Você está na página 1de 595

SÉRIE

CONCURSO

Agência Nacional de Telecomunicações

NÍVEL MÉDIO
TÉCNICO EM REGULAÇÃO

LÍNGUA PORTUGUESA
INFORMÁTICA
ÉTICA
DIREITO CONSTITUCIONAL
DIREITO ADMINISTRATIVO
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Publisher

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. Proibida a reprodução, distribuição e comercialização total


ou parcial, por qualquer meio ou processo sem a expressa autorização da Editora e da
Distribuidora. A violação dos direitos autorais é punível como crime (arts. 184 á 186 e parágrafos,
do Código Penal Brasileiro), com pena de prisão e multa, conjuntamente com busca e apreensão
e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei nº 9.610, de 19.02.1998, Lei dos Direitos Autorais).

DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA:

INSTITUTO PERSONA GRATA – BRUDDER LATIN AMERICA LTDA


CAIXA POSTAL Nº 4834
CEP 82960-980 – Curitiba – Paraná – Brasil
Fone: +55 (41) 3261.3176

Essa obra foi desenvolvida para o Projeto Biblos baseado nos princípios do Millenium
Project da ONU e no Programa Biblioteca sem Fronteiras da ONG Conhecimento sem
Fronteiras, para atendimento de Projetos de Inclusão Social e os recursos obtidos pela
sua comercialização destinam-se á manutenção e expansão desses Projetos Sociais.

SE ESSE MATERIAL FOI OBTIDO POR OUTRA FONTE DENUNCIE:


Fone: +55 (41) 3261.3176 Ramal 15 – E-Mail: personagrata@widesoft.com.br

Ficha Catalográfica

APOSTILA ANATEL: Nível Médio – Técnico. Curitiba: Editora Sem Fronteiras, 2006.
Coleção Cadernos Digitais. Série Concurso. 595 p.

ISSN 1245-1001 (9111)

1. Apostila – Concurso – Anatel – Médio. 2. Cadernos Digitais – Série. I. Título.

CDD 341.3513
Sumário

FASCÍCULO PÁGINA

LÍNGUA PORTUGUESA 05
INFORMÁTICA 121
ÉTICA 165
DIREITO CONSTITUCIONAL 220
DIREITO ADMINISTRATIVO 342
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 454
CADERNOS DIGITAIS

CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO

FASCÍCULO

LÍNGUA
PORTUGUESA

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 5


CADERNOS DIGITAIS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 6


CADERNOS DIGITAIS

LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO, INTERPRETAÇÃO E REESCRITURA DE TEXTOS

Compreender um fato é analisá-lo com todos os detalhes, com todas as conseqüências


relacionadas a esse fato, por exemplo quando ouvimos dizer que mais algumas pessoas foram
dispensadas do emprego, temos que compreender este fato, analisá-lo levando em conta a
situação econômica do país como um todo e não apenas olhar a situação daquela empresa
que dispensou os funcionários. compreenderemos, assim, as razões que levaram mais uma
empresa a demitir, analisaremos mais a fundo a questão para não ficarmos só com aquela
impressão de que “mandou embora porque é mau, pois há outras razões que, às vezes, não
aparecem.

Interpretar significa comentar, explicar algo. Podemos dizer que interpretar um fato é dar
a ele um valor, uma importância pessoal. Para mim, o fato do Flamengo estar fazendo uma
campanha desastrosa é muito triste, para outro torcedor, do Palmeiras, isto pode ser uma
alegria!

Mas, o que tem isso a ver com compreensão e interpretação de textos?

Compreendemos um texto, quando o analisamos por inteiro, quando o vemos por


completo. Interpretamos um texto, quando damos a ele um valor pessoal, um valor nosso. Por
exemplo, um fato ocorre numa rua, muitas pessoas presenciam-no, se o repórter entrevistar
cada uma das pessoas que viu o fato, terá histórias diferentes e todas verdadeiras, todas com
um valor pessoal diferente. Mas, como, então faremos a compreensão e a interpretação do
texto, se cada pessoa possui uma maneira pessoal de entender e interpretar os fatos?

A resposta não é simples. Apesar do texto possibilitar as variadas interpretações, ele


possui uma estrutura interna, um jeito próprio de ser que garante uma idéia principal, a do
autor, quando escreveu o texto.

O autor pensa em algo quando escreve o texto, nós, quando lemos o texto, podemos dar
a ele nosso valor, nossa interpretação pessoal ao texto, mas mesmo assim, ele ainda possuirá
uma idéia básica, cabe a nós também acharmos essa idéia.

Nas provas, é essa idéia que precisamos encontrar ao lermos o texto e ao responder as
questões de interpretação.

O primeiro passo para interpretar um texto, depois de lê-lo, é identificar qual o tipo de
texto que lemos.

Há três tipos de texto básicos:

a) Descrição
b) Narração
c) Dissertação

NARRAÇÃO: um texto é narrativo, quando ele conta um fato seja ele verdadeiro ou não
(real ou ficcional).

DESCRIÇÃO: um texto é uma descrição, quando caracteriza, fotografa, conta os


detalhes de alguém, de uma paisagem, de um animal, de um sentimento, etc.

DISSERTAÇÃO: um texto é uma dissertação, quando discute uma idéia, defende uma
proposta. Cada tipo de texto possui uma maneira específica de ser escrito, importante dizer
que na NARRAÇÃO, aparece o texto descritivo; nas provas não aparece o texto descritivo
sozinho, ele sempre vem incluído na história.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 7


CADERNOS DIGITAIS

ELEMENTOS BÁSICOS DA ESTRUTURA DO TEXTO NARRATIVO

NARRADOR: é aquele que conta a história para nós (que quando lemos somos leitores).

PERSONAGEM: é aquele ou aquela que vive a história; personagem pode ser pessoa, animal,
objeto, etc. Há a personagem protagonista, que é sempre do lado do bem; há a personagem
antagonista que é sempre personagem do mal.

ESPAÇO: o local onde acontece a história, pode ser um local que existe (real) ou não
(ficcional).

TEMPO: quando aconteceu a história, no passado, no presente ou no futuro.

O FATO: é o motivo que deu origem à história; a história toda começou, por causa do fato.

Vamos agora dar alguns exemplos de interpretacão de texto.

ALGUNS ELEMENTOS BÁSICOS DA DISSERTAÇÃO

INTRODUÇÃO: nela apresentamos nossa proposta (tese), a idéia que queremos defender.

DESENVOLVIMENTO: nele apresentamos nossas provas, para defendermos nossas idéias,


apresentamos exemplos, números, tudo que possa contribuir para defender nossa idéia.

CONCLUSÃO: aqui daremos um fecho para nossa idéia, diremos se é para agora, se nunca
poderá ser feita, apesar de ser uma boa idéia, etc.

Texto 1
O CARACOL E A PITANGA
MilIor Fernandes

Há dois dias o caracol galgava lentamente o tronco da pitangueira, subindo e parando,


parando e subindo. Quarenta e oito horas de esforço tranqüilo, de caminhar quase filosófico.
De repente, enquanto ele fazia mais um movimento para avançar, desceu pelo tronco,
apressadamente, no seu passo fustigado e ágil, uma formiga-maluca, dessas que vão e vêm
mais rápidas que coelho de desenho animado. Parou um instantinho, olhou zombeteira o
caracol e disse: “Volta, volta, velho! Que é que você vai fazer lá em cima? não é tempo de
pitanga.” “Vou indo, vou indo.” - respondeu calmamente o caracol.
— “Quando chegar lá em cima vai ser tempo de pitanga.”
(Texto retirado do livro Fábulas Fabulosas - Editora Nórdica Ltda.)

1) Quem são os personagens dessa história?

................................................................................................................................................

................................................................................................................................................

................................................................................................................................................

2) Diga quem é o protagonista e o antagonista.

................................................................................................................................................

................................................................................................................................................

................................................................................................................................................

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 8


CADERNOS DIGITAIS

3) A formiga-maluca é descrita de que maneira?

................................................................................................................................................

................................................................................................................................................

4) O caracol é descrito de que maneira?

................................................................................................................................................

..................................................................................................................

5) A formiga, quando mandou o caracol voltar, teve qual intenção?

a) ser amável e fazer um favor ao caracol


b) ser sincera, apesar de ser maluca.
c) ser irônica, ridicularizando a lerdeza do caracol.
d) ser a primeira a chegar lá em baixo.
e) n.d.a.

6) Qual é o provérbio que melhor resume a história?

a) Segues a formiga se quiseres viver sem fadiga,


b) Com bom sol se estende o caracol.
c) A fruta proibida é a mais gostosa.
d) Caminho começado é meio caminho andado.
e) n.d.a.

Texto 2

CLARISSA

Clarissa desperta alegre e escreve em seu diário:

“Hoje é sábado de Aleluia. Vou ao baile do Recreio com Lia e Léa.

Sei que vou encontrar lá as mesmas pessoas de sempre, que a orquestra vai tocar as
mesmas músicas e que o Dr. Penteado vai me dizer as mesmas frases. Não faz mal. Ao menos
a gente se diverte um tiquinho. Eu já ando muito triste com essas coisas que acontecem aqui
em casa. Só se fala em dinheiro, negócios e coisas tristes. Todo mundo anda com cara de
condenado. Se continua nessa vida, acabo ficando velha depressa. Assim como a tia Zezé. Um
dia desses, estive reparando bem na carinha dela. Está toda enrugada, parece um mapa
hidrográfico que temos lá no colégio. Coitadinha!
— Não pode durar muito. Que Deus a conserve com saúde! Se ela morresse, então vinha mais
tristeza e tudo ficava pior. Já estou me desviando do assunto. Pois tia Zezé foi moça e bonita.
(Dizem, está claro que não vi). Um dia mamãe me mostrou um jornal do tempo antigo, todo
amarelado e roído de traça. Trazia uma noticia que falava na prendada Srta. Maria José de
Albuquerque, uma das flores mais lindas que enfeitam os jardins de Jacareacanga. Os moços
andavam ao redor dela. Houve um que lhe dedicou um livro de sonetos. Quando mamãe me
contou isso, fiz força para não rir na cara dela, porque tive a impressão perfeita de que os
sonetos de amor eram para esta tia Zezé e não para a tia Zezé jovem do século passado.

Fiquei pensando muito na velhice. Parece mentira que uma moça pode ser bonita, viva,
inspirar versos a poetas, ter apaixonados e depois o tempo passa e essa moça vai ficando
mais velha, mais velha, até virar passa de figo: enrugada, encurvada, de cabelos brancos, sem
dentes (que horror! sem dentes!). A vida é muito engraçada. Não, a vida é muito triste. Haverá
coisa mais terrível do que a gente ser velha e lembrar de que foi moça. Ser velha e ir olhar num

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 9


CADERNOS DIGITAIS

espelho e ver dentro dele uma cara que é quase uma caveira? E quando vem a caduquice? A
gente anda resmungando pelos cantos, mascando fumo e se portando como criança de três
anos.

Só de escrever isso, já me sinto velha. Eu estou vendo a minha cara ali no espelho.
Graças a Deus ainda tenho dezesseis anos. Hoje o dia está muito alegre. Os passarinhos
cantam na paineira. E sábado de Aleluia e Jesus Cristo já ressuscitou. Não é pecado estar
alegre e cantar.

Ainda não fui tomar café e são nove horas. Tenho medo de descer, dar com a cara triste
de papai e ficar triste também.

Não! Preciso ir ao baile, dançar um pouco e continuar alegre. Amanhã a gente vira passa
de figo. Vamos aproveitar a vida.

1) O texto lido é:

a) narrativo
b) descritivo
c) dissertativo
d) um diálogo
e) n.d.a.

2) O texto lido faz parte de um diário. Diário é:

a) um livro de cabeceira.
b) um caderno onde são registrados assuntos sobre dinheiro e negócios.
c) um caderno ou álbum onde se registram fatos cotidianos da vida de uma pessoa.
d) um caderno onde se registram poemas dedicados pessoa.
e) n.d.a.

3) Na opinião de Clarissa, o baile daquele dia seria:

a) muito animado.
b) muito diferente dos outros.
c) muito monótono.
d) um pouco diferente dos outros.
e) n.d.a.

4) Os acontecimentos domésticos:

a) deixavam Clarissa muito alegre.


b) faziam Clarissa se sentir velha.
c) davam a Clarissa um ar de condenada.
d) deixavam Clarissa muito triste.
e) n.d.a.

5) Clarissa sentia:

a) que seu assunto tinha continuidade.


b) muita felicidade, pois sua família era alegre.
c) que a morte seria o melhor remédio para a tia Zezé.
d) muita pena da tia Zezé, pois ela estava muito velha.
e) n.d.a.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 10


CADERNOS DIGITAIS

6) O jornal visto por Clarissa:

a) trazia noticias sobre todos os assuntos da cidade.


b) enaltecia as flores e os jardins da cidade.
c) pertencia a velhos tempos, amarelecido e roído pelas traças.
d) falava sobre as prendas da Srta. Maria José de Albuquerque.
f) n.d.a.

7) Clarissa riu porque:

a) teve a impressão de que os sonetos eram de amor.


b) teve a impressão de que os sonetos eram para a tia Zezé velha e não para a tia
Zezé moça.
c) um moço lhe ofereceu um livro de sonetos.
d) os moços tentavam conquistar a tia Zezé.
e) n.d.a.

8) Segundo o texto, uma moça bonita pode:

a) ficar toda velha com o passar do tempo.


b) ficar de cabelos brancos, sem dentes e virar passa de figo.
c) ser igual à própria vida.
d) ser linda, inspiradora de poetas, viva, ter apaixonados, ficar velha, feia e desdentada.
e) n.d.a.

9) Para Clarissa, a vida é:

a) muito engraçada e não muito triste.


b) não muito engraçada e sim muito triste.
c) muito engraçada e muito triste ao mesmo tempo.
d) uma coisa terrível, com lembranças da mocidade.
e) n.d.a.

10) Ser velha, para Clarissa é:

a) olhar-se no espelho e ver caveiras.


b) olhar-se no espelho e ver dentro dele a caduquice chegando
c) olhar-se no espelho e ver uma velha caveira.
d) olhar-se no espelho e enxergar uma quase caveira.
e) n.d.a.

11) Clarissa se sentia velha em:

a) escrever fatos sobre a velhice.


b) pensar em andar mascando fumo, resmungando e se portando como criança de três
anos.
c) em ver seu rosto no espelho.
d) enxergar no espelho um rosto que era quase uma caveira.
e) n.d.a.

Texto 3

Não é nada fácil para a mãe que trabalha fora ouvir, na hora de sair, o filho chorar e pedir
para que não vá trabalhar. É um momento doloroso e traumático para a criança, que ocorre tão
logo ela comece a ter noção da mãe como indivíduo. Se for bem trabalhado, este sentimento
de culpa e perda que mãe e filho sentem tende a desaparecer com o tempo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 11


CADERNOS DIGITAIS

Hoje em dia, trabalhar fora não é só uma opção, mas também uma necessidade na vida
da mulher moderna, que ajuda no orçamento familiar e busca sua realização na sociedade. É
importante que ela entenda seus papéis e seus limites no mundo moderno. Isso a ajuda a se
relacionar com seu filho sem culpa, o que é fundamental para a criança.

A presença da mãe é essencial para o bem-estar da criança e a separação momentânea é


sentida como uma perda pelo pequeno. O trabalho é o grande vilão para ele, pois limita o
tempo disponível da mãe e muitas vezes afeta a qualidade das horas passadas com a criança.
É comum a mulher chegar cansada e preocupada ao fim de um dia de trabalho. Mas a maneira
como vai lidar com esta situação e os sentimentos envolvidos é que vai definir a reação do filho
e adaptá-los melhor à realidade, inclusive tornando mais fácil para ele aceitar a pessoa com
quem vai ficar em casa ou a tia do colégio.
Revista “Pais e Filhos”

1) Este é um texto:

a) Narrativo
b) Descritivo
c) Dissertativo
d) Narrativo-descritivo
e) n.d.a.

2) O tema / o assunto do texto é:

a) O problema da mulher que trabalha fora, tendo filho /filhos.


b) O problema da mulher que não tem filho.
c) O problema da mulher desempregada.
d) O problema da mãe solteira.
e) n.d.a.

3) Por que para o autor trabalhar fora não é só uma opção?

a) Porque a mulher não quer mais ficar em casa.


b) Porque a mulher ajuda no orçamento e no sustento da casa.
c) Porque a mulher quer sair para ter mais amigos e amigas.
d) Porque o homem não gosta de mulher que só fica em casa.
e) n.d.a.

4) Por que o trabalho é visto como o grande vilão pelo filho?

a) Porque trabalhar é ruim.


b) Porque trabalhar faz com que a mãe chegue cansada.
o) Porque ele limita o tempo disponível da mãe.
d) Porque o filho fica com ciúmes.
e) n.d.a.

5) Qual a solução que o autor apresenta para o problema da mãe trabalhar fora?

a) Não trabalhar.
b) Trabalhar em casa, fazendo doces e salgados.
o) Não ter filhos.
d) Ter duas empregadas.
e) n.d.a.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 12


CADERNOS DIGITAIS

Respostas

Texto 1 – 1) O caracol e a formiga-maluca


2) Protagonista: caracol
Antagonista: formiga-maluca
3) Ágil, rápida e zombeteira
4) Tranqüilo, sábio e velho
5) c

Texto 2 – 1) a 4) d 7) b 10) d
2) c 5) d 8) d 11) a
3) c 6) c 9) b

Texto 3 – 1) c 2) a 3) b 4) c 5) e

Obs.: Não se esqueça de que as suas respostas devem ser retiradas do texto, daquilo quem
está escrito no texto.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 13


CADERNOS DIGITAIS

REESCRITURA DE TEXTOS, INCLUINDO DOMÍNIO DAS RELAÇÕES


MORFOSSINTÁTICAS, SEMÂNTICAS E DISCURSIVAS.

Para se entender melhor o domínio das relações, é preciso distinguir a língua em duas
situações: a de pensamento e a de comunicação, salientando que qualquer atividade
Iingüística está impregnada na visão do mundo que os usuários tem.

Existem dois momentos na gramática portuguesa: a gramática da palavra e a gramática


da frase.

A gramática das palavras se divide em dez classes, a gramática da frase tem relações
com critérios ora morfossintáticos, dividindo a oração em termos essenciais e acessórios; ora
sintáticos, tratando da transitividade direta e/ou indireta, considerando a unidade lingüística da
frase um pouco mais complexa que a da palavra.

A relação entre a Morfologia e a Sintaxe denomina-se Morfossintaxe, cabe a ela a análise


dos elementos formadores de palavras e das frases e das regras a que obedecem quando se
relacionam.

Veja, abaixo, a reunião dessas duas análises na oração: Elas são tão lindas.

Morfologia Sintaxe
Análise morfológica Análise sintática
(classes gramaticais) (função das palavras)
Elas - sujeito
Elas - pronome pessoal são tão lindas -
são - verbo predicado
tão - advérbio tão - adjunto
lindas - adjetivo adverbial lindas -
predicativo do sujeito

(Análise Sintática)

oração

sujeito predicado

núcleo v. de ligação adjunto adverbial pred. do sujeito

Elas são tão lindas.

pronome verbo advérbio adjetivo

(Análise Morfológica)

Através da semântica, estudamos as mudanças de significado sofridas pelas formas


lingüísticas através do tempo e do espaço.

As relações de significado entre as palavras constituem um poderoso instrumento de


organização dos textos. As palavras de significados opostos como “amor / ódio” ou “vida /
morte” são chamadas de antônimos; as palavras de significados próximos como “gostoso /
saboroso” ou “agradável / aprazível” são chamadas de sinônimas.

Todo texto, oral ou escrito, é produzido num determinado contexto que envolve aspectos
como quem está falando, com quem, por que, dando o sentido global do texto. E através desse
conjunto de fatores que formam a situação, a qual chamamos contexto discursivo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 14


CADERNOS DIGITAIS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 15


CADERNOS DIGITAIS

TIPOLOGIA TEXTUAL

NARRAÇÃO, DESCRIÇÃO E DISSERTAÇÃO

NARRAÇÃO: Desenvolvimento de ações. Tempo em andamento.


DESCRIÇÃO: Retrato através de palavras. Tempo estático.
DISSERTAÇÃO: Desenvolvimento de idéias. Temporais/Atemporais.

Texto
Em um cinema, um fugitivo corre desabaladamente por uma floresta fechada, fazendo zigue-zagues. Aqui
tropeça em uma raiz e cai, ali se desvia de um espinheiro, lá transpõe um paredão de pedras ciclópicas, em seguida
atravessa uma correnteza a fortes braçadas, mais adiante pula um regato e agora passa, em carreira vertiginosa, por
pequena aldeia, onde pessoas se encontram em atividades rotineiras.
Neste momento, o operador pára as máquinas e tem-se na tela o seguinte quadro: um homem (o fugitivo),
com ambos os pés no ar, as pernas abertas em larguíssima passada como quem corre, um menino com um cachorro
nos braços estendidos, o rosto contorcido pelo pranto, como quem oferece o animalzinho a uma senhora de olhar
severo que aponta uma flecha para algum ponto fora do enquadramento da tela; um rapaz troncudo puxa, por uma
corda, uma égua que se faz acompanhar de um potrinho tão inseguro quanto desajeitado; um pajé velho, acocorado
perto de uma choça, tira baforadas de um longo e primitivo cachimbo; uma velha gorda e suja dorme em uma já
bastante desfiada rede de embira fina, pendurada entre uma árvore seca, de galhos grossos e retorcidos e uma cabana
recém-construída, limpa, alta, de palhas de buriti muito bem amarradas...

Antes de exercitar com o texto, pense no seguinte:


Narrar é contar uma história. A Narração é uma seqüência de ações que se desenrolam na linha do tempo, umas
após outras. Toda ação pressupõe a existência de um personagem ou actante que a prática em determinado mo-
mento e em determinado lugar, por isso temos quatro dos seis componentes fundamentais de que um emissor ou
narrador se serve para criar um ato narrativo: personagem, ação, espaço e tempo em desenvolvimento. Os outros
dois componentes da narrativa são: narrador e enredo ou trama.

Descrever é pintar um quadro, retratar um objeto, um personagem, um ambiente. O ato descritivo difere do
narrativo, fundamentalmente, por não se preocupar com a seqüência das ações, com a sucessão dos momentos,
com o desenrolar do tempo. A descrição encara um ou vários objetos, um ou vários personagens, uma ou várias
ações, em um determinado momento, em um mesmo instante e em uma mesma fração da linha cronológica. É a
foto de um instante.
A descrição pode ser estática ou dinâmica.

• A descrição estática não envolve ação.


Exemplos: "Uma velha gorda e suja."
"Árvore seca de galhos grossos e retorcidos."

• A descrição dinâmica apresenta um conjunto de ações concomitantes, isto é, um conjunto de ações que
acontecem todas ao mesmo tempo, como em uma fotografia. No texto, a partir do momento em que o operador
pára as máquinas projetoras, todas as ações que se vêem na tela estão ocorrendo simultaneamente, ou seja,
estão compondo uma descrição dinâmica. Descrição porque todas as ações acontecem ao mesmo tempo,
dinâmica porque inclui ações.

Dissertar diz respeito ao desenvolvimento de idéias, de juízos, de pensamentos.


Exemplos:
"As circunstâncias externas determinam rigidamente a natureza dos seres vivos, inclusive o homem..."
"Nem a vontade, nem a razão podem agir independentemente de seu condicionamento passado."

Nesses exemplos, tomados do historiador norte-americano Carlton Hayes, nota-se bem que o emissor
não está tentando fazer um retrato (descrição); também não procura contar uma história (narração); sua
preocupação se firma em desenvolver um raciocínio, elaborar um pensamento, dissertar.
Quase sempre os textos, quer literários, quer científicos, não se limitam a ser puramente descritivos,
narrativos ou dissertativos. Normalmente um texto é um complexo, uma composição, uma redação, onde se

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 16


CADERNOS DIGITAIS

misturam aspectos descritivos com momentos narrativos e dissertativos e, para classificá-lo como narração,
descrição ou dissertação, procure observar qual o componente predominante.

Exercícios de fixação
Classifique os exercícios a seguir como predominantemente narrativos, descritivos ou dissertativos.

I. Macunaíma em São Paulo


Quando chegaram em São Paulo, ensacou um pouco do tesouro para comerem e barganhando o resto
na bolsa apurou perto de oitenta contos de réis. Maanape era feiticeiro. Oitenta contos não valia muito mas o herói
refletiu bem e falou pros manos:
- Paciência. A gente se arruma com isso mesmo, quem quer cavalo sem tacha anda de a-pé...
Com esses cobres é que Macunaíma viveu.
(ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. 15ª ed., São Paulo, Martins, 1968. p. 50.)

II. Subúrbio
O subúrbio de S. Geraldo, no ano de 192..., já misturava ao cheiro de estrebaria algum progresso.
Quanto mais fábricas se abriam nos arredores, mais o subúrbio se erguia em vida própria sem que os habitantes
pudessem dizer que a transformação os atingia. Os movimentos já se haviam congestionado e não se poderia
atravessar uma rua sem deixar-se de uma carroça que os cavalos vagarosos puxavam, enquanto um automóvel
impaciente buzinava lançando fumaça. Mesmo os crepúsculos eram agora enfumaçados e sanguinolentos. De
manhã, entre os caminhões que pediam passagem para a nova usina, transportando madeira e ferro, as cestas de
peixe se espalhavam pela calçada, vindas através da noite de centros maiores.
(LISPECTOR, Clarice. A cidade sitiada. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1982. p. 13.)

III. São Paulo


Que aconteceria, entretanto, se se conseguisse dar de repente a todos esses párias uma moradia
condigna, uma vida segundo padrões civilizados, à altura do que se ostenta nas grandes avenidas do centro, com
seu trânsito intenso, suas lojas de Primeiro Mundo e seus yuppies* esbaforidos na tarefa de ganhar dinheiro? Aí
está outro aspecto da tragédia, também lembrado por Severo Gomes. Explica-se: São Paulo é o maior foco de
migrações internas, sobretudo do Nordeste; no dia em que as chagas da miséria desaparecessem e a dignidade
da existência humana fosse restaurada em sua plenitude, seriam atraídas novas ondas migratórias, com maior
força imantadora. Assim, surgiriam logo, num círculo vicioso, outros focos de miséria.
(CASTRO, Moacir Werneck de. Alarma em São Paulo. Jornal do Brasil, 9 mar. 1991.)

IV.
.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 1948 pela Assembléia-Geral das Nações
Unidas, manteve-se silente em relação aos direitos econômicos, sociais e culturais, o que era compreensível pelo
momento histórico de afirmação plena dos direitos individuais.

V.
"Depois do almoço, Leôncio montou a cavalo, percorreu as roças e cafezais, coisa que bem raras vezes
fazia, e ao descambar do Sol voltou para casa, jantou com o maior sossego e apetite, e depois foi para o salão,
onde, repoltreando-se em macio e fresco sofá, pôs-se a fumar tranqüilamente o seu havana."

VI.
"Os encantos da gentil cantora eram ainda realçados pela singeleza, e diremos quase pobreza do modesto
trajar. Um vestido de chita ordinária azulclara desenhava-lhe perfeitamente com encantadora simplicidade o porte
esbelto e a cintura delicada, e desdobrando-se-lhe em rodas amplas ondulações parecia uma nuvem, do seio da
qual se erguia a cantora como Vênus nascendo da espuma do mar, ou como um anjo surgindo dentre brumas
vaporosas."

VII.
"Só depois da chegada de Malvina, Isaura deu pela presença dos dois mancebos, que a certa distância a
contemplavam cochichando a respeito dela. Também pouco ouvia ela e nada compreendeu do rápido diálogo que
tivera lugar entre Malvina e seu marido. Apenas estes se retiraram ela também se levantou e ia sair, mas
Henrique, que ficara só, a deteve com um gesto."

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 17


CADERNOS DIGITAIS

VIII.
"Bois truculentos e nédias novilhas deitadas pelo gramal ruminavam tranqüilamente à sombra de altos
troncos. As aves domésticas grazinavam em torno da casa, balavam as ovelhas, e mugiam algumas vacas, que
vinham por si mesmas procurando os currais; mas não se ouvia, nem se divisava voz nem figura humana. Parecia
que ali não se achava morador algum."
(GUIMARAES, Bernardo. A escrava Isaura. 17ª ed., São Paulo, Ática, 1991.)

IX.
A demissão é um dos momentos mais difíceis na carreira de um profissional. A perda do emprego
costuma gerar uma série de conflitos internos: mágoa, revolta, incerteza em relação ao futuro e dúvidas sobre sua
capacidade. Mesmo sendo uma possibilidade concreta na vida de qualquer profissional, somos quase sempre
pegos de surpresa pela notícia.

X.
Não basta a igualdade perante a lei. É preciso igual oportunidade. E igual oportunidade implica igual
condição. Porque, se as condições não são iguais, ninguém dirá que sejam iguais as oportunidades.

XI.
"A palavra nepotismo foi cunhada na Idade Média para designar o costume imperial dos antigos papas de
transformar sobrinhos e netos em funcionários da Igreja. Meio milênio depois, tais hábitos se multiplicaram na
administração pública brasileira. Investidos em seus mandatos, os deputados de Brasília chamam a família para
assessorá-los, como se fossem levar problemas domésticos, e não os da comunidade, para o plenário."

GABARITO
I – Narrativo
II – Descritivo
III - Dissertativo-Argumentativo
IV - Dissertativo
V – Narrativo
VI – Descritivo
VII – Narrativo
VIII – Descritivo
IX – Dissertativo
X – Dissertativo
XI - Dissertativo-Informativo

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 18


CADERNOS DIGITAIS

PARÁFRASE, PERÍFRASE, SÍNTESE E RESUMO

PARÁFRASE
Paráfrase é o comentário amplificativo de um texto ou a explicação desenvolvida de um texto.
O maior perigo que enfrenta quem explica um texto é a paráfrase. Vamos tomar como exemplo:
"Um gosto que hoje se alcança,
Amanhã já não o vejo;
Assim nos traz a mudança
De esperança em esperança
E de desejo em desejo.
Mas em vida tão escassa
Que esperança será forte?
Fraqueza da humana sorte,
Que, quanto na vida passa,
Está receitando a morte."
(Camões)

Eis aqui um tipo de paráfrase:


"Luís Vaz de Camões, o grande poeta luso, nos fala, nestes versos, da fugacidade dos bens, que hoje
alcançamos e amanhã perdemos; mesmo a esperança e os desejos são frágeis e a própria vida se esvai
rapidamente, caminhando para a morte. Tinha o poeta muita razão, pois, realmente, na vida, todos os gostos
terrenos se extinguem como um sopro: o homem, que sempre vive esperando e desejando alguma coisa, tem
constantemente a alma preocupada com o seu destino. Ora, mesmo que chegue a realizar seus sonhos, estes
não perduram ...”

Poderíamos, assim, continuar indefinidamente, dando voltas ao redor do texto, sem penetrar em seu
interior, sem saber o que é que realmente existe nele. Ou então, tendo em mente a forma em que o poema é
construído, poderíamos acrescentar umas observações vulgares:
" ... estes versos são muito bonitos; soam muito bem e elevam o espírito. Constituem uma décima."

Um exercício realizado assim não é uma explicação, é palavreado inútil. A paráfrase pode ser bela
quando realizada por um grande escritor ou por um bom orador.
Não devemos usar o texto como pretexto, ou seja, o comentário de um texto não deve servir de meio
para expormos certos conhecimentos que não iluminam ou esclarecem diretamente a passagem que
comentamos.
Para tornar isto claro, voltemos ao exemplo anterior. Se alguém tomasse a estrofe de Camões como
pretexto para mostrar seus conhecimentos histórico-literários poderia escrever, por exemplo, o seguinte:
"Estes versos são de Luís Vaz de Camões. Este poeta nasceu em Lisboa, em 1524. Supõe-se que
estudou em Coimbra, onde teria iniciado suas criações poéticas. Escreveu poesias líricas, peças de teatro e ‘Os
Lusíadas’, o imortal poema épico da raça lusitana..."

Quem assim procede perde-se num emaranhado de idéias secundárias, desprezando o essencial. Utiliza
o texto como pretexto, mas não o explica.
Para comentar ou explicar um texto não devemos deter-nos em dados acidentais, perdendo de vista o
que é mais importante.
Em resumo:
1°) explicar um texto não consiste em uma paráfrase do conteúdo, ou em elogios banais da estrutura.
2°) não consiste, também, num alarde de conhecimentos a propósito de uma passagem literária.

EXPLICAR E NÃO PARAFRASEAR


Embora não se trate de uma tarefa demasiado difícil, comentar um texto consiste em ir raciocinando,
passo a passo, sobre o porquê daquilo que o autor escreveu. Isto pode ser feito com maior ou menor
profundidade.
Podemos concluir que explicar um texto é ir dando conta, ao mesmo tempo, daquilo que um autor diz e
de como o diz.
Podemos acrescentar, ainda, que uma determinada passagem (ou texto) poderá ter explicações
(interpretações) diferentes, conforme a cultura, a sensibilidade e até mesmo a habilidade de quem as realizar.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 19


CADERNOS DIGITAIS

A interpretação de textos exige uma ordem, afim de que as observações não se misturem. As fases que
constituem o comentário obedecem, pois, à seguinte ordem:

1) LEITURA ATENTA DO TEXTO


A explicação inicia-se, logicamente, com a leitura atenta do texto, que nos levará à sua compreensão.
Para isto é preciso ler devagar e compreender todas as palavras.
Logo, esta fase requer o uso constante do dicionário, o que nos proporciona conhecimentos que serão
úteis em certas ocasiões, tais como provas e exames, quando já não será possível recorrer a nenhuma fonte de
consulta.
Ao consultar o dicionário, temos que ficar atentos aos vários sinônimos de uma palavra e verificar
somente a acepção que se adapta ao texto.

Observe:

"Cordeirinha linda / Como folga o povo


Porque vossa vinda /Lhe dá lume novo." (Anchieta)

Folgar = tornar largo; descansar; divertir-se; regozijar-se.

Qual destas acepções interessa ao texto, para que o entendamos? A resposta é regozijar-se.

2) LOCALIZAÇÃO DO TEXTO
Em primeiro lugar, devemos procurar saber se um determinado texto é independente ou fragmento.
Geralmente percebemos isto no primeiro contato com o texto.
Quando se tratar de um texto completo, devemos localizá-lo dentro da obra total do autor.
Quando se tratar de um fragmento, devemos localizá-lo dentro da obra total do autor e a que obra
pertence. Se não nos for dito se o texto está completo ou fragmentário, iremos considerá-lo como completo se
tiver sentido total.

3) DETERMINAÇÃO DO TEMA
O êxito da interpretação depende, em grande parte, do nosso acerto neste momento do exercício.
Procuremos fixar o conceito de tema. Isto exige atenção e reflexão. É a fase de importância capital, pois
dela depende o sucesso do trabalho, que é interpretar.
Consideremos, por exemplo, a seguinte passagem do romance "Vidas Secas", de Graciliano Ramos:
Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também
deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se finara e os moradores
tinham fugido.
Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a
porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o
terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento
da cerca do curral. Trepou-se no mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume
dos urubus. Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo
tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e não quis
acordá-los. Foi apanhar gravetos, trouxe do chiqueiro das cabras uma braçada de madeira meio roída pelo cupim,
arrancou toureiras de macambira, arrumou tudo para a fogueira.
Acreditamos que a noção de assunto é clara, pois seu uso é comum quando se faz referência ao
"assunto" de um filme ou de um romance. Um texto pequeno, como este fragmento de Graciliano Ramos, também
tem um assunto; poderíamos contá-lo da seguinte maneira:
"Fabiano estava no pátio de uma fazenda. Ao seu redor, só havia ruínas. Não havia ninguém, nem
mesmo dentro da casa. As plantas e os animais estavam mortos. Ele procurava um lugar para alojar a família.
Como a casa estava fechada, pensou em ficar por ali mesmo e resolveu acender uma fogueira."
Trata-se, como podemos verificar, de uma simples redução do citado trecho, de uma síntese daquilo que
o texto narra de maneira mais extensa. Mas, os detalhes mais importantes da narração permanecem.
Para chegarmos ao tema devemos tirar do assunto, que contamos acima, todos os detalhes e procurar a
intenção do autor ao escrever estes parágrafos.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 20


CADERNOS DIGITAIS

Evidentemente, a intenção de Graciliano Ramos foi descrever a inutilidade da ação do homem,


subjugado pelo flagelo implacável da seca. Este é o tema, célula germinal do fragmento. Para exprimir o tema,
Graciliano tomou elementos como Fabiano e sua família, a fazenda abandonada, as ossadas, etc., e deu forma
definitiva a tudo isto no texto.
O tema deve ter duas características importantes: clareza e brevidade. Se tivermos que usar muitas
palavras para definir o tema, é quase certo que estamos enganados e que não chegamos, ainda, a penetrar no
âmago do texto.
O núcleo fundamental do tema poderá, geralmente, ser expresso por meio de uma palavra abstrata,
acompanhada de complementos. No exemplo anterior, esse núcleo fundamental é a inutilidade (da ação do
homem, etc.).
O tema não deve possuir elementos supérfluos que façam parte do assunto. Quando o autor nos mostra
Fabiano procurando, inutilmente, entrar na casa para abrigar-se, está usando elementos do assunto para
demonstrar-nos a inutilidade da ação do homem, naquelas circunstâncias adversas.
A definição do tema será, pois, clara, precisa e breve (sem falta ou sobra de elementos).
A tarefa de fixar o tema exige bastante cuidado e atenção porque é essencial para a interpretação.

4) DETERMINAÇÃO DA ESTRUTURA
Um texto literário não é um caos. O autor, ao escrever, vai compondo. Compor é colocar as partes de
um todo de tal modo que possam constituir um conjunto.
Até o menor texto - aquele que nos dão para comentar, por exemplo -, possui uma composição ou
estrutura precisa.
Os elementos da estrutura são solidários: todas as partes de um texto se relacionam entre si. E isto por
uma razão muito simples: se, num determinado texto, o autor quis expressar um tema, todas as partes que
possamos achar como integrantes daquele fragmento, estão contribuindo, forçosamente, para expressar o tema e,
portanto, relacionam-se entre si.
Para que se torne clara a explicação desta fase, fragmento é cada uma das partes que podemos
descobrir no texto.
Por outro lado, há textos tão breves e simples, que se torna difícil, ou mesmo impossível, definir sua
composição.

5) CONCLUSAO
A conclusão é um balanço de nossas observações; é, também, uma impressão pessoal.
Deve terminar com uma opinião sincera a respeito do texto: muitas vezes, nos textos que nos
apresentam, temos que elogiar, se assim exigir a sua qualidade. Outras vezes, porém, o sentido moral ou o tema
talvez não nos agradem, e devemos dizê-lo.
Não devemos, também, repetir opiniões alheias. Nunca devemos dizer: "... é um texto (ou passagem)
muito bonito"; ou: "tem muita musicalidade ...". Ainda: "... descreve muito bem e com muito bom gosto", etc.
Podemos, então, rematar a conclusão do exame do texto de Graciliano Ramos, da seguinte maneira:
"O autor atinge plenamente seus fins através da expressão elaborada, que se condensa, despindo-se de
acessórios inúteis, numa plena adequação ao tema. Sem sentimentalismo algum, toca a sensibilidade do leitor,
através do depoimento incisivo e trágico da condição sub-humana em que se acham aquelas criaturas, que
escapam de sua posição de meras personagens de uma obra de ficção para alçarem-se em protagonistas do
drama social e humano que se desenrola no Nordeste brasileiro”.
Em essência, este é o método de comentário de textos. É preciso que tudo o que foi exposto seja
compreendido e fixado para que se torne possível a perfeita assimilação das normas do método.

PERÍFRASE
É o rodeio de palavras ou a frase que substitui o nome comum do próprio. Na perífrase sempre se
destaca algum atributo do ser. Exemplos:
! Visitei a Cidade Maravilhosa. (= Rio de Janeiro)
! O astro rei brilha para todos. (= Sol)
! O Rei do Futebol será homenageado em Paris. (= Pelé)

SÍNTESE E RESUMO
1) O QUE É UM TEXTO LITERÁRIO

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 21


CADERNOS DIGITAIS

Um texto literário pode ser uma obra completa (um romance, um drama, um conto, um poema ... ), ou um
trecho de uma obra.
De modo geral, os textos dados para comentário e interpretação devem ser breves; por isso, salvo
quando se trata de uma poesia curta, costumam ser fragmentos de obras literárias mais extensas. Atualmente,
crônicas e artigos de jornais e revistas costumam ser tomados para estudo e explicação.

2) COMENTANDO UM TEXTO
Embora não se trate de uma tarefa demasiado difícil, comentar um texto consiste em ir raciocinando,
passo a passo, sobre o porquê daquilo que o autor escreveu. Isto pode ser feito com maior ou menor
profundidade. Temos que ir dando conta, ao mesmo tempo, daquilo que um autor diz e de como o diz.
O comentário de textos exige uma ordem, a fim de que as observações não se misturem; são fases que
obedecem à seguinte ordem:
a) LEITURA ATENTA DO TEXTO
A leitura atenta do texto, que nos levará à sua compreensão. Para isto é preciso ler devagar e
compreender todas as palavras; requer, portanto, o uso constante do dicionário, o que nos proporciona
conhecimentos que serão úteis em certas ocasiões, tais como provas e exames, quando já não será possível
recorrer a nenhuma fonte de consulta.
Ao consultar o dicionário, temos que ficar atentos aos vários sinônimos de uma palavra e verificar
somente a acepção que se adapta ao texto.
b) DETERMINAÇÃO DO TEMA
O êxito da interpretação depende, em grande parte, do nosso acerto neste momento do estudo.
Procuremos fixar o conceito de tema. Isto exige atenção e reflexão.
É a fase de importância capital, pois dela depende o sucesso do trabalho, que é interpretar.
O tema deve ter duas características importantes: clareza e brevidade. Se tivermos que usar muitas
palavras para definir o tema, é quase certo que estamos enganados e que não chegamos, ainda, a penetrar no
âmago do texto.
O núcleo fundamental do tema poderá, geralmente, ser expresso por meio de uma palavra abstrata,
acompanhada de complementos.
3) TEMA E ASSUNTO
Acreditamos que a noção de assunto é clara, pois seu uso é comum quando se faz referência ao
"assunto" de um filme ou de um romance.
Consideremos, por exemplo, a seguinte passagem do romance "Vidas Secas", de Graciliano Ramos:
"Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e
também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se finara e os
moradores tinham fugido.
Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçara
porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o
terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento
da cerca do curral. Trepou-se no mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume
dos urubus. Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo
tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e não quis
acorda-los. Foi apanhar gravetos, trouxe do chiqueiro das cabras uma braçada de madeira meio roída pelo cupim,
arrancou touceiras de macambira, arrumou tudo para a fogueira."

Um texto pequeno como o fragmento acima tem um assunto, que pode ser contado da seguinte maneira:
"Fabiano estava no pátio de uma fazenda. Ao seu redor, só havia ruínas. Não havia ninguém, nem
mesmo dentro da casa. As plantas e os animais estavam mortos. Ele procurava um lugar para alojar a família.
Como a casa estava fechada, pensou em ficar ali mesmo e acendeu uma fogueira."
Trata-se de uma simples redução do citado trecho, de uma síntese, um resumo daquilo que o texto
narra de maneira mais extensa. Mas, os detalhes mais importantes da narração permanecem.
Portanto, para chegarmos ao tema de um texto, devemos tirar do assunto todos os detalhes e procurar a
intenção do autor ao escrever. No segmento apresentado, a célula germinal (o tema) é a inutilidade da ação do
homem, subjugado pelo flagelo implacável da seca.
É uma definição clara, breve e precisa do tema, sem sobra ou falta de elementos.
Quando resumimos um texto, seja ele fragmentário ou completo, retiramos dele tudo o que é essencial
ao seu entendimento, "desprezando" aquilo que é supérfluo, para não ficarmos girando ao redor do texto e incidir
em paráfrase, que é um comentário amplificativo, ao contrário do resumo. Veja:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 22


CADERNOS DIGITAIS

A SANTA INÊS
Cordeirinha linda
Como folga o povo
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo!

Cordeirinha santa,
De lesu querida,
Vossa santa vinda
O diabo espanta.
Por isso vos canta,
Com prazer o povo,
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo.

Nossa culpa escura


Fugirá depressa,
Pois vossa cabeça
Vem com luz tão pura.
Vossa formosura
Honra é do povo,
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo.

Virginal cabeça
Pola fé cortada,
Com vossa chegada,
Já ninguém pereça.
Vinde mui depressa
Ajudar o povo,
Pois com vossa vinda
Lhe dais lume novo.
(Anchieta)

Se, numa prova, nos pedissem para explicar resumidamente o sentido destes versos, responderíamos:
"O poeta comunica-nos a alegria que todos sentem por causa da vinda da mártir Santa Inês, ou porque
necessitam do auxílio divino para manter a fé, segundo o ponto de vista do poeta catequista, ou porque é uma
ocasião festiva."
Como isto pudesse parecer insuficiente, acrescentaríamos alguns detalhes que justificassem as
afirmações:
“Mesmo falando da culpa do homem, do martírio de Santa Inês ou suplicando os benefícios da santa, o
sentimento preponderante é a alegria, pois a fé profunda traz a certeza de que os bens almejados serão obtidos.
O martírio é encarado como a causa da glorificação da Santa, cuja cabeça resplandecente simboliza as graças
que iluminam as almas”.
Para finalizar, devemos ter em mente que as provas em concurso são, na maioria das vezes, em forma
de testes; assim, escolha a alternativa que melhor resuma o texto. É claro que este resumo deve conter o tema.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 23


CADERNOS DIGITAIS

SIGNIFICAÇÃO LITERAL E CONTEXTUAL DE VOCÁBULOS

INTERPRETAÇÃO BASEADA NA SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA


1) Se a palavra está sendo usada no seu verdadeiro significado (com o valor do dicionário), deve-se escolher a
alternativa que melhor se ADEQUA a essa significação. Por exemplo:
! Todos admiravam a sua figura eminente.

Indique, entre as alternativas a seguir, a que poderia substituir a palavra grifada sem alteração do sentido da
frase):
a) bonita
b) formosa
c) harmoniosa
d) coerente
e) distinta

A alternativa que melhor se adequa à questão é a letra e, pois eminente tem como sinônimos, no
dicionário, distinta, elevada, alta, superior.

2) Se a palavra está sendo usada fora do seu verdadeiro significado, deve-se escolher a alternativa que melhor se
ASSOCIA a essa significação. Por exemplo:
! Todos tinham conhecimento, no bairro, de que Joãozinho morria de amores por Mariazinha.
a) finava-se
b) matava-se
c) gostava
d) falecia
e) chorava

A resposta seria, naturalmente, a letra c, pois gostava é a palavra que se associa a morria de amores,
embora as letras a, b, c, d e e pudessem servir de sinônimos à expressão grifada.

SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE VOCÁBULOS


Mesmo quando a ênfase era dada à lingüística geral, que excluía os atos individuais da fala, já havia
estudiosos alertando para a importância do contexto.

Na prática, usa-se o contexto para:


- compreender palavras:
! pé de homem ! pé de café

- compreender sintagmas:
! boa cara (boa aparência) ! maleta cara (=de alto preço)

- compreender frases:
! Procuro a chave do carro.
! Procuro a chave da porta.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 24


CADERNOS DIGITAIS

PROCESSOS COESIVOS DE REFERÊNCIA

A coesão de um texto deve-se a uma série de elementos que permitem os encadeamentos lingüísticos, à
maneira como são ligados os elementos fonéticos, gramaticais, semânticos e discursivos do texto. Veja o
exemplo:

Cíntia foi ao cinema. Ela foi sozinha.

O emprego do pronome estabelece uma coesão, pois o sujeito já havia sido expresso.
Entre os elementos que permitem a coesão textual estão:
- o emprego adequado dos artigos, pronomes, conjunções, preposições;
- o emprego adequado dos tempos e modos;
- as construções por coordenação e subordinação;
- a presença do discurso direto, indireto ou indireto livre;
- o conjunto do vocabulário distribuído no texto (coesão semântica) etc.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 25


CADERNOS DIGITAIS

COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO

PROCESSOS DE COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO


O período composto, que é aquele formado por mais de uma oração ligada por meio de conjunções ou
nexos oracionais, pode ser coordenado ou subordinado.

O que são conjunções ou nexos oracionais?


São vocábulos gramaticais que servem para relacionar duas orações ou dois termos que exercem a
mesma função dentro da mesma oração. Além disso, esses elementosgarantem a coesão e a coerência que têm
como objetivo manter o sentido do texto.

A COORDENAÇÃO NO PERÍODO COMPOSTO


No período composto por coordenação, as orações são independentes uma das outras entre si pelo
sentido. Entretanto, elas podem estar interligadas por conjunção coordenativa, ou não. Vejamos:
! O carro partiu, ganhou velocidade e sumiu na estrada.

A B C

Podemos observar que esse período é formado por três orações : A, B, C, as quais são, do ponto de vista
sintático, independentes, isto é, nenhuma exerce função sintática em relação a outra, e por isso são
denominadas Orações Coordenadas.
Como já foi dito, as orações coordenadas podem ou não vir introduzidas por conjunções coordenativas;
daí sua classificação em:
1) orações coordenadas assindéticas: não são introduzidas por conjunções coordenativas.
! Caiu, levantou, sumiu.
Observação: As orações coordenadas assindéticas, por não virem introduzidas por conjunção, devem ser
sempre separadas por vírgula.
2) orações coordenadas sindéticas: são introduzidas por uma das conjunções coordenativas. As orações
coordenadas sindéticas classificam-se de acordo com a conjunção que as introduz.

VALOR LÓGICO DAS CONJUNÇÕES


Conjunções coordenativas
Aditivas - exprimem soma, adição de pensamento: e (para afirmação), nem (para a negação).
! Tomei café e sai.
! A moça não fala nem ouve.

Adversativas - exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém, todavia, contudo,
entretanto, no entanto, etc.
! Os operários da construção civil trabalham muito, mas ganham pouco.
! Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

Alternativas - exprimem escolha de pensamentos: ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer, seja ... seja
! Você fica ou vai conosco?
! Ou você vem conosco, ou fica em casa sozinho!

Conclusivas - exprimem conclusão de pensamento: portanto, logo, por isso, por conseguinte, pois (depois do
verbo), assim.
! Choveu muito, portanto a colheita está garantida.
! Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão.

Explicativas - exprimem razão, motivo: porque, que, pois (antes do verbo)

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 26


CADERNOS DIGITAIS

! Não chore, porque será pior.


! Ela ainda não chegou, pois o seu carro não está na garagem.

EXERCÍCIOS
1) Classifique as orações coordenadas grifadas, usando o código:
1. oração coordenada assindética
2. oração coordenada sindética aditiva
3. oração coordenada sindética adversativa
4. oração coordenada sindética alternativa
5. oração coordenada sindética explicativa
6. oração coordenada sindética conclusiva
( ) O lábio de Jandira emudeceu, mas o coração soluçou.
( ) Ou fique, ou saia, mas nunca volte.
( ) Levante-se, que é tarde.
( ) Ataliba saiu, todavia voltou rápido.
( ) Uns morrem, outros, porém, nascerão.
( ) Ele é rico, e não papa suas dívidas.
( ) Estudo muito, logo devo passar no concurso
( ) O adulador tem o mel na boca e o fel no coração.
( ) Não desanime, pois a vida é luta.
( ) Trabalha e estuda.
( ) O filho de Ataliba caiu da escada rolante, mas não se machucou.
( ) Cheguei, empurrei a porta, entrei.
( ) Os livros não só instruem, mas também educam.
( ) Não só estudo mas ainda trabalho na loja do Rubinho.
( ) A razão ordena, o coração pede.
( ) Não diga nada que ele poderá desconfiar de nós dois.
( ) O doente sofria muito, mas não se queixava.
( ) Fabiano desceu as escadas e foi ao curral das cabras.
( ) Trabalho muito, no entanto, não tenho dinheiro.
( ) Beduíno herdou uma casa e ganhou na loteria esportiva.

2) Ocorre oração aditiva em:


a) Não comprei somente os livros, mas também os outros materiais escolares.
b) Leve-lhes flores, que ela aniversaria hoje.
c) Há muito serviço, entretanto, ninguém trabalha.
d) Venceremos, ou perderemos o título.
e) Ele é rico, e não paga suas dívidas.

3) Ocorre oração coordenada adversativa em:


a) O cavalo estava cansado, pois arfava muito.
b) O mar é generoso, no entanto, às vezes, torna-se cruel.
c) Venha agora e não perderá sua vez.
d) Eu não sabia, nem pensava nisso.
e) Não só ganhei na loteria, mas também herdei uma fazenda.

4) Ocorre oração coordenada alternativa em:


a) As pessoas ora se mexiam, ora falavam.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 27


CADERNOS DIGITAIS

b) Não deves mentir, porque é pior.


c) Venha agora e não perderás sua vez.
d) Tens toda razão, contudo não deves afligir-se.
e) Não estudo nem trabalho.

5) Ocorre oração coordenada conclusiva em:


a) A ordem é absurda, no entanto ninguém protestou.
b) Os mestres não só ensinam, mas também educam.
c) Ele falava e contava tudo ao diretor.
d) Ele é o seu pai, resta-lhe, pois, amparar-te neste momento.
e) Estudei, porém não passei no concurso.

6) Ocorre oração coordenada explicativa em:


a) Faça o concurso, que eu o apoiarei.
b) A força vence, mas não convence.
c) O acusado não é criminoso, logo será absolvido.
d) Não tinha experiência, mas boa vontade não lhe faltava.
e) Ele estudou, sabe, pois, a lição.

7) No período: Quando se trabalha e se tem esperança, a felicidade mora em nós, ocorre(m):


a) uma oração coordenada aditiva.
b) duas orações coordenadas aditivas.
c) três orações coordenadas, duas aditivas e uma assindética.
d) uma oração coordenada assindética.
e) n.d.a

8) No período: Peça-lhe que viva, que se case e que me esqueça, ocorre(m):


a) duas orações coordenadas, uma assindética e outra aditiva.
b) apenas uma oração coordenada.
c) três orações coordenadas assindéticas.
d) duas orações coordenadas assindéticas e uma aditiva.
e) três orações subordinadas coordenadas.

9) No período: Todos os médicos a quem contei as moléstias dele foram unânimes, em que a morte era certa e só
se admiravam de ter resistido a tanto tempo, ocorre(m):
a) uma oração coordenada aditiva
b) duas orações coordenadas aditivas
c) duas orações coordenadas, uma assindética e outra aditiva.
d) três orações coordenadas.
e) n.d.a

10) Classifique as orações coordenadas que seguem:


a) Gosto de dar carona, mas isso pode ser perigoso.
_______________________________
b) Não dou nem peço carona.
_______________________________
c) Não dou carona; logo, não corro perigo de ser assaltado.
_______________________________

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 28


CADERNOS DIGITAIS

d) Ou você me dá carona, ou você morre - disse o assaltante.


_______________________________
e) Não vou a Santos, porém, não vou ficar aqui também.
_______________________________
f) A vida na fazenda é boa, porque o ar é puro.
_______________________________

RESPOSTAS:
1) 3 / 4 / 5 / 3 / 3 / 3 / 6 / 2 / 5 / 2 / 3 / 1 / 2 / 2 / 1 / 5 / 3 / 2 / 3 / 2
2) a 3) b 4) a 5) d 6) a 7) e 8) e 9) e
10) a) Oração Coordenada Adversativa
b) Oração Coordenada Aditiva
c) Oração Coordenada Conclusiva
d) Oração Coordenada Alternativa
e) Oração Coordenada Adversativa
f) Oração Coordenada Explicativa

VALOR SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES


As funções sintáticas exercidas pelos vocábulos no período simples são desempenhadas pelas orações
no período composto por subordinação. Essas orações são introduzidas por conjunções específicas que assim as
caracterizam em relação à principal.

A SUBORDINAÇÃO NO PERÍODO COMPOSTO


As orações se relacionam dentro do período, podendo exercer funções sintáticas uma em relação às
outras (objeto direto, adjunto adverbial, adjunto adnominal, etc.). As conjunções que servem para ligar essas
orações dependentes uma da outra, no plano sintático, são as subordinativas.
Dependendo da função sintática que exercem, as orações subordinadas classificam-se em:
a) substantivas: exercem uma das seguintes funções sintáticas: sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo
do sujeito, complemento nominal ou aposto, funções próprias do substantivo.
b) adjetivas: exercem a função sintática de adjunto adnominal, função própria do adjetivo.
c) adverbiais: exercem a função sintática de adjunto adverbial, função própria do advérbio.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA


Vejamos os exemplos abaixo:
a) Espero sua chegada. ! chegada = núcleo
b) Espero que você chegue.

Em "a", temos um período simples, em que sua chegada exerce a função sintática de objeto direto, cujo
núcleo é o substantivo chegada.
Em "b", temos um período composto formado por duas orações - Espero e que você chegue. Observe
que a oração que você chegue está funcionando como objeto direto do verbo Espero.

A essa oração damos o nome de:


oração: porque possui verbo.
subordinada: porque está exercendo uma função sintática em relação a outra oração.
substantiva: porque exerce um das funções sintáticas próprias do substantivo.
objetiva direta: porque exerce a função sintática de objeto direto.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 29


CADERNOS DIGITAIS

De acordo com a função sintática que exercem, as orações subordinadas substantivas classificam-se em:
1) subjetivas: exercem a função sintática de sujeito do verbo da oração principal.
Oração oração subordinada
principal substantiva subjetiva

E necessário que todos voltem.

Não se sabe se o plano vai dar certo.

Pode-se observar que nesse tipo de oração, o verbo da oração principal estará sempre na terceira
pessoa do singular, e a oração principal não terá sujeito nela mesma, já que o sujeito dela é a oração
subordinada.

2) objetivas diretas: exercem a função sintática de objeto direto do verbo da oração principal.
Oração oração subordinada
principal substantiva objetiva direta

Desejo que ela volte rapidamente.

Não sei se vou voltar.

3) objetivas indiretas: exercem a função sintática de objeto indireto do verbo da oração principal.
Oração oração subordinada
principal substantiva objetiva indireta

Necessitávamos de que trouxessem as provas.

Nunca duvide do que ele é capaz.

4) predicativas: exercem a função sintática de predicativo do sujeito da oração principal.


Oração oração subordinada
principal substantiva predicativa

Minha alegria é que voltem com a taça.

A verdade é que ele não compareceu.

5) completivas nominais: exercem a função sintática de complemento nominal de um nome da oração principal.
Oração oração subordinada
principal substantiva completiva nominal

Tenho necessidade de que todos se esforcem.

Estou certo de que ela voltará.

6) apositivas: exercem a função de aposto de um nome da oração principal.


Oração oração subordinada
principal substantiva apositiva

Desejo uma coisa: que você me respeite.

Espero somente isto: que ninguém falte.

Observação: As orações subordinadas substantivas são normalmente introduzidas por uma das conjun-
ções integrantes: que e se. Nada impede, porém, que sejam introduzidas por outras palavras, conforme
abaixo:
Oração principal oração subordinada substantiva

Pergunta-se qual seria a solução.

Ignoramos quando eles chegaram.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 30


CADERNOS DIGITAIS

Não sei como resolver esse problema.

EXERCÍCIOS
1) Na frase: Suponho que nunca teria visto um macaco, a subordinada é:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva completiva nominal
c) substantiva predicativa
d) substantiva apositiva
e) substantiva subjetiva

2) Pode-se dizer que a tarefa crítica é puramente formal. Nesse enunciado, temos uma oração destacada que é:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva predicativa
c) substantiva subjetiva
d) substantiva objetiva predicativa
e) n.d.a

3) Se ele confessou não sei. A oração destacada é:


a) subordinada substantiva objetiva direta
b) subordinada substantiva objetiva indireta
c) subordinada substantiva subjetiva
d) subordinada substantiva predicativa e) n.d.a

4) No período: É sabido que a terra é oblongo-arredondada, temos:


a) oração substantiva objetiva direta e uma principal
b) uma oração substantiva subjetiva e uma principal
c) uma oração substantiva objetiva indireta e uma principal
d) uma oração substantiva predicativa e uma principal
e) n.d.a

5) Marque a opção com os nomes das orações grifadas: Digo que tens receio de que ele morra.
a) subjetiva e objetiva direta
b) objetiva indireta e objetiva direta
c) adjetiva restritiva e adjetiva explicativa
d) objetiva direta e completiva nominal
e) subjetiva e objetiva indireta

6) Aponte a opção com o nome da oração grifada: Cumpre que todos se esforcem.
a) objetiva direta
b) objetiva indireta
c) subjetiva
d) predicativa
e) completiva nominal

7) No período: Tive um movimento espontâneo: atireime em seus braços. A segunda oração é:


a) apositiva

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 31


CADERNOS DIGITAIS

b) predicativa
c) objetiva direta
d) completiva nominal
e) subjetiva

8) No período: D. Mariquinha mandou o aviso de que já estava na mesa a ceiazinha, a oração grifada é:
a) completiva nominal d) predicativa
b) objetiva indireta e) subjetiva
c) objetiva direta

9) Nos períodos: É bom que você venha; e Não esqueça que sua presença é importante; as orações grifadas são,
respectivamente:
a) predicativa e objetiva direta
b) subjetiva e objetiva direta
c) predicativa e objetiva indireta
d) subjetiva e subjetiva
e) completiva nominal e predicativa

10) Grife e classifique as orações subordinadas substantivas relacionando:


( 1 ) subjetiva
( 2 ) objetiva direta
( 3 ) objetiva indireta
( 4 ) completava nominal
( 5 ) predicativa
( 6 ) apositiva

1. ( ) É preciso que todos esteja atentos.


2. ( ) O governo acha que tudo vai bem.
3. ( ) Conta-se que já vivemos isso antes.
4. ( ) Não sei se ele teria razão.
5. ( ) Seria preciso que novos líderes surgissem.
6. ( ) Parece que ninguém tem a solução.

11) Identifique as orações subordinadas substantivas e coloque:


( a ) objetiva direta
( b ) objetiva indireta
( c ) predicativa
( d ) completiva nominal
( e ) subjetiva
( f ) apositiva

1. ( ) Eu tenho a impressão de que o samba vem aí.


2. ( ) "Até pensei em cantar na televisão."
3. ( ) Ela ignora quanto me custa seu abandono.
4. ( ) Esqueci-me de onde ela veio.
5. ( ) Exigiu que entrássemos na roda.
6. ( ) O psiquiatra diz que uma criança de dez anos sabe mais do que Galileu Galilei.
7. ( ) O senhor acredita que a criança percebe o mundo a sua volta?

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 32


CADERNOS DIGITAIS

12) Classifique as orações subordinadas substantivas de acordo com o código:


a) subjetiva
b) objetiva direta
c) objetiva indireta
d) predicativa
e) completiva nominal
f) apositiva

1. ( ) A verdade é que a alegria predominou entre os mendigos.


2. ( ) Sou favorável a que se realizem outros concursos.
3. ( ) Convém que se solucione o problema da mendicância.
4. ( ) O mendigo tinha consciência de que quase nada mudaria sua condição.
5. ( ) Não compreendo por que existe tanta miséria.
6. ( ) Só tenho um desejo: que haja uma vida melhor para todos.
7. ( ) A prefeitura não se opõe a que se organizem os mendigos.
8. ( ) Já me convenci de que há solução para a questão social.

RESPOSTAS
1) a 3) a 5) d 7) a 9) b
2) c 4) b 6) c 8) a

10) 1.1 3.1 5.2


2.2 4.2 6.1

11) 1. (d) 3. (a) 5. (a) 7. (a)


2. (b) 4. (b) 6. (a)

12) 1. a 3. a 5. b 7. c
2. e 4. e 6. f 8. c

ORAÇAO SUBORDINADA ADJETIVA


Esse tipo de oração não é introduzida por conjunções, mas por pronomes relativos: que, quanto, qual,
cujo etc. Vejamos os exemplos abaixo:
a) Premiaram os alunos estudiosos. ! estudiosos = adjunto adnominal
b) Premiaram os alunos que estudam. ! que estudam = oração subordinada adjetiva.
Em "a", temos uma única oração: trata-se, portanto, de um período simples, em que o termo em destaque
(um adjetivo) exerce a função sintática de adjunto adnominal.
Já em "b", temos um período composto, formado por duas orações (Premiaram os alunos e que
estudam). Verifique que, nesse caso, a função sintática de adjunto adnominal não é mais exercida por um
adjetivo, mas por uma oração.
A essa oração que exerce a função sintática de adjunto adnominal de um nome da oração principal
damos o nome de:
oração: porque possui um verbo.
subordinada: porque exerce uma função sintática em relação a outra oração, chamada principal.
adjetiva: porque exerce uma função sintática de adjunto adnominal, função própria do adjetivo.

Vamos a alguns exemplos:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 33


CADERNOS DIGITAIS

Oração principal oração subordinada adjetiva

Não vimos as pessoas que saíram.


São assuntos aos quais nos dedicamos.
Eram atletas em quem confiávamos.
Feliz o pai cujos filhos são ajuizados.
Falaram tudo quanto queriam.

As orações subordinadas adjetivas classificam-se em:


a) RESTRITIVAS - São aquelas que delimitam a significação do nome a que se referem, particularizandoa. Na
fala, são entoadas sem pausa, na escrita, significa que não são separadas do termo a que se referem por vírgula.
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram. (Renato Russo).

b) EXPLICATIVAS - Explicam, isto é, realçam a significação do nome a que se referem, acrescentandolhe uma
característica que já lhe é própria. São marcadas na fala por forte pausa, o que, na escrita, significa que serão
separadas por vírgula.
Machado de Assis, que escreveu Dom Casmurro, fundou a Academia Brasileira de Letras.

EXERCÍCIOS
1) Transforme os termos grifados em orações adjetivas:
a) Ela tem um olhar fascinante.
b) Há insetos transmissores de doenças.
c) Aquele vendedor irritante me deixou nervosa.
d) A mãe preocupada saiu à procura da filha.
e) Aquela senhora simpática e alegre mora na casa ao lado.
a) ______________________________________
b) ______________________________________
c) ______________________________________
d) ______________________________________
e) ______________________________________

2) O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom (...). A oração
destacada é:
a) subordinada adjetiva explicativa
b) subordinada substantiva apositiva
c) subordinada substantiva completiva nominal
d) subordinada adjetiva restritiva
e) subordinada substantiva objetiva direta

3) Não compreendíamos a razão por que o ladrão não montava a cavalo. A oração destacada é:
a) subordinada adjetiva restritiva
b) subordinada adjetiva explicativa
c) subordinada adverbial causal
d) subordinada adverbial final
e) subordinada substantiva completiva nominal

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 34


CADERNOS DIGITAIS

4) Escreva E para as orações adjetivas Explicativas e R para as Restritivas:


1. ( ) A mãe, que era surda, estava na sala com ela.
2. ( ) Ela reparou nas roupas curiosas que as crianças usavam.
3. ( ) Ele próprio desculpou a irritação com que lhe falei.
4. ( ) É preciso gozarmos a vida, que é breve.
5. ( ) Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar.
6. ( ) Esse professor de quem falo era um homem magro e triste.
7. ( ) O instinto moral é a razão em botão, a qual se desenvolve com o tempo, experiência e reflexão.
8. ( ) O velho pajé, para quem são estas dádivas, as recebe com desdém.
9. ( ) Onde está a vela do saveiro que o mar engoliu?
10. ( ) Por que estará de implicância comigo, que nunca lhe pisei nos calos?

5) Distinga pronome relativo de conjunção subordinada integrante:


(1) pronome relativo: oração adjetiva
(2) conjunção integrante: oração substantiva
( ) Este é um mal que tem cura.
( ) Confesso que errei.
( ) Não sabemos o que querem.
( ) Não é justo que o magoes.

RESPOSTAS
1) a) Ela tem um olhar que fascina.
b) Há insetos que transmitem doenças.
c) Aquele vendedor que é irritante me deixou nervosa.
d) A mãe que estava preocupada saiu à procura da filha.
e) Aquela senhora que é simpática e alegre mora na casa ao lado.
2) d - 3) a
4) 1. E 3. R 5. R 7. E 9. R
2. R 4. E 6. R 8. E 10. E
5) (1) (2) (2) (1)

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL


Observemos os seguintes exemplos:
a) Chegamos cedo. ! cedo = adjunto adverbial.
b) Chegamos quando ainda era cedo. ! quando ainda era cedo = oração subordinada adverbial.

Em "a", temos uma única oração, portanto um período simples, em que o termo destacado, um advérbio,
exerce a função sintática de adjunto adverbial.
Já em "b", temos duas orações (Chegamos e quando ainda era cedo). Trata-se, portanto, de um período
composto. Observe que, nesse exemplo, a função sintática de adjunto adverbial não é mais exercida por um
simples advérbio, mas por uma oração inteira. A essa oração que exerce a função de adjunto adverbial em
relação a uma outra oração, chamada principal, damos o nome de:
oração: porque apresenta verbo.
subordinada: porque exerce uma função sintática em relação a outra oração.
adverbial: porque exerce a função sintática de adjunto adverbial, função própria do advérbio.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 35


CADERNOS DIGITAIS

Observação: As orações subordinadas adverbiais são introduzidas pelas conjunções subordinativas,


exceto as integrantes, que, como foi visto, introduzem as orações subordinadas substantivas.
As orações subordinadas adverbiais são classificadas, de acordo com a circunstância que expressam,
conforme veremos abaixo.

VALOR LÓGICO DOS NEXOS ORACIONAIS


Conjunções subordinativas
causais - introduzem orações subordinadas que dão idéia de causa: porque, que, pois, visto que, já que,
uma vez que, como (em início de oração), etc.
! Não fui à aula porque choveu.
! Como fiquei doente, não pude ir à aula.
comparativas - introduzem orações subordinativas que dão idéia de comparação: que ou do que (após
mais, menos, maior, menor melhor, pior), como, etc. Minha escola sempre foi melhor que a sua.
! Essa mulher fala como papagaio.
concessivas - iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal, mas
não suficiente para anulá-lo: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais
que, por menor que, por maior que, por pior que, por melhor que, por pouco que, etc.
! Vou ao clube, embora esteja chovendo.
! Por pior que fosse o espetáculo, o público deveria aplaudi-lo.
condicionais - iniciam orações subordinativas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da
oração principal se realize ou não: se, caso, contanto que, salvo se, desde que (com verbo no subjuntivo), a
menos que, a não ser que, etc.
! Se não chover, irei ao clube.
! A menos que aconteça algum imprevisto, estarei aí amanhã.
conformativas - iniciam orações que exprimem acordo, concordância, conformidade de um fato com
outro: conforme, consoante, segundo, como, etc.
! Cada um colhe conforme semeia.
consecutivas - iniciam orações subordinadas que exprimem a conseqüência ou efeito do que se declara
na oração principal: que (após os termos reforçativos tão, tanto, tamanho, tal ou após as expressões adverbiais de
sorte, de modo, de maneira, de forma, com subentendimento do pronome tal), de sorte que, de modo que, de
maneira, de forma que (todas quatro com subentendimento do pronome tal).
! Ela gritou tanto, que ficou rouca.
! Todos chegamos exaustos, de modo que fomos cedo para a cama.
temporais - iniciam orações subordinadas que dão idéia de tempo: quando, logo que, depois que,
antes que, sempre que, desde que, até que, assim que, enquanto que, mal, etc.
! Quando as férias chegarem, viajaremos.
! Saímos assim que começou a chover.
proporcionais - iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à
proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto maior,
quanto melhor, quanto pior.
! Os funcionários recebiam à medida que saíam.
! Quanto mais trabalho, menos recebo.
finais - iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: para que, a fim de que.
! Vimos aqui para que eles ficassem sossegados.
! O professor trabalha a fim de que todos adquiram erudição.

O organograma apresentado a seguir simboliza a hierarquia constante na subordinação das orações em


relação à principal.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 36


CADERNOS DIGITAIS

EXERCÍCIOS
1) Classifique as orações subordinadas adverbiais grifadas, usando o código:
1. causal 6. consecutiva
2. temporal 7. proporcional
3. condicional 8. comparativa
4. concessiva 9. Conformativa
5. final

a) ( ) Se Roberto quiser, Liliane casará com ele.


b) ( ) Quando o filho de Ataliba foi atropelado, D. Mariquinha quase morreu.
c) ( ) Ananias foi solto porque não havia feito nada de delituoso.
d) ( ) Como estava cansado, Dr. Emanuel foi para casa mais cedo.
e) ( ) Embora Aristides esteia apaixonado por Clotildes, ela não lhe dá confiança.
f) ( ) Jeferson fez tudo conforme havia nos prometido.
g) ( ) Mais longe que a de Jesus, foi a agonia de Maria.
h) ( ) Assim que Arnaldo chegou, rumou-se para casa de Agnaldo.
i) ( ) À medida que íamos andando, aproximávamos da cidade.
j) ( ) Visto que estava cansado, Ari foi descansar.
I) ( ) Conforme havia prometido, ficarei hoje com você, Paula.
m) ( ) Jane insistiu tanto, que ele prometeu fazer o solene pedido.
n) ( ) Antônio estuda para que tenha no futuro uma vida melhor iunto de Ritinha.
o) ( ) Caso chegue à casa de Amaral primeiro, espere os demais colegas.

2) No período: Se ele pudesse, viria., a oração grifada classifica-se como:


a) subordinada adverbial condicional
b) subordinada adverbial temporal
c) subordinada adverbial concessiva
d) subordinada substantiva objetiva direta
e) coordenada sindética explicativa

3) No período "Bentinho estaria metido no seminário, para não mais se encontrar com Capitu”, a oração adverbial
grifada é:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 37


CADERNOS DIGITAIS

a) concessiva
b) final
c) comparativa
d) proporcional
e) consecutiva

4) No período: Visto que estivesse cansado, fiquei no escritório até mais tarde. A oração grifada é:
a) principal
b) subordinada adverbial causal
c) subordinada adverbial concessiva
d) subordinada adverbial temporal
e) n.d.a

5) As orações destacadas nos períodos compostos são subordinadas adverbiais. Coloque o número
correspondente à idéia que cada uma delas acrescenta à principal:
(1) tempo
(2) causa
(3) conseqüência
(4) condição
(5) finalidade
(6) proporção

( ) Vim aqui hoje para cumprimentá-lo pelo seu aniversário.


( ) Dei-lhe um sinal para que recolhesse as roupas estendidas.
( ) Se lêssemos os iornais todos os dias, seríamos bem informados.
( ) A vegetação rareava à medida que o trem avançava.
( ) Quando eu nasci, meu irmão tinha três anos.
( ) Visto que o bairro era longe, tomou o ônibus.
( ) Quando o professor viu a limpeza da sala, ficou surpreso.
( ) O povoado cresceu tanto que não o reconhecemos.
( ) Não pude participar do campeonato que fiquei gripado.
( ) Se vocês fizerem barulho, não sairão para o recreio.

6) Todas as orações adverbiais abaixo classificam-se como ______________: EXCETO:


a) Como a mente humana sempre busca proteção, nós criamos os deuses.
b) Como o autor enfatizou, há muitos ídolos que nos controlam.
c) Como a televisão ultrapassa suas funções, ela consegue manter seus assistentes atentos.
d) Como somos muito ligados à vaidade, o consumismo nos controla.
e) Como o automóvel é um ídolo esbelto e lépido, ele atrai crianças, jovens e adultos.

7) Todas as orações subordinadas abaixo são adverbiais, EXCETO:


a) Os operários não previam quando terminariam a construção da arca.
b) Se é a vontade de todos, devemos nos reunir em busca de uma solução.
c) Desenvolveremos um projeto arrojado para concorrer ao prêmio da academia.
d) Ao entardecer, o grupo se reunia defronte à chácara.
e) Como só levava livros em sua maleta, não corria perigo algum.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 38


CADERNOS DIGITAIS

RESPOSTAS
1) a) 3 d) 1 g) 8 j) 1 n) 5
b) 2 e) 4 h) 2 I) 9 o) 3
c) 1 f) 9 i) 7 m) 6
2) a
3) b
4) c
5) 5 / 5 / 4 / 6 / 1 / 2 / 1 / 3 / 2 / 4
6) causal / b
7) a

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 39


CADERNOS DIGITAIS

EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS

MORFOLOGIA
O estudo das palavras, quanto a sua espécie, quer dizer, a morfologia, leva em conta a natureza de cada
palavra: como se comporta, como se flexiona em gênero, número e grau. Em português, há dez categorias,
espécies de palavras, que chamamos de classe gramatical. Cada classe gramatical possui sua peculiaridade. As
classes são divididas em variáveis e invariáveis. São variáveis: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome,
verbo. As invariáveis são: advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

SUBSTANTIVO

É a palavra que usamos para nomear os seres, os inanimados, os sentimentos, enfim, nomeia todos os
seres em geral. Os substantivos são classificados em:
a) COMUNS E PRÓPRIOS
Comuns são os substantivos que indicam todos os seres da mesma espécie.
Próprios são os substantivos que indicam exclusivamente um elemento da espécie.
Exemplos:
mãe, terra, água, respostas – comuns
João, França, Marta, Rex - próprios

b) CONCRETO E ABSTRATO
Concreto é aquele que se refere ao ser propriamente dito, ou seja, os nomes das pessoas, das ruas, das
cidades, etc.
Abstrato é aquele que se refere a qualidades (bravura, mediocridade); sentimentos (saudades, amor,
ódio); sensações (dor, fome); ações (defesa, resposta); estados (gravidez, maturidade).
Exemplos:
mulher, gato, Paulo – concretos
doença, vida, doçura - abstratos

c) PRIMITIVO E DERIVADO
Primitivo é aquele que dá origem a outras palavras da mesma família.
Derivado é aquele que foi gerado por outra palavra.
Exemplos:
Ferro, Terra, Novo- primitivos
ferreiro, subterrâneo, novidade - derivados

d) SIMPLES E COMPOSTO
Simples é aquele que possui apenas uma forma gráfica.
Composto é aquele que possui mais de uma forma gráfica.
Exemplos:
couve, alto, perna – simples
couve-flor, alto-falante, pernalonga - compostos

e) COLETIVO
Refere-se ao conjunto dos seres.
Exemplos:
bois - manada
ilhas - arquipélago

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 40


CADERNOS DIGITAIS

PRINCIPAIS COLETIVOS
abelhas ............................................... colméia
assembléia religiosa ........................... sínodo
astros ................................................. constelação
barcos ................................................ arriçada, frota
bois .................................................... armento, armentio
burros ................................................ burrama
cabelos .............................................. madeixa, chumaço
cabras ................................................ fato
cães ................................................... matilha
camelos ............................................. cáfila
caranguejos ....................................... mexoalha
cardeais ............................................. consistório, conclave
cebolas .............................................. réstia
cônegos ............................................. cabido
deputados .......................................... congresso, câmara
dogmas .............................................. doutrina
escritores ........................................... plêiade
espigas .............................................. atilho, ganela
feixes ................................................. farrucho, fascículo
gado .................................................. armentio
hinos ................................................. hinário
imigrantes ..............……………......... leva, colônia
irmãos ..............………………........... irmandade
javalis ..............………………............ encame
ladrões .........………………….......... quadrilha, caterva
leis .........................………………..... código
lobos ..............……………................ alcatéia
mapas ...................…………............ Atlas
montanhas ………………................. serra, cordilheira
ovelhas ..........……………................ chafardel
peixes .................……………........... cardume
porcos ...........…………....................vara
questões ............………………........ questionários
rãs ............……………….................. ranário
sábios ......……………...................... academia
sinos .............……………................. carrilhão
tolices ..............…………….............. acervo
trapos ................………………......... mancalho
tripas ....................………………...... maranho
uvas .....................…………….......... cachos
vacas .................……………............ manada
vadios .........………………................ cambada

Para classificarmos um substantivo devemos levar em conta a totalidade da sua classificação.


Exemplo: CASA: substantivo comum, concreto, primitivo, simples.

FLEXÃO NOMINAL
O substantivo pode flexionar-se em gênero, número e grau.
A flexão em gênero é a mudança de feminino para masculino nas palavras. Essa mudança ocorre pela
desinência de gênero a; por exemplo: gato /gata.
Contudo, há ainda outras formas de flexionarmos em gênero:
a) Terminações em: esa / isa / ina / essa / iz:
maestro - maestrina
ator – atriz
visconde – viscondessa
embaixador – embaixatriz
profeta – profetisa

* EMBAIXADORA é a mulher que exerce a função.

b) Os substantivos terminados em ão podem fazer o feminino em oa / ã / ona:


leão – leoa
cidadão – cidadã

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 41


CADERNOS DIGITAIS

solteirão - solteirona

Quando os substantivos flexionam-se em gênero, dizemos que são biformes; contudo, há substantivos
que não possuem flexão de gênero, são os substantivos uniformes. Os substantivos uniformes se classificam em:
a) Epicenos - Referem-se a nomes de animais, acrescidos dos termos macho / fêmea ou outros adjetivos que
façam o mesmo efeito.
Exemplos: cobra macho / fêmea
tatu macho / fêmea

b) Sobrecomuns - Referem-se a pessoas; são substantivos que possuem apenas um gênero.


Exemplos: a criança, a testemunha, o bebê.

c) Comum de dois gêneros - Referem-se a pessoas; são substantivos que apresentam uma única forma.
O artigo é que distinguirá o gênero.
Exemplos: o colega l a colega o cliente l a cliente

Alguns substantivos mudam sua significação ao mudarem de gênero; eis alguns mais importantes:
o baliza (soldado) a baliza (marco)
o cabeça (chefe) a cabeça (parte do corpo)
o capital (dinheiro) a capital (cidade)
o guia (pessoa) a guia (documento)
o rádio (aparelho) a rádio (estação receptora)
o coral (grupo / cor) a coral (cobra)
o lente (professor) a lente (vidro de aumento)

Alguns outros substantivos flexionados em gênero:


abade – abadessa herói - heroína
ajudante - ajudanta hóspede - hóspeda
alfaiate - modista imperador - imperatriz
aprendiz - aprendiza javali - gironda
bispo - episcopisa ladrão - ladra
capitari - tartaruga leão - leoa
cavalheiro - dama macharão - onça
caxaréu - baleia marechal - marechala
cônego - canonisa mocetão - mocetona
cônsul - consulesa monge - monja
cupim - arará mu - mula
czar - czarina papa - papisa
diácono - diaconisa pardal - pardoca, pardaloca
donzel - donzela peão - peã
elefante - elefoa presidente - presidenta
faisão - faisã réu - ré
gamo - corça senador - senatriz
genro - nora sultão - sultana
gigante - giganta valentão - valentona
guaiamu - pata-choca zangão – abelha
*
senadora é a mulher que exerce a função.

Obs.: Eis alguns substantivos que muitos confundem seu gênero: o telefonema, a personagem, o diabete, o tapa,
o dó (pena), a omoplata, o suéter, o champanha, o lança-perfume, o eclipse.
Os substantivos são flexionados em número: singular e plural. O singular é marcado pela ausência do s
(desinência de número) e o plural, pela presença do s. Existem outras regras que norteiam a flexão de número.

1) O plural dos substantivos terminados em vogal ou ditongo forma-se pelo acréscimo de s ao singular.
Singular I Plural
abacaxi abacaxis
jê jês
álcali álcalis
jiló jilós

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 42


CADERNOS DIGITAIS

babalaô babalaôs
liceu liceus
boi bois
mão mãos
café cafés
órgão órgãos
degrau degraus
rei reis
grau graus
tiziu tizius
guaraná guaranás
troféu troféus
herói heróis
urubu urubus

Incluem-se nesta regra os substantivos terminados em vogal nasal. Como a nasalidade das vogais e, i, o
e u, em posição final, é representada graficamente por m e não se pode escrever ms, muda-se o m em n. Assim:
virgem faz no plural virgens, pudim faz pudins, tom faz tons, atum faz atuns.

2) Os substantivos terminados em ão formam o plural de três maneiras:


a) a maioria muda o ão em ões.
Singular I Plural
ação ações
ladrão ladrões
botão botões
lição lições
canção canções
procissão procissões
coração corações
reunião reuniões
eleição eleições
talão talões
fração frações
boqueirão boqueirões

Neste grupo se incluem todos os aumentativos:


Singular I Plural
amigalhão amigalhões
moleirão moleirões
bobalhão bobalhões
narigão narigões
casarão casarões
pobretão pobretões
chapelão chapelões
rapagão rapagões
dramalhão dramalhões
sabichão sabichões
espertalhão espertalhões
vagalhão vagalhões

b) um reduzido número muda o final ão em ães:


Singular I Plural
alemão alemães
charlatão charlatães
bastião bastiães
escrivão escrivães
cão cães
guardião guardiães
capelão capelães
pão pães
capitão capitães
sacristão sacristães
catalão catalães
tabelião tabeliães

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 43


CADERNOS DIGITAIS

c) um número pequeno de oxítonas e todas as paroxítonas simplesmente acrescentam um s à forma singular.


Singular I Plural
cidadão cidadãos
acórdão acórdãos
cortesão cortesãos
bênção bênçãos
cristão cristãos
gólfão gólfãos
desvão desvãos
órfão órfãos
irmão irmãos
órgão órgãos
pagão pagãos
sótão sótãos

Observações:
1ª) Neste grupo incluem-se os monossílabos tônicos chão, grão, mão e vôo, que fazem no plural chãos, grãos,
mãos e vôos.
2ª) Artesão, quando significa "artífice", faz no plural artesãos; no sentido de "adorno arquitetônico", o seu plural
pode ser artesãos ou artesões.
3ª) Para alguns substantivos finalizados em ão, não há ainda uma forma de plural definitivamente fixada, notando-
se, porém, na linguagem corrente, uma preferência sensível pela formação mais comum, em ões.
É o caso dos seguintes:
Singular I Plural
alãos alão - alões – alães
ermitão ermitãos- ermitões - ermitães
alazão alazões – alazães
hortelão hortelãos - hortelões
aldeãos aldeão - aldeões – aldeães
refrão refrões - refrãos
anão anãos – anões
rufião rufiães - rufiões
anciãos ancião – anciões – anciães
sultão sultões – sultãos - sultães
castelão castelãos – castelões
truão truães - truões
corrimão corrimãos – corrimões
verão verões - verãos
deão deães – deões
vilão vilãos - vilões

Observações:
1ª) Corrimão, como composto de mão, deveria apresentar apenas o plural corrimãos; a existência de corrimões
explica-se pelo esquecimento da formação original da palavra.
2ª) A lista destes plurais vacilantes poderia ser acrescida com formas como charlatões, cortesões, guardiões e
sacristãos, que coexistem com charlatães, cortesãos, guardiães e sacristães, as preferidas na língua culta.
3ª) Os substantivos terminados em r, z e n formam o plural pelo acréscimo de es ao singular.

Singular I Plural
abdômen abdômenes
feitor feitores
açúcar açúcares
líquen líquenes
cânon cânones
matiz matizes
cartaz cartazes
mulher mulheres
cruz cruzes
pilar pilares
dólmen dólmenes
vez vezes

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 44


CADERNOS DIGITAIS

Caráter faz no plural caracteres, com deslocamento do acento tônico e com permanência do c que
possuía de origem.
Também com deslocamento do acento é o plural dos substantivos espécimen, Júpiter e Lúcifer:
especímenes, Jupíteres e Lucíferes.

4) Os substantivos terminados em s, quando oxítonos, formam o plural acrescentando também es ao singular,


quando paroxítonos, são invariáveis:
Singular I Plural
o ananás os ananases
o atlas os atlas
o inglês os inglêses
o pires os pires
o revés os revóses
o lápis os lápis
o país os países
o oásis os oásis
o obus os obuses
o ônibus os ônibus

Observações:
1ª) O monossílabo cais é invariável. Cós é geralmente invariável, mas documenta-se também o plural coses.
2ª) Como os paroxítonos terminados em s, os poucos substantivos existentes finalizados em x, são invariáveis: o
tórax - os tórax, o ônix - os ônis.

5) Os substantivos terminados em al, el, ol e ul substituem no plural o I por is:


Singular I Plural
tribunal tribunais
pastel pasteis
nível níveis
anzol anzóis
álcool álcoois
paul pauis

Observação: Excetuam-se as palavras mal, real (moeda antiga), cônsul e seus derivados, que fazem, respectiva-
mente, males, réis, cônsules e por este, procônsules, vice-cônsules.

6) Os substantivos oxítonos terminados em il mudam o l em s:


Singular I Plural
barril barris
funil funis

7) Os substantivos paroxítonos terminados em il substituem essa terminação por eis:


Singular I Plural
fóssil fósseis
réptil répteis

Observação:
a
1 ) A palavra projétil possui uma escrita variante: projetil; conseqüentemente, o plural poderá ser feito em projéteis
ou projetis.
a
2 ) A palavra réptil pode ser escrita reptil, tendo o plural em reptis.

Para os substantivos compostos, há regras específicas:


1) As duas palavras irão para o plural quando:
a) Houver substantivo + substantivo
! tenente-coronel - tenentes-coronéis ; couve-flor - couves-flores
b) Houver substantivo + adjetivo

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 45


CADERNOS DIGITAIS

! amor-perfeito - amores-perfeitos ; obra-prima - obras-primas


c) Houver adjetivo + substantivo
! gentil-homem - gentis-homens ; boa-vida - boas-vidas
d) Houver numeral + substantivo
! primeira-fila - primeiras-filas segunda-feira - segundas-feiras

2) Somente a primeira palavra irá para o plural quando:


a) as duas palavras forem ligadas por preposição.
! leão-de-chácara - leões-de-chácara ; pé-de-moleque - pés-de-moleque
b) A segunda palavra limitar ou especificar a primeira, como se fosse um adjetivo.
! pombo-correio - pombos-correio ; navio-escola - navios-escola

3) Somente a segunda palavra irá para o plural quando:


a) As palavras forem ligadas sem o hífen
! passatempo - passatempos ; girassol - girassóis
b) Houver verbo + substantivo
! beija-flor - beija-flores ; quebra-mar - quebra-mares
c) Houver duas palavras repetidas
! reco-reco - reco-recos ; tico-tico - tico-ticos
d) A primeira palavra for invariável
! sempre-viva - sempre-vivas ; ex-aluno - ex-alunos

4) As duas palavras ficarão invariáveis quando:


a) Houver um verbo + advérbio
! o bota-fora - os bota-fora
b) Houver verbo + substantivo no plural
! o saca-rolhas - os saca-rolhas

O substantivo também flexiona-se em grau. Grau é a capacidade que o substantivo possui para indicar
palavras aumentativas, diminutivas e normais. Por exemplo: Rapaz está no grau normal; para indicarmos o
aumentativo, dizemos Rapagão; para indicarmos o diminutivo, dizemos Rapazinho.
O aumentativo e o diminutivo são feitos acrescentando-se sufixos ou através de certas expressões, tais
como: grande, pequeno, etc.
Quando fazemos o aumentativo / diminutivo com o auxílio dos sufixos, dizemos que é sintético; quando
fazemos com os adjetivos, dizemos que é analítico. Exemplos:
! A casa grande foi vendida. (aumentativo analítico)
! A casa pequena foi vendida. (diminutivo analítico)
! O casarão foi vendido. (aumentativo sintético)
! A casinha foi vendida. (diminutivo sintético)

Principais sufixos formadores do grau aumentativo sintético


- aça: barcaça, carcaça, mulheraça
- aço: calhamaço; animalaço
- alha: muralha; fornalha
- ão: homenzarrão; mocetão; rapagão; capeirão
- arra: bocarra; naviarra
- ázio: copázio; tirázio; balázio
- ona: solteirona; mulherona; mocetona; vacona
- orra: cabeçorra; sapatorra; beiçorra; manzorra
- uça: dentuça
- aréu: fogaréu; povaréu; folharéu

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 46


CADERNOS DIGITAIS

Principais sufixos formadores do grau diminutivo sintético


- acho: riacho; penacho; fogacho; rabicho
- ebre: casebre
- eco: livreco; boteco; jornaleco; baileco
- ejo: vilarejo; lugarejo; animalejo
- elho: rapazelho; antiguelho
- eto, eta: livreto; folheto; poemeto; maleta; saleta; Julieta; papeleta
- ico, ica: namorico; burrico; abanico
- im: espadim; flautim; selim; tamborim; fortim; espadachim
- inho, inha: livrinho; globulinho; cintinho; irmãozinho; partinha
- ola, olo: bandeirola; nucléolo; sacola; casinhola
- ito, ita: cabrito; mosquito; senhorita; Anita

Diminutivo Analítico:
! A criança habitava a pequena aldeia indígena.
! Pegaram as pequenas pedras do caminho.

Diminutivo Sintético:
! A criança habitava a aldeota indígena.
! Pegaram os pedriscos do caminho.

ALGUNS SUBSTANTIVOS CURIOSOS ...


casa - diminutivo - casucha
cavalo - diminutivo - cavalicoque
gema - diminutivo - gêmula
igreja - diminutivo - igrejola
questão - diminutivo - questiúncula
ramo - diminutivo - ramúsculo
rei - diminutivo - régulo
saco - diminutivo - saquitel
face - aumentativo - façoila
ladrão - aumentativo - ladravaz ou ladroaço
lobo - aumentativo - lobaz
poeta - aumentativo - poetastro
tiro - aumentativo - tirázio

EXERCÍCIOS
1) Dê o plural de:
a) cirurgião-dentista !
b) livre-pensador !
c) porta-retrato !
d) água-marinha !
e) grão-duque !
f) abaixo-assinado !
g) quinta-feira !
h) abelha-mestra !
i) alto-falante !

2) A palavra pavão forma o plural da mesma maneira que a palavra:


a) alemão d) procissão
b) cristão e) capelão
c) pagão

3) A alternativa em que todas as palavras têm o o aberto no plural é:


a) subornos, gostos e adornos
b) porcos, poros e esforços
c) miolos, acórdãos e ferrolhos
d) impostos, engodos e encostos
e) reforços, piolhos e esposos

4) Os .......................... e os ....................... são verdadeiras ..................................... da natureza.


a) amor-perfeitos / beija-flores / obras-primas
b) amores-perfeitos / beijas-flores / obra-primas

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 47


CADERNOS DIGITAIS

c) amores-perfeitos / beija-flores / obras-prima


d) amores-perfeitos / beija-flores / obras-primas
e) amor-perfeito / beija-flores / obra-primas

5) O plural de vice-presidente e tenente-coronel é:


a) vice-presidentes / tenente-coronéis
b) vices-presidentes / tenente-coronéis
c) vices-presidente / tenentes-coronel
d) vices-presidentes / tenentes-coronéis
e) vice-presidentes / tenentes-coronéis

6) Passando os substantivos em destaque na frase: "O indiozinho queria comprar botão e papel." para o
diminutivo plural, tem-se como resultado:
a) botãozinhos e papelzinhos
b) botõesinhos e papelzinhos
c) botãozinhos e papeizinhos
d) botõezinhos e papeizinhos
e) botõezinhos e papelzinhos

RESPOSTAS:
1) a) cirurgiões-dentistas ou cirurgiães-dentistas;
b) livres-pensadores;
c) porta-retratos;
d) águas-marinhas;
e) grão-duques;
f) abaixo-assinados;
g) quintas-feiras;
h) abelhas-mestras;
i) alto-falantes;
2) d - 4) d - 6) d
3) b - 5) e

ADJETIVO

(MORFOSSINTAXE - FLEXÃO NOMINAL)


Adjetivo é a palavra que qualifica o substantivo, indicando-lhe qualidade, característica ou origem.
O aluno moreno é brasileiro e muito inteligente.

1. CLASSIFICAÇÃO SEMÂNTICA
1. Restritivo
Não pode ser aplicado a todos os seres da mesma espécie.
! Aluno inteligente. Mulher sincera. Homem fiel. Cidade limpa.

2. Explicativo (sem restrição)


Pode ser aplicado a todos os seres da mesma espécie.
! Homem mortal. Água mole. Pedra dura. Animal irracional.

3. Uniforme (sem flexão de gênero)


! Aluno(a) gentil, inteligente e fiel.

4. Biforme (com flexão de gênero)


! Aluno(a) bonito(a), dedicado(a) e sincero(a).

2. CLASSIFICAÇÃO ESTRUTURAL
1. Simples (um só radical): lindo, elegante, bom, verde, claro.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 48


CADERNOS DIGITAIS

2. Composto (mais de um radical): azul-claro, político-social.


3. Primitivo (original): fácil, nobre, afável, ruim, sério, ágil.
4. Derivado (de outro vocábulo): hospitalar, antiácido, feioso.

3. FLEXÃO DOS COMPOSTOS


Regra geral: só o último termo pode flexionar-se em gênero e número.
! Instrumentos médico-cirúrgicos
! Salas médico-cirúrgicas
! Traumas afetivo-emocionais.

Exceções:
1. Cores, indicadas com auxílio de substantivo, ficam invariáveis:
Vestido rosa ! Vestidos rosa.
Blusa gelo ! Blusas gelo.
Bandeira azul-turquesa ! Bandeiras azul-turquesa.
Terno cinza-chumbo ! Ternos cinza-chumbo.

2. Também ficam invariáveis: azul-marinho, azul-celeste.

3. Flexionam-se ambos os termos:


surdo-mudo > surda-muda > surdos-mudos > surdas-mudas.

4. GRAU DO ADJETIVO
1. COMPARATIVO
a) de igualdade (tão/tanto ... como/quanto)
! Os alunos eram tão dedicados como/quanto os mestres.
! Os alunos eram tão dedicados como/quanto inteligentes.

b) de inferioridade (menos ... que, menos ... do que)


! O salário era menos interessante que/do que o trabalho.
! O salário era menos interessante que/do que necessário.

c) de superioridade (mais ... que, mais ... do que)


! Português era mais fácil que/do que Matemática.
! Português era mais fácil que/do que complicado.

2. SUPERLATIVO
a) relativo de inferioridade (o menos ... de)
! Seu chute era o menos confiável do time.

b) relativo de superioridade (o mais ... de)


! O brasileiro tem sido o mais confiante dos sul-americanos.

c) absoluto analítico (com auxilio de outra palavra)


! Os concursos têm sido exageradamente difíceis.

d) absoluto sintético (com sufixos)


1) vernáculo (português + sufixo):

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 49


CADERNOS DIGITAIS

! Modelos magríssimos.

2) erudito (latim + sufixo):


! Modelos macérrimos.
Exemplos de adjetivos e seus respectivos superlativos eruditos:
amargo (amaríssimo), áspero (aspérrimo), célebre (celebérrimo), cristão (cristianíssimo), cruel
(crudelíssimo), doce (dulcíssimo), fiel (fidelíssimo), frio (frigidíssimo, humilde (humílimo), íntegro
(integérrimo), livre (libérrimo), magnífico (magnificentíssimo), miserável (miserabilíssimo), manso
(mansuetíssimo), magro (macérrimo), miúdo (minutíssimo), negro (nigérrimo), pobre (paupérrimo),
sagrado (sacratíssimo), senil (senílimo), tenro (teneríssimo), velho (vetérrimo).

Observação:
Usam-se as formas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno, quando se comparam qualidades do
mesmo ser:
! Aquele aluno é mais bom que inteligente. Esta sala é mais grande do que confortável.

EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS


Assinale (F) para Falso ou (V) para Verdadeiro:
1 . ( ) É erro imperdoável se expressar assim: "Jamais vi pessoa mais bem educada".
2. ( ) Dão-nos idéia de grau : "rei dos reis, livro dos livros, sábio entre os sábios".
3. ( ) A expressão "magérrimo" dá aparência de maior magreza que "muito magro"; no entanto ambas as
formas são superlativos corretos.
4. ( ) Não só dão idéia de superlativo como também são corretas as formas: "integérrimo, aspérrimo,
bacanérrimo".
5. ( ) Poucos autores escrevem poemas do gênero herói-cômicos.
6. ( ) Os cabelos castanhos-escuros emolduravam-lhe o semblante juvenil.
7. ( ) Vestidos vermelhos e amarelo-laranja foram os mais vendidos de todos.
8. ( ) As crianças surdas-mudas foram encaminhadas à clínica para tratamento.
9. ( ) Discutiu-se muito, na assembléia, a respeito de ciências político-sociais.
10. ( ) As sociedades lusas-brasileiras adquiriram novos livros.

Múltipla escolha
11. Assinale a opção em que se empregam adjetivos.
a) "Então é feriado, raciocina o escriturário."
b) "É, não é, e o dia se passou na dureza."
c) "Nossas repartições atingiram tal grau de dinamismo e fragor."
d) "Para que os restantes possam, na clama, produzir um bocadinho."
e) "Para afastar os servidores menos diligentes e os mais futebolísticos."

12. Dentre as frases seguintes, marque a que apresenta um nome no grau superlativo absoluto analítico. a) Esta
frase congregou em torno de João Pina a gente mais resoluta da vila.
b) Este fato é um documento altamente honroso para a sociedade do tempo.
c) Compreendeu que a sua perda era irremediável, se não desse um grande golpe.
d) Os cérebros bem organizados que ele acabava de curar eram tão desequilibrados como os outros.
e) D. Evarista, contentíssima com a glória do marido, vestira-se luxuosamente.

13. Marque a série em que há superlativo erradamente grafado:


a) dulcíssimo, magérrimo, mobilíssimo;
b) crudelíssimo, cristianíssimo, amaríssimo;
c) eficacíssimo, paupérrimo, beneficentíssimo;
d) terribilíssimo, incredibilíssimo, notabilíssimo;
e) péssimo, gracílimo, ótimo.

14. Assinale a relação incorreta:


a) cor de marfim - ebúrnea;
b) paisagem onírica - do campo;
c) perfil de lobo - lupino;
d) encaixe axial - de eixo;
e) infecção ótica - do ouvido.

15. Assinale a opção em que o termo "cego" é um adjetivo.


a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem aonde ir...
b) O cego de Ipanema representava todas as alegorias da noite...
c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.
d) Naquele instante era só um pobre cego.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 50


CADERNOS DIGITAIS

e) ... da Terra que é um globo cego girando no caos.

GABARITO
1.F 4.F 7.V 10.F 13.A
2.V 5.F 8.V 11.E 14.B
3.F 6.F 9.V 12.B 15.E

ARTIGO

Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná-los, indicando, ao mesmo tempo,
gênero e número.
Dividem-se os artigos em: definidos: o, a, os, as e indefinidos: um, uma, uns, umas.
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular:
! Viajei com o médico.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, geral:
! Viajei com um médico.

OBSERVAÇÕES SOBRE O EMPREGO DO ARTIGO


1ª) Ambas as mãos.
Usa-se o artigo entre o numeral ambas e o substantivo.
! Ambas as mãos são perfeitas.

2ª) Estou em Paris / Estou na famosa Paris.


Não se usa artigo antes dos nomes de cidades, a menos que venham determinados por adjetivos ou locuções
adjetivas.
! Vim de Paris.
! Vim da luminosa Paris.
Mas com alguns nomes de cidades conservamos o artigo.
! O Rio de Janeiro, O Cairo, O Porto.
Obs.: Pode ou não ocorrer crase antes dos nomes de cidade, conforme venham ou não precedidos de artigo.
! Vou a Paris.
! Vou à Paris dos museus.

3ª) Toda cidade / toda a cidade.


Todo, toda designam qualquer, cada.
! Toda cidade pode concorrer (qualquer cidade).
Todo o, toda a designam totalidade, inteireza.
! Conheci toda a cidade (a cidade inteira).
No plural, usa-se todos os, todas as, exceto antes de numeral não seguido de substantivo.
Exemplos: Todas as cidades vieram.
Todos os cinco clubes disputarão o título.
Todos cinco são concorrentes.

4ª) Tua decisão / a tua decisão.


De maneira geral, é facultativo o uso do artigo antes dos possessivos.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 51


CADERNOS DIGITAIS

! Aplaudimos tua decisão.


! Aplaudimos a tua decisão.
Se o possessivo não vier seguido de substantivo explícito é obrigatória a ocorrência do artigo.
! Aplaudiram a tua decisão e não a minha.

5ª) Decisões as mais oportunas / as mais oportunas decisões.


No superlativo relativo, não se usa o artigo antes e depois do substantivo.
! Tomou decisões as mais oportunas.
! Tomou as decisões mais oportunas.
é errado: Tomou as decisões as mais oportunas.

6ª) Faz uns dez anos.


O artigo indefinido, posto antes de um numeral, designa quantidade aproximada.
! Faz uns dez anos que saí de lá.

7ª) Em um / num.
Os artigos definidos e indefinidos contraem-se com preposições:
de + o= do, de + a= da, etc.
As formas de + um e em + um podem-se usar contraídas (dum e num) ou separadas (de um, em um).
! Estava em uma cidade grande. Estava numa cidade grande.

EXERCÍCIOS
1) Procure e assinale a única alternativa em que há erro, quanto ao problema do emprego do artigo.
a) Nem todas as opiniões são valiosas.
b) Disse-me que conhece todo o Brasil.
c) Leu todos os dez romances do escritor.
d) Andou por todo Portugal.
e) Todas cinco, menos uma, estão corretas.

2) Nas frases que seguem, há um artigo (definido ou indefinido) grifado. Indique o seu valor, de acordo com o
código que segue:
1 - O artigo está especificando o substantivo.
2 - O artigo está generalizando o substantivo.
3 - O artigo está intensificando o substantivo.
4 - O artigo está designando a espécie toda do substantivo.
5 - O artigo está conferindo maior familiaridade ao substantivo.
6 - O artigo está designando quantidade aproximada.

a) ( ) Afinal, todos sabiam que o João não seria capaz disso.


b) ( ) Anchieta catequizou o índio brasileiro e lhe ensinou os rudimentos da fé católica.
c) ( ) Respondeu as perguntas com uma convicção, que não deixou dúvida em ninguém.
d) ( ) Não vamos discutir uma decisão qualquer, mas a decisão que desencadeou todos esses
acontecimentos.
e) ( ) Tomemos ao acaso um objeto do mundo físico e observemos a sua forma.
f) ( ) Durante uns cinco dias freqüentou minha casa, depois desapareceu.

3) Coloque o artigo nos espaços vazios conforme o termo subseqüente o aceite ou não. Quando necessário, faça
a contração da preposição com o artigo.
a) Afinal, estamos em .......................... Brasil ou em ...................... Portugal?
b) Viajamos para .............. Estados Unidos, fora isso nunca saímos de .............. casa.
c) Todos .............. casos estão sob controle.
d) Toda .............. família estrangeira que vem para o Brasil procura logo seus parentes.
e) Todos .............. vinte jogadores estão gripados.
f) Todos .............. quatro saíram.

RESPOSTAS:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 52


CADERNOS DIGITAIS

1) d
2) a) 5 c) 3 e) 2
b) 4 d) 1 f) 6
3) a) no; - c) os e) os
b) os; d) - f) -

NUMERAL

Numeral é uma palavra que exprime número de ordem, múltiplo ou fração.


Os numerais classificam-se em:
1º) Cardinais: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, treze, catorze, vinte, trinta, quarenta,
cinqüenta, cem, mil, milhão, bilhão.
2º) Ordinais: primeiro, segundo, terceiro, etc.
3º) Fracionários: meio, um terço, um quarto, um quinto, um sexto, um sétimo, um oitavo, um nono, um décimo,
treze avos, catorze avos, vinte avos, trinta avos, quarenta avos, cinqüenta avos, centésimo, milésimo, milionésimo,
bilionésimo.
4º) Multiplicativos: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, nônuplo, décuplo, cêntuplo.

Atenção para a grafia dos numerais cardinais:


16 – dezesseis
600 – seiscentos
50 – cinqüenta
60 – sessenta
17 – dezessete
13 – treze
14 – catorze ou quatorze

Atenção para a grafia dos seguintes numerais ordinais:


6º - sexto
400º - quadringentésimo
900º - nongentésimo
80º - octogésimo
11º - undécimo
600º - seiscentésimo
70º - septuagésimo
300º - trecentésimo
12º - duodécimo
500º - qüingentésimo
100º - centésimo
1.000º - milésimo
50º - qüinquagésimo
700º - setingentésimo
200º - ducentésimo
800º - octingentésimo
60º - sexagésimo

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1ª) Na designação de papas, reis, séculos, capítulos, tomos ou partes de obras, usam-se os ordinais para a série
de 1 a 10; daí em diante, usam-se os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 53


CADERNOS DIGITAIS

Exemplos: D. Pedro II (segundo), Luís XV (quinze), D. João VI (sexto), João XXIII (vinte e três), Pio X (décimo),
Capítulo XX (vinte).

2ª) Quando o substantivo vier depois do numeral, usam-se sempre os ordinais.


Exemplos: primeira parte, décimo quinto capítulo, vigésimo século.

3ª) Na numeração de artigos, leis, decretos, portarias e outros textos legais, usa-se o ordinal até 9 e daí em diante
o cardinal.
Exemplos: artigo 1° (primeiro), artigo 12 (doze).

4ª) Aos numerais que designam um conjunto determinado de seres dá-se o nome de numerais coletivos.
Exemplos: dúzia, centena.

5ª) A leitura e escrita por extenso dos cardinais compostos deve ser feita da seguinte forma:
a) Se houver dois ou três algarismos, coloca-se a conjunção e entre eles.
Exemplos: 94 = noventa e quatro ; 743 = setecentos e quarenta e três.
b) Se houver quatro algarismos, omite-se a conjunção e entre o primeiro algarismo e os demais (isto é,
entre o milhar e a centena). Exemplo: 2438 = dois mil quatrocentos e trinta e oito.
Obs.: Se a centena começar por zero, o emprego do e é obrigatório.
5062 = cinco mil e sessenta e dois.
Será também obrigatório o emprego do e se a centena terminar por zeros.
2300 = dois mil e trezentos.
c) Se Houver vários grupos de três algarismos, omite-se o e entre cada um dos grupos.
5 450 126 230 = cinco bilhões quatrocentos e cinqüenta milhões, cento e vinte e seis mil duzentos e trinta.

6ª) Formas variantes:


Alguns numerais admitem formas variantes como catorze / quatorze, bilhão / bilião.
Nota: As formas cincoenta (50) e hum (1) são erradas.

EXERCÍCIOS
1) O ordinal trecentésimo setuagésimo corresponde a:
a) 37 b) 360 c) 370

2) O ordinal nongentésimo qüinquagésimo corresponde a:


a) 95 b) 950 c) 9050

3) O ordinal qüingentésimo octogésimo corresponde a:


a) 58 b) 580 c) 588

4) O ordinal quadragésimo oitavo corresponde a:


a) 480 b) 448 c) 48

5) Em todas as frases abaixo, os numerais foram corretamente empregados, exceto em:


a) O artigo vinte e cinco deste código foi revogado.
b) Seu depoimento foi transcrito na página duzentos e vinte e dois.
c) Ainda não li o capitulo sétimo desta obra.
d) Este terremoto ocorreu no século dez antes de Cristo.

6) Assinale os itens em que a correspondência cardinal / ordinal está incorreta; em seguida, faça a devida
correção.
a) 907 = nongentésimo sétimo
b) 650 = seiscentésimo qüingentésimo
c) 84 = octingentésimo quadragésimo
d) 321 = trigésimo vigésimo primeiro
e) 750 = setingentésimo qüinquagésimo

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 54


CADERNOS DIGITAIS

RESPOSTAS:
1) c 2) b 3) b 4) c 5) d
6) b (seiscentésimo qüinquagésimo)
c) (octogésimo quarto)
d) (trecentésimo)

PRONOMES

Palavras que representam ou acompanham um substantivo.


a) Pronomes adjetivos - quando acompanham um substantivo:
! Meus amigos adoram esta casa.

b) Pronomes substantivos - quando representam um substantivo:


! Alguns se julgam melhores que outros.

1. PRONOMES PESSOAIS
EMPREGO E FORMAS DE TRATAMENTO
Designam as pessoas gramaticais:

Pronomes Pessoas Funções


eu - nós 1ª pessoa emissor - quem fala.
tu - vós 2ª pessoa receptor - com quem se fala.
ele - eles 3ª pessoa assunto - de quem se fala.

Classificação:
Retos Oblíquos
- sujeito - outras funções - observações
Eu me, mim, comigo 1. Os pronomes eu e tu são normalmente
pronomes retos.
Tu te, ti, contigo
Ele se, si, o/a, lhe,
consigo
Nós nos, conosco 2. Os demais pronomes: ele, nós, vós, eles -
serão oblíquos quando em outras funções sin-
Vós vos, convosco
táticas.
Eles se, si, os/as, lhes,
consigo

! Nós seremos os primeiros colocados.


- Sujeito > pronome reto.

! O diretor convidará todos eles.


- Objeto direto > pronome oblíquo.

Emprego dos pronomes pessoais


a. Para eu / para tu - Para mim / para ti
1) Para eu - para tu
Antes de infinitivos na função de sujeito:
! Recomende um livro para eu ler. > sujeito do verbo ler.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 55


CADERNOS DIGITAIS

2) Para mim - para ti


Sempre que não forem sujeito da oração:
! Traga um presente para mim. > objeto indireto.
! É fácil para mim trabalhar aqui. > complemento nominal.

b. Entre mim e ti
Os pronomes eu e tu não podem vir preposicionados.
! O namoro acabou, nada mais há entre mim e ti.
! Pesam suspeitas sobre você e mim.

c. Conosco / convosco - Com nós / com vós


1) Conosco ou convosco
Os pronomes nós e vós combinam-se com a preposição com.
! Os mestres ficaram satisfeitos conosco.

2) Com nós e com vós


Não haverá combinação se os pronomes vierem determinados por mesmos, próprios, outros, ambos e numerais
cardinais.
! A autora dedicou o trabalho a nós todos.

d. Consigo - contigo - com você(s)


1) Consigo
Pronome pessoal reflexivo (indica que a ação verbal se refere ao próprio sujeito).
! O rapazinho trazia consigo a marca da intolerância.

2) Contigo
Pronome não-reflexivo de 2ª pessoa do singular.
! Leva contigo tuas lembranças e segredos.

3) Com você(s)
Pronome não-reflexivo de 3ª pessoa.
! Espere um pouquinho: quero falar com você.

e. O pronome o, a, os, as (e suas transformações)


1) lo, Ia, los, Ias
- ênclise em formas verbais terminadas em R, S. Z:
estudar + o > estudar-lo > estudá-lo,
chamas + a > chamas-la > chama-Ia,
satisfez + os > satisfez-los > satisfê-los.

2) no, na, nos, nas


- ênclise em formas verbais terminadas em sons nasais:
dão + o > dão-no,
compõe + as > compõe-nas,
amam + a > amam-na,
vendem + os > vendem-nos.

3) combinações (O.I.+ O.D.)

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 56


CADERNOS DIGITAIS

- os pronomes me, te, lhe, nos, vos, lhes (O.I.) combinam-se com o, a. os, as (O.D.), da seguinte forma:
me + o, a, os, as > mo, ma, mos, mas.
te + o, a, os, as > to, ta, tos, tas.
lhe + o, a, os, as > lho, lha, lhos, lhas.
nos + o, a, os, as > no-lo, no-la, no-los, no-las.
vos + o, a, os, as > vo-lo, vo-la, vo-los, vo-las.
lhes + o, a, os, as > lho, lha, lhos, lhas
! Não perdoará os crimes aos maus.
obj. direto obj. indireto

! Não lhos perdoará.


lhe (o.i.) + os (o.d.)

f. Função sintática dos pronomes oblíquos


1) o, a, os, as
- objeto direto
! Jamais o acompanharei nesta loucura.
- sujeito de verbos causativos (mandar, deixar, fazer) e sensitivos (ver, ouvir, sentir)
! Deixei-o sair em péssimas companhias.

2) lhe, lhes
- objeto indireto (pessoa)
! Não façam apenas o que lhes convém.
- adjunto adnominal ou objeto indireto de posse (valor de um possessivo)
! A flecha transpassou-lhe o coração.
- complemento nominal (acompanha verbo de ligação)
! Era-lhe impossível sorrir.

3) me, te, nos, vos


- objeto direto ou indireto
! Todos os súditos me obedeciam cegamente. (o.i.)
-> Os peregrinos me acompanhavam eufóricos. (o.d.)
- adjunto adnominal ou objeto indireto de posse.
! Capitu captou-me as intenções. (minhas)
- complemento nominal
! A vitória parecia-me impossível.
- sujeito (verbos sensitivos / causativos)
! Deixei-me cair a seus pés...

Pronomes de Tratamento
Referem-se às pessoas de modo cerimonioso ou oficial.

Pronomes Abreviaturas Autoridades


Vossa Excelência V. Exª. Governamentais
Vossa Magnificência V. Magª. Reitores
Vossa Alteza V. A. Príncipes, duques
Vossa Majestade V. M. Reis, imperadores
ma
Vossa Reverendíssima V. Rev . Sacerdotes

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 57


CADERNOS DIGITAIS

Vossa Eminência V. Emª. Cardeais


Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. Sª. As demais

Observação:
ª
Vossa ______ - para falar com (2 pes. gram. - o receptor)
Sua _____ - para falar de (3ª pes. gram. - o assunto)

EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS


Falso / Verdadeiro
1. ( ) Vou consigo ao teatro hoje à noite.
2. ( ) Esta pesquisa é para mim fazer logo.
3. ( ) Nada de sério houve entre eu e você.
4. ( ) Ela conversou demoradamente com nós.
5. ( ) Pára, estou falando contigo!
6. ( ) Colocaram uma questão para eu fazer.
7. ( ) Espero que me empreste os seus lápis.
8. ( ) Não quero brigas entre a turma e ti.
9. ( ) Este livro é para eu ler com calma.
10. ( ) Achas que seria fácil para mim vender o carro?

Múltipla escolha
11. Complete as lacunas com me, eu ou mim.
1. Não há desentendimentos entre vocês e _________.
2. O plano era para _______ desistir.
3. É triste para _______ aceitar isso.
4. Já houve discussões sobre você e _________ .
5. Deixem _________ explicar o que houve.

a) mim, eu, eu, eu, eu;


b) eu, eu, mim, mim, me;
c) mim, eu, mim, mim, eu;
d) mim, eu, mim, mim, me;
e) eu, mim, eu, mim, eu.

12. Assinale o item em que o pronome pessoal tem valor possessivo.


a) Enviei-lhe seu disco preferido.
b) Ninguém nos viu ontem à noite.
c) O policial surpreendeu o ladrão em sua casa.
d) Acariciei-lhe os cabelos com ternura.
e) Mande-lhe lembranças minhas.

13. Assinale a alternativa em que o pronome "lhe" pode ser adjunto adnominal.
a) ... anunciou-lhe: Amanhã partirei.
b) Ao traidor, não lhe perdoarei nunca.
c) A mãe apalpava-lhe o coração.
d) Comuniquei-lhe o fato pela manhã.
e) Sim, alguém lhe propôs o emprego.

14. De acordo com a práxis consagrada do uso dos pronomes de tratamento, assinale a alternativa correta.
a) Pela presente, enviamos a V Sª. a relação de seus débitos e solicitamos-lhe a gentileza de saldá-los com
urgência. (correspondência comercial)
b) Vossa Alteza Real, o Príncipe de Gales, virá ao Brasil para participar da ECO-92. (nota de jornal)
c) Sua Santidade pode ter a certeza de que sua presença entre nós é motivo de júbilo e, de místico fervor.
(discurso pronunciado em recepção diplomática ao Sumo Pontífice)
d) Solicito a V. Exª. dignar-vos aceitar as homenagens devidas, por justiça, a quem tanto engrandeceu a pátria.
(ofício dirigido a ministro do Supremo Tribunal)

15. Assinale a frase em que o pronome possessivo foi usado incorretamente.


a) Vossa Senhoria trouxe seu discurso e os documentos indeferidos?
b) Vossa Reverendíssima queira desculpar-me se interrompo vosso trabalho.
c) Voltando ao Vaticano, Sua Santidade falará a fiéis de várias nacionalidades.
d) Informamos que Vossa Excelência e seus auxiliares conseguiram muitas adesões.
e) Sua Excelência, o Sr. Ministro da Justiça, considerou a medida inconstitucional.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 58


CADERNOS DIGITAIS

GABARITO
1. F 4. F 7. V 10. V 13. C
2. F 5. V 8. V 11. D 14. A
3. F 6. V 9. V 12. D 15. B

2. PRONOMES POSSESSIVOS
Indicam "posse" e "possuidor", posicionam os seres em relação às pessoas gramaticais.
1ª pes. 2ª pes. 3ª pes. 1ª pes. pl. 2ª pes. pl.
meu(s) teu(s) seu(s) nosso(s) vosso(s)
minha(s) tua(s) sua(s) vossa(s) vossa(s)

Emprego dos possessivos


a. É erro a falta de correlação entre pronomes possessivos e pessoais:
teu(s), tua(s) > tu
seu(s), sua(s) > ele(s) / você(s)
! Se você vier à festa, traga o seu irmão.
! Se tu vieres à festa, traz o teu irmão.

b. O pronome seu quase sempre traz ambigüidade:


! Chegou Pedro, Maria e o seu filho.
De quem é o filho? de Pedro? de Maria? ou seu?

c. Constitui pleonasmo vicioso usar pronome possessivo referindo-se às partes do próprio corpo:
! Estou sentindo muita dor no meu joelho.
Poderia sentir dor no joelho de outra pessoa?

PRONOMES RELATIVOS
Substituem um termo comum a duas orações, estabelecendo uma relação de subordinação entre elas.

! Conheço o aluno. O aluno chegou atrasado.


Conheço o aluno que chegou atrasado

Pronomes relativos: que, quem, o qual, onde, quanto, como, cujo.

Emprego dos pronomes relativos:

Pronomes: Características e emprego


quem - refere-se a pessoas
- prep. “a” com V.T.D.
! Conheça a mulher a quem tanto amas.

que - refere-se a coisas ou pessoas


- antecedente mais próximo
! Você é a pessoa que sempre chega na hora.
! O estudo é o caminho que conduz ao sucesso.
! Aquela é a mãe da menina que venceu a prova.

qual - refere-se a coisas ou pessoas


- antecedente mais distante
! Aquela é a mãe da menina a qual é muito gentil.

onde - equivalente a “em que” ou “no qual”


- indica “lugar”
- “aonde” e “donde” (com verbos de movimento)
! Visitaremos a casa onde nasceu Bilac.
! Ela sabe aonde você quer chegar.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 59


CADERNOS DIGITAIS

quanto - após “tanto”, “todo” e “tudo”


! Não gaste num dia tudo quanto ganhas no mês.

como - antecedentes: maneira, modo, forma.


! Este é o modo como deves estudar gramática.

cujo - refere-se a um antecedente, mas concorda com o


conseqüente, indicando posse
- sempre é pronome adjetivo
- não admite artigo (antes ou depois)
! Há pessoas cuja inimizade nos honra.

Regência
Os pronomes relativos vêm precedidos das preposições exigidas pelos verbos das respectivas orações.

! Este é o filme / a que assistimos ontem.


! Repudio o ideal / pelo qual lutas.

PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Demonstram a posição dos seres no tempo e no espaço.

Emprego dos pronomes demonstrativos

este esse aquele


isto isso aquilo

a. Em relação às pessoas gramaticais:


- 1ª pes. (o emissor) lugar: aqui.
- 2ª pes. (o receptor) lugar: aí. X
- 3ª pes. (o assunto) lugar: ali, lá. X
X

! Veja estes livros aqui nesta mesa.


! Não é leve essa culpa que carregas.
! Os melhores cargos são aqueles que não alcançamos.
! Aquilo que vês lá em alto-mar é a salvação e a benção.

b. Em relação ao tempo da mensagem:


- o que será comunicado X
- o que já foi comunicado X
- o que foi comunicado há muito X

! Sabemos apenas isto: nada somos.


! Estudar muito? Isso não me emociona ...
! O deputado não honrou aquilo que prometera.

c. Em relação ao tempo cronológico:


- o presente X
- passado e futuro próximos X
- passado e futuro distantes X

! Este foi o século mais importante de todos.


! Uma noite dessas irei à tua casa em Goiânia.
! “Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos ... “

d. Localizando termos da oração:


- o último de uma série X
- o primeiro de uma série X

! Diálogo entre pais e filhos é difícil: estes não querem ouvir nada, e aqueles
querem falar muito.

São também pronomes demonstrativos

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 60


CADERNOS DIGITAIS

a) o, a, os, as
! Todos diziam o que queriam. (isso, aquilo)
! Conheço o idioma latino e o grego. (idioma)

b) tal
! Jamais fiz tal assertiva. (essa, aquela)

c) mesmo, próprio (com caráter reforçativo)


! As carpideiras mesmas choraram de verdade.
! Esta é a mesma questão que foi impugnada.

PRONOMES INDEFINIDOS
Referem-se a verbos e a substantivos, dando-lhes sentido vago ou quantidade indeterminada.

! Alguém virá procurá-lo mais tarde. (quem?)


! Muitos candidatos serão chamados. (quantos?)

Relação dos principais pronomes e locuções:


a) Pronomes indefinidos: algo, alguém, algum, bastante, cada, certo, mais, menos, muito, nada, ninguém,
nenhum, outro, outrem, pouco, quem, qualquer, quanto, tanto, tudo, todo, um, vários.
b) Locuções pronominais: cada um, cada qual, seja quem for, todo aquele que, qualquer um, quem quer que...

Observação
Alguns podem pertencer a mais de uma classe gramatical:
Vocábulos Pronome indefinido Advérbio de intensidade
Muito Quando substituir ou Quando acompanhar e um modificar:
Pouco modificar substantivo - verbos
Mais - adjetivos
Menos - advérbios
Bastante

! Os jogadores do Brasil têm muito preparo físico. (pronome)


! O preparador físico trabalhou muito com os atletas. (advérbio)
! O técnico convocou atletas muito competentes. (advérbio)
! A Seleção jogou muito bem na semifinal. (advérbio)

6. PRONOMES INTERROGATIVOS
Que, quem, qual e quanto, usados em frases interrogativas.
! Quem inventou a pinga?
! Que loucura é essa?
! Qual é o plano?
! Quantos candidatos foram aprovados?

Os interrogativos são usados em perguntas diretas e indiretas.


a. Pergunta direta: pronome no início da frase com ponto de interrogação.
! Quem foi o maior jogador de futebol do Brasil?

b. Pergunta indireta: pronome após verbos "dicendi", como, saber, responder, informar, indagar, ver, ignorar,
etc...
! Não sei quem fez tal acusação.
! Gostaria de saber qual é seu nome.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 61


CADERNOS DIGITAIS

Observação:
Outras palavras usadas em frase interrogativa, serão, com certeza, advérbios interrogativos.
! Quando começaram as provas? (adv. de tempo)
! Como tens vindo para o trabalho? (adv. de modo)
! Poderias dizer aonde queres ir? (adv. de lugar)

EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS

Falso / Verdadeiro
1. ( ) Qualquer problema o deixa abalado. Pronome indefinido adjetivo.
2. ( ) Todos foram responsáveis pelo sucesso. Pronome relativo substantivo.
3. ( ) Explique-me o que deve ser feito. Pronome demonstrativo.
4. ( ) Ela irá conosco ao desfile. Pronome pessoal reto.
5.( ) Todo concursando deve ser muito entusiasmado. Pronomes indefinidos.
6. ( ) Na cidade do México, os veículos com placas de final par circulam às segundas, quartas e sextas-feiras;
os automóveis que as placas têm final ímpar rodam às terças, quintas e sábados.
7. ( ) Contadas todas as horas onde ficam enredados no tráfego, os brasileiros perdem quatro dias a cada
ano; os americanos passam, no mínimo, dois meses por ano esperando o sinal abrir.
8. ( ) A proposta do secretário, com a qual, lamentavelmente, o prefeito não concorda, poderia solucionar os
graves problemas de congestionamento no tráfego da cidade.
9. ( ) Na reunião do conselho diretor, durante a qual foram discutidas questões fundamentais para a
reestruturação do anel viário da cidade, fechou-se um acordo com os políticos.
10. ( ) Tendo em vista a falta de soluções de longo prazo, os técnicos em engenharia de trânsito, cujos
trabalham para a prefeitura de São Paulo, estão apelando para operações de emergência.

Múltipla escolha

11. Assinale a frase em que não há pronome substantivo.


a) Você já fez seus trabalhos? E o meu?
b) Ele aparenta seus trinta anos.
c) Não conheço seus pais, nem ela os meus.
d) Este é o nosso material e não o teu.
e) Responda à minha carta.

12. Só em uma frase a palavra "muito" é pronome indefinido, assinale-a.


a) Há muito não a vejo.
b) Ele é muito calmo;
c) Trata-se de caso muito famoso.
d) Ele estivera passando muito mal.
e) Você é muito competente.

13. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase:


Ao comparar os diversos rios do mundo com o Amazonas, defendia com azedume e paixão a proeminência
________ sobre cada um __________.
a) desse - daquele; d) deste - desse;
b) daquele - destes; e) deste - desses.
c) deste - daqueles;

14. Assinale o item em que há erro no emprego do demonstrativo.


a) Paulo, que é isso que você leva?
b) "Amai vossos irmãos"! São essas as verdadeiras palavras de amor.
c) Dezessete de dezembro de 1980! Foi significativo para mim esse dia.
d) Pedro, esse livro que está com José é meu.
e) Não estou de acordo com aquelas palavras que José disse.

15. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases.


1. O lugar ______ moro é muito pobre.
2. Esse foi o livro ______ gostei mais.
3. A novela _______ enredo é fraco dá pouca audiência.

a) onde - que - cujo;


b) em que - de que - cujo o;
c) no qual - o qual - do qual o;
d) que - que - cujo o;
e) em que - de que - cujo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 62


CADERNOS DIGITAIS

16. Aponte, nas séries abaixo, a construção errada que envolve pronome relativo.
a) Aquele livro ali já está vendido.
b) O filme a que assistimos é interessante.
c) Não foram poucas as pessoas que visitaste.
d) Esta foi a questão de que te esqueceste.
e) Ligando o rádio, ouvirás as canções que mais gostas.

17. Destaque a frase em que o pronome relativo e a regência foram usados corretamente.
a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.
b) Feliz o pai cujos os filhos são ajuizados.
c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna.
d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar o quadro.
e)Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude.

18. Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas abaixo.


1. Veja bem estes olhos ________ se tem ouvido falar.
2. Veja bem estes olhos ________ se dedicaram muitos versos.
3. Veja bem estes olhos _________ brilho fala o poeta.
4. Veja bem estes olhos _________ se extraem confissões e promessas.

a) de que, a que, cujo, dos quais;


b) que, que, sobre o qual, que;
c) sobre os quais, que, de que, de onde;
d) dos quais, aos quais, sobre cujo, dos quais;
e) em cujos quais, aos quais, sobre o, dos quais.

19. Em todos os itens estão destacados Pronomes, exceto em:


a) Certas notícias nos deixam tristes.
b) Alguma coisa terrível aconteceu.
c) Sabe o que aconteceu?
d) Quando chegaste a Brasília?
e) Um chora e outro ri.

20. Na frase: "Os que ficarem nesta sala saberão de algumas novidades."
Pronomes:
a) 1; b) 2; c) 3; d) 4; e) 5.

GABARITO
1. V 5. F 9. V 13. C 17. A
2. F 6. F 10. F 14. D 18. D
3. V 7. F 11. E 15. E 19. D
4. V 8. V 12. A 16. E 20. D

VERBO

Verbo é uma palavra que exprime ação, estado, fato ou fenômeno. Dentre as classes de palavras, o
verbo é a mais rica em flexões. Com efeito, o verbo possui diferentes flexões para indicar a pessoa do discurso, o
número, o tempo, o modo e a voz.
O verbo flexiona-se em número e pessoa:
Singular Plural
a
1 pessoa: eu penso nós pensamos
a
2 pessoa: tu pensas vós pensais
a
3 pessoa: ele pensa eles pensam

EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS


Tempo é a variação que indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo.
Os três tempos naturais são o Presente, o Pretérito (ou Passado) e o Futuro.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 63


CADERNOS DIGITAIS

O Presente designa um fato ocorrido no momento em que se fala; o Pretérito, antes do momento em
que se fala; e o Futuro, após o momento em que se fala.
! Leio uma revista instrutiva. (Presente)
! Li uma revista instrutiva. (Pretérito)
! Lerei uma revista instrutiva. (Futuro)

TEMPOS DO MODO INDICATIVO


1) Presente: estudo
2) Pretérito: Imperfeito: estudava
Perfeito: estudei
Mais-que-perfeito: estudara
3) Futuro: do Presente: estudarei
do Pretérito: estudaria

Dados os tempos do modo indicativo, veremos, em seguida, o emprego dos mesmos e sua correlação.

PRESENTE
O presente do indicativo emprega-se:
1) Para enunciar um fato atual:
! Cai a chuva.
! O céu está limpo.

2) Para indicar ações e estados permanentes:


! A terra gira em torno do próprio eixo.
! Deus é Pai!

3) Para expressar uma ação habitual do sujeito:


! Sou tímido.
! Como muito pouco.

4) Para dar vivacidade a fatos ocorridos no passado (presente histórico):


"A Avenida é o mar dos foliões. Serpentinas cortam o ar..., rolam das escadas, pendem das árvores e
dos fios..." (M. Rebelo)

5) Para marcar um fato futuro, mas próximo; neste caso, para impedir qualquer ambigüidade, se faz acompanhar
geralmente de um adjunto adverbial:
"Outro dia eu volto, talvez depois de amanhã...”`(A. Bessa Luís)

PRETÉRITO IMPERFEITO
A própria denominação deste tempo - Pretérito Imperfeito - ensina-nos o seu valor fundamental: o de
designar um fato passado, mas não concluído (imperfeito = não perfeito, inacabado). Podemos empregá-lo
assim:
1) Quando, pelo pensamento, nos transportamos a uma época passada e descrevemos o que então era
presente:
! O calor ia aumentando e o vento despenteava meu cabelo.

2) Pelo futuro do pretérito, para denotar um fato que seria conseqüência certa e imediata de outro, que não
ocorreu, ou não poderia ocorrer:
! Se eu não fosse mulher, ia também!

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 64


CADERNOS DIGITAIS

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO
1) O Pretérito Mais-Que-Perfeito indica uma ação que ocorreu antes de outra já passada:
! A conversa ficara tão tediosa, que o homem se desinteressou.

2) Na linguagem literária emprega-se, às vezes, o mais-que-perfeito em lugar:


a) do futuro do pretérito (simples ou composto):
"Um pouco mais de sol - e fora (= teria sido) brasa,
Um pouco mais de azul - e fora (= teria sido) além,
Para atingir ...
(Sá Carneiro)

b) do pretérito imperfeito do subjuntivo:


! Quem me dera! (= quem me desse)
! Prouvera a Deus! (= prouvesse a Deus)

FUTURO DO PRESENTE
1) O futuro do presente emprega-se para indicar fatos certos ou prováveis, posteriores ao momento em que se
fala:
! As aulas começarão depois de amanhã.

2) Como forma polida de presente:


! Não, não posso ser acusado. Dirá o senhor: mas o que aconteceu? E eu lhe direi. sei lá! (= digo)

3) Como expressão de uma súplica, desejo ou ordem; neste caso, o tom de voz pode atenuar ou reforçar o caráter
imperativo:
Honrarás pai e mãe!
"Lerás porém algum dia
Meus versos, d 'alma arrancados, ... "
(G. Dias)

FUTURO DO PRETÉRITO
1) O futuro do pretérito emprega-se para designar ações posteriores à época em que se fala:
! Depois de casado, ele se transformaria em um homem de bem.

2) Como forma polida de presente, em geral denotadora de desejo.


! Desejaríamos cumprimentar os noivos.

3) Em certas frases interrogativas e exclamativas, para denotar surpresa ou indignação:


! O nosso amor morreu... Quem o diria?

TEMPOS DO MODO SUBJUNTIVO


1) Presente: estude
2) Pretérito:
- Imperfeito: estudasse
- Perfeito: tenha (ou haja) estudado
- Mais-que-perfeito: tivesse (ou houvesse) estudado
3) Futuro:
- Simples: estudar
- Composto: tiver (ou houver) estudado

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 65


CADERNOS DIGITAIS

Quando nos servimos do modo indicativo, consideramos o fato expresso pelo verbo como real, certo,
seja no presente, seja no passado, seja no futuro.
Ao empregarmos o modo subjuntivo, encaramos a existência ou não existência do fato como uma coisa
incerta, duvidosa, eventual ou, mesmo, irreal. Observemos estas frases:
! Afirmo que ela estuda. (modo indicativo)
! Duvido que ela estude. (modo subjuntivo)
! Afirmei que ela estudava. (modo indicativo)
Duvidei que ela estudasse. (modo subjuntivo)

PRESENTE DO SUBJUNTIVO
Pode indicar um fato:
1) Presente:
! Não quer dizer que se conheçam os homens quando se duvida deles.

2) Futuro:
! "No dia em que não faça mais uma criança sorrir, vou vender abacaxi na feira." (A. Bessa Luís)

IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO
Pode ter o valor de:
1) Passado:
! Todos os domingos, chovesse ou fizesse sol, estava eu lá.

2) Futuro:
! Aos sábados, treinava o discurso destinado ao filho que chegasse primeiro.

3) Presente:
! Tivesses coração, terias tudo.
! Como imaginar alguém que não precisasse de nada? (= precise)

PERFEITO DO SUBJUNTIVO
Pode exprimir um fato:
1) Passado (supostamente concluído):
! Espero que você tenha encontrado aquele endereço.

2) Futuro (terminado em relação a outro futuro):


! Espero que ela tenha feito a lição quando eu voltar.

MAIS-QUE-PERFEITO DO SUBJUNTIVO
Pode indicar:
1) Uma ação anterior a outra passada.
! Esperei-a um pouco, até que tivesse terminado seu jantar.

2) Uma ação irreal no passado:


! Se a sorte os houvesse coroado com os seus favores, não lhes faltariam amigos.

FUTURO DO SUBJUNTIVO SIMPLES


Este tempo verbal marca a eventualidade no futuro e emprega-se em orações subordinadas:
! Se quiser, irei vê-lo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 66


CADERNOS DIGITAIS

! Farei conforme mandares.


! Quando puder, venha ver-me.

FUTURO DO SUBJUNTIVO COMPOSTO


Indica um fato futuro como terminado em relação a outro fato futuro (dentro do sentido geral do modo
subjuntivo):
! D. Flor, não leia este livro; ou, se o houver lido até aqui, abandone o resto.

MODOS DO VERBO
Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato se realizar. São três:
o
1 ) o Indicativo:
Exprime um fato certo, positivo: Vou hoje. Sairás cedo.
2°) o Imperativo:
Exprime ordem, proibição, conselho, pedido:
! Volte logo. Não fiquem aqui. Sede prudentes.
3°) o Subjuntivo:
Enuncia um fato possível, duvidoso, hipotético:
! É possível que chova. Se você trabalhasse...

Além desses três modos, existem as formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio, particípio), que
enunciam um fato de maneira vaga, imprecisa, impessoal.
o
1) Infinitivo: plantar, vender, ferir.
2°) Gerúndio: plantando, vendendo, ferindo.
3°) Particípio: plantado, vendido, ferido.

Chamam-se formas nominais porque, sem embargo de sua significação verbal, podem desempenhar as
funções próprias dos nomes substantivos e adjetivos: o andar, água fervendo, tempo perdido.
O Infinitivo pode ser Pessoal ou Impessoal.
o
1 ) Pessoal, quando tem sujeito:
! Para sermos vencedores é preciso lutar. (sujeito oculto nós)
2°) Impessoal, quando não tem sujeito:
! Ser ou não ser, eis a questão.

O infinitivo pessoal ora se apresenta flexionado, ora não flexionado:


Flexionado: andares, andarmos, andardes, andarem.
Não flexionado: andar eu, andar ele.

Quanto à voz, os verbos se classificam em:


1) Ativos: O sujeito faz a ação:
! O patrão chamou o empregado.

2) Passivos: O sujeito sofre a ação.


! O empregado foi chamado pelo patrão.

3) Reflexivos: O sujeito faz e recebe a ação.


! A criança feriu-se na gangorra.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 67


CADERNOS DIGITAIS

Verbos Auxiliares são os que se juntam a uma forma nominal de outro verbo para constituir os tempos
compostos e as locuções verbais: ter, haver, ser, estar.
! Tenho estudado muito esta semana.
! Jacinto havia chegado naquele momento.
! Somos castigados pelos nossos erros.
! O mecânico estava consertando o carro.
! O secretário vai anunciar os resultados.

Os verbos da língua portuguesa se agrupam em três conjugações, de conformidade com a terminação do


infinitivo:
1) Os da primeira conjugação terminam em - ar: cantar
2) Os da segunda conjugação terminam em - er: bater
3) Os da terceira conjugação terminam em - ir: partir.
a a a
Cada conjugação se caracteriza por uma vogal temática: A (1 conjugação), E (2 conjugação), I (3
conjugação).
Observações:
- O verbo pôr (antigo poer) perdeu a vogal temática do infinitivo. É um verbo anômalo da segunda
conjugação.
- A nossa língua possui mais de 11 mil verbos, dos quais mais de 10 mil são da primeira conjugação.

Num verbo devemos distinguir o radical, que é a parte geralmente invariável e as desinências, que
variam para denotar os diversos acidentes gramaticais.
Radical Desinências Radical Desinências
cant- ar cant- o
bat- er bat- Ias
part- ir part- Imos
diz- er diss- eram

Há a desinência modo-temporal, indicando a que modo e tempo a flexão verbal pertence e há a


desinência número-pessoal indicando a que pessoa e número a flexão verbal pertence.

Ex.: canta – re – mos ! DNP

DMT

a
A DNP (desinência número-pessoal) indica que o verbo está na 1 pessoa do plural. A DMT (desinência
modo-temporal) indica que o verbo está no futuro do presente do indicativo.
Dividem-se os tempos em primitivos e derivados.
São tempos primitivos:
1) o Infinitivo Impessoal.

a a a
2) o Presente do Indicativo (1 e 2 pessoa do singular e 2 pessoa do plural).

a
3) o Pretérito Perfeito do Indicativo (3 pessoa do plural).

FORMAÇÃO DO IMPERATIVO
O imperativo afirmativo deriva do presente do indicativo, da segunda pessoa do singular (tu) e da
segunda do plural (vós), mediante a supressão do s final; as demais pessoas (você, nós, vocês) são tomadas do
presente do subjuntivo.
O imperativo negativo não possui, em Português, formas especiais; suas pessoas são iguais às
correspondentes do presente do subjuntivo.
Atente para o seguinte quadro da formação do imperativo:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 68


CADERNOS DIGITAIS

Imperativo Imperativo
Pessoas Indicativo Subjuntivo
Afirmativo Negativo
Tu dize " digas ! não digas
dizes ! (-s)
Você diga " diga ! não diga

Nós digamos " digamos ! não digamos


Vós dizeis ! (-s) dizei " digais ! não digais
Vocês digam " digam ! não digam

FORMAÇAO DOS TEMPOS COMPOSTOS


Eis como se formam os tempos compostos:
1) Os tempos compostos da voz ativa são formados pelos verbos auxiliares ter ou haver, seguidos do particípio do
verbo principal:
! Tenho falado.
! Haviam saído.

2) Os tempos compostos da voz passiva se formam com o concurso simultâneo dos auxiliares ter (ou haver) e ser,
seguidos do particípio do verbo principal:
! Tenho sido maltratado.
! Tinham (ou haviam) sido vistos no cinema.

Outro tipo de conjugação composta - também chamada conjugação perifrástica - são as locuções
verbais, constituídas de verbo auxiliar mais gerúndio ou infinitivo:
! Tenho de ir hoje.
! Hei de ir amanhã.
! Estava lendo o jornal.

Quanto à conjugação, dividem-se os verbos em:


1) Regulares: os que seguem um paradigma ou modelo comum de conjugação. Cantar, bater, partir, etc.

2) Irregulares: os que sofrem alterações no radical e nas terminações afastando-se do paradigma. Dar, ouvir, etc.
Entre os irregulares, destacam-se os anômalos, como o verbo pôr (sem vogal temática no infinitivo), ser
e ir (que apresentam radicais diferentes). São verbos que possuem profundas modificações em seus radicais.

3) Defectivos: os que não possuem a conjugação completa, não sendo usados em certos modos, tempos ou
pessoas: abolir, reaver, precaver, etc.

CONJUGAÇÃO DOS PRINCIPAIS VERBOS IRREGULARES


SER ESTAR TER HAVER
MODO INDICATIVO
PRESENTE
sou estou tenho hei
és estás tens hás
é está tem há
somos estamos temos havemos
sois estais tendes haveis
são estão têm hão
PRETÉRITO IMPERFEITO

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 69


CADERNOS DIGITAIS

era estava tinha havia


eras estavas tinhas havias
era estava tinha havia
éramos estávamos tínhamos havíamos
éreis estáveis tínheis havíeis
eram estavam tinham haviam
PRETÉRITO PERFEITO
fui estive tive houve
foste estiveste tiveste houveste
foi esteve teve houve
fomos estivemos tivemos houvemos
fostes estivestes tivestes houvestes
foram estiveram tiveram houveram
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido
tens sido tens estado tens tido tens havido
tem sido tem estado tem tido tem havido
temos sido temos estado temos tido temos havido
tendes sido tendes estado tendes tido tendes havido
têm sido têm estado têm tido têm havido
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO
fora estivera tivera houvera
foras estiveras tiveras houveras
fora estivera tivera houvera
fôramos estivéramos tivéramos houvéramos
fôreis estivéreis tivéreis houvéreis
foram estiveram tiveram houveram
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tinha sido tinha estado tinha tido tinha havido
tinhas sido tinhas estado tinhas tido tinhas havido
tinha sido tinha estado tinha tido tinha havido
tínhmos sido tínhmos estado tínhmos tido tínhmos havido
tínheis sido tínheis estado tínheis tido tínheis havido
tinham sido tinham estado tinham tido tinham havido

FUTURO DO PRESENTE
serei estarei terei haverei
serás estarás terás haverás
será estará terá haverá
seremos estaremos teremos haveremos
sereis estareis tereis havereis
serão estarão terão haverão
FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO
terei sido terei estado terei tido terei havido
terás sido terás estado terás tido terás havido
terá sido terá estado terá tido terá havido
teremos sido teremos estado teremos tido teremos havido
tereis sido tereis estado tereis tido tereis havido
terão sido terão estado terão tido terão havido
FUTURO DO PRETÉRITO
seria estaria teria haveria
serias estarias terias haverias
seria estaria teria haveria
seríamos estaríamos teríamos haveríamos
seríeis estaríeis teríeis haveríeis
seriam estariam teriam haveriam
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria sido teria estado teria tido teria havido
terias sido terias estado terias tido terias havido
teria sido teria estado teria tido teria havido
teríamos sido teríamos estado teríamos tido teríamos havido
teríeis sido teríeis estado teríeis tido teríeis havido
teriam sido teriam estado teriam tido teriam havido

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 70


CADERNOS DIGITAIS

MODO SUBJUNTIVO
PRESENTE
seja esteja tenha haja
sejas estejas tenhas hajas
seja esteja tenha haja
sejamos estejamos tenhamos hajamos
sejais estejais tenhais hajais
sejam estejam tenham hajam
PRETÉRITO IMPERFEITO
fosse estivesse tivesse houvesse
fosses estivesses tivesses houvesses
fosse estivesse tivesse houvesse
fôssemos estivéssemos tivéssemos houvéssemos
fôsseis estivésseis tivésseis houvésseis
fossem estivessem tivessem houvessem

PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO


tenha sido tenha estado tenha tido tenha havido
tenhas sido tenhas estado tenhas tido tenhas havido
tenha sido tenha estado tenha tido tenha havido
tenhamos sido tenhamos estado tenhamos tido tenhamos havido
tenhais sido tenhais estado tenhais tido tenhais havido
tenham sido tenham estado tenham tido tenham havido
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tivesse sido tivesse estado tivesse tido tivesse havido
tivesses sido tivesses estado tivesses tido tivesses havido
tivesse sido tivesse estado tivesse tido tivesse havido
tivéssemos sido tivéssemos estado tivéssemos tido tivéssemos havido
tivésseis sido tivésseis estado tivésseis tido tivésseis havido
tivessem sido tivessem estado tivessem tido tivessem havido
FUTURO
for estiver tiver houver
fores estiveres tiveres houveres
for estiver tiver houver
formos estivermos tivermos houvermos
fordes estiverdes tiverdes houverdes
forem estiverem tiverem houverem
FUTURO COMPOSTO
tiver sido tiver estado tiver tido tiver havido
tiveres sido tiveres estado tiveres tido tiveres havido
tiver sido tiver estado tiver tido tiver havido
tivermos sido tivermos estado tivermos tido tivermos havido
tiverdes sido tiverdes estado tiverdes tido tiverdes havido
tiverem sido tiverem estado tiverem tido tiverem havido
MODO IMPERATIVO
AFIRMATIVO
sê tu está tu tem tu tu
seja você esteja você tenha você você
sejamos nós estejamos nós tenhamos nós nós
sede vós estai vós tende vós vós
sejam vocês estejam vocês tenham vocês vocês

NEGATIVO
não sejas tu não estejas tu não tenhas tu não hajas tu
não seja você não esteja você não tenha você não haja você
não sejamos nós não estejamos nós não tenhamos nós não hajamos nós
não sejais vós não estejais vós não tenhais vós não hajais vós
não sejam vocês não estejam vocês não tenham vocês não hajam vocês
FORMAS NOMINAIS
INFINITIVO IMPESSOAL
PRESENTE

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 71


CADERNOS DIGITAIS

ser estar ter haver


PRETÉRITO
ter sido ter estado ter tido ter havido
INFINITIVO PESSOAL
PRESENTE
ser estar ter haver
seres estares teres haveres
ser estar ter haver
sermos estarmos termos havermos
serdes estardes terdes haverdes
serem estarem terem haverem

PRETÉRITO
ter sido ter estado ter tido ter havido
teres sido teres estado teres tido teres havido
ter sido ter estado ter tido ter havido
termos sido termos estado termos tido termos havido
terdes sido terdes estado terdes tido terdes havido
terem sido terem estado terem tido terem havido
GERÚNDIO
PRESENTE
sendo estando tendo havendo

PRETÉRITO
tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido
PARTICÍPIO
sido estado tido havido

CONJUGAÇÃO DOS VERBOS REGULARES - PARADIGMAS

a a a
1 CONJUGAÇÃO – AR 2 CONJUGAÇÃO – ER 3 CONJUGAÇÃO – IR

cantar bater partir


MODO INDICATIVO
PRESENTE
canto bato parto
cantas bates partes
canta bate parte
cantamos batemos partimos
cantais bateis partis
cantam batam partem

PRETÉRITO IMPERFEITO
cantava batia partia
cantavas batias partias
cantava batia partia
cantávamos batíamos partíamos
cantáveis batíeis partíeis
cantavam batiam partiam
PRETÉRITO PERFEITO
cantei bati parti
cantaste bateste partiste
cantou bateu partiu
cantamos batemos partimos
cantastes batestes partistes
cantaram bateram partiram

PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 72


CADERNOS DIGITAIS

tenho cantado tenho batido tenho partido


tens cantado tens batido tens partido
tem cantado tem batido tem partido
temos cantado temos batido temos partido
tendes cantado tendes batido tendes partido
têm cantado têm batido têm partido

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO
cantara batera partira
cantaras bateras partiras
cantara batera partira
cantáramos batêramos partíramos
cantáreis batêreis partíreis
cantaram bateram partiram
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tinha cantado tinha batido tinha partido
tinhas cantado tinhas batido tinhas partido
tinha cantado tinha batido tinha partido
tínhamos cantado tínhamos batido tínhamos partido
tínheis cantado tínheis batido tínheis partido
tinham cantado tinham batido tinham partido
FUTURO DO PRESENTE
cantarei baterei partirei
cantarás baterás partirás
cantará baterá partirá
cantaremos bateremos partiremos
cantareis batereis partireis
cantarão baterão partirão

FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO


terei cantado terei batido terei partido
terás cantado terás batido terás partido
terá cantado terá batido terá partido
teremos cantado teremos batido teremos partido
tereis cantado tereis batido tereis partido
terão cantado terão batido terão partido
FUTURO DO PRETÉRITO
cantaria bateria partiria
cantarias baterías partirias
cantaria bateria partiria
cantaríamos bateríamos partiríamos
cantaríeis bateríeis partiríeis
cantariam bateriam partiriam
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria cantado teria batido teria partido
terias cantado terias batido terias partido
teria cantado teria batido teria partido
teríamos cantado teríamos batido teríamos partido
teríeis cantado teríeis batido teríeis partido
teriam cantado teriam batido teriam partido

MODO SUBJUNTIVO
PRESENTE
cante bata parta
cantes batas partas
cante bata parta
cantemos batamos partamos
canteis batais partais
cantem batam partam
PRETÉRITO IMPERFEITO

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 73


CADERNOS DIGITAIS

cantasse batesse partisse


cantasses batesses partisses
cantasse batesse partisse
cantássemos batêssemos partíssemos
cantásseis batêsseis partísseis
cantassem batessem partissem

PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO


tenha cantado tenha batido tenha partido
tenhas cantado tenhas batido tenhas partido
tenha cantado tenha batido tenha partido
tenhamos cantado tenhamos batido tenhamos partido
tenhais cantado tenhais batido tenhais partido
tenham cantado tenham batido tenham partido

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO


tivesse cantado tivesse batido tivesse partido
tivesses cantado tivesses batido tivesses partido
tivesse cantado tivesse batido tivesse partido
tivéssemos cantado tivéssemos batido tivéssemos partido
tivésseis cantado tivésseis batido tivésseis partido
tivessem cantado tivessem batido tivessem partido
FUTURO
cantar bater partir
cantares bateres partires
cantar bater partir
cantarmos batermos partirmos
cantardes baterdes partirdes
cantarem baterem partirem
FUTURO COMPOSTO
tiver cantado tiver batido tiver partido
tiveres cantado tiveres batido tiveres partido
tiver cantado tiver batido tiver partido
tivermos cantado tivermos batido tivermos partido
tiverdes cantado tiverdes batido tiverdes partido
tiverem cantado tiverem batido tiverem partido

MODO IMPERATIVO
AFIRMATIVO
canta tu bate tu parte tu
cante você bata você parta você
cantemos nós batamos nós partamos nós
cantai vós batei vós parti vós
cantem vocês batam vocês partam vocês

NEGATIVO
não cantes tu não batas tu não partas tu
não cante você não bata você não parta você
não cantemos nós não batamos nós não partamos nós
não canteis vós não batais vós não partais vós
não cantem vocês não batam vocês não partam vocês
FORMAS NOMINAIS
INFINITIVO
PRESENTE IMPESSOAL
cantar bater partir
PRESENTE PESSOAL
cantar bater partir
cantares bateres partires
cantar bater partir
cantarmos batermos partirmos
cantardes baterdes partirdes
cantarem baterem partirem
PRETÉRITO IMPESSOAL

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 74


CADERNOS DIGITAIS

ter cantado ter batido ter partido


PRETÉRITO PESSOAL
ter cantado ter batido ter partido
teres cantado teres batido teres partido
ter cantado ter batido ter partido
termos cantado termos batido termos partido
terdes cantado terdes batido terdes partido
terem cantado terem batido terem partido
GERÚNDIO
PRESENTE
cantando batendo partindo
PRETÉRITO
tendo cantado tendo batido tendo partido
PARTICÍPIO
cantado batido partido

CONJUGAÇÃO DOS PRINCIPAIS VERBOS IRREGULARES


dar, aguar, magoar, resfolegar, nomear, copiar, odiar, abster-se, caber, crer, dizer, escrever, fazer, ler, perder,
poder, pôr, querer, saber, trazer, valer, ver, abolir, cair, cobrir, falir, mentir, frigir, ir, ouvir, pedir, rir, vir.
Obs.: Os tempos ou modos que não constem desta lista deverão ser conjugados seguindo-se o paradigma da
conjugação a que pertençam.

DAR
Indicativo Presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão. Pretérito Imperfeito: dava, davas, dava, dávamos, dáveis,
davam. Pretérito Perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram. Pretérito Mais-Que-Perfeito: dera, deras,
dera, déramos, déreis, deram. Futuro do Presente: darei, darás, dará, daremos, dareis, darão. Futuro do
Pretérito: daria, darias, daria, daríamos, daríeis, dariam. Imperativo Afirmativo: dá, dê, demos, dai, dêem.
Subjuntivo Presente: dê, dês, dê, demos, deis, dêem. Pretérito Imperfeito: desse, desses, desse, déssemos,
désseis, dessem. Futuro: der, deres, der, dermos, derdes, derem. Infinitivo Presente Impessoal: dar. Infinitivo
Presente Pessoal: dar, dares, dar, darmos, dardes, darem. Gerúndio: dando. Particípio: dado.

AGUAR
Indicativo Presente: águo, águas, água, aguamos, aguais, águam. Pretérito Perfeito: agüei, aguaste, aguou,
etc. Subjuntivo Presente: ágüe, ágües, ágüe, agüemos, agüeis, ágüem, etc. Verbo regular nos demais tempos.
Assim se conjugam desaguar, enxaguar e minguar.

MAGOAR
Indicativo Presente: magôo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam. Subjuntivo Presente: magoe,
magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem. etc. Verbo regular nos demais tempos. Assim se conjugam os
verbos em oar: abençoar, doar, abotoar, soar, voar, etc.

RESFOLEGAR
Indicativo Presente: resfólego, resfolegas, resfolega, resfolegamos, resfolegais, resfolegam. Imperfeito:
resfolegava, resfolegavas, etc. Pretérito Perfeito: resfoleguei, etc. Subjuntivo Presente: resfólegue, resfolegues,
resfólegue, resfoleguemos, resfolegueis, resfóleguem, etc.

NOMEAR
Indicativo Presente: nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam. Pretérito Imperfeito: nomeava,
nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam. Pretérito Perfeito: nomeei, nomeaste, nomeou,
nomeamos, nomeastes, nomearam. Subjuntivo Presente: nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis,
nomeiem. Imperativo Afirmativo: nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem, etc. Assim se conjugam:
apear, atear, cear, folhear, frear, passear, gear, bloquear, granjear, hastear, lisonjear, semear, arrear, recrear,
estrear, etc.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 75


CADERNOS DIGITAIS

COPIAR
Indicativo Presente: copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam. Pretérito Perfeito: copiei, copiaste, copiou,
etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: copiara, copiaras, etc. Subjuntivo Presente: copie, copies, copie, copiemos,
copieis, copiem. Imperativo Afirmativo: copia, copie, copiemos, copiai, copiem, etc.

ODIAR
Indicativo Presente: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam. Pretérito Imperfeito: odiava, odiavas,
odiava, etc. Pretérito Perfeito: odiei, odiaste, odiou, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: odiara, odiaras, odiara,
odiáramos, odiáreis, odiaram. Subjuntivo Presente: odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem. Imperativo
Afirmativo: odeia, odeie, odiemos, odiai, odeiem, etc.

ABSTER-SE
Indicativo Presente: abstenho-me, absténs-te, abstémse, abstemo-nos, abstendes-vos, abstêm-se. Pretérito
Imperfeito: abstinha-me, etc. Pretérito Perfeito: abstiveme, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: abstivera-me, etc.
Futuro do Presente: abster-me-ei, etc. Futuro do Pretérito: abster-me-ia, etc. Imperativo Afirmativo: abstém-
te, abstenha-se, abstenhamo-nos, abstende-vos, abstenham-se. Subjuntivo Presente: que me abstenha, etc.
Pretérito Imperfeito: se me abstivesse, etc. Futuro: se me abstiver. Gerúndio: abstendo-se. Particípio: abstido.

CABER
Indicativo Presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem. Pretérito Perfeito: coube, coubeste, coube,
coubemos, coubestes, couberam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam. Subjuntivo Presente: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam. Pretérito
Imperfeito: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem. Futuro: couber, couberes,
couber, coubermos, couberdes, couberem. Gerúndio: cabendo. Particípio: cabido. Não tem imperativo.

CRER
Indicativo Presente: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem. Pretérito Imperfeito: cria, crias, cria, criamos,
crieis, criam. Pretérito Perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram. Imperativo: crê, creia, creiamos,
crede, creiam. Subjuntivo Presente: creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam. Pretérito Imperfeito: cresse,
cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem. Futuro: crer, creres, etc. Gerúndio: crendo. Particípio: crido.
Assim se conjugam descrer, ler e seus compostos reler e tresler.

DIZER
Indicativo Presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizei, dizem. Pretérito Imperfeito: dizia, dizias, etc. Pretérito
Perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram. Pretérito Mais-que-Perfeito: dissera, disseras,
etc. Futuro do Presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão. Futuro do Pretérito: diria, dirias, diria, diríamos,
diríeis, diriam. Imperativo Afirmativo: dize, diga, digamos, digais, digam. Pretérito Imperfeito: dissesse,
dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem. Futuro: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes,
disserem. Infinitivo Impessoal: dizer. Infinitivo Pessoal: dizer, dizeres, dizer, etc. Gerúndio: dizendo.
Particípio: dito.
Seguem este paradigma os compostos bendizer, condizer, contradizer, desdizer, entredizer, maldizer, predizer,
redizer.

ESCREVER
Escrever e seus compostos descrever, inscrever, prescrever, proscrever, reescrever, sobrescrever, subscrever,
são irregulares apenas no particípio: escrito, descrito, inscrito, prescrito, proscrito, reescrito, sobrescrito, subscrito.
2
As outras conjugações seguem o paradigma de 2 conjugação regular.

FAZER
Indicativo Presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem. Pretérito Perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos,
fizestes, fizeram. Pretérito Mais-que-Perfeito: fizera, fizeras, etc. Futuro do Presente: farei, farás, fará, faremos,
fareis, farão. Futuro do Pretérito: faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam. Imperativo Afirmativo: faze, faça,
façamos, fazei, façam. Subjuntivo Presente: faça, faças, faça, façamos, façais, façam. Pretérito Imperfeito:
fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem. Futuro: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.
Infinitivo Impessoal: fazer. Infinitivo Pessoal: fazer, fazeres, etc. Gerúndio: fazendo. Particípio: feito.
Como fazer, conjugam-se os seus compostos: afazer-se, desfazer, refazer, perfazer, satisfazer, etc.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 76


CADERNOS DIGITAIS

PERDER
Indicativo Presente: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem. Subjuntivo Presente: perca, percas,
perca, percamos, percais, percam.
Regular nos demais tempos e modos.

PODER
Indicativo Presente: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem. Pretérito Imperfeito: podia, podias, podia,
podíamos, podíeis, podiam. Pretérito Perfeito: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam. Pretérito
Mais-Que-Perfeito: pudera, puderas, etc. Imperativo: não existe. Subjuntivo Presente: possa, possas, possa,
possamos, possais, possam. Pretérito Imperfeito: pudesse, pudesses, etc. Futuro: puder, puderes, puder,
pudermos, puderdes, puderem. Infinitivo Impessoal: Poder. Infinitivo Pessoal: poder, poderes, poder,
podermos, poderdes, poderem. Gerúndio: podendo. Particípio: podido.

PÔR
Indicativo Presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem. Pretérito Imperfeito: punha, punhas, punha,
púnhamos, púnheis, punham. Pretérito Perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram. Pretérito Mais
-Que-Perfeito: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram. Futuro do Presente: porei, porás, porá,
poremos, poreis, porão. Futuro do Pretérito: poria, porias, poria, poríamos, poríeis, poriam. Imperativo
Afirmativo: põe, ponha, ponhamos, ponde, ponham. Subjuntivo Presente: ponha, ponhas, ponha, ponhamos,
ponhais, ponham. Pretérito Imperfeito: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem.
Futuro: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem. Infinitivo Pessoal: pôr, pores, pôr, pormos,
pordes, porem. Infinitivo Impessoal: pôr. Gerúndio: pondo. Particípio: posto.

QUERER
Indicativo Presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem. Pretérito Imperfeito: queria, querias,
queria, queríamos, queríeis, queriam. Pretérito Perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram. Futuro do Presente:
quererei, quererás, quererá, quereremos, querereis, quererão. Futuro do Pretérito: quereria, quererias, etc.
Imperativo Afirmativo: quer tu, queira você, queiramos nós, querei vós, queiram vocês. Imperativo Negativo:
não queiras, não queira, não queiramos, não queirais, não queiram. Subjuntivo Presente: queira, queiras, queira,
queiramos, queirais, queiram. Imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem.
Futuro: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem. Gerúndio: querendo. Particípio: querido. Os
compostos benquerer e malquerer, além do particípio regular, benquerido e malquerido, têm outro, irregular:
benquisto e malquisto, usados como adjetivos.

SABER
Indicativo Presente: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem. Pretérito Perfeito: soube, soubeste, soube,
soubemos, soubestes, souberam. Pretérito Mais-QuePerfeito: soubera, souberas, soubera, etc. Subjuntivo
Presente: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam. Pretérito Imperfeito: soubesse, soubesses, etc.
Futuro: souber, souberes, souber, etc. Imperativo Afirmativo: sabe, saiba, saibamos, sabei, saibam. Regular
nos demais.

TRAZER
Indicativo Presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem. Pretérito Imperfeito: trazia, trazias, etc.
Pretérito Perfeito: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram. Pretérito Mais-Que-Perfeito:
trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram. Futuro do Presente: trarei, trarás, trará,
traremos, trareis, trarão. Futuro do Pretérito: traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam. Imperativo
Afirmativo: traze, traga, tragamos, trazei, tragam. Subjuntivo Presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais,
tragam. Pretérito Imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem. Futuro:
trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem. Infinitivo Pessoal: trazer, trazeres, trazer,
trazermos, trazerdes, trazerem. Gerúndio: trazendo. Particípio: trazido.

VALER
Indicativo Presente: valho, vales, vale, valemos, valeis, valem. Subjuntivo Presente: valha, valhas, valha,
valhamos, valhais, valham. Imperativo Afirmativo: vale, valha, valhamos, valei, valham. Nos outros tempos é
regular. Assim se conjugam equivaler e desvaler.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 77


CADERNOS DIGITAIS

VER
Indicativo Presente: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem. Pretérito Perfeito: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram. Imperativo Afirmativo: vê, veja, vejamos,
vede, vejam. Subjuntivo Presente: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam. Pretérito Imperfeito: visse, visses,
visse, víssemos, vísseis, vissem. Futuro: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. Gerúndio: vendo. Particípio: visto.
Como ver, se conjugam: antever, entrever, prever, rever.

ABOLIR (Defectivo)
a
Indicativo Presente: não possui a 1 pessoa do singular, aboles, abole, abolimos, abolis, abolem. Imperativo
Afirmativo: abole, aboli. Subjuntivo Presente: não existe. Defectivo nas formas em que ao L do radical seguiria
A ou O, o que ocorre apenas no Indicativo Presente e derivados.

CAIR
Indicativo Presente: caio, cais, cai, caímos, caís, caem. Subjuntivo Presente: caia, caias, caia, caiamos, caiais,
caiam. Imperativo Afirmativo: cai, caia, caiamos, caí, caiam. Regular nos demais.
Seguem este modelo os verbos em -air: decair, recair, sair, sobressair, trair, distrair, abstrair, detrair, subtrair, etc.

COBRIR
Indicativo Presente: cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem. Subjuntivo Presente: cubra, cubras, cubra,
cubramos, cubrais, cubram. Imperativo Afirmativo: cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram. Particípio: coberto.
Note: o ! u na primeira pessoa do singular do Indicativo Presente e em todas as pessoas do Subjuntivo Presente.
Assim se conjugam: dormir, embolir, tossir, descobrir, encobrir. Os três primeiros porém, têm o particípio regular.
Abrir, entreabrir e reabrir seguem cobrir no particípio: aberto, entreaberto, reaberto.

FALIR
Indicativo Presente: (não possui as outras pessoas) falimos, falis. Pretérito Imperfeito: falia, falias, falia, etc.
Pretérito Perfeito: fali, faliste, faliu, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: falira, faliras, falira, etc. Particípio: falido.
Verbo regular defectivo. Usa-se apenas nas formas em que ao L segue o I. Não possui Presente do Subjuntivo e
Imperativo Negativo. Seguem falir: aguerrir, empedernir, espavorir, remir, etc.

MENTIR
Indicativo Presente: minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem. Subjuntivo Presente: minta, mintas,
minta, mintamos, mintais, mintam. Imperativo Afirmativo: mente, minta, mintamos, menti, mintam. Regular no
resto da conjugação. Como no verbo ferir, a vogal E muda em I na primeira pessoa do Indicativo Presente e em
todo o Subjuntivo Presente, mas, por ser nasal, conserva o timbre fechado na segunda e terceira pessoa do
singular e terceira do plural do Presente do Indicativo. Seguem este modelo: desmentir, sentir, consentir, ressentir,
pressentir.

FRIGIR
Indicativo Presente: frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem. Subjuntivo Presente: frija, frijas, frija, etc.
Imperativo Afirmativo: frege, frija, frijamos, frigi, frijam. Particípio: frito. Regular no resto da conjugação.

IR
Indicativo Presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão. Pretérito Imperfeito: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam. Pretérito
Perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram. Pretérito Mais-Que-Perfeito: fora, foras, fora, etc. Futuro do
Presente: Irei, irás, irá, etc. Futuro do Pretérito: iria, irias, iria, etc. Imperativo Afirmativo: vai, vá, vamos, ide,
vão. Subjuntivo Presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão. Pretérito Imperfeito: fosse, fosses, fosse, etc.
Futuro: for, fores, for, formos, fordes, forem. Gerúndio: indo. Infinitivo Pessoal: ir, ires, ir, irmos, irdes, irem.
Particípio: ido.

OUVIR
Indicativo Presente: ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem. Imperativo Afirmativo: ouve, ouça, ouçamos,
ouvi, ouçam. Subjuntivo Presente: ouça, ouças, ouça, etc. Particípio: ouvido. Regular no resto da conjugação.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 78


CADERNOS DIGITAIS

PEDIR
Indicativo Presente: peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem. Imperativo Afirmativo: pede, peça, peçamos,
pedi, peçam. Subjuntivo Presente: peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam. Regular no resto da
conjugação. Conjugam-se assim: despedir, expedir, impedir, desimpedir, medir.

RIR
Indicativo Presente: rio, ris, ri, rimos, rides, riem. Pretérito Perfeito: ri, riste, riu, rimos, ristes, riram. Imperativo
Afirmativo: ri, ria, riamos, ride, riam. Subjuntivo Presente: ria, rias, ria, riamos, riais, riam. Imperfeito: risse,
risses, risse, etc. Particípio: rido.

VIR
Indicativo Presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm. Pretérito Imperfeito: vinha, vinhas, vinha,
vínhamos, vínheis, vinham. Pretérito Perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram. Pretérito Mais-Que-
Perfeito: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram. Futuro do Presente: virei, virás, virá, etc. Futuro do
Pretérito: viria, virias, viria, etc. Imperativo Afirmativo: vem, venha, venhamos, vinde, venham. Subjuntivo
Presente: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham. Pretérito Imperfeito: viesse, viesses, viesse,
viéssemos, viésseis, viessem. Futuro: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem. Infinitivo Pessoal: vir, vires, vir,
virmos, virdes, virem. Gerúndio: vindo. Particípio: vindo. Por este, se conjugam: advir, convir, intervir, provir,
sobrevir, avir-se, desavir-se. Desavindo, além do particípio, é adjetivo: casais desavindos.

VERBOS DERIVADOS DE TER, HAVER, PÔR, VER E VIR


VERBOS DERIVADOS DE TER
O verbo ter já foi conjugado. Por ele se conjugam: abster-se, ater-se, conter, deter, entreter, manter,
obter, reter, suster.

CONTER
Indicativo Presente: contenho, conténs, contém, contemos, contendes, contêm. Pretérito Perfeito: contive,
contiveste, conteve, contivemos, contivestes, contiveram. Pretérito Imperfeito: continha, continhas, continha,
contínhamos, contínheis, continham. Pretérito Mais-Que-Perfeito: contivera, contiveras, contivera, contivéramos,
contivéreis, contiveram. Futuro do Presente: conterei, conterás, conterá, conteremos, contereis, conterão. Futuro
do Pretérito: conteria, conterias, conteria, conteríamos, conteríeis, conteriam. Imperativo Afirmativo: contém tu,
contenha você, contenhamos nós, contende vós, contenham vocês. Imperativo Negativo: não contenhas tu, não
contenha você, não contenhamos nós, não contenhais vós, não contenham vocês. Subjuntivo Presente:
contenha, contenhas, contenha, contenhamos, contenhais, contenham. Pretérito Imperfeito: contivesse,
contivesses, contivesse, contivéssemos, contivésseis, contivessem. Futuro: contiver, contiveres, contiver,
contivermos, contiverdes, contiverem. Gerúndio: contendo. Particípio: contido. Infinitivo Pessoal: conter,
conteres, conter, contermos, conterdes, conterem. Infinitivo Impessoal: conter.

VERBOS DERIVADOS DE HAVER


Por este verbo, conjuga-se o reaver, que é um verbo defectivo, mas possui apenas as formas em que há
a letra v. Não tem presente do subjuntivo e, portanto, nem imperativo negativo.

REAVER (Defectivo)
Indicativo Presente: (não possui as outras pessoas) reavemos, reaveis. Pretérito Perfeito: reouve, reouveste,
reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram. Pretérito Imperfeito: reavia, reavias, reavia, reavíamos, reavíeis,
reaviam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, reouveram.
Futuro do Presente: reaverei, reaverás, reaverá, reaveremos, reavereis, reaverão. Futuro do Pretérito: reaveria,
reaverias, reaveria, reaveríamos, reaveríeis, reaveriam. Imperfeito Subjuntivo: reouvesse, reouvesses,
reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem. Futuro do Subjuntivo: reouver, reouveres, reouver,
reouvermos, reouverdes, reouverem. Gerúndio: reavendo. Particípio: reavido. Infinitivo Pessoal: reaver,
reaveres, reaver, reavermos, reaverdes, reaverem. Infinitivo Impessoal: reaver.

VERBOS DERIVADOS DE PÕR


O verbo pôr não tem Z em nenhum de seus tempos. Não se escreve, portanto, puz, puzesse, etc. Por ele
se conjugam os compostos: antepor, opor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, entrepor,
expor, impor, indispor, interpor, justapor, pospor, propor, predispor, pressupor, recompor, repor, sobrepor,
superpor, supor, transpor.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 79


CADERNOS DIGITAIS

DEPOR
Indicativo Presente: deponho, depões, depõe, depomos, depondes, depõem. Pretérito Perfeito: depus,
depuseste, depôs, depusemos, depusestes, depuseram. Pretérito Imperfeito: depunha, depunhas, depunha,
depúnhamos, depúnheis, depunham. Futuro do Presente: deporei, deporás, deporá, deporemos, deporeis,
deporão. Futuro do Pretérito: deporia, deporias, deporia, deporíamos, deporíeis, deporiam. Subjuntivo
Presente: deponha, deponhas, deponha, deponhamos, deponhais, deponham. Subjuntivo Imperfeito:
depusesse,depusesses, depusesse, depuséssemos, depusésseis, depusessem. Futuro do Subjuntivo: depuser,
depuseres, depuser, depusermos, depuserdes, depuserem. Gerúndio: depondo. Particípio: deposto. Infinitivo
Pessoal: depor, depores, depor, depormos, depordes, deporem. Infinitivo Impessoal: depor.

VERBOS DERIVADOS DE VER


Por este, conjugam-se os compostos: antever, entrever, prever, rever, mas não prover. Também não se
conjuga pelo modelo de ver, o verbo precaver, que dele não é composto.

ANTEVER
Indicativo Presente: antevejo, antevês, antevê, antevemos, antevedes, antevêem. Pretérito Perfeito: antevi,
anteviste, anteviu, antevimos, antevistes, anteviram. Pretérito Imperfeito: antevia, antevias, antevia, antevíamos,
antevíeis, anteviam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: antevira, anteviras, antevira, antevíramos, antevíreis,
anteviram. Futuro do Presente: anteverei, anteverás, anteverá, anteveremos, antevereis, anteverão. Futuro do
Pretérito: anteveria, anteverias, anteveria, anteveríamos, anteveríeis, anteveriam. Subjuntivo Presente:
anteveja, antevejas, anteveja, antevejamos, antevejais, antevejam. Imperfeito do Subjuntivo: antevisse,
antevisses, antevisse, antevíssemos, antevísseis, antevissem. Futuro do Subjuntivo: antevir, antevires, antevir,
antevirmos, antevirdes, antevirem. Gerúndio: antevendo. Particípio: antevisto. Infinitivo Impessoal: antever.
Infinitivo Pessoal: antever, anteveres, antever, antevermos, anteverdes, anteverem.

VERBOS DERIVADOS DE VIR


As pessoas menos cultas manifestam a tendência para dizer viemos em vez de vimos, na primeira
pessoa do plural do indicativo presente. Observe-se que o gerúndio e o particípio são iguais (vindo). Por vir se
conjugam advir, contravir, convir, intervir, provir, reconvir, sobrevir, avir-se, desavir-se, desconvir.

INTERVIR
Indicativo Presente: intervenho, intervéns, intervém, intervimos, intervindes, intervêm. Pretérito Perfeito: intervi,
intervieste, interveio, interviemos, interviestes, intervieram. Pretérito Mais-Que-Perfeito: interviera, intervieras,
interviera, interviéramos, interviéreis, intervieram. Futuro do Presente: intervirei, intervirás, intervirá, interviremos,
intervireis, intervirão. Futuro do Pretérito: interviria, intervirias, interviria, interviríamos, interviríeis, interviriam.
Subjuntivo Presente: intervenha, intervenhas, intervenha, intervenhamos, intervenhais, intervenham. Imperfeito:
interviesse, interviesses, interviesse, interviéssemos, interviésseis, interviessem. Futuro: intervier, intervieres,
intervier, interviermos, intervierdes, intervierem. Gerúndio: intervindo. Particípio: intervindo. Infinitivo Pessoal:
intervir, intervires, intervir, intervirmos, intervirdes, intervirem. Infinitivo Impessoal: intervir.
Obs.: Prover é composto de ver em alguns tempos e por ele se conjuga, salvo no pretérito perfeito, no mais-que-
perfeito, no imperfeito do subjuntivo e no particípio. O e da sílaba ver é sempre fechado. Por ele se conjuga
desprover. Não confundir com provir.
Indicativo Presente: provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem. Pretérito Perfeito: provi, proveste,
proveu, provemos, provestes, proveram. Pretérito Imperfeito: provia, provias, provia, províamos, províeis,
proviam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: provera, proveras, provera, provêramos, provêreis, proveram. Futuro do
Presente: proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão. Futuro do Pretérito: proveria, proverias,
proveria, proveríamos, proveríeis, proveriam. Subjuntivo Presente: proveja, provejas, proveja, provejamos,
provejais, provejam. Imperfeito: provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem. Futuro:
prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem. Gerúndio: provendo. Particípio: provido. Infinitivo
Impessoal: prover. Infinitivo Pessoal: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem.

PRECAVER (Defectivo)
Não sendo composto de ver, por este não se conjuga, sendo pois altamente errôneas as formas
precavejo, precaves, precavê, etc., que por vezes se lêem e se ouvem. Tampouco é composto de vir, sendo
igualmente errôneas as formas precavenha, precavéns, precavám, etc., com que claudicam até pessoas bastante
cultas. O verbo é defectivo: só se usa nas formas arrizotônicas, mas nas formas em que se usa, é regular.
Presente Indicativo: precavemos, precaveis. Pretérito Imperfeito: precavia, precavias, precavia, precavíamos,
precavíeis, precaviam. Pretérito Perfeito: precavi, precaveste, precaveu, precavemos, precavestes, precaveram.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: precavera, precaveras, precavera, precavêramos, precavêreis, precaveram. Futuro
do Presente: precaverei, precaverás, precaverá, precaveremos, precavereis, precaverão. Futuro do Pretérito:
precaveria, precaverias, precaveria, precaveríamos, precaveríeis, precaveriam. Subjuntivo Presente: Não há.
Imperfeito: precavesse, precavesses, precavesse, precavêssemos, precavêsseis, precavessem. Futuro:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 80


CADERNOS DIGITAIS

precaver, precaveres, precaver, precavermos, precaverdes, precaverem. Gerúndio: precavendo. Particípio:


precavido. Infinitivo Impessoal: precaver. Infinitivo Pessoal: precaver, precaveres, precaver, precavermos,
precaverdes, precaverem.

VOZES DO VERBO
Voz do verbo é a forma que este toma para indicar que a ação verbal é praticada ou sofrida pelo sujeito.
Três são as vozes dos verbos: a ativa, a passiva e a reflexiva.
Um verbo está na voz ativa quando o sujeito é agente, isto é, faz a ação expressa pelo verbo. Ex.: O
caçador abateu a ave.
Um verbo está na voz passiva quando o sujeito é paciente, isto é, sofre, recebe ou desfruta, a ação
expressa pelo verbo. Ex.: A ave foi abatida pelo caçador.
Obs.: Só verbos transitivos podem ser usados na voz passiva.

FORMAÇAO DA VOZ PASSIVA


A voz passiva, mais freqüentemente, é formada:
1) Pelo verbo auxiliar ser seguido do particípio do verbo principal (passiva analítica).
Ex.: O homem é afligido pelas doenças.
Na passiva analítica, o verbo pode vir acompanhado pelo agente da passiva. Menos freqüentemente,
pode-se exprimir a passiva analítica com outros verbos auxiliares.
Ex.: A aldeia estava isolada pelas águas. (agente da passiva)

2) Com o pronome apassivador se associado a um verbo ativo da terceira pessoa (passiva pronominal).
Ex.: Regam-se as plantas.
Organizou-se o campeonato.

(sujeito paciente)
(pronome apassivador ou partícula apassivadora)

VOZ REFLEXIVA
Na voz reflexiva o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente: faz uma ação cujos efeitos ele mesmo
sofre.
Ex.: O caçador feriu-se.
A menina penteou-se.

O verbo reflexivo é conjugado com os pronomes reflexivos me, te, se, nos, vos, se. Estes pronomes são
reflexivos quando se lhes podem acrescentar: a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo, a nós mesmos, etc.,
respectivamente.

Ex.: Consideras-te aprovado? (a ti mesmo)

pronome reflexivo

Uma variante da voz reflexiva é a que denota reciprocidade, ação mútua ou correspondida. Os verbos
desta voz, por alguns chamados recíprocos, usam-se geralmente, no plural e podem ser reforçados pelas
expressões um ao outro, reciprocamente, mutuamente.
Ex.: Amam-se como irmãos.
Os pretendentes insultaram-se. (Pronome reflexivo recíproco)

CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA


Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 81


CADERNOS DIGITAIS

Ex.: Gutenberg inventou a imprensa. ! A imprensa foi inventada por Gutenberg.


Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o
verbo ativo revestirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.
Ex.: Os calores intensos provocam as chuvas. ! As chuvas são provocadas pelos calores intensos.
Eu o acompanharei. ! Ele será acompanhado por mim.
Obs.: Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente da passiva.
Ex.: Prejudicaram-me. ! Fui prejudicado.

CONJUGAÇÃO DE UM VERBO NA VOZ PASSIVA ANALÍTICA: VERBO GUIAR


Indicativo Presente: sou guiado, és guiado, é guiado, somos guiados, sois guiados, são guiados. Pretérito
Imperfeito: era guiado, eras guiado, era guiado, éramos guiados, éreis guiados, eram guiados. Pretérito Perfeito
Simples: fui guiado, foste guiado, foi guiado, fomos guiados, fostes guiados, foram guiados. Pretérito Perfeito
Composto: tenho sido guiado, tens sido guiado, tem sido guiado, temos sido guiados, tendes sido guiados, têm
sido guiados. Pretérito Mais-Que-Perfeito: fora guiado, foras guiado, fora guiado, fôramos guiados, fôreis
guiados, foram guiados. Pretérito Mais-QuePerfeito Composto: tinha sido guiado, tinhas sido guiado, tinha sido
guiado, tínhamos sido guiados, tínheis sido guiados, tinham sido guiados. Futuro do Presente Simples: serei
guiado, serás guiado, será guiado, seremos guiados, sereis guiados, serão guiados. Futuro do Presente
Composto: terei sido guiado, terás sido guiado, terá sido guiado, teremos sido guiados, tereis sido guiados, terão
sido guiados. Futuro do Pretérito Simples: seria guiado, serias guiado, seria guiado, seríamos guiados, seríeis
guiados, seriam guiados. Futuro do Pretérito Composto: teria sido guiado, terias sido guiado, teria sido guiado,
teríamos sido guiados, teríeis sido guiados, teriam sido guiados. Imperativo Afirmativo: sê guiado, seja guiado,
sejamos guiados, sede guiados, sejam guiados. Imperativo Negativo: não sejas guiado, não seja guiado, não
sejamos guiados, não sejais guiadas, não sejam guiados. Pretérito Imperfeito: fosse guiado, fosses guiado,
fosse guiado, fôssemos guiados, fôsseis guiados, fôssem guiados. Pretérito Perfeito: tenha sido guiado, tenhas
sido guiado, tenha sido guiado, tenhamos sido guiados, tenhais sido guiados, tenham sido guiados. Pretérito
Mais-Que-Perfeito: tivesse sido guiado, tivesses sido guiado, tivesse sido guiado, tivéssemos sido guiados,
tivésseis sido guiados, tivessem sido guiados. Futuro Simples: for guiado, fores guiado, for guiado, formos
guiados, fordes guiados, forem guiados. Futuro Composto: tiver sido guiado, tiveres sido guiado, tiver sido
guiado, tivermos sido guiados, tiverdes sido guiados, tiverem sido guiados. Infinitivo Impessoal Presente: ser
guiado. Infinitivo Impessoal Pretérito: ter sido guiado. Infinitivo Pessoal Presente: ser guiado, seres guiado,
ser guiado, sermos guiados, serdes guiados, serem guiados. Infinitivo Pessoal Pretérito: ter sido guiado, teres
sido guiado, ter sido guiado, termos sido guiados, terdes sido guiados, terem sido guiados. Gerúndio Presente:
sendo guiado. Gerúndio Pretérito: tendo sido guiado. Particípio: guiado.

CONJUGAÇÃO DOS VERBOS PRONOMINAIS: VERBO LEMBRAR-SE


Indicativo Presente: lembro-me, lembras-te, lembra-se, lembramo-nos, lembrai-vos, lembram-se. Pretérito
Imperfeito: lembrava-me, lembravas-te, lembrava-se, lembrávamo-nos, lembráveis-vos, lembravam-se. Pretérito
Perfeito Simples: lembrei-me, lembraste-te, lembrou-se, etc. Pretérito Perfeito Composto: tenho-me lembrado,
tens-te lembrado, tem-se lembrado, temonos lembrado, tendes-vos lembrado, têm-se lembrado. Pretérito Mais-
Que-Perfeito Simples: lembrara-me, lembraras-te, lembrara-se, lembráramo-nos, lembráreis-vos, lembraram-se.
Pretérito Mais-Que-Perfeito Composto: tinha-me lembrado, tinhas-te lembrado, tinha-se lembrado, tínhamo-nos
lembrado, tínheis-vos lembrado, tinham-se lembrado. Futuro do Presente Simples: lembrar-me-ei, lembrar-te-ás,
lembrar-se-á, lembrar-nosemos, lembrar-vos-eis, lembrar-se-ão. Futuro do Presente Composto: ter-me-ei
lembrado, ter-te-ás lembrado, ter-se-á lembrado, ter-nos-emos lembrado, ter-vos-eis lembrado, ter-se-ão
lembrado. Futuro do Pretérito Simples: lembrar-me-ia, lembrar-te-ias, lembrar-se-ia, lembrar-nos-íamos,
lembrar-vos-íeis, lembrar-se-iam. Futuro do Pretérito Composto: ter-meia lembrado, ter-te-ias lembrado, ter-se-
ia lembrado, ternos-íamos lembrado, ter-vos-íeis lembrado, ter-se-iam lembrado. Subjuntivo Presente: lembre-
me, lembres-te, lembre-se, lembremo-nos, lembreis-vos, lembrem-se. Pretérito Imperfeito: lembrasse-me,
lembrasses-te, lembrasse-se, lembrássemo-nos, lembrásseis-vos, lembrassem-se. Pretérito Perfeito: nesse
tempo não se usam pronomes oblíquos pospostos, mas antepostos ao verbo: que me tenha lembrado, que te
tenhas lembrado, que se tenha lembrado, etc. Pretérito Mais-Que-Perfeito: tivesse-me lembrado, tivesses-te
lembrado, tivessese lembrado, tivéssemo-nos lembrado, tivésseis-vos lembrado, tivessem-se lembrado. Futuro
Simples: neste tempo, os pronomes oblíquos são antepostos ao verbo: se me lembrar, se te lembrares, se se
lembrar, etc. Futuro Composto: neste tempo os pronomes oblíquos são antepostos ao verbo: se me tiver
lembrado, se te tiveres lembrado, se se tiver lembrado, etc. Imperativo Afirmativo: lembra-te, lembra-se,
lembremo-nos, lembrai-vos, lembrem-se. Imperativo Negativo: não te lembres, não se lembre, não nos
lembremos, etc. Infinitivo Presente Impessoal: ter-me lembrado. Infinitivo Presente Pessoal: lembrar-me,
lembrares-te, lembrar-se, lembrarmo-nos, lembrardes-vos, lembraremse. Infinitivo Pretérito Pessoal: ter-me
lembrado, tereste lembrado, ter-se lembrado, termo-nos lembrado, terdes-vos lembrado, terem-se lembrado.
Infinitivo Pretérito Impessoal: ter-se lembrado. Gerúndio Presente: lembrando-se. Gerúndio Pretérito: tendo-
se lembrado. Particípio: não admite a forma pronominal.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 82


CADERNOS DIGITAIS

VERBOS ANÔMALOS
São chamados de anômalos os verbos que apresentam mais de um radical em sua conjugação. Em
português, são anômalos os verbos ser, ir, pôr e vir, cujas conjugações já vimos.

VERBOS DEFECTIVOS
Verbos defectivos são os que não possuem a conjugação completa por não serem usados em certos
modos, tempos ou pessoas. A defectividade verbal verifica-se principalmente em formas que, por serem
antieufônicas (exemplos: abolir, primeira pessoa do singular do Indicativo Presente) ou homofônicas (exemplo:
soer, primeira pessoa do singular do Presente do Indicativo), não foram vivificadas pelo uso. Há, porém, casos de
verbos defectivos que não se explicam por nenhuma razão de ordem fonética, mas pelo simples desuso. Registra-
se maior incidência de defectividade verbal na terceira conjugação e em formas rizotõnicas.
Os verbos defectivos podem ser distribuídos em quatro grupos:
o
1 ) Os que não têm as formas em que ao radical seguem "A" ou "O", o que ocorre apenas no Presente do
Indicativo e do Subjuntivo e no Imperativo. O verbo abolir serve de exemplo:
Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Presente Afirmativo Negativo
…….. …….. …….. ……..
aboles …….. abole ……..
abole …….. …….. ……..
abolimos …….. …….. ……..
abolis …….. aboli ……..
abolem …….. …….. ……..

Pertencem a este grupo, entre outros, aturdir, brandir, carpir, colorir, delir, demolir, exaurir, explodir,
fremir, haurir, delinqüir, extorquir, puir, ruir, retorquir, latir, urgir, tinir, nascer.
Obs.: Em escritores modernos aparecem, no entanto, alguns desses verbos, na primeira pessoa do Presente do
Indicativo, como explodo, lato, etc.

2°) Os que só se usam nas formas em que ao radical segue "I", ou seja, nas formas arrizotônicas.

A defectividade desses verbos, como nos do primeiro grupo, só se verifica no Presente do Indicativo e do
Subjuntivo e no Imperativo. Sirva de exemplo, o verbo falir.
Indicativo Subjuntivo Imperativo
Presente Presente Afirmativo Negativo
…….. …….. …….. ……..
…….. …….. …….. ……..
…….. …….. …….. ……..
falimos …….. …….. ……..
falis …….. fali ……..
…….. …….. …….. ……..

Seguem este paradigma: aguerrir, embair, empedernir, remir, transir, etc. Pertencem também a este
grupo os verbos adequar e precaver-se, pois só possuem as formas arrizotônicas.
Obs.: Rizotônicos são os vocábulos cujo acento tônico incide no radical. Aqueles, pelo contrário, que têm o
acento tônico depois do radical, se dizem arrizotônicos.

3°) Verbos, que pela sua significação, não podem ter Imperativo (acontecer, poder e caber) ou que, por exprimir
ação recíproca (entrechocar-se, entreolhar-se) se usam exclusivamente nas três pessoas do plural.

4°) Os três seguintes, já estudados, que apresentam particularidades especiais: reaver, prazer e soer.

Verbos que exprimem fenômenos meteorológicos, como chover, ventar, trovejar, etc. a rigor não são
defectivos, uma vez que, em sentido figurado, podem ser usados em todas as pessoas.
As formas inexistentes dos verbos defectivos são compensadas:
a) com as de um verbo sinônimo: eu recupero, tu recuperas, etc. (para reaver); eu redimo, tu redimes, ele redime,
eles redimem (para remir); eu me previno ou me acautelo, etc. (para precaver);

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 83


CADERNOS DIGITAIS

b) com construções perifrásticas: estou demolindo, estou colorindo, vou à falência; embora o cachorro comece a
latir, etc.

VERBOS ABUNDANTES
Verbos abundantes são os que apresentam duas ou mais formas em certos tempos, modos ou pessoas:
comprazi-me e comprouve-me, apiedo-me e apiado-me, elegido e eleito.
Estas variantes verbais são mais comuns no particípio, havendo numerosos verbos, geralmente
transitivos, que, ao lado do particípio regular em "ado" ou "ido", possuem outro, irregular, às vezes, proveniente
do particípio latino. Eis alguns desses verbos:
absolver: absolvido, absolto
aceitar: aceitado, aceito
acender: acendido, aceso
anexar: anexado, anexo
assentar: assentado, assente
benzer: benzido, bento
confundir: contundido, contuso
despertar: despertado, desperto
dispersar: dispersado, disperso

entregar: entregado, entregue


eleger: elegido, eleito
erigir: erigido, ereto
expelir: expelido, expulso
expulsar: expulsado, expulso
expressar: expressado, expresso
exprimir: exprimido, expresso
extinguir: extinguido, extinto
frigir: frigido, frito
ganhar: ganhado, ganho
incorrer: incorrido, incurso
imprimir: imprimido, impresso
incluir: incluído, incluso
inserir: inderido, inserto
isentar: isentado, isento
limpar: limpado, limpo
matar: matado, morto
morrer: morrido, morto
nascer: nascido, nato

As formas regulares usam-se, via de regra, com os auxiliares ter e haver (voz ativa) e as irregulares com
os auxiliares ser e estar (voz passiva). Exemplos:
Foi temeridade haver aceitado o convite.
O convite foi aceito pelo professor.
O caçador tinha soltado os cães.
Os cães não seriam soltos pelo caçador.
O pescador teria salvado o náufrago.
O náufrago (estaria ou seria) salvo.

Esta regra, no entanto, não é seguida rigorosamente, havendo numerosas formas irregulares que se
usam tanto na voz ativa como na passiva, e algumas formas regulares também são empregadas na voz passiva.
Exemplos:
Tinha aceitado ou aceito o convite.
O convite foi aceito.
Tinha acendido ou aceso as velas.
As velas eram acesas ou acendidas.
Tinham elegido ou eleito os candidatos.
Os candidatos são ou estão eleitos.

As formas irregulares, sem dúvida por serem mais breves, gozam de franca preferência, na língua atual e
algumas, tanto se impuseram, que acabaram por suplantar as concorrentes. É o caso de ganho e pago, que vêm
tornando obsoletos os particípios ganhado e pagado. Assim também se explicam as formas pasmo e empregue,
por pasmado e empregado, indevidamente condenadas por alguns autores, mas de largo uso na língua falada e
escrita.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 84


CADERNOS DIGITAIS

VERBOS IMPESSOAIS
Sabemos o que vem a ser sujeito; pois bem, um verbo se diz impessoal quando a ação não faz referência
a nenhum sujeito especificado, a nenhuma causa determinada.
Se, por um lado, há verbos como escrever, ler, abrir, quebrar, que sempre apresentam a ação em relação
com uma causa produtora, com uma pessoa gramatical - chamando-se por isso, verbos pessoais - por outro lado
há certos verbos como chover, trovejar, ventar, nevar, relampejar, anoitecer e outros, cuja ação não é atribuída a
nenhum sujeito, constituindo estes verbos a classe dos verbos impessoais.
Exemplos: "Chovia torrencialmente."
"Ventou muito durante a noite."
Obs.: Nessas orações acima, não há quem pratique a ação dos verbos destacados.
Dos verbos impessoais, há os que são essencialmente impessoais e os que são acidentalmente
impessoais.

IMPESSOAIS ESSENCIAIS
Um verbo se diz impessoal essencial quando, no seu sentido verdadeiro e usual, não atribui a ação a
nenhuma causa verdadeira, isto é, a nenhum sujeito.
Os verbos que indicam fenômenos da natureza inorgânica ou fenômenos meteorológicos, ou seja, os que
indicam fenômenos da atmosfera, pertencem à classe dos impessoais essenciais.
Exemplos: "Chove hoje. "
“Anoitecia quando ele chegou."
"Ontem trovejou."
São orações em que os verbos (chove, anoitecia, trovejou) são impessoais essenciais, pois nesse
sentido são comumente usados sem atribuir a ação de chover, de anoitecer, de trovejar a nenhum sujeito. Todos
a
esses verbos só se conjugam na 3 pessoa do singular.
Obs.: Tais verbos podem deixar de ser impessoais uma vez que se lhes dê um sujeito que se apresente ao
espírito como causa da ação por eles expressa; se dissermos: "Os céus chovem", "As nuvens trovejam", "O dia
amanheceu nublado" - passamos a empregar esses verbos pessoalmente, pois estamos a eles atribuindo um
sujeito (os céus, as nuvens, o dia).
Ainda um segundo processo existe de tornar pessoal um verbo impessoal: empregá-lo em sentido
figurado, comparado. Exemplos:
"Os canhões trovejam."
“A vida já nos anoitece."
"As baionetas relampagueavam."
“Amanhecemos alegres.
(Estávamos alegres quando amanheceu.)

Os verbos dessas orações estão empregados comparativamente, isto é, em sentido que não lhes é
próprio, em sentido figurado, comparado.

IMPESSOAIS ACIDENTAIS
Ao lado dos verbos impessoais essenciais há os impessoais acidentais; assim se denominam os verbos
que, em sua significação natural, isto é, como comumente são usados, têm sempre o respectivo sujeito, mas que,
em determinados casos, ou seja, acidentalmente, tornam-se impessoais.
Se no parágrafo anterior o verbo era de natureza impessoal e só eventualmente se tornava pessoal,
agora temos o caso contrário.
São verbos impessoais:
o
1 ) HAVER
a
sendo, portanto, usado invariavelmente na 3 pessoa do singular, quando significa:

Existir:
"Sofria sem que houvesse motivos."
"Há plantas carnívoras."
"Havia rosas em todo o canto. "

Acontecer, Suceder:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 85


CADERNOS DIGITAIS

"Houve casos difíceis. " "Não haja desavenças entre vós."

Decorrer, Fazer:
"Há meses que não o vejo. "
"Haverá nove dias que ele nos visitou."
"Havia já duas semanas que não trabalhava."

Realizar-se:
"Houve festas e jogos."
Obs.: O verbo haver transmite a sua impessoalidade aos verbos que com ele formam locução, os quais, por isso,
a
permanecem invariáveis na 3 pessoa do singular:

Vai haver eleições e não "Vão haver."

Locução verbal

Deve haver homens na sala e não “Devem haver."

Locução verbal

2°) FAZER, SER E ESTAR (com referência a tempo)


Faz dois anos que me formei.
Hoje fez muito calor.
Era no mês de maio.
Abria a janela, se estava calor.

Obs.: Estes verbos também passam a sua impessoalidade para os seus auxiliares na locução verbal.
"Vai fazer cinco anos que ele morreu. "

locução verbal

e não "vão fazer... "

pois o verbo fazer é nesse sentido, impessoal ("Faz cinco anos").

EXERCÍCIOS
1) Se você ........................... no próximo domingo e .................... de tempo .................. assistir a final do
campeonato.
a) vir / dispor / vá
b) vir / dispuser / vai
c) vier / dispor / vá
d) vier / dispuser / vá
e) vier / dispor / vai

2) Ele ............... que lhe ............... muitas dificuldades, mas enfim ............... a verba para a pesquisa.
a) receara / opusessem / obtera
b) receara / opusessem / obtivera
c) receiara / opossem / obtivera
d) receiara / oposessem / obtera
e) receara / opossem / obtera

3) A segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo precaver é:


a) precavias

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 86


CADERNOS DIGITAIS

b) precavieste
c) precaveste
d) precaviste
e) n. d. a.

4) Assinale a alternativa que se encaixe no período seguinte: "Se você ....................... e o seu irmão ....................,
quem sabe você ............... o dinheiro.”
a) requeresse / interviesse / reouvesse
b) requisesse / intervisse / reavesse
c) requeresse / intervisse / reavesse
d) requeresse / interviesse / reavesse
e) requisesse / intervisse / reouvesse

5) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: "Quando ............... mais
aperfeiçoado, o computador certa mente ............... um eficiente meio de controle de toda a vida social."
a) estivesse / será d) estivesse / era
b) estiver / seria e) estiver / será
c) esteja / era

6) Quando ........................ todos os documentos, ............... um requerimento e ............... a chamada de seu nome.
a) obtiver / redija / aguarda
b) obteres / rediges / aguardes
c) obtiveres / redige / aguarda
d) obter / redija / aguarde
e) obtiver / redija / aguarde

7) Ele ............... numa questão difícil de ser resolvida e ............... seus bens graças ao bom senso.
a) interviu / reouve d) interveio / reouve
b) interveio / rehaveu e) interviu / rehouve
c) interviu / reaveu

8) Em que frase a forma verbal não está flexionada corretamente?


a) Eu águo as flores que a sua mãe planta.
b) Ninguém creu no que ela declarou.
c) Se pores tudo em ordem, ficarei satisfeito.
d) Foi aos gritos que ela interveio na discussão.
e) Eu môo o grão, você depois faz o pão.

9) Indique a frase onde houver uma forma verbal incorreta.


a) Os vegetais clorofilados sintetizam seu próprio alimento.
b) Se ela vir de carro, chame-me.
c) Lembramos-lhes que o eucalipto é uma excelente planta para o reflorestamento.
d) Há rumores de que pode haver novo racionamento de gasolina.
e) n.d.a.

RESPOSTAS
1) d 4) a 7) d
2) b 5) e 8) c
3) c 6) e 9) b

ADVÉRBIO

É uma palavra que modifica (que se refere) a um verbo, a um adjetivo, a um outro advérbio.
A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescenta uma circunstância. Só os de intensidade é
que podem também modificar adjetivos e advérbios.
! Mora muito longe. (muito = modifica o advérbio longe).
! Sairei cedo para alcançar os excursionistas (cedo = modifica o verbo sairei).
! Eram exercícios bem difíceis (bem = modifica o adjetivo difíceis).

CLASSIFICAÇÃO DOS ADVÉRBIOS


1º) De Afirmação: sim, certamente, deveras, realmente, incontestavelmente, efetivamente.
2º) De Dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, provavelmente, decerto, certo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 87


CADERNOS DIGITAIS

3º) De Intensidade: muito, mui, pouco, assaz, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo,
completamente, profundamente, demasiadamente, excessivamente, demais, nada, ligeiramente, levemente, quão,
quanto, bem, mas, quase, apenas, como.
4º) De Lugar: abaixo, acima, acolá, cá, lá, aqui, ali, aí, além, algures, aquém, alhures, nenhures, atrás, fora, afora,
dentro, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte, aonde, donde, detrás.
5º) De Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, melhor, pior, aliás, calmamente,
livremente, propositadamente, selvagemente, e quase todos os advérbios terminados em "mente".
6º) De Negação: não, absolutamente.
7º) De Tempo: agora, hoje, amanhã, depois, ontem, anteontem, já, sempre, amiúde, nunca, jamais, ainda, logo,
antes, cedo, tarde, ora, afinal, outrora, então, breve, aqui, nisto, aí, entrementes, brevemente, imediatamente,
raramente, finalmente, comumente, presentemente, etc.

Há ainda advérbios interrogativos: onde? aonde? quando? como? por quê?: Onde estão eles? Quando
sairão? Como viajaram? Por que não telefonaram?

LOCUÇÕES ADVERBIAIS
São duas ou mais palavras com função de advérbio: às tontas, às claras, às pressas, às ocultas, à toa, de vez
em quando, de quando em quando, de propósito, às vezes, ao acaso, ao léu, de repente, de chofre, a olhos vistos,
de cor, de improviso, em breve, por atacado, em cima, por trás, para trás, de perto, sem dúvida, passo a passo,
etc.

PREPOSIÇÃO

Preposição é a palavra que liga um termo a outro:


! Casa de pedra;
! livro de Paulo;
! falou com ele.
Dividem-se as preposições em essenciais (as que sempre foram preposições) e acidentais (palavras de
outras classes gramaticais que, às vezes, funcionam como preposição).
1º) Preposições Essenciais: a, ante, após, até, com, de, dês, desde, para, per, perante, por, sem, sob, sobre,
trás. Exemplos:
! Fumava cigarro após cigarro.
! Está vestida de branco.

2º) Preposições Acidentais: conforme, consoante, segundo, durante, mediante, visto, como, etc. Exemplos:
! Os heróis tiveram como prêmio uma coroa de louros.
! Vovô dormiu durante a viagem.

LOCUÇÕES PREPOSITIVAS
São expressões com a função das preposições. Em geral são formadas de advérbio (ou locução
adverbial) + preposição: abaixo de, acima de, por trás de, em frente de, junto a, perto de, longe de, depois de,
antes de, através de, embaixo de, em cima de, em face de, etc.
Exemplo: Passamos através de mata cerrada.

COMBINAÇÕES E CONTRAÇÕES
As preposições a, de, em, per e para, unem-se com outras palavras, formando um só vocábulo. Há
combinação quando a preposição se une sem perda de fonema; se a preposição sofre queda de fonema, haverá
contração.
A preposição combina-se com os artigos, pronomes demonstrativos e com advérbios.
As preposições a, de, em, per contraem-se com os artigos, e, algumas delas, com certos pronomes e
advérbios.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 88


CADERNOS DIGITAIS

a+a=à
a + as = às
a + aquele = àquele
a + aquela = àquela
a + aquilo = àquilo
de + o = do
de + ele = dele
de + este = deste
de + isto = disto
de + aqui = daqui
em + esse = nesse
em + o = no
em + um = num
em + aquele = naquele
per + o = pelo

INTERJEIÇÃO

Interjeição é a palavra que exprime um estado emotivo. As interjeições são um recurso da linguagem
afetiva e emocional. Podem exprimir e registrar os mais variados sentimentos.
Classificam-se em:
1) de dor: ai! ui! ai de mim!
2) de desejo: oxalá! tomara!
3) de alegria: ah! oh! eh! viva!
4) de animação: eia! coragem! avante! upa! força! vamos!
5) de aplauso: bem! bravo! apoiado!
6) de aversão: ih! chi! irra! ora bolas!
7) de apelo: ó!. alô! psit! psiu!
8) de silêncio: psiu! silêncio!
9) de repetição: bis!
10 de saudação: alô! olá! salve! bom dia!
11) de advertência: cuidado! devagar! atenção!
12) de indignação: fora! morra!

LOCUÇÃO INTERJETIVA
É uma expressão formada de mais de uma palavra, com valor de interjeição: Meu Deus! Muito bem! Ai de
mim! Ora bolas! Valha-me Deus! Quem me dera!
As interjeições são proferidas em tom de voz especial e, dependendo desta circunstância, a mesma
interjeição pode expressar sentimentos diversos.

EXERCÍCIOS

1) Assinale a alternativa em que ocorre combinação de uma preposição com um pronome demonstrativo.
a) Estou na mesma situação.
b) Neste momento, encerramos nossas transmissões.
c) Daqui não saio.
d) Ando só pela vida.
e) Acordei num lugar estranho.

2) Assinale a alternativa em que a análise morfológica das palavras grifadas está incorreta.
a) Os candidatos começaram a escrever. = advérbio
b) Eu a vi ontem. = pronome pessoal do caso oblíquo.
c) Veja o que você fez! = pronome demonstrativo.
d) O inspetor acaba de chegar. = artigo definido

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 89


CADERNOS DIGITAIS

e) Não sei se cursarei Biblioteconomia ou Economia Doméstica. = conjunção alternativa.

3) Assinale a resposta correspondente à alternativa que complete corretamente os espaços em branco.


"Detesto os ............... que não sabem conter o seu ............... “
a) mau-humorados / mau-humor
b) maus-humorados / mau-humor
c) mal-humorados / mal-humor
d) mal-humorados / mau-humor
e) mau-humorados / mal-humor

4) Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa.


Os vocábulos grifados são, respectivamente:
a) pronome pessoal oblíquo, preposição, artigo.
b) artigo, preposição, pronome pessoal oblíquo.
c) artigo, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo.
d) artigo, preposição, pronome demonstrativo.
e) preposição, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo.

5) O policial recebeu o ladrão a bala. Foi necessário apenas um disparo; o assaltante recebeu a bala na cabeça e
morreu na hora.
No texto, os vocábulos grifados são respectivamente:
a) preposição e artigo
b) preposição e preposição
c) artigo e artigo
d) artigo e preposição
e) artigo e pronome indefinido

6) "Na verdade falava pouco. Admirava as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir
algumas..."
Assinale a opção incorreta.
a) pouco = pronome indefinido.
b) compridas = adjetivo biforme.
c) e = conjunção coordenativa.
d) da = combinação de preposição mais artigo.
e) algumas = pronome indefinido.

RESPOSTAS:
1) b 3) d 5) a
2) a 4) b 6) a

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 90


CADERNOS DIGITAIS

ESTRUTURA, FORMAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DAS PALAVRAS

A ESTRUTURA DAS PALAVRAS


Quando estudamos a estrutura das palavras, conhecemos intimamente as várias partes que formam um
todo acabado e repleto de significado.
Conhecer a estrutura de uma palavra não é só saber decompô-la. É saber, também, como compor uma
nova palavra; realizar um trabalho criativo e dinâmico com a língua.
Veja, por exemplo, a palavra menininhas. Podemos separá-la em quatro unidades significativas:
menin / inh / a / s
a) menin - é a unidade que fornece o significado da palavra; é a base da palavra chamada de radical. Com o
radical podemos formar uma família de palavras. Por exemplo: meninão, meninada, menino, etc.;
b) -inh - é a unidade que indica o grau diminutivo;
c) -a - é a unidade que indica o gênero (feminino);
d) -s - é a unidade que indica o número (plural).

Essas unidades significativas que constituem as palavras os morfemas.


Podemos perceber duas espécies de morfemas:
a) aqueles que têm significação objetiva e que indicam a significação da palavra. Referem-se ao conjunto de
palavras de uma língua.
b) aqueles que têm significação apenas em relação ao sistema gramatical da língua. Indicam, no caso da língua
portuguesa, o gênero, o número, a pessoa, o modo, o tempo. São os chamados morfemas gramaticais.

OS ELEMENTOS MÓRFICOS
1) Radical - É a forma mínima que indica o sentido básico da palavra, ou seja, seu significado. É a parte invariável
da palavra. Exemplos:
gat - o, gat - a, gat - inho etc.

2) Afixos - São elementos colocados antes (prefixos) ou depois (sufixos) dos radicais. Exemplos:
infeliz - felizmente

prefixo sufixo

3) Vogal Temática e Tema - É o elemento que, juntado ao radical, possibilita a ligação entre este e a desinência.
O radical acrescido da vogal temática recebe a denominação de tema. Exemplo: vender. O radical é vend- (pode
formar vendido, venda, vendável, etc.); a desinência é -r. Entretanto, na língua portuguesa, é impossível a
ligação vend- + -r. É necessário mais um elemento, no caso, a vogal temática. Dessa forma, temos:
vend- (radical)
vende- (tema, isto é, radical mais vogal temática)
vender (tema mais desinência)

4) Desinências - são elementos colocados no final das palavras para indicar certos aspectos gramaticais.
Dividem-se em:
a) desinências nominais: indicam o gênero e o número de nomes (substantivos, adjetivos, pronomes, numerais).
Por exemplo:
alun – o
alun – a
alun – o – s
alun – a – s

b) desinências verbais: indicam as flexões de verbos em número, pessoa, modo, tempo. Por exemplo:
cant - á - sse – mos

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 91


CADERNOS DIGITAIS

cant - (radical)
- á - (vogal temática)
- sse - (desinência de modo subjuntivo e de tempo perfeito)
- mos (desinência de primeira pessoa e de número plural)

5) Vogais e consoantes de ligação - são vogais ou consoantes colocadas entre dois morfemas apenas para
facilitar a pronúncia. Exemplos:
pe / z / inho, paris / i / ense.

FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Há, basicamente, dois processos para a formação de palavras: a derivação e a composição.

DERIVAÇÃO
É o processo de estruturação de urna palavra, tendo como base uma outra já existente.
A formação de palavras por derivação pode ocorrer de várias formas:
- por prefixação - quando se antepõe um prefixo ao radical: rever, compor, infeliz, subnutrido.
- por sufixação - quando se acrescenta um sufixo ao radicar felizmente, unhada, gritaria, vendedor.
- por derivação parassintética - quando são acrescidos ao radical um prefixo e um sufixo: infelizmente,
anoitecer, desnorteado.

- por derivação imprópria - quando uma palavra é empregada em classe gramatical diferente da habitual.
Exemplos:
Só aceito um sim como resposta.

advérbio convertido em substantivo

Fale baixo, por favor!

adjetivo convertido em advérbio

- por derivação regressiva - quando a terminação de um verbo é substituída pelas desinências: -a, -e ou -o,
dando origem a um substantivo:
buscar ! busca;
ajudar ! ajuda;
combater ! combate, etc.

COMPOSIÇÃO
É o processo de estruturação de uma palavra pela reunião de outras já existentes.
A formação de palavras por composição pode ocorrer de duas formas:
- por justaposição - quando se unem duas ou mais palavras sem modificar suas estruturas: segunda-feira,
passatempo, amor-perfeito, etc.
- por aglutinação - quando se unem duas ou mais palavras, modificando suas estruturas: aguardente (água +
ardente); vinagre (vinho + acre); pernalta (perna + alta); planalto (plano + alto), etc.

OUTROS PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS


Além dos dois principais processos de formação de palavras (derivação e composição), temos outros que
produziram muitas outras palavras. Entre esses processos, destacamos:
1 - Abreviação - consiste na redução de uma palavra:
cine (forma reduzida de cinema)

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 92


CADERNOS DIGITAIS

moto (motocicleta)
foto (fotografia)

2 - Sigla - é um caso especial de abreviatura, onde se forma a partir das iniciais das palavras:
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil);
PT (Partido dos Trabalhadores);
SP (São Paulo), etc.

3 - Onomatopéia - É a reprodução de som por meio de uma palavra: tique-taque, pingue-pongue, miau, pocotó,
etc.

EXERCÍCIOS
1) Associe as palavras ao seu processo de formação:
1 - Derivação por prefixação
2 - Derivação por sufixação
3 - Derivação parassintética
4 - Derivação imprópria
5 - Derivação regressiva

( ) trabalho
( ) amoroso
( ) desamor
( ) o porquê
( ) esfriar
( ) amadurecer

2) Identifique o processo de composição das palavras abaixo, escrevendo CJ para composição por justaposição e
CA para composição por aglutinação.
( ) televisão
( ) sexta-feira
( ) pernilongo
( ) embora
( ) fidalgo
( ) vaivém

3) Relacione os processos de formação de palavras abaixo com as palavras dadas:


1 - abreviação ( ) ONU
2 - sigla ( ) Zôo
3 - onomatopéia ( ) bem-te-vi
( ) metrô
( ) IBGE

RESPOSTAS
1) ( 5 ) trabalho ( 4 ) o porquê
( 2 ) amoroso ( 3 ) esfriar
( 1 ) desamor ( 3 ) amadurecer
2) ( CJ ) televisão ( CA ) embora
( CJ ) sexta-feira ( CA ) fidalgo
( CA) pernilongo ( CJ ) vaivém

3) ( 2 ) ONU ( 1 ) metrô
( 1 ) Zôo ( 2 ) IBGE
( 3 ) bem-te-vi

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 93


CADERNOS DIGITAIS

ORTOGRAFIA OFICIAL

REGRAS PRÃTICAS PARA O EMPREGO DE LETRAS

1. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /Z/


a) Dependendo da sílaba inicial da palavra, pode ser representado pelas letras z, x, s:
Sílaba inicial a > usa-se z - azar, azia, azedo, azorrague, azêmola ...
Exceções: Ásia, asa, asilo, asinino.

Sílaba inicial e > usa-se x - exame, exemplo, exímio, êxodo, exumar ...
Exceções: esôfago, esotérico, (há também exotérico)

Sílaba inicial i > usa-se s - isento, isolado, Isabel, Isaura, Isidoro ...

Silaba inicial o > usa-se s - hosana, Osório, Osíris, Oséias...


Exceção: ozônio

Sílaba inicial u > usa-se s - usar, usina, usura, usufruto ...

b) No segmento final da palavra (sílaba ou sufixo), pode ser representado pelas letras z e s:
1) letra z - se o fonema /z/ não vier entre vogais:
az, oz - (adj. oxítonos) audaz, loquaz, veloz, atroz ...
iz, uz - (pal. oxítonas) cicatriz, matriz, cuscuz, mastruz ...
Exceções: anis, abatis, obus.
ez, eza - (subst. abstratos) maciez, embriaguez, avareza ...

2) letra s - se o fonema /z/ vier entre vogais:


asa - casa, brasa ...
ase - frase, crase ...
aso - vaso, caso ...
Exceções: gaze, prazo.
ês(a) - camponês, marquesa ...
ese - tese, catequese ...
esia - maresia, burguesia ...
eso - ileso, obeso, indefeso ...
isa - poetisa, pesquisa ...
Exceções: baliza, coriza, ojeriza.
ise - valise, análise, hemoptise ...
Exceção: deslize.
iso – aviso, liso, riso, siso ...
Exceções: guizo, granizo.
oso(a) - gostoso, jeitoso, meloso ...
Exceção: gozo.
ose – hipnose, sacarose, apoteose ...
uso(a) - fuso, musa, medusa ...
Exceção: cafuzo(a).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 94


CADERNOS DIGITAIS

c) Verbos:
Terminação izar - derivados de nomes sem "s" na última sílaba:
! utilizar, avalizar, dinamizar, centralizar ...
- cognatos (derivados com mesmo radical) com sufixo "ismo":
! (batismo) batizar - (catecismo) catequizar ...

Terminação isar - derivados de nomes com "s" na última sílaba:


! avisar, analisar, pesquisar, alisar, bisar ...

Verbos pôr e querer - com "s" em todas as flexões:


! pus, pusesse, pusera, quis, quisesse, quisera ...

d) Nas derivações sufixais:


letra z - se não houver "s” na última sílaba da palavra primitiva:
! marzinho, canzarrão, balázio, bambuzal, pobrezinho ...
letra s - se houver "s" na última sílaba da palavra primitiva:
! japonesinho, braseiro, parafusinho, camiseiro, extasiado...

e) Depois de ditongos:
letra s - lousa, coisa, aplauso, clausura, maisena, Creusa ...

2. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /X/


Emprego da letra X
a) depois das sílabas iniciais:
me - mexerico, mexicano, mexer ...
Exceção: mecha
Ia – laxante ...
li – lixa ...
lu – lixo ...
gra – graxa ...
bru – bruxa ...
en - enxame, enxoval, enxurrada ...
Exceção: enchova.
Observação: Quando en for prefixo, prevalece a grafia da palavra primitiva:
! encharcar, enchapelar, encher, enxadrista...

b) depois de ditongos:
! caixa, ameixa, frouxo, queixo ...
Exceção: recauchutar.

3. OUTROS CASOS DE ORTOGRAFIA


1. Letra g
Palavras terminadas em:
ágio - presságio
égio – privilégio
ígio – vestígio
ógio – relógio
úgio – refúgio

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 95


CADERNOS DIGITAIS

agem – viagem
ege – herege
igem – vertigem
oge – paragoge
ugem – penugem
Exceções: pajem, lajem, lambujem.

2. Letra c (ç)
a) nos sufixos:
! barcaça, viração, cansaço, bonança, roliço.
b) depois de ditongos:
! louça, foice, beiço, afeição.
c) cognatas com "t":
! exceto > exceção - isento > isenção.
d) derivações do verbo "ter":
! deter > detenção, obter > obtenção.

3. Letra s / ss
Nas derivações, a partir das terminações verbais:
ender pretender > pretensão;
ascender > ascensão.
ergir imergir > imersão;
submergir > submersão.
erter inverter > inversão;
perverter > perversão.
pelir repelir > repulsa;
compelir > compulsão.
correr discorrer > discurso;
percorrer > percurso.
ceder ceder > cessão;
conceder > concessão.
gredir agredir > agressão;
regredir > regresso.
primir exprimir > expressão;
comprimir > compressa.
tir permitir > permissão;
discutir > discussão.

EXERCíCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS


Falso / verdadeiro
Todas as palavras estão corretas:
1. ( ) ananás, loquaz, vorás, lilaz;
2. ( ) freguês, pequenez, duquesa, rijeza;
3. ( ) encapusado, cuscus, pirezinho, atroz;
4. ( ) azia, asilado, azinhavre, azedo;
5. ( ) guiso, aviso. riso, graniso;
6. ( ) extaziar, gase, ojeriza, deslisar;
7. ( ) valize, deslize, varize, garnizé;
8. ( ) batizar, catequizar, balizar, bisar;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 96


CADERNOS DIGITAIS

9. ( ) papisa, balásio, ginásio, episcopisa;


10. ( ) maisena, deslizar, revezar, pequinês;
11. ( ) azoto, ozônio, atrasado, esotérico;
12. ( ) Izabel, Neuza, Souza, Isidoro;
13. ( ) passoca, ajiota, cafuso, enchurrada;
14. ( ) albatroz, permição, interceção, puz;
15. ( ) logista, gerimum, gibóia, pajem;
16. ( ) retrós, algoz, atroz, ilhós;
17. ( ) pretencioso, êxodo, baliza, aziago;
18. ( ) embaixatriz, sacerdotisa, coriza, az;
19. ( ) enxarcado, enxotar, enxova, enxido;
20. ( ) discussão, aversão, ajeitar, gorjear;
21. ( ) sarjeta, pajem, monje, argila;
22. ( ) tigela, rijeza, rabugento, gesto;
23. ( ) ascenção, obscessão, massiço, sucinto;
24. ( ) pixe, flexa, xispa, xucro;
25. ( ) cachumba, esguixo, lagarticha, toxa.

Múltipla escolha
26. Assinale a opção onde há erro no emprego do dígrafo sc:
a) aquiescer; d) florescer;
b) suscinto; e) intumescer.
c) consciência;

27. Assinale o vocábulo cuja lacuna não deve ser preenchida com "i":
a) pr___vilégio; d) cum___eira;
b) corr___mão; e) cas___mira.
c) d___senteria;

28. Assinale a série em que todas as palavras estão corretamente grafadas:


a) sarjeta -- babaçu - praxe - repousar;
b) caramanchão - mixto - caos - biquíni;
c) ultrage - discução - mochila - flexa;
d) enxerto - represa - sossobrar - barbárie;
e) acesso - assessoria - ascenção - silvícola.

29. Aponte a opção de grafia incorreta.


a) usina - buzina;
b) ombridade - ombro;
c) úmido - humilde;
d) erva - herbívoro;
e) néscio - cônscio.

30. Aponte a alternativa com incorreção.


a) Há necessidade de fiscalizar bem as provas.
b) A obsessão é prejudicial ao discernimento.
c) A pessoa obscecada nada enxerga.
d) Exceto Paulo, todos participaram da organização.
e) Súbito um rebuliço: a confusão era total.

GABARITO
1.F 7.F 13.F 19.F 25.F
2.V 8.V 14.F 20.V 26.B
3.F 9.F 15.F 21.F 27.D
4.V 10.V 16.V 22.V 28.A
5.F 11.V 17.F 23.F 29.B
6.F 12.F 18.V 24.F 30.C

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 97


CADERNOS DIGITAIS

PONTUAÇÃO

A VíRGULA
É o sinal que indica pequena pausa na leitura. Separa termos de uma oração e certas orações no período.
A VÍRGULA SEPARANDO TERMOS DA ORAÇÃO
a) Termos coordenados, isto é, de mesma função sintática.
! Era um rapagão corado, forte, risonho.
! A terra, o mar, o céu, tudo glorifica Deus.

Observação:
Normalmente não se separam termos unidos por e, nem e ou.
! Possuía lavouras de trigo, arroz e linho.
! Não aprecia cinema, teatro nem circo.
! Os mendigos pediam dinheiro ou comida.

b) Vocativo, aposto, predicativo, palavras repetidas.


! Brasília, Capital da República, foi fundada em 1960.
! Senhor, eu queria saber quem foi o poeta que inventou o beijo.
! Lentos e tristes, os retirantes iam passando pela caatinga.
! As paredes do hospital eram brancas, brancas.

c) Termos explicativos, retificativos, conclusivos, enfáticos...


! Quer dizer que você, então, não voltou mais.
! Elas, aliás, não saíam de casa.
! Pois sim, faça como quiser.
! Em suma, a pontuação é um problema.
! Portanto, usa-se a vírgula nas expressões denotativas.

d) Termos antepostos (e repetidos pleonasticamente).


! Essas palavras, eu não as disse jamais.
! Aos poderosos, nada lhes devo.

e) Conjunções adversativas e conclusivas deslocadas.


! O sinal estava fechado; os carros, porém, não pararam.
! Já lhe comprei balas, sorvete; convém, pois, ficar calado agora.

f) Adjunto adverbial anteposto ao verbo.


! Com mais de setenta anos, andava a pé.
! Os convidados, depois de algum tempo, chegaram ao clube.

Observação:
Adjunto adverbial de pequeno corpo costuma dispensar a vírgula.
! Amanhã(,) o Presidente viajará.
Quando usada, serve para dar ênfase.

g) Datas (Local e data - número e data, em documentos)


! Brasília, 5 de junho de 1994.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 98


CADERNOS DIGITAIS

! O Decreto n° 5.765, de 18 de dezembro de 1971.

h) Zeugma (supressão do verbo constante da oração anterior)


! O pensamento é triste; o amor, insuficiente,

i) Depois do "sim" e do "não", usados nas respostas.


! Não, porque fui embora mais cedo.
! Sim, passaremos no concurso.

A VÍRGULA SEPARANDO ORAÇÕES NO PERIODO


a) Orações coordenadas assindéticas.
! O tempo não pára, não apita na curva, não espera ninguém.

b) Orações coordenadas sindéticas


! Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
! Não solte balões, porque causam incêndio.
! O mal é irremediável, portanto conforma-te.
Exceção: As aditivas com a conjunção "e".
! O agricultor colheu o trigo e vendeu-o ao Banco do Brasil.

Observação:
Usa-se vírgula com a conjunção "e":
(1) Orações coordenadas aditivas com sujeitos diferentes:
! Afinal vieram outros cuidados, e não pensei mais nisso.
! O concurso foi difícil, e a prova não correspondeu ao programa.

(2) Orações coordenadas adversativas (e=mas)


! Morava no Brasil, e votava na Espanha.

(3) Quando se quiser enfatizar o último termo de uma série coordenada


! Deitou-se tarde, custou-lhe dormir, pensou muito nela, e sonhou.

(4) No polissíndeto (facultativa)


! Os dias passavam, e as águas, e os versos, e com eles ia passando a vida.

c) Orações subordinadas adverbiais antepostas ou intercaladas.


! Embora estivesse muito cansado, compareci à reunião.
! Quando chegar o verão, iremos ao Sul.
! As viúvas inconsoláveis, quando são jovens, sempre são consoladas.

Observações:
Com orações adverbiais pospostas, só é recomendável usar vírgula:
(1) Se a oração principal for muito extensa;
! O ar poluído corrói a saúde do povo, embora não se perceba a curto prazo.

(2) Se a oração principal vier seguida de outra qualquer.


! Os alunos declararam ao diretor que estavam satisfeitos, quando o curso acabou.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 99


CADERNOS DIGITAIS

d) Orações substantivas antepostas.


! Que venham todos, é preciso: estou saudoso.

e) Orações interferentes.
! A História, disse Cícero, é a grande mestra da vida.

f) Orações adjetivas explicativas.


! O Sol, que é uma estrela, aquece a Terra.

g) Orações reduzidas equivalentes a adverbiais.


! Terminada a aula, todos saíram felizes.

h) Idéias paralelas dos provérbios.


! Casa de ferreiro, espeto de pau.
! Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.

O PONTO-E-VÍRGULA
Assinala pausa maior que a vírgula e menor que o ponto.
Usa-se o ponto-e-vírgula nos seguintes casos:
a. separando os itens de uma enumeração;
A gramática normativa trata dos seguintes assuntos:
1) fonética;
2) morfologia;
3) sintaxe;
4) estilística.

b. separando as partes principais de um período, cujas secundárias já foram separadas por vírgula;
! Na volta da escola, alguns brincavam; outros, no entanto, vinham sérios; quando chegamos. todos riam.

c. separando orações coordenadas com a conjunção deslocada;


! A aula já terminou; vocês, porém, não devem sair.

d. separando orações coordenadas (adversativas) assindéticas.


! Há muitos modos de acertar, há um só de errar.

OS DOIS-PONTOS
Assinalam uma pausa para indicar que a frase não foi concluída, isto é, há algo a se acrescentar.
Usam-se dois-pontos nos seguintes casos:
1. introduzindo citação ou transcrição;
! Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros, e anda nua".

2. introduzindo enumeração;
! Os meios legítimos de adquirir fortuna são três: ordem, trabalho e sorte.

3. em oração explicativa com a conjunção subentendida;


! Você fez tudo errado: gritou quando não devia e calou quando não podia.

4. com oração apositiva.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 100


CADERNOS DIGITAIS

! Disse-me algo horrível: que ia casar.

EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS


Falso / verdadeiro
1. ( ) Possuía lavouras, de trigo, linho, arroz e soja.
2. ( ) Bem-vindo sejas aos campos dos tabajaras, senhores da aldeia.
3. ( ) O aluno enlouquecido queria decorar todas as regras.
4. ( ) Ganhamos pouco; devemos portanto economizar.
5. ( ) O dinheiro, nós o trazíamos preso ao corpo.
6. ( ) Amanhã de manhã o Presidente viajará para a Bósnia.
7. ( ) A mocinha sorriu, piscou os olhinhos e entrou, mas não gostou do que viu.
8. ( ) A noite não acabava, e a insônia a encompridou mais ainda.
9. ( ) Embora estivesse agitado resolveu calmamente o problema.
10. ( ) A riqueza que é flor belíssima causa luto e tristeza.
11. ( ) Convinha a todos, que você partisse.
12. ( ) Uns diziam que se matou; outros que fora para Goiás.

13. ( ) No congresso, serão analisados os seguintes temas:


a) maior participação da comunidade,
b) descentralização econômico-cultural,
c) eleição de dirigentes comunitários,
d) cessão de lotes às famílias carentes.

14.( ) Duas coisas lhe davam superioridade, o saber e o prestígio.


15. ( ) A casa não caíra do céu por descuido fora construída pelo major.

Múltipla escolha
16. "... chega a ser desejável o não-comparecimento de 90 por cento dos funcionários, para que os restantes
possam, na calma, produzir um bocadinho." A mesma justificativa para o emprego das vírgulas em "na calma"
pode ser usada em:
a) "João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim."
b) "... assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é de domínio público, estuda as..."
c) "Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores."
d) "João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo..."

17. As opções a seguir apresentam um parágrafo de "O Povo Brasileiro" pontuado de diferentes maneiras.
Assinale aquela cuja pontuação está correta.
a) Somos povos novos ainda na luta para nos fazermos a nós mesmos como um gênero humano novo, que nunca
existiu antes. Tarefa muito mais difícil e penosa, mas também muito mais bela e desafiante.
b) Somos povos novos, ainda na luta para nos fazermos, a nós mesmos como um gênero humano - novo, que
nunca existiu antes. Tarefa muito mais difícil e penosa-mas também muito mais bela e desafiante.
c) Somos povos novos. Ainda na luta para nos fazermos a nós mesmos, como um gênero humano novo que
nunca existiu antes, tarefa muito mais difícil e penosa. Mas também muito mais bela e desafiante!
d) Somos povos novos ainda; na luta para nos fazermos a nós mesmos, como um gênero humano novo que
nunca existiu antes, tarefa muito mais difícil e penosa; mas também muito mais bela e desafiante.
e) Somos povos; novos ainda na luta para nos fazermos a nós, mesmos. Como um gênero humano novo, que
nunca existiu antes, tarefa muito mais difícil. Penosa, mas também muito mais bela e desafiante.

18. Pode-se atribuir o emprego de dois-pontos, em "Um poeta é sempre irmão do vento e da água: deixa seu ritmo
por onde passa." (Discurso, Cecília Meireles), à intenção de anunciar:
a) uma citação;
b) uma explicação;
c) um esclarecimento;
d) um vocativo;
e) uma separação, em um período, de orações com a mesma natureza.

19. No trecho "Temos de cobrar dos deputados e senadores as leis necessárias para punir esses assassinos. Das
autoridade do trânsito, fiscalização e multas vigorosas para quem desobedece às leis e à sinalização. E da justiça
, rapidez e dureza com os infratores." (Nicole Puzzi, Veja 1280, ano 26, n° 12) empregam-se as vírgulas para:
a) separar termos coordenados;
b) separar as orações adjetivas;
c) isolar orações intercaladas;
d) isolar adjuntos adverbiais;
e) indicar a supressão do verbo.

20. Assinale o segmento pontuado com correção.


a) Para solucionar os problemas, é preciso, antes, ter vontade de fazê-lo.
b) Para solucionar os problemas é preciso antes, ter vontade de fazê-lo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 101


CADERNOS DIGITAIS

c) Para solucionar os problemas é preciso antes ter vontade de fazê-lo.


d) Para solucionar os problemas, é preciso, antes ter vontade de fazê-lo.
e) Para solucionar os problemas, é preciso antes, ter vontade de fazê-lo.

21. Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.


a) Não se justifica que o ilustre autor, querendo valorizar a nobre missão de ensinar, atribua aos professores um
salário mínimo profissional de tão pouca expressão.
b) Não se justifica, que o ilustre autor, querendo valorizar a nobre missão de ensinar; atribua aos professores um
salário mínimo profissional, de tão pouca expressão.
c) Não se justifica que, o ilustre autor, querendo valorizar a nobre missão de ensinar, atribua aos professores um
salário mínimo profissional de tão pouca expressão.
d) Não se justifica que o ilustre autor querendo, valorizar a nobre missão de ensinar atribua, aos professores, um
salário mínimo profissional, de tão pouca expressão.

22. Marque o item em que o uso incorreto da vírgula prejudica a coesão frasal.
a) No ano passado, 35.000 turistas estrangeiros escolheram a Amazônia com roteiro de férias e injetaram no
complexo turístico da região 90 milhões de dólares.
b) O filão turístico da Amazônia foi impulsionado por um estrangeiro, o suíço naturalizado brasileiro Heinz Gerth.
c) Em 1984, ele inaugurou o hotel Amazon Lodge, uma casa rústica flutuante, com capacidade para dezoito
pessoas, situado no Lago Juma, 80 quilômetros ao sul de Manaus.
d) A Transamazon, organiza as excursões e recepciona os turistas estrangeiros no Aeroporto Eduardo Gomes.
e) Com o sucesso de seu primeiro empreendimento, o suíço construiu em 1986 um hotel de porte maior, às
margens do Lago Poraquequara, a 30 quilômetros de Manaus.

23. Marque o item em que o uso do ponto-e-vírgula quebra a estrutura sintática da frase.
a) É preciso observar que; para estar em forma é necessário adotar hábitos alimentares equilibrados; de acordo
com o nível de atividades física e metabólica do organismo.
b) A atividade aeróbica traz muitos benefícios ao corpo humano; é recomendável, contudo, conversar com o
médico antes de iniciar qualquer esporte.
c) O ciclismo é um bom exercício aeróbico para o sistema cardiovascular; a natação exercita todo o corpo o vôlei
proporciona bom condicionamento aeróbico.
d) Um pedaço de chocolate do tamanho de uma caixa de fósforos tem 150 calorias; um pouco de manteiga igual a
uma tampinha de garrafa tem 25 calorias.
c) Para entrar em forma, é preciso empenho: de um lado praticar esportes com freqüência; do outro, ajustar a
alimentação ao metabolismo e às atividades.

24. Indique a opção em que há erro de pontuação.


a) É regra velha creio eu, que só se faz bem o que se faz com amor.
b) Tem ar de velha, tão justa e vulgar parece.
c) Daí a perfeição dos trabalhos domésticos. São como dormir ou transpirar.
d) Não lhes tiro com isto o mérito; por maior que seja a necessidade, não é menor a virtude.
e) Também eu fiz o meu trabalho com amor - e ouvi dos meus superiores só elogios.

25. Marque a alternativa em que a vírgula indica anteposição da oração adverbial à oração principal.
a) Os pandeiros e os atabaques, já não há quem os toque.
b) É necessário ter calma, pois não há perigo iminente.
c) Em todas as suas atitudes, notava-se grande determinação.
d) Que ambos já não se amavam, os pais já sabiam.
e) Ao ver-se sozinha, começou a temer por seu destino.

26. "Durante muitos anos o TUCA o Teatro da Universidade Católica foi em São Paulo o templo da música
brasileira."
No período acima, corretamente pontuado, há:
a) 1 vírgula; d) 4 vírgulas;
b) 2 vírgulas; e) 5 vírgulas. c) 3 vírgulas;

27. Examine as construções abaixo e marque, com relação à colocação de vírgulas, a alternativa correta.
I - Os candidatos, ansiosos, aguardavam o concurso.
II - Ansiosos, os candidatos aguardavam o concurso.
III - Os candidatos aguardavam, ansiosos, o concurso.
IV - Os candidatos aguardavam ansiosos, o concurso.

a) somente as frases I e II estão certas.


b) somente a frase IV está errada.
c) somente as frases I e III estão certas.
d) somente as frases II e III estão certas.
e) todas as frases estão corretamente pontuadas.

28. Considere a frase abaixo (retirada do J. B. de 13/10/95, sem pontuação)


Ela tem, de acordo com as regras de uso da vírgula, a seguinte pontuação correta.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 102


CADERNOS DIGITAIS

a) O presidente descobriu, que tinha aliados, virou a agenda de cabeça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.
b) O presidente, descobriu que tinha aliados, virou a agenda de cabeça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.
c) O presidente descobriu que tinha aliados, virou a agenda de cabeça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.
d) O presidente descobriu que tinha aliados virou a agenda de cabaça para baixo, e partiu para a reforma
administrativa.
e) O presidente descobriu que tinha aliados, virou a agenda, de cabaça para baixo e partiu para a reforma
administrativa.

29. A respeito da pontuação do texto, assinale a proposição incorreta.


“Abaixo do Equador (onde não existe pecado), a fusão da tradição européia com a batucada africana libertou o
carnaval na plenitude. Em nenhum lugar, ele adquiriu a dimensão que alcançou no Brasil: durante quatro dias, o
país fica fechado para balanço. Ou melhor, fica aberto só para balançar, e se entrega ao espetáculo que seduz e
deslumbra os estrangeiros.”
a) O emprego cumulativo de parêntese e vírgula (em 1) está correto.
b) Poder-se-ia substituir os parênteses (em 1) por travessão duplo.
c) O emprego de dois-pontos (em 2) justifica-se por anunciarem eles um esclarecimento ou explicação.
d) O ponto (em 3) pode ser substituído por vírgula, sem desrespeitar as regras de pontuação.
e) A vírgula antes da conjunção (em 4) justifica-se pelo fato de as orações terem sujeitos diferentes.

30. Assinale o texto corretamente pontuado.


a) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu trazendo pela
mão, uma menina de quatro anos.
b) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu, trazendo pela
mão, uma menina de quatro anos.
c) Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem chapéu, trazendo pela
mão uma menina de quatro anos.
d) Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu, trazendo pela
mão uma menina de quatro anos.
e) Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu trazendo, pela
mão, uma menina, de quatro anos.

GABARITO
1. F 7. V 13. F 19. E 25. E
2. V 8. V 14. F 20. A 26. E
3. F 9. F 15. F 21. A 27. B
4. F 10. F 16. D 22. D 28. C
5. V 11. F 17. A 23. A 29. E
6. F 12. F 18. B 24. A 30. C

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 103


CADERNOS DIGITAIS

CONCORDÂNCIA NOMINAL

FLEXAO NOMINAL: PRLAVRAS VARIÁVEIS E INVARIAVEIS


Os adjuntos adnominais, isto é, artigos, pronomes, numerais e adjetivos, concordam em gênero e número
com o nome a que se referem.
! As nossas duas principais cidades já estão
art. pron. num. adi. subst.

superpovoadas.

O predicativo também concorda com o nome a que se refere.


! A ciência sem consciência é desastrosa.
sujeito predic.

! O advogado considerou indiscutíveis os direitos da herdeira.


predic. objeto direto

PRINCIPAIS CASOS DE CONCORDÃNCIA


1. UM ADJETIVO COM MAIS DE UM SUBSTANTIVO
a) Adjetivo posposto:
1) concorda com o mais próximo em gênero e número.
! Os concursandos passam por problemas e provas complicadas.
masc. fem. fem. plural

2) vai para o plural no gênero predominante (em caso de gêneros diferentes, predomina o masculino).
! Os concursandos passam por problemas e provas complicados.
masc. fem. masc. plural

b) Adjetivo anteposto:
1) o adjunto adnominal concorda apenas com o mais próximo.
! O cavalheiro oferecera-lhe perfumadas rosas e lírios.
adj. adn.

2) o predicativo vai para o plural no gênero predominante.


! O vencedor considerou satisfatórios a nota e o prêmio.
predic.

Observação:
Segundo alguns autores, o predicativo anteposto pode também concordar com o núcleo mais próximo.
! É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. (Cegalla)
predic.

! Mantenha acesas as lâmpadas e os lampiões. (Sacconi)


predic.

! Estava deserta a vila, a casa e o templo. (Savioli)


predic.

2. OUTROS CASOS DE CONCORDÂNCIA


a) Mesmo
Concorda com o nome a que se refere.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 104


CADERNOS DIGITAIS

! As mulheres mesmas exigiram igualdade.


! Elas querem os mesmos direitos e quase as mesmas obrigações.

Observação:
Invariável, quando se referir a verbos ou denotar inclusão.
! As mulheres exigiram mesmo igualdade de direitos.
! Mesmo as mulheres querem tirar vantagem de sua condição.

b) Bastante
Concorda com o nome a que se refere.
! O estudo gera bastantes ansiedades e poucas certezas.

Observação:
Invariável, quando se referir a verbos, adjetivos ou advérbios.
! Não a procuramos bastante para encontrá-la.
! Todos parecem bastante ansiosos.
! O ancião, na noite anterior, passara bastante mal.

c) Meio
Concorda com o substantivo a que se refere (indicando fração).
! Não serei homem de meias palavras.

Observação:
Invariável, quando advérbio (referindo-se a adjetivos).
! A funcionária sentiu-se meio envergonhada com a situação.

d) Leso
Concorda em gênero e número com o 2° vocábulo do composto.
! Seu comportamento revela desvios de lesos-caracteres.

e) Quite
Concorda com o nome a que se refere.
! Os eleitores ficaram quites com suas obrigações cívicas.
! Só fará prova o aluno quite com a tesouraria do colégio.

f) Só
Adjetivo (só = sozinho), concorda com o nome a que se refere.
! Merecem elogios os meninos que se fazem por si sós.

Denotando circunstância adverbial (só = somente), invariável.


! Só os deuses são imortais.

Observação:
A locução a sós é invariável.
Nesses casos, nada melhor que uma conversa a sós.

g) Anexo, incluso, separado


Concordam com o nome a que se referem.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 105


CADERNOS DIGITAIS

! Anexas à carta seguirão as duplicatas correspondentes.


! Remeteremos inclusos os autos pertinentes ao inquérito.
! Seguem, separadas, as cópias das notas fiscais.

Observação:
As locuções em anexo e em separado são invariáveis.
! Em anexo, seguirão as duplicatas correspondentes.
! Seguem, em separado, as cópias das notas fiscais.

h) Possível
Concorda com o nome a que se refere.
! Já fizemos todas as tentativas possíveis.
No singular, com as expressões superlativas o mais, o menos, o melhor, o pior.
! Mantenha os alunos o mais ocupados possível.
No plural, com essas expressões no plural: os / as mais, os / as menos, os / as melhores, os / as piores.
! Na Suíça, fabricam-se os melhores relógios possíveis.

Observação:
A expressão (o) quanto possível é invariável.
! Gosto de cervejas tão geladas (o) quanto possível.

i) É bom, é proibido, é necessário, etc.


Ficarão invariáveis tais expressões e outras equivalentes quando o substantivo a que se referem,
estiver sendo usado em sentido geral, isto é, não determinado por artigo ou pronome.
! É necessário paciência para aturar suas maluquices.
! Mulher é talhado para secretária.

Observação:
Com determinante a concordância será obrigatória.
! Aquela mulher é talhada para secretária.
! Nenhuma bebida é boa como a água.

j) Um e outro, um ou outro, nem um nem outro


Quando seguidas de substantivo e/ou adjetivo terão a seguinte sintaxe: substantivo no singular e
adjetivo no plural.
! Nem um nem outro político demagogos votaram a emenda.
subst. adj.

l) Menos, alerta, pseudo, salvo


São invariáveis.
! Os policiais estão alerta, embora haja menos greves hoje.
! Salvo as enfermeiras, todas as demais são suspeitas.
! No Brasil, temos pseudopoetas e pseudo-romancistas.

m) A olhos vistos
Na linguagem contemporânea, invariável.
! A menina emagrecia a olhos vistos.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 106


CADERNOS DIGITAIS

Observação:
Em linguagem já arcaica, o particípio "visto" concorda com o sujeito (aquilo que se vê).
! A menina emagrecia a olhos vista.

n) Tal qual
Em função predicativa, concordam com os respectivos sujeitos.
! Os jogadores do Flamengo são tais qual o
suj.

próprio time.
suj.

EXERCÌCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS


Falso/verdadeiro
1. ( ) Nas noites frias, usava meias e casaco grossos.
2.( ) Víamos os carneiros e o roseiral floridos.
3.( ) O juiz declarou inocentes o réu e sua cúmplice.
4.( ) Ofereci-lhe perfumados rosas e lírios.
5.( ) Os alunos mesmo pediram repetição da aula.
6.( ) Tivemos bastante cuidados na viagem.
7.( ) Crimes de lesos-patriotismos não são comuns.
8.( ) Há vinte anos, já estava quite de suas obrigações.
9.( ) Admiro-os: são rapazes que se fizeram por si só.
10.( ) Anexas à carta, seguirão as listas de preço.
11. ( ) Conheci escritores o mais brilhantes possíveis.
12.( ) Mulher é talhado para secretária.
13.( ) Um e outro político demagogo votou a emenda.
14.( ) Todos ficarão alertas, embora haja menos greves.
15.( ) Os torcedores do Flamengo são tais qual o time.

Múltipla escolha
16. Considerando o período: "Reincidente, terá sua carteira permanentemente cassada na terceira vez.", assinale
a opção que se apresenta de acordo com a norma culta do Português.
a) Reincidentes, terão sua carteira permanentemente cassada nas terceiras vezes.
b) Reincidentes, terão suas carteiras permanentementes cassadas na terceira vez.
c) Reincidente, terão suas carteiras permanentemente cassadas na terceira vez.
d) Reincidentes, terão suas carteiras permanentemente cassadas na terceira vez.

17. Assinale a opção correta quanto à concordância.


a) Garantiu-lhe que pode ser dispensado, nestes casos, apresentação da carteira de habilitação de motorista.
b) Enviou-lhe anexas aos depoimentos das testemunhas a fotocópia da multa que ela mesma havia amassado
durante a discussão.
c) Apreciava encantado as tranqüilas montanhas e bosques, esquecendo-se até de que é proibido a
ultrapassagem pela direita.
d) Mostrou-lhe que estava quites com os impostos e as taxas relativos ao veículo, mas não conseguiu evitar que
lhe fosse imputado a multa pela infração cometida.

18. Assinale a opção sem erro de concordância.


a) Já estão incluso no processo as investigações a respeito das manifestações lingüísticas das abelhas.
b) Não há nenhuma probabilidade de aprofundar as pesquisas sobre comunicação dos chimpanzés.
c) Foi desnecessária discussão sobre a possibilidade da existência de uma comunicação lingüística animal.
d) É perigoso a afirmação a respeito da emissão fônica dos vertebrados como um conjunto de símbolos
lingüísticos.
e) Muito obrigado, disse-me ajuíza sorridente.

19. Aponte a opção cuja seqüência preenche corretamente as lacunas deste período.

"Muito ___________, disse ela. Vocês procederam __________ considerando meu ponto de vista e minha
argumentação ___________ .”

a) obrigado - certos - sensata.


b) obrigada - certo - sensatos.
c) obrigada - certos - sensata.
d) obrigada - certos - sensatos.
e) obrigado - certo - sensatos.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 107


CADERNOS DIGITAIS

20. Considerando as transformações dos períodos:


1. Não é certo que o diretor viaje.
- Não é certa a viagem do diretor.
2. É necessário que todos participem.
- É necessária a participação de todos.
3. É ótimo que V. Sa. colabore.
- É ótima a vossa colaboração.
4. É justo que todos ajudem.
- É justo a ajuda de todos.

Estão corretas:
a) 1,2e3 d) 2e3
b) 3e4 e) 1 e4
c) 1 e 2

21. Todos os períodos abaixo estão corretos. Existem, porém, dentre eles alguns que admitem outra forma de
concordância, correta também. Indique a alternativa que abrange estes períodos.
1. Eram agastamentos e ameaças fingidos.
2. Pai e mãe extremosos não pouparam sacrifícios para educar os filhos.
3. Tinha por ele alta admiração e respeito.
4. Leu atentamente os poemas camoniano e virgiliano.
5. Vivia em tranqüilos bosques e montanhas.

a) 1,2 e 3 d) 1,2e5
b) 1,2 e 4 e) 3 e 5
c) 2, 3 e 5

22. Tendo em vista as normas de concordância, assinale a opção em que a lacuna só pode ser preenchida por um
dos termos colocados entre parênteses.
a) Cabelo e pupila _____________ . ( negros/negra)
b) Cabeça e corpo _____________ . (monstruoso/ monstruosos)
c) Calma e serenidade _____________. (invejável/invejáveis)
d) Dentes e garras _____________ . (afiados/afiadas)
e) Tronco e galhos _____________ . (seco/secos)

23. Escolha a opção que completa corretamente as lacunas do período abaixo.


"Queremos bem ____________ nossa opinião e nos sos argumentos, deixando _________, sem possibilidade de
outras interpretações, as palavras que expressam."
a) clara - escritas - as;
b) claro - escrito - o;
c) claros - escrito - o;
d) claros - escritas - os;
e) claros - escritos - os.

24. Marque a alternativa na qual só uma das concordâncias nominais é correta.


a) Uma e outra questão examinadas.
Uma e outra questão examinada.
a a
b) V. Ex é esperada, Sr Ministra.
a
V. Ex é esperado, Sr. Ministro.
c) A primeira e a segunda sessão.
A primeira e a segunda sessões.
d) Proposta e projeto aceitos.
Proposta e projeto aceito.

25. A concordância nominal está correta.


a) Permitam-me que as deixe só.
b) Tenho o réu e seu comparsa como mentiroso.
c) Os cargos exigem conhecimento das línguas inglesas e alemãs.
d) Por pior que sejam as conseqüências, estas são as únicas tentativas possíveis no momento.

26. Indique a alternativa com a concordância feita incorretamente.


a) Sempre digo que não estamos só.
b) É meio-dia e meia, disse o locutor.
c) A convidada chegou com sapatos e bolsa escuros.
d) Choveu no escritório embora a janela só estivesse meio aberta.
e) Durante meu curso de Direito, pude adquirir bastantes conhecimentos.

27. Assinale a alternativa errada quanto à concordância.


a) Gostava de usar roupas meio desbotadas.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 108


CADERNOS DIGITAIS

b) Resolvemos questões as mais difíceis possível.


c) Estejam alerta, pois os ladrões são perigosos.
d) Todos foram aprovados, salvo João e Maria.
e) Ela mesma datilografou o requerimento.

28. "Os privilégios e interesses ilegítimos estão arraigados."


Das seguintes alterações da frase, aquela em que a concordância nominal está em desacordo com a norma culta
é:
a) Estão arraigadas as vantagens e os privilégios ilegítimos.
b) Os privilégios e as vantagens ilegítimas estão arraigados.
c) Estão arraigadas a vantagem e o privilégio ilegítimos.
d) A vantagem e o privilégio ilegítimo estão arraigados.
e) O privilégio e a vantagem ilegítima estão arraigados.

GABARITO
1.V 7.V 13.F 19.B 25.D
2.F 8.V 14.F 20.C 26.A
3.V 9.F 15.V 21.B 27.B
4.F 10.V 16.D 22.E 28.C
5.F 11.F 17.A 23.D
6.F 12.V 18.B 24.A

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 109


CADERNOS DIGITAIS

REGÉNCIA VERBAL E NOMINAL

Regula a complementação verbal ou nominal e suas preposições.

REGÊNCIA VERBAL
É a maneira de o verbo relacionar-se com seus complementos.

VERBOS COM MAIS DE UM SIGNIFICADO


Agradar (v.t.d. - fazer agrados, carinhos).
! Não agrade os meninos com doces.
! Não os agrade com doces.

Agradar a (v.t.i. - ser agradável, satisfazer)


Desagradar a
! O resultado não agradou aos cocursandos.
! O resultado não lhes agradou.

Aspirar (v.t.d. - sorver, respirar).


! Como é gostoso aspirar seu perfume.
! Como é gostoso aspirá-lo.
! Há máquinas que aspiram o pó.
! Há máquinas que o aspiram.

Aspirar a (v.t.i. - pretender, almejar).


! Quem não aspira a uma vida saudável?
! Quem não aspira a ela.

Observação:
O pronome lhe será usado quando o objeto indireto for palavra que indique pessoa; caso contrário, usar-se-á o
pronome ele com a respectiva preposição.

Assistir (a) - (v.t.d. ou v.t.i.) - dar assistência.


! O Governo assiste as populações carentes.
! O Governo assiste-as.
! O Governo assiste às populações carentes.
! O Governo assiste a elas.

Observação:
Se ocorrer ambigüidade, deve ser usado apenas como v.t.d.
! A enfermeira assistiu ao transplante. (viu ou deu assistência?)
! A enfermeira assistiu o transplante.

Assistir a (v.t.i. - ver, estar presente; ou caber, ter direitos, deveres)


! Queremos assistir ao jogo.
! Queremos assistir a ele.
! Esse direito só assistia ao Presidente.
! Esse direito só lhe assistia.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 110


CADERNOS DIGITAIS

Assistir em (v.i. - morar, residir).


! D. Pedro assistia em Petrópolis. (a. adv. lugar)

Atender (v.t.d. - deferir um pedido, conceder algo).


! Deus atenderá nossas súplicas.
! Deus as atenderá.

Atender (a) (v.t.d. ou v.t.i. - dar atenção - complemento "pessoa")


! O professor atende os / aos alunos.
! O professor atende-os / lhes.

Observação:
Alguns gramáticos dão preferência ao uso do pronome "o".

Atender a (v.t.i. - dar atenção - complemento "coisa")


! Por favor, atenda ao telefone.
! Atenda a ele.

Chamar (v.t.d. - convidar, convocar, atrair)


! Chamei meus amigos e pedi discrição.
! Chamei-os e pedi discrição.
! Aquele fato chamou a atenção da polícia.

Chamar por (v.t.i. - invocar, chamamento veemente).


! O Negrinho chamou por sua madrinha, a Virgem.
! Chamou por ela.

Chamar a (v.t.d.i. - repreender).


! Chamei à atenção os alunos.
! Chamei-os à atenção.

Chamar (a) (v.t.d. ou v.t.i. + predicativo - tachar, considerar).


! Chamaram o aluno inteligente.
o.d. predic. o.d.

! Chamaram-no inteligente.
o.d. predic. o.d.

! Chamaram o aluno de inteligente.


o. d. predic. o.d.

! Chamaram-no de inteligente.
o.d. predic. o.d.

! Chamaram ao aluno, inteligente.


o. i. predic. o.i.

! Chamaram-lhe inteligente.
o.i. predic. o.i.

! Chamaram ao aluno de inteligente.


o.i. predic. o.i.

! Chamaram-lhe de inteligente.
o. i. predic. o.i.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 111


CADERNOS DIGITAIS

Comparecer a (v.t.i. - complemento "atividade").


! Os magistrados não compareceram ao júri.

Comparecer a (em)- (v.i. - complemento "lugar').


! Os concursandos compareceram ao / no local na hora prevista.

Constar - (v.i. - dizer-se, passar por certo).


! Consta que Cristo.fez maravilhosos portentos.

Constar de (v.t.i. - ser composto ou formado, constituir-se).


! Esta obra consta de dois volumes.

Constar em (v.i. - estar registrado, escrito).


! Algumas palavras nem constam no dicionário.

Custar (v.t.d.i. - acarretar).


! O remorso custava lágrimas ao pecador.
! O remorso custou-lhas.

Custar a (v.t.i. - ser custoso, difícil, demorado).


! Custa aos alunos entender tais assuntos.
o i. sujeito

Observação:
Como se pode ver, o objeto indireto é pessoa e o sujeito, oracional; devendo, portanto, evitar-se:
! Os alunos custaram a entender tais assuntos.

Deparar (com) (v.t.d. ou v.t.i. - dar com, encontrar).


! Quando deparou (com) o erro, procurou corrigi-lo imediatamente.

Deparar a (v.t.d.i. - fazer aparecer, apresentar).


! Nem a ciência deparava solução ao mistério.

Deparar-se a (v.t.i. pronominal - apresentarse, oferecer-se, surgir).


! Uma nova situação deparou-se aos alunos.

Implicar (v.t.d. - acarretar).


! Contratação de pessoal implica despesas.

Implicar com (v.t.i. - ter implicância).


! Não sei por que implicas com as crianças.

Implicar em (v.t.d.i. - envolver).


! Cacilda implicara o namorado em crimes.

Implicar-se em (v.t.i. pronominal -envolver-se).


! Implicou-.se em conspirações.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 112


CADERNOS DIGITAIS

Lembrar (v.t.d. - não esquecer).


! Não lembramos de datas de aniversários.

Lembrar-se de (v.t.i. pronominal - não se esquecer de).


! Lembre-se dos fatos marcantes da vida.

Lembrar a (v.t.d.i. - advertir, recordar).


! Lembramos aos presentes a necessidade do convite.

Lembrar a (v.t.i. - vir à lembrança).


! Lembrou a todos aquele fato inusitado.
o.i. sujeito

Observação:
Essa é construção clássica que tem como sujeito o ser lembrado.

Esquecer, recordar e admirar apresentam idêntica regência.

Precisar (v.t.d. - indicar com exatidão).


! O guarda não precisou o local da infração.
! O guarda não o precisou.

Precisar de (v.t.i.) (ter necessidade, carecer).


! Quem não precisa de dinheiro?
! Quem não precisa dele?

Observação:
Alguns autores clássicos o empregaram como v.t.d. - porém, na linguagem atual, esse procedimento não tem mais
trâmites.

Proceder (v. i. - comportar-se, provir, ter fundamento).


! Vivia com austeridade, e procedia como rei.
! Os retirantes procediam de longínquas terras.
! Infelizmente, seu pleito não procede.

Proceder a (v.t.i. - realizar, fazer).


! A polícia procederá ao inquérito.
! A polícia procederá a ele.

Querer (v.t.d. - desejar).


! Quero sucesso imediato.
! Quero-o.

Querer a (v.t.i. - amar, estimar, bem-querer).


! Quero muito a meus pais.
! Quero-lhes muito.

Responder (v.t.d. - exprimindo a resposta).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 113


CADERNOS DIGITAIS

! O homem respondeu qualquer coisa ininteligível.

Responder a (v.t.i. e v.t.d.i. - dizer em resposta).


! Todos deveriam responder ao questionário.
! Os alunos responderam ao professor que não tinham estudado.

Visar (v.t.d. - apor visto, apontar para).


! Não te esqueças de visar teu passaporte.
! Não te esqueças de visa-lo.
! Apontou o arcabuz, mas não visava o alvo.
! Não o visava.

Visar a (v.t.i. - pretender, almejar, ter em vista).


! Os políticos visam apenas aos seus interesses.
! Visam apenas a eles.

Observações:
a) Seguido de infinitivo, pode a preposição ficar subentendida.
! O pequenino visava conquistar a simpatia de todos.

b) Apesar de exemplos clássicos como transitivo direto, não se recomenda tal procedimento na linguagem
hodierna.

VERBOS COM PROBLEMAS (decorrentes do linguagem coloquial)


Chegar (v. i. - exige as preposições a ou de)
! Amanhã chegaremos cedo ao colégio.
! Elas chegavam de Taguatinga e iam a Sobradinho.

Observação:
O erro comum é o uso da preposição em em vez de a.
! Quando cheguei em Brasília. (incorreto)

Ir (v. i. - exige as preposições a ou para).


! Nessas férias, iremos a Fortaleza. (ida e retorno).
! Fui transferido, estou indo para o Canadá. (ida e permanência)

Observação:
O erro comum é usar a preposição em.
! Com licença, preciso ir no banheiro. (incorreto)

Namorar (v.t.d.)
! Paula namorava todos os rapazes da rua.

Observação:
O erro comum é usar-se com a preposição com.
! Raimunda só foi feliz namorando com Ricardo. (incorreto)

Obedecer - desobedecer (v.t.i. - exigem a preposição a).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 114


CADERNOS DIGITAIS

! Seria bom obedeceres aos teus estímulos.


! Não desobedeças ao teu pai.

Observação:
O erro comum tem sido usá-los como transitivos diretos.
! Pedrinho, não desobedeças teu pai! (incorreto)

Pagar - perdoar (v.t.d.i. - o.d. "coisa", o.i. "pessoa").


! Já paguei a prestação ao cobrador.

Observação:
O erro comum é a construção com objeto direto "pessoa".
! Amanhã pagaremos os funcionários. (incorreto)

Preferir (v.t.d.i. )
! Há indivíduos que preferem o sucesso fácil ao triunfo meritório.

Observação:
O erro comum é o uso redundante de "reforços" (antes, mais, muito mais, mil vezes, etc) e de "comparativos"
(que ou do que).
! Prefiro mil vezes um inimigo do que um falso amigo. (incorreto)

Residir (v. i. - exige a preposição em).


! Ela reside na Avenida das Nações.

Observações:
Têm a mesma regência os verbos morar, situar-se, estabelecer-se e os adjetivos derivados sito, residente,
morador, estabelecido.
! Ela reside na SQN 315, estabeleceu-se na QNG, sito na casa 10.
O erro comum é usar-se a preposição a.
! Todos estarão tio local determinado, sito a SCLN 314. (incorreto)

Simpatizar - antipatizar (v.t.i. - exigem a preposição com).


! Alguns não simpatizavam com o treinador.

Observação:
O erro comum é usá-lo como verbo pronominal, reflexivo.
! Nunca me simpatizei com modas. (incorreto)

TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS


Aconselhar, autorizar, avisar, comunicar, certificar, cientificar, dissuadir, ensinar, incumbir, in-
formar, lembrar, notificar, participar, etc.
Alguns desses verbos admitem alternância, isto é, objeto direto e indireto de "coisa" ou "pessoa", indi-
ferentemente.

Informei o fato aos alunos. ou


o.d. o. i.

Informei os alunos do fato.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 115


CADERNOS DIGITAIS

o.d. o. i.

Observação:
O erro comum, com esses verbos, é a construção em que aparecem dois objetos diretos ou dois indiretos, isto é,
por excesso ou omissão de preposição.
Avisei-os que a prova fora transferida. (incorreto)
o.d. o.d. > dois objetos diretos

Avisei-os de que a prova fora transferida. (correto)


o.d. o. i.

Avisei-lhe de que a prova fora transferida. (incorreto)


o.i. o.i. > dois objetos indiretos

Avisei-lhe que a prova fora transferida. (correto)


o.i. o.d.

REGÊNCIA NOMINAL
É a relação de subordinação entre o nome e seus complementos, devidamente estabelecida por
intermédio das preposições correspondentes.
Acostumado (a, com)
Estava acostumado a / com qualquer coisa.
Afável (a, com, para com)
Parecia afável a / com / para com todos.
Afeiçoado (a, por)
Afeiçoado aos estudos. Afeiçoado pela vizinha.
Aflito (com, por)
Aflito com a notícia. Aflito por não ter notícia.
Amizade (a, por, com)
Amizade à / pela / com a irmã mais velha.
Analogia (com, entre)
Não há analogia com / entre os fatos históricos.
Apaixonado (de, por)
Era um apaixonado das / pelas flores.
Apto (a, para)
Estava apto ao / para o desempenho das funções.
Ávido (de, por)
Um homem ávido de / por novidades.
Constituído (de, por)
Um grupo constituído de / por várias turmas.
Contemporâneo (a, de)
Um estilo contemporâneo ao / do Modernismo.
Devoto (a, de)
Um aluno devoto às / das artes.
Falho (de, em)
Um político falho de / em caráter.
Imbuído (de, em)
Imbuído de / em vaidades.
Incompatível (com)

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 116


CADERNOS DIGITAIS

A verdade é incompatível com a realidade.


Passível (de)
O projeto é passível de modificações.
Propenso (a, para)
Sejam propensos ao / para o bem.
Residente (em)
Os residentes na Capital.
Vizinho (a, de)
Um prédio vizinho ao / do meu.

EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS


Falso / verdadeiro
1. ( ) Só para agradar meu filho, fui assistir um jogo do Flamengo.
2. ( ) O árbitro, aspirando à simpatia da torcida, preferiu marcar pênalti do que simples falta.
3. ( ) A emoção ansiava ao goleiro, que esperava proceder uma bela defesa.
4. ( ) Os torcedores visavam o árbitro e chamavam-lhe ladrão: não se simpatizavam com ele.
5. ( ) Meu filho também custava a perdoar o árbitro.
6. ( ) Todos que compareceram no jogo deparam um espetáculo degradante.
7. ( ) Está na hora da falta ser cobrada e isso implica em grande concentração.
8. ( ) Não lembro mais do nome de quem chutou: esqueceu-me o nome dele.
9. ( ) Sei que namorou com a bola, beijou-lhe, pois a queria como a uma noiva.
10. ( ) O goleiro avisou ao árbitro de que estava pronto, mostrando-lhe aonde ficaria.

Múltipla escolha
11. Assinale a opção correta quanto à regência verbal.
a) Eu não lhe vi avançar o sinal, mas assisti o seu desrespeito ao pedestre, conduzindo o veículo, em alta
velocidade, pelo acostamento.
b) Não lhe conheço bem para afirmar que ele tem o hábito de namorar com a vítima dentro do automóvel.
c) Informou-lhe que as medidas de prevenção de acidentes no trânsito não implicavam custo adicional para a
administração.
d) O agente de trânsito tentava explicar ao motorista de que não visava o agravamento da punição e, sim, que
queria ajudar-lhe.

12. Com relação à regência verbal, assinale a opção correta.


a) O datilógrafo deve conhecer a todas as possibilidades da máquina de escrever.
b) Aconselho-o uma leitura atenta ao manual.
c) Alguns itens podem parecê-lo mais importante.
d) As margens do papel protegem à margem escrita.
e) Cabe ao datilógrafo o estabelecimento das medidas da margem.

13. Assinale a frase que apresenta regência nominal incorreta.


a) O tabagismo é prejudicial à saúde.
b) Estava inclinado em aceitar o convite.
c) Sempre foi muito tolerante com o irmão.
d) É lamentável sentir desprezo por alguém.
e) Em referência ao assunto, prefiro nada dizer.

14. Quanto à regência verbal, escreva (1) nas corretas e (2) nas incorretas.
( ) Logo que chegou, eu o ajudei como pude.
( ) Preferia remar do que voar de asa delta.
( ) Naquela época, eu não visava o cargo de diretor.
( ) Sem esperar, deparei com ela bem perto de mim.
( ) Nós tentamos convencê-lo que tudo era imaginação.

A seqüência correta dos números nos parênteses é


a) 1, 1, 1, 2, 2 d) 1, 2, 2, 1, 2
b) 2, 2, 2, 1, 1 e) 1, 2, 1, 2, 1
c) 2, 1, 1, 2, 1

15. Indique o trecho em que há erro de regência.


a) "Os rebeldes sem causa já haviam tomado de assalto as telas do cinema muito antes que a primeira guitarra
roqueira fosse plugada na tomada." (VEJA/95)
b) "A exemplo das grandes sagas empresariais, ‘Um Sonho de Liberdade' prega a supremacia da perseverança
sobre a adversidade, da paciência sobre a brutalidade, da frieza sobre o instinto." (VEJA, 15/3/95)

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 117


CADERNOS DIGITAIS

c) "Para lembrar o assassinato de Zumbi, muitos estarão somente dançando e tocando tambor - o que somente
acontecerá em reforço aos estereótipos atiçados sobre seus descendentes." (Folha de S. Paulo, 26/3/95)
d) "Art. 3. São direitos de cada condômino: reclamar à Administração, exclusivamente por escrito, todas e
quaisquer irregularidades que observe, ou que esteja sendo vítima."
e) "4.1 - Este contrato é irrevogável e irretratável. Desejando o assinante cancelá-lo, deverá remeter à editora
cópia xerográfica da face preenchida deste documento, acompanhada de carta explicativa dos motivos do
cancelamento."

16. Aponte o trecho correto quanto à regência.


a) Quando se desativa uma linha de trem, estão-se isolando muitas localidades que perderão o único meio de
transporte que dispõem.
b) Em muitas cidades pequenas, no interior do País, prevalece a idéia, a qual se desconfia que o próprio Prefeito
seja adepto, de que o trem é meio de transporte obsoleto.
c) Como é interesse do País de que o preço do frete diminua, são urgentes e imprescindíveis os investimentos em
nosso sistema ferroviário.
d) A partir dos anos 50, o baixo custo do petróleo justificou a opção do transporte de carga por rodovias, às quais
foram ganhando cada vez mais preferência.
e) No Brasil, dadas suas dimensões continentais, deve-se dar preferência às ferrovias para a movimentação de
cargas.

17. Marque o item incorreto quanto à regência verbal.


a) Os cavalos criados no turfe moram onde um pangaré não mete o focinho.
b) O clima dos centros de treinamento desses animais equivale ao da Suíça.
c) O ar puro é um trunfo, porque há cavalos hemorrágicos que tendem a sangrar no pulmão depois de um esforço.
d) O criador desse animal prefere dedicar seu tempo a ele que entregá-lo a um treinador qualquer.
e) Nos hotéis cinco estrelas eqüinos, o trato responde aos anseios desses animais.

18. Marque a alternativa com sentença incorreta.


a) Os cheques que ele visava eram de outra agência.
b) Os prêmios a que todos aspiravam não mais serão concedidos.
c) O contrato apresentava várias cláusulas de que desconfiávamos.
d) Os programas a cuja elaboração assistira foram muito comentados.
e) As propostas que o advogado se refere não explicam as condições.

19. Assinale a opção que contém erro, segundo os padrões formais da língua portuguesa.
a) Algumas idéias vinham ao encontro das reivindicações dos funcionários, contentando-os, outras não.
b) Todos aspiravam a uma promoção funcional, entretanto poucos se dedicavam àquele trabalho, por ser
desgastante.
c) Continuaram em silêncio, enquanto o relator procedia à leitura do texto final.
d) No momento este Departamento não pode prescindir de seus serviços devido ao grande volume de trabalho.
e) Informamos a V. Sa. sobre os prazos de entrega das novas propostas, às quais devem ser respondidas com
urgência.

20. De acordo com a norma culta, há erro de regência do termo destacado em:
a) Meu apartamento é contíguo ao do meu irmão.
b) O candidato julgou estar apto a fazer um bom exame.
c) A sociedade não pode ficar imune a essas solicitações.
d) A tolerância, mesmo exagerada, é preferível do que o ódio.
e) A Justiça do Trabalho é que julga os dissídios entre trabalhadores e patrões.

21. Assinale a alternativa incorreta.


a) Chamei-lhe incompetente, pois jamais soube compreender-me.
b) O Presidente assiste cm Brasília desde que foi eleito.
c) Os alunos custarão muito para entender as exceções da ortografia.
d) No sertão as pessoas são mais saudáveis porque podem aspirar o ar puro, sem qualquer tipo de poluição.
e) Sempre hei de querer-lhe como se fosse minha própria irmãzinha.

22. Aponte, entre as alternativas abaixo, aquela que relaciona os elementos que preenchem corretamente as
lacunas do texto abaixo.
"A ida dos meninos _____ casa da fazenda fez _____ que o velho, sempre intolerante _____ crianças e fiel
______ seu costume de assustá-las, persistisse ______ busca _____ um plano para pô-las ____ fuga."
a) à – com – com – a – na – de – em;
b) para – a – às – em – na – a – na;
c) na – em – das – do – com – por – de;
d) a – em – de – de – com a – para – com;
e) à – com – nas – à – com – por – em.

23. Assinale a alternativa que completa corretamente.


O jogo _______ me referi foi ganho pelo Brasil.
O escritor ______ livro acabei de ler encontra-se em Curitiba.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 118


CADERNOS DIGITAIS

O certificado ______ o diretor visou será entregue aos alunos hoje.


O documento ______ precisava ainda não foi visado pelo diretor.
O professor informou os alunos ______ a prova fora adiada.

a) a que – cujo o – a que – de que – de que;


b) que – cujo – que – que – que;
c) a que – cujo o – que – de que – de que;
d) que – cujo – que – de que – que;
e) a que – cujo – que – de que – de que.

24. Assinale a alternativa que contém as respostas corretas.


I - Visando apenas suas próprias conveniências, prejudicou toda a coletividade.
II - Por orgulho, preferiu abandonar a empresa a ter que se valer de empréstimos do Governo.
III - Embora fosse humilde, sempre aspirou a posições de destaque na empresa.
IV - Adormeceu tranqüilamente, aspirando o aroma doce das flores da campina.

a) II-III-IV b) I-II-III c) I-III-IV


d) Todos os períodos estão corretos. e) Todos os períodos contêm erros.

25. Assinale a frase com erro de regência verbal.


a) Na oportunidade, encaminho a V. Sa. a documentação exigida.
h) Consultaram o diretor sobre as próximas reuniões do conselho.
c) Portanto, cientifico-lhe de que houve engano de data e horário.
d) Solicitamos-lhe reformulação da grade horária referente à próxima semana.
e) Os policiais, à paisana, procederam à renovação do cadastro dos ocupantes da favela.

26. Escolha a opção que completa corretamente as lacunas do período.


Ele anseia _______ visitá-la porque _______ estima ______ muito e deseja que ela ______ perdoe ______
erros.
a) em – lhe – o – os d) por – a – lhe – os
b) de – lhe – o – aos e) por - lhe - lhe – aos
c) para – a – lhe – aos

27. Assinale a opção cuja lacuna não pode ser preenchida pela preposição entre parênteses.
a) Uma grande mulher, __________ cuja figura os velhos se comoviam. (com)
b) Uma grande mulher, _______ cuja figura já nos referimos antes. (a)
c) Uma grande mulher, _________ cuja figura havia um ar de decadência. (em)
d) Uma grande mulher, _______ cuja figura todos estiveram apaixonados. (por)
e) Uma grande mulher, _______ cuja figura as crianças se assustavam. (de)

28. Aponte a opção em que a substituição da preposição (entre parênteses) contraria os preceitos gramaticais da
norma culta.
a) Contribuição decisiva à (para) solução do problema.
b) Verdades incômodas relacionadas com (a) a situação da leitura.
c) Fugir a (de) novas oportunidades.
d) Embora não tenha para (a) apoiar-me estatísticas oficiais.
e) Verificam-se problemas oriundos de (em) causas gerais.

29. Considerando os períodos abaixo, escolha a alternativa que os analisa corretamente.


I - Vicente desviou-se do assunto, que não o agradava muito.
II - D. Pedro abdicou a coroa na pessoa de sua filha D. Maria da Glória.
III - Na Academia teria um lugar de direito, se o aspirasse realmente.
IV - Nós o chamávamos tiozinho e brincávamos com ele como um boneco.
a) Corretas: I e II d) Corretas: I e III
b) Corretas: II e III e) Corretas: II e IV
c) Corretas: III e IV

30. Aponte a alternativa que apresenta incorreção de regência.


a) Apenas lhe informaram que os bens de Domingos haviam sido confiscados.
b) O ministro informou ao povo sobre a situação financeira do país.
c) Tive uma suspeita e preferi dizê-la a guardá-la.
d) Depois, convidou-os a procederem à nomeação do secretário.
e) Quem sabe se aquele homem não havia particularmente visado à sua fortuna, aos bens que lhe constituíam
quantioso dote?

GABARITO
1. F 7. F 13. B 19. E 25. C
2. F 8. F 14. D 20. D 26. D

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 119


CADERNOS DIGITAIS

3. F 9. F 15. D 21. C 27. E


4. F 10. F 16. E 22. A 28. E
5. F 11. C 17. D 23. E 29. E
6. F 12. E 18. E 24. A 30. B

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 120


CADERNOS DIGITAIS

CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO

FASCÍCULO

INFORMÁTICA

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 121


CADERNOS DIGITAIS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 122


CADERNOS DIGITAIS

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Informática é a ciência que estuda os meios de armazenamento, transmissão e processamento das


informações, tendo como seu maior propulsor e concretizador, um equipamento eletrônico chamado
computador.
Computador é o nome dado a um dispositivo eletrônico que armazena, processa (processar = calcular)
e recupera informações, quase como um liquidificador (que armazena as frutas e legumes, processa-os e
recupera, como resultado, o suco desejado).
A história dos computadores eletrônicos remonta do meio da segunda grande guerra, quando o exército
americano construiu o ENIAC, um computador que ocupava cerca de um terço da área do Maracanã, e possuía
18.000 válvulas (apesar dos exageros, este “trambolho” tinha poder de cálculo equivalente à sua calculadora de
bolso).
Naquela época, os principais componentes do computador ENIAC eram as válvulas (são pequenas
“lâmpadas”) que tratavam a eletricidade de forma “inteligente” para que ela realizasse os procedimentos
desejados.
Mais tarde, na década de 50, foi inventado o sucessor da válvula, o transistor, um pequeno
componente semicondutor de silício, bem menor que a válvula, e muito mais versátil.
Com o passar dos anos, os transistores foram sendo miniaturizados a tal ponto que, começaram a ser
impressos diversos deles em pastilhas únicas, para ocupar menos espaço. Essas pastilhas semicondutoras são
chamadas de chips, ou circuitos integrados.
Hoje em dia, existem chips que equivalem a milhões de transistores, são circuitos integrados muito
densos, um “mapa” de um deles é mais complicado que uma foto aérea da cidade de São Paulo (e olha que São
Paulo é a maior cidade da América Latina!).
Verifique na imagem abaixo uma comparação entre os transistores e os chips.

Atualmente, todos os equipamentos eletrônicos, inclusive os computadores, são formados por inúmeros
chips, cada um com uma função definida, esses chips são soldados (colados com solda) em uma estrutura de
plástico com alguns caminhos condutores, essas estruturas são denominadas placas de circuitos, ou somente
placas.

HARDWARE – PARTE FÍSICA DO COMPUTADOR

Que bicho é esse? Você pode se perguntar quando vislumbra um computador, não se preocupe, se
trata apenas de mais um eletrodoméstico das famílias do novo milênio. O computador pode ser divido de forma
didática, como apresentamos a seguir:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 123


CADERNOS DIGITAIS

Monitor

Gabinete

Mouse

Teclado

Gabinete: É a parte mais importante do computador, podemos dizer que o gabinete é o computador
propriamente dito. Dentro dele, há vários componentes que fazem o processamento da informação. Mas atenção,
NÃO CHAME DO GABINETE DE CPU, pois são coisas diferentes (algumas pessoas, inclusive técnicos costumam
chamar o gabinete de CPU porque esta – a CPU – está dentro do gabinete).
Monitor: É a tela que nos mostra as respostas que o computador nos dá. É um periférico de saída (pois a
informação sai do computador para o usuário).
Teclado: conjunto de teclas que permite que operemos o computador através de comandos digitados. É um
periférico de entrada.
Mouse: Através dele, controlamos uma setinha que aponta para os itens na nossa tela. Também é um
periférico de entrada.

SIM, MAS, E DENTRO DO GABINETE?


Dentro do gabinete são encontrados os componentes que formam o computador propriamente dito, como as
memórias, o processador e o disco rígido, todos eles estão direta ou indiretamente ligados à placa mãe.
Placa Mãe: É uma grande placa de circuitos onde são encaixados os outros componentes, a Placa mãe recebe
o processador, as memórias, os conectores de teclado, mouse e impressora, e muito mais (veja figura abaixo).

Saídas PS2 (para Teclado e


mouse), USB, Serial, etc.

Slots PCI para o encaixe de


placas adicionais (vídeo,
modem, rede, etc.) Slots para o encaixe do
Microprocessador

Slots para o encaixe da


memória RAM

Microprocessador: É o chip mais importante do computador, cabendo a ele o processamento de todas as


informações que passam pelo computador. Ele reconhece quando alguma tecla foi pressionada, quando o mouse foi
movido, quando um som está sendo executado e tudo mais... Devido a sua importância, consideramos o processador
como o “cérebro do computador” e vamos estudá-lo com mais detalhamento.
Memória RAM: É um conjunto de chips que acumulam as informações enquanto estão sendo processadas, é
mais ou menos assim: O QUE ESTIVER SENDO APRESENTADO NO MONITOR ESTÁ ARMAZENADO, NESTE

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 124


CADERNOS DIGITAIS

MOMENTO, NA RAM. Toda e qualquer informação que estiver sendo processada, todo e qualquer programa que
esteja sendo executado está na memória RAM. A memória RAM é vendida na forma de pequenas placas chamadas
“pentes”.
RAM significa Memória de Acesso Aleatório, ou seja, o computador altera seu conteúdo constantemente,
sem permissão da mesma, o que é realmente necessário. Como a memória RAM é alimentada eletricamente, seu
conteúdo é esvaziado quando desligamos o computador. Sem chance de recuperação, ou seja, é um conteúdo
volátil.
Memória cache : É uma memória que está entre o processador e a RAM, para fazer com que o acesso à RAM
seja mais veloz. A Memória Cache normalmente é formada por circuitos dentro do processador, para que sua
velocidade seja ainda maior. Uma vez acessada uma informação, ela não precisará ser acessada mais uma vez na
RAM, o computador vai buscá-la na Cache, pois já estará lá.
Disco Rígido: também conhecido como wincheste r ou HD, é um dispositivo de armazenamento magnético
na forma de discos sobrepostos. É no Disco Rígido que as informações são gravadas de forma permanente, para que
possamos acessá-las posteriormente. As informações gravadas nos discos rígidos (ou nos disquetes) são chamadas
arquivos.
Barramento: também conhecido como BUS é o nome dado ao conjunto de vias que fazem a informação
viajar dentro do computador. O BUS liga o processador aos periféricos e às placas externas que se encaixam na placa
mãe.
Slots: São “fendas” na placa mãe que permitem o encaixe de outras placas, como as de vídeo, som, rede,
etc. Veremos, a seguir, mais detalhadamente os Slots, os barramentos e suas características.
Podemos observar na figura seguinte, o formato dos discos rígidos e da memória RAM, assim como, um
pequeno exemplo de microprocessador, e um esquema do funcionamento deles:

Microprocessador Disco Rígido (aberto) Pentes de memória RAM

Memória RAM
Monitor de Vídeo
Processador

Disco Rígido (HD)


Placa Mãe (e seus componentes)

Dispositivos de entrada (Teclado ou Mouse)

Explicando o diagrama acima: A informação é inserida no computador através de um dispositivo de entrada,


que pode ser um teclado, um mouse, um scanner ou uma câmera, entre outros. Esta informação segue direto para o
processador, que reconhece a informação e a guarda na memória RAM, para só então depois disso, jogá-la no monitor
(se este for o caso). Caso o usuário deseje gravar a informação permanentemente, ela será jogada numa unidade de
disco à escolha do mesmo (como mostrado na figura com o HD). Este diagrama serve para qualquer tipo de

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 125


CADERNOS DIGITAIS

informação, até mesmo as teclas que você pressiona enquanto digita uma carta no computador, ou o momento em
que grava sua voz pelo microfone.

BITS E BYTES – COMO O COMPUTADOR ENTENDE AS COISAS


Toda informação inserida no computador passa pelo Microprocessador e é jogada na memória RAM para ser
utilizada enquanto seu micro trabalha. Essa informação é armazenada não em sua forma legível (por nós), mas é
armazenada na forma de 0 (zero) e 1 (um). Essa linguagem é chamada linguagem binária ou digital.
Na verdade, se pudéssemos entrar no computador e ver seu funcionamento, não haveria letras A, nem B,
nem C, nem números, dentro do computador existe apenas ELETRICIDADE, e esta pode assumir apenas dois
estados: LIGADO e DESLIGADO (convencionou-se que 0 representa desligado e 1 representa ligado).
Cada caractere tem um código binário associado a ele. Vamos supor que a letra A seja 01000001, nenhum
outro caractere terá o mesmo código. Este código de caracteres é formado pela união de 8 “zeros” e “uns”. Cada 0 e
1 é chamado de BIT, e o conjunto de oito deles é chamado BYTE. Um BYTE consegue armazenar apenas um
CARACTERE (letras, números, símbolos, pontuação, espaço em branco e outros caracteres especiais).
A linguagem binária foi convencionada em um código criado por cientistas americanos e aceito em todo o
mundo, esse código mundial que diz que um determinado byte significa um determinado caractere é chamado Código
ASCII. O Código ASCII, por usar “palavras” de 8 bits, permite a existência de 256 caracteres em sua tabela (256 =
28).

CPU E PERIFÉRICOS – DANDO NOMES AOS BOIS


Didaticamente, podemos definir os componentes físicos do computador como divididos em duas categorias: A
CPU (Unidade Central de Processamento) e os PERIFÉRICOS.
Muitos usuários erroneamente chamam o gabinete de CPU, mas o correto é dizer que a CPU está dentro do
gabinete, mais precisamente, DENTRO DO PROCESSADOR. A CPU é uma unidade de controle central de todos os
processos do computador, e está localizada dentro do microprocessador. Tudo o mais que não for CPU, é considerado
periférico (“o que está na PERIFERIA”, ao redor, ajudando a CPU a funcionar).
Periféricos de Entrada: São aqueles que fazem a informação entrar na CPU, ou seja, tem “mão única” do
usuário para a CPU. São eles: Teclado, Mouse, Câmera, Microfone, Scanner, etc.
Periféricos de Saída: São os dispositivos que permitem que a informação saia da CPU para o usuário.
Exemplos: Monitor, impressora, Caixas de Som, Plotter, Data Show (Projetor), entre outros.
Periféricos mistos (Entrada e Saída): São periféricos de “mão dupla”, ora a informação entra na CPU, ora
ela sai. Podemos citar: Disquete, Disco Rígido, Modem, Placa de Rede, e as Memórias (RAM e CACHE). Nestes
dispositivos, a CPU tem o direito de LER (entrada) e GRAVAR (saída).
Para explicar mais precisamente sobre alguns periféricos, acompanhe a listagem abaixo:
Modem: É um periférico que permite a conexão com outro computador através de uma Rede Dial-up
(conexão telefônica) para, por exemplo, permitir o acesso à Internet.
Scanner: Periférico que captura imagens e as coloca na tela, é assim que colocamos as fotos para serem
alteradas no computador.
Plotter: Impressora de grade porte, que serve para imprimir plantas baixas em projetos de engenharia e
arquitetura.
Placa de Rede: Permite que o computador se conecte a uma rede local (LAN) através de cabos específicos,
chamados cabos de rede.
Placa de Som: Permite que o computador emita som estéreo pelas caixinhas de som.
Placa de Vídeo: Realiza a comunicação entre processador e monitor, sem esse periférico, o computador não
conseguiria desenhar na tela do monitor, ou seja, não seria possível trabalhar.
Atualmente, os micros vendidos nas maiorias das lojas do país apresentam todos os periféricos básicos já
inseridos na Placa Mãe, são os chamados Micros com “Tudo ON BOARD”, ou seja: Placa de Som, Placa de Rede, Placa
de Vídeo, Fax/Modem vêm todos já dentro da placa mãe. Esses micros são fáceis de instalar e mais baratos, mas a
qualidade dos produtos colocados nas placas mãe deve ser bem escolhida pelos que fabricam e comercializam os
produtos. Além do mais, essas placas normalmente vêm de fábrica com poucos Slots (lacunas para encaixar outras
placas), o que limita muito as possibilidades de Upgrade (melhoria no computador, como aumento de recursos,
velocidade, etc...).

UNIDADES DE MEDIDA DO COMPUTADOR


Em um computador, existem vários componentes, e eles podem ter unidades de medida independentes de
outros componentes, é como se o computador fosse um BOLO, em que cada ingrediente tem sua quantidade correta
para fazê-lo funcionar. E, da mesma forma como num bolo, quanto MAIOR a quantidade de ingredientes, MAIOR é o
bolo e, conseqüentemente, MAIS CARO. Acompanhe na listagem abaixo os vários componentes e suas respectivas
unidades de medida:
Componente Unidade Mede Valor Padrão

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 126


CADERNOS DIGITAIS

(hoje em dia)

A Velocidade de processamento do
Microprocessador MHz (MegaHertz) De 400 a 1700
computador
Capacidade de armazenamento de
Disquete MB (MegaBytes) 1,38 MB
informação
Capacidade de armazenamento de
Disco Rígido GB (GigaBytes) De 20 a 80 GB
informação
Capacidade de armazenamento de
Memória RAM MB (MegaBytes) De 64 a 512 MB
informação
Kbps Velocidade de transmissão e recepção
Fax/Modem 56 Kbps
(KiloBits por Segundo) de dados através do Modem (Internet)

DPI (Pontos por


Impressora Qualidade de impressão De 300 a 1200 DPI
Polegada)
Capacidade de armazenamento de
CD MB (MegaBytes) 650 a 700 MB
informação
Taxa de transferência da unidade de
Leitor de CD X (=150 Kbps) 50X
leitura de CD-ROM
Capacidade de armazenamento de
DVD GB (Gigabytes) No mínimo 4,6 GB
informação

Como podemos ver, existem Kilos, Megas e Gigas demais, que podem até nos confundir, por causa disso,
vamos estudá-los para que não sejam mais um mistério:
Quando algum valor é muito grande, usamos prefixos nas palavras para indicar seu valor multiplicado, por
exemplo: 100 Kg são 100 Kilogramas ou 100 mil gramas, ou seja, Kilo significa MIL VEZES. Verifique a tabela
abaixo:
1K = 1 Kilo = 1.000 vezes
1M = 1 Mega = 1.000.000 de vezes
1G = 1 Giga = 1.000.000.000 de vezes
MAS ATENÇÃO! à Pelo fato de a linguagem binária, utilizada no computador, ser matematicamente baseada
no número 2, 1 Kilo, no mundo dos Bits e Bytes, não é exatamente 1000 vezes, mas 1024 vezes, bem como os
outros valores: 1 Mega são exatamente 1024 x 1024 vezes e 1 Giga equivale a 1024 x 1024 x 1024 vezes. Ainda
não precisamos passar da ordem dos Giga, mas depois dela vem a ordem dos Tera, dos Peta , dos Exa, etc...

BARRAMENTOS DA PLACA-MÃE (TIPOS E VALORES)


Como já foi dito antes, as placas-mãe dos computadores possuem “fendas” em suas estruturas que
possibilitam o encaixe de outras placas. Essas fendas são chamadas slots e, na verdade, são apenas as terminações
de vários tipos de barramentos (BUS). Resolvi, então, listá-los na tabela abaixo por idade (o barramento ISA é mais
antigo e está caindo em desuso e o Slot AGP é o caçula da família):
Nome do Slot Transfere Simultaneamente Usado Normalmente em

ISA 16 bits Modems, Placas de som, etc.


Modems, Placas de som, placas de rede, placas de vídeo, demais
PCI 32 bits
periféricos...
AGP 32 bits Placas de vídeo (inclusive 3D)
SCSI 8 e 16 bits Discos Rígidos, CD-ROM, unidades de fita

O barramento SCSI (lê-se ISCÂSI) não é comum aos computadores atuais, ou seja, não vêm junto com a
placa-mãe, portanto, é necessário possuir uma placa externa que controle os componentes SCSI para que estes
funcionem, esta placa é chamada Placa Controladora SCSI. O SCSI é um barramento concorrente do IDE e muito mais
rápido que este. Uma das características técnicas do barramento SCSI é permitir a conexão de até 15 equipamentos
em série.
O barramento AGP (Porta de Gráficos Acelerada) é comum nos computadores mais novos e permite a conexão
das novas placas de vídeo (especialmente as placas de vídeo com característica 3D).

CONEXÃO COM PERIFÉRICOS EXTERNOS


Os periféricos externos, como impressoras e scanners, ligam-se à placa mãe do mesmo jeito que os internos o
fazem, através de interfaces (pontes de comunicação, seriam quase sinônimos de barramentos) entre os dois. Abaixo

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 127


CADERNOS DIGITAIS

segue a listagem que apresenta os mais comuns tipos de interfaces de comunicação e suas utilizações quanto ao tipo
de periférico a ser conectado:

Interface Normalmente usado em Características


Impressoras / Scanners /
Paralela Transferência de vários bits simultâneos
Unidades de HD, CD externas
Serial Mouses / Joysticks / Câmeras Transferência de um bit por vez (em série)

Impressoras / Scanners /
USB (Universal Serial Permite a conexão de até 127 equipamentos em série (em
Monitores / Unidades Externas
Bus) apenas uma conexão traseira do micro).
/ mouses / joysticks / teclados

O barramento USB (mais novo de todos) está sendo largamente utilizado na indústria para a construção de
novos equipamentos, como impressoras, scanners, monitores, etc. Além de ser possível a conexão de até 127
equipamentos em série, pode-se comprar o que chamamos de HUB USB (um equipamento que funciona como um “T”
(Benjamin) para unir vários equipamentos numa única porta de conexão). Apesar de ser um barramento SERIAL, a
proposta do USB é substituir os barramentos Seriais e paralelos existentes.

CONFIGURAÇÃO DE UM COMPUTADOR
Quando vemos em um jornal ou revista um anúncio de computador para vender, nos deparamos com uma
série de informações conturbadas e que podem gerar uma verdadeira confusão em nossas cabeças (a menos que você
tenha lido esta apostila e entendido tudo que ela quis mostrar até agora). A configuração de um computador é, nada
mais, nada menos que a “receita” do computador, ou seja, a listagem dos equipamentos que o formam. É necessário
conhecer todos os equipamentos e suas capacidades para avaliar se um computador é mais potente, e
conseqüentemente mais caro, que outro.
Listo abaixo algumas configurações de computadores para avaliarmos todas as possibilidades apresentadas
em concursos:
1) PENTIUM III 800 MHz ; 128MB RAM; 20GB HD; CD 52X; Modem 56K; Vídeo 8MB; Monitor 15"
2) ATHLON 1 GHz; 64MB RAM; 20GB HD; CD 52X; Modem 56K; Vídeo 3D 32MB; Monitor 17"
3) CELERON 700 MHz ; 64MB; 30GB HD; CDRW 8x4x32x; Placa ISDN; Vídeo 8MB; Placa Ethernet 10/100;
Monitor 15"
Vamos às explicações:
1) Onde aparece PENTIUM III 800 MHz, ATHLON 1 GHz e CELERON 700 MHZ, estamos falando do Processador do
computador em questão. Por exemplo, PENTIUM é o modelo dele (do processador) e 800 MHZ é o Clock do mesmo
(clock é sinônimo de freqüência do processador). Ou seja, no caso do computador da configuração 1, o processador
que está dentro dele é um chip do modelo PENTIUM III cuja freqüência de trabalho é de 800 Mhz.
Esses 800 MHz significam 800 milhões de Hertz (1 Hertz é a repetição de um determinado acontecimento
uma vez por segundo). Essa unidade é chamada freqüência (repetição, ciclo). Portanto, um processador de 800 MHz é
um processador que possui um pequeno cristal que oscila (pisca) cerca de 800 milhões de vezes por segundo,
imprimindo-lhe a velocidade que ele apresenta. Portanto, quanto maior o CLOCK (freqüência) do processador, maior
será a velocidade do computador.
Verifique abaixo uma pequena listagem dos processadores mais comuns hoje em dia, que podem ser citados
em concursos públicos (esta tabela apresenta os modelos de alguns processadores, além da empresa fabricante e
algumas explicações). Lembre-se: Processadores em uma mesma linha são “equivalentes”, ou seja, são da mesma
“geração”:
Empresa Fabricante
Observações importantes
INTEL AMD

Processadores ainda comuns no mercado embora já sejam


PENTIUM II K6 II
considerados, hoje (metade de 2002) como meio “atrasados”.
Processadores “populares”, ou seja, com um poder de
processamento inferior aos seus “parentes”, estes processadores
CELERON DURON são usados em computadores de usuários menos experientes e
que não exigem muito de suas máquinas (para quem, por
exemplo, usa apenas a Internet, o Word e o Excel)
Processadores mais comercializados atualmente, estes
PENTIUM III ATHLON processadores são muito robustos e tem um excelente poder de
processamento.
PENTIUM IV ATHLON XP Processadores mais potentes atualmente, “top de linha”.
Algumas observações sobre os processadores do mercado: Em concursos públicos, raramente veremos
comparações entre Processadores concorrentes (como por exemplo, comparar o PENTIUM III com o ATHLON seria

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 128


CADERNOS DIGITAIS

criar uma questão difícil de responder, portanto, se evita isso). Mas é possível comparar o PENTIUM III com o
CELERON (o primeiro é superior ao segundo), para saber a “ordem” dos mais “fortes”, analise a tabela, ela começa
dos mais “fracos” para os mais robustos.
2) Na mesma configuração acima, onde aparece 128MB e 64MB, estas são as quantidades de memória RAM dos
computadores acima citados. Quando mais memória RAM, mais “livre” será executado o trabalho no seu computador,
tornando-o um pouco mais rápido. (existem vários tipos de memória RAM, como SDRAM, DRAM, EDO RAM, RAMBUS,
etc... mas esse nível de conhecimento, como as diferenças entre elas não são cobradas em concursos).
3) 20GB e 30GB, apresentados nas configurações anteriores, apontam as capacidades de armazenamento dos HDs
(Discos Rígidos daquelas máquinas). Um Disco Rígido maior não afeta, de maneira substancial, a velocidade de um
computador, mas sim, permite que se possa armazenar mais dados de forma permanente.
4) As unidades de CD dos dois primeiros micros são leitoras e trabalham com uma taxa de transferência de 50X (50
vezes 150Kbps). Já a unidade de CD do terceiro computador é uma unidade que permite a gravação de CDs (Gravador
de CD) e suas velocidades são: 8X para Gravar um CD, 4X para Regravar um CD, 32X para ler um CD.
5) Modem 56Kbps é a placa de Modem, que permite a comunicação de dados através de uma linha telefônica
convencional. O terceiro micro apresenta uma Placa ISDN, que é um dispositivo que permite a comunicação através de
uma linha telefônica DIGITAL (cujo sistema é chamado de ISDN).
6) Placa de vídeo é o nome dado ao equipamento que recebe os dados do processador e os “desenha” no monitor.
Dois dos computadores citados acima usam uma placa de vídeo com 8MB de capacidade de memória (chamada
memória de vídeo). O computador do meio usa uma placa de vídeo aceleradora (ideal para programas e jogos que
usam recursos de 3D) com 32MB de memória de vídeo.
7) O Monitor é apenas o equipamento que apresenta os dados para o usuário, ele não influencia na velocidade do
computador, o monitor só afeta o preço da máquina. Portanto, um monitor de 17” (17 polegadas – tamanho da
diagonal do monitor) não é mais “rápido” que um de 15”.
8) O terceiro computador da listagem ainda apresenta uma Placa Ethernet 10/100, que é uma placa de rede. Permite
que o computador se conecte a outros através de uma rede local (usando cabos específicos, chamados Cabos de
Rede).

APÊNDICE – HARDWARE

Alguns assuntos que eu esqueci de inserir nas versões anteriores das apostilas serão, finalmente, adicionadas
a um material meu. São apenas explicações sobre alguns termos técnicos muito comuns na área de Hardware:

TIPOS DE CD (COMPACT DISK)


CD-ROM: É o CD que já vem de fábrica com as informações gravadas, seja um CD de jogo, ou de programa, ou até
mesmo um CD de música. Estes discos não podem ser modificados, portanto seu conteúdo vai permanecer sempre o
mesmo, mesmo quando inseridos em equipamentos que permitam a gravação em CDs.
CD-R: São os CDs vendidos nas lojas como “CD Virgem”. Estes CDs possuem uma “capa” de resina que permite que
sejam gravados uma única vez. CDs desse tipo não podem ser regravados, pois a película de resina é queimada
durante sua gravação. CD-R é a sigla para CD Gravável.
CD-RW: São os CDs que podem ser gravados diversas vezes. Um CD-RW pode ser gravado e, quando necessário, ser
apagado para ser gravado novamente. CD-RW significa CD Regravável.
Obs: Os CDs R e RW só podem ser gravados em equipamentos que permitam tal operação, esses equipamentos são
conhecidos genericamente como Gravadores de CD.

TIPOS DE IMPRESSORAS
Impressora Matricial: é uma impressora que utiliza uma matriz (conjunto) de agulhas que pressionam uma fita de
tinta contra o papel. Essa é a única impressora atual que imprime por contato (tocando no papel), portanto ela
permite a impressão de várias vias carbonadas (papel carbono).
Impressora Jato de Tinta: é uma impressora que imprime utilizando-se de cartuchos cheios de tinta que “cospem”
tinta no papel. Não há contato físico da cabeça de impressão com o papel.
Impressora Laser: Utiliza um canhão que dispara um feixe de laser num rolo imerso em pó que serve de tinta (este
pó chama-se toner). A parte impressa no rolo se “prende” ao papel, por meio de processos químicos. Neste tipo de
impressão também não há contato da cabeça de impressão com o papel.
Plotter ou Plotadora: Nome dado às impressoras de grande porte (que são usadas para imprimir plantas baixas de
apartamentos e casas em engenharia e arquitetura). Essas impressoras têm uma área lateral muito grande, o que
permite a impressão de páginas muito largas, ideais para as plantas nas quais são impressas. Atualmente já existem
plotters que imprimem como as impressoras Jato de Tinta.

SOFTWARE – A “ALMA” DA INFORMÁTICA

Nosso computador é um equipamento físico completo, cheio de partes interligadas que formam um conjunto
harmônico e funcional e, por isso, não necessita de mais nada, certo?

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 129


CADERNOS DIGITAIS

Errado! A “máquina” em si está completa, mas não tem “alma”, está funcionando como um corpo morto, que
não possui conteúdo vivo para fazer ele funcionar. De que adianta ter um corpo se não sentimos, pensamos,
lembramos, imaginamos, calculamos? Da mesma forma como nesta analogia espiritualista, o nosso computador
funciona.
Todas as partes físicas do computador são chamadas de Hardware, mas que não funcionam se não
estiverem associados a um Software (toda a parte lógica, gravada nos discos, que faz o computador funcionar).
Software é todo e qualquer conjunto de instruções (ordens) que o computador executa. Seja um programa
para fazer cálculos de engenharia, até um simples calendário que apresenta as datas na tela do computador.

ARQUIVOS E PASTAS – A ORGANIZAÇÃO LÓGICA DOS DISCOS


Todo e qualquer software ou informação gravada em nosso computador será guardada em uma unidade de
disco, que vimos anteriormente (HD, disquete, CD, Zip, etc..). Essas informações só podem ser gravadas de uma
forma: elas são transformadas em arquivos.
Não se preocupe: Arquivo é apenas a nomenclatura que usamos para definir Informação Gravada. Quando
digitamos um texto ou quando desenhamos uma figura no computador, o programa (software) responsável pela
operação nos dá o direito de gravar a informação com a qual estamos trabalhando e, após a gravação, ela é
transformada em um arquivo e colocada em algum lugar em nossos discos. Essa é a operação que chamamos de
salvar um arquivo.
Está bem! OK! Até aqui, nenhum problema, não é? Mas, em que lugar exatamente esse arquivo é
gravado nos discos?
No momento da gravação, ou seja, após solicitarmos o comando salvar, o computador nos pede duas
informações para prosseguir com o salvamento: O nome do arquivo e a pasta (diretório) onde ele será salvo.
Pasta é o nome que damos a certas “gavetas” no disco. Pastas são estruturas que dividem o disco em várias
partes de tamanhos variados, como cômodos em uma casa. Uma pasta pode conter arquivos e outras pastas. As
pastas são comumente chamadas de Diretórios, nome que possuíam antes.
Lembre-se bem: Pastas são “gavetas”, arquivos são “documentos”. Portanto, nunca vai haver um
arquivo que tem uma pasta dentro. As pastas guardam os arquivos e não o contrário!
Os arquivos e as pastas devem ter um nome. O nome é dado no momento da criação. A Regra para
nomenclatura de arquivos e pastas varia para cada Sistema Operacional. No Windows, que vamos estudar neste
material, os nomes podem conter até 256 caracteres (letras, números, espaço em branco, símbolos), com exceção
destes / \ | > < * ? : “ que são reservados pelo Windows.
Os arquivos são gravados nas unidades de disco, e ficam lá até que sejam apagados. Quando solicitamos
trabalhar com um arquivo anteriormente gravado (esse processo chama-se abrir o arquivo), o arquivo permanece no
disco e uma cópia de suas informações é jogada na memória RAM para que possamos editá-lo. Ao abrir um arquivo,
pode-se alterá-lo indiscriminadamente, mas as alterações só terão efeito definitivo se o salvarmos novamente. Quando
salvamos um arquivo pela segunda vez em diante, ele não nos solicitará mais um nome e um local, isso só acontece
na primeira gravação.

SISTEMA OPERACIONAL
Todo computador precisa, além das partes físicas, de programas que façam essa parte física funcionar
corretamente. Existem vários programas para várias funções, como digitar textos, desenhar, calcular, fazer mapa
astral, e muitas outras...
Para poder utilizar os programas que têm função definida (como os citados acima), é necessário que o
computador tenha um programa chamado Sistema Operacional. O SO (abreviação que vamos usar a partir de agora
para substituir Sistema Operacional) é o primeiro programa a “acordar” no computador quando este é ligado, ou seja,
quando ligamos o computador, o SO é automaticamente iniciado, fazendo com que o usuário possa dar seus
comandos ao computador.
Entre as atribuições do SO, estão: o reconhecimento dos comandos do usuário, o controle do processamento
do computador, o gerenciamento da memória, etc. Resumindo, quem controla todos os processos do computador é o
sistema operacional, sem ele o computador não funcionaria.
Existem diversos tipos e versões de Sistemas Operacionais no mundo, entre eles podemos citar, para
conhecimento: Windows, Linux, Unix, Netware, Windows NT e 2000, OS 2, MacOS, entre outros. O Sistema
operacional que vamos estudar, por ser o mais difundido entre os computadores pessoais e por ser cobrado nos
concursos é o Windows (Millenium Edition ou 2000).

PROCESSO DE INICIALIZAÇÃO DO COMPUTADOR (BOOT)


No momento em que ligamos o computador, um chip chamado BIOS (Sistema Básico de Entrada e Saída)
acorda. A função dele é apenas ligar o resto do computador, fazer um diagnóstico dos componentes existentes, e por
fim, chamar o SO para o trabalho.
O BIOS é um tipo de memória ROM (Memória Somente para Leitura). Isso significa que todo o conteúdo do
BIOS já foi, na fábrica, gravado neste chip e não pode ser mais alterado. Uma memória do tipo ROM só pode ser lida,
utilizada, mas seu conteúdo não pode ser alterado pelos usuários. Um programa gravado em uma memória ROM é
chamado de Firmware.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 130


CADERNOS DIGITAIS

Logo que o sistema operacional é “requisitado” pela BIOS, ela deixa de funcionar (volta a dormir) e ele
é carregado de onde estava gravado para a memória RAM. O SO não foge à regra do mundo da informática, ele
só pode ser gravado em alguma unidade de disco, na forma de arquivos. Só para se ter uma idéia, o sistema
Windows 98 ocupa cerca de 120 MB de informação.
Onde o Sistema Operacional tem que estar gravado para que possa, toda vez que ligarmos o micro, ser
carregado para a RAM?
Se a resposta foi Disco Rígido, está absolutamente certo, a única unidade de disco que está 100%
disponível para utilização é o HD (Sigla para Hard Disk – Disco Rígido). Pois o disquete nem sempre está dentro
do DRIVE (“garagem” onde ele é colocado para ser usado).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 131


CADERNOS DIGITAIS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 132


CADERNOS DIGITAIS

O SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS

O sistema operacional Windows é um programa fabricado para Computadores PC (o formato de computadores


mais comum) pela Microsoft, uma empresa americana, comandada por Bill Gates (aquele homem bem pobrezinho...).
Segue abaixo uma “cronologia” dos sistemas operacionais fabricados pela Microsoft (mais cobrados em Concursos):

Sistemas operacionais “caseiros” Sistemas operacionais Corporativos

Windows 95 Windows NT
Windows 98

Windows ME Windows 2000

Windows XP Home Edition (25/10/2001) Windows XP Professional (25/10/2001)

O Windows possui algumas características que devemos levar em conta para o concurso, pois é quase certo
que se toque neste assunto:
O Windows é Gráfico: Significa que ele é baseado em imagens, e não em textos, os comandos não são
dados pelo teclado, decorando-se palavras chaves e linguagens de comando, como era feito na época do DOS,
utilizamos o mouse para “clicar” nos locais que desejamos.
O Windows é multitarefa preemptiva: Ser Multitarefa significa que ele possui a capacidade de executar
várias tarefas ao mesmo tempo, graças a uma utilização inteligente dos recursos do Microprocessador. Por exemplo, é
possível mandar um documento imprimir enquanto se altera um outro, o que não era possível no MS -DOS. A
característica “preemptiva” significa que as operações não acontecem exatamente ao mesmo tempo, mas cada
programa requisita seu direito de executar uma tarefa, cabendo ao Windows decidir se autoriza ou não. Ou seja, o
windows gerencia o tempo de utilização do processador, dividindo-o, inteligentemente, entre os programas.
O Windows é 32 bits: Significa que o Windows se comunica com os barramentos e a placa mãe enviando e
recebendo 32 bits de dados por vez. O DOS (antecessor do Windows) era um Sistema Operacional de 16 bits.
O Windows é Plug n’ Play: Este termo em inglês significa Conecte e Use, e designa uma “filosofia” criada
há alguns anos por várias empresas da área de informática (tanto hardware como software). Ela visa criar
equipamentos e programas que sejam tão fáceis de instalar quanto qualquer eletrodoméstico.
Abaixo segue uma cópia da tela inicial do Windows, aproveito para destacar os componentes mais comuns
deste ambiente, que chamamos de área de trabalho ou desktop:

2 4
1
1) Botão Iniciar: Parte mais importante do Windows, através dele conseguimos iniciar qualquer aplicação presente
no nosso computador, como os programas para texto, cálculos, desenhos, internet, etc.
2) Barra de tarefas: É a barra cinza (normalmente) onde o Botão Iniciar fica localizado, ela permite fácil acesso aos
programas que estiverem em execução no nosso computador, criando para cada um, um botão. Note no exemplo
dois botões, um para a janela do meu Computador e outro para o documento Concurso Polícia Federal.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 133


CADERNOS DIGITAIS

3) Ícones: São pequenas imagens que se localizam no desktop, representam sempre algo em seu computador. Os
ícones são a “alma” da teoria do Windows, todos os arquivos e pastas, bem como unidades de disco ou qualquer
coisa em nosso micro ganham um ícone, esta e a razão pela qual o Windows é GRÁFICO.
4) Área de notificação: Pequena área localizada na Barra de Tarefas, na parte oposta ao Botão Iniciar, ela guarda o
relógio (fácil acesso para visualização e alteração do horário) e também guarda os ícones de certas aplicações que
estão sendo executadas em segundo plano (ou seja, sem a intervenção do usuário e sem atrapalhar o mesmo)
como o ANTIVIRUS, por exemplo. A maioria dos programas que são executados quando o Windows inicia, ficam
com seu ícone aqui.
5) Janela: Janelas são áreas retangulares que se abrem mostrando certos conteúdos, no caso anterior, a janela que
está aberta é a do Meu Computador, nós abrimos uma janela quando executamos (com dois cliques) um ícone.
Na verdade, ícones e janelas são a mesma coisa, apenas representam um objeto, seja ele uma pasta, um arquivo
ou uma unidade de disco. Ícone é a representação mínima, apenas mostra que o objeto existe, Janela é a
máxima, mostra também o conteúdo do objeto em questão.
Apresentamos abaixo os componentes da janela:

2 1 3

Aqui, podemos ver


a unidade de Podemos verificar
disquete (A:), e a que o micro
unidade de CD (F:). mostrado nesta
O ícone da unidade
tela possui 3
de CD está deste
unidades de disco
jeito porque está rígido (C:, D:, E:)
inserido um CD de
áudio (música)
4

5
1) Barra de título: É a barra horizontal que apresenta o nome da janela. Para mover a janela, clicamos aqui e
arrastamo-la. Um duplo clique nesta barra maximiza ou restaura uma janela.
2) Ícone de Controle: Apresenta as funções mais comuns da janela em forma de menu, basta clicar aqui. Atenção:
um duplo clique neste ícone, significa fechar a janela.
3) Botões de Comando: é o conjunto de botões formados, normalmente, por Minimizar (o sinal de menos),
Maximizar (o ícone do quadrado) e Fechar (o X), há também o botão restaurar, que substitui o Maximizar quando
a janela já se encontra maximizada.
4) Bordas da Janela: Rodeiam a janela completamente, se passarmos o mouse por este componente, o ponteiro se
transformará em uma seta dupla (↔) na direção do movimento, para dimensionarmos a janela.
5) Barra de Status: Área da parte inferior da janela que apresenta informações referentes ao estado atual da
janela, como quantidade de objetos presentes, o tamanho, em bytes, de um arquivo selecionado, entre outras
coisas... PRESTE BEM ATENÇÃO À BARRA DE STATUS DAS JANELAS APRESENTADAS NOS CONCURSOS,
ELAS APRESENTAM VÁRIAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES!
A grande maioria das janelas (inclusive os aplicativos como
Word e Excel) apresenta estes componentes, o que permite -nos não
cita-los nas próximas vezes em que aparecerem nesta apostila.
Quando clicamos no botão iniciar, o menu de mesmo nome
(MENU INICIAR) aparece, e suas opções se tornam disponíveis.
Podemos verificar a existência de opções com setinhas pretas e opções
sem as mesmas: As que possuem setinha, são subdivididas, e não
necessitam que se clique nelas, apenas que se coloque o mouse para
que se abram. Já as opções sem setinha, são executadas ao clique no
mouse. Abaixo estão pequenas descrições das opções contidas no
menu iniciar:
Programas: Reúne os ícones dos atalhos para todos os programas
instalados no seu computador, Os ícones podem estar diretamente
dentro da opção PROGRAMAS, ou dentro de um dos grupos que o
subdividem (exemplo: Acessórios, que contém outras opções).
Documentos: Será apresentada uma listagem dos últimos 15
documentos que foram trabalhados no computador. Os ícones
existentes aqui não são os ícones dos verdadeiros documentos, mas
sim, atalhos para eles.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 134


CADERNOS DIGITAIS

Configurações: Apresenta opções referentes aos ajustes do computador, é dentro desta opção que encontramos o
Painel de Controle, que é a grande central de controle do Windows.
Localizar: Perdeu um arquivo que não sabe onde salvou? Quer encontrá-lo ou encontrar um computador na rede?
Esta opção nos dá todos os subsídios para encontrar qualquer informação em nosso micro (mas se ela existir, lógico).
Executar: Quer executar um programa que não possua um ícone definido ou um atalho no menu Programas? Solicite
a opção Executar e digite aqui o nome para encontrar o arquivo que deseja executar. Por exemplo, queremos executar
um arquivo chamado SETUP.EXE que está localizado na unidade D: (CD-ROM), devemos digitar D:\SETUP.EXE e o
Windows o executará... Para instalar novos programas na máquina, normalmente utilizamos este procedimento.
Desligar: Para se desligar o computador com o Windows não se deve “meter o dedão” no botão da força, não. Deve-
se solicitar ao Sistema Operacional que esteja preparado para desligar, vindo nesta opção e confirmando o
procedimento. Somente após a confirmação do Sistema Operacional, com a mensagem: SEU COMPUTADOR JÁ
PODE SER DESLIGADO COM SEGURANÇA é que podemos prosseguir com o desligamento do mesmo da energia.

APLICATIVOS QUE ACOMPANHAM O WINDOWS


O Sistema operacional Windows traz consigo uma série de aplicativos interessantes, que valem a pena ser
estudados, principalmente por serem muito exigidos em concursos. O primeiro programa a ser estudado é o Windows
Explorer, responsável pelo gerenciamento do conteúdo dos discos, bem como de suas pastas e arquivos.
Windows Explorer é o programa que acompanha o windows e tem por função gerenciar os objetos gravados
nas unidades de disco, ou seja, todo e qualquer arquivo que esteja gravado em seu computador e toda pasta que
exista nele pode ser vista pelo Windows Explorer. Dotado de uma interface fácil e intuitiva, pode-se aprender a usá-lo
muito facilmente, segue abaixo uma “foto” do Windows Explorer.

Painel do conteúdo

Painel das pastas

No lado esquerdo, vê-se um painel, com todas as pastas do computador, organizado na forma de “árvore”,
com a hierarquia bem definida, vê-se, por exemplo, que a pasta arquivos de programas está dentro da Unidade C:
(ícone do disco, com o nome João). No painel direito (o maior) vê-se o conteúdo da pasta que estiver selecionada, no
caso, a pasta Meus Documentos. Para acessar o Windows Explorer, acione Iniciar / Programas / Windows Explorer.
Copiando um Arquivo: Para copiar um arquivo, selecione-o no painel do conteúdo e arraste -o para a pasta
de destino com a tecla CTRL pressionada. Você verá que o mouse será substituído por uma seta com um sinal de +
(adição) durante o arrasto. Depois do processo, haverá duas cópias do arquivo, uma na pasta de origem e outra na
pasta de destino.
Movendo um Arquivo: De maneira análoga à anterior, clique e arraste o arquivo desejado, mas pressione a
tecla SHIFT, o arquivo deixará o local de origem e ficará no local de destino.
Nas duas maneiras apresentadas acima para copiar ou mover arquivos, é necessário o pressionamento das
teclas citadas, correto? Não! (você pode arrastar o arquivo desejado sem pressionar nenhuma tecla). Mas... (preste
atenção a isso)
ARRASTAR UM ARQUIVO ENTRE UNIDADES DIFERENTES: Significa Copiar o arquivo
ARRASTAR UM ARQUIVO ENTRE PASTAS DA MESMA UNIDADE: Significa Mover o arquivo

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 135


CADERNOS DIGITAIS

Ainda podemos utilizar, para mover e copiar arquivos e pastas, três comandos presentes no Windows
Explorer:
Menu / Comando - Tecla de atalho Ferramenta Função
Menu Editar / Comando Recortar Inicia o processo para MOVER um ou mais
arquivos selecionados. Basta selecionar
Tecla de Atalho: CTRL+X o(s) arquivo(s) e então acionar este
comando.

Menu Editar / Comando Copiar Inicia o processo para COPIAR um ou mais


arquivos selecionados. É acionado da
Tecla de Atalho: CTRL+C mesma maneira que o comando
Recortar.

Menu Editar / Comando Colar Finaliza os processos iniciados pelos


comandos anteriores. Ou seja, para um
Tecla de Atalho: CTRL+V MOVER ou COPIAR arquivos é necessário
acionar o comando inicial, e,
posteriormente, acionar o comando
COLAR.
OBS: Esses três comandos funcionam em conjunto, ou seja, o comando COPIAR não irá, efetivamente, realizar nada
se você não acionar o comando COLAR. Da mesma forma, só se executa o comando de MOVER um arquivo se você
acionar RECORTAR e depois, na pasta certa, acionar o comando COLAR.
Ou seja, para que você memorize bem, e não caia em armadilhas das provas, a seqüência é a seguinte:
1) Selecione o objeto que se deseja mover ou copiar;
2) Acione o comando Recortar ou o comando Copiar (dependendo do seu objetivo);
3) Selecione o local de destino (ou seja, o diretório para onde o objeto – ou cópia – vai);
4) Finalmente, acione o comando Colar.

Excluindo um Arquivo: Também existe um “passo a passo” de como excluir um arquivo ou uma pasta. Siga-
o corretamente para não escorregar nas questões mais “fingidas”. São apenas 3 passos:
1) Selecione o objeto desejado (ou, no caso, indesejado, não é?);
2) Acione o comando para a exclusão (existem 4 maneiras de acioná-lo):
a. Acionar Arquivo / Excluir;
b. Clicar no botão Excluir (mostrado ao lado);
c. Pressionar a tecla DELETE, no teclado;
d. Clicar com o botão direito e acionar Excluir, no menu que se apresenta.
3) Confirme a exclusão (o Windows perguntará se você realmente tem certeza).
Caso o arquivo excluído esteja numa unidade de Disco Rígido, o arquivo na verdade não será apagado, ele
será movido para uma pasta especial chamada LIXEIRA. A lixeira é uma pasta que guarda os arquivos que tentamos
apagar dos nossos discos rígidos. Esses arquivos ficam na lixeira até que nós os apaguemos de lá. Uma vez dentro da
lixeira, o arquivo pode ser recuperado para sua pasta de origem, ou pode ser apagado definitivamente (não tendo
mais volta).
Se o arquivo estiver dentro de uma unidade removível (disquete, por exemplo), o arquivo não tem direito de
ir para a lixeira, portanto, se apagado, não tem mais volta, é definitivo.
Renomeando um Arquivo: Para mudar o nome de um arquivo ou de uma pasta, siga os passos:
1) Selecione o objeto desejado (como se fosse necessário dizer);
2) Acione o comando que permitirá a inserção do novo nome (existem 4 maneiras)
a. Acionar Arquivo / Renomear;
b. Clicar no nome do objeto (apenas no nome, não no ícone em si);
c. Pressionar F2 no teclado;
d. Acionar a opção Renomear no menu resultante do botão direito do mouse.
3) Digite o novo nome do objeto;
4) Confirme a operação (ou pressionando ENTER, ou clicando com o mouse em qualquer local da janela);
Criando uma pasta: para criar uma pasta com o Windows Explorer, selecione o local onde a pasta será
criada, depois selecione, no menu ARQUIVO, a opção NOVO / PASTA.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 136


CADERNOS DIGITAIS

RETIRANDO INFORMAÇÕES DO WINDOWS EXPLORER (ASSUNTO IMPORTANTE)

Endereço: Mostra o nome da pasta


que se está explorando (visualizando)
neste momento. Esta é a primeira
informação que você precisa
localizar no concurso.

Aqui podemos verificar a quantidade


de arquivos e pastas (chamados de
objetos genericamente), presentes na
pasta que se está explorando.

Aqui estão a quantidade de


Bytes ocupados pelos arquivos
desta pasta e o espaço livre no
disco em questão.

Este ícone informa se os dados estão em nossa máquina (meu


computador), em outro computador na rede (ambiente de rede)
ou em outro computador na Internet (zona da Internet).

Ainda na tela do explorer, podemos verificar se uma pasta possui subpastas, basta
que ela se apresente, na árvore com um sinal de MAIS ou com um sinal de MENOS
em sua ramificação. Caso a pasta não apresente estes sinais, ela não possui pastas
dentro dela (podendo possuir arquivos). Veja que as pastas Meus Documentos,
Inteligência, Iw e João possuem sinais, e, portanto, possuem pastas dentro.
Apostilas e Flas não possuem subpastas, mas não podemos afirmar que elas estão
vazias, pois pode haver arquivos dentro das mesmas. Podemos verificar ainda que a
pasta Flas é subpasta da pasta João.

Painel de Controle é o programa que


acompanha o Windows e permite ajustar
todas as configurações do sistema
operacional, desde ajustar a hora do
computador, até coisas mais técnicas
como ajustar o endereço virtual das
interrupções utilizadas pela porta do
MOUSE (nem sei o que é isso, apenas
gostei do tom “dramático” que imprimiu
ao texto).
O painel de controle é, na verdade, uma
janela que possui vários ícones, e cada
um desses ícones é responsável por um
ajuste diferente no Windows (ver figura):
Adicionar novo Hardware: Permite
instalar com facilidade novos dispositivos
no nosso computador, utiliza-se da
praticidade do Plug n’ Play (visto antes).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 137


CADERNOS DIGITAIS

Adicionar e Remover programas: é a maneira mais segura de se desinstalar ou instalar programas do nosso
computador. Há pessoas que, quando não querem mais um programa, acham que é o suficiente excluí-los do disco
rígido – ledo engano. Deve-se desinstalá-los, e a maneira mais segura é por aqui. Nesta opção também podemos
instalar/remover componentes do Windows e criar um Disco de Inicialização (Disquete que contém os
arquivos necessários para a inicialização de um computador, também chamado DISCO DE BOOT).
Configurações Regionais: Ajusta algumas configurações da região onde o Windows se localiza. Como tipo da
moeda, símbolo da mesma, número de casas decimais utilizadas, formato da data e da hora, entre outras...
Data/Hora: Permite alterar o relógio e o calendário internos do computador, bem como informá-lo se este deve ou
não entrar em horário de verão automático.
Mouse: Ajusta configurações referentes ao Ponteiro do computador, sua velocidade, se ele tem rastro ou não, se o
duplo clique será rápido ou mais lento, pode-se até escolher um formato diferente para o dito cujo.
Teclado: permite ajustar as configurações do teclado, como a velocidade de repetição das teclas, o idioma utilizado e
o LAYOUT (disposição) das teclas.
Vídeo: permite alterar as configurações da exibição do Windows, como as cores dos componentes do Sistema, o papel
de parede, a proteção de tela e até a qualidade da imagem, e configurações mais técnicas a respeito da placa de vídeo
e do monitor.
Impressoras: guarda uma listagem de todas as impressoras instaladas no micro, pode-se adicionar novas, excluir as
existentes, configurá-las, decidir quem vai ser a impressora padrão e até mesmo cancelar documentos que estejam
esperando na fila para serem impressos.
Opções de Internet: Permite o acesso às configurações da Internet no computador, esta janela pode ser acessada
dentro do programa Internet Explorer, no menu Ferramentas.
Os demais ícones do painel de controle têm suas funções bem definidas, mas não cabe aqui estudá-los, e
alguns dos ícones apresentados a figura acima não existem apenas no Windows, eles são colocados lá quando se
instala outro programa, como é o caso do ícone Real Player G2, entre outros...
Menu Localizar é um sistema
de busca interessante do Windows.
Quando não sabemos onde um
determinado arquivo está ou que nome
ele tem, ou por qualquer razão, de
ordem etílica ou não, perdemos algum
arquivo ou pasta, podemos encontrá-lo
com este poderoso aliado. O Menu
Localizar recebe outro nome nas
versões mais novas do Windows, ele
passou a se chamar Menu
PESQUISAR.
A ferramenta Localizar permite
encontrar um arquivo por alguns
critérios: Nome do Arquivo, Data da
última Modificação do arquivo, Data da Criação, Data do último acesso, Tipo do Arquivo, Texto inserido no mesmo e
até mesmo tamanho (em Bytes) do arquivo.
No exemplo acima, podemos ver a tela do localizar em ação: o usuário está solicitando localizar um arquivo
(do qual não lembra o nome), mas que lembra que, dentro do arquivo, existe o texto: “Querido Fernando Henrique”.
Ferramentas de Sistema é o nome de uma pasta que contém um conjunto de utilitários do windows
localizados em INICIAR / PROGRAMAS / ACESSÓRIOS. Neste grupo podemos encontrar:
Scandisk: Varre os discos magnéticos (Disquetes e HDs) em busca de erros lógicos ou físicos em setores. Se
existir um erro lógico que possa ser corrigido, o Scandisk o faz, mas se existe um erro físico, ou mesmo um lógico que
não possa ser corrigido, o Scandisk marca o setor como defeituoso, para que o Sistema Operacional não mais grave
nada neste setor.
Desfragmentador: Como o nome já diz, ele reagrupa os fragmentos de arquivos gravados no disco, unindo-
os em linha para que eles possam ser lidos com mais rapidez pelo sistema de leitura do disco rígido. Quando um
arquivo é gravado no disco, ele utiliza normalmente vários setores, e estes setores nem sempre estão muito próximos,
forçando o disco a girar várias vezes para poder ler o arquivo. O desfragmentador corrige isso, juntando os setores de
um mesmo arquivo para que o disco não precise girar várias vezes.

ACESSÓRIOS DO WINDOWS
Os acessórios são pequenos aplicativos com funções bem práticas ao usuário e que acompanham o Windows
em sua instalação padrão. Os acessórios do Windows são:
Calculadora: Pequeno aplicativo que simula uma máquina calculadora em dois formatos, a calculadora
padrão (básica) e a calculadora científica. A Calculadora do Windows não apresenta formato de Calculadora Financeira
e não pode salvar (não possui o comando SALVAR).
WordPad: pequeno processador de textos que acompanha o Windows, pode ser considerado como um “Word
mais fraquinho”, ou seja, sem todos os recursos. Quando salvamos um arquivo no WordPad, este assume a extensão
.DOC (a mesma dos arquivos do Word), mas o formato é de um arquivo do Word 6.0.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 138


CADERNOS DIGITAIS

Paint: Programinha para pintar imagens Bitmap (formadas por pequenos quadradinhos). Os arquivos
gerados pelo Paint tem extensão .BMP. No Windows, pode-se usar figuras do tipo BMP (GIF e JPG também)
para servir de papel de parede (figura que fica enfeitando o segundo plano do DESKTOP).
Bloco de Notas (NotePad): é um editor de texto, ou seja, um programa que apenas edita arquivos
de texto simples, sem formatação, sem enfeites. Quando salvamos arquivos do Bloco de Notas, sua extensão é
.TXT. Os arquivo feitos no NotePad não aceitam Negrito, Itálico, Cor da letra, ou seja: nenhuma formatação!

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 139


CADERNOS DIGITAIS

APLICATIVOS – PROGRAMAS ÚTEIS

Não existiria nenhuma função no computador se este não possuísse programas que pudéssemos usar na vida
profissional, estes programas que têm funções definidas para nosso uso são chamados de APLICATIVOS.
Os aplicativos estão divididos (acho que de forma didática) em várias categorias, como: Processadores de
texto, Planilhas, Bancos de Dados, Linguagens de Programação, Jogos, Ilustradores gráficos, Animadores, Programas
de Comunicação e assim vai...
Abaixo estão listados alguns dos mais comuns programas:
Processadores de Texto: Microsoft Word, Word Perfect, Carta, etc...
Planilha de Cálculos: Microsoft Excel, Quattro Pro, Lotus 123, etc...
Bancos de Dados: Microsoft Access, Paradox, SQL, Oracle, dBase, etc...
Programação: Microsoft Visual Basic, Delphi, Clipper, C++, Java, etc...
Jogos: Uma infinidade...
Gráficos: Corel Draw, Adobe Illustrator, Macromedia Freehand, etc...
Animação: Macromedia Flash, Macromedia Director, etc...

MICROSOFT WORD 2000 – PROCESSADOR DE TEXTOS

Quando o negócio é texto


(cartas, memorandos, ofícios, livros,
apostilas), o programa que precisamos
é um processador de textos. O mais
famoso, e cheio de recursos,
processador de textos do mundo é o
Microsoft Word. Fabricado pela
mesma empresa que fabrica o
Windows, este programa já teve
várias versões, e se encontra
atualmente na versão XP.
Para executar o Word deve-se
clicar no seu ícone, presente no menu
PROGRAMAS, a partir do Botão INICIAR
Quando executamos o Word, o
programa aparece com um documento
vazio:

1
2

5
Componentes da tela do Word:
1) Barra de Menus: Contém todos os comandos utilizados no Word listados em sua forma de texto. Em cada
menu daqueles (Arquivo, Editar, Exibir, etc...) existem várias outras opções. No menu ARQUIVO, por

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 140


CADERNOS DIGITAIS

exemplo, existem as opções SALVAR, ABRIR, NOVO, IMPRIMIR, SAIR, CONFIGURAR PÁGINA, etc. Para
acessar um menu sem usar o Mouse, basta pressionar a tecla correspondente à letra sublinhada enquanto
segura a tecla ALT (no teclado). Por exemplo, para acessar o Menu Arquivo sem usar o mouse, deve-se
pressionar ALT+A.
2) Barras de Ferramentas: São coleções de botões que executam comandos do programa. Os comandos
contidos nestas barras não são novos, são os mesmo comandos existentes nas barras de menu, apenas são
mais rápidos de acessar. Cada linha horizontal cheia de botões é uma barra de ferramentas, temos lá em
cima as barras Padrão e Formatação, e na parte inferior da tela, a barra Desenho.
3) Página de trabalho: É a parte do Word onde nós digitamos nosso texto, é bem parecida com uma página
mesmo, e suas dimensões são idênticas às de uma página normal (dependendo do tamanho que se tenha
escolhido no menu Arquivo, na opção configurar página). Quando a página chega ao fim, o Word
automaticamente cria uma nova página e a apresenta na tela (mostrado a seguir):

4) Barras de rolagem: Existem duas: horizontal (localizada na parte inferior da tela) e vertical (localizada na
parte direita da mesma). Servem para “rolar” a visualização do documento. Por exemplo, estamos digitando a
página 16 e queremos voltar para ver o conteúdo da página 10, é só clicar e arrastar a barra vertical para
voltar lá.
5) Barra de Satus: Apresenta as informações pertinentes ao documento naquele instante, como página atual,
linha e coluna onde o cursor está, entre outras informações.

ESTUDO DOS COMANDOS DO WORD (Importante)


No Word, podemos executar os comandos de várias maneiras, seja pelo Menu, seja por um botão em alguma
barra de ferramentas, ou por teclado (teclas de atalho):
Comando O que faz Menu Atalho Botão

Solicita um documento novo, em branco para


Novo trabalharmos. Uma página nova nos será dada para Arquivo CTRL+O
que comecemos novo trabalho.

Grava o trabalho que estamos realizando em alguma


unidade de disco, transformando-o num arquivo. Se
Salvar Arquivo CTRL+B
for a primeira vez que salvamos, o Word nos pedirá
nome do arquivo e a pasta onde vamos salvar.

Abre um arquivo previamente gravado. Por exemplo,


Abrir se ontem salvamos um arquivo e o queremos reaver Arquivo CTRL+A
hoje, é só abrí-lo para trabalhar novamente.

Permite mandar para a impressora o conteúdo do


documento em questão. Tanto o comando Imprimir
Imprimir quanto o comando Novo têm diferenças de acordo Arquivo CTRL+P
com o modo que se executou o comando (botão /
menu).
Permite que vejamos o documento do Word em várias
Visualizar páginas e exatamente como vai ser impresso. Por
Arquivo
Impressão exemplo, se a página foi mal configurada, podemos
ver se alguma parte do documento vai ser cortada.
Permite ajustar algumas informações sobre a página
Configurar
que vai ser impressa, como tamanho, margens, Arquivo
Página
layout, etc.
Fecha o documento que estiver ativo no momento, se
o documento não foi salvo imediatamente antes do
Fechar Arquivo
comando fechar, o Word perguntará se deseja fazê-
lo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 141


CADERNOS DIGITAIS

Sai do MS WORD, se existir algum documento ainda


Sair ativo que não foi salvo imediatamente antes do Arquivo ALT+F4
comando, o Word vai perguntar se deseja fazê-lo.

Desfaz qualquer comando realizado pelo usuário em


matéria de alteração de conteúdo no documento (ele
Desfazer Editar CTRL+Z
não desfaz o salvar, por exemplo). Se você fizer
alguma “besteira” no seu documento, DESFAÇA!
Se você desfez demais, e acabou por desfazer uma
ação que não queria, pode usar o comando Refazer.
Refazer Editar
Atenção: O comando Refazer só estará disponível se o
último comando realizado foi o desfazer.

Envia o objeto selecionado para a Área de


Recortar Transferência (área especial do Windows), retirando-o Editar CTRL+X
do local onde estava.

Muito semelhante ao Recortar, este comando manda


Copiar uma cópia do objeto selecionado para a Área de Editar CTRL+C
transferência (mantendo o original)

Coloca, no local onde o cursor estiver, o conteúdo da


Colar Área de transferência (que foi previamente copiado Editar CTRL+V
ou recortado).

Seleciona todos os objetos do documento ativo, ou


Selecionar seja, se quisermos aplicar um efeito ao texto inteiro
Editar CTRL+T
Tudo de um documento, a opção ideal é utilizar este
comando.

Aplica o efeito de negrito ao texto que estiver


Negrito selecionado. Se o texto selecionado já estiver em Formatar Fonte CTRL+N
negrito, a utilização do comando o retira.

Aplica o efeito de itálico ao texto selecionado. A


Itálico mesma regra aplicada a negrito é usada para este Formatar Fonte CTRL+I
comando.

Aplica uma Sublinha no texto selecionado. Mesma


Sublinhado Formatar Fonte CTRL+S
regra dos dois anteriores

Alinha o parágrafo à esquerda, sem ajustar o


Alinhar à Formatar
alinhamento das palavras na margem direita, veja se
Esquerda Parágrafo
o desenho do botão não indica isso.

Este comando centraliza o parágrafo, é muito


Formatar
Centralizar utilizado em títulos, mas torna um texto de muitas
Parágrafo
linha com cara de “poesia”

Alinha o texto do parágrafo apenas à margem direita


Alinhar à Formatar
do documento, deixando a margem esquerda
Direita Parágrafo
completamente desorganizada.

Ajusta o texto do parágrafo selecionado à esquerda


da página, mas também organiza a margem direita, Formatar
Justificar CTRL+J
formando um “bloco” de texto. Substitui e muito bem, Parágrafo
o comando Alinhar à esquerda.
Cria listas numeradas, cada ENTER que se dá para
criar um novo parágrafo vai incrementar
Numeração Formatar
automaticamente em um número a listagem. Ideal
para questões de provas ou exercícios.
Cria uma lista não numerada, que usa símbolos
Marcadores (como setinhas, bolinhas, etc.) para marcar os novos Formatar
itens.

Aumentar Aumenta a distância entre a margem esquerda da Formatar


Recuo página e o início do texto do parágrafo. Parágrafo

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 142


CADERNOS DIGITAIS

Realiza a operação inversa ao comando anterior,


Formatar
Diminuir Recuo aproximando o início do parágrafo da margem
Parágrafo
esquerda da página.

Insere uma tabela (como esta) no local onde o cursor


Inserir Tabela estiver. O Word vai então, solicitar o número de Tabela
linhas e colunas da mesma.

Ajusta o texto de um parágrafo para que o mesmo


Colunas fique apresentado em duas colunas, como em um Formatar
jornal.

Altera as cores das letras do Texto. Quando nos


Cor da Fonte Formatar Fonte
referimos às letras, o termo usado no Word é FONTE.

Utiliza uma cor ao redor de um determinado texto


Realce selecionado, como se fosse um “marcador de textos”.
Utiliza também cores bem chamativas...
Cria uma borda ao redor de qualquer texto, esteja ele
Bordas dentro de uma tabela ou não, pode-se escolher vários Formatar
tipos de borda, inclusive suas cores.
Exibe os caracteres que não são impressos, como
Exibir / Ocultar espaços, ENTER´s, Quebras de linha e de colunas,
¶ todos estes “comandos” na verdade são caracteres
invisíveis.

Ortografia e Comando para localizar erros de ortografia no


Ferramentas F7
Gramática documento.

Transforma o texto selecionado em um vínculo


Inserir dinâmico com um recurso qualquer, que pode ser um
Inserir
Hyperlink arquivo, um site da internet ou um endereço de E-
mail

Copia formatos de áreas do texto para aplica-lo a


Pincel
outras áreas

Tabelas e Exibe / Oculta a barra de ferramentas Tabelas e


Bordas Bordas

Permite enviar o documento atual para um


Correio destinatário de E-mail, apresentando, para isso, uma Arquivo / Enviar
Eletrônico barra de endereços semelhante à do programa de E- para
mail

Obs: Nem todos os comandos do Word apresentados na tabela acima estão com suas teclas de atalho
descritas, resolvi listar apenas as teclas de atalho mais cobradas em concursos (para melhor direcionar o
estudo e evitar que seus neurônios queimem de tanto memorizar!!)

OBSERVAÇÕES SOBRE ALGUNS COMANDOS DO WORD (Casca de Banana)


Existem alguns comandos do Word que apresentam diferenças entre as maneiras como são executados. Um
claro exemplo é o comando IMPRIMIR: Se clicarmos no botão na barra de ferramentas, o documento ativo é
automaticamente impresso em uma única cópia de todas as páginas. Porém, se nós clicarmos em ARQUIVO /
IMPRIMIR ou solicitarmos CTRL+P, uma janela se abrirá para que configuremos alguns ajustes na impressão, como:
páginas a serem impressas, número de cópias, Qualidade de Impressão, entre outros.
Outro exemplo interessante é o comando NOVO, que se for executado o botão ou CTRL+O, abrir-se-á
automaticamente uma página em branco nova para trabalharmos. Se escolhermos ARQUIVO / NOVO, será
apresentada uma tela que permite escolher entre modelos de documentos existentes no WORD, como Jornais,
Currículos, Memorandos, Documentos em Branco, etc.

MOVIMENTAÇÃO E SELEÇÃO DE TEXTO (Importante)


Mais do que simplesmente memorizar alguns comandos do programa Word, para responder questões práticas
(como as do CESPE/UnB), precisamos conhecer as técnicas para movimentação do cursor e seleção de texto num
documento deste programa.
Mover o cursor (oficialmente conhecido como “Ponto de Inserção”, que é aquela barrinha fina que fica
piscando, esperando pelas coisas que vamos digitar...) requer apenas o conhecimento em algumas teclas do

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 143


CADERNOS DIGITAIS

computador. Acompanhe, a partir da figura abaixo, uma explicação fácil sobre as várias teclas de que seu computador
dispõe para mover o cursor:

Esta é a margem esquerda Note que o Cursor (Ponto


(ela é importante na hora de de Inserção) está aqui.
estudarmos seleção)

Na figura acima visualizamos um texto do Word com dois parágrafos visíveis na tela, também podemos
observar que o Cursor (ou Ponto de Inserção) está localizado entre as letras “a” e “m” da palavra “amplamente”,
na segunda linha do primeiro parágrafo (não se preocupe em localizá-lo, a própria questão apontará sua localização).
1) Para mover o cursor usando o mouse: Apenas clique no local onde deseja que o cursor esteja.
2) Para mover o cursor usando o teclado: Há várias teclas e combinações de teclas que trazem este resultado.
Conheça-as a seguir:

A(s) tecla(s)... ...quando pressionada(s)... ... e quando pressionada(s) junto com a


tecla CTRL

ß. e à. Saltam um caractere na direção em que apontam Saltam para o início da palavra que estiver
(esquerda e direita) na direção em que apontam.

á. e â. Saltam uma linha (acima ou abaixo Saltam para o início do parágrafo (acima ou
respectivamente) abaixo, respectivamente)
HOME Posiciona o cursor no início da linha atual (ou seja, Posiciona o cursor no início do texto (ou
da linha onde o cursor já se encontra) seja, antes de tudo que já foi digitado)
END Posiciona o cursor no final da linha atual (ou seja, Posiciona o cursor no final do texto (ou seja,
da linha onde o cursor já se encontra) depois de tudo o que foi digitado)
PAGE UP Rola a página para cima Posiciona o cursor no início da página que
estiver acima da posição atual do cursor
PAGE DOWN Rola a página para baixo Posiciona o cursor no início da página que
estiver abaixo da posição atual do cursor
(próxima página)
DELETE Apaga um caractere à direita do cursor

BACKSPACE Apaga um caractere à esquerda do cursor


ENTER Quebra um parágrafo, ou seja, informa ao Quebra uma página, informando ao
programa que não queremos mais usar este programa que este passe a escrever na
parágrafo e sim, desejamos escrever em um próxima página.
próximo parágrafo de texto.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 144


CADERNOS DIGITAIS

3) Para selecionar um trecho de texto com o teclado: basta movimentar o cursor (como mostrado na tabela
acima) com a tecla SHIFT pressionada. Por exemplo, se o usuário segurar a tecla SHIFT e pressionar a tecla HOME
(SHIFT+HOME), o Word irá selecionar desde a posição atual do cursor até o início da linha atual (usando a
característica da tecla HOME de saltar ao início da linha). Lembre-se que a função do movimento permanece a mesma,
só vai acrescentar o fato de se estar selecionando (porque o SHIFT está pressionado).
4) Para selecionar um trecho de texto com o mouse: há algumas maneiras de selecionar um texto com o mouse,
entre elas podemos destacar as seguintes.
O que? Onde? Para que?
Duplo clique Em qualquer lugar do texto Selecionar a palavra

Triplo clique Em qualquer lugar do texto Selecionar o parágrafo

Clique simples Na margem esquerda da página Selecionar a linha


Duplo clique Na margem esquerda da página Selecionar o parágrafo

Triplo clique Na margem esquerda da página Selecionar todo o texto


Ainda podemos selecionar todo o texto do documento através do comando SELECIONAR TUDO, no menu
EDITAR. O comando equivalente pode ser executado através da combinação de teclas CTRL+T.

ALGUMAS OPERAÇÕES COMUNS NO WORD


Cabeçalho e Rodapé: Está vendo estas áreas que ficam em cima e embaixo das páginas desta apostila? São
chamados Cabeçalho e Rodapé. Têm por função repetir-se em todo o documento para não ser necessário escrever
uma mesma informação em todas elas (pensou que eu fui “besta” fazendo uma por uma?!?).
Para acessar este comando, vá ao menu EXIBIR, e selecione a opção CABEÇALHO E RODAPÉ. As duas áreas
se abrirão e será possível digitar nelas da mesma maneira como se digita em qualquer parte da página.
Números automáticos de página: Na parte inferior, temos numeração automática de páginas, conseguida a
partir de INSERIR / NÚMEROS DE PÁGINAS. Escolhemos se o número vai aparecer no cabeçalho ou no rodapé (como é
o caso) e se ele estará à esquerda, à direita ou centralizado (como aqui).
Ferramentas para localização: Os comandos EDITAR / LOCALIZAR (CTRL+L) e EDITAR / SUBSTITUIR
(CTRL+U) são utilizados, respectivamente, para localizar palavras ou expressões no documento e substituir palavras
ou expressões neste.
Como exemplo, imagine que temos uma carta ao Presidente do Sindicato dos embaladores de Cuscuz e Bolo
de Goma de Casa Amarela no intuito de vender uma máquina de embalar novinha! Depois do documento todo pronto,
descobrimos que não são embaladores de Cuscuz, e sim, Pipoca. Basta ir ao comando LOCALIZAR (se quisermos achar
as palavras Cuscuz) ou SUBSTITUIR e informar que queremos trocar Cuscuz por Pipoca.
Se informarmos Substituir Tudo, o Word irá trocar todas as palavras “Cuscuz” por “Pipoca”.

MODOS DE EXIBIÇÃO DO WORD


Podemos ver o Word de várias maneiras, alterando o seu modo de exibição. Esta alteração da forma de ver o
programa não afetará o documento impresso, pois apenas mudará a forma como a área de tr abalho do Word se
apresenta, os modos possíveis são:
Normal: Apresenta a tela do Word toda branca, sem margens do papel e sem mostrar duas páginas quando
passamos de uma para outra, em vez disso, apenas apresenta uma linha tracejada para informar que a página chegou
ao fim.
Layout de Impressão: Apresenta o Word como se fosse uma página (como temos visto até agora nesta
apostila). É o modo mais interessante de se trabalhar, apresenta o documento exatamente como ele vai ser impresso
(com margens, cabeçalhos, rodapés, numeração de página, etc. que os outros modos não apresentam).
Layout da Web: Permite visualizar o documento do Word como se ele fosse uma Home Page (sim, no Word
podemos construir páginas para a INTERNET). Este modo de visualização só é interessante quando o documento tem
como objetivo a INTERNET, se o documento for para qualquer outra finalidade, este modo de visualização não serve.
Estrutura de Tópicos: Altera o modo de visualização do Word para que mostre apenas os tópicos (títulos),
não apresentando o “grosso” do conteúdo. É perfeito para Livros, Apostilas, ou documentações muito extensas, pode-
se “navegar” pelo documento, achar o tópico que se quer alterar e ler seu conteúdo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O WORD


Com este tópico, terminamos o estudo do Word exigido nos concursos e vestibulares de questões teóricas,
este programa é muito complexo e muito extenso, não seria possível abordá-lo em um material (e tempo) tão
escasso.
Espero que este documento ajude você não somente a fazer uma boa prova no concurso (objetivo principal),
mas também ajude a usar o Word mais facilmente e aproveitando todos os recursos.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 145


CADERNOS DIGITAIS

PLANILHAS ELETRÔNICAS

Cálculos, cálculos, cálculos...


Nossa vida está repleta de matemática. Necessitamos constantemente calcular contas, valores a receber e a
pagar (a segunda sempre é mais freqüente). Para nos auxiliar nesta cansativa tarefa, fazemos uso de programas que
gerenciam planilhas de cálculos (o mais comum e poderoso é, sem dúvida, o Microsoft Excel). Esses programas podem
calcular para nós (desde que construamos a estrutura desses cálculos), podem comparar dados e desenhar gráficos,
infelizmente ainda não aprenderam a pagar as contas...

MICROSOFT EXCEL

A Microsoft não ficou de fora na briga dos programas de Planilha, o Excel é o mais fácil e poderoso programa
de cálculos que existe. A “cara” do Excel está apresentada a seguir, bem como, as explicações mais básicas de seus
componentes:

3 2

6
4

5
1) Barras de Menus e Barras de Ferramentas: Têm as mesmas funções no Word, os comandos dos menus
Arquivo e Editar são basicamente os mesmos, algumas ferramentas também (pode comparar com a foto da
tela do Word). Todos os comandos do Excel estão aqui.
2) Barra de Fórmulas: O que se escreve em qualquer parte do Excel, é apresentado ao mesmo tempo nesta
barra em branco (que só está em branco porque não há nada escrito). Se em algum lugar do Excel existir um
valor numérico obtido por uma fórmula, esta barra mostrará a fórmula que estiver por trás do número.
3) Barra de Endereço: Apresenta o endereço da célula onde nos encontramos naquele momento. O endereço
pode ser o padrão do Excel, como F79, ou podemos renomeá-lo, por exemplo, para TOTAL, ou qualquer outra
coisa.
4) Área de trabalho do Excel: A área de trabalho do Excel tem algumas particularidades que devemos
compreender: O Excel não se parece com uma página (ele não tem essa preocupação, como o Word tem). Ele
é formado por 256 colunas (da A até a IV) e 65536 linhas (numeradas). O encontro de uma linha com uma
coluna forma uma célula, que é o local onde escrevemos os dados no Excel. Por exemplo, O encontro da
coluna B com a linha 4 forma a célula denominada B4. O encontro da coluna GF com a linha 7845 forma a
célula GF7845. Para escrever numa célula basta Clicar nela e começar a digitar, se confirmarmos com ENTER,
o conteúdo fica na célula, se cancelarmos com ESC, o conteúdo não chega a entrar na célula.
5) Guias das planilhas: O Arquivo do Excel é chamado PASTA DE TRABALHO, isso significa que quando você
salva um documento no excel, este é chamado de Pasta de Trabalho. Um arquivo do Excel pode possuir
várias planilhas (pense nas planilhas como “páginas” das pastas de trabalho). Cada planilha possui 256
colunas e 65536 linhas independentes das outras planilhas. Inicialmente o Excel possui 3 planilhas, que
podem ser renomeadas (dando dois cliques na guia da planilha) e podemos também acrescentar mais
planilhas (Menu Inserir / Planilha). Podemos excluir uma planilha que não desejemos mais no Menu Editar,
opção Excluir Planilha.
6) Barras de rolagem: Como não é possível colocar todas as 256 colunas e 65536 linhas numa tela só,
podemos utilizar as barras de rolagem para visualizar as partes da planilha que porventura estiverem sendo
escondidas.

CONHECIMENTO DOS PRINCIPAIS RECURSOS DO EXCEL


É possível realizar uma série de operações com o Excel, ele nos permite construir verdadeiros “programas”
para calcular aquilo que desejarmos. Para esse fim, o excel conta com uma série de comandos, dos quais alguns são
inteiramente idênticos aos do Word, inclusive com suas teclas de atalho (Como Salvar, Imprimir, Novo, Copiar, Colar,
etc...). Para digitar no Excel, usamos as células, como vemos a seguir:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 146


CADERNOS DIGITAIS

Note que cada informação foi digitada em uma célula diferente, inclusive o título, que, por ser muito maior
que a largura da célula, se estendeu pelas células adjacentes (mas foi digitado somente na célula A1). A Célula C11 é
chamada de Célula Ativa, pois o cursor (borda mais grossa) está apontando para ela neste momento.
Basicamente, toda informação digitada no Excel pode ser interpretada de 3 formas: Ou é um texto, ou um
número, ou um cálculo. Em suma, quando digitamos algo no Excel, o programa lê o que foi digitado, no momento em
que confirmamos a célula, e verifica se o que foi digitado é um texto, ou um número ou um cálculo. Não existe
nenhuma outra maneira de interpretação da informação por parte do Excel, somente essas três.
Seguem abaixo os critérios para que o excel interprete as informações:
Texto: Contendo letras, espaços, sem que seja número ou cálculo, o excel interpreta como se fosse texto,
exemplo: Av. Bernardo Vieira de Melo, 123
Número: quando possuir apenas caracteres numéricos, ou pontos ou vírgulas em posições corretas, é
entendido como número, exemplo: 123 ou 1.300,00
Cálculo: Toda vez que começamos a célula com o sinal de = (igual), + (mais), – (menos) ou @(arroba) o
excel tende a interpretar como cálculo, exemplo: =A10+(A11*10%)
NOTA: Quando iniciamos uma célula com os sinais de + (mais), – (menos) e @ (arroba), o próprio Excel se encarrega
de colocar o sinal de = (igual) antes da expressão.

FÓRMULAS E FUNÇÕES NO EXCEL – COMO AUTOMATIZÁ-LO


No Excel podemos fazer uso de cálculos para que o próprio programe calcule por nós, existem basicamente
dois tipos de cálculos: As fórmulas e as funções, ambas devem ser escritas com o sinal de = (igual) precedendo-as
para serem entendidas como cálculos.
Preste atenção à tela abaixo, verifique que as células em negrito são respostas aos dados inseridos em cima:

Pode-se ver que a célula ativa (no caso, E11) está apresentando o valor 160, mas seu verdadeiro conteúdo
está sendo mostrado na Barra de Fórmulas (=E4+E5), que é a fórmula que Soma o valor que está a célula E4 com o

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 147


CADERNOS DIGITAIS

valor da E5. Ou seja, quando preenchemos uma célula com um cálculo, este implica no aparecimento do resultado,
mas a fórmula ainda pode ser vista com a ajuda da Barra de Fórmulas.
Não é comum construir fórmulas deste tipo: =12+140, pois esta fórmula está somando dois valores fixos,
portanto, seu resultado sempre será fixo (152, no caso). A maneira mais usada (e ideal) de se utilizar cálculos é
usando referências de outras células (como no caso anterior, que se falou em E4 e E5).
Portanto, os cálculos no Excel, sejam fórmulas ou funções (que iremos ver posteriormente), são utilizados
para automatizar a planilha de cálculos, desde que se utilize referência de outras células, onde estão localizados os
dados a serem calculados.
Fórmulas são os cálculos no Excel que parecem com expressões matemáticas, e que utilizam apenas
operadores matemáticos e referências de células ou valores. Em suma, quando o cálculo possuir apenas números e
sinais matemáticos, é uma fórmula. Exemplos de fórmulas: =E1+12 =C1*C2 =A1*(3-B1)/(2-F40) =A1+A2
=J17*2%-E1*3%
O uso dos parênteses tem a mesma função no Excel que possui na matemática, que é forçar a resolver uma
determinada parte do cálculo antes de outra que teria maior prioridade. Sabemos que a multiplicação e a divisão têm
maior prioridade que a adição e a subtração, e que, numa expressão, elas seriam resolvidas primeiro. Mas se
possuirmos parênteses, a história pode tomar rumos diferentes, verifique os exemplos abaixo:
2+4*2 = 2+8 = 10 (Multiplicação realizada primeiramente, pois tem prioridade)
(2+4)*2 = 6*2 = 12 (Adição realizada primeiro, por causa dos parênteses)
Como escrever equações complexas com o Excel? Não se preocupe, isso é só um problema de “tradução”, que
seria apenas a mudança do modo de escrita conhecido por todos que entendem matemática para o modo que o excel
entende, veja abaixo:

18 – [20 X (3+1) – 2] =(18-(20*(3+1)-2)) / ((2-1)*7)


(2-1) X 7
Como pode ver, para separar numerador de denominador, foi necessário usar não somente o símbolo de
divisão (a barra / ), mas também os parênteses para definir bem quem seria dividido e quem seria o divisor. Foi por
isso que cercamos completamente o numerador com um par de parênteses e fizemos o mesmo com o denominador.
Operadores matemáticos usados nas fórmulas:

Operação Matemática Excel


Adição A+B =A+B
Subtração A-B =A-B

Multiplicação AxB =A*B


Divisão A:B =A/B
B
Potenciação A =A^B

Funções são comandos que existem somente no Excel, para executarmos equações matemáticas complexas,
ou equações de comparação, referência, condição, contagem, e até mesmo, operações com texto.
Existem 227 funções diferentes, para as mais diferentes áreas de utilização de cálculos, como engenharia,
matemática geral e financeira, trigonometria, geometria, estatística, contabilidade, e funções gerais como as que
trabalham exclusivamente com hora e data, com texto e com referências condicionais.
Basicamente qualquer função do Excel pode ser escrita com a seguinte Sintaxe:
=NOME_DA_FUNÇÃO (ARGUMENTOS)
Onde NOME_DA_FUNÇÃO é o nome da mesma (cada função tem o seu) e os ARGUMENTOS são
informações que fazer a função trabalhar corretamente. Algumas funções solicitam um argumento, outras podem
solicitar vários argumentos, outras funções simplesmente requerem os parênteses vazios. Se alguma função necessita
de mais de um argumento, eles vêm separados por ; (ponto e vírgula) dentro dos parênteses. Se, no lugar do ;,
aparecer um sinal de : (dois pontos), significa que estamos apontando para um intervalo de células (ou seja, C4;C20
é lido como C4 e C20 e a expressão C4:C20 é lido C4 até C20, incluindo tudo o que estiver no meio delas).
Abaixo uma listagem das mais usadas funções do programa, com suas explicações e, é claro, os exemplos de
como utilizá-las. Cabe aqui apenas um lembrete, não existem funções para realizar todos os tipos de cálculos,
portanto, se for necessário criar um cálculo específico (como a média ponderada de uma determinada faculdade),
deve-se utilizar fórmulas, não funções.
LISTAGEM DAS FUNÇÕES MAIS USADAS NO EXCEL

Nome da Função Serve para Sintaxe / Exemplo

Somar as células que forem citadas =SOMA(Células)


SOMA
dentro dos parênteses =SOMA(A4:A10)

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 148


CADERNOS DIGITAIS

Realiza a operação de Média Aritmética =MÉDIA(Células)


MÉDIA
nas células descritas como argumento =MÉDIA(C1;C2;C3)
Retorna como resposta o maior valor =MÁXIMO(Células)
MÁXIMO numérico que encontrar nas células do
argumento =MÁXIMO(A8:A20)

Retorna o menor valor dentro das =MÍNIMO(Células)


MÍNIMO
células do argumento citado =MÍNIMO(D1:D230)
Conta quantas vezes aparece o critério =CONT.SE(Intervalo.;Critério)
CONT.SE citado, dentro do intervalo de células
citado. =CONT.SE(F1:F11;”João”)

Realiza uma avaliação comparativa


entre dois valores (células) e retorna =SE(Teste;ValorV;ValorF)
SE
uma das duas respostas definidas em =SE(A1<7;”Reprovado”;“Aprovado”)
seus argumentos
Realiza uma soma condicional de um
determinado intervalo de células =SOMASE(Int_Crit;Critério;Int_Valores)
SOMASE
baseado em um critério existente em =SOMASE(A1:A200;”Cheque”;F1:F200)
outro intervalo paralelo.
AGORA Mostra a Data e a Hora atuais =AGORA( )

HOJE Mostra a Data Atual =HOJE( )

Ainda há muitas funções que podem ser úteis para os mais variados tipos de profissionais, como contadores,
engenheiros, professores, ou qualquer um que queira trabalhar com o Excel como sua ferramenta de trabalho.

COPIANDO FÓRMULAS E FUNÇÕES


No excel, cada fórmula, deve ser usada para um determinado cálculo, observe na tela que se segue que
temos 6 alunos e conseqüentemente 6 médias serão calculadas, mas apenas construímos uma delas (a do primeiro
aluno).
Se quisermos que as outras crianças tenham médias automaticamente calculadas, devemos construir as
outras funções também (uma para cada aluno, ou seja, uma para cada linha).

Não se preocupe com a quantidade de fórmulas que você vai ter de digitar, na verdade, com o recurso da
ALÇA DE PREENCHIMENTO, o excel construirá as outras fórmulas baseadas no formato da original.
Como funciona? Verifique na figura ao lado, com a média já
pronta que a Célula Ativa possui um quadradinho preto em sua
extremidade inferior direita. Ele aparece em todas as células que
selecionamos e se chama Alça de
Preenchimento. Depois que
construir a fórmula que deseja
copiar, arraste -a por essa Alça até
atingir a linha desejada (ou coluna,
pois podemos arrastar lateralmente
também).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 149


CADERNOS DIGITAIS

O interessante desta estória é que, a segunda fórmula (que no caso da figura é a média de SICLANO) não
pode ter o mesmo conteúdo da primeira, afinal =MÉDIA(B4:E4) é pra ser somente a de FULANO. Mas o Excel atualiza
a cópia das fórmulas, pois as referências são relativas, então, na segunda linha teremos MÉDIA(B5:E5) e abaixo
MÉDIA(B6:E6) e assim por diante. Como podemos ver na figura ao lado (já com as fórmulas prontas).
Esse recurso de copiar fórmulas não é possível somente com o uso da Alça de Preenchimento, também
podemos realiza-lo com Copiar (CTL+C) e colar (CTRL+V), ou arrastando o conteúdo da célula com o CTRL
pressionado (que significa COPIAR).
ATENÇÃO: Se usar CTRL+X (recortar) para depois colar, a fórmula presente na célula não se alterará, ou
seja, continuará apontando para as referências para as quais estava apontando antes, isso serve para arrastar o
conteúdo da célula sem o CTRL também.
ATENÇÃO 2: Se quiser Fixar uma referência antes de copiar uma fórmula, para que ela não seja atualizada
com o movimento, basta colocar $ (cifrão) antes da componente que deseja fixar (ou seja, se quer fixar a coluna da
célula A4, escreva $A4, se quer fixar a linha, escreva A$4, se quer fixar Coluna e linha, escreva $A$4)
Por exemplo, se copiarmos a fórmula =B4+C4 para duas linhas abaixo, ela vai se tornar =B6+C6, mas se a
escrevermos =B4+C$4, ao copiarmos para duas linhas abaixo, ela se tornará =B6+C$4 (espero que tenha entendido
que o 4 não variou por conta do cifrão).
NOTA: se a Alça de Preenchimento for usada em palavras, elas se repetem, a menos que as palavras existam
num conjunto de listas (seqüências) que o Excel possui. Por exemplo, se você digitar SEG e arrastar a alça, o Excel
criará TER, QUA, QUI, etc... O mesmo acontece com Textos seguidos de números ALUNO1, ALUNO2, etc...

ERROS #
Algumas vezes cometemos erros de construção da fórmula, não pela sintaxe da mesma, mas por erros nas
referências das células utilizadas. O Excel às vezes nos retorna mensagens de erro, normalmente precedidas pelo sinal
de # (sustenido).
As mensagens de erro # mais comuns estão listadas abaixo:
#VALOR!: Este erro é apresentado quando criamos uma fórmula que aponta para uma referência que possui
TEXTO. Esse erro não é apresentado quando utilizamos uma função, apenas quando foi utilizada uma fórmula.
#NOME!: Este erro ocorre quando digitamos errado no nome de uma função.
# DIV/0!: O Excel apresenta este erro quando, em algum momento do trabalho, enviamos uma solicitação
para que ele use 0 (zero) como divisor em alguma fórmula.
# REF!: este erro ocorre quando a referência de célula não existe na planilha.

LISTAGEM DAS FERRAMENTAS E COMANDOS PRÓPRIOS DO EXCEL


O Excel possui uma série de comandos parecidos como Word, mas possui ferramentas exclusivas, e as irei
mostrar agora, desejando que você as assimile bem, pois podem ser cobradas no Concurso.
Formatar Células: O
Menu Formatar possui uma
opção chamada Células, que
também pode ser acessada
pelo atalho CTRL+1, nesta
opção podemos alterar toda
e qualquer configuração no
que diz respeito ao formato
das células do Excel, como
cores, tipos de letra, bordas,
formato dos números,
alinhamento do texto e até
mesmo se a célula pode ser
travada ou não. Na próxima
página segue uma imagem
da tela de Formatação de
Células, e suas várias
“orelhas” de opções.
As outras páginas desta tela, como fonte e Bordas, têm suas funções definidas, e o nome já diz tudo. Como
este comando do Excel é muito extenso e importante, estudemo-lo com mais detalhamento:

Ajusta o formato dos números de uma célula, como o número de casas decimais, os símbolos
Número decimais e de milhar, os separadores de hora e data, o formato do úmero negativo, o formato
dos valores de moeda, e muitos outros ajustes.
Ajusta a forma como o texto se comporta na célula, se está à direita ou à esquerda, no centro
Alinhamento (tanto horizontal como vertical), e até mesmo se o texto ficará inclinado ou não. Há também
como fazer o texto estar em duas linhas na mesma célula.
Fonte Ajusta a formatação das letras da planilha.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 150


CADERNOS DIGITAIS

Altera o formato das bordas que cercam uma célula, é possível alterar estilos, largura, cor e
Borda
qualquer outra configuração.
Padrões Altera as cores de fundo das células, que podem não ser brancas.
Informa se a célula pode ser ou não alterada quando travamos a planilha. Se marcarmos que a
Proteção célula está travada, no momento em que protegemos a planilha, ela não poderá ser mais
alterada, apenas pela pessoa que possua a senha para desprotegê-la.

Outros comandos do Microsoft Excel serão mostrados a seguir para conhecimento e “decoreba” mesmo.

Comando Para Menu Ferramenta

Soma automaticamente os valores contidos em


Autosoma
determinadas células

Realiza um auxílio à construção de funções. Pode-se


Colar Função construir desde as mais simples funções, até as mais INSERIR / FUNÇÃO
complexas.

Essas duas ferramentas classificam os valores de uma


DADOS /
Classificar determinada coluna de células nas ordens crescente e
CLASSIFICAR
decrescente respectivamente

Formata a célula para que qualquer número escrito FORMATAR /


Estilo de Moeda
nela tenha o formato da moeda corrente no país CÉLULA

Estilo de Formata a célula para que qualquer número escrito FORMATAR /


Porcentagem nela tenha o formato de Percentual CÉLULA

Formata a célula para que quaisquer números escritos


Separador de nela apresentem o número de casas decimais padrão FORMATAR /
Milhares do país, e também mostre os pontos que separam os CÉLULA
milhares (no caso do Brasil)

Aumenta ou diminui as casas decimais de um


Aumentar /
determinado número, cada clique numa das FORMATAR /
Diminuir casas
ferramentas implica em alteração em uma casa CÉLULA
decimais
decimal.

Apresenta uma tela que auxilia, passo a passo, na


Assistente de
construção de gráficos com os dados existentes na INSERIR / GRÁFICO
Gráfico
planilha.

Permite escolher entre os dados que serão vistos


Auto Filtro DADOS / FILTRAR
numa listagem.

EXPLICANDO MELHOR ALGUNS DESTES COMANDOS


O valor 1000 seria 1.000,00 se formatado com Separador de Milhares
O valor 200 seria R$ 200,00 se formatado com Estilo de Moeda
O valor 10 seria 1000% se formatado com Estilo de Porcentagem
O valor 12,00 seria 12,000 se aumentássemos as suas casas decimais e seria 12,0 se as diminuíssemos.
Autosoma sendo mostrada na figura seguinte

AUTOSOMA

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 151


CADERNOS DIGITAIS

AUTO FILTRO

De uma lista completa, que mostra tudo, pode-se tirar apenas as informações que se quer, utilizando um auto
filtro com este, no qual solicito apenas os dados de João.
Construir um gráfico é uma operação muito fácil, basta escolher os dados que farão parte do gráfico (para
isso, selecionamos as células) e então solicitar a ajuda do assistente de gráfico (ferramenta vista anteriormente).

Gráfico construído com o auxílio da ferramenta


Assistente de Gráfico. Bastou escolher os dados (no
caso, os nomes e valores da eleição) e mandar criar o gráfico.
Após visualizar como a planilha será impressa,
pode-se constatar que ela se encontra pronta para a
impressão ou que faltam alguns ajustes, no segundo
caso, utilizamos a Caixa de Diálogo Configurar Página
(Menu Arquivo / Configurar Página) ou clicando no botão
Configurar..., localizado na barra de Ferramentas da
janela acima. Ao selecionar a opção de configuração da
página, chegaremos à tela ao lado.
Nesta tela podemos alterar as configurações de
orientação da página, ajustar o percentual da impressão
(por exemplo, pode-se imprimir em 50% do tamanho
original). É possível escolher o tamanho do papel, a
qualidade de impressão.
Ain
da é
possível
configurar o
Cabeçalho e rodapé do documento a ser impresso (no Word fazíamos isso
dentro da própria área de edição do documento, mas no Excel, só
podemos configurar esses recursos na tela de configuração da página).
DICA: O cabeçalho e rodapé do Excel NÃO permitem alteração de cor da
fonte, sempre serão impressos em preto.
Ainda na tela de configuração de página pode-se escolher a
qualidade do documento impresso (se vai ser apenas rascunho ou
definitivo) se as linhas de grade serão impressas ou se os cabeçalhos de
linha e coluna sairão no papel. Ainda é possível ajustar as margens da
página e a posição da planilha em relação à página.
Quando todas as configurações estiverem realizadas, permitindo
a impressão, deve-se proceder com o comando Imprimir, no menu Arquivo. A execução deste comando apresenta a
caixa de diálogo ao lado:
Bastante parecida com a caixa de diálogo apresentada no Word, é possível através dela escolher o número de
cópias e qual o intervalo das páginas que serão impressas, bem como a impressora de destino entre outras opções.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 152


CADERNOS DIGITAIS

REDES DE COMPUTADORES – NOÇÕES BÁSICAS

CONCEITO DE REDES DE COMPUTADORES


Redes de computadores são estruturas físicas (equipamentos) e lógicas (programas, protocolos) que
permitem que dois ou mais computadores possam compartilhar suas informações entre si.
Imagine um computador sozinho, sem estar conectado a nenhum outro computador: Esta máquina só
terá acesso às suas informações (presentes em seu Disco Rígido) ou às informações que porventura venham a
ele através de disquetes e Cds.
Quando um computador está conectado a uma rede de computadores, ele pode ter acesso às
informações que chegam a ele e às informações presentes nos outros computadores ligados a ele na mesma
rede, o que permite um número muito maior de informações possíveis para acesso através daquele
computador.

CLASSIFICAÇÃO DAS REDES QUANTO À EXTENSÃO FÍSICA

As redes de computadores podem ser classificadas como:

LAN (REDE LOCAL): Uma rede que liga computadores próximos (normalmente em um mesmo prédio ou, no
máximo, entre prédios próximos) e podem ser ligados por cabos apropriados (chamados cabos de rede). Ex:
Redes de computadores das empresas em geral.

WAN (REDE EXTENSA): Redes que se estendem além das proximidades físicas dos computadores. Como, por
exemplo, redes ligadas por conexão telefônica, por satélite, ondas de rádio, etc. (Ex: A Internet, as redes dos
bancos internacionais, como o CITYBANK).

EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA A CONEXÃO EM REDE


Para conectar os computadores em uma rede, é necessário, além da estrutura física de conexão (como
cabos, fios, antenas, linhas telefônicas, etc.), que cada computador possua o equipamento correto que o fará se
conectar ao meio de transmissão.
O equipamento que os computadores precisam possuir para se conectarem a uma rede local (LAN) é a
Placa de Rede, cujas velocidades padrão são 10Mbps e 100Mbps (Megabits por segundo).
Ainda nas redes locais, muitas vezes há a necessidade do uso de um equipamento chamado HUB (lê-se
“Râbi”), que na verdade é um ponto de convergência dos cabos provenientes dos computadores e que
permitem que estes possam estar conectados. O Hub não é um computador, é apenas uma pequena caixinha
onde todos os cabos de rede, provenientes dos computadores, serão encaixados para que a conexão física
aconteça.
Quando a rede é maior e não se restringe apenas a um prédio, ou seja, quando não se trata apenas de
uma LAN, são usados outros equipamentos diferentes, como Switchs e Roteadores, que funcionam de forma
semelhante a um HUB, ou seja, com a função de fazer convergir as conexões físicas, mas com algumas
características técnicas (como velocidade e quantidade de conexões simultâneas) diferentes dos primos mais
“fraquinhos” (HUBS).

INTERNET – A MAIOR REDE DE COMPUTADORES DO MUNDO

UM PEQUENO HISTÓRICO
Em 1969, “segundo reza a lenda”, foi criada uma conexão, através de um cabo, entre dois grandes
centros de Informática, leia-se dois quartéis militares americanos. Estava consumada a primeira “rede” de
computadores. Uma rede é, simplesmente, uma conexão física e lógica entre computadores no intuito de
poderem “trocar informações”.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 153


CADERNOS DIGITAIS

Essa rede foi crescendo, tomando de assalto as centrais de informática de Universidades e Centros de
Pesquisa do País até formar o que eles batizaram de ARPANET, uma rede militar e de pesquisa que atingia a maioria
das Escolas e quartéis da terra do Tio Sam.
Nesta época, o acesso a essa rede era limitado aos professores, alguns alunos e líderes militares, cada um
com seus limites bem definidos. Só que alguns rebeldes (alunos, funcionários, soldados, o que quer que fossem),
acabaram por se tornar conhecedores muito bons do sistema e sabiam burlar a segurança digital e ter acesso a
informações antes proibidas a eles, inclusive passariam a acessar de casa, de seus pequenos computadores TK85,
CP200 e outras maquininhas que hoje não parecem tão poderosas... Esses “espertinhos” viriam a se tornar o que
chamamos hoje de Hackers (termo que, na verdade, significa fuçador).
E a rede cresceu, se tornou popular, comercial (o que, por Deus, tendo nascido na “Capital do Capitalismo
Selvagem”, não se tornaria comercial, não é?) além de divertida, variada e, por muitas vezes, perigosa. Internet
(Rede Internacional) é, de longe, a maior de todas as redes de computadores do mundo, chegando ao patamar de 300
milhões de usuários atualmente.

A INTERNET HOJE
A Internet apresenta -nos uma série de serviços, como uma grande loja de departamentos, que tem de tudo
para vender. Podemos usar a Rede somente para comunicação, com nosso endereço de E-mail (daqui a pouco, será
mais usado que o correio tradicional, se já não é), podemos apenas buscar uma informação sobre um determinado
assunto e até mesmo comprar sem sair de casa. Ah! Tem mais: Assistir filmes e desenhos animados, paquerar,
vender, tirar extratos bancários, fazer transferências, pagar o cartão de crédito, jogar uma partidinha de xadrez com o
sobrinho do Kasparov na Rússia, marcar hora no dentista, etc...
A Internet está fisicamente estruturada de forma “quase” centralizada. Explicando: não há um “computador
central” na rede, não há um “cérebro” que a controle, mas existe uma conexão de banda muito larga (altíssima
velocidade) que interliga vários centros de informática e telecomunicações de várias empresas, esta “rodovia” é
chamada Backbone (mais ou menos como “Coluna vertebral”). Veja na figura seguinte uma representação bastante
simplificada da estrutura física da Internet, e imagine que cada um de nós está na ponta das linhas mais externas...

.br .pt .uk .jp

Em cinza podemos ver o Backbone, interligação entre grandes (grandes mesmo) empresas em todo o mundo
(os quadrados), e os meios pelos quais elas transferem informações entre si (pela necessidade de grande tráfego,
normalmente usam satélites, fibra ótica, microondas e outras coisas que nem temos coragem de imaginar).
As bolinhas brancas são as empresas que chamamos de provedores, elas “compram” o acesso à rede e o
revendem, como cambistas em um jogo de futebol, ainda existe certa velocidade entre os provedores menores e os do
Backbone.
Nós, meros usuários, estamos na ponta das linhas que saem dos provedores, normalmente conectados pela
linha telefônica. Mas hoje em dia existem novos sistemas, acessíveis a grande parte da população internauta do
mundo, para realizar um acesso mais rápido, como ondas de rádio, sub-redes em condomínios, discagem mais veloz,
etc.
O mais interessante sobre a internet é o fato de o usuário A, residente no Brasil (em nosso esquema acima),
fazer parte da mesma rede que o amigo nipônico B. E, por isso, teoricamente, eles possuem acesso às mesmas
informações, e podem, desde que usando programas adequados, se comunicar via correspondência (E-mail) ou em
tempo real em um bate-papo (Chat) que literalmente atravessa o mundo em segundos.

SERVIDORES (SISTEMAS QUE MANTÊM A REDE FUNCIONANDO)


A Internet é a maior rede de computadores do mundo (por sinal, todos já sabem disso), e nos oferece vários
serviços para que tiremos proveito de seu uso. Mas o que são “serviços”?
Imagine uma loja que oferece um serviço de entrega em domicílio. Esta loja dispõe de um, ou mais,
funcionário para realizar este serviço, entregando a mercadoria na casa do cliente. A loja oferece o serviço, o cliente
usa o serviço e o funcionário realiza o serviço. É simples, não?

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 154


CADERNOS DIGITAIS

E na Internet, imagine um provedor (empresa que “dá” acesso à Rede) que oferece, além do serviço de
acesso (que está inerente à sua função como empresa), oferece o serviço de E-mail, atribuindo ao usuário uma caixa
postal para envio e recebimento de mensagens eletrônicas. Já temos, para fins de comparação, quem oferece e quem
usa, mas quem realiza o serviço?
A resposta é: Um Servidor. Servidor é o nome dado a um computador que “serve” a outros computadores,
que “trabalha” realizando serviços em tempo integral (normalmente), que está inteira ou parcialmente dedicado à
realização de uma determinada tarefa (manter aquele dado serviço funcionando). Neste computador está sendo
executada uma aplicação servidora, ou seja, um programa que tem por função “realizar” as tarefas solicitadas pelos
computadores dos usuários. Na maioria das vezes, o servidor nem dispões de teclado ou monitor para acesso ao seu
console, está simplesmente funcionando sem a presença de um usuário em frente a ele.
Uma empresa pode ter diversos servidores: um somente para e-mail interno, outro somente para e-mail
externo, outro para manter os sites acessíveis, outro servidor para manter arquivos disponíveis para cópia, outro
ainda para possibilitar o “bate-papo” em tempo real. Em suma, para cada serviço que uma rede oferece, podemos ter
um servidor dedicado a ele.
Todos os servidores têm seu endereço próprio, assim como cada computador ligado à Rede. Esse endereço é
dado por um conjunto de 4 números, e é chamado de endereço IP, convencionado a partir das regras que formam o
Protocolo TCP/IP, usado na Internet (veremos adiante).

CLIENTES
Programas “clientes” são aqueles que solicitam algo aos servidores (leia-se aqui como os computadores que
possuem as aplicações servidoras). Tomemos um exemplo: para que o serviço de Correio Eletrônico seja
perfeitamente realizado, deve haver uma aplicação servidora funcionando corretamente, e os usuários devem ter uma
aplicação cliente que sirva para solicitar o serviço e entender a resposta proveniente do servidor.
Quando um e-mail é recebido, ele não chega diretamente ao nosso computador, ou ao nosso programa
cliente. Qualquer mensagem que recebemos fica, até que as solicitemos, no servidor. Quando enviamos uma
mensagem, ela fica em nossa máquina até o momento em que requisitamos seu envio (que também passa pela
“autorização” do servidor).
Esta comunicação funciona mais ou menos como descrita abaixo:

Servidores

Cliente Cliente

As linhas curvas identificam processos que são executados com nossa requisição, ou seja, envio e
recebimento de mensagens de/para nosso computador. A comunicação entre servidores acontece alheia à nossa
vontade.
Os Servidores só se comunicam entre si e com os clientes porque conseguem identificar o endereço IP
(novamente) de cada um.
Resumindo, a Internet é uma grande rede Cliente-Servidor, onde a comunicação é requisitada por clientes
(programas que os usuários utilizam) e mantida/realizada por aplicações servidoras, dedicadas ao objetivo de
completá-la. Isso funciona para qualquer serviço, não somente para o serviço de Correio Eletrônico.

TCP/IP – PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO DA INTERNET


Já imaginou se um Árabe, viajando ao Brasil, se depara com a mulher mais linda do mundo, que, sem que ele
soubesse, acabara de chegar de sua terra natal, a Moldávia (Onde fica a Moldávia?). Na tentativa de iniciar uma
conversa com ela, ele esquece que não fala uma palavra de português (pois imagina que ela é brasileira). O que ele
fez? Qual é, caro leitor, o mais provável desfecho para a cena, sabendo-se que eles se conheceram e casaram? Vale
salientar que eles conheciam apenas uma língua estrangeira além das línguas próprias.
Se você respondeu que eles conversaram em Inglês, está certo, ou pelo menos, mais próximo do que
poderia ter acontecido. Pois o inglês é, atualmente, a língua “universal”.
OK! Esta pequena estória serve para ilustrar o funcionamento de uma rede de computadores, que, apesar de
diferenças enormes entre seus participantes (computadores com diferentes sistemas operacionais, línguas,
velocidades, capacidades de memória) conseguem se comunicar entre si com extrema perfeição.
Toda rede de computadores tem sua comunicação dependente de um protocolo, ou de vários. Protocolo é o
nome dado a um conjunto de regras que os computadores devem seguir para que a comunicação entre eles
permaneça estável e funcional. Resumindo, computadores diferentes, numa mesma rede, só se entendem se falarem
a mesma língua (o protocolo).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 155


CADERNOS DIGITAIS

Para a Internet, foi criado um protocolo chamado TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol)
que tem como característica principal o fato de que cada computador ligado à Rede deve possuir um endereço,
chamado endereço IP, distinto dos outros.
O Endereço IP é formado por 4 números, que variam de 0 a 255, separados por pontos, como no exemplo:
203.12.3.124 ou em 2.255.255.0 ou até 17.15.1.203. Acho que já deu pra entender.
Dois computadores não podem ter, ao mesmo tempo, o mesmo endereço IP, isso acarretaria problemas no
recebimento de qualquer tipo de informações. Para certificar-se que não haverá dois computadores com o mesmo
endereço IP na Internet – que é muito vasta – foi desenvolvido um sistema de atribuição automática desse endereço.
Quando um computador se conecta na Internet, através de um provedor, este recebe o endereço IP de um
servidor localizado na empresa que provê seu acesso. Este servidor não vai atribuir aquele endereço IP a nenhum
outro computador que se conectar enquanto este ainda permanecer on-line. Após a saída (desconexão) do
computador, o endereço IP poderá ser atribuído a qualquer outro computador.
Nas redes internas, em empresas, normalmente os endereços IP são fixos, ou seja, cada máquina já traz
consigo seu endereço, cabe ao administrador da rede projeta-la para evitar conflitos com outras máquinas.
O protocolo TCP/IP não é apenas um protocolo, é um conjunto deles, para que as diversas “faces” da
comunicação entre computadores sejam realizadas, podemos citar alguns dos protocolos que formam esta complexa
“língua”:
TCP (Protocolo de Controle de Transmissão): Protocolo responsável pelo “empacotamento” dos dados na
origem para possibilitar sua transmissão e pelo “desempacotamento” dos dados no local de chegada dos dados.
IP (Protocolo da Internet): Responsável pelo endereçamento dos locais (estações) da rede (os números IP
que cada um deles possui enquanto estão na rede).
POP (Protocolo de Agência de Correio): Responsável pelo recebimento das mensagens de Correio
Eletrônico.
SMTP (Protocolo de Transferência de Correio Simples): Responsável pelo Envio das mensagens de
Correio Eletrônico.
HTTP (Protocolo de Transferência de Hiper Texto): Responsável pela transferência de Hiper Texto, que
possibilita a leitura das páginas da Internet pelos nossos Browsers (programas navegadores).
FTP (Protocolo de Transferência de Arquivos): Responsável pela Transferência de arquivos pelas
estações da rede.

NOMENCLATURAS DA REDE (URL)


No nosso imenso mundo “real”, dispomos de várias informações para localização física, identificação pessoal,
entre outros... E no “mundo virtual”, como achar informações sem ter que recorrer aos endereços IP, que denotariam
um esforço sobre-humano para decorar alguns? Como elas estão dispostas, organizadas já que se localizam,
fisicamente, gravadas em computadores pelo mundo?
A internet é um conjunto imenso de informações textuais, auditivas, visuais e interativas, armazenadas em
computadores, interligadas entre si. Uma informação, qualquer que seja o seu tipo (endereço de e-mail, website,
servidor de FTP, newsgroups – termos que conheceremos a seguir), pode ser encontrada através de uma URL
(Uniform Resource Locator). Uma (ou um) URL é um endereço que aponta para um determinado recurso, seja uma
imagem, um computador, um usuário, uma página de notícias, etc. Assim como Avenida João Freire, 123 – Apt.
1201 – Recife – PE pode nos apontar a localização de alguma informação dentro de um escopo físico, a URL é
suficiente para nos orientar dentro da Internet por completo.
Exemplo: joaoantonio@informatica.hotlink.com.br é uma URL que localiza uma caixa de correio
eletrônico para onde podem ser enviadas mensagens. Já http://www.macromedia.com.br é uma URL que aponta
para o website da Macromedia (empresa americana especializada em programas para a Web). Todos os endereços
usados para a comunicação na Internet são chamados de URL. Uma URL está diretamente associada a um endereço
IP, ou seja, qualquer endereço da Internet (URL) é, na verdade, uma forma mais amigável de achar um computador
xxx.xxx.xxx.xxx qualquer.
O principal componente de qualquer URL é o que chamamos de domínio (domain), que identifica o tipo da
empresa/pessoa a que pertence esta URL. Vamos tomar como exemplo, o domínio telelista.com.br que identifica um
endereço brasileiro (.br), comercial (.com), cujo nome é telelista . Isso não significa que a empresa proprietária do
domínio se chama Telelista.
Baseando-se neste domínio, pode haver muita coisa, como Sites (seria, por exemplo,
http://www.telelista.com.br), endereços de E-mail para os usuários da empresa, como em
diretor@telelista.com.br, jdarruda@telelista.com.br, contato@telelista.com.br, entre outros, servidores para
FTP (transferência de arquivos) como ftp.telelista.com.br, e muito mais.
Por padrão, os endereços de domínios e suas URLs derivadas são escritos em minúsculas (para evitar
confusões). O que não exclui a possibilidade de haver algum endereço com uma ou mais letras maiúsculas.

SERVIÇOS QUE A INTERNET OFERECE


A Internet é um paraíso que nos oferece facilidades e mordomias antes imaginadas somente pela cabeça dos
magos da ficção científica escrita ou audiovisual.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 156


CADERNOS DIGITAIS

Podemos destacar alguns dos serviços, oferecidos pelas empresas especializadas em Internet, para o perfeito
uso da Grande Rede. Entre eles, o “xodó”, e filho mais velho é o correio eletrônico (E-mail).

A) E-MAIL (CORREIO ELETRÔNICO)


O E-mail é o sistema que permite que cada usuário da Rede possua uma “caixa-postal”, um espaço reservado
em algum computador para receber mensagens eletrônicas enviadas por outros usuários que também possuem suas
próprias caixas. Cada caixa postal é localizada por uma URL única no mundo.
O formato da URL da caixa postal segue uma convenção determinada há muito (na verdade, bem próximo à
própria criação da Internet): usuário@domínio define a sintaxe de uma URL de caixa postal de correio eletrônico na
Internet.
O símbolo @ (chamado de “arroba” no Brasil), tem seu verdadeiro nome americano de “at” que significa
“em”, então na verdade, o endereço de qualquer correio eletrônico significa “usuário em domínio” ou, traduzindo
menos literalmente, “usuário nesse domínio”. Por exemplo: joaoantonio@informatica.hotlink.com.br significa
que sou o usuário joaoantonio pertencente ao domínio informatica.hotlink.com.br.
Os programas clientes de Correio Eletrônico mais conhecidos são: Outlook Express, Internet Mail, Eudora,
Netscape Messenger, Notes, etc.
Um programa cliente qualquer deve ser perfeitamente configurado para poder receber e enviar as
mensagens. Devemos indicar-lhe a URL ou o IP dos servidores POP e SMTP. POP significa Post Office Protocol e
identifica o servidor que recebe as mensagens que nos enviam. SMTP, ou Simple Mail Transfer Protocol identifica o
servidor que envia nossas mensagens para fora. Essas informações variam em cada provedor.
No nosso caso, o programa que será utilizado no curso é o OUTLOOK EXPRESS, da Microsoft.
É importante saber que para se utilizar o Outlook Express para buscar e enviar mensagens eletrônicas, deve-
se primeiro dispor de uma caixa postal em algum provedor, sem a caixa postal, o Outlook não poderá enviar
mensagens e também não terá de onde recebê-las.
Para acessar o Microsoft Outlook, clique no botão INICIAR, vá à opção PROGRAMAS e acione o ícone
OUTLOOK EXPRESS. Conheça alguns componentes do programa:

2
1

1) Painel das pastas: Possui algumas pastas (compartimentos) onde podemos guardar as mensagens
recebidas, caso queiramos criar uma pasta, como por exemplo, a pasta AMIGOS, para guardar os e-mails
recebidos por pessoas mais próximas, basta acionar ARQUIVO / NOVA PASTA. Algumas pastas são especiais,
como a caixa de entrada que guarda os e-mails recém recebidos. Explicações mais detalhadas a seguir.
2) Painel das mensagens: Mostra uma listagem das mensagens presentes na pasta selecionada (no caso da
foto, a Caixa de Entrada possui seis mensagens). Quando a mensagem está selecionada, seu conteúdo
aparece no painel do conteúdo. Quando uma mensagem apresenta um CLIP (ícone) significa que esta
mensagem trouxe um arquivo anexado (atachado). No caso das mensagens da foto, além das mensagens
propriamente ditas, recebi arquivos, que posso desanexar e abrir normalmente em algum aplicativo.
3) Painel do Conteúdo: Mostra o conteúdo escrito na mensagem selecionada. O botão grande do CLIP na
extremidade superior direita serve para ver os arquivos anexos, ou mesmo, desanexá-los.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 157


CADERNOS DIGITAIS

4) Painel dos Contatos: Apresenta uma lista das pessoas que estão cadastradas no seu livro de endereços (um
banco de dados que contém as informações das pessoas com quem você troca mensagens)
O Outlook Express apresenta algumas pastas especiais, que o acompanham desde a instalação (outras podem
ser criadas com o decorrer do uso). Essas pastas especiais são:
Caixa de Entrada: Nesta pasta ficam as mensagens que recebemos. Inbox em inglês.
Caixa de Saída (Outbox): Quando escrevemos novas mensagens, e clicamos em Enviar, as mensagens não
são imediatamente enviadas ao provedor, elas ficam guardadas na Caixa de Saída até que eu mande definitivamente
enviá-las. Isso é um recurso muito útil, pois podemos escrever várias mensagens, para vários destinatários diferentes
enquanto nosso micro estiver desligado da INTERNET, depois é só conectá -lo à rede e enviar todas as mensagens
(economia de dinheiro, pela conta telefônica).
Itens Enviados (Sent): Guarda cópias das mensagens que já foram definitivamente enviadas, isso garante
que tenhamos uma cópia de tudo o que mandamos, para conferência posterior.
Itens Excluídos (Trash): é a famosa LIXEIRA. Quando tentamos apagar alguma mensagem, esta vai para a
lixeira do programa, e de lá poderá ser expurgada definitivamente.
A barra de ferramentas do programa é muito simples de entender, vamos a ela:

NOVO MEMO (NOVA MENSAGEM): Abre a janela para criação de uma nova mensagem e posterior envio.
RESPONDER AO REMETENTE: Clique neste botão caso queira responder ao Remetente da mensagem selecionada no
painel das mensagens.
RESPONDER A TODOS: Clique neste botão para responder a todas as pessoas que receberam a mensagem a ser
respondida (caso o remetente a tenha mandado para mais alguém além de você)
ENCAMINHAR: Reenvia uma mensagem de correio para um outro destinatário
IMPRIMIR: Imprime a mensagem selecionada
EXCLUIR: Envia a mensagem selecionada para a pasta ITENS EXCLUÍDOS. Caso a pasta já seja esta, a mensagem é
apagada definitivamente.
ENVIAR/RECEBER: Envia todas as mensagens que estiverem na Caixa de Saída e solicita o recebimento de todas as
mensagens que estiverem na caixa postal no servidor.
ENDEREÇOS: Apresenta uma listagem dos endereços que estão cadastrados no seu Livro de Endereços (um pequeno
programa que guarda num banco de dados os seus amigos organizadamente)
Para enviar uma mensagem para alguém que não esteja em sua lista de contatos, execute um clique no botão
NOVO MEMO, na tela principal do Outlook. Caso o destinatário da mensagem esteja em sua lista de contatos, basta
acionar um duplo clique no nome correspondente na listagem, de qualquer maneira, a tela apresentada será como na
figura da página anterior.
O campo DE: mostra a conta de correio que você está usando para enviar (o outlook pode gerenciar várias
contas de correio). Digite o endereço eletrônico do destinatário no campo PARA: Se quiser que outra(s) pessoa(s)
receba(m) a mesma mensagem, escreva seu(s) endereço(s) no campo CC:.
No campo ASSUNTO: informe, de
maneira breve, sobre o que a mensagem se
trata, e, por fim, no grande campo branco,
digite o corpo de sua mensagem. Regras de
etiqueta em cartas comerciais / formais são
perfeitamente aceitas no mundo Virtual!
Caso deseje enviar um arquivo
anexado à mensagem de correio, Clique no
botão ANEXAR (o botão do Clip, na barra de
ferramentas). Os arquivos anexados fazem o
e-mail ser enviado e recebido mais
lentamente, devido ao “peso” em bytes do
arquivo, portanto avalie bem se o arquivo
está com o tamanho mínimo possível, e, se
puder, compacte -o.
Quando receber um arquivo
anexado em alguma mensagem, avalie duas
coisas: Quem mandou? Por que mandou?
Lembre-se que a INTERNET é o maior canal
de proliferação de vírus de computador do
planeta, e você só poderá ser infectado por algum se executar um arquivo infectado, portanto, se executar um arquivo

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 158


CADERNOS DIGITAIS

que tenha recebido por E-mail. Remetentes desconhecidos são desconfiáveis: NUNCA ABRA UM ARQUIVO
ANEXADO DE UMA PESSOA QUE NÃO CONHECE.

B) WWW (WORLD WIDE WEB)


Chegamos ao ponto mais rentável da Grande Rede, interesse de todos os que realizam este treinamento.
Conheça um pouco das definições da WWW, a “teia mundial”:
A WWW é um sistema criado no início da década de 90 que permite a estadia de um documento em um
determinado local (identificado por uma URL única) para que todos possam acessá-lo. Funciona mais ou menos como
a Televisão, em que basta sintonizar um canal e ter acesso imediato às informações nele contidas.
No início da Web, era possível colocar documentos com conteúdo apenas de texto, com o passar do tempo, a
linguagem de criação destes documentos (HTML) e os programas clientes para vê-los (os Browsers) foram se tornando
mais cheios de recursos, como a possibilidade de apresentar figuras, sons, interatividades (links e formulários) e
animações (que chamamos, generalizadamente, de multimídia).
Os documentos existentes na WWW são chamados de “páginas”, esses documentos na verdade são arquivos
construídos com uma linguagem chamada HTML (Hyper Text Markup Language, ou linguagem de marcação de
hipertexto). Um conjunto destas páginas, dentro de um escopo definido, é chamado de site (ou Website). Um exemplo
simples é o seguinte:
http://www.cajuina.com.br é a URL que aponta para o diretório onde estão guardados os arquivos do
suposto site desta hipotética empresa. Esses vários arquivos (um site não é formado apenas por um arquivo), são
documentos HTML, figuras GIF ou JPG, animações em Flash, ou outro programa, etc.
Para que um usuário da rede possa ver um site, ele deve possuir um programa Cliente para a Web, esse tipo
de programa é chamado Browser (literalmente “folheador” ou mais conhecido como “navegador”). Os dois mais
conhecidos navegadores no mercado são o Internet Explorer, da Microsoft, e o Netscape Navigator.
Para acessar um endereço qualquer, basta digitá-lo na barra de endereços do Browser e pressionar ENTER.
Verifique abaixo o detalhe da barra de endereço do Internet Explorer apontando para a URL do site da Coca Cola.

Os botões apresentados na parte superior da tela do Browser são muito úteis durante uma navegação um
pouco mais demorada:
VOLTAR: Faz com que o Browser volte à página que estava sendo visualizada antes da atual.
AVANÇAR: Caso se tenha voltado demais, pode-se avançar para uma página à frente.
PARAR: Se a página estiver demorando muito para ser carregada e suas informações ainda não estiverem sendo
mostradas (consumindo completamente a paciência) pode-se clicar neste botão para solicitar ao Browser que não a
carregue mais.
ATUALIZAR: Botão que solicita ao Browser uma nova carga da página, caso a mesma tenha sido interrompida por
algum motivo.
PÁGINA INICIAL: Faz o Browser voltar à página que estiver configurada como página inicial em suas configurações.
IMPRIMIR: Imprime a página que estiver sendo visualizada (embora seja mais interessante acionar o comando
ARQUIVO / IMPRIMIR).
Um recurso muito utilizado pela WWW e que foi copiado pelos programas mais novos (como WORD, EXCEL,
etc.) é o HYPERLINK (área na página onde o mouse vira uma “mãozinha”). Link ou Hyperlink é uma ligação entre
duas informações, quando clicamos em um link (como o da coca-cola, acima) somos imediatamente transportados
para o determinado endereço e passamos a ver aquela informação pelo nosso Browser.
É isso que faz da WWW uma rede interligada, cada página tem um ou mais links, que ligam a outras páginas
com mais links, formando uma rede de informações que levaria “a vida toda e mais seis meses” para ser vista por
completo...
Na WWW encontramos vários tipos de assuntos, como Futebol, Medicina, Empresas prestadoras de serviço, e
até compras On-Line (o chamado E-Commerce, ou comércio eletrônico). Podemos comprar sem sair de casa, é só
entrar numa página que venda alguma coisa, clicar para escolher o que se quer comprar, digitar o número do cartão
de crédito, preencher um formulário com os dados pessoais e: PRONTO, é esperar a encomenda chegar (pode-se
comprar até do exterior).
Se você não sabe qual o endereço que contém aquela informação que você procura, pode iniciar sua jornada
num SITE DE BUSCA (Página que ajuda você a procurar por assuntos):
www.cade.com.br www.altavista.com.br
www.yahoo.com www.google.com.br

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 159


CADERNOS DIGITAIS

www.radix.com.br www.ondeir.com.br
A seguir são apresentadas duas páginas na Internet, a da Celpe e a do Conselho Estadual de Defesa dos
Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA, verifique a diferença no conteúdo das duas:

C) FTP (TRANSFERÊNCIA DE ARQUIVOS)


Estar conectado a uma rede é muito vantajoso e nos traz uma série de possibilidades, como
compartilhamento de arquivos e até mesmo de dispositivos físicos (impressoras e modems) com outras máquinas. Mas
para copiar arquivos de uma localidade remota para o nosso micro e vice versa, nós nos utilizamos, direta ou
indiretamente, de um recurso chamado FTP (File Transfer Protocol).
O FTP é um protocolo que permite a cópia de arquivos entre servidores/estações, muito popularizado em
servidores UNIX (Sistema operacional mutiusuário mais comum entre os servidores da Internet). Além de copiar,
podemos renomear, excluir ou alterar os atributos de um arquivo que não está em nosso computador, desde que
tenhamos privilégios administrativos sobre ele (isso fica definido no servidor).
Quando copiamos um arquivo de um servidor remoto para o nosso computador, estamos realizando um
procedimento comumente chamado de download, mas quando executamos a operação em sentido inverso, ou seja,
copiando do nosso computador para uma máquina remota, estamos realizando um upload.

D) CHAT – BATE PAPO PELO COMPUTADOR


Existe uma série de programinhas para comunicação em tempo real (ou seja, eu escrevo, você lê), esses
programas são chamados de Sistemas de CHAT (Bate Papo). O mais conhecido hoje em dia é, sem dúvida, o IRC
(Internet Relay Chat). Os usuários entram no programa (o mais famoso é o mIRC), executam uma conexão a um
servidor de IRC (que normalmente está em um provedor) e entram em salas para conversar, essas “salas” são
chamadas de CANAIS.
Não existe somente o sistema de IRC para Bate Papo, atualmente está sendo muito usado um programa
criado pela Mirabilis, uma empresa Israelense, chamado ICQ (um trocadilho com a expressão em inglês para: “EU
VEJO VOCÊ”). Este programa permite que você cadastre outras pessoas que o usem para que toda vez que elas se
conectarem à INTERNET, você as veja, e vice versa, vocês podem trocar palavras, mensagens, ou mesmo enviar
arquivos um para o outro.

COMO ME CONECTAR À INTERNET?


A conexão mais comum é feita pela linha telefônica, para tal,
nos cadastramos em um PROVEDOR (empresa que vende acesso à
INTERNET) e recebemos um LOGIN (nome de usuário para identificação
na hora da conexão) e uma SENHA (para a certeza de que somos nós
na hora da conexão).
Utilizamos um recurso do Windows, chamado ACESSO À REDE
DIAL UP, que se localiza no MEU COMPUTADOR. Neste programa, nós
criamos um ícone de discagem, para que o meu micro consiga discar
para um outro telefone e acessar uma rede qualquer (que pode ser a
INTERNET ou mesmo a rede da sua empresa). A seguir temos a imagem
da REDE DIAL UP, e os ícones de conexão existentes, bem como o ícone
de criação de discagens.
Dentro do ícone acesso à rede Dial Up, podemos acionar
qualquer ícone de conexão telefônica (que já esteja criado) ou criar nosso próprio ícone para conectar a algum
servidor. É preciso ter as seguintes informações para criar um ícone desses: Telefone para o qual meu computador vai
discar e Endereço IP do computador que irá atender a ligação, login e senha do usuário. No exemplo a seguir, o
telefone é o da HOTlink (3229-8000), seu endereço IP é 200.249.243.1 e o login do usuário é joaoa.
Pode-se ver que existem dois ícones na REDE DIAL UP, o ícone de conexão com a HOTlink (Provedor de
Internet) e o ícone Fazer nova Conexão, para criar um outro ícone para conexão. Atenção, os ícones presentes nesta

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 160


CADERNOS DIGITAIS

janela servem somente para executar uma conexão pelo telefone


com outros computadores, cada ícone significa uma conexão
diferente.
Para se conectar à INTERNET, o ícone do provedor já deve
existir, basta então, executá-lo (com duplo clique), a janela que se
abrirá é a seguinte à
Notem que o Nome do usuário, também chamado de
*********
LOGIN, está presente, a senha também é requisitada (aparece
com forma de asteriscos, para não ser vista). Se marcarmos a
opção SALVAR SENHA, a senha já vai estar presente na janela
quando a abrirmos, se ela estiver desmarcada (no caso acima)
deveremos colocar a senha sempre que a janela abrir. Clicamos,
então, em CONECTAR e o computador faz o resto:
Ele disca para o número do telefone citado na janela,
entra em comunicação com o SERVIDOR que irá responder, identifica-se como o usuário com aquele login e aquela
senha, e se tudo estiver certo, você passará a estar ligado na INTERNET. A janela de conexão muda para as seguintes,
em ordem:

A tela da conexão à rede pelo DIAL UP em três momentos diferentes, todos após a solicitação de conexão
efetuada na tela anterior. Após estas janelas, estaremos conectados à REDE pelo Telefone, e nossa linha estará
ocupada para quem tentar ligar para nós. O preço da tarifa telefônica gasta em internet é o mesmo de uma ligação
local, afinal, seu computador está se comunicando com outro telefone em Recife mesmo.

SISTEMAS DE CONEXÃO FÍSICA COM A INTERNET


A grande maioria das pessoas que utilizam a Internet, conectam-se através da linha telefônica, ou seja,
fazendo uma ligação para o Provedor (empresa que dá acesso) pelo telefone convencional. Mas esta não é a única
maneira de se conectar à grande rede.
Abaixo estão listadas as formas atuais de conexão com a Internet, bem como o equipamento necessário para
a conexão e a velocidade de acesso de cada um:

Equipamento necessário Taxa de transferência


Sistema Descrição
no micro (Largura de Banda)
Telefone Acesso “discado” (dial-up) através
da linha telefônica convencional. São Modem 56Kbps
contados impulsos telefônicos.
ISDN Linha telefônica digital, são contados 64Kbps (1 Canal)
impulsos telefônicos. Placa ISDN
128Kbps (2 canais)
ADSL Linha dedicada ao usuário 24h por
Modem ADSL Entre 256Kbps e 1024Kbps
dia, não há impulsos
Cabo Internet acessando através do Modem a Cabo
“cabo” da TV por assinatura Entre 256Kbps e 1024Kbps
(Cable Modem)

LAN Acessando uma LAN (rede local) em


Depende da banda de
que exista um servidor conectado à
conexão entre o SERVIDOR
Internet, é possível a todos os Placa de Rede
e o Provedor externo.
computadores da rede se
(Máx. 5Mbps)
conectarem também.

“MODO DE FAZER”
Gravando um Site Visitado nos Favoritos:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 161


CADERNOS DIGITAIS

1) Já com o seu Browser aberto e visualizando a página que você deseja marcar como favorita, Clique em Favoritos
e acione Adicionar a favoritos.
2) Coloque uma descrição da página desejada, normalmente o título da página já aparece aqui, mas você pode
alterar para o que quiser.
3) Caso queira colocar a página dentro de uma pasta (para ficar mais organizado) é só escolher o nome da pasta ou
informar que irá criá-la, Clique em OK para finalizar.

Respondendo uma mensagem:


1) Abra o seu Outlook (Iniciar / Programas / Outlook Express)
2) Receba suas mensagens através de Enviar e Receber
3) Clique em uma das mensagens na lista da Caixa de Entrada.
4) Clique no botão Responder ao remetente.
5) Escreva a mensagem e clique em Enviar para finalizar.

Enviando uma mensagem recebida para outra pessoa:


1) Dentro do Outlook, selecione a mensagem que deseja enviar para outra pessoa.
2) Clique em Encaminhar.
3) Abrir-se-á a janela da mensagem escolhida com o campo Para: vazio.
4) Escreva o endereço do destinatário e clique em Enviar.

Enviando um arquivo junto com uma mensagem:


1) Abra o Outlook Express
2) Clique no botão Novo Memo (caso o destinatário não esteja em seu Catálogo de endereços) ou Clique duas vezes
sobre o nome do destinatário na lista de contatos.
3) Escreva a mensagem desejada, e, para inserir o arquivo, clique em Anexar (o botão do Clip).
4) Escolha, na janela que se abriu, o arquivo que deseja enviar.
5) Clique em Enviar para enviar a mensagem.

Desanexando um arquivo recebido:


1) Abra o Outlook Express (Iniciar / Programas / Outlook Express)
2) Selecione a mensagem que possui um arquivo anexado (você a reconhecerá pelo ícone do Clip que a acompanha
no painel das mensagens recebidas).
3) Clique no Menu Arquivo, e acione a opção Salvar Anexos.
4) Uma caixa de diálogo (janela) aparecerá solicitando onde (em que pasta) deve salvar os arquivos anexados,
informe e pressione Salvar.

O QUE É?

INTERNET
Maior Rede de Computadores do mundo, é uma junção de vários computadores, oferecendo e recebendo
informações constantemente. Essas informações podem ser separadas pelo tipo de serviço que se usa para acessá-las.

INTRANET
Rede privada de computadores que apresenta os mesmos serviços que a Internet oferece. Não é correto
afirmar que todas as redes de computadores das empresas são Intranets, pois só recebem a classificação de Intranet
quando oferecem aos funcionários da empresa os serviços normais que a Internet oferece (como E-mail, WWW e FTP
Internos à rede da empresa). Uma Intranet não precisa necessariamente estar conectada à Internet, mas se o estiver,
haverá sempre um computador entre as duas para separar os dois ambientes (o ambiente público da Internet e o
ambiente privado e “sigiloso” da Intranet). Este computador chama-se Firewall.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 162


CADERNOS DIGITAIS

CORREIO ELETRÔNICO (E-MAIL)


Serviço muito utilizado na Internet. Constitui-se numa série de caixas postais no formato
usuario@empresa.com, onde o usuario é o login do proprietário da caixa, e empresa.com é o domínio da empresa
na Internet.

WWW (WORLD WIDE WEB)


Parte da internet que reúne uma série de informações dispostas em páginas (Sites), essas informações – no
geral – estão disponíveis para todos os usuários da rede. As Páginas apresentam muitas informações em forma de
texto, sons, vídeo, links, imagens estáticas, etc.

FTP
Protocolo de transferência de Arquivos. Maneira mais fácil de transportar arquivos entre computadores na
internet.

BROWSER
Programa utilizado para ler as páginas na INTERNET, o mais utilizado no momento é o INTERNET EXPLORER.

PROVEDOR
Empresa que está conectada permanentemente à Internet e distribui este acesso para usuários finais
(normalmente com fins lucrativos). Ex. FISEPE, Terra, UOL, AOL, IG...

ARQUIVO
É toda informação, seja ela texto, figura, som, vídeo, que for gravada em disco. No momento em que criamos
um texto no Word, por exemplo, este está sendo armazenado unicamente na RAM, quando o salvamos, esta mos
criando um arquivo em alguma unidade de disco (HD ou disquete).

SITE
Conjunto de informações em forma de páginas que estão situadas em algum local da internet, normalmente
em endereços do tipo www.empresa.com.

LINK (HYPERLINK)
Área especial em um documento de internet que, quando acionada por um clique, nos leva diretamente a
outra parte do documento, ou até mesmo a outro documento. Hyperlinks podem ser textos ou figuras.

ARQUIVO COMPACTADO
A transmissão de arquivos pela Internet exige um pouco de paciência dos transmissores e receptores do
mesmo, principalmente se este arquivo for muito grande (em Bytes). Para minimizar o tempo de transmissão, utiliza-
se com freqüência um programa compactador para “prensar” o arquivo em um tamanho menor. Para podermos
utilizar o arquivo novamente, devemos proceder com o processo de descompactação. O programa mais conhecido
para compactar é o WinZIP.

SITES DE BUSCA
Sites que servem para procurar outros sites na rede por assunto. Caso não saibamos em que endereço se
encontra determinada informação, vamos a um Site de Busca e solicitamos que este procure pelo assunto desejado.

URL
Endereço que localiza algum recurso (arquivo, pasta, página) na Internet.

POP3
Post Office Protocol 3 – protocolo usado para recebimento de mensagens de e-mail (o programa Outlook
Express e os outros programas de e-mail utilizam o protocolo POP3 para receber mensagens)

SMTP
Simple Mail Transfer protocol – protocolo de envio de mensagens, é utilizado pelos programas de e-mail para
ENVIAR mensagens.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 163


CADERNOS DIGITAIS

HTTP
Hyper Text Transfer Protocol: Protocolo para transferência de hiper texto, é usado pelos browsers para
a transferência de páginas da internet para o nosso computador com o intuito de serem lidas.

IRC
Internet Relay Chat: Sistema de bate papo em tempo real muito comum na internet. Podem-se
encontrar várias pessoas reunidas numa mesma sala (chamada CANAL) e escrever frases. Todas as pessoas da
sala vão ler o que alguém escrever.

COOKIE
Pequeno arquivo de texto que é criado no computador do usuário por um site visitado. Por exemplo, as
“lojas virtuais” costumam escrever “cookies” nos computadores das pessoas que os visitam, para poder
identificá-las posteriormente (inclusive para apresentar, na página algo como “Oi Fulano!”). Um cookie é uma
espécie de crachá” que um site coloca em seu computador.

FREEWARE
Programas que são distribuídos gratuitamente na Internet e funcionam completamente.

SHAREWARE
Programas que são distribuídos gratuitamente pelas empresas fabricantes e que, no geral, apresentam
alguma limitação (ou estão incompletos ou funcionam por um determinado período de tempo) em relação às
versões originais comercializadas.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 164


CADERNOS DIGITAIS

CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO

FASCÍCULO

ÉTICA

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 165


CADERNOS DIGITAIS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 166


CADERNOS DIGITAIS

ÉTICA

É ou não ético roubar um remédio, cujo preço é inacessível, para salvar alguém que, sem ele, morreria?
Colocado de outra forma: deve-se privilegiar o valor “vida” (salvar alguém da morte) ou o valor “propriedade
privada” (não roubar)? Seria um erro pensar que, desde sempre, os homens têm as mesmas respostas para
questões desse tipo. Com o passar do tempo, as sociedades mudam e também mudam os homens que as
compõem. Na Grécia antiga, por exemplo, a existência de escravos era perfeitamente legítima: as pessoas
não eram consideradas iguais entre si, e o fato de umas não terem liberdade era considerado normal. Hoje
em dia, ainda que nem sempre respeitados, os Direitos Humanos impedem que alguém ouse defender,
explicitamente, a escravidão como algo legítimo.
O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à
seguinte pergunta: “Como devo agir perante os outros?”. Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada,
mas difícil de ser respondida. Ora, esta é a questão central da Moral e da Ética.
Moral e ética, às vezes, são palavras empregadas como sinônimos: conjunto de princípios ou padrões de
conduta. Ética pode também significar Filosofia da Moral, portanto, um pensamento reflexivo sobre os
valores e as normas que regem as condutas humanas. Em outro sentido, ética pode referir-se a um
conjunto de princípios e normas que um grupo estabelece para seu exercício profissional (por exemplo, os
códigos de ética dos médicos, dos advogados, dos psicólogos, etc.). Em outro sentido, ainda, pode referir-
se a uma distinção entre princípios que dão rumo ao pensar sem, de antemão, prescrever formas precisas
de conduta (ética) e regras precisas e fechadas (moral). Finalmente, deve-se chamar a atenção para o fato
de a palavra “moral” ter, para muitos, adquirido sentido pejorativo, associado a “moralismo”. Assim, muitos
preferem associar à palavra ética os valores e regras que prezam, querendo assim marcar diferenças com
os “moralistas”.
Como o objetivo deste trabalho é o de propor atividades que levem o aluno a pensar sobre sua conduta e a
dos outros a partir de princípios, e não de receitas prontas, batizou-se o tema de Ética, embora
freqüentemente se assuma, aqui, a sinonímia entre as palavras ética e moral e se empregue a expressão
clássica na área de educação de “educação moral”. Parte-se do pressuposto que é preciso possuir critérios,
valores, e, mais ainda, estabelecer relações e hierarquias entre esses valores para nortear as ações em
sociedade. Situações dilemáticas da vida colocam claramente essa necessidade. Por exemplo, é ou não
ético roubar um remédio, cujo preço é inacessível, para salvar alguém que, sem ele, morreria? Colocado de
outra forma: deve-se privilegiar o valor “vida” (salvar alguém da morte) ou o valor “propriedade privada” (no
sentido de não roubar)?
Seria um erro pensar que, desde sempre, os homens têm as mesmas respostas para questões desse tipo.
Com o passar do tempo, as sociedades mudam e também mudam os homens que as compõem. Na Grécia
antiga, por exemplo, a existência de escravos era perfeitamente legítima: as pessoas não eram
consideradas iguais entre si, e o fato de umas não terem liberdade era considerado normal. Outro exemplo:
até pouco tempo atrás, as mulheres eram consideradas seres inferiores aos homens, e, portanto, não
merecedoras de direitos iguais (deviam obedecer a seus maridos). Outro exemplo ainda: na Idade Média, a
tortura era considerada prática legítima, seja para a extorsão de confissões, seja como castigo. Hoje, tal
prática indigna a maioria das pessoas e é considerada imoral. Portanto, a moralidade humana deve ser
enfocada no contexto histórico e social. Por conseqüência, um currículo escolar sobre a ética pede uma
reflexão sobre a sociedade contemporânea na qual está inserida a escola; no caso, o Brasil do século XX.
Tal reflexão poderia ser feita de maneira antropológica e sociológica: conhecer a diversidade de valores
presentes na sociedade brasileira. No entanto, por se tratar de uma referência curricular nacional que
objetiva o exercício da cidadania, é imperativa a remissão à referência nacional brasileira: a Constituição da
República Federativa do Brasil, promulgada em 1988. Nela, encontram-se elementos que identificam
questões morais.
Por exemplo, o art. 1o traz, entre outros, como fundamentos da República Federativa do Brasil a dignidade
da pessoa humana e o pluralismo político. A idéia segundo a qual todo ser humano, sem distinção, merece
tratamento digno corresponde a um valor moral. Segundo esse valor, a pergunta de como agir perante os
outros recebe uma resposta precisa: agir sempre de modo a respeitar a dignidade, sem humilhações ou
discriminações em relação a sexo ou etnia. O pluralismo político, embora refira-se a um nível específico (a
política), também pressupõe um valor moral: os homens têm direito de ter suas opiniões, de expressá-las,
de organizar-se em torno delas. Não se deve, portanto, obrigá-los a silenciar ou a esconder seus pontos de
vista; vale dizer, são livres. E, natural¬mente, esses dois fundamentos (e os outros) devem ser pensados
em conjunto. No art. 5o, vê-se que é um princípio constitucional o repúdio ao racismo, repúdio esse
coerente com o valor dignidade humana, que limita ações e discursos, que limita a liberdade às suas
expressões e, justamente, garante a referida dignidade.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 167


CADERNOS DIGITAIS

Devem ser abordados outros trechos da Constituição que remetem a questões morais. No art. 3o, lê-se que
constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (entre outros): I) construir uma
sociedade livre, justa e solidária; III) erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades
sociais e regionais; IV) promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação. Não é difícil identificar valores morais em tais objetivos, que
falam em justiça, igualdade, solidariedade, e sua coerência com os outros fundamentos apontados. No título
II, art. 5o, mais itens esclarecem as bases morais escolhidas pela sociedade brasileira: I) homens e
mulheres são iguais em direitos e obrigações; (...) III) ninguém será submetido a tortura nem a tratamento
desumano ou degradante; (...) VI) é inviolável a liberdade de consciência e de crença (...); X) são invioláveis
a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas (...).
Tais valores representam ótima base para a escolha de conteúdos do tema Ética.
Porém, aqui, três pontos devem ser devidamente enfatizados.
O primeiro refere-se ao que se poderia chamar de “núcleo” moral de uma sociedade, ou seja, valores eleitos
como necessários ao convívio entre os membros dessa sociedade. A partir deles, nega-se qualquer
perspectiva de “relativismo moral”, entendido como “cada um é livre para eleger todos os valores que quer”.
Por exemplo, na sociedade brasileira não é permitido agir de forma preconceituosa, presumindo a
inferioridade de alguns (em razão de etnia, raça, sexo ou cor), sustentar e promover a desigualdade,
humilhar, etc. Trata-se de um consenso mínimo, de um conjunto central de valores, indispensável à
sociedade democrática: sem esse conjunto central, cai-se na anomia, entendida seja como ausência de
regras, seja como total relativização delas (cada um tem as suas, e faz o que bem entender); ou seja, sem
ele, destrói-se a democracia, ou, no caso do Brasil, impede-se a construção e o fortalecimento do país.
O segundo ponto diz respeito justamente ao caráter democrático da sociedade brasileira. A democracia é
um regime político e também um modo de sociabilidade que permite a expressão das diferenças, a
expressão de conflitos, em uma palavra, a pluralidade. Portanto, para além do que se chama de conjunto
central de valores, deve valer a liberdade, a tolerância, a sabedoria de conviver com o diferente, com a
diversidade (seja do ponto de vista de valores, como de costumes, crenças religiosas, expressões artísticas,
etc.). Tal valorização da liberdade não está em contradi¬ção com a presença de um conjunto central de
valores. Pelo contrário, o conjunto garante, justamente, a possibilidade da liberdade humana, coloca-lhe
fronteiras precisas para que todos possam usufruir dela, para que todos possam preservá-la.
O terceiro ponto refere-se ao caráter abstrato dos valores abordados. Ética trata de princípios e não de
mandamentos. Supõe que o homem deva ser justo. Porém, como ser justo? Ou como agir de forma a
garantir o bem de todos? Não há resposta predefinida. É preciso, portanto, ter claro que não existem
normas acabadas, regras definitivamente consagradas. A ética é um eterno pensar, refletir, construir. E a
escola deve educar seus alunos para que possam tomar parte nessa construção, serem livres e autônomos
para pensarem e julgarem.
Mas será que cabe à escola empenhar-se nessa formação? Na história educacional brasileira, a resposta
foi, em várias épocas, positiva. Em 1826, o primeiro projeto de ensino público apresentado à Câmara dos
Deputados previa que o aluno deveria ter “conhecimentos morais, cívicos e econômi¬cos”. Não se tratava
de conteúdos, pois não havia ainda um currículo nacional com elenco de matérias. Quando tal elenco foi
criado (em 1909), a educação moral não apareceu como conteúdo, mas havia essa preocupação quando se
tratou das finalidades do ensino. Em 1942, a Lei Orgânica do Ensino Secundário falava em “formação da
personalidade integral do adolescente” e em acentuação e elevação da “formação espiritual, consciência
patriótica e consciência humanista” do aluno. Em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases do Ensino Nacional
colocava entre suas normas a “formação moral e cívica do aluno”. Em 1971, pela Lei n. 5.692/71, institui-se
a Educação Moral e Cívica como área da educação escolar no Brasil.
Porém, o fato de, historicamente, verificar-se a presença da preocupação com a formação moral do aluno
ainda não é argumento bastante forte. De fato, alguns poderão pensar que a escola, por várias razões,
nunca será capaz de dar uma formação moral aceitável e, portanto, deve abster-se dessa empreitada.
Outros poderão responder que o objetivo da escola é o de ensinar conhecimentos acumulados pela
humanidade e não preocupar-se com uma formação mais ampla de seus alunos. Outros ainda, apesar de
simpáticos à idéia de uma educação moral, poderão perma¬necer desconfiados ao lembrar a malfadada
tentativa de se implantar aulas de Moral e Cívica no currículo.
Mesmo reconhecendo tratar-se de uma questão polêmica, a resposta dada por estes Parâmetros
Curriculares Nacionais é afirmativa: cabe à escola empenhar-se na formação moral de seus alunos. Por
isso, apresenta-se uma proposta diametralmente diferente das antigas aulas de Moral e Cívica e explica-se
o porquê.
As pessoas não nascem boas ou ruins; é a sociedade, quer queira, quer não, que educa moralmente seus
membros, embora a família, os meios de comunicação e o convívio com outras pessoas tenham influência

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 168


CADERNOS DIGITAIS

marcante no comportamento da criança. E, naturalmente, a escola também tem. É preciso deixar claro que
ela não deve ser considerada onipotente, única instituição social capaz de educar moralmente as novas
gerações. Também não se pode pensar que a escola garanta total sucesso em seu trabalho de formação.
Na verdade, seu poder é limitado. Todavia, tal diagnóstico não justifica uma deserção. Mesmo com
limitações, a escola participa da formação moral de seus alunos. Valores e regras são transmitidos pelo
professores, pelos livros didáticos, pela organização institucional, pelas formas de avaliação, pelos
comportamentos dos próprios alunos, e assim por diante. Então, ao invés de deixá-las ocultas, é melhor que
tais questões recebam tratamento explícito. Isso significa que essas questões devem ser objeto de reflexão
da escola como um todo, ao invés de cada professor tomar isoladamente suas decisões. Daí a proposta de
que se inclua o tema Ética nas preocupações oficiais da educação.
Acrescente-se ainda que, se os valores morais que subjazem aos ideais da Constituição brasileira não
forem intimamente legitimados pelos indivíduos que compõem este país, o próprio exercício da cidadania
será seriamente prejudicado, para não dizer, impossível. É tarefa de toda sociedade fazer com que esses
valores vivam e se desenvolvam. E, decorrentemente, é também tarefa da escola.
Para saber como educar moralmente é preciso, num primeiro momento, saber o que a Ciência Psicológica
tem a dizer sobre os processos de legitimação, por parte do indivíduo, de valores e regras morais.
LEGITIMAÇÃO DOS VALORES E REGRAS MORAIS
Diz-se que uma pessoa possui um valor e legitima as normas decorrentes quando, sem controle externo,
pauta sua conduta por elas. Por exemplo, alguém que não rouba por medo de ser preso não legitima a
norma “não roubar”: apenas a segue por medo do castigo e, na certeza da impunidade, não a seguirá. Em
compensação, diz-se que uma pessoa legitima a regra em questão ao segui-la independentemente de ser
surpreendida, ou seja, se estiver intimamente convicta de que essa regra representa um bem moral.
Mas o que leva alguém a pautar suas condutas segundo certas regras? Como alguns valores tornam-se
traduções de um ideal de Bem, gerando deveres?
Seria mentir por omissão não dizer que falta consenso entre os especialistas a respeito de como um
indivíduo chega a legitimar determinadas regras e conduzir-se coerentemente com elas. Para uns, trata-se
de simples costume: o hábito de certas condutas validam-nas. Para outros, a equação deveria ser invertida:
determinadas condutas são consideradas boas, portanto, devem ser praticadas; neste caso, o juízo seria o
carro-chefe da legitimação das regras. Para outros ainda, processos inconscientes (portanto, ignorados do
próprio sujeito, e, em geral, constituídos durante a infância) seriam os determinantes da conduta moral. E há
outras teorias mais.
Serão apresentadas a seguir algumas considerações norteadoras para o entendimento dos processos
psicológicos presentes na legitimação de regras morais: a afetividade e a racionalidade.
Afetividade
Toda regra moral legitimada aparece sob a forma de uma obrigação, de um imperativo: deve-se fazer tal
coisa, não se deve fazer tal outra. Como essa obrigatoriedade pode se instalar na consciência? Ora, é
preciso que os conteúdos desses imperativos toquem, em alguma medida, a sensibilidade da pessoa; vale
dizer, que apareçam como desejáveis. Portanto, para que um indivíduo se incline a legitimar um
determinado conjunto de regras, é necessário que o veja como traduzindo algo de bom para si, como
dizendo respeito a seu bem-estar psicológico, ao que se poderia chamar de seu “projeto de felicidade” (A
expressão “vida boa” é entendida aqui como a realização do “projeto de felicidade”). Se vir nas regras
aspectos contraditórios ou estranhos ao seu bem-estar psicológico pessoal e ao seu projeto de felicidade,
esse indivíduo simplesmente não legitimará os valores subjacentes a elas e, por conseguinte, não legitimará
as próprias regras. Poderá, às vezes, comportar-se como se as legitimasse, mas será apenas por medo do
castigo. Na certeza de não ser castigado, seja porque ninguém tomará conhecimento de sua conduta, seja
porque não haverá algum poder que possa puni-lo, se comportará segundo seus próprios desejos. Em
resumo, as regras morais devem apontar para uma possibilidade de realização de uma “vida boa”3 ; do
contrário, serão ignoradas.
Porém, fica uma pergunta: sendo que os projetos de felicidade são variados, que dependem inclusive dos
diferentes traços de personalidade, e sendo também que as regras morais devem valer para todos (se cada
um tiver a sua, a própria moral desaparece), como despertar o sentimento de desejabilidade para
determinadas regras e valores, de forma que não se traduza em mero individualismo?
De fato, as condições de bem-estar e os projetos de felicidade são variados. Para alguns, por exemplo, o
verdadeiro bem-estar nunca será usufruído na terra, mas sim alhures, após a morte. Tais pessoas legitimam
determinadas regras de conduta, inspiradas por certas religiões, como as de origem cristã, porque,
justamente, correspondem a um projeto de felicidade: ficar ao lado de Deus para a eternidade. Aqui na
terra, podem até aceitar viver distantes dos prazeres materiais, pois seu bem-estar psicológico está em se

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 169


CADERNOS DIGITAIS

preparar para uma “vida” melhor, após a morte física do corpo. Outros, pelo contrário, pensam que a
felicidade deve acontecer durante a vida terrena, e conseqüentemente não aceitam a idéia de que devam
privar-se. E assim por diante. Verifica-se, portanto, que as formas de desejabilidade, derivadas de seus
conteúdos, são variadas. No entanto, há um desejo que parece valer para todos e estar presente nos
diversos projetos de felicidade: o auto-respeito.
A idéia básica é bastante simples. Cada pessoa tem consciência da própria existência, tem consciência de
si. Tal consciência traduz-se, entre outras coisas, por uma imagem de si, ou melhor, imagens de si — no
plural, uma vez que cada um tem várias facetas e não se resume a uma só dimensão. Ora, as imagens que
cada um tem de si estão intimamente associadas a valores. Raramente são meras constatações neutras do
que se é ou não se é. Na grande maioria das vezes, as imagens são vistas como positivas ou negativas.
Vale dizer que é inevitável cada um pensar em si mesmo como um valor. E, evidentemente, cada um
procura ter imagens boas de si, ou seja, ver-se como valor positivo. Em uma palavra, cada um procura se
respeitar como pessoa que merece apreciação. É por essa razão que o auto-respeito, por ser um bem
essencial, está presente nos projetos de bem-estar psicológico, nos projetos de felicidade, como parte
integrante. Ninguém se sente feliz se não merecer mínima admiração, mínimo respeito aos próprios olhos.
O êxito na busca e construção do auto-respeito é fenômeno complexo. Quatro aspectos complementares
são essenciais.
O primeiro diz respeito ao êxito dos projetos de vida que cada pessoa determina para si. Os projetos variam
muito de pessoa para pessoa, vão dos mais modestos empreendimentos até os mais ousados. Mas, seja
qual for o projeto escolhido, o mínimo êxito na sua execução é essencial ao auto-respeito. Raramente se
está “de bem consigo mesmo” quando há fracassos repetidos. A vergonha decorrente, assim como a
frustração, podem levar à depressão ou à cólera.
O segundo aspecto refere-se à esfera moral. Cada um tem inclinação a legitimar os valores e normas
morais que permitam, justamente, o êxito dos projetos de vida e o decorrente auto-respeito. E,
naturalmente, tenderá a não legitimar aqueles que representarem um obstáculo; aqueles que forem
contraditórios com a busca e manutenção do auto-respeito. Assim, é sensato pensar que as regras que
organizem a convivência social de forma justa, respeitosa e solidária têm grandes chances de serem
seguidas. De fato, a justiça permite que as oportunidades sejam iguais para todos, sem privilégios que, de
partida ou no meio do caminho, favoreçam alguns em detrimento de outros. Se as regras forem vistas como
injustas, dificilmente serão legitimadas.
O terceiro aspecto refere-se ao papel do juízo alheio na imagem que cada um tem de si. Pode-se afirmar o
seguinte: a imagem e o respeito que uma pessoa tem de si mesma estão, naturalmente, referenciados em
parte nos juízos que os outros fazem dela. Algumas podem ser extremamente dependentes dos juízos
alheios para julgar a si próprias; outras menos. Porém, ninguém é totalmente indiferente a esses juízos. São
de extrema importância, pois alguém que nunca ouça a crítica alheia — positiva ou negativa — corre o risco
de enganar-se sobre si mesmo. Então, a crítica é necessária. Todavia, há uma dimensão moral nesses
juízos: é o reconhecimento do valor de qualquer pessoa humana, que não pode ser humilhada, violentada,
espoliada, etc. Portanto, o respeito próprio depende também do fato de ser respeitado pelos outros. A
humilhação — forma não rara de relação humana — freqüentemente leva a vítima a não legitimar qualquer
outra pessoa como juiz e a agir sem consideração pelas pessoas em geral. As crianças conhecem esse
mecanismo psicológico. Uma delas, perguntada a respeito dos efeitos da humilhação, afirmou que um aluno
assim castigado teria mais chances de reincidir no erro, pois pensaria: “Já estou danado mesmo, posso
fazer o que eu quiser”. Em resumo, serão legitimadas as regras morais que garantirem que cada um
desenvolva
o respeito próprio, e este está vinculado a ser respeitado pelos outros.
O quarto e último aspecto refere-se à realização dos projetos de vida de forma puramente egoísta. A
valorização do sucesso profissional, coroado com gordos benefícios financeiros, o status social elevado, a
beleza física, a atenção da mídia, etc., são valores puramente individuais (em geral relacionados à glória),
que, para uma minoria, podem ser concretizados pela obtenção de privilégios (por exemplo, conhecer as
pessoas certas que fornecem emprego ou acesso a instituições importantes), pela manipulação de outras
pessoas (por exemplo, mentir e trapacear para passar na frente dos outros), e pela completa indiferença
pelos outros membros da sociedade. Diz-se que se trata de uma minoria, pois é mero sonho pensar que
todos podem ter carro importado, sua imagem na televisão, acesso aos corredores do poder político, etc.
Mas o fato é que a valorização desse tipo de sucesso é traço marcante da sociedade atual (não só no
Brasil, mas no Ocidente todo) e tende a fazer com que as pessoas o procurem mesmo que o preço a ser
pago seja o de passar por cima dos outros, das formas mais desonestas e até mesmo violentas. Resultado
prático: a pessoa perderá o respeito próprio se não for bem-sucedida nos seus planos pessoais, mas não
se, por exemplo, mentir, roubar, desprezar o vizinho, etc.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 170


CADERNOS DIGITAIS

Ora, para que as regras morais sejam efetivamente legitimadas, é preciso que sejam partes integrantes do
respeito próprio, ou seja, que o auto-respeito dependa, além dos diversos êxitos na realização dos projetos
de vida, do respeito pelos valores e regras morais. Assim, a pessoa que integrar o respeito pelas regras
morais à sua identidade pessoal, à imagem positiva de si, com grande probabilidade agirá conforme tais
regras.
Em resumo, a dimensão afetiva da legitimação dos valores e regras morais passa, de um lado, por
identificá-los como coerentes com a realização de diversos projetos de vida e, de outro, pela absorção
desses valores e regras como valor pessoal que se procura resguardar para permanecer respeitando a si
próprio. Assim, o auto-respeito articula, no âmago de cada um, a busca da realização dos projetos de vida
pessoais e
o respeito pelas regras coerentes com tal realização.
Na busca de maior clareza desta exposição, podem ser estabelecidas desde já duas decorrências centrais
para a educação moral. São elas:
A escola deve ser um lugar onde cada aluno encontre a possibilidade de se instrumentalizar para a
realização de seus projetos; por isso, a qualidade do ensino é condição necessária à formação moral de
seus alunos. Se não promove um ensino de boa qualidade, a escola condena seus alunos a sérias
dificuldades futuras na vida e, decorrentemente, a que vejam seus projetos de vida frustrados.
Ao lado do trabalho de ensino, o convívio dentro da escola deve ser organizado de maneira que os
conceitos de justiça, respeito e solidariedade sejam vivificados e compreendidos pelos alunos como aliados
à perspectiva de uma “vida boa”. Dessa forma, não somente os alunos perceberão que esses valores e as
regras decorrentes são coerentes com seus projetos de felicidade como serão integra¬dos às suas
personalidades: se respeitarão pelo fato de respeitá-los.
Racionalidade
Se é verdade que não há legitimação das regras morais sem um investimento afetivo, é também verdade
que tal legitimação não existe sem a racionalidade, sem o juízo e a reflexão sobre valores e regras. E isso
por três razões, pelo menos.
A primeira: a moral pressupõe a responsabilidade, e esta pressupõe a liberdade e o juízo. Somente há
responsabilidade por atos se houver a liberdade de realizá-los ou não. Cabem, portanto,
o pensamento, a reflexão, o julgamento para, então, a ação. Em resumo, agir segundo critérios e regras
morais implica fazer uma escolha. E como escolher implica, por sua vez, adotar critérios, a racionalidade é
condição necessária à vida moral.
A segunda: a racionalidade e o juízo também comparecem no processo de legitimação das regras, pois
dificilmente tais valores ou regras serão legítimos se parecerem contraditórios entre si ou ilógicos, se não
sensibilizarem a inteligência. É por essa razão que a moral pode ser discutida, debatida, que argumentos
podem ser empregados para justificar ou descartar certos valores. E, muitas vezes, é por falta dessa
apreensão racional dos valores que alguns agem de forma impensa¬da. Se tivessem refletido um pouco,
teriam mudado de idéia e agido diferentemente. Após melhor juízo, arrependem-se do que fizeram. É
preciso também sublinhar o fato de que pensar sobre a moralidade não é tarefa simples: são necessárias
muita abstração, muita generalização e muita dedução.
Tomando-se o exemplo da mentira, verifica-se que poucas pessoas pensaram de fato sobre
o que é a mentira. A maioria limita-se a dizer que ela corresponde a não dizer, intencionalmente, a verdade.
Na realidade, mentir, no sentido ético, significa não dar uma informação a alguém que tenha o direito de
obtê-la. Com essa definição, pode-se concluir que mentir por omissão não significa trair a verdade, mas não
revelá-la a quem tem direito de sabê-la.
Portanto, pensar, apropriar-se dos valores morais com o máximo de racionalidade é condição necessária,
tanto à legitimação das regras e ao emprego justo e ponderado delas, como à construção de novas regras.
Finalmente, há uma terceira razão para se valorizar a presença da racionalidade na esfera moral: ter a
capacidade de dialogar, essencial à convivência democrática. De fato, viver em democracia significa
explicitar e, se possível, resolver conflitos por meio da palavra, da comunicação, do diálogo. Significa trocar
argumentos, negociar. Ora, para que o diálogo seja profícuo, para que possa gerar resultados, a
racionalidade é condição necessária. Os interlocutores precisam expressar-se com clareza — o que
pressupõe a clareza de suas próprias convicções — e serem capazes de entender os diferentes pontos de
vista. Essas capacidades são essencialmente racionais, dependem do pleno exercício da inteligência.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 171


CADERNOS DIGITAIS

DESENVOLVIMENTO MORAL E SOCIALIZAÇÃO


Tanto a afetividade como a racionalidade desenvolvem-se a partir das interações sociais, desde a infância e
durante a vida toda. Como representam a base da moral, esta também se desenvolve.
Quanto ao respeito próprio, sua necessidade está presente em crianças ainda bem pequenas. Uma criança
que passa por violências, por constantes humilhações, estará inclinada a se desvalorizar, a ter muito pouca
confiança em si mesma; vale dizer que sua afetividade será provavelmente muito marcada por essas
experiências negativas. Vários autores já apontaram as desastrosas conseqüências dos sentimentos de
humilhação e vergonha para o equilíbrio psicológico. Isso não significa que sempre se devam fazer
avaliações positivas das condutas das crianças. Pelo contrário. Se a criança perceber que, seja qual for sua
realização, ela recebe elogios, chegará facilmente à conclusão que tais elogios são falsos, sem valor. E pior
ainda: acabará justamente por atribuir pouco valor a si mesma por pensar que os elogios representam uma
forma de consolá-la por seus fracassos reais. Portanto, não se trata em absoluto de, a todo momento, dar
sinais de admiração à criança, ou de induzi-la a pensar que é perfeita. A crítica de suas ações é necessária.
Trata-se, isto sim, de dar-lhe todas as possibilidades de ter êxito no que empreender, e demons¬trar
interesse por esses empreendimentos, ajudando-a a realizá-los.
Embora o respeito próprio represente uma necessidade psicológica constante, ele se traduz de formas
diferentes nas diversas idades. Em linhas gerais, pode-se dizer que, entre oito e onze ou doze anos de
idade, ele se traduz por pequenas realizações concretas. Não existe ainda um projeto de vida (ser ou fazer
tal coisa quando crescer) que justificaria um paciente trabalho de preparação. Os objetivos são mais
imediatos, seu êxito deve ser rapidamente verificado. Pode-se dizer da criança que ela “é o que faz”, ou
seja, a imagem que ela tem de si mesma está intimamente relacionada com suas ações. Sua autoconfiança
depende do êxito de suas ações. A partir dos onze ou doze anos, o respeito próprio torna-se mais abstrato:
começa a basear-se nos traços de sua personalidade, traços que não necessariamente se traduzem em
ações concretas. Projetos de vida começam a ser vislumbrados, e, por volta dos quinze anos
(correspondente ao fim do ensino fundamental), poderão já estar claramente equacionados. Portanto, o
respeito próprio começa a ser baseado não apenas em sucessos momentâneos, mas sim em perspectivas
referentes ao que é ser um homem ou uma mulher de valor.
Os juízos e condutas morais também se desenvolvem com a idade, já que estão assentados na afetividade
e na racionalidade.
A primeira etapa do desenvolvimento moral da criança é chamada de heteronomia. Começa por volta dos
três ou quatro anos e vai até oito anos em média. Nessa fase, a criança legitima as regras porque provêm
de pessoas com prestígio e força: os pais (ou quem desempenha esse papel). Por um lado, se os pais são
vistos como protetores e bons, a criança, por medo de perder seu amor, respeita seus mandamentos; se,
por outro, são vistos como poderosos, seres imensamente mais fortes e sábios que ela, seus ditames são
aceitos incondicionalmente. Vale dizer que a criança não procura o valor intrínseco das regras: basta-lhe
saber que quem as dita é uma pessoa “poderosa”. É neste sentido que se fala de moral heterônoma: a
validade das regras é exterior a elas, está associada à fonte de onde provêm. Quatro características
complementares da moral da criança são decorrência dessa heteronomia. A primeira é julgar um ato não
pela intencionalidade que o presidiu, mas pelas suas conseqüências. Por exemplo, a criança julgará mais
culpado alguém que tenha
quebrado dez copos sem querer do que outra pessoa que quebrou um só num ato proposital. O tamanho do
dano material, no caso, é, para ela, critério superior às razões de por que os copos foram quebrados. A
segunda característica é a de a criança interpretar as regras ao pé da letra, e não no seu espírito. Assim, se
uma regra afirma que não se deve mentir, sempre condenará qualquer traição à verdade, sem levar em
conta que, no espírito dessa regra, é o respeito pelo bem-estar da outra pessoa que está em jogo, e não o
ato verbal em si. A terceira característica refere-se às condutas morais: embora a criança, quando ouvida a
respeito, defenda o valor absoluto das regras morais, freqüentemente comporta-se de forma diferente e até
contraditória a elas. Esse fato provém do não-entendimento da verdadeira razão de ser das regras; às
vezes, sem saber, age de forma estranha a elas, mas pensando que as está seguindo. A quarta e última
característica é o fato de a criança não conceber a si própria como pessoa legítima para criar e propor
novas regras (caberia a ela apenas conhecer e obedecer aquelas que já existem). Em uma palavra, todas
as características desta primeira fase do desenvolvimento moral decorrem da não-apropriação racional dos
valores e das regras. A criança as aceita porque provêm dos pais “todo-poderosos”, e não procura
descobrir-lhes a razão de ser. Ora, será justamente o que procurará fazer na próxima fase de seu
desenvolvimento moral, a da autonomia.
Nesta etapa — a partir de oito anos em média — a criança inicia um processo no qual pode cada vez mais
julgar os atos levando em conta essencialmente a intencionalidade que os motivou, começar a compreender
as regras pelo seu espírito (não mais ao pé da letra) e legitimá-las não mais porque provêm de seres
prestigiados e poderosos, mas porque se convence racionalmente de sua validade. O respeito que antes

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 172


CADERNOS DIGITAIS

era unilateral — no sentido de respeitar as “autoridades”, mas sem exigir a recíproca — torna-se mútuo:
respeitar e ser respeitado. O medo da punição e da perda do amor, que inspirava as condutas na fase
heterônoma, é substituído pelo medo de perder a estima dos outros, perder o respeito dos outros, e perder
o respeito próprio, moralmente falando. Finalmente, a criança se concebe como tendo legitimidade para
construir novas regras, e colocá-las à apreciação de seus pares.
A conquista da autonomia não é imediata. Durante um tempo, o raio de ação dessa autonomia ainda está
limitado ao grupo de amigos e pessoas mais próximas; mais tarde a criança passa a perceber-se como
membro de uma sociedade mais ampla, com suas leis e instituições. É então, nessa época, que poderá
refletir sobre os princípios que organizam um sistema moral humano (portanto, mais amplo que sua
comunidade, como o grupo de amigos e conhecidos). No entanto, é preciso que fique claro que um sujeito,
ao alcançar a possibilidade de exercer a autonomia moral, não necessariamente torna-se autônomo em
todas as situações da vida. Os contextos sociais e afetivos em que está inserido podem contribuir ou
mesmo impedir a autonomia moral.
Assim, é importante refletir sobre o que faz uma criança passar de um estado de heteronomia moral,
característico da infância, para um estado de autonomia moral.
Durante muito tempo, pensou-se que educação moral deveria ocorrer pela associação entre discursos
normatizadores, modelos edificantes a serem copiados, repressão, interdição e castigo. Hoje, sabe-se que o
desenvolvimento depende essencialmente de experiências de vida que o favoreçam e estimulem. No que
se refere à moralidade, o mesmo fenômeno acontece. Por exemplo, na racionalidade: uma criança a quem
nunca se dá a possibilidade de pensar, de argumentar, de discutir, acaba freqüentemente por ter seu
desenvolvimento intelectual embotado, nunca ousando pensar por si mesma, sempre refém das
“autoridades” que tudo sabem por ela. Em relação ao auto-respeito: uma criança a quem nunca se dê a
possibilidade de se afirmar, de ter êxito nos seus menores empreendimentos, uma criança sempre
humilhada, dificilmente desenvolverá alguma forma de respeito próprio. Ora, sendo que o desenvolvimento
moral depende da afetividade, notadamente do respeito próprio, e da racionalidade, e sendo que a
qualidade das relações sociais tem forte influência sobre estas, a socialização também tem íntima relação
com o desenvolvimento moral. Sendo que as relações sociais efetivamente vividas, experienciadas, têm
influência decisiva no processo de legitimação das regras, se o objetivo é formar um indivíduo respeitoso
das diferenças entre pessoas, não bastam belos discursos sobre esse valor: é necessário que ele possa
experienciar, no seu cotidiano, esse respeito, ser ele mesmo respeitado no que tem de peculiar em relação
aos outros. Se o objetivo é formar alguém que procure resolver conflitos pelo diálogo, deve-se
propor¬cionar um ambiente social em que tal possibilidade exista, onde possa, de fato, praticá-lo. Se o
objetivo é formar um indivíduo que se solidarize com os outros, deverá poder experienciar o convívio
organizado em função desse valor. Se o objetivo é formar um indivíduo democrático, é necessário
proporcionar-lhe oportunidades de praticar a democracia, de falar o que pensa e de submeter suas idéias e
propostas ao juízo de outros. Se o objetivo é que o respeito próprio seja conquistado pelo aluno, deve-se
acolhê-lo num ambiente em que se sinta valorizado e respeitado. Em relação ao desenvolvimento da
racionalidade, deve-se acolhê-lo num ambiente em que tal faculdade seja estimulada. A escola pode ser
esse lugar. Deve sê-lo.
Para situar a ética no Brasil, é preciso começar por comentar algumas experiências — aqui classificadas
por tendências — de formação moral que já foram tentadas, no Brasil e no exterior.
Tendência filosófica
Essa tendência tem por finalidade os vários sistemas éticos produzidos pela Filosofia (as idéias dos antigos
filósofos gregos, por exemplo, ou aquelas do século XVIII, dito da Ilustração). Não se procura, portanto,
apresentar o que é o Bem e o que é o Mal, mas as várias opções de pensamento ético, para que os alunos
os conheçam e reflitam sobre eles. E, se for o caso, que escolham o seu.
Tendência cognitivista
A similaridade entre esta tendência e a anterior é a importância dada ao raciocínio e à reflexão sobre
questões morais, e também a não-apresentação de um elenco de valores a serem “aprendidos” pelos
alunos. A diferença está no conteúdo. Enquanto na primeira os alunos são convidados a pensar sobre os
escritos de grandes autores dedicados ao tema, na segunda apresentam-se dilemas morais a serem
discutidos em grupo. Um exemplo, já comentado anteriormente: pede-se aos alunos que discutam sobre a
correção moral do ato de um marido que rouba um remédio para salvar a mulher (que sofre de câncer),
sendo que ele não tem dinheiro para comprá-lo e o farmacêutico, além de cobrar um preço muito alto, não
quer de forma alguma facilitar as formas de pagamento. Verifica-se que tal dilema opõe dois valores: o
respeito à lei ou à propriedade privada (não roubar) e à vida (a mulher à beira da morte). A ênfase do
trabalho é dada na demonstração do porquê uma ou outra opção é boa, e não na opção em si. Mas alguém
poderá dizer que não se deve roubar porque senão se vai para a cadeia; outro poderá argumentar que as
leis devem sempre ser seguidas, independentemente de haver ou não sanções. No primeiro caso, trata-se

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 173


CADERNOS DIGITAIS

de medo da punição; no segundo, de um espírito “legalista”. A opção final é a mesma (não roubar) mas o
raciocínio é totalmente diferente. Ora, é justamente esse raciocínio que a tendência metodológica quer
trabalhar e desenvolver.
Tendência afetivista
Trata-se de procurar fazer os alunos encontrarem seu equilíbrio pessoal e suas possibilidades de
crescimento intelectual mediante técnicas psicológicas. Procura-se fazer com que cada um tome
consciência de suas orientações afetivas concretas, na esperança de que, de bem consigo mesmo, possa
conviver de forma harmoniosa com seus semelhantes. Ao invés de se discutirem dilemas abstratos, como
na proposta cognitivista, apreciam-se questões concretas acontecidas na vida dos alunos e procura-se
pensar sobre as reações afetivas de cada um nas situações relatadas.
Tendência moralista
A grande diferença entre esta tendência e as anteriores é que ela tem um objetivo claramente normatizador:
ensinar valores e levar os alunos a atitudes consideradas corretas de antemão. Enquanto as propostas
anteriores de certa forma esperam que os alunos cheguem a legitimar valores não claramente colocados
pelos educadores, a tendência moralista evidencia tais valores e os impõe. Trata-se, portanto, de uma
espécie de doutrinação. No Brasil, a proposta de Educação Moral e Cívica seguiu esse modelo.
Tendência da escola democrática
Uma última tendência a ser destacada é a da escola democrática, que, contrariamente às anteriores, não
pressupõe espaço de aula reservado aos temas morais. Trata-se de democratizar as relações entre os
membros da escola, cada um podendo participar da elaboração das regras, das discussões e das tomadas
de decisão a respeito de problemas concretamente ocorridos na instituição.
São necessárias algumas reflexões sobre essas tendências. A tendência moralista tem a vantagem de ser
explícita: os alunos ficam sabendo muito bem quais valores os educadores querem que sejam legitimados.
Sabem o que se espera deles. Porém, dois graves problemas aparecem. Um de nível ético: o espírito
doutrinador dessa forma de se trabalhar. A autonomia dos alunos e suas possibilidades de pensar ficam
descartadas, pois a moralidade tende a ser apresentada como conjunto de regras acabadas. Em uma
palavra, trata-se de um método autoritário, fato que, aliás, explica as referências negativas que se fazem às
antigas aulas de Moral e Cívica, que, por bastante tempo, desencorajou a educação moral nas escolas.
Outro grave problema, conseqüência desse autoritarismo, é de nível pedagógico: o método não surte efeito,
pois ouvir discursos, por mais belos que sejam, não basta para se convencer de que são válidos. A reflexão
e a experiência são essenciais. O que acaba acontecendo freqüentemente com os métodos moralistas é
que afastam os alunos dos valores a serem aprendidos. As aulas tornam-se maçantes, não sensibilizam os
alunos, não os convencem e acabam por desenvolver uma espécie de ojeriza pelos valores morais. O
verbalismo desse tipo de método não dá resultado, assim como, aliás, não dá resultado em disciplina
alguma: os alunos ouvem, repetem e esquecem. O único aspecto desse método a ser resguardado é a
explicitação dos valores. O educador não deve “fazer de conta” que não tem valores, escondê-los. Estes
devem ficar claros, transparentes. Mas, para isso, não é necessário montar um palanque para belos
discursos.
Essas críticas apontam para métodos que procuram sensibilizar de alguma forma os alunos para as
questões morais. A tendência afetivista faz isso, e acerta ao levar em conta os sentimentos dos alunos (as
regras devem ser desejáveis para serem legitimadas, e isso leva ao campo afetivo). Porém, tal tendência
apresenta três problemas. Um deles é, ao priorizar o trabalho com a afetividade, corre-se o risco de chegar
a uma moral relativista: cada um é um e tem seus próprios valores. Esse individualismo é incompatível com
a vida em sociedade. Deve-se, é evidente, respeitar as diversas individualidades, mas, em contrapartida,
cada individualidade deve conviver com outras, portanto, deve haver regras comuns. O segundo problema
diz respeito ao trabalho de sensibilização em si: é essencialmente trabalho — delicado — de psicólogo;
pede formação específica que não é a do educador em geral. Terceiro problema: pode levar a invasões da
intimidade, os alunos sendo levados a falar de si em público, sem as devidas garantias de sigilo.
Assim como a virtude da tendência afetivista é não menosprezar o lugar da afetividade na legitimação das
regras morais, a virtude das tendências filosofistas e cognitivistas é sublinhar o papel decisivo da
racionalidade. Seu defeito é justamente limitarem-se ao objeto eleito. Conhecer a filosofia é edificante,
raciocinar sobre dilemas é atividade inteligente. Mas não é suficiente para tornar desejáveis as regras
aprendidas e pensadas. Nem sempre excelentes argumentos racionais fazem vibrar a corda da
sensibilidade afetiva.
A virtude da escola democrática está em focalizar a qualidade das relações entre os agentes da instituição
escolar. De fato, as relações sociais efetivamente vividas, experienciadas, são os melhores e mais
poderosos “mestres” em questão de moralidade. Para que servem belos discursos sobre o Bem, se as
relações internas à escola são desrespeitosas? De que adianta raciocinar sobre a paz, se as relações

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 174


CADERNOS DIGITAIS

vividas são violentas? E assim por diante. Então, o cuidado com a qualidade das relações interpessoais na
escola é fundamental. Pesquisas psicológicas levam a essa conclusão. E mais ainda: relações de
cooperação, de diálogo, levam à autonomia, ou seja, à capacidade de pensar, sem a coerção de alguma
“autoridade” inquestionável. Relações de cooperação são relações entre iguais, baseadas e reforçadoras do
respeito mútuo, condição necessária ao convívio democrático. A democracia é, portanto, um modo de
convivência humana e os alunos devem encontrar na escola a possibilidade de vivenciá-la. Daí a
importância de se promoverem experiências de cooperação no seu seio.
Transversalidade
Questões éticas encontram-se a todo momento em todas as áreas. Vale dizer que questões relativas a
valores humanos permeiam todos os conhecimentos. É fácil verificar esse fato em História: as guerras, as
diversas formas de poder político, as revoluções industriais e econômicas, as colonizações, etc., dizem
diretamente respeito às relações entre os homens. E mais ainda: o passado histórico é de extrema
importância para se compreender o presente, os valores contemporâneos, as atuais formas de
relacionamento entre os homens, entre as comunida¬des, entre os países. Em relação à Língua
Portuguesa, deve-se considerar que a linguagem é o veículo da cultura do país onde é falada, que carrega
os valores, portanto. Por exemplo, comparar a chamada “norma culta” às outras formas de falar não é
apenas comparar duas formas de se comunicar seguindo o critério do “certo” e do “errado”. É, sobretudo,
pensar sobre as diversas formas de o homem se apoderar da cultura, suas possibilidades objetivas de fazê-
lo.
O mesmo raciocínio pode ser feito em relação às Ciências Naturais e aos Temas Transversais. Por
exemplo, ao se abordar a sexualidade — tema que suscita discussões éticas, uma vez que se refere a
relações entre pessoas — e as doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, pode-se abordar a
questão do respeito pelo outro: preservar-se dessas doenças não se justifica apenas pelo zelo pela própria
saúde e sobrevivência, mas também pelo respeito pela vida alheia, uma vez que o parceiro pode ser
contaminado. Em relação ao Meio Ambiente, temas como a preservação da natureza dizem respeito
diretamente à vida humana, pois poluir rios causa problemas de doenças em quem depende de suas águas.
Ou seja, desrespeitar a natureza significa desrespeitar as pessoas que dela dependem.
A própria função da escola — transmissão do saber — levanta questões éticas. Para que e a quem servem
o saber, os diversos conhecimentos científicos, as várias tecnologias? É necessário refletir sobre essa
pergunta. Além do mais, sabe-se que um conhecimento totalmente neutro não existe. É portanto necessário
pensar sobre sua produção e divulgação. O ato de estudar também envolve questões valorativas. Afinal,
para que se estuda? Apenas na perspectiva de se garantir certo nível material de vida? Tal objetivo
realmente existe, porém, estudar também é exercício da cidadania: é por meio dos diversos saberes que se
participa do mundo do trabalho, das variadas instituições, da vida cotidiana, articulando-se o bem-estar
próprio com o bem-estar de todos.
As relações sociais são pautadas em valores morais. Como devo agir com o cidadão, com meu chefe, com
meu colega? Eis questões básicas do cotidiano. A prática dessas relações formam moralmente as pessoas.
Como já apontado, se as relações forem respeitosas, equivalerão a uma bela experiência de respeito
mútuo. Se forem democráticas, no sentido de poderem participar de decisões a serem tomadas, equivalerão
a uma bela experiência de como se convive democraticamente, de como se toma responsabilidade, de
como se dialoga com aquele que tem idéias diferentes das nossas. Do contrário, corre-se o risco de
transmitir a idéia de que as relações sociais em geral são e devem ser violentas e autoritárias.
As relações da administração pública com a comunidade também levantam questões éticas. De fato, o
governo não é uma ilha isolada do mundo, da cidade ou do bairro. Ela ocupa lugar importante nas diversas
comunidades, pois envolve os cidadãos. Cada lugar tem especificidades que devem ser respeitadas e
contempladas.
Cada sociedade, cada país é composto de pessoas diferentes entre si. Não somente são diferentes em
função de suas personalidades singulares, como também o são relativamente a categorias ou grupos de
pessoas: elas podem ser classificadas por sexo, etnia, classe social, opção política e ideológica, etc. É
grande a diversidade das pessoas que compõem a população brasileira: diversas etnias, diversas culturas
de origem, profissões, religiões, opiniões, etc.
Essa diversidade freqüentemente é alvo de preconceitos e discriminações, o que resulta em conflitos e
violência. Assim, alguns acham que determinadas pessoas não merecem consideração, seja porque são
mulheres, porque são negras, porque são nordestinas, cariocas, gaúchas, pobres, doentes, etc. Do ponto
de vista da Ética, o preconceito pode traduzir-se de várias formas. A mais freqüente é a não-universalização
dos valores morais. Por exemplo, alguém pode considerar que deve respeitar as pessoas que pertencem a
seu grupo, ser honesto com elas, não enganá-las, não violentá-las, etc., mas o mesmo respeito não é visto
como necessário para com as pessoas de outros grupos. Mais ainda: mentir para membros de seu grupo
pode ser considerado desonroso, mas enganar os “estranhos”, pelo contrário, pode ser visto como um ato

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 175


CADERNOS DIGITAIS

merecedor de admiração. Outra tradução dos preconceitos é a intolerância: simplesmente não se aceita a
diferença e tenta-se, de toda forma, censurá-la, silenciá-la. Finalmente, é preciso pensar na indiferença: o
outro, por não ser do mesmo grupo, é ignorado e não merecedor da mínima solidariedade.
O preconceito é contrário a um valor fundamental: o da dignidade humana. Segundo esse valor, toda e
qualquer pessoa, pelo fato de ser um ser humano, é digna e merecedora de respeito. Portanto, não importa
seu sexo, sua idade, sua cultura, sua raça, sua religião, sua classe social, seu grau de instrução, etc.:
nenhum desses critérios aumenta ou diminui a dignidade de uma pessoa. Toda pessoa tem, em princípio,
direito ao respeito de seus semelhantes, a uma vida digna (no sentido de boas condições de vida), a
oportunidades de realizar seus projetos. Sem opção moral, uma sociedade democrática, pluralista por
definição, é totalmente impossível de ser construída e o conceito de cidadania perde seu sentido. É portanto
imperativo que a escola contribua para que a dignidade do ser humano seja um valor conhecido e
reconhecido pelos seus alunos.
Dois outros critérios nortearam a escolha dos conteúdos: a possibilidade de serem trabalhados na escola e
sua relevância tanto para o ensino das diversas áreas e temas quanto para o convívio escolar.
Foram organizados blocos de conteúdos, os quais correspondem a grandes eixos que estabelecem as
bases de diversos conceitos, atitudes e valores complementares. Os blocos de conteúdos, assim como toda
a proposta de Ética, referem-se a todo o ensino fundamental. Os conteúdos de cada bloco serão detalhados
para os dois primeiros ciclos e já se encontram expressos nas áreas, transversalizados. Por impregnarem
toda a prática cotidiana da escola, os conteúdos de Ética priorizam o convívio escolar. São eles: Respeito
mútuo; Justiça; Diálogo; e Solidariedade.
Cada um dos blocos de conteúdo está intimamente relacionado com os demais, assim como com o
princípio de dignidade do ser humano.
Respeito mútuo
O tema respeito é central na moralidade. E também é complexo, pois remete a várias dimensões de
relações entre os homens, todas “respeitosas”, mas em sentidos muito diferentes. Pode-se associar respeito
à idéia de submissão. É o caso quando se fala que alguma pessoa obedece incondicionalmente a outra. Tal
submissão pode vir do medo: respeita-se o mais forte, não porque mereça algum reconhecimento de ordem
moral, mas simplesmente porque detém o poder. Porém, também pode vir da admiração, da veneração
(porque é mais velho ou sábio, por exemplo), ou da importância atribuída a quem se obedece ou escuta
(diz-se “respeito muito as opiniões de fulano”). Nesses exemplos, o respeito é compreendido de forma
unilateral: consideração, obediência, veneração de um pelo outro, sem que a recíproca seja verdadeira ou
necessária. Um intelectual observou bem a presença desse respeito unilateral na sociedade brasileira, por
meio de uma expressão popularmente freqüente: “Sabe com quem está falando?”. Essa expressão traduz
uma exigência de respeito unilateral: “Eu sou mais que você, portanto, respeite-me”. É a frase que muitas
“autoridades” gostam de empregar quando se sentem, de alguma forma, desacatadas no exercício de seu
poder.
Porém, outra expressão popular também conhecida apresenta uma dimensão diferente do respeito: “Quem
você pensa que é?”. Tal pergunta traduz a destituição de um lugar imaginariamente superior que o
interlocutor pensa ocupar. Essa expressão é a afirmação de um ideal de igualdade, ou melhor, de
reciprocidade: se devo respeitá-lo, você também deve me respeitar; não é a falta de respeito, mas sim a
negação de sua associação com submissão. Trata-se de respeito mútuo. E o predicado mútuo faz toda a
diferença.
Ora, é claro que tanto a dignidade do ser humano quanto o ideal democrático de convívio social
pressupõem o respeito mútuo, e não o respeito unilateral.
A criança pequena (de até sete ou oito anos em média) concebe o respeito como unilateral, portanto,
dirigido a pessoas prestigiadas, vistas por ela como poderosas. Com a socialização, a aprendizagem e o
desenvolvimento psicológico decorrente, essa assimetria tende a ser substituída pela relação de
reciprocidade: respeitar e ser respeitado: ao dever de respeitar o outro, articula-se o direito (e a exigência)
de ser respeitado. Considerar o respeito mútuo como dever e direito é de suma importância, pois ao
permanecer apenas um dos termos, volta-se ao respeito unilateral: “Devo respeitar, mas não tenho o direito
de exigir o mesmo” ou “Tenho o direito de ser respeitado, mas não o dever de respeitar os outros”.
O respeito mútuo expressa-se de várias formas complementares. Uma delas é o dever do respeito pela
diferença e a exigência de ser respeitado na sua singularidade. Tal reciprocidade também deve valer entre
pessoas que pertençam a um mesmo grupo. Deve valer quando se fazem contratos que serão honrados,
cada um respeitando a palavra empenhada e exigindo a recíproca. O respeito pelos lugares públicos, como
ruas e praças, também deriva do respeito mútuo. Como tais espaços pertencem a todos, preservá-los, não
sujá-los ou depredá-los é dever de cada um, porque também é direito de cada um poder desfrutá-los.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 176


CADERNOS DIGITAIS

O respeito mútuo também deve valer na dimensão política. Embora política não se confunda com ética, a
primeira não deve ser contraditória com a segunda. Logo, as diversas leis que regem o país devem ser
avaliadas também em função de sua justeza ética: elas devem garantir o respeito mútuo, pois o regime
político democrático pressupõe indivíduos livres que, por intermédio de seus representantes eleitos,
estabelecem contratos de convivência que devem ser honrados por todos; portanto, o exercício da
cidadania pressupõe íntima relação entre respeitar e ser respeitado.
Justiça
O tema da justiça sempre atraiu todos aqueles que pensaram sobre a moralidade, desde os filósofos
gregos. Belíssimas páginas foram escritas, idéias fortes foram defendidas. O tema da justiça encanta e
inquieta todos aqueles que se preocupam com a pergunta “Como devo agir perante os outros?”. A rigor, ela
poderia ser assim formulada: “Como ser justo com os outros?”, ou seja, “Como respeitar seus direitos?
Quais são esses direitos? E os meus?”.
O conceito de justiça pode remeter à obediência às leis. Por exemplo, se a lei prevê que os filhos são os
herdeiros legais dos pais, deserdá-los será considerado injusto. Um juiz justo será aquele que se atém à lei,
sem feri-la. Será considerado injusto se, por algum motivo, resolver ignorá-la.
Porém, o conceito de justiça vai muito além da dimensão legalista. De fato, uma lei pode ser justa ou não. A
própria lei pode ser, ela mesma, julgada com base em critérios éticos. Por exemplo, no Brasil, existiu uma
lei que proibia os analfabetos de votarem. Cada um, intimamente ligado à sua consciência, pode se
perguntar se essa lei era justa ou não; se os analfabetos não têm o direito de participar da vida pública
como qualquer cidadão; ou se o fato de não saberem ler e escrever os torna desiguais em relação aos
outros. Portanto, a ética pode julgar as leis como justas ou injustas.
As duas dimensões da definição de justiça são importantes. A dimensão legal da justiça deve ser
contemplada pelos cidadãos. Muitos, por não conhecerem certas leis, não percebem que são alvo de
injustiças. Não conhecem seus direitos; se os conhecessem, teriam melhores condições de lutar para que
fossem respeitados. Porém, a dimensão ética é insubstituível, precisamente para avaliar de forma crítica
certas leis, para perceber como, por exemplo, privilegiam alguns em detrimento de outros. E os critérios
essenciais para se pensar eticamente sobre a justiça são igualdade e eqüidade.
A igualdade reza que todas as pessoas têm os mesmos direitos. Não há razão para alguns serem “mais
iguais que os outros”. Eis um bolo a ser dividido: cada um deve receber parte igual. E as crianças, desde
cedo, pensam assim.
Porém, o conceito de igualdade deve ser sofisticado pelo de eqüidade. De fato, na grande maioria das
vezes, as pessoas não se encontram em posição de igualdade. Nascem com diferentes talentos, em
diferentes condições sociais, econômicas, físicas, etc. Seria injusto não levar em conta essas diferenças e,
por exemplo, destinar a crianças e adultos os mesmos trabalhos braçais pesados (infelizmente, no Brasil, tal
injustiça acontece). As pessoas também não são iguais no que diz respeito a seus feitos, e, da mesma
forma, seria considerado injusto dar igual recompensa ou sanção a todas as ações (por exemplo, punir todo
crime, da menor infração ao assassinato, com pena de prisão). Portanto, fazer justiça deve, em vários
casos, derivar de cálculo de proporcionalidade (por exemplo, pena proporcional ao crime). Nesses casos, o
critério é o da eqüidade que restabelece a igualdade respeitando as diferenças: o símbolo da justiça é,
precisamente, uma balança.
A importância do valor justiça para a formação do cidadão é evidente. Em primeiro lugar, para o convívio
social, sobretudo quando se detém algum nível de poder que traz a responsabilidade de decisões que
afetam a vida de outras pessoas. Um pai ou uma mãe, que têm poder sobre os filhos e responsabilidade por
eles, a todo momento devem se perguntar se suas decisões são justas ou não. Numa escola, o professor
também deve se fazer essa pergunta para julgar a atitude de seus alunos.
Em segundo lugar, para a vida política: julgar as leis segundo critérios de justiça, julgar a distribuição de
renda de um país segundo o mesmo critério, avaliar se há igualdade de oportunidades oferecidas a todos,
se há impunidade para alguns, se o poder político age segundo o objetivo da eqüidade, se os direitos dos
cidadãos são respeitados, etc. A formação para o exercício da cidadania passa necessariamente pela
elaboração do conceito de justiça e seu constante aprimoramento. Uma sociedade democrática tem como
principal objetivo ser justa, inspirada nos ideais de igualdade e eqüidade. Tarefa difícil que pede de todos,
governantes e governados, muito discernimento e muita sensibilidade. Se um regime democrático não
conseguir aproximar a sociedade do ideal de justiça, se perdurarem as tiranias (nas quais o desejo de
alguns são leis e os privilégios são normas), se os direitos de cada um (baseados na eqüidade) não forem
respeitados, a democracia terá vida curta. Por essa razão, apresentam-se nos conteúdos itens referentes
ao exercício político da cidadania: embora ética e política sejam domínios diferentes, com suas respectivas
autonomias, o tema da justiça os une na procura da igualdade e da eqüidade.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 177


CADERNOS DIGITAIS

Diálogo
A comunicação entre os homens pode ser praticada em várias dimensões, que vão desde a cultura como
um todo, até a conversa amena entre duas pessoas. Ela pode ser fonte de riquezas e alegrias: o contato
que o artista estabelece com seu público, a discussão científica sobre algum tema relevante, o debate
caloroso sobre questões complexas, o silencioso diálogo de olhares entre amantes. Não há dúvida de que
um dos objetivos fundamentais da educação é fazer com que o aluno consiga participar do universo da
comunicação humana, apreendendo por meio da escuta, da leitura, do olhar, as diversas mensagens
(artísticas, científicas, políticas e outras) emitidas de diversas fontes; e fazer com que seja capaz de, por
meio da fala, da escrita, da imagem, emitir suas próprias mensagens.
As Ciências Humanas e a Filosofia sempre refletiram muito sobre os comportamentos agressivos do
homem, que se traduzem tanto de forma verbal (por exemplo, os insultos) quanto de forma física (surrar,
bater, matar), tanto de forma individual quanto social (como no caso das guer¬ras civis ou entre países).
Para alguns, a agressividade em relação ao outro é traço natural do homem, e o estabelecimento de uma
sociedade onde as pessoas convivam com um mínimo de harmonia e paz somente pode ser realizado
mediante formas de repressão dessa agressividade. Para outros, os comportamentos violentos são
essencialmente causados por fatores sociais que levariam inelutavelmente a condutas agressivas. Há,
certamente, verdades nas duas posições. De fato, é ter uma visão demasiadamente romântica do homem
pensar que sua inclinação natural o leva necessariamente a ter simpatia pelos outros homens e a
solidarizar-se com eles. Tendências agressivas existem. Mas não são as únicas. Verificam-se também
tendências inatas para a compaixão, para a simpatia, para a reciprocidade. Na verdade, para maior clareza
da questão, deve-se abandonar a visão naturalista do homem (a natureza humana) e pensar sobre seus
desejos e ações de forma contextualizada.
A agressividade humana e seus comportamentos violentos decorrentes dependem em alto grau de fatores
sociais, de contextos culturais, de sistemas morais. Por exemplo, antigamente, era habitual um homem
defender sua honra matando o ofensor. Hoje, a defesa da honra tende a se dar de forma indireta, por meio
da justiça. Não muito tempo atrás, para alguns países (e ainda para muitos), matar e morrer pela pátria era
considerado normal, necessário e até glorioso. Após duas terríveis guerras mundiais, em vários lugares, tal
tradução do ideal patriótico arrefeceu. O homem mudou e tal mudança somente pode ser compreendida
levando-se em conta os fatores psicológicos e sociais. Não foi o homem que se tornou menos agressivo,
mas é a sociedade que reserva lugares e valores diferentes à expressão dessa agressividade. Algumas
pesquisas apontam para o fato de que há maior violência nos lugares onde a desigualdade entre as
pessoas (medida em termos de qualidade de vida) é grande. Tal fenômeno é até fácil de ser compreendido:
a dignidade de uma pessoa será cruelmente ferida se vir que nada possui num lugar onde outros desfrutam
do mais alto luxo. E tal situação é freqüente no Brasil. Portanto, a violência não pode ser vista como
qualidade pessoal, mas como questão social diretamente relacionada à justiça.
A democracia é um regime político e um modo de convívio social que visa tornar viável uma sociedade
composta de membros diferentes entre si, tornar realidade o convívio pacífico numa sociedade pluralista.
Nela é garantida a expressão de diversas idéias, sejam elas dominantes ou não (defendidas pela maioria).
Vale dizer, a democracia dá espaço ao consenso e ao dissenso. Portanto, o conflito entre pessoas é
dimensão constitutiva da democracia. O diálogo é um dos principais instrumentos desse sistema. É uma
das razões pelas quais a democracia é um sistema complexo. Dialogar pede capacidade de ouvir o outro e
de se fazer entender. Sendo a democracia composta de cidadãos, cada um deles deve valorizar o diálogo
como forma de esclarecer conflitos e também saber dialogar.
Solidariedade
A palavra “solidariedade” pode ser enganosa. De fato, os membros de uma quadrilha de estelionatários, por
exemplo, podem ser solidários entre si, ajudando-se e protegendo-se mutuamente. A mesma coisa pode
acontecer com os membros de uma corporação profissional: alguns podem encobrir o erro de um colega
para evitar que a imagem da profissão seja comprometida. Nesses casos, a solidariedade nada tem de
ético. Pelo contrário, é condenável, pois só ocorre em benefício próprio: se a quadrilha ou a corporação
correr perigo, cada membro em particular será afetado. Portanto, ajuda-se os outros para salvar a si próprio.
O enfoque a ser dado para o tema solidariedade é muito próximo da idéia de “generosidade”: doar-se a
alguém, ajudar desinteressadamente. A rigor, se todos fossem solidários nesse sentido, talvez nem se
precisasse pensar em justiça: cada um daria o melhor de si para os outros.
A força da virtude da solidariedade dispensa que se demonstre sua relevância para as relações
interpessoais. Porém, o que pode às vezes passar despercebido são as formas de ser solidário. Não se é
solidário apenas ajudando pessoas próximas ou engajando-se em campanhas de socorro a pessoas
necessitadas (como depois de um terremoto ou enchente, por exemplo). Essas formas são genuína
tradução da solidariedade humana, mas há outras. Uma delas, que vale sublinhar aqui, diretamente
relacionada com o exercício da cidadania é a da participação no espaço público, na vida política. O

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 178


CADERNOS DIGITAIS

exercício da cidadania não se traduz apenas pela defesa dos próprios interesses e direitos (embora tal
defesa seja legítima), mas passa necessariamente pela solidariedade (por exem¬plo, atuar contra injustiças
ou injúrias que outros estejam sofrendo). É pelo menos o que se espera para que a democracia seja um
regime político humanizado e não mera máquina burocrática.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 179


CADERNOS DIGITAIS

ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. CONSTITUIÇÃO FEDERAL : DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:

• homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações;


• ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
• ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
• é livre a manifestação do pensamento, sendo PROIBIDO o anonimato;
• é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material,
moral ou à imagem;
• é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
• ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir
prestação alternativa, fixada em lei;
• é assegurada a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação
coletiva;
• é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença;
• são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito
a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
• a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por
determinação judicial;
• é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a
lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
• é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais
que a lei estabelecer;
• é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional;
• é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos
da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
• todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
• é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
• a criação de associações e a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
interferência estatal em seu funcionamento;
• as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
• ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
• as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar
seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
• é garantido o direito de propriedade;
• a propriedade atenderá a sua função social;
• a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou
por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro;
• no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular,
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
• a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será
objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a
lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;
• é garantido o direito de herança;
• a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus;
• o Estado promoverá a defesa do consumidor;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 180


CADERNOS DIGITAIS

• todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
• são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra ilegalidade ou abuso de
poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal;
• a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
• a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
• não haverá juízo ou tribunal de exceção;
• é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
• não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
• a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
• constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;
• nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a
decretação do perdimento de bens ser estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite
do valor do patrimônio transferido;
• a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
• não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
• nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes
da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na
forma da lei;
• não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
• ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
• aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
• são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
• ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;
• será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;
• ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente
militar, definidos em lei;
• a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
• ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com
ou sem fiança;
• não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
• conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer
violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
• conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por
habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
• o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 181


CADERNOS DIGITAIS

b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em


funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
• conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o
exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à
soberania e à cidadania;
• conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou
administrativo;
• qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de
custas judiciais e do ônus da sucumbência;
• o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de
recursos;
• o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do
tempo fixado na sentença;
• são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao
exercício da cidadania.

• As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL : DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE,
MORALIDADE, PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA e, também, ao seguinte:

• os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros assim como aos
estrangeiros, na forma da lei;
• a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão de livre nomeação e exoneração;
• as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os
cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira, destinam-se apenas às
atribuições de direção, chefia e assessoramento;
• é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
• o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;
• a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público;
• a remuneração dos servidores públicos somente poderá ser fixada ou alterada por lei específica
• a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração
direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e
os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal;
• os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser
superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
• é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de
remuneração de pessoal do serviço público;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 182


CADERNOS DIGITAIS

• o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis


• é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de
horários;
a) a de dois cargos de professor;
b)a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) a de dois cargos privativos de médico;
• a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações,
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas,
direta ou indiretamente, pelo poder público;
• somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as
áreas de sua atuação;
• depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades
mencionadas acima, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;
• as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública,
o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à
garantia do cumprimento das obrigações.
• A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes,
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores
públicos.
• A não-observância do disposto nos incisos acima implicará a nulidade do ato e a punição da
autoridade responsável, nos termos da lei.
• A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta,
regulando especialmente:
• as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a
manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e
interna, da qualidade dos serviços;
• o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de
governo;
• a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo,
emprego ou função na administração pública.
• Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a
perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem
prejuízo da ação penal cabível.
• As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa.
• É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos
arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos
acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão
declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

SERVIDORES PÚBLICOS eleitos


Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo,
aplicam-se as seguintes disposições:
• tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego
ou função;
• investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado
optar pela sua remuneração;
• investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de
seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
• em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço
será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
• para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados
como se no exercício estivesse.

SERVIDORES PÚBLICOS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 183


CADERNOS DIGITAIS

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e


remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.

Æ O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e


Municipais serão remunerados EXCLUSIVAMENTE por subsídio fixado em parcela única, vedado o
acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra
espécie remuneratória.

Æ Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a
maior e a menor remuneração dos servidores públicos

Æ Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da


remuneração dos cargos e empregos públicos.
Æ Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados,
calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3°:
• por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto
se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou
incurável, especificadas em lei;
• compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de
contribuição;
• voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no
serviço público e 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as
seguintes condições:
a) 60 anos de idade e 35 de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 de
contribuição, se mulher;
b) 65 anos de idade, se homem, e 60 anos de idade, se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo de contribuição.

Æ Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão exceder a
remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de
referência para a concessão da pensão.

Æ Os proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão calculados com base na
remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e, na forma da lei,
corresponderão à totalidade da remuneração.

Æ É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos


abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados os casos de atividades exercidas
exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, definidos em lei
complementar.

Æ Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em 5 anos, em relação ao disposto


no § 1°, III, a, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções
de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.

Æ Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é


vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo.

Æ Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte, que será igual ao valor dos proventos
do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu
falecimento, observado o disposto no § 3º.

Æ O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria
e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.

Æ A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.

Æ Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e


exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime geral de
previdência social.

Æ A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam regime de previdência
complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 184


CADERNOS DIGITAIS

aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo
estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201.

Î São ESTÁVEIS após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de
provimento efetivo em virtude de concurso público.

Æ O servidor público estável só perderá o cargo:

• em virtude de sentença judicial transitada em julgado;


• mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
• mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei
complementar, assegurada ampla defesa.

Æ Invalidada por sentença judicial a DEMISSÃO do servidor estável, será ele REINTEGRADO, e
o eventual ocupante da vaga, se estável, RECONDUZIDO ao cargo de origem, sem direito a
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração
proporcional ao tempo de serviço.

Æ Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade,


com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro
cargo.

Æ Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a AVALIAÇÃO ESPECIAL DE


DESEMPENHO por comissão instituída para essa finalidade.

DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS

Î Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com
base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

Æ Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser
fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei
estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos
oficiais conferidas pelos respectivos governadores.

Æ Aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios e a seus pensionistas, aplica-se o
disposto no art. 40, §§ 7º e 8º."

art. 14
§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se
eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

art. 40
§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efeito de
aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.

art. 142
§ 2º - Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares.

2. CÓDIGO PENAL BRASILEIRO

DO CRIME Æ

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 185


CADERNOS DIGITAIS

Relação de causalidade Æ O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a


quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria
ocorrido.

Relevância da omissão Æ A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para
evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

Tentativa Æ quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

Desistência voluntária e arrependimento eficaz Æ O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir


na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.

Arrependimento posterior Æ Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o
dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena
será reduzida de um a dois terços.

Crime impossível Æ Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta
impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.

Crime doloso Æ quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;

Crime culposo Æ quando o agente deu causa ao resultado por IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA OU
IMPERÍCIA.

Crime consumado Æ quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal;
“ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. “

Agravação pelo resultado Æ Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que
o houver causado ao menos culposamente.

Erro sobre elementos do tipo Æ O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo,
mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.

Erro determinado por terceiro Æ Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.

Erro sobre a pessoa Æ O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não
se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente
queria praticar o crime.

Erro sobre a ilicitude do fato Æ O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do
fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.
• Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato,
quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.
Coação irresistível e obediência hierárquica Æ Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em
estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da
coação ou da ordem.

Exclusão de ilicitude Æ Não há crime quando o agente pratica o fato:


I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.

Excesso punível Æ O agente, em qualquer destas hipóteses, responderá pelo excesso


doloso ou culposo.

Estado de necessidade Æ Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de
perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio,
cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.
• Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 186


CADERNOS DIGITAIS

• Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de
um a dois terços.

Legítima defesa Æ Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

DA IMPUTABILIDADE PENAL

Inimputabilidade Æ É a isenção de pena quando o agente que, por doença mental ou desenvolvimento
mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Redução de pena Æ A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.

Menores de dezoito anos Æ Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando
sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial.

Emoção e paixão Æ Não excluem a imputabilidade penal:


I - a emoção ou a paixão;
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
• É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito
ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
• A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez,
proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da
omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento.

DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO


Efeitos genéricos e específicos Æ São efeitos da condenação:
I- tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime;
II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de 3º de boa-
fé:
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico,
alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito;
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito
auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.
III - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo:
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou
superior a 1 ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou
violação de dever para com a Administração Pública;
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo
superior a 4 (quatro) anos nos demais casos.

• Os efeitos da condenação não são automáticos, devendo ser motivadamente


declarados na sentença.

DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 187


CADERNOS DIGITAIS

Funcionário público Æ Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.

• Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e
quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de
atividade típica da Administração Pública.
• A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem
ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da
administração direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder
público.

+ Peculato Æ APROPRIAR-SE o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel,
público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou DESVIÁ-LO, em
proveito próprio ou alheio:
• Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
• Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor
ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-
se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.

+ Peculato culposo Æ Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:


• Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
• Caso a reparação do dano se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe
é posterior, r eduz à metade a pena imposta.
+ Peculato mediante erro de outrem Æ Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício
do cargo, recebeu por erro de outrem:
• Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
+ Inserção de dados falsos em sistema de informações Æ Inserir ou facilitar a inserção de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da
Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano:
• Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

+ Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações Æ Modificar ou alterar sistema de


informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente:
• Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa.
• As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta
dano para a Administração Pública ou para o administrado.

Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento Æ Extraviar livro oficial ou qualquer


documento, de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente:
• Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, se o fato não constitui crime mais grave.

Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Æ Dar às verbas ou rendas públicas aplicação
diversa da estabelecida em lei:
• Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa.

Concussão Æ EXIGIR, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes
de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida:
• Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.

Excesso de EXAÇÃO Æ Se o funcionário EXIGE tributo ou contribuição social que sabe ou deveria
saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não
autoriza:
• Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.
• Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para
recolher aos cofres públicos:
• Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 188


CADERNOS DIGITAIS

Corrupção passiva Æ SOLICITAR ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que
fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou ACEITAR promessa de tal
vantagem:
• Pena - reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa.
• A pena é aumentada de um terço se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o funcionário
retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
• Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever
funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem:
• Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

Facilitação de contrabando ou descaminho Æ FACILITAR, com infração de dever funcional, a prática de


contrabando ou descaminho;
• Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.

Prevaricação Æ RETARDAR ou DEIXAR DE PRATICAR, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo


contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
• Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.

Condescendência criminosa Æ DEIXAR o funcionário, por INDULGÊNCIA, DÓ, BONDADE, de


responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência,
não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:
• Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa.

Advocacia administrativa Æ PATROCINAR, direta ou indiretamente, interesse privado perante a


administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário:
• Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa.
• Se o interesse é ilegítimo:
• Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, além da multa.

Violência arbitrária Æ Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la:


• Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da pena correspondente à
violência.

Abandono de função Æ ABANDONAR CARGO PÚBLICO, fora casos permitidos em lei:


• Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa.
• Se do fato resulta prejuízo público:
• Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.
• Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
• Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado Æ Entrar no exercício de função pública


antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem autorização, depois de saber
oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso:
• Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa.

Violação de sigilo funcional Æ Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva
permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação:
• Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa, se o fato não constitui
crime mais grave.
• Nas mesmas penas deste artigo incorre quem:
I– permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou
qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de
informações ou banco de dados da Administração Pública;
II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 189


CADERNOS DIGITAIS

• Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem:


• Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

Violação do sigilo de proposta de concorrência Æ Devassar o sigilo de proposta de concorrência


pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo:
• Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.

CRIMES PRATICADOS POR PARTICULARES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO

Usurpação de função pública Æ USURPAR o exercício de função pública:


• Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa.
• Se do fato o agente aufere vantagem:
• Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

Resistência Æ Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente
para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio:
• Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos.

Desobediência Æ Desobedecer a ordem legal de funcionário público:


• Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, e multa.

Desacato Æ DESACATAR funcionário público no exercício da função ou em razão dela:


• Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.

Tráfico de influência Æ SOLICITAR, EXIGIR, COBRAR OU OBTER, para si ou para outrem, vantagem
ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da
função:
• Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
• A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também
destinada ao funcionário.

Corrupção ativa Æ Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a
praticar, omitir ou retardar ato de ofício:
• Pena - reclusão, de 1 (um) ano a 8 (oito) anos, e multa.
• A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda
ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional.

Contrabando ou descaminho Æ Importar ou exportar mercadoria proibida ou iludir, no todo ou em parte, o


pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria:
• Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
• Incorre na mesma pena quem:
a) pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em lei;
b) pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando ou descaminho;
c) vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em
proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial,
mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou
importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no
território nacional ou de importação fraudulenta por parte de outrem;
d) adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade
comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira, desacompanhada de
documentação legal, ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos.
• Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio
irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências.
• A pena aplica-se em dobro, se o crime de contrabando ou descaminho é praticado em transporte
aéreo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 190


CADERNOS DIGITAIS

Impedimento, perturbação ou fraude de concorrência Æ Impedir, perturbar ou fraudar concorrência


pública ou venda em hasta pública, promovida pela administração federal, estadual ou municipal, ou por
entidade paraestatal; afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante, por meio de violência, grave
ameaça, fraude ou oferecimento de vantagem:
• Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa, além da pena
correspondente à violência.
• Incorre na mesma pena quem se abstém de concorrer ou licitar, em razão da vantagem
oferecida.

Inutilização de edital ou de sinal Æ Rasgar ou, de qualquer forma, inutilizar ou conspurcar edital afixado
por ordem de funcionário público; violar ou inutilizar selo ou sinal empregado, por determinação legal ou por
ordem de funcionário público, para identificar ou cerrar qualquer objeto:
• Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Subtração ou inutilização de livro ou documento Æ Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro


oficial, processo ou documento confiado à custódia de funcionário, em razão de ofício, ou de particular em
serviço público:
• Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais grave.

Sonegação de contribuição previdenciária Æ Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e


qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:
I– omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto
pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso
ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços;
II – deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as
quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo
tomador de serviços;
III – omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou
creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias:
• Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
• É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara e confessa as contribuições,
importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida
em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.

3. REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES CIVIS DA UNIÃO

PROVIMENTO DE CARGOS PÚBLICOS

São requisitos básicos para investidura em cargo público:

I- a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V- a idade mínima de 18 (dezoito) anos;
VI - aptidão física e mental.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 191


CADERNOS DIGITAIS

• Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público


para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são
portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no
concurso.

• O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.

• A investidura do cargo público ocorrerá com a posse.

Do Concurso Público

• a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público


de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego,
na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de
livre nomeação e exoneração;

• O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogada uma única vez, por
igual período.

• Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com
prazo de validade não expirado.

• O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo adquirirá


estabilidade no serviço público após 3 anos de efetivo exercício.

• O servidor perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado, de processo


administrativo ou insuficiência de desempenho, no qual lhe sejam assegurados o contraditório e a
ampla defesa.

Da Posse e do Exercício

• A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar: as atribuições, os
deveres, as responsabilidades e os direitos ao cargo ocupado. Estas especificações não poderão
ser alteradas unilateralmente, por qualquer das partes.

• A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de provimento.


• Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicação do ato de provimento, em licença
ou afastamento, o prazo será contado do término do impedimento.
• Conceder-se-á ao servidor licença:
- por motivo de doença em pessoa da família;
- para o serviço militar;
- para capacitação;

• Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados como de
efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
- férias;
- participação em programa de treinamento
- júri e outros serviços obrigatórios por lei;
- licença:
a) à gestante, à adotante e à paternidade;
b) para tratamento da própria saúde, até o limite de 24 meses,
cumulativo ao longo do tempo de serviço público, em cargo de
provimento efetivo;
c) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional;
d) para capacitação;
e) por convocação para o serviço militar;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 192


CADERNOS DIGITAIS

• A posse poderá dar-se mediante procuração específica.

• Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.

• Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto de 30
(trinta) dias.

• É de 15 (quinze) dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício,
contados da data da posse. Caso não cumpra este prazo, o servidor será exonerado do cargo ou
será tornado sem efeito o ato de sua designação.

• Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a
estágio probatório por período de 36 (trinta e seis) meses, durante o qual a sua aptidão e
capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguintes
fatores:
I- assiduidade;
II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V- responsabilidade.

• O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao
cargo anteriormente ocupado

• Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os


afastamentos previstos ABAIXO, bem como afastamento para participar de curso de
formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração Pública
Federal.
I- por motivo de doença em pessoa da família;
II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
III - para o serviço militar;
IV - para atividade política;

Formas de provimento de cargo público Æ


I- nomeação;
II - promoção;
III - readaptação;
IV - reversão;
V- aproveitamento;
VI - reintegração;
VII - recondução.

Nomeação Æ A nomeação far-se-á:


I - em caráter efetivo, quando cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira;
II - em comissão, para cargos de confiança vagos.

• A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia
habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de
classificação e o prazo de validade.

Promoção Æ os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante


promoção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administração
Pública Federal e seus regulamentos.
• A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo posicionamento na
carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 193


CADERNOS DIGITAIS

Readaptação Æ é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis


com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.
• Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.
• A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível
de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o
servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

Reversão Æ é o retorno à atividade de servidor aposentado:


I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da
aposentadoria; ou
II - no interesse da administração, desde que:
a) tenha solicitado a reversão;
b) a aposentadoria tenha sido voluntária;
c) estável quando na atividade;
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos 5 anos anteriores à solicitação;
e) haja cargo vago.
• A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.
• O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da
aposentadoria.
• O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá, em
substituição aos proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que voltar a
exercer, inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à
aposentadoria.
• O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas
regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo.
Aproveitamento Æ O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante
aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente
ocupado.

• O Órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em


disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública
federal.
• o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central
do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – SIPEC, até o seu adequado
aproveitamento em outro órgão ou entidade.
• Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não
entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial.

Reintegração Æ é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo


resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial,
com ressarcimento de todas as vantagens.
• Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, com remuneração
proporcional ao tempo de serviço.
• Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem,
sem direito a indenização ou aproveitamento em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.

Recondução Æ é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de:


I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II - reintegração do anterior ocupante.

• Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro


• O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de
integral dedicação ao serviço, observado o disposto no art. 120, podendo ser convocado
sempre que houver interesse da Administração.

VACÂNCIA DE CARGOS PÚBLICOS

• A vacância do cargo público decorrerá de:


I- exoneração;
II - demissão;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 194


CADERNOS DIGITAIS

III - promoção;
IV - readaptação;
V- aposentadoria;
VI - posse em outro cargo inacumulável;
VII - falecimento.

Exoneração Æ

• a exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.


• A exoneração de ofício dar-se-á:
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo
estabelecido.

• a exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança, dar-se-á:


I - a juízo da autoridade competente;
II - a pedido do próprio servidor.
DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO

Remoção Æ é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou


sem mudança de sede.

I- de ofício, no interesse da Administração;


II - a pedido, a critério da Administração;
III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:

• a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, servidor público ou militar, de


qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração;

• b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que


viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional;

• c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de


interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas
preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.

Redistribuição Æ é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do


quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, observados os seguintes
preceitos:

- interesse da administração;
- equivalência de vencimentos;
- manutenção da essência das atribuições do cargo;
- vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;
- mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional;
- compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou
entidade.

• A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às


necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou
entidade.
• A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central do
SIPEC e os órgãos e entidades da Adm. Pública Federal envolvidos.
• Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada
sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será
colocado em disponibilidade, até seu aproveitamento

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 195


CADERNOS DIGITAIS

• O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento


obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente
ocupado.
• O Órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de
servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da
Administração Pública federal.

DOS DIREITOS E VANTAGENS

DIREITOS

Vencimento Æ é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei.

Remuneração Æ é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes


estabelecidas em lei.

• Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração ou subsídio,


importância superior à soma dos valores percebidos como subsídio mensal, em espécie,
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
• Excluem-se do teto as seguintes vantagens: décimo terceiro salário, adicional de férias, hora-
extra, salário-família, diárias, ajuda de custo e transporte.

• Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração
ou provento.

• Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de


terceiros, a critério da administração e com reposição de custos, na forma definida em
regulamento.

• O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora,


exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.

VANTAGENS

• Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:


I - indenizações;
II - gratificações;
III - adicionais.
• As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para
qualquer efeito.
• As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou
provento, nos casos e condições indicados em lei.

Das Indenizações Æ Constituem indenizações ao servidor: ajuda de custo; diárias e transporte.

• Ajuda de Custo Æ A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do


servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de
domicílio em caráter permanente, vedado o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo,
no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor vier a ter
exercício na mesma sede.
• A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, não podendo exceder a
importância correspondente a 3 (três) meses.
• Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo,
em virtude de mandato eletivo.
• Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado
para cargo em comissão, com mudança de domicílio.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 196


CADERNOS DIGITAIS

• Diárias Æ O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para
outro ponto do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a
indenizar as parcelas de despesas extraordinárias com pousada, alimentação e locomoção urbana;
• A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o
deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio
diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias.

• Indenização de Transporte Æ Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar


despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços
externos, por força das atribuições próprias do cargo.

Das Gratificações e Adicionais Æ Além do vencimento e das vantagens, serão deferidos aos servidores
as seguintes retribuições, gratificações e adicionais:

- retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento;


- gratificação natalina;
- adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;
- adicional pela prestação de serviço extraordinário;
- adicional noturno;
- adicional de férias;
- adicional ou prêmio de produtividade.

• Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e Assessoramento Æ Ao servidor


ocupante de cargo efetivo investido em função de direção, chefia ou assessoramento, cargo de
provimento em comissão ou de natureza especial é devida retribuição pelo seu exercício.

• Gratificação Natalina Æ A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da


remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo
ano.

• Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas Æ Os servidores que


trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias
tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo
efetivo.
• O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá
optar por um deles.

• Adicional por Serviço Extraordinário Æ O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo
de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho.

• Adicional Noturno Æ O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas)
horas de um dia e cinco horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por
cento) computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.

• Adicional de Férias Æ Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião de


férias, um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período de férias.

LICENÇAS

Disposições Gerais Æ Conceder-se-á ao servidor licença:

- por motivo de doença em pessoa da família;


- por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
- para o serviço militar;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 197


CADERNOS DIGITAIS

- para atividade política;


- para capacitação;
- para trato de interesses particulares;
- para desempenho de mandato classista.

• É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença


prevista no inciso I deste artigo.
• A licença concedida dentro de sessenta dias do término de outra da mesma
espécie será considerada como prorrogação.

• Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Æ Poderá ser concedida licença ao
servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou
madrasta e enteado ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento
funcional, mediante comprovação por junta médica oficial.
• A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, até 30 (trinta)
dias, podendo ser prorrogada por até 30 (trinta) dias, mediante parecer de junta médica
oficial e, excedendo estes prazos, sem remuneração, por até 90 (noventa) dias.

• Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge Æ Poderá ser concedida licença ao servidor
para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional,
para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.
• A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração.

• Licença para o Serviço Militar Æ Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida
licença. Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para
reassumir o exercício do cargo.

• Licença para Atividade Política Æ O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o
período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e
à véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
• O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e
que exerça cargo de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele
será afastado, a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a
Justiça Eleitoral, até o 10º (décimo) dia seguinte ao do pleito.
• A partir do registro da candidatura e até o 10º (décimo) dia seguinte ao da eleição, o
servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo
período de 3 (três) meses.

• Licença para Capacitação Æ Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no
interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva
remuneração, por até 3 (três) meses, para participar de curso de capacitação profissional.

• Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Æ A critério da Administração, poderão


ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde que não esteja em estágio
probatório, licenças para o trato de assuntos particulares, pelo prazo de até 3 (três) anos
consecutivos, sem remuneração.

• Licença para o Desempenho de Mandato Classista Æ É assegurado ao servidor o direito à


licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação, federação,

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 198


CADERNOS DIGITAIS

associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou entidade


fiscalizadora da profissão;
• A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada, no caso de
reeleição, e por uma única vez.

AFASTAMENTOS

• Afastamento para Servir a outro Órgão ou Entidade Æ O servidor poderá ser cedido para ter
exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e
dos Municípios, nas seguintes hipóteses:

- para exercício de cargo em comissão ou função de confiança;


- em casos previstos em leis específicas.

• o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido o ônus para o


cedente nos demais casos.
• Na hipótese de o servidor cedido à empresa pública ou sociedade de economia mista,
nos termos das respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo, a
entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou
entidade de origem.
• A cessão far-se-á mediante portaria publicada no Diário Oficial da União.
• Mediante autorização expressa do Presidente da República, o servidor do Poder
Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não
tenha quadro próprio de pessoal, para fim determinado e a prazo certo.

• Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Æ Ao servidor investido em mandato eletivo


aplicam-se as seguintes disposições:
• I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do
cargo;
• II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe
facultado optar pela sua remuneração;
• III - investido no mandato de vereador:

a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu


cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-
lhe facultado optar por sua remuneração.

• No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade


social como se em exercício estivesse.
• O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido
ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o man-
dato.

• Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Æ O servidor não poderá ausentar-se do País
para estudo ou missão oficial, sem autorização do Presidente da República, Presidente dos Órgãos
do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.
• A ausência não excederá quatro anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido
igual período, será permitida nova ausência.
• Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou
licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do
afastamento, ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu
afastamento.
• O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática.
• As hipóteses, condições e formas para a autorização de que trata este artigo, inclusive
no que se refere à remuneração do servidor, serão disciplinadas em regulamento.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 199


CADERNOS DIGITAIS

DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR

Æ O Plano de Seguridade Social do Servidor será custeado com o produto da arrecadação de


contribuições sociais obrigatórias dos servidores ativos dos poderes da União, das autarquias e das
Fundações Públicas.

• O servidor ocupante de cargo em comissão que não seja, simultaneamente, ocupante de


cargo ou emprego efetivo na Administração Pública direta, autárquica e fundacional, não terá
direito aos benefícios do Plano de Seguridade Social, com exceção da assistência à saúde.

Æ Os benefícios do Plano de Seguridade Social do servidor compreendem:

I - quanto ao servidor:
a) aposentadoria;
b) auxílio-maternidade;
c) salário-família para o servidor de baixa renda;
d) licença para tratamento de saúde;
e) licença à gestante, à adotante e licença-paternidade;
f) licença por acidente em serviço;
g) assistência à saúde;
h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias;
II - quanto ao dependente:
a) pensão vitalícia e temporária;
b) auxílio-funeral;
c) auxílio-reclusão para o servidor de baixa renda;
d) assistência à saúde.

• As aposentadorias e pensões serão concedidas e mantidas pelos órgãos ou entidades aos


quais se encontram vinculados os servidores

• São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente


concedidas aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de
transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a
aposentadoria.

BENEFÍCIOS Æ

Da Aposentadoria Æ O servidor será aposentado:


I- por invalidez permanente,
II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade,
III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo
exercício no serviço público e cinco anos de cargo efetivo
a) no caso de aposentadoria voluntária integral - 60 anos de idade e 35 anos
de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 anos, se mulher;
no caso de aposentadoria voluntária por idade – 65 anos de idade, se homem, e 60 anos de idade, se
mulher;

Auxílio-Natalidade Æ é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente ao


menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto.
• Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de 50% (cinqüenta por cento), por
nascituro.
• O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for
servidora.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 200


CADERNOS DIGITAIS

Salário-Família Æ é devido ao servidor de baixa renda, por dependente econômico;

Licença para Tratamento de Saúde Æ Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a
pedido ou de ofício, com base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.
• O servidor que durante o mesmo exercício atingir o limite de trinta dias de licença para
tratamento de saúde, consecutivos ou não, para a concessão de nova licença,
independentemente do prazo de sua duração, será submetido a inspeção por junta médica
oficial.

Licença à Gestante, à Adotante e Licença-Paternidade Æ Será concedida licença à servidora gestante


por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração.
• Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco)
dias consecutivos.
• Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6 (seis) meses, a servidora lactante terá direito,
durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em dois
períodos de meia hora.
• À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, serão
concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada.

Licença por Acidente em Serviço Æ Será licenciado com remuneração integral, o servidor acidentado em
serviço.

Pensão Æ Por morte do servidor, os dependentes fazem jus a uma pensão mensal de valor
correspondente ao da respectiva remuneração ou provento, a partir da data do óbito;
• A pensão vitalícia é composta de cota ou cotas permanentes, que somente se
extinguem ou revertem com a morte de seus beneficiários.
• A pensão temporária é composta de cota ou cotas que podem se extinguir ou reverter
por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário.

• São beneficiários das pensões:

I - vitalícia:
a) o cônjuge;
b) a pessoa desquitada, separada judicialmente ou divorciada, com percepção de
pensão alimentícia;
c) o(a) companheiro(a) que comprove união estável como entidade familiar;
d) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor;
e) a pessoa designada, maior de 60 (sessenta) anos e a pessoa portadora de
deficiência, que vivam sob a dependência econômica do servidor;

II - temporária:
a) os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade ou, se inválidos, enquanto
durar a invalidez;
b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade;
c) o irmão órfão, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que
comprovem dependência econômica do servidor;
d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 (vinte
e um) anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.
• Não faz jus à pensão o beneficiário condenado pela prática de crime doloso de que tenha
resultado a morte do servidor.

Auxílio-Funeral Æ O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado,


em valor equivalente a 1 (um) mês da remuneração ou provento.

Auxílio-Reclusão Æ À família do servidor ativo de baixa renda é devido o auxílio-reclusão, nos seguintes
valores:
I- dois terços da remuneração, quando afastado por motivo de prisão, em flagrante ou
preventiva, determinada pela autoridade competente, enquanto perdurar a prisão;
II - metade da remuneração, durante o afastamento, em virtude de condenação, por sentença
definitiva, à pena que não determina a perda do cargo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 201


CADERNOS DIGITAIS

• Nos casos previstos no inciso I deste artigo, o servidor terá direito à integralização da
remuneração, desde que absolvido.
• O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for
posto em liberdade, ainda que condicional.

DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE

A assistência à saúde do servidor, ativo ou inativo, e de sua família, compreende assistência médica,
hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica, prestada pelo Sistema Único de Saúde – SUS ou
diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor,

4. SERVIÇO PÚBLICO

Conceito Æ Serviço Público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados, sob normas
e controles estatais, para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples
conveniências do Estado.

• A atribuição primordial da Administração Pública é oferecer utilidades aos administrados, não se


justificando sua presença senão para prestar serviços à coletividade.
• Esses serviços podem ser essenciais ou apenas úteis à comunidade, daí a necessária
distinção entre serviços públicos e serviços de utilidade pública; mas, em sentido amplo e
genérico, quando aludimos a serviço público, abrangemos ambas as categorias.

Particularidades do Serviço Público Æ


• são vinculados ao princípio da legalidade;
• a Adm. Pública pode unilateralmente criar obrigações aos exploradores do serviço;
• continuidade do serviço;

Características Æ

Æ Elemento Subjetivo - o serviço público é sempre incumbência do Estado. É permitido ao Estado


delegar determinados serviços públicos, sempre através de lei e sob regime de concessão ou permissão e
por licitação. É o próprio Estado que escolhe os serviços que, em determinado momento, são
considerados serviços públicos. Ex.: Correios; telecomunicações; radiodifusão; energia elétrica; navegação
aérea e infra-estrutura portuária; transporte ferroviário e marítimo entre portos brasileiros e fronteiras
nacionais; transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; portos fluviais e lacustres;
serviços oficiais de estatística, geografia e geologia – IBGE; serviços e instalações nucleares;
• Serviço que compete aos Estados Æ distribuição de gás canalizado;

Æ Elemento Formal – o regime jurídico, a princípio, é de Direito Público. Quando, porém, particulares
prestam serviço em colaboração com o Poder Público o regime jurídico é híbrido, podendo prevalecer o
Direito Público ou o Direito Privado, dependendo do que dispuser a lei. Em ambos os casos, a
responsabilidade é objetiva. (os danos causados pelos seus agentes serão indenizados pelo Estado)

Æ Elemento Material – o serviço público deve corresponder a uma atividade de interesse público.

Princípios do Serviço Público Æ Faltando qualquer desses requisitos em um serviço público ou de


utilidade pública, é dever da Administração intervir para restabelecer seu regular funcionamento ou retomar
sua prestação.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 202


CADERNOS DIGITAIS

• Princípio da Permanência ou continuidade - impõe continuidade no serviço; os serviços não


devem sofrer interrupções;
• Princípio da generalidade - impõe serviço igual para todos; devem ser prestados sem
discriminação dos beneficiários;
• Princípio da eficiência - exige atualização do serviço, com presteza e eficiência;
• Princípio da modicidade - exige tarifas razoáveis; os serviços devem ser remunerados a
preços razoáveis;
• Princípio da cortesia - traduz-se em bom tratamento para com o público.
Classificação dos Serviços Públicos Æ

Serviços Públicos Æ são os que a Administração presta diretamente à comunidade, por reconhecer sua
essencialidade e necessidade para a sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. Por isso mesmo,
tais serviços são considerados privativos do Poder Público, no sentido de que só a Administração deve
prestá-los, sem delegação a terceiros.
Ex.: defesa nacional, de polícia, de preservação da saúde pública.

Serviços de Utilidade Pública Æ Serviços de utilidade pública são os que a Administração, reconhecendo
sua conveniência (não essencialidade, nem necessidade) para os membros da coletividade, presta-os
diretamente ou aquiesce em que sejam prestados por terceiros (concessionários, permissionários ou
autorizatários), nas condições regulamentadas e sob seu controle, mas por conta e risco dos prestadores,
mediante remuneração dos usuários. Ex.: os serviços de transporte coletivo, energia elétrica, gás, telefone.

Serviços próprios do Estado Æ são aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder
Público (Ex.: segurança, polícia, higiene e saúde públicas etc.) e para a execução dos quais a
Administração usa da sua supremacia sobre os administrados. Não podem ser delegados a particulares.
Tais serviços, por sua essencialidade, geralmente são gratuitos ou de baixa remuneração.

Serviços impróprios do Estado Æ são os que não afetam substancialmente as necessidades da


comunidade, mas satisfazem interesses comuns de seus membros, e, por isso, a Administração os presta
remuneradamente, por seus órgãos ou entidades descentralizadas (Ex.: autarquias, empresas públicas,
sociedades de economia mista, fundações governamentais), ou delega sua prestação.

Serviços Gerais ou “uti universi” Æ são aqueles que a Administração presta sem Ter usuários
determinados, para atender à coletividade no seu todo. Ex.: polícia, iluminação pública, calçamento. Daí
por que, normalmente, os serviços uti universi devem ser mantidos por imposto (tributo geral), e não por
taxa ou tarifa, que é remuneração mensurável e proporcional ao uso individual do serviço.

Serviços Individuais ou “uti singuli” Æ são os que têm usuários determinados e utilização particular e
mensurável para cada destinatário. Ex.: o telefone, a água e a energia elétrica domiciliares. São sempre
serviços de utilização individual, facultativa e mensurável, pelo quê devem ser remunerados por taxa
(tributo) ou tarifa (preço público), e não por imposto.

Serviços Industriais Æ são os que produzem renda mediante uma remuneração da utilidade usada ou
consumida. Ex.: ITA, CTA.

Serviços Administrativos Æ são os que a administração executa para atender as suas necessidades
internas. Ex.: Imprensa Oficial.

Competências e TitularidadesÆ
• interesses próprios de cada esfera administrativa
• a natureza e extensão dos serviços
• a capacidade para executá-los vantajosamente para a Administração e para os administrados.

Podem ser:
• Privativos Æ
Æ da União - defesa nacional; a polícia marítima, aérea e de fronteiras; a emissão de moeda; o
serviço postal; os serviços de telecomunicações em geral; de energia elétrica; de navegação aérea,
aeroespacial e de infra-estrutura portuária; os de transporte interestadual e internacional; de
instalação e produção de energia nuclear; e a defesa contra calamidades públicas.
Æ dos Estados – distribuição de gás canalizado;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 203


CADERNOS DIGITAIS

Æ dos Municípios - o transporte coletivo; a obrigação de manter programas de educação pré-


escolar e de ensino fundamental; os serviços de atendimento à saúde da população; o ordenamento
territorial e o controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano; a proteção ao patrimônio
histórico-cultural local.

• Comuns Æ
Æ serviços de saúde pública (SUS); promoção de programas de construção de moradia; proteção
do meio ambiente;

• Usuários Æ
Æ o direito fundamental do usuário é o recebimento do serviço;
Æ os serviços uti singuli podem ser exigidos judicialmente pelo interessado que esteja na área de
sua prestação e atenda as exigências regulamentares para sua obtenção;

Modalidades e Formas de Prestação do Serviço Público Æ

• Serviço Centralizado Æ o Estado é, ao mesmo tempo, titular e prestador do serviço, que


permanece integrado na Administração direta

• Serviço Descentralizado Æ é todo aquele em que o Poder Público transfere sua titularidade
(ou execução), por outorga ou delegação, a autarquias, entidades paraestatais, empresas
privadas ou particulares individualmente. É a transferência da execução do serviço para outra
entidade.

• Outorga - quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere, por lei, determinado
serviço público ou de utilidade pública; só pode ser retirado ou modificado por lei;

• Delegação - quando o Estado transfere ao particular, por contrato (concessão) ou ato


administrativo (permissão ou autorização), a execução do serviço; pode ser revogada,
modificada ou anulada por mero ato administrativo.

OUTORGA DELEGAÇÃO

• O Estado cria a entidade • o particular cria a entidade


• O serviço é transferido por lei • o serviço é transferido por lei, contrato
(concessão) ou por
ato unilateral (permissão)
• Transfere-se a titularidade • transfere-se a execução
• Presunção de definitividade • transitoriedade

• Serviço Desconcentrado Æ é todo aquele que a Administração executa centralizadamente,


mas o distribui entre vários órgãos da mesma entidade, para facilitar sua realização e obtenção
pelos usuários.
• é uma técnica administrativa de simplificação e aceleração do serviço dentro da mesma
entidade,
• diversamente da descentralização, que é uma técnica de especialização, consistente
na retirada do serviço dentro de uma entidade e transferência a outra para que o
execute com mais perfeição e autonomia.

Concessão e Permissão de Serviços Públicos Æ

Æ É incumbência do Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão


ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Æ Existe a necessidade de lei autorizativa

• A lei disporá sobre:

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 204


CADERNOS DIGITAIS

I- o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos,


o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições
de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;
II - os direitos dos usuários;
III - política tarifária;
IV - a obrigação de manter serviço adequado.

Concessão Æ é a delegação contratual da execução do serviço, na forma autorizada e regulamentada pelo


Executivo. O contrato de Concessão é ajuste de Direito Administrativo, bilateral, oneroso, comutativo e
realizado intuito personae

Permissão Æ é tradicionalmente considerada pela doutrina como ato unilateral, discricionário, precário,
intuito personae, podendo ser gratuito ou oneroso. O termo contrato, no que diz respeito à Permissão de
serviço público, tem o sentido de instrumento de delegação, abrangendo, também, os atos administrativos.

• Doutrina Æ Ato Administrativo


• Lei Æ Contrato Administrativo (contrato de Adesão);

Direitos dos Usuários Æ participação do usuário na administração:

I- as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral,


asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação
periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de
governo;
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo,
emprego ou função na administração pública.

Política Tarifária Æ os serviços públicos são remunerados mediante tarifa.

Licitação Æ

• Concessão Æ Exige Licitação modalidade Concorrência


• Permissão Æ Exige Licitação

Contrato de Concessão Æ

Contratar terceiros Æ Atividades acessórias ou complementares

Sub-concessão Æ Mediante autorização


Transferência de concessão e
Só com anuência
Controle societário Æ
Encargos do Poder Concedente Æ regulamentar o serviço; fiscalizar; poder de realizar a
rescisão através de ato unilateral;

Encargos da Concessionária Æ prestar serviço adequado; cumprir as cláusulas


contratuais;

Intervenção nos Serviços Públicos Æ para assegurar a regular execução dos serviços, o
Poder Concedente pode, através de Decreto,
instaurar procedimentos administrativos para intervir
nos serviços prestados pelas concessionárias.

Extinção da Concessão Æ

Advento do Termo Contratual Æ ao término do contrato, o serviço é extinto;

Encampação ou Resgate Æ é a retomada do serviço pelo Poder Concedente durante


o prazo da concessão, por motivos de interesse público,

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 205


CADERNOS DIGITAIS

mediante Lei Autorizativa específica e após prévio


pagamento da indenização.

Caducidade Æ corresponde à rescisão unilateral pela não execução ou


descumprimento de cláusulas contratuais, ou quando por qualquer
motivo o concessionário paralisar os serviços.

Rescisão Æ por iniciativa da concessionária, no caso de descumprimento das normas


contratuais pelo Poder Concedente, mediante ação judicial.

Anulação Æ por ilegalidade na licitação ou no contrato administrativo;

Falência ou Extinção da Concessionária;

Falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual;

Autorização Æ a Administração autoriza o exercício de atividade que, por sua utilidade pública,
está sujeita ao poder de policia do Estado. É realizada por ato administrativo,
discricionário e precário (ato negocial). É a transferência ao particular, de
serviço público de fácil execução, sendo de regra sem remuneração ou
remunerado através de tarifas. Ex.: Despachantes; a manutenção de canteiros e
jardins em troca de placas de publicidade.

Convênios e Consórcios Administrativos Æ

Convênios Administrativos Æ são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie, ou
entre estas e organizações particulares, para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes.

Consórcios Administrativos Æ são acordos firmados entre entidades estatais, autárquicas,


fundacionais ou paraestatais, sempre da mesma espécie, para realização de objetivos de interesse
comum dos partícipes.

Órgãos Reguladores Æ São autarquias em regime especial

• ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica;


• ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações;
• ANP – Agência Nacional do Petróleo

Organizações Sociais (ONG´s) Æ

• São pessoas jurídicas de Direito Privado, sem fins lucrativos, instituídas por iniciativa de
particulares, para desempenhar serviços sociais não exclusivos do Estado, com incentivo e
fiscalização do Poder Público, mediante vínculo jurídico instituído por meio de contrato de
gestão.

5. ATOS ADMINISTRATIVOS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 206


CADERNOS DIGITAIS

Conceito Æ é o ato jurídico praticado pela Administração Pública; é todo o ato lícito, que tenha por fim
imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar ou extinguir direitos;
• só pode ser praticado por agente público competente;

Fato Jurídico: é um acontecimento material involuntário, que produz conseqüências jurídicas.

Ato Jurídico: é uma manifestação de vontade destinada a produzir efeitos jurídicos.

Fato Administrativo: é o acontecimento material da Administração, que produz conseqüências jurídicas.


No entanto, não traduz uma manifestação de vontade voltada para produção dessas conseqüências. Ex.:
A construção de uma obra pública; o ato de ministrar uma aula em escola pública; o ato de realizar uma
cirurgia em hospital público,

REQUISITOS Æ Competência, Finalidade, Forma, Motivo e Objeto


(COFIFOMOB)

• Competência: é o poder, resultante da lei, que dá ao agente administrativo a capacidade de


praticar o ato administrativo; é vinculado;
Æ É o primeiro requisito de validade do ato administrativo. Inicialmente, é necessário verificar
se a Pessoa Jurídica tem atribuição para a prática daquele ato. É preciso saber, em
segundo lugar, se o órgão daquela Pessoa Jurídica que praticou o ato, estava investido de
atribuições para tanto. Finalmente, é preciso verificar se o agente público que praticou o
ato, fê-lo no exercício das atribuições do cargo. O problema da competência, portanto,
resolve-se nesses três aspectos.
• A competência admite DELEGAÇÃO E AVOCAÇÃO. Esses institutos resultam da
hierarquia.
• Finalidade: é o bem jurídico objetivado pelo ato administrativo; é vinculado;
O ato deve alcançar a finalidade expressa ou implicitamente prevista na norma que atribui
competência ao agente para a sua prática. O Administrador não pode fugir da finalidade que a
lei imprimiu ao ato, sob pena de nulidade do ato pelo desvio de finalidade específica. Havendo
qualquer desvio, o ato é nulo por desvio de finalidade, mesmo que haja relevância social.

• Forma: é a maneira regrada (escrita em lei) de como o ato deve ser praticado; é vinculado. É
o revestimento externo do ato. Em princípio, exige-se a forma escrita para a prática do ato.
Excepcionalmente, admitem-se as ordens através de sinais ou de voz, como são feitas no
trânsito. Em alguns casos, a forma é particularizada e exige-se um determinado tipo de forma
escrita.

• Motivo: é a situação de direito que autoriza ou exige a prática do ato administrativo; pode
estar previsto em lei (a autoridade só pode praticar o ato caso ocorra a situação prevista – ato
vinculado – motivação obrigatória), ou não estar previsto em lei (a autoridade tem a liberdade
de escolher o motivo em vista do qual editará o ato – ato discricionário – motivação
facultativa);
A efetiva existência do motivo é sempre um requisito para a validade do ato. Se o Administrador
invoca determinados motivos, a validade do ato fica subordinada à efetiva existência desses
motivos invocados para a sua prática. É a teoria dos Motivos Determinantes.

• Objeto - é o conteúdo do ato; é a própria alteração na ordem jurídica; é aquilo que o ato
dispõe. Pode ser vinculado ou discricionário.
No chamado ato vinculado, o objeto já está predeterminado na lei (Ex.: aposentadoria do
servidor). Nos chamados atos discricionários, há uma margem de liberdade do Administrador
para preencher o conteúdo do ato (Ex.: desapropriação – cabe ao Administrador escolher o
bem, de acordo com os interesses da Administração).

Motivo e Objeto, nos chamados atos discricionários, caracterizam o que se denomina de


MÉRITO ADMINISTRATIVO.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 207


CADERNOS DIGITAIS

MÉRITO ADMINISTRATIVO Æ corresponde à esfera de discricionariedade reservada ao


Administrador e, em princípio, não pode o Poder Judiciário pretender substituir a
discricionariedade do administrador pela discricionaridade do Juiz. Pode, no entanto, examinar
os motivos invocados pelo Administrador para verificar se eles efetivamente existem e se
porventura está caracterizado um desvio de finalidade.

Ato Legal e Perfeito Æ é o ato administrativo completo em seus requisitos e eficaz em produzir seus
efeitos; portanto, é o ato eficaz e exeqüível;

Atributos e qualidades do Ato Administrativo Æ ( P I A )

• Presunção de Legitimidade: todo ato administrativo presume-se legítimo, isto é, verdadeiro e


conforme o direito; é presunção relativa (juris tantum). Ex.: Execução de Dívida Ativa – cabe
ao particular o ônus de provar que não deve ou que o valor está errado.
• Imperatividade: é a qualidade pela qual os atos dispõem de força executória e se impõem aos
particulares, independentemente de sua concordância; Ex.: Secretário de Saúde quando dita
normas de higiene – decorre do exercício do Poder de Polícia – pode impor obrigação para o
administrado. É o denominado poder extroverso da Administração.

• Auto-Executoriedade: é o atributo do ato administrativo pelo qual o Poder Público pode


obrigar o administrado a cumprí-lo, independentemente de ordem judicial;

Classificação dos Atos Administrativos Æ

1. Quanto aos Destinatários:


• gerais Æ destinam-se a sujeitos indeterminados e todos aqueles que se vejam abrangidos
pelos seus preceitos; Exs.: Edital de Concurso Público, Instruções, Regulamentos;
• individuais Æ os que se destinam a pessoas determinadas (ou grupo de pessoas). Ex.:
Decreto de nomeação, outorga de licença, exoneração, demissão.

2. Quanto ao seu Alcance:


• internos Æ os destinatários são os órgãos e agentes da Administração; não se dirigem a
terceiros. Exs.: Portarias, Instruções, Circulares.
• externos Æ alcançam os administrados de modo geral (só entram em vigor depois de
publicados). Exs.: Admissão, licença, etc.

3. Quanto ao seu Objeto:


• Atos de Império Æ aquele que a administração pratica no gozo de suas prerrogativas; em
posição de supremacia perante o administrado; Exs.: Interdição de atividades, desapropriação,
requisição;
• Atos de Gestão Æ são os praticados pela Administração em situação de igualdade com os
particulares, sem usar sua supremacia. Exs.: aquisição ou alienação de bens, certidões, etc.
• Atos de Expediente Æ aqueles praticados por agentes subalternos; atos de rotina interna.
Exs.: protocolo, remessa de documentos;

4. Quanto ao seu Regramento:


• Atos Vinculados Æ quando não há, para o agente, liberdade de escolha, devendo se sujeitar
às determinações da Lei. Exs.: Licença, pedido de aposentadoria por tempo de serviço, etc.
• Atos Discricionários Æ quando há liberdade de escolha (na lei) para o agente, no que diz
respeito ao mérito (conveniência e oportunidade). Ex.: autorização para porte de arma
(precária).

5. Quanto à Formação do Ato:


• Ato Simples Æ produzido por um único órgão; podem ser simples singulares ou simples
colegiais. Ex.: despacho de chefe de seção, decisão de um Conselho de Contribuintes;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 208


CADERNOS DIGITAIS

• Ato Composto Æ produzido por um órgão, mas dependente da ratificação de outro órgão para
se tornar exeqüível. Ex.: dispensa de licitação que dependerá de homologação pela autoridade
superior;
• Ato Complexo Æ resultam da soma de vontade de 2 ou mais órgãos. Não deve ser
confundido com procedimento administrativo (Concorrência Pública). Ex.: escolha em lista
tríplice de nomes, de candidato a ser nomeado para determinado cargo público.

Espécies de Atos Administrativos Æ


• Atos Normativos Æ aqueles que contêm um comando geral do Executivo; visando a correta
aplicação da lei; estabelecem regras gerais e abstratas, pois visam a explicitar a norma legal.
Exs.: Decretos, Regulamentos, Regimentos, Resoluções, Deliberações, etc.

• Atos Ordinatórios Æ visam disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta


funcional de seus agentes. Emanam do poder hierárquico da Administração. Exs.:
Instruções, Circulares, Avisos, Portarias, Ordens de Serviço, Ofícios, Despachos.

• Atos Negociais Æ aqueles que contêm uma declaração de vontade do Poder Público
coincidente com a vontade do particular; visa a concretizar negócios públicos ou atribuir certos
direitos ou vantagens ao particular. Ex.: Licença; Autorização; Permissão; Aprovação;
Apreciação; Visto; Homologação; Dispensa; Renúncia;

• Atos Enunciativos Æ aqueles que se limitam a certificar ou atestar um fato, ou emitir opinião
sobre determinado assunto; não se vincula a seu enunciado. Ex.: Certidões; Atestados;
Pareceres.

• Atos Punitivos Æ atos com que a Administração visa a punir e reprimir as infrações
administrativas ou a conduta irregular dos administrados ou de servidores. É a aplicação do
Poder de Policia e Poder Disciplinar. Ex.: Multa; Interdição de atividades; Destruição de
coisas; Afastamento de cargo ou função.

Extinção dos Atos Administrativos Æ

• Cassação Æ embora legítimo na sua origem e formação, torna-se ilegal na sua execução;
quando o destinatário descumpre condições pré-estabelecidas. Ex.:: alguém obteve uma
permissão para explorar o serviço público, porém descumpriu uma das condições para a
prestação desse serviço. Vem o Poder Público e, como penalidade, procede a cassação da
permissão.

• Revogação Æ é a extinção de um ato administrativo legal e perfeito, por razões de


conveniência e oportunidade, pela Administração, no exercício do poder discricionário. O ato
revogado conserva os efeitos produzidos durante o tempo em que operou. A partir da data da
revogação é que cessa a produção de efeitos do ato até então perfeito e legal. Só pode ser
praticado pela Administração Pública por razões de oportunidade e conveniência. A revogação
não pode atingir os direitos adquiridos
Ex-nunc = (nunca mais) - sem efeito retroativo

• Anulação Æ é a supressão do ato administrativo, com efeito retroativo, por razões de


ilegalidade e ilegitimidade. Pode ser examinado pelo Poder Judiciário (razões de legalidade e
legitimidade) e pela Administração Pública (aspectos legais e no mérito).
Ex-tunc = com efeito retroativo, invalida as conseqüências passadas, presentes e futuras.

• Caducidade Æ É a cessação dos efeitos do ato em razão de uma lei superveniente, com a
qual esse ato é incompatível. A característica é a incompatibilidade do ato com a norma
subseqüente.

ATOS NULOS E ATOS ANULÁVEIS Æ

Atos Inexistentes: são os que contêm um comando criminoso (Ex.: alguém que mandasse torturar um
preso).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 209


CADERNOS DIGITAIS

Atos Nulos: são aqueles que atingem gravemente a lei ( Ex.: prática de um ato por uma pessoa jurídica
incompetente).

Ato Anulável: representa uma violação mais branda à norma (Ex.: um ato que era de competência do
Ministro e foi praticado por Secretário Geral. Houve violação, mas não tão grave porque foi praticado dentro
do mesmo órgão).

CONVALIDAÇÃO Æ É a prática de um ato posterior que vai conter todos os requisitos de validade,
inclusive aquele que não foi observado no ato anterior e determina a sua retroatividade à data de vigência
do ato tido como anulável. Os efeitos passam a contar da data do ato anterior – é editado um novo ato.

CONVERSÃO Æ Aproveita-se, com um outro conteúdo, o ato que inicialmente foi considerado nulo. Ex.:
Nomeação de alguém para cargo público sem aprovação em concurso, mas poderá haver a nomeação para
cargo comissionado. A conversão dá ao ato a conotação que deveria ter tido no momento da sua criação.
Produz efeito ex-tunc.

6. DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

Lei 8.137, de 27/12/1990

Constitui crime funcional contra a ordem tributária, além dos previstos no Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de
dezembro de 1940 - Código Penal (página 09 deste resumo):

I- extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento, de que tenha a


guarda em razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente,
acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social;

II - exigir, solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda


que fora da função ou antes de iniciar seu exercício, mas em razão dela, vantagem
indevida; ou aceitar promessa de tal vantagem, para deixar de lançar ou
cobrar tributo ou contribuição social, ou cobrá-los parcialmente.
• Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.

III - patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração


fazendária, valendo-se da qualidade de funcionário público.
• Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.

7. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

LEI 8.429, de 02/06/1992


Æ Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios, de Território, ou de empresa PÚBLICA, serão punidos na forma desta Lei.
Agente Público Æ todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição,
nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo,
emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.
• As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente
público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob
qualquer forma direta ou indireta.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 210


CADERNOS DIGITAIS

• Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou
de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
• No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens
ou valores acrescidos ao seu patrimônio.
• O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer
ilicitamente está sujeito às cominações desta Lei até o limite do valor da herança.

ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Æ ENRIQUECIMENTO ILÍCITO Æ quando o agente público auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial
indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades
mencionadas acima, e notadamente:

1- receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra
vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem,
gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser
atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;

2- perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou


locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas
acima por preço superior ao valor de mercado, bem como a alienação de bem público por
valor inferior a de mercado,

3- utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de


qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas
acima, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros
contratados por essas entidades;

4- receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a


exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de
usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;

5- receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer


declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro
serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou
bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas acima;
6- adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função
pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do
patrimônio ou à renda do agente público;

7- aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento


para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado
por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;

8- perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba


pública de qualquer natureza;

9- receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir


ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;

10-usar ou incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio: bens, rendas, verbas ou
valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas acima;

• PENA Æ Independentemente das sanções penais, civis e administrativas, previstas na


legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes
cominações:
• perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio;
• ressarcimento integral do dano, quando houver;
• perda da função pública;
• suspensão dos direitos políticos de 8 (oito) a 10 (dez) anos;
• pagamento de multa civil de até 3 (três) vezes o valor do acréscimo patrimonial;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 211


CADERNOS DIGITAIS

• proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos


fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 (dez) anos;

Æ CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO Æ Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao
erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio,
apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas , e
notadamente:

1- facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio


particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores
integrantes do acervo patrimonial das entidades já mencionadas;

2- permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens,
rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades já
mencionadas, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares;

3- doar à pessoa física, jurídica, bem como ao ente despersonalizado, ainda que de
fins educativos ou assistenciais, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio
de qualquer das entidades já mencionadas, sem observância das formalidades
legais e regulamentares;

4- permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do


patrimônio de qualquer das entidades já mencionadas, ou ainda a prestação de
serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;

5- permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por


preço superior ao de mercado;

6- realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares


ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;

7- conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades


legais ou regulamentares;

8- frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente;


9- ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou
regulamento;

10 - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz


respeito à conservação do patrimônio público;

11 - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir
de qualquer forma para a sua aplicação irregular;

12 - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;

13 - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas,


equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição
de qualquer das entidades já mencionadas, bem como o trabalho de servidor
público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades.

• PENA Æ Independentemente das sanções penais, civis e administrativas, previstas na


legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes
cominações:
• ressarcimento integral do dano;
• perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta
circunstância;
• perda da função pública;
• suspensão dos direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 212


CADERNOS DIGITAIS

• pagamento de multa civil de até 2 (duas) vezes o valor do dano;


• proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 5 (cinco) anos;

Æ ATENTAM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Æ qualquer ação ou omissão


que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, e
notadamente:

1- praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele


previsto na regra de competência;
2- retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;

3- revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que
deva permanecer em segredo;

4- negar publicidade aos atos oficiais;

5- frustrar a licitude de concurso público;

6- deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;

7- revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva


divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço
de mercadoria, bem ou serviço.

• PENAS Æ Independentemente das sanções penais, civis e administrativas, previstas na


legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes
cominações:
• ressarcimento integral do dano, se houver;
• perda da função pública;
• suspensão dos direitos políticos de 3 (três) a 5 (cinco) anos;
• pagamento de multa civil de até 100 (cem) vezes o valor da remuneração
percebida pelo agente;
• proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de
pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 3 (três) anos.

DA DECLARAÇÃO DE BENS Æ A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à


apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser
arquivada no Serviço de Pessoal competente.

• A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o
exercício do mandato, cargo, emprego ou função.
• Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras
sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do
prazo determinado, ou que a prestar falsa.

DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO E DO PROCESSO JUDICIAL Æ Qualquer pessoa poderá


representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destina a apurar
a prática de ato de improbidade.

• A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do


representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha
conhecimento.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 213


CADERNOS DIGITAIS

• A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou


Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato
de improbidade.

• Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério


Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do
seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado
dano ao patrimônio público.

• É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput.

• O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará, obrigatoriamente,


como fiscal da lei, sob pena de nulidade.

DAS DISPOSIÇÕES PENAIS Æ Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente
público ou terceiro beneficiário quando o autor da denúncia o sabe inocente.
• Pena - detenção de 6 (seis) a 10 (dez) meses e multa.

• Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos
materiais, morais ou à imagem que houver provocado.
• A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente
público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a
medida se fizer necessária à instrução processual.

DA PRESCRIÇÃO Æ As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nesta Lei podem ser
propostas:

I- até 5 (cinco) anos após o término do exercício de mandato, de cargo em


comissão ou de função de confiança;

II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares


puníveis com demissão à bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo
efetivo ou emprego.

8. CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 214


CADERNOS DIGITAIS

Decreto nº 1.171, de 22/06/1994

Das Regras e Princípios Morais Æ

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados
maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele;

II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá
que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno
e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser
acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum.

IV - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de
cada servidor público.

V - A publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua
omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar, salvo os casos de
segurança nacional e outros em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei,

VI - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos
interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública.

VII - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço
pela disciplina.

VIII - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça
suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do
serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave
dano moral aos usuários dos serviços públicos.

IX - 0 servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando atentamente
por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente

X - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do serviço
público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.

XI- 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e cada
concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande
oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação.

Dos Principais Deveres do Servidor Público Æ

XII - São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular;

b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento;

c) ser probo, reto, leal e justo, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor
e a mais vantajosa para o bem comum;

d) jamais retardar qualquer prestação de contas;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 215


CADERNOS DIGITAIS

e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, aperfeiçoando o processo de comunicação e


contato com o público;

f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na
adequada prestação dos serviços públicos;

g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, sem qualquer espécie de preconceito ou
distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social,
abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;

h) ter respeito à hierarquia;

i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes, interessados e outros


que visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações
morais, ilegais ou aéticas e denunciá-las;

j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida e da


segurança coletiva;

l) ser assíduo e freqüente ao serviço;

m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse
público, exigindo as providências cabíveis;

n) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao


órgão onde exerce suas funções;

o) cumprir as tarefas de seu cargo ou função com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo
sempre em boa ordem.

p) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;

q) exercer as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo


contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados
administrativos;

r) abster-se de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse
público;

Das Vedações ao Servidor Público Æ

XIII - E vedado ao servidor público;

a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter
qualquer favorecimento, para si ou para outrem;

b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles


dependam;

c) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer
pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

d) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem


pessoal interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas
hierarquicamente superiores ou inferiores;

g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação,
prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer
pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 216


CADERNOS DIGITAIS

h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências;

i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos;

j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;

l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou
bem pertencente ao patrimônio público;

m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;

o) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho


duvidoso.

Das Comissões de Ética

Î Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e


fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder
público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, que será encarregada de orientar e
aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o
patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de
procedimento susceptível de censura.

Composição: 3 servidores públicos e respectivos suplentes.

Competências:

I. poderá instaurar, de ofício, PROCESSO SOBRE ATO, FATO ou CONDUTA que


considerar passível de infringência a princípio ou norma ético-profissional;

II. ser depositária de consultas, denúncias ou representações formuladas contra o servidor


público, a repartição ou o setor em que haja ocorrido a falta,;

III. ANALISAR e DELIBERAR as consultas, denúncias ou representações para atender ou


resguardar o exercício do cargo ou função pública, desde que formuladas por autoridade,
servidor, jurisdicionados administrativos, qualquer cidadão que se identifique ou
quaisquer entidades associativas regularmente constituídas.

Funções: à Comissão de Ética INCUMBE FORNECER, aos organismos encarregados da


execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta
Ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais
procedimentos próprios da carreira do servidor público.

Procedimentos: Os procedimentos a serem adotados pela Comissão de Ética, para a


apuração de fato ou ato que, em princípio, se apresente contrário à
ética, em conformidade com este Código, TERÃO O RITO SUMÁRIO,
ouvidos apenas o queixoso e o servidor, ou apenas este, se a apuração
decorrer de conhecimento de ofício, cabendo sempre recurso ao
respectivo Ministro de Estado.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 217


CADERNOS DIGITAIS

• Dada a eventual gravidade da conduta do servidor ou sua


reincidência, poderá a Comissão de Ética encaminhar a sua decisão
e respectivo expediente para a Comissão Permanente de Processo
Disciplinar do respectivo órgão, se houver, e, cumulativamente, se for
o caso, à entidade em que, por exercício profissional, o servidor
público esteja inscrito, para as providências disciplinares cabíveis.

• O retardamento dos procedimentos aqui prescritos implicará


comprometimento ético da própria Comissão, cabendo à Comissão de
Ética do órgão hierarquicamente superior o seu conhecimento e
providências.

Penalidades: A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a PENA DE


CENSURA e sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado
por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.

Î A Comissão de Ética NÃO PODERÁ SE EXIMIR de fundamentar o julgamento da falta de ética


do servidor público ou do prestador de serviços contratado, alegando a falta de previsão neste
Código, cabendo-lhe recorrer à analogia, aos costumes e aos princípios éticos e morais
conhecidos em outras profissões;

9. RESPONSABILIDADE P/ ACESSO IMOTIVADO AOS SISTEMAS INFORMATIZADOS

Portaria SRF 782, de 20/06/1997

Æ Os dados, informações e sistemas informatizados da SRF devem ser protegidos contra ações
intencionais ou acidentais que impliquem perda, destruição, inserção, cópia, acesso e
alteração indevidos, em conformidade com os princípios da confidencialidade, integridade e
disponibilidade. Devem, portanto, ser adotadas medidas de segurança proporcionais aos riscos
existentes e à magnitude dos danos potenciais.

Æ Acesso Imotivado - é o acesso realizado aos sistemas informatizados da SRF realizado para fins
estranhos às tarefas do servidor.

Definições Æ

I - Usuário: pessoa física cadastrada no Sistema de Entrada e Habilitação - SENHA e


habilitada nos sistemas para acesso a informações;

II - Cadastrador: servidor público para este fim designado que utiliza o SENHA para
cadastrar e habilitar usuários;

III - Depositário: pessoa física, órgão público, entidade pública ou empresa responsável pelo
processamento e armazenamento de dados e informações, bem como
administração dos controles especificados pelo gestor de cada sistema;

IV - Gestor de Sistema: servidor da SRF responsável pela definição e manutenção do respectivo


sistema;

V - Cadastramento: procedimento de inclusão de sistema ou usuário no SENHA;

VI - Habilitação: procedimento que permite ao usuário cadastrado acessar sistemas;

VII - Ambiente de
desenvolvimento: conjunto de recursos utilizados para construir, testar e manter sistemas;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 218


CADERNOS DIGITAIS

VIII - Ambiente de
homologação: conjunto de recursos utilizados para verificar se o sistema funciona
conforme a especificação;

IX - Ambiente de
treinamento: conjunto de recursos utilizados para capacitar usuários nas funcionalidades
dos sistemas;

X - Ambiente de
produção: conjunto de recursos onde são executados os sistemas com dados reais e
operações válidas no âmbito administrativo;

XI - Perfil: subconjunto de transações de um sistema, que define a abrangência de


atuação de um cadastrador ou usuário;

XII - Transação: um programa executável do sistema;


XIII - Parâmetro de
normalidade: variável que representa o padrão definido de operação de um sistema;

XIV - Acesso lógico: operação de atualização e consulta de dados e informações em um sistema;

XV - Confidencialidade: princípio de segurança que estabelece restrições ao acesso e à utilização


da informação;

XVI - Integridade: princípio de segurança que trata da confiabilidade da informação;

XVII - Disponibilidade: princípio de segurança que trata da entrega tempestiva da informação a


usuários e processos autorizados;

Æ O cadastramento inicial vinculará o CPF do usuário a uma senha secreta, pessoal e intransferível e
se consubstanciará com a assinatura do Termo de Responsabilidade.

DAS RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS E FUNCIONAIS

Æ É responsabilidade de todos os servidores cuidar da integridade, confidencialidade e


disponibilidade dos dados, informações e sistemas da SRF, devendo comunicar por escrito à
chefia imediata quaisquer irregularidades, desvios ou falhas identificadas.

Æ É proibida a exploração de falhas ou vulnerabilidades porventura existentes nos sistemas.

Æ O acesso à informação não garante direito sobre a mesma nem confere autoridade para liberar
acesso a outras pessoas.

Infração Funcional Æ o descumprimento das disposições desta Portaria caracterizarão


infração funcional, a ser apurada em processo administrativo
disciplinar, sem prejuízo da responsabilidade penal e civil.

Æ Falta de Zelo ou Dedicação Æ o acesso imotivado do servidor aos sistemas informatizados da


SRF e não proceder com o devido cuidado na guarda e utilização da senha ou emprestá-la a
outro servidor, ainda que habilitado;

Æ Quebra de Sigilo funcional Æ a divulgação de dados obtidos dos sistemas informatizados para
servidores da SRF que não estejam envolvidos nos trabalhos objeto das consultas.

Æ Revelação de Segredo Æ Ressalvadas as hipóteses de requisições legalmente autorizadas,


constitui infração funcional de revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo, e
crime contra a administração pública, a divulgação, a quem não seja servidor da SRF, de
informações dos sistemas informatizados protegidas pelo sigilo fiscal, sujeitando o infrator à
PENALIDADE DE DEMISSÃO.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 219


CADERNOS DIGITAIS

CADERNOS DIGITAIS
SÉRIE CONCURSO

FASCÍCULO

DIREITO
CONSTITUCIONAL

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 220


CADERNOS DIGITAIS

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 221


CADERNOS DIGITAIS

DIREITO CONSTITUCIONAL

TEORIA GERAL

CONCEITO E OBJETO DO DIREITO CONSTITUCIONAL

Ramo do Direito Público constituído pelas regras jurídicas relativas à forma do Estado, à
forma do Governo, ao modo de aquisição e exercício do poder e ao estabelecimento de
seus órgãos e aos limites de sua atuação, direitos fundamentais do homem e respectivas
garantias e regras básicas de ordem econômica e social (junção dos conceitos de José Afonso
da Silva e Manoel Gonçalves Ferreira Filho).

Simplificando: ramo do direito público que tem por objeto de estudo a Constituição.

CONCEITO DE ESTADO

Costuma-se defini-lo como uma sociedade politicamente organizada. Em verdade, o conceito


de Estado fica melhor compreendido a partir do conhecimento dos elementos que o compõe. Es-
tado é um ente social constituído de um povo organizado sobre um território sob o comando de
um poder soberano, para fins de defesa, ordem bem-estar.

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO ESTADO

Os autores divergem ao elencarem quais os elementos que compõem o Estado. Entretanto, “a


maioria dos autores opta por três elementos povo e território são quase unânimes, existindo algu-
ma variação sobre o terceiro: são citados soberania, governo, poder soberano, poder estatal. Não
parece significativa a divergência, já que todos os conceitos se referem a uma mesma realidade
(Alexandre Mariotti).

• Povo: é o conjunto de pessoas unido ao Estado pelo vínculo jurídico da nacionalidade. São,
no caso do Brasil, os brasileiros natos + os naturalizados (art. 12, CF/88).

• Território compreende: o espaço terrestre; o espaço aéreo(coluna de ar existente sobre ele);


o mar territorial (doze milhas marítimas a partir do litoral continental). Para Hans Kelsen, jusfi-
lósofo austríaco: território corresponde ao âmbito de validez da ordem jurídica. Melhor di-
zendo, no caso do Brasil, onde a lei brasileira for aplicada.

• Soberania: poder supremo consistente na capacidade de autodeterminação e de conduzir-se


segundo a vontade livre de seu povo.

FORMAS DE ESTADO

• Simples: Estado Unitário


• Compostos: Estado Federal e Confederação

A classificação se dá “em função do grau de centralização e descentralização do poder polí-


tico.

O Estado Unitário não apresenta descentralização do poder político, que se concentra em


uma única pessoa jurídica nacional. Por conseqüência, possui somente uma única ordem jurí-
dica central, que se aplica em todo o território nacional. Possui um centro de poder que se es-
tende por todo o território e sobre toda a população e controla todas as coletividades regio-
nais e locais.(José Afonso da Silva). São exemplos, entre outros: França, Inglaterra, Chile, Uru-
guai e Paraguai.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 222


CADERNOS DIGITAIS

No Estado Federal (também conhecido por Federação) ocorre a descentralização do poder


político decorrente de uma Constituição representado pela União, e pelos Estados-membros,
coordenada por um processo de repartição de competências determinado pela Constituição
da República. Trata-se de sofisticada repartição de competências entre o Poder Central, denomi-
nado “União”, os Estados-membros e, no caso da Federação Brasileira, os Municípios e o
Distrito Federal.

A Confederação é formada por diversos Estados Soberanos, decorrente de um tratado inter-


nacional. Na Confederação os Estados mantêm sua soberania.

No Estado Federal há que se distinguir soberania e autonomia e seus respectivos titulares. O Es-
tado Federal é o todo, dotado de personalidade jurídica de Direito Público Internacional, é o
único titular da soberania como pessoa reconhecida pelo Direito Internacional. A União é a
entidade federal formada pela reunião das partes componentes, constituindo pessoa jurídica
de Direito Público interno. Os Estados-membros são entidades federativas componentes, do-
tadas de autonomia e também de personalidade de Direito Público interno. (José Afonso da
Silva). Os Municípios e o Distrito Federal, também possuem autonomia e são também pessoas
jurídicas de Direito Público interno.

O Brasil, após a proclamação da Independência (1822), adotou como forma de governo a mo-
narquia e, enquanto forma de Estado, o Estado Unitário. O império do Brasil não possuía, des-
centralização política, apenas descentralização administrativa: seu território foi dividido em provín-
cias, cuja estrutura foi consolidada na Constituição de 1824 (Alexandre Mariotti). A realidade
histórica da República e do Federalismo tem por origem a derrubada da monarquia, em 15 de
novembro de 1889. Adotou-se então como forma de governo a República e como forma de Esta-
do o Estado Federal. Toda esta mudança de estrutura foi definitivamente consolidada com a
Constituição de 1891.

‰ FORMAS DE GOVERNO

• República: eletividade / temporariedade (Brasil, Estados Unidos, Portugal)


• Monarquia: hereditariedade / vitaliciedade (Inglaterra, Espanha e Japão)

‰ SISTEMAS DE GOVERNO

‰ PRESIDENCIALISMO

1. Chefia singular do Poder Executivo: o Presidente é ao mesmo tempo chefe de Estado e


chefe de Governo.

2. Permanência do Presidente independe da confiança do Poder Legislativo.

No presidencialismo o Presidente da República exercerá o cargo por período fixo, não necessita
da maioria parlamentar para manter-se no cargo. O Poder Legislativo só poderá afastar um Presi-
dente da República no caso do cometimento de crime de responsabilidade ou de crime comum.
Para quem tiver interessado nas regras constitucionais para se afastar o Presidente poderá en-
contrá-las nos artigos 85 e 86; 51, I, e 52, I, parágrafo único. O Brasil é fortemente Presidencia-
lista desde a proclamação da República em 1889, sem qualquer experiência parlamentarista
que possamos reputar de significativa.

‰ PARLAMENTARISMO: São duas características principais

1. Chefia dual do Poder Executivo: há um chefe de Estado e há um chefe de Governo

2. Permanência do chefe de governo depende da confiança do Poder Legislativo.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 223


CADERNOS DIGITAIS

A esta segunda característica a doutrina denomina de responsabilidade política.


No parlamentarismo a chefia de governo é exercida pelo primeiro Ministro. A chefia de Estado é
exercida pelo Presidente da República (se se tratar de uma República Parlamentarista ou pelo Rei
ou Imperador se for o caso de uma Monarquia Parlamentarista)

O Brasil já teve duas experiências parlamentaristas na sua história constitucional. O parla-


mentarismo foi adotado durante o império, chegou ao fim com a Constituição de 1891, que ado-
tou o presidencialismo. Mais recentemente o parlamentarismo ressurgiu por um curto período e
durou apenas 1 ano e 4 meses (de 02/09/1961 a 23/01/1963) como solução encontrada para a
crise política surgida com a renúncia do Presidente Jânio Quadros.

‰ OS DOIS PRIMEIROS ARTIGOS DA NOSSA CONSTITUIÇÃO:

Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municí-
pios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamen-
tos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes
eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Breves comentários:
• República Federativa do Brasil (é o nome do Estado). República (é a forma de gover-
no). Federativa (é a forma de Estado). Brasil (é o nome do nosso país).
• união indissolúvel – impede a secessão (separação).
• Estado Democrático de Direito – Estado de Direito (é aquele onde governantes e go-
vernados tem condutas conforme as leis). Estado Democrático (é aquele onde todo po-
der emana do povo – que é a base de um Estado democrático.
• que o exerce por meio de representantes eleitos (característica da democracia repre-
sentativa) ou diretamente (característica de uma democracia direta). Nos termos desta
Constituição (documento escrito que é a fonte de todo o poder do Estado).
• a Soberania – fundamento. É um dos elementos constitutivos do Estado, significa que o
poder político é supremo dentro dos limites territoriais do Estado brasileiro e independente
em relação aos demais Estados.
• a Cidadania – fundamento. É a forma pela qual parcela do povo titulariza a capacidade
eleitoral. Povo são os brasileiros natos e naturalizados. População somatório dos brasilei-
ros natos, naturalizados, estrangeiros e apátridas.
• a Dignidade da pessoa humana – fundamento. Valorização ao extremo da pessoa hu-
mana. Na Constituição iremos estudar diversos direitos que se originam deste fundamento.
• os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa – fundamento. Realça o a estrutura
da ordem social e econômica que se assenta na valorização do trabalho e na livre inicia-
tiva realçando uma característica do capitalismo.
• Pluralismo político – fundamento. Expressão da democracia, significa a tolerância e o
respeito a liberdade de expressão.

Art. 2º - São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e
o Judiciário.

Traz o princípio fundamental da separação e independência dos poderes. A separação dos


Poderes ganhou dimensão definitiva na Europa a partir das idéias de Montesquieu, deixando para
trás o Absolutismo até então vigente.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 224


CADERNOS DIGITAIS

DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

No caput se encontra o Princípio da Igualdade formal ou princípio da isonomia. O que se veda


(proíbe) são diferenças arbitrárias, discriminações absurdas, pois, tratamento desigual em ca-
sos desiguais, na medida em que desigualam (igualdade material), é exigência tradicional do
próprio conceito de justiça. Assim, só se tem por violado este princípio quando o elemento dis-
criminador não se encontra a serviço de uma finalidade acolhida pelo direito.

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Consti-
tuição;

Traduz a igualdade entre os sexos permitindo apenas às diferenças que a própria constituição
trouxer (de que é exemplo a licença: paternidade de 5 dias para o homem; maternidade de 120
dias para a mulher).

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude
de lei;

O inciso traz a tona o princípio da legalidade, um dos alicerces do Estado de Direito. Decreto,
portaria não se prestam a determinar obrigações de fazer ou deixar de fazer.

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

A dignidade da pessoa humana se constitui em um fundamento da República federativa do Brasil,


pois bem, este inciso é corolário daquele fundamento.

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

A liberdade de pensamento decorre do direito à liberdade, constante no caput deste artigo, e é


própria dos Estados Democráticos de Direito.

A proibição ao anonimato é necessária para, sabendo-se quem seja o autor, o eventual prejudicado
defender-se e peticionar eventual indenização pelo abuso do direito de manifestação do pensamento.

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização


por dano material, moral ou à imagem;

Este inciso assegura ao ofendido o direito de resposta. A proporcionalidade deve ser observada
mediante a utilização do mesmo meio da ofensa (exemplo: se a ofensa foi por jornal o direito de
resposta será por jornal); a indenização, através de ação judicial própria, Dano material (abrange
os danos emergentes e os lucros cessantes). Dano moral (diz respeito à intimidade, é desneces-
sário saber-se se a terceira pessoa tomou conhecimento). Dano à imagem (atinge a pessoa em
suas relações externas, ou seja, a maneira como ela é vista por outras pessoas).

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre


exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e a suas liturgias;

Trata-se de coisas distintas. Uma diz respeito a liberdade de consciência e de crença. Outra trata
do respeito ao exercício do culto religioso. A terceira garante proteção aos locais onde são reali-
zados os cultos.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 225


CADERNOS DIGITAIS

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas enti-
dades civis e militares de internação coletiva;

Entidades de internação coletiva são hospitais, asilos, presídios, quartéis etc. Tendo em vista que
os internos não podem ir até os locais onde está a sua religião, o Poder público está obrigado a
permitir que isso aconteça nos locais em que se encontram internados.

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convic-
ção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a to-
dos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

A norma é notadamente de eficácia contida. A lei dirá qual a prestação alternativa que terá que
ser cumprida por aquele que, se eximir, por motivo de crença religiosa (ex: um budista) ou de
convicção filosófica (um pacifista) ou política (um marxista), da obrigação legal a todos imposta
(ex: serviço militar). Só será privado de direitos caso se recuse a cumprir a prestação alternativa.

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunica-


ção, independentemente de censura ou licença;

Complementa este inciso artigo 220 da Constituição. No §2º dispõe que “é vedada toda e qual-
quer censura de natureza política, ideológica e artística”. No § 3º, inciso I, afirma: "compete a
lei federal regular as diversões públicas e de programas de rádio e de televisão, informar
sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em
que sua apresentação se mostre inadequada", No §3º, inciso II, c/c art. 221, IV, "compete a lei
federal estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de
se defenderem de programas de rádio e televisão que desrespeite os valores éticos e soci-
ais".

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,


assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação;

O direito a privacidade decorre do direito à liberdade, de que trata o caput. São válidos os comen-
tários feitos quando discutimos o inciso V.

XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem con-
sentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;

De todos os incisos que comentamos, este é sem dúvida o mais solicitado pelos concursos. Te-
mos que deixar claro: 1 – em caso de flagrante delito, desastre, ou para prestar socorro, pode-se
entrar sem consentimento do morador a qualquer hora do dia ou da noite; 2 – afora três hipóteses,
só durante o dia com autorização judicial (cuidado: com as cascas de banana do tipo “autorização
policial” autorização do promotor”). Sabendo disto você não errará a questão.

Quanto a questão do dia, o art. 172 do CPC dispõe que: “os atos processuais realizar-se-ão das
6 às 20 horas”.

Flagrante delito: o art. 302 do CPP: “ considera-se em flagrante delito quem: está cometendo a
infração penal; acaba de cometê-la; é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou
por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser ele autor da infração; é encontrado, logo
depois com instrumentos, que façam presumir ser ele autor da infração”.

XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de


dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial,

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 226


CADERNOS DIGITAIS

nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal;

Inciso reiteradamente solicitado nos concursos, ao qual você deverá dar a máxima atenção.

É inviolável o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comu-


nicações telefônicas, salvo, no último caso, por (1) ordem judicial, nas (2) hipóteses e na forma que
a lei estabelecer para (3) fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

No tocante ás comunicações telefônicas existem exceção desde que satisfeitas, ao mesmo tem-
po, as seguintes condições: a) ordem judicial; b) lei que estabeleça as hipóteses e; c) seja para
fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Não esqueçam: trata-se de norma
constitucional de eficácia limitada, assim, só poderá o juiz ordenar nas hipóteses da lei, e en-
quanto esta não for editada, não poderá o juiz expedir tal ordem.

A lei 9.296/96, de 24.7.1996, regulamentou este inciso e no art. 2º, afirmou que não será admitida
a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer destas hipóteses:
• Não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal;
• A prova puder ser obtida por outros meios disponíveis;
• Fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção.

XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as quali-


ficações profissionais que a lei estabelecer;

Trata-se de norma constitucional de eficácia contida. Enquanto não for promulgada a lei é livre o
exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão. Exemplo qualquer um de nós pode exercer a
profissão de pedreiro; o mesmo não acontece com as profissões de engenheiro, médico ou advo-
gado, pois, nestas, só poderemos exercê-las se atendermos as qualificações e os requisitos, es-
tabelecidos nas leis respectivas.

XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte,


quando necessário ao exercício profissional;

Qualquer pessoa tem o direito constitucional de ser informado sobre aquilo que não estiver prote-
gido por sigilo oficial. Por outro lado determinadas informações que poderão comprometer quem
as forneça, para que cheguem a público o Constituinte assegurou ao profissional de imprensa o
direito de manter o sigilo a respeito de quem as forneceu.

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer


pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

Este inciso não tem provocado controvérsias nos concursos. Quando consta, requer apenas o uso
da memória do candidato. Para William Douglas “ implicitamente a reserva legal (passaporte,
pagamento de taxas, etc). se refere aos estrangeiros que queiram entrar ou sair do país em tem-
po de paz e aos brasileiros e estrangeiros que pretendam circular entrar ou sair do território na-
cional em tempo de paz ....qualquer cerceamento da liberdade de locomoção com ilegalidade ou
abuso de poder será coibido pela impetração de habeas corpus ”.

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao públi-
co, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião ante-
riormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à au-
toridade competente;

Este inciso, apesar de bastante solicitado nos concursos, não tem originado interpretações mais
aguçadas.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 227


CADERNOS DIGITAIS

Esse prévio aviso tem duas finalidades: a primeira, assegurar aos comunicantes um direito de
preferência sobre outras reuniões anteriormente marcadas para o mesmo local, dia e hora; a se-
gunda é dar à autoridade condições de providenciar segurança e policiamento, se entender ne-
cessário. Esse prévio aviso não é requerimento ou pedido; é uma mera comunicação. Se a
reunião preencher as condições do inciso, não poderá a autoridade impedir a sua realização em
local próprio. O dispositivo não protege reuniões realizadas em locais que transtornem a locomo-
ção ou liberdade daqueles que não queiram dela participar. É o direito reflexo: o direito de não se
reunir. Por reuniões entendam-se, entre outras, passeatas de protestos, comícios, procissões.

XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter para-
militar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de
autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas ati-
vidades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito
em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimi-
dade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;

Associações são pessoas jurídicas de direito privado, têm existência distinta da dos seus mem-
bros (art. 16, I, c/c art. 20, Código Civil). A Constituição afirma ser livre (sem interferência do Po-
der Público) a criação e o funcionamento das associações; determina que os fins hão que ser
lícitos; não permite que as pessoas sejam forçadas a associarem-se ou a permanecerem associa-
das; proíbe as de caráter paramilitar (que imita a estrutura militar sem dela fazer parte); só po-
derão ter suas atividades suspensas por decisão judicial e exige trânsito em julgado da sen-
tença (aquela da qual já não caiba recurso) , para dissolvê-las compulsoriamente.

Quanto à legitimidade ativa para representar seus filiados, segundo a interpretação de William
Douglas, exige-se autorização expressa do associado, específica para cada ação judicial ou pro-
cedimento extrajudicial. Daí decorre se tratar de representação processual e não de substituição
processual. Diferentemente dos sindicatos, pois estes, em ações coletivas, exercem substituição
processual.

No tocante às cooperativas a sua criação será regulada por lei, no entanto, também é indevida
a interferência estatal em seu funcionamento.

XXII - é garantido o direito de propriedade;


XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;

Estes incisos, e os demais que tratam do direito de propriedade, são muitíssimos solicitados
em concursos. Em face disto dedique toda a sua atenção.

A Constituição ao assegurar o direito de propriedade, adota o sistema econômico capitalista. A


propriedade, entretanto, terá que atender a função social. E quando se considera que a propri-
edade cumpre a função social? Bem, para você saber basta ler o § 2º, do art. 182, para co-
nhecer a função social da propriedade urbana; e ler o art. 186, I a IV, para conhecer a função
social da propriedade rural.

XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou


utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;

É muito importante que você distinga uma coisa. A Desapropriação por necessidade ou utilidade
pública, ou por interesse social requer indenização justa, prévia e em dinheiro.

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 228


CADERNOS DIGITAIS

A parte final do inciso ressalva os casos previstos na Constituição. E que casos são esses? Tra-
tam-se dos casos de indenização para fins da reforma urbana e para fins de reforma agrária.
Estes requerem indenização justa e prévia. Se você estiver sentindo falta do dinheiro, poderá
até se encontrar “liso”, mas estará sendo muito esperto. Pois então como será o pagamento da
indenização? Leia o inciso III, do §4º, do art. 182 e o caput, do art. 184, respectivamente, e logo
saberá que:

• desapropriação de solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, realizada


pelos municípios, mediante pagamento em títulos da dívida pública.
• desapropriação para fins de reforma agrária, realizada pela União, mediante pagamen-
to em títulos da dívida agrária.

Além das formas acima existe ainda, no art. 243 da CF/88, a expropriação (desapropriação) de
terras onde forem encontradas culturas ilegais de plantas psicotrópicas (maconha, cocaína,
etc) sem qualquer indenização e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei,

XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de


propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver
dano;

Este inciso, quando solicitado nos concursos, sempre vem acompanhado de algumas “pegadi-
nhas”. Quer um exemplo? Vejamos: a indenização terá que ser “prévia”; ou haverá direito do
proprietário à indenização “independente” da existência de dano. Basta estar atento e você acerta-
rá a questão e ficará muito satisfeito por não ter sido “enganado”.

XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pe-
la família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de
sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvol-
vimento;

Este inciso, ao contrário do anterior, não requer maiores exigências de esperteza. Trata-se de
exceção a regra geral da penhorabilidade dos bens dados em garantia de financiamentos.

XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou repro-


dução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

Este inciso também não provoca controvérsias. Dedique especial atenção ao fato do direito auto-
ral perdurar por toda a vida do autor e ainda ser transmissível aos seus herdeiros. A lei nº 9.610,
de 19.2.1998, que consolida a legislação sobre direitos autorais, no art. 41, dispõe que: “os direi-
tos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1º de janeiro do ano sub-
seqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil”. Para a lei “autor
é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica”. Estes detalhes não têm sido
solicitados nos concursos.

XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:


a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da
imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem
ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas represen-
tações sindicais e associativas;

Obras coletivas: peça de teatro, filme, novela.

XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário pa-
ra sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 229


CADERNOS DIGITAIS

marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o in-
teresse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;

Um dos raros exemplos, neste artigo, de norma constitucional de eficácia limitada. A lei a que se
refere o inciso já foi produzida, trata-se da lei de propriedade industrial nº 9.279, de 14.5.1996.

XXX - é garantido o direito de herança;


XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei
brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus;

Estes dois incisos tratam do direito de herança. O último inciso trata de norma de direito internacional.

XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

Inciso que não gera maiores controvérsias quanto ao conteúdo. A defesa do consumidor é princí-
pio da atividade econômica, CF/88, art. 170, V, encontra-se na lei nº 8.078/90.

XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu inte-
resse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da
lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindí-
vel à segurança da sociedade e do Estado;

Trata-se de norma de eficácia limitada. Na hipótese de negativa de informações relativas a pes-


soa do impetrante dará ensejo ao habeas data (dê uma olhada no inciso LXXII, “a”, deste
mesmo artigo). Este inciso respalda pedido de candidato para saber motivo de sua reprovação em
exame psicotécnico. Válidos, os comentários proferidos por ocasião do inciso XIV.

XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:


a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra ile-
galidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e
esclarecimento de situações de interesse pessoal;

Em geral as questões abordam a gratuidade do direito de petição e da obtenção de certidões, sem


gerar maiores controvérsias. Apelo à memorização.

XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;

Trata-se do importantíssimo princípio da inafastabilidade da tutela (proteção) jurisdicional.

XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa jul-
gada;

Importantíssimo inciso trata do princípio da irretroatividade da lei em prejuízo do direito adquiri-


do, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada.

DIREITO ADQUIRIDO – "consideram-se adquiridos os direitos que o seu titular, ou alguém por
ele, possa exercer, bem como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo ou condição
preestabelecida inalterável, a arbítrio de outrem" (§2º, art. 6º, da Lei de Introdução ao Código
Civil-LICC).

ATO JURÍDICO PERFEITO - "é o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetu-
ou" (§1º, art. 6º, da LICC).

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 230


CADERNOS DIGITAIS

COISA JULGADA ou caso julgado – "é a decisão judicial de que já não caiba mais recurso" (§3º,
art. 6º, da LICC).

JURISPRUDÊNCIA DO STF

• Com a superveniência do regime jurídico único, não subsiste vantagem de natureza con-
tratual usufruída por servidores que, até o advento da Lei 8112/90, estavam submetidos à
CLT. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico (MS 22.160-DF, Min. Sidney
Sanches).

XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;

Tribunal de exceção - É aquele criado especialmente para julgar determinados fatos, após
sua ocorrência.

JURISPRUDÊNCIA DO STF

• A configuração ampla de tribunal de exceção, abrange, além dos órgãos estatais cria-
dos ex post facto (após o fato), especialmente para o julgamento de determinadas pesso-
as ou certas infrações penais, com ofensa ao princípio da naturalidade do juízo, também
os tribunais regulares, desde que caracterizada a supressão, contra o réu, de qualquer
das garantias inerentes ao devido processo legal (31/10/90, Min. Celso de Mello).

XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, as-
segurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;

São crimes dolosos contra a vida: aborto, infanticídio, induzimento ao suicídio e homicídio (arts.
121, § 2º, 122, 123, 124, 125, 127, do Código Penal). Nestes, o julgamento do réu não é profe-
rido por um juiz singular.

• plenitude de defesa - todos os acusados nos termos do inciso LV, deste artigo, têm direi-
to ao “ contraditório “ e “ampla defesa”.

• sigilo das votações – depois de composto o conselho de sentença, os sete jurados votam
sigilosamente, ou seja, um jurado não conhece o voto do outro.

• soberania dos vereditos - significa dizer que o Juiz-Presidente ao fixar a sentença de


mérito, deverá respeitar tudo quanto decidido pelos jurados. Se por exemplo, os jurados
negarem a tese da legítima defesa, o juiz não poderá reconhecê-la na sentença de mérito.

De forma bem simplificada, pois o tema é da intimidade do Direito Processual Penal, teríamos:

1. inquérito policial;

2. oferecimento da denúncia pelo Ministério Público;

3. juiz singular recebe a denúncia, realiza audiências e, se houver indícios de autoria, prolata
a sentença de pronúncia para remeter o réu para julgamento pelo Tribunal do Júri;

SÉRIE CONCURSO APOSTILA ANATEL - TÉCNICO EM REGULAÇÃO 231


CADERNOS DIGITAIS

4. Tribunal do Júri, ouve as testemunhas de acusação e defesa, interroga o réu, ouve a a-


cusação do Ministério Público e a defesa do Advogado do réu, o corpo de jurados (conse-
lho de sentença é composto de sete cidadãos) considera o réu culpado ou inocente;

5. O Juiz que preside o conselho de sentença expede a sentença de mérito pela qual de-
clara o réu inocente ou culpado, neste últi