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Revolução Marginalista

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Publicado porThaís Rabelo
Compilação de relatos da web sobre a Revolução Marginalista
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Published by: Thaís Rabelo on Jan 08, 2013
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11/16/2013

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Dando continuidade à série "História do pensamento econômico", coloco abaixo mais itens que compõem a chamada "escola marginalista

da economia". ESCOLA MARGINALISTA Como a Escola Marginalista concordava com alguns dos aspectos da Escola Clássica, podemos defini-la como sendo um dos ramos da Escola Neoclássica. A teoria da utilidade marginal do valor foi formulada, de forma independente, pelo inglês William Jevons, pelo austríaco Carl Menger e pelo francês Leon Walras no final do século XIX. Analisaremos aqui apenas o trabalho de Walras, nomeadamente o seu livro Elementos de Economia Política Pura. Embora as descobertas dos três pensadores sejam de importância equivalente, Walras procedeu a uma formalização matemática que influenciou bastante o curso futuro da Economia. Desde muito cedo Walras defendeu a livre concorrência e a iniciativa privada, tendo mesmo mantido polêmicas com os socialistas a este respeito. Foi na seqüência destas polêmicas que ele decidiu elaborar um sistema capaz de fundamentar as suas opções. A sua formação em engenharia e o domínio da matemática ajudaram-no a obter os resultados que desejava. Walras aproveitou idéias de vários antecessores, nomeadamente a noção de interdependência de todos os fenômenos sociais e a idéia de que o valor deriva da utilidade e da escassez. Recordemos que os economistas clássicos como Adam Smith, embora admitindo que a oferta e a procura influenciavam o preço de mercado (valor de troca), entendiam que, em última análise, era da capacidade de um produto para satisfazer as necessidades de uma pessoa que derivava o seu valor de uso, o que poderemos considerar como equivalente de utilidade. Walras foi o primeiro a procurar construir, com a ajuda de um sistema de equações, um modelo para explicar o equilíbrio geral das trocas, intermediado pelos preços. Neste sentido ele é certamente um dos precursores da Econometria. O valor de troca é uma grandeza. Ela depende das matemáticas. A economia política pura ou a teoria do valor de troca é como a mecânica, a hidráulica, uma ciência fisico-matemática (WALRAS, citado por CANO, 1998, p. 89). Os marginalistas defendem que a utilidade marginal de um bem é uma função decrescente da quantidade disponível desse bem. Defenderam igualmente que a utilidade total, para um indivíduo, resulta da adição das utilidades proporcionadas pelo consumo de cada bem. "Se é certo que a raridade e o valor de troca são dois fenômenos concomitantes e proporcionais, certo é que a raridade é a causa do valor de troca" (WALRAS, citado por CANO, 1998, p. 92). Esta afirmação de Walras é a mesma que hoje utilizamos ao estudar a lei da utilidade marginal decrescente, com as designações de escassez no lugar de raridade, e preço no lugar de valor de troca. A descoberta dos marginalistas permitiu finalmente resolver o paradoxo do valor, com que os economistas clássicos tinham debatido sem sucesso. Os diamantes atingiam preços mais elevados do que a água -- podiam agora explicar os marginalistas -- devido à sua maior raridade. A lei das utilidades marginais decrescentes implicava que o preço fosse determinado pela utilidade marginal das últimas unidades consumidas, que era menor nos bens mais abundantes. Ora, para se atingir a maximização da utilidade é essencial o sistema de concorrência. Desta forma Walras pretende provar a sua defesa do sistema capitalista. Ele constrói o seu modelo a partir da lei de igualdade das utilidades marginais por unidade monetária. De acordo com esta lei pode-se afirmar que a procura dos consumidores é função dos preços de equilíbrio. Esta equivalência de utilidades marginais por unidade monetária também pode ser estendida, como o faz Walras, ao comportamento do produtor quando vende um bem ou um serviço. Ficar sem um produto ou prestar um serviço supõe um sacrifício, ou seja, uma "desutilidade".O sistema global de Walras teve como resultado a determinação do equilíbrio geral, ou seja, aquilo que designaríamos hoje como interação da oferta e a procura em mercados concorrenciais, não apenas para um bem, mas para um conjunto de bens simultaneamente - pois, como vimos, tem de existir equilíbrio entre as utilidades marginais por unidade monetária de todos os bens adquiridos (ou desutilidade para os fatores de que prescindimos).

Este otimismo e a conclusão de que a economia possui forças e mecanismos internos que lhe permitem obter os melhores resultados possíveis é algo equivalente à metáfora da "mão invisível" de Adam Smith. . O sistema marginalista mostrava como a economia dispunha de um mecanismo de adaptação automática que não só permitia como incentivava o progresso técnico. que resolveriam qualquer problema da melhor forma possível. No entanto entende que nem por isso deixa de poder ser traduzida matematicamente. Se o valor de um bem resultasse do trabalho necessário para o produzir (como defendia Marx) então esse valor seria sempre o mesmo. Walras tem consciência de que a utilidade. A subjetividade do valor de um bem significa que ele varia de pessoa para pessoa. ultrapassando as visões clássicas (nomeadamente de Ricardo) relativas à população e à diminuição da taxa de lucro.Os marginalistas tinham consciência de que a utilidade apenas poderia ser mensurada cardinalmente (ou seja. A verdade é que a observação da realidade não apresentava provas de que os salários reais estivessem subindo ou que as taxas de lucro estivessem descendo.ser deixada livre.e deveria -. que implicavam um &#8220.estado estacionário. se encontra no domínio da psicologia..SUBJETIVIDADE O conceito de utilidade arrasta consigo a noção de subjetividade: a utilidade que um bem pode ter para uma pessoa é diferente da utilidade que esse mesmo bem pode ter para outra pessoa. entregue às suas leis. com a sua característica subjetiva. já que a utilidade acaba por ser refletida no preço. que é um valor susceptível de ser tratado matematicamente. como "maior que" ou "menor que"). seria objetivo. e daí a conclusão de que a economia poderia -. OTIMISMO A visão da escola marginalista permitiu à economia adotar uma visão otimista.

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