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APOSTILA - LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

APOSTILA - LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

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Leitura e Produção Textual

(LPT)

Material de Apoio Prof.ª Maria Christina Cervera

UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO SÃO PAULO 2011

Plano de ensino
Nome da Disciplina: Leitura e Produção Textual Ementa: O curso articula leitura e produção textual como instrumento para o desenvolvimento das capacidades de linguagem oral e escrita, explorando estratégias do agir com gêneros textuais em diferentes situações sócio-comunicativas no âmbito empresarial com temas políticos, sociais e econômicos aderentes à área específica da carreira, associando características do desenvolvimento do raciocínio lógico ao discurso. Objetivo: Desenvolver, no discente, capacidades de linguagem para o uso da língua escrita e falada; habilidades quanto à leitura, interpretação e produção de gêneros acadêmicos e da área administrativa. Proporcionar uma adequada formação cultural e profissional. Desenvolver a autonomia do corpo discente através da motivação e participação, da conscientização e do pensamento científico. Educar para a cidadania. Habilidade: O aluno deverá desenvolver a habilidade de: a) Redigir textos no gênero exigido e com estruturas textuais coesas e coerentes; b) Ler e compreender textos, bem como, reproduzi-los e comentá-los; c) Empregar conscientemente recursos linguísticos adequados a uma comunicação eficiente. d) Conhecer e empregar as normas da ABNT em trabalhos acadêmicos. Atitudes: a) Valorizar a leitura de diversos assuntos em diversos níveis; b) valorizar a expressão escrita no que diz respeito à leitura e produção de textos; c) Valorizar a reescrita de textos. Conteúdo Programático: 1. Linguagem formal e informal. Variação lingüística 2. Questões da língua: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • problemas com o empregos de forma verbais como: ser, estar, fazer, haver, verbos com duplo particípio a acentuação e emprego de verbos dos grupos: crer/dar/ler/ver e ter/vir emprego das formas pronominais: esse/este, nesse/neste, desse/deste, isso/isto com suas flexões maior (idade) menor ( “ ) mas/más/mais a fim/afins por que/porque/por quê/porquê mesmo(a)(s) a gente/agente a gente vai/nós vamos eu/mim mau/mal menos eu venho/nós vimos(requerimento) de encontro a/ao encontro de meio/meia palavras parônimas mais usadas tais como : ratificar/retificar, cessão/sessão/seção, taxa/tacha, comprimento/cumprimento, acessório/assessório, tráfico/tráfego, iminente/eminente, entre outros Novo acordo ortográfico Carga Horária: 68 1º SEMESTRE 2011/01

Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera

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2. Questões da língua/texto: - Estratégias do reconhecimento do contexto de produção: emissor e receptor em várias situações comunicativas empresariais. - Leitura de texto da área de Administração e o levantamento do planejamento textual: hipótese de leitura; objetivo do autor; idéia central; palavras-chave. - Fatores de textualidade: coesão e coerência - Estrutura do parágrafo; - Estratégias de reconhecimento das estruturas dos gêneros textuais acadêmicos: resumo e resenha (técnicas de elaboração) - Diferenças básicas entre dissertação, descrição e narração. - Estratégias de leitura de textos, da área de Administração, que apresentem tipos diferentes de sequência (textos híbridos): sequência narrativa; sequência descritiva; sequência argumentativa; sequência explicativa e sequência com diálogos. - Estratégias de leitura e desconstrução de textos, da área de Administração, para se entender a Infraestrutura geral do texto nos seus mecanismos: coesão nominal e coesão verbal; nos mecanismos de enunciação: posicionamento enunciativo do autor do texto; as vozes percebidas no texto e as modalizações. - Introdução à produção e pesquisa acadêmica no âmbito da área de Administração: elaboração de tema e delimitação do assunto para pesquisa pertinentes à área de Administração; técnicas para elaboração de projeto de pesquisa. Técnicas para a elaboração de projetos no âmbito empresarial. - Princípios da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas); Etapas para elaboração do projeto de pesquisa; como fazer citação direta e indireta e referências bibliográficas. Metodologia: As aulas são presenciais com encontros ministrados por meio da plataforma de estudos EAD. Nesta plataforma os alunos e os tutores (professores) têm acesso, desde o início da disciplina, aos conteúdos e exercícios disponíveis no formato web (texto, áudio e vídeo) e para impressão sobre Metodologia do trabalho acadêmico. Os alunos e tutores (professores) devem trabalhar colaborativamente nos fóruns, nos chats e no desenvolvimento das atividades propostas – momentos síncronos e assíncronos. Os encontros presenciais possuem dois objetivos: a) complementar as aulas práticas e expositivas; b) avaliar o desempenho de forma contínua. Sistema de Avaliação: A avaliação do aproveitamento do aluno realizar-se-á por meio de avaliações contínuas que comporão as notas para dois instrumentos resultantes dos instrumentos diversificados de avaliação, identificados como A1, A2 e A3. As notas de cada instrumento de avaliação serão representadas numericamente em escala de 0 (zero) a 10 (dez). Os instrumentos avaliativos denominados A1, A2 e A3 são compostos por atividades realizadas presencialmente. Dentre as avaliações contínuas desenvolveremos os seguintes instrumentos: Projeto Pequenas atitudes, grandes resultados. Este projeto envolve: elaboração de parte escrita nos moldes da ABNT, onde o aluno tem possibilidade de aplicar o que aprendeu em metodologia do trabalho acadêmico; 2) Criação de banner acadêmico trabalhando as linguagens verbal e não-verbal com a proposta de despertar o aluno para agir em comunidade. Este é um projeto que se entende transdiciplinar porque envolve outras disciplinas, especialmente Inovação e Criatividade, é um projeto de curso e existe a formalidade do projeto com as explicações necessárias para o conhecimento do professor. 3) apresentação de prévias dos trabalhos que compõem o projeto. b) Provas dissertativas. Bibliografia Básica: ALMEIDA, Antonio Fernando de. Português básico: gramática, redação e texto. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008. MEDEIROS, Joao Bosco. Português instrumental para cursos de contabilidade, economia e administração. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2009. Bibliografia Complementar: ARGENTI, Paul A. Comunicação empresarial: a estrutura da identidade, imagem e reputação. Rio de Janeiro: Campus, 2006. a)

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FARACO, Carlos Alberto ; TEZZA, Cristovão. Prática de texto: para estudantes universitários. 18. ed. Petrópolis : Vozes, 2009. MEDEIROS, João Bosco. Redação empresarial. 6. ed. São Paulo : Atlas, 2001. NEIVA, Edméa Garcia; ROSA, José Antonio. Redigir e convencer: como escrever um texto atual, redação jornalística, redação publicitária, correspondência moderna, relatórios, gramática do dia-a-dia . 6. ed. São Paulo: STS, 2000. VAL, Maria da Graça Costa. Redação e textualidade. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

Índice
Semana Item Descrição A importância da disciplina na profissão do Administrador. O mercado de trabalho e suas tendências na visão do Administrador. Conteúdo Questões da língua. 1 Linguagem formal e informal. Variação lingüística Metodologias de ensino Bibliografia utilizada Tradicionais: Aula expositiva. Alternativas: Atividades de fixação em sala de aula. Bibliografia básica e complementar do planograma. Novo Acordo Ortográfico. Conteúdo 2 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada Tradicionais: Aula expositiva. Alternativas: Atividades de fixação em sala de aula. Bibliografia básica e complementar do planograma. Estratégias do reconhecimento do contexto de produção: emissor, receptor em várias situações comunicativas empresariais, com a leitura de textos da área de Administração. Conteúdo Estratégias para iniciação de pesquisa acadêmica; 3 Levantamento do planejamento textual. Metodologias de ensino Bibliografia utilizada Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Atividade em sala de aula. Textos variados. Bibliografia básica e complementar do planograma. Introdução à produção de pesquisa acadêmica no âmbito da área de administração: elaboração de tema e delimitação do assunto para pesquisa pertinente à área de Administração; Reconhecimento dos gêneros acadêmicos como apoio de leitura para a pesquisa: artigo acadêmico, por exemplo. 4 Conteúdo Técnicas para elaboração do projeto de pesquisa ligado ao projeto do curso: “Pequenas atitudes, grandes resultados”, apresentando os elementos que compõem esse projeto: Banner, trabalho escrito no formato ABNT e cadernos para doações para entidades. Questões da língua.

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Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Atividade em sala. Bibliografia básica e complementar do planograma. Princípios da ABNT (citação direta, indireta, referências bibliográficas, etapas do trabalho acadêmico, etc.)

Conteúdo 5 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Atividade em sala. Bibliografia básica e complementar do planograma. Tipologia textual: Descrição, Narração.

Conteúdo 6 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada Conteúdo 7 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Estratégias de leitura para compreensão dessas tipologias.

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Atividades em sala de aula. Bibliografia básica e complementar do planograma. Tipologia Textual: Dissertação Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Exercícios de fixação. Bibliografia básica e complementar do planograma. Coesão e coerência; Estrutura geral dos textos e seus mecanismos de coesão nominal e verbal;

Conteúdo 8

Posicionamento enunciativo do autor; As vozes percebidas no texto; Modalizações.

Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Exercícios em sala de aula. Bibliografia básica e complementar do planograma. Revisão do conteúdo e AV-1

Conteúdo 9 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: AV-1 Bibliografia básica e complementar do planograma. Devolução de provas

Conteúdo

10 Metodologias de ensino

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: refacção das provas com os alunos das questões centrais de dúvidas. Bibliografia básica e complementar do planograma.

Bibliografia utilizada

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Conteúdo 11 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada Conteúdo 12 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada Conteúdo 13 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Criação de banner acadêmico/cadernos, trabalhando as linguagens verbal e não- verbal.voltado ao projeto: “Pequenas atitudes, grandes resultados”

Tradicionais: oficina para realização do banner

Bibliografia básica e complementar do planograma. Metodologia inserida no contexto de LPT Aula interativa: Aula no laboratório de informática. Bibliografia básica e complementar do planograma. Desenvolvimento da escrita do Projeto de Pesquisa. Tradicionais: Aula expositiva Alternativas: Atividade em sala. Bibliografia básica e complementar do planograma. Como fazer citações diretas e indiretas na produção do texto acadêmico.

Conteúdo 14 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva Alternativas: Atividade em sala de aula. Bibliografia básica e complementar do planograma. Gêneros acadêmicos: Resumo: como elaborar resumo de um texto e como elaborar resumo para um trabalho acadêmico

Conteúdo 15

Resenha; Resenha acadêmica.

Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Análise e produções textuais. Bibliografia básica e complementar do planograma. Desenvolvimento da escrita do trabalho acadêmico.

Conteúdo 16 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Utilização do ambiente virtual - AVA. Bibliografia básica e complementar do planograma. Desenvolvimento da escrita do trabalho acadêmico.

Conteúdo 17 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: Utilização do ambiente virtual – AVA e oficinas de escrita de texto. Bibliografia básica e complementar do planograma. Revisão do conteúdo e AV-3

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Conteúdo

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Metodologias de ensino Bibliografia utilizada

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: AV-3 Bibliografia básica e complementar do planograma. Devolução de provas

Conteúdo

19 Metodologias de ensino

Tradicionais: Aula Expositiva. Alternativas: refacção das provas com os alunos das questões centrais de dúvidas. Bibliografia básica e complementar do planograma. Questões da língua Conteúdo

Bibliografia utilizada

20 Metodologias de ensino Bibliografia utilizada Tradicionais: Aula Expositiva Alternativas: exercícios em sala de aula. Bibliografia básica e complementar do planograma.

• • •

Contexto de Produção Variação Linguística: linguagem formal/informal: formas de adequação da linguagem Adequação às novas normas por ocasião da reforma ortográfica

CONTEÚDO 1

Apresentação das principais normas para composição de trabalhos acadêmicos de acordo com a ABNT: capa, fonte, espaçamento, formatação de referências bibliográficas.

30/01/2009 ACESSO EM 10/02/2011

Veja o que um administrador de empresas deve saber para conseguir o primeiro emprego
da Folha Online

O livro "Administrador", da "Série Profissões", da Publifolha, é uma excelente fonte de informação para quem está pensando em cursar administração de empresas. Em linguagem clara e direta, reúne dados mais atualizados sobre a carreira e fornece todas as indicações para você fazer a escolha certa na hora do vestibular. Veja um trecho do livro que reúne algumas informações fundamentais para quem quer seguir a profissão: De olho nos cursos complementares e nos estágios A formação generalista oferecida pelo curso de administração de empresas foi um fator decisivo para a escolha da carreira de Roberta Teixeira da Costa, paulistana nascida em 1968. Depois de dois anos na faculdade de psicologia, Roberta resolveu cursar hotelaria, mas, diante da escassez de cursos na época, início da década de 1990, optou pela administração para ganhar base e depois se especializar no que de fato desejava.

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Com uma série de cursos complementares no currículo incluindo um MBA e uma dissertação de mestrado em economia de empresas, Roberta hoje não pensa mais em hotelaria. Até chegou a trabalhar numa rede de hotéis, na área de eventos, por um ano e meio, mas depois foi contratada pela Brahma, entrando como analista de promoções e saindo, dois anos e meio depois, como gerente regional de produto no estado de São Paulo. Antes de iniciar um período sabático dedicado ao mestrado, Roberta ainda trabalhou na Varig, onde chegou a gerente de desenvolvimento de produtos e serviços para aeroportos. A grande dica que ela oferece a quem quer se aventurar na carreira é "nunca esquecer que gentileza, ética, bom senso e bons relacionamentos serão sempre importantes". Hoje, Roberta não pensa mais em trabalhar em grandes empresas, mas em abrir seu próprio negócio, no segmento de produtos orgânicos. "Afinal, os administradores também estão aptos a se tornar empreendedores", diz. Processo de escolha da profissão Na verdade, a primeira opção que fiz foi psicologia. Cursei quase dois anos e descobri que não me via atuando nessa área, embora o assunto fosse bastante interessante. Cogitei várias outras carreiras, como direito e rádio e TV, mas quando trabalhei nas férias em um hotel descobri que queria seguir a carreira hoteleira. Na época, os cursos de hotelaria no Brasil eram muito raros e achei que poderia fazer o curso de administração e depois me especializar em hotelaria, uma vez que a formação de administrador de empresas é muito generalista. Formação acadêmica Primeiro me formei em administração na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Fiz vários cursos de especialização e, dez anos depois de formada, uma pósgraduação em marketing. Recentemente conclui um mestrado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, na área de economia de empresas. Momentos mais importantes no início da carreira profissional No início da carreira o mais importante são os estágios, o primeiro passo para a inserção no mercado de trabalho. É através deles que se adquire experiência profissional, se assimilam os conceitos que foram aprendidos na formação acadêmica e se define melhor qual campo de atuação seguir. Importância dos cursos complementares Os cursos complementares têm muita importância para a formação do administrador, uma vez que a formação acadêmica é muito generalista. São eles, juntamente com os estágios, que vão moldar o profissional para que possa atuar competentemente em sua área de interesse. Mercado na época do primeiro emprego Era mais fácil arrumar um estágio e havia bastante oferta por meio das instituições de ensino e do CIEE. Por outro lado, não existiam tantos programas de trainees, que representam uma ótima oportunidade de formação profissional. Melhores oportunidades de trabalho Tudo depende da área de atuação que se escolher. A administração tem três áreas bem distintas marketing, recursos humanos e finanças, cada uma delas com características bem diferentes. O perfil do profissional também pode determinar escolhas, como por exemplo o porte da empresa em que se pretende trabalhar: existem diferenças marcantes em se trabalhar em uma grande multinacional ou em uma pequena empresa familiar. De qualquer forma, como a maioria das empresas está próxima a grandes centros urbanos, a oferta de empregos será maior nas grandes cidades, mas com uma demanda também mais significativa. Situação atual do mercado de trabalho O mercado de trabalho é muito competitivo, e o profissional deve buscar iniciar sua carreira cedo. Determinadas empresas só recrutam profissionais jovens, buscando mais dinamismo e disponibilidade. As empresas mais visadas têm um enorme assédio de profissionais, com processos seletivos bastante concorridos. Lições mais valiosas na trajetória profissional As lições mais valiosas vieram da experiência nas empresas em que trabalhei. Existe uma diferença

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grande entre a teoria e a prática. Empenho e bom senso muitas vezes são armas muito mais efetivas que muito do conteúdo teórico que se adquire. Bons chefes são grandes escolas: aqueles que sabem delegar, dividem conhecimento e sabem trabalhar em equipe são os que promovem maior crescimento profissional próprio e dos que estão à volta. Tive a sorte de conviver com pessoas assim, que me ajudaram muito a entender o que é ser um bom profissional. Mercado hoje O mercado de trabalho para administradores é muito amplo, uma vez que a formação é muito generalista. Assim, sempre existem oportunidades, mas é claro que, se a economia cresce, as empresas têm maior demanda e recrutam mais profissionais. Maior satisfação profissional A maior satisfação profissional que tive foi perceber que na trajetória que fiz me preparei para assumir qualquer desafio que me proponha. Depois de muitos estágios em hotelaria, fui trabalhar em um grande hotel da cidade de São Paulo. Depois passei por um processo seletivo e fui trabalhar na área de eventos de uma grande empresa multinacional, onde consegui realizar muitos projetos de grande porte e galgar muitos degraus profissionais. O próximo desafio foi trabalhar em uma grande empresa de aviação, na coordenação dos serviços de terra (salas vip, check-in etc). Atualmente, após o meu período sabático, quando realizei um mestrado, me sinto preparada para qualquer novo desafio, inclusive começar o meu próprio negócio afinal, os administradores também podem ser empreendedores. Conciliação entre carreira e vida pessoal Principalmente para as mulheres, essa questão é muito delicada. Administrar um lar, eventuais filhos etc. pode ser uma fonte de demanda que não é fácil de combinar com uma carreira cheia de viagens, cargas horárias extensas e uma agenda muito lotada. Bom senso e buscar empresas que valorizem o bem-estar de seus funcionários pode ajudar. Arranjos familiares nos quais as tarefas sejam bem divididas serão fundamentais. De resto, é priorizar o que é mais importante na sua vida e lutar por isso. E vale lembrar que a felicidade deve ser nosso maior propósito. Conselhos para quem pensa em seguir a profissão Comece cedo, busque bons programas de trainees, bons cursos extracurriculares e se dedique à carreira. Gentileza, ética, bom senso e bons relacionamentos serão sempre importantes (não necessariamente nessa ordem!). Nunca descarte ter o seu próprio negócio, muitos tiveram bastante sucesso seguindo esse caminho.

Atividade:
Forme opinião sobre: Qual a importância e influência da Língua Portuguesa na Administração de Empresas?

UM POUCO DE REFLEXÃO 1) Contexto de produção Vivemos dentro de contextos: estar num contexto de sala de aula, por exemplo, é diferente de estar no contexto de um barzinho ou ainda assistindo a um casamento, ou seja, o contexto influencia nosso comportamento e nossa linguagem. Ninguém vai a um casamento de short ou pessoas que se dirigem ao chefe procuram cuidar mais do vocabulário. Assim, estar inserido num contexto social e físico determina a situação da linguagem. O contexto de produção é um conjunto de fatores que pode exercer influência necessária sobre a forma de organização de um texto. Esses fatores são agrupados em dois conjuntos:

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1) Contexto físico 2) Contexto social

Há um quadro bastante didático que pode deixar qualquer situação com ação de linguagem bastante transparente. Situação de produção: aula universitária Contexto de produção Contexto físico Lugar de produção: Sala de aula Momento de produção: Dia da aula (12/02/10) Emissor: Professor(a) de LPT Receptor (ES): Alunos

Contexto social Lugar sala de aula universitária

social:

A posição social do emissor Prof. Universitário(a) da área de comex A posição social do receptor Alunos universitários do curso de comex

Suporte: lousa (linguagem escrita) Linguagem oral (fala do professor)

Objetivo do autor: Explicar as diretrizes do curso.

Quadro baseado nos estudos de Bronckart, in: BRONCKART, Jean-Paul, Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. São Paulo: Educ, 1997.

QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO?
Todo produtor de texto, quer seja oral ou escrito, tem uma tarefa importante: ser claro, objetivo, preciso na sua interação com a linguagem, neste sentido, partir da orientação: • • • • • Quem sou eu? Onde estou? Para quem vou falar? Qual o papel social dos meus receptores? Qual o objetivo da minha fala?

São parâmetros prévios na interação oral ou escrita que vão imprimir ao discurso um sentido lógico, coerente ao dizer e dão coordenadas no tempo e no espaço de como agir com a linguagem de forma mais eficaz. AGORA VOCÊ PRATICA:

Leia as tirinhas abaixo e responda:

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A)

B)
www.destakjornal.com.br

1-Quais foram as falhas de comunicação nas tirinhas A e B acima? ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ 2- Vamos planejar uma reunião? Qual seria o contexto de produção que utilizaríamos? Complete o quadro com os dados: Sala de reuniões; o momento atual- dia/mês e ano; Sr. Roberto; funcionários; empresa de grande porte da área tecnológica; diretor da empresa; funcionários da área administrativa; expor os problemas de absenteísmos e buscar soluções junto à área administrativa.

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Contexto de produção Contexto físico Lugar de produção: Contexto social Lugar social:

Momento de produção:

Emissor:

A posição social do emissor

Receptor (ES):

A posição social do receptor

Objetivo do autor:
Baseado in: BRONCKART, Jean-Paul, Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. São Paulo: Educ, 1997.

Jornal do Brasil, 3 ago. 2005. 3) (Enade – 2006- Prova de Formação Geral) Tendo em vista a construção da idéia de nação no Brasil, o argumento da personagem expressa (A) a afirmação da identidade regional. (B) a fragilização do multiculturalismo global. (C) o ressurgimento do fundamentalismo local. (D) o esfacelamento da unidade do território nacional. (E) o fortalecimento do separatismo estadual.

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NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS ORIENTAÇÕES PARA A APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ESCRITOS

É importante que a apresentação escrita dos trabalhos siga os critérios organizados abaixo com base nos principais manuais de normas técnicas, que contribuirão para que esse seja feito de maneira ordenada e clara. Em primeiro lugar antes se cercar de material, leituras, discussão entre os participantes do grupo de trabalho (caso ele seja em equipe) elabore um rascunho do que será realmente apresentado, portanto, separe um tempo para pensar no que você irá apresentar – o que será mais importante a destacar. Você deve observar algumas regras gerais referentes ao conteúdo: a. Deve apresentar conteúdo de relevância para a Administração e as interfaces que mantém com outros campos e áreas de conhecimento; b. Deve pautar-se na estrutura geral e de apresentação gráfica apresentadas abaixo; c. E deve-se observar rigorosamente as regras ortográficas, bem como as normas gerais e bibliográficas em apresentações de trabalho científico. Todos os trabalhos deverão seguir um mesmo padrão para a apresentação escrita, como segue: o o o o o o o o o o o o CAPA Folha de rosto Agradecimentos Dedicatória Epígrafe Resumo Abstract SUMÁRIO INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO Considerações finais Referências bibliográficas

Deverão ser utilizados os padrões da ABNT.

Pesquise:

O que é ABNT?

O material que segue foi elaborado pela Prof.ª Magda Sales Pinho - UNINOVE

ORIENTAÇÕES GERAIS O projeto de conclusão de curso é composto por várias etapas distintas e manifesta o interesse e curiosidade cientifica do estudante. O aluno deve partir de um tema que lhe tenha chamado atenção do decorrer do período de formação. Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 13

O TCC é desenvolvido em dois semestres e cada um deles está composto por tarefas distintas, como segue: 1. TCC 1 – nesta etapa o aluno vai realizar: a. Elaboração do projeto de pesquisa que será utilizado para a monografia ou para a elaboração de um artigo. Os itens que compõem o projeto são: delimitação do tema, justificativa, problema, hipótese, objetivos (geral e específico), metodologia e relevância teórica. O roteiro para elaboração do projeto de pesquisa será apresentado mais abaixo; b. Estruturação do sumário do projeto onde faça constar todos os itens que irão compor o TCC e capa, folha de rosto, dedicatória, epígrafe e referências bibliográficas; c. Elaboração do capitulo 1 da pesquisa (de um total de 3 ou 4, dependendo de cada trabalho); d. Elaboração do questionário da pesquisa, roteiro de entrevista ou organização do meio que servirá ao projeto aplicado. 2. TCC 2 – finalização do projeto de pesquisa a. Continuação das pesquisas bibliográficas que consistem no capítulo 1, 2 e 3; b. Análise/ discussão dos dados levantados no momento anterior. c. Conclusão e fechamento do trabalho d. Resumo e abstract. e. Entrega do trabalho f. Apresentação em banca ou banner.

Um instrumento fundamental para que o aluno execute um trabalho de maneira organizada e dentro dos padrões estabelecidos pela ABNT estão disponíveis no site de Uninove, no link da biblioteca virtual, localizada no canto esquerdo do site denominado regras de trabalho de conclusão de curso (último link da página/coluna -também envio este arquivo anexo). O projeto de pesquisa deve ser composto pelos seguintes itens: Tema – o tema deve ser claro e bastante específico na área em que o aluno pretende desenvolver seu trabalho. Deve ser específico o bastante para garantir que o aluno apresente detalhes significativos e representativos dentro do campo que escolheu investigar. Para a definição do tema a ser pesquisado é de extrema relevância que o aluno pesquise com antecedência a disponibilidade de livros e artigos científicos que auxiliem na construção do seu projeto. É importante lembrar que incentivamos que os pesquisadores procurem temas com certo grau de complexidade, desta forma estarão oferecendo realmente sua contribuição para a academia. A Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 14

contribuição mencionada não favorece somente a academia, mas também ao aluno que pretende apresentar um diferencial em seu currículo, a competência de saber pesquisar e de não esmorecer diante de fatos novos e das dificuldades que o tema proporcionou. 1. Introdução • Delimitação do tema – É o tema propriamente dito, restrito a um campo de pesquisa que facilita e dá melhor e maior segurança ao trabalho (+ ou – 1 parágrafo);

Justificativa – Retrata o “por que fazer?” Começa com a razão da escolha do objeto de estudo e qual a importância para a comunidade (empresarial e acadêmica). Trata-se da oportunidade e viabilidade do assunto (+ ou – 2 parágrafos).

Problema - Trata-se de uma pergunta/problema que intriga o pesquisador e que na finalização do projeto será respondida. Retrata também “O que fazer?” É demonstrado o objeto do estudo do trabalho científico. Deve sempre vir acompanhado de um questionamento daquilo que se deve pesquisar - sempre de maneira interrogativa – (+ ou – 2 parágrafos).

Hipótese – São as possíveis respostas, que de maneira empírica o pesquisador oferece em seu projeto e que são ou não confirmadas no final de sua pesquisa. “ A função da hipótese, na pesquisa científica, é propor explicações para certos fatos e ao mesmo tempo orientar a busca de outras informações” (OLIVEIRA, 1997: 155). Constitui-se, portanto, numa resposta antecipada do problema, sujeita à sua comprovação ou não – (+ ou – 2 parágrafos).

Objetivos – (retrata o “para que fazer?”) a. Geral – apresentando o macro objetivo da pesquisa. O que de maneira geral pretende comprovar, qual resultado obter. b. Específico – descrição mais detalhada do item acima. Pode ser apresentado em tópicos.

Metodologia – Retrata o “como fazer?”, isto é, quais os métodos e técnicas que serão utilizados na confecção do trabalho. É a identificação da metodologia que auxiliará o aluno a comprovar suas hipóteses e/ou responder a sua pergunta da pesquisa. Neste caso, o melhor caminho para identificação do método é buscar livros de metodologia cientifica como Lakatos, Gil, Severino e Acevedo, entre outros que serão indicados pelo orientador. A pesquisa pode seguir: Método empírico, indutivo ou dedutivo.

Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera

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- Técnicas de pesquisa: 1. Qualitativa: bibliográficas (livros, revistas, sites, etc.), documental (manuais, rotinas, etc.) 2. Quantitativa: pesquisa de campo (entrevistas, questionários, etc.)

Relevância Teórica – também chamada de revisão bibliográfica ou revisão da literatura – consiste no levantamento das obras que têm ligação direta com o assunto a ser trabalhado. Normalmente constam os principais autores que falam sobre o tema escolhido e as principais teorias que envolvem o tema escolhido.

Capítulo I - Título Capítulo II - Título Capítulo III - Título Capítulo IV – Pesquisa de campo ou Estudo de caso 4.1 - Breve resgate da metodologia utilizada e descrição do sujeito/ empresa 4.2 – Discussão dos dados • Considerações finais ou conclusão (ou outro titulo que o orientador achar mais adequado)

Neste item, o aluno deverá efetuar a análise total de seu trabalho e manifestar uma conclusão de validação de suas hipóteses, sugestões de algum desdobramento de oportunidades apontadas pela pesquisa. Em outras palavras, a conclusão deve dar fechamento ao trabalho científico, dando uma visão clara do atendimento ou não dos objetivos desejados. Afirma-se ou nega-se a hipótese a hipótese, ou melhor, se aquilo que se buscava foi atendido ou não. Pode-se sugerir alguma reforma ou transformação e até mesmo citar algumas limitações que foram encontradas no trabalho como um todo. • Referências Bibliográficas

Refere-se à totalidade das obras consultadas, utilizadas no trabalho – é a composição da fundamentação teórica. Deve ser apresentada em ordem alfabética de sobrenome (conforme orientações mais detalhadas no MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS – UNINOVE. Citações As citações são classificadas por:

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Citação direta – quando o autor extrai do material pesquisado partes do texto e o acrescenta em seu trabalho integralmente. Quando esta citação estiver dentro do limite de até 3 linhas, deve ser acrescentado no texto entre aspas precedido pelo Nome do autor. Quando a citação exceder 3 linhas o autor deve praticar um recuo no texto citado de de 4 cm, adequar a fonte para tamanho 10, não itálico e o espaçamento das linhas ajustado para simples.

Citação indireta – representa o entendimento do texto lido pelo autor do projeto indicando a fonte/autor lido que forneceu tal compreensão.

PARA MELHOR COMPREENSÃO E ENTENDIMENTO DESTE CONTEÚDO DE CITAÇÕES, O ALUNO DEVE LER OBRAS DE METODOLOGIA CIENTIFICA DOS AUTORES ANTONIO CARLOS GIL, SEVERINO, LAKATOS, MANUAL DE CITAÇÕES DA UNINOVE, ENTRE OUTROS.
Lembre-se:

1. Não numere a introdução. 2. Na introdução, preocupe-se em mostrar ao seu leitor o que ele encontrará no seu trabalho, o que o motivou a pesquisar sobre esse assunto, ou seja, prepare o leitor sobre o que ele vai ler em seu trabalho/sua pesquisa. Frases como: “Este trabalho tem o objetivo de...”, “Neste trabalho o leitor encontrará...”, “O foco deste trabalho é...”, etc. podem impulsionar o início da sua introdução. 3. O desenvolvimento do seu trabalho é exatamente o que você numerou de 1 a quantos itens você achar necessários. É bom lembrar que quanto mais você detalhar a sua discussão e organizá-la em itens, melhor será a leitura, a compreensão do que você está discutindo. 4. Nas considerações finais (também chamada de conclusões) retome aquilo que seja mais importante, enfatize o seu ponto de vista, arremate o seu texto. 5. Veja como registrar a bibliografia:

A IMPORTÂNCIA DA CITAÇÃO A citação é a referência de uma idéia extraída da obra de outro autor. A utilidade da citação é dar suporte, ratificar e fundamentar as idéias que o autor deseja transmitir, aclarar ou questionar em relação ao tema em discussão. Para citar a idéia de outro autor, no entanto, deve-se seguir algumas regras e identificar os diferentes tipos de citação.

Citação Direta

Chamada também de citação textual ou citação literal. Consiste na transcrição integral de parte do texto de outro autor. Não é recomendável o uso excessivo da citação direta, pois pode sinalizar insegurança por parte do autor ao redigir e argumentar suas idéias.

Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera

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Se a idéia citada for igual ou inferior a cinco linhas deverá ser apresentada dentro do seu próprio parágrafo, entre aspas e, ao final da mesma, após o ponto e entre parênteses, vem a indicação bibliográfica (SOBRENOME DO AUTOR, ano de publicação da obra: número da página). Exemplo: No início da televisão, no Brasil, era nítida a divisão entre ficção e realidade. Os telejornais apresentavam os fatos ocorridos como uma cópia fiel da realidade, enquanto as telenovelas contavam histórias imaginadas pela mente criativa de um autor. Hoje, essa separação não é mais visível, há uma inversão entre realidade e ficção. “(...) a tese é a de que a telenovela é o mundo real e o noticiário de televisão (os telejornais, as reportagens, os documentários), esse sim, é um mundo ficcional.” (MARCONDES FILHO, 1994: 39) A citação superior a cinco linhas deverá ser apresentada em parágrafo separado do texto do autor, com o dobro do recuo da primeira linha, com espaço duplo antes e depois da citação, espaçamento simples, fonte 11, sem aspas e, ao término da citação, indicação bibliográfica (SOBRENOME DO AUTOR, ano de publicação da obra: número da página). Exemplo: No início da televisão, no Brasil, era nítida a divisão entre ficção e realidade. Os telejornais apresentavam os fatos ocorridos como uma cópia fiel da realidade, enquanto as telenovelas contavam histórias imaginadas pela mente criativa de um autor. Hoje, essa separação não é mais visível, há uma inversão entre realidade e ficção.

Em primeiro lugar, a tese é a de que a telenovela é o mundo real e o noticiário de televisão (os telejornais, as reportagens, os documentários), esse sim, é um mundo ficcional. E por que isso?As pessoas ligam a televisão e acompanham com assiduidade quase religiosa os capítulo das novelas. Assistem regularmente cada episódio, todas as noites, com exceção dos domingos, mas sem cancelar feriados, Natal, Carnaval ou qualquer outra data universal de guarda. A novela é tão cotidiana quanto a própria vida. (MARCONDES FILHO, 1994: 39-40)

Citação Indireta É a síntese das idéias extraídas do texto de outro autor, ou seja, dar-se-á redação própria às idéias desenvolvidas por outro autor. Primeiro, indique a fonte à qual pertencem as idéias (SOBRENOME do autor), em seguida, entre parênteses, o ano de publicação da obra. Na citação indireta, não se usam aspas. Exemplos: Segundo MARCONDES FILHO (1994), atualmente, já não existe mais divisão entre realidade e ficção, há uma inversão entre ficção e realidade na televisão. Para MARCONDES FILHO (1994), atualmente, já não existe mais divisão entre realidade e ficção, há uma inversão entre ficção e realidade na televisão. MARCONDES FILHO (1994) defende a inexistência de fronteira entre realidade e ficção, há uma inversão entre ficção e realidade na televisão.

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Citação de Citação (Apud) Se a idéia a ser citada for extraída da obra de um outro autor e não do autor da obra original, farse-á a citação de citação, também chamada de citação de segunda mão. A expressão latina apud significa: segundo fulano, referido por. Portanto, a citação é feita em nome do autor da obra original, em seguida, vem a expressão apud e os dados do autor e da obra consultada. Exemplo: Os pensadores liberais defendem a idéia de que a globalização econômica e a liberdade de mercado possibilitaram que todas as pessoas, em qualquer parte do mundo, tenham um padrão de consumo igual ao das pessoas que vivem nos países industrializados. “Essa idéia interessa aos ricos dos países pobres, pois justifica a concentração da riqueza nas mãos de poucos, em nome do progresso tecnológico e do desenvolvimento econômico que, como eles querem fazer crer, futuramente irão beneficiar toda a população. (FURTADO apud OLIVEIRA, 2000: 208)

NUMERAÇÃO DE PÁGINA A numeração de páginas será em algarismos arábicos quando o trabalho apresentar poucos elementos textuais. Nesse caso, todas as folhas, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual (introdução), em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior. ESPAÇAMENTO E PARAGRAFAÇÃO Tamanho do papel: A4 (210 x 297 mm) Tipo, Tamanho e Estilo da Fonte Usada no Texto Texto geral: times new roman ou arial tamanho 12 - estilo: normal Capítulo: times new roman ou arial tamanho 14 - estilo: negrito Tópico: times new roman ou arial tamanho 12 - estilo: negrito Subtópico: times new roman ou arial tamanho 12 - estilo: itálico Citação em parágrafo distinto (citação direta): times new roman ou arial tamanho 11 - estilo: normal

Configuração de Página Margem superior: 3,0 cm Margem inferior: 2,0 cm Margem esquerda: 3,0 cm (justificado) Margem direita: 2,0 cm (justificado) Cabeçalho: 1,25 cm Rodapé: 1,25 cm

Paragrafação e Espaçamento: Paragrafação direta com recuo da primeira linha de 1,25 cm Espaçamento antes: 6 pt Espaçamento depois: 0 pt Espaçamento do texto geral: 1,5 linha

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Espaçamento das citações e notas de rodapé: simples Espaçamento entre capítulo e texto: duplo Espaçamento entre tópico e texto: 1,5 linha Espaçamento entre subtópico e texto: 1,5 linha COMO FAZER A REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Referência bibliográfica é a relação ordenada de todas as obras citadas ao longo do trabalho. A apresentação das obras é feita em folha separada, logo após a conclusão e segue as normas da ABNT para referências bibliográficas. Os documentos lidos, porém não citados no trabalho, poderão ser apresentados em outra lista, nomeada de Bibliografia Recomendada ou Obras Consultadas.

a) Livros SOBRENOME, Nome. Título. Edição. Cidade de publicação: Editora, ano de publicação. Exemplo: CHAUI, Marilena. O que é ideologia. 42. ed. São Paulo: Brasiliense, 1997. Até três autores: indica-se o nome dos três autores. Exemplo: JARDILINO, J. R. L.; ROSSI, G.; SANTOS, G. T. Orientações metodológicas para elaboração de trabalhos acadêmicos. São Paulo: Gois Editora e Publicidade, 2000. Mais de três autores: indicar o nome do organizador ou do coordenador da obra. Exemplo: DANTAS, Audálio (org.). Repórteres. São Paulo: Editora SENAC, 1998. Referência bibliográfica de parte da obra ou capítulo. SOBRENOME, Nome do autor do capítulo. Título do capítulo. In: SOBRENOME, Nome do autor do livro. Título do livro. Edição. Cidade de publicação: Editora, ano de publicação. Exemplo: MEIRELLES, Domingos. Acerto de Contas. In: DANTAS. Audálio (org.). Repórteres. São Paulo: Editora SENAC, 1998.

b) Artigos de publicações periódicas SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título do periódico, cidade de publicação: Editor, número do volume, número do fascículo, páginas inicial-final, mês e ano. Exemplo: SILVA, Dalmo O. Souza. Ágora ou o Zoológico Humano?- uma contribuição para o debate sobre os Reality Shows. Cenários da Comunicação, São Paulo: UNINOVE, v. 1, n. 1, p. 57-71, set. 2002. c) Artigo de jornal SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título do Jornal, cidade, data. Número ou título do caderno, seção ou suplemento, páginas inicial-final. Exemplo: CARDOSO, Raquel. Zeca, o pivô da guerra das cervejas. Diário de S. Paulo, São Paulo, 16 de março de 2004. Economia, p. B3.

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d) Trabalhos de fontes eletrônicas SOBRENOME, Nome / EDITOR. (Ano). Título do trabalho, Tipo de mídia. Produtor (opcional). Disponível: identificador (data de acesso). ARAÚJO, J.G.F. e MOREIRA, A.Z.M. (1999). Mass Media: um enfoque político-social. (On-line). INTERCOM. Disponível: http://www.intercom.org.br/papers/xxii-ci/gt27/27z02.PDF , (14 de junho de 2004). AGORA VEJA COMO PODE FICAR A SUA BIBLIOGRAFIA; ABREU, Antonio Suarez. Curso de Redação. Ática, São Paulo, 2003. CARNEIRO, Agostinho Dias. Texto em construção: interpretação de texto. São Paulo: Moderna, 2000. FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristóvão. Prática de textos para estudantes universitários. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992. GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna. FGV, São Paulo, 2003. GUIMARÃES, Elisa. A articulação do texto. Ática, São Paulo, 2002.SAVIOLI, Francisco, FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação, Ática, 2003. ILARI, Rodolfo. Introdução à semântica: brincando com a gramática. São Paulo: Contexto, 2001. MARCHUSCHI, Luiz Antônio. Análise da Conversação. São Paulo: Ática, 1998. PÉCORA, Alcir. Problemas de redação. São Paulo: Martins Fontes, 2002. TEZZA, Cristóvão e FARACO, Carlos Alberto. Oficina de texto. Petrópolis, RJ:Vozes, 2003. TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática: ensino plural. São Paulo: Cortez, 2001. VAL, Maria da Graça Costa. Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

PRATIQUE: 1) Leia: Segundo os pesquisadores do McAfee Avert Labs, de 80 a 90 por cento de todos os emails são spam. Podemos dizer que o recurso linguístico: “Segundo os pesquisadores...” atribui a outro responsabilidade enunciativa e é um recurso de distanciamento entre autor da idéia e aquele que reproduz a idéia.

A afirmativa está: A- Correta. B - Errada.

AGORA VOCÊS PRATICAM (PESQUISA EM GRUPO)-Pesquisa na biblioteca 1Cada grupo será responsável em trazer para a sala as seguintes referências bibliográficas: a) Três obras do mesmo autor b) Livro c) Capítulo de livro organizado por outro autor d) Livro com três autores e) Um capítulo de livro organizado por outro autor f) Texto publicado em anais de um congresso g) Dois autores de livro com tradução e organização de outros Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 21

A estrutura do parágrafo. Tópico Frasal. Reconhecimento da idéia central dos textos, os objetivos do autor e as palavras-chave.

Conteúdo 2

UM POUCO DE REFLEXÃO: 1-A estrutura do parágrafo.

“É sabido que o Império Romano dependia da escravidão, sobretudo para a produção agrícola. É sabido ainda que os escravos eram recrutados entre os prisioneiros de guerra. Em vista disso, quando ocorria a pacificação, esse número caía consideravelmente. Assim, para que esse número se mantivesse inalterado, era preciso buscar outras formas de ter essa mão-de-obra.”
(Elaborado para este material por Prof. Ms Maria Christina Cervera)

Observando a estrutura do parágrafo temos: TÓPICO FRASAL: “É sabido que o Império Romano dependia da escravidão, sobretudo para a produção agrícola. DESENVOLVIMENTO: É sabido ainda que os escravos eram recrutados entre os prisioneiros de guerra. Em vista disso, quando ocorria a pacificação, esse número caía consideravelmente. CONCLUSÃO: Assim, para que esse número se mantivesse inalterado, era preciso buscar outras formas de ter essa mão-de-obra.” O tópico frasal: “É sabido que o Império Romano dependia da escravidão, sobretudo para a produção agrícola.” Esse tópico frasal inicia-se com um elemento importante e que traz uma veracidade ao que será dito: “É sabido que...”, em outras palavras todos sabem sobre o assunto exposto a seguir (ou deveriam saber): “o Império Romano dependia da escravidão, sobretudo para a produção agrícola”. O desenvolvimento: “É sabido ainda que os escravos eram recrutados entre os prisioneiros de guerra”, amplia a idéia trazendo um dado novo a ser adicionado a idéia inicial: “É sabido ainda que...” “Em vista disso, quando ocorria a pacificação, esse número caía consideravelmente”, ainda no desenvolvimento, esse período expressa uma idéia de implicação, ou seja, como eram prisioneiros de guerra, se ocorresse a paz, o número de escravos cairia.

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A Conclusão: “Assim, para que esse número se mantivesse inalterado, era preciso buscar outras formas de ter essa mão-de-obra.” O elemento lingüístico: “assim”, inicia uma conclusão. O plano global deste parágrafo pode ser observado pelo resumo das idéias: 1. O Império Romano dependia dos escravos para trabalharem na agricultura; 2. Os escravos eram prisioneiros de guerra; 3. Havendo paz essa mão-de-obra se reduzia.

Observe que os elementos lingüísticos que estabelecem as conexões entre as idéias são importantes porque vão conferir ao texto uma unidade lógica, uma seqüência encadeada dessas idéias. São elementos conectores que estabelecem a coesão textual. Não é isso que esperamos de um bom texto? Lógica? Clareza? Objetividade? Qual a importância disto? As técnicas que aprendemos para escrever, também aprendemos para nos

posicionarmos oralmente. Na oralidade também são bem-vindos esses elementos que encadeiam as idéias e a utilização destes demonstra conhecimento dos recursos lingüísticos: Caros eleitores, sabemos que a poluição que temos verificado, principalmente nas grandes capitais do país, é uma questão relevante e para cuja solução é necessária uma ação imediata e conjunta de toda a sociedade. São três as ações apontadas por nós para a solução desse problema. Primeiramente deve ser conscientizado o empresariado industrial, principal agente poluidor do ar e dos rios; em segundo lugar, o governo deve tomar medidas enérgicas de proteção ao meio ambiente; por último, deve haver a colaboração da população em geral, principalmente quanto ao transporte individual. Portanto, qualquer iniciativa isolada de um destes três setores não alcançará o resultado desejado.

Portanto, a estrutura do parágrafo

Na maioria das vezes parágrafos organiza-se em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão (que não é necessária), e esse é o método mais adequado para assegurar a coerência entre as idéias do parágrafo. A Introdução é constituída de um ou dois períodos, normalmente curtos, que concluem o tópico frasal. O Desenvolvimento É o desenrolar da idéia-núcleo, o desenvolvimento de idéias secundárias que esclarecem ou fundamentam o tópico frasal. A Conclusão retoma a idéia central e, normalmente, encerra-a.

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2- Reconhecimento da idéia central dos textos, os objetivos do autor e as palavras-chave. Lembre-se sempre, aluno universitário: você optou pelo desafio de se desenvolver no campo das ciências; você optou por seu curso, qualquer que seja ele; você deverá desenvolver capacidades de linguagem específicas para desenvolver sua linguagem: oral ou escrita; saber o que dizer e como dizer na área da comunicação empresarial e mesmo pessoal são requisitos básicos para o sucesso profissional e pessoal.

Portanto veja: • • • • • • Entenda o seu papel como estudante e o nível em que você se encontra; Posicione-se dentro deste contexto social e físico; Desenvolva atitude de estudo e queira saber sempre mais; Colabore consigo mesmo e dê a si oportunidades para aprender; Desempenhe o seu papel de universitário de forma plena e se entregue aos estudos; Atualize-se nas informações pertinentes à política, às ciências, à educação, às notícias diárias, etc.

O que tem isso a ver com o tópico frasal?

Na verdade, falar sobre tópico frasal significa dizer que falamos sobre um posicionamento crítico do autor do texto: você! Assim, se você não tiver conhecimento sobre o assunto que abordará, se não tiver conhecimento de formas de se expor idéias num parágrafo, não terá como elaborar um parágrafo ou texto adequadamente.

3-Reconhecimento de palavras-chave e objetivos do autor Uma leitura eficiente é capaz de depreender do texto ou de um livro a informação essencial. O texto nos traz pistas seguras para localizar essas idéias, uma boa estratégia é a identificação das palavraschave. As palavras-chave formam um centro de expansão que constituem o alicerce do texto, por isso elas aparecerão ao longo de todo o texto de forma variada: repetidas, modificadas, retomadas como sinônimos. Nenhum texto é “inocente”, quer dizer, todos os textos têm uma intencionalidade. Essa intenção está marcada pelo objetivo do autor verificado nos textos. Ter objetivos muito claros e definidos é importante para que o texto adquira uma unidade de sentido. Será difícil você ler um texto em que o autor exponha claramente o seu objetivo, este deverá ser interpretado, exceto no trabalho acadêmico onde os objetivos devem estar expressos por verbos no infinitivo.

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Exemplificando:

Empresários terão mais dados sobre equipamentos Convênio celebrado entre Sebrae e Abimaq vai disponibilizar informações, equipamentos, processos e fornecedores. Seja qual for o ramo, os empresários sempre têm dificuldades de obter informações qualificadas, quando precisam adquirir máquinas ou equipamentos específicos para seus negócios. Agora, o acesso a esse tipo de informação ficou mais fácil. Já está em vigor convênio nesse sentido assinado pela Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A parceria garante aos empreendedores um leque de informações especializadas sobre o setor industrial no segmento no qual pretendem investir, como o tipo de maquinário exigido, o processo produtivo e os fornecedores. O convênio terá duração de 24 meses. Até fevereiro de 2009, o empreendedor que desejar comprar equipamentos, em qualquer local do país, deve se dirigir a um dos 600 postos de atendimento do Sebrae, onde receberá informações detalhadas sobre o setor. (...) (Serviço Sebrae, Pequenas Empresas & Grandes negócios, abril, 2007. n. 219, p. 105)

Trabalhando o texto: Palavra-chave: Informações – Observe que a palavra informações aparece a partir do título do texto e em todos os parágrafos. Dados – Observe também que o título apresenta, a princípio, o termo dados que, posteriormente é modificado para informações. Dados são informações, no contexto desse texto. Assim temos como palavra-chave do texto: informações.

Quanto à idéia central, ou seja, o assunto do texto, podemos, após uma leitura de estudo, identificar como idéia central: “Informações qualificadas sobre maquinário para compra por empresários especificamente para determinadas áreas”. Em torno dessa idéia núcleo acrescentam-se outras idéias: os empresários ressentem-se de não terem informações especializadas quando querem adquirir um maquinário especifico para sua área. As palavras-chave no trabalho científico são as palavras que representam o conteúdo do texto. É um elemento obrigatório no artigo e trabalho científico e devem figurar logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão “Palavras-chave”, separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto. Recomenda-se o limite de até 5 palavras-chave. Vejamos abaixo a disposição, num resumo de um artigo científico, dos objetivos, da metodologia, dos resultados e palavras-chave:

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EMPREENDEDORISMO E A CULTURA EMPREENDEDORA: UM ESTUDO DE CASO NO RIO GRANDE DO SUL André Roese1 Erlaine Binotto 2 Hélio Büllau3

RESUMO Este artigo objetiva analisar a eficácia dos programas de estímulo ao empreendedorismo existentes bem como conhecer se ocorrem mudanças no comportamento profissional e pessoal decorrentes da realização dos programas. A pesquisa foi realizada em um município do interior do Rio Grande do Sul. Caracterizouse por uma pesquisa exploratória, sendo um estudo de multi-casos. Neste estudo, foram utilizadas amostras não-probabilísticas, escolhidas intencionalmente e por acessibilidade. Foram entrevistados 15 participantes de três diferentes programas de estímulo ao empreendedorismo: Empretec, Junior Achievement e Aprender a Empreender, sendo cinco entrevistados por programa. Utilizou-se como instrumento de pesquisa entrevistas semi-estruturadas, realizadas no próprio local de trabalho do entrevistado. Os resultados demonstraram que os programas conseguiram efetivamente despertar o espírito empreendedor e trazer resultados mais consistentes aos participantes, seja no que se refere ao desenvolvimento pessoal, bem como em melhores resultados nas organizações que dirigem. Pode-se dizer que todos os programas são eficazes e possuem forte influência no despertar do espírito empreendedor de cada um. Palavras-chave: empreendedorismo, formação de empreendedores, cultura empreendedora, espírito empreendedor, sucesso. 1 Administrador, Instrutor SENAC-RS 2 Administradora, Doutora em Agronegócios, Professora da Uniplac.
3

Administrador, Mestre em Administração, Professor da UPF (...)
Disponível em http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/IIseminario/gestao/gestao_08.pdf acesso em 17/12/2008

Recomenda-se o limite de até 5 palavras-chave.

QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO? Ter clareza sobre a composição do parágrafo, do ponto de partida que por vezes é definido pelo tópico frasal, identificar os objetivos do autor e definir palavras-chave, são requisitos principais para uma leitura eficiente e escrita consciente. Pense nisso.

AGORA VOCÊ PRATICA: 1- Leia o texto: Sabemos que uma leitura que se apoia tão somente na obrigatoriedade, terá pouca ou nenhuma possibilidade de tornar-se hábito carregado de prazer. Será realizada somente, quando houver necessidade objetiva, sem o envolvimento afetivo que poderia fazer dela uma experiência, de fato, Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 26

enriquecedora. Outro dado que nos revela a ausência de História Pessoal de Leitor, é traduzido pelo 51% que jamais compraram algum livro e, pelos 35%, que não freqüentam bibliotecas e/ ou livrarias sem serem solicitados pelo professor. Apesar de reconhecer as grandes dificuldades da escola pública no que concerne à reserva de um espaço apropriado para a leitura, no estabelecimento de uma clara política de formação do leitor e de acesso ao livro (sabemos do grande número de escolas públicas que escondem seus livros dos alunos em armários com chaves), com professores apaixonados por essa experiência. Nesse sentido, faz-se urgente e necessário que ousemos levantar proposições que encarem essa problemática de frente, mas que atinjam horizontes onde seja possível dar passos que a revertam, pois comprovando a cor e o sabor da leitura e, contrariando os descrentes, os não avisados (ou os maus leitores), vamos construir, junto aos nossos alunos/as Histórias Pessoais de Leitores, que gerarão frutos ”cem por um”.

1- Podemos dizer que o exposto em negrito trata-se do tópico frasal que encerra a idéia central e mais o posicionamento do autor. A conclusão acima está: B- Correta. C- Incorreta.

1.

A estrutura do parágrafo é marcada por quais elementos? Divida no texto:

______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 2. Qual o objetivo do autor com este texto?

_____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 3. Reconheça no texto o uso de três palavras-chave.

______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________

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QUESTÕES: ENADE 2006 - Administração

(Laerte. O condomínio)

(Laerte. O condomínio) (Disponível em: http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/index-condomínio.html) As duas charges de Laerte são críticas a dois problemas atuais da sociedade brasileira, que podem ser identificados pela crise (A) na saúde e na segurança pública. (B) na assistência social e na habitação. (C) na educação básica e na comunicação. (D) na previdência social e pelo desemprego. (E) nos hospitais e pelas epidemias urbanas.

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Os dois textos acima relacionam a vida a sinais de pontuação, utilizando estes como metáforas do comportamento do ser humano e das suas atitudes. A exata correspondência entre a estrofe da poesia e o quadro do texto “Uma Biografia” é (A) a primeira estrofe e o quarto quadro. (B) a segunda estrofe e o terceiro quadro. (C) a segunda estrofe e o quarto quadro. (D) a segunda estrofe e o quinto quadro. (E) a terceira estrofe e o quinto quadro.

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Plano global do texto Verificação da formas de composição da introdução, desenvolvimento e conclusão dos textos. Sequências narrativa e descritiva.

Conteúdo 3

UM POUCO DE REFLEXÃO: 1- Plano global

Todo texto tem uma organização de conteúdos. Podemos dizer que essa organização dos conteúdos é uma organização por temas. O plano global é um resumo dos conteúdos dessa organização temática. Fazer o plano global de um texto significa identificar, pela leitura, os temas abordados pelo autor e expressá-los, é o que o aluno diria: “com as próprias palavras”.

Observe o artigo de Kanitz abaixo:

Veja: Edição 1 802 - 14 de maio de 2003

Seção: Ponto de vista

Autor: Stephen Kanitz Sempre leia o original "Na próxima aula em que seu professor fizer o resumo de um livro só, ou lhe entregar uma apostila mal escrita, levante-se discretamente e vá direto para a biblioteca" Uma greve geral dos professores alguns anos atrás teve uma conseqüência interessante. Reintroduziu, para milhares de estudantes, o valor esquecido das bibliotecas. Os melhores alunos readquiriram uma competência essencial para o mundo moderno – voltaram a aprender sozinhos, como antigamente. Muitos descobriram que alguns professores nem fazem tanta falta assim. Descobriram também que nas bibliotecas estão os livros originais, as obras que seus professores usavam para dar as aulas, os grandes clássicos, os autores que fizeram suas ciências famosas. Ilustração Ale Setti

Muitos professores se limitam a elaborar resumos malfeitos dos grandes livros. Quantas vezes você já assistiu a uma aula em que o professor parecia estar lendo o material? Seria bem mais motivador e eficiente deixar que os próprios alunos lessem os livros. Os professores serviriam para tirar as dúvidas, que fatalmente surgiriam.

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Hoje, muitas bibliotecas vivem vazias. Pergunte a seu filho quantos livros ele tomou emprestado da biblioteca neste ano. Alguns nem saberão onde ela fica. Talvez devêssemos pensar em construir mais bibliotecas antes de contratar mais professores. Um professor universitário, ganhando 4.000 reais por mês ao longo de trinta anos (mais os cerca de vinte da aposentadoria), permitiria ao Estado comprar em torno de 130.000 livros, o suficiente para criar 130 bibliotecas. Seiscentos professores poderiam financiar 5.000 bibliotecas de 10.000 livros cada uma, uma por município do país.

Universidades são, por definição, elitistas, para a alegria dos cursinhos. Bibliotecas são democráticas, aceitam todas as classes sociais e etnias. Aceitam curiosos de todas as idades, sete dias por semana, doze meses por ano. Bibliotecas permitem ao aluno depender menos do professor e o ajudam a confiar mais em si.

Nunca esqueço minha primeira visita a uma grande biblioteca, e a sensação de pegar nas mãos um livro escrito pelo próprio Einstein, e logo em seguida o de cálculo de Newton. Na época, eu queria ser físico nuclear.

Infelizmente, livros nunca entram em greve para alertar sobre o total abandono em que se encontram nem protestam contra a enorme falta de bibliotecas no Brasil. Visitei no ano passado uma escola secundária de Phillips Exeter, numa cidade americana de 30.000 habitantes, no desconhecido Estado de New Hampshire. Os alunos me mostraram com orgulho a biblioteca da escola, de NOVE andares, com mais de 145.000 obras. A Biblioteca Mário de Andrade, da cidade de São Paulo, tem 350.000. A bibliotecária americana ganhava mais do que alguns dos professores, ao contrário do que ocorre no Brasil, o que demonstra o enorme valor que se dá às bibliotecas nos Estados Unidos.

Não quero parecer injusto com os milhares de professores que incentivam os alunos a ler livros e a freqüentar bibliotecas. Nem quero que sejam substituídos, pois são na realidade facilitadores do aprendizado, motivam e estimulam os alunos a estudar, como acontece com a maioria dos professores do primário e do colegial. Mas estes estão ficando cada vez mais raros, a ponto de se tornarem assunto de filme, como ocorre em Sociedade dos Poetas Mortos, com Robin Williams.

Na próxima aula em que seu professor fizer o resumo de um livro só, ou lhe entregar uma apostila mal escrita, levante-se discretamente e vá direto para a biblioteca. Pegue um livro original de qualquer área, sente-se numa cadeira confortável e leia, como se fazia 500 anos atrás. Você terá um relato apaixonado, aguçado, com os melhores argumentos possíveis, de um brilhante pensador. Você vai ler alguém que tinha de convencer toda a humanidade a mudar uma forma de pensar.

Um autor destemido e corajoso que estava colocando sua reputação, e muitas vezes seu pescoço, em risco. Alguém que estava escrevendo apaixonadamente para convencer uma pessoa bastante especial: você. Stephen Kanitz foi professor universitário por trinta anos.

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Pode-se considerar que, em termos de identificações do contexto de produção do texto original, apresenta:

Contexto de produção Contexto físico Lugar de produção: departamento editorial da Revista Veja Lugar social: instituição jornalística Contexto social

(Editora Abril, São Paulo - SP Momento de produção: dia 14 de maio de 2003 (considerado aqui como a data de publicação da revista) Emissor: Stephen Kanitz A posição social do emissor professor universitário e administrador formado em Harvard Receptor (ES): os leitores da Veja (quantificados em A posição social do receptor leitores de classe média e alta com nível correspondente de escolaridade Objetivo do autor: convencer o leitor da importância da freqüência às bibliotecas para leitura e estudo nas fontes originais como fator importante do processo educacional.
In: BRONCKART, Jean-Paul, Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. São Paulo: Educ, 1997.

aproximadamente 8 milhões no Brasil) Suporte: uma revista impressa, com correspondente digital

Podemos ampliar para compreensão de: Gênero: artigo de opinião Assunto: A importância da leitura de textos originais na formação dos alunos.

O plano global desse artigo de opinião organiza-se como segue:

Seção Título Olho

Ponto de vista Sempre leia o original

“Na próxima aula em que seu professor fizer o resumo de um livro só, ou lhe entregar uma apostila mal escrita, levante-se discretamente e vá direto para a biblioteca”

Plano global §1 Uma greve geral dos professores alguns anos atrás teve uma conseqüência interessante. Reintroduziu, Uma greve de professores

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para milhares de estudantes, o valor esquecido das bibliotecas. Os melhores alunos readquiriram uma competência essencial para o mundo moderno – voltaram a aprender sozinhos, como antigamente. Muitos descobriram que alguns professores nem fazem tanta falta assim. Descobriram também que nas bibliotecas estão os livros originais, as obras que seus professores usavam para dar as aulas, os grandes clássicos, os autores que fizeram suas ciências famosas.

A conseqüência dessa greve: o retorno às bibliotecas A (re)aquisição de uma capacidade importante hoje em dia: aprender sozinho (autonomia) A (re)descoberta dos textos originais

Muitos professores se limitam a elaborar resumos malfeitos dos grandes livros. Quantas vezes você já assistiu a uma aula em que o professor parecia estar §2 lendo o material? Seria bem mais motivador e eficiente deixar que os próprios alunos lessem os livros. Os professores serviriam para tirar as dúvidas, que fatalmente surgiriam.

Os resumos malfeitos dos professores O professor como um mediador entre alunos e textos originais para dirimição de dúvidas

A situação de Hoje, muitas bibliotecas vivem vazias. Pergunte a seu filho quantos livros ele tomou emprestado da biblioteca neste ano. Alguns nem saberão onde ela fica. Talvez devêssemos pensar em construir mais bibliotecas antes de contratar mais professores. Um §3 professor universitário, ganhando 4.000 reais por mês ao longo de trinta anos (mais os cerca de vinte da aposentadoria), permitiria ao Estado comprar em torno de 130.000 livros, o suficiente para criar 130 bibliotecas. Seiscentos professores poderiam financiar 5.000 bibliotecas de 10.000 livros cada uma, uma por município do país. ociosidade das bibliotecas atualmente A probabilidade de avanço, em uma visão de administrador, no deslocamento do investimento em contratação de mais professores para investimento em expansão de bibliotecas

Universidades são, por definição, elitistas, para a alegria dos cursinhos. Bibliotecas são democráticas, §4 aceitam todas as classes sociais e etnias. Aceitam curiosos de todas as idades, sete dias por semana, doze meses por ano. Bibliotecas permitem ao aluno depender menos do professor e o ajudam a confiar

A contraposição entre o elitismo das universidades e a democracia das bibliotecas A conseqüência de

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mais em si.

menor dependência dos alunos em relação aos professores e incremento da autonomia

Nunca esqueço minha primeira visita a uma grande biblioteca, e a sensação de pegar nas mãos um livro §5 escrito pelo próprio Einstein, e logo em seguida o de cálculo de Newton. Na época, eu queria ser físico nuclear.

Relato de experiência pessoal do autor com bibliotecas

Infelizmente, livros nunca entram em greve para alertar sobre o total abandono em que se encontram nem protestam contra a enorme falta de bibliotecas no Brasil. Visitei no ano passado uma escola secundária de Phillips Exeter, numa cidade americana de 30.000 habitantes, no desconhecido Estado de New Hampshire. Os alunos me mostraram com §6 orgulho a biblioteca da escola, de NOVE andares, com mais de 145.000 obras. A Biblioteca Mário de Andrade, da cidade de São Paulo, tem 350.000. A bibliotecária americana ganhava mais do que alguns dos professores, ao contrário do que ocorre no Brasil, o que demonstra o enorme valor que se dá às bibliotecas nos Estados Unidos. A comparação entre as bibliotecas do Brasil e EUA A comparação entre o ganho dos professores com o dos bibliotecários norte-americanos

Não quero parecer injusto com os milhares de professores que incentivam os alunos a ler livros e a freqüentar bibliotecas. Nem quero que sejam substituídos, pois são na realidade facilitadores do §7 aprendizado, motivam e estimulam os alunos a estudar, como acontece com a maioria dos professores do primário e do colegial. Mas estes estão ficando cada vez mais raros, a ponto de se tornarem assunto de filme, como ocorre em Sociedade dos Poetas Mortos, com Robin Williams. §8 O rareamento de professores que incentivam a leitura e são facilitadores da aprendizagem

Na próxima aula em que seu professor fizer o resumo

A prescrição de que

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de um livro só, ou lhe entregar uma apostila mal escrita, levante-se discretamente e vá direto para a biblioteca. Pegue um livro original de qualquer área, sente-se numa cadeira confortável e leia, como se fazia 500 anos atrás. Você terá um relato apaixonado, aguçado, com os melhores argumentos possíveis, de um brilhante pensador. Você vai ler alguém que tinha de convencer toda a humanidade a mudar uma forma de pensar.

os alunos devem buscar auxílio e recursos nos livros e não no professor

Um autor destemido e corajoso que estava colocando §9 sua reputação, e muitas vezes seu pescoço, em risco. Alguém que estava escrevendo apaixonadamente para convencer uma pessoa bastante especial: você.

A valorização dos textos originais e da figura do autor

CERVERA M. C. S. F. O ensino-aprendizagem do gênero resenha crítica na universidade. Dissertação de Mestrado. Pontifícia Universidade Católica. PUC/SP. 2008.

O que tem a ver plano global com introdução, desenvolvimento e conclusão?

Quando iniciamos uma leitura sem levar critérios para ela, ou seja, sem termos um projeto de leitura já compreendido em nossa mente, entramos nessa leitura sem instrumentos para guiar esta leitura, portanto é como se estivéssemos navegando em alto-mar sem bússola: Introdução, desenvolvimento e conclusão, são elementos básicos de estruturação de qualquer texto e orientadores dessa planificação de texto porque estabelece uma seqüencialidade: começo, meio e fim. Hoje em dia, avançamos nestes estudos e tratamos esta estruturação a partir do plano global, O plano global, como vimos não trabalha somente com o mapeamento, no texto, da simples divisão do que seja introdução, desenvolvimento e conclusão, vai além porque busca esquadrinhar a proposta dos temas abordados nos parágrafos. Um plano global compreende os tipos de sequência utilizados, a composição das idéias pelos parágrafos e encadeamento delas. Assim, a diferença entre introdução, desenvolvimento e conclusão e plano global é que o plano global avança nas questões de retirar do texto mais do que somente a divisão simples do que seja começo, meio e fim, traz a essência dita neste começo, meio e fim.

QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO?

Podemos fazer o plano global de qualquer texto, até mesmo texto matemático, por exemplo, um problema matemático. O aluno tem diante de si a tarefa de fazer a decomposição do texto nos seus temas. Assim, a utilização do esquema acima é bastante pertinente e eficaz. Por fim, elaborado o plano global do texto, chegamos ao seu esqueleto e podemos textualizá-lo num esquema ou reelaborá-lo, agora, num resumo.

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Leia: A importância do líder comunicador No ambiente corporativo, a comunicação é o fator essencial na hora de atingir metas e alcançar resultados Por Eduardo Shinyashiki, www.administradores.com.br No ambiente corporativo, a comunicação é o fator essencial na hora de atingir metas e alcançar resultados. A boa comunicação entre a equipe favorece o andamento das atividades e o líder comunicador tende a sustentar com maior facilidade um grupo estruturado e eficiente. Uma recente pesquisa realizada pela sexta edição do Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos, desenvolvido pelo Project Management Institute Brasil (PMI), comprovou que em 76% das empresas pesquisadas, o problema com a comunicação é o principal motivo pelo fracasso dos projetos. A pesquisa também aponta que fracassar em um empreendimento é perder muito dinheiro, pois, para 46% dos empreendimentos o investimento foi de 1 a 10 milhões de reais no setor de projetos. Esses dados refletem um problema que, por parecer simples, quando deixado de lado, pode se tornar o motivo da queda de uma organização. A maioria das empresas ainda sofrem com grandes falhas na comunicação, e o problemas nem sempre estão ligados às ferramentas utilizadas para trabalhar com os colaboradores internos. Muitas vezes, o modo como essa comunicação é trabalhada por seus lideres e gestores é o principal fator que declina a qualidade da troca de informações para otimizar o trabalho dentro de uma organização. Lembre-se que as formas de comunicação podem ser expressivas, verbais e não verbais e, se expressada de maneira entendível, é possível que essa troca de informações gere um relacionamento mutuo com o próximo. Por isso, o primeiro conceito fundamental de importância no sucesso da comunicação, ligado a idealização de inteligência emocional, é a flexibilidade comunicativa, a capacidade e a intenção do comunicador de entender e se adaptar ao contexto situacional do interlocutor. É importante lembrar que o nosso corpo também fala. A linguagem corporal é uma ferramenta que pode deixar a troca de informações mais natural. Ouvir o nosso corpo e as emoções que ele manifesta significa escutar um conselheiro com uma experiência muito maior do que a razão e a lógica e não há nada de errado com isso, pois os seres humanos são seres emocionais. Portanto, para liderar uma equipe com sucesso, é fundamental que o líder tenha uma comunicação eficaz, do contrário, a empresa correrá o risco de seu planejamento não sair do papel. Sobretudo, o líder tende a exercer influência sobre a sua equipe, e, para isso, a habilidade em comunicar e fazer-se entender é essencial para o sucesso do grupo. É muito importante saber e estar consciente daquilo que "tornamos comum" e de como fazemos isso através da nossa linguagem verbal e não verbal, ou seja, a maneira como nos comunicamos reflete o que pensamos e condiciona nosso comportamento. Assim, ao utilizar a comunicação de forma eficaz, sua empresa possivelmente passará longe do índice de negócios que não deram certo pela falta de clareza em suas trocas de informações. Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, Editora Gente, disponível em Audiolivro – Ed. Nossa Cultura. http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/a-importanciado-lider-comunicador/33653/ acesso em 12/02/11

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Atividade: a) Formem grupos; b) Leiam o texto c) Apresentem opinião sobre o tema embasada na leitura.

Sequências testuais 1) Sequências narrativa e descritiva

As sequências são modelos abstratos que os produtores e receptores dispõem e são definidos pelo modo de articulação e de estruturação do próprio texto. São modelos abstratos porque estão no campo cognitivo. Já temos algumas representações dessas seqüências, por exemplo, ao ouvirmos: “Era uma vez...” sabemos que ouviremos uma história e esta estará no campo da narrativa, então: discurso narrativo com seqüência narrativa ou provavelmente também uma seqüência descritiva ou argumentativa, dependendo do caso.

A seqüência narrativa se caracteriza por apresentar uma sucessão de eventos, unidade temática, predicados transformados, um processo, uma intriga e uma avaliação final. Dentro desse panorama, o esquema da seqüência narrativa pode ser descrito a partir de: situação inicial, complicação, (re)ações, situação final e moral.

Exemplificando:

Situação inicial: Existia uma formiga e uma cigarra que eram muito amigas. Durante todo o outono, a formiga trabalhou sem parar, guardando alimento para o inverno. Não se divertiu nem um pouco, trabalhou incansavelmente. Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar e não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou e aproveitou os dias de sol, sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Complicação: Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da porta. Era a cigarra, faminta, pedindo ajuda. Reações: A formiga não abriu a porta e pediu que a cigarra fosse embora, uma vez que não havia ajudado a armazenar os alimentos, não poderia comer. Situação final: No dia seguinte, a cigarra foi encontrada morta. Morreu sozinha, de fome e de frio, tentando convencer alguém a lhe dar comida. Moral: Primeiro o trabalho, depois, a diversão.

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Veja os elementos lingüísticos que são encontrados normalmente numa sequência narrativa:

Angelina Jolie esquece brincos de US$ 2 milhões em hotel da Folha Online 10/02/2009 - 12h49

A atriz Angelina Jolie quase sofre um prejuízo de nada menos do que US$ 2 milhões (cerca de R$ 4,5 milhões). De acordo com o site "Entertainment Wise", esse é o valor do par de brincos que ela acabou esquecendo em uma suíte de um hotel de Londres. Ela levou os brincos para uma breve aparição no Bafta, premiação inglesa de cinema. Ela só notou que não estava com o acessório quando chegou em casa, em Los Angeles. Assim que se deu conta, ela teria ligado desesperada para o hotel perguntando se os brincos ainda estavam por lá. Depois da ligação, alguns funcionários foram encaminhados para o quarto, onde procuraram pelos objetos por uma hora e meia, quando finalmente eles foram encontrados. O hotel já enviou o par de brincos para os Estados Unidos.

Que elementos lingüísticos nos dão pistas disso? • • • Temos verbos no passado: acabou esquecendo; levou, notou, chegou, entre outros.... Há organizadores temporais: “... quando chegou em casa...”; “... assim que se deu conta...” “ depois da ligação....” Há organizadores espaciais: “em Los Angeles...”

Seqüência descritiva:

A seqüência descritiva: é a menos autônoma. Esta seqüência se caracteriza por não apresentar uma ordem fixa. Efeito pretendido: Fazer o receptor ver em pormenor elementos do objeto em foco. A orientação é a do produtor.

A descrição é constituída de três partes: uma ancoragem, uma dispersão de propriedades e uma reformulação.

Ancoragem – percepção do todo Dispersão – detalhamento Reformulação – composição do todo

Vejamos o exemplo abaixo: Dados do empreendimento Tipo: Apartamento Padrão Quartos/dts.: 2 a 3 Suítes: 1 a 2 Vagas de garagem: 1 a 2 Previsão de entrega: 8/2012

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• Área útil: 68 m² a 159 m² Informações complementares O empreendimento terá uma infra-estrutura completa com segurança 24hs Piscina: adulto e infantil Salão de jogos Salão de festas Churrasqueira SPA com sala de repouso Saunas:seca e a vapor. Localização Rua Araguaia, 1613 - JACAREPAGUA / FREGUESIA - RIO DE JANEIRO/RJ Localizado no ponto mais nobre da Freguesia.

(http://www.zap.com.br//imoveis/lancamentos/ficha_lancamento.aspx?ID=1927&Chamada=Destaque_Cap a_Aprovacao em 11/02/08) Analisando, teremos: Apartamento Padrão - Temos aqui a ancoragem, o tema, objeto da descrição. Dados do empreendimento Tipo: Apartamento Padrão Quartos/dts.: 2 a 3 Suítes: 1 a 2 Vagas de garagem: 1 a 2 Previsão de entrega: 8/2012 • Área útil: 68 m² a 159 m²

- Temos nesta fase enumeração dos aspectos do tema

O empreendimento terá uma infraestrutura completa com segurança 24hs Piscina adulto e infantil Salão de jogos Salão de festas Churrasqueira SPA com sala de repouso Saunas seca e a vapor. - Reformula-se novamente, recompõe o objeto descrito pelos detalhes e o recompõe – localização Rua Araguaia, 1613 - JACAREPAGUA / FREGUESIA - RIO DE JANEIRO/RJ Localizado no ponto mais nobre da Freguesia.

Seqüência descritiva:

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Efeito pretendido: Fazer o receptor ver em pormenor elementos do objeto em foco. A orientação é a do produtor.

Etapas: Ancoragem; aspectualização, relacionamento; reformulação.

Enade- 2005: Leia e relacione os textos a seguir. 1-

2- O Governo Federal deve promover a inclusão digital, pois a falta de acesso às tecnologias digitais acaba por excluir socialmente o cidadão, em especial a juventude. (Projeto Casa Brasil de inclusão digital começa em 2004. In: MAZZA, Mariana. JB online.)

Comparando a proposta acima com a charge, pode-se concluir que:

(A) o conhecimento da tecnologia digital está democratizado no Brasil. (B) a preocupação social é preparar quadros para o domínio da informática. (C) o apelo à inclusão digital atrai os jovens para o universo da computação. (D) o acesso à tecnologia digital está perdido para as comunidades carentes. (E) a dificuldade de acesso ao mundo digital torna o cidadão um excluído social.

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A sequência dissertativa e textos argumentativos. Formas de citação: direta e indireta Práticas para verificação das referências bibliográficas. Alguns aspectos de modalização de verbos e demais construções no texto

UM POUCO DE REFLEXÃO: 1) Seqüência argumentativa (ou sequência dissertativa): Entende-se por seqüência argumentativa o conjunto de raciocínio que é mobilizado na abordagem dos temas. Essa mobilização é feita a partir de um esquema argumentativo constituído por quatro fases: • • • • TEXTO Como administramos crises? Lya Luft “A crise é desculpa para muita loucura, nossa e dos que chamamos líderes. Como administramos crises? Crises se administram ou se sofrem... ou simplesmente se desenrolam e nós rolamos feito marisco solto no mar? O que fazer com as crises pessoais e financeiras? As da vida pessoal podem ser mortais, mas quase sempre encontramos um caminho, no que depende de nós. As econômicas regionais, nacionais ou, pior, mundiais, como a atual, nos são alheias. A parte mínima que cabe a cada um é apertar o cinto e rezar (ou torcer) para que os responsáveis não façam besteira demais.” Analisando o trecho do texto: O texto se inicia por uma premissa que se deseja incontestável: “A crise é desculpa para muita loucura, nossa e dos que chamamos líderes.” Na sequência, vemos a exposição de um argumentos: “Como administramos crises? Crises se administram ou se sofrem... ou simplesmente se desenrolam e nós rolamos feito marisco solto no mar? O que fazer com as crises pessoais e financeiras? As da vida pessoal podem ser mortais, mas quase sempre encontramos um caminho, no que depende de nós. As econômicas regionais, nacionais ou, pior, mundiais, como a atual, nos são alheias. A parte mínima que cabe a cada um é apertar o cinto e rezar (ou torcer) para que os responsáveis não façam besteira demais.” Observe ainda o efeito das modalizações pelos recursos: “... podem ser mortais..”, “...ou, pior,...” que conferem ao texto a posição da autora no que será exposto. >leia o texto na íntegra em :http://origin.veja.abril.com.br/110209/p_024.shtml) Quais são as marcas linguísticas da argumentação? Podemos destacar algumas marcas linguísticas: • As pressuposições; A fase das premissas (dados) que se propõe uma constatação de partida; A fase da apresentação dos argumentos: podem ser elementos apoiados por regras gerais, exemplos, dados estatísticos; A fase da contra-argumentação – são os dados que entram em oposição, que rejeitam os argumentos iniciais; A fase da conclusão – apresenta os efeitos dos argumentos e dos contra-argumentos.

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Posicionamento enunciativo e vozes; As modalizações; Os mecanismos de textualização: conexão e coesão nominal

As pressuposições: O pressuposto orienta a argumentação, é a idéia que irá nos acompanhar durante todo o texto, apresenta uma posição firmada diante do assunto. É nos atos de fala que encontramos o posto e o pressuposto. Posto: corresponde ao que está dito no enunciado e o pressuposto possibilita ao locutor dizer implicitamente algo, recorrendo ao interlocutor para juntos interpretarem o que foi dito. Problemas com pressuposição mal construída: Posto: “Apesar de ter freqüentado a faculdade, consegui enriquecer.” Pressuposto: Quem freqüenta a faculdade não enriquece (e pior): quem não estuda, enriquece. Certamente o problema que ocorre com a pressuposição é que ela pode aparecer de forma generalizada. O pressuposto diz muito das nossas crenças, dos nossos conhecimentos, da bagagem cultural que temos, portanto um texto começa mal quando nossos pressupostos são mal formulados, o que irá comprometer a argumentação. Ampliando: Posto: “Só vou me esforçar no trabalho quando meu chefe der aumento para todos os funcionários Pressuposto: Meu trabalho depende de aumento salarial. Até prova contrária, nosso pressuposto acima é confiável.

2) Formas de citação: direta e indireta Posicionamento enunciativo e vozes: Ao escrever, qual deve ser seu posicionamento? Este é um aspecto muito importante da escrita de textos argumentativos, bem como de todos os outros. Sou eu o responsável pelo que escrevo ou a responsabilidade é de outro porque reproduzo o que o outro escreveu? Precisamos pensar sobre isso. Os mecanismos enunciativos contribuem para a manutenção da coerência do texto, esclarecem o posicionamento enunciativo, quais as vozes que, no texto, se expressam e orientam a interpretação do texto. As vozes podem ser definidas como as entidades que assumem a responsabilidade do enunciado. Há também a voz neutra, aquilo que conhecemos por impessoalidade no discurso: “Espera-se que o concurso seja suspenso e anulado devido às suspeitas de fraude.” Em outros casos, dizer algo pode colocar em cena várias outras vozes. Há fórmulas específicas para se atribuir ao outro a responsabilidade pelas idéias que não são nossas: “Segundo X, alguns fatores levam a...”; “De acordo com X, as experiências apontam para...”. Quanto às vozes temos: a voz do autor; as vozes sociais (das instituições, dos órgãos públicos, das empresas, etc.); as vozes dos personagens (das pessoas que estão intimamente implicadas no percurso do texto). A voz do autor: é a voz que provém da pessoa que está produzindo o texto que intervém para comentar ou avaliar aspectos do enunciado. “Todos sabemos que o Sistema do Império Romano dependia da escravidão para sua produção agrícola, caro leitor, já pensou sobre isso? no passar dos séculos...”.

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As vozes sociais: são procedentes de grupos ou instituições sociais que intervém como agentes, embora não estejam ausentes. “Nossos clientes se sentem à vontade e confiantes com os nossos produtos.” “A empresa prima pela qualidade de seus produtos e pelo atendimento aos clientes.” No primeiro exemplo os clientes estão ausentes, mas são lembrados e importantes no enunciado, assim como a empresa está ausente fisicamente, mas confere um peso importante e é voz forte no enunciado. As vozes sociais são extremamente importantes para a manutenção da vida em sociedade porque homogeneízam condutas, são, por muitas vezes ausentes fisicamente, mas determinam toda a ação social, como as leis: não saio por aí matando, tenho as leis que sancionam minha conduta, além claro dos valores que tenho desenvolvidos. As vozes sociais são as mais fortes e as mais sentidas e percebidas nos textos. São vozes prescritivas e nos fazem assumir o que e como fazer. Observe abaixo, traços dessa prescrição, ou seja, o dever fazer, expresso pelos elementos destacados: Observe uma circular de uma entidade educacional de ensino básico: Orientação para montagem de provas Em reunião com a direção, foi decidido que: a) as provas deverão sempre apresentar os objetivos, ou seja, devem começar assim: – cabeçalho do colégio - objetivos da prova b) as questões devem ter relação direta com os objetivos apresentados c) as questões devem apresentar seu respectivo valor d) Garantam que o que for cobrado na prova realmente tenha sido bem trabalhado em sala e) Não apresentem inovações na prova, deixem-nas para a sala de aula. f) Antes de mandar para o Xerox, mostrar a prova para o coordenador de disciplina Bom trabalho e muito obrigado, Coordenação

Analisando o texto temos: Contexto: um colégio particular Em reunião com a direção, foi decidido que: Temos aqui uma forma de conferir ao documento um valor mais sólido. Observe: Em reunião com a direção = nós + eles = tem um sentido de dividir responsabilidade. Emissor: a direção Receptores: os professores devem ter e devem apresentar – modalização: o dever fazer = prescrição Garantam e apresentem – há receptores diretos: os professores Mandar e mostrar – valor imperativo a quem se destina – trata-se aqui de uma ordem

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Bom trabalho e muito obrigado - do emissor – suavização As vozes dos personagens: São vozes provenientes de seres humanos ou entidades humanizadas (animais em cena, em certos contos) O sapo e o escorpião Num dos lados do riacho o escorpião pediu ajuda ao sapo para passar para a outra margem. O sapo receoso, pela má fama do escorpião, relutou muito: - Imagine que serei bobo o suficiente para isso? Você é venenoso, vai me picar e vou morrer te fazendo um favor!!!! - Pense comigo, caro amigo sapo: se eu te picar, você morre e eu também porque perderei minha carona e não sei nadar! O sapo foi convencido pela fala doce do animal e começaram a travessia. Quando já se encontravam quase do outro lado da margem, o sapo sentiu uma dor lancinante nas costas e começou a perder as forças, mas ainda encontrou forças para dirigir seu olhar para o escorpião e dizer: - Você havia me prometido não fazer isso.... Ao que o escorpião respondeu: - Desculpe-me, mas é a minha natureza!

- Discurso segundo e citação direta:

Formação baseada na qualidade do ensino UNINOVE oferece infraestrutura de ponta e currículos alinhados com o mercado de trabalho Administração Segundo o professor Cláudio Ramacciotti, diretor de Gerenciais da instituição, “os principais objetivos do curso de Administração da UNINOVE são pautados para a formação de um bacharel pleno, com capacidade para promover a gestão empresarial com profissionalismo, criatividade e espírito crítico”. O curso oferece capacitação para administrar organizações no novo contexto empresarial, seguindo tendências ligadas às questões éticas, sociais, econômicas, ambientais e tecnológicas. A linha pedagógica diferenciada permite a formação de profissionais reflexivos, que associam a teoria à prática. Ramacciotti afirma que “a maioria dos discentes já está no mercado de trabalho, o que permite a discussão e o aprimoramento do processo educativo, respeitando-se as vivências e acatando-se toda contribuição advinda da relação docente/discente”. Ramacciotti considera que a Formação Executiva é um dos fatores que promovem a empregabilidade. Na UNINOVE, os estudantes podem obter o diploma de Formação Específica em Empreendedorismo ao final do segundo ano, e o de Gestão de Processos ao final do terceiro. E, a partir de 2009, receberão mais uma certificação antes do diploma, a de Qualificação Profissional em Assistente Administrativo. (Jornal da UNINOVE – circulação interna – 2009)

Analisando o texto: Segundo o professor Cláudio Ramacciotti: o autor do texto inicia com um recurso de discurso segundo (segundo o professor...). Este recurso é necessário quando queremos dizer a voz do outro e conferir ao outro responsabilidade do que foi dito.

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Citação direta: O texto apresenta duas citações diretas, ou seja, o autor do texto registrou as palavras como foram ditas pelo diretor e para isso utilizou-se do recurso das aspas: “os principais objetivos do curso de Administração da UNINOVE são pautados para a formação de um bacharel pleno, com capacidade para promover a gestão empresarial com profissionalismo, criatividade e espírito crítico”. Verbos operacionais, ou verbos do dizer da ação, neste caso, do diretor: Ramacciotti afirma Ramacciotti considera Observe os verbos: afirma e considera, certamente não foi o diretor quem disse: eu afirmo, eu considero, foi o autor do texto do jornal da UNINOVE, portanto o repórter deste jornal, quem interpretou a ação do dizer do diretor utilizando verbos adequados à fala representada.

Qual a importância disso? Identificar e utilizar adequadamente os verbos do dizer as ações do outro é tarefa importante quando trabalhamos com leituras de artigos científicos para que estes venham a sustentar o nosso dizer em nosso trabalho acadêmico.

3) Alguns aspectos de modalizações de verbos e demais construções de texto As modalizações Na estruturação do discurso, com relação aos enunciados que compõem o discurso, é comum projetar-se essa estrutura a partir das relações de modalizações, para tanto, é necessário conhecer esses recursos que modalizam os textos argumentativos e promovem relações de efeito, vejamos: É possível que a crise não afete a minha empresa. A crise pode afetar a minha empresa. Provavelmente a crise afetará a minha empresa. A crise deve afetar a minha empresa.

Os tipos de modalizações: - Modalizações lógicas: baseadas em julgamentos de valor de verdade das proposições: é possível, é provável, é certo, é improvável. É possível que a crise não afete a minha empresa. Provavelmente a crise afetará a minha empresa.

- Modalizações dêonticas: avaliam os enunciados à luz dos valores sociais apresentando os fatos como socialmente permitidos, proibidos, necessários, desejáveis. A crise deve afetar a minha empresa. A família não deve ser esquecida. É lamentável que a falência seja fruto da má administração dos diretores.

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- Modalizações apreciativas: procedem do mundo subjetivo, ou seja, da opinião do locutor. É uma apreciação, uma avaliação de alguns aspectos do conteúdo temático. Infelizmente a empresa não sobreviverá a esse caos. Felizmente, para todos, a saúde financeira da empresa está mantida.

-as modalizações pragmáticas: introduzem um julgamento sobre a responsabilidade (de um personagem, grupo, instituição) no que visa à capacidade de ação (o poder-fazer) e na intenção (o quererfazer) e as razões (o dever-fazer). Encontramos nessas modalizações os verbos: poder, ser preciso, dever e os advérbios certamente, sem dúvida, felizmente, provavelmente, evidentemente, talvez, sem dúvida, obrigatoriamente, etc., frases impessoais: é evidente, é possível, é lamentável que, admite-se geralmente que, etc. É preciso que nos programemos para daqui a cinco anos. Certamente quem não sabe para onde vai, nunca vai saber se já chegou. É lamentável que ainda hoje haja tanta burocracia. Há estudos sobre argumentação que apresentam o que denominamos operadores

argumentativos.

Vejamos como a gramática, mais uma vez, nos oferece elementos com valor

argumentativo. Os operadores argumentativos provêm da gramática tradicional que são os conectivos, conjunções ou locuções conjuntivas: mas, porém, embora, já que, pois, aliás, além do mais, etc.; palavras denotativas de inclusão: até mesmo, também, inclusive e palavras denotativas de exclusão: só, somente, apenas, senão. Veja: Até mesmo aquela moça conseguiu entrar no BBB.

Para nossas aulas, trataremos esses operadores argumentativos por mecanismos de textualização: conexão e coesão nominal. Nós os estudaremos, mais detidamente, nas próximas seções.

QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO?

A dificuldade que temos em definir textos, ou ainda, de nos posicionarmos diante de um texto, levou inúmeros estudiosos a buscar, não uma classificação para os gêneros textuais, mas um estudo que possa ser eficiente para responder algumas das questões que nos cercam quando temos que escrever um texto. Quando falamos sobre tipos de discurso e tipos de sequências, falamos das mobilizações linguísticas que fazemos ao pensarmos numa narrativa, por exemplo, e que esta narrativa pode apresentar seqüências narrativas, descritivas e mesmo argumentativas. Quando falamos sobre o discurso teórico, falamos sobre um texto que apresentará também uma sequência argumentativa ou descritiva e o reconhecemos como tal por ter marcas linguísticas de argumentação como os pressupostos, posicionamento enunciativo e vozes, mecanismos de textualização: conexão e coesão nominal. Todos esses elementos tecem o texto e o reconhecemos como pertencentes a este ou aquele gênero pelos elementos que os compõem e que o caracterizam e são estabilizados pelo uso, em sociedade.

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Agora você pratica:
1-Observe uma circular de empresa: Senhores colaboradores, A partir desta data, todos os colaboradores deverão portar crachá ao entrarem na empresa, bem como portarem os mesmos (sic) durante o expediente. Entendemos que para a segurança e rápida identificação de todos os colaboradores, essa medida deva ser atendida. É preciso que todos participem. A direção Fazendo uma análise do texto encontramos: - modalização dêontica: fato socialmente aceito: “dever portar”; “dever ser atendida”. - vozes sociais: a voz da empresa, no caso, a direção da empresa: “Entendemos...” - modalização pragmática: introduz um julgamento sobre a responsabilidade de ação de um grupo “É preciso que todos...” Quanto à análise feita a partir dos elementos destacados e estudados, podemos afirmar que a análise está: A- Correta. B-Errada.
Gêneros acadêmicos:

Conteúdo 5

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Resumo Resenha acadêmica Artigo científico Fichamento

UM POUCO DE REFLEXÃO:

Para quem já tem experiência em pesquisa lhe dirá que é importante aportar seu trabalho em teorias trabalhadas na sua área e este é o princípio básico para que tenhamos um trabalho acadêmico certamente, assim as leituras escolhidas como aportes teóricos se fazem amplamente necessárias. Essas teorias já foram pensadas antes e são ponto de partida para o que virá de novo. Assim, ao conhecer novas teorias fazem-se necessárias leituras. A pergunta é: Como se lembrar de todas essas leituras? Simples: Faça apontamentos eficazes por intermédio de RESUMOS E RESENHAS.

1) O que é um RESUMO?

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Muito se estuda sobre resumo e sempre ouvimos dos alunos aquela pergunta: “É com as minhas próprias palavras?” É sim! MAS vamos incrementar essa idéia. Façamos um levantamento do que seja resumo: - ato de condensar as idéias principais do texto original (já ouvimos isso) - necessário que se faça uma leitura de todo o texto (também sabemos)

Qual é a dica? Ninguém, ao planejar elaborar um trabalho acadêmico, escapa de um resumo. O resumo é um excelente aliado para nosso trabalho acadêmico. Ao escolher a bibliografia com a qual iremos trabalhar, há a necessidade de leitura e registro para, posteriormente usarmos em nosso trabalho acadêmico. Há técnicas para elaboração de um resumo: A – faça a leitura integral do texto - “dê uma lida” sem muita preocupação, a não ser responder à pergunta: “Qual o assunto do texto?” B – Agora, faça uma leitura de estudo, com a caneta ou lápis, sublinhe os pontos importantes, ressalte as idéias necessárias e importantes, segmente o texto por parágrafos e escreva, ao lado dos parágrafos, as idéias centrais que eles trazem. C – Você terá, ao final, ao lado dos parágrafos do texto original, idéias condensadas por você e na seqüência em que aparecem no texto. Dê a elas redação final, encadeando as idéias de forma a estruturar outro texto, menor que o original, mas com suas próprias palavras. Para que serve um resumo? Para registrar por suas palavras o texto lido. Nesse ponto, se faz necessário falarmos sobre direitos autorais. Olhar para uma idéia e dizer que é boa, não é copiá-la, A cópia se inicia quando “recortamos e colamos” tal qual ela se apresenta. Como fazer para que sejamos corretos com as idéias das pessoas que nos surpreenderam pelo que disseram? Sempre nos referirmos à fonte que buscamos. Fazer resumo é uma boa maneira. Ao ler o texto de outra pessoa e resumi-lo, é necessário dar conta de interpretar as ações do autor e nunca omitir esse autor. Observe o plano global do texto, procure voltar ao seu esquema, às idéias principais de onde o autor partiu. 2) Resenha Resumo e resenha: a mesma coisa? Não! Uma resenha contém um resumo, mas um resumo não contém todas as especificações de uma resenha. Como assim? Para entendermos, vejamos onde encontramos resenhas no nosso cotidiano e, sobretudo para que servem resenhas? As resenhas são gêneros textuais que têm como objetivo dar conhecimento de algo a alguém. Esse “algo” está sempre no campo das artes, do conhecimento, ou seja, aquilo que outra pessoa tenha visto e conheça por completo. No cotidiano, é possível fazer-se resenha de filmes, peças teatrais, de eventos culturais, livros, CDs. As resenhas dão-nos conhecimentos prévios do que poderemos ver se quisermos assistir a um filme ou a peça de teatro, ou ainda o que leremos no livro anunciado. Resenhas

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são importantes porque nos dão um panorama geral do que poderemos ler, ver, caso nos interessemos por determinado evento. No campo acadêmico, a resenha acadêmica, então, tem a importância de nos oferecer um panorama do que temos em mãos e nos dá oportunidade de escolha de um livro teórico, um artigo científico. A ação de leitura de resenhas oportuniza e muito o nosso trabalho na elaboração de um TCC, por exemplo, porque nos dão parâmetros seguros para escolha do artigo ou livro que iremos utilizar em nosso trabalho. Assim, uma resenha feita por em expert da área, no caso, resenha acadêmica, nos oferece índices importantes de uma leitura prévia feita e indicações pertinentes de leitura. Todo trabalho acadêmico requer leituras teóricas. Essas leituras constroem os aportes teóricos de sustentação do nosso trabalho acadêmico. Uma boa forma de registrar essas leituras é com a elaboração de resenhas e as resenhas são um bom exercício de reflexão daquilo que lemos e aponta para a compreensão, se houve de fato, de nossa leitura, quando bem realizada. E para realizar, construir, escrever uma resenha? Há dois tipos de resenha: resenha, pura e simplesmente e resenha crítica. Nesse estudo nos interessará a resenha crítica acadêmica. Tecnicamente, a resenha crítica acadêmica apresenta um plano global básico: A - Descrição técnica B – Resumo C – Avaliação crítica Não há uma rigidez em, numa resenha crítica aparecer esses dados nessa ordem, mas esses são os aspectos mínimos considerados para que tenhamos uma resenha. Imagine que você tenha lido um livro e tenha de contá-lo a um colega. Se você tiver um roteiro de como iniciar o trabalho de falar sobre sua leitura terá sido, ao final, mais eficiente em seu trabalho, ou seja, pense em começar pelo • • • • Título: o que representa o título para a obra? Fale sobre o autor: esse autor, para a área de estudo, é importante? Qual a editora do livro? caso seu amigo queira comprá-lo é bom que ele tenha esse dado. Estamos sempre atarefados, talvez seu amigo queira saber qual o número de páginas, se a linguagem é clara, objetiva, como se organiza o livro (capítulos e, se em capítulos, quantos são os capítulos? • Qual a data do livro: é recente, antigo?

Esses dados compõem a descrição técnica do livro. Agora, pense como você falaria sobre o conteúdo do livro. Talvez se você pensasse em fazer um resumo. Certo! Bem pensado. Já vimos, na etapa anterior, as técnicas do resumo. Interprete as ações do autor do livro, utilize os verbos de dizer dessas ações. Aqui você terá o resumo da obra. Talvez o livro lido por você, ainda imaginando que você o tenha lido e tenha de contá-lo ao amigo, tenha produzido em você algumas sensações, algumas emoções, alguns novos conhecimentos, despertado em você novas idéias. Como você agora traduziria essas sensações. São boas essas sensações? Esse novo conhecimento é importante? Certamente você avaliará suas sensações e utilizará,

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para tanto, adjetivos avaliativos: “Incríveis idéias a do autor”; “tema importante e necessário para o nosso estudo...” Nesse ponto, você terá feito uma avaliação crítica sobre o que leu. No final de seu trabalho, seu amigo, certamente terá um painel completo e bem próximo do que ele teria se ele próprio tivesse lido o livro, com o acréscimo da avaliação crítica que o estimularia, ou não, a ler o livro, além de dar a ele conhecimento inicial sobre a obra. Nas revistas acadêmicas da UNINOVE, há boas resenhas:

Veja um trecho de uma resenha crítica acadêmica:

(...) “Os autores abordam, de maneira clara e objetiva, a utilização da gestão estratégica da informação, transformando a carga de dados recebidos em informações úteis à empresa, de forma que essa possa agregar valores a seu ambiente interno, aumentando e racionalizando recursos para se tornar competitiva. (...) Como assunto crepuscular, a obra revela um horizonte de caminhos a percorrer (enfatizando, ainda, que há muitos em estudo), sendo de especial importância para o conhecimento dos profissionais que têm como desafios a enfrentar a velocidade da informação, a computação móvel e até a exploração desse mercado que ainda engatinha a procura das melhores respostas.” SANTOS, E.S.M. Revista Gerenciais, São Paulo, V. 5, n. especial, p.143-144, jan./jun. 2006.

3) Fichamento: Outro tipo de documento para registro das informações pertinentes ao trabalho acadêmico é o fichamento. Fichar é fazer registros avulsos, é um recurso pessoal cujas informações, no entendimento do autor do fichamento, são relevantes para utilização posterior em seu trabalho acadêmico. É um gênero técnico com objetivo de fazer a identificação da obra consultada, organizá-las e registrar conteúdos. O fichamento pode ser feito em fichas, organizadas por assuntos ou no caderno ou numa pasta em seu computador. Basicamente, sua estrutura é: Referência bibliográfica: utilizando as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas) de se fazer referência. Desta forma, aproveita-se o tempo de modo, ao final, quando utilizarmos o fichamento, já tenhamos todas as obras referidas na forma acadêmica. Resumo: especificação sobre o conteúdo do livro. O conteúdo do fichamento pode conter transcrições de trechos de obras que o aluno julgue importante para, posteriormente, fazer a citação devida. Não se esqueça de retirar, quando transcrever trechos da obra, para citação posterior, o número da página fazendo a referência de forma adequada.

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Classificação do assunto: número ou letra de classificação da ficha, seguindo a freqüência da documentação. QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO?

Ser aluno universitário significa dizer que tenha capacidades para desenvolver pesquisa, assim, utilizarmos de técnicas de memorização: resumos, resenhas e fichamentos são tarefas bem-vindas porque fazem o registro de nossas leituras no âmbito descritivo somente: resumos e fichamentos ou no âmbito de avaliações críticas com exposição do conteúdo: resenha crítica, então, as leituras se convertem para a pesquisa como aportes teóricos que são o embasamento teórico necessário para toda pesquisa. “Ninguém cria uma teoria do nada.” Os resumos, resenhas críticas e fichamentos que fizermos serão de grande auxílio no momento de elaborarmos nossa pesquisa escrita, pois trarão os argumentos teóricos que precisamos para sustentar nossas teses sobre um assunto que queiramos desenvolver. 4) Artigo científico O artigo abaixo foi retirado da Revista Gerenciais produzida na Uninove. Veja a descrição da Revista: A Revista Gerenciais é um publicação semestral de caráter acadêmico do Programa de PósGraduação em Administração – PPGA da Universidade Nove de Julho - Uninove, sob os cuidados editoriais da Coordenação Editorial - COPE e do Grupo de Pesquisa Gestão Social e Ambiental. O objetivo da publicação é estimular e divulgar pesquisas científicas nas áreas de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas que contemplem temas que contribuirão para o alcance do desenvolvimento sustentável. Assim, os artigos submetidos devem abordar, preferencialmente, as áreas de responsabilidade social, gestão ambiental, inclusão social, terceiro setor, ética, governança corporativa, entre outros que privilegiem a discussão sobre as dimensões da sustentabilidade social, ambiental e econômica.

Agora você pratica: 1- Conforme já estudamos, toda produção científica segue regras próprias de organização textual. Vamos fazer uma leitura crítica do artigo O meio ambiente e o desenvolvimento de produtos : um estudo no setor de reciclagem de plásticos.(disponível em http://www4.uninove.br/mkt//gerenciais.php) ( Você deve pesquisar o volume 6. N.2) 2- Faça uma avaliação crítica do artigo. 3- Leia: “O preço da estabilidade A real História do Real – uma radiografia da moeda que mudou o Brasil

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Maria Clara R. M. do Prado, Editora Record (www.record.com.br), 574 páginas, R$ 49,50. O livro descreve a trajetória do Plano Real, que entrou para a história mundial como um dos pacotes econômicos mais bem-sucedidos no controle da inflação. Segundo a autora, que na época era assessora do então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, não restam dúvidas de que o real revolucionou a economia nacional ao permitir mais de uma década de estabilidade financeira, a partir de 1994. “Porém o preço foi alto e continua a ser pago até hoje. A nova moeda resolveu a inflação, mas não sua maior causa: o desequilíbrio fiscal.” “ (Revista Marketing, out. 2005, nº 393,p:82 ) Analisando o texto: Gênero: resenha Elementos que comprovam ser uma resenha: A - Descrição técnica: “O preço da estabilidade A real História do Real – uma radiografia da moeda que mudou o Brasil Maria Clara R. M. do Prado, Editora Record (www.record.com.br), 574 páginas, R$ 49,50. B - Resumo: “O livro descreve a trajetória do Plano Real, que entrou para a história mundial como um dos pacotes econômicos mais bem-sucedidos no controle da inflação...” C - Avaliação crítica: Não há avaliação crítica. Também podemos analisar: Discurso segundo: recurso usado para que o resenhista se distancie do autor: a voz do autor do livro: “O livro descreve...”; “Segundo a autora...” Argumento: dado por uma citação direta: “Porém o preço foi alto e continua a ser pago até hoje. A nova moeda resolveu a inflação, mas não sua maior causa: o desequilíbrio fiscal.” – as aspas demonstram que o que está posto foi retirado do livro, são palavras da autora do livro. A análise feita comprova que se trata do gênero resenha, porém vimos que podemos ter resenha e resenha crítica. A resenha analisada é uma resenha crítica, embora a análise feita diga o contrário. Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 52

Depois de lido o texto e a análise feita, você diria que a afirmativa feita acima e está: A – Errada! B – Certa!

Conteúdo 6

A coesão no texto

Alguns elementos coesivos e suas relações: Conectivos
Assim, desse modo

Relação estabelecida
Têm valor exemplificativo. O período iniciado por eles serve para explicar ou ilustrar o que se disse antes.

Exemplo
O Governo decidiu não intervir nas negociações de paz no Oriente Médio. Assim, frustram-se qualquer expectativa de paz imediata.

E

Indica uma progressão, uma nova idéia a ser adicionada à idéia anterior.

Tudo parecia tranqüilo, naquela manhã e nos outros dias foi o que aconteceu também.

Ainda, ainda que

Introduz outro argumento a favor de uma conclusão.

A expectativa de vida dos etíopes é extremamente baixa.

Convém lembrar ainda que os serviços na área pública são muito deficientes.

aliás, além do mais, além de tudo, além disso

Apresentam um argumento decisivo ampliando, ou seja, acrescentando um novo dado de forma decisiva.

A crise mundial tem feito vítimas no setor automobilístico, além disso a crise já demonstra que o setor crescerá bem menos nos próximos meses.

isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras

Introduzem idéias de explicações do que foi dito anteriormente.

São muitas as formas que as pessoas buscam para atualizaremse no campo profissional, isto é, são muitos os recursos que todos buscam para se manterem informados.

mas, porém, contudo, todavia,

Iniciam oposição entre dois enunciados ou dois segmentos do

Choveu

muito,

mas

não

o

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entretanto, no entanto

texto.

suficiente para iniciarmos o plantio.

embora, ainda que, mesmo que

Estabelecem, ao mesmo tempo, uma relação de contradição e de concessão. Admitem um dado contrário para depois negar seu valor de argumento.

Ainda que a a natureza dê ao homem tudo o que ele precisa, ela não é recompensada de forma alguma.

Pratique:

A Era do Robô
Stephen Kanitz

_______ você não lê ficção científica, pergunte a _______ filho como será o mundo no final do próximo século. Ele dirá______ os robôs farão praticamente tudo. Haverá _______ para limpar a casa ______ robô para buscar comida no supermercado. Já há robô, _______ chamamos de e-mail, para entregar cartas em todas as partes do mundo. Daqui a 100 anos, as máquinas farão tudo para nós______ ninguém terá de trabalhar. Estaremos todos em férias. Há quem diga ______ será um horror. Já imaginou todo mundo sem nada para fazer? A maioria das pessoas já ouviu dizer _____, após seis meses, todo aposentado sobe pelas paredes_______ implora para voltar a trabalhar. É uma grande mentira. ___________ se prepara corretamente, a aposentadoria é uma delícia. Não ter de trabalhar dia nenhum, no futuro, __________ será. Dura será a vida desses trabalhomaníacos unidimensionais,_________ pensam no batente como forma de se colocar à prova. (...) Stephen Kanitz é administrador por Harvard
Editora Abril, Revista Veja, edição 1580, ano 32, nº 2, 13 de janeiro de 1999, página 12 http://www.kanitz.com/veja/vida.asp acesso em 14/01/2009. (www.kanitz.com.br)

Complete com: SE; SEU; QUE; ROBÔ; E; QUE; E; E; QUE; QUE; E; PARA QUE; TAMBÉM. Sites: Alguns sites sobre normas da ABNT e livros: http://www.inf.ufrgs.br/biblioteca/html/normas.htm#12_7 http://www..pcdpesquisa.com.br/normas/ http://www.admbrasil.com.br/abnt.htm http://www.mepeldigitus.com/abnt.html

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http://www.sucen.sp.gov.br/docs_tec/seguranca/capref.pdf Livro: BARROS, A. J. S. e LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia Científica. 3º Ed. São Paulo: Pearson – Prentice Hall, 2007 Alguns verbos importantes que o pesquisador precisa conhecer: De acordo com as necessidades do pesquisador de se explicitarem os objetivos específicos, estes podem ser em número maior aos apresentados ou em número menor. Alguns verbos adequados para os objetivos da pesquisa: Intenções Verbos A pesquisa tem por objetivo... Se o pesquisador tem o objetivo de conhecer • Apontar, citar, classificar, conhecer, definir, descrever, identificar, reconhecer, relatar;

Se o pesquisador tem o objetivo de pesquisar

Compreender, concluir, deduzir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, interpretar, localizar, reafirmar;

Se o pesquisador tem o objetivo de aplicar

Desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, selecionar, traçar, otimizar, melhorar;

Se o pesquisador tem o objetivo de analisar

Analisar, comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, examinar, investigar, provar, ensaiar, medir, testar, monitorar, experimentar;

Se o pesquisador tem o objetivo de sintetizar

Apresentar, compor, construir, documentar, descrever, especificar, esquematizar,

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formular, produzir, propor, reunir, sintetizar;

Se o pesquisador tem o objetivo de avaliar

Argumentar, avaliar, contrastar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar.

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Lista de verbos operacionais:

Nível de conhecimento saber/fazer:

Verbos do dizer das ações do autor: (nome do autor + verbo)

Verbos que reforçam a ação do autor: (nome do autor + verbo)

(nome do autor + verbo)

MACHADO (2004) analisa analisar

ALENCAR (2000) afirma que (afirmar) Comenta que (comentar)

CERVERA (2008) Enfatiza que (enfatizar) Destaca que (destacar) Reforça que (reforçar)

escolher Aponta que (apontar) citar Identifica que (identificar) classificar Mantém que (manter) comparar Sustenta que (sustentar) controlar Nota que (notar) descobrir Cita que (citar) descrever Argumenta que (argumentar) definir Considera que (considerar) demonstrar Identifica que (identificar) nomear Enumera que (enumerar) designar Relata que (relatar) diferenciar Menciona que (mencionar)

Assinala que (assinalar) Salienta que (salientar) Ressalta que (ressaltar) Aposta que (apostar) Acredita que (acreditar) Afirma que (afirmar) Sustenta que (sustentar) Assevera que

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distinguir estimar avaliar calcular construir consertar desenvolver(método) diagnosticar (manutenção) executar gerenciar (informática) instalar integrar dominar localizar montar (uma operação) modelar organizar (um posto) praticar preparar realizar explicar identificar julgar listar medir opor provar reconhecer redigir reagrupar

(asseverar) Considera que (considerar) Defende que (defender) Entende que (entender) outros

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repertoriar resolver selecionar estruturar traduzir transpor verificar reparar tratar transformar utilizar

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Cronograma de pesquisa

Na fase inicial da pesquisa, a elaboração de um cronograma é importante porque vai orientar seu trabalho e lhe dará uma previsão geral e inicial do que você terá pela frente. Dados para elaboração de um cronograma: 1. Elaborar o plano de atividade geral: cronograma 2. Selecionar e escolher seu tema já delimitado 3. Formular os objetivos do trabalho e o tema 4. Montar a hipótese básica do trabalho 5. Escolher a metodologia a ser adotada 6. Fazer levantamento bibliográfico 7. Selecionar a bibliografia 8. Leitura e registro das obras selecionadas 9. Organização e classificação do material coletado 10. Análise, interpretação e reflexão dos dados coletados 11. Redação provisória de cada capítulo com notas e citações 12. Correção e elaboração definitiva do texto 13. Elaboração da conclusão 14. Elaboração da introdução 15. Elaboração das referências bibliográficas, anexos e apêndice 16. Título do trabalho 17. Revisão final

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Pratique: 1) Veja: a) “Esta comunicação tem por objetivo descrever e discutir resultados de uma pesquisa de ....” b) “ O objetivo dessa comunicação é relatar nossa experiência com a elaboração de parte de atividades para o curso ...” c) “Este trabalho tem como objetivo apresentar um estudo comparativo sobre ...” As intenções dos possíveis pesquisadores ao utilizarem os verbos dos objetivos foram, na ordem apresentada, foram:

a) sintetizar e compreender b) conhecer c) sintetizar

A sequência disposta com as intenções dos verbos, segundo estudo realizado está correta.

A afirmativa feita está:

a) Correta! Parabéns. Você acertou. Sem dúvida, de acordo com nossos estudos, a intenção dos verbos que poderiam ser utilizados por possíveis pesquisadores estão descritos de forma correta. b) Errada! Não, você errou. Veja bem: observe sempre a interpretação a partir do verbo utilizado na sua intenção. Volte à tabela dada e tente perceber essas diferentes intenções. 2) É comum que o pesquisador confunda objetivos pessoais com objetivos de pesquisa. Vejamos como essa confusão prejudica a estruturação e o andamento de qualquer trabalho acadêmico. a) Esta pesquisa visa melhorar o relacionamento entre colaboradores internos e externos. b) Esta pesquisa pretende modificar comportamentos indesejáveis no ambiente de trabalho. c) Este trabalho tem por objetivo específico analisar as relações entre empregadores e empregados. d) Este artigo tem por objetivo apresentar os resultados da pesquisa sobre as relações entre empregados, empregadores. Apresentamos exemplos de objetivos e percebemos que pode haver confusão entre objetivos pessoais e objetivos de pesquisa, portanto, são objetivos de pesquisa aqueles relacionados nos itens: C e D; são objetivos pessoais aqueles relacionados nos itens A e B. Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 59

A afirmativa está: a) Correta: Parabéns, você acertou. Percebemos que os objetivos pessoais estão ligados à esperança da pessoa. b) Errada. Pena, você errou. Observe que os itens A e B trabalham com objetivos provenientes daquilo que o pesquisador julga que seja o ideal. Num trabalho acadêmico, precisamos buscar os objetivos reais da pesquisa, aqueles que poderão ser testados, avaliados, discutidos, etc. Anexos: Leia o texto: Mudanças organizacionais A mudança organizacional tornou-se uma das principais atividades para empresas e instituições em todo o mundo. Embora as companhias costumassem mudar esporadicamente, quando surgissem necessidades, hoje elas tendem a buscar a mudança. As organizações mudam para competir no mercado, cumprir leis ou regulamentações, introduzir novas tecnologias ou atender variações nas preferências do consumidor ou de parceiros. É verdade que o processo de mudança não tem sido completo fracasso, mas também é verdade que poucos têm sido sucessos estrondosos. A grande maioria situa-se entre esses dois extremos, resultando assim, perda de tempo, energia e dinheiro, além de danos à motivação dos gerentes e empregados. "Resistência à mudança" é qualquer conduta que objetiva manter o status quo em face da pressão para massificá-lo e é apontada como uma das principais barreiras à transformação bemsucedida. A expressão é geralmente creditada a Kurt Kewin, que afirmava que as organizações poderiam ser consideradas como um sistema sujeito a um conjunto de forças opostas, mas de mesma intensidade que mantêm o sistema em equilíbrio ao longo do tempo. Sendo assim, as mudanças ocorreriam quando uma das forças superasse a outra em intensidade, deslocando o equilíbrio para um novo patamar. Assim, a resistência seria o resultado da tendência de um indivíduo ou de um grupo a se opor às forças que objetivam conduzir o sistema para um novo nível de equilíbrio. A literatura acadêmica sobre mudança organizacional apresenta dois aspectos bem claros. Uma que as proposições clássicas - formuladas no final da década de 1940 e praticamente não testadas - são tidas como verdades universais. Outra que aprendemos a considerar a mudança como um fenômeno natural e inevitável; esse fato baseia-se em cinco pressupostos, que podem ser discutidos. O primeiro pressuposto diz que a resistência é um "fenômeno natural"; portanto, há de ocorrer durante a implantação de toda transformação ou inovação. Mas este intento tem sido Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 60

posto em dúvida por estudos que indicam que este fenômeno não é tão frequente quanto se possa imaginar. O segundo também enfatiza o lado negativo da resistência. Afirma que ela é frequentemente apontada como uma das maiores barreiras a processos bem-sucedidos de transformação organizacional, bem como a introdução de inovações na empresa moderna. No entanto, ele desconsidera que a resistência à mudança pode constituir um fenômeno saudável e positivo, quando pressionar os agentes da transformação a fim de torná-la mais compatível com o ambiente ou mesmo quando os indivíduos resistirem às situações opressivas. O terceiro pressuposto sugere que a resistência à mudança é de alguma forma inata à natureza humana, ou seja, a mudança é uma ameaça a um equilíbrio preexistente e, portanto, provocaria incerteza. No entanto, desconsidera que os seres humanos anseiam por mudança, e que o "desejo por novas experiências" é um dos quatro mais básicos desejos do comportamento humano. O quarto pressuposto assume que o papel do gerente ou agente de mudança é introduzir ou implementar a mudança, enquanto o papel dos empregados é resistir a tal transformação. Mas desconsidera que a resistência à mudança é um fenômeno sistêmico e poderia ocorrer tanto com empregados quanto com gerentes. Por fim, o último pressuposto é de que os indivíduos resistem homogeneamente. De fato, na maioria das vezes, relatos desconsideram diferenças individuais. Entretanto, para alguns autores, a resistência não é uniforme e varia de pessoa para pessoa de acordo com a fase do processo de mudança. Um novo modelo de resistência às mudanças orientadas para o indivíduo nos é apresentado; esse modelo concentra-se nas percepções individuais da mudança. Essa percepção individual é o processo pelo qual a pessoa seleciona, organiza e interpreta os estímulos com o objetivo de formar representações significativas e coerentes da realidade. Essa linha de pensamento é bastante útil para entendermos por que dois indivíduos, na presença das mesmas condições de mudança, têm percepções diferentes. As variáveis individuais e situacionais são tão ou mais importantes que o processo de percepção em si mesmo, uma vez que, em condições de mudança organizacional, essas variáveis moderam todo o processo de percepção da mudança, influenciando a maneira como cada indivíduo cria a sua representação da realidade. Palavra chave: inovação
http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/5721/mudancas-organizacionais.html acesso em 02/02/09

Analisando o texto: Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 61

Provavelmente, até aqui você já deve ter percebido que podemos fazer diferentes “entradas” num texto com objetivo de entendê-lo ou por sua estrutura ou pela utilização dos elementos lingüísticos com vistas a fazer uma leitura mais eficiente finalizando com o aprofundamento da interpretação do texto. No artigo, “Mudanças organizacionais”, encontramos um discurso teórico com sequência argumentativa. Temos: - Apresentação da tese a ser defendida: “A mudança organizacional tornou-se uma das principais atividades para empresas e instituições em todo o mundo.” - modalização pragmática (julgamento de valor) com conectivo de oposição (mas): “É verdade que”.... “mas também é verdade...” Organizadores textuais – recursos de encadeamento e exposição de idéias : - Sendo assim - dois aspectos – uma que.. - outra que... - O primeiro pressuposto... - O segundo... - O terceiro... - O último pressuposto ... Verbos operacionais: O primeiro pressuposto diz... - O segundo também enfatiza ... - O terceiro sugere... - O último pressuposto é ...

Você pode propor outras formas de entradas no texto para, a partir dos elementos que ele apresenta, fazer outras interpretações em outros níveis. Se você, neste ponto já percebe isto, que bom! Atividade: A partir do esquema acima dado, desenvolva um texto utilizando esses organizadores textuais. Apostila elaborada por Prof. Ms. Maria Christina Cervera Página 62

Referências bibliográficas:

BAKHTIN, M. (V. N. VOLOSHINOV) [1929] Marxismo e Filosofia da Linguagem.Tradução Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. São Paulo: Hucitec, 2004.
BARROS, A. J. S. e LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia Científica. 3º Ed. São Paulo: Pearson – Prentice Hall, 2007 BRONCKART, Jean-Paul, Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. São Paulo: Educ, 1997. CERVERA M. C. S. F. O ensino-aprendizagem do gênero resenha crítica na universidade. Dissertação de Mestrado. Pontifícia Universidade Católica. PUC/SP. 2008. ENADE, 2006. Prova de Formação Geral. Disponível: HTTP://www.inep.gov.br/superior/enade/2006/provas.htm.

FARACO, C. A.; TEZZA, C. Prática de texto para estudantes universitários. Rio de Janeiro:Vozes,2008.
FIGUEIREDO, L. C. A Redação pelo Parágrafo. 1ª edição. Brasília, Editora UnB, 1995. FOLHA DE SÃO PAULO. Domingo, 7 de fevereiro de 2010- Empregos. _____. quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 – C1. _____. terça-feira, 13 de janeiro de 2009 – Especial 2.

GOLD, M. Redação Empresarial – Escrevendo com sucesso na era da globalização. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005. LIMA R. e BARBADINHO R. N. Manual de Redação, 5ª ed., FAE, Brasília, 1994. MACHADO, A.R. (coord.) Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005. OTHON. M. G. Comunicação em prosa moderna- 26ª. edição. São Paulo, Editora FGV, 2000. TUFANO, Douglas- Guia Prático da Nova Ortografia – Saiba o que mudou na ortografia brasileira –Melhoramentos, 1ª. ed, agosto de 2008.

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