EXAME DA OAB

2º Fase Comentários das questões

DIREITO DO TRABALHO
Prof. Henrique Correia1.

Seguem abaixo as questões da 2ª fase da OAB e os espelhos disponibilizados pela instituição organizadora da prova. Algumas questões contém também comentários feitos pelo Professor Henrique Correia. RENÚNCIA E TRANSAÇÃO Comissão de Conciliação Prévia (CESPE – UnB. OAB - 2º fase - 2009.3). Após a rescisão de seu contrato de trabalho, Alex, empregado da empresa Dominó, procurou assistência da comissão de conciliação prévia, que tinha atribuição para examinar essa situação. Em acordo firmado entre ele e o representante da empresa, ambas as partes saíram satisfeitas, com eficácia geral e sem qualquer ressalva. Posteriormente, Alex ajuizou reclamação trabalhista, pedindo que a empresa fosse condenada em verbas não tratadas na referida conciliação, sob a alegação de que o termo de ajuste em discussão dera quitação somente ao que fora objeto da demanda submetida à comissão, de forma que não seria necessário ressalvar pedidos que não fossem ali debatidos. Tendo em vista a argumentação apresentada, exponha a tese jurídica mas apropriada para a empresa Dominó, fundamentando sua argumentação na CLT.
RESPOSTA: A tese jurídica deve estar respaldada no art. 625-E, parágrafo único, da CLT, que assim dispõe: “Aceita a conciliação, será lavrado termo assinado pelo empregado, pelo empregador ou seu proposto e pelos membros da Comissão, fornecendo-se cópia às partes; Parágrafo único. O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas.” Nesse sentido, não basta citar qualquer dos artigos relacionados com a matéria, mas tão somente o mencionado artigo da CLT, com a defesa da tese nele expressa, demonstrando-se a intenção clara do legislador de permitir a quitação plena de créditos trabalhistas submetidos às comissões de conciliação. No caso, não possui interesse processual

Henrique Correia é Professor de Direito do Trabalho do curso LFG e Praetorium. Autor dos livros Direito do Trabalho pela Editora JusPODIVM (www.editorajuspodivm.com.br). Procurador do Trabalho (MPT)
Exame da OAB Questões Henrique Correia – www.henriquecorreia.com.br

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trazendo como argumento jurídico a ocorrência de sucessão. que o TST vem entendendo que no caso de delegação de serviço. Alguns dias depois. não ocorre sucessão. pois lá iria alocar empregados da sua confiança. no mesmo local e com novos empregados. Lá chegando. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. visto que não houve ressalvas. pedir proteção no Poder Judiciário. Informado disso.o reclamante. o tabelião anterior dispensou todos os empregados. Nelson é sucessor? (Valor: 0.6) ESPELHO Espera se medir a capacidade de o examinando informar que a sucessão exige a transferência de uma unidade econômico-jurídica e manutenção de exploração da mesma atividade econômica e/ou a continuidade da prestação de serviço pelos empregados. Um dos ex-empregados dispensados pelo tabelião anterior ajuizou reclamação trabalhista contra Nelson. a) Quais são os requisitos para a ocorrência de sucessão na esfera trabalhista? (Valor: 0. CONTRATO DE TRABALHO Nulidades do contrato – Trabalho proibido . haja vista que as verbas rescisórias foram discutidas no âmbito da CCP. Nesta hipótese. Nelson iniciou seus serviços como notário. a exemplo dos cartórios extrajudiciais. Nelson. E. Não cabe ao reclamante. responda aos itens a seguir.5. Em razão disso. Com base no caso acima.65) b) No caso em tela. Um Estado da Federação realizou concurso público para notário. aprovado em segundo lugar no certame. da qual resultou um termo de eficácia liberatória geral. EMPREGADOR SUCESSÃO TRABALHISTA (OAB – IV Exame Unificado – 2º Fase – Direito do Trabalho – 2011). o que explicava as sucessivas reclamações contra aquela serventia na Corregedoria. Nelson explicou ao tabelião anterior que não tinha interesse em aproveitar as pessoas que lá atuavam. SDI-I. Precedente TST. recebeu a delegação de um cartório extrajudicial. mormente quando não houve prestação de serviços para o novo notário.ED – RR – 15/2004-025-02-00. tem-se que a Delegação foi retomada pelo Estado e entregue a uma nova pessoa. no caso. postulando diversos direitos lesados ao longo do contrato. verificou que a parte administrativa estava extremamente desorganizada. aprovada em concurso publico.

item IV. sustentou a validade da relação cooperativista entre as partes.2008.° 386 do TST TERCEIRIZAÇÃO (OAB – IV Exame Unificado – 2º Fase – Direito do Trabalho – 2011). quando do término do contrato de prestação de serviços celebrado entre os reclamados. Fundamento nos arts. Na petição inicial. ambos da CLT.3). Na contestação. e do Posto de Gasolina Boa Viagem Ltda. a primeira ré suscitou preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. OAB . Por fim. nos termos da Súmula 331. A empresa argüiu que o contrato de trabalho seria nulo. Fundamento na Súmula n.(CESPE – UnB. do TST. afirmou que foi obrigado a se filiar à cooperativa para prestar serviços como frentista no segundo reclamado.45) . visto que o estatuto da corporação militar. presta serviços de segurança para a empresa Irmãos Gêmeos Ltda. aduziu que foi dispensado sem justa causa. refutando a configuração dos requisitos inerentes à relação empregatícia. responda aos itens a seguir. nem foi convocado para qualquer assembleia. da CLT prevê a inexistência do vínculo de emprego entre a cooperativa e seus associados. funcionando a cooperativa como mera fornecedora de trabalhadores ao posto de gasolina. Antônio. promoveu reclamação trabalhista pleiteando valores que supostamente lhe seriam de direito. na condição de tomador dos serviços prestados. Postulou a declaração do vínculo de emprego com a sociedade cooperativa e a sua condenação no pagamento de verbas decorrentes da execução e da ruptura do pacto laboral. restou demonstrada pela prova testemunhal produzida nos autos a intermediação ilícita de mão de obra.° e 796. proíbe o exercício de qualquer outra atividade. O segundo reclamado. a) É cabível a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido? (Valor: 0. policial militar. Acreditando ter sido despedido injustamente. ainda. uma vez que o artigo 442. Na instrução processual.2º fase . que jamais compareceu à sede da primeira ré. Na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Antônio. a que Antônio estava submetido. parágrafo único. No mérito. Com base na situação hipotética. RESPOSTA: Trabalho proibido. apresente a fundamentação jurídica adequada para afastar a argumentação de nulidade do contrato de trabalho do policial militar na referida empresa de segurança. nos horários de folga. afirmou que o reclamante lhe prestou serviços na condição de cooperado e que não pode ser condenado no pagamento de verbas trabalhistas se não foi empregador. na peça de defesa. 3. de forma pessoal e subordinada. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. além do reconhecimento da responsabilidade subsidiária do segundo réu. Alegou. João da Silva ajuizou reclamação trabalhista em face da Cooperativa Multifuncional Ltda. b.

.3). Também não cabe o pedido de reconhecimento da responsabilidade subsidiária do posto de gasolina. por ser unilateral. Determinada empresa.00 no dia. 462 da CLT. O desconto cuja imposição se pretende. porque o posto de gasolina (segundo reclamado) é o real empregador. DURAÇÃO DO TRABALHO Horas extraordinárias e Poder do empregador (Fundação Getúlio Vargas – OAB. Incidência da Súmula nº 331. Item A Não. do TST ou dos artigos 2º. b) O examinando deve responder que não cabe o pedido de vínculo de emprego com a cooperativa (primeira reclamada). da CLT não se aplica diante da utilização fraudulenta de sociedade cooperativa como intermediadora de mão de obra em favor do posto de gasolina (tomador dos serviços).b) Cabe o pedido de declaração de vínculo de emprego com a primeira ré e o de condenação subsidiária do segundo reclamado? (Valor: 0. ela é inválida porque excede o poder do empregador. 3º ou 9º da CLT. item I. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.2010. a) É válida a norma interna em questão. Tanto a adição quanto o desconto seriam feitos no contracheque mensal e não excluiriam a adição de hora extra pela chegada antecipada nem o desconto pelos atrasos.5) RESPOSTAS.00 no dia. A vedação contida no artigo 442. No tocante ao desconto. na condição de verdadeiro empregador. Incidência do artigo 9º da CLT. em razão da intermediação ilícita praticada pelos demandados. em ambos os aspectos? (Valor: 0. parágrafo único. e o que chegasse até 15 minutos atrasado teria de pagar R$ 1. viola o art. estipulou em norma interna que o empregado que chegasse até 10 minutos antes do horário ganharia R$ 3. visando a estimular o comparecimento pontual de seus empregados. além de caracterizar o bis in idem. 2º fase .5) b) De que poder o empregador se valeu para criá-la? (Valor: 0.8) ESPELHO a) O examinando deve responder que não é cabível a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. Com base no relatado acima. como já era feito. responda aos itens a seguir. já que a sua responsabilidade é direta. sendo este último o real empregador.

Justificativa: Espera-se medir a capacidade de o examinando identificar os poderes inerentes à figura do empregado e.6) . sendo descabidas as repercussões postuladas na inicial. INTERVALOS (OAB – IV Exame Unificado – 2º Fase – Direito do Trabalho – 2011). a reclamada alegou que a supressão dos intervalos para repouso e alimentação foi autorizada em acordo coletivo firmado com o sindicato representante da categoria profissional do reclamante. independentemente de sua origem. José de Souza ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Alfa Vigilância Ltda. da CLT. §4º. colacionando cópia do referido instrumento normativo cuja vigência alcançava todo o período contratual do autor. tornando-o. que a parcela prevista no artigo 71. ainda. bem como das diferenças decorrentes da integração dessas quantias nas verbas contratuais e resilitórias. postulando o pagamento dos valores correspondentes aos intervalos intrajornada não gozados. sem prejudicar a parte que beneficia os obreiros. pontual e cirurgicamente ilegal e abusivo. Item B Do poder diretivo ou de comando ou empregatício ou regulamentar ou jus variandi. não se aplica a eventual desconto que esteja sendo imposto em descompasso com a norma cogente. especialmente. da CLT deve integrar ou não a base de cálculo das verbas contratuais e resilitórias do empregado que não tenha gozado dos intervalos intrajornada? (Valor: 0.. de modo que. que ele não detém poder normativo. nesse aspecto. contudo. a) Procede o pedido de pagamento dos valores correspondentes aos intervalos intrajornada não gozados pelo reclamante? (Valor: 0. mas apenas regulamentar. Na peça de defesa. além de identificar um bis in idem no desconto duplo(pelo atraso e o criado pelo empregador) que porventura fosse realizado. que emana do seu poder diretivo. responda aos itens a seguir. são válidas e aplicadas de plano são válidas e aplicadas de plano ao contrato de trabalho. §4º. Visa ainda medir a capacidade de o examinando nulificar apenas parte do regulamento. acrescidos de 50% (cinquenta por cento). poderá criar normas internas para dinamizar a sua gestão e eventualmente beneficiar (e apenas beneficiar. Aduziu. Com base na situação hipotética. O mesmo. da CLT possui natureza indenizatória.65) b) A parcela prevista no artigo 71. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. §4º.Justificativa: Espera-se medir a capacidade de o examinando informar que as normas benéficas. na medida em que se trata de ato unilateral. com arrimo nele. com fundamento no artigo 71. jamais prejudicar) os empregados. pois em princípio o salário é intangível e protegido contra subtrações indevidas – a exemplo do desconto pelo atraso imposto pelo empregador.

nos exatos termos do entendimento uniformizado na OJ nº 354 da SDI 1 do TST. reclamando que o transporte público para o local de prestação de serviços é deficiente.2º fase . em razão de sua natureza salarial. com duas horas de intervalo. III. . De fato. A empresa contestou o pedido.1).2008. Todos eles registravam uma jornada de trabalho de 8 às 18 horas. não podendo ser objeto de negociação coletiva a sua redução ou supressão. A empresa não produziu nenhum outro tipo de prova. Nesse sentido. pleiteiam a incorporação.2008. e o transporte oferecido pelo poder público é deficitário.. com duas horas de intervalo. da CLT deve integrar a base de cálculo das verbas contratuais e resilitórias. Entendimento sumulado (Súmula 338. com suas repercussões financeiras. Na situação apresentada. que José não laborava em jornada extraordinária. com duas horas de intervalo. Afirmou que cumpria uma jornada de trabalho de 8 às 20 horas. O juiz julgou procedente essa demanda e condenou a empresa a pagar a José as horas extras. TST) Horas in itinere (CESPE – UnB. de 8 às 20 horas. de segunda a sexta feira.2º fase . José ingressou com uma reclamação trabalhista contra a empresa Lua Nova Ltda. RESPOSTA. §4º. OAB . de segunda a sexta feira. em sua defesa. Cartões de ponto invariáveis não servem como prova. b) O examinando deve responder que a parcela prevista no artigo 71. ou seja. da SDI 1 do TST. Os empregados de uma empresa. Isso porque a norma instituidora dos intervalos para repouso e alimentação possui natureza cogente ou de ordem pública. alegando. haja vista a nulidade da cláusula coletiva. está correto o posicionamento do juiz? Fundamente. se segunda a sexta feira.ESPELHO a) O examinando deve responder que procede o pedido de pagamento dos valores correspondentes aos intervalos intrajornada não gozados pelo reclamante. OAB . Horas extras e cartões de ponto (CESPE – UnB. a sua resposta.3). a empresa está localizada em sítio de difícil acesso. do tempo ispendido no trajeto até a empresa. Caberia à empresa apresentar outras provas da jornada. a não ser esses cartões. formulando pedido de pagamento de horas extras. o posicionamento contido na OJ nº 342. e juntou os seus cartões de ponto. por versar sobre medida de saúde e de segurança do trabalho. considerando a jornada de trabalho informada na inicial. Está correto o posicionamento do juiz. juridicamente. item I.

00 (duzentos reais). O engenheiro. de segunda a sexta feira. Após ser demitido. Determinada loja de um shopping center concede mensalmente a todos os seus empregados um vale-compras no valor de R$ 200. pois foi contratado e desenvolvia as funções de sua profissão. Lupércio. ou trinta horas semanais.2º fase . REMUNERAÇÃO PARCELAS DE NATUREZA SALARIAL e PARCELAS INDENIZATÓRIAS (Fundação Getúlio Vargas – OAB. trabalhando oito horas diárias. devidamente regulamentada.3). do TST Fundamentação e consistência. contratado pelo Banco XY S. é para a categoria dos bancários. sendo participante de Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT.°. 58. o referido empregado ajuizou reclamação trabalhista.2010.3). Pleito não deve ser aceito. sua jornada de trabalho estava correta e adequada à função exercida. apesar de ser empregado do Banco. por força de norma regulamentar. para que eles possam utilizá-lo em qualquer estabelecimento do shopping. RESPOSTA: III. O sindicato representante da categoria profissional de seus empregados vem reivindicando que os valores de ambos os benefícios sejam considerados no cálculo das verbas contratuais dos trabalhadores. .. regime de trabalho semanal de quarenta horas. se a empresa deveria aceitar o pleito dos empregados. Lupércio jus a jornada de trabalho especial dos bancários? Fundamente a sua resposta. cumpria. 224 da CLT. de forma fundamentada. Jornadas Especiais BANCÁRIOS (CESPE – UnB. no exercício da função de engenheiro. responda. da CLT e na Súmula n.A. não pode ser considerado bancário. § 2.Na qualidade de advogado(a) do departamento jurídico dessa empresa. Nessa situação hipotética. pois a jornada de trabalho de seis horas diárias. aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 2º fase . Além disso. pleiteando o reconhecimento da jornada de trabalho especial aplicada aos bancários (seis horas diárias ou trinta semanais). OAB . RESPOSTA: A jornada de trabalho diferenciada dos bancários não deve ser aplicada na hipótese. Fundamento no art. prevista no artigo 224 da CLT.° 90.2009. fornece ajuda-alimentação. Logo. em conformidade com o disposto no art.

habitação. responda aos itens a seguir. a) Os valores correspondentes ao vale-compras devem integrar a base de cálculo das verbas contratuais dos empregados? Quais seriam os efeitos inerentes à revogação da norma regulamentar instituidora dessa vantagem nos contratos de trabalho vigentes e futuros? (Valor: 0. e não para o trabalho. sendo necessária a presença de alguns requisitos essenciais. Somente terá caráter salarial a utilidade ofertada sob exclusivo ônus econômico do empregador.3) RESPOSTAS.” Contudo. ITEM A – 1ª PARTE: A ordem jurídica trabalhista autoriza o pagamento de parte do salário em bens ou serviços (utilidades). que corresponde à ideia de que o fornecimento desta não pode contar com a participação econômica do empregado. que corresponde à ideia de repetição uniforme em certo período de tempo. Na primeira parte do item A da questão em foco. da CLT. por força do contrato ou do costume. fornecer habitualmente ao empregado.7) b) Os valores correspondentes à ajuda-alimentação integram os salários dos empregados? (Valor: 0. O terceiro requisito é a onerosidade unilateral da oferta da utilidade.Com base na situação hipotética. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. nos termos do artigo 458. A utilidade deve ser fornecida pelo trabalho. para todos os efeitos legais. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. na condição de advogado consultado pela empresa. Este fornecimento habitual de bens e serviços pode restar expressamente pactuado entre as partes (“por força do contrato”) ou decorrer de prática usual do empregador (“do costume”). com intuito contraprestativo. O segundo requisito é o caráter contraprestativo do fornecimento. De acordo com o artigo 458. nem todos os bens e serviços fornecidos pelo empregador ao empregado no decorrer do contrato de trabalho possuem natureza salarial (salário-utilidade). caput. que corresponde à ideia de retribuição pelo trabalho executado. instituindo o chamado “salário-utilidade” ou “salário in natura”. caput. a alimentação. o examinando deve responder afirmativamente. por . vestuário ou outras prestações in natura que a empresa. Logo. da CLT: “Além do pagamento em dinheiro. quando neste último caso se vincula à própria viabilização ou aperfeiçoamento do serviço. O primeiro desses requisitos é a habitualidade do fornecimento. O fornecimento esporádico de determinada utilidade não configura salário in natura. configura salário in natura. compreende-se no salário. esclarecendo que o vale-compras fornecido habitualmente pelo empregador.

aderindo aos respectivos pactos laborais. a alimentação. caput. item I. para todos os efeitos legais. e. ITEM A – 2ª PARTE: O princípio da condição mais benéfica assegura a prevalência das condições mais vantajosas ao empregado ajustadas no contrato de trabalho. o examinando deve responder que a supressão da concessão da utilidade somente deve alcançar os empregados admitidos após a revogação da norma regulamentar. caput. só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento. prejuízos ao empregado. nos programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (PAT). ainda que sobrevenha norma jurídica imperativa que prescreva menor nível de proteção. ainda que bilateral. o artigo 3º da Lei 6. por força do contrato ou do costume. inclusive as que tenham previsão em regulamento de empresa. devem prevalecer as condições mais benéficas ao empregado. fornecer habitualmente ao empregado. Nesse sentido. a posição contida na Súmula nº 241 do TST: “O vale para refeição. na segunda parte do item A da questão em análise. que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente.” Todavia. sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. Assim. Desse princípio decorre a impossibilidade de alteração contratual prejudicial ao empregado. sob pena de configurar alteração contratual lesiva aos trabalhadores beneficiados.321/76 dispõe que não se inclui no salário de contribuição a parcela paga in natura.” Logo. em ofensa ao artigo 468 da CLT. direta ou indiretamente. Isso porque as normas regulamentares possuem natureza de cláusula obrigacional. da CLT: “Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições. ainda assim. do TST: “As cláusulas regulamentares. desde que com esta não sejam incompatíveis. . habitação. por mútuo consentimento. tem caráter salarial. pela empresa. além do pagamento em dinheiro. da CLT estabelece que. Com base na inteligência deste artigo. os respectivos valores devem integrar a base de cálculo das verbas contratuais dos empregados.possuir natureza salarial. fornecido por força do contrato de trabalho. compreende-se no salário. o entendimento contido na Súmula nº 51. integrando a remuneração do empregado. É o que preceitua a norma do artigo 468.” ITEM B O artigo 458. vestuário ou outras prestações in natura que a empresa. para todos os efeitos legais. desde que não resultem.

em virtude da grande distância entre o local de trabalho e a cidade mais próxima. restou pacificado entendimento no sentido de que a ajuda-alimentação fornecida por empresa participante do programa de alimentação ao trabalhador.5) b) Nesta hipótese em especial. no item B da questão em foco. deve ou não integrar a remuneração de João Carlos de Almeida? Por quê? (Valor: 0. Portanto. da CLT. o empregador lhe forneceu habitação durante toda a vigência do contrato. a fim de atribuir natureza salarial apenas ao primeiro grupo. não integra o salário para nenhum efeito legal (OJ nº 133 da SDI-1 do C. Dispensado sem justa causa em 13/08/2010. a grande distância entre o local de trabalho e a cidade mais próxima tornou imprescindível o fornecimento da habitação. em conformidade com o entendimento contido na OJ nº 133 da SDI-1 do TST. compondo a contraprestação ajustada pelas partes. sob pena de inviabilizar a realização do trabalho. Entretanto.A. que exclui determinadas prestações do âmbito salarial.321/76. o examinando deve responder negativamente. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. João Carlos de Almeida foi contratado pela Engelétrica S. João Carlos ajuizou ação trabalhista visando à inclusão da ajuda-habitação na sua remuneração e o pagamento dos reflexos daí decorrentes. 458. b) Observar que. uma vez que a moradia constituiu salário in natura.Diante desse preceito legal.75) ESPELHO a) Mencionar expressamente o art. como critérios normativos adequados à resolução do problema. a) Qual é o critério apto a definir a natureza jurídica da prestação entregue ao empregado pelo empregador? (Valor: 0. Em 15/04/2008.PAT. bem como o seu §2º. neste caso concreto. responda aos itens a seguir.321/76. para trabalhar na construção das barragens da Hidrelétrica de Belo Monte. já que a ajuda-alimentação fornecida por empresa participante do Programa de Alimentação do Trabalhador . Referir se à distinção entre o caráter retributivo ou contraprestativo da prestação ("pelo" trabalho) e a natureza indenizatória ou instrumental da prestação ("para" o trabalho). não tem caráter salarial. Com base na situação concreta. a habitação fornecida pela Engelétrica S.A. Desse modo. TST). caput. Afirmar que a habitação fornecida a João Carlos pela Engelétrica não possui natureza . instituído pela Lei 6. instituído pela Lei 6. SALÁRIO IN NATURA (OAB – IV Exame Unificado – 2º Fase – Direito do Trabalho – 2011). inciso I. não tem caráter salarial.

do terminal do aeroporto até os aviões. uma vez que possui natureza instrumental ("para" o trabalho). nos termos do artigo 522. fazendo referência à Súmula nº 367. Fundamentação e consistência. para conduzir ônibus.2010. inciso VIII.°. visa à melhor efetivação do serviço contratado.3). postulando a sua reintegração no emprego. em sede liminar. O reclamante fundamentou sua pretensão na estabilidade provisória assegurada ao dirigente sindical. Foi demitido em dezembro de 2007. responda. fundamentando sua decisão no fato de que os membros do conselho fiscal. da CLT). se ele possui direito a algum adicional. Adicional de periculosidade – 30% (art. Luiz foi contratado como motorista pela administração aeroportuária. 193. sendo eleitos pela assembléia geral. O juiz concedeu.2).2008. determinando a sua imediata reintegração. I. Em dezembro de 2003. da CLT e 8º. a tutela antecipada requerida pelo autor. Considerando a situação hipotética apresentada e na qualidade de advogada(a) contratado(a) por Luiz para ingressar com reclamação trabalhista. na medida que. sofria riscos bastantes consideráveis à saúde. caput e § 1.salarial. da Constituição da República de 1988. responda às indagações a seguir. de forma fundamentada. exercem a administração do sindicato. indicando a sua espécie e o percentual correspondente. Um membro do conselho fiscal de sindicato representante de determinada categoria profissional ajuizou reclamação trabalhista com pedido de antecipação dos efeitos da tutela.2º fase . do TST ESTABILIDADE Dirigente sindical (Fundação Getúlio Vargas – OAB. caput. da CLT. a) O juiz agiu com acerto ao determinar a reintegração imediata do reclamante? . aguardando o embarque dos passageiros. OAB . Argumenta que era exposto a agentes nocivos à sua saúde. assim como os integrantes da diretoria. I do TST. isto é. prevista nos artigos 543. com passageiro e tripulação. 2º fase . § 3º. próximo ao abastecimentos dos aviões.° 364. desde o registro de sua candidatura até 01 (um) anos após o término de seu mandato. em razão de ter sido imotivadamente dispensado. Com base em fundamentos jurídicos determinantes da situação problema acima alinhada. RESPOSTA. Adicionais salariais PERICULOSIDADE (CESPE – UnB. Fundamento na Súmula n.

as atividades do conselheiro fiscal limitam-se à fiscalização da gestão financeira do sindicato. muito menos por agravo de instrumento. juridicamente. § 3º.5 pts. II do Colendo TST.2008. § 1º da CLT e da Súmula nº 214. cuja discussão se pauta no exercício ou não da direção e representação do sindicato. da CLT. não serve de fundamento. No caso trata-se de conselheiro fiscal. do TST. A OJ nº 63. não sendo considerada a resposta sem fundamentação. é no sentido de não reconhecer direito à estabilidade ao conselheiro fiscal – 0.2º fase . tratase de incidente interlocutório e que nos termos do Art. a resposta correta é o mandado de segurança. 893. No que tange à segunda indagação. § 2º. do TST. 522. a sua resposta. que se limita ao destrancamento de recurso. mas tão somente em interpretação dos dispositivos citados no corpo da chave de resposta – 0. ao abordar a discussão sobre a estabilidade de emprego dos dirigentes sindicais para a representação dos interesses da categoria.5 pts. . o entendimento consubstanciado na OJ nº 365 da SBDI I. espera-se que o examinando. unificadora da jurisprudência trabalhista. Assim. nos termos da Sumula nº 414.1). deveria ser aplicada a Pedro a regra da estabilidade prevista no art. Ressalta-se que a respectiva resposta não se encontra única e exclusivamente com espeque em súmula e jurisprudência dos tribunais superiores. pelo que não é atacável por via de recurso ordinário. OAB . Nessa situação específica. Relativamente à primeira indagação. da SBDI-II. por se referir a Ação Cautelar. Exatamente interpretando tal dispositivo. Com fundamento no Art. não atuando na representação ou defesa da categoria. do TST. responda negativamente.b) Que medida judicial seria adotada pelo reclamado contra esta decisão antecipatória? RESPOSTA. 543. Dirigente Sindical e Aviso-prévio (CESPE – UnB. é irrecorrível de imediato. da CLT? Fundamente. Pedro estava cumprindo o período referente ao aviso prévio quando registrou sua candidatura a cargo de dirigente sindical. quanto à decisão que antecipou os efeitos da tutela de mérito. por se tratar de decisão interlocutória. sem recurso específico.

Entendimento sumulado – Súmula 369. II. INDENIZADO.RESPOSTA. Considerando a situação hipotética apresentada. ainda que indenizado”. uma vez que a rescisão se opera automaticamente na data da dispensa.1997). 7. o(a) examinando(a) deverá. por entender que a gravidez. V/TST Estabilidade da gestante (CESPE – UnB.2). A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio. Cabe reclamação para o fim de reintegrar a empregada. apresentou os exames no setor de pessoal da empresa. que a empregada esteja grávida na data da imotivada dispensa do emprego. ou seja. “b”. A empresa negou o pedido.. “83. inclusive. A prescrição começa a fluir no final da data do término do aviso prévio. indicando se é possível a interposição de alguma medida judicial no caso. exige. da ADCT: “Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. a tese de que o período de aviso prévio é mera ficção jurídica. a estabilidade da gestante. assim. Deve-se suscitar. BAIXA NA CTPS (inserida em 28.1997). afirmar que a extinção do contrato de trabalho torna-se efetiva somente após a expiração do aviso prévio. ela recebeu os exames laboratoriais que comprovavam sua gravidez e. AVISO PRÉVIO. na forma estipulada na CLT. Não se aplica a regra da estabilidade . Por outro lado. sendo a previsão legal no período de trinta dias mera ficção jurídica.2º fase . prevista no artigo 10. inciso II. para completar este raciocínio. de forma fundamentada. para sua plena configuração. motivo pelo qual se considera que a gravidez de Maria ocorreu no período de vigência do contrato de trabalho.04. se Maria faz jus à estabilidade provisória. PRESCRIÇÃO (inserida em 28. I. em 12/06/2009. nos trinta dias seguintes ao aviso prévio indenizado. da Constituição Federal. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. RESPOSTA. alínea b. Em 14/06/2009. Maria. as OJs n.2009. o disposto no art. obrigatoriamente. . da Constituição: II – fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante. Art. obrigatoriamente.04. recebeu aviso prévio indenizado. 10. Afasta-se. a estabilidade decorre do fato da própria gravidez. Neste sentido. responda.º 82 e 83. solicitando que lhe fosse garantida estabilidade. do TST: “82. empregada da empresa Fogo Dourado Ltda.” Portanto. não gera direito à estabilidade. no dia seguinte. OAB .º. AVISO PRÉVIO.

Uma vez arquivada a reclamação sem o pronunciamento do mérito.3).2º fase . ocorrida dois meses após o ajuizamento da ação. preliminarmente.28/08/2009. ainda que arquivada. poderá o reclamante. em sua defesa. RESPOSTA. acrescendo à sua inicial o pedido de pagamento do décimo terceiro salário proporcional relativo a 2007.3). Min.2009. Ajuizou reclamação trabalhista em 20/08/2009. trabalhista.2010. argüiu. OAB .º. § 1. Dália trabalhou para a empresa Luma Ltda. de 19/10/2005 a 15/09/2007. Ciente do arquivamento do processo. ajuizou nova reclamação. O Banco Ômega S. Interrupção. ocorreu a prescrição. contados reclamação da rescisão. com o ajuizamento da ação.171/2005-004-12-00. Este é o entendimento da Súmula 268 do TST: “Prescrição.487. para o pedido novo. ajuizou ação de interdito proibitório em face do Sindicato dos Bancários de determinado Município.” Precedente do TST: RR . logo em seguida. ajuizar nova reclamação. prescreve. Por motivo de viagem ao exterior. 2º fase . Sexta Turma.” Logo. de forma fundamentada.. Caso a nova ação tenha pedido e causa de pedir diversas da primeira. a prescrição se opera para aquela. A ação trabalhista. ainda não pago na referida rescisão. Dália não pode comparecer à audiência de conciliação. Considerando essa situação hipotética. A empresa. pleiteando a integração. esclareça. Horácio Pires.º da CF. requerendo a extinção do processo sem julgamento de mérito. a ocorrência da prescrição. quanto teve seu contrato rescindido sem justa causa. Assim.A. DIREITO COLETIVO Greve (Fundação Getúlio Vargas – OAB. nos termos do artigo 932 . Ação arquivada. a prescrição é interrompida. PRESCRIÇÃO Causas que interferem na contagem do prazo (CESPE – UnB. da CLT. 7. DEJT . nas verbas rescisórias. o direito limitado a de o cinco reclamante anos do interpor vínculo empregatício. das horas extras devidamente prestadas durante todo o período do vínculo empregatício. De acordo com o art. interrompe a prescrição somente em relação aos pedidos idênticos. em dois anos. se é precedente pedido de prescrição no presente caso.

00 (dez mil reais).do CPC. cadeados. para obrigar o réu a suspender ou a não mais praticar. empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. atos destinados a molestar a posse mansa e pacífica do autor sobre os imóveis de sua propriedade. Dessa forma. cavaletes. da CRFB/88. abstendo-se. Por sua vez. o interdito proibitório. correntes. com a retirada de pessoas. a) Qual será a Justiça competente para julgar essa ação de interdito proibitório? (Valor: 0. inciso II. que consiste em modalidade de ação possessória. com fundamento no artigo 114. ou na Súmula Vinculante nº 23 do STF. veículos. inciso II. compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações que envolvam exercício do direito de greve. postulando a expedição de mandado proibitório. também. Com base na situação hipotética. é lícita a realização de piquetes pelo Sindicato com utilização de carros de som? (Valor: 0. durante a realização de movimento paredista. faixas e objetos que impeçam a entrada de qualquer empregado ao local de trabalho. Em contestação.4) RESPOSTAS. No caso de que trata a questão. de realizar piquetes com utilização de aparelhos de som. a Súmula Vinculante nº 23 do STF dispõe que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada.000. com redação dada pela Emenda Constitucional nº 45/2004. foi ajuizado em razão do movimento grevista deflagrado por categoria profissional do setor privado. responda aos itens a seguir. sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 10. o examinando deve responder que a competência para julgamento é da Justiça do Trabalho. por agência.2) b) Durante a greve. ITEM B: . da Constituição da República.4) c) Procede a pretensão veiculada na ação no sentido de que o réu se abstenha de impedir o acesso dos empregados às agências bancárias? (Valor: 0. ITEM A: De acordo com o artigo 114. o sindicato-réu sustentou que a realização de piquetes decorre do legítimo exercício do direito de greve assegurado pelo artigo 9º da Constituição da República e que o fechamento das agências bancárias visa a garantir a adesão de todos os empregados ao movimento grevista.

783/89. Em ambos os casos. OAB . No que diz respeito ao contrato individual de trabalho. (CESPE – UnB. RESPOSTA: 1. O empreiteiro pelos principal será responsável do de forma 2. Locação de mão de obra (ou de serviços) é instituto de Direito . da Lei 7. É vedada. §3º. 1. distinga a subempreitada da locação de mão de obra. nos termos do artigo 6º. nos moldes do artigo 6º.783/89 assegura aos grevistas o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve.2). 455 da CLT e consiste em terceirizar a mão de obra. Elabora texto dissertativo acerca das características do trabalho forçado e do trabalho degradante. I. conceituando cada um desses contratos e apresentando duas características. jornadas excessivas etc. ou seja. subsidiária débitos trabalhistas subempreiteiro. conforme art.2º fase . como falta de água potável. 2. contudo. I. ITEM C: O examinando deve responder que procede a pretensão. o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve.Conforme a norma prevista no artigo 6º. Trabalho forçado: quando há restrição de liberdade. o examinando deve responder afirmativamente.783/89. da Lei 7. Trabalho degradante ocorre quando as condições básicas de trabalho são precárias. da Lei 7. são assegurados aos grevistas. Subempreitada está previsto no art. fundamentando no sentido de que as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não podem impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou à pessoa. a prática de atos de violência moral e/ou material que possam vir a constranger direitos e garantias fundamentais de outrem. OAB . entre outros direitos. o empreiteiro principal repassa o trabalho ao subempreiteiro para que esse os execute sob sua responsabilidade e com o seu pessoal (Exemplo: construtora que repassa o trabalho de carpintaria ou pintura da obra). §1º. há conduta criminosa do empregador. OUTRAS QUESTÕES (CESPE – UnB. RESPOSTA. como meio pacífico tendente a persuadir ou aliciar os trabalhadores para aderirem ao movimento. alegando que o artigo 6º. A realização de piquetes com utilização de carros de som é permitida pela ordem jurídica. do CP.2008.2). Desse modo.783/89.2008.2º fase . da Lei 7.

. Consiste em contratar determinada prestação de serviços autônomos.Civil e está previsto no art. Pode ser pactuada com ou sem pessoalidade. 593 do CC.

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