CRONOLOGIA

O Brasil Holandês
e

Maurício de Nassau
Princeps Brasiliensis
Lúcio Costa

CRONOLOGIA

O Brasil Holandês
e

M a u r í c io d e N a s s a u
Fatos relativos à vida de Johann Moritz von Nassau-Siegen. Conde, Governador do Brasil holandês, Marechal-de-Campo das Províncias Unidas e Príncipe do Sacro Império Romano-Germânico.

Mauritshuis Haia, Holanda

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1602 20/março. É criada em Amsterdam, com a reunião do capital de diversas pequenas sociedades comerciais holandesas, num total de cerca de 6,5 milhões de florins, a Companhia Unida das Índias Orientais - Vereenigde Neederlandstche Geocitoyeerde Oast Indische Compagnie - VOC. Seu objetivo é o monopólio do comércio entre a Ásia, Japão e Oceania para a Europa. 1603 27/agosto. Casamento dos pais de Maurício de Nassau, o conde Johann von Nassau-Siegen (João VII ou João, O do Meio) e sua segunda esposa, Margaretha von Schleswig-Holstein, princesa de Holstein-Sonderburg da família real da Dinamarca. 1604 17/junho. Nasce Johann Moritz von Nassau-Siegen (Johan Maurits van Nassau-Siegen, em holandês) no castelo de Dillenburg, perto de Siegen, centrooeste da Alemanha, como 13º filho de Johann von Nassau-Siegen e o primogênito de Margaretha von Schleswig-Holstein. Foram seus padrinhos o avô materno, duque Johann von Schleswig-Holstein e o primo do seu pai, Moritz Oranje-Nassau, filho de Guilherme I, “O Taciturno” (Willem I, de Zwijger), príncipe de Orange, que ficou conhecido como “Pai da Pátria” por ter liderado a revolta holandesa contra o domínio espanhol. 1605 12/dezembro. Publicado o Regimento do Pau Brasil, onde o rei da Espanha, Felipe III, regula a extração da madeira que só poderá ser feita segundo licença expressa do Provedor da Fazenda Real. O limite de extração fica estipulado a 600 toneladas por ano, podendo ser considerado uma das primeiras leis de proteção ambiental. 1606 A família Nassau muda-se para o condado de Siegen que coube ao pai de Maurício na partilha das terras de seu avô, João, O Velho (João VI). Dillemburg fica com o primogenito Guilherme Luís. Os frades Franciscanos estabelecem o Convento de Santo Antônio na ilha de Antônio Vaz, Recife. 1607 abril. Fundação de Jamestown na Virgínia pelo inglês John Smith, primeiro assentamento permanente da Inglaterra na América. Seu nome era homenagem ao rei Charles I.

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Castelo Dillenburg 1608 Hugo Grocius divulga o tratado Mare Liberum em que nega a legitimidade da doação pontifícia (Bulas Alexandrinas) em que assentava o direito de Portugal e Espanha ao domínio dos mares, através do Tratado de Tordesilhas (1494) e do Mare Clausum. Fundada na Alemanha a União Evangélica com o intuito de defesa contra os católicos que atacavam frequentemente as igrejas prostestantes. 1609 31/janeiro. É fundado o Banco de Amsterdam (Amsterdamsche Wisselbank) para desenvolver o comércio colonial holandês. 25/março. O inglês Henry Hudson, a serviço da VOC, parte para procurar uma passagem para o Oriente através do polo norte mas muda radicalmente o rumo e chega a América do Norte.

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09/abril. Assinada na Antuérpia a Trégua dos Doze Anos, tratado onde a Espanha reconhece a independência dos Países Baixos do Norte. 11/setembro. Hudson desembarca na ilha de Manhattan (Manna-hata na língua dos índios Ienape) tomando posse do território para os holandeses, que o denominaram Nieuw Nederland - Nova Holanda. Esse território englobava parte do atual sudeste do Canadá e do nordeste dos Estados Unidos. Fundada a Liga Católica em resposta à União Evangélica e também com o objetivo de recatolicizar a Alemanha. Desses conflitos vai eclodir a Guerra dos Trinta Anos. 1610 O capital da Cia. das Índias Orientais é repartido em quotas iguais e transferíveis (aktien), originando o atual conceito de ações. O pai de Maurício de Nassau designa um tutor para o filho, priorizando a educação religiosa calvinista e o estudo de línguas estrangeiras. 30/setembro. Nasce Georg Marcgrave na cidade alemã de Liebstadt. Dotado de extenso conhecimento científico, vai acompanhar Nassau quando de sua estada no Brasil. 1611 Martin Soares Moreno constrói o Forte de São Sebastião na foz do rio Ceará, núcleo da cidade de Fortaleza. 1612 26/julho. Chega ao Maranhão a expedição francesa comandada por Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardiére, para criar a França Equinocial. 08/setembro. Os franceses fundam um vilarejo denominado Saint Louis, em homenagem ao rei Luís IX que viria a ser a cidade de São Luís. Holandeses chegam à Guiné e Mouree, na África, onde Jacob Adriaansen Clantius constrói o forte Nassau para servir de entreposto para o tráfico de escravos negros. 1613 Construção do Forte de N. Sra. do Rosário na enseada de Jericoacoara, norte do Ceará. O objetivo é a ocupar terras do Maranhão e combater os franceses.

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1614 junho. Maurício de Nassau vai estudar na Universidade da Basiléia, na Suíça. Para custear parte dos estudos Nassau trabalha como mensageiro para os dois filhos de Moritz von Hesse-Kassel, que era casado com sua meia irmã Juliana, filha do primeiro casamento de seu pai. agosto. O almirante Joris van Spilbergen é enviado com seis navios pela VOC para descobrir uma passagem no estreito de Magalhães e alcançar as ilhas Molucas, hoje parte da Indonésia. Passou por São Vicente, no Brasil, Valparaíso, Chile e Callao no Peru. 1615 junho. Nassau prossegue seus estudos em Genebra. 02/novembro. Assinado termo de rendição dos franceses, que são expulsos do Maranhão por tropas portuguesas de Jeronimo de Albuquerque (que acrescenta Maranhão ao seu nome) e do capitão-mor Alexandre de Moura, vindas de Pernambuco. 1616 março. Nassau vai para Kassel, oeste da Alemanha, onde estuda no Collegium Mauritianum, que lecionava latim, grego, francês, italiano, espanhol, retórica, história, filosofia, lógica, teologia, astronomia e matemática, além de montaria, música, dança, teatro e esgrima. Aquele centro educacional para a nobreza protestante havia sido criado pelo seu cunhado Moritz von Hesse-Kassel. Uma expedição comandada por Pieter Adriaenszoon, com 150 homens, chega até a desembocadura do Rio Jenipapo no delta da ilha de Marajó no Pará, aonde funda um forte. Segundo Joannes de Laet, a Holanda já possuía dois fortes na região desde 1600, o Forte Orange e o Forte Nassau. 1618 Tem início a Guerra dos Trinta Anos com a tentativa de imposição da religião católica romana pelo rei da Boêmia, Ferdinando II, em seu território e a conseqüente revolta dos nobres protestantes da Boêmia e Áustria, liderados por Frederico V. Além da questão religiosa, contribuíram para o conflito disputas sucessórias, territoriais e comerciais. O conflito vai se alastrar por quase toda a Europa. René Descartes, aos 22 anos, viaja para a Holanda onde se alista no exército comandado pelo príncipe Maurício de Orange-Nassau (padrinho de Maurício de Nassau-Siegen).

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1619 Fundação da colônia holandesa de Batávia por Jan Pieterszoon Coen, atual Jacarta, na ilha de Java, Indonésia. Batávia irá se tornar a capital da Cia. das Índias Orientais naquela parte do mundo. João VII manda buscar Nassau de volta para casa em Siegen, devido aos altos valores cobrados no Collegium Mauritianum. A princesa Margaretha, envia Nassau a Leeuwarden para visitar seu tio Guilherme Luís, conde de Nassau-Dillemburg e stathouder da Frísia e também a Haia para conhecer seu padrinho e primo Maurício de Orange-Nassau. O objetivo era conseguir uma comissão para o jovem Nassau no exército da União dos Países Baixos, o que não foi concretizado. 1620 março. Nassau volta à Frísia, mas como tinha apenas 15 anos, ainda não é aceito no exército e retorna a Siegen. 20/agosto. Maurício de Nassau ingressa no exército da União das Sete Províncias dos Países Baixos (Holanda, Frísia, Zelândia, Guerlândia, Utrecht, Brabante e Groeninga), com o posto de alferes de cavalaria. Seus parentes há três gerações serviam nas forças militares dos Países Baixos. Holanda, Zelândia, Guerlândia, Utrecht e Brabante eram territórios governados por nobres da Casa de Orange (holandesa), enquanto Frísia e Groeninga eram governados pela Casa de Nassau (alemã). dezembro. Nassau muda-se para os Países Baixos onde vive até 1636. 1621 abril. Final da Trégua dos 12 Anos entre as Províncias Unidas e a Espanha, resultado da política de Gaspar de Gusmão, conde-duque de Olivares, que havia se tornado primeiro ministro do rei espanhol Felipe IV. Nassau recebe seu batismo de fogo sob comando de seu irmão mais velho Guilherme. 03/junho. É criada a Companhia das Índias Ocidentais (Geoctroyeerde Westindische Compagnie) com o monopólio por 24 anos da conquista, comércio e navegação da América, costa ocidental da África e Oceano Pacífico a leste das ilhas Molucas. O conselho de administração, composto por dezenove membros, era conhecido como Conselho dos Dezenove (Heeren XIX). Seu capital inicial era de 3 milhões de florins. A WIC foi criada pelo sucesso obtido com a Cia. das Índias Orientais – VOC e para levar a guerra contra a Espanha ao Novo Mundo.

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1622 21/junho. Esquadra de 13 navios do almirante Kornelis Reyerez com 1.300 combatentes chega ao litoral de Macau no sul da China. 22/junho. 800 homens desembarcam na baia de Cacilhas para conquistar a fortaleza de São Paulo em Macau. 24/junho. As tropas holandesas são rechadas pela guarnição local ao comando do capitão-mor Lopo Sarmento de Carvalho, do capitão João Soares Vivas e do padre Jerônimo Rhó que matam cerca de 350 invasores. 1623 27/setembro. Morre João VII (o do Meio), pai de Maurício de Nassau. Siegen é partilhada entre João, o Moço e Guilherme Luís. Maurício herda os direitos aduaneiros do condado e terras em Fusselbach e no baixo Palatinado. outubro. A WIC já conta com mais de sete milhões de florins em seu ativo. De suas cinco câmaras regionais, a de Amsterdam, subscreve 3 milhões de florins. dezembro. Parte da Holanda a esquadra que vai atacar o Brasil. A WIC estava interessada principalmente no açúcar para abastecer suas refinarias, além do pau-brasil e tabaco aqui produzidos. 1624 Jan Andries Mooerbeck publica documento intitulado: Motivos Por Que a Companhia das Índias Ocidentais Deve Tentar Tirar ao Rei da Espanha a Terra do Brasil, onde advoga a conquista de Pernambuco e Bahia pelos holandeses. 08/maio. Os holandeses chegam a Bahia através da esquadra de 26 navios e 1.600 marujos do almirante Jacob Willekens, do vice-almirante Pieter Pieterzoon Heyn e do comandante das tropas coronel Johan Van Dorth, com 1.700 homens. Suas ordens são de seguir para Pernambuco após a conquista da Bahia. 09/maio. Desembarque das tropas holandesas. Sob bombardeio naval, a população foge para o Recôncavo Baiano. 10/maio. O governador-geral Diogo de Mendonça Furtado é preso e enviado à Holanda, junto com seu filho e alguns oficiais portugueses. 11/maio. O comandante Van Dorth assume o controle da cidade de Salvador. 12/junho. Van Dorth é morto em uma emboscada efetuada por tropa do capitão brasileiro Francisco Padilha nos arredores de Salvador, sendo substituído por Albert Schouten.

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22/julho. Assinada Carta Régia que autorizava a introdução da Santa Inquisição no Brasil. A Cia. das Índias Orientais manda um grupo de assentadores a Manhattan. 1625 02/fevereiro. Os assentadores da VOC fundam o Forte Amsterdam em Manhattan, que viria a ser a cidade de New York. 01/março. Zarpa de Texel, norte da Holanda, frota do almirante Hendricksz com destino à Salvador e posteriormente ao Caribe para atacar a frota espanhola que transportava ouro e prata das colônias. 30/março. Chega a Salvador, enviada por Felipe II, uma força de libertação luso-hispana com 52 navios, 11 barcos menores e aproximadamente 15.000 homens comandados pelo nobre espanhol Dom Fradique de Toledo y Osório. Reforços vindos de outras partes do Brasil também se juntaram às forças vindas da Europa. O episódio fica conhecido como a Jornada dos Vassalos. 31/março. Dois mil homens do exército de libertação desembarcam sem oposição e com apoio dos moradores na ponta de Santo Antônio. 04/abril. Casamento do príncipe Frederik Hendricks van Oranje com a condessa alemã Amalia von Solms-Braunfels. Nassau vai freqüentar assiduamente as festas e reuniões culturais que passam a ocorrer no castelo dos príncipes da Holanda, o Binnenhof. Nesses encontros, Nassau torna-se amigo de Constantijn Huygens, secretário do príncipe Hendriks, poeta, humanista e incentivador das artes e ciências. 23/abril. Morre o stathouder Moritz Oranje-Nassau. Assume o cargo, seu irmão, o príncipe Frederik Hendricks van Oranje. Chegam a Salvador tropas de Pernambuco sob o comando de Jeronimo de Albuquerque Maranhão Filho e do Rio de Janeiro ao comando de Salvador Correia de Sá Neto. 01/maio. Os invasores flamengos em Salvador, então comandados por Willem Schauten, rendem-se às tropas luso-hespanholas. 26/maio. Chega a baia de Todos os Santos esquadra holandesa de auxílio às tropas em Salvador. Recolhe os sobreviventes e retorna à Holanda. 19/julho. Uma frota do comandante Edam Boudewinj Hendrikszoon com tropas do capitão Uzeel Johannes de Laet fazem reconhecimento do litoral da Paraíba e Rio Grande do Norte, atracando na Baia da Traição.

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Nassau participa da campanha militar de Breda, sudoeste holandês, contra tropas espanholas. 1626 Nassau recebe promoção a capitão, tendo participado de todas as batalhas comandadas pelo príncipe Frederik Hendricks. As tropas de Frederik Hendricks eliminam os espanhois em Overijssel. 1627 03/março. O almirante Pieter Heyn volta a Salvador capturando e afundando 26 navios na baia de Todos os Santos, onde permanece por quase um mês. 27/março. A frota de Heyn deixa Salvador com destino ao litoral sul do país. 10/junho. Pieter Heyn volta a Salvador onde toma mais dois navios. 14/julho. A esquadra de Heyn parte de volta à Europa. Tropas de Frederik Hendricks tomam a cidade de Grol, hoje na parte central da fronteira entre Holanda e Alemanha. 1628 dezembro. A ilha de Fernando de Noronha é invadida por forças do almirante holandês Cornelis “Perna-de-Pau” Jol. 08/setembro. Com uma armada de 24 naus, Peter Heyn, captura na baia de Matanzas em Cuba, uma flotilha espanhola comandada por Don Juan de Benavides Bazan, carregada com ouro e prata do México que seguia para a Espanha, no valor de cerca de 15 milhões de florins. Diz-se que esse tesouro financiaria a próxima invasão flamenga no Brasil. Nassau participa das batalhas em Venlo, Roermond e Rheinberg ao comando de sua companhia. 1629 23/maio. Começa a partir do porto de Texel, em pequenos destacamentos, a esquadra neerlandesa de invasão ao Brasil. 05/julho. A esquadra neerlandesa passa pela costa da Inglaterra. 15/julho. Os holandeses aproximam-se do cabo da Roca em Portugal trocando algumas cargas de artilharia com uma esquadra lusa.

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25/julho. A frota holandesa passa pela ilha de Santa Maria no arquipélago dos Açores. Parte da esquadra segue para as ilhas Canárias. 12/agosto. Tendo notícia do interesse dos holandeses em nova incursão ao Brasil, o capitão-mor Matias de Albuquerque é nomeado Superintendente na Guerra, Visitador e Fortificador das Capitanias do Norte, partindo de Lisboa com uma flotilha de 3 navios para organizar a defesa das capitanias do Rio Grande do Norte, Paraíba, Itamaracá e Pernambuco, que ficariam sob seu comando em caso de guerra. 22/agosto. A armada holandesa segue para o arquipélago de Cabo Verde. 04/outubro. As forças de Albuquerque desembarcam em Jaraguá/AL e seguem por terra para o Recife. 13/outubro. Publicado em Haia pelos Estados Gerais o “Regimento do Governo das Praças Conquistadas” onde se estabelecia a liberdade de consciência nos territórios dominados pelos neerlandeses, da mesma forma que na Holanda. 18/outubro. Matias de Albuquerque chega ao Recife. Nassau atinge o posto de tenente-coronel do exército da União. Destaca-se no cerco à Hertogenbosch (Bois-le-Duc), região norte de Brabante, no comando de uma companhia das tropas do príncipe Frederik Hendricks. Após quatro anos é promovido a coronel. novembro. Chegam diversos navios holandeses para se juntarem a esquadra holandesa no Cabo Verde. 26/dezembro. o Brasil. A esquadra invasora parte de São Vicente em Cabo Verde para

1630 14/janeiro. Os holandeses são expulsos da ilha de Fernando de Noronha por uma expedição sob o comando de Rui Calaça Borges, enviada por ordens de Matias de Albuquerque. 09/fevereiro. Aporta no Recife uma embarcação enviada por João Pereira Côrte Real, governador das ilhas do Cabo Verde, para avisar que 70 navios batavos haviam partido de São Vicente, e que, segundo diziam alguns prisioneiros, iriam para Pernambuco, conhecida pelos holandeses como Zuikerland (terra do açúcar).

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14/fevereiro. Chega a Pau Amarelo/PE, sob o comando do almirante Hendrik Corneliszoon Loncq, a força de invasão holandesa com 67 embarcações e 7.280 homens do general Jonkheer Diederick van Waerdenburch. 15/fevereiro. Trinta navios da frota holandesa começam a atacar com sua artilharia o Forte de São Jorge e o Forte do Mar (ou da Laje). 16/fevereiro. Após combate no rio Doce, 3.000 homens do general Waerdenburch se apoderam de Olinda, sede da capitania de Pernambuco e seguem para o Recife, que já estava sob bombardeio da armada de Loncq. 17/fevereiro. Sem meios para defesa, Matias de Albuquerque manda queimar todo estoque de açúcar, bem como 24 navios no porto, carregados além do açúcar, com algodão, tabaco e pau-brasil, para dificultar a entrada dos barcos flamengos no Recife. 18/fevereiro. Recife. Continua o ataque pela artilharia naval holandesa aos fortes do

20/fevereiro. O tenente-coronel Steyn-Calenfels ataca o forte de São Jorge, próximo da barra do porto do Recife. A defesa do forte mata 40 invasores frustrando o ataque. 02/março. Os holandeses tomam o Forte de São Jorge, após vários dias de heróica resistência da tropa comandada pelo capitão Antônio de Lima. As tropas remanescentes fogem para o interior. No local, em 1680, seria construída a Igreja de Nossa Senhora do Pilar. 04/março. Por iniciativa de Matias de Albuquerque, começa a construção de uma fortificação na casa de Antônio de Abreu, zona norte do Recife, que passaria a ser chamada de Forte Real do Bom Jesus ou Arraial do Bom Jesus, hoje, Sítio da Trindade. O local vai servir de base para a guerrilha contra os neerlandeses por cerca de 5 anos. maio. Os invasores iniciam a construção do Forte de Bruyne na entrada da barra do porto do Recife, no istmo de Olinda. Em frente, já existia o Forte do Mar, eregido nos próprios arrecifes. O primeiro nome dessa fortificação foi dado em homenagem ao conselheiro de Olinda, Johan Bruyne. Com expulsão dos neerlandeses, os portugueses o batizaram de Forte de São João Batista do Brum, ficando conhecido como Forte do Brum. 07/outubro. O comandante Waerdenburch ordena ao engenheiro Tobias Commeresteyn projetar um forte que seria construído na ponta sul da ilha de Antônio Vaz, ao redor do convento de Santo Antônio. Além de defender a barreta dos Afogados, garantiria a posse pelos flamengos das cacimbas de

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Ambrósio Machado, única fonte de água potável da região. Inicialmente conhecida pelos holandeses como Trots den duivel (desafio ao diabo) a fortificação foi construída por Pieter van Bueren sendo denominada Forte Frederik Hendriks, ou Forte das Cinco Pontas pelos seus cinco bastiões dispostos em forma de pentágono. Além dos fortes Bruyne e Frederik Hendriks, os holandeses construiram um forte aproveitando o antigo convento de Santo Antônio para proteger o lado norte da ilha de Antônio Vaz. Era o forte Ernesto. 1631 abril. Chegada ao Recife de nova força holandesa, ao comando de Adriaen Janszoon Pater e Marteun Thijssen. São 16 navios com uma tropa de 2.130 homens, entre os quais, o coronel polonês Chrestofle d’Artischau Arciszewski e o general alemão Sigmund von Schkoppe. 05/maio. Parte de Lisboa uma esquadra de 16 naus, ao comando do almirante espanhol D. Antônio Oquendo, com a missão de libertar Pernambuco dos holandeses. Transportava 3.000 combatentes do italiano Giovanni Vicenzo de Sanfelice, conde de Bagnuolo. maio. Conquista da ilha de Itamaracá/PE pelos flamengos. Inicia-se a construção do Forte Orange pelas tropas do coronel Arciszewski. 10/junho. A primeira tentativa de conquista do Passo dos Afogados pelos holandeses não tem sucesso. Este ponto fortificado servia como guarda das embarcações procedentes dos engenhos da várzea do rio Capibaribe. As tropas locais eram comandadas por Francisco Gomes de Melo. julho. A esquadra de Oquendo passa ao largo do Recife em direção à Salvador, sem nenhum embate com os neerlandeses. 31/agosto. Pater sai do Recife com sua armada.

12/setembro. As forças de Pater atacam a esquadra de D. Antônio Oquendo na altura de Porto Seguro, e em menor número, sofrem grandes perdas, inclusive com a morte do próprio Pater. Os espanhóis também sofrem pesadas baixas perdendo suas naus capitanea e vice-capitanea, não conseguindo o objetivo de liberar Pernambuco. Thijssen retorna com os remanescentes holandeses ao Recife. 17/setembro. 12 caravelas da frota de Oquendo desembarcam as tropas de Bagnuolo no litoral sul de Pernambuco para juntarem-se aos comandados de Matias de Albuquerque.

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17/novembro. Começa a demolição dos prédios de Olinda pelos holandeses. O material ainda aproveitavel é transportado para o Recife. 24/novembro. Olinda é incendiada pelos invasores que proíbem novas construções no local. Novas autorizações para construções só serão dadas no governo de Nassau. 05/dezembro. Desembarca ao sul de Cabedelo, Paraíba, através de 16 navios, uma tropa holandesa ao comando do tenente-coronel Hartman Godefrid Van Steyn Callenfels, com 1.600 homens. Após seis dias de combates, as tropas do governador da Paraíba, Antônio de Albuquerque e do comandate do Forte de Cabedelo, Duarte Gomes da Silveira, conseguem que os invasores se retirem para o Recife. 21/dezembro. Tentando conquistar o Rio Grande do Norte, os batavos partem do Recife com 14 navios e 10 companhias de veteranos. As tropas eram comandadas pelo tenente-coronel Steyn Callenfels que iriam desembarcar em Ponta Negra. A invasão não logrou êxito, sendo os holandeses rechaçados pelas forças do capitão-mor Cipriano Pita Porto Carneiro. 1632 16/janeiro. Força holandesa desembarca em Porto de Pedras, Rio Formoso. Os locais fogem incendiando os depósitos de açúcar e outras mercadorias. 23/janeiro. Depois de seguirem até Porto Calvo, os holandeses embarcam de volta ao Recife. 14/março. Tropas do tenente-coronel van der Elst investem contra o Arraial do Bom Jesus mas são rechaçadas. 01/abril. As primeiras tropas da Cia. das Índias Ocidentais retornam à Holanda após 3 anos de engajamento. 20/abril. O mestiço Domingos Fernandes Calabar passa para o lado dos holandeses. Profundo conhecedor da região e das táticas de guerrilhas dos lusobrasileiros, leva os invasores a várias conquistas em toda a capitania de Pernambuco e nas terras vizinhas. 30/abril. Cerca de 600 homens do general Waerdenburch partem do Recife para atacar Igarassú. 01/maio. As tropas neerlandesas atacam de surpresa e destroem Igarassú. Após o saque, seguem para o forte Orange em Itamaracá.

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22/agosto. Sob o comando do príncipe Frederik Hendriks, Nassau participa ativamente da tomada de Maastricht. Seu esquadrão, entrincheirado na margem direita do rio Mosa, repele a Companhia Imperial do general Pappenhein que tentava romper o cerco dos holandeses àquela praça-forte. Este feito lhe vale o comando de um regimento de cavalaria. Nassau inicia a construção do seu palácio em Haia, junto ao lago Vijver, em dois lotes de terras compradas por ele vizinhas ao Binnenhof, castelo dos principes da Holanda. Projeto do arquiteto Jacob van Campen e executado pelo seu assistente Pieter Janszoon Post, ficou conhecido como Mauritshuis (casa de Maurício). 1633 07/fevereiro. O forte do rio Formoso é conquistado pelos holandeses, após brava resistência de apenas 20 soldados comandados por Pedro de Albuquerque. 18/março. Os flamengos, comandados pelo coronel Remback, tomam a fortificação localizada no Passo dos Afogados sob comando de Francisco Gomes de Melo. O local foi melhor edificado sendo denominado então, Forte Príncipe Guilherme (Prins Willem). 21/março. Holandeses conquistam um posto armado junto a ponte da Madalena, nas proximidades do Arraial do Bom Jesus. 24/março. Remback ataca o Arraial do Bom Jesus sendo rechaçado e morto pelos defensores que por seu lado tiveram 25 mortos e 40 feridos. 01/maio. Tropa de Schkoppe e do major Baltazar Bijma seguem para atacar Muribeca mas encontram o povoado deserto conseguindo apresar 500 caixas de açúcar. 14/maio. A tropa de negros de Henrique Dias apresenta-se no Arraial do Bom Jesus. junho. Os holandeses tomam por completo a ilha de Itamaracá inclusive a Vila da Conceição, sede da Capitania, que passa a se chamar Vila Schkoppe. 18/agosto. Os índios de Antônio Felipe Camarão (Poty) derrotam as tropas do coronel Schkoppe quando do ataque ao Arraial do Bom Jesus. 21/outubro. Tropas do major Bijma tentam, sem sucesso, conquistar o engenho Santo Amaro na Muribeca.

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05/dezembro. Parte do Recife esquadra sob o comando do almirante Jean Cornelis Lichthard transportando tropas do major Bijma para o Rio Grande do Norte. Seguem com as tropas os conselheiros Mathijs van Keulen e Servaes Carpenter. 08/dezembro. Os holandeses aportam em Ponta Negra. 12/dezembro. Rende-se a fortaleza da barra do rio Grande ou Forte dos Reis Magos, então comandado pelo capitão-mor Pero Mendes Gouveia. Sob o domínio flamengo, o forte passaria a se chamar Castelo Keulen, em homenagem ao conselheiro Mathijs Keulen. Os flamengos denominaram a cidade de Nova Amsterdam. 1634 fevereiro. Segunda tentativa de invasão da Paraíba pelos holandeses, agora com uma frota de 20 navios e 1.500 soldados do general Schkoppe. Novamente as tropas locais afastam os atacantes do seu objetivo. 01/março. Aproveitando as poucas tropas invasoras no Recife, Martin Soares ataca os fortes de Cinco Pontas e do Brum mas não consegue conquistar nenhuma posição. 30/março. Os holandeses atacam o Arraial do Bom Jesus mas recuam com pesadas baixas em homens e equipamentos. outubro. O coronel Arciszewski ataca e destrói o fortim do engenho Cunhaú no Rio Grande do Norte. 25/novembro. Outra força de ataque à Paraíba parte do Recife com 32 navios e diversas barcaças com o efetivo de mais de 2.300 combatentes ao comando do general Schkoppe auxiliado pelo coronel Arciszewski. 04/dezembro. Parte dos atacantes holandeses desembarca na enseada de Jaguaribe (Praia do Bessa), enquanto o restante da tropa segue para a praia do Lucena a fim de conquistar o Forte de Santo Antônio. 19/dezembro. Rende-se o Forte de Cabedelo. 23/dezembro. Rende-se também o Forte de Santo Antônio. 30/dezembro. Tomada de Filipéia de Nossa Senhora das Neves (João Pessoa) pelos invasores. Os refugiados seguem para o Arraial do Bom Jesus.

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1635 13/janeiro. Assinado pacto entre holandeses e portugueses quanto aos termos de rendição e procedimentos entre conquistados e conquistadores na Paraíba. 07/fevereiro. As tropas holandesas procedentes da Paraíba seguem para Goiana e posteriormente para o Recife e o Cabo a fim de combater as fortificações destas localidades. 13/março. Navios de Lichthard com tropas de Calabar entram em Barra Grande nas proximidades de Porto Calvo. 08/junho. Cai o Arraial do Bom Jesus após um cerco de três meses e três dias, pelas tropas do coronel Arciszewski, sem mais nenhum mantimento ou munição. Os remanescentes, sob o comando de Matias de Albuquerque, seguem para a Bahia. julho. Os flamengos conquistam o Forte de Nazaré no Cabo de Santo Agostinho ao comando de Schkoppe. 19/julho. As tropas de Matias de Albuquerque, em conjunto com os fugidos do Arraial do Bom Jesus tomam o povoado de Porto Calvo, hoje Alagoas, até então sob comando do major holandês Alexandre Picard. Os vencedores exigem a entrega dos desertores Domingos Calabar e do judeu Manuel de Castro, almoxarife do povoado. Este último é condenado ao enforcamento de imediato. 22/julho. Calabar é julgado sumariamente e condenado à morte por garroteamento. Seus restos mortais são expostos na estacada da povoação quando os portugueses abandonam Porto Calvo em direção à Bahia. Segundo confissão de Calabar ao frei Manoel Calado, diversos portugueses importantes também colaboravam com os invasores, o que teria abreviado sua sentença de morte por Matias de Albuquerque para silenciá-lo. 24/julho. Tropas holandesas retornam a Porto Calvo. 29/agosto. Matias de Albuquerque e os retirantes chegam a Alagoa do Norte, região da lagoa de Mundaú. 07/setembro. Nassau é ferido no ouvido por uma bala durante o início do cerco contra a fortaleza de Schenkenshans, próximo a Koblenz, ducado de Kleve, numa ilha do rio Reno. novembro. Arciszewski envia carta ao Conselho dos XIX solicitando a criação de um Governo Geral no Brasil, além de reforço de 6.000 homens e envio de armas e equipamentos para a tropa já instalada na colônia.

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1636 janeiro. Tropas de D. Luiz de Rojas y Borjas que substituiu Matias de Albuquerque no comando militar desembarcam em Jaraguá, Alagoas. 17/janeiro. Conquista de Alagoas pelos holandeses na batalha de Mata Redonda, com a derrota das tropas de D. Luiz Borjas que morre na luta. 29/abril. No exército do seu tio, o príncipe Frederik Hendriks, Nassau participa decisivamente da retomada de Schenkenshans. A conquista da última fortaleza dos espanhóis na Alemanha o torna conhecido em toda a Europa. 04/agosto. Por influência do príncipe Hendriks, Maurício de Nassau é nomeado Governador Geral do Brasil Holandês por um período de cinco anos. A WIC lhe promete uma força de 32 navios e 7.000 homens. Ele receberá 1.500 florins mensais, 6.000 florins para despesas pessoais e 2% sobre as presas de guerra obtidas no Brasil, mantendo seu soldo de coronel do exército holandês. Corriam ainda por conta da WIC suas despesas domésticas (18 pessoas) além do médico pessoal, do predicante e do secretário. Nassau recebe ainda um adiantamento de 10 meses de salário antes da viagem, que seria ressarcido à WIC em caso de sua morte nesse período. Seu título oficial era: Governador e Capitão Geral de Terra e Mar. 25/outubro. Nassau inicia sua viagem para o Brasil numa flotilha de quatro embarcações (Zutphen, Adão e Eva, Senhor de Nassau e Pernambuco) saídas do porto de Texel. Da esquadra prometida a Nassau, seguem para Recife apenas 12 navios e 2.700 homens. No Zutphen, além de Nassau, estão: seu irmão mais moço, João Ernesto II e um sobrinho, Carlos von Nassau. Nos demais barcos seguem também os três membros do Conselho supremo, Mathijs van Ceulen, Johan Gisseling e Adriaan van der Dussen. Além de 350 soldados, traz cientistas, artistas, arquitetos e engenheiros, entre os quais o latinista e poeta Franciscus Plante (seu capelão no Brasil), o médico e naturalista Willem Piso, seu médico pessoal, Willem van Milaenen, os pintores Frans Post e Albert Eckhout e os cartógrafos Cornelis Golijath e Jan Vingboons. 06/dezembro. A comitiva de Nassau retoma viagem após 40 dias abrigados das péssimas condições do mar do Norte no porto de Falmouth na Inglaterra.

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31/dezembro. Nassau chega ao arquipélago de Cabo Verde onde permanence 6 dias na ilha de Maio para aguada. 1637 23/janeiro. A frota de Nassau aporta no Recife. Nassau faz rápida inspeção da situação da tropa, decidindo dividi-la em dois corpos, sendo um para guarnição das fortificações e outro para as campanhas contra os portugueses e seus aliados. 05/fevereiro. As tropas de Nassau marcham para Porto Calvo a fim de combater as forças do conde de Bagnuolo, que contavam com 4.000 homens entre portugueses, espanhois índios e negros. Nassau pretende também fixar as fronteiras da colônia ao sul. 18/fevereiro. Começa a batalha pela posse de Porto Calvo. 05/março. Após três semanas de lutas, os portugueses se rendem aos invasores, que se apoderam de grande quantidade de armas e equipamentos. Apesar das poucas baixas holandesas, morre o sobrinho de Nassau, conde Carlos von Nassau. A força neerlandesa persegue os remanescentes até o rio São Francisco, em Penedo, onde é construído o Forte Maurits. Os portugueses fogem para Sergipe e posteriormente para Salvador. Voltando ao Recife, Nassau inicia a organização da administração da província, principalmente da economia açucareira, pois os engenhos estavam quase que totalmente improdutivos por conta da guerra entre lusos e flamengos. Manda leiloar os 65 engenhos cujos donos haviam fugido, arrecadando cerca de 2 milhões de florins. Cria as Câmaras de Escabinos, compostas de holandeses e portugueses, semelhantes às já existentes na administração municipal. A primeira câmara foi a de Olinda, seguidas das de Igarassú, Itamaracá, Serinhaém, Porto Calvo, Alagoas, Paraíba e Rio Grande. Nassau também pretendia transformar o Recife em Vrijhaven (porto livre) das Américas. Havia até a intenção de criar uma universidade no Recife, que seria a primeira do hemisfério sul.

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25/junho. Devido a falta de escravos para os engenhos de cana de açúcar, fugidos por causa da guerra entre holandeses e portugueses, Nassau envia uma expedição de nove navios para a Guiné, na África, sob comando do coronel Hans van Koin, para trazer mais negros para Pernambuco. 28/agosto. Depois de cinco dias de duros combates com as forças portuguesas e os nativos, os holandeses de Koin tomam o Forte Elmina o mais importante da chamada “Costa do Ouro” africana. 11/outubro. Após 3 meses de assédio, as tropas do príncipe Frederik Hendrik retomam a cidade de Breda para o domínio holandês. Essa cidade havia trocado de mão várias vezes desde 1577 ficando agora em definitivo como território das Províncias Unidas. 26/outubro. Cerca de 200 holandeses chegam ao Ceará sob às ordens de Jorge Gartsman e do coronel Hendrick Huss, tomando o forte de São Sebastião onde havia pequena guarnição comandada por Bartolomeu de Brito Freire. 17/novembro. Tropas de Schkoppe entram em São Cristovão, então capital de Sergipe, obrigando aos homens de Bagnuolo a fugir para Salvador, passando pela Torre de Garcia D’Ávila, norte da Bahia. 1638 janeiro. Nassau manda publicar edital obrigando os senhores de engenho a plantar 200 covas de mandioca para cada escravo que possuisse. O objetivo era garantir alimentação à população, devido a monocultura da cana de açúcar. A cota deveria ser plantada metade em janeiro e metade em agosto de cada ano. Nassau viaja para inspecionar as fortificações e guarnições na Paraíba e Rio Grande do Norte. 01/março. O astrônomo e naturalista Georg Marcgrave chega a Salvador. 08/abril. Sob ordens da Cia. das Índias Ocidentais, os holandeses partem do Recife com uma esquadra de 36 navios, 3.600 soldados e 1.000 índios tentando ocupar o território da Bahia. 20/abril. Os neerlandeses tomam o Forte de Santo Alberto na baia de Todos os Santos. 21/abril. Cai o Forte de São Filipe. 22/abril. Conquistado também o Forte São Bartolomeu.

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16/maio. As forças invasoras encontram novamente o conde Bagnuoli que comanda a defesa de Salvador por designação do governador-geral Pedro da Silva. 17/maio. Após intenso bombardeio da artilharia holandesa e apesar do comando pessoal de Nassau na linha de frente do assalto, os defensores conseguem manter a cidade livre, lutando com bravura e aproveitando o início da estação das chuvas, infringindo grandes baixas às tropas flamengas. 25/maio. Ao anoitecer, a força holandesa embarca de retorno ao Recife. Georg Marcgrave acompanha Nassau. Nassau adquire a ilha de Antônio Vaz para expandir as construções junto ao Recife, aonde não havia mais terreno livre. As primeiras edificações seriam levantadas na região do atual bairro de Santo Antônio. No futuro, as construções serão realizadas no atual bairro de São José. 07/setembro. Deixa o porto de Lisboa uma esquadra com 23 navios e 4.500 soldados e marinheiros sob as ordens de Dom Fernando Mascarenhas, conde da Torre, com destino ao Brasil. Faz parte de um plano da coroa espanhola de atacar as forças holandesas na Europa e América do Sul. 29/setembro. Uma esquadra espanhola, composta de 15 navios e 2.850 homens larga de Lisboa para encontrar-se com a frota lusa em Cabo Verde. Nassau constroi o dique de Afogados que tinha cerca de 2 km de extenção. Servia de comunicação entre o forte de Cinco Pontas e o forte de Afogados, além de barragem contra as cheias do rio Capibaribe. O local hoje é a rua Imperial. 04/outubro. Devido às péssimas condições de higiene e do despreparo da tripulação, a esquadra de D. Fernando chega ao porto de Santiago em Cabo Verde com quase toda a gente acometida por epidemia de febre, inclusive o próprio conde. 05/novembro. Chega a Cabo Verde a esquadra espanhola. 29/novembro. As esquadras combinadas partem para o Recife com o objetivo de oferecer combate à frota holandesa. 20/dezembro. Observado por Georg Marcgrave no Recife um eclipse total da Lua, provavelmente, o primeiro evento astronômico registrado cientificamente nas Américas. Com as informações obtidas, Marcgrave pode calcular com precisão a longitude da cidade do Recife e a distância entre a Europa e a América.

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1639 10/janeiro. As forças do conde da Torre chegam ao litoral do Recife encontrando pequena força naval holandesa. Devido ao estado de saúde das tropas embarcadas, decide prosseguir até Salvador para recuperar seus homens. 19/janeiro. Aporta em Salvador a esquadra do conde da Torre. fevereiro. Levantamento das tropas no Brasil holandês revela o total de 3230 homens em armas e mais cerca de 500 doentes ou inválidos. 20/março. Atendendo solicitação de Nassau, e sob ordens do Conselho dos XIX, chegam ao Recife 7 navios e um regimento de 1200 infantes comandado pelo coronel Chrestofle Arciszewski. 20/maio. Após vários desentendimentos entre o comandante polonês e o governador do Brasil Holandês, este toma conhecimento da minuta de uma carta que Arciszewski pretendia enviar ao Burgomestre de Amsterdam, Albert Koenraats van der Borg. Nassau convoca os membros do Conselho e apresenta o conteúdo da carta aos mesmos, deixando com eles a decisão da escolha entre ele e Arciszewski para continuar no Brasil. 26/maio. Para apaziguar a situação entre Nassau e Arciszewski, o Conselho decide dar licença ao polonês, mandando-o de volta à Holanda e mantendo Nassau em seu posto no Recife. julho. Os holandeses interceptam correspondência do conde da Torre onde há descrição das forças em Salvador: 46 navios e 5.000 homens. 15/setembro. Início das observações astronomicas de Georg Marcgrave no observatório montado por ele na parte superior da primeira casa de Nassau no Recife, hoje esquina da Rua do Imperador com a Rua 1° de Março. Era o primeiro observatório astronômico do continente americano. 28/setembro. Registro da ocultação de Mercúrio pela Lua feita por Marcgrave através de luneta em seu observatório. 19/novembro. Zarpa de Salvador a armada do conde da Torre, que recebera reforços vindos de Buenos Aires e Rio de Janeiro, além de converter vários navios mercantes em belonaves. A força naval é composta de 30 galeões, 34 navios mercantes e 13 pequenos navios com de 5 mil soldados e tripulantes. Paralelamente, seguem por terra as tropas de Bagnuolo reforçadas por homens de Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão. 23/novembro. Morre João Ernesto, irmão mais novo de Nassau.

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16/dezembro. Gaspar Dias Ferreira, membro da Câmara dos Escabinos de Olinda, propõe mudar o nome do colegiado para Câmara da Cidade Maurícia, quando o orgão foi transferido de Olinda para a ilha de Antônio Vaz, hoje bairro de Santo Antônio. 23/dezembro. Nassau e o Supremo Conselho autorizam a mudança do nome proposta por Gaspar Ferreira. O local passa a ser conhecido como Mauritsstadt (cidade Maurícia). 1640 01/janeiro. Parte do Recife esquadra de 41 navios de Willem Corneliszoon Loos para dar combate à do conde da Torre. 11/janeiro. Após enfrentar diversas intempéries, que a desviaram para a Paraíba, a frota de D. Fernando chega a Pernambuco, ficando ancorada entre Itamaracá e Ponta de Pedras. Antes do desembarque dos luso-espanhóis, foram eles atacados pelos navios de Loos, que conseguiram a vitoria, mesmo com sua morte ao final da batalha. 13/janeiro. Novo confronto entre a armada luso-espanhola e a flamenga, agora comandada por Jacob Huygenszoon, na região entre a foz do rio Goiana/PE e o cabo Branco/PB. 14/janeiro. Trava-se outro embate, desta feita na altura da foz do rio Paraíba. 17/janeiro. Jacob Huygenszoon e Alderik outra vez atacam a armada do conde da Torre, agora ao largo de Cunhaú no Rio Grande do Norte. Após ferrenha batalha a esquadra aliada é completamente desorganizada, tendo os remanescentes fugido para as Antilhas, Açores e Cádiz na Espanha. Existe uma versão portuguesa acerca daqueles combates, afirmando que as perdas em navios foram iguais para os dois lados e que a frota luso-espanhola foi dispersa pela ação dos fortes ventos e marés, tendo as naus espanholas seguido para as Caraíbas e as portuguesas se dirigido aos Açores. O fato é que não houve desembarque de tropas luso-espanholas para combater os holandeses, a não ser um destacamento de 1.200 homens de Luís Barbalho Bezerra na Baía de Touros/RN, que retornaram à Bahia pelo interior, juntamente com as tropas do conde de Bagnuolo. Essas tropas provocaram grande destruição nos engenhos e propriedades dos holandeses e também foram atacadas por todo o caminho pelos índios e holandeses. Metade do efetivo morreu na marcha.

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01/fevereiro. A esquadra holandesa ancora no Recife, sendo recebida em triunfo. 02/março. Nassau envia relatório das batalhas navais ao Conselho dos XIX, obtendo grande repercussão na Holanda. Foi cunhada uma medalha comemorativa em homenagem a Nassau pelo feito. 18/março. O observatório de Marcgrave desaba durante a noite. 27/março. Chega ao Recife força holandesa composta de 28 naus e 2.500 homens comandada pelo almirante Cornelis Jol. 16/abril. Aporta em Salvador Dom Jorge de Mascarenhas, marquês de Montalvão, que vem suceder o governador-geral D. Fernando de Mascarenhas. D. Jorge vem como Vice-Rei, o primeiro a ter esse título no Brasil, apesar de não haver mudança nas prerrogativas do cargo. 28/abril. Tropas do capitão Charles de Tourlon Junior, da guarda pessoal de Nassau, transportados em navios de Lichthardt, assaltam a região do Recôncavo Baiano e ilha de Itaparica. Destroem 27 engenhos, capturando escravos, equipamentos e açúcar. A chegada das tropas de Luiz Barbalho a Salvador, mesmo exaustas e desfalcadas pela marcha desde o Rio Grande do Norte, evita a conquista da cidade pelos holandeses. 09/maio. Maurício de Nassau apresenta um pedido oficial de exoneração, alegando ser mais útil como coronel do exército da União que como governador. Seu pedido é negado. Nassau muda-se de sua primeira residência para um pavilhão nos jardins por ele construídos na ilha de Antônio Vaz. A antiga casa passa a ser sua residência oficial. 27/agosto. Nassau reúne no Recife uma assembléia com representantes de todas as freguesias da capitania para estabelecer normas de conduta e negociação na Nova Holanda. Alguns consideram essa reunião como a primeira assembléia legislativa do Brasil, enquanto outros afirmam tratar-se apenas de um engodo para acalmar os portugueses pelo ataque a Salvador. As reuniões seguiram até 04 de setembro. outubro. A casa de Nassau conhecida como La Fontaine, no atual bairro das Graças é transformada em fábrica de cerveja, a primeira das Américas, sob orientação do mestre cervejeiro Dirck Dicx. 05/novembro. Montalvão escreve a Nassau para tratar das negociações de paz.

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13/novembro. Marcgrave observa um eclipse solar parcial no Recife. 01/dezembro. Deflagrada a revolução restauradora que separa Portugal da Espanha, juntos como União Ibérica desde 1581 por decisão de Felipe II, elevando ao trono português o duque de Bragança, como D. João IV, descendente por linhagem materna da antiga Casa Real de Borgonha. Os portugueses passam a ser aliados da Holanda, antigos inimigos da Espanha. 03/dezembro. O rei D. João IV é proclamado soberano do trono luso na cidade de Elvas. Tem início a construção de uma sinagoga em Mauritsstadt, Kahal Kadosh Zur Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), na Rua dos Judeus (Jodenstraat), antiga Rua do Bode (Bockestraat). É a primeira sinagoga construída nas Américas. No início da vinda dos judeus para o Recife haviam sido formadas duas comunidades hebraicas: Zur Israel e Maguen Abraham (Escudo de Abraão) que posteriormente foram unificadas como Zur Israel em referência ao nome do Recife. 1641 25/janeiro. Nassau determina a contratação da construção de uma ponte ligando o Recife a Mauritsstadt. 15/fevereiro. Montalvão recebe notícia da elevação de D. João IV ao trono luso. Manda desarmar as tropas espanholas e napolitanas em Salvador, colocando as tropas a mando de seu filho, D. Fernando, de prontidão em pontos estratégicos. 18/fevereiro. O judeu português Baltazar da Fonseca arremata por 240.000 florins os direitos de construção da ponte que ligaria o Recife à ilha de Antônio Vaz. O prazo de construção é de 2 anos. 23/fevereiro. Os Estados Gerais (Staten-Generaal), parlamento da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, enviam carta a Nassau ordenando que ele amplie ao máximo o território holandês no Brasil, aproveitando a fragilidade de Portugal e Espanha, enquanto aguarda as negociações de paz. 14/março. Aporta no Recife caravela portuguesa de João Lopes, conduzindo carta do vice-rei D. Jorge de Mascarenhas, para fazer a comunicação oficial a Maurício de Nassau dos acontecimentos ocorridos entre Portugal e Espanha e com uma proposta de armistício.

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abril. Nassau envia delegados a Salvador para negociar trégua com Montalvão. abril. Nassau promove grandes festividades no Recife, inclusive com torneios equestres à moda da corte do príncipe Frederik Hendricks, para comemorar a restauração do trono português. maio. Os Estados Gerais enviam uma esquadra de guerra a Lisboa em auxílio a Portugal. maio. Montalvão é substituído no cargo por uma junta provisória composta pelo bispo D. Pedro da Silva de Sampaio, mestre-de-campo Luiz Barbalho e Lourenço de Brito Correia. 30/maio. Tendo convencido os dirigentes da Cia. Das Índias de que era mais vantajoso atacar Angola, por conta dos escravos, do que a Bahia, Nassau envia uma força de invasão à África com 20 navios e mais de 4.000 homens. 16/junho. Portugal e Holanda assinam em Haia o Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva válido por 10 anos e que previa o congelamento das posições estabelecidas no Brasil e na África. Na prática ambas as partes não cumprem o acordo com relação às colônias lusas. 21/agosto. Os holandeses chegam a São Paulo de Luanda sob comando do almirante Cornelis Cornelisz Jol, o Perna-de-Pau, e do coronel James Henderson. 25/agosto. Os invasores tomam a cidade quase sem resistência, conseguindo apresar também 30 navios, além de muita artilharia e munição. 12/setembro. Nassau proíbe novas construções em Olinda para fomentar a ocupação do solo em Mauritsstadt. setembro. Maurício de Nassau comunica às Câmaras Municipais que aguarda ordem dos Estados Gerais para voltar em definitivo para a Holanda. setembro. Sabedores da intenção de Nassau de voltar para a Europa, os judeus do Recife lhe enviam carta denominada “Petição da Nação Judaica” pedindo sua permanência e oferecendo-lhe 3.000 florins por ano durante o tempo que estivesse na cidade. 16/outubro. A força holandesa chega ao Golfo da Guiné, conquistando a ilha de São Tomé, grande produtora de açúcar. Devido a uma grande epidemia na ilha, morre entre outros o almirante Jol.

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30/outubro. Larga do Recife uma armada com 14 navios comandada pelo almirante Jan Carnelisz Lichthardt e de tropas do coronel Johann von Koin para conquista do Maranhão. 18/novembro. Assinada pelo rei D. João IV a ratificação do tratado de paz de 10 anos entre Holanda e Portugal. 25/novembro. As poucas tropas luso-brasileiras, cerca de 130 soldados, em São Luís rendem-se sem qualquer luta às forças de Lichthardt e Koin. Nassau faz novo pedido de reforços à WIC no montante de 3.000 homens. Concluída a construção da primeira sinagoga das Américas, Zur Israel, no Recife. O prédio, em estilo holandês, tinha 3 pavimentos abrigando 2 lojas, 2 escolas e o templo. 1642 janeiro. Chega o novo governador-geral do Brasil, Dom Antônio Telles da Silva, que substitui D. Jorge de Mascarenhas. Vinha acompanhado de André Vidal de Negreiros e com ordens de promover a revolta contra os holandeses. fevereiro. Cai o último forte português na Costa do Ouro, o Axim. 22/fevereiro. Os Estados Gerais tomam conhecimento do tratado de paz com Portugal. Comunica o fato às Companhias das Índias Orientais e Ocidentais o que faz cair o valor de suas ações no mercado de Amsterdam, assim como a cotação do açúcar. 12/março. O marques de Montalvão escreve carta a Nassau informando que havia solicitado ao rei D. João VI uma nomeação do conde a um posto de comando no exército luso, então em confronto com os espanhóis, além da concessão de propriedades em Portugal. Tudo isto seria atrelado a renuncia de Nassau ao cargo de governador do Brasil holandês e da devolução das conquistas batavas na costa meridional da África. Nassau responde a Montalvão que dependiam dos Estados Gerais e da WIC as decisões sobre o Brasil holandês e os territórios africanos. É evidente que Nassau jamais cogitou trair seus laços com os Países Baixos, que considerava como sua pátria. 14/abril. Georg Marcgrave faz várias observações astronômicas no Forte Keulen em Natal, inclusive um eclipse lunar. abril. Apesar da decisão dos Estados Gerais e do príncipe Frederik Hendricks de manter os meios para a defesa do Brasil holandês, a WIC envia ordens à Nassau para reduzir a tropa e dispensar os oficiais estrangeiros, exceto os

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alemães, além de outras medidas de economia com o funcionalismo civil da colônia. 01/maio. Viaja para a Holanda o secretário particular de Nassau, Johan Carl Tolner, levando um longo relatório à Assembléia dos Estados Gerais. O objetivo de Nassau é conseguir mais tropas e recursos para melhor desenvolver a Nova Holanda, aproveitando o estado de paz com Portugal. Nassau é informado de que a WIC o havia dispensado, devendo voltar à Europa em meados do ano seguinte. A principal alegação é a trégua com Portugal. 01/julho. Mudança de Nassau para o Palácio de Friburgo (Vrijburg), também conhecido como Palácio das Torres, que passa a ser sua residência oficial no Recife. Estava localizado no extremo norte da ilha de Antônio Vaz e ao seu redor foram construídos viveiros de peixes, um jardim botânico, e um zoológico, os primeiros de toda a América. A região é hoje ocupada pelo Palácio do Campo das Princesas, Teatro Santa Isabel e Praça da República. O custo de sua construção foi avaliado em 150 mil florins, à época. Existiu até 1770 quando foi demolido por ordens do governador Manoel da Cunha Menezes, que construiu no local o prédio do Erário Régio. 03/julho. Nassau recebe a notícia da assinatura do tratado de paz entre Portugal e Holanda. 15/julho. Tolner comparece à Assembléia para entregar o relatório de Nassau sobre a situação no Brasil. Está registrado o temor pela insurreição dos portugueses apesar da trégua em vigor. 17/julho. É permitido a Tolner ler o relatório na Assembléia, destacando-se: a quantidade de soldados disponíveis no Brasil, sendo 3.064 entre Sergipe e Ceará e 1.779 para Maranhão, São Tomé e Angola; a restrição da liberdade religiosa aos portugueses; a oferta de uma comissão à Nassau pelos portugueses e judeus sobre a produção de açúcar em caso de sua permanência no comando da colônia e finalmente sobre a situação da dívida dos senhores de engenho com a WIC. 01/outubro. Ocorre no Maranhão o primeiro movimento de revolta contra os holandeses, através dos senhores de engenho que, juntamente com os índios Tapuias, atacam e tomam o Forte Monte Calvário, cercando São Luís.

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Palácio Friburgo ou Palácio das Torres Mauritsstadt

Palácio Schoonzit ou Palácio da Boa Vista Recife

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Construída por Belchior Alvarez Camelo a Igreja dos Calvinistas Franceses, atual Igreja do Divino Espírito Santo em Mauritsstadt. Foi financiada pelo Conselho dos XIX e pelo próprio Nassau. Nessa igreja ocorreria o terceiro casamento de Anna Paes. Aberta a sinagoga do Recife, Kahal Kadosh Zur Israel - Santa Comunidade Rochedo de Israel. 1643 03/janeiro. Chegam ao Maranhão tropas luso-brasileiras vindas do Pará com 113 soldados e 600 índios. 15/janeiro. Larga do Recife uma expedição de 5 navios comandada pelo almirante Hendrick Brouwer com destino ao Chile. O objetivo era conquistar as minas de ouro e prata das colônias espanholas a fim de melhorar a situação financeira da Cia. das Índias Ocidentais. 15/janeiro. Os holandeses em São Luís recebem reforços de 300 soldados e 200 índios ao comando do tenente-coronel Henderson. 16/janeiro. 400 soldados holandeses e 150 índios atacam o quartel do Carmo matando todos os defensores. 16/fevereiro. Nassau declara em sessão do Conselho Supremo ter conhecimento sobre conspiração liderada pelos senhores de engenho da várzea do Capibaribe. 03/abril. Nassau manda prender Charles de Tourlon Junior, capitão de sua guarda pessoal, acusado de envolvimento em rebelião com os portugueses. Ele havia enviado uma carta à Holanda relatando amizade de Nassau com portugueses que julgava estarem conspirando contra os flamengos. Tourlon era casado com D. Anna Gonsalves Paes de Azevedo, herdeira do engenho Casa Forte e pretendia suceder Nassau no comando militar do Brasil holandês. 01/maio. A força naval de Brouwer chega ao Chile ocupando a cidade de Valdívia após causar grande destruição e fuga da população. A expedição segue para a ilha de Chiloé ao sul, onde Brouwer adoece e morre, tendo sido substituído por Elias Herckmans, antigo governador da Paraíba entre 1636 e 1639. Não conseguindo seu intento, a missão holandesa volta ao Recife, tendo Herckmans sido responsabilizado pelo fracasso da empreitada, falecendo no ano seguinte. Revolta dos índios Tapuias no Ceará resulta na morte do diretor da WIC Gedeon Morris de Jonge e na perda do forte São Sebastião com sua guarnição.

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22/maio. Por pressão do Conselho dos XIX, descontentes com os baixos lucros no Brasil holandês e a perda do Maranhão e de São Tomé, os Estados Gerais decidem pela volta do conde de Nassau à Holanda. Construção do Palácio da Boa Vista (Schoonzit) como residência privada de Nassau. O nome é escolhido pelas belas paisagens que se podia observar ao seu redor. Durante o cerco ao Recife foi fortificado servindo como ponto de defesa para contra os insurretos. Hoje, no local, existe o Convento do Carmo. Nassau determina a construção de uma ponte ligando o palácio Schoonzit ao continente. 30/setembro. Maurício de Nassau recebe carta dos Estados Gerais comunicando sua dispensa do cargo de governador do Brasil Holandês, com a promessa de ser designado para outras funções na Europa. 01/outubro. Nassau envia comunicado às Câmaras de Escabinos informando sobre seu retorno à Holanda. 1644 janeiro. Enviado requerimento à Camara do Recife onde os representantes locais pedem ao Conselho Supremo e ao próprio conde a prorrogação de sua governança no Brasil Holandês. Comprometiam-se inclusive em custear as despesas pessoais de Nassau. 17/janeiro. Nassau envia tropa de mil soldados, sob o comando do capitão Rudolf Baro, para atacar o quilombo de Palmares, situado na serra da Barriga, hoje Alagoas, seguindo informes de Bartolomeu Lintz. Voltam com apenas 31 prisioneiros, sem conseguir conquistar o quilombo. 28/fevereiro. Os holandeses, já sem mantimentos e munição deixam São Luís em duas embarcações, desembarcando no Ceará e seguindo por terra para o Rio Grande do Norte. 28/fevereiro. Inaugurada a ponte ligando o Recife à Mauritsstadt. Como Baltazar da Fonseca não conseguiu finalizar a obra, Nassau custeia a conclusão do próprio bolso. Foi a primeira ponte de grandes dimensões do Brasil, com 318 metros de extensão, 15 pilares de pedra e 10 de madeira. Conta a lenda que, nesse dia, ocorreu o evento do “boi voador” ou boi de Alvares Melchior, quando Nassau teria feito uma encenação para atrair o povo para a inauguração da ponte. Esta ponte foi reformada no século XVIII e demolida em 1862 para construção da ponte atual.

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Nassau contrata Herman Hagenau para construir outra ponte, essa sobre o rio Afogados, interligando o dique de Afogados ao Forte Príncipe Guilherme. A ponte tinha 120 pés de extensão e o custo foi de 6.000 florins 28/fevereiro. As tropas do capitão mor Antônio Teixeira de Mello entram em São Luís libertando o Maranhão do domínio holandês. 06/maio. Maurício de Nassau entrega seu cargo de governador-geral do Brasil holandês ao Supremo Conselho, composto na época por Hendrick Hamel, Pieter Bas e van Bullestrate. O comando militar foi transmitido ao coronel Hendrick Haus. Deixa um manuscrito que seria uma espécie de testamento político onde, entre outras sugestões, destacam-se: ser tolerante com a prática dos cultos religiosos; não lançar novos impostos para não inviabilizar os negócios na colônia; severa disciplina militar, porém, pagamento regular dos soldos e fornecimento adequado de equipamentos e armas à tropa, bem como conservação das instalações militares; apuração rigorosa das queixas apresentadas pelos portugueses à administração holandesa e controlar cuidadosamente a correspondência entre o clero católico das províncias conquistadas e o da cidade de Salvador. 11/maio. Nassau parte do Recife, que na época já contava com mais de 2 mil casas, com sua comitiva seguindo para Olinda, Itamaracá e depois para a Paraíba. Pelo caminho vai recebendo o reconhecimento de toda população, inclusive negros, índios e judeus. 13/maio. Nassau segue para a Holanda em uma frota de 13 navios, saindo do porto de Cabedelo no mesmo barco que o trouxe ao Brasil, o Zutphen. À sua partida acorreu verdadeira multidão e além da salva de artilharia foi tocado o hino nacional holandes Wilhelmus Van Nassauwen. A carga transportada para a Europa era avaliada em 2,6 milhões de florins, e incluía: cavalos, conchas marinhas e seixos, dentes de elefantes, farinha de mandioca e doces de frutas cristalizadas, redes, utensílios e adornos indígenas além de toras de pau-brasil e outras madeiras de lei. No entanto, o mais importante tesouro eram as obras artísticas e científicas produzidas na sua corte. julho. Nassau desembarca em Texel. Descansa alguns dias em Elder. Morre em Angola Georg Marcgrave. Atuou como astrônomo, naturalista, meteorologista e cartógrafo. Seus trabalhos ficaram de posse de Nassau e alguns manuscritos foram enviados ao seu antigo professor o astrônomo Jacob Golius da Universidade de Leiden.

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12/agosto. Maurício de Nassau apresenta seu relatório à Assembléia dos Estados Gerais em Haia, onde critica duramente a falta de recursos na colônia devido a inércia da Cia. das Índias Ocidentais. 20/agosto. Nassau volta aos Estados Gerais e enfatiza a difícil situação do Brasil holandês. Fala das dívidas dos senhores de engenho e dos exorbitantes juros cobrados pela WIC. 27/agosto. Chegam ao Recife o comandante André Vidal de Negreiros, o capitão Nicolau de Araújo e o padre Inácio, portando cartas do rei D. João IV e do governador da Bahia Antônio Telles da Silva, em que solicitavam ao Supremo Conselho salvo-conduto para trânsito no Brasil holandês. Seu real objetivo era propagar e preparar a Insurreição. Inaugurada a Mauritshuis em Haia. As despesas com a construção atingiram 500.000 florins em avaliação da época. Foi chamada maliciosamente pelos diretores da WIC de Suikerhuis (casa do açúcar). Era adornada com esculturas e quadros retratando os nobres das casas de Nassau e Orange, além de diversos materiais e objetos trazidos da América, África e do Oriente. A festa de inauguração é marcada pela encenação da dança de guerra dos índios Tapuias que acompanharam Nassau à Europa. O espetáculo causa grande espanto aos presentes, pois os índios apresentaram-se nus, como viviam no Brasil. Hoje, o palácio é o museu denominado Koninklijk Kabinet van Schilderijen Mauritshuis (Real Gabinete de Pinturas Casa de Maurício). setembro. Pela intervenção dos Estados Gerais, Nassau faz o ajuste de contas com a WIC, onde fica decidido que ele seria reembolsado em 170 mil florins, sendo 50 mil á vista e 120 mil em parcelas semestrais. Nassau só receberá parte dessa dívida devido à péssima siuação financeira da WIC, agravada pelas revoltas no Brasil holandês. 20/setembro. Nassau volta à Assembléia em Haia onde faz várias sugestões, dentre as quais: conquistar todas as colônias espanholas na América do Sul a fim de manter e fortalecer as possessões no Brasil e ser mais sensato na cobrança das dívidas da Cia. das Índias Ocidentais contra os comerciantes do Brasil para não leva-los a falência. 21/setembro. Nassau se desliga da Companhia das Indias Ocidentais e retorna ao seu cargo de coronel do exército das Províncias Unidas.

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Parte dos objetos exóticos trazidos do Brasil por Nassau são enviados a Universidade de Leiden. outubro. Com a morte do tenente-general van Staeckenbroeck, Nassau é promovido a tenente-general da cavalaria dos Estados Gerais, quarto posto na hierarquia do exército neerlandês. dezembro. Nassau é designado stathouder de Wezel, participando das ações militares na guerra de 1645 e 1646, sob as ordens do príncipe Hendricks. 1645 Nassau vai para Siegen onde toma posse do castelo da família. Negocia a partilha das igrejas da região entre católicos e protestantes, já que seu tio, João o Moço, havia implantado forte repressão aos protestantes. Iniciados os combates da chamada Insurreição Pernambucana, para expulsão dos holandeses, a partir dos engenhos da várzea do rio Capibaribe. De princípio, não conta com a ajuda da coroa de Portugal, sendo considerado como o primeiro movimento nativista brasileiro. 31/maio. O Supremo Conselho decide enviar alerta da inssureição a todo Brasil holandês. 13/junho. Assinado no engenho São João, na Várzea, Recife, o ccompromisso de honra pelos patriotas em Pernambuco: "Nós abaixo assinados, nos conjuramos e nos comprometemos em serviço da liberdade, a não faltar em nenhum tempo, com toda a ajuda de fazenda e pessoas, contra qualquer inimigo na restauração de nossa Pátria". A senha dos insurretos era a palavra “açúcar”. 24/junho. Data do casamento da filha de Antônio Cavalcanti, quando João Fernandes Vieira pretendia aproveitar a festa para matar os oficiais e conselheiros holandeses presentes, iniciando um ataque às fortalezas e ao porto do Recife. O plano não foi realizado, pois chegou ao conhecimento do Alto Conselho que tentou prender Vieira, tendo este se refugiado nas matas e se proclamado “Governador da Liberdade”. 15/julho. Ocorre o massacre do engenho Cunhaú/RN, onde os flamengos com a ajuda dos índios tapuias, sob às ordens do judeu alemão Jacob Rabbi, mataram cruelmente inúmeras pessoas, inclusive o padre André Soveral, em plena missa na capela de Nossa Senhora das Candeias. 14/junho. O Conselho Supremo manda prender os líderes locais em todas as localidades de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, reorganizando as tropas no Recife.

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31/julho. Tropas luso-brasileiras vindas do Cabo e Ipojuca saem do engenho Covas para o Monte das Tabocas. 03/agosto. Vitória das tropas luso-brasileiras sobre os holandeses, comandados por Hendrick van Haus, na batalha do Monte das Tabocas em Vitória de Santo Antão/PE. Participaram dos combates pelos inssuretos entre outros: Antônio Dias Cardoso, João Fernandes Vieira, Domingos Fagundes, Antônio Gomes Taborda, Francisco Ramos e o padre Simão de Figueiredo. 06/agosto. As forças de André Vidal de Negreiros e Martin Soares Moreno transportadas nos navios de Jeronimo Serrão de Paiva desembarcam em Serinhaém apossando-se da vila. A tropa holandesa de Gaspar van der Ley abandona o Forte de Santo Antônio no Cabo e segue para o Forte do Pontal. 17/agosto. Nova vitória das tropas luso-brasileiras sobre os batavos remanescentes da batalha nas Tabocas, agora no engenho Casa Forte, de propriedade de D. Anna Paes, cujo local havia sido transformado em fortaleza pelos holandeses. 17/agosto. Por ordem do Conselho de Guerra no Recife, tem início a demolição das construções da Nova Maurícia, conjunto de casas que Nassau havia mandado fazer entre o Forte das Cinco Pontas e a Igreja dos Calvinistas, para uso das pessoas mais humildes. A medida visava melhorar as condições de defesa da cidade contra os ataques dos insurretos. Emissários holandeses viajam à Salvador a fim de cobrar ao vice-rei a trégua que não estava sendo cumprida. Os jardins e cavalariças do palácio Friburgo são destruídas para incrementar a defesa do local. Nassau cobra da WIC indenização pelas propriedades que havia deixado no Brasil. 18/agosto. Devido à situação crítica dos holandeses no Brasil, o Alto Conselho decide autorizar a cunhagem de moedas para pagamento das tropas e outras despesas, pela falta de numerário. As moedas de necessidade ou emergência de III, VI e XII florins, onde pela primeira vez aparece o nome Brasil, foram cunhadas em ouro vindo da Guiné com destino a Holanda. 03/setembro. As tropas luso-brasileiras de Martin Soares Moreno tomam o Forte do Pontal de Nazaré ou Forte Van Der Dussen, no Cabo de Santo Agostinho, então sob o comando do major Diederick van Hoogstraeten que entregou a fortificação e suas tropas a troco de 18 mil escudos para pagamento do soldo atrasado da tropa.

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09/setembro. Na enseada de Tamandaré, uma pequena frota enviada da Bahia sob o comando de Serrão de Paiva é interceptada e derrotada pelas forças de Lichthardt. O comandante Paiva, muito ferido, é aprisionado e posteriormente enviado à Holanda. Foram apreendidos em seu navio vários documentos que confirmam o envolvimento do governo da Bahia e Lisboa na insurreição. 19/setembro. Sob o comando de Valetim da Rocha Pita e com o apoio de tropas vindas da Bahia, os holandeses são expulsos do forte Maurits em Penedo. setembro. Tem início a construção do Arraial Novo do Bom Jesus (hoje na estrada do Forte, bairro do Engenho do Meio), sob orientação do mestre de campo Teodósio Estrate. A fortificação de terra batida é guarnecida por oito canhões de bronze conquistados aos holandeses em Porto Calvo. Sua construção dura cerca de três meses. 03/outubro. Dia do massacre de Uruaçu/RN, quando holandeses e índios janduís torturaram e mataram dezenas de homens, mulheres e crianças, novamente com a participação de Jacob Rabbi. 06/novembro. Os Estados Gerais aprovam regimento alterando a composição do governo do brasil holandês, passando o Alto Conselho a ser formado por 5 membros. 09/novembro. brasileiras. Combate no engenho Jiquiá com vitória das tropas luso-

1646 janeiro. Nassau envia memorando aos Estados Gerais explicando a impossibilidade de se manter as conquistas no Brasil numa guerra contra Portugal. O embaixador português Sousa Coutinho oficializa junto aos Estados Gerais uma proposta de compra do território holandês no Brasil no valor de 2 milhões de cruzados. 04/abril. É assassinado a tiros e golpes de sabre, Jacob Rabbi após uma reunião com vários holandeses na casa de Dirk Mulden van Mel, às margens do riacho Guajaí. 24/abril. Ocorre a batalha do Monte das Trincheiras, episódio também conhecido como “Heroínas de Tejucupapo”. Tentando conseguir víveres, uma tropa de cerca de 600 holandeses marcha para a localidade de Tejucupapo, conhecida produtora de farinha de mandioca, próxima à Goiana/PE. Como os

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homens estavam quase todos fora, as mulheres defenderam bravamente o local e suas provisões, expulsando e causando grandes perdas aos invasores. 25/abril. Após três tentativas de se apoderarem de Itamaracá, os inssuretos recuam ante a chegada de reforços holandeses vindos do Recife chefiados pelo conselheiro Bolestrate. maio. É enviada a Pernambuco uma frota de 20 navios com 2.000 homens para reforço dos holandeses, sob comando dos coroneis Sigmund von Schkoppe e James Henderson que se encontravam de licença na Europa. 16/maio. Prisão de Gaspar Dias Ferreira, que havia seguido com Nassau para a Holanda e se naturalizado holandês. Foi apreendida uma embarcação que velejava para Portugal com armas e encontradas diversas cartas de Gaspar Dias para D. João IV em que ele tratava com a coroa portuguesa de negociação para a devolução, por compensação financeira, das possessões neerlandesas no Brasil e na África. Ele foi julgado traidor e condenado a pagar multa de 12 mil florins além das custas do julgamento. junho. Os inssuretos conseguem tomar a vila de Itamaracá. Os holandeses fogem para o forte Orange. O governo luso-brasileiro decide evacuar para o sul de Pernambuco toda a população residente entre o Rio Grande do Norte e Olinda, destruindo plantações e engenhos, a fim de se concentrar no cerco aos neerlandeses no Recife. 23/junho. Após aproximadamente um ano de privações devido ao sítio do Recife e pela falta de mantimentos vindos do interior e da Europa, chegam ao porto do Recife os navios Gulden Valk e Elizabeth com alimentos para a população que, na época, era de cerca de 7.000 pessoas. 31/julho. Chega ao Recife esquadra holandesa do almirante Banckert com tropas do coronel Henderson além de von Schkoppe na condição de comandante do exército. agosto. Novamente foi utilizado o ouro do carregamento da Guiné para cunhagem de moedas no Recife. O conselheiro Pieter Janssen Bas foi encarregado da produção das moedas obsidionais, ou de cerco. 17/setembro. Tropas do senhor de engenho Cristovão Lins e de seu tio Marinho Falcão cercam e conseguem a rendição dos holandeses do forte de Porto Calvo.

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24/outubro. Expedição do coronel Henderson parte do Recife em 18 barcos para assaltar Penedo. 30/novembro. Morre em Penedo o almirante Lichthard. Foi o mais importante oficial presente no Brasil holandês. Nassau participa dos últimos combates contra os espanhois em Flandres. Reconquista de Hulst no sudoeste da Holanda pelas tropas do príncipe Frederik Hendricks van Oranje, inclusive as comandadas por Nassau. A cidade fica sob o comando de Henrique de Nassau-Siegen, irmão de Maurício. O rei d. João IV decide apoiar a insurreição no Brasil holandês. 1647 janeiro. Os holandeses são novamente expulsos de Penedo. janeiro. Uma frota neerlandesa sob ordens de Banckert e von Schkoppe com 2.500 homens se apodera da ilha de Itaparica/BA de onde passa a assaltar as embarcações que chegam a Salvador. O objetivo desta expedição era afrouxar o cerco ao Recife trazendo tropas luso-brasileiras para a Bahia. 12/fevereiro. O rei d. João IV nomeia o general peruano Francisco Barreto de Menezes comandante em chefe das tropas luso-brasileiras em Pernambuco. Ele parte com oito navios para Salvador transportando tropas e munição. 14/março. Falece o príncipe de Orange Frederik Hendricks. Maurício de Nassau está presente nos seus últimos momentos de vida e nas solenidades póstumas. março. Os Estados Gerais renovam a autorização para funcionamento da VOC e da WIC. A VOC compromete-se a ajudar financeiramente a WIC que passava por grave crise. 20/abril. O historiador e poeta belga Caspar van Baerle (Gaspar Barlaeus) publica em Amsterdam, sob encomenda de Nassau, o livro História dos Feitos Praticados Durante Oito Anos no Brasil e Outras Partes (Rerum per octenium in Brasilia et alibi nuper gestarum, Sub Praefectura Illustrissimi Comitis I. Mavritii Nassoviae), onde relata a administração de Nassau no Brasil, além de descrever a natureza e os habitantes do país. Escrito em latim com 340 páginas, contém 56 gravuras, 31 ilustrações de paisagens e cenas de batalhas (Frans Post) e 25 mapas (Georg Margrave). É considerado o melhor livro publicado sobre o período colonial brasileiro.

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31/julho. O Supremo Conselho da Holanda reforma a sentença de Gaspar Dias Ferreira cassando sua naturalização e aumentando a multa para 30 mil florins, além de condena-lo a 7 anos de prisão e posterior expulsão de qualquer território sob controle dos Países Baixos. 10/agosto. O mestre-de-campo Francisco Rebelo ataca Itaparica mas não consegue rehaver o local, morrendo na batalha. 05/setembro. Os Estados Gerais convocam Nassau ao Binnenhof para reunião sobre a ajuda militar a ser enviada ao Brasil para conter a revolta. Para voltar à colônia, Nassau exige o governo vitalício do Brasil holandês além de um exército de 12 mil homens além de ordenado anual de 50 mil florins mais despesas de manutenção de sua corte o que não foi aceito. 29/outubro. O Grande-Eleitor de Brandenburg, Friedrich Wilhelm, nomeia Nassau stathouder de Kleve, Mark e Ravensberg na Alemanha. Em Kleve ele promove a construção de avenidas, jardins, parques e canais. Nesta cidade, Nassau passa a maior parte de seu tempo até a morte. novembro. Nassau passa a servir também no exército do príncipe de Orange, devido ao casamento entre Friedrich Wilhelm e Luísa Henriqueta, filha do príncipe Frederik Hendricks e da condessa Amalia von Solms-Braunfels. 16/dezembro. As tropas de von Schkoppe abandonam Itaparica ao ter notícia da vinda da armada do conde de Vila Pouca de Aguiar. Publicado, também sob o patrocínio de Nassau, o poema épico Mauriciadas escrito em latim por Franciscus Plante. Impresso em Amsterdam por Joannis Maire, trata dos feitos militares da Cia. das Indias Ocidentais e de Nassau, tendo sido duramente criticado pelos especialistas da época e também pelos historiadores. Contém gravuras, mapas e retratos de Nassau e Plante. 1648 janeiro. Os holandeses são expulsos de Itaparica por tropas do mestre-decampo Francisco de Figueiroa vindas de Portugal. 30/janeiro. Assinado o tratado de Münster (centro-oeste da Alemanha) que põe fim ao conflito entre Espanha e Holanda, também conhecido com Guerra dos Oitenta Anos (1568 - 1648), resultando na independência formal dos Países Baixos. 03/fevereiro. Itamaracá. Tropas de Schkoppe recuperam terreno nas vizinhanças de

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18/março. Chega ao Recife uma esquadra de 12 navios sob o comando do almirante Witte Carneliszoon de With com cerca de 6.000 homens para romper o cerco sofrido pelos holandeses. Devido ao mau tempo e epidemias sofridas na viagem a esquadra não segue para Salvador permanecendo no Recife. 18/abril. Sigmund von Schkoppe desloca 4.500 homens das tropas do Recife até a barreta de Afogados. 19/abril. Primeira batalha dos Guararapes. As tropas de Sigemundt von Schkopp partem do Recife com o objetivo de atacar Muribeca, centro abastecedor de mantimentos do Arraial Novo do Bom Jesus. O mestre-decampo, general Francisco Barreto de Menezes, toma conhecimento dos planos de Schkopp, e posiciona suas tropas nos Montes Guararapes para dar combate aos holandeses no caminho para Muribeca, contando em seu efetivo com os comandantes João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão. Apesar da artilharia holandesa, as tropas luso-brasileiras conseguem se impor, causando graves ferimentos em Schkoppe, que retorna ao Recife com os sobreviventes, onde permanecem sob sítio dos revoltosos. Morreram nos combates os oficiais holandeses Hous, van Elts e Hautyn. maio. Morre no Arraial Novo do Bom Jesus, o mestre-de-campo Antônio Felipe Camarão (Poti), em conseqüência de ferimentos recebidos em Guararapes. Pelos seus serviços na luta contra os holandeses havia recebido os títulos de Dom, Comendador da Ordem de Cristo e Governador-Geral dos Índios do Brasil. 12/maio. Zarpa do Rio de janeiro uma esquadra de 15 navios com cerca de 2.000 homens sob o comando de Salvador Correia de Sá para retomar Angola aos holandeses. 15/maio. Ratificado o Tratado de Münster. A Espanha finalmente reconhece a independência holandesa. 15/agosto. As forças de Salvador Corrreia tomam Luanda capital de Angola. O embaixador português em Haia, Sousa Coutinho recebe ordens de d. João IV para negociar tratado de paz com os holandeses. Os Estados Gerais exigem a manutenção de vasto território no Brasil, além de pagamento de vultosa indenização pelos portugueses. outubro. Nassau apresenta ao embaixador português Sousa Coutinho o levantamento de suas perdas no Recife que atingiam 360 mil florins.

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26/outubro. Assinado o Tratado de Osnabrück (noroeste da Alemanha) entre o arquiduque austríaco Fernando III, o Sacro Império Romano-Germânico, França e Suécia, pondo fim à Guerra dos Trinta Anos. Juntamente com a Paz de Münster, ficou conhecido como Tratado da Westphalia. Na Holanda e sob o patrocínio de Nassau, Johannes de Laet edita e publica o livro Historia Naturalis Brasiliae, que era dividido em duas partes: Medicina Brasiliensi (Piso) e Historiae Rerum Naturalium Brasiliae (Marcgrave). Foi a primeira obra científica sobre a natureza do Brasil, sendo ricamente ilustrada. Serviria de referência da fauna e flora brasileiras até o final do século XVIII, inspirando inclusive, os trabalhos dos naturalistas Alexander von Humbold e Geoffrey Saint-Hilaire. O Conselho de Estado em Lisboa veta as condições ditadas pelos holandeses para armistício no Brasil. Impresso em Portugal o livro “O Valeroso Lucideno e o Triunfo da Liberdade”, escrito pelo frei Manoel Calado, religioso da Ordem de São Paulo dos Eremitas da Serra d’Ossa. Nascido em Vila Viçosa, Portugal, o frei Calado veio ao Brasil no início da década de 1620, fixando-se em Salvador. Teve contato com os holandeses na invasão de 1624 na Bahia e em Porto Calvo em 1635, presenciando ali a execução de Calabar. A partir d’aí, adere à causa dos luso-brasileiros na guerrilha contra os invasores. Por convite de Nassau, Calado vai viver em Mauritsstadt, sendo perdoado dos atos contra os holandeses. Em julho de 1646 retorna a Portugal com os originais do seu livro. Nele, narra e comenta de forma interessantíssima diversos episódios da ocupação holandesa no Nordeste brasileiro, sendo considerado o mais importante documento do período seiscentista brasileiro em língua portuguesa. Tropas de Henrique Dias reconquistam o Rio Grande do Norte aos holandeses. dezembro. A esquadra do almirante De With com o conselheiro van Goch desembarca 2.000 homens do coronel van den Brande no Reconcavo Baiano, destruindo engenhos, incendiando canaviais e apresando o açúcar armazenado. 1649 janeiro. O rei da Inglaterra, Charles I é executado, sendo abolido o regime monárquico. Parte de sua família vai viver na Holanda, inclusive seus filhos Charles II e os duques de York e Gloucester, que por algum tempo são hospedes de Maurício de Nassau.

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O padre Antônio Vieira, conselheiro de d. João IV, publica o documento conhecido como Papel Forte, onde defende a entrega de Pernambuco aos holandeses para que Portugal ficasse dedicado por inteiro na guerra de independência contra a Espanha. Com o fracasso das negociações entre o rei d. João IV e o Conselho dos XIX, os diretores da Cia. das Índias Ocidentais ordenam ao novo comandante no Recife, o coronel van den Brincke, que rompa o cerco e ataque as tropas lusobrasileiras. 17/fevereiro. Afogados. Tropas de van den Brincke saem do Recife em direção a

18/fevereiro. Segunda batalha dos Guararapes. As tropas holandesas ocupam a parte alta dos morros mas, as forças luso-brasileiras do general Barreto de Menezes contornam o monte e atacam a retaguarda holandesa que procura resistir mas, são batidos e fogem, deixando para trás grande quantidade de armas e equipamentos, inclusive artilharia. Entre os mortos do lado flamengo estão, o coronel van den Brincke, o vice-almirante Giesseling e o chefe dos índios tapuias Pero Poty. 10/março. Aos moldes holandeses e por influência do padre Antônio Vieira, é criada em Portugal a Companhia Geral do Comércio do Brasil, que passa a ter o monopólio do comércio colonial do Rio Grande do Norte até São Vicente. Comercializava tanto os produtos da colônia, quanto as mercadorias a ela destinadas, como os escravos. Foi extinta em 1720. Informados das negociações entre o embaixador português Sousa Coutinho e os neerlandeses para venda do Brasil holandês, os insurretos em Pernambuco repudiam os termos da oferta portuguesa, dispondo-se a pagar o dobro do valor. 16/março. Parte do Recife expedição holandesa com 300 homens em 06 barcos com destino ao Ceará. 03/abril. Os flamengos chegam ao Ceará pela enseada do Mucuripe, comandados por Mathias Beck, e se estabelecem às margens do riacho Marajaitiba. 10/abril. No Ceará, o engenheiro Ricardo Caar inicia a construção do forte Schoonenborch, nome do então governador de Pernambuco, que seria o núcleo da cidade de Fortaleza. julho. Os Estados Gerais decidem enviar uma pequena frota de seis navios de guerra e seis iates ao Recife atendendo ao almirante Witte De With, que tinha seus navios aportados nessa cidade.

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04/novembro. A primeira frota da Companhia Geral de Comércio do Brasil, composta por 18 galeões e 48 navios mercantes, parte de Lisboa com destino a Salvador e Rio de Janeiro sob o comando do capitão-general João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa. 1650 maio. A esquadra enviada pelos Estados Gerais chega ao Recife. Grande enchente rompe o dique dos Afogados, danificando a ponte em vários trechos. Os reparos foram iniciados logo em seguida, tendo a extensão da ponte sido aumentada para 134 pés. setembro. Segue para Haia o novo embaixador português Antônio de Sousa Macedo. Tinha a missão de negociar a posse de Pernambuco através de indenização à Holanda. 06/novembro. Morre o stathouder príncipe Wilhelm II. 1651 06/março. O embaixador Sousa Macedo é ouvido na Assembléia dos Estados Gerais propondo tratado para resgatar os territórios do Brasil holandês para a Coroa lusa. 24/maio. Von Schkoppe escreve ofício aos Estados Gerais cobrando o envio de tropas e a conquista de Salvador como condição para a manutenção do domínio do Brasil holandês. 09/outubro. Declarado o Ato de Navegação, onde o Parlamento da Inglaterra proibia o transporte marítimo de mercadorias por navios que não fossem ingleses ou do país de origem dos produtos. Sentença judicial determina o reembolso de Nassau por suas propriedades no Recife. 1652 18/fevereiro. Nassau vende coleção de sete volumes de desenhos do Brasil e África ao Eleitor de Brandenburg, príncipe Friedrich Wilhelm. 14/março. Os argumentos de Sousa Macedo são rejeitados pela Assembléia. 06/abril. O holandês Jan van Riebeeck funda um entreposto de abastecimento no Cabo da Boa Esperança que mais tarde se tornaria a cidade do Cabo, África do Sul.

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maio. A Inglaterra declara guerra à Holanda. É conhecida como primeira guerra anglo-holandesa e teve como origem o Ato de Navegação. O Grande Eleitor assiste em Kleve ao casamento de Albertina Agnesina, filha do príncipe de Orange com Wilhelm Friedrich, stathouder da Frísia. As festividades foram organizadas por Nassau sendo exibidos itens exóticos vindos do Brasil. junho. Quinhentos homens ao comando de Dias Cardoso partem do Recife para atacar os holandeses nas capitanias vizinhas. julho. O Conselho Ultramarino português propõe o ataque direto aos holandeses no Recife. Nassau é sagrado Herrenmeister (mestre-cavaleiro) da Ordem de São João para o distrito de Brandenburg, em cerimônia realizada no castelo de Sonnemburg. Essa ordem medieval também conhecida como Joanitas, seria a futura Ordem de Malta. Três emissários do Alto Conselho do Recife, Gaspar van Heussen, Jacob Hamele e o judeu Abraão de Azevedo seguem para a Holanda a fim de relatar as condições da colônia e pedir que seja negociada com Portugal a posse das propriedades da Cia. das Índias Ocidentais. Maurício de Nassau recebe uma propriedade em Freudenberg, próximo a Kleve, em troca de trabalhos de Eckhout cedidos ao Grande Eleitor Friedrich Wilhelm. 1653 20/fevereiro. Sem conseguir ajuda da Holanda, o conselheiro van Goch parte do Recife para Haia, mesmo sem licença da Cia. das Índias Ocidentais, visando relatar a situação e conseguir provisões e armamento. 21/maio. cargos. Os conselheiros Schonenbergh e Haecx pedem demissão de seus

Em Praga, por influencia do Grande Eleitor Friedrich Wilhelm, Maurício de Nassau é sagrado pelo imperador Fernando III, príncipe (Reichsfürst) do Sacro Império Romano-Germânico. Nassau presenteia o imperador com desenhos, pinturas e móveis do Brasil. 09/junho. Frota da Cia. de Comércio do Brasil é ataca por corsários ajudados por holandeses que apreendem 4 barcos.

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20/dezembro. Chega à costa de Pernambuco uma frota da Companhia de Comércio do Brasil, composta de 77 navios sob o comando do almirante Francisco de Brito Freyre e do general Pedro Jaques Magalhães. 25/dezembro. Ocorre uma reunião entre os comandantes da esquadra lusa e o estado-maior do general Barreto de Menezes a fim de coordenar o ataque final às forças neerlandesas no Recife. Nassau recebe a comenda da Ordem Real do Elefante Branco da Dinamarca, uma das mais importantes da época. 1654 15/janeiro. Inicia-se a ofensiva das tropas luso-brasileiras, com o ataque ao Forte das Salinas (Soutpanne) em Santo Amaro, então comandado por Hugo van Meyer, com uma guarnição de cerca de 70 soldados. 17/janeiro. Conquista do Fortim de Alternar (Bateria do Asseca), numa ilha na confluência dos rios Capibaribe e Beberibe, pelos inssuretos. O local, posteriormente aterrado e incorporado ao continente, fica nas proximidades do atual Hospital Geral do Exército. 20/janeiro. Afogados. Os luso-brasileiros tomam o Forte Príncipe Guilherme em

22/janeiro. Cai também o Forte Amélia para os comandados de Vidal de Negreiros e Dias Cardoso. 24/janeiro. O governo do Brasil-holandes sitiado no Recife manda uma comissão para negociar a paz com os comandantes das tropas luso-brasileiras. 26/janeiro. Os holandeses capitulam assinando o termo de rendição na Campina do Taborda. No dia seguinte, as tropas de Barreto de Menezes entram no Recife. Foram entregues também pelos holandeses as capitanias de Itamaracá, Fernado de Noronha, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. 27/janeiro. Cerca de 400 judeus que viviam no Recife voltam para a Holanda temendo represálias dos portugueses. Eles tinham recebido o prazo de três meses para converterem-se ao catolicismo ou deixarem o Brasil. 28/janeiro. O general Barreto de Menezes recebe as chaves da cidade do general von Schkoppe e do Conselho Supremo. 19/março. Vidal de Negreiros chega a Lisboa para comunicar a vitória contra os holandeses e a retomada do Brasil.

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22/abril. Tratado de Westminster encerra a primeira guerra anglo-holandesa. maio. Chega a Amsterdam notícia da rendição do Recife aos luso-brasileiros. 13/junho. Nassau presenteia seu primo, o rei Frederico III da Dinamarca com 26 pinturas a óleo, sendo 24 quadros de Albert Eckhout, além de outros objetos oriundos do Brasil. 12/julho. Morre em Lisboa o frei Manuel Calado. 07/setembro. Vinte e três dos judeus que haviam saído de Pernambuco, chegam a América a bordo do navio francês Sainte Cetherine. Fundam a primeira comunidade judaica de Nova Amsterdã, que se tornaria depois a cidade de Nova York. 02/novembro. André Vidal de Negreiros é confirmado pelo rei como governador do Maranhão. O prédio da sinagoga Zur Israel é entregue a João Fernandes Vieira como espólio de guerra. 1655 Reconstruída a Igreja da Misericórdia em Olinda, destruída pelo incêndio da vila pelos holandeses em 1631. Com a morte do marechal Brederode, Nassau pleiteia o cargo de comandante do exército holandês. Nassau, agora governador da Renânia, funda em Duisburg uma universidade que, viria a tornar-se a Universidade de Bonn. 1656 Construída a igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, em homenagem às vitórias sobre os holandeses nos montes Guararapes. 06/novembro. Morre o rei de Portugal d. João IV. Assume o trono como regente a rainha dona Luísa de Gusmão, pois o príncipe herdeiro d. Afonso VI tinha apenas três anos. 1657 Estimulados pela paz com a Inglaterra e a fraqueza do trono luso, os holandeses voltam a exigir da Coroa portuguesa a devolução das possessões no Brasil, Angola e São Tomé.

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abril. Os Estados Gerais decidem enviar uma esquadra sob o comando de van Wassenaar-Obdam para bloquear o porto de Lisboa. agosto. Os Estados Gerais aprovam o texto das exigências a serem apresentadas à Regência lusa em troca do Brasil holandês. São nomeados como representantes neerlandeses Michiel ten Hove e Gijsbert de With. setembro. A esquadra de Obdam parte para Portugal. Os comissários den Hove e De Witt são recebidos pela rainha Luísa reclamando a restituição dos territórios no Brasil e África, além de farta indenização em dinheiro e açúcar. 23/outubro. As Províncias Unidas declaram guerra a Portugal devido a não aceitação dos termos apresentados para o acordo sobre os territórios de alémmar. novembro. A esquadra flamenga apreende 21 dos 34 navios de uma frota da Companhia de Comércio que chegava a Lisboa, voltando para a Holanda por causa do inverno. dezembro. Por falta de mantimentos e devido ao clima frio a esquadra de Obdam levanta o bloqueio na foz rio Tejo voltando à Holanda. 1658 Nassau é escolhido pelo Grande Eleitor para representa-lo nas negociações para a sucessão do imperador Fernando III no trono do Sacro Império Romanogermanico. fevereiro. Nassau segue com uma comitiva de 140 pessoas para Frankfurt a fim de participar da eleição do imperador do Sacro Império Romano-germanico. Nova esquadra batava bloqueia novamente a foz do rio Tejo. julho. Retomadas as negociações diplomáticas entre Portugal, representado pelo embaixador D. Fernando Teles de Faro e as Províncias Unidas, sobre os territórios coloniais das duas potências. O príncipe Nassau é nomeado governador da cidade de Minden. Publicado em Amsterdam o livro De Indiae Utriusque Re Naturali et Medica (Historia Natural e Médica das Indias Ocidentais) de Willem Piso. Era composto de 14 livros, sendo seis de Piso misturados com o trabalho de Marcgrave sobre fauna e flora, seis do naturalista Jacob Bontius sobre história natural e medicina das Índias Orientais e dois livros de Marcgrave sobre

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topografia e meteorologia, além de descrição dos costumes dos nativos brasileiros e chilenos. outubro. A frota holandesa em Lisboa retorna para ajudar nas disputas com a Dinamarca e Suécia. 25/dezembro. O secretário Diogo Lopes de Ulhoa chega a Lisboa com proposta das Províncias Unidas para acordo sobre o Brasil e África. 1659 14/janeiro. Vitória portuguesa na batalha das linhas de Elvas, contra os espanhóis. Os comandantes eram o português André de Albuquerque e o espanhol D. Luís de Haro. Assinado o tratado dos Pirineus entre França e Espanha. Em Kleve, o livro Rerum per octenium in Brasília ... é traduzido para o alemão por determinação de Nassau. Nassau realiza experimentos com artilharia na praia de Scheveningen, em Haia. 1660 Charles Stuart de passagem por Haia para Londres se hospeda na Mauritshuis onde recebe noticia de sua nomeação pelo Parlamento como soberano da Inglaterra, Escócia e Irlanda. maio. A Holanda finalmente decide fazer o tratado de paz com Portugal. 29/maio. O rei Charles II restaura oficialmente a monarquia na Inglaterra sob a influência do Parlamento. 22/junho. Falece em Lisboa o embaixador português d. Francisco de Sousa Coutinho. Foi o principal representante do rei d. João IV nas cortes europeias após a restauração do trono luso. Negociou um tratado de paz entre Holanda e Portugal durante sua permanencia em Haia entre 1643 – 50, tendo servido posteriormente em Paris e Roma. O general alemão Schomberg chega a Portugal para treinar o exército luso. A rainha Luíza de Gusmão envia a Pernambuco Francisco de Brito Freire como governador. Ele deveria preparar a capitania para uma possível fuga da Corte portuguesa para o Brasil em caso de invasão pela Espanha. 1661

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março. O embaixador de Portugal Henrique de Sousa Tavares, conde de Miranda do Corvo, apresenta ultimato aos Estados Gerais para a assinatura do tratado de paz entre portugueses e neerlandeses. 23/junho. Acertado o casamento de Charles II com d. Catarina, irmã do rei português D. Afonso VI. 20/julho. Como representante do Grande Eleitor de Brandenburg, Nassau consegue a assinatura de um tratado com o rei da Inglaterra, Charles II. Maurício de Nassau também tinha a missão de contratar o casamento de Charles II com a princesa Maria de Orange, filha mais nova do príncipe de Orange, mas esse objetivo não teve êxito. 06/agosto. É assinada a Paz de Haia, em que a Holanda reconhece o domínio português sobre as terras do nordeste do Brasil e Angola na África. Portugal deve pagar 4 milhões de cruzados ou 600 mil libras esterlinas, equivalentes na época a 63 toneladas de ouro, como indenização à Holanda, num período de dezesseis anos, em prestações anuais ou mensais. Fica acertado que os moradores ou comerciantes holandeses terão total garantia da coroa portuguesa no Brasil. 18/agosto. Proclamado na corte portuguesa o contrato nupcial entre d. Catarina de Bragança, princesa da Coroa portuguesa e o rei da Inglaterra Charles II. 1662 A coroa lusa decide que o Brasil pagará 120 mil cruzados mensais da indenização devida à Holanda. Este valor foi pago, quase que em sua totalidade, com o recém descoberto ouro da região de Minas Gerais. O imposto que deveria durar apenas 16 anos foi mantido indefinidamente. 22/maio. Celebrado o casamento entre Charles II e D. Catarina. Como dote, a coroa britânica recebeu de Portugal as cidades de Tanger na África e Bombaim na Índia, além de 2 milhões de cruzados. A Inglaterra se compromete em defender a independência do trono luso diante da Espanha. junho. Morre no Recife o mestre-de-campo Henrique Dias. Em sua homenagem, foram criados os “Regimentos dos Henriques” compostos de oficiais e soldados negros. 29/junho. A rainha d. Luísa de Gusmão renuncia à regência em favor de seu filho d. Afonso VI. 1663 abril. Publicado formalmente o tratado de paz de Haia.

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Apenas ao final do ano o Tratado de Haia é oficialmente divulgado no Brasil e Índia. 1664 27/agosto. Nova Amsterdam é capturada pelos ingleses. 06/setembro. Sob o domínio ingles, Nieuw Amsterdam passa a se chamar New York em homenagem a Jaime, duque de York, irmão de Charles II. 1665 06/janeiro. De volta de cerimonia funebre em Leeuwarden, Nassau escapa de afogar-se em um canal em Franeker, região norte holandesa, quando a ponte desaba no momento que sua comitiva a atravessava. A ponte passa a chamarse Mauritsbrug. 04/março. O rei da Inglaterra Charles II declara guerra à Holanda, sendo considerada como a Segunda Guerra Anglo-Holandesa. 13/junho. Batalha naval de Lowestoft, Ingaterra, entre as forças de James Stuart, duque de York e de Jacob van Wassenaer Obdan, cada uma com cerca de 100 belonaves. Ao final, os ingleses haviam perdido apenas 1 navio, enquanto a frota neerlandesa perdeu 17 embarcações. 17/junho. Batalha de Montes Claros em Portugal, último dos grandes combates entre lusos e espanhois pela chamada Guerra da Restauração do trono português. As tropas de Antônio Luís de Meneses, marquês de Marialva, suportaram o ataque das forças espanholas do marquês de Caracena. setembro. Tropas do bispo e príncipe Christoph Bernard von Galen de Münster, atacam o leste da Holanda como aliadas da Inglaterra. Nassau é nomeado marechal-de-campo do exército neerlandes, cargo correspondente a comandante supremo na guerra contra von Galen, pelo prazo de um ano. dezembro. As tropas de von Galen são expulsas da Holanda. 1666 O cargo de marechal-de-campo de Maurício de Nassau é prorrogado por mais 01 ano. 18/abril. Na cidade de Kleve, é assinado tratado de paz entre holandeses e o bispo de Münster, von Galen.

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31/agosto. Episódio conhecido como Conjuração do Nosso Pai. O então governador de Pernambuco Jerônimo de Mendonça Furtado, conhecido como Xumbergas, é preso em Olinda por determinação da Câmara e demais autoridades locais, sendo enviado à Bahia e depois para Portugal. Após a Restauração Pernambucana, os líderes locais esperavam que a Coroa designasse como governador da Capitania um homem dos seus quadros. O que ocorre é a nomeação de Furtado, um estranho em Pernambuco e que mostrouse inábil no trato com os da terra. 1667 14/junho. Na batalha naval de Medway ou Chatham a frota do almirante neerlandes Michiel Adriaanszoon de Ruyter impõe fragorosa derrota à marinha inglesa, destruindo 13 navios e levando rebocado o navio-capitânia inglês Royal Charles. A importância da vitória holandesa foi tal, que forçou a Inglaterra a aceitar a paz. 31/julho. Assinado o Tratado de Breda, na cidade do mesmo nome, entre Holanda e Inglaterra, encerrando a chamada Segunda Guerra AngloHolandesa. Pelo tratado, os holandeses deixariam o controle das colonias da América com os portugueses e ganhariam além do direito de comércio no litoral brasileiro, algumas possessões no Oriente. Nassau participa de combates contra tropas francesas que atacam a Holanda. 1668 23/janeiro. Assinado o Tratado da Tríplice Aliança entre Inglaterra, Holanda e Suécia contra a França. 13/fevereiro. O trono espanhol, através de Carlos II, reconhece a independência de Portugal, sob o reinado de D. Afonso VI. Como compensação, os portugueses cedem o controle de Ceuta (norte da África) aos espanhois. 1669 Com o final da Segunda Guerra Anglo-Neerlandesa, o rei Charles II intervem junto aos Estados Gerais para revisão do Tratado de Haia de 1661, já que Portugal ainda não pagara a primeira parcela do acordo. 30/junho. Assinado o Segundo Tratado de Haia. Fica acertado que uma parte da dívida será paga com o sal de Setubal, utilizado pelos Países Baixos na conservação de pescado e o prazo do pagamento foi ampliado de 16 para 20 anos em parcelas de 150 mil cruzados anuais. Os holandeses retomam o controle de New York. Residência de Nassau em Freudenberg é destruida por incendio.

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1670 01/junho. Os reis da França, Luís XIV e da Inglaterra, Charles II, assinam tratado para combater a Holanda. 1671 Nassau participa da guerra contra a Espanha. Concluída a obra do Prinsenhof no centro de Kleve, que passa a ser a residencia oficial de Maurício de Nassau. Seu projeto esteve inicialmente a cargo de Maurits Post, filho de Fraz Post e afilhado de Nassau. Em seguida, os trabalhos passaram às mãos de Daniel Dopff. A Companhia das Índias Ocidentais entra em processo de falencia em parte provocada pelo atraso de Portugal no pagamento das parcelas da indenização previstas no Tratado de Haia. 1672 27/fevereiro. Nassau recebe notícia que os Estados Gerais o haviam substituído pelo príncipe Guilherme III de Orange no comando do exercito neerlandês. 06/abril. A França de Luís XIV, com o apoio da Inglaterra, Münster e Colônia declara guerra à Holanda, sendo considerada como a Terceira Guerra AngloHolandesa. abril. Nassau ataca as tropas francesas em Chamilly com um efetivo de 3000 homens, mas não consegue derrotar o inimigo, retirando-se. Com o apoio de Johan de With, Nassau recebe em definitivo o posto de marechal do exército das Provincias Unidas. Devido a idade avançada de Nassau, é criado um novo posto paralelo de marechal que é ocupado por Paulus Wirtz. maio. Tropas da França com mais de 130 mil homens cruzam o rio Maas e invadem o sul da Holanda. As cidades de Kleve e Utrecht são dominadas, obrigando aos holandeses abrir os canais e inundar diversas localidades para deter o avanço inimigo. Morre o mestre-de-campo Antônio Dias Cardoso. junho. Tropas de Nassau postadas em Muiden impedem o avanço francês até Amsterdam.

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09/julho. Devido ao extenso avanço das tropas inimigas, o príncipe Whilhem III substitui Maurício de Nassau assumindo o comando geral das armas da Holanda, levando as tropas neerlandesas a diversas vitórias contra os franceses em terra e contra os ingleses no mar. 20/agosto. Insatisfeito pela condução da política holandesa e a invasão francesa, o povo lincha o stathouder dos Estados Gerais, Johan De Witte e seu irmão Cornelis, em Haia. Os corpos foram mutilados e pendurados de cabeça para baixo na prisão de Gevangenpoort. 08/outubro. Morre em Madagascar o holandês Johan Jacob Nieuhof. Esteve no Brasil como funcionário da WIC entre 1640 e 1649 tendo descrito suas experiencias no livro “Memorável Viagem Marítima e Terrestre ao Brasil” onde relata em texto e imagens aspectos da fauna, flora, clima e habitantes locais. 1673 março. As tropas de Nassau em pessimas condiçoes são repelidas no ataque a Hardewijk, norte da Holanda. 11/junho. Tem início o cerco de Maastricht, sudeste da Holanda, pelo exército de Luís XIV. junho. Nassau ataca Staphorst e Rouveen, Holanda, quase sendo morto por confundirem seu uniforme da Ordem de Malta com o do exército de Münster. 06/julho. As tropas francesas tomam Maastricht. Nassau desloca suas tropas para a Frísia a fim de combater os franceses. setembro. Com apoio de tropas do Grande Eleitor, da Austria e Espanha, os holandeses expulsam o exército francês em definitvo das terras neerlandesas. novembro. Nassau retorna para a Mauritshuis a fim de tratar-se de complicações de saúde advindas do clima frio e úmido do norte holandês. 1674 09/fevereiro. Termina o terceiro conflito entre holandeses e ingleses com a assinatura do Tratado de Westminster. 11/agosto. O príncipe Nassau destingue-se na batalha de Seneffe, atualmente na Bélgica, como comandante da cavalaria, contra tropas francesas de Louis II de Bourbon, Prince de Condé. Foi uma das mais sangrentas ações do século XVII e Nassau, ainda que enfermo, permanece no combate até o final, por cerca de 15 horas ininterruptas. Ainda assim, ao final dos combates, Nassau ofereceu as carroças onde viajava para atendimento dos feridos mais graves.

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20/setembro. Com a perda das possessões em toda a América, a Cia. das Índias Ocidentais holandesa (WIC) é liquidada. 21/dezembro. Morre em Dondrecht, Holanda, aos 57 anos, Anna Paes Gonsalves de Azevedo, ex-dona do engenho Casa Forte no Recife. Foi casada primeiramente com o capitão Pedro Correia da Silva que morreu no ataque dos holandeses ao Forte São Jorge. Em 1637 casa-se com o capitão holandes Charles de Tourlon. Enviuvou novamente em fevereiro de 1644. Casa-se pela terceira vez com o conselheiro de justiça Gilbert de With em 1645. Com a expulsão dos invasores em 1654, Anna Paes muda-se para a Holanda. Segundo citações da época, d. Anna Paes era dotada de grande beleza e inteligência, além de cultura invulgar para mulheres daquele período. Existem relatos de que Anna Paes teve um relacionamento amoroso com Maurício de Nassau durante a permanencia deste no Recife. Nassau ocupa o cargo de governador de Utrecht. O príncipe Nassau retira-se da vida pública. 1675 Uma nova Cia. das Índias Ocidentais é organizada na Holanda. Atuaria até o ano de 1791 quando suas ações foram adquiridas pelo governo neerlandes e a companhia definitivamente fechada. Nassau recebe do governo neerlandez a missão de vistoriar as fortificações da fronteira. 1676 Nassau, já enfermo, pede reforma e deixa as ocupações militares indo viver no ducado de Kleve. 02/junho. Derrota da frota holandesa na batalha de Palermo pelas forças navais francesas de Duquesne. Nassau escreve uma memória sobre as técnicas por ele empregadas para o replantio de árvores. Os problemas respiratórios de Nassau reaparecem impedindo-o de esforços físicos. 04/novembro. 1677 Casamento de Guilherme III com Maria de York. 1678

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janeiro. Assinado tratado de paz anglo-holandes. Após seis anos de luta, os holandeses conseguem expulsar os franceses de seu território. 10/agosto. Nassau participa como consultor militar da conferência de paz em Nijmegen entre holandeses e franceses. Construído por Hermann Pithan o mausoléu de Nassau na propriedade rural denominada Berg-und –Tal (Monte e Vale) nos arredores da cidade de Kleve na Alemanha. Nele está gravado o lema de Nassau: Qua patet orbis - Até onde a Terra alcança. Também pode ser visto, entre outros títulos de Nassau, o de “Princeps Brasiliensis”. Maurício de Nassau sofre ataque de malária. 10/dezembro. Nassau envia carta ao rei Luís XIV da França oferecendo-lhe uma coleção de 18 quadros sobre o Brasil, que ele intitula de “Retratos de todo o Brasil”. 1679 A coleção Retratos de todo o Brasil é adquirida por Luís XIV. 26/junho. Nassau escreve ao representante dos Países Baixos na Dinamarca, Jacob Le Maire, a fim de obter cópia dos quadros com que havia presenteado ao rei Frederico III em 1654. agosto. A coleção Retratos de todo o Brasil é exposta no Louvre em Paris. Nassau faz revisão do seu testamento designando seu sobrinho e afilhado Guilherme Maurício de Nassau-Siegen como seu herdeiro universal. 20/dezembro. Às nove horas da manhã, morre o príncipe Johann Moritz von Nassau-Siegen em Berg-und-Tal, onde é enterrado em seu mausoléu. 1680 Parte da coleção de objetos de arte e exóticos de Nassau é transferida para o castelo em Siegen. 18/fevereiro. Morre Frans Janszoon Post aos 68 anos em Haarlem, Holanda, sua terra natal. Post foi o primeiro pintor europeu a retratar o Novo Mundo, nos sete anos que passou no Brasil e mesmo após sua volta à Holanda com Nassau em 1644. Post pintou quase 200 quadros com motivos brasileiros.

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março. Os restos mortais de Maurício de Nassau, que ficará conhecido como “Nassau, O Brasileiro” são trasladados para o panteão da família em Siegen. Não é conhecido que Mauricio de Nassau tenha deixado nenhum descendente direto.

“Nassau conquistou coisa muito melhor do que cidades e fortalezas: a simpatia de inúmeras pessoas.” Josephus Jacobus Van den Besselaar

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Mausoléu de Nassau em Berg-und-Tal

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FONTES

DE

REFERÊNCIA

A. SITES DA INTERNET
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HISTORIA GERAL DO BRAZIL Varnhagen, Francisco Adolpho Madrid, 1854 O CENTENÁRIO DA CHEGADA DE NASSAU E O SENTIDO DAS COMEMORAÇÕES PERNAMBUCANAS Sobrinho, Barbosa Lima Tipografia da Imprensa Oficial Recife, 1936 A MAURITSHUIS AO TEMPO DE NASSAU Leão, J. de Sousa Imprensa Universitária UFPE, 1966 PERNAMBUCO – SEU DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO Lima, Manuel de Oliveira Gov. Estado de Pernambuco - CEPE 1975

RECIFE DE ONTEM E DE HOJE Arlego, Edvaldo

ATLAS HISTÓRICO CARTOGRÁFICO DO RECIFE Menezes, José Luiz Mota organizador Editora Massangana, 1988

TESTAMENTO POLÍTICO DE MAURÍCIO DE NASSSAU Conselhos aos Governantes Coleção Clássicos da Política Senado Federal – Brasília, 1998

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REVISTA CONTINENTE CULTURAL Ano 1, n° 1 – janeiro/2001

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REV. CONTINENTE DOCUMENTO Ano 1, n° 1 Gov. Estado de Pernambuco - CEPE 2002 RELENDO O RECIFE DE NASSAU Verri, Gilda Mª Whitaker; Britto, Jomard Muniz Edições Bagaço Recife, 2003 O VALEROSO LUCIDENO TRIUNFO DA LIBERDADE Calado, Frei Manoel CEPE Recife, 2004 E O

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DIÁRIO DE UM SOLDADO – Ambrósio Richshoffer & OLINDA CONQUISTADA – Padre João Baers Organização Leonardo Dantas Silva CEPE Recife, 2004 A ILHA NO CENTRO DO MUNDO Shorto, Russell Editora Objetiva 2004

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RERUM PER OCTENNIUM IN BRASILIA... Barlaeus, Gaspar Tradução e notas Cláudio Brandão Edições do Senado Federal, 2005 CONVERSANDO COM MARCGRAVE: A HISTÓRIA DA MODERNA ASTRONOMIA NO HEMISFÉRIO SUL Medeiros, Alexandre e Araújo, Fábio RELEA, n° 2, 2005 VIVER E MORRER NO BRASIL HOLANDÊS Boogaart, Teensma, Schalkwijk, Menezes & Hulsman Organização Marcos Galindo Editora Massangana Recife, 2007 A PRESENÇA JUDAICA NA URBANIZAÇÃO DO RECIFE NOS SÉCULOS XVII E XX Silva, Maria Carolina Medeiros da I Colóquio de História da UFRPE 2007 O NEGÓCIO DO BRASIL. PORTUGAL, OS PAÍSES BAIXOS E O NORDESTE 1641 – 1669 Mello, Evaldo Cabral de Companhia de Bolso São Paulo, 2011

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OLINDA RESTAURADA. GUERRA E AÇÚCAR NO NORDESTE 1630-1654 Mello, Evaldo Cabral de Editora 34 2007

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O OBSERVATÓRIO NO TELHADO Matsuura, Oscar Toshiaki CEPE Recife, 2011

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IMAGENS
CAPA O príncipe Johan Maurits van Nassau-Siegen Jan de Baen - MASP PÁGINA 1 Mauritshuis www.minbuza.nl PÁGINA 3 Castelo de Dillenburg Rerum per Octennium in Brasília... - Gaspar Barlaeus PÁGINA 28 Palácio Friburgo www.meurecife.com.br Palácio Boa Vista Rerum per Octennium in Brasília... - Gaspar Barlaeus PÁGINA 56 Mausoléu de Nassau www.kleve.de

Lúcio Costa
Recife – 2006
lucioafcosta@hotmail.com www.mauritsstadtblog.blogspot.com

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

OUTUBRO/2012

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