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Norma Portuguesa

Béton Partie 1: Spécification, performances, production et conformité Concrete Part 1: Specification, performance, production and conformity

NP EN 206-1 2007

Betão Parte 1: Especificação, desempenho, produção e conformidade

ICS 91.100.30 DESCRITORES Tecnologia do cimento e do betão; betões; materiais de construção; padrões de comportamento; especificações; ensaios; sistemas de classificação; condições de entrega; apresentação das mercadorias; controlo da qualidade; produção; composição; símbolos; verificação; inspecção; definições; bibliografia CORRESPONDÊNCIA Versão portuguesa da EN 206-1:2000 + A1:2004 + A2:2005

HOMOLOGAÇÃO Termo de Homologação N.º 225/2007, de 2007-06-28 A presente Norma resultou da revisão da NP EN 206-1:2005 + A2:2006 + Emenda 1:2006 + Emenda 2:2007

ELABORAÇÃO CT 104 (ATIC) 2ª EDIÇÃO Junho de 2007 CÓDIGO DE PREÇO X021

© IPQ reprodução proibida

Rua António Gião, 2 2829-513 CAPARICA

PORTUGAL

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101 E-mail: ipq@mail.ipq.pt Internet: www.ipq.pt

Preâmbulo Nacional
As duas Emendas E1:2006 e E2:2007 à NP EN 206-1:2005, homologadas pelo IPQ em 2006-06-09 e 2007-06-28, respectivamente, e que se encontram já integradas no texto desta Norma, foram necessárias pelas seguintes razões: 1 – Terem sido publicadas as Normas Europeias harmonizadas (ENh) de constituintes do betão (como as cinzas volantes, a sílica de fumo, as escórias granuladas de alto forno moídas e os agregados leves) e as revisões doutras ENh (como as dos adjuvantes e dos cimentos), sem que o Comité Europeu de Normalização (CEN) tivesse publicado uma norma que consolidasse as três publicações (EN 206-1 + A1 + A2) num único documento. Tal levou a que, logo que estas ENh foram transpostas para Normas Portuguesas e foram publicadas (ou estejam para o ser muito proximamente), tivessem que ser indicadas no Anexo Nacional (informativo) com a equivalência entre as Normas Europeias (EN) e as Nacionais (NP EN). 2 – Ser insuficiente a abordagem da durabilidade do betão na EN 206-1, como aliás a própria Norma reconhece, conduzindo a que fosse recentemente completada e actualizada com Especificações LNEC que estabelecem as metodologias adequadas tendo em conta o desenvolvimento técnico-científico mais recente. Tornou-se assim necessário integrar, no Documento Nacional de Aplicação correspondente a algumas secções da NP EN 206-1 e por elas permitido, as disposições daquelas Especificações, de forma a tornar mais eficaz a sua aplicação, esclarecendo simultaneamente as categorias da vida útil de projecto das obras em betão e a obrigação da sua fixação no projecto da obra, sem o que aquelas disposições nacionais não são aplicáveis. 3 – Ser necessário introduzir algumas correcções editoriais pontuais. Face ao acima referido a presente Norma engloba, como texto consolidado, as seguintes Normas: • NP EN 206-1:2005 (a qual inclui o A1:2004) • NP EN 206-1:2005/Emenda 1:2006 • NP EN 206-1:2005/A2:2006 • NP EN 206-1:2005/Emenda 2:2007

NORMA EUROPEIA EUROPÄISCHE NORM NORME EUROPÉENNE EUROPEAN STANDARD
ICS: 91.100.30

EN 206-1
Dezembro 2000

+ A1
Julho 2004

+ A2
Junho 2005

Substitui a ENV 206:1990 Versão portuguesa Betão Parte 1: Especificação, desempenho, produção e conformidade

Beton Teil 1: Festlegung, Eigenschaften, Herstellung und Konformität

Béton Partie 1: Spécification, performances, production et conformité

Concrete Part 1: Specification, performance, production and conformity

A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 206-1:2000 + A1:2004 + A2:2005, e tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade. Esta Norma Europeia e as suas Emendas A1 + A2 foram ratificadas pelo CEN em 2000-05-12, 2003-10-22 e 2005-05-12, respectivamente. Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define as condições de adopção desta Norma Europeia e das suas Emendas, como norma nacional, sem qualquer modificação. Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN. A presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Republica Checa, Suécia e Suíça.

CEN
Comité Europeu de Normalização Europäisches Komitee für Normung Comité Européen de Normalisation European Committee for Standardization Secretariado Central: rue de Stassart 36, B-1050 Bruxelas © 2000 Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN Ref. nº EN 206-1:2000 + A1:2004 + A2:2005 Pt

NP EN 206-1 2007
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Índice

Página 2 8 9 10 12 12 14 15 15 19 20 20 21 25 27 27 28 33 35 37 38 38 39 40 41

Preâmbulo Nacional ................................................................................................................................ Preâmbulo da EN 206-1:2000 ................................................................................................................. Preâmbulo da Emenda A1:2004 à EN 206-1:2000................................................................................ Preâmbulo da Emenda A2:2005 à EN 206-1:2000................................................................................ Introdução ................................................................................................................................................ 1 Objectivo e campo de aplicação........................................................................................................... 2 Referências normativas ........................................................................................................................ 3 Definições, símbolos e abreviaturas .................................................................................................... 3.1 Termos e definições............................................................................................................................. 3.2 Símbolos e abreviaturas....................................................................................................................... 4 Classificação .......................................................................................................................................... 4.1 Classes de exposição relacionadas com acções ambientais................................................................. 4.2 Betão fresco ......................................................................................................................................... 4.3 Betão endurecido ................................................................................................................................. 5 Requisitos para o betão e métodos de verificação.............................................................................. 5.1 Requisitos básicos para os materiais constituintes .............................................................................. 5.2 Requisitos básicos para a composição de betão................................................................................... 5.3 Requisitos relacionados com as classes de exposição ......................................................................... 5.4 Requisitos para o betão fresco ............................................................................................................. 5.5 Requisitos para o betão endurecido ..................................................................................................... 6 Especificação do betão.......................................................................................................................... 6.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 6.2 Especificação do betão de comportamento especificado..................................................................... 6.3 Especificação do betão de composição prescrita................................................................................. 6.4 Especificação do betão de composição prescrita em norma................................................................

............................................................... 7.................5 Composição do betão e ensaios iniciais .. 9......................................................................................................................................................... fiscalização e certificação do controlo da produção...........................3 Controlo da conformidade do betão de composição prescrita......... 9 Controlo da produção .......................................4 Acções em caso de não-conformidade do produto................................2 Sistemas de controlo da produção ................................................................ 10................................... 9................................................. 9.......8 Amassadura do betão............ 9........ 10.......................................................1 Generalidades ............................................................................................... 9.................................... 8...................................................................... 8............................................ 8.............................................. equipamento e instalações ...............3 Guia de remessa do betão pronto..............................NP EN 206-1 2007 p.........1 Generalidades ....... 42 42 42 43 44 44 44 44 45 51 51 52 52 52 53 54 54 54 55 56 56 61 61 61 61 .............................................................................................................................5 Consistência na entrega ..................... 7......................................................2 Controlo da conformidade do betão de comportamento especificado ................................................................................................................................................................................................................................. 11 Designação para o betão de comportamento especificado.......4 Informação na entrega para betão fabricado no local......................................... 9............................... 8...........................................................9 Procedimentos para o controlo da produção ................4 Ensaios ................ 7.................... 10 Avaliação da conformidade .... incluindo de composição prescrita em norma............................1 Generalidades .... 5 de 84 7 Entrega do betão fresco ..........1 Informação do utilizador do betão para o produtor .................................................................................................3 Registos e outros documentos .............. 9.................... 9.....................................................................................................................................................6 Pessoal......................... 8 Controlo da conformidade e critérios de conformidade .......................................................................................................................... 9..................7 Doseamento dos materiais constituintes....................................................................................................................... 7..................................................................... 7........................................................................................................................................................................2 Informação do produtor do betão para o utilizador ....................................................................................................................................2 Avaliação...............................................

...................................................................... Anexo Nacional (informativo) Correspondência entre documentos normativos europeus e nacionais .............................6... Anexo B (normativo) Ensaio de identidade para a resistência à compressão .................. Anexo C (normativo) Disposições para a avaliação.....4.............................................................................NP EN 206-1 2007 p............................................2 – Valores limites para a composição do betão ................................................................................. DNA 5....2 – Dosagem de cimento e razão água/cimento ................ 63 65 67 70 71 72 73 76 78 80 82 82 82 82 82 82 83 83 83 84 84 84 84 ............................................................ 6 de 84 Anexo A (normativo) Ensaios iniciais ...............................1 – Generalidades. fiscalização e certificação do controlo da produção .......1 – Generalidades......................................................................................3..................................................................7 – Teor de cloretos....... DNA 9......................................2.................................................... DNA 7.........................3 – Métodos de especificação do betão baseados no desempenho .......................................................3........................2.................................................................................................................................................................... DNA 5.............5..... Anexo J (informativo) Métodos de especificação do betão baseados no desempenho que considerem a durabilidade..............................................1 – Classes de exposição ambiental relacionadas com acções ambientais..........................................2....................................................4 – Resistência à reacção álcalis-sílica................2 – Informação do produtor do betão para o utilizador...............................................................5............... Documento Nacional de Aplicação..................................................1...................................................... Anexo H (informativo) Disposições adicionais para betão de alta resistência................................. DNA 5............................................ DNA 5.................................... DNA 5................................................... Anexo F (informativo) Valores limite recomendados para a composição do betão..............3..........................................2....................................................................................................................2...................... DNA 5.............. DNA 5...................................................... Anexo K (informativo) Famílias de betões ...................3 – Conceito de desempenho equivalente do betão........................................ DNA 5..................................................... Anexo D (informativo) Bibliografia........................3........................................1 – Generalidades................................................ DNA 4...................................... Anexo E (informativo) Recomendações sobre a aplicação do conceito de desempenho equivalente do betão ........................2 – Equipamento de dosagem ................. DNA 5.................................

se relevantes Quadro 21 – Tolerâncias para o doseamento dos materiais constituintes Quadro 22 – Controlo dos materiais constituintes Quadro 23 – Controlo do equipamento Quadro 24 – Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão . 7 de 84 Índice das figuras Figura 1.NP EN 206-1 2007 p. as normas dos materiais constituintes e as normas de ensaio Índice dos quadros Quadro 1 – Classes de exposição Quadro 2 – Valores limite das classes de exposição para o ataque químico proveniente de solos naturais e de águas nele contidas Quadro 3 – Classes de abaixamento Quadro 4 – Classes Vêbê Quadro 5 – Classes de compactação Quadro 6 – Classes de espalhamento Quadro 7 – Classes de resistência à compressão para betão de massa volúmica normal e para betão pesado Quadro 8 – Classes de resistência à compressão para betão leve Quadro 9 – Classes de massa volúmica do betão leve Quadro 10 – Máximo teor de cloretos do betão Quadro 11 – Tolerâncias para valores pretendidos da consistência Quadro 12 – Desenvolvimento da resistência do betão a 20 ºC Quadro 13 – Frequência mínima de amostragem para avaliação da conformidade Quadro 14 – Critérios de conformidade para a resistência à compressão Quadro 15 – Critério de confirmação para os membros da família Quadro 16 – Critérios de conformidade para a resistência à tracção por compressão diametral Quadro 17 – Critérios de conformidade para outras propriedades além da resistência Quadro 18 – Critérios de conformidade para a consistência Quadro 19 – Número aceitável de não-conformidades para os critérios de conformidade aplicáveis a outras propriedades além da resistência Quadro 20 – Registos e outros documentos.Relações entre a EN 206-1 e as normas para a concepção e para a execução.

disposições relativas ao controlo da conformidade. Suécia e Suiça. O contexto em que a presente Norma funciona é ilustrado na Figura 1. a data de anulação (dow) das Normas Nacionais divergentes coincidirá com a data em que as normas a seguir indicadas. em geral. Irlanda. extensão das classes de resistência. seja por por publicação de um texto idêntico. Islândia. A presente Norma Europeia. disposições para a avaliação da conformidade. classes de resistência para o betão leve. transferidos para a ENV 13670-1* ou outras normas relevantes. Em particular. Noruega. Espanha. Itália.NP EN 206-1 2007 p. Estas normas de produto e de ensaio estão em preparação no CEN. agregados. ou com as especificações equivalentes. Luxemburgo. consideração das adições na determinação da razão água/cimento e da dosagem de cimento. a preparação da presente Norma deu lugar à revisão dos seguintes pontos: extensão do sistema de classificação do betão. . cujo secretariado é assegurado pelo DIN. República Checa. a presente Norma deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha. Grécia. Dinamarca. o mais tardar até Junho de 2001 e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar até Dezembro de 2003. Os aspectos relacionados com a execução foram. principalmente no que respeita às condições ambientais. anula e substitui a Pré-Norma Europeia ENV 206:1990 “Betão – Comportamento. ou tiverem o estatuto requerido pela presente Norma. requisitos para a durabilidade. o produtor e o utilizador. produção. Bélgica. identificação da partilha das responsabilidades técnicas entre o especificador. aos critérios da conformidade e aos ensaios de identidade. adições. 8 de 84 Preâmbulo da EN 206-1:2000 A presente Norma foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 104 ”Concrete and related products”. adjuvantes e água de amassadura) e com os métodos de ensaio do betão correspondentes. Finlândia. A presente Norma só pode ser utilizada em associação com as normas de produto. em conjunto com secções da ENV 13670-1* (Execução de Estruturas de Betão). Países Baixos. A presente Norma Europeia substitui a ENV 206:1990. reconsideração dos requisitos de cura. colocação e critérios de conformidade” que serviu de base à preparação da presente Norma. relativas aos materiais constituintes (cimento. Por esta razão. França. seja por por adopção. Áustria. bem como as normas de ensaio correspondentes. mas elas não estarão todas disponíveis como Normas Europeias à data da publicação da presente Norma. Portugal. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC. conforme os casos. A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). reconsideração da exactidão dos instrumentos de pesagem. Reino Unido. ficarem disponíveis e em vigor como Normas Europeias ou Normas ISO.

Itália. Eslovénia. Grécia. ** . Portugal. a presente Norma deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Áustria. Dinamarca.NP EN 206-1 2007 p.Definitions and requirements EN 450* Fly ash for concrete . Os Anexos D. Espanha. Preâmbulo da Emenda A1:2004 à EN 206-1:2000 Esta Emenda A1 à Norma Europeia EN 206-1:2000 foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 104 “Concrete and related products”. testing and assessing the suitability of water. requirements and quality control EN 13263* Sílica fume for concrete .Definitions.Part 1: Common cements EN 12620* Aggregates for concrete EN 13055-1* Light-weight aggregates . Lituânia. Húngria. Polónia. Letónia. República Checa. Reino Unido. Islândia. Estónia. Noruega. H. specifications and conformity criteria .Part 2: Concrete admixtures . mortar and grout .Specification for sampling. seja por adopção. cujo secretariado é assegurado pelo DIN. a necessidade de emendas ou correcções à EN 206-1:2000. Luxemburgo. E. Chipre. Suécia e Suíça.Definitions. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC. Bélgica. e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar em Janeiro de 2005. França.Part 1: Light-weight aggregates for concrete and mortar EN 1008* Mixing water for concrete . A esta Emenda à Norma Europeia EN 206-1:2000 deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. Países Baixos. A numeração e os títulos nesta Emenda correspondem aos da EN 206-1 a que as emendas e correcções se aplicam**. Malta.Composition. Finlândia. as mixing water for concrete EN 934-2* Admixtures for concrete. G. o mais tardar em Janeiro de 2005. B e C são normativos. requirements and conformity control Os Anexos A. J e K são informativos. including water recovered from processes in the concrete industry. Irlanda. F. seja por publicação de um texto idêntico. Esta Emenda cobre matérias para as quais foi identificada pelo CEN/TC 104 “Concrete and related products”. As emendas e correcções foram integradas no texto desta Norma. 9 de 84 EN 197-1* Cement . Eslováquia. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).

NP EN 206-1 2007 p. seja por publicação de um texto idêntico. foi elaborado pelo Comité Técnico CEN/TC 104 “Concrete and related products”. cujo secretariado é assgurado pelo DIN. Países Baixos. Eslováquia. Itália. França. Luxemburgo. Este documento cobre matérias em relação às quais o CEN/TC 104 “Concrete and related products” identificou ser necessário introduzir emendas ou correcções. seja por adopção. . Finlândia. Suécia e Suíça. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC. A numeração e os títulos do presente documento correspondem aos da EN 206-1 para os quais as emendas e as correcções se aplicam**. Noruega. Húngria. Polónia. Bélgica. Lituânia. Estónia. o mais tardar em Dezembro de 2005. Islândia. ** Nota Nacional: As emendas e correcções foram integradas no texto desta Norma. a presente Norma deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Áustria. Portugal. Letónia. A esta Emenda à Norma Europeia EN 206-1:2000 deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. Grécia. República Checa. Irlanda. 10 de 84 Preâmbulo da Emenda A2:2005 à EN 206-1:2000 Este documento. Dinamarca. EN 206-1:2000/A2:2005. Eslovénia. Chipre. Malta. Reino Unido. e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar em Dezembro de 2005. Espanha.

NP EN 206-1 2007 p. as normas dos materiais constituintes e as normas de ensaio .Relações entre a EN 206-1 e as normas para a concepção e para a execução.. 11 de 84 ESTRUTURA EM BETÃO EN .. Normas dos produtos prefabricados de betão EN 1992 (Eurocódigo 2) Projecto de estruturas de betão EN 206-1 Betão ENV 13670-1 Execução de estruturas de betão EN 12350 Ensaios do betão fresco EN 12390 Ensaios do betão endurecido EN 197 Cimento EN 450 Cinzas volantes para betão EN 13263 Sílica de fumo para betão EN 934-2 Adjuvantes para betão EN 12620 Agregados para betão EN 13055-1 Agregados leves EN 1008 Água de amassadura para betão EN 12878 Pigmentos EN 13791 Avaliação da resistência do betão nas estruturas EN 12504 Ensaios do betão nas estruturas Figura 1.

as secções relevantes autorizam a aplicação das normas nacionais ou das disposições válidas no local de utilização do betão. Enquanto não estiverem disponíveis especificações europeias para estes materiais. este conjunto de requisitos é considerado como a "especificação". etc. secção 6. Porém. secções 8 e 9. até chegar ao produtor. Por esta razão. A presente Norma abrange também a necessária troca de informação entre as diferentes partes intervenientes. fez-se uma revisão dos métodos de especificação do betão baseados no desempenho e dos métodos de ensaio.. O CEN/TC 104 continuará a desenvolver a nível Europeu métodos baseados no desempenho para a avaliação da durabilidade. mas reconheceu que alguns Membros do CEN adquiriram confiança em ensaios e critérios locais. Na prática. Onde tais soluções gerais não foram possíveis. estas são de natureza técnica. Noutros documentos. Os assuntos contratuais não são abordados. o empreiteiro. reportando antes para normas nacionais ou disposições válidas no local de utilização do betão. estruturas prefabricadas e produtos estruturais prefabricados para edifícios e estruturas de engenharia civil. tais como Relatórios CEN. Nos termos da presente Norma Europeia. outras notas e notas de rodapé são informativas. a presente Norma não fornecerá regras para o seu uso. A presente Norma Europeia contém regras para o uso de materiais constituintes que estão abrangidos por Normas Europeias.e. As notas e as notas de rodapé dos quadros da presente Norma são normativas.. 1 Objectivo e campo de aplicação A presente Norma Europeia aplica-se ao betão destinado a estruturas betonadas no local. o comprador do betão fresco é o especificador e tem que fornecer a especificação ao produtor. ao interveniente seguinte na cadeia. o empreiteiro que projecta e constrói).NP EN 206-1 2007 p. Outros subprodutos de processos industriais. 12 de 84 Introdução A presente Norma Europeia destina-se a ser aplicada na Europa em diferentes condições climatéricas e geográficas. Por exemplo. A presente Norma Europeia define tarefas para o especificador. e o produtor é responsável pelo controlo da conformidade e da produção. Para isso. são.. foi considerada uma abordagem baseada no desempenho para a especificação da durabilidade. p. a menos que seja declarado o contrário. baseados na experiência local. nas várias fases do projecto e da construção. Para contemplar estas situações foram introduzidas classes para as propriedades do betão.e. no uso corrente. o produtor e o utilizador podem ser a mesma entidade (p. são dadas explicações e orientações adicionais para a aplicação da presente Norma. Quando às partes intervenientes forem atribuídas responsabilidades. o projectista. a presente Norma permite a continuação e o desenvolvimento de tais práticas válidas no local de utilização do betão. o CEN/TC 104 concluiu que estes métodos não estão ainda suficientemente desenvolvidos para serem considerados na presente Norma. o subempreiteiro para as betonagens. assim como qualquer outro requisito adicional. o especificador é responsável pela especificação do betão. para o produtor e para o utilizador. O betão pode ser amassado no local. como uma abordagem alternativa à baseada na prescrição. pode haver diferentes entidades a especificar requisitos. No caso do betão pronto. o cliente. o especificador. Por outro lado. . betão pronto ou betão produzido numa fábrica de prefabricados de betão. com diferentes níveis de protecção e tendo em conta tradições e experiências regionais bem estabelecidas. A presente Norma especifica requisitos para: . Durante o desenvolvimento da presente Norma Europeia.os materiais constituintes do betão. materiais reciclados. Cada um é responsável por transmitir os requisitos especificados. O utilizador é responsável pela colocação do betão na estrutura.

a especificação do betão. barragens).betão com massa volúmica inferior a 800 kg/m3.betão para estradas e outras áreas com tráfego.. . . Noutras partes da presente Norma.os critérios de conformidade e a avaliação da conformidade. . .. A presente Norma não abrange requisitos relacionados com a saúde e segurança para a protecção dos trabalhadores durante a produção e a entrega do betão. para: .betão de espuma. .betão para estruturas de armazenamento de resíduos líquidos e gasosos. ou para processos no âmbito da presente Norma podem exigir ou permitir alterações à presente Norma.1. . betão pesado e betão leve.. fibras) ou com materiais constituintes não referidos em 5.betão pré-misturado a seco.betão projectado.NP EN 206-1 2007 p. . .betão para estruturas em grandes massas (p.betão para estruturas de armazenamento de substâncias poluentes.. . 13 de 84 . A presente Norma não se aplica a: .as limitações à composição do betão.e.betão fabricado com outros materiais (p. ou noutras Normas Europeias específicas. NOTA: Enquanto estas normas não estiverem disponíveis. uma quantidade apreciável de ar ocluído.e. para além do ar introduzido. .e. podem ser aplicadas as disposições válidas no local de utilização do betão.betão refractário..betão poroso (betão sem finos). A presente Norma aplica-se ao betão de massa volúmica normal.técnicas especiais (p. . .betão para estradas e outras áreas com tráfego.betão celular.e.os procedimentos de controlo da produção. produtos prefabricados.a entrega do betão fresco. . . p. podem ser requeridos requisitos adicionais ou diferentes como. betão projectado).e.betão com a máxima dimensão do agregado inferior ou igual a 4 mm (argamassa). Estão em preparação Normas Europeias para: . A presente Norma Europeia aplica-se ao betão compactado desde que este não tenha. Outras Normas Europeias para produtos específicos. . . p. . .as propriedades de betão fresco e endurecido e a sua verificação.

Relativamente às referências datadas. No caso de haver referência a um projecto de Norma Europeia. aplica-se a última edição da norma a que se faz referência (incluindo emendas). secção DNA 2. dimensions and other requirements for test specimens and moulds Testing hardened concrete – Part 2: Making and curing specimens for strength tests Testing hardened concrete – Part 3: Compressive strength of test specimens Testing hardened concrete – Part 6: Tensile splitting strength of test specimens Testing hardened concrete – Part 7: Density of hardened concrete Aggregates for concrete EN 450* EN 933-1* EN 934-2* EN 1008* EN 1097-3* EN 1097-6* EN 12350-1* EN 12350-2* EN 12350-3* EN 12350-4* EN 12350-5* EN 12350-6* EN 12350-7* EN 12390-1* EN 12390-2* EN 12390-3* EN 12390-6* EN 12390-7* EN 12620* ** * Ver Documento Nacional de Aplicação. testing and assessing the suitability of water. as emendas ou posteriores revisões de qualquer uma dessas normas só se aplicam à presente Norma Europeia se nela forem integradas através de emenda ou revisão.NP EN 206-1 2007 p. as mixing water for concrete Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 3: Determination of loose bulk density and voids Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 6: Determination of particle density and water absorption Testing fresh concrete – Part 1: Sampling Testing fresh concrete – Part 2: Slump test Testing fresh concrete – Part 3: Vebe test Testing fresh concrete – Part 4: Degree of compactability Testing fresh concrete – Part 5: Flow table test Testing fresh concrete – Part 6: Density Testing fresh concrete – Part 7: Air content of fresh concrete – Pressure methods Testing hardened concrete – Part 1: Shape. including water recovered from processes in the concrete industry. EN 196-2* EN 197-1 * Methods of testing cement – Part 2: Chemical analysis of cement Cement . podem aplicar-se as disposições válidas no local de utilização do betão** até que a Norma Europeia esteja disponível. Estas referências normativas são citadas nos locais adequados do texto e as respectivas normas são a seguir enumeradas. specifications and conformity criteria for common cements Fly ash for concrete – Definitions. . requirements and quality control Tests for geometrical properties of aggregates – Part 1: Determination of particle size distribution – Sieving method Admixtures for concrete.Part 1: Composition. por referência datada ou não. mortar and grout – Part 2: Concrete admixtures – Definitions and requirements Mixing water for concrete – Specification for sampling. Ver Anexo Nacional NA (informativo). Relativamente às referências não datadas. 14 de 84 2 Referências normativas Esta Norma Europeia inclui. disposições de outras normas.

* Ver Anexo Nacional NA (informativo). 15 de 84 EN 12878 EN 13055-1* prEN 13263:1998* prEN 13577:1999 EN 45501:1992 ISO 2859-1:1999 ISO 3951:1994 ISO 4316 ISO 7150-1 ISO 7150-2 ISO 7980 DIN 4030-2 ASTM C 173 OIML R 117 Directive 90/384/EEC * Pigments for colouring of building materials based on cement and/or lime – Specifications and methods of test Lightweight aggregates – Part 1: Lightweight aggregates for concrete. 3. agregados grossos e finos e água. soil and gases for their aggressiveness to concrete – Part 2: Collection and examination of water and soil samples Test method for air content of freshly mixed concrete by the volumetric method Measuring systems for liquids (Organisation Internationale de Métrologie Légale) Directive of the Council of 20 June 1990 for the harmonisation of the regulations of the Member States concerning non-automatic weighing equipment 3 Definições. aplicam-se os seguintes termos e definições: 3.NP EN 206-1 2007 p. . mortar and grout Silica fume for concrete – Definitions. que desenvolve as suas propriedades por hidratação do cimento. com ou sem a incorporação de adjuvantes e adições.1.2 betão fresco Betão completamente misturado e ainda em condições de poder ser compactado pelo método escolhido.1. símbolos e abreviaturas 3.1 Termos e definições Para os fins da presente Norma.1 betão Material formado pela mistura de cimento. requirements and conformity control Water quality – Determination of aggressive carbon dioxide content Metrological aspects of non-automatic weighing instruments Sampling schemes for inspection by attributes – Part 1: Sampling schemes indexed by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot inspection Sampling procedures and charts for inspection by variables by percent nonconforming Surface active agents – Determination of pH of aqueous solutions – Potentiometric method Water quality – Determination of ammonium – Part 1: Manual spectrometric method Water quality – Determination of ammonium – Part 2: Automated spectrometric method Water quality – Determination of calcium and magnesium – Atomic absorption spectrometric method Assessment of water.

3.5 betão pronto Betão entregue num estado fresco por uma pessoa ou entidade que não é o utilizador.1. após secagem em estufa. . 16 de 84 3. para as quais se encontra estabelecida e documentada uma correlação fiável entre as propriedades relevantes.7 betão de massa volúmica normal (betão normal) Betão com massa volúmica.14 família de betões Grupo de composições de betão. 3.4 betão fabricado no local Betão produzido no local da obra pelo utilizador do betão para o seu próprio uso. que é responsável por fornecer um betão que satisfaça aquelas propriedades e características. superior ou igual a 800 kg/m3 mas não excedendo 2000 kg/m3. 3.1. mas não pelo utilizador. No âmbito desta Norma é também betão pronto: .1. no caso de betão leve. 3.1. após secagem em estufa.1. 3. 3.12 betão de composição prescrita Betão cuja composição e materiais constituintes são especificados ao produtor. superior a 2000 kg/m3 mas não excedendo 2600 kg/m3.1. e a LC50/55.o betão produzido fora do local de construção pelo utilizador.6 produto prefabricado de betão Produto de betão cuja moldagem e cura são feitas num lugar diferente do da utilização.1.1.3 betão endurecido Betão no estado sólido e que desenvolveu uma certa resistência.1. 3.13 betão de composição prescrita em norma Betão de composição prescrita cuja composição se encontra estabelecida numa norma válida no local de utilização do betão.1. . nos casos de betão normal ou de betão pesado.11 betão de comportamento especificado Betão cujas propriedades requeridas e características adicionais são especificadas ao produtor. Este betão é produzido utilizando parcial ou totalmente agregado leve. 3.1.8 betão leve Betão com massa volúmica. 3.9 betão pesado Betão com massa volúmica.NP EN 206-1 2007 p.1. após secagem em estufa. superior a 2600 kg/m3. 3.10 betão de elevada resistência Betão com classe de resistência à compressão superior a C50/60.o betão produzido no local de construção. que é responsável por fornecer um betão com a composição especificada. 3.

20 carga Quantidade de betão transportada num veículo. maior que 2000 kg/m3 e menor que 3000 kg/m3.23 adição Material finamente dividido utilizado no betão com a finalidade de lhe melhorar certas propriedades ou alcançar propriedades especiais. durante o processo de mistura do betão. ocupa o volume de um metro cúbico. 3. 3. após secagem em estufa. p. 3.1. 3.adições pozolânicas ou hidráulicas latentes (tipo II).1.1. capaz de manter o betão fresco num estado homogéneo durante o transporte.17 equipamento agitador Equipamento geralmente montado em chassi automotor. 3. 3.adições quase inertes (tipo I).24 agregado Material mineral granular adequado para utilização no betão.1.19 amassadura Quantidade de betão fresco produzido num ciclo de operações de uma betoneira ou a quantidade descarregada durante 1 min por uma betoneira de funcionamento contínuo.NP EN 206-1 2007 p. 3.21 entrega Processo de fornecimento do betão fresco pelo produtor.25 agregado de massa volúmica normal (agregado normal) Agregado com massa volúmica. 3. . capaz de misturar e entregar um betão homogéneo. 17 de 84 3.e.17. artificiais ou reciclados de materiais previamente usados na construção. 3.1. no sentido dado pela definição 3. camião basculante ou contentores de transporte. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).18 equipamento não agitador Equipamento usado para transportar betão sem agitação.1. para modificar as propriedades do betão fresco ou endurecido. Os agregados podem ser naturais. Esta Norma considera dois tipos de adições inorgânicas: .1.1. em pequenas quantidades em relação à massa de cimento.1. .22 adjuvante Material adicionado.1.1.16 auto-betoneira Misturadora de betão montada num chassi automotor.15 metro cúbico de betão Quantidade de betão fresco que.. quando determinada de acordo com a EN 1097-6*. quando compactado segundo o procedimento estabelecido na EN 12350-6*. composta por uma ou mais amassaduras. 3.1.

1.1. 3. 3.1.1.1.1. menor ou igual que 2000 kg/m3. 3.35 local (local da construção) Área onde o trabalho de construção é realizado.29 dosagem total de água Soma da quantidade de água introduzida na betoneira com a água presente no interior e na superfície dos agregados. em massa. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).NP EN 206-1 2007 p.1.1. relativos ao volume de betão em consideração. 3. nos adjuvantes e nas adições usadas sob a forma de suspensão e com a resultante do gelo adicionado ou do aquecimento a vapor.30 dosagem efectiva de água Diferença entre a quantidade total de água presente no betão fresco e a quantidade de água absorvida pelos agregados. forma uma pasta que faz presa e endurece por meio de reacções e processos de hidratação e que. após secagem em estufa.36 especificação Compilação final de requisitos técnicos documentados dados ao produtor em termos de desempenho ou de composição. 3.26 agregado leve Agregado de origem mineral com massa volúmica.33 ar introduzido Bolhas de ar microscópicas. entre a dosagem efectiva de água e a dosagem de cimento no betão fresco. apresentam-se usualmente com a forma esférica ou aproximadamente esférica e com um diâmetro situado entre os 10 µm e os 300 µm.31 razão água/cimento Razão.1.34 ar ocluído Vazios de ar que não foram intencionalmente introduzidos no betão.32 resistência característica Valor da resistência abaixo do qual se espera que ocorra 5 % da população de todos os possíveis resultados da resistência. intencionalmente introduzidas no betão durante a amassadura. quando determinada de acordo com a EN 1097-6*.1. 3. . quando misturado com água.37 especificador Pessoa ou entidade responsável pela especificação do betão fresco e endurecido. quando determinada de acordo com a EN 1097-3*. 3. mantém a sua resistência e estabilidade mesmo debaixo de água. 3. após secagem em estufa. 3. ou uma baridade. normalmente através do uso de um agente tensioactivo. após secagem em estufa.1. depois de endurecer. 18 de 84 3.27 agregado pesado Agregado com massa volúmica.1. quando determinada de acordo com a EN 1097-6*. 3. maior ou igual que 3000 kg/m3. menor ou igual que 1200 kg/m3. 3.28 cimento (ligante hidráulico) Material inorgânico finamente moído que.

3. de modo a satisfazer. 3. 3.1. para determinar qual deve ser a composição de um novo betão ou dos betões de uma nova família de betões.40 vida útil Período de tempo durante o qual o desempenho do betão na estrutura se mantem a um nível compatível com a satisfação dos requisitos de desempenho da estrutura. desde que haja adequada manutenção.. 3. 19 de 84 3. 3.. XD.1. /.45 acções ambientais Acções químicas e físicas às quais o betão se encontra exposto.... Classes de resistência à compressão do betão corrente e do betão pesado .1...1.1. com efeitos no betão. de que os requisitos especificados foram satisfeitos.41 ensaio inicial Ensaio ou ensaios realizados antes do início da produção.39 utilizador Pessoa ou entidade que utiliza betão fresco na execução de uma construção ou de um elemento. XS.44 avaliação da conformidade Exame sistemático para verificar se o produto satisfaz os requisitos especificados..1.NP EN 206-1 2007 p.38 produtor Pessoa ou entidade que produz betão fresco... 3.42 ensaio de identidade Ensaio para determinar se amassaduras ou cargas específicas provêem de uma população conforme.. e não consideradas como cargas no projecto da estrutura. Classe de exposição para a ausência de risco de corrosão ou ataque Classes de exposição para o risco de corrosão induzida por carbonatação Classes de exposição para o risco de corrosão induzida por cloretos não provenientes da água do mar Classes de exposição para o risco de corrosão induzida por cloretos da água do mar Classes de exposição para o ataque pelo gelo/degelo Classes de exposição para o ataque químico S1 a S5 Classes de consistência expressas pelo valor do abaixamento V0 a V4 Classes de consistência expressas pelo tempo Vêbê C0 a C4 Classes de consistência expressas pelo grau de compactabilidade F1 a F6 Classes de consistência expressas pelo diâmetro do espalhamento C. 3.. 3.2 Símbolos e abreviaturas X0 XC. através do exame de evidências objectivas. XA.. 3.1.. nas armaduras ou noutras peças de metal embebidas no betão.. XF.46 verificação Confirmação.1.1. nos estados fresco e endurecido.. todos os requisitos especificados.43 ensaio de conformidade Ensaio executado pelo produtor para avaliar a conformidade do betão.

. secção DNA 4.. ** Ver Documento Nacional de Aplicação.NP EN 206-1 2007 p.cube fc. 20 de 84 LC.j fci ftk ftm fti D.1.cyl fc. Dmax σ sn AQL a/c k n e m Resistência característica à compressão do betão determinada em cilindros Resistência à compressão do betão determinada em cilindros Resistência característica à compressão do betão determinada em cubos Resistência à compressão do betão determinada em cubos Resistência média à compressão do betão Resistência média à compressão do betão com a idade de (j) dias Resultado individual do ensaio de resistência à compressão do betão Resistência característica à tracção por compressão diametral do betão Resistência média à tracção por compressão diametral do betão Resultado individual do ensaio de resistência à tracção por compressão diametral do betão Classe de massa volúmica do betão leve Máxima dimensão do agregado mais grosso Estimativa do desvio-padrão duma população Desvio padrão de n resultados consecutivos Nível de qualidade aceitável (ver ISO 2859-1) Razão água/cimento Factor que tem em conta a actividade de uma adição do tipo II Número Divisão de verificação do instrumento de pesagem Carga exercida no instrumento de pesagem CEM. O betão pode encontrar-se sujeito a mais que uma das acções descritas no Quadro 1.. tais como o uso de aço inoxidável ou outro metal resistente à corrosão e o uso de revestimentos protectores do betão ou das armaduras. /. Os exemplos dados são informativos. . Classes de resistência à compressão do betão leve fck.cube fcm fcm.. pelo que as condições ambientais às quais está sujeito podem assim ter que ser expressas como uma combinação de classes de exposição... NOTA: A selecção das classes de exposição depende das disposições válidas no local de utilização do betão** .1 Classes de exposição relacionadas com acções ambientais As acções ambientais são organizadas em classes de exposição no Quadro 1. Esta classificação das acções ambientais não exclui a consideração de condições especiais existentes no local de utilização do betão ou a aplicação de medidas de protecção.cyl fck. Tipo de cimento de acordo com a EN 197 4 Classificação 4...

aplicam-se os Quadros 3. p.NP EN 206-1 2007 p. Superfícies de betão sujeitas a longos períodos de contacto com água. mas. 2 Corrosão induzida por carbonatação Quando o betão. a consistência não é classificada. XC1 Seco ou permanentemente húmido XC2 Húmido.1 Classes de consistência Quando a consistência do betão for classificada. Para betão armado ou com metais embebidos: Betão no interior de edifícios com muito baixa humidade do ar ambiente muito seco. 4. Muitas fundações. em muitos casos. fora do âmbito da classe XC2 (continua) . 5 ou 6. raramente seco XC3 Moderadamente húmido XC4 Ciclicamente húmido e seco Betão no interior de edifícios com baixa humidade do ar. Tal pode não ser aplicável. Para betão com consistência terra húmida. Betão permanentemente submerso em água. se encontrar exposto ao ar e à humidade. NOTA: As classes de consistência dos Quadros 3 a 6 não são directamente relacionáveis. Superfícies de betão sujeitas ao contacto com a água. a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: NOTA: As condições de humidade são as do betão de recobrimento das armaduras ou de outros metais embebidos. armado ou contendo outros metais embebidos. pode ser adequada a classificação do ambiente circunvizinho. diferentes superfícies do betão podem estar sujeitas a acções ambientais diferentes. caso exista uma barreira entre o betão e o seu ambiente.2 Betão fresco 4. concebido especialmente para ser compactado através de processos especiais. Em casos especiais. as condições deste betão podem considerar-se semelhantes às condições de humidade do ambiente circunvizinho.. 21 de 84 Para um dado componente estrutural. excepto ao gelo/degelo. Betão no exterior protegido da chuva. Nestes casos.e. Betão no interior de edifícios com moderada ou elevada humidade do ar. 4.2. à abrasão ou ao ataque químico. Quadro 1 – Classes de exposição Designação da classe X0 Descrição do ambiente Exemplos informativos onde podem ocorrer as classes de exposição 1 Sem risco de corrosão ou ataque Para betão não armado e sem metais embebidos: todas as exposições. betão com baixa dosagem de água. a consistência pode ser especificada por um determinado valor pretendido.

22 de 84 Quadro 1 – Classes de exposição (continuação) Designação da classe Descrição do ambiente Exemplos informativos onde podem ocorrer as classes de exposição 3 Corrosão induzida por cloretos não provenientes da água do mar Quando o betão armado ou contendo outros metais embebidos se encontrar em contacto com água. se encontrar exposto a um significativo ataque por ciclos de gelo/degelo. sem Superfícies verticais de betão expostas à chuva produtos descongelantes e ao gelo XF2 Moderadamente saturado de água. com produtos Estradas e tabuleiros de pontes expostos a descongelantes produtos descongelantes. que não água do mar. se encontrar em contacto com cloretos provenientes da água do mar ou exposto ao ar transportando sais marinhos. contendo cloretos. a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: NOTA: No que respeita às condições de humidade ver também a secção 2 deste Quadro. incluindo sais descongelantes. XD1 XD2 Moderadamente húmido Húmido. com Superfícies verticais de betão de estruturas produtos descongelantes rodoviárias expostas ao gelo e a produtos descongelantes transportados pelo ar XF3 Fortemente saturado. Pavimentos.NP EN 206-1 2007 p. Lajes de parques de estacionamento de automóveis 4 Corrosão induzida por cloretos da água do mar Quando o betão. raramente seco XD3 Ciclicamente húmido e seco Superfícies de betão expostas a cloretos transportados pelo ar Piscinas. de rebentação ou de salpicos Partes de estruturas marítimas 5 Ataque pelo gelo/degelo com ou sem produtos descongelantes Quando o betão. a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: XS1 Ar transportando sais marinhos mas sem Estruturas na zona costeira ou na sua contacto directo com a água do mar proximidade XS2 Submersão permanente Partes de estruturas marítimas XS3 Zonas de marés. a exposição ambiental deve ser classificada como se segue: XF1 Moderadamente saturado de água. Superfícies de betão expostas ao gelo e a salpicos de água contendo produtos descongelantes. armado ou contendo outros metais embebidos. Zona das estruturas marítimas expostas à rebentação e ao gelo (continua) . Betão exposto a águas industriais contendo cloretos Partes de pontes expostas a salpicos de água contendo cloretos. enquanto húmido. sem produtos Superfícies horizontais de betão expostas à descongelantes chuva e ao gelo XF4 Fortemente saturado.

. conforme indicado no Quadro 2. NOTA: Pode ser necessário um estudo especial para estabelecer condições de exposição relevantes quando há: . .outros agentes químicos agressivos.NP EN 206-1 2007 p. 23 de 84 Quadro 1 – Classes de exposição (continuação) Designação da classe 6 Ataque químico Quando o betão se encontrar exposto ao ataque químico proveniente de solos naturais e de águas subterrâneas. de acordo com o Quadro 2 . de acordo com o Quadro 2 Moderadamente agressivo.água ou solos poluídos quimicamente.grande velocidade de água em conjunto com os agentes químicos do Quadro 2. de acordo com o Quadro 2 Fortemente agressivo. a exposição ambiental deve ser classificada como estabelecido abaixo. aplicando-se assim a classificação válida no local de utilização do betão. . A classificação da água do mar depende da localização geográfica. Descrição do ambiente Exemplos informativos onde podem ocorrer as classes de exposição XA1 XA2 XA3 Ligeiramente agressivo.valores fora dos limites do Quadro 2.

.1.4. c) O limite de 3000 mg/kg deve ser reduzido para 2000 mg/kg.0 e < 4. Característica Método de ensaio XA1 XA2 XA3 química de referência Águas EN 196-2* ≥ 200 e ≤ 600 > 600 e ≤ 3000 > 3000 e ≤ 6000 SO 2− mg/l 4 pH CO2 agressivo mg/l NH+ mg/l 4 ISO 4316 ≥ 5.5 > 100 até à saturação > 60 e ≤ 100 > 3000 até à saturação > 12000 e ≤ 24000 Mg2+ mg/l Solos SO 2− total a) mg/kg 4 Acidez ml/kg Não encontrado na prática a) Os solos argilosos com uma permeabilidade abaixo de 10-5 m/s podem ser colocados numa classe mais baixa. 24 de 84 Quadro 2 – Valores limite das classes de exposição para o ataque químico proveniente de solos naturais e de águas neles contidas Os ambientes com agressividade química. se houver experiência no local de utilização do betão. 2− Quadro 3 – Classes de abaixamento Classe S1 S2 S3 S4 S5 1) Abaixamento em mm 10 a 40 50 a 90 100 a 150 160 a 210 ≥ 220 Quadro 4 – Classes Vêbê Classe Tempo Vêbê em V0 1) V1 V2 V3 V4 1) ≥ 31 30 a 21 20 a 11 10 a 6 5a3 * 1) Ver Anexo Nacional NA (informativo).5 e < 5. o ambiente deve ser classificado na classe imediatamente superior. pode usar-se a extracção aquosa. em alternativa.NP EN 206-1 2007 p. a menos que um estudo especial para este caso específico prove que não é necessário. Quando duas ou mais características agressivas conduzirem à mesma classe.5 > 40 e ≤ 100 > 30 e ≤ 60 > 1000 e ≤ 3000 > 3000 c) e ≤ 12000 ≥ 4. caso exista risco de acumulação de iões sulfato no betão devido a ciclos de secagem e molhagem ou à absorção capilar. com temperaturas do solo ou da água entre os 5 ºC e os 25 ºC e com velocidades da água suficientemente lentas que possam ser consideradas próximas das condições estáticas. têm como base o solo e a água nele contida. A classe é determinada pelo valor mais elevado para qualquer característica química.5 e ≤ 6.5 prEN 13577:1999* ≥ 15 e ≤ 40 ISO 7150-1 ou ISO 7150-2 ISO 7980 EN 196-2 b) DIN 4030-2 ≥ 15 e ≤ 30 ≥ 300 e ≤ 1000 ≥ 2000 e ≤ 3000 c) > 200 Baumann Gully ≥ 4. abaixo classificados. b) O método de ensaio prescreve a extracção do SO 4 através de ácido clorídrico. Ver nota da secção 5.

Quadro 7 – Classes de resistência à compressão para betão de massa volúmica normal e para betão pesado Classe de Resistência característica Resistência característica resistência à mínima em cilindros fck. podem ser utilizados valores de resistência intermédios aos dados nos Quadros 7 e 8. .04 < 1. NOTA: Em casos especiais e quando permitido pela norma de projecto relevante. Ver Anexo Nacional NA (informativo).3 Betão endurecido 4.3.cube).25 a 1.cyl) ou a partir de provetes cúbicos de 150 mm de aresta (fck.cyl mínima em cubos fck.4.10 a 1.2.11 1.2 Classes relacionadas com a máxima dimensão do agregado Quando o betão for classificado em relação à máxima dimensão do agregado.04 Aplica-se sómente ao betão leve 4. Para a classificação utiliza-se a resistência característica aos 28 dias obtida a partir de provetes cilíndricos de 150 mm de diâmetro por 300 mm de altura (fck.1 Classes de resistência à compressão Quando o betão for classificado em relação à sua resistência à compressão. deve usar-se para a classificação a máxima dimensão do agregado mais grosso (Dmax) do betão.45 a 1.46 1.1.NP EN 206-1 2007 p.cube (N/mm2) (N/mm2) compressão C8/10 8 10 C12/15 12 15 C16/20 16 20 C20/25 20 25 C25/30 25 30 C30/37 30 37 C35/45 35 45 C40/50 40 50 (continua) 1) * Ver nota da secção 5.26 1. aplica-se o Quadro 7 para betão de massa volúmica normal e betão pesado ou o Quadro 8 para betão leve. NOTA: D é a abertura do maior peneiro que define a dimensão do agregado de acordo com a EN 12620*. 4. 25 de 84 Quadro 5 – Classes de compactação Classe C0 1) C1 C2 C3 C4a a) Quadro 6 – Classes de espalhamento Classe F1 1) F2 F3 F4 F5 F6 1) Diâmetro de espalhamento em mm ≤ 340 350 a 410 420 a 480 490 a 550 560 a 620 ≥ 630 Grau de compactabilidade ≥ 1.

cyl mínima em cubos fck. 26 de 84 Quadro 7 – Classes de resistência à compressão para betão de massa volúmica normal e para betão pesado (continuação) Classe de Resistência característica Resistência característica resistência à mínima em cilindros fck.cyl mínima em cubos a) fck.cube (N/mm2) (N/mm2) compressão C45/55 45 55 C50/60 50 60 C55/67 55 67 C60/75 60 75 C70/85 70 85 C80/95 80 95 C90/105 90 105 C100/115 100 115 Quadro 8 – Classes de resistência à compressão para betão leve Classe de Resistência característica Resistência característica resistência à mínima em cilindros fck. .NP EN 206-1 2007 p. desde que a relação entre estes e a resistência dos cilindros de referência esteja estabelecida com suficiente exactidão e esteja documentada.cube (N/mm2) compressão (N/mm2) LC8/9 8 9 LC12/13 12 13 LC16/18 16 18 LC20/22 20 22 LC25/28 25 28 LC30/33 30 33 LC35/38 35 38 LC40/44 40 44 LC45/50 45 50 LC50/55 50 55 LC55/60 55 60 LC60/66 60 66 LC70/77 70 77 LC80/88 80 88 a) Podem ser usados outros valores.

NOTA: Caso não exista Norma Europeia para um determinado material constituinte que se refira especificamente ao uso deste material como constituinte do betão de acordo com a EN 206-1.1. 5.1.2 Cimento A aptidão geral está estabelecida para os cimentos conformes com a EN 197-1*. que a aptidão deverá ser estabelecida de acordo com a nota de 5. Até que estas disposições para agregados reciclados sejam estabelecidas em especificações técnicas europeias.0 > 1800 e ≤ 2000 NOTA: A massa volúmica do betão leve pode também ser especificada através de um valor pretendido.8 > 1600 e ≤ 1800 D2.2 > 1000 e ≤ 1200 D1. ** .NP EN 206-1 2007 p. que se refiram especificamente ao uso do material como constituinte do betão conforme com a EN 206-1.2 Classes de massa volúmica do betão leve Quando o betão leve for classificado em relação à sua massa volúmica. Ver Anexo Nacional NA (informativo).agregados normais e pesados conformes com a EN 12620*. o estabelecimento da sua aptidão pode resultar de: .4 > 1200 e ≤ 1400 D1. NOTA: Nestas normas ainda não se encontram incluídas disposições para agregados reciclados. secção DNA 5.uma norma nacional relevante ou disposições válidas no local de utilização do betão . aplica-se o Quadro 9.1 Requisitos básicos para os materiais constituintes 5.1.1 Generalidades Os materiais constituintes não devem conter substâncias nocivas em quantidades que possam ser prejudiciais à durabilidade do betão ou causar corrosão das armaduras e devem ser adequados ao uso previsto para o betão. Só devem ser utilizados no betão conforme com a EN 206-1 constituintes cuja aptidão para a aplicação específica se encontre estabelecida.0 ≥ 800 e ≤ 1000 D1. . 5.6 > 1400 e ≤ 1600 D1. 5 Requisitos para o betão e métodos de verificação 5. ** * Ver Documento Nacional de Aplicação.1. Quando a aptidão geral de um material como constituinte do betão se encontrar estabelecida.1.3 Agregados A aptidão geral está estabelecida para: . . 27 de 84 4.agregados leves conformes com a EN 13055-1*. ou caso exista uma Norma Europeia que não abranja o produto específico ou caso o constituinte divirja significativamente da Norma Europeia. tal não implica aptidão em todas as situações e em todas as composições de betão.1.3. Quadro 9 – Classes de massa volúmica do betão leve Classe de massa volúmica Massa volúmica (kg/m3) D1.uma Aprovação Técnica Europeia que refira especificamente a utilização do material constituinte no betão conforme com a EN 206-1.1.

NP EN 206-1 2007 p.adjuvantes com excepção de adjuvantes introdutores de ar. a composição é limitada a: . massa volúmica. NOTA 1: O betão deverá ser formulado de forma a minimizar a segregação e a exsudação do betão fresco.23.23. Assim. . * Ver Anexo Nacional NA (informativo). qualquer diferença na qualidade do betão.cinzas volantes conformes com a EN 450*.1.adições em pó desde que não sejam levadas em conta para a determinação da dosagem de cimento e da razão água/cimento. pigmentos conformes com a EN 12878. está estabelecida para: . para além dos requisitos da presente Norma. incluindo a consistência. A aptidão geral como adições do tipo II. o produtor deve seleccionar os tipos e as classes de materiais constituintes entre os de aptidão estabelecida para as condições ambientais especificadas. .2.6 Adições (incluindo fíleres minerais e pigmentos) A aptidão geral como adições do tipo I.2 Requisitos básicos para a composição de betão 5. Muitos destes requisitos são com frequência interdependentes.sílica de fumo conforme com o prEN 13263:1998*. 5. cura e qualquer outro tratamento adicional deverão ser levados em conta antes do betão ser especificado (ver a ENV 13670-1* ou outras normas relevantes).5 Adjuvantes A aptidão geral está estabelecida para os adjuvantes conformes com a EN 934-2*. entre o betão da estrutura e o dos provetes de ensaio normalizados. Para betão de composição prescrita em norma. a menos que seja especificado o contrário.4 Água de amassadura A aptidão está estabelecida para a água de amassadura e para a água recuperada da produção de betão conformes com a EN 1008*.1 -1) *.1. NOTA 2: As propriedades requeridas ao betão na estrutura apenas são geralmente alcançadas se no local de utilização forem cumpridos certos procedimentos na aplicação do betão fresco. 5. 28 de 84 5. está estabelecida para: fíleres conformes com a EN 12620*. Quando não se encontrar definido na especificação. será adequadamente coberta pelo factor de segurança parcial do material (ver ENV 1992 . . protecção contra a corrosão do aço embebido. ver 3. 5.1. colocação.1 Generalidades A composição do betão e os materiais constituintes para betões de comportamento especificado ou de composição prescrita devem ser escolhidos (ver 6.agregados naturais de massa volúmica normal. durabilidade.1. compactação. tendo em conta o processo de produção e o método previsto para a execução das obras em betão. Se todos estes requisitos forem satisfeitos.1) de forma a satisfazer os requisitos especificados para o betão fresco e endurecido. . resistência. os requisitos para o transporte.1. ver 3.

as dimensões da estrutura (desenvolvimento de calor). .2. 5. .5.1 Generalidades O tipo de agregado. A máxima dimensão do agregado mais grosso (Dmax) deve ser escolhida tendo em conta a espessura de recobrimento das armaduras e a largura mínima da secção. Quando a quantidade dos agregados recuperados for superior a 5 %. ser separados numa fracção grossa e numa fracção fina e conformes com a EN 12620*. .2. eles devem ser do mesmo tipo do agregado principal. achatamento. . . 5. tratamento com calor).as condições ambientais às quais o betão ficará exposto.e.2.as condições ambientais às quais a estrutura ficará exposta (ver 4.2.2 Agregados de granulometria extensa Os agregados de granulometria extensa.2. resistência à abrasão.a execução da obra.3 Agregados recuperados Os agregados recuperados da água de lavagem ou do betão fresco podem ser usados como agregados para betão.a execução da obra.3. teor de finos..3. prescrito em A.quaisquer requisitos para agregados à vista ou para agregados em betão com acabamento especial.e.1).a utilização final do betão.a utilização final do betão. 29 de 84 . a granulometria e as categorias.a reactividade potencial dos agregados com os álcalis dos constituintes. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). NOTA 3: Disposições válidas no local de utilização do betão podem listar os tipos e classes de materiais constituintes com aptidão estabelecida para o ambiente local.3 Uso de agregados 5. . conformes com a EN 12620*. p.NP EN 206-1 2007 p. resistência ao gelo/degelo. . Os agregados recuperados não separados em fracções não devem ser utilizados em quantidades superiores a 5 % do total dos agregados.as condições de cura (p. 5.2 Selecção do cimento O cimento deve ser seleccionado entre os que têm a aptidão estabelecida. tendo em conta: . .composições que cumpram o critério de aceitação para os ensaios iniciais. só devem ser usados em betões com classes de resistência à compressão ≤ C12/15. devem ser seleccionados tendo em conta: . 5. .3.

5. NOTA 2: O estabelecimento da aptidão pode resultar de: – uma Aprovação Técnica Europeia que se refira especificamente ao uso da adição no betão conforme com a EN 206-1.2.na substituição do termo "razão água/cimento" (definido em 3.2.2. devem ser levadas a cabo acções para prevenir a ocorrência da reacção álcalis-sílica. ** *** .2.2.1.2. p. secção DNA 5.3. As adições do tipo II podem ser consideradas na composição do betão relativamente à dosagem de cimento e à razão água/cimento.. desde que a aptidão para tal se encontre estabelecida. No Relatório CEN CR 1901 é apresentado um levantamento das medidas que são válidas em diferentes países europeus. 5. o conceito de desempenho equivalente do betão (ver 5. valores mais elevados do factor-k do que os definidos em 5. * Ver Anexo Nacional NA (informativo).5.2.5. a sua aptidão deve ser estabelecida. 30 de 84 5.2.31) por "razão água/(cimento+k×adição)". 5.2.5. para além da resistência. Quando se pretenderem utilizar outros conceitos como. – uma norma nacional relevante ou disposições válidas no local de utilização do betão***.3. Neste sentido.2.2. Ver Documento Nacional de Aplicação.4.1 Generalidades O conceito do factor-k permite ter em conta as adições do tipo II: .4 Resistência à reacção álcalis-sílica Quando os agregados contiverem variedades de sílica susceptíveis de ataque pelos álcalis (Na2O e K2O provenientes do cimento ou de outras fontes) e o betão se encontrar exposto à humidade. a aptidão do conceito do factor-k encontra-se estabelecida para as cinzas volantes e para a sílica de fumo (ver 5.1 Generalidades As quantidades das adições do tipo I e do tipo II a utilizar no betão devem ser objecto de ensaios iniciais (ver Anexo A).NP EN 206-1 2007 p.5.2 Conceito do factor-k 5. outras adições (inclusive do tipo I) ou combinações de adições.5.3.5 Uso de adições 5. 5.2 e 5.2. que se refiram especificamente ao uso da adição no betão conforme com a EN 206-1. Ver Documento Nacional de Aplicação.5.3).3. NOTA: Deverão ser tomadas medidas apropriadas face à origem geológica dos agregados tendo em conta uma experiência de longa duração e com a combinação do cimento e dos agregados em questão.2. secção DNA 5.5. NOTA 1: Deverá ser tida em conta a influência de grandes quantidades de adições nas outras propriedades. .2.e.2). usando procedimentos com aptidão estabelecida**. modificações das regras do conceito do factor-k.2).2.1.no requisito da dosagem mínima de cimento (ver 5.4 Uso de água recuperada A água recuperada da produção do betão deve ser utilizada de acordo com as condições especificadas na EN 1008*.

0). 5. A quantidade (cimento + k × sílica de fumo) não deve ser inferior à mínima dosagem de cimento requerida pela classe de exposição relevante (ver 5. A mínima dosagem de cimento não deve ser reduzida em mais do que 30 kg/m3 no betão a usar nas classes de exposição para as quais a mínima dosagem de cimento é ≤ 300 kg/m3.5 CEM I 42.2.45 k = 2.3. Para betões fabricados com cimento CEM I conforme com a EN 197-1*. os valores do factor-k são os seguintes: para razão água/cimento especificada ≤ 0.2). 31 de 84 O valor do factor-k a utilizar depende da adição em consideração.11 em massa.45 k = 2. o conceito do factor-k não é recomendado para betões que contenham uma combinação de cinzas volantes com cimento CEM I resistente aos sulfatos. o valor em excesso não deve ser tido em conta para o conceito do factor-k. nem para a dosagem mínima de cimento. NOTA: No caso das classes de exposição XA2 e XA3 e quando a substância agressiva for o ião sulfato.2 k = 0.3. Se for usada uma quantidade maior de cinzas volantes.200) kg/m3.3 Conceito do factor-k para sílica de fumo conforme com o prEN 13263: 1998 A quantidade máxima de sílica de fumo a ter em conta na razão água/cimento e na dosagem de cimento deve satisfazer o seguinte requisito: sílica de fumo/cimento ≤ 0.2.2 Conceito do factor-k para cinzas volantes conformes com a EN 450* Quando se usar o conceito do factor-k. mas a quantidade (cimento + cinzas volantes) não deve ser inferior à dosagem mínima de cimento requerida.2) pode ser reduzida de uma quantidade máxima correspondente a k × (dosagem mínima de cimento .2.5.2.3.5. conforme 5.0 para razão água/cimento especificada > 0. 5.NP EN 206-1 2007 p.4 A dosagem mínima de cimento requerida pela classe de exposição relevante (ver 5. a quantidade máxima de cinzas volantes a ter em conta deve satisfazer o seguinte requisito: cinzas volantes/cimento ≤ 0. Se for usada uma maior quantidade de sílica de fumo. o valor em excesso não deve ser considerado para o cálculo da razão água/(cimento + k × cinzas volantes). A aplicação do conceito do factor-k às cinzas volantes conformes com a EN 450* ou à sílica de fumo conforme com o prEN 13263:1998 em conjunto com cimento do tipo CEM I conforme com a EN 197-1* é apresentada nas secções seguintes.5 e superiores k = 0. onde k = 1.2. Para betões fabricados com cimento CEM I conforme com a EN 197-1. O conceito do factor-k pode ser aplicado a cinzas volantes ou à sílica de fumo com outros tipos de cimento e a outras adições se a aptidão se encontrar estabelecida.33 em massa.0 (excepto nas classes XC e XF. . * Ver Anexo Nacional NA (informativo). os valores do factor-k são os seguintes: CEM I 32.

6 Uso de adjuvantes A quantidade total de adjuvantes.NP EN 206-1 2007 p. secção DNA 5.5.2.3.2. 5. para os quais a origem de produção e as suas características se encontram claramente definidas e documentadas.3 Conceito de desempenho equivalente do betão Quando for utilizada uma combinação de uma adição específica com um cimento específico.2). não deve exceder a dosagem máxima recomendada pelo produtor nem ultrapassar 50 g de adjuvantes (como fornecidos) por kg de cimento.1)**. o conceito de desempenho equivalente do betão permite alterações aos requisitos desta Norma quanto à mínima dosagem de cimento e à máxima razão água/cimento. 32 de 84 5. O Anexo E estabelece os princípios para a avaliação do conceito de desempenho equivalente do betão. se utilizados. aço de pré-esforço ou com qualquer outro tipo de metal embebido. o betão tem um desempenho equivalente ao de um betão de referência que satisfaça os requisitos para a classe de exposição relevante (ver 5. deve ser demonstrado que.1. ** Ver Documento Nacional de Aplicação. O cloreto de cálcio e os adjuvantes à base de cloretos não devem ser adicionados ao betão com armaduras de aço.2.5. . o seu teor de água deve ser considerado no cálculo da razão água/cimento.2.5. 5.2. Se a quantidade total de adjuvantes líquidos exceder 3 l/m3 de betão. V4. Fica estabelecida a aptidão do conceito de desempenho equivalente do betão (ver Nota 2 em 5. Quando for usado mais do que um adjuvante. C3 ou ≥ F4 deverão ser fabricados com recurso a adjuvantes super-plastificantes. se ficarem satisfeitas as disposições anteriores. não deve exceder o valor dado no Quadro 10 para a classe seleccionada. expresso em percentagem de iões cloreto por massa de cimento. deve ser sujeito a uma avaliação contínua que tenha em conta as variações no cimento e na adição. O uso de adjuvantes em quantidades inferiores a 2 g/kg de cimento só é permitido se estes forem dispersos numa parte da água de amassadura. a menos que a influência de uma maior dosagem no desempenho e na durabilidade do betão se encontre estabelecida.3.2.7 Teor de cloretos O teor de cloretos de um betão. De acordo com os requisitos de 5. Quando o betão é produzido de acordo com estes procedimentos. especialmente no que respeita à sua reacção às acções ambientais e à sua durabilidade. NOTA: Os betões com consistência ≥ S4.5. a sua compatibilidade deve ser verificada quando da realização dos ensaios iniciais.

20 % Para um uso específico do betão.3.3 Requisitos relacionados com as classes de exposição 5.40 Cl 0. secção DNA 5. podem resultar de métodos de especificação baseados no desempenho (ver 5. ** (+) Ver Documento Nacional de Aplicação.64 vezes o respectivo desvio-padrão.1.3). Qualquer requisito relativo ao arrefecimento ou ao aquecimento artificial do betão antes da entrega deve ser acordado entre o produtor e o utilizador.0 Cl 0. Quando forem utilizadas adições do tipo II e quando estas forem consideradas para a dosagem de cimento. NOTA: O último método é particularmente aplicável a agregados dragados do mar e para aqueles casos onde não existe um valor máximo declarado ou normalizado. ou uma combinação. .20 % 0.10 Cl 0. 5. Quando for necessário especificar uma temperatura mínima diferente ou uma temperatura máxima para o betão fresco. dos seguintes métodos: – cálculo baseado.3.10 % 0. no teor máximo de cloretos permitido na respectiva norma ou no teor declarado pelo produtor.2. em alternativa. 5. no teor de cloretos calculado mensalmente a partir da média das últimas 25 determinações mais 1.0 % 0.2.3. para cada um dos materiais constituintes. Para a determinação do teor de cloretos de um betão deve calcular-se a soma das contribuições dos materiais constituintes. Os requisitos devem ter em conta a vida útil pretendida para a estrutura de betão(+). 33 de 84 Quadro 10 – Máximo teor de cloretos do betão Utilização do betão Sem armaduras de aço ou outros metais embebidos.2) ou.20 Máximo teor de Cl– por massa de cimento b) 1. secção DNA 5.3. estas devem ser especificadas com tolerâncias. – cálculo baseado. usando um. o teor de cloretos é expresso em percentagem de iões cloreto por massa de cimento mais massa total das adições consideradas.7.20 Cl 0.NP EN 206-1 2007 p.40 % 0.1 Generalidades Os requisitos para o betão resistir às acções ambientais são dados em termos de valores limite para a composição e de propriedades estabelecidas para o betão (ver 5. a classe a aplicar depende das disposições válidas no local de utilização do betão **. Ver Documento Nacional de Aplicação. para cada um dos materiais constituintes.8 Temperatura do betão A temperatura do betão fresco não deve ser inferior a 5 ºC na altura da entrega. com excepção de dispositivos de elevação resistentes à corrosão Com armaduras de aço ou outros metais embebidos Com aço de pré-esforço a) b) Classe do teor de cloretos a) Cl 1.

o betão seja devidamente colocado. desde que: . No Anexo F (informativo) é feita uma recomendação para a escolha dos valores limite para a composição do betão e das suas propriedades.05. de acordo com a ENV 13670-1* ou outras normas relevantes. podem ser necessários requisitos menos onerosos ou mais severos. Para uma vida útil menor ou maior..mínima classe de resistência à compressão do betão (opcional). a máxima razão água/cimento deverá ser dada em incrementos de 0. deve presumir-se que o betão da estrutura satisfaz os requisitos de durabilidade para a utilização pretendida nas condições ambientais específicas. a mínima dosagem de cimento em incrementos de 20 kg/m3. Os requisitos para cada classe de exposição devem ser especificados em termos de: . seja feita a manutenção prevista. no caso de espessuras de recobrimento menores que as especificadas para protecção contra a corrosão.3. ** * Ver Documento Nacional de Aplicação. .mínima dosagem de cimento.e.tipos e classes de materiais constituintes permitidos.mínimo teor de ar do betão.máxima razão água/cimento. p. secção DNA 5. 34 de 84 5. NOTA 2: Nas disposições válidas no local de utilização do betão**. face ao uso previsto. a resistência à compressão do betão em classes como especificado no Quadro 7 para o betão normal e para o betão pesado e no Quadro 8 para o betão leve. compactado e curado. . ENV 1992-1*.. Nestes casos.2. ou para composições de betão específicas ou para requisitos específicos de protecção contra a corrosão relativos ao betão de recobrimento das armaduras (p.2 Valores-limite para a composição do betão Na ausência de Normas Europeias para ensaios do desempenho do betão e devido a diferentes experiências de longa duração. os requisitos para o método de especificação da resistência às acções ambientais são estabelecidos nesta Norma em termos de propriedades do betão e de limites para a sua composição. . nas partes relevantes da ENV 1992-1*).NP EN 206-1 2007 p. os valores específicos daqueles requisitos para as classes de exposição aplicáveis são dados em disposições válidas no local de utilização do betão**. e quando relevante .e. Se o betão estiver em conformidade com os valores limite. p.3.. tenha sido seleccionada a classe de exposição apropriada. de acordo com a norma de projecto relevante. quando for utilizado cimento CEM I. . 50 anos nas condições previstas de manutenção. NOTA 1: Devido à falta de experiência sobre como a classificação das acções ambientais no betão reflecte diferenças locais na mesma classe de exposição nominal. pelo menos. deverão ser feitos estudos especiais pelo especificador para um determinado local ou por disposições nacionais em geral**. NOTA 3: As disposições válidas no local de utilização do betão** deverão incluir os requisitos para uma vida útil de.e. Ver Anexo Nacional NA (informativo). o betão tenha o recobrimento das armaduras mínimo requerido para a condição ambiental relevante.

tempo Vêbê: . .3. deve utilizar-se um dos seguintes métodos: .3 Métodos de especificação do betão baseados no desempenho Os requisitos relacionados com as classes de exposição podem ser estabelecidos utilizando métodos de especificação do betão baseados no desempenho que considerem a durabilidade e ser especificados em termos de parâmetros relacionados com o desempenho. NOTA: Devido à falta de sensibilidade dos métodos de ensaio para além de certos valores da consistência. 35 de 84 5. por um valor pretendido.3. ou em casos especiais. de acordo com a EN 12350-3*.ensaio de compactabilidade.3 m3.2.métodos específicos. p. a acordar entre o especificador e o produtor. ≥ 1.diâmetro do espalhamento: ≥ 10 mm e ≤ 210 mm. secção DNA 5. . para o betão destinado a aplicações especiais (ex.4. . Se o betão for entregue por camião betoneira ou por equipamento agitador.NP EN 206-1 2007 p.3. de acordo com a EN 12350-4*. de acordo com a EN 12350-1*. no caso de se tratar de betão pronto. 5. > 340 mm e ≤ 620 mm.1. a consistência pode ser medida usando uma amostra pontual obtida a partir da descarga inicial. Neste caso. . ** * Ver Documento Nacional de Aplicação. as tolerâncias correspondentes são as apresentadas no Quadro 11.ensaio Vêbê.4 Requisitos para o betão fresco 5. No Anexo J (informativo) é dada orientação para a utilização de um método alternativo de especificação do betão baseado no desempenho que considere a durabilidade. o requisito especificado aplica-se no momento em que o betão é utilizado ou. no momento da entrega. Ver Anexo Nacional NA (informativo).: betão de consistência terra-húmida).e. degradação do betão num ensaio ao gelo-degelo. Quando for necessário determinar a consistência do betão. A amostra pontual deve ser colhida após a descarga de aproximadamente 0.46. .ensaio de abaixamento. A aplicação deste método alternativo depende das disposições válidas no local de utilização do betão**. de acordo com a EN 12350-5*.abaixamento: . de acordo com a EN 12350-2*.grau de compactabilidade: .1 Consistência Quando for necessário determinar a consistência do betão.. é recomendada a utilização dos ensaios indicados para: .04 e < 1.ensaio de espalhamento. A consistência pode ser especificada através da referência a uma classe de consistência de acordo com 4. ≤ 30 s e > 5 s.

2. o método de ensaio e os critérios deverão seguir as disposições válidas no local de utilização do betão**. quando não for utilizado equipamento que permita o seu registo.5). da dosagem de adição ou da razão água/cimento do betão fresco seja feita por análise. Nenhum valor individual da determinação da razão água/cimento deve ultrapassar o valor limite em mais do que 0. os valores do registo de produção relacionados com a instrução da amassadura. o método deve ser aplicado com as devidas alterações.26 ± 0.2. NOTA 2: Ver Relatório CEN CR 13902 – “Determination of the water/cement ratio of fresh concrete”. ** .10 50 a 90 ± 20 10 a 6 ±2 1. Quando for necessário determinar a razão água/cimento do betão. o método de ensaio e as tolerâncias devem ser acordados entre o especificador e o produtor. O valor a considerar para a absorção de água dos agregados leves grossos no betão fresco deve ser o valor obtido ao fim de uma hora. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). devem tomar-se como dosagens os valores registados pelo sistema de doseamento ou. Quando for requerido que a determinação da dosagem de cimento.08 todos os valores ± 30 ≥ 100 ± 30 ≤5 ±1 ≤ 1. de água ou de adições. deve ser determinada de acordo com a EN 1097-6*.10 ± 0.4.4. esta deve ser calculada com base na dosagem de cimento determinada e na dosagem efectiva de água (para adjuvantes líquidos ver 5.02. A absorção de água de agregados normais e pesados. secção DNA 5.25 a 1. 36 de 84 Quadro 11 – Tolerâncias para valores pretendidos da consistência Abaixamento Valor pretendido em mm Tolerância em mm Tempo Vêbê Valor pretendido em s Tolerância em s Grau de compactabilidade Valor pretendido Tolerância Diâmetro do espalhamento Valor pretendido em mm Tolerância em mm 5. Ver Documento Nacional de Aplicação. ≤ 40 ± 10 ≥ 11 ±3 ≥ 1.NP EN 206-1 2007 p.05 Quando a mínima dosagem de cimento for substituída pela mínima dosagem (cimento + adição) ou a razão água/cimento for substituída pela razão água/(cimento + k x adição) ou pela razão água/(cimento + adição) (ver 5.11 ± 0. com base no método descrito no Anexo C da EN 1097-6* utilizando o agregado com o grau de humidade no momento do seu emprego em vez do agregado depois de seco em estufa.2.2 Dosagem de cimento e razão água/cimento Quando for necessário determinar a dosagem de cimento.6). NOTA 1: Para agregados leves finos.

5 Requisitos para o betão endurecido 5.4.1 Resistência 5. Em casos particulares. e de acordo com a ASTM C 173 para o betão leve. podem ser utilizados provetes moldados com outras dimensões. elementos estruturais maciços de grandes dimensões). A resistência característica do betão deve ser igual ou superior à mínima resistência à compressão característica requerida para a classe de resistência à compressão especificada. . 37 de 84 5.4 Máxima dimensão do agregado Quando for necessário determinar a máxima dimensão do agregado mais grosso do betão fresco.4.1. A máxima dimensão do agregado mais grosso.2 Resistência à compressão Quando for necessário determinar a resistência à compressão.NP EN 206-1 2007 p.5.. a resistência à compressão é determinada em provetes com 28 dias. de acordo com a EN 12390-3*. p. O teor de ar é especificado através de um valor mínimo.e. fabricados e curados de acordo com a EN 12390-2*. desde que as correlações com os métodos normalizados tenham sido estabelecidas com exactidão suficiente e se encontrem documentadas.e. em betão da classe de consistência C0. a partir de amostras colhidas segundo a EN 12350-1*. A escolha da utilização de provetes cúbicos ou cilíndricos para a avaliação da resistência à compressão deve ser declarada pelo produtor em devido tempo antes da entrega do betão. ver Quadros 7 e 8. como definida na EN 12620*. pode ser necessário especificar a resistência à compressão a idades menores ou maiores que os 28 dias (p. 5.. o método de ensaio deve ser modificado ou a resistência à compressão avaliada na estrutura ou elemento estrutural existentes. Se for expectável que o ensaio de resistência à compressão dê valores não representativos. O limite superior do teor de ar é o valor mínimo especificado acrescido de 4 %.1 Generalidades Quando for necessário determinar a resistência. esta deve ser expressa como fc. esta deve ser medida de acordo com a EN 933-1*. A não ser que seja especificado de forma diferente. este deve ser medido de acordo com a EN 12350-7* para o betão normal e para o betão pesado.3 Teor de ar Quando for necessário determinar o teor de ar do betão.1. ou após conservação sob condições especiais (p.5.e.cyl quando se utilizarem provetes cilíndricos. esta deve ser obtida em ensaios de cubos de 150 mm de aresta ou de cilindros de 150 mm/300 mm conformes com a EN 12390-1*. Para avaliar a resistência. assim como outros métodos de cura. não deve ser superior à especificada.: tratamento com calor). Se for utilizado um método diferente.5. ou mais seco que S1 ou em betão tratado a vácuo.cube quando se utilizarem provetes cúbicos e como fc. 5. este deve ser previamente acordado entre o especificador e o produtor. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). 5.

3. esta deve ser medida de acordo com a EN 12390-6*. o método e o critério de conformidade devem ser acordados entre o especificador e o produtor. ela deve ser medida seguindo a EN 12390-7*.1. A resistência característica à tracção por compressão diametral do betão deve ser igual ou superior ao valor especificado para esta resistência. a norma de ensaio apropriada é a EN 12390-5. 38 de 84 NOTA: A avaliação da resistência na estrutura ou no elemento estrutural deverá ser baseada no prEN 13791:1999. 5. pode usar-se a mesma abordagem. L241/25 de 9 de Setembro de 1994.2. a resistência à penetração da água pode ser especificada indirectamente através de valores limite para a composição do betão. Quando a massa volúmica for especificada através de um valor pretendido.NP EN 206-1 2007 p.5. Para o betão pesado.1. Para o betão normal.1 Generalidades O especificador do betão deve assegurar que todos os requisitos relevantes.5. para 2) Quando se determinar a resistência à flexão. está classificado como Euroclasse A e não necessita de ser ensaiado.4 Reacção ao fogo O betão constituído por agregados de origem natural de acordo com 5.3 Resistência à tracção por compressão diametral 2 Quando for necessário determinar a resistência à tracção por compressão diametral do betão. Na ausência de um método de ensaio acordado. Ver Anexo Nacional NA (informativo). Para o betão leve. adjuvantes de acordo com 5. aplica-se a tolerância de ± 100 kg/m3.3 Resistência à penetração da água Quando for necessário determinar a resistência à penetração da água em provetes. ver Quadro 9. Quando for necessário determinar a massa volúmica seca.5. . cimento de acordo com 5.5. a massa volúmica seca deve encontrar-se dentro dos limites da classe especificada.2 Massa volúmica O betão pode ser definido como betão normal. se encontram na especificação fornecida ao produtor. 5.1. a massa volúmica seca deve ser superior a 2000 kg/m3 e não exceder 2600 kg/m3. a massa volúmica seca deve ser superior a 2600 kg/m3. O especificador deve também especificar todo e qualquer requisito para as propriedades do betão que sejam necessárias para o transporte após a entrega. * 3) Decisão da Comissão de 9 de Setembro de 1994 (94/611/CEE) publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias n. adições de acordo com 5.1.1. referentes às propriedades do betão.6 ou outros materiais constituintes de origem inorgânica de acordo com 5. A não ser que seja especificado de forma diferente. betão leve ou betão pesado (ver definições) de acordo com a massa volúmica seca (após secagem em estufa). 5.3) 6 Especificação do betão 6. Neste caso.1. 5.1.5. a resistência à tracção por compressão diametral é determinada em provetes ensaiados aos 28 dias.

p.as condições de cura. o especificador é responsável por assegurar que a prescrição cumpre os requisitos gerais da EN 206-1 e que a composição prescrita tem a capacidade de alcançar o desempenho pretendido para o betão.1) e para a composição do betão (ver 5.as dimensões da estrutura (desenvolvimento de calor).NP EN 206-1 2007 p. 6.quaisquer restrições à utilização de materiais constituintes com aptidão estabelecida. . a indicar quando requeridos. As abreviaturas a utilizar na especificação são apresentadas na secção 11.e.e. . 6.as acções ambientais às quais a estrutura ficará exposta.2 Especificação do betão de comportamento especificado 6.3. estas responsabilidades cabem ao organismo nacional de normalização.2.2). máxima dimensão do agregado mais grosso. a avaliação da conformidade baseia-se exclusivamente no cumprimento da composição especificada e não no desempenho pretendido pelo especificador.2. compactação. .1 Generalidades A especificação do betão de comportamento especificado deve ser feita por intermédio dos requisitos fundamentais dados em 6. para a obtenção de um acabamento arquitectónico).2 e 5. a indicar em todos os casos. e dos requisitos adicionais dados em 6.2. O especificador deve manter e actualizar a documentação de apoio que relacione a composição prescrita com o desempenho pretendido. Quando necessário. 39 de 84 a colocação.5 (ver 6.qualquer requisito relacionado com o recobrimento das armaduras ou com a largura mínima da secção.5. . cura ou outro tratamento adicional.. tendo em consideração os requisitos básicos para os materiais constituintes (ver 5. O betão deve ser especificado como betão de comportamento especificado tendo como referência a classificação dada na secção 4 e os requisitos dados em 5. A especificação do comportamento ou a prescrição da composição do betão deve resultar de ensaios iniciais (ver Anexo A) ou de informação acumulada por uma experiência de longa duração com um betão comparável.2. . ..qualquer requisito para agregados expostos ou acabamento superficial.2 Requisitos fundamentais A especificação deve incluir: a) um requisito de conformidade com a EN 206-1.3). a especificação deve incluir qualquer requisito especial (p. NOTA 2: Para betão de composição prescrita. c) classes de exposição (ver secção 11 para designação abreviada). . b) classe de resistência à compressão. resultante das classes de exposição.3. tanto no estado fresco como no estado endurecido. ver 9. NOTA 1: As disposições válidas no local de utilização do betão podem conter requisitos para alguns destes aspectos.2) ou como betão de composição prescrita indicando a composição (ver 6. p. O especificador deve ter em consideração o seguinte: .e. No caso de betão de composição prescrita.2.3 a 5. No caso de betão de composição prescrita em norma.a utilização do betão fresco e endurecido.

quando apropriados: .tipos ou classes especiais de agregados. é da responsabilidade do especificador (ver 5.1 Generalidades O betão de composição prescrita deve ser especificado através dos requisitos fundamentais dados em 6. Adicionalmente. deverão ser estabelecidos os métodos de ensaio. compactação.3. NOTA 2: Antes de especificar o teor de ar do betão no momento da entrega.3.2. quando diferente da especificada em 5. NOTA 1: Nestes casos.desenvolvimento da resistência (ver Quadro 12).tipos ou classes especiais de cimento (p. para betão leve: f) classe de massa volúmica ou massa volúmica pretendida. a indicar quando requeridos. 6.3 Especificação do betão de composição prescrita 6..2.4) a composição de betão que minimize a reacção deletéria álcalis-sílica. a indicar em todos os casos. o plano de amostragem e os critérios de conformidade a utilizar na produção do betão.endurecimento retardado. etc. o especificador deve tomar em consideração possíveis perdas de ar durante a bombagem.. . .outros requisitos técnicos (por ex. ver 5. posteriores à entrega.características requeridas para a resistência ao ataque pelo gelo/degelo (p.desenvolvimento de calor durante a hidratação. .NP EN 206-1 2007 p.8.e.1. .4. Adicionalmente. .resistência à tracção por compressão diametral (ver 5. colocação. 6. . e) classe de teor de cloretos de acordo com o Quadro 10. em casos especiais.3.5. . ++ Nota Nacional (informativa): Ao especificar os requisitos adicionais. teor de ar. para betão pronto e betão fabricado no local: h) classe de consistência ou.e.requisitos para a temperatura do betão fresco. valor pretendido para a consistência. . para betão pesado: g) massa volúmica pretendida. Adicionalmente..2.resistência à penetração de água. e dos requisitos adicionais dados em 6.3. .3).resistência à abrasão. .3. requisitos relacionadas com a obtenção de um acabamento particular ou com um método especial de colocação). .3 Requisitos adicionais++ Podem especificar-se os seguintes aspectos através de requisitos de desempenho e de métodos de ensaio. 40 de 84 d) máxima dimensão do agregado mais grosso.3).2. cimento com baixo calor de hidratação).

2.3. a menos que as disposições válidas no local de utilização do betão permitam outras classes de exposição.requisitos adicionais para agregados.1. 6. a massa volúmica máxima ou mínima dos agregados.8.02 a qualquer valor limite requerido.3. g) tipo e quantidade de adjuvantes ou adições. . . de um valor pretendido.a designação do betão naquela norma.a norma válida no local de utilização do betão. . através de uma classe ou. h) as origens dos adjuvantes ou adições. ou de todos os constituintes do betão.4 Especificação do betão de composição prescrita em norma O betão de composição prescrita em norma deve ser especificado citando: .2.3 Requisitos adicionais A especificação pode incluir: .classes de exposição X0 e XC1. O betão de composição prescrita em norma deve ser utilizado apenas para: . e do cimento. conforme o caso. em substituição das características impossíveis de definir por outros meios. f) máxima dimensão do agregado mais grosso e quaisquer limitações para a granulometria. b) dosagem de cimento. se utilizados. d) razão a/c ou consistência. e) tipo.betão normal para estruturas em betão simples ou armado. no caso de betão leve ou pesado. categorias e teor máximo de cloretos dos agregados. indicando os requisitos relevantes. em substituição das características impossíveis de definir por outros meios. 41 de 84 6. ver 5. a menos que as disposições válidas no local de utilização do betão permitam a classe C20/25. 6. .2 Requisitos fundamentais A especificação deve incluir: a) requisito de conformidade com a EN 206-1.outros requisitos técnicos. se utilizados.classes de resistência à compressão especificadas no projecto ≤ C16/20.NP EN 206-1 2007 p. . c) tipo e classe de resistência do cimento. NOTA: O valor especificado para a razão a/c (valor pretendido) deverá ser inferior em 0. quando diferentes do estabelecido em 5. Para restrições na composição do betão de composição prescrita em norma. em casos especiais. .requisitos para a temperatura do betão fresco. .as origens de alguns.

Para a determinação da duração da cura. e) desenvolvimento da resistência. determinada a partir de ensaios iniciais ou baseada no desempenho conhecido de um betão com uma composição comparável.limitações dos veículos de entrega. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). a hora e a cadência da entrega. no caso de betão fabricado no local ou de produtos prefabricados de betão. quando solicitada.e. deve ser dada. quando solicitada. o produtor e o utilizador do betão podem ser a mesma entidade. se utilizados. EN 12390-2* e EN 12390-3*. c) razão água/cimento pretendida.métodos especiais de colocação. a informação. assim como para estimar o desenvolvimento da resistência. se solicitada antes da entrega.e. classes de consistência. f) origens dos materiais constituintes. é a razão entre a resistência à compressão média aos 2 dias (fcm. Tal informação deve ser dada pelo produtor. p. no qual são dados pormenores acerca das classes de resistência.. No caso do betão pronto. 4) Esta Norma não requer que a informação seja dada num formato específico. moldados. tipo e dosagem aproximada de adições. e. curados e ensaiados de acordo com a EN 12350-1*. p. EN 12390-1*... tamanho.a data. p.2 Informação do produtor do betão para o utilizador 4) O utilizador pode requerer informação sobre a composição do betão.transporte especial no local. . quando apropriado.28). resultantes do controlo de produção ou de ensaios iniciais.2) e a resistência à compressão média aos 28 dias (fcm. Para os ensaios iniciais. b) tipo de adjuvantes. d) resultados dos ensaios anteriores relevantes do betão. altura ou peso bruto. os provetes para determinação da resistência devem ser colhidos. 7. . a seguinte informação: a) tipo e classe de resistência do cimento e tipo de agregados. para permitir uma colocação e cura apropriadas do betão fresco. pode também ser facultada por referência ao catálogo das composições do betão do produtor. a informação sobre o desenvolvimento da resistência do betão pode ser dada sob a forma indicada no Quadro 12 ou por uma curva de desenvolvimento da resistência a 20 °C entre os 2 e os 28 dias. 42 de 84 7 Entrega do betão fresco 7. indicador do desenvolvimento da resistência. pois este dependerá da relação entre o produtor e o utilizador. dosagens e outra informação relevante.NP EN 206-1 2007 p.e. informar o produtor acerca de: .1 Informação do utilizador do betão para o produtor 4) O utilizador deve acordar com o produtor: . Para o betão de comportamento especificado. tipo (equipamento agitador/não agitador). . A razão de resistências.

número da encomenda. .nome da central de betão pronto.e. . . . .classe de teor de cloretos.pormenores ou referências a especificações. 43 de 84 Quadro 12 – Desenvolvimento da resistência do betão a 20 °C Desenvolvimento da resistência Rápido Médio Lento Muito lento Estimativa da razão de resistências fcm. .hora do fim da descarga. . .matrícula ou identificação do veículo. .classe de consistência ou valor pretendido. . . número de código. i. ** Ver Documento Nacional de Aplicação.data e hora da amassadura. . secção DNA 7.classe de resistência.classes de exposição ambiental.nome e localização da obra.hora de chegada do betão ao local da construção.limites da composição do betão.3 < 0. . se especificados.2. em metros cúbicos.NP EN 206-1 2007 p.quantidade de betão entregue.15 a < 0.nome e logotipo do organismo de certificação. . pelo menos. Adicionalmente.declaração de conformidade com referência às especificações e à EN 206-1.nome do cliente.3 a < 0. do primeiro contacto entre o cimento e a água. p.5 ≥ 0. se aplicável. a seguinte informação: . .15 O produtor deve informar o utilizador relativamente aos riscos de saúde que podem ocorrer durante o manuseamento do betão fresco.3 Guia de remessa do betão pronto No momento da entrega.28 ≥ 0. . o produtor deve entregar ao utilizador uma guia de remessa por cada carga de betão. . na qual deve constar. 7..2 / fcm.e.número de série da guia de remessa. de acordo com as disposições válidas no local de utilização do betão fresco**.hora do início da descarga.5 ≥ 0. a guia de remessa deve fornecer pormenores sobre o seguinte: a) para betão de comportamento especificado: .

tal deve ser previamente acordado. Em casos especiais. A quantidade suplementar de água ou de adjuvantes adicionados na auto-betoneira deve ser. tipo de adjuvante. a informação a fornecer deve seguir as disposições da norma relevante.pormenores da composição. registada na guia de remessa.8. Para o caso de se voltar a amassar. Estas disposições também se aplicam ao betão para produtos prefabricados. .tipo de adjuvantes e de adições. ver 9.3. também é importante para o betão fabricado no local. Os valores reais das propriedades do betão na estrutura podem diferir dos determinados pelos ensaios.e. a amassadura ou carga deverá ser registada como " não-conforme" na guia de remessa.e. dosagem de cimento e. 8 Controlo da conformidade e critérios de conformidade 8. quando existirem vários tipos de betão ou quando a entidade responsável pela produção do betão for diferente da entidade responsável pela sua colocação. dependendo. . .. não é permitida qualquer adição de água ou de adjuvantes na entrega. desde que os limites permitidos pela especificação não sejam excedidos e que a adição de adjuvantes esteja incluída na formulação do betão.4 Informação na entrega para betão fabricado no local Informação adequada. se especificados. p.tipo e classe de resistência do cimento.razão a/c ou consistência. como a requerida em 7. se especificados. . . O controlo da conformidade é uma parte integrante do controlo da produção (ver secção 9). com o objectivo de atingir a consistência pretendida. se requeridas. Se o especificador requerer uma maior frequência de amostragem. a menos que a norma específica do produto tenha um conjunto equivalente de disposições.1 Generalidades O controlo da conformidade inclui o conjunto de acções e de decisões a implementar de acordo com as regras de conformidade previamente adoptadas para verificar a conformidade do betão com as especificações. 7. se requerido. O plano de amostragem e de ensaio e os critérios de conformidade devem ser conformes com os procedimentos dados em 8. Para .máxima dimensão do agregado mais grosso. podem ser adicionados água ou adjuvantes sob a responsabilidade do produtor. em termos de classe ou de um valor pretendido. nos casos de grandes estaleiros.NP EN 206-1 2007 p.máxima dimensão do agregado mais grosso. das dimensões da estrutura. em todos os casos. como especificado. b) para betão de composição prescrita: . No caso de betão de composição prescrita em norma.no caso de betão leve ou de betão pesado: classe de massa volúmica ou massa volúmica pretendida. NOTA: Se no local forem adicionados ao betão numa auto-betoneira mais água ou adjuvantes do que é permitido pela especificação. da compactação.propriedades especiais. p. da cura e das condições climatéricas. A entidade que autorizou a adição é responsável pelas consequências daí decorrentes e deverá ser identificada na guia de remessa.2 ou 8.5 Consistência na entrega Em geral. da colocação.3 para a guia de remessa. NOTA: As propriedades do betão utilizadas para o controlo da conformidade são as que são medidas por meio de ensaios apropriados usando procedimentos normalizados. .. 7. 44 de 84 .

A produção contínua é atingida quando são obtidos. Quando os ensaios para o controlo da produção forem os mesmos que os requeridos para o controlo da conformidade.4). O local de amostragem para os ensaios de conformidade deve ser escolhido de modo que as propriedades relevantes e a composição do betão não variem significativamente entre o local da amostragem e o local da entrega. No relatório CEN CR 13901 são dadas informações mais pormenorizadas sobre a aplicação do conceito de família de betões. tem que se confirmar que cada elemento pertence à família (ver 8. 45 de 84 propriedades não cobertas por estas secções.2. os métodos de ensaio e os critérios de conformidade devem ser acordados entre o produtor e o especificador. As correlações devem ser verificadas em cada período de avaliação e quando existam variações significativas nas condições de produção. como determinado pelo produtor. No caso de se usarem famílias de betões.1. a menos que tenha sido acordado de outro modo. com base nos resultados originais (não transpostos) dos ensaios da resistência à compressão.1. A conformidade ou a não-conformidade é avaliada face aos critérios de conformidade. faz-se distinção entre a produção inicial e a produção contínua. A não-conformidade pode conduzir a acções posteriores no local da produção e no local da construção (ver 8. Os betões leves não devem ser incluídos nas famílias de betões normais. 8.2 Controlo da conformidade do betão de comportamento especificado 8. 35 resultados de ensaios num período que não exceda os 12 meses. Estabelecem-se correlações entre cada composição individual e o betão de referência da família. Adicionalmente.1 Controlo da conformidade da resistência à compressão 8. NOTA: No Anexo K dão-se orientações para a selecção da família de betões. deve ser permitido que sejam considerados para a avaliação da conformidade. selecciona-se um betão de referência que pode ser o betão mais produzido ou um betão a meio da família. O conceito de família de betões não deve ser aplicado a betões de classes de resistência superiores.2. a amostragem e os ensaios devem ser efectuados sobre as composições individuais do betão ou sobre famílias de betões adequadamente estabelecidas (ver 3. pelo menos. o plano de amostragem e de ensaio.3).1 Generalidades Para o betão normal e o betão pesado das classes de resistência C8/10 a C55/67 ou para o betão leve das classes LC8/9 a LC55/60.14). quando da avaliação da conformidade da família. as amostras devem ser colhidas no local da entrega. Os betões leves com agregados de semelhança comprovada podem ser agrupados na sua própria família.2. No caso do betão leve produzido com agregados não saturados.1. o produtor deve fazer o controlo de todos os elementos da família e a amostragem deve ser efectuada sobre todas as composições dos betões produzidos no seio da família. . A produção inicial cobre o período da produção até que estejam disponíveis os primeiros 35 resultados de ensaios. Para a avaliação da conformidade o produtor pode também usar outros resultados de ensaio sobre o betão entregue. No plano de amostragem e de ensaio e nos critérios de conformidade para composições individuais de betão ou para as famílias de betões. Quando os ensaios de conformidade forem aplicados a uma família de betões.NP EN 206-1 2007 p. para que seja possível a transposição dos resultados dos ensaios de resistência à compressão de cada betão da família para o betão de referência.

O resultado do ensaio deve ser obtido a partir de um provete individual ou da média dos resultados de ensaio de dois ou mais provetes fabricados de uma amostra e ensaiados com a mesma idade. A amostragem deve incidir sobre cada família de betões (ver 3. Não obstante os requisitos de amostragem estabelecidos em 8. durante um período superior a 12 meses. a conformidade será avaliada em provetes ensaiados na idade especificada. Quando de uma amostra são fabricados dois ou mais provetes e o intervalo de variação dos resultados individuais do ensaio é maior que 15 % da média. estes resultados devem ser desprezados a menos que uma investigação revele que existe uma razão aceitável que justifique a eliminação de um valor de ensaio individual.2 Plano de amostragem e de ensaio As amostras de betão devem ser seleccionadas aleatoriamente e colhidas de acordo com a EN 12350-1*. Quando for necessário verificar se um determinado volume de betão pertence a uma população avaliada como conforme quanto aos requisitos da resistência característica. 8. ou de uma família de betões. o produtor deve adoptar os critérios e o plano de amostragem e de ensaio estabelecidos para a produção inicial.14) produzida sob condições consideradas uniformes. conforme o caso.1. esta verificação deve ser efectuada de acordo com o Anexo B. 46 de 84 Se tiver sido suspensa a produção de uma composição individual de betão.e. tomando-se o valor que conduza a um maior número de amostras para produção inicial ou contínua. os critérios e o plano de amostragem e de ensaio estabelecidos para a produção inicial Se a resistência é especificada para uma idade diferente. para a produção contínua.5) desde que tenha sido provado..2. através de ensaios iniciais. O produtor pode adoptar. sendo permitida a amostragem antes da adição de plastificantes ou de superplastificantes para ajuste da consistência (ver 7.NP EN 206-1 2007 p.1. p. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). se existirem dúvidas acerca da qualidade de uma amassadura ou de uma carga ou em casos especiais requeridos pelas especificações de projecto. as amostras devem ser colhidas após qualquer adição de água ou de adjuvantes ao betão sob a responsabilidade do produtor. que o plastificante ou superplastificante a adicionar. não tem qualquer efeito negativo na resistência do betão. .1. A frequência mínima de amostragem e de ensaio do betão deve estar de acordo com o Quadro 13. na quantidade a utilizar.

NP EN 206-1 2007
p. 47 de 84 Quadro 13 – Frequência mínima de amostragem para avaliação da conformidade Frequência mínima de amostragem Primeiros 50 m Produção subsequente aos primeiros 50 m3 a) Produção de produção Betão com controlo da Betão sem controlo da produção certificado produção certificado 3 Inicial (até se obterem, pelo 1/200 m ou 3 amostras 1/150 m3 ou menos, 35 resultados) 2/semana de produção 1/dia de produção Contínua b) (quando estiverem 1/400 m3 ou disponíveis, pelo menos, 35 1/semana de produção resultados)
3

a) A amostragem deve ser distribuída pela produção e não deve ser mais de 1 amostra por cada 25 m3. b) Quando o desvio padrão dos últimos 15 resultados for superior a 1,37 σ, a frequência de amostragem deve ser incrementada para a requerida para a produção inicial nos próximos 35 resultados de ensaio.

8.2.1.3 Critérios de conformidade da resistência à compressão A avaliação da conformidade deve basear-se nos resultados dos ensaios obtidos durante um período de avaliação que não deve exceder os últimos doze meses. A conformidade da resistência à compressão do betão é avaliada em provetes ensaiados aos 28 dias 5), de acordo com 5.5.1.2 para: – grupos de "n" resultados de ensaios consecutivos, com ou sem sobreposição, fcm (critério 1); – cada resultado individual de ensaio fci (critério 2).
NOTA: Os critérios de conformidade foram desenvolvidos com base em resultados sem sobreposição. A aplicação dos critérios aos resultados dos ensaios com sobreposição aumenta o risco de rejeição.

A conformidade é confirmada se forem satisfeitos ambos os critérios do Quadro 14 tanto para a produção inicial como para a produção contínua. Quando a conformidade for avaliada tendo como base uma família de betões, o critério 1 aplica-se ao betão de referência, tendo em conta todos os resultados transpostos dos ensaios da família; o critério 2 aplica-se aos resultados originais dos ensaios. Quadro 14 – Critérios de conformidade para a resistência à compressão Número "n" de resultados de ensaios da resistência à compressão no grupo 3 ≥ 15 Critério 2 Qualquer resultado Média dos “n” resultados (fcm) individual de ensaio (fci) N/mm2 N/mm2 ≥ fck + 4 ≥ fck – 4 ≥ fck + 1,48 σ ≥ fck – 4 Critério 1

Produção Inicial Contínua

Para confirmar que cada membro individual pertence à família, deve verificar-se se a média de todos os resultados não transpostos (fcm) de um membro da família satisfaz o critério 3, apresentado no Quadro 15. Qualquer betão que falhe este critério deve ser retirado da família e a sua conformidade avaliada individualmente.

5)

Se a resistência for especificada para uma idade diferente, a conformidade é avaliada em provetes ensaiados à idade especificada.

NP EN 206-1 2007
p. 48 de 84 Quadro 15 – Critério de confirmação para os membros da família Número "n" de resultados de ensaio da resistência à compressão de um dado betão da família 2 3 4 5 6 Critério 3 Média dos “n” resultados (fcm) de um dado betão da família N/mm2 ≥ fck – 1,0 ≥ fck + 1,0 ≥ fck + 2,0 ≥ fck + 2,5 ≥ fck + 3,0

Inicialmente, o desvio padrão deve ser calculado a partir de, pelo menos, 35 resultados consecutivos obtidos num período superior a 3 meses e que anteceda o período de produção em que se pretende verificar a conformidade. Este valor deve ser considerado como a estimativa do desvio padrão (σ) da população. A validade do valor adoptado tem que ser verificada durante a produção subsequente. São permitidos dois métodos para a verificação da estimativa do valor de σ, devendo ser previamente escolhido o método a utilizar: – Método 1 O valor inicial do desvio padrão pode ser aplicado no período subsequente durante o qual se pretende verificar a conformidade, desde que o desvio padrão dos últimos 15 resultados (s15) não divirja significativamente do desvio padrão adoptado. Isto é considerado válido desde que: 0,63 σ ≤ s15 ≤ 1,37 σ Quando o valor de s15 estiver fora destes limites, deve-se determinar uma nova estimativa de σ a partir dos últimos 35 resultados de ensaio disponíveis. – Método 2 O novo valor de σ pode ser estimado a partir de um sistema contínuo, adoptando-se este valor. A sensibilidade do sistema deve ser, pelo menos, igual à do método 1. A nova estimativa de σ deve ser aplicada no período de avaliação seguinte. 8.2.2 Controlo da conformidade da resistência à tracção por compressão diametral 6) 8.2.2.1 Generalidades Aplica-se a secção 8.2.1.1, mas não é aplicável o conceito de família de betões. Cada composição de betão deve ser avaliada separadamente. 8.2.2.2 Plano de amostragem e de ensaio Aplica-se a secção 8.2.1.2.

6)

Quando a resistência à flexão é especificada, pode usar-se a mesma abordagem.

NP EN 206-1 2007
p. 49 de 84 8.2.2.3 Critério de conformidade da resistência à tracção por compressão diametral Quando for especificada a resistência do betão à tracção por compressão diametral, a avaliação da conformidade deve ser baseada nos resultados dos ensaios efectuados durante um período de avaliação que não deve exceder os últimos 12 meses. A conformidade da resistência do betão à tracção por compressão diametral é avaliada a partir de provetes ensaiados aos 28 dias, a menos que seja especificada outra idade de acordo com 5.5.1.3 para: – grupos de "n" resultados de ensaios consecutivos, com ou sem sobreposição, ftm (critério 1); – cada resultado individual de ensaio, fti (critério 2). A conformidade com a resistência característica à tracção por compressão diametral (ftk) é confirmada se os resultados dos ensaios satisfizerem ambos os critérios do Quadro 16, tanto para a produção inicial como para a produção contínua. Devem-se aplicar, de modo semelhante, as disposições dadas na secção 8.2.1.3 para o desvio padrão. Quadro 16 – Critérios de conformidade para a resistência à tracção por compressão diametral Produção Inicial Contínua Número "n" de resultados no grupo 3 ≥ 15 Critério 1 Média dos “n” resultados de ensaio (ftm) em N/mm2 ≥ ftk + 0,5 ≥ ftk + 1,48 σ Critério 2 Qualquer resultado individual de ensaio (fti) em N/mm2 ≥ ftk – 0,5 ≥ ftk – 0,5

8.2.3 Controlo da conformidade de outras propriedades que não a resistência 8.2.3.1 Plano de amostragem e de ensaio As amostras de betão devem ser seleccionadas aleatoriamente e colhidas de acordo com a EN 12350-1*. A amostragem deve incidir sobre cada família de betões produzida sob condições consideradas uniformes. O número mínimo de amostras e os métodos de ensaio devem estar de acordo com os Quadros 17 e 18. 8.2.3.2 Critérios de conformidade para outras propriedades que não a resistência Quando forem especificadas outras propriedades do betão para além da resistência, a avaliação da conformidade deve ser efectuada sobre a produção corrente considerando um período de avaliação que não deve exceder os últimos 12 meses. A conformidade do betão baseia-se na contagem do número total de resultados obtidos durante o período de avaliação fora dos valores limite, limites da classe ou tolerâncias de um valor pretendido especificados e na comparação desse total com o número máximo permitido (controlo por atributos). A conformidade com a propriedade requerida é confirmada se: – o número total de resultados de ensaios fora dos valores limite, dos limites da classe ou das tolerâncias de um valor pretendido que foram especificados, conforme apropriado, não for maior que o valor aceitável dos Quadros 19a ou 19b como referido nos Quadros 17 e 18. Em alternativa, no caso de AQL = 4 %, o

*

Ver Anexo Nacional NA (informativo)

NP EN 206-1 2007
p. 50 de 84 requisito pode ser baseado no controlo por variáveis de acordo com a ISO 3951:1994 Quadro II-A (AQL = 4 %) onde o valor de aceitação se relaciona com o Quadro 19a; – todos os resultados individuais de ensaio estão dentro dos desvios máximos permitidos nos Quadros 17 ou 18. Quadro 17 – Critérios de conformidade para outras propriedades além da resistência
Método de ensaio ou Propriedade método de determinação EN 12390-7* EN 12390-7* Ver 5.4.2 Ver 5.4.2 Número mínimo de amostras ou de determinações Número aceitável Desvio máximo permitido dos resultados individuais de ensaio relativamente aos limites da classe especificada ou à tolerância sobre o valor pretendido especificado Valor inferior Massa volúmica do betão pesado Massa volúmica do betão leve Razão água/cimento Dosagem de cimento Teor de ar no betão fresco com ar incorporado Teor de cloretos do betão Como no Quadro 13 para a resistência à compressão Como no Quadro 13 para a resistência à compressão 1 determinação por dia 1 determinação por dia Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a Ver Quadro 19a 0 - 30 kg/m3 - 30 kg/m3 Sem limite a) - 10 kg/m3 - 0,5 % em valor absoluto Valor superior Sem limite a) + 30 kg/m3 + 0,02 Sem limite a) + 1,0 % em valor absoluto

1 amostra/dia de produção EN 12350-7* para betão normal e pesado estabilizada e ASTM C 173 para betão leve Ver 5.2.7 A determinação deve ser feita para cada composição de betão e deve repetir-se no caso de aumento do teor de cloretos de qualquer dos constituintes

Sem limite a)

Não são permitidos valores superiores

a)

A menos que sejam especificados limites.

Quadro 18 - Critérios de conformidade para a consistência
Método de ensaio Número mínimo de amostras ou de determinações Cada amassadura; Para entregas em viatura, cada carga i) frequência de acordo com o Quadro 13 para a resistência à compressão ii) quando se medir o teor de ar iii) em caso de dúvida após a inspecção visual -Ver Quadro 19b Ver Quadro 19b Ver Quadro 19b Ver Quadro 19b -- 10 mm - 20 mm b) -2s - 4 s b) - 0,03 - 0,05
b)

Número aceitável de nãoconformidades

Desvio máximo permitidoa) dos resultados individuais de ensaio relativamente aos limites da classe especificada ou à tolerância sobre o valor pretendido especificado Valor inferior Valor superior -+ 20 mm + 30 mm b) +4s + 6 s b) + 0,05 + 0,07 b) + 30 mm + 40 mm
b)

Inspecção visual Abaixamento Tempo Vêbê Grau de compactabilidade Espalhamento

Comparação da aparência com a aparência normal do betão com a consistência especificada EN 12350-2* EN 12350-3* EN 12350-4* EN 12350-5
*

- 20 mm - 30 mm

a) Quando não existir limite superior ou inferior para a classe de consistência relevante, estes desvios não se aplicam. b) Só aplicáveis para o ensaio da consistência da descarga inicial da auto-betoneira (ver 5.4.1).

*

Ver Anexo Nacional NA (informativo).

12 0 13 . . os métodos de ensaio e os limites de conformidade devem ser previamente acordados entre o utilizador e o produtor. da razão água/cimento.12 3 13 . aplicam-se os parágrafos relevantes de 8.19 1 20 .64 5 65 .3 e o Quadro 18.19 5 20 . da dosagem dos adjuvantes ou de adições.os tipos de agregados. as tolerâncias equivalentes podem ser dadas na norma relevante.49 10 50 .100 8 Quando o número de resultados de ensaio exce-der os 100. Quadro 19b AQL = 15 % Número de resultados Número aceitável de ensaio 1-2 0 3-4 1 5-7 2 8 . se especificadas. se especificadas.3 Controlo da conformidade do betão de composição prescrita.o tipo de adjuvante ou de adição.31 2 32 . se inválidos. o produtor deve executar as seguintes acções: .100 21 8. .o tipo e a classe de resistência do cimento. As quantidades de cimento. 51 de 84 Quadros 19a e 19b – Número aceitável de não-conformidades para os critérios de conformidade aplicáveis a outras propriedades além da resistência Quadro 19a AQL = 4 % Número de resultados Número aceitável de ensaio 1 . . A conformidade deve ser avaliada por comparação do registo de produção e dos documento de entrega dos constituintes com os requisitos especificados para: . se for o caso. devem encontrar-se dentro das tolerâncias dadas no Quadro 21 e o valor da razão água/cimento não deve diferir do valor especificado em mais do que ± 0. agir de forma a eliminar os erros. máxima dimensão e proporções dos agregados. os números aceitáveis podem ser retirados do Quadro II-A da ISO 2859-1:1999. quando relevante. .39 3 40 . e. No caso de betão de composição prescrita em norma. como indicadas no registo de produção ou impressas no registo de amassadura.as origens dos constituintes do betão.79 14 80 .49 4 50 . 8. incluindo de composição prescrita em norma Cada amassadura de um betão de composição prescrita deve ser avaliada quanto à conformidade da dosagem de cimento.04.4 Acções em caso de não-conformidade do produto Em caso de não-conformidade. Quando for necessário avaliar a conformidade da composição através da análise do betão fresco.31 7 32 .2.94 7 95 .79 6 80 .NP EN 206-1 2007 p. de agregados (de cada fracção especificada). Quando for necessário avaliar a conformidade da consistência. de adjuvantes e de adições.conferir os resultados dos ensaios e. tendo em conta os limites acima referidos e a exactidão dos métodos de ensaio.

Se a não-conformidade do betão resultar da adição de água ou adjuvantes no local (ver 7.utilização dos resultados dos ensaios efectuados sobre os materiais constituintes. por exemplo. efectua e verifica o trabalho que influi na qualidade do betão devem ser definidas num sistema de controlo da produção documentado (manual do controlo da produção). para o qual são dadas regras na secção 8. podem ser requeridos ensaios adicionais sobre carotes extraídas da estrutura ou dos elementos estruturais. 9. NOTA: A secção 9 tem em conta os princípios da EN ISO 9001*. de acordo com a EN 12504-1*. .selecção de materiais. Inclui: . implementar acções correctivas incluindo uma revisão.5). . as obras.inspecção do equipamento usado no transporte do betão fresco..formulação do betão. através da repetição dos ensaios.se existir a confirmação de uma não-conformidade com a especificação que não foi óbvia na altura da entrega. Os requisitos para outros aspectos do controlo da produção são indicados nas secções seguintes. p. Podem ser necessários requisitos adicionais para atender a circunstâncias especiais no local da produção ou a requisitos específicos para determinadas estruturas ou elementos estruturais. dos procedimentos de controlo de produção relevantes. o equipamento. os procedimentos e as regras usadas no local de produção e de utilização do betão. 52 de 84 . . . NOTA: Se o produtor tomou conhecimento da não-conformidade do betão ou se os resultados dos ensaios de conformidade não cumprirem os requisitos. ou uma combinação de ensaios sobre carotes com ensaios não destrutivos na estrutura ou nos elementos estruturais. .inspecções e ensaios.se se confirmar a não-conformidade.e. o betão fresco e endurecido e o equipamento.NP EN 206-1 2007 p. quando relevante. a autoridade e a relação mútua entre todo o pessoal que dirige. Estes requisitos devem ser considerados tendo em conta o tipo e volume da produção. o produtor tem que agir apenas no caso de ter autorizado esta adição.controlo da conformidade. . O controlo da produção compreende todas as medidas necessárias para manter as propriedades do betão em conformidade com os requisitos especificados. . particularmente no que diz respeito ao pessoal que precisa * Ver Anexo Nacional NA (informativo). .1 Generalidades Todo o betão deve ser sujeito ao controlo da produção sob a responsabilidade do produtor.2 Sistemas de controlo da produção A responsabilidade. . notificar o especificador e o utilizador para evitar quaisquer danos consequentes. 9 Controlo da produção 9.produção do betão. pela direcção.registar as acções relativas aos pontos acima referidos. de acordo com a EN 12504-2* ou com o prEN 12504-4:1999. No prEN 13791:1999 são dadas orientações para a avaliação da resistência na estrutura ou nos elementos estruturais.

Os resultados dos ensaios e das inspecções devem ser registados. pelo menos. Estes registos devem ser conservados. Quadro 20 – Registos e outros documentos. pelo menos. O sistema de controlo da produção deve ser revisto pela direcção do produtor. durante 3 anos. Os registos de tais revisões devem ser conservados. padrão de rotura anormal do provete) Conformidade / não-conformidade com as especificações Nome do cliente Local da obra.e.e. durante 3 anos. se requerida Data dos ensaios Códigos e idades dos provetes Resultados dos ensaios da massa volúmica e da resistência Notas especiais (p. se requerido Volume da amassadura ou da carga ensaiada Números e códigos dos provetes a ensaiar Razão água/cimento. se requerida Teor de ar.NP EN 206-1 2007 p.3 Registos e outros documentos Devem ser registados todos os dados relevantes do controlo da produção.. adições Ensaios da água de amassadura (não requeridos para a água potável) Ensaios dos materiais constituintes Composição do betão Registos e outros documentos Especificação contratual ou resumo dos requisitos Nome dos fornecedores e da origem Data e local da amostragem Resultados dos ensaios Data e resultados dos ensaios Descrição do betão Registos das pesagens dos constituintes por amassadura ou carga (p. agregados. O sistema de controlo da produção deve incluir procedimentos e instruções adequadamente documentados. estes procedimentos e instruções devem ser estabelecidos respeitando os requisitos de controlo estabelecidos nos Quadros 22. se conhecida Consistência (método usado e resultados) Massa volúmica. p. a não ser que obrigações legais exijam um período mais longo. 23 e 24.e. pelo menos de dois em dois anos. para assegurar a aptidão e eficácia do sistema. 9. a não ser que obrigações legais exijam um período mais longo. dosagem de cimento) Razão água/cimento Teor de cloretos Código do membro da família Data e local da amostragem Localização na estrutura. se requerida Temperatura do betão.. Quando relevante. ver Quadro 20. 53 de 84 de autonomia e autoridade dentro da organização para minimizar o risco de betão não conforme e para identificar e registar qualquer problema de qualidade. local da construção Números e datas das guias de remessa relativas aos ensaios Guias de remessa Podem ser requeridos dados adicionais ou diferentes pela norma de produto relevante Ensaios do betão fresco Ensaios do betão endurecido Avaliação da conformidade Adicionalmente. para o betão pronto Adicionalmente. As frequências pretendidas para os ensaios e inspecções efectuadas pelo produtor devem estar documentadas. adjuvantes. se relevantes Assunto Requisitos especificados Cimentos.. para o betão prefabricado .

há requisitos especiais relativos ao nível de conhecimentos. não é necessária a realização dos ensaios iniciais pelo produtor. 9. e que a conformidade com a norma respectiva se mantenha. Os compartimentos de armazenamento devem ser claramente identificados de modo a evitar erros na utilização dos materiais constituintes. por mistura ou contaminação.1 Pessoal Os conhecimentos. podendo ser usados outros métodos de ensaio se tiver sido estabelecida uma correlação ou uma relação segura entre os resultados destes métodos de ensaio e os dos métodos de referência. tendo em conta as alterações nas propriedades dos materiais constituintes e os resultados dos ensaios de conformidade das composições de betão.6.2 Equipamentos e instalações 9. NOTA: Em alguns países.5 Composição do betão e ensaios iniciais No caso duma nova composição de betão.e.2.NP EN 206-1 2007 p. 54 de 84 9. 9.. A formulação do betão e as correspondentes correlações devem ser revistas quando houver uma alteração significativa dos materiais constituintes. 9.6 Pessoal.6. a formação e a experiência do pessoal envolvido na produção e no controlo da produção devem ser adequados ao tipo de betão. p. Esta avaliação deve ser feita separadamente para cada local de produção que opera em condições diferentes. a intervalos apropriados. A relação segura ou a correlação deve ser avaliada quanto à sua validade. betão leve. os requisitos dos ensaios iniciais. Quando houver experiência de longa duração com um betão ou família de betões semelhantes. em princípio. p. de formação e de experiência para as diferentes tarefas. por acção do clima. equipamento e instalações 9.e. devem ser executados ensaios iniciais para verificar se o betão tem as propriedades especificadas ou o desempenho pretendido com uma margem adequada (ver Anexo A). No caso dum betão de composição prescrita ou dum betão de composição prescrita em norma. Devem ser mantidos registos apropriados da formação e da experiência do pessoal envolvido na produção e no controlo da produção. Todas as composições de betão devem ser revistas periodicamente para garantir que ainda estão conformes com os requisitos. a menos que a relação esteja especificada em normas nacionais ou em disposições válidas no local de utilização. betão de elevada resistência. . os ensaios iniciais não são requeridos.1 Armazenamento de materiais Os materiais constituintes devem ser armazenados e manuseados de forma que as suas propriedades não se alterem significativamente.4 Ensaios Os ensaios devem ser executados de acordo com os métodos de ensaio estabelecidos nesta Norma (métodos de ensaio de referência). Novas composições de betão obtidas por interpolação entre composições de betão conhecidas ou por extrapolações da resistência à compressão que não excedam os 5 N/mm2 satisfazem.6.

2 Equipamento de dosagem O desempenho do equipamento de dosagem deve ser tal que. A exactidão do equipamento de pesagem deve estar conforme com os requisitos válidos no local da produção do betão **. ** Ver documento Nacional de Aplicação DNA 9. os materiais constituintes e o betão.2. Devem existir equipamentos para a recolha de amostras representativas. . equipamentos e correspondentes instruções de utilização devem estar disponíveis.3 Betoneiras As betoneiras devem ser capazes de assegurar uma distribuição uniforme dos materiais constituintes e uma consistência uniforme do betão dentro do tempo de amassadura e para a capacidade de mistura. quando requerido para a realização das inspecções e ensaios sobre o equipamento. as auto-betoneiras devem possuir equipamentos de fornecimento e de medição adequados.2. se no local e sob responsabilidade do produtor forem adicionados água ou adjuvantes. as tolerâncias do Quadro 21 aplicam-se à carga. quando > 5 % da massa de cimento Adjuvantes e adições quando ≤ 5 % da massa de cimento ± 3 % da quantidade requerida ± 5 % da quantidade requerida NOTA: A tolerância é a diferença entre o valor pretendido e o valor medido. 9.6.2.NP EN 206-1 2007 p.2. sob condições correntes de operação.e.6. as tolerâncias estabelecidas em 9.7 possam ser atingidas e mantidas. pormenorizando o tipo e quantidade dos materiais constituintes. 9. Quando certo número de amassaduras são misturadas ou voltadas a misturar num camião betoneira.4 Equipamento de ensaio Todas as instalações. 9. Quadro 21 – Tolerâncias para o doseamento dos materiais constituintes Material constituinte Tolerância Cimento Água Total dos agregados Adições.6. Além disso. 55 de 84 Devem ser tidas em conta as instruções especiais dos fornecedores dos materiais constituintes.2. p. Os equipamentos de ensaio relevantes devem encontrar-se calibrados quando da realização dos ensaios e o produtor deve ter operacional um programa de calibração. silos e contentores. A tolerância de doseamento dos materiais constituintes não deve exceder os limites estabelecidos no Quadro 21 para quantidades de betão iguais ou superiores a 1 m3. 9. em pilhas.7 Doseamento dos materiais constituintes No local de doseamento do betão deve estar documentada e disponível uma instrução de doseamento. As auto-betoneira e os equipamentos agitadores devem estar equipados de forma que o betão seja entregue num estado homogéneo.6.

os procedimentos de produção e o betão devem ser controlados quanto à sua conformidade com as especificações e com os requisitos da presente Norma. A frequência das inspecções e dos ensaios do equipamento (enquanto em utilização) é dada no Quadro 23.6.com o mínimo de 5 min. NOTA: Numa auto-betoneira. o equipamento e os meios de transporte devem estar sujeitos a um plano de manutenção e devem ser mantidos em condições de funcionamento eficiente de forma a que as propriedades e a quantidade de betão não sejam afectadas. a medição do teor de água dos agregados) estão em boas condições de funcionamento e satisfazem os requisitos da presente Norma. As propriedades do betão de comportamento especificado devem ser controladas em relação aos requisitos especificados no Quadro 24.NP EN 206-1 2007 p. devem ser adicionados durante o processo de amassadura. Se tal não for o caso. a duração da reamassadura após o processo principal de amassadura e após a adição do adjuvante não deverá ser inferior a 1 min/m3. Os tipos e a frequência das inspecções e dos ensaios dos materiais constituintes devem ser os estabelecidos no Quadro 22. Os adjuvantes. os agregados leves. NOTA: Este Quadro está baseado na hipótese de que existe um adequado controlo da produção pelo produtor dos materiais constituintes nos locais onde os materiais são produzidos e que os materiais constituintes são entregues com uma declaração ou um certificado de conformidade com a especificação relevante. o equipamento. A composição do betão fresco não deve ser alterada depois de sair da betoneira. A central. O controlo deve permitir a detecção de alterações significativas com influência sobre as propriedades e a tomada de acções correctivas adequadas. A água de amassadura. reamassadura numa auto-betoneira) deve ser prolongado até que a absorção de água dos agregados e subsequente expulsão do ar dos agregados leves.e. Para betão leve com agregados não saturados. são permitidos outros métodos se a tolerância do doseamento requerida puder ser obtida e se tal facto estiver documentado. 9.3 e continuar até o betão ter uma aparência uniforme. não tenha qualquer impacto negativo significativo nas propriedades do betão endurecido. deverá o produtor do betão verificar a conformidade dos materiais com as normas relevantes. os adjuvantes e as adições líquidas podem ser doseados em massa ou em volume. O controlo do equipamento deve assegurar que as instalações de armazenamento.e. o período desde a amassadura inicial até ao fim da última amassadura (p. o equipamento de pesagem e de medição volumétrica. o betão deve voltar a ser amassado até que o adjuvante fique completamente disperso na amassadura ou na carga e se tenha tornado totalmente eficaz. a betoneira e os dispositivos de controlo (p. Neste último caso.9 Procedimentos para o controlo da produção Os materiais constituintes. os agregados e as adições em pó devem ser doseados em massa. com excepção dos superplastificantes ou dos redutores de água. As betoneiras não devem ser carregadas para além da sua capacidade nominal de amassadura.. . quando utilizados.8 Amassadura do betão A mistura dos materiais constituintes deve ser feita numa betoneira de acordo com 9. que podem ser adicionados após esse processo.2. 56 de 84 Os cimentos. 9.

Periodicamente. d antes da remessa descarga Inspecção do agregado antes da descarga Objectivo Assegurar que o fornecimento está conforme o pedido e é da origem correcta Assegurar que o fornecimento está conforme o pedido e é da origem correcta Comparar com a aparência normal no que respeita à granulometria. em função das condições e pesados locais ou de entrega Adjuvantesc Inspecção da guia de Assegurar que o fornecimento está Cada entrega remessa e da etiqueta do conforme o pedido e está adequad damente marcado contentor antes da descarga Em caso de dúvida Identificação segundo a Comparar com os dados do fabricante EN 934-2*.2 fornecedor não disponibiliza esta absorção de água. Se a entrega é por correia transportadora. * informação. agregados Em caso de dúvida. . periodicamente em função das condições locais ou de entrega Primeira entrega de nova origem quando o Análise granulométrica de Avaliar a conformidade com a fornecedor não disponibiliza esta informação. leves ou Periodicamente. p.. após a inspecção visual. infravermelhos Adições em Assegurar que o fornecimento está Cada entrega Inspecção da guia de d c conforme o pedido e é da origem remessa antes da pó correcta descarga Determinação da perda ao fogo das cinzas volantes Identificar alterações no teor de carbono que possam afectar o betão com ar introduzido Cada entrega para ser utilizada em betão com ar introduzido quando o produtor não disponibiliza esta informação 11 (continua) * Ver Anexo Nacional NA (informativo). em função das condições e locais ou de entrega Avaliar a presença e a quantidade Primeira entrega de nova origem quando o Determinação de de impurezas fornecedor não disponibiliza esta informação. segundo a EN 1097-6 Em caso de dúvida Medir a baridade Ensaio segundo a EN Controlo Primeira entrega de nova origem quando o adicional dos 1097-3 * fornecedor não disponibiliza esta informação. após a inspecção visual.NP EN 206-1 2007 p. após a inspecção visual. forma e impurezas Frequência mínima Cada entrega 2 Agregados Cada entrega 3 4 5 6 7 8 9 10 Cada entrega.e. acordo com a EN 933-1* norma ou outra granulometria acordada Em caso de dúvida.4. em função das condições e locais ou de entrega Avaliar a dosagem efectiva de Primeira entrega de nova origem quando o Determinação da água do betão. massa volúmica. Periodicamente. impurezas Em caso de dúvida. ver 5. 57 de 84 Quadro 22 – Controlo dos materiais constituintes Material constituinte 1 Cimentos a Inspecção / ensaio Inspecção da guia de remessa d antes da descarga Inspecção da guia de b.

4.2 Quando da instalação. etc Equipamento de pesagem Inspecção/ensaio Inspecção visual Objectivo Assegurar conformidade com os requisitos Assegurar que o equipamento de pesagem está limpo e funciona correctamente Assegurar que a exactidão está de acordo com 9. Periodicamente a após instalação.2. Periodicamente a após instalação.2 Frequência mínima Uma vez por semana 2 Inspecção visual do funcionamento Verificação da exactidão da pesagem Diariamente 3 Quando da instalação.2. for potável Em caso de dúvida a Recomenda-se que sejam colhidas e armazenadas amostras. contentores. Em caso de dúvida Primeira utilização do dia para cada adjuvante Quando da instalação. Em caso de dúvida (continua) * Ver Anexo Nacional NA (informativo). Ver Documento Nacional de Aplicação. Não é necessário quando o controlo da produção do agregado está certificado. Recomenda-se que sejam colhidas e armazenadas amostras de cada entrega. A guia de remessa deve conter ou ser acompanhada de uma declaração ou certificado de conformidade como requerido na norma ou especificação relevante. Periodicamente a em função das disposições nacionais.6.NP EN 206-1 2007 p. b c d e Quadro 23 – Controlo do equipamento Equipamento 1 Pilhas de armazenamento. A guia de remessa ou a ficha técnica do produto devem também conter informação sobre o teor máximo de cloretos e devem possuir uma classificação respeitante às reacções álcalis-sílica de acordo com as disposições válidas no local de utilização do betão**.3.2. secção 5.6. uma vez por semana e de cada tipo de cimento. 58 de 84 Quadro 22 – Controlo dos materiais constituintes (continuação) Material constituinte Adições em suspensão c Inspecção / ensaio Inspecção da guia de d remessa antes da descarga Determinação da massa volúmica Ensaio segundo a EN 1008* Objectivo Assegurar que o fornecimento está conforme o pedido e é da origem correcta Assegurar a uniformidade Frequência mínima Cada entrega 12 13 14 Água Cada entrega e periodicamente durante a produção do betão Assegurar que a água não tem Quando é usada pela primeira vez uma nova constituintes nocivos se a água não fonte de água não potável. ** . para ensaio em caso de dúvida. Em caso de dúvida 4 5 Doseadores de adjuvantes (incluindo os montados nos camiões betoneira) Inspecção visual do funcionamento Verificação da exactidão da dosagem Assegurar que o equipamento está limpo e funciona correctamente Evitar dosagens erradas 6 Contador de água Verificação da exactidão da medição Assegurar que a exactidão está de acordo com 9.

no caso de dosagem automática. A composição do betão de composição prescrita. adequado em função do dosagem de acordo com o Quadro 21 Periodicamente a após instalação. Quadro 24 – Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão Tipo de ensaio 1 Propriedades do betão de comportamento especificado Teor de humidade dos agregados finos Teor de humidade dos agregados grossos Dosagem de água do betão fresco Teor de cloretos do betão Inspecção/ ensaio Ensaios iniciais (ver Anexo A) Objectivo Provar que as propriedades especificadas são satisfeitas com uma margem adequada pela composição proposta Sistema de medição contínua. o transporte até ao local de descarga e a entrega. diariamente. O controlo deve incluir a produção. No caso dum aumento no teor de cloretos dos constituintes (continua) . 6. com a massa registada Verificar a conformidade Periodicamente a) Para os equipamentos de ensaio da resistência. devem ser controladas em relação aos requisitos especificados no Quadro 24 (linhas 2 a 4. 7 e 9 a 14). 59 de 84 Quadro 23 – Controlo do equipamento (continuação) Equipamento 7 Inspecção/ensaio Objectivo Frequência mínima Quando da instalação. quando especificadas. a sua consistência e a sua temperatura. da sua sensibilidade durante o uso e das condições de produção da central. Em caso de dúvida Diariamente Equipamento para Comparação da quantidade Assegurar a exactidão medição contínua real com a leitura do aparelho do teor de humidade dos agregados finos Sistema de dosagem Sistema de dosagem Inspecção visual Assegurar o funcionamento correcto do equipamento de dosagem 8 9 Comparação (por um método Assegurar a exactidão do sistema de Quando da instalação. pelo menos uma vez por ano Periodicamente a) 10 Equipamentos de Calibração segundo as ensaio normas nacionais ou EN relevantes Betoneiras (incluindo autobetoneiras) Inspecção visual 11 Verificar o desgaste do equipamento de amassadura a) A frequência depende do tipo de equipamento.agregado e a água a adicionar lente Ensaio de secagem ou equivalente Determinar a massa seca do agregado e a água a adicionar Frequência mínima Antes do uso de uma nova composição de betão 2 3 Se não for contínua.NP EN 206-1 2007 p. Determinar a massa seca do ensaio de secagem ou equiva. Periodicamente a após instalação. sistema de dosagem) da massa Em caso de dúvida real dos constituintes com a massa pretendida e. podendo ser necessária uma frequência maior ou menor dependendo das condições locais e atmosféricas Dependendo das condições locais e atmosféricas 4 5 Verificar a quantidade de a água adicionada Determinação inicial por cálculo Fornecer o valor para a razão água/cimento Assegurar que o máximo teor de cloretos não é excedido Cada amassadura Quando se realizam ensaios iniciais.

b) * Ver Anexo Nacional NA (informativo). registar a quantidade doseada no registo da produção. 7 para o betão normal e para quando o betão pesado. 60 de 84 Quadro 24 – Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão (continuação) Tipo de ensaio 6 7 Consistência Objectivo Comparar com a aparência normal Determinação da consistência Avaliar o cumprimento dos va* * segundo a EN 12350-2 . quando especificado Para betões com ar introduzido: primeiras amassaduras ou cargas de cada dia de produção até que os valores estabilizem 15 Massa volúmica do betão leve ou do betão pesado endurecido Em caso de dúvida. . ver 8. .1 Quando não é usado equipamento de registo e as tolerâncias da dosagem são excedidas para a amassadura ou carga. frequência igual à da 7 resistência à compressão Avaliar o cumprimento da temperatura mínima de 5 ºC ou do limite especificado 16 Ensaio de Ensaio segundo a EN resistência à 12390-3 * b) compressão em provetes de betão moldados a) Avaliar o cumprimento da resistência especificada Quando a resistência for especificada. Pode também ser ensaiado em condições saturadas. lores especificados da consis* * tência e verificar possíveis -4 ou –5 variações da dosagem de água Inspecção/ ensaio Inspecção visual Frequência mínima Cada amassadura Quando a consistência for especificada. frequência igual à do Quadro 13 para a resistência à compressão. Quando se determina o teor de ar.Avaliar o cumprimento da massa Quando a massa volúmica for * b) volúmica especificada especificada. especificado ASTM C 173 para o betão leve Medir a temperatura Temperatura do betão fresco Massa volúmica do betão fresco Supervisionar a amassadura do betão leve e do betão pesado e controlar a massa volúmica Verificar a dosagem de cimento e fornecer o valor para a razão água/cimento Verificar a dosagem de adições e fornecer o valor para a razão água/cimento (ver 5.2) Verificar a dosagem de adjuvantes Avaliar o cumprimento da razão água/cimento especificada Avaliar o cumprimento do teor de ar especificado Cada amassadura Cada amassadura Cada amassadura Diariamente.periodicamente.4.2.4.1 e 8.cada amassadura ou carga quando a temperatura está perto do limite Ensaio segundo a EN 12390. ver Razão água/cimento do 5. desde que esteja estabelecida uma relação segura com a massa volúmica seca.2 betão fresco Ensaio segundo a EN 12350Teor de ar do * betão fresco. Em caso de dúvida após inspecção visual Diariamente 8 9 10 11 12 13 14 Determinação da massa volúmica segundo a EN * 12350-6 Dosagem de Verificar a massa de cimento cimento do betão da amassadura a) fresco Verificar a massa de adições Dosagem de adições do betão da amassadura a) fresco Dosagem de Verificar a massa ou volume adjuvantes do de adjuvantes da amassadura a) betão fresco Por cálculo ou por ensaio. dependendo da situação.NP EN 206-1 2007 p. Quando a temperatura for especificada: . -3 . frequência igual à do controlo da conformidade.

11 Designação para o betão de comportamento especificado Quando se pretender indicar de uma forma abreviada as características essenciais do betão de comportamento especificado. quando requeridos (ver 9. incluindo o controlo da conformidade (ver secção 8). por organismos de inspecção e de certificação reconhecidos. Para a produção de betão de alta resistência. .classe de resistência à compressão: classe de resistência como definida nos Quadros 7 ou 8. C25/30. p. Com esta finalidade.4)..e.para os valores limite de acordo com a classe de exposição: a designação da classe do Quadro 1. do tipo de produção e da margem de segurança da composição do betão. Para a abreviatura do nome do país podem ser adicionadas mais informações sobre as disposições. seguida da abreviatura do nome do país7) que estabeleceu os valores limite. . b) controlo da produção (ver secção 9).5). Para produtos prefabricados de betão. deve aplicar-se o seguinte formato: . Estes aspectos não estão definidos na presente Norma. fiscalização e certificação do controlo da produção Quando for requerido. por contrato ou disposições válidas no local de utilização do betão.referência à presente Norma Europeia: EN 206-1.1 Generalidades O produtor é responsável pela avaliação da conformidade dos requisitos especificados para o betão. Em casos especiais. os requisitos e as disposições para a avaliação de conformidade são dadas nas especificações técnicas relevantes (normas de produto e aprovações técnicas). 7) De acordo com o código internacionalmente reconhecido para os veículos automóveis. requerem-se conhecimentos e experiência especiais.2 Avaliação.. 10 Avaliação da conformidade 10. Se o contrato definir requisitos especiais para o betão. da sua utilização pretendida. o produtor deve executar as seguintes tarefas: a) ensaios iniciais. aplicam-se as disposições para a avaliação. Em geral. o controlo da produção deve incluir acções apropriadas para além das definidas nos Quadros 22 a 24. as acções previstas nos Quadros 22 a 24 podem ser adaptadas às condições do local de produção específico e ser substituídas por acções que forneçam um nível de controlo equivalente. Tal não é considerado necessário para o betão de composição prescrita em norma com uma elevada margem de segurança na composição (ver Anexo A. . é recomendável a inspecção e a certificação do controlo da produção por organismos de inspecção e de certificação reconhecidos. 10. fiscalização e certificação estabelecidas no Anexo C. que o controlo da produção deve ser avaliado e fiscalizado por um organismo de inspecção reconhecido e depois certificado por um organismo de certificação reconhecido. O Anexo H dá alguma orientação. XD2(F) quando se aplicam as disposições francesas. A recomendação para inspeccionar o controlo da produção e certificar a sua conformidade. a composição e as propriedades do betão ou outro conjunto de requisitos. p. 61 de 84 Podem ser necessários requisitos adicionais para o controlo da produção de alguns betões.e.NP EN 206-1 2007 p. utilização limitada e classe de resistência baixa (ver 6.5 e Anexo A). depende do nível dos requisitos de desempenho para o betão.

. Dmax 22. p. . .e. p. 62 de 84 .2..máximo teor de cloretos: a classe definida no Quadro 10. ..máxima dimensão do agregado mais grosso: o valor Dmax como definido em 4.e.massa volúmica: a designação da classe como definida no Quadro 9 ou o valor pretendido.e.2.8. D1. p.20. Cl 0. .2.consistência: a classe como definida em 4.1 ou o valor pretendido e o respectivo método.NP EN 206-1 2007 p.

Quando o produtor ou o especificador puder demonstrar que uma composição é adequada com base em resultados de ensaios prévios ou numa experiência de longa duração. NOTA: Se a colocação do betão no local for feita sob condições térmicas muito diferentes. os ensaios iniciais devem ser executados sobre betão fresco com uma temperatura entre 15 ºC e 22 ºC. tal pode ser considerado como uma alternativa aos ensaios iniciais. o número de betões a amostrar deve abranger a gama de composições da família. .1. Devem ser registados o tempo entre a amassadura e o ensaio de consistência e os resultados dos ensaios. A resistência de uma amassadura ou carga deve ser a média dos resultados dos ensaios dos respectivos provetes.1 e 9. Os resultados dos ensaios iniciais devem ser documentados pelo organismo de normalização responsável. O resultado do ensaio inicial do betão é a média das resistências das amassaduras ou cargas.1. deverá o produtor ser disso informado de forma a poder considerar os eventuais efeitos sobre as propriedades do betão e a necessidade de ensaios complementares.NP EN 206-1 2007 p. 63 de 84 Anexo A (normativo) Ensaios iniciais A.5. Os ensaios iniciais devem demonstrar que um betão satisfaz todos os requisitos especificados para o betão fresco e endurecido. Neste caso. ou se for tratado com calor. devem ser feitas pelo menos três amassaduras e ensaiados pelo menos três provetes de cada uma delas. Quando forem efectuados ensaios iniciais para uma família de betões.2. Para os ensaios iniciais de um dado betão. pode efectuar-se apenas uma amassadura por betão.2. Os ensaios iniciais devem ser repetidos se houver uma alteração significativa nos materiais constituintes ou nos requisitos especificados nos quais se basearam os ensaios prévios. A.3 Frequência dos ensaios iniciais Os ensaios iniciais devem ser executados antes da utilização de um novo betão ou de uma nova família de betões. A. do especificador no caso do betão de composição prescrita e do organismo de normalização no caso do betão de composição prescrita em norma.1 Generalidades Este Anexo pormenoriza os ensaios iniciais indicados em 5. É necessário um número significativamente maior de ensaios para definir a composição de um betão de composição prescrita em norma.2 Responsável pelos ensaios iniciais Os ensaios iniciais devem ser da responsabilidade do produtor no caso do betão de comportamento especificado.5. 6.4 Condições de ensaio Em geral. 5. de modo a abranger todos os materiais constituintes permitidos que se prevê possam ser utilizados a nível nacional. A.

entregue. o que significa uma margem de.1.5 Critérios para aceitação dos ensaios iniciais Para avaliar as propriedades do betão. no caso de betão pronto. . Convém que a margem seja cerca de duas vezes o desvio padrão esperado. 6 N/mm2 a 12 N/mm2 dependendo das instalações de produção. A resistência à compressão do betão com a composição a utilizar no caso real deve exceder o valor de fck dos Quadros 7 ou 8 com uma margem adequada. em particular as do betão fresco. o betão deve satisfazer os valores especificados com uma margem apropriada. O critério para a aceitação dos ensaios iniciais para o betão de composição prescrita em norma é: fcm ≥ fck + 12 A consistência do betão deve estar dentro dos limites da classe de consistência no momento em que se espera que o betão seja colocado ou. devem ser tidas em consideração as diferenças entre o tipo de betoneira e os procedimentos de amassadura utilizados durante os ensaios iniciais e os utilizados durante a produção real.NP EN 206-1 2007 p.2. Para outras propriedades especificadas. Esta margem deve ser pelo menos a necessária para satisfazer os critérios de conformidade da secção 8. 64 de 84 A. dos materiais constituintes e da informação anterior disponível sobre a variação dos ensaios. pelo menos.

B. a menos que um estudo revele uma razão aceitável que justifique a eliminação de um determinado resultado individual de ensaio.1.1 Betão com certificação do controlo da produção A identidade do betão é avaliada com base em cada resultado individual de ensaio da resistência à compressão e na média de “n” resultados discretos sem sobreposição. deve ser definido o volume de betão em causa. Presume-se que o betão pertence à população conforme se ambos os critérios do Quadro B.1. Deve ser definido o número de amostras a retirar do volume de betão em causa. mas não mais de 400 m3.1 Generalidades Este Anexo pormenoriza os ensaios de identidade como referido em 8. os resultados não devem ser considerados. O resultado do ensaio deve ser a média dos resultados de dois ou mais provetes duma amostra e ensaiados à mesma idade. como se apresenta no Quadro B. 65 de 84 Anexo B (normativo) Ensaio de identidade para a resistência à compressão B. Os ensaios de identidade indicam.3 Critérios de identidade para a resistência à compressão B.2.3.. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). através da avaliação da conformidade feita pelo produtor se um determinado volume de betão pertence à mesma população que foi verificada como conforme em relação à resistência característica. As amostras devem ser colhidas das diferentes amassaduras ou cargas de acordo com a EN 12350-1*.NP EN 206-1 2007 p. betão entregue num local durante uma semana.1. . Se o intervalo de variação dos resultados individuais de ensaio for superior a 15 % da sua média. betão fornecido para cada piso dum edifício ou grupo de vigas / lajes ou pilares / paredes de um piso ou de um edifício ou partes semelhantes de outras estruturas. B. A resistência à compressão dos provetes deve ser determinada de acordo com a EN 12390-3*.e.: – – – amassadura ou carga em caso de dúvida quanto à sua qualidade. Os provetes devem ser preparados e curados de acordo com a EN 12390-2*.2 Plano de amostragem e ensaio Quando se pretender efectuar ensaios de identidade.1 forem satisfeitos pelos “n” resultados dos ensaios de resistência de amostras colhidas do volume de betão em causa. p.

1 – Critérios de identidade para a resistência à compressão Número “n” de resultados de ensaio da resistência à compressão do volume de betão em causa 1 2-4 5-6 Critério 1 Média de “n” resultados (fcm) N/mm 2 Critério 2 Qualquer resultado individual (fci) N/mm2 ≥ fck .2.4 ≥ fck . B. Presume-se que o betão pertence a uma população conforme se os critérios de conformidade estabelecidos em 8.NP EN 206-1 2007 p.3.1.4 ≥ fck .1. a probabilidade de rejeitar um volume de betão conforme é de 1 %.3 e no Quadro 14 para a produção inicial forem satisfeitos.2 Betão sem certificação do controlo da produção Devem extrair-se pelo menos 3 amostras do volume de betão em causa. 66 de 84 Quadro B.4 Não aplicável ≥ fck + 1 ≥ fck + 2 NOTA: Com os critérios de identidade do Quadro B. .

o produtor deve provar a correlação ou a relação segura entre os ensaios directos e indirectos.1 Avaliação inicial do controlo da produção O organismo de inspecção reconhecido deve fazer uma inspecção inicial à central de betão e ao seu controlo de produção. aos materiais constituintes e ao betão. .2 Atribuições do organismo de inspecção C. Tais ensaios podem ser substituídos por uma fiscalização pormenorizada dos dados e do sistema de controlo do produtor. devem ser documentados no relatório de avaliação. A inspecção inicial pretende determinar se as condições. em termos de pessoal e de equipamento.1 Generalidades Este Anexo contém as disposições para a avaliação. pelo menos: . quando tal for requerido para o controlo da produção (ver secção 9). . . em particular se está conforme com os requisitos do controlo da produção da secção 9 e se tem em consideração os requisitos desta Norma.se os ensaios iniciais são realizados de acordo com o Anexo A desta Norma e se foram objecto de um relatório elaborado de forma adequada. especialmente quanto ao equipamento no local de produção. fiscalização e certificação do controlo da produção por um organismo reconhecido. de modo a satisfazer o organismo de inspecção. são adequadas para uma correcta produção e para o correspondente controlo da produção. Se a unidade de produção passar na inspecção inicial feita pelo organismo de inspecção. desde que o laboratório de ensaios do produtor esteja acreditado e sob fiscalização dum organismo de acreditação. Se forem realizados ensaios indirectos ou se a conformidade da resistência for baseada nos resultados transpostos do conceito de família de betões. o organismo de inspecção deve realizar ensaios pontuais em paralelo com os do produtor. Este relatório deve ser entregue ao produtor e ao organismo de certificação reconhecido.NP EN 206-1 2007 p. . a formação e a experiência do pessoal ligado à produção e ao controlo da produção.2.a existência de documentos essenciais para as inspecções da central. se eles estão nos locais apropriados e se o pessoal relevante tem acesso a eles. 67 de 84 Anexo C (normativo) Disposições para a avaliação. ao sistema de controlo da produção e à avaliação do sistema. este deve emitir um relatório de avaliação que documente que o controlo da produção cumpre com a secção 9 da presente Norma.o manual do controlo da produção do produtor e avaliar as disposições deste.os conhecimentos. . O organismo de inspecção deve verificar. Todos os factos relevantes encontrados na inspecção inicial.se todos os meios e equipamentos estão disponíveis para efectuar os controlos e ensaios necessários ao equipamento. fiscalização e certificação do controlo da produção C. Para garantir a confiança nos resultados do controlo da produção. C.

. o organismo de inspecção deve avaliar pelo menos: .os dados registados.2. Para tal.3. Durante a inspecção de rotina.e. colher amostras pontuais da produção em curso para ensaio. duas vezes por ano. que será entregue ao produtor e ao organismo de certificação. tendo em conta as circunstâncias particulares. com base neste relatório.1). o organismo de inspecção deve examinar a relação segura entre os ensaios directos e indirectos e as relações entre os elementos de uma família de betões. desde que o laboratório de ensaios do produtor esteja acreditado e sob fiscalização dum organismo de acreditação. excepto se o sistema de verificação ou de certificação definir condições para o aumento ou diminuição desta frequência. . por uma fiscalização pormenorizada dos dados da produção e do sistema de controlo.1 Inspecção de rotina O objectivo principal da inspecção de rotina pelo organismo de inspecção é verificar se os requisitos iniciais para a produção e para o controlo da produção aceite estão a ser cumpridos. o relatório da avaliação da inspecção inicial é utilizado como referência do controlo da produção aceite. O organismo de inspecção deve fixar para cada unidade de produção a frequência adequada com que convém realizar os ensaios do betão.as guias de remessa e as declarações de conformidade.os procedimentos de produção. o produtor deve notificar o organismo de inspecção das alterações. em circunstâncias especiais. pelo menos.os resultados dos ensaios referentes ao controlo da produção durante o período da inspecção.2. de amostragem e de ensaio. As inspecções de rotina devem ser realizadas. 68 de 84 NOTA: O organismo de certificação reconhecido decidirá. o organismo de inspecção deve. Tais ensaios podem ser substituídos.se os equipamentos de produção foram verificados e mantidos como previsto. consistência. resistência. Deve ser feita uma comparação entre os resultados dos ensaios de rotina feitos pelo produtor e os resultados dos ensaios feitos pelo organismo de inspecção. . O produtor é responsável pela manutenção do sistema de controlo da produção. no sistema de controlo da produção ou no manual de controlo da produção. . da certificação do controlo da produção (ver C. Os resultados da inspecção de rotina devem ser documentados num relatório.NP EN 206-1 2007 p. Para o betão de composição prescrita os ensaios devem cobrir somente a consistência e a composição. C. p. Quando forem feitas alterações significativas nas instalações da produção. o qual pode requerer uma nova inspecção. . .as acções levadas a efeito relacionadas com as não-conformidades.se os equipamentos de ensaio foram mantidos e calibrados como previsto. Para tal..2. a colheita não deve ser previamente anunciada. Os betões de comportamento especificado devem ser ensaiados quanto às propriedades especificadas. quando aplicável. Para garantir a confiança na amostragem e nos ensaios do controlo da produção feitos pelo produtor.2 Fiscalização contínua do controlo da produção C. durante a inspecção de rotina.se os ensaios ou procedimentos requeridos foram conduzidos com a frequência apropriada. . . Periodicamente.

. No caso de outras não-conformidades.2 Inspecções extraordinárias É necessária uma inspecção extraordinária: . C. o organismo de certificação deve suspender ou cancelar sem demora o certificado de conformidade do controlo da produção.1 Certificação do controlo da produção O organismo de certificação deve certificar o controlo da produção com base num relatório do organismo de inspecção que afirme que a unidade de produção passou na avaliação inicial do controlo da produção feita pelo organismo de inspecção.3. Tal evidência deve ser confirmada na próxima inspecção de rotina..quando forem detectadas graves discrepâncias durante uma inspecção de rotina (re-inspecção). . O organismo de certificação deve decidir sobre a continuação da validade do certificado com base nos relatórios da fiscalização contínua do controlo da produção.na massa volúmica.2 Medidas em caso de não-conformidade Se o organismo de inspecção identificar não-conformidades com a especificação ou se tiverem sido encontrados defeitos no processo de produção ou no controlo da produção sem que o produtor tenha reagido adequadamente e em tempo útil (ver 8. o tipo e a data da inspecção extraordinária dependem da situação em causa. 69 de 84 C.e. .4). o produtor não pode continuar a fazer referência ao certificado. Se for apropriado. devido a alterações nas condições de produção.na resistência.NP EN 206-1 2007 p. o organismo de certificação deve requerer ao produtor que corrija os defeitos dentro de um período relativamente curto. se especificada para o betão pesado e leve de comportamento especificado. no caso do betão de composição prescrita. .nos limites básicos da composição.2. .na razão água/cimento.quando a produção tiver sido interrompida por um período superior a seis meses.3 Atribuições do organismo de certificação C. p. NOTA: Após a suspensão ou cancelamento do certificado do controlo da produção. com a devida justificação.a pedido do produtor. . O âmbito.2. . C.3.na composição especificada.se requerido pelo organismo de certificação. devem fazer-se uma inspecção extraordinária e ensaios adicionais no caso de nãoconformidade: . o organismo de certificação pode considerar não ser necessária uma inspecção extraordinária e pode aceitar evidência documental em como a não-conformidade foi rectificada. . Se os resultados da inspecção extraordinária não forem satisfatórios ou se os ensaios adicionais não verificarem os critérios estabelecidos. As acções do produtor devem ser verificadas pelo organismo de inspecção.

Part 8: Depth of penetration of water under pressure. . CR 13901 The use of the concept of concrete families for production and conformity control of concrete. 70 de 84 Anexo D (informativo) Bibliografia ENV 1992-1-1* Eurocode 2: Design of concrete structures .NP EN 206-1 2007 p.Part 5: Flexural strength of test specimens.Part 3: Determination of pull-out force. EN 12390-5* Testing hardened concrete .Part 4: Determination of ultrasonic pulse velocity.Specification for compression testing machines.Part 1-1: General rules and rules for buildings. prEN 12504-3:1999 Testing concrete in structures .Taking.Determination of rebound number. High strength concrete – State of the art report. EN 12390-4* Testing hardened concrete . CEB Bulletin of Information 197 – FIP. EN 12390-8* Testing hardened concrete .Part 1: Common rules.Part 4: Compressive strength .Part 2: Non-destructive testing . SR 90/1-1990. CR 13902 Determination of water/cement ratio of fresh concrete. EN 12504-1* Testing concrete in structures . production installation and servicing [ISO 9001:1994]. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). prEN 13791:1999 Assessment of concrete compressive strength in structures or in structural elements. EN ISO 9001* Quality systems – Model of quality assurance in design/development. prEN 12504-4:1998 Testing concrete in structures . CR 1901 Regional specifications for the avoidance of damaging alkali-silica reactions in concrete.Part 1: Cored specimens . examining and testing in compression. ENV 13670-1* Execution of concrete structures . EN 12504-2* Testing concrete in structures .

NP EN 206-1 2007 p. equivalente ao do betão de referência.estar conforme com os requisitos de 5. .a soma das dosagens de cimento e de adição seja.a razão água/(cimento + adição) não seja maior que a máxima razão água/cimento requerida em 5. O resultado dos ensaios deverá evidenciar um grau de fiabilidade no desempenho do betão em estudo semelhante ao do betão que contém o cimento conforme com a EN 197-1* e que está conforme com os requisitos de 5. o qual deverá possuir experiência e estar acreditado para os ensaios relevantes.2. Quando não existir nenhum cimento correspondente disponível. esteja dentro dos limites dados na EN 197-1* para um tipo de cimento correspondente permitido. O programa de ensaios deverá cubrir todos os ensaios requeridos para demonstrar que o betão que contém a adição funciona de uma maneira equivalente quando comparado com o betão de referência. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). .a quantidade total da adição. .2. O leque das composições às quais se aplica este método deverá ser limitado de forma que: .1 e 5. Os ensaios deverão evidenciar que o desempenho do betão que contém a adição seja. deverá ser utilizado um cimento CEM I. . Os ensaios deverão ser realizados ao mesmo tempo e no mesmo laboratório. para a classe de exposição relevante.3.5. O betão de referência deverá: .3.2.2 para a classe de exposição relevante.5.3.3. 71 de 84 Anexo E (informativo) Recomendações sobre a aplicação do conceito de desempenho equivalente do betão Este Anexo dá indicações pormenorizadas sobre o conceito de desempenho equivalente do betão referido em 5.2 para a classe de exposição relevante. incluindo a já contida como um constituinte do cimento.3. tendo em consideração o efeito específico resultante da acção ambiental da classe de exposição relevante.conter um cimento conforme com a EN 197-1* do mesmo tipo e tendo os constituintes correspondentes à combinação do cimento e da adição. pelo menos. igual à dosagem de cimento requerida em 5. pelo menos.2 para a classe de exposição relevante.

Quando o SO4 conduzir às classes de exposição XA2 e XA3.1 foram estabelecidos considerando o uso de cimento do tipo CEM I conforme com a EN 197-1* e de agregados com uma máxima dimensão do agregado mais grosso entre 20 mm e 32 mm. b 2− * Ver Anexo Nacional NA (informativo). deverá ser utilizado cimento de moderada ou elevada resistência aos sulfatos na classe de exposição XA2 (e quando aplicável na XA1) e cimento de elevada resistência aos sulfatos na classe de exposição XA3. 72 de 84 Anexo F (informativo) Valores limite recomendados para a composição do betão Este Anexo dá recomendações para a escolha dos valores limite para a composição e para as propriedades do betão em função das classes de exposição de acordo com 5.55 0.55 0.5.50 0. enquanto que os requisitos para a classe de resistência do betão podem ser especificados adicionalmente.45 0.2.45 0. Quadro F. Os valores do Quadro F. Os valores do Quadro F. se encontre estabelecida.50 0.50 0.55 0.0ª 4.45 0.65 0. Os valores limite para a máxima razão água/cimento e para a mínima dosagem de cimento aplicam-se sempre. .1 – Valores limite para a composição e para as propriedades do betão Sem risco de corrosão ou ataque X0 Máxima razão A/C Mínima classe de resistência Mínima dosagem de cimento (kg/m3) Mínimo teor de ar (%) Outros requisitos __ Classes de exposição Corrosão induzida por Ambientes Ataque pelo químicos Cloretos provenientes gelo/degelo carbonatação agressivos da água do mar doutras origens XC1 XC2 XC3 XC4 XS1 XS2 XS3 XD1 XD2 XD3 XF1 XF2 XF3 XF4 XA1 XA2 XA3 0.0ª 4.55 0. para a classe de exposição aplicável. Se o cimento estiver classificado quanto à resistência aos sulfatos.55 0.55 0.60 0. As classes de resistência mínimas foram deduzidas a partir da relação entre a razão água/cimento e a classe de resistência do betão fabricado com cimento da classe de resistência 32.50 0.45 0.3. o seu desempenho deverá ser avaliado com um método de ensaio apropriado.NP EN 206-1 2007 p. tendo como referência um betão cuja resistência ao gelo/degelo.45 C20 C25 C30 C30 C30 C35 C35 C30 C30 C35 C30 C25 C30 C30 C30 C30 C35 /25 /30 /37 /37 /37 /45 /45 /37 /37 /45 /37 /30 /37 /37 /37 /37 /45 260 280 280 300 300 320 340 300 300 320 300 300 320 340 300 320 360 __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 4.1 foram estabelecidos com base num tempo de vida útil pretendido para a estrutura de 50 anos. é essencial utilizar cimento resistente aos sulfatos.0ª __ __ __ C12/15 __ __ Agregados conformes com a EN 12620:2002 com suficiente resistência ao gelo/degelo Cimento resistente aos sulfatos ª Se o betão não tiver ar incorporado.

a não ser que os resultados dos ensaios do fornecimento sejam facultados pelo fornecedor. NOTA: Pode obter-se informação adicional para o controlo de produção do betão de alta resistência em bibliografia reconhecida. * Ver Anexo Nacional NA (informativo). Em caso de dúvida. Quadro H. p. em complemento das estabelecidas nos Quadros 22.2 e H. 23 e 24. a não ser que os no teor de carbono resultados dos ensaios do fornecimento que po-dem afectar as sejam facultados pelo fornecedor proprie-dades do betão fresco a) Recomenda-se a colheita e conservação de amostras de cada fornecimento. SR 90/1 – 1990.1 Controlo dos materiais constituintes Material constituinte Agregados Inspecção / Ensaio Análise granulométrica de acordo com a EN 933-1* ou informação do fornecedor dos agregados Determinação do teor de resíduo seco Objectivo Verificar o cumprimento da granulometria acordada Frequência mínima Cada fornecimento.NP EN 206-1 2007 p. e substituem ou corrigem os requisitos equivalentes. H. High strength concrete – State of the art report. .3 seguintes estão directamente relacionados com os números respectivos dos Quadros 22. Os números indicativos das linhas dos Quadros H. Cada fornecimento 9b Determinação da massa volúmica Determinação da perda ao fogo 11 Adições em pó Identificar alterações Cada fornecimento.1. a não ser que os agregados sejam fornecidos com tolerâncias apertadas e com um certificado do controlo da produção 4 9a Adjuvantes a) Comparar com o valor declarado na ficha téc-nica Comparar com a massa volúmica declarada Cada fornecimento.e. 73 de 84 Anexo H (informativo) Disposições adicionais para betão de alta resistência Este Anexo fornece algumas recomendações para o controlo de produção do betão de alta resistência. 23 e 24. CEB Bulletin of Information 197 – FIP.

Quando da instalação. Semanalmente. após a instalação. Em caso de dúvida. Em caso de dúvida em instalações posteriores. 74 de 84 Quadro H. Em caso de dúvida. após a instalação. Em caso de dúvida. Mensalmente. Quando da primeira instalação.2 – Controlo do equipamento Equipamento 1 Pilhas de armazenamento. Quando da instalação. Semanalmente.7 7 9 Equipamento de medição contínua do teor de humidade dos agregados finos Sistema de dosagem Comparação do teor real Verificar a exactidão com a leitura do aparelho Comparação (por um método adequado em função do sistema de dosagem) da massa real dos constituintes com a massa pretendida e no caso de dosagem automática com a massa registada Verificar a exactidão do doseamento de acordo com o Quadro 21 . Semanalmente. 3a Equipamento de pesagem 5 Doseadores de adjuvantes (incluindo os montados em camiões betoneira) 6a Contador de água Inspecção / Ensaio Inspecção visual Objectivo Verificar a conformidade com os requisitos Confirmar a exactidão num ponto da escala Obter dosagens exactas Frequência mínima Diária Determinação da exactidão da pesagem Determinação da exactidão Semanal Quando da instalação. após a instalação. Comparação do valor real com a leitura do aparelho Verificar a exactidão de acordo com a secção 9. após a instalação.NP EN 206-1 2007 p. silos. etc.

75 de 84 Quadro H.3 .Controlo dos procedimentos de produção e das propriedades do betão Tipo de ensaio 3 Teor de humidade dos agregados grossos Inspecção / Ensaio Ensaio de secagem ou equivalente Objectivo Frequência mínima Determinar a massa dos Diariamente.NP EN 206-1 2007 p. agregados e a água a Dependendo das adicionar condições atmosféricas locais podem ser requeridos ensaios mais ou menos frequentes. . recomenda-se a utilização de equipamento de pesagem com registo automático. Fornecer informação para a razão água/cimento Cada amassadura 4 Dosagem de água adicionada do betão fresco Dosagem de cimento do betão fresco Registo a) da quantidade de água adicionada Registo a) da quantidade de cimento adicionado 9 Verificar a dosagem de Cada amassadura cimento e fornecer informação para a razão água/cimento Verificar a dosagem de Cada amassadura adições 10 Dosagem de adições do betão fresco a) Registo a) da quantidade de adições adicionadas Para a produção de betão de alta resistência.

Esta abordagem pode ser conveniente quando: . p. . cada mecanismo de degradação relevante. o sistema estrutural. . . c) Na prática.a exigência quanto à mão de obra for previsivelmente elevada.3 Aplicações e orientação geral a) Algumas acções agressivas. mas tiver ocorrido uma não conformidade.tiver sido utilizado no projecto um método de acordo com 5. para a resistência do betão à acção do gelo/degelo. .3. como referido em 5. .for requerida uma vida útil significativamente diferente de 50 anos.3.as acções ambientais forem particularmente agressivas ou estiverem bem definidas. o nível de durabilidade atingido depende da combinação entre o projecto. . 76 de 84 Anexo J (informativo) Métodos de especificação do betão baseados no desempenho que considerem a durabilidade J.3.for previsto construir um número significativo de estruturas ou elementos semelhantes. b) Os métodos de especificação baseados no desempenho são mais apropriados para a resistência à corrosão e. de forma quantitativa.1 Introdução Este Anexo apresenta resumidamente a abordagem e os princípios de um método de especificação do betão baseado no desempenho que considere a durabilidade.e.for previsto adoptar uma estratégia de gestão e manutenção. o tempo de vida útil do elemento ou da estrutura e os critérios que definem o fim deste tempo de vida útil. ataque por sulfatos ou abrasão. reacção álcalis-sílica. .for previsto utilizar materiais constituintes novos ou diferentes.a estrutura for “especial” e requerer uma probabilidade de colapso mais reduzida.NP EN 206-1 2007 p. J.2 Definição O método baseado no desempenho considera. são melhor tratadas com uma abordagem prescritiva. d) A sensibilidade da concepção do projecto. provavelmente com actualização planeada.2. os materiais e a execução. J. possivelmente. em resultados obtidos com um método de ensaio de desempenho que se encontre estabelecido para o mecanismo de degradação relevante ou na utilização de modelos de previsão comprovados. Tal método pode basear-se em experiências bem sucedidas com práticas locais em ambientes locais. a forma dos elementos e a pormenorização estrutural/arquitectónica são parâmetros importantes em todos os métodos de especificação da durabilidade. .

.a vida útil pretendida. pelo menos o seguinte: . que sejam representativos das condições reais e que tenham associados critérios de desempenho aprovados. . da manutenção planeada durante o período de serviço e das consequências de um colapso. c) Métodos baseados em modelos analíticos que tenham sido calibrados por comparação com dados de ensaios representativos das condições reais encontradas na prática.NP EN 206-1 2007 p. Os métodos que podem assim ser utilizados. b) Métodos baseados em ensaios aprovados e reconhecidos. com base numa experiência de longa duração com materiais e práticas locais e no conhecimento pormenorizado do ambiente local. o nível do controlo e da garantia da qualidade são parâmetros significativos para todos os métodos de especificação da durabilidade. A composição do betão e os materiais constituintes deverão ser definidos de forma muito rigorosa para permitir a manutenção do nível de desempenho. Habitualmente será necessário admitir hipóteses e tomar decisões acerca de alguns destes aspectos para se poder utilizar o método escolhido de uma forma prática e pragmática. .o tipo de estrutura e a sua forma. f) O desempenho requerido quanto à durabilidade depende da vida útil pretendida.4 Métodos baseados no desempenho que considerem a durabilidade Ao aplicarem-se os métodos a seguir indicados. de medidas de protecção especiais. os materiais e os aspectos construtivos. no ambiente local específico.3. g) Para qualquer nível de desempenho requerido. incluem: a) O aperfeiçoamento do método indicado em 5. o processo de construção. 77 de 84 e) A compatibilidade dos materiais. h) O nível de conhecimento do ambiente e do microclima local é importante para o estabelecimento da confiança nos métodos de especificação baseados no desempenho.as condições ambientais locais. é importante definir antecipadamente. é possível obter soluções alternativas equivalentes a partir de diferentes combinações entre o projecto. a qualificação da mão de obra.o nível da execução. . J. de possíveis utilizações futuras da estrutura.2.

.2.e. . p. Quando houver pouca experiência na utilização do conceito de família de betões.NP EN 206-1 2007 p.1 Generalidades Este Anexo pormenoriza a utilização do conceito de família de betões. deverão ser tratados como betões individuais ou como famílias diferenciadas.agregados de semelhança demonstrável e adições do tipo I. as correlações deverão ser validadas com dados anteriores da produção para provar que proporcionam um adequado e efectivo controlo da produção e da conformidade. Os betões com adições do tipo II. .2 Escolha da família de betões Quando se procede à escolha da família para o controlo da produção e da conformidade. Os agregados deverão ter a mesma origem geológica. Os betões com adjuvantes que possam ter uma influência importante na resistência à compressão.1. adições pozolânicas ou com propriedades hidráulicas latentes. . como indicado em 8.1. sejam do mesmo tipo.gama completa de classes de consistência. ou seja. o produtor deverá ter controlo sobre todos os elementos da família.e.betões com ou sem plastificantes/redutores de água. classe de resistência e origem. p. Antes da utilização do conceito de família ou da extensão das famílias acima indicadas. britados..betões de uma gama limitada de classes de resistência. recomenda-se para a constituição de uma família o seguinte: . 78 de 84 Anexo K (informativo) Famílias de betões K. superplastificantes. . deverão ser colocados numa família à parte. e tenham um desempenho semelhante no betão. aceleradores. K.cimento de um tipo. para que a sua semelhança seja demonstrável. . retardadores de presa ou introdutores de ar.

verificar. verificar se cada resultado é superior ou igual a (fck – 4) (Quadro 14. usando o critério de confirmação (Quadro 15. critério 3) Não Sim Para cada período de verificação. critério 2) Não Classificar a amassadura ou carga como não-conforme Remover o betão em causa da família e avaliá-lo como um betão isolado Classificar a família como nãoconforme no período de verificação em causa Sim Para cada elemento da família ensaiado. 79 de 84 K.3 Fluxograma para a avaliação da qualidade de membro da família e para a conformidade de uma família de betões Aos 28 dias. critério 1) Não Sim Classificar a família como conforme no período de verificação em causa . verificar se a resistência média de todos os resultados transpostos é superior ou igual à resistência característica do betão de referência adicionada de 1.48 x desvio-padrão da família (Quadro 14.NP EN 206-1 2007 p. em cada período de verificação se o betão em causa pertence à família.

NP EN 206-1 2007 p. Parte 1: Composição. Parte 3: Ensaio Vêbê Ensaios do betão fresco. Parte 6: Massa volúmica Ensaios do betão fresco. especificações e critérios de conformidade para cimentos correntes Cinzas volantes para betão. argamassa e caldas de injecção. conformidade. Parte 6: Determinação da massa volúmica e da absorção de água Eurocódigo. Parte 3: Método para determinação da massa volúmica e doa vazios Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 5: Ensaio da mesa de espalhamento Ensaios do betão fresco. Bases para o projecto de estruturas Ensaios do betão fresco. Parte 1: Forma. Parte 7: Determinação do teor de ar. marcação e rotulagem Água de amassadura para betão. Especificações para a amostragem. especificações e critérios de conformidade Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 2: Análise química dos cimentos Cimento. 80 de 84 Anexo Nacional (informativo) Correspondência entre documentos normativos europeus e nacionais Norma Europeia (EN) EN 196-2 EN 197-1 EN 197-1:2000/A1 EN 197-1:2000/A2 EN 450-1 (substituiu a EN 450) EN 933-1 EN 934-2 EN 934-2:2001/A1 EN 934-2:2001/A2 EN 1008 Norma Nacional NP EN 196-2:2006 NP EN 197-1:2001 NP EN 197-1:2001/A1:2005 NP EN 197-1:2001/A2* NP EN 450-1:2006 NP EN 933-1:2000 NP EN 934-2* Título Métodos de ensaio de cimentos. Método de peneiração Adjuvantes para betão. incluindo água recuperada nos processos da indústria de betão. ensaio e avaliação da aptidão da água. Parte 1: Definição. Parte 1: Análise granulométrica. Parte 4: Grau de compactabilidade Ensaios do betão fresco. Definições. Parte 2: Adjuvantes para betão. dimensões e outros requisitos para o ensaio de provetes e para os moldes NP EN 1008:2003 EN 1097-3 NP EN 1097-3:2002 EN 1097-6 NP EN 1097-6:2003 NP EN 1990* NP EN 12350-1:2002 NP EN 12350-2:2002 NP EN 12350-3:2002 NP EN 12350-4:2002 NP EN 12350-5:2002 NP EN 12350-6:2002 NP EN 12350-7:2002 NP EN 12390-1:2003 EN 1990 EN 12350-1 EN 12350-2 EN 12350-3 EN 12350-4 EN 12350-5 EN 12350-6 EN 12350-7 EN 12390-1 (continua) * Em publicação. Parte 1: Amostragem Ensaios do betão fresco. Métodos pressiométricos Ensaios do betão endurecido. . para o fabrico de betão Ensaios para determinação das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 2: Ensaio de abaixamento Ensaios do betão fresco. requisitos.

Parte 1: Agregados leves para betão. argamassa e caldas de injecção. especificações e critérios de conformidade Eurocódigo 2: Projecto de estruturas de betão. Extracção. Determinação do índice esclerométrico Agregados para betão Agregados leves. Parte 1.NP EN 206-1 2007 p. Parte 2: Ensaio não destrutivo. Parte 5: Resistência à flexão de provetes Ensaios do betão endurecido. Parte 7: Massa volúmica do betão endurecido Ensaios do betão endurecido. Características das máquinas de ensaio Ensaios do betão endurecido. Parte 2: Execução e cura dos provetes para ensaios de resistência mecânica Ensaios do betão endurecido. Parte 4: Resistência à compressão. requisitos e critérios de conformidade Ataque químico do betão. Parte 1: Definições. Parte 1: Definições. exame e ensaio à compressão Ensaios do betão nas estruturas. Parte 3: Resistência à compressão dos provetes de ensaio Ensaios do betão endurecido. Parte 6: Resistência à tracção por compressão de provetes Ensaios do betão endurecido. Parte 1: Regras gerais Sistemas de gestão da qualidade. . Parte 1: Carotes.1: Regras gerais e regras para edifícios Execução de estruturas de betão. Requisitos NP EN 15167-1* ENV 1992-1-1 EN 1992-1-1 ENV 13670-1 EN ISO 9001 NP ENV 1992-1-1:2002 NP EN 1992-1-1* NP ENV 13670-1:2005 NP ENV 13670-1/EMENDA 1: 2006 NP EN ISO 9001:2000 * Em publicação. Determinação do teor de dióxido de carbono agressivo na água Escória granulada de alto forno moída para betão. argamassas e caldas de injecção Sílica de fumo para betão. 81 de 84 (continuação) Norma Europeia (EN) EN 12390-2 EN 12390-3 EN 12390-4 EN 12390-5 EN 12390-6 EN 12390-7 EN 12390-8 EN 12504-1 EN 12504-2 EN 12620 EN 13055-1 EN 13263-1 EN 13577 (substituiu o prEN 13577) EN 15167-1 Norma Nacional NP EN 12390-2:2003 NP EN 12390-3:2003 NP EN 12390-4:2003 NP EN 12390-5:2003 NP EN 12390-6:2003 NP EN 12390-7:2003 NP EN 12390-8:2003 NP EN 12504-1:2003 NP EN 12504-2:2003 NP EN 12620:2004 NP EN 13055-1:2005 NP EN 13263-1:2007 NP EN 13577* Título Ensaios do betão endurecido. Parte 8: Profundidade de penetração da água sob pressão Ensaios do betão nas estruturas.

5. podendo dispensar-se esta indicação quando não for preciso tomar precauções ou o nível de prevenção for o normal.23) estabelecida na Norma Portuguesa: . DNA 5. DNA 4. tomar pelo menos uma das medidas preventivas no âmbito da composição do betão referida na E 461. O especificador (dono de obra ou projectista) deve indicar na especificação do betão o nível de prevenção aplicável à obra ou ao elemento estrutural de entre os 3 níveis estabelecidos na E 461.1.2.e. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”. São assim ligantes hidráulicos os cimentos e as misturas.1.5.1.NP EN 206-1 2007 p. Definições.1 – Classes de exposição ambiental relacionadas com acções ambientais Na selecção das 18 classes de exposição ambiental deve ter-se em conta a informação adicional contida na especificação LNEC E 464:2005 “Betões.1 – Generalidades A junção.NP 4220:1993 Pozolanas para betão. DNA 5.1 – Generalidades Enquanto não for publicada uma Norma Europeia harmonizada para pozolanas. A aptidão das misturas para serem constituintes do betão. especificações e verificação da conformidade DNA 5. 82 de 84 Documento Nacional de Aplicação Neste Documento Nacional de Aplicação estabelecem-se as especificações técnicas portuguesas que a presente Norma Europeia EN 206-1 permite sejam aplicáveis. DNA 5. para poderem ser consideradas na sua composição relativamente à dosagem de cimento e à razão água/cimento.1. i.1 e DNA 5.1) constitui uma mistura.2. tomar em conjunto com o especificador as medidas necessárias de entre as referidas na E 461. . é estabelecida na Especificação LNEC E 464:2005 “Betões. de um cimento corrente conforme com a NP EN 197-1 e NP EN 197-2 e de adições conformes com os respectivos documentos normativos (ver 5. As secções deste Documento Nacional de Aplicação têm a mesma numeração que as secções da presente Norma que permitem a aplicação das disposições válidas no local de aplicação do betão. na betoneira.. Metodologias para prevenir reacções expansivas internas”. Se o produtor de betão tiver que utilizar uma mistura de agregados potencialmente reactiva deve: . .se a obra tiver o nível de prevenção especial.4 – Resistência à reacção álcalis-sílica Os procedimentos nacionais com aptidão estabelecida para prevenir reacções álcalis-agregado no betão constam da especificação LNEC E 461:2004 “Betões. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”.2.se a obra tiver o nível de prevenção normal. este produto tem a sua aptidão geral como adição tipo II (ver 3. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”.3. mas estão precedidas das letras DNA.3 – Conceito de desempenho equivalente do betão A aptidão do conceito de desempenho equivalente do betão está estabelecida na Especificação LNEC E 464:2005 “Betões.

devem seguir-se as disposições da secção 7 da E 464.2 (1) Estas classes podem deixar de se aplicar se forem tomadas medidas especiais de protecção contra a corrosão. DNA 5. pontes e outras estruturas de engenharia civil Na categoria 5 podem ainda incluir-se estruturas de edifícios altos ou obras de relevante importância económica ou social.3. Quadro 2/DNA – Classes de teor de cloretos do betão Utilização do betão Classes de exposição ambiental XC.4 (1) Cl 0.7 – Teor de cloretos As classes de teor de cloretos do betão aplicáveis em Portugal são definidas no Quadro 2/DNA em função da classe de exposição ambiental.2(1) Cl 0. disposições relacionadas com o recobrimento ou com o betão diferentes das que foram estabelecidas naquela secção 5 da E 464 ou quando a vida útil for diferente de 50 ou 100 anos.2 – Valores limites para a composição do betão Para o projectista duma obra em betão poder estabelecer as disposições relativas à resistência às acções ambientais exigidas nos requisitos fundamentais da especificação do betão.1(1) Cl 0.NP EN 206-1 2007 p. nas estruturas de betão armado ou pré-esforçado. DNA 5.1. às mínimas classes de resistência à compressão do betão e. XD Cl 1. ex. com Cl 1. no caso das exposições XC. XF. Quando se pretenderem aplicar. como hospitais e teatros. devidamente justificados.1 – Generalidades A vida útil (ver definição 3. As disposições informativas da EN 206-1 para garantia da vida útil. se o dono de obra o não tiver já feito. 83 de 84 DNA 5.3. .3. Metodologia prescriptiva para uma vida útil de projecto de 50 e de 100 anos face às acções ambientais”. nomeadamnte as constantes do Anexo F. este deve primeiro fixar a vida útil da obra de acordo com o estabelecido no DNA 5. Exceptuam-se os requisitos para a classe de exposição ambiental X0 que continuam a ser os do Quadro F.0 Cl 0.2. apoios Estruturas para a agricultura e semelhantes Edifícios e outras estruturas comuns Edifícios monumentais. ou utilização de aço inox. p.40) das obras é especificada em 5 categorias (ver EN 1990) no Quadro seguinte: Categorias de vida útil Vida útil das obras Categoria Anos 1 10 2 10 a 25 3 15 a 30 4 50 5 100 Exemplos Estruturas temporárias Partes estruturais substituíveis. aos mínimos recobrimentos nominais das armaduras nela estabelecidos.1. XA Betão sem armaduras de aço ou outros metais embebidos. são substituídas pelas disposições normativas constantes da secção 5 da Especificação LNEC E 464:2005 “Betões.0 excepção de dispositivos de elevação resistentes à corrosão Betão com armaduras de aço ou outros metais embebidos Betão com armaduras pré-esforçadas (1) XS. XS e XD.. como protecção do betão ou recobrimentos. nomeadamente as respeitantes aos valores limite da composição.1 do Anexo F da presente Norma.

e conforme for o caso indicado na mesma secção 7: . Quadro 3/DNA – Exactidão do equipamento de pesagem Posição no campo de medida da escala ou do indicador digital de 0 a 1/4 do valor máximo da escala ou do indicador digital de 1/4 ao valor máximo da escala ou do indicador digital Exactidão na instalação em operação 0.Devem tomar-se precauções para evitar que o betão fresco entre em contacto com os olhos. esta deve ser lavada imediatamente com água limpa. DNA 9.2 – Equipamento de dosagem A exactidão do equipamento de pesagem deve ser no mínimo a apresentada no Quadro 3/DNA. eles devem ser lavados imediatamente com água limpa e deve procurar-se imediatamente tratamento médico.3).ou se aplica o conceito de desempenho equivalente (referido no DNA 5. libertam-se álcalis. 84 de 84 Para tal. mantendo os recobrimentos especificados.3.2 – Dosagem de cimento e razão água/cimento O valor a considerar para a absorção de água dos agregados leves finos no betão fresco deve ser o valor obtido ao fim de 1 h.NP EN 206-1 2007 p. boca e nariz.3.ou se aplica a E 465 (referida no DNA 5. .5 % 1. Deste modo. .8.3 – Métodos de especificação do betão baseados no desempenho A metodologia para determinação das propriedades de desempenho do betão que permitam satisfazer a vida útil pretendida de estruturas de betão armado e pré-esforçado sob as acções ambientais que provocam a corrosão das armaduras é apresentada na Especificação LNEC E 465:2005 “Betões. XS ou XD.2 – Informação do produtor do betão para o utilizador Quando o cimento é misturado com a água. . podendo utilizar recobrimentos diferentes dos estabelecidos na E 464. se o betão fresco entrar em contacto com a pele. Metodologia para estimar as propriedades de desempenho do betão que permitem satisfazer a vida útil de projecto de estruturas de betão armado ou pré-esforçado sob as exposições ambientais XC e XS ”.5 % 1. nas exposições ambientais XC. nomeadamente no que respeita aos riscos de saúde. especificando o betão através das propriedades de desempenho relacionadas com a durabilidade.2. recorrendo a vestuário de protecção adequado.2. Se o betão fresco entrar em contacto com um destes órgãos. se tiver fiabilidade semelhante e for devidamente justificada. são as seguintes: .4.0 % da leitura feita . DNA 7. as disposições nacionais quanto à segurança no manuseamento do betão fresco.ou se aplica ainda outra metodologia probabilística diferente desta.6. DNA 5.0 % de 1/4 do valor máximo da escala ou do indicador digital 0.Deve evitar-se o contacto da pele com o betão fresco.3) cuja aptidão se estabelece na secção 8 da E 464. DNA 5.

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