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cálculo conceito+história

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dados obtidos, um certo dia, na wikipédia
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A noção de limite, conquanto seja a mesma para todos os tipos de funções numéricas,
nem sempre é fácil de se calcular. Muitas vezes é mesmo difícil de se
limite exista ou não.

Esse é o caso de funções de duas ou mais variáveis. Uma função do tipo:

pode ter evidentemente um limite, mas aqui há uma diferença fundamental.

Sobre a reta real, só existe verdadeiramente um
para a direita (no sentido de maiores números reais) ou para a esquerda (no sentido de
menores números reais).

Com uma função de duas variáveis (só para ficar no caso mais simples) tem
graus de liberdade. Consequentemente, pode
o que na verdade influencia no valor do limite.

Ora, para que exista um valor de limite, é necessário que ele independa do caminho
tomado para que o(s) valor(es) da(s) variável(eis) independentes sejam alcançados
é verdade no caso unidimensional, quando os dois
contrário, o limite não existe.

De forma semelhante, quando se tem uma função bidimensional como:

o limite pode ser testado através de vários caminhos.

Suponha que se queira verificar o seguinte limite L desta funçao:

Pode-se aproximar-se do valor (0,0) através das seguintes possibilidades:

• o limite se fazendo através da abcissa, da direita para a esquerda, ou seja,

Limites em funções de duas ou mais variáveis

A noção de limite, conquanto seja a mesma para todos os tipos de funções numéricas,
nem sempre é fácil de se calcular. Muitas vezes é mesmo difícil de se

Esse é o caso de funções de duas ou mais variáveis. Uma função do tipo:

pode ter evidentemente um limite, mas aqui há uma diferença fundamental.

Sobre a reta real, só existe verdadeiramente um grau de liberdade, ou seja, só se pode ir
para a direita (no sentido de maiores números reais) ou para a esquerda (no sentido de

Com uma função de duas variáveis (só para ficar no caso mais simples) tem
graus de liberdade. Consequentemente, pode-se ter infinitos caminhos entre dois pontos,
o que na verdade influencia no valor do limite.

Ora, para que exista um valor de limite, é necessário que ele independa do caminho
tomado para que o(s) valor(es) da(s) variável(eis) independentes sejam alcançados
é verdade no caso unidimensional, quando os dois limites laterais coincidem. Em caso
contrário, o limite não existe.

De forma semelhante, quando se tem uma função bidimensional como:

o limite pode ser testado através de vários caminhos.

que se queira verificar o seguinte limite L desta funçao:

se do valor (0,0) através das seguintes possibilidades:

o limite se fazendo através da abcissa, da direita para a esquerda, ou seja,

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Limites em funções de duas ou mais variáveis

A noção de limite, conquanto seja a mesma para todos os tipos de funções numéricas,
nem sempre é fácil de se calcular. Muitas vezes é mesmo difícil de se afirmar que o

Esse é o caso de funções de duas ou mais variáveis. Uma função do tipo:

pode ter evidentemente um limite, mas aqui há uma diferença fundamental.

eja, só se pode ir
para a direita (no sentido de maiores números reais) ou para a esquerda (no sentido de

Com uma função de duas variáveis (só para ficar no caso mais simples) tem-se dois
caminhos entre dois pontos,

Ora, para que exista um valor de limite, é necessário que ele independa do caminho
tomado para que o(s) valor(es) da(s) variável(eis) independentes sejam alcançados. Isso
coincidem. Em caso

se do valor (0,0) através das seguintes possibilidades:

o limite se fazendo através da abcissa, da direita para a esquerda, ou seja,

Nesse caso o limite L é zero

• o limite se fazendo através da ordenada, de cima para baixo, ou seja,

Nesse caso, o limite L é também zero

Poder-se-ia ficar enumerando todas as possibilidades, mas seria ocioso. No caso dessa
função, o limite nesse ponto é sempre zero.

Um exemplo de uma função

que pode ser provado fazendo
parametrizações dadas pelas equações paramétricas:

a função toma a forma

Vê-se, então, que o valor do limite
parametrização permite que se aproxime do ponto (0,0). Dessa forma, o limite
existe nesse ponto para essa função.

Nesse caso o limite L é zero

e fazendo através da ordenada, de cima para baixo, ou seja,

Nesse caso, o limite L é também zero

ia ficar enumerando todas as possibilidades, mas seria ocioso. No caso dessa
função, o limite nesse ponto é sempre zero.

Um exemplo de uma função que não apresenta valor de limite em (0,0) é a função:

que pode ser provado fazendo-se a aproximação do ponto (0,0) através das
dadas pelas equações paramétricas:

se, então, que o valor do limite depende do angulo α pelo qual a reta de
parametrização permite que se aproxime do ponto (0,0). Dessa forma, o limite
nesse ponto para essa função.

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ia ficar enumerando todas as possibilidades, mas seria ocioso. No caso dessa

que não apresenta valor de limite em (0,0) é a função:

se a aproximação do ponto (0,0) através das

pelo qual a reta de
parametrização permite que se aproxime do ponto (0,0). Dessa forma, o limite não

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ANEXO 1.1

Limite de uma seqüência

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Limite_de_uma_sequ%C3%AAncia)

O limite de uma seqüência é um dos conceitos mais antigos de análise matemática. A
mesma dá uma definição rigorosa à idéia de uma seqüência que converge até um ponto
chamado limite.

De forma intuitiva, supondo que tem-se uma seqüência de pontos (por exemplo, um
conjunto infinito de pontos numerados utilizando os números naturais) em algum tipo
de objeto matemático (por exemplo, os números reais ou um espaço vetorial) que
admite o conceito de vizinhança (no sentido de "todos os pontos dentro de uma certa
distância de um dado ponto fixo"). Um ponto L é o limite da seqüência se para toda a
vizinhança que se defina, todos os pontos da seqüência (com a possível exceção de um
número finito de pontos) estão próximos a L. Isto pode ser interpretado como se
houvesse um conjunto de esferas de tamanhos decrescentes até zero, todas centradas em
L, e para qualquer destas esferas, só existiria um número finito de números fora dela.

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