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PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO - 2012

PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO - 2012

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PREFEITURA DE ARAPIRACA

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Arapiraca – AL 2012

“Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão não morre o educador que semeia a vida e escreve na alma.” Bertold Brecht.

APRESENTAÇÃO
No presente documento consta toda realidade da Escola de Ensino Fundamental Ana Rita de Cássia. O mesmo tem a intenção de refletir sobre os problemas existentes na mesma, como também fazer uma profunda reflexão sobre o processo ensino e aprendizagem organizado em toda estrutura que se faz necessário para que a Escola caminhe rumo a cidadania. De forma que cada ser que nela se fixe por algum tempo de sua escolaridade, faça também valer a integração da escola junto a comunidade, partindo do pressuposto que todos fazem parte da mesma. Este projeto de caráter político visa também construir o processo democrático onde todos passarão a ter maior responsabilidade como seres ativos de modo que venha a viabilizar uma nova reestruturação na escola. Partindo deste documento, espera-se que todo trabalho pedagógico tome novo rumo. O mesmo contempla a necessidade de sua criação justificando sua importância de reorganizar a escola, diagnosticando suas dificuldades que a partir dessas possamos desenvolver metas, priorizando as mesmas como objetivos claros e com especificidades, dentro de um tempo, apropriando-se de recursos, de acordo com a nossa realidade, acompanhando e avaliando todo processo de ensino e aprendizagem.

SUMÁRIO

PÁG. INTRODUÇÃO................................................................................................................05 1 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO............................................................................08 2 MARCO DE REFERÊNCIAS.......................................................................................09 2.1 MARCO SITUACIONAL............................................................................................09 2.2 MARCO CONCEITUAL.............................................................................................27 2.3 MARCO OPERATIVO...............................................................................................32 3 DIAGNÓSTICO............................................................................................................36 4 PROGRAMAÇÃO E MONITORAMENTO....................................................................37 5 AVALIAÇÃO DO PROJETO.........................................................................................39 REFERÊNCIAS...............................................................................................................40 ANEXOS.........................................................................................................................43

INTRODUÇÃO
A Escola Ana Rita de Cássia trabalha com o objetivo de desenvolver ações que venham melhorar o processo de ensino e aprendizagem, de forma que o educando tenha condições de atuar de forma crítica e criativa na sociedade. Assim sendo, procura: gerar um ambiente de confraternização entre funcionários, proporcionando assim a participação de todos no processo de ensino e aprendizagem; envolver a família no processo de ensino e aprendizagem; possibilitar o envolvimento e a participação de todos no processo educacional da escola; flexibilizar o ensino e aprendizagem com o objetivo de reduzir a evasão e a repetência; discutir permanentemente as ações pedagógicas a serem aplicadas em nossa prática trabalhada; fortalecer as ações do Conselho Escolar dentro da instituição; promover e ventos sócio-culturais; articular ações pedagógicas através do planejamento participativo; adequar os conteúdos à realidade dos alunos; usar diversos instrumentos de avaliação no processo ensino e aprendizagem; avaliar e atualizar o Projeto Político Pedagógico; incentivar a relação entre escola, pais e alunos. Neste sentido, a construção do Projeto Político Pedagógico, visando superar as gestões centralizadoras, oferecendo oportunidades para um processo de gestão democrática, expressando os princípios de participação coletiva escolar, faz-se necessário que todos os envolvidos no desenvolvimento da escola possam ter condições de avaliar a estrutura educacional, questionar a estrutura vigente e o poder de interferência para modificar o que coletivamente for considerado necessário. Avaliar a estrutura organizacional significa questionar os pressupostos que embasam a estrutura burocrática da escola que viabiliza formação de cidadãos aptos ou modificar a realidade social. Para realizar um ensino de qualidade e cumprir suas finalidades, a escola tem que romper a atual forma de organização burocrática que regula o trabalho pedagógico pela conformidade às regras fixadas pela obediência às Leis de Diretrizes emanadas do poder do papel central e p ela cisão entre os que pensam e executam – que conduz a fragmentação e ao consequente controle hierárquico que enfatiza três aspectos inter-relacionados; o tempo, a ordem e a disciplina(Veiga, 2001;9) Hoje, a escola trabalha embasada na Constituição Federal, artigos 205 e 206, inciso VI; na LDB – lei de Diretrizes e Bases, Lei 9394/96, Artigo 12, inciso I a VI; Artigo 13, inciso I a VI; Artigo14, incisos I e II; na resolução Estadual nº 161/98, Artigo 5º, inciso I, no ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 53, incisos I a V, parágrafo único e Art. 54, incisos I, III, V, VI e VII; na Lei nº 11.645 que regulamenta a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no Currículo, no art. 26-A§1º e §2º.Se orienta pela teoria desenvolvida por Jean Piaget (1896 a 1980) baseada em experiência com crianças a partir do nascimento até a adolescência. Para Piaget, o conhecimento é construído através da interação do sujeito com o seu meio, a partir de estruturas já existentes. Para Piaget, a aquisição de conhecimento depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito como da relação dele, sujeito, com o objeto; para ele o desenvolvimento humano obedece a certos estágios hierárquicos, que decorrem do nascimento até se consolidarem por volta dos 16 anos. A ordem destes estágios seria invariável, embora os intervalos de tempo de cada um deles não sejam fixos podendo variar em função do indivíduo, do ambiente e da cultura. São eles: Estágio Sensóriomotor (do nascimento aos dois anos)a criança desenvolve um conjunto de esquemas de ação sobre o objeto que lhe permitem construir um conhecimento físico da realidade. Nesta etapa, desenvolve o conceito de permanência do objeto, constrói esquemas sensório motores e é capaz de fazer imitações, iniciando a construir representações mentais. Estágio pré-operatório (dos dois aos seis anos) – a criança inicia a construção 5

da relação de causa e efeito, bem com o das simbolizações. É a chamada idade dos porquês e do faz-de-conta. Estágio operatório-concreto (dos sete aos onze anos) – a criança começa a construir conceitos através de estruturas lógicas, consolida a observação de quantidade e constrói o conceito de número. Seu pensamento, apesar de lógico, ainda está centrado nos conceitos do mundo físico, onde abstrações lógicomatemáticas são incipientes. Estágio operatório-formal (dos onze aos dezesseis anos) fase em que o adolescente constrói o pensamento proposicional, conseguindo ter em conta as hipóteses possíveis, os diferentes pontos de vista, e sendo capaz de pensar criticamente. Na concepção piagetiana, a aprendizagem só ocorre mediante a consolidação de estruturas de pensamento, a aprendizagem sempre se dá após consolidação de esquema que a suporta, da mesma forma a passagem de um estágio a outro estaria dependente da consolidação e superação do anterior. Na perspectiva de Piaget, para que ocorra a construção de um novo conhecimento, é preciso que se estabeleça um desequilíbrio nas estruturas mentais, isto é, conceitos já assimilados necessitam passar por um processo de desorganização para que possam novamente, a partir de uma perturbação se reorganizarem, estabelecendo um novo conhecimento. Este mecanismo pode ser denominado de equilibração das estruturas mentais, ou seja a transformação de um conhecimento prévio em um novo. A teoria de Lev Vygotsky (é o conceito da Zona de Desenvolvimento Proximal) que afirma que a aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento , postulam uma dialética das interações com o outro e com o meio, como desencadeador do desenvolvimento sócio -cognitivo. Para Vygotsky e seus colaboradores, o desenvolvimento é impulsionado pela linguagem . Um ponto central da teoria de Vygotsky é o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal , que afirma que a aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento real e o conhecimento potencial. Em outras palavras a Z DPe a distância existente entre o que o sujeito já sabe e aquilo que ele tem potencialidade de aprender. No campo da educação a interação que é um dos conceitos fundamentais da teoria de Vygotsky, encaixa-se na concepção de escola que se pretende efetivar no sistema brasileiro de ensino. E neste caso, o professor e o aluno passam a ter um papel essencial no processo de ensino e aprendizagem. Dessa forma, é possível desenvolver tanto os conceitos de ZDP quanto a relação existente entre pensamento, linguagem e intervenção no âmbito da escola, possibilitando assim um maior nível de aprendizagem. Já para Paulo Freire, o conhecimento é algo a ser construído na coletividade, pelo qual o movimento da ação reflexão é tida como fundamental. Sua pedagogia se caracteriza por ser dialógica, dialética porque não é possível dicotomizar os fundamentos da educação que são; ação- reflexão, sujeito - objetivo, homem mundo, educador-educando: nestas relações não há o que é mais importante e o menos importante , não há a hierarquia de um sobre o outro. Nestes parâmetros, a educação não é via de mão única, mas via de mão dupla da comunicação que estabelecemos relações com o outro, que edificamos a dialética em nossa vida. A teoria da Psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, é caracterizada pelas inúmeras interações sociais e pelas experiências do sujeito aprendiz na prática de ler e escrever. Internamente, os conceitos são construídos em caráter provisório e relativamente estáveis na evolução da aprendizagem, sendo assim um processo ativo, dinâmico, auxiliado pela sequência de contradições e conflitos cognitivos. Emília Ferreiro defende a importância do aprendiz ser exposto ao mundo da escrita, a partir da participação em práticas sociais de leitura e escrita. Os estudos de Emília Ferreiro nos permite companhar todo o processo de escrita construído pela criança , bem como as hipóteses que elabora à medida que se desenvolve. Segundo Emília Ferreiro, os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicar as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos. São eles: Nível pré-silábico – não se busca 6

correspondência com o som, as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo fornecido pela criança; supõe que a escrita é outra forma de desenhar ou representar coisas e usa desenhos, garatujas e rabiscos para escrever; supõe que para algo poder ser escrito precisa ter no mínimo duas letras. No nível silábico, pode ser dividido em três partes: Silábico – a criança compreende que as diferenças na representação da escrita está relacionada com o som das palavras, o que a leva a sentir necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória, usando consoantes ou vogais, ou letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras. Nível Silábico alfabético- convivem as formas de fazer corresponder os sons, as formas silábica e alfabética e a criança pode escolher as letras ou de forma ortográfica ou fonética. No nível alfabético, a criança agora entende: a sílaba não pode ser considerada uma unidade e pode ser separada em unidades menores; a identificação do som não é garantia de identificação da letra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas; a escrita supõe a necessidade da análise fonética das palavras. No trabalho de Emília Ferreiro a escrita é um objeto do conhecimento levando em consideração as tentativas individuais infantis, a interação, o aspecto social da escrita, onde a alfabetização é um processo discursivo.

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1 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
NOME: Escola de Ensino Fundamental Ana Rita de Cássia END.: Rua Boa Vista, nº 46 BAIRRO: Centro CIDADE: Arapiraca ESTADO: Alagoas C.E.P.: 57.300-030 TELEFONE: (82) 3521–1839 IMAIL: edefardc@educacão.arapiraca.al.gov.br LOCALIZAÇÃO: Urbana ESFERA ADMINISTRATIVA: Municipal CÓDIGO DA ESCOLA NO SEEC: 27016757 ENTIDADE MANTENEDORA: Secretaria Municipal de Educação MODALIDADE DE ENSINO: 1º. Ano AO 5º. Ano do Ensino Fundamental DIRETORA: Claudijane Guedes da Silva Santos. COORDENAÇÃO: Flávia Rejane da Costa ASSISTENTE ADMINISTRATIVO: Kelliana Maria Pereira dos Santos.

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• 2 MARCO DE REFERÊNCIAS • • 2.1 MARCO SITUACIONAL
O Estado de Alagoas está localizado no hemisfério sul-oriental na parte meridional da região nordeste do Brasil, dividindo-se ao norte e ao oeste com o Estado de Pernambuco, a leste com o Estado da Bahia e Sergipe. Possui uma área territorial de 27.713km2 de superfície correspondendo a 0,33% da superfície total do Brasil, 1,78% da região nordeste, sendo 2.387.293 hectares agricultáveis e com 40% da área localizada no polígono da seca, além de possuir 318.5000 hectares de terras ociosas. Suas terras representam 27.649km2 e as águas interiores 82km com dimensões territoriais de norte a sul de 186km e de leste a oeste de 339km, sendo o 2º menor estado do Brasil. Possui 102 municípios com a população de 2,7 milhões de habitantes, localizando-se 41,05% na zona rural e 58,95% na capital. Segundo conta uma tradição do povo, remanescente do próprio fundador, a palavra Arapiraca tem origens indígenas e, por analogia, significa: "ramo que arara visita". Entretanto, a luz da ciência, trata-se de uma árvore (foto ao lado) da família das Leguminosas Mimosáceas - Piptadênia (Piteodolobim), uma espécie de angico branco muito comum no Agreste e no Sertão e que o povo, a sua maneira, denomina de Arapiraca. Então, foi nessa Arapiraca, a árvore frondosa e acolhedora, situada a margem direita do Riacho Seco, onde o fundador Manoel André Correia dos Santos acampou no primeiro dia, quando procurava uma fonte de água doce onde pudesse se instalar para tomar posse da propriedade Alto do Espigão do Simão de Cangandú adquirida em 1848, por seu sogro Capitão Amaro da Silva Valente Macedo, que residia no então Povoado Cacimbinhas, município de Palmeira dos Índios. Quando realizava o primeiro desmatamento na área, auxiliado por trabalhadores, num dia de muito sol, Manoel André escolheu a árvore sombria, onde pudesse descansar ao meio dia. Encostou aí os instrumentos de trabalho e cuidou de preparar a "bóia", quando então usou estas palavras:"Essa Arapiraca, por enquanto é a minha casa". Este seria o primeiro ponto de referência, o marco que, através do tempo, passaria a história. Contam ainda os ramos ascendentes, que em seguida, Manoel André construiu, a sombra da árvore, uma cabana de madeira coberta com cascas de angico, onde passou os primeiros dias, enquanto fazia surgir a primeira casa, numa distância de cerca de cem metros, onde se instalaria com a família que viera de Cacimbinhas, no mesmo ano de 1848. Em pouco tempo, formou-se um próspero sítio e, em 1865, quando Manoel André construiu uma capela, já havia um arruado de casas de taipa de duas águas, formando um quadro. O povoamento de Arapiraca foi ocorrendo de forma sistemática, ou seja, tal qual as colonizações portuguesas tradicionais, o que resultou numa imensa árvore genealógica. Assim em 1848, o Capitão Amaro da Silva Valente de Macedo, mandou o genro Manoel André Correia dos Santos, comprar e ocupar a terra Alto do Espigão do Simão do Cangandú, para localizar com a família, tendo em vista um sério incidente ocorrido entre Manoel André e o cunhado José Ferreira de Macedo. Dez anos depois em 1858, o Capitão Amaro envia outro genro de nome José Veríssimo dos Santos, que ocupou a parte Sul da propriedade denominada Cacimbas. 9

Em 1859, também seu cunhado Manoel Cupertino de Albuquerque (casado com sua irmã) que se instalou ao lado, no local denominado Baixão. No final de 1860, Terezinha Nunes Magalhães (mãe de José Veríssimo) fica viúva de José Nunes Pereira de Magalhães, em Campos de Anadia e chega em Arapiraca em companhia dos filhos Domingos Nunes Barbosa, que fundou Canafístula, Estevão Nunes Barbosa, Manoel Nunes Barbosa (que fugiram da convocação da Guerra do Paraguai em Campos de Anadia e se refugiaram na margem de uma lagoa cercada de Craíbas, na herança de José Pereira seu irmão e de Manoel Ferreira de Macedo, genro e filho do Cel. Amaro da Silva Valente, onde surgiu a povoação Craíbas dos Nunes. A partir de 1861, chegaram José Ferreira de Macedo, Manoel Ferreira de Macedo (cunhados de Manoel André) e o sobrinho Pedro Cavalcante de Albuquerque, filho de Joana da Silva Valente e Manoel Cavalcante de Albuquerque; os primeiros se instalaram na Serra dos Ferreira e Pedro Cavalcante nos Caititús. Em seguida, chegaram os irmãos de Manoel André: Manoel Eugênio, André Correia e José Sotero, que se estabeleceram no Sítio Mangabeira. Estes foram os primeiros povoadores, cujas famílias cresceram e mutiplicaramse, entrelaçando-se (não havia gente de fora) e formando esta imensa árvore genealógica através do tempo. Todavia, o que dificulta atualmente a identificação das famílias é a não conservação do sobrenome dos ramos ascendentes. Assim, alguns remanescentes de Manoel André como os filhos de Maria Rosa Correia dos Santos e Lúcio Roberto da Silva, passaram a usar o sobrenome Lúcio; os filhos de José Veríssimo dos Santos foram assim registrados: Manoel Antonio Pereira de Magalhães, Antonio Leite da Silva, Esperidião Rodrigues da Silva, José Nunes de Magalhães, Joana Umbelina de Magalhães, entre outros. Do tronco de Manoel Cupertino de Albuquerque, forma registrados os filhos com estes sobrenomes: Manoel Nunes de Albuquerque, Inocêncio Nunes de Albuquerque, Antônia Maria de Jesus e outros. Os filhos de Bernardino José dos Santos foram assim registrados: Pedro Leão da Silva, Antonio Raimundo dos Santos, João Francisco Aureliano, Maria Antônia dos Santos, Josefa Maria da Conceição, Euzébio José dos Santos e outros. O tronco de Manoel André tem pois, os seguintes ramos: Correia, Lúcio, Inácio, Vicente, Fausto, Umbelina, Belarmino, Amorim, Oliveira e outros. Segundo conta a tradição, o sobrenome Lima surgiu com a presença de Felipe José Santiago, que teria vindo de Água de Menino, Junqueiro-AL. Já o tronco de José Veríssimo dos Santos possui os raros: Magalhães, Rodrigues, Leite, Barbosa, Nunes, Pereira, Ventura, Honório, Oliveira e outros. Os descendentes de João de Deus (casado com uma tia de Manoel André) se mesclaram com as famílias já referidas e tornaram os mais variados sobrenomes. Quanto aos irmãos José Ferreira de Macedo, Manoel Ferreira de Macedo, Maurício Pereira de Albuquerque e Joana Leopoldina da Silva Valente (casada com Manoel Cavalcante de Albuquerque) seus descendentes têm os sobrenomes: Macedo, Albuquerque, Nunes, Ferreira, Alexandre, Cavalcante, Oliveira, Gama, Pereira e outros. Conclusão, eram irmãos: José Ferreira de Macedo, Maurício Pereira de Albuquerque, Manoel Ferreira de Albuquerque e as esposas de Manoel André, José Veríssimo Pereira, Joaquim Pereira e Manoel Cavalcante de Albuquerque que eram filhas do Capitão Amaro da Silva Valente.

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O POVOADO Edificado à margem direita do Riacho Seco, a princípio Arapiraca se estendeu por uma faixa de planalto coberta por densa vegetação típica do agreste, onde se destacavam: Pau’Darco, Cedro, Angico, Massaranduba, Aroeira, Pau Viola, Quixabeira, Umburana, Jurema, Brauna, Pau Ferro Canafístula, Cajarana e, principalmente, a árvore símbolo – Arapiraca. Contando com uma privilegiada localização e impulsionada pela extraordinária capacidade de trabalho de seu povo, Arapiraca estaria fadada a cumprir uma florescente trajetória através dos anos. No início deste século, Arapiraca ainda era edificada com casas de taipa, modelo duas águas com biqueira existindo duas construções em alvenaria: uma, no Quadro - atual comércio, construída pelo Capitão Chico Pedro e, outra, na Rua Nova atual Praça Deputado Marques da Silva, um sobrado construído por Antonio Apolinário e que depois serviu de Paço Municipal. Até então, havia ainda em Arapiraca vestígios dos primeiros tempos da fundação. Existiam, em pleno centro urbano. muitas árvores nativas, em cujas sombras os feirantes colocavam carros de boi, amarravam animais,e a meninada da época brincava diariamente. Na rua Nova existia um viçoso Pau D'arco próximo à Igreja de São Sebastião, e um frutífero Genipapeiro, em frente a casa de Tibúrcio Valeriano. Conta-se que, certa vez o Pe. João Maria, de passagem por Arapiraca, observando o verde destas árvores, afirmara que em seu subsolo, não muito distante, com certeza passaria algum lençol d'água, daí o vigor daquelas plantas tão verdes. E sugeriu, na ocasião, que se alguém cavasse um poço, a poucos metros de profundidade, encontraria água abundante. Aproveitando a sugestão, José Magalhães cavou uma cacimba que, durante décadas, forneceu água gratuita à população daquela época. No comércio, existiam diversos Umbuzeiros ao longo do quadro e uma velha Tamarineira, em frente à loja de José Lúcio da Silva, em cuja sombra nasceu a feira e onde os trabalhadores Vicente Flor, João Higino, Belo, Joca da Serra, Pedro Alexandre, André Marchante e outros, penduravam a carne para vender. Havia ainda, um lendário coqueiro situado em frente à igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho que, segundo informações do Sr. Tonho Cavalcante, vinha dos tempos da fundação e Arapiraca e era considerado como relíquia pelos descendentes de Manoel André. Onde foi aberta a rua do cedro - atual Av. Rio Branco, havia uma série dessas árvores, as quais, tempos depois, foram destruídas. Finalmente, abaixo do comércio, antes da atual ponte sobre o riacho, estava situada a frondosa e verdejante Arapiraca, que serviu de sombra acolhedora ao primeiro habitante e assistiu, como testemunha muda, ao nascimento de uma cidade com o seu próprio nome; infelizmente, o marco foi destruído para dar passagem ao progresso, talvez...

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A CIDADE

Quando Arapiraca foi elevada a condição de cidade, em 1924, contava, apenas, com cinco logradouros públicos incompletos e alguns acessos. assim, existia o Quadro - atual praça Manoel André, a rua Nova - hoje Pça. dep. Marques da Silva, a rua Pinga Fogo - atual rua Aníbal Lima, início da Rua Boca da Caixa e que, depois, passou a ser denominada de Rua 15 de Novembro e início da Rua do Cedro - atual Av. Rio Branco. Após a emancipação, aproveitando um longo que saía da extremidade da Rua Nova em direção à localidade de Cacimbas, o prefeito eleito, Major Esperidião Rodrigues da Silva, construiu (cedendo uma faixa de terra de sua propriedade), a rua do Cedro, que depois passou a ser chamada Av. Rio Branco. Além desses logradouros, existia ainda o Beco dos Urubus, que saía do centro do Quadro em direção à lagoa, onde o comerciante Firmino Leite estendia couros para secar ao sol, atual saída para a ponte do Alto do Cruzeiro. Afora isso, existia um largo que partia da rua Nova, em direção ao cemitério (onde está situada a Concatedral de Nossa Senhora do Bom Conselho) onde por muito tempo, existiu um matadouro - atual Largo D. Fernando Gomes. Um panorama bucólico dominava a cidade, naqueles tempos idos. A presença de animais pastando em plena rua era uma constante e dezenas de carros de boi trafegavam diariamente, escutando-se o contínuo ranger das rodas nas tardes ociosas do verão. A noite, os jovens contavam estórias sentados nas calçadas e os mais conservadores rezavam ofícios e novenas na igreja; a vida era aquela rotina e até o tempo demorava a passar, pois o movimento era pequeno e as horas eram ociosas, enfim, a cidade parece até que vivia parada no tempo. O progresso ainda estava longe e o casario de formas singelas dava ainda a impressão de um povoado. A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA Um dos capítulos mais importantes da história de Arapiraca e que merece registro é sem dúvida, a luta empreendida pelo líder da emancipação Major Esperidião Rodrigues da Silva, a partir de 1918, quando assumiu o comando da campanha em prol da emancipação política do distrito de Arapiraca. Foram anos de preocupações e sacrifícios, enfrentados pacientemente pelo líder da campanha, realizando reuniões, preparando relatórios, sobre a área do povoado, número de imóveis, de habitantes, de propriedades rurais, atividades comerciais, produção agrícola, enfim, toda economia local, para de posse desses subsídios provar que o distrito de Arapiraca, poderia sobreviver emancipado de Limoeiro de Anadia. 12

Convém frisar, que naquela época ainda não existia automóvel no interior e as exaustivas viagens à capital do estado, eram realizadas a cavalo e o Major Esperidião Rodrigues tinha que inevitavelmente passar por Limoeiro de Anadia, cujas lideranças políticas envidavam esforços tentando a todo custo obstruir o trabalho e a tramitação do processo de emancipação do distrito de Arapiraca. Então, as hostilidades eram constantes e quando o nosso libertador passava humildemente por Limoeiro de Anadia, em demanda da capital Maceió, ouvia impropérios e achincalhes dirigidos a sua pessoa,por causa de sua luta em prol da emancipação de Arapiraca, numa fase em que imperava a oligarquia da família Barbosa, que tinha livre acesso aos bastidores do Palácio dos Martírios, como políticos de situação e bem prestigiados. Homem abnegado, era uma verdadeira peregrinação que o Major Esperidião Rodrigues fazia há anos, frequentando secretarias, Assembléia Legislativa, Tribunal de Justiça, Palácio do Governo e outros órgãos, onde o líder da campanha ficou muito conhecido e os funcionários e assessores, quando o avistavam ao longe comentavam entre si: - Lá vem o homem dos olhos azuis outra vez. O tempo foi passando até que enfim, apareceu uma luz no fim do túnel e o panorama começa a clarear com a presença oportuna do Deputado Odilon Auto (natural de Pilar) que acompanhando o sacrifício do Major Esperidião Rodrigues, resolveu apoiar e defender a causa da Emancipação Política do então distrito, reivindicada pelo laborioso povo de Arapiraca. Agora de posse da documentação necessária, o Deputado Odilon Auto se engaja ma luta e passa a preparar o projeto, para enfrentar a fase mais difícil: convencer a maioria dos deputados, e votar pela aprovação do Projeto de Lei para posterior sanção pelo Governador Dr. José Fernandes Lima. Foi uma tarefa árdua enfrentada pelo Deputado Odilon Auto, que durante meses se empenhou com toda capacidade de trabalho, pela justa causa da emancipação do Distrito de Arapiraca, contrariando os interesses dos políticos de Limoeiro de Anadia, que não desejavam perder a renda mensal do seu mais importante distrito que era Arapiraca. O líder Esperidião Rodrigues, impaciente com a burocracia da tramitação do processo, tomou uma atitude: viajaria a Maceió e só voltaria para Arapiraca após o resultado final - ou tudo ou nada. Foi com essa decisão que chegou a capital na primeira quinzena de Abril e durante 40 dias permaneceu ao lado do Deputado Odilon Auto, acompanhando a tramitação do Projeto de Lei nº 1009, que após vários debates e discussões acaloradas, foi finalmente aprovado pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo Governador Dr. José Fernandes Lima, no dia 30 de Maio de 1924. Foi um relevante serviço prestado pelo Deputado Odilon Auto a causa da emancipação e uma grande vitória para o líder da campanha Major Esperidião Rodrigues da Silva, o grande idealista. A PRIMEIRA ADMINISTRAÇÃO Com Arapiraca cidade ocorreu a primeira eleição em janeiro de 1925, com um candidato único, cuja posse ocorreu no dia 07 corrente, o prefeito eleito Major (guarda nacional) Esperidião Rodrigues da Silva, um homem íntegro, abnegado e consciente de suas responsabilidades, se entregou de corpo e alma ao cargo eletivo outorgado pelo povo e como primeiro mandatário, passou a nortear os destinos de sua terra natal e apesar de não contar com uma Câmara de Vereadores para legislar, foi resolvendo tudo 13

individualmente, sem contar com nenhuma subvenção estadual e nem federal para a Administração. O que foi realizando nos primeiros meses foi com os parcos recursos da arrecadação dos imposto do centro urbano: atividades comerciais, feira livre, imposto predial, matadouro. Tomando também a decisão de arrecadar impostos na zona rural inclusive, das propriedades e dos animais bovinos e caprinos existentes. Só isentou de taxas os carros de boi porque transitavam carregando farinha, cereais, lenha e tijolos para as construções. E para aumentar a coleta nos dias de feira, conseguiu uma área por traz do comércio, para recolher os animais e também fazer a cobrança pelas ocorridas – era a “Intendência”. No primeiro ano (1925) o prefeito Esperidião Rodrigues da Silva conseguiu planejar a primeira obra, considerada uma prioridade para a nova cidade – uma área para construção de um cemitério para o município,que seria no final da antiga rua da matança, atual Largo D. Fernando Gomes, onde cinquenta anos depois foi edificada a Concatedral de Nossa Senhora do Bom Conselho e também o calçadão onde acontece também a “Missa do galo” e outros eventos religiosos, durante o ano. No ano seguinte, em 1926, a iniciativa privada dava os primeiros passos com o Sr. João Magalhães instalando uma “bolandeira” – um vapor para descaroçar algodão, um grande empreendimento para a época. E nesse mesmo ano, para realizar o seu grande sonho, o prefeito Esperidião Rodrigues da Silva tomou a decisão de projetar uma rua para marcar a sua passagem pelo poder público – seria a Av. Rio Branco, aproveitando para isso um longo corredor que saía da rua Nova ( atual praça Dep. Marques da Silva ) em direção de Cacimbas, cedendo um faixa de terra de duas tarefas de sua propriedade. Aberto o logradouro, o prefeito escolheu um local privilegiada e também cedeu gratuitamente o imóvel, para a construção da primeira Prefeitura de Arapiraca, que a partir de 1950 foi instalada a Câmara de Vereadores. O PAÇO MUNICIPAL O primeiro sobrado edificado em Arapiraca foi construído pelo comerciante Antonio Apolinário, na rua Nova (atual Praça Dep. Marques da Silva) e este prédio colonial foi escolhido para servi de sede para a festa de posse da Emancipação Política de Arapiraca, na data de 30 de outubro de 1924, que contou com a presença do então Governador Pedro da Costa Rego que participou também do baile comemorativo. No sobrado antigo, chamado na época de Paço Municipal, passou a funcionar a junta Governativa, formada por líderes da comunidade, presidida por Francisco de Paula Magalhães, cuja gestão provisória foi de 31 de outubro de 1924 a 1º de janeiro de 1925, quando foi eleito (candidato único) O primeiro prefeito, o Major Esperidião Rodrigues da Silva. No Paço Municipal continuou também aa Administração Municipal passou a ser a primeira prefeitura de Arapiraca, na Av. Rio Branco. Após a saída da Administração Municipal, No Paço Municipal passou a ser a primeira Delegacia de Policia e mais adiante o imóvel serviu para a instalação do primeiro hotel da cidade o Hotel Estrela, passou por sucessivos proprietários. Até que em 1952 o Paço Municipal passou para a iniciativa e em 1970 foi demolido o prédio já descaracterizado, onde foi construído o edifício atual com uma grande loja no térreo e salas par escritórios nos andares superiores. Infelizmente, a exploração imobiliária eliminou os prédios históricos, testemunhas do passado, prejudicando a memória da cidade. 14

SÍMBOLOS MUNICIPAIS

Bandeira: É tecida em verde, junto a haste, branco ao centro e amarelo por último, representando as campinas verdejantes de nossa terra, o ouro característico do solo brasileiro e o branco a pureza de sentimentos deste povo e também a cor do firmamento, ao qual damos o nome de céu. Fizeram parte da constituição da bandeira de Arapiraca: Isabel Torres, Dr. José Moacir Teófilo, Higino Vital da Silva, que foi vereador e o prefeito Francisco Pereira Lima. Brasão: O escudo português antigo é uma demonstração que os brasileiros são ainda ligados por tradição ao seu país de origem Portugal, a árvore representa a sombra amiga e acolhedora de Arapiraca que Manoel André abrigou-se vindo de outras plagas em busca de novos rumos, a coroa significa o título de Princesa do Agreste Alagoano. O ramo de fumo e o algodão, florados e nas cores naturais / representam o progresso através desta cultura dos primeiros habitantes de Arapiraca. O prateado (branco), o vermelho e o azul representam, respectivamente, a pureza dos primeiros habitantes e as cores do folclore alagoano, reminiscência branca europeu, do negro africano e do selvagem, o nosso índio, o dono primeiro da terra de Vera Cruz e que, desta tão maravilhosa miscigenação, são brasileiros, quer queiram quer não, seus legítimos descendentes. Arapiraca Atual (IBGE-2011)

Arapiraca é um município localizado no estado brasileiro de Alagoas. Principal cidade do interior do estado, conta com aproximadamente 216.108 habitantes (est. IBGE, 2011), 15

se tornando a segunda cidade mais populosa do estado, posicionando-se logo depois de sua capital, Maceió, da qual se distancia 123 quilômetros. Ficou conhecida, nos anos 70, como a "Capital do Fumo" por ser o maior produtor de tabaco do país. O local começou a ser povoado na primeira metade do século XIX. Como distrito, Arapiraca esteve subordinada, sucessivamente, a Penedo, Porto Real do Colégio, São Brás e Limoeiro. Foi elevado à categoria de município em 30 de outubro de 1924, constituindo-se de territórios desmembrados de Palmeira dos Índios, Porto Real, São Brás, Traipu e Limoeiro. A partir da década de 1970, por conta da grande área plantada de fumo, que gerou um excesso do produto nas pequenas indústrias de beneficiamento do tabaco que havia na região, e a consequente diminuição no preço, seguiu-se um ciclo de decadência da fumicultura. Desde os anos de 1980 experimenta um crescimento econômico com seu comércio (com destaque para a tradicional feira livre) e serviços. Além disso, o setor industrial do município tem apresentado relativo crescimento nos últimos anos. Geografia Sua população é de 216.108 habitantes (estimativa 2011) e sua área é de 351 km² (599,7 h/km²). A cidade, situada numa ampla planície, fica a 265 metros de altitude, distando 123 quilômetros de Maceió e 44 quilômetros de Palmeira dos Índios. O clima é considerado um dos mais saudáveis do estado. O mais importante município do interior alagoano, Arapiraca destaca-se como importante centro comercial da região agreste localizando-se no centro geográfico do estado de Alagoas. A área de influência direta do município atinge uma população de aproximadamente meio milhão de habitantes. Limita ao norte com o município de Igaci, ao sul com o município de São Sebastião, a leste com os municípios de Coité do Noia e Limoeiro de Anadia, a oeste com os municípios de Lagoa da Canoa e Girau do Ponciano e Feira Grande, a noroeste com o município de Craíbas e a sudeste com o município de Junqueiro. Administração Seu prefeito atual (2004/2012) é Luciano Barbosa, ex-ministro da Integração Nacional do governo Fernando Henrique Cardoso. Em outubro de 2008, é reeleito com mais de 90% dos votos válidos (68, 15% do número total de eleitores do município) para um período de mais quatro anos no governo de Arapiraca com 122.423 eleitores (TSE/março 2010). Economia A cultura do fumo teve importância fundamental para a elevação de Arapiraca a categoria de município, uma vez que o conhecido "ouro verde" brotava nos latifúndios das tradicionais famílias que resolveram se estabelecer no local, que alcançou maior desenvolvimento econômico que Anadia. De acordo com o IBGE, no ano de 2006, Arapiraca apresentou a terceira maior evolução de PIB no Nordeste:  1 – Mossoró (RN) 24,83%  2 - Campina Grande (PB) 22,46%  3 - Arapiraca (AL) 18,27%

 4 – Caruaru (PE) 16,34%  5 - Juazeiro (BA) 15,63%  6 - Juazeiro do Norte (CE) 11,72% Esse grande potencial econômico de Alagoas se deve ao imenso desenvolvimento da região, um fato marcante na receita tributaria e na geração de empregos. Ao todo mais de 40 municípios, ou seja, cerca de 1 milhão de pessoas, se abastecem do comercio de Arapiraca. Sua localização geográfica privilegiada interliga as demais regiões geoeconômicas do Estado e caracteriza-se como polo de abastecimento agropecuário, comercial, industrial e de serviços. Arapiraca atende às necessidades regionais, minimiza as distâncias entre os centros de abastecimento e potencializa o desenvolvimento da região. O povo arapiraquense é uma de suas riquezas, além da garra e competência, é generoso e receptivo com seus visitantes. Segundo a Revista veja, Arapiraca é uma das 22 metrópoles do futuro. A reportagem, publicada em agosto de 2010, destaca o crescimento alcançado pelo município nos últimos anos, a exemplo de diversos aspectos do desenvolvimento econômico e social. Além disso, o município é o décimo município mais dinâmico do país e o segundo que mais cresce no Nordeste. De acordo com dados do IBGE o município apresenta um PIB de 1 391 549,731 mil reais (2008). Atualmente há uma profusão de projetos no campo da urbanização pública (moradia e vias públicas) e do mercado imobiliário (conjuntos residenciais de casas e de apartamentos). O campo da educação está em franco crescimento, com duas universidades públicas, UNEAL e UFAL, além de uma dúzia de faculdades privadas. Shopping O Shopping Arapiraca já nasce grande com 210 lojas, 5 lojas âncoras, 7 Mega Lojas, 5 salas de cinema, sendo 1 em 3D com avançada tecnologia de projeção, Fairplay (espaço equipado com jogos eletrônicos e de última geração), praça de alimentação, estacionamento para mais de dois mil veículos (a maior parte na cobertura do shopping) além de clínica médica, rádio in door, universidade e um hotel. Praça de alimentação. Sua inauguração está prevista para outubro de 2012. Esporte Futebol O Estádio Coaracy da Mata Fonseca, também chamado de Municipal, é um estádio de futebol da cidade de Arapiraca, no Estado de Alagoas, que atende ao ASA. Sua capacidade é de 14.000 pessoas. Sua construção remonta à década de 50 e na qual recebeu seu nome em homenagem ao o prefeito de Arapiraca daquela época, o Dr. Coaracy da Mata Fonseca. Este, por sinal, foi o fundador do ASA, time da crescente Arapiraca. Em 2010, com a ascensão do time à Série B do Campeonato Brasileiro, o estádio foi devidamente reformado para atender às exigências da competição. Seu projeto de ampliação e modernização foi executado com recursos da prefeitura de Arapiraca mediante repasse da verba de 1,5 milhão de reais. 17

Time Local A Agremiação Sportiva Arapiraquense, mais conhecido como ASA, é o clube que mais conquistou títulos em Alagoas no século XXI e possui uma das maiores torcidas do estado. É atualmente o único time do interior do Nordeste no Campeonato Brasileiro da Série B. Educação Universidades públicas Possui três universidades públicas e um instituto federal: Instituto Federal de Alagoas - IFAL - Campus Arapiraca  Universidade Federal de Alagoas UFAL  Universidade Estadual de Alagoas UNEAL História da Educação de Arapiraca No inicio do século XX Arapiraca já despontava com rápido crescimento econômico, progresso oriundo da mandioca que fez com que muitos agricultores ampliassem suas terras. Arapiraca até a década de 40 vivenciou essas características em sua formação política, social e econômica. Os que prosperaram economicamente sentiam-se no direito de cuidar do destino dos menos favorecidos, aparecendo como seus protetores ou provedores. Os agricultores tinham interesse em cultivar suas terras, mas em nenhum momento havia compromisso com a Educação; não existiam colégios e nem foram criadas aulas régias: alguns padres ou leigos com alguma instrução começaram a oferecer catecismo e ensino de primeiras letras. De acordo com Farias (2007), o processo de escolarização nos primeiros momentos em Arapiraca era desenvolvido em residências, por professores convocados pelos proprietários de terras que tinham condições de manter esse professor como se fosse alguém da família para prover a educação de seus filhos. Consoante com o que ocorria na educação no Brasil e em Alagoas, em Arapiraca os filhos de pequenos agricultores e trabalhadores eram excluídos do processo de escolarização. Embora a colocasse a obrigação do Estado em prover a instrução primária, havia poucas escolas, nos país e principalmente em Alagoas. Como coloca Schwarcz (1999 apud Farias 2007), a formação escolar das elites era bastante previsível, enquanto a maioria da população ficou restrita ao trabalho. Em Arapiraca a maioria da população estava inserida no cultivo das terras, para produzir e gerar riquezas para um pequeno grupo. Num ambiente rico de realizações, desigualdades e contradições, onde grupos diferenciados conviviam, a educação passou a fazer parte do discurso das elites. Foi nesse clima que Esperidião Rodrigues, primeiro prefeito de Arapiraca (1924), conseguiu dos dirigentes estaduais a nomeação de sua filha para desenvolver o ensino em Arapiraca, mesmo sem nenhuma qualificação para o magistério, o que reflete a presença do filhotismo daquela localidade. A Educação Municipal entre as décadas de 40 e 50 assumiu proporções modestas, uma vez que os agricultores e plantadores de fumo que por muito tempo 18

estiveram empenhados a desenvolver apenas atividades agrícolas passaram a defender a criação de escolas, grupos escolares em substituição as escolas isoladas que funcionavam nas casas dos professores. A partir da década de 60 percebe-se um grande avanço no âmbito educacional de Arapiraca, destacando-se ai a criação do primeiro grupo escolar municipal localizado no centro da cidade. Atualmente de acordo com dados do Censo Escolar 2011, Arapiraca possui 155 escolas, das quais 84 pertencem à rede municipal, 17 à rede estadual, 53 à rede privada e uma à rede federal de ensino. Do total, 118 estão localizadas na zona urbana e 37 na zona rural. A cidade conta com duas Universidades públicas, Universidade Federal de Alagoas – UFAL e Universidade Estadual de Alagoas UNEAL e o Instituto Federal de Alagoas – IFAL. As nove Faculdades particulares são: Centro Universitário Cesmac; UniSEB; Cento de Ensino Superior Arcanjo Mikael; Centro Universitário Luterano; Universidade Norte do Paraná; Universidade Paulista; Instituto de Ensino Superior Santa Cecília; Faculdade de Ensino Regional Alternativa; Faculdade Integrada de Patos. Faculdades particulares          Centro Universitário Cesmac UniSEB Cento de Ensino Superior Arcanjo Mikael Centro Universitário Luterano Universidade Norte do Paraná Universidade Paulista Instituto de Ensino Superior Santa Cecília Faculdade de Ensino Regional Alternativa Faculdade Integrada de Patos

Cultura Em 1884, foi criada a feira livre do então povoado, por iniciativa do Major Esperidião Rodrigues. Em pouco tempo, a feira foi evoluindo e motivando o surgimento de estabelecimentos comerciais de caráter permanente. Na década de 1970, a feira de Arapiraca já possuía dimensão regional, tornando-se um verdadeiro complexo ao lado do comércio local e da produção fumageira. Em 1985, o município assumiu a condição de cidade-polo regional e sua feira já estava, então, entre as maiores do Nordeste. Em 1892 foi nomeada a primeira professora estadual, Marieta Peixoto Rodrigues. No início do século XX, em 1908, foi criada pelo Major Espiridião Rodrigues da Silva a Escola de Música União Arapiraquense, incrementando significativamente a cultura da comunidade. Após a emancipação política, em 1924, foram realizados os primeiros carnavais com desfiles de blocos pelas ruas, bem como as primeiras festas juninas. Surgiram diversas manifestações folclóricas, tais como o reisado, o quilombo do Lídio, pastoris, folia de reis, coco-de-roda, cantigas das destaladeiras, dentre outros. Em 1940, foi instituído oficialmente o curso primário com a fundação do Grupo Escolar Adriano Jorge. 19

Em 1943, foi fundado o Instituto São Luís e a partir de 1944 o professor Pedro Reis e os membros da Congregação Mariana começaram as encenações das primeiras peças de teatro na escola. Em 1949, Pedro Onofre de Araújo e José de Sá criaram o Teatro Amador. No ano de 1950, teve lugar a fundação do Ginásio Nossa Senhora do Bom Conselho, marco de grande importância na história da educação e da cultura de Arapiraca. Em 1955, por iniciativa da Irmã Luzinete Ribeiro de Magalhães, foi criado o Colégio São Francisco de Assis, que teve como primeira diretora a Irmã Maria Helena. Em 1956 ocorre a fundação da Escola de Comércio, de formação técnica. No campo do ensino superior, foi criada, em 1971, a Fundação Educacional do Agreste, que manteve a Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca. Em 1990, a Fundação foi estadualizada, passando a integrar a Fundação Universidade Estadual de Alagoas, em 1996. As artes plásticas também tiveram um grande impulso em solo arapiraquense. Já em 1956, José de Sá realizou uma exposição individual na Câmara de Vereadores, com paisagens, pinturas sacras e acadêmicas. Em outubro de 1967 foi realizado o 1° Salão de Arte de Arapiraca, importante acontecimento artístico que impulsionou de maneira notável a cultura de Arapiraca. A mostra coletiva reuniu pinturas, desenhos, esculturas em madeira e gesso de diversos estilos e nas mais variadas técnicas. Contou com a participação de Ismael Pereira (o idealizador), Zezito Guedes, Izabel Torres, José de Sá, Alexandre Tito, Mauro Jorge, Chico Artes e Sebastião Ferreira (Bibi). Quem vai a Arapiraca não pode deixar de conhecer as obras dos seus artistas. Zezito Guedes, escultor, folclorista e escritor, trabalha com madeira, pedra e ferro, inspirado em motivos populares. É autor dos livros “Cantigas das Destaladeiras de Fumo” e “Arapiraca Através do Tempo”. Destacam-se também, Josias Saturnino Silva, pintor e entalhador; José de Sá, ator e pintor; Alexandre Tito, escultor, pintor e poeta popular; Júnior Borges, pintor; Benedito Luiz, artesão; Francisco Alexandre, pintor; Saturnino João, escultor e zabumbeiro; José Almir, artesão de couro; Fernando Lima, pintor; Ismael Pereira, pintor que participou de várias exposições individuais e coletivas, inclusive no Exterior; dentre outros. Espaços culturais Na atualidade, diversas instituições culturais movimentam a cidade, como a Academia Arapiraquense de Filosofia, Ciências e Letras; Associação Arapiraquense de Produtores de Bens de Cultura; Núcleo de Cultura Avançada; Instituto de Línguas da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura de Arapiraca; Casa da Cultura, com moderna biblioteca, o Museu do Fumo, dentre outras. Patrimônio histórico, artístico ou natural
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Igreja de São Sebastião Igreja do Santíssimo Sacramento Prédio da Secretaria de Finanças do Município Grupo Escolar Adriano Jorge 20

Figuras Ilustres Esperidião Rodrigues da Silva - Líder da emancipação política Zezito Guedes - Escultor, folclorista e escritor, trabalha com madeira, pedra e ferro, inspirado em motivos populares. Gastronomia Sarapatel, quebra-queixo, pé-de-moleque, cocada, beiju e bolo de milho são algumas da delícias comidas típicas da cozinha regional arapiraquense. Folclore Cantadores e violeiros apresentam-se nas feiras livres. As destaladeiras de fumo, com suas cantigas que lembram a poesia medieval portuguesa, constituem-se na mais importante atração do folclore local. Ademais, destacam-se os folguedos tradicionais, como Pastoril, Guerreiro, Coco-de-roda, dentre outros. Comunicação TV TV Alagoas - Canal 2 TV Gazeta de Alagoas - Canal 6 TV Pajuçara - Canal 9 TV Canção Nova - Canal 25 e 40 DIGITAL (Em Implantação) Rádio FM 96,9MHz - 96 FM 97,9MHz - Metropolitana FM 101,1 MHz - Gazeta FM 101,9 MHz - Pajuçara 103,3 MHz - Nova FM 105,3 MHz - Imprima 105,9 MHz - A voz do povo A voz de Deus 106,9 MHz – Educativa AM 1150 kHz - Cultura 570 kHz - Novo Nordeste

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Bairros Verdes Campos
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Centro Novo Horizonte Brasília Primavera São Luiz I São Luiz II Canafístula Ouro Preto Jardim Tropical

Santa Edvirgens

Jardim de Maria
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Alto do Cruzeiro Baixa Grande Boa Vista

Santa Esmeralda

Itapuã Eldorado Capiatã Cavaco Caititus Brasiliana Cacimbas I Cacimbas II Baixão

Nova Esperança

Senador Arnon de Melo Senador Nilo Coelho
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Jardim das Paineiras
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Manoel Teles Mangabeiras Cazuzinhas Teotônio Vilela

João Paulo II

Zélia Barbosa Rocha

Jardim Esperança
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Bom Sucesso Planalto

CONHECENDO A REALIDADE DA ESCOLA No ano de 1971, foi fundado em Arapiraca um núcleo da Sociedade beneficente Ana Rita de Cássia com a matriz em Maceió. Foi nomeado delegado regional do referido Núcleo o Sr. Durval Marcelino, para que a mesma iniciasse seus trabalhos filantrópicos em Arapiraca e cidades circunvizinhas, beneficiando a população mais carente com assistência médica, odontológica, funerária, escolar e profissional como curso de corte e costura para os sócios e dependentes. Aos 23 de setembro de 1971, surgiu a Escola Infantil Manoel André levando assim aos filhos dos sócios de cinco anos os primeiros passos na escola. Em 1974 ampliou a escola com uma sala de 1ª. série primário, e a mesma passou a se chamar Escola Santa Rita de Cássia. Ao passar do tempo de acordo com as necessidades foi ampliando as outras séries até completar a 4ª série. Aos 22 de maio de 1986 o Sr. Durval Marcelino descontente com promessas não cumpridas pela diretoria da SBSRC juntou-se aos sócios, fez uma reunião extraordinária com a assembléia geral e se desligou da entidade acima citada e fundou nova entidade com os mesmos sócios e propósitos da SBSRC, a mesma passou a se chamar Sociedade Filantrópica Ana Rita de Cássia, que manteve os mesmos benefícios da antiga entidade. Sendo assim a escola passou também a se chamar Escola Ana Rita de Cássia, que além de manter o curso infantil e fundamental, passou também a funcionar no horário noturno com o E.J.A. 1º. Segmento. O referido estabelecimento de ensino por indicação do presidente, nomeou a Srª. Elenira Salgueiro para direção, que teve a permanência de quinze anos. No ano de 2003, aconteceu a primeira eleição para Gestão Democrática das Escolas Municipais de Arapiraca. Foram escrita para pleitear – CHAPA 1 e CHAPA 2 – sendo eleita a de número 2 (dois) representada pelas professoras Célia de Queiroz Bezerra e Helenita Maria Santos Silva, reeleita na gestão 2005 a 2007, nesta ocasião sem Vice-Diretora, por determinação da SME devido ao número de alunos. Nossa 22

instituição não participou da Gestão Democrática 2008/2010 por questão do número de turmas ser insuficiente para o pleito. No ano 2011, a Diretora Célia de Queiroz Bezerra assumiu a direção de outra escola da mesma rede, por esse motivo houve a necessidade da Secretaria indicar uma nova Direção, enviando a Professora Claudijane Guedes da Silva Santos. Neste mesmo ano, houve eleição para Diretores, porem não houve candidatos para concorrer a Direção, continuando assim, a mesma Diretora, Claudijane Guedes da Silva Santos. Em 2012, com a grande demanda por matricula na comunidade, houve a necessidade de abrir o anexo, situado na Rua Esperidião Rodrigues, S/N – Centro. Com o aumento de matriculas na escola, a Professora Flávia Rejane da Costa assumiu a função de Coordenadora Pedagógica, realizando as atribuições que até então eram de responsabilidade apenas da Direção. Essa entidade é mantida com recursos do FUNDESCOLA e Secretaria Municipal de Educação de Arapiraca. LOCALIZAÇÃO A Escola de Ensino Fundamental Ana Rita de Cássia está localizada à Rua Boa Vista, Nº. 46 – Centro – Arapiraca-Alagoas. Possui 05 salas de aulas, sendo 03 no prédio da Escola e 02 no anexo. No matutino funcionam cinco turmas, da seguinte forma: 1º Ano, 2º Ano no anexo e 3ºAno, 4º Ano e 5º Ano do Ensino Fundamental no prédio, no vespertino funcionam da mesma maneira que o turno Matutino. A Escola ainda possui 01 diretoria, 01 secretaria, 01 cozinha, 02 almoxarifados, sendo 01 no anexo e outro no prédio, 01 pátio coberto, 04 banheiros – sendo 03 destinados aos alunos e 01 aos funcionários. O quadro a seguir demonstra o material permanente existente na Escola até o primeiro semestre do ano de 2012. RELAÇÃO DO MATERIAL EXISTENTE NA ESCOLA
Nº DE ORDEM 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 ESPECIFICAÇÃO APARELHO TELEFÔNICO ARMÁRIO PAREDE – COZINHA ARQUIVO DE PASTA SUSPENSA BEBEDOURO BIRÔ CADEIRA ALCOCHOADA CADEIRA GIRATORIA CARTEIRA UNIVERSITÁRIA COMPUTADOR – 01 MONITOR / 02 CPU / 04 ESTABILIZADORES / 02 TECLADOS / 01 KIT MULTIMÍDIA / 03 MOUSE / 01 NOTEBOOK DVD ESTANTE DE AÇO C/2 PORTAS ESTANTE DE AÇO C/PRATELEIRAS ESTANTE DE MADEIRA MDF ALTA ESTANTE DE MADEIRA MDF BAIXA FOGÃO INDUSTRIL C/4 BOCAS GELADEIRA GUILHOTINA IMPRESSORA EPSON C79 / IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL LIQUIDIFICADOR INDUSTRIAL CÂMARA DIGITAL 01 MESA DE COMPUTADOR MESA DE MADEIRA / MDF / PVC MICRO SISTEM NKS PANELEIRO DE AÇO C/3 PORTAS SCANER TELEVISÃO 21’’ VENTILADOR DE PAREDE VENTILADOR DE TETO FRIZER C/02 PORTAS QUANT. 01 01 04 2 6 05 02 150 01 2 01 04 01 01 01 01 01 02 1 1 01 3 2 01 01 2 13 3 01

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QUADRO ATUAL DE FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA
NOME CLAUDIJANE GUEDES DA SILVA SANTOS FLÁVIA REJANE DA COSTA KELLIANA MARIA PEREIRA DOS SANTOS ELIJANE BEZERRA DA SILVA ANA CLAUDIA RODRIGUES LÚCIO ANA CARMÉM LIMA DOS SANTOS ANA LÚCIA SILVA LEITE THIAGO DE FRANÇA AMORIM NOELMA FREIRE DOS SANTOS JAQUELINE BEZERRA DOS SANTOS SILVIA MÁRCIA DE OLIVEIRA TAVARES SIMONE GARCEZ DE OLIVEIRA SANDRA CRISTINA DE MORAIS SILVA SARA REGINA DE MORAIS SHIRLEY TÂMARA DOS SANTOS TORRES ANA LÚCIA VENTURA CAVALCANTE EDUARDO SILVA SANTOS VERANICE ARAÚJO DE MEDEIROS CICERA FERREIRA DE LIMA GISELIA DANTAS VIEIRA RITA MARIA TORRES ALVES JUAREZ PAULINO DOS SANTOS VICENTE MONTEIRO FILHO MATRICULA 5893-5 5967-1 CONTRATO 10539-5 10524-5 CONTRATO 5951-0 10538-9 LAB. DE APRENDIZAGEM CONTRATO 8835-0 8556-0 10530-0 10530-1 3665-0 CONTRATO 10542-2 LAB. DE APRENDIZAGEM CONTRATO CONTRATO CONTRATO CONTRATO CONTRATO FUNÇÃO DIRETORA COORDENADORA AUXILIAR ADMINISTRATIVO PROFESSORA PROFESSORA PROFESSORA PROFESSORA PROFESSOR ESTAGIÁRIA SERVIÇAL MERENDEIRA SERVIÇAL PROFESSORA PROFESSORA PROFESSORA PROFESSORA PROFESSOR ESTAGIÁRIA SERVIÇAL SERVIÇAL MERENDEIRA VIGILANTE VIGILANTE 30h 30h 30h 24H 24H VESP. VESP. VESP. NOT. NOT. NIVEL MEDIO NIVEL MEDIO NIVEL MEDIO FUNDAMENTAL FUNDAMENTAL 30h 30h 30h 25h 25h 25h 25h 25h 20h MAT. MAT. MAT. VESP. VESP. VESP. VESP. VESP. VESP. NIVEL MEDIO NIVEL MEDIO NIVEL MEDIO SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR CARGA HORÁRIA 40h 40h 20h 25h 25h 25h 25h 25h 20h TURNO M/V M/V M/V MAT. MAT. MAT. MAT. MAT. MAT. QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR NIVEL MÉDIO SUPERIOR SUPERIOR SUPERIOR

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ORGANOGRAMA

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL ANA RITA DE CÁSSIA

CONSELHO ESCOLAR

DIREÇÃO

COORDENAÇÃO

FUNCIONÁRIOS

SECRETARIA

PROFESSORES

ALUNOS

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FLUXOGRAMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL ANA RITA DE CÁSSIA

DIRETOR(A) 01

COORDENADOR(A) 01

AUX. SECRETARIA 01

SERVIÇOS GERAIS 06

PROFESSORES 10

VIGILANTES NOTURNO 02

LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM 02

MONITORES 10

ALUNOS POR ANO

MATUTINO 05

VESPERTINO 05

1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANO 23 26 25 21 27

1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANO 21 23 26 23 27 26

2.2

MARCO CONCEITUAL

A Resolução Nº 5, de 17 de dezembro de 2009 tem por objetivo estabelecer as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil a serem observadas na organização de propostas pedagógicas na Educação Infantil. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articula-se às Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e reunem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, para orientar as políticas públicas e a elaboração, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares de Educação Infantil. A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, oferecida em creches e pré-escolas, se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade, no período diurno, em jornada integral ou parcial. É dever do Estado garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade., sem requisitos de seleção. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica têm por objetivos: I – Sistematizar os princípios e as diretrizes gerais da Educação Básica contidos na Constituição, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e demais dispositivos legais, traduzindo-os em orientações que contribuam para assegurar a formação básica comum nacional, tendo como foco os sujeitos que contribuam para assegurar a formação básica comum nacional, tendo como foco os sujeitos que dão vida ao currículo e a escola, liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar cultura, o pensamento, a arte e o saber, pluralismo de ideias, direitos; gratuidade de Ensino público em estabelecimentos oficiais, valorização do profissional da educação escolar; gestão democrática do ensino público, na forma de legislação e das normas dos respectivos sistemas de ensino; garantia do padrão de qualidade; valorização da experiência extraescolar; vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. No art. 5º a Educação Básica é direito universal e alicerce indispensável para o exercício da cidadania em plenitude, da qual depende a possibilidade de conquistar todos os demais direitos, definidos na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na legislação ordinária e nas disposições que consagram as prerrogativas do cidadão. O art. 6º diz que: Na Educação Básica, é necessário considerar as dimensões do educar e do cuidar, em sua inseparabilidade , buscando recuperar, para a função social desse nível da ação fundamental. A criança é um sujeito histórico e de direitos que, nas interações , relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói, brinca, imagina, fantasia, deseja e aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza. O ato de educar significa propiciar situações de cuidados e brincadeiras organizadas. Na década de 70, uma transformação conceitual mudou as práticas escolares. A linguagem deixou de ser entendida apenas como a expressão do pensamento para ser vista também como um instrumento de comunicação, envolvendo im interlocutor e uma mensagem que precisa ser compreendida. Na abordagem cognitivista, homem e mundo são analisados conjuntamente já que o conhecimento o produto da interação entre eles entre sujeito e objeto. A sociedade e a cultura ,os fatos sociológicos pois tais como regras,valores,valores,normas simples etc.. De acordo com este posicionamento variam de grupos para grupo,de acordo com o nível mental,médio das pessoas que constituem o grupo o conhecimento é considerado como uma construção continuada. A passagem de um estado de desenvolvimento para o seguinte é sempre caracterizado por formação de novas estruturas que não existam anteriormente no indivíduo. Educação é um processo educacional consoante a teoria de desenvolvimento e conhecimento tem um papel importante ao provocar situações que 27

sejam desequilibradoras para o aluno desequilíbrio esse adequados ao nível de desenvolvimento em que a criança vive intensamente (intelectual e afetivamente) cada etapa de seu desenvolvimento a escola segundo Piaget,deveria começar ensinando a observar a verdadeira causa dos fracassos da educação formal,decorre essencialmente do fato de se principiar pela linguagem (acompanhada de desenhos,de ações,fictícias ou narradas). O ensino aprendizagem é um ensino que procura. A Proposta Pedagógica ou projeto político pedagógico é o plano orientador das ações da instituição e define as metas que se pretende para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças que nela são educados e cuidados. As propostas pedagógicas da Educação Infantil das crianças. Portanto, dentro dessa concepção, pretendemos possibilitar o confronto do sujeito com o meio social em que se desenvolve, atuando neste meio como ser humano único que é, podendo prosseguir em seus estudos com sucesso. Faz-se necessário que a escola nas perspectivas da construção da cidadania, valorize a cultura de sua própria comunidade e ao mesmo tempo, busque ultrapassar seus limites, propiciando a todas as crianças e jovens o acesso ao saber local, regional e universal da humanidade. A concepção de ensino e aprendizagem da Escola de Ensino Fundamental Ana Rita de Cássia está fundamentada numa tendência progressista. Educandos e educadores aprendem juntos numa relação dinâmica na qual a prática orientada pela teoria, reorienta esta teoria num processo de constante aperfeiçoamento. Para Paulo Freire “o homem é sujeito da educação, apresar de uma grande ênfase no sujeito evidencia-se uma tendência internacionalista, já que a interação homem – mundo, sujeito – objeto é imprescindível para que o homem se desenvolva e se torne sujeito de sua praxe”. É refletindo sobre o seu ambiente concreto que o homem chegará a ser sujeito. Quanto mais ele reflete sobre a realidade, sobre sua própria situação concreta, mais se torna progressiva e gradualmente consciente, comprometido a intervir na realidade de mudá-lo – MIZUKAM 1:8, (1996). “ O ser humano constrói o seu conhecimento interagindo com o meio, desenvolvendo suas estrutura cognitivas até atingir o nível de maturidade que permite elaborar o aprendido e novamente recomeçar o processo. Para dar condições de construir seu próprio conhecimento a Escola de ensino fundamental Ana Rita de Cássia confere especial relevo a pesquisa espontânea da criança e do adolescente, proporcionando condições para que toda verdade a ser adquirida seja reinventada pelo aluno, ou pelo menos, reconstruída e não simplesmente transmitida. A escola proporciona situações de exploração, por parte do aluno, de diferentes suportes portadores da escrita, tais como: revista, jornais, dicionários, livros de histórias, poesias, receitas, propagandas etc. Dessa forma é possível desenvolver nos alunos a capacidade de produzir ou de criar e não apenas de repetir, é uma forte tendência na escola. Por fim sabemos que a aprendizagem é um processo social e não individual. Para Vygotsky a interação com o meio e com o outro acontece nas relações cotidianas e históricas social onde “o homem é um ser essencialmente social e histórico que na relação com o outro, em uma atividades pratica comum e se desenvolve enquanto sujeito, tenha condições de apontar um novo caminho para relações entre psicologia e educação um caminho em que o homem, a medida que constrói sua singularidade atua sobre as condições objetivas da sociedade transformado-as” (Freitas: 41. 1995). A escola facilita o aprendiz experiente para que possa auxiliar seu colega na aquisição de determinado conhecimento, criando um método próprio para a transmissão do seu saber, a escola entende que a criança aprende com maior facilidade se for ajudada por um colega que adquirir antes dela a compreensão de determinado conhecimento. A tendência pedagógica da escola de 28

ensino fundamental Ana Rita de cássia é uma constante busca de ensino de qualidade, que se confronta com o que a humanidade produziu que propicia o espírito critico e crie situações para que os alunos aprendam igualmente, cada um de acordo com o seu talento e o seu potencial. Tomar nas mãos os rumos da escola e rever sua organização curricular é uma tarefa para quem nela atua. Só seus educadores podem concretizar um trabalho compatível com o que se espera da educação escolar. Cada sociedade, em cada época histórica age de acordo com os diferentes grupos que a constituem. Com o crescimento desenfreado da população, ocorrem mudanças que exigem uma postura, coerente por parte dos indivíduos. Devem-se procurar meios que alcancem desenvolver o aprendizado e o profissional deve ser dinâmico, critico e construtivo, facilitador da aprendizagem do aluno, para que tenha uma boa razão de ser e dos fatos. Buscando através da troca de experiência em torno de pratica local, evidenciando a observação do ser. Planejar o currículo implica na escolha dos conteúdos de ensino quanto a organização de experiências em situações que garantem sua aprendizagem, o que significa dizer que incluem conteúdos e metodologia de ensino. Na relação que se estabelecem estes elementos o currículo compõe um todo articulado e constituem o percurso de aprendizagem que o educando deve auxiliá-la a ampliar seu instrumental de compreensão e transformação de mundo. A superação dos problemas do nosso país não é tarefa de uma única instituição social, mas da nação como um todo, através de definição de um projeto político, econômico e social que visa a melhoria de condições de vida da população e seu acesso aos bens socialmente produzidos incluindo o conhecimento elaborado. A escola não pode tudo sozinha. Tem limites claros, ela não existe isoladamente, mas faz parte de um sistema público que tem responsabilidade de lhe dar sustentação para que possa cumprir sua função. A escola só pode cumprir seu papel de forma competente se tiver autonomia, isto é, se os que nela atuam e os que dela se beneficiam puderem definir seu próprio caminho. Esse percurso não é estabelecido de forma neutra desde a elaboração das amplas diretrizes nacionais de currículo até sua execução na escola, existem intenções. Então estão sempre presentes as concepções que se tem de função social na escola e o tipo de formação adequada. Ao longo da historia, já foi prioridade formar o soldado, o homem justo, o letrado ou o trabalhador comportado e produtivo. Os currículos escolares, em conseqüência, enfatizaram em diferentes momentos determinados conteúdos, vivemos num mundo cheio de atribuições que clamam por sociedade mais justa e igualitária para todos. Uma sociedade que escolha os indivíduos, proporcionando a eles condições de sobreviverem de modo digno, que visem ações coletiva, afetivas, que promovam a paz. As profundas modificações que tem ocorrido no mundo do trabalho trazem novos desafios para a educação, vivendo um novo padrão de acumularão decorrente da globalização. Abrangendo os processos formativos que se desenvolveram na família, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas modificações culturais. Inabilidades e valores, isso quer dizer que até simples escolhas aos conteúdos de ensino variam conforme o que se espera dos alunos e sua atuação na vida. Nessa perspectiva, a instância mais legitima para nomear o trabalho curricular na escola é a própria sociedade, com suas práticas, seus problemas, sua realidade. CONCEPÇÕES DA ESCOLA Sentimos a necessidade de melhorar o processo de ensino e aprendizagem, as professoras participam de formação continuada como: PROFA – Programa de 29

Professores Alfabetizadores, GESTAR – Gestão de Aprendizagem Escolar, PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais e PROLETRAMENTO – Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental. O eixo pedagógico se movimenta pela proposta pedagógica que possibilitada o desenvolvimento do currículo através de ações de docentes e especialistas, pois todo professor educador é um especialista, e seu eixo administrativo se dá através de uma gestão democrática, planejada e desenvolvida através de ações necessárias para a efetivação da proposta pedagógica. O eixo relacional se dá a partir da participação dos segmentos da escola, direção, funcionários, alunos e pais. O planejamento de um currículo deve partir do pressuposto de ação pedagógica critica construtiva, visando um compromisso com a transformação social. A organização dos conteúdos curriculares deve ser adequada as necessidades sociais. A metodologia que busca a participação coletiva é necessária para uma boa pratica pedagógica. A avaliação é um instrumento que tem objetivo de identificar problemas e dar soluções a eles, sem penalizar os alunos, mas que se preocupem em verificar o crescimento. Na visão do homem um ser social e produtor de cultura, os homens não são intrinsecamente “bons” nem “maus”, mas capazes tanto de grandes gestos construtivos e generosidade, quanto de egoísmo e de destruição. No entanto a sociedade humana só é viável quando o comportamento desses homens se baseia na ética. Vivemos numa era marcada pela competição, individualismo e pela excelência em que progressos científicos e avanços tecnológicos definem exigências novas. Queremos formar homens capazes de agir com justiça, solidariedade e de enfrentar o mundo lá fora com dignidade. Homens que possam de fato contribuir para a formação de identidade com cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio em que vive. Atualmente a sociedade precisa de homens a homens dinâmicos, ousados, motivados, para terem êxito na vida. É necessário além do mais se posicionar de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais. Questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a instrução e a capacidade de análise. A concepção de Educação especial,tanto quanto a educação regular tem caminhado historicamente no sentido de garantir o seu papel no processo de transformação da sociedade,modalidade de educação escolar,por educação especial entende-se um um processo educacional definido por uma proposta pedagógica a que assumi recursos e serviços institucionalmente para apoiar,complementar,suplementar,em alguns casos substituir os serviços educacionais comuns. Na concepção de criança o sujeito é histórico e de direitos que nas interações,relações e práticas cotidiana que vivencia,constrói,sua identidade pessoal e coletiva ,brinca ,imagina,fantasia,narra e questiona e consta sentidos sobre a natureza e a sociedade produzindo cultura. O currículo é um conjunto de práticas que buscam produzir articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural,artístico,ambiental,cientifico e tecnológico,de modo a promover o desenvolvimento integral de criança de 0 a 5 anos de idade. Não há histórias sem homens como não há uma história para os homens, mas uma história de homens feita por eles, também os fez, como disse Marx ( Paulo Freire). A escola é uma instituição social que, entre outras funções tem que ter clareza do homem que se formar é fundamental para realizar uma prática pedagógica competente e comprometida, particularmente num país de contrastes como o nosso, 30

onde convivem grandes desigualdades econômicas, sociais e culturais. Formar cidadãos não é tarefa apenas da escola, como local privilegiado de trabalho como o conhecimento a escola tem grande responsabilidade nessa formação: recebe crianças, jovens e adultos por certo número de horas todos os dias, durante anos de suas vidas possibilitando-lhes construir indispensável para sua inserção social. À escola cabe ensinar, isto é garantir aprendizagem de certas habilidades e construídas que são necessárias para a vida em sociedade. Ela deve contribuir no processo de inserção social das novas gerações oferecendo instrumento de compreensão da realidade local e, também, favorecendo a participação dos educando em relações sociais diversificadas e cada vez mais amplas. A vida escolar possibilita exercer diferente papeis, em grupos variados facilitando a integração dos jovens no contexto maior. Para cumprir sua função a escola precisa considerar as práticas de nova sociedade seja ela de natureza econômica, política, social, cultural, ética ou moral. Tem que considerar também as relações diretas ou indiretas dessas práticas com os professores específicos da comunidade local que presta serviços. Por isso é fundamental conhecer as expectativas dessa comunidade, nas necessidades, formas de sobrevivência, valores, costumes e manifestações culturais e artísticas. É através desse conhecimento que a escola pode atender a condição fundamental para a formação da cidadania. Por isso, nenhuma criança pode ficar excluída de seus benefícios. A escola veicula, faz circular informações, promove e estima o desenvolvimento de habilidades e operações de pensamento e a vivência de valores. Tais aprendizagens são organizadas no currículo escolar. O currículo, portanto, é mais do que uma simples lista de conteúdos.

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2.3 MARCO OPERATIVO O Projeto Político Pedagógico da Escola de Ensino Fundamental Ana Rita de Cássia detectou durante o seu processo de elaboração as principais metas, ações, procedimentos e formas de avaliação das atividades que deverão ser desenvolvidas pelos integrantes da Escola. Foi detectada a necessidade de elaborar atividades de planejamento das ações a serem realizadas. Estas ações devem ter por base acompanhamento sistemáticas de pratica pedagógico por todos integrantes da escola, em reuniões periódicas, evidenciando a integração, partilhando a gestão escola comunidade, isto é, trabalhando a coletividade a escola concretiza suas propostas adequando suas necessidades surgidas no cotidiano e conquistando autonomia para definir seu projeto. 2.3.1 DIMENSÃO DA GESTÃO Realizar uma gestão democrática significa acreditar que todos juntos têm mais chances de encontrar caminhos para atender as expectativas da sociedade a respeito da atuação da Escola. Ampliando o número de pessoas que participam da vida escolar, é possível estabelecer relações mais flexíveis e menos autoritárias entre educadores e clientela escolar. A atual diretora da escola Ana Rita de Cássia, Claudijane Guedes da Silva Santos,foi indicada pela secretaria de educação,para substituir a antiga diretora Célia de Queiroz Bezerra por uma vez que esta teve que assumir a direção de uma outra escola também da rede municipal de ensino de Arapiraca. No ano de 2011 houve eleição para diretor, no entanto nenhum funcionário se propôs a candidatar-se continuando assim a mesma diretora. A direção tem como objetivo primordial elevar o desempenho acadêmico dos alunos e modernizar a gestão da escola. Pretendemos melhorar o nível de aprendizagem e aprovação, através de educação de qualidade realizada com profissionais capacitados e compromissados, respeitando o ritmo de aprendizagem dos nossos alunos e ouvindo as opiniões e sugestões dos pais e da comunidade escolar. É uma forma de garantir a participação de todos, com representantes de pais, professoras, alunos, funcionários, coordenação e direção, momento em que buscam medidas e soluções ou para tomar decisões. O Conselho Escolar vem contribuindo para a inserção da escola na comunidade e, também, para melhorar a qualidade de ensino, dando espaço e voz as reivindicações dos alunos e possibilitando que famílias e educadores atuem juntos pela melhoria do atendimento escolar. Por este motivo, são realizadas reuniões mensalmente, (Raízes e Asas – p. 11).

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CONSELHO ESCOLAR O Conselho escolar da escola Ana Rita de Cássia é composto pelos seguintes membros: DIRETORIA: Presidente: Flávia Rejane da Costa Vice-Presidente: Sílvia Márcia de Oliveira Tavares Secretária: Cláudia Ferreira de Lima Vice-Secretária: Claudijane Guedes da Silva Santos Tesoureira: Ana Lúcia da Silva Leite Vice-Tesoureira: Simone Garcez de Oliveira CONSELHO FISCAL: 1ª Conselheira: Cícera Pereira de Lima 2ª Conselheira: Edna Maria dos Santos 3ª Conselheira: Jussara Kelly Ramos Silva CONSELHO DELIBERATIVO 1ª Suplente: Rita Maria Torres Alves 2ª Suplente: Maria Adriana Pereira Leite 3ª Suplente: Andreia Maria Henrique da Silva 2.3.2 DIMENSÃO ADMINISTRATIVA / FINANCEIRA

A Escola de Ensino Fundamental Ana Rita de Cássia é financiada economicamente pelo recurso repassado através do FUNDESCOLA mediante PDDE – Programa de Dinheiro Direto na Escola, recurso disponibilizado para a aquisição de material didático, permanente, limpeza e conservação do prédio. O PDE – Plano de Desenvolvimento da Escola foi repassado – 2006 / 2007 – através do FUDESCOLA, com o objetivo de desenvolver ações de melhoria do ensino e aprendizagem. As ações desenvolvidas pela Escola se encontram nos anexos. O PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar foi repassado – 2012 através do FUDESCOLA, com o objetivo de descentralizar a merenda escolar sendo que o cardápio é fornecido pela Secretaria de Educação do Município. O PMME – Programa Municipal de Melhoria da Escola, está sendo repassado através da Prefeitura Municipal de Arapiraca que será destinado a cobertura de despesas de custeio, de manutenção e de pequenos serviços, de forma a contribuir para melhoria da infra-estrutura física e pedagógica da escola assegurando, dessa forma as condições indispensáveis ao seu bom funcionamento. As ações a serem desenvolvidas – 2008 / 2009 – se encontram nos anexos. O gerenciamento do recurso se dá através do Conselho Escolar priorizando as necessidades da escola. A prestação de contas do 33

Conselho é feita com apresentação de notas fiscais e demais documentos comprobatórios à Secretaria de Educação e Secretaria de Finanças. 2.3.3 DIMENSÃO PEDAGÓGICA O trabalho pedagógico realizado pela Escola de Ensino Fundamental Ana Rita de Cássia, reflete uma concepção de educação democrática, gerando gradativamente uma visão de futuro de que seremos reconhecidos pela excelência de nosso desempenho e pela união e criatividade de nossa equipe. Os conteúdos são adequados a realidade dos alunos e levados para dentro da sala de aula, procurando estudá-los e compreendê-los de forma não fragmentada, buscando as contribuições das diferentes áreas do conhecimento. A metodologia adotada busca integrar o processo de ensino e aprendizagem, ações desenvolvidas com a preocupação de fazer com que o aluno sinta prazer e interesse em aprender. O planejamento é participativo e mensal, compete a elaboração do mesmo, pelos docentes, direção e coordenação. Momento em que há organização da prática pedagógica e discussões sobre questões e problemas do cotidiano. São encontros considerados bastante produtivos pelos professores, pois são momentos de trocas de experiências e de repensar a prática de sala de aula, procurando descobrir a melhor maneira de atuação junto aos alunos. Vale salientar que no dia a dia,a coordenadora pedagógica orienta e tira dúvidas dos professores durante os intervalos. O ano letivo é dividido em 04 etapas, sendo que a quantidade de dias letivos em cada etapa varia de acordo com os critérios da Secretaria Municipal de Educação. O Critério de Apuração do Rendimento Escolar de conformidade com as Resoluções nº 002/2007 – CME – Arapiraca, que Regulamenta a implantação e consolidação do Ensino Fundamental de 9 anos no Sistema Municipal de Ensino de Arapiraca. Do 1º ao 5º Ano o registro de aproveitamento incidiu sobre os aspectos quantitativos e qualitativos de aprendizagem. Os Anos 1º, 2º e 4º regem através de análise da ficha de acompanhamento individual, em cada etapa e com parecer descritivo anual, sem atribuição de nota. Entretanto, para os Anos 3º e 5º, o aluno é submetido a um processo de avaliação somativa para efeito de promoção para o Ano seguinte, com atribuição de nota. A partir de 2010, os componentes curriculares Artes, Ensino Religioso e Educação Física, passaram a ser atribuídos notas, de acordo com o desempenho e produtividade do aluno. Segue abaixo, o quadro de analise do Movimento e Rendimento Final dos últimos 03 (três) respectivos anos. QUADRO PARA ANÁLISE
Ano
2009 2010 2011

Matrícula Inicial
186 250 177

Matricula Meio
08 06 13

Transferido
15 08 17

Evadidos
35 32 03

Aprovados
134 161 157

Reprovados
10 32 13

Matrícula Final
144 216 170

2.3.4

DIMENSÃO COMUNITÁRIA / RELACIONAL

A efetividade do processo ensino e aprendizagem parte da Gestão participativa, envolvendo os pais e a comunidade. Os conteúdos para cada disciplina e para cada ano são organizados de forma sequencial. As professoras sabem qual o conteúdo trabalhado no ano anterior por outro professor, garantindo explicar aos alunos os objetivos da lição e da matéria numa linguagem simples e clara. A escola dispõe de um Conselho Escolar com funções e atribuições bem definidas, obtendo autoridade para decidir sobre horários escolares, equipamentos e materiais necessários, esquemas de trabalho e métodos preferidos. Dispõe também de critérios para determinar a eficácia escolar, onde os professores comunicam-se frequentemente com os pais, através de reuniões e plantões pedagógicos, incentivando os pais a participarem de reuniões de avaliação na escola. Temos um quadro de funcionários completo, com Professores qualificados e união no quadro de funcionários, sendo assim, uma Escola bem-vista pela comunidade, embora ainda sentimos o peso da ausência de alguns pais de alunos com problemas de disciplina. Apesar do bom trabalho que exercemos na Escola, ainda há a necessidade de planejar antes do inicio do ano letivo conteúdos trabalhados no ano anterior por outra professora e, o que trabalhar no ano atual, como também, explicações claras do objetivo que a professora pretende alcançar. Além de promover eventos que permitam o contato entre pais, alunos, professores, coordenadora e direção. Nossa atual prioridade é estabelecer metas de ensino inovadoras no intuito de diminuir o índice de reprovação, habituar-se na utilização do material didáticopedagógico para elevar a auto-estima do alunado. Pretendemos também programar metas para escola através de procedimentos administrativos definidos e organizados. Estamos trabalhando para fortalecer o Conselho Escolar, com o objetivo de estimular os pais no processo do ensino e aprendizagem.

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3 DIAGNÓSTICO O diagnóstico é feito através da avaliação qualitativa e quantitativa continua. Os resultados obtidos em cada etapa servem de suporte para a próxima etapa, dando continuidade nos entraves anteriores. Segue abaixo o quadro para análise das disciplinas criticas no ensino fundamental por ano, turno e turma no ano letivo 2011. QUADRO PARA ANÁLISE
DISCIPLINA
Língua Portuguesa e Matemática Língua Portuguesa e Matemática

ANO
3º 3º

TURMAS
“A” “B”

TURNO
Matutino Vespertino

ÍNDICE DE REPROVAÇÃO
3,5% 3,5%

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4 PROGRAMAÇÃO E MONITORAMENTO AÇÕES – 2012/2013 Objetivo Estratégico
1. Elevar o desempenho Acadêmico do Aluno. Estratégia 1.1 – Desenvolver e manter estratégias inovadoras e criativas nas disciplinas críticas. Meta 1.1.1 – Aumentar de 93% para 96% o índice de aprovação do 1º ao 5º Ano. 01 – Avaliar a cada etapa as dificuldades do alunos do 1º ao 5º ano. 02 – Elaborar um Projeto de Leitura e Escrita para trabalhar as dificuldades dos alunos. 03 – Reelaborar o Projeto de Leitura e Escrita. Meta 1.1.2 – Realizar 04 eventos envolvendo os alunos do 1º ao 5º Ano. 01 – Elaborar cronograma para 04 eventos. 02 – Elaborar Projeto para 04 eventos: Páscoa / Festas Juninas / Folclore / Dia das Crianças. 03 – Realizar Projetos. 04 – Elaborar documento de avaliação das ações. Meta 1.1.3 – Elaborar 01 Projeto de Oficinas para professoras do Ensino Fundamental nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. 01 – Elaborar cronograma das oficinas. 02 – Elaborar 02 Projetos para oficinas de Língua Portuguesa e Matemática. 03 – Realizar oficinas de Língua Portuguesa e Matemática. 04 – Elaborar 01 documento de avaliação das ações. Estratégia 1.2 – Realizar aulas de reforço para os alunos que não e estão acompanhando as as aulas. Meta 1.2.1 – Dar 03 aulas de reforço semanal para os alunos com dificuldades nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. 01 – Elaborar cronograma para aulas de reforço. 02 – Elaborar 02 Projetos para aulas de reforço de Língua Portuguesa e Matemática. 03 – Elaborar documento de avaliação das ações. Meta 1.2.2 – Elaborar 01 avaliação bimestral para os alunos do reforço. 01 – Definir cronograma das avaliações das aulas de reforço. 02 – Elaborar fichas individuais para os alunos do reforço. 03 – Realizar avaliação dos alunos das aulas de reforço. 04 – Elaborar documento de avaliação das ações. Objetivo Estratégico 02 – Modernizar a Gestão Escolar. 37

Estratégia 2.1 – Dinamizar a atuação do Conselho Escolar. Meta 01 – Elaborar calendário das reuniões do Conselho Escolar. 02 – Realizar reuniões do Conselho Escolar. 03 – Registrar em Ata as reuniões do Conselho Escolar. 04 – Elaborar documento de avaliação das reuniões. Meta 2.1.2 – Promover 01 reunião anual para reelaboração do Projeto Político Pedagógico. 01 – Elaborar calendário da reunião para estudo do Projeto Político Pedagógico. 02 – Elaborar reunião para reelaboração do Projeto Político Pedagógico. 03 – Realizar estudo do Projeto Político Pedagógico. 04 – Elaborar 01 documento de avaliação das ações. Meta 2.1.3 – Promover 01 Palestra Trimestral envolvendo a comunidade escolar. 01 – Elaborar cronograma de 03 Palestras educativas. 02 – Realizar 03 Palestras: Envolvimento dos Pais na Aprendizagem dos Alunos / Drogas x Violência / Relação Pais e Filhos. 03 – Elaborar relatórios das Palestras. Estratégia 2.2 – Estabelecer estratégias intensas de comunicação e visão estratégicas da escola.. Meta 2.2.1 – Produzir 01 boletim informativo para expor o desempenho das ações da escola. 01 – Elaborar 01 boletim informativo anual. 02 – Adquirir 01 suporte de ferro fechado para TV de 21”. 03 – Adquirir 01 armário de aço com 03 portas. 04 – Adquirir 01 kit para pintura do prédio da escola. 05 – Adquirir mão de obra para pintura do prédio. 06 – Adquirir 01 kit de acessórios para cozinha. 07 – Adquirir 01 kit de material elétrico. 08 - Adquirir 01 kit de material hidráulico. 09 – Adquirir 01 kit de ferragens. Meta 2.2.2 – Promover 01 reunião bimestral com pais dos alunos com baixo desempenho. 01 – Elaborar cronograma das reuniões. 02 – Realizar reuniões bimestral com os pais dos alunos. 03 – Elaborar 01 documento contendo resultado. Meta 2.2.3 – Elaborar 01 boletim informativo das ações do ano letivo de 2012. 01 – Elaborar cronograma do boletim informativo. 02 – Realizar elaboração do boletim informativo. 03 – Elaborar 01 documento de avaliação das ações.

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5 AVALIAÇÃO DE PROJETO O trabalho com projetos é muito importante para o processo de ensino aprendizagem do aluno, pois trabalha de forma interdisciplinar abrangendo não só uma disciplina mais todas as disciplinas possíveis de se trabalhar. Para se trabalhar com projetos primeiro precisa-se fazer um diagnóstico dos problemas enfrentados na comunidade escolar a partir deste elaborar objetivos que possibilitem a melhoria deste problema. A avaliação da realização dos projetos trabalhados será através do registro dos objetivos que foram alcançados, em relação ao problema inicial. Depois será feito uma pesquisa com o corpo docente para saber se as habilidades propostas foram parcialmente ou totalmente alcançadas. Serão registradas também as ações e circunstancias que favorecem ou foram obstáculos ao alcance dos objetivos. Acreditamos que com esses levantamentos e também com observações diárias nas realizações dos projetos teremos feito um trabalho de qualidade voltado para o processo de ensino aprendizado levando mais qualidade para sala de aula, trabalhando de forma lúdica e prazerosa onde nossos alunos se sentiram estimulados a aprender. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL A escola juntamente com seus membros fará no termino de cada etapa, reuniões para avaliar as ações desenvolvidas e definidas do seu Projeto Político Pedagógico. Durante o ano letivo serão feitas reuniões com professoras, administração, representante de alunos, pais ou responsáveis, visando detectar os problemas e encontrar possíveis soluções para saná-los. Em cada reunião será discutida questão relevante ao melhoramento do processo educacional. AVALIAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DO PROJETO POLITICO PEDAGOGICO A avaliação e atualização do Projeto Político Pedagógico da Escola como um todo será realizada ao término de cada ano letivo, onde serão feitas todas as modificações necessárias para aprimorar à qualidade da educação. Para tanto, todos os participantes farão suas observações, intervenções e sugestões. CRONOGRAMA DE ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ANO MÊS PROCEDIMENTO RESPONSÁVEIS
Direção, Docentes e Funcionários Direção Quadro de Funcionários e Conselho Escolar Direção, Coordenação, Docentes e Funcionários

2009 FEVEREIRO Atualização do Projeto Politico Pedagógico 2010 FEVEREIRO Atualização do Projeto Politico Pedagógico 2010 2012 ABRIL AGOSTO Estudo do Projeto Politico Pedagógico Atualização do Projeto Politico Pedagógico

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REFERÊNCIAS

   

Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Nº 8.069/90) Lei de Diretrizes e Bases (Lei Nº 9.394/96) Resolução Estadual Nº 161 de 11 de Março de 1998 VEIGA, Ilma P.A. (org) O Projeto Político Pedagógico da Escola – Uma Construção Possível, 11º ed. – Campina: Papirus, 2000.

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ASSINATURA DOS PARTICIPANTES FUNÇÃO Diretora Coordenadora Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Professor(a) Funcionários(a) Funcionários(a) Funcionários(a) Funcionários(a) Funcionários(a) Funcionários(a) Estagiário(a) Estagiário(a) PARTICIPANTE
Claudijane Guedes da Silva Santos Flávia Rejane da Costa

ASSINATURA

Auxiliar de Secretaria Kelliana Maria Pereira dos Santos
Elijane Bezerra da Silva Sandra Cristina de Morais Silva Ana Claudia Rodrigues Lúcio Sara Regina de Morais Ana Carmém Lima dos Santos Shirley Tamara dos Santos Torres Ana Lúcia Silva Leite Ana Lúcia Ventura Cavalcante Thiago de França Amorim Eduardo da Silva Santos Claudia Ferreira de Lima Cicera Pereira de Lima Giselia Dantas Vieira Jacqueline Bezerra dos Santos Rita Maria Torres Alves Silvia Márcia de Oliveira Tavares Simone Garcez de Oliveira Noelma Freire dos Santos Veranice Araújo de Medeiros

CONSELHO EDUCACIONAL CARGOS Presidente Vice-Presidente Secretário(a) Tesoureiro(a) MEMBROS
Flávia Rejane da Costa Sílvia Márcia de Oliveira Tavares Cláudia Ferreira de Lima

ASSINATURA

Vice-Secretário(a) Claudijane Guedes da Silva Santos
Ana Lúcia da Silva Leite

Vice-Tesoureiro(a) Simone Garcez de Oliveira

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ANEXOS

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL ANA RITA DE CÁSSIA
RUA BOA VISTA, 46 – CENTRO – FONE: 3521-1839 ARAPIRACA – ALAGOAS PROJETO LEITURA E ESCRITA ANO: 1º ao 5º ANO. PERÍODO: Março à Dezembro de 2012. ELABORAÇÃO: Flávia Rejane da Costa
Claudijane Guedes da Silva Santos

Justificativa:  O Projeto visa que para aprender a ler, para gostar de ler, para ler bem, é preciso que os alunos sejam expostos a situações de leitura. É preciso que ouçam alguém lendo. E que eles mesmos leiam para que outros os ouçam, e entendam a leitura que fazem. É preciso que comentem o que ouviram e o que leram. O comentário força a leitura a ter sentido, e a não ser mera sucessão de sons provocados pela correta decodificação dos sinais sobre a página. Objetivo:  Refletir sobre erros de ortografia cometidos por um aluno, em uma redação, ensina quais são as hipóteses relativas à escrita feitas pelo autor do texto. Isso é importante para a professora, pois assim ela poderá entender melhor hipóteses que os alunos fazem em relação à escrita e, com isso, propor atividades mais adequadas à etapa de aprendizagem das crianças. Meta:  Reduzir o índice de alunos que não sabem ler nem escrever para 5% nas séries iniciais.

Desenvolvimento:  Trabalhar diariamente o processo de leitura e escrita.  Trabalhar com leitura compartilhada.  Construir textos – poemas, prosas e paródias.  Trabalhar com significado – dicionários.  Trabalhos em grupo, duplas e individual. Recursos:  Jogos paradidáticos, jornais, revistas, músicas, poesias, livros de leituras. Avaliação:  Através de atividades e relatórios bimestrais. Culminância:  Exposição dos trabalhos nas salas de aula e mural, apresentação no final da última etapa dos trabalhos. 43

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL ANA RITA DE CÁSSIA
RUA BOA VISTA, 46 – CENTRO – FONE: 3521-1839 ARAPIRACA – ALAGOAS PROJETO MEIO AMBIENTE TRABALHANDO DENGUE NA ESCOLA
ANO: 1º ao 5º ANO. PERÍODO: 2012 – Conscientização durante todo ano letivo ELABORAÇÃO: Flávia Rejane da Costa Claudijane Guedes da Silva Santos Apresentação:  A dengue é hoje um problema mundial de Saúde pública. Diante do número crescente de casos da dengue em nosso município precisamos criar nossas crianças em uma educação ambiental, para que elas se conscientizem à respeito da importância da prevenção e dos perigos dessa doença, de modo que se tornem agentes multiplicadores de informação à respeito da dengue. Justificativa:  A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e diante da epidemia de dengue em nosso município, criamos este projeto com a finalidade de conscientizar nossos alunos desde cedo contra essa doença tão grave, de modo que eles sejam capazes de se mobilizar e sensibilizar seus pais, parentes e vizinhos sobre a importância de prevenir os focos do mosquito “Aedes Aegyptis”. Abraçar esta campanha significa despertar à comunidade para o risco que correm ao não aderirem coletivamente na luta contra o mosquito causador da dengue. Objetivos:  Conscientização de ser parte integrante do meio ambiente.  Tornar-se agente no combate dos efeitos nocivos ao ambiente ecológico.  Conscientizar os alunos e seus familiares sobre a prevenção da doença.  Mobilizar os alunos no combate a dengue.  Estimular os alunos para que transmitam os conhecimentos aprendidos à família e toda comunidade.  Formar agentes multiplicadores de informações e orientações.  Conquistar mudanças de hábitos em relação ao destino do lixo, evitando, assim os criadouros.  Conscientizar e mostrar a importância de se manter os quintais das casas limpos, evitando os criadouros e proliferação dos mosquitos. Desenvolvimento:  Leituras de textos informativos.  Desenvolver atividades curriculares sobre o assunto.  Debates.  Palestras.  Realizar atividades com os alunos envolvendo as famílias.  Confecção de cartazes.  Músicas – Paródias.  Dramatizações.  Produção de textos.  Construção de gráficos usando dados sobre os casos da doença. 44

Recursos: • • • • • •

Textos informativos. Jornais. Panfletos. Revistas. Vídeos. Paródias.

Avaliação:  Todo o trabalho realizado especialmente durante o mês, também como o ano letivo contra a dengue será avaliado pela observação constante, pela participação dos alunos e serão apresentados e expostos na escola no dias da culminância do projeto.

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ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL ANA RITA DE CÁSSIA
RUA BOA VISTA, 46 – CENTRO – FONE: 3521-1839 ARAPIRACA – ALAGOAS PROJETO FESTAS JUNINAS ANO: 1º ao 5º ANO. PERÍODO: Junho 2010 – duração 20 dias ELABORAÇÃO: Flávia Rejane da Costa Claudijane Guedes da Silva Santos Justificativa:  O Projeto será realizado em cima do enriquecimento da criança quanto aos costumes das festas juninas. A todo o momento buscaremos com que os alunos convivam com textos diversos, levando-os a desenvolver a expressividade, tendo também como objetivo elevar o desempenho do ensino e aprendizagem e sua criatividade, buscando a interação e socialização entre alunos e funcionários, oportunizando situações de conhecimento social. Relevância:  Analisando o índice de alunos em dificuldade na leitura e escrita, achou-se importante durante o período do projeto, aperfeiçoar as didáticas e metodologias utilizadas em sala de aula favorecendo assim, o sucesso do aluno na escola e na vida. Objetivo Geral:  Desenvolver ações que venham melhorar o processo do ensino e aprendizagem, valorizando o conhecimento prévio do aluno. Objetivos Específicos:  Estimular a criatividade.  Resgatar o interesse pela cultura popular.  Valorizar a história das festas juninas, compreendendo seus aspectos sociais e religiosos.  Incentivar o trabalho em equipe.  Pesquisar sobre a cultura das festas juninas.  Desenvolver ritmo e compasso – músicas e danças.  Desenvolver a escrita através da leitura.  Socializar experiências vividas em outras festas juninas.  Valorização da troca de experiência com os colegas. Desenvolvimento:  Leitura de textos referentes a festas juninas  Trabalhar com músicas juninas.  Ensaiar danças para festas juninas.  Cruzadinhas.  Caça-palavras.  Confecção de convite para festa. 46

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Montagem de murais para sala e escola. Confecção de enfeites para escola – ornamentação. Trabalhar com receitas de comidas típicas. Trabalhar com preços dos produtos utilizados nas receitas. Conscientização do perigo de balões e fogos. Trabalho em grupo. Produção de textos. Ensaios da quadrilha.

Recursos didáticos:  Papel ofício, papel madeira, cartolina, papel seda, papel crepom, cola, tesoura, jornais e revistas, lápis hidracor, piloto, fita adesiva, cordão, barbantes, etc.  Diversidades de textos.  Músicas,  Jogos.  Mimeógrafo.  Vídeos.  Comidas. Avaliação: A avaliação é um procedimento sistemático e contínuo, que acontece ao longo de todo processo de aprendizagem. Será realizada através da participação e da aprendizagem dos alunos. O retorno da professora sobre o que elas aprenderam é importante em ema avaliação formativa do processo de aprendizagem. Semear a produção de conhecimento pode ser um ato individual da professora, mas a colheita dos frutos é um ato coletivo entre professora e seus alunos. Culminância:
Realização da Festa Junina com apresentação de danças e comidas típicas.

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