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Bizancio Visto Do Ocidente

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DICIONÁRIO

TEMÁTICO OCIDENTE DO
VOIUMEI

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coordenador tadução da

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A imagem que sugeredifere daquelaencontradaem crônicase docu_ mentosoficiaisde chancelaria.a avedivina permanece extremida.ss". reconhece superioridade sucessor este a do cristão do Império Romano. uma visãomais fundamentada na relação forçase na ideologiaque sustenra exercício poder.. "rpropõem uma visãomais concretado Outro. simbolizado pelaáguiaque partiu de Tióia para Roma antesde se fixar em Constantinopla. (Dante..rr. Interrogandoa alma de Justiniano duranteseupercurso pelo Paraíso.daí governao mundo. não . e O pnosrícro DE BrzÂNCÌo Até o princípio do séculoWiI. Eu fui Júlio Césare souJustiniano. onde governaria de toda a Cristandade. "Pxaíso".BIZÂNCIO VISTO DO OCIDENTE "Há centenas centenas anos. Dante demonstra consciência unidater da de e da continuidadedo Império. A Diuìna Comédia. as de o do oscilaçóes imagemde Bizâncioao longo dos séculos da resultamde conside_ raçóes políticase estratégicas. . e de na de da Europa. à sombrade suas ?Lsas saeradas.ta1como sonhava que o Ocidentefosse governado. Com efeito. mesmo â invasãodos bárbarospode ser considerada fator de renovação ideal universalista do porque resdtui suacabeça a um império vitimado até enrãopor uma diüsão contraa natureza.a r€stituiçãodasinsígniasimperiais à Constantinopla por Odoacro. Assim. 4-10). passando mão em mão.A divisão de 395 nunca foi vista pelosconremporâneoscomo uma ruptura definitiva.para uso dos governaltes.Os documentos oficiais.Assim. em 476.perto dos montesde onde saiu e. Bizâncio desfruta de grande prestígio no Ocidente.drrrde ças.seusautores substituemde bom era_ do pela história-batalha compreensão a profunda de um mundo torrr"do tranho ao Ocidente. Parao poeta.Bizânciopersonifica idéia de um império regid.os textosnaffaÌivosnão selnteressammuito pelo velho império oriental. interesses de religiosos econômicos ou que levam o Ocidenteprimeiro a respeitar romanidade a cristãe depoisa tratar com indiferençae desprezo um mundo que redescobre com simpariaapenas no rempodo humanismo do Renascimenro.o a segundo leis.Pelomenosformalmenre.ela pousousobrea minha. Numa d. VI...

na Espanha.obrigadoa lidar com oslombardos.desde do irredutíveis Império Bizantino. por volta de 630. Ravena Pentápole ao pertence Império. até751.A maioria dos duqueslombaradversários seu pelo ouro de Bizâncio. Império intervém na Gália. os bisposda região fazendo pedemparaserjulgadospelo tribunal de Consrantinopla. €stá€m seuPonto O ideológica. vos de que toda a península Com efeito. do da fraqueza reino ostrogose (535-554).datada tomadado exarvisímbolos permanecem e cadopelo rei lombardoAstulfo. Mas o prestígio como os errôneoconsiderar invasores 568. Seriaentretanto ta lombarda.mais ou menosseduzida aí encontramrefúgio e proteçãoquando a peito pelo Império: algunsdeles a sortemuda. do consulares imperador com relaciona-se Herácliopromeenquantoque. Na querelacom o papadoem 590-59I. veneziana Ì30 .que sabe aproveitar por Justiniano pelaconquisabalado de Bizânciona Itália é rapidamente do.profundamente da população por dos seà recusa ostrogodos Parte a levada cabo da facilidade reconquista Daí a relativa sadaà ortodoxiaconciliar. tendo-lhea pazperpétua.exPressa granderesdos.Clóvisorgulhava-se ter recebido insígníx acordo de e Anastácio.a Itália continua oficialmenteimperiaL as ptetensões de manas" Bizânciocontinuammuito vivas.Dicionáio Tì:máticodo OcìdcnteMedìeual imtotal parao Ocidentea desapariçáo da idéiaou mesmoda realidade significa Este bizantino' únicado soberano e a perial:elareconhece eminência dignidade a no nascida Ocidente.medalhas ouro deTibério. dos a assumir direçáo povosgermânicos poderimperialúnico' Ele do este receter desempenhado papelcomo delegado de o "mestre milícias"e manifesta desejo reconquisdas o aceita título áulicode semdúvida deveem tar a ltáÌia e governá-la nome do imperador O fiacasso Ìiitaliana. Dagoberto como fiel servidor. reivindicação te uma bárharasDe das provenientes famíliasreais cortesos príncipes acolheem suas as por com GregóriodeTours. do ao Império.segundo qual o imPerade a recebe herança uma noçáo isto sobreosreinos. no momento€m queospovosgertem preponderância dor do as mânicostranslormaram províncias Ìmpério Romanoem váriosreìnosA de de o bizantinaelabora esquema toda uma hierarquia soberanias chancelaria maisalto' Náo é somenque do sobrea presidência basìleus. Chilperico. italiana Aspirando por Bizâncionão era menor na península O respeito paTèodorico na espalhados România.emboratrêsquartosde seuterritório tenhamsido invadidos "roe peloslombardos.O papadoe os bisposdo Ocidena te reconhecem posiçãoeminentede um imperadorque presideos concílios em e ecumênicos transformaseuscânones leis do Império' GregórioMagno ligacontinuaprofrrndamente (590-604).outroscolocam-se seusewïço e.

CarlosMagno renunciando dtulo de impe_ ao rador dos romanos. sobressaltos heaos das resiasorientaisem face das quais o papa aparece como o mais iruportanre guardiãoda ortodoxiade Nicéia.segundo qual. por como a rnsuportávelprerensão VelhaRoma de retomarpara si o direito de fazero im_ da perador.rãnrinooÍa resrse do de nao te ao choquedasinvasóes muçulmanas Orìente. depoisda quedade Ravenao papa Esrevão nao obrevedo imperador II ConstantinoV o apoio que pedia contra os lombardos.no momento em que paruu parâ a fundar Constantinopla.Ele voÌta-se oaraPe_ pino.nro (correnremendo te usadona ÌdadeMédia) é excluiros bizantinosda península estabelecer e os direitosdo papaà suasucessão.a Ístria e a Da. Com efeito. fJm novo motivo de discórdiaocorreem 800. de fundamentodo futuro patrimônio de Sãopedro. o acontecimento decisivo a intervenção é carolíngi"rr" káIi".lmácia. Na primeira rnetadedo séculoVIIÌ. CarÌosMagno contemporiza. qualificação que Constantinoplanão podia admitir. a "Doaçãode Constantino". considerada Bizâncioum ato de rebelião. o Breve.O universalismo Ìmpério do Oriente restaem reoria do .lombardas deooisca_ no e rolíngias Itália -.A idéia essencial do.uro.salvoem rarasregióes da Itália mantidassob suadominaçáodireta. Constantinoteria transferidoao papaSilvestre todo o poder sobreRoma e a ItríIia.pradcamente idenrificando-o com o imperador. contenta-se ser cha_ em mado "governador Império Romano"e em 812 negociaum compromrsso do com o basileus Mieuel Rangabe: unidadepolítica do mundo romano é res_ a tauradasob a forma de dois impériosirmãos.Bizânciovisto do Ocidente vaÌero direito de todo súdito do Império apelarperânteajustiça suprema do imperador Todavia. fazendodo pontífice o receptoÌdasinsígnias imperiais.Do ponto de vistapo_ ao lítico.que oferece papadoo reconquistado ao exarcado Ravena.Em Roma é enrãoelâborada uma célebre falsificacão. DrscourreNçe E TNcoMpREENSÃo Vários fatorespolíticos e religiosos concorreram para tornar o Império Bizantinocadavezmaisestranho mundo ocidental. àsevoluçóes na culturaisdivergentes.Bizâncioconsidera-se rraroo e rompe com o papado.a idéia de uma romanidade cristãenglobando Oriente e Ocidente unidasoba autoridade soberano Con. com a coroação imperial de CarlosMagno. Bizâncio deixade serpara o Ocidente um poder tutelar.Bizâncioabandonando norre o da ÌtáÌia.Confrontado com uma violenta reaçãoantiocidentalem Bizâncio. Em vez de se intitular imperatorRomanorum.

não sefaz muito esforço O da lidadearrrltampor ocasião criseiconoclasta. pâÍa socorrer papado. pontiffciaconhecem algodo grego. alimentauma incompreensão Rweuoales E RUPTURAS no mútua acentua-se séculoÌX. o reconhecer título imperial.os eslavos.só Oto I é autênticoimperadordos romanos. Bizânem gunsespecialistas chancelaria da o latim. masdepoisa querelaseapazigua razáodo enfraquecimento do desaparecimento Império Carolíngio. procumvoltar atrásnestas seu e cessões negaao basileus título de imperadordos romanos.situandona ponto Ìgreja-máe Roma a fonte do poder imperial. o seu em no augede seupoder. Em Roma.do Merlieual DiiorulrìoTemátìco Ocidente conintacto.nota-se a cadauma passando ignorara línguada outra.ele acentua seu em e à recusa Nicéforo Focas de caráterromano do seu poder. o as italianas Imdo sepaÍam populaçóes Ándré Dândolo. de conversão. em suacartaa BasílioI (871). BasílioI respondeJhe de e em por ponto. respeito Ao espiritualidade duvidosos de uma e sãocristãos crescente. Como bem sublinhamaistardeo cronistavenezrano condena iconoclasmo.Fiel à tradição na de Porém.Bizâncioreplica. da ao embaixador Oto e defendendo de e leva forma gralde parinteresses. os editosiconoclastâs o da périoe justificama atribuição coroaimperiala CarlosMagno.manifestando desprezo relação com vigor suas possessóes Itáliado Sul. como se pode ver na narraçãoda infrutífera de embaixada seu enviadoLiutprando de Cremonaa Constantinopla(968) invectivas contraBizâncio. diversas Em romano da ortodoxiade Constantinopla. que brevéma desconfiança. impérios.Luís II.só aÌCristandade. devido àsrivalidaEstaincompreensão ainda pagãs.Oto I pretende zantino. o progressivamentecatolicismo entre as duaspartesda ctescente uma incompreensão primeiro lugar. .dianteda oposição Bizâncioà suaatuação ÌtáÌiado Sul. desta O conftlitode imperiaÌbizantino. vias em despela dominaçãoespirituale política daspopuÌaçóes Duasconcepçóes missáo opoem:no de se quer dizer. concÍetos antagônicos.Desde prinestes a da lX começam desconfiar reddãodosgregos: cípio do século os francos iniciaÌsoestranha. antibiA restauração Império em 962 náotevena origemum caráter do apenas paridade a entreos dois franca. papaGregórioII (7I5-73I) GregórioIII enquantoseusucessor o excomunga imperadorkão III Isáurico. As divergências mentade paraaprender cio.que nadateria feito Pelaprimeiravezsãolançadas Então. te do Ocidentea seopor ao universaÌismo crisú e distanciam crises abalam romanidade a No planoreligioso.

de dependência progresde e sivo distanciamento. A primeiradelas ocorreuno momentoda conversão búlgaros. a do missáoé concebida como defesa lgreja Romanae dependeantesde tudo da da iniciativado trono romano.um dos maiores sábios bizantinos. liga-se domínio Franco. patriarcas seus os e parentes paralá com freqüência recebem vão e tí- 133 . onde a Igrejâ é relativamente independente poder imperial.Em Bizâncio.Ela seproduz no momento em que asduasIgrejasdisputama jurisdiçãosobrea Itália do Sul e em que o papado. inicialmente evangelizada pela missãodos irmãos Constantino-Cirilo e Metódio. Daí astensóes entreasduaspartesda Cristandade paraassegurar doa minaçãodosnovosconvertidos. A querela. aquelade 1054. sente-se uma relação amor e ódio.que foi logo XÌ absorvida domínio lombardo. começa afirmar o caráteruniversal seupoder a de Apenasasrepúblicas marítimasitalianas. interpretação primaziaroA da 'procedência mana e o problemada do Espírito Santo"(Filioque) seriamdorâvantea pedra de toque de uma ortodoxiaque Bizâncioreivindicaface ao Ocidente. Emboraosjuízosde valorsobreBizâncio sejamrarosnasfontesvenezianas Álta da IdadeMédia.por meio da reformapontifical. o cismade é Miguel Cerulárioe a excomunhão recíproca patriarca dos legados do e pontifícios.enquantoa Morávia.Na Bulgária.a colaboração entreos dois po.paraa gestão Império e suaexpansão exterior deres do no é taÌ que a cristianização equivale helenização ao crescimento corpopoà e do Ìítico.Mas Romacondena Fócio. importânciade Constantinopla A esrá sempre destacada: osdoges. conrmuam até o século muito fiéis ao império. outrora bizantinas. razãodascondições em anticanônicas suaascensáo üono pade ao triarcalem 858. Não é o casode Gênova.O choquedasduascorrentes ao missionárias o pano é de fundo dasprimeirasfraturasentreasduaslgrejas. hhanBórisde início aproxima-se Roma o de mas pendefinalmentepara o lado de Bizâncio. dá ocasião no de formular asdiferenças entre asduasIgrejas.encerrada concílio de 879-880. Roma domina a Croácia-Dalmácia fixa due ravelmenteas fronteirasda ortodoxia nos limites sérvio-croatas corÌo sc podever aindahoje. bem conhecida. cisdos O ma chamado"de Fócio" era de fato uma querelaentre asduascorrentes que dividiam a igrejabizantina. passado O bizantinodá a Veneza uma legitimidade que ela perderia casorompesse com o Império. tanto sob o ponto de vista disciplinar quantosobo ponto de vistâdogmático.Igrejae Estado.ou de Pisa.A segunda fratura. A Venécia mantém-se muito tempo provínciabizantinae só por seliberta lentamenteda tutela de Constantinopla.Bizânciovisto do Ocidence Ocidente.masé o caso no sobretudo Venede za e Amalfi.

sãosuspeitos de dos reEudesde Deuil. conhece apogeuduranteo século Palatina Palermo.agraciados pátria. arte bizantinaexero que seu XI na ce uma verdadeira seduçáo.A partir de meadosdo quando ele encontÍao basìleus XII. solidamente do império uma muralhacontra a conquistanormanda Até o fim do sécuÌo consideram-se aliados fiéisde Bizâncio. onde os duques. culo no itinerário dos cruzados IsaacIÌ Ar.em troca do juramentode fidelidadeque quase a Ora.Boemundo. XI. que produz a impaciência dos cavaleiros franceses acompanhavam Luís \4I Manu'elI Comneno. cheajuda e assistência parte de AÌeixo I da fes da primeira cruzadaesperavam todostinham sido Comneno. venezianos amalfitanos e Sãotamdas no bém os principaispropagadores obrasde arte bizantinas Ocidentemecom seus tecidos púrpurae paramentos altar (muitosconservados de de dievaì.portasde bronzeparaa ornamentação de de e de bizantinos introduzidos catedrais basílicas Roma e da Itália do Sul. amadurece idéia de que Constantinopla representava obstáum século a que rumâm paraJerusalém. Itália normanda(capela A queoe on Cor.à espera socorroimperial. de Monrea.O temaganhamaior diganizar uma cruzada mensãono decursodo séculoXII: os gregos.inimigo irredutívelde Bizâncio. taisem favor da TerraSanta. ficaramentreobrigados lhe prestar.a famíconsideram Constantinopla segunda sua bizantinos.Ìe).Ìndo além. germánìcasacesso ÁsiaMenor à abreàsrropas o . cronistada segunda cruzada.ele negocia. lugarresewado históriabizantinanascrônicas X. laçosatépeÌomenoso sécuÌo O nezianas testemunha grandevigor destes o também com títulos mesmoocorr€com AmaÌfi. no sítio de Antioquia. que conquistade suacapital. aindahoje nos tesouros ìgreja$. do guesà própria sorte. onde procuraor(1106-1 contraBizâncio 107). ícones X por A desde século na península SãoNilo de Rossano.o tratado de Andrinopla.claramente contráriosa toda querersabotaros esforços ocidenidéia de guerrasanta.filho de Robera to Guiscardo.quer fazer na lia Mauro-Pantaleone .espalha idéia de traiçáodos por de gregos ocasião seuretorno triunfal à Françae à ltália. em 1098. estabelecida capitalimperial.Dicianlrìo Tèmátìco OcídenteMedieual do à vedo O tulos áulicos basileus.rslrelr'tINopLa de Os As cruzadas destruirão estaimagemaindafavorável Bizâncio.rgelo no não entra em tratativas com SaÌadino momento em que â cruzadaalemã penetrano Ìmpério?Ameaçadopela conduzidapor FredericoBarba-Ruiva forçado.

enquanto o imperador ladno de Constantinopla(o único legítimodaí em diante)opõe-se intperator ao Grecorum que. rancor transforma-se cólerae ódio quando. Veneza. ancestraÌ dogeda quata cruzâdâ. fontesgenovesas séculoXII ainda do A menclona .Bizânciovisto do Ocidente marítimasitalianas. ruptura é total entreasduasparde Na a tes da Cristandade.Devastado pelosnormandosna efêmera tomãdade (1185). realidade. primeiravez. O em em 12 de março de 1171. desgarrados suafé. O dogede Veneza de intitula-se"dominadorde um quarto e meio do império da România". mudançade âtiude em rea Do lado dasrepúblicas As -:çãoa Bizânciosegue viasparalelas. o Império é visto pelosocidentais como "o homem doenteda Europa". desde Nicéia. do opõe-se com firmeza. modaÌidapor da As desde uma divisáoque beneficiouprincipalmente Veneza importam menos queo sentidodo acontecimento. embaixadas quer€mseaproçeitar da crescente fraqueza Império para obter igualdadede tratamento do . cronistas Em procuos raÌÌÌ mostrâÍ que sua pátria separa-se Império contra suavontâdee aüido buem a responsabilidade ruptura a Manuel Comneno. r35 .justificadopeloscrimesdos gregos de seus de e chefes. crônica de Caffaro e seuscontinuadores :penasa capitaldo Ìmpério e o imperadorde Constantinopla jamâisquâliAs genovesas ìcado de imperadordos romanos. o patriarca Henrique Dândolo.Os por ocidentais apropriam-se tesourode relíquias do que abundavam capitalbina zantina. esforça-se perpetuaras tradiçóesbizantinas. todos os venezianos estabelecidos Império sáo no presos seus e bensconfiscados. a tentaTessalônica tiva paradomináJo completa-se ocasião quartacruzada.O caminho encontra-se abertopara o desvioda quarta cruzada justifica com baseem rumo â Constantinopla. Ênpor Eles gem crer na restauração união das lgrejas. em asautoridades venezianas cessam reclamarindenizações.recusando socorrercismáticos contra fiéis à fé romana. a Em fins do séculoXÌI.A intervenção de tropasbizantinasna Itáìia em nome de um universalismo imperiaÌ decadenteirrita a Sereníssima. depoispelo imperadorgermânicoHenrique M.om asoutrasrepúblicas marítimasitaÌianas.tornada possível razãoda da em conquista Constantinopla. interesses Os vitaisda repúblicaestão jogo. náo de sempreconque a perffdia imperial torna impossível qualquertentativade ensiderando tendimento.Q:anào o basileus da pedeapoio da frota veneziana contrâ os normandosde RogérioII.ro pouco explícitas. que a historiografia veneziana exigências religiosas: restabelecer unidadecristãpelareuniãodasIgrejas.consid€rando indigno queestivesse guardado cismáticos.Constantinopla conquisPela é tada:verdadeiro castigo Deus.

Focéia. e o de Não surpreende que Veneza tenhachegado achincalhar autoridade o prestígio imperadorao a a e do mandarprender . Gênova acolhecom fausto Manuel IÌ PaÌeólogo quando de sua passagem pelo Ocidente.453). Compreende-se sem dificuldade que o basileus tenha podido impor tal não união ao seu clero e ao seu povo.particularmenre depoisdo reinadode Andrônico II (128I-1J28). Em 1274.tanro quânto Gênova.assaÌtado pelosurcos. MitiÌene e paraintervir nasquestões internasdo Império.Dicionáio femático do OcidenteMedìeual Despnrzo E sol-rcrruDn (1261-1.no momenroem que ele negava fe de seus a paisa fim de obrer ajudados ocidenrais conÍa os turcos. mas. parao enfraquecimenro lmperio. únicasexceções o espíriAs sáo to çavaleiresco defensores dos genoveses Constantinopla. resolutamente hostisao Ocidente. Veneza contribuiu. JoãoGiustiniani em sualuta desesperada A soÌicitudedo papadoem relaçãoa Bizânciodeve-se tema cenrral ao política oriental de Roma: realizara união das Igrejasem torno do sobeda rano pontífic€.depoisde ter retiradode soberanos cismáticos corrompidos Impérioherdado Constantino. não lhe dá nada alémde boaspalavras algumas e moedinhas. de e Veneza manifesta granderesewa relação união dasIgrejas.As ne. JoáoV como devedorinsolventeem 1370. o pequeno grupô de contra os otomanosem 1453. do Aliada do basileus reconquista Constantinoplaem 1261.depoisastropas de reunidaspor Boucicaut e Châteaumorântem 1396. gociaçóes Ferrarae de Florença(1438-1439)sãomarcadas um maror de por 96 . em à tanto no Concílio de (1439). Mas as formas destaunião podem ser diversas. o X não se preocupacom as diferenças papa Gregório douminaise obriga os enviadosde Miguel WII a uma verdadeira capitulação. Os cronistas genoveses partilham com o resrodo Ocidente o desdém e a indiferençapelo destino trágico de Bizâncio. No decorrer doisúltimos dos séculos suaexistência de Bìzâncio torna-se osocidentais para objeto difamaçãode solicitude.Procurando presewar todosos seus direitossobrea Româniae reforçar suââtividade econômica.aceitapelosgregos para aniquilar o projeto de conquista de Bizâncio por Carlos de Anjou. diante de sua misériafinanceirae milìtar.Quios.O doge-cronista Lyon (1274) quanto no de Florença André Dândolo exprimecom convicção idéia de que apenas pátria estáqualificada a sua para continuara obra imperialno Oriente. Todasasocasióes boaspara ocupar territórios bizansão tinos .a comuna de na Ìígure adotaem seguidauma atitude de desprezo de orgulho diante da e fraqueza imperial bizantina.

Mrcner.abrilhantada anosmaistardecom o trabalhode em oito Aldo Manucio. quarrdoBizâncioacabade desaparecer. particularmentepela da manurenção seusritos. onde depoisveio a ser fundada a primeira im_ pÌessora grega.Ás obrasdo Pseudo-Dionisoo Areopagita."Ìu".Bizânciovisto do Ocidente respeitoem relaçáoàs rradições lgreja do Oriente. antesou depoisda quedade Constantinopla.o Ocidentedescobre helenismo.adução José de Riullir Macedo .como EnéasSílvio piccolomini (pio IÌ).Kydonès. contrí Ao rio de Voltaire. o Ocidentedescobre ria quezada cultura helênica. no quaÌ a herançada e ortodoxia assumida Moscou.Bessarion. e DemétrioChalkokondylis inaugura 1463a cadeira em de gregona Universidadede Pádua. Floren_ Veneza.em Paris. pádua. admirama primazia intelectual Consrantinopla de seuensino. Beleno Ti. fecunda hu. . ça os acolhempara seusestudos.Desacreditada pelo Grande Cisma e pela criseconciliar.A cruzadalançadapor pio II termrnacom a mone do pontífice.esbarra indiferençado na Ocidenteem relação Bizâncioe no ódio do povo bizantino_ inqueoranra_ a veÌ em sua fé -. das e No momenro em que o poder imperial desaparece. esplendoroao de O so manuscrirodasobrasde Platão. uniode e Os nistastêm grandeconribuifo nestadescoberta.atualmenteconservado BibliotecaNaciona nal de França. a de ter tralsmitido ao mundo a cultura da Antigüidade grega.sãoofereci_ dasem 1408por Manuel Crisoloras mosreiro Saint-Denis.dei_ xou sua biblioteca p araYeneza. o que o manismo e o Renascimento. Roma não pôde impor aosgovernanres cruzadaqu. Roma. feito cardealda Igrejaromana. antesmesmo de ter começado.Numerososmanuscritosgregoschegamao Ocidente.por exemplo. com exceção algunsteólogose intelectuais de que Ìentaram a aproximação lgrejas dasculruras.Em suma.pertenceuaJúlio Lascaris emigradogregona corte dos Médicis e depoisjunto aosValois.Isidoro de Kiev ou Bessarion re_ são conhecidos admirados.proclamadano Concílio de Florença.i" Bizâncio. Mas os esforços papadonão tiveram umâ conde do trapaÌtidatangível.Os humanistas. 1486. união A das lgrejas.a terceira é por Roma-. quemaistardedesprezarámonarquia a absolura a orrodoxia e de Estado(em que paraeleseresumemonzeséculos história).Os a Estadosdo Ocidente recusam-se realìzar a qualquer açãoconrrâ os rurcos. a IdadeMédia tar_ de dia pelo menoscompreendeu missãocivilizadorado velho Império Romaro do a Oriente.

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