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DIREITO EMPRESARIAL - RESUMO

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DIREITO COMERCIAL I (EMPRESARIAL) Prof.

Adriano Silva de Arruda DIREITO EMPRESARIAL
1. Evolução do Direito Comercial para o Direito Empresarial
Para a sua total compreensão, esta matéria requer que compreendamos a evolução do direito comercial para o direito empresarial. Vale ressaltar que ainda temos um Código Comercial de 1850 em pleno vigor, apesar de a maior parte ter sido revogada pelo Código Civil de 2002.

1.1. Das primeiras trocas até as corporações de ofício Não se sabe precisar exatamente quando, porém é certo que foi na Antiguidade que começaram a ocorrer as trocas de bens com interesse de se obter ganhos além do simples consumo. Os babilônicos e fenícios foram os maiores expoentes. Neste período incipiente, surgiram também as primeiras normas, no intuito de regular estas trocas dirimindo possíveis conflitos. Na idade média, as expedições marítimas e a consequente retomada das cidades ao redor dos feudos, suscitou o aumento acentuado da mercancia de produtos entre os povos. Comerciantes e artesãos começam a ganhar importância na sociedade. As regras iniciais já não contemplam todas as negociações realizadas. De acordo com a doutrina, é neste período que nasce o direito comercial, marcando a primeira fase deste ramo do direito. O direito comercial nasce da união de artesãos e comerciantes em corporações, que buscavam uma tutela jurídica para suas atividades. Assim, as primeiras regras comerciais são marcadas pelo extremo subjetivismo, pois são feitas pelos próprios destinatários da norma. Por serem amplamente discriminados pela sociedade, os comerciantes determinaram regras que consideravam a qualidade do sujeito, ou seja, estas regras só se aplicam a eles. 1.2. Do corporativismo à Codificação A sociedade liberal, já liderada pela burguesia e subsidiada nas ideias iluministas, pregava o liberalismo e a igualdade e, no século XVII, já defendia novas regras. As revoluções norte-americana e francesa foram um marco político, social e econômico para o mundo. O subjetivismo da fase anterior do direito comercial não se sustentava mais. Juristas franceses, sob o comando de Napoleão Bonaparte, criam o primeiro texto objetivo e aplicável a todos do mundo: Código Comercial de 1808. As relações jurídicas mercantis deixaram de ser identificadas a partir dos sujeitos que as praticavam para serem caracterizadas a partir dos atos por eles praticados. A nova fase do direito comercial ficou conhecida como “Teoria dos atos do comércio”, onde eram determinados quais atos são considerados de comércio, sendo estes regidos pelas normas mercantis. Inspirado nesta teoria, o Brasil, em 1850, construiu o atual código comercial. Nele, os seguintes atos eram considerados de comércio: compra e venda ou troca de bens móveis ou semoventes, no atacado e no varejo, para revenda ou aluguel; operações de câmbio, banco, corretagem, expedição, consignação e transporte de mercadorias; espetáculos públicos; indústria; seguros, fretamento e quaisquer contratos relacionados a comércio marítimo, além da armação e expedição de navios.
Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. Adriano Arruda 1

de forma economicamente organizada. o Brasil adotou a teoria de empresa. Em 2002. deixando somente em vigor a parte do direito marítimo (art. Empresário Proclama o art. Dos atos de comércio ao conceito de empresa Os atos de comércio não conseguiram acompanhar a evolução da sociedade e a consequente dinâmica econômica. Neste ponto.1. na Parte Especial. a teoria da empresa. Livro II. as atividades agrícolas e as negociações via internet. 457 a 796 do Código). não configuram empresa. Ele tem que saber as informações que serão passadas para o consumidor.2. com o nome “Do Direito de Empresa”. o conceito de empresa é fruto do conceito de empresário. adotada por quase todos os países. como visto acima. com visto acima. ainda na década de 40. traz alguns caracteres que necessitam de esclarecimento: Profissionalismo: diz respeito à habitualidade com que é exercida a atividade. seja por empresário individual. voltada à produção ou a circulação de mercadorias ou serviços. sendo assim regidos pela legislação comum. constituindo-se numa atividade organizada com finalidade de lucro. a empresa concentra os quatro fatores de produção: Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. diversas atividades acabaram por não fazer parte destes atos. com estes problemas citados. diversas leis tiveram que suprir estas faltas. Convém frisar que o Código Civil. Pessoalidade: O empresário pode atuar diretamente ou contratar pessoas que irão atuar em nome do mesmo. O conceito de empresário. Ele tem que ter apenas as informações essenciais sobre o serviço e ou produto que está sendo colocado no mercado. A teoria dos atos do comércio. Empresa Assim. Por conta disso. seja ele divido ou direcionado. a sua reiteração. posto que. 966 do Código Civil: Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. exigiu a atualização legislativa em todo o mundo. 2. ele deve existir. Adriano Arruda 2 . Esta nova lei revogou expressa e completamente a primeira parte do Código Comercial de 1850.1. Desta forma. Desta forma. Com base nesta teoria. considerando-se esta atividade como sendo aquela desenvolvida profissionalmente e com habitualidade. inflando o alcance do direito comercial. a Itália saiu muito na frente quando desenvolveu. tão somente havendo a clara definição de empresário. não há definição direta de empresa. Não necessita que o mesmo execute todas as tarefas pessoalmente. atividades efetuadas eventualmente. ao colocar em vigor o Novo Código Civil. Finalidade de lucro: a atividade empresarial é econômica porque o objetivo desta é o lucro. seja por uma sociedade empresária. Monopólio das informações: O empresário não precisa ter conhecimento técnico sobre a atividade.3. 2. ou seja. 2. Conceitos Para o entendimento perfeito do direito empresarial. Dentre estes atos podemos citar a prestação de serviços em massa. primordial é o entendimento do que vem a ser empresa e também empresário. o direito comercial volta-se para a atividade empresarial.

Também não são considerados empresários os produtores rurais não registrados nas Juntas Comerciais (RPEM – Registro Público de Empresas Mercantis). parágrafo único) ainda traz a clareza de afastar a possibilidade de a cooperativa ser considerada empresa. pode também ser uma sociedade simples. pois ela faz com habitualidade. O Código Civil. caso estes profissionais liberais associem-se. pode o trabalho deste profissional fazer parte do elemento de uma empresa. com colaboração de prepostos (empregados) e organização empresarial. Portanto. desenvolvendo apenas uma atividade civil. que o agente possua capacidade civil e não esteja legalmente impedido. que não esteja listado nas hipóteses de incapacidade ou capacidade relativa dos art. é importante frisar que. voltada a obtenção de lucro. constituindo-se tão-somente como sociedade simples. no parágrafo único do art. mesmo que exista o concurso de auxiliares. determina que não constitui empresa o labor do profissional liberal (considerando aqui a atividade intelectual literária. Adriano Arruda 3 . Para deixar claro o conceito de empresa. Exemplo é o atendimento do médico em consultório pertencente ao hospital cujo qual é proprietário (ou sócio). por determinação legal. pois visa lucro. Em tópicos posteriores veremos as sociedades previstas no código civil que podem ser consideradas sociedades empresárias. Todavia. Capacidade para ser empresário Para ser empresário. independente do objeto que explorem. praticar a recuperação judicial ou extrajudicial em caso de dificuldades financeiras. 966. Ela detém o monopólio da informação referente à fabricação dos pastéis e participa da produção (pessoalidade). Há profissionalidade no exercício da atividade.Capital: montante de dinheiro necessário à realização da atividade. No entanto. estaremos diante de uma sociedade empresária. As atividades que não constituem empresa são regidas pelas regras comuns do direito civil. SEMPRE são atividades empresárias. 3. esta pessoa será chamada de sociedade empresária. As sociedades anônimas. é necessário inicialmente. não se constitui em empresa sua atividade. por exemplo. Isto quer dizer que. artística ou científica). podemos analisar o exemplo da Dona Rosinha: Para aumentar os ganhos da família. como vimos. este será chamado empresário individual. 3º e 4º do Código Civil: Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. Quando a atividade é exercida pela pessoa física. Tecnologia: são as informações necessárias ao desenvolvimento das atividades o empresário se propôs a explorar. 2. como as cooperativas ou as sociedades de profissionais liberais. ela resolve produzir sozinha e vender pastéis na vizinhança. Todavia. ou seja. O civilmente capaz é aquele que possui capacidade absoluta. Sociedade Empresária A atividade empresarial pode ser desenvolvida por pessoas físicas ou pessoas jurídicas. Estaria ela praticando atividade empresarial? Vejamos: Ela desenvolve atividade econômica. não podendo. Mão de obra: auxílio de pessoas que não o empresário para execução da atividade. formando uma cadeia produtiva. tratada por isso. O código civil (art. pela legislação comum. 972. 982. falta a mão de obra necessária a configuração do conceito de empresário. quando esta é exercida por uma pessoa jurídica. Insumos: bens organizadamente articulados para efetuar a produção. conforme o art. A pessoa jurídica. 971.3. conforme art.

II. 54. 181 da Lei de Falências (11. III . 159 da Lei de Falências (11. IV . A empresa não registrada estará em situação irregular o que trará consequências severas para o empresário individual ou a sociedade empresária. 4. Caso uma pessoa legalmente impedida de exercer atividade empresarial o faça.101/05) Art. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. III . com assinatura de um advogado com nº em situação regular na OAB. mesmo por causa transitória. o código civil traz duas exceções (art. por deficiência mental. c da CF/88 Art. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial o Aquele que perdeu a plenitude da capacidade pode continuar a empresa após a declaração desta perda por meio de representação (incapaz) ou assistência (relativamente capaz).os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. administradores de armazéns-gerais. sem desenvolvimento mental completo. Porém. II. Como são diversas situações e leis. não puderem exprimir sua vontade. trapicheiros. Já os legalmente impedidos são aqueles que. não podem exercer a atividade empresarial. 977): Quando casados em regime de comunhão universal ou em regime de separação obrigatória (ou legal) de bens. 3 São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I . 29 da Lei 6880/80 Art.os que. este responderá pelas obrigações contraídas e os danos que ocorram a terceiros (Art. 35. O empresário rural e o pequeno empresário sujeitam-se a regime próprio e simples de registro (art. 128. e os que. Direito Comercial I (Empresarial )– Prof.os excepcionais. os viciados em tóxicos. 967). tanto o empresário individual quanto a sociedade empresária devem registrar-se no órgão competente (Junta Comercial – Registro Público de Empresas Mercantis) na sede da respectiva empresa (art. II Lei de registro de empresas). abaixo segue lista com os principais impedimentos: FUNÇÃO Deputados Federais e Senadores Promotores de Justiça Condenados pela prática de crime cuja pena vede o acesso à atividade empresarial Empresário falido não reabilitado Condenado por crime falimentar Militares da Ativa Servidores Públicos LEI Art. 117. Registros O código civil estabelece que antes de iniciar suas atividades. II . As juntas praticam basicamente os seguintes três atos: Matrícula: configura o registro de auxiliares do comércio: intérpretes comerciais. tenham o discernimento reduzido.Art. II da Lei de Registro das Empresas.101/05) Art. por enfermidade ou deficiência mental.os menores de dezesseis anos.os que. Adriano Arruda 4 . por determinação legal. Parágrafo único. respondendo pela pessoa jurídica. a da CF/88 Art. X da Lei 8112/90 Interessante citar que as pessoas casadas podem constituir entre si sociedade empresária. o Art. Art. relativamente a certos atos. (art. A jurisprudência reconhece ainda que o menor que receber por herança empresa pode desenvolver a atividade através de seus representantes ou assistentes (geralmente pais ou parentes próximos). 32.os ébrios habituais. desde que não ocupe cargo administrativo.os pródigos. 973) Os legalmente impedidos podem ser sócios (ou acionistas) de sociedade empresária. ou à maneira de os exercer: I . 4 São incapazes. tradutores públicos etc. 970). II .

Deve ingressar estabelecimento. Para exemplificar. Exs: João Carlos dos Santos Filho. obrigatoriamente haverá troca do nome da empresa. o endereço. 5. dos incorpóreos que compõem o móveis e das outras máquinas que o compõem. com alguma designação mais precisa da atividade empresarial desenvolvida.J. que é um nome ou um símbolo que o identifica sem confundir-se com o nome da empresa. ou . Assim. Adriano Arruda 5 . sociedade. dos Santos Filho. O estabelecimento. A transferência de um estabelecimento empresarial (ou comercial) a outro empresário ou sociedade empresária é conhecida como trespasse. Estabelecimento empresarial Segundo Fábio Ulhoa Coelho. Esta transferência implica na assunção dos direitos e obrigações do empresário primitivo. o know how implementado aos alunos que ali estudam etc. Ele é composto da seguinte forma:  Empresário Individual: nome completo ou abreviado do empresário e. porém não pode ser alienado. o estabelecimento é o complexo de bens reunidos pelo empresário para o desenvolvimento de sua atividade econômica. Nome empresarial: Pontes Irmãos Ltda Título do Estabelecimento: Loja do Silva Título do Estabelecimento: Esplanada O lugar físico em que está fixado o estabelecimento. . não existe pessoa jurídica. Este nome pode ser e por vezes é tranquilamente alienado pelo empresário. Também é conhecido como nome fantasia (nome comercial ou de fachada). O nome empresarial pode ser de duas espécies: a) Firma (razão social): é o nome que deve ser adotado pelo empresário individual e pela sociedade empresária com responsabilidade ilimitada (veremos nos próximos tópicos). 6. geralmente.Atos de Arquivamento: dizem respeito ao registro de empresários individuais e sociedades empresárias (atos constitutivos). 1158).João Carlos dos Santos Filho Comércio de Combustíveis. publicidade e exclusividade automaticamente com o registro do ato constitutivo da empresa na Junta Comercial.João C. possui um título. pois constitui bem incorpóreo que possui valor econômico. . Se houver trespasse do estabelecimento. Configura-se pela autenticação dos livros comerciais e as fichas escriturais. pode-se citar um curso de informática reconhecido pela sociedade: o valor do curso não A este valor organizacional incluído no valor dos bens corpóreos e é a simples somatória dos computadores ali colocados. Nome Empresarial A empresa é identificada pelo nome empresarial (lembre-se que este não se confunde com o nome do estabelecimento). Autenticação: refere-se à escrituração dos empresários. Este nome recebe proteção. Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. facultativamente. as obrigações trabalhistas e fiscais que a atividade empresarial gerou e ainda não foram adimplidas. Carlos dos Santos Filho. Exemplos: Nome empresarial: Silva & Costa Cosméticos Ltda. bem como os documentos assentados. Ele possui caráter patrimonial. Enquanto não houve registro. Este complexo de bens tem um valor econômico incorporado só por está reunido pelo empresário. que é a atividade por ele exercida. é conhecido como ponto comercial. a empresa recebe um NIRE (Número de Inscrição no Registro de Empresas). costuma-se no valor do curso a credibilidade que este tem perante a chamar: aviamento. Ao efetuar o registro. por exemplo. podendo ser utilizado ainda na sociedade limitada (Art. Não se confunde com a empresa. o adquirente assume.

No entanto. 1. nas sociedades limitadas. Atos Constitutivos Para criar a sociedade empresária é necessário.  Qualificação dos sócios. 7. Exs: Maravilhosos Salgados S.A. existem dois tipos de ato constitutivo: o contrato e o estatuto social.  Prazo de duração: deve ser informado se a sociedade será por prazo determinado ou indeterminado. A diferença repousa sobre a forma de exploração da atividade.A. ou Maria Mendes Salgados S.  Responsabilidade dos sócios: se será de acordo com a forma societária escolhida. além de ser lícito. Classificação das Sociedades Empresárias Em nosso ordenamento jurídico pátrio existem diversas sociedades. Nestes atos são dispostas as regras que disciplinam a sociedade. Sociedades não personificadas São aquelas que não tiveram seus atos constitutivos registrados no órgão competente.  Qualificação de representantes. inicialmente. se a participação dos sócios será aplicando dinheiro. que será composto de um nome específico ou o nome de acionistas. poderá fazê-lo em qualquer parte do nome da Empresa (início.A. não pode violar a moral ou os bons costumes. Assim. a sua constituição formal. do fundador da sociedade ou até de pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa (art. b) Denominação: é nome adotado pelas sociedades anônimas e. 1160) A Sociedade Anônima possui tratamento especial quando se trata de nome./ Maria Mendes Doces & Cia. Adriano Arruda 6 . Companhia Maravilhosos Salgados. conforme o art. Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. Iremos citar agora as sociedades admitidas no direito nacional com suas características próprias. Assim.1. o qual. meio ou fim). Isto é feito a partir da composição de um documento específico para cada tipo de sociedade empresária.157.A. os seus representantes respondem solidaria e integralmente com seus bens pelas dívidas da sociedade. Todos são considerados nomes fantasia.. José Souza & Maria Mendes / João Silva. ela. não pode ser no final do nome (para não confundir com firma). portanto não possuem personalidade jurídica. Já no caso de uso da expressão CIA (ou companhia). José Souza e Maria Mendes Doces / Maria Mendes Doces & Cia / João Silva. será sociedade simples. Basicamente. se não houver profissionalismo. José Souza & Maria Mendes LTDA. Se esta exploração for com organização profissional dos fatores de produção. LTDA. Sociedade Empresária Ilimitada (ou LTDA): Deve ser composta pelos nomes de todos os sócios (abreviados ou não) ou de algum deles acompanhado da expressão Companhia (ou abreviatura “& Cia”). capital e/ou bens.  Nome Empresarial.  Capital social: determinação se há cotas ou ações. Estes atos possuem os seguintes caracteres necessários a sua regularidade:  Especificação do tipo societário.). algumas acobertadas pelo manto do direito empresarial (empresárias) e outras relegadas à sorte do direito civil (simples). opcionalmente.  Sede e foro. Ao utilizar Sociedade Anônima ou sua abreviatura (S. ou Cia além do gênero da atividade da empresa. procuradores e administradores. Podem ainda incluir o ramo da atividade desenvolvida pela empresa: Exs: João Silva. 8. será empresária. 8.  Objeto social: declaração precisa e detalhada do objeto a ser desenvolvida pela empresa. obrigatoriamente tem que adotar em seu nome as expressões S.

8. a sociedade age em seu próprio nome. O participativo é sócio oculto.  De Fato: estas não possuem sequer ato constitutivo. Obrigatoriamente. 1157). Características principais: I. e) Sociedade em comandita por ações. responde pelas obrigações assumidas por esta. não é um tipo societário. mas ainda não foram a Junta Comercial registrar esta intenção ou já perderam o prazo. As sociedades empresárias personificadas são elencadas no Código Civil de forma taxativa (art. independente dos bens dos seus sócios. 8. de forma resumida. O ostensivo é aquele que aparece perante terceiros. podem ser:  Irregular: estas até possuem um ato constitutivo (contrato ou estatuto). após o esgotamento dos bens da sociedade. processual e patrimonial. Estas respondem subsidiária e ilimitadamente. mas uma situação relacionada à irregularidade da sociedade. assumindo responsabilidade integral e distinta dos sócios sobre seus atos. II. Sociedade em nome coletivo (N/C) Sociedade cujo capital social é divido em cotas e que só podem ser sócias pessoas físicas. negociando no mercado autonomamente. dependendo do tipo societário informar que o patrimônio da empresa é que adotado. que participa somente dos resultados.Não podem obter CNPJ. 11.Tem participação vedada em licitações e contratos públicos. Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. Quanto à titularidade processual.101/2005) IV.2. Ocorre quando os sócios já ajustaram as regras da sociedade. o ostensivo e o participativo (art. Adriano Arruda 7 . Sociedades personificadas São as devidamente registradas (com atos constitutivos registrados nos respectivos órgãos competentes). III.Os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações contraídas pela sociedade. 991). defendendo em nome próprio O patrimônio dos sócios pode ser atingido limitada seus direitos e interesses. Abordaremos. Assim. 983): a) Sociedade em nome coletivo. Pela primeira. 48 da Lei de falências – L.1. b) Sociedade em comandita simples. c) Sociedade por cotas de responsabilidade limitada. será um empresário individual. formada pelo nome dos sócios ou de um deles acompanhado da Expressão Companhia (ou Cia). mas sempre de forma subsidiária. d) Sociedade anônima.Estas sociedades podem ser: a) Sociedades em comum: Na verdade. porém não houve registro na Junta Comercial ainda ou o prazo estabelecido neste ato constitutivo já expirou e não houve renovação. b) Sociedade em conta de participação: Neste tipo societário existem dois tipos de sócios. ou seja.Impossibilidade de requerer recuperação judicial (art. Existe o benefício de ordem. não havendo qualquer responsabilidade sob as obrigações da empresa. porém somente para aqueles que não contrataram diretamente. a sociedade não necessita de representante legal.2. importa ou ilimitadamente. respondendo em seu próprio nome. Isto quer dizer que aqueles sócios que não participaram diretamente das negociações da sociedade só terão seus bens atingidos por uma execução de forma subsidiária. pela empresa. (Art. O contrato social pode ser registrado na Junta Comercial. O nome da sociedade é a firma. Já pela última. A personalidade jurídica da sociedade empresarial lhe garante a titularidade negocial. cada uma destas sociedades.

é obrigatório o registro da sociedade na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Esta divisão é importantíssima. devidamente registrado na Junta Comercial. se um dos comanditados falecer. Esta sociedade atua também por meio de firma.Somente os sócios podem ser administradores. No primeiro caso. sempre acrescido da expressão limitada. sendo sempre consideradas sociedades empresárias. cujo capital social está divido em cotas. 8. Existem regras para o caso de falecimento dos sócios (caso o contrato social não traga regra em contrário). Quando uma sociedade empresária é criada. a sociedade pode oferecer ao público valores mobiliários (ações) no intuito de se captalizar (angariar fundos para seus empreendimentos). à integralização do capital social subscrito. todavia os acionistas majoritários e os administradores das sociedades podem ser responsabilizados por eventuais abusos. de forma completa. Quem adquire as ações pode reofertar na bolsa de valores. 8. Adriano Arruda 8 . quer sob a são pessoas físicas ou jurídicas. também conhecida como mercado mobiliário ou de capitais. denominadas ações. da mesma forma que as sociedades limitadas. além de serem sempre sociedades de capital. Os comanditários podem ser também pessoas jurídicas e respondem subsidiária e limitadamente (até a cota). ou seja. Sociedade Anônima (S/A) As sociedades anônimas possuem constituição através de estatuto.2. Após este registro autorizado. Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. a sociedade deverá ter sua constituição alterada para poder continuar existindo. faculdade de se apresentar tanto na modalidade de razão social. quer sob a forma de bens e restringe-se até o limite da integralização do capital direitos.3. quando o sócio efetivamente entrega os valores ou bens para a empresa. Sociedade em Comandita Simples (C/S) Nesta sociedade existem dois tipos de sócios: os comanditados e os comanditários. pois os votos são INTEGRALIZANDO O CAPITAL SOCIAL considerados de acordo com o número de cotas.2. constituídas por contrato social. São voltadas para empreendimentos de grande vulto e possuem capital social fracionado em partes iguais. O fato marcante da sociedade anônima é a possibilidade de subscrição (alienação) de partes do capital (ações) sem a necessidade de autorização dos outros sócios. a sociedade tem continuidade com os sucessores (art. A integralização do capital é o cumprimento social (pagamento) e nome empresarial possui a desta promessa. Sociedade por cotas de responsabilidade limitada (LTDA) Sociedades contratuais. exercendo tanto poder de participação quanto maior for o número de ações que possuírem.2. Por conseguinte. motivo pelo qual se enquadram entre as sociedades institucionais. quanto de denominação. as Fechadas e as Mistas. 8. Seus sócios prometendo injetar valores na empresa. assinam um termo sociedade de responsabilidade limitada. porém só pode ser composta por nomes civis de sócios comanditados. Com relação à responsabilidade de seus acionistas. O número de cotas de cada sócio corresponde ao maior ou menor controle que possui do capital social. Os primeiros só podem ser pessoas físicas e respondem subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. sendo o uso da firma privativo daqueles que detêm os poderes necessários. seus Ela é também denominada pela doutrina de sócios subscrevem capital. os titulares de seu capital social são chamados de acionistas. Se o falecido for sócio comanditário. nos limites do contrato social.4. Existem três tipos de sociedade anônima: as Companhias Abertas. ou abreviada (LTDA). esta restringe-se. 1050). A responsabilidade forma de dinheiro. No entanto.2.

Já com as companhias fechadas. Elas são compostas por capital público e privado. ao passo que os gerentes e acionistas controladores da S/A que usam efetivamente seu poder só respondem pessoalmente com seus bens se causarem dano através de atos praticados com dolo. Na sociedade em comandita por ações. a expressão "comandita por ações" no final do nome. só os acionistas podem ser diretores ou gerentes. com responsabilidade limitada. geralmente são empresas de pequeno e médio porte formadas por grupos fechados que possuem o mesmo interesse e já se conhecem. sendo nomeados no próprio estatuto ao passo que na sociedade anônima a diretoria é composta por pessoas não necessariamente acionistas. 9. ao passo que as comanditas por ações podem usar tanto denominação como razão social. culpa ou abuso de poder. (art. que independem de registro na CVM.090 a 1. exportação e outros. com o capital dividido em ações. por extenso. ou ser encerrado pela expressão “sociedade anônima”. mas com um detalhe. ações de tecnologia. caso o Conselho não exista. há muito. Possui estrutura parecida com a comandita simples. mas com algumas diferenças. Ela rege-se pelas mesmas normas relativas às sociedades anônimas. A sociedade em comandita simples. O poder público sempre participa com capital e detém o controle acionário da sociedade. regidas pelas normas relativas às sociedades anônimas. uma vez que não podem ser destituídos tão facilmente (só podem ser destituídos por maioria de 2/3 dos acionistas). dever-se-á acrescentar. por exemplo. contudo. mas por outro lado. são classificadas pelo seu porte. Algumas classificações levam em consideração a quantidade de empregados. conforme tabela abaixo: Tipo de Empresa PORTE Indústria Comércio Até 19 empregados Até 9 empregados 20 a 99 empregados 10 a 49 empregados 100 a 499 empregados 50 a 99 empregados Mais de 500 empregados Mais de 100 empregados Fonte: IBGE MICRO PEQUENA MÉDIO GRANDE Este tipode classificação é adotado. eleitas e destitutíveis pelo Conselho de Administração da S/A ou pela Assembléia Geral. o capital é dividido em ações. pois possui dois tipos de sócios: os sócios comanditados com responsabilidade ilimitada.5. para fins bancários. As companhias mistas são instituições do direito administrativo público. as ações não são disponibilizadas ao público em geral. A primeira delas é que na comandita por ações. podendo conter a expressão “companhia” no início ou em seu meio (mas nunca no final). ou abreviado com a partícula S/A. 1. Classificação das Empresas por Porte As empresas. Por último. Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. Adriano Arruda 9 . aos passo que a sociedade em comandita por ações é uma sociedade de capitais. pelo SEBRAE. 8. Sociedade em Comandita por Ações (C/A) São as sociedades empresárias dotadas de personalidade jurídica de direito privado.092). que o faz . As sociedades anônimas somente podem utilizar denominação. pois sempre respondem ilimitadamente com seus bens particulares pelas obrigações sociais.2. o nome empresarial desta modalidade de sociedade deverá se constituir através de denominação. sempre. é uma sociedade de pessoas. possuem uma responsabilidade muitíssimo maior. Estas. Os diretores ou gerentes da comandita por ações possuem muito mais poder que os diretores da S/A. solidária e subsidiária pelas obrigações sociais (sócios diretores ou gerentes) e os sócios comanditários.

2008. 25a ed. A empresa de médio porte é decorrência do iato legal entre as duas legislações citadas. CLASSIFICAÇÃO Microempresa Pequena empresa Média empresa Grande empresa CLASSIFICAÇÃO DO PORTE DA EMPRESA RECEITA BRUTA ANUAL Igual ou inferior a R$ 360 Mil Superior a R$ 360 Mil e igual ou inferior a R$ 3. será considerada a projeção anual de vendas utilizada no empreendimento. não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. Para fins de condições SIMPLES NACIONAL financeiras serão equiparados às grandes empresas. O art. 3º. Curso de direito comercial. e ampl . considerada Empresa de Grande Porte. Direito societário. Fábio Ulhoa. será. o critério adotado no Brasil é legal. pois é a partir desta determinações que se estabelecem os Nacional como um Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas benefícios fiscais e de apoio (SEBRAE) que as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. nº 123. por duas leis: LC 123/2006 e Lei 11638/2007. REQUIÃO. Adriano Arruda 10 . O novo direito societário. rev. 2010 GONÇALVES NETO. I) LC 126/2006 (art. independente da receita bruta. levando-se em conta a capacidade total instalada. A primeira define microempresa e pequana empresa. Por receita bruta anual a receita auferida no ano-calendário com: . ed. de 2006. atual. Quando a empresa for controlada por outra empresa ou pertencer a um grupo econômico. Na hipótese de início de atividades no próprio ano-calendário. conforme quadro abaixo apresentado. quando a empresa.2. Direito Comercial I (Empresarial )– Prof. II) Superior a R$ 3. José Edwaldo Tavares. 4. Entes da administração pública direta não são classificados por porte. 10. Superior a R$ 300 Milhões. O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado. São Paulo: Revista dos Tribunais. ressalvadas as disposições em contrário. Calixto .. 3º. em um determinado ano. No caso em apreço. Para as empresas média-grandes serão aplicadas simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar as mesmas condições das grandes empresas. Rubens. aplicável às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte. SALOMÃO FILHO. Alfredo de Assis. Direito de empresa: Comentários aos artigos 966 a 1. 2011.Referências Bibliográficas COELHO. atual. 12a ed.2007.638/2007. rev.O produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. 12 da referida Lei Complementar define o Simples Esta classificação é importantíssima. São Paulo: Malheiros. 23a ed.6 Milhões e igual ou inferior a R$ 300 Como não há lei específica os limites Milhões estabelecidos pelas 2 leis a delimitam. Nos casos de empresas em implantação. desconsideradas as frações de meses. obtiver um ativo superior R$ 240 Milhões. rev. quem determina a classificação das empresas por porte é a lei. e . os limites serão proporcionais ao número de meses em que a pessoa jurídica ou firma individual houver exercido atividade. 3º Parágrafo Único) Segundo o art. atual. a classificação do porte se dará considerando-se a receita operacional bruta consolidada (somada).6 Milhões LEI LC 126/2006 (art. empresas podem receber do governo.195 do Código Civil. rev. 2a ed. Lei 11638/2007 (art. Manual de direito comercial: Direito de empresa. 2011 BORBA. ou seja. A segunda lei determina a grande empresa.Todavia. Rio de Janeiro: Renovar.O resultado nas operações em conta alheia. São Paulo: Saraiva. atual. São Paulo: Saraiva. 2008. v. .07. Um exemplo disso é o SIMPLES nacional.O preço dos serviços prestados. 3º da lei 11. rev. a partir de 01.

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