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Pesquisa Sobre Tratamentos Para o Crack

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Pesquisa realizada na escola de saúde Publia de P.A Junto a PUCRS.
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Published by: Ana Claudia L. da Silva on Jan 26, 2009
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12/06/2012

TRATAMENTOS PARA DEPENDÊNCIA QUÍMICA Tratar a dependência química é algo complexo, não existe uma única forma de enfrentar

cada tipo de dependência (cocaína, crack, alcoolismo, tabagismo...), e cada individuo /usuário apresenta um quadro clínico e psicológico diferente, que varia de gênero, classe, idade, e que atinge as pessoas de várias maneiras não só individualmente mas socialmente, sendo que a seguir será feita uma exposição sobre algumas formas de tratamento que atualmente vem sendo desenvolvidas no Rio Grande do Sul, Brasil e no estrangeiro. Também o intuito desta pesquisa será mostrar as dificuldades e as possibilidades (contradição), no campo das políticas públicas frente a efetivação e o enfrentamento desta epidemia que a cada dia mais se alastra em nossa sociedade. O TRATAMENTO: O tratamento deve ser dirigido basicamente às pessoas que se tornaram dependentes de drogas. Da mesma forma que não há qualquer sentido em propor tratamento a alguém que usa álcool apenas ocasionalmente, também não devemos falar em tratamento para usuários experimentais ou ocasionais de outras drogas. Existem diversos modelos de ajuda a dependente de drogas: Tratamento médico; terapias cognitivas e comportamentais; psicoterapias; grupos de auto-ajuda (dos tipos Alcoólicos Anônimos); comunidades terapêuticas; etc. Em princípio pode-se dizer que nenhum desses modelos de ajuda consegue dar conta de todos os tipos de dependências e dependentes. Se alguns podem se beneficiar mais de um determinado modelo, outros necessitam de diferentes alternativas. Os especialistas em dependência vêm realizando pesquisas nos últimos anos para determinar que tipos de dependentes se beneficiam mais de um ou de outro tipo de ajuda. (SILVEIRA, Dartiu Xavier e SILVEIRA,Evelyn Doering Xavier 2004; pág. 29 e 30). Definições: Toxicomania: uma forma de comportamento que recorre a meios artificiais, " os tóxicos" ou "as drogas", visa tanto à negação dos sofrimentos coma à busca de prazeres. Foi definida pelo "Comitê dos especialistas em drogas suscetíveis de causar a toxicomanias " (organização Mundial da Saúde).(OLIEVENSTEIS, Claude 1988 pág.11)

Hospitalização No estrangeiro: Nos E.U.A existem dois hospitais estaduais especializados no tratamento dos toxicômanos: um Lexingtom, Kentucku e o outro em Forth Worth, no Texas. Na opinião de todos aqueles que os visitaram, o clima reinante em ambos é mais o de uma prisão do que o de um ambiente terapêutico verdadeiro. Certo número de hospitais, particularmente em nova Iorque, também abriram salas para os intoxicados. Mas nesses casos também os resultados terapêuticos são desanimadores, tenham eles utilizado o método, de substituição como o uso de metadona, ou os métodos psicoterápicos ortodoxos. Como Declara Peter Laurie: " O intoxicado é notoriamente resistente a psicoterapia comum".( OLIEVENSTEIS, Claude 1988 pág. 89). E.U.A. - ...hospitalização se faz necessária, os doentes são enviados para os hospitais ou para um unidade especializada no tratamento de toxicômanos jovens; ou, ainda, para o sistema psiquiátrico geral. Esta fórmula simples é a que parece obter os melhores resultados atualmente. Ainda mais original é a experiência de Day top, onde o acolhimento dos doentes é feito por uma comunidade não médica, constituída por ex-drogados, garantindo ela mesma o desmame e a pós-cura, dentro de uma vida comunitária. França: Não havia uma unidade de tratamento dos toxicômanos... Hospital Sante-Anne unidade semi-especializada, dentro de um serviço psiquiátrico - clinico... Mesmo após anos e anos de hospitalização, em 90% dos casos há sempre uma recaída. (OLIEVENSTEIS, Claude 1988 pág.117) Os problemas da hospitalização: •Estilos modernos toxicômanos não são doentes no sentido habitual da palavra... Tornando injustificável pela ausência de uma semiologia que a identifique, essa presença absolutamente não é tolerada pela equipe responsável e geralmente mal tolerada pela hierarquia médica que vê tais indivíduos como parasitas e vagabundos... •...Não levam em conta os prejuízos incalculáveis que a hospitalização em ambiente psiquiátrico pode causar aos adolescentes com personalidade frágil e mal estruturada. •Ao mesmo tempo, e por motivos de ordem científica, é indispensável que possam existir centros mais especializados, onde seja possível efetuar pesquisas sérias num campo arriscado e pouco conhecido, pesquisas essas permanentes, orientadas para uma visão prospectiva... é preciso ter uma visão de conjunto dos problemas levantados. Desde já declaramos que não temos

nenhuma opinião definitiva sobre a questão da hospitalização e dos cuidados aos toxicômanos. (OLIEVENSTEIS, Claude 1988 pág.115). Rio Grande do Sul: Tratamentos, Políticas Públicas. O tratamento específico para dependência química no Hospital Psiquiátrico São Pedro (HPSP): iniciou na década de 40 com uma unidade de Internação Denominada "Pavilhão de Alcoolista". ( Araújo et al., 2002). Em 2002, a Unidade de Desintoxicação Jurandy Barcellos, segundo Araújo et al. (2002), internava pacientes do sexo masculino de Porto Alegre e interior do Estado do Rio Grande do Sul, com dependência de sustâncias psicoativas. Há registros que, nesta época, a Unidade atendia em média 40 pacientes por mês. O tempo médio de internação era de 7 a 15 dias, e além de ser realizada a desintoxicação, havia um tratamento tendo como referencial a Entrevista Motivacional e o Modelo de Prevenção de Recaída, que fazem parte da Terapia CognitivoComportamental (Araújo et al.,2002). No dia 6 de agosto de 2002, tendo como fundamento a Lei da Reforma Psiquiátrica do Deputado Paulo Delgado, na qual é previsto o progressivo fechamento de leitos em hospitais psiquiátrico e a substituição destes por leitos em hospitais gerais, foram proibidas novas internações na unidade Jurandy Barcellos, havendo uma transferência dessas vagas para o hospital Vila Nova a partir de um convênio firmado entre a Secretaria Estadual da Saúde e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Aqueles pacientes que já estavam internados na Unidade do Hospital São Pedro ficaram até a sua alta hospitalar, sendo que o fechamento definitivo da Unidade com a saída do último paciente ocorreu no dia 11 de setembro de 2002.No que diz a respeito ao tratamento de dependentes químicos, de acordo com Carlini (2002), as necessidades de leitos, que devem ser guardadas de acordo com as demandas locais e regionais. Apesar de termos ido ao encontro da Reforma psiquiátrica, quanto a substituição dos leitos em hospitais psiquiátricos por leitos em hospitais gerais com o número insuficiente de serviços substitutivos voltados para o dependente químico, grande parte da clientela (usuários) que vem aumentado, pagou pelo ônus de um planejamento indevido (Araújo,2003). Em 2004, depois de 2 anos de espera, e atendendo ao solicitado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Sociedade de Apoio ao Doente Mental (SADOM) e Fraternidade

Cristã de Doentes e Deficientes do Rio Grande do Sul, em Ação Civil Pública posta contra o Estado do Rio Grande do Sul, a Justiça determina a reabertura da Unidade Jurandy Barcellos. A juíza Rosan Garbin, do 1º Juizado da 4ª Vara da fazenda Pública da Capital, acolheu parecer da promotora de Justiça Marisa Lara Adami da Silva que afirma ser a reativação dos trinta leitos imperiosa até a implementação por completo do espírito da lei e dos mecanismos ali previstos, inclusive uma reavaliação na Reforma Psiquiátrica (Aguiar,2006) . Entretanto, a sentença que determinou a reabertura da Unidade foi cumprida somente no dia 31 de julho de 2006. Até o final da tarde do dia da reabertura, cinco pessoas já haviam sido internadas (Imprensa/SIMERS). Hoje o HPS atende principalmente a demanda de fora da Capital. Os pacientes internados são encaminhados pelas 1ª, 2ª e 18ª coordenadorias regionais de saúde, envolvendo grande Porto Alegre, Litoral e municípios como Camaquã e Montenegro. A intervenção judicial também manteve os leitos abertos no Hospital Vila Nova (Imprensa/SIMERS, 2006). A ala destinada à desintoxicação dos dependentes químicos atualmente, além dos 30 leitos, possui quatro consultórios, sala de convivência com televisão, mesa do pingue-pongue para entretenimento, oficinas de reabilitação, área para atividades de terapia ocupacional, além de sala de procedimentos de enfermagem equipada com medicamentos desfibrilador. A equipe que oferece assistência é composta por profissionais das mais diversas especialidades. Em acordo com a direção interna do hospital apenas estão sendo aproveitados 20 leitos. Hoje, a demanda de dependência química no setor de admissão, para fins de internação, costuma ultrapassar 50% da procura. O tratamento para desintoxicação varia de 7 a 30 dias em ambiente protegido, propiciando motivação a abstinência e a tratamento externo (Governo do Estado do Rio Grande do Sul). De 31 de julho a 31 de dezembro de 2006 internaram 155 pacientes, havendo uma média de 51,6 internações por mês. (Leonel Tesch Formiga, Rafael Corrêa da Silva Santos, Tiago Sacchet Dumcke, Renata Brasil Araújo; 2006). Redução de Danos ou diminuição dos prejuízos: "Prejuízos" podem ser entendidos como danos, riscos, perigos... Dessa forma, diminuição de prejuízos é um conjunto de medidas dirigidas a pessoas que não conseguem ou não querem parar de consumir drogas. Essas estratégias têm por objetivo reduzir as conseqüências negativas que o uso de drogas pode ocasionar. Um bom exemplo seriam as campanhas orientando as pessoas a não dirigirem após consumir bebidas alcoólicas. Outro exemplo seriam os programas de troca de seringas dirigidos a usuários de drogas injetáveis. Sabemos que a forma de

transmissão mais perigosa do vírus da AIDS é a passagem de sangue contaminado de uma pessoa para outra. Nos programas de troca de seringas, são recolhidas as usadas e colocadas novas a disposição. Por meio desses procedimentos ocorre redução importante da infecção pelo vírus da AIDS, assim como de outras doenças contagiosas. Ao contrario do que se temia inicialmente, os programas de troca de seringas não induzem as pessoas a utilizar drogas injetáveis. Além disso, eles constituem uma medida de saúde pública da maior importância para o controle da epidemia mundial de AIDS..(SILVEIRA,Dartiu Xavier e SILVEIRA,Evelyn Doering Xavier ; 2004 pág. 29). Redução de Danos CRACK Brasil Em outros requisitos, o atendimento a usuários de crack requer muita criatividade para superar as grandes dificuldades decorrentes da marginalização e da vulnerabilização dessa população...deve-se levar sempre em conta as especificidades de cada situação e a necessidade de uma postura respeitosa para com os indivíduos e seus valores. Em 1996, a equipe da CETAD (Centro de Estudos e terapia do abuso de Drogas), que desenvolvia projetos de redução de danos para usuários de drogas injetáveis em Salvador, começou a observar um crescente número de usuários de crack nas suas intervenções de rua. Este fato motivou a equipe a pesquisar estratégias preventivas a serem implementadas entre esse novo grupo de usuários. De inicio optou-se pela apresentação de vídeos na rua, o objetivo desta atividade foi oferecer produtos socioculturais alternativos no próprio contexto social dos usuários, que estimulassem a reflexão, reformulação e/ou questionamento sobre os conhecimentos e comportamentos de risco para as DST/AIDS, outras doenças infectocontagiosas, o abuso de drogas tais como o crack. Junto com tal atividade foi feita uma pesquisa buscando conhecer o perfil psicossocial dos usuários de crak naquela cidade, determinar o consumo desta e outras drogas e ainda conhecer as práticas sexuais de tais usuários. É interessante examinar um projeto pioneiro desenvolvido entre usuários de crack buscando tratamento no Programa de Orientação e Atendimento aos Dependentes na universidade Federal de São Paulo (PROD/UNIFESP). Nesses estudos foram acompanhados 24 indivíduos do sexo masculino por 12 meses "referiam nas primeiras consultas que vinham usando maconha como uma forma de atenuar os sintomas de abstinência do crack" ... Os cannabis, projetos de substituição encontram grande resistência por parte das autoridades de saúde e de médicos em

geral, tornando-se de difícil execução e replicação, o que é lamentável tendo em vista as dificuldades apresentadas pelo tratamento clínico da dependência de crack e a necessidade de novas maneiras de abordá-lo.(SILVEIRA, da Dartiu Xavier e MOREIRA, Fernanda Gonçalves "Panorama Atual de Drogas e Dependências" 1ª edição -Editora Atheneu, São Paulo, 2006 pág. 375) Roteiro Terapêutico:  Acolhimento: Pode-se ser realizado em grupo ou individualmente, e o objetivo é garantir um espaço de troca, onde as angustias seja acolhidas no "aqui e agora".  Avaliação e acompanhamento psiquiátrico  Triagem: constituído pela avaliação clinica e psiquiátrico do paciente que procura tratamento para dependência..(SILVEIRA, da Dartiu Xavier e MOREIRA, Fernanda Gonçalves, 2006 pág. 375) Foram analisados os registros dos pacientes atendidos em dois serviços ambulatoriais públicos da cidade de São Paulo, no período de 1990 a 1993. Os dois ambulatórios estudados (PROAD e UDED) são setores especializados no tratamento de abuso e dependência de drogas. O PROAD (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes de Drogas) é um setor do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (EPM), e a UDED (Unidade de Dependência de Drogas), um setor do Departamento de Psicobiologia da EPM. Ambos oferecem tratamento gratuito. As duas clínicas usam uma entrevista inicial padronizada, que, embora em sua forma e aplicação sejam diferentes, possuem algumas variáveis em comum, permitindo a análise dos dados agrupados.(. http://www.scielo.br/; 2008). FASC encaminha dependentes de drogas para tratamento Desde que teve inicio, em fevereiro de 2007, projeto da Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) retirou das ruas de Porto Alegre 106 dependentes de drogas, encaminhandoos para tratamento em fazendas terapêuticas da Região Metropolitana. O projeto de parceria com comunidades terapêuticas para tratamento da população adulta de rua é coordenado pelo químico José Vicente Lima Robaina, que amanhã, 14, toma posse como vice-presidente do Conselho Municipal de Entorpecentes, com representante titular da FASC.

Atualmente, há 23 pessoas em tratamento, distribuídas em cinco comunidades terapêuticas: Vida Plena, em Parobé/ Pacto e Novos Rumos em Viamão; Créd Cara Limpa, em Arroio dos Ratos; e Marta e Maria (só para mulheres), em Porto Alegre. Após avaliação, elas são encaminhadas pelo Program de Redução de Danos (PRD), da Secretaria Municipal de Saúde, e pelos equipamentos da Fasc que fazem o atendimento à população adulta de rua _ Albergue Municipal, Casas de Convivência, Abrigos Marlene e Bom Jesus. “Também recebemos demandas originários dos Centros Regionais de Assistência Social da Fasc”, completa Robaina. Tratamento - Nas fazendas terapêuticas, os dependentes químicos permanecem de nove a 12 meses. O tratamento é baseado num tripé terapêutico que envolve espiritualidade, trabalho e disciplina. "Eles têm horário para tudo: acordar, cuidar dos animais na fazenda terapêutica, fazer a higiene pessoal, tomar café da manhã, almoçar, jantar, dormir", conta. "Precisam obedecer às regras para contrastar com a vida desregrada que levavam como usuários de drogas, morando nas ruas", explica. O desenvolvimento da espiritualidade consiste de orações e estudos interreligiosos. O trabalho é parte fundamental do tratamento. São eles que fazem todas as tarefas domésticas, até porque não há funcionários nas fazendas, apenas monitores, alguns dos quais exinternos. Em sistema de rodízio, a rotina diária é plantar e colher os alimentos que vão preparar depois, cuidar dos animais, tirar leite das vacas e fazer o pão. Após completarem o tratamento, sua reinserção na sociedade é acompanhada por técnicos da Fasc. "As dificuldades são muitas, pois trata-se de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social, sem vínculos", ressalta Robaina. "Mas os resultados podem ser considerados satisfatórios e deixam otimistas os envolvidos no projeto". Recentemente, seis completaram o tratamento na Vida Plena e já estão inseridos na comunidade. Um deles atua no PRD, com possibilidade de, ao final do estágio, tornar-se um redutor de danos. Comen A nova composição do Conselho Municipal de Entorpecentes (Comen-Poa) toma posse amanhã, 14, às 10h, em solenidade no Salão Nobre da prefeitura. O Comen-Poa foi criado pela Lei Complementar n° 241, de 04 de janeiro de 1991, pela Câmara Municipal, como órgão normativo de deliberação coletiva, com a finalidade de auxiliar a administração municipal na orientação, planejamento, fiscalização e controle da prevenção ao uso de tóxicos e recuperação de

dependentes de drogas no município. É vinculado, administrativa e financeiramente, à Secretaria Municipal da Saúde, conforme dispõe a Lei Complementar n° 328, de 06 de setembro de 1994. Composto de 17 conselheiros, seis são originários da sociedade civil, escolhidos por voto direto em assembléia do Fórum Porto-alegrense de Prevenção à Dependência Química, órgão que congrega as Organizações Não-Governamentais. Quatro Sao indicados pelo Conselho Municipal de Saúde, dois pelas Federações de Associações de Círculos de Pais e Mestres (Estadual e Particular), dois de Centrais de Trabalhadores; um da Secretaria Municipal da Saúde, um da Secretaria Municipal de Educação e um da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/; 2008). Exemplos de Intervenção Terapêutica Grupos de Inclusão Social: “Desafio Jovem”. Trata-se de uma intervenção terapêutica em diferentes vertentes: física, psicológica, social e espiritual. Logo, o Programa compreende o envolvimento do aluno em várias atividades laborais, acadêmicas, psicossociais, lúdicas e espirituais. O objetivo é proporcionar aos residentes a aquisição de conhecimentos técnicos, profissionais, sociais e outras competências que, por sua vez, o ajudarão na inibição dos consumos, assim como facilitarão a sua integração sócioprofissional na sociedade. FASES DO PROGRAMA TERAPÊUTICO 1ª Fase - Fase de motivação: Abandono da Antiga Maneira de Viver. 2ª Fase – Aprendendo uma Nova Maneira de Viver. 3ª Fase – Vivendo uma Nova Forma de Vida. 4ª Fase – Reentrada. Esta fase é um tempo de avaliar o desenvolvimento do aluno no programa de Reabilitação, e avaliar se o interno alcançou estabilidade emocional, social, espiritual e conseqüentemente obtendo a necessária independência para retornar ao convívio da sociedade. É um estagio com menos regras para que o interno desenvolva seu potencial individual. REINSERÇÃO: Esta é uma fase avançada no programa, é a fase que o aluno entrará após ter concluído com sucesso o programa de recuperação com duração mínima de 12 meses. Na reinserção o aluno é trabalho para retomar a sua vida social, tendo condições de administrar a sua vida e planejar o seu futuro. Nesta fase o aluno terá oportunidades de capacitação profissional através dos projetos desenvolvidos grupo (www.giseda.com.br ;2008).

O tratamento da dependência química consiste em mudar um comportamento problemático que dificilmente o paciente assume, uma tarefa que exige grande esforço de toda equipe e do paciente, pois em geral envolve sair da “área de conforto” que pode gerar resistência e ansiedade nas quais o paciente não está habituado. O que é Terapia Motivacional? A terapia motivacional encarrega-se de melhorar a forma como as pessoas percebem sua própria capacidade para superar obstáculos e dificuldades. O método envolve compreender as emoções misturadas que as pessoas sentem, quando estão prestes a enfrentar mudanças. O papel do terapeuta motivacional é ajudar os pacientes a reconhecer esses sentimentos contraditórios e a discuti-los, de tal forma que consigam pender a balança para o lado da transformação. Mudar um comportamento problemático - por exemplo, uma dependência de drogas ou álcool, um distúrbio alimentar ou uma forma de ansiedade social - pode parecer difícil e causar ansiedade, porque em geral envolve sair da "área confortável" com a qual o paciente está habituado. A terapia motivacional tem como objetivo melhorar a percepção que as pessoas têm de suas próprias capacidades, aumentando a confiança em sua própria habilidade para recorrer a recursos e forças, na superação da dependência de álcool ou drogas. Uma das técnicas consiste em ensinar o paciente a visualizar alguma coisa que lhe traga uma sensação de força, para que consiga transformar suas próprias expectativas em realidade (http://www.clinicadrogasealcool.com.br/ ;2008). Em vista destes aspectos, observa-se que existem muitos tipos de tratamento para dependência química, mas especificamente para o Crack, são muito raros de se encontrar. Foram aqui citados apenas alguns tipos de tratamento para dependência química, mas estes nos serviram de exemplos para dar visibilidade às alternativas que possuímos no Brasil e no Exterior, sendo que também ficou explicitado através da pesquisas que existem movimentos por parte do Estado e do setor privado em busca de criar projetos e políticas públicas que dêem conta desta demanda crescente, que a cada dia mais preocupa nossa sociedade.

BIBLIOGRAFIA

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Nome: Ana Claudia Lopes da Silva.

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