Capelania Hospitalar

Capelania Hospitalar
Escrito por Rev. Eudoxio Santos e adaptado por Pr. João Batista de Oliveira

INTRODUÇÃO - Mateus 25:36,40

Ao visitarmos um enfermo no hospital, estamos realizando um trabalho CRISTÃO, pois o próprio Senhor Jesus Cristo disse: "... Estive enfermo e, me visitastes;... sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes". Mateus 25:36,40 O sofrimento, a dor, a enfermidade e o momento de crise destes irmãos, justificam a presença do cuidado cristão. Como amigo e irmão nas mesmas estradas da vida, como companheiro do momento da dúvida e da necessidade, como Cristo, que na estrada de Emaús, enquanto os discípulos “conversavam sobre aquilo que havia acontecido... juntou-se a eles e pôs-se a acompanhá-los”. Visitar é, portanto, o ato de juntar-se a uma pessoa em crise com o objetivo de fortalecê-la, consolá-la e acompanhá-la no momento difícil. No Jardim do Éden, o Senhor Deus visitou a Adão e Eva, os primeiros doentes (Gênesis 3: 8). Deus tinha o propósito de mostrar que havia solução, embora dolorosa, para sua situação. Assim sendo, "visitar" foi uma ação que começou com nosso Deus, o qual também visitou ao povo de Israel várias vezes e de forma direta visitou a Abrão, Sara, Moisés, Josué, Gideão, Samuel, Isaías, Jeremias. A visita divina ao seu povo se tornou completa com a vinda de Jesus Cristo na plenitude do tempo (Gálatas 4:4). No Evangelho de Mateus lemos: “Eis que a virgem conceberá, e dará á luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus é Conosco” (Mateus 1:23). No Evangelho de João temos o relato da visita quando “o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito Filho de Deus.” (João 1:14). Este Verbo
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toda causa dos oprimidos. se conformar. pode ser uma pessoa muito feliz e uma fonte de alegria para aqueles que cruzam o seu caminho. Precisamos anunciar o amor e o zelo de Deus pelas suas vidas. com o que tem.  Dizer que vale a pena viver apesar das dificuldades existentes na vida. Ninguém é poupado da doença. visitar e confortar são:  Empatizar com os que sofrem. Imitando a Jesus Cristo que sempre ouvia o clamor dos enfermos (Mateus 9:1-8). A doença sinaliza para os nossos limites. a doença faz parte da vida neste mundo de pecado e a Bíblia traz a promessa de uma Nova Terra sem doenças (Apocalipse 21:4). que o sofrimento. para a nossa natureza humana e pode nos fazer olhar para Deus que é Infinito.Capelania Hospitalar divino nos disse que não veio para os sãos. E a saúde tampouco é a única razão da felicidade. será o principal elemento a movernos neste ministério de apoio e consolação aos enfermos. mas para os doentes (Marcos 2:17) e ainda nos diz “eu irei e lhe darei saúde” (Mateus 8:7). Eterno.  Levar alguém a ter alegria de aceitar o que é e. sobrecarregadas e oprimidas. Precisamos como Igreja do Senhor.  Compartilhar o amor. para a nossa transitoriedade. Poderoso para nos curar e dar a vida eterna (Romanos 6:23). a paz e realização que Deus nos dá.  Fazer uma vida feliz e ser feliz também.  Excluir da nossa vida as palavras: Derrota e Desesperança. do próximo.  Levar uma palavra de esperança aos desesperados.  Levar aos pés de Cristo. Portanto. O amor que moveu Jesus a morrer por nós. levar uma palavra de paz para as pessoas que vivem enfermas. desesperançosos. Uma pessoa que aprendeu a conviver com a sua enfermidade.  Amar a Deus e ao próximo. amargurados. e de nós mesmos. Na Bíblia. a visita de Deus através de Jesus Cristo é fundamental para toda a humanidade porque através dela temos a saúde eterna.  Compartilhar com alguém. Então. as dificuldades da vida é um meio pelo qual crescemos em direção Deus. 3 .

No hospital. Ele (Jesus) tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si. culpa. solidão. desespero. o servo de Deus se torna um agente do poder curativo na crise de enfermidade. Pessoas enfermas e com sofrimento físico começam a levantar uma série de perguntas: Por que isto está acontecendo comigo? Por que está acontecendo agora? O que fiz para merecer isto? Vou ficar bom? Onde está Deus nesta situação? Será que alguém vai cuidar de mim? Uma enfermidade pode ser acompanhada por dúvidas. Hoje. alma e espírito) e não podemos deixar de seguir seus passos. confusão. Com esta realidade o visitador cristão. a mente e o coração estão geralmente abertos a mensagem do evangelho. pode contribuir muito para sua recuperação física. emoções de zanga. O sofrimento físico nos leva a reconhecer que cada um de nós vai encontrar-se com a própria morte. ira. encorajamento e oração. o apoio da comunidade de fé. Quando o Senhor Jesus aqui viveu o seu ministério era total (corpo. a ciência médica reconhece que a paz espiritual do paciente. Através de conversas. e mágoas.” 4 . Raramente o visitador achará as pessoas tão despidas de máscaras e vaidade quanto numa enfermidade.“Certamente. que é bem maior que pelas igrejas.Capelania Hospitalar A importância do Ministério da Visitação Hospitalar está ligada diretamente ao número de pessoas que passa pelos hospitais em todo o mundo. Isaías 53:4 . e a ajuda prática em circunstâncias de enfermidade são desafios para os membros da igreja de Cristo.

e todas são mencionadas de modo a insinuar que a doença faz parte da vida neste mundo. Fica claro que cada uma delas causa tensão psicológica e física. Paulo. Quando Jesus veio pessoalmente à Terra. a sogra de Pedro. se é que existe alguém atravessam a vida sem experimentar periodicamente pelos menos uma doença. e o Livro de Atos registra como a primeira igreja cuidou dos enfermos. insanidade. A Enfermidade faz parte da Vida. A doença de Naamã. A Bíblia nos menciona várias enfermidades como alcoolismo. A doença entrou na raça humana como resultado da queda (Gênesis 3). inflamações. lepra. surdez. cegueira. Timóteo.Capelania Hospitalar MODULO I O Paciente. e desde essa época os homens ficaram sabendo o que é não ter saúde. e vários outros descritos tanto no Velho como no Novo Testamento. A doença é uma questão que a Bíblia menciona em muitos textos. A Bíblia nos fornece pelo menos quatro conclusões sofre a enfermidade que podem ser úteis nas visitas hospitalares. é necessário ter uma visão clara do que a Bíblia nos diz sobre a enfermidade. (Gênesis 2:17) Poucas pessoas. Jó. hemorragia. mudez. seus sentimentos e suas necessidades 1. paralisia e várias outras enfermidades. por isso. febre. Fundamentação Bíblico-Teológica do Enfermo e a Enfermidade. tumores. A maneira como o visitador vê a enfermidade tem grande influência na maneira como irá tratar o paciente que visita. Seu interesse pelos doentes se destacou tanto que praticamente um quinto dos evangelhos é dedicado ao tema da cura. Nabucodonosor.1. o filho de Davi. 5 . 1.

bens e saúde. na queda da humanidade no pecado. Jesus ensinou que doença. apesar da boa vontade. A Enfermidade não é necessariamente um sinal de pecado ou manifestação de falta de fé. em análise final.embora haja ocasiões em que o pecado e a doença têm realmente relação (Mateus 9:2-6). 9:20-27. além do paciente.3. Mateus 25:36) Através de Suas palavras e atos. 6 . 19. Toda doença tem origem. Houve vezes. Os Cristãos são responsáveis pelo cuidado dos enfermos.2. a orelha de um servo foi curada embora ninguém tivesse fé. Mateus 9:18. foram ineficazes. no Jardim do Getsêmani. em que uma pessoa. por exemplo. é também indesejável. mas os casos individuais de doença não são necessariamente resultantes dos pecados da pessoa doente . argumentando que todos esses problemas eram resultados do pecado. por exemplo: A mulher com o fluxo de sangue é um bom exemplo (Mateus 9:20-21). Mesmo dar a alguém um gole de água era considerado digno de elogios e Jesus indicou que ajudar um doente era o mesmo que ministrar a Ele. e falaram de seus filhos doentes. porém. teve fé: Vários pais procuraram Jesus.3). sendo estes curados (Marcos 7:24-30. três amigos vieram visitar com a boa intenção de consolar. Jó descobriu. 1. que a doença nem sempre é resultado do pecado do indivíduo . Ele passou grande parte do seu tempo curando os enfermos.Capelania Hospitalar 1. além de Jesus (Lucas 22:50-51). Ao examinar as curas do Novo Testamento temos os seguintes esclarecimentos com respeito à enfermidade: Algumas vezes as pessoas melhoravam por crerem pessoalmente que Cristo operaria a cura. embora comum. encorajaram outros a fazerem o mesmo e mostrou a importância do cuidado cheio de amor daqueles que são necessitados e doentes. no entanto.40). 23-26). Jesus (Mateus 25:39. (Lucas 10:9.3) Quando Jó perdeu sua família. Em outra ocasião. (João 9: 2.cuja verdade Jesus ensinou claramente (João 9: 2.

ou por velhice. Com base nesses exemplos fica bastante evidente que a doença não é necessariamente um sinal de pecado ou manifestação de falta de fé. por falta de higiene. O Paciente e outros problemas associados à enfermidade Uma enfermidade pode acontecer por uma variedade de causas. Junto com a enfermidade pode acontecer problemas emocionais. Problema do Sofrimento. 1. Quem trabalha com os enfermos deve saber lidar com os seguintes problemas: a dor física e as emoções do paciente. Algumas doenças surgem por meio de um vírus. Deus jamais prometeu curar todas as nossas moléstias nesta vida e é tanto incorreto como cruel ensinar que a saúde instantânea sempre virá para aqueles cuja fé é forte. Mas uma enfermidade envolve mais do que um problema físico. Outros ainda não tiveram fé e não foram curados (Mateus 13:58). porque Ele permite o sofrimento? Se Ele é Todo-Poderoso. homem de grande fé em Cristo cujo “espinho na carne nunca foi tirado” (2 Coríntios 12:7-9). e que são geralmente levantadas nas visitas: Se Deus é bom.4. vemos Paulo. C. psicológicos. por causa de um acidente. porque não suspende o sofrimento? Volumes inteiros têm sido escritos para responder a essas perguntas e o visitador cristão poderia beneficiar-se com a leitura de alguns destes livros. por causa de defeitos genéticos.Capelania Hospitalar Em contraste. por falta de uma alimentação correta ou adequada. A Bíblia não apóia os cristãos que afirmam que os doentes estão fora da vontade de Deus ou lhes falta fé. 7 .i 2. ou espirituais.S. resumiu duas questões básicas que enfrentam todos os que sofrem. Lewis no seu livro. A Enfermidade faz surgir questões difíceis e cruciais sobre o sofrimento.

isto representa uma fraqueza. O Dr. 2. etc. nos sugere que os doentes. Outras acreditam que Deus permite a dor e assim a dor deve ser aceita. As emoções do paciente Não é fácil ficar doente especialmente quando nossas rotinas são interrompidas. Quando ficamos doentes o bastante para procurar ajuda médica. indivíduos onde a dor está relacionada com a ansiedade. ou até uma crença religiosa. receber orientações para tomar medicamentos. se submeter a estrutura de um hospital ou agenda estabelecida pelo tratamento médico. aceitar ordens para dormir. ainda. Há. experimentam sete categorias de tensão psicológica: 1. ou não sabemos quando ou se iremos sarar.Capelania Hospitalar 2. alguns dos quais são mais indiferentes ou científicos do que compassivos e sensíveis. O paciente tem que obedecer a um médico. O visitante deve reconhecer e aceitar essas diferenças individuais. A diferença pode ser atribuída pelas experiências com a dor.2. as reações e o prognóstico de recuperação da pessoa doente. 8 . quando não compreendemos o que está errado com nossos corpos. Tudo isto aumenta nossa sensação de desânimo em face da doença. James Strain. Certas pessoas acham que quando alguém reagiu com a dor. Tensão da ameaça à nossa Integridade Os enfermos são submetidos a uma série de experiências onde eles não têm controle sobre as circunstâncias. devemos nos submeter ao cuidado de estranhos. Um enfermo volta a ser uma "criança" e isto não é fácil. os valores culturais sobre a dor. Com certas doenças há pessoas que sofrem muita dor enquanto outras pessoas não sentem nada. Elas influenciam as emoções. ser instruído sobre o que deve ou não deve comer. Pessoas que trabalham com os enfermos devem saber lidar com o problema da dor. no seu livro Psychological Care of the Medically III.1. A dor física Pessoas reagem de formas diferentes quando há uma dor. ouvir uma enfermeira. especialmente os hospitalizados.

no momento em que mais precisamos delas. Tensão do Medo de Estranhos Os pacientes têm medo de que suas vidas e seus corpos tenham que ser colocados nas mãos de estranhos com quem talvez não tenham qualquer laço pessoal. controle dos intestinos e bexiga. lar. Perder o controle de força física. Durante a internação no hospital ficamos separados das pessoas e das coisas que nos são familiares. Tensão do Medo de Perder o Controle. Como vimos. E estas ameaças se tornam maiores quando o pacientes está exposto em um leito de hospital. Tensão do Medo de expor ou perder partes do Corpo. 7. Isto pode ser embaraçoso e por vezes ameaçador. Tensão da Ansiedade pela Separação A enfermidade nos separa: amigos.Capelania Hospitalar 2. Tensão da Culpa e Medo do Castigo. tem que ser operada ou mesmo removida. 3. esta era a opinião dos amigos de Jó e tem sido aceita por milhares de pessoa deste então. A doença ou acidentes levam muitas vezes a pessoa a pensar que seu sofrimento possa ser um castigo por pecados ou faltas cometidas no passado. Tudo isto pode ameaçar a sua auto-estima e levar a temer que devido a essas mudanças as pessoas não irão mais amá-los ou respeitá-los. obrigando a moderar suas atividades e tornar dependentes de outros. Tensão do Medo de Perder a Aceitação. As pessoas doentes precisam expor as partes do corpo que doem e submeter-se ao exame visual e toque por parte da pessoa do médico. Deitados na cama e se perguntando “Por quê?” essas pessoas podem se deixar vencer pela culpa. 6. 5. A doença e os ferimentos podem deixar as pessoas fisicamente deformadas. 9 . 4. controle dos membros da fala. agilidade mental. especialmente quando se torna aparente que uma parte de nosso corpo este doente. trabalho. ou a capacidade de dominar as suas emoções é uma ameaça para os pacientes. rotina costumeira. especialmente se não houver restabelecimento.

irritabilidade e preocupação. descobrem que a esperança as sustenta e encoraja especialmente em momentos difíceis. problemas financeiros. o paciente passa pelo sentimento de esperança. o paciente se perturba. sua família é afetada e. o paciente e a família algumas vezes se recusam a discutir seus verdadeiros temores e sentimentos uns com os outros. temos que saber que existem diferenças no modo das pessoas reagirem. 3. Pesquisas médicas verificaram que os pacientes sentem-se melhor quando há pelo menos um raio de esperança. nos dão a impressão de um quadro sombrio da enfermidade. percebendo isto. e as reações da família. e até a perda da oportunidade de manter relações sexuais para o casal. Mas. Quando uma pessoa fica enferma. Algumas sentem ainda outras emoções:  Deprimidas com a doença. Isto não significa que devamos mentir sobre a condição do paciente. as emoções do paciente. Numa tentativa de se animarem mutuamente e evitarem a preocupação.  Iradas com médicos e com Deus. Mesmo pessoas gravemente enfermas.  Confusas com o prognóstico. trata-se geralmente de um sinal que a morte se aproxima. Sobre a 10 .Capelania Hospitalar Apesar de essas tensões serem comuns aos enfermos.  Desanimadas com o tratamento  Frustradas com a vida. e quando o paciente deixa de manifestar esperança. Sentimento de esperança A Dor Física. O ditado popular “a esperança é a última que morre”. A reação da família. é real no momento na doença. e como resultado. Mas em todas as fases da enfermidade. dificuldades em organizar as visitas ao hospital.  Culpadas por não cuidarem da saúde. cada um sofre sozinho. As mudanças na rotina familiar devido a doença. 4. podem criar tensão que ocasionalmente redunda em fadiga. a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross em seu livro. que têm uma idéia real sobre a sua condição.

Por isso. e o visitador cristão tem como recuperar a esperança daqueles que passa por tantas dores e sentimentos variados.” 11 . podem viver mais do que o esperado”. escreve que “partilhamos com eles a esperança de que algo imprevisto pode acontecer e que podem ter uma melhora. o “vale da sombra da morte. se interesse por ele tanto agora com na eternidade. a grande missão do visitador é levar consolo e esperança aos pacientes. o soberano do universo. Com esta esperança. O cristão tem ainda mais esperança no conhecimento de que o Deus cheio de amor.Capelania Hospitalar Morte e o Morrer.

a Bíblia. porém não é um direito absoluto. Podemos levar palavras seguras. sua Função e suas Atividades Assuntos que devem ser avaliados com respeito ao trabalho com os enfermos:  O hospital é uma instituição que busca a cura física.  Saiba utilizar bem nossos instrumentos de apoio que são: oração. Nossa agenda precisa priorizar os assuntos que eles desejam abordar e não o que nós queremos falar. Nem todos podem entrar numa enfermaria ou visitar um doente no lar. seus medos. Deve expressar esta esperança de maneira realística e com integridade. e orientações para visitar os enfermos. a Constituição Brasileiro nos dá direitos de atender os doentes. mas devemos evitar a criação de uma esperança falsa. porque não é fácil lidar com situações que envolvem o sofrimento humano. Devemos fazer nosso trabalho numa forma que não atinja os direitos dos outros. Faça seu ministério sem competir ou entrar em conflitos. regras.  Ore e confie no Espírito Santo para lhe ajudar. 12 .  Observar e respeitar as visitas de outros grupos.Capelania Hospitalar MODULO II O Visitador.  Como é que você encara uma doença ou o sofrimento humano? Tem que avaliar suas atitudes. e a esperança em Jesus Cristo. etc. Temos que respeitar o ambiente. Como evangélicos.  Como crentes em Jesus temos algo que todos desejam: esperança. o Médico dos Médicos. suas ansiedades.  Aprenda os textos Bíblicos apropriados para usar nas visitas hospitalares ou nos lares dos enfermos. Seja uma boa testemunha. Tenha cuidado com promessas feitas em nome de Deus. apoio da igreja.  Quando visitamos os enfermos devemos estar atentos aos sentimentos e preocupações deles. a estrutura hospitalar e trabalhar dentro das normas estabelecidas.  Aprenda algumas normas.

Se orar. esperança.  Dar liberdade para o paciente falar. Gordon. os princípios. É melhor sugerir que a oração seja feita. os valores. desespero. e a comunhão da igreja. as regras. Novo Testamento.  Reconhecer que o doente pode apresentar muita dor.  Deixar material devocional para leitura: folheto. e as normas são semelhantes e válidos para todos os casos.  Demonstrar amor. conforto. Cada experiência de Capelania Hospitalar ou cada visita aos enfermos são experiências distintas.  Usar os recursos da vida Cristã que são: oração.  Visitar obedecendo as normas do Hospital ou pedir de antemão. e as necessidades citadas. etc. palavras de apoio. ansiedade. seja breve e objetivo. o nível espiritual do paciente. frustrações.Capelania Hospitalar A Prática Como capelão por mais de 20 anos do Hospital Presbiteriano Dr. Ele tem suas necessidades que devem tornar-se as prioridades para sua visita. as condições do paciente. Este projeto de Voluntários para a Capelania do Hospital que segue representa o aprendizado da teoria que foi confirmada e ampliada na prática. 1. se uma visita no lar é possível e o horário conveniente. Porém. esperança. bondade. confiança. Você deve ir em nome de Jesus. as pessoas presentes. e encorajamento. segurança. ou outros problemas emocionais e religiosas. Evangelho de João. Uma oração deve depender da liderança do Espírito Santo. e interesse na pessoa. Eudoxio Santos procurou desenvolver um ministério prático de visitação. Como criar seu espaço de trabalho:  Entender seu propósito  Ganhar seu direito  Trabalhar com equipe médica 2. Seja preparado para enfrentar estas circunstâncias. o Rev. 13 . Bíblia. Deve: * Identificar-se apropriadamente. levando em consideração as circunstâncias do momento. carinho. culpa.

Não deve:  Visitar se você estiver doente. Pode orientá-los.  Dar prioridade ao tratamento médico e também respeitar o horário das refeições.  Criticar ou questionar o hospital.  Avaliar cada visita para melhorar sua atuação. Seja natural no falar e agir. mas deixe eles tomarem as decisões cabíveis e sob a orientação médica.  Tomar decisões pela família ou pelo paciente. sempre observamos vários níveis de comportamento. os nossos objetivos ou alvos. mas deixe que eles tomem as decisões cabíveis e sobre o paciente ao sair da visita. Se fizer um culto numa enfermaria pode atrapalhar o atendimento médico de outros pacientes ou incomodá-los.  Aproveitar a capela do hospital para fazer um culto. Deixe o paciente a vontade. 3. Pode orientá-los.  Forçar o paciente falar ou se sentir alegre.  Sentar-se no leito do paciente ou buscar apoio de alguma forma no leito. e as necessidades da pessoa doente.  Falar num tom alto ou cochichar. mas nós não somos o Deus Verdadeiro. Deve ficar sensível aos sentimentos e direitos dos outros. Numa visita hospitalar ou numa visitação em casa para atender um doente. Você não é o paciente.  Entrar numa enfermaria sem bater na porta.Capelania Hospitalar  Ficar numa posição onde o paciente possa lhe olhar bem. Fale num tom normal para não chamar atenção para si mesmo.  Falar de suas doenças ou suas experiências hospitalares. Às vezes Deus usa a continuação da doença para outros fins.  Tomar as precauções para evitar contato com uma doença contagiosa. sem ofender ou distanciar-se do paciente.  Prometer que Deus vai curar alguém. tratamento médico e o diagnóstico. 14 . Cada visita precisa ser norteada pelas circunstâncias.  Espalhar detalhes ou informação íntima do paciente.  Saber que os efeitos da dor ou dos remédios podem alterar o comportamento ou a receptividade do paciente a qualquer momento. Podemos falar por Deus. e nem desanime o paciente. Isto vai facilitar o diálogo.

solidariedade e carinho. As perguntas foram elaboradas pelo Dr. Perguntas que comecem com "por que" e perguntas que pedem uma resposta "sim" ou "não" podem limitar ou inibir nossa conversa pastoral. O trabalho pastoral visa o paciente como um "ser humano completo". uma vez que está aqui?  Como está sentindo-se com o tratamento?  Como está evoluindo o tratamento?  O que está impedindo seu progresso?  Quanto tempo levará para sentir-se melhor?  Quais são as coisas que precipitaram sua enfermidade?  Ao sair do hospital ou se recuperar.  O que aconteceu para você encontrar-se no hospital?  O que está esperando. Dr. quais são seus planos?  Como sua família está reagindo com sua doença?  O que você está falando com seus familiares?  O que seus familiares estão falando para você?  O que você espera fazer nas próximas férias (outro evento ou data importante)? Os enfermos passam por momentos críticos. e não apenas como um corpo ou um caso patológico para ser tratado. A lista serve como ponto de partida para uma conversa pastoral. esperança. Arizona. compaixão. Johnson nos lembra que há perguntas que devemos evitar. Os membros de nossas igrejas podem atuar nessa área. amor. uma visita demonstra nossa identificação humana com o paciente. Roger Johnson num curso de Clinical Pastoral Education em Phoenix. e a oportunidade de confissão. Como ser humano nós podemos levar uma palavra de compreensão. levamos uma palavra de perdão. na função de uma visita ou conversa pastoral representamos o povo de Deus (Igreja) e o próprio Deus na vida do paciente. Devemos ficar abertos e preparados para ajudar com visitas e conversas pastorais. Segue uma lista de perguntas próprias.Capelania Hospitalar As perguntas servem como boa base para cultivar um relacionamento pessoal. 15 . EUA . confiança. Uma visita pastoral ou conversa pastoral serve para dois aspectos de nossa vida. A lista não é exaustiva e as pessoas podem criar outras perguntas. Segundo. Assim. Primeiro. fé.

A duração de sua visita deve ser apropriada à situação do paciente. 16 . Lembre-se de que uma infecção que você nem notou pode ser fatal ao paciente que tiver imunodeficiência. As visitas mais demoradas ajudam a passar o tempo para os pacientes ativos confinados ao leito ou ao quarto numa hospitalização prolongada.  Seja amável com a equipe do hospital e respeite as normas estabelecidas.Capelania Hospitalar MÓDULO III A Visita. Este espaço deve ser tratado com o mesmo respeito que a sua casa. a não ser que seja convidada a isso. Estas são algumas sugestões a serem consideradas ao visitar alguém no hospital:  A permanência no hospital pode ser uma experiência de isolamento e desumanização. Dez maneiras de tornar agradável a visita ao Hospital. Várias visitas podem ser menos cansativas para alguém que está muito doente. o quarto do paciente é o seu local de dormir. suas Regras e sua Prática 1. Não hesite em perguntar se não estiver certo do que é apropriado ou do que pode perturbar o paciente. A simples disposição de passar tempo com alguém hospitalizado é um dom precioso. A privacidade e a modéstia são considerações importantes que precisam ser respeitadas. Mesmo assim.  Pergunte ao paciente/família qual a melhor hora para uma visita. Desse modo estará ministrando tanto ao paciente como aos que cuidam dele.  Faça com que a sua visita ajude o paciente de modo significativo para ele no momento. Não sente na cama. Não demore demais. tenha cuidado para não interferir com qualquer tratamento ou exigências de isolamento. Peça sugestões se tiver dúvidas. Lembre-se de que durante toda a hospitalização. Você talvez possa fazer companhia a ele num horário em que os membros da família não tenham condições de fazê-lo.

 As atividades podem tornar-se diversões esplêndidas. Você está dando a ele uma oportunidade de interagir com o mundo fora de sua cama do hospital. a menor tarefa é um sacrifício por mais que deseje o contrário. Tome tempo para discutir pontos de interesse do paciente. 2. Cédulas para confirmar a ausência podem ser obtidas na cidade de origem do paciente.  Se possível leve o paciente para uma visita fora do hospital. 17 . Um piquenique ou festa de aniversário no saguão pode reanimar o doente. Quer seja uma ocasião particular compartilhada com a família ou um convite aberto para todo andar. Normas práticas para a Visitação Hospitalar. Quando. você está doente e sofrendo.  Manter contato com a família e os amigos é importante para os hospitalizados. Estão também reforçando a sua individualidade e propósitos. porém. Planos cuidadosos talvez tenham de ser montados de acordo com o regime ou nível de energia do paciente.Capelania Hospitalar  Presença silenciosa e ouvir em silêncio são maneiras poderosas de apoiar alguém que está doente. Isso ajudará os doentes a longo tempo a manterem contato com a natureza e o mundo fora do hospital.  Empenhe-se para que o paciente receba o jornal diariamente. Um pouco de criatividade quase sempre ajuda muito a tornar a ocasião uma lembrança muito especial para todos os envolvidos.  Ajude alguém do hospital na época de eleição. Se necessário.  Verifique se há qualquer sinal expresso de: "proibido visitas"  Respeite sempre o horário pré-estabelecido para sua atuação.  Não entre em qualquer quarto ou apartamento sem antes bater na porta. Procure observar seus sinais de fadiga ou desconforto. leia-o para ele todos os dias. coisas que se perdem facilmente durante uma hospitalização prolongada. certifique-se de informar a equipe do hospital sobre todos os preparativos. Tome cuidado para anotar itens que possam ser de particular interesse do paciente ou algo que ele queira acompanhar. Sol e ar fresco podem ser terapêuticos.

Chame a enfermeira se ele o desejar.  Tome cuidado com qualquer aparelhagem em volta da cama. assim como no horário das refeições. 18 . Não cochiche com outras pessoas no quarto. na cama ou fora dela.  Deixe com o doente a iniciativa do aperto de mão e faça-o com clareza. para que ele possa conversar com você sem se esforçar. Sem afetações. (Se o paciente está disposto. Encontre a duração exata para cada situação. Em quartos onde há mais enfermos.  Procure se colocar numa posição ao nível visual do paciente. lembre-se de que as reações emocionais negativas podem ser detectadas pelo doente e seus familiares. procure descobrir o que seu tom de voz e sua expressão facial e seus gestos estão comunicando. cumprimente os outros. nem se demore até cansar o doente. pois se você se sentir à vontade ele terá maior probabilidade de ficar à vontade. espere que o doente seja atendido pela enfermeira ou médico. Também não é conveniente gritar na hora da oração. Em caso positivo.  Não dê a impressão de estar com pressa.  Avalie a situação logo ao entrar. indisposto).  Fale num tom de voz normal. antes de você entrar. mas se concentre naquele com quem você deseja conversar. Aja com naturalidade.  Não queira forçar o doente a se sentir alegre.  Ao contemplar alguém sofrendo. saia do quarto.  Se a pessoa ainda não o conhece.  Não tente movimentar um doente.  Concentre-se em atender às necessidades daquela pessoa diante de você. nem o desanime. apresente-se com clareza. Não adianta falar do outro nem de si mesmo. a fim de poder agir objetivamente quanto ao tipo e duração da visita. Evite esbarrar na cama ou sentar-se nela.  Dê prioridade ao atendimento dos médicos e enfermeiras.Capelania Hospitalar  Observe se à luz está acesa e a porta do quarto fechada.

19 . agnóstico ou praticante de outra religião. Não devemos expressar julgamento para não tolher a fluência de seus sentimentos. Os princípios abaixo relacionados.1. Não estamos defendendo qualquer posição. As palavras perdem seu sentido quando nossas emoções não nos permitem escutar com objetividade.Capelania Hospitalar  Fique sabendo que os efeitos da dor e dos remédios podem alterar o comportamento ou a receptividade do paciente de um momento para outro.  Seu objetivo primário é conduzi-la a um estágio de sã condição físicoemocional-religiosa atual. se postos em prática. mas com inteligência. sem julgá-la ou condená-la. Por outro lado. ajudarão você a crescer na arte de escutar e. mesmo que você nem sempre sinta assim. Analise sua atitude íntima. 3. mas tentando ouvir os verdadeiros sentimentos de quem fala. do que ela diz. Escutar é uma arte que pode ser desenvolvida. ou utilize determinado vocabulário ou estilo de linguagem.  Utilize os recursos da religião sem constrangimentos. Não fira a sensibilidade de um ateu. não devemos insistir para que o entrevistado defenda seu ponto de vista.  Sua contribuição no processo terapêutico é singular e necessário. 3. não faça visitas. conseqüentemente. Ajudando através da arte de escutar. na habilidade de ajudar outras pessoas.  Lembre-se das regras fundamentais de assistência pastoral:  O ponto de partida para o seu trabalho é a situação e o estado em que a outra pessoa se encontra. Precisamos desenvolver uma atitude de aceitação da pessoa. Quais os seus sentimentos em relação à pessoa com quem você está conversando? Você tem algum preconceito em relação a ela? Ela lhe é repugnante? Há hospitalidade entre vocês? Tudo isto vai afetar o significado de que você ouvirá dela.  Se você mesmo está doente.

"Pela sua voz.  É mais importante entender o que ela diz do que criar uma impressão favorável. felicidade. mas refletir seus sentimentos com nossas próprias palavras.. Na linguagem comum." Se a pessoa chora enquanto fala. há palavras que expressam emoções diversas: convicção. É preciso fornecer ao entrevistado uma "retro visão" das emoções que ele está transmitindo. A pessoa ficará satisfeita se você revelar que entendeu qual o problema dela. O tom de voz em que elas são proferidas. 3. Cabe a nós avaliar este conteúdo emocional da comunicação. Que estado emocional ele revela? Uma voz baixa. Reflita as emoções que você está percebendo. Falar rapidamente. Falar depressa e em voz alta pode indicar o efeito de drogas. um fala monótona. Desenvolva a capacidade de avaliar as emoções.. alegria. 3. 20 . 3.3.  Não discuta nem revele hostilidade ou ressentimento.5. nem as enganar. de forma agitada. pode indicar depressão emocional. perturbação.6.  Não há necessidade de concordar com tudo o que a pessoa diz.4.  Não é necessário que a pessoa fique totalmente despreocupada. pode se uma depressão extrema.  Não domine a conversa. tenho a impressão de que você está muito. Evite a agressividade. Esteja preparado para responder. irritação.  Quando falamos muito a pessoa se confunde. 3.  Não seja passivo como uma esponja. A solução dos problemas vem por meio das tensões. Demonstre interesses na participação do diálogo. literalmente.  Não tente manipular as pessoas. Evite a passividade e a timidez exagerada. Isto não é apenas repetir o que a pessoa já disse.2. Preste bastante atenção Repare o tom de voz. Você poderá dizer: .Capelania Hospitalar 3. lhes dão um significado maior que o dicionário não pode definir. permita-lhe este privilégio.

Leve a carga com a pessoa até que ela possa levá-la sozinha. Não é discursar.  Procure dividir o problema em várias partes para atacá-las separadamente. São mais válidas as perguntas que despertam o sentido do relacionamento. Ela vai recordar que tem habilidade para superar a situação como já aconteceu.Capelania Hospitalar  Não se prenda aos detalhes da conversa. mas devemos reconhecer que ele é sério para a pessoa que está sofrendo com ele.  As vezes. Identifique as informações básicas para compreender o interlocutor. revele-as à pessoa. o problema não nos parece sério.  Pergunte se ela já enfrentou um problema semelhante no passado.  Discuta as várias alternativas para resolver o problema.  Demonstre amizade e interesse. quem está envolvido nele. Isto a ajudará a se sentir menos confusa e ansiosa.  A pessoa está apresentando um problema que lhe parece insolúvel.  Dê oportunidade para a pessoa esclarecer sua posição. Aceite seu estado de confusão e ajude-a observar os diferentes aspectos do problema: sua origem. ainda que suas convicções pessoais sejam diferentes.  Se descobrir contradições na conversa. As vezes. a pessoa tenta diminuir o problema. possível soluções etc. Isto pode revelar falta de confiança em sua ajuda ou ausência de auto-estima.  Demonstre compaixão e aceitação. amigos. 21 . pastor). Anime a pessoa a restabelecer relações com pessoas de importância em sua vida (parente. 3. Isto facilitará a compreensão dos problemas e como solucioná-los.  Evite fazer perguntas com respostas predeterminadas. Você precisa identificar-se com a pessoa que fala. O problema é grande.7. Evite conselhos estereotipados. Normas para escutar:  Escutar é um processo.

Deixe Deus agir onde você é insuficiente.  Termine a conversa apresentando objetivamente o que deverá ser feito.  Se alegria. 4. no momento da oração. está tudo bem". tristeza.  Admita suas capacidades e limitações. preocupação ou o que for. Evite dizer: "Não se preocupe. recuperação. coloque diante de Deus o que você ouviu.Capelania Hospitalar  Dê ênfase ao tempo presente e objetivo da entrevista.  Não se deve alimentar esperanças infundadas. 22 . ou encaminhe-a a outra pessoa. Para Deus não há impossíveis. Acima de tudo. Deixe a pessoa tomar a decisão adequada e assumir a responsabilidade. você é humano e finito. Veja se tem possibilidade de ajudar essa pessoa nessa circunstância.

o pessoal de cuidado médico profissional. enquanto melhorando a saúde deles e ajustando assim. ao Hospital e a Comunidade. Capelães e voluntários devem estar prontos para dar ajuda espiritual na luta das enfermidades. Capelães. 1. Seis áreas de pesquisa estão resumidas aqui. 1. Apoio Espiritual e sua Prática. A visita hospitalar e o cuidado espiritual oferecem benefícios distintos para os pacientes e seus familiares. A fé traz impacto de bem estar prático emocional e físico. 1. pastores e voluntários fazem um papel integrante de apoio e fortalecimento destes recursos religiosos e espirituais. que descreve os benefícios de atenção à espiritualidade de pacientes e seus familiares. Respondendo a Angústia Espiritual Capelães e visitantes tem um papel especialmente importante identificando os pacientes em angústia espiritual e os ajudando solucionar os problemas religiosos ou espirituais deles.2. Conclusões: 1. Estes benefícios crescentemente são demonstrados através de estudos de pesquisa. 23 . Os Benefícios para os pacientes e sua família.Capelania Hospitalar Modulo IV Os Benefícios: ao Paciente e sua Família. As pessoas procuram cuidados espirituais durante doença e em outras experiências dolorosas.3. A Importância do Cuidado Espiritual para enfrentar a Doença. o próprio hospital e a comunidade dentro dos quais reside.1.

Esta tensão aumentou recentemente porque mudanças econômicas conduziram a menos profissionais que provêem cuidado pelos pacientes seriamente doentes. Capelães fazem um papel importante ajudando profissionais de saúde a enfrentar os seus problemas pessoais. procurando ajuda. A palavra encorajadora pode aumentar a moral e bom senso do pessoal. Aumentando estratégias para enfrentar a doença.6. 24 . desejam a atenção espiritual profissional a essas necessidades. As pessoas querem cuidados espirituais durante doença e outras experiências dolorosas. e respondem positivamente quando recebem atenção. Para os Hospitais Os serviços de capelães e voluntários beneficiam hospitais pelo menos em nove meios. O cuidado de um capelão e voluntários para os familiares tem um impacto positivo. Cuidando das Famílias Famílias confiam em religiosos e recursos espirituais para enfrentar com os níveis altos de angústia durante a doença de um querido. Para os Profissionais de Saúde Profissionais da Saúde. permitindo assim para outros profissionais prestar atenção a outros deveres. 1. Os pacientes e seus familiares estão freqüentemente atentos as suas necessidades espirituais durante hospitalização.4.5. 2. encorajador a estes pacientes e as suas famílias por períodos de tempo estendidos. inclusive os médicos e enfermeiras. às vezes experimentam tensão ao trabalhar com os pacientes e familiares. 2.2. Capelães podem prover cuidado espiritual sensível.1. Os Benefícios para o Hospital e Comunidade.Capelania Hospitalar 1. 2. 1. Capelães e voluntários devem estar preparados para dar ajuda espiritual na luta com estes sentimentos. A satisfação do paciente e sua família com o cuidado espiritual provido por capelães.

Os capelães e voluntários ajudam os pacientes e seus familiares a identificar os seus valores relativos a escolhas de tratamento no fim da vida e comunicam esta informação ao pessoal de saúde. Os capelães e voluntários ajudam hospitais cumprirem uma variedade de cuidado espiritual e apoio para os pacientes e seus familiares. e declarações de justiça sociais que promovem cura para o corpo. os capelães e voluntários oferecem um das poucas oportunidades para os pacientes discutirem as suas preocupações pessoais e espirituais. agindo como guarda para proteger os pacientes de proselitismo. Os capelães e voluntários podem reduzir e podem prevenir abuso espiritual. Os capelães e voluntários ajudam os hospitais a desenvolver a sua missão. Os capelães e voluntários que especializaram na área de capelania por organizações profissionais podem oferecer curso de visitação a voluntários das igrejas.Capelania Hospitalar Os capelães e voluntários ajudam hospitais a satisfazer as expectativas dos pacientes com serviços de cuidado espirituais competentes. valor. enquanto melhoram assim a imagem do hospital. Quando pacientes se tornam nervosos e impacientes os capelães podem mediar estes intensos sentimentos de modos que conservam valiosos recursos organizacionais. Especialmente para hospitais que sãos suportados por igrejas. A presença deles pode servir como um veículo por reduzir risco. compassivos. hospitalizações breves. mente e espírito. 25 . eles promovem consciência de missão. e breves contatos com os médicos e outros profissionais de saúde. Códigos de éticas profissionais estipulam que os capelães eles têm que respeitar as convicções de fé e práticas de pacientes e famílias. Os capelães e voluntários fazem um papel importante abrandando situações de descontentamento de pacientes e seus familiares que envolvem com o hospital. Em uma época de medicamento de alta tecnologia. Os capelães e voluntários estabelecem e mantêm relações importantes com os pastores da comunidade.

Mundo Cristão. Relações ativas mantendo com associações evangélicas locais. Philip Yancey. Vida. Comunidade provendo seminários educacionais em tópicos de espiritualidade. Vida. (3) Deus sabe que sofremos. Conclui que: Nos tumultos dos hospitais. 1999. Philip Yancey. 1996. S.Capelania Hospitalar É de muito valor o cuidado espiritual provido por capelães eficientes. (5) Decepcionado com Deus. Os capelães respondem a estas preocupações de modo sem igual. Eles buscam manter os funcionários de qualidade e manter relações positivas dentro dos hospitais e a comunidade. (6) O Problema do Sofrimento. (2) Maravilhosa Graça. coração e alma. 2002... e luta com a crise. Vida. perda e doença. mente. Estes incluem: Liderança e participação em programas de sociais da comunidade. John Piper. 2000. Liderança de grupos de apoio para ajudar para os membros da comunidade a enfrentar a perda ou crise e viver com a doença. Orientação e apoio para programas das igrejas e da comunidade como ajuda a alcoólatras. Para a Comunidade Hospitais estão crescentemente sensíveis sobre a sua relação para com a comunidade e os capelães fazem contribuições sem igual provendo muitos serviços da comunidade. Liderança e participação na comunidade em respostas as crises. 2. drogados. Lewis. Programas educacionais estabelecendo voluntários das igrejas que se ocuparão de visitação espiritual nas casas e a igrejas. pobreza. i Livros Sobre o Assunto: (1) O Sorriso Escondido de Deus. Participação do cuidado espiritual que enfatiza conexões a pastores locais e igrejas. 26 . (4) A Bíblia que Jesus Lia. 1999. 1995.3. C. Shedd Publicações. Philip Yancey. Philip Yancey. enquanto utilizando as tradições históricas de espiritualidade que contribui à cura de corpo. desastre. os diretores estão procurando constantemente modos para prover ótimos serviços aos pacientes dentro de suas dificuldades financeiras.

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