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Oligopólio na Telefonia Móvel do Brasil

Oligopólio na Telefonia Móvel do Brasil

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O oligopólio no mercado de telefonia móvel é facilmente sentido por consumidores, pois o serviço prestado pelas operadoras é de baixa qualidade, com um custo alto que apresenta baixa concorrência entre empresas, deixando o Brasil como um dos países com o maior custo de telefonia móvel do mundo. O mercado é dominado por quatro grandes empresas e necessita de uma renovação independente da postura do governo, que deve descentralizar o mercado, abrindo espaço para novos concorrentes, assim, melhoraria o mercado quanto à concorrência de operadoras, com os custos mais baixos e com um serviço de qualidade prestado aos consumidores. Houve tentativas do governo brasileiro, mas,como resultado, foram apresentados apenas projetos por parte das operadoras. Medidas devem ser impostas pelo governo para regular o setor.

O oligopólio no mercado de telefonia móvel é facilmente sentido por consumidores, pois o serviço prestado pelas operadoras é de baixa qualidade, com um custo alto que apresenta baixa concorrência entre empresas, deixando o Brasil como um dos países com o maior custo de telefonia móvel do mundo. O mercado é dominado por quatro grandes empresas e necessita de uma renovação independente da postura do governo, que deve descentralizar o mercado, abrindo espaço para novos concorrentes, assim, melhoraria o mercado quanto à concorrência de operadoras, com os custos mais baixos e com um serviço de qualidade prestado aos consumidores. Houve tentativas do governo brasileiro, mas,como resultado, foram apresentados apenas projetos por parte das operadoras. Medidas devem ser impostas pelo governo para regular o setor.

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GUILHERME GUEDELHA DE BRITO OZEAS ZUBA

O OLIGOPÓLIO NA TELEFONIA MÓVEL DO BRASIL

Artigo Científico apresentado às disciplinas de Produção Acadêmica II e Microeconomia, dos Cursos de Graduação em Administração de Empresas e de Graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Dom Bosco, para obtenção de nota parcial do 2º bimestre do 2º período. Professores: Rosa Loberto Nivaldo Camilo

CURITIBA 2012

O OLIGOPÓLIO NA TELEFONIA MÓVEL DO BRASIL
Guilherme Guedelha de Brito ¹ Ozeas Zuba ² RESUMO

O oligopólio no mercado de telefonia móvel é facilmente sentido por consumidores, pois o serviço prestado pelas operadoras é de baixa qualidade, com um custo alto que apresenta baixa concorrência entre empresas, deixando o Brasil como um dos países com o maior custo de telefonia móvel do mundo. O mercado é dominado por quatro grandes empresas e necessita de uma renovação independente da postura do governo, que deve descentralizar o mercado, abrindo espaço para novos concorrentes, assim, melhoraria o mercado quanto à concorrência de operadoras, com os custos mais baixos e com um serviço de qualidade prestado aos consumidores. Houve tentativas do governo brasileiro, mas, como resultado, foram apresentados apenas projetos por parte das operadoras. Medidas devem ser impostas pelo governo para regular o setor.

Palavras-Chave: Oligopólio. Telefonia móvel no Brasil. Estrutura de mercado. Serviços prestados. Altos custos.

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como tema principal o oligopólio presente na telefonia móvel do mercado brasileiro. Apresenta as principais deficiências do setor alimentado pela baixa concorrência do mercado formado por quatro grandes de empresas e as medidas impostas por órgãos públicos para melhoria desse setor. A Agência Nacional de Telecomunicações, órgão regulador público, tem agido de forma que garanta a equidade nesse mercado, para que haja concorrência e novas empresas possam adentrar nesse segmento.

¹ Acadêmico do 2º período, curso de graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Dom Bosco. ² Acadêmico do 2º período, curso de graduação em Administração da Faculdade Dom Bosco.

2 CONCEITO DE OLIGOPÓLIO

O Oligopólio é a estrutura de mercado que prevalece nas economias do mundo ocidental e está classificado entre a concorrência monopolista e o monopólio. Nomeiam-se como oligopólios os mercados com um pequeno número de firmas, de forma que cada uma tem de avaliar os desempenhos e as reações das demais antes de tomar decisões. MENDES (2004) explica que “o grande desafio da teoria dos oligopólios é estimar, com razoável aproximação, as reações das empresas concorrentes quando uma outra empresa toma as suas decisões”. As principais origens de mercados oligopolistas são a escala mínima de eficiência e características da procura. Nesses mercados, ainda existe concorrência, entretanto, os preços são maiores e as quantidades produzidas são menores em comparação aos mercados concorrenciais. A concorrência sobrevém de características de produtos distintas do preço nos oligopólios. Se há cooperação entre as empresas para estabelecer uma oferta como a de um monopólio, chama-se de cartel. Pode haver duas ou até mais empresas, dependendo da natureza da indústria, entretanto, o número deve ser pequeno, para que as firmas considerem e reajam de acordo comas decisões de preço e produção das outras. O oligopolista não compete por preço porque não deseja um duelo de preços, compossibilidade de reação das firmas competidoras. Por meio de MENDES (2004) pode-se compreender que “a diferenciação é o principal meio de competição numa estrutura de mercado oligopolizado”, pois geralmente é evitada a guerra de preços. Quando poucos fornecedoresdetêmuma grande parcela do mercado, caracteriza-se um oligopólio (do grego “oligoi”, poucos, e “polein”, vender, significando “poucos para vender”). Sensíveis a mudanças de preço no mercado por estarem num mercado não atomizado, representam uma estrutura de concorrência imperfeita. No oligopólio, os bens produzidos podem ser homogêneos ou possuir alguma diferenciação que, geralmente, se efetua mais na qualidade, na garantia, na fidelização ena imagem, do que no preço. Uma característica chave do oligopólio é a tensão entre a cooperação e o interesse próprio. Haverá benefício para o grupo de oligopolistas se cooperarem e agirem como se o grupo fosse um monopólio, com uma pequena quantidade de produtos e com um preço superior ao preço marginal. No entanto, cada oligopolista

se preocupa somente com o seu lucro e há fortes incentivos em ação que impedem que um grupo de empresas mantenha os resultados de um monopólio. Ao mesmo tempo em que as firmas são livres, existe um grau considerável de interdependência entre as empresas do setor. Os oligopolistas gostariam de formar cartéis e obter lucros monopolistas, mas isso geralmente não é possível, pois os conflitos entre membros de um cartel sobre como dividir o lucro do mercado muitas vezes tornam impossível um acordo entre eles. Para legalmente coibir esses sistemas econômicos, existe a chamada legislação antitruste que proíbe

explicitamente acordos entre os oligopolistas. A possibilidade de metodologias que possam finalizar com a falta de competitividade nas transações comerciais designauma análise dos fatores para se atingir a igualdade. Os problemas nos serviços oferecidos representam a causa para se alcançarem os índices esperados. Assim como o Monopólio, existem obstáculos que favorecem a origem de oligopólios, com bloqueio para novas firmas não adentrarem na indústria, como a existência de patentes e outras barreiras legais. Mesmo que existam dúvidas a respeito de como a consolidação das alternativas já levantadas apontam para a melhoria desse mercado, ainda assim, espera-se uma solução. Até o presente momento, os passos que foram dados em relação a essas alternativas melhoraram consideravelmente a situação e ampliaram as perspectivas com relação ao estabelecimento de uma equidade e da redução das barreiras para novas empresas que queiram competir.

3 MERCADO DE TELEFONIA MÓVEL DO BRASIL

O modelo estrutural de mercado aqui apresentado como oligopólio refere-se, também, à telefonia móvel brasileira. Esse mercado, que em boa parte do mundo é concorrencial, necessita de uma transformação estrutural no Brasil. Atualmente apenas quatro operadoras de celular dominam o referido mercado, a saber, Claro, Oi, Tim e Vivo. Entre as empresas com o maior número de reclamações no PROCON, essas quatro oferecem serviços precários somados a custos elevados, em comparação a outros países. Assim, CHADE (2010) afirmou que “o acesso ao celular no Brasil ainda está uma década atrasado em comparação aos países lideres no uso da tecnologia”.

O início da atividade de formação de um novo ambientede mercado para a telefonia móvel expõe-se a partir da importância dada pela população ao modelo concorrencial, visto que ele representa o sentido do progresso. A necessidade de renovação deve acontecer independentemente da postura governamental. Nunca é demais lembrar o peso e o significado dos problemas auferidos, para que exista a adoção de políticas que descentralizem o mercado. Todas essas questões, devidamente ponderadas, levantam alternativas sobre a complexidade dos problemas existentes e oferece uma interessante oportunidade para verificação das proposições. Em certos momentos, o empenho das instituições regulamentadoras brasileiras em conter a concentração dos mercados sob o domínio das grandes empresas de telefonia móvel mostra-se inegavelmente anêmico. Porém, lentamente, o mercado progride com as poucas atitudes tomadas e promove um aumento da expectativa da população em relação à tão esperada e quase quimérica concorrência perfeita que beneficiaria tanto aos consumidores quanto às empresas que desejam concorrer. O Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) aprovado [...] pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prevê a redução do valor de uma tarifa que deve levar ao barateamento das chamadas entre celulares de diferentes operadoras. Pelo novo regulamento, a chamada tarifa de interconexão – valor pago de uma empresa para outra pelo uso da infraestrutura de telecomunicação que possibilita a chamada entre elas -, vai sofrer uma redução gradual até 2016. [...] A agência não soube informar o impacto da medida na redução do custo das chamadas, mas espera que ele caia, o que beneficiará clientes de Telefônica/Vivo, Oi, Claro e Tim. O novo regulamento também prevê vantagem para empresas de telefonia celular sem "Poder de Mercado Significativo" (PMS). É o caso da Nextel, que deve pagar menos para usar a estrutura das quatro grandes. A medida deve estimular a entrada de novas empresas no setor, o que aumentaria a competição. (AMATO, 2012). Segundo CHADE (2010), “entre 2008 e 2009, o Brasil foi um dos 20 países que mais cortaram custos com celulares. Mas, ainda assim, todos os países do BRIC e todos os sul-americanos pagam menos pelo celular que os brasileiros”. Mesmo em comparação aos países da América Latina, o Brasil deixa a desejar. GUIMARÃES (2012) comenta que "os brasileiros são os consumidores do planeta que mais pagam pelos serviços de telecomunicações, segundo a União

Internacional de Telecomunicações". Como consequência das altas tarifas, o brasileiro médio utiliza o celular somente para recados ou para retornar ligações de outro telefone. O serviço pré-pago possui a tarifa mais alta do que o pós-pago. Enquanto isso, os operadores móveis defendem-se dizendo que cobram caro porque subsidiam os usuários dos telefones pré-pagos. Sobre os pré-pagos, GUIMARÃES (2012) apresenta como “resultado da omissão ilegal da Anatel”, o Brasil no penúltimo lugar no ranking mundial de tráfego de voz na telefonia móvel. “O Brasil tem 220 milhões de aparelhos celulares habilitados, mas 82% operam no sistema pré-pago, com uma média mensal de recarga de crédito não superior a R$ 6,00”, livre dos 42% de impostos. No dia 23 de julho de 2012, uma determinação do Ministério Público proibiu que as empresas TIM, Oi, e Claro vendessem novas linhas de celular. A escolha das prestadoras de telefonia móvel foi feita segundo avaliação da agência reguladora, pelo fato de essas empresas terem apresentado o pior desempenho por estado. O objetivo da medida cautelar é obter, dessas empresas, a prestação de serviços aos cidadãos com nível de qualidade satisfatório. A medida adotada pela Anatel vai ao encontro de diversas ações extrajudiciais e judiciais de autoria do Ministério Público Federal (MPF). Muitas das iniciativas do MPF visam à melhoria dos serviços prestados pelas operadoras de telefonia móvel, como a ação civil pública que foi ajuizada, em junho, pelo MPF no Pará, contra a TIM e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O MPF agiu segundoas contínuas interrupções no serviço de telefonia móvel prestado pela operadora no estado. Na ação, o MPF pediu que a TIM fosse proibida de comercializar novas assinaturas ou habilitar linhas e fosse condenada a indenizar os consumidores do Pará em R$ 100 milhões. O MPF pediu também que a TIM apresentasse um projeto de ampliação da rede para oferecer melhor serviço em relação às linhas que já estão habilitadas. Em setembro de 2012, o MPF enviou recomendação à operadora de telefonia Oi e à Anatel com uma série de medidas e prazos para que o problema da ineficiência e inadequação dos serviços prestados pela operadora no Acre fosse solucionado. A recomendação estipulou prazo de 20 dias para que a Oi apresentasse projeto técnico referente à instalação de rota e infraestrutura de contingência de dados entre Acre/Rondônia e o resto da rede nacional, nos moldes

dos demais estados do país que contam com rotas físicas de fibra ótica com redundância espacial. Em relação aos serviços para celular no Brasil, poucos passos foram tomados em direção ao progresso. No entanto este pequeno avanço se torna cada vez mais um impulso para novas medidas que beneficiarão a população brasileira. De acordo com AMATO (2012), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que estabelece a obrigatoriedade das grandes empresas do setor de comunicação do país a ceder parte da sua infraestrutura para que concorrentes de menor porte possam entrar nesse mercado e oferecer seus serviços. "Essas grandes empresas do setor terão que apresentar à Anatel uma oferta de referência, ou seja, o valor que pretendem cobrar das entrantes pelo uso de sua infraestrutura."

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mesmo depois de algumas medidas tomadas pelo Ministério Publico, para exigir maior qualidade das companhias, pouco aconteceu para melhorar o serviço prestado, o preço e a concorrência. Então o mercado brasileiro mantém uma organização aonde permanece a promoção do oligopólio, e é preciso evoluir para chegar perto de uma concorrência perfeita e, dessa forma, respeitar o consumidor prestando serviços de qualidade com preços acessíveis. Medidas impostas por órgãos públicos tentam impor a entrada de novas empresas no mercado, mas mesmo com esta tentativa, as grandes empresas tiram proveito de sua dominação, porque cedendo suas estruturas teriam como retorno o aluguel e, assim, são beneficiadas de qualquer forma. Para melhoria do setor o governo deveria estabelecer tarifas máximas para os serviços prestados, e exercer uma grande fiscalização nas empresas que atuam neste setor. Uma solução é padronizar as tarifas de serviços, independente da distância.

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMATO, Fábio. Plano da Anatel deve levar a redução no custo das chamadas de celular. In G1. Disponível em g1.globo.com/economia/noticia/2012/11/plano-daanatel-deve-levar-reducao-no-custo-das-chamadas-de-celular.html. Acesso em 6 de novembro de 2012. __________Teles terão que compartilhar rede com concorrentes, decide Anatel. In G1. Disponível em g1.globo.com/economia/noticia/2012/11/empresas-decomunicacao-terao-que-dar-espaco-em-rede-concorrentes.html. Acesso em 6 de novembro de 2012. CHADE, Jamil. Telefonia e internet no Brasil estão entre as mais caras domundo. In O Estado de São Paulo, Estadão.com.br – Economia. Disponível em www.estadao.com.br/noticias/impresso,telefonia-e-internet-no-brasil-estao-entre-asmais-caras-do-mundo,515227,0.htm. Acesso em 16 de outubro de 2012. COUTO NETO, M. Henrique. Estruturas de mercado. In Slide Share. Disponível em www.slideshare.net/miltonh/estruturas-de-mercado-201101. Acesso em 11 de outubro de 2012. GUERREIRO, Eziquiel. Introdução a Microeconomia - Estruturas de Mercados. In Ebah. Disponível em www.ebah.com.br/content/ABAAAA0PYAF/introducao-amicroeconomia-estrutura-mercados. Acesso em 11 de outubro de 2012. GUIMARÃES, F. Lefèvre. A Anatel tem culpa nos altos preços da telefonia no Brasil. In: Carta Capital. Disponível em www.cartacapital.com.br/sociedade/a-culpada-anatel-nos-altos-precos-da-telefonia-no-brasil/. Acesso em 8 de novembro de 2012. MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. Tradução de Allan Vidigal Hastings e Elisete Paes e Lima. São Paulo: Cengage Learning, 2011. MENDES, J. T. Grassi. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

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