rioSum·rioSum·rio
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| 9 PREF£CIOPREF£CIOPREF£CIOPREF£CIOPREF£CIO O Chico Trombone costumava me dizer: ñ Isso eu sei fazer,
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PREF£CIOPREF£CIOPREF£CIOPREF£CIOPREF£CIO

O

Chico Trombone costumava me dizer:

ñ

Isso eu sei fazer, Dr. Luiz Fernando, aprendi com Joaquim Ven‚ncio.

E

era com orgulho que se referia a seu mestre.

Vimos, portanto, que a formaÁ„o de tÈcnicos j· vem dos tempos de Oswaldo. … claro que n„o era institucionalizado como hoje. Eram outros tempos.E era com orgulho que se referia a seu mestre. Joaquim Ven‚ncio nasceu na fazenda Bela

Joaquim Ven‚ncio nasceu na fazenda Bela Vista, em Minas Gerais. Era a fazenda da m„e de Carlos Chagas, pai. Em 1916, veio trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz. Veio e deu certo. O Dr. Lutz teria dito certa vez:

ñ N„o troco o Ven‚ncio por nenhum doutor de Oxford ou de Cambridge.

Se n„o disse, pensou.

doutor de Oxford ou de Cambridge. Se n„o disse, pensou. EficiÍncia nos processos de seleÁ„o de

EficiÍncia nos processos de seleÁ„o de pessoal? CompetÍncia do serviÁo de recursos humanos? Evidentemente que n„o. N„o havia nada disso nessa Època. As coisas eram muito mais simples, e davam certo. Veio porque era amigo do velho Carlos Chagas. Amigos de inf‚ncia. Brincaram juntos na fazenda.

Quando Joaquim Ven‚ncio faleceu, em 27 de agosto de 1955, teve seu necrolÛgio publicado na Revista Brasileira de Biologia. Lugar de ne-

faleceu, em 27 de agosto de 1955, teve seu necrolÛgio publicado na Revista Brasileira de Biologia
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crolÛgio de cientista famoso. Cito textual: ìJoaquim Ven‚ncio conseguiu, durante cerca de 35 anos que trabalhou ativamente, aprender zoologia que conhecia de modo invej·vel. Como decorrÍncia das contingÍncias da vida, n„o teve oportunidade de instruir-se, mas sua mentalidade era de um homem culto. Pela convivÍncia com o Dr. Lutz, pela observaÁ„o direta do que via nas excursıes e no laboratÛrio, adquiriu conhecimento detalhado de v·rios grupos zoolÛgicos, principalmente anfÌbios, moluscos fluviais e trematÛdeos. Chegou a conhecer muito bem os anfÌbios e, com grande facilidade, os classificava nas excursıes pela voz. Dadas as indicaÁıes feitas pelo Dr. Lutz em seus trabalhos, h· casos em que foi citado na literatura como colaborador diretoî.

Joaquim Ven‚ncio era, sem d˙vida, um naturalista. Era competente, tinha o domÌnio do ofÌcio, a maestria da arte.

E gostava de ensinar. Ensinou muita gente.

Certa vez, o Venancinho me disse:

ñ Era a Escola do Ven‚ncio, nÈ? Foi muito boa, nÈ?

*

Na presidÍncia de Sergio Arouca, resolvemos atualizar a ìEscola de Ven‚ncioî. E foi assim que surgiu a Escola PolitÈcnica, com o nome do seu patrono. Cresceu e abriu v·rias frentes, desde a vocaÁ„o cientÌfica aos cursos de nÌvel mÈdio complementados pela formaÁ„o de tÈcnicos. Foi um Íxito, como a antiga. Aparece sempre nos primeiros lugares nas avaliaÁıes e j· se estendeu a outras instituiÁıes.

*

E agora surgem os livros did·ticos. Organizado por Etelcia Moraes

Molinaro, Luzia F·tima GonÁalves Caputo e Maria Regina Reis Amendo- eira, vem ‡ luz a coleÁ„o Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de

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Caputo e Maria Regina Reis Amendo- eira, vem ‡ luz a coleÁ„o Conceitos e MÈtodos para
Caputo e Maria Regina Reis Amendo- eira, vem ‡ luz a coleÁ„o Conceitos e MÈtodos para
Pref·cio | 11 TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de , reunindo professores de v·rias uni- dades
Pref·cio | 11 TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de , reunindo professores de v·rias uni- dades
Pref·cio | 11 TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de , reunindo professores de v·rias uni- dades
Pref·cio | 11 TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de , reunindo professores de v·rias uni- dades
Pref·cio | 11 TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de , reunindo professores de v·rias uni- dades
Pref·cio | 11 TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de , reunindo professores de v·rias uni- dades
Pref·cio | 11
Pref·cio
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TÈcnicos em LaboratÛrios de Sa˙de, reunindo professores de v·rias uni- dades da Fiocruz.

Os capÌtulos oferecem a histÛria da tÈcnica, os seus fundamentos, a maneira moderna de realiz·-la, as suas aplicaÁıes, a organizaÁ„o do labora- tÛrio etc.

… ˙til para os cursos da FundaÁ„o e para outros externos. Mostra, tambÈm, o quanto as unidades da Fiocruz est„o integradas na realizaÁ„o de suas tarefas.

Ensino È quest„o primordial. Sem ele, o paÌs n„o se desenvolve.

Est· de parabÈns a Fiocruz pela realizaÁ„o de mais uma tarefa de primordial import‚ncia.

Oswaldo Cruz est· orgulhoso dos seus continuadores.

LuizLuizLuizLuizLuiz FernandoFernandoFernandoFernandoFernando FerreiraFerreiraFerreiraFerreiraFerreira

Pesquisador EmÈrito da FundaÁ„o Oswaldo Cruz

FerreiraFerreiraFerreiraFerreiraFerreira Pesquisador EmÈrito da FundaÁ„o Oswaldo Cruz
FerreiraFerreiraFerreiraFerreiraFerreira Pesquisador EmÈrito da FundaÁ„o Oswaldo Cruz
12 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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ApresentaÁ„oApresentaÁ„oApresentaÁ„oApresentaÁ„oApresentaÁ„o A colet‚nea de livros intitulada Conceitos
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ApresentaÁ„oApresentaÁ„oApresentaÁ„oApresentaÁ„oApresentaÁ„o

A colet‚nea de livros intitulada Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de, organizada por Etelcia Moraes Molinaro, Luzia F·tima GonÁalves Caputo e Maria Regina Reis Amendoeira È antes de tudo uma obra original, importante e necess·ria. Original porque n„o existe na literatura tÈcnica em sa˙de, na ·rea biomÈdica brasileira e internacio- nal, pelo menos que eu saiba, algo semelhante em abrangÍncia, profundidade e seleÁ„o dos temas abordados; importante pelo p˙blico alvo a que se desti- na, muito alÈm da ìFormaÁ„o de TÈcnicos de LaboratÛriosî, abrangendo certa- mente todos os profissionais de sa˙de, e È necess·ria porque servir· como obra de referÍncia para a formaÁ„o dos mencionados tÈcnicos e de consulta obrigatÛria para todos os profissionais de sa˙de que necessitem de esclareci- mento dos aspectos tÈcnicos ali abordados.A colet‚nea de livros intitulada Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de

Versada em cinco volumes e 22 capÌtulos, organizados em sequÍncia lÛgica, desde a biosseguranÁa e boas pr·ticas de laboratÛrio, passando por todos os fundamentos das tÈcnicas laboratoriais, bioquÌmica b·sica, biologia celular e molecular, histologia e ultraestrutura, atÈ atingir o cerne da pr·tica laboratorial, da imunologia ‡ infectoparasitologia ñ virologia, bacteriologia, micologia, protozoologia e helmintologia e seus vetores, com a entomologia mÈdica e a malacologia. Os autores que escrevem os respectivos capÌtulos,

e seus vetores, com a entomologia mÈdica e a malacologia. Os autores que escrevem os respectivos
e seus vetores, com a entomologia mÈdica e a malacologia. Os autores que escrevem os respectivos
14 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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s„o do melhor nÌvel intelectual e cientÌfico, com a titulaÁ„o de mestres, douto- res e especialistas, com grande experiÍncia pr·tica nos assuntos de que tratam.

Parabenizo o Instituto Oswaldo Cruz e a Escola PolitÈcnica Joaquim Ven‚ncio, que patrocinaram esta obra de referÍncia, os quais, desde seus primÛrdios, valorizaram a qualidade da formaÁ„o dos seus tÈcnicos e com eles povoaram e est„o povoando o Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste com o que temos de melhor ñ os fundamentos para uma boa pesquisa. Aproveito esta oportunidade para homenagear a figura de Henry Willcox, que no inÌcio da dÈcada de 1980, quando o convidei para me ajudar na coordenaÁ„o dos cursos de pÛs-graduaÁ„o em Biologia Parasit·ria e Medicina Tropical do Institu- to Oswaldo Cruz, foi o grande incentivador para criarmos paralelamente o Curso de TÈcnico em Pesquisa, do qual foi o seu primeiro coordenador.

Igualmente parabenizo as organizadoras desta colet‚nea e a Fiocruz como um todo, pelo lanÁamento desta obra pioneira.em Pesquisa, do qual foi o seu primeiro coordenador. JosÈJosÈJosÈJosÈJosÈ

JosÈJosÈJosÈJosÈJosÈ RodriguesRodriguesRodriguesRodriguesRodrigues CouraCouraCouraCouraCoura Pesquisador Titular EmÈrito Chefe do LaboratÛrio de DoenÁas Parasit·rias ñ IOC/Fiocruz

CouraCouraCouraCouraCoura Pesquisador Titular EmÈrito Chefe do LaboratÛrio de DoenÁas Parasit·rias ñ IOC/Fiocruz
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(Oswaldo Cruz 1872-1917)

As alteraÁıes pelas quais passa o mundo com a globalizaÁ„o trazem como consequÍncia o surgimento de novos paradigmas tecnolÛgicos, fazen- do-se necess·rio que o ensino da ·rea da sa˙de atenda ‡s exigÍncias do mundo moderno, do trabalho e do atual perfil do tÈcnico da ·rea.(Oswaldo Cruz 1872-1917) Os cursos para a formaÁ„o de tÈcnicos da FundaÁ„o

Os cursos para a formaÁ„o de tÈcnicos da FundaÁ„o Oswaldo Cruz - Fiocruz buscam demonstrar os princÌpios cientÌficos envolvidos com as tÈcnicas laboratoriais, preparando os alunos para as transformaÁıes no mundo do traba- lho em sa˙de, decorrentes do desenvolvimento tecnolÛgico e cientÌfico. Nes- te contexto, duas Unidades TÈcnicas CientÌficas desta instituiÁ„o, o Institu- to Oswaldo Cruz ñ IOC e a Escola PolitÈcnica de Sa˙de Joaquim Ven‚ncio ñ EPSJV, historicamente s„o as respons·veis por coordenarem cursos e espe- cializaÁıes tÈcnicas que se firmaram como modelos desses princÌpios. Essas Unidades, na ·rea de ensino tÈcnico, sempre estiveram intrinsecamente ligadas, e os professores realizam permanente parcerias entre si. Muitos de nÛs, egres- sos desses cursos, s„o hoje docentes e autores desta coleÁ„o.

AlÈm da formaÁ„o tÈcnica de profissionais em nÌvel regional e nacional, intensificou-se, na Fiocruz, a demanda para o estabelecimento de cooperaÁıes tÈcnicas internacionais, que por sua expertise e capacidade de produzir, pas-

para o estabelecimento de cooperaÁıes tÈcnicas internacionais, que por sua expertise e capacidade de produzir, pas-
para o estabelecimento de cooperaÁıes tÈcnicas internacionais, que por sua expertise e capacidade de produzir, pas-
16 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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16 | Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de

sou a divulgar conhecimentos, elaborando cursos, metodologias e tecnologias educacionais. A Escola PolitÈcnica È Centro Colaborador da OrganizaÁ„o Mundial da Sa˙de (OMS) para a educaÁ„o de tÈcnicos em sa˙de, desde

2004.

A ideia da publicaÁ„o dessa coleÁ„o surgiu da necessidade conjunta das duas Unidades da Fiocruz de produzir material did·tico, que atendesse aos alunos dos cursos de NÌvel TÈcnico em Sa˙de da Fiocruz e de outros locais.Desse modo, o nosso principal desafio È oferecer conte˙do que abarque toda a ·rea tÈcnica de sa˙de utilizada nos principais cursos de nÌvel mÈdio, e, que ao mesmo tempo, possa manter-se suficientemente atualizado.

Dada a complexidade da estrutura instrumental e pedagÛgica dos Cursos TÈcnicos, se fez necess·ria a publicaÁ„o de uma coleÁ„o, escolhendo-se tÛpi- cos de import‚ncia b·sica. Para tanto, foram convidados pesquisadores/profes- sores com experiÍncia em ensino de Cursos de NÌvel TÈcnico e de destacado conhecimento nos temas abordados nos 22 capÌtulos, que constituem os cinco volumes da coleÁ„o.ao mesmo tempo, possa manter-se suficientemente atualizado. A coleÁ„o Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de

A coleÁ„o Conceitos e MÈtodos para a FormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de tem como objetivo integrar conhecimentos teÛricos e pr·ticos, proporcionando ao aluno informaÁıes que possibilitem uma perma- nente reflex„o de seu papel como agente transformador dos processos e atividades de ensino, pesquisa cientÌfica e desenvolvimento tecnolÛgico. Ou- tro objetivo inconteste destes livros È servir para professores, como norteadores da definiÁ„o curricular de seus cursos.

Visando garantir a autonomia dos autores, e respectivas responsa- bilidades, foi mantida a formataÁ„o original dos textos, inclusive fotos, figuras, diagramas. Podem ocorrer tambÈm, algumas repetiÁıes de conte˙do em alguns capÌtulos, mas, a nosso ver, a retirada de partes de capÌtulos j· abordadas poderia descontextualizar o texto.

alguns capÌtulos, mas, a nosso ver, a retirada de partes de capÌtulos j· abordadas poderia descontextualizar
alguns capÌtulos, mas, a nosso ver, a retirada de partes de capÌtulos j· abordadas poderia descontextualizar
ìUm sonho quase realizadoî | 17 O pontapÈ inicial deste sonho sÛ foi possÌvel pelo
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O pontapÈ inicial deste sonho sÛ foi possÌvel pelo incondicional apoio dado pelo professor AndrÈ Paulo da Silva Malh„o, pela Dra. Isabel Brasil Pereira, pessoa-chave desencadeadora do processo, e pela Dra. T‚nia

Cremonini de Ara˙jo Jorge, que apoiaram e incentivaram institucionalmente

o projeto. Agradecemos especialmente aos autores que abraÁaram este tra-

balho com muito entusiasmo e que possibilitaram a sua concretizaÁ„o. E um carinho especial para Josane Ferreira Filho pela organizaÁ„o paciente de nossas reuniıes e textos, com a gratid„o das organizadoras e autores.

Agradecemos em especial aos renomados cientistas emÈritos da FundaÁ„o Oswaldo Cruz, doutores Luiz Fernando Ferreira ñ patrono da EPSJV ñ e JosÈ Rodrigues Coura, que nos deram a honra de apresen- tar esta coleÁ„o.

Esperamos assim, estar contribuindo para a sistematizaÁ„o do conhe- cimento dos leitores sobre os diversos tÛpicos abordados em cada capÌtu-

lo, apresentando cada assunto de forma did·tica e sintÈtica, recomendando

a consulta ‡ literatura especializada sempre que houver necessidade de aprofundamento do conhecimento em determinados temas.

EtelciaEtelciaEtelciaEtelciaEtelcia MoraesMoraesMoraesMoraesMoraes MolinaroMolinaroMolinaroMolinaroMolinaro LuziaLuziaLuziaLuziaLuzia F·timaF·timaF·timaF·timaF·tima GonÁalvesGonÁalvesGonÁalvesGonÁalvesGonÁalves CaputoCaputoCaputoCaputoCaputo MariaMariaMariaMariaMaria ReginaReginaReginaReginaRegina ReisReisReisReisReis AmendoeiraAmendoeiraAmendoeiraAmendoeiraAmendoeira

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18 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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1.1.1.1.1. IntroduÁ„oIntroduÁ„oIntroduÁ„oIntroduÁ„oIntroduÁ„o ‡‡‡‡‡ ImunologiaImunologiaImunologiaImunologiaImunologia

CapÌtulo 1

ImunologiaImunologiaImunologiaImunologiaImunologia

AntÙnio Teva JosÈ Carlos Couto Fernandez Valmir Laurentino Silva

Teva JosÈ Carlos Couto Fernandez Valmir Laurentino Silva A imunologia È uma ciÍncia recente. Sua origem

A imunologia È uma ciÍncia recente. Sua origem È atribuÌda, por alguns

autores, a Edward Jenner, que, em 1796, verificou proteÁ„o induzida pelo cowpox (vÌrus da varÌola bovina) contra a varÌola humana, nomeando tal pro- cesso da vacinaÁ„o. No entanto, È sabido que, na antiguidade, os chineses j· inalavam o pÛ das crostas secas das p˙stulas de varÌola ou as inseriam em pequenos cortes na pele, em busca de proteÁ„o.

O sistema imune È o conjunto de cÈlulas, tecidos, Ûrg„os e molÈculas

que os humanos e outros seres vivos usam para a eliminaÁ„o de agentes ou molÈculas estranhas, inclusive o c‚ncer, com a finalidade de se manter a homeostasia do organismo. Os mecanismos fisiolÛgicos do sistema imune con- sistem numa resposta coordenada dessas cÈlulas e molÈculas diante dos orga- nismos infecciosos e dos demais ativadores, o que leva ao aparecimento de respostas especÌficas e seletivas, inclusive com memÛria imunit·ria, que tambÈm

o que leva ao aparecimento de respostas especÌficas e seletivas, inclusive com memÛria imunit·ria, que tambÈm
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pode ser criada artificialmente, atravÈs das vacinas. Na ausÍncia de um sistema imune funcional, infecÁıes leves podem sobrepujar o hospedeiro e lev·-lo ‡ morte. PorÈm, mesmo com um sistema imune funcional, o homem, por exem- plo, pode adquirir uma doenÁa infecciosa ou um c‚ncer, pois a resposta imune especÌfica, diante de um agente agressor, leva tempo para se desenvolver e, alÈm disso, tanto organismos estranhos, como cÈlulas neopl·sicas, desenvol- vem mecanismos de evas„o para fugir da resposta imune.

Neste capÌtulo, ser„o abordados conceitos b·sicos dos principais com- ponentes do sistema imune, os mecanismos de resposta especÌfica ante os diversos agentes infectoparasit·rios, como tambÈm a investigaÁ„o dos vestÌgios da passagem desses agentes, por meio de mÈtodos laboratoriais para pesquisa de antÌgenos e anticorpos especÌficos, principal propÛsito desse texto, uma vez que se destina a alunos de escolas tÈcnicas de nÌvel mÈdio.

2.2.2.2.2. ”rg„os,”rg„os,”rg„os,”rg„os,”rg„os, tecidostecidostecidostecidostecidos eeeee cÈlulascÈlulascÈlulascÈlulascÈlulas envolvidosenvolvidosenvolvidosenvolvidosenvolvidos nanananana respostarespostarespostarespostaresposta imunit·riaimunit·riaimunit·riaimunit·riaimunit·riase destina a alunos de escolas tÈcnicas de nÌvel mÈdio. 2.1. CÈlulas que participam do sistema

imunit·riaimunit·riaimunit·riaimunit·riaimunit·ria 2.1. CÈlulas que participam do sistema imunit·rio As

2.1. CÈlulas que participam do sistema imunit·rio

As respostas imunes s„o mediadas por uma variedade de cÈlulas e por molÈculas que estas cÈlulas expressam (Figura 1). Os leucÛcitos s„o as cÈlulas que desempenham as principais aÁıes, mas outras cÈlulas, que se encontram nos tecidos, tambÈm participam da resposta imunit·ria, enviando sinais e rece- bendo estÌmulos dos leucÛcitos. As cÈlulas que participam do sistema imunit·rio se originam na medula Ûssea, onde muitas evoluem para a fase adulta. A partir da medula, e por meio de vasos sanguÌneos, elas migram junto com todos os elementos celulares do sangue. Inclusive as hem·cias, que transportam o oxigÍ- nio, e as plaquetas que participam da coagulaÁ„o, uma vez que estes elemen- tos se originam das cÈlulas-tronco progenitoras da medula. As cÈlulas que derivam do progenitor mieloide e do progenitor linfoide s„o as que mais

progenitoras da medula. As cÈlulas que derivam do progenitor mieloide e do progenitor linfoide s„o as
Imunologia | 21 interessam para o entendimento das aÁıes do sistema imunit·rio, de modo que,
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interessam para o entendimento das aÁıes do sistema imunit·rio, de modo que, neste texto, n„o ser„o considerados os megacariÛcitos e os eritrÛcitos.

O progenitor mieloide È o precursor dos granulÛcitos, fagÛcitos

mononucleares (macrÛfagos), cÈlulas dendrÌticas e mastÛcitos do sistema imu-

ne. Os macrÛfagos s„o as cÈlulas fagocit·rias mais relevantes. Estas cÈlulas s„o

a forma diferenciada dos monÛcitos sanguÌneos, que se encontram estrategica-

mente distribuÌdos em v·rios tecidos para dar origem ao sistema fagocit·rio mononuclear. Os microgliÛcitos s„o os macrÛfagos do cÈrebro, as cÈlulas de Kupffer s„o os macrÛfagos do fÌgado, os macrÛfagos alveolares fazem parte do tecido pulmonar, entre outros macrÛfagos residentes em diferentes tecidos. As funÁıes dos macrÛfagos se caracterizam pela neutralizaÁ„o, ingest„o e destrui- Á„o de partÌculas, incluindo os biopatÛgenos, alÈm de processar e apresentar antÌgenos para os linfÛcitos T. Neste contexto, s„o as cÈlulas dendrÌticas as

mais especializadas na captura e na apresentaÁ„o de antÌgenos para os linfÛcitos T. As cÈlulas dendrÌticas imaturas migram do sangue para residirem nos tecidosT. Neste contexto, s„o as cÈlulas dendrÌticas as e realizam tanto a fagocitose quanto a micropinocitose.

e realizam tanto a fagocitose quanto a micropinocitose. ApÛs o encontro com

um patÛgeno, maturam rapidamente e migram para os nÛdulos linf·ticos, onde encontram o ambiente adequado para a apresentaÁ„o de antÌgenos.

Os granulÛcitos recebem essa denominaÁ„o por possuÌrem gr‚nulos em

seu citoplasma que se coram densamente por corantes hematolÛgicos tradicio- nais. S„o tambÈm chamados de leucÛcitos polimorfonucleares, devido ‡s formas de seus n˙cleos. Existem trÍs tipos de granulÛcitos, sendo eles os neutrÛfilos, os eosinÛfilos e os basÛfilos; todos com um tempo de vida relativamente curto e produzidos em grande n˙mero durante as respostas inflamatÛrias.

Os neutrÛfilos, assim como os macrÛfagos e as cÈlulas dendrÌticas, s„o

representantes do grupo de cÈlulas fagocit·rias do sistema imunit·rio, mas, diferentemente destas cÈlulas, n„o apresentam antÌgenos para os linfÛcitos T. Os neutrÛfilos s„o os elementos celulares mais numerosos e importantes da

resposta inata.

para os linfÛcitos T. Os neutrÛfilos s„o os elementos celulares mais numerosos e importantes da resposta
para os linfÛcitos T. Os neutrÛfilos s„o os elementos celulares mais numerosos e importantes da resposta
22 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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Os eosinÛfilos parecem ser importantes, principalmente na resposta diante de infecÁıes parasit·rias ou processos alÈrgicos, j· que seu n˙mero aumenta no curso destas reaÁıes.

A funÁ„o dos basÛfilos provavelmente È similar e complementar ‡ dos eosinÛfilos e mastÛcitos.

Os mastÛcitos, cujo precursor parece ser comum aos basÛfilos, devido a semelhanÁas funcionais, tambÈm se diferenciam ao chegar aos tecidos onde residem. Eles se localizam principalmente ‡ margem dos vasos sanguÌneos e liberam mediadores que agem nas paredes vasculares quando ativados.

Figura 1. CÈlulas que participam do sistema inunit·rio

mediadores que agem nas paredes vasculares quando ativados. Figura 1. CÈlulas que participam do sistema inunit·rio
Imunologia | 23 O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o as
Imunologia | 23 O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o as
Imunologia | 23 O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o as
Imunologia | 23 O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o as
Imunologia | 23 O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o as
Imunologia | 23 O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o as
Imunologia | 23 O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o as
Imunologia | 23
Imunologia
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O progenitor linfoide comum d· origem aos linfÛcitos. Os linfÛcitos s„o

as cÈlulas que reconhecem, especificamente, os antÌgenos. Sua morfologia tÌpica consiste em uma pequena cÈlula redonda com n˙cleo esfÈrico. Apesar da aparÍn-

cia uniforme ‡ microscopia Ûtica, v·rios tipos de linfÛcitos podem ser distinguidos

com base nas suas propriedades funcionais e proteÌnas especÌficas que expressam.

A distinÁ„o mais fundamental consiste na classificaÁ„o destas cÈlulas em duas

linhagens principais, conhecidas como linfÛcitos B e linfÛcitos T.

Os linfÛcitos B, tambÈm chamados de cÈlulas B (de bursa ou bolsa de Fabricius, nas aves, e derivadas da medula Ûssea, nos mamÌferos), quando ativados, proliferam e se diferenciam em cÈlulas plasm·ticas ou plasmÛcitos, que s„o as cÈlulas efetoras da linhagem B, cuja funÁ„o principal È a secreÁ„o de anticorpos. Os linfÛcitos T, ou cÈlulas T (derivados do timo), se apresentam em duas classes principais. Uma se diferencia, quando ativada, em cÈlulas T CD8+ ou citotÛxicas, que matam as cÈlulas infectadas, ao passo que a outra classe de cÈlulas T, chamadas de quando ativada, em cÈlulas T CD8+ ou citotÛxicas cÈlulas T CD4+ ou auxiliares , atuam na cÈlulas T CD4+ ou auxiliares, atuam na ativaÁ„o de outras cÈlulas, como os linfÛcitos B e os macrÛfagos, alÈm de coordenar a resposta imunit·ria.

O receptor de antÌgeno da cÈlula B (BCR) (Figura 2) È uma forma de

anticorpo ligada ‡ membrana que a cÈlula B passa a produzir, apÛs sua ativaÁ„o e diferenciaÁ„o em cÈlula plasm·tica. Os anticorpos s„o molÈculas agrupadas em uma classe de subst‚ncias denominadas imunoglobulinas, e o receptor de antÌgeno do linfÛcito B È tambÈm conhecido como imunoglobulina de mem- brana. A imunidade humoral È a principal funÁ„o das cÈlulas B e dos plasmÛcitos, e consiste em secretar anticorpos no sangue e em outros lÌquidos org‚nicos, resultando efeitos protetores, mediados por lÌquidos teciduais.

O receptor de antÌgeno da cÈlula T (TCR) (Figura 2) constitui uma

classe heterogÍnea de proteÌnas de membrana que, embora estejam relaciona- das evolutivamente com as imunoglobulinas, s„o diferentes delas, j· que est„o

membrana que, embora estejam relaciona- das evolutivamente com as imunoglobulinas, s„o diferentes delas, j· que est„o
membrana que, embora estejam relaciona- das evolutivamente com as imunoglobulinas, s„o diferentes delas, j· que est„o
24 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
24 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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adaptadas para detectar antÌgenos derivados de proteÌnas estranhas ou patÛgenos que entram nas cÈlulas hospedeiras. Todavia, em contraste com as imunoglobulinas, os TCRs nunca s„o secretados, de modo que a cÈlula T precisa migrar atÈ as ·reas de les„o para exercer seus efeitos protetores, por meio de contato direto com a cÈlula alvo ou para influenciar as atividades de outras cÈlulas do sistema imunit·rio. Juntamente com os macrÛfagos, as cÈlulas T desenvolvem uma categoria de resposta imune denominada imuni- dade mediada por cÈlulas.

Figura 2. Estruturas b·sicas do receptor de superfÌcie da cÈlula B e do receptor T.

do receptor de superfÌcie da cÈlula B e do receptor T. A maioria dos linfÛcitos virgens

A maioria dos linfÛcitos virgens possui uma sobrevida muito curta, sendo programada para morrer em poucos dias apÛs ter saÌdo da medula Ûssea ou do timo. No entanto, se uma dessas cÈlulas receber sinais indican- do a presenÁa de um imunÛgeno (antÌgeno que estimula uma resposta imune especÌfica), ela poder· responder por meio de um fenÙmeno conhecido como ativaÁ„o, durante o qual pode sofrer v·rios ciclos de divis„o celular.

por meio de um fenÙmeno conhecido como ativaÁ„o , durante o qual pode sofrer v·rios ciclos
Imunologia | 25 Algumas das cÈlulas-filhas retomam ao estado de repouso, tornando-se cÈlu- las de
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Algumas das cÈlulas-filhas retomam ao estado de repouso, tornando-se cÈlu- las de memÛria, que podem sobreviver por v·rios anos. Estes linfÛcitos de memÛria representam uma grande proporÁ„o das cÈlulas do sistema imunit·rio. A outra progÍnie do linfÛcito virgem ativado diferencia-se em cÈlulas efetoras, que sobrevivem apenas alguns dias, mas que, durante este perÌodo, executam atividade que resultam em defesa.

Outra classe de cÈlulas linfoides, chamada de cÈlulas matadoras natu- rais ou cÈlulas natural killer (NK), È desprovida de receptores antÌgeno- especÌficos, sendo parte do sistema imune inato. Essas cÈlulas circulam no sangue como grandes linfÛcitos, com diferentes gr‚nulos citotÛxicos, e s„o capazes de reconhecer e matar algumas cÈlulas anormais, tais como cÈlulas tumorais e cÈlulas infectadas por vÌrus. E parecem ser importantes na defesa contra biopatÛgenos intracelulares na imunidade inata.

2.2. Os Ûrg„os linfoides e a rede linf·ticacontra biopatÛgenos intracelulares na imunidade inata. Os Ûrg„os linfoides (Figura 3) s„o tecidos

inata. 2.2. Os Ûrg„os linfoides e a rede linf·tica Os Ûrg„os linfoides (Figura 3) s„o tecidos

Os Ûrg„os linfoides (Figura 3) s„o tecidos organizados que contÍm grandes quantidades de linfÛcitos em um ambiente de cÈlulas n„o linfoides. Nesses Ûrg„os, as interaÁıes que os linfÛcitos tÍm com as cÈlulas n„o linfoides s„o importantes, tanto para o desenvolvimento dos linfÛcitos e o inÌcio da resposta imune adaptativa, como para a manutenÁ„o dos mesmos. Tais Ûr- g„os podem ser divididos em Ûrg„os linfoides centrais ou prim·rios, produ- tores de linfÛcitos, e Ûrg„os linfoides perifÈricos ou secund·rios, que de- sempenham a funÁ„o de maximizar o encontro entre os linfÛcitos e os produtos processados pelas cÈlulas apresentadoras de antÌgenos, dando inÌ- cio ‡ resposta imune. Os Ûrg„os linfoides centrais s„o a medula Ûssea vermelha e o timo, um grande Ûrg„o localizado na porÁ„o superior do tÛrax. Tanto os linfÛcitos B como as cÈlulas T surgem na medula Ûssea, mas apenas os linfÛcitos B ali se diferenciam. Os linfÛcitos T migram para o timo para sofrer seu processo de diferenciaÁ„o. Uma vez completada sua maturaÁ„o

Os linfÛcitos T migram para o timo para sofrer seu processo de diferenciaÁ„o. Uma vez completada
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celular, os dois tipos de linfÛcitos entram na corrente sanguÌnea, migrando para os Ûrg„os linfoides perifÈricos. Durante a vida intrauterina, o fÌgado fetal desempenha o papel que a medula Ûssea vermelha passa a desenvol- ver plenamente apÛs o nascimento.

Os Ûrg„os linfoides perifÈricos s„o especializados na captura do antÌgeno para possibilitar o inÌcio das respostas imunes adaptativas. Os microrganismos patogÍnicos podem penetrar no hospedeiro por muitas portas de entrada, instalando o processo infeccioso em qualquer sÌtio, mas o encontro do antÌgeno com os linfÛcitos acontecer· nos Ûrg„os linfoides perifÈricos: os nÛdulos linf·ticos, o baÁo e v·rios tecidos linfoides associa- dos ‡s superfÌcies das mucosas. Os linfÛcitos est„o em contÌnua recirculaÁ„o entre esses tecidos, para os quais o antÌgeno tambÈm È carreado, vindo de todos os locais de infecÁ„o, primariamente dentro de macrÛfagos e cÈlulas dendrÌticas. Dentro dos Ûrg„os linfoides, cÈlulas especializadas, como as cÈlulas dendrÌticas maduras, apresentam o antÌgeno para os linfÛcitos.passa a desenvol- ver plenamente apÛs o nascimento. A rede linf·tica consiste em um extenso sistema

A rede linf·tica consiste em um extenso sistema de vasos que coletam o lÌquido intersticial, fazendo-o retornar para o sangue. Esse lÌquido intersticial È produzido continuamente pela passagem de ·gua e solutos de baixo peso molecular atravÈs das paredes vasculares que pe- netram no espaÁo intersticial, pela secreÁ„o celular e outros fatores de excreÁ„o. Ao ser parcialmente drenado para os vasos linf·ticos, passa a ser chamado de linfa. A linfa flui lentamente pelos vasos linf·ticos prim·- rios, des·gua em vasos linf·ticos de calibre progressivamente maior, que convergem para o ducto tor·cico, e desemboca na veia cava superior, que, por sua vez, devolve todo o volume para a corrente sanguÌnea, num fenÙmeno denominado recirculaÁ„o.

Localizados em pontos de convergÍncia da rede vascular, os nÛdu- los linf·ticos constituem uma sÈrie de Ûrg„os encapsulados em forma de ìcaroÁo de feij„oî, que se distribuem ao longo dos vasos linf·ticos. Os

sÈrie de Ûrg„os encapsulados em forma de ìcaroÁo de feij„oî, que se distribuem ao longo dos
sÈrie de Ûrg„os encapsulados em forma de ìcaroÁo de feij„oî, que se distribuem ao longo dos
Imunologia | 27 vasos linf·ticos aferentes drenam o fluido dos tecidos e carregam antÌgenos e
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vasos linf·ticos aferentes drenam o fluido dos tecidos e carregam antÌgenos e cÈlulas infectadas aos seios dos nÛdulos linf·ticos, onde os antÌgenos s„o capturados. Os seios s„o revestidos por orifÌcios min˙sculos, que permi- tem a linfa e seu conte˙do atravessarem o nÛdulo linf·tico e entrarem em contato com os linfÛcitos. Nos nÛdulos linf·ticos, os linfÛcitos B se locali- zam em folÌculos nas ·reas corticais, tambÈm denominadas ·reas timo- independentes; as cÈlulas T s„o mais difusamente distribuÌdas em torno das ·reas paracorticais, tambÈm conhecidas como zonas de cÈlulas T ou ·reas timo-dependentes. Alguns dos folÌculos de cÈlulas B contÍm ·reas cen- trais, denominadas centros germinativos, onde ocorre intensa proliferaÁ„o dos linfÛcitos B, apÛs seu encontro com o antÌgeno especÌfico e cÈlulas T auxiliares. Por fim, a linfa sai por um vaso linf·tico eferente no lado oposto do nÛdulo linf·tico, numa regi„o conhecida como hilo.

O baÁo encontra-se situado atr·s do estÙmago e filtra o sangue da mesma forma como os nÛdulos linf·ticos filtram a linfa e coletam antÌgenos. TambÈm captura e se desfaz de cÈlulas vermelhas senescentes. A massa principal deste Ûrg„o È composta pela polpa vermelha e os linfÛcitos cir- cundam as arterÌolas que o penetram, formando ·reas da polpa branca, cuja regi„o mais interna È dividida em uma camada linfoide periarteriolar, con- tendo principalmente cÈlulas T e revestidas por uma coroa de cÈlulas B.O baÁo

em uma camada linfoide periarteriolar, con- tendo principalmente cÈlulas T e revestidas por uma coroa de
em uma camada linfoide periarteriolar, con- tendo principalmente cÈlulas T e revestidas por uma coroa de
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Figura 3. ”rg„os, tecidos e cÈlulas envolvidos na resposta imunit·ria.

tecidos e cÈlulas envolvidos na resposta imunit·ria. 2.3.Tecido linfoide associado ‡ mucosa A express„o

2.3.Tecido linfoide associado ‡ mucosa

A express„o tecido linfoide associado ‡ mucosa (MALT = mucosal- associated lymphoid tissue) È uma descriÁ„o geral para os tecidos linfoides n„o encapsulados, que existem nas regiıes subjacentes ‡s mucosas. Os MALTs se distribuem anatomicamente e seus componentes individuais incluem:

Anel de Waldeyer - Anel de estruturas linfoides que circunda a faringe. … formado pelas tonsilas e adenoides.

Tecido linfoide associado aos brÙnquios (BALT = bronchial-associated lymphoid tissue) - Agregados linfocit·rios semelhantes, mas organizados difusamente, que protegem o epitÈlio respiratÛrio.

tissue ) - Agregados linfocit·rios semelhantes, mas organizados difusamente, que protegem o epitÈlio respiratÛrio.
Imunologia | 29 • Tecidos linfoides associados ao intestino (GALT = gut-associated lymphoid tissues )
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Tecidos linfoides associados ao intestino (GALT = gut-associated lymphoid tissues) - Incluem folÌculos linfoides isolados e o apÍndice cecal, alÈm de estruturas especializadas do intestino delgado, as placas de Peyer.

Tecido linf·tico urogenital

Entre outros MALTs (Figura 3).

Coletivamente, estima-se que o sistema imune de mucosa contenha tantos linfÛcitos quanto o resto do corpo. Esses linfÛcitos formam um grupo especial de cÈlulas que seguem leis um tanto diferentes. Embora notavelmente diferentes em sua aparÍncia, os nÛdulos linf·ticos, o baÁo e os tecidos linfoides associados ‡ mucosa demonstram a mesma arquitetura b·sica. Cada um deles opera segundo o mesmo princÌpio, capturando o antÌgeno nos locais de infec- Á„o e apresentando-o a pequenos linfÛcitos migratÛrios para, assim, induzirem as respostas imunes adaptativas. Os tecidos linfoides perifÈricos tambÈm proveem sinais de sobrevivÍncia aos linfÛcitos que n„o encontram seu antÌgeno especÌfi- co. Isto È importante para manter o n˙mero correto de linfÛcitos T e B circulantes, e assegura que somente os linfÛcitos com o potencial de responder ao antÌgeno estranho sejam mantidos.linf·tico urogenital • Entre outros MALTs (Figura 3). 2.4. RecirculaÁ„o de linfÛcitos Os pequenos linfÛcitos

potencial de responder ao antÌgeno estranho sejam mantidos. 2.4. RecirculaÁ„o de linfÛcitos Os pequenos linfÛcitos

2.4. RecirculaÁ„o de linfÛcitos

Os pequenos linfÛcitos T e B que se diferenciaram na medula Ûssea e no timo, mas que ainda n„o se encontraram com o antÌgeno, s„o referidos como linfÛcitos virgens ou em repouso. Estes elementos circulam continua- mente do sangue para os tecidos linfoides perifÈricos, nos quais penetram por meio de interaÁıes adesivas especiais com os capilares e retornam para o sangue atravÈs dos vasos linf·ticos ou, no caso do baÁo, diretamente ao sangue. Na presenÁa de uma infecÁ„o, os linfÛcitos que reconhecem o agente infeccioso s„o retidos no tecido linfoide, onde proliferam e se diferenciam em cÈlulas efetoras, capazes de controlar a infecÁ„o.

retidos no tecido linfoide, onde proliferam e se diferenciam em cÈlulas efetoras , capazes de controlar
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Quando ocorre uma infecÁ„o tecidual, os antÌgenos s„o capturados por cÈlulas dendrÌticas, que se deslocam do sÌtio da infecÁ„o pelos vasos linf·ticos aferentes para os nÛdulos linf·ticos. Nos nÛdulos linf·ticos, essas cÈlulas pro- cessam e apresentam o antÌgeno aos linfÛcitos T que est„o recirculando, os quais elas ajudam a ativar. As cÈlulas B que encontram o antÌgeno, ‡ medida que migram atravÈs do nÛdulo linf·tico, tambÈm s„o detidas e ativadas com o auxÌlio de algumas cÈlulas T ativadas. Uma vez que esses linfÛcitos especÌficos tenham passado por um perÌodo de proliferaÁ„o e diferenciaÁ„o, eles deixam os nÛdulos linf·ticos como cÈlulas efetoras atravÈs dos vasos linf·ticos eferentes.

3.3.3.3.3. CÈlulasCÈlulasCÈlulasCÈlulasCÈlulas TTTTT::::: desenvolvimento,desenvolvimento,desenvolvimento,desenvolvimento,desenvolvimento, diversidadediversidadediversidadediversidadediversidade eeeee ativaÁ„oativaÁ„oativaÁ„oativaÁ„oativaÁ„o

Os linfÛcitos s„o as ˙nicas cÈlulas do organismo que expressam recepto- res altamente diversificados para o antÌgeno, o que permite o reconhecimento de uma grande variedade de subst‚ncias estranhas. Essa diversidade È gerada durante o processo de desenvolvimento dos linfÛcitos T e B, a partir de cÈlulas precursoras. O desenvolvimento dos linfÛcitos T a l f a b e t a ( ab ) e g a m alfa beta (ab) e gama delta (gd) segue est·gios sequenciais, consistindo na recombinaÁ„o som·tica e ex- press„o dos genes do TCR, proliferaÁ„o celular, seleÁ„o induzida pelo antÌgeno e aquisiÁ„o de fenÛtipos de capacidade funcional. Essas cÈlulas se originam de precursores do fÌgado fetal ou da medula Ûssea de adultos e completam o seu desenvolvimento no timo. As cÈlulas T em desenvolvimento no timo s„o chamadas de timÛcitos. A maioria dos timÛcitos imaturos n„o expressa o TCR ou os correceptores CD4 e CD8 e migram atravÈs do cÛrtex, onde os eventos de maturaÁ„o ocorrem quando expressam pela primeira vez o TCR e iniciam a maturaÁ„o em cÈlulas CD4 ou CD8.

Os nÌveis de proliferaÁ„o e apoptose s„o extremamente altos nos timÛcitos corticais, onde cerca de 95% morrem antes de chegar ‡ regi„o medular do timo. O resultado desse processo seletivo È a restriÁ„o ao MHC prÛprio e a toler‚ncia a muitos autoantÌgenos. A diferenciaÁ„o funcional e fenotÌpica em

È a restriÁ„o ao MHC prÛprio e a toler‚ncia a muitos autoantÌgenos. A diferenciaÁ„o funcional e
È a restriÁ„o ao MHC prÛprio e a toler‚ncia a muitos autoantÌgenos. A diferenciaÁ„o funcional e
Imunologia | 31 cÈlulas T CD4 ou CD8 ocorre na medula tÌmica, e as cÈlulas
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cÈlulas T CD4 ou CD8 ocorre na medula tÌmica, e as cÈlulas T maduras s„o liberadas para a circulaÁ„o.

3.1. Receptores de antÌgenos e molÈculas acessÛrias dos linfÛcitos T

Os linfÛcitos T respondem aos antÌgenos peptÌdicos, que s„o expos- tos pelas cÈlulas apresentadoras de antÌgenos (APCs). O inÌcio desta res- posta requer o reconhecimento especÌfico do antÌgeno pelas cÈlulas T, a ades„o est·vel das cÈlulas T ‡s APCs e a transduÁ„o dos sinais ativadores. Cada um desses eventos È mediado por molÈculas distintas, expressas pelas cÈlulas T. As molÈculas de MHC e os peptÌdeos formam um complexo na membrana plasm·tica das APCs. O receptor que reconhece esse complexo peptÌdeo-MHC È o TCR (Figura 2), que È distribuÌdo clonalmente, ou seja, os clones de linfÛcitos que apresentam diferentes especificidades ex- pressam distintos TCRs. Os sinais bioquÌmicos, que s„o acionados na cÈlula T pelo reconhecimento do antÌgeno, n„o s„o transduzidos pelo TCR, mas por proteÌnas n„o vari·veis chamadas CD3 e d z e t a ( z ), que est„o ligadas de forma n„o covalente dzeta (z), que est„o ligadas de forma n„o covalente ao receptor do antÌgeno para formar o complexo TCR. Portanto, nas cÈlulas T, o reconhecimento do antÌgeno È basicamente realiza- do por dois grupos de molÈculas: um receptor para o antÌgeno altamente vari·vel, o TCR, e proteÌnas sinalizadoras n„o vari·veis (CD3 e cadeia z). Outras molÈculas acessÛrias funcionam como molÈculas de ades„o para esta- bilizar a ligaÁ„o das cÈlulas T ‡s APCs, permitindo que o TCR mantenha Ìntimo contato com o antÌgeno durante o tempo suficiente para a transduÁ„o dos sinais necess·rios ‡ ativaÁ„o dessas cÈlulas.

As cÈlulas T que expressam o TCR °d pertencem a uma linhagem distinta das cÈlulas T restritas ao MHC. A percentagem das cÈlulas T °d È muito vari·vel nos diferentes tecidos das diferentes espÈcies, normalmente n„o excedendo mais do que 5%. Elas n„o reconhecem os antÌgenos peptÌdeos

das diferentes espÈcies, normalmente n„o excedendo mais do que 5%. Elas n„o reconhecem os antÌgenos peptÌdeos
das diferentes espÈcies, normalmente n„o excedendo mais do que 5%. Elas n„o reconhecem os antÌgenos peptÌdeos
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associados ‡s molÈculas MHC e n„o s„o restritas ao MHC. Alguns clones dessas cÈlulas reconhecem uma pequena molÈcula que pode ser apresentada por molÈculas similares ‡s da classe I do MHC, ou seja, uma apresentaÁ„o n„o cl·ssica de molÈculas normalmente encontradas nas microbactÈrias e em outros microrganismos. A diversidade limitada das cÈlulas °d sugere que os ligantes desses receptores s„o bem conservados. Elas podem iniciar a resposta imune contra um pequeno n˙mero de microrganismos antes mesmo do recrutamento das cÈlulas T antÌgeno-especÌficas ab.

AlÈm dos componentes do complexo TCR, as cÈlulas T apresentam v·rias proteÌnas de membrana, as quais exercem papel crucial na resposta destas cÈlulas no reconhecimento do antÌgeno. Essas molÈculas presentes na membrana de linfÛcitos ligam-se especificamente a outras molÈculas da membrana de outras cÈlulas, como as APCs, cÈlulas do endotÈlio de vasos e da matriz extracelular. Essas molÈculas n„o apresentam regiıes vari·veis, n„o s„o polimÛrficas, s„o idÍnticas em todas as cÈlulas T de todos os indivÌduos de uma mesma espÈcie, e s„o respons·veis pela transduÁ„o de sinais bioquÌmicos para o interior das cÈlulas T. Essa propri- edade assegura que as cÈlulas T e as APCs permaneÁam ligadas o tempo suficiente para permitir aos TCRs a oportunidade de localizar, reconhecer e responder ao complexo peptÌdeo-MHC na APC.do recrutamento das cÈlulas T antÌgeno-especÌficas ab . 3.2. Correceptores CD4 e CD8: Receptores envolvidos na

reconhecer e responder ao complexo peptÌdeo-MHC na APC. 3.2. Correceptores CD4 e CD8: Receptores envolvidos na

3.2. Correceptores CD4 e CD8: Receptores envolvidos na ativaÁ„o

As molÈculas CD4 e CD8 s„o proteÌnas das cÈlulas T que se ligam ‡s regiıes n„o polimÛrficas das molÈculas de MHC e transduzem os sinais que, juntamente com os sinais liberados pelo complexo TCR, iniciam a ativaÁ„o das cÈlulas T. Normalmente, as cÈlulas T ab maduras expressam CD4 ou CD8, embora existam referÍncias da express„o de ambos os marcadores. Esses correceptores interagem com as molÈculas de MHC, quando o TCR reconhe-

da express„o de ambos os marcadores. Esses correceptores interagem com as molÈculas de MHC, quando o
Imunologia | 33 ce de forma especÌfica o complexo peptÌdeo-MHC na APC. Cerca de 65%
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ce de forma especÌfica o complexo peptÌdeo-MHC na APC. Cerca de 65% das cÈlulas T ab maduras do sangue e dos tecidos expressam o correceptor CD4 e 35% do CD8.

4.4.4.4.4. NaturezaNaturezaNaturezaNaturezaNatureza dosdosdosdosdos antÌgenosantÌgenosantÌgenosantÌgenosantÌgenos

O antÌgeno (do grego anti,contra e gen, gerar) È qualquer subst‚n- cia sol˙vel, celular ou particulada que pode ser especificamente ligada por um anticorpo ou por um receptor de antÌgeno de cÈlula T. Os antÌgenos possuem duas propriedades: a da imunogenicidade, que È a capacidade de induzir uma resposta imune especÌfica, e a da antigenicidade, que È a capacidade de interagir com os linfÛcitos T ou linfÛcitos B j· sensibilizados. Assim, todas as subst‚ncias imunogÍnicas s„o tambÈm antigÍnicas. As mo- lÈculas que desencadeiam a resposta imune s„o chamadas de imunÛgenos. Pequenas subst‚ncias quÌmicas n„o s„o capazes de estimular uma resposta e, portanto, recebem o nome de desencadeiam a resposta imune s„o chamadas de imunÛgenos hapteno . Para ter capacidade de induzir uma hapteno. Para ter capacidade de induzir uma resposta imune, o hapteno È ligado a uma macromolÈcula, que È chamada de carreadora. O complexo hapteno-carreador, ao contr·rio do hapteno livre, pode atuar como um imunÛgeno.

contr·rio do hapteno livre, pode atuar como um imunÛgeno. 4.1. Determinante antigÍnico Os sÌtios de ligaÁ„o

4.1. Determinante antigÍnico

Os sÌtios de ligaÁ„o dos anticorpos e dos TCRs interagem com uma ·rea muito pequena das macromolÈculas antigÍnicas, que È chamada de determinante antigÍnico ou epitopo. Portanto, È a menor porÁ„o da mo- lÈcula respons·vel pela ligaÁ„o ao linfÛcito ou anticorpo. A presenÁa de v·rios determinantes iguais È chamada de polivalÍncia ou multivalÍncia e cada um pode ser ligado por uma molÈcula com regi„o vari·vel. As super- fÌcies celulares, incluindo os microrganismos, geralmente possuem uma grande quantidade de determinantes antigÍnicos.

fÌcies celulares, incluindo os microrganismos, geralmente possuem uma grande quantidade de determinantes antigÍnicos.
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4.2. RelaÁ„o filogenÈtica dos antÌgenos

A estimulaÁ„o de linfÛcitos de galinhas com proteÌna de pato resulta em

uma resposta imune muito baixa. Por outro lado, se inoculadas em galinhas, proteÌnas de coelho, a resposta imune È bastante elevada. Isto acontece porque quanto mais prÛxima for a relaÁ„o filogenÈtica, menor ser· o estÌmulo e vice- versa. Existe pouca diferenÁa entre as proteÌnas de galinhas e patos e muita diferenÁa entre as proteÌnas de aves e mamÌferos. Embora este conceito da relaÁ„o filogenÈtica reflita boa parte das aplicaÁıes imunolÛgicas, n„o pode ser tomado como regra. A induÁ„o de uma resposta imune muito especÌfica È funÁ„o direta da semelhanÁa biolÛgica entre a fonte do antÌgeno e o animal receptor, ainda que seja menos intensa. Lebres e coelhos pertencem ‡ mesma famÌlia e s„o bastante semelhantes, tanto morfolÛgica quanto fisiologicamente. Portanto, ao se injetar proteÌnas de coelho em lebre, poder· se obter anticorpos muito especÌfi-

cos, ou seja, anticorpos que sÛ reagem contra proteÌna de coelho. em lebre, poder· se obter anticorpos muito especÌfi- 4.3. Peso molecular e complexidade molecular Na maioria

seja, anticorpos que sÛ reagem contra proteÌna de coelho. 4.3. Peso molecular e complexidade molecular Na

4.3. Peso molecular e complexidade molecular

Na maioria dos antÌgenos, quanto maior for a molÈcula, maior ser· o n˙mero de epitopo; e quanto maior a complexidade, maior ser· a imunogenicidade. Um antÌgeno complexo contÈm v·rios determinantes antigÍnicos, onde alguns dos quais s„o mais eficientes na induÁ„o da resposta imune e s„o chamados imunodominantes.

4.4. ConfiguraÁ„o espacial e acessibilidade

A imunogenicidade e a antigenicidade de uma proteÌna n„o depende

apenas de sua estrutura prim·ria (isto È, da sequÍncia de amino·cido), mas tambÈm das estruturas secund·rias, terci·rias e atÈ quatern·rias. Assim, se tratar- mos uma proteÌna pelo calor, ou agentes quÌmicos desnaturantes, e inocularmos esta em um animal, poderemos obter a formaÁ„o de anticorpos com especificidade

diferente do que se inocul·ssemos a proteÌna intacta. A configuraÁ„o espacial de

de anticorpos com especificidade diferente do que se inocul·ssemos a proteÌna intacta. A configuraÁ„o espacial de
Imunologia | 35 diversos epitopos em uma ˙nica molÈcula de proteÌna pode influenciar a ligaÁ„o
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diversos epitopos em uma ˙nica molÈcula de proteÌna pode influenciar a ligaÁ„o do anticorpo de v·rias formas (Figura 4). A ·rea importante para a imunogenicidade deve ficar acessÌvel, na superfÌcie da molÈcula.

Figura 4. DistribuiÁ„o dos determinantes antigÍnicos sequenciais e n„o sequenciais em uma macromolÈcula proteica

e n„o sequenciais em uma macromolÈcula proteica 4.5. Forma de administraÁ„o e adjuvantes A dose do

4.5. Forma de administraÁ„o e adjuvantese n„o sequenciais em uma macromolÈcula proteica A dose do antÌgeno, a via e o esquema

proteica 4.5. Forma de administraÁ„o e adjuvantes A dose do antÌgeno, a via e o esquema

A dose do antÌgeno, a via e o esquema de imunizaÁ„o, assim como o uso de adjuvantes, s„o fatores atuantes na induÁ„o da resposta imune. As vias de inoculaÁ„o subcut‚nea, intradÈrmica e intramuscular levam geralmente os imunÛgenos para os nÛdulos linf·ticos regionais, e, mais frequentemente, induzem a imunidade celular. Os antÌgenos inoculados por via endovenosa e intraperitonial acumulam-se predominantemente no baÁo, e mais frequente- mente induzem a uma imunidade humoral. O adjuvante melhora a imunogenicidade de compostos com ele misturado, sem interferir na especificidade da resposta. Em medicina preventiva, s„o muitas vezes adicio- nados ‡s vacinas para reduzir a dose e a frequÍncia de injeÁıes dos antÌgenos utilizados para a imunoprofilaxia de doenÁas infecciosas. Normalmente, o antÌgeno È aprisionado por ele, formando depÛsitos, o qual È liberado aos poucos por perÌodo de tempo mais extenso. Com isso, h· o aumento do tempo de exposiÁ„o do antÌgeno no organismo pelo retardamento de sua

de tempo mais extenso. Com isso, h· o aumento do tempo de exposiÁ„o do antÌgeno no
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destruiÁ„o, estimulando, assim, a migraÁ„o de cÈlulas para o local de inoculaÁ„o e aumentando a interaÁ„o destas cÈlulas com o mesmo. O tipo de adjuvante mais comumente usado em estudos experimentais È o adjuvante de Freund, que pode ser classificado em dois tipos: AIF (Adjuvante Incompleto de Freund), que È constituÌdo por Ûleo mineral neutro e lanolina ou Arlacel; e o ACF (Adjuvante Completo de Freund), que alÈm do Ûleo mineral neutro mais lanolina, È adicionado um componente bacteriano, normalmente o Mycobacterium, morto pelo calor. AlÈm desses, outros adjuvantes s„o utiliza- dos, como o sulfato de alumÌnio, o hidrÛxido de alumÌnio, a IL-12, entre outros. Dependendo da composiÁ„o, adjuvantes podem ou n„o ser usados em seres humanos.

Bases quÌmicas da especificidade antigÍnica

Anticorpos formados contra determinadas subst‚ncias tÍm uma reaÁ„o forte contra elas, principalmente se os anticorpos interagem com os antÌgenos especÌficos que induziram a sua formaÁ„o (antÌgenos homÛlogos ), mas podem reagir com a mesma ou menor intensidade com outros antÌgenos, antÌgenos homÛlogos), mas podem reagir com a mesma ou menor intensidade com outros antÌgenos, que s„o chamados de antÌgenos heterÛlogos, porÈm com estrutura semelhante. Essas reaÁıes com antÌgenos heterÛlogos s„o denominadas reaÁıes cruzadas. As reaÁıes cruzadas podem ocorrer basicamente em funÁ„o da similaridade entre dois diferentes determinantes antigÍnicos, ou ainda pelo fato de dois antÌgenos diferentes apresentarem o mesmo determinante antigÍnico.

diferentes apresentarem o mesmo determinante antigÍnico. 5.5.5.5.5.

5.5.5.5.5. DiversidadeDiversidadeDiversidadeDiversidadeDiversidade dasdasdasdasdas imunogobulinasimunogobulinasimunogobulinasimunogobulinasimunogobulinas

Os anticorpos s„o conceituados como glicoproteÌnas globulares com funÁ„o imunit·ria e pertencem ‡ superfamÌlia das imunoglobulinas. S„o sinte- tizados por linfÛcitos B e, principalmente, por plasmÛcitos, em resposta ao estÌmulo imunogÍnico. Interagem, especificamente, com os imunÛgenos, que estimulam sua biossÌntese; desencadeiam v·rios mecanismos na fase efetora

especificamente, com os imunÛgenos, que estimulam sua biossÌntese; desencadeiam v·rios mecanismos na fase efetora
Imunologia | 37 da resposta imune que, frequentemente, resultam em anular a aÁ„o de biopatÛgenos,
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da resposta imune que, frequentemente, resultam em anular a aÁ„o de biopatÛgenos, por meio da ativaÁ„o do sistema complemento, opsonizaÁ„o dos antÌgenos para fagocitose, citotoxicidade celular dependente de anticorpo (ADCC), em que os anticorpos marcam os microrganismos para serem destruÌdos pelas cÈlulas do sistema imune inato e reaÁıes de hipersensibilidades, entre outras ocorrem.

Estas funÁıes s„o estruturalmente separadas na molÈcula e a regi„o de ligaÁ„o ao antÌgeno varia amplamente, sendo conhecida como regi„o vari·vel ou regi„o V. A regi„o molecular que participa da funÁ„o efetora È conhecida como regi„o constante ou C, e n„o varia do mesmo modo, embora apresente cinco formas principais que se especializaram na ativaÁ„o de diferentes mecanismos.

A not·vel diversidade das molÈculas dos anticorpos È consequÍncia de um mecanismo altamente especializado, pelos quais os genes expressos s„o reunidos por rearranjos de DNA, que juntam dois ou trÍs diferentes segui- mentos para formar um gene de regi„o vari·vel durante o desenvolvimento das cÈlulas B. Subsequentes rearranjos nucleicos podem reunir o gene composto da regi„o vari·vel e qualquer gene da regi„o constante, produzindo assim anticorpos de cada um dos 5 isotipos.se especializaram na ativaÁ„o de diferentes mecanismos. Estruturalmente (Figura 5), a imunoglobulina È formada por

Estruturalmente (Figura 5), a imunoglobulina È formada por duas cadeias leves (L-light-leve), idÍnticas, constituÌdas de polipeptÌdeos de cerca de 25 mil Daltons e de duas cadeias pesadas (H- heavy- pesado), tambÈm idÍnticas, com peso molecular de 50 mil Daltons ou mais. Cada cadeia leve est· ligada a uma cadeia pesada por pontes dissulfÌdricas. O n˙mero exato e as posiÁıes destas pontes entre as cadeias diferem entre as classes e subclasses de Imunoglobulinas. AlÈm disso, ambas as cadeias, leves e pesadas, possuem uma regi„o vari·vel e outra constante. Portanto, a imunoglobulina possui na cadeia leve uma regi„o constante (C L ) e uma vari·vel (V L ). O mesmo na cadeia pesada, uma regi„o constante (C H ) e uma vari·vel (V H ). Existem dois tipos de cadeias leves, a kappa (k) e a lambda (l). Em humanos, 60% das

) e uma vari·vel (V H ). Existem dois tipos de cadeias leves, a kappa (
) e uma vari·vel (V H ). Existem dois tipos de cadeias leves, a kappa (
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cadeias leves s„o do tipo kappa, e 40% s„o do tipo lambda. Os primeiros 110, ou mais, amino·cidos da regi„o aminoterminal das cadeias leves ou pesadas variam muito entre os anticorpos de especificidade diferentes e por isto s„o chamadas de regi„o vari·vel.

A molÈcula de imunoglobulina pode ser digerida por enzimas proteolÌticas. A digest„o pela papaÌna quebra a molÈcula em trÍs fragmentos (Figura 5): dois fragmentos chamados Fab (fragment antingen binding), que se liga ao antÌgeno especÌfico, e um fragmento denominado Fc (fragment crystallizable, fragmento cristaliz·vel), por formar cristais quando armazenado em locais frios. Os fragmentos Fab s„o os que contÍm as cadeias leves (L) completas, emparelhadas com os domÌnios V (vari·vel) e C (constante) da cadeia pesada, enquanto o Fc, contÈm apenas o domÌnio C (constante). A papaÌna cliva a molÈcula na porÁ„o aminoterminal das pontes de enxofre, permitindo que as metades carboxiterminais da Fc permaneÁam unidas, dei- xando o fragmento Fc livre. J· a pepsina, cliva na mesma regi„o, mas na porÁ„o carboxiterminal das pontes dissulfrÌdicas, produzindo o (Fab)í especÌfico, e um fragmento denominado Fc ( fragment crystallizable 2 , onde os dois braÁos dos 2 , onde os dois braÁos dos Ac permanecem unidos.

2 , onde os dois braÁos dos Ac permanecem unidos. Figura 5. Estrutrua b·sica de uma

Figura 5. Estrutrua b·sica de uma imunoglobina e a formaÁ„o dos fragmentos pela digest„o enzim·tica.

unidos. Figura 5. Estrutrua b·sica de uma imunoglobina e a formaÁ„o dos fragmentos pela digest„o enzim·tica.
Imunologia | 39 5.1. GeraÁ„o da diversidade na resposta imune humoral e maturaÁ„o da afinidade
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5.1. GeraÁ„o da diversidade na resposta imune humoral e maturaÁ„o da afinidade

Mesmo a resposta a um Ag simples È diversa, com muitas molÈculas de Igs, cada uma com afinidade ˙nica e especificidade acurada. Durante a organi- zaÁ„o dos diferentes segmentos genÈticos necess·rios para produzir uma molÈ- cula de Ig, combinaÁıes ao acaso dos diferentes componentes gÍnicos produ- zem uma enorme diversidade potencial.

Durante as fases iniciais do desenvolvimento do linfÛcito B, a IgM de membrana È produzida como receptor. A mudanÁa de isotipo em cÈlulas B ocorre ao serem estimuladas pelo antÌgeno. Isto assegura a manutenÁ„o da mesma regi„o vari·vel, garantindo a especificidade ao Ag correspondente, expressa nos diferentes isotipos, aos quais orientam diferentes funÁıes efetoras. Uma diferenÁa b·sica entre o Ac produzido na resposta prim·ria e na res- posta secund·ria È a sua afinidade. O Ac da classe IgM, produzido para um Ag na resposta prim·ria, tende a ser de afinidade relativamente baixa e pode contar com uma avidez adicional, causada por sua estrutura pentamÈrica, para ligar-se eficientemente ao Ag. Entretanto, a IgG e outras classes produzidas na resposta secund·ria tendem a ter uma afinidade maior. Vale ressaltar que o aumento gradual da afinidade do Ac pelo Ag indutor, que È observado no curso de uma resposta, acontece no nÛdulo linf·tico. Este fenÙmeno (maturaÁ„o da afinidade) È a consequÍncia da hipermutaÁ„o som·tica dos genes de Ig acoplada com a seleÁ„o das cÈlulas B com Ig de superfÌcie de alta afinidade. A maturaÁ„o da afinidade, no curso de uma resposta imune, pode ser encarada como um processo darwiniano, requerendo primeiro a geraÁ„o de variabilidade nos receptores de cÈlulas B e ent„o a seleÁ„o daqueles com maior afinidade pelo Ag. ApÛs esse processo, as cÈlulas B, que se ligam ao Ag de modo bem-sucedido e sobrevivem ‡ seleÁ„o, saem do centro germinativo do nÛdulo linf·tico para tornarem-se cÈlulas B de memÛria ou cÈlulas plasm·ticas secretoras de Ac.molÈ- cula de Ig, combinaÁıes ao acaso dos diferentes componentes gÍnicos produ- zem uma enorme diversidade

germinativo do nÛdulo linf·tico para tornarem-se cÈlulas B de memÛria ou cÈlulas plasm·ticas secretoras de Ac.
germinativo do nÛdulo linf·tico para tornarem-se cÈlulas B de memÛria ou cÈlulas plasm·ticas secretoras de Ac.
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5.2. DistribuiÁ„o e propriedades dos isotipos

Os agentes infectoparasit·rios devem achar seus caminhos para a maior parte dos locais do organismo hospedeiro, e os anticorpos tambÈm devem ser amplamente distribuÌdos para contÍ-los. Os anticorpos s„o distribuÌdos por difus„o atravÈs de mecanismos especiais, para lev·-los, por exemplo, para os pulmıes e o intestino. Anticorpos de diferentes isotipos (Figura 6) operam em locais diferentes. Os primeiros anticorpos a serem produzidos numa res- posta imune humoral s„o sempre as IgMs. Estes s„o produzidos antes que a cÈlula B tenha sofrido hipermutaÁ„o som·tica; portanto, tendem a ser de baixa afinidade, como visto anteriormente. Estas molÈculas formam pent‚meros, cujos 10 sÌtios de ligaÁ„o com o Ag podem se unir simultaneamente a antÌgenos multivalentes, tais como os polissacarÌdeos de parede celular bacteriana. Esta estrutura pentamÈrica tambÈm torna a IgM capaz de ativar o complemento de maneira mais eficaz, o que contribui para o controle mais eficiente de uma infecÁ„o. Quanto ‡ IgD, n„o se conhece muito bem a sua funÁ„o, mas parece exercer um papel na diferenciaÁ„o dos linfÛcitos B induzida pelo Ag. O principal isotipo de imunoglobulina no sangue e nos fluidos extracelulares È a IgG, considerando todas as subclasses (IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4). A IgG tem propriedades diversas, dentre as quais, confere proteÁ„o ao feto, pois È a ˙nica classe de imunoglobulina humana que pode ser transportada atravÈs da placenta diretamente para a corrente circulatÛria do feto. A IgG tambÈm atua na neutralizaÁ„o de toxinas, imobilizaÁ„o de bactÈrias, sensibilizaÁ„o para NK, ativaÁ„o do complemento e opsonizaÁ„o.de Sa˙de 5.2. DistribuiÁ„o e propriedades dos isotipos A IgA È a principal imunoglobulina presente em

A IgA È a principal imunoglobulina presente em secreÁıes externas, como saliva, muco, suor, suco g·strico e l·grimas. AlÈm disso, È a principal imunoglobulina contida no colostro e no leite, e deve ser no neonato a principal fonte de proteÁ„o contra patÛgenos no intestino. A IgA se divide em duas subclasses, IgA1 e IgA2. A IgA presente no plasma È encontrada na forma monomÈrica e em pequenas concentraÁıes, enquanto a forma dimÈrica È

A IgA presente no plasma È encontrada na forma monomÈrica e em pequenas concentraÁıes, enquanto a
A IgA presente no plasma È encontrada na forma monomÈrica e em pequenas concentraÁıes, enquanto a
Imunologia | 41 encontrada em grandes concentraÁıes nas regiıes mucosas do organismo. Estas previnem a
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encontrada em grandes concentraÁıes nas regiıes mucosas do organismo. Estas previnem a invas„o de bactÈrias ou a penetraÁ„o de toxinas nas cÈlulas epiteliais. A IgE est· difundida de maneira moderada nos espaÁos extravasculares e tem como principal propriedade a sensibilizaÁ„o de mastÛcitos e basÛfilos, promovendo reaÁ„o inflamatÛria, atravÈs da liberaÁ„o de mediadores quÌmicos como a histamina, que, por sua vez, promove vasodilataÁ„o, permitindo a passagem de Acs do vaso para a ·rea lesada, e fatores quimioatraentes que recrutam fagÛcitos para o local de infecÁ„o. AlÈm disso, podem estar envolvi- das em processos alÈrgicos e na ajuda para eliminaÁ„o de helmintos, quando sensibilizam eosinÛfilos.

Figura 6. Estrutura dos cinco principais isotipos de imunoglobulinas humanas

dos cinco principais isotipos de imunoglobulinas humanas 5.3. Polimorfismo das imunoglobulinas Quando uma Ig È usada

5.3. Polimorfismo das imunoglobulinas

Quando uma Ig È usada como Ag, ela È tratada como qualquer outra proteÌna estranha e faz desencadear uma resposta de Ac. Pode ser produzido Ac anti-Ig que reconheÁa amino·cidos caracterÌsticos do isotipo do Ac injeta- do. TambÈm È possÌvel gerar Acs que reconhecem diferenÁas no Ac de membros da mesma espÈcie e tal fenÙmeno se deve ‡ variaÁ„o genÈtica ou polimorfismo. Tais variantes alÈlicas s„o chamadas de alotipos e representam

se deve ‡ variaÁ„o genÈtica ou polimorfismo. Tais variantes alÈlicas s„o chamadas de alotipos e representam
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pequenas diferenÁas polimÛrficas nos loci, que codificam as regiıes constantes das cadeias leves e pesadas. Contrastando com os Acs anti-isotipos, os Acs anti alotipos reconhecer„o Ig de um dado isotipo em alguns representantes de uma dada espÈcie. Finalmente, as variaÁıes na sequÍncia dos epitopos de uma Ig s„o conhecidas como idiotipos (Figura 7).

Para a produÁ„o de Acs altamente especÌficos, a clivagem pela papaÌna (Figura 5) È essencial, pois esta enzima, como j· foi dito anteriormente, corta a molÈcula antes das pontes de sulfeto, o que mantÈm a porÁ„o Fc inteira, e a produÁ„o dos Ac ser„o altamente especÌficas contra a regi„o Fc daquele isotipo. Quando se deseja uma molÈcula de Ac que n„o reaja com o sistema comple- mento e n„o se fixe em receptores para Fc de superfÌcie celular, cliva-se a Ig com a pepsina, que corta depois das pontes de sulfeto, o que mantÈm a fraÁ„o (Fabí) 2 Ìntegra, permitindo a ligaÁ„o especÌfica com o alvo desejado e impossibilitando as aÁıes efetoras caracterÌsticas do isotipo. celular, cliva-se a Ig com a pepsina, que corta depois das pontes de sulfeto, o que

Figura 7. LocalizaÁ„o das variaÁıes isotÌpicas, alotÌpicas na molÈcula de imunoglobina.

do isotipo. Figura 7. LocalizaÁ„o das variaÁıes isotÌpicas, alotÌpicas na molÈcula de imunoglobina.
do isotipo. Figura 7. LocalizaÁ„o das variaÁıes isotÌpicas, alotÌpicas na molÈcula de imunoglobina.
Imunologia | 43 5.4. Anticorpos monoclonais Em 1975, Georges Kˆhler e Cesar Milstein planejaram um
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5.4. Anticorpos monoclonais

Em 1975, Georges Kˆhler e Cesar Milstein planejaram um mÈtodo para a preparaÁ„o do anticorpo monoclonal (Ac mo), atravÈs da fus„o da cÈlula B ativada normal produtora de anticorpo com uma cÈlula do mieloma (uma cÈlula plasm·tica cancerosa). Neste evento, produziram uma cÈlula hÌbrida (hibridoma), que possuÌa as propriedades de crescimento imortal da cÈlula do mieloma e secretava o Ac produzido pela cÈlula B.

Os clones resultantes das cÈlulas do hibridoma que secretam grandes quanti- dades de Ac mo podem ser indefinidamente cultivadas. Os hibridomas de cÈlulas B s„o produzidos utilizando polietilenoglicol (PEG) para fusionar as cÈlulas do mieloma com as cÈlulas B de animais que foram imunizados com o Ag, atravÈs do qual se deseja produzir os anticorpos. As cÈlulas do mieloma contribuem para o crescimen- to imortal das cÈlulas fusionadas, e as cÈlulas B contribuem com a informaÁ„o genÈtica para a sÌntese do Ac especÌfico de interesse. As condiÁıes do procedi- mento devem permitir seletivamente a sobrevivÍncia e o crescimento somente dos hibridomas. Para tal, È utilizado o meio HAT (hipoxantina, aminopterina e timidina). Neste meio, a aminopterina bloqueia a sÌntese de DNA pela via de do hibridoma que secretam grandes quanti- dades de Ac mo novo . Na presenÁa de aminopterina, novo. Na presenÁa de aminopterina, as cÈlulas devem usar a via de salvamento, onde as enzimas catalisadoras s„o a fosforribosiltransferase hipoxantina-guanina (HGPRT) ou a timidina quinase (TK), para produzir o DNA. Uma mutaÁ„o em qualquer uma destas duas enzimas bloqueia a habilidade da cÈlula em usar a via de salvamento. Portanto, cÈlulas do mieloma sozinhas morrer„o, pois s„o deficientes para as enzimas HGPRT ou TK, essenciais para a via de salvamento. Somente as hÌbridas ir„o sobreviver, pois a cÈlula B contribui com a enzima que falta para a via de salvamento. Embora as cÈlulas B n„o fusionadas sejam capazes de sobreviver no meio HAT, estas n„o vivem por perÌodos extensos in vitro e morrem.

ApÛs a obtenÁ„o dos hibridomas, estes devem ser diluÌdos e distribuÌdos em placas de cultura apropriada numa concentraÁ„o de 0,5 cÈlula por poÁo. Tal procedimento nos dar· a certeza de que o Ac produzido seja oriundo de

numa concentraÁ„o de 0,5 cÈlula por poÁo. Tal procedimento nos dar· a certeza de que o
numa concentraÁ„o de 0,5 cÈlula por poÁo. Tal procedimento nos dar· a certeza de que o
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um ˙nico clone, pois como n„o existe meia cÈlula, teoricamente, teremos um poÁo vazio e outro com apenas uma cÈlula. Feito isso, cada hibridoma, apÛs multiplicaÁ„o e produÁ„o de Ac, ser· examinado por teste sorolÛgico, tendo em vista a identificaÁ„o dos hibridomas desejados, ou seja, aqueles que sintetizam o anticorpo monoclonal que reaja com o Ag correspontente. Uma vez identifica- dos, os hibridomas s„o induzidos ‡ proliferaÁ„o, tornando-se assim uma fonte inesgot·vel de anticorpos altamente especÌficos.

Os Ac mo s„o muito ˙teis como reagentes para diagnÛstico, exames de imagem e procedimentos terapÍuticos na clÌnica mÈdica. Para diagnÛstico, podem ser utilizados na detecÁ„o de gravidez, diagnÛstico de numerosos microrganismos patogÍnicos, medidas de nÌveis sanguÌneos de v·rias drogas, tipagem sanguÌnea, tipagem de antÌgenos de histocompatibilidade, caracterizaÁ„o fenotÌpica de diversos tipos celulares e detecÁ„o de antÌgenos produzidos por determinados tumores. Por exemplo, para esse propÛsito, Os Ac mo Ac mo radiomarcados podem ser utilizados in vivo na detecÁ„o ou localizaÁ„o de Ac mo radiomarcados podem ser utilizados in vivo na detecÁ„o ou localizaÁ„o de antÌgenos tumorais, permitindo diagnÛsticos precoces de alguns tumores prim·rios ou metast·ticos nos pacientes. Na imunoterapia, o Ac mo especÌfico para um determinado Ag tumoral de superfÌcie, acoplado com um quimio ou radioter·pico, pode ser potente agente terapÍutico.

ou radioter·pico, pode ser potente agente terapÍutico. 6.6.6.6.6. SistemaSistemaSistemaSistemaSistema

6.6.6.6.6. SistemaSistemaSistemaSistemaSistema completocompletocompletocompletocompleto

O nome complemento foi originado a partir da atividade complementar de proteÌnas na aÁ„o bactericida de alguns Acs. O sistema complemento È um comple- xo proteico existente no plasma, sob a forma inativa, constituÌdo por subst‚ncias termol·beis e/ou termoest·veis; e que tem como funÁ„o a eliminaÁ„o de um agente estranho pela ativaÁ„o de mecanismos inespecÌficos, que se constitui de:

Fagocitose - quando algumas proteÌnas ativadas do complemento unem-se a bactÈrias, opsonizando-as para ingest„o pelos fagÛcitos portadores de receptores do complemento;

complemento unem-se a bactÈrias, opsonizando-as para ingest„o pelos fagÛcitos portadores de receptores do complemento;
Imunologia | 45 • ReaÁ„o inflamatÛria - quando os pequenos fragmentos de proteÌnas promovem eventos
Imunologia | 45 • ReaÁ„o inflamatÛria - quando os pequenos fragmentos de proteÌnas promovem eventos
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ReaÁ„o inflamatÛria - quando os pequenos fragmentos de proteÌnas promovem eventos vasculares e recrutam fagÛcitos ao local da ativida- de inflamatÛria.

Lise - quando uma vez desencadeada a cascata, os componentes terminais do complemento lesam certas bactÈrias, vÌrus e cÈlulas com a formaÁ„o de poros na membrana celular.

AlÈm dessas trÍs funÁıes, o sistema complemento tambÈm È respons·vel pela depuraÁ„o imune, que consiste na remoÁ„o de complexos imunes da circulaÁ„o no baÁo e no fÌgado. Este sistema, com cerca de 30 proteÌnas ou mais, interage por ativaÁ„o enzim·tica. O complemento pode agir sozinho ou com Ac e s„o conheci- das 3 vias, a cl·ssica, a alternativa e a via das lectinas. A via cl·ssica È ativada por complexos imunes, enquanto as vias alternativa e das lectinas s„o ativadas por microrganismos. Todas as vias de ativaÁ„o convergem para uma etapa final de reaÁ„o em cadeia denominada dessas trÍs funÁıes, o sistema complemento tambÈm È respons·vel pela depuraÁ„o imune sequÍncia comum (Figura 8). sequÍncia comum (Figura 8).

Figura 8. Vias de ativaÁ„o do sistema complemento

de reaÁ„o em cadeia denominada sequÍncia comum (Figura 8). Figura 8. Vias de ativaÁ„o do sistema
de reaÁ„o em cadeia denominada sequÍncia comum (Figura 8). Figura 8. Vias de ativaÁ„o do sistema
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No processo de ativaÁ„o, que envolve uma sÈrie de etapas proteolÌticas, uma proteÌna precursora inativa È clivada para fornecer um grande fragmento ativo; esta se une ‡ superfÌcie celular e contribui para a prÛxima clivagem, e um pequeno fragmento peptÌdico que È liberado serve como mediador de resposta inflamatÛria. Cada uma das trÍs vias de ativaÁ„o gera uma convertase de C3 por um caminho diferente, determinando que as principais molÈculas efetoras e os eventos tardios sejam os mesmos para as trÍs vias. … importante lembrar que a ativaÁ„o inadequada e a persistÍncia dos efeitos inflamatÛrios s„o potencialmente prejudiciais ao organismo, de modo que a sua regulaÁ„o precisa ser bem rigorosa. E uma das maneiras de controle se resume ao pouquÌssimo tempo que os componentes-chaves permanecem ativos (milÈsi- mos de segundos), a menos que se liguem a uma superfÌcie celular. AlÈm da curta vida-mÈdia dos fragmentos do complemento, existem v·rios pontos na via de ativaÁ„o, nos quais podem atuar proteÌnas reguladoras, o que previne a ativaÁ„o inadvertida do complemento sobre cÈlulas do hospedeiro e evita a les„o de cÈlulas do organismo.a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de Quanto ‡ nomenclatura, todos os componentes da

Quanto ‡ nomenclatura, todos os componentes da via cl·ssica s„o designados pela letra C, seguida por uma designaÁ„o numÈrica simples: C1, C2. Os componentes foram numerados pela ordem de descoberta e n„o segundo a sequÍncia de reaÁıes (C1, 4, 2, 3, 5, 6, 7, 8 e 9). Quanto aos produtos de clivagem, s„o designados por letras min˙sculas, onde o maior fragmento recebe a letra b (exceto o fragmento C2, que recebe a letra a) e o menor, a letra a. Os componentes iniciais da via alternativa, em vez de serem numerados, s„o indicados pelas letras mai˙sculas B e D, e seus produ- tos de clivagem tambÈm s„o designados pelas letras b e a, onde o maior fragmento È Bb e o menor, Ba. Quanto aos componentes ativados, recebem

uma linha horizontal superior, por exemplo, Bb.

È Bb e o menor, Ba . Quanto aos componentes ativados, recebem uma linha horizontal superior,
È Bb e o menor, Ba . Quanto aos componentes ativados, recebem uma linha horizontal superior,
Imunologia | 47 6.1. AtivaÁ„o da via cl·ssica O componente C1 È um complexo formado
Imunologia | 47 6.1. AtivaÁ„o da via cl·ssica O componente C1 È um complexo formado
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6.1. AtivaÁ„o da via cl·ssica

O componente C1 È um complexo formado por trÍs proteÌnas C1q, C1r e C1s. Uma vez formado o complexo Ag-Ac, o componente C1q se liga na regi„o Fc do Ac, dando inÌcio a uma reaÁ„o em cascata, onde C1q ativa duas molÈculas de C1r capazes de se ligar a outras duas de C1s, resultando no complexo C1q-C1s-C1r-C1r-C1s, que È uma serina protease. Desta forma, C1s atua em C4 e C2, dissociando-as em C4a e C4b, C2a e C2b. Nesta etapa, a uni„o de C4b a C2b (em alguns livros, C2a) forma a C3 convertase. ApÛs a formaÁ„o da C3 convertase, esta cliva C3 em C3a e C3b. O C3 È a fraÁ„o mais abundante no plasma e o mais importante entre os componentes do complemento, pois in˙meras molÈculas de C3b podem se ligar ‡ superfÌcie de um patÛgeno. Alguns fragmentos C3b se ligam a receptores da membrana e atuam como opsoninas, facilitando a fagocitose, outros fragmentos de C3b se ligam a C3 convertase, originando a C5 convertase (C4bC2bC3b) da via cl·ssica (Figura 9), que vai atuar em C5 dissociando-o em C5a e C5b. Com a dissociaÁ„o de C5, inicia-se uma etapa comum a todas as vias de ativaÁ„o do complemen- to, onde a fraÁ„o C5b interage com C6, que abre um sÌtio de ligaÁ„o para C7. Por sua vez, o complexo C5bC6C7 deposita-se na superfÌcie da membrana e abre o sÌtio de ligaÁ„o para C8, que penetra na membrana da cÈlula. O C8, ent„o, abre um sÌtio para C9, que, apÛs a ligaÁ„o de v·rios C9, forma um canal transmembr‚nico ou poro hidrofÌlico, chamado de complexo de ataque ‡ membrana (MAC), ocasionando lise celular e desequilÌbrio osmÛtico. … importante ressaltar que no curso da cascata do sistema complemento, os fragmentos menores C4a, C2a, C3a e C5a liberados no interstÌcio, s„o potentes mediadores inflamatÛrios.C2b (em alguns livros, C2a) forma a C3 convertase. ApÛs a formaÁ„o da C3 convertase ,

os fragmentos menores C4a, C2a, C3a e C5a liberados no interstÌcio, s„o potentes mediadores inflamatÛrios.
os fragmentos menores C4a, C2a, C3a e C5a liberados no interstÌcio, s„o potentes mediadores inflamatÛrios.
48 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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Figura 9. AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via cl·ssica.

9. AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via cl·ssica. 6.2. Via das Lectinas A via das

6.2. Via das Lectinas

A via das lectinas (Figura 10) È semelhante ‡ via cl·ssica. As lectinas s„o proteÌnas, ou glicoproteÌnas, que se ligam a carboidratos e podem ativar a via cl·ssica do complemento na ausÍncia do complexo antÌgeno-anticorpo. A principal lectina È a proteÌna ligadora de manose (MBL), que faz o papel de C1q ao se ligar ‡ resÌduos de carboidratos da superfÌcie de uma bactÈria ativadora ou outras subst‚ncias. A MBL est· associada com duas prÛ-enzimas MASP-1 e MASP-2 (Serina Protease Associada a MBL). Quando a MBL se liga aos grupamentos manose terminais nos carboidratos bacterianos, MASP- 1 e MASP-2 s„o ativadas e continuam a ativar a via cl·ssica.

manose terminais nos carboidratos bacterianos, MASP- 1 e MASP-2 s„o ativadas e continuam a ativar a
Imunologia | 49 Figura 10. AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via das lectinas 6.3.
Imunologia | 49 Figura 10. AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via das lectinas 6.3.
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Figura 10. AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via das lectinas

AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via das lectinas 6.3. Via Alternativa Com exceÁ„o da etapa

6.3. Via Alternativa

Com exceÁ„o da etapa inicial, os eventos da via alternativa (Figura 11) s„o homÛlogos aos da via cl·ssica e das lectinas. A via alternativa È constante- mente ativada, em taxa muito reduzida, a qual aumenta drasticamente na pre- senÁa de superfÌcies ativadoras adequadas, como as membranas celulares de microrganismos. Esta via pode ser ativada pela ligaÁ„o do C3b ou de uma forma hidrolizada espontaneamente, conhecida como iC3b, ‡ superfÌcie do patÛgeno. Este se liga ao fator B, formando C3bB, componente suscestÌvel ao fator D, uma protease do plasma. O fator D cliva o componente B em Bado complemento pela via das lectinas 6.3. Via Alternativa e Bb, onde Bb permanece ligado ao

e Bb, onde Bb permanece ligado ao C3b, formando a molÈcula C3bBb que

È a C3 convertase da via alternada. A C3 convertase da via alternativa produ-

zir· mais C3b, tornando o sistema mais ativo, pois muitos fagÛcitos possuem receptores para este componente. A C3 convertase da via alternativa È extre- mamente inst·vel e, por isso, costuma sofrer r·pida dissociaÁ„o. No entanto, uma proteÌna plasm·tica denominada properdina se liga a esta convertase e a estabiliza, diminuindo sua degradaÁ„o e permitindo a continuaÁ„o da cascata.

se liga a esta convertase e a estabiliza, diminuindo sua degradaÁ„o e permitindo a continuaÁ„o da
se liga a esta convertase e a estabiliza, diminuindo sua degradaÁ„o e permitindo a continuaÁ„o da
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Nesta via, alguns C3b se ligam ao C3bBb e formam a C5 convertase da via alternada C3b 2 Bb ou C3bBbC3b. Este complexo cliva C5 em C5a e C5b, dando inÌcio a sequÍncia comum, onde C5b inicia o complexo de ataque ‡ membrana, ligando-se a C6, C7, C8 e C9 (Figura 12).

Figura 11. AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via alternativa.

AtivaÁ„o da cascata do complemento pela via alternativa. Figura 12. SequÍncia final da cascata do complemento

Figura 12. SequÍncia final da cascata do complemento comum a todas as vias de ativaÁ„o, onde C5b inicia o complexo de ataque ‡ membrana, ligando-se a C6, C7, C8 e C9.

comum a todas as vias de ativaÁ„o, onde C5b inicia o complexo de ataque ‡ membrana,
Imunologia | 51 7.7.7.7.7. ComplexoComplexoComplexoComplexoComplexo principalprincipalprincipalprincipalprincipal
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7.7.7.7.7. ComplexoComplexoComplexoComplexoComplexo principalprincipalprincipalprincipalprincipal dedededede histocompatibilidadehistocompatibilidadehistocompatibilidadehistocompatibilidadehistocompatibilidade

Todo organismo multicelular possui algum sistema de defesa que distin- gue agentes infectoparasit·rios e elimina-os do hospedeiro. Mais ainda, os

grandes vertebrados tÍm um sistema imune mais evoluÌdo que pode discriminar

o que È estranho e fazer uma resposta seletiva para o mesmo. A vantagem de

tal imunidade especÌfica È a r·pida adaptaÁ„o do sistema imune aos agentes

patogÍnicos que s„o mais frequentemente encontrados no meio ambiente lo- cal. Esta capacidade È conseguida atravÈs do complexo principal de histocompatibilidade, cujos produtos desempenham um papel no reconheci- mento intercelular e na discriminaÁ„o entre o prÛprio e n„o prÛprio. A identi- ficaÁ„o das molÈculas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) aconteceu pela investigaÁ„o da sua funÁ„o na resposta imunolÛgica aos tumo- res, na rejeiÁ„o de transplantes de pele e no controle da resposta imune.

7.1. Estrutura das molÈculas do MHCde transplantes de pele e no controle da resposta imune. Os genes que codificam as molÈculas

da resposta imune. 7.1. Estrutura das molÈculas do MHC Os genes que codificam as molÈculas do

Os genes que codificam as molÈculas do MHC est„o localizados no cromossomo 6 humano e no 17 em camundongos, denominados antÌgenos leucocit·rios humanos (HLA) e de histocompatibilidade (H-2), respectiva- mente. O MHC pode ser dividido em quatro subconjuntos de genes ou

classes: classes I, II, III e IV, sendo os de classe I e II ligados ao processamento

e apresentaÁ„o de antÌgenos, enquanto os genes que compıem as classes III e

IV codificam para outras proteÌnas, estando algumas relacionadas com a res-

posta imune, tais como componentes do sistema complemento, algumas citocinas, etc. Em humanos, existem trÍs loci que codificam as molÈculas de classe I, os quais s„o denominados HLA-A, HLA-B e HLA-C, e trÍs loci gÍnicos do MHC de classe II, que s„o denominados HLA-DP, HLA-DQ e HLA-DR. Normalmente, um indivÌduo herda duas cÛpias de cada locus gÍnico (um de cada progenitor). Assim, em humanos, temos seis loci de classe I e seis loci de classe II. Todos esses loci apresentam alto grau de polimorfismo, ou seja,

seis loci de classe I e seis loci de classe II. Todos esses loci apresentam alto
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apresentam m˙ltiplos alelos na populaÁ„o. As molÈculas do MHC de classe I, que est„o presentes na maioria das cÈlulas nucleadas, s„o reconhecidas princi- palmente pelo TCR de linfÛcitos T CD8, ao passo que as molÈculas de classe II, presentes principalmente na superfÌcie das cÈlulas apresentadoras de antÌgenos profissionais, s„o reconhecidas pelo TCR dos linfÛcitos T CD4.

7.2. MHC de classe I

As molÈculas do MHC de classe I s„o expressas na membrana celular da maioria das cÈlulas nucleadas dos vertebrados. Sua estrutura È constituÌda por uma cadeia a (alfa) de aproximadamente 45kDa, que atravessa a membra- na plasm·tica. A outra È a b2- microglobulina de 12kDa que se encontra fracamente ligada ‡ membrana. Os genes que codificam a cadeia a (vari·vel) est„o localizados dentro da regi„o genÙmica do MHC, enquanto os genes que codificam a b2-microglobulina (invari·vel) est„o localizados fora da regi„o do MHC no cromossomo 15 humano. A cadeia genÙmica do MHC, enquanto os genes que codificam a b a È formada por trÍs segmentos a È formada por trÍs segmentos a1, a2 e a3. A regi„o em que o peptÌdeo se liga corresponde ‡ regi„o amino-terminal e È composta pelos segmentos a1 e a2, que formam uma fenda ou bolsa onde ele se encaixa. O tamanho dessa fenda permite ligar peptÌdeos de 8 a 11 amino·cidos e corresponde ‡ regi„o do MHC de classe I que interage com o TCR do linfÛcito T. Por essa raz„o, os antÌgenos proteicos precisam ser processados para gerar peptÌdeos, pequenos o suficiente para se ligarem ‡ molÈcula do MHC. A regi„o invari·vel, que corresponde ao seg- mento a3, se liga ao correceptor CD8 do linfÛcito T. Essa ligaÁ„o confere a especificidade da molÈcula de classe I com a cÈlula T CD8. O domÌnio a, tambÈm se liga de forma n„o covalente ‡ molÈcula b2-microglobulina, sendo esse complexo estabilizado pelo peptÌdeo processado que se liga nos domÌ- nios a1 e a2 (Figura 13). Somente nessa forma est·vel a molÈcula do MHC de classe I È expressa na superfÌcie das cÈlulas.

1 e a 2 (Figura 13). Somente nessa forma est·vel a molÈcula do MHC de classe
1 e a 2 (Figura 13). Somente nessa forma est·vel a molÈcula do MHC de classe
Imunologia | 53 7.3. MHC de classe II As molÈculas do MHC de classe II
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7.3. MHC de classe II

As molÈculas do MHC de classe II tambÈm s„o expressas na membrana celular. Mas estas s„o expressas na superfÌcie de cÈlulas apresentadoras de antÌgenos profissionais. Essas cÈlulas incluem as cÈlulas dendrÌticas, os macrÛfagos e os linfÛcitos B. A molÈcula de classe II È formada por uma cadeia a e uma b. A cadeia a tem 32-34kDa, enquanto a cadeia b tem 29-32kDa (Figura 13). As duas cadeias do MHC de classe II s„o codificadas dentro da regi„o genÙmica do MHC e ambas s„o polimÛrficas, ou seja, s„o vari·veis. As cadeias a e b, na porÁ„o extracelular, possuem domÌnios a1 e a2 e b1 e b2, onde a porÁ„o vari·vel das duas cadeias s„o os segmentos a1 e b1, conforme pode ser visto na Figura 13. Os domÌnios a1 e b1 interagem para formar a fenda de ligaÁ„o ao peptÌdeo, que estruturalmen- te È bastante similar ‡ molÈcula do MHC de classe I. Esta fenda, ou bolsa È onde se encaixa o peptÌdeo a ser apresentado ‡ cÈlula T. Assim, como È de se esperar, esta tambÈm È a regi„o da molÈcula do MHC de classe II que apresenta maior variabilidade. Na molÈcula de classe II, as extremidades da fenda de ligaÁ„o do peptÌdeo s„o abertas, o que permite a ligaÁ„o de peptÌdeos de 10-30 amino·cidos, mas pode ocorrer ligaÁ„o de peptÌdeos maiores, o que n„o acontece com a molÈcula de classe I que tem as extremidades fechadas.vari·vel das duas cadeias s„o os segmentos a 1 e b 1, conforme pode ser visto

a molÈcula de classe I que tem as extremidades fechadas. Figura 13. As trÍs classes de

Figura 13. As trÍs classes de genes no MHC humano e a express„o dos produtos de classe I e II.

extremidades fechadas. Figura 13. As trÍs classes de genes no MHC humano e a express„o dos
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7.4. Processamento e apresentaÁ„o de antÌgenos ‡s cÈlulas T CD8

AntÌgenos apresentados pelas molÈculas de MHC de classe I s„o, na maioria das vezes, gerados dentro da mesma cÈlula que produziu a molÈcula de classe I. Os peptÌdeos gerados s„o derivados de proteÌnas que se encon- tram no citosol da cÈlula, que podem ser da prÛpria cÈlula, de origem viral ou

de outros microrganismos intracelulares e antÌgenos tumorais. Os antÌgenos, em geral proteÌnas presentes no citoplasma, s„o degradados em peptÌdeos por um complexo multiproteolÌtico denominado proteassoma. Esses peptÌdeos s„o trans- portados do citoplasma para o retÌculo endoplasm·tico rugoso por intermÈdio de uma proteÌna transportadora de antÌgeno (TAP). Os peptÌdeos transporta- dos pela TAP para dentro do retÌculo endoplasm·tico se ligam ‡ molÈcula nascente do MHC classe I, tornando-a est·vel. Assim, o complexo resultante, MHC classe I e peptÌdeo, deixam o retÌculo endoplasm·tico e movem-se para

o complexo de Golgi, do qual È transportado para a superfÌcie da cÈlula onde

È reconhecido pela cÈlula T CD8.

da cÈlula onde È reconhecido pela cÈlula T CD8. 7.5. Processamento e apresentaÁ„o de antÌgenos ‡s

7.5. Processamento e apresentaÁ„o de antÌgenos ‡s cÈlulas T CD4

As molÈculas do MHC de classe II tambÈm se ligam a peptÌdeos originados da degradaÁ„o proteica, mas, geralmente, os peptÌdeos resultam da proteÛlise de molÈculas endocitadas ou partÌculas fagocitadas pelas APC. As partÌculas s„o internalizadas em vesÌculas intracelulares, denominadas endossomas, que se fundem com lisossomas, contendo enzimas proteolÌticas. A vesÌcula resultante dessa fus„o È chamada fagolisossoma. O processo de degradaÁ„o do antÌgeno ocorre em condiÁıes ·cidas, que È o pH Ûtimo para a aÁ„o das enzimas proteolÌticas, e os peptÌdeos originados da degradaÁ„o se ligam na fenda da molÈcula do MHC de classe II. Quando recÈm-sintetizada no retÌculo endoplasm·tico, a molÈcula do MHC de classe II tem a fenda protegida por uma proteÌna denominada cadeia invariante (Ii). Desse modo, a fenda do MHC classe II n„o pode acomodar peptÌdeos presentes no retÌculo

cadeia invariante (Ii). Desse modo, a fenda do MHC classe II n„o pode acomodar peptÌdeos presentes
Imunologia | 55 endoplasm·tico. Essa molÈcula de classe II È, ent„o, direcionada para os fagolisossomas,
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endoplasm·tico. Essa molÈcula de classe II È, ent„o, direcionada para os fagolisossomas, onde se encontram os peptÌdeos exÛgenos resultantes da

proteÛlise dos antÌgenos. Nos fagolisossomas, as enzimas proteolÌticas digerem

a cadeia II; porÈm, n„o totalmente, restando o fragmento chamado peptÌdeo

de classe II, associado ‡ cadeia invariante (CLIP = class II associated invariant chain peptide). Com a remoÁ„o do CLIP, por meio da molÈcula HLA-DM,

o peptÌdeo processado pode se ligar ‡ fenda da molÈcula de classe II e ser reconhecido especificamente pelos linfÛcitos T CD4.

8.8.8.8.8. RespostaRespostaRespostaRespostaResposta celularcelularcelularcelularcelular eeeee respostarespostarespostarespostaresposta humoralhumoralhumoralhumoralhumoral

Se a resposta inata for suficiente para anular a aÁ„o de um agente

infectoparasit·rio, n„o ocorrer· ativaÁ„o da resposta imune adaptativa e, por-

tanto, n„o formar· memÛria imunit·ria. Por outro lado, caso ocorra persistÍncia da infecÁ„o, devido aos mecanismos de escape desse agente, haver· a neces- sidade da ativaÁ„o da resposta imune adaptativa. Em funÁ„o da natureza do agente infectoparasit·rio e da forma com que seus antÌgenos s„o processados,ocorrer· ativaÁ„o da resposta imune adaptativa e, por- a resposta imune adaptativa pode seguir dois caminhos

a resposta imune adaptativa pode seguir dois caminhos distintos, que levam ‡

proliferaÁ„o de cÈlulas CD8+ (resposta celular predominantemente Th1) e ‡ secreÁ„o de anticorpos por cÈlulas B e plasmÛcitos (resposta humoral predomi- nantemente Th2) (Figura 14). Th1 e Th2 n„o s„o sinÙnimos de resposta celular e humoral. Existe predomÌnio, mas cÈlulas Th2 s„o funcionais, e existem anticorpos IgG ligados ao Th1.

A imunidade mediada por cÈlulas se desenvolve por uma rede de

interaÁıes que resulta em defesa contra microrganismos que sobrevivem dentro de fagÛcitos ou de outras cÈlulas. Os antÌgenos de patÛgenos processados no citosol, fora de vesÌculas ·cidas, s„o conduzidos atÈ a superfÌcie celular pela molÈcula de classe I e apresentados para as cÈlulas T CD8+ que eliminam diretamente a cÈlula infectada, enquanto os antÌgenos de patÛgenos processa- dos em vesÌculas ·cidas s„o apresentados pelas molÈculas de classe II ‡s cÈlulas

de patÛgenos processa- dos em vesÌculas ·cidas s„o apresentados pelas molÈculas de classe II ‡s cÈlulas
de patÛgenos processa- dos em vesÌculas ·cidas s„o apresentados pelas molÈculas de classe II ‡s cÈlulas
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T CD4+, que podem se diferenciar em dois tipos: CD4+Th1, que ativam cÈlulas mononucleares (macrÛfagos e linfÛcitos) e CD4+Th2, que induzem a proliferaÁ„o e diferenciaÁ„o das cÈlulas B em plasmÛcitos produtores de anticorpos.

Figura 14. Esquema geral da resposta celular e humoral

Figura 14. Esquema geral da resposta celular e humoral 8.1. Resposta celular e o mecanismo de

8.1. Resposta celular e o mecanismo de aÁ„o das cÈlulas T CD8+

Os linfÛcitos T CD8+ ativados se diferenciam em cÈlulas T citolÌticas (CTL), que destroem somente as cÈlulas portadoras do antÌgeno associado a produtos de classe I do MHC, n„o danificando a cÈlula vizinha durante o evento. O mecanismo de aÁ„o pode ocorrer pela lise direta atravÈs das enzimas perforinas e granzimas, como tambÈm pela induÁ„o de apoptose. No primei- ro processo, apÛs a ligaÁ„o do TCR/CD3 com o antÌgeno via MHC I, os microt˙bulos da cÈlula CD8+ se movem para a ·rea de contato com a cÈlula alvo, e os gr‚nulos contendo as enzimas citolÌticas tambÈm se aglomeram nesta regi„o. Neste contato, as proteÌnas formadoras de poros (perforinas) entram em contato com concentraÁıes de Ca++ e sofrem polimerizaÁ„o. Esta

proteÌnas formadoras de poros (perforinas) entram em contato com concentraÁıes de Ca++ e sofrem polimerizaÁ„o. Esta
Imunologia | 57 polimerizaÁ„o forma um canal perme·vel a Ìons na membrana plasm·tica da cÈlula
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polimerizaÁ„o forma um canal perme·vel a Ìons na membrana plasm·tica da cÈlula alvo, levando a um desequilÌbrio osmÛtico e lise (Figura 15). AlÈm de lise direta, as cÈlulas CD8+ CTL produzem IFN-g, que estimula a atividade fagocit·ria de macrÛfagos, inibe diretamente a replicaÁ„o de vÌrus e induz a express„o de molÈculas de classe I. O segundo mecanismo de destruiÁ„o de cÈlula-alvo envolve a interaÁ„o da molÈcula ligante de Fas, denominada Fas-L e presente no CTL, com a molÈcula Fas (CD95), presente na cÈlula alvo. Essa interaÁ„o leva a cÈlula-alvo ‡ apoptose, que tambÈm pode ser induzida pela aÁ„o das granzimas. Neste evento, as cÈlulas acometidas condensam o citoplasma e a cromatina, formando os corpos apoptÛticos, que ser„o fagocitados rapida- mente por cÈlulas vizinhas sem a formaÁ„o de reaÁ„o inflamatÛria adjacente (Figura 15). Um efeito adicional da apoptose È a ativaÁ„o de enzimas celulares que degradam genomas virais em atÈ 200 pares de bases e seus m˙ltiplos.

Figura 15. Necrose e apoptose induzidas por cÈlulas T citotÛxicasapoptose È a ativaÁ„o de enzimas celulares que degradam genomas virais em atÈ 200 pares de

virais em atÈ 200 pares de bases e seus m˙ltiplos. Figura 15. Necrose e apoptose induzidas
virais em atÈ 200 pares de bases e seus m˙ltiplos. Figura 15. Necrose e apoptose induzidas
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8.2. Mecanismo de aÁ„o das cÈlulas CD4+ Th1 e CD4+ Th2

Alguns microrganismos como Mycobacterium spp s„o patÛgenos intracelulares que crescem em vesÌculas, onde s„o parcialmente protegidos da aÁ„o dos anticorpos e das cÈlulas CD8 CTL. Estes normalmente inibem a fus„o destas vesÌculas com o lisossomo, prevenindo sua destruiÁ„o. Diante disso, esses microrganismos s„o eliminados normalmente quando estas cÈlulas s„o ativadas atravÈs de citocinas inflamatÛrias, como o IFN-g, produzido pelas cÈlulas CD4+Th1.

O processo de ativaÁ„o, atravÈs do contato dos macrÛfagos com as cÈlulas CD4+Th1, gera uma sÈrie de aÁıes bioquÌmicas que convertem o macrÛfago numa potente cÈlula anti bacteriana. Estas reaÁıes s„o: fus„o do fagossomo com o lisossomo, expondo as bactÈrias ‡s enzimas lisossomais; aumento da express„o de MHC de classe I e classe II; express„o de receptor de TNF-a e secreÁ„o de TNF-a, que junto com o IFN- g, sinergiza para o aumento da aÁ„o bactericida, resultando na produÁ„o de Ûxido nÌtrico (NO) e oxigÍnio reativo (O de TNF- a e secreÁ„o de TNF- a , que junto com o IFN- g 2 2 ); secreÁ„o de IL-12, que orienta a diferenciaÁ„o de cÈlulas Th0 para Th1; e secreÁ„o de IL-10, que inibe a produÁ„o de IFN-g e serve para amortecer os efeitos lesivos da ativaÁ„o exacerbada de macrÛfagos nos tecidos. Quando um patÛgeno resiste aos efeitos iniciais da resposta imune celular, pode-se evoluir para uma inflamaÁ„o crÙnica, consistindo intenso infiltrado mononuclear e proliferaÁ„o de tecido conjuntivo caracterÌstico de inflamaÁ„o inespecÌfica ou por um padr„o de inflamaÁ„o crÙnica que se distingue pela formaÁ„o de granuloma que se caracteriza por agregados de macrÛfagos ativados, os quais assumem uma aparÍncia epitelioide circundados por linfÛcitos T. Fre- quentemente, mas n„o invariavelmente, cÈlulas gigantes multinucleadas, que derivam da fus„o de v·rios macrÛfagos, s„o encontradas em granulomas mais antigos. As cÈlulas CD4 Th1 e Th2 participam regulando tais granulomas com produÁ„o de citocinas inflamatÛrias e anti-inflamatÛrias, prevenindo a dissemi- naÁ„o dos patÛgenos e lesıes tissulares.

de citocinas inflamatÛrias e anti-inflamatÛrias, prevenindo a dissemi- naÁ„o dos patÛgenos e lesıes tissulares.
de citocinas inflamatÛrias e anti-inflamatÛrias, prevenindo a dissemi- naÁ„o dos patÛgenos e lesıes tissulares.
Imunologia | 59 8.3. Resposta humoral Muitas bactÈrias importantes nas doenÁas infecciosas humanas se mul-
Imunologia | 59 8.3. Resposta humoral Muitas bactÈrias importantes nas doenÁas infecciosas humanas se mul-
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8.3. Resposta humoral

Muitas bactÈrias importantes nas doenÁas infecciosas humanas se mul- tiplicam nos espaÁos extracelulares do organismo, e a maior parte dos patÛgenos intracelulares se dissemina de uma cÈlula para outra atravÈs dos fluÌdos extracelulares. A resposta imune humoral conduz ‡ destruiÁ„o dos microrganismos extracelulares e seus produtos, como, por exemplo, as toxinas; alÈm de tambÈm prevenir ou diminuir a disseminaÁ„o das infecÁıes intracelulares, atravÈs da neutralizaÁ„o desses agentes. Os anticorpos tam- bÈm facilitam o reconhecimento de microrganismos por cÈlulas fagocit·rias, permitindo que assim sejam ingeridos e digeridos, como ativam o sistema complemento, potencializando a opsonizaÁ„o, recrutando cÈlulas inflama- tÛrias para o local da infecÁ„o e lisando certos microrganismos pela forma- Á„o dos poros em suas membranas (Figura 16).

Figura 16. Alguns mecanismos efetores da resposta mediada por anticorpospara o local da infecÁ„o e lisando certos microrganismos pela forma- Á„o dos poros em suas

Á„o dos poros em suas membranas (Figura 16). Figura 16. Alguns mecanismos efetores da resposta mediada
Á„o dos poros em suas membranas (Figura 16). Figura 16. Alguns mecanismos efetores da resposta mediada
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Nesta resposta, a ativaÁ„o das cÈlulas B e sua diferenciaÁ„o em cÈlulas plasm·ticas secretoras de imunoglobulinas È deflagrada pelo antÌgeno especÌfico e requer a participaÁ„o de cÈlulas CD4 Th2 (Figura 14), que tambÈm controlam a mudanÁa de isotipo e desempenham papel importante na hipermutaÁ„o som·tica, o que È necess·rio para a maturaÁ„o da afinidade dos anticorpos, que ocorre no curso da resposta humoral. A imunoglobulina de superfÌcie funciona como receptor de antÌgenos, ou BCR, e realiza dois papÈis na ativaÁ„o: a transduÁ„o de sinal direto para o interior da cÈlula, quando se une ao antÌgeno e a conduÁ„o desses antÌgenos aos sÌtios intracelulares, para ser degradado e levado ‡ superfÌcie do linfÛcito B, onde, por sua vez, s„o reconhecidos por CD4 Th2 antÌgenos especÌficos. Esta resposta dependente da cÈlula T È chamada de timo-dependente (TD). PorÈm, alguns antÌgenos, como os lipopolissacarÌdeos (LPS) bacterianos, podem ativar diretamente linfÛcitos B, e tal resposta È chamada de timo-independente (TI).

Anticorpos de alta afinidade neutralizam toxinas, vÌrus e bactÈrias. Mas, podem n„o resolver o problema, pois muitos agentes n„o s„o neutralizados pelos anticorpos e devem ser removidos por outros meios. Assim, o papel dos anticorpos nestas situaÁıes È ativar outras cÈlulas (cÈlulas efetoras acessÛrias), que tenham receptores para Fc de Imunoglobulina. Dentre essas, podemos citar macrÛfagos e neutrÛfilos, que ingerem bactÈrias recobertas por IgG; assim como as NK, que lisam diretamente parasitos recobertos por IgG; e ainda cÈlulas infectadas com vÌrus, recobertas tambÈm com IgG. Tal fenÙmeno acontece por um mecanismo denomi- nado citotoxidade celular, dependente de anticorpo (ADCC). AlÈm da ADCC, via IgG, exercida pela NK, o mesmo fenÙmeno pode ser observado por meio da IgE, onde as cÈlulas citotÛxicas s„o os eosinÛfilos, e a import‚ncia da ADCC via IgE se deve ao fato de que alguns parasitos n„o s„o mortos diretamente por fagocitose, somente atravÈs dos mediadores liberados por estas cÈlulas. A IgE tambÈm participa na sensibilizaÁ„o e ativaÁ„o de mastÛcitos promovendo liberaÁ„o de subst‚ncias que dilatam vasos sanguÌneos e recrutam cÈlulas inflamatÛrias.(LPS) bacterianos, podem ativar diretamente linfÛcitos B, e tal resposta È chamada de timo-independente (TI).

de mastÛcitos promovendo liberaÁ„o de subst‚ncias que dilatam vasos sanguÌneos e recrutam cÈlulas inflamatÛrias.
de mastÛcitos promovendo liberaÁ„o de subst‚ncias que dilatam vasos sanguÌneos e recrutam cÈlulas inflamatÛrias.
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9.9.9.9.9. RespostaRespostaRespostaRespostaResposta imuneimuneimuneimuneimune aosaosaosaosaos agentesagentesagentesagentesagentes infectoparasit·riosinfectoparasit·riosinfectoparasit·riosinfectoparasit·riosinfectoparasit·rios

O ambiente em que vivemos È povoado por muitas espÈcies de

microrganismos onde uma pequena parcela tem a capacidade de causar doenÁas. O sistema imune evoluiu no sentido de promover aÁıes que resultem na defesa contra estes microrganismos, contribuindo para a recu- peraÁ„o e manutenÁ„o da homeostase. Os agentes infectoparasit·rios dife- rem em sua patogenicidade e virulÍncia. A patogenicidade refere-se ‡ capacidade de um organismo causar doenÁa, e a virulÍncia È o grau de patogenicidade. Portanto, a patogenicidade depende das caracterÌsticas do agente, do estado imunit·rio do hospedeiro e dos determinantes socioambientais. Em indivÌduos com sistema imunit·rio normal, os agentes infectoparasit·rios devem ser suficientemente virulentos para se estabelecer e causar infecÁ„o. Por outro lado, indivÌduos com sistema imunit·rio debili- tado, agentes pouco virulentos, tais como os comensais, podem causar lesıes graves. Neste tÛpico ser„o abordados os principais mecanismos de resposta ‡s aÁıes dos vÌrus, bactÈrias, protozo·rios e helmintos que parasitam o organismo humano.O ambiente em que vivemos È povoado por muitas espÈcies de Os vÌrus s„o microrganismos intracelulares

Os vÌrus s„o microrganismos intracelulares obrigatÛrios, que se repli-

cam no interior das cÈlulas e podem causar les„o tecidual e doenÁa, por v·rios mecanismos (Figura 17). A replicaÁ„o viral interfere com a sÌntese e com as funÁıes normais das proteÌnas celulares, levando ‡ les„o da cÈlula infectada e ‡ morte. Este È o efeito citop·tico, e se diz que a infecÁ„o È lÌtica. VÌrus n„o citop·ticos podem causar infecÁıes latentes, durante as quais residem nas cÈlulas do hospedeiro e produzem proteÌnas estranhas ao mesmo tempo em que estimulam a imunidade especÌfica. Em decorrÍncia, as cÈlulas infectadas s„o reconhecidas e mortas pelas cÈlulas CTL. As proteÌnas virais tambÈm podem estimular as reaÁıes de hipersensibilidade tardia (DTH), e a les„o celular È uma consequÍncia direta das respostas imunes fisiolÛgicas contra os vÌrus.

tardia (DTH), e a les„o celular È uma consequÍncia direta das respostas imunes fisiolÛgicas contra os
tardia (DTH), e a les„o celular È uma consequÍncia direta das respostas imunes fisiolÛgicas contra os
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Figura 17. Mecanismos pelos quais os vÌrus lesionam as cÈlulas

17. Mecanismos pelos quais os vÌrus lesionam as cÈlulas Os principais mecanismos de imunidade inata aos

Os principais mecanismos de imunidade inata aos vÌrus envolvem a estimulaÁ„o direta de IFN a/b pelas cÈlulas infectadas, que funcionam inibindo a replicaÁ„o viral e lise das cÈlulas infectadas pelas cÈlulas NK. AlÈm desses mecanismos, a ativaÁ„o do sistema complemento e a fagocitose servem para eliminar vÌrus de locais extracelulares. Na imunidade especÌfica, combina-se a resposta celular com a resposta humoral. Os anticorpos especÌficos se ligam ‡s proteÌnas do envelope ou do capsÌdeo, impedindo a fixaÁ„o do vÌrus na cÈlula hospedeira e, consequentemente, impedindo sua penetraÁ„o (Figura 16). AlÈm disso, os anticorpos IgG opsonizantes tambÈm podem potencializar a remoÁ„o pela fagocitose (Figura 16) ou destruiÁ„o das cÈlulas infectadas atra- vÈs da ADCC via cÈlulas NK. Embora os anticorpos sejam importantes na imunidade contra vÌrus, eles n„o s„o suficientes para eliminar infecÁıes virais.

os anticorpos sejam importantes na imunidade contra vÌrus, eles n„o s„o suficientes para eliminar infecÁıes virais.
Imunologia | 63 Contudo, o principal mecanismo contra uma infecÁ„o viral estabelecida È atra- vÈs
Imunologia | 63 Contudo, o principal mecanismo contra uma infecÁ„o viral estabelecida È atra- vÈs
Imunologia | 63 Contudo, o principal mecanismo contra uma infecÁ„o viral estabelecida È atra- vÈs
Imunologia | 63 Contudo, o principal mecanismo contra uma infecÁ„o viral estabelecida È atra- vÈs
Imunologia | 63 Contudo, o principal mecanismo contra uma infecÁ„o viral estabelecida È atra- vÈs
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Contudo, o principal mecanismo contra uma infecÁ„o viral estabelecida È atra- vÈs de uma resposta celular via CD8+ citolÌticos especÌficos, que destroem as cÈlulas infectadas, estimulam a aÁ„o de enzimas intracelulares que degradam genomas virais e secretam citocinas com aÁ„o de interferon.

As bactÈrias extracelulares causam doenÁa de duas maneiras: induzindo reaÁ„o inflamatÛria que resulta na destruiÁ„o tecidual no local da infecÁ„o e produzindo toxinas, que possuem diversos efeitos patolÛgicos. Estas podem ser endotoxinas (componentes da parede celular bacteriana) ou exotoxinas (ativamente secretadas pelas bactÈrias). Portanto, as respostas imunes contra bactÈrias extracelulares visam eliminar a bactÈria e o efeito de suas toxinas.

O principal mecanismo de imunidade inata È a fagocitose por neutrÛfilos, monÛcitos e macrÛfagos, mas a resistÍncia destas bactÈrias ‡ fagocitose e a sua digest„o È um determinante na virulÍncia. A ativaÁ„o do sistema complemento na ausÍncia do anticorpo È importante, pois a produÁ„o de C3b opsoniza a bactÈria e favorece a fagocitose. O MAC lisa diretamente a bactÈria e os subprodutos do complemento (fragmentos menores), que participam da res- posta inflamatÛria recrutando e ativando leucÛcitos. A imunidade humoral es- pecÌfica È a principal resposta protetora contra essas bactÈrias e consiste do reconhecimento de antÌgenos proteicos por cÈlulas CD4+ Th2, apresentados via MHC de classe II. Os anticorpos especÌficos, alÈm de neutralizarem bactÈ- rias e suas toxinas, impedindo sua ligaÁ„o ‡s cÈlulas alvo, ativam o sistema complemento potencializando suas aÁıes.visam eliminar a bactÈria e o efeito de suas toxinas. Quanto ‡s bactÈrias que sobrevivem no

Quanto ‡s bactÈrias que sobrevivem no interior de cÈlulas hospedeiras, as mais patogÍnicas s„o aquelas que sobrevivem no interior dos macrÛfagos, como as microbactÈrias. Por serem praticamente inacessÌveis aos anticorpos, sua eliminaÁ„o requer mecanismos diferentes daqueles observados para bactÈrias extracelulares. O principal mecanismo de imunidade inata contra essas bactÈrias È atravÈs da fagocitose, mas estas podem ativar diretamente ou indiretamente cÈlulas NK, que promovem uma defesa precoce contra bactÈrias intracelulares

podem ativar diretamente ou indiretamente cÈlulas NK, que promovem uma defesa precoce contra bactÈrias intracelulares
podem ativar diretamente ou indiretamente cÈlulas NK, que promovem uma defesa precoce contra bactÈrias intracelulares
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antes da resposta especÌfica. A principal resposta especÌfica contra essas bactÈ- rias È a resposta celular, com atuaÁ„o de cÈlulas Th1 (CD4+ e/ou CD8+) que estimulam os macrÛfagos a produzirem diversas subst‚ncias bactericidas. Desta maneira, as cÈlulas CD4+ Th1 e CD8+ Th1 atuam em conjunto na resposta celular contra bactÈrias intracelulares e o mecanismo exercido por uma pode complementar o da outra. … importante salientar que a ativaÁ„o de macrÛfagos tambÈm pode causar les„o tecidual, manifestada pela reaÁ„o de hipersensibilidade tardia (DTH ou HT), assim como as observadas nas infec- Áıes virais e em outros agentes infectoparasit·rios.

Em termos muito genÈricos, os anticorpos s„o mais eficazes contra os parasitos extracelulares e os CTLs, contra os intracelulares. Em outras pala- vras, as citocinas produzidas pelas cÈlulas T CD4+ podem ser importantes na determinaÁ„o do resultado da infecÁ„o, uma vez que as cÈlulas Th1 e Th2 possuem um perfil de citocinas contrastante e de contrarregulaÁ„o, mostrando que o papel das cÈlulas Th1 e Th2 na determinaÁ„o do resultado da infecÁ„o sugere que as respostas das cÈlulas Th1 levem ‡ morte dos patÛgenos intracelulares e que as respostas das cÈlulas Th2 eliminem os patÛgenos extracelulares. Todavia, isto È muito mais uma simplificaÁ„o did·- tica do que o quadro real.Áıes virais e em outros agentes infectoparasit·rios. O tipo de resposta que conferir· maior proteÁ„o depende

O tipo de resposta que conferir· maior proteÁ„o depende da natureza e da fase evolutiva do parasito. Por exemplo, o anticorpo por si sÛ, ou combinado com o complemento, pode danificar alguns parasitos extracelulares, mas ser· sempre melhor quando atuando com uma cÈlula efetora. Diferentes mecanismos efetores atuar„o em uma ˙nica infecÁ„o contra os diferentes est·gi- os do ciclo de vida do parasito. Assim, na mal·ria, os anticorpos contra as formas livres bloqueiam sua capacidade para invadir novas cÈlulas, mas as respostas mediadas por cÈlulas impedem o desenvolvimento da fase hep·tica nos hepatÛcitos. A imunidade protetora na mal·ria n„o se correlaciona simples- mente com os nÌveis de anticorpos e pode atÈ ser induzida na ausÍncia deles.

na mal·ria n„o se correlaciona simples- mente com os nÌveis de anticorpos e pode atÈ ser
na mal·ria n„o se correlaciona simples- mente com os nÌveis de anticorpos e pode atÈ ser
Imunologia | 65 O parasito precisa superar os mecanismos de defesa preexistentes no hospedeiro, para
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O parasito precisa superar os mecanismos de defesa preexistentes no hospedeiro, para que possa se estabelecer com sucesso antes da iniciaÁ„o da resposta imune especÌfica do hospedeiro. O complemento exerce um papel

nesta fase, uma vez que v·rios tipos de parasitos, incluindo os vermes adultos

e as larvas infectantes, possuem molÈculas em sua superfÌcie de revestimento

que ativam a via alternativa. MacrÛfagos, neutrÛfilos, eosinÛfilos e plaquetas constituem a primeira linha de defesa. Anticorpos e citocinas, produzidos especificamente em resposta aos antÌgenos parasit·rios, potencializam as ativi- dades antiparasit·rias de todas estas cÈlulas efetoras. Entretanto, os macrÛfagos teciduais, monÛcitos e granulÛcitos possuem alguma atividade intrÌnseca antes mesmo da potencializaÁ„o.

Os tripanossomos e os parasitos da mal·ria (plasmÛdios) que penetram

no sangue s„o removidos da circulaÁ„o por cÈlulas fagocÌticas no fÌgado e no baÁo. Antes de agirem como cÈlulas apresentadoras de antÌgenos na iniciaÁ„o de uma resposta imune, os macrÛfagos atuam como cÈlulas efetoras que inibeme os parasitos da mal·ria (plasmÛdios) que penetram a multiplicaÁ„o dos parasitos ou atÈ mesmo os

a multiplicaÁ„o dos parasitos ou atÈ mesmo os destroem. Estas cÈlulas tambÈm

secretam molÈculas que regulam a resposta inflamatÛria e potencializam a imuni- dade atravÈs da ativaÁ„o de outras cÈlulas. A fagocitose pelos macrÛfagos fornece uma defesa importante contra os parasitos menores; entretanto, estas cÈlulas tambÈm secretam muitos fatores tÛxicos que permitem a destruiÁ„o dos parasitos sem a internalizaÁ„o. Quando ativados pelas citocinas, os macrÛfagos podem destruir parasitos extracelulares relativamente pequenos, como os est·- gios eritrocit·rios do plasmÛdio, e tambÈm os parasitos maiores, como os est·gios larvais do esquistossomo. Os macrÛfagos tambÈm atuam como cÈlulas exterminadoras atravÈs da ADCC.

A ativaÁ„o dos neutrÛfilos e macrÛfagos È uma caracterÌstica geral dos est·gios iniciais da infecÁ„o. Todas as funÁıes efetoras dos macrÛfagos s„o potencializadas logo apÛs a infecÁ„o. Embora sua ativaÁ„o especÌfica seja induzida por citocinas secretadas pelas cÈlulas T, como IFNg, GM-CSF, IL-3 e IL-4,

sua ativaÁ„o especÌfica seja induzida por citocinas secretadas pelas cÈlulas T, como IFN g , GM-CSF,
sua ativaÁ„o especÌfica seja induzida por citocinas secretadas pelas cÈlulas T, como IFN g , GM-CSF,
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mecanismos T-independentes tambÈm podem ativ·-los. Neste caso, cÈlulas NK secretam IFNg quando estimuladas pela IL-12 produzida pelos macrÛfagos.

As propriedades efetoras exibidas pelos macrÛfagos tambÈm podem ser apresentadas pelos neutrÛfilos. Os neutrÛfilos s„o cÈlulas fagocÌticas que po- dem destruir os agressores, seja por mecanismos dependentes de oxigÍnio, seja por independentes, como o Ûxido nÌtrico. Os neutrÛfilos produzem uma explos„o oxidativa mais intensa do que os macrÛfagos e seus gr‚nulos secretores contÍm proteÌnas altamente citotÛxicas. A destruiÁ„o extracelular pelos neutrÛfilos È mediada por H 2 0 2 , enquanto os componentes granulares est„o envolvidos na destruiÁ„o intracelular dos organismos internalizados. Os neutrÛfilos est„o presentes nas lesıes inflamatÛrias causadas por parasitos e provavelmente atuando na eliminaÁ„o desses parasitos das cÈlulas rompidas. Como os macrÛfagos, os neutrÛfilos possuem receptores para Fc e receptores para complemento e podem participar das reaÁıes citotÛxicas dependentes de anticorpo, a fim de destruir as larvas de extracelular pelos neutrÛfilos È mediada por H 2 0 2 Schistosoma mansoni, por exemplo. Dessa forma, Schistosoma mansoni, por exemplo. Dessa forma, os neutrÛfilos s„o mais destrutivos do que os eosinÛfilos para v·rias espÈcies de nematÛdeos, embora a efic·cia relativa dos dois tipos celulares possa depender do isÛtipo e da especificidade do anticorpo.

Os eosinÛfilos est„o associados a infecÁıes helmÌnticas e se encontram envolvidos especificamente na defesa contra os est·gios teciduais de helmintos, que s„o grandes demais para serem fagocitados. A reaÁ„o do mastÛcito de- pendente de IgE consta primariamente em localizar os eosinÛfilos prÛximos ao parasito e, ent„o, potencializar suas funÁıes antiparasit·rias.

Os eosinÛfilos s„o cÈlulas de menor potencial fagocÌtico perante os neutrÛfilos, no entanto, sofrem um processo de desgranulaÁ„o em resposta a dist˙rbios em sua membrana celular, liberando o conte˙do granular sobre a superfÌcie dos parasitos. O dano aos helmintos pode ser causado pela proteÌna b·sica principal (MBP). A MBP n„o È especÌfica para um determinado alvo, mas o dano ‡s cÈlulas do hospedeiro È muito pequeno, uma vez que a

MBP n„o È especÌfica para um determinado alvo, mas o dano ‡s cÈlulas do hospedeiro È
MBP n„o È especÌfica para um determinado alvo, mas o dano ‡s cÈlulas do hospedeiro È
Imunologia | 67 proteÌna fica confinada a um espaÁo diminuto entre o eosinÛfilo e o
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proteÌna fica confinada a um espaÁo diminuto entre o eosinÛfilo e o verme. Os eosinÛfilos e os mastÛcitos podem agir em conjunto na destruiÁ„o das larvas de helmintos, onde os produtos dos mastÛcitos potencializam a aÁ„o dos eosinÛfilos. Desta forma, os antÌgenos liberados provocam desgranulaÁ„o local dos mastÛcitos dependentes de IgE e a liberaÁ„o de mediadores, que atraem seletivamente os eosinÛfilos para o local, potencializando ainda mais suas atividades (Figura 18).

Figura 18. Expuls„o de helmintos parasitos do lume intestinal

18. Expuls„o de helmintos parasitos do lume intestinal A resposta imune contra Trypanosoma cruzi depende n„o

A resposta imune contra Trypanosoma cruzi depende n„o apenas das cÈlulas T CD4+ e CD8+, mas tambÈm das NK e da produÁ„o de anticorpos. O mesmo È verdadeiro para a resposta imune contra o Toxoplasma gondii. As cÈlulas NK, estimuladas pela IL-12 secretadas pelos macrÛfagos, constituem outra fonte de IFNg. As infecÁıes crÙnicas normalmente est„o associadas com produÁ„o reduzida de IFNg e provavelmente explicam a alta incidÍncia de

crÙnicas normalmente est„o associadas com produÁ„o reduzida de IFN g e provavelmente explicam a alta incidÍncia
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tuberculose e toxoplasmose em pacientes com AIDS, os quais possuem n˙me-

ros reduzidos de cÈlulas T CD4+.

Em algumas infecÁıes parasit·rias, o sistema imunit·rio n„o consegue

eliminar o parasito, mas reage isolando o organismo com cÈlulas inflamatÛrias.

O hospedeiro reage ao antÌgeno localmente, o que estimula a liberaÁ„o de

citocinas, que por sua vez recrutam as cÈlulas de defesa para o local afetado. Na esquistossomose, a formaÁ„o do granuloma È outro exemplo da reaÁ„o do hospedeiro contra o parasito. Essa reaÁ„o È uma resposta crÙnica mediada por cÈlulas aos antÌgenos sol˙veis liberados pelos ovos do parasito no fÌgado. Os macrÛfagos se acumulam no local e liberam fatores fibrogÍnicos que estimulam a formaÁ„o do tecido granulomatoso. Embora essa reaÁ„o possa ser benÈfica

para o hospedeiro, no sentido que isola as cÈlulas hep·ticas das toxinas secretadas pelos ovos dos helmintos, tambÈm constitui a maior fonte de dano, provocan-

do

alteraÁıes irreversÌveis no fÌgado e perda da funÁ„o hep·tica.

Em muitas infecÁıes a distinÁ„o entre uma resposta mediada por cÈlulas

ou

por anticorpo pode ser difÌcil, dado que ambas atuam em conjunto contra o

pode ser difÌcil, dado que ambas atuam em conjunto contra o parasito. A expuls„o de alguns

parasito. A expuls„o de alguns nematÛdeos intestinais ocorre espontaneamen-

te poucas semanas apÛs a infecÁ„o prim·ria. Parece haver dois est·gios na

expuls„o, alcanÁados por uma combinaÁ„o de mecanismos T-dependentes e T- independentes. CÈlulas T (predominantemente Th2) respondem aos antÌgenos

do parasito e induzem a produÁ„o de anticorpo pelas cÈlulas que sofreram

proliferaÁ„o. Ocorre proliferaÁ„o dos mastÛcitos da mucosa e hiperplasia das cÈlulas caliciformes secretoras de muco no epitÈlio intestinal. Os vermes s„o danificados por anticorpo e produtos dos mastÛcitos sensibilizados por IgE, que desgranulam apÛs o contato com o antÌgeno e liberam a histamina que, por sua vez, aumenta a permeabilidade do epitÈlio intestinal onde o verme se

encontra. Esses processos n„o s„o suficientes para eliminar os vermes; portan-

to,

molÈculas inflamatÛrias inespecÌficas, secretadas pelos macrÛfagos, incluin-

do

TNF e IL-1, contribuem para a proliferaÁ„o das cÈlulas caliciformes e

secretadas pelos macrÛfagos, incluin- do TNF e IL-1, contribuem para a proliferaÁ„o das cÈlulas caliciformes e
Imunologia | 69 provocam aumento na secreÁ„o de muco. O muco reveste os vermes e
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provocam aumento na secreÁ„o de muco. O muco reveste os vermes e leva ‡ sua expuls„o.

Existem in˙meros exemplos de estratÈgias fÌsicas simples e protetoras nos parasitos. Os nematÛdeos possuem uma cutÌcula extracelular espessa que os protege da agress„o tÛxica. O tegumento dos esquistossomos sofre um espessamento durante a maturaÁ„o, oferecendo uma proteÁ„o semelhante. A superfÌcie frouxa de revestimento de muitos nematÛdeos pode se desintegrar sob o ataque imune.

A maioria dos parasitos interfere na resposta imune e a imunossupress„o È uma caracterÌstica universal da infecÁ„o parasit·ria, comprometendo tanto as respostas mediadas por anticorpo como as mediadas por cÈlulas.

Os antÌgenos sol˙veis dos parasitos, quando liberados em enormes quantidades, podem prejudicar a resposta do hospedeiro por um processo denominado ìdistraÁ„o imuneî. Assim, os antÌgenos sol˙veis de v·rios agentes infectoparasit·rios parecem inativar os anticorpos circulantes, fornecendo uma ìcortina de fumaÁaî e desviando o anticorpo do parasito. Muitos destes antÌgenos de superfÌcie liberados s„o formas sol˙veis de molÈculas inseridas na membrana do biopatÛgeno.mediadas por anticorpo como as mediadas por cÈlulas. AlÈm dos efeitos destrutivos diretos de alguns parasitos

AlÈm dos efeitos destrutivos diretos de alguns parasitos e de seus produtos aos tecidos do hospedeiro, muitas respostas imunes, por si sÛ, possuem efeitos patolÛgicos. Na mal·ria, na tripanossomose e na leishmaniose visceral, o n˙mero e a atividade aumentados dos macrÛfagos e linfÛcitos, no fÌgado e no baÁo, levam ao aumento de tamanho destes Ûrg„os. Na esquistossomose, grande parte da patolo- gia resulta dos granulomas dependentes de linfÛcitos que se formam ao redor dos ovos no fÌgado. As alteraÁıes significantes que ocorrem nos indivÌduos com elefantÌase s„o provavelmente resultado de respostas imunopatolÛgicas ‡s larvas adultas nos linf·ticos. A formaÁ„o de complexos imunes È comum, eles podem ser depositados nos rins, como na sÌndrome nefrÛtica da mal·ria, e podem dar origem a v·rias outras alteraÁıes patolÛgicas.

nos rins, como na sÌndrome nefrÛtica da mal·ria, e podem dar origem a v·rias outras alteraÁıes
nos rins, como na sÌndrome nefrÛtica da mal·ria, e podem dar origem a v·rias outras alteraÁıes
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A IgE das infecÁıes helmÌnticas pode promover desde efeitos bran-

dos ‡ reaÁıes severas no hospedeiro, por meio da liberaÁ„o de mediado- res pelos mastÛcitos, caracterizados por pruridos, eritemas, dificuldades respiratÛrias ou mesmo choque anafil·tico.

10.10.10.10.10. AplicaÁ„oAplicaÁ„oAplicaÁ„oAplicaÁ„oAplicaÁ„o eeeee import‚nciaimport‚nciaimport‚nciaimport‚nciaimport‚ncia dododododo diagnÛsticodiagnÛsticodiagnÛsticodiagnÛsticodiagnÛstico imunosorolÛgicoimunosorolÛgicoimunosorolÛgicoimunosorolÛgicoimunosorolÛgico dasdasdasdasdas doenÁasdoenÁasdoenÁasdoenÁasdoenÁas infectoinfectoinfectoinfectoinfecto parasit·riasparasit·riasparasit·riasparasit·riasparasit·rias

O diagnÛstico sorolÛgico das doenÁas transmissÌveis consiste na in-

vestigaÁ„o da infecÁ„o no indivÌduo ou na populaÁ„o, mediante a detecÁ„o, quantificaÁ„o e caracterizaÁ„o de vari·veis (imunoglobulinas, antÌgenos, citocinas) presentes no plasma/soro sanguÌneo ou em outros materiais bio- lÛgicos, tais como amostra fecal, urina, saliva, escarro ou tecidos.

O desenvolvimento de novas informaÁıes cientÌficas est· relacionado

com os progressos na metodologia pelo desenvolvimento de novos proce- dimentos, novas tÈcnicas ou instrumentos. Os primeiros mÈtodos de iden- tificaÁ„o e medida de imunoglobulinas foram desenvolvidos por Von Behring & Kitasato , influenciados pelos experimentos de Pasteur sobre a Teoria dos Germes, Von Behring & Kitasato, influenciados pelos experimentos de Pasteur sobre a Teoria dos Germes, ao encontrarem no soro de animais imunizados contra difteria e tÈtano, subst‚ncias neutralizantes e especÌficas que denominaram anticorpos. As pesquisas desenvolvidas por v·rios cientistas se voltaram imediatamente para a caracterizaÁ„o bioquÌmica dessas subst‚ncias neutralizantes e o de- senvolvimento de tÈcnicas capazes de induzir a formaÁ„o de elevadas con- centraÁıes de anticorpos em animais de laboratÛrio. Este foi o perÌodo fundador do diagnÛstico sorolÛgico.

Este foi o perÌodo fundador do diagnÛstico sorolÛgico. Neste tÛpico, as tÈcnicas sorolÛgicas ser„o abordadas,

Neste tÛpico, as tÈcnicas sorolÛgicas ser„o abordadas, principal- mente, sob o ponto de vista dos profissionais que realizam o diagnÛstico sorolÛgico das doenÁas infectoparasit·rias.

mente, sob o ponto de vista dos profissionais que realizam o diagnÛstico sorolÛgico das doenÁas infectoparasit·rias.
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10.1. AplicaÁıes dos testes sorolÛgicos

Os testes sorolÛgicos vÍm sendo constantemente empregados para auxiliar na confirmaÁ„o diagnÛstica das suspeitas clÌnicas de infecÁıes, permi- tindo a obtenÁ„o de resultados em curto espaÁo de tempo, em funÁ„o de algumas caracterÌsticas que incluem a simplicidade de execuÁ„o, baixo custo operacional e a possibilidade de automaÁ„o. Suas contribuiÁıes, entretanto, s„o inestim·veis, principalmente quando o patÛgeno, ou seus produtos, dificilmente podem ser demonstrados nos fluidos biolÛgicos ou na estrutura hÌstica do hospedeiro.

Estes mÈtodos s„o utilizados na qualificaÁ„o e quantificaÁ„o de diversos componentes, incluindo antÌgenos, anticorpos, imunocomplexos, enzimas e hormÙnios, entre outras molÈculas relacionadas ao processo inflamatÛrio. O conhecimento dos fundamentos gerais para adequada aplicaÁ„o e criteriosa interpretaÁ„o dos resultados exige que estas tÈcnicas sejam realizadas por pro- fissionais bem treinados, a fim de se prevenir a ocorrÍncia dos falsos resulta- dos, que conduzem para o diagnÛstico e tratamento incorretos dos pacientes.fluidos biolÛgicos ou na estrutura hÌstica do hospedeiro. O mÈtodo sorolÛgico pode ser qualitativo ou

O mÈtodo sorolÛgico pode ser qualitativo ou quantitativo. O mÈtodo qualitativo indica uma resposta do tipo ìou tudo ou nadaî, por exemplo:

aglutinou ou n„o aglutinou, infectado ou n„o infectado. O ensaio quantitativo mede a concentraÁ„o de antÌgeno ou anticorpos, podendo ser expressa sob a forma de cruzes, titulaÁıes, densidades Ûticas em reaÁıes fotocolorimÈtricas ou outras unidades de medida que se aplicam. A express„o do resultado sob a forma de cruzes, ou por titulaÁıes, que correspondem a maior diluiÁ„o em que ainda se observa a reaÁ„o antÌgeno-anticorpo, È bastante subjetiva, por retratar a intensidade de uma reaÁ„o determinada visualmente por critÈrios pessoais. A utilizaÁ„o de aparelhos que realizam a leitura autom·tica das reaÁıes sorolÛgicas traduz em n˙meros os resultados obtidos de maneira visual, reduzindo, por um lado, a probabilidade dos erros, mas por outro, elevando (em alguns casos) o custo do exame laboratorial.

por um lado, a probabilidade dos erros, mas por outro, elevando (em alguns casos) o custo
por um lado, a probabilidade dos erros, mas por outro, elevando (em alguns casos) o custo
72 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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10.2. A import‚ncia do diagnÛstico individual

O indivÌduo sintom·tico ou assintom·tico com nÌveis de anticorpos especÌficos detect·veis È denominado soropositivo. Aquele que n„o pos- sui anticorpos detect·veis È o soronegativo. No caso do indivÌduo diag- nosticado soronegativo (em uma primeira an·lise), que ao reavaliar a pri- meira amostra junto com uma segunda, de coleta mais recente (processo conhecido como sorologia pareada), e no caso de resultado da primeira amostra se repetir e a segunda resultar positiva, diz-se que ocorreu soroconvers„o. O diagnÛstico individual normalmente se realiza com a finalidade de elucidar processos patolÛgicos com sinais e sintomas comuns a v·rias doenÁas, procedimento este denominado diagnÛstico diferencial. Como exemplos, podem-se distinguir sorologicamente doenÁas como a leishmaniose tegumentar difusa e a hansenÌase lepromatosa, a leishmaniose visceral e a hepatite viral, a hepatite B e a hepatite C, a toxoplasmose e a rubÈola, entre outras.patolÛgicos com sinais e sintomas comuns a v·rias doenÁas, procedimento este denominado diagnÛstico diferencial

Em algumas situaÁıes torna-se importante determinar a fase clÌnica da doenÁa, principalmente aquelas em que os patÛgenos possuem habili-

principalmente aquelas em que os patÛgenos possuem habili- dade para atravessar a barreira placent·ria e gerar

dade para atravessar a barreira placent·ria e gerar embriopatias ou fetopatias.

A

presenÁa de anticorpos especÌficos È uma evidÍncia da exposiÁ„o atual

ou

anterior aos agentes infecciosos, caracterizada pela diversidade funcio-

nal das v·rias classes de imunoglobulinas e a ordem em que se apresentam nos fluidos biolÛgicos. Determinada por fatores genÈticos, a IgM, regra geral, È a primeira a apresentar nÌveis que possibilitam a detecÁ„o apÛs estÌmulo imunogÍnico e caracterizar fase inicial na maioria das infecÁıes. O seu decrÈscimo È compensado pelo surgimento da IgG, normalmente en- contrada ao final de um processo agudo, permanecendo durante a fase crÙnica, e podendo ser detectada durante longo perÌodo no plasma do hospedeiro, mesmo apÛs a cura, como imunoglobulina de memÛria. Nor-

ser detectada durante longo perÌodo no plasma do hospedeiro, mesmo apÛs a cura, como imunoglobulina de
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malmente, nas solicitaÁıes de exame laboratorial, pedem-se a pesquisa de IgM e IgG especÌficas. PorÈm, em infecÁıes recentes por Toxoplasma gondii ou por citomegalovÌrus, a IgM e IgG podem eventualmente resultar negativas, mas a IgA positiva pode corrigir falhas no diagnÛstico. Por estas razıes, imunoglobulinas como a IgE e a IgA especÌficas tÍm sido pesquisadas

e utilizadas com maior precis„o na determinaÁ„o de fase inicial das infec-

Áıes, uma vez que possuem vida mÈdia menor e permanecem na circulaÁ„o apÛs o inÌcio do processo infeccioso, por um perÌodo ainda mais curto que

o da IgM.

Os testes sorolÛgicos s„o tambÈm utilizados para verificaÁ„o do po- tencial de virulÍncia e de invasividade dos enteroparasitos. A Entamoeba histolytica, por exemplo, enquanto parasita o lume intestinal, parece n„o induzir, ou pouco induz, a formaÁ„o de anticorpos especÌficos. Por outro lado, a ulceraÁ„o, a penetraÁ„o tecidual e a consequente multiplicaÁ„o e disseminaÁ„o deste parasito no hospedeiro, pode proporcionar elevados tÌtulos de IgG anti ameba no plasma sanguÌneo, facilmente detect·veis.para verificaÁ„o do po- tencial de virulÍncia e de invasividade dos enteroparasitos. A E n t

AlÈm das imunoglobulinas, as ProteÌnas de Fase Aguda (PFA), presentes normalmente em baixas concentraÁıes no plasma sanguÌneo, alte- ram-se em resposta aos estÌmulos inflamatÛrios apÛs les„o tecidual ou infec- Á„o. Em linhas gerais, as PFA constituem um vasto n˙mero de proteÌnas plasm·ticas de origem hep·tica, cuja sÌntese aumenta em 25% ou mais e podem ser classificadas em funÁ„o do incremento de sua produÁ„o apÛs estÌmulo inflamatÛrio (Quadro 1). Tradicionalmente, a quantificaÁ„o da ProteÌna C Reativa (PCR) na pr·tica clÌnica tem v·rios objetivos, entre eles, a avaliaÁ„o da extens„o e a atividade da inflamaÁ„o, o que permite o acompanhamento do processo patolÛgico, diferenciaÁ„o entre doenÁa in- flamatÛria e n„o inflamatÛria e estimativa de seu respectivo prognÛstico.

diferenciaÁ„o entre doenÁa in- flamatÛria e n„o inflamatÛria e estimativa de seu respectivo prognÛstico.
diferenciaÁ„o entre doenÁa in- flamatÛria e n„o inflamatÛria e estimativa de seu respectivo prognÛstico.
74 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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Quadro 1. CaracterÌsticas cinÈticas das proteÌnas de fase aguda

ProteÌnas de fase aguda

Tempo de resposta entre estÌmulo e elevaÁ„o dos nÌveis plasm·ticos

Peso molecular (kDa)

Grupo 1: aumenta menos de uma vez

   

Ceruloplasmina

48-72 horas

132

C3

48-72 horas

180

C4

48-72 horas

206

Grupo II: aumenta de duas a quatro vezes

   

a-1- glicoproteÌna ·cida a-1 - antitripsina a-1 - antiquimotripsina Haptoglobina FibrinogÍnio

24

horas

41

10

horas

54

10

horas

68

24

horas

86

24

horas

340

Grupo III: aumenta acima de cinco mil vezes

   

ProteÌna C reativa Encefalites virÛticas, citomegalia, herpes sistÍmica e tuberculose Amiloide sÈrico A

6-10 horas

110

2-10 horas

180

sÈrico A 6-10 horas 110 2-10 horas 180 Os testes sorolÛgicos tambÈm s„o utilizados para

Os testes sorolÛgicos tambÈm s„o utilizados para selecionar doado- res e receptores de sangue e de Ûrg„os, n„o sÛ no contexto de quem desempenha a determinaÁ„o de grupos sanguÌneos ou antÌgenos de histocompatibilidade, como tambÈm para quem se compromete na detecÁ„o e prevenÁ„o de doenÁas infecciosas transmissÌveis por meio da transfus„o sanguÌnea e hemoderivados, como tecidos e Ûrg„os transplantados. No Brasil, o MinistÈrio da Sa˙de estabeleceu estratÈgias de controle apoiadas na triagem clÌnica, epidemiolÛgica e sorolÛgica para prevenÁ„o das doenÁas transfusionais, que incluem a doenÁa de Chagas, a sÌfilis, as hepatites B e C, a sÌndrome de imunodeficiÍncia adquirida (SIDA/AIDS), o vÌrus da leucemia T do adulto (HTLV-I e II), em todo o territÛrio nacional, e a mal·ria, em regiıes endÍmicas. As condiÁıes que constituem contraindicaÁ„o absoluta para doaÁ„o de Ûrg„os, relacionadas ‡s doenÁas infecciosas, alÈm das empregadas na prevenÁ„o de doenÁas transmissÌveis por meio da transfu-

‡s doenÁas infecciosas, alÈm das empregadas na prevenÁ„o de doenÁas transmissÌveis por meio da transfu-
Imunologia | 75 s„o sanguÌnea e hemoderivados, incluem avaliaÁ„o laboratorial de septice- mia bacteriana ou
Imunologia | 75 s„o sanguÌnea e hemoderivados, incluem avaliaÁ„o laboratorial de septice- mia bacteriana ou
Imunologia | 75 s„o sanguÌnea e hemoderivados, incluem avaliaÁ„o laboratorial de septice- mia bacteriana ou
Imunologia | 75 s„o sanguÌnea e hemoderivados, incluem avaliaÁ„o laboratorial de septice- mia bacteriana ou
Imunologia | 75 s„o sanguÌnea e hemoderivados, incluem avaliaÁ„o laboratorial de septice- mia bacteriana ou
Imunologia | 75 s„o sanguÌnea e hemoderivados, incluem avaliaÁ„o laboratorial de septice- mia bacteriana ou
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s„o sanguÌnea e hemoderivados, incluem avaliaÁ„o laboratorial de septice- mia bacteriana ou f˙ngica, ativa.

As molÈculas liberadas pelo parasito e os anticorpos correspondentes encontrados no hospedeiro s„o chamados de marcadores sorolÛgicos. Estes marcadores podem ser utilizados para avaliar o prognÛstico de doenÁas e alguns marcadores indicam evoluÁ„o para cura, enquanto outro agravamento. Baseando- se nestes princÌpios, pode-se avaliar a efic·cia terapÍutica.

Os anticorpos protetores, induzidos por parasitos em processos infecciosos ou por vacinas, podem ser pesquisados e utilizados como marcadores para avaliar a imunidade especÌfica, naturalmente adquirida ou artificialmente induzida por vacinas. Os testes sorolÛgicos realizados em paciente prÈ-natal s„o de fundamental import‚ncia na pesquisa de doenÁas congÍnitas, como a toxoplasmose, a sÌfilis, a citomegalia, entre outras; e na avaliaÁ„o da imunidade especÌfica, principalmente para do- enÁas imunoprevinÌveis com a aplicaÁ„o de vacinas (hepatite B, rubÈola, difteria, tÈtano).infecciosos ou por vacinas, podem ser pesquisados e utilizados como marcadores para avaliar a imunidade especÌfica,

10.3. A import‚ncia do diagnÛstico coletivo

tÈtano). 10.3. A import‚ncia do diagnÛstico coletivo A aplicaÁ„o dos testes sorolÛgicos em inquÈritos

A aplicaÁ„o dos testes sorolÛgicos em inquÈritos epidemiolÛgicos denomina-se soroepidemiologia e serve para estimar a soroprevalÍncia, que corresponde ao n˙mero de indivÌduos positivos em um perÌodo de tempo determinado, sem distinguir os casos novos dos antigos. Como a soroprevalÍncia est· intimamente relacionada com a taxa de infecÁ„o e a permanÍncia dos anticorpos circulantes, este indicador auxilia nos seguintes propÛsitos em relaÁ„o ‡s doenÁas infectoparasit·rias: estabelecer prevalÍncia sorolÛgica, identificar os principais problemas sanit·rios, estabelecer priori- dades de vacinaÁ„o, demarcar a distribuiÁ„o e verificar a erradicaÁ„o de doenÁas, verificar a reintroduÁ„o de doenÁas em ·reas consolidadas, deter- minar a periodicidade das epidemias, avaliar as campanhas de vacinaÁ„o,

de doenÁas em ·reas consolidadas, deter- minar a periodicidade das epidemias, avaliar as campanhas de vacinaÁ„o,
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investigar enfermidades descobertas recentemente (doenÁas emergentes) e estimar as perdas econÙmicas atribuÌdas ‡ enfermidade.

Testes sorolÛgicos tambÈm s„o aplicados na an·lise do conte˙do intestinal de insetos hematÛfagos, para identificaÁ„o das fontes alimentares dos vetores envolvidos na transmiss„o de doenÁas. Estabelecer o padr„o alimentar dos insetos hematÛfagos È de grande import‚ncia para o entendi- mento de sua biologia, alÈm de possuir valor fundamental para a Sa˙de P˙blica, no delineamento de estratÈgias de controle de v·rios agravos gerados por esses vetores.

11.11.11.11.11. FFFFFundamentosundamentosundamentosundamentosundamentos geraisgeraisgeraisgeraisgerais dododododo imunodiagnÛsticoimunodiagnÛsticoimunodiagnÛsticoimunodiagnÛsticoimunodiagnÛstico

A pesquisa laboratorial da resposta imune pode ser empregada para a verificaÁ„o da resposta humoral e da resposta celular. A pesquisa da

resposta humoral pode ser realizada de duas maneiras. Uma dessas manei- ras refere-se ao emprego de anticorpos especÌficos para identificar um antÌgeno parasit·rio ou outras subst‚ncias que desempenham o papel de antÌgenos na reaÁ„o, tais como drogas, hormÙnios, ·cidos nuclÈicos, citocinas, receptores de cÈlulas, etc. Uma outra maneira È a detecÁ„o de anticorpos especÌficos na amostra a ser testada, passÌvel de determinar se um indivÌduo foi exposto a um organismo especÌfico. A medida das interaÁıes entre antÌgeno-anticorpo com o propÛsito de diagnÛstico È conhecida como imunosorologia . imunosorologia.

As tÈcnicas imunossorolÛgicas fundamentam-se na natureza da interaÁ„o antÌgeno-anticorpo, nas quais podem expressar-se de duas formas distintas, em decorrÍncia da utilizaÁ„o de imunorreagentes livres de marca- Á„o ou de reagentes marcados. As tÈcnicas em que n„o se empregam marcadores demonstram-se por fenÙmenos visÌveis. Portanto, ao se combi- nar anticorpos com antÌgenos sol˙veis, os complexos resultantes podem

por fenÙmenos visÌveis. Portanto, ao se combi- nar anticorpos com antÌgenos sol˙veis, os complexos resultantes podem
por fenÙmenos visÌveis. Portanto, ao se combi- nar anticorpos com antÌgenos sol˙veis, os complexos resultantes podem
Imunologia | 77 formar precipitados insol˙veis. Se os antÌgenos s„o particulados (bactÈrias, protozo·rios,
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formar precipitados insol˙veis. Se os antÌgenos s„o particulados (bactÈrias, protozo·rios, hem·cias), os anticorpos os aglutinam. Se o anticorpo pode ativar a via cl·ssica do sistema complemento e o antÌgeno se encontra em uma superfÌcie celular, o resultado pode ser a citÛlise. As tÈcnicas que empregam imunorreagentes marcados caracterizam-se pela simples combina- Á„o do antÌgeno com o anticorpo, necessitando que um deles esteja marca- do convenientemente. O imunorreagente pode ser marcado com corantes fluorescentes ou quimioluminescentes, radioisÛtopos, enzimas, ouro ou prata coloidais, entre outros marcadores.

11.1 ReaÁıes de precipitaÁ„o

As reaÁıes de precipitaÁ„o ocorrem entre antÌgenos sol˙veis e seus anticorpos correspondentes, com formaÁ„o de agregados insol˙veis que se precipitam. Os determinantes mais importantes das reaÁıes de precipitaÁ„o consistem nas concentraÁıes relativas de antÌgeno e anticorpo. Esta relaÁ„o È ilustrada esquematicamente na Figura 19. Ocorre precipitaÁ„o m·xima quando a quantidade se antÌgenos e de anticorpos s„o equivalentes (zona de equivalÍncia), com quantidades decrescentes nas zonas de excesso de antÌgeno ou excesso de anticorpo. O fenÙmeno de prozona refere-se ‡ precipitaÁ„o subÛtima, invisÌvel aos nossos olhos, que ocorre na regi„o de excesso prozona refere-se ‡ precipitaÁ„o subÛtima, invisÌvel aos nossos olhos, que ocorre na regi„o de excesso de anticorpo. Portanto, È necess·rio que diluiÁıes de antissoros reajam com quantidades fixas de antÌgeno a fim de obter o m·ximo de linha de precipitaÁ„o. O fenÙmeno de prozona pode ser respons·vel pelo apa- recimento de resultados falso-negativos em outros testes sorolÛgicos, alÈm dos testes de precipitaÁ„o, como nas reaÁıes de aglutinaÁ„o. Existem v·rios sistemas disponÌveis para a pr·tica da reaÁ„o de precipitaÁ„o, dentre estes, destacam-se a precipitaÁ„o em meios lÌquidos, meios semissÛlidos, como ·gar ou agarose, e outros suportes, tais como o acetato de celulose.

em meios lÌquidos, meios semissÛlidos, como ·gar ou agarose, e outros suportes, tais como o acetato
em meios lÌquidos, meios semissÛlidos, como ·gar ou agarose, e outros suportes, tais como o acetato
78 | Conceitos e MÈtodos para a F ormaÁ„o de Profissionais em LaboratÛrios de Sa˙de
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