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o Abébé Oxum, Xabá Oxum, o Pano da Costa, e uma peça já esquecida por alguns, que por muito tempo

não percebo mas na indumentária deste Orisá que é justamente o laço que jogamos no dorso da linda Oxum e que suas extremidades caíam sobre os braços encerrandose amarrados uma ponta na base do Abèbé e a outra no dedo polegar da outra mão. É importante ressaltar que mesmo que alguns ainda utilizem tais elementos, parece-me também que a simbologia destes é desconhecida de muitos, então vamos as minhas vagas lembranças, adoro destilar e destrinchar todas as pertinentes do nosso Culto ... A figura que um Xabá transmite com todas aquelas miniaturas fixas na extensão da corrente para alguns talvez seja apenas uma corrente de penduricalhos, porém sua representação mítica vai além dos penduricalhos, em um Xabá percebemos ali vários elementos inseridos no seu culto por nossos ancestres, elementos estes que contam e participam da história do orixá em questão, contando suas passagens e sintetizando suas preferencias, seria uma espécie de DNA onde encontramos parte de quase tudo que compõe o Culto do Orixá Oxum, nas diferenciações de um Xabá para o outro podemos então entender a classificação dos caminhos que aquela Oxum toma, como por exemplo a Adaga o caminho da Guerreira, o Ofá da Caçadora, a Lança da Pescadora, a Fisga da Astuta e assim por diante ... No Abébé, peça tão utilizada no Culto temos a representação mítica do útero materno, onde a fecundidade e idéia de continuidade é altamente sinalizada, é falta gravíssima por uma Oxum na sala sem o seu Abèbé, é sinal de ofensa, idéia contrária ao que o orisá representa em nosso meio, é comum ver sempre na extremidade de base dos Abébés um círculo (idé) expressando a idéia de evolução e continuação da espécie... O Pano da Costa largamente usado pela mulheres, alguns externam a idéia apenas de cobrir o corpo, o que seria errôneo, pois no pano da costa temos a representação da bolsa aquela que retém o liquído amniótico elemento imprecindível a vida do feto, é semelhante ao Marsúpio que a Mãe canguru tem em seu ventre para carregar o seu filhote, daí o motivo de os panos da costas nas mulheres fazerem sempre as pontas a frente da baiana, representando então o útero masculino esta ponta. O Laço do qual falamos acima já esquecido por alguns que prendemos uma de suas extremidades na base do idé que se encontra na base do abébé e o outro no polegar de uma das mãos, tem a representação do Cordão Umbilical é uma estrutura que liga o feto a placenta, uma espécie de via de comunicação do bebe com a mãe, o que é comum vermos na boca do feto quando ainda se encontra na barriga da mamãe? O Polegar ! Logo aí percebemos o simbolismo de uma das extremidades fixas na base do abebé e a outra no polegar do orixá.