PONTOS NEGATIVOS DA GLOBALIZAÇÃO A globalização prega a massificação da sociedade, tanto nas formas de convívio como nos procedimentos éticos

. Julgam irrelevantes os valores locais e regionais contemplando apenas as opções competitivas, orientadas para o mercado internacional. . Movido pela ideologia – Globalização significa mal, contra o qual se deve lutar cegamente, erguendo barricadas protecionistas. . Apresenta riscos tanto para o indivíduo, como para a sociedade, principalmente quando não é bem compreendida e administrada. . A globalização acabou com a nacionalidade dos produtos e aumentou ainda mais a febre do consumo. Os produtos nacionais perderam muito o poder de competição e várias indústrias diminuíram seus faturamentos. Consequência inevitável disso: desemprego. . A globalização está transformando o planeta terra numa ação única, ignorando as fronteiras que delimitam seus territórios. É difícil imaginar o mundo como um país unificado, porque as implicações políticas, culturais, religiosas e étnicas dessa unificação não são fáceis de ser administradas. Mas o que se observa, na prática, é que muitas fronteiras estão perdendo sua razão de ser. Quando se fala em globalização, tende-se a destacar os aspectos da produção de riquezas e do consumo. Isso é apenas o primeiro resultado da mudança. A globalização ainda está em seu início. É impossível dizer que conseqüências trará, a não ser as já conhecidas. O processo está evoluindo rapidamente e é difícil detê-lo. E, como tudo na vida, tem um lado negativo. A primeira denúncia é de que a globalização econômica está decepando os empregos também em escala global e num ritmo igualmente veloz. No fim da linha, dizem os críticos, haverá uma crise social de proporções nunca vistas. Um balanço mais objetivo dos resultados da política de abertura adotada pelos países periféricos e endividados revela os efeitos perversos dessa liberalização, que deixa suas seqüelas sob forma de cortes impiedosos de postos de trabalho, queda dos níveis salariais, perda da capacidade do Estado de levantar recursos, via tributos e impostos, para atender as demandas cada vez mais urgentes não somente das massas, mas também das classes médias angustiadas pelo desemprego, custo e baixa qualidade da educação, falta de segurança e deterioração generalizada da qualidade de vida. Nos estudos dos economistas, deu-se o nome de “desemprego estrutural” a esta tendência. O desemprego estrutural é um processo cruel porque significa que as fábricas robotizadas não precisam mais de tantos operários e os escritórios informatizados podem dispensar a maioria de seus datilógrafos, contadores e gerentes. Ele é diferente do desemprego que se conhecia até agora, motivado por recensões, que cedo ou tarde passavam. Os economistas apontam no desemprego estrutural um paradoxo do sistema de globalização. Do processo econômico sempre sofreu suas crises de adaptação, mas as próprias crises sempre produziam soluções. Por ser um processo que provoca a ansiedade das pessoas, e também porque serve de matéria prima para o oportunismo político, o desemprego está produzindo um debate um pouco desfocado. No momento, ele é fortíssimo nos países europeus. Mas é bom lembrar que os Estados Unidos, apesar das demissões em certos setores, exibem taxa muito moderada de desemprego (cerca de 5%). O que há nos EUA, é uma feroz adaptação de certas corporações a um sistema de concorrência internacional que ficou muito mais aguçada. Para sobreviver e continuar vencendo, essas empresas precisam produzir melhor e mais barato do que suas concorrentes em escala mundial. Quando se olha o panorama do alto da montanha, sem focalizar as companhias que demitiram multidões, descobre-se que, em seu conjunto, o emprego nos EUA está crescendo, e muito, e não ao contrário. O problema real, até agora, é a Europa. Segundo os críticos, a outra nota ruim da globalização está no desaparecimento das fronteiras nacionais. Os governos não conseguem mais deter os movimentos do capital internacional. Por isso, seu controle da política econômica interna está se esgarçando. Há uma perda de controle sobre a produção e comercialização de tecnologia, coisa que, nos tempos da Guerra Fria, seria impensável. Naquela época, a tecnologia estava ligada a soberania dos países. Hoje, para empresas que operam em escala planetária e têm uma multiplicidade de contratos para cumprir em várias partes do mundo, a origem da tecnologia, da matéria-prima e do trabalho não tem a menor importância, desde que seu custo seja baixo e sua qualidade seja alta. Os países continuam derrubando barreiras, inexoravelmente. É essa a lógica do capitalismo. Mas, politicamente, a conversa é outra. Por isso, o debate sobre a necessidade de proteção parece acirrar-se como um efeito retórico do choque. Os tempos mudaram, e um país com fronteiras fechadas tem pouco acesso a capitais e novidades tecnológicas. Com isso, o país perde competitividade e marca passo. Sua Indústria envelhece, fica incapaz de produzir coisas melhores e baratas, a inflação sobe e a capacidade de criar empregos cai.

*Endividamensto pessoal. Discórdia e guerra sempre inflamaram ali e acolá. ecológica. . Na história sempre esses grupos humanos mais fortemente influênciaram os outros. *Aquecimento global. embora . *Recursos minerias. A saber. mas com certeza não era equilibrado. a humanidade praticamente nunca desfrutou de plena paz. Ritmo vertiginoso A globalização é um processo de vários milhares de anos sem interrupção. de comunicação e. a tribo que limava instrumentos mais eficazes e se abastecia com mais abundância de alimentos. e a opinião comum a respeito da globalização em suma pode ser definida da relação com aquela faceta.a experiêcia nos ensina sobre isso . psicológica. Entretanto. *Acumulação das sociedades indigenas na América. A discórdia e a guerra entre os homens não são geradas biologicamente por determinados instintos. Disso segue que atingir a paz não é impossível. Primeiramente.Resumindo : * Epidemias (doenças causadas pelo fluxo migratório) * Consumo exagerado. mas por arraigados estereótipos culturais. Globalização. Seria possível durante horas citar hinos e obras de arte que oram por ela. Tem-se as mais diversas posturas a seu respeito.e começaram a produzir efeito uma sobre a outra.da palestra introdutória ao tema do congresso (publicada na Revista "Esperanto" de setembro/99) e da resolução do congresso. cultural. pois sabemos que a discórdia gera a violência. será útil examinar um pouco: o que em suma nós entendemos por "globalização"? A globalização está entre os mais discutidos conceitos da atualidade. O começo do processo de globalização foi aquele momento em que duas tribos de homens pré-históricos se contactaram pela primeira vez . Holanda O último Congresso Internacional de Esperanto ocorreu de 31 de julho a 7 de agosto de 1999. também publicada na mesma revista. *Concentração de renda. tais como: econômica (com ênfase em finanças). Este efeito certamente era recíproco. será que é para todos?* UEA-Associação Universal de Esperanto Rotterdam.pacífica ou militarmente . será que é para todos? Paz sempre foi o principal desejo dos homens. não por último. cujo ritmo se acelera constantemente: durante as últimas décadas ela atingiu uma velocidade vertiginosa jamais experimentada. etnólogos afirmam que biologicamente o homem está entre os seres vivos mais tolerantes: ele consegue com mais êxito dividir o ar com os de sua espécie do que faria a maioria dos outros seres vivos. em Berlim. A geração atual deveria numa década digerir uma maior dose das conseqüências da globalização do que uma dezena de gerações juntas de antes. A paz nós almejamos. que mais faziam aumentar a eficiência do trabalho humano visando o bem-estar material. política. *Poluição atmosférica. Abaixo as traduções do resumo . Para diversos homens esta ou aquela faceta pode parecer mais essêncial. irradiava muito mais efeito. O tema principal de nosso congresso procura uma resposta à pergunta "Globalização . principalmente por ter muitas facetas. O tema do congresso deste ano foi: "Globalização.original em Esperanto . uma chance para a Paz?". que sempre extingue vidas humanas.dificílima. A despeito deste antigo anseio.uma chance para a paz?". Globalização.

Os criadores daquele país conscientemente varreram as tradições supérfluas. No decorrer de apenas alguns séculos os estados europeus estendiam seu poderio a todo o globo terrestre. ainda que apenas superficialmente. Até há 20 anos atrás o seu principal terreno era o constante crescimento do comércio exterior . a mais antiga etapa claramente visível da globalização. Parece que o distânciamento das tradições é forçosamente um pré-requisito de uma evolução eficiente. após pleno extermínio do indígenas locais. em uma palavra. e. iluminar algumas das facetas da globalização. e comecaram a construir a sua sociedade e seu estado a partir da base. mas tais que não são necessariamente úteis para aplica-los com conseqüência em nossa entremente muito mais refinada e matizada imagem de mundo. os imigrantes que passaram a morar formaram aos poucos estados proprios. A queda do Imperio Romano foi seguida de contínua e silenciosa evolução. Tecnologia Homens em toda parte do mundo facilmente aceitam esta faceta: provavelmente porque novos equipamentos técnicos contribuíiram para dar mais conforto à vida humana sem que fossem sentidos os seus efeitos negativos.no espírito pioneiro da época do cultismo tudo eles fizeram baseados na razão.Pode-se bem constatar essa tendência já no Império Romano. Sua formação e constante crescimento devem-se ao que os romanos usufruíam e ao que fazia prosseguir a evolução . criou circunstâncias favoráveis para desenvolver a criatividade junto aos indivíduos.a partir do conhecimento herdado dos gregos . Dentre esses estados estavam os Estados Unidos. pelo aparecimento das colônias. e . o mais bem sucedido país do mundo. Aqui devo citar apenas o componente mais essêncial: a eficientíssima organização do trabalho humano. a Europa passou a influênciar territórios muitas vezes maiores que ela própria. por um sistema de escrita comum e pela língua latina. Nao se criou um novo grande império. sofrimentos e genocídios. No século XV amadureceram os frutos dessa evolução: na época das descobertas geográficas o comércio mundial estendeu sua esfera. Economia A economia sempre foi o carro-chefe do processo de globalização. Perversidade: porque resultou numa especie de fraqueza e na atrofia da solidariedade humana. Agora tentemos. Foi acompanhado de sangue e lamentações em abundância. Os territórios conquistados e os moradores foram cruelmente explorados. em alguns lugares. revolucionariamente novos e úteis ha duzentos anos.dos elementos pelos quais podiam elevar o nível material da vida humana. mas os estados europeus de então foram significativamente unificados pela Igreja Católica. primeiramente de algum modo ligados ao poder colonial europeu. Merecem atenção. Virtude: porque deu aos Estados Unidos e aos seus moradores uma liberdade maravilhosa. É como se consolidassem nos Estados Unidos os conceitos de racismo.foi a colonização. pois em apenas um século e meio percorreram um caminho tão brilhante que se tornaram a mais rica e forte. Daria para encher uma biblioteca inteira com as análises eruditas a respeito do milagre norte-americano. Globalização com lamentações O processo de globalização até o começo do século XX desenvolveu-se de dentro da Europa . fundados no final do século XVIII. Esta relação crítica e racional das tradições é a principal virtude e ao mesmo tempo a principal perversidade dos Estados Unidos. mas ao mesmo tempo os elementos principais da civilização européia começaram a se irradiar nos territórios colonizados. mas tais ligações pouco a pouco romperam-se totalmente. Já dos anos 50-70 o processo de globalização irradiava para o globo a partir daquele país.

a livre concorrência. entretanto paradoxalmente podem facilmente perde-la. mas até mesmo influenciálos. apesar de que muitos de boa vontade separariam a cultura das outras facetas. Esse domínio mundial dos Estados Unidos em especial salta aos olhos junto aos produtos culturais. Ele ainda não aparece em toda parte com uma única fisionomia. Eis gigantes unidades de produção sem controle social. o . a ecologia é o terreno onde o constante desenvolvimento da globalização é diretamente desejável: somente com uma ação muito consciente e globalmente unida poderá ser evitada uma catástrofe ecológica. Pode-se prever a sua breve homogeneização. Em essência o único sistema econômico que resta funcionando no mundo é o capitalismo. principalmente sempre influenciaram os países mais evoluídos. nós conhecemos por experiência que cada vez mais uma grande parte da produção econômica (também cultural) são possuídas e regidas por sociedades econômicas registradas em um grupo de 20 países mais desenvolvidos. "Globalização" em si mesma significa que os elementos da economia mundial cada vez mais interdependem. por exemplo no ensino superior. Então os governos mesmo nos países mais liberais podiam decisivamente influir nos processos econômicos. também a produção e a distribuição das mercadorias culturais. A língua inglesa na vida internacional já tem uma posição inabalével. O sistema de mercado é certamente o sistema econômico que produz mercadorias ou organiza serviços em geral com mais eficiência. que pouco a pouco passaram a poder não somente em grande parte evitar a influência dos governos. principalmente os Estados Unidos. Ecologia Danos ecológicos não conhecem fronteiras de países. é impossível omitir o aspecto lingüístico da cultura. Por esta razão. A queda do comunismo fez com que seguissem mudanças desvantajosas no caráter do capitalismo: retraíram-se nele os elementos de solidariedade. evidentemente. Na história. e depois de uma ou duas décadas ela possivelmente começará a pôr em perigo as posições das línguas nacionais também em seus próprios países. Os filmes projetados nessa parte do mundo são 70 % norte-americanos. Essêncial mudança veio em meados dos anos 80. que de fato também ameaçam o princípio básico da economia de mercado . quando em sólido e constante crescimento do comércio exterior começou em vasta escala algo totalmente novo: a exportação de capital. Criaram-se enormes empresas multinacionais. Dominação mundial? Agora tentemos definir o conceito "globalização". "Globalização" deveria supor interdependência recíproca. e vejamos qual é efetivamente o processo que ocorre no mundo. Ligado com a globalização. mas a sua essência é a mesma em toda parte. Contudo no ritmo do processo de então essa diferença na maioria das vezes permanecia sob o limiar de tolerância dos homens. Trata-se do fato que os homens segundo suas intenções com mais ciúmes guardam sua própria cultura. Ao contrario. na cultura e nos serviços de saúde. Neste campo sofrem ate mesmo os países desenvolvidos da Europa Ocidental. enquanto que os menos evoluídos em geral dependiam. Uma nova etapa desse processo se abriu na última decada. seria mais apropriado falar sobre "dominação mundial" feita por esses 20 países. principalmente por causa do livre e rápido movimento do capital. Mas sobre a maneira desta ação falta um consenso geral: os interesses dos países evoluídos são contrários aos dos países em desenvolvimento. após a queda do comunismo. De fato. Cultura Cultura e produção de mercadorias culturais estão diretamente ligadas aos aspectos técnicos e econômicos. Mas ultimamente ele aparece também em esferas onde é duvidosa a sua eficiência de longa perspectiva: no ensino.internacional: mercadorias produzidas pelos trabalhadores e capitalistas em um país eram vendidos a consumidores em outro.

Perdedores encontram-se também nos países que aceitam a importação de capital. O abrupto aparecimento de novas culturas de produção . Os filmes americanos talvez cada vez mais dominarão. eles tornam-se quase invulneráveis. cresce um pouco sua arrecadação. Comunidade internacional? A dominação dos países desenvolvidos ultimamente se estendeu também à política. Mas isso provavelmente diz respeito apenas às violências dos países a serem julgadas dignas de punição em Washinton e em Bruxelas. Têm prejuízo nos países desenvolvidos antes de tudo aqueles trabalhadores que por causa do deslocamento da produção perdem seu trabalho. 19 estados-membros da OTAN elegantemente declararam-se "comunidade internacional" e iniciaram a guerra contra a Iugoslávia. que realizam a exportação de capital e a transferência da produção para outros países. Em conseqüência da produção transferida encolhe a arrecadação de impostos. por causa do progresso técnico que se pode esperar da televisão e atingirão também as massas analfabetas dos países em desenvolvimento.número de espectadores é provavelmente até mais alto. Em segundo lugar: ali as autoridades em geral favorecem os investidores com impostos facilitados. gerando custos governamentais. porque no nível de consumo americano o globo terrestre seria capaz de suportar não mais do que 1/3 (um terço) de seus 6 bilhões de pessoas. Eles ganham triplamente. o evidente insucesso em atingir esses objetivos causarão uma profunda frustração. escorregando do controle social. mas se essa guerra colocou à margem o júri internacional e a organização universal das Nações Unidas. Por outro lado. De fato. Em terceiro lugar: conservando os seus antigos mercados eles adquirem novos. Ganhadores também encontram-se nos países que aceitam essa exportação: primeiro aquelas elites locais que organizam a produção. e em virtude da queda do desemprego tornam-se moderados os custos sociais. a qual por sua vez poderá causar reações psíquicas e políticas dificilmente previsíveis. Lucra inicialmente também o estado aceitador do capital: apesar do favorecimento de impostos.alem da . Por causa da abrupta abertura das economias nacionais ali podem ser destruídos todos os ramos industriais tradicionais. Sair desta armadilha é possivel somente por meio de economia nos custos sociais. Trata-se dos proprietários e dirigentes das sociedades econômicas. Os problemas surgem quando essas empresas passam a remeter seus lucros para fora do país. Dizem que de agora aquela guerra freará em todo o mundo a violência de um país contra os próprios cidadãos. Na ultima guerra da Iugoslavia. Esses filmes fazem publicidade dos modelos de vida e de consumo americanos. fatalmente seguirá uma catástrofe ecologica. Lucram também aqueles trabalhadores dos países que aceitam o capital que são empregados pelas fábricas recém-criadas: pois eles de modo geral passam a ter trabalho e talvez até recebam um salário um pouco mais alto do que de costume. Quem lucra e quem tem prejuízo? Quem lucra e quem tem prejuízo na atual globalização? Evidentemente. mas têm prejuízo também seus governos. distribuindo em diversos lugares seus produtos eles ficam independentes dos governos e. liquidando mais locais de trabalho do que produz a importação de capital. os ganhadores devemos procurar em primeiro lugar nos países desenvolvidos. Primeiro: no novo local a força de trabalho custa significativamente menos. até na esfera militar. Isso dificilmente é suportado pela balança monetária exterior desses países. Em nosso ponto de vista a essência está não se o regime de Milosevic tinha culpa ou não. Tudo isso resulta num abrupto crescimento de lucro para os proprietários e para os seus dirigentes privilegiados. redução do nivel de provisão social e do nível de vida em geral. também não equilibrada: em geral eles tentam tapar o buraco pela combinação de empréstimos e atração de mais investidores. Se os povos dos países em desenvolvimento esforçarem-se para segui-los. enquanto cresce o desemprego.

Assim os suíços perderão. frequentemente apoiados por países. também gera aumento do problema da exclusão. a resposta a "Globalização . Nós esperantistas somos os antigos apóstolos da globalização igualitária.eficiência que traz perspectiva de evolução . que outrora de fato poderiam atingir. seria tolice não usá-lo.podem causar um choque psíquico com suas conseqüências sociais negativas. a base do que faz o homem tão grande quanto ele é. quando os augúrios para atingir tal globalização não são em parte promissores. que marcou época. A verdadeira globalização Sustentar a verdadeira globalização não somente não exclui. Os pontos negativos que acabaram de ser listados fazem muitos responderem negativamente./ quem ainda não fez sentir pressão" . Os salários e o zelo social finalmente tenderão em escala mundial a se unir em média entre os níveis atuais da Suíça e. Nós podemos responder afirmativamente à globalização. e os de Bangladesh apenas aparentemente ganharão. Resolve "um problema do cérebro humano. Do contrário. Uma globalização verdadeira dará uma chance à paz. e isso invoca reflexos não tipicamente pacificos. Eles também perderão em perspectiva. digamos. em favor do capital. e mesmo se fosse. GLOBALIZAÇÃO O Advento da globalização trouxe o bem e o mal à sociedade . há 43 anos atrás. principalmente entre as camadas mais baixas da sociedade. pois ao mesmo tempo que beneficia vários setores do processo produtivo e social . pois ultimamente em todo o mundo estão sendo constantemente revisados os contratos sociais. que se alimenta da interação recíproca de culturas. É necessario que eles lembrem que a pedra fundamental de qualquer cultura é a limitação de si própria.vale a pena enfrentar esses conflitos.uma chance para a paz?" não pode ser de significação única. Estamos otimistas também agora. Entao. podemos enumerar então algumas vantagens e desvantagens da do processo da globalização: . mas até mesmo provoca a resistência a tais fenômenos. marginaliza a cultura escrita. Os americanos tem de fato muitíssimas razões para se orgulharem. Esse fluxo imbecilizante de imagens consegue empobrecer a cultura da língua. Se o intelecto humano teve sucesso em criar um aparato de transporte e telecomunicação graças ao qual é possivel uma intensa colaboração da humanidade de 6 bilhões. de Bangladesh. Isso pode conflitar com os interesses de grupos econômicos. intensificando a violência urbana . uma dominação mundial feita por uma restrita elite econômica despertará nos restantes cinco bilhões um sentimento de derrota. seria imprudente.criação de uma globalização igualitária e democrática. e o "cérebro humano" certamente resolverá o problema . Muita destruição segue também desta forma de globalização cultural que é incorporada principalmente pela penetração de um conjunto de despretensiosas "novelas" e filmes irradiando agressividade. porque nela todos por direito se sentirão ganhadores. mas eles devem compreender que não trarão felicidade à humanidade restante se em toda parte no globo terrestre crescerem cópias dos Estados Unidos. Porém rejeitá-la de todo não é possível.rejubilou William Auld sobre a capacidade humana em seu poema "A Raça Menina". Para evitar discordia é necessário que os países desenvolvidos mostrem um profundo moderamento no fluxo contínuo do processo de globalização. Perdas e ganhos Pela atual forma de globalização durante um periodo mais longo perderá a maioria dos homens. baseada numa interação recíproca dos participantes . mas com um enfático "não" à dominação mundial feita por um deles.mas somente se todos nós participarmos na solução. Agora o problema ja faz pressão. pois certamente nunca atingirão o nível atual. mas para o objetivo .

a nível global . o que pode gerar mais emprego aos qualificados 4-Acirramento da competividade .treinamento. apresenta-se de forma lenta no acompanhamento do processo .shvoong.4% da Tristeza em Paris: na capital da França.qualificação) 2-Com o aumento da exclusão social ocorre o aumento da violência. que age de forma mais rápida. vem facilitando a a orrência de sequestros .com/social-sciences/education/2127930-bem-mal-da-globaliza %C3%A7%C3%A3o/#ixzz1VQnusieo GLOBALIZAÇÃO . qualificando a mão-de-obra Desvantagens 1-Exclusão social aos que não tem acesso ao processo (educação. o que melhora a qualidade como um todo 5-Abertura comercial. Naquela época.Os produtos podem ser vendidos nos diversos países . 6-Intensificação dos impactos ambientais . perdendo espaço para o crime organizado . o que auxília o processo produtivo 2-Novos produtos no mercado 3-novos serviços .” Hoje. utilizada de forma inadequada (ORKUT. MSN). onde a taxa de desemprego é de 11%. mas também eliminou empregos e aumentou a distância entre ricos e pobres. Somente em Berlim. 5-A informática . facilitando o tráfico (armas . o mesmo acontece não só na Alemanha. pois coloca facilmente em contato agreessor e vítima.A ECONOMIA GLOBAL VAI BEM E O POVO VAI MAL O que dizer de um sistema econômico que aumentou a riqueza e diminuiu o emprego? As dores da globalização atingem também os países mais ricos Se estivesse vivo e assistisse à atual Copa do Mundo da Alemanha. O ditador brasileiro resumiu como poucos a disparidade entre os números positivos e a vida da população: “A economia vai bem e o povo vai mal. o general Emílio Garrastazu Médici poderia repetir a célebre frase que disse nos anos 1970. Fonte: http://pt.Vantagens 1-Elevada tecnologia . drogas . senhora desempregada pede esmola na rua . que sucede o período da Guerra Fria. prostituição infantil) 4-O aparato policial (instituição governo) . A globalização gerou riqueza e prosperidade nos últimos anos. atrvessando a fronteira global 6-Melhorias educacionais . mais lixo por exmplo(aumento do consumismo) A globalização é considerada mais uma fase do capitalismo .Cabe a cada um entender e buscar situar-se . estrupos e mortes . inclusive Estados Unidos e Brasil. prevenindo-se contra os malefícios e tirando vantagens do processo. o Brasil sagrou-se tricampeão mundial de futebol e viveu um período de bonança conhecido como “milagre econômico”. o desemprego aflige 17. 3-A tecnologia a passa a ser uso do crime organizado . mas em vários países europeus e americanos.

Mas afinal. onde a companhia contratou um programador de Mumbai (exBombaim) chamado Kalamesh Pandya. A história do americano Larry Berwind. Kalamesh recebia US$ 250 por mês para fazer o mesmo trabalho.5% registrados em abril de 1987. além de planos de saúde e de aposentadoria. Com o adiantamento que recebeu da editora. país que mais se beneficiou da globalização. 38 anos. primeiro. “Se as coisas continuarem assim por muito tempo. a revista inglesa The Economist. É um fenômeno que marca a União Européia.500 mensais. à esq.6%. ele financia as viagens em busca dos novos donos de seu antigo cargo. esse nova-iorquino formado na prestigiada Universidade de Stanford perdeu seu emprego de autor de programas de computador numa empresa da Califórnia. Revoltado.9% em abril – o dobro dos 8. Larry resolveu localizar o paradeiro de seu cargo e embarcou numa peregrinação pelas tortuosas vias da globalização. Pai de quatro filhos.3%). Em 2001. Seis meses atrás. 31 anos. Esses índices são altos na Itália (7. na região metropolitana de São Paulo a taxa de desemprego estava em 16. é um bom exemplo do que está acontecendo no mundo. a história acontece duas vezes: a primeira como tragédia. os Estados Unidos.7%). trabalhadores buscam vagas no centro (acima) O aumento da desigualdade social na economia mais poderosa da Terra foi retratado na semana passada pela bíblia liberal do capitalismo. A surpresa: o próprio Kalamesh já havia sido mandado embora. um país notório por sua concentração de renda e riqueza”. o que cria um contraste difícil de esconder mesmo durante a festa da Copa. Ele ganhava US$ 4. a segunda como farsa. chamado provisoriamente de Onde no mundo está meu emprego?. Na capital alemã. Larry foi visitar o indiano pessoalmente. “A globalização serve apenas a um consórcio de homens de . sem nenhum benefício social.) descobriu que seu emprego foi dado ao indiano Kalamesh. na Bélgica (12%) e na Espanha (8. Cadê meu trabalho?: Larry (no alto. grandes beneficiários do processo atual de globalização. enquanto torce pelo hexacampeonato mundial. onde é que foram parar os empregos do mundo? Provavelmente. Em São Paulo. Hoje. que sua função havia sido exportada para a Índia. de Xangai. nós iremos acabar como o Brasil. Segundo a pesquisa Dieese/Seade.população. Descobriu. Do outro lado do Atlântico. Larry ganha a vida como consultor free lancer de informática e está escrevendo um livro. afirmou uma fonte da publicação nos Estados Unidos. sofre com um desemprego historicamente elevado: 4. Por aqui. na China ou na Índia. o povo também sofre pela busca de trabalho. a pobreza de uma grande parte dos moradores é visível para os milhões de turistas que foram para lá acompanhar o mundial. na França (9.3%). por uma fração do valor – como profetizou Karl Marx. onde a taxa média de desocupados chega a 8%. Sua função fora repassada para uma jovem mulher chinesa.

O número de trabalhadores nesta área mantém-se em 14. Porém. não houve recuperação digna de nota. esse fenômeno pode se agravar.3 milhões – menor patamar desde 1950. De lá para cá. onde o inglês é o segundo idioma mais falado. ex-ministro da Fazenda e ex-secretário-geral da UNCTAD. O quadro se torna mais preocupante para os trabalhadores americanos quando se intensificam as exportações de empregos na área de serviços – muitas empresas contratam companhias na Índia. prevê. “O problema atual é que o crescimento nos países industrializados está muito baixo”. que não tem pátria”. pois a oferta de mão-de-obra da China é inesgotável. depois da Segunda Guerra Mundial. . Nos anos 50. diz Rubens Ricupero. “A tensão comercial entre os países tende a aumentar”. “A relação entre o déficit comercial de produtos manufaturados e a perda de empregos no setor é óbvia: as importações diminuem a demanda de trabalho”. “Fica mais difícil absorver as dores da globalização. não há. Entre os anos 2000 e 2003 foram perdidos três milhões de vagas no setor manufatureiro do país.negócio. Milton Gamez e Osmar Freitas Jr. órgão das Nações Unidas para o comércio e o desenvolvimento. um único item que procure proteger uma das marcas registradas do chamado “american way of life”: o emprego. naquela época o crescimento das economias compensava com folga os impactos negativos. o Japão e a Itália eram vistos como grandes ameaças ao emprego nos demais países que começaram a importar seus produtos. O mundo já viveu vários momentos de globalização ao longo da história. para atender chamadas de consumidores americanos em seus call centers. explica o economista Josh Bivens. a elite do capital financeiro.” Para Ricupero. Na pauta do Congresso dos Estados Unidos. atualmente. do respeitado Economic Policy Institute. reclamou a ISTOÉ. O déficit da balança comercial de manufaturados foi a US$ 105 bilhões ao final de 2005.

Essas peças estão cada vez mais reservadas para ocasiões especiais. Antes de explicar meu sim. Ficarão mais ricas ou mais pobres? Terão vidas mais longas ou mais curtas? A resposta a essas questões depende de adotarmos políticas sábias ou estúpidas. mas o meu amigo decidiu fazê-lo. pessoas de carne e osso que têm corpos. mas é uma grande decepção da perspectiva daqueles a quem o meu amigo chama “turistas da pobreza” anti-globalizadores. isso não é uma coisa ruim. Disse-me que antropólogos da Europa e dos Estados Unidos que querem “estudar” os aborígines se queixam de que muitas mulheres maias já não vestem no dia a dia seus belos trajes indígenas feitos à mão. de forma mais precisa. para o melhor ou para o pior. de tal forma que se reduzirmos através de uma . Os visitantes não se preocupam em perguntar às mulheres maias por que razão muitas delas não vestem as roupas tradicionais. quando discutimos a globalização. dizem que não. No ano passado. Ou as mulheres podem fazer outros trabalhos e ainda assim ter capacidade para comprar mais coisas a que dão valor. A questão política fundamental é se uma fronteira deve ser utilizada para impedir as transações que seriam permitidas se ambas as partes estivessem do mesmo lado dessa fronteira. Os opositores da globalização. É importante que os argumentos façam sentido. ele reduz de forma correspondente o número de empregos em indústrias exportadoras. e se são positivos ou negativos. devemos levar em conta as mulheres que fazem roupas que estão ficando excessivamente caras para que elas as usem todos os dias. mas hoje não vou falar muito de sentimentos. um amigo maia que ensina antropologia na Guatemala levou-me às terras montanhosas maias.A globalização é ótima A globalização provoca sentimentos fortes em muita gente. Não estão sendo roubadas. ou um rádio. Assim. Mitos sobre a globalização A globalização destrói empregos. tornaram-se mais ricas. mas afeta o tipo de empregos que as pessoas têm. afirmam. O que significa as roupas feitas à mão terem-se tornado mais caras? Significa que o trabalho da mulher maia se tornou mais valioso. que gostam de tirar fotografias de gente pobre colorida. ou um medicamento para combater a febre dengue. As exportações são. para que assim vocês coloquem seus corações do lado da humanidade. Se o protecionismo aumenta o número de empregos em indústrias que competem com importações. As mulheres lhe disseram que já não usam os seus vestidos feitos à mão porque eles se tornaram excessivamente caros. que possam ser verificados ou refutados. mentes e vidas que são importantes e têm significado. lógica e evidências. o preço que pagamos pelas importações. de sua perspectiva. para me referir à diminuição ou eliminação das restrições estatais aos intercâmbios entre fronteiras e ao cada vez mais integrado e complexo sistema global de produção e trocas que emergiu como resultado mais urgente é saber quais os reais efeitos da globalização realmente tem. E. e que possamos ativar o coração através da mente. da esquerda e da direita. Essas são as pessoas de carne e osso cujo destino será decidido. Em vez de passar horas e horas num tear manual fazendo um vestido para usar. tal como as importações são o preço que os estrangeiros pagam pelas nossas exportações. É comum que os adversários da globalização utilizem este termo para descrever todas as características da vida humana que não apreciam. Vou falar de razões. A reação dos visitantes é quase unanimemente de horror. nas indústrias que produzem bens que teriam sido trocados por bens que teriam sido importados mas que são agora mais caros devido às tarifas ou excluídos por quotas. pelo debate sobre a globalização. Espero conseguir cativar as mentes de vocês. devo enfatizar que o debate não é sobre a interação de números mas antes sobre a interação de pessoas reais. Os maias estão sendo privados da sua cultura. ela pode empregar esse tempo fazendo esse mesmo vestido para vender a uma mulher na França e utilizar as receitas para comprar três outras peças de roupa — e óculos. como batismos e casamentos. ou seja. Deve-se permitir aos produtores de trigo dos EUA comprar celulares de pessoas da Finlândia? Deve-se permitir aos tecelões de Gana vender camisas e calças aos operários alemães? Acredito que a resposta é sim. São as primeiras vítimas da globalização e do imperialismo cultural. Para colocar um pouco dessa carne e osso nos argumentos formais. Usarei o termo “globalização”. A política comercial não afeta o número de empregos. afinal. permitam-me contar uma história. de Ralph Nader a Patrick Buchanan e Jean Marie Le Pen.

O capital é exportado dos países ricos para o Terceiro Mundo criando sweatshops. Durante a década de 1990. No interior dos países que abriram as suas economias ao comércio e aos investimentos. É mesmo verdade que os Estados Unidos são culturalmente atraentes e que algumas pessoas — geralmente das elites — se opõem a isso. na medida em que outros países adotaram os padrões legais dos Estados Unidos para proteger os golfinhos e as tartarugas. o Brasil. A afirmação tem implicações tangíveis. o que permite que a testemos. que por sua vez exportam grandes quantidades de bens baratos para os países ricos. Ouço esse tipo de história frequentemente nas universidades. de tal forma que todos ficam pior. ou a loucura que se instalou nas crianças de sete anos por todo o mundo há alguns anos com o fenômeno japonês do Pokemon. assim como com o também japonês anime. Os dois casos mais citados como exemplos de efeitos supostamente negativos sobre o ambiente dos acordos comerciais — os do “atum/golfinho” e “camarão/tartaruga” — revelam uma melhoria.tarifa o valor de bens importados. Essa não é a desigualdade que os anti-globalizadores têm em mente. Países em desenvolvimento (com salários em crescimento) como a Indonésia. A globalização origina uma deterioração dos padrões ambientais e laborais. e o que obtém é a propriedade de ativos — ou investimento líquido — nos países para os quais exporta. Se as culturas permanecerem hermeticamente seladas e estáticas. os quais tendem a ser onde a mão de obra é mais produtiva. não mais baixos. os quais são onde as pessoas são. porque pagam melhores salários e oferecem melhores condições laborais do que as alternativas domésticas. Além disso. as quais enriqueceram a nós e a outros. e não piores. a indústria cinematográfica indiana. as empresas estabelecidas por investidores externos tendem a pagar salários mais altos do que as empresas locais. Mas consideremos a moda que tomou todo o mundo. mais ricas — e as pessoas mais ricas tendem a exigir melhores. as classes médias cresceram. o pequeno mago inglês Harry Potter. Bollywood. O resto do mundo. e o que se vende são ativos. Benefícios da globalização . 81% do investimento direto estrangeiro dos EUA foi para três partes do mundo: o desesperadamente pobre Canadá. A globalização nos enriquece culturalmente. O mesmo se aplica às condições laborais. Os investidores colocam o seu capital nos locais que lhes oferecem os maiores retornos. reduziremos também o valor de bens exportados para pagar essas importações. repartiram o 1% restante. Os postos de trabalho nas empresas propriedade de estrangeiros são geralmente muito procurados. Se um país importa mais do que se exporta — como os EUA têm feito nas últimas décadas — é necessário vender algo aos estrangeiros que lhe enviam seus produtos. a empobrecida Europa Ocidental e o faminto Japão. As causas do aumento e diminuição da desigualdade são complexas. gerando excedentes comerciais nos países pobres e reduzindo a atividade industrial nos países ricos. seria de esperar que o Burkina Faso e outros países pobres com baixos salários estivessem inundados de investimento externo. e em geral isso acontece onde os salários são mais altos. A globalização direciona o capital para onde os salários são mais baixos e explora os trabalhadores mais pobres. Primeiro. Se fosse verdade que os fluxos de capital se dirigem para onde os salários são mais baixos. A identidade contabilística fundamental é: Poupança – Investimento = Exportações – Importações. Isso se traduz numa perda de empregos nas indústrias exportadoras. não é possível ter simultaneamente um superávit na conta de capital e um superávit comercial. porque os estrangeiros querem atrair e reter os melhores trabalhadores. A globalização gera desigualdade. consequentemente. Outra falácia é a de que o capital flui para onde os padrões ambientais e laborais são mais baixos. o que significa que existeenos e não mais desigualdade. não uma deterioração. incluindo toda a África. tais como ações de empresas. Isto sem mencionar a comida tailandesa ou a possibilidade de ouvir músicas gravadas em praticamente todas as línguas faladas no planeta. A globalização cria uma cultura norte-americana homogênea em todo o mundo. elas deixam de ser culturas humanas e transformam-se em exposições de museu. ele recebe algo em troca das suas exportações. e muitas outras contribuições de outras culturas. Se um país exporta mais do que importa. a Tailândia e o México representaram 18%. Mas verifiquemos os fatos. É tão confusa que é difícil saber por onde começar. Os investidores investem nos locais onde os retornos são maiores. condições ambientais e laborais. mas há uma verdade substancial na afirmação de que a globalização gera desigualdade — o diferencial de riqueza entre os países que têm economias fechadas e aqueles que praticam o livre comércio continua a aumentar. A maioria dos cenários aterrorizantes anunciados pelos oponentes da globalização tem sua base na mera ignorância dos elementos mais básicos da contabilidade do comércio internacional.

O comércio global é o caminho mais rápido para eliminar o trabalho infantil e substituí-lo pela educação infantil. mas não comerciam. menos de 20% foram classificados como “livres” e mais de 50% foram considerados “não livres”. e não comerciam porque não usam a razão com o fim de persuadir. o comércio livre une os países em paz. outros animais podem cooperar. o que custa menos em termo de perda de argumentação jurídica. O inventor dessa máquina seria celebrado como benfeitor da humanidade — até que Pat Buchanan ou Ralph Nader mostrassem que o invento é. À medida que as barreiras comerciais foram caindo. em vez de os mandarem para os campos. ambos nos beneficiamos do comércio se ela se especializar naquilo que faz melhor e eu me especializar naquilo que faço melhor. que para nós parece ter um significado tão simples e direto.. Os japoneses poderiam empurrar vídeos e aparelhagens por uma porta e obter petróleo. O comércio é algo distintivamente humano. O velho exemplo da datilógrafa e do advogado aplica-se tanto entre fronteiras como dentro dos escritórios. Essa é também uma razão pela qual o comércio está tão intimamente relacionado com a paz. é na realidade a oferta de um argumento para persuadir alguém a fazer algo de tal forma que se ajuste ao seu interesse”. é pelo fato de as pessoas poderem ver os outros seres humanos como parceiros numa cooperação mutuamente benéfica. Os países pobres não são pobres porque as crianças trabalham. Em todo o mundo. Há um velho adágio que diz: “quando os bens não podem atravessar as fronteiras. a abertura e a globalização reforçam os governos democráticos e responsáveis e o Estado de Direito.. O produto total é maior e ambos recebem mais rendimento. O protecionismo se baseia numa mentalidade e num conjunto correspondente de políticas que enfatizam os interesses divergentes das nações. Mesmo que a pessoa na primeira fila seja melhor que eu em tudo. Quando as pessoas enriquecem através da produção e do livre comércio. Como assinalou Adam Smith numa conferência em 30 de Março de 1763: “A oferta de um shilling.A globalização conduz à paz ao diminuir os incentivos para o conflito. Como ele observou. O advogado pode escrever documentos jurídicos e datilografar melhor que a secretária. a abertura da economia mexicana através do Tratado de Livre Comércio da América do Norte tornou possível a vitória do presidente Vicente Fox e a ruptura do monopólio do poder pelo Partido Revolucionário Institucional. O comércio livre não é um privilégio. que a sociedade humana se torna possível. independentemente do lado da fronteira em que vivam. Os antiglobalizadores e os protecionsitas partem do pressuposto de que têm o direito de usar a força para evitar que vocês e eu levemos a cabo trocas voluntárias. trigo e aviões pela outra. O comércio é a base primordial da civilização humana. é um direito humano. a porcentagem de governos classificados como democráticos pela Freedom House aumentou dramaticamente. Dos 40% de países com maior abertura econômica segundo o Economic Freedom of the World (co-publicado pelo Cato Institute). 90% são classificados como “livres” pela Freedom House. o “inventor” seria vilipendiado por ser um destruidor de empregos e pela sua falta de patriotismo. nos 20% de países com economias mais fechadas. e não como rivais mortais. O erro mais comum dos protecionistas é confundir vantagem absoluta com vantagem comparativa. A porcentagem de crianças que trabalham tem caído — e não aumentado — com o incremento do comércio e da globalização. Os australianos poderiam fazer passar ovelhas por uma porta e da outra sairiam carros e máquinas de xerox. . Em primeiro lugar. já que a secretária é melhor datilografando do que redigindo documentos jurídicos. mas ambos se beneficiam se o advogado se especializar em escrever documentos jurídicos. O comércio se baseia na nossa faculdade de raciocinar e na nossa capacidade de persuadir. em vez de ser considerado um herói. O livre comércio é um direito humano fundamental. os exércitos certamente o farão”. Pelo contrário. Os defensores de governos democráticos e responsáveis e do Estado de Direito deveriam apoiar a globalização. trabalham aproximadamente 250 milhões de crianças. os quais custam menos em termos de produção datilográfica perdida. do qual desfrutam todos os seres humanos. O comércio gera riqueza. O México é um bom exemplo. Mas qual é a diferença entre essa máquina maravilhosa e o comércio? O comércio traz benefícios para todos. Mas os direitos fundamentais deveriam ser iguais para todos os seres humanos. enviam seus filhos para a escola. O comércio. um porto! Então. Imaginem que alguém criou uma máquina que permitiria fazer passar por uma porta coisas que podem produzir de forma barata e obter por outra porta as coisas que gostariam de ter mas custam mais a produzir. As crianças trabalham porque são pobres. e a secretária se especializar em datilografar. e por razões relativamente óbvias. Algo que nos diferencia de todos os outros animais. e o direito de comerciar é um direito fundamental. Em contraste. O comércio livre é o caminho mais rápido para a eliminação do trabalho infantil.

. No Canto IX. O protecionismo deve ser rejeitado não apenas porque é ineficiente. rumam na direção das cidades povoadas. Vivem no mundo preferido pelos anti-globalizadores. mas é também uma característica distintiva da civilização. e tantas são as que transportam através do mar os homens que vogam de uns países para outros. Ulisses observa que: “Os Ciclopes não possuem nenhumas naus de cascos vermelhos. oferece-nos alguns pensamentos sobre as razões pelas quais os ciclopes são “gigantes sem leis”. um mundo em que toda a produção é local.O comércio não só é distintivamente humano. nem artesãos capazes de fabricar essas naus bem munidas de ponte. 125-129) Os Ciclopes são selvagens porque não comerciam.” (Odisséia. adequadas a todas as viagens. como salientou Homero na Odisséia. e porque é contrário à civilização. um mundo sem comércio. porque é imoral. Canto IX. quando Ulisses nos relata a sua chegada à terra dos ciclopes. que. Ele deve ser rejeitado porque conduz ao conflito e à guerra.

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