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ANÁLISE LIQUIDEZ

ANÁLISE LIQUIDEZ

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Análise dos índices de liquidez..
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06/12/2013

VI SIAR & IV SIACC, Auriflama, SP, Brasil, 17 a 19 de Outubro de 2007

Uma abordagem prática sobre os indicadores econômico - financeiros
Silvio Paula Ribeiro – email: spribeiro@hotmail.com Resumo Esse artigo realiza uma discussão teórica sobre a importância dos indicadores econômicofinanceiros na atualidade dos negócios. O presente estudo aborda os seguintes grupos de indicadores: Liquidez, Rentabilidade, Endividamento ou Estrutura de Capitais e por fim os Indicadores de Rotatividade. A metodologia utilizada refere-se a uma pesquisa bibliográfica sobre o tema abordado, e uma aplicação prática nos relatórios de uma empresa. No estudo realizado concluiu-se que o assunto indicador econômico-financeiros já foi discutido em várias situações como artigos científicos, monografias, dissertações, teses, livros e outras, mais qualquer nova discussão, seja ela tradicional ou não, sempre é bem vinda, em virtude da complexidade e importância do tema para as organizações nos dias atuais. Palavras-chaves: Indicadores. Liquidez. Rentabilidade. Endividamento. Rotatividade. 1 Introdução No contexto atual, onde a concorrência é cada vez mais forte entre as empresas e a busca pela competitividade é uma necessidade constante até mesmo para a sobrevivência do negócio, a análise da capacidade de pagamento, da rentabilidade, do endividamento e da rotatividade dos ativos, tornam-se fundamental para sobrevivência da empresa. Sem dúvida, a análise das demonstrações contábeis por meio de indicadores é importante no contexto atual das empresas. Segundo Matarazzo (2003, p. 15) “a Análise de Balanços objetiva extrair informações das Demonstrações Financeiras para a tomada de decisões”. A Análise das Demonstrações Financeiras pode ser entendida como um conjunto de técnicas que mostra a situação econômico-financeira da empresa em determinado momento, por meio de indicadores. Observa-se que a análise começa justamente onde termina a contabilidade (nos relatórios contábeis) e tem como principal objetivo extrair informações úteis para ser base para tomada de decisão. As principais Demonstrações Contábeis que podem ser analisadas são: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, Demonstração de Fluxo de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado.
Para ser feita a análise, deve averiguar se tem a posse de todas as Demonstrações Contábeis (inclusive Notas Explicativas). Também seria desejável ter em mão as Demonstrações Contábeis de três períodos. Com as publicações em colunas comparativas, tem-se de posse de uma única publicação, dois períodos: exercício atual e exercício anterior (MARION, 2002, p. 22).

Vale lembrar que o principal objetivo desse trabalho é mostrar a importância dos indicadores econômico-financeiros na atualidade para as empresas. Para atender ao referido objetivo realizou-se uma discussão teórica sobre a visão de alguns especialistas do tema abordado. Esse trabalho tem como problema principal tentar responder ao seguinte questionamento: Atualmente é necessário utilizar os indicadores econômico – financeiros na administração das empresas?

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Na verdade, além de realizar uma discussão teórica sobre o tema principal: Indicadores Econômico - Financeiros, este trabalho pretende aplicar nos demonstrativos contábeis, os índices selecionados e mostrar a importância desse tema para a administração, como base para sua tomada de decisões. O presente trabalho divide-se em quatro partes: a primeira refere-se à abordagem introdutória, a segunda mostra a abordagem teórica sobre os Indicadores Econômico-Financeiros, a terceira apresenta a aplicação dos Indicadores em uma empresa fictícia e a quarta e última parte apresenta as considerações finais e as referências bibliográficas utilizadas no decorrer no presente artigo. 2 Abordagem teórica Abaixo apresenta-se um quadro com os Indicadores Econômico-Financeiros abordados no decorrer do estudo. Salienta-se que os referidos índices foram selecionados, em virtude de serem os mais utilizados. Porém, cabe lembrar que esses não são os únicos. 2.1 Quadro l: Os indicadores econômico - financeiros
ÍNDICES 1. Participação de Capitais de Terceiros ESTRUTURA DE CAPITAIS 2. Composição do Endividamento 3. Imobilização do Patrimônio Líquido 4. Imobilização dos Recursos NãoCorrentes 5. Liquidez Geral 6. Liquidez Corrente LIQUIDEZ OU SOLVENCIA 7. Liquidez Seca 8. Liquidez Imediata 9. Liquidez ou Giro do Ativo RENTABILIDADE 10. Margem Líquida 11. Rentabilidade do Ativo 12. Rentabilidade. do Patrimônio Líquido 13. Rotação de Estoques 14. Rotação de Duplicatas a Receber 15. Rotação de Fornecedores 16. Rotação do Ativo Circulante FÓRMULAS Exigível Total Patrimônio Líquido Passivo Circulante Exigível Total Ativo Permanente Patrimônio Líquido Ativo Permanente PL + ELP AC+RLP PC + ELP Ativo Circulante Passivo Circulante Ativo Circulante – Estoques Passivo Circulante ____Disponível___ Passivo Circulante Vendas Líquidas Ativo Total __Lucro Líquido_ Vendas Líquidas Lucro Líquido Ativo Total Lucro Líquido/Patrimônio Líquido Custo das Mercadorias Vendidas Estoque Médio de Mercadorias Vendas a Prazo/Média de Clientes Compra a Prazo/Média de Fornecedores Vendas/Ativo Circulante

ROTATIVIDADE

Fonte: Marion (1998), adaptado.

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2.1.1 Índices de endividamento ou estrutura de capitais Os Índices de Endividamento têm como principal objetivo mostrar o grau de comprometimento do capital próprio de uma empresa, com o capital de terceiros. Esses índices mostram, por exemplo, o quanto por cento do capital de terceiros vencem a curto prazo. Além disso, é possível verificar o quanto do capital próprio e dos recursos não correntes foram aplicados no Ativo Permanente.
Cada empreendimento possui estrutura ótima de composição de recursos e não existem regras fixas. A natureza do endividamento, as taxas de juros e as despesas reais de financiamento, quando comparadas com o retorno que tais recursos tem uma vez investidos no ativo, em confronto com os custos alternativos do que o nível absoluto de tais quocientes em determinados momentos (IUDICIBUS, 1998, p. 83).

Observa-se que não existem regras definidas sobre estrutura de capitais, a empresa pode trabalhar com o capital próprio, sendo superior ao de terceiros, ou com capital de terceiros sendo superior ao próprio. Na verdade, o que importa é a comparação dos juros pagos referente ao financiamento, com os proporcionados pelo mercado onde foi aplicado o valor do capital. 2.1.2 Índices de liquidez ou solvência São quatro os índices de liquidez: imediata, seca, corrente e geral. Os Índices de Liquidez mostram a capacidade que a empresa tem para cumprir com os compromissos assumidos. Para obter um diagnostico mais correto sobre a liquidez da empresa é fundamental que a organização utilize os quatro índices com o propósito de reduzir equívocos na análise. Se a empresa analisar apenas o índice de liquidez geral poderá concluir que tem problemas de liquidez e o índice de liquidez corrente pode mostrar justamente o contrário, um índice satisfatório. Pode ocorrer também que os índices de liquidez corrente e geral não sejam satisfatórios, mas a analise da liquidez imediata pode ser adequada para o momento. Percebe-se, portanto, que a análise individual não pode ser parâmetro para um relatório, o analista deve aplicar os quatro índices de liquidez para chegar a uma conclusão sobre a capacidade da empresa cumprir com os compromissos assumidos. Conforme Zdanawicz (1998, p. 60) “a liquidez é denominada de análise de razão ou quociente, visa a mensuração da capacidade financeira da empresa em pagar seus compromissos de formas imediata, a curto e a longo prazo”. 2.1.3 Índices de rentabilidade Os índices de rentabilidade selecionados nesse trabalho mostram, por exemplo, o retorno que a empresa está proporcionando sobre o capital próprio. Entende-se que o capital próprio corresponde ao valor investido no negócio pelos proprietários, o lucro e as respectivas reservas. Esse dinheiro (investido no negócio pelos proprietários) sai da pessoa física e entra na pessoa jurídica. Além do retorno sobre o capital próprio é possível verificar a rentabilidade, o giro do ativo total e a margem líquida proporcionada pela comercialização das mercadorias compradas pela empresa para revenda.

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Conforme Zdanawicz (1998, p. 101) “a rentabilidade pode ser estudada conjuntamente com a taxa de retorno dos investimentos, rentabilidade é comumente utilizada no meio empresarial, para referir – se ao desempenho econômico da organização”. 2.1.4 Índices de rotatividade Em um ambiente de alta competitividade analisa-se a importância do controle dos ativos e principalmente dos itens que formam o Ativo Circulante do negócio. Verifica-se também a possibilidade e a necessidade do confronto das Duplicatas a Receber, com as Duplicatas a Pagar. Sendo assim, os indicadores de Rotatividade ou Rotação mostram o giro dos estoques, o giro dos fornecedores, das duplicatas a receber e do ativo circulante, entre outros itens do Balanço Patrimonial da empresa analisada, tornando possível o acompanhamento da tendência dessas contas. Segundo Braga (1999, p. 145) a análise da rotatividade “visa determinar o giro dos recursos aplicados pela empresa, tendo como último objetivo o estabelecimento de condições e dias na rotação desses recursos”. 3 Aplicação dos indicadores em uma empresa fictícia A seguir apresenta-se o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado de Exercício de uma indústria. Cabe esclarecer que o nome da referida empresa foi omitido a pedido da própria administração do negócio. O motivo alegado para tal omissão refere-se à possibilidade dessas informações serem usadas pelos concorrentes da empresa analisada. Portanto atribuiu-se o nome de Empresa Wellington LTDA. Quadro 2: BALANÇO PATRIMONIAL - Empresa Wellington LTDA.
ANO ATIVO Circulante Disponível Duplicatas a Receber Estoques Realizável a Longo Prazo Permanente Investimentos Imobilizado TOTAL 2006 ANO PASSIVO 592.000 Circulante 55.000 Contas a Pagar 57.000 Fornecedores 480.000 Exigível a Longo Prazo 73.000 Financiamentos 289.000 150.000 Patrimônio Líquido 139.000 Capital Reservas 954.000 TOTAL 2006

100.000 44.000

450.000 360.000 140.000 220.000 954.000

Fonte: Empresa pesquisada (2006)

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Quadro 3: DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Empresa Wellington LTDA.
ANO Vendas Custo das Vendas LUCRO BRUTO Despesas com vendas Despesas Administração Receitas/ Desp. Fin. LUCRO OPERACIONAL Resultado não operacional LUCRO ANTES DO IR Provisão p/ IR LUCRO LIQUIDO 2006 1.843.000 (1.281.000) 562.000 (316.000) (84.000) (40.000) 122.000 58.000 180.000 (4.000) 176.000

Fonte: Empresa pesquisada (2006)

Outras informações relevantes: - O valor das vendas a prazo no período corresponde a: R$ 800.000 (Oitocentos mil reais); - O valor das compras a prazo no período corresponde a R$ 500.000 (Quinhentos mil reais); 3.1 Quadro 4: Dos Indicadores de Endividamento
DEFINIÇÃO DOS INDICES 1. Participação de Capitais de Terceiros 2. Composição do Endividamento 3. Imobilização do Patrimônio Líquido 4. Imobilização dos Recursos Não- Correntes FÓRMULAS Exigível Total Patrimônio Líquido Passivo Circulante Exigível Total Ativo Permanente Patrimônio Líquido Ativo Permanente PL + ELP INDICES DA EMPRESA 1,65 0,24 0,80 0,36

Fonte: Empresa pesquisada (2006)

O índice de participação de capital de terceiros refere-se a 1,65, percebe-se que para cada R$ 1,00 de capital próprio existem aplicados na empresa de R$ 1,65 de capitais de terceiros. O índice mostra que o capital próprio é bem superior ao capital de terceiros. O índice de composição do endividamento de 0,24 indica que para cada R$ 1,00 de dividas totais existem R$ 0,24 de obrigações vencíveis a curto prazo, isto é, a empresa terá de repor, a curto prazo, 24% dos capitais tomados de terceiros. As obrigações de curto prazo são inferiores às obrigações a longo prazo, portanto entendese que essa situação pode ser considerada normal, isso justifica-se pelo fato da empresa apresentar um Índice de Liquidez Corrente superior a 1,00, ou seja, 4,11. Dessa forma, conclui-se que o índice revela uma situação favorável, apesar de 24% dos recursos tomados de terceiros terem vencimento a curto prazo.

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O índice de imobilização do patrimônio líquido revela que para cada R$ 1,00 do Patrimônio Líquido teoricamente a empresa imobilizou R$ 0,80, ou seja, a empresa imobilizou 80% do seu capital próprio e o restante esta aplicado no ativo circulante. O índice de imobilização dos recursos não correntes de 0,36 indica que para cada R$ 1,00 de recursos não correntes a empresa imobilizou R$ 0,36 ou seja, 36% dos recursos não correntes. O restante, teoricamente esta aplicado no Ativo Circulante. Observa-se que apesar da empresa analisada apresentar capital de terceiros maior que o capital próprio, o retorno dos investidores é satisfatório. Dessa forma, a administração da empresa deve comparar esses índices com outros períodos da própria organização e assim verificar a tendência do grau de endividamento do negócio. Cabe ressaltar que teoricamente, os índices de endividamento quanto menor, melhor para a empresa. 3.2 Quadro 5: Dos Indicadores de Liquidez
DEFINIÇÃO DOS INDICES 5. Liquidez Geral 6. Liquidez Corrente 7. Liquidez Seca 8. Liquidez Imediata FÓRMULAS AC+RLP PC + ELP Ativo Circulante Passivo Circulante Ativo Circulante – Estoques Passivo Circulante ____Disponível___ Passivo Circulante INDICES DA EMPRESA 1,12 4,11 0,78 0,38

Fonte: Empresa pesquisada (2006)

Entende-se pelo índice de liquidez geral que para cada um real de divida total, a empresa tem R$ 1,12 de recursos totais, envolvendo valores, a curto e longo prazo. O índice de liquidez corrente mostra que para cada um real de dívida a curto prazo a empresa tem R$ 4,11 de recursos a curto prazo. Portanto, a organização tem condições de cumprir com todas as obrigações a curto prazo e ainda tem uma folga de 3,11 para cada 1,00 de dívida a curto prazo. O índice de liquidez seca mostra que para cada um real de dívida a curto prazo a empresa tem R$ 0,78 de liquidez seca. Para obter o ILC é preciso pegar o Ativo Circulante, deduzir os estoques e a partir desse valor, dividir pelo total das dívidas a curto prazo (passivo circulante). O índice de liquidez imediata mostra que para cada um real de dívida a curto prazo a empresa tem R$ 0,38 de recurso disponível. Portanto, a empresa cumpri com 38% das obrigações a curto prazo apenas com os valores considerados disponíveis. Observa-se que disponível normalmente considera-se o valor do caixa, mais o saldo da conta bancos - conta movimento. Vale lembrar que teoricamente, quanto maior a liquidez, melhor para empresa analisada.

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3.3 Quadro 6: Dos Indicadores de Rentabilidade
DEFINIÇÃO DOS INDICES 9. Liquidez ou Giro do Ativo 10. Margem Líquida 11. Rentabilidade do Ativo 12. Rentabilidade do Patrimônio Líquido FÓRMULAS Vendas Líquidas/Ativo Total Lucro Líquido/Vendas Líquidas Lucro Líquido/Ativo Total Lucro Líquido/Patrimônio Líquido INDICES DA EMPRESA 1,93 0,10 0,18 0,49

Fonte: Empresa pesquisada (2006)

O índice mostra que a cada um real investido, ou seja, aplicado nessa empresa foram vendidos R$ 1,93 nesse período. Portanto, os valores aplicados nesse negócio giraram quase duas vezes no período analisado. O índice de 0,10, refere-se a margem líquida e indica que a cada um real obtido em vendas a empresa conseguiu R$ 0,10 de lucro líquido. Portanto, a margem líquida da empresa é 10% no período analisado. O índice de rentabilidade do ativo é 0,18 e revela o seguinte: a cada um real, investido, ou seja, aplicado no ativo dessa empresa houve uma lucratividade de R$ 0,18. Para entender melhor a importância deste índice de 0,18 calcula-se o prazo e o retorno do capital total investido, assim verifica-se em quantos anos a empresa terá duplicado o valor do seu Ativo. Portanto: 0,18 x 100 = 18% ano de retorno. 100/18 = 5,55 anos. Observa-se que em pouco mais de cinco anos a empresa retornará o valor total investido nesse negócio, prazo considerado bom, de uma forma geral. A rentabilidade do patrimônio líquido corresponde à seguinte situação: para cada um real de capital próprio a empresa tem retorno de R$ 0,49 no período analisado. Para entender melhor a importância do índice de 0,49 calcula-se o prazo de retorno do capital investido pelos donos dessa empresa. Portanto: 0,49 x 100 = 49% ao ano de retorno sobre o capital próprio (patrimônio líquido) 100/49 = 2,04 anos Observa-se que 2,04 anos é o tempo necessário para o retorno sobre o investimento próprio, conforme os relatórios analisados. Percebe-se um certo conforto quanto a rentabilidade, em virtude dos indicadores mostrarem prazos satisfatórios de retorno, tanto para o valor total investido (total do ativo), quanto para o capital próprio da empresa analisada. Salienta-se que teoricamente, quanto maior a rentabilidade (índices), melhor.

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3.4 Quadro 7: Indicadores de Rotatividade
DEFINIÇÃO DOS INDICES 13. Rotação de Estoques 14. Rotação de Duplicatas a Receber 15. Rotação de Fornecedores 16. Rotação do Ativo Circulante FÓRMULAS CMV Estoque Médio de Mercadorias Vendas a Prazo Média de Clientes Compra a Prazo Média de Fornecedores Vendas Ativo Circulante INDICES DA EMPRESA 2,66 14,03 8,77 3,11

Fonte: Empresa pesquisada (2006)

O índice de rotatividade dos estoques mostra que o giro dessa conta corresponde a 2,66 no período analisado, ou seja, mais de duas vezes e meia. Vale ressaltar que considera-se como estoque médio o valor apresentado nessa conta no ano analisado. Na rotatividade da conta clientes observa-se um índice de 14,03, isso mostra que a cada um real da referida conta foram vendidos R$ 14,03 (catorze reais e três centavos). O giro do Ativo Circulante é de 3,11, isso permite analisar que para cada um real de circulante a empresa vendeu R$ 3,11 (três reais e onze centavos). A rotatividade da conta fornecedor permite o seguinte entendimento: o giro dessa conta foi superior a oito vezes no período analisado. Vale lembrar que esses indicadores devem ser acompanhados periodicamente pela administração da empresa. 4. Considerações Finais Esse trabalho propôs realizar uma discussão teórica sobre o principal tema abordado – Indicadores Econômico - Financeiros, utilizando a visão de especialistas da área, e em seguida aplicando os indicadores selecionados em uma empresa. O trabalho teve como objetivo principal mostrar a importância dos indicadores econômico-financeiros nos dias atuais. Dessa forma, entende-se que o objetivo principal foi atendido, através dos seguintes itens: - Verificar o grau de endividamento dos negócios atualmente, torna-se fundamental para a administração da empresa. Assim, as pessoas responsáveis pela gestão podem acompanhar a evolução do grau de comprometimento com o capital de terceiros, por exemplo; - Saber a capacidade da empresa de cumprir com os compromissos assumidos é interessante tanto para a própria administração da empresa, quanto aos credores; - Mostrar o retorno aos interessados é fundamental para qualquer negócio atualmente - Manter um acompanhamento na rotatividade das contas, sejam elas obrigações ou direitos é primordial para o negócio; Cabe lembrar que esse trabalho não tem como objetivo esgotar o tema abordado, pretende-se apenas ressaltar a importância da utilização dos indicadores no dia-a-dia da administração das empresas. Como limitações do referido estudo podem ser destacadas as seguintes questões: - utilização de apenas um período (2006) para análise, recomenda-se que sejam pelo menos dois subseqüentes;

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- ausência do nome verdadeiro do negócio; - falta de índices padrões para efetuar a comparação dos indicadores obtidos na empresa; As sugestões para futuras pesquisas são as seguintes: - aplicar esses indicadores em uma outra empresa, e compará-los com indicadores de outras que atuam no mesmo seguimento; - utilizar mais de um período (ano, semestre, trimestre) para análise; - verificar a transparência dos relatórios fornecidos pela empresa para análise; Referências BRAGA, Hugo Rocha, Estrutura análise e interpretação, 4ª ed. São Paulo: Atlas, 1999. IUDICÍBUS, Sérgio de. Análise de balanços. análise da liquidez e do endividamento; análise do giro; rentabilidade e alavancagem financeira. 7ª ed. São Paulo. Atlas, 1998. ZDANAWICZ, José Eduardo. Estrutura e análise das demonstrações contábeis. 1ª ed. Porto Alegre: Zagra, 1998. MARION, José Carlos, Contabilidade empresarial, 8a ed., São Paulo, Atlas, 1998. MARION, José Carlos, Análise das demonstrações contábeis, 2a ed. São Paulo: Atlas, 2002. MATARAZZO, Dante. C. Análise financeira de balanços – abordagem básica e gerencial. 6a ed. São Paulo. Atlas, 2003.

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