Ensilagem

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Manual de Ensilagem

Manual de Ensilagem Kera Copyright © 2012 Kera Nutrição Animal Propriedade literária reservada. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, memorizada ou transmitida sob qualquer forma, seja essa eletrônica, eletrostática ou fotocópia, sem a permissão escrita de Kera Nutrição Animal. Impresso no Brasil. Layout e desenvolvimento: Graphia Design www.graphiadesign.com.br

Manual de Ensilagem

Índice
Introdução O que é ensilagem? Porque ensilar? Por que utilizar inoculante biológico para silagem? A importância do volumoso na nutrição animal Transformações físico-químicas da silagem
Por que o silo se conserva? Quais transformações ocorrem na silagem? „ Fase 1 „ Fase 2 „ Fase 3 „ Fase 4

6 7 7 7 8 8
8 8 9 9 11 11

Ponto de Colheita
Milho Sorgo Grão úmido Forrageiras de inverno Capim-elefante e outras gramíneas tropicais Cana-de-açúcar

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12 13 13 13 14 14

Aspectos mecânicos
Tipos de silo Tamanho da partícula Como inocular adequadamente Tempo de enchimento Compactação Vedação Retirada do material do silo

14
14 15 15 15 16 16 17

Interpretando análises da forragem Interpretando análises da silagem Interpretando análises microbianas Particularidades de algumas silagens
Grão úmido

17 18 19 20
20

Boas Práticas de Ensilagem 39 39 Anotações 41 .Milho Reidratado e Ensilado na Alimentação de Vacas Leiteiras Aveia e cevada cervejeira grão pastoso Pré-secado „ Corte „ Recolhimento „ Uso de inoculante para uma boa fermentação e preservação da silagem pré-secada Cana-de-açúcar Capim-elefante 22 28 28 28 29 29 30 30 Aspectos importantes na escolha de um inoculante Kera-Sil „ „ „ „ „ Benefícios O mecanismo Eficiência Modo de usar Dosagens 30 32 32 33 33 33 33 Estudo econômico do uso de KERA-SIL Kera-Sil Grão Úmido „ „ „ „ „ „ Benefícios O mecanismo Princípio de atuação Modo de usar Dosagens Efeitos nos animais do desenvolvimento de fungos na silagem Benefícios O mecanismo Princípio de atuação Modo de usar Dosagens 33 35 35 35 35 35 36 36 Kera-Sil Cana „ „ „ „ „ 37 37 38 38 38 38 Síntese BPE .

Manual de Ensilagem Introdução A preservação dos alimentos tem sido sempre uma parte vital da sobrevivência humana. Nossos antepassados usavam técnicas para conservar os alimentos durante os meses de inverno. A única diferença é que hoje sabemos como os microrganismos atuam e este conhecimento nos permite controlar o processo e principalmente. o resultado. são todos baseados em processos biológicos naturais. Os métodos de conservação. que são utilizados até hoje. Com o Manual de Ensilagem Kera. pretendemos esclarecer alguns pontos cruciais no processo de ensilagem para ajudá-lo a garantir uma alimentação de qualidade para o seu rebanho e a maximizar os lucros de sua fazenda. 6 . quando a caça e a colheita não existiam.

O que é ensilagem? A ensilagem nada mais é do que um processo para conservação de alimentos. os quais podem contaminar a planta quando de sua colheita. existem microrganismos que são bons fermentadores de silagem e outros não desejáveis para uma fermentação adequada. a tendência é que a parte foliar entre em um processo de secagem e morte. do trabalho e do tempo. a inoculação biológica nos dá a garantia de povoarmos o material com o maior número possível de microrganismos benéficos. diversos microrganismos estão presentes no solo. Além disso. leveduras e fungos que convivem com a planta durante todo o tempo numa contagem que gira em torno de 100. Dentro desta flora microbiana natural. Consequentemente. Por que utilizar inoculante biológico para silagem? Sabe-se que todo material colhido no campo possui uma quantidade de bactérias. a ensilagem é a fonte mais adequada de volumoso para os sistemas modernos de produção que visam maximizar o uso da terra. e estes últimos podem estar em concentrações muito elevadas. Porque ensilar? Por que ensilar é a forma mais eficiente e barata que conhecemos para garantir o suprimento de volumoso para o rebanho durante o período de entressafra. com o objetivo de conservar ao máximo o valor nutritivo original da forragem. garantindo assim a máxima preservação de energia e proteínas. carrega consigo um número muito elevado de microrganismos indesejáveis que se soma à contaminação com o solo. Quando uma planta alcança sua maturação. Além disto. em contagem tal que eles predominem sobre os microorganismos selvagens. baseado na redução do pH (aumento da acidez) graças à produção de ácido lático a partir do açúcar e na eliminação do oxigênio do meio. 7 . Cada folha que entra neste processo de morte.000 UFC/g de forragem.

Tal alimento. 2. pH > 4. ANAEROBIOSE: Anaerobiose significa ausência de oxigênio e é graças a ela que em um silo bem feito não encontraremos fungos e mofos. FERMENTAÇÃO Lática: As bactérias láticas nativas das plantas fermentam o açúcar da forragem e produzem ácido lático. aumenta a acidez da forragem) impedindo que bactérias indesejáveis.5 FASE 4: Abertura do silo 8 .5 (ou seja. Desta maneira. >POR QUE O SILO SE CONSERVA? A conservação do silo ocorre por dois motivos: 1.Manual de Ensilagem A importância do volumoso na nutrição animal É questão vital para os ruminantes a ingestão de material fibroso. Transformações físico-químicas da silagem Antes de aprendermos os procedimentos necessários a serem seguidos para a produção de uma silagem de boa qualidade. é obtido a partir de subprodutos da fermentação que são liberados no rúmem. A SILAGEM SE CONSERVA POR QUE NÃO TEM AR E POR QUE É MAIS ÁCIDA QUE A FORRAGEM FRESCA. o qual reduz o pH abaixo de 4. na verdade.5 FASE 3: Fermentação a pH < 4. é necessário que saibamos alguns conceitos básicos sobre o processo de ensilagem. bem como da morte de microrganismos e utilização destes. poderemos adaptar esses procedimentos a realidade de nossas propriedades. já que estes necessitam de ar para se multiplicarem. principalmente coliformes e clostrídios se desenvolvam e apodreçam a silagem. A natureza dotou o ruminante de uma flora ruminal capaz de transformar a fibra bruta em alimento. PORTANTO. >QUAIS TRANSFORMAÇÕES OCORREM NA SILAGEM? Por motivos didáticos dividimos a ensilagem em 4 fases: FASE 1: Enchimento do silo até o fechamento FASE 2: Início da fermentação.

Eles ocasionam perdas de energia e proteínas. coliformes e bactérias láticas: heterofermentativas e homofermentativas. e estão presentes na planta. com perda de valor nutritivo e amaironamento da silagem.» FASE 1 Na FASE 1 ocorrem três tipos de atividades: I) Respiração: Ela acontece enquanto houver oxigênio no silo. Como atuam estas bactérias? Clostrídios: seu habitat natural é a terra. mas podemos fazê-la mais breve possível compactando muito bem. OTIMIZAÇÃO DA FASE 1 Como? Não podemos evitar esta fase. aumento da temperatura e produção de chorume. com consequente perda de energia.5 – 2cm). 9 . » FASE 2 Esta fase inicia com o desaparecimento do oxigênio do silo os seguintes microrganismos ativos: clostrídios. e termos uma boa umidade (no caso do milho planta inteira. Para uma boa compactação é importante picarmos bem a forragem. como a amônia.0 o antes possível. e também produzem substâncias tóxicas como a histamina (manqueira) e de gosto e cheiro ruins. 32-33% de matéria seca). Para parar a Reação de Maillard. no caso de silagens de planta inteira (0. é preciso baixar o ph abaixo de 4. Os Clostrídios podem ser de dois tipos: Clostrídios Sacarolíticos (fermentação butírica): O ácido butírico é um dos principais responsáveis pelo mau cheiro da silagem e é o resultado da fermentação butírica. o ácido acético e o ácido butírico. gás carbônico e calor. Açúcares + O2  CO2 + H2O + Calor (com perda de energia) II) Modificações estruturais: Essas modificações estruturais são causadas pelas enzimas da planta: Polissacarídeos solúveis Proteínas  Glicose + Frutose  Ácidos Amínicos III) Reação de Maillard: se dá em ambientes de alta temperatura e ph e é uma reação entre açúcares e proteínas.

necessitamos inocular 10 . e outras aminas tóxicas. • Bactérias Láticas Heterofermentativas 1 Glicose  1 Ácido Lático + 1 Álcool + CO2 + Ácido Fórmico 3 Frutose  Ácido Lático + 1 Ácido Acético + 2 Manitol + CO2 (causam perda de energia) • Bactérias Láticas Homofermentativas 1 Glicose ou 1 Frutose  2 Ácido Lático Analisando a ação de cada uma. as bactérias homofermentativas reduzem mais rapidamente o pH consumindo menos açúcar e portanto. triptamina. pois essa produz exclusivamente ácido lático. já que é um potente vaso constritor. A Histamina está diretamente relacionada à laminite (manqueira). e as únicas bactérias a se desenvolverem serão as láticas. preservando mais energia na silagem. pela terra. Bactérias Láticas: Esses são os microrganismos que produzem o ácido lático que nos interessa. NH3. e para que isso aconteça. enquanto que a heterofermentativa produz 50% de ácido lático e 50% de outras substâncias.0 para menos de 4.5.5. CO2. A partir daí. A flora lática é dividida em homofermentativa e heterofermentativa. OTIMIZAÇÃO DA FASE 2 Não podemos evitar esta fase. os coliformes fecais e os clostrídios se inativam.Manual de Ensilagem 2 Ácido Lático  1 Ácido Butírico + 2 CO2 + 2 H2O (com perda de energia) e produção de chorume Clostrídios Proteolíticos (fermentações amoniacais): essa espécie de clostrídio é a principal responsável pela produção de substâncias tóxicas e de gosto ruim. Eles consomem proteínas e produzem: ácido acético. histamina. Essa fase terminará quando o pH chegar abaixo de 4. Coliformes Fecais: Seu habitat é o intestino e são levados para o silo Açúcares Ácido Amínicos  Ácido Acético + CO2 (com perda de energia)  NH3* + Ácido Graxos Voláteis (com perda de proteínas) * O cheiro de amoníaco indica perda de proteínas. cadaverina. mas podemos ter uma redução rápida do pH de 6. ou seja. concluímos que o que nos interessa é a predominância da flora lática homofermentativa. ácido isobutírico.

no silo que não foi inoculado. o que torna possível a multiplicação de fungos. mas também estão na silagem. como foi explicado na otimização da Fase 2. » FASE 4 Essa fase inicia-se com a abertura do silo para a alimentação. ou seja. leveduras e mofos. OTIMIZAÇÃO DA FASE 4 Existem quatro procedimentos para otimizar esta fase: I. » FASE 3 Essa fase inicia-se quando atingimos o pH de estabilidade. se faz uma inoculação mínima de 320. sem inoculantes. Em um silo bem feito. a única razão pela qual eles ainda não haviam se desenvolvido é por que não havia oxigênio no meio. Os silos inoculados com KERA-SIL são abertos entre 48 e 72 horas após o seu fechamento com o pH≃3. OTIMIZAÇÃO DA FASE 3 Para otimizar esta fase tudo o que podemos fazer é utilizar um inoculante que possua alta concentração bacteriana e composto de bactéria láticas homofermentativas de alta eficiência.com bactérias láticas homofermentativas em ALTA CONCENTRAÇÃO POR GRAMA DE SILAGEM. Esses organismos estão presentes no ar. COMPACTAR MUITO BEM: A compactação é uma das operações mais importantes para se obter uma silagem de boa qualidade. os pneus do trator sejam o mais finos possíveis e a forragem seja 11 . Ela é caracterizada pela parte frontal do silo em contato com o ar. ou seja. Para uma boa compactação devemos observar que a largura do silo seja de pelo menos uma vez e meia a largura do trator utilizado.5. existe uma diferença de pelo menos 27 dias nos quais Coliformes e Clostrídios estarão consumindo nutrientes da silagem e diminuindo sua qualidade de várias maneiras. o que significa que estará perdendo nutrientes por todo este tempo.000UFC por grama de forragem de bactérias láticas que foram selecionadas por sua habilidade de produzir uma elevada quantidade de ácido lático nas condições ambientais da silagem. Isso acontece pois utilizando KERA-SIL. pois é compactando bem que expulsamos o máximo de ar de dentro do silo. pH < 4. nesta fase somente temos atividade das bactéria láticas. o período de espera necessário para abrí-lo é de pelo menos 30 dias.9.

Isso pode ser observado pela linha do leite. quando ela estiver entre 1/2 e 2/3 do grão a colheita já pode ser feita. esta fatia nos garante que a silagem teve no máximo 24 horas de contato com o ar. Ponto de Colheita O ponto de colheita é um parâmetro fundamental para a qualidade da silagem e depende essencialmente da maturidade da planta e de sua umidade. 12 . leveduras e mofos. pois se o silo for bem compactado.Manual de Ensilagem picada em pedaços de até 2cm. >MILHO O milho deve ser colhido com aproximadamente 30 – 32% de matériaseca. além de bactérias láticas. ou seja. com baixa digestibilidade. substância que tem propriedades fungistáticas. como o KERA-SIL GRÃO ÚMIDO. INOCULAÇÃO ESPECÍFICA: Existem inoculantes específicos no mercado para melhorar a estabilidade aeróbica da silagem. FEEDOUT 1: A alimentação do rebanho deverá ser de pelo menos 20cm da frente do silo por dia. A escolha entre 1/2 e 2/3 depende também da velocidade de colheita da propriedade. Esses inoculantes têm em sua formulação. ou seja. A seguir apresentamos algumas informações que podem auxiliar na determinação do ponto de colheita ótimo de algumas forragens. IV. II. bactérias propiônicas que transformam o ácido lático em ácido propiônico. FEEDOUT 2: A retirada de silagem deverá ser feita de maneira mais próxima do ideal que seria se pudéssemos cortar uma fatia perfeita da frente do silo. recomenda-se colher com 2/3 da linha de leite. recomenda-se inicia-la quando a linha de leite estiver em 1/2 para não correr o risco de ensilar o milho com maturidade muito avançada. No caso de silagens de grão úmido é essencial para uma boa compactação termos uma umidade de 35-42%%. pois é nesse ponto que observa-se a maior produção de NDT. cana e sempre que a compactação de outras silagens seja dificultada devido aos seus problemas com mofos e leveduras. Já em propriedades onde a colheita é mais demorada. Em propriedades que tem a possibilidade de realizar a colheita rapidamente. III. Esses inoculantes foram formulados para silagens de grão úmido. impede o desenvolvimento de fungos.

A altura do corte deve ficar a +/. Isso ocorre aproximadamente de 100 a 110 dias. além de levar terra para dentro do silo. trigo. a matéria seca deverá estar entre 35% e 45%. O murchamento da planta durante 4 a 6 horas. pela facilidade de comercialização da silagem. Nestes silos. quando a forrageira atinge de 25 a 30cm de altura. centeio. cevada. Capins com MS acima de 2527% não compactam bem no silo. Neste ponto o grão apresenta seu melhor aproveitamento com relação ao amido presente e a digestibilidade. >GRÃO ÚMIDO O ponto de colheita do grão de milho para ensilagem deve ocorrer quando a matéria seca estiver entre 62 a 70%. Silos plásticos (silopacks tubulares) estão sendo muito utilizados para ensilagem de material pré-secado. A umidade do grão a ensilar estará em 32-42%. permite atingir um bom nível para ensilagem. em torno de 85%: pode-se pré-secar até atingir matéria seca de 18 a 22%.Grão Leitoso 1/3 de linha de leite 1/2 de linha de leite 2/3 de linha de leite >SORGO O sorgo deve ser colhido com aproximadamente entre 30 e 33% de matéria seca. com clima propício. pois um corte muito rente ao solo prejudicará o rebrote da cultura. na fase de grão farináceo. Adiciona-se água no momento da moenda. 13 . O corte neste estágio proporciona um material com umidade elevada. alfafa) O ponto ideal do corte é o estágio vegetativo. se necessário. triticale.8cm do solo. principalmente. Quando o material cortado vai ser ensilado em silos de superfície ou trincheira a planta deve ser picada no tamanho de 2 a 3cm. >FORRAGEIRAS DE INVERNO (azevém. aveia.

assim. pelo alto grau de dificuldade para a sua conservação. Pode-se destacar: tipo trincheira. porque é nele que a cana apresenta maior teor de açúcares. mão de obra. Porém. superfície. Para a colheita mecânica é necessário utilizar colhedeira de grande porte.Manual de Ensilagem >CAPIM-ELEFANTE E OUTRAS GRAMÍNEAS TROPICAIS Tem sido recomendada a ensilagem do capim-elefante com idade entre 70 e 90 dias e altura ≃1. bolas e bags. bom valor nutricional e baixo custo. quando passados do ponto de corte. na solução de inoculante. de encosta. associada a trator de potência compatível.8 produz ácido propiônico. em algumas regiões do país. enquanto volumoso de baixo custo. tais como: disponibilidade de maquinários. Assim. Ao longo de muitos anos. >CANA-DE-AÇÚCAR O período mais recomendado é a época da seca. o qual inativa fungos e leveduras. perdendo. 200g a 300g de açúcar por tonelada de capim. Neste caso.8. seu potencial. devido à fermentação alcoólica dos açúcares. aéreo. topografi a e material usado.2 e fungos e leveduras só se inativam a pH < 3. Aspectos mecânicos >TIPOS DE SILO Existem diversos tipos de silos e a sua escolha dependerá de diversos fatores. Nesta silagem. 14 . muitos produtores desistiram de seu uso como silagem. a Kera utiliza uma bactéria propiônica que se inativa a pH 3. principalmente no sudeste e centro-oeste. O uso de inoculantes microbianos de alta concentração viabiliza esta silagem. já que elas se inativam a pH < 3. um inoculante que só contenha bactérias láticas é completamente inócuo. Nos capins. as grandes perdas são de energia. A colheita pode ser manual ou mecânica. aconselhamos a utilizar. o capim elefante tem sido utilizado como uma forragem de excelente rendimento. cisterna. sempre que o capim estiver passado do ponto.6m sem pré-secagem.

usando em média. Geralmente. sempre que possível. 2 litros de calda por tonelada de material ensilado. >COMO INOCULAR ADEQUADAMENTE O inoculante biológico deve ser pulverizado ou aspergido no material a ser ensilado.0cm são adequados para quebrar os grãos de milho. Texturas mais finas propiciam melhor fermentação e compactação. 15 . • Silagem de gramíneas – Partículas grandes dificultam a compactação. a silagem de grão úmido deve ter uma textura fina. estamos interessados em aproveitar o amido presente nos grãos. Para cada tipo de material devemos seguir a recomendação abaixo: • Silagem de sorgo e milho planta inteira – Duas condições devem ser consideradas: o tamanho das fibras e a quebra dos grãos. bem como maior digestibilidade. Em geral. sendo a aspersão a maneira de conseguir maior homogeneidade na aplicação.5 a 2. o importante avaliar é a digestibilidade do material. sabemos que nem sempre é possível. Podemos aspergir usando uma bomba costal ou aplicador com bomba dosadora acoplada a máquina de ensilar. Entretando. é muito rica em lignina que é uma fibra de baixo valor nutricional. na prática. Não podemos esquecer que quando plantamos milho para utilizar a planta inteira. deve ser o preferido por promover excelente homogeneidade de aplicação. partículas de 2 a 4cm promovem boa compactação e ruminação eficiente nos animais. tamanhos de partículas em torno de 0.>TAMANHO DA PARTÍCULA Não existe uma recomendação única para todos os materiais a serem ensilados. O melhor aproveitamento do material é conseguido com partículas entre 0. Maior digestibilidade pode ser conseguida reduzindo o tamanho da partícula e aumentando o tempo de abertura do silo (60-70 dias). • Silagem de grão úmido de milho – Neste caso. Este último. Conseqüentemente. A concentração a ser usada vai depender do inoculante utilizado bem como da concentração requerida no material a ser ensilado. • Silagem de cana – Apesar da cana de açúcar não ser muito rica em fibra detergente neutra. Maior digestibilidade pode ser conseguida reduzindo o tamanho da partícula do material. >TEMPO DE ENCHIMENTO Encontramos frequentemente na literatura que o silo deverá ser cheio e fechado em um dia.5 a 1cm.

Esta cobertura deve ultrapassar em pelo menos um metro a lateral do silo e um peso adicional deve ser colocado ao longo de toda a parede para impedir a entrada de ar ou de água. Uma boa compactação reduz em grande parte a quantidade de oxigênio que permanece no silo. • Fazer um pique adequado do material a ser ensilado. com efeito negativo no valor nutritivo da silagem. O oxigênio presente no ar antes da compactação é utilizado para respiração da planta. melhor será a qualidade da silagem final.5 vezes a bitola do trator (largura) para garantir que os pneus do trator atingem toda a superfície. com perda de energia. pois a força de compactação é menor que o uso de rodado simples. O operador deve conduzir o trator lentamente. PARA UMA BOA COMPACTAÇÃO DEVE-SE TER OS SEGUINTES CUIDADOS: • Distribuir a silagem de maneira regular e em camadas finas. de alta resistência. A forragem ensilada em silo bunker. melhora a estabilidade aeróbica da silagem depois de abrir o silo e aumenta a capacidade de estocagem do silo. como assim também por enzimas e fungos. 16 . >COMPACTAÇÃO A compactação é fundamental para a qualidade final da silagem: ao expulsar o ar presente entre as partículas de forragem se minimizam as perdas por respiração. Forragens com alto teor de matéria seca devem ser mais picadas para uma melhor compactação.Manual de Ensilagem devemos ter em mente que o ideal é um dia e portanto. por exemplo: terra ou outro material similar sobre a lona. Os silos trincheira devem apresentar uma largura mínima de 1. quanto mais perto chegar-mos ao ideal. >VEDAÇÃO Cheio e compactado o silo deve ser vedado completamente com lona plástica. trincheira ou silo de superfície deve ser compactada com trator. o ideal é colocar um peso para eliminar o ar entre a silagem e a lona. Sobre a lona. Guarda-se mais matéria seca por metro cúbico de silo. Não usar rodado duplo. para evitar que patine.

é importante dimensionar o silo conforme a necessidade diária de silagem. com maior possibilidade de aquecimento. O corte correto da fatia diária evita o crescimento de fungos. largura superior do silo em metros. O uso de conchas no trator para retirada de silagem não é recomendável. O cálculo da fatia é feito da seguinte forma: Fatia (m³) = Base Maior x Base Menor 2 x Altura x Espessura Quantidade Diária de Silagem (kg) = Fatia (m³) x Densidade da Silagem Onde: Fatia (m³) = Base Maior = Altura = Espessura = volume da fatia em metros cúbicos. >RETIRADA DO MATERIAL DO SILO A forma de retirada da silagem tem grande influência no aquecimento da silagem exposta. Densidade da Silagem = Quantidade Diária de Silagem (kg) = cessária por dia para o rebanho. Normalmente está entre 15% e 50%.Fazer o acabamento do silo de forma abaulada. 17 . Este corte é feito manualmente ou com a utilização de máquinas específicas de corte. O que vai determinar a fatia é a quantidade de silagem necessária diariamente. pois deixa o material solto. kg de silagem por m³. e leveduras. Interpretando análises da forragem MS – Matéria Seca: depende muito do tipo de forragem. quantidade de silagem ne- Base Menor = largura inferior em metros. de cima para baixo e deverá ser utilizada no mínimo uma fatia de 20cm de espessura ao dia para evitar perdas. A silagem deve ser retirada em corte transversal. Portanto. comprimento da fatia em metros (mínimo 20cm). evitando silos chatos e a entrada de água. altura média do silo em metros.

FDN – Fibra Detergente Neutra: em geral varia entre 9 e 70% da MS dependendo do material utilizado. quando necessário. maior o teor de lignina. será dissolvido na solução de inoculante. Interpretando análises da silagem pH – nível de acidez expresso em –log (H+): Sua escala varia de 1 a 14. para produzir mais ácido. Em caso contrário.Manual de Ensilagem Cinzas: O teor médio de cinzas está entre 6 e 9% da MS. PB – Proteína Bruta: é igual ao conteúdo de nitrogênio dividido por 0. mais lenta será a redução do pH.2% da MS.16 (as proteínas contém aproximadamente 16% de nitrogênio). CS – Carboidratos Solúveis: o teor de CS deve ser de pelo menos 2. Esse parâmetro dá uma idéia geral da qualidade da silagem. São fibras de baixa digestibilidade. Silagens de leguminosas podem apresentar valores de até 12%.0 para 4. NH3-N – Amônia: representa o teor de nitrogênio amoniacal na silagem (em % de MS). mas também a FDN efetiva que é a responsável pelo estímulo à ruminação. Seu teor aumenta com a maturidade da planta. Quanto maior for o PT de uma forragem. Para vacas. e maior deverá ser a inoculação de células de bactérias por grama de silagem. ele pode facilmente ser transformado em nitrito tóxico e então em amônia.0. mas altos níveis dessa substância podem ser tóxicas para os animais. FDA – Fibra Detergente Ácida: representa aproximadamente de 3 a 45% da MS. Para a interpretação da FDN devemos considerar não somente a FDN total. o limite máximo de Nitrato é 0. O nitrato é inofensivo. significa 10 vezes mais ácido. O açúcar. silagens 18 . Nitrato: Geralmente altos teores de nitrato são encontrados em gramíneas com alta fertilização de nitrogênio ou que passaram por períodos intensos de frio seco no seu cultivo. no entanto. Uma unidade de pH mais baixa.02. Quanto maior a FDA. assim como será necessário mais açúcar na forragem. mais básico. utilizar 200 a 500 gramas de açúcar por tonelada de forragem a ensilar. Um teor de cinzas maior que 10% indica terra na forragem. PT – Poder tampão: é a quantidade de ácido necessária para reduzir o pH da forragem de 6. mais ácido e quanto maior. O nitrito inibe clostrídios. sendo que quanto menor o pH.5% do peso fresco da forragem para evitar deficiência de açúcares para a fermentação.

por grama de material ensilado. significa 3 vezes 1. Valores abaixo de 0. produto de fermentação do açúcar da forragem.000. Ácido acético: geralmente presente na proporção de 10 a 30% em relação ao conteúdo do ácido lático. por exemplo. A presença de leveduras é mais crítica em silagens com altos teores de açúcares. uma vez que junto a ele. É produzido por clostrídios. uma vez que é fungistático.3% são típicos de silagens de baixa qualidade. Ácido butírico: esse parâmetro também serve como um indicativo geral da qualidade da silagem.000 = 3.1% em relação a MS indicam silagem de boa qualidade. geralmente tem NH3-N menor que 8%. Apresenta cheiro forte. Esse ácido tem alto poder fungistático. Geralmente expresso em potência de 10. Concentrações maiores que 12% são típicas de silagens de má qualidade. por exemplo. 19 . Para essas silagens recomenda-se o uso de inoculantes específicos. a formação de ácido acético causa perdas nutricionais. o expoente indica o número de zeros a direita do número um.de boa qualidade.000. Mofos: o desenvolvimento de fungos é facilmente notado pelo aquecimento da silagem. Ácido propiônico: é um ácido formado a partir de bactérias propiônicas do ácido lático. ou por grama de inoculante. forma-se CO2 a partir de açúcares. com algum tipo atividade fungistática. UFC de Bactérias Láticas: é a quantidade de células de bactérias láticas UFC de Leveduras: é a quantidade de células de leveduras vivas. 3 x 106. Etanol: o alto teor de etanol (pesquisas mostram variação de 1 a 15%) é devido à intensa atividade de leveduras e indica grande risco de aquecimento na abertura do silo. Valores acima de 0. mas ele tem efeito positivo na preservação da silagem. Via de regra. como a de grão úmido e cana.000. vivas. Concentrações superiores a 3 x 105UFC/g de silagem podem causar aquecimento do silo e grandes perdas nutricionais. ou seja. Interpretando análises microbianas UFC – Unidades Formadoras de Colônia: representa a quantidade mínima de células vivas de uma determinada bactéria em um determinado meio. Ácido lático: é um ácido com grande poder de redução do pH. mas não é tóxico para os animais.

02 – Após a colheita o milho deve ser IMEDIATAMENTE moído e ensilado. esta regra é importante para não ocorrerem perdas (aquecimento da frente do silo). devemos armazená-los em silos que permitam um corte mínimo de 15cm por dia. melhorando muito os rendimentos da sua propriedade. portanto deve-se escolher um híbrido que debulhe bem com alta umidade. 20 . 03 – A medida que vamos moendo os grãos de milho. • Melhora o ganho de peso e sanidade dos animais. ou transporte. OBS: a moagem deve ser fina para diminuir a presença de ar dentro do silo. poderá ser utilizado o mesmo moedor de grãos secos. A presença de sabugo e outras impurezas deve ser evitada ao máximo. • Não tem impostos. apenas precisamos de uma peneira maior. impurezas. • Evita problemas de grãos ardidos. VANTAGENS: • Libera a terra mais cedo. • Aumenta a digestibilidade dos grãos. Para isso os produtores podem utilizar todos os tipos de moinhos existentes no mercado ou mesmo ensiladeiras de milho adaptadas para quebrar os grãos.Manual de Ensilagem Particularidades de algumas silagens >GRÃO ÚMIDO DEFINIÇÃO: Silagem de grãos úmidos é uma prática que permite a armazenagem de sua safra da maneira mais econômica e eficaz. • Não tem descontos de umidade. se adiciona água até chegar a 35 – 42% de umidade. Quando se utilizar milho seco. COMO FAZER: 01 – O milho deve ser colhido com umidade entre 32% e 42%. desde que atenda as necessidades. • Aumenta a lucratividade da sua propriedade.

altamente tóxicas. 07 – O silo pode ser aberto após alguns dias. a lona não deve ter perfurações. todo processo deve ser feito com o máximo de higiene possível. porém ao abri-lo devemos obedecer a regra da retirada de no mínimo 20cm por dia. isto evitará o CHEIRO de álcool ou vinagre. portanto. Uma boa silagem de grãos úmidos deve ter no mínimo 900kg de silagem por metro cúbico. O lnoculante deve ser pulverizado em toda a massa. 05 – É necessário o uso de um bom inoculante. dependendo da umidade. usando sacos com areia ou terra. com uma economia de até 30% graças ao aumento da digestibilidade. CUIDADO: O Maior inimigo da silagem é o ar. ou seja: precisamos dimensionar o silo de acordo com o consumo na propriedade. 06 – O fechamento do silo deve ser feito de forma a não permitir a entrada de ar. OBS: A compactação tem fundamental importância no resultado final da silagem. ou permanecer fechado por vários meses. Pode-se adicionar água na moenda para chegar à umidade desejada. o desenvolvimento de fungos e a produção de micotoxinas. ou seja devemos pulverizar o milho na saída do moedor.OBS: O silo deve ser todo revestido com lona plástica. uma boa compactação é muito importante para obtermos uma silagem de alto valor nutritivo. sendo que o ideal é ter entre 1100 e 1200kg/m³. 04 – Os grãos de milho jamais podem entrar em contato com a terra. Um metro cúbico de silagem de grão úmido tem aproximadamente 1000kg. 21 . A silagem de grão úmido substitui perfeitamente o grão seco. Coloque bastante peso em cima do silo.

por exemplo. Por isto. Dentre as proteínas do endosperma temos albuminas. globulinas. o aumento no teor dietético de amido 22 . O endosperma representa de 75 a 80% da semente e é constituído principalmente de amido e proteínas. a) b) Em formulações dietéticas com baixa inclusão de amido oriundo de milho e alta inclusão de fibra oriunda de forragens ou subprodutos fibrosos. Em milho de endosperma farináceo os grânulos de amido são esferas dispersas no endosperma. A zeína do milho representa de 30 a 60% de toda a proteína presente no grão. Figura 1: Microscopia eletrônica de grânulos de amido no endosperma de milho farináceo (a) e de milho duro (b). Como a ligação entre os grânulos de amido e as prolaminas é muito forte no endosperma vítreo. O ganho em produção de proteína microbiana a partir de amido fermentável no rúmen pode resultar em aumento no fluxo de aminoácidos essenciais de origem microbiana do trato digestivo para o sangue. A semente do milho é composta pelo pericarpo (a camada de fibra envolvendo a semente). pelo gérmen (rico em proteína e óleo) e pelo endosperma. a fermentabilidade do amido no rúmen pode determinar o desempenho animal. como a gliadina do trigo. já que este é o principal cereal energético em dietas para vacas leiteiras no Brasil.Manual de Ensilagem Milho Reidratado e Ensilado na Alimentação de Vacas Leiteiras Universidade Federal de Lavras – Departamento de Zootecnia Marcos Neves Pereira (Professor Associado) – Junho de 2011 Compreender a estrutura do milho é pertinente. e nem as amilases e maltases necessárias para que ocorra a quebra enzimática do amido a glicose no rúmen ou nos intestinos. as últimas de importância na nutrição de ruminantes. glutelinas e prolaminas. a kafirina do sorgo e a zeína do milho. normalmente interessantes financeiramente. Prolaminas são proteínas associadas ao amido nos grãos de todos os cereais e têm nomes específicos. nem água penetra entre os grânulos. enquanto que em endosperma vítreo os grânulos de amido são helicoidais e adensados (Figura 1). As prolaminas se localizam exteriormente aos grânulos de amido no endosperma.

A ensilagem de grãos colhidos em torno do estágio de maturação de linha negra. como a que ocorre durante o armazenamento por ensilagem. relativamente à digestibilidade do amido após a colheita do grão. capaz de reduzir o teor de nitrogênio uréico no plasma. têm menor teor de umidade que farináceos no mesmo estágio de maturação. mas pode existir milho dentado cujo endosperma é vítreo. Vale também ressaltar que grãos de milho colhidos no estágio maduro de maturação. inclusive em materiais promocionais de híbridos para comercialização. pode reduzir o teor de prolamina da semente. e têm maior teor de prolamina. Tem sido demonstrado que a indentação presente no topo da semente não é uma boa medida da vitreosidade do endosperma. capaz de atuar positivamente sobre a digestibilidade ruminal do amido em grãos de alta vitreosidade. Grãos farináceos são dentados. e continua erroneamente avaliando a textura do endosperma pelo escore de indentação da semente. Entretanto. Existem evidências de que grãos de milho de alta vitreosidade têm menor fermentabilidade do amido no rúmen que milho de endosperma farináceo. uma rota para atuar positivamente sobre a eficiência reprodutiva de vacas leiteiras. são mais densos que grãos farináceos. respeitando limites nutricionais não indutores de acidose ruminal.fermentável. a conhecida “silagem de grão úmido”. pode induzir ganho no desempenho de vacas leiteiras alimentadas com baixo teor dietético de amido oriundo de grãos duros. Aumento na taxa de crescimento microbiano a partir de amido fermentável também pode aumentar a incorporação de amônia na proteína microbiana sintetizada no rúmen. quando a planta apresenta teor de umidade entre 35 e 40%. Este fato explica o ganho em digestibilidade que pode ocorrer em silagens de milho armazendas por longo período. normalmente realizada no período 23 . com alta vitreosidade do endosperma. Este fato é particularmente importante nas condições brasileiras. O pequeno intervalo para colheita. fazendo com que medidas capazes de aumentar a degradabilidade ruminal do amido sejam mais necessárias. pode ser problemática. A fermentação do milho. já que a opção da indústria nacional de híbridos de milho foi por grãos de textura dura. normalmente utilizados para formular concentrados para vacas leiteiras tanto na fazenda quanto industrialmente. pode aumentar a secreção diária e o teor de proteína do leite. se encontram no ponto de maturidade fisiológica de máxima vitreosidade e mínima digestibilidade. Durante a ensilagem ocorre proteólise por enzimas microbianas da matriz protéica envolvendo os grânulos de amido. Grãos de alta vitreosidade têm alta proporção de endosperma vítreo em relação ao endosperma farináceo. a colheita do grão em estágio de maturação em torno da linha negra. Infelizmente nossa indústria de sementes ainda é pouco atualizada quanto aos distintos mecanismos genéticos de controle da vitreosidade do endosperma e da indentação nas sementes de milho.

também concentra a operação de moagem. A ensilagem do milho grão na fazenda. A rehidratação do grão de milho consiste em devolver ao grão já seco a umidade adequada para que o mesmo seja fermentado no silo. Figura 2: Canos adaptados abaixo das facas do moinho para propiciar a hidratação perfeita do milho durante a moagem do grão maduro para ensilagem: Um detalhe importantíssimo na confecção da silagem de grão reidratado é a homogeneização da àgua ao grão moído. Este processo pode ser realizado através de uma adaptação no moinho (Figura 2) ou por mistura da àgua ao grão já triturado em um vagão misturador. situação em que o teor de matéria seca ultrapassa o desejado para o processo de ensilagem do grão úmido. A rehidratação e ensilagem também pode reduzir custos de transporte e armazenamento de grãos. A adaptação no moinho consiste em passar dois canos perfurados de 1 polegada imediatamente abaixo das facas do equipamento.Manual de Ensilagem chuvoso do ano. rehidratação e ensilagem também pode viabilizar o armazenamento de sorgo grão por ensilagem. aumenta a chance de insucesso no processo. além de potencialmente aumentar a digestibilidade do amido. devido à maturação excessiva e à conseqüente perda de umidade dos grãos. o milho triturado é imediatamente misturado a àgua e cai no silo 24 . Além disso. já que este grão requer moagem grosseira quando colhido com alto teor de umidade. Desta maneira. O uso desta técnica pode beneficiar os produtores que não possuem equipamentos para a colheita do milho no ponto de maturação em torno da linha negra e aqueles que não possuem área suficiente para plantar milho para a colheita de grãos. pois podem comprar o milho grão e ensilá-lo na fazenda. e portanto pode ter alta perda fecal do amido presente nos grãos pequenos e inteiros. Uma alternativa para reduzir o risco na ensilagem de grãos úmidos de milho seria a prática da rehidratação e ensilagem do grão em estágio maduro. que inevitalmente passam pela peneira do moínho com orifícios de maior diâmetro que a plausível de utilização na moagem de grãos maduros. a rehidratação pode ser usada em casos de atraso na colheita. o que pode fisicamente aumentar a digestibilidade do amido no rúmen. Moagem fina. comparativamente à prática usual de moagem de pequenas quantidades à medida que mais grão é necessário para alimentar os animais. Em grãos maduros a moagem também pode ser mais fina que a realizada em grãos colhidos no estágio de linha negra.

Avaliamos a incorporação de àgua ao milho maduro para obter teores de umidade na silagem de 20.1 1. Os resultados sugerem.35 3. se recomenda que silos de grão reidratado sejam menores que silos utilizados para ensilagens de planta inteira de milho.9 Densidade (kg/m3) 835.1 31.7 972.98 3. a hidratação do grão não é perfeita. com base no pH final das silagens. Distintamente da prática de aspergir inoculantes em silagens com o intuito de atuar positivamente sobre o processo fermentativo no silo.19 0. Com base nestes dados a recomendação prática tem sido acrescentar de 250 a 300 litros de àgua por tonelada de milho com teor de matéria seca original ao redor de 12%.5 31.5 840. visando reduzir perdas por deterioração aeróbica durante o descarregamento. Os menores valores de perda de matéria seca e pH nas silagens inoculadas sugerem que o investimento neste tipo de produto é recomendável.25 3. a quantidade de àgua necessária para trazer o teor de umidade do grão maduro para valores adequados à ensilagem é bem maior. Enfatizar a importância da incorporação perfeita da àgua ao milho moído é importante. que obter teores de umidade do ensilado acima de 30% da matéria natural foi adequado.2 Perda (% da MS) 0.62 0. reidratado e ensilado.66 A densidade do ensilado é de 900 a 1000 kg/m3 quando teores de umidade do ensilado atingem mais de 30% da matéria natural (Tabela 1).5 910. Simultaneamente à avaliação do teor mais adequado de umidade.5 21. Como a profundidade de desgarga de silagens deve ser de pelo menos 10-15 cm da face em silos tipo trincheira.69 5. Apesar da ensilagem ocorrer mesmo sem o uso do inoculante. Tabela 1: Efeito do teor de umidade e de inoculante bacteriano sobre a silagem de grãos de milho colhido em estágio maduro.perfeitamente homogeneizado. faz com 25 .7 pH 4.7 40.5 1.60 0.7 973. Reconstituição 20 30 40 20 30 40 Inoculante Sim Sim Sim Não Não Não Umidade (% da MN) 20.8 1. 30 ou 40% (Tabela 1).73 3.3 914.42 0.09 0. foi avaliado o efeito da inoculação microbiana da silagem de grão reidratado (Tabela 1).9 1.80 N-NH3 (% do N) 0. Caso a àgua seja incorporada ao milho moído por mistura não vigorosa. já que tanto a quantidade do alimento fornecido por vaca quanto a densidade da silagem são maiores no reidratado (Figura 3).2 41.2 1. o alto valor financeiro por unidade do milho grão ensilado. e pode resultar em perda do ensilado por crescimento de fungos. comparativamente a uma silagem de planta inteira.

Fatias de no mínimo 15 cm devem ser retiradas a cada descarga.Manual de Ensilagem a prática de inoculação seja justificável. Antes de ser enzimaticamente degradado. em decorrência da colheita em estágio de maturação mais precoce. 26 . Em silagens de planta inteira. onde pode ocorrer a presença de grãos inteiros ou parcialmente danificados na silagem. o que pode reduzir o tempo entre a ingestão e o início da digestão no trato digestivo. a possibilidade de usar moagem fina em milho maduro. Apesar de milho farináceo ter sido mais digestível que o milho duro. Um aspecto importante é o potencial de se obter ganho em digestibilidade do milho pela ensilagem. teoricamente maior é o efeito da ensilagem sobre a digestibilidade do amido. Na prática. também aumenta o teor de umidade do grão. a digestibilidade do duro ensilado foi maior que a do farináceo finamente moído. A ensilagem do milho. obviamente se o inventário de alimentos da fazenda permitir que este período de armazenamento seja respeitado. Além da hidratação e da degradação enzimática de prolaminas. O ganho em digestibilidade induzido pela ensilagem. partículas alimentares necessitam ser hidratadas no trato digestivo. o efeito do tempo de estocagem sobre a digestibilidade dos grãos pode ser facilmente avaliado pela resistência dos grãos a esmagamento manual ou pela observação visual da presença de grãos inteiros nas fezes dos animais. Este resultado enfatiza o potencial da ensilagem de grãos como forma de atuar sobre a baixa digestibilidade do amido nos híbridos de milho brasileiros. mesmo com endosperma menos vítreo no último. como forma de garantir um melhor perfil fermentativo e reduzir a perda de alimento durante a estocagem no silo. foi maior em milho duro do que em milho farináceo (Figura 3). algo não permissível em milho colhido no estágio de linha negra. Figura 3: Silo de grão reidratado e ensilado enfatizando a baixa altura adequada ao baixo volume de descarga diária de alimento. é recomendável manter qualquer milho ensilado por não menos que 3-4 meses até a abertura do silo. faz com que milho maduro reidratado e ensilado induza resposta em digestão e desempenho animal similar ao observado com silagem de grão úmido. Quanto maior o tempo de estocagem. além de reduzir o teor de prolamina do endosperma por degradação enzimática. proporcionalmente ao mesmo híbrido em estágio maduro finamente moído. o que é mensurado em nutrição como taxa de hidratação.

Figura 4: Degradabilidade efetiva no rúmen (% da matéria seca do grão) de milho maduro com textura dura ou farinácea do endosperma.5). polpa cítrica (17. O mesmo híbrido foi moido no mesmo moinho e com o mesmo tamanho de partícula no tratamento milho finamente moído. fibra em detergente neutro (30.3 kg/d. Houve tendência de aumento na digestibilidade 27 . adotável desde que exista disponibilidade deste tipo de ingrediente a custo compatível. A composição média das dietas foi (% da matéria seca): Silagem de milho (41. Outra partida do mesmo híbrido foi extrusado industrialmente. Os tratamentos foram: milho finamente moído. moído ou reidratado e ensilado. 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Duro Moído Fino Farináceo Reidratado e ensilado Outro caminho para atuar positivamente sobre a digestibilidade de híbridos duros seria o processamento térmico.3). O milho extrusado deprimiu a secreção de energia e de gordura no leite e a ingestão de matéria seca e tendeu a aumentar o teor de proteína do leite. e reidratado e ensilado com inoculante microbiano.7%. a extrusão ou a laminação.7% da matéria natural. Nosso grupo de pesquisa avaliou o efeito da rehidratação e ensilagem de milho duro finamente moído ou da extrusão sobre o desempenho de vacas leiteiras alimentadas com alto teor de polpa cítrica.9). O teor dietético de milho ensilado foi 16. milho reidratado e ensilado. Um híbrido de milho com textura dura do endosperma foi colhido em estágio maduro de maturação. moído em peneira de 2 mm. proteína bruta (17. A produção de leite foi 33. como a floculação.7%. compreendido entre o fechamento do silo e a abertura realizada no primeiro dia do experimento.5). foi de 327 dias. ou milho extrusado. farelo de soja (21.4% e de extrusado foi 17. de moído foi 17. O teor de umidade na silagem obtida foi de 43. O período de ensilagem.5).

resultando portanto em ganho na eficiência alimentar. É importante que o pique da forragem seja de 1-3cm. O nível energético da silagem também é superior no grão pastoso. Silagens de aveia e cevada no estágio de grão duro apresentam um teor de matéria seca em torno de 50%. concluímos que o ponto ideal de corte é a fase de grão pastoso. Projeto financiado pela Fapemig: CVZ 1945/06 Aveia e cevada cervejeira grão pastoso A partir do estágio de grão leitoso e pastoso. comparativamente com a fase de grão duro e grão leitoso. • Afiar bem as facas. 28 . porém a digestibilidade e o consumo voluntário são melhores na fase de grão pastoso. Caso ocorra perda de área foliar por ocorrência de doenças fúngicas. afim de que possibilite uma boa compactação no silo. o teor de matéria seca fica em torno de 40%. Em experimento que conduzimos com cevada cervejeira. Nesta fase o nível de proteína bruta é maior na fase de grão duro por kg de material ensilado. o que vai dificultar a compactação do silo. e não ocorra instabilidade aeróbica e aquecimento na utilização da silagem. SILAGEM DE CEVADA CERVEJEIRA >PRÉ-SECADO » CORTE Para se obter bons resultados com silagens pré-secadas é necessário observar os seguintes pontos: • Regular bem o equipamento de corte para evitar perdas. desde que sejam feitos tratamentos com fungicidas para doenças foliares. o teor de matéria seca tanto na silagem de aveia como a silagem de cevada cervejeira situa-se entre 25 a 30%. Tanto a extrusão quanto a ensilagem tenderam a aumentar a relação entre a produção de leite e o consumo de matéria seca. conforme mostra a tabela a seguir.Manual de Ensilagem da matéria orgânica no tratamento com milho ensilado.

• Material com pique reduzido compacta melhor. • Facilita a retirada da silagem. produtores de ácido lático e também de ácido propiônico. • Cortar de 6 a 8cm de altura do solo para preservar o rebrote. Porém. no que se refere à umidade. Em silagens pré-secadas devemos usar KERA-SIL misturado a KERA-SIL GRÃO ÚMIDO ou KERA-SIL CANA em partes iguais na dosagem recomendada. e no silo teremos outras vantagens tais como: • Durante a ensilagem o material pré-secado é melhor distribuído no silo. pois a acidificação do silo fica mais difícil. • A silagem fica mais homogênea. também teremos um ambiente favorável à proliferação de bactérias do gênero clostridium. já que a compactação pode não ser ideal. uma matéria seca de 25% a 30%. a mistura na dieta total e aumenta a ingestão dos animais. principalmente. » RECOLHIMENTO O recolhimento deve ser feito quando o teor de matéria seca deve atingir de 25 a 30%. palatabilidade ruim e mau cheiro na silagem. conserva melhor e armazena mais silagem por metro cúbico. e que determinam perdas de energia e proteína. quando ensilarmos culturas de inverno até o emborrachamento. para dosar o inoculante.• Cortar numa velocidade do trator não maior que 10km/hora. Teremos mantido um bom valor estrutural da forrageira. está ligada ao seu teor de matéria seca e ao uso de inoculantes bacterianos. Em silos de superfície e silos trincheira. » USO DE INOCULANTE PARA UMA BOA FERMENTAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA SILAGEM PRÉ-SECADA Tanto a fermentação como a preservação da silagem pré-secada de azevém ou outra gramínea de inverno. consideramos como ideal para silagem pré-secada. que são produtoras de ácido butírico. evitando pontos de apodrecimento e consequente perda da qualidade. Silagens com teor superior a 16% de proteína deverão ter a concentração de inoculante e açúcar aumentadas (aconselhamos 500g de açúcar por tonelada de forragem). O pique da silagem pré-secada deve ficar entre 2 a 4cm. produzindo substâncias tóxicas. Com esta matéria seca teremos uma boa compactação no silo e estabilidade após a abertura. Outro fator que deve ser considerado é o teor de proteína. quando ensilamos forrageiras 29 .

devemos ter claro 4 aspectos: 30 . >CAPIM-ELEFANTE Devido ao alto índice de umidade do capim-elefante. 3 – Proceder a picagem do material em partículas bem pequenas. 200g de açúcar/tonelada de silagem. A cana traz para o silo microrganismos indesejáveis em tão maior quantidade quanto mais terra vier com a forragem. os que possuem bactérias produtoras de ácido propiônico. OBS: Atualmente. como por exemplo. como forma de acelerar o processo de ensilagem. >CANA-DE-AÇÚCAR 1 – Colher quando o teor de açúcar estiver no máximo. quando o capim for cortado sobre maduro (passado). Isto ocorre entre 70 a 90 dias. 4 – Usar inoculantes específicos. seguindo as especificações já mencionadas. 2 – Evitar a contaminação com terra. 5 – Adicionar à solução de inoculante. há centros de pesquisa desenvolvendo variedades mais precoces. é importante a observação de alguns aspectos: 1 – Colher o material no ponto correto. Aspectos importantes na escolha de um inoculante Não existe uma recomendação única para indicação do inoculante. deixar murchar. que dá uma inoculação de 320. de até 8 meses de ciclo.Manual de Ensilagem em estágios iniciais de desenvolvimento e ricas em proteína (alto poder tampão da forragem). para garantir uma fermentação mais rápida com perdas menores. Em geral. 4 – Inocular com KERA-SIL.000 bactérias por grama de silagem. 3 – A colheita mecânica é mais indicada. 2 – O capim deve estar com 18-22% de matéria seca. caso contrário.

ou seja 100. mas que não serão bem compactadas (por exemplo. Se desejar. Para calcular quantas bactérias um inoculante adiciona a cada grama de forragem vamos ver um exemplo: suponha que no rótulo do produto se obtenha a seguinte informação: Pediococcus acidilactici – 10 x 1010UFC/g.000. quando a matéria seca é muito alta).000 (um milhão).000 (duzentos mil) UFC por grama de material ensilado.000 (duzentos bilhões) por 1. temos: 31 . basta dividir 200.000 Onde: P = Quantidade do produto recomendada por tonelada de material a ser ensilado C = Concentração do produto em UFC/g No exemplo acima.000.000 células por grama de silagem. etc).000g (um milhão de gramas). significa dizer que deverá ser usado 2 x 100. então será preferível utilizar um inoculante com atividade fungistática.000.000UFC por grama.000 (cem bilhões) de UFC em 1 (uma) grama. Isto porque 1T (uma tonelada) é igual a 1. escolher um produto que tenha bactérias formadoras de ácido lático e também de algum ácido com atividade fungistática. que além da produção de ácido lático. que garanta a inoculação mínima de 200.000. podemos usar a seguinte fórmula: P x C 1.000. promoverá uma inoculação de 200. Para saber quanto de microrganismos estaremos inoculando em 1 (uma) grama de material ensilado.000. como o propiônico.000.000.000. Logo o produto em questão.000.000.000. umidade. 2) Em silagens de grão úmido e cana-de-açúcar.000 (duzentos bilhões) de UFC por tonelada de material.1) O inoculante deverá ter uma determinada quantidade de células de bactérias.000 que é igual a 200. Se a recomendação do produto acima é usar 2 (duas) gramas por tonelada de material ensilado. para evitar o desenvolvimento de fungos. Isto significa 10 x 10.000. 3) Mesmo em silagens que normalmente são inoculadas somente com bactérias láticas. Note que é o mesmo que adicionar tantos 0 (zeros) quanto for o número em cima do 10 (dez). 4) As cepas de bactérias que compõe o inoculante devem ser indicadas como boas produtoras de ácido nas condições normais de uma silagem (temperatura.

000 1. ou seja. • Não esqueça que o material que está sendo ensilado provavelmente será usado durante 1 (um) ano. • Melhora a palatabilidade e o consumo. • Retorno econômico muito superior ao valor do inoculante.000 = 2. bem como a velocidade de enchimento e o consumo do material após abertura.000. 32 . De maneira geral.000. • Aumento na produção de leite é superior a 10% de leite/animal/dia. O bovino ingere. Outro fator importante a ser observado é o tipo de material que desejamos ensilar. minimizando as perdas. estabilizando a forragem rapidamente. As bactérias presentes devem ser sinérgicas. Kera-Sil » BENEFÍCIOS • Melhora a digestibilidade da forragem.Manual de Ensilagem 2 x 100.000 UFC Para determinar a concentração bacteriana devemos somar as concentrações de todas as bactérias presentes no inoculante. uma propiciar o crescimento da outra. • Evita a perda física da forragem. Não é recomendável que o inoculante contenha mais que dois tipos de bactérias. 15% a mais de matéria seca. podemos seguir o seguinte: • Sempre que possível. • Acelera a fermentação. pela preservação do valor nutritivo do material ensilado. em média. faça a opção por colheita mecânica e a pulverização do inoculante com bombas próprias acopladas à ensiladeira e atente para não usar água clorada na diluição do inoculante (para evitar que o cloro mate as bactérias do inoculante). • Nada substitui uma silagem de qualidade. Errar significa comprometer a alimentação dos animais durante todo o tempo de uso do silo. • Reduz a produção de chorume e perdas de proteínas e energia.000.000.

» O MECANISMO Forragem fresca pH 6. » MODO DE USAR • Dissolver o inoculante em água limpa e sem cloro.0 » EFICIÊNCIA • KERA-SIL reduz a fase de respiração da planta depois do corte.5  Lactobacillus plantarum  pH 4.0 Silagem estável pH 5. reduzindo as perdas de açúcares segundo a seguinte reação: Açúcar + Oxigênio  CO2 + água + calor • Depois de 10 horas a respiração pára. Estudo econômico do uso de KERA-SIL Escolhemos a produção leiteira como exemplo das vantagens potenciais nos custos que vêm com o uso de KERA-SIL devido a sua relativa estabilidade de mercado. • O aumento da temperatura é limitado a uma ou duas horas após o fechamento do silo. • Usar 2 litros da solução por tonelada ensilada. não sendo sempre o caso da produção de carne. • 1 (um) sachet de 1kg para 250 toneladas de silagem. 33 .000UFC/g de material ensilado. » DOSAGENS • 1 (um) sachet de 200g para 50 toneladas de silagem. GASTOS PARA 1 VACA DE LEITE: • Silagem com 30% de MS. Inocula a forragem com 320. em proporções que assegurem o uso das dosagens recomendadas.5  Pediococcus acidilactici  pH 5.

50/tonelada tratada.00 Máximo  R$ 262.R$ 12.50.7/L = R$ 157.50 = R$ 145. QUANDO A SILAGEM NÃO FOI INOCULADA: Açúcar + Oxigênio  CO2 + água + calor  -1.50 e R$ 262. • Custo do tratamento com KERA-SIL = R$ 2. 34 .50 Mínimo CUSTO DO USO DE KERA-SIL PARA1.5L a 2.50 = R$ 250.70/litro. Custo do inoculante por vaca em 150 dias = R$ 12. Custo do KERA-SIL em 5 toneladas de silagem = R$ 12. Custo do KERA-SIL por tonelada de silagem = R$ 2.50.5 toneladas de MS (30%) = 5 toneladas de silagem.50 . • Preço médio do leite R$ 0.5L  1. • A pesquisa demonstra que o consumo de silagem diminui entre 10 e 15% quando a silagem não é inoculada.Manual de Ensilagem • Período de alimentação de 150 dias = 1.R$ 12.5litro/animal/dia. GANHO POR VACA NO DECORRER DE 150 DIAS  R$ 157.50 por animal em 150 dias.5L  2.00 Mínimo A utilização de KERA-SIL representa um lucro líquido entre R$ 157.5 TONELADAS DE MS (A 30%) 1.50 Máximo  -2.5 toneladas de MS por vaca.50 .5L x 150 dias = 375 x 0.7/L = R$ 262. PERDAS POR VACA NO DECORRER DE 150 DIAS. A queda na produção de leite vai de 1.50.5L x 150 dias = 225 x 0.

• Produz ácido lático e propiônico. • Aumenta a ingestão de matéria seca. a produção de micotoxinas.Kera-Sil Grão Úmido KERA-SIL GRÃO ÚMIDO combina a eficiência da bactéria lática na diminuição do pH com a ação fungistática da bactéria propiônica. Esta sinergia entre ambas impede o desenvolvimento de bactérias indesejáveis (graças à diminuição rápida do pH) e também de fungos e leveduras (devido à produção de ácido propiônico). • Aumenta a digestibilidade e palatabilidade. • Mantém a temperatura da silagem estável por mais tempo após a abertura do silo. 35 . » BENEFÍCIOS • Impede a multiplicação de fungos e portanto. » O MECANISMO Açúcares  Lactobacillus plantarum Propionibacterium  Ácido Lático Ácido Lático   Ácido Propiônico » PRINCÍPIO DE ATUAÇÃO Ácido Lático  Diminuição de pH  inativação de bactérias indesejáveis (estabilidade anaeróbica) Ácido Propiônico  Atividade Fungistática fungos (aumento da estabilidade aeróbica)  inativação de » MODO DE USAR • Dissolver o inoculante em água limpa e sem cloro em proporções que assegurem o uso das dosagens recomendas. • Usar dois litros da solução por tonelada ensilada.

Estabilidade da contagem de células fúngicas num silo inoculado com bactéria propiônica. Inocula o grão úmido com 200.Manual de Ensilagem » » DOSAGENS • 1 (um) sachet de 200g trata 50 toneladas de silagem. O zearalenone causa aborto e infertilidade.UFC/g UFC de fungos/g de forragem (em milhões) 14 TIPO DE TRATAMENTO SILAGEM DE MILHO COM INOCULANTE SILAGEM DE MILHO SEM INOCULANTE (TESTEMUNHA) 10 SILAGEM DE MILHO COM INOCULANTE SILAGEM DE MILHO SEM INOCULANTE (TESTEMUNHA) 10 8 5 6 0 7 14 21 28 dias 0 0 7 14 21 28 dias Fonte: Laboratório ALAC de Garibaldi. RS.000UFC/g de material ensilado. comparado a um silo sem inoculação: Média de resultados . • Produção de micotoxinas: as diversas micotoxinas possíveis de serem encontradas na silagem afetam de diferentes formas os animais: A dose letal da aflatoxina (LD50 = dose letal para 50% dos animais) é igual a LD50 da estricnina. EFEITOS NOS ANIMAIS DO DESENVOLVIMENTO DE FUNGOS NA SILAGEM • Perda de valor nutritivo (energia e proteínas). Média de resultados .AFLATOXINAS mg/Kg 20 12 15 TIPO DE TRATAMENTO    A patulina dificulta a ruminação e pode paralisá-la. 48000 43200 38400 33600 28800 Testemunha Inoculado UFC/g 24000 19200 36 14400 9600 .

• Reduz o crescimento de fungos e leveduras. » BENEFÍCIOS • Inibe a produção de álcool e preserva o valor energético da cana. 48000 43200 38400 33600 28800 Testemunha Inoculado UFC/g 24000 19200 14400 9600 4800 0 abertura 2 dias 4 dias Tempo de abertura do silo Importante: A silagem inoculada com Propionibacterium não continha mofos na abertura do silo e também não apareceram após dois dias de abertura (tempo normal de exposição em uma granja). 37 . • Mantêm boa palatabilidade na silagem. • Menor aquecimento e produção de álcool após a abertura do silo. • Melhora a digestibilidade da silagem de cana.6 0 7 14 21 28 dias 0 0 7 14 21 28 dias Fonte: Laboratório ALAC de Garibaldi. Kera-Sil Cana KERA-SIL CANA combina a eficiência da bactéria lática na diminuição do pH com a ação fungistática da bactéria propiônica. • Proporciona maior ingestão da silagem pelos animais. evitando perdas de matéria seca por fermentações indesejáveis. Esta sinergia entre ambas impede o desenvolvimento de bactérias indesejáveis (graças à diminuição rápida do pH) e também de fungos e leveduras (devido à produção de ácido propiônico). RS.

• Melhor conservação alimentar » O MECANISMO Açúcares  Lactobacillus plantarum Propionibacterium  Ácido Lático Ácido Lático   Ácido Propiônico » PRINCÍPIO DE ATUAÇÃO Ácido Lático  Diminuição de pH  inativação de bactérias indesejáveis (estabilidade anaeróbica) Ácido Propiônico  Atividade Fungistática  inativação de leveduras (aumento da estabilidade aeróbica) » MODO DE USAR • Dissolver o inoculante em água limpa e sem cloro. Isto equivale a uma inoculação de 240.000UFC/grama de material ensilado. • Usar 2 litros da solução por tonelada ensilada.Manual de Ensilagem • Maior ganho de peso e produção de leite. em proporções que assegurem o uso das dosagens recomendadas. » DOSAGENS • 1 (um) sachet de 200g trata 50 toneladas de silagem de cana. 38 .

BOAS PRÁTICAS DE ENSILAGEM Algumas regras simples a respeitar: • Colher no ponto de corte correto. • Ensilar rapidamente. • Cortar em pedaços pequenos.Contagem de Leveduras/g UFC de fungos/g de forragem (em milhões) FDN % 78 80 TIPO DE TRATAMENTO SILAGEM DE CANA COM INOCULANTE SILAGEM DE CANA SEM INOCULANTE (TESTEMUNHA) 76 74 72 70 TIPO DE TRATAMENTO 60 40 20 68 66 64 -7 -1 2 2 dias 7 14 21 SILAGEM DE CANA COM INOCULANTE SILAGEM DE CANA SEM INOCULANTE (TESTEMUNHA) 0 28 dias Matéria Seca Não FDN % 36 34 32 30 28 26 24 22 7 14 21 28 dias TIPO DE TRATAMENTO SILAGEM DE CANA COM INOCULANTE SILAGEM DE CANA SEM INOCULANTE (TESTEMUNHA) Fonte: Laboratório ALAC de Garibaldi. • Trabalhar o mais limpo possível. RS. 39 . Síntese >BPE .

• Inocular o milho grão úmido e cana-de-açúcar com bactérias láticas e propiônicas. 40 .Manual de Ensilagem • Compactar muito bem e fechar hermeticamente. • Respeitar um consumo mínimo de 20cm de frente do silo/dia. • Escolher o melhor inoculante para as condições físicas da forragem. • Retirar o silo cortando.

Anotações 41 .

Manual de Ensilagem 42 .

com.Se você tem alguma sugestão em relação a este manual. por gentileza envie-a para: Fax: (54) E-mail: sac@kerabrasil.br 2521-3100 ou .

br .kerabrasil.br sac@kerabrasil.com.Garanta a qualidade da sua silagem com Inoculante para silagem +55 (54) 2521-3124 Ser +55 (54) 2521-3100 www.com.