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A Constituicao... € inseparavel de qualidade moral. Assim é- 1°. Em conseqiiéncia da natureza essencial do bem e do mal. A esséncia do bem, isto é, no sentido moralmente bom, é que deve ser — obriga a vontade. A esséncia do mal — daquilo que € moralmente mau — é que ndo deve ser, que a vontade é obrigada ao contrario e que o pratica-lo merece castigo. 2°. Porque os afetos e desejos morais de um homem nada mais sao do que o homem mesmo amando ou aborrecendo a bondade. E opiniado de todos os homens que um individuo profano ou malévolo merece reprovacao, sejam quais forem as causas que o levam a ser assim. E 0 cardter e nao a origem da disposig4o moral do coragdo que é a questao verdadeira. Cristo disse: “O homem bom do bom tesouro do seu coragao tira 0 bem, e o homem mau do mau tesouro do seu coragao tira o mal” ~ Luc. 6:45. 401 16 A Criacao e o Estado Original do Homem 1. Como provar que a raca humana teve origem num ato direto de criacao da parte de Deus? 1*. As Escrituras 0 afirmam explicitamente — Gén. 1:26; 2:7. 24. Esse fato acha-se implicito no abismo imensuravel que separa o homem no seu infimo estado brutal da ordem mais préxima da criac4o inferior, indicando uma superioridade maravilhosa quanto as qualidades em que 0 homem e os ani- mais irracionais sao comparaveis, e uma diferenca absoluta de espécie quanto 4 natureza intelectual, moral e religiosa do homem ea sua capacidade para um progresso irrestrito. Mesmo o Prof. Huxley, que sustenta temerariamente uma posigao extrema a respeito das relagdes anatomicas do homem para com os animais inferiores, admite que quando se toma em consideracdo a natureza superior do homem, existe entre ele e os irracionais mais préximos “um abismo enorme, uma divergéncia imensuravel e praticamente infinita” — Primeval Man, de autoria do Duque de Argyle. 3*. Esta implicito no fato revelado nas Escrituras € realizado na histéria que o homem estava destinado a exercer dominio universal sobre todas as outras criaturas e sobre o sistema da natureza, Nao podia, pois, ser um mero produto da natureza, um de uma série de entes coordenados. 4°. Est4 implicito no fato de serem os homens chamados 402 Criagdo e Estado Original “filhos de Deus” e de serem tratados como tais no sistema inteiro da providéncia e da redencao. A natureza moral e religiosa do homem também dé testemunho disso univer- salmente, e tanto mais quanto mais se acham esclarecidos e desenvolvidos esses elementos da sua natureza. E essa verdade foi assinalada proeminentemente pela unido pessoal da nossa natureza com a Deidade. E 6bvio que, sendo transmitidos por descendéncia natural tanto as naturezas ¢ os habitos intelectuais, morais, religiosos esociais dos homens, como 0 éa sua estrutura anatémica, nao somente é uma arbitrariedade mas é também um absurdo tomar em consideragdo apenas esta e deixar de considerar aqueles, numa investigacao cientifica da origem do homem, ou do seu lugar e das suas relagdes na ordem da natureza. 2. Como expor o estado atual da questéo da antigiiidade da raga humana? 1°. As Escrituras e todos os resultados seguros da ciéncia moderna ensinam acordemente que 0 homem foi 0 tiltimo de todos os seres organizados que apareceram na terra. Nao foi introduzida nenhuma espécie nova depois da introdug4o do homem. 2°. Os sistemas de cronologia biblica geralmente aceitos foram deduzidos das indicagdes prima facie que nos sio conservados nos incompletos registros histéricos e genealégicos do periodo anterior a Abraao, contidos nos primeiros capitulos de Génesis. O sistema que indica 0 perfodo mais curto, deduzido por Usher do texto hebraico, poe a criagao do homem numa ocasiao préxima de 4.000 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, ou de 6.000 anos da época atual. O sistema que indica 0 periodo mais longo, deduzido por Hales e outros do texto da Septuaginta e de Josefo, poe a criacio do homem numa ocasiéo préxima de 5.500 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, ou de 7.500 anos antes da época atual. A respeito desses sistemas de cronologia, o Prof. W. H. 403