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Aula Rn Medio Risco 2012

Aula Rn Medio Risco 2012

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CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM UTI PEDIÁTRICA E NEONATAL

Enfermagem em Neonatologia de Médio Risco
Profº.Esp. Robson Albuquerque

Ao termino deste modulo o aluno deverá conhecer a:
 Classificação Neonatal
 Conceitos de Prematuridade  Recém-nascido pré-termo  Sequelas da Prematuridade  Intervenção junto ao bebê de risco

Neonatologia: é a área da saúde que presta assistência ao recém-nascido até 28 dias.

Adaptação do Neonato: o período de transição, engloba as primeiras 24 horas, onde a adaptação do neonato da vida intrauterina para vida extra uterina, é mais critico.

. Se procurarmos no dicionário veremos que a palavra prematuro tem origem no termo latino praematurus de prae (antes) + maturus (maduro). considera-se prematuro ou pré-termo todo o bebe cujo nascimento ocorra antes das 37 semanas de gestação.Partindo do principio que a duração normal de uma gravidez é de 37 a 42 semanas.

O bebê prematuro nasce com uma "imaturidade" dos seus órgãos e sistemas (respiração, controlo da temperatura, digestão, metabolismo, etc.) o que o torna mais vulnerável ás doenças e mais sensível aos agentes externos (luz, ruído, etc.).

Estes bebês merecem uma atenção especial e adequada ás suas necessidades, já que embora seja uma "versão pequena" de um bebé de termo o seu processo de amadurecimento biológico ainda não está concluído, e, consoante a idade gestacional em que ocorre o nascimento, vai crescer num local diferente do útero materno; um local com sons, luzes intensas e estímulos sensoriais.

- Principal causa de mortalidade e morbidade
neonatal em todo mundo: 85% das mortes

neonatais e 50 a 70 % morbimortalidade perinatal.
- Internação hospitalar prolongada (custo CTI), re-

internações, cuidados especiais em casa.
- Sequelas físicas e mentais.

.9% das mortes neonatais. .8% PPT: 75% de todos óbitos perinatais .Brasil: 7% PPT foram responsáveis por 76.RN PT: risco 40 vezes maior de morrer no período neonatal .

 CAUSAS MATERNAS  Idade materna        Malformações  (precoce/idosa) Primiparidade/grandes multíparas Condições socioeconômicas precárias Má nutrição materna Baixo peso e altura maternos Pré-eclâmpsia/eclampsia Patologias crônicas/agudas     genital feminino Fatores emocionais. estresse Grandes altitudes Drogas medicamentosas Fumo. . drogas de abuso do ap. concepção indesejada. álcool. gravidez ilegítima Fadiga física.

CAUSAS UTERINAS  Miomas  Incontinência do colo uterino  Deciduite CAUSAS PLACENTÁRIAS  Placenta prévia  Deslocamento prematuro da placenta  Hemorragias  Infecções  Tumores CAUSAS FETAIS  Sofrimento fetal  Gestação múltipla  Eritroblastose fetal  Anomalias congênitas  Infecções congênitas: toxo/rub/herpes/HIV+ OUTRAS CAUSAS  Fatores ambientais .

34 sem .Limítrofe : 35 – 36 sem .Moderado : 31.Extremo : < 30 sem .• RN TERMO : 37sem a < 42 sem • RN PÓS-TERMO : > 42 sem • RN PRÉ-TERMO : < 37 semanas .

2% .9% • 32 sem a 36: 12.< 37 sem: 16.7% • 22 sem a 32: 4.

problemas cognitivos 2% .15% paralisa cerebral 25 – 50 % dificuldades cognitivas 6 anos • • • •  RN < 26 sem: somente 1 em 5 sem limitações aos  RN < 1000g 17% .surdez 2% cegueira . RN < 32 sem → > 2% dos nascidos vivos → > 85% sobrevivência Seguimento: 5 .paralisia cerebral 37% .

6 0 Singletons Feto Único Twins Gemelar Higher order Trigemelar ou mais .3 50 25 10.7 75 59.100 93.

4 12.3 12.3 11.18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 <18 18-19 20-24 25-29 30-34 35-39 15.2 11.7 13.5 16.9 13.3 40+ All Ages .

. A classificação dos RNs é de fundamental importância. possibilita o planejamento dos cuidados e tratamentos específicos. a idade gestacional (IG) ao nascer e com a relação entre um e outro. pois ao permitir a antecipação de problemas relacionados ao peso e/ou à IG quando do nascimento. o que contribui para a qualidade da assistência.Os RNs podem ser classificados de acordo com o peso.

• Macrossomia : > 4000 g • Peso normal : 3000 – 3999 g • Peso insuficiente : 2500 – 2999 g • Baixo peso : < 2500 g – Pré-termo PIG – Pré-termo AIG – Termo PIG • Muito baixo peso : < 1500 g • Extremo baixo peso : < 1000 g .

RELAÇÃO PESO AO NASCER E IDADE GESTACIONAL G I G AIG P I G PRETERMO PÓS TERMO .

peso 1610g. 45 cm.Classificação relacionando Peso e Idade Gestacional  PIG: abaixo do percentil 10.  GIG: acima do percentil 90 Exemplo 01: RN. 31 semanas e 4 dias.  AIG: entre os percentis 10 e 90. Conclusão: RN AIG .

40 semanas.Classificação relacionando Peso e Idade Gestacional  PIG: abaixo do percentil 10.  AIG: entre os percentis 10 e 90. peso 2000g. 45 cm. Conclusão: RN PIG .  GIG: acima do percentil 90 Exemplo 02: RN.

Classificação relacionando Peso e Idade Gestacional  PIG: abaixo do percentil 10.  AIG: entre os percentis 10 e 90. peso 4550g. Conclusão: RN GIG .  GIG: acima do percentil 90 Exemplo 02: RN. 39 semanas. 51 cm.

0219 x 100 = 2. 40 semanas. 45 cm Índice Ponderal: IP= 2000 = 0. Exemplo:  RN. peso 2000g.19 (45)3 Conclusão: RN PIG Assimétrico .

.

RN a termo PIG x AIG: diferença de peso. RN de baixo peso AIG: supera desvantagens aos 5 anos.AIG/PIG Deprivação crônica intra-útero afeta a atividade oligodendrócita. . RN de baixo peso PIG: menores e menos pesados aos 10 anos. Prematuros PIG< 1500g prognóstico favorável se adequado suporte nutricional (2 primeiros anos). perímetro cefálico desaparecem aos 18 meses. estatura.

 Importância - Disfunção hepatocelular nos primeiras 3 semanas (PIG) - Menor conteúdo mineral ósseo (PIG < percentil 3) - Menor percentagem de perda e menor tempo de perda de peso .

Síndrome do desconforto respiratório. . hiperbilirrubinemia.Idade gestacional. características antropométricas: variam muito de acordo com: . . incoordenação entre sucção e deglutição (34s). Prematuridade limítrofe: • • 35 a 37s de gestação.características da placenta e gestação.Padrão de crescimento. infecções neonatais. .  Principais problemas encontrados: • • • • • controle irregular da T°.

estatura: 39 a 43cm.3cm.  Principais problemas: − problemas respiratórios(crises de apnéia) − maior risco de asfixia perinatal. . − anemia. − hiperbilirrubinemia. − hipoglicemia. − infecções. Prematuridade moderada: 31 a 34s • • • peso: 1590 a 2110g. PC: 29 a 31.

 PREMATURO EXTREMO: inferior a 30s .maior cuidado e atenção da equipe.  25 a 24 semanas: . .desenvolvimento de deficiências (curto.  Estatura: < 38cm. .  PC: < 29cm.  Peso: < 1500g. longo prazo).intercorrências mais frequentes e graves.

horas após nascimento. . Depósitos gordurosos subcutâneos mínimos e musculatura pouco desenvolvida – aparência de pequenos e magros  Edemaciados nas 1as. depois. pele parece sobrar.

 Tônus muscular diminuído – pouco ativo (hipoativo) padrão postural em extensão (contraste com RNT)  Cabeça grande em relação ao corpo (PC +3 cm)  Fontanelas amplas  Cartilagem da orelha macia e pregueável .

sobre o corpo e irregular na cabeça. com vasos sangüíneos visíveis abaixo da epiderme fina e transparente.  Caixa torácica facilmente deprimível  Nódulo mamário menor que 5cm  Abdome distendido (globoso) . Pele rósea clara. recoberta por vérnix caseoso por todo o corpo e fina lanugem. lisa e brilhante.

 Planta dos pés e palmas das mãos com sulcos mínimos – aparência lisa. Genitália pouco desenvolvida (meninos –testículos podem ainda não ter descido –testosterona 32a.  Alimentação lenta – necessita descanso entre as mamadas. sucção/deglutição deficiente. . meninas –lábios maiores pouco desenvolvidos e clitóris proeminente. semana).

periódica. com desenvolvimento incompleto dos alvéolos e capilares.APARELHO RESPIRATÓRIO  Imaturidade e instabilidade da caixa torácica. centro respiratório imaturo. e deficiência na produção de surfactante. . tecido pulmonar imaturo. sendo essa redução facilitadora das trocas gasosas e diminui o trabalho respiratório.  O surfactante é um fosfolipídio que diminui a tensão superficial e evita o colapso ao final da expiração. resp.

APARELHO CARDIOVASCULAR  A conversão da circulação fetal para neonatal ocorre quando há clampeamento do cordão umbilical e o neonato tem sua primeira respiração.  Persistência do canal arterial.  O clampeamento tardio do cordão umbilical pode evoluir para complicações como crepitações e cianose. .

 Em 50 a 70% dos RN pré-termo com idade gestacional menor que 30 semanas o canal arterial persiste aberto. na vida fetal.O canal arterial é um vaso que conecta a artéria pulmonar à aorta. pelo desvio de cerca de 60 a 70% do fluxo sanguíneo fetal da artéria pulmonar para a aorta descendente. sendo responsável.  Em praticamente todos os RN a termo o canal arterial apresenta fechamento espontâneo até o 3º dia de vida. .

sobretudo na presença de desconforto respiratório. assim. a constrição inicial não é eficaz e o grau de hipóxia tecidual não é suficiente para deflagrar o processo de oclusão total do canal arterial. resultando em um grande shunt esquerda-direita ao longo dos primeiros dias de vida do RN. . Permanece. uma comunicação aortopulmonar.No RN pré-termo.

A persistência do canal arterial (PCA) geralmente acarreta alterações hemodinâmicas significativas nas circulações sistêmica e pulmonar do RN pré-termo desde os primeiros dias de vida. Observa-se que quanto maior for o diâmetro do canal arterial menor é o fluxo sanguíneo sistêmico no 1º dia de vida e maior é o fluxo sanguíneo pulmonar. o que pode explicar a maior incidência de hemorragia pulmonar nos primeiros dias de vida. displasia broncopulmonar e enterocolite necrosante. . Outras complicações da PCA são insuficiência cardíaca.

regulada por interações complexas entre a temperatura ambiental e a perda e a produção de calor. .SISTEMA TERMORREGULADOR  A manutenção da temperatura corporal é essencial para uma adaptação extrauterina bem sucedida. obtida por mecanismos de aquecimento e esfriamento corporal. O Neonato tem uma capacidade termorreguladora limitada.

 O mecanismo de termorregulação pode levar a

morte do RN quando não pode mais manter a temperatura corporal, devido alterações nos mecanismos de aquecimento ou esfriamento natural.  À medida em que o neonato faz a transição para a vida extrauterina, a temperatura central diminui em quantidades que variam com a ambiental.  Esse ambiente, em condições normais de parto, a temperatura do recém-nascido poderá cair 3ºC, antes mesmo de sair da sala de parto até a entrada na UTI.

 A prevenção da hipotermia está em uma das mais

importantes prioridades da assistência de enfermagem neonatal.  A hipotermia não tratada pode ter varias consequências, resultando na morte do RN.  O processo de hipotermia leva à liberação de norepinefrina, resultando em vasoconstrição periférica. Como consequência, ocorre um aumento da resistência vascular pulmonar, resultando em hipóxia. Com a hipóxia, o metabolismo anaeróbico, leva ao aumento da acidose que resulta em pouco tempo a morte.

SISTEMA NERVOSO autônomo)

(central,

periférico,

 Imaturo, com atividade reflexa primitiva e

sinais neurológicos ausentes.

diminuídos

ou

K).  SISTEMA RENAL Capacidade de conservação de água diminuída. regulação ácido-básica ineficaz. hipoproteinemia e hipotrombinemia. deficiência dos fatores de coagulação (vit. controle de minerais diminuído e excreção de drogas diminuída. baixo glicogênio. . SISTEMA HEPÁTICO Atividade enzimática deficiente.

tosse e vômito ausentes ou imaturos. SISTEMA IMUNOLÓGICO Imaturidade imunológica. . deficiente produção de enzimas e absorção de gorduras. calasia (frouxidão) da cárdia. musculatura da parede das alças intestinas pouco desenvolvida. IgM e IgA baixas. deglutição.  APARELHO DIGESTÓRIO Reflexos de sucção. resposta imunocitária deficiente e função granulocítica deficiente.

Metabolismo:  Principal fonte de energia durante as primeiras 4 a 6 horas após o nascimento é a glicose. .  90% é usado dentro das primeiras 3 horas. o RN pode entrar em um processo de hipoglicemia.  Caso não receba glicose exógena suficiente para manter o nível sérico de 60mg/dl.

Seu crescimento pós-natal é diferente em:  Intensidade e duração das intercorrências  Estado nutricional  Velocidade de crescimento/desenvolvimento menor – idade deve ser corrigida por 2 a 3 anos .

 Problemas no desenvolvimento intelectual e neurológico  Problemas de visão (até a cegueira) e audição (hipoacusia até surdez)  Desordens de conduta.Relação inversamente proporcional ao peso de nascimento. crescimento e morbidade posterior aumentados  Desenvolvimento intelectual desfavorável em relação à mesma prole  10 a 15% com algum grau de paralisia cerebral .

34 34 .28 28 .12 Paralisia Cerebral Retardo Mental Cap. 0 22 .37 > 37 .31 31 . Trabalho Dim.

.

pêlos começam a tornar-se visíveis. Sensibilidade tátil já é funcional Capacidade de diferenciar o toque leve e profundo. Pesa        gramas Tamanho: +/.19 cm Olhos fechados em desenvolvimento. Desenvolvimento do sistema Límbico aproximadamente 400 . Iris não possui pigmentação Pele enrugada. apresenta reflexos cutâneos Resposta de habituação para estímulos auditivos.

 Vasos sanguíneos visíveis  Audição em desenvolvimento  Pulmões em Estágio Canalicular . Peso: ± 460g  Tamanho: ± 20 cm  Pele avermelhada e translúcida. coberta de lanugo (penugem).

 Presença de unhas  Papilas gustativas começam a se desenvolver  Pulmão: células Pneumócitos do tipo II começam a secretar surfactante . fina. Inicio do desenvolvimento de uma camada de gordura por todo o corpo. Peso:+/-540g  Tamanho:21cm  Pele translúcida.

 Peso:+/-700g  Tamanho:+/-22cm  Conforme      ganhar peso. Coluna vertebral em desenvolvimento (33discos). Abertura das narinas. Cabelo: já tem cor e textura. a pele perde as rugas. Pele translúcida e menos avermelhada. . Movimentos de abrir e fechar as mãos.

 Peso:+/-910g  Tamanho:+/-24cm  Pálpebras abertas  Cabelos desenvolvidos  Pele enrugada com pequena camada de gordura subcutânea  Orelhas estão se formando – respondem mais ao som  Os testículos descem para o saco escrotal  Surge o reflexo de sucção e de Mooro .

000g  Tamanho:+/-25cm  Amadurecimento da retina. Peso:+/-1. permitindo que seus olhos recebam luz  Dorme e acorda em períodos irregulares  Presença de soluços .

150g  Tamanho:26cm  Já possui cílios  Gira em direção a luz. Peso:+/-1. pisca reagindo a luz ao escuro  Pulmão: Inicia o Estágio Sacular  Medula óssea torna-se principal local de produção de hemácias .

300g.  Tamanho: +/-29cm  Cabeça proporcional ao tamanho do corpo  Consegue controlar a temperatura corporal e o drive respiratório  Desenvolvimento do sistema olfativo  Sono passa a incluir o REM . Peso:+/-1.

lisa e macia. Peso e tamanho são inalterados  Período      de maior desenvolvimento cerebral Pele com maior tecido gorduroso. aspecto rosado Lanugem (pelo fino) começa a cair Reflexo pupilar dos olhos à luz Percepção do flavour (sabor) está presente Toque (carícia) ainda é considerado agressivo .

 Peso:+/-1.600g  Tamanho: 30cm  Cerebelo: crescimento arborização dendrítica Pico de da .

. Peso:+/-1.800g  Tamanho: 33cm  Sistema olfativo está desenvolvido  Apresenta resposta de sucção frente a odores agradáveis  Lobo frontal. pico de desenvolvimento de conexões.

 Peso:+/-2.000g  Tamanho: 35cm  Pele lisa e rosada  Aumento da massa encefálica e maté15cm  Sistema imunológico está em desenvolvimento  Receptivo aos estímulos externos  Reage a sons familiares .

300g  Tamanho: 37cm . Peso: +/-2.

Bebê de Risco  Prematuro  Baixo peso  Gravemente doente .

RNPT x PIG .

organização varia de acordo com a idade gestacional . Termo – mais organizado  Prematuro .

Precisa de intervenção? Porquê?  Diagnóstico precoce de desvio  Problemas respiratórios mais comuns  Anormalidade neurológica desenvolvimento ou alteração no .

estimulação sucção/deglutição  Normalização de funções orais (↓reflexo de mordida. tônus da língua inadequado)  Postulação adequada – normalização de tônus. simetria  Manuseio adequado – controle do tronco  Estimulação visual – preto e branco – comportamento visual pobre  Trabalho fisioterapêutico especializado nas anormalidades neurológica .Precisa de intervenção? Porquê?  Sucção não nutritiva.

Evitar aprendizagem e fixação de mecanismos compensatórios e gastos energéticos desnecessários – redução do potencial. Estimulação X terapia – diferentes objetivos (gerais x específicos – diagnóstico funcional). Atuação sistemática e organizada – incentivar desenvolvimento mental em seu ambiente.Tratamento terapêutico adequado – próximo da normalidade. Desenvolvimento     adequado. do bebê – grau de homeostase . Neuroplasticidade . contra distúrbios secundários da hipoestimulação.

Assistência de Enfermagem ao RNPT em Neonatologia .

. A decisão da conduta a ser tomada em cada caso exige cuidadosa avaliação dos riscos e dos benefícios dos procedimentos. além da escolha e utilização de material adequado para a realização dos procedimentos invasivos no cuidado do RN.É de fundamental importância o conhecimento das indicações e das técnicas.

relacionados aos elevados índices de morbimortalidade neonatal. Os serviços para o atendimento aos RNs devem ser estruturados e organizados no sentido de atender a uma população altamente susceptível aos riscos. .Unidade Neonatal surgiu afim de criar condições para atender às necessidades do RN com algum comprometimento a saúde.

 1 Enfermeiro assistencial do plantão por turno (para cada 5 leitos). semi-intensivo-1p/2 a 3 leitos. pré-alta-1 p/ 3 a 4 leitos).Localização:  Próximo ao Centro Obstétrico. Equipe de Enfermagem:  1 Enfermeiro Coordenador.  1 Técnico/auxiliar de enfermagem de acordo com o nível de assistência (intensivo-1p/ 1 a 2 leitos. .

 Supervisionar a instalação de equipamentos como ventiladores mecânicos.Enfermeiro assistencial do plantão:  Distribuir as tarefas diárias da equipe. .  Colaborar com a equipe no atendimento dos pacientes mais graves.  Planejar e prescrever os cuidados de enfermagem para os pacientes.  Coordenar a equipe de enfermagem no atendimento as intercorrências.  Supervisionar e coordenar a transferência dentro da unidade.

.Envolve compartilhar informações. e baseia-se na personalidade individual de cada um (empatia e simpatia) de cada componente da equipe. ideias e sentimentos.

–Bomba de infusão venosa. –Fonte de oxigênio com fluxômetro.  Equipamentos: –Berço de calor radiante ou incubadora aquecidos. –Fonte de aspiração. –Respirador artificial/capacete de oxigênio/CPAP. –Monitor cardíaco. .O material deverá estar sempre pronto para o uso e devidamente testado. –Balança. –Oxímetro de pulso.

–Material para punção venosa. –Vitamina K.Material: –Material de intubação endotraqueal. . –Material para cateterismo umbilical. –Estetoscópio neonatal e termômetro. –Sensor para oxímetro de pulso. –Material para coleta de sangue. –Fita métrica.

 Priorização dos cuidados e intervenções.  Treinados especificamente para a atividade.  Atentos e Organizados. .  Compreendem o valor do seu trabalho. Qualificação do Pessoal:  Identificados com a atividade.  Mantém aprendizado contínuo.  Sabem trabalhar em equipe.

 Receber o RN na UTI. avaliando as condições gerais e ao mesmo tempo priorizando o atendimento ao sistema respiratório e cardíaco. Lavar as mãos. .  Colocar o RN na incubadora ou berço ambos previamente aquecidos  Avaliar o padrão respiratório e administrar oxigênio conforme prescrição médica.

Verificar os sinais vitais(T.FR.FC. Instalar venóclise. de 30/30 até estabilizar. Instalar o monitor multiparâmetros e ou oxímetro de       pulso. Medir comprimento. após seguir a rotina da unidade. Verificar a glicemia. Pesar quando as condições permitem. Puncionar uma veia ou auxiliar na colocação de cateter. PC e PT quando as condições permitem.PA). .

histórico e prescrição de enfermagem. .  Administrar medicação prescrita. informativo. censo.  Preencher a ficha de identificação do RN e demais impressos (aviso de internamento. observações de enfermagem. livro de registro. Auxiliar na coleta de exames laboratoriais.

Instalar o monitor cardíaco. 2. para prevenir hipo ou hipertermia. Justificativa 1.Manter o ambiente térmico estável. 3.Intervenções 1. 5. .Avaliar as condições gerais e priorizar os sistemas respiratórios e cardíaco. aporte calórico e dosagem medicamentosa.Prevenir hipoxemia e suas consequências. 3. se necessário.Pesar quando as condições permitam.Avaliar o padrão cardíaco.Avaliar o padrão respiratório.Para cálculo de hidratação venosa.Prevenir hipóxia e manter o equilíbrio hemodinâmico estável. administrar oxigênio.Colocar o paciente no berço de calor radiante ou em incubadora. 5. 4. 4. 2.

Iniciar medicação o quanto antes. FC e PA. 8.Verificar glicemia no ato da admissão e de hora em hora nas primeiras 3h. Justificativa 6. 9.Acesso venoso para administração de fluídos e medicamentos. 7.Intervenções 6.Devido ao estresse do parto e em certas enfermidades é importante a monitorização.Verificar os sinais vitais: T.Administrar medicamentos prescritos. .Avaliação do sistema cardiorespiratório. FR.Puncionar uma veia ou auxiliar na colocação de cateter. 9. 7. 8.

para ou toracocentese  Aspiração nasogástrica  Intubação. expansão torácica  Aspiração endotraqueal  Expansão volumétrica  Administração de naloxona  Intubação.Situações de risco  Parto prematuro  Mecônio espesso  Hemorragia fetal ou agudas  Uso de narcóticos parto  Hidropsia fetal  Polidrâminios: gastrintestinal  Oligodrâminios: pulmonar  Infecção materna placentária durante o obstrução hipoplasia Intervenção primária  Intubação. expansão pulmonar  Administração de antibióticos .

.

a troca direta de gás com o meio ambiente . ou seja. que seja capaz de executar uma forma inteiramente diferente de respiração. o RN terá de iniciar a respiração em poucos segundos. Seu pulmão deverá transformar-se rapidamente de um órgão preenchido de líquido e com pouco fluxo sanguíneo em um órgão arejado e com muito fluxo de sangue.Logo após o nascimento.

sendo fundamental o reconhecimento e avaliação precoces de todo bebê acometido. sendo um desafio para os profissionais que atuam em unidades neonatais. mas também pode ser o primeiro sinal de uma infecção grave e potencialmente letal. os sinais e os sintomas de dificuldade respiratória são manifestações clínicas importantes e comuns logo após o nascimento. como retardo na adaptação cardiorrespiratória. Desse modo. O desconforto respiratório pode representar uma condição benigna. .O sucesso no processo de adaptação imediata à vida extrauterina depende essencialmente da presença de uma função cardiopulmonar adequada.

com sobreposição de sinais e sintomas. as doenças pulmonares no período neonatal exteriorizam-se clinicamente de forma característica e comum aos RNPT. A maioria das doenças respiratórias neonatais manifesta-se nas primeiras horas de vida. muitas vezes.Em razão das peculiaridades estruturais e funcionais ligadas à imaturidade do sistema respiratório. de forma inespecífica e. .

O conhecimento e a interpretação desses sinais são úteis para decidir o melhor momento de início da intervenção terapêutica. . o aumento do trabalho respiratório e a cor. e podem ser agrupados naqueles que retratam o padrão respiratório. Os sinais e sintomas que definem a propedêutica respiratória estão voltados basicamente para a observação e inspeção do RN.

Padrão respiratório • • • • • • - Frequência respiratória: Taquipnéia Ritmo e periodicidade da respiração: Apneia Respiração periódica Batimento de asas nasais Gemido expiratório Head bobbing Retrações torácicas: intercostal subcostal supraesternal esternal Trabalho respiratório Cor Cianose .

.

Obstrução de vias aéreas Falência respiratória • • • • • • • • • Gasping Sufocação Estridor Apneia Esforço respiratório débil Bradicardia Hipotensão arterial Má perfusão periférica Cianose. hipoxemia ou palidez Colapso circulatório Má oxigenação .

 Taquipnéia transitória do RN (TTRN).  Síndrome de escape de ar (SEAr). Hipoplasia pulmonar.  Síndrome da hipertensão pulmonar persistente neonatal       (HPPN). Malformação adenomatoide cística. Hérnia diafragmática congênita. Enfisema lobar congênito. Síndrome do desconforto respiratório (SDR). Pneumonias.  Síndrome de aspiração do mecônio (SAM). . Derrame pleural congênito.

Bradicardia (com apnéia) ..Malformações congênitas .Hipertensão .Persistência do canal arterial – PCA .Hipotensão .

Déficit de vit K .Anemia (início precoce ou tardio) .Hiperbilirrubinemia – indireta .Hidropisia ..

Hiperbilirrubinemia direta .Função gastrointestinal deficiente – motilidade fraca ..Enterocolite necrosante .Anomalias congênitas produzindo poliidrâminio .

.Hipocalcemia .Acidose metabólica tardia .Hiperglicemia .hipoglicemia .Hipotermia .

Controle irregular da temperatura corpórea .Surdez .Hipotonia .Encefalopatia hipóxico-isquêmica .Hemorragia intraventricular .Convulsões .Malformações congênitas ..Retinopatia da prematuridade .

Acidose tubular renal .Hipercalemia .Hiponatremia .Hipernatremia ..Edema .Glicosúria renal .

fúngicas. virais. hospitalares: bacterianas. . por protozoários).-Infecções (congênitas. perinatais.

.com “NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS APENAS PELO QUE FAZEMOS. MAS TAMBÉM PELO QUE DEIXAMOS DE FAZER”.OBRIGADO!!!!!! robson_enfermeiro@hotmail.

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