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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA - POSAGRO

ROSIANNE NARA THOMÉ BARBOSA

SELEÇÃO DE RIZOBACTÉRIAS VISANDO O CONTROLE BIOLÓGICO DA MURCHA-DE-ESCLERÓCIO EM TOMATEIRO (Solanum lycopersicum L.)

BOA VISTA RORAIMA - BRASIL 2009

ROSIANNE NARA THOMÉ BARBOSA

SELEÇÃO DE RIZOBACTÉRIAS VISANDO O CONTROLE BIOLÓGICO DA MURCHA-DE-ESCLERÓCIO EM TOMATEIRO (Solanum lycopersicum L.)

Dissertação apresentada ao programa de pós-graduação em Agronomia da Universidade Federal de Roraima, em parceria com a Embrapa Roraima, como pré-requisito para obtenção do título de Mestre em Agronomia, Área de Concentração Produção Vegetal.
Orientador (a): Pesquisador Dr. Bernardo de Almeida Halfeld Vieira

Boa Vista Roraima - Brasil 2009

Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação (CIP) B238s Barbosa, Rosianne Nara Thomé. Seleção de rizobactérias visando o controle biológico da murcha-de-esclerócio em tomateiro (Solanum lycopersicum L.) / Rosianne Nara Thomé Barbosa – Boa Vista, 2009. 44 f. : il Orientador: Dr. Bernardo de Almeida Halfeld Vieira. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Agronomia - POSAGRO, Universidade Federal de Roraima. 1 – Agronomia. 2 – Sclerotium rolfsii. 3 – Produção de inóculo. 4 – Métodos de inoculação. 5 – Fungo de solo. 6 – Antibiose. 7 - Ácido oxálico. I – Título. II – Vieira, Bernardo de Almeida Halfeld. CDU – 635.64

ROSIANNE NARA THOMÉ BARBOSA

SELEÇÃO DE RIZOBACTÉRIAS VISANDO O CONTROLE BIOLÓGICO DA MURCHA-DE-ESCLERÓCIO EM TOMATEIRO (Solanum lycopersicum L.)

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Agronomia da Universidade Federal de Roraima, em parceria com a Embrapa Roraima, como pré-requisito para obtenção do título de Mestre em Agronomia, Área de Concentração Produção Vegetal. Aprovada: 18 de março de 2009 _____________________________________________ Pesquisador Dr. Bernardo de Almeida Halfeld Vieira Orientador - Embrapa Roraima ___________________________________________ Pesquisadora Dra. Kátia de Lima Nechet Coorientadora - Embrapa Roraima ___________________________________________ Profa. Dra. Gisele Barata da Silva UFRA ___________________________________________ Prof. Dr. Jefferson Fernandes do Nascimento UFRR

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DEDICATÓRIA Aos meus queridos pais, Lázaro e Ivilete. Ao meu esposo, Antônio Maurício. Dedico.

Aos Engenheiros Agrônomos. Erwin João de Morais Lima. por sempre acreditarem mim e pelo constante apoio para esta conquista. Pecuária e Abastecimento. pela amizade e apoio na execução deste trabalho. pelo companheirismo. Ao Dr. Ao Ex-Secretário Adjunto de Estado da Agricultura. Aos amigos Samuel Carlos de Santana. Marta Cecília Mota de Macêdo Henchen e Roberto Carlos da Silva pela compreensão e constante apoio para a conclusão deste trabalho. às estagiárias Dayane Rodrigues Youssef e Larisse Carneiro Amorim. S. Wellington Costa Rodrigues do Ó. pelo auxílio nas coletas. . Ao Técnico em laboratório Giovanni Ribeiro de Souza. carinho e incentivo em todos os momentos do curso. Emerson Guedes dos Santos e Emerson Ricardo Vieira dos Santos e aos Técnicos em Agropecuária. pela excelente orientação. Lionésia da Silva Esbell e Shirlany Ribeiro de Melo. dedicação e amizade. Antônio dos Santos Lima. Mendes. Aos meus pais. Kátia de Lima Nechet. à mestranda Gabriela Queiroz Pelzer e ao estagiário Wellington Robson Soares Cizino de Paiva. paciência e compreensão. À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior – CAPES. dedicação.iii AGRADECIMENTOS À Deus. Dionísio Pereira Carlos. pelo Programa de PósGraduação em Agronomia. Antônio Alves de Oliveira e Vilson Silva Chaves. José Ferino da Rocha e Jainy Rouse Magalhães Gomes pelo fornecimento das plantas de tomateiro utilizadas neste trabalho. Aos membros da banca Profa. por aprovar o Programa de Pós-Graduação em Agronomia. À Universidade Federal de Roraima e Embrapa Roraima. Jefferson Fernandes do Nascimento pelas excelentes sugestões para a conclusão deste trabalho. Aos produtores rurais. Dr. paciência. À todos meu muito obrigada. Às amigas Cylles Zara dos Reis Barbosa. Evangelista Isidoro Ângelo. Bernardo de Almeida Halfeld Vieira e a Dra. Lázaro Barbosa e Ivilete Thomé Barbosa e ao meu esposo. Antônio Maurício da Silva Peixoto. Diego da Silva Barberena. Luís O. Gilmar Araújo. Dra. Gisele Barata da Silva e Prof. pela amizade e pelo consentimento para cursar o Mestrado em Agronomia. Aos demais professores do curso pelo empenho. Edijar Diniz da Silva.

Em abril de 2006.iv BIOGRAFIA ROSIANNE NARA THOMÉ BARBOSA. submetendo-se à defesa de monografia em 03 de junho de 2004. prestou concurso público no Governo do Estado de Roraima. foi admitida no curso de Pós-Graduação “lato sensu” em Recursos Naturais da Universidade Federal de Roraima. sendo empossada no cargo de Engenheiro Agrônomo em 06 dezembro 2006. filha de Lázaro Barbosa e Ivilete Thomé Barbosa. foi admitida no curso de Mestrado em Agronomia da Universidade Federal de Roraima. Em março de 2007. submetendo-se à defesa de dissertação em 18 de março de 2009. submetendo-se à defesa de monografia em 18 de agosto de 2006. Em outubro de 2002. Em janeiro de 2003. foi admitida no curso de Pós-Graduação “lato sensu” em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Roraima. pela Universidade Federal de Roraima. nasceu em 16 de fevereiro de 1979. concluiu o curso de graduação em Bacharel em Agronomia. em Boa Vista-RR. . Em maio de 2005.

L-1 incorporados ao solo e 2. havendo perspectivas do uso de microrganismos antagônicos. fungo de solo. já que medidas convencionais não apresentam eficiência satisfatória.L-1 de solo é a concentração e o tipo de inóculo ideal para a inoculação do patógeno. O presente trabalho foi realizado com o objetivo de selecionar rizobactérias que promovam o controle da murcha-de-esclerócio sem afetar o crescimento das plantas de tomateiro e verificar se o mecanismo de antibiose e a inibição da difusão do ácido oxálico têm relação com a capacidade de controle. O uso de rizobactérias é uma das alternativas viáveis no controle de doenças e na redução ou substituição do uso de defensivos químicos no controle de doenças de plantas.v BARBOSA. métodos de inoculação. o isolado 38291 foi o único a restringir o desenvolvimento do patógeno in vitro por meio de antibiose e de controlar a murcha-de-esclerócio in vivo. sem a incitação de ferimentos em plantas de tomateiro. e os melhores isolados foram reavaliados em três experimentos.). produção de inóculo. depositados na superfície do solo. Seu controle é difícil. Palavras-chave: Sclerotium rolfsii. antibiose. ácido oxálico. Rosianne Nara Thomé. 8 e 16 g de arroz colonizado. 4. Os resultados obtidos demonstram que: a incorporação de 8 g de arroz colonizado. sem atividade detectável in vitro. 44 p. 2009. foram realizados previamente utilizando-se 2. sem incitação de ferimentos. Dissertação de Mestrado / Dissertação de Mestrado em Agronomia – Universidade Federal de Roraima. principalmente causadas por patógenos de solo. Seleção de rizobactérias visando o controle biológico da murcha-de-esclerócio em tomateiro (Solanum lycopersicum L. A seleção de rizobactérias foi realizada em casa de vegetação através de seis ciclos de seleção massal. 4. Os isolados 31233. Todos os isolados também foram avaliados por testes de antibiose e inibição da difusão do ácido oxálico in vitro. Boa Vista. 32238. utilizando-se como variáveis a severidade da doença. .. altura e matéria seca das plantas. 6 e 8 escleródios ou discos de micélio. 33282 e 41296 promoveram controle da murcha-de-esclerócio em casa de vegetação. RESUMO A murcha-de-esclerócio causada por Sclerotium rolfsii é uma das mais importantes doenças do tomateiro em regiões tropicais. Ajustes metodológicos para indução da murcha-de-esclerócio. 2009.

Dissertação de Mestrado em Agronomia – Universidade Federal de Roraima. The aim of this work was select rhizobacteria capable to control the southern blight with no effect on tomato growth and investigate the correlation of antibiosis mechanism and inhibition of oxalic acid diffusion with the control of disease. oxalic acid. 2009. Keywords: Sclerotium rolfsii.). The use of rhizobacteria is one of viable disease control and on reduction or replace for the chemical products on plant disease control. The results demonstrated that the mixed of 8 g of colonized rice. 4. 32238.L-1 on the soil is the best concentration and inoculum source for the pathogen inoculation with no wounds. The 31233. meanly that caused by soil pathogen.vi BARBOSA. the 38291 isolate was the only to restrict the pathogen development in vitro through antibiosis and to control the southern blight in vivo. . inoculum production. soil inhabiting fungi. 6 e 8 sclerotia or micelial discs deposited on soil surface. 4. antibiosis. 2009.L-1 mixed on soil and 2. 33282 e 41296 isolates promoted control of southern blight on greenhouse conditions with no activity detected in in vitro assays. 8 e 16 g of colonized rice. Boa Vista. Selection of rhizobacteria to the biological control of southern blight in tomato (Solanum lycopersicum L. Rosianne Nara Thomé. ABSTRACT The southern blight caused by Sclerotium rolfsii is one of the most important diseases of tomato in tropical countries. inoculation methods. The control is difficult and it is possible to use antagonist microorganisms. Methodological adjustments for induction of southern blight with no plant wounds were preview performed using 2. The selection of rhizobacteria was performed on greenhouse through six cycles of massal selection and the best isolates were revaluated in three experiments using the disease severity and plant growth as variables. once conventional controls are not efficient. All the isolates were evaluated for antibiosis tests and inhibition of oxalic acid diffusion in vitro.

..............................................................................................................13  3......................6  2.....................4............4 Seleção massal .......4 MATERIAL E MÉTODOS ........................................................19 4 ARTIGO B: SELEÇÃO DE RIZOBACTÉRIAS VISANDO O CONTROLE BIOLÓGICO DA MURCHA-DE-ESCLERÓCIO (Sclerotium rolfsii) EM TOMATEIRO.......................................................................7  2.......................................36  REFERÊNCIAS..............................................................................................................................20  4.......................................................9  2.............................................35 5 CONCLUSÕES GERAIS .......................4.................................6 CONCLUSÕES .............1.....................4  2.....................4 MATERIAL E MÉTODOS ..............23  4.......1.................................4..........25 4...................................................3 Testes de antibiose e supressão da difusão do ácido oxálico................37  .....................................12  3...........14  3.........................................................5 RESULTADOS E DISCUSSÃO..................................................................................................2 Isolamento das rizobactérias........4...................................2 ABSTRACT ..............................................................1 Coletas de plantas de tomateiro..............................23  4.....3  2...................................................................................................12  3.................. ............................................................................................................................20  4........................................5 RESULTADOS E DISCUSSÃO......................................................3 Indução de resistência sistêmica......................................................................................................3 INTRODUÇÃO ..........1 RESUMO....27  4....................................................................................1 RESUMO...................................................................5 Confirmação da efetividade das rizobactérias selecionadas ...........................................................23  4.12  3.............8  2..............................................vii SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..............................................3  2...........................4...................................4 RIZOBACTÉRIAS ........2 Sclerotium rolfsii Sacc..............................................................................4............24  4........4...............1 O TOMATEIRO .............3 MURCHA-DE-ESCLERÓCIO..........1 2 REFERENCIAL TEÓRICO..................................................................21  4..16  3..............................................6 CONCLUSÕES ...........8  2.......3 INTRODUÇÃO .................................................................20  4.............................................24  4........................................................................4...........................................................4.....................................................................................1..............2 Competição ............................................2 ABSTRACT .......................................................10 3 ARTIGO A: MÉTODO DE INOCULAÇÃO DE Sclerotium rolfsii EM TOMATEIRO .....................1 Mecanismos de antagonismo das rizobactérias.......................1 Antibiose.........................................................

.... Total)................... Valores médios da Altura....5.... S. da Matéria Seca Total (M...... severidade final e área abaixo da curva do progresso da doença (AACPD) em plantas de tomateiro colonizadas por diferentes isolados de rizobactérias....................5............ S............................... Matéria Seca da Raiz (M. Valores médios da severidade inicial da doença............5... 17 Tabela 4..................viii LISTA DE TABELAS Tabela 3......1 30 Tabela 4................................ S.. Raiz) e Matéria Seca da Parte Área (M.2 33 ... Parte Aérea) de plantas de tomateiro inoculadas com diferentes isolados de rizobactérias................1 Comparação das dissimilaridades estatísticas das retas realizada por teste t para os valores de intercepto e do coeficiente angular da reta.

......1.........5.... Figura 4.ix LISTA DE FIGURAS Figura 3.1........... rolfsii por rizobactérias. Figura 4.........2...................... Incidência da murcha-de-esclerócio em função da concentração de grãos de arroz colonizados.5....... Supressão da difusão do ácido oxálico por rizobactérias... 16 27 27 ..........5.... Redução do crescimento micelial de S.

São Paulo e Minas Gerais são os maiores produtores de tomate no país. uma vez que provoca perdas na produção. 2003). o Brasil se destacou como nono produtor mundial de tomate. em conseqüência da redução do estande durante o ciclo da cultura (CHAVES e COSTA. Em 2007. em aproximadamente 57 mil hectares (FAO.. a mesma está sujeita ao ataque de uma grande diversidade de patógenos. e. causada por Sclerotium rolfsii Sacc. como a solarização do solo e o uso de espécies de microrganismos antagonistas (AGRIOS. com produção estimada de 5.1 1 INTRODUÇÃO O tomateiro (Solanum lycopersicum L. portanto estar distribuída em quase todos os Estados. sendo. adubação com fertilizantes amoniacais. Dentre as doenças fúngicas. 2005). aplicação de fungicidas ao solo promovem apenas o controle parcial da doença. medidas de controle como rotação de cultura. 2007). Por ser uma das culturas mais cultivadas no Brasil. No Brasil. 2004) e se tornou uma das atividades mais importantes na economia brasileira. a murcha-de-esclerócio. tanto pelo seu valor econômico quanto por gerar inúmeros empregos (CARVALHO et al. em alguns casos. . Os estados de Goiás.268 toneladas (IBGE. A murcha-de-esclerócio é uma doença extremamente difícil de ser controlada (SERRA e SILVA. 1994). e.. 1999).89% da produção nacional. denominadas escleródios (CARDOSO. essa cultura foi introduzida no final do século XIX por imigrantes europeus (ALVARENGA. sendo os fungos os maiores responsáveis pelas doenças que ocorrem no tomateiro (LOPES e SANTOS. Os demais estados brasileiros são responsáveis pelos 42. é uma das mais importantes em regiões tropicais.10% restantes da produção. 2005). do crescimento prolífico do fungo e da produção de estruturas de resistência. em função da ampla gama de hospedeiros. Na região Norte. 2007).) é uma das hortaliças mais cultivadas (CARVALHO et al. com uma produção em torno de 3.. 2007). 2002) e consumidas no mundo. aração profunda. aplicação de calcário. portanto considerada uma cultura de grande importância econômica (FERNANDES et al. Em função disso. Roraima se destacou como o terceiro maior produtor de tomate.3 milhões de toneladas. 1990). Algumas medidas de controle têm sido implementadas. respondendo juntos por 57.

referente ao controle biológico. Assim. e de não haver implementado o uso prático. Esses antagonistas são bactérias de solo que colonizam raízes e promovem o aumento no crescimento dessas plantas. competição por substrato. Além disso. Além de determinar tipo e concentração de inóculo mais adequados para induzir a murcha-de-esclerócio. 2006). diante da importância que a murcha-de-esclerócio representa para a cultura do tomateiro no Brasil.2 Dentre os microrganismos antagônicos. . parasitismo e indução de resistência sistêmica do hospedeiro (KOKALIS-BURELLE et al. se inclui a antibiose. Dentre esses. as rizobactérias promotoras de crescimento de plantas são atualmente os mais estudados e com potencial para serem utilizados na agricultura (ZAGO et al. o presente trabalho foi realizado com o objetivo de selecionar rizobactérias que promovam o controle da murcha-de-esclerócio. através de rizobactérias promotoras de crescimento de plantas. Portanto. as rizobactérias se utilizam de diversos mecanismos específicos para promover a supressão de patógenos. sem provocar ferimentos em plantas de tomateiro. 2000).. investigando se a supressão da difusão de ácido oxálico e o mecanismo de antibiose estão relacionados com a capacidade de controle.. torna-se relevante conhecer o efeito destas bactérias sobre essa doença. sem restringir o crescimento das plantas de tomateiro.

Os frutos são consumidos tanto in natura quanto na forma industrializada. o tomateiro foi introduzido na Europa. ao valor nutricional. sendo considerada uma cultura de grande importância econômica (FERNANDES et al. devido a fatores. de uma região compreendida entre o Equador e o Norte do Chile.. África e Oriente Médio. Os primeiros a domesticá-lo e cultivá-lo foram os povos das antigas civilizações mexicanas (KRONKA. Recentemente.. a menor perecibilidade quando comparado a outras hortaliças e a possibilidade de processamento industrial (KRONKA.3 milhões de toneladas. Roraima apresentou um aumento da área cultivada . 2005). desde o nível do mar até 2. foi introduzido no final do século XIX por imigrantes europeus (ALVARENGA. em aproximadamente 57 mil hectares (FAO. tanto pelo seu valor econômico quanto por gerar inúmeros empregos (CARVALHO et al.000 m de altitude (GOMES.10% restantes da produção (IBGE. é uma das hortaliças mais cultivadas (CARVALHO et al.3 2 REVISÃO DE LITERARURA 2. 2002) e consumidas no mundo. respondendo juntos por 57.) é uma solanácea originária da América do Sul. 2006).. Os demais estados brasileiros são responsáveis pelos 42. No Brasil. distribuiu-se o tomate silvestre para outras partes da América do Sul e do México (NAIKA et al.1 O TOMATEIRO O tomateiro (Solanum lycopersicum L. Em 1544. o Brasil destacou-se como nono produtor mundial de tomate. 2007). com uma produção em torno de 3. sendo mais tarde. 2004). como por exemplo.. 2004). Os estados de Goiás. 2003). sendo encontrado na forma silvestre ou cultivado. Em 2007. 2007). 2007). 2004) e a cultura se tornou uma das mais importantes na economia brasileira. Atualmente. a versatilidade de uso. disseminado da Europa para a Ásia meridional e oriental. São Paulo e Minas Gerais são os maiores produtores de tomate no país.89% da produção nacional. Nos últimos anos.

o que elevava demasiadamente os preços para o consumidor. as causas de queda de safra são ataques de pragas e doenças.4 e da produção de tomate.. ocorre amplamente em Roraima e tem sido frequentemente observada. causando danos principalmente em cultivos de tomateiro e pimentão. 1999). rolfsii). 1974). Frequentemente. Segundo Halfeld-Vieira et al. frequentemente estéril. ocasionado pelo baixo nível tecnológico na condução da cultura. Atualmente. a murcha-de-esclerócio (S. Contudo. O fungo predomina em regiões de clima tropical e subtropical do mundo. destacando-se. o Estado conta com produção estimada de 5. 2. habitante de solo. Neste tipo de parasitismo.268 toneladas.2 Sclerotium rolfsii Sacc. tratos culturais. 2007). (2006) dentre as doenças da cultura diagnosticadas no Estado. é um fungo polífago (CHAVES e COSTA. o patógeno mata o tecido da planta antes da penetração e causa grandes danos ao hospedeiro (LUTRELL. como o terceiro maior produtor de tomate da região Norte (IBGE. 2006). Os escleródios são formados por uma . a demanda local por essa hortaliça não era atendida devido à baixa produtividade do Estado em relação à média nacional. obtidas de uma área plantada de 449 hectares. Mesmo com o alto preço no mercado local. 2003). capaz apenas de formar uma estrutura de resistência denominada escleródio (AGRIOS. o cultivo do tomate em Roraima enfrenta entraves devido às exigências da cultura. que exerce parasitismo do tipo necrotrófico. no ano de 2007. Este patógeno produz um abundante e espesso micélio branco. 2005). Consequentemente. adubação inadequada e uso de variedades não adaptadas à região (LUZ et al. até recentemente.. Sclerotium rolfsii Sacc. o mercado local era suprido com importações de outros centros produtores. 2002). o que permitiu ao Estado reduzir a dependência do produto proveniente do mercado externo (HALFELD-VIEIRA et al. onde as condições de temperaturas e umidades do ar elevadas favorecem o desenvolvimento e a sobrevivência do patógeno (MARTINS.

2001). principalmente. melancia. batata doce.5 massa compactada e melanizada de micélio (BLUM et al.. 1997).6 (CHAVES e COSTA. 2004). Estas enzimas são as responsáveis pela degradação dos tecidos (DEACON. algodão. 2001). Dentre estes hospedeiros. cenoura. que inicialmente se apresentam brancas e posteriormente tornam-se marrons (INSTITUTO BIOLÓGICO DE SÃO PAULO. 2005) e pH em torno de 5. tomate. s. alface. alho. rolfsii tem como gama de hospedeiros cerca de 500 espécies de plantas cultivadas no mundo (ALMEIDA et al. feijão. solos com pH em torno de 7 promovem a inibição da germinação dos escleródios (PUNJA.. . presente no tecido da planta afetada. S.. o patógeno sobrevive no solo e em plantas doentes por longos períodos sob condições adversas. sendo a grande maioria espécies dicotiledôneas (ADANDONON. à produção de ácido oxálico e de enzimas degradadoras de parede celular (ALMEIDA et al. ao seu rápido crescimento.. Através dos escleródios. 1999). 1985). 2002). São estruturas esféricas com diâmetro de aproximadamente 2 mm. beterraba. e propicia a ação de enzimas pectolíticas. que internamente é rico em glicogênio. estão incluídos milho. pois possui a capacidade de resistir à degradação química e biológica (ABO ELLIL. Entretanto. 1999) são condições ideais para seu desenvolvimento. 1992).d). banana. mas pode se desenvolver em uma faixa de temperatura que varia de 8 a 40 ºC (PUNJA. A faixa de temperatura ideal para o seu crescimento vegetativo e formação de escleródios varia entre 27 e 30 ºC. lipídeos e trealose (DEACON. O ácido oxálico produzido durante o processo de parasitismo se combina com o cálcio. A ampla gama de hospedeiros do fungo se deve. Temperaturas abaixo de 0 ºC e acima de 50 ºC por longos períodos promovem a degradação dos escleródios (ADANDONON. manga e abacaxi (FERREIRA e BOLEY. 2004). O fungo se desenvolve em diferentes tipos de solos e variações de pH. sendo que a umidade do solo entre 25 e 35% (CORTEZI et al. 1985). café. repolho. 1997).

as mudas são mais suscetíveis e morrem logo após a infecção (FERREIRA e BOLEY.6 2. A disseminação da doença no campo ocorre por meio do solo. denominadas escleródios (CARDOSO. Com o progresso da doença. 1999. A murcha-de-esclerócio surge geralmente em pequenas reboleiras ou em plantas isoladas (LOPES e ÁVILA. através de lesões marrons e aquosas. os quais se desintegram em uma podridão mole (LOPES e SANTOS. em alguns casos. 2005). adubação com fertilizantes amoniacais. aplicação de calcário. onde pode ser observado um micélio cotonoso branco com ou sem escleródios (LOPES e ÁVILA. a doença também ocorre em frutos que entram em contanto com solo contaminado. produzem escurecimento e podridão do caule. do crescimento prolífico do fungo e da produção de estruturas de resistência. 1990). 2005). vento e. 2003). aração profunda. Os primeiros sintomas surgem no colo da planta. 2003). 2005) e ocorre tanto em mudas como em plantas adultas. Com o desenvolvimento da doença.. ocorre o amarelecimento das folhas inferiores e posteriormente das folhas superiores. rolfsii é responsável pela ocorrência de uma importante doença: a murcha-de-esclerócio. 1992). e. possivelmente por sementes (FERREIRA e BOLEY. Do mesmo modo. ferramentas e mudas contaminadas. 1992). 2005). aplicação . essas lesões avançam. Esse estrangulamento ocasiona murcha e seca na parte aérea. A murcha-de-esclerócio é uma doença extremamente difícil de ser controlada (SERRA e SILVA. Essa doença ocasiona sérias perdas de produção nas plantas infectadas. água.3 MURCHA-DE-ESCLERÓCIO Uma vez estabelecido na planta S. Em função disso. em função da ampla gama de hospedeiros. causando a destruição do córtex e da raiz principal. ocorre o estrangulamento do colo das plantas afetadas (BLUM et al. EMBRAPA RONDÔNIA. em alguns casos. Em geral.. 1994). medidas de controle como rotação de cultura. Consequentemente. provocadas pela redução do estande durante o ciclo da cultura (CHAVES e COSTA. queda de folhas e consequentemente a morte da planta (BLUM et al.

Seldin & Döbereiner 1986. Rhizobium Frank 1889. somente após os trabalhos de Kloepper e Schroth. Os últimos são utilizados para o tratamento de sementes ou órgãos propagativos cultivados em campos infestados pela doença. promovendo o aumento no seu crescimento. usando-se Azotobacter chroococcum. em que os autores comprovaram a capacidade das rizobactérias em promover o crescimento e a bioproteção de plantas. Entretanto. com batata e rabanete. 2006). em baixos níveis. Streptomyces Waksman e Henrici 1943.4 RIZOBACTÉRIAS As pesquisas com rizobactérias não simbióticas foram iniciadas com o objetivo de aumentar o crescimento e o rendimento das plantas. Baldani. A redução na severidade da doença.. Bacillus megaterium e outras espécies do gênero Bacillus. As principais rizobactérias promotoras de crescimento de plantas são as Pseudomonas spp. Segundo Zago et al. Acetobacter Beijerinck 1898. Agrobacterium radiobacter (Beijerinck & van Delden 1902) Conn 1942. em 1978. 2. Enterobacter cloacae e Burkholderia cepacia (Palleroni e Holmes .7 de fungicidas como PCNB ao solo promovem apenas o controle parcial da doença. emend Young. tais medidas ainda estão em fase experimental (AGRIOS. espécies de Bacillus Cohn 1872. Contudo. Essas investigações começaram em 1885 na Rússia e na Ucrânia. e que utilizam de diversos mecanismos específicos para promover a supressão de patógenos (KOKALIS-BURELLE et al. (2000) atualmente as rizobactérias promotoras de crescimento de plantas são os microrganismos antagônicos mais estudados e com potencial para serem utilizados na agricultura. Bradyrhizobium. Migula 1894. tem sido obtida pela solarização do solo e pelo uso de espécies de microrganismos antagonistas. 1996). 2005). Herbaspirilum Baldani. é que foi estabelecido o conceito de rizobactérias promotoras de crescimento de plantas (LUZ. Martinez-Romero. Kerr e Sawada 2001a. Kuykendall. Rizobactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias de solo que colonizam raízes de plantas.

4.. 2006).1. entre outros. principalmente na ausência dos microrganismos patogênicos. bacteriocinas e antibióticos. Yano. parasitismo. inibindo a germinação e crescimento ou inativando a célula por toxicidade química (SILVEIRA. fungicidas ou micostáticos e nematicidas. ou de forma indireta.1 Antibiose É uma interação entre organismos na qual um ou mais metabólitos produzidos por um organismo tem efeito nocivo sobre o outro (BETTIOL. exercidos pelas rizobactérias promotoras de crescimento de plantas podem ser conseguidos de forma direta através do estímulo ao crescimento da planta. Hashimoto. 1991). A promoção direta do crescimento das plantas através das rizobactérias ocorre por meio da produção de ácido cianídrico. Os efeitos benéficos. enzimas como a ACC-deaminas. fixação do nitrogênio e aumento da absorção pelas raízes. 2004). 2004). 2.. Apesar dessa divisão.8 1981 ex Burkholder 1950) Yabuuchi. Os antibióticos são compostos orgânicos de baixo . Kosako.4. aumentando assim suas chances de sucesso (BETTIOL. Fe+3 e outros nutrientes. indução de resistência e proteção cruzada (MARIANO et al. 1991). o agente de controle biológico pode atuar através de mais de um mecanismo de interações antagonistas. mineralização de nutrientes. Ezaki e Arakawa 1993 (MARIANO et al.1 Mecanismos de antagonismo das rizobactérias 2. Oyaizu. 2001). solubilização de fosfatos. são produzidos compostos bactericidas. através da proteção microbiológica (BERNADES. fitormônios. A promoção indireta do crescimento ocorre quando as rizobactérias atuam como agentes de controle biológico através da produção de ácido cianídrico. competição por espaço. Hotta. Na antibiose.

são deletérios ao crescimento ou às atividades metabólicas de outros organismos (FRAVEL.4. pioluteorinas. como as tropolonas. 2.. sendo responsável. 1991).4 diacetilfloroglucinol têm sido isolados. pelos três elementos essenciais para a maioria dos patógenos: carbono. Rizobactérias com alta afinidade por ferro possuem a capacidade de inibir patógenos nos solos com a restrição desse nutriente (BRUNETTA. Uma grande variedade de antibióticos como fenazinas. em baixas concentrações. Segundo Brunetta (2006) a eficácia no controle de patógenos através dos antibióticos depende da suscetibilidade da população do patógeno-alvo. principalmente. Assim. espaço e oxigênio (BETTIOL.2 Competição Competição é a interação entre dois ou mais organismos empenhados na mesma ação por alimento (nutrientes). 1988). parecem ser derivados do ácido corísmico. (1996) bactérias do gênero Pseudomonas fluorescentes são os principais microrganismos que apresentam a competição . observado pela introdução de bactérias (WELLER. um intermediário da rota do ácido chiquímico.9 peso molecular que. Segundo Buysens et al. junto com os sideróforos e o ácido hicrociânico (HCN). têm amplo espectro de ação.1. por um pequeno coeficiente no biocontrole. principalmente de diferentes estirpes de Pseudomonas spp. 2006). tropolonas. Alguns compostos. A competição por nutrientes fornecidos por raízes e exsudados de sementes ocorre na maior parte das interações entre bactérias e patógenos nas raízes. pelo menos. 2000). 1988). o que pode não ser desejável por eliminar outros organismos benéficos (ZAGO et al. A competição por espaço se dá. 1990). pirrolnitrinas. pela ocupação dos sítios de colonização e a competição por nutrientes. a introdução de diferentes isolados de rizobactérias que produzem antibióticos e que diferem no modo de ação. pode resultar num controle mais eficaz e reduzir a inconsistência do controle. piocianinas e 2. nitrogênio e ferro (PAULITZ. Estes. do solo.

Esses eliciadores agem como sinais e acionam genes codificadores de compostos de defesa. tanto para a germinação dos esporos. 2. moléculas constituintes da célula bacteriana ou por ela sintetizada atuam como eliciadores. A inoculação de plantas com rizobactérias supostamente previne ou reduz o estabelecimento de microrganismos deletérios nestes locais (SUSLOW. quanto para os processos de pré-infecção radicular do agente patogênico (BRUNETTA.10 pelo Fe+3. lignificação. 2006). Além disso. 2003).. acúmulo de fitoalexinas. A indução de resistência sistêmica está diretamente ligada a alterações bioquímicas e estruturais na planta (SOTTERO. 1982). 1998). 2000). Indução de resistência sistêmica é o aumento da capacidade de defesa da planta contra diversos patógenos após estimulação apropriada. Vários processos bioquímicos como o aumento da produção das proteínas solúveis em ácido. a indução de resistência sistêmica (VAN LOON et al. realizada por sideróforos.1. A exclusão de nicho é potencialmente outro importante mecanismo de antagonismo de patógenos por rizobactérias. a quantidade de carbono e nitrogênio disponíveis. estímulo da atividade da peroxidase e cadeia lateral antigênica-O de lipossacarídeos de membrana externa são propostos como mecanismos para indução de resistência sistêmica das plantas por rizobactérias (ZAGO et al. . tornando-a mais resistente.4.3 Indução de resistência sistêmica Quando uma rizobactéria coloniza a raiz. havendo. 1988). ácido salicílico em baixa concentração de ferro. assim. devido à abundância em exsudados radiculares nessas áreas. Espaços intercelulares e pontos de emergência das raízes laterais são locais favoráveis à colonização por muitas espécies de patógenos. grandes populações dessas bactérias estabelecidas em plantas e raízes podem permanecer parcialmente imersas em nutrientes na rizosfera (WELLER. assim. restringindo.

11 Além da peroxidase.3-glucanase e chitinase. . o intervalo de tempo entre o tratamento indutor e a inoculação do patógeno.. o tratamento indutor. O incremento na atividade e concentração dessas enzimas depende principalmente do agente indutor. das condições fisiológicas e do patógeno (SILVA et al. fenilalaninaamônia-liase. β-1. Segundo Bernardes (2006) o desempenho da indução de resistência sistêmica pode variar com a idade da planta. o estado nutricional das plantas e as diferentes cultivares em relação ao indutor de resistência. as condições de cultivo. 2004). um significativo número de outras enzimas é associado à indução de resistência sistêmica. os fatores ambientais. mas também do genótipo da planta. lipoxigenase. como por exemplo.

4.1 RESUMO O objetivo deste trabalho foi determinar o tipo e concentração de inóculo mais adequados para induzir a murcha-de-esclerócio. 8 and 16 g of colonized rice grains. 4. 2. murcha-de-esclerócio. soilborne fungi. entretanto. . A deposição de discos de micélio e escleródios não ocasionaram a incidência da doença. 6 e 8 escleródios ou discos de micélio depositados na superfície do solo. Palavras-chave: Solanum lycopersicum. inoculum production. sem provocar ferimentos em plantas de tomateiro. however. 8 g de arroz colonizado. Deposition of mycelium disks or sclerotia no result in disease. INOCULATION METHODS OF Sclerotium rolfsii IN TOMATO 3.L-1 soil demonstrate to be the suitable concentration and inoculum source to induce southern blight with no wound induction in tomato plants. 4. with no induced wounds. 8 e 16 g de arroz colonizado. produção de inóculo.L-1 de solo demonstrou ser a concentração e o tipo de inóculo ideal para experimentos que visem a inoculação do patógeno sem incitação de ferimento.L-1 incorporados ao solo. 4.L-1 soil. The performed treatments consisted by 2. Keywords: Solanum lycopersicum. 6 and 8 sclerotia or mycelium disks deposited in soil surface.2 ABSTRACT The objective of this work was to determinate the source and inoculum concentration suitable to induce southern blight symptoms in tomato plants. fungo de solo. southern blight. 2. 8 g of colonized rice grains. Os tratamentos foram: 2.12 3 ARTIGO A: MÉTODO DE INOCULAÇÃO DE Sclerotium rolfsii EM TOMATEIRO 3.

. Apesar da sua importância.. Os métodos usados por diferentes autores têm sido utilizados sem critérios. 2006) e a deposição de discos de micélio diretamente no colo da planta (PRATT e ROWE. 2005) que predomina em regiões de clima tropical e subtropical. BLUM et al. o presente trabalho foi realizado com o objetivo de determinar qual o tipo e concentração de inóculo mais adequados para induzir a murcha-deesclerócio. Alguns induzem condições altamente propícias à infecção pelo patógeno. 2005. 2002). podridão radicular e murcha em mais de 500 espécies de plantas cultivadas no mundo (PUNJA. Outros usam fontes ricas em carbono para promover a infestação do solo com inóculo do fungo. 2002). havendo diversas variações nos procedimentos de inoculação. Portanto. ou diretamente em ferimentos provocados nas plantas (DANTAS et al. e ocasiona tombamento. visando o estabelecimento das condições experimentais adequadas para expressão dos sintomas típicos. em condições mais próximas às que ocorrem em campo.. sem provocar ferimentos em plantas de tomateiro. FLORES-MOCTEZUMA et al. induzindo a ocorrência da doença sem causar ferimentos (FALCÃO et al..13 3. 1985). como deposição de escleródios sobre ou junto às sementes (MATSUMOTO et al. . 2000. a definição de um método para inoculação da doença. 1974) Sclerotium rolfsii Sacc. 2003)..3 INTRODUÇÃO A murcha-de-esclerócio causada pelo fungo de solo (LUTRELL. é uma doença de difícil controle (AGRIOS. não está estabelecida.

em regime de fotoperíodo de 12 horas. com 2. Posteriormente. Já as colônias do fungo foram mantidas nas placas para. Grãos de arroz beneficiados foram submersos em água destilada por duas horas e em seguida autoclavados a 120 ºC durante 20 min. posteriormente. segundo metodologia adaptada de Serra e Silva (2005). serem retirados os discos de micélio.5 L. Santa Clara foram semeadas em bandejas de isopor com substrato Plantmax®. com temperatura controlada a ±28 ºC. sendo transplantadas com raiz nua para vasos plásticos de 0. por . 4. A infestação do solo com escleródios e discos de micélio foi feita depositando-se os propágulos sobre a superfície do substrato a um centímetro da planta. 6 ou 8 propágulos por tratamento. Os escleródios foram retirados das colônias e transferidos para placas de Petri esterilizadas. RR. Mudas de tomateiro da cv. escleródios e discos de micélio. Brasil. durante sete dias em incubadora a ±25 ºC. em regime de fotoperíodo de 12 horas. rolfsii 258. 8 ou 16 g. nas concentrações de 2. crescidas em placas de Petri. durante sete dias em incubadora a ±25 ºC. contendo solo esterilizado quando apresentavam duas folhas compostas. Boa Vista. no Laboratório de Fitopatologia e em casa de vegetação. obtido do pimentão e mantido pela Coleção de Fungos Fitopatogênicos da Embrapa Roraima. 4. rolfsii. na Embrapa Roraima. os grãos já se encontravam colonizados em sua totalidade. Os grãos de arroz colonizados foram incorporados e homogeneizados ao solo antes do transplante das mudas.4 MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi conduzido no período de maio a junho de 2007. Após sete dias. Para ajustar a concentração de inóculo ideal para causar o máximo de incidência de doença. por meio de discos de micélio de 0. foram utilizados grãos de arroz colonizados. com meio de cultura Batata-Dextrose-Ágar (BDA).5 cm em placas de Petri com BDA. foram distribuídos sobre colônias de S.14 3. Como padrão. A produção dos escleródios e discos de micélio foi feita mediante o cultivo do patógeno. foi usado o isolado de S.L-1 de solo.

As avaliações foram realizadas diariamente até 14 dias após a inoculação. Os resultados foram analisados por análise de regressão (MADDEN et al. 2007) utilizando-se os pacotes estatísticos SigmaPlot 8. Após a infestação.02 e Microsoft Excel 2000. .. Foram utilizadas oito plantas por tratamento e as testemunhas foram constituídas por discos de BDA e grãos de arroz não colonizados.15 tratamento. As variáveis avaliadas foram: incidência de plantas com sintomas aos 14 dias após a infestação do solo e período de incubação. o solo foi irrigado uma vez ao dia.

1 observa-se que as concentrações de inóculo de 8 g e 16 g de arroz colonizado.L-1 há uma tendência de estabilização da curva.2877*x)). mantendo-se os resultados de insucesso destes propágulos como fonte de inóculo para as condições experimentais.Incidência da murcha-de-esclerócio em função da concentração de grãos de arroz colonizados. A incidência da doença em função da concentração de inóculo no solo foi ajustada ao modelo monomolecular (HARTMAN et al.. atingindo o valor máximo de incidência da doença. A comparação das dissimilaridades estatísticas das retas realizada por teste t (NUTTER Jr.1). Este parâmetro indica a estimativa da incidência inicial da doença. Na Tabela 3..5.2748*(1-exp(-0..2877*x)) Concentração de grãos de arroz colonizados (g. segundo a equação: y= 96. Verifica-se que a partir da concentração de inóculo de 8 g. MADDEN et al. 1997.1 .5.L-1 de solo.2748*(1-exp(-0. Incidência da murcha-de-esclerócio (%) y= 96. demonstrou diferenças entre os valores de intercepto. Os experimentos com a deposição de discos de micélio e escleródios foram repetidos. 1999). 2007).16 3.5 RESULTADOS E DISCUSSÃO Os tratamentos em que houve incidência da doença foram os inoculados com arroz beneficiado. proporcionaram intensidade de .5.96 (Figura 3.L-1 de solo) Figura 3. com R2 = 0.

L-1. Portanto.60* 3.5. (2005). acarretando em 100% de mortalidade.21 0.L-1 apresenta incidência maior em um mesmo período de tempo.1 .L-1 * Valores de t calculado acompanhados de asterisco diferem estatisticamente a p≤0.L-1 de solo. .17 Coeficiente angular da reta 8 g.1). esta concentração demanda maior período para que uma epidemia se inicie. Os resultados para o uso de arroz colonizado como substrato para inoculação de S. por conseguinte.L-1 8 g.33* 0.33 1.73 2.L-1 8 g.L-1 1. Os dados da incidência da doença em função da concentração de inóculo. Entretanto. para avaliar a incidência em tomateiro. observa-se que há diferença estatística entre os valores das concentrações de 8 e 2 g de inóculo.L-1 16 g. Tabela 3.93 0. que verificaram que 5 g de arroz colonizado.L-1 4 g. aos 14 dias após a infestação do solo. uma maior taxa de progresso da doença.L -1 Intercepto -1.L-1e. demonstra que existe uma tendência em se atingir o máximo da incidência da doença em concentrações de inóculo a partir de 8 g. Essa concentração ocasionou 60% de mortalidade após 14 dias de inoculação.L-1 4 g.17 doença inicial superior à 2 g. corroborando com os dados observados nas análises de regressão linear. quando comparado à 2 g.05.Comparação das dissimilaridades estatísticas das retas realizada por teste t para os valores de intercepto e do coeficiente angular da reta. isso não foi verificado quando utilizadas 4 g de arroz colonizado. Concentrações de inóculo 2 g.5.kg-1 de solo foi um dos substratos mais eficientes para avaliar a intensidade da murcha-de-esclerócio em soja. 2007).kg-1 de solo.017 2 g. Logo. que corresponde à taxa de progresso da doença (MADDEN et al.70 2. rolfsii podem ser comparados com os obtidos por Falcão et al.03 -1.98* 2.. a concentração de inóculo de 8 g.L-1de solo (Tabela 3.L-1 2 g. Para o coeficiente angular da reta.93 -0.L-1 4 g.

Dantas et al. Falcão et al.18 Matsumoto et al. junto e sobre sementes de feijoeiro. Pratt e Rowe (2002) constataram que a deposição de discos de micélio diretamente no colo da planta causou entre 60% e 61% de mortalidade em plantas de alfafa. Dantas et al. (2000). por Falcão et al. quando usadas às concentrações de dois a oito escleródios ou discos de micélio. (2005) indicaram o uso de arroz como substrato para o cultivo de S. proporcionaram incidência da doença. (2002). no qual o arroz beneficiado foi o único substrato de cultivo que proporcionou a produção de inóculo e a incidência da doença no tomateiro. demonstrando uma concordância com os resultados obtidos neste trabalho. três a quatro semanas após a inoculação. (2005). (2000) e Blum et al. respectivamente. sem causar ferimentos nas plantas. (2002) constataram que 10 escleródios sobre o colo de feijoeiro levemente ferido foram suficientes para causar a doença. demonstrando uma discordância com os resultados obtidos por Matsumoto et al. Em ambos os experimentos. indicando que as concentrações e o tipo de inóculo não são os mais adequados para avaliar a incidência da doença nas duas culturas estudadas. . em tomateiro. Porém. variando entre de 51 a 72% e de 12 a 94%. Pratt e Rowe (2002) e Blum et al. Resultados obtidos para a influência de discos de micélio na incidência murcha-de-esclerócio do tomateiro mostraram-se semelhantes aos observados em soja. Além disso. não houve mortalidade de plantas após 14 dias de inoculação. rolfsii e veiculação de inóculo para infestação de solo. não houve ocorrência da doença após duas semanas de inoculação. kg-1 de solo. (2003) verificaram que dois escleródios. (2003).

.L-1 de solo.6 CONCLUSÕES A inoculação de plantas de tomateiro. sem causar ferimentos em plantas de tomateiro. rolfsii é um método indicado para experimentos que visem a inoculação do patógeno. a partir da concentração de 8 g de arroz colonizado. não constitui um método de inoculação que promova incidência da murcha-de-esclerócio em tomateiro. sem ferimentos com discos de micélio e escleródios. A infestação do solo com grãos de arroz colonizados com S.19 3.

pela maior redução na severidade da doença. and to verify the relationship of oxalic acid diffusion and antibiosis with the capacity of control. biocontrol agents of southern blight with no deleterial effect in plant growth.2 ABSTRACT The objective of this work was select trough 274 rhizobacteria isolates. and the selected isolates were evaluated three times with more replies. mass selection. Seis ciclos de seleção massal in vivo foram realizados.20 4 ARTIGO B: SELEÇÃO DE RIZOBACTÉRIAS VISANDO O CONTROLE BIOLÓGICO DA MURCHA-DE-ESCLERÓCIO (Sclerotium rolfsii) EM TOMATEIRO 4. in largest reduction of disease severity. Palavras-chave: Solanum lycopersicum. em todas as etapas de seleção.1 RESUMO Os objetivos deste trabalho foram selecionar. antibiosis. Keywords: Solanum lycopersicum. e os melhores isolados foram reavaliados em três experimentos com maior número de repetições. and restrict the pathogen growth through antibiosis mechanism. . seleção massal. maior altura e matéria seca de plantas. in all selection steps. Six steps of bulk selection in vivo were performed. agentes de biocontrole da murcha-de-esclerócio. The isolate 38291 outstand the others. SELECTION OF RHIZOBACTERIA TO THE BIOLOGICAL CONTROL OF SOUTHERN BLIGHT (Sclerotium rolfsii) IN TOMATO 4. resulting in the selection of rhizobacteria that promoted reduction of disease severity and highest growth of plants. e por restringir o desenvolvimento do patógeno por antibiose. dentre 274 isolados de rizobactérias. ácido oxálico. oxalic acid. sem efeito deletério no crescimento de plantas de tomateiro. O isolado 38291 destacou-se entre os demais. e verificar a relação da supressão da difusão de ácido oxálico e do mecanismo de antibiose com a capacidade de controle. sendo selecionadas as rizobactérias que promoveram menor severidade da doença. antibiose.

1980) e o mais utilizado pelas rizobactérias no controle de fitopatógenos (GLICK e BASHAN. está incluída a competição por nutrientes e espaço. As rizobactérias promotoras de crescimento das plantas utilizam diferentes mecanismos para supressão de fitopatógenos. os estudos realizados in vitro apresentam-se como um passo importante para conhecer o . Além disso. em geral. também são deletérios a outras atividades metabólicas de outros organismos. a seleção baseada somente no mecanismo de antibiose. Ainda. 1997). Esses agentes de controle biológico que. 1991). 1988. 1993). a antibiose talvez seja o mais amplamente conhecido (PAPAVIZAS e LUMSDEN. antibiose através de metabólitos antimicrobianos e produção de sideróforos (RAMAMOORTHY et al. segundo Fravel (1988) em baixas concentrações.3 INTRODUÇÃO Há muito se sabe que certas bactérias. podem não apresentar bom desempenho em ensaios de casa de vegetação e campo (MARIANO. É através dessa forma específica de antagonismo que muitas rizobactérias são capazes de reduzir ou prevenir a germinação de propágulos fúngicos. De todos esses mecanismos. podem suprimir doenças de solo e promover o crescimento das plantas cultivadas (THOMASHOW. Apesar das restrições.. ou material de propagação. solo. ou inibir o crescimento após a germinação (PAPAVIZAS e LUMSDEN. obtidos por meio de testes de antibiose. habilidade de colonizar e sobreviver na rizosfera do hospedeiro (BETTIOL. são denominados de rizobactérias promotoras de crescimento das plantas (THOMASHOW. na produção de alimentos (FREITAS e AGUILAR-VILDOSO. 1996). Entre esses mecanismos. pode não detectar outros mecanismos cruciais para o sucesso do controle in vivo. quando aplicadas às sementes. WELLER. 1968). os antibióticos produzidos por rizobactérias. 1996).21 4. são autóctones da rizosfera. e ainda reduzir ou substituir o uso de produtos químicos sintéticos. já que muitos dos candidatos a agentes de controle. como a competição por nutrientes ou nichos ecológicos. O uso da antibiose como critério de seleção de antagonistas é considerado por alguns autores um dos principais problemas na seleção de agentes de controle biológico (FRAVEL. BAKER. 2004). 1988. 2001). 1980).

Dessa forma. frente aos patógenos desafiantes (STEINER e SHONBECK. são ainda bastante utilizados por vários autores.. HALFELD-VIEIRA. formação de estruturas de resistência que permanecem no solo (PUNJA. já que este metabólito se combina com o cálcio.. os objetivos deste trabalho foram selecionar. 2008.. e propicia a ação de enzimas pectolíticas. dentre 274 isolados de rizobactérias. 1995). 2008. . SUSILO. Uma outra alternativa que pode ser viável é detectar microrganismos que possam interferir em fases importantes durante o processo de infecção do patógeno. Em função disso. 2003. principalmente devido à sua grande gama de hospedeiros. como um dos critérios para detecção de potenciais agentes de controle biológico das diversas doenças de plantas (ALIYE et al. 1985) e pouca eficiência do uso de fungicidas.2005. RAN et al. 1997).22 comportamento e prováveis mecanismos de ação dos biocontroladores. rolfsii.. a interferência na difusão do ácido oxálico é um processo que. pode influenciar no controle deste patógeno. presente no tecido do hospedeiro. 2002. Devido à dificuldade no controle da murcha-de-esclerócio do tomateiro. em tese. responsáveis pela degradação dos tecidos (DEACON. WILLIAMS e ASHER. 1996). e verificar a relação da supressão da difusão de ácido oxálico e do mecanismo de antibiose com a capacidade de controle. 2004. Para S. agentes de biocontrole da murcha-de-esclerócio. o controle biológico pode ser uma alternativa viável por meio da busca por agentes eficazes ao controle dessa doença. sem efeito deletério no crescimento de plantas de tomateiro. AYSAN et al. SILVA et al.

em pelo menos seis períodos de coleta.4. As placas foram mantidas em incubadora a ±25 ºC. provenientes das plantas de tomateiro. contendo 50 ml de solução salina (0. onde foi realizada a eliminação da parte aérea da planta e a retirada do excesso de solo das raízes através de agitação manual. recolhendo-se em média cinco plantas por área cultivada. espalhando-se com alça de Drigalski sobre a superfície do meio. foram . as plantas foram encaminhadas ao Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Roraima.1 Coletas de plantas de tomateiro As plantas de tomateiro foram coletadas em plantios caseiros e comerciais de diferentes municípios do estado de Roraima. contendo meio de cultura 523 (KADO e HESKETT. foram selecionadas colônias morfologicamente distintas. até a diluição em série 10-6.4 MATERIAL E MÉTODOS 4.5 ml de solução salina.85% de NaCl) estéril e submetidas a agitação em incubadora por 15 min para obtenção da população bacteriana. Em seguida. sendo depositados 100 µl das amostras obtidas em cada uma das três últimas diluições em uma placa de Petri. sendo transferidas para tubos de ensaio contendo meio de cultura 523. Com o isolamento das rizobactérias. foi realizado o corte e a pesagem de um grama de raiz de cada uma das plantas coletadas.4. Após a agitação.23 4. 500 µl das suspensões bacterianas foram pipetados em tubos de ensaio. contendo 4. para obtenção de culturas puras cujo fator de diluição permita o crescimento de colônias isoladas. para o isolamento das rizobactérias. 1970). Após o crescimento. foram colocadas em Erlenmeyer de 250 ml de capacidade.2 Isolamento das rizobactérias As amostras de raízes. Após a coleta. em fotoperíodo de 12 horas. 4.

4. 1994). rolfsii de 0. igual a 0.. Foi testado um total de 274 isolados de rizobactérias obtidas de diferentes áreas de cultivo de tomateiro.4 Seleção massal Para a realização do experimento. foram transplantadas para copos plásticos descartáveis de 0.4. . 4. foi observada a capacidade das rizobactérias em reduzir o crescimento micelial e em alcalinizar o meio de cultura. foi realizada a deposição de 50 ml da suspensão bacteriana. Quando as mudas apresentaram duas folhas compostas. evidenciado por uma coloração amarela. contendo solo artificialmente infestado com 4 g de arroz colonizado com o patógeno. Este teste foi repetido somente com as rizobactérias que mostraram efeito inibitório no crescimento micelial de S.5 cm no centro. todas as rizobactérias testadas in vitro foram avaliadas em casa de vegetação. em pelo menos seis ciclos de seleção. Santa Clara foram semeadas em bandejas de isopor com 128 células.3 de uma das rizobactérias a serem testadas sobre a superfície do substrato em cada grupo de três plantas. Imediatamente após a infestação do solo. Em seguida. semeando-se quatro das bactérias isoladas nas extremidades da placa de Petri e um disco de micélio de S.3 Testes de antibiose e supressão da difusão do ácido oxálico Os 274 isolados de rizobactérias obtidos foram testados em meio de cultura 523 + azul de bromotimol a 0. 4.24 realizados os testes de antagonismo in vitro e controle da doença em condições de casa de vegetação. Para a testemunha.5 L. Posteriormente. sementes de tomateiro cv. rolfsii ou que foram capazes de alcalinizar o meio.005% (adaptado de STEADMAN et al. ajustada em absorbância a 540 nm (A540). contendo substrato Plantmax®. ao invés da incorporação de uma suspensão bacteriana foram adicionados 50 ml de água. restringindo a difusão do ácido oxálico.

mantendo-se uma maior altura das plantas.5 Confirmação da efetividade das rizobactérias selecionadas Para confirmar a efetividade das rizobactérias selecionadas na seleção massal. utilizando-se o teste de Tukey e Scott-Knott no nível de 5% de probabilidade. em que cada repetição foi representada por três plantas de tomateiro cv.25 utilizando-se. porém ainda viva. Após a infestação do solo. de quarenta a sessenta isolados por ciclo.3 de uma das rizobactérias a serem testadas sobre o substrato. em que somente os tratamentos em que não foi observada incidência da doença nas três repetições. onde 1= plantas sem sintomas. com três repetições para cada tratamento. em média. foi realizada a deposição de 100 ml da suspensão bacteriana. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado. foi adotado o delineamento inteiramente casualizado com dez repetições para cada tratamento. Santa Clara. ajustada em absorbância a 540 nm (A540). 4. 5= planta . tiveram suas respectivas rizobactérias selecionadas. 2= plantas com escurecimento do coleto. adaptada de Fery e Dukes Sr.0 L contendo solo infestado com 8 g de arroz colonizado com S. rolfsii. A análise dos dados da altura da plantas foi realizada através do programa Sistema de Análise Estatística e Genética (S. 4= plantas com estrangulamento e crescimento fúngico no coleto.0).E. (2003). com duas folhas compostas em expansão.A. igual a 0. foi utilizada uma escala de notas com cinco graus. transplantadas para vasos independentes. As avaliações foram realizadas até 14 dias após a infestação do solo. 3= plantas com estrangulamento do coleto. com duas folhas compostas. (2002) e Blum et al. As mudas foram transplantadas para vasos plásticos de 1. foi realizada a deposição de 100 mL de água destilada sobre solo infestado com o patógeno. onde cada repetição foi representada por uma planta de tomateiro cv.4. Para avaliar a severidade da doença. efetuandose a análise de variância e a comparação das médias.G-5. Na testemunha. porém ainda viva. Santa Clara.

Os valores de severidade da doença. Foram estimados a área abaixo da curva do progresso de doença (AACPD). versão 9. a taxa de progresso da doença. Todas as variáveis foram analisadas estatisticamente pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade por meio do comando proc GLM utilizando-se o programa SAS.26 morta. . a severidade inicial da doença. utilizando-se o índice de McKinney (1923). foram transformados para valores quantitativos. segundo a escala descritiva. altura e matéria seca de plantas. O experimento foi repetido três vezes.

2).5. 31223. 28181.1). 829. Figura 4. Figura 4. Na seleção massal. nenhum desses doze isolados conseguiu apresentar redução da severidade da doença em casa de vegetação. Contudo. apenas 35 das 274 rizobactérias testadas. 539.5. sendo os mesmos reservados para os testes de confirmação de efetividade. sugerindo que a inibição do crescimento fúngico ocorreu. através da alcalinização do meio de cultura (Figura 4. pela produção de compostos antimicrobianos (Figura 4. 218.5. doze também promoveram a supressão da difusão do ácido oxálico. 32238. também apresentaram as maiores médias de altura de plantas. 38291 e 41296) dos 35 isolados selecionados in vivo. 33282.5. apenas 13 (217. apenas 54 de 274 rizobactérias testadas apresentaram redução do crescimento micelial de S. Quando comparados quanto à promoção de crescimento do tomateiro. 18108. 18109.5 RESULTADOS E DISCUSSÃO Nos testes de antagonismo in vitro.1 .Redução do crescimento micelial de S.2 . 29199. rolfsii. provavelmente.Supressão da difusão do ácido oxálico por rizobactérias. quanto à redução da incidência da murcha-de-esclerócio. rolfsii por rizobactérias. Os resultados dos testes de confirmação da efetividade das .27 4. Destes 54 isolados. foram pré-selecionadas.

somente em duas etapas de confirmação.1). Quando se comparam os valores obtidos nas etapas de confirmação. severidade final e AACPD apresentaram.1. os menores coeficientes de variação (entre 25 e 40%). indicando não ser um parâmetro adequado para avaliar o desempenho de diferentes isolados de rizobactérias quanto à redução da severidade da murcha-de-esclerócio. Os resultados obtidos podem ser otimizados utilizando-se a microbiolização de sementes. Apesar dos isolados selecionados evidenciarem capacidade de controlar a murcha-de-esclerócio. Os demais isolados. Dentre os isolados avaliados. através do mecanismo de antibiose. Porém. nos três experimentos de confirmação. apresentaram desempenho semelhante ao obtido pelo isolado 38291. obtidos na fase de seleção massal. Os valores médios apresentados foram obtidos eliminando-se os dois valores extremos de cada variável.5. entretanto. 32238 e 33282 também demonstraram capacidade em controlar a doença.5. deve-se considerar que as condições experimentais não permitiram que estes expressassem seu total potencial no controle da doença. 38291 foi o único que também restringiu o crescimento do patógeno em meio de cultura. somente cinco apresentaram capacidade de controle da doença e sua eficiência em mais de uma etapa de confirmação (Tabela 4. no controle do patógeno desafiante. A partir das variáveis utilizadas para avaliar a severidade da doença. Por outro lado. a taxa de progresso da doença apresentou coeficiente de variação acima de 54%. em que há . estão presentes na Tabela 4. Ambos foram capazes de reduzir a severidade a níveis similares aos observados para o isolado 38291. quanto à severidade da doença. foi possível observar que dos treze isolados. pois as plantas foram colonizadas imediatamente no momento do transplantio em substrato contaminado. No entanto.28 rizobactérias selecionadas. o mesmo não suprimiu a difusão do ácido oxálico. 31223 e 41296. verifica-se que apenas o isolado 38291 foi capaz de manter em todos os ensaios uma tendência em reduzir os níveis de severidade da doença. As variáveis: severidade inicial da doença. não conseguiram reduzir com o mesmo desempenho a severidade inicial da doença. Outros dois isolados. já que em duas etapas de confirmação reduziram tanto a severidade quanto o período para surgimento dos sintomas da doença.

29 um maior período para que as rizobactérias colonizem as plantas. atuando com maior eficiência. .

66 abcd 49.83 ab 66.16 abcd 16.99 40.62 cd 33.33 cd 5980 cd 25.98 abc 58.36 ab 67.77 abc 51.66 abcd 8322 abcd 30.1 .81 a 71.00 abc 10271 abc 35.15 abc 7982 abc 19. 1a Etapa de Confirmação Severidade Severidade AACPD final inicial (18 DAIS*) 42.23 abc 36.67 abc 7488 abc 27.66 ab 10494 ab 33.00 abcd 8144 abcd 26.38 b 36.59 a 69.28 b 41.50 ab 10724 ab 36.74 31.83 cde 32.53 abcd 59.09 d 33.35 abc 66.32 abc 8618 abc 18.09 36.76 31.70 ab 53.33 a 42.59 b 31.92 32. severidade final e área abaixo da curva do progresso da doença (AACPD) em plantas de tomateiro colonizadas por diferentes isolados de rizobactérias.16 e 19.09 ab 53.66 bcd 6526 bcd 24.33 e 36.99 a 11469 a 33.33 abc 69.34 ab 69.99 b 33.66 a 10593 a 28.99 ab 30.50 c 4119 c 25.30 Tabela 4.31 bc 51.96 cd 33.66 bcde 28.66 c 5336 bc 34.17 ab 9759 ab Isolado AACPD 29199 13784 abc 829 8074 c 31223 7675 c 18108 8048 c 18109 15799 ab 218 19653 a 539 16323 ab 41296 7907 c Testemunha 15628 ab 217 16385 ab 28181 19115 a 38291 9854 bc 32238 11093 bc 33282 9437 bc Coeficiente de 35.52 b 38. .35 bcd 40.71 a 83.Valores médios da severidade inicial da doença.35 abc 6504 abc 21.33 abcd 8820 abcd 34.66 abc 7436 abc 19.10 abc 38.20 b 41.83 abc 55.23 ab 69.00 de 3 a Etapa de Confirmação Severidade Severidade AACPD final inicial (18 DAIS) 21. não diferem entre si pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.70 ab 65.10 abcd 40.66 d 5867 d 26. na coluna.51 ab 67.33 bc 5407 bc 28.99 abc 43.03 abcd 51.34 ab 79.33 d 5549 d 24.03 abc 51.23 Variação (%) Médias seguidas de mesma letra.53 abc 27.35 abc 8822 abc 23.16 abcde 19.33 e 41.50 abc 58.67 25.01 c 4892 bc 29.33 abcd 8534 abcd 35. *DAIS= Dias após a infestação do solo.77 31.33 e 15.51 c 35.82 abc 8630 abc 33.82 ab 51.66 bcd 6189 cd 25.35 33.21 bc 48.5.66 d 5006 d 2 a Etapa de Confirmação Severidade Severidade final inicial (22 DAIS) 33.22 abc 54.40 ab 50.49 abcd 39.67 abc 7172 abc 28.71 d 34.

Aysan et al. nem sempre são os melhores agentes no controle biológico. (2005) não encontraram correlações entre a atividade antagônica de Pseudomonas spp. agente causal da podridão mole do tomateiro.31 Segundo Weller (1988) nem sempre existe correlação entre a capacidade de uma bactéria inibir um patógeno in vitro e controlar a doença. phaseoli. como adsorção em argila e húmus. (2003) estudando o uso de antagonistas para o controle de Erwinia chrysanthemi. afirmando que a seleção baseada apenas em testes in vitro não é adequada. inibindo o crescimento de todos os isolados do patógeno in vitro. Silva et al. Esta inativação também pode explicar a ineficiência da supressão da difusão do ácido oxálico em solo. a maior capacidade de biocontrole não foi conferida pelo mesmo isolado. Em outro exemplo. Contudo. esta inexistência de correlação se deve à inativação dos antibióticos produzidos no solo por uma série de processos. Williams e Asher (1996) observaram que todos os isolados de rizobactérias testados contra Pythium ultimum e Aphanomyces cochlioides não apresentaram correlação entre o grau de inibição no meio de cultura e a supressão da doença em mudas de beterraba. (2008) visando determinar os possíveis mecanismos de ação de agentes biocontroladores de Xanthomonas axonopodis pv. apenas um isolado se destacou. Halfeld-Vieira (2002) avaliando o efeito de compostos produzidos em meio de cultura por bactérias do filoplano do tomateiro sobre Alternaria solani. De acordo com Barker (1968). Ran et al. in vitro e biocontrole de murcha bacteriana em Eucalyptus . pelas rizobactérias. Isolados que produzem zonas de inibição em meio de cultura. tomato e Xanthomonas vesicatoria. verificou que somente dois de dez antagonistas selecionados in vivo foram capazes de inibir o desenvolvimento desses patógenos in vitro. Essas afirmações se baseiam no fato de que vários autores relatam a ausência de correlação entre a antibiose e a seleção de agentes de controle biológico in vivo. degradação microbiológicas e instabilidade devido ao pH. já que esta capacidade foi detectada nos ensaios in vitro. Pseudomonas syringae pv. verificaram que dois isolados eficientes contra a bactéria em ensaios in vitro não reduziram o desenvolvimento dos sintomas em fatias de batata e em plantas de tomateiro testadas em casa de vegetação. Do mesmo modo. verificaram que de seis bactérias testadas. Também.

2). possivelmente. Verificou-se. também. . por outro lado. Em relação à promoção do crescimento de plantas. verifica-se que nenhuma das rizobactérias apresentou capacidade de atuar como promotor de crescimento do tomateiro. 2004). Portanto.32 in vivo. rolfsii nem sempre está fisicamente em contato com o tecido hospedeiro na fase de pré-penetração. SUSILO. Logo. Da mesma forma. nas etapas de confirmação (Tabela 4. impedindo ou retardando o processo de infecção. Outros autores também observaram esta mesma tendência para diferentes patossistemas. não permitiram observar influência dessas rizobactérias. Um fato a ser considerado é que S. que nenhum dos isolados selecionados diferiram da testemunha em relação à altura e matéria seca das plantas.5. as variáveis utilizadas para avaliar o desempenho dos treze isolados sobre o tomateiro. já que este foi. os resultados indicam que a antibiose promovida pelo isolado 38291 deve ser um mecanismo importante no controle da murcha-deesclerócio. também não apresentaram efeito deletério às plantas. Porém. dentre os selecionados. o único capaz de restringir o desenvolvimento do patógeno in vitro e de reduzir com maior repetibilidade a severidade da doença. Também reduziram significativamente a severidade e a incidência da doença quando comparados à testemunha. Contudo. demonstrando que rizobactérias com antagonismo detectado in vitro podem ser consideradas como agentes potenciais para supressão de patógenos. Susilo (2004) avaliando o potencial de rizobactérias como promotoras de crescimento do tomateiro e agentes de controle biológico da murcha bacteriana (Ralstonia solanacearum). Silva et al. 2008. tanto em incrementos de altura quanto no aumento quantitativo nos teores de matéria seca das plantas. verificou que cinco rizobactérias demonstraram atividade antagônica contra o patógeno através da produção de antibióticos e sideróforos. os compostos microbianos produzidos por essa rizobactéria in vitro podem ter suprimido o crescimento do patógeno no solo. (2008a) observaram em um dos ensaios realizados que a altura das plantas não diferiu entre os isolados testados e a testemunha. embora existam diversos exemplos de bactérias capazes de promover simultaneamente o controle de doenças e crescimento (ALIYE et al.

93 a 0.95 a 0.14 a 18.95 a 0.25 a 1.98 a 0.75 a 25.33 a 1.96 bc 217 16.02 a 0.97 a 0. Total).45 bc 38291 16.27 a 1.09 a 0.76 a 0.98 a 0.33 Tabela 4.02 a 0.77 a 0.80 a 0.94 a 0.75 a 20.02 a 0.13 a 0. Total* M.92 a 0.76 a 25.00 a 0.81 a 0.05 a 0. Raiz) e Matéria Seca da Parte Área (M. 1º Etapa de Confirmação Isolado Altura M.95 a 0.76 M.00 a 1.92 a Altura 2º Etapa de Confirmação M.77 a 24.23 a 1.99 a 0.95 ab 17.87 a 26.36 M.75 a 20.82 a 0.02 ab 16.77 a 0. Parte Área* 1.99 a 1.43 ab 18109 15.84 b 29.27 Altura 19. S.90 a 0. S. S.74 a 0.43 5.23 a 1.5.89 a 0.54 abc 32238 17.75 a 30.83 a 1.19 a 0.04 a 0.26 a 1.22 3º Etapa de Confirmação M.76 a 0. S.74 Variação (%) Médias seguidas de mesma letra.72 abc 539 15.24 abc 29199 17.49 ab 19.96 a 0.84 M.98 a 0. S.12 a 0.89 a 0.76 a 0.02 a 0.68 a 14.04 a 1.81 a 1.75 a 0.06 a 1. S.46 a 0.97 a 0. S.32 a 1. S. de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.95 a 1. na coluna.22 ab 16.08 a 0.03 a 0. Raiz* M.39 a 0.75 31223 18.20 a 1.97 a 1.22 a 19.01 a 0.95 a 1.16 a 0.82 a 0.87 a 1.05 a 0.74 17.99 a 1.39 c Testemunha 17.76 a 1.27 ab 17.95 a 0.76 a 22.07 b 17.93 a 0.22 abc 18108 16.89 abc 41296 17.77 a 0.23 ab 15.99 a 1.83 a 0.76 a 19.86 a 1. Parte Área 1.76 a 20.77 a 0.77 a 23. não diferem entre si pelo teste originais foram transformados em raiz (x+0. os valores .67 a 1.45 a 1. S.75 a 0.55 a 0.12 bc 218 16.98 a 1.83 a 17.36 16.80 a 0.35 a 1.88 a 0.14 a 0.77 a 0.89 ab 14.92 a 1.76 a 0.5).2 .12 ab 16.01 a 1.75 a 22.55 a 1.77 a 0. Total 1.09 a 0.91 a 1. da Matéria Seca Total (M. *Para efeito de análise.78 a 0.99 a 0.91 a 0.01 a 0.90 a 0.04 24.05 a 0.04 a 1.79 a 0.44 abc 829 16. Parte Aérea) de plantas de tomateiro inoculadas com diferentes isolados de rizobactérias.20 abc 33282 16.01 a 0.98 a 1.91 a 0.98 a 0.17 a 1.03 b 19. S. Raiz 0.84 a 7.95 a 1.48 ab 16.97 a 0.00 a 0. S.75 a 7. Parte Área 0.Valores médios da Altura.83 a 0.84 a 0.75 a 0.87 a 0.98 a 0. Matéria Seca da Raiz (M.42 M.17 abc Coeficiente de 25.60 a 0.09 a 1.74 a 0.75 a 0.94 a 0.77 a 0.87 a 19.73 a 23. Raiz 0. Total 0.79 a 23.95 a 0. S.94 a 0.76 a 28181 15.09 a 0.91 ab 14.

quando comparada aos isolados 31223.34 De acordo com El Hassni et al. Os resultados obtidos para o isolado 38291 podem ser considerados promissores. ainda há a necessidade de estudo do efeito desses isolados sobre a murcha-de-esclerócio em condições de campo. Contudo. . 32238. para os quais medidas de controle são muito restritas ou quase indisponíveis. além de ser uma estratégia significativa contra os patógenos de solo. (2007) a utilização de agentes biológicos para ativar os mecanismos de defesa da planta contra os agentes patogênicos constitui uma alternativa ecológica aos pesticidas repetidamente utilizados para controle de doenças de plantas. já que essa rizobactéria demonstrou tanto em laboratório quanto em casa de vegetação ter potencial para ser utilizada como agente de biocontrole da murcha-de-esclerócio do tomateiro. 33282 e 41296.

Nenhum dos cinco isolados com potencial a agentes de biocontrole contra a murcha-de-esclerócio apresentaram a capacidade de promover crescimento nem efeito deletério em plantas de tomateiro. 32238. .35 4. sugerindo que a antibiose seja um importante mecanismo no biocontrole da doença em tomateiro. Os isolados 31223. O isolado 38291 foi o único que apresentou efeito de antibiose detectável in vitro e estabilidade no controle da murcha-de-esclerócio em casa de vegetação. 33282 e 4129 promoveram apenas controle in vivo da murcha-de-esclerócio.6 CONCLUSÕES Nenhuma rizobactéria que suprimiu a difusão de ácido oxálico nos testes in vitro foi capaz de controlar a murcha-de-esclerócio em casa de vegetação.

sem indução de ferimento. foram observados quando inoculadas com 8 g. O isolado 38291 foi o único que apresentou efeito de antibiose detectável in vitro e estabilidade no controle da murcha-de-esclerócio em casa de vegetação. . Discos de micélio e escleródios não demonstraram eficiência na indução da murcha-de-esclerócio. rolfsii. 32238. Não houve relação entre a supressão da difusão de ácido oxálico e a capacidade de controle da murcha-de-esclerócio. e os menores períodos para início da epidemia. Os isolados 31223. sugerindo que a antibiose seja um importante mecanismo no biocontrole da doença em tomateiro. pois nenhuma rizobactéria que apresentou esse mecanismo em meio de cultura controlou a doença em casa de vegetação. 33282 e 4129 promoveram apenas controle in vivo da murcha-de-esclerócio.36 5 CONCLUSÕES GERAIS As mais altas taxas de incidência da murcha-de-esclerócio em plantas de tomateiro. quando inoculados em plantas de tomateiro sem ferimentos. Nenhum dos cinco isolados com potencial a agentes de biocontrole contra a murcha-de-esclerócio apresentaram a capacidade de promover crescimento nem efeito deletério em plantas de tomateiro.L-1 de grãos de arroz colonizados com S.

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