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relatorio bioquimica enzimas

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Introdução

As enzimas são proteínas que catalisam reações químicas, nos seres vivos e possuem um centro ativo, onde se processam as reações com determinados substratos. O emprego de reações enzimáticas em química analítica tem sido amplamente explorado devido a seu alto poder catalítica e alta seletividade A enzima urease, selecionada para o desenvolvimento desta prática, foi extraído de sementes de soja (outras fontes poderiam ser utilizadas como sementes de melancia). A urease é a enzima responsável pela hidrolise da uréia em amônia e dioxo de carbono. Análises da formação dos produtos da reação catalisada pela uréase, seram o ponto de partida a evidenciarmos a caracterização e propriedades das enzimas.

82ml de NaOH 0. Forno para banho maria ajusta para 37 e 100oC. Refrigerador ajustado para 0oC.1 M pH 5.1N) Solução de Cloreto de Mercúrio a 0.0 contendo 1% de Tiouréia. Pipeta 3ml.1 M pH 7.Soluções Utilizadas           Solução de Urease (extraída da soja).Procedimentos Realizados e Variações Físicas Observadas .Materiais Utilizados      Tubos de ensaio de 10ml.1 M pH 6.Objetivo O principal objetivo dessa prática é evidenciar a influência da temperatura e do pH na atividade enzimática. 3 .1 M pH 4.0 contendo 1% de Uréia.1 M pH 7. 2 . 4 .0. Solução tampão 0.1 M pH 7. constatar a grande especificidade enzimática e a ação de inibidores na atividade enzimática. Solução de Vermelho de Fenol ( 0. Solução tampão 0. Solução tampão 0.0 contendo 1% de Uréia. Solução tampão 0. Solução tampão 0.01%.0 contendo 1% de Uréia.0 contendo 1% de Uréia. Solução tampão 0. Solução de Uréia a 1%.1 . Pera.1g de vermelho de fenol dissolvido em 250ml de agua destilada alcalinizada com 2.

foram previamente preparadas por outra equipe. o primeiro com 3ml da solução tampão pH 7 com 1% de ureia. o rotulado como “dois” foi colocado no refrigerador a 0oC. após cinco minutos observou-se as colorações conforme mostradas na figura 2. ● Primeiro experimento. para cada tubo. Sendo que as soluções utilizadas (descritas no item 3).3ml da solução de ureia a 1% e três gotas da solução de vermelho fenol.Os procedimentos realizados foram divididos em cinco experimentos independentes. inicialmente adicionou-se em cada tubo 5 gotas de uréase e 3ml da solução tampão pH 7 sem ureia. Inicialmente ambos os tubos apresentaram uma coloração alaranjada. todos por um período de 20mim. em banho maria a 37oC e o como “um” em banho maria a 100oC. em seguida foram adicionados em cada um deles 0. ● Segundo experimento: Influência da temperatura sobre a atividade enzimática. . após aproximadamente uma hora observou-se a mudança de coloração no “tubo um” para um tom de vermelho. Foram preparados dois tubos de ensaio. conforme a figura 1. determinação da atividade enzimática. o rotulado como “três”. Foram preparados três tubos. 3 gotas da solução de uréase e 3 gotas da solução do indicador ácido-base. vermelho fenol.

duas gotas de solução de uréase e uma gota da solução do Cloreto de Mercúrio a 0. após agitação adicionou-se 3ml da solução tampão pH 7 contendo ureia a 1% e uma gota da solução de vermelho fenol. após cinco minutos observou-se as colorações conforme a figura 3.01%. . Em um tubo de ensaio adicionou-se 2ml de água destilada. porém sem a solução de cloreto de mercúrio.● Terceiro experimento: Inibição da atividade por sais de Mercúrio. Um segundo tubo foi preparado.

● Quarto experimento: Teste de especificidade enzimática. foi adicionado 3ml da solução tampão pH7 com 1% de tiureia. ● Quinto experimento: preparou-se quatro tubos de ensaio. Foram preparados dois tubos de ensaio. Agitou-se as misturas e após cinco minutos observou-se as colorações conforme mostradas na figura 4. e 3ml da solução tampão com 1% de uréia. ambos com duas gostas da solução de uréase e três gotas da solução de vermelho fenol. . porém a solução tampão usada no tubo que foi identificado como “tudo um”. o identificado como “três”. era de pH 5 e o identificado como “tubo quatro” era de pH 6. foi adicionado 3ml da solução tampão pH7 com 1% de ureia. era de pH4. era de pH7. o tubo identificado como “dois”. enquanto que o especificado como “tubo dois”. Após cinco minutos as misturas apresentaram as colorações mostradas na figura 5. cada um deles com três gotas da solução de vermelho fenol. três gotas da solução de uréase. porém o tubo que especificamos como “tubo um”.

noções gerais sobre a variação da atividade enzimática em função da variação de temperatura e pH. especificidade das enzimas. + H2O → CO2 + 2NH3 . 5.5 .Fundamentações Teóricas e Discussões dos Resultados Para que possamos compreender os resultados obtidos experimentalmente é necessário que tenhamos algumas fundamentações teóricas.1 . a composição química do substrato e produtos da catalise enzimática. ação de inibidores e as características do indicador ácido-base vermelho fenol. como.Reação Catalisada pela Uréase A uréase é uma enzima que catalisa a hidrólise da uréia em dióxido de carbono e amônia conforme equação abaixo.

A grande sensibilidade da reação catalítica em função da temperatura e pH. a atividade enzimática e verificada pela formação de carbonato de amônio).trabalho experimental realizado por Amaral.htm . K. Essa será a característica chave para evidenciarmos a ocorrência da catalise e a sua intensidade.G (UFRN). http://www.A hidrólise da uréia promove a elevação do pH. publicado no endereço eletrônico. os fazem fatores limitantes em relação a atividade enzimática. 2 NH3 + 2 H2O →2 NH4OH . formando assim o carbonato de amônio (que e uma sal de caráter básico.O. mesmo que de forma qualitativa.C. 1 1 . alterando assim a atividade catalítica. Em meio aquoso ocorre a reação da amônia com a água formando hidróxido de amônio.br/cbq/2008/trabalhos/4/4-3714759. e a reação da água com dióxido de carbono formando o ácido carbônico. podendo aumentar ou diminuir a velocidade reacional pela modificação na estrutura do sitio ativo.abq.Variantes da Atividade Enzimática Fatores como pH e temperatura atuam no mecanismo cinético das reações enzimáticas. em função da inserção de amônia no meio. conforme reações abaixo.org. Para cada enzima existe valores ideais de pH e temperatura. CO2 + H2O → H2CO3 H2CO3 + 2 NH4OH → (NH4) 2CO3 + 2H2O 5. no que diz respeito a performance da sua atividade enzimática. Estudos da atividade enzimática da uréase em função da temperatura e pH são resumidos nos gráficos abaixo.2 .

apresentando uma gradual transição do amarelo ao vermelho entre o pH 6. .. 5. cuja formula estrutural é apresentada na figura 6. acima do pH 8.6 e 8.1 apresenta uma coloração rosa conforme figuara 7. A solução de vermelho de fenol é usada como indicador de pH.3 – Vermelho de fenol O vermelho fenol é um cristal vermelho.

caracterizando a atividade enzimática. já que nessa temperatura é esperada a desnaturação da uréase pelo calor. representa essa formação. promovidas pelo indicador ácido-base. que diz que a atividade enzimática da uréase é maior na temperatura 37oC do que em 0oC. entretanto observamos um tom mais avermelhado no tubo um (100oC). verificando um pH mais elevado no “tubo um”. que por sua vez representa atividade enzimática. que injeta amônia e dióxido e carbono no meio promovendo a formação do sal carbonato de amônio (básico).4 .Interpretações dos Resultados Para interpretarmos os resultados adequadamente é necessário que esteja consolidada a idéia de que a elevação do pH no meio está relacionado com a atividade enzimática. Os resultados demonstram que ocorreram falhas na execução do experimento. figura 8. conforme características do indicador vermelho fenol. não havendo assim atividade enzimática. provavelmente por ter ocorrido hidrólise da uréia em função da temperatura. encontramos muita dificuldade em função da proximidade de suas cores. o que não está de acordo com estudos anteriores publicados e fontes confiáveis. ●Segundo experimento: nesse experimento ao tentarmos posicionar de forma relativa os três tubos na escala de pH. . já o tubo dois( 0oC) apresenta um tom mais avermelhado que o tudo três (37oC).5. e que as variações de coloração das misturas. vermelho fenol. figura 9. os colocamos em diferentes pontos na escala de pH. ●Primeiro experimento: relacionando as colorações observadas em ambos os tubos de ensaio.

evidenciando assim a especificidade da uréase em relação a ureia. sequencialmente o tubo quatro. posicionamos os quatro tubos em função do pH.Terceiro experimento: posicionando de forma relativa os dois tubos na escala de pH. o que caracteriza a atividade enzimática no tubo um e a não atividade no tubo dois. já no “tubo um” observamos um tom de vermelho (figura 11). tendo o tubo um (tampão pH7) o maior pH. observamos que o “tubo dois” é muito mais básico que o “tubo um” (figura 10) o que evidencia a atuação do cloreto de Mercúrio como agente inibidor da catálise enzimática da uréase. Vale ressaltar a grande similaridade da uréia em relação a tiuréia (figura 12) Quinto experimento: fundamentando-se nas mudanças de coloração proporcionada pelo vermelho fenol. três. Quarto experimento: observamos um tom amarelado no “tudo dois”. e dois (figura 13) o que demonstra maior atividade enzimática no .

No tudo dois (tampão 4). . evidenciando assim a influência do pH na atividade enzimática.tubo um. não há nenhum indicio de atividade enzimática em função da acentuada coloração amarela. reduzindo a atividade com a redução do pH da solução tampão com ureia utilizada.

Conclusão Falhas operacionais ocorreram. Nessa prática trabalhamos com propriedades das enzimas de caráter limitante. porém nada que comprometa os objetivos esperados. sem dúvida está entre as obras mais fascinantes da “engenharia química da vida”. fragilidade. o que não reduz a grandiosidade do universo das enzimas. restrições funcionais. . vulnerabilidade a ação de agentes inibidores.

Editora Sarvier.org.htm.br/cbq/2008/trabalhos/4/4-371-4759. 839p.Referencias Bibliográficas LEHNINGER.abq. 1993. Albert Lester “Princípios de Bioquímica” 2ª ed. SP. acessado em 10/05/2012 . http://www.

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