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1 preparo periódico do solo 1 1.1 Introdução 1 1.2 Implementos utilizados 1 2 Máquinas para preparo do solo 1 2.1 Arados 2 2.1.1 Classificação dos arados 2 2.

2 Arados de aivecas 2 2.2.1 Tipos de arados de aivecas tração mecânica 2 2.2.2 Partes constituintes 3 2.2.3 Vantagens e desvantagens 4 2.2.4 Regulagem dos arados de aivecas 4 2.2.5 Potência necessária para tracionar 4 2.2.6 Valores de utilização de energia total dos arados de aiveca em solo franco 5 2.3 Arados de discos 5 2.3.1 Componentes dos arados de discos 5 2.3.2 Características dos Arados de Discos 6 2.3.3 Regulagens nos Arados de Discos 7 2.3.4 Potência Necessária para Tracionar 7 2.3.5 Rendimento dos Arados 8 2.3.6 Sistemas para o Terreno Plano 8 3 Preparo periódico secundário 8 3.1 Classificação das grades 8 3.1.1 Quanto a fonte de potência: 8 3.1.2 Quanto a forma de acoplamento 8 3.1.3 Quanto à configuração geométrica do órgão ativo: 9 3.1.4 Quanto à ação exercida sobre o solo: 9 3.1.5 Quanto ao tipo de órgão ativo: 9 3.1.6 Ações Exercidas Sobre o Solo 9 3.2 Grades de Discos 9 3.2.1 Grades de Discos quanto à ação exercida sobre o solo 9 3.2.1.1 Grade de Simples Ação 9 3.2.1.2 Grade de Dupla Ação em Tandem 10 3.2.1.3 Grade de Dupla Ação Deslocada (de 2 secções) 10 3.2.2 Discos 1 3.2.3 Regulagem das Grades de Discos 1 3.2.3.1 Regulagem da Grade Simples Ação 1 3.2.3.2 Regulagem da Grade em Tandem 12 3.2.3.3 Regulagem da Grade Off-set 12 3.2.4 Potência Necessária para Tracionar 13 3.3 Subsolador 13 3.3.1 Características dos Subsoladores 14

5 Regulagem 1 PREPARO PERIÓDICO DO SOLO 1.cultivo mínimo (onde as operações mecanizadas são reduzidas ao mínimo necessário). diminuindo.3. em alguns casos.4. clima e culturas. permitindo produção econômica e evitando a degradação do solo. apenas na fileira de semeadura). Esse tipo de preparo pode ser feito em 3 sistemas principais: . em maior ou menor grau.4. química ou biológica do solo para otimizar as condições para a germinação e emergência das sementes. as técnicas de preparo podem levar à destruição do solo em poucos anos de uso intensivo ou conduzir à degradação física. que as modernas técnicas de semeadura direta têm demonstrado que. são possíveis se obter uma produtividade tão boa ou. Desde os mais remotos tempos. ou seja. A escolha de determinado sistema de preparo deve levar em consideração as respostas da cultura e do solo. . De qualquer forma. capacidade de retenção e movimentação de água e também a recuperação física do solo.4 Escarificadores 3.convencional (aração. É definido como a manipulação física. visando diminuir perdas do solo por erosão.4. quando usadas racionalmente. essas operações têm sido realizadas com a finalidade de oferecer às sementes que serão colocadas no solo as condições que teoricamente seriam as melhores para o seu desenvolvimento.4 Potência Necessária para Tracionar 3. seu potencial produtivo.3 Forças que Atuam nos Escarificadores 3.3. biológica ou química em forma paulatina. .2 Tipos de Hastes 3.2 Características dos Escarificadores 3.4. para determinadas condições de solo.4. o preparo periódico do solo continuará a ser feito para as culturas ou condições onde não existe a possibilidade de utilização de técnicas de semeadura direta. podem permitir uma alta produtividade das culturas a baixo custo. O preparo periódico do solo diz respeito a diversas operações agrícolas de mobilização do solo. realizadas antes da implantação periódica de culturas. Irracionalmente utilizadas. até melhor que com os métodos tradicionais de preparo do solo e semeadura. assim como o estabelecimento das plântulas.plantio direto (onde a mobilização do terreno só ocorre localizadamente. O preparo do solo compreende um conjunto de técnicas que. todavia. que tem como objetivo oferecer ambiente adequado para o crescimento e desenvolvimento das plantas. gradeações em toda a área a ser cultivada). . controle de plantas invasoras.1 Introdução 14 14 15 15 15 16 16 Uma das formas de maior utilização da mecanização é no preparo do solo. Não se deve esquecer.1 Efeito Sobre o Solo 3.

regulagem. velocidade compatível com a operação e profundidade e largura de trabalho que otimizem a operação. 2. capina. a escolha dos implementos a serem utilizados é da maior importância. a mobilização por deslocamento lateral-horizontal.A agricultura atual depende da tecnologia disponível no mercado. trabalho dentro da faixa apropriada de umidade. utilizando implementos conhecidos como arados. devem exigir o mínimo esforço. que é típica dos arados de aivecas ou discos.1 Arados O mercado de máquinas e implementos agrícolas oferece dois tipos de arados sendo arados de aivecas e arados de discos. Há quatro maneiras típicas de mobilização tendo em vista os objetivos de preparo periódico do solo: . acionado pela tomada de potência dos tratores (enxada rotativa). em função de seus efeitos no corpo do solo após serem utilizadas. na demanda energética para tracionamento.a mobilização por desagregação sub-superficial.2 Implementos utilizados O preparo periódico do solo é dividido em: a) Preparo periódico primário. c) Preparo periódico corretivo. manutenção. típica das máquinas que possuem um rotor com facas ou pás.a mobilização por inversão de camadas. . aos raios solares de forma a tornálo um leito adequado para a germinação das sementes e desenvolvimento das culturas. entre outros fatores que serão citados a posteriore. típica das grades de discos e de dentes. escarificador. Neste processo. 2 MÁQUINAS PARA PREPARO DO SOLO Existem vários tipos de máquinas para mobilização do solo. tais como correção de acidez. e. na medida do possível. inversão de solo. b) Preparo periódico secundário. operações que são realizadas quando há necessidade. ou seja. seu projeto. A aração consiste no corte. que tem como objetivo uma movimentação profunda do solo. típica de subsolador. basicamente. 1. apresenta características distintas que influem na qualidade do trabalho realizado. . Visa-se com essa operação os seguintes objetivos: a) Revolver o solo. Máquinas e implementos utilizados. cuja finalidade é complementar o serviço realizado pelos arados sendo utilizados implementos denominados grades. para atingir bons resultados produtivos e econômicos. com máximo rendimento das operações.a mobilização por revolvimento rotativa. elevação e posterior inversão de uma fatia de solo denominado leiva. Isto é influenciado pela escolha do equipamento apropriado. . subsolagem. expondo suas camadas internas ao ar. sendo estas diferenciadas. Embora a função de ambos seja similar.

No sistema convencional de preparo do solo. 2. para a instalação e condução das culturas.Montados: são apropriados ao sistema de levantamento hidráulico de 3 pontos do trator. 2.2. d) Criar ou manter condições do solo que resultem num mínimo de operações e de solicitação de potência.montado b) Quanto à movimentação do órgão ativo . esterco e corretivos visando manter ou melhorar a fertilidade do solo. possibilitando um melhor arejamento.reversíveis c) Quanto ao número de órgãos ativos .corpos múltiplos d) Quanto ao tipo de órgão ativo .1 Classificação dos arados a) Quanto ao acoplamento à fonte de potência: . c) Enterrio da cobertura vegetal.1.b) Incorporar restos de cultura.monocorpo .aivecas e) Quanto à tração .1 Tipos de arados de aivecas tração mecânica .fixo .mecânica .2 Arados de aivecas Os arados de aivecas foram os implementos mais difundidos em nosso país devido à utilização da tração animal nas diversas regiões.arrasto . um melhor controle de ervas daninhas e maior incorporação dos restos vegetais.animal 2.Semi-montados: são aqueles que se apóiam nos dois braços inferiores do sistema de levantamento hidráulico do trator. tem como principal característica um melhor revolvimento da camada de solo. controlando ervas daninhas ou incorporando adubos verdes.discos . . fazendo uma inversão completa da leiva. .

(a) (b) Figura 2 – a) Arado de Aiveca (Fonte AAH) b)Arado de Aiveca no Campo (Fonte . a sua penetração é melhor do que o arado de discos. principalmente em várzeas drenadas. atingindo uma profundidade de 20 a 25cm.2.Arrasto: tracionados pela barra de tração. Apresenta melhor desempenho em terrenos planos. na parte inferior lateral para dar estabilidade. rompendo as . forma a superfície encarregada de elevar e inverter a fatia de solo cortada pelo gume e pela ponta da relha.2. A aiveca. Tipos de aivecas: .Lisas: indicado para solos normais 2.. juntamente com a relha.apoio do arado ao solo. São utilizados para grandes extensões.2 Partes constituintes .Baldan) A relha tem por função cortar o solo e iniciar o levantamento da secção cortada. Possuem a roda guia dianteira e a roda guia traseira ou roda de sulco.Apo ou chassi: peça ou viga longitudinal que serve de suporte aos demais componentes do arado. 2. Suporte – elemento que serve de fixação para a aiveca. Rastro .3 Vantagens e desvantagens Em caso de solos muito secos ou compactados. Coluna ou haste – órgão de ligação entre a aiveca e o apo do chassi.

4 Regulagem dos arados de aivecas Tem como função assegurar que executem a operação com a melhor qualidade possível. de forma que apenas a força de arraste seja necessária a operação. melhor que o arado de discos. as plantas invasoras. Obs. provocando um acúmulo de terra nos terraços. As forças verticais e transversais devem ficar em equilíbrio.2. ou seja. Este procedimento evita tração deslocada. que ultrapassem 30% no teor de argila. utilizando apenas a quantidade necessária de energia.camadas compactadas. Esta sucção auxilia ao arado penetrar no solo. A aiveca deve também possuir folga entre o rasto e a lateral (parede do sulco) de 5 a 13 m. Este tipo de arado não é eficiente em solos muito argilosos. e melhorando a infiltração de água. Elimina. aumentando o risco de erosão. deve-se adequar o trator às características operacionais do implemento. dependendo do tipo de aiveca e de presença ou não de roda guia. Como no arado de discos. determinar a quantidade necessária de lastro para execução da operação. trabalhando neste caso. É um implemento muito versátil. 2. de forma eficiente. o de aiveca joga a terra para um dos lados. Como inconvenientes. entre outros. 2.2. bem como a bitola entre as rodas. Nos solos arenosos ou com um baixo teor de argila. absorvendo os esforços laterais. A regulagem é mais complicada do que o arado de discos. c) Largura de corte fi Ela é feita na barra transversal. Antes de iniciarem-se as regulagens nos arados.: Necessário saber previamente se o trator tem potência suficiente para tracionar o implemento. o arado fica limpo e pode fazer um bom trabalho. As regulagens referentes ao arado são enunciadas na seqüência. dificultando o trabalho do agricultor.5 Potência necessária para tracionar . a) Centralização ® Consiste em fazer com que o centro de resistência do arado coincida com o eixo de simetria do trator. que pode ser contornado com a alternância da posição das leivas. dependendo da área a ser cultivada e das características do terreno e do solo. Esta sucção faz com que o rasto mantenha-se constantemente em contato com a parede do sulco. b) Nivelamento longitudinal e transversal fi Para que as aivecas cortem a uma mesma profundidade de trabalho. A aiveca deve possuir folga entre o corpo da aiveca e o solo (sucção vertical) de 5 a 13 m. de custo reduzido e que pode resolver os problemas do agricultor. fazendo com que o solo grude na aiveca. podemos citar que deixa a terra sem resíduos vegetais.

Pode-se predizer a tração unitária da seguinte forma: O aumento de 1% no conteúdo de umidade do solo pode diminuir a tração em 10%. como uma medida da tração.A tração necessária para mover um arado depende das dimensões do arado. 2.6 Valores de utilização de energia total dos arados de aiveca em solo franco De toda energia disponível para tracionar o arado. da seguinte forma: a)Corte do sulco com a relha – 20% b)Empuxe e aceleração – 1% c)Ruptura.cm-3 na densidade aparente pode aumentar a tração em 10%. bem como da profundidade de trabalho.1 g. A tração unitária se define como força por área de seção transversal da ação do arado.2.3 Arados de discos . considerada independente tanto da largura quanto da profundidade. deformação e fricção solo/solo – 23% O aproveitamento energético pode ser calculado da seguinte forma: 2. O tipo de solo é um fator importante que contribui da mesma forma que sua velocidade de trabalho. Um aumento de 0. utiliza-se o termo tração unitária. são utilizados em trabalho útil. 46% se perde em: a) Resistência ao rolamento – 4% b) Fricção solo/rasto – 17% c) Fricção solo/aiveca e relha – 25% Os 54% restante de energia total. Em engenharia agrícola.

pois rola sobre o mesmo. pois são acoplados ao engate de três pontos dos tratores. . sendo que se encontra perpendicular ao terreno. .Chassi: forma a estrutura do arado e é composto de: · Apo: barra ou tubo onde são fixadas as colunas • Barra transversal ou eixo transversal: suporta as cavilhas • Torre ou mastro: contém o orifício do terceiro ponto .Arado no campo (Fonte: Marchesan(Tatu)) Os órgãos ativos. promovem uma maior transferência e versatilidade.Coluna: elemento de fixação do disco ao apo. que executam a operação de corte e tombamento da leiva são os próprios discos. . funcionando como um leme. eleva e movimenta o solo lateralmente. 2. ou seja. possuindo borda afiada e formato de uma calota esférica.Mola da roda-guia: de acordo com a tensão da mola faz a regulagem da profundidade de aração.1 Componentes dos arados de discos . Com sua construção. que tem como vantagem trabalhar com movimento de rotação que os tornam menos susceptíveis a impactos ao encontrar um obstáculo qualquer. em geral. pode ser móvel para permitir a variação do ângulo horizontal dos discos.2 Características dos Arados de Discos Figura 4 . Os implementos montados apresentam a característica de possuir maior independência e versatilidade.É o resultado de uma transformação gradual do arado de aivecas. A relha e o rastro foram substituídos por uma calota esférica. pois são acoplados ao engate mais próximo das rodas . Os arados montados reversíveis têm a peculiaridade de girarem os discos de forma que se pode arar tombando a terra a direita ou a esquerda.3. Em contato com o solo geram movimento rotativo. bem como regular a profundidade de trabalho. Corta. Por possuírem um centro de gravidade mais próxima das rodas motoras (traseiras).3. Dá estabilidade ao arado. . existe uma roda traseira que é responsável por absorver os esforços laterais. procurou-se obter maior capacidade e eficiência nas operações de preparo do solo na agricultura. 2. diminuindo a influência deste impacto sobre sua estrutura. No caso dos arados montados. formando a leiva. Nesse caso a roda guia não se encontra inclinada.Limpadores: mantém os discos limpos e controla o desvio da leiva.Discos: são os componentes ativos dos arados.Roda-guia ou roda estabilizadora: é responsável por absorver os esforços laterais.

.3 Regulagens dos Arados de Discos As principais regulagens para a operação dos arados de discos montados a serem consideradas serão: bitola do trator..solos argilosos – 15º A largura do arado pode ser modificada de tal modo a se obter uma maior capacidade operacional do implemento. quando a necessidade de um trabalho ais eficaz de picagem. A regulagem do ângulo horizontal possibilita alterar a largura de corte do disco. as demais regulagens são as mesmas dos arados de aivecas montados. melhorando as características de tração. alinhamento do cento de resistência. possibilita alterar a profundidade de corte do disco. A regulagem da roda guia é feita variando os ângulos horizontal e vertical. Isso influi na capacidade de penetração dos discos nos solos. esses números tem concordância com as referências para regulagem da barra transversal. São mais comuns e recomendados para a maioria das situações os arados de discos lisos. Os discos recortados são indicados para terrenos muito sujos. roda-guia e ângulo dos discos.motoras (traseiras). O ângulo horizontal pode variar de 42 a 55o de acordo com o tipo de solo que se pretende preparar: . O ângulo horizontal influi na largura do corte e capacidade de revolvimento do solo. profundidade de aração. A massa dos arados de discos oscila entre os seguintes valores: 2. em canaviais etc. por sua vez. Com exceção do ângulo dos discos. . pois picam melhor. Os discos recortados são mias eficientes nesse caso. Para seu perfeito funcionamento a roda guia deve trabalhar no fundo do sulco. em palhadas de milho ou arroz. As regulagens dos ângulos dos discos é feita alterando-se o ângulo horizontal e o ângulo vertical. A regulagem do ângulo vertical. acoplamento. nivelamento e largura de corte do arado. Geralmente os arados possuem no eixo da roda guia alguns números como referência para que se faça a sua regulagem. Os arados de discos podem ter discos lisos ou recortados. A variação da largura de corte será possível quando a resistência oferecida pelo arado for compatível com a potência do trator. Pode-se alterar a largura de corte pela alteração da posição da “barra porta cavilhas” (barra transversal).3. promovem uma maior transferência de peso para as mesmas.solos argilosos – 42o O ângulo vertical dos discos pode variar de 15º a 22º. bem como ajustando a tensão na mola que atua sobre o suporte de roda guia.

2. complementar a operação de preparo periódico primário. No ano seguinte as leivas são tombadas no sentido oposto. ao virar nas cabeceiras da área a ser trabalhada. embora elas possam ser utilizadas antes ou até mesmo em substituição aos . principalmente em solos leves ou pesados.3. 2. b) Com arado fixo: Os arados fixos tombam a leiva somente para a direita. para não formar depressões ao longo das extremidades laterais da área trabalhada.3. v = velocidade do arado (km/h) 2.ha-1.A regulagem da tensão da mola possibilita regular a profundidade de aração. o rendimento teórico se calcula por: em que: A = largura de corte (m) A capacidade media de trabalho de um arado monosulco é de 7 a 12 h. 3 PREPARO PERIÓDICO SECUNDÁRIO O preparo periódico secundário tem como finalidade complementar a operação realizadas pelos arados. um em que se levanta o arado e outro em que não se levanta o arado. o arado tende a aprofundar menos no solo.6 Sistemas para o Terreno Plano Variam com o tipo e manejo de máquina e dos implementos utilizados: a) Com arado reversível: As leivas são tombadas em uma só direção. Aumentando a tensão da mola. a potência requerida é dada por: Em geral.5 Rendimento dos Arados Sendo F a força de tração necessária para arrastar o arado (N) e (v) a velocidade (m/s). para preparar o solo com este implemento foram desenvolvidos dois sistemas de aração.3. necessitando de 7 a 10 kW por cada corpo de arado. a potência necessária para tracioná-las de depende do tipo de solo e da velocidade de avanço do conjunto. ou seja.4 Potência Necessária para Tracionar Da mesma forma que nos arados de aivecas. Para contornar este inconveniente.

4 Quanto à ação exercida sobre o solo: .Tracionada pela barra.1.3 Quanto à configuração geométrica do órgão ativo: .Grade de dentes. .Tandem (grade em X) .Recobrimento de sementes miúdas distribuídas por meio centrífugo .5 Quanto ao tipo de órgão ativo: .Incorporação de fertilizantes ou defensivos.Off set (grade deslocada ou grade rome) 3.disco.Grade de discos (mais representativa no mercado).arados em algumas situações.Desmatamento . . e.Montada. e.Destorroamento .Eliminação de ervas daninhas recém germinadas.Grade de molas. . 3.Manutenção. e. 3. .2 Quanto a forma de acoplamento . e. 3.montada. Essa operação é realizada pelos implementos denominados grades.1. .1. .1.Tração animal .1.Enterrio de restos vegetais.1 Classificação das grades 3. e. .Tratorizadas 3.1 Quanto à fonte de potência: . As outras operações que as grades podem ser utilizadas são: . .Semi . .Dupla ação .mola .Simples ação. .dente.

2.deslocada de seis secções. c) Tombamento: conseqüência da forma esférica dos discos. De acordo com o número e a disposição das secções distinguem-se os seguintes tipos básicos: a) grade de simples ação. Os corpos posteriores. agem de maneira que o solo é atirado par dentro. 3.2 Grade de Dupla Ação em Tandem Apresentam quatro corpos dispostos em linha. isto é. . dispostos em linha. b) grade de dupla ação: . 3.deslocada (“off set”) . . d) Nivelamento: a passada da grade tende a deixar um microrelevo mais uniforme que se favorece com o aumento de velocidade de trabalho.2.1 Grades de Discos quanto à ação exercida sobre o solo 3.tandem. Os corpos dianteiros apresentam a mesma disposição das grades de simples ação.6 Ações Exercidas Sobre o Solo a) Seccionamento: devido ao afiamento dos discos. Assim o solo é mobilizado duas vezes. primeiro para fora (pelos corpos frontais) e depois para dentro (pelos corpos posteriores).2.1. porém opostos quanto à direção de trabalho.deslocada de duas secções . denominados secção ou corpo da grade.2 Grades de Discos Como complemento do trabalho do arado. b) Pulverização: se origina pela pressão que exercem os discos contra o solo. o pequeno prisma de terra cortado do avançar sobre a superfície de trabalho descreve uma trajetória que conclui um tombamento.1. espaçados por carretéis. seja no sentido longitudinal ou vertical. dois frontais e dois posteriores. os discos são montados num eixo comum. Nestas.1.1 Grade de Simples Ação Apresenta dois corpos. ao rola produzem uma ação cortante sobre os torrões do solo.3. a grade de disco constitui uma das mais importantes máquinas de preparo do solo. 3. ao contrário. as faces dos discos voltadas para fora. e por isso são chamados de dupla ação.

de dupla ação deslocada ou nas se simples ação. designação proveniente do seu primeiro fabricante.2 Discos As maiorias das grades possuem discos com 16 a 24 polegadas de diâmetro. é preferível discos menores. é grande e pesada. substituindo. Os de maior diâmetro e espaçamento. geralmente de discos recortados. uma vez que o disco recortado prende o material através do recorte. inutilizando esses componentes.3 Grade de Dupla Ação Deslocada (de 2 secções) Estas grades. Os discos de grades possuem bordas lisas ou recortadas. com pequeno espaçamento. além de possuírem maior capacidade de penetração do disco. . a aração e a gradagem convencionais. sendo utilizados nas grades mais leves. 3. substituindo o arado.com uma folga para permitir a montagem e desmontagem das secções com facilidade. para evitar que os discos se soltem e produzam desgaste excessivo no eixo ou no disco. são indicadas para maior capacidade de penetração do enterrio de restos de culturas. A grade do tipo “rome”. perpendicularmente a direção de deslocamento. também denominadas “V”. cujos eixos. Devido a essa folga e ao fato de toda secção possuir movimento de rotação. sob determinadas condições. um atrás do outro. ou grades “off set” apresentam dois corpos. Sua capacidade de trabalho está relacionada ao seu rendimento em termos de há. quando em posição de trabalho.dia-1 e com a intensidade de mobilização do solo. além de volumoso. deve-se verificar sempre o aperto no eixo. é de difícil cisalhamento.2. deslocam-se formando um “V”. uns do outros.3. O centro dos discos possui um furo redondo que se encaixa no eixo . empregada no preparo do solo.1. facilitando essa operação. são aconselháveis para terrenos onde o material de cobertura. provendo uma mobilização do solo entre os discos.2. executando um enérgico revolvimento e incorporação dos materiais de cobertura. espaçamento de 6 a 10 polegadas. As bordas recortadas.

Quanto maior o ângulo horizontal da secção. 3. espaçamento e concavidade dos discos já estão praticamente estabelecidos pelo fabricante.3. No caso das grades montadas.2. nestas grades.Os discos recortados embora possuam maior capacidade de penetração. Quando o ângulo horizontalmente da secção é zero. Grades de discos em X – A folga entre os dois conjuntos dianteiros deve ser de 0. a principal regulagem a ser feita pelo operador é o ângulo formado pelas secções da grade. da mesma forma que já discutida para grades montadas.3. maior a profundidade de trabalho dos discos. medido a partir de um plano perpendicular a direção de deslocamento. deve-se fazer o movimento longitudinal e transversal da grade. além de serem mais caros. os discos rodam em planos paralelos à direção de deslocamento e praticamente movimentam o solo. diâmetro.3 Regulagem das Grades de Discos Uma vez que o peso da grade. espaçamento e concavidade dos discos já estão praticamente estabelecidos pelo fabricante. diâmetro. Normalmente. o ângulo das duas secções dianteiras é regulado independentemente do ângulo das secções traseiras (grades tandem). também a principal regulagem a ser efetuada antes da operação é a seleção e fixação do ângulo horizontal das secções. A variação do ângulo é feita mudando-se a posição da secção no chassi e travando-se na posição desejada com o pino de trava. Alguns requisitos devem ser considerados para uma boa regulagem das grades tandem ou dupla ação e off-set: .01m. a principal regulagem a ser feita é o angulo das seções das grades o qual influencia na profundidade de trabalho.2. . uma vez que o peso da grade. O nivelamento longitudinal é obtido através do braço do terceiro ponto do sistema hidráulico de levantamento do trator e o transversal através do braço inferior direito.2 Regulagem da Grade em Tandem Nas grades de dupla ação. 3.2.Cada disco da seção traseira deverá trabalhar exatamente entre os dois discos da seção dianteira .1 Regulagem da Grade Simples Ação Na regulagem das grades de simples ação.Os discos das duas seções devem girar com mesma velocidade 3. tem maior tendência para quebrar. de forma que ambas as secções penetrem a uma mesma profundidade.

o que permite. o ângulo de tração aumenta e para a esquerda diminui. em relação à linha de centro de tração do trator. 3.45m nos modelos com 26 e 30 discos. devido aos maiores valores dos ângulos horizontais dos discos da seção dianteira. O deslocamento lateral da grade é feito através do deslocamento do ponto de fixação a barra de tração no chassi. que recebe o óleo sob pressão a partir do circuito hidráulico do trator. Deve-se seguir rigorosamente a indicação do fabricante. com o pino de trava solto. como ilustra a Figura 1.40 a 0. Em algumas grades a regulagem do ângulo das secções é feita através de um cilindro hidráulico.4 Potência Necessária para Tracionar . No caso de grades com comando hidráulico. obtém-se a regulagem para trabalhos normais. A grade off-set possibilita o seu deslocamento. Quando as grades possuem apenas o sistema mecânico de regulagem do ângulo horizontal da secção. O deslocamento da barra de tração de grade acarreta uma maior profundidade de corte da grade.35 a 0. isto não precisa se levado em consideração. Deslocando-se a barra para a direita. o ângulo de tração em uma grade típica é regulado através da posição da barra de tração. Já a profundidade de trabalho pode ser alterada com a colocação ou retirada de lastro. Na regulagem das grades “off-set” de arrasto. Baldan) Deve-se ter o cuidado de realizar curvas durante as manobras. Se o parafuso for deslocado para a direita. no caso de culturas perenes.40m nas grades de 2 discos e de 0. colocados em bandejas existentes no chassi da grade para esse fim.2. desloca-se o trator para a frente para aumentar o ângulo entre as secções e para trás para diminuí-lo. passar-se com a grade sob a copa das árvores. A profundidade de trabalho pode ser regulada através da altura de acoplamento da barra de tração e pelo ângulo formado pelas seções. e de mangueiras flexíveis. a grade fica deslocada a esquerda e vice-versa.Entre os conjuntos traseiros a folga deve ser de 0. O deslocamento é obtido alterando-se a posição da barra de tração sobre a barra transversal fincando-se o parafuso no orifício central. do lado do vértice das seções (esquerda).

Como acessórios pode-se utilizar um disco cortador. chegando em terrenos muito resistentes a 2.. hastes.Curva: ângulo igual a 45o fi possui maior desempenho de penetração e exige menor força de extração . 3. Os subsoladores são utilizados nos seguintes casos: . se necessita para cada disco ao redor de 2kW. um torpedo. auxiliando o corte do material mais próximo a superfície como as raízes evitando o embuchamento. 3. principalmente entre o intervalo entre a culturas sucessivas. 3.Para romper camadas compactadas em profundidade devido ao tráfego repetido de máquinas. ou pela compactação devido ao tráfego de tratores. para promover uma maior drenagem do solo.4 Escarificadores São implementos usados para quebrar o adensamento superficial do solo. São também muito usados na reforma de pastagens onde há .7.Quando junto ao subsolador se aplicam fertilizantes em profundidade. . utilizado em terrenos úmidos típicos das várzeas sujeitas a alagamento. como nas rotações de culturas.Quando se deseja uma melhor circulação de água necessário em terrenos que tendem a acumular água.2 Tipos de Hastes .m . dentre outras coisas. Atualmente tem sido difundido o seu uso para o preparo de solo em substituição do sistema convencional (preparo vertical). Ou ainda. .3.solo franco arenoso fi p = 7.solo argiloso ® p = 14.m .m em que p = força de tração (N) m = massa da grade (kg) Cálculo para qualquer velocidade e para profundidades típicas de trabalho. trabalhando a uma mesma profundidade.solo franco argiloso fi p = 1.1 Características dos Subsoladores Os subsoladores são constituídos basicamente de uma barra porta ferramentas. 3.Reta com porteira inclinada .5kW.Reta: ângulo igual a 90o ® exige maior força de tração .3 Subsolador São implementos utilizados para romper a camada compactada do solo.3.7. em terrenos sujos ou recém desbravados. permitindo a infiltração e uma maior capacidade de retenção de água no solo.Parabólica: ângulo igual a 15 – 25o fi possui melhor desempenho a penetração no solo. ponta e roda de controle de profundidade. Estima-se que em condições médias de trabalho.8.

no sentido longitudinal. . As hastes rígidas se caracterizam por serem um dente robusto fortemente fixado ao chassi. porém tem inconveniente de que se dificulta a penetração em terrenos secos. 3.4. por serem equipamentos cujas ferramentas efetuam sobre o solo um trabalho simétrico a componente transversal da resultante de forças que atuam sobre cada haste se pode considerar como nula.2 Características dos Escarificadores Como mencionado anteriormente. Tem a desvantagem de não manter a uniformidade de corte. enquanto que as hastes rígidas trabalham a 25. O perfil do solo trabalhado além de dispor de um espaço poroso suficiente como para armazenamento de água.necessidade de descompactar o solo superficialmente devido ao pisoteio excessivo provocado pelos animais. flexíveis e rígidas. Quando um dente rompe o solo trabalhando a uma profundidade p. diferenciando-se basicamente em que os primeiras trabalham a profundidades de no máximo 2 cm a velocidade pode chegar até 10 km/h. com a qual se reduz o esforço de tração. se gera uma vibração sobre a haste. Se utilizam em terrenos pesados e compactados deixando o solo mais destorroado que as hastes flexíveis.3 Forças que Atuam nos Escarificadores Nos escarificadores.35 cm de profundidade e a velocidade podendo chegar até 6 km/h. 3. montados no chassi mediante uma articulação unida a uma mola cuja finalidade é absorver os impactos e variações de carga que são geradas no solo.4. as quais se distribuem as hastes de tal forma que se projetados sobre um plano perpendicular a direção de avanço se encontrem todos eles com uma separação igual. sem inversão do solo. não apresenta a descontinuidade estrutural pela formação de uma soleira deixada pelos arados. existem dois tipos se hastes.Escarificador (Fonte Semeato) 3. O chassi consta normalmente de 2 ou 3 barras porta ferramentas. Pode-se dizer que somente existem componentes horizontais e verticais. Além disso. que melhora notavelmente o efeito pulverizador. As hastes flexíveis têm forma de arco circular. Figura 12 . assim como a resistência oferecida são funções das variáveis mecânicas do solo. O ângulo de ataque é de 20 – 22o.4. Se trata de um equipamento de preparo do solo cujas ferramentas de trabalho são dentes montados sobre braços flexíveis ou rígidos. a área afetada.1 Efeito Sobre o Solo Os escarificadores fragmentam o solo com formação de grandes fissuras e terra fina.

1984.Z.br/content/ABAAABUFgAH/apostila-implementospreparo-solo#ixzz23Y37EIlh . H.com. Máquinas agrícolas São Paulo. Agricultural machines. (1980) Máquinas Motoras na Agricultura. 1972. L. G. Porém estas forças crescem com o quadrado da profundidade de trabalho. Madri: Mundi Perenssa. Mialhe. Department of Agriculture and the National Science Foundation.Ambas vêm condicionadas pelos mesmos fatores que nos casos dos arados. Univ.S.5 Regulagem A profundidade regula-se utilizando rodas de apoio ou SLH (Sistema de Levante hidráulico). 1987. 492 p.ebah. KANAFOJKI. a componente horizontal de reação do solo. Washington: U. CAÑAVATE. 3. O Las maquinas agrícolas y su aplicacion. Segundo ASAE. J.5 a 2. HAMAN. C.0 * profundidade da haste 4 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA BALASTREIRE.25 * profundidade da haste b) Ponteira alada: 1. de São Paulo Leia mais: http://www.: Manole. A. L. 310p. 451p. theory and construction. A diferença é que nestes equipamentos as componentes de força crescem de forma linear com a velocidade. . BERNACKI.3 cm. Ed. para hastes separadas de 30 cm adquire os seguintes valores quando a profundidade de trabalho é de 8.. Espaçamento entre hastes a) Ponteira estreita: 1.4.

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