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Comentário Bíblíco

0 profeta messiânico
S T A N L E Y M. H O R T O N

Tradução Benjamim de Souza

O CPAD

REIS BOOK’S DIGITAL

Todos os direitos reservados. Copyright © 2 0 0 2 para a língua portuguesa da Casa Publicadora das Assembléias de D eus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina. T ítu lo do original em inglês: Isaiah Gospel Publishing H ouse, Springfield, M issouri Prim eira edição em inglês: 2 0 0 0 Tradução: Benjamim de Souza

Preparação dos originais: Joel D utra Revisão: Kleber C ruz Capa: Flam ir A m brósio Pojeto gráfico: Eduardo Souza Editoração: O lga Rocha dos Santos

CDD: 2 2 0 —Com entário Bíblico ISBN: 8 5 -2 6 3 -0 4 0 9 -7 Para maiores inform ações sobre livros, revistas, periódicos e os últimos lançamentos da CPAD, visite nosso site: h ttp ://w w w .cpad.com.br

As citações bíblicas foram extraídas da versão Alm eida Revista e Corrigida, edição de 1995, da Sociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação em contrário.

C asa Publicadora das A ssem bléias de Deus Caixa Postal 331 2 0 0 0 1 -9 7 0 , R io de Janeiro, RJ, Brasil 2'' edição/2003

Prólogo

Isaías é um dos mais ricos e mais lindos livros na Bíblia —tanto teológica como literariamente. Entre os livros do Vélho Testamento não há nenhum que mais utilize a linguagem hebraica, nenhum que tenha uma maior expressão da mensagem do Evangelho e da natu­ reza de Deus. Isaías, o profeta, é o primeiro teólogo do Velho Testamento. É apropriado que a CPAD deva pu­ blicar um comentário sobre Isaías produzido pelo prin­ cipal teólogo pentecostal do Velho Testamento. Stanley H orton é um maravilhoso exemplo de um erudito dirigido pelo Espírito. Ele conhece o Hebraico original e os pontos de vista dos eruditos e a voz do Espírito Santo, Ele tem despendido sua vida toda estu­ dando e ensinando a Bíblia, especialmente o Velho Tes­ tamento. Isaías tem sido um de seus mais intensos estu­ dos desde que ele o fez o foco de sua dissertação de doutorado. N ela ele mostrou que a perspectiva de todo o livro corresponde à autoria tradicional do profeta do oitavo século a.C. em Israel. Isso está em contraste com

muitos eruditos modernos, os quais teorizam um ou mais autores posteriores em Babilônia para os capítulos 40 a 66. Stanley Horton é um grande exemplo de humildade cristã e de­ monstra isso em seus escritos, apresentando gentilmente o que acre­ dita ser a verdade. Ao mesmo tempo, ele considera as diferentes in­ terpretações, permitindo aos leitores a escolha entre estas. Devido a Stanley H orton ter estado imerso no livro de Isaías por anos, ele tem um maravilhoso domínio de seu conteúdo. Sua leitura cuidadosa e reverente do texto traz a mensagem que Deus pretendia. Horton tem um dom para tratar do que realmente importa, trazen­ do de um modo simples e claro ao estudante da Bíblia as percepções dos eruditos. Este livro será de grande ajuda às pessoas leigas, as quais precisam deste grande livro de Isaías colocado em linguagem que possam entender. A obra do Dr. Horton demonstra uma sólida teologia bíblica que permite ao inspirado escritor da Bíblia dizer hoje o que ele pretendia em seus dias: o leitor é capaz de ouvir Isaías pregar a sua própria mensagem em seu próprio contexto antigo. Contudo, Horton mostra a relevância dos princípios divinos por trás dos textos antigos. Ele relaciona continuamente as profecias a Cristo. O livro finaliza com um apêndice de grandes temas teológicos em Isaías. Esta parte junta em um compacto mas profundo modo de compreen­ der muitas das maravilhosas verdades destacadas no livro. Para mim, é uma honra recomendar esta obra. Stanley Horton tem sido a maior influência em meu entendimento, trabalho e amor pelo Velho Testamento. Creio que os estudantes da Bíblia serão aben­ çoados pela espiritualidade e clareza da mensagem à medida que H orton a torna conhecida. Eu estou muito agradecido que o seu profundo conhecimento deste importante livro do Velho Testamento está finalmente publicado para abençoar a igreja, tanto dentro como fora da sala de aula.
R oger D. C otton, Tb.D.

Professor de Velho Testamento Seminário Teológico das Assembléias de Deus Estados Unidos da América

Prefácio

O livro de Isaías sempre foi um de meus favoritos. Eu lhe dei uma especial atenção em meus estudos de doutorado. M in h a dissertação, aceita pelo Central BaptistTheological Seminary (SeminárioTeológico Ba­ tista Central), era intitulada “A Defense on Historical Grounds o f the Isaian Authorship o f the Passages in Isaiab Referring to Babilon” (U m a Defesa sobre os Ele­ mentos Históricos da Autoria de Isaías a Respeito das Passagens no Livro de Isaías Referentes à Babilônia). O livro de Isaías era importante para os judeus na época anterior a Cristo. Quinze manuscritos hebraicos do livro de Isaías foram encontrados entre os Rolos do mar M orto. Jesus e os escritores do Novo Testamento também o consideravam importante, pois eles 411 ve­ zes fizeram citação de Isaías. As profecias de Isaías tive­ ram um profundo efeito sobre Jerusalém e Judá em seus

V lll

Comentário Bíblico: Isaías

dias. Elas continuam a abençoar todos aqueles que as estudam hoje. Em concordância com o uso tanto da ARC (versão de Almeida Revista e Corrigida da Bíblia de Estudo Pentecostal) como de outras versões (N V I e KJV por exemplo), a palavra SE N H O R é usada em letras maiúsculas e pequenas maiúsculas onde o hebraico do Velho Testamento tem o nome pessoal de Deus, Iahweh. O hebraico escre­ via apenas as consoantes Y H W H . As tradições posteriores seguiram o Novo Latim JH V H e adicionaram vogais do hebraico para “se­ nhor” para lembrá-los de ler Senhor em vez do nome divino. M as isto não foi jamais com a intenção de ler “Jeová”. Nas citações das Escrituras, as palavras que eu desejo enfatizar estão ressaltadas com itálicos. Para uma leitura mais fácil, as palavras hebraicas, aramaicas e gre­ gas estão todas transliteradas com caracteres do nosso alfabeto. Algumas poucas abreviações utilizadas: Gk.: Grego Heb.: Hebraico ARA: Almeida Revista e Atualizada ARC: Almeida Revista e Corrigida (Bíblia de Estudo Pentecos­ tal, CPAD) ASV: American Standard Version KJV: King James Version N V I: Nova Versão Internacional M eus especiais agradecimentos vão para Glen Ellard, Paul Zinter, e Leta Sapp na Gospel Publishing House e a todos aqueles que aju­ daram na preparação deste livro. Obrigado também a minha esposa, Evelyn, pelo seu encorajamento. Esta é uma versão revisada de um comentário originalmente acom­ panhado por textos hebraicos e publicado em 1955 pela The World Library Press Inc., Springfíeld, M o., Gregory Lint, editor executivo.

Sumário
P rólo go P refácio v vii I

S in o p s e ......................................................................................

In tro d u ç ã o ...................................................................................... 5 C e n á rio ............................................................................................ 5 O fim do rein o norte de I s r a e l............................. 7 Ju d á nos dias de I s a ía s ...............................................9 As invasões a s s ír ia s .................................................. 11 C ro n o lo g ia do tem po do p ro feta I s a ía s ..... 16 V isõ es críticas do livro de I s a ía s .................................. 17 U m a breve descrição d a m en sagem de Is a ía s ....... 2 7 In tro d u ç ã o ...... .................... .......................................... 2 7 Isaías: o p ro feta e sua m e n sa g e m ..................... 2 8 P ro fecias in ic ia is ......................................................... 2 9

A visão e ch am ad a de I s a ía s .................................... ...........2 9 A m ão irad a de D eus e sua m ão s a lv a d o r a ................... 3 0 Ju íz o sobre as nações e s tr a n g e ir a s ...................................... 31 Ju íz o e restauração p ara J u d á ...............................................3 2 E zequias e as invasões de S e n a q u e rib e .............................3 2 C o nfo rto e lib e r ta ç ã o .................................................................3 4 G ló ria p ara o povo de D eus; ju íz o p ara os o u tro s ..................................................................... 3 6 E sboço de I s a ía s ......................................................................................... 3 9 Isaías na versão A R C , N o tas e C o m e n tá rio s .............................51 A p ên d ice A: G randes tem as no liv ro de Is a ía s...................5 4 5 1. D eus, o S an to de I s r a e l................................................ 5 4 6 2 . D eus, o P oderoso de I s r a e l.................. .................... 5 4 7 3. D eus, o O n is c ie n te ......................................................... 5 4 8 4 . D eus, o C riad o r de t u d o ........................................... . 5 4 9 5. D eus, o R e d en to r e S a lv a d o r ...... ............................... 5 5 0 6. D eus, o R e stau rad o r de Israel e Jerusalém ...... 55 1 7. D eus, o S alv ad o r dos g e n tio s ................................... 5 5 2 8. O servo de D e u s.............................................................. 5 5 3 9 . O E sp írito S an to de D e u s......................................... 5 5 4 10. D eus m erece adoração p u r a .............................. ...... 5 5 8 A p ên d ice B: M a p a do Im p ério A s s ír io ................................ . 5 6 0 B ib lio g ra fia S e le c io n a d a .................................................................. 5 6 3 ín d ic e das E scritu ras ....... ....... .................... .................................... 5 6 5 ín d ic e R em issivo ............................................... ................................. 581

Data: Isaías foi o maior de todos os profetas da últim a metade do oitavo século a.C. Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias e, provavelmente, Manassés, senti­ ram o impacto de sua pregação profética. Cenário: Uma falsa prosperidade às expensas do go­ verno encorajou uma vida de corrupção e luxo acom­ panhada pela opressão do pobre e uma religiosida­ de sensual, imoral e pagã (2 Cr 26.16-18,20; 27.2; 2 8.1-27; 29.6-9). A Chamada de Isaías: Uma visão de Deus levou-o a uma visão de si mesmo e do pecado. A confissão o levou à purificação e consagração. A obra seria difí­ cil, mas lançou os fundamentos para o remanescen­ te retornar e preparar o caminho para a vinda do Messias (capítulo 6).

1— 13 O Servo é a arma de Deus para levantar. 2 4 -3 5 Juízo Geral Caps. Ungido pelo Espírito. 32. Conselheiro.5 O trono de justiça e amor. 6 -1 2 O Deus Santo é Exaltado Caps.) 16. 11. 13-23 Profecias Estrangeiras Caps. 7.18-25. 28 . 5 6 -6 6 Glória Caps. 36 -3 9 Ezequias Caps. Emanuel —O Deus conosco.1— 15— O Messias é Rei.1— 10 Descendente de Davi. 4 0 -4 8 Conforto A Grande Acusação: Um Pai de coração partido convida seus filhos a retornarem (cap.16 A Principal Pedra Angular. (Leia aqui Rm 8. 5. Maravilhoso. 1-5 Juízo e Esperança Caps. I). Pai da Eter­ nidade. libertar e reunir o povo.1— 7 . 49 . Deus Forte. O Quadro Ampliado do Messias: Nascido de uma virgem.Breve Esboço: Caps.10— 17 8. 4 9 -5 5 Redenção Caps. Príncipe da Paz.1— 12 O Servo divinamente escolhido e sustentado que bondosa e misericordiosamente restaura os judeus e traz a luz aos gentios.8 9. 18 42 .

50. agrada a Deus e torna possível a sua incomparável salvação.3 Sinopse 50.22. compare com Mateus 24. 53. pelo seu sofrimento e morte vicária e substituta. ensina e fortalece a outros.6-7. A porta aberta de par a par àqueles que anseiam.1— 11 O Servo.) Grandes sermões expositivos estão quase já elaborados nos capítu­ los I. “O M onte Evereste da Profecia Messiânica”.1 6-21 .35. A Certeza do Cumprimento da Palavra de Deus: 40. 59.8. 6. sanador e libertador do M es­ sias traz alegria. (Leia Lc 4 . O Ser­ vo. 49.12 54 55 6 1. 40. Ninguém é um fracasso quando vive de acordo com a vontade de Deus! .3. O ministério salvador. 55. 45.4— 1 1 52.2. 55. Versos Principais: 6. ensinado por Deus.13 a 53. O crescimento de Israel como um resultado da obra redentora do Servo.

junto ao rio N ilo. com suas cidades de Nínive e Assur nas proximidades do rio Tigre (ver mapa. no rio Eufrates. Para esse fim. Contudo. era o centro cultural.Introdução CENÁRIO Deus poderia ter colocado o seu povo. o Egito. Ao nordeste. nos dias de Isaías. em um distante e protegido oásis onde ninguém pu­ desse incomodá-lo. comercial e religioso para toda a Mesopotâmia. Ele o colocou na encruzilhada do velho mundo. Porém. Ao sul. Israel. era uma grande e rica nação. Apêndice B). A meta da Assíria era dominar a Babilônia e con­ quistar o Egito. esse era um lugar onde os exércitos do mundo conhecido entravam em conflito. Em vez disso. seus reis habitual­ mente enviavam seus exércitos todos os anos para . a Assíria era o poder dominante. Babilônia. Essa “terra prome­ tida” seria um centro vital para a expansão e difusão do Evangelho quando Jesus veio à Terra.

derrubou cerca de cento e oitenta metros do muro da cidade de Jerusalém. Nos dias de Eliseu. Israel e Judá não tinham desfrutado de tal prosperidade.C. Arqueólogos encontraram em Nínive o baixo-relevo da conquista de Laquis. Assim. todavia.8). Jeoás de Israel (798-781 a. os dias de dominação da Síria tinham acabado.) tomou o controle de Edom (2 Rs 14.) tornou a reaver os territórios cap­ turados por H azael de Damasco (2 Rs 13. Depois.2 Isaías. O Egito estava também enfraquecido por disputas in­ ternas. Adad-N irari III da Assíria pôs Damasco fora de combate.g.25). Os assírios eram notáveis pela sua crueldade e permaneciam inventando novos meios de torturar seus cativos. Damasco causou problemas para o reino norte de Israel. Porém. o reino da Assíria desintegrou-se em um grupo de cidades-estados (o caso quando Jonas foi para Nínive).12)..7) e desafiou Jeoás a guerrear contra si (2 Rs 14.. Amazias de Judá (7 9 6 -7 6 7 a. capturando parte de seu ter­ ritório (e.2 ).C. 2 Rs 8. Embora Israel e Judá pagassem tributo à Assíria por pou­ cos anos. e uma derrota assíria seguiu-se a um eclipse do sol em 763 a. este mostra os judeus cativos sendo levado diante do rei Senaqueribe da Assíria por cordas atadas a anzóis gigantes colocados em seus maxilares. Como resultado. Adad-N irari morreu em 783 a. começou a profetizar naqueles que pareciam ser bons tempos. Eles tiveram problemas por causa da Armênia (U rartu) em sua fronteira norte. por cerca de cinqüenta anos Israel e Judá não tiveram problemas com invasões estrangeiras.conquistar. Em 805 a. Desde os tempos de Salomão. um protótipo da forma de punição capital chamada crucificação. sucessivas ocorrências da peste bubônica dizimaram o seu povo. Jeoás então derrotou a Amazias em Bete-Semes.C.C.1 Os judeus são também representados como espetados em estacas diante dos muros da cidade.C. pilhar e destruir cidades e nações que ficavam no cami­ nho. algo que Amós já tinha profetizado para o reino norte de Israel (Am 4 . tomou todo o ouro e a prata do templo e do . e seus sucessores eram fracos.

Isaías e M iquéias. Ambos desfrutavam de paz. O povo então colo­ cou seu filho Uzias (também chamado Azarias) no trono. A prosperidade já tinha começado a retornar ao reino norte de Israel quando Jeroboão II tomou o trono em 791 a. Sacerdotes corruptos tornaram a situação pior pela exi­ gência de m últiplos sacrifícios e por permitirem a mistura da idola­ tria e da im oralidade com o culto ao S E N H O R . edificavam grandes casas de pedras quadradas. Os ricos desfrutavam de luxo. Ao mes­ mo tempo a corrupção moral e a injustiça econômica para com o pobre crescia. o reino norte de Israel. O longo e próspero reinado de Jeroboão durou até 753 a. e vendiam alguns deles para a escravidão. tanto quanto do co­ mércio do mar Vermelho via Eziom-Geber (m oderna Elate no Golfo de Acaba).22.9. Ele já ti­ nha sido co-regente com seu pai desde 790 a. Oséias. 25. Mercadores gananciosos os ludibri­ avam. demandando altos interesses.4). muros decorados e móveis com lindas gravuras em mar­ fim (cf. e gozavam de ricas comidas e vinho.15). Encorajado pelo profeta Jonas (2 Rs 14. 6. Mercadores introduziam ar­ tigos luxuosos do comércio com Tiro e Sidom.C. e era equiparado pela prosperidade em Judá sob o reinado de Uzias (7 90 739).15.Introdução palácio. 11. Isso tornou Amazias impopular e conspi­ radores o assassinaram em Laquis (2 Rs 14. 0 Fim do Reino Norte de Israel A era da prosperidade estava próxima de terminar. 2 Cr 26. reconquistaram a maioria do ter­ ritório do império de Salomão entre o Egito e o rio Eufrates (2 Rs 14.C. e levou os reféns.25). Após a morte de Jeroboão II. Amós. todos pronunciaram o juízo de Deus sobre os ricos que estavam ficando mais ricos às expensas dos pobres oprimidos. Am 3. ele conquistou vitórias e estendeu o controle político da entrada de Hamate no norte ao mar M orto no sudeste.C.19). embora advertido por Amós e . e foram enriquecidos pelo controle das mais importantes rotas comerciais.

Oséias. O rei assírio então derrotou a Síria e matou Rezim. Debaixo do juízo de Deus ele se degenerou rapidamente.Oséias. Então Peca tomou o trono em Samaria e reinou mais oito anos.C. estava cheio de devassidão. M anaém reinou dez anos. o rei Acaz de Judá —contra o conselho de Deus dado por Isaías —apelou por socorro aTiglate-Pileser III da Assíria. Naquele tempo o rei Oséias de Israel deu garantias de sua lealdade como um vassalo da Assíria. Isaías e M iquéias. En­ tão Tiglate-Pileser da Assíria o colocou sobre o trono de Israel. Samaria caiu em 722 a. reinou apenas cinco anos. Em 724 a. rei da Síria. Ele então foi morto por seus dois guarda-costas e cinqüenta homens gileaditas. Ele também levou ca­ tivos os habitantes da parte mais setentrional de Israel. cumprindo as profecias de seu fim defi­ nitivo por Amós. assassinou Peca em 73 2 a. no primeiro ano de seu reinado. Peca tomou conta do território de Gileade no lado ori­ ental do Jordão e reivindicou o reino. pois este era fraco e não era de nenhuma valia.. Durante esse tempo ele fez uma aliança com Rezim de Damasco. o último rei do reino norte de Israel. Salmaneser retornou e conquistou Israel.C. embora as altas e íngremes colinas de Samaria e suas grandes fortifica­ ções o tenham capacitado a resistir um cerco por aproximadamente três anos. No entanto. reinou somente seis meses e foi assassinado por Salum. Mas foi um erro colocar a sua confian­ ça no Egito.C. Oséias deixou de pagar tributo à Assíria e fez uma aliança com Sô (Sibe) do Egito. Em 742 a.C. O filho de Tiglate-Pileser.5— Quando Peca e Rezim ameaçaram uma se­ 8). Porém. O filho de Jeroboão. M enaém morreu e seu filho Pecaías reinou por dois anos. gunda invasão. A primeira invasão foi bemsucedida (2 Cr 28. Então o reino norte de Israel se tornou uma província da Assíria (que eles chamaram Samaria). pouco antes de Salmaneser mor­ rer. Zacarias. ele levou Oséias prisioneiro. Salum reinou um mês e foi assassinado por Manaém. Como um de seus primeiros atos. e invadiu Judá por duas vezes. Salmaneser V. . ele se voltou para o ocidente contra os filisteus.. Oséias. tão logo Salmaneser vol­ tou para a Assíria.

10 -2 0).). ele tinha idade suficiente para estar ciente do orgulho de Uzias. sacrificou seus filhos no fogo. Todavia.3 -6 .C. quando Tiglate-Pileser III usurpou o trono da Assíria em 745 a. Quando eles ameaçaram . A primeira vez eles levaram muitos prisioneiros e mataram 120.C. e “também debaixo de toda árvore verde” (2 Cr 28. Semelhante aos reis de Israel ele m istu­ rou o culto de Baal com o culto do Senhor.C .4.C. fez então uma campanha ao oeste e retom ou Sam aria em 7 2 0 a. Em suas crônicas ele diz que levou 2 7 .5). 2 Rs 1 7 . em vistas da renovada ameaça da Assíria. mas era fraco. ver também vv. Por duas vezes Peca de Israel e Rezim de Damasco se juntaram para invadir Judá.) Judá nos Dias de Isaías Uma vez que o chamado de Isaías aconteceu no ano da morte do rei U zias (7 39 a.C.. Ele era um bom rei. Em 750 a.O rei seguinte da A ssíria. seu filho.C. Jotão levou o seu filho Acaz ao trono em 74 4 para reinar com ele como co-soberano. que o levou à sua própria queda. Ele enfrentou ameaças não apenas da Assíria.C. substituindo-os por povos de outros países que tinha conquistado. Acaz reinou até 715 a. Sargão II (7 2 1 -7 0 5 a. “Ele edificou a Porta Alta da Casa do S e­ n h o r ” (2 Cr 2 7 .5-8). Deus afligiu Uzias com lepra quando ele atreveu-se a oferecer incen­ so no altar de ouro que pertencia ao Santo dos Santos no templo.).2 9 0 israelitas para o exílio. Ele passou os onze anos restantes da sua vida sob quarentena em uma casa especialmente construída para ele (2 Rs 15. 3-5). cultuava nos lugares altos e nos outeiros.3 (cf. Jotão.. Ele fez isso ainda que Azarias e oito outros sacerdotes tenham tentado corajosamente impedi-lo (2 Cr 2 6 . 2-3).3 ).C.000 soldados (2 Cr 28. mas também da parte de Israel e D a­ masco. realizou outras reconstruções e derrotou os amonitas (vv. e levou seu filho Ezequias ao trono para reinar como cosoberano com ele em 728 a. assumiu o trono e reinou até 731 a.

Acaz viu um altar e m andou fazer uma réplica deste e o colocou no pátio do templo (2 Rs 1 6 .a segunda invasão. Logo depois que Acaz morreu. e em 701 Senaqueribe destruiu todas as cidades fortificadas de Judá. em 68 6. em 6 8 8 a. contudo. Manassés.C. Acaz permaneceu um débil vassalo da Assíria até a sua morte em 7 1 5 a. em 696 a.C.222 5 ).1 8 ). Após a morte de Ezequias. Acaz man­ dou pedir a Tiglate-Pileser.3 7 ). curando-o e outorgando-lhe mais quinze anos de vida. ele levou seu filho..1 7 .. rei da Assíria. Ezequias quebrou a aliança que Acaz tinha realizado com a Assíria e pediu ajuda ao Egito. Deus julgou a Ezequias com uma enfermidade que deveria ser fatal. requereu que Acaz e outros viessem ali prestar-lhe homenagem. apesar dos avisos de Isaías a respeito da inabilidade dos egípcios de socorrê-los.. Tal como Oséias. fechou o templo e adorou a outros deuses (2 Cr 28. Acaz também se voltou contra o S e n h o r . Ezequias calculou mal o poder do Egito e da Assíria.5 Então.C.4 Poucos anos depois. Os fdisteus invadiram-no a partir dó oeste (2 C r 2 8 . dizendo que colocariam um rei fantoche sobre o trono para forçar Judá a se juntar a eles contra a Assíria.16 . . Ezequias começou a contar de novo os anos do seu reinado. A tradição judaica diz q u e ele amarrou Isaías numa tora e o serrou ao meio (cf. os assírios novamente ame­ açaram Jerusalém. Quando Tiglate-Pileser tom ou Damasco em 732 a. Cinco anos depois.C. de modo que os vinte e nove anos de seu reinado continuaram até 686 a. Quando esta­ va lá. que o ajudasse e pagou tributo a ele (2 Cr 28 . exceto Jerusalém (2 Rs 18.C.21 ).6 mas seus exércitos foram destruídos pelo anjo do S enhor. Manassés logo se afastou de Deus e massacrou aqueles que resistiram à sua restauração da idola­ tria. e respondeu a oração de Ezequias. Os edomitas se livraram do jugo do reino de Judá e o invadiram a p artir do sul. devido a um grande reavivamento espiritual e celebração da Páscoa. Deus foi misericordioso. Estes não o socorreram. Hb 1 1 .13). ao trono para reinar consigo.1 0 -1 6 ). O Egito foi derrotado.

e ele tinha que retornar e reconquistálas. No entanto. e os estabelecia em um outro país conquistado. Assim. Os líderes que eram levados cativos não viveriam com as pessoas que eles conheciam e não teriam uma base para igualmente fomentar uma rebelião. Essa política pretendia tornar possível aos assírios realizar novas conquistas a cada ano. usaram grandes maquinários para sitiar e derrubar as muralhas das cidades que eles atacavam. Ele reuniu um massivo exército e corpo de engenheiros militares que. a fim de aterrorizar os povos das cidades próximas e fazer com que eles se rendessem. falava-lhes quanto de taxas e tributos deveriam pagar a cada ano. empalava pessoas (sobre estacas afiadas). Desse modo. Seus sucessores e os babilônios seguiram a mesma política de levar os povos conquistados para o exílio. Ele também mandava tirar a pele dos cativos ainda vivos. Jesus e seus discípu­ los falavam e pregavam em aramaico. Isso também ajudou a espalhar a língua aramaica. em vez de ter que guarnecer ou reforçar as guarnições militares. mestres e trabalhadores habilitados. Então os substituía com outros de outras cidades ou países já conquistados. Ele tomava cativos os líderes políticos e religiosos.As Invasões Assírias A renovada ameaça assíria veio com a ascensão deTiglate-Pileser III ao trono da Assíria em 745 a. Com assusta­ dora rapidez. pela primeira vez na história. de modo que os judeus que retornaram após o exílio babilônico falavam aramaico em vez de hebraico em suas casas. Após uma cidade render-se. a nova era das brutais conquistas assírias começou.C. quando ele retornava para a Assíria.64). empilhava cabeças deca­ pitadas. Isso favoreceu o cumprimento das profecias a respeito da dispersão do povo de Israel (cf. Ele estava determinado a restabe­ lecer o Império Assírio e restaurar sua glória e poder. . e deixava que eles voltassem e reconstruíssem as suas casas. A princípio ele seguiu o costume de conquistadores anteriores. muitas das ci­ dades conquistadas se rebelavam. Os povos nativos ficavam sem os seus líderes e assim provavelmente não se rebelariam. Dt 28. ele instituiu uma nova tática. tomava um juramento de lealdade daquelas pes­ soas que eram deixadas.

Sargão invadiu a Filístia.C. Desta vez Judá ouviu a Isaías e sabiamente não se ajuntou a Asdode (Is 20. Em 711 a. o Egito não foi de nenhuma ajuda.9. encorajado pelo Egito.Após derrotarem os armênios ao norte e os babilônios ao sudeste. que queri­ am resistir.600 gramas de prata). Judá não pagava nenhum tributo naquele tempo.7 o caldeu das terras do mar próximas do Golfo Pérsico. de acordo com os registros assírios. deportou acima de vinte e sete m il israelitas para lugares na Assíria e M édia. M anaém de Israel pagou pesados tributos para salvar Samaria e proteger o seu trono (ver 2 R s 15.10). Em 732 ele tomou Damasco e a destruiu.20.C.C. Azuri de Asdode.19. que queriam se render. e foi sucedido por Sargão II (7 2 1 -7 0 5 ). Posteriormente os reis assírios. Durante esse tempo tanto Israel como Judá estavam divididos entre facções pró-Assíria.8 tomou Babilônia após a morte de Salmaneser. 2 Rs 15.24). em 738 a. Sargão. nas proximidades do rio Orontes.. o rei Tiglate-Pileser levou seus exércitos ao oeste até Hamate. e anti-Assíria. incluindo Assurbanipal. revoltou-se.C. onde Tiglate-Pileser é chamado pelo seu nome babilônio Pul). Novamente. Merodaque-Baladã.). continuaram este processo (Ed 4.T iro pagou um enorme tributo de 150 talentos (I talento eqüivalia a 12. conquistou Samaria em 722. Embora M anaém pagasse tributo à Assíria para prevenir a captura da parte meridional do reino norte de Israel. Enquanto Sargão estava preocupado com revoltas no norte. Salmaneser V (7 2 6 -7 2 2 a. substituindo-os por povos da Síria e de Babilônia. de acordo com seus registros. Em 737 a. Ele reinou ali . Em 733 ele retornou pela Galiléia e assumiu o comando do território de Zebulom e Naftali. TiglatePileser então avançou através da Galiléia e pela costa até Jope por volta do ano de 7 3 4. mas o fez depois sob o reinado de Acaz.1-5). Tiglate-Pileser III foi coroado rei de Babilônia e tomou o nome Pulu (chamado Pul. sitiou Asdode e esmagou a revolta.. os quais uniram-se por casamento com os israelitas remanescentes e se tornaram samaritanos (2 Rs 17. Seu filho..19). Dois anos antes de morrer.

Quando o rei elamita ficou doente em 689. elamitas e arameus (contratados pelos nativos babilônios) o derrotou.13) —de acordo com seus regis­ tros. Porém. de 7 0 0 a 689 a.C. Em 703.12 deixando Ezequias em Jerusalém aprisionado “como um pássaro em uma gaiola”. em Elteque. Ele se apoderou destes deuses e os levou para Nínive (ver Is 4 6 . Senaqueribe foi em direção à Babilônia. retomou Babilônia em apenas seis meses. Devido ao fato dos sacerdotes da Babilônia terem usado ouro de seus templos para contratar os elamitas. com o oeste estabelecido.C. Tendo em vista que Babilônia era muito importante para Senaqueribe.10 Senaqueribe. Senaqueribe considerou Ezequias o líder da rebelião nessa parte do mundo e capturou “todas as cida­ des fortificadas de Judá” (2 Rs 18. Então. ele deixou Jerusalém em 701 e derrotou Merodaque-Baladã. E ntão M e ro d aq u e-B ala d ã tiro u proveito da au sên cia de Senaqueribe no oeste e assumiu novamente o controle de Babilônia.C. Senaqueribe continuou a ter problemas com Babilônia. buscando vingança.0 00 pessoas de Babilônia. filho de Sargão (7 0 5 -6 8 1 ). Merodaque-Baladã tomou novamen­ te Babilônia.como rei por 12 anos. Senaqueribe esmagou os templos e os ído­ los.1 Então se dirigiu para o oeste. Em 691.9 Quando Sargão foi assassinado numa escaramuça em uma guar­ nição na fronteira em 705 a. a principal meta de Senaqueribe era ago­ ra o Egito.C. Bel e Nebo. Babilônia capitulou. Neste processo. Ele então demoliu a cidade.2 ).. Moabe e Amom lhe pagavam tributos.14 Com Babilônia destruída.1 50 judeus. 1 Filístia. Sargão saiu de lá em 609 a. nivelando-a ao chão e cavando valas a partir do rio para tornar seu lugar em um pântano. salvando apenas as estátuas de seus deuses principais. 46 delas —e tomou cativos 20 0. mas Ezequias e os exércitos de Judá se lhe opuseram. ele deportou mais de 2 0 8. Em 688 a.13 mas não conquistado. Senaqueribe derrotou um exército egípcio enviado para ajudar e dispersou os mercenários que Ezequias havia contratado da Arábia. um exército combinado de caldeus. ele se pôs em marcha naquela direção pelo .1 . Após um cerco de nove meses.. Fenícia.

chamou Senaqueribe de o rei da Arábia. Desde aquela época.15 ele se proclamou rei da Arábia e continuou sua marcha em direção ao Egito.1 1). melhores análises de métodos de registros de informações históricas têm mostrado a idade de Tiraca como sendo . na época da derrota egípcia em Elteque. seu filho e sucessor. um exército egípcio comandado pelo etíopeTiraca17par­ tiu em sua direção. os egípcios posteriores atribuíram a morte repentina dos 185. Ele jamais se en­ controu com os egípcios. o historiador grego do quinto século a. Esar-Hadom (681669). Pelo menos ele corroborou o fato de que os assírios e os egípcios não guerrearam naquela ocasião. Isso parece confirmar uma segunda invasão como necessária em 688. Após conquistar o rei e a rainha da Arábia. e contou uma história de ratões comendo as cordas dos arcos dos assírios. 2 Cr 3 3 . 36). de modo que Esar-Hadom a reconstruiu e fez dela uma de suas capitais. De acordo com seus registros. Seus registros não mencionam nenhuma outra campanha m ilitar de­ pois dessa (embora ele tivesse vivido mais sete anos). talvez inicialmente por causa de alguns registros que parecem fazer de Tiraca.C. M u ito s susten tam a id éia de duas invasões em Ju d á por Senaqueribe. que era transmitida por roedores.000 à peste bubônica.C.000 de seus soldados (2 Rs 19. No entanto. Aparentemente. Manassés lhe pagou tri­ buto (cf. se dirigindo através da Palestina meridional em direção ao Egito.caminho da Arábia.16 Ele tencionava capturar Jerusalém no caminho. Heródoto. muito moço para liderar a batalha em 701 a. que tomou nota do que os guias lhe contaram.. sugeriu que Senaqueribe continuasse a mar­ cha para o oeste em 688. Babilônia era muito importante para ser deixada como ruína e pântano. o rei egípcio. deixando-o saber de suas intenções (2 Rs I9 . Então Senaqueribe retornou a Nínive e permaneceu lá (v.35).000 assírios pelo anjo do SENHOR. crido como sendo o ano da vitória de Senaqueribe sobre a Arábia e da subseqüente morte dos 185. Isso indica que foi nessa época que o anjo do S e n h o r trouxe morte repentina a 185. Senaqueribe mandou uma carta a Ezequias.9 -I4 ). Por isso. o qual foi o seu último título.

Ele também reconhece que Ezequias reivindica ter recebido uma mensagem da parte de Deus (3 7.C.C. à parte da cronologia de Tiraca. e mal orientados por uma errada interpretação de algumas ins­ crições de Tiraca. nem chegou perto de Jerusalém ou edificou uma rampa de cerco contra esta —exatamente como Isaías profetizara (3 7 .10 ).6).20 (ver o comentário em 36.21 M ais importante é o fato que. Ezequias respon­ de diferentemente de 37. e tem ocorrido uma mudança no pensamento de muitos. Para dar sustentação a esse ponto de vista.C. Senaqueribe não diz nada a respeito da dependência do Egito (c f 36. Nessa ocasião ele próprio vai ao templo. e outra em 688 a. Senaqueribe fez uma campanha m ilitar a cada ano de seu reinado até 688.) menciona Tiraca pelo título que ele possuía naquela época (não como era em 7 0 1) —como é práti­ ca universal de vez em quando. os estudiosos do Velho Testamento têm freqüente­ mente trombado uns contra os outros em sua avidez para diagnosticar erros históricos nos livros de Reis e Isaías.22 E lógico que isso culminaria em uma campanha contra o Egito onde Tiraca seria o defensor. coloca a carta diante do Senhor. Porém.incoerente.1 e seguintes.3 3 ) —algo que Senaqueribe fez em 701.23 Depois de . e declara “uma fé franca. ele nunca se ocupou com Tiraca. Kitchen fez a seguinte observação: “Em outras palavras. o retorno à conclusão de uma única invasão realmente parece ser uma reação em excesso.19 Esta explana­ ção é muito mais adequada ao relato histórico de Heródoto.9-20 mostra mudanças básicas no que Senaqueribe escreve e como Ezequias responde. crendo-se que mais de uma invasão seria desnecessária e até mesmo improvável. Registros de Senaqueribe falam de uma campanha árabe naquele ano. Inconsciente da importância desses fatos. Ain­ da perm anecem fortes argum entos para as duas invasões por Senaqueribe —uma em 701 a.1-2. onde ele rasga suas roupas e envia men­ sageiros a Isaías.) Nós vemos também que 37. com múltiplas campanhas de Senaqueribe e outras mais —tudo desnecessariamente”. da mesma forma que os prece­ dentes reis ladrões da Assíria. pessoal e inequívo­ ca”.18 Todavia. a narrativa bíblica (a partir do ponto de vista a respeito de 681 a.

Hb 11. Manassés se afastou de Deus. No entanto.16). Ele reintroduziu a idolatria com suas muitas práticas imorais.37). para reinar consigo.23). de modo que ele “encheu Jerusalém de um ao outro extremo” com o sangue inocente de mártires (2 Rs 21. Ezequias seguiu o costume de seus predecessores e colocou seu filho Manassés no trono em 696 a. Durante os quinze anos adicionais de paz prometidos a Ezequias.25 Cronologia do T empo do Profeta Isaías 720 710 700 690 680 IS R A E L 722 JU D A U z ia s J o tã o 739 686 I 7 4 4 A caz I --------7 2 8 E zequias .C. ao Senhor. pois eles também estavam livres da opressão de Senaqueribe (2 Cr 32. mesmo que este fosse um tempo de “conforto” (Is 40. tornando-se um dos piores reis na história de Judá.37).688 a. ele jamais empreendeu outra campanha militar.C. Após a morte de Ezequias em 686 a. e coisas preciosíssimas a Ezequias”.1). Uma antiga tradição judaica diz que Isaías estava entre esse número e que Manassés mandou serrá-lo ao meio (cf. muitas das nações circunvizinhas “traziam presentes a Jerusalém. Essa foi provavelmente a razão pela qual os seus filhos o assassinaram (2 Rs 19.C.24 Isso signi­ ficava que não havia tesouros ou despojos de guerra sendo trazidos para Nínive e a economia deve ter sofrido grandemente durante os sete anos finais de seu reinado. Muitos o resistiram.

mas uma com- . em 1892. alguns críticos têm alegado que os capítulos 4 0 -6 0 não foram escritos por Isaías.26 e por causa de sua menção de Ciro (4 4 . para Isaías 56 a 66. S..31 Gray. a m aioria dos críticos alemães sustentava que Isaías não escrevera os capítulos 4 0 — Da mesma forma naquela época os escritos de 66. e.C. e continuou a ser uma voz para Deus durante as invasões assírias até por ocasião do reina­ do de Manassés.. 40. Doederlein. uma mudança sim ilar no cap. R . Isaías de I a 39 foi também fragmentado.28 Logo. ou “T nto-Isaías”.27 Duhm e M arti. 5 6 ”. por exemplo.1 . Driver e George Adam Sm ith popularizaram o ponto de vista dos críticos alemães na Inglaterra e na América. quando Ciro já estava em seu caminho para Babilônia. cada qual propôs um terceiro.2 8 . em 1775. 45 . Devido haver uma “mudança de tom e foco no cap.C. propôs que esses capítulos foram escritos por uma se­ gunda pessoa ou “D eutero-Isaías” em 54 0 a. disse: “O fato de que o livro de Isaías não é a obra do profeta Isaías. quando m ui­ tos tiraram de Isaías a m aior parte de seu livro.1 3 ).17 Introdução A S S ÍR IA 745 727 721 705 681 i 1 1 T ig la te -P ile s e r III 1 1 S a lm a n e se r V 1 1 1 Sen aq u erib e E sar-H adom |[P ul] 1 1 Sa rg ã o II 1 1 1 1 E G IT O 689 ' Sa b a k o 1 T 1 ira c a VISÕES CRÍTICAS D O LIVRO DE ISAÍAS Isaías começou a profetizar em 739 a. Abraham ibn Ezra propôs algo semelhante a isso no inicio do século XII.. Por volta de 1900.29 Em 1950 os crí­ ticos liberais eram “virtualm ente unânimes”30 em sua crença em ao menos um segundo Isaías.

W. Unger. George L. M argalioth. Oswalt. Alec Motyer. sabendo que se ele aceitar a teoria de dois ou três autores. R.. Interpretações de comentadores de ensinos concernentes ao destino de Israel.37 Descobertas arqueológicas também confirmam o fato de que Isaías escreveu acerca de Babilônia em seus próprios dias. e. W olf. Robinson. ele pode­ ria ainda avaliar o m aterial tão favoravelmente quanto pudesse se estivesse convencido de que Isaías o escreveu todo”. Gleason Archer. J. W illem A. e H erbert M . concernentes à obra e pessoa do Messias. Jr. alguns críticos liberais ainda ignoram os fatos e as implicações óbvias da importância de Babilônia e sua destruição.32 Os conservadores também se precipitaram em afirm ar que não perderiam a sua fé se afinal de contas viesse a ser confirmado que havia um segundo Isaías. por exemplo.33 Esse consen­ so contra a unidade de Isaías ainda domina a literatura sobre Isaías. Oswald T. J.. Alguns também fa­ ..Thomas E. disse: “Quando todos os argumentos são dis­ postos em cada lado da questão. Barlett. Kyle Yates. VanGemeren. alguns conservadores reconheciam que Deus é ca­ paz de conceder profecias a respeito de Ciro antecipadamente e que Isaías 4 0 a 66 compreende a época de Isaías e inclui muitas afirma­ ções a respeito das quais não poderiam ser ditas por exilados posteri­ ores ou pelos babilônios posteriores..pilação pós-exílio.. O leitor é deixado a escolher por si mesmo. [e] o plano da salvação parecem variar com suas decisões sobre esse ponto”.. ou interpretação do livro”. Alexander. mais recentemente.Wordsworth. Allis. Edward J. .34 Ainda que muitos conservadores estivessem balançados pelos ar­ gumentos liberais. M errill F. T hirtle. nós ainda somos deixados sem provas conclusivas. rejeitar essa questão da autoria como sem im portân­ cia. James W. John H. Wash W atts. Raven. é fácil dizer que isso não importa. Armand Kaminka. Teoricamente.38 Mesmo assim. John N. Benjamin R. Downer.35 Esses incluem Joseph A.36Watts afirmou algo que ainda é verdadeiro: “Nós não pode­ mos permitir. Young. A. Praticamente. o efeito é tremendo. deve ser o ponto de partida em todo criticismo detalhado.

41 Babilônia. é teológica —por causa da pressuposição contra o so­ brenatural.C. e suas implicações a respeito de uma nova fé entre a audiência de Isaías e uma nova mensagem que ajudam a explicar as poucas mudanças que vemos no estilo de Isaías nos capítulos 4 0 a 66 (ver comentários sobre 36. era proeminente nos dias de Isaías. Os pontos de vista que propõem mais que um Isaías são tentativas para negar o profético e o miraculoso. H á dois principais argumentos históricos: U m é que Babilônia não era importante e estava fora do lim ite do seu conhecimento ou interesse durante as invasões assírias dos dias de Isaías.21 e 4 0 . contudo.C. Babilônios. usaram isto como uma razão para a destruição de Nínive.39 A principal base para dividir o livro de Isaías é histórica. medos. e citas relembravam a destruição de Babilônia e em 612 a. Os críticos liberais têm suposto que os capí­ tulos 4 0 a 66 não foram adicionados a Isaías até ao segundo século a.C.40 A outra é que o ponto de vista básico dos capítulos 40 a 66 e as passagens que mencionam Babilônia nos capítulos I a 39 é aquele do exílio babilônico mais ou menos 540 a. provavel­ mente do segundo século a. Aquela destruição causou choque a todas as nações em derredor —como seus registros demonstram —de forma que seria estranho se Isaías falhasse em mencioná-la. mandando para lá até mesmo alguns dos tributos que coletavam até que Senaqueribe a destruiu em 689 a. porém. de modo que Isaías pouco saberia sobre ela e até deveria ter se preocupado me­ nos.C.43 . M uitos críticos liberais ignoram a evidência em prol de um avivamento espiritual sob o reinado de Ezequias em 700 a..42 Os assírios a fizeram uma de suas capitais. A razão real.lham em aceitar como evidência a importante descoberta dos Rolos do mar M orto provenientes de antes da época de Cristo.1). ou depois. que contêm todos os sessenta e seis capítulos.C.C. O capítulo 4 0 começa na últim a linha da coluna que com­ pleta o capítulo 39 —sem nenhuma indicação de que o antigo copista tinha alguma idéia de que este poderia ter sido escrito por outro alguém que não Isaías.

Um analista. As colinas e vales de Judá estão em vista. pôs o texto de Isaías no computador e descobriu variações lingüísticas. Os assírios derrotaram os egípcios em Elteque. e muitas alusões históricas demandam um ponto de vista palestino e não se ajustam à Babilônia posterior (e.6. Durante os quinze anos adicionais de Ezequias. nunca a superfície plana de Babilônia. 65.48 Os mercenários que Ezequias contratou estavam apavorados. Isaías estava em conflito com os partidários da guerra em Judá e os tinha advertido repetidamente. Rabshakeh) em tomar Jerusalém.47 Todavia. 60. Radday utilizou-se desse artifício para dizer que um outro autor não poderia ter escrito todo o livro de Isaías. mas uma única diferença significativa —menos terminologia de guerra em 40 a 66. especialmente ao seu fervor e paixão e à sua teologia mais desen­ volvida. Isso não mais era de conformidade após 701. 57. a menção de árvores nativas da Palestina.44 As alusões geográficas. os partidários da guerra estava desacreditados e o povo tomou uma posição de fé. Um outro grupo de passagens (56.7. Isaías estava habili­ tado a dar-lhes conforto. tanto quanto sua escatologia e o grau maior de material so­ bre conforto versus juízo. Agora que eles tinham visto a profecia cum­ prida.5).C. o Espírito Santo estava habilitado a lembrá-los da estupidez da idolatria e dar-lhes uma nova mensagem a respeito da salvação do Senhor —através do sofrimento de seu Servo-Messias. Y. 66.. 9.45 Embora Isaías 4 0 a 66 tenha muitas similaridades em estilo com I a 39. há uma boa razão para a diferença na terminologia de guerra.g. Radday. .6) mostra clara­ mente que os muros de Jerusalém ainda estavam de pé e o templo e seus serviços ainda estavam funcionando. cerca de cinqüen­ ta e um quilômetros a oeste e um pouco ao norte de Jerusalém.M uitos críticos têm reconhecido que nem tudo em 4 0 a 66 se ajusta às condições em Babilônia durante a últim a parte do exílio. 62. Antes de 701 a..46 os críticos liberais dão destaque especial às poucas diferen­ ças. Após a cura maravilhosa de Ezequias e o fracasso do comandante das tropas de Senaqueribe (Heb.7.11.

Londres.16.Qualquer escritor ou orador mostrará diferenças em estilo depen­ dendo do assunto e da audiência.. Porém.1 e 6.51 Contudo. Algumas vezes podemos tomar suas palavras como se referindo ao título tradi­ cional do livro. ed.20.18. Além disso. “há duas referências que pressupõem clara­ mente a personalidade histórica do próprio Isaías”.50 A últim a parte do livro de Isaías trata com as maldades que Manassés estava introduzindo.52 Essas incluem Mateus 3.49 È também verdade que “pelo menos quarenta ou cinqüenta sentenças ou frases. Então. Lucas 3. Isto também é verdade. nós não devemos esquecer que Jesus e os escritores do Novo Testamento consideraram a totalidade do livro de Isaías. Ele nunca perdera de vista o que Deus tinha lhe dado no começo de seu ministério no capítulo 6 —Deus é o Santo de Israel e o Senhor da história do começo ao fim do livro.. 19 55 ). CITAÇÕES 1 O baixo-relevo de seu palácio está no M useu Britânico. e algumas vezes “uma obra de prosa de ritmo mais varonil ou uma poesia um tanto menos engenhosa”. ver Keith N. ed.4.. Biblical Arcbeology in Focus (G rand Rapids: Baker Book House. que Isaías algumas vezes utilizou “um estilo poético eleva­ do”. 2 Para estudos adicionais sobre o pano de fundo arqueológico. aparecem pelo livro todo. 19 82 ).. Pritchard. Romanos 10. . 12.17. que é a citação de Isaías 53. especialmente nos capítulos 40 a 55. é intoleravelmente estúpido e inimaginável negar que um úni­ co autor poderia produzir ambos os estilos”.. Isaías continuou a apon­ tar adiante para a glória m ilenial porvir e igualmente para os novos céus e a nova terra. “Esses dois estilos.38-41. e indicam sua autoria comum”. 2a. como M otyer salienta.28. U m a ré­ plica com pleta está no Instituto O riental da Universidade de Chicago. (Princeton: Prmceton U niversity Press.3. A mais conclusiva é João 12.. Schoville. Ancient Near Eastern Texts Relating to the OU Testament.. Atos 8. apare­ cem em ambas as partes de Isaías. James B.10 como sendo do mesmo Isaías.

8 e 19. Rudolph Kittel. no. The Book o f Isaiah: Chapters l~39 (G rand R apids: W m . 2 vol. “M arduque deu um filho”. A H istory o f the Hehrews. The Old Testament Speaks. 199 n. W illiam E.1 3 3 . Oswalt T. 2. 1 9 9 0 ). The Bible in its World: The Bible and Archaeology Today (Exeter. 143.14. 12 Ibid. 1 14. Luckenbill. H ogg e E. T hiele. 33. A Bíblia várias vezes tem inter­ valos de tempo sim ilares. Hope W. 10. 11 D aniel David Luckenbill. 1 9 2 6 -2 7 ).. 10 Ibid. 13 Luckenbill. O ld Testament Speaks. A llis. 2: 355. 2. 31 8 (abril de 1923): 2 6 5 -6 9 . 4 B. 2:1 2 0 . 1 9 4 8 ). 2 1 0 . (San Francisco: Flarper. B. Ancient Records. 7 Marduk-apla-iàdina. Ver 39. 64. 9 D aniel David Luckenbill. 2. Bibliotheca Sacra 80.3 H erbert M . Bulletín o f the American Schools o f Oriental Research 130 (abril de 1 9 5 3 ): 9. 16 Isso indica um intervalo de tempo de doze anos entre 2 Reis 19. como entre Esdras cap. 175. Prophecy o f Isaiah. 19 3 2 ). 6 e 7. B.. Ancient Records. 19 69 ).1. Inglaterra. Young. A lbright. The Annals o f Sennacherih (C hicago: U niversity o f Chicago Press. Ancient Records. 19 72 ). 15 Luckenbill. Interpreting Isaiah (G rand R apids: Zondervan Publishing H ouse.152. trans. “N ew Light from E gypt on the Chronology and H istory o f Israel and Judah”. 48.1 5 8 . Speirs (Londres: W ills & N orgate. 3 vols. 1 9 8 3 ).C. W olf. 7 o f An Interpretation o f the English Bible. 2 . 8 R aym ond Philip Dougherry. The Sealanâ o f Ancient Arábia (N ew Flaven: Yale U niversity Press.1 2 0 . The Book O f Isaiah. The Mysterious Numhers o f the Hehrew K ings (G rand R apids: Zondervan Publishing Plouse. 2. Downer. 18 Kenneth Kitchen. idem. Eerdmans. O swalt. 2 5 . 176. (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press. ed. 17 Tiraca reinou de 69 0 -6 6 4 a. Eerdmans. (G rand R apids: W m . 2 0 . The Old Testament: Its Claims and Its Critics (Philadelphia: Presbiterian & Reform ed. 5. 2 8 4 . Paternoster Press. Shultz. B. 185.9 (ver também paralelos em Isaías 3 7 . Sam uel J. 19 09 ). 7 0 2 . por exemplo. Ancient Records. J. 1 9 8 6 ). 5 Edwin R . M otyer. .8 e 9 ). Edward J. ed.9. H . 14 Benjamin R . 2 1 4.5 0 6 . Ancient Records o f Assyria and Babylonia. 19 77 ). “T he Added Years o f H ezekiahs Life”. Crowder (N ashville: Broadman Press. O utros que sustentam a teoria de um a única invasão incluem: John N. 4a. 1 9 8 5 ). 6 Ver comentários em 37. W. vol. durante a Vigésima-Quinta Dinastia do Egito. 1 9 2 4 ). Schultz. 54 -55 . The Propbets o f the Assyrian Period. Carroll. 4 1 2. Academ ie Books. 2.

The Kingdom o f God (N ova York: A bingdon-Cokesbury Press. Pfeiffer. 21 J. 1 9 7 9 ).1 8 3 .2 6 2 . Alec M otyer. 32 4 -7 0 . 3a ed. 17. The Book o f Isaiah em The Spositors Bihle.2 0 7 . Isaiah (A tlanta: John Knox Press. 29 S.. E scócia:T & T Clark. 2 . Introduction to the Literature o f the Old Testament as Scripture (Philadelphia: Fortress Press. Luckenbill. 1 9 93 ). Expositions o f Isaiah (G rand R apids: Baker Book H ouse. 19 81 ). The Book o f Isaiah: Chapters 1 -3 9 (G rand R apids: W m . 23 Ibid. Eerdmans. Gray.636. Driver. 4 1 5. W. B. 2. 7a ed. Encyclopedia Americana. 19 8 7 ). e depois em itiu um a edição final de seus anais term inando com a destruição de Babilônia em 6 8 9 . 24 Q uando Senaqueribe retornou em 68 8 a. “O ld Testament H istory. (N ovaYork: H arper & Brothers Publishers. Armstrong & Son. 16. Ver H . George Rawlinson. cf. 25 Para maiores estudos desse pano de fundo histórico do livro de Isaías. An Introduction to the Literature o f the Old Testament.1 4 3 . 19 28 ). ver Charles E Pfeiffer. 19 71 ). ed. 22 Luckenbill. The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove. para sua dedução a respeito de um T rito-Isaías. Leupold.C. 111. 19 8 8 ).. ele inform ou da vitória sobre os árabes. S. trans. F. Ver também B. 2. (P hiladelphia: W estm inster Press. (Edim burgo. 27 R obert H . A lbright. Old Testament H istory (G rand R apids: Baker Book House. R . 131. Ele não deixou nenhum inform e posterior exceto algum as poucas inscrições em edificações em N ínive e Assur. 2 8 0.C. 26 John N. 3. 2. Ancient Records. B. 31 Ibid. Ancient Records. 1 9 4 1 ). 2. Alguns liberais hoje atribuem a m aioria de Isaías a escritos de discípu­ los após 5 2 0 a. History. 136. W olfgang Roth. Introduction to the OldTestament. Luckenbill. 2 4 -2 7 . 3 1 6-1 8. 19 8 6 ). The H istory o f Israel. George Adam Sm ith. Annals o f Sennacherib. 28 Ibid. de W. 20 H erodotus. R. C. M anuel Kom roff (Nova Y ork:T udor Publishing Co. 32 G. 19 03 ). 1 8 9 8 ). Childs. ed. 2 9 8 3 0 9 . Os registros de Senaqueribe dizem: “Eu levantei trincheiras ao redor dela [Jerusalém ]”.7. C. N icoll (Nova York: A. 19 5 3 ).19 Outros que sustentam a teoria das duas campanhas incluem: John Bright.. Including Archaeology and C hronology”. 23.: InterVarsity Press. O Ins­ tituto O riental tem um a cópia. Oswalt. 3a ed. A Criticai and Exegetical Commentary o f the Book o f Isaiah TXXXIX . 4 5 3 . 30 John Bright..

contudo. A Survey o f Old Testament Introduction. Gleason L. & T. I9 5 0 ). 19 49 ).2 3 7 . 19 4 1). 1 :85 6-8 60. 1994). discordam. Eerdmans. 3 vols. 19 90 ). W atts. Raven.8. 3 1 8 . Paul Geuthner. Academie Books. 53. 2:15 0. rev. 19 5 1 ). VanGemeren.T h o m as E. 19 5 8 ). Young. 3 1 6 -1 8 . 1 9 3 9 ). no. idem. A Survey o f Old Testament Teaching (N ashville: Broadman Press. M uitos católicos hoje. ed. 1 8 9 7 ).em The International Criticai Commentary (Edim burgo. W agner. The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove.. (G rand Rapids: W m . Who Wrote Isaiah? (G rand Rapids: W m . 3 6 3 -9 0 . Introductory Guide to the Old Testament (G rand R apids: Zondervan Publishing House. Clark. J. Downer. 1975). 2 vols. B. 2 4 2 . A rm and Kaminka. W illem A. II: Special Introduction to the Old Testament (N ova York: Joseph F. Steinm uller. Old Testament Problems: Criticai Studies in the Psalms and Isaiah (Londres: M organ & Scott. 1986). Alexander. 2 5 0 -7 1 . G. U nger. Preachingfrom the Prophets (N ashville: Broadman Press. ver Childs. 25 -30 . Interpreting Isaiah. James W T h irtle . Commentary on the Prophecies o f Isaiah. Interpreting the Prophetic Word (Grand Rapids: Zondervan Publishing House. 252. 1 9 7 5 ). Edward J. Archer. W A. The Unity o f Isaiah (Philadelphia: Presbyterian & Reform ed Publishing Co. 195. John N. 1925). Eerdmans. 19 42 ). Eerdmans. 33 Kyle M . 35 Em 2 8 de junho de 1908.3 1 9 (abril. 1. Bibliotheca Sacra 80. 190 6). Old Testament Introduction (Nova York: Fleming H . B. W. 18 -28 .: InterVarsity Press. The Book o f Isaiah. Yates. 10 2 . em I (1 8 7 5 . 19 64 ). (Chicago: M oody Press. TheBearing o f Archaeology on the OldTestament (NovaYork: AmericanTract Society. Was There a Second Isaiah? (Philadelphia: Am erican Baptist Publication Society. Rêvell Co. G rand R apids: Zondervan Publishing H ouse. 19 23 ). “T h e AddedYears o f H ezekiahs Life”. Ver especialmente.B enjam inR . a Comissão Pontifícia Bíblica C atólica Rom ana afirm ou a unidade de Isaías e declarou ser insustentável a hipótese de um Deutero. En-Roeh: The Prophecies o f Isaiah the Seer (E dim ­ burgo. idem. xxxii. Ver John E. 36 Joseph A. Introduction to the Literature. . Robinson. J. Escócia: T & T Clark. 19 16 ) . A Companion to Scripture Studies. 75. Oswald T. 1993). 19 4 6 ). 34 Para um bom sum ário do consenso liberal contra a unidade de Isaías.3 6 0 -9 1 . Oswalt. vol.. Le Prophète Isáie (Paris: Librairie Orientaliste. Bartlett. 31 -37 . 111. 1947). julho. “Book o f Isaiah” em Wycliffe Bible Encyclopedia (Chicago: T h e M oody Press.. M argalioth (M argulies). 89. Allis. Alec M otyer. W ordsworth. M errill F. The Indivisible Isaiah (Nova York: Yeshiva University. The Book o f Isaiah: Chapters 1-39 (G rand R apids: W m . R . John H. 19 69 -72 ). W olf. B. Jr. L. reimpressão.ou Trito-Isaías. Escócia: T.

History. G. 46 H obart E. 1:857. em I (N ova York: M acm illan Co. para questões que ele levanta concernentes à m etodo­ logia de Radday. . Alem anha: H . 1 9 7 3 ). os quais caracterizam os conhecidos livros do período pósexílio”. no 4 (outubro de 19 53 ): 460. W alter Lock (Londres: M ethuem and Co.Isaías cai por terra. Book o f Isaiah. 2 :3 2 9 . Ver O swalt. 1 9 1 1). 19 3 5 ). Survey o f O ld Testament Introduction. 40 G. 3 8 2 -8 4 . An Introduction to the Old Testament Prophets (Chicago: M oody Press. Commentary on Isaiah. M iquéias. A llis chama a atenção para o fato de que todos os sessenta e seis capítulos estão em hebraico “perfeitam ente refinado. “Studia biblica XXIII. A. Ele inclui um a lista. Scott. Central B aptistT heological Sem inary. sem aram aísm os e term os babilônicos. 2 0 0 -1 .37 W atts. 42 Young. Prophecy and the Monuments: O r Israel and the Nations. sim plesmente sobre o fundam ento da evidência interna do próprio texto”. The Book o f the Prophet Isaiah. 38 Stanley M . 3 7 5 -7 9 . 1 9 8 1 ). 3 6 9 -7 2 . e destaca semelhanças literárias de Isaías 4 0 a 66 com o profeta do oitavo século. ed. 92. Survey o f the Old Testament Introduction. 1 9 6 9 ). 3 1. “Book o f Isaiah”. 47 Yehuda T. Isaiah: Chapters 1 -3 9 . “T h e H istoricity o f the H ezekian Reform ”. “A Defense on H isto rical Grounds o f the Isaian Authorship o f the Passages in Isaiah R eferring to Babylon” (tese de douto­ rado em Teologia. que são “numerosas e im pressionantes”. Freeman. 44 H arry Bultema. xliv. Prophecy o f Isaiah. R . Y. O ld Testament Teaching.. 3 8 2. 39 Siebens reconhece que “a reform a permaneceu efetiva pelo menos até o fim de seu reinado”.. ed. H orton. 49 M otyer.ou Trito. Interpretation 12. por L. Isaiah 1 -3 9 ”. reconhece a im portância das sim ilaridades em estilo. 1. 45 Ver Archer. A llis. 23 . 1 9 1 1). 48 Luckenbill^ Annals o f Sennacherih. 43 James Frederick M cCurdy. 1959). Siebens. em The Westminster Commentaries. 41 R .7. The Unity o f Isaiah in the Light o f Statistical Linguistics (H ildesheim . em From the Pyramids to Paul.. 50 Archer. R adday. Cornelius Lambregtse (G rand R apids: Kregel Publications. A. Leary (N ova York: T hom as N el­ son & Sons. trans. B. 2 5 4.. para um a boa descrição da “Evidência interna da composição de Isaías II na Palestina”.1 8 -1 9 . Ele chama a atenção para o fato de que “a causa toda para D eutero. 2 :1 5 0 . Gerstenberg. 3 vol. W ade. W.

Os que retornaram desejavam restaurar a adoração pura e genuína. N ão há nenhuma evidência de que a idolatria e os pecados sobre os quais Isaías escreve fos­ sem comuns após o retorno da Babilônia. 38 7. Survey o f O ld Testament Introduction.2 -1 0 . 1:856. 52 Archer. .51 Ver 2 Crônicas 3 3 . “Book o f Isaiah”. Allis.

28. 29. a retornar para Si: Ele iria redimi-los . Israel. Ele inicia o seu livro com o que é freqüentemen­ te chamado de “A Grande Denúncia”. Ele estava cercado no início de sua vida por uma prosperidade falsa e subsidiada pelo governo que encorajou a um luxo corrupto acom­ panhado por uma opressão do pobre e uma religião pagã.6-9). Judá era uma nação pecaminosa. Ele era também um Pai de coração partido e desolado que convidara seus fi­ lhos. Deus não era apenas o juiz de Israel. e deixada com um pequeno remanescente.2. especialmente para Acaz e Ezequias. sensual e imoral (2 Cr 26 .1. desolada.Uma Breve Descrição da Mensagem de Isaías Introdução Isaías vivia em Jerusalém e tinha recebido de Deus um ministério para os reis desta. 27. contudo.16 -2 0. julgada.

Isaías teve a oportunidade de viver tranqüilamente e escrever palavras de conforto para o povo de Judá enquanto ele olhava adiante para o ministério do Messias como o Servo Sofredor do SE N H O R . Isaías: 0 Profeta e Sua Mensagem O nome de Isaías (Heb. As condições que Isaías descreve com preende a época da p rim eira invasão de Senaqueribe. A Bíblia chama a sua esposa de profetisa. arqueólogos descobriram um selo com a inscrição “Amoz. deve ter tido um im ­ portante ministério.C. Yeshayahu) significa “Yahweh [o Senhor] salva [ou é a fonte de salvação]”. mas não há nenhuma evidência disso. ele ministrou por mais de sessenta anos.C. Cedo em seu ministério ele se tornou muito bem conhecido como um profeta de Deus.38 ). Algumas pessoas supõem que ele já era um profeta antes daquele tempo. Isaías começou a profetizar em 739 a. Sear-Jasube ( “um rema­ nescente voltará”) e M aer-Salal-H ás-Baz ( “rápido-despojo-presa-segura”). ’amots.) como a morte de Senaqueribe (681 a.3).. parece óbvio que Isaías fez de Jerusalém a sua resi­ dência. Isaías teve dois filhos. e embora ela não tivesse escrito nenhum livro. o ano em que o rei Uzias morreu. Seu pai.) e indica o nome do rei assírio seguinte. Os nomes deles ressaltavam a sua mensagem para Judá. EsarHadom (3 7. Assim. Desde que Isaías veio rapidamente quando o rei mandou chamálo e já que o Senhor o mandou ir para fora da cidade se encontrar com Acaz (7. Durante os quinze anos adicionais de paz que Deus deu a Ezequias. Desde que ele registra tanto a morte de Ezequias (6 8 6 a. Amoz (Heb. Porém. o primeiro capítulo é uma introdu­ ção ao livro todo. quando Manassés . Então. “forte”) não é mencionado em qualquer outro lugar da Bíblia. Alguns acreditam que isso signi­ fica que Amoz era um escriba proeminente com uma alta posição no governo. o Escriba”. Tradições ju ­ daicas posteriores especulavam que Isaías era relacionado de algum modo com a família real.C.C. em 701 a.se eles estivessem envergonhados de sua idolatria.

M as os povos de Judá e Jerusalém fizeram o mal a si próprios.3. Isaías fala por Deus e declara: “A palavra de nosso Deus subsiste eternamente” (4 0.7 e 59. Profecias Iniciais As profecias de Isaías estão arranjadas em uma forma que se man­ têm mostrando o contraste entre o presente pecado de Israel que requer julgamento e a esperança de Deus da prometida restauração futura. . Isaías foi para o templo. A palavra “profeta” (Heb. Os líderes tinham esmagado o pobre.2. Porém. navi') vem de uma antiga palavra que significa “orador”. Como um jovem e orgulhoso aristocra­ ta. Os principais versos para essa mensagem incluem 6. buscando a Deus e à sua palavra.). 49. 6. em um tempo que somente Deus será exaltado. No entanto. H á muitas passagens poderosas no livro. Ele começou o seu ministério no ano em que o rei Uzias morreu como um leproso (7 39 a. 45. 50. Então Deus pro­ videnciou a purificação e Isaías respondeu à voz de Deus e foi comissionado como profeta para advertir a um povo que seria endu­ recido pela sua mensagem e seria levado a juízo. haveria uma mudança em seu ministério após o cumprimento da profecia e a vinda do juízo. Ele chama a atenção para as nações que virão a Jerusalém em paz. 53 e 55. Por todo o livro.6. A Visão e a Chamada de Isaías Após introduzir sua mensagem. 40. os escritos de Isaías trataram com a in sen satez da id o la tria que M anassés reintroduzira e advertiu a respeito do juízo de Deus. O que eles fize­ ram lhes será retribuído em um juízo especial. 55.8). provavelmente congratulando-se de que não era um pecador seme­ lhante a Uzias.C.22. Isaías se apresenta a si próprio. provavelmente aparentado à família real. Observe especialmente os capí­ tulos I. a visão da majestosa glória e santidade de Deus levou-o a ver a si próprio como um pecador.assumiu o comando do reino e se afastou de Deus.

Ele seria um Mestre. mas para a totalidade da dinastia de Davi.1-6. 32 . um Pacificador enchendo a terra com o .12. sua mão salvadora usaria o Messias em um futuro distante. Então Deus enviou Isaías e seu filho SearJasube ( “um remanescente voltará”) para falar ao rei Acaz de Judá não ficar amedrontado a respeito do rei Peca de Israel e do rei Rezim da Síria. o M essias como um renovo ou ramo da linhagem de Davi. para punir Judá.15-18. e no devido tempo eles. tornou-se uma advertência adicional de que den­ tro em breve os assírios atacariam. Deus usaria os assírios. um Juiz justo. 49. Deus Forte. M aer-Salal-H ás-Baz ( “rápido-despojo-presa-segura”). justiça e juízo usaria a Assíria para trazer juízo em um futuro próximo. Deus então prometeu um sinal. e o livro de Isaías oferece uma visão ampla a respeito do Messias. e 6 I . sem o conhecimento deles. com nomes que mostram sua deidade (Maravilhoso. os quais estavam ameaçando atacar Jerusalém e substituí-lo por um rei fantoche que os ajudasse a desafiar a Assíria. porém. Príncipe da Paz). as terras daqueles dois reis seriam desamparadas. Pai da Eterni­ dade.I . continuando em 9. Deus prometeu que antes que essa criança atingisse a idade de ter responsabilidade. despojariam e roubariam Judá. igualmente. Conselheiro. 16. 55. a mão irada do Deus de santidade. o Filho nascido de uma virgem.A Mão Irada de Deus e Sua Mão Salvadora Isaías profetizou que por causa do pecado de Judá. mas Acaz recusou porque já tinha decidido mandar tributo a Tiglate-Pileser III da Assíria para socorrê-lo. II.8. 5 0 . faria eterno o trono de Davi. não para Acaz.I -I 2 .I I . “Emanuel” ( “Deus conosco”). Porém. O M essias.1-5. O segundo filho de Isaías.5.17. 54. seria nascido de uma virgem (ver comentários sobre 7. 4 2 .I-IO . Deus ofere­ ceu a Acaz o privilégio de pedir um sinal sobrenatural para confirmar sua promessa. Em contraste. viria no futuro com os sete Espíritos do SENHOR sobre si.4 -1 1. 28.16.14). Emanuel é novamente mencionado em Isaías 8.13 a 53. receberiam o juízo de Deus. 52.

2 Deus man­ dou Isaías ir sem roupas e descalço por três anos como um sinal de que a Assíria iria levar cativos os povos do Egito e de Cuxe. Isaías tinha uma mensagem para as outras na­ ções. M oabe (por seu orgulho). Foi precipitado no Seol ou inferno. Babilônia.conhecimento do SENHOR. como o centro líder da religião pagã no dias de Isaías. O resultado eventualmente seria um retorno de Israel que será semelhante a um novo êxodo. Isso foi cumprido em 689 a. Ele levou prisioneiros para o exílio em vez de libertá-los para volta­ rem às suas casas. Um a . contudo. Outras nações estrangeiras sobre as quais Deus pronunciou juízo incluem Filístia. e tanto os egípcios como os assírios finalmente adorariam ao Senhor. toda a sua glória foi deixada para trás e nem sequer teve um enterro digno. Cuxe (ou Etiópia).1 Então Isaías resume falando mais a respeito do rei. Juízo Sobre as Nações Estrangeiras Devido ao fato de Deus ser o Senhor do mundo todo e soberano sobre todas as nações. Deus eventual­ mente teria uma testemunha ali. Todavia. Então eles reconhecerão o próprio Deus como sua salvação e vão tirar água dos poços de salvação com alegria. que foi coroado rei em Babilônia dois anos antes de sua morte. é primeiramente em sua relação com Judá. é mencionada primeiro. Sua atenção.C. ações de graça e brados de louvor. e uma Bandeira para as nações gentias que irão buscá-lo. quando Senaqueribe nivelou Babilônia e fez dela um pântano. o qual exaltou a si mesmo e em quem Acaz colocou a sua confiança. O Egito teria uma discórdia interna (cum­ prida nos dias de Isaías) e se tornaria fraco. Seu juízo seria severo. Estabeleceu o modelo para os reis posteriores da Assíria por considerar a si próprio maior do que qualquer deus. e Egito. e para vir logo. Quando Sargão II tomou a cidade filistéia de Asdode. até mesmo maior do que o Deus de Israel. total.. Tiglate-Pileser III. Damasco (e com ela o reino norte de Israel que tinha esquecido o Deus da salvação deles).

da parte dos assírios.C. Senaqueribe destruiu todas as cidades fortificadas de Judá. Isto será necessário antes que Jerusalém possa ser transfor­ mada em uma cidade de paz. Cinco ais devem vir sobre Jerusalém e Judá por causa de sua hipocrisia. dando-lhes salvação. Eles teriam que aprender do modo difícil. Em 689 a. Samaria estava madura para o juízo e o povo de Judá era hipócrita em seu culto ao SE N H O R . O livro de Isaías termina completamente o relato das invasões de Senaqueribe e depois fala a respeito da enfer­ midade de Ezequias. Ele irá restau­ rar a terra e o povo de Israel. Senaqueribe não tinha apenas destruído a cidade. o tesoureiro de Jerusalém (Sebna) e Tiro. Tampouco é o juízo um fim em si mesmo.C. Pelos dias de Isaías. Eles zombavam da mensagem de Isaías que intentava trazer a eles descanso e refrigério. sua rebelião contra Deus. santidade. o sinal miraculoso da sombra sobre o relógio de . muitas lições devem ser ensinadas pelos assírios. um Rei irá reinar em justiça. e alegria sem fim. Embora o juízo tivesse que vir. Arábia. o propósito de Deus para Israel não mudaria. Juízo e Restauração para Judá Isaías é cuidadoso em mostrar que o juízo de Deus revela não sua arbitrariedade. Isaías recebeu a informação de que Babilônia tinha de fato caído. e sua recusa em confiar no Senhor. M as em um dia futuro. exceto Jerusalém. Em contraste com a vinha de uvas bravas mencionada em uma profecia anterior. rios no deserto. o juízo irá tornar Judá uma vinha de bons frutos.palavra adicional contra Babilônia profetizava que esta se tornaria um deserto. Isto prepara para a demonstração da glória de Deus que irá eventualmente trazer uma festa de coisas espirituais para todas as nações. mas a sua justiça.. Ezequias e as Invasões de Senaqueribe Em 701 a. sua confiança no Egito..3 Profecias adicionais falam de juízo sobre Edom. mas espatifado a maioria de seus ídolos.

que os assírios não entrariam na cidade. Porém. Desse modo. Então Senaqueribe retirou-se. Babilônia era mais importante que a cidade de Jerusalém ou o Egito. A notícia dessa profetizada promessa de proteção contra os assírios moveu Senaqueribe a enviar um exército sob as ordens de seu coman­ dante (Heb. Para Senaqueribe. N essa ocasião ele enviou uma carta para Ezequias ameaçando começar de onde havia parado e advertindo-o a não confiar no S E N H O R —ao qual tratou de um modo não diferente dos deuses pagãos dos países que ele já tinha conquis­ tado. o povo tomou uma posição de fé.sol recuar dez graus. retornando para Nínive pelo caminho que . e colocou a sua confiança no Senhor.C. mas iriam tomar o caminho de volta pelo mesmo caminho pelo qual tinham vindo. rab-shakeh'). que requereu a rendição de Jerusalém e falou ao povo para não ouvir a Ezequias e não colocar a sua confiança no Senhor. recu­ sou-se a responder e a se render. até mesmo maior do que o Deus de Israel. essa enfermidade lhe sobreveio logo depois que Ezequias pegou o ouro do templo e pagou com isto tri­ buto a Senaqueribe de modo que este se desviasse de Jerusalém. O rumor que eles ouviram era de que os caldeus tinham mvadido Babilônia. Isso foi cumprido quando o anjo da morte m atou 1 8 5 . Isaías profetizou que os assírios iriam ouvir um rumor e partir.0 0 0 hom ens do exército de S en aqu erib e. exatamente como Isaías havia profetizado. tanto o comandante como Senaqueribe com seus exércitos partiram sem tomar Jerusalém. Embora Isaías não indique o intervalo entre 701 e 688 a. a promessa de prote­ ção por causa dos assírios. Ele continuou a lhes falar que os deuses das outras nações não puderam livrá-los das mãos de Senaqueribe. e a promessa dos quinze anos adicionais de vida para Ezequias.. a recuperação de Ezequias. Então Isaías profeti­ zou que Deus defenderia Jerusalém. Ezequias levou a carta diante do SE N H O R . pressupondo que Senaqueribe era maior do que qualquer deus. o contexto e os registros assírios encontrados pelos arqueólogos indi­ cam que Senaqueribe empreendeu uma segunda campanha em dire­ ção ao oeste após ter destruído Babilônia. Porém.

Isaías pediu ao povo para preparar o caminho para Deus retornar para o seu povo. Deus continua a falar para Israel parar de ficar amedrontado. Ele é o Deus eterno. para a época do exílio de Israel na Babilônia. pois eles pecaram e não cumpriram a obra a que foram chamados para realizar. Ele tem um outro Servo. A garantia de confor­ to era a palavra de Deus. Conforto e Libertação Após o povo de Jerusalém tomar uma posição de fé e Senaqueribe deixar Jerusalém não conquistada. tomou o trono. o qual será um pastor de Deus. M as dentro de Israel havia e sempre houve um remanescente piedoso que é verda­ deiramente servo de Deus. Esar-Hadom.tinha vindo. A profecia tem se cumprido e Deus irá conti­ nuar a ser fiel. o qual irá cumprir a obra da salvação e restauração de Deus. pois o tempo chegaria quando os babilônios se lembrariam disso e tomariam cativos alguns dos descendentes de Ezequias. para aqueles que esperam por Ele. mas eles não podem fazer o trabalho que precisa ser feito —a obra de salvação e redenção. Deus irá revelar a sua glória. e ficou ali. como Isaías tinha profetizado. Ele é diferente dos ídolos que têm que ser fixados nos lugares para impedi-los de cair no chão. Contudo. ungido para realizar a obra de enviar de volta os . Emissários vieram e Ezequias mostrou-lhes todos os seus tesouros. Ele dá força para o abatido. O remanescente irá realizar uma obra para Deus. Isaías então remonta ao tempo quando os reis estavam mandando presentes a Ezequias por causa de sua cura maravilhosa. Isaías profetiza que alguém vindo do Norte. o incansável Guia para o seu povo. Israel como um todo fracassou. até que dois de seus filhos o assassinaram e um outro filho. Isaías faloulhe que isso foi um erro. Ciro. e a segurança da verdade da palavra de Deus era o próprio Deus que criou o universo e que é muito maior que qualquer pessoa ou qualquer coisa que nele há. Olhando à frente. e Ele tem feito de Israel seu servo. o Criador. o Messias.

C. e Ele irá colocar sobre eles o seu Espírito e sua bênção sobre os seus descendentes.exilados para a sua própria terra —embora Ciro não conheça a Deus. Quando Deus restaurar Israel e realizar tanto a paz como o juízo. (Desco­ bertas arqueológicas mostram que eles foram transportados para Nínive. a segurança de sua alegria futura. Senaqueribe tinha levado pessoas de Judá para Babilônia para substituir os babilônios que ele tinha exilado. Então ele os convoca a partir. Eles ainda são escolhidos de Deus. a qual acon­ teceria em 689 a. Bel e Nebo.5 Isaías não diz mais nada a respeito da Babilônia ou Ciro após o capítulo 48. Então Isaías se volta para profetizar acerca da queda. mas Ele os tem gravados nas palmas de suas mãos. Isaías então se volta para a destruição em seus próprios dias e extrai uma lição do fato de que os grandes deuses. Ele revela tanto o passado quanto o futuro e conclama a todos em todo o mundo para tornarem para Ele e serem salvos. Ele irá agir e eles serão restaurados. Os assírios não destruíram Babilônia antes desse tempo.)4 Porém. Eles pensam que Deus os esqueceu. mas a . o verdadeiro Servo sobre o qual Deus coloca o seu Espírito será enviado como uma aliança para o povo e uma luz para os gentios. Deus diz a Israel que eles jamais o carregaram —Ele os carregava. muitos vão reconhecer que não há outro Deus. Os céus e a terra passarão. Isaías lhes diz que Deus profetizara muito tempo an­ tes. Ele é a solução para o fracasso de Israel. Registros arqueológicos mos­ tram que eles o fizeram. foram carregados em exaustos animais e levados para o cativeiro. de modo que houve um profetizado retorno a Judá cumprido nos dias de Isaías. Babilônia pensava de si mesma como um deus. não com Babdônia. Seu propósito para com eles vai permanecer válido. Seu foco é no sofrimento do Servo-Messias. Deus irá repreender a Israel. mas eles ti­ nham de aprender que Deus não divide a sua glória com outro —não com deuses pagãos. mas promete apagar e lançar fora as suas transgressões por amor de Si mesmo. de modo que eles não poderiam dar aos ídolos o crédito pelo seu retorno. Através dEle o remanescente piedoso é encorajado. Por outro lado.

Pelas suas feridas. morte e ressurreição do Messias é desenvolvimento e bênção para Sião com multidões adicionadas e livre graça para todos. o Messias. e após a sua morte expiatória. Isso contrasta com os líderes que malbaratam as formas de adora­ ção e se apressam em seguir seu próprio caminho. Os eunucos não poderiam tomar parte na adoração no templo. M as Deus promete incluí-los em sua bênção. M as seus sofrimentos são vicários —completa­ mente em favor dos outros. será uma aliança e testemu­ nho para todos os povos. dores e culpa deles. Ele terá misericórdia e irá perdoar abundantemente. O ponto alto do livro de Isaías descreve o Servo Sofredor de Deus. Para o fim do ministério de Isaías. Ele sofre de boa vontade. Glória para o Povo de Deus. Eles não contribuíram ao propósito de Deus. O resultado do sofrimento. Eles o desprezam e pensam a respeito dEle como sen­ do ferido por Deus. Sião será restaurada e as boas novas serão que Deus reina. O Grande Davi. Os estrangeiros que se vol­ tassem para o SE N H O R seriam também inclusos. ele teve que tratar com os fracassos dos líderes da época de Manassés. Ele que enche a eternidade de tempo e espaço também vem habitar com aqueles de espírito contrito e humilde. mas não puderam destruí-lo. mas não lim ita a manifestação de sua presença ao céu. maltratando o . Ele vive para ver os seus filhos espirituais e ver a vontade de Deus prosperar pelo seu poder. O chamado é para todos aqueles que têm sede para virem. Isaías conclama a todos para busca­ rem ao Senhor enquanto Ele pode ser achado. Deus afasta-se de­ les. Porém. juízo para os Outros As bênçãos de Deus não são limitadas a Israel e àqueles cujas impurezas rituais eram removidas pela purificação e sacrifícios da lei. Seus contemporâneos não compreendem o seu sofrimento. o qual procede sabiamente.salvação de Deus seria para sempre. Deus assegura também que a sua pala­ vra irá cumprir o que lhe apraz. nós somos sarados. Ele tomou sobre Si as enfermidades.

pois o Espírito do Senhor está sobre Ele. Deus não deseja o tipo de jejum deles. M as não houve ninguém que intercedesse.1 7-21 ). Ele irá julgar o mal e estender a paz como um rio corrente para Jerusa­ . Isaías continua a transmitir mais algumas profecias a respeito da salvação de Sião e do tempo futuro quando o seu povo irá responder ao seu salvador. como o livro de Apocalipse nos diz. para os quebrantados de coração e para os cativos. Seus pecados os têm separado de Deus. realizou a salvação. os Redimidos do S E N H O R . opressão e cobi­ ça. O Messias deles virá com as roupas salpicadas por haver pisado e esmagado sozinho as uvas no lagar do juízo de Deus. Deus chama a atenção para o céu como o seu trono e para a terra como o escabelo de seus pés. Deus irá regozijar-se sobre eles. Nova glória virá. Isto será durante os m il anos quando Satanás será aprisionado. Haveria um novo céu e uma nova terra. e eles serão chama­ dos de o Povo Santo. Estrangeiros irão ajudar na restauração de Sião. Ele ora por libertação. Deus então promete misericórdia. Eles o confessam e reco­ nhecem que têm voltado as costas a Deus. Jesus aplicou isto a Si mesmo no início do seu ministério na Galiléia (Lc 4. mas a Jerusalém atual também iria ter o seu cumprimento. Assim. Isaías então louva a Deus por todas as boas coisas que Ele tem feito por seu povo. Ele quer adoração pura. Ele busca um jejum que seja de pecado.pobre até mesmo quando estão jejuando. bênção e alegria. pois sua Luz tem vindo. O juízo deve vir antes que o reino milenial seja estabelecido. Ele prometera que um Redentor viria a Sião para aqueles que se arrependessem. ainda que eles tivessem se rebelado e entristecido o seu Santo Espírito. os próprios braços de Deus. Deus dará paz e Ele será uma luz eterna para eles. O Messias então fala. ungindo-o para pregar boas novas para o pobre. seu próprio poder. com alegria e muitas bênçãos que correspondem às condições da maravilhosa paz profetizada para o M ilênio. Então Sião irá ouvir o cha­ mado para levantar e brilhar. Finalmente. restauração e glória.

no. 2a. 2 8 7 . Benjamin R . Bibliotheca Sacra 80. 84. Sua fama e glória serão declaradas entre as nações.. 19 55 ).2 5 2 . . 1 9 2 6 -2 7 ). 2 5 5. (P rinceton: Princeton U niversity Press. “T h e AddedYears o f H ezekiah s L ife”. mas o julga­ mento dos ímpios será eterno. 2. 4 Luckenbill.. 3 D aniel D avid Luckenbill. Aqueles que restarem após o juízo final virão e adorarão ao Senhor. 2 vols. ed.1 5 2 . 31 9 (julho de 1 9 2 3 ): 386. CITAÇÕES 1 D aniel D avid Luckenbill. Downer. 2 4 3 .1 5 2 . 2 . The Annals o f Sennacheríh (C hicago: U niversity o f Chicago Press. 5 Ibid. 2 . Ancient Records. Ancient o f Assyria and Babylonia. ed. Pritchard. 19 24 ). 2 James B. Ancient Near Eastern Texts Relating to the O ld Testament. (Chicago: U niversity o f Chicago Press.lém.

I — 31 1.6 -2 2 a. o SENHOR é exaltado 2.19-21 d.I 6— 20 6. Um a terra desolada 1.1-4. U m dia futuro de paz 2. Confiança tola 2. Judá: um povo rebelde I .2— 4 3. T ítulo: Isaías sob quatro reis I.1— 5. O Dia do S e n h o r 2. Juízo de assombrar a terra 2. Orgulho requer juízo 2. A raça humana é julgada. U m chamado ao arrependimento I .I 2.1-5 2.6 1.6-9 b.30 A.Esboço de Isaías Juízo e Esperança 1 . Adoração inaceitável LIO— 15 5. Idolatria requer juízo 2.22 .2 I — 31 B.10-18 c. Povo rebelde 1. Restauração através do juízo I .5— 9 4.

26 i. O Renovo e a proteção nupcial 4. Um a proteção nupcial 4. Isaías é comissionado a um ministério difícil 6.6 C.1-16 a.1-4.1-4 2.16-24 h. O rei Acaz é desafiado a confiar em Deus 7.5-7 3.5.1— 9.14 g.12 f.1 1 -13 B.1 4.7 2. Os Seis Ais 5. A confissão e purificação de Isaías 6.10. As mulheres orgulhosas de Sião condenadas 3.1. O mal de Judá é condenado 3. Nações sob o controle de Deus trazem juízo 5.1-7 a.6 A. Um resultado do juízo 4 .8-10 4. Um lamento triste 3.10-13 c. U m cântico de amor 5. Judá e Jerusalém condenadas 3. U m dia de paz e restauração 4.3.11 e.8-9 d. Deus oferece e promete um sinal 7. A visão que Isaías teve de Deus 6. O caos e a anarquia resultantes 3.2-4 b.1-13 1. Durável até que apenas um remanescente permaneça 6 . Síria e Efraim aliados contra Judá 7 .1-30 1.1 a.1— 12. A escolha entre bênção e desastre 3.1-3 b. Isaías é chamado para um ministério difícil 6.13. O sinal do Emanuel 7.7 I.2 b.26-30 O Deus Santo É Exaltado 6 . O cântico da vinha 5.25. A devastação de Judá 3. A vinha explicada 5.1 -9 b. Juízo bem merecido 3.8-25 3.2-6 a.3-6 c. O S enhor sentencia juízo sobre os líderes 3.14-16 . A vinha e seus frutos 5. Juízo para as uvas bravas 5.4-7 c. Repreensões e promessas para Judá 7.

1— 3 b. 4.8— 10.5-8 3.7 C. O Rei ungido pelo Espírito I I .24— 27 c.4— 6 . U m remanescente retorna ao Deus Forte 10.1-4 D. O Justo Juiz 1 1.18-21 4.13-17 3.17— 8. 3. Juízo sobre o espiritismo 8. A impiedade que consome por causa da ira de Deus 9. Deus punirá a Assíria no devido tempo 10. Esperança para o remanescente de Israel 10. Um renovo dá fruto I I . Esperança para a Galiléia 9. O Príncipe da Paz 9.8 a. A Assíria vem como uma inundação 8. Assíria é usada sem saber 10 .6 1.17-25 b.12-19 2. Assíria é usada e julgada 10. Louvor pela salvação 12.I — 3 2.4.19-22 5.5 A terra mudada pelo conhecimento do S enh or 11. Quatro razões para a ira de Deus 9. Deus usará a Assíria para trazer juízo 7 .8-12 2.6— 9 U m novo êxodo I I .1-5 6.I — 12.20— 23 b.33. A Assíria como a navalha de Deus 7.5-34 1. Assíria —a vara de Deus 10. O avanço assírio 10.20— 34 a. Juízo sobre o orgulho e a auto-suficiência 9.5 -1 1 b.4 1.5-19 a. 5. Juízo sobre um povo extraviado 9. Ais aos governantes injustos 10. Deixe o mundo inteiro saber 12.1— 6 a.1-4 c.I 0— 16 U m dia de ação de graças para Israel e as nações 12. O jugo da Assíria é quebrado 10. M aer-Salal-Hás-Baz 8. Deus está no controle 10.2.9-18 4.6.34 E.28— 32 d. Como Deus estava com Israel 8.

A ira de Deus sobre a Babilônia 13.1— 3 5.28— 32 3. Um dia quando as pessoas atentarão para Deus 17. A Filístia não escapará do juízo 14.21— 23 B.9 d. M oabe 1 5 .12— 17 e. Babilônia breve será subvertida 13. O Juízo por vir em breve 13. M oabe contrastada com Sião 16.1— 6 2. O rei da Babilônia carece de um enterro digno 14.7 . O orgulho de M oabe trouxe o desprezo 16. Israel é restaurada mas Babilônia é julgada I 4 .4— 6 b.8 c.13. O orgulho e a queda do rei da Babilônia 14.1— 20. Moabe será julgada dentro de três anos 16. A destruição da Babilônia 13. A destruição de M oabe 15.3— 8 c.6— 12 d.1— 3 . Presentes trazidos ao S E N H O R 18.1— 9 b.I — 23 a.14 1.14— 22 2.7. Juízo sobre muitas nações 14. Castigado por esquecer de Deus 17.Deus Trata com as Nações ao Redor de Judá 1 3 . Babilônia torna-se uma terra pantanosa 14.12— 14 C. A recepção do rei da Babilônia no Sheol 14.6— 13 c.6 1.1— 14.1— 5 c. Destruição súbita 17.18— 20 f.11 6.14 4. Um escárnio contra o rei da Babilônia 14.4— 11 a.1— 2 b. U m dia de desolação 17. A Assíria será esmagada na terra de Deus 14.1 8 2 A.9— I I d.1— 5 b. Compaixão sobre Judá 14. A colheita e a respiga 17.23 1. O remanescente de Jacó será pequeno 17.10. Juízo sobre a Etiópia (Cuxe) 18.14 a.24— 17.1— 16. O dia da ira do SE N H O R está próximo 13.1— 22 a.24— 7 2 2. Etiópia e Egito 18. Juízo sobre Damasco 17.

1— 14 a. A sabedoria natural vem do SE N H O R 28.1 1. Lamentação sobre a ruína de Tiro 23.15— 25 6.14— 23 C. Os inimigos de Jerusalém serão frustrados 29.1— 14 5.1— 8 b.1— 27.1— 4 b.I — 10 a. Ai de Efraim 28.9— 22 c.1— 33.16— 25 5. Ignorância e hipocrisia condenadas 29. A terra corrompida.1— 12 D.1— 29 a. U m dia de castigo e cura para o Egito 19.6— 10 2.1— 18 Judá Merece o Juízo de Deus 2 4 . M anhã e noite para Edom 21.12— 27.1— I I Só Deus é digno de ser honrado 26.1 Israel ferido para que possa dar fruto 27.I — 23.13— 17 4. Jerusalém julgada 22. 3.13 U m cântico que expressa confiança 26.23— 29 2. Babilônia atacada 2 I . Sebna e Eliaquim 22. Juízo sobre a Arábia por vir em breve 21 .7— 13 E.1 0 3 A. juízo prepara para restauração e paz 26 .9— 14 .12 3. Os escarnecedores aprendem pelo método difícil 28. Jerusalém será abatida 29. Juízo sobre o Egito 19. O 1.11. Os seis ais 28. O juízo prepara para um banquete m ilenial 25. Ai de Ariel.1 — 5 .2— 6 b. Cumprida a profecia da queda da Babilônia 2 I . Um segundo cântico da vinha 27 .18 1.1— 13 B. A culpa de Jacó a ser expiada 27 . a cidade de Davi 29 . Cumprimentos nos dias de Isaías 2 I . Isaías recebe notícias da queda da Babilônia 21. Os líderes bêbados 28. O juízo prepara para o reinado de Deus em Jerusalém 24 . a cidade desolada 24.3.2— 13 a.1— 6 D. 2.5— 8 c.1— 15 4. Egito e Etiópia —uma falsa esperança 20 .I — 5 b.

5— 17 3.1— 5 b.18— 26 d. Quem pode habitar com um Deus santo? 33.2— 35.2 a.3. A restauração que honra a Deus 29.15. Os planejadores tolos 29. O p ró p rio D eu s p ro te g e rá Je ru s a lé m 3 1 .6— 17 c.15. O propósito de Deus na história 33.9 e.29— 33 5.4 . Uma viagem improdutiva a uma nação inútil 30.16 b.5 c. Pecadores aprendem uma lição 33.28 e.6. Confiar no Egito trará vergonha 30. Ai da Assíria 33.I — 32. O Espírito derramado restabelecerá a paz 32. Ai dos povos rebeldes 30.17— 24 4. A ira de Deus sobre as nações 34. O deserto se alegrará 35.1— 17 a. O controle de Deus sobre as nações 30. O SENHOR se levantará e julgará o inimigo 33. Uma oração por libertação e a resposta de Deus 33.8. Juízo especial sobre Edom 34. Ai dos que buscam a ajuda do Egito 3 I .1 F. O Rei está vindo 33.17— 4 2 2.14 e.1— 33 a.1.16 f. A destruição sobrenatural da Assíria 31.9— 14 g. Ai daqueles que trabalham nas trevas 29 .2 .2— 6 b.1— 4 b. Juízo sobre todas as nações 34.10— 13 d.7— 9 c.15— 4 2 a. O Rei justo 32. Juízo até que o Espírito seja derramado 32.27.2— 4 2 a.10 1. U m chamado ao arrependimento 31. Israel cantará quando o S enhor destruir a Assíria 30. Deus será gracioso e irá curar 30.15— 20 6. A terra e o povo restaurados 35. A tolice de confiar no Egito e não em Deus 3 I .1— 8 f.1— 10 a.I — 3 b. A tristeza e angústia de Judá 33. Uma súplica que exalta a Deus 33.7 d.

8 A.1— 9 4.21 4. As cidades de Judá capturadas 36. Deus usa alguém do oriente 41. Profecia de Isaías foi cumprida 37.9— 13 2.3— 8 Conforto para Jerusalém e Judá 4 0 . Ezequias mostra os seus tesouros 39.2— 20 3. O Servo do S en h o r e a sua m issão 42.22— 37.8— 10 Ezequias e Senaqueribe 3 6 .12— 31 B.1— 31 1.14— 35 3. A grandeza de Deus contrastada com os ídolos 40.1— 4 2.1— 22 1. O povo obedece a Ezequias 36.36— 38 C.1— 8 1. Boas Novas para Judá e Jerusalém 40.1— 11 2.10— 13 .2 2 4 A.2— 22 D. Senaqueribe invade em 701 a. A doença e a recuperação de Ezequias 38.1— 2 2. Encorajamento para pessoas que sofrem 35.8 1. O Caminho Santo 35.1 2.5— 29 3. A glória de Deus e o seu Servo 4 L I — 42. O exército de Senaqueribe é dizimado e Senaqueribe é morto 3 7 .1 — 39. 36. Ezequias é restaurado 38. A oração de Ezequias e a resposta de Deus 37. Uma sentença de morte 38. Profetizada a morte de Senaqueribe 36.C. A embaixada de Merodaque-Baladã 39. Deus volta-se para o seu povo 40. U m cântico novo 42 .8 B. As renovadas ameaças de Senaqueribe 37.1 2.3— 7 c.b.25 1.9 -3 8 1.1— 37. As nações e os seus ídolos desafiados 41 . As ameaças de Senaqueribe 36. O exílio babilônico profetizado 39.1 — 8 .

13 5 A. Nenhuma esperança para Babilônia 47. As profecias testemunham pelo Deus verdadeiro 48 . Deus usará Ciro para restaurar Israel 45.1— 50. U m remanescente redimido é reunido 43. Servo traz restauração 49 .18— 25 C.21— 45. Deus julgará e guiará 42 .22— 28 5.I — 8 2.1— 45. Israel cego e surdo 42. Jerusalém será habitada 44 .1— 48.4— 9 A escolha: confie em Deus ou passe o tempo em tormento 5 0 . U m mandamento para fugir da Babilônia 4 8 . O 1. 3.12 1.14— 25 D.14— 21 4. Deus salvará Israel 45 . A queda da Babilônia 46.2 0 — 21 5. 4. Nenhuma paz para os ímpios 48.1— 3 O obediente Servo de Deus: o Messias 50.25 1. O S e n h o r é superior às deidades da Babilônia 46 .9— 16 .22 A Redenção e o Servo Sofredor 4 9 . O remanescente encorajado 5 1 .22 1. Um novo êxodo da Babilônia 43 .8— 26 O pecado de Israel e a falta de resposta 50. O testemunho de Israel como servo de Deus 43 . 2.1 0 -1 1 B. O Espírito de Deus será derramado 44.1— 13 c.11 O Servo escolhido de Deus 49.25 a.5.1 — 5 .21— 28 b.1— 52.14— 17 6.1— 15 3.1— 19 4. 5. A tolice da idolatria 44.1— 7 A restauração traz alegria 49 .8— 13 3. A infidelidade de Israel 43 . Lembre-se do Fundador e da fundação 5 I . Deus assegura um alegre retorno 51.1— 13 2.1— 7 2. Deus irá redimir e restaurar Israel 44. O amoroso Salvador de Israel 43.1— 5 6.6— 20 7.

12 O Servo prudente será exaltado 52. Um a oferta aceitável pela culpa 53.13 O sofrimento espantoso 52. Bênção e juízo 56.9— 57. 9.3— 5 Deus perdoará livremente o arrependido 55. 7. 4. 4.2 c. Jerusalém será redimida 52.9. 3. 8.10 Jerusalém será restabelecida 54. O cálice da ira de Deus escoado e removido 51.3— 6 d. Restauração e bênção para o arrependido 57.11— 13 3. 6.2 Uma aliança perpétua 55. Prepare o caminho 57.17 U m convite universal 55. 7 —9 6.14— 21 a.15 O Messias menosprezado e rejeitado 53.1— 3 Sofrendo por outros 53.16. A bênção inclui eunucos e estrangeiros 56. Líderes ímpios e idólatras merecem juízo 56.15 . A idolatria não traz nenhum benefício 57. A obra do Messias traz progresso e bênção 54.1— 66.1— 58.1.6— 9 A palavra de Deus trará alegria 55.4— 8 A aliança de paz 54.24 A. Piores juízos virão 57.1. 1 —3 2. Juízo sobre Outros 5 6 .13 a.13 1 . 2. O 1. Apóstatas advertidos a respeito do juízo 57.7— 10 e.1— 55.10— 13 Glória para o Povo de Deus.3.11— 15 Os servos de Deus serão justificados 54. O Redentor compassivo 54.13— 53.1— 8 2. Líderes estúpidos e gananciosos 56.1— 12 C.4— 6 5 . A idolatria persistente 57. sofrimento e a morte expiatória do Servo 52.14.14 1. M o r r e n d o p o r o u t r o s 5 3 . O p ro g re s s o ju b ilo s o 5 4 . 5.17— 23 4.10— 12 D.14. 3.9— 12 b.

10— 63.7— 9 A alegria do M essias 61.19— 22 5. 5. O Salvador de Sião virá 62.4— 8 3. O S e n h o r prova o seu favor 62.22 1.13.20.6 .1. 2.I — 63. Conforto e paz para os que choram 57. C. Messias anuncia a sua missão 6 I . Isaías confessa os pecados do povo 59.4— 6 Alegrando-se na sua herança 61. b. Os estrangeiros reconstroem e honram a Sião 60. A confissão.11.6 Ungido para pregar boas novas 61.16— 19 c.12 O Sábado traz bênção 58. Filhos vindos de longe honram a Deus 60. 6. Os gentios restauram e servem a Sião 60.4— 2 2 a. Pecados reconhecidos 59. O 1.21 Adoração hipócrita 58.9 c. redenção e glória de Sião 59.2 Os sacerdotes do S e n h o r 61. A adoração restaurada 60.1. 8.1— 5 b.4.6— 9 c.6— 10 Deus guiará 58. 7.12— 15 4 . 3.11 O contínuo interesse do M essias por Sião 62. Nenhuma paz para o ímpio 57. 6. O propósito de Deus para transformar Sião 60. A glória futura de Sião 62.2 Jejum hipócrita 58.10. Sem justiça e sem paz 59.1— 63.3 Resultados felizes 61.1— 3 2. 5.15— 18 e.14 B.8.9— 15 a.1— 60. O p r ó p r io S e n h o r s a lv a rá 5 9 .10— 14 d.4— 7 b. O povo de Deus exibirá o seu esplendor 6 0 .1— 3 6. 4.6 a. Andando nas trevas 59.3— 5 Deus quer jejum do pecado 58. O pecado separa do Salvador 59. 1 6 —2 1 Luz e glória vêm a Sião 60.9— 1 1 b.

17— 25 5.7— 64. Deus é ainda o nosso Pai 63. Corações endurecidos 63. A glória de Deus é vista 66.16 3. Deus julgará aqueles que o abandonaram 65. bênção. Louvor pela bondade de Deus 63.18— 24 . alegria e juízo 65.D.11— 16 4.1— 66.8— 10 3. O juízo de fogo 66.15— 17 8.1— 6 6.1— 7 2. Jerusalém arruinada 64. Isaías clama para Deus agir 64. Misericórdia.24 1. A súbita ampliação de Sião 66. A resposta graciosa de Deus 65.7— 15 2.17— 19 4.12 1. Isaías ora por misericórdia e perdão 63. O remanescente possuirá a terra 65.10— 12 E.7— 14 7. Um a nova criação 65.1— 9 5. O templo terreno e sua adoração são insuficientes 66.

Os 12. “Sabendo primeiramente isto: .13.1-5.2. Judá: um povo rebelde I. Este versículo é o título para a totalidade do li­ vro de Isaías. a q u a l ele v iu a respeito de J u d á e J eru sa lém .6. M q 3.). reis de Ju d á .1 É chamado uma “visão” no sentido de que Deus a revelou a Isaías de um modo podero­ so e dramático. etc. H c 2.I 7 . A caz e Hzequias. Jr 23.10. nos dias de U zias.16. Ez 7.1. O verbo “viu” (Heb.I -3 I I. Ob I. hazab) é fre­ qüentemente usado a respeito de ver uma visão dada por Deus (como em Nm 24.4. N a L I .Juízo e Esperança 1 . Jotã o. Aqui é usado para signifi­ car um recebim ento so b ren atu ral da p alavra reveladora de Deus. 26. f i l h o de A moz. Dn I .30 A.TÍTULO: ISAÍAS SOB QUATRO REIS LI 1 Visão de Isaías. I Sm 3.3.

e no M ilênio o trono do Messias será ali localizado. mas do Pai (Jo 14. Isaías teve um relacionamento vivo com Deus. E é Jerusalém que comanda a atenção central. Estudos cuidadosos dos relatos bíblicos e a comparação com des­ cobertas arqueológicas indicam algumas superposições nos reinados dos reis mencionados no verso acima. Jotão (um rei fraco) levou o seu filho Acaz ao trono como co-regente em 74 4 a. ele levou Salomão ao trono para dar fim às tentativas caóticas de outros para tomarem posse do trono. reinou de 790 a 739 a. também chamado de Azarias (2 Rs 14.21). Antes de morrer. Por orgulho humano ele ousou oferecer incenso no altar de ouro —algo que somente aos sacerdotes era perm itido fazer. U zias morreu em 739 e Jotão em 731.C.21). concre­ tas. mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espíri­ to Santo” (2 Pe 1. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem al­ gum. íntimas e reais” para Isaías. O nome “Isaías” quer dizer “Yahweh salva” ou “o Senhor é salva­ ção”3 e sugere o tema do livro.20. muitos reis subseqüentes levaram um filho ao trono como co-regente para prevenir qualquer confusão semelhante. Isaías profetiza sobre outras nações. pois ela foi e será a principal cidade a partir da qual Deus governa. Jotão tinha permitido a Acaz liderar. M as em 750 ele entrou no Lugar Santo do templo. e o seu filho Jotão assumiu o governo naquele momento (2 Cr 26.2 Semelhante às palavras de Jesus. mas apenas quando elas se rela­ cionam a Judá e Jerusalém.10). Por causa da época turbulenta.21). então explicaria por que ele podia entrar e sair livremente do palácio. Este é dirigido a Judá e Jerusalém. Igualmente. as palavras de Isaías não eram só suas. Deus o condenou afligindo-o com lepra.que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. A tradição judaica diz que Isaías era aparentado com os reis de Judá. Se isto é verdade. Uzias. de modo . O Espírito Santo tornou as palavras de Deus “vividas. Davi fixou este padrão de coregência em Israel.C. N ela estava o templo.

Isaías trouxe então a mensagem de Deus de morte e juízo. Quando Ezequias se arrependeu e orou. Ezequias pagou tributo para salvar Jerusalém.C.6). ao trono com ele em 728 ou 727 a. Deus o curou. Um a vida semelhantemente longa era incomum em uma época quando o perí­ odo médio de vida era menos de trinta e cinco anos. Ezequias queria o reavivamento.16).C. Assim. e viveu até 686 a.5 Isaías registrou a morte de Senaqueribe em 6 8 1 a.22.. Porém.C . mas não poderia fazer nada para promovê-lo enquanto o ímpio Acaz ainda estivesse vivo. Acaz era então o atual soberano. . M as tais juízos de Deus eram condicionais. A tradição diz que Manassés prendeu Isaías amarrado em um tronco e o serrou ao meio (cf. ele cometeu o erro de que­ brar o tratado de Acaz com a Assíria. p. Quando Acaz morreu em 715 a.que quando Uzias morreu e Isaías começou a profetizar.C. prometendo-lhe libertação da Assíria e mais quinze anos de reinado. Ezequias.6 Manassés.37). porém.C. Hb 11. nenhuma profecia de Isaías é clara­ mente identificada com o reinado de Jotão. voltou-se contra Deus. introduziu a idolatria e encheu Jeru­ salém com o sangue de mártires que resistiram àquela idolatria (2 Rs 21. Ele considerou o seu co-reinado com o próprio pai como não digno de contagem. (Veja quadro da cronolo­ gia. Isaías e Senaqueribe se mantiveram vivos no reinado de Manassés.C.) A continuada turbulência também incitou Acaz a levar o seu filho. A sua recontagem foi provavelmente devido à grande celebração da Páscoa e ao reavivamento espiritual naquela época.4 Indubitavelmente. Isto levou Senaqueribe a se insurgir contra ele em 701 a. ele deveria es­ tar na faixa dos oitenta anos quando foi m artirizado. Assim. Deus deve tê-lo protegido até que fosse a hora da sua vida ser oferecida como a de Paulo (2 Tm 4. Ezequias então levou o seu filho Manassés ao trono (em 696 ou 695 a.) para reinar com ele. Ezequias começou a contar novamente os anos do seu reinado.7 Se Isaías tivesse vinte anos aproximadamente quando começou a profetizar.

Yahweh. está na posição enfática) tinham se “rebelado” contra Ele. o mantenedor ou guarda da aliança. 15. Dt 24. e o j u m e n t o . 31. O SENHOR. Eles já não agiam como um povo escolhido. ó céu s .19.9 eles (o Heb. o povo da aliança. apesar da provi­ são paternal e cuidado terno de Deus por seus filhos. guiando-os. O fato de que “Israel não tem conhecimento” indica que eles já não tinham um relacionamento pessoal com Deus.22. um Deus justo e santo que fez os céus e terra apelava para que testemunhassem contra Israel. POVO REBELDE 1. Que o povo não “entende” indica que eles não eram mais capazes de discernir o que é verdadeiro e direito. p o r q u e f a l a o S e ~ NHOR: C r i e i f i l h o s e e x a lc e i. 3 O b o i c o n h e c e o s e u p o s s u id o r . cf. satisfazendo as suas necessidades. e esta­ belecendo o seu reino por intermédio deles. tinha apelado aos céus e à terra para testemunharem contra o povo quando ele colocou diante deles as bênçãos e as maldições da aliança (D t 30. m a s e le s p r e v a r i c a r a m c o n tr a m im . e p r e s t a o u v id o s . Numa cena que é retratada como em uma sala de tribunal. tu ó ter r a .28. Eles tinham esquecido que haviam sido .13. Agora.o s . iden­ tificam-nos como filhos redimidos. 32. voluntari­ osamente rejeitando o seu amor paternal e a sua orientação. libertados pelo poder de Deus).15. a m a n je d o u r a d o s e u d o n o . M l 1.2. Os animais domésticos que serviam às pessoas tinham mais senso que os israelitas. e cumpridor da promessa. o m e u p o v o n ã o e n te n d e. O boi sabe a quem pertence e quem lhe dá direção.6). ensinando-os. m a s I s r a e l n ã o te m c o n h e c im e n to .6 é o Deus auto-existente. o manancial ou nascente da profecia israelita. Ele tinha “criado” os israelitas como seus filhos (Ê x 4.2-4 2 O u v i. Isaías começa com uma mensagem para Judá e Jerusalém. O burro sabe quem o comprou.18. aonde ir procurar comida e quem a provê (cf.1). SI 77. Moisés.

redimidos e não mais reconheciam a Deus como a fonte da sua força. Em vez de ser um povo santo eles são como um escravo chicoteado. e se separaram dEle. UMA TERRA DESOLADA 1. Ele reflete o que Isaías viu na sua visão inaugural (cap. boi. d o s f i l h o s c o r r u p t o r e s ! D e ix a r a m o S e - NHOR. O culto aos ídolo pode também estar implícito (como em Ez 14. d o p o v o c a r r e g a d o d a in iq ü id a d e d a s e m e n t e d e m a lig n o s .3). Eles se voltaram contra Ele. porém não resiste ao ataque. Isaías se torna agora uma testemunha para as conseqüências do pecado de Israel. v o lta r a m p a r a trá s. e in ch a ço s. e to d o o co ra çã o . 6) e enfatiza tanto o caráter de Deus como as suas reivindicações sobre Israel. s e n ã o f e r i d a s . 3. Eles já não eram testemunhas para a glória de Deus. M as se tivessem até mesmo tanto bom senso quanto um boi ou um burro. reputação e riqueza. se afastaram. “ah!”) para a nação pecadora e corrupta. Isaías pergunta por que eles querem ser sur­ rados novamente. 6 D e s d e a p la n t a d o p é a té à ca b e ça n ã o h á n e le c o is a sã . f r a c o . mas eles continuaram delibe­ radamente nas ações más dos seus pais e trataram o Santo de Israel com desprezo blasfemo. Deus queria que eles fossem um povo santo. e ch a g a s p o d r e s . s e m a is v o s r e b ela r íeis P T o d a a ca b e ça e s tá e i f e r m a . rejeitando-o completa­ mente em uma total ingratidão. n e m liga d a s. “Toda a cabeça está ferida” e “todo o coração” . eles nunca teriam se rebelado. n ã o e s p r e m id a s . n e m n e n h u m a d e la s a m o le c id a c o m ó leo. A nação está como uma pessoa que foi brutalmente assaltada por um ladrão. Mas Israel rejeitou essas reivindicações. “O Santo de Israel” é um termo encontrado vinte e nove vezes em Isaías e só seis vezes no restante do Velho Testamento. b la s fe m a r a m d o S a n to d e I s r a e l. 4 A i d a n a ç ã o p e c a d o r a . Isaías responde com pesar clamando “A i” (Heb.10 A culpa deles é um fardo pesado. aparentemente pedindo por mais surra.5-9 5 P o r q u e s e r ie is a in d a ca stig a d o s.

a s v o s s a s c id a d e s. e eles estão voluntariosa­ mente se dirigindo para um desastre mais extenso. A única situação histórica a que estas descrições correspondem é a da invasão assíria de 701 a. mas para Babilônia.0 0 0 prisioneiros que ele outrora tinha levado de lá. e subindo escadas para atacar a cida­ de. “desde a planta do pé até à cabeça”.1 1 7 A v o s s a te r r a e s tá a s so la d a . arcos e flechas. Isaías agora lista as aflições específicas que Israel tem sofrido. quando Senaqueribe destruiu qua­ renta e seis cidades de Judá. golpeando com aríetes. o pensamento do povo e de seus líderes está errado e obstinadamente contrário à vontade de Deus. não para a Assíria como alguns têm admitido. uma cidade situada apro­ ximadamente quarenta e oito quilômetros a sudoeste de Jerusalém.12 Ele levou mais de 2 0 0 . a v o s s a reg iã o . nem nenhuma delas amolecida [aliviada] com óleo [de oliveira]”. o s e s t r a n h o s a d e v o r a m e m v o s s a p r e s e n ç a . A terra de Judá está “assolada”: suas cidades “abrasadas pelo fogo” e seus campos “os estranhos devoram” na presença do próprio povo de Judá. c o m o n u m a s u b v e r s ã o d e estra n h o s. lanças.(inclusive a mente) está doente.C. Nenhuma destas feridas está “espremida.13 Esta peça mostra os soldados assírios com fundas. O corpo. para substituir os 20 8 .. Em outras palavras. Como McKenna salienta: “Isaías nunca esquece que o pecado tem também dimensões sociais”. Arqueólogos descobriram um baixo-relevo de mais de vinte metros de comprimento adornando a parede de um quarto no palácio de Senaqueribe. está coberto com feridas abertas e supuradas. Este retrata o cerco de Laquis. O país está ferido e ninguém está ajudando. nem ligada. o qual não tem nenhum poder para fazer qualquer coisa a res­ peito disto. a b r a s a d a s p e lo f o g o . Parece não haver nenhuma esperança por recuperação.0 0 0 prisionei­ ros. e e s tá d e v a s ta d a . O painel final mostra Senaqueribe no seu trono recebendo os .

lim itou a destruição para salvar Jerusalém. M as houve sobreviventes. 4. 8). com o cida de sitiada. com a intenção adicional de desviar a atenção do seu fracasso para tomar Jerusalém (veja v.. j á corn o S o d o m a se r ia m o s e sem elh a n tes a G om orra . Yahweh. Senaqueribe não era responsável por alguns sobreviventes esca­ pando da devastação. e era . seu rei. ADORAÇÃO INACEITÁVEL I . teria sido uma ruína completa “como Sodoma” e “como Gomorra”.cativos e o espólio de Laquis. E eles ainda poderiam ser salvos. com o a ch ou pan a no p epin al. Eu calei a Ezequias como um pássaro em uma gaiola”15 (Veja Caps. vós p r ín cip es de Sodom a. Sua inscrição chama Senaqueribe de “o rei do universo”. Se Ele não tivesse feito assim. Senaqueribe colo­ cou isto deste modo: “Eu devastei a ampla província de Judá.I 0 . Este baixo-relevo pretendia aparentemente chamar a atenção à sua captura de quarenta e seis cidades fortificadas de Judá. p resta i o u v id o s à lei do nosso D eu s. Em seus “Anais”.I 5 10 O u v i a p a la vra do SENHOR. 9 Se o SENHOR d os E x ército s n o s n ã o d eix a ra a lg u m r e m a n e s ­ cen te. Pela misericórdia de Deus Jerusalém não foi capturada. que eu trouxe em submissão aos meus pés14 . o Deus dos exércitos do céu. * E a filh a de Sião se f i c o u com o a cabana na vinha. 36 e 37 para mais detalhes das campanhas de Senaqueribe). o forte e orgulhoso Ezequias. ó p o v o de G om orra. vós. Israel tinha se torna­ do como os príncipes de Sodoma e como o povo de Gomorra. Isaías compara isto às estruturas temporárias — galhos e tapetes ou estaca e toldo — que fazendeiros montam nos campos para vigiar as colheitas. M as ela foi deixada insegura. Agora Isaías se volta para as pessoas cujo pecado e rebelião foram os responsáveis por Deus perm itir a devastação. o Deus pessoal de Israel..

Os pagãos ao redor deles acreditavam que os seus deuses precisavam de sacrifícios e que os sacrifícios continuamente oferecidos aumentavam a possibilidade dos seus deuses responderem às suas orações. de bodes” era coloca­ do no altar como uma expiação —um resgate pago pelo seu perdão e libertação. de cordeiros. A adoração deles não era genuína. e não f o l g o com o sa n gu e de bezerros. diz o S e n h o r ? J á estou f a r t o dos holoca u stos de ca rn eiro s e da g o r d u r a de an im a is n édios. Este precisa­ va escutar a lei de Deus (Heb. faltando alguma comunhão amorosa verdadeira com Ele. que viésseis p isa r os m eu s á trios? Tendo em vista que os seus corações não estavam buscando a Deus em fé e obediência. Era pretendido que os “holocaustos” expressassem a exaltação de Deus e a dedicação à sua vontade. Tudo o que eles estavam fazendo era desgastando o chão do átrio do templo pelo seu ato de “pisar”. 12 Q u a n d o v in d es p a ra com p a recerd es p era n te m im . o in cen so é p a r a m im abo~ . O “sangue de bezerros. A multiplicação destes sacrifícios fez Deus ter ânsia de vômito. Ele concedeu os sacrifícios da Lei para o benefício de seu povo —como um meio de restabelecer a comunhão com Ele e como o primeiro passo para caminhar com Ele. “instrução”). Praticado sem sinceridade os sacrifícios eram uma abominação a Deus. 13 N ão tragais m a is oferta s debalde. torah. A “gordura” era uma expressão de dar-lhe o melhor deles. o ininterrupto aglomerar no templo não era o que Deus queria. n em de cord eiros. Ele detesta religião quando esta é apenas uma formalidade e cerimônia. Em vez de obedecerem a Deus. Foi so­ mente a graça de Deus que preservou um remanescente. M as o Deus que fez os céus e a terra não precisa de nada. qu em re~ q u er eu isso de vossas m ãos. 11 D e qu e m e serv e a m im a m u ltid ã o de vossos sa crifício s.merecedor da mesma destruição como Sodoma e Gomorra. as pessoas estavam simplesmente multiplicando os seus sacrifícios a Ele. nem de bodes.

ajuntamen­ to solene”) como “jejum e preparação ritual”.1— 44). p o r q u e a s v o s s a s m ã o s es tã o ch e ia s d e s a n g u e. e a c o n v o c a ç ã o d a s c o n g r e g a çõ e s . n ã o a s o u ço . j á m e s ã o p e s a d a s . as “convocações” (ou assembléias).. e s c o n d o d e v ó s o s o lh o s. porque Ele via os seus corações. e a s v o s s a s so le n id a d e s . Em vez de serem uma alegria para Ele e uma bênção para o povo. e o s sá b a d o s. Mãos estendidas com as palmas para cima em uma atitude de submissão e desejando receber algo do Senhor. Deus não pode olhar com favor em tais falsas ações. a s a b o r r e c e a m in h a a lm a . 13 P e lo q u e. O incenso tornava o átrio do templo perfumado. tudo era pretendido para ser santo. os sábados sagrados semanais e anuais (Lv 23. sim . j á e s to u c a n s a d o d e a s so frer . de modo que Ele os aborrecia. As celebrações na época da lua nova. . Mas Deus os via como “iniqüidade”. Enfaticamente. essas festas religiosas tinham se tornado “pesadas” como um fardo que Deus estava “can­ sado de as sofrer”. adoração que era mera formalidade ou pretendida para persuadir Deus a deixá-los continuar em seus próprios caminhos obstinados. q u a n d o e s t e n d e is a s m ã o s . e ta m b é m a s F esta s d a L u a N o v a .. já não expressavam amor e dedicação a Ele. q tia n d o m u lt ip lic a is a s v o s s a s o ra çõ es . mas isto era repulsivo a Deus. A Septuaginta traduz a última parte do verso ( “iniqüidade. os festivais de “lua nova” e as “solenidades” de Levítico 23 não mais honravam a Deus. 14 A s v o s s a s F esta s d e L u a N o v a . Deus não pode ser subornado ou enganado. e Ele não podia suportar suas atividades religiosas. n em m e s m o o a ju n t a m e n t o s o le n e : Deus lhes ordenou que parassem as “ofertas debalde” ou ofertas vãs.m in a ç ã o . o que sugere que todas as suas atividades de adoração fossem repulsivas a Deus. não significavam nada quando as pessoas realmente estavam buscando o seu próprio cami­ nho e rejeitando o ensinamento de Deus. n ã o p o s s o s u p o r t a r in iq ü id a d e.

tirai a m a ld a d e de vossos atos de dia n te dos m eu s olhos e cessa i de f a z e r m al. Deve ser um arrependimento sincero que faz uma clara ruptura com os atos e hábitos pecaminosos. 11 A prendei a fa z e r o bem . significa defender ativamente aqueles que não podem se defender: especificamente os órfãos e as viúvas.T g 1.I 6 . os quais não tinham ninguém para defendê-los e que eram freqüentemente as vítimas de esquemas e fraudes (cf SI 85. p ra tica i o qu e é reto. As orações ainda poderiam ser ouvidas. As pessoas deviam perceber a sua condição e clamar como Davi fez no Salmo 51.6— .2 0 16 L a va i-vos. Davi pediu para Deus lavá-lo de toda a sua iniqüidade e purificálo do seu pecado. Fazer o que é “reto” significa fazer o bem a outros. mas as mãos estendidas em súplica deviam ser lavadas. Isto também significa evitar prejudicar a outros e fazer provi­ são para as necessidades dos desafortunados. U M CHAMADO AO ARREPENDIMENTO I . M q 6. mas têm que ajudar o oprimido. Mas Deus fala para Israel que eles têm uma parte a realizar. Fazer “justiça” significa proceder honesta e eqüitativamente. Também tem que incluir uma mudança interna. f a z e i ju s tiça ao ó f ã o . 8 . Mais importante ainda. 13. Eles devem aprender a praticar “o que é reto”.24. Eles não têm só que cessar da opressão e corrigir os opressores. Abandonar o pecado e o mal é o primeiro passo. Eles têm que se lavar. pois Deus vê o coração.M ultiplicar orações não consegue chamar a atenção de Deus quan­ do as mãos estão “cheias de sangue”.8— Am 5. 5. Então eles poderão ser capazes de cessar “de fazer m al”. Isto deve ser seguido por boas ações. Ainda havia esperança. tratai da cau sa das viú vas. o “fazei justiça” de Deus. mas não é o bastan­ te.27). p u r ifica i-v o s . M as o lavar deve ser mais que um símbolo ou forma vazia. Esta expressão notável descreve como as pessoas estavam oprimindo o pobre e usando de violência para adquirir o que elas queriam. a ju d a i o o p rim i­ do.

e a r g ü i. Deus está to­ mando a iniciativa. ou confessarem. a in d a q u e o s v o s s o s p e c a d o s s e ja m c o m o a e s c a r la ta . s e t o r n a r ã o c o m o a b r a n ca lã.1 1— eles poderiam retornar para casa. . Eles têm que fazer o que Deus pede que façam. Como o Filho Pró­ digo de Lucas 15. 19 S e q u is er d es. p o r q u e a b o ca d o SENHOR o d isse. vamos fazer algo a respeito disto”. Os pecados deles são realmente “como a escarlata” —o tipo de tom mais profundo do vermelho —numa referência que apontava de volta para as mãos sangrentas do versículo 15. a in d a q u e s e ja m v e r m e lh o s c o m o o c a r m e s im . c o m e r e is o b em d e sta terra .IS V inde. Esta exortação con­ tinua nos versículos seguintes. receber as suas bênçãos. o verda­ deiro arrependimento asseguraria que Deus tornaria possível ao seu povo que desfrutasse novamente dos seus frutos.m e . A c o n tin u a d a re c u s a e re b e liã o s ig n ific a ria m q u e e m v e z d e c o m e ­ re m o f r u t o d a su a te r r a . então. s e r e c u s a r d e s e j v r d e s r e b eld es . “Vinde. a Deus. e a su a a u to r id a d e d iv in a e s tá p o r trá s d a s u a p a la v ra . Ê pressu­ posto que se eles admitirem isto. Agora o SE N H O R resume as suas palavras que começaram no ver­ sículo 10. eles ficarão tão brancos quanto o branco mais claro. e argüi-me” é um termo legal que faz parte da cena de um tribunal. 20 M a s. a e s p a d a ( d o s a s s írio s ) o s c o m e ria . A promessa de Deus para lim par e renovar os seus corações e mentes está condicionada sobre a obediência de boa vontade (à ali­ ança ou concerto). mais alvos do que a neve ou a lã. en tã o . e 32. e le s s e t o r n a r ã o b r a n c o s c o m o a n e v e . Ele pode significar o seguinte: “Vamos ces­ sar os argumentos. Embora os invasores estrangeiros estivessem comendo o fruto da terra. Eles têm que fazer mais do que falar sobre a sua situação. d iz o S e n h o r . s e r e is d e v o r a d o s à esp a d a . indicando que a própria natureza deles seria mudada pela graça de Deus. um branco que é branco por sua natureza. e o u v ir d e s . O S e N H O R fa lo u is to .

a bebida comum dos filisteus). RESTAURAÇÃO ATRAVÉS DO JUÍZO I. m a s. Considerando que “justiça” e “reti­ dão” tinham uma vez marcado as relações de seu povo. Nós podemos ter a vida eterna ou a morte eterna (Jo 3. A degeneração do povo de Sião é comparada à “escória” —miné­ rio que não tem mais nenhum metal precioso em si e é de nenhum valor. A corrupção de Sião tem resultado da deslealdade do povo para com Deus. Esta corrupção traz uma lamentação sobre a cidade. Nós não podemos amar a Deus e nos agarrar ao mes­ mo tempo ao nosso pecado. exige uma escolha. 6. pode significar cerveja. agora a sua conduta tinha afundado ao mais baixo nível possível. ca d a u m d e le s a m a o s s u b o r n o s e c o r r e a p ó s s a lá r io s . os seus procedi­ mentos injustos entre cada um deles.14. E comparada mais adiante a “vinho” misturado com água (ou o Heb. n ã o f a z e m j u s ­ tiç a a o ó ifã o .O povo tem que fazer a escolha: obedecer e comer ou rebelar-se e ser comido. que tem sido m isturada com tanta água que está imprestável. Os habitantes de fato tinham se tornado “homicidas”.8) Nós vemos o mesmo contraste no Novo Testamento (I Jo 3. 7. . O Evangelho. Agora havia se tornado como uma esposa que tinha se rebaixado ao nível infiel de uma prostituta. h o m icid a s.16 Que contraste com o Deus que os amava e lhes convidara a que o amassem! (D t 6.16). e n ã o ch ega p e r a n t e e le s a c a u s a d a s v iú v a s . Deus continua sua causa contra Jerusalém. o teu v in h o s e m is t u r o u c o m á gu a . 23 O s t e u s p r í n c i p e s sã o r e b e ld e s e c o m p a n h e ir o s d e la d r õ e s . 22 A tu a p r a t a s e t o r n o u e m e s c ó r ia s . e da rebelião e das práticas cor­ ruptas de seus governantes. igualmente.1.15). Não há nenhum lugar intermediário.2 I-3 I 21 C o m o s e f e z p r o s t it u t a a c id a d e f i e l ! E la q u e e s ta v a ch eia d e r e t id ã o ! A j u s t i ç a h a b ita v a n ela .5. que no tempo de Davi tinha começado como uma “cidade fiel”. a g o ra .

O s ju iz e s e co n se lh e iro s (o u líd e re s a d m in is tr a tiv o s ) serão re s titu íd o s . O s p rín cip es recusavam d e ix ar u m a viúva tra z e r o caso d e la à ju stiça. q u er dizer. c o m o a n t ig a m e n t e . c o m o e r a m d a n tes. d iz o S e n h o r D e u s d o s E x ér cito s . eram “reb eld es” co n tra I )eu s. “P o rta n to ” in d ic a q u e D eu s fará alg o so bre a situ ação . e.e i d o s m e u s in im ig o s . 25 E v o lt a r e i c o n t r a ti a m in h a m ã o e p u r i f i c a r e i in te ir a m e n te a s tu a s e s c ó r ia s . E les eram “ co m p an h eiro s de la d rõ e s ”. E le ag o ra revela o ju íz o q u e estas c o n d içõ es ex igiam .e i to d a a im p u re z a . d a m esm a m an eira q u e o m e ta l é refin ad o e su a escó ria (im p u re z a s in ú te is ) é rem o vid a. co m eçan d o a sua o p ressão co m os m ais fraco s e os m ais d e sam p arad o s. p o rq u e ab so lv eriam os lad rõ es p o r u m su b o rn o . e o s te u s c o n s e lh e ir o s .m e . q u e ad m in istra v am os vário s escritó rio s estatais e a g iam co m o ju iz es que d e c id e m os p ro cesso s. A q u e le s q u e têm o p rim id o o d esam p arad o tê m p ro ce d id o d e m o d o tão r u im q u e E le ag o ra os co n ­ sid era — u m segm en to d o seu p ró p rio povo — seus in im ig o s. . P o rém . D eu s te m sid o p acien te. o SE N H O R [ YahweFjT o d o -p o d e ro so . en fa tiz am as suas reiv in d icaçõ es e a sua a u to rid ad e . o F o rte d e I s r a ­ el: A h ! C o n s o l a r . o S e n h o r d o U n iverso . c id a d e f i e l . O s três títu lo s div in o s — “o S e n h o r \_há’ad on j. m as ag o ra a ira dE le trará san ta vingan ça sobre os seus in im igo s. A o o b ra d o c a stig o d e D e u s c u lm in a r á e m restau ra ção .t e . e v in g a r m e . sobre aqueles q ue tin h a m o p rim id o o d esam p arad o . A m ão de D eu s a ta c a rá n o vam en te.e i a c e r c a d o s m e u s a d v e r s á r io s . p o is isto in tro d u z o p ro cesso de p u rific aç ão do seu povo do s p ecad o s deles. o F o rte de Isra e l” . 24 P o r ta n to . E les eram covardes e tiran o s. e t i r a r . “C a d a u m d eles am a os su b o rn o s” em vez de am ar a ju s tiç a e as p esso as. en tã o . E le é u m a P essoa d iv in a. 26 E te r e s t i t u i r e i o s t e u s ju i z e s .O s “p rín c ip e s ”. os ó rfão s e as viúvas (fre q ü e n te m e n te ch am ad o s d e v ítim as n a B íb lia). co n tu d o n a su a ira h á ta m b ém g raça. te c h a m a r ã o c id a d e d e j u s t i ç a . S e u ju íz o p rete n d e refin ar e p u rificar.

Os transgressores que rejeitam a autoridade dos ensinos de Deus e os pecadores que violam a lei de Deus serão removidos de entre o povo pelo fogo purificador (veja v. e o s q u e d e ix a r e m o S e n h o r s e r ã o c o n s u m id o s .s M a s o s t r a n s g r e s s o r e s e o s p e c a d o r e s s e r ã o j u n t a m e n t e d e s t r u íd o s . I Rs 14. como Ele era antes do tempo do rei Saul. Dt 12. 2. Jeru­ salém já não será uma prostituta.nenhum rei é mencionado porque o SE N H O R é para ser o seu Rei. O povo futuro de Sião deve ser o remanescente purificado e redimido que foi convertido ao Senhor.. No fim o descrente. Os seus atributos de “justi­ ça” e “retidão” os caracterizarão. O reino norte de Israel tinha estado envolvido com eles e agora eles eram comuns em Judá. c o m ju s t iç a . Isto implica que eles viverão em harmonia com uma preocupação pelo bem-estar uns dos outros. mas uma cidade justa e fiel. A idolatria sempre esteve envolvida no pecado de rebelião de Isra­ el. 29 P o r q u e v o s e n v e r g o n h a r e is p e lo s c a r v a lh o s q u e c o b iç a s te s e s e r e is c o n f u n d i d o s p e lo s j a r d i n s q u e esco lh estes. No dia de juízo futuro.2. destruído” (por forças de fora de Israel) e “perecerá” (devido à sua própria falência espiritual interior). O povo ainda pode escolher entre servir a Deus ou se rebelar contra Ele.25). o pecador que escolhe persis­ tir em pecado o receberá igualmente. o pecador. 27 S iã o s e r á r e m id a c o m j u í z o . e o s q u e v o lta m p a r a ela . Embora o julgamento de Deus seja dirigido contra o pecado. os pecadores serão confundidos e humi­ lhados porque os seus falsos deuses não lhes poderão ajudar a esca­ par dos castigos dos seus pecados.23).17 . “será. Os “carvalhos” sagrados e os “jar­ dins” eram lugares onde eram observados ritos pagãos em uma reli­ gião que envolvia adoração da natureza e cultos da fertilidade (cf.. Esta é a meta de Deus e terá seu cumprimento completo no M ilênio. Eles serão fiéis a Ele.

com os quais Deus comparava freqüentemente o seu povo (N m 24. Que esperança ofereceu Deus ao povo? . Uma vez que Deus traga este juízo. Acaz. em faísca”. Ao invés. o ele­ mento transgressor —príncipe e súdito semelhantemente —tem se­ meado as sementes da sua própria destruição. 31 £ o f o r t e s e t o r n a r á e m e s to p a .30 P o r q u e s e r e is c o m o o c a r v a lh o .14 . Deus rejeita as práticas pecadoras de qualquer cul­ to ou falsa religião (não im porta qual o bem que eles possam tam­ bém fazer). Jr I I . Todos esses tais líderes ou príncipes serão como “estopa” —combustível para o fogo que eles próprios atearam! Esses líderes ímpios não serão parte do remanescente que sairá do fogo purificado. toda a nação sofrerá e murchará (v. Assim. será muito tarde. QUESTÕES DE ESTUDO 1.15 ). Isto antecipa o lago de fogo que João viu (Ap 20 . Em escolhendo o paganismo. Jotão. Por que Deus chamou os céus e a terra para testemunharem con­ tra Israel? O que eles tinham visto? 3. SI I. O “forte” é o líder que buscou receber força e poder a partir da adoração de falsos deuses. a o q u a l c a e m a s f o lh a s .29). De que maneiras Israel tinha se tornado como Sodoma e Gomorra? 4. Nada interromperá a destruição. o destino deles será o das coisas mundanas nas quais eles tinham escolhido confiar. Em contraste com a árvore e o jardim irrigado. e c o m o a f l o r e s t a q u e n ã o te m á gu a . e Ezequias? 2. e n ã o h a v e r á q u e m o s a p a gu e. Quão irônico que o homem “forte se tornará em estopa. e a m b o s a r d e r ã o ju n t a m e n t e . Quais são as principais coisas que sabemos a respeito de Uzias. eles serão consumidos junto com a sua própria maldade.6. O neopaganismo não pode esperar nada diferente. e sua obra. Os 14). e a s u a oh ra . e m f a í s c a .

An H istórical Survey o f the Old Testament (N utley. ed.). Louis Finkelstein (N ova York: H arper & Brothers. 1 9 6 2 ). ‘acontecer’. Inglaterra: Clarendon Press.J. ed. 1. Os seus pecados haviam quebrado a relação do concerto. 143.CITAÇÕES 1 Edward }. Freeman. 19 69 ). 11 McKenna. 2 :1 5 5 -6 2 . Stanley M . Young. 41. 8 Estudiosos têm debatido a respeito do significado do nome divino Yahweh. T hiele. 1. The Lord is Savior: Faith in National Crisis (G rand R apids: W m . N. The Book o f Isaiah. The Mysterious Numhers o f the Hebrew K ings (G rand R apids: Zondervan Publishing House. “T h e Biblical Period”. An Introduction to the Old Testament Prophets (Chicago: M oody Press. RJ: CPAD. 176. rev. 12 John M auchline. 64. 10 O hebraico goy. 3 David L. Eerdmans. B.. (R io de Janeiro. Eerdmans. 1 9 6 9 -7 2 ).42. 51. B. 1 9 9 3 ). Isto pode vir de um a antiga form a “do verbo hebraico que sign ifica ‘to rn ar’. Eugene H . 3. H orton. Charles. -3 13 U m a cópia de tamanho integral deste relevo pode ser vista no M useu O ri­ ental da Universidade de Chicago. 19 13). Isaiah Z 9 (N ova York: M acm illan Co. ed. 19 90 ). 1 9 8 3 ). 19 4 9 ). 144. H . W idyapranaw a.: C raig Press. 5 Edwin R .27 -29 . em Teologia Sistemática. 55. O hebraico escreve som ente as consoantes Y H W F I. 1 9 6 6 ). um termo norm alm ente usado a respeito dos gentios. 1 9 9 6 ). R ussell E. em The Apocrypha and Pseudepigrapha o f the Old Testament (O xford. 2 8 1. que faz todas as coisas existirem e escolheu estar fielm ente presente com um povo que Ele cham ou para S i”. “O Deus U nico e Verdadeiro”. 9 O plural indica a responsabilidade individual de cada israelita para com Deus o Pai. ‘estar presente’ (.. (' H obart E. W ord Books. 193. M errill. Isaiah 1— em The Communicators Commentary (D allas: 39. “T he M artyrdom o f Isaiah”. Joyner. em The Jews. 3 vols. 2 S. 4 W illiam Foxwell A lbright. .. (G rand R apids: W m . 7 Ver R obert H . McKenna. Isaiah 1-39. Isto é um a declaração de que D eus é um ser autoexistente (o EU SO U ou EU SE R E I).

2 4 .6 I.6. 15 Ibid.. quando “o . os juízos advindos por causa de desobediência ou indiferença. 65. e a certeza do triunfo da palavra de Deus. Judá não tinha aprendido a lição do juízo de Deus sobre o reino norte de Israel.1 a 4 com algumas variações que o Espírito Santo inspirou para o benefício da audiência rural de M iquéias.6 . Oséias 4. O Dia do S e n h o r 2. 66 .1 O capítulo 2 começa com o futuro desejo universal para saber a verdade de Deus e chama a atenção aos privilégios presentes de Judá como os recebedores exclusivos da revelação divina. 13. 2 £ a con tecerá. Os versículos 2 a 4 estão repetidos em M iquéias 4. B. 2 :2 4 0 .1 até 4. 2 vols. "'C f. e co n co rrerã o a ele todas as nações. f i lh o de A moz.5. que muitos acreditam foram as profecias iniciais de Isaías. Ele continua a mostrar as vantagens da obediência. Inimigos idólatras os cercavam nos dias de Isaías. q u e se f i r m a r á o m o n te da C asa do S e n h o r n o cu m e dos m o n tes e se ex a lçará p o r cim a dos ou teiros. Israel desfrutou o privilégio de adorar o SE N H O R em Jerusalém. UM DIA FUTURO DE PAZ 2.1 — onde Oséias vê pecados semelhantes no reino norte de 2. Ancient Records o f Assyria and Babylonia.H D aniel D avid Luckenbill. Israel. M as a grandeza do privilégio será completamente realizada na era milenial. (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press.1 7 . a respeito de J u d á e de J eru sa lém : Este título é provavelmente para os capítulos 2 até 12.1-5 1 Visão qu e teve Isaías. 1 9 2 6 -2 7 ). Jeremias 3.3. n os ú ltim o s dias. Outros pensam que o título é para 2. 17 Ver também 57. 2:3 2 7 .1-4.

cf.17. M as a promessa terá seu cumprimento comple­ to no M ilênio.16. mas considerada parte desta. e fazê-los a base das suas vidas enquanto andam “nas suas veredas”. 3 E v i r ã o m u i t o s p o v o s . uma elevação de cerca de 7 3 0 metros. 14. Desse modo.32). Deus os atrairá poderosamente a Jerusalém em um grande fluxo. A colina do templo. diretamente ao norte da Sião de Davi. Jr 3. s u b a m o s a o m o n t e d o S e n h o r . Deus fará os gentios de muitas nações se encorajarem uns aos outros para subirem a Jerusalém para buscar o SE N H O R .15). Am 9. onde o Evangelho está sendo espalhado ao redor do mundo.17. Esta expectativa de conversão dos gentios é uma parte importante da pro­ fecia do Velho Testamento (Is 40.6. Jo 6. Ag 2.monte da Casa do SE N H O R ” será exaltado e o mundo inteiro quererá dirigir-se para Jerusalém. 4 5. e d e J e r u s a l é m a p a la v r a d o S e n h o r . Então o mundo inteiro será unido sob o comando de Jesus ressuscitado e glorificado (Is 11. e a n d e m o s n a s s u a s v e r e d a s .2). a conversão dos gentios tem um cumprimento prelim i­ nar na presente era da Igreja.18). Zc 8.12. At 9.3. O Espírito Santo está sentenciando-os e convencendo-os (Jo 16. torah') é melhor traduzida como “ensino” ou “instrução”. Também é um cumprimento da promessa dada a Abraão de abençoar a todos os povos sobre a terra (Gn 12. A palavra “Lei” (Heb.9). aprender os seus caminhos. p o r q u e d e S iã o s a ir á a lei.2 . Jerusalém será o centro para a propagação da sua Palavra. e inclui toda a Palavra inspirada de Deus.7. à ca sa d o D e u s d e J a có . e d ir ã o : Vinde. Deus agora está atraindo a Si os povos (cf. 12.20— 22.44. não era muito alta. p a ra q u e n o s e n s in e o q u e c o n c e r n e a o s s e u s c a m in h o s .8— 11). Com essa exaltação virá a conversão dos povos de todas as nações. Assim. Ez 40. Isaías retrata a futura preeminência desta figura­ tivamente por sua exaltação sobre o resto das montanhas da terra — incluindo todos os lugares altos onde os pagãos cultuavam e onde os israelitas freqüentemente cometiam seus deslizes (cf. 22.

3 6 . Ele introduz o futuro para reforçar a mensagem de Deus para o presente. . Jacó nem sempre viveu à altura de seu novo nome. O Anjo do S E N H O R m udou o nome dele para “Israel” (Gn 32 .2 8 ). isto é. (Veja J1 3. Ele decidirá qualquer disputa entre nações ou indivíduos. assim como a de todos os profe­ tas.4 E ele ex e r cer á o se u ju íz o so b re a s n a çõ es e r e p r e en d er á a m u ito s p o v o s. A mensagem primária de Isaías. provendo perfeita liberdade da guerra e de todo conflito. Jr 9.2 6 ). A era milenial será um tempo de paz porque o SE N H O R será o Juiz soberano. os juízos da Grande Tribulação.) 5 Vinde.4). ele exorta a casa de Jacó (que realmente não merece o nome “Israel”) a vir e “andar na luz” dos ensinos e das bênçãos do SE N H O R . o mundo tem que primeiro sofrer grandes juízos. n ã o lev a n ta r á esp a d a n a çã o co n tr a n ação. Eles têm a oportunidade e o privilégio de fazerem isto agora3 (Cf. Contudo. O nome “Jacó” teve o significado prim ário de “apanhador de calcanhar” por causa das circunstâncias do seu nascimento (veja Gn 2 5 . e m f o i c e s . e estes co n v e r te r ã o a s s u a s esp a d a s em e n x a d õ e s e a s su a s lan ça s. Os povos de todas as nações farão isto algum dia. indicando que o Reino será introduzido atra­ vés de juízo. simbolizando uma vida plena de paz. n em a p r en d erã o m a is a g u e r r e a r . Também tinha o significado de “suplantador” ou “en­ ganador” (veja Gn 2 7 . e a n d em o s n a lu z d o S e n h o r .1 0 ). Deus confirmou o novo nome depois (Gn 35 . era ao seu próprio povo de seus dias. N a luz das bênçãos futuras da palavra profética de Deus. significando que ele “luta com Deus” ou “Deus luta” ou “Deus governa”. ó ca sa d e J a có .10 para uma reversão das imagens de Isaías aqui. fazendo dele o lutador de Deus e o príncipe de Deus. cf. N o entanto. e tampouco o fez a nação de Israel.3). Os ins­ trumentos de guerra serão reciclados em instrumentos de agricultu­ ra. Isaías vai de um lado para o outro entre o futuro e o seu próprio tempo. I Jo 3. Assim. um nome que Esaú enfatizou.

Por causa disto. veja também 2 Rs 16. M uito desta riqueza veio através da opressão ao pobre. o rei Uzias ficou poderoso. O orgulho e a confiança em coisas materiais continuou sendo um problema no reinado do rei seguinte. riqueza e idolatria.2. e sã o a g o u r e ir o s c o m o o s filis t e u s .16 ). carru­ agens (poder m ilitar). a ca sa d e J a c ó . O pro­ blema ficou pior pela fé deles na riqueza e pela confiança nas coisas materiais que eles poderiam comprar. se voltou à idolatria (2 Cr 28 . Ezequias. Em vez de confiar no SENHOR. 0 SENHOR É EXALTADO 2.10. e n ã o têm f i m o s s e u s tes o u ro s.5). mas como as pessoas a adqui­ riram. Eles já não estavam confiando no SE N H O R . e s e a s so cia m c o m o s f i l h o s d o s estra n h o s.6— 9 6 M a s tu d e sa m p a ra s te o teu p o v o . Durante o tempo da prosperidade.2-4). Nos dias de Isaías. Dt 18.2.14). e o s s e u s c a r r o s n ã o têm f i m . filho de Jotão. A riqueza que encheu a terra aponta para a prosperidade desen­ volvida durante o reinado de U zias e indica que esta profecia foi proferida antes da guerra siro-efraimita nos dias do rei Acaz ( 7 . ta m b ém es tá ch eia d e c a v a lo s a s u a terra . tomado emprestado dos filisteus no oeste. A RAÇA HUMANA É JULGADA. Deus esta­ va a ponto de abandoná-los. 1 E a s u a ter ra es tá ch eia d e p r a ta e o u ro . eles estavam seguindo su­ perstições ou “costumes do Oriente” (Assíria e Babilônia) e prati­ cando adivinhação como “agoureiros” (proibidos por Lei. O seu filho Jotão serviu ao S e n h o r (2 Cr 27. eles estavam confiando em cavalos. mas Acaz. 2 Cr 28. Ex 23 .1. Eles também estavam trocando apertos de mãos “com pagãos” para entrar em ali­ anças comerciais e matrimoniais (também proibido.32 ).6).5. Isaías não condena a riqueza em si. .6-22 a. Idolatria Requer Juízo 2. Israel estava menosprezando o privilégio de ser o povo escolhido de Deus4 e estava imitando as nações pagãs ao seu redor como substitutivo. mas o orgulho o conduziu à queda (2 Cr 2 6 . Como os pagãos. p o r q u e s e en ch e­ r a m d o s c o s t u m e s d o O r ien te.

Zc I I . Jó 13. Juntamente com o fato da sua terra estar cheia de riqueza. Chamar os ídolos de “nada” não significa que a idolatria é insig­ nificante. No Dia do Juízo futuro. tinham se curvado aos ídolos. Devido a Isaías sentir a indignação de Deus sobre a idolatria. in clin a ra m ~ se p e r a n t e a o b ra d a s s u a s m ã o s . o p o v o s e a b a te. Ap 6. Eles confiaram em coisas terrestres. I Sm 22.8 T a m b ém e s tá ch eia d e íd o lo s a s u a te r r a .. O termo “ído­ los” pode ser traduzido literalmente “nada” (cf. b. Deus humi­ lhará a humanidade como um todo (Heb. Por causa disto.4. Davi fez isto quando o rei Saul o estava procurando para matá-lo (e. Os criminosos e fugitivos freqüentemente se escondiam nas ca­ vernas de pedra calcária dos penhascos da terra de Israel. Ele está simplesmente expressando o resultado inevitável da idolatria: o juízo divino de Deus. d ia n t e d a q u ilo q u e f a b r i c a r a m o s s e u s d ed os. Ele não está comandando Deus aqui.15). ‘adham ) e indivíduos em particular Çisb'). p o r ta n to . ele clama para que Ele não os perdoe.g. A presença de ídolos em todos os lugares mostra as profundezas para as quais Israel tinha caído. lh es n ã o p erd oa rá s. e o s n o b r e s s e h u m ilh a m . mas a terra e as pedras não pode­ . 9 A li. não importando a classe. Idolatria é um assunto sério. Isaías dá agora um comando irônico a esses que se curvaram aos ídolos. Em outras terras freqüentemente as pessoas buscavam refúgi­ os subterrâneos. 17). M as eles não serão capazes de fazê-lo (cf. e n tr a n a s r o c h a s e esco n d e~ te n o p ó . Orgulho Requer Juízo 2. deixe-os tentar escapar nesses refúgios. ela está também “cheia de ídolos”. O uso deste termo por Isaías revela o seu desprezo pelos ídolos como sendo estes nada mais que o trabalho de mãos humanas.10— 18 10 Vai. d a p r e s e n ç a e s p a n to s a d o S e n h o r e d a g l ó r i a d a s u a m a je sta d e . Todos.1).

6 O dia de juízo próximo (ainda um dia do S e n h o r ) que Isaías vê agora é retratado em termos de uma tem­ pestade que varre pela terra. “sobre aquele dia”. um dia de julgamento especialmente sobre Israel. O livro de Apoca­ lipse mostra que algum dia o universo terminará para dar lugar a um céu e terra novinhos em folha. e só o S e n h o r será ex a lta do naqu ele dia.2 1 ) durante os juízos que precedem o Milênio.I enfatiza que o universo teve um começo real. “S ó o SENHOR será e x altad o n a q u e le d ia ”. Os pagãos antigos tinham uma visão cíclica da história. p a ra qu e seja abatido. como os hindus ainda hoje.rão escondê-los. os profetas vi­ ram freqüentemente um dia de juízo próximo. Eles olham para os eventos do tempo como se repetindo sempre. ou “o dia do S e n h o r ” é lin­ guagem estritamente profética. Gênesis I. 2 Pe 3.10). Reencarnação à parte do Hinduísmo é semelhante a uma visão da história. Porém.5 E Deus irá levar a cabo a consumação de seu plano. e a a ltivez dos v a rõ es será hum ilhada. 12 P orque o dia do SENHOR d os E x ércitos será co n tra todo o soberbo e a ltivo e con tra todo o que se ex alta. dos cumes dos montes no nordeste (v. As passagens escatológicas do Novo Testamento usam também tais frases (veja I Ts 5. p o is n in g u é m se rá c a p a z d e se le v a n ta r d ia n te d o te rr o r e g ló r ia d a su a m a je s ta d e d iv in a. Os que escarneceram da “majestade’' do SE N H O R irão fugir diante da sua glória “quando Ele se levantar para assom­ brar a terra” (Is 2.2. “Naquele dia”. Q u a n d o as p esso a s estiv erem face a face c o m D eu s. Além do dia de juízo futuro que trará o M ilênio. 13. to d a a su a a rro g â n c ia e o rg u lh o h u m an o s c a irã o d e rep en te.1 9 . 11 O s olhos a ltivos dos h om en s serã o abatidos. Que Deus tem reservado um dia é uma evidência adicional da visão linear da Bíblia a respeito da história. Deus tem um plano com um começo e um fim. .

são verdadeiros cedros e eram altamente considerados como símbolos de poder e majestade (Ez 31 .26. 14 e co n tr a to d o s o s m o n tes altos. Navios luxuosos e imponentes também iriam estar debaixo do juízo de Deus. Os montes e colinas a oeste do Jordão e as torres e muros fortifi­ cados das cidades se referem às defesas para as quais as pessoas apon­ tavam em orgulho e confiavam como proteções. “Os carvalhos de Basã” (no nordeste das planícies férteis do mar da Galiléia) eram os melhores carvalhos. “todo o soberbo e altivo” e o que se exalta serão humilhados.3-9). mas Deus usaria os invasores para atacá-los e trazer o seu juízo. 16 e co n tr a tod os o s n a v io s d e T á rsis e co n tr a tod a s a s p in tu r a s d esejá veis. distintos dos cedros comuns da América do N orte e do Brasil. Tal tempestade seria muito destrutiva em objetos elevados. mas eram freqüentem ente conectados com a idolatria. e só o SENHOR s e r á ex a lta d o n a q u ele dia. como nos dias de Salomão). a lto s e su b lim es. Estes cedros. onde os navios mercantes eram ancorados no Golfo de Acaba. 18 E tod os o s íd o lo s to ta lm en te d esa p a recerã o. Deus também traria o juízo sobre os grandes navios mercantes que eram equipados para longas viagens e poderiam ir atéTársis (pro­ vavelmente Tartessus na Espanha à foz do rio Guadalquivir).7 Estes eram como os navios que foram o orgulho de Salomão (I Rs 9. . Eles pensavam que estavam seguros. provendo um a m aravilhosa som bra. e co n tr a to d o s o s o u teir o s elev a d o s. 16. Por conse­ guinte. 13 e co n tr a tod a to r r e a lta e co n tr a tod o m u r o f i r m e . especialmente a idolatria dos líderes. e a a ltiv ez d o s v a r õ e s se aba terá. 10. 17 E a a ltiv ez d o h o m em se r á h u m ilh a d a . e co n tr a to d o s o s ca rv a lh o s d e B a sã . 13 e co n tr a tod os o s ce d ro s d o L íbano. O orgulhoso é comparado aos cedros do Líbano.Basã) até aos portos no sudoeste (v.22) e dos fenícios.

O m esm o verb o é u sad o em Isaías 9 . 20 N a q u ele dia. p ara a escurid ão e esquecim ento. O o rg u lh o h u m a n o será h u m ilh a d o . o verb o s in g u ­ la r (balaph) co m o p lu r a l “íd o lo s ” in d ic a q u e n e n h u m íd o lo p e rm a n e ­ cerá. E m o u tra s p alav ras. c. A aterra­ d o ra g ló ria e m ajestad e do S e n h o r farão os ado rado res de íd o lo s jo g a­ rem fora os seus íd o lo s com m ed o d ian te de Y ahw eh “às to u p eiras e aos m orcego s”.ã o p e la s f e n d a s d a s roch a s e p e la s ca v e r n a s d a s p en h a s.1 9 — 1 2 19 E n tã o. T o d o esse ouro e p ra ta serão reco n h ecido s co m o in an im ad o s e sem valor. 21 E m e t e r . E les tin h am d ad o sua p rata e seu ouro p ara fazer os seus íd o lo s que eles pensavam p o d er p ro teger-lh es.Isa ía s c o n c lu i e sta seção re p e tin d o e sse n c ia lm e n te o v e rsíc u lo I I . p o r ca n sa da p r ese n ça esp a n to sa d o S e NHOR e p o r ca n sa da g ló r ia da su a m a jesta d e. q u e r dizer. J u íz o d e A sso m b ra r a T e rra 2 . O versículo 2 0 desenvolve o p en sam en to do versículo 18. serão a b a la d o s e a sso m b ra d o s. e n as cavern as d a te r r a ” q u a n d o E le se “le v a n ta r” (e n tr a r em a ç ã o ) no D ia d o Ju íz o . O p av o r do Senhor in c lu i u m e stre m e c im e n to . N o v e rsíc u lo 1 8 .s e . p o r ca u sa da p r e s e n ça esp a n to sa do SENHOR e p o r ca u sa . M a s os seus íd o lo s n ão serão capazes de fazer q u a l­ quer co isa p ara p a ra r o terro r in sp irad o p ela g ló ria de D eus. os h o m en s la n ça rã o à s to u p eira s e a o s m o rceg o s o s s e u s íd o lo s d e p r a ta e os s e u s íd o lo s d e ou ro.1 0 co m o s ig n ific a n d o “su b s­ t it u i” o u “s u p la n ta ” . u m d ia q u a n d o E le ir á “a sso m b ra r a te r r a ” . A g ló ria e m a je s ta d e do S e n h o r en ch erão de m e d o os ad o rad o re s de íd o lo s c os fa rã o fu g ir e se m e te r “n as c o n cav id ad es d as ro ch as. os h o m en s se m eterã o n a s co n ca v id a d es d a s ro ch a s e n a s ca v e r n a s da terra. E les. co m o ta m b é m a te rra . só o S e n h o r será ex altad o n a q u e le d ia e ir á s u p la n ta r os íd o lo s c o m p le ta m e n te . q u e f i z e r a m p a ra a n te eles se p r o stra r em . q u a n d o ele se le v a n ta r p a ra a s so m b r a r a terra.

d. e o conselheiro. 3 o capitão de cinq üenta. são d e p e n d e n te s d e D eu s p a ra viver e resp irar. E les n ão p o d em im p e d ir o ju íz o de D eu s. 0 M AL DE JUDÁ É CONDENADO 3 . e o ju iz .2 2 22 A fasta i-vos. o D e u s T o d o -p o d e ro s o ” em . O povo é c u lp a d o . todo o su sten to de p ã o e toda a sede de águ a. c u jo títu lo d u p lo “ O SENHOR. 3. a o rd em é p a ra d e i­ x arem de c o lo c a r a c o n fia n ç a n o s seres h u m a n o s e a n ão d e p e n d e re m d o s recu rso s h u m an o s. D e sta m a n e ira . D e fato . pois. do hom em cu jo fô lego está no seu n a riz .I -4 . e o ju íz o de D eu s é ju sto . O títu lo .I E m 3 . e o adivinho.1 — 3 1 P orque eis qu e o SENHOR D eu s dos E x ércitos tira rá de J e r u ­ sa lém e de Ju d á o bordão e o cajado. n ão im p o r ta q u ão p o d e ro ­ sos sejam . o povo tr a z r u ín a so b re si p ró p rio . qu an do ele se leva n ta r p a ra a sso m ­ b ra r a terra. cao s e d esastre. haadon Yahweh tsevaoth. e o an cião. 2 o valente. E ste ju íz o tra rá d e p o rta ç ã o . e seu p e c a d o te ste m u n h a c o n tra si. e n c o ra ja n d o -o s a u m a c o n fia n ç a n o S e n h o r em vez d isso .da g ló r ia da su a m ajestade. e o soldado.8 . p orq u e em que se deve ele estim a r? A c o n fia n ç a d eles n o s íd o lo s era re a lm e n te u m a c o n fia n ç a n a h a ­ b ilid a d e h u m a n a . “o S enhor D eu s d o s E x é rc ito s ” (H e b .1 —1 5 Isa ías tr a ta d o ju íz o de D e u s so b re o povo de Ju d á e seus líd e re s . O s 1 0 . M a s p erd er a su a c o n fi­ a n ç a n o s íd o lo s n ão os fa rão c o n fia r n o SENHOR. “e d irão ao s m o n te s: C o b ri-n o s ! E aos o u te iro s: C a í so b re n ó s !”) . C o n fia n ç a T o la 2 . Ju d á e Je ru sa lé m C o n d e n a d a s 3 . e o sábio en tre os a rtífices. a. Isto é p a ra le lo ao v e rsíc u lo 1 9 e re s sa lta co m o o te rr o r do S e ­ n h o r in fu n d e m e d o n as p esso as (c f. e o eloqü en te. e o p rofeta . S e rá m u ito tard e. M a s os seres h u m an o s. e o respeitável.

profetas que eram os conselheiros do rei (mas que eram desobedientes a Deus e mais preocupados a respeito da opinião pública)..C.. pro­ vavelmente significando “dos exércitos de anjos”) enfatiza a autori••(Jade do S e n h o r . Deus removerá todas as formas de apoio (indicado pelas formas masculinas e femininas da mesma palavra hebraica).várias versões é derivado de “o Senhor Yahweh dos Exércitos”. Todos estes que eram considerados a coluna vertebral do país seriam levados embora. . O Caos e a Anarquia Resultantes 3.8 anciões sábios que eram os conselheiros do rei. Nós também podemos estar certos de que Senaqueribe os incluiu entre os 2 0 0. e cria n ça s g o v er n a r ã o sobre eles. os capitães de cinqüenta que eram oficiais inferiores. Um cerco que durará até que “todo o sustento de pão. adivinhos superstici­ osos que tinham o costume de se comunicar com o mundo dos espíri­ tos. juizes que decidiram disputas legais. nos dias de Isaías. Deus removeria todos aqueles com habilidades de liderança (idade. O povo tem dependido do apoio de heróis poderosos. O apoio deles será ineficaz e eles próprios estarão perdidos.1 50 cativos que ele reivindica ter deportado em 701 a. de água” este­ jam acabados está implícito. O livro de 2 Reis 24 . poderosos e ricos. e.14 diz como Nabucodonosor deportou to­ dos os oficiais e os homens de guerra como também todos os artesãos e artífices.9 b. artesãos especialistas ou artí­ fices que produziram materiais de guerra. M as Deus ou os levará embora através da morte ou em cativeiro pelo inimigo. Ele também levará embora os oficiais e soldados alistados no exército. Por causa da falência moral e espiritual do povo como um todo. e sábios encantadores que sussurravam fórmulas ou encantos de magia. homens de posição que eram arrogantes. 4— 7 4 e d a r-lh es-ei jo v e n s p o r p rín cip es. de guerreiros poderosos. despóticos. Esse apoio inclui as necessidades de comida e água. A forma hebraica do verbo “tirar” indica um cum­ primento próximo e certo.

experiência. u m será con tra o outro. Estes farão esforços frenéticos. e cada um. Em vez de respeito para com a idade ou a dignidade de pessoas honradas. caos e anarquia. mas malsucedidos. e as pessoas desprezíveis se recusarão honrar a qualquer um. o m en in o se a trev erá con tra o an cião. na prática. caprichosos. A liderança. Estes indi­ víduos poderiam ser descuidados. Eles poderiam ser arruaceiros. seria deixada aos jovens e crianças. leva n ta rá este a voz dizendo: N ão p osso ser m éd i­ co. As pessoas tenta­ rão tirar vantagem umas das outras. e sem real autoridade para liderança. para restabelecer a ordem no meio do caos. Devido ao fato de estarem com fome e pobremente vestidos. o menino levará vantagem dos anciãos. haverá oposição mútua: “um será contra o outro. Isto provavelmente não se referia a crianças reais. con tra o seu p ró x im o . Algumas pessoas estarão sinceramente preocupadas a respeito da situação caótica. e cada um . 7 naqu ele dia. 5 E o p o v o será op rim id o. não m e p on h a is p o r p r ín cip e do povo. dizendo: Tu ten s roupa. Ele não . ou até mesmo cruéis. mas a adultos sem experiência e entendimento. e o v il con tra o nobre. eles agarrarão qualquer homem que tenha roupas boas e pareça ter um pouco de respeito próprio para tentar fazer dele um líder sobre as cidades arruinadas de Judá. nem ta m p ou co há em m inha casa p ã o ou veste algu m a . Em vez de utilidade sociável e estima mútua. ou posição social). O homem agarrado clamará imediatamente que ele não tem ne­ nhuma habilidade ou recursos para ligar as feridas da nação. 6 Q u a n d o a lgu m f o r ter com seti irm ã o à casa de seu pai. s ê nosso p r ín cip e e tom a sob a tua m ão esta ru ín a. sem um senso de responsabilidade. contra o seu próximo”. A deportação dos líderes e operários qualificados resultará em um desarranjo da sociedade —violências.

N a realidade. Então Isaías descreve a causa do desastre. Ele vê a rebelião deles e está magoado por isto. se recusarão a ser envolvidos. O cerco terminará em derrota para Israel. n ã o o s d is s im u la m .8. Judá caiu. “Jerusalém tropeçou” e quase caiu. O olhar descarado em suas faces mostra a atitude delas para com Deus. “os olhos”) da glória do SE N H O R . As pessoas já não têm vergonha. Juízo Bem Merecido 3. O termo fixa o contexto para a passa­ gem inteira.9 . “A i” — um termo sem igual aos profetas e freqüentemente utilizado para introduzir uma passagem de julgamento. As pessoas ordinariamente buscam posições de liderança como uma honra. p a r a ir r it a r e m o s o lh o s d a s u a g ló r ia .tem nenhuma comida ou roupas na sua casa. elas ostentavam os seus pecados como o fizeram as pessoas de Sodoma. elas “publicam os seus pecados”. e p u b lic a m o s s e u s p e c a d o s c o m o S o d o m a .C.s P o r q u e J e r u s a l é m tr o p e ç o u } e J u d á c a iu . Eles desafiaram a presen­ ça (literalmente. Em outras palavras. c. Estes israelitas culpados merecem ouvir o termo bebreu ‘oy. Tanto por palavras e ações ( “a sua língua e as suas obras”) eles se rebelaram contra o SE N H O R . Isto na verdade aconteceu durante a invasão de Senaqueribe em 701 a. tão seguro quanto se já tivesse acontecido. as que ele está usando é tudo o que tem. e todas as pessoas ao redor vêem a . A i d a s u a a lm a ! P orq u e sefa z e m m a l a s i m esm os. pois apresenta o futuro como certo. Jesus também usou esta ter­ minologia profética (M t 23). 9 A a p a r ê n c ia d o s e u r o s to te s tific a c o n tr a eles . M as nesta situação lamentável. Isto não virá por ne­ nhum mero acaso. Agora Isaías descreve as causas do desastre por vir. p o r q u a n t o a s u a lín~ g u a e a s s u a s o b ra s sã o c o n t r a o S e n h o r . Eles sabem que qualquer tentativa de liderar será infrutífera. Ele usa formas de verbo de ação completa (o tempo hebraico perfeito).

O coração de Deus está partido por causa do nosso pecado (como o livro de Oséias mostra tão claramente). do Espírito ceifará a vida eterna” (G1 6. A h ! P o v o m e u ! O s q u e te g u i a m te e n g a n a m e d e s tr o e m o c a m in h o d a s tu a s v e r e d a s . e m u lh e r e s e s tã o à testa d o s e u g o v e r n o . Eles merecem e desfrutarão bênçãos por causa das suas obras justas. da carne ceifará a corrupção.10. não a Deus.12 12 O s o p r e s s o r e s d o m e u p o v o s ã o c r ia n ç a s . U m Lamento Triste 3.11 10 D iz e i a o s j u s t o s q u e b em lh es irá .8). N o meio da situação de Israel que o estava conduzindo ao desastre. porque tudo o que o homem semear. Assim.7. e. Deus ainda reconhece o povo como seu povo. No meio destes juízos. mas há uma lei fundamental de retribuição que o Novo Testamento também reco­ nhece: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer. p o r q u e a r e c o m p e n s a d a s s u a s m ã o s s e lh e d a rá . que são culpa­ dos de injustiças e maldades. Aqui o termo “bem” está na posição enfática no hebraico. o “m al”. Os israelitas estão a ponto de sofrer as conseqüências de seus pecados. p o r q u e c o m e r ã o d o f r u t o d a s s u a s ob ra s. e o “m al” que eles trouxeram “sobre si mesmos” lhes causará dano. H á um sentimento de pesar enquanto Ele reconhece que aqueles líderes jovens e sem experiência os oprimem . virá aos ímpios (especialmente para a liderança corrupta). d. Deus garante “aos justos” (as pessoas pi­ edosas cuja conduta e caráter o agradam) que tudo estará bem com eles.sua atitude como também o seu estado degenerado. Deus pronuncia um ai sobre elas. ou ruína. Em contraste com a recompensa do justo. Porque o que semeia na sua carne. 11 A i d o ím p io ! M a l lh e irá . A Escolha entre Bênção e Desastre 3. Deus ama o seu povo. isso também ceifará. mas o que semeia no Espírito.

o espólio do p o h re está em vossa s casas. o D eu s dos E xércitos. é q u e jb s te s v ó s que co n su m istes esta vin h a . quer dizer. possivelmente tanto o povo do norte de Israel e de Judá. Ao invés disso. O SE N H O R Sentencia Juízo sobre os Líderes 3. Is 5. Estes governantes fracos não advertem o povo do perigo e até mesmo os encorajam em sua rebelião contra Deus e em sua idolatria. Não obstante.10.1).como os capatazes que eram os líderes dos escravos. A nação é a vinha de Deus que Ele plantou (cf. Deus esperava que os líderes agissem justamente e ensinassem a justiça. 14 O SENHOR v em em ju íz o co n tra os a n ciã os do seu p o v o e con tra os seu s p rín cip es. eles confundem as pessoas sobre o que é certo. O SE N H O R entra como o Juiz divino. O hebraico para “destroem o caminho das tuas veredas” pode significar “eles destroem os caminhos de justiça”.13. Novamente Isaías enfatiza as responsabilidades da liderança. Os 10. A condenação primária é contra os governantes e líderes tribais ou anciões que oprimiam e tratavam o povo de Deus com injustiça. M ulheres go­ vernando pode se referir a mulheres como o poder por trás dos governantes fracos. Jr 12. mas os líderes não zelaram por ela ou a vigiaram. enquan­ to tentam tornar impossível para as pessoas seguirem os caminhos de obediência a Deus. 15 Q u e ten des vós que afligir~ o m eu p o v o e m o e r as f a c e s do p o b r e? — d iz o Se~ NHOR. Ele se levanta com santa indignação para conde­ nar depois que os próprios pecados dos povos tenham testemunhado contra eles. f. “Povo” é plural no hebraico. eles a consumiram.14 13 O SENHOR s e lev a n ta p a r a p le ite a r e sa i a j u l g a r os p o v o s. Novamente Isaías retrata uma cena de tribunal. o contexto indica que é o povo de Deus que está em vista.7. mereceram então um julgamento especial. pode haver uma aplicação a todos os povos do mundo. enriquecendo a si próprios. porém. Quando eles falharam. Eles têm .

As Mulheres Orgulhosas de Sião Condenadas 3. . Mulheres frívolas e amantes do luxo ajudaram a trazer essa situação (cf. em “afligir” e “moer” as faces deles (na sujeira). e têm o lh a r e s im p u d e n te s .1— 3). A vergonha delas ficará óbvia a todos. fazendo tinir os ornamentos nos seus tornozelos ( “cascavelando com os pés”). A imundície causa­ rá doença. Os homens mostraram pela sua conduta que eles eram as causas primárias do desastre. desconsiderando os seus direitos. e. Quando as mulheres da nação são egocêntricas. desejos sensuais e gestos de flerte. Deus não está superenfatizando a culpa das mulheres. o SE N H O R agora se dirige às mulheres. Am 4. atitudes arrogantes. De certo modo um tanto paralelo à seção precedente. que por seu turno causará a calvície que trará o ostracismo delas. mas eles não estavam sós. a nação está em direção à destruição. Deus “fará tinhosa a cabeça das filhas de Sião” com feridas sarnentas. Todo o comportamento e vestidos delas só serviam para chamar a atenção para elas próprias. como as da lepra. e c a s c a v e la n d o c o m o s p és. c o m o q u e v ã o d a n ç a n d o .16— 24 16 D i z a in d a m a is o SENHOR: P o r q u a n to a s f i l h a s d e S iã o s e e x a l t a m e a n d a m d e p e s c o ç o e r g u id o . Apenas metade de um capítulo fora dos sessenta seis neste livro lida expressamente com elas. Deus os confronta com as suas culpas. g. q u a n d o a n d a m . o SENHORf a r á tin h o sa a ca b eça d a s f i l h a s d e S iã o e o SENHOR p o r á a d esco b erto a su a nudez. Elas caminhavam com passos curtos anormais por causa do uso de cadeias no tornozelo em uma moda prescrita. Por causa do orgulho delas. e a ruína da nação humi­ lhará as mulheres orgulhosas e ricas. As mulheres contribuíram ao desastre pelo seu espírito arrogante. 17 p o rta n to .impiedosamente oprimido o pobre (incluindo aqueles sem posição social ou distinção secular).

e. 22 a s v e s t e s d e f e s t a . p o r cin to . A maioria das pessoas que ouviram Isaías fazer estas advertências viveu para compartilhar no juízo. em lugar das fragrâncias dos perfumes. e a s redez in h as. e a s to u ca s . em lu g a r d e v e s t e la rga . e a s ca d eia s. terão uma corda ao redor delas. e a s m a n ilh a s .26 23 T eu s v a r õ e s c a ir ã o à esp a d a . 23 o s esp elh o s.25. A Devastação de Judá 3. e. e o s m a n to s . 20 o s d ia d em a s. c a lv ície . n a p e le ja . h. 4. cilício . e a s lu e ta s. marcadas com ferro como escravos. e o s v éu s . (Os Rolos do mar M orto indi­ cam “vergonha” em vez de “marcar com ferro”. e m lu g a r d e ch eir o su a ve. 19 e o s p e n d e n te s . haverá um fedor podre. h a v er á f e d o r . Agora o profeta se dirige a Judá. tir a r á o SENHOR o e n fe ite d a s ligas. e m lu g a r d e e n c r e s p a d u r a d e ca b elo s. e m lu g a r d e fo r m o s u r a . N ão há ninguém que tenha sido deixado para defender a nação ou proteger as mulheres. e o s a ty in e tes . 24 E s e r á q u e. . “N a q u e le d ia ” é u m d ia d o SENHOR p r e lim in a r o c a s io n a d o p o r in v a s õ e s a ss íria s. e a s c a ix in h a s d e p e . e a s co ifa s .) Este é um quadro das mulheres que são levadas em cativeiro pela conquista dos assírios em 701 a. e. e a s c a p in h a s d e lin h o f i n í s s i m a s .18 N a q u ele d ia . e te u s v a le n te s . 21 o s a n é is e a s j ó i a s p e n d e n t e s d o n a r iz . provavel­ mente de pus em feridas abertas e úlceras. Em vez de beleza.1 m ostra como isto afeta as mulheres. e a s a r r e c a d a s .C. O ju íz o d o S e n h o r s e rá a re a l c a u s a d a s m u lh e re s p e rd e re m t o d a a s u a e le g â n c ia — lite r a lm e n te d a c a b e ç a a o s d e d o s d o s p és. como o escravo mais pobre.f u m e s . elas serão desfiguradas pela queimadura. e o s e n fe it e s d o s b ra ço s. Os homens são as vítim as da guerra. u m a co r d a . e q u eim a d u r a . Em vez de faixas ricas e ornamentadas. N ão somente a beleza e o vestuário elegante serão tirados. e a s v e s t e s r e s p la n ­ d e ce n te s .

. la n ç a r ã o m ã o d e u m h o m e m . As portas de Jerusalém são descritas como estando em lamentação porque as multidões que normalmente se ajuntavam lá para reuni­ ões públicas e para negócios foram todas embora. Como resultado do juízo profetizado em 3 . com o SENHOR habitando entre o seu povo e protegendo-lhe. uma Sião purificada pelo sofrimento. As mulheres hebréias sentiam um a profunda desgraça se elas fossem deixadas solteiras ou sem filhos. tã o . tão poucos homens serão deixados depois do ataque assírio que a m aioria das mulheres jovens estará desprotegida e incapaz de conseguir um marido. e ela s e a s s e n ta r á n o ch ã o. casar-se com elas e lhes dar a sua proteção.2 6 . d iz e n d o : N ó s c o m e r e m o s d o n o s s o p ã o e n o s v e s t ir e m o s d e n o s s a s v es tes . Um Resultado do Juízo 4 .2 5 . 4. n a q u e le d ia . O resto deste capítulo salta à frente para a nova e restaurada Sião. estas mulheres proverão para si próprias —se tão-somente o homem as deixe ser “cham adas” pelo nome dele. d eso la d a . Ele é um Deus gracioso e fiel.1 1 ).2-6 Em Isaías.1 1 E s e te m u lh e r e s . Assentar no chão é um ato de lamentar a situação desolada e desamparada causada pela devastação.26 E a s p o r t a s d a c id a d e g e m e r ã o e s e c a r p ir ã o . quer dizer. 0 RENOVO E A PROTEÇÃO NUPCIAL 4. i. tir a o n o s s o o p r ó b r io . o juízo não é o fim do plano de Deus. Esta renovada Sião será feita próspera e santa.s o m e n t e q u e r e m o s q u e s e ja m o s ch a m a d a s p e lo teu n o m e .1 0 . Como resultado. “sete m ulheres” irão im plorar para um homem que se case com elas.10 Embora a lei exigisse a um m arido que provesse com ida e vestido para a sua esposa (Ex 2 1 .

tsemach.5. 6. Isto não pode ser aplica­ do ao remanescente.16. ex celen te e fo r m o s o p a ra 05 que escapa­ rem de Israel. Um a rajada do vento do justo juízo de . Certamente nada aqui exclui a sua aplicação ao Messias.11 Ainda outros dizem que este é o M es­ sias e que Ele será um ramo ou renovo que dará fruto. 3 E será qu e aq uele que f i c a r em Sião e qu e p e rm a n ece r em J eru sa lém será cham ado sa n to: todo a q u ele que es tiv er in scrito en tre os v iv o s em Jeru sa lém . Os eruditos têm opiniões discrepantes aqui.3. O remanescente será santo. O “Renovo” (Heb. O SENHOR (Heb. “Broto”. o R en ovo do SENHOR será cheio de beleza e de g ló ria . ‘adonai ) purificará as mulheres de Sião ( “filhas de Sião”) da sujeira do pecado delas. O fruto será “excelente e formoso” para eles. co m o esp irito de ju s tiç a e co m o esp irito de ardor. Outros o aplicam à nação de Israel restaurada e espiritualmente regenerada ou ao remanescente purificado. O remanescente aqui referido não são aqueles deixados para trás depois da invasão de Senaqueribe ou de­ pois da destruição babilônica posterior. O Renovo dará fruto que os sobreviventes desfrutarão. pois eles são os sobreviventes que são distintos do Renovo aqui. mas aqueles que são deixa­ dos depois do Dia do Juízo futuro.2— 4 2 N a q u ele dia. 33.15.12). Ele irá “limpar o sangue” cau­ sado pela violência e crimes. Estes serão registrados como verdadeiros cidadãos da santa Jerusalém.12 (veja 2. Um Dia de Paz e Restauração 4. Alguns afirmam que este é um termo coletivo para tudo que o SENHOR faz crescer em maravilhosa fertilidade. e o f r u t o da terra.2. Zc 3. contudo. “Rebento”) do SENHOR é um termo que os profetas posteriores recorriam para referir-se ao M essi­ as (Jr 23.a.6.8.) 4 Q u a n d o o SENHOR la v a r a im u n d ícia das fi lh a s de Sião e lim p a r o sa n gu e de J eru sa lém do m eio dela.

os quais se ajuntam lá para adoração. novamente criado por Deus. e u m r e s p le n d o r d e f o g o ch a m eja n te d e n o ite. O juízo de Deus restabelecerá a pureza e o seu Espírito trará santificação. “recâmara”. com Deus e seu povo reunidos em amor. dos poderes do mal.6 5 cr ia r á o SENHOR so b re tod a a h a b ita çã o d o m o n te d e S ião e so b re a s su a s co n g r eg a çõ e s u m a n u v e m d e dia.I >rus abanará as chamas do seu fogo purificador. e de todas as vicissitudes da vida. (Veja SI 19. 6 E h a v erá u m ta b er n á cu lo p a ra so m b ra co n tr a o ca lo r d o dia.13Além disso tudo.) Esta é a promessa incondicional de Deus. A cidade inteira é um santuário. Porém. traduzida como “tálamo”. dos inimigos humanos. Esta será um “refúgio e esconderijo” dos elementos da tempestade. e u m a f u m a ç a . Durante o êxodo do Egito. Uma Proteção N upcial 4. Agora a glória está em cima da totalidade de Sião e de seu povo. J1 2. Deus manifestou a sua glória e presen­ ça de dia em uma coluna de nuvem e de noite em uma coluna de I ogo. há uma diferença. .5. e p a r a r e fú g io e e s co n d e r ijo co n tr a a tem p esta d e e co n tr a a ch u va . p o r q u e so b re tod a a g ló r ia h a v erá p roteçã o . Ao remanescente piedoso é prometida uma restauração àquela original proximidade da presença de Deus. a glória de Deus re­ pousa como uma proteção sobre o trono de um rei. o nosso Emanuel ( “Deus conosco”). que nos dá o Espírito Santo para estar sempre conosco. Durante o êxodo.16. “Proteção” tam­ bém poderia ser comparada com a de uma cerimônia de casamento. Nós podemos ter um antegozo disto agora por intermédio de Jesus.5. a nuvem descansava somente em cima da arca. em vez de “proteção”. b. Jerusalém será uma vez mais um lugar onde as pessoas desfrutarão a comunhão com Deus. A proteção de glória “será um tabernáculo para sombra contra o calor do dia” de um dia quente de solstício de verão.

19 95 ). H orton. Que juízo devem esperar aqueles que se empenham na falsa ado­ ração? 3. em Teologia Sistemática. H orton. B. 1996). I I . (R io de Janeiro. Nosso Destino: O Ensino Biblico das Ultimas Coisas (R io de Janeiro. Veja Stanley M . ed. 23 0. 4 “Escolhido” para servir a Deus e levar o seu plano adiante. 1 9 9 8 ). 2 Stanley M . . Quem é o Renovo do SENHOR? 11. W idyapranaw a. ed. Eerdmans. A Vitória Final: Uma Investigação Exegética do Apocalipse (R io de Janeiro. 3 N ós também. 2 1 5 . Stanley M . O que os juízos do Dia do SENHOR farão os adoradores de ídolos fazerem? 5. Qual seria o resultado da deportação dos líderes e operários qua­ lificados? 7. R J: CPAD.2 1 6 . R J: CPAD.QUESTÕES DE ESTUDO 1. “As U ltim as C oisas”. H . H orton. Do que estavam dependendo as pessoas nos dias de Isaías? 6. 19 90 ). Por que o juízo de Deus viria sobre as mulheres? 9. Por que sete mulheres implorariam a um homem que se casasse com elas? 10. O que Isaías esperava a conversão dos gentios encorajar Israel a fazer? 2. The Lord is Savior: Faith ín National Crisis (G rand R apids: W m . O que promete Deus para o santo remanescente em Jerusalém? CITAÇÕES 1 S. rev. De que modos este capítulo contrasta a recompensa do justo com o juízo do ímpio? 8. Como o Dia do SENHOR se harmoniza com a visão bíblica linear da história? 4 . s Stanley M . 611. R J: CPAD. H orton.

Um Cântico de Amor 5.2 1 A gora} ca n ta rei ao m eu am a do o câ n tico do m eu q u erid o a respeito da su a vinha.1 Veja Amós 5. Dn I 2 . C.1. Ap 20.18— 0 .I . H oward F. E é possível que elas estivessem pedindo para serem adotados em lugar de serem tom a­ das como esposas.3 ). Êx 3 2 . H O rei Sau l tinha expulsado a m aioria deles ( I Sm 2 8 . e John Rea. Só Ele pode criar vida nova. O m eu am a do tem u m a vin h a n u m ou teiro fé r t il .12). porque vinhedos férteis eram uma alegria . onde Amós trata com aqueles do reino norte de Israel 1 2 que pensavam que o dia do SENHOR o s exaltaria. O CÂNTICO DA VIN H A 5 . II Ibid. 2 vols. The Annals o f Sennacherib (C hicago: U niversity o f Chicago Press. mas eles eram novamente populares. b a r a sempre tem Deus como o seu sujeito.1 -7 a. 19 75 ). 19. 33. 13 “C riar” (H eb. A Vinha e Seus Frutos 5. Vos. 19 24 ). 1— é uma parábola (ou alegoria) na qual o profeta age como um 7) cantor que canta sobre “a pessoa” que ele ama e a vinha do seu ama­ do. I Charles F. 12 O Livro da V ida pode estar im plícito (cf. Lord is Savior. eds. (C hicago: M oody Press. Daniel David Luckenbill. Este os julgaria e não haveria nenhuma escapatória um a vez que isto viesse. Wycliffe Bible Encyclopedia.3 3 .. Antigam ente o destino das viúvas era trágico”. O cântico (vv.1-30 I.2 8. 2 :1 6 6 2 . Por que Deus traz juízo sobre o seu povo escolhido? Isaías res­ ponde por dar-nos “o cântico da vinha” e suas lições. SI 69 . 10 Também é possível que estas sejam “viúvas que precisavam de um a seguran­ ça e proteção. Pfeiffer. W idyapranawa. O uso da vinha como um símbolo teria conseguido chamar a atenção do povo de Israel.

ó m ora d ores de J eru sa lém e hom en s de Ju d á . e esperava q u e desse u va s boas. O s is ra e lita s c o n si­ d erav am tais v in h e d o s m u ito v a lio so s. e a lim p ou das pedras. e a te rr a está ch eia d e p e­ d ras. D e ­ p o is d a can ção . O s o u v in tes c am p estres de Isa ía s d evem te r s e n tid o a d ecep ção do d o n o . O d o n o d a v in h a fez to d a essa p re p a ra ­ ção co m d ev o ção a m o ro sa e tin h a g ra n d e s ex p ectativ as.p a ra eles.2 u m a v a rie d ad e s u p e rio r q u e n o rm a lm e n te p ro d u z uvas v e rm e lh as sa b o ro ­ sas e d o c e s. de m o d o q u e revo lver e a r a r a te r r a re q u e r ta m b é m re tira r as p e d r a s . en tre m im e a m in h a vinha. o c a n to r d á vo z ao seu am ad o .4 4 ) . ju lga i. M a s em vez d as uvas b o as. e ed ifico u no m eio dela u m a torre e tam bém co n stru iu nela um lagar. q u e ele tin h a o d ir e ito de esp erar. e a p la n to u de ex celen tes vides. . J u íz o p a r a as U v as B ravas 5 . q u e c o n ta a su a d ecep ção n a v in h a d e su a p r o p r ie d a d e (cf. q u e r d iz e r.4 U m la g a r estav a p ro n to — d u a s tin a s c o rta d a s d o p ró p rio le ito d a ro c h a firm e . M t 2 1 . 2 E a cerco u . b. p o is. a m ais b a ix a era p a ra re c eb er o su co . P e d ra c a lc á ria é p rev alecen te em Isra e l.1 E le p la n to u as vid es e s c o lh id a s ( “ex celen tes v id e s ” ) .3 — 6 3 A gora. A g o ra o am a d o . e m u m a c o lm a q u e te m so lo rico . v o s p eço.3 3 . A m a io r e m ais a lt a era p ara p is o te a r as uv as. o d o n o d a v in h a . O a m ad o fez to d o o p o ssív e l p a r a a s se g u ra r u m a c o lh e ita ex celen ­ te. ex o rtava o povo d e Ju d á e Je ru ­ salém a d e c id ir o q u e d ev eria ser fe ito c o m a su a v in h a. O h e b raic o d iz lite r a lm e n te q u e a v in h a é p la n ta d a em “u m ch ifre de u m filh o d o ó le o ” .3 U m a fo rte to rre de p e d r a fo i c o n stru íd a p a ra u m g u ard a v ig ia r a v in h a e p ro v er “u m lu g a r s o m b rio e fresco p a ra d e s c a n sa r” . E v en tu alm e n te . o p ro fe ta e x p lic a o s s ím b o lo s e os a p lic a ao re la c io n a ­ m e n to en tre D e u s e o seu povo. m a s deu u va s bravas. u m a situ a ç ã o fa v o rá v e l e u m a s p e c to e n so la ra d o . as v id e ira s d eram ap en as “uvas b ra v a s” (p e q u e n a s u v as d e m á q u a lid a d e ).

O d o n o d a v in h a n ão p o d e ria ser cu lp ad o de q u a lq u e r fo rm a. pois. . o d o n o d a v in h a faz p ergu n tas re tó ­ ricas a d ic io n ais que to rn a m óbvio q u e n a d a m ais p o d e ria ter sid o feito. esperando eu que desse u v a s boas. O d o n o d iz q u e a to r n a r ia em u m so lo im p ro d u tiv o ( “ a to rn a re i em d e s e r to ”). S u a am o ro sa p rep aração e c u id a d o eram c o m p le to s e in c o n d ic io n ais. O d o n o ag o ra p r o n u n c ia o ju íz o so b re a v in h a . N ã o h á n a d a d e i­ x ad o p o r r e a liz a r a n ão se r d e s tr u i-la u m a vez q u e ela n ão p ro d u z iu a b o a c o lh e ita q u e d ev eria te r tid o . E le é o am ad o q u e p la n to u a v in h a.4 6 ). d errib a rei a su a parede. O s o u v in tes d e Isa ías teriam q u e a d m itir q u e a d ec isão d o d o n o era ap en as ju sta. qu e eu lhe não tenha f e i t o ? E com o. assim ta m b ém n in g u ém p o d e ria acu sar o am ad o que p la n to u e c u id o u d a vinh a. O d o n o d e c la ra q u e ele p ró p rio tir a n a a cerca ( “tira re i a su a seb e” ) e d e m o lir ia a p ared e de p ro te ç ã o ( “ d e rrib a re i a sua p a re d e ”) . “S a rç a s e e s p in h e iro s ” crescerão e su fo c arão as v id e ira s e fa ­ rão d a li u m lu g a r d e sa g ra d á v e l. n ão m a is p o d a d a . 5 rem o ven d o a ssim a p ro teção e p e r m itin ­ do ao s in tru so s e n tra r e p is o te a r to d o o lo c a l. A im p lic aç ão é q u e a fa lta deve estar n a p ró p ria vin h a.4 Q u e m a is se p o d ia J a z e r à m in h a vinha. o u c u id a d a d e q u a lq u e r fo rm a . 6 e a to rn a rei em deserto. Q u e o d o n o o rd e n ará às n uven s p a ra n ão cho verem so b re a v in h a ( “às n u ven s d a re i o rd e m q u e n ão d e rra m e m ch u v a so b re e la ” ) d e ix a claro o s ig n ific a d o d a p a rá b o la . D a m esm a m an eira que n in g u é m p ô d e acu sar Jesus de p e cad o (Jo 8 . e às n u v en s d a rei ord em que não derra m em ch u va sobre ela. m a s crescerã o nela sa rça s e espinheiros. veio a p r o d u z ir vivas bravas? S e m esp era r p o r u m a resp o sta. c u ltiv a d a. 5 A gora. S ó D eu s p o d e faz er isso. v o s f a r e i sa b er o que eu hei de f a z e r à m in h a vinha: tira rei a su a sebe. p a ra qu e seja p isa da. não será podada nem cavada. p a ra qu e sir v a de pa sto.

e eis a q u i op ressã o. mas ao invés disso achou o pútrido fruto da injustiça (a lei violada pelos juizes) e um grito de gemido do oprimido pedindo socorro. OS SEIS AIS 5. O amado é o próprio SENHOR Todo-poderoso. Esses posseiros da terra fizeram os seus bens pro­ priedade de seus deuses.8-25 8 Ai dos q u e a ju n ta m casa a casa. O povo de Judá e Jerusalém são as suas videiras es­ colhidas. e os h o m en s de J u d á sã o a p la n ta das su a s d elícia s.13— M q 2.7 7 P o rq u e a vin h a do S e n h o r d o s E x ército s é a ca sa de I sra el'. Lv 25. Ele procurou pelo fruto da justiça e retidão. e esp ero u q u e ex ercessem ju íz o . m a is lugar. a terra de Deus —dada como uma herança a todo o seu povo. A Vinha Explicada 5. . O jogo de pala­ vras no hebraico é impressionante: Ele procurou por mishpat (justiça) e viu míspach (a quebra da lei). 2. e a té as g r a n d e s e excelentes.2). ju s tiça . as de poucos recursos financeiros possuírem uma casa e terra. A minoria rica possuía toda a terra. reú n em herdade a herdade. e fi q u e m com o ú n ico s m o ra d o res no m eio da terra ! O juízo do verso 2 é mostrado como sendo exatamente de acordo com a lista seguinte de seis ais em seis formas de “fruto” estragado e malcheiroso. até que não haja. e eis a q u i clam or. O primeiro ai é contra os grileiros de terra que se enri­ quecem desconsiderando o direito sagrado de herança da terra (cf. 9 A m eu s o u v id o s disse o SENHOR dos E x ércitos: E m verd a d e q u e m u ita s casas fi c a r ã o desertas. Agora Isaías explica a parábola. Os ricos os reduziram a servos contratados ou meeiros. Não há nenhum espaço deixado para pesso­ 34. buscou tsedaqah (retidão) e viu tseaqah (um clamor por socorro).c. sem m oradores.

e ta m b oris e p ífa n os. Exatamente quão ruim a desolação será é visto neste verso. Deus julgará a ganância deles. Eles conti­ nuam festejando e se divertindo pelo dia e noite adentro “até que o vinho os esquenta” —totalmente bêbados —com vinho. nem co n sid e­ ra m as obras das su a s m ãos. Semear 22 0 quilos de semente produzirá uma colheita de menos de 2 2 quilos de grão. Em outras palavras. e u m ô m er de sem en te não d a rá m a is do qu e u m a efa. e vin h o há n os seu s banquetes. a té que o vin h o os esq u en ta ! U m amor ao prazer que envolve intemperança e festejos com be­ bedeira traz o segundo ai. Os grileiros de terra terminarão devastados e famintos. e alaúdes. Am 3. 12 H arpas.. Que eles se tornaram alcoólatras é mostra­ do pela necessidade deles por bebidas ( “seguem a bebediee” —Heb. M as produzirá somente “um bato” (aproximadamente cinco galões e meio norte-americanos. e n ã o olham p a ra a obra do S e n h o r . eles não têm nenhuma consideração ou tempo para o SE N H O R ( “não olham.O SENHOR tem ouvido o clamor das pessoas pobres e desapropri­ adas e deu uma palavra segura a Isaías: As mansões dos ricos ficarão "desertas” e vazias.15). Eles vivem para a música e para o vinho dos seus banquetes e festas. Assim. ou o . shekhar. “Dez jeiras de vinha” é literalmente um grande campo que leva dez juntas de bois para arar em um dia. 11 Ai dos que se levan tam pela m a n h ã e segu em a bebediee! E se dem ora m a té à noite. a colheita deles chegaria só a uma escassa quantidade de dez por cento daquilo que semearam.. pois os ricos serão forçados a deixá-las por causa dos seus pecados (cf. 10 E dez je ir a s de vin h a não darão m a is do que u m bato. a obra do Senhor. nem consideram”). ou vinte e quatro litros) de vinho (mais precisamente. provavelmente cerveja) logo no começo da manhã. suco de uva).

Desse modo. o qual corresponde ao grego H ades e a “inferno” na língua portuguesa. O Sh“ol 6 é a m orada do ím pio morto. todas as classes do povo serão abatidas e humilhadas (cf. Em contraste com as festi­ vidades e o divertimento. e a g ló r ia deles. e a su a p om p a . e os qu e en tre eles fo lg a v a m a ela desceram . 14 P o r isso.trabalho de suas mãos. a sep u ltu ra a u m en to u o seu apetite e a b riu a boca d esm esu ra d a m en te. “Os olhos dos altivos” opressores —as pessoas gananci­ osas e inescrupulosas —são escolhidos e separados para humilhação.17). O juízo cairá tanto sobre os líderes como sobre a massa das pessoas comuns. os líderes ricos morrerão de fome ( “os nobres terão fome”) e as pessoas comuns morrerão de sede ( “e a sua multidão se secará de sede”). o p leb eu se abaterá. Devido a seus líderes não os terem instruído na lei de Deus e não os terem advertido contra a quebra desta. As massas que seguiram os seus falsos líderes descerão com eles para o Sheol. Como Isaías 10. o m eu p o v o se rá leva d o cativo. junto com “os que entre eles folgavam”. e a su a m u ltid ã o se seca r á de sede. à sua soberania e para o curso dos eventos que trarão a sua obra de juízo. o povo perdeu o entendi­ mento e “será levado cativo”. Deus breve usaria a Assíria para trazer este juízo. Eles fizeram do prazer e do entretenimento os seus deuses. Eles passaram o seu tempo festejando. p o r f a l t a de en ten ­ d im en to . e a su a m u ltid ã o. Eles estão cegos aos atos do Senhor. e os seu s n o b res terã o fo m e . é m ostrado como um m onstro insaciável pronto para engolir as pessoas que são culpadas de pecados con­ tra Deus. 2. e o n ob re se h u m ilh ará . 13 P orta n to. e os olhos dos a ltivos se hum ilharão.5.9. agora o Sheol espera para festejar neles. .6 profetiza. 13 E ntão. nesse trecho in d i­ cado como “sep ultura”.

Eles zombeteiramente se referem às advertências de Isaías a res­ peito do dia do juízo de Deus por vir em breve. 17 E n tã o. 19 E d iz e m : A p r e s s e . De certo modo. p a r a q u e a v e ja m o s . Os ricos e os governantes violaram os princípios de juízo e justiça. As suas cargas de pecado e iniqüidade são tão pesadas que as cordas enganosas ( “cordas de vaidade”) que eles usam para puxar os seus fardos é muito pequena. Ninguém estará lá para cultivá-los. c o m o s e f o s s e c o m c o r d a s d e c a r r o s ! Pecadores obstinados cuja incredulidade aberta desafia o SENHOR trazem o terceiro ai. As cordas que os ligaram no princípio agora se tornaram cordas inquebráveis. Essas grandes propriedades e campos abastados tomados pelos ricos se tornarão terras de pasto. o S a n to . e a p r o x i m e . o santo. de modo que eles têm que usar “cordas de carro”. será santificado em justiça”). Ele é santo e se mostrará a Si mesmo santo demonstrando a sua justiça ( “Deus.16 M a s o SENHOR d o s E x é r cito s s e r á e x a lta d o e m ju í z o .s e e v e n h a o c o n s e lh o d o S a n to d e I s r a e l. O pecado escraviza aqueles que se rendem a ele. e D e u s . Cordeiros (ou cabras) vagarão sobre as ruínas do que os ricos desfru­ taram uma vez. Isaías de­ pois mostra que a justiça de Deus restaurará o povo através de sua graça divina. Também está claro que eles estão atados aos seus pecados e cul­ pas. Mas Deus “será exaltado em juízo” que Ele sustenta quando julga o culpado. eles desafiam Deus a tornar boas as advertências dEle de castigo futuro.s e e a ca b e a s u a o b ra . . 18 A i d o s q u e p u x a m p e la in iq ü id a d e c o m c o r d a s d e v a id a d e e p e lo p e ca d o . e o s lu g a r e s p is a d o s p e lo s g o r d o s s e r v i r ã o d e a lim e n to a f o r a s t e i r o s . o s c o r d e ir o s s e p a s c e r ã o c o m o e m p a s t io s s e u s . s e r á s a n t ific a d o e m ju s t iç a . p a r a q u e o co n h e ça m o s.

Isaías se achou freqüentemente em conflito com os conselheiros políticos dos reis de Judá (veja 28 . 21 A i dos que são sábios a seu s p r ó p rio s olhos e p r u d en tes dian te de si m esm os! Pessoas convencidas. 14). “luz” e “escuridade” a mora­ lidade pública.10). rece­ bem o quinto ai.9. provavelmente governantes e políticos. Eles não enten­ dem a escolha de Deus do momento certo (cf. O povo e os seus mestres têm se tornado tão depravados que eles consideram o pecado como sendo normal.1. e egoisticamente buscam um estilo de vida secular. e o bem como sendo mal. Quão triste é quando as pessoas torcem a verda­ de! Como é triste quando eles riem dos pecados pelos quais Cristo morreu. m a l! Q u e fa z e m da escu rid a d e luz.9— 30. pensando que devido a nada ainda ter acontecido. rejei­ tam a vontade de Deus. A busca dos prazeres do pecado só pode trazer sofrimento e angústia. 2 Pe 3. ainda estão caminhando em direção ao juízo divino. nada jamais irá acontecer.10— 15. e fa z e m do a m a rgo doce. Eles menosprezam a Deus porque não o conhecem. escuridade. ao aborto. 22 A i dos que são p o d ero so s pa ra beber vin ho e h om en s fo r ç o s o s p a ra m istu ra r bebida f o r t e ! . “Amargo” e “doce” pode ser comparado a moralidade pessoal. e da luz. As pessoas auto-suficientes que dependem dos raciocínios das suas próprias mentes finitas. A totalida­ de da atitude da m aioria das pessoas tinha se tornado como con­ fundir amargo e doce ou luz e escuridão. à homossexualidade e outras perversões sexuais. A atitude deles é como a atitude do mundo hoje com respeito ao álcool. a m a rgo! A inversão das distinções morais traz o quarto ai. 20 A i dos qu e ao m a l ch am am bem e ao bem.Eles são indiferentes às profecias de Isaías. e do doce. Eles puseram o ego e a própria sabedoria deles no trono e imaginam saberem melhor que Deus e o seu profeta.

Assim o pobre inocente. 23 A i d o s q u e j u s t f i c a m o ím p io p o r p r e s e n t e s e a o j u s t o n e g a m ju s tiç a ! Para dar suporte às suas drogas e bebedeiras. “o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males” (I Tm 6. m a s a in d a es tá a lç a d a a su a m ão. c o m o a lí n g u a d e f o g o c o n s o m e a e s to p a . e e s t e n d e u a m ã o c o n t r a e le e o f e r i u . 24 P e lo q u e. A subitaneidade do juízo é comparada à palha e estopa secas que desaparecem depressa em chamas. Tal indulgência é exaltada por eles. Com estes juizes e líderes. ervas aromáticas. a s s im s e r á a s u a ra iz . e provavelmente drogas) para adquirir um teor muito mais elevado. Como uma conclusão à lista de ais. 25 P elo q u e s e a c e n d e u a ir a d o SENHOR c o n tr a o s e u p o v o . e a s u a f l o r s e e s v a e c e r á c o m o p ó . Líderes que deve­ riam ser os heróis no campo de batalha só poderiam ostentar de quanto vinho eles poderiam agüentar e como eles se superaram no "misturar bebida forte” (vinho com temperos. e a s m o n ta n h a s tr e m e r a m . e o s s e u s c a d á v e r e s e r a m c o m o m o n t u r o n o m e io d a s r u a s . A podridão da raiz e o esvaecer das flores ilustram a plenitude da ruína.10). que não pode ser capaz de lhes dar um suborno. c o m o p o d r i d ã o . A indulgência deles a respeito destas coisas os tornou insensíveis a qualquer coisa a não ser os seus própri­ os desejos. não pode obter justiça da parte deles. e a p a lh a s e d e s fa z p e la ch a m a . . p o r q u a n t o r e je it a r a m a le i d o S e n h o r d o s E x é r c i t o s e d e s p r e z a r a m a p a l a v r a d o S a n to d e I s r a e l. c o m t u d o isto n ã o t o r n o u a tr á s a s u a ira. A rejeição da lei e da instru­ ção do SE N H O R inclui a rejeição da sua palavra e a rejeição das profe­ cias de Isaías.Juizes bêbados e corruptos merecem o sexto ai. o suborno se tornou um modo de vida para os juizes. Deus fala da liberação da sua ira.

trazer a invasão assíria descrita nos versos seguintes. Apesar do tamanho daquele desastre. alertas e prontos para marchar.26-30 26 E e le a r v o r a r á o e s t a n d a r t e a n t e a s n a ç õ e s d e lo n g e e lh es a s so b ia r á d e s d e a e x t r e m id a d e d a te r r a . que o SENHOR ergue bem alto é um sinal para os guerreiros de uma nação distante atacarem. As suas folgadas roupas exteriores são cingidas com cinto em preparação para a luta. e e is q u e v i r ã o a p r e s s a ­ d a m en te. Deus os designou como agentes da sua ira. 3. 27 N ã o h a v e r á e n t r e e la s c a n sa d o . Que . Os guerreiros estão ajustados. A sua mão nos dias de Isaías ainda estava estendida ( “ainda está alçada a sua mão”) contra Judá para desastres adicionais —isto é.5). A Assíria e os aliados dela são estes guerreiros estrangeiros. Ele assobiará para chamá-los e eles virão rapidamente. Ele matou tantos em tão poucos minutos que corpos ficaram deitados nas ruas durante algum tempo. n in g u é m to s q u e n e ja r á n e m d o r m ir á .I ). As sandálias deles são novas —nem mesmo uma correia quebrada de sandália os im pedirá. A marcha longa não os esgotará e eles esta­ rão prontos para a batalha. n e m s e lh e q u e b r a r á a c o r r e ia d o s s e u s sa p a to s. n ã o s e lh e d e s a ta r á o c in t o d o s s e u s lo m b os. não para dorm ir. NAÇÕES SOB 0 CONTROLE DE DEUS TRAZEM JUÍZO 5. n e m c la u d ic a n te . Deus está a ponto de executar o seu juízo. este não era nada compara­ do aos resultados dos seus contínuos pecados. Este foi um desastre maior. Isaías tira agora uma lição do passado. quando alcançarem o seu objetivo. lembrado até mesmo na época de Zacarias (Zc 14. A razão pela qual o inim igo virá tão rapidam ente é que eles estão bem preparados.Como um clímax para os seis ais. provavelmente do grande terremoto no tempo de Uzias (Am I . Eles vêm de uma terra que para os israelitas estava na “extremidade da terra”. A ira de Deus não estava satisfeita. O “estandarte”. ou bandeira.

ru girã o. qualquer ajuda humana na qual eles confiam não estará em nenhuma parte para ser achada. co m o o bram ido do m a r. O alvoroço e os gritos de batalha da chegada deles serão como o rugir de um leão. eis qu e só v er á treva s e ânsia. e. será ouvido sobre a terra —como uma grande e irresistível onda do mar. derukhoth. arcos retesados (Heb. Ezequias olhou para o Egito por ajuda e contratou os solda­ dos mercenários para ajudar a defender Judá. sim . as u n h a s dos seu s ca va los dir~se~iam de p ed ern eira . multidões de rodas de carruagens zum­ bindo —fazendo um som parecido ao de um furacão ou tornado. outro rugido. e não haverá q u em a livre. e as rod as dos seu s carros. 29 O seu ru gid o será co m o o do leão. eles se lançarão sobre a sua presa “e a levarão”.7 Os assírios então levaram muitos dos habitantes de Judá para o cativeiro. Uma vez que o inimigo venha. descuidada e festeira disposição de Judá e seus líderes! 28 A s su a s fle c h a s serã o agudas. se a lgu ém olh a r p a ra a terra. e a rreb atarão a presa. 30 E bram arão co n tra eles. As figuras de trevas e de . e a lu z se escu recerá em su a s assolações. naqu ele dia. “curvados”) para a batalha. retesados. u m redem oinho. A aproximação dos exércitos assírios será irresistível. Também. como um leão. e todos os seu s arcos. Judá não poderá resistir. como Deus está usando os assírios. Agora. Por causa dos números e equipamentos do inimigo. O equipamento do inimigo está nas melhores condições: flechas agudas. mas o Egito foi derro­ tado e os soldados contratados fugiram todos. ru girã o com o fi lh o s de leão. “como o bramido do mar”.contraste com a desprevenida. Neste tempo o povo de Judá experimentará o caos de estar nesta situação desesperadora. e a levarão. os cascos dos cavalos duros e sadios (as ferraduras de metal não eram usadas nos tempos antigos).

1 3 -1 5 . De que modos Israel era como uma vinha? 2.escuridão mostram a sua angústia. Ela tam bém observa que a torre mostrava o prestígio do dono. Que tipo de exército Deus chamará para trazer juízo sobre o seu povo? CITAÇÕES 1 Arqueólogos têm descoberto que as pedras eram usadas para construir muros de sustentação que apoiavam terraços planos onde as videiras eram planta­ das sobre os mesmos. “G ods V ineyard”.8.3. Eles serão como um navio em uma tempestade que perdeu os seus mastros e olha para algum sinal de terra ou um raio de luz e não vê nenhum. “videira rara e escolhida”.27 . 2 7 .6 .1 1 . R . um exame de passagens tais como Jo 2 6 . Como os seis ais descrevem e julgam o fruto de qualidade inferi­ or de Israel? 3. barra­ ca tem porária”) como em Is 1. 2 A vide é em hebraico soreg. 7.1 8 . 6 O Dr. Laird H arris do Covenant Sem inary falou-me que a tradução de Sh"rol na ARC como “sepultura” é devido à sua interpretação.21. Pv 5.1 2 . 3 Relevos nas paredes do palácio assírio de Senaqueribe em N ínive descrevem a captura de Laquis e m ostram videiras derrubadas ao chão. Bible Review 14. Veja Carey Ellen W alsh. Ibid.1 5 .1 8 m ostra que esta significa .1 1 e Jr 2.1 0. 47.1 1.. “parede” pode se referir às paredes de sustentação que apóiam os terra­ ços. SI 30. 1 5 . 49. 4 W alsh. nós temos de nos lembrar que o propósito de Deus para com Israel ainda era um propósito remidor. Todavia. Is 38 . 9 . 4 (agosto de 1988): 45.5. “G ods V ineyard”. 5 Ou. 4 9 . no. A m aioria dos vinhedos tinha um sukkah ( “abrigo.8 QUESTÕES DE ESTUDO 1. 8 8 . O term o é usado somente aqui e em Gn 4 9 .2 0 . No entanto. 55 .

111. 4 2 -4 8 .: InterVarsity Press. 144-45. 103. 1 9 9 8 ). Nosso Destino: O Ensino das Últimas Coisas (R io de Janeiro. 2 vols. Ancient Records o j Assyria and Bahylonia. RJ: CPAD.“inferno”. . The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove. (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press. 19 9 3 ). ' D aniel David Luckenbill. H orton. 2 1 David L. Isaiah 1-39. 19 26— 7 ). em The Communicator’s Commentary (D allas: 1 W ord Books. que é sempre um lugar de punição. M cKenna. 19 93 ). Ver também J. 2 :1 2 1 . N o Novo Testamento ela é traduzida como Hades. Alec M otyer. Veja Stanley M .

.

1— 13 Depois de dar uma advertência de tal magnitude. Isaías retorna para a sua visão inaugural e chamada para proclamar a sua autoridade para declarar um tal destino sombrio. Alguns sugerem que Isaías profetizou antes des­ ta visão e que isto era uma confirmação da chamada . eu v i a o S en h or a ssen tado sob re u m alto e su b lim e trono. I.1-4 1 N o an o em qu e m o r r eu o rei Uzias.I-I2.0 Deus Santo É Exaltado do 6. A VISÃO QUE ISAÍAS TEVE DE DEUS 6. os resultados futuros de sua profecia. Isaías É Chamado Para Um Ministério Difícil 6.6 A. finalmente. Primeiro ele dá a época e o lugar da visão e seu efeito sobre si próprio. depois a sua comis­ são e. e o seu séq u ito en chia o tem plo.

. porque Ele é um Espírito infinito (Jo I . por causa da sua presunção em entrar no Lugar Santo do templo.. autoridades e poderes no universo. ele não viu nenhuma cortina. Ele só menciona o seu próprio nome quando isto é pertinente e relevante a um aconteci­ mento histórico”. provavelmente em seus átrios. tornou-se um leproso e o seu rei­ nado foi transferido para o seu filho Jotão. . Ele em breve conquistaria a Síria no N or­ te e faria Israel sujeitar-se. Isaías não é um profeta em uma excursão do ego. e co m du a s cob ria m os p és. foi que as “abas de suas vestes enchiam o tem plo” (A R A ). Isaías não des­ creve a forma sobre o trono porque esta provavelmente desafiava qualquer descrição. McKenna sugere que “ele resu­ miu as suas profecias e declarou os seus temas nos primeiros cinco capítulos para mostrar a prioridade da mensagem sobre o mensageiro. cada u m tinha seis asas: com d u a s co b ria m o rosto. 2 O s sera fin s estavam a cim a dele. M as Deus se revelou aqui. 4 . Tiglate-Pileser III tinha estabelecido o Neo-Império Assírio e já estava focalizando a sua atenção sobre o Oeste. aqui tradu­ zido como “seu séqüito enchia o tem plo”. que impedisse a sua visão do trono divino. ou véu.1 A visão provavelmente veio antes da morte do rei Uzias em 739 a. e com du as voavam . a única coisa que Isaías pôde descrever. A visão do Senhor (Heb.que ele tinha previamente recebido. Este era um tempo crítico para Israel e Judá. Em uma visão do templo divino. e assim o fez. Uzias. Sendo a glória do Senhor tão poderosa e ater­ radora.2 4 ). Todavia. Isaías estava fora do templo. quan­ do olhou de repente para além deste. N inguém jamais viu Deus na sua totalidade.C. o livro de Isaías não é estritamente cronológico e não há nenhuma evidência de que ele te­ nha profetizado antes desta época. possivelmente por um M ediador entre Deus e a humanidade —nosso Senhor Jesus Cristo. I 8. 1 ádonai ) “alto e sublim e” no seu trono ilustrava a sua soberania sobre todos os reis.

toda a terra está cheia da su a gló ria . O nome serafim. mãos e pés deles.3 Os serafins segura­ mente teriam sabido e teriam entendido que há uma Trindade. e duas prontas para o vôo imediato e ininterrupto para fazer a vontade de Deus. A repetição tripla de “Santo” dá ênfase suprema à santidade como a central e mais essencial característica do SE N H O R . (Isto não deixa nenhum espaço para o conceito de panteísmo. Os serafins proclamam que agora a sua glória. e Isaías viu as faces. Eles não são chamados anjos.Acima do Senhor.41 fala a respeito de Isaías vendo a glória de Jesus. Eles refletiam o brilho deslumbrante da glória de Deus em tão elevado grau que pareciam estar em chamas. Eles se mantinham clamando uns para os outros: “Santo. enche toda a terra. 4 E os u m b ra is das porta s se m overa m co m a voz do que cla m a ­ va. Nós não somos informados de quantos serafins havia. significando “os ardentes”. pode indicar a pureza de tal ser.2 os serafins estavam voando. João 12.) M as Ele também tem se separado de um modo positivo —para levar a cabo o seu plano divino e propósito de redenção e restauração. “Santo” tem o significado básico de ser separado. . Santo é o S e n h o r dos Exércitos [de hostes. Santo. 3 E cla m a va m u n s -para os outros. incluindo a manifestação do seu poder e a sua natureza santa. Também é possível que o triplo “Santo” reflita a Trindade. mas deve­ ria ter sido vários. Santo. M as eles também tinham asas: duas que cobriam continuamente a face para indicar a indignidade deles em olhar para Deus ou inquirir nos seus segredos divinos. Ele é transcendente sobre o seu universo e separado deste. e a casa se en ch eu de fu m a ç a . ou exérci­ tos]”. Ele é separado do pecado e do mal. que no final das contas conduzirá a um novo céu e uma nova terra. embora o conceito jamais fosse completamente revelado no Velho Testamento. diz en do: Santo. Certamente a Trindade estava presente na visão de Isaías. duas cobrindo os pés e a parte mais inferior do corpo para indicar hum il­ dade e reverência. S anto é o SENHOR dos E x ércitos.

esplendor e glória de Deus. Embora distinto do rei. U m fogo começou a queimar no altar neste momento. isto provavel­ mente ocultou dos olhos de Isaías a visão de Deus no trono. o SENHOR dos E x ércitos! Isaías era um jovem aristocrata que. 7 e com ela tocou tocou os teu s lábios.4). mas na presença santa de Deus. A CONFISSÃO E PURIFICAÇÃO DE ISAÍAS 6. e sua fumaça encheu o tem­ plo.18). pois este era todo um “povo de impuros lábios”. 6 M as u m dos sera fin s v o o u p a ra brasa viva . desprezando o rei Uzias por causa dos pecados deste. O povo pensava que era impossível ver Deus e viver. A fumaça também pode simbolizar a ira de Deus acesa contra o povo para o qual Isaías devia profetizar. disse eu : ai de m im . provavelmen­ te era um pouco virtuoso aos seus próprios olhos. A repetição de Isaías ao longo do livro do nome de Deus como “o Santo de Israel” indica que ele estava sempre cônscio da santidade de Deus. de modo que Isaías deve ter ficado cheio de medo. Ele não era nem um pouco diferente do povo ao seu redor. indicando um sacrifício. Seus “lábios impuros” atestam um coração e mente sujos e é análogo ater “mãos sujas” (cf. Isaías viu os umbrais e limiares da porta do templo tremerem. . Os seus lábios profanos não puderam proferir uma oração por misericórdia.Enquanto escutava os serafins. totalmente indigno de entrar na presença do santo SE N H O R . Como disse Jesus: “M as o que sai da boca procede do coração. ( o verdadeiro Rei). e isso contamina o homem” (M t 15. Isaías percebeu de repente que ele também era um pecador. 2.5-7 5 E ntão. qu e v o u p erecen d o ! P orque eu sou u m hom em de lábios im p u ro s e habito no m eio de u m p o v o de im p u ros lábios. S I 24. que tirara do a lta r com a m in h a boca e disse: E is qu e isto in iq ü idad e f o i tirada. e p u r fi c a d o m im trazen do n a m ã o u m a u m a tenaz. acreditam alguns. Em todo caso. e os m eu s olhos v ira m o rei. Seguramente ele nunca esque­ ceu desta visão da santidade. e a tua o teu pecado.

8-10 8 D ep o is disto. R m 3. um fogo apai­ xonado tomou posse do coração de Isaías.4 esta não o queimou mas limpou. e não en ten deis. en v ia m e a m im . Agora que não havia nada entre ele e o seu Deus. em verdade. 3.9). Em outras palavras. disse ele: Vai e dize a este p o v o : O u vis. quando tocou os lábios de Isaías por ocasião da confissão do seu pecado. o u v i a voz do Senhor. Ele recebeu a plena salvação que só Deus pode dar. e quem há de ir p o r n ós? E ntão disse eu : e is -m e aqui. pois o serafim a levou “com uma tenaz”. a salvação que é nossa através do sacrifício de Cristo no Calvário. ISAÍAS É COMISSIONADO A UM MINISTÉRIO DIFÍCIL 6. e quem há de ir por nós?” Alguns tomam “nós” como o plural de majestade. Porém. M as eles têm que confessar o seu pecado e culpa como Isaías tinha feito (cf. Ele respondeu imediata­ mente. “Este povo” é uma expressão que normalmente insinua o desfavor de Deus. q u e dizia: A qu em envia~ rei. se oferecendo de boa vontade sem levar em conta a natureza ou dificuldade da missão. M as provavelmente. e vedes. Com os seus pecados perdoados. Se Isaías pensasse que fora chamado a um grandioso ministério que fosse imediatamente mover a nação em direção a Deus.A brasa viva levada do altar por um serafim de fato estava quente. Sua mensagem é uma série de imperati­ vos para eles se manterem ouvindo mas nunca entendendo. Deus podia dar-lhe esta salvação porque Cristo iria morrer e prover uma expiação suficiente para to­ das as pessoas de todos os tempos. ele iria ficar desapontado. 9 Então. Isaías ouviu as palavras: “A quem enviarei. Ele agora se levan­ tou diante do SE N H O R como se nunca tivesse pecado. de Ja to . I Jo 1. Isaías tem que corajosa e repetidamente falar ao povo as mensagens de Deus de . m a s não perceheis. pois tinha sido feita a expiação pelos seus pe­ cados —eles foram tirados junto com a sua culpa. continu­ arem vendo mas nunca percebendo.23.7. isto é uma reflexão da Trindade.

não ven h a ele a v e r co m os seu s olhos. a mensagem de Isaías apenas irá endurecer mais o povo na sua rebelião e incredulidade. mas o povo não se arrependerá. 10 E ngorda o cora ção deste povo. e a o u v ir co m os seu s ou vid os. Em vez de trazer restauração presente. O povo ainda está endurecido pelo seu pecado (R m 3.) O arrependimento poderia evitar a ruína próxima. disse eu : até quando. seja g ra n d e o desam paro. S enhor? E respon deu : A té qu e se assolem as cidades. (Isto não significa que Deus propositadamente endureceu os seus corações. Jesus também citou Isaías a fim de advertir os seus discípulos da resistên­ cia empedernida do povo à verdade (e. e a en ten d er com o seu coração. eles ficarão mais endurecidos. hasha. e os homens amaram mais as trevas do que a luz. Isaías fará o coração deste povo [Israel] ficar insensível —até mesmo mais indispos­ to a receber a mensagem de Deus. porque as suas obras eram más” (Jo 3. “cobrir com substância ole­ osa.lh e os olhos. 12 E o SENHOR afaste dela os hom ens. e. M as a pregação de Isaías faria os seus corações endurecidos serem ex­ postos e vindicaria como justo o juízo de Deus. M t 13. besuntar” ou “fechar com obstáculo”) os olhos deles de modo que não podem ver a verdade que lhes é apresentada. e nas casas não fi q u e m orador. e.g.. Ele fechará (Heb. Em vez de fazê-los perceber a sua condição endurecida. e fe c h a . DURÁVEL ATÉ QUE APENAS UM REMANESCENTE PERMANEÇA 6. e a terra seja assolada de todo. M as a condição espiritual e moral das pessoas as tornarão incapazes de obedecer a lei de Deus. receber a sua instrução. e a co n v erter-se. 4. no m eio da terra. como disse Jesus: “Que a luz veio ao mundo.15). e a s e r sarado.juízo presente e esperança futura.14.23). . e en d u rece-lh e os o u vid o s.II-I3 11 Então. efiq u em sem habitantes.19). ou reconhecer o seu poder soberano e autoridade — embora eles vejam as suas obras que demonstram que só Ele é Deus. seus ouvidos muito endurecidos ou surdos para ouvir.

e o povo seria levado embora. haverá reavivamento. A destruição de Senaqueribe deixaria alguns poucos. de acordo com os seus registros.. A com­ paração de “o carvalho. ain da f i c a m fi r m e s . Ele clamou em angústia. levou 200. Isaías teve uma audiência mudada e ele pôde oferecer uma nova mensagem. Isto foi cumprido quando Senaqueribe des­ truiu todas as cidades fortificadas de Judá (2 Rs 18. conquanto o juízo sobre o pecado e a rebelião será severo. o significado parece ser que.. d ep ois de se desfolharem . M as até mes­ mo se somente “a décima parte” do povo é deixada. Deus não tinha mudado o seu propó­ sito. Mas um toco impor­ tante será deixado —“a santa semente”. querendo saber “até quando” ele teria que supor­ tar esta insensibilidade e endurecimento da nação. a qual aparece nos capítulos 4 0 a 66.” —ARA).. co m o o ca rva lh o e co m o a azin heira.13) e.150 pessoas cativas..3). se ain da a décim a p a rte dela fi c a r . 13 M as.I . Ele ainda usaria o povo da sua aliança em seu grande plano para abençoar todos os povos sobre a terra (veja Gn 12. to rn a rá a s e r p a sta ­ da. os campos seriam deixados desolados. Israel ainda era a herança do Senhor e Ele o preservará pela sua graça. como a azinheira” retrata a nação como uma floresta derrubada com apenas alguns tocos deixados de sobra ( “de­ pois de derrubados.2 ). e Senaqueribe foi impedi­ do de destruir Jerusalém. Is I I . que. U m cum­ primento parcial veio quando o povo de Jerusalém tomou uma posi­ ção de fé com respeito à profecia de Isaías. a sobra da qual a nova Sião virá. Isaías não deixa um quadro sem esperança. Daquele ponto em diante. as cidades seriam destruídas.Todavia. eles deveriam esperar por mais destruição —provavelmente significando a destruição futura pelos babilônicos sob o comando de Nabucodonosor. Alguns entendem “o toco” como sendo a casa de Davi da qual o Messias virá (cf. A resposta do Se­ nhor apontou a um tempo quando a destruição se espalharia pela terra. . assim a sa nta sem en te será a fir m e z a dela.Isaías percebeu que o seu ministério seria difícil e impopular. 5 3 . ainda fica o toco.

2 A Septuaginta tem kuklõi autou. I. p ois.7 Isaías transmitiu estas profecias durante um tempo de turbulência política no decurso do reinado do rei Acaz (7 4 4 — 715 a. Nações estavam se elevando e caindo durante este período (veja 2 Rs I 6 . W olf. Interpreting Isaiah (G rand R apids: Zondervan Publishing H ouse. Qual foi a resposta de Isaías à sua visão de Deus e por que ele respondeu dessa forma? 2.I — 2 0 ).C. Isaiah 1-39. “ao seu redor”.1— 9 1 S u cedeu . 0 REI ACAZ É DESAFIADO A CONFIAR EM DEUS 71-16 a. 19 93 ). B. Repreensões e Promessas para Judá 7. 111. As ambições humanas não poderiam permanecer contra o seu poder e governo. Academ ie Books. McKenna.: InterVarsity Press.). Como Deus removeu o pecado de Isaías? 3. 86. f i l h o de Jotã o. e Peca. The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove. Mas Deus ainda estava no controle. Qual seria o resultado da mensagem de Isaías? CITAÇÕES 1 D avid L. . possivelmente porque os tradutores queriam dizer que Deus era o Senhor acima dos serafins. 78. ênfase de M cKenna. 1 9 8 5 ). 4 J. 107. qu e R ezim . f i l h o de R em alias.QUESTÕES DE ESTUDO 1.1-9. 1 9 9 3 ). em The Communicators Commentary (D allas: W ord Books. rei de J u d á . f i l h o de Uzias. Alec M otyer. rei da Síria. nos d ias de A caz. Síria e Efraim Aliados Contra Judá 7. 3 H erbert M .

2— Como resultado.. dizendo: A S íria f e z a lia n ça com E fraim . 2 Rs 16.rei de Israel. se m o v eu o seu coração. . que é chamado de “Efraim” depois da lide­ rança desta sua tribo. O rei Peca de Israel também matou 120. fez imagens fundidas a baalins. Quando o rei Acaz ouviu isto. uma tentativa foi feita para conseguir que Judá se juntasse a essa aliança. O Egito encorajou esta aliança porque queria um estado intermediário que servisse de pára-choque entre si e a Assíria.5— 8).. e o cora çã o do seu povo. A menção de “a casa de Davi” é significativa porque o propósito de Peca e Rezim não era apenas fazer Judá se unir com eles. com o se m o v em as á rvo res do bosque co m o vento.. O exército de Israel. O rei Acaz “não fez o que era reto aos olhos do S E N H O R . Isto que­ braria a aliança que Deus fizera com Davi (veja 2 Sm 7. su b ira m a Jeru sa lém . ele e o seu povo ficaram apavorados. Dessa forma. e queimou a seus filhos no fogo” (2 Cr 28.4—17). cf. m a s nada p u d era m co n tra ela. Esta tentativa falhou (2 Rs 16.. E ntão. Israel e Síria (Arã de Damasco) tinham sido inimigos. Deus usou os arameus 4). entretanto Judá sofreu perdas consideráveis. 2 E deram aviso à casa de D a vi.5).000 soldados em Judá e levou os cativos para Samaria (2 Cr 28 . mas subverter a dinastia de Davi de quem Acaz era descendente. (os sírios) para derrotá-lo e levá-lo prisioneiro para Damasco. Eles tinham abandonado a sua confi­ ança em Deus e só tinham estado olhando para os seus próprios recursos. Rezim e Peca marcharam contra Jerusalém pretendendo forçar Acaz a se unir. p a ra p eleja rem con tra ela. mas a ame­ aça do Neo-Império Assírio de Tiglate-Pileser os fez se unirem em uma aliança contra ele.1-3. Aparentemente. e a Síria se reagruparam e levantaram um acam­ pamento em Israel próximo da fronteira de Judá e cerca de três dias de marcha a partir de Jerusalém. mas Acaz recusou.

Acaz estava pensando em apelar paraTiglatePileser III para salvar a cidade do ataque de Rezim e Peca. mas isto era aqui mais uma ameaça do que uma promessa. Quer dizer. A palavra do SE N H O R a Acaz era primeiro para adverti-lo para ter cuidado ( “Acautela-te”). e se Jerusalém se man­ tivesse quieta. voltaria.1 Acaz precisava saber que o seu real perigo não era da parte de Samaria ou Damasco. mas da Assíria. Até mesmo de um ponto de vista puramente humano isto teria sido sábio. ao f i m do ca n a l do v iv eiro su perior. s a í ao en co n tro de Acaz. Deus então ordenou a Isaías que encontrasse Acaz onde ele estava examinando o abastecimento de água de Jerusalém. n em se desa­ n im e o teu cora çã o p o r ca u sa destes dois p ed a ço s de t iç õ e s fu m e ga n tes. não tem as. tu e teu f i l h o S ea rJa su b e . Acaz tem que manter a calma ( “aquieta-te”) e tem que deixar de ficar amedrontado. disse o S en hor a Isaías: A gora. A raiva feroz desses dois reis fez Acaz pensar que eles eram um fogo perigoso.3 E ntão. A presença do filho de Isaías Sear-Jasube (Heb. M as Acaz se apavorou por causa dos inimigos que enxameavam próximos de Jerusalém. she’ar yashuv. e o perigo passaria. algo que Deus não aprovava. “um remanescente retornará”) era de fato uma idéia fundamental à mensagem de Isaías. e do fi lh o de R em alias. M as Deus os chamou de “dois pedaços de tições fumegantes” que poderiam produzir apenas um pouco de fumaça que logo seria extinta. . a Assíria os conquistou logo em seguida. Ele não podia ver qualquer outra coisa a não ser a ameaça imediata de Rezim e Peca. Tiglate-Pileser III regularmente pegaria a estrada principal pelo litoral abaixo. enquanto fazia planos para sua defesa durante o cerco da Síria e de Israel. Acaz deveria confiar em Deus. 4 E dize~lhe: A cautela~te e a q u ieta -te. De fato. p o r ca u sa do a rd o r da ira de Rezim . A meta da Assíria era o Egito. ao cam in h o do ca m p o do lavandeiro. A Assíria provocaria um exílio do qual só um remanescente. não esboçar nenhuma ação. e da Síria. escaparia à atenção. pela graça de Deus.

Deus. o rei Esar-Hadom fez o assentamento de colonos estrangeiros no território de Israel (Ed 4.5 P orquanto a Síria teve con tra ti m a lign o conselho. e o seu cabeça (ou chefe) é “Rezim”. de modo que o filho dele pode ter sido um parente de Rezim ou do rei de Tiro. e d en tro de sessenta e cin co anos. n em ta m p ou co acon tecerá. se o n ã o crerdes. o f i l h o de R em a lias. 7 A ssim d iz o S enhor D eu s: Isto n ã o su bsistirá.C. a cab eça de E fraim será S am aria. Damasco é a capital da Síria (Arã). M as a única esperança de Judá era confiar no SE N H O R . Rezim e Peca estavam errados em pensar que eles ou qualquer outro poderiam subverter a linhagem davídica e colocar um rei fantoche em Jerusalém para fazer Judá se juntar a eles contra a Assíria. embora o plano viesse da Síria. . dentro de sessenta e cinco anos Efraim (Israel) já não seria um povo separado ou nação. Síria (A rã) e Efraim (Israel) estavam operando juntos. Ele declarou que Rezim e Peca não teriam êxito. M as a cabeça da S íria será D am asco. EmboraTiglate-Pileser III não destruísse Samaria. certam ente. Rezim nunca será o chefe sobre Jerusalém porque o contexto revela que esse Rezim jamais poderia ser mais do que ele era: Damasco breve seria destruída pela Assíria. porém. com E fraim e co m o f i lh o de R em alias. Deus assegurou a Acaz que o plano para depô-lo falharia. por Salmaneser V E sessenta e cinco anos depois. dizendo: 6 Vamos su b ir con tra Ju d á . e o cabeça de D am asco. Acaz não precisou se preocupar a respeito do seu trono. Estes l í ês versículos são todos uma sentença causai. 9 E ntretanto. Samaria foi destruída em 722 a.2). e rep a rta m o -lo en tre nós. efa ça m o s rein a r no m eio dele o f i lh o de Tabeal. “Tabeal” ( “o mau”) é um nome sírio. e a cabeça de Sam aria. R ezim . estava no controle —não Israel ou Damasco. E fraim será q u eb ra n tado e d eix a rá de s e r povo. não fic a r e is fir m e s . e a to rm en tem o-lo .

possivelmente em seguida à advertência precedente.16). porque ele já tinha interrompido a sua obser­ vância pública e fechado o templo. O hebraico usa as formas hiph’il e niph’al do verbo ‘aman como um jogo de palavras. dizendo: 11 P ede p a r a t i ao SENHOR. confiar. Então Deus. Deus foi gracioso em lembrar a Acaz que Ele era o seu Deus. n em ten ta rei ao SENHOR.10— 13 10 E co n tin u o u o SENHOR a f a l a r com Acaz. Quando Acaz não respondeu. continuar”). aparentando que isto seria contra a Lei. b. A N V I apresenta o troca­ dilho na tradução inglesa.A liderança de Judá jamais pertenceria a Efraim. Ela enfatiza que a única esperança deles de escapar da ruína de Arã e Israel é tomar uma posição de fé em Deus. Pedir a Deus por um sinal não era tentar quan­ do o próprio Deus fez a oferta. u m sin al. Deus ainda não tinha abandonado Acaz. quer dizer. Além disso. Acaz recusou com simulada devoção. ainda falando a Judá. permanecer. das profundezas (do inferno) às alturas do céu. teamenu. confiando somente nEle. qualquer coi­ sa em toda a criação. disse: N ão o p ed irei. “ter estabilidade. demandar que Deus mostre o seu poder sem razão (D t 6. a qual proíbe colocar Deus em tentação ( “nem tentarei ao S e n h o r ” ) . Este poderia ser qualquer coisa. p o rém . A sua real razão por recusar era que ele já tinha rejeitado o SE N H O R e tinha se decidido a pedir ajuda . ta‘aminu. Deus lhe disse que pedisse ao SE N H O R “um sinal” sobrenatu­ ral. con­ tar com. Acaz não estava preocu­ pado a respeito da Lei. Como uma últi­ ma tentativa para fazer Acaz prestar atenção a esta advertência e exer­ citar fé. Que amor maravilhoso Deus estava mostrando! 12 A caz. quer dizer. Deus Oferece e Promete um Sinal 7. o Senhor falou novamente com ele. “acreditar. teu D eu s. e Ele não pôs nenhum lim i­ te na natureza do sinal. ter fé”) ele não ficaria firme (Heb. ou a Peca. p e d e-o ou em b aix o nas p ro fu n d ez a s ou em cim a nas alturas. disse que se o povo de Judá e Jerusalém não ficassem firmes na sua fé (Heb.

Tiglate-Pileser — o que ele logo fez (2 Rs 16.. Bishop Lowth e o batista John G ill foram antigos escritores que sustentaram uma interpretação messiânica. O rei Acaz. sen ão qu e ain da afad igareis tam bém ao m eu D eusP Inspirado pelo Senhor. ou quem é indicado ou pretendido pelo filho Emanuel”.4 A partícula “portanto” refere-se atrás ao versículo 13 e indica que Deus dará um tipo diferente de sinal do que Ele ofereceu a Acaz . Os comentaristas não concordam sobre a interpretação desta pas­ sagem. Isaías falou então para a totalidade da di­ nastia davídica. muitos comentaristas lim itam o cumprimento ao futuro próximo. Porém.14— 16 P ortanto. não somente para Acaz. Ele retorna para o singular no versículo 16 porque o que se segue é dirigido de novo especificamente a Acaz.20 ). ó casa de D a v i! P ou co vos é a fad igardes os hom ens. e a paciência de Deus também. ele disse: O u v i.3 Apesar da incredulidade de Acaz e sua recusa de pedir um sinal. A mensagem aqui está no plural. incluindo Isaías. Assim. como o representante atual. Deus estava testando Acaz. c.u) rei assírio. tinha testado a paciência de homens ( “afadigardes os homens”). o m esm o SENHOR v o s da rá u m sin al: eis qu e u m a v irgem con ceb erá . Note que Isaías disse “meu Deus”. se esta forma é uma “promessa ou uma advertência. por causa dos seus próprios planos.7— 9). o Senhor dará de qualquer maneira um sinal sobrenatural —mas não a Acaz. mas com o desejo de o impedir de pecar (Ex 20 . e será o seu n om e E m anuel. Outros propõem um cumprimento dual. 13 E ntão. um contemporâ­ neo e um que se refere ao nascimento de Jesus. O Sinal do Emanuel 7.2João Calvino. Acaz não estava pronto para se sujeitar à vontade de Deus. Por causa da ameaça contemporânea da Assíria. agora. Ele não podia dizer “seu Deus” porque Acaz tinha rejeitado a Deus e a sua palavra. e da rá à lu z u m filh o .

é usada a respeito de virgens de qualquer idade. 1 pois Acaz o designou como co-regente em 728 a.7 O sinal não se refere apenas a um nascimento sobre­ natural.8.14 Depois. Um a outra palavra. esta omissão ajusta-se com o fato de que a criança é nascida de uma virgem. a terra de Judá é identificada como a terra do Emanuel. 6. cujo significado é “Deus conosco”.5 Esta “não é mais uma matéria de convite mas de predição”. em 8. Pv 30.8. O significado da palavra “virgem” (Heb.12e ele começou o seu pleno reinado em 715.9 Porém. Ela irá chamar o nome de seu filho “Emanuel”. e isto não é dito a respeito do Emanuel. A RC/ARA ) dirige atenção à importância da virgem e de seu filho. de modo que ele já existia vivo naquele momento (7 3 2 a.19. indicando uma virgem específica no plano de Deus. Ela é chamada “a” virgem. 68. Ct 1. M as nunca é usada a respeito de uma mulher casada. seu uso é distinto do hebraico usado para mulheres casadas ( “rainhas”) e “concubinas” e pode significar apenas “virgem”. Alguns comentaristas lim i­ tam a sua atenção ao contexto imediato e supõem que a criança nas­ ceu a Acaz ou Isaías. em Cantares de Salomão 6.).8 Por exemplo.10 A partícula hebraica hinneh ( “Eis”. Ao contrário da tradição judaica. ’almah) é motivo de con­ trovérsia. o Emanuel não poderia ser Ezequias.10. I Cr 15. a palavra usada aqui ( Jalmaü ) parece ser específica a uma virgem na ida­ de de se casar.43. Esta ocorre somente outras oito vezes no Velho Testamen­ to (Gn 24. SI 46 [sobrescrito. Emanuel é a garantia da sobrevivência de Israel.3.25. bethulab.1 Todavia.6 O plural “vos” significa que isto será um sinal para toda a casa de Davi. uma vez que seus filhos são nomeados especificamente como seus. “A profe­ .8). quando tinha a idade de vinte e cinco anos.C . Porém. nenhum pai é mencionado.13 Nem poderia ser a virgem tampouco a esposa de Isaías. mas também para as condições que cercam esse nascimento. plu­ ral].no versículo IO. Êx 2. o que indica que o filho Emanuel é o Messias.8.C.20 [plural]. Em 8. ou “Deus em nossa companhia”.15 O mesmo Filho nascido da virgem é o Filho maravilhoso em Isaías 9 e 11.

até a consumação dos séculos. o qual é tanto o Protetor Libertador como o Divino Guerreiro.”16 Note também que Mateus term ina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias. Comer manteiga (a versão inglesa N IV indica curds. Amém” (2 8 . Ele continua sendo o Emanuel. Ele estaria compartilhan­ do na situação reduzida de seu povo. a n tes qu e este m en in o saiba rejeita r o m a l e escolh er o bem . Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus. 15 M anteiga e m el com erá . Para o Filho significava que até que Ele chegasse a uma idade de responsabilidade.23). Subjacente a esta passagem está o contraste en­ tre o M essias e a condição degenerada da casa de Davi como encar­ nada em Acaz. “Deus conosco”. o M es­ sias (M t 1. M as a passa­ gem é flexível —O Filho não precisa estar presente na destruição que Acaz testemunhará. até que ele saiba rejeita r o m a l e esco lh er o bem. . 16 M a verdade.2 0 ). A profecia da desolação de Damasco e Israel seria cumprida como se o Filho estivesse nascido naquele momento. a terra de que te en fa d a s será desam parada dos seu s d ois reis. Para Acaz esta deveria ter sido uma ad­ vertência de que a casa de Davi seria reduzida a um estado inferior como conseqüência das políticas de Acaz e daqueles futuros reis que seguiram o exemplo dele. um tipo de iogurte) e mel silvestre mostra que a criança nascerá em pobreza.17 Alguns entendem a passagem como sig­ nificando que Emanuel deve estar de fato presente para suportar os resultados da recusa de Acaz a partir daquele momento.18 Outros pensam que o significado é que Emanuel na m aturidade recusará a política de Acaz e escolherá os meios do seu Pai divino (como na tentação de Jesus).cia do Emanuel alcança um maior cumprimento no nascimento do Deus-Homem. ou coalhada de leite de cabra.

8 a. Deus “assobiará” para os exércitos da Assíria para serem os seus agen­ tes. A Assíria como a Navalha de Deus 7. Por esse tempo (735 a. assobiará o S enhor às m osca s qu e há no ex trem o dos rio s do E gito e às abelhas que an dam na terra da A ssíria. Agora Deus vai trazer um golpe até pior. Em 701 a. na q u ele dia. 18 P orque bá de a co n tecer que. Os vales desertos e as fendas das rochas. e eles serão como um enxame de abelhas se estabelecendo e devastan­ do Israel e Judá.C. Os assírios a quem Acaz procurou por ajuda trarão eventualmente de­ vastação a Judá. “Naquele dia” é o dia do justo juízo de Deus sobre Judá. os quais serão tão ineficazes quanto moscas. Ele só tem que assobiar para os exércitos egípcios.2. e sob re a casa de teu pai.17-8. A secessão das dez tribos foi um terrível golpe para Judá e aos reis da linhagem de Davi. e sob re o teu povo. Confiar no Egito também seria futil. e em todos os espinhos. aproximadamente cinqüenta e um quilômetros a oeste-nordeste de Jerusalém.17— 25 11 M as o SENHORf a r á v ir sob re ti. 19 e v irã o e p o u sa rã o todas n os va les desertos e nas f e n d a s das rochas. dias tais. Alguns vêem o uso das moscas e abelhas como referindo-se à cultura de abelhas na Assíria e às moscas que se instalaram na sujeira no Egito. e em todas as flo r esta s. DEUS USARÁ A ASSÍRIA PARA TRAZER JUÍZO 7. uma vez fortalezas seguras para Davi. O Egito se tornou a isca que atraiu a Assíria. desde o dia em qu e I fr a i m se sep a rou de Ju d á . p elo rei da A ssíria.) a Assíria era um poder mundial dominan­ te. As cercas de . o ponto é que Deus está no controle do Egito e da Assíria. serão invadidas por forças inimigas. a Assíria derrotou o Egito em Elteque.C. Nem mesmo a parte mais remota da terra estará protegida dos assírios. e o Egito provou ser impotente contra esta. Porém. qu ais n u n ca v ie ­ ram ..

23 S ucederá. assim como as lontes de água. Enquanto o raspar se refere metaforica­ mente ao uso que Deus faz de um poder estrangeiro para castigar o seu povo. isto era também uma humilhação literal dos homens de Judá levados em cativeiro. a cabeça e os cabelos dos p és e a té a barba tota lm en te tirará. Isso indica a desgraça completa e o despovoamento de todas as classes. O remanescente deixado poderá manter só algumas provisões de víveres. e m a n teiga e m el co m erá todo aq uele qu e f i c a r de resto n o m eio da terra. 22 E a con tecerá que. Raspar a cabeça. era a maior humilhação imaginável naqueles dias. 20 N aquele dia. naqu ele dia. p o r ca u sa da a b u n d â n cia do leite que elas hão de dar. A referência de Isaías a uma “abundância do leite” é irônica por­ que é relativa a tão poucas pessoas que são deixadas para serem ali­ mentadas. Os grandes rebanhos terão ido. as pernas e a barba. O rei da Assíria será como a navalha de um barbeiro que trará o juízo de Deus. levados como espólio pelos invasores assírios. E porque há tão poucas pessoas. O rei assírio será alugado ( “navalha alugada”) porque a Assíria não era povo de Deus no mesmo sentido que Israel.cspinheiros que protegem os vinhedos serão tomadas. tam bém . que está além do rio.19 21 E su ced erá . refa rá o S en hor com u m a navalha alugada. qu e a lgu ém cr ia rá u m a va ca e du as ovelhas. Alugado também indica que Deus estaria usando a Assíria apenas temporariamente. qu e todo o lu ga r em que h o u v er m il vid es do v a lo r de m il m oed a s de p rata será p a ra . na q u ele dia. co m erá m an teiga . isto é. as pessoas terão que se manter na dieta facilmente pro­ duzida de “manteiga e m el”. com o rei da A ssíria. os vinhedos não podem ser mantidos.

M aer-Salal-H ás-Baz 8. f i lh o de Jebereq uias.1-4 1 D is s e -m e tam bém o SENHOR: Toma u m g r a n d e v o lu m e e escreve nele em estilo de hom em : A pressan d o-se ao despojo. b. m a s serv irã o p a ra se m a n d a rem p a ra lá os bois e p a ra serem p isa d os p ela s ovelhas. M as Deus ainda era fiel ao remanescente que permaneceu. de modo que estes se tornam em lugar para caçar. Devido ao fato de haver tão poucas pessoas para trabalhar nos vinhedos bem cultivados com as suas muitas videiras caras.21 A idéia é repetida duas vezes em palavras hebraicas diferentes para ênfase. só os bois e as ovelhas poderão ir lá e achar algo que comer para se manterem vivos. “sarças e. Jr 32. 2 Então. se n ão irá.. O povo de Judá pagou um preço terrível pelo pecado de Acaz.) Animais selvagens irão tomar conta das áreas cultivadas. Isto im plica que uma campanha m ilitar re­ . Deus disse a Isaías que levasse um grande rolo (provavelmente de couro)20 e escrevesse uma mensagem sobre ele com uma caneta comum ( “em estilo de ho­ mem”) em escrita nítida e usual que as pessoas poderiam facilmen­ te ler. sa cerdote. 24 C om a rco e fle c h a s se en tra rá nele.9. Depois que Acaz se recusou a ouvir. Colinas onde grãos e outras safras tinham crescido serão cobertas com sarças e espinheiros tão espessos que as pessoas terão medo de caminhar por eles por causa do perigo de serem arranhadas e corta­ das. espinheiros” irão tomar conta.. e a Z acarias. As palavras da mensagem significavam “rápido-despojo-presa-segura”. a U rias.sa rça s e pa ra espinheiros. (N ote que Jeremias pagou só dezessete ciclos de prata por um campo inteiro. p o r cau sa do tem o r da s sa rça s e dos espin heiros. 25 E tam b ém a todos os m o n tes qu e co stu m a m ca v a r com en x adas. a p ress o u -s e à presa. p o rq u e as sa rça s e os espin h eiros co b rirã o toda a terra. tom ei com igo f i é i s testem unhas. As colinas não poderão cultivar qualquer coisa.

S a la l. A segunda testemunha.6).14. provavelmente dentro do seu primeiro ano de vida. de forma que quan­ do a profecia fosse cumprida eles poderiam confirmar que o SeN H O R e Isaías tinham razão.5). se leva rã o as riquezas de D a m a sco e os despojos de S am a­ ria. 3 E J u i t e r c o m a p r o fe t is a . U rias.1 1).1 0 . At 21. I Co 1 1. o nome quádruplo dele está em fino contraste com o nome quíntuplo do Messias no capítulo seguinte (9. embo­ ra isso possa im plicar que Judá também sofreria. an tes qu e o m en in o saiba d iz er m eu p a i ou m in h a m ãe. pode ter sido o sogro de Acaz (2 Cr 29 .9. De fato. e o SENHOR m e d is se : P õ e . cf. 4 Porque.B a z . e ela c o n c e b e u e d e u à lu z u m f i l h o .1. Isto é paralelo ao que foi dito do filho nascido da virgem e faz do filho de Isaías um sinal —embora não o sinal sobrenatural que seria dado a toda a casa de Davi no futuro. de forma que o seu filho seria uma testemunha contínua à verdade da profecia. Zacarias.14). Antes que o menino pudesse dizer as palavras mais simples.3 ). é identificada por alguns como aquele que fez o altar para Acaz se­ guindo o padrão de im itação de um outro em Damasco (2 Rs I 6 . A prim eira testem unha. mas não há tal costume na cultura hebraica.H á s .lâmpago tom aria a riqueza e os bens de Damasco e Samaria. . N a realidade.lh e o n o m e d e M a e r . Agora o SE N H O R aplica o significado do nome quádruplo. 2 Rs 22. Alguns supõem que ela era chamada assim de cortesia devido ao fato de seu marido ser profeta. 7. há profetisas tanto no Velho Testamento como no Novo (Êx 15.20. 2 Cr 34. a Assíria saquearia Damasco e Samaria. A esposa de Isaías era uma profetisa. dia n te do rei da A ssíria. Isaías provavel­ mente explicou isto às duas “fiéis testemunhas”.22. O menino não é identificado com Emanuel (cf. O S e n h o r disse a Isaías que desse ao menino o mesmo nome que Isaías tinha escrito no rolo.

ele alagaria tudo. O povo estava se regozi­ jando sobre as mortes de Rezim e Peca (ambos morreram em 732 a. Rejeitar as águas suaves de Siloé provavelmente significava rejeitar as promessas de Deus em tempos turbulentos. Deus é paciente e fala novamente através de Isaías para o povo depois que este se recusou a escutar a mensagem do versículo 4. Agora. inclusive Judá. o rei da A ssíria. 7 eis qu e o S enhor f a r á v i r sob re eles as águ a s do rio. e chegará a té ao p esco ço .39). Como um grande pássaro de presa que desliza velozmente examinando sobre a terra. As “águas de Siloé” provavelmente são as águas que fluem da primavera de Giom. O exército dele alcançaria “até ao pescoço”.c. A invasão de Senaqueribe de 701 a. e a ex ten sã o de su a s asas en ch erá a la rgu ra da tu a terra.25). 36 e 37). cumpriu esta profecia (veja caps. dizendo: 6 P or­ qu an to este p o v o desprezou as águ a s de S iloé qu e co rrem branda­ m en te e co m R ezim e com o f i l h o de R em a lias se alegrou. Jerusalém. ungiu a Salomão ali (I Rs 1. 8 e p a ssa rá a J u d á . e su b irá sob re todos os seu s leitos e tra n sb ord a rá p o r todas as su a s rib an ceiras. Ele o tinha ganho por ter assassinado a Pecaías (2 Rs 15.).C. Alguns críticos mudam “ó Emanuel” para significar “pois Deus é conosco”. como o poderoso Eufrates ( “o R io ”). co m toda a su a g ló ria . mas ainda não estava confiando em Deus. isto é. o rei do magnífico exército da Assíria o inundaria com imponência. Como uma inundação. Como muito freqüentemente em Isaías. Zadoque. Ele não tomaria a cabeça. Peca é chamado de o filho de Remalias para nos lembrar que Peca não tinha nenhum direito ao trono de Israel. A Assíria Vem Como Uma Inundação 8. f o r t e s e im petu osas. Ele garante que a terra será restaurada no futuro. ó E m anuel. in u n d a n d o -o .5— 8 5 E co n tin u o u o SENHOR a f a l a r ain da com igo. a Assíria destruiria a totalidade de Judá. Contudo.C. e irá p a ssa n d o p o r ele. o sacerdote. . Judá recusou as suaves águas correntes de Siloé. a terra ainda é a terra do Emanuel.

Com uma poderosa unção sobre si. dai ou vidos. o exército assírio incluía tropas de muitas nações. p orq u e D eu s é conosco. dizei a pa la vra. A promessa do futuro Emanuel é a garantia de que Jerusalém sobreviveria e as nações que tentassem destruí-la eventualmente cairiam. to­ dos os que so is de lon gín q u as terras. Ele tinha que continuar declarando a palavra do SE N H O R com coragem. Quando a Assíria conquistava nações. “porque Deus é conosco”. Assim. 3.14 e os capítulos 9 e I I . cin g i-v o s e sereis J e ito s em pedaços. Porém. Isaías foi advertido para que “não andasse pelo cammho deste povo”. Todos eles estavam elevando o grito de batalha contra Judá. ou seja. a “forte mão” do Senhor é freqüentemente paralela ao grande poder do Espírito Santo. M as Deus o ungiu e lhe deu confiança. e ele será dissipado. 10 T om ai ju n ta m e n ­ te conselho.9-18 9 A lvoroça i-vos. e sereis quebran tados. Isaías deve ter sentido a oposição dos incrédulos e cínicos. mas isso não é tudo o que Ele tem planejado. perm itia freqüente­ mente que aqueles que foram conquistados se alistassem em seu exér­ cito e recuperassem algumas das suas próprias perdas no próximo lugar de conquista. na sua rebelião. que pode ser traduzido “por causa do Emanuel”. Emanuel é o Messias. ó p ovos. COMO DEUS ESTAVA COM ISRAEL 8. Deus iria atropelar o plano deles. 12 N ão cham eis co n ju ra çã o a tudo q u an to este p o v o cham a co n ­ ju r a çã o . Apenas um ser humano. e não tem ais o seu temor. Deus trará juízo sobre Judá.mas isso não se ajusta ao contexto. nós temos uma ligação entre 7. e ela não su b sis­ tirá. dizendo: No Velho Testamento. n em ta m p ou co vos assom breis. . incredulidade e desconfiança do SE N H O R . cin g i-v o s e sereis J e ito s em pedaços. portanto. o exército da Assíria seria eventualmente “quebrantado”. 11 P orque assim o SENHOR m e disse co m u m a jo r t e m ão e m e en sin o u que não an dasse p elo cam in h o deste povo.

o décimo-quarto ano do pleno reinado de Ezequias. 14 E ntão. Ele se tornará uma pedra de tropeço. alegria e comunhão com Ele.9). A mesma derrota pelas mãos da Assíria espera tanto Israel como Judá. um lugar santo reservado. que era a conspiração de Peca e Rezim. e enlaçados. Este não era o real perigo para Jerusalém. M as para aqueles que se recusam a confiar nEle. A advertência de Isaías contra a aliança com a Assíria. eram ambas consideradas traição. m a s serv irá de p ed ra de tropeço e de roch a de escân dalo às d u a s casas de Isra el. Senaqueribe des­ truiu todas as cidades de Judá. e cairão. a ele sa n tifica i. Para esses que ainda confiam nEle e respeitam a sua santidade. Eles deviam considerar o santo SE N H O R . Então em 701. Jerusa­ lém ficou presa como num beco sem saída pelos exércitos assírios sitiantes até que Deus a entregou. Isto im plica bên­ çãos de paz. e seja ele o vosso assom bro. ele v o s será sa n tu á rio. e presos. “M uitos dentre eles” provavelmente se refere tanto a Israel como Judá (v. Indubitavelmente. aos m o ra d o res de Jeru sa lém .13 Ao S enhor dos E xércitos. Os verbos aqui estão no plural e são endereçados a Isaías e aos discípulos que o escutavam. Acaz (2 Rs 18. durante o quarto ano do co-reinado de Ezequias com o seu pai. 13 E m u ito s d en tre eles tropeçarão. exceto Jerusalém (2 Rs 18. e ter o mesmo tipo de temor e respeito que reconhece o seu maravilhoso poder e que confessa e abandona pecado.13). os homens de Jerusalém estavam no . pelos partidários da guerra em Judá. e seja ele o vosso tem or.C. 14). Samaria caiu em 722 a. Deus será um refúgio. de laço e rede. Eles não deveriam temer ou apavorar-se com o que os incrédulos temiam. fa­ zendo-os cair. ou “conjuração”. e serã o q u ebran tados. e a sua advertência a Ezequias para não quebrar aquela aliança outrora feita.

com os fi lh o s que m e d eu o SENHOR. que esco n d e o rosto da casa de Ja có . Embora o S E N H O R esconda a sua face em desgosto “da casa de Jacó”. Eles foram dados pelo Senhor dos Exércitos para informar o povo de que a sua presença ainda era manifestada no templo “no monte de Sião”. ou instrução. M uito embora o SE N H O R estivesse descontente com Judá. Isaías declara então que confiará no SE N H O R para levar a cabo o seu plano.) Deus ainda podia cumprir as suas promessas. ( “monte Sião” aqui significa em Jerusalém. com o sin a is e m aravilh as em I sra el da p a rte do SENHOR dos E x ércitos. de Israel e Judá. Isaías irá olhar para além das circunstâncias presentes e colocar a sua confiança em Deus — honrando assim as promessas de libertação. Ele não tinha deixado o seu povo. Os discípulos de Isaías foram encarregados de preservá-los. e a ele agua rdarei. a Sião que Davi conquistara antes do templo ser construído no monte ao norte deste. O ato de ligar e selar também protegeria as profecias dos incrédulos que poderiam querer destruir os manuscri­ tos ou negar que Isaías os escreveu. 17E esperarei ao SENHOR. 16 Liga o testem u n ho e sela a lei en tre os m eu s discípulos. que habita no m o n te de Sião. não simplesmente na colina de Ofel.exército que enfrentou Senaqueribe e alguns deles foram mortos ou capturados. Hebreus . quer dizer. Ele não os deixou sem uma testemunha: Os nomes de Isaías e os dois filhos dele tinham significados simbólicos que continuariam lembrando as pessoas tanto da promessa de salvação como das advertências de juízos. O “testemunho” e a “lei”. são as profecias escritas e os ensinos que Deus deu a Isaías até aquele momento. Assim. Eles deviam ser amarrados e selados para indicar que os eventos já tinham prova­ do a sua veracidade. 18 E is-m e aqui.

I I). eis q u e h a verá a n gú stia e escu ridão. então. JUÍZO SOBRE 0 ESPIRITISMO 8. 4. e serã o en ten eb recid os com â n ­ sias e a rra sta d os p a ra a escu ridão. ---não reco rrerá u m p o v o ao seu D eu s? A f a v o r dos v iv o s in te rro g a r .22 21 E p a ssa rã o p ela terra d u ra m en te o p rim id o s efa m in to s . o espiritismo e outras abominações idólatras.13 cita a partir deste verso e o aplica a Jesus.ã o os m o rto s? A Lei de M oisés proibia consultar “médiuns e espíritas” (cf. Se tão-somente eles prestassem atenção às suas palavras da parte do Senhor eles iriam achar a verda­ deira luz. quando o juízo vier. As pessoas que rejeitam as profecias de Isaías vagarão pela noite do juízo de Deus. e será que. 20. é somente para aqueles que aceitam a palavra de Deus e rejeitam a superstição pagã. “A lei” (instrução) e “testemunho” novamente referem-se à profe­ cia e aos ensinos de Isaías (veja 5. . Lv 19. D t I8 . em vez de consultar a Deus.2. olhando p a ra cim a. a m a ld içoa rã o a o seu rei e ao seu D eu s. Contudo.6. n u n ca v erã o a alva. ten do f o m e e en fu recen d o -se. A “alva” ou alvorada. O cerco assírio trará fome. o qual traz um maior cumprimento das promessas de Deus. 20 A Lei e ao T estem un ho! Se eles não fa la r e m segu n d o esta p a la vra. eles não se arrependerão. Quão tolo seria “consultar os mortos em favor dos que vivem”.s e . olhando p a ra a terra. aqueles que eram provavelmente a favor dos assírios e assim rejeitavam as profecias de Isaías estavam pondo pressão crescente no povo para fazer justamente isso.19-22 19 Q u a n d o vos disserem : C o n su lta i os qu e têm esp íritos f a m i l i ­ a res e os adivinhos.24). 22 E. que ch ilreiam e m u rm u ra m en tre d e n tes .31. ou bênção futura. E devido a não terem confiado em Deus.

a G aliléia dos gen tios. ESPERANÇA PARA A GALILÉIA 9. além do Jord ã o. eles amaldiçoarão ao seu rei que não os defendeu e ao seu Deus que não os guardou deste juízo. e ane­ xou parte da planície de Sarom próxima do mar Mediterrâneo. virá um dia quando a escuridão será levantada das vidas do povo de Deus.C.1-5 1 M as a terra q u e f o i a n gu stiada não será en ten ebrecida. Ele também tomou Gileade. 5. n os p r im eiro s tem pos. TiglatePileser III fez destes territórios uma província assíria. seria honrada no futuro. n os ú ltim os. Em contraste com a escuridão mencionada em 8.1 5 0 do povo de Judá —um testemunho incontestável à certeza da palavra profética. levou os seus habitantes para o exílio e trouxe os povos de outras nações para habi­ tar ali. Iiles serão arrastados “para a escuridão” absoluta e para a melanco­ lia do exílio. Os registros de Senaqueribe reivindicam que foram levados como cativos 20 0 . Certamente isto significava também uma escuridão interior. Isto foi cumprido quando Jesus ministrou e escolheu os seus primeiros discípulos na Galiléia — a qual ainda era menosprezada pelo povo de Jerusalém. M as a Galiléia.29).24 O “caminho do m ar” era a rodovia que vinha do sudoeste. de Damasco abaixo através Galiléia e depois para o mar M editerrâneo e costa abaixo em direção ao Egito.23 Quando olham para a terra (a marca da sua bênção) e os elementos materiais nos quais confiaram. a terra de Z eb u lom e a terra de N cfta li. onde o juízo de Deus primeiro humilhou o seu povo nos dias de Isaías. (2 Rs 15. .22. eles verão somente desesperada “angústia e escuridão”. no outro lado do Jordão. Ele en vileceu . os quais ficam situados entre o mar da Galiléia e o mar M editerrâneo. tinham sofrido grandemente por causa das invasões assírias de 734 a 732 a. a en ob receu ju n to ao ca m in h o do m ar. m as. Os território de Zebulom e N aftali.Ao invés disso.

Semelhantemente. e so b re os q u e h a b ita va m n a regiã o da so m b ra da m o rte resp la n d eceu a luz. Não haverá mais nenhum desejo para a guerra.) veria “uma grande luz”. . 49. P orque tu quebraste o ju g o que pesava sobre ele. a nação será aumen­ tada. O s uniformes e equipamentos militares que derramaram sangue na guerra serão postos de lado e queimados. Galiléia. serv irã o de p a sto ao fo g o . prosperidade.C. todos se a legra rã o p era n te ti.6).6. não pelo número ou habilidade do povo. co m o se a legra m na ceifa e co m o ex u ltam q u an do se rep a rtem os despojos. 2).2 -2 5). 5 P orque toda a a rm a d u ra daqueles qu e p eleja va m co m ru íd o e as v estes qu e rola va m n o sa n gu e serã o queim adas. Jesus traria a luz da salvação aos gentios (Is 42. Deus deu a Gideão a vitória depois de reduzir o exér­ cito dele de trinta e dois m il para trezentos homens (Jz 7. Alegria. a presente libertação do “opressor” deles tam ­ bém será executada pelo S E N H O R . O “dia dos m idianitas” refere-se ao dia da derrota dos midianitas por Gideão. a parte mais em trevas da terra —cujo futuro parecia o mais sombrio quando Isaías transmitiu esta profecia (aproximada­ mente 733— 2 a.25 H á uma conexão 73 óbvia entre este versículo e o “Filho” do versículo 6. pois a vitória do SeN H O R sobre o pecado e seus conflitos será completa. 3 Tu m u ltip lica ste este p o v o e a a legria lhe a u m en ta ste. a vara que lhe fe r ia os om bros e o cetro do seu opressor com o no dia dos midianitas. vitória.26 e paz virão porque “resplande­ ceu a luz” (v.2 O p o v o q u e a n dava em trev a s v iu u m a g r a n d e luz. Em contraste com o pequeno remanescente.

aquEle que traz a verdadeira paz —a qual inclui salvação.6. “U m filho” referese de volta a 7.6. O governo estando “sobre os seus ombros” significa que Ele será rei. onde o Verbo vivo é aquEle por intermédio de quem Deus fez tudo o que foi feito (cf.14.7 6 P orq u e u m m en in o n o s n a sceu . e o p rin cip a d o está so h re os seu s om b ros.27). D eu s Forte. Porém.I 6 ).11. Isaías usa a mesma frase em 10. “Autor”] da Eternidade [ou. 0 PRÍNCIPE DA PAZ 9. Isto também fala de seu cuidado fiel e amoroso. M as Ele virá em primeiro lugar ao remanescente de Isra­ el. integridade. Este Filho é um ser divino. e significa que Ele será uma maravilha sobrenatural (cf. u m f i l h o se n o s d eu .27 Alguns críticos desejam interpretar “Deus Forte” como um “he­ rói divino” ou “piedoso”. Ele virá a nós como um menino. “Pai da Eternidade” poderia ser traduzido “Pai [ou. P r ín cip e da Paz.3. também Hb 1. “M aravilhoso” é um substantivo. harmonia. e o seu n o m e será M a ra ­ vilh oso. “M a­ ravilhoso” e “Conselheiro” não são colocados juntos por eruditos hebreus antigos.2). C on selh eiro. o qual passou pelas trevas e que será redimido. e bemestar —uma paz que Jesus dá agora (Jo 14. Emanuel. A realeza era simboli­ zada por um cetro sobre o ombro do rei. U m conse­ lheiro era uma pessoa com uma determinada sabedoria dada por Deus. Os nomes dados indicam as características essenciais dele. que é perpétuo. Jesus insinua que Ele é o “Conselheiro” quando chama o Espírito Santo de “outro” Conselheiro (Jo I4 . . Ele também é o “Príncipe da Paz”.18). e uma paz que estará completamente em efeito no M ilênio. Jz 13. O Messias acabará com opressão e a injustiça. Isto se ajusta com João 1. Êx 15 . “Deus conosco”. P ai da E tern idade. bênção. “do Universo”].21 de um modo tal que isso só pode se referir a Deus.

Qual é o significado do nome Maer-Salal-Hás-Baz? 6. Por que o povo acusou Isaías de conspiração e traição? 7..32. n ã o ha verá f i m . pa ra o f i r m a r e o fo r t i f ic a r em ju íz o e em ju stiça . O que manteria os discípulos de Isaías fiéis a Deus? . desd e agora e p a ra sem p re.. O reino reflete o caráter do Filho. Lc 1. a Nova Jerusalém. sua eterna capital. O “zelo do S e n h o r ” é a poderosa expressão do amor e determi­ nação que fazem parte da sua natureza —uma determinação para cumprir as suas promessas e alianças. N ada será capaz de impedi-lo.7 D o in crem en to deste p rin cip a d o e da paz. cf. Devido a Ele ser o Rei divino. determinado no versículo 6. Qual seria o resultado de Deus usar a Assíria para trazer juízo? 5. porque Ele é o Senhor dos Exércitos com todo o poder e com os exércitos do céu ao seu comando. QUESTÕES DE ESTUDO 1. E verdade que Satanás será libertado por pouco tempo após o M ilê­ nio (Ap 20. Em que base podemos aplicar o sinal do filho nascido de uma virgem a Jesus? 4.33).7— 10). sob re o tron o de D a v i e n o seu reino. cumprindo a aliança que dá o trono à linhagem de Davi para sempre (2 Sm 7. O governo do Filho será estabelecido “sobre o trono de Davi”. Por que Acaz recusou-se a pedir um sinal? 3. o zelo do SENHOR dos E x ércitos f a r á isto. “não haverá fim” ao seu governo e paz. mas ele não poderá subverter o reino do Senhor — este continuará nos novos céus e na nova terra. para sempre”). Uma vez que o Filho vem reinar como o Rei desejado e legítimo.13. Para que propósito Isaías levou Sear-Jasube com ele para se en­ contrar com Acaz? 2. Ele manterá o seu reino para sempre com justiça e retidão divinas ( “em juízo e em justiça.12.

Isaiah 1-12. Ver John H .: Presbyterian & Reform ed. The Validity o f the Virgin Birth (G rand R apids: Zondervan Publishing House. 8 M otyer. ele teria usado o term o na’arah (o qual a R S V traduz em outro lugar como “m ulher jovem”).: InterVarsity Press. 5 H indson. 108. 24. V eja H . 84. Isaiah’s Immanuel. 4 H arry Bultema. 1 9 9 3 ).6 e como eles são cumpridos em Jesus? CITAÇÕES 1 Por incrível que pareça. 1 9 7 8 ). 82. 1 9 8 7 ). 3 Para um a lista de com entários sustentando este ponto de vista. 123. H ayes e S tu a rt A. H indson. M ateus também usa parthenos e especificamente declara: “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta” (1 . 30. 7 Desde que Rezim e Peca estavam pretendendo substituir a fam ília davídica com o filho deTabeal. Irvine. Isaíah’s Immanuel. Qual é o significado de cada um dos nomes dados ao Filho em Isaías 9. Bultem a mostra que por incredu­ lidade. 1 9 6 3 ). Alec M otyer. trans. . ver Edward E. Isto também é verdade a respeito da literatura não bíblica. com sua prom es­ sa conduzindo ao M essias que faria eterno o trono de Davi. 1 3 5-3 6. Como o “Porque” no início de Isaías 9. alguns entendem isto como sendo um encoraja­ m ento p ara A caz. 85. Commentary on Isaiah. 9 A Septuaginta traduz o hebraico ‘almah o grego parthenos. 10 Se Isaías tivesse querido dizer “m ulher jovem” (R S V ). 3 9 -4 0 . N. 11 Hayes e Irvine. Isaiah. 19 81 ). IsaiaVs Immanuel (Phillipsburg. 23.6 é relacionado aos versos precedentes? 9. Cornelius Lambregtse (G rand R apids: Kregel Publications. 100. que significa “vir­ gem ”. 6 J. Acaz “perdeu um sinal im ediato”.8.J. The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove.2 2 ). 111. Prophecy o f Isaiah. Kaiser. H indson. a A liança D avídica estava em vista. Isaiah: The Eighth-Century Prophet (N ashville: A bingdon Press. 2 O. H anke.

N. 15 W ille m A. (C hicago: U niversity o f Chicago Press. H ershel Shanks (Englewood C liffs. 7 a 11 m ostram “um a tensão entre o im ediato e o rem oto”. 20 Alguns entendem o hebraico como significando um a grande placa para ser escrita sobre ela com um estilete e erigida como um outdoor. 131. 18 M otyer m ostra que os caps. W olf.2. Prophecy o f Isaiah. A cadem ie Books. 129. 13 A sugestão de R oth de que “virgem” está “se referindo possivelmente à virgem -que-ainda-seria-rainha do rei A caz” de form a que Emanuel é “o futuro rei Ezequias” não corresponde ao período bíblico (cf. 19 24 ). 19 Isto foi cum prido em 701 a. H in d so n m o stra que o nom e de M aer-Salal-H ás-B az “expressa juízo” em lugar da bênção im plícita no nome Emanuel. V anG em eren. Isaiah (A tlanta: John Knox Press. P orém . The Annals o f Sennacherih (C hicago: U niversity o f Chicago Press. 19 88 ). 87. 7 . W o lf sugere que “M aer-Salal-H ás-B az” (Veja Is 8 . H erbert M .12 H orn diz “cerca de 7 2 9 a. M otyer acrescenta: “A promessa aguardava o seu tempo. 2 vols. quando Senaqueribe. M otyer. Interpreting the Propbetic Word (G ran d R ap id s: Zondervan Publishing House. 48. 14 Para mais discussões a respeito da identidade da virgem. 1 9 8 5 ). Interpreting Isaiah (G rand Rapids: Zondervan Publishing H ouse.1 ) pode ter sido referido ao “Em anuel” como uma repreensão para Acaz.1 1 — 2 e 1 1 . 2:1 2 0 . pois antes do seu nascim ento Judá e Israel serão espalhados e precisarão ser reunidos”. idem. mas que o Novo Testamento o aplica em um sentido m ais c o m p leto a Jesu s. 18 .” Siegfried H . Esta é uma prova adicional de que Ezequias não é tido como “Em anuel”. 8 . Academ ie Books.2). “T h e Divided M onarchy”. Veja D an iel D avid Luckenbill. 9 0 -9 2 . 19 88 ). 2 6 0 . 4 2 -4 4 .J.1 4 — aponta para “a ameaça im ediata”. o saque está acelerando”.C. veja H indson. H orn. . ed.1 5 0 pessoas cativas de Judá. 21 Eu tomo estas palavras como imperativos. 16 Ibid. 19 90 ). Alguns as entendem como particípios e as traduzem como “a pilhagem está se apressando. 12 — 16 2 13 apontam para “o futuro sem data. levou 2 0 0 . lsaiah’s Immanuel. H indson.: Prentice-H all. Isaiah’s Immanuel. de acordo com os seus registros. em Ancient Israel. 17 Cf. 46.C. Ancient Records o f Assyria and Babylonia. W olfgang Roth. mas a ameaça era im ediata”. 33 . 1 9 2 6 -2 7 ). 2 R s 16.

Algu­ mas declarações parecem se referir ao passado. allon. rev. ''' A pilhagem só poderia ser dividida depois de um a vitória. ed.2 0 3 . e toda a nação breve verá isto acontecer. 51.rank D. E fraim e os m o ra d o res de S am aria.4 As quatro seções desta profecia tratam dos pecados de Israel e cada uma é seguida por um refrão que confirma a necessidade de um juízo adicional. “um outro do mesmo tip o ”. 2 0 2 .1 4 . m a s com ca n ta ria to rn a rem o s a ed ifica r. W idyapranaw a.8-10. em Teologia Sistemática. em soberba e a ltivez de coração. Deus já tinha trazido juízo sobre o seu povo. al­ guns eventos no passado refletem o que está por vir no futuro. M acchia. O povo de Efraim (Israel) e a principal cidade de .I. 9JE todo este p o v o o saberá. !J Gk. (R io de Janeiro. e ela ca iu em Israel. 19 96 ). Deus proferiu a sua mensagem de juízo vindouro por Amós e Oséias. The Lord is Savior: Faitb in National Crisis (G rand R apids: W m . ed. 1 Alguns consideram esta passagem “uma continuação do sinal do Emanuel (Is 7 . como também por Miquéias e Isaías. 19 90 ). Stanley M . C. JUÍZO SOBRE 0 ORGULHO E A AUTO-SUFICIÊNCIA 9. dizem : 10 O s ladrilhos caíram . co rta ra m -se as f i g u e i ­ ra s bravas. de modo que há lições também para eles. I.8 )”. S. 8 . As mesmas condições também eram prevalecentes em Judá. “Os Seres Espirituais Criados”. porém mais ainda está por vir. outras ao futuro. B. ' O hebraico pode também significar que eles am aldiçoarão a própria situa­ ção deles pelo seu rei e o pelo seu Deus. m a s p o r ced ros as su b stitu irem os. indicando a certeza de cumprimento. H orton.8-12 8 O S en hor en v io u u m a p a la vra a Ja có . Quatro Razões para a Ira de Deus 9. H . “V iu” é o profético perfeito hebraico. RJ: CPAD. que. Eerdmans.

que um terremoto ou a batida de aríetes do inimigo poderiam derrubar. este p o v o n ã o se v o lto u p a r a q u em o f e r i a .Samaria dizem com “soberba e altivez de coração” que o juízo de Deus não os humilhará. Tijolos de barro e vigas de sicômoro eram materiais de constru­ ção ordinários. Juízos anteriores não fizeram o povo retornar ao SE N H O R em ar­ rependimento ou buscar a Ele e à sua vontade. Eles não devem pensar que devido ao fato de terem se recuperado de juízos passados podem fazer como lhes apraz no futuro. especialmente durante o tempo do fraco rei Menaém que morreu em 742 a. No seu orgulho o povo pensava que poderia re­ construir até melhor sem Deus. pronto a golpear o desafiante Israel com julgamentos adicionais. JUÍZO SOBRE UM POVO EXTRAVIADO 9.4). o S enhor su scitará con tra ele os adversários de Rezim. Este orgulho e auto-suficiência é a primeira razão para a ira de Deus. Eles usariam pedras esquadrejadas ( “cantaria”) e vigas de cedro. 17. A menção de “Pela frente virão os siros” (ou arameus) e os filisteus provavelmente se refere a invasões anteriores. e in stiga rá os seu s inim igos.C. e d evora rã o a Isra el co m a boca escan cara da. A mão de Deus “ainda está estendida” (um refrão que aparecerá mais quatro vezes: vv. 21 e 10. como as dos palácios dos reis.I2. M as estes juízos no passado não satisfizeram a ira de Deus. e p o r detrás. n em b u s co u ao SENHOR d os E x ércitos. Repetidas vezes Deus .13-17 13 C o n tu d o . 2. desta vez usando a Assíria. Ainda desafiando a Deus. m a s ain d a está esten~ dida a su a m ão. 12 P ela f r e n t e v irã o os siros. e n em co m tu d o isto se ap artou a su a ira. Os “adversários de Rezim ” são os assírios. o sfilisteu s. 11 Portanto. eles dizem que se edificarão novamente.

abanando para tentar agradar o povo. Portanto. Os falsos pro­ fetas também pensavam que faziam parte da cabeça. ‘fração’. Ele trará juízo súbito. e os que p o r eles são g u ia d o s sã o devorados. mas o povo perma­ neceu rebelde —a segunda razão para a ira de Deus. Eles serão destruídos “num mesmo dia”. é a divisão dum assunto em partes distintas]. n u m m esm o dia. por outro lado. Os líderes enganavam o povo. Os próprios falsos profetas aparentemente tinham se tornado políticos em busca de dinheiro e popularidade. Ele foi paciente. e toda boca p r o fere doidices. Os líderes —referidos aqui como “cabeça e a cauda. e não se co m p a d ecerá dos seu s ó -fã o s e das su a s viú va s.) 16 P orque os g u ia s deste p o v o são en ga nad ores. a atitude do Senhor . (Isaías usava freqüentemente um dispositivo literário chamado merisma [N ota do Tradutor: Do Gr. eles enganavam os líderes com as suas men­ tiras. e o p ro feta q u e en sin a a fa ls id a d e é a ca u d a . p o rq u e todos eles são hip ócrita s e m alfazejos.cíiamou o povo a se arrepender. 17 P elo qu e o SENHOR não se regoz i­ ja r á com os seu s jo v e n s. 14 P elo que o Senhor co rta rá de Isra el a cabeça e a cauda. influenciando o povo. possivelmente na queda de Samaria em 72 2 a. o ramo e o junco” —são responsáveis pelo povo não buscar o SE N H O R . 15 ( O a n ciã o e o v a rã o de respeito são a cabeça. C om tudo isto não se ap artou a su a ira.C. o junco. o ra m o e o ju n co . expressan­ do uma gama inteira listando simplesmente o máximo e mínimo. Os governantes são “a cabeça”. crescia nos lugares baixios e pantanosos. mérisma. M as eles são apenas “a cauda”. que por seu turno se desviava dos caminhos do Senhor ( “são devorados”).) O tempo virá quando Deus já não tolerará a rebelião. m a s ain da está esten d id a a su a m ão. Juntos eles simbolizam que os líderes grandes e peque­ nos seriam derrubados. Eles deveriam ter estado equipando a liderança com a Palavra de Deus. Ao invés disso. Os ramos da palma cresciam nos altos. ‘por­ ção’.

e am bos eles serã o con tra Ju d á . m a s ain da está esten d id a a su a m ão. a terra estará um caos. ela se ateará no em a ran had o da flo r e s ta . A dissensão tribal acontece- . ain da se não fa r ta r á . 20 Se co r ta r da banda d ir e it a a in d a terá fo m e . Esta é a terceira razão para a ira de Deus. Normalmente.I8 -2 I . A IMPIEDADE QUE CONSOME POR CAUSA DA IRA DE DEUS 9. Deus é o de­ fensor para os órfãos e viúvas. ela devora as sa rça s e os espin h eiros. As pessoas jovens deveriam ter sido uma alegria ao Senhor. sim . falando a mesma linguagem vil. A santa ira de Deus será outra chama que “escurecerá” a terra. a terra se escu recerá . cada u m co m erá a ca rn e de seu braço. To­ das as pessoas são culpadas. eles destruirão um ao outro. C om tu d o isto não se ap artou a su a ira. se co m er da banda esquerda. n in gu ém p o u p a rá ao seu irm ão. Eles destruirão até mesmo os seus próprios parentes. Aqueles que destroem um ao outro não estarão satisfeitos ( “não se fartará”). em vez de ajudarem um ao outro. Esta guerra civil se estendeu para além do reino norte de Israel a um desu­ mano ataque sobre Judá. e. vivendo como se Ele não existisse. com a impiedade se espalhando como um fogo de floresta e destru­ indo o país. mas até mesmo estes são tão descrentes e ímpios quanto o resto do povo. e será o p ovo co m o p a sto do f o g o . A mão de juízo de Deus “ainda está esten­ dida” para trazer mais juízo sobre esse povo degenerado! 3. mas eles também estão pecando e desagradando a Deus. e E fraim a M anassés. Deus usará o pró­ prio povo como instrumento da sua ira contra eles: N a sua maldade. Com os líderes levados embora no juízo. Todos os rastros de amor fraterno serão extintos.s P orque a im pieda de lavra co m o u m fo g o . 19 P o r cau sa da ira do S enhor dos E x ércitos. e su b irã o ao alto espessas n u v en s de fu m a ç a .mudará em relação a eles. 21 M an a ssés a E fraim .

3 M as que f a r e i s v ó s ou tros no dia da visita çã o e da assolação qu e há de v i r de lo n ge? A qu em reco rrereis p a ra ob ter so co rro e on d e d eix a r eis a vossa g ló ria . e p a ra rou b a rem os ó -fã o s! U m ai é pronunciado sobre os legisladores que tornam a opressão legal e fácil. Os governantes pensam que eles têm a Lei do seu lado. os oprimidos. Esta injustiça contradizia a Lei de Moisés. Esta corrupção nos tribunais legais é a quarta razão para a ira de Deus. 4.rá até mesmo entre as tribos de José. que obtiveram o direito hereditá­ rio da parte de Jacó e deveriam estar desfrutado a bênção de Abraão.. e quem os ajudará então? Será muito tarde para buscar o Senhor. a ira de Deus ainda arde e a sua “mão ainda está estendida” para trazer mais juízo. 2 P ara p reju d ica rem os p o b res em ju íz o . como o fizeram durante a guerra siro-efraimita. ou estarão “entre os mortos”. m a s ain d a está esten d id a a su a m ão. O que farão eles quando o dia vier e Deus retribuir com juízo adicional? Eles estarão muito fracos para se levantarem contra Ele. há de vir de longe” (da Assíria). AIS AOS GOVERNANTES INJUSTOS 10. Novamente. Eles se unirão apenas para se voltarem contra o reino sulista de Judá. e as riquezas que eles ganharam a partir de práticas ímpias não os ajudarão. as viúvas. e dos escriv ã es qu e escrevem p erversid a d es. e especialmente às viúvas e órfãos (D t 14. mas Isaías os desafia.1-4 1 A i dos que d ecreta m leis injustas. e p a ra arreb atarem o direito dos a flitos do m eu p ovo. e pa ra despojarem as viú vas.29). Eles são extorsionários que fazem as suas vítimas entre os pobres. eles ou serão torturados cativos. ao fraco. e os órfãos. 4 sem q u e cada u m se abata en tre os p reso s e caia en tre os m o rto s? C om tu d o isto a su a ira não se apartou. a qual fazia provisão ao pobre. Ao invés disso. .. Este será um dia quando a “assolação.

e o pon ha p a ra ser p isa do aos pés. Que juízo o Senhor promete a Israel e quais são as razões para a sua ira? 2.5— 11 5Ai da A ssíria.1.5 -I9 a. o qual se tornou uma nação hipócrita e perversa. Eles não terão nenhuma misericórdia enquanto pisoteiam o povo e se apoderam de suas posses. Quais são as razões para o ai em 10. A indignação de Deus é representada pelo bordão nas mãos da Assíria.A VARA DE DEUS I0 . no seu coração. Assíria É Usada Sem Saber 10.QUESTÕES DE ESTUDO 1. Deus está enviando os assírios contra o seu próprio povo. 6 E n v iá -la -ei contra u m a nação hipócrita e con tra o p o vo do m eu f u r o r lhe darei ordem . O propósito deles é invadir e . ASSÍRIA .3). 7 a in d a qu e ele não cu id e assim . a va ra da m in h a ira ! P orque a m in h a in d ign a ­ çã o é co m o bordão nas su a s m ãos. in ten ta d estru ir e d esa rra iga r não p o u ca s nações.5-34 I.1— 4? D. Agora um ai é pronunciado sobre os assírios — a ferram enta que Deus está usando para trazer juízo sobre o seu próprio povo. p a ra que lhe roube a presa. nem o seu cora çã o assim o im a gin e. A Assíria não atentará ao fato de que ela é o agente de Deus que traz o juízo dEle sobre Israel e Judá. Os assírios cumprirão o signi­ ficado de Maer-Salal-Hás-Baz (veja 8. e lhe tom e o despojo. Assíria É Usada e Julgada 10. com o a lam a das ruas. antes.

.íssimilar as nações ao Império Assírio, com o plano para dominar o inundo.
s P orque diz: N ão são m eu s p rín cip es todos eles reis?

O auto-exaltado orgulho da Assíria é tão grande que declara to­ dos os seus oficiais do exército como sendo reis no seu próprio direilo. Eles pensam que são invencíveis. 9 N ão é C a ln o co m o C arq u em is? N ão é M am ate com o A rpade? E S a m a r ia co m o D a m a sco ? O rei assírio gabava-se a respeito de suas conquistas. Por volta de 717 a.C., as principais cidades na Ásia M enor ocidental tinham sido conquistadas pela Assíria. Carquemis, no rio Eufrates, uma antiga capital do Império H itita, foi conquistada por Sargão II em 717. Calno, localizada aproximadamente a oitenta e oito quilômetros ao sudoeste, foi conquistada porTiglate-Pileser III em 738 a.C. Arpade estava apenas a cerca de 10 quilômetros a noroeste de Calno, próxi­ ma da moderna Alepo. Hamate estava nas proximidades do rio Orontes. Damasco foi conquistada e destruída em 732. Samaria foi tomada e destruída em 72 2 por Salmaneser V (embora seu filho, Sargão II, depois tivesse tentado levar o crédito). Parecia como se nada pudesse parar a Assíria.
10A m inha m ão a lca n çou os rein o s dos ídolos, ain da qu e as su as im agen s de escu ltu ra eram m elh ores do qu e as de J eru sa lém e do qu e as d e S am aria.

Os reis da Assíria se exaltavam sobre os deuses dos países que eles conquistavam, e até mesmo sobre os seus próprios deuses. U m título que os governantes assírios tomavam para si próprios era “R ei do Universo”. Desse modo, o rei assírio acreditava que o seu poder tinha “se apoderado dos reinos dos ídolos”, deuses que ti­ nham o dever de ser os patronos e protetores dos países que eles tinham subjugado.

Os reinos pagãos faziam freqüentemente grandes ídolos de ouro e prata. O rei assírio sabe que há ídolos em Jerusalém e Samaria — ainda que Deus os tivesse proibido —mas os ídolos deles não são as bonitas e ornadas imagens dos outros países que a Assíria conquista­ ra. Os assírios falam deles com desprezo. Depois, quando Senaqueribe destruiu Babilônia, ele determinou a seus soldados que esmagassem os ídolos de Babilônia. As duas exceções foram as imagens de Bel e Nebo, as quais ele levou para N ínive.1
11 P orven tu ra , co m o f i z a S am aria e aos seu s ídolos, n ã o o f a r i a igu a lm en te a J eru sa lém e aos seu s íd olos?

O fato de que Samaria já tinha sido conquistada data esta profe­ cia depois de 7 2 2 a.C. Os “ídolos” de Samaria (Heb. ‘elilim, signifi­ cando “nadas”, “nulidades”, “inúteis”) tinham sido destruídos. As imagens de Jerusalém (Heb. ’a tsa b b i “ídolos ofensivos”) mereceram o mesmo tipo de juízo. Os assírios presumiram corretamente que na­ quele momento a maior parte do povo de Jerusalém estava confiando em imagens para protegê-los. Os assírios acreditavam que os seus próprios ídolos eram mais poderosos que os ídolos das outras na­ ções. Eles também pensavam que os seus ídolos eram maiores que o Senhor, o único Deus verdadeiro. b. Deus Punirá a Assíria no Devido Tempo 10.12— 19
12 P o r isso, a co n tecerá que, havendo o Senhor acabado toda a su a obra no m o n te Sião e em J eru sa lém , então, visita rei o f r u t o do a rro ga n te cora ção do rei da A ssíria e a p o m p a da a ltivez dos seu s olhos.

Embora Deus estivesse usando a Assíria, quando a obra do juízo de Deus sobre Judá estiver “acabado” (quebrado como a linha de um tecedor), o orgulho do rei de Assíria será castigado. Ele descobrirá então que não estava lidando com ídolos ou imagens esculpidas, mas com o Deus poderoso do céu e da terra.

13 P orquanto disse: C om a f o r ç a da m in h a m ã o f o z isto e com a m in h a sa bedoria, p o rq u e sou inteligente; eu rem o v i os lim ites dos p o v o s; e ro u b ei os seu s tesou ros; e, com o valente, abati aos que se sen ta va m sobre tronos. 14E achou a m in h a m ã o as riquezas dos p o v o s com o a u m nin ho; e, com o se a ju n ta m os ovos a b a n d on a ­ dos, assim eu a ju n tei toda a terra; e não h ou ve qu em m ovesse a asa, ou a b risse a boca, ou m u rm u ra sse.

O rei assírio atribuía suas conquistas e saques ao seu próprio poder c sabedoria, não reconhecendo a soberania de Deus. Ele fundia outras nações no Império Assírio. Isto era tão fácil quanto roubar ovos de um ninho abandonado. Note a maneira orgulhosa das expressões ' [eu] liz” e “minha” nestes versículos. “Valente” (no original, “poderoso”) é um termo usado pelos hebreus relativo a Deus (1.24) e pelo rei assírio a respeito dos seus deuses. O rei assírio reivindicava estar agindo como um deus poderoso na sua conquista de outros reis.
ls P orven tu ra , g lo r ia r - s e - á o m ach ado co n tra o qu e corta com ele? O u p r esu m irá a serra con tra o qu e p u x a p o r ela ? C o m o se o bordão m ov esse a os q u e o levan tam ou a va ra levan tasse o que não é u m p ed a ço de m a d eira !

A tolice da jactância do rei assírio é comparada a um “machado” ou uma “serra” gloriando-se contra aquele que os usa, ou a um “bor­ dão” (um cetro) tentando manipular aquele que o ergue, ou uma “vara” que tenta balançar uma pessoa viva “que não é um pedaço de madeira”. O ponto principal é que o Senhor é o Agente vivo e a Assíria é apenas o bastão que Ele está usando. A Assíria está debaixo do controle de Deus, muito embora eles não saibam disto. Deus pode usar qualquer um para realizar o seu plano.
16 Pelo que o SENHOR, o SENHOR dos E xércitos, f a r á d efin h a r os que en tre eles são g o rd o s, e, debaix o da su a gló ria , ateará u m incêndio, com o in cên d io de fo g o . 17 P orque a L uz de I sra el v irá a s e r com o f o g o e o seu Santo, co m o labareda, que abrase e co n su m a os seu s espin h eiros e as su a s sa rça s em u m dia.

“Pelo que”, devido às suas reivindicações exaltando a si próprios como deuses, Deus julgará a Assíria. O título de “o S e n h o r dos Exér­ citos” enfatiza novamente o seu poder e controle. Os soldados assírios eram saudáveis e fortes, mas o juízo de Deus sobre eles é comparado a uma doença que faz definhar e a um fogo que consome espinheiros e sarças. “Em um dia” indica um único dia no qual eles serão consumi­ dos, é provavelmente uma profecia a respeito do juízo trazido pelo anjo que executou 185.000 homens do exército de Senaqueribe (Is 37.36).
T a m b ém c o n s u m i r á a g l ó r i a d a s u a f l o r e s t a e d o s e u ca m p o f é r t i l , d e s d e a a lm a a té a o c o r p o ; e s e r á c o m o q u a n d o d e s m a ia o p o r t a - b a n d e ir a . 19 E o r e s t o d a s á r v o r e s d a s u a f l o r e s t a s e r á tã o p o u c o , q u e u m m e n in o a s p o d e r á co n ta r.

O exército assírio é comparado a uma floresta carbonizada e a um homem doente; tão poucas árvores são deixadas que até uma criança as poderia contar. Isto teve ao menos um cumprimento preliminar na morte dos 185.000, e um cumprimento mais completo quando Nínive foi destruída em 612 a.C. Finalmente, o cumprimento definitivo foi por ocasião do fim do Império assírio em 609.
2. ESPERANÇA PARA 0 REMANESCENTE DE ISRAEL 10.20-34

a. Um Remanescente Retorna ao Deus Forte 10.20— 23
20E a co n tecer á , n a q u ele d ia , q u e o s r e s íd u o s d e I s r a e l e o s es ca p a ­ d o s d a ca sa d e J a c ó n u n c a m a is se e s tr ib a r ã o so b r e o q u e o s f e r i u ; a n tes, s e es tr ib a r ã o s o b r e o SENHOR,
o

S a n to d e Isra el, em v erd a d e.

“Naquele dia” geralmente significa o Dia do S e n h o r . M as a indi­ cação de se estribar “sobre o que os feriu” parece referir-se ao tratado que Acaz fez com a Assíria. Depois da Assíria trazer o juízo de Deus sobre Israel e a Assíria, por sua vez, também é julgada, um remanes­ cente (ou resíduo) justo terá esperança em Deus.

21 O s resíduos se converterão, sim , os resíduos de Jacó, ao D eu s fo rte.

“Os resíduos se converterão” (Heb. sh'’aryashu v) é o nome do pri­ meiro filho de Isaías (7 .3). O remanescente inclui aqueles deixados depois da invasão de Senaqueribe de 701 a.C. O retorno não é do exílio ou cativeiro, mas do pecado e da rebelião “ao Deus forte” (Heb. ‘elgibbor), um dos nomes do Messias (Is 9.6). O remanescente é com­ posto daqueles que responderam a Isaías e ao rei Ezequias e tomaram uma posição de fé quando Deus curou a Ezequias e lhe deu mais quinze anos de vida (Is 38.5,6,21). 22 P orque ain da qu e o teu povo, ó Isra el, seja com o a a reia do m a r ; só u m resto dele se co n v erterá ; u m a d estru içã o está deter­ m inada, tra n sb ordan do de ju stiça . 23 P orque d eterm in a d a j á a destru ição, o S en hor JEOV Á dos E x ércitos a ex ecu ta rá n o m eio de toda esta terra. Esta profecia foi proferida enquanto os líderes e o povo ainda estavam se rebelando contra Deus, provavelmente antes da queda de Samaria em 722 a.C. Assim, é enfatizado novamente que o juízo será severo. Deus já tinha decretado juízo transbordando de justiça. A nação será terrivelmente reduzida em números e “só um resto... se converterá”. A redução em número deve referir-se ao grande número levado ao exílio pelos assírios. No versículo 22, o retorno pode in­ cluir aqueles que voltaram desse exílio. Será um juízo bem-merecido e justo, sobre “toda esta terra”. b. O Jugo da Assíria É Quebrado 10.24— 7 2
24 P elo que assim d iz o S en hor J e o v á dos E x ércitos: N ão temas, p o v o m eu , qu e habitas em Sião, a A ssíria, qu an do te f e r i r com a va ra e con tra ti lev a n ta r o seu bordão, à m a n eira dos egípcios; 25 p o rq u e daqui a bem p o u co se cu m p rirá a m in h a in d ign a çã o e a m in h a ira, p a ra os con su m ir.

O Senhor agora oferece uma afirmação reiterada de que o seu juízo contra os assírios entrará em vigor. O povo de Sião (Jerusalém)

tem que deixar de ficar com medo da Assíria, ainda que esta o ameace como o Egito o ameaçou (Êx 1.8— 10). O uso que Deus faz da Assíria é apenas temporário, pois a sua ira contra Sião terminará em breve. O seu propósito é provocar a sua purificação. Depois o seu juízo se voltará contra o Império Assírio e provocará a destruição deste.
26 Porque o SENHOR dos E xércitos suscitará contra ele u m fla gelo, com o a m atança de M id iã ju n to à rocha de O rebe e com o a sua vara sobre o mar, que contra ele se levantará, com o sucedeu aos egípcios.

Da mesma m aneira que Deus deu a vitória contra M idiã, e como Deus fez M oisés levantar a sua vara sobre o mar Vermelho para prover um caminho (Ex 14.16,19— 2 ), e como o S e n h o r também 2 lutou por eles (Ex 14.14), assim Ele trará o seu juízo sobre a Assíria. A referência à “rocha de Orebe” pode aludir ao escape de Orebe do campo de batalha, mas morrendo apesar disso, da mesma maneira que Senaqueribe escaparia do juízo do anjo da m orte sobre os 1 8 5 .0 0 0 , m as seria assassin ad o d ep ois de v o ltar p ara casa (3 7 .3 7 ,3 8 ). 27 E a co n tecerá naqu ele dia, qu e a su a carga será tirada do teu om bro, e o seu ju g o , do teu p escoço; e o ju g o será despedaçado p o r cau sa da unção. A carga e o jugo que a Assíria colocou sobre ombros e pescoço de Sião serão tirados pelo S E N H O R . A últim a frase, literalm ente, “o jugo será lançado fora [destruído] por causa do azeite de oliva”, tem sido interpretada de vários modos. Alguns interpretam o óleo como se referindo ao orgulho assírio, de forma que quando o juízo de Deus vier sobre esse orgulho, o jugo assírio sobre Sião será lan­ çado fora. Outros entendem o óleo como significando o povo bem alimentado e assim referir-se a Sião se tornando tão gorda ( “por causa da gordura” —A R A ), ou próspero, que eles despedaçam o jugo. Ainda outros intérpretes sugerem que o óleo refere-se ao

l lugido, o M essias; ou, desde que o óleo era usado para ungir sa­ cerdotes, reis e profetas, estes intérpretes se referem a este como a KJV (Versão King James) o faz, para a unção em si (quer dizer, a unção dada pelo Espírito Santo). O utra interpretação vê o óleo como um elemento preservador, pois Jerusalém foi preservada da destruição assíria. c. O Avanço Assírio 10.28— 32 28 J á vem ch egando a Aiate, j á v a i p a ssa n d o p o r M igrom e, em M icm ás, lança a su a bagagem . 29J á vã o passan do>j á se alojam , em G eb a ;já R a m á trem e, e G ibeá de S au l va i fu g in d o .30 C lam a alto com a tua voz, ó filh a de G a lim ! O u ve, ó L aís! O tu, p o b re A natote! 31 J á M a d m en a se f o i ; os m o ra d o res de G ebim vão f u g i n d o em bandos. 32 N este m esm o dia, p a ra rá em Nobe, a ce­ n a rá co m a su a m ã o ao m o n te da f i lh a de Sião, o ou teiro de Jeru sa lém . Isaías descreve um inim igo —os assírios —chegando a Jerusa­ lém aproximadamente de um ponto dezesseis quilôm etros a nor­ deste da cidade. Eles pararam em M icm ás, uns onze quilôm etros ao norte de Jerusalém, para arm azenar suprim entos e bagagem; • cruzaram a passagem (o desfiladeiro profundo e rochoso do Vadi Suw eim t) para Geba, aproxim adamente nove quilôm etros e meio a norte-nordeste de Jerusalém ; e então continuam em direção a Nobe, no monte Scopus bem ao norte do monte das Oliveiras. A li, às vistas de Jerusalém , eles a ameaçaram arrogantem ente. As outras cidades m encionadas podem não ter estado na linha direta de marcha, mas os povos destas estavam em pânico, gritando e fugindo, sabendo que os soldados assírios saqueariam a zona ru ­ ral. O tempo exato desta invasão não foi identificado. Sargão II não veio por esse caminho ou mesmo se aproxim ou de Jerusalém . Os registros de Senaqueribe não indicam que o seu exército p rin ­ cipal veio por este caminho. Porém, os registros dele indicam que o seu exército ou exércitos subiram mais de uma vez a Jerusalém

em 701 a.C., de modo que esta profecia pode ter sido cum prida algum tempo durante aquele ano. d. Deus Está no Controle 10.33,34
33 M as eis que o S en h or J eová dos E x ércitos desbastará os ra m os com violên cia , e os de alta estatu ra serã o cortados, e os a ltiv os serã o abatidos. 34 E co rta rá co m o f e r r o a espessura da flo r e s ta , e o L íbano ca irá p ela m ã o de u m poderoso.

Deus, o Santo de Israel, lim ita o que o povo pode fazer. Os ramos da floresta e o cedro alto e imponente do Líbano representam o exército assírio. O SE N H O R o s cortará abaixo. O golpe do machado deve se referir novamente aos 185.000 assírios que foram destruídos pelo anjo. Senaqueribe pensou que ele era um “valente” (1 0.13 ), mas ele cai diante do verdadeiro “Poderoso”. Alguns querem aplicar estes versos à destruição do orgulhoso em Judá, mas isto é pouco provável. Porém, o princípio pode ser aplica­ do a nações de todo ímpias e seculares. Deus pode cortar abaixo o orgulho e a arrogância delas.

QUESTÕES DE ESTUDO
1. O que o uso que Deus faz da Assíria nos ensina sobre a sua soberama? 2. O que você aprende sobre o remanescente piedoso de Israel?

CITAÇÕES
1 D aniel David Luckenbill, The Annals o f Sennacheríb (C hicago: U niversity o f Chicago Press, 1 9 2 4 ), 84; Ancient Records ofA ssyria and Babylonia, 2 vols. (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press, 1 9 2 6 -2 7 ), 2:1 5 2 , 185, 2 5 2 .

E. Um Renovo Dá Fruto II .I-I 2 .6
I. 0 REI UNGIDO PELO ESPÍRITO I I .I - 3

1 P orque brotará u m reben to do tron co de J essé , e das su a s raizes u m re n o v o fr u tifica r á .

Isaías viu o interesse de Deus pelo remanescente justo, mas este remanescente não seria capaz de cumprir o seu plano de redenção. Deus deixou Isaías olhar mais adiante para ver um outro quadro a respeito do Messias que o cumpriria. Os assírios quase destruíram Judá, mas os reis da linhagem de Davi permaneceram no trono até que os babilônios vieram e destruíram Jerusalém e o templo em 586 a.C. A imagem de uma árvore derrubada próximo às suas raízes, deixando somente um pequeno toco ou tronco, descreve a perda de poder real e a condição humilde dos descendentes de Davi. Mas ainda havia vida no tronco e nas raízes. Da raiz de Jessé brotaria “um rebento” que daria fruto. Que o renovo vem da raiz de Jessé indica que Ele seria um segundo Davi. Davi quer dizer “Amado”. Dessa forma, quando a voz do Pai vinda do céu identificou a Jesus como o seu “Filho amado” (M t 3.17), Ele estava insinuando que Jesus é o seu segundo Davi, o cumprimento do que Davi representava. Isaías já tinha profetizado que o Filho reinaria no trono de Davi (9.7). Agora ele deixa claro que o Filho seria também um descendente de Davi. “Renovo” (Heb. netser) em uma forma feminina tornou-se o nome de N azaré ( netsereth), assim “Jesus de Nazaré” ou “Jesus o Nazareno” no hebraico seria Yeshua Hannetseri. Hannetserí pode significar o “ho­ mem de Nazaré” ou “o homem do Renovo”. Assim, na providência de Deus, Jesus trouxe um cumprimento que M ateus 2.23 reconhece: “E chegou e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cum­ prisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno”.
2 E rep ou sa rá sob re ele o E spírito do S enhor , e o E spírito de sabedoria e de in teligên cia , e o E spírito de conselho e de fo rta lez a , e o E spírito de con h ecim en to e de tem o r do SENHOR.

“E repousará sobre ele o Espírito do S e n h o r ” , o u seja, sobre o Renovo, da mesma maneira que o Espírito fez em Moisés, nos juizes, em Davi, e nos profetas —mas nesta ocasião de modo permanente (Jo 3.34). O Espírito é uma dádiva que descansa sobre Ele. O dom do Espírito junto com os seis aspectos ou ministérios do Espírito corresponde aos sete Espíritos em Apocalipse 4.5. “Sabedoria” no Velho Testamento é sabedoria prática que leva a efeito planos a con­ clusões bem-sucedidas (cf. Pv 8). “Inteligência” inclui conhecimento que permite à pessoa distinguir o certo do errado e a verdade da falsidade. “Conselho” inclui a habilidade para tomar decisões certas e resolver pro­ blemas. “Fortaleza” significa poder divino para levar a efeito as suas deci­ sões. “Conhecimento” aqui é o conhecimento do caráter e da natureza de Deus e o seu relacionamento com a humanidade. “O temor do Se­ nhor” é uma reverência que o obedece e reconhece o direito dEle à nossa veneração e adoração. É o princípio da sabedoria e do conhecimento (SI 111.IO; Pv 1.7). Isto está em contraste com os “que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos” (Is 5.21).
3 E deleitar~ se~ á n o t e m o r d o SENHOR e n ã o j u lg a r á se g u n d o a v ista d o s s e u s olhos, n em r e p r e en d er á seg tm d o o o u v ir d o s se u s o u v id o s;

Ele “deleitar-se-á no [Heb. haricho, “desfrutar o cheiro de”] temor do S e n h o r ” . Isto pode significar que Ele receberá com prazer o te­ mor do Senhor que lhe é dirigido. Além de ser um profeta, Ele será também um juiz. Mas distinto dos juizes humanos, Ele não terá que depender de evidências externas. Com percepção divina, Ele verá dentro das mentes e corações das pessoas (cf. Jo 2.25). Ele saberá o que é e o que não é verdade (cf. M t 7.21-23).
2 . 0 JUSTO JUIZ 11.4-5

4 m a s j u lg a r á co m ju s t iç a o s p o b res, e r e p r e en d er á co m eq ü id a d e o s m a n s o s da terra , e f e r i r á a terra co m a v a r a d e su a boca, e co m o so p ro d o s se u s lá b io s m a ta rá o ím pio.

O pobre e o necessitado, freqüentemente explorados ou negligen­ ciados, receberão justiça e proteção por causa da justiça dEle. “Justi­ ça” (Heb. tsedeq) também implica que Ele os porá na correta posição diante de Deus. Por outro lado, como Juiz Ele “ferirá a terra”, ou seja, os seus habiIantes ímpios, “com a vara de sua boca”, que é paralelo a “o sopro de seus lábios”. A palavra que ele fala será “a vara” que traz juízo.1 Ele não precisa de nada mais para realizar isto. O cumprimento disto olha à frente em direção à Batalha do Armagedom (Ap I9 .I5 ).2
5 E a ju s tiça será o cin to dos seu s lom bos; e a v erd a d e o cin to dos seu s rins.

Os cintos simbolizam o estar pronto para a ação. Ele não depende­ rá dos métodos ou até mesmo dos armamentos de guerra humanos. “Justiça... e verdade” para o propósito e promessas de Deus serão vistas em todas as suas ações. Ele é o exemplo para todos os líderes.
3. ATERRA MUDADA PELO CONHECIMENTO DO SENHOR 11.6-9

6 E m o ra rá o lobo com o cord eiro, e o leopardo com o cab rito se deitará, e o bezerro, e o f i lh o de leão, e a nédia ovelha v iv erã o ju n to s , e u m m en in o p eq u en o os g u ia rá . 7 A vaca e a u rsa p a sta rã o ju n ta s, e seu s fi lh o s ju n to s se deita rão; e o leão co m erá palha co m o o boi. 8 E b rin ca rá a cria n ça de p eito sob re a toca da áspide, e o j á d esm am ad o m eterá a m ã o n a cova do basilisco.

O reino deve ser introduzido pelo juízo (como o descreve Dn 2). Assim o juízo de I I .4 é seguido pelas condições mileniais descritas nos versículos 6— Elas serão melhores que as do Jardim do Eden. A 9. natureza dos animais será mudada e as crianças não precisarão ter medo até mesmo de cobras venenosas. Todos os efeitos da maldição infligidos na terra por causa do pecado de Adão serão findos. A criação “será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (R m 8.21).

kavod é a mesma usada a respeito da glória de Deus). “estandarte”. e do Egito. e das ilhas do mar. qu e as n a ções p ergu n ta rã o p ela raiz de Jessé. que o S en hor to rn a rá a esten d er a su a m ã o pa ra a d q u irir ou tra vez os resíd u os do seu p o vo que restarem da A ssíria. a sua casa. naqu ele dia. p orq u e a terra se en cherá do con h ecim en to do Senhor . porque toda a terra será mudada (veja também 65. “O monte da minha santidade” é o monte de Deus e quer dizer a Jerusalém milenial. O seu lugar de descanso. Quando a casa de Davi tiver recuperado a sua glória na pessoa do M essias. como também no nosso. Yabwch Nissi). mas será um ser divino. posta p o r p en d ã o dos povos.I0-I6 10 E acon tecerá . as nações buscarão o favor e a orientação dEle. o conhecimento pessoal e salvador do S e n h o r estará em todos os lugares.25). e de Elão. a Sião milenial. mas é a real fonte da linhagem davídica. 4. . 11 P orque há de acontecer. UM NOVO ÊXODO II. Ela será livre de qualquer um que possa causar mal ou dano. Esta é outra indicação do Velho Testamento de que o Rei messiânico não será um homem comum. e de H am ate. Que Ele se levantará como uma bandeira ( “posta por pendão”) quer dizer que Ele será a garantia de vitória e aquEle ao redor de quem as nações se reunirão.9 N ão se f a r á m a l n em da n o a lgu m em todo o m o n te da m inha santidade . KJV. e de Sinar. co m o as águ a s cob rem o mar. A R A ) é a mesma palavra usada no nome de Deus em Exodo 17 . será gloriosa (A palavra Heb. N V I.15 (Heb. n a q u ele dia. e o lu ga r do seu rep ou so será glorioso. A “raiz de Jessé” significa que o M essias não só descende de Davi. e de Patros. “ O S E N H O R é a minha Bandeira”. Em contraste com a condição de Jerusalém e o mundo nos dias de Isaías. “Pendão” ( “bandeira”. e da Etiópia.

4). o próprio Senhor tornará a juntar o rema­ nescente justo do seu povo ( “os resíduos”) uma “outra vez”. Portanto. 13 E d esterra r-se-á a in veja de E fraim . Este era apenas um retorno parcial. mas “desde os “quatro confins da terra”. Ele quer trazê-los de volta para Si próprio (cf. “Adquirir outra vez” (Heb. Este será um êxodo novo e maior. O retorno preparará para a renovação espiritual. O propósito de Deus não é só trazer as pessoas de volta à terra. O ver­ sículo 16 mostra que a prim eira vez foi no êxodo do Egito. Alguns entendem que a segunda vez se refere ao retorno de babilônia sob o edito de Ciro.I ). M as todo ciúme e hostilidade entre as tribos tinham acabado depois que eles voltaram da Babilônia. Ex 19. Efraim e Judá estavam fre­ qüentemente contendendo. I Pe I . de todas as partes da terra. E fraim não in v eja rá a J u d á e J u d á não o p rim irá a E fraim. pois muitos permaneceram espalhados em várias direções —como os livros de Esdras. e depois da rebelião de Bar Kochba de cerca de 132— d. e a ju n ta rá os dester­ rados de Israel. Todas . 12 E levan tará u m p en d ã o en tre as nações.Naquele dia milenial. Por Ele serão juntados os exilados de Israel e Judá.I . T g I . O “pendão entre as nações” é o Messias. Nos tempos do Velho Testamento. “na­ 35 quele dia” deve referir-se à restauração no término desta era.C.5. e os a d versá rios de J u d á serão desarraigados. Neemias e Ester indicam e como é mostrado no N o v o Testamento (A t 2. houve uma maior dispersão após a destruição de Jerusalém em 70 d.. e os disp ersos de J u d á co n grega rá desde os quatro co n fin s da terra. qanoth) também pode significar resga­ te. Contudo. onde Ioda a nação foi libertada da escravidão e levada para aTerra Promelida.C. não só das áreas onde eles se espalharam em tempos antigos. Assim como foi o caso no primeiro êxodo. quer dizer.

N e­ nhuma nação será capaz de frustrar os propósitos redentores de Deus. Ao leste de Judá estavam Edom. indica uma obra com­ pleta —o povo pode atravessar “com calçados” sem ter que molhar os pés.as doze tribos consideravam a si próprias e umas às outras como sendo judeus. qu e qu a lq u er atravessa­ rá co m calçados. e. Como uma águia poderosa. M oabe e Amom. deixando-o dividido em sete correntes rasas. e os f i lh o s de A m om lhes obedecerão. e m o v erá a su a m ã o con tra o rio com a f o r ç a do seu vento. Da mesma maneira que Deus secou o mar Vermelho (Ex 14. . 6E h a verá ca m in h o p la n o p a ra os resíd u os do seu p o vo que resta rem da A ssíria. e o seu número. Estas correntes contrastam com o único caminho através do mar Vermelho. Haverá um novo êxodo a partir da Assíria. e o Príncipe da Paz governará sobre todos eles.3mas aqui Isaías está olhan­ do à frente para o dia milenial. com o su ced eu a I sra el no dia em q u e su b iu da terra do Egito. despojarão os fi lh o s do O rien te. Houve um retorno parcial da Assíria nos dias de Isaías. voa rã o sob re os om b ros d o sfilis teu s ao O cid en te. j u n ­ tos. Ele usará “a força do seu vento” para destruir o rio Eufrates. Deus fará uma estrada nítida e plana para o remanescente de seu povo voltar da Assíria.21). o Israel restabelecido voará “sobre os om bros” da F ilístia no O cidente e conquistará os povos no O riente. como indicam os registros de Esar-Hadom. A menção da Assíria aqui pode indicar que é representativo de todos os lugares aos quais Israel foi espalhado por seus inimigos. 14 A ntes. sete. em E dom e M oabe lançarão as m ãos. d iv id i-lo -á em sete corren tes. N o M ilênio.1— 29). fe r in d o . as associações tribais serão restabelecidas como Ezequiel profetizou. muito embora a terra vá ser dividida dife­ rentemente (em tiras correntes do oriente ao ocidente. Ez 48.o . 15 E o SENHOR d estru irá tota lm en te o braço de m a r do Egito.

O povo respondeu. para salvação. N este hino. o Deus eterno. o Deus fiel que age no interes se do seu povo. ó Senhor. Ele será a sua força e o seu cântico porque Ele terá se torna . libertação. “N a­ quele dia” aponta adiante para o reinado milenial do Messias descrilo no capítulo I I . Isaías experimentou isto no capítulo 6. Yabweh) enfatiza que Ele é o Deus vivo e verdadeiro. A forma dupla “Senhor JEOVÁ” (Heb. Esta seção de Isaías finaliza com um hino de ação de graças. a tua ira se retirou . naqu ele dia: G raças te dou. com o rei. H ou­ ve também um cumprimento preliminar disto após a libertação de Senaqueribe em cumprimento das profecias de Isaías (40. e eles cantarão a mesma canção (Êx 15.2). Ele é aquEle mesmo que os levou do Egito para a Ierra Prometida. O medo terá acabado. Yah. porque.1-6 a. Louvor pela Salvação 12.1— 3 1 E dirás. Com a ira de Deus retirada. ain da q u e te ira ste con tra m im . e tu m e consolaste. Eles ficarão como os israelitas que viram os seus inimigos afogados no mar Vermelho. Isaías expressa a confiança dos redimidos. 2 Eis que E )eus é a m in h a sa lvação. Depois que a ira de Deus é retirada de Israel. UM DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS PARA ISRAEL E AS NAÇÕES 12. eu co n fia rei e não tem erei p o rq u e o S en hor J eová é a m in h a f o r ç a e o m eu câ n tico e se to rn o u a m in h a salvação.4 sendo o primeiro a dar graças a Deus.I) eles estarão confiando em Deus.5. Por ocasião “daquele dia” (v .1). A forma imperativa hebraica indica um pedido: “Deixe a sua ira se retirar”. não no homem. eles estarão cheios de I(mvor por causa do conforto que Ele dá —um conforto que os ressegura da sua presença e bênção. ajuda e bênção. reconhecendo que a ira dEle trouxe a disciplina que l ealmente veio do seu amor. “Salvação” inclui as idéias de ajuda e prosperidade. eles exclamarão individualmente que Deus é “a minha salvação”.

13. Jo 4. Nos tempos do Novo Testamento. 7 .4— 6 4 E direis.14. b. to rn a i m a n ifesto s os seu s f e i t o s en tre os p o v o s e con ta i qu ão ex celso é o seu nom e. T o d as as n açõ es p re c is a m sa b er o q u e D eu s tem fe ito em sa lv a r e re s g a ta r o se u povo. E le m erece te r as n açõ es ju n ta s lo u v a n d o -o e h o n ra n d o -o . Jr 2. com alegria. As “fontes da salvação” não são poços comuns. mas poços artesianos. Tal música é ainda um modo maravilhoso para espalhar as boas novas do poder e da graça . Deixe o M undo Inteiro Saber 12. fontes que nunca secam. O seu nome representa a sua natureza e caráter. eles o honram pelo tipo de Deus que Ele é.Todos os habi­ tantes de Jerusalém sobreviverão à crise assíria e se servirão dos po­ ços. 5 C a n ta i ao SENHOR.do a salvação deles de uma forma até mesmo bem maior. naqu ele dia: D a í g ra ça s ao SENHOR. é outra forma do nome hebraico para Jesus. tira reis águ a s das f o n t e s da salvação. Yeskua.10. As “coisas grandiosas” que Deus fez na sua majestade divina cla­ mam por cânticos de louvor acompanhados por instrumentos musi­ cais. Salvação. No clima quente e seco na extremidade do deserto a água falava de vida e bênção. de modo que o mundo inteiro saiba. Yesbu’ah. e é ta m b é m u m a c h âm ad a p a ra in v o ca r o u p ro c la m a r o seu n o m e e os seu s fe ito s g lo rio so s.3 8 ). p o rq u e f e z coisa s g ra n d io sa s. enquanto tiravam água do tanque de Siloé. sa ib a -se isso em toda a terra. Estas canções não devem ser cantadas em particular. S e u povo n ão deve m a n te r as b ê n ç ão s de D eu s p a ra si m esm o s. A s e g u n d a p a r te d e ste m a g n ífic o h in o é u m a c h a m a d a ativ a p a ra to d o s os p o vo s d a re m “g ra ç a s ao S e n h o r ”. os judeus cantavam a respeito dos poços de salvação durante a Festa dos Tabernáculos. Estes poços têm a sua fonte no próprio Deus (cf. Por declarar que “excelso é o seu nome”. in voca i o seu nom e. 3 E vós. mas em público.

S. . H orton.ile Deus em um mundo escuro e sombrio.2 0 . 2 Stanley M . H . E f 6 . ronni. Como o capítulo 12 expressa a confiança dos redimidos? 6. p o rq u e g ra n d e é o S anto de Isra el no m eio de ti. que está no meio do povo santo c redimido de Sião. 3 Veja comentários sobre 13 . 6 E x ulta e can ta de goz o. A Vitória Final: Uma Investigação Exegética do Apocalipse (R io de Janeiro. requer exultações e cânticos (Heb. ó habitante de Sião.. Eerdmans. 1 9 9 5 ). De que modos a “outra vez” de I I. B. O que podemos entender do fato de que o Renovo é proveniente da raiz de Jessé? 2. Esta é uma conclusão apropriada para os capítulos 7 a 12. 4 Alguns entendem o que fala como sendo as doze tribos de Israel unificadas. The Lord is Savior: Faith in National Crisis (G rand R apids: W m . é a palavra de Deus”.. Tal música desperta fé e esperança. A grandeza do “Santo de Israel”.I I excede o primeiro êxodo? 5. 2 8 0 -2 8 2 . RJ: CPAD.1 4 e 4 8 . 73. O que requer as coisas que Deus tem feito? CITAÇÕES 1 Cf.17 onde “a espada do Espírito. Quais serão os resultados do seu governo e quando isto aconte­ cerá? 4. Isto deveria nos mover a um testemunho cristão alegre e corajoso. 19 9 0 ). O que fazem os sete Espíritos do SE N H O R ao Renovo? 3. “procla­ mando brados de alegria”). QUESTÕES DE ESTUDO 1. W idyapranawa.

I8 Após o maravilhoso hino de louvor. de modo que. Isaías se vol­ ta para o tema do juízo. e .I-23. A Destruição da Babilônia I3. reconhecendo que o mal ainda existe no mundo. Estes capítulos tratam de na­ ções estrangeiras. estão entremeadas mensagens para o povo de Deus.23 Esta profecia é concernente à famosa e esplêndi­ da cidade da Babilônia dos próprios dias de Isaías. Ao longo de todas elas nós vemos a glória do Deus soberano e Todopoderoso e a realidade das suas promessas. A. mas não em ordem cronológica e não como separadas dos procedimentos de Deus para com Judá e Jerusalém. Nações estrangeiras são envol­ vidas no juízo de Deus e libertação de seu povo. nos capítulos seguintes.Deus Trata com as Nações ao Redor de Judá I3.I-I4. Ele é o único Deus verdadeiro sobre toda a terra.

é que o controle assírio sempre foi bastante tênue. A possessão da Babilônia significava um grande negócio ao prestígio da Assíria. os reis assírios tinham orgulho deles próprios em ser os protetores da Babilônia. por todo o seu cruel poder militar.6 Outro fator que Isaías soube a respeito. Babilônia foi lembrada por Heródoto em sua história como “uma das cidades mais renomadas e mais fortes da Assíria”.1A Babilônia nos tem­ pos assírios era o maior centro de comércio e indústria no vale do T igre e do Eufrates (veja mapa. Até mesmo mais importante.3 Babilônia dominava a religião da Assíria. como se eles fossem os chefes ou os mais venerados deuses daquele rei assírio em particular.7 Alguns reis assírios até mesmo enviavam parte do espólio das suas conquistas para Babilônia em vez de enviar tudo a Nínive.5 Até mesmo quando a desunião interna da Babilônia a levou a submeter-se ao jugo assírio.8 . N ão foi apenas a liderança comercial. e eles eram extremamente pacientes com o povo da cida­ de. “uma boa capa babilônica” era alta­ mente cobiçada (Js 7. confirmando a importân­ cia da Babilônia. Apêndice B). Até que Senaqueribe finalmente destruiu a cidade. não tratou a Babilônia como um Estado de im portância secundária. em uma época posterior.TiglatePileser III “deixou suas liberdades e seu território semelhantemente incólume”. Várias vezes Bel e Nabu são mencionados sem qualquer referência a qualquer outro deus. A Assíria. religiosa e cultural da Babilônia a alegar grandeza. Babilônia ainda retinha impor­ tância política. Até mesmo no tempo da conquista de Jericó por Josué.não à Babilônia posterior de Nabucodonosor.21). As cartas estatais da Assíria mostram que os assírios incluíram os deuses da Babilônia entre os seus próprios. Igualmente.2 Bel e Nabu (N ebo) são freqüentemente men­ cionados pelos assírios nas listas de deuses cuja proteção eles busca­ vam ou a quem eles declaravam honra. Babilônia reivindicava a liderança religiosa e cultural do mundo nos dias de Isaías. Desde tempos antigos ela era poderosa e bem organizada.4 Babilônia nunca consentiu ser incorporada ao Império Assírio.

. Babilônia. da Babilônia.12 A profecia concernente a isto foi provavelmente colocada prim ei­ ro nestas séries por causa de sua importância. ou vice-presidente.10Sargão fez o mesmo.9 O reconhecimento assírio do deus babilônico Bel (identificado com M arduque) como o deus supremo. Porém.. O profeta viu o juízo da Babilônia como vindo no curso da sua própria vida. A maioria dos reis assírios não desejava fazer isto. . rei da Assíria. Sua queda aponta ao futuro para a queda final do sistema mundial babilônico descrito nos capítulos 17 e 18 do livro de Apocalipse. deve ter parecido o auge das atrocidades da Assíria. fez os reis assírios temerem desobedecer as demandas dos sacerdotes babilônicos de Marduque: Um legítimo rei da Babilônia deve ser reconhecido por Marduque. se auto-proclamou “o rei poderoso. Normalmente os reis assírios acrescentavam o nome de um país conquistado a uma lista dos que eles governavam. sinal.1 1 A Babilônia era o centro da atenção mundial nos dias de Isaías. desde o tempo da torre de Babel. rei da Suméria e da Acádia”. Certamente a destruição da Babilônia por Senaqueribe em 689 a. a destruição da Babilônia aqui é um exemplo. rei das quatro regiões do mundo. mas humilde. ou precursor do juízo final. M as não até dois anos antes de sua morte que nós encon­ tramos uma Tábua de Ninrode declarando-o “rei da Babilônia”. Isto significava que o rei devia estar em Babilônia no Dia de Ano Novo a cada ano e realizar a ilustre.Nenhum rei da Assíria ousou proclamar-se rei da Babilônia so­ mente com o pretexto de ter conquistado a cidade. Tiglate-Pileser III fez da Babilônia o primeiro grande objetivo no seu sonho de estabelecer um império mundial. rei do universo. e para Isaías deve ter parecido o clímax do juízo de Deus sobre o mun­ do através dos assírios. mas ele era só “vice-rei”.C. era representativa de qualquer poder mundial que se levantava em orgulhosa desobediência a Deus. e Deus lhe deu uma mensagem pesada para ela. de modo que eles se contentavam com um título menor. cerimônia de pegar as mãos de Bel— Marduque. Salmaneser V por exemplo.

leva n ta i a voz p a ra eles e a cen a i-lh es com a m ão. 0 JUÍZO PORVIR EM BREVE I3. Desse modo. ■ Eu dei ordens aos m eu s santificados. ainda que eles não a conheçam. muito embora eles possam não conhecê-la. Era uma men­ sagem carregada de pesado juízo. Isto refere-se a uma palavra. Eles eram chamados “portas dos príncipes” porque os ricos e poderosos babilônicos se consideravam os aristocratas do mundo naqueles dias. quer dizer. Ele também ordena uma ruidosa chamada e o acenar de mãos para encorajá-los a vir. sim . O orgulho e arrogância da Babilônia merecem juízo. ou pronunciamento da parte de Deus. Isaías “viu” isto. Deus ordena que uma bandeira seja elevada como um sinal para o ajuntamento de tropas. porque Ele trará o seu juízo sobre eles no devido tempo. de modo que “entrem pelas portas dos príncipes”.1— 5 1 P eso da B abilôn ia que v iu Isaías. j á cham ei os m eu s valen tes pa ra a m inha ira.7— A vitória deles será realmente o triunfo de Deus 12. Aqueles que vêm contra a vontade desta se exultarão na majestade de Deus. A palavra “peso” ou “oráculo” ou “sentença” (Heb. A ânsia deles para a batalha se compara com a atitude da Assíria em 10. provavelmente os portões da Babilônia. onde os sinais facilmente po­ dem ser vistos. Eles são “santificados” no sentido de que Deus os consagrou para cumprir a sua vontade.I-22 a. Nas pedras nuas de uma alta colina. declaração. ele recebeu isto como uma visão profética ou mensagem. os que ex ultam com a m inha majestade. . A Ira de Deus sobre a Babilônia 13. Deus comandará e intimará os guer­ reiros a quem Ele consagrou para levar a efeito a sua ira. p a ra q u e en trem p ela s p o rta s d os p rín cipes. filh o de A moz. 2 A lçai u m a ba ndeira sob re o m o n te escalvado. massa") signi­ fica “algo levantado”. “Eu” está na posição enfática.I. Isaías antecipava o juízo sobre a Babilônia.

Isaías diz que aquele dia virá como uma shod (destruição violenta. o SENHOR e o s in s tr u m e n to s da su a in d ign a çã o. e o seu exército a destruiu. Usando um jogo de palavras. Isaías diz que Deus é Yahweh tíva oth e Ele está reunindo um tív a ‘ para a guerra. Aqui. Isaías ouve o barulho de muitas “nações já congregadas” para a guerra contra a Babilônia. se tornando cada vez maior à medida que avançava: Os assírios perm i­ tiram aos homens de cidades e nações conquistadas juntarem forças com eles para recuperarem algumas das suas próprias perdas por le­ varem os despojos do próximo lugar de conquista. d esd e a ex tre m id a d e d o céu . povo da Babilônia se lamentará.4 J á se o u v e a g r ita r ia da m u ltid ã o sob re os m ontes. p o rq u e o dia do S enhor está p erto . agora a Assíria e seus exércitos combinados de muitas terras distantes se tornam “os instrumentos” para trazer o juízo de Deus sobre a Babilônia.5).13 O jogo de palavras enfatiza que Deus O . O Dia da Ira do SE N H O R Está Próximo 13. M as Deus está realmente no controle. Senaqueribe e os assírios exigiram a vitória sobre a Babilônia. Usando outro jogo de palavras. tfv a ‘oth). sem elh an te à de u m g r a n d e p o v o . O SENHOR dos E x ércitos p a ssa em revista o ex ér­ cito de g u erra . O exército assírio era como uma avalanche. vem do T odop o d ero so com o assolação. p a r a d e s tr u ir toda a q u ela terra. às vezes se refere a exércitos terrestres e às vezes a hostes angelicais. Assim. 3 J á v e m d u m a terra d e longe. Tseva significando “hoste” ou “exército” (plural.6— 13 6 U ivai. Como a Assíria era a vara na mão de Deus para trazer juízo sobre Israel (10. pois o Dia do SE N H O R está perto de chegar. a voz do reb oliço de rein o s e de n a ções j á congregadas. Deus está usando um exército terrestre para trazer juízo sobre a Babilônia e destruí-la. b. assolação) da parte de Shaddai (o Todo-Poderoso).

. o seu rosto será rosto fla m eja n te . tornando “a terra em assolação” e destruindo os pecadores sobre ela. 9 Eis qu e o dia do SENHOR vem . convulsionados com a dor que se apoderará deles como as dores agudas de uma “mulher parturiente”. Durante anos. Isaías está olhando para “o dia do S e n h o r ” como algo iminente.pode manter as suas promessas. eles a trataram com respeito e honra —até que o rei assírio Senaqueribe a destruiu. Os seus rostos fica­ ram “flamejantes”. Aqui. inflamados pela vergonha da sua derrota.C. e apoderar~se~ão deles d ores e ais. co m o a m u lh er p a rtu rien te. 7 P elo q u e todas as m ã os se debilitarão. co m f u r o r e ira ardente. depois que os assírios to­ maram o controle da Babilônia. A destruição da Babilônia por Senaqueribe em 689 a. Em vez de pegarem em armas para se defen­ der. Eles não poderão fazer qualquer coisa ou pensar em qual­ quer meio para se salvar. Esta destruição súbita e violenta chocou e surpreendeu os babilônios. e a sua coragem desaparecerá quando o coração dos homens se desanimar. e o cora çã o de todos os h om en s se desan im a rá. Babilônia não poderá resistir à destruição violenta do Dia do S E ­ que está próximo. e se an gu stiarão. horrendo. Pode ser que começando com este versículo (e.m lugar do próximo) Isaías está falando do Dia do S e n h o r final. cada u m se espan tará do seu p r ó x im o . p a ra p ô r a terra em assola ção e d estru ir os p eca d o res dela. “A terra” (Heb.14 O que Isaías vê aqui é a ira de um Deus santo que é despejada. eles estarão tão desmoralizados que as suas “mãos se debilita­ rão ’. baarets ) também pode significar “o planeta terra”. torna-se um exemplo do juízo futuro que virá no D ia do S E N H O R final. s E a sso m b ra r-se-ã o . NHOR Eles ficarão tão terrificados que perderão os sentidos.

5. Tal linguagem às vezes era usada a respeito de tremendas tempestades e terremotos. e abaterei a soberba dos tiranos. Eles to­ dos serão humilhados e abatidos por causa das suas obras más.10 P orque as estrela s dos céu s e os a stros não d eix a rã o b rilh a r a su a luz. O castigo aqui não é somente para Babilônia.1 1) em uma viagem de três anos (I Rs 10. a su a iniq üidade. M t 24. como Jerônimo e a Septuaginta sugerem.12. e a lua não f a r á resp la n ­ d ecer a su a luz. 1 0 . especialmente “o ouro fino de Ofir”. devido ao fato do mundo merecer o juízo de Deus. .29. 13 P elo qu e f a r e i estrem ecer os céu s. só juízo sobre um mundo corrompido pelo pecado e maldade. e a terra se m o v erá do seu lugar. O justo juízo de Deus será sobre a maldade do mundo —as enroscadas atividades do ímpio.22). Portanto.18. o so l se escu recerá ao nascer. O futuro Dia do SE N H O R envolverá escuridão por sobre toda a terra (cf. M uito do ouro de Salomão foi trazido de Ofir (I Rs 9. 12 F arei que u m hom em seja m a is p recio so do qu e o ou ro p u r o e m a is ra ro do qu e o o u ro f i n o de O fir. O remanescente será pequeno —este é comparado à escassez de puro ouro. Ap 6. a presunção do orgulhoso. e fa r e i cessa r a a rrogâ n cia dos atrevidos. sobre os ím pios.30.22. mas para toda a terra habitada. Am 5. 8. e. O local de Ofir é hoje desconhecido.28. Este pode ter sido de fato na índia. O juízo cairá sobre os indivíduos e a humanidade em geral. p o r ca u sa do f u r o r do SENHOR dos E x ércitos e p o r cau sa do dia da su a a rd en te ira. e a arrogân­ cia dos tiranos que violentamente exercitam a sua autoridade. Não há nenhuma compaixão aqui.13). 11 E v isita rei sob re o m u n d o a m aldade. em seu furor e ira Ele fará os céus se estremecerem e a terra se mover do seu lugar.

Os assírios instalaram vários povos cativos em Babilônia para substituir os 208. Os assírios eram impiedosos e cruéis.c.C. dizem que as praças públicas ficaram abarrotadas de cadáveres. Babilônia Breve Será Subvertida 13. eram todos eliminados. a m u lh er de cada u m . ca irá à espada. aqueles que não são babilônios fugirão para as suas próprias terras. M as neste momento Deus .18 Ciro se considerava um libertador das cidades que ele conquistara e não teria permitido esses tipos de comportamento. e.16 16 E su a s cria n ça s serão despedaçadas p era n te os seu s olhos. Se eles eram achados se escondendo na cidade ou tentando escapar. Isaías agora retorna aos seus próprios dias e dá vários aspectos do juízo sobre a Babilônia por Senaqueribe em 689 a. A ove­ lha sem pastor ( “ovelha que ninguém recolhe”) indica que o seu suserano babilônico já não estava presente para os confinar. Os anais de Senaqueribe. violada. os quais descrevem a destruição da Babilônia em 689 a..150 cativos levados de Judá. Esar-Hadom.C. os povos ca­ tivos fugiram de volta às suas próprias terras. não houve nenhum combate e nem tais atrocidades.000 babilônios que Senaqueribe reivindicava ter tirado antes. o filho e sucessor de Senaqueribe.15A figura de uma “corça que foge” demonstra quão rápido eles correram para escapar.17 Quando Ciro e seus exércitos entraram em Babilônia em 539 a.14— 22 14 E cad a u m será co m o a co rça qu e f o g e e com o a ovelha que n in gu ém recolhe. Primeiro. Estes prova­ velmente incluíram a maioria dos 200. Os babilônios não escaparam.. as su a s casas serã o saqueadas. 15 Eodo o qu e f o r achado será traspassado e. pilharem preciosidades das casas e estuprarem mulhe­ res. cada u m v o lta rá p a ra o seu p o v o e cad a u m f u g i r á p a ra a su a terra. Era comum para eles mata­ rem os bebês. confirma em seus registros que quando Senaqueribe destruiu a Babilônia.C. todo o qu e f o r apanhado.

qu e não f a r ã o caso da prata. Quando Isaías era jovem. ou seja.19 Os assírios no tempo de Senaqueribe rotularam todos os medos e persas de “M adai”. não é impossível que Isaías reconhe­ cesse especificamente o contingente medo do exército de Senaqueribe em 689.20 Os medos a quem Isaías se refe­ riu pode ser um termo geral para os exércitos combinados de Senaqueribe. eles podem ser designados como a parte do exército que não queria despojos (não fazendo nenhum “caso da prata. o povo da Babilônia deu as boas-vindas ao exército dele deixando abertos os portões de cidade.retirou a sua mão e permitiu aos assírios mostrarem a sua crueldade para o povo da Babilônia. desde que Heródoto falou dos exércitos de Senaqueribe como “as hostes árabes”21 depois que Senaqueribe atravessou a Arábia em 688 a. o seu olho não p o u p a rá os filh o s . Os assírios dirigiram oito campanhas contra a M édia um pouco antes da época de Isaías.. 17 Eis qu e eu d espertarei con tra eles os m edos. Por outro lado. Depois Sargão II recebeu tributo deles e os manteve sob controle. nem tampouco desejarão ouro”).23 .C. medos. só vingança.C. Eles deram a Ciro até mesmo uma entrada triunfal completa com folhas de palmeiras. Os exércitos posteriores dos medos e persas se consideravam os libertadores da Babilônia da anarquia de Nabonido e Belsazar. Ele não destruiu nenhuma cidade da Mesopotâmia. Tiglate-Pileser III fez uma conquista mais completa da qual ele chamava “os poderosos medos”. Isto não se ajus­ ta ao tempo posterior de Ciro. Re­ gistros antigos mostram que em 539 a. Certamente. e não se com p a d ecerã o do f r u t o do ven tre. Ciro foi um tipo diferente de con­ quistador. nem ta m p ou co d esejarão ouro. O tratamento cruel e a matança impiedosa descritas neste verso eram típicas dos exércitos assírios.22 lti E os seu s arcos d esped açarão os jo v e n s.

24 N inguém acre­ ditava que qualquer coisa pudesse destruí-la. será com o S odom a e G om orra. Ele não dá nenhuma esperança para a cidade neste momento. p o is bem p e rto j á vem chegando o seu tem po. o o rn a m en to d os reinos. a expectativa da Babilônia era de uma longa e ininterrupta exis­ tência. Que os assírios não sejam mencionados aqui está em linha com o reconhecimento de Isaías de que um Deus santo estava usando os assírios para trazer o seu juízo divino. A ênfase do versículo 20 não é sobre um estado futuro.. Os verbos (v. 20 N u n ca m a is será habitada. de modo que a sua destruição se compara com a de Sodoma e Gomorra.C. n os seu s p a lá cios de p ra z er.20) são ativos. n em ta m p ou co os p a sto res a li f a r ã o d eita r os seu s rebanhos. A primeira parte é lite­ ralmente: “Ela não se assentará para sempre. Até mesmo Senaqueribe tratou a cidade com considerável respei­ to até que ele finalmente decidiu que esta devia ser destruída. a g ló r ia e a soberba dos caldeus.19 E B abilôn ia. n em reed ifica d a de g era çã o em g era çã o . nos dias de Isaías. ela não ficará [continu­ ará] de geração em geração”. Antes da sua destruição em 689 a. 22 E as f e r a s qu e u iva m g r ita r ã o u m a s às o u tra s n o s seu s p a lá cios vazios. A Babilônia. era realmente uma jóia ou “orna­ m ento” entre os reinos antigos. onde a repetição enfatiza que a destruição da Babilônia está para vir em breve. O mundo daqueles dias expressou horror e choque na sua súbita e total destruição por Senaqueribe. A captura da cidade pelos assírios não mudou essa expectati­ va. e a su a casa se en ch erá de h o rrív eis a n i­ m a is. A cidade foi demolida. Os caldeus sob o comando de Merodaque-Baladã a fez “a glória” de sua soberba. qu an do D eu s as tra n s­ torn ou . e os seu s dias não se prolon garão. não passivos. mas nas . e a li habitarão os avestru zes.25 Isto precisa ser conectado com a últi­ ma parte do versículo 22. n em o árabe a rm a rá a li a su a tenda. 21 M as as f e r a s do deserto rep ou sa rã o ali. e os sá tiros p u la rã o ali. co m o tam bém os chacais.

suas ruínas ainda nos lembram que Deus destruirá a maldade. as nações irão recolocar Israel na sua própria terra. Ciro e Alexandre. e se achegarão à casa de Ja có . 2E os p o v o s os receb erã o e os levarão aos seu s lugares. a honraram. e a casa de Isra el p o ssu irá esses p o v o s p o r serv o s e p o r servas. e cativarão aqueles qu e os ca tiva ra m e d om in a rã o os seu s opressores.27 Hoje. Ele ainda é fiel.C. ISRAEL É RESTAURADA MAS BABILÔNIA É JULGADA I4. De modo que depois de um tempo. Em vez de nações os levando cativos.2 1 P orque o S enhor se com p a d ecerá de Ja có . e os povos das nações servirão a Israel. n a terra do SENHOR. e Israel dominará so­ . 2. Assim. A sua compaixão é um intenso amor cheio de misericórdia e afeto.atuais esperanças da Babilônia. Em vez de nações tomando posse de Israel. Compaixão sobre Judá 14. As condições serão o contrário do que eram nos dias de Isaías. o significado não é que a cidade nunca seria habitada. Esar-Hadom a reconstruiu. e ain da elegerá a Israel. o Grande.I-23 a. e o p o r á na su a p ró p ria terra. que eles não esperavam. e na breve.1. e ela permaneceu uma grande cidade durante muitos sécu­ los —só sendo gradualmente desabitada depois que Bagdá tomou a liderança naquela parte do mundo. Isaías lembra a Israel (tam bém chamada Jacó) que o propósito de Deus não mudou. embora Saddam Hussein tenha tentado restabelecer partes da antiga Babilônia. Os seus capturadores serão os cativos. mas não em qualquer outra época na história da Babilônia. Antes de continuar com o julgamento sobre a Babilônia. e a ju n ta r -se-ã o com eles os estranhos. Israel possuirá as nações. Nabucodonosor a aumentou. onde árabes e pastores a evitariam e onde animais selvagens fariam dela a sua morada.26Este era exatamente o caso em 689 a. Instalar os israelitas “na sua própria terra” poderia também significar proporcionar-lhes segurança. paz e descanso. A cidade era muito importante para ser deixada na condição descrita nestes versos. súbita e total destruição da Babilônia..

ele não os fez passar por tal sofrimento e trabalho força­ do. Porém. seu conteúdo é agudamente satíri­ co. p r o ferirá s este dito co n tra o rei da B abilôn ia.28 O rei não é nomeado por­ que ele não merece ser lembrado. uma canção zombeteira contra o rei da Babilônia. o povo poderá proferir “este dito”. Deus ainda usará Israel no seu plano divino. do tremor e do trabalho duro sofridos por aqueles que foram levados cativos pelos assírios. Antes do seu tempo.28— 30). . Tiglate-Pileser III levava os povos para o exílio na esperança de controlá-los melhor. um conquistador diria aos habitantes de uma cidade quanto imposto ou tributo eles tinham de pagar e então os deixaria voltar e reconstruir as suas casas. e da d u r a se r v id ã o co m q u e te f i z e r a m serv ir. O reino de Deus iniciado por Jesus trouxe alívio (M t 1 1. U m Escárnio Contra o Rei da Babilônia 14. mas o M ilênio trará alívio completo.29 Ele estabeleceu o Neo-Império Assírio e instituiu a política de levar os povos cativos para outras terras. o único rei assírio nos dias de Isaías que levou o título “o Rei de Babilônia” e ascendeu a seu trono.bre os déspotas que uma vez os oprimiram. £ Haverá um dia de alívio da opressão. e d o teu trem or. n o d ia em q u e o S enhor v i e r a d a r -te d esca n so d o teu trabalho.3— 8 a co n tece r á que. b. Embora N abucodonosor depois tenha instalado os judeus na Babilônia. 4 então. revelando a verdade a respeito do rei. Porém. Estes fatos correspondem a Tiglate-Pileser III. este particular rei da Babilônia é identificado nos versículos 17— 0 como alguém que não deixou os seus cativos voltarem às suas 2 casas e ele próprio não recebeu um enterro apropriado com direito a tumba como os outros reis. Embora moldada após as orações funerárias reais do dia. e dirás: C om o cesso u o op resso r! A cid a d e d ou ra d a a ca b ou ! Quando esse dia vier.

34.13.30 5 J á q u ebran tou o Senhor dom inadores. mas eles são julgados por seu turno (cf. 37. co m p ra ga in cessa n te . Ele tomou o título “o Rei de Babilônia” em 729 a.I 5. Agora Isaías zombeteiramente se dirige ao falecido rei por meio das árvores da floresta. dizendo: D esd e que tu caíste.9. 8 A té as f a i a s se a legra m sob re ti. 10. N a I . e os cedros do Líbano” (cf. e os ced ros do Líbano. Ninguém po­ dia conter a sua cruel agressão. mas não se ajustam ao que nós sabemos dos reis babilônicos posteriores..I I ) . Zc I . agora. 10. 6 A quele qu e f e r i a os p o v o s co m f u r o r .C. 33. dois anos antes de sua morte. o bastão dos ím pios e o cetro dos O SE N H O R verdadeiramente é aquEle que quebra “o bastão [po­ der] dos ímpios [o povo culpado]” e “o cetro [autoridade adminis­ trativa] dos governantes”. O mundo se alegra com a morte desse opressor. pois agora pode desfrutar de repouso e quietude (cf. é p ersegu id o. Os detalhes desta passagem correspondem a ele. sem que a lgu ém o p ossa im pedir.24). Em seus registros.. 2. Nenhum lenhador assírio vem para derrubar “as faias [ciprestes] . pois até mesmo o mundo natural se alegra. Tiglate-Pileser III e as suas forças eram extremos em sua brutali­ dade contra as nações. j á está sossegada toda a terra ! —ex cla m a m com jú b ilo. Ele os usa para trazer o seu juízo. Tiglate-Pileser diz que esmagou qual oleiro ao barro todos os que não o obedeceram e os espalhou ao vento como um furacão. Todos os anos o exército assírio saía em cam­ panhas militares e implacavelmente “feria os povos”.. n in gu ém sobe co n tra n ós p a ra n o s cortar. o q u e com ira d om in a va as nações. “Júbilo” inclui gritos de alegria.A morte dele cumpriu perfeitamente as profecias nos versos 18— 20. .12). 7J á descansa.

c. Eles tinham retido a sua identidade pessoal. Eles estão pasmos de que na sua morte ele se tornou tão fraco e tão ineficaz quanto eles. tendo se tornado em nada diferente de qualquer outro pecador. desde o p ro fu n d o . com­ parando-os a bodes que conduzem um rebanho. 11J á f o i derrib a d a no in fern o a tua soberba. co m o som d os teu s ala ú d es. p a ra te sa ir ao en co n tro na tu a vin d a . o rei do universo”. M as agora eles estão reduzidos a fraqueza. os bichinhos. desp ertou p o r ti os m o rto s e todos os p r ín cip es da terra e f e z lev a n ta r do seu tron o a todos os reis das nações. Eles são retratados como sentados na escuri­ dão sobre tronos sombrios. Eles não mudaram. mas os seus tronos são sem nenhum sentido. 10 E stes todos resp on d erã o e te d irã o: Tu tam bém a d oeceste co m o n ós e f o s t e sem elh a n te a nós. Ele ti­ nha impressionado outros reis pela sua majestade e pelas suas reivin­ dicações de deidade. O seu corpo foi deixado sem nada da glória com a qual se vestia em vida. e os bichos te cobrirão. Estes incluíam os líderes e reis mortos por Tiglate-Pileser III e seus exércitos. Ele está agora sobre um leito de larvas e coberto de vermes. Tiglate-Pileser III era o rei mais poderoso do seu tempo. se estenderão. . Os líderes são chamados no hebraico Jattudim . debaix o de ti. Apesar de toda a sua pompa. mas o inferno)31 os espíritos dos mor­ tos são despertados para encontrar o rei da Babilônia.9— 11 9 O in fern o. ele foi trazido até ao Sheol ( “inferno”). o rei poderoso. Tiglate-Pileser III chamava a si mesmo de “o grande rei. A Recepção do Rei da Babilônia no Sheol 14. No Sheol (não a sepultura. Como parte de seu julgamento ele não teve um enterro apropriado. sendo reconhecidos uns pelos outros. se tu rb o u p o r ti. “bodes”.

disseram que aplicar o nome a Satanás aqui era um grande erro. m e assen tarei. Ele que uma vez derrotou as nações está agora quebrado em pedaços sobre a terra. Em seu coração. Não obstante. o nome Lúcifer foi aplicado ao diabo por Jerônimo (o tradutor da Vulgata latina) — reconhecendo que Satanás de fato caiu do céu (cf. Lutero e Calvino. f i lh a da a lv a ! C o m o f o s t e lan çado p o r terra... Como a estrela d’alva que enfraquece na luz do amanhecer. ele está em contraste com Cristo. O povo piedoso de Jerusalém só reconhecia um único Deus verdadeiro e um único lugar . a ver­ dadeira “resplandecente Estrela da manhã” (Ap 2 2 . O rei é chamado de “a estrela da manhã. e se assentaria “no monte da congregação” (Heb.. [eu] exal­ tarei.16). um termo tomado emprestado da Vulgata. tsaphon).18). O Orgulho e a Queda do Rei da Babilônia 14. determinou que se ascenderia ao céu. ele perdeu todo o seu brilho agora que está no inferno. no m o n te da co n g re­ gação. e. ó estrela da m anhã. A KJV (Versão King James) traduz “estrela da manhã” como “Lúcifer”. ex a lta rei o m eu trono. O monteTsaphon ( “Norte”) era tido pelos pagãos como sendo o assento dos principais deuses. contudo. Satanás estava certamen­ te por trás do orgulho e da arrogância do rei. exaltaria o seu trono acima das estrelas de Deus. Lc 10.12— 17 12 C o m o ca íste do céu.9). filha da alva”. [eu] me assentarei”). versão latina da Bíblia Católica Romana.. A ascensão do rei “ao céu” era somente pela sua arrogância e autoexaltação. da banda dos lados do N orte.d. e. em seus pensa­ mentos ambiciosos. Como uma estrela da manhã em desvanecimento. Por causa das arrogantes reivindicações do rei da Babilônia.32 13 E tu dizias n o teu cora çã o: Eu su b irei ao céu. Certamente Satanás não ficou tão fraco quanto as pessoas no inferno (Is 14. Note a repetição do pronome “Eu” ( “Eu subirei. cujo significado é “portador de luz”. tu que debilitavas as na ções! A pompa derrubada no Sheol é descrita como uma queda “do céu”. a cim a das estrelas de D eu s. ou seja.

etc. Senaqueribe estava realmente reivindicando ser maior do que qualquer deus.)33 16 O s que te v irem te con tem plarã o.2 5 . ou confiarem no S E N H O R (3 6 . 14 S u b irei a cim a das m a is altas n u v en s e serei sem elh a n te ao A ltíssim o.1 7 . (A palavra “abismo” é usada aqui como um sinônimo para Sheol. que estava tentando alcançar o ponto mais alto no céu.). Continuando o pensamento dos versículos 9— o auto-exaltado 12. ls E. o pecado da torre de Babel. a audiência de Isaías reconheceria que o rei da Babilônia estava reivindicando ser maior que qualquer deus.4). levado será s ao in fern o. e será o pecado do Anticristo (2 Ts 2.1. até mesmo maior que o único Deus verdadeiro.2 2 . N o seu orgulho. “ao mais [íntimo] profundo do abismo”. rei da Babilônia. Ezequias. ao m a is p r o fu n d o do abismo. contu do. quan­ do este enviou o seu principal oficial m ilitar para que tentasse conse­ guir a rendição de Jerusalém e para adverti-los a não escutarem o rei deles. Assim.5. Dn 4 . até mesmo maior que o Deus de Israel —a quem ele classificou com os deuses das outras nações.4 ). 2 Ts 2 . Que pecado profundo era isto! Era como o pecado de Adão e Eva. 'elyon.sobre a terra onde Ele estava se manifestando —o monte Sião (veja o Dt 12. será levado até à mais baixa parte do Sheol —na realidade. acima de onde era imaginado que os deuses viviam. Gn I I . cf.2. co n sid era r-te-ã o . 1 -4 . Esta mesma arrogância foi depois exibida por Senaqueribe.1 8 -2 0 . 1 4 . SI 48. o rei da Babilônia também disse que ascenderia acima das nuvens mais altas. e d irã o: É este o va rã o q u e fa z i a estrem ecer a terra e qu e fa z i a trem er os rein os? . um título que realmente só pertencia ao único Deus verdadeiro. Por este ato ele se poria no mesmo nível que o “A l­ tíssim o” (Heb.2 4 .1 8 — 20).

O Rei da Babilônia Carece de um Enterro Digno 1 4 . ou mausoléu. co m o u m ren ovo ab om in ável. Em contraste com todos os outros reis da época. com o corp o m orto e pisado. Ironicamente. não a Satanás. ou deserto. As pessoas olharão para o cadáver dele e dirão com surpresa e repugnân­ cia: “E este o varão que fazia tremer a terra e que fazia tremer os reinos?” “O varão” (Heb. 19 M as tu és lan çado da tu a sepu ltu ra. cada u m na su a casa. “como corpo morto e pisado”. pois o corpo do rei não estava em uma sepultura. algo considerado humilhante pelo povo da antigüidade. co m o u m a v este de m o rto s atravessados à espada.Agora Isaías dirige a nossa atenção ao fato de que o corpo de Tiglate-Pileser III jazeria insepulto. Tiglate-Pileser III não seria enterrado regiamente em uma tumba mag­ nífica. Isto também confirma o fato de que Sheol não é a sepultura. 17 Q u e p u n h a o m u n d o com o u m deserto. Tiglate-Pileser III despojava todas as coisas valiosas dos territórios que conquistava. com o os qu e descem ao co v il de pedras. as tumbas eram consideradas importantes na honra ao morto. como um vestido saturado de sangue das pessoas mortas pela espada. deixando cada um deles como um sertão. todos eles. e assolava as su a s cidadesP Q u e a seu s cativos não d eix a va ir soltos p a ra a casa delesP No estabelecimento do Neo-Império Assírio. Ele também instituiu a política de levar os povos ao exílio em vez de os deixar voltar e reconstruir as suas casas. e é uma indicação a mais de que o significado primário desta passa­ gem se aplica a Tiglate-Pileser III. netser) é .1 8 -2 0 T odos os reis das nações. e. Nos tempos bíblicos. haisP) significa um indivíduo do sexo masculino. “renovo” (Heb. Ele seria expulso “como um renovo abominável”. ja z em com honra.

e o s r e s íd u o s .a m esm a p alav ra u s a d a a resp eito d o M e s sia s em I I . p o r c a u s a d a m a ld a d e d e s e u s p a ís . e o f i l h o . seu p o d e r e a u to r id a d e — e n ão lh e d e ix a rá u m re m an e sc e n te co m o E le p ro m e te u a Isra el. o ram o p o d re q u e se au to d en o m in av a “o rei d o u n iv e rso ”. O rei d a B a b ilô n ia n ão terá u m e n te rro d ig n o p o rq u e ele d e s tru iu a su a te r r a e m a to u o seu povo. o v erd ad eiro R e i d o s reis e S e n h o r d o s senh o res! 20 C o m e le s n ã o te r e u n ir á s n a s e p u lt u r a . e a g ló ria do ju sto R en o vo d a lin h ag e m de D avi. e d e s a r r a ig a r e i d e B a b ilô n ia o n o m e. m as c o n tra a p r ó p r ia B a b ilô n ia . este rei d a B a b ilô n ia ”.I . B a b ilô n ia T o rn a -se u m a T e rra P a n ta n o sa 1 4 . Q u e co n traste en tre a vergo n h a do tiran o . d iz o Sen hor . a d e s c e n d ê n c ia d o s m a lig n o s n ã o s e r á n o m e a d a p a r a sem p re. d iz o SjENHOR d o s E x é r c i­ tos. Jesus.2 1 — 3 2 21 P r e p a r a i a m a ta n ça p a r a o s filh o s. 22 P o r q u e m e le v a n t a r e i c o n t r a eles. O ju íz o de D eu s n ão é so m en te c o n tra o rei d a B a b ilô n ia .P ile s e r III n e sta p assag em . p o d e ser to m a d a co m o u m im p e rativ o : “N u n c a m e n ­ cio n e o n o m e d este d esc en d en te de m a lfe ito re s. p o r q u e d e s t r u í s t e a tu a te r r a e m a ta s te o teu p o v o . . e p o s s u a m a te r r a . D eu s d e s a rra ig a rá o seu n o m e — o u seja. T a lv e z esta seja u m a o u tr a raz ão p ela q u a l Isa ías n ão m e n c io n o u o n o m e d e T ig la te . p a r a q u e n ã o s e le v a n te m .1 8 . e en ch a m o m u n d o d e cid a d es. Q ue eles n ão o u sem se levan tar “e p o ssu am a terra ” e en ch am a face da terra h ab itad a co m cid ad es — que serv iriam com o sím b o lo s d o p o d er e d a au to rid ad e deles. f. e o n eto . A ú ltim a p a rte d o v e rsíc u lo a cim a. “ a d e sc e n d ê n c ia d o s m a lig n o s n ão será n o m e a d a p a ra se m p re ”. E sta r e s p o n s a b ilid a d e é a p o n ta d a c o n tra to d o s os reis d a A s síria cm Isa ía s 3 7 . O co m an d o é tam b ém p ara p rep arar lu g ar p ara “a m atan ça p ara os filh o s” dele p o r causa d a cu lp a de seus pais.

C . N ó s sab em o s ap en as de u m a o casião q u a n d o a B a b ilô n ia se to rn o u u m p â n ta n o in a b itá v e l — os p o u c o s an o s d e p o is de 6 8 9 a. são s ile n c io so s a re sp eito d isto .la “lag o as de á g u a s ” (o u p a n ta n a l) e v a rre r a c id a d e c o m a r íg id a “v a sso u ra de p e rd iç ã o ” se ria S e n a q u e rib e . A d e s tru iç ã o d a B a b ilô n ia será ta l q u e só a n im a is in ferio res h a b i­ ta rã o n e la . O q u e p e r m itir á ao povo cativo n a B a b ilô n ia fu g ir d e v o lta às suas p ró p ria s terras? 4 . O q u e c ara c te riz a v a a B a b ilô n ia nos d ias de Isaías? 3 .34 O s re g istro s de C iro .. E le a a rra s o u em 6 8 9 a . e v a r r ê la -ei co m va ssou ra de perdição.23 E red u z i-la -ei à p o ssessã o de co ru ja s e a lagoas de águas. D esd e o d é c im o -p rim e iro sé c u lo d . e cav o u trin c h e ira s a p a r tir d o rio p a ra in u n d a r a c id a d e e tr a n s fo r m á -la em u m p ân tan o .35 QUESTÕES DE ESTUDO 1.C . d iz o S e n h o r dos E xércitos. P o r q u e Isa ías in ic ia esta seção sobre p ro fecias estran g eiras co m a B a b ilô n ia? 2 .C . A área te m se to rn a d o m ais p a re ­ c id a c o m u m d e se rto d e sd e o te m p o d o s s e lê u c id a s n o terceiro sécu lo a . M a s B a b ilô n ia n ão tin h a a in d a se to rn a d o u m p â n ta n o in a b itá v e l. c o n tu d o .. q u an d o S e n a q u e rib e d e m o liu a c i­ d ad e e in u n d o u o seu lo c a l. d e p o is d e lo n g a s eras. isto n e m m e sm o te ria sid o n ecessário . Q u e d ec laraç õ e s m o stra m q u e a d e stru içã o d a B a b ilô n ia era p a ra v ir lo g o ? C o m o isto fo i cu m p rid o ? . e d e v i­ d o ao fa to d o s b a b ilô n io s te re m d ad o as b o a s-v in d a s ao ex ército d ele.C .. m as m e sm o a g o ra te m p o m a res e ja rd in s n as suas im e d iaç õ e s. E s c ri­ to res m ais a n tig o s n o rm a lm e n te c o n e c ta ra m su a in u n d a ç ã o co m a n a rra tiv a d e H e ró d o to d o s u p o sto d esv io d o rio E u frates p o r C ir o . O ag en te d e D eu s p a ra to r n á . a c id a d e d e H illa te m se s itu ­ ad o n a su a e x tre m id a d e m e r id io n a l. O u tro s su g e re m q u e a c id a d e g ra d u a lm e n te se to rn o u u m p â n ta ­ n o in a b itá v e l.

90. Ele era um turista grego do século V a. 58. 8 Pfeiffer. 19 28 ). às vezes não. 2 9 . 49. 2 vols. 137. (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press. 1 Ibid. 2:25. A.C. 1 12 Cf. M anuel K om roff (N ova Y ork:Tudor Publishing Co. 7T heodore H . H eródoto não era um historiador no sentido m oderno do termo. 19 93 ). 196. 6 (N ew Haven: Am erican O riental Society. 5 Ibid. 2 3 8 . 2 3 4 . 182. 1:297. 2 2 4. 8 5 0 B. 6 H erodotus. .. 2 3 3 . Ancient Records o f Assyria and Babylonia. 19 30 ). 2 3 6 . O que mostra que este rei era apenas um homem? 8. trans. Por exemplo. M cClure. to 33 0 B.C. M . vol. 10 Ibid. 4 Gaston Cam ille Charles M aspero. 9 D aniel David Luckenbill. 138. 79. 2 1 4 . M cKenna. 19 51 ). 22 0. Como este rei se exaltou? 7.5. 197. 2 0 9 . L... A History o f Israel (O xford: Clarendon Press. 2 R obert H enry Pfeiffer. 3. 129. 66. H . 151. Isaiah 1— em The 39. Charles Boutftower. 3 Ibid. 1:383. 55. Robinson. History. State Letters o f Assyria. 1:283. 19 0 0 ). 171. ed. Ás vezes eles estavam corretos. trans. Communicators Commentary (D allas:W ord Books. American Oriental Series.. como o de David L. 1 9 2 6 -2 7 ). State Letters o f Assyria. 19 35 ). 14. Sayce (Londres: Society for Prom oting C hristian Knowledge. George Rawlinson. 193. 106. The Book o f Isaiah ÇChapters I-X X JÍIX ) in the Light o f the Assyrian Monuments (Londres: Society for Prom oting Christian Knowledge. Que evidência a partir do capítulo 14 e da arqueologia mostra que o rei da Babilônia era Tiglate-Pileser III? 6. 2 2 1 . ed. que registrou o que os guias lhe contaram .C. 109.. até mesmo com entários conser­ vadores a esse respeito. Como a destruição da Babilônia foi cumprida? CITAÇÕES 1 A m aioria dos com entários ignora isto e tenta aplicar esta profecia à con­ quista de Babilônia por Ciro. 112. The Passing o f the Empires. 98. 78.

19 87 ). H erzfeld. 19 24 ). Oxford U niversity Press. 73. cf. 1 9 1 6 ). History. rev.U O jogo de palavras é m ais óbvio no hebraico antigo que grafava somente as consoantes. W illiam Pringle (G rand R apids: W m . 4 2 -4 8 . 14 Stanley M . 83. 18 James B. Flecker foi um dos prim eiros a identificar o rei aqui como T iglate-Pileser III. Hayes e Stuart A. A New Translation o f Isaiah (Londres: E lliot Stock. Book o f Isaiah. The Annals o f Sennacherih (Chicago: U niversity o f Chicago Press. 19 95 ). T h irtle. 3 0 6. RJ: CPAD. Pritchard. trans. 1:281. Ancient Near Eastern Texts. 28 John H .. Archaeological H istory o f Iran (Londres: H um phrey M ilford for the British Academy. 21 H erodotus. Alexander. Ancient Records. 39. Eerdmans. ed. 20 E. Commentary on the Book o f the Prophet Isaiah. 24 Boutflower. James W. 73. em The International Criticai Commentary (Edimburgo: T. 31Veja Stanley M . State Letters o f Assyria. 19 01 ). 2 5 2 -2 5 4 . 16 D aniel David. H orton. RJ: CPAD. (Princeton: Princeton U niversity Press. 22 Cf. 109. Book o f Isaiah. 316. & T Clark. 13 0 -1 3 1 . Isaiah: The Eighth-Century Prophet (N ashville: Abingdon Press. 1 9 9 8 ). (G rand R apids: Baker Book House. 19 Luckenbill. 131. 2a ed. 18. 23 Ibid.. Commentary on the Prophecies o f Isaiah (G rand R apids: Zondervan Publishing H ouse. 3 1 6. Irvine. B. 133. 1:281. 19 53 ). 69. Luckenbill. 19 54 ). 2:6.. Joseph A. 1:427. E. H orton. 109. Pfeiffer. Book o f Isaiah. . 1 9 4 9 ). Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament. 25 João Calvino. Flecker. 2 :2 4 5 . A N ew Translation o f Isaiah. 1 9 3 5 ). 26 E. 2 5 1 . Veja tam ­ bém George Buchanan Gray. Ancient Records. George Livingstone Robinson. 1 9 5 5 ). 17T h irtle sugeriu que o Salm o 137 reflete os sentimentos passados dos cati­ vos que retornaram de Babilônia nos dias de Isaías. Nosso Destino: O Ensino Bíblico das Ultimas Coisas (R io de Janeiro. Pritchard. Isaiah 1— 173. 27 Saddam H ussein tem tentado restabelecer algum as das ruínas da antiga Babilônia. 30 Para m ais evidências disto veja Boutftower. 2 3 1. A Vitória Final: Uma Investigação Exegética do Apocalipse (R io de Janeiro. Boutflower m ostrou também bases razoáveis para isto. 9. A Criticai and Exegetical Commentary on the Book o f Isaiah I-XXXIX. ed. 15 Luckenbill. 19 48 ). 76. 29 Flecker. 51. Veja McKenna. The Book o f Isaiah. Boutflower. Old Testament Prohlems (Londres: M organ & Scott.

(G rand R apids: W m . 1957). Edward J.24— 17.C. 1:304. Commentary on the Prophecies o f Isaiah. 34 Joseph A.12. Cf. 3 vols. No ano seguinte (6 88 a. na s m in h as m ontanhas. 1 9 6 9 -7 2 ).Juízo Sobre Muitas Nações 14. 25 Q u ebra n ta rei a A ssíria na m in h a terra. A ASSÍRIA SERÁ ESMAGADA NA TERRA DE DEUS 14. 2 7P orque o . B. como a de um juramento.37).32 Observe que o poder do rei term inou com a sua queda. G rand R apids: Zondervan Publishing House. Alexander. e esta é a m ã o q u e está estend id a sob re todas as nações. B. parecia que nada poderia pa­ rar a Assíria.14. Senaqueribe jamais fez outra campanha m ilitar durante os anos restantes do seu reinado.36. 19 75 ).000 homens do exército de Senaqueribe fez efetivamente isso (37. a pisa rei.14 I. 2 vols. N a época em que Isaías profetizou. Veja nota em 5. 1:441. O propósito de Deus era castigar os assírios a seu devido tempo. a terra de Judá. p a ra q u e o seu ju g o se a p arte deles.1 26 E ste é o con selh o qu e f o i d eterm in a d o sob re toda esta terra. O poder de Satanás ainda não term inou.24-27 24 O SENHOR dos E x ércitos ju r o u . assim se efetu ará. M as Deus tinha um firme propósito em quebrar a do­ minação assíria. 35 M errill E Unger. Eerdmans. Young. The Book o f Isaiah. e.) a profecia foi cumprida. co m o d eterm in ei. e a su a carga se d esvie dos seu s om bros. mas o lugar dos espíritos dos m ortos. 33 Sti’ol não é a sepultura. Isaías viu isto em 10. Unger’s Bihle Dictionaiy (Chicago: M oody Press. dizendo: C o m o p ensei. A destruição dos 185. e. 116. e isto é expresso em forte terminologia. Deus se comprometeu a quebrar e destruir os assírios na sua pró­ pria terra. em I (1 8 7 5 : reimpressão. a s­ sim su ced erá .

p o r s e r quebrada a va ra qu e te f e r i a . a datação é no ano que o rei morreu. porque o novo rei já estava no trono como um governante junto com o seu pai. um merisma semelhante em 9 . p ois. h ou ve este peso. (Como em 6. a f a r á v o lta r atrá s? O propósito de Deus é estendido agora para toda a terra. Por conseguinte..28-32 28 N o an o em qu e m o rr eu o rei A caz. voadora. 29 N ão te alegres.. Ele é o Senhor da história. Nenhum ser humano ou poder terrestre pode impedi-lo de cumprir os seus pro­ pósitos. A “raiz” e o “fruto” significavam a árvore inteira (cf. M as com o tratado de Acaz. Alguns entendem “a vara que. seu poder sobre a Filístia estava quebrado. e o seu f r u t o será u m a serp en te ardente. Judá os tinha man­ tido por muito tempo em sujeição. Proveniente deste virá outro . Parecia ao povo que o poder assírio fora quebrado porque depois que Salmaneser V morreu em 72 2 a.C. mas era um erro proceder dessa forma. feria” a Filístia como sendo a casa de Davi.) Acaz tinha feito o tratado com a Assíria em desobediência a Deus (veja cap. Assim. Judá se tornou subserviente à Assíria.1. o in va lid a rá ? E a su a m ã o esten d id a está: quem . Isaías se volta agora para 715 a. A sua mão está “estendida” para trazer juízo sobre as nações. quem . o ano em que o rei Acaz mor­ reu. Por outro lado. não o ano da acessão do novo rei. havia uma tentação para quebrar esse tratado.. este parecia um bom tempo para se revoltar contra a Assíria.. 2. Isaías pode ter tido em mente o poder da Assíria.1 5 ). o rei Sargão II estava ocupado tratando das revoltas no outro extre­ mo de seu im pério e não pôde expulsar M erodaque-Baladã da Babilônia naquele momento. Davi tinha subjugado os filisteus. pois. Agora que ele se fora. A FILÍSTIA NÃO ESCAPARÁ DO JUÍZO 14.SENHOR dos E x ércitos o d eterm in o u .7).1 4 .C. toda a F ilístia. p orq u e da ra iz da cobra sa irá u m basilisco.

ó cida de. todas as cidades e o povo da Filístia deveriam estar uivando e chorando. e os n ecessi­ tados se deita rã o segu ros. Esta não poderia ser parada. Os mensageiros filisteus aparentemente querem que Ezequias se una a eles na rebelião contra a Assíria. pois.2 30 E os p rim o g ên ito s dos p o b res serã o apascentados. ó p o rta . 31 U iva. “Os primogênitos dos pobres” é uma tradução literal. cada um mais venenoso que o anterior. 36 e 3 7 com respeito aos procedi­ mentos de Deus em relação a Senaqueribe. totalmente desmoralizados e incapazes de resistir ao inimigo. Sargão II não atacou Jerusalém e Senaqueribe fracassou em tomá-la. Isto fala de Israel como o “primogênito de Deus” (Ex 4. ó F ilístia. Assim. a os m en sa geiros do p o v o ? Q u e o Senhor f u n d o u a Sião. “Os necessitados” parece se referir ao povo de Jerusalém. m a s f a r e i m o r r e r de f o m e a tua raiz. 32 Q u e se respon derá. e serã o d estru íd o s os teu s resídu os. yissad). A expressão “do N orte vem uma fumaça” refere-se à vinda da Assíria como um exército poderoso. “Os opressos de seu povo” —até mesmo os mais pobres e mais humildes —acharão refugio seguro nela. e ambas as palavras aqui são coletivas. (Veja caps. que “fundou-a” (Heb. p o rq u e do N orte vem u m a fu m a ç a .rei assírio traiçoeiro como uma serpente. e seria tolice de Judá unirse aos filisteus para tentar fazer isso.22). porque eles serão derreti­ dos. mas o juízo de Deus trará fome e morte aos filisteus. p a ra qu e os opressos do seu p o v o nela en co n trem abrigo. tu. A “porta” representa a “cidade”. deixando atrás de si a fumaça de cidades incendiadas. M as Jerusalém deve declarar a sua confiança em Deus. g rita . em vez de se alegrarem. estás toda d erre­ tida.) . e n in gu ém f i c a r á so li­ tá rio no tem po determ in ado.

p o r N ebo e p o r M edeba. Ezequias estava livre para limpar o templo e celebrar a grande Páscoa descrita em 2 Crônicas 29. C ertam en te■em u m a noite. Isto pode significar que Salmaneser lutou ao mesmo tempo em várias frentes. Moabe tomou conta de algumas das cidades que antigamente eram israelitas. e aos lu gares altos. perada e súbita destruição será difundida. Depois.C. a. Após a morte de Jeroboão II de Israel (7 53 a. 2 Vai su bindo a B ajite. Isto aconteceu provavelmente durante o reinado do rei assírio Salmaneser. de Ar pelo rio Arnom no norte (N m 21. 3. a ch orar. todas as cabeças fi c a r ã o calvas. M oabe u iv a rá ..1— Agora Isaías vê que essa ines­ 3). M oabe foi conquistado por Davi.27. A Destruição de Moabe 15.). MOABE 15.36. Nem teria ele sido capaz de destruir os lugares altos e os altares em Efraim e Manassés antes que Oséias fosse derrotado e Samaria levada ao exílio em 722 a.14 Os capítulos 15 e 16 tratam de M oabe (descendentes de Ló. Desse modo. M oabe e f o i d esfeita.15) a Q uir (depois conhecida como Kerak) no sul.1— 9 1Peso de M oabe.37) localizado no lado oriental do mar M orto.C. Ezequias conside­ rou 715 como o verdadeiro primeiro ano do seu reinado.3 a 30.C. . Amós profetizou contra M oabe (Am 2. e toda a barba será rapada.Também é provável que quando Acaz morreu em 715 a. certam ente. o reino norte de Israel o controlava de vez em quando.1— 16. f o i destru ída A r de . As cidades de M oabe não são mencionadas em qualquer padrão geográfico claro. e a D ibom . em u m a noite. A forma destes capítulos é a de uma lamentação. Ele não tinha podido fazer isso enquanto o seu pai estava vivo. muito embo­ ra ele tivesse reinado como rei com seu pai durante seis anos. f o i d estru íd a Q u ir de M oabe e f o i desfeita. ou que ele enviou unidades menores para as várias cidades. Gn 19.

Os telhados e praças pú­ blicas estavam cheios com pessoas chorando. ou uivar. anda g rita n d o . Hesbom. 3 C in g ira m -se de p a n o s de sa cos nas su a s ru a s. e para os seus lugares altos a céu aberto localizados na colina fora da cidade para lamentar. Eleale estava localizada cerca de três quilômetros a norte-nordeste de Hesbom. Seus habitantes irão para o seu templo dedicado a seu deus. pox-que perderam a coragem. estava localizada cerca de cinco quilômetros ao norte do rio Arnom. Os soldados de M oabe gritam alarmados. junto com a vergonha por causa da derrota. com o a n ovilha de três an os. 4 A ssim H esbom . no cam in h o de H o ro n a im . p orq u e. a su a alm a trem e d en tro deles. com o E leale. Jaza estava localizada aproximadamente dezesseis quilôm etros a sudeste de Hesbom. até J a z a se o u v e a su a voz. ela foi capturada pelo rei M esa de M oabe e ainda estava em mãos moabitas nos dias de Isaías.Dibom. Camós. Porém. ao leste do Jordão e aproximadamente vinte e dois qui­ lômetros a sudoeste de Amã. a importante cidade sob o comando do rei Mesa. O lamento de M oabe sobre as cidades de Nebo (leste do rio Jordão) e de Medeba (sudeste da extremidade norte do mar M orto) mostra que eles estão destruídos. Cabeças e barbas raspadas eram um sinal de profunda lamentação. p o r isso. 5 O m eu cora çã o clam a p o r cau sa de M oabe.39 ). fu g i r a m os seu s n ob res p a ra Z oar. tinha sido concedida aos levitas (Js 2 1 . os a rm a d o s de M oabe cla m a m . todos a n d a m u ív a n d o e choram a b u n d a n te­ m ente. p o rq u e v ã o cho­ ra n d o p ela su bida de L uíte. Usar vestes grosseiras ( “sacos”) feitas do cabelo de cabras pretas era outro sinal de tristeza. nos seu s terraços e nas su a s praças. O país inteiro estava com o aspecto abatido. luto e desgraça.

.leva n ta m u m lastim oso pranto. 6 P orque as á gu a s de N in rim serã o p u ra assola ção. até JEglaim che­ g a r á o seu clam or. e não há v erd u ra algum a. Davi levou seus pais a Moabe para protegê-los. a ancestral de Davi.27). 8 P orque o p ra n to rod ea rá os lim ites de M oabe. veio de Moabe. Elas se tornaram áridas e desérticas. Ele parece ter um lugar especial em seu coração para Moabe. Deus enterrou Moisés em algum lugar em M oabe (D t 34. O povo de M oabe está fugindo para o sul a Zoar. Quando Saul perseguia a Davi. a pequena cidade que escapou da destruição de Sodom a e G omorra (Gn 19.3. As fontes de Ninrim. onde a preocupação de Abraão era realmente por Ló. o levarão. p o rq u e se seco u o fe n o . embora o juízo deva vir sobre este. provavelmente o ribeiro ou vadi Numeira (veja N m 32. O coração de Deus está sempre quebrantado por causa dos pecados do povo e por causa do juízo que deve vir. O amor de Deus ainda estava estendido para Moabe. ao rib eiro dos sa lgu eiros. assim como a de uma novilha de três anos na qual nunca foi posto jugo. 7 P elo que a a b u n d â n cia que a ju n ta ra m e o que g u a rd a ra m .6). d efin h ou a erva . ou fortaleza que poderia oferecer refúgio tem­ porário. cuja filha se tornou a ancestral dos moabitas. estão na direção da extremidade sudeste da porção principal do mar M orto. Horonaim era outra cidade a caminho de Zoar. a caminho de Zoar. possivelmente por causa da intercessão de Abraão por Sodoma em Gênesis 18. Js 13. cidadela. Luíte. provavelmente o vadi Zerek na fronteira meridional de Moabe. era uma colina.22). e ain da até B eer-E lim chegará o seu ru gido.21. Deus está se lastimando por Moabe. “M eu coração” é paralelo a “[Eu] acrescentarei” (v. As riquezas acumuladas durante os tempos de prosperidade terão que ser removidas para preservação além do ribeiro dos salgueiros ao sul.9). A fuga deles é rápida. Rute.

Voltando à situação do povo de M oabe nos vaus do rio Arnom. Nos Rolos do mar M orto e na Vulgata latina lê-se “D ibom” (veja 15. rei de Israel). As águas de Dimom constituem um riacho ao leste do mar M or­ to. 2 Rs 3. p o rq u e ain da a crescen ta rei m a is a D im o m : leões co n tra aq ueles que esca p a rem de M oabe e con tra as relíq u ia s da terra. O país inteiro estava lamentando por causa da destruição. su ced erá qu e serã o as f i lh a s de M oa be ju n to aos v a u s de A rn om com o o p á ssa ro vagueante. R ia­ chos que correm com sangue não era juízo suficiente —pois Deus ainda enviará mais. “Dimom” pode ter sido usado aqui para um jogo de palavras com a palavra hebraica para sangue (represa).2).4.1— 5 1 E nviai o co rd eiro ao d o m in a d o r da terra. Até mesmo naquela fortaleza eles não se sentiam seguros. Os moabitas fugitivos iriam para o sul do mar M orto a Sela.Moabe Contrastada com Sião 16. desde Sela. b. . lan çado f o r a do ninho. uma fortaleza edomita no topo do monte próximo de Petra (onde remanescentes dos edomitas ainda existem).000 cordeiros como tributo a Acabe. Aqueles que escaparem do exército assírio serão atacados por leões. buscando ajuda. H á alguns que interpretam o leão como sendo o exército assírio que continua atacando implacavelmente. até ao m o n te da fi lh a de Sião. De Sela eles enviariam o tributo para Jerusalém. no d eser­ to. Eglaim pro­ vavelmente ficava no sul de Moabe. Beer-Elim ( “poço dos heróis”) ficava na fronteira norte. onde o rei M esa de M oabe enviou 100.O clamor por socorro penetrou os limites de Moabe. 2 D e ou tro m odo. Jerônimo disse que “Dimom” e “D ibom” eram usados de modo intercambiável. 9 P orq u a n to as águ a s de D im o m estão cheias de sa n gu e. eles deverão enviar cordeiros como tributo “ao dominador da terra” (cf.

serv e-lh es de refú g io p era n te a f a c e do d estru id o r. [cf. tomem uma decisão governamental. 3 T om a conselho>ex ecu ta o ju íz o . hesed) é o trono do Messias. como Isaías tão freqüentemente o faz. a d estru içã o é desfeita. deixando-os vagar à toa. m eio -d ia co m o a n oite. Sua condição lamentável mostra o quanto os moabitas precisam de ajuda. dando-lhes refúgio da destruição assíria. A últim a parte deste verso (como também o v. escon d e os d esterra d os e não descu bras os vagueantes. O contexto indica que o gover- . e sob re ele no ta b ern á cu lo de D a v i se a ssen ta rá em v erd a d e vim que ju lgu e. Eles querem que Ezequias e Je­ rusalém lhes dêem “conselho” (levem a efeito um plano). Os mensageiros moabitas falam. 4 H a b item en tre ti os m eu s desterrados.5) olha à frente para o futuro. Será um juiz justo e será diligente na promoção da justiça. I 1. sendo o verdadeiro e legítimo her­ deiro de Davi e cumprindo a aliança dada a ele. Os agressores perecerão. Os moabitas querem que Jerusalém deixe os seus fugitivos vive­ rem com eles. Eles instam para que Jerusalém não os traia entregandoos nas mãos do inimigo. e p õ e a tu a som bra no p in o do . e se ap resse a f a z e r ju stiça . e provejam um esconderijo seguro para os fugitivos.2—4 ] O trono que “se firm ará” numa imutável aliança que guarda o amor (Heb. p o rq u e o hom em v iolen to terá f i m . e bu squ e o ju íz o . e os opressores são co n su m id o s sob re a terra. Ele sentará sobre o trono em contínua fidelidade em Jerusalém. e apresenta um contraste. 5 P orque u m tron o se f i r m a r á em benignidade.Nos vaus do rio Arnom as mulheres fugitivas de Moabe eram como pássaros cujos ninhos foram espalhados. O Senhor os deixa saber que o tempo está vindo quando a extorsão e a destruição cessarão. ó M oabe.

O s arro g an tes m o ab itas ta m b ém re je itaram a fé expres­ sa n o versículo 5 . Isaías resp o n d e ao p ed id o dos m o a b ita s e ap o n ta p a ra o o rgu lh o co m o a cau sa d a d e s tru i­ ção de M o a b e . O s b o lo s d e p assas q u e eles p ro d u z ira m fa z ia m p a rte da sua ad o ra ç ã o p a g ã (c f. O O rg u lh o d e M o a b e T ro u x e o D esp rez o 1 6 . e sta p ro m essa se a p lic a a M o a b e . a n d a m v a g u e a n d o p e lo d e s e r to . a s u a j a c t â n c i a é vã . P o rta n to . o s s e u s r a m o s s e e s te n d e r a m e j á p a s s a r a m a lé m d o m a r. T o d o s eles la m e n ta m p o r cau sa d o s “ fu n d a m e n to s ” (lite r a lm e n te . M o a b e la m e n ta p o r si m e sm o (c f. e d a s u a a l t i­ v ez .1 ) .H a r e s e t e . O d e s tr u id o r a sso lo u os seus c a m p o s co m o ta m b é m as v i­ d e iras de S ib m a (ta m b é m c h am a d a S e b a m . e d a s u a so b erb a . . D e p o is de lid a r co m o fu tu ro m e io de salvação. S u a s explosõ es de fú ria eram so m en te conversa vazia. eles só p o d em la m e n ta r q u e e ste ja m im p ie d o s a m e n te b a tid o s e os seus v in h e d o s p ro d u to re s de p assas este ja m d e s tru íd o s . g e m e r e i s p e lo s f u n d a m e n t o s d e Q u ir . p o i s j á es tã o a b a la d o s. O s assírio s e as su as h o stes ( “os sen h o res das n a ç õ e s”) ta m b é m d e s tru íra m u m v in h e d o q u e se e s te n d ia em d ireção . o s s e n h o r e s d a s n a ç õ e s t a la r a m a s s u a s m e lh o r e s p l a n t a s .5 . to d o s u i v a r ã o . e d o s e u f u r o r . v ã o c h e g a n d o a J a z e r . a s o b e r b ís s im a . O s 3 . A lg u n s a c re d ita m q u e este v ersícu lo sig n ific a q u e n o s d ias de Isaías. H eb . 7 P o r ta n to .8 ) . H e sb o m n o ex trem o n o rte d e M o a b e fo i o u tr o ra u m a c id a d e is ra e lita .6 —1 2 6 O u v i m o s d a s o b e r b a d e M o a b e. 1 5 .1 ).n o d o M e s s ia s se e ste n d e rá aos g e n tio s . c. ‘ashisbe) de Q u ir-H a re s e te . p e rto d o m o n te N e b o n a p a r te n o rte de M o a b e ). N ã o s o c o rrid o s p o r essa ad o ração . E z e q u ia s se to r n o u u m sím b o lo d o M e s s ia s e era e sp e ra d o q u e fiz e s ­ se o q u e era c o rreto .s P o r q u e o s c a m p o s d e H e s b o m e a v in h a d e S ib m a e n f r a q u e c e ­ ra m . “b o lo s de p a s sa s ” . M o a b e u i v a r á p o r M o a b e . a p r in c ip a l c id a d e n a p a r te su l de M o a b e ( c f 1 5 .

Moabe tinha se expandido em todas as direções. desde que Deus está falando no verso 10. co m o p ra n to de Jazer. uma outra antiga cidade israelita (Js 2 1 . e ninguém está pisoteando as uvas nos lagares. Alguns vêem isto como o cumprimento de “porque ain­ da acrescentarei mais a Dimom” (15. m e’ay.ao norte até Jazer. e enten­ dem a referência do profeta ao seu próprio coração (Heb. As frases "[Eu] pratearei” e “regar-te-ei com as minhas lágrimas” mostra novamente que o SE N H O R lamenta com M oabe sobre a perda de seus vinhedos e frutas de verão que pereceram no grito de batalha. 11 P elo que m in h a s en tran h as soam p o r M oabe com o harpa. 10 E fu g iu o fo lg u e d o e a a legria do ca m p o f é r t i l .6.9). e o m eu interior. Todavia. embora eles mereçam o juízo (cf. O seu pesar e a sua dor nos dias de Noé. mas agora estava destruído. Deus acabou com o brado deles. ”Q uir-H eres” em he­ braico é qir chares. n em há jú b ilo a lgu m . Chares quer dizer um pedaço de cerâmica quebra­ .3 9 ) apro­ ximadamente dezesseis quilômetros a oeste de Amã. p orq u e o jú b ilo dos teu s f r u t o s de v erã o e da tua sega desapareceu. Alguns interpretam este versículo como Isaías falando. Ninguém está se alegrando nos pomares ou está cantando nos vinhedos. “lira”) para Moabe e o seu interior para Quir-Heres como uma expressão de sarcasmo.3 6 ).34). Ele tem compaixão. cf. 9 P elo que p ra n tea rei. o H esh om e Eleale. a vin h a de Sibm a. e j á na s vin h a s se não canta. Gn 6. “intestinos”) fazendo um som semelhante a harpa (Heb. parece mais provável que Deus esteja expressando a dor firmemente cravada que Ele sente (cf. regar~te~ei co m as m in h as lágrim as. Lc 13. j á o p isa d o r não p isa rá as u v a s nos lagares. kinnor. p o r Q u ir-H eres. também Jr 4 8 . assim ne­ nhum suco está fluindo para a cuba mais baixa. em direção do leste ao deserto e rumo ao oeste para o mar M orto. a compaixão de Jesus por Jerusalém. Eu f i z cessa r o jú b ilo .

m as u m m o n tã o de ru ínas.7 ). 15). Será óbvio quando os moabitas forem para os seus lugares altos adorar e buscar ajuda do seu principal deus. será en vilecid a a g ló r ia de M oabe. no passado. E is q u e D a m a sco será tirada. Não há mais nenhum moabita. d. o único que pode prover refúgio e salvação. a glória de Moabe se tornará de pouca monta. . e j á não será cidade . e o nome provavelmente é um jogo de palavras irônico sobre o nome de Q uir-H eres (1 6 . A profecia anterior fora feita um pouco antes por Isaías (cap. Aqueles que se desviam do SE N H O R para outras práticas reli­ giosas as acharão totalmente inúteis. A Assíria cumpriu esta profecia. Isto significa exatamente três anos completos. Sua sobra será muito pequena e sem poder. O SE N H O R é o único Deus ver­ dadeiro. com toda a su a g r a n d e m u ltid ã o . f a l o u o SENHOR. tais qu ais os a n os de assalariados. 4. Hoje.da. M oabe Será Julgada Dentro deTrês Anos 16. Camós. e perderam a sua identidade nacional. dizendo: D en tro em três anos. como seria declarado em um contrato comercial dado a alguém que fosse contratado para um trabalho. e en tra r n o seu sa n tu á rio a orar. con tra M oabe. 12 E será que.13. que eles só esta­ rão se enfadando. Dentro daquele tempo. JUÍZO SOBRE DAMASCO I7 . os árabes jordanianos ocupam aquele território. q u a n d o M oabe se apresentar.14 13 E sta é a p a la vra q u e o S enhor fa lo u .I-3 1 P eso de D am asco. As suas orações no lugar santo dele não trarão vitória. nada alcan çará. agora. 14 M as. unidos em casamento (provavel­ mente com árabes). p eq u en o e im potente. e o resídu o será p ou co. q u an do se ca n sa r n os altos. Agora ele acrescenta que o Senhor a cumprirá “dentro em três anos”. Os descen­ dentes de Moabe se espalharam.

quer dizer. Ele saqueou a cidade. Rezim. A mesma campanha m ilitar assíria que também tomou Damasco passou para a parte norte de M oabe e tomou as cidades de Aroer. mas que estaria simplesmente completa na ocasião. em 722. Israel não tinha mais nenhuma defesa em sua fronteira do norte. e novamente em 728— 727.6). Depois. com o tam bém o rein o de D a m a sco e o resíd u o da S íria. a cidade foi novamente reconstruída. “removida ou afastada de [ser] uma cida­ de”) não significa que a destruição seria permanente. as cidades sob o controle de Damasco. isto se ajustaria à situação depois que Tiglate-Pileser III despovoou parcialmente a área. Samaria. depois da liderança desta sua tribo). O reino norte de Israel tinha se aliado com Damasco (veja 7. seria destruída. d iz o S enhor dos E xércitos. Desde que havia terra fértil e um bom abastecimento de água lá. musar m e’ir. com uma longa história. porém. não Aroer. qu e se d eita rã o sem h a ver q u em os espante. Damasco e o remanescente da Síria tam­ bém estarão sem defesas. indica “suas cidades”.5. Desse modo. e uma em Amom (Js 13. Esta profecia da destruição de Damasco foi cumprida através de Tiglate-Pileser III em 73 2 a. que tomou Damasco também tomou a parte norte de Israel (referida aqui como “Efraim”. A campanha de Assíria de 734— 732 a.) A Bíblia menciona três cidades chamadas Aroer: uma em Judá (I Sm 30. uma em M oabe (Js 12. hão de s e r p a ra os rebanhos. (A Septuaginta.2). importante e rica cidade.Quando Isaías começou a profetizar.28). No entanto.25). Damasco era uma grande.3Ela não tinha mais nenhuma impor­ tância nos tempos do Velho Testamento. depor­ tou muitos de seus habitantes. 3 E a fo rta lez a de E fraim cessará. A glória deles terá acabado da mesma manei­ .C. e a fez parte da província assíria de Hamate. serã o co m o a g ló r ia dos f i lh o s de Israel. “já não será cidade” (Heb. Se isto refere-se às cidades em Moabe e Amom.C. executou o seu rei. 2 As cida des de A roer serã o ab andon adas. sua princi­ pal fortaleza.

ra que a glória de Israel acabou. Esta era a palavra do SE N H O R dos Exércitos (Heb. Yahweh T fv a ‘oth, “o SE N H O R das Hostes [exércitos]”), o Único no controle definitivo dos exércitos da terra e do céu.
5. A COLHEITA E A RESPIGA I7 .4 -I I

a. O Remanescente de Jacó Será Pequeno 17.4— 6
4 E será d im in u íd a , naquele dia, a g ló r ia de Ja có, e a g o r d u r a da su a ca r n e desaparecerá.

Israel cometeu um erro terrível se aliando com Damasco. A falsa e mundana glória de Jacó (Israel) será reduzida a nada, como a gor­ dura em um homem faminto. 5 P orque será co m o o sega d or qu e colhe o trigo e, co m o seu braço, sega as espigas; e será tam bém co m o o qu e colhe espigas n o va le dos R efains. A glória de Israel é melhor comparada ao que é deixado depois que os grãos são colhidos e são respigadas as cabeças restantes de grãos. “Refaim” quer dizer “fantasmas”, uma ênfase adicional à tra­ gédia da queda de Israel. O vale estava logo ao sudeste de Jerusalém e outrora teve férteis campos de grãos. 6 M as ain d a fi c a r ã o n ele a lgu n s rabiscos, com o no sa cu d ir da oliveira : d u a s o u três az eiton as na m a is alta p o n ta dos ra m os e qu atro o u cin co.n os ra m os m a is ex terio res de u m a á r v o r e fr u t í fe r a , d iz o Senhor D eu s de Israel. Haverá um remanescente ( “alguns rabiscos”), mas será pequeno. Isto é comparado às poucas azeitonas — “duas ou três... quatro ou cinco” —deixados depois dos ceifeiros terem sacudido os galhos por causa das azeitonas restantes. b. U m Dia Quando as Pessoas Atentarão para Deus 17.7,8 7 N aquele dia, aten tará o h om em p a ra o seu C ria dor, e os seu s olhos olharão pa ra o S anto de Israel.

“Naquele dia” é o futuro Dia do SE N H O R . Deus tem um propósi­ to em perm itir a derrubada da glória de Israel: fazer as pessoas (Heb. ha adam, “o s homens”, i.e., “a humanidade” — não só Israel, mas o mundo inteiro), coletiva e individualmente, olharem atentamente para ( “em atenção a”, NASB) o seu Criador, que também é o Criador de Israel. Deus também usa Israel para conseguir que o mundo reconhe­ ça o único e verdadeiro Deus, que é “o Santo de Israel”.
8 E não aten ta rá pa ra os altares, obra das su a s m ãos, n em olhará p a ra o qu e fiz e r a m seu s dedos, n em pa ra os bosques, n em p a ra as im agen s do sol.

Quando retornarem para Deus depois do sofrimento, eles não procu­ rarão ajuda novamente nos altares pagãos ou nos ídolos. Para fazer uma aplicação aos seus próprios dias, Isaías especifica que os “postes-ídolos” (ARA —dedicados a Asera) e “os altares” de incenso portáteis usados na adoração pagã não mais serão respeitados. A Lei ordenava aos israelitas que os demolissem (Ex 34.13). Os “postes-ídolos” ou eram imagens de madeira de Asera ou uma “árvore da vida” estilizada, a qual ficava à entrada das casas de prostituição (cf. Dt 16.21). Estes eram bordéis de­ dicados à deusa Asera, a qual era considerada pelos cananeus como sen­ do a mãe de Baal e de sessenta e nove outros deuses.4 Podemos aplicar este adicional ao fato de que quando o povo se postar diante do tribunal do juízo de Deus, nada a não ser a confiança no SEN H O R ajudará. c. Um Dia de Desolação 17.9 9 N aquele dia, serão as su a s cidades f o r t e s com o os lugares ab an­ don ados no bosque ou sobre o cu m e da s m ontanhas, os qu ais fo r a m a b an don ados an te os fi lh o s de Isra el; e haverá assolação. Isaías fala novamente do juízo de Deus. Os cananeus foram expul­ sos outrora por causa da sua idolatria. A Lei proibia a adoração em santuários pagãos e lugares altos deixados pelos cananeus. Embora os israelitas muitas vezes se voltassem para tais lugares, sempre que eles estavam verdadeiramente servindo ao SE N H O R , esses lugares ficavam

desertos. No Dia do SE N H O R , a confiança nas “cidades fortes” será abandonada como os santuários idólatras em tempos de reavivamento. d. Castigado por Esquecer de Deus 17.10,11
10 P orq u a n to te esq u eceste do D eu s da tua sa lv a çã o e não te lem braste da rocha da tua fo rta lez a ; p elo que bem p la n ta r ás p la n ta s f o r m o s a s e as cerca rá s de sa rm en to s estran hos:

O juízo de Deus virá sobre Israel porque os seus corações e men­ tes já não estão focalizadas em seu Salvador —aquEle que os libertou do Egito, o Deus que é, e que tem sido, a “rocha”, a fortaleza inex­ pugnável deles. Eles têm estado muito ocupados plantando jardins5 para a adoração de falsos deuses. As videiras importadas ou “sarmentos estranhos” insinuam alianças estrangeiras que eram contrárias à von­ tade de Deus. Deste modo, o esquecimento de seu Deus era uma rebelião e uma traição.
11 N o dia em qu e as p la n ta res as cerca rá s e, p ela m an hã, fa r á s q u e a tu a sem en te brote; m a s a colheita v o a rá n o dia da tribula~ çã o e das d ores in sofríveis.

A sua plantação ou montagem (o Heb. pode significar cercar cui­ dadosamente) de um falso jardim e a atividade de fazer com que a semente floresça carrega uma falsa esperança de uma boa colheita. A colheita a partir da adoração pagã e do emaranhando das suas alian­ ças não importava em nada. Ao invés disso, eles colherão o juízo de Deus: o “dia da tribulação e das dores horríveis”. Também é possível que a plantação inclua os seus planos para se revoltarem contra a Assíria, possivelmente a revolta que foi esmagada por Tiglate-Pileser III em 734 a.C.
6. DESTRUIÇÃO SÚBITA 17.12-14

12 A i da m u ltid ã o dos g ra n d es p o v o s q u e bram am co m o bram am os m a res e do ru gid o das n a ções qu e ru gem co m o ru gem as im p etu osa s á gu a s!

Isaías se volta à súbita destruição do inimigo, a Assíria. “A i” (Heb. boi) pode significar “oh!”, e indica lamentação. Haverá um alvoroço ou “rugido” das nações como uma tempestade no mar ou um rio em fase de inundação. M uitas nações ( “águas”) tinham se juntado à Assíria.
13 B em ru girã o as nações, com o ru gem as m u ita s águas, m a s ele rep reen d ê-la s-á , e fu g ir ã o p a ra longe; e serã o cfu g en ta d a s com o a p ra ga n a d os m o n tes dia n te do v en to e co m o a bola d ia n te do tifã o .

As nações unidas sob o comando da Assíria virão como uma inun­ dação furiosa, mas Deus as repreenderá. Em vez de arrastarem tudo diante delas como esperavam, o SE N H O R falará uma palavra e elas serão varridas como a palha da espiga de cereais ( “como a pragana ao vento”) e os arbustos diante de uma ventania ou uma tempestade.
14 Ao anoitecer, eis qu e há p a vor: e an tes que am anheça, eles não serão. E sta é a p a rte daqueles qu e n o s despojam , e a so rte da q u e­ les que n os saqueiam .

O juízo de Deus acontecerá em uma noite. Esta profecia foi ca­ balmente cumprida no juízo do anjo da morte sobre os 185.000 homens do exército de Senaqueribe (2 Rs 19.35), um juízo mereci­ do por causa da aterrorização, pilhagem e saque de Judá por parte deles.

QUESTÕES DE ESTUDO
1. 2. 3. 4. 5. Como e quando 14.25 foi cumprido? Que juízo viria sobre os filisteus e por quê? O que causaria a lamentação em Moabe? Por que Deus mostraria pesar sobre Moabe? O que queriam os moabitas de Ezequias e de Jerusalém?

Quais foram as causas da destruição de Moabe? O que aconteceria em três anos? Como a destruição de Damasco foi cumprida? O que acontecerá ao mesmo tempo à parte norte de M oabe e à parte do norte de Israel e por quê? 10. Que juízo virá sobre a Assíria?

6. 7. 8. 9.

CITAÇÕES
1 Ele não deixou nenhum registro tardio exceto algumas inscrições em edificações em Nínive e Assur. Veja D aniel David Luckenbill, Ancient Records o f Assyria and Babylonia, 2 vols. (Chicago: University o f Chicago Press, 1926— 7 ), 2:183. 2 2 Sargão abafou as revoltas filistéias em 7 1 9 e 711 a.C.; Senaqueribe abafou um a em 7 0 1. H erbert M . W olf, Interpreting Isaiah (G rand R apids: Zondervan Publishing H ouse Academ ie Books, 1 9 8 5 ), 116. 3 Charles E Pfeiffer, O ld Testament History (G rand R apids: Baker Book House, 19 87 ), 334. 4 Alguns cananeus a consideravam como sendo cônjuge de Baal. Veja W olf, Interpreting Isaiah, 120. 5 “Plantas formosas” provavelmente significa “plantas do jardim de A donis”. W illiam L. H olladay, A Concise Hehrew and Aramaic Lexicon o f the Old Testament (G rand Rapids: W m . B. Eerdmans, 19 86 ), 2 4 0.

C. Etiópia e Egito 18.1-20.6
I. JUÍZO SOBRE A ETIÓPIA (CUXE) I8 .I-6

1 Ai da terra qu e en som bra co m as su a s asas, q u e está além dos rios da E tiópia.

Isaías desloca-se agora da profecia de juízo sobre muitas nações (1 7 .1 2 ) para um ai específico para a Etiópia (Cuxe). A terra que

“ensombra com as suas asas” (Heb. tsiltsal, “grilos alados”) em ambos os lados “dos rios da Etiópia” —o N ilo azul e branco —é a terra de Cuxe, a qual não é a moderna Etiópia, mas o Sudão, ao sul do Egito. Em último plano, podemos notar que o faraó cusita, Piankhi, inva­ diu o Delta do Egito cerca de 725 a.C. e trouxe tudo menos uma pequena parte sob o seu controle. Ele estava preocupado a respeito das muitas tentativas assírias para controlar o comércio fenício com o Egito. 2 Q u e en v ia em b a ix a d ores p o r m a r em n a vio s de ju n c o sob re as águas, dizendo: Ide, m en sa geiros velozes, a u m a nação alta e polida, a u m p o v o ter rív el desde o seu p rin cíp io ; a u m a n a ção de m ed id a s e de vex am es, cu ja terra os rio s dividem . Isaías ordena que os mensageiros passem “por mar”, quer dizer, ao longo da costa mediterrânea, em navios de junco. A eles é ordena­ do a irem a uma nação alta ou magra e “polida” (ou, de pele bronze­ ada). Este é um povo que evoca medo desde muito longe ( “desde o seu princípio”), uma nação se expandindo e pisoteando outros sob os pés, e “cuja terra os rios dividem” (Heb. casber~ba/‘u n‘harim, “cujos rios encharcam”). Alguns tomam isto como tendo uma aplicação geral a qualquer terra acessível através da água. Outros os tomam como sendo os assírios, pois a sua meta era conquistar o Egito e Cuxe.1Outros entendem o mar como sendo o rio N ilo (cf.N a 3.8), e o povo alto e polido como sendo os egípcios que, diferentemente dos povos semíticos, barbeavam-se.2
3 Vós, todos os habitantes do m u n d o, e vós, os m o ra d o res da terra, qu an do se a r v o r a r a bandeira n os m ontes, o v ereis; e, qviando se to ca r a trom beta, o ou vireis.

A chamada é para todos os povos do mundo. O levantamento de uma bandeira (estandarte) e o soprar de uma trombeta (de chifre de carneiro) era um sinal para as tropas entrarem em ação. Isaías quer que eles estejam prontos para ver e ouvir.

4 P orque assim m e disse o Se n h o r : E starei quieto, olhando desde a m in h a m orada, com o o a rd o r do so l resplan decente, com o a n u v em do orva lh o no ca lo r da sega,

Isaías então ouve a palavra do S e n h o r para ele. O tempo para a ação ainda não tinha chegado. Deus tem o seu momento certo, e é um erro passar à frente de Deus. O SE N H O R permanecerá “quieto” e nada fará a não ser ficar “olhando” do lugar de sua habitação, o templo, quando há “o ardor do sol resplandecente”, quando há uma “nuvem do orvalho no calor da sega”. Em outras palavras, o SE N H O R não oferecerá nenhum apoio a planos de rebelião contra a Assíria, muito embora Ele saiba o que está acontecendo e ainda esteja no controle definitivo da situação. Ezequias aprendeu isto de um modo difícil quando rejeitou as advertências proféticas de Isaías e fez uma aliança com o rei cusita do Egito. 5 P orque a n tes da sega, qu an do j á o ren ovo está p erfeito , e as u v a s verd es am a d u recem , então, p o d a rá os sa rm en tos, e tira rá os ram os, e os cortará. M as Deus tem o seu tempo para a ação. Ele não perm itirá a co­ lheita. Da mesma maneira que as uvas estão começando a amadure­ cer e o inimigo está esperando uma colheita, Ele levará facas de poda e cortará abaixo as videiras. Isto é o que aconteceu a Senaqueribe quando ele esperou tomar Jerusalém, mas ao invés disso foi ferido pelo anjo da morte, o qual tomou as vidas de 185.000 homens do seu exército. A palavra para os “sarmentos” ou brotos da videira (Heb. zalzal) parece ser um jogo de palavras sobre “ensombra com suas asas” (Heb. tsiltsal) do versículo I.
6 E les serã o deix a d os ju n to s às aves dos m on tes e aos a n im a is da terra; e so b re eles vera n ea rã o as a ves de rapina, e todos os a n i­ m a is da terra in v ern a rã o sob re eles.

Os assírios que fogem de volta à sua própria terra deixarão m ui­ tos cadáveres, os quais se tornarão um banquete para “as aves de

rapina” dos montes e para os selvagens “animais da terra”. Lá haverá tanta carnificina que terá comida suficiente para os pássaros ao longo do verão e para os animais selvagens ao longo do inverno.
2. PRESENTES TRAZIDOS AO SENHOR 18.7

7 N aquele tem po, tra rá u m p resen te ao Senhor dos E x ércitos u m p o v o alto e p o lid o e u m p o v o ter rív el desde o seu p rin cíp io ; u m a nação de m ed id a s e de vex am es, cu ja terra os rio s divid em ; ao lu g a r do n o m e do Senhor dos E x ércitos, ao m o n te de Sião. O povo descrito em 18.2 enviará presentes ao SE N H O R dos Exér­ citos, “ao lugar do nome do SE N H O R dos Exércitos, ao monte de Sião”. Pode ter havido um cumprimento inicial disto nos presentes trazidos a Ezequias depois que Deus o curou (2 Cr 32.23). Porém, no final das contas, o mundo inteiro verá a glória do Senhor enquan­ to Jesus é estabelecido como o Rei messiânico no monte Sião.
3. JUÍZO SOBRE 0 EGITO I9 .I-I5

1 P eso do Egito. E is qu e o SENHOR v em cavalgan d o em u m a n u v em ligeira e v irá ao E gito; e os ídolos do E gito serã o m o v id os p era n te a su a fa c e , e o cora çã o dos egíp cios se d erreterá no m eio deles.

Antes que a Assíria viesse contra Judá em 701 a.C. o rei Ezequias estava voltando os olhos para o Egito por ajuda. O Egito outrora tinha escravizado o povo de Deus e era freqüentemente seu inimigo. Os egípcios adoravam a muitos deuses e acreditavam que o deus sol era maior que qualquer outro deus. Eles também adoravam a faraó. Porém, esta profecia sobre o Egito declara que o poder de Deus fará o Egito temer Judá (1 9 .1— 17). Deus será adorado no Egito (1 9 .1 8 — 22). O Egito e a Assíria se unirão em adoração com Israel; Deus os fará uma bênção. O SE N H O R está vindo para o Egito em uma nuvem luminosa e ligeira, fazendo tremer os ídolos do Egito ( “nadas”) e o

povo do Egito perder a coragem. Esta era uma advertência nos dias de Isaías para Ezequias e para o povo de Judá não escutarem ao enco­ rajamento egípcio para se rebelarem contra a Assíria. 2 P orque f a r e i com qu e os egípcios se levan tem co n tra os egípcios; e cada u m p eleja rá con tra o seu irm ã o e cada u m , co n tra o seu p r ó x im o ; cid a d e con tra cidade, rein o con tra reino. Deus incitará discórdia interna, provocando os egípcios para luta­ rem um contra o outro. Isto aconteceu nos anos 740s e 730s a.C., quando cidades do Egito se voltaram em suspeita umas contra as outras.
E o esp írito dos egípcios se esva ecerá den tro deles; eu d estru irei o seu conselho, e eles co n su lta rã o os seu s ídolos, e en ca n ta d ores, e adivinh os, e m ágicos.

O espírito deles estará agitado, devastado, em choque, e seus con­ selhos e planos serão confundidos por Deus. Com conselheiros hu­ manos contradizendo-se entre si, os egípcios se voltarão para os ído­ los (lit., “nulidades sem valor”), aos espíritos dos mortos, e aos mé­ diuns e espíritas que reivindicavam ser possuídos por tais espíritos.
4 E en trega rei os egípcios nas m ã os de u m sen h o r duro, e u m rei rigo ro so os d om in a rá, d iz o Senhor, o Senhor dos E xércitos.

Deus entregará os egípcios aos senhores severos e um rei feroz regerá sobre eles como um ditador. O faraó cusita (etíope) Piankhi tomou o controle de todo o Egito. Em 715 a.C., ele foi sucedido por outro senhor implacável, Shabako. Em 671, Esar-Hadom, da Assíria, conquistou o D elta do Egito até Mênfis, e em 663 Assurbanipal tomou Tebas, a capital do Egito. Deus continuou entregando o Egito para estes e outros conquistadores. J E fa lt a r ã o as águ a s do m ar, e o rio se esgota rá e secará. 6 T am bém o s rio s a p od recerã o; e se esgota rã o e seca rã o os can ais do E gito; a s ca n a s e os ju n c o s se m urcharão. 7A relv a qu e está

ju n to ao rio, ju n t o às rib a n ceira s dos rios, e tu d o o qu e f o i sem eado ju n to ao rio se secarão, e serã o arran cados, e não su b ­ sistirão. 8 F os p esca d ores gem erã o , e su sp ira rã o todos os qu e lan çam an z ol ao rio, e os que esten d em red e sobre as águ a s desfalecerão.

O Egito dependia do N ilo para a sua própria subsistência. O que as águas do N ilo não podiam irrigar nada mais era do que a areia do deserto. Onde o N ilo alagava e onde as suas águas pudessem ser usadas para irrigação, a terra era rica. Eles poderiam cultivar duas, e em alguns lugares, três colheitas por ano. Para o N ilo secar e os m ui­ tos córregos, canais e regatos na área do Delta terem diminuído ou secado era uma tragédia terrível. Os peixes morreriam e causariam um enorme mau cheiro. Os peixes no N ilo eram a fonte principal de proteína na dieta dos egípcios. A história egípcia registra várias vezes quando o N ilo não pôde irrigar a terra. 9 E en vergo n h a r-se-ã o os que trabalham em linho f i n o e os que tecem p a n o branco. 10E os seu s fu n d a m en to s serão despedaçados, e todos os que trabalham p o r salário fic a r ã o com tristeza na alm a. A fabricação de pano de linho fino era uma das principais indús­ trias no Egito. Os trabalhadores em linho e pano branco serão enver­ gonhados e ficarão lívidos, perdendo a esperança. Embora a N IV traduza a palavra hebraica skabtkotbeha como “traba­ lhadores em pano” Ç‘ The workers in cloth”'j, ou, tecedores, esta é melhor traduzida como “seus fundamentos” que serão despedaçados (v.IO). [Nota do Tradutor: A versão brasileira N V I omite esta primeira parte do versículo], A seca da terra afeta a todos, inclusive os pilares ou fundamentos da sociedade (egípcia) e os trabalhadores diaristas mais humildes que serão afligidos por esta reviravolta infeliz de eventos.
11 N a v erd a d e lo u co s são os p r ín cip es de Z oã; o conselho dos sábios con selh eiros de Faraó se em h ru teceu ; com o, pois, a Faraó direis: S ou f i l h o de sábios, fi lh o de a n tigos reis?

Zoã (também chamado deT ânis) era uma importante cidade no D elta do Egito. Seus líderes se vangloriavam a respeito da sua grande sabedoria. Eles seriam expostos como “loucos” (o Heb. aqui é uma exclamação), muito estúpidos para ver os resultados destas ações. Os conselheiros de faraó tinham uma reputação de sábios (cf. At 7.22), mas eles provaram ser tão estúpidos quanto o gado. Isaías lhes per­ gunta como podem dizer que são homens sábios, filhos, ou discípu­ los, dos “antigos reis?”
12 O n d e estão agora os teu s sábiosP A n u n ciem -te, agora, ou in fo r m e m -te do qu e o Senhor dos E x ércitos d eterm in o u con tra o Egito.
S e os homens sábios do Egito fossem realmente sábios, eles seri­ am capazes de anunciar o que o SE N H O R Todo-poderoso, o S E N H O R dos Exércitos, pretendia para o Egito, e Isaías os desafia a proceder assim. Está claro que eles não podem. Deus anulou a suposta sabedo­ ria deles.

13 L oucos se torn a ra m os p r ín cip es de TLoã, e en ga n a d os estão os p rín cip es de N cfe; eles ja r ã o er ra r o Egito, eles que são a p ed ra de esqu in a das su a s tribos.

Não só os líderes a Zoã tinham se tornado “loucos” ou tolos, os líderes em Mênfis (Heb. nopb) tinham falsas esperanças. Elas deveri­ am ter sido “a pedra de esquina” sustentando as “suas tribos” (Heb. stivate~ha “tribos, distritos, províncias”) do Egito. Ao invés disso, fi­ zeram com que eles errassem —um engano fatal.
14 O S e n h o r d erra m o u n o m eio dele u m p e rv er so espírito; e

eles fiz e r a m e r r a r o E gito to m toda a su a obra, co m o o bêbado qu an do se rev o lv e no seu vôm ito.

Porque os líderes do Egito estavam fazendo o povo errar, o SE­ NHOR aumentou o seu erro por derramar no meio deles um espírito atordoado e cambaleante.

A simples menção de Judá trará assom­ bro por causa do que Deus está planejando contra o Egito. podem fazer qualquer coisa sobre isto. O Egito e os seus líderes se colocaram em uma posição desesperada da qual eles não podem se desembaraçar. Ao invés disso.Por conseguinte. A situação inteira está fora de controle. Nem tampouco os seus líde­ res ou as pessoas comuns. Em vez do Egito aterrorizar Judá. o Egito será como mulheres desamparadas. do que d eterm in o u con tra eles. Deus usará a terra de Judá. 15 E não a p roveita rá ao E gito obra a lgu m a qu e p ossa J a z e r a cabeça. Isaías queria que Judá visse quão tolos eles eram em confiarno Egito para qualquer ajuda. Ele é um Deus santo e tem que julgar o pecado deles. eles estão cambaleando como um homem tão bêbado que vomitou sobre si mesmo. p orq u e ela se há de m o v er co n tra eles. . p o r cau sa do p ro p ó sito do SENHOR dos E x ércitos. a cau da.16-25 16 N aquele tem po. controlando-os. nem o superior nem o inferior. UM DIA DE CASTIGO E CURA PARA 0 EGITO 19. 11E a terra de J u d á será u m espan to p a ra o E gito. tremendo em terror por causa da mão divina de juízo que Deus está movendo so­ bre eles. Isaías agora olha adiante e proclama cinco profecias a respeito de um dia futuro quando o Egito já não será um poder dominante. todo aquele a q u em isso se a n u n cia r se assom brará. os egípcios serã o co m o m u lh eres. e trem erão. o ra m o ou o ju n co . 4. em tudo o que fazem. Judá será um terror para o Egito. Tal pes­ soa não poderia tomar decisões sábias ou dirigir o povo na direção certa. Alguns estudantes da Bíblia acreditam que o espírito cambaleante era um espírito de juízo que se misturou com os próprios espí­ ritos deles. e tem erã o p o r ca u sa do m o v im en to da m ã o do S enhor dos E xér­ citos.

20 E serv irá de sin a l e de testem unho ao Senhor dos E x ércitos na terra do Egito. Uma terceira profecia olha à frente para a vinda do Egito ao SeN HOR e um futuro Salvador. um culto britânico de Israel estava proclamando que a Grande Pirâmide de Queops ( K h u fu ) era o pilar e que o compri­ mento de sua passagem principal significava que a idade presente teria seu fim definitivo em 1936. h a verá cin co cida des na terra do E gito que fa la r ã o a lín gu a de C a n a ã e f a r ã o ju r a m en to ao S enhor dos E x ércitos. e ele lhes en via rá u m R ed en tor e u m P ro teto r que os livrará./ 18 N aquele tem po. . Nos tempos do Novo Testa­ mento. p orq u e ao SENHOR clam arão p o r causa dos opresso­ res.2). e u m m o n u m e n to se e r ig ir á a o S enhor. A Grande Pirâmide foi construída aproximadamente 1.32. o cumprimento completo contempla o futuro para o reino milenial por vir. Uma destas cidades será chamada de “Cidade da Destrui­ ção” —um jogo de palavras sobre “a Cidade do Sol”. o S enhor terá u m a lta r n o m eio da terra do J E gito.7.33. Po­ rém. Toda colocação de tais datas é proi­ bida pela Bíblia (veja M c 13.1. um grande contingente de judeus se instalou no Egito. “Cinco cidades na terra do Egito” se voltarão para o SeN H O R e “falarão a língua de Canaã [hebraico] e farão juramento ao SE N H O R ” . Isto pode ter tido um cumprimento parcial quan­ do os judeus fugiram para o Egito e se estabeleceram lá depois que Nabucodonosor destruiu Jerusalém.800 anos antes da épo­ ca de Isaías. Já em 1935. Um a segunda promessa do dia futuro não é apenas juízo. Não só haverá ali uma submissão ao SE N H O R . e u m a se ch am ará C id a d e da E festruifão. I Ts 5. mas também haverá adoração em um altar (um lugar de reconciliação com Deus e de pura adoração) no meio do Egito e um pilar de pedra ou monumento dedicado ao SE N H O R na sua fronteira. At 1. à qual os gregos chamam Heliópolis. n a su a fr o n t e i r a . mas bênção. ! ‘ N a q u ele tem po. Isaías viu o pilar como algo no futuro.

e os cu m prirão. e a A ssíria. .O pilar será para “sinal” e “testemunho” ao SE N H O R no Egito. 23 N aquele dia haverá estrada do E gito a té à A ssíria. os egípcios clamarão por socorro ao SE N H O R e Ele lhes enviará um Salvador (Heb. Eles não mais lutarão um contra o outro. e os egípcios a d ora rã o co m os a ssírios ao Sen h or . como em um torno. na q u ele dia. Por seus atos poderosos o SE N H O R se fará conhecido ao Egito. I sra el será o terceiro co m os egípcios e os assírios. 25 P orque o SENHOR dos E x érci­ tos os abençoará. e os egípcios irão à A ssíria. eles “adorarão. Por causa dos opressores. No futuro Dia do SE N H O R isto não será mais assim. e os assírios v irã o ao Egito. “um que contenderá por eles”). adorando-o e fazendo votos a Ele. As quatro profecias apontam para a expectativa de um tempo de paz. m o s h i a e Protetor (Heb. ao SE N H O R ” juntos. Ao invés disso. Nos dias de Isaías. obra de m in h a s m ãos. e ele m o v e r -s e -á às su a s ora ções e os cu rará. m in h a herança.. e os cu ra rá . unidos em espírito porque foram aceitos e unidos pelo SE N H O R . uma rodovia (uma estrada construída ou elevada) entre o Egito e a Assíria tornará possível para ambos ir de um lado para o outro livremente. um Ser poderoso que “os livrará”. Judá estava com­ primido entre eles. o Egito e a Assíria eram inimigos. e os egípcios con h e­ cerã o ao SENHOR. u m a bênção no m eio da terra. 24 N aquele dia. Os egípcios retornarão em arrependimento ao S E N H O R . e Ele será movido pelas suas orações e responderá “e os curará”. e co n v e rter -se-ã o ao SENHOR. rav. sim . e Israel. dizendo: B en d ito seja o Egito. mas o propósito dEle será curar. m eu povo. Ao invés disso. Deus fará o seu juízo ferir o Egito. 21 E o S enhor se d a rá a co n h ecer ao Egito. os quais cumprirão com dedicação. e fa r ã o v o tos ao SENHOR.. e os egípcios conhecerão o SE N H O R de um modo pessoal. eles o ad orarã o com sa crifí­ cio s e ofertas. 22 E fe rirá o SENHOR aos egípcios.

Nações outrora inimigas mortais uma da outra se tornarão irmãs no S E N H O R e não mais invadirão uma à outra. Israel “será o terceiro”. tartan) tom ou a cidade de Asdode.1-6 1 N o an o em qu e veio T artã a A sdode. O Egito o incitou neste ato de rebelião. em 7 1 1 . O seu propósito básico para todas as famílias da terra tem sido sempre bênção (Gn 12. pois Deus falará primeiro do Egito como seu povo — muito embora eles uma vez tenham recusado deixar o seu povo escolhido partir. o dia m ilenial quando Cristo reinará. 5. e a tom ou. EGITO E ETIÓPIA . rei da A ssíria. rei da cidade filistéia de Asdode. Então Ele fala da Assíria como a obra das suas mãos —conquanto eles outrora tenham ado­ rado deuses feitos pelas suas próprias mãos. elas se visitarão entre si como amigos de confi­ ança. Juntas elas todas irão se tornar um novo povo de Deus com Israel tendo um lugar central como herança de Deus. Deus abençoará a todos e os fará uma bênção para o resto do mundo. envíando~ o Sargão. m e n c io n a d o só a q u i no V elh o T e sta m e n to ( “Sargom ”). E por últim o. recusou-se a pagar tributo para a A ssíria e enviou m ehlagens aos reis vizinhos para fazerem o mesmo. será assim “naquele dia”. o com andante supremo de Sargão (H eb.C.17). cinqüenta e três quilôm etros a oeste de Jerusalém . e g u e r r e o u con tra A sdode.A quinta profecia promete um corpo unido que inclui Israel. cerca de 7 1 3 .3). N o entanto. Como diz Isaías. Egito e Assíria.3 . Ao invés disso. reinou de 721 a 70 5 a.UMA FALSA ESPERANÇA 20. e fez dela um a pro­ víncia assíria. o Egito não manteve suas promessas a ele e. S a rg ã o II. Ele rei­ vindica Israel como a sua herança —embora muitos deles rejeitas­ sem aquEle que exclusivamente pode nos tornar herdeiros de Deus (veja R m 8. próxim a da costa m editerrânea. Isto está longe de ser cumprido hoje. Os registros de Sargão contam como A zuri.

n u s e descalços. “N u” não significa completamente nu aqui. p a ra vergon h a do Egito. Estes países estavam unidos neste momento (desde 715 a. em 701 a.6 .2f a l o u o SENHOR. O SE N H O R chama Isaías de “meu servo” por causa da obediência e fidelidade dele e porque Deus o estava usando para proferir profe­ cias que declaravam o seu poder. 3 E ntão. mas aparentemente escu­ tou a Isaías neste momento particular e não se juntou na rebelião filistéia. fariam quando despissem os seus cativos de tudo o que eles possuíssem. cerca de cinqüen­ ta e um quilômetros a oeste-nordeste de Jerusalém. e os ex ila d os da Etiópia. glória e plano eternos.C. p elo m in istério de Isaías. O fato de Isaías ir de um lado para outro “nu e descalço” seria uma advertência e um sinal relativo ao Egito e Etiópia. tais como os assírios. especialmente com as “nádegas des­ cobertas” (que seriam visíveis quando eles se agachassem). f i l h o de A moz. Esta humilhação. Isaías tinha estado vestindo aniagem como um sinal de lamento sobre os pecados do povo. o faraó etíope Shebitku enviou um exército contra Senaqueribe.5 Ezequias estava tentado a confiar no Egito. Os assírios levariam os cativos do Egito e da Etiópia nus e descalços para o exílio. p o r sin a l e p ro d ígio sob re o E gito e sob re a E tiópia. dizendo: Vai. Em fazendo isto ele estava se tornando um exemplo do que os conquistado­ res. indo n u e descalço.4 Isaías lhes deu uma lição objetiva com antecedência sobre o que aconteceria a eles.. disse o SENHOR: A ssim com o o m eu servo Isa ía s a n d ou três a n os n u e descalço. significa usar apenas uma tanga ou uma manta extremamente curta.). E assim o fe z . Antes. tan to m o ço s com o velhos. p elo m esm o tem po. Depois.C. e com as nádegas descobertas. solta o cilício de teu s lom bos e descalça os sapatos dos teu s pés. e eles acreditavam que podiam resistir à Assíria. O SE N H O R lhe disse para tirar isto e descalçar tam­ bém as suas sandálias. traria grande vergonha para eles. 4 a ssim o rei da A ssíria leva rá em ca tiveiro os p reso s do Egito. incluindo as suas sandálias. mas foi derrotado em Elteque.

su a g ló ria . 19 85 ). QUESTÕES DE ESTUDO 1. esca p a rem os n ó s? Os filisteus. aq uilo qu e b u sca m os p o r socorro. que confiaram na Etiópia (Cuxe) e no Egito para ajudá-los seriam envergonhados e amedrontados. 6 E ntão d irã o os m o ra ­ dores desta ilha naqu ele dia: Vede que tal é a nossa esperança. e dos egípcios. em The Communicator’s Commentary (D allas: W ord Books. pois. a menos que eles confiassem em Deus. Isaiah 1-39. O que Deus quer que todos os povos do mundo vejam? 2. Como Deus manterá os inimigos de Israel longe da sua esperada colheita? 3. Que mudanças virão ao Egito no dia m ilenial futuro? 6. Não haveria nenhum escape. 2 H erb ertW olf e John Stek. Kenneth Barker (G rand R apids: Zondervan Bible Publishers. su a esperança. 198. mas tam­ bém pelo povo de Judá. McKenna. Por que era importante para Israel escutar as advertências de Deus em contraste com escutar o Egito? 4. Qual lição objetiva Isaías ensinou por andar de um lado a outro nu e descalço? CITAÇÕES 1 David L. p a ra n os liv ra rm o s da f a c e do rei da A ssíria! C om o. ed. em The NIVStudy Bible. O que indicava que o Egito já não seria um poder dominante naquele dia? 5. 1042. “Isaiah notes”. .5 E a sso m b ra r-se-ã o e en v erg o n h a r-se-ã o p o r ca u sa dos etíopes. 19 9 3 ). ao longo da costa. Com Etiópia e Egito derrotados pela Assíria. como eles escapariam? O grito de desespero deles não só seria ecoado pelos filisteus.

(Princeton: Princeton U niversity Press. CUMPRIDA A PROFECIA DA QUEDA DA BABILÔNIA 2 I .3 Três fragmentos indicando o nome de Sargão e comemorando a sua vitória sobre Asdode foram descobertos em 1963. 5 Senaqueribe alegava que ele “pessoalmente capturou vivos os príncipes egíp­ cios com suas carruagens e tam bém as carruagens do rei da Etiópia”. 6 Sargão alegava que ele recebera presentes de Judá. A ilustração dos tufões provenientes do Negueve indi­ ca que o escritor estava em Judá. Cumprimentos nos Dias de Isaías 21. especialm ente a p arte dom inada por Merodaque-Baladã.18 1. 19 69 ). Nos dias de Isaías esta seria a Assíria. da terra horrível. 28 7. 4 A localização de Elteque não é certa.1 2 Visão du ra se m e m a n ifesta : o p érfid o trata perfid a m en te.1-23. C om o os tu fõ es de ven to do sul. Babilônia Atacada 2 I . assim haverá destruição terrível para Babilônia proveniente “da terra horrível”. D. Pritchard. O “Deserto do M ar” é o que a Babilônia se tor­ naria por causa do juízo de Deus. ele v irá do deserto. Como os vendavais destruidores que varrem em direção a Judá vindos “do sul” (o deserto de Negueve ao sul de Berseba). uma terra a ser temida. ó M édia. .I 0 a. Alguns a colocam quarenta quilôm e­ tros a oeste de Jerusalém. James B. A “terra do mar” é o que os assírios chamavam a mais baixa parte da região m editerrânea. e o d estru id o r an da d estru in do. ó Elão. Ancient Near Eastern Texts. 3a ed. sitia.I . Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament. qu e j á f i z cessa r todo o seu gem id o. Veja Pritchard. 28 7. “O M ar” é o Golfo Pérsico a sudeste da Babilônia.. Sobe.I — 5 1 P eso do deserto do mar. ed. qu e tudo assolam .

lev a n ta ivos. Ou isto pode se referir à derrota da Assíria em 591 a. a visão o fez tremer. Depois Senaqueribe destruiu a Babilônia em vingança (em 689). e u n ta i o escudo.6. era a destruição da Babilônia. M esm o assim.2 Em 691 a.C. O “crepúsculo” que ele desejava. co m em e bebem . O seu “coração [sua mente] está anelante”: estremecido e terrificado. O ministério de Isaías nunca foi fácil.Isaías vê uma “visão dura”. 3 P elo que os m eu s lom bos estão cheios de g ra n d e en ferm ida de. é a Assíria. Os seus príncipes precisam se levantar e lubri­ ficar os escudos (assim as flechas e outras armas irão ricochetear ne­ les). derrotou Senaqueribe. p rín cip es. Isaías os vê em Babilônia preparando a mesa. nesta visão. um “horror” para ele. . uma revela­ ção que tem notícias ruins. estou tão atribulado) que não p osso ouvir. O pérfido ou traidor que trata perfidamente.. 4 O m eu coração está anelante. A M édia pro­ vavelmente se uniu na batalha. estão de atalaia. provavelmente. porque ele já sabia que isto causaria dificuldades (veja 39. ele não pode continuar olhando para isto. Esta frase fala da necessidade deles de deixarem sua festança e se prepararem para a guerra. se m e torn ou em trem ores. que não p osso ver. O fim de “todo o seu gemido” indica uma vitória sobre a nação que causa a angústia. e provavelmente indica a Babilônia.7). isto o enche de dor e perplexida­ de. quer dizer. . o Elão. comendo e bebendo —banqueteando. e o h o rro r ap avoram e. Eles estão desprevenidos para o que está por vir. que fora contratado pelos sacerdotes da Babilônia. o crepú scu lo>que desejava. Quando ele vê a terrível destruição da Babdônia. A Elão é dito que ataque. algo medonho. esparramando tape­ tes. o destruidor ou saqueador que devasta tudo. 5 E les p õ em a m esa. a n gú stias se apoderaram de m im com o as an gú stias da que dá a luz. Nós deveríamos sentir o mesmo sobre a destruição do sistema m undial babilônico profetiza­ do em Apocalipse 18 e 19. e tão desfalecido.C.

Isaías Recebe Notícias da Queda da Babilônia 21.4Ele era o “pérfido” (ou traidor) e o “destruidor” (ou saqueador) de 2 I . p õ e u m a sen tin ela. Vai.b. sob re a to rre de vigia estou em p é co n tin u a m en te de dia e d e g u a r d a m e p o n h o n oites inteiras.2 . antes.6— 10 6 P orque assim m e disse o Senhor. O vidente seria a “sen­ tinela”. e ela qu e diga o que vir. puxados por pa­ relhas de cavalos. como em Isaías 33. é um registro de como Isaías recebeu as notícias da destruição da Babilônia em 689 a. Quando ele visse carruagens.1. Esta não é uma profecia. a palavra de Deus para Isaías era postar uma sentinela para que esta o mantivesse informado do que visse. por Senaqueribe. Os Rolos do mar M orto como também os Siríacos indi­ cam “o vidente [ haro‘eh] clam ou” ou gritou.. parelhas de cavalos. Eles estariam trazendo notícias importantes.C. ele tinha que prestar atenção estrita.5 Isto refere-se à Assíria. E ntão. E eis. u m bando de ju m e n to s e u m bando de cam elos. KJV e NASB). e todas as imagens de escultura dos seus deuses se quebraram contra a terra”. a gora . A sentinela bradou a “um bando de homens”. Como um leão ele se levantou na sua força na torre de vigia todo o dia e permaneceu em pé como uma sentinela durante a noi­ te toda. Em outra visão concernente à Babilônia. r e sp o n d eu e d isse: C a íd a é B a b ilô n ia . . O texto hebraico diz “U m leão [ ‘aryeh] clam ou”3 (cf. 7E.. ca íd a é ! E to d a s a s im a g en s d e e s cu ltu r a d o s s e u s d e u se s se q u eb ra ­ ra m co n tr a a terra . e ca­ valeiros em burros ou camelos. q u an do v i r u m bando com ca va leiros a par. os quais respondem de volta que “caída é Babilônia”. 8 E cla m o u com o u m leão: Senhor. v êm u m b a n d o de h o m en s e ca v a le ir o s a os p a res. ela que escu te a ten ta m en te co m g r a n d e cuidado.

honrou os deuses da Babilônia. as quais ele levou para Nínive (Is 46).2 2 — 4 .8. “O filho da m inha eira” quer dizer o chão empilhado alto com grão. comercial e religioso.Senaqueribe jactava-se da sua habilidade para destruir nações (3 7 . retratando uma grande colheita —repre­ sentando as profecias de Isaías.6 com exceção das de Bel e Nebo. Isto é a vindicação e o cumprimento das profecias que ele proferira muito tempo antes.1 1). Desde que a antiga Babilônia envolvia um sistema político. desse modo o apóstolo João vê a queda desses aspectos do presente sistema m undial.2 7 ). isso vos anunciei”. como a N V I coloca isto e como outros igualmente pensam. Isaías chama a atenção ao fato de que o povo tem visto a profecia cumprida (4 1 .2 6 .10 O he­ braico é literalmente “minha malhada” e “o filho da minha eira”. “Babilônia” torna-se o termo para desig­ nar a totalidade do sistema mundial que é destinado a cair durante a Grande Tribulação.7 Ciro não fez isto.8 No Novo Testamento. Sargão II não fez isto.11 Isaías quer dizer que Babilônia caiu exatamente como ele profetizara. Ele até mesmo interpretou a sua própria entrada na Babilônia como uma vitória para os deuses da Babilônia. Nós não sabemos de nenhuma outra época quando as imagens dos deuses da Babilônia foram quebradas por um conquistador. . em 2 contraste com a ineficácia dos ídolos. de acordo com os seus próprios registros. em justaposição a “o que ouvi do SENHOR dos Exércitos. e trigo da m in h a eira ! O q u e o u v i do Senhor dos E x ércitos. ele entrou na Babilônia pacificamente e honrou a seus deuses. ele era um politeísta que. 18. D eu s de Israel\ isso v o s a n u n ciei. no fim dos tempos (Ap 14.2). Deus de Israel. Esta é a colheita de todas as suas obras.4 10 A h! M alhada m inha. Os registros de Senaqueribe mostram que ele estava bravo com os sacerdo­ tes da Babilônia e mandou que seus soldados esmagassem as imagens.19). e Ezequias o reconhecia como um destruidor de imagens (37. O grão não representa o povo de Isaías esmagado por sobre a eira. Então.

Eles precisarão trazer água para os fugitivos sedentos.20.C. mas também a noite. com água. Os dedanitas eram importantes comerciantes da Arábia (c f Ez 27. qu e h o u ve de n o ite? 12 E disse o g u a rd a : Vem a m an hã . “Dumá” ( “silêncio”) é um nome simbólico para Edom. vinde. O povo de Tema. Arábia seria a próxima após a destruição da Babilônia. Quer dizer. Por causa de um ataque súbito. N os bosques da A rábia. 15 P or­ q u efo g e m dia n te das espadas.I I .13). e. e d ia n te do p eso da g u erra . eles irão para os “bosques da Arábia” para se esconder dos terríveis assírios. JUÍZO SOBRE A ARÁBIA P O R V IR EM BREVE 2 1 . a noite. onde os descendentes de Esaú viviam. pergu n ta i. precisaria encontrar . se qu ereis pergu n ta r. 3.5— 15). A resposta é que a manhã está vindo. p a ssa r eis a noite.. Eles podem voltar novamente ( “voltai. “Seir” é a área montanhosa de Edom. tam bém . ao en co n tro dos sed en tos. 38. dia n te da espada nua. que h o u ve de n o ite? G uarda. usada coletivamente nesta passagem para o país inteiro. ó via n d a n tes dedanitas.1 3 -1 7 13 P eso con tra A rábia. ao sul do mar M orto.I 2 z1 P eso de D u m á . Isaías não os deixa sem esperança. vinde”). No entanto. voltai. a meio caminho entre Damasco e M eca. os m o ra d o res da terra de T em a en co n tra ra m os que f u g i a m co m seu pão. Senaqueribe conquistou a Arábia em 688 a. e dia n te do a rco arm ado. porém mais dificuldades estão a caminho e seguramente virão (cf. haverá um repouso breve da dificul­ dade. depois de haver destruído Babilônia no ano anterior. G rita m -m e de S eir: G uarda. M A N H Ã E NOITE PARA EDOM 2 I . Isto pode insinuar que até mesmo eles podem voltar a Deus e se arrepender. O guarda é perguntado sobre o que houve de noite. ou o quanto falta para a noite acabar.2.12 14 Sai. Is 34.

“glória”] de Quedar”.14): dentro do período de um ano “a glória [Heb. A tr ib o dos árab es de Q u e d a r e ra b e m c o n h e c id a e ric a . S u a d e r­ r o ta d e ix a rá p o u co s d o s seu s céleb res a rq u e iro s e s o ld a d o s..15 17 E os restan tes dos n ú m eros d o sjlech eiro s. Os seus registros contam como ele derro­ tou os árabes e acrescentou “Rei da Arábia” à sua longa lista de títu­ los.13 P orque assim m e disse o S enhor: D en tro de u m ano. arruinada. tal com o os an os de assalariados.14 Com Babilônia fora do caminho. 4. serã o d im in u íd os. O s árab es p ro vavelm en te n ão a c re d ita v a m n e sta p ro fe c ia . a tribo do norte da Arábia. Em seus registros Senaqueribe disse que ele tomou m il camelos da rainha dos árabes em 688 a. O “Vale da Visão” pode referir-se a um vale perto de Jerusalém (talvez o vale de H inom no oeste) onde Deus concedeu . Isaías pronuncia outra profecia que especifica um período exato de tempo (cf. kevod.os fugitivos com pão. de acordo com o historiador grego Heródoto. o seu mais recente. Isaías se volta para Jerusalém com uma série de quatro profecias. toda a g ló r ia de Q u ed a r desaparecerá. M a s e sta fo ra p ro fe ri­ d a e g a ra n tid a p e lo SENHOR e fo i c u m p r id a em c ad a d e ta lh e .I-I4 Em 2 2 . JERUSALÉM JULGADA 2 2 . Eles estarão fugindo das espadas e setas da intensa batalha. co m o fo i c o n firm ad o p e lo te ste m u n h o d o s a n ais d e S e n a q u e rib e .1 -1 4 .C. p o rq u e assim o disse o SENHOR. seria destruída. Neste tempo ele passou pela Arábia em vez de seguir a rota mais fácil da costa mediterrânea abaixo. 16. Senaqueribe estava pronto para se mover em direção ao Egito. D eu s de Israel. e os árabes deixaram as suas tendas e fugiram para uma área onde não havia nenhuma ali­ mentação ou lugares para beber.C. um ano depois que Senaqueribe destruiu Babilônia. Os egípcios. Isto foi cumprido em 68 8 a. se referiram depois a ele por este título. os va len tes dos filh os de Q uedar.

N o entanto. Alguns foram capturados e executados.2.16 3 T odos os teu s p rín cip es ju n ta m e n te fu g ir a m . Q u e tens. a mensagem que segue é para toda a cidade de Jerusalém . agora. os teu s m o rto s não são m o rto s à espada. mais prová­ vel é que eles estavam se alegrando porque Senaqueribe aceitou tribu­ to de Ezequias e deixou Jerusalém intacta enquanto ele se movia em direção a Laquis (2 Rs 18. Os líderes judeus fugiram até mesmo antes dos assírios atacarem. 1 P eso do v a le da visão. p a ra qu e a ssim tota l­ m en te su bisses a os telhados? 2 C id a d e cheia de aclam ações.a Isaías visões sobrenaturais (cf. Ele queria ser dei­ xado só para lamentar a destruição profetizada de seu amado povo. e ch orarei a m a rga m en te. Pode ser que as pessoas subiram para os telhados gritando e se alegrando porque escaparam do juízo que os assírios trouxeram so­ bre Asdode e outras cidades filistéias (veja 20. cid a de turbvdenta. todos os que em ti se acharam f o r a m a m a rra d os ju n ta m en te e fu g ir a m p a ra longe. n em m o rrera m na g u erra . fo r a n i ligados p elo s arqu eiros. porque sabia que os resultados do tributo de Ezequias eram apenas temporários. . Eles tinham posto a sua confiança no ouro e na prata em vez de no Senhor. mas este não o escutou. J1 3.1). Isaías advertiu o povo. cid a d e que salta de alegria.12). Porém.14— 16). Isto significaria que Isaías rece­ beu as suas visões lá. Ele não podia se unir aos festejos deles nos telhados. Eles pensaram que tinham esca­ pado da destruição advinda sobre as outras cidades de Judá. não v o s ca n seis m a is em co n so la r-m e pela d estru içã o da f i lh a do m eu povo. 4 P ortanto. Pode ser que se posicionando sobre o monte das Oliveiras e olhando para baixo. M as a alegria deles não era justificável. digo: D esv ia i de m im a vista. Je­ rusalém pareceria estar em um vale.

5 P orque dia de alvoroço. A situação de Judá estava desesperadora. O resultado foi barulho. . O inimigo tinha enchido os seus “mais formosos vales”. eles amavam o seu povo e os seus corações estavam quebrantados por causa do juízo que sobreviria sobre eles. Ao leste da Assíria. 6 P orque E lão tom ou a aljava. 8 E se tira rá a cob ertu ra de J u d á . e. Seme­ lhante a Isaías. Q uir fornece guerreiros a pé com seus escudos descobertos e prontos para a batalha. com carruagens e postado os cavaleiros “às portas” das cidades ao longo do país. terror e confu­ são. A Assíria já tinha tomado os postos fortificados avançados das cidades de Judá. Judá não podia se defender contra um exército tão vasto. condutores de carruagem e cavalos como reforços para o exérci­ to assírio. e de vex am e.Nenhum dos profetas era frio prenunciador da destruição. Elão provê um contingente de arqueiros. co m ca rro s de h om en s e ca v a lei­ ros. carru­ agens. e de co n fu sã o é este da p a r te do Senhor J e o v á d os E x ércitos. violência. no va le da visã o: u m d errib a r de m u ro s e u m cla m o r a té às m ontanhas. e os ca va leiro s se p o rã o em ord em às portas. e Q u ir d escobre os escudos. Os muros das cidades de Judá não puderam resistir ao ataque assírio. Quaisquer aliados nos quais eles confiaram também já tinham sido derrotados. o lh a r ás p a ra as a rm a s da casa do bosque. Eles tinham falhado em escutar o que o Senhor disse no Vale da Visão. 7 E será qu e os teu s m a is f o r m o s o s v a les se en ch erão de carros. n a q u ele dia. M uitas nações tinham se juntado à Assíria. Este era um dia triste quando o povo de Judá se uniu na briga contra a Assíria. inclusive o Cedrom no leste de Jeru­ salém e o Hinom no oeste e no sul.

As “brechas da cidade” ou as brechas de suas defesas precisavam ser consertadas. m a s não olhastes p a ra cim a.. de modo que foram armazenadas “as águas do viveiro inferior”.20. para as armas”.30). 11 T izestes tam bém u m reservatório en tre os dois m u ro s p a ra as águas do v iveiro velho.5). p a ra o que o tinha feito . 2 Cr 32. Ezequias conduziu um esforço combinado para preparar-se para a guerra. Havia abundância de outras fontes de pedras nas redondezas de Jerusalém (cf.2— 5). os líderes de Jerusalém olha­ ram “. Estas incluíram a construção do túnel de Siloé debaixo da cidade de . quer dizer. eles confiaram nas armas armazena­ das na “casa do bosque” construída por Salomão (I Rs 7. porque eles já não confiavam nEle para ser o seu Guardião. As apressadas preparações para a defesa incluíam a demolição de casas para que as pedras fossem usadas para “fortalecer os muros” (uma medida desesperada e vergonhosa que tornou sem teto alguns dos cidadãos de Jerusalém). e a ju n ta reis as águ a s do v iv eiro inferior. provavelmen­ te o Poço de Siloé. porq u a n to são m u ita s. p a ra fo r t a le c e r os m u ros. nem considerastes o que o f o r m o u desde a antigüidade.3— 8. Ao invés disso. A descrição das medidas de defesa de Ezequias é dada em 2 Reis 2 0 .2 0 e 2 Crônicas 32.O verbo hebraico pode significar que Deus também tinha removido a sua cobertura protetora de Judá.. Âgua era essencial se houvesse de ter um cerco. 9 E v ereis as brechas da cid a d e de D a vi. entre a Sião de Davi e a colina ao oeste. “Os dois muros” podem ter estado ao fundo do Vale deTiropoeon. aproximadamente cento e oitenta metros abaixo do ribeiro de Giom (2 Rs 20 . Jerusalém não estava preparada para um ataque ou um cerco. 2 Cr 32. Porém. 10 T am bém con ta reis as casas de J eru sa lém e derrib areis as casas. os traba­ lhadores tinham indubitavelmente medo de ir para fora dos muros da cidade.

ocupando-se em festança fatalista e de­ leitando-se. 5. e ao rapar da cabeça. Semelhante a outras tais advertências.1 5 -2 5 15 A ssim d iz o SENHOR J e o v á d os E x ércitos: A nda. e b eb e-se vinho. Eles estavam cometendo um pecado de pre­ sunção após o outro. de modo que eles decidiram desfrutar o tempo que lhes restava. e ao cingidouro do cilício. m a ta m -se v a ca s e d ego la m -se ovelhas. uma pressuposta esperança ainda estava lá se eles tivessem de se arrepender. M as nestas preparações apressadas. v a i ter com este tesou reiro. co m Sebna. SEBNA E ELIAQUIM 2 2 . e ao pranto. dizendo: C erta m en te esta m a ld a d e não será ex p ia da a té qu e m orra is. dando assim para Jerusalém um abastecimento de água protegido. o SENHOR dos E xércitos. 12 E o Senhor. Pau­ lo endossaria esse tipo de estilo de vida também —se não houvesse nenhuma ressurreição (I Co 15. e d iz -se: C o m a m o s e bebam os. o m ord om o. Assim.32). 13 M as eis aqui g o z o e alegria\. vos convidará naquele dia ao choro. Alguns pecados não seriam expiados. co m e -s e carne. eles não olharam para o S eN H O R . Eles estavam pondo a sua confiança no que poderiam fazer no lugar do que Ele queria. mas porque eles tinham se desviado do SE N H O R . porém.Jerusalém para trazer água do ribeiro de Giom para a Poço de Siloé. Eles não viam qualquer esperança de derrotar os assírios. d iz o SENHOR J e o v á d os E xércitos. O povo ignorou a Isaías. a razão para esta falta de expiação era a recusa deles de se arrependerem. e d iz e-lh e: . 14 M as o S enhor dos E x ércitos se d ecla rou a os m eu s ou vidos. Deus queria que o povo de Jerusalém se humilhasse e se arrepen­ desse com evidências de sua tristeza —não por causa do perigo dos assírios. p o rq u e a m a n h ã m orrerem os.

Agora Isaías. te f a r á rolar. era gerente da casa real e guardião das cha­ ves. m orrerá s. p a ra que ca va sses aqui u m a sep u ltu ra . pronuncia uma profecia contra uma pessoa particular em Jerusalém. e. cin z ela n d o n a rocha u m a m ora d a p a ra si m esm o! Sebna estava usando a sua posição de mordomo para se elevar e progredir. Ele tinha se feito útil. Ele é sarcasticamente chamado de um “homem forte”.Tem sido sugerido que ele possa ter sido a princi­ pal pessoa a persuadir Ezequias a buscar uma aliança com o Egito. um funcionário corrupto. inclusive as chaves dos tesouros reais. Porque Sebna tinha abusado de sua própria posição. o SE N H O R es­ tava a ponto de tirá-lo e expulsá-lo. em única vez no seu livro. co m o se f a z r o la r u m a bola em terra larga e espaçosa. 16 Q u e é que ten s aqvú? O u a qu em ten s tu aqui. ele estava dando a si mesmo a honra e o lugar na história devido a um rei. não hebreu. já que o seu nome é aramaico. ca va n d o em lu ga r alto a su a se­ p u ltu ra . mas isto não era “em lugar alto”. N a preparação de uma tumba no alto sobre a face da ro­ cha. M as ele próprio não possuía nada e estava diretamente sob a responsabilidade do rei. possivelmente no exílio. aca barão os ca rros da tu a g ló ria . auto-suficiente.17 18 C erta m en te. Ele era possivelmente um estrangeiro. Ele subiu ao poder por ter aprendido como agradar o rei. ali. Sebna seria lançado fora da cidade onde morreria. ali. Sebna. o op rób rio da casa do teu senhor. Ele não era um verdadeiro servo e estava traindo a confiança do rei. “Como se faz rolar uma bola”. (Alguns comentaristas entendem isto como uma referência sarcástica à sua direção na escavação do túnel de Siloé [veja v.) 17 Eis que o Senhor te a rro ja rá v iolen ta m en te com o u m hom em f o r t e e de todo te en volverá .II e comentário]. O termo “mordomo” vem de uma palavra raiz que significa “ser de uso”. Ele seria enterrado sem qual­ .

Deus o poria no lugar de Sebna. tem agora em suas mãos a chave da casa de Davi . Aparentemente. e n in gu ém abrirá.3). qu e ch am arei a m eu serv o E lia q u im . Je­ sus. Deus o tiraria do seu ofício. 19 E d e m itir -te -e i do teu o fício e te a rra n ca rei do teu assento. 21 E r e v e s ti-lo -e i da tua túnica.4 1 — 4 ). Ele era uma desgraça para o palácio de Ezequias. As suas carruagens esplêndidas ( “car­ ros da tua glória”) eram parte da sua tentativa para se honrar como realeza. 20 E será.C. lhe daria os símbolos do ofício de Sebna —a túnica e o talabarte —e o deixaria ser “como um pai” para o povo de Jerusalém e Judá. E liaquim se tornaria o que nós poderíam os chamar de o Pri­ meiro M inistro. onde se encontrava no comando. O cumprimento completo do juízo de Deus sobre ele pode ter vindo depois da sua eventual degradação. Naquele momento.filh o de H ilquias. e ele será co m o p a i p a ra os m o ra d o res de J eru sa lém e p a ra a casa de Ju d á . Sebna teve uma mu­ dança de coração e depois aceitou uma mais baixa posição como secretário (3 6. o R ei de reis.quer pompa real. Eliaquim era um verdadeiro servo do Senhor. efech a r á . e n in gu ém fech a r á . naqu ele dia. 22 E p o r e i a chave da casa de D a v i sobre o seu om bro. e e s fo r çá -lo -e i com o teu talabarte. Isto implica que ele seria responsável da mesma maneira que Sebna o fora. e en trega rei n a s su a s m ã o s o teu d om ín io. As frases “a chave da casa de D avi” e “abrirá. e abrirá. A autoridade de E liaquim era quase incontestável. Ele foi comissionado a amá-los e a tomar conta deles. e ninguém fechará” descrevem o poder dele. exercitando os poderes de governo em nome do rei. tanto quanto José o fez por Faraó (Gn 4 1 . Ele era o 4 ad m in istra d o r do p alácio quan do o o fic ial co m an d an te de Senaqueribe am eaçou Jerusalém em 701 a.

d esd e a terra d e Q u itim lhes f o i isto revela d o . o s r e n o v o s e o s d escen d en tes.e i co m o a u m p r e g o n u m lu g a r f i r m e . to d o s os v a so s m en o res. . como uma cavilha de tenda pregada em um “lugar firme”. Ele man­ teria os negócios do palácio com firmeza contra os ventos da adver­ sidade. p o r q u e o S en h o r o disse. ele também seria tirado.I . todavia. a qual prom etia um ho­ mem para sempre no trono. se r á a r ra n ca d o e ca irá . Isaías teve de acrescentar um adendo a esta profecia. poderia ser traduzi­ do como uma advertência de que. 6. e a ca rga q u e n ele esta v a se d esp r en d erá . d iz o S e n h o r d o s E x ércitos. U iva i. por seu turno. Infelizmente. cum prindo a aliança davidica. não em qualquer homem ou mulher.7 ). e d e n in g u é m m a is e n tr a r n ela . o SE N H O R teria que tirá-lo. O propósito de Deus era tornar firme a posição de Eliaquim. e se r á co m o u m tro n o d e h on ra p a r a a ca sa d e seu p a i. O fardo seria muito grande para ele e. 25 N a q u ele dia. n a v io s d e T ársis. Deus viu que Eliaquim não se provaria merecedor de seu ofício. se as pessoas confiassem em Eliaquim em vez de confiar no SE N H O R (e em sua fraqueza humana Eliaquim as abandonou). 24 E d ele p e n d e r á toda a g ló r ia da ca sa d e s e u p a i. Nossa confian­ ça deve estar em Deus. Aparentemente. O hebraico aqui. d esd e a s ta ça s a té à s g a r r a fa s . a p o n to d e n ã o h a v er n ela ca sa n en h u m a .l o . p o r q u e está a ssola d a . 23 E f i x á . o p r e g o p r eg a d o em h i g a r f i r m e se rá tira d o . Ele seria como um trono de honra para todos de sua família. LAMENTAÇÃO SOBRE A RUÍNA DE TIRO 2 3 .(Ap 3 . e a glória e a reputação de sua fam ília penderia dele e do que ele fizesse (como de um prego de parede). O povo começou a confiar nele em vez de confiar no SE N H O R .I 8 1 P eso d e T iro. Ezequias. Eliaquim estava mais preocupado pela casa de seu pai (os seus parentes) do que estava pela casa de Judá e pela casa do seu senhor.

31— 33. Ela eventualmente usara Acabe para introduzir o culto de Baal. uma grande cidade comercial. 19. A influência de Tiro não era sempre boa. Davi teve uma boa relação com Hirão. especial­ mente no campo espiritual. na costa. Então em 3 3 2 a. na costa sudoeste da Espanha. Ale­ xandre. Jezabel. era de cerca de vinte e quatro quilômetros de extensão e cerca de três quilômetros de largu­ ra. Porém. Tiro estava localizada aproximadamente a cento e sessenta quilô­ metros ao norte de Jerusalém. H irão de Tiro pode tê-la fundado como uma colônia fenícia. a esposa do rei Acabe.1— 12.C.2).19. construiu uma rampa feita de terra e pedra a partir do continente. no entanto.3 — 6). a oeste de Gibraltar.18). Os “navios de T ársis” eram grandes embarcações comerciais capazes de viajar aTársis. Tiro proveu artesãos qualificados e materiais para a construção do Tem­ plo de Salomão (I Rs 5. ela foi reconstruída e recuperou a sua prosperidade. Ela até mesmo tentou desarraigar a adoração do S eN H O R e substituí-la pela adoração a Baal de Tiro (I Rs 16. ficava situada em uma ilha cerca de um quilômetro da costa fenícia. A ilha de Chipre (Q uitim ) ouve as notícias de T iro sendo dom i­ nada e envia comunicados aos navios que planejam ir lá. foi sitiada por Nabucodonosor e se tornou sujeita a ele. . o Grande. Tiro. rei de Tiro. A cidade se rendeu a Sargão II nos dias de Isaías. Ela era orgulhosa de seu comércio mundial e simbolizava um espírito mercenário e materialista. 18. Társis provavelmente eraTartessus. Nos tempos do Novo Testamento ela tinha se tornado uma cidade de língua grega e uma igreja cristã estava esta­ belecida ali (A t 2 1 . Originalmente ela era com­ posta de duas ilhas pequenas. transformando a ilha em uma península.. as quais foram ligadas por H irão na época de Davi. En­ tão ele destruiu a cidade. A planície de Tiro. quer eles tenham de fato ido tão longe ou não. Depois. era a filha do rei de Sidom.Esta é a últim a das profecias de Isaías concernentes a nações es­ trangeiras.

Alguns entendem a “fortaleza do m ar” como sendo literal porque fala da perda de crianças. Todo o negócio era para ser interrom pido. a cidade-mãe de Tiro. m ora d ores da ilha. fa la .C. ainda. a qual depois de submeter-se a Sargão II não poderia contribuir com os negócios deT iro e Sidom. qu e vin h a co m as m u ita s águas. n a vega n d o p elo mar. e a ceifa do N ilo. e ela era a f e i r a das nações. O mar tinha sido o sustento deT iro e Sidom. a fo r ta lez a do m ar. Outros tomam a fortaleza como sendo Tiro. n em ed u q u ei donzelas. insinuando que Sidom tem que cessar o seu comércio com Tiro. É dito a Tiro e a Sidom que estejam calados ( “calai-vos”).Tiro dominava Sidom nos dias de Isaías.2 C a la i-v o s. Isaías vê as águas do Mediterrâneo personificadas e as ouve falando. Tiro era um movimentado porto internacional outrora ocupado pelos comerciantes marítimos de. p orq u e o m ar. no Delta do N ilo. ó Sidom . . entre outros. nas “muitas águas” do mar Mediterrâneo. nem poderia Tiro contribuir com o deles. é para receber vergonha por causa do silêncio. aproximada­ mente 1200 a. v ó s a q u em en cheram os m erca ­ d ores de Sidom . a ilha de Chipre. dizendo: Eu não tiv e d ores de parto. a decepcionante cessação dos negócios. e do vale fértil do Nilo. trazendo grande renda a Tiro pelo comércio internacional. trans­ portavam colheitas e bens de Sior. e outros. trinta e cinco quilômetros ao norte. a ssim h a verá d ores q u an do se o u v irem as de Eiro. Sidom. 5 C o m o co m as n o va s d o Egito. Os navios deTiro. n em dei à luz. nem ain da cr iei jo v en s. Sidom. 3 E a su a p ro visã o era a sem en te do can al. 4 E nvergon h a-te. e muitos dos habitantes de Sidom contri­ buíram para o crescimento de Tiro por se mudarem para lá depois que Sidom foi destruída pelos invasores vindos do mar.

Tiro contava com aproximadamente dois m il anos de idade nos dias de Isaías. Os seus grãos eram transportados pelos navios deT iro para os portos ao redor do M editerrâneo. O Egito. assim. “Ilha” aqui pode referir-se às ilhas distantes e à costa do M editerrâneo (cf. fazendo aquela cidade lamentar. e. na Espanha (naquele momento uma colônia próspera de Tiro. 40. cf. domina­ do por Cuxe (Etiópia). O propósito . 7 È esta a vossa cidade. Este versículo pode significar que os refugiados estavam indo para Társis. Era uma cidade jovial. Tiro ficou assim orgulhosa e Deus planejou derrubá-la. m o ra d o res da ilha. cu jo s m erca d o res são p r ín cip e s 'e cu jo s n egocia n tes são os m a is nob res da terra ? 9 O SENHOR dos E x ércitos f o r m o u este desígn io p a ra d en eg rir a soberba de todo o o rn a m en to e e n v ilecer os m a is n ob res da terra. v. exultante por causa de seu cres­ cimento. Q u em f o r m o u este d esígn io con tra Tiro. Esta conquista assíria da Fenícia e de Chipre afetaria o comércio deles. Eles também perderiam a sua fonte de madeira de construção. a sua renda. seu comércio. a cid a d e coroada. como também de resina (usada para mumificação). sua riqueza. a cidade que desafiou Roma). q u e a n d a va p u la n d o d e a leg ria ? C u ja a n tigü id a d e vem de dias rem o to s? P ois le v á -la -ã o os seu s p r ó ­ p r io s p é s p a ra longe a n d a rem a peregrin a r. de modo que Isaías a chamou “a cidade coroada”.15). e seus empreendimentos coloni­ zadores ao redor do M editerrâneo (que incluía Cartago. estava contra a Assíria. A destruição de Tiro fez os seus habitantes se tornarem refugia­ dos. Tiro fundou colônias governadas por reis.I). 6 P assai a T ársis e uivai. Os príncipes e as pessoas de elevada reputação terrena contribuíram para o seu comércio e sua riqueza.O Egito se contorcerá de dor e angústia quando eles ouvirem as notícias da conquista.

As versões ARC e ARA indicam “já não há cinto [estaleiro. “Ele [o S e n h o r ] estendeu a sua mão” indica julgamento. levando Isaías a querer dizer que Társis pode cultivar a sua própria terra agora. cais] ao redor de ti”. ó fi lh a de T ársis. A N IV indica o mandado contra a Fenícia ( “a cidade mercantil”. Társis está livre. os habitantes de Társis podem atravessar por sua vizinhança tão livre­ mente quanto a passagem do N ilo pelo Egito. não mais su­ jeita a Tiro. “Não mais tem porto” é a tradução mais difícil. sem ser dominada porTiro. significando “mais nenhuma restrição” (como a de uma cinta. uma vez exaltada. e também poderia ser traduzido. 10 P assa com o o N ilo p ela tua terra. A versão da Bíblia N V I indica “cultive” em vez de “passa” (Heb. Por causa das contribuições de Sidom para Tiro. a qual é literalmente Canaã. incl. 12 E disse: N u n ca m a is p u la rá s de a legria. NAB) indica que devido o poder deT iro estar quebrado. veja NASB. A tradução “atraves­ sar” (cf.1 9 11 E le esten d eu a su a m ã o soh re o m a r e tu rb o u os rein os. Tiro. ó op rim id a donzela. o que inclui a Fenícia. “passar por cima de” ou “atravessar”18) o que já é uma interpre­ tação. j á não há cin to ao red o r de ti. margem). A N IV indica “não mais tem porto”. a cidade poderia ser chamada de “Filha de Sidom ”. f i lh a de S idom . ’ivri.dEle era mostrar como é corrompida a auto-exaltação da glória hu­ mana e quão desprezíveis de fato são aqueles honrados por um mun­ do pagão. p a ra qu e se d estru íssem as su a s fo rta lez a s. está agora . o SENHOR deu m a n d a d o co n tra C anaã. levanta~te} p a ssa a Q u itim e m esm o a li não terás descanso. “mais nenhuma força”. KJV).20 O seu juízo destruirá “suas fortalezas” —seus lugares de refúgio. o qual agita e turba os reinos.

e a recupe­ . T iro será co m o a ca n çã o de u m a p rostitu ta . Seus refugiados atravessarão para Chipre (Q uitim ) mas não acharão ali nenhum “descanso”. 14 U ivai.C. Dur Yakin. I Rs 14. a A ssíria a fu n d o u p a ra os q u e m o ra va m no d eserto. m a s j á está a r r u i­ n ada de todo. Contu­ do. e levou embora 90. é chamada de “donzela”. Em outras palavras. leva n ta ra m as su a s fo r ta lez a s e e d fica r a m os seu s paços. m as. 13 E su ced erá . “Os dias de um rei” é uma referência literal ao fato de os reis manterem registros diários (cf.C.000 cativos) e o que Senaqueribe fez à Babilônia em 703 a. Os refugiados de Tiro não poderiam achar conforto ou descanso onde quer que a Assíria estivesse no controle. mas não ainda conquistada.C. Isto pode referir-se ao fato de que a Assíria controlava Chipre e restringia os navios de Tiro de aportar ali. co n fo rm e os dias de u m rei. na q u ele dia. Et 6. p o v o qu e ain da não era p o v o . Tiro não é mais nenhuma fortaleza que possa prover segurança para os seus próprios navios. 13 Vede a terra dos ca ld eu s.oprimida. q u e T iro será p o sta em esq u ecim en to p o r seten ta anos. p o rq u e é d estru íd a a vossa f o r ç a .) eram advertências. nenhum lugar de refúgio.0 0 0 cativos e depois a demoliu em 689 a. Esta repetição do verso I indica a conclusão desta seção. n o f i m de seten ta anos. Os setenta anos podem ter sido cumpridos entre a campanha de Senaqueribe em 701 a.C. esta passagem acrescenta que não há mais nenhuma “força”.29. Isaías olha à frente novamente para a destruição da terra dos babilônicos (caldeus) pelos assírios.1). Tiro vai cair em esquecimento “por setenta anos”. O que Sargão II fez aos caldeus em 710— 709 a. (quando ele levou embora 2 0 8 . (quando ele demoliu a principal cidade deles. n a vios de T ársis. ne­ nhum forte ou lugar de refúgio.

ó p ro stitu ta en tregu e ao esq u e­ cim en to .ração deT iro. n ã o se en tesou rará. visitará a T iro ”. 17 P orque será n o f i m de seten ta a n os q u e o S enhor v isita rá a Tiro. após o juízo. p a ra que com a m stficie n te m e n te e tenham v estid o d u rá vel. e ela to rn a rá à su a g a n â n cia de p ro stitu ta e terá co m ércio com todos os rein o s qu e há sob re a f a c e da terra. seduzindo outras nações por lucro. o povo restaurado de Jerusalém du­ rante o M ilênio. ca n ta e rep ete a ária. aT iro restau­ rada será capaz de prover comida e vestimenta para os que “habitam perante o S e n h o r ” . Ele iria se ingerir na situ­ ação para permitir a restauração deTiro. “ O SE N H O R 18 E será con sa gra d o ao S e n h o r o seu co m ércio e a su a g a n â n ­ cia de p ro stitu ta . como na canção da prostituta no versículo 16. m a s o seu co m ércio será p a ra os qu e habitam p era n te o SENHOR. “uma coisa santa”] ao Senhor. mas estaria inalterada. Sua única preocupação será tirar proveito. compaixão. Porque Deus fará isto possível. Porém. Deus promete que. tirando vantagens financeiras delas pelas suas operações co­ merciais desonestas. 16 T om a a harpa. p a ra qu e haja m em ó ria de ti. A canção fala de uma prostituta velha que vai andando pela cida­ de tentando ganhar de volta os clientes por cantar canções das quais eles se lembrariam. ou amor. toca bem . Olhando à frente. qodesh. . n em se fe ch a r á . Então Tiro tentaria se recuperar. rod eia a cidade . A comparação de Tiro com uma prostituta velha indica que ela não mostrará nenhuma piedade. Isto implica que Tiro será consagrada a um serviço nos moldes do que eram os sacerdotes. depois que o poder da Assíria começou a declinar. o lucro deT iro —“o seu comércio e a sua ganância” —será consagrado [Heb. quer dizer. quer dizer.Tiro continuará agin­ do com “a sua ganância de prostituta”. cerca de 630.

4. as provisões para Jerusalém na era m ilenial serão abundantes e obteníveis (cf.3)./«a!a(L eipzig. The Isaiah Manuscript and the Habakkuk Commentary (N ew Haven: Am erican Schools o f O riental Research. 3 M íllar Burrows. Como Isaías reage à sua visão da destruição da Babilônia? Quando foram quebradas as imagens dos deuses da Babilônia? O que aconteceria com Edom e Arábia? Por que Isaías queria ser deixado só? Que preparações apressadas Jerusalém fez para sua defesa? Que preparações eles fracassaram em fazer? Por que Sebna seria substituído por Eliaquim e com que resulta­ do? 8. et al. contra a Assíria.. 6.6. Desde que os materiais deTiro não seriam acumulados ou armazenados em uma tesouraria. A llis. 61. 7. The Book o f Isaiah ( Cbapters I~XXXIX) in the Light o f the Assyrian Monuments (Londres: Society for Prom oting Christian Knowledge. Társis e Chipre? 9.Desde que todos na Sião m ilenial serão chamados santos (4.W ernerScholl. não Babilônia como alguns supõem. 5. 26 1. 2.5-9. . em Wycliffe Bihle Encyclopedia (C hicago: M oody Press. Charles Boutflower. 1 9 3 0 ). O tto Procksch. 1 9 5 0 ). Cf. ed.7). 2 O u seja. “Book o f Isaiah”. Como a supressão do comércio de Tiro afetou Sidom. 1:857. Egito. 1 9 7 5 ). QUESTÕES DE ESTUDO 1. Alem anha: D . I: Plate 16. 60. 15 7-5 8. line 22. O que aconteceria a Tiro e quais seriam os resultados de sua restauração? CITAÇÕES 1 D.. 3. 4 Oswald T. 19 30 ). isto pode significar que as provisões deT iro serão para todo o povo de Jerusalém.

10.1 8 5 . 133. H . 353. Ancient Records ofA ssyría and Bahylonia.C. 18 The Prophets (Philadelphia: Jewish Publication Society o f America. B. (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press. 2:35 8 Boutflower. 6 D aniel David Luckenbill. 4 0 0. Book o f Isaiah. 2 1 3. ed. M anuel K om roff (N ova York: Tudor Publishing Co. 11 As notícias a respeito da destruição de Babilônia não teriam feito Isaías chamá-los de “m alhada m inha” significando “meu povo”. 10 Por exem plo. 149. Book o f Isaiah. 129. 17 S. 16 Em 70 5 a. (P hiladelphia: American Sunday-School U nion.C. 1 9 4 1 ). e que Isaías também olha à frente “para a Babilônia escatológica e para o D ia do Se­ nhor”. 2 :1 5 2 . 2 vols. 7a. J. Book o f Isaiah. 131. Eerdmans. A m orte dele encorajou “um a revolta que se difundiu ao longo do im pério. Ezequias era um dos prim eiros a se mover por trás da rebelião”. 13 George A. 19 A m aioria dos estudiosos são inclinados a aceitar a tradução mais difícil. M axw ell M iller e John H . W idyapranaw a. M o tyer reconhece que isto se refere a 68 9 a. 20 A palavra hebraica kenaan tam bém pode significar mercador. Isaiah 1 -3 9 . 7 Ibid. 1 9 2 6 -2 7 ). 14 Boutflower. ed. 4 7 2. N a Síria-Palestina. M cK enna. 10. Book o j Isaiah. 1 9 8 6 ). 9 J. History. D avid L. . A H istory o f Ancient Israel and Judah (Philadelphia: W estm inster Press. 149. em The C om m unicators Commentary (D allas: W ord Books. de m odo que o significado pode ser que Deus tenha ordenado que mercadores destruís­ sem as fortalezas d eT iro . Barton. trans.5 Boutflower. Archaeology and the Bihle. 111. 154. 19 78 ). 149. Alec M otyer. George Raw linson. 1 9 93 ). 19 93 ). Sargão foi m orto em um a batalha com o bárbaro Cim erianos em Tabal. 1 9 9 0 ). 15 H erodotus. 19 28 ).: InterVarsity Press. H ayes.. 1 7 5 -7 6 . 12 Boutflower. The Lord is Savior: Taith in National Crisis (G rand R apíds: W m . The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove.

Judá Merece o Juízo de Deus 24.1— 13 1 E is q u e o S e n h o r esv a z ia a terra. Isto aponta para o futuro. e d isp ersa os s e u s m o ra d o res.I-35. para o fim dos tempos. A Cidade Desolada 24. 19). especialmente para o juízo da Gran­ de Tribulação (cf. A. Ap 8. 15.4) mostra que este juízo envolve uma desordem do mundo inteiro. 18. nação”. A palavra “terra” pode significar “território. país. I Ts 5. e tr a n s to r n a a su a su p er fície.9.1— 3. 16. 9. e a deso~ la. mas o paralelism o com “m undo” (v. A Terra Corrompida.IO Nestes capítulos Isaías vê visões alternadas de juízo sobre os pecadores e louva a Deus pelos redimidos. .

m u d a m os esta tu tos e qu ebram a a lian ça eterna. Alguns tomam o termo “os mais altos do povo da terra” como sendo os assírios. A terra será devastada. ao qu e dá u su ra . Eles têm se recusado a reconhecer qualquer aliança relacionada com Deus. à serva . en fra q u ecem os m a is altos do p o v o da terra. p orq u e o S enhor p r o n u n cio u esta pa la vra. a terra está con ta m in a d a p o r ca u sa d os seu s m o ­ ra dores.1— 16). e quebra­ ram os regulamentos dados a Noé (Gn 9. co m o à su a senhora. a m a ld içã o co n so m e a terra. ao com prador. Eles não querem nenhuma comunhão com Ele (cf.2 E o q u e su ced er ao p o v o su ced erá ao sa cerdote.9— 12). Ele afetará toda a sociedade e cada pessoa imparcialmente. com o ao v en d ed o r. Ninguém escapará deste juízo. serã o qu eim ad os os m o ra d o res da terra. Esta se torna a condição do mundo inteiro nos últimos dias. ao servo. com o ao s e u sen h or. p o rq u a n to tra n sgrid em as leis. com o ao qu e tom a em p resta d o. . Outros o entendem também como sendo os israelitas —com o mundo todo sofrendo por causa do pecado deles. co m o ao q u e p a ga u sura. Os exércitos roubarão e saquearão tudo. e os qu e habitam nela serã o desolados. 2 Ts 2. 5 N a verdade. o m u n d o en fra q u ece e se m urcha . Do mais elevado ao mais inferior. 6 P o r isso. Deus falou e a sua palavra será cumprida. ao qu e em p resta. todos so­ frerão. violaram as suas leis. A terra é metaforizada. Isaías então identifica os seus pecados: Eles desobedece­ ram (aboliram ) as instruções de Deus. O juízo que cai sobre a terra é o resultado de corrupção “de seus moradores”. D e todo se esva z ia rá a terra e de todo será saqueada. A terra p ra n teia e se m u rch a . Ela murcha e sofre devastação. e p o u co s h o m en s restarão. p o r isso.

e su sp ira rã o todos os a legres de coração. “O mosto” (i. “bebida fermentada”. qiryath tohu. ou seja. aca bou o ru íd o dos qu e p u la m 1 de prazer.4.7). A alegria e os folguedos acompanhados por tamborins e harpas cessaram. todas as ca sa s fech a ra m .I I — 1 ). possivelmente genérico para as cidades do mundo ou da terra em vez de uma cidade específica) está sem habitantes e está demolida.2 para o estado da terra antes que . Eles estão colhendo o que semearam (c f G1 6. n in ­ g u é m j á p o d e entrar. “A bebida forte” ( “Cerveja” [N IV inglesa. As videiras estão enfraquecidas e murchas.Por causa do pecado do povo. ( Tohu é a palavra usada em Gênesis 1. N V I brasileira] e ou­ tras bebidas alcoólicas) os fará sentir-se amargos em vez de alegres. O juízo não é arbitrário.e. 10 D em o lid a está a cid a d e vazia. en fra q u ece a vid e. sumo de uvas antes da fermentação) estancou. uma maldição devora a terra. 9 C om ca n ções não beberão vin h o.1. eles têm que agüentar o fardo da sua própria culpa. Deus é justo e não pode deixar o pecado impune. secou. A ira de Deus arde contra eles e poucas pessoas serão deixadas (cf. 7 P ra n teia o m osto. os habitantes “serão desolados”. Ap 19. a bebida f o r t e será am a rga p a ra os qu e a beberem . “cidade do nada ou vazia”. O suco de uva era um símbolo de prazeres inofensivos. “A cidade vazia” (Heb. pois “os que habitam” naquela terra devem suportar a sua própria culpa.2 tem mudado para suspiros. não a de outros. A “festança” de 22. Hoje.3. e d esca n sou a a legria da harpa. 1 C essou o fo lg u e d o dos tam boris. Zc 5. O “vinho” não os relaxará e não os fará cantar.. tal des­ 2 truição mundial é possível.

com estalidos. qu an do está acabada a vin dim a. Fora nas ruas —ou fora da cidade —há lamentação ( “lastimoso clamor”) por causa da falta de vinho. É um quadro de desolação total. Qual é o tempo do juízo mundial denominado no Novo Testa­ mento? . inclusive a alegria da risada.) Todas as casas estão fechadas impedindo a entrada. “Toda a alegria”. se quebra a p orta. A devastação deixada na cidade pelo juízo de Deus é horrível. d e ster ro u -s e o g o z o da terra. como as poucas azeitonas deixadas na árvore depois que eles batem os seus ramos ou as poucas uvas deixadas depois que os respigadores passaram pela vinha e pegaram o que os ceifeiros deixaram (c f 17. 13 P orque será no in terio r da terra.Deus lha desse habitantes. co m o a sa cu d id u ra da oliveira e co m o os rabiscos. se foi. Como o capítulo 2 4 é relacionado com os capítulos 13 a 23? 2. A “cidade” é provavelmente coletivo para as cidades em geral (c f v. Toda a alegria que deleita os festeiros escureceu como quando o dia está findo. e. Um cumprimento preli­ minar disto aconteceu quando Senaqueribe destruiu quarenta e seis cidades de Judá. toda a a legria se escu receu . QUESTÕES DE ESTUDO 1.6). As portas desoladas foram quebradas em pedaços. só f i c o u a desolação. no m eio destes p ovos. A cidade não é mais habitável e não há nenhuma proteção.IO). 12 N a cidade. 11 H á la stim oso cla m o r n a s ru a s p o r ca u sa do vin h o. O remanescente deixado depois deste julgamento sobre o mundo será pequeno.

A ocasião inicial dos brados de júbilo pode ter sido a morte de Sargão II em 705 a. O s brados de alegria vindos do Ocidente fizeram Isaías pedir aos povos que respondessem no Oriente glorificando o nome do SE N H O R nas ilhas e nas regiões costeiras. Em contraste com a falta de alegria entre os que estão sofrendo o juízo de Deus. o Deus de Israel.C.. Outra ocasião pode ter sido a alegria de outras nações após a cura de Ezequias e a derrota de Senaqueribe (cf.20. g l o r f i c a i ao SENHOR n os va les e nas ilhas do m ar. 16 D o s co n fin s da terra o u v im o s ca n ta r: g ló r ia ao J u sto .3. O Juízo Prepara para o Reinado de Deus em Jerusalém 24. o remanescente piedoso alça a voz por causa da majes­ tade do SE N H O R . 13 P o r isso. miyyam. Veja Apocalipse 18.22.23). e em todas as partes da terra habita­ da. sim . e eles bradam alegremente “desde o mar” (Heb. m a s eu digo: em agreço. Toda a humanidade precisa louvar e glorificar o único Deus ver­ dadeiro. ai de m im ! O s p é rfid o s tratam p e r fi d a m en te. em a greço. O que acontecerá a todos os que não se arrependerem e não retornarem a Deus? 4. “do mar”). . de Israel.14-23 14 E stes a lça r ã o a su a v o z e ca n ta r ã o co m a legria . p o r ca u sa da g ló r ia d o S e n h o r cla m a r ã o d esd e o m ar. Que cidade está arruinada? B. que o povo reconheceu ter sido um juízo provocado pela soberania de Deus. onde há um comando semelhante para se alegrar por causa do justo juízo de Deus. 2 Cr 32. ao n o m e do Senhor D eu s. os p é r fid o s tratam p eifid a m en te.

(Compare a reação dele em 6. kenaph.18. o laço o p ren d erá . ele está chocado pelo que vê chegando. Os profetas não eram pronunciadores incompassivos de juízo. os pecados do povo e a maldição terrível e o juízo sobre a terra e seus povos quebrantavam o seu cora­ ção (o Heb. M uito embora ele previsse os brados de júbilo futuros.1 1. 18 £ será qu e aquele qu e f u g i r da voz do tem o r ca irá na cova.5 e 22 . que descreve tentativas semelhantes de evasão que só vão de mal a pior. e o laço v êm sob re ti. e o q u e su b ir da cova. ou seja. o pensamento a respeito do juízo faz Isaías sentir intensa tristeza. Não é por acaso que os resultados do pecado os alcançarão (N ote a aliteração nas palavras hebraicas). O temor (Heb. quer dizer. como também no grande terremoto dos dias de Uzias (Am I .4. O juízo de Deus trará uma mudança radical. a cova (Heb. pachat). estão esperando pelos habitantes da terra.19. Isto nos faz lem­ brar do que aconteceu no dilúvio na época de Noé (Gn 7 . a Deus que revelou a sua justiça tanto no juízo como no perdão e restaura­ ção. vem a canção: “glória ao Justo”. ó m o ra d o r da terra. Ele sabe que o juízo tem que vir antes da restauração e das alegrias mileniais. p o rq u e a s ja n e la s do alto se a b rira m . . “[Eu] emagreço” e “Ai de m im !” são expressões dos sentimentos de Isaías. tem notável aliteração nestes frases).I ). Con­ tudo. 8. Am 5.1 Não obstante.) Isaías conclui este pensamento descrevendo “as janelas do alto” se abrindo e os “fundamentos da terra” tremendo. ou conjunto de armadilhas (Heb.2). e os fu n d a m e n to s da terra trem em . O mesmo termo é usado a respeito do Servo Sofredor em 5 3 . M as a visão do futuro não faz Isaías se alegrar.) 17 O tem or.1 1 (NASB). Não haverá nenhum escape do juízo de Deus.“Dos confins [Heb. “asa”] da terra”. de suas partes mais afastadas. (Cf. e a cova. pacb). pachacfy. e o laço. A traição e a deslealdade são de fato merecedoras de juízo.

o que mostra que o juízo é sobre a humanidade e sobre o presente sistema mundial iníquo. incapazes de controlar os seus próprios destinos. se rompe. vacila. e o s o l s e co r tfu n d ir á q u a n d o o SENHOR d o s E x ército s r e in a r n o m o n te d e S ião e em J e r u s a lé m . e serã o en cerra d os em u m cárcere. tornados. como a estrutura temporária (ramos e esteiras ou estacas e toldos) instalada pelo fazendeiro da qual vigia o seu campo cultivado (c f 1. Ap 12. terra. . p e r a n te o s s e u s a n ciã o s h a v erá g ló r ia .I). um longo tempo.8). e a su a ela. e os reis da terra sob re a terra. “De­ pois de muitos dias”. e balança —“como a choça de noite” sob o impacto do vento. e serã o visita d o s dep ois de m u ito s dias.1 1 — 9. move. temporais.17 .1 2.1 — . Jd 6. Ap 2 1. Isto também pode retratar a terra girando fora de sua órbita e sendo destruída. Eles serão “amontoados como presos numa m asm orra” e serão mantidos em um cárcere. O 23 E a lu a se en v er g o n h a rá . em prisão. “os exércitos do alto na altura” (cf. e ca ir á e n u n ca m a is se Cinco expressões enfatizam a severidade da terra estremecendo: A terra se divide.1 1.2 Deus criará um novo céu e uma nova terra (6 5. 22 E serã o a m o n ­ toados com o p r eso s em u m a m a sm orra . 3 15). na q u ele dia. e furacões trarão juízo. nunca mais se levantará”. dia do juízo do S e n h o r está vindo quando Ele castigará as forças satânicas. de todo se ro m p erá e de tod o v a cila r á a terra co m o o co m o a ch oça de n o ite. O mesmo juízo sobrevirá a todos em posição de grande autoridade. “os reis na terra”.7— 2 0 . A trans­ gressão pesa tão gravemente sobre a terra que esta “cairá. e. serão julgados e punidos. 20 D e éb rio e será m o v id a e rem o v id a tra n sgressã o se a g ra va rá so b re leva n ta rá . Terremotos. o SENHOR v isita rá os ex ército s do alto na altura. E f 6. 21 E será que. en tão.19 D e todo se rá q u eb ra n ta d a a todo se m o v e r á a terra.

Isto antecipa a visão da glória de Deus que João viu em Apocalipse 4.4.1— 12 2 Ó SENHOR. Eles estão envergonhados porque as pessoas os adoravam em vez de adora­ rem ao SE N H O R . o s teu s co n selh o s a n tig o s sã o v e r d a d e e fir m e z a .29).9. p o r q u e f i z e s t e m a ra v ilh a s. H orton.A lua cheia e sol ficarão vermelhos de vergonha (cf. The Prophets (P hiladelphia: Jewish Publication Society o f America.3 Que esperança gloriosa os verdadeiros crentes têm! Q UESTÕES DE ESTU D O 1. 75. sim . RJ: CPAD. 4 0 3. 19 95 ). 2 David L. 1 9 7 8 ). Isaiab 1-39. 0 Juízo Prepara para Um Banquete Milenial 25. exaltar~ te~ ei e lo u v a r e i o teu n om e•. tu és o m e u D e u s . M cKenna. 3 Stanley M . A Vitória Final: Uma Investigação Exegética do Apocalipse (R io de Janeiro. A visão a respeito do SE N H O R reinando gloriosamente inspira Isaías a louvá-lo. Que grupos serão castigados? CITAÇÕES 1 “Os pérfidos tratam perfidam ente. que sozinho reinará “no monte de Sião e em Jerusa­ lém”. M t 24. onde “os anciões de algum modo representam a Igreja”. Ele reconhece o SE N H O R como o seu Deus de um modo . os pérfidos tratam perfidam ente” poderia ser traduzido como: “O incrédulo que agiu com incredulidade tem sido por seu turno tratado com perfídia”. C. N a presença dos anciões de seu povo a glória dEle será manifes­ tada (c f Êx 24. em The Communicator’s Commentary (D allas: W ord Books. 2 4 1. 1 9 9 3 ).10). Quem gritará de alegria e por quê? 2.

p o rq u e o sopro dos o p ressores é co m o a tem pestade con tra o m uro. 2 P orque da cid a d e fi z e s t e u m m on tã o de ped ra s. louvando o seu nome por todas as coisas maravilhosas que Ele fez. cidades de nações poderosas. Deus também foi um “refúgio contra a tempestade. é como uma tempestade que bate contra . Sua proteção é necessária. u m a ru ín a .9 para uma profecia semelhante contra Nínive. Os palácios fortificados dos estrangeiros não são mais as cidadelas que uma vez foram. A presença de Deus já não o amedronta como o fez no capí­ tulo 6. Agora ele exalta a Deus. Deus está sempre preocupa­ do a respeito de pessoas pobres. M l 1. onde eles pare­ cem estar oprimidos de todos os lados. necessitadas e desamparadas. 3 P elo que te g lo r fí c a r á u m p o v o poderoso. e da cid a d e f o r t e . refú g io con tra a tem p estad e e som bra con tra o ca lo r. O juízo de Deus fez de cidades ( “cidade” aqui é coletivo) um montão de pedras e inconquistáveis cidades fortificadas uma ruína. Eles louvarão a Deus. e do p a ço d os estran hos.3— para uma 5 profecia semelhante contra Edom). N a 1. Os planos que Deus fez há muito tempo ( “conselhos antigos”) foram cumpridos por Ele. e a cid a d e das n a ções fo r m id á v e is te tem erá. Isto nos fala que Deus irá derro­ tar todos os que se opõem ao seu propósito glorioso e justo. violentas e hostis se arrependerão e temerão a Deus. pois “o sopro dos opresso­ res”.pessoal.8. Estes juízos preparam o caminho para vários resultados: “um povo poderoso” irá se arrepender e glorificará a Deus. e elas nunca serão reconstruídas (cf. reconhecendo que Ele foi “a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia”. e sombra con­ tra o calor”. as nações violentas. qu e não seja m ais cid a d e e ja m a is se to rn e a ed fica r. 4 P o rq u efo ste a fo r ta le z a do p o b re e a fo r ta lez a do necessitado na su a a n gú stia .

“será humi­ lhado” pelo S e n h o r .12. O mundo ainda tem muitas nações violentas e nós ainda precisamos da sua proteção. usualmente traduzida “abrigos” ou “sedimentos” de vinho. Deus derrota e silencia (Heb. “Vinhos puros” ( “vinho envelhecido” —N V I.uma parede.2 -4 ). signi­ fica pratos feitos com azeite de oliva). dos violentos. a todos os p o v o s u m a f e s t a com a n im a is gord o s. u m a festa com vinhos p u ro s. representa alta qualidade. o “ím peto” dos exércitos estrangei­ ros que se opõem a Ele. takhnia. implica o melhor tipo de nutrientes. “uma festa com animais gordos” (no Heb. co m o se abranda o ca lo r p ela som bra da espessa n u vem . Como calor é minorado pelas nuvens. “Com tutanos gordos” ( “pratos gordurosos com tutano” — ARA . onde Moabe é comparado a sedimentos onde o gosto e o cheiro não mudaram. tu abaterás o ím peto dos estra ­ nhos. literalmente “farta comida cheia de tuta­ no”. Eles se tornam tão silenciosos quanto o calor em um deserto sem água.11. Este é um outro quadro do que está preparado para aqueles que vêm ao SE­ NHOR (c f 2 . dos cruéis. O rico banquete. O juízo prepara para um banquete que acontecerá depois que Cristo retornar. 6 E o S e n h o r dos E x ércitos dará. “Com carnes suculentas” —N V I). quer dizer. tu subjugas”) os brados orgulhosos de guerra. Ap 7. neste m onte. as­ sim “o cântico dos tiranos”.9). Veja Jeremias 48. para os salvos de todas as línguas. é uma palavra no hebraico (sfrmarim'). tribos e nações (cf. ou “vinhos nos abri­ gos” — K JV ). “Com vinhos puros” ( “o . Isto pode indicar que a essência do significado de stimarím ( “coisas guardadas” ou “coisas preservadas”) está em mente. Isto será um presente do S enhor —um grande ban­ quete milenial no monte S ião “a todos os povos”. bem p u rifica d o s. 5 C om o o ca lo r em lu ga r seco. assim o câ n tico dos tira n os será hum ilhado. “tu humilhas. com tu ta n o sg o rd o s e com vinhos p u ros.

Ou pode se referir a um véu que representa lamentação pelo pecado e seus tristes resultados que afe­ tam até mesmo o inocente. o dia da restauração do reino pelo SENHOR. Ap 21. “aguardaram esperançosa­ mente por Ele”) terão um testemunho maravilhoso. Deus irá destruir essa coberta ou máscara.4). que obscurece ou é tecido sobre os povos e nações pode se referir a tudo o que impede os povos de verem a glória de Deus. 7 E destruirá. A “máscara do rosto”. exultarem os e nos alegraremos. naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso D e u s a quem aguardávamos. este é o Senhor . . e Deus.54.26— 29). e muitas lágrimas devido aos assírios terem levado mais de duzentos m il cativos e os transplantado em outras terras. não que sejam alcoólicos. na sua salvação.melhor vinho” —N V I) significa que eles são filtrados ou refinados. e ele nos salvará. to­ dos os que o aguardavam (Heb. Isto será possível porque Ele “tirará o opróbrio do seu povo”. mas os povos de todas as nações (c f . e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra. Isto inclui não só Israel que voltará ao SENHOR. as lágrimas de todos os rostos” (cf. Deus reservou bênçãos maravilhosas para aqueles que são fiéis (cf.. 9 E. ou “coberta” (A R A ). neste monte. Isaías olha à frente para o cumprimento da promessa de Deus de que “aniquilará a mor­ te” na vitória. a quem aguar­ dávamos. a máscara do rosto com que todos os povos andam cobertos e o véu com que todas as nações se escondem. q iw w in u lo. “E naquele dia”. “enxugará. e assim enxugará o Senhor eová as lágrimas de todos os rostos. SI 22 . como um Pai amoroso. Havia muitas mortes causadas pela Assíria nos dias de Isaías. porque o SENHOR o disse. J s Aniquilará a m orte para sempre.. Isto faz referência à obra de Cristo e a restauração que virá quando Ele retornar para estabelecer o seu reino milenial. Para aqueles que vierem ao monte Sião. I Co 15. Então não haverá mais nenhuma morte.

e d e r r ib á -la s -á p o r terra. M oabe aparentemente se aliou com a Assíria nos dias de Isaías e pode ter sido usado pela A ssíria contra Judá. ou as riquezas ganhas pelas habilidades humanas. Ele se estabelecerá para ficar.T t 2. o juízo sobre o ímpio. M oabe será “trilhado debaixo dele” como palha no monturo. (Cf.7. co m o as esten d e o n a d a d o r p a ra n a dar.13). Deus derrubará todas as defesas que os seres humanos erigiram contra Ele. SE N H O R ( c f .8 . 12 E a b a ix a rá as altas fo r ta le z a s dos teu s m u ro s e a b a tê-la s-á .6). e aqui representa todos os inimigos de Deus. é freqüentemente paralelo ao Espírito do S e n h o r . I 10 P orque a m ão do SENHOR descan sará neste m on te. tentará se salvar. O Espírito “des­ cansará”. Em con­ traste com Sião. e “a perícia das mãos deles”. como algo inútil. a p esa r da p erícia das su a s m ãos. I Co 1. Deus derrubará e demolirá as fortalezas nas quais M oabe confi­ ava. co m o se trilha a pa lh a no m on tu ro. A altivez deles será abatida. A comparação de nadar no monturo indica que Moabe. quer dizer. m a s M oabe será trilhado debaix o dele. m a s o SENHOR abaterá a su a altivez.10. 15 e 16.9. quer dizer. O povo de Deus nunca terá que se preocupar ou estar novamente com medo. a té ao pó. Em Ezequiel. arrogante e adúltero povo de M oabe nos caps.) S en h o r” “A mão do 11 E M oabe esten d erá as su a s m ã os p o r en tre eles.20).1N o juízo futuro.v. Moabe freqüentemente causava perturbações a Judá e a Jerusalém (2 Rs 13. Eles não podem adquirir liber­ tação dos seus pecados e culpas nadando no monturo. mas seus esforços serão fúteis. Eles todos se alegrarão na salvação do Ts 1. que re­ presenta o mundo pecador e os inimigos do povo de Deus. significa o poder do S e n h o r . não os salvará. continuando com as suas práticas pecaminosas. 2 T m 4 . quer dizer. .

O que Deus fará pelo seu povo e como este responderá? 4. A H istory o f Ancient Israel and Judah (P hiladelphia: W estm inster Press. 0 Juízo Prepara para Restauração e Paz 26. ou bastiães (parte da fortificação que avança e for­ ma ângulo saliente. M axw ell M ille r e John H . 19 86 ). se en to a rá este câ n tico n a terra de J u d á : U m a f o r t e cid a d e tem os. Qual é o objetivo da menção de Moabe? CITAÇÕES 1 M oabe declarou sua lealdade à Assíria e aparentemente enviou soldados para que acompanhassem Senaqueribe na sua marcha contra Judá. Ele é suficiente. O que Deus fará para todos os povos da terra? 3. O cântico é uma canção de louvor que prepara Jerusalém para a sua transformação em uma cidade de paz à medida que Deus cumpre o seu propósito remidor. N aquele dia. D.I -II . H ayes. “Naquele dia” refere-se ao dia milenial por vir quando Judá e Jeru­ salém terão um cântico dado por Deus para cantar.QUESTÕES DE ESTUDO 1. a que D eu s p ô s a sa lva çã o p o r m u r o s e an tem uros. baluarte).13 I. 3 5 9.1-27. A sua salvação será melhor que muros físicos e “antemuros” ( “ba­ luartes” —A RA ). Ele prote­ gerá o seu povo. permitindo vigiar a face externa da muralha e atirar contra os assaltantes que tentam escalá-la. Veja J. Pelo que Isaías louva o Senhor? 2. . UM CÂNTICO QUE EXPRESSA CONFIANÇA 2 6 .

YahweF) chama a atenção para a fidelidade de seu nome e caráter de guarda da aliança. g oi) é freqüentemente usada a respeito dos gentios. Nossa fé e confiança no SE N H O R devem ser contínuas. 4 C o n fia i n o SENHOR p erp etu a m en te.6). p a ra qu e en tre nela a n a ção ju sta . Aqui. repetido para en­ fatizar a autenticidade da paz). Yah. ou confiança. . significa qualquer pessoa que está correta com Deus. A cidade será preparada por Deus para o seu povo. No meio das dificuldades e estresses. fiéis e de confiança). não é suficiente. Os que têm firme confiança em Deus pedem aos outros para con­ fiar “no SE N H O R perpetuamente”. a verdade (ou. O profeta pede que os portões sejam abertos para “a nação justa” que observa. 3 Tu co n serv a rá s em p a z aq u ele cu ja m en te está f i r m e em ti. O termo duplo “Senhor Deus” (Heb. Um a antiga expressão de fé. Ele não fracassará porque Ele é “uma rocha eterna”. p o rq u e o S enhor D eu s é u m a roch a etern a. Deus provê “paz” perfeita (Heb.10). q u e observa a verdade. p o rq u e ele co r fia em ti. e a cida de ex a lta da h u m ilh a rá a té ao chão. segurança e permanência (veja 17.2 A bri as portas. ou guarda. coisas verdadeiras. cujas mentes (incluindo pensamentos. Força eterna e pro­ teção fazem parte da sua própria natureza. Eles crêem e não duvidam —pois o que duvida “é semelhante à onda do mar. Deus os conservará em verdadeira paz (inclusive bem -estar espiri­ tual). e a d errib a rá a té ao pó. 5 P orque ele abate os q u e habitam em lugares sublim es. A palavra “nação” (Heb. A figura do S E N H O R como uma “rocha” não só fala de força. que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte” (T g 1. sbalom shalom. mas de proteção. impulsos e tendênci­ as) são inabaláveis e constantes porque a sua confiança está em Deus.

no prumo. Ele abre um caminho quando parece não haver nenhum caminho. mishpatekha. “decisões”). tu reta m en te p esa s o a n d a r do ju sto . Isto também é um desejo para vê-lo em manifestação pessoal. um triunfo que eles não poderiam alcançar por si próprios. O SE N H O R que é o “Deus Justo” faz o caminho “plano”. O desejo pelo nome do SE N H O R é um desejo para ver a sua natureza e caráter manifestos. Ele é ativo. Isto não significa que nós nunca tere­ mos dificuldades. no teu s n om e e na tu a m em ó ria está o desejo da n ossa alm a. te esperam os. confi­ ando nEle. 7 O ca m in h o do ju s t o é todo p la n o . Embora o povo de Deus esteja “aflito” (oprim ido) e “pobre” (de­ samparado e insignificante). problemas. as suas revelações passadas a respeito de quem Ele é. O juízo deve preparar o caminho para a restauração. Ele fará ao orgu­ lho de todas as cidades exaltadas do mundo. andando no caminho dos seus “juízos” (Heb. SENHOR. O que Deus fez derrubando o orgulho de M oabe e deixando suas cidades em total ruína. Os que estão aguardando esperançosamente pelo SE N H O R . Isto pode significar ou que eles vivem em obediência à sua palavra. ele entrará em triunfo sobre as ruínas que Deus vai ocasionar. Eles também querem ver a sua natureza guardada na memória. ou lutas. Deus o faz ordenadamente. ou que eles são fiéis no meio dos juízos que estão come­ çando a vir sobre a terra. <A té no ca m in h o d os teu s ju íz o s. Quer dizer. mas Deus nos vê através deles. Isaías agora se volta para o tempo de esperar pelo SE N H O R . . Tudo o que nós precisamos fazer é andar com Ele.Deus não somente é uma rocha. 6 O p é a p isa rá : os p és dos a flitos e os p a sso s dos pobres. livre de obstáculos. O caminho do “justo” (os justos com Deus) é um caminho todo plano. justo e direto para a sua meta.

o ímpio não está pronto para aprender “a justiça”.9 C om m in h a alm a te desejei de noite e. os m o ra d o res do m u n d o ap ren d em ju stiça . m a d ru g a rei a h u sca r-te. que está d en tro de m im . A frase “com o m eu espírito . “Os teus juízos na terra” são a motivação para fazer isto. a té na terra da retidão ele p ra tica a in iq ü id a d e e não atenta p a ra a m a jesta d e do S e n h o r . p orq u e. m ad ru garei a b u scar-te” in d ica as p ro ­ fu n d id ad es in terio res do seu desejo p elo SENHOR.. v ê-la -ã o .4). n em p o r isso a p ren d e a ju s tiç a . A m u d an ça p ara a p rim eira p essoa do sin g u lar m o stra que o p ro ­ feta teve esse m esm o desejo em expectativa igu alm en te “de n o ite ”. 10 A inda qu e se m o stre f a v o r ao ím pio. muito embora o ímpio não possa ver quão retos e justos eles são. e o testemunho de obedientes buscadores do SENHOR se torna um modo por meio do qual os habitantes da terra “aprenderão justi­ ça”.. ha ven do os teu s ju íz o s na terra. com o m eu espírito. mas eles “nem por isso a vêem [reconhecem]”. para trazer juízo. a tu a m ã o está ex altada. Mas Isaías clama a Deus para deixá-los ver ( “Que vejam”. Contudo. m a s n em p o r isso a vêem . até mesmo quando Deus lhes mostra gracioso favor e bondade. “Em uma “terra da retidão”. eles ainda agem injustamente. O SENHOR erguerá a sua mão para agir. Ele quer que o zelo de Deus pelo seu povo seja visto e quer que o fogo santo de Deus devore os seus inimigos (que também são os inimigos do povo de Deus). onde a verdade de Deus é evidente. Os juízos de Deus são necessários. praticando a iniqüidade e recusando reconhecer “a majestade do S en h or ” . . ou seja. Isto terá seu futuro e cumprimento mais completo depois dos juízos da Grande Tribulação (cf.1 “M adrugarei a buscar-te” inclui a idéia de buscá-lo freqüente ou constantemente. N V I) de modo que eles se­ jam confundidos ou envergonhados. Ap 15. p o r ém c o n fu n d ir -s e -ã o p o r cau sa do z elo qu e ten s do teu p o v o . 11 S e n h o r . e o f o g o co n su m irá os teu s adversários.

Ê para a sua glória que Deus aumentou a nação ( “aumentaste esta gente”). 13 Ó S e n h o r .2. 13 Tu. S enhor . mas eles eram ape­ nas homens —e eles “não tornarão a viver”. tu a u m en ta ste esta gen te. e apagaste toda a sua m em ória. e destru íste. que governarão e reinarão com Cristo durante o M ilênio. Esses antigos senhores se consideravam deuses. m as. p o r isso. Israel durante o tempo dos juizes. Quem honra o nome e a memória do faraó do Êxodo? Os estudiosos discordam até mesmo sobre a identidade desse particular faraó.1 2 -2 7 . a u m en ta ste esta gen te. Deus é o Senhor da história e tem sido fiel e tem feito o seu povo guardar o seu nome na memória como o seu único verda­ deiro Líder. n os lem b ra m os do teu nom e. Em contraste com o juízo sobre o ímpio. 14 M orren d o eles. Deus os visitou com juízo.fa lecen d o . p o rq u e tu és o que fiz e s te em nós todas as n ossas obras. D eu s nosso. ou serão levantados com os justos. e os destruiu.1 12 SENHOR. tu n o s d a rás a paz. o u tro s sen h ores têm tido dom in io sob re nós. Ou seja. e eles não ressuscitarão. p o r ti só. Eles são espíritos mortos no Sheol. e fez a memória deles ser apagada. Ele os lançou para “todos os confins da terra”.2 M as o povo honra a Deus somente. pa ra todos os co n fin s da terra. m a s longe os lançaste. Ele os . não ressu sci­ tarão. os visitaste. SÓ DEUS É DIGNO DE SER HONRADO 2 6 . A sua salvação é totalmente obra sua. “Outros senhores” incluíam faraó e os várias governantes que do­ minaram . fiz e s te -te g lo r io s o . não to rn a rã o a v iv er. Deus designará a paz para o seu povo e a estabelecerá. Deus tem feito tudo por eles. Agora todo o remanescente piedoso em Judá confessa o que Deus tem feito por eles.

os teu s m o rto s ressu scita rã o. no aperto.aumentou não por causa de quem os israelitas são. não caíram. despertai e ex u ltai. e a terra la n ça rá de si os m ortos. M as no sofrimento do seu povo não houve nenhum nascimento. nenhum bom resultado —só vento. ele e seu povo têm suportado sofrimento na presença do SENHOR. Eles quase não podiam sussurrar. ó Se n h o r ! Agora. Deus os disciplinou e os trouxe de volta a Si mesmo. livra m en to não tro u x em o s à terra. 17 C o m o a m u lh er g rá v id a . d erra m a ra m a su a ora ção secreta. mas Isaías olha para o futuro para algo muito maior por ocasião do Milênio. na própria época de Isaías.C. qu an do está p r ó x im a a su a hora. tem d o res de p a rto e dá g r ito s n a s su a s dores.12 ). Por causa dos juízos dEle. Não houve nenhuma liberta­ ção. 19 O s teu s m o rto s viverão. te visita ra m . mas por causa de quem Ele é. Deus trataria dos assírios a seu devido tempo (1 0. Isto acontecia repeti­ damente durante o tempo dos juizes. n em ca íra m os m o ra d o res do m un do. eles têm clamado como uma mulher nas dores agudas de parto. v in d o sob re eles a tua co rre­ ção. v ó s qu e habitais no pó. a ssim f o m o s nós p o r ca u sa da tua fa c e . . m a s isso não f o i sen ã o v en to . p o rq u e o teu orvalho. 18 B em con ceb em os nós e tiv em o s dores de parto. Isaías “lembra” ao SENHOR de como os israelitas buscaram a Deus em tempos de dificuldades. mas esse tempo ainda não tinha chegado.) 16 SENHOR. será co m o o orva lh o das erva s. nenhuma salvação na terra. Também aconteceu em uma revolta frustrada d e 7 I 2 a 7 I I a. apenas dor. os assírios. Quando uma criança nasce a dor se transforma em alegria. (Houve alguma expansão do território de Judá nos dias de Isaías. e os governantes do mundo. ó D eu s. mas como fizeram uma oração como um sussurro ( “oração secreta”). Então eles verdadeiramente reconhecerão a glória de Deus.

10. os mortos que pertencem ao S E N H O R ( “os teus mortos”) vive­ rão. 20 Vai. até que o juízo “passe”. é traduzido me­ lhor aqui como “luzes” (margem da NASB).5 0 -5 3 . Porém. até que pa sse a ira. Fp 3.21. inferno). M as agora a chamada é para o povo de Deus entrar nos seus quartos e fechar a porta “por um momento”. Dn 12. Como Asafe ( S I 73. Isaías espera o seu corpo morto se levantar com eles. Haverá uma chamada para o povo de Deus despertar e exultar de alegria ( “despertai e exultai”).16. Em 2 Reis 4. significando uma abun­ dância de luz que vem quando o sol da manhã aparece sobre o hori­ zonte.17). quando as sepultu­ ras na terra se abrirem e os mortos se levantarem (cf. I Co 1 5 . Semelhante a Salomão. p o v o m eu . “Orvalho” é simbólico e diz respeito à bênção e favor de Deus. Como Davi ( S I 23.2 e indicariam assim estar no céu durante o tempo . eles já tinham uma esperança de morar para sempre na casa do S e n h o r .26. eles esperavam que o caminho de vida os conduzisse para o lugar acima para os sábios (aqueles que temem e adoram ao S e n h o r ) a fim de evitar o Sheol embaixo (quer dizer.Em contraste com os ímpios que são derrubados “até ao pó” (v. Jó 19. A expressão “orvalho das ervas” é a mesma na KJV A versão ARA indica “orvalho de vida”. Alguns aplicam isto à restaura­ ção nacional de Israel (como em Ez 36 e 37).2).23). Isto fala de uma abundância de vida aqui. As portas serão abertas naquele alegre dia milenial (v.12.39 “ervas” se refere à malva ÇMalva rotundifolía ). IT s 4.5). pois. literalmente “passe sobre” (a mesma palavra usada por ocasião da Páscoa em Ex 12.24). mas a linguagem é muito individualista aqui. a morte não significa o fim. eles esperavam em Deus para guiálos nesta vida com o seu conselho e posteriormente levá-los para a glória do céu. Os quartos são tidos por alguns como sendo os mencionados por Jesus em João 14.2). Jo 5.28. uma planta sensível à luz. M as a profecia de Isaías acrescenta uma outra espe­ rança —a esperança de ressurreição (cf. SI 16.6). entra nos teus qu artos e fech a as tuas p orta s sobre ti. esco n d e-te só p o r u m m om en to.2.29. Para o povo de Deus. Dn 12.

g r a n d e e fo r te . Como a “serpente veloz”.7). por toda a sua desonestidade e transgressão.do juízo.6. ou “a arrogante”. e a terra des~ co b rirá o seu sa n gu e e não en co b rirá m a is aq u eles qu e fo r a m m ortos. o leviatã. a serp en te veloz. grande e forte”. O “dragão” ou monstro (Heb. e m a ta rá o dragão qu e está n o mar. Aqui parece indicar que o povo de Deus escapará da terrível ira e juízo de Deus (cf. Como a “serpente tortuosa”. “a aflita”. um nome para o Egito (cf. tannin) é paralelo a Raabe. . e o leviatã. o Senhor ca stiga rá com a su a d u ra espada. “Leviatã” é um termo usado a respeito de várias criaturas do mar ou monstros dos rios. A razão para que o povo de Deus feche as suas portas (e assim se aproximando do S e n h o r ) é que Deus virá “para castigar os morado­ res da terra. Estas três nações eram as principais inimigas de Israel nos dias de Isaías. isto parece referir-se à Babilônia no rio Eufrates. Nada estará oculto de Deus. por causa da sua iniqüidade”. 30. Outros comparam isto a M ateus 6. onde Jesus instrui os seus ouvintes a como orar “em secreto” (A R A ). isto parece referir-se à Assíria nas margens do rio Tigre. O castigo deles é um antegosto do castigo completo por vir sobre todas as nações ímpias durante a Grande Tribulação no fim dos tempos.26) e o crocodilo (Jó 4 I . 1 N aquele dia. O “m ar” neste caso refere-se ao rio Nilo. Um exemplo disto é o juízo sobre os assírios.9). I Ts 5. p o r cau sa da su a iniq ü idad e. Isaías viu um dia no porvir quando Deus os “castigará com a sua dura espada. A terra cooperará por descobrir o sangue e os corpos dos mortos. A repetição enfatiza o caráter sobrenatural do castigo. Juntas elas são representativas de todos os inimigos que são contra Deus e o seu povo.I ). tais como a baleia (SI 104. que não durará muito tempo. a serp en te tortu osa. 21 P orque eis que o SENHOR sa irá do seu lu ga r p a ra ca stiga r os m o ra d o res da terra.

a rega rei. qu em m e p o ria sa rça s e esp in h ei ros dia n te de m im na g u e r r a ? Eu iria con tra eles e ju n ta m en te os qu eim aria. N em tudo é desesperança para as “sarças e espinheiros” (v. a cada m om en to.) Este produz uma boa colheita de uvas doces. que f a ç a p a z com igo. Se sarças e espinheiros aparecerem. Deus agora não tem nenhuma ira ou ressentimento contra esta vinha. “Naquele dia” olha à frente para o que Deus fará no futuro dis­ tante. a g u a r d o e.1 1. ISRAEL FERIDO PARA QUE POSSA DAR FRUTO 2 7 . porém. (Alguns manuscritos Heb.2 -1 3 a. Isto pode significar que Ele purificará o seu povo. “deliciosa” —A R A ) é traduzida como “desejá­ veis” em Isaías 32.4) que estão contra Deus. O seu cuidado. Deus os convida a vir a Ele para refúgio ( “que se apodere da m inha força” —literalm ente no Heb. isto não se ajusta à idéia de um vinhedo.2— 6 2 N aquele dia. “vinho que está es­ pumando à medida que fermenta”.3. can tai-lh e. Este é um outro cântico da vinha. o SENHOR. trazem chamar. Esta é uma vinha de beleza e delícia. Em contraste com a vinha do capítulo 5. 3 Eu. 3 O u que se ap od ere da m in h a f o r ç a e fa ç a p a z com igo. provisão e pro­ teção são contínuos. O seu amor fiel tem esperado até que Israel ponha a sua confiança nEle. sim . “que se . p a ra qu e n in gu ém lhe f a ç a dano. U m Segundo Cântico da Vinha 27 . de n oite e de dia a gu a rd a rei. Ele os arraigará e os queimará.12 e em Amós 5 . é o guardião da vinha. O SE N H O R 4 N ão há in d ign a çã o em m im . h a verá u m a vin h a de vin h o tinto. em contraste com as uvas bravas da vinha no capítulo 5. A expressão “vinho tinto” ( “frutífera” —N V I.

broto.o ele co m o f e r i u aos qu e o fe r ir a m ? O u m a to u -o ele a ssim co m o m a tou aos qu e p o r ele f o r a m m o rto s? Relembrando a história de Israel. será transform ada e será como uma videira cuja totalidade das partes —raiz. Jacó. Como os capítulos 9 e I I mostraram. a qual também é o mais ilustre Filho de Davi tornará isto possível.2 4 — 8 ). 6 D ia s v irã o em q u e J a có la n ça rá raízes. o suplantador e enganador. Podemos ir a Deus como a um Pai amoroso e Ele cuidará de nós. Ele quer que todos os adversários se arrependam e façam paz consigo.coloquem sob a m inha proteção”). Ele foi gracioso para com eles e os amou. que teve a sua origem em Jacó. até mesmo para os que parecem como desagradáveis e irritantes sarças e espinheiros. porventura Deus já os feriu do modo que feriu os seus inimigos. Deste modo nós temos um cumprimento da promessa a Abraão em Gênesis 12. A Culpa de Jacó a Ser Expiada 27. o modo com o qual Ele subm ergiu todo o exército egípcio no m ar Vermelho? Porventura Ele já os matou do modo que matou os 185. a nação de Israel. flor e fruto —é formosamente desenvolvida. Não im porta como eles falharam ou com que freqüência se desviaram do S E N H O R . Deus restaurará a Israel e o fará prosperar. por exemplo. b.3. 2 Nos dias do reino m ilenial por vir. f e r i u . um lu ­ gar de refúgio.7— 13 7 P o rven tu ra . como um lugar seguro. . Ele ainda procede assim. Deus sempre deixou uma sobra de seu povo Israel. como. foi transformado quando lu ­ tou com o anjo e recebeu o novo nome de “Israel” (Gn 3 2 . Como resultado. o mundo inteiro será abençoado por seus “frutos”. O fruto pressupõe a justiça que influenciará a outros. e flo r e s c e r á e brotará Isra el. O caminho da salvação está sempre aberto.000 homens do exército de Senaqueribe? A resposta é não. e en ch erão de f r u t o a f a c e do m un do. a mais excelente Se­ mente de Abraão.

q u a n d o ele f i z e r a todas as p ed ra s do a lta r co m o p ed ra s de ca l f e i t a s em pedaços. Parte disto envolverá a remoção da falsa adoração. O amor e cuidado de Deus por seu povo inclui disciplina e sofri­ mento. Ezequias pôs fim à falsa adoração (2 Rs 18. os bosques e as im agen s do so l não p o d erã o f i c a r em pé. Ele irá lidar com eles de forma que “se expiará a iniqüidade de Jacó” e o seu pecado será tirado. Eles foram o “vento forte” de Deus. Os assírios sob o comando deTiglate-Pileser III. o trataste” —A R A ) traduz uma palavra hebraica usada só aqui e provavelmente significa “enxotando” ou “espantan­ do”. Os juízos de Deus sobre Israel no passado foram severos. mas nesta conexão este termo é provavelmente um . assim os postes-ídolos a Asera (símbolos da ado­ ração de Asera. se ex p ia rá a in iq ü id a d e de Ja có . 9 P or isso. u m a habitação rejeita d a e ab andon ada co m o u m d eserto. mas lidar com eles de certo modo que os trouxesse de volta a Ele. e depois sob o de Sargão II. 10 P orque a cid a d e f o r t e está solitária. O propósito de Deus nunca foi destruí-los completamente. ele a tiro u co m o seu v en to fo r te . e a li se deitarão. Alguns comentaristas entendem “a cidade forte” como signifi­ cando Jerusalém.s C om m ed id a co n ten d este com ela qu an do a rejeitaste. e este será todo o f r u t o de se h a ver tira do o seu p eca d o. no tem po do v en to leste. como uma rajada de “vento leste” do deserto.4).. “Com m edida contendeste” ( “Com x ô! xô! . De­ pois Senaqueribe levou o povo de Judá para o exílio. levaram os habitantes do reino norte de Israel para o exílio. Só então poderia Israel se tornar a vinha agradável e frutífera do versículo 2. que incluía prostituição) e os altares de incenso “não poderão ficar de pé”. ali. e d evora rã o os seu s ram os. As “pedras do altar” que são “feitas em pedaços” ou podem ser alta­ res para a falsa adoração ou podem representar o antigo sistema sacrificial que será anulado. p a sta rã o os bezerros..

M uito embora Deus os tenha criado. N ada será deixado deles (cf. as mulheres virão e usarão os galhos para fazer fogo. não tendo nenhuma percepção das verdades espirituais ou dos ca­ minhos de Deus. z1 Q u a n d o os seu s ra m os se secarem . os quais só não estão secos na estação chuvosa] do Egito” (o vadi El-Arish na borda do Egito). aq uele qu e o f e z não se co m p a d ecerá dele e aquele qu e o f o r m o u não lhe m o stra rá n en h u m fa v o r . v in d o as m u lh eres. sereis colh id os u m a um . p o r isso. debulhando o grão da palha. porque de tal modo entorpeceram as suas mentes e corações que até mesmo a sua graça salvadora não os al­ cançou. até ao rio [vadi —denominação árabe dos leitos de riachos interm i­ tentes do norte da África e do Oriente Próximo. 25. quando os ramos se secarem e forem que­ brados. de modo que “ali pastarão os bezerros” onde eles estiveram. Ele “não lhes mostrará nenhum favor”. na q u ele dia.coletivo para as cidades deste mundo (cf. As suas defesas não os salvarão do juízo de Deus. Ele também estará inte­ . um ajunta­ mento do trigo bom. a partir da área total que uma vez foi dominada por Salomão nos dias da sua grandeza. os lugares seguros dos inimigos de Deus e do seu povo. Ele ajuntará “desde as correntes do rio [Eufrates]. Eles não tinham nenhum entendimento de Deus. o Dia do Juízo. O verdadeiro povo de Israel será recolhido um por um e será recolocado na terra. Deus trará uma colheita. conquanto Deus os tenha formado com o cuidado como o de um hábil oleiro. e vós.2). Embora a intenção de Deus seja restabelecer a nação de Israel. Aque­ les que são deixados após o juízo são pessoas sem “entendimento”. 12 E será. ó f i lh o s de Israel. isto é. Nas cidades desertas. serã o quebrados. Ap 16. qu e o SENHOR p a d eja rá o seu f r u t o desde as co rren tes do rio a té ao rio do E gito. também será trazida a restauração. “Naquele dia”. p o rq u e este p o v o não é p o v o de en ten d i­ m en to. os acenderão.19).

13 E será. Quais as razões que Isaías concedeu para que buscassem o Se­ nhor? 3. Que esperança é dada ao remanescente futuro? . Deles virá não só Israel. e os qu e a n davam p erd id o s p ela terra da A ssíria e os qu e f o r a m desterrad os p a ra a terra do E gito to rn a rã o a v i r e ad orarã o ao SENHOR n o m o n te santo.19 se relaciona a Jó 19. A Assíria era o lugar onde os exilados de Israel estavam nos dias de Isaías. O que o leviatã simboliza? 6. mas outros que irão adorar ao S e n h o r (cf. hostilizado e perecendo na Assíria.2— é diferente do cântico da 6 vinha no capítulo 5? 7.ressado a respeito da salvação de cada indivíduo. em Lucas 15). as parábolas de Jesus a respeito da Ovelha Perdida.10? A Daniel 12. Como o cântico profético de 27. sem lar. da Dracma Perdida e do Filho Pródigo. Estes dois países representam todos os lugares no mundo onde Israel sofre. “U m a grande trombeta” será tocada. Como 26.26? A Salmos 16. embora o Egito tenha sido o lugar da escravidão deles nos dias de Moisés.2. em Jerusa­ lém”. naqu ele dia.2 ? 5. Que lições do cântico podem ser aplicadas aos nossos dias? 2. O que acontecerá aos opressores de Israel? 4. Is 2. Ela chamará o povo de volta à casa para adorar —o povo que está desterrado. QUESTÕES DE ESTU D O 1. Que juízos estão a ponto de alcançar Israel? 8. qu e se toca rá u m a g r a n d e trom beta. Isto também fará com que os exilados no Egito venham e adorem “ao S E N H O R no monte santo. “um por um” (cf.3). em Jeru sa lém .

O o rg u lh o que os co n d u z iu a se diver tir d eix a-o s despreparados para o juízo que está para vir.1 A palavra profética de Deus para o reino norte de Israel é que este está maduro para o juízo. 1996). (R io de Janeiro. como a bonita cidade de S a­ m aria está em um a colina íngrem e sobre a cabeça de seu fértil vale. O “A i” os adverte.2 4 7 .CITAÇÕES 1 T im othy M unyon. M as a coroa está enfraquecendo. 2 4 6 . E. “A Criação do Universo e da H um anidade” em Teologia Sistemática. H orton.I-33. AI DE EFRAIM 28. “dom inados”) pelo vinho. a coroa de um vencedor. Os Líderes Bêbados 28 . Eles imaginam que são inconquistáveis e que o seu poder e posição lhes dá o privilégio de se satisfazerem.I I.1-29 a.1— 8 1 A i da coroa de soberba d os bêbados de B fra im } cu jo g lo r io so o rn a m en to é co m o a f l o r qu e ca i. O reino norte é chamado de “Efraim” porque Efraim era a sua principal tribo. Os líderes estão “vencidos” (H eb. ed. Os seus líderes estão bêbados em um banquete que honra a Sam aria como uma “coroa”. Tanto a em briaguez . rev. O livro de Isaías agora retorna ao tempo antes de a Assíria ter conquistado o reino norte de Israel e tomado Sam aria em 72 2 a.Os Seis Ais 28. R J: CPAD. Stanley M . ed. balume. 2 Alguns comentadores acreditam que Isaías estava se referindo a reis atuais como T iglate-Pileser III e Sargão II.C . qu e está sob re a cabeça do f é r t i l v a le d os v en cid o s do vinho.

Is 5. “será pisada aos pés”. 5 N aquele dia.C. Ironicamente. o engole. A Assíria cumprirá o juízo de Deus sobre Samaria. o homem “valente e poderoso” que o SE N H O R usa­ rá é a Assíria. 4 E a f l o r caíd a do seu g lo r io so orn a m en to. E exatamente como Deus diz. 3 A coroa de soberba dos bêbados de E fraim será pisa da aos pés. Tão logo uma pessoa veja tal figo. v en d o o a lgu ém e ten d o -o ain d a na m ão. 2 E is que o SENHOR m a n d a rá u m hom em v a len te e p od eroso.como o orgulho inebriado dem andam o juízo de Deus (cf. o SENHOR dos E x ércitos será p o r coroa g lo r io sa e p o r g r in a ld a f o r m o s a p a ra os resta n tes de seu p o v o . Esta profe­ cia foi cumprida quando Salmaneser sitiou Sam aria por três anos e a cidade caiu em 72 2 a. Israel será completamente derrotado. Ele não adiará o juízo. a coroa.II-I7). Ironicamente. ela o colhe. clepoís a um figo maduro colhido antes do verão. e não restará nada de Samaria. N ovam ente Isaías o lh a p ara o d ia m ile n ia l futuro com o um co n­ traste co m a presente situação de Israel. e o engole. que. Samaria é comparada primeiro a uma flor caída. A vinda do exército assírio sob o comando de Salmaneser é comparada tanto à violenta destruição de uma chuva de pedras ( “queda de saraiva”) como a uma inundação. o estoura na sua boca. u m a to rm en ta de d estru içã o e com o u m a tem p estad e de im petu osas á gu a s q u e tra n sb ordam . qu e está sob re a cabeça do f é r t i l v a le será co m o o f i g o a n tes do verão. co m o u m a queda de saraiva. um símbolo de vitória —a coroa do vence­ dor —e um símbolo do orgulho dos bêbedos de Efraim. O p ró p rio SENHOR se to rn a ­ rá a coroa de u m vencedor glo rio so e u m a g rin a ld a b o n ita ou diad em a . v io len ­ ta m en te a d errib a rá p o r terra.

9. de modo que cometiam erros nos seus julgamentos (c f Am 4. Nos dias de Isaías eles estavam tão bêbados de vinho e cerveja que não podiam ver o direito. M as tam b ém estes erra m p o r cau sa do vin h o e co m a bebida f o r t e se d esen ca m in h a m . Ele também será a força para os que levam a batalha aos portões da cidade do inimigo (ou o significado pode ser os que nos portões de suas próprias cidades as defendem do inimigo). dará a sua força para habilitar a todos os que serão juizes ou governantes para fazer o que é certo. não há n en h u m lu g a r lim po.2 M ais provavelmente. N m 11. são a b sorvid os do vinho. Em todas as decisões o SE N H O R .18). Eles estão cambale­ ando embriagados para a destruição. c f E f 5.para o remanescente de todo o Israel —um completo contraste com o orgulho e a presunção dos ornamentos que desvanecem como uma flor dos bêbedos de Efraim (v.24. 8 P orque todas as su a s m esa s estão cheias de v ô m ito s e de tmun~ dícia. 6. Estes mensageiros . sacerdotes e profetas anteriores. eles estavam cheios de vinho e outra bebida fermentada (Lv 10.6).1. d esen ca m in h a m ~ se p o r ca u sa da b eb id a fo rte. 25.29.1.10. A embriaguez extrema deles é absolutamente imunda e asquerosa. Em vez de estarem cheios com o Espírito de Deus. porém.I)! 6 e será esp írito d e ju íz o p a ra o qu e se assen ta a ju l g a r e p o r fo r ta le z a p a ra os qu e fa z e m r e cu a r a p eleja a té à p orta . a té o sa cerd ote e o p ro feta erra m p o r cau sa da b eb id a fo rte. Isto pode retratar Sam aria como no versículo I. Aqueles que têm o SE N H O R como a sua força substituirão os governantes. isto dá um passo à frente a um tempo posterior em uma mesa de banquete onde os líderes do partido da guerra em Jerusalém estavam celebrando o retorno de mensageiros ao Egito. a n d a m erra d os na visã o e tropeçam n o ju íz o . como “um espírito de juízo”.

a sua mensagem era simples e clara. regra e m a is regra: u m p o u co aqui. 10 P orque é m a n d a m en to sobre m an d a m en to. p ois'. M uitos incrédulos hoje são como eles. Eles escarnecem de sua mensagem como se fosse conversa de bebê. f a l a r á a este povo. não só por nossas palavras. Eles afirmavam compulsivamente que Isaías os estava tratando como se fossem crianças peque­ nas. a qual sugerem que o profeta de Deus não possui. tsau latsau. como recitando o ABC (Heb. p o r lábios estra?ihos e p o r ou tra língua. Os Escarnecedores Aprendem pelo M étodo D ifícil 2 8 . ou dizem que é obsoleta. b. estão à vista. qau laqau. qau laqau. mas por nossas vidas.9 -2 2 9 A quem . repetindo sílabas.3 . se en sin a ria a ciên cia ? E a q u em se d a ria a en ten d er o qu e se o u v iu ? Ao d esm a m a d o e ao a rra n ca d o dos seios? Os líderes do partido da guerra. u m p o u co ali. z te r sbam). com a sua língua acadiana. O mero pensamen­ to da celebração bêbeda deles era detestável a Isaías. regra sob re regra. começam a escarnecer de Isaías: Eles querem que este saiba que eles não são bebês e não precisam dos seus conselhos. ze’er sham. m a n d a m en to e m a is m an d a m en to.vieram com a promessa de ajuda contra a Assíria. Nós precisamos testemu­ nhar a verdade da Bíblia. Isaías responde dizendo que se eles não aprenderem a lição. junto com os sacerdotes e profe­ tas que os apóiam. Deus usa­ ria o povo de uma outra língua para ensiná-los. 11 P elo que. Não consideram que a Bíblia é lógica. De fato. pres­ tando atenção à mensagem simples na sua própria língua. Eles estão alegando uma compreensão madura da situação mundial nos seus dias. tsau latsau. Os assírios.

q u an do p a ssa r o d ilú v io do açoite. 13 A ssim . p o rq u e p u sem o s a m en tira p o r n osso refú g io e debaix o da fa ls id a d e n os escon dem os. talvez encoraja­ dos por aqueles que dependiam de práticas ocultas para orientação. não ch ega rá a nós. dai d escan so ao can sad o. 15 P orq u a n to dizeis: F iz em os co n certo com a m o rte e co m o in fer n o fi z e m o s alia n ça . p ois. Eles tinham rejeitado a sua aliança com o Senhor e estavam confiantes na habilidade humana. de um modo arrogante e cínico. a p a la vra do SENHOR. mas eles se recusaram a escutar. e caiam p a ra trás. apanhados em arm adilha e capturados. a p a la vra do SENHOR lhes será m a n d a m en to soh re m an dam en to. m a n d a m en to e m a is m an dam en to. regra so ­ bre regra. mas eles falirão nos seus propósitos e serão derrotados. que estão zombando da palavra de Deus e do profeta de Deus. inferno. e se quebrantem . u m p o u co ali. pa ra que vão. em Jerusalém.5). não a sepultura)4 era de fato uma aliança com o Egito para ajuda contra o açoite opressivo da Assíria (cf. m a s não q u isera m ouvir. pois. Deus os deixará con­ tinuarem com os seus planos.7. Portanto. e este é o refrig ério . . ou príncipes. O “concerto com a m orte” que eles fizeram e o acordo secreto deles com o inferno (Sheol. M as a mensagem apenas en­ durecerá os corações daqueles que a rejeitaram. e se en lacem .12 ao q u a l disse: Este é o descanso. hom en s esca rn eced o res que d o m in a is este p o v o qu e está em Jeru sa lém . 8. 4 O u v i. a palavra do SE N H O R continuará sendo uma mensagem simples e será cumprida pelos assírios. regra e m a is regra: u m p o u co aqui. e sejam presos. 10. Deus tem uma palavra adicional para os governantes poderosos. A mensagem de Deus através de Isaías tinha a pretensão de trazer descanso —incluindo segurança e rejuvenescimento —para o seu povo.

Aqueles que acreditam e confiam em Deus não terão que se apressar aqui e ali. “bem firme e fundada”. u m a p ed ra j á p rova d a . valiosa.14. As mentiras e esquemas dos príncipes de Jerusalém. eles estavam realmente pondo a mentira por seu refugio e se escondendo debaixo da falsidade. A linha de medir fazia a mensuração horizontalmente. 16 P ortanto. I Pe 2. O próprio Deus é a Pedra. O “pru­ mo” (Heb.15. Deus está assentando em Sião um fundamento de pedra.11. uma pedra já testada. Por causa da sua fé em Deus.20. Quando Ezequias tomou uma posição de fé. Ele estava presente como a fundação para o futuro cumpri­ mento do seu plano divino e do reino por vir. . 17 E regra rei o ju íz o p ela linha e a ju stiça . a parede deve ser demolida. e aquEle sobre o qual a Igreja é construída (A t 4 .10.1 1.1 1. M as Jesus Cristo é o cumprimento defini­ 2 tivo. Gn 49. p ed ra p recio sa de esqui~ na. qu e está bem f i r m e e fu n d a d a . e as águ a s co b rirã o o esconderijo. I Co 3 . aq uele qu e cr e r não se apresse. e a sa ra iva v a rr er á o refú g io da m en tira . a ssim d iz o S en h or JE O V Á : E is qu e eu a ssen tei em Sião u m a pedra. eles descansarão nEle e desfrutarão a sua paz.15— 0 ). Os incrédulos fazem o mesmo hoje e se fazem a si mesmos bobos aos olhos de Deus. porque Ele é a Pedra que os construtores rejeitaram (SI 1 18. ele era como uma base que ficou firme (c f 36. se­ rão testados pelo juízo e justiça de Deus. mishqaleth) era de fato um nível usado para conferir preci­ são horizontal (não um fio de prumo m oderno).22.42). uma pedra preciosa. Rm 9. Em contraste com o ridículo refúgio deles de mentiras e falsidade.33. M t 21. os quais planejavam rebelião contra a Assíria e confiavam no Egito.18. cf.21. buscando ajuda humana ou fugindo de inimigos humanos.Contudo. Eles descobrirão quão frá­ gil é o refúgio de mentiras deles. p elo p ru m o .4-8). E f 2. 17. da fundação (veja 8.24 ).5 Quando uma pare­ de é testada pela linha de medir e o nível está torto. 37. 1 0 .

e a vossa alian ça com o in fer n o não su b sistirá . não sepultura. 12). co m o no m o n te de P erazim . então. qu e n in gu ém se p o d e r á esten ­ d e r n ela .17— I Cr 14. 19 D esd e qu e co m ece a passar. a . O S E N H O R é o mesmo Deus que deu a Davi vitórias sobre os filisteus “no monte de Perazim” (veja 2 Sm 5. Eles con­ fiaram no Egito. e será que so m en te o o u v ir ta l n otícia ca u sa rá g r a n d e turbação. veja v. a provará verdadeira e seu cumprimento os terrificará. A cama e o cobertor que eles escolheram (para des­ canso e refrigério) refere-se às mentiras e falsidades do versículo 15 e envolvia o rompimento dos tratados que eles tinham feito. O “concerto com a m orte” que eles fizeram e a secreta “aliança com o inferno” (inferno. o seu estran ho ato. 21 P orque o Senhor se levan tará. e o cobertor. e se irará. p a ra f a z e r a su a obra. Todos serão arrasta­ dos e os escarnecedores serão derrotados. vitórias que asseguraram o controle de Davi sobre Jerusalém. “tal notícia”.11— 23. 15) não subsistirão quando o açoite da Assíria inundar a sua terra. q u an do o d ilú v io do a ço ite p a s­ sar. q u e n in g u ém se p o d erá co ­ b r ir co m ele. v o s arrebatará. p o rq u e todas as m an hãs p a ssa rá e todos os dias e todas as noites. 16). pois a palavra de Deus. tão estreito.18 E o vo sso co n certo co m a m o rte se a n u la rá . mas a ajuda do Egito não seria suficiente para pro­ teger Judá da Assíria. a su a estran ha obra. Isto trará um fim ao escarnecer deles. e . e p a ra ex ecu ta r o seu ato . Eles rejeitaram a oferta de Deus de um lugar de descanso para o cansado (v. 20 P orq u e a ca m a será tão cu rta . sereis o p rim id o s p o r ele. Os assírios atravessarão a terra repetidamente e trarão terror aos que escarneceram da mensagem de Isaías a respeito de descanso e refrigério. co m o no va le de G ibeão.

espalha nela ervilha ca. Isto não pode ser mudado. Isaías suplica às pessoas para que não se mostrem escarnecedoras. ou . ou ao planeta Terra inteiro (o Heb. então. e esta j á está d eterm in a d a soh re toda a terra. não m a is escarn eça is. A destruição virá. 14) para que as suas cadeias não se façam “mais fortes”. referindo-se à nação. Quatro imperativos os chamam a prestar uma cuidadosa atenção em Deus. M as os crentes precisam estar emitindo uma últim a chamada ao arrependimento.nova capital nacional. Ele é o mesmo Deus que fez o Sol ficar parado “no vale de Gibeão” de modo que Josué pudesse ter uma vitória so­ bre os amorreus (Js 10. Isaías não quer que o povo continue escarnecendo da mensagem. nação” como “o planeta Terra”). atendei bem e o u v i o m eu discurso. Deus tem decretado destruição “sobre toda a terra”. p a ra sem ea r? O u ab re e esterroa todo o dia a su a terra ? 25 N ão é. eles poderiam ainda se voltar ao SE N H O R e parar o seu ajuntamento de força. v. p o rq u e j á o u v i o S en hor J eová dos E x ércitos f a l a r de u m a destru ição. c. pois.10— 14) e continuou a conquista da Terra Prometida. antes.23— 29 23 In clin a i os o u v id o s e o u v i a m in h a voz. Assim também a destruição da Grande Tribulação virá no fim dos tempos. Não obstante. e sem eia com in h os. 24 P orven tu ra . 22 A gora. assim : q u an do j á tem g ra d a d o a su a su p e-fície. lavra todo o dia o lavrador. o u lança n ela do m elh o r trigo. é muito tarde para mudar isto. pode significar tanto “país. um “estranho ato” —Ele trará juízo sobre o mesmo povo ao qual deu vitórias. A Sabedoria N atural Vem do S enhor 28 . Agora Deus fará uma “estranha obra”. p a ra qu e vossa s ligad u ras se n ã o f a ç a m m a is f o r t e s . zombadoras ou desdenhadoras (cf.

ceva d a escolhida. m as. a verdadeira Fonte. ou centeio. é que Deus levará os seus propósitos adiante à própria finalidade deles. n em se quebra co m os seu s cavalos. Isaías lembra o povo a respeito de uma sabedoria prática que vem de Deus: ninguém ara a terra somente por arar. n em se es­ m iu ça co m as rod as do seu carro. m a s n ã o se trilha co n tin u a m en te. n em so b re os com in h os pa ssa roda de ca rro. de acordo com as suas necessidades. Por uma série de perguntas retóricas. “centeio” (K JV ). S e uma pessoa continuasse trilhando. co m u m a vara. Ele também está interessado em purificar. 28 O trigo é esm iu ça d o. A aplicação destas duas lições. este deve ser “esmiuçado”. que é “maravilhoso em conselho e grande em obra”. Esta sabedoria prática tam­ bém “procede do S e n h o r ” . que tem a semente dividida. é trigo emmer ( Triticum sativum). com u m p ed a ço de p a u . ou parábolas. A versão A R A in­ dica “endro” em vez de “ervilhaca”. . Tampouco alguém malha continuamente o grão de trigo que se pretende para fazer pão. Isaías mostra que as várias sementes e grãos não são debulhados da mesma maneira. não des­ truir. 29 A té isto p r o ced e do SENHOR dos E x ércitos. moído. Isaías quer que os escarnecedores saibam que tudo isso requer louvo­ res a Deus por sua sabedoria e orientação. Nigella sativá). “Cominho” ( Cuminum cym inum ) é uma planta da fam ília da cenoura com sementes aromáticas. cad a q u a l n o seu lu ga r? 26 O seu D eu s o en sin a e o in stru i a cerca do qu e há de ja z e r. se sa cod e a ervilh a ca e os com in h os. não simplesmente juízo e destruição. o grão se espalharia e nunca esmiuçaria. “Ceva­ da” (A R A ). O texto no hebraico indica que é provavelmente cominho preto (Lat. ou “espelta”. Deus tirará do processo purificador um remanescente justo. Isaías tira uma lição da agricultura para mostrar que Deus tem a restauração em mente. eles preparam o chão de acordo com o tipo de semente. p o rq u e é m a ra vilh oso em con selho e g r a n d e em obra. 27 P orque a ervilh a ca não se trilha com in stru m en to de trilhar. Continuando a lição.

a real Pessoa por trás do cerco de Jerusalém (em 7 0 1 a. e seus habitantes lamentarão e se entristecerão porque Deus a transformará em um lugar onde o fogo do seu juízo consome com terrível calor. Jerusalém Será Abatida 2 9 . Isaías está dizendo que o tempo pode passar e as formas religiosas e as cerimônias deles podem continuar. e assim representava a cidade sagrada de Jerusalém.I e comentário). da cid a d e de A riel. angústia). 2 C ontu do. a cidade de Davi. Outros entendem isto como significando “forna­ lha do altar”. e su ced a m -se as festa s. Dizendo para as pessoas acrescentarem “ano a ano” e deixar o ciclo das “festas” (as festas de Lv 23 com os seus sacrifícios e oferendas) continuar. Essas festas eram legítimas. e h a verá p ra n to e tristeza.C. Deus usará os assírios.I . Isaías ainda pode estar falando com os zombadores. e te sitia rei co m ba lu a r­ tes. em qu e D a v i a ssen tou o seu a rra ia l! A crescen ta i an o a ano. No entanto.6 ( “lareira de Deus” —A RA ) o topo do altar onde o fogo continuamente consumia os sacrifícios.) será o SE N H O R . AI DE ARIEL. contudo.2. e ela será p a ra m im co m o A riel. A CIDADE DE DAVI 2 9 .1 — 4 1 A i de A riel. A s cerimônias não impedirão o juízo de vir. Os líderes bêbados de Jerusalém e seu povo pensavam que Deus nunca deixaria alguma coisa acontecer a eles porque a cidade era sa­ grada. . p o r ei a A riel em aperto. mas tinham se tornado sem sentido porque o povo não tinha nenhuma fé genuína ou confiança no SE N H O R . “Ariel” pode significar “leão de Deus” como um nome simbólico para Jerusalém. “como A riel” (veja v. 3 P orque te cerca rei co m o m eu arraial. Deus colocaria Jerusalém “em aperto” (opressão.I 4 a. e leva n ta rei trin ch eira s co n tra ti.

7 8 S erá tam b ém co m o o fa m in t o que son ha q u e está com en do. embora a ameaça e a angústia fossem reais na ocasião. e com terrem otos. e a m u ltid ã o dos tiranos. co m o a p ra ga n a qu e p a ssa . e labareda de f o g o con su m idor. e g r a n d e ru ído. O “pó miúdo” e a “pragana que passa” falam de completo e súbito juízo. e co m t t fã o de vento. O orgulho e a autoconfiança deles serão abatidos. Para os inimigos isto será um pesadelo. e a tua f a l a desde o p ó sa irá fr a c a . Yahweh tem um juízo maior para os inimigos de Jerusalém.4 E ntão. Os assírios eram de fato cruéis. Depois de julgar Judá e Jerusalém. será s abatida. b. Os Inimigos de Jerusalém Serão Frustrados 29 . e será a tua voz debaix o da terra com o a de u m fe itice ir o . m as. A referência primária é para a libertação de Senaqueribe. Depois da libertação a grande multidão dos seus inimigos parecerá como um sonho que é passado. ou co m o o seq u ioso que . Deus está no controle. isso acon tecerá. com o tam bém todos os que peleja rem con tra ela e con tra os seu s m u ro s e a p u serem em aperto. Deus libertará Jerusalém. em u m m o ­ m en to repen tin o. Ele pode usar as forças da natureza para trazer o seu juízo. sen te a su a alm a vazia. acordan do. 6 D o Senhor dos E x ércitos será s visita d a co m trovões. O Salmo 126 provavelmente foi escrito depois daquela libertação.5— 8 5 E a m u ltid ã o dos teu s in im igo s será co m o o p ó m iú d o. e a tua f a l a assobiará desde o pó. e a força deles se acabará de forma que a voz deles será como o resmungo da voz de um “feiticeiro” ( “de um fantasma” —A R A ) que sussurra debilmente “desde o pó”. f a l a r ás d e debaix o da terra. O seu refúgio de mentiras não será de proveito algum. e tem pestade. E com o o sonho e u m a visão da noite será a m u ltid ã o de todas as nações qu e hão de p eleja r con tra Ariel.

son ha que está bebendo. Eles estão bêbados e cambaleiam. Ele diz quase sarcasticamen­ te para os habitantes de Jerusalém ficarem aturdidos.9— 10). Com efeito.6) por causa da sua confiança no Egito. os quais eles endureceram contra Deus. eles escolheram se tornarem cegos à verdade (cf. 10 P orque o SENHOR d erra m ou sob re v ó s u m esp írito de p r o fu n ­ do son o e fe c h o u os vossos olhos. e v en d o u os vossos líderes. ambos os quais reivindicam ser os líderes espirituais. de modo que as nações que lutam contra o monte de Sião serão desapontadas. A Assíria está em mente aqui. Ele fechará e selará os “olhos” dos falsos profetas e cobrirá as “cabeças” dos videntes. e ficarem pasmados. ou maravilhados de uma maneira indecisa ( “ti­ tubeando”). os p ro feta s. acordan do. e clam ai. eis q u e ain d a d esfa leci­ do se acha. muito embora estejam atordoados. .9— 14 9 Tardai. Ignorância e H ipocrisia Condenadas 29. e m a ra v ilh a i-vo s. e a su a alm a. I Jo 1. de modo que eles não podem ver o que é certo. c. Os sonhos podem ser desapontadores. Mas o princípio é válido também para outras nações. Os seus corações.7) de vinho ou cerveja (insinuando uma condição espiritual até mesmo pior) —estão resistindo obstinadamente à mensagem de Isaías. Mas. bêbados estão. eles não pres­ tam atenção. com sede. Isaías agora retorna ao ai sobre Ariel. Eles agem bêbados e cambaleiam porque o SE N H O R derramará sobre eles “um espírito de profundo sono”. m as. os viden tes. m a s não de b eb id a fo rte. fo lg a i. a n d a m titubeando. A condição espiritual deles é o problema. ou estupefatos. mas não (como em 2 8 . Eles sentirão frustração quando não conquistarem e destru­ írem Jerusalém. a ssim será toda a m u ltid ã o das n a ções qu e p eleja rem con tra o m o n te de Sião. O povo e os seus líderes serão totalmente insensíveis à vontade de Deus (c f 6. serão feitos mais duros. m a s não de vin h o.

Deus fará al­ gum a coisa m aravilhosa e sobrenatural que destruirá a sabedoria e a inteligência hum anas e fará com que estas pereçam porque são . 13 P orq u e o S en hor disse: P ois qu e este p o v o se a p rox im a de m im e. mecanicamente. m a s o seu cora çã o se afasta p a ra lon ge de m im . dizendo: O ra. È uma coisa terrível quando os líderes e o povo estão desinteressadas a respeito da Palavra de Deus. eles falam as palavras apropriadas e repetem orações que aprenderam por hábito. Se o livro é dado negligentemente a alguém que não sabe ler. em qu e f o i in stru íd o. Toda a revelação dada por Deus tinha se tornado para o povo como as palavras de um livro que está selado. Ele não se interessa o suficiente sobre o que Deus diz para quebrar o selo e lê-lo. dizendo: O ra. mas os seus corações estão longe de Deus (cf. 12 O u d á -se o livro ao qu e não sabe ler. u m a obra m a ra vilh osa e u m assom bro. M c 7. M t 6. p o rq u e está selado.9. Por causa desta hipocrisia e cegueira espiritual. m e honra. e obediência que é superficial. p o rq u e a sa bedoria dos seu s sá bios p erecerá .7.32. Por trás desta indiferença para com a revelação dada por Deus está a hipocrisia da religião que é meramente externa. lê isto.31. lê isto. este não tem o suficiente interesse sobre a revelação de Deus para conse­ guir alguém para lê-lo para si. e ele dirá: N ão posso. Ez 33. e o seu tem o r p a ra co m igo co n siste só em m a n d a m en to s de hom ens. Se este é dado a uma pessoa que sabe ler. 14 eis q u e co n tin u a rei a f a z e r u m a obra m a ra vilh osa n o m eio deste p o v o . Eles todos estão espiritualmente cegos. ele recusa porque o livro está selado. N a sua adoração.6— 15). co m a boca e com os lábios.11 P elo qu e toda a visã o v o s é co m o as p a la v ra s de u m livro sela d o qu e se dá ao qu e sabe ler. e ele dirá : N ão sei ler. 15.8. e o en ten d im en to d os seu s p r u d en tes se esconderá.

1 5 -2 4 a. Os Planejadores Tolos 29 . con­ tinuando por dizer: “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? V isto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria. poder de Deus. tanto judeus como gregos. e os gregos buscam sabedoria. Eles mantêm as suas obras na escuridão.ineficazes. não Deus. e loucura para os gregos. 3.20— 2 5 ).15— 16 15 A i dos que q u erem esco n d er p ro fu n d a m en te o seu p ro p ó sito do Sen h or ! Fazem as su a s obras às escu ra s e dizem : Q u em n os v ê ? E qu em n o s co n h ece? Outro ai mostra que não apenas os israelitas estão indiferentes para com a revelação dada por Deus. mas nós pregamos a C risto crucificado. e a fraqueza de Deus é mais forte do que os hom ens” (I Co 1. Paulo citou este versículo ao escrever à igreja de Corinto. Eles querem levar a efeito os seus planos como se estivessem no controle. E as pessoas irreligiosas de hoje ainda pensam que podem resolver os problemas do mundo. Isaías provavelmente tinha em mente a confiança dos israelitas no Egito e os seus planos para se rebelarem contra a Assíria. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens. Eles são tolos em pensar que podem se esconder de Deus. lhes pregamos a Cristo. e sabedoria de Deus. M as para os que são chamados. . AI DAQUELES QUE TRABALHAM NAS TREVAS 2 9 . e eles não acreditam que alguém os conheça ou saiba o que estão fazendo. Jo 3 . que é escândalo para os judeus. Porque os judeus pe­ dem sinal. intocadas pela luz da ver­ dade de Deus (cf. eles pensam que podem es­ conder de fato o seu propósito de modo que o S E N H O R não os verá. aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.1 9 ).

na q u ele dia. 18 E./ 16 Vós tu d o p erv erteis. A verdade e as obras de Deus se tornarão reais para eles. A comunhão restaurada com Deus está incluída. irá ver. Isto é como um vaso de barro que diz ao oleiro: “Tu não me fizeste”. será transformado em um campo fértil” (Heb.. E o oleiro que lhe dá forma. 19 E os m a n so s terão regoz ijo so b re regoz ijo n o SENHOR. não se con verterá o Líbano. todavia. e a obra dissesse do seu a rtífice: N ão tn efoz . e. o oposto da verdade. e os n ecessita d os en tre os h om en s se alegra rão no S anto de Israel. As suas atitudes e pensamentos egotistas são estúpida perversidade. os su rd o s o u v irã o as p a la vra s do livro. O s necessi­ . o qual era fortemente arborizado nos dias de Isaías. O cego. ou: “Tu não sabes o que estás fazendo”. o Líbano. Por causa desta restauração os humildes e mansos. Ambos serão mudados pelo SE N H O R . d en tre a escu rid ã o e d en tre as trevas. como o monte Carmelo dos dias de Isaías). pessoas de ne­ nhuma reputação. co m o se o oleiro f o s s e igu a l ao barro. o monte Carm elo) parecerá como um bosque ou parque. terão nova e maior alegria no SE N H O R . Até mesmo o surdo ouvirá e obedecerá as palavras do livro da revelação divina. O Carmelo (i. que eles viraram as coisas de cabeça para baixo ( “tudo perverteis”). A Restauração que Honra a Deus 29 . “no Carmelo” —um pomar com fruteiras e videiras. / Isaías diz. lakkarmel. b. em cam po f é r t i l ? E o cam po f é r t i l não se rep u ta rá p o r u m bosque? Deus não mudou os seus planos.e. e o va so f o r m a d o d is­ sesse do seu oleiro: N ada sabe. As pessoas também serão mudadas. ironicamente. O barro não pode fazer nada de si mesmo. Em um breve momento (conforme Deus olha o tempo). o qual estava cego para a verdade por causa da escuridão e das trevas. as v erã o os olh os dos cegos. em u m breve m om ento.17— 24 17 P orven tu ra. Ele irá corrigir as coisas da maneira certa.

“r e t o ”. nem . não importa quem venha a ser ferido no processo (provavel­ mente incluindo os assírios como o cumprimento inicial). O SE N H O R é .3) e Ele as levará a efeito. tsaddiq. nem se descorará a sua face9 por qual­ quer temor de que as promessas não pudessem ser cumpridas. Ele dará um fim ao “tirano” (li­ teralmente “tirano”) que usa a riqueza e posição para adquirir o que quer. “justo”) dispensado com um mero pretexto. e armam armadilhas para o defensor que no tribunal se opõe ao que é perver­ so.tados e pobres. ou põem de parte o caso do “justo” ou inocente (Heb. e se con som e o escarnecedor. se descora rá a su a fa ce . olhando para baixo a partir do céu. a Palavra de Deus e os padrões bíblicos de moralidade serão destruídos e reduzidos a nada. os quais não têm nenhuma influência neste mundo. o Deus que tem se dedicado a levar a cabo o seu plano e propósito de redenção (cf. en vergon ha do. envergonhado”. Deus fez promessas a Abraão (Gn 12. O povo de Jacó será transformado. agora. 22 P ortanto. q u e rem iu a A braão. salvando-o pela graça através da fé. 20 P orque o tirano é redu z ido a nada. se alegrarão no verdadeiro Deus que é o Santo de Israel. agora.2 5 -2 7 ). ou ridicularizam. agora. Quando Deus corrigir as coisas. a ssim d iz o SENHOR. Rm 1 1 . os qu e ar­ m a m laços ao qu e rep reen d e na p o rta e os qu e p õ em de p a rte o ju sto . “não será. o mesmo Deus que redimiu a Abraão. Jacó. sem m otivo. acerca da casa de J a có : J a có não será. e todos os que se dao à in iq ü idad e são desarraigados. 21 os qu e fa z e m cu lp a d o ao hom em em u m a causa.8 Aqueles que escarnecem. dizendo palavras que as fazem parecer culpadas. Deus eliminará os profissionais legais que enganam as pessoas inocentes. Os que querem criar problemas e ver o mal se tornar exuberante serão desarraigados.

Em vez de serem rebeldes. reconhecendo que Deus é verdadeiramente o “Santo de Jacó”.C.4). 24 E os erra d o s de esp írito v irã o a ter en ten d im en to . 4. quando Oséias deixou de pagar tributo para a Assíria em cerca de 7 2 6 a. Então eles tratarão o nome de Deus como santo. Ele os fará se arrepender e purificará a nação —tanto Judá quanto Israel. Alguns vêem isto como se referindo à embaixada de Oséias a So (provavelmente Osorkon IV ). Isaías vem agora com um ai que é pronunciado especificamente sobre os que descem ao Egito para pedir ajuda. . e sa n tifica rã o o S anto de Ja có . é também “a obra” das mãos de Deus. Eles se levantarão em reverente temor diante dEle como o seu Deus.21). eles terão discernimento.1 -3 3 a. que tom a ra m conselho• . d iz o SENHOR. como os seus antepassados fizeram no deserto (veja Nm I I . o Deus de Israel.C. A obra de Deus de purificar a nação os transformará. (2 Rs 17. Deus ainda está trabalhando para isto —agora através de Jesus Cristo e do Evangelho proclamado no poder do Espírito Santo. e os m u r m u r a d o r es ap ren d erã o d ou trin a . Confiar no Egito Trará Vergonha 30. eles “apren­ derão doutrina” com uma ânsia de conhecer a Palavra e a vontade de Deus.1— 5 1 Ai dos f i lh o s rebeldes.23 M as. m a s não do m eu E spírito. No entanto. AI DOS POVOS REBELDES 3 0 . Em vez de murmurar. A razão para a falta de vergonha e medo é que o povo de Israel não é apenas descendente de Jacó. e tem erã o ao D eu s de Israel. (2 Rs 18. sa n tifica rã o o m eu nom e. p a ra a crescen ta rem p eca d o a pecado. a situação corresponde melhor ao tempo de Ezequias. Após lidar com princípios gerais nos dois capítulos anteriores.I ). m a s n ã o de m im ! E qu e se co b rira m com u m a cobertu ra. q u a n d o v i r a seu s f i lh o s a obra das m in h a s m ãos. quando Senaqueribe estava a caminho para atacálo em 701 a. no m eio dele.

sem p erg u n ta rem à m in h a boca. O “Faraó” era o etíope Shabako (7 1 6 — 2 a. 2 Q u e d escem ao Egito. p a ra se fo r tific a r e m com a f o r ç a de Faraó e pa ra co n fia rem na som b ra do Egito. sofrim'). eles buscaram a ajuda do Egito. 36.). linsokh massekbah. 3 P orque a f o r ç a de Faraó se v o s to rn a rá em vergonha. e os seu s em b a ix a d ores chegaram a H anes. em vez de buscarem refugio em Deus (cf. e a co n fia n ça na som b ra do Egito.2). Em vez de refúgio na sombra do Egito. Ao invés disso.6). estão determinados a levar a cabo os planos para formar uma aliança (Heb. provavelmente cer­ ca de oitenta quilômetros ao sul de Mênfis. haverá confusão e desgraça (cf.6).) ou o sucessor deste. O que im porta é que parece que o trata­ do está em efeito. eles não somente rejeita­ ram a ajuda do SE N H O R .C.1. Os “príncipes” e “embaixadores” podem ser tanto os de Ezequias como os de Faraó. “derramar uma bebida como oferenda”10 como o ato final de um tratado ou aliança. Eles obstinada­ mente o rejeitaram e recusaram buscar a sua ajuda. Eles poderiam bus­ car a proteção e a cobertura do Espírito Santo (cf. SI 91 . . A embaixada enviada ao Egito não orou nem buscou a orientação de Deus. Shebitku (7 0 2 — 70 690 a. “Para acrescentarem pecado a pecado”.O SE N H O R o s chama de “rebeldes” (Heb. Zc 4. Deus sabia que o Egito estava perdendo o seu poder e não poderia parar a Assíria ou socorrer Judá. em con fu sã o. a confiança deles no Faraó trará vergonha. “uma cobertura”) com o Egito. Eles foram determinados a depender da força ou fortaleza de Faraó e receber refúgio na sombra do Egito. Em vez de força. Elas eram as principais cidades no Egito unido sob o governo da Vigésim a-Q uinta Dinastia (etíope).C. 4 P orque os seu s p r ín cip es estão em 7Loã. Zoã estava no Delta e H anes11 estava no N ilo.

de vergon h a e de opróbrio. havia o perigo dos leões. quando Senaqueribe derrotou o exército egípcio. A versão ARA traz “Gabarola. e eles queriam provavelmente evitar os filisteus ao longo da costa. o leão. na língua inglesa.6— 17 6 P eso dos a n im a is do sul. p elo que cla m ei a cerca disto: N o esta rem quietos. Os pobres burros e camelos sofre­ ram nesta viagem por nada. nada faz”]. os seu s tesou ro s a u m p o v o qu e de nada lhes aproveitará. indica “Monstro inofensivo”. P ara a terra de a fliçã o e de a n gú stia Çdonde v em a leoa. em Elteque. das áspides venenosas (ou víboras) e serpen­ tes abrasadoras e de bote ligeiro. A versão N V I.3 E les se en vergo n h a rã o de u m p o v o qu e de n a da lhes servirá . Esta mensagem trata dos burros e camelos que estavam levando as bagagens para os enviados ao Egito. a oeste de Jerusalém. mas trará somente “vergonha” e “opróbrio”. esta rá a su a f o r ç a . e sob re as co rco v a s de cam elos. Eles estavam sendo levados em uma rota difícil —cheia de “aflição e de angústia”. Uma Viagem Improdutiva a uma Nação Inútil 30. que significa. b. indica que Deus chama o Egito de “Raabe que nada faz”. A palavra de Deus é que todo o povo de Judá será envergonhado. nem de p ro v eito . Eles poderiam ter tomado a rota mais fácil do litoral. 7 P orque o E gito os a ju d a rá em vã o e p a ra n en h u m f i m .C. antes. através do deserto de Negueve (o mesmo deserto ao sul de Judá onde os israelitas passa­ ram quarenta anos) —para o Egito. A ajuda do Egito é de nenhum valor e não levará a nada. o hasilisco e a áspide a rd en te v oa d ora ) leva rã o às costa s de ju m en tin h o s as su a s fa z en d a s. [N ota do Tradutor: A NIV. O Egito não pode ajudar nem pode ser vantajoso para eles. . brasileira. como também os presentes que buscavam o seu favor e proteção. Isto foi cumprido em 701 a. mas esta era uma missão secreta. Por conseguinte. n em de ajuda.

p o is. Eles igualmente queriam que estes profetizassem ilusões ( “enganadoras lisonjas”) —logros e coisas sem importância que lhes perm itiriam fazer como se lhes aprouvesse. f i l h o s m en tir o so s. Estes “filhos mentirosos” e rebeldes (v. porque ele não tem nenhum poder contra a Assíria. Deus lhe deu uma ordem para escrevê-las “em uma tábua” onde o público poderia vê-la.9) disseram aos videntes que deixassem de ver as verdades e visões sobrenaturais. d iz e i. e a os p r o fe ta s: N ã o p r o fe tiz eis p a r a n ó s o q u e é re to .n o s co isa s a p ra z ív eis e ten d e p a r a n ó s en g a n a d o ra s liso n ja s. p a r a q u e f i q u e e s cr ito p a r a o tem p o v in d o u ro . Porque os habitantes de Judá e Jerusalém não ouviram as adver­ tências de Isaías. “que senta quieta”). queriam ouvir “coisas aprazíveis” e obviamente inofensivas. 9 P orq u e p o v o re b eld e é este. Era importante que a mensagem fosse escrita. Assim ele é merecedor do nome “Raabe que nada faz” (Heb.O significado disto é “arrogância” e “gabolice”. A mesma atitude pode ser vista nos últimos dias desta era (2 Tm . Eles disse­ ram aos profetas que deixassem de profetizar (falando por Deus so­ bre as suas justas demandas). f i l h o s q u e n ã o q u erem o u v ir a lei d o SENHOR. o qual seria preserva­ do para as gerações futuras. Ao invés disso. 10 q u e d iz em a o s v id en tes : N ã o v e ja is. recusando-se a ouvir e obede­ cer o ensino do S E N H O R . Ele também tem que escrevê-las “em um livro”. shaveth. Não se podia depositar confiança neles para passarem esta mensagem por meio da mera palavra falada. mas o Egito não pode corresponder à sua jactância orgulhosa. a gora . e s cr e v e isto em u m a tá b u a p e r a n te eles e a p o n ­ t a . Seus escritos se tornariam uma parte da Palavra de Deus para a eternidade —a inalterável Palavra de Deus. e poderia servir de testemunho.o em u m liv r o . pois o povo era incrédulo (simplesmente desiludido). 8 Vai. p a r a se m p re e p e rp etu a m en te.

Eles não queriam ser abor­ recidos por Ele. que já forma barri­ ga” de alto a baixo. z1 d e sv ia i-v o s do cam in ho. mas deu a resposta de Deus. M uitos não querem pregações expositivas que declarem a ver­ dade da Palavra de Deus. Ele sabia como eles tinham menosprezado e rejeitado a sua palavra profética. mas não poderiam dispor dEle. q u e j á f o r m a h a rriga desde o m a is alto sítio. quase para quebrar. E triste quando os pregadores levam o povo a se desviar. se desviassem do caminho da justiça e não os aborreces­ sem com o Santo de Israel. 14 E ele o q u ebrará co m o se quebra o va so do oleiro. Isaías não escutou o povo. Eles estavam procurando uma religião fácil. q u eb ra n ­ do-o. esta m a ld a d e v o s será co m o a p a red e fe n d id a . até mesmo pior. Por causa das suas atitudes distorcidas e pervertidas e de seus pecados. f a z e i que d ei­ x e de esta r o Santo de I sra el p era n te nós. Eles queriam que os profetas abandonassem o modo prescrito por Deus. n ã o se com p a d ecerá . È. n ã o se achará en tre os seu s p ed a ço s u m q u e s ir v a p a ra to m a r f o g o do la r o u tira r á gu a da poça.4 . em u m m om en to. Ele é de fato o “Santo de Israel”. como ti­ nham posto a confiança deles em um povo que os oprimia. Eles estarão desprevenidos.3-4). e como rejeitaram a sua santidade na pervertida religião deles. a p a rta i-v o s da vered a . Esta era severa. Nós podemos ser gratos a Deus por Ele ter ordenado a sua Palavra ser escrita em livro. quando o povo está determinado a desviar os pre­ gadores. e sob re isso vos estribais. p o r isso. e. 12 P elo q u e assim d iz o S anto de Isra el: Visto qu e rejeita is esta p a la vra. . e co n fia is na opressão e na p erversid a d e. e cu ja q u eda v irá su b ita ­ m ente. eles seriam como uma “parede fendida. pronta a se desmoronar “em um momento”.

fu g ir e is .12 ). Deus queria salvá-los. que se os israelitas vivessem em obediência a Ele e às suas instruções. 1' P orque assim d iz o S en hor JEOVÁ . 17 M il h om en s f u g i r ã o ao g r it o de u m . Deus usaria os cruéis assírios para realizar isto. todos v ó s fu g ir e is . mas se pensa­ vam que podiam ser rápidos. Eles não imaginavam o que os assírios poderiam fazer com eles. através de Moisés. cinco perseguiriam cem (dos seus inimigos) e cem perseguiriam a dez m il (Lv 26. até mesmo as sobras da parede não servirão para nenhum propósito útil. Em vez de confiar em Deus. sob re ca va lo s fu g ir e m o s . e. m a s não a quisestes. antes. Como Isaías já ti­ nha dito. 16 M as dizeis: N ão. os seus perseguidores seriam mais rápi­ dos ainda —como que insinuando que eles não escapariam. eles planejavam escapar do juízo. a té qu e seja is d eix a d os co m o o m a stro no cu m e do m o n te e com o a ba n deira no outeiro. Deus disse que eles de fato fugiriam. esta ria a vossa f o r ç a . Ele tinha lhes pedido para que ficassem quietos diante dEle e para colocarem a sua confiança nEle. o povo pôs a sua confiança em cava­ los. ao g r it o de cinco. cisterna. esta ria a vossa sa lva çã o. o S anto de Isra el: Em v o s eo n verterd es e em rep ou sa rd es.12 Em outras palavras.8). p o r isso. p ortan to. pois isto traria fortaleza. os vossos p ersegu id o res serã o ligeiros. Deus prometeu. mas eles não a quiseram. e: S obre ca va los ligeiros ca va lga rem os. A sua graça estava disponível. no so s­ sego e n a co n fia n ça .O juízo de Deus será severo: Ele quebrará as paredes tão comple­ tamente que não haverá um pedaço quebrado que seja grande o sufi­ ciente para levar brasas de um fogo para acender outro ou para tirar água de uma. e assim serem salvos de seus inimigos. M as Deus também os advertiu de que o contrário poderia ser verdade (D t . 2 8 . Ele já tinha apelado a eles para que retornassem em arrependimento e descansassem nEle (cf. Com cavalos ligeiros (provavelmente do Egito).

Nos dias de Isaías o povo se lamentaria. de modo que o juízo sobre o seu povo será justo. mas nada mais foi deixado —um resultado de terem abandonado a Deus. o u v in d o -a . por intermédio de Isaías.18— 26 18 P o r isso. viria o dia quando os habitantes de Sião em Jerusalém não mais se lamentariam ( “não chorarás mais”). os teu s olhos v erã o a todos os teu s m estres. o SENHOR esp era rá p a ra ter m isericó rd ia de vós. “Os que nele esperam” são o remanescente purificado. te respon derá. e. Ele adverte novamente os israelitas de que “m il homens fugirão ao grito de um ”. antes. será ex alçado p a ra se co m p a d ecer de vós. Agora. com o voa n d o com asas. p o rq u e o Se~ NHOR é vim D eu s de eqüidade. Apesar da necessidade de juízo. 19 P orq u e o p o v o habitará em Sião. p o r isso. Ele esperará até depois do juízo a fim de ser misericordioso. a bebida deles —o que pode insinuar as rações escas­ . Ele então se levantará para exaltar a si mesmo pela revelação de sua natureza. como misericordioso e compassivo. Então Deus ouvirá a voz dos seus clamores e lhes responderá sem qualquer demora. e que todos eles fugiriam “ao grito de cinco”. à voz do teu cla m o r. o propósito de Deus para o seu povo não mudou. e. certa m en te se com p a d ecerá de ti. Os que seriam deixados seriam como uma “bandeira no outeiro”: houve outrora habitante ali.30). em J eru sa lém .32. m a s os teu s in stru id o res n u n ca m a is fu g ir ã o de ti. Portanto. Por causa da graça de Deus. Eles serão abençoados a seu devido tempo se esperarem fielmente por Ele e por sua clemência. Haverá um período de calamidade quando a adversidade será o pão e a aflição. c. Deus Será Gracioso e Irá Curar 3 0 . n ã o chorarás m a is. B em ~ aventurados todos os que n ele esperam . Ele é um Deus de justiça. 20 B em v o s d a rá o S en hor p ã o de a n gú stia e águ a de aperto.

O povo já não rejeitará a palavra do Senhor. e as la n ça rá sfo r a co m o u m p a n o im un do. com o tam b ém p ã o da n ovid a d e da terra. an d a i nele.8). Embora a ARC aqui indique “instruidores” (o Heb. Quando eles andarem no caminho de santidade guiados pela pala­ vra do SE N H O R . mas terão olhos para vê-lo. sem vos d esvia rd es n em p a ra a direita n em pa ra a esquerda. Um a insinuação da Encarnação pode ser vista aqui. Nós ainda podemos ouvir esta voz. 23 Então. uma vez que o título mais popular para Jesus entre o povo era “M estre”. 21 E os teu s o u v id o s o u v irã o a p a la vra do qu e está p o r d etrá s de ti. onde a mesma pala­ vra hebraica usada é traduzida como “chuva temporã”. serão re­ conhecidas como imundas. e serão totalmente rejeitadas. e eles já não serão encobertos pelo pecado. se formos sen­ síveis ao Espírito Santo. Assim. o tempo virá quando o Ensinador deles (o Senhor. e d irá s a cada u m a delas: Fora daqui. . mas eles individual­ mente ouvirão uma “palavra” (Heb. é melhor tomá-lo aqui como singular (o Heb. naqu ele dia. As imagens usadas para buscar orientação. e é singular). imagens caras e esmeradamente fabricadas. é melhor tomado como “fugirá”. como o caminho de santidade (3 5. inúteis. toda a atitude deles mudará. morekha pode ser tomado como singular ou plural). J12. o teu g a d o p a sta rá em lu ga res la rgos d e pasto.sas durante um cerco. yikkaneph. K JV /ARC) não se esconderá nunca mais. A voz não só lhes mostrará o caminho. e esta será f é r t i l e cheia. davar) por detrás. te da rá ch u va sobre a tu a sem en te com que sem ea res a terra. porque Ele se importa com cada um deles. 22 E terás p o r con ta m in a d a s as cob ertu ra s das tuas escu ltu ra s de p ra ta e a coberta das tua s escu ltu ra s f u n d i d a s de ou ro.23. mas os corrigirá sempre que eles se desviarem para uma ou para outra direção. Isaías identifica depois “o caminho”. para a ARC “fugirão”. cf. dizendo: Este é o cam in ho.

Haverá bastante forragem. rib eiro s e co rren tes de águas.11 -21). Os montes e outeiros outrora estéreis serão bem aguados no dia da vitória do S e n h o r (cf. Inicialmente. Deus dará a chuva necessária para grandes colheitas. contudo. M as eles serão restaurados até mesmo a um m aior brilho no dia do triunfo do Senhor. qu an do ca irem as torres. a intensificação da luz dos corpos celestes. co m o a lu z d e se te dias. 2 . M as a expressão “no dia da grande m atança” terá o seu cum prim ento final na batalha do Armagedom (Ap 16. Ele usa o oposto. Deveria ser observado. O juízo escurecerá o Sol e a Lua. que este modo de referência aos corpos celestes não é restrito a Isaías. para descrever a Era M essiânica (veja tam ­ bém 6 0 . 23 E haverá.16. isto se refere à destruição dos assírios.2 3 ).1 0 . que descreve o D ia do S E N H O R por vir como um dia quando estas fontes lum inosas fa­ lharão (1 3 . Tal é o caso com Isaías. q u e fo r p a d e ja d o com a p á e cira n d a d o com a ciranda.1 2-18 ). em todo o m o n te alto e em todo o ou teiro elevado.2 0 ). que terá sido esparramada e esmiuçada para os bois e jumentinhos comerem. 26 E s e r á a lu z d a lu a co m o a lu z do sol. Isto é .Junto com as bênçãos espirituais. 2 4 . Até mesmo eles só comerão o que há de melhor. e a lu z d o s o l sete vez es m a ior. a terra será restabelecida à sua fertilidade. no dia da g ra n d e m atança. n o d ia em q u e o SENHOR lig a r a q u eb ra d u ra d o se u p o v o e c u r a r a chaga da su a f e r i d a . 24 E os bois e os ju m en tin h o s qu e lavram a terra co m erã o g r ã o pu ro.1 9 . e haverá grandes pastos onde o gado pode pastar e se alimentar com segurança. Fenôme­ nos astrais incom uns são freqüentem ente usados para descrever os eventos futuros. 19 . As torres cairão. um dia que trará a restauração e a cura do povo do Senhor.

1 0 ).2 3 . O Controle de Deus sobre as Nações 30. Então. 18. O “nome do S e n h o r ” representa o seu caráter e natureza. e assim significa o próprio S E N H O R .). Esta é uma term inologia comum entre os profetas (J1 2 . M t 2 4 . Os seus lábios falam abundantemente da sua indig­ nação. Ap 9. Eles não podem escapar de seu juízo.1 2 .2 0 . 7 .1 2. J1 2 . os seu s lábios estão cheios de in d ign a ~ ção. Am 8.28 27 Eis que o n o m e do SENHOR v em de lon ge a rd en d o na su a ira e lançando espessa fv im a ça . M q 3. 2 1 . A t 2 .9 . Deus lhes perm itirá ir na direção errada.1 7.20. Ele fala a palavra e o juízo vem. e de longe o seu nome é sinalizado.5 . 2 2 . e a su a lín gu a é co m o u m j o g o co n su m id o r. etc.3 1 (esta utilização também aparece em 3 4 . p a ra p e n eir a r as n a ções co m p en eira de va idad e.2 . e u m jr e i o de j a z e r er ra r esta rá na s q u eix a d a s dos povos. A sua ira é comparada ao lança­ mento de uma fumaça espessa. dando fim de tudo aquilo que é falso e inútil.2 9 .1 6. um “freio” (ou ré­ dea) os fará errar e se desviar. quando Deus estava a ponto de lidar com os assírios e as nações aliadas com eles. e “a sua língua é como um fogo consum idor”. Ap 6 . '• d. Lc 2 1 . Quer dizer. É usada em um sentido seme­ lhante a “fogo” em ambos os testamentos.como as frases proféticas comuns “D ia do S E N H O R ” .3 1 .9. Ele arrastará os assírios. A respiração dEle é como uma inundação que transborda “até ao pescoço”.6. 19. e “A i” neste sentido (cf. como um símbolo do juízo de Deus.27.2. Ele está vindo como uma tempestade. tal como com uma “peneira”.3 0 . também um a figura do juízo de Deus por vir em 1 4 . peneirando-os. .1 8. M l 4.3). q u e chega a té ao pescoço. “N aquele d ia”. Agora Isaías retorna aos seus próprios dias. 9. em vez de os guiar no caminho certo. M t 12. 28 e a su a resp ira çã o é co m o o rib eiro transbordan do.I I .18. 8 . juntamente com as suas nações aliadas. H b 3 .2 5 .

o monte do templo —não s ó indo ao templo. um dilúvio e saraivada de pedras. instituído para castigar a Assíria. e. o povo de Deus cantará à noite enquanto eles celebram uma festa santa. fogo consumidor. Deus usará a sua voz majestosa para quebrar os assírios. e dilú vio. co m com ba tes de agitação. raios e trovoadas. Ele demonstrará o que o abaixamento do seu braço (sim bo­ lizando o seu poder) fará. com o na noite em que se celebra u m a f e s t a santa. e alegria de coração. pa ra v ir ao m on te do Senhor .12). 30 E o S e n h o r f a r á o u v ir a g ló r ia da su a voz e f a r á v e r o a b a ix a m en to do seu braço. A vara do S enhor sobre a Assíria é o “bordão do juízo” [Heb. e a labareda do seu f o g o con su m id or. e p ed ra de saraiva. Deus na sua majestade fará a sua voz gloriosa e majestosa ser ouvida. mas entrando na presença do Deus que é a “Rocha de Israel”: a Força. 32 E. 10.e. Cada golpe da vara ou bordão será acompanhado por tamboris e harpas. Os seus cora­ ções responderão com alegria como quando as pessoas que tocam flautins (“pífano”) sobem “ao monte do S e n h o r ” . Eles eram a vara de Deus que Ele usava para castigar Israel e Judá (1 0. será desfeita em p ed a ço s a A ssíria. com o a daquela qu e sai tocando pífan o. com in d ign a çã o de ira. co m a voz do SENHOR. à Rocha de Israel. e raios. “fundação”]. qu e f e r i u com a vara.2 9 -3 3 29 U m câ n tico haverá en tre vós. Isaías agora continua a mensagem de juízo. indi­ .5). tendo a Assíria em vista. Com a Assíria julgada. Israel Cantará quando o SE N H O R Destruir a Assíria 3 0 . com indignação de ira. o Refugio. M as agora é a vez deles serem julgados (cf. h a verá ta m b oris e harpas. a cad a p a n ca d a do bordão do ju íz o qu e o S en hor der. 31 Porque. com ba te­ rá co n tra eles. A Páscoa era celebrada à noite. musadah. a Fortaleza e o Protetor de Israel.

5. ou “Tofete”.13 O nome tem as vogais hebraicas da palavra “vergo­ nha”. em ebulição. o qual é uma alcunha para o lago de fogo.20). Assim os representantes de Judá estavam indo para o Egito para aceitar a oferta. A Tolice de Confiar no Egito e não em Deus 3 1. O Egito tinha se oferecido para ajudar porque eles queriam barrar a Assíria. e n ã o atentam p a ra o S anto de Israel. “a acenderá”. A pira funerária já está preparada em um largo fosso. ele a f e z p r o fu n d a e larga. que é grande o bastante para tomar conta dos assírios. e n ã o bu sca m ao SENHOR.cando a alegria da vitória. 33 P orque u m a fo g u e ir a está p rep a ra d a desde ontem . pensando que se tivessem . “como torrente de enxofre”. combaterá contra eles” poderia ser também traduzido como “batalhas de tre­ mores ou peneiradas” para indicar igualmente o propósito de Deus em purificar o seu povo. p orq u e sã o p od ero síssim o s.I— 3 1 Ai dos que d escem ao E gito a b u sca r so co rro e se estribam em ca va lo s! T êm co n fia n ça em carros. Ele desempenha bem a mesma função com o aramaico “Geena”. “Com combates de agitação. a su a p ilh a é f o g o e tem m u ita lenha. Enxofre ardente é usado relativo ao lago de fogo no Novo Testamento e fala de terrível juízo (Ap 19.14 A Assíria está se dirigindo rumo a uma vergonhosa pira funerária. está p rep a ra d a p a ra o rei. “Fogueira”. sim . p o rq u e são m u itos.2 a. eles estavam acostu­ mados a confiar em cavalos e carruagens. era um lugar de queima no vale de Hinom. o assopro do S enhor com o to rren te de en x o fr e a acenderá. e n o s ca ­ valeiros. Deus tem agora um outro “ai” específico para os partidários da guerra na época de Ezequias.I -3 2 . O sopro do S E N H O R . provavelmente envolvendo sacrifícios humanos a M oloque e outros ritos pagãos. AI DOS QUE BUSCAM A AJUDA DO EGITO 3 I .

As suas palavras são sempre fiéis e verdadeiras (Ap 22. nem o adoraram nos seus corações. tan to o a u x ilia d o r com o o ajudado.4. e. irá tropeçar. e Judá. Judá precisava saber quão frágil os egíp­ cios eram e quão insuficientes os seus cavalos seriam. b. Os seus cavalos são “carne”. Eles não tinham nenhum desejo de estar na sua presença. tam bém ele é sábio.muitos cavalos com cavaleiros fortes. M as Deus é o Único que é verdadeiramente sábio. todos ca irã o p o r terra. O próprio Deus Protegerá Jerusalém 31.6). cairá: eles “juntamente serão consumidos”. ele se leva n ta rá co n tra a casa dos m a lfeito res e co n tra a a ju d a dos qu e p ra tica m a iniqüidade. o juízo. M as não atentaram para o S E N H O R . e f a r á v i r o m al. e n ã o espírito. que está a ajudar. “e não Deus”.1 4 — 16). Os egípcios são meramente humanos. q u an do o Senhor esten d er a m ão. tendo somente vida física temporária. o Egito. Os políticos que buscavam a ajuda do Egito tinham questionado os modos e a sabedoria de Deus (2 9 . Ele “fará vir o m al”. aqueles que buscam a ajuda do Egito.5 4 P orque assim m e disse o SENHOR: C om o o leão e o fi lh o t e do leão ru gem sob re a su a presa . quer dizer. carne. Isaías dá agora razões a mais por que não se pode confiar na força humana. e não retira rá as su a s p a la vra s. seriam vitoriosos. não retirará as suas palavras. Agora Ele declara que “se levantará” contra os malfeitores. e todos ju n ta m e n te serão con su m id os. 2 T odavia. Quando Ele se move em poder ( “estender a sua mão”). Ele proferiu a sua palavra —e porque Ele não muda. Esta estraté­ gia parecia-lhes sábia. e contra a ajuda que esses mal­ feitores estão esperando do Egito. ain da que se co n v o q u e co n tra ele . eles não são nenhum “espírito”. 3 P orque os egípcios são h om en s e não D eu s. que é ajudado. O SE N H O R está no controle. e os seu s cavalos.

u m a m u ltid ã o de pastores. Todavia. Um Chamado ao Arrependimento 31. Os partidários da guerra queriam a força de um grande exército de cavalos e carruagens e eles menosprezaram o poder de Deus. e não se espan tam das su a s vozes. M as o seu poder é m aior do que qualquer outro. Ele paira sobre a cidade de Jerusalém para protegê-la. a ssim o S enhor dos E x érci­ tos descerá p a ra p e le ja r p elo m o n te Sião e p elo seu outeiro.7 6 C o n v ertei-v o s. trazendo assim a derrota aos egípcios. O SE N H O R lutará contra Sião. Isaías lembra o povo de que o SE N H O R falou pessoalmente com ele. mas ainda podem mudar os seus pensamentos e o seu modo de vida. para se converter a Ele. Deus chama o povo de Israel para se arrepender. ele a a m p a ra rá e a livrará. assim o S enhor dos E x ércitos am p arará a J eru sa lém . na q u ele dia. não é o propósito de Deus deixar os assírios destruírem Jerusalém. cad a u m la n ça rá f o r a 05 seu s íd olos de prata. Eles pensavam no poder de Deus como nada além de alguns peque­ nos pássaros contra um grande exército.15 c. Eles estão em uma cova profunda. “Como as aves que voam”. Como um leão que ruge sobre a sua presa. A “multidão de pastores” são os egípcios que estão procurando proteger Judá dos assírios —contra a vontade de Deus. qu e fa b r ica r a m as vossas m ã os p a ra pecardes. Ele protegerá Jerusalém.6. a sa lvará. 7 Porque. . pois. A sua compaixão salvará Jerusalém desta vez. n em se abatem p ela su a m ultidão. o SE N H O R considera Sião a sua possessão. e. O hebraico indica profunda apostasia. passan do. E Ele usará os assírios para fazer isto. e os seu s íd olos de ouro. àq uele co n tra q u em os f i lh o s de Isra el se rebelaram tão p ro fu n d a m en te. 5 C om o as aves voam . contra os seus planos.

irá morrer de medo. (37. 2 Rs 19. e a espada. não realizariam isto. A destruição da Assíria seria sobrenatural. A fortaleza da Assíria (Heb. cu jo f o g o está em S ião e c u ja fo r n a lh a .Isaías olha à frente para o Dia do SE N H O R . “a Assíria cairá pela espada”. Lá o altar simboliza perdão para o arrependido e para os inimigos de Deus. como foi o caso quan­ do Senaqueribe perdeu 185. e.16 9 E. forçou os seus soldados a trabalharem em seus projetos de edificação em N ínive.8. ao invés disso. Os exércitos humanos. sa l’o. cuja presença santa é como um fogo consumi­ dor em Jerusalém. .1— 8 1 R ein a rá u m R ei com jvistiça.000 foram de fato colocados para realizar trabalho forçado. Agora nos próprios dias de Isaías.17Eles desafiaram o SENHOR.C.35). em J e r u s a lé m . “sua rocha”). p a s sa r á a su a ro ch a d e refú g io . Eles serão devorados pela espada. d e m ed o. Os príncipes de Assíria abandonarão a bandeira deles e serão despedaçados. e o s s e u s p r ín c ip e s d e ser ta r ã o a b a n d eira .000 soldados para o anjo da morte em 688 a. A Destruição Sobrenatural da Assíria 31. não de hom em . mas não de qualquer indivíduo humano ( “não de varão”).36 . incluindo a sua força e o rei no qual eles confiam. O Rei Justo 32. e os seu s jo v e n s serã o derrotados.9 8 E a A ssíria ca irá p ela espada e não p o r va rã o. como os exércitos do Egito. d iz o Senhor . quando ídolos ( “nãodeuses”) de ouro e prata serão rejeitados como produtos do pecado. e d om in a rã o os p rín cip es segu n d o o ju íz o . mas não de mortais. d. a co n su m irá . Senaqueribe viveu mais sete anos e jamais fez outra campanha m ilitar. numa indicação do cumprimento de que “seus jovens serão derrotados”. e f u g i r á p era n te a espada. Os jovens homens assírios que sobra­ ram depois da destruição dos 185.

Isaías novamente olha para o futuro quando o Rei Messias (caps. Olhos que uma vez foram cercados voluntariosamente em auto-ilusão (29. Ele mudará a percepção das pessoas. clara e francamente.Depois da narração a respeito do juízo de Deus. 2 E será aq uele v a rã o co m o u m esco n d erijo con tra o vento. Alguns entendem isto como que eles se tornarão pedras. Ele será tão refrescante como a sombra de uma “grande rocha” em uma terra exausta e sedenta. estará como o seu Rei. Ouvidos que outrora se recusaram a escutar ouvirão e obedecerão. e a lín gu a dos g a g o s esta rá p ro n ta p a r a ja la r distin tam en te. 5 Ao lou co n u n ca m a is se ch am ará n ob re. 3 E os olhos dos qu e vêem não olharão p a ra trás. o que transformará cada aspecto da sociedade. como Deus que é a nossa Rocha e Refúgio. Os que são ga­ gos e hesitam falar serão rápidos no falar. alunos que seguem os passos) do Senhor. e co m o rib eiros de água s em lu gares secos. e do a va ren to n u n ca m a is se d irá qu e ég en ero so . cada cidadão comum. Cada pessoa. 9 e I I ) “reinará. e com o a som bra de u m a g r a n d e rocha em terra sedenta.. com justiça” e os príncipes tomarão as suas decisões “segundo o juízo”. e com o u m refú g io con tra a tem pestade. Ele verdadeira­ mente toma conta de seu povo. Eles se tornarão verdadeiros discípulos (estudantes.9) serão abertos e verão a verdade. em linha com os princípios de justiça dEle.. 1 E o cora ção dos im p ru d en tes en ten d erá a sabedoria. e proverá água. e os o u v id o s dos q u e o u vem estarã o atentos. M as o Rei Messias será o “homem” que irá proteger assim como se protege do vento e da tempestade (ou inun­ dação). Os corações e mentes dos que são imprudentes e precipitados discernirão e entenderão o verdadeiro conhecimento. Eles estarão prontos para propagar a verdade com sabedoria. .

Ele “maquina invenções malignas”.A sociedade mundana honra freqüentemente os tolos (as pessoas ímpias. amorais) como nobres. Jr 17 . e p a r a d e ix a r va z ia a a lm a do fa m in t o . SI 24. Eles podem honrar até mesmo os sem escrúpulos que conseguem ter acesso a altas posições. profere erros pervertidos concernentes ao S en h o r .25. Aqui nós vemos a verdadeira natureza do tolo ímpio. .1 1. está em pé. m es m o q u a n d o o p o b r e ch ega a f a l a r r e ta m e n te . incluindo tratamento infame. Ele “pratica a iniqüida­ de”. e retém a comida do faminto e a água do sedento (cf. Os instrumentos e métodos do avarento são maus. Ele caracteristicamente “fala loucamente”: pecado. e o seu co ra çã o p r a tica a in i­ q ü id a d e• p a r a u s a r d e h ip o crisia . Eles são aceitáveis diante de Deus (cf.28). e nestas se elevam e se mantêm de pé. e p a r a p r o fe r i r er r o s co n tr a o . compõe esquemas do mal [conspira­ ções.1 1. A manipulação de processos legais por perjúrio pode estar implícita. ou seja. lS M a s o n o b re p r o je ta co isa s n o b res e. sacrilégio e estupidez. I S m 2 5 . Os que são nobres na sua atitude para com Deus e liberais na sua atitude para com os outros recomendam e projetam ações honradas. prostituição e incesto] “para des­ truir os mansos com palavras falsas” e o necessitado cuja causa é justa e certa. 6 P o rq u e o lo u co f a l a lo u ca m e n te. e le m a q u in a i n v e n ç õ e s m a l ig n a s . O coração e a mente dele o fazem estar ocupado com o mal: causando dificuldades aos outros e ofendendo a Deus. p a r a d e s t r u i r o s m a n s o s co m p a la v r a s f a ls a s . S e n h o r . e p a r a fa z er co m q u e o sed en to v en h a a te r f a l t a d e bebida. ' T a u ib cm t o d o s o s i n s t r u m e n t o s d o a v a r e n t o s ã o m a u s .3. p ela nobrez a.4). M as isto tudo vai ser mudado. Pv 3.27.

estas mulheres confiantes já não estarão seguras. satisfeitas com as coisas como elas são (cf. p orq u e a v in d im a se acabará. Isaías reco­ nhece o poder que elas podem exercer. e p o n d e-v o s nuas.1).1). 3. d esp i-vos. e se sentem 26. As mulheres também precisam escutar a voz do profeta. A co­ lheita de uva certamente fracassará. porque elas es­ tão à vontade. Amós indica que os homens eram o mesmo em Samaria (Am 6.16— Am 4. m u lh eres qu e estais em repou so. 10 P orque daqui a u m an o e dias v ireis a s e r turhadas.f. Isaías advertiu os líderes. e tu r b a i-v o s v ó s que estais tão segu ras. Após alguns dias a mais que um ano. e cin gi com p a n o s de sa co os vossos lom bos. “seguras” (confiantes. e o u v i a m in h a voz. in clin a i os o u v id o s às m in h a s palavras. Juízo até que o Espírito Seja Derramado 32. Este era o tratam ento comum dado a pessoas levadas cativas ou feitas escravas. . se dispam e ponham ao redor das suas cinturas nada m ais que um pano grosseiro de saco. e a colheita dos frutos de verão não dará em nada. os tolos e os avarentos. mas transtornadas e tremendo de medo. confiando que as coisas nunca mudarão. Elas têm que se preparar para os resultados dos seus próprios pecados.) 11 Tremei. e vós. (Veja Am 4. despreocupadas) a respeito das advertências de Isaías. os profetas. m u lh eres qu e estais em repouso. A estas mulheres com placentes ( “em repouso”) é ordenado que estremeçam (ou se turbem ).1 para a atitude das mulheres com respeito ao vinho.9— 14 9 L eva n ta i-vos. fi lh a s qu e estais tão segu ras. Em chamando as mulheres para se levantarem e escutarem a sua mensagem. ó m u lh e­ res qu e estais tão segu ras. e a colheita não virá. Elas são complacentes a respeito do pecado.

e como o próxim o versículo m ostra. ou solo im ­ produtivo. pois os servos e os guardas serão capturados e m ortos ou levados ao exílio. Palácios fortificados serão abandonados. ou casas de divertimento. Elas se lamentarão. . O fe l e as torres da g u a r d a serv irã o de ca v ern a s etern a m en te. M P orq u e o p a lá cio será abandonado. por causa do que acontecerá aos seus campos e vinhedos quando o inimigo vier. na cidade desre­ grada e arrogante (um coletivo para as cidades de Judá) cheia de festança e pululante de prazer. “eternam ente” (H eb. isto não é “eternam ente”). 13 S obre a terra do m eu p o v o v irã o espin h eiros e sarças. ’ophel) e as torres dos atalaias se tornarão campos baldios. (A lguns com entaristas entendem este versículo como referindo-se a Sa­ m aria quando foi tom ada em 7 2 2 a. na cid a d e que anda p u la n d o de p ra z er Devido ao fato do exército invasor levar o povo cativo e despojar os campos. nenhum cultivo irá ocorrer. batendo em seus peitos. os campos serão deixados sem cultivo. o ru íd o da cid a d e cessará. prova­ velmente rebanhos de ovelhas e cabras. .’olam o que pode significar “por m uito tem po”. Espinheiros e sarças também se espraiarão por cima das “casas de alegria”. trazidos pelas tribos vizi­ nhas de beduínos. p a ra a legria dos ju m e n to s m o n teses e pa ra pa sto dos ga d os.a d . Os campos desertos serão um a alegria som en­ te para os jum entos monteses e um pasto para os “gados”. com o tam bém so b re todas as casas de alegria. A cidadela de O fel (H eb. as suas m ultidões liquidadas. Eles seriam destruídos pelos assírios (2 Rs 18.12 F eri os p eito s sob re os ca m p os d esejá veis e sob re as vid es J ru tu o sa s.) A cidade cairá em silên­ cio. se tornando cheios de espinheiros e sarças em vez de boas safras.C .13).

29. Isto dá a impressão de pretender que a conta­ minação causada pelo pecado e pela ganância. Devido ao fato de que haverá uma justiça onde as pessoas estarão numa correta posição para com Deus e entre si. H á um derramamento do Espírito que começou de fato no Dia de Pentecostes (J1 2. U m dia melhor está vindo —um dia de renovação. serão tiradas pelo Espírito. Os resultados do juízo de Deus sobre Israel e Judá não são defini­ tivos. M as haverá uma efusão até maior do Espírito quando Jesus retornar para estabelecer o seu reino milenial na Terra. e o ca m p o f é r t i l será rep u ta d o p o r u m bosque. e a operação da ju stiça .4).g. e o jardim parecerá como um parque arborizado ou bosque (cf. repouso tranqüilo e segurança confiante no SE N H O R . O deserto se tornará um campo fértil (Heb. M as esse dia não virá até depois que o Espírito do Senhor seja derramado em abundância Pentecostal “lá do alto” (do céu.17). p a ra sem pre. rep ou so e segu ra n ça . e a “jus­ tiça morará no campo fértil”.15— 20 13 a té qu e se d erra m e sob re n ós o E spírito lá do alto. 17 E o efeito da ju s tiça será paz. então. A t 1. . haverá paz. salvação e prosperidade. como dom de Deus). como também a polui­ ção da atmosfera. a renovação do mundo pelo Espírito Santo será completa.8. “jardim” ou “pomar”). o deserto se to rn a rá em cam po fé r t il. karmel.28. O Israel moderno ainda espera esse dia. lb E o ju íz o habitará no deserto. O Espírito Derramado Restabelecerá a Paz 32. A Terra será renovada como preparação para as alegrias mileniais. 2. Este bem-estar harmo­ nioso é muito diferente da falsa segurança sentida pelos pecadores nos dias de Isaías. e a ju s tiç a m o ra rá no cam p o fé r t il. Com o duplo fato de que “o juízo habitará no deserto”.

e em lu gares q u ietos de descanso. lares de segurança e confiança.18 E o m eu p o v o habitará em m ora d a de paz. e caía o bosque. Depois de lembrar a Israel a respeito da promessa de Deus. O princí­ pio visto aqui — depois do juízo vem a bênção — está em muitas passagens da Bíblia a respeito de juízo e bênçãos mileniais. e em m ora d a s bem segu ras. Isaías agora retorna ao ai que começou esta seção.1 1 A i de ti d esp oja d or qu e n ã o fo s te despojado e q u e ages p e r fid a m en te con tra os que não agiram p erfid a m en te con tra ti!A caban­ do tu de despojar. imorais e . será s despojado. A “saraiva” será o agente de juízo. acaban do tu de tra ta r p e r fid a m e n te . 19 ain da q u e caía saraiva. “A cidade” é o mundo das pessoas que viraram as suas costas para Deus. O quadro da semeadura em uma terra bem regada. 6. e. (As desleais. e de animais de fazenda que virtualmente cuidam de si próprios falam de boa vida para a comunidade agrícola dos dias de Isaías. Isaías novamente contrasta a bênção de Deus com outra profecia de seu juízo. o povo de Deus habitará em moradias de paz. Em vez de presunção sem sentido. A audiência de Isaías deve ser lembrada que o juízo tem que vir antes da restauração. ‘ashre) inclui a idéia de uma abundância de felicidade. os qu e sem ea is sob re todas as águ a s e qu e d a is liberdade ao p é do boi e do ju m en to . p erjid a m en te te tratarão. realização espiritual e uma boa vida —tudo vindo da parte de Deus. 20 B em -a v en tu ra d o s vós. “Bem-aventurados” (Heb. O “bosque” refere-se à terra que está infectada pelo pecado. O ai aqui é dirigido contra a Assíria. AI DA ASSÍRIA 33. alegres e calmos. Os lares serão luga­ res de descanso seguro que são imperturbáveis. e a cid a d e seja in tei­ ra m en te abatida.

C.12? Por que a aliança de Israel com a morte era tolice? Onde é encontrado o cumprimento final do fundamento ou pe­ dra de esquina? 6. traindo qualquer confiança posta nela durante seus esforços para criar estados vassalos. Por que razões era errado para Judá ir ao Egito pedir ajuda? 13. Que conclusão pode ser tirada de 28 . Por que até mesmo a pessoa educada não entende a palavra de Deus? 10. eles levaram a A ssíria a um fim definitivo em 60 6 a.destrutivas táticas assírias de pilhagem serão vistas novamente no fim dos tempos. por um a com binação de babilônios e m e­ dos. Qual seria o resultado do “pão de angústia”? 1. M as seu tempo viria. Que esperança o dia futuro trará? 12. Então com a ajuda a mais dos citas. Ela faria tratados e os quebraria.) Em seu início.23— 29? 7. M t 2 6 . N ínive foi destruída em 6 1 2 a. . 4. Qual foi a real causa para o formalismo no qual o povo tinha caído? 11. ela seria.5 2 ). 2. por seu turno. De que maneira o nome “A riel” corresponde a Jerusalém? 8. 5.21 se aplica a Isaías 28. destruída pela deslealdade e traição (cf. Qual foi o propósito de Deus nesses juízos? 9.11. De que outra forma o povo expressava a sua rebelião contra o Senhor? 14. a A ssíria pôde marchar de país em país sem medo de retaliações. 3. QUESTÕES DE ESTUDO Como o povo de Israel desconsiderava a Lei? Que lição os assírios ensinariam a Israel e por quê? Como I Coríntios 14. Que esperança Deus lhes deu e por que eles a recusaram? 15.C.

David L. H olladay. 272. Que razões a mais mostram que era errado para Judá buscar aju­ da do Egito? 18. McKenna.1 5 . A llis.14. 19 71 ).2 2 ] de­ pressa chama a atenção deles para Isaías 2 8 . De quem é o reinado que Isaías prevê e que espécie de reinado será o seu? 20. 5 W illiam L. ísaiah Z — 39. fazendo-os perceber que eles estão separa­ dos de Deus e não podem entender a mensagem de D eus”. B.: Logion Press. Stanley M . Paulo aplica isto ao falar em línguas (idio m as) que eles não entendiam . mas cujas ações deixariam claro que esses israelitas estavam separados de Deus. 222. 1 9 9 9 ) 13 7-3 8. “Book o f ísaiah ”. Deus enviaria os conquistadores estrangeii‘os cuja língua eles não entenderiam . em Wycliffe Bible Encyclopedia (Chicago: M oody Press. a mensagem que era destinada a abençoar traria juízo. os orgulhosos israelitas estavam dizendo que Isaías os estava tratan­ do como bebês espirituais e eles estavam ressentidos com isto. 1 9 7 5 ). Por que Isaías dá um aviso especial às “mulheres complacentes”? 21. Qual será a obra do Espírito na era do futuro reino? 22. Ezequiel 4 3 . N o contexto da profecia de Isaías. H orton. 6 Cf. Paulo [em I Co 1 4 . 4 Veja nota sobre 5. Que garantia Deus deu de que Ele subverteria o exército assírio? 17. Eerdmans.1 1.16. em The Comrnunicators Commentary (Dallas: W ord Books. desligados da sua bênção e debaixo do seu juízo.2 1 . ‘‘Para que os coríntios não chegassem à conclusão de que não havia espaço para falar em línguas na adoração pública. I & II Corinthians (Springfield. Quem defenderia Jerusalém e que resultados se seguiriam? 19. . M o. Isaías então tornou claro que por causa da incredulidade deles. 1993). 1:859. 2 Alguns entendem isto como significando “as mesas sagradas no santuário onde sacrifícios são oferecidos” por sacerdotes bêbados. De modo que falar em línguas é necessário como um sinal de juízo para os incrédulos.1 6 . A Concise Hebrew and Aramaic lex icon o f the O ld Testament (G rand R apids: W m . Quem é o destruidor e o que acontecerá a ele? CITAÇÕES 1 Oswald T.

2 -2 4 a. co m o ta m b ém a n o ssa sa lv a çã o em tem p o s d e trib u la çã o. 0 Propósito de Deus na História 33. .10 I. 19 86 ). 1926-27). 10 N ão a palavra ordinária para “oferenda”. Assim o salmista estava falando a respeito do restabelecimento da prosperidade em lugar do retorno dos cativos. 16 Daniel David Luckenbill.1 0 . 12 Por causa das raras chuvas. 9 O hebraico é singular. M axw ell M iller e John H . 17 Veja J. Nosso Destino: O Ensino Bíblico das Ultimas Coisas (R io de Janeiro. desse modo utilizando o plural aqui. H orton.I ) usa o hebraico que é semelhante ao restabelecimento da prosperidade de Jó (Jó 4 2 . s ê tu o n o sso b ra ço ca d a m a n h ã . 11 H anes era chamada H eliópolis pelos gregos. A A RC indica “Jacó” para significar o povo de Israel. H ayes.31 . McKenna. I 9 . Contudo. F. 3 8 6 -8 7 . 15 M uitos viram um a aplicação deste versículo na Prim eira Guerra M undial. eles usavam cisternas para conservar o supri­ mento de água.7 [ “Quando o Senhor restaurar a sorte do seu povo”.I I — 14. Ancient Records o f Assyria and Babylonia. RJ: CPAD. Veja comentários sobre 37. 2 1 1 -2 1 3 . “tirano” ser singular. o singular provavel­ 39. 8 Devido ao hebraico 'arits. (Chicago: University o f Chicago Press. Jeremias 7. A R A ]. 13 Veja 2 Reis 2 3 . tem m is er icó r d ia d e n ó s ! P o r ti tem o s esp era d o. 1 9 9 8 ). alguns entendem que isto signifique Satanás. A History o f Ancient Israel and Judab (Philadelphia: W estm inster Press.2 —6 2 Senhor . Isaías 1— 286. 2:183. quando os aviões do general britânico Edm und H en ry A llenby sobrevoa­ ram Jerusalém. mente deveria ser tomado como um coletivo para todos os tiranos cruéis. Esta vem de um a palavra raiz que significa “cobrir”. 14Veja Stanley M . U M A ORAÇÃO PO R LIBERTAÇÃO E A RESPOSTA DE DEUS 3 3 .37. 2 vols.1 0 ) e a restauração da sorte em Salmos 14.2-35.7 “Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião” (SI I 2 6 . por causa do propósito desta oferenda de bebida. U m a S ú p lic a q u e E x a lta a D e u s 3 3 . libertando-a dos turcos.

A figura de gafanhotos e as suas larvas enxameando e desfolhando toda planta verde indica quão depressa e como a batalha terminará completamente. “braço”) e ajuda “cada manhã”. à tua ex a lta ção as n a ções serã o dispersas. 3 O SENHOR é ex a lça d o. O barulho de um exército se aproximando faz as pessoas fugi­ rem.3. 3 A o ru íd o do tu m u lto. N m 10. as pessoas fogem e as nações se dispersam. SI 68. Ele espalharia os exércitos dos assírios da mesma maneira (cf. quando estivessem apertados de todos os lados. M as quando Deus revela quão exaltado Ele é.4).15). indicou que a “aguda espada” que saía da boca de Jesus d estru iria sem elhantem ente os exércitos do Anticristo (Ap 19. en ch eu a S ião d e retid ã o e d e ju s tiç a . Ainda havia um remanescente justo em Jerusalém esperando para o SE N H O R mover-se graciosamente em seu favor.20). f u g i r ã o os p o vo s. O quadro das pessoas se lançando sobre o espólio pode descrever o que aconteceu depois da destruição do exército de Senaqueribe.Isaías interpõe uma súplica ao SE N H O R por ajuda e libertação. “ao ruído [da sua voz]”. a li saltará. a ju n ta r -s e -á o vosso despojo com o se apanha o p u lgã o . Até mesmo Ezequias tinba se voltado para o Senhor (2 R s 19.35. o vidente de Patmos. 2 roa. Eles confiaram nEle para ser a sua salvação1 “em tempos de tribulação”. 4 E ntão. p o is hab ita n a s a ltu r a s.1).19. Deus é m aior que qualquer força que a humanidade possa produzir. co m o os g a fa n h o to s saltam . Também pode representar o modo das pessoas penetrarem nas bên­ çãos da vitória do SE N H O R sobre o Anticristo e os seus exércitos (Ap 19. Eles contemplaram ao SE N H O R para ser a sua força (Heb. João. Ao longo da história de Israel Ele tinha dispersado nações. .

22. o tempo milenial de Deus será caracterizado pela estabilidade (segurança provocada pela fidelidade de Deus) e uma abundância de. sa b ed o ria e ciên cia . Agora Isaías retorna aos seus próprios tempos quando os assírios estavam destruindo as cidades de Judá e ameaçando Jerusalém (701 a. b. sem dúvida o dom do Messias ( 1 1.A vitória do SE N H O R o exaltará e mostrará quão elevado Ele é —o verdadeiro Deus que habita no céu. e os m en s a g e ir o s d e p a z estã o ch o ra n d o a m a rga m en te. Pela sua vitória Ele encherá a Sião de sua própria “retidão e justiça”. e o te m o r do S e n h o r se r á o se u tesou ro.) Também haverá uma abundância de “sabedoria e ciência”. “homens va­ lentes”) de Judá (Heb. Isto pode também se referir aos funcio­ nários mencionados em Isaías 36.14— 16).C.2).7— 9 7 E is q u e o s s e u s em b a ix a d o res estã o cla m a n d o d e f o r a .). porque a Assíria quebrou o tratado que Ezequias fez que era presumido a proteger Jerusalém (2 Rs 18. ‘erdlam . literalmente. A Tristeza e Angústia de Judá 33. Os seus enviados que buscavam a paz lamentam amargamente. Em contraste com os tempos de tribulação (v. A ignorância e a falta de sabedoria já não farão ninguém se desviar e se perder. Este é o seu propósito resolu­ to e Ele levará isto a efeito. “heróis”) 2 lamentam e clamam aber­ tamente nas ruas porque eles não podem barrar o inimigo.2). “Os seus embaixadores” (N V I. Isaías insinua que as pessoas o louvarão. reconhecendo quão exaltado Ele é. “heróis”. NIV. Este será um dom que Ele tem como um tesouro a ser dado aos que o amam e honram a sua impressionante santidade. a b u n d â n cia d e sa lv a çã o • . . “salvação”. 6 £ h a v erá esta b ilid a d e n o s teu s tem p os. (O plural no hebraico indica uma abundância de tudo o que a salvação significa e inclui a nossa herança plena em Cristo: nossos novos corpos e nosso reinado como reis e sacerdotes com Ele.3. O “temor do S e n h o r ” não será uma mera emoção humana.

e Ele está sempre no tempo certo. e não respeitou ou valorizou a qualquer pessoa. m e leva n ta rei a m im m esm o. cessa m os q u e p a ssa m p ela s v er e­ das. Deus tem o seu próprio tempo. Colher essas conseqüências é compara­ do a dar à luz ao que tinha sido concebido antes. O inim igo (Senaqueribe) quebrou o tratado. agora. O Líbano com suas montanhas bonitas e florestas de cedro. o L íhano se en vergon h a e se m urcha. d iz o Sen hor . agora. a planície fértil de Sarom. os campos planos de Basã a nordeste do mar da Galiléia —tudo tem se tornado como o deserto de Arabá ao sul do mar M orto. “As estradas estão desoladas” por causa da violência do inimigo — nenhum com erciante trazendo os bens necessários. S arom se to rn o u com o u m deserto. Devido a eles terem . na costa sul do monte Carmelo. serei exaltado.8 A s estra d a s estão desoladas. m e levan tarei.4). 24. 11 C on ceb estes palha. p r o d u z ir eis p ra gan a. desprezou as cid a d es e a hom em n e­ n h u m estim a. Os assírios tomaram as suas decisões no passado. A paz e a segurança acabaram e todas as pessoas têm medo de arriscar-se a sair. O SE N H O R se Levantará e Julgará o Inimigo 33. Os exércitos assírios arruinaram a gleba cultivada. c. Agora eles têm que sofrer as conseqüências. A terra murcha e sofre com as pragas da lavoura (cf. as folhas das árvores e as plantas das áreas de bosque do Carmelo murcham e caem. ele ro m p eu a alian ça. 9 A terra g e m e e p ra n teia . rejeitou e menosprezou as teste­ munhas. Os assírios saquearam a terra. e o vosso esp írito vos d evora rá co m o fo g o .10— 13 10 A gora. B a sã e C a rm elo f o r a m sa cu ­ didos. O tempo vem quando Deus vê que é o bastante e Ele se levanta em juízo que o exaltará.

será o fogo que os devorará. M as quando Senaqueribe quebrou o tratado e a situação parecia desesperadora. Assim ficou óbvio que Deus era o Único em quem se podia confiar. Q u em d en tre n ó s habitará com o f o g o co n su m i­ d o r? Q u em d en tre nós habitará co m as labaredas etern a s? O que Deus tem feito foi de fato observado pelos pecadores em Sião. Se Senaqueribe tivesse mantido o seu tratado e deixado Jerusalém por causa do tributo que Ezequias lhe deu. v ó s os qu e estais longe\ o que tenho f e i t o .feito os seus planos sem consultar o SE N H O R . M ais adiante. o trem o r su rp reen d eu os hipócritas. Pecadores Aprendem uma Lição 33 . Deus respon­ deu a oração. as pessoas teriam pensado que foram salvas pela sua própria sabedoria. d.14 ]A O s p eca d o res de Sião se assom bra ram . como o incêndio de cal. con h ecei o m eu poder. 12 E os p o v o s serã o co m o os in cên d io s de cal\ com o espin hos co rta d o s a rderão n o fo g o . e rápido. Os pecadores (que estavam vivendo como se não hou­ vesse nenhum Deus) estão tremendo com medo e perguntam quem pode viver na presença do “fogo consum idor” da santidade im u­ tável de Deus. devido ao fato de que Deus irá julgar todas as na­ ções e porque Ele mostrou a disponibilidade da sua graça através de grandes libertações. 13 O u vi. e v ó s que estais vizin hos. . os que estão “longe” (os gentios) e os “vizi­ nhos” (o povo de Judá) precisam prestar atenção ao que Ele tem feito e reconhecer o seu enorme poder. o resultado será farelo e palha. como o queimar de arbustos de espinho secos. ou espírito. O juízo de Deus sobre os exércitos assírios (os quais eram com­ postos de uma multidão de povos) será intenso. A sua própria respiração.

A resposta para a pergunta deles requer o tipo de estilo de vida que o Velho Testamento enfatiza e o Espírito Santo torna possível aos crentes nascidos de novo.e. e as su a s á gu a s serã o certas. Ele quer que nós continuemos falando “o que é certo”. etc. M as a conexão com o versículo precedente indica que o Rei é o M essias (veja 32.15.6). loterias.). Ver a sua paz e a sua bênção está incluso.1— Ele reinará em distâncias longínquas. . S I 45 . A pessoa que vive nesse tipo de comunhão com o S E N H O R verá agora pessoalmente “o Rei na sua formosura”. qu e sa cod e das su a s m ãos todo o p resen te. as fo r ta lez a s das rochas serã o o seu alto refú gio.16 13 O qu e an da em ju s tiça e q u e f a l a com retidão. 16 este habitará na s a ltu ra s. até aos confins da 7). rejeitando qualquer tipo de exploração dos outros (isto incluiria fraude. Ele também quer que nós recusemos subornos. jogatinas. Devido ao rei não ser indicado. qu e tapa os o u v id o s p a ra não o u v ir f a l a r de sa n gu e e fe c h a os olhos pa ra não v e r o m al.1.17— 4 2 17 O s teu s olhos v erã o o R ei na su a fo r m o s u r a e v erã o a terra qu e está longe. que recusemos a olhar com simpatia a qualquer coisa desagradável a Ele. cf. Quem Pode H abitar com um Deus Santo? 33. Terra. f. qu e arrem essa p a ra lon ge de si o ga n h o de opressões. Deus quer ver todas as pessoas do mundo continuando a viver em plena retidão. que recusemos a escutar qualquer coisa que venha a prejudicar outras pessoas. alguns supõem ser Ezequias após a sua cura e durante os seus quinze anos adicionais de vida (2 Rs 20. o seu p ã o lhe será dado. A pessoa que vive nesse tipo de retidão plena irá hab itar “nas alturas” —em comunhão com o SENHOR —tendo segurança como a das fortalezas elevadas e provisão inesgotável das necessidades diárias. O Rei Está Vindo 33.

18 O teu coração considerará em assombro\ dizendo: O n de está o escrivãoP O n d e está o pa gad or? O n d e está o que conta as torres?

Naquele dia a mente de cada pessoa “considerará em assombro” o terror anterior: tal como foi causado pelos assírios. Eles estarão perguntando: “Onde está o escrivão”, quer dizer, o chefe dos escriturários (Heb. sopher), aquele que registrou os nomes dos levados cati­ vos; “onde está o pagador”, pesando e registrando o tributo; e “onde está o oficial” registrando o número das torres demolidas (ou a se­ rem demolidas)? O terror do inimigo estará findo.
19 N ão verá s m a is aq uele p o v o cru el, p o v o d e ja la tão p ro fu n d a , qu e não se p o d e perceber, e de lín gu a tão estranha, que não se p o d e entender.

As lições ensinadas pelos assírios com o seu idioma estrangeiro e língua estranha e gaga (2 8 .1 1 ) não precisarão ser aprendidas nova­ mente. Os assírios arrogantes serão castigados pelos seus pecados.
20 O lha p a ra Sião, a cid a d e das n ossas solen id ades; os teu s olhos verã o a Jeru sa lém , habitação quieta, tenda que não será d errib a da, cu ja s estacas n u n ca serã o arran cad as, e das su a s cord a s n e­ nh u m a se quebrará.

Quando eles vêem o Rei (v. 17), eles poderão olhar para Sião, a cidade onde entraram na presença do SE N H O R para celebrar as sole­ nidades (Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos —os festejos dos pere­ grinos que os convocam para vir a Jerusalém, Êx 23.14— 17). A cida­ de santa será um lugar quieto e pacífico. Isaías compara isto a uma “tenda que não será derribada”, pois suas “estacas nunca serão ar­ rancadas”, e sua segurança pelas cordas de tenda que nunca serão quebradas.3 Isto, para o israelita antigo, retratava um estado ideal. Somente o Messias pode trazer tal paz.
21 M as o Sen hor ali n os será g ra n d io so , lu ga r de rio s e co r r en ­ tes largas; barco n en h u m de rem o p a ssa rá p o r eles, n em n a vio g r a n d e n a vega rá p o r eles.

M ais importante, “o SE N H O R ali nos será grandioso”, presente com o seu povo em majestade. A falta de embarcações nos “rios e correntes” parece indicar que eles têm tudo o que precisam porque o S e n h o r está lá (cf. SI 46.4— Ez 47.1-5). Não haverá nenhuma 5; necessidade de sair pelo mundo buscando as suas riquezas como os navios de Salomão fizeram (I Rs 10.22).
22 P orque o Senhor é o n osso J u iz ; o SENHOR é o n osso L egis­ lador; o Senhor é o n osso R ei; ele n os salvará.

O S e n h o r é suficiente para todas as necessidades: Ele é o Juiz, Legislador e Rei. Isaías enfatiza que Ele irá salvar, libertar, e dar to­ das as bênçãos da sua salvação. O louvor está contido neste versículo. Ele é digno de todo louvor!

23 A s tu a s cord a s estão f r o u x a s ; não p u d era m ter f i r m e o seu m astro, e vela não esten d era m ; então, a p resa de ab u n d a n tes despojos se rep a rtirá ; e a té os cox os rou b a rã o a presa. Alguns comentaristas entendem este versículo como uma descri­ ção da Assíria em termos de um navio que “entra nas santas águas de Sião” e é naufragado.4 M ais precisamente, o versículo retorna aos dias de Isaías e retrata Jerusalém como um navio em péssimas condi­ ções por causa dos ataques assírios, contudo vitorioso, dividindo o espólio. Embora manquejando, leva a pilhagem. O versículo anterior dá o segredo da sua vitória: Deus é o Rei.
24 E m o ra d o r n en h u m dirá : E n ferm o estou ; p o rq u e o p o v o que ha bitar nela será ab solvido da su a iniqüidade.

Isaías olha agora para o futuro. Porque Deus é o Rei na era milenial futura e proverá divina saúde, nenhum habitante de Jerusalém dirá: “enfermo estou”. Todo o seu pecado e culpa também será “perdoa­ do” (Heb. rísu ; levantado, quer dizer, tirado pela expiação que Deus proverá através de Jesus, o qual seria levantado na cruz). Haverá total bem-estar para os indivíduos e para a sociedade como um todo.

2. A IRA DE DEUS SOBRE AS NAÇÕES 3 4 .I-I7

a. Juízo sobre Todas as Nações 34.1— 4
1 C h ega i-v o s, nações, p a ra o u v ir; e vós, povos, escu ta i; ou ça a terra, e a su a plen itu de, o m u n d o e tu d o q u an to produz .

A chamada em 33.13 aos que estão distantes e próximos para escutar é seguida por outra chamada que é até mesmo mais compre­ ensiva. Agora não somente é para todos os povos do mundo escuta­ rem, mas todos os que estão nele ( “a terra, e sua plenitude”) e “tudo quanto produz”. O juízo futuro afetará as pessoas, o mundo animal e o mundo vegetal. Mudanças tremendas acontecerão. 2 P orque a in d ign a çã o do SENHOR está sob re todas as nações, e o s e u j u r o r sob re todo o ex ército delas; ele as d estru iu totalm ente, en tre g o u -a s à m atança. Deus é longânimo, paciente, mas o tempo virá quando a sua ira estará pronta para explodir sobre todas as nações.5 A sua “indigna­ ção”, o seu ardente “furor”, ficará contra os exércitos destas nações. Ele “as destruiu totalmente” (Heb. hecberimam, “dedique-os ao juízo de Deus”, quer dizer, à completa destruição, como Jericó; Js 6.17). Haverá ali matança total (cf. Ap 19.21). ? E os seu s m o rto s serã o arrem essa dos, e dos seu s co rp o s su b irá o m a u cheiro; e com o seu sa n gu e os m o n tes se derreterão. Esses mortos golpeados serão jogados fora, “arremessados”, não lhes sendo dado nenhum enterro apropriado, de forma que os seus corpos serão deixados a exalar mau cheiro e a deteriorar-se. Isto era considerado uma desgraça terrível. Como pecadores eles sofrem os resultados do seu pecado. O quadro de montes ensopados [Heb. namassu, “derretidos”] com o sangue deles indica a sanguinolenta ero­ são do solo pela morte súbita de tantas pessoas.
4 E todo o ex ército dos céu s se g a sta rá , e os céu s se en rola rã o

co m o u m livro, e todo o seu ex ército ca irá co m o ca i a fo lh a da v id e e co m o cai o f i g o da fig u e ir a .

O juízo afetará toda a criação. As estrelas, referidas aqui como “o exército dos céus”, serão dissolvidas, (H eb. namaqqu, “enco­ lhendo continuam ente”). O enrolar de um livro tem o mesmo significado da figura de enrolar um pergam inho de couro, ou seja, fechar o livro. As estrelas e os planetas cairão para a ruína como folhas murchas (cf. Ap 6 .1 2 — ) ou como figos secos. O Deus 14 que criou os céus e a Terra pode desintegrar todas as galáxias. O cum primento disto preparará o caminho para um novo céu e nova terra (Ap 2 0 .1 1; 2 1 .I ).6 b. Juízo Especial sobre Edom 34.5— 17 5 P orque a m in h a espada se em b ria gou n o s céu s; eis q u e sobre E dom d escerá e sob re o p o v o do m eu anátem a, pa ra ex ercer ju íz o . Agora Deus fala. A sua “espada” é usada para atacar os indiví­ duos. A sua espada divina trouxe juízo no céu (sobre as forças satâ­ nicas) e então focaliza em Edom como representante dos inimigos do povo de Deus. Deus os destruiu totalm ente (lit., eles estão de­ baixo da “condenação” ou “anátem a” de Deus — sentenciados à destruição). Edom (os descendentes de Esaú) recusou-se a deixar os israelitas sob o comando de M oisés passarem pelo seu território (N m 2 0 .1 4 — 1 ) e freqüentemente mostrava animosidade para com 2 Israel. Obadias os condenou pela conduta antagônica quando os árabes e os filisteus atacaram Judá e Jerusalém em 845 a.C. (2 Cr 2 1 .1 6 ,1 7 ). Ele também os tratou como representantes de todas as nações que sofrerão o juízo no D ia do SENHOR (O b 1 5 , 1 6 ). Amós falou a respeito da destruição de Edom (1 .1 1 ,1 2 ). Depois das de­ predações dos assírios e babilônios “os edomitas gradualm ente se moveram através da Arábia... onde eles foram conhecidos como idumeus. Pelo quarto século a.C.,... o território edomita... tinha

caído sob a dominação dos... nabateus”, um povo árabe que tinha se estabelecido ali.7 (Entre os descendentes dos idumeus estava o rei H erodes.) 6 A espada do SENHOR está cheia de sangue, está cheia da g o r d u ­ ra de sa n gu e de co rd eiro s e de bodes, da g o r d u r a d os rin s de ca rn eiro s; p o rq u e o SENHOR tem s a c r f í c i o em B ozra e g r a n d e m a ta n ça na terra de E dom. O sangue e a gordura dos sacrifícios sempre eram dedicados ao SE N H O R . A gordura era considerada a melhor parte da carne (cf. Lv 3.9-11,14— 16). Para estes pecadores cujos sacrifícios eram sem sen­ tido, o sangue e a gordura nutririam apenas a sua espada, tornandoa mais preparada para trazer juízo. A capital de Edom, Bozra, aproxi­ madamente quarenta e três quilômetros a sudeste do mar M orto, foi escolhida para um juízo especial. 7 E os u n icó rn io s descerã o co m eles, e os bezerros, com os to u ro s; e a su a terra beberá sa n gu e a té se fa r ta r , e o seu p ó de g o r d u r a se encherá. Até mesmo os “bois selvagens” (A R A ) serão mortos com os be­ zerros machos e touros que normalmente seriam sacrificados.8A ter­ ra beberá o sangue deles, “e o seu pó de gordura se encherá” —pois o sacrifício será juízo, não redenção.
8 P orque será o dia da vin ga n ça do SENHOR, an o de retribu ições, p ela luta de Sião.

Deus tem um dia de “vingança” (Heb. naqam, “recompensa”), um ano de “retribuições” ou determinação de reivindicações em nome de Sião, pois Sião tem tima causa ou “luta”, um caso contra Edom. Isto implica juízo sobre todos os que são inimigos de Deus e da sua Palavra.
9 E os seu s rib eiro s se tra n sfo rm a rã o em pez, e o seu pó, em en x ofre, e a su a terra, em p ez ardente.

Edom freqüentemente se opunha a Israel e Judá (O b 10). Os ribeiros de Edom se transformam em “pez” ou piche e o seu pó se tornando “em enxofre” flamejante e a terra transformando-se “em pez ardente” significa que a terra de Edom se tornaria como Sodoma e Gomorra.
10 N em de n oite n em d e dia, se apagará; p a ra sem p re a sua fu m a ç a su b irá ; de g era çã o em g era çã o será assolada, e de sécu lo em sécu lo n in gu ém p a ssa rá p o r ela.

A ruína de Edom é declarada enfaticamente como sendo para sempre. As pessoas não viverão lá ou até mesmo sequer continuarão a passar por ela. Provavelmente mesmo no M ilênio ela permanecerá como uma constante lembrança aos povos a respeito do santo juízo de Deus.
1' M as o p elica n o e a co ru ja a possu irã o, e o b u fo e o co rv o habitarão nela, e ele esten d erá sob re ela co rd el de co n fu sã o e n ív el d e vaidade.

Pássaros cerimonialmente imundos (provavelmente várias espéci­ es de corujas, pelicanos, gralhas e corvos) viverão lá. Deus estenderá sobre a terra a linha de medir ou “cordel [cf. 28.17; Am 7.7,8] de confusão” (Heb. tohu, “vazio”) e o prumo ou “nível de vaidade” (Heb. ‘avne bohu, “pedras sem formas” em contraste com pedras lavradas). Tohu e bohu são as mesmas palavras usadas em Gênesis 1.2 para des­ crever o estado da terra antes que Deus lhe desse forma (terra seca, continentes) e começasse a encher os lugares vazios de criaturas vivas. A terra de Edom se tornou um deserto, mas o seu julgamento final ainda está por vir.
12 E les ch am arã o ao rein o os seu s nobres, m a s n en h u m haverá, e todos os seu s p r ín cip es não serã o coisa nenhum a.

Nenhum do nobres estará por lá para proclamar o reino de Edom, e todos seus príncipes já não existirão.

13 E, n os seu s p a lá cios, crescerã o espinhos, u rtiga s e ca rd os nas su a s fo rta lez a s; e se rá u m a habitação de dragões e sa la p a ra os f i lh o s do avestruz.

Sem nenhuma pessoa presente, ervas daninhas, animais selvagens e pássaros irão tomar conta das deterioradas ruínas de palácios e fortalezas. Edom não mais será um reino.
14 E os cães bravos se en con trarã o com os ga to s bravos; e o sátiro clam ará ao seu com panheiro; e os an im ais n o tu rn os ali p ou sa rã o e acharão lu gar de rep ou so para si. 15 Ali, se an inhará a m élroa, e porá os seus ovos, e tira rá os seu s filh otes, e os recolherá debaixo da sua som bra; tam bém a li os abutres se ajuntarão u n s com os outros.

Animais selvagens e pássaros viverão lá, acasalando-se e cuidando de seus filhotes sem nenhuma perturbação de seres humanos. H á algumas controvérsias entre os estudiosos e eruditos sobre a identi­ dade de alguns dos animais. Tudo o que nós sabemos com certeza é que alguns deles são criaturas noturnas.
16 B u s c a i n o liv r o d o SENHOR e led e; n en h u m a d esta s co isa s fa lh a r á , n em u m a n e m o u tra f a lt a r á ; p o r q u e a su a p r ó p r ia b oca

o ord en ou , e o seu esp írito m esm o as a ju n tará.

Ao comando para escutar (3 4.1), Isaías adiciona agora o seguinte mandamento: “Buscai [Heb. dirshu, “buscai”] no livro do SE N H O R , e lede”. A referência parece estar considerando os versículos preceden­ tes. Isaías registrou as suas profecias. Estas saíram da sua boca pelo Espírito Santo de Deus, e pelo mesmo Espírito seriam cumpridas. Edom foi posteriormente dominado pelos árabes e depois, em 106 d.C., por Roma.9 Petra (Sela), sua cidade mais famosa, ainda é uma ruína. O juízo de Deus sobre as nações durante a Grande Tribulação virá seguramente da mesma maneira.
17 P orque ele m esm o la n çou as so rtes p o r eles, e a su a m ã o lhes rep a rtiu a terra co m o cord el; pa ra sem p re a p ossu irã o, d e g e r a ­ çã o em gera çã o h abitarão nela.

Deus lançou as sortes por eles e a repartiu para eles com o cordel (cf. v .II; 28.17; Am 7.7,8), quer dizer, dando-a aos animais selva­ gens e pássaros imundos por herança. Esta será sempre deles.

3. A T E R R A E 0 POVO RESTAURADOS 3 5 .1 -1 0
a. O Deserto se Alegrará 35.1,2
1 O deserto e os lu gares seco s se a legra rã o co m isso; e o erm o ex u lta rá e flo r e s c e r á co m o a rosa.

Outra bonita revelação de glória futura e bênção segue a profecia de juízo. Em contraste com a devastação que acontecerá a Edom, o povo de Deus verá o deserto e a terra seca regozijando-se com nova vida, florescendo como a “rosa” (ou asfódelo, um lírio com longas ramagens de flores). Alguns aplicam isto ao retorno da Babilônia sob o comando de Zorobabel, mas tal restauração jamais aconteceu na­ quela época. O juízo sobre a terra prepara para as bênçãos mileniais. 2 A b u n d a n tem en te flo r e s c e r á e tam bém regu rg ita rá de a legria e ex u lta rá ; a g ló r ia do L íbano se lhe deu, bem co m o a ex celên cia do C a rm elo e de S arom ; eles v erã o a g ló r ia do Senhor , a ex ce­ lên cia do n osso D eu s. O povo de Deus verá uma abundância de flores e o próprio deserto gritar entusiasticamente de alegria. A “glória do Líbano” é a sua flores­ ta. A “excelência do Carmelo e Sarom” é a sua fertilidade e frutos maravilhosos. Em vendo tudo isso no deserto, o povo redimido de Deus estará vendo a glória do SENHOR, “a excelência de nosso Deus” que veste a terra. b. Encorajamento para Pessoas que Sofrem 35.3— 7 3 C o n fo rta i as m ã os f r a c a s e fo r ta le c e i os jo elh o s trem entes. Os comandos aqui insinuam que o povo de Deus precisa de for­ ças para reivindicar o que Ele tem provido para eles. “M ãos fracas” pressupõem desânim o e falta de poder e hab ilidade. “Joelhos

irementes” indicam fraqueza que impede as pessoas de darem um passo à frente e buscarem a Deus.
4 D iz ei aos tu rb a d os de cora ção: E sfo rça i-v o s e não tem ais; eis qu e o vosso D eu s v irá com vin ga n ça , co m recom p en sa de D eu s; ele v irá , e v o s salvará.

Os que estão com os corações turbados e assombrados precisam ter alguém para lhes dizer para serem fortes, para deixar de estarem amedrontados, pois Deus está presente. Ele virá “com vingança” por­ que o seu povo tem sofrido e com retribuição divina pelo que os seus inimigos lhes fizeram. Pois Ele virá, salvá-los-á e os transformará. Corações e vidas mudados será algo até mesmo mais sobrenatural do que o deserto que floresce (veja v.2). 5 Então, os olhos d os cegos serã o abertos, e os o u v id o s dos su rd o s se abrirão. Então serão abertos os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos. Jesus usou esta passagem como evidência de que Ele é o Messias (M t 11.4,5; Lc 7.22). Presentemente a cura divina traz somente um antegosto disto. No entanto, quando Ele retornar haverá o cumpri­ mento cabal. Então a cura será mais que temporária; o corpo experi­ mentará plena redenção (R m 8.23). 6 Então, os cox os sa lta rã o co m o cervos, e a lín gu a dos m u d o s can tará, p o rq u e águ a s arreb en ta rã o no deserto, e ribeiros, no erm o. As pessoas mancas saltarão como os cervos e a língua dos mudos cantará de alegria. A restauração verá água jorrando aos borbotões como poços artesianos no deserto e como os ribeiros no deserto de Arabá, ao sul do mar M orto. 7 E a terra seca se tra n sfo rm a rá em tanques, e a terra seden ta em m a n a n cia is de águ a s; e n a s habitações em que ja z ia m os ch acais ha verá erv a com ca n a s e ju n co s.

A areia ardente do deserto será substituída por tanques de água e o solo sedento terá fontes artesianas ou mananciais de águas. No lugar onde estava a casa dos chacais haverá erva, canas e juncos de papiro —uma completa mudança, um milagre dado por Deus. c. O Caminho Santo 35.8— 10 ÃE ali h a verá u m alto cam in ho, u m cam in h o qu e se ch am ará O C a m in h o S anto; o im u n d o n ã o p a ssa rá p o r ele, m a s será p a ra o p o v o de D eu s, os cam in han tes, até m esm o os loucos, não errarão. O propósito de Deus em criar ribeiros no deserto é abençoar as pessoas. Por toda esta terra restaurada haverá um grande “caminho” (c f 19.23), chamado de “O Caminho Santo”. Nenhuma pessoa imunda viajará por ele. A N V I indica que “os insensatos não o tomarão” (ou, o significado pode ser que nenhum simplório será confundido ou se perderá nele ou errará o caminho; veja Ex 23.4 onde o verbo é usado a respeito de um jumento que está desgarrado vagando). De fato, este será para todos os redimidos, pois eles estão todos limpos (Jo 15.3), e ninguém que viaje nele, até mesmo um simplório, irá se perder ou en­ contrar perigo. Quão diferente das estradas nos tempos antigos fre­ qüentemente usadas por exércitos dos inimigos e onde os ladrões às vezes espreitavam (cf. a Parábola do Bom Samaritano, Lc 10.30— 37). 9 Ali, não h a verá leão, n em a n im a l f e r o z su b irá a ele, n em se ach ará nele; m a s os rem id o s a n d a rã o p o r ele, Nos dias de Isaías as trilhas irregulares e acidentadas através do deserto eram ameaçadas por animais selvagens perigosos. Tudo isso será mudado. Nenhum leão ou “animal feroz” estará lá para ameaçar os que viajam no caminho santo. S ó os redimidos do SE N H O R viajarão nele. Os “redimidos” são os resgatados ou comprados de volta pelo g o ‘el, o “Parente-Redentor”. A responsabilidade primária do g o ‘d era resgatar o seu parente íntimo de alguma dificuldade, perigo ou dívida. Um aspecto disto era restabelecer a propriedade e os direitos de uma viúva. Isto era realizado pelo parente masculino mais próximo, que a

lomava como esposa. No livro de Rute, Boaz se tornou o g o ‘el. Quando I)eus é reconhecido como o g o ‘à de seu povo, Ele se posiciona em sua defesa e os vindica. Especialmente em Isaías (e nos Salmos, e nos livros dos profetas Jeremias, Oséias e Zacarias) Deus como o g o ‘el resgatou o seu povo da escravidão do Egito e os continua resgatando ou redimindo, desfazendo as suas transgressões “como a névoa” da manhã e os seus pecados “como a nuvem”. Então Ele chama: “Torna-te para mim, porque eu te remi” (44.22). Sempre que há arrependimento e o Espí­ rito é derramado nos tempos de refrigério, como prometido em Atos 3.19, nós podemos ter um antegosto das bênçãos do Caminho Santo que Ele proverá no M ilênio.10
10 E os resg a ta d o s d o SENHOR v o lta r ã o e v ir ã o a S ião co m jú b ilo ; e a leg r ia eter n a h a v erá so b re a su a ca b eça ; g o z o e a leg r ia a lca n ça rã o , e d eles f u g i r á a tristez a e o g e m id o .

Os resgatados são mais adiante definidos como os “resgatados do S e n h o r ” . Ele é o Redentor que pagou o preço pela redenção deles e os liberta da escravidão do pecado. Eles retornarão e entrarão em Sião com brados de júbilo, e a alegria eterna estará nas suas cabeças — uma coroa melhor que uma coroa de ouro. A alegria que os faz exultar e deliciar os alcançará. Eles não terão que buscar alegria; esta os al­ cançará. As dificuldades que atormentam ou produzem suspiros, ou gemi­ dos, fugirá deles. N ada perturbará a alegria dos resgatados. Deus terá feito uma restauração completa tanto dos povos como da terra. Os resultados do pecado terão sido removidos.

QUESTÕES DE ESTUDO
1. Em que bases o remanescente justo fundamenta suas petições em 33 .2 -9 ? 2. Quais são as características da pessoa justa em 33.14— 16?

H orton.3.5. 1 9 8 2 ). Lc 7. W idyapranaw a. 19 9 5 ). 4 8 5 . s Estas são as nações que serão deixadas depois que a Igreja for tom ada no tempo da ressurreição e arrebatamento. Eles pensavam que poderiam pecar e rejeitar as profecias de Jere­ mias e que Deus jam ais deixaria qualquer coisa acontecer a Jerusalém. O que está subtendido na dissolução das estrelas e como isto poderia ser cumprido? 6. Por que Isaías mencionam o livro do S e n h o r em 34. A Vitória Final: Uma Investigação Exegética do Apocalipse (R io de Janeiro. Como 35. Qual é o significado do juízo sobre Edom? 7.5. Qual é a relação entre a vingança de Deus e a sua salvação? 12. Eerdmans.17? 8. 7 Keith N. 303. Biblical Archaeology in Focus (G rand R apids: Baker Book H ouse. RJ: CPAD. 8 Alguns entendem que os bois selvagens e touros sim bolizam os exércitos das nações e os seus líderes. 2 9 8 . Que conexão você vê entre 32. O que estará envolvido no juízo final da Terra? 5. O que no capítulo 35 olha à frente para o M ilênio? 11.4. Quem é o rei e o que nós aprendemos na parte posterior do capítulo 33 a respeito do reino? 4. 4 S. H. Esta era um a m á aplicação da profecia. 210. Que aplicações do capítulo 35 podemos fazer para os nossos dias? 9.15 e 35. . 2 Alguns entendem que isto significa sacerdotes.22) 10. The Lord is Savior: Faith in National Crisis (G rand R apids: W m . 3 O povo no tempo de Jeremias pensava que isto se aplicava a Jerusalém nos seus dias. 19 90 ). Schoville. 6 Stanley M .6 se aplica ao ministério de Jesus? (Veja M t 11.16.6— 10? CITAÇÕES 1 O hebraico fs h u a h pode tam bém significar libertação. B.

10 O grego de Atos 3. . Biblical Archaeology. 4 8 5 .19 indica que esses tempos de refrigério estão disponí­ veis até Jesus vir novamente.* Schoville.

qu e S enaqueribe) rei da A ssíria} su b iu co n tra todas as cid a d es f o r t e s de J u d á e a s tom ou.8 I.1-37.Ezequias e Senaqueribe 36. A maior parte do que está escrito aqui também é encontrado em 2 Reis 18.1 1 H a con teceu . Devido a .21. Os fatos são registrados aqui como um teste­ munho para a veracidade das profecias de Isaías.13 a 20. 36.C.1-39. Senaqueribe Invade em 701 a.8 Os capítulos 36 a 39 às vezes têm sido chamados de o Livro de Ezequias. AS CIDADES DE JUDÁ CAPTURADAS 36. A partir dos registros assírios está claro que a invasão de Senaqueribe foi em 701 a. n o an o d écim o -q u a rto do rei TLzequias.C. A.

Nenhuma dessas coisas teria sido permitida pelo ímpio rei Acaz. apenas seis meses depois. ele derrotou os filisteus e tomou o controle do território deles até Gaza (2 Rs 18. Quando o rei filisteu Padi de Ecron tentou impedir a cidade de se unir na revolta de Ezequias contra a Assíria. recome­ çando novamente a conta do seu reinado.7) e continuou pagando tributo. Tendo em vista que o Egito sob o comando de Piankhi parecia ter ganho força. assim os vinte e nove anos do seu reinado duraram até 686.. no mês primeiro. No entanto.Ezequias ter reinado com o seu pai.10). foi declarado como sendo o primeiro ano de Ezequias —assim o “ano décim o-quarto” foi 701 a. Em 2 Crônicas 29. Ele deu uma especial atenção a Judá porque. mas ele ia tomando o controle de países no caminho.C. abriu as portas da Casa do SEN H O R e as reparou”.3 está escrito o seguinte: “Ele. Acaz.C. e 715 a. Um a vez que Sargão II estava no trono da Assíria. (2 Rs 18. o quarto ano do reinado de Senaqueribe. expulsando Merodaque-Baladã..C. Ezequias começou a reinar no seu próprio direito. Ezequias o pôs em ca­ deias e o aprisionou em Jerusalém. e achou necessário dar a sua atenção à usurpação da Babilônia pelos caldeus —a qual estava ao leste. O seu real objetivo era a riqueza do Egito. no ano primeiro do seu reinado. Isto foi seguido por um grande reavivamento e da celebração da Páscoa. na direção oposta de Israel — Ezequias decidiu romper com a Assíria e não enviou mais nenhum tributo (2 Rs 18.7). Ezequias tentou detê-lo. A morte dele tornou possível a inauguração de uma nova era.8). Porém.C. o sexto ano desse coreinado foi 72 2 a. Senaqueribe recuperou o controle da Babilônia. de acordo com os seus registros.1 . Ezequias fez uma aliança com o Egito para a pro­ teção mútua deles contra a Assíria.C. Ao mesmo tempo. M as quando Senaqueribe subiu ao trono assírio em 705 a. Ezequias acei­ tou o tratado que o pai dele tinha feito (2 Rs 16. e se dirigiu ao oeste. quando Acaz morreu em 715 a.

Mas os anais de Senaqueribe contam como ele conquistou Ecrom.3 2 Reis 18. A Bíblia. cerca de quarenta e oito quilômetros a sudoeste de Jerusalém. o qual foi restabelecido depois ao trono dele em Ecron. e ele p a ro u ju n to ao ca n o do tanque m a is alto. ao rei E zequias co m u m g ra n d e ex ército.6). derrotou um exército egípcio em Elteque (aproximadamente cinqüenta e um quilômetros a oeste-nordeste de Jerusalém). 2. Ezequias declarou isto ao povo para encorajá-lo a que colocasse a sua fé no SE N H O R .1. Senaqueribe também escreveu que ele forçou Ezequias a libertar Padi. tudo o que me impuseres levarei”. ju n to ao ca m in h o do cam p o do . os quais Ezequias pagou levando toda a prata do templo do SE N H O R como também dos tesouros do palácio real e tirando o ouro das portas e batentes das escadarias do templo. Ezequias enviou uma mensagem a ele dizendo: “Pequei. M as a oração e as lágrimas de Ezequias trouxeram a promessa de Deus de mais quinze anos de vida e a garantia de que Deus livraria a ele e a Jerusalém “das mãos do rei da Assíria” (38. tanto em 2 Reis como em Isaías. o rei da A ssíria en v io u R absaqué.2-20 2 E ntão.2 Os anais de Senaqueribe declaram que ele capturou 46 delas e ainda muitas aldeias não fortificadas e levou 200. conclui a história das campanhas de Senaqueribe e depois retorna para a doença de Ezequias como um pano de fundo para a vinda dos enviados de Merodaque-Baladã. veja 2 Rs 20.1). dispersou as outras tro­ pas mercenárias que Ezequias tinha contratado.146 pessoas cativas. e então virou a sua aten­ ção para as “cidades fortes de Judá” (atacando e capturando todas elas). AS AMEAÇAS DE SENAQUERIBE 36.14— acrescenta que enquanto Senaqueribe estava si­ 16 tiando Laquis. o qual tinha procla­ mado a si próprio rei da Babilônia pela terceira vez.4 Deve ter sido nesta ocasião que Ezequias ficou doente e foi avisado por Isaías que iria morrer (38. retira-te de mim.5. desde L aquis a J e r u ­ salém . Senaqueribe exi­ biu trezentos talentos (aproximadamente dez toneladas métricas) de prata e trinta talentos de ouro.

e Sebna. 6 E is qu e co n fia s na q u ele bordão de can a quebrada. 3 Então. ele apa­ rentemente decidiu que tinha cometido um erro deixando para trás uma cidade fortificada. sa iu a ele E lia q u im . rab-shakeh. lhe en tra rá p ela m ão. tentando demolir através de ridículo a confiança e fé que Ezequias tinha depositado no SE N H O R . rei do Egito. Eles pro­ vavelmente ousaram fazer isto em virtude do tratado anterior feito com Senaqueribe. Então ele prosseguiu com a mensagem de Senaqueribe. Senaqueribe estava certo de que o “conselho e poder para a guer­ ra” de Ezequias já se tinham provado sem sentido diante dos seus exércitos. e lha fu r a r á .11. ele quebrou o seu tratado e enviou o seu comandante-em-chefe (Heb. o chanceler. o m ord om o. . Eles pararam fora dos muros (vv.12) e Eliaquim (que tomava conta do palácio). con fias. como tantos ditadores terrenos. p a ra com tod os os qu e nele co rfia m . e Joá (o escrivão. o rei da A ssíria: Q u e co n fia n ça é esta qu e tu m a n i­ f e s t a s ? 5 B em p osso eu dizer: teu con selh o e p o d er p a ra a g u e r r a são apenas vã s p a la vra s: em quem .filh o de Asafe. Ele estava de fato dizendo que Ezequias era tolo em depen­ der de qualquer um para ajudá-lo na sua rebelião contra Senaqueribe. Assim. ARA e A RC ) com um grande exército para Jerusalém. assim é Faraó. dizei a E zequias: A ssim d iz o g r a n d e rei. que. no Egito.lavandeiro. qu e co n ­ tra m im te rebelasP O comandante-em-chefe chamava Senaqueribe de “o grande rei”. Quando Senaqueribe ouviu que Ezequias estava falando ao povo que Deus os livraria. ou secretário que cuidava dos registros públicos) saíram para encontrá-lo. a saber. Sebna (que era o secretário.filh o de H ilquías. e J o á . “R absaqué”. se a lgu ém se a p oia r nele. Senaqueribe tinha os seus espiões e logo soube a respeito da doença de Ezequias e da sua recuperação. 4 E R absaq ué lhes disse: O ra. o escrivã o. Mas ele não se referiu a Ezequias como rei. provavel­ mente o secretário de Estado). pois. agora.

Senaqueribe não entendeu o essencial. pois. Durante o grande reavivamento. Tal adoração era uma abominação ao SE N H O R e Ezequias tinha razão em destruir esses santuários (cf. o rei da A ssíria. n osso D eu s. se m e disseres: N o Senhor .I — 4). agora. mas eles adulteraram essa adoração incluindo os deuses pagãos dos altares. refén s ao m eu senhor. realmente zombando também de Deus. Os israelitas os tinham transformado em lugares para adoração do SE N H O R . esta oferta era um . con fia m os. e Senaqueribe esperava que houvesse ainda lá senti­ mento suficiente por estes entre as pessoas comuns. O comandante do exército assírio pediu então a Ezequias que fizes­ se uma barganha com Senaqueribe: ele conseguiria dois mil cavalos se este pudesse montar os cavaleiros neles. A comparação de se apoiar em um “bordão de cana quebrada” (algo que não só quebraria mas perfura­ ria a mão do que neste se apóia) simbolizava que Faraó não só não poderia ajudar. No entanto. p o rv en tu ra . e dar~te~ei dois m il cavalos. Contudo. de modo que poderiam ser encorajadas para que não escutassem a Ezequias. 7 M as.I Senaqueribe também tinha razão em dizer que era tolice depen­ der do Egito.2-14). 8 O ra. não é esse aq uele cu jo s altos e cu jo s altares E zequias tirou e disse a J u d á e a Jeru sa lém : Perante este altar vos inclinareis? Senaqueribe sabia o que estava acontecendo em Jerusalém e niti­ damente criticava Ezequias. Porém. A demanda para oferecer sacrifícios unicamente no templo em Jerusalém era proposi­ tada para ser um testemunho ao mundo pagão de que havia apenas um verdadeiro templo. mas também tiraria vantagem dos que dependessem dele e se voltaria contra eles. esses san tu ário s tin h am sido p o p u lares antes do reavivamento. Ezequias tinha retirado os altares e lugares altos que antigamente foram dedicados a Baal (veja 2 Rs I 8 . porque há somente um verdadeiro Deus. Dt 12. Ele provavelmente soube que Isaías tinha advertido o povo a não confiar no Egito. dá. se tu p u d e r e s d a r ca va leiros p a ra eles.

ele não prestou atenção ao restante da profecia. agora. . reivindicando que os deuses deles. não p o d en d o tu v o lta r o rosto a u m só p r ín cip e dos m ín im o s serv o s do m eu senhor.5). p a ra destruí~ la ? O Senhor m esm o m e disse: S obe co n tra esta terra e d estró i-a . Assim. Parte da guerra psicológica dos reis antigos era declarar que os deuses dos povos que eles estavam atacando tinham lhes enviado para que fizessem isto. Ele reivindicava que o SE N H O R o tinha enviado para que destruísse Judá. Este era de fato um convite para rendição e alistamento no exército de Senaqueribe. O comandante sabia que Jerusalém não tinha bastante solda­ dos deixados para pôr dois mil deles nos cavalos.escárnio. Ciro foi bem-sucedido nisto e os habitantes da Babilônia abriram os portões da cidade e deram boas-vindas ao seu exército.5 M as Senaqueribe não era tão sutil. p o r ca u sa dos ca rro s e ca va leiro s? O comandante assírio enfatiza que Jerusalém não poderia resistir nem sequer a uma pequena unidade liderada pelo menor dos oficiais de Senaqueribe. en­ quanto este continuava a sua marcha para o Egito. dando ao próprio Ciro uma entrada triunfal completa com ramos de palmeira. 10 E su b i eu. Tudo o que ele queria era a rendição de Jerusalém. tinham-no enviado para libertá-los do mau governo de Nabonido e Belsazar. co n fia s no Egito. (Era comum aos assírios convidarem os povos conquistados a se alistarem no exército deles e recuperar as suas perdas no próximo lugar de conquista.) 9 C om o. Bel e Nebo. a qual era contra a Assíria. Sem dúvida que ele conhe­ cia as profecias anteriores de Isaías. porém. nas quais Deus dissera que a Assíria era uma vara na sua mão irada (1 0. ele estava falseando a verdade em uma tentativa para intim idar o povo. Render-se e juntar-se ao exército assírio seria uma situação muito melhor do que depender do Egito “por causa dos carros e cavaleiros”. Ciro fez isto quando estava chegando a Babilônia. sem o Senhor co n tra esta terra.

e Sebna. antes. e não nos f a l e s em ju d a ico . As palavras do comandante-em-chefe claramente mostram que a doença de Ezequias veio após o seu pagamento de tributo. o Grande. 15 N em ta m p ou co E zequias v o s f a ç a co n fia r no SeNHOR. de modo que eles vies­ sem a pedir rendição. Ele estava espe­ rando que pudesse lançar o povo em pânico. n os livra rá o SENHOR. do comércio. se p ô s em pé. m a n d o u -m e o m eu sen h o r só ao teu sen h o r e a ti. Ele percebeu que Ezequias e os líderes de Jerusalém não pretendiam ceder. e esta cid a d e não será en tregu e na s m ãos do rei da A ssíria. e cla m ou em alta voz em ju d a ico.6 Antes . M as era exatamente isso o que o comandante queria. disse E liaquim . do rei da A ssíria. 14 A ssim diz o rei: N ão v o s en ga n e E zequias. p a ra d iz er estas p a la vra s? E não. até que lá não houvesse mais nada para comer ou beber. da educação superior e da comunicação política entre os países desde antes da época de Abraão até ao tempo de Alexandre. 13 R absaqué. pois. e disse: O u v i as p a la vra s do g r a n d e rei.11 E ntão. 12 M as R absaq ué disse: P orven tu ra . aos h om en s que estão assen tados sob re os m u ros. p o rq u e não vos p o d e­ rá livrar. dizendo: I rfa liv elm en te. Então ele e o seu exército sitiariam Jerusalém e cortariam o abastecimento de suprimentos. O aramaico era a língua dos negócios. A delegação da parte de Ezequias pediu ao comandante-em-chefe dos assírios que falasse em aramaico ( “siríaco”). e J o á a R absaqué: P ed im o ste qu e f a l e s aos teu s serv o s em siríaco. aos o u v id o s do p o v o que está sob re os m uros. p a ra qu e c o ­ m a m co n vo sco o seu esterco e bebam a su a u r in a ? A resposta do comandante foi até mesmo mais ameaçadora e rude. p o rq u e bem o en ten dem os. porque eles não queriam agitar os habitantes de Jerusalém que estavam sentados sobre os muros e que poderiam espalhar as ameaças do comandante por toda a cidade.

terra de trigo e de m osto. por declarar que Ezequias não os poderia livrar e que eles não deveriam deixar Ezequias persuadi-los a confiar no S e N H O R . dizendo: O SENHOR n o s livrará. M as Senaqueribe tentou quebrar a confiança do povo nas promessas de Deus. A in­ clusão do ouro e também da prata do templo mostrava que ele não estava confiando no S E N H O R quando fez o tratado com Senaqueribe. ele os deixaria viver em paz até que voltasse desta campanha.desse tempo ele estava confiando no Egito e não no SE N H O R . 38). 17 a té que eu ven ha e v o s leve p a ra u m a terra co m o a vossa. Ele provavelmente tinha a Babilônia em mente. . terra de p ã o e d e vinhas. Novamente o comandante fala ao povo que não escute a Ezequias. ele não reconhecia que o Senhor é fiel e que Ele pode livrar. p orq u e assim diz o rei da A ssíria: A lia i-v o s com igo e s a í a m im . os deu ses das n a ções livra ra m cad a u m a su a terra das m ã os do rei da A ssíria? 19 O n d e estão os d eu ses de H am a te e de A rpade? O n d e estão os d eu ses de S efa rv a im ? P orven tu ra . e era uma prática assíria trans­ ferir outros povos para tomar o lugar dos cativos que foram desloca­ dos. P orven tu ra . Deste modo os assírios esperavam desorientar e desmoralizar um povo —de modo que estes desistiriam de qualquer tendência para se rebelar. Se eles fizessem a paz com Senaqueribe. Ele de fato estava chamando Ezequias de um enganador que não poderia ajudá-los. Ele prometeu que os levaria a uma terra tão boa quanto a própria terra deles. 18 N ão v o s en ga n e E zequias. No entanto.0 0 0 pessoas de lá. porque há pouco ele tinha removido 2 0 8 . e com a cada u m da su a v id e e da su a f i g u e i r a e beba cada u m da á gu a da su a cistern a . 16 N ão deis ou vid os a Ezequias. A cura de Ezequias e a promessa de Deus fizeram a diferença (veja cap. onde eles poderiam cultivar uvas e trigo da mesma forma como faziam na terra de Judá. Então ele levaria a efeito a política assíria de deslocar e reassentar populações inteiras. indubitavelmente esperando voltar triunfalmente do Egito.

3. Ele logo seria capaz de .6. 0 POVO OBEDECE A EZEQUIAS 36. Ele também estava sugerindo que seria muito melhor para Jerusalém se eles se rendessem. Portanto. e Sefarvaim foram todas conquistadas e os seus deuses não as ajudaram. Ele lembra Jerusalém que as cidades de Hamate. no rio Orontes. Ele não podia ima­ ginar que o Senhor Deus cultuado no pequeno país de Judá pudesse ser maior que os deuses adorados nos países que ele já havia conquis­ tado. e Arpade. um novo cora­ ção e um novo espírito esperavam por Isaías. ele sugere que o SE N H O R não pode ser em nada diferente e não pode salvar Jerusalém das suas mãos. em Jerusalém. p a ra qu e o S enhor livra sse a J eru sa lém das m in h a s m ã o s? Novamente a mensagem de Senaqueribe refere-se à declaração de Ezequias da promessa de 38. no norte da Síria. Agora. confiarem em Deus. Senaqueribe insinua que ele é maior do que qualquer deus. Até mes­ mo Samaria se tornou uma província assíria em 72 2 a. e alguns dos habitantes de Sefarvaim foram transferidos para ela. os qu e livra ra m a su a terra das m in h a s m ãos.21 21 M as eles ca la r a m -se e não lhe resp on d era m pa la vra. d en tre todos os deu ses desses países. em sua arrogância ele ainda não entendia o essencial. Contudo. eles tomaram uma nova posição de fé. Deus de fato os livraria. juntamente com ele. Os egípcios não eram nenhuma ajuda. dizendo: N ão lhe respon dereis. e. Os deuses desses países não tinham sido capazes de salvar as suas terras do grande rei de Assíria. O povo de Judá que esperava poder derrotar os assírios fazendo uma aliança com o Egito tinha sido desacreditado.C.livra ra m eles a S am aria das m in h a s m ã o s? 20 Q u a is são eles. Ezequias tinha lhes ordenado que não respondessem. assim. Por obedece­ rem ao rei. p orq u e havia m a n d a d o do rei. Os soldados mercenários que Ezequias tinha contratado foram dispersados. O povo não deu nenhuma resposta a estes insultos e ameaças.

estavam errados. As ameaças de Senaqueribe eram sérias. que tinham confiado na Assíria. 4 P orventura. E lia q u im . e o recente partido da guerra. o m ord om o. e J o á .lhes dar o conforto do capítulo 40 e dos seguintes. terá ou vid o as palavras . PROFETIZADA A MORTE DE SENAQUERIBE 36. e aos an ciãos dos sacerdotes. 1 E a co n teceu que. por causa da blasfêmia de Senaqueribe. feito de pelo de cabra. o escrivão. (A nova atitude da sua audiência e a nova mensagem explicam a mudança de estilo e vocabulário. Então informaram a Ezequias o que o comandante tinha dito. o chanceler. p orq u e chegados são os filh o s ao parto. Acaz.) 4. f i lh o de Amoz. o SENHOR. viera m a E zequias com as vestes rasgadas e lhe fiz e r a m sa b er as p a la vra s de R absaqué. Ele queria que o povo soubesse que ele ainda acreditava na promessa de Deus. ra sgou as su a s vestes. e en tro u na C asa do SENHOR. o profeta. Ezequias também rasgou as suas roupas e vestiu-se de pano de saco (aniagem preta e grossa). Assim ele entrou publicamente no templo para buscar a ajuda prometida do SE N H O R . cobertos de sacos de p a n o grosseiro. o escrivão. e Sebna. e fo r ç a não há pa ra os dar à luz. Ele sabia que o seu pai.filh o de A scfe. pronto para sitiar Jerusalém. O comandante-em-chefe tinha um exército grande. Ele percebia que a sua única esperança esta­ va no SE N H O R . e de vitupérios. a Isaías.8 22 E ntão. e se co b riu de sa co de p a n o gro sseiro . o m ordom o. ten do o u v id o isso o rei E zequias. e de blasfêm i­ as.filh o de H ilquias. como um reco­ nhecimento mais extenso da seriedade da situação. Os três que tinham se reunido com o comandante então rasgaram as suas vestes — provavelmente eles rasgaram a frente de suas túnicas como um sinal de pesar e humilhação. 3 E dissera m -lh e: A ssim diz E zequias: Este dia é dia de angústia. teu D eus. e a Sebna. 2 E o rei en vio u a E liaquim.22-37.

J a z e oração p elo resto que fic o u . estavam de fato ridicularizando o Deus vivo (em contraste com os deuses mortos de madeira. 5 E os serv o s do rei E zequias viera m a Isaías. . a desgraça ameaçada pelo comandante assírio. A comparação de uma mãe grávida na hora do parto. metal e pedra).de Rabsaqué. para afron tar o D eu s vivo e pa ra o vitu p era r com as pa la vras que o SENHOR. com uma mensagem reconhecendo o perigo. seu amo. tem ou vido. Reconhecendo que Isaías estava em contato com Deus.l o . teu D eu s. entregues pelo comandanteem-chefe. em quem “força não há para os dar à luz”. e ele o u v irá u m r u m o r e volta rá p a ra a su a terra . Ezequias reco­ nhecia que as palavras de Senaqueribe. Isaías tinha uma palavra confortante. a quem en viou o rei da Assíria.7 Ezequias lhe pediu que fizesse uma oração “pelo resto que ficou”. Eles deviam dizer para Ezequias que deixasse de ficar amedrontado a res­ peito da mensagem pela qual os “servos” (Heb. Ezequias esperava que Deus ouvisse e repreendesse Senaqueribe. Porém. “meninos” sem discernimento) de Senaqueribe tinham blasfemado do SEN H O R . Era muito tarde para orar pela liberta­ ção das outras cidades de Judá. O rei os enviou então ao profeta Isaías. Em tal caso. “filho de Amoz”. e f á . a única esperança deles estava no SE N H O R .e i ca ir m o rto à espada n a su a terra. mas ainda havia um remanescente sobrevivendo em Jerusalém. significava que ela estava em uma situação desesperadora. na are. 6 E Isa ía s lhes disse: A ssim d ireis a vosso am o: A ssim d iz o Senh or : N ão tem a s à vista das p a la vra s qu e ouviste. e a inabilidade deles para prestarem algum socorro. Os servos de Ezequias foram ao encontro de Isaías e buscaram uma palavra da parte do SE N H O R . morreriam a mãe e o bebê. com as qu ais os serv o s do rei da A ssíria de m im blasfem aram . A delegação que tinha ido ao encontro do comandante-em-chefe e os principais sacerdotes seguiram o exemplo de Ezequias e vestiram pano de saco. 7E is que p o r ei n ele u m espírito.

De Laquis ele foi para Libna. e uma vez que ele precisou esmagar a revolta em Babilônia. A frente deles estão os cativos que são em palados em estacas afiadas. (L aquis ti­ nha sido tom ada e destruída. em N ínive. Quando não houve nenhuma rendição. ameaçaria Ezequias e Jerusalém novamente. que retratava a captura de Laquis e seu povo.10 Desde que Senaqueribe já tinha determ inado que parte dos tributos trazidos a N ínive fossem levados para Babilônia.. Outro grupo leva sacos e outros artigos nas mãos. o que incluía Babilônia como uma de suas capitais. R absaqué e achou o rei da A ssíria p eleja n d o contra L ibna.9 Os registros da segunda cam panha de Senaqueribe inform am m uito claramente que ele m atou alguns cativos e deportou o restante naquele tem ­ po. pois. contu­ do.Deus poria um espírito em Senaqueribe e ele ouviria um certo rumor e voltaria à sua própria terra. em 688 a. com issionando os artistas para retratá-la. Eventualmente ele morreria em sua própria terra. Arqueólogos acha­ ram um grande relevo de parede no palácio de Senaqueribe. Babilônia era mais importante para Senaqueribe do que Jerusalém. onde morreria (veja 37. ou mesmo o Egito. é razoável acreditar que Senaqueribe levou os prisioneiros das cidades de Judá para B abilônia. de modo que ele voltaria à sua própria terra.8Este m ostra uma fila de homens e mulheres que saem da cidade com fardos nas suas costas.) En­ tão Senaqueribe ouviu falar a notícia a respeito de M erodaqueBaladã ter tomado Babilônia e se apressou em retornar para Nínive e para Babilônia.C. Ele celebrou esta cam panha de 701 a. Senaqueribe. mas um anjo do SE N H O R cuidaria para que ele não chegasse tão perto de Jerusalém e voltasse a Nínive. Vòltou.36— 38). o comandante-em-chefe retornou e achou Senaqueribe lutando contra Libna..1 1 . O “rumor” era a notícia de que Merodaque-Baladã estava novamente assumindo o poder na Babilônia. p o rq u e o u v ira qu e j á se havia retira d o de L aquis. Alguns estão deixando tributo ou espólio.C.

Por que Ezequias enviou pessoas vestidas em panos de saco ao encontro de Isaías? 6. Pritchard. 3 1 5 -1 6 . Ancient Records. 4 que estes representantes do estado e do tem plo dizem “o S en h o r .. 2 :1 1 9 -2 0 . 39 onde M erodaque-Baladã ouve falar a respeito da doença. . Que mensagem o Senhor proferiu e como esta foi cumprida? 7.? CITAÇÕES 1 D aniel David Luckenbill. 2 vols. 3 0 6 . 6 Observe que Isaías finaliza o relato das invasões de Senaqueribe antes de contar a respeito da doença de Ezequias. Ancient Near Eastern Texts Relating to tbe Old Testament. O que Senaqueribe tinha realizado em Judá antes de ter enviado o seu comandante-em-chefe com um grande exército para Jerusa­ lém? 2. 8 U m a cópia de tamanho natural disto pode ser vista no M useu O riental da Universidade de Chicago. 19 55 ). 3 D aniel David Luckenbill. (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press. 4 Luckenbill. 5 James B. O que Senaqueribe pensava de si mesmo e a respeito do Senhor? 4. 2 :1 2 0 . The Annals o f Sennacherib (C hicago: U niversity o f Chicago Press.. (Princeton: Princeton U niversity Press. Ancient Records o f Assyria and Eabylonía. 19 24 ). ed.QUESTÕES DE ESTUDO 1. 1 9 2 6 -2 7 ). 33. Por que Senaqueribe disse que Ezequias estava enganando os ha­ bitantes de Jerusalém? 3. Como o povo respondeu à mensagem do comandante assírio e por que isto é significativo? 5. não “nosso D eus”.C. 2:121. A descrição da doença também prepara para o cap. Que evidência há para uma segunda campanha de Senaqueribe em 688 a. 2 a ed. teu D eus”. 2 Ibid. 7 Observe no v.

T h irtle. R obert H enry Pfeiffer. 19 16 ). A ssim que o u v iu isso.C. n.8 e 37. en viou m ensageiros a Ezequias. The Bihle Comes Alive (N ova York: Flem ing H . Os registros de Senaqueribe mostram que ele esteve na Babilônia em 700.C. 187. Revell. James C.9-38 I. tinha sa íd o p a ra lhe fa z e r gu erra . no. Isto era feito freqüentemente no livro dos Reis.9. vol. O Exército de Senaqueribe É Dizimado e Senaqueribe É Morto 37. (Veja também Esdras 4.d. State Letters o f Assyria. M uir. e conclui o relato a respeito de Senaqueribe e Ezequias. dizendo: H á um espaço de tempo cie cerca de doze anos entre 37. Isaías também faz uma pequena incursão aos eventos ocorridos en­ tre 701 e 688 a. 2 2 6 -2 8 . até que finalmente destruiu Babilônia em 689 a.C. 2 :1 1 8 . 19 35 ). 31 9 (julho de 1923): 2 6 9 . rei da E tiópia. American Oriental Series.). “T he AddedYears o f H ezekiahs Life” Bibliotheca Sacra 80. e então retorna para a reconstrução anterior do templo. His Tmth Endureth: A Survey o f the Beginnings and o f OU Testament History in the Light o f Archaeological Discoveries (P hiladelphia: N ational Publishing Co. AS RENOVADAS AMEAÇAS DE SENAQUERIBE 37. Downer. mas com um exército poderoso. B.) Agora. 19 3 7 ).9-13 9 E o u v iu d iz er qu e Eiraca. Isaías dá um passo à frente neste ponto para 688 a. 79. Old Testament Problems: Criticai Studies in the Psalms and Isaiah 1 (Londres: M organ & Scott. Ancient Records. não em uma condição debilitada. onde Esdras fala da sua tentativa de reconstruir a cidade.9 Charles M arston. Benjamin R . 1 James W.1 Ele expulsou Merodaque-Baladã e continuou em­ preendendo a guerra lá. 6 (N ew Haven: Am erican O riental Society. 10 Luckenbill. Isto pareceria estranho se Senaqueribe —tão implacável em retornar . Os escritores do Velho Testamento freqüentemente completavam um relato e então voltavam e davam detalhes de um evento anterior. 13 4 -3 5 . como isto foi interrompido..

Depois de conquistar a Arábia. contudo.. com a idade de vinte anos.4 diz que os egípcios chamavam Senaqueribe de “o rei da Arábia”. . e proclamar a si próprio o rei da Arábia. o historiador grego. em q u em confias. Senaqueribe estava livre para ir ao oeste em direção ao Egito. dizendo: J eru sa lém não será en tregu e nas m ã os do rei da A ssíria. quando o seu irmão Shebitku o chamou para reinar com ele. Isto é confirmado no que Heródoto. ele alistou compulsoriamente no seu exército alguns dos árabes conquistados e deslocou-se para encontrar Tiraca.5 Tiraca chegou primeiro ao Egito em 6 9 0/ 6 89 a.repetidas vezes à Babilônia. M as ele não queria que Ezequias pensasse que fora perdoado.6 ). 10 A ssim fa la reis a E zequias.2 Inscrições fragmentárias de Senaqueribe contam a respeito de uma campanha árabe. Novamente Senaqueribe blasfemou de Deus e negou a profecia de Isaías (3 8 .C. Senaqueribe aparentemente preten­ dia ir para Jerusalém e então descer pela costa para o Egito. que conta como Senaqueribe tomou à força os deuses do rei da Arábia e os trouxe para a Assíria. Por isso ele enviou os mensageiros a Ezequias. Quando Tiraca pôs-se a caminho para encontrar as forças de Senaqueribe. Ele chamou Deus de enganador e disse que Ezequias não deveria confiar nEle.C. — deixasse Ezequias calado “como um pássaro engaiolado” em Jerusalém e nunca voltasse. depois da destruição da Babilônia em 689 a. M as nesta época ele passou pela Arábia e desceu pela parte sul da Judéia. até mesmo depois de uma derrota desas­ trosa em 691 a. Senaqueribe mudou a sua atenção de Judá. Senaqueribe tinha a firme expectativa de ocupar Jerusalém por este tempo. Depois de derrotar a Arábia. rei de Ju d á . Isto é confirmado por um registro de Esar-Hadom.. dizendo: N ão te en ga ­ n e o teu D eu s.C. o qual era o seu mais recente título. Ele co-reinou com Shebitku até 684 e continuou reinando até 66 4 a.3 Dessa forma.C.

. 12 P orven tu ra . su b iu à C asa do SENHOR. A ORAÇÃO DE EZEQUIAS E A RESPOSTA DE DEUS 37. e os f i lh o s de E den. pois. que .e. e E zequias as esten d eu p era n te o SENHOR. estavam em E elassar? Ele acrescenta que os “deuses das nações” que os seus antepassados (i. 13 O n d e está o rei de H am ate. Ezequias mostra uma atitude diferente da que tinha mostrado uns dez anos antes. os reis anteriores da Assíria) tinham destruído não os puderam livrar. d estru in d o -a s to ta lm en te. O último pode ser igual a Ava. Senaqueribe estava falando que eles foram destruídos em consigna­ ção ao seu deus. Ele também estava dizendo que o Deus de Israel não poderia impedir que isto acontecesse a Jerusalém.14-35 14 R ecebendo.11 Eis qu e j á ten s ou v id o o qu e f i z e r a m os reis da A ssíria a todas as terras. e H a râ ’ e R ezefe. na Babilônia (2 Rs 17.. Ele levou a carta imediatamente e a estendeu dian­ te do S en h o r . 2. Ele viu a profecia cumprida. veja comentário em 34. as livra ra m os d eu ses das n a ções q u e m eu s p a is d estru íra m : Gozã.2).24). Desta vez ele não ras­ gou as suas vestes ou vestiu pano de saco ou enviou mensageiros que rogassem a Isaías. E zequias as ca rta s da s m ã os dos m en sa geiros e len d o -a s. quando o comandante-em-chefe de Senaqueribe fez as suas ameaças. As nações citadas aqui ficavam na Mesopotâmia ocidental. e o rei de A rpade. e escapa rias tu ? Em dizendo que os reis de Assíria destruíram todos os países ( “colocou todas as terras sob condenação” . e o rei da cidade de S efarvaim . Senaqueribe estava fazendo o seu melhor para estremecer a fé de Ezequias no SENHOR. H en a e I v a ? Ele repete a lista de deuses (chamados de “reis”) da mensagem anterior (3 6 .1 9 ) com as adições de H ena e Iva.

não apenas o único e verdadeiro Deus sobre “todos os reinos da terra”. SENHOR.20. q u e habitas en tre os q u eru b in s. 17 In clin a . 31. Ezequias reconhecia que aqueles ídolos não eram Deus. abre. 19 E lan çara m no f o g o os seu s deuses. 18 Verdade é. ó SENHOR. o s teu s ou vidos. Isto era especialmente verdade a respeito dos . tu és o D eu s. Ele o reconheceu como o único Deus (um tema de Isaías).7). dizendo: 16 Ó SENHOR dos E xércitos. diferen­ te de todos os falsos deuses das outras nações. e olha. q u e os reis da A ssíria a ssola ram todos os p a íses e su a s terras. Ele indubitavelmente sabia o que Isaías tinha dito sobre eles (veja 2.8. os destru íram . mas ape­ nas “madeira e pedra”. Ezequias não nega que a Assíria destruiu todos os outros países. Ezequias reconhece que Deus é diferente dos ídolos. reconhecendo o SE N H O R como o SE N H O R dos Exércitos. p o r isso. o Deus de Israel. os teu s olhos. as qu ais ele m a n d o u p a ra a fro n ta r o D eu s vivo. e o u v e todas as p a la vra s de Senaqueribe. Ele pede a Deus que preste plena atenção ao que Senaqueribe disse para desafiar e afrontar “o Deus vivo”. Ezequias se aproximou assim em uma atitude de fé que honrava a Deus pelo que Ele é. D eu s de Israel. entronizado “entre os querubins”: o lugar mais santo no templo. e o u v e. sen ã o obra de m ã os de hom ens. de todos os rein o s da terra. m a d eira e p ed ra . formados pelas “mãos de homens”. mas também como o Criador dos céus e da Terra. tu fi z e s t e os céu s e a terra. tu som en te. SENHOR. Em chamando Deus de “vivo”.15 E o ro u E zequias ao SENHOR. p o rq u e deuses não eram . ele sabia que Senaqueribe havia destruído os deu­ ses das outras nações. Ele confia em Deus e deseja que Deus seja honrado. Desta vez o próprio Ezequias ora. Além disso.

23 A qu em a fro n ta ste e de q u em blasfem aste? E co n tra quem alçaste a voz e ergu este os teu s olhos ao a lto ? C o n tra o S anto de Israel.C. m a n d ou dizer a E zequias: A ssim diz o Senhor . a filh a de Sião. 20 A gora pois.). para que todos os reinos da terra cotikeçam que só tu és o SENHOR. Este insulto provavelmente se refere ao fato de Senaqueribe abandonar a sua campanha original em 701 a. E zequias não quer som ente a lib e rtaç ão da opressão de Senaqueribe. e co rta rei os seu s altos ced ro s e as su a s f a i a s escolh id as e en tra rei no seu cu m e m a is elevado.muitos deuses secundários da Babilônia que foram despedaçados em 689 a. nosso D eus. Ela os menosprezou e os ridicularizou. o D eu s de Israel: Q u a n to ao que m ep ed iste acerca de Senaqueribe. e de ti zom ba. e disseste: C om a m u ltid ã o dos m eu s ca rro s su b i eu aos cu m es dos m ontes. Isaías. Deus chama Jerusalém de “a virgem” porque ela ainda não fora conquistada e permaneceria inconquistável pelos assírios. fi lh o deA m oz. 22 esta é a p a la vra que o SENHOR fa l o u a respeito dele: A virgem . em cumprimento de uma profecia anterior de Isaías (3 7 . te despreza.6(Esta é uma outra confirmação de que a carta foi escrita em uma segunda campanha ocidental de Senaqueribe em 688 a. rei da A ssíria. no bosque do seu ca m p o fé r t il . balançando a cabeça em desdém. Senaqueribe tinha enviado os seus servos não para que desafias­ sem e afrontassem somente a Ezequias. A resposta de Deus veio por intermédio de Isaías. ó Senhor. a filh a de Jeru sa lém m en eia a cabeça p o r detrás de ti. o Deus que era e é e sempre será.5 — 7). aos ú ltim o s recessos do L íbano. 24 P o r m eio de teu s serv o s cfr o n ta ste o Senhor. mas como um testemunho para “todos os reinos da terra” de que Deus é Yahweh —o Deus que tirou Israel do Egito.. o Deus fiel. livra -n o s das su as mãos. o guardião da aliança. mas a Deus. As declarações . por causa de Jerusalém.C. à medida que eles se retiravam.C. Não há nenhum outro Deus. 21 Então.

7Agora que estava chegando perto do Egito. Ele amoldou as circunstân­ cias que tornaram possível a Senaqueribe destruir cidades (veja 10. e que ele tomaria conta das árvores dos bosques de seus campos fér­ teis. lit. se cu m pre. era m co m o a erv a do cam po. Senaqueribe pensava que estava agindo como um deus. não o u v iste que j á m u ito an tes eu f i z isso e que j á desde os dias a n tigos o tinha p en sa d o ? A gora. quer dizer. ele se vangloriava de que nada o poderia parar. p o rém . e o f e n o d os telhados. e a erv a verde. isso quer dizer que ele triunfaria em todas as batalhas. tão facilmente quanto um fazendeiro poderia represar uma pequena vala de irrigação empurrando um pouco de terra.5— I I . A R A ) mais escolhidas. O Egito seria uma presa fácil. M as o verdadeiro Deus é o único que ordenou os eventos ( “eu fiz isso”). Com as solas dos seus pés ele poderia secar todos os córregos e canais do rio Nilo. 27 P or isso. Eles se tornaram como os brotos verdes e tenros da “erva do campo” que . Como o oleiro que dá forma a um vaso. qitsre-yad. co m a s p la n ta s de m eu s pés. que conta como Deus usou a Assíria como a sua “vara” para trazer juízo). e. Nada está fora da soberania de Deus. Ou seja. seq u ei todos os rio s do Egito. co m as m ã o s caídas.dele significavam que ele pensava que poderia cortar os cedros mais altos do Líbano e as suas faias ( “ciprestes”. a n daram atem orizados e en vergon h a d os. e o trigo q u eim ad o an tes do crescim ento. os seu s m ora dores.8 26 P orven tu ra. 25 Eu ca vei e bebi as águas. e eu qu is qu e f o s s e s tu qu e d estru ísses as cida des f o r t e s e as red u z isses a m o n tõ es assolados. Foi a superintendência de Deus que perm itiu aos moradores esta­ rem “com as mãos caídas” (Heb. “desprovido de mãos”) de modo que eles andavam atemorizados e envergonhados. A indicação de cavar poços e beber deles pode se referir à campa­ nha dele pela Arábia.

Deus está no controle. Deus prometeu um sinal. No restante do ano e no ano que se seguiria (que provavelmente estava a ponto de começar) eles comeriam o que crescesse por si mesmo. no segundo ano. . caso especialmente verdadeiro a respeito da grama que poderia brotar de repente no lodo que cobria a esteira de junco que compunha os telhados planos das casas deles. semeai. no terceiro ano. fazendo Senaqueribe retroceder pelo caminho por onde ele viera. 2li Mas eu conheço o teu assentar e o teu sair e o teu entrar e o teu fu ror contra mim. Para encorajar Ezequias. na sua insolência. de volta pela Arábia. . nem um pouco perturbado sobre o que Deus poderia fazer a ele. mas no tercei­ ro ano eles poderiam semear e colher campos de grãos e plantar vi­ nhedos e comer as suas uvas. Deus sabia exatamente o que Senaqueribe estava fazendo e o modo como ele estava se movimentando e se enfurecendo contra Deus. 29 Por causa da tua raiva contra mim e porque a tua arrogância subiu até aos meus ouvidos. e plantai vinhas e comei osfr u to s delas. . e segai. E isto tc será por sinal: este ano se comerá o que espontaneamen­ te nascei] c. . Porque Senaqueribe estava se debatendo em raiva contra Deus e porque ele não estava. E semelhante às colheitas. de modo que ele não viria a Jerusalém como ameaçara que faria. agora Deus agiria: “Porei o meu anzol no teu nariz”. . o que daí proceder. eis que porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio nos teus lábios e tefa r e i voltar pelo caminho por onde vieste. 31 Porque o que escapou da casa de Ju dá efico u de resto tornará a lançar raízes para baixo e dará f r u t o para cima. o resto ou remanescente do povo de Judá iria prosperar. . mas.facilmente poderiam ser cortados ou murchar.

mas por causa da aliança que Ele tinha feito com Davi (cf.C. ta m p ou co v ir á p era n te ela co m escu d o. 3. pela Arábia) e não iria a Jerusalém.32 P orque de J eru sa lém sa irá o restante. mas não faria assim desta vez. 2 Sm 7). Ele não poderia chegar perto o suficiente para atirar uma flecha ou segurar um escudo para se proteger dos defensores de Jerusalém. 33 P elo q u e assim d iz o SENHOR a cerca do rei da A ssíria: N ão en tra rá n esta cidade. p o r esse volta rá . D eus não salvaria Jerusalém porque seus habitantes o mereces­ sem. Ele repete a sua afirmação (do v. definida e enfática.36-38 36 Então. 2 9 ) de que Senaqueribe retornaria pelo mesmo ca­ minho que veio (quer dizer. do m o n te de Sião. q u an do se levan taram p ela m a ­ n h ã cedo. O próprio zelo de Deus cuidaria disto. O “restante” ou remanescente —pessoas que foram poupadas ou libertadas —sairia de Jerusalém. 34 P elo ca m in h o p o r on d e vier. Deus sempre teria um remanescente. e Ele tem o poder para realizar isto. eis qu e tu d o era m co rp o s m ortos. Tampouco ele “levantará contra ela tranqueira” ou rampa de cerco. o que esca p o u . 35 P orque eu a m p a ra rei esta cidade. p o r a m o r de m im e p o r a m o r do m eu serv o D avi. sa iu o a n jo do SENHOR e fe r iu . A PROFECIA DE ISAÍAS FOI CUMPRIDA 37. Ele tinha feito algumas destas atividades em 701 a.. Senaqueribe não entraria em Jerusalém. m a s nesta cida de não en tra rá . n em la n ça rá nela fle c h a algu m a . p a ra a livrar. A palavra de Deus era clara. ou leva n ta rá co n tra ela tranqueira. Este é um ensino muito importante de Isaías. d iz o Sen h o r . e. o zelo do SENHOR dos E x ércitos f a r á isto. n o a rra ia l dos assírios. . e. a cen to e oiten ta e cin co m il.

eles espalharam uma história de que ratos comeram as cordas dos arcos dos assírios. Ele fez diversas cópi­ as. e eles f u g i r a m pa ra a terra de A rarate. rei da A ssíria. M as com a morte dos 185. Senaqueribe registrou que tinha capturado algumas carroças de mercadorias e tinha tenta­ do fazer parecer que isto era uma vitória. se retirou. seu deus. eles os acharam não morrendo (como que através de pestilência) mas “mortos”. lá permaneceram apenas algumas poucas inscrições secundárias em edificações. Quando os restantes despertaram cedo na manhã seguinte. e f i c o u em N ínive. algumas das quais os arqueólogos descobriram.000 soldados. nada havia a não ser uma derrota total. seu s filh o s . seu filh o . . rein o u em seu lugar.Naquela noite o anjo do S enhor matou 185. Embora vivesse mais sete anos. assim também esta derrota não foi registrada por Senaqueribe. ele resumiu as suas proezas. o f e r ir a m à espada. 38 E su ced eu que. e se f o i . Em sua única derrota anterior em 6 9 1 a. Devido ao fato dos egípcios não poderem imaginar tal morte súbita a não ser por uma pestilência. Parece que Senaqueribe jamais se encontrou com Tiraca. o fato de que ele não fez mais nenhuma campanha atesta o registro bíblico. e nenhum rei pagão antigo jamais registrou qualquer coisa como uma derrota. Ao invés disso. concluindo com a captura e destruição da Babilônia em 689 a. porque eles dependi­ am dos espólios de guerra para a sua própria prosperidade.C. emitindo um relatório anual das suas façanhas.000 pessoas do exército assírio. Até aquele tempo. provavelmente onde ele teve alguns consertos realizados. insinuando uma peste bubônica. ele jamais realizou outra. A dram eleq ue e Sarezer. estan d o ele p ro stra d o na casa de JSÍisroque. e voltou .9 Â parte disto. e E sar-H adom . Isto deve ter chocado os habitantes de Nínive. 37 A ssim S enaqueribe. Senaqueribe tinha realizado uma campanha m ilitar todos os anos do seu reinado..C. No entanto. Da mesma maneira que o afogamento dos egípcios no Êxodo não é mencionado em registros egípcios.

Ele era um turista que registrou o que os guias lhe falaram. “O ldTestam ent H istory. 7 W illiam Foxwell Albright. 8 O term o hebraico ‘achriv é um a forma hiph’il im perfeita que indica ação incompleta. 35. A crônica babilônica registrou a morte de Senaqueribe e a acessão de seu filho Esar-Hadom. 23. George Raw linson. ed. o seu deus. 2 :1 5 8 . 3:63 6. 6 Luckenbill. foi diferente da sua resposta às ameaças do comandante-em-chefe em 701 a. 2 George S. 1 9 2 6 -2 7 ). 5 H erodotus. 185. adorando no templo de Nisroque. Então eles fugiram para a terra de Ararate (a antiga Armênia. 19 53 ).. trans.C. Including Archaeology and C h ro n o lo gy”. Por que Deus iria defender Jerusalém e como isto foi cumprido? CITAÇÕES 1 D aniel David Luckenbill. The Annals o f Sennacherih (C hicago: U niversity o f Chicago Press.Em 681 a. Ancient Records. 2 0 7 . 19 28 ). Cumberland Presbyterian Quarterly I (junho de 19 02 ): 95. Como a resposta de Ezequias à carta de Senaqueribe em 688 a. Senaqueribe ainda não tinha estado no Egito. 3 D aniel David Luckenbill. G oodspeed.? 2.C. 2 :1 5 2 . (C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press. Senaqueribe estava prostrado de joelhos. agora parte da moderna Turquia). QUESTÕES DE ESTUDO 1. 133. Dois dos seus filhos “o feriram à espada”. Annals o f Sennacherih. 2 vols. 19 24 ). “Sen n ach erib s Invasion o f Judah ”. 9 Luckenbill.. 131. .C. History. M an uel K om roff (Nova York: Tudor Publishm g Co. Ancient Records o f Assyria and Babylonia. 4 H eródoto não foi um historiador no sentido m oderno do termo. mas ele conside­ rou a sua conquista do Egito como praticam ente term inada. em The Encyclopedia Americana (N ova York: Am erican Corporation.

1Isaías veio a ele com uma forte mensagem para pôr a sua casa em ordem.C . Assim. o ouro do templo pertencia a Deus. p o rq u e m o rr erá s e não viverás. lem b ra -te. e v eio a ele Isaías. Antes. Pior ainda. Pedir a Deus para se lembrar não quer dizer que Ezequias pensava que Deus tinha esquecido.6. mas confiou nEle depois disso e declarou a promessa de Deus de 38. E ch orou E zequias m u itíssim o. Ezequias sabia que Deus era longânimo. A Doença e a Recuperação de Ezequias 38. e lhe disse: A ssim diz 0 SENHOR: P õ e em ord em a tu a casa.1-22 1. o p rofeta . p eço -te. Ele estava confiando no que ele próprio poderia fazer em vez de confiar no que Deus poderia realizar. 2. M uitos têm especulado sobre a data da doença de Ezequias. e que quando o arrepen­ dimento era oferecido. Deus teria bases para não enviar o juízo pro­ fetizado.2-22 1 Então. ele queria que Deus se interessasse pela sua situação e fizesse algo sobre a mesma.C. EZEQUIAS É RESTAURADO 38. 3 E disse: A h! SENHOR. Ezequias tinha ido longe demais. ele orou. de q u e a n d ei dian te de ti em v erd a d e e co m co ra çã o p erfeito e f i z o qu e era reto aos teu s olhos. UMA SENTENÇA DE MORTE 38. mostra que a doença aconte­ ceu em 701 a. porque ele iria morrer. Isto foi provavelmente depois que Ezequias tentou salvar Jerusalém tomando o ouro do tem­ plo e dando-o a Senaqueribe como tributo.1 1 N aqueles dias. o fato de que Ezequias não estava confiando em Deus quan­ do pagou tributo a Senaqueribe. E zequias a d oeceu d u m a en ferm id a d e m orta l. v iro u Ezequias o rosto p a ra a parede e orou ao SENHOR. Ele fez a sua reivin- . No entanto. f i l h o de A moz.

Então Ezequias derramou o seu coração em lamentação diante de Deus. tinha construído um relógio de sol que con- . recu o u o so l dez g r a u s p elo s g r a u s qu e j á tinha andado. 2 R s 18. foi realmente cumprida..36. A promessa de Deus foi confirmada por um sinal sobrenatural. v o lte dez g r a u s atrás. apesar de não parecer estar sob con­ trole seguro. Deus. 7 E isto te será da p a rte do Senhor co m o sin a l de qu e o SENHOR cu m p rirá esta p a la vra qu e fa l o u : 8 eis que f a r e i qu e a som bra dos g ra u s. dizendo: 5 Vai e dize a E zequias: A ssim d iz o S e n h o r . e lhe deu a promessa de mais “quinze anos” de vida. A graça de Deus verdadeiramente estava além da expectativa de Ezequias. a ti. 6 E livrar~te~ei das m ã os do rei da A ssíria. qu e p a sso u co m o so l p elo s g r a u s do relógio de Acaz. ele viveu até 686 a. A promessa de salvar Ezequias e Jerusalém das “mãos” (Heb. As lágrimas indicavam um espírito humilde e arrependido. fazendo o que era reto aos olhos de Deus (cf. teu p a i: O u v i a tua ora ção e v i as tua s lágrim as.dicação sobre o fundamento de que ele tinha vivido diante do SeNHOR em fidelidade e com “coração perfeito”. Acaz. “palma da mão”) de Senaqueribe. eu d efen d erei esta cidade. 30. por intermédio de Isaías e em linha com a sua aliança com Davi. Deus defendeu “esta cidade”. O pai de Ezequias. Este era um tempo de bênção e reavivamento. kaph. e a esta cidade. Assim. o D eu s de D a vi. Ele de fato tinha restabeleci­ do o serviço do templo e tinha feito a convocação para uma grande celebração da Páscoa no começo do seu pleno reinado e tinha feito muito para livrar-se da idolatria (2 Cr 29.C.1 a 3 L I ). eis q u e a crescen ta rei a os teu s dias q u in z e anos.3). A ssim . veio a p a la vra do SENHOR a Isaías. 4 E ntão. disse a Ezequias que tinha ouvido a sua oração e tinha visto as suas lágrimas. com o seu fdho Manassés compar­ tilhando o trono como co-regente durante os últimos dez anos do seu reinado.

devido a isto ser um juízo de Deus. ARC. chegando no que deveria ter sido o meado de sua vida. O Salmo 126 corresponde a 701 a. James W. rei de Ju d á . O erudi­ to britânico. os quinze cânticos dos degraus ( “romagem”. T hirtle. a escolha de Deus do relógio de sol de Acaz para dar um sinal a Ezequias é uma outra refutação direta do poder de Senaqueribe e da idolatria assíria. esses dez podem se referir aos dez graus que a som bra voltou atrás. Quando lhe foi dito que morreria. ele passaria pelas “portas da sepultura” (Heb.23). Eu disse: N a tra n q ü ilid ade de m eu s dias. ARA “degraus”. da mesma maneira que os “homens de E zequias” transcreveram provérbios adicionais de Salomão e os acrescentaram à coleção no livro de Provérbios (Pv 25. desde que dez destes salmos não são atribuídos a Davi. M cK cnna sugere que Acaz pode ter trazido a idéia para o relógio de sol de Damasco quando estava buscando a ajuda da Assíria. Bcsha’are Sh‘‘ol. “dentro dos portões do Sheol”. privando-o da vida longa que ele esperava ter.. Ezequias registrou os seus pensamen­ tos e sentimentos.e i às p o rta s da sep u ltu ra . ir .”3 9 C â n tico de E zequias. “peregrinações”. por causa da sua cura m aravilhosa (2 Cr 32. R S V ). j á estou p r iv a d o do resto de m eu s anos. Ele também entendia que.C. N V I. “Nes­ se caso. T h irtle também sugeriu que.m e . A sombra iria retroceder “dez graus”. de q u an do a d oeceu e sa rou de su a en ferm ida de.sistia em degraus por meio dos quais a sombra do sol mostraria o tempo durante o dia.2 sugeriu que os Salmos 120 a 134. quando houve um a restauração da prosperidade depois que Senaqueribe par­ tiu e quando o povo enviou presentes a Ezequias. foram acrescentados pelos escribas de Ezequias à coleção de salmos do templo para celebrar os quinze anos adicionais da vida de Ezequias. ele viu isto como algo prematuro. o lugar dos ímpios m ortos) onde não poderia comunicar-se com Deus.1). D epois da sua recuperação. .

14 C o m o o g r o u o u a an dorinh a. gemendo como uma pom­ ba.11 E u disse: J á não v er ei m a is ao SENHOR n a terra d os viven tes. . co m o u m leão. Ele teria cortado o fio da vida do modo como um tecelão corta uma linha do tear. m e acabarás. Ele seria cortado da vida como a conhecia. ja m a is v erei o hom em com os m o ra d o res do m un do. m e acabarás. nem olharia os habitantes deste mundo. A sua vida era como o pano de um tecelão. O tempo da sua vida seria tirado ou removido dele. Ele esperava que antes de o dia virar noite. que é enrolado quando concluído. co rtei co m o tecelão a m in h a vid a : co m o qu e do tea r m e corta rá . 13 E u sossegu ei a té à m a d ru ga d a . SI 131. assim o f e z . q u eb rou todos os m eu s ossos. desde a m a n h ã até à noite. assim . p a ssa rei m a n sa m en te p o r todos os m eu s anos. Deus daria um fim nele. desde a m a n h ã até à noite. an do o p rim id o ! F ica p o r tn eu fia d o r. mas isto o tornou ainda mais fraco.2). co m o choça de p a sto r. e ainda esperava que Deus o entregasse à morte antes do fim do dia. M as ele ain­ da esperava que Deus viesse “como um leão” para julgá-lo. ó Senhor. Ezequias se acalmou até a madrugada (cf. como a caba­ na temporária de um pastor que é levada para longe dele. a ssim e u ch ilreava e g em ia co m o a p om b a . Os seus próprios olhos ficaram fracos e cansados enquanto ele continuava olhando “ao alto”. 13 Q u e d irei? C o m o m o p ro m eteu . Ele continuou tagarelando como os pássaros. Ezequias estava angustiado de que já não estaria “na terra dos vi­ ventes” para ver ou experimentar a presença do SE N H O R . alça va os olhos ao alto. p o r ca u sa da a m a rgu ra da m in h a alm a. 12 O tem po da m in h a vid a se f o i e f o i rem o v id o de m im . Ele sentia a ira de Deus pairando sobre si. buscando o perdão de Deus e pedindo-lhe para vir e aliviar o seu sofrimento. quebran­ do todos seus ossos.

11 E is que. pois Deus literal­ mente o guardou da “cova da corrupção” (quer dizer. toda a culpa de Ezequias tinha se acabado também. o lugar dos ímpios mortos). Desde que Deus está em todos os lugares.A resposta de Deus trouxe uma mudança súbita. 16 Senhor. p o rém . Deus tinha um propósito em permitir-lhe estar doente e experi­ mentar a amargura de enfrentar a morte. Era uma experiência do amor e da graça de Deus. (na realidade Sheol. Era para o seu próprio bene­ fício (incluindo a sua paz e bem-estar) e para a bênção de integridade. inferno. Os que “descem à cova” (nova­ .15). Assim.m e viver. Ele caminharia “mansamen­ te”. Não haveria nenhum louvor ou ações de graças a Deus naquele lugar. eu estiv e em g r a n d e a m a rgu ra . da mesma maneira como se eles jamais tivessem acontecido. Ezequias poderia ter baixado à “sepultura”. Deus o perdoou completamente.4. e o tinha feito viver. para Ezequias dizer que Ele havia lançado “para trás das costas todos meus pecados” significa que Deus os apagou da exis­ tência. SI 42. por causa da experiência de confrontar-se com a morte. “Estas coisas” referem-se aos elementos ou fases que fizeram Ezequias se humilhar diante de Deus. tu. n em esperarã o em tu a v erd a d e os que d escem à cova. cu r a -m e e fa z e . Verdadeiramente Deus o tinha curado. O que poderia dizer Ezequias em relação à promessa dos versículos 5 e 6? Deus tinha falado. como em uma procissão solene (cf. n em a m o rte g lo r ifi­ ca r -te. p a ra m in h a paz. 18 P orque não p o d e lo u v a r -te a sep u ltu ra . Ezequias fez isto humilhando a vida do seu espírito. com estas coisa s se vive. O próprio Deus o curou. Al ém disso. e em todas ela s está a vid a do m eu esp írito. tão a m orosa m en te abraçaste a m inha alm a. E f 5. do inferno). p orta n to. qu e não caiu na co va da corru p çã o. p o rq u e lan çaste p a ra trá s das tu a s costas todos os m eu s pecados. de modo que ele fora um exemplo aos outros.

e sarará. em preparação para o capítulo 39. ele a faria uma vida de louvor a Deus. Isaías contou com os médicos da corte para colocarem “uma pasta de fi­ gos” na ferida ou inflamação.8. tangendo eu m eu s in s­ tru m en tos. como um sím­ bolo. os vivo s. e juntos o louvarão com música enquanto eles viverem. A cura de Ezequias foi 1 . Agora. Naquele momento. Sheol) sob o juízo de Deus não podem esperar pela fidelida­ de de Deus. darão graças e louvarão a Deus.mente. de­ pois das suas lágrimas e do perdão dos seus pecados). Ezequias reconhece que Deus ainda continua pronto para libertálo. 22 T am bém dissera E zequias: Q u a l será o sin a l de qu e hei de su b ir à C asa do S enhor P Isaías também volta a nos fazer lembrar do sinal miraculoso (v. veja o registro completo em 2 Rs 20.4 21 E d issera Isaías: T om em u m a pa sta de f i g o s e a p on h a m com o em p la sto sob re a chaga. p elo que. esses te louvarão. Eles estão eliminados para sempre de qualquer comu­ nhão com Deus. n ós o lo u v a rem o s todos os d ias de nossa vid a na C asa do SENHOR. 19 O s vivos. o p a i a os f i lh o s f a r á n o tó ria a tua verdade.7— 1). “Os vivos”. com o eu hoje f a ç o . Os quinze anos adicionais dele seriam um tempo de oferecer ações de graças e de reavivamento. tornando conhecida a fidelidade de Deus. Tal experiência precisa ser passada adiante de pai para filho. Assim ele se unirá a outros “na casa do S e n h o r ” . 20 O SENHOR v eio sa lv a r -m e. os restaurados à vida plena (como fora Ezequias. Deus tinha dado vida nova para Ezequias. No entanto. Deus faria a cura. ou ponto de contato para ajudá-lo a expressar a sua fé. Isaías retorna ao tempo quando Ezequias estava doente. continuamente.

ca rta s e u m p resen te a E zequias. 19 35 ). EZEQUIAS MOSTRA OS SEUS TESOUROS 39. 254. G. rei da B abilôn ia. ed. 167. Siebens. H crshcl Shanks (Englewood C liffs. Leary (Nova York: Thom as N elson & Sons. 1 9 1 6 ). 135. 2. D. 19 93 ).J. Siegfried H . p o rq u e tinha o u v id o d iz er qu e havia estado d oen te e qu e j á tinha con valescido. N. em Ancient Israel. L. ed.: Prentice-H all. 2 James W illiam T h irtle. Pfeiffer. A Embaixada de Merodaque-Baladã 39. 3.1-2 1 N aquele tem po. Não é de admirar ele ter cantado com alegria quando adorava no templo. mente e espírito. 135. V eja D avid L. M cK en n a. R. 39. en v io u M erod a q u e-B a la d ã . . H orn.1-8 I. em From the Pyramids to Paul. 19 87 ). Isaiah 1— 365. alma. em The 3 Com municators Commentary (D allas: W ord Books. Ele foi curado —corpo.em resposta a oração. Quais são os antecedentes da doença de Ezequias? Em que bases Deus deu a Ezequias mais quinze anos? Que garantia Deus deu para Ezequias? O que Ezequias enfatizou na sua resposta? CITAÇÕES 1 A lg u n s co n co rd am . e de fato foi milagrosa. O ld Testament Problems: Criticai Studies in the Psalms and Isaiah (Londres: M organ & Scott. Charles F. 4. 1 9 8 8 ). “T h e D ivided M onarchy”. 3 6 9 . QUESTÕES DE ESTUDO 1. Old Testament H istory (G rand R apids: Baker Book H ouse. f i l h o de B aladã. 4 4 — . 4 A. 45 3 McKenna. “T he Historicity o f the H ezekian Reform ”. Isaiah 1— 9 . 3 6 1 . 133.

quase reverência —a mesma palavra para “presente” (Heb. e coisas preciosíssimas a Ezequias. ele colocou o seu filho primogênito no trono que tinha sido ocupado por Merodaque-Baladã. depois disto. K JV) —porque ele tinha ouvido falar do grande sinal da sombra que retrocedeu nos degraus do reló­ gio de sol. “E muitos traziam presentes a Jerusalém ao Senhor. Estes devem ter incluído os presentes de outros reis e .C. qu e E zequias lhes não m ostrasse. significava que igualmente eles não precisariam mais ter medo dele. e tu d o q u an to se achava n os seu s tesou ros. Então. N IV.1. Shuzubu. prova­ velmente na expectativa de que a doença deste e a promessa de Deus de libertação manteriam Senaqueribe no Oeste. refere-se a 701 a. e. minchah) é o nome do sacrifício chamado de “oferta de manjares” (Lv 2. Ezequias pode ter ficado lisonjeado. Merodaque-Baladã. de modo que. em 700 a.“N aquele tempo”. e o ouro. Merodaque-Baladã tirou proveito da ajuda do partido anti-assírio na Babilônia e. derrotou Shuzubu.2Não obstante. e toda a su a casa de arm as. com “cartas e um presente”. coisa n en h u m a houve. e os m elh ores un~ . foi exaltado pe­ rante os olhos de todas as nações” (2 Cr 32.C.4N o entanto.C. junto com outros. manteve Senaqueribe em uma constante luta a respeito da Babilônia. ele não foi o único a enviar um presente. rei de Judá. 2 E E zequias se a legro u co m eles e lhes m o strou a casa do seu tesouro>e a prata. Ele se alegrou com os envia­ dos de Merodaque-Baladã e lhes mostrou todos os seus tesouros e armamentos. Senaqueribe deixou a sua campanha ocidental. “oferta de comida”. n em em su a casa. a Ezequias. Porém.3 O presente de Merodaque-Baladã era um sinal de respeito.1 tomou o controle como rei da Babilônia e incitou a revolta. fazendo Merodaque-Baladã fugir para o Elão. Com Senaqueribe ocupa­ do no Oeste. até que finalmente ele a destruiu em 689 a. e as especiarias. “oferta de grãos”. Ele en­ viou uma embaixada. g ü en to s. em cumprimento da profecia de Isaías.. Eles perceberam que a partida de Senaqueribe.23). unido a um príncipe caldeu. n em em todo o seu dom ínio.

2. disse Isa ía s a E zequias: O u v e a p a la vra do S enhor dos E x ércitos: 6 E is que v irã o dias em qu e tu d o q u an to h o u ver em tua casa. e ele ficou encantado de que um presente tenha vindo de lá. 0 EXÍLIO BABILÔNICO PROFETIZADO 39. 4 E disse ele: Q u e f o i qu e v ira m em tua ca sa ? E disse E zequias: Viram tu d o q u an to há em m in h a casa. Os enviados devem ter qu erid o que ele reconhecesse Merodaque-Baladã como o legítimo rei da Babilônia. coisa n en h u m a há nos m eu s tesou ros qu e eu d eix a sse de lhes m ostrar. Isaías tinha uma palavra severa da parte de Deus. o juízo de Deus viria. n ã o f i c a r á coisa algu m a. Isaías fez duas perguntas: Ele queria saber o que os enviados dis­ seram e de onde eles vieram. Os babilônios se lembrariam da riqueza em Jerusalém. o p ro feta Isa ía s veio ao re i E zequias e lhe disse: Q u e f o i que aqueles hom ens disseram e donde vieram a ti? E disse Ezequias: D e u m a terra rem ota v iera m a m im . Ezequias adm itiu que tinha mostrado aos enviados tudo o que era necessário ou sensato. e a liderança da Babilônia tomou nota: havia tesouro para ser usufru­ ído em Jerusalém e Judá. Indubitavelmente o relatório foi para Babilônia. com o que en tesou ra ra m teu s p a is a té ao dia de hoje. Ezequias só disse que eles eram de uma terra remota —Babilônia. da B abilôn ia. O orgulho de Ezequias em relação a todos os seus tesouros era pecado. Então ele lhes deu uma excursão pelo palácio e pelo país de Judá.3-8 3 Então. Porém.nações. oTodo-poderoso SENHOR dos exércitos. será levado p a ra B a b ilôn ia . O tempo seguramente viria quando tudo o que havia no palácio real de Jerusalém e na casa real . Ezequias respondeu só a segunda per­ gunta. 5 E ntão. Ezequias sabia quão importante era aquela cidade. disse o Sen h or.

61 . 5 Então. 2 D aniel David Luckenbill. O que estava errado com o tratamento que Ezequias dispensou aos mensageiros de Merodaque-Baladã? 2. The Annals o f Sennacherih (C hicago: U niversity o f Chicago Press. tom arão. Quais seriam os resultados das ações de Ezequias? CITAÇÕES 1 R aym ond Philip Dougherty. Q UESTÕES DE ESTU D O 1. disse E zequias a Isaías: B oa é a p a la vra do S e n h o r que disseste. O lm stead. Ele também reconheceu que a profecia era para um futuro distante.10). 597 e 586 a. uma vez que havia apenas uma fam ília real de Judá (Veja Dn 1. em 605. 35. Os descendentes de E zequias tam bém seriam levados para babilônia e seriam feitos eunucos a serviço do rei da Babilônia.3).seria “levado para Babilônia” (cf. Isto foi cumprido por Nabucodonosor em três invasões. Hehrew Union College Annual 2 (1 9 2 5 ): 30. . A lb ert T. cf. p a ra qu e seja m eu n u co s n o p a lá cio do rei da B abilônia. Ezequias queria dizer que esta era apropriada para o que ele tinha feito. Isto foi cumprido. M q 4. The Sealani o f Ancient Arabia (N ew Haven: Yale U niversity Press. Isto o encorajou a que descansasse nas pro­ fecias anteriores de Isaías. D isse m ais: P orque haverá p a z e verdade em m eu s dias. e provavelmente incluía Daniel e os amigos dele. 7 E dos teu s filh o s . 1 9 3 2 ). “T h e C haldean D ynasty”. qu e p ro ced erem de ti e tu gera res. e ele hum ilde­ mente se submeteu a ela. Ao dizer que a palavra do S e n h o r era “boa”. que o asseguravam de paz e da fidelidade de Deus em sua própria época. 1 9 2 4 ).C.

(C h i­ cago: U niversity o f Chicago Press. A ncient Records ofA ssyria and Babylonia. 2 vols. 4 Veja 2 Crônicas 32 . 1 9 2 6 -2 7 ).3 1 .3 D aniel David Luckenbill. 19 30 ). . The Book o f Isaiah ( Chapters I— X X X IX ) in the Light o f the Assyrian M onum ents (Londres: Society for Promoting Christian Knowledge. 2 :1 5 4 -5 5 . Charles Boutflower. 141.

Conforto para Jerusalém e Judá 40..I -I I 1 Consolai. Deus Volta-se para o Seu Povo 4 0 . mas é suposto por alguns estar subtendido na relação deste capítulo com o anterior. Mas a promessa considera­ da em si mesma é uma promessa genérica de consola­ ção.. consolai o meu povo. embora mais apropriada nos escritos de Isaías do que de um profeta no exílio babilônico.”1 I. proteção e mudança para melhor. diz o V 0550 Deus. o qual contém uma predição do exílio.. a ser forjada pelo poder e sabedoria de Jeová.22 A.1-48. .. BOAS NOVAS PARA JUDÁ E JERUSALÉM 4 0 . A referência à ido­ latria não prova nada com respeito à data da predi­ ção.1 -3 1 “A específica aplicação deste capítulo ao retorno da Babilônia não tem nenhum fundamento no texto em si.

os corações das pessoas foram mudados e elas se tornaram uma audiência diferente. O que se segue em 4 0 a 66 é um a “m agnífica m ini-teologia do . Isto não era algo que se estivesse desejando tornar realidade. As palavras no hebraico são imperativos plurais. durante os quais a paz prevaleceu. depois da retirada de Senaqueribe. Os habitantes de Jerusalém ti­ nham tomando uma posição de fé (3 6 . voltei-m e e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol. mas eles não tinham nenhum consolador” (Ec 4.3U m erudito moderno em Haifa. Isaías pôde proferir uma mensagem de conforto da parte do SENHOR.2 O fato de que os capítulos 36 a 39 formam um prólogo histórico para o capí­ tulo 4 0 ajuda a mostrar que a mensagem de conforto no capítulo 40 é dirigida ao povo de Jerusalém em 70 0 a. sacerdotes e líderes declararem a mensagem de conforto. porque falam de libertação. Então. alguns têm concluído que esta porção de Isaías provém de um outro autor em um período de tempo diferente. e a força estava da banda dos seus opressores.5 Antes da invasão de Senaqueribe. assim a ordem é para todos os profetas. restauração e paz.1 ). todavia.4Isto reflete com precisão as realidades dos quinze anos adicionais da vida de Ezequias.. Deste modo. Ele encontrou apenas uma: Os capítulos 40 a 66 tinham signifi­ cativamente menos terminologia de guerra. redenção e glória.Os capítulos 4 0 a 66 às vezes têm sido chamados de “O Livro de Conforto”. testou o livro de Isaías em um computador para ver se havia qualquer dife­ rença significativa em estilo e vocabulário entre Isaías I a 39 e 40 a 66. M as agora Deus o comissionou para entregar uma mensagem de conforto.C.2 1 ). As profecias de Isaías tinham sido cumpridas. e eis que vi as lágrim as dos que foram oprim idos e dos que não têm consolador. Agora ele po­ deria oferecer uma mensagem diferente. mas conforto que traz alegria. Isaías teria con­ cordado com a queixa de Salom ão: “Depois. nem tampouco era meramente conforto na tristeza. Sobre a base de diferenças na mensagem. O partido da guerra tinha sido desacreditado pelo fra­ casso do Egito em prestar socorro.

6 2 Falai b en ign a m en te a J eru sa lém e b ra d a i-lh e qu e j á a su a serv id ã o é acabada.AT. o Servo do Senhor. Também é semelhante às estradas mileniais refe­ ridas em I I . A palavra “dobro” (Heb. retirando todos os obstáculos do caminho. Uma voz humana está clamando no deserto ordenando ao povo para que preparasse “o caminho do S e n h o r ” . kiphlayim). A estrada é para Deus retornar ao seu povo —para vir em seu socorro. 35.. de modo que simplesmente pode significar que cada lado se iguala: Assim o perdão toma conta de todos os pecados. é de uma raiz que significa “juntar o dobro”. Isto não tem nada a ver com as pessoas retornando à terra de Israel. 62. Eles devem preparar a estrada ou vereda para o Rei dos reis. o seu castigo foi aceito como suficiente. S en h o r. proveni­ ente da semente de Abraão e Davi”.10). 45 . Houve um cumprimento nos dias de Isaías na libertação . Esta anunciava que o seu tempo de “servidão” (um a pala­ vra usada a respeito de serviço compulsório para pagar integralmente uma dívida) era findo. p o r todos os seu s pecados.23. q u e a su a in iq ü idad e está ex piada e qu e j á receb eu em dobro da m ã o do SEN H OR . para endireitar uma vereda no deserto para Deus. com o seu personagem principal. A mensagem de Deus era para o coração e a mente do povo de Jerusalém.2 (cf.19. 3 Voz do qu e clam a n o deserto: P rep a ra i o ca m in h o do en d ireita i no erm o v ered a a nosso D eu s. 43. 19. por todos os seus pe­ cados”..8. O contexto é rela­ tivo a emissários de um grande rei conquistador indo adiante dele e preparando uma estrada suficientemente magnificente para a um monarca poderoso. mas também poderia significar um perdão em dobro dado pela graça de Deus. Esta vereda é igual a uma mencionada em muitos registros antigos do Oriente Próximo. Ela tinha recebido “em dobro da mão do Senhor. 16. Todos os pecados e culpa são findos. Alguns tomam isto como sendo uma porção dobrada de juízo. porém.

ou seja. 6. e toda a sua beleza. verá a sua gló­ ria (cf. a vida deles na terra é temporária (cf. e o que está torcido se endireitará . 6 Voz qvie diz: Clama. SI 90. Isto é uma metáfora enfatizando que a visita de Deus “requer preparação m ora l” 7 5 li a g l ó r i a d o SENHOR s c m a n i f e s t a r á .3). Nós precisamos passar a palavra adiante e reconhecer o reinado universal de Deus.8 A res­ posta é: “Toda a carne é [como a] erva”. Uma terceira voz pergunta o que haveria de proclamar.5. O Novo Testamento reconhece um cumpri­ mento mais extenso desta profecia no ministério de João Batista. quan­ do ele preparou espiritualmente o caminho para o ministério de Jesus clamando por arrependimento (M t 3. e o que é áspero se aplainará. com vales aterrados. kol basar. Este versículo insinua que eles também irão experimen­ tar a glória. Esta é a palavra do S e n h o r . 4 Todo o vale será exaltado . e alguém disse: Q ue hei de clam ar? Toda a carne é erva . ou a glória deles (Heb. como as flores do campo.que Deus promoveu em Jerusalém e no reavivamento espiritual. “aliança de amor e fidelidade”) é como uma flor do campo que logo murcha.6). A estrada é para ser feita plana. rudes ou ásperos serão alisados para se tornarem uma planície. falado no céu e depois na terra. a revelação de quem Ele e. à medida que Jerusalém ascendeu à nova vida tornada possível através da profecia cumprida. “toda a carne”). chasdo. Quando Deus se volta para o seu povo.3). procla­ mar. “toda a carne juntamente” ou todo o gênero humano junto (Heb. “A sua beleza”. Uma segunda voz ordena a alguém para clamar ( “clama”). e todo o monte e todo o outeiro serão abatidos. e to d a a c a r n e j u n t a ­ m e n t e v e r á q u e f o i a b o c a d o SENHOR q u e isto d isse. A “glória do S e n h o r ” é o peso pleno da sua presença e poder. todos os povos do mundo. Todo poder e glória humanos são tão provisórios! . montes rebai­ xados e todos os lugares desiguais.

7). “N a verdade” enfatiza que eles também fazem parte de toda a carne. Porém. Jesus colocou isto até mesmo mais forte­ mente: “O céu e terra passarão. Porém.s e a e r v a . Sião precisa se postar em um alto monte e proclamá-la. 9 Tu. “H álito ” aqui é a mesma palavra traduzida como “Espírito”. e c a e m a s f l o r e s .12). os seres humanos vêm e vão. “O . famosos. Somente isto é sempre seguro e confiável. levanta a tua voz fortem en te. am m eiador de boas-novas a Sião. levanta-a.' S e c a . Tu. hálito do S e n h o r ” no princípio era o doador da vida (Gn 2. ARA. As boas-novas são dirigidas às arruinadas “cidades de Judá”. não temas e dize às cidades de judá: Tis aqui está o vosso Deus. . eles vão todos murchar e desaparecer gradualmente. uma coisa é certa “a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. eles também são “erva”: não importa quão ricos. Em vez de olhar para as suas pró­ prias circunstâncias. A sua palavra é boas-novas e Sião não deve guardá-la para si mesma.s Seca-se a erva. devastadas pelos exércitos de Senaqueribe (cf. anunciador de boas-novas a Jerusalém . “O povo” normalmente se refere ao povo de Deus. Outra voz clama para Sião. Jerusalém precisa levantar a sua voz e pro­ clamar as boas-novas com força e sem medo. mas as minhas palavras não hão de passar” (M t 24. em lugar de boas-novas que são trazidas “a Sião” (como a ARC traduz).35). s o p r a n d o n e la s o h á lit o d o S e n h o r . ele também traz juízo e morte. 2 Rs 18. eles precisam olhar para Deus —o grande e bom Deus que libertou Jerusalém. mas a palavra de nosso D eus subsiste eternamente. Embora a erva murche e as flores enfraqueçam e caiam. e caem asflo res. nações e impérios ascendem e caem. o p o v o é er v a . sobe tu a um m onte alto. Sião é que deve levar as boas-novas a outros (cf. Ele é o Deus que cumpre a profecia. ou poderosos eles pos­ sam parecer. N K JV ). N a v e r d a d e .

e o seu salário. A GRANDEZA DE DEUS CONTRASTADA COM OS ÍDOLOS 40. a s qu e a m a m en ta m . eis que o seu g a la rd ã o vem com ele. Os que confiam nEle não precisam ter medo. recolh erá os cord eirin h o s e os leva rá no seu regaço. e recolh eu em u m a m ed id a o p ó da terra. “O seu galardão” é a recompensa que Ele recebe por sua vitória. 1 C o m o pastor. ele g u ia r á m an sam ente. d ia n te da su a fa ce .9 10 E is qvie o S en hor JEOVÁ v irá com o o fo r te . ap ascen ta rá o seu rebanho. 2.10 Senaqueribe tinha declarado que ele era m aior do . O “seu braço” representa o seu poder em ação —governando e no controle. e o “seu salário” ou recompensa que o acompanha é o seu próprio povo para quem Ele ganhou a vitória. e to m o u a m ed id a dos céu s a os p a lm os'. igualmente Ele “guiará mansamente” as que ainda amamentam os seus filhotes. Deus virá “como o forte”.12-31 12 Q u em m ed iu com o seu p u n h o as águas. e p eso u os m o n tes e os o u teiro s em b a la n ças? Agora Isaías começa um a série de perguntas retóricas paralelas que chamam a atenção para o poder doTodo-poderoso Deus como o C riador. o Deus fiel e guardador da aliança). mas com a ternura suave de um bom pastor que ama ternamente o seu rebanho. o SENHOR (Yahweh. Neste tempo de vitória e salvação o SENHOR vem não só com força e poder. e o seu braço d o m in a rá .Nós precisamos olhar para o Deus que estes capítulos mostram como sendo “além de qualquer comparação”. Deus cuida das necessidades e problemas de cada indivíduo de um modo pessoal. en tre os braços. Eles não poderiam vencer por si próprios. mas também “carregará” ternamente os cordeirinhos. O seu braço forte não apenas o regerá.

2 0 ). Ele não precisa de ninguém para ensiná-lo. C om quem to m o u conselho. e “pesou os montes e os outeiros em balanças”. quem o regulou. Ele sabe o que fazer. p a ra qu e lhe desse en ten dim en to.que qualquer deus (3 6 . O SENHOR 15 E is que as n a ções são co n sid era d a s p o r ele co m o a g o ta de u m balde e com o o p ó m iú d o das ba la nças. 10 ) e ternam ente pastoreou o seu povo. ou seja. e Ele tampouco precisa de instrução. do conhecimento e da com­ preensão já é dEle. mediu a sua mente ou espírito. . Ele tom ou a m edida dos céus apenas com as palmas da sua mão. o qual veio com poder (v. recolhendo “em uma m edida o pó da terra” (ou um pequeno recipiente de m edir). ruach. eis qu e lança p o r a í as ilhas co m o a u m a coisa peq u en íssim a . Isto é tremendo. M as ele foi derrotado pelo Soberano Deus. e lhe en sin a sse sabedoria. 13 Q u em g u io u o E spírito do en sin o u ? SE N H O R ? E qu e con selh eiro o A segunda pergunta é: Quem tem suficiente compreensão para determinar a medida do Espírito de Deus (Heb. e deveria nos encorajar a que confiemos o futuro ao Senhor. como os reis pagãos. pois nin­ guém tem mais esclarecimento e percepção do que Ele. e lhe m ostra sse as vered a s do ju íz o . Tudo isso im plica em m edilas para ajustar o seu propósito ou a função que Ele pretendia. e lhe fiz e s s e n o tó rio o ca m in h o da ciên cia ? não precisa consultar a quem quer que seja. depen­ diam de conselheiros. ou pode dizer-lhe o que fazer? Os deuses pagãos. “Espírito”). AquEle que carrega os cordeiros é tão grande que todos os oceanos do mundo não são mais que “águas” que podem ser m edidas “na concha de sua m ão” (A R A ). Ele de­ term inou exatamente a sua m edida. O caminho da justiça. M as o Espírito de Deus tem toda a sabedoria. Agora o Senhor responde as perguntas de qualquer um que ainda poderia ter dúvidas. como fazer e quando fazer.

Elas são consideradas “me­ nos do que nada”. Isaías resume por dizer que “todas as nações são como nada pe­ rante ele” (quer dizer. Isaías viu isto quando Deus lhe concedeu profecias sobre a mor­ te de Senaqueribe. nem as florestas do Líbano seriam suficientes para queimá-la. o qual realmente não afeta a pesagem. Que quadro notável da grandeza e do poder de Deus! l< N em todo o L íbano basta p a ra o fo g o . Todas as nações do mundo são como uma gota deixa­ da na extremidade de um balde depois que o mesmo seja esvaziado e sacudido. e como uma coisa sem valor e inútil comparada a Ele. nem os seu s a n im a is ) bastam p a ra bolocaustos. f a r e i s sem elh a n te a D eu s o u co m que o com parareisP Depois de descrever a grandeza de Deus. ele co n sid era -a s m en o s do qu e nada e co m o u m a coisa vã.Isaías.1 8 — 20). a Ele). “Ilhas” refere-se à totalidade dos continentes e ilhas da terra —o conjunto de sua massa de terra —que eqüivale a mero pó que não se fixa. p o is.. “exibiria .. Ele é merecedor de mais do que qualquer coisa que a terra possa prover ou que os seres humanos possam fazer. 17 Todas as n a ções são co m o nada p era n te ele. em relação. depois que este fez tais ousadas reivindicações sobre a sua superioridade em relação aos deuses das nações que ele tinha conquistado (3 6 . fareis semelhantes a Deus ou com o que o comparareis [ou. sumariza a grandeza de Deus em uma série de comparações. em seguida. uma gota que quase não vale a pena notar. Elas também são como o pó miúdo que se acumula em balanças entre as pesagens. Se uma pessoa fosse procurar uma oferenda o suficiente para exal­ tar o SENHOR. nem todos os seus animais seriam suficientes para compor este holocausto. digna da sua grandeza. lfi A q u em . Isaías pergunta: “A quem.

tal qual o ferro. Ele consegue então que um artesão qualificado esculpa um ídolo com uma larga base plana. pedra. posses. 20 O em pobrecido. Os seguidores da Nova Era precisam ouvir esta mensagem hoje. e lhe dá uma forma. um deus que iria cair no chão? 21 P orven tu ra .1 1 19 O a rtífice g r a v a a im agem . O ídolo pode ser feito de madeira. de modo que este não tombe. metal. etc. Isaías mostra quão absurda a idolatria realmente é. Então o prateiro faz “cadeias de prata” para sustentá-la. seria terrível se um deus chapeado de ouro fosse ao chão. pa ra g r a v a r u m a im a ­ g e m qu e se não p o d e m over. M as na realidade o ídolo não era nada. Quem quereria um deus oscilante. dinheiro. não sabeisP P orven tu ra . escolhe m a d eira qu e não se corrom p e. Uma pessoa muito pobre para trazer ouro e prata para tal propó­ sito escolhe a madeira de uma árvore que “não se corrompe”. n ã o o u v is? O u desde o p rin cíp io se vos não n o t fic o u isso m esm o ? O u não atentastes p a ra os fu n d a m e n to s da terra ? . exceto o que as mãos humanas o fizeram ser. qu e não p o d e o ferecer tanto. As­ sim também precisam os que colocam qualquer coisa “igual ou mais elevada que Deus” —outras pessoas. es­ portes. ou barro. o ourives reveste a escultura de placas de ouro batido. Um metalurgista derrete um metal mais barato. a rtífice sábio busca. idéias. Isaías disse isso no m eio de um m undo que acreditava na significância de ídolos. e o o u riv es a cob re de o u ro e ca d eia s de prata f u n d e p a ra ela. Afinal de contas.com ele”]?” Nenhuma imagem feita por mãos humanas pode repre­ sentar a sua grandeza e glória. Depois de ter esfriado. Seria terrível para um deus apodrecer. Os pagãos acreditavam que um deus ou um espírito vivia no ídolo. Os assírios e os babilônios dependiam deles. instituições.

“juizes”) a virtual­ mente desaparecerem. sopra sob re eles. eles deveriam saber e entender. Eles podem pensar que estão determinando as coisas. Do ponto de vista dEle. (Cf.Isaías repreende os idólatras com quatro perguntas metricamentc arrumadas (ou seja. “Ele é o que está assentado sobre o globo [disco. Então eles “secam-se” e o seu juízo os leva embora como um tufão. Agora o próprio Deus repete a pergunta que Isaías fez no versícu­ lo 18. com o pragana. Deus é o Criador que se revelou desde o princípio. “Os céus manifestam a glória de Deus”. em um estilo a-b-b-a). Seguramente. Ele faz “os príncipes” (incluindo todos os tipos de dignitários) voltar ao nada e os “juizes” da terra (Heb. SI I9 . 23 o q u e f a z v o lta r ao nada os p r ín cip es e torn a coisa v ã os ju iz es da terra. Ex 20.3. Eles deveriam ouvir o que tem sido contado (cf. ele é o qu e esten d e os céus com o co rtin a e os desen rola co m o tenda p a ra n eles habitar. Os “céus” (o universo todo) não são mais que gaze estendida como uma tenda diáfana para se viver dentro dela. n em se arra iga na terra o seu tron co corta do. desde os eventos de Gênesis I.) 24 E n ã o se p la n ta m . 22 E le é o q u e está a ssen tado sob re o g lo b o da terra.12.4).I. Como poderia qualquer outro deus ser igual ao Deus que enche e transcende o universo? A mesma . (Cf. os levará. mas Deus está realmente no controle. e u m tvfã o. shoph‘te. Não há nenhum outro Deus. arraigados.) Ele tem estado presente desde que a terra foi fundada. e seca m -se. cu jo s m o ra ­ dores são p a ra ele co m o ga fa n h oto s. 25 A q u em p o is m e fa r e is sem elhante. mas tudo o que Deus tem de fazer é soprar sobre eles. pa ra qu e lhe seja sem elh a n ­ te:0 — d iz o Santo. n em se sem eiam . esfera] da terra”. Is 10. as pessoas que vivem na terra são tão minús­ culas quanto gafanhotos. Os dignitários e juizes da terra podem pensar que eles estão estabele­ cidos.

Deus as produz e rege todas elas e as conhece individualmente. . n en h u m a fa lta r á . força e poder.12 26 L evan tai ao alto o s olhos e ved e quem crio u estas coisas.13 27 P or que. p o r cau sa da g ra n d ez a das su a s fo r ç a s . depois como Israel (veja Gn 32. não o u v iste que o etern o D eu s. O Novo Testamento revela mais adiante que Deus fez todas estas criações pela Palavra Viva.I 6 . Hb 1. ou “subsistem” (C l I . Isaías usa novamente um a pergunta retórica para chamar a aten­ ção para Deus como o Criador. A pessoa deveria ser capaz de olhar para a imensidade dos céus estrelados e perceber que nenhum peque­ no deus de lata poderia ter criado “estas coisas”. Como eles podem dizer que este grande Deus que dá nomes às estre­ las não sabe o que estão fazendo ou que Ele esqueceu das suas pro­ messas e negligenciou a justiça devida a eles? Isto pode ter sido falado especificamente para as pessoas desanimadas. ó Israel: O m eu cam inho está encoberto ao S e n h o r . pois.idéia de comparar qualquer coisa ou qualquer outro ao Deus que é "o Santo” é ridícula. Os astrônomos moder­ nos não têm mais nomes para as estrelas. e apenas dão um número para a maioria delas.3. e tu fa la s. 2.2).C. Ele também conhece e cuida de nós individualmente (cf. o S e n h o r .28).30.31).4).I 7 ). Certamente. dizes. e p ela fo rta lez a do seu poder. n em se cansa. n em se fa tig a ? N ão há esq u adrin haçã o d o seu en ten dim en to. Jesus (Jo 1. cercadas pelas cidades arruinadas de Judá em 700 a. SI 147. nenhuma delas escapa do seu conhecimento. M as Deus a todas “chama pelos seus nomes” (cf. o C ria d o r dos c o r f i n s da terra. e o m eu ju íz o passa de largo pelo m eu D eu s? Agora Isaías fala com a nação como Jacó. quem a todas cham a p elo seu n om e. M t 10. Elas demonstram a grandeza de sua potência. Isto deveria fazê-los lembrar das promessas de Deus. e por Ele todas essas coisas consistem. qu em p r o d u z p o r con ta o s e u ex ército. ó Jacó.s N ão sabes.

31 M as os qu e esperam no S e n h o r ren o v a rã o as su a s f o r ç a s su b irã o com asas com o águias. além de qualquer coisa que os seres humanos possam compreender. como em S I 27. “atletas escolhidos”) podem se tor­ nar como o atleta que corre pelos campos do país e desiste antes de alcançar a meta.34.10). 30 O s jo v e n s se ca n sa rã o e se fa tig a rã o . o Criador dos confins da terra”.14 2y D á v ig o r ao can sa d o e m u ltip lica as f o r ç a s ao qu e não tem n en h u m vigor.6) não se põem a . Nada que os deuses adora­ dos pelos pagãos poderiam ser comparados a Ele. Para aqueles que não têm nenhuma força física. Os jovens “se cansarão e se fatigarão”. Como o apóstolo Paulo disse: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas. A partir dos procedimentos de Deus para com eles no passado. co rrerã o e não se ca n sa rã o. às quais a mente do homem nem mesmo pode começar a inquirir”. e os jo v e n s certa m en te cairão. “espera pelo S e n h o r ”. nas angústias.14. Ele nunca está cansado ou exausto. quer dizer. eles deveriam ter escutado e aprendido. sou forte” (2 Co 12.5.Isaías desafia o povo. de toda a terra —sem qualquer exceção. en­ tão. por amor de Cristo. assim. bachurim. eles deveriam ter sabido.7. 130. Porque. tropeçando e caindo. olarnj “vem da raiz que significa ‘escondido’ ou ‘encoberto’. ca m i­ nh arão e não se fa tiga rã o . E.. A partir da revelação passada de Deus. nas perseguições. Deus dá força (poder e vigor) para os que estão cansados.goweYHW H . Mas aqueles que “esperam no S e n h o r ” (H eb. isto fala das névoas do passado. A palavra “eterno” (Heb. incluin­ do a sua percepção e inteligência. Até mesmo os “jovens” ou homens vigorosos (Heb. quando estou fraco. nas injúrias. A sua compreensão. nas necessidades.. Ele é “o eterno Deus. 37. é inescrutável. e aponta para as névoas do futu­ ro. Ele “m ultiplica” comple­ tamente as suas forças.

19 69 ). em Bihlical Criticism: Historical. Is 30. Eerdmans. Eles corre­ rão e “não se cansarão”. pp. 2 4 Yehuda T. 19 80 ). O que estava envolvido no conforto prometido para Jerusalém? 2. Alexander. F.2 4 (apócrifo) identifica Isaías como aquele que “consolava os tristes de Sião ”. 196— 0 3 . Freeman. Nada que os adorados deuses pagãos pudessem fãzer por eles. 3 Veja Introdução. Knight. Deus é de fato a sua absoluta fonte de força —física. em H aifa. Então. “T h e H istorical and Literary Criticism o f the O ldT estam ent”. R ad d ay era Prelecionador Sênior em Bíblia e Língua H ebraica no Technion. Isaiah and the Computer (H ildesheim . eles mantêm a sua espe­ rança no S e n h o r e pacientemente continuam confiando nEle por gra­ ça e ajuda (cf. Alemanha: H . Grand R apids: Zondervan Publishing H ouse. Servant Theology (G rand R apids: W m .3— 5? 3. 30— H o b art E. Instituto de Tecnologia de Israel. cago: M o o dy Press. B. Q UESTÕES D E ESTU D O 1. 19 7 5 ).caminho na sua própria força. . Literary and Textual (G rand R apids: Zondervan Publishing House. 2 vols. K. E dEle continuam recebendo novas forças. interior e espiritual. 1984). 5 George A. 2 2 -2 3 . O Dr.15). Radday. subindo sobre as circunstâncias. A. Que características de Deus você encontra no capítulo 40? 4. 19 73 ). O que as pessoas podem esperar dEle? CITAÇÕES 1 Joseph A. eles se movem junto com Ele. Veja também R . reimpresso. Ao invés disso. Gerstenberg. 2 Eclesiástico 4 8 . quando Ele se move. em I (1 8 7 5 . 2:93. An Introductian to the Old Testament Prophets (C h i­ 33. Eles planam “com asas como águias”. Qual é a significação da estrada ou vereda em 40 . H arrison. caminharão “e não se fatigarão”. Por que Deus desafia o povo? 5. Commentary on the Prophecies o f Isaiah. 7.

2. 3 . The O ld Testament: Its Claims and Its Critics (P hiladelphia: Presbyterian & Reform ed. ó ilhas. H anson. 19 98 ). 13 Isaías chama a atenção para Deus como C riador aproximadamente vinte vezes.31 ). 1 12 O bserve com o Isaías lo u v a a D eus re p e tid am e n te com o o San to (4 1 .3 .1 4 .5 ).7 .6 W alter C. continua. 1 Kaiser. 185. N o entanto. ênfase de Kaiser. 4 9 . 2 0 5 . A llis. Quer também que eles “renovem as forças” a partir de Deus como a sua fonte. ‘ummim.2 4. 14 Knight. Christian and the “O ld”Testament. Cf. ren o v a i as f o r ç a s e ch ega i-vo s.I-4 1 C a la i-v o s p era n te m im . Paul D. Jr. 48 . 2 ). 9 Kaiser. ch eg u em o -n o s ju n t o s a ju íz o .5. Kaiser..4 . Servant Theology. e en tão fa la i . The Christian and the “O ld”Testament (Pasadena. Isaiah 4 0 -6 6 (L ouisville: John Knox Press. 4 7 .1 6 . “eu” parece preferível. O swalt T. para se manterem em silêncio diante dEle. Academ ie Books.2 0 . 54. 25. B. 187..1 4 . Deus. ou seja. referindo-se ao profeta que tem falado no nome do Senhor.1 3) Ele chama as “ilhas” (inclusive as regi­ ões costeiras. Em uma nova cena de sala de tribunal (veja 1. Isto acontece mais de cinqüenta vezes nas suas profecias”. 55 . 1 9 7 2 ). as partes habitadas da terra. Toward an O ld Testament Theology (G rand R apids: Zondervan Publishing House. 4 8 . 1 9 7 8 ). Christian and the “O ld”Testament. aparentemente referindo-se a Jerusalém (c f v. Deus os . povos. DEUS USA ALGUÉM DO ORIENTE 4 I. 4 3 . Kaiser. 8 Os Rolos do mar M o rto do livro de Isaías tem “ela” em vez de “eu”. 19 95 ). litorâneas). 23. 10 A llis mostra que “Isaías gosta da pergunta retórica. “povos”) se voltem para Ele.25 I. 51. Jr.1 7 . que é a fonte de força para aqueles que em Israel esperam por Ele (4 0. 7 W alter C.1-42. quer que “os povos” (Heb. Ele. N ote especialmente 44 . o Senhor da história. Califórnia: W illiam Carey Library. 185. A Glória de Deus e o Seu Servo 41.18.

ele não os destrói.8.2. Que ele vem “do Oriente” mos­ tra que Isaías está na Palestina enquanto fala.1. pensavam que ele era Abraão.23. Este conquistador não é nomeado. Eles têm o mesmo poder e sabedoria que Deus tem? 2 Q uem suscitou do O riente o ju sto e o chamou para o p é de si? Q uem deu as nações à sua fa c e e o fez dom inar sobre reis? Ele os entregou à sua espada como o pó e com o pragana arrebatada do vento. O que é dito sobre ele confirma que Ciro é referido aqui. ao seu arco. “em paz”) significa que depois de os conquistar. 6. Ciro foi um conquistador incomum. Deus. o Grande. muito embora ele possa ser tomado como um símbolo do Messias.7.chama para que se cheguem e se unam para uma decisão que é apro­ priada (em conformidade com a verdade). “para o pé de si”). “Pragana” (palha ou resíduos de cereais) fala do juízo de Deus —levado a cabo por este que vem do leste. mas porque ele estará fazendo o que é certo por cumprir o propósito e o plano de Deus. no décimosegundo século d. 5. Ibn Ezra sugeriu Ciro.C.22.).13. quer dizer. Deus é o que “suscitou do Oriente o justo”.. para segui-lo e servir-lhe (na batalha). Que ele os perseguirá indica que eles fogem diante dele. Ele não destruiu nenhuma cidade da Mesopotâmia. o qual dará a últim a vitória.28 e 45.C. Ciro é nomeado em 44 . lcraolo. Os judeus. o Justo. com os seus pés. nunca tinha caminhado. o rei da Pérsia (5 5 9 — 530 a. chama este (C iro) do Oriente para o seu serviço (Heb. não porque ele é justo. Outros sugeriram Josué ou a nação de Israel. Que ele “passa em paz” (Heb. Ele se considerava um .1 ’ Ele persegue-os e passa em paz p o r uma vereda cm que. Deus lhe dará vitória e domínio que não pode ser impedido. shalom.3). até o tempo de ibn Ezra. Ciro conquistou a Babilônia e elaborou decretos que mandavam de volta os judeus para que reconstruíssem o seu templo (2 Cr 36. Ed L I .

o SENHOR. e c o m o s ú ltim o s . ao que hate na safra. 2. só Ele é Deus. Deus é o que age na história. como os assírios e babilônios eram. de terras mais distantes de Jerusalém. mas elas tremem de medo. os confins da terra tremeram. Ciro tomou uma rota indireta.. c h a m a n d o a s g e r a ç õ e s d e s d e o p r i n c i ­ p i o ? E u . 6 Um ao outro ajudou. e o que alisa com o martelo.libertador em vez de um saqueador.5 -2 9 ' As ilhas o viram e temeram. aproxim aram -se e vieram. com pregos. e u m esm o .. não percebendo que Deus está por trás do que Ciro está fazendo. e ao seu companheiro disse: Esforça-te. pode significar que ele não tomou a rota normal para Babilônia. eles tremem de medo. ofirm a . Em vez de se voltarem ao verdadeiro Deus que revelou a Si pró­ prio. chamando-os pelo nome (proclamando a sua verdade a eles). se unindo contra Ciro. Ou pode significar ‘“os seus pés (quase não) toca­ vam no chão’. A última frase: “uma vereda em que. Eles olham para o que Ciro está fazendo e se afas­ tam de Deus. e Ele estará com a últim a geração. dizendo da coisa soldada: Boa é. Ele é ativo e só Ele está realmente no controle. “As ilhas” (ou regiões costeiras. Tão rápido ele avança que vai como se fora o vento’’. nunca tinha caminhado”. para que não venha a m over-se. o p r i m e i r o . Ele estava com a primeira geração. confian­ do no que a força humana pode fazer. eles se unem e tentam ajudar e encorajar um ao outro. o Deus que guarda a aliança. 7 E o artífice anim ou o ourives. . Então. as partes habitadas da terra) são convidadas a se aproximarem do único e verdadeiro Deus. AS NAÇÕES E OS SEUS ÍDOLOS DESAFIADOS 4 1 . Depois eles avançam. Ele é o S e n h o r (Yahwehf o eterno.2 4 Q u e m o p e r o u e j e z isso. Desde “os confins da terra”.

Israel foi tirado de Egito. Os fabricantes de ídolos tentavam encorajar um ao outro. servo meu. porque eu sou contigo”. o enganador e suplantador. não te assombres. meu amigo. “M eu amigo” é literalmente “o que me ama”.19). e o escolheu. Deus amava a Abraão. 9 tu. Abraão foi chamado de U r do Caldeus.O que as pessoas podem fazer é fabricar ídolos.23. O Deus que fez o povo de Israel seu servo. escolhido por Ele para realizar uma obra (cf. Eles esperam que os ídolos fabricados e imóveis os ajudarão no meio dos temores e difi­ culdades da vida. Eles . a quem tomei desde os confins da terra e te chamei dentre os seus mais excelentes e te disse: tu és o m eu servo. cf. tu Jacó. e te ajudo. Que contraste com o poderoso Deus que nos fez e criou o universo! 8 Mas tu. Deus fala agora com Israel de um modo intimo e pessoal. e Abraão respon­ deu amando a Deus (veja 2 Cr 20.5. Ele se preocupa com os sentimentos do seu povo. mas eles têm que fixála com pregos “para que não venha a mover-se”. I Jo 4. não o tem rejeitado e não o rejeitará ou tratá-lo-á como refugo. 10 não temas. porque eu sou teu D eus. Israel é servo de Deus. ó Israel. e te sustento com a destra da minha justiça. Eles são os descenden­ tes de Abraão. aquele a quem Deus deu a promessa. M as Deus é o que encoraja o seu povo: “Não temas. porque eu sou contigo. a quem elegisem en te de Abraão. Eles são movidos por medo. eu te esforço.7. M uito embora Deus os chame pelo antigo nome de “Jacó”. Em con­ traste com os adoradores de ídolos. Êx 19. eles ainda são considerados o seu povo escolhido.6). de modo que cada um envolvido no processo de fabrica­ ção de um ídolo encoraja o próximo para usar melhor a sua habilida­ de. a ti te escolhi e não te rejeitei. Eles observam a sua obra e dizem: “Boa é”. T g 2.

o SENHOR teu Deus.. e eles perecerão. Em todas as circunstâncias. que eu te ajudo”. Ele quer que eles ajam com coragem e fé. Ele é o SENHOR. Estar amedrontado é natural. 1' Porque eu. diz o S e n h o r . . cf. não importa quão difícil ou con­ fusa. Hb 13. g o ‘e[). e os que pelejarem contigo tornar-se-ão n a d a e como coisa que não é nada. os que guerrearem contigo. que eu te ajudo. mas não os acharás. o Deus deles. povozinho de Israel.6). tornar-se-ão nada. e os que contenderem contigo perecerão. Ele prometeu ajudá-los e sustentá-los (ampará-los firmemente e apoiá-los) com a “destra da minha justiça” (implicando que Ele os conduzirá). te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas.5) hl Não temas. Deus declara quem Ele é. o San­ to de Israel. Deus fará com que sejam envergonhados e confundidos “os que se irritaram contra” o seu povo. Então eles não serão achados. 11 Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que se irritaram contra ti. Jó 25. porque já não existirão sobre a terra. deixe de ser medroso]. (Ainda que dirigido a Israel. 12B uscá-los-ás. não sabendo onde achar ajuda e segurança.6. Ele con­ tinua declarando: “Não temas [lit. todos os crentes podem reivindicar isto. Chamando o povo de Israel de “bichinho de Jacó”. Ele é o Deus deles. eu te ajudo. Ele levará a cabo o seu propósito justo com um forte poder que assegura a vitória. Deus os fará curvar as suas cabeças com vergonha. Ele fará com que os que pensam ter um caso contra Israel se tornarem como “nada”. Ele é o Redentor deles (Heb. Deus os está lembrando de quão fracos e desamparados eles são (cf SI 22. mas estão de fato lutando contra Deus. mas Deus lhes diz novamente que parem: Ele os ajudará. Eles pensam que estão lutando con­ tra Israel. e o teu redentor é o Santo de Israel.devem deixar de olhar daquele modo e com temor. ó bichinho de jacó.

Deus é reconhecido como R e­ dentor treze vezes em Isaías. Então Israel se alegrará no SENHOR.Começando com este versículo. eu. e o tu fã o os e s p a lh a ­ r á . . 3.49. e os outeiros tornarás como a palha. deixando o grão cair no chão.1. o S e n h o r . 11). o S e n h o r lhes responderá e satisfará a necessidade deles. O grão debulhado seria revolvido com a pá e o vento sopraria para longe a palha. e não as há.19 27. Israel é comparado a um trilho poderoso. Deus os lançará fora ( “os espalhará”) como um vento poderoso. n Eis que te preparei trilho novo. m a s tu te a l e g r a r á s n o SE N H O R c te g l o r i a r á s n o S a n t o d e I s r a e l. o s ouvirei . A aridez sempre foi um problem a na m aior parte do O riente M édio. Quando o pobre desafortunado e o infeliz e o necessita­ do oprim ido estão a ponto de m orrer de sede. 17 Os aflitos e necessitados buscam águas. Deus tem se dedicado a levar a efeito os seus propósitos para com Israel em relação ao seu grande plano de redenção.2. mas eu. e o v en to os le v a r á . Deus fará o insignificante bichinho em “trilho novo” —duas pran­ chas de madeira pesadas pregadas juntas por duas travessas e tendo pedaços afiados de ferro (como pontas) por baixo.48. Ele sempre estará lá para eles. e a sua língua se seca de sede. o D eus de Israel os não desampararei. Lv 25.1— 13. que tem dentes agudos. Nm 35. o qual era também o vingador de sangue (cf. R t 2. Isto era arrastado em cima dos talos de grãos cortados para separá-los e prepará-los para peneirar o grão.9— 4. 10 Tu os p a d e ja r á s . Como o “Santo de Israel”. Em Israel o go ‘el era o parente redentor. o bastante para dissolver montanhas e pulverizar colinas. Israel não terá que se livrar de seus inimigos. os m ontes trilharás e m oerás. se gloriando no Santo de Israel.

Somente Ele pode criar —só Ele pode cumprir esta profecia. Juntos eles verão. milagrosamente. e s a i b a m .” realizou isto. Ele é o mesmo Deus que deu a Israel água da rocha durante o êxodo (Êx 17. como parte da res­ tauração pelo Espírito Santo no M ilênio. Ele satisfará a necessidade deles abundantemente em todos os luga­ res: milagrosamente. e j u n t a m e n t e e n t e n d a m q u e a m ã o d o S E N H O R fe z isso. diz para os idólatras que tragam o caso deles e qualquer argumento forte ou provas que eles possam ter pelos seus deuses. e o S a n t o d e I s r a e l o O que Deus faz e como Ele o faz nesta restauração será um teste­ munho para o pobre e necessitado (do v. e c o n s id e r e m . 17). sabe­ rão. 19 P la n ta rei n o deserto o cedro. d iz o f i r m e s razões. como o “Rei de Jacó” (como o verdadeiro Rei de Israel). Ele abrirá rios “em lugares altos” e fará “fontes no meio dos vales”. tornarei o deserto em tanques de águas e a terra seca. “Conjuntamente” também pode significar “todos ao mesmo tempo”. Deus plantará uma variedade de árvores no deserto e no “ermo” ou solo improdutivo (Heb. baaravah. e a á rv o r e de sita. ou “a mão do SENHOR. transformando o deserto em tanques de água e a terra seca em um lugar de onde brota água. em m ananciais. e a m u rta . Se n h o r . 20 p a r a c r io u . p o r ei no erm o a fa ia . co n ju n ta m en te. . d iz o R ei de Ja có. e a oliveira . “o Santo de Israel o criou”. a área seca ao sul do mar M orto).11. Deus. Dt 8. q u e to d o s v e ja m . 21 A presentai a vossa dem anda. trazei as vossas Em outra cena de tribunal. o o lm eiro e o álam o. Nm 20. quer dizer.6.15). “no Arabá”.18A brirei rios em lugares altos efo n te s no m eio dos vales. considerarão e entenderão com discernimento que o grande po­ der. A palavra “criar” no Velho Testamento sempre tem Deus como o sujeito.

O coletivo plural ( “nos”. ou deixe-os declararem simplesmente “as coisas futuras”.n o s o u v ir as coisa s fu tu r a s . “nós”) im ­ plica que para ser um espetáculo legítim o de poder. O SENHOR resume isto dizendo que os deuses pagãos são “menos do que nada”. Este seria um selo indicando que eles realmente são “deuses” —mas eles não podem profetizar. ju n ta m en te. explicando o que aconteceu no passado ( “as coisas passa­ das”). Os que escolhem adorar os deuses pagãos em vez do único e verdadeiro Deus são abomináveis a Ele. por outro lado. . qualquer coisa boa ou ruim — “fazei bem. as obras deles são totalmente inúteis (igualmente “me­ nos do que nada”). Porque os pagãos tinham uma visão cíclica da história (não reco­ nhecendo um começo ou um fim). ou fazei m al” —que as pessoas pudessem ter medo. e a vossa obra é m en os do que nada. p a ra qu e n o s a s­ so m b rem o s e. A visão linear bíblica da história. todos os seres humanos devem poder observar isto conjuntamente (todos ao mes­ mo tempo). e tem um plano para uma consumação futura. p a ra qu e sa ib a­ m o s q u e so is deuses. f a z e i bem ou fa z e i m al. como isto se amolda ao presente. 24 Eis qu'e sois m en o s do que nada. a n u n cia i-n o s as coisa s passadas. Os deuses pagãos são desafiados a predizerem o futuro. ou fa z e i. o que isto significa para o futuro. a b om in a çã o é qu em v o s escolhe. p a ra qu e a ten tem os p a ra ela s e sa ib a m os o f i m delas. 23 A n u n cia i-n o s as coisa s qu e ain da hão d e vir.22 T ragam e a n u n cie m -n o s as co isa s q u e hão de a co n tecer. o vejam os. Deixem os idólatras trazerem os seus deuses e contarem o que acontecerá. Eles são então desafiados a fazerem algo. eles não tinham nenhum conceito do fluxo da história. Isaías podia fazer este desafio porque Israel tinha visto as suas profecias a respeito da derrota de Senaqueribe cumpridas. mostra que o Deus que criou no princípio também trabalha agora.

7).9— I . falando isto de antemão de forma que o seu povo pode dizer: “Justo!” O veredicto está no favor de Deus por causa da profecia cumprida. mas porque ele decretaria que os judeus voltassem e reconstruíssem o templo do SENHOR (Isto é muito diferente da reivindicação de Senaqueribe de que o SENHOR ti­ nha lhe enviado. e como a argamassa ou barro não podem resistir ao trabalhador ou ao oleiro. os governa­ dores provinciais.IO). Deus en­ viou um mensageiro com boas novas (veja 40. embora Ciro viesse da Pérsia. como sobre o lodo. invocará o meu nome. e ninguém absolutamente ouve as palavras deles. Ele invocará o nome de Deus. e ele há de vir.2). O teor no hebraico mostra entusiasmo. assim ele os pisará. como o oleiro pisa o barro. nem tampouco quem manifeste. para que digamos: Ju sto é? Mas não há quem anuncie. Só Deus verdadeiramente prevê o futuro. Por causa do deserto diretamente ao leste de Israel e Judá. Sem qualquer um outro se antecipando a Ele. e virá sobre os magistrados. nenhum deles proclama qualquer coisa. Mas entre os deuses pagãos —aqui. o hebraico é enfático —nem mesmo alguém diz qualquer coisa. e. Deus foi o “primeiro” que falou palavras proféticas de libertação. O que procede “do N orte” que Deus suscitou é Ciro. no Orien­ te (v. ele entrará em Israel vindo “do N orte”. de fato. O SENHOR 21 Evi sou o que prim eiro direi a Sião: Eis que ali estão. Assim. para que o possamos < saber. I . 3 6 .25 Suscito a um do Norte. não porque ele adorasse o SENHOR.3Ele “virá sobre os magistrados”. Em contraste com os ídolos pagãos que não podem falar e não falam. é o que declarou isto “desde o princípio” para que o seu povo possa saber. e a Jerusalém darei um anunciador de boas-novas. nem tampou­ co quern ouça as vossas palavras. desde o nascimento do sol. eles não poderão resistir a ele. a maioria das invasões era proveniente do Norte. ou em outro tempo. 52. 2>Q uem anunciou isto desde o princípio.

Nós tam­ 21 bém podemos ver um paralelo quando o Espírito desce sobre fesus como uma pomba e a voz do Pai declara do céu: “Este é meu Filho amado. 0 SERVO DO SENHO R E A SUA MISSÃO 4 2 . e põe o seu Espírito Santo sobre Ele. juízo produzirá entre os gentios. a quem sustenho. e as suas obras são (literalmente) “nada”.1 -9 1 Eis aqui o meu Servo. os deuses pagãos não têm “ninguém”. ninguém havia.28 quando olhei. . “o meu servo” aqui (em contraposição ao “ser­ vo” de 4 1 . mishpat) entre as nações. Ele produzirá “juízo” compassivo (Heb. “Olhe!”. nEle se compraz a sua alma (e coração). Eles não podem revelar nada. As suas imagens fundidas são vento4 e vacuidade. em quem me comprazo” (M t 3. nem mesmo entre estes con­ selheiros algum havia a quem perguntasse ou que m e respondesse palavra.17— aplica esta passagem a Jesus. Agora a atenção é desviada dos ídolos para a glória do Servo do Quer dizer. “Eis aqui” (Heb. nenhum conselheiro que possa responder com até mes­ mo uma palavra. “Veja!”) é uma ordem para olhar para Ele. Todos os deuses pagãos são “vaidade”. Wm). pus o meu espírito sobre ele. sem nenhuma realidade. hen.17). as suas imagens de fu n d içã o são vento e nada. Como é totalmente estúpido adorar qualquer coisa ou qualquer outro que não o único e verdadeiro Deus! Ele é o único em quem vale a pena confiar. nenhum mensageiro. M as Deus tem um plano. “coisa alguma” (Heb. o m eu Eleito. 3. Deus o Pai o sustenta firmemente. 29 Eis que todos são vaidade.8 ) é o Messias. em quem se compraz a minha alma. Em contraste. Nós podemos edificar as nossas vidas sobre a sua Palavra.5 M ateus 12. fazendo deste o primeiro Cântico do Servo em Isaías.6 Isto conecta “meu S en h o r. as suas obras não são coisa algu­ ma.

as coisas e as pessoas que fazem os outros ficarem desencoraja­ dos não o impedirão de emitir luz e ser firme e forte. O termo “servo” implica tanto obediência como autoridade delegada.I . U m pavio que está apenas vaga­ mente fumegante é fácil de apagar. toda a terra habitada) colocarão a sua esperança (ou “aguardarão”) na “sua doutrina” (Heb. M as Ele não apagará a luz da vida de qualquer pessoa.7 e 1 1. e as ilhas a gu a rd a rã o a su a d ou trin a. e agora por intermédio desse Espíri­ to sua obra será realizada (cf.7 As “ilhas” (quer dizer. Quer dizer. a té q u e p on h a na terra o ju íz o . depois enviou o Espírito Santo. Zc 4. ■ Ele não será como os conquistadores terrenos. em verd a d e. O Messias não será uma luz brilhando vagamente nem se mostra­ rá fraco. Ele não jogará fora ninguém como inútil. 2 N ão clam ará. Ele não desis­ tirá até que estabeleça “na terra o juízo”. onde o Pai chama o Messias de seu Filho. n em será quebrantado. que alardeiam quem eles são e fazem grandes anúncios de suas façanhas.2 como também 6 I . Ele foi para a cruz. Ao contrário dos cruzados que pensaram poder fazer o tra­ balho de Deus lutando. Aguardar aqui implica . 3 A ca n a trilhada não quebrará. de acordo com a verdade (Heb.6). “instrução”). torah. N a realidade. Isto é paralelo ao Salmo 2.7. Ele será quieto e manso. não se ex a lta rá. tampouco Ele será quebrantado ou desencorajado. e ao contrário dos muçulmanos que pensam ser a guerra santa (jihact) a vontade de Deus. 12. leemeth ). 4 N ão fa lta r á . ou seja. 9. Alguém quebra uma “cana trilhada” antes de descartá-la. n em f a r á o u v ir a su a voz na . Ele produzirá justiça “em verdade”. n em apagará o p a vio qu e f u m e g a .praça. o Messias não provocará derramamento de sangue ou ódio. p ro d u z irá o ju íz o .servo” com passagens messiânicas anteriores em Isaías.

que cr io u os céus. e permanecerão firmes até o fim (cf.5. Novamente o único Deus verdadeiro. e os esten d eu . . 8.) 7pa ra a b rir os olhos dos cegos.2).em uma esperança que resiste. 6 Eu. M t 24.13). o Senhor . te ch am ei em ju stiça . R m 5. Ele os tirará para a luz (cf. e te gu a rd a rei. p a ra tira r da p risã o os p reso s e do cárcere. 9. animais e plantas) criado a partir destes. o Servo tem sido chamado por Deus o Pai “em justiça”: ou seja. o S e n h o r ( Yahweh).6-13.15.1) —pelo qual o Servo levará os povos a um relacionamento correto com o SENHOR. 6 1 . (como o hebraico indica) para trazer justiça com êxito (como uma manifestação da sua graça). Ele não será somente “luz” (v.6). Além disso.21). e o esp írito aos qu e a n d a m nela. e o buscarão para ajuda e orientação. e f o r m o u a terra e a tu d o qu an to p rod u z . mas Ele também abrirá “os olhos dos cegos” de modo que eles possam ver essa luz. por Ele e para Ele. H b 8. os qu e ja z em em trevas. que dá a respiração ao p o v o que nela está. A aliança será feita nEle. Os prisioneiros que “jazem em trevas” da prisão do pecado.e„ nações). e te tom a rei p ela m ão. protegendo-o e guardando-o. é iden­ tificado como o Criador dos “céus” e da “terra” e de “tudo” o mais (pessoas. o Senhor . Semelhante a Ciro (41. Ele é o único que “dá a respiração ao povo” (como Ele fez a Adão) e vida ao espírito humano (incluindo a mente e a disposição). Aqueles que aceitam a vontade do Messias irão colocar a sua esperança nEle. e te d a rei p o r co n certo do p o v o e p a ra lu z dos g en tio s. Ele lhe dará “por concerto do povo” —a nova aliança (c f M l 3.1. (Veja Jo 1. a aliança não será lim itada a Israel. pois o servo será “para luz dos gentios” (i.12. J A ssim d iz D eu s. Deus o tomará pela mão.9. Ele “estendeu” os céus tão facilmente quanto uma pessoa estenderia uma cortina. 9.

A sua “glória” inclui o seu poder. Os ídolos não são nada e não merecem coisa alguma. 4. e n o va s coisa s eu vos an u n cio. 48.& Nome o que assegura a Israel que Ele estaria com eles. a n tes qu e ven h am à luz. UM CÂNTICO NOVO 42. Yahweh. da mesma maneira que as primeiras coisas o foram. mas certas de terem o seu cabal cumprimento.. (Isaías está escrevendo isto provavelmen­ te em 700 a. d esd e o f i m da terra . pois. .C. Pode-se confiar na palavra profética de Deus. n em o m eu louvor.6). nem o seu “louvor às imagens de escultura”.10-13 10 C a n ta i a o S e n h o r u m câ n tico n o v o e o seu lo u vo r. v ó s o s q u e n a v ega is p e lo m a r e tu d o q u a n to há n ele. Por causa da sua glória —por causa de quem Ele é —Ele merece todo o louvor.s Eu so u o Senhor . com as a ldeia s que Q u ed a r habita. e.19. ilh a s e s e u s hab itan tes. Ele é também um Deus pessoal. As “primeiras coisas” são os eventos previamente profetizados que agora estão cumpridos. 11 A lcem a voz o deserto e as su a s cidades. Ele não os dará a outro. 43. O seu louvor deveria vir “desde o fim da terra”: proveniente daqueles que estão no mar e de todos os habitantes do mundo habitável. autoridade e atributos.18. Isto inclui gentios e israelitas. Deus declara o seu Nome de guarda da aliança. às im agen s de escultura. depois que a sua profecia de libertação dos assírios foi cumprida. a m in h a g ló ria . vo~ lasfaço ouvir.) As “novas coisas” são profecias ainda não cumpridas. este é o m eu nom e. ex u ltem os q u e habitam na s rochas e cla m em do cu m e dos m ontes. 9 Eis q u e as p rim eira s coisas passaram . a ou trem não darei. vós. A ordem para cantar “ao SENHOR um cântico novo” pressupõe uma nova revelação ou um novo entendimento da sua palavra e do que Ele está a ponto de fazer (cf.9 Ele não só é o único Deus verdadeiro.

Ele se tornou como uma m ulher em trabalho de parto e não adiará isto para sempre: Quando fizer isto.4 e 63. tem postergado esta ação de juízo e restauração. O próprio SENHOR sairá para batalhar como um herói. (Cf. me conti­ ve”). e f a r á g r a n d e ru ído.“O deserto e as suas cidades” (onde as pessoas então se manti­ nham em um nível de subsistência simples). e su jeita rá os seu s inim igos. As suas bênçãos são para todas as pessoas. Desde a eternidade Deus tem se contido ( “me calei. Ele é um Deus de livramento. estiv e em silên cio e m e co n tive.14-17 14 P o r m u ito tem po. Os seus brados são para dar “glória ao S e n h o r ” e anunciar o seu louvor às “ilhas” (a terra habitada). Em outras palavras. . DEUS JULGARÁ E GUIARÁ 42. m e calei. Ele fará tudo ime­ diatamente. d espertará o zelo.) 5. 27. De fato. e toda a su a erva fa r e i secar. a tribo árabe de Quedar e suas aldeias. 13 O SEN H OR . m as. Ele “fará grande ruído”. Ele levantará um grito de guerra e “sujeitará os seus inimigos”.1— para desenvolvimento do tema do S e n h o r [Yabweh] 6 como “Guerreiro Divino”.. “Como um homem de guerra despertará o zelo” dele —seu ardente amor que não permitirá o inimigo destruir os que o amam. 15 O s m o n tes e o u teiro s to rn a rei em deserto. e to rn a rei os rio s em ilhas. e as lagoas secarei. e ju n ta m en te devorarei. d a rei g r ito s com o a qu e está de parto.. agora” Ele fala. e os residentes de Sela (Petra). co m o hom em de g u er r a . em Edom —antigos inimigos de Israel —devem se unir a eles no louvor a Deus. 12 D êem g ló r ia ao SE N H O R e a n u n ciem o seu lo u v o r nas ilhas. e a todos assolarei. clam ará. “M as. co m o p o d e r o s o s a ir á . agora.

transformando “as trevas em luz” e tornando direi­ tas “as coisas tortas” à medida que eles o seguem. ceg o s. ISRAEL CEGO E SURDO 4 2 . Ele “guiará os cegos” em caminhos novos. c o m o o s e r v o d o SENHOR? A chamada é para as pessoas surdas e cegas do mundo escutarem e olharem. o lh a i. to rn a r ei as tr e v a s e m lu z p e r a n t e e le s e a s c o is a s to r ta s f a r e i d ir e ita s . 6. s e n ã o o m e u s e r v o o u s u r d o co rn o o m e u m e n s a g e ir o . f á lo s -e i ca m in h a r p o r v ered a s q u e n ã o co n h ecera m .Em contraste com as bênçãos que virão no M ilênio (4 1. M as Israel é cego como o resto do mundo. os pagãos que ainda “confiam em imagens de escultura”.s e . outeiros e toda a sua vegetação.1 8 -2 5 /. Deus. o juízo de Deus secará os montes. como também os rios e as lagoas. tornarão atrás e serão totalmente confundidos de vergonha. E sta s c o is a s lh es f a r e i e n u n c a o s d e s a m p a r a r e i. p a r a q u e p o s s a is ver. 16 E g u i a r e i o s c e g o s p o r u m c a m in h o q u e n u n c a c o n h e c e r a m . Deus pretendia . O mundo precisa do que Deus tem dado para e através de Israel. e diz enfaticamente “nunca os desampararei”. e somente Deus. em contraste com o seu juízo.s S u r d o s .ã o d e v e r g o n h a o s q u e c o n fia m em im a g e n s d e e s c u lt u r a e d iz e m à s im a g e n s d e f u n d i ç ã o : Vós s o is n o s s o s d eu ses. o u v i. pode fazê-las ouvir e ver. embora seja o servo de Deus. Os “cegos” são os espiritualmente cegos que se voltam para Ele. a q u em e n v i o ? E q u em é c e g o c o m o o g a l a r d o a d o e cego . Isto é. Deus fará isto.18 ). nesta passagem. “M eu servo”. Isto nós podemos esperar que Ele continue a fazer. chamando as imagens de ouro e prata os seus deuses. Em contraste com os que confiam em Deus. 19 Q u e m é cego . se refere a Israel. e vó s. Agora. 11 T o r n a r ã o a tr á s c c o n f u n d i r .

N IV e outras versões) o texto indica que foi do agrado do SENHOR.1 de forma que a maioria não 0 . fazer a sua “lei” (Heb. ainda que tenha os ouvidos abertos. as Escrituras) grande e gloriosa. enlaçado (capturado e acorrentado) em cavernas e man­ tido escondido nas prisões.que Israel proclamasse a mensagem para o mundo. O povo que recebeu esta grande e gloriosa instrução está roubado e saqueado. 22 Mas este é um povo roubado e saqueado. mas não as guardas. p o r despojo. Eles estão desatentos ao que Deus quer que eles vejam e ouçam. por amor da sua justiça (em linha com a sua natureza justa). “instrução”. se agradava dele p o r am or da sua justiça. o qual foi recompensado por Deus. Israel. torah. Seu povo (os pronomes “tu” e “teus” [oculto em “os (teus) ouvidos”] referem-se a Israel) tem visto milagres e profecias cumpridas. e ninguém diz: Restitui. mas seu povo tinha ficado muito surdo para ouvir a mensagem. nada ouve. 20 Tu vês muitas coisas. e ninguém há que os livre. Os seus ouvidos estão abertos. são postos p or presa. quer dizer. e que ainda é o seu servo.1-23 ). en­ gran deceu -o pela lei e ofe z glorioso. mas não presta atenção. Restos arqueológicos mostram que a maioria deles prosperou tanto durante os setenta anos do exílio babilômco. Este não era o caso das pessoas levadas cativas para Babilônia por Nabucodonosor (veja Jr 29 . mas espirituais. 21 O S en hor No original (ver ARA. A cegueira e surdez de Israel não são físicas. mas o povo “nada ouve”. “ensi­ namento”. sua palavra lhes daria então novas oportunidades para as bênçãos que um Deus amoroso queria lhes dar. todos estão enlaçados em cavernas e escondidos nas casas dos cárceres. Esta é inteira­ mente digna de ser ouvida e obedecida. é agora tanto cego como surdo.

eles “não puseram nis­ to o coração”. aos ro u b a d ores? P o rven tu ra . O sofrimento descrito aqui era o atual resultado das invasões assírias de Israel e Judá nos próprios dias de Isaías. não f o i o Senhor . m a s n isso não a ten ta ­ ram . 24 Q u em en trego u J a có p o r d espojo e Isra el'.Tampouco prestaram atenção ao que o SENHOR esta­ va dizendo através dos profetas. teu Deus. “restitui”). O Velho Testamento como um todo tem um olhar para o futuro.5 .e. Eles tinham pecado contra Ele: eles não quiseram viver de acor­ do com os seus caminhos e não escutariam o seu ensino. A m isericórdia de Deus não m im a os pe­ cadores por perm itir-lhes que continuem no orgulho e em obstina­ . Eles tinham se tornado rebeldes cujas vidas expressavam desprezo por Deus. não d a n d o o u v id o s à su a lei? O SENHOR estava por trás do que os assírios fizeram a Israel e Judá. eles não perceberam ou reconheceram que o juízo veio do SENHOR. 23 Q u em há en tre v ó s qu e ou ça isso? Q u e atenda e ou ça o qu e há de s e r d ep ois? Isaías indaga quem escutará. aq uele con tra q u em p eca ra m e n os ca m in h os do q u al não q u eria m andar.2 4 ). é um fogo que consome. um Deus zeloso” (D t 4 . m a s não p u sera m nisso o coração. reconhecendo que Deus trará tanto juízo como restauração.queira voltar para Jerusalém. Pa­ recia que eles jamais iriam aprender.6 ). ou recordando a advertência de M oisés de que “o SENHOR.. Ele está preocupado a respeito do que havia “de ser depois” e quer que as pessoas compartilhem dessa preocupação. Os cativos levados das cidades de Judá por Senaqueribe não tiveram ninguém como Ciro para mandá-los de volta (i. M esm o assim. e os q u eim ou . Eles mereciam a ira de Deus e o juízo que Ele trouxe por inter­ médio dos assírios (1 0 . 23 P elo qu e d erra m ou sobre eles a in d ign a ção da su a ira e a f o r ç a da g u e r r a e lhes p ô s labaredas em redor.

3. 7.1-7 é Jesus? 5. Duane Lindsey.4— 52 .1 2.1 — 50.1 3 a 53 . o qual m enciona que ele vem do N orte. 3 Deus é o que chama Ciro pelo nome (veja 4 5 . 19 84 ). B.18— e que tipo de cegueira este servo 25 tem? CITAÇÕES 1 Veja 4 1 . 9. 4 3 — 5 . The Servant Songs (C h ica­ go: M oody Press. Quem Deus está desafiando no capítulo 41 e por quê? 2. as imagens ocas estavam apenas cheias de ar. Quem é o servo em 42 . Como Isaías contrasta os ídolos com o verdadeiro Deus no capí­ tulo 41? 4. O que indica que o que vem “do Oriente” é Ciro? 3. Eerdmans. 4 . Assim. N ão obstante. 2 George A. 9. 1 1 QUESTÕES DE ESTUDO 1. 4 A palavra hebraica ruach também significa “espírito”. Servant Theology (G rand R apids: W m . 28. “um a ordem justa”. 7 O u seja. estas não ti­ nham nenhum poder espiritual.2 5 . Pelo que o “cântico novo” louva o Senhor? 6.17— confirma que o Servo do Senhor em 21 42.1 — veja também 4 9 . 19 85 ).4 ). 8. 5 Isaías 4 2 . e alguns pagãos reivin­ dicavam que um espírito estava nas imagens. Como Mateus 12. F. Salmos 82. 6 Cf. Knight.da rebelião. Veja F. O seu amor procura desafiá-los “ao arrependimento e à obediência conforme eles caminham de volta para a vida de rela­ cionamento com Deus”. Ciro veio do Leste e depois do N orte. A sua justiça universal é outra razão para aceitá-lo como o único e verdadeiro Deus.

e que te form ou. eles não te subm ergirão. . estarei contigo.8 Veja nota em 1. Por causa do juízo de Deus. cham ei-te pelo teu nome.2 Eles sempre poderiam pôr a sua completa confiança nEle. não te queimarás. O nome indica que Ele continuará sendo o realizador dos seus planos — trabalhando ativamente entre as pessoas. 0 AMOROSO SALVADOR DE ISRAEL 4 3 . 54. Ele lhes diz para deixarem de ficar temerosos.14. fogo e chamas. e.2. nem a chama arderá em ti.7— cf I Jo 4. 44. quando pelos rios. mas Deus sempre estaria com eles.5. 9.1-45. e jamais seriam aniquilados. 57. Israel passaria por águas. Ele os criou.2 para o significado de Yahweh.25 I. qviando passares pelo fogo. Um Remanescente Redimido É Reunido 43. ó Israel: Não temas. H anson.4). por­ que Ele os redimiu. tu és meu. rios.8).1 Ele os reivindica como sua pro­ priedade da mesma maneira que fez quando os tirou do Egito e os trouxe a Ele (Ex 19. Eles nunca deveriam deixar a sua fé nEle (cf. Deus lhes deu o nome “Israel’’. 10 Por exemplo. Ele formou a nação. onde “Eu serei" é a m esma palavra em hebraico Çehyeh) como a palavra traduzida por “Eu sou" em 3. 43. assim diz o SEN HO R que te criou. ó Jacó.4). 1 9 9 5 ). agora . porque eu te remi. 1 Paul D. 2 Q uando passares pelas águas. os arqueólogos descobriram os restos de um banco judeu e de um a casa de hipoteca próxim o do Canal Chebar ao leste da Babilônia. Isaiah 40— (L ouisville: John Knox Press.12 .1 -7 1Mas. 1 66 C. Apesar da falta de resposta de Israel ao juízo de Deus. 9 Veja Exodo 3. Como escreveu Moisés. Ele os amava porque os amava (D t 7. Deus não mudou o seu plano e propósito para o seu povo.

trazei m eu s f i lh o s de lon ge e m in h a s fi lh a s das ex trem id a d es da terra. Ele é o Deus de Israel. porque Ele está com eles. e ao S ul: N ão retenhas. dei o E gito p o r teu resgate. o eterno. 6). Porque Israel é valioso a Deus. p o rq u e estou con tigo. 4 E nquanto fo s t e p recio so aos m eu s olhos. 6 D irei ao N or­ te: D á . e os povos. Quer dizer. esta responsabilidade não é pesada (cf. A Etiópia (Cuxe. o Egito.28. p ela tua alm a. Semelhantemente. p o r ti. o S anto de Israel. Ele libertou o povo de Israel da escravidão às custas das pragas sobre o Egito (Ex 10. Ele dará outros povos no lugar dele. A repetição desta idéia em diferentes palavras demonstra ênfase. Ele trará os . Porque Ele é o que é. Ao mesmo tempo.3 P orque eu so u o SE N H O R . tam bém fo s te g lo r ifiç a ­ do. 5 N ão tem as. o Deus que guarda a aliança. O seu propósito é libertar a Israel.7) e a destruição do exérci­ to deles (Êx 14. Porém.1. M t 11. entretanto. o Salvador de Israel. a E tiópia e Sebá. teu D eu s.30. Deus é o que Ele é: o SENHOR. Agora Deus os aponta à frente. tra rei a tua sem en te desde o O rien te e te a ju n ta rei desde o O cidente. e porque Ele o ama. a escolha da Igreja por Deus põe uma grande res­ ponsabilidade sobre os crentes. 15. ou o atual Sudão) e Sebá (o norte da Etiópia incluindo M eroe) foram igual­ mente afetadas. como resgate. Ele poderia dar um país inteiro. p elo que dei os hom en s p o r ti. o fiel. Por causa da garantia do seu amor. pois. Deus amou o mundo. mas quando o mundo lhe virou as cos­ tas. o teu S a lva d o r.28-30). que se revelou a Isaías (cap. M as outras nações teriam que pagar o preço da escolha de Israel por Deus. Ele lhes diz que deixem de estar amedrontados. Ele escolheu Israel para preparar o caminho para um Redentor. Yahweh. a um tempo quando Israel se espalharia em todas as direções. e eu te am ei. o Santo de Israel.31.3-10). honrado por Ele. isto colocou uma grande responsabilidade sobre eles.

0 TESTEM U N H O DE ISRAEL COM O SERVO DE DEUS 4 3 . Eles são os chamados pelo seu nome. 9 Todas as nações se congreguem } e os povos se reúnam . por incrível que possa parecer. porque têm olhos e ouvidos. efa z er-n o s ou vir as coisas anti­ ga s? Apresentem as suas testemunhas. M as eles 2 são voluntariosamente cegos e surdos. e para que se ouça.C. (Isto não se refere ao retorno da Babilônia em 538— 536 a. Ou seja.) 7 a todos os que são chamados pelo meu nome. Eles têm que fazer isto para serem justificados. deixe-os ouvir o que Deus fez e adm itir que isto é a verdade. eles são desafiados a produzir dentre eles alguém (algum deus ou o profeta de algum deus) que possa predizer o futuro e para m ostrar “as coisas antigas”. até mesmo “das extremidades dn terra”. e outras coisas antigas que Deus fez na história de Israel. para terem o veredicto em seu favor. . porque eles vieram somente do leste. e os surdos. para que se justifiquem . o cego e o surdo (veja 4 2 . 2. Eles não são as testemunhas aceitáveis em um tribunal.8 -1 3 lS Trazei o povo cego. eu os fo rm ei. sim. que têm ouvidos. Ele não desistirá deles. que tem olhos. onde Deus está falando a respeito de Israel.1 8 — 0 ) são tomados como testemunhas. Em outra cena de tribunal. A referência prim ária aqui está de volta a 43. deixe-os mostrar que eles profetizaram e produziram eventos como o êxodo do Egito. e para que se diga: Verdade é. a libertação das mãos de Senaqueribe.1.. formados pela sua mão poderosa —a nação que Ele fez. e os que criei para minha glória.seus descendentes que estarão vivos no fim dos tempos. Com todas as nações reunidas. quem dentre eles pode anunciar isto. Caso contrário. criados para a sua glória. em um novo êxodo vindo de todas as direções. eu osfiz .

Dizendo “Eu sou o S e n h o r [Y ahw eh]” . e nenhum viria depois dEle. e o m e u serv o . 6.6. Ap 1. Quando os israelitas vieram ao Sinai eles não tinham nenhum ídolo entre eles. 7. a qual enfatiza que só Ele é Deus.2). Deus falou para Moisés o que Ele ia fazer.10 V ó s s o is a s m in h a s te s te m u n h a s . eu s o u o S e n h o r . de modo que eles podem saber. e d e p o is d e m im n e n h u m h a v e r á . devido a Israel ter experimentado isto. e d e u s e s tr a n h o n ã o h o u v e e n tr e vós. M as o úni­ co Deus verdadeiro declara que antes dEle “deus nenhum se for­ mou” ou foi criado. e. M l 3. e f o r a d e m i m n ã o h á S a lv a d o r . Ele os salvou então. e e n t e n d a is q u e e u s o u o m e s m o . Deus está fazendo-os lem ­ brar da sua revelação durante o tempo do êxodo (Ex 3.). eu s o u D e u s . e e u o f i z o u v ir .16). é. Os pagãos também acreditavam em deuses que tinham surgido ou nascido recentemente.17. etc.15. a q u e m es c o lh i. Ele é o Deus eterno que sempre foi. H b 13.8. d i z o SENHOR.7. p a r a q u e o s a ib a is . acreditar e con­ fiar nEle e podem saber que só Ele é Deus (veja 37. e será (Êx 3. d i z o S e NJ-H >R. Ele salvou a Israel e se fez ouvir entre os israelitas no monte Sinai.14.22. os seus servos escolhidos. 15.1.14. e eu salveií. 8. 11 E u . Embora Israel tenha falhado. Deus não falhou.8. Deus tem feito gran­ des coisas em Israel. Eles são as suas testemunhas. portanto. o SENHOR diz que eles são teste­ munhas de quem Ele é: Deus Ç‘el). Os pagãos acreditavam que os deuses que eles adoravam tinham sido precedidos por outros deuses. Ele os salvará agora —por­ que Ele é o Salvador e não há nenhum outro. e m e c r e ia is .12. especialmente os que loram livres das mãos de Senaqueribe. 12 E u a n u n c ie i. p o is v ó s s o is a s m in h a s te s t e m u n h a s . A salvação e a voz do SENHOR vieram somente dEle. A palavra hebraica ‘el é a palavra co­ mum para Deus. Eles são testemunhas da sua fidelidade. Deus está falando aqui com o remanescente piedoso em Israel. e q u e a n t e s d e m im d e u s n e n h u m se f o r m o u . .

o Criador” e o “R ei” de Israel. . eu sou o único Deus verdadeiro”. Deus fará a sua obra. kasdim. en viei inim igos contra a B abilônia e a todos J u rei descer com o fu gitiv o s. isto é. “caldeus”) trazendo tesouros no rio Eufrates causaram gritos de ale­ gria quando eles chegaram. 16 A ssim d iz o Senhor :. UM NOVO ÊXODO DA BABILÔNIA 43. vosso Santo.3 15 Hu so u o S e n h o r . Agora o SENHOR promete um novo êxodo. ou pode significar “Desde que eu sou o único Deus verdadeiro hoje. vosso Rei. o Santo de Israel: P or a m or de vós. 17 o que tro u x e o ca rro e o cavalo. desta vez da Babilônia. O juízo que Deus traz sobre a Babilônia é relacionado ao que Deus fará por Israel. “Desde o dia. u m a vered a . o ex ército e a f o r ç a : eles ju n ta m e n te se deita ram e n u n ca se leva n ta rã o. Os navios dos babilônios (Heb. eu sou Ele”. 3. M as Deus derrubará os caldeus. Novamente Isaías enfatiza que Ele é o “Santo. q u em im p ed irá ? A expressão hebraica miyom ‘ani hu . o qu e p rep a ro u no m a r u m ca m in h o e nas á gu a s im petu osas. nos navios com que se vangloriavam . e está realizando isto por causa de Israel. estão ex tin tos e co m o u m pa vio. e ninguém poderá impedi-la ou “revertê-la”. pode significar “Desde que o tempo começou. se apagaram . O Deus que está fazendo isto é o “Santo de Israel”. ninguém pode escapar da minha mão”. Ele é esse tipo de Deus. uma vereda”. e n in gu ém há que possa f a z e r esca p a r das m in h as m ãos. os caldeus.14-21 14Assim diz o Senhor. teu Redentor. eu sou .13 A inda a n tes qu e h ou vesse dia. Ele fez isso no êxodo quando abriu um caminho pelo mar Vermelho. o C ria d o r de Israel. Deus providenciou “no mar um caminho e nas águas impetuosas. e os seus navios serão usados por fugitivos procurando escapar. operan do eu.

1-31). Ele formou Israel para Si mesmo e seu propósito é para eles proclama- . ao meu eleito. sairá à luz.A vitória sobre as excelentes tropas de carruagem de Faraó no mar Vermelho é descrita dramaticamente (veja Ex 14. e. r>Eis que fa r e i uma coisa nova.C. Houve um retorno nos dias de Isaías quando Senaqueribe destruiu Babilônia em 689 a. aos novos milagres que obscurecerão os antigos. Ela está pronta para acontecer. os dragões e os filhos do avestruz. nem considereis as antigas. Não obstante. Deus quer que olhemos adian­ te. não a sabereis? Eis que porei um caminho no deserto. especialmente os que vivem em áreas de deserto. 21Esse povo que form ei para mim. Pode haver um cumprimento mais extenso no fim dos tempos. Esta foi com­ pleta. porque os assírios só se preocuparam com os próprios babilônios. agora. porventura. O seu amoroso propósito mostra que Ele é um Deus bom. o tempo vem quando é necessário parar de lembrar e de dar atenção às coisas do passado. e rios no ermo. Os animais selvagens ou “do campo”. porque porei águas no deserto e rios no ermo. 20 Os animais do campo me servirão. Isaías pode estar olhando aqui para o retorno do exílio babilônico que ele profetizou em 39. Eles a conhecerão e a experimentarão. honrarão a Deus por causa dos rios no deserto que Deus concede para o benefício do povo que está retornando.6. para qvie m e desse louvor. Deus tem uma nova libertação para o seu povo. para dar dc beber ao meu povo. 18 Não vos lembreis das coisas passadas. Esar-Hadom. Deus fará um “caminho no deserto” e também “rios no ermo” (sertão).5Contudo.4 O filho dele. registrou o lato de que as pessoas ca­ tivas escaparam naquele tempo.

Eles estavam utilizando formas religiosas sem fé em Deus e sem honrá-lo pelo que Ele é. n em co m a g o r d u r a d os teu s sa crifício s m e encheste.15). m a s m e deste trabalho com os teu s p eca d o s e m e ca n sa ste com as tu a s m aldades. Eles realmente não estavam buscando a Deus.I 5 ) . A ARC traduz o verbo hebraico aqui como “encheste” (mas como “fartou” em Lm 3. eles o sobrecarregavam com os seus pecados. Nós também somos levados ao Senhor. não te f i z s e r v ir co m ofertas. Deus coloca a ênfase sobre Si mesmo quando declara: “Não a mim. mas Deus não lhes tinha pedido isto ( I . nem m e h on raste com os teu s sa crifício s. de forma que podemos louvá-lo e convidar outros a louvá-lo. Estas eram as pessoas nos dias de Isaías para quem Deus falou a respeito de “pisar os meus átrios” (I . ao invés disso. Estavam realmente cansados dEle. mas real­ mente não os estavam oferecendo a Deus. n em te fa tig u e i co m incenso.22-28 22 C on tu d o<tu não m e in voca ste a m im . 23 N ão m e trou x este o g a d o m iú d o dos teu s holocau stos. Estavam multiplicando sacrifícios e holocaustos. e as únicas coisas com as quais . não era com a cana aromática (ou o óleo resultante desta) nem com a gordura de sacrifícios que eles enchiam a Deus. eram mesquinhos em sua adoração.rem o seu louvor. Mas eles não puderam disfarçar os seus pecado. m a s te cansaste . tu tens invocado” (tradução literal). E aqui tem um toque de ironia. De fato. quer dizer. Eles trouxeram os seus “holocaustos” e “sacrifícios”.1 2). 4. A INFIDELIDADE DE ISRAEL 43. eles estavam cansados do Deus Santo que Ele é. ó Israel.1 3). de m im . Eles estavam fazendo muitas orações (I . ó Ja có . 24 N ão m e com p ra ste p o r d in h eiro can a arom ática. Eles negligenciaram a Deus.

Somente quan­ do o pecador adm ite o seu pecado é que pode haver justificação que perdoa e apaga os registros das ofensas. Quando isto é feito. Em todo caso. Entrar “em juízo juntamente” significa reconhecer o que a lei re­ quer e adm itir que a inocência não pode ser provada. Isto é pura graça —que flui livremente da inesgotável mise­ ricórdia de Deus — a qual Deus está aqui oferecendo ao seu povo. Mas antes de haver perdão divino. o pecador tem que entrar em juízo. so u o que apago as tua s tra n sgressões p o r a m o r de m im e dos teu s p eca d o s m e não lem bro. eu m esm o . p a ra que te p ossa ju stifica r. antes de o registro ser apagado. lembrando a Deus dos pecados. mas não devemos proceder dessa forma se queremos o perdão de Deus. Alguns entendem isto como sendo Abraão ou Jacó. he’evadtanC) também pode significar “me constrangeste”. os pecados deles o constrangeram a realizar uma obra de juízo. Deve haver confissão. a p re­ sen ta a s tu a s razões. . 26 P r o cu r a lem b ra r-m e.enchiam (fartavam) a Deus eram os pecados que eram ruins o bas­ tante para fazerem alguém vomitar (cf. “M e cansaste” (Heb. Tam­ bém as suas “maldades” ou ofensas (a culpa com suas conseqüênci­ as) o cansaram. O “primeiro pai” provavelmente é Adão. 27 T eu p r im eiro p a i p eco u . E muito fácil bloquearmos as coisas das quais não queremos nos lembrar. en trem os em ju íz o ju n ta m en te. I. 25Eu. o perdão é comple­ to: o registro é totalmente apagado. Deus jamais se lembrará dos seus pecados. Quer dizer. mas por amor de Si mesmo. é Deus somente quem pode apagar o pecado resultante de rebelião intencional —não porque isto seja merecido. e os teu s in térp retes p rev a rica ra m co n tra m im . Ao mesmo tempo.I 3 ). Pecados repetidos e não confessados tornaram o juízo necessário. o primeiro pai implica .

Outra vez Ele lhes fala que eles têm que deixar de ficar amedrontados. J esu r u m . A repetição de “servo” e “escolhi(do)” do versículo I indica que Deus . ou seja. u m opróbrio.37 ). Ele faria “de Jacó um anátema” (Heb. porque é isso o que Ele quer que eles sejam (D t 32.5). A destruição profetizada não será total. seu “querido justo (íntegro)”.15. os seus sacerdotes (e provavelmente os seus profetas). contudo. Por causa desta rebelião Deus profanaria (ou colocaria em desgra­ ça) os maiorais do santuário (cf. pois. 2 A ssim d iz o SENHOR qu e te crio u . Deus chama Israel de “Jesurum”. Deus ainda chama o povo de Isra­ el de “Jacó. os portavozes de Israel. Os corações deles não estavam abertos ao seu amor. lacberem. Deus era o Criador deles. ó Isra el'. e te f o r m o u desde o ven tre. e tu. Isto também significava que Ele tem entregue Israel para ser desprezado e ultrajado pelo resto do mundo (c f Dt 28. 3 3 .6 como algo que Deus abomina. também tinham se rebelado contra Deus. a quem escolhi. E nos próprios dias de Isaías. servo meu”. e tu. serv o m eu . 0 ESPÍRITO DE DEUS SERÁ DERRAMADO 44. serv o m eu .2 6 -2 9 ). “para a proscrição”). o u v e ó Ja có .1-5 1 A gora. e que te a ju d a rá : N ão tem as. Tampouco os pecados do seu povo irão destruir o propósito de Deus.também o primeiro pecado. como intermediários ou mediadores. I Cr 24 . 5. Temor covar­ de e fé não se misturam (c f 2 Tm 1. seu escolhido. ó Ja có . Elé os continuará ajudando. 2S P elo q u e p r o fa n a rei os m a io ra is do sa n tu á rio e f a r e i de J a có u m an á tem a e de Isra el. a quem escolhi. o que os formou desde o nascimento deles como uma nação. e o desprezo e o ultraje não durarão para sempre. e quer que eles ouçam.7).

34. honrando a Deus e desfru­ tando os direitos e privilégios que Ele lhes dá. d erra m a rei o m eu E spírito sobre a tu a p o sterid a d e e a m in h a bênfão. M as haverá um cumprimento mais extenso para Israel na restauração milenial. Rm 1 1. 3 P orque d erra m a rei á gu a sob re o sedento. No entanto. 59.15.14. Deus provocará uma mudança derramando o seu Espírito. J1 2 . e aq uele ou tro escrev erá co m a su a m ã o: E u so u do Se~ NHOR.26. Jr 31. 4 E brotarão en tre a erva . tanto por escrito como falan­ do.I).10 a I 3 . os judeus que não estavam vivendo para Deus serão transforma­ dos e se tornarão verdadeiros israelitas.29. Eles não mais continuarão a viver em uma terra espiritualmente seca. 37. Ez 36. Eles também levarão o “nome” (caráter e natureza) de Israel. 39.2 5 -2 9 .33. sob re os teu s descen den tes. O aguaceiro será tão grande que será como inundação de rios sobre a terra seca. Ou seja. Isto não devia vir sobre as pessoas nos dias de Isaías.17. e rio s sob re a terra seca. e aq uele se ch a m a rá do n om e de J a có . Zc 12. co m o sa lgu eiro s ju n t o a os rib eiro s das águas. 32 . Ele terá um remanescente justo de entre eles. tor­ nando-se como água em um solo improdutivo.não tem mudado e não mudará o seu pensamento a respeito deles (cf. Isto trará bênçãos maravilhosas da parte de Deus. Deus não permitirá que o fracasso de Israel o faça falhar. O derramamento inicial foi no Dia de Pentecostes (A t 2.29). A obra do Espírito fará todo indivíduo testemunhar.27. 5Este d irá : Eu so u do SENHOR.4. mas sobre os seus descendentes (cf. e p o r so b ren om e to m a rá o n o m e de Israel.18). este derrama­ mento é no futuro. .21. declarando o seu relacionamento com o SENHOR. A restauração trará uma bênção nova.

E qu em ch a m a rá co m o eu. e a n u n cia rá isso. p o rv en tu ra . Ele sabe o que está vindo também no futuro. nenhum virá depois dEle.6-20 6 A ssim d iz o SENHOR. Ele proclamou isto.. o SENHOR dos Exércitos. Novamente Isaías enfatiza o contraste entre o conceito pagão de muitos deuses e a existência do Deus de Israel: não havia nenhum deus antes dEle. O Novo Testamento aplica isto a Jesus (Ap I.35-37).1. Só o Deus de Israel é onisciente. Ele é supremo. Em outra cena de tribunal. R ei de I sra el e seu R edentor. Ele não é dependente de nada. n em tem ais. Chamando a si mesmo “o primeiro e. desde então.14). Ele não foi formado por ninguém. Sempre que Israel esqueceu isso e se voltou para outros deuses ou outras coisas.l o f i z o u v ir e não v o . o SENHOR agora reassegura a Israel de que Ele realmente é o Rei e Redentor deles. e o p o r á em ordem p era n te m im . desde qu e ord en ei u m povo etern o ? E sse qu e a n u n ­ cie as coisa s f u t u r a s e as qu e a in d a hão de vir.6. A TOLICE DA IDOLATRIA 44. Deus é o que tem dirigido a história de seu eterno povo (cf.1 7. não v o . Deixe-os declarar o futuro se os assim chamados deuses deles podem revelá-lo. O desafio é para os pagãos. 2 2 . e f o r a dc m im não há D eu s. .1 3 ): Ele é Deus manifes­ tado na carne (Jo 1. Ele estabeleceu isto. o Senhor dos E x ércitos. tendo os exércitos do céu à sua disposição. H á ou tro D eu s além de m im ? N ã o! N ão há ou tra R ocha qu e eu conheça. nem de ninguém.lo a n u n ciei? P orque v ó s so is as m in h as testem unhas.. 66. eles bloquearam o fluxo da promessa de Deus. Ao contrário dos ídolos. Jr 31 . o últim o” Ele está enfatizando que só Ele é Deus. E u so u o p r im eiro e eu so u o ú ltim o. Ele sempre foi e sempre será. Ele pode cumprir as suas promessas. 8 N ão v o s assom breis.22. indicada pelas perguntas e pela chama­ da para as testemunhas nos versículos que seguem.

z1 E is q u e to d o s os s e u s s e g u id o r e s f i c a r ã o co n fu n d id o s . Em contraste com a realidade do verdadeiro Deus. 4 1 . eles serão confundidos (juntamente com os seus adoradores). uma garantia de poder.s e to d o s e le v a n te m -s e .3 . uma força. e eles são as suas testemunhas disto. sem benefício. Deus novamente dá ênfase de que não há nenhum outro Deus. um refúgio. a ju n te m . p o is o s m esm o s a r tífice s sã o d e e n tr e os h o m en s. dizendo-lhe que deixasse de tremer em terror. deixar de estar am edrontado.1 . os fabricantes de ídolos e os seus ídolos são “vaidade” ou nada (Heb. por conseguinte. e su a s m esm a s testem un has nada vêem .1 0 — 13. Ele é o único Deus verdadeiro. Eles nada vêem nem entendem. “Todos os artífices de imagens de escultura” e “as suas mesmas testemunhas” se agradam no que é de nenhum préstimo: sem vantagem.4 . ou seja. N ada é mais estúpido do que pensar um ser humano poder formar algo que pode se elevar ao nível de divindade e se tornar capaz de oferecer ajuda sobrenatural. “vazio”). Deus tem proferido profecias que têm sido cum pridas. . eles são sem sentido. Os ídolos são as suas próprias testemunhas.2 ). eles não são verdadeiras testemunhas e. isto é. 4 3 . A produção e moldagem de um deus ou a fundição de um ídolo de metal só resulta em um ícone que não pode ajudar. ou seja. tohu. e as su a s coisa s m a is d esejá veis sã o de n en h u m p réstim o . nenhum a “outra Rocha”. 9 T odos os a rtífices de im agen s de escu ltu ra são vaidade.Deus assegura novamente a Israel. que é de n en h u m p r éstim o ? A pergunta é um brilhante sarcasmo. a s s o m b r a r -s e -ã o e s e r ã o ju n t a m e n t e c o n f u n ­ d idos. n em en ten dem . quer dizer. p a ra qu e eles sejam co n ­ fu n d id o s . dos seus inim igos (veja 3 5 . perm anência e fidelidade. 10 Q u em f o r m a u m d eu s e f u n d e u m a im agem de escu ltu ra .

charasb barzel. diante do tribunal do juízo de Deus). não está indicada a palavra “ídolo”. “um artífice de ferro”) o faz. faz um rascunho com a “almagra” (giz provavelmente vermelho). e desfalece. M as ele é apenas humano e fica faminto e sedento. E eles são a fonte das idéias para os deuses que fazem. ele tem fo m e . N o original hebraico. O carpinteiro é tolo da mesma forma que o ferreiro.Todos os que se unem a ídolos “ficarão confundidos” ou enver­ gonhados. a estende na forma de um homem. e faz isto “à semelhança de um homem”. e aplaina com o cepilho. e m a rca com o com passo.8 31 13 O ca rp in teiro esten d e a régu a. O exemplo é um ídolo feito de madeira. Da mesma forma o “ferreiro” (Heb. e não bebe água. Os artífices que fizeram os ídolos são meramente huma­ nos. e f a z o seu d eu s à sem elh an ça de u m hom em . ele tem um braço forte porque aquece o ferro e dá forma ao machado. segu n d o a f o r m a de u m hom em . Então todos eles ficarão assombrados e serão “confundi­ dos” ao mesmo tempo. e o lavra com a f o r ç a do seu braço. faz um contorno com um compas­ so (para fazer círculos). O ferreiro está fazendo a ferramenta. Ele . 12 O f e r r e i r o f a z o m achado e trabalha na s brasas. a modela com “cepilho” (pequena plaina de alisar madeira). Isaías primeiro chega ao reverso e “inverte os procedimentos que nós teríamos estado inclinados a se­ guir”. Ele tem apenas a força e resistência para terminar a fabrica­ ção do machado. em p rega a alm agra. e o f o r m a co m m artelos. Os versículos seguintes estão cheio de tremenda sátira mostrando a tolice da idolatria. p a ra f i c a r em casa. e a su a f o r ç a fa lta .28— ).7 As ferramentas são necessárias: deve haver um machado para derrubar a árvore. como eles podem fazer um Deus real? O tempo virá quando serão ajuntados (quer dizer. como no texto acima. Quão diferente do Senhor que nunca se cansa ou se fatiga e que de fato pode renovar a nossa força (Is 40. Em sua fraqueza e pecado. Ele pega uma régua de medir.

M as do mesmo tron­ co. Antçs disso. 15 Então. Isaías olha com ironia para a origem da madeira para fazer o ído­ lo. j á m e aquentei. p la n ta u m olm eiro. Ele corta o tronco no mei0. a ssa -a e fa r t a . “casa”). bayith. Ele usa uma metade para cozinhar e se esquentar. como o tnais bonito da espécie humana —não para reger o universo. e “ajoelha di­ ante dela”. A primeira razão para cortar as árvores naqueles dias era prover combustível para aquecimento e para cozinhar.18). um pagão faz um deus. e diz: L ivra-m e. 16 M etade queim a.s e . ele faz o . não se importando sobre que tipos de árvores são elas.9 Que contraste em relação ao verdadeiro Deus que está presente em todos lugares. tam héni f a z u m deus e se p ro stra dia n te dele. As árvores que são cortadas não são cortadas para serem deuses. u m a im agem de escu ltu ra . fa b r ic a u m a im agem de escu ltu ra e ajoelha d ia n te dela. do rest0f a z u m deus. quanto menos esta casa que tenho edificado” (2 Cr 6. Como Salomão disse a respeito de Deus: “Eis que o céu e o céu dos céus não te podem conter. e lhe d irige a su a oração. e a O ch u va o f a z crescer. ele permite que algumas cres­ çam porque elas estão em uma floresta. j á v i o fo g o . mas aper\as para ficar em um santuário na casa (Heb.faz o melhor que pode para fazer isto semelhante à beleza ou glória da raça humana. com isso. porqua nto tu és o m eu deus. O madeireiro os corta para si próprio. serv irã o ao hom em p a ra q u eim ar. tam bém se aquenta e diz: O ra. c^m a ou tra m eta d e co m e ca rn e. e então “do resto” (não uma parte especial). Ou ele pode plantar perto um olmeiro para si mesmo. a jo elh a -se dia n te dei\ e Se inclina. 17E ntão. e a chuva o faz crescer. ou seja. 14 T om ou p a ra si ced ros) ou tom a u m cipreste. ou u m ca rva lh o e esfo r ça -se con tra as ái~V res do bosque. se aquenta e coze o p ã o. urna imagem de escultura.

Ele está enganado. ele está tentando se nutrir espiritualmente em pouco mais que cinzas. e coz i p ã o sobre as su a s brasas. O contraste nem mesmo lhes ocorre. . p o rq u e se lhe u n ta ra m os olhos. todo o deus que o pobre sujeito tem. Ele vê o fogo e exclama sobre o seu calor. Que tolice! 18 N ada sabem . e j á não têm con h ecim en to n em en ten d im en to p a ra diz er: M eta d e queim ei. “isto não retorna ao seu coração”). e a co m i. de modo que eles não têm suficiente conhecimento ou discernimento para fazer as perguntas certas a respeito da utilização do mesmo tronco para o fogo tanto quanto para a adoração. nem sabe o bastante para dizer ao ídolo que está na sua “mão direita” (do qual ele depende) que é falso. 19 E n en h u m deles tom a isto a peito. enquanto adora o ídolo. Ele não pode se livrar da adoração de um ído­ lo. nem en ten d em . e o coração. o seu cora çã o en ga n ad o o desviou . inclui a mente) o desvia. lhe faz orações e pede-lhe que o livre (ou salve). e fa r ia eu do resto u m a a b om in a çã o? A jo elh a r-m e-ia eu ao qu e sa iu du m a á rv o re? ^ O resultado é que nenhum dos adoradores de ídolos pára para pensar ou “toma isto a peito” (Heb. loyashiv ‘el libbo. Assim. de modo que os seus olhos e as suas mentes estão cerrados. de m a n eira q u e não p o d e liv r a r a su a alm a.seu ídolo. p a ra qu e não en ten d a m . Deus untou os seus olhos e os seus corações. Parte se torna um ídolo. n em dizer: N ão há u m a m en tira na m in h a m ã o d ireita ? Parte do tronco se torna cinzas à m edida que o idólatra cozinha e se aquece. pois isto é o seu deus. e assei sob re ela s carne. Os adoradores de ídolo não conhecem nem discernem a verdade. p a ra qu e não vejam . O seu “coração enganado” (Heb. Eles se tornaram como os seus ídolos. Então ele adora a parte que salvou do fogo. 20 A p a scen ta -se de cinz a.

ou seja. eu te f o r m e i . co m o a n u v em . mas m ostrará a sua glória abertamente “em Is ra e l" . Deus formou a Israel. ó I sra el. tam bém vós. não m e esq u e­ ce r ei de ti. Deus lhes assegura que eles ainda são os seus ser­ vos. e os teu s pecados. A chamada de Deus é para eles voltarem a Ele. porque o SeN H O R não só resgatou.7.21-45. Ele pagou o preço que eles não poderiam pagar. Deus tinha livrado Jerusalém de Senaqueribe.s e em Israel. retu m b a i com jú b ilo . Deixe os montes se abrirem com um retumbante grito de alegria e a floresta com cada árvore individualm ente. 23 C a n ta i alegres. A RA . em sua superfície onde as montanhas e árvores estão)10 exultarem em triunfo. I s r a e lp o r q u a n t o és m eu serv o . p o rq u e o S en h or f e z isso. p o rq u e eu te rem i. ó J a có . bosques e todas as á rv o res em vós. 22 D esfa ço as tu a s tra n sgressões co m o a névoa. porque Ele os resgatou. as p a rtes m a is baix as da terra. vós. ex u lta i vós. M as Ele promete uma maior libertação e restauração. e. do nascimento deles como uma nação. Deus assegura a Israel que Ele desfez as suas transgressões “como a névoa” e os seus pecados “como a nuvem” (ou “uma massa de nuvens”). p o rq u e o SENHOR rem iu a Ja có . Jerusalém Será H abitada 44 . e Ele os está cortejando para Si. m eu serv o és. Ele os resgatou do Egito. Até mesmo antes deles se arrependerem. Israel não formou a Deus. vós. A chamada é para os céus bra­ darem com alegria e “as partes mais baixas da terra” ( “profundezas da terra”. tu. Ele os formou desde o seu princípio. por causa do que o Senhor tem feito. . DEUS IRÁ REDIMIR E RESTAURAR ISRAEL 44.25 a. o preço está pago. to r n a -te p a ra m im . e Ele não os esquecerá. m on tes. e g l o r f i c o u . ó céus.21— 28 21 L em b ra -te dessas co isa s.

mas nenhuma que prediz o juízo que Deus fez cair sobre eles.”) os que fazem predições lançando sorte.O necessário cumprimento. claro. e que te f o r m o u desde o ven tre: Eu so u o Senhor qu e f a ç o todas as coisas. Ele desfaz “os sinais” dos falsos profetas pagãos e dos adivinhos (fanfarrões que se jactam a respeito dos milagres que eles podem efetuar). durante a sua vida sobre a terra (Jo I. Este é o mesmo conceito que está expresso em Romanos 8. 25 q u e desfa ço os sin a is dos in v en to res de m en tira s e en lou q u eço os a d ivin h os. e às cida des de J u d á : S ereis r eed fica d a s. o eterno. Ele faz “tornar atrás os sábios”. .1 4. e eu leva n ta rei as su a s ru ín a s. Deus declara novamente quem Ele é e quais são os seus propósitos. Ele. Ele não só formou a nação de Israel.22 —a criação envolvida no processo de restauração. q u e esten d o os céu s e espra io a terra p o r m im m esm o... 24 A ssim d iz o S enhor .17). fazendo da sabedoria deles um escárnio. Como um clímax para este capítulo. qu e f a ç o to rn a r a trás os sábios e tra n sto rn o a ciên cia deles. envolvia Cristo manifestando abertamente a glória do Pai. M as a glória será manifesta em e através do Israel nacional quan­ do Jesus retornar e estabelecer o seu reino milenial. Arqueólogos acharam milhares de mensagens dos homens sábios e adivinhos da Assíria e da Babilônia que contam para os seus reis coisas boas. 26 so u eu q u em co n firm a a p a la vra do seu serv o e cu m p re o con selho d os seu s m en sa geiros. Ele é o Parente-Redentor de Israel. é Redentor e Criador. Só Ele fez isto. 18). prometendo vitória. Ele é o Criador de tudo: estendendo os céus. espraiando a terra. qu em d iz a J eru sa lém : T u será s habitada. Ele faz de bobos ( “enlouqueço os. teu R edentor. A glória também corresponde ao tema principal de “céus novos e nova terra” (veja Is 65.

e as p o rta s não se fech a rã o . Jerusalém teve. b.4). eu solta rei os lom bos dos reis.12Isto foi logo em seguida a Ciro ter conquistado Babilônia em 539 a. para um futuro distante. Isto aponta à frente. Deus secou a “profundeza” das águas para Israel cruzar o mar Vermelho. Ele secará os rios diante de Israel quando este novo êxodo acontecer (esta imagem faz parte do tema principal do Exodo).Em contraste.23. os ungidos de . Ele cumprirá tudo o que apraz a Deus. levantadas.1— 13 1 A ssim d iz o SENHOR ao seu un gid o>a C iro. Deus tem confirmado e levado a cabo “a palavra do seu servo” (genérico. 6. p a ra ab ater as n a ções d ia n te de s u a ja c e . Deus fala a Ciro. um lugar importante no plano de Deus.2. e trouxe a cumprimento “o conselho dos seus mensageiros”. deixando-nos saber que todas as suas grandes vitórias eram realmente as vitórias de Deus. dizendo tam bém a J eru sa lém : S ê ed ijica d a . su a m ão direita. e eu seca rei os teu s rios. e foi cumprido exata­ mente (2 Cr 36. Houve um cumprimen­ to ulterior no retorno do exílio babilônico.3. Deus Usará Ciro para Restaurar Israel 45. p a ra a b rir d ia n te dele as p orta s.3. as cidades de Judá arruinadas por Senaqueribe serão reconstruídas. os profetas). As profecias predizem que Jerusa­ lém continuará sendo habitada. O historiador judeu Josefo disse que esta passagem foi mostrada a Ciro e o encorajou para que ele fizesse os seus decretos para mandar de volta os judeus para que reconstruíssem o templo deles. a qu em tom o p ela . Até agora. e ele dirá a palavra para Jerusalém ser reconstruída e a fundação do templo ser posta. 2S qu em diz de C iro : É m eu p a sto r e cu m p rirá tudo o qu e m e apraz. e ainda tem. e ao tem plo: F u n d a -te. O Deus que libertou Israel do Egito chama a Ciro11 de “meu pastor”. Ed 1.C. 27 q u em d iz à p ro fu n d ez a : S eca-te.

para abater as nações”.1 3 “Soltarei os lombos dos reis” significava despojar os reis da sua armadura. Embora Ciro não soubesse disto. Para habilitar Ciro a fazer isto. completa. e conceder a Ciro uma entrada triunfal. que o chamou com antecedência “pelo nome”. profetas e patriarcas (veja SI 105. e isto encorajou Ciro a fazer as proclamações encontradas em 2 Crônicas 36. reis. q u e te c h a m a p e l o t e u n o m e . Deus usou os habitantes da Babilônia para escancarar os portões para o exército de Ciro. em 539 a.C . Os povos que Ciro conquistasse não poderiam esconder dele os seus tesouros. . e o estaria dirigindo para trazer libertação e restauração para Israel. q u e b r a ­ r e i a s p o r t a s d e b r o n z e e d e s p e d a ç a r e i o s f e r r o l h o s d e fe r r o . Deus o tomaria pela sua “mão direita. meshiach. “messias”). Era uma demonstração pública que significava tirar dos reis o poder que eles tinham.10— 15). o rei rebelde da Babilônia. abrindo portas e portões diante dele. p a ra q u e p o ssa s sa b er q u e eu so u o S e n h o r .14 3 L te d a r e i o s t e s o u r o s d a s e s c u r i d a d e s e a s r i q u e z a s e n c o b e r t a s .Deus incluíam sacerdotes. Porque Deus iria pessoalmente “diante” de Ciro. Senaqueribe fez isto a M ushezibk-M arduque. Deus pelo seu Espírito Santo o tinha reservado. e e n d i r e i t a r e i o s c a m i n h o s t o r t o s . 2 L u i r e i a d i a n t e d e ti. o D e u s d e I s r a e l. Agora Deus chama um rei pagão politeísta de seu “ungido” (Heb.22. O antigo historiador grego Heródoto disse que os portões da Babilônia eram feitos de bronze. Deus queria que Ciro soubesse que Ele é “o S en h or . o que era um costume assírio.23 e Esdras 1. Isaías seguramen­ te teria sabido sobre o costume e a história. com ramos de palm eira. lugares difíceis e outras barreiras se tornariam fáceis e mesmo portas de bronze e fer­ rolhos de ferro não poderiam impedir o progresso dele. o Deus de Israel”.2— 4. A tradição judaica diz que Daniel levou esta profecia e a mostrou para Ciro.

Ele traz juízo. 5E u s o u o SENHOR. Ela é usada algumas vezes a respeito do m al moral. integridade. o S e n h o r . realização e prosperidade. f o r a d e m i m . Como um Deus santo.I5Ele não conhecia o único Deus verdadeiro antes de en trar em B ab ilô n ia. escolhido para cum prir o seu propósito para com Israel. e “paz” (Heb. bên­ ção. na verdade. O propósito de Deus em chamar Ciro e restabelecer Israel era trazer reconhecimento universal de que só Ele é Deus. . 6 P a r a q u e s e s a ib a d e sd e o n a sce n te d o s o l e d esd e o p o e n t e q u e fo r a d e m im n ã o h á o u t r o . Porque Deus escolheu Is­ rael e fez de Israel o seu servo. M arduque. no entanto. shalom . e u s o u o S e n h o r .. O palavra hebraica ra é uma palavra ’ geral incluindo calamidade e qualquer coisa desagradável ou indese­ jável. n ã o h á d e u s .4 P o r a m o r d e m e u s e r v o J a c ó e d e I s r a e l'. e n ã o h á o u tr o . saúde. e u a ti te c h a m a r e i p e lo teu n o m e . m e u e le it o . ' E u f o r m o a lu z e c r io a s tr e v a s . a i n d a q u e t u m e n ã o c o n h e ç a s . e u te c i n g ir e i . por um lado. Ele. incluindo bem-estar. m ) por outro. O oriente ou “nascente do sol” e o ocidente ou “o poente” ainda precisam saber disto. Ele iria chamar pessoalm ente a Ciro e o nom earia como seu ungido. mas Deus nunca é o criador do mal moral. a itid a q u e n ã o m e co n h ecesses. p u s .t e o teu s o b r e n o m e . o juízo que Ele envia pode ser severo. f a ç o t o d a s e s s a s c o is a s .16 M as foi Deus quem verdadeiram ente o com issionou. e n ã o h á o u t r o . Como um politeísta. eu f a ç o a p a z e c r io o m a l. deu ao deus babilônico. “e não há outro”. harmonia. até mesmo cala­ mitoso. Ciro falou aos babilônios que os deuses deles o tinham escolhido para lib ertá-lo s do mau governo de N abom do e Belsazar. créditos pela sua vitó ria. O contraste aqui é entre “luz” e “trevas”. eu . especialmente prosperidade espiritu­ al) e “m al” (Heb.

eu. caco en tre ou tros ca cos de b a rro ! P orven tu ra . ou se ele tem as “mãos” (i. Ele chama os céus para choverem “justiça” e para a terra se abrir para receber isto. Isto antecipa o que Isaías diz sobre o novo modo de vida que é o resultado da obra do Servo Sofredor. desafiando o seu direito de fazer conforme Ele quer. porque só Ele cria. mas salvação. Isto pode referir-se especificamente à desaprovação deles de Deus escolher usar um gentio como Ciro para libertá-los. dessas alturas. céus.. Tampouco o barro tem o direito de desafiá-lo ou questioná-lo con­ cernente ao que ele pretende fazer. as criei. ou logo após o tempo de Ciro.e. o talento ou a habilidade) para fazê-lo. 10 A i da q u ele qu e d iz ao p a i: Q u e é o que g e r a s ? E à m u lh er: Q u e dá s tu à lu z ? O mesmo princípio se aplica a qualquer um que venha a questio­ nar um homem ou uma mulher sobre os filhos que eles pretendem .Também deveria ser observado que no sexto século a. O que Deus deseja não é trazer juízo. Cacos de cerâmica quebrada no chão não têm nenhum direito de desafiar o oleiro pelo que ele fez. s D estila i vós. o Messias. e p r o d u z a -se salvação. Zoroastro afirmava que um deus bom con­ trolava o bem e o espírito. a b ra -se a terra. Zoroastro (Zaratustra) começou a ensinar uma religião dualística.. enquanto um deus perverso controlava o mal e os elementos materiais —como também criou o universo físico enquanto o deus bom não estava olhando. Este versículo não deixa nenhum espaço para qualquer semelhante dualismo. 9 Ai da q u ele qu e co n ten d e co m o seu C riador. d irá o barro ao qu e o f o r m o u : Q u e fa z e s ? O u a tua obra: N ão ten s m ã o s? O “ai” é dirigido a israelitas que questionavam os caminhos de Deus. de forma que juntos eles podem fazer a salvação e a justiça frutifica­ rem.C. Deus está determinado a realizar isto do seu próprio modo. o SENHOR. e a ju s tiç a fr u t ifiq u e ju n ta m en te. e as n u v en s ch ovam ju s tiça .

Deus é o que “formou” a Israel.ter. Deus tem demonstrado a sua habilidade e compe­ tência pela sua obra na criação da terra. assim. Nem eles têm o direito para comandá-lo ou dar ordens a Ele com respeito à sua obra. porque Ele já tem demonstrado que é um Pai amoroso e um Oleiro hábil. porque eles são o barro e Ele é o Oleiro divino. Agora o SE N H O R aplica o principio acima a Israel. inclusive a ARA. ele-ed ifica rá a m in h a cid a d e e so lta rá os m eu s cativos n ã o p o r p r eço nem p o r p resen tes. o S anto de Israel. as m in h as m ã os esten d era m os céu s e a todos os seu s ex ército s dei as m in h as ordens. Estas significam que Israel não tem nenhum direito de questionar os propósitos de Deus com respeito aos eventos por vir. porque eles são os filhos (Êx 4 . Nós devemos submissão a Ele por direito de sua criação. em muitas ver­ sões contemporâneas. aq uele qu e o f o r m o u : P erg u n ta i-m e as co isa s f u t u r a s . O uso. da palavra “criei” enfatiza a singularidade da sua criação dos seres humanos. 12 E u f i z a terra e cr iei nela o hom em . N a realidade. 13 Eu o despertei em ju s tiça e todos os seu s ca m in h os en direita rei. estes aparecem como perguntas. Isto não significa que eles precisam ter medo. Ele é o Oleiro de Israel. Os convites para questio­ nar e dar ordens (veja A R A ) são claramente irônicos. eu o f i z . e dos céus com todos os seus exércitos (de estrelas) que estão lá por causa da sua ordem. ( “Que é o que geras?” também poderia ser traduzido: “Que direi­ to tu tens para procriar filhos?”) 17 Algumas perguntas são imprópri­ as. Os que dizem isto não têm nenhuma confiança ou fé em Deus. em lugar de declarações. Eles estão seguros em suas mãos. d em a n d a i-m e a cerca de m eu s f i lh o s e acerca da obra das m in h as m ãos.2 2 ) e Ele é o Pai. d iz o SENHOR dos E xércitos. do ser humano. . aqui. 11 A ssim d iz o S enhor . Perguntar para Deus uma tal pergunta é certamente impróprio.

se p a ssa rã o p a ra ti e serã o teu s. Porque Deus moverá sobre Ciro. ativo em um relacionamento com eles. indicando que eles vêm de boa vontade. Como resultado da obra de restaura­ ção de Deus. h om en s de alta estatura.14— 25 14 A ssim d iz o SENHOR: O trabalho do Egito.Este mesmo Deus poderoso provará o seu poder levantando Ciro de um modo correto e endireitando todos os caminhos dele. irã o a trás de ti. Aqueles que vêm das nações gentias reconhecerão o Deus de Israel como o Salvador. os seus planos ainda são um mistério a esses que não deixam o Espírito revelar a Si próprio a eles pela Palavra escrita. v irã o em g rilh õ es e d ia n te de ti se p ro stra rã o . As cadeias ou “grilhões” destes povos são cadeias com as quais eles se vestiram. J a r . de modo que os gentios não o conheceram. c. Deus Salvará Israel 45. dizendo: D ev era s D eu s está em ti. Eles eram conhecidos como um grande povo de comércio. tu és o D eu s qu e te ocultas. e os sabeus. o Salvador. Ele tinha se escondido em Israel. a Bíblia . ninguém precisará resgatá-los. até mes­ mo comércio com a índia. O restante deste capítulo continua por declarar algo muito maior que a libertação da Babilônia. 15 V erdadeiramente. Deus será aquEle que o dirigirá de forma que ele se tornará o construtor de Jerusalém.t e . se submetendo ao SENHOR. Como indica o contexto.ã o as su a s sú plicas. o D eu s de Israel. e n en h u m o u tro d eu s há m ais. e o co m ércio dos etíopes. comentando que no passado Ele tinha estado escon­ dido deles. trazendo as suas riquezas com eles. Mesmo assim. Os sabeus eram o povo do que é agora o Iêmen. ao mesmo tempo. e libertará o povo de Israel para voltar à sua própria terra. Ele estava se revelando a Israel. A Etiópia (Cuxe) é agora o que é chamado o Sudão. os bens e os povos de nações que outrora eram inimigos virão para Israel —reconhecendo que Deus está entre eles e que “não há outro que seja Deus” (A R A ).

ca irã o ju n ta m en te na a fro n ta os qu e fa b r ic a m im agens. (Isto corresponde à época de Isaías. o D eu s  q u e f o r m o u a terra e a fe z . ó Pai. m a s a f o r m o u p a ra qu e f o s s e habitada: Eu so u o S enhor . 17) é o fato de que Deus é o Criador dos céus e da terra.(cf. e não há outro.. não a cr io u vazia. “Os que fabricam imagens” serão envergonhados e ficarão con­ fundidos. 19 N ão f a l e i em segredo. Não há ninguém mais que seja merecedor de adoração.) Em con­ traste. que no final das contas estarão sem um deus quando o S enhor fizer essas coisas acontecer. assim é. Essa expressão “não há outro” serve de aviso aos idólatras. porque só Ele é Deus. “mas a formou para que fosse habitada”. e eles18 ja­ mais serão “envergonhados nem confundidos”. 17M as Isra el é sa lvo p elo SENHOR. que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes. 16 E n v erg o n h a r-se-ã o e tam bém se co n fu n d ir ã o todos. A garantia dessa “eterna salvação” (v. Z P orque assim d iz o SENHOR que tem cria d o os céus. eu so u o SENHOR. e disse: Graças te dou. Senhor do céu e da terra. que f a l o a ju s tiç a e a n u n cio co isa s retas. o S enhor tem uma “eterna salvação” para Israel. .20 Ele não pretende destruir todas as pessoas sobre a terra.C. ele a estabeleceu. aproximadamente 700 a. Também Ele não permitirá que os homens ímpios e cruéis o façam. Lucas 10. n em em lu ga r a lgu m escu ro da terra. ó Pai. e as revelaste às criancinhas. não aos tempos posteriores. onde está escrito que “Naquela mesma hora se ale­ grou Jesus no Espírito Santo. uma vez que eles adentrem para essa salvação. n em co n fu n d id o s em todas as etern idades. não disse à d escen d ên cia de J a có : B u s ca i-m e em vão. Ele restabelecerá a sua criação e sempre terá um povo que o amará e o servirá.21. E Ele não os criou para o vazio. indicando humilhação. porque assim te aprouve”). com u m a etern a sa lvação. p elo qu e não sereis en vergon h a dos.19 Ele não mudou o seu propósito original.

saindo a proclamar em seu nome. Alguns consideram que os fugitivos são israelitas saindo das nações. não há f o r a de m im .2 1 . e ch ega i-vos.Deus tem confirmado abertamente o seu propósito. ch ega i-v o s ju n to s . 21 A n unciai. . não sou eu.2 2 ). v ó s q u e escapastes das na ções. qu em f e z o u v ir isso desde a a n tigü id a d e? Q u em . Eles percebem que têm orado a um deus que por sua própria natureza “não pode salvar”. desde então. portanto. e reconhecem que os gentios que carregam imagens de escultura são ignorantes e “nada sabem” a respeito do que estão fazendo. Alguns aplicam isto às nações que entram no M ilênio: Eles se afastaram de seus ídolos para buscarem ao S E N H O R . O mundo não tem nenhuma outra esperança. o a n u n ­ cio u ? P orven tu ra . refugiados] que escaparam “das nações”. 20 C o n g reg a i-v o s e vin d e. A convocação é para todos os fugitivos [os foragidos. Deus novamente desafia os adoradores de ídolos a tomarem “conselho todos juntos” (veja 4 1 . o que Deus diz vem da sua justiça e sempre está certo. e rogam a u m d eu s que não p o d e salvar. para se congregarem e chegarem para perto do SE N H O R . o S enhor ? E não há o u tro D eu s sen ã o eu . D eu s ju s t o e S alvador. Ele é justo e. os falsos profetas e as predições de astrólogos e outros aficionados no ocultismo. outros os tomam como sendo gentios. digno de confiança. Eles devem ad­ m itir que somente Deus declarou os seus eternos propósitos de salvação “desde a antigüidade”. O propósito de Deus sempre foi que Israel evangelizasse outras nações. Com ironia. Ele nunca falou para os descendentes de Jacó que o buscassem “em vão” (no vazio ou sem sentido). Ele sempre concebeu a sua palavra para ser clara: em contraste com os oráculos pagãos. e tom a i con selh o todos ju n to s . Só Ele é o Salvador. f e i t a s de m ad eira. n a da sabem os qu e co n d u z em em p ro cissã o as su as im a gen s de escu ltu ra .

e n ã o há outro.9).19— 2 ). O Novo Testamento deixa claro que a promessa vem através de Jesus e envolve reconhecê-lo como Senhor (R m 1 4 . mas para “os termos da terra”. 23 P o r m im m esm o ten ho ju r a d o . isto irá realizar o seu propósito: “Diante de mim se dobrará todo o joelho.16). todos os term o s da terra. . e por mim jurará toda a língua”. a té ele virão. sa iu da m in h a boca a p a la vra de ju s tiça e não to rn a rá atrás: qu e d ia n te de m im se dobrará todo o joelh o.3. um Deus em quem nós podemos confiar. Deus fez este mesmo tipo de juramento para confirmar a sua pro­ messa a Abraão (Gn 2 2 .18. cf. Ele revelou o seu propósito a Abraão para abençoar todas as famílias (nações) da terra (Gn 12. Só Ele é a nossa fonte.1 0 . Agora Deus revela que a sua salvação não é só para Israel. 2 não na nossa própria (c f Fp 3.1 1. nós temos um novo e vivo (ressuscitado) Caminho. pois Ele é acessível. Todos precisam se voltar para o S E N H O R e ser salvos. 65. M uitos no mundo ainda estão olhando na direção errada. Essa palavra é uma palavra justa de um Deus verdadeiramente justo. m a s serã o en vergon h a d os todos os qu e se irrita rem con tra ele. Nós nos levantamos na sua justiça. S I 22.5). mas serão envergonhados”.1 1). nosso Senhor Jesus (H b 10.1 0 . Isto pode significar que eles se arrependerão ou pelo menos terão oportunida­ de para se arrepender. todos os que estão irritados contra Deus (porque adoram ídolos ou desejam apenas coi­ sas materiais) “até ele virão. Isto nunca mudou.22 O lh a i p a ra m im e sereis salvos.27. p o rq u e eu so u D eu s. 24 D e m im se dirá: D ev era s no Senhor há ju s tiç a e f o r ç a . um Deus fiel.28. e p o r m im ju r a r á toda a língua. vós. 18. Como um sinal evidente de submissão e obediên­ cia. Só no SE N H O R está a verdadeira justiça e a força para viver por ela. Nós podemos entrar na sua presença. Em contraste.21 Fp 2 .

5. tratados como justos e louvarão a Deus e se gloriarão no S E N H O R . Por que alguns israelitas questionaram Deus. . o nome significa “ele lutou com D eus” ou 32 “Deus luta” ou “Deus governa”. Como Isaías contrasta o verdadeiro Deus com os ídolos no capí­ tulo 44? 9. e qual foi a sua res­ posta a eles? 1. CITAÇÕES 1 Veja Gênesis 3 2 . 2. 4. M as a “descendência de Israel” não irá recuar horrorizada em vergonha. Deus promete estar individual e pessoal­ mente com eles. O que Deus vai fazer por Ciro e por quê? 12. Ele é o Emanuel.d ê n cia d e I sr a el.26). Rm 1 1. apesar dos fracassos deles? 7.2 2 — . 3. enquanto cumprindo o seu destino (cf. Como Deus vai usar Ciro? 11. Qual será o resultado do derramamento do Espírito de Deus? 8. 3 5 . 6.25 M a s n o SENHOR s e r á j u s t i f i c a d a e s e g l o r i a r á t o d a a d e s c e n . Eles serão justificados. Como Deus mostrará a sua glória em Israel? 10. O que Deus diz a respeito de Si mesmo no capítulo 45? 13. 2 O sujeito oculto “tu ” é singular. o “Deus conosco”.1 0 . Q U ESTÕ ES DE ESTU D O Que garantia Deus dá para Israel e por quê? Em que sentido Deus faz Israel sua testemunha? O que Deus fará para pôr em execução um êxodo da Babilônia? Que evidência há para um êxodo da Babilônia nos dias de Isaías? Por que era necessário para Deus julgar a Israel? O que mostra que Deus não tinha mudado o seu plano para Israel. vindicados.

Leopold. 7 H. McKenna. m uito em bora eles soubessem o que Ele tinha feito libertando Israel e lhe dando vitórias (Js 6. Antiquities 11. Bush. pág. “mais baixas partes da terra”.9 onde Jesus desceu às mais baixas partes da terra para nascer de um a virgem. 2:10 5. W illiam S. Cf. 1 9 3 9 ). veja também Js 2 . 1. uma frase poética contrastando terra com céu. 2 :1 7 8 . em I (1 8 7 5 reimpressão.2 ). (G rand R apids: W m . 12 Josefo.1 0 ). em OldTestament Survey. 11 Isaías agora especificam ente nom eia C iro (cf. “Book o f Isaiah”. 5 Benjamin R . 3 1 9 (julho de 19 2 3 ): 38 6. Eerdmans. Exposition o f Isaiah (G rand Rapids: Baker Book House.C. David A. a palavra “íd o lo ” não está no hebraico e a ironia parece ser a respeito de “ferramentas rudes e trabalhadores fracos” como “a fonte da qual o ídolo provém”. 2 :1 0 6 .17 . E f 4. em Wyclijfe Bible Encydopedía (C hicago: M o o dy Press. 2 8 2 -8 3 . 19 96 ). 13 John E. M as os pagãos também m antinham ídolos em suas casas. Grand R apids: Zondervan Publishing H ouse. 8 A N V I e outras versões interpretam o versículo relativo a fazer um ídolo de m etal em lugar de um machado. 1 9 7 5 ). “Isaiah: Background”. 6 Isto foi feito a Jericó porque os seus habitantes eram maus: todos menos R aabe rejeitaram totalm ente a Deus. A. H ubbard. 9 U m tem plo ou santuário era freqüentemente cham ado a “casa” de um deus. Cf. ed. 4 Oswald T. Bibliotheca Sacra 80. W. Alexander. W ordsworth. 19 75 ). A A R A indica fazer o machado e form ar o ídolo. Commentary on the Prophecies o f Isaiah. Contudo. Veja introdução. “T h e A dded Years o f H ezekiah s Life”.2.. m ostra que alguns “teístas m inucio­ sos. A llis. ed. LaSor. 2:1 5 2 . 4 1 .3 Alguns sugerem que este versículo se refere à expulsão de M erodaque-Baladã por Senaqueribe em 7 0 0 a.. 2 vols. 2a. acreditam que o nome de Ciro indica um a data exílica para os caps. 1:857. Escócia: T & T Clark. 10 A expressão hebraica tachtiyyoth ‘erets. Ancient Records o f Assyria and Babylonia. M as ele também diz que “o argumento p ara a autoria m últipla a p artir da menção de Ciro não está com pletam ente com pelindo”. 17. 2 vols. D aniel D avid Luckenbill. B. no. C. En Roeh: The Prophecies o f Isaiah the Seer (Edim burgo. 14 Joseph A. 4 0 ss”. Exposition o f Isaiah. (C hicago: U niversity o f Chicago Press. and FredericW . 315. . 1 9 2 6 -2 7 ). Leupold. 1 9 7 1). Downer.

19 69 ). 315. Pritchard. 21 Paulo faz a citação aqui a partir da versão Septuaginta. os seu s íd olos são p ostos sob re os a n im ais. 2 2 8 -2 3 0 . (E ntão) ele pronunciou o nome de Ciro. é plural e se refere a todo indivíduo israelita que tem 19 A dão foi o prim eiro homem ( I Co 15 . Stanley M . 1996). 3a. Knight. F.: pronunciou [seu] nom e) para ser o governador de todo o m undo”. H orton. procurando um governante justo para conduzi-lo (i. 17 George A. Ancient Near Eastern Texts Relating to the O ld Testament. Isaías agora retorna para os seus próprios dias. D. A Queda da Babilônia 46. ed. (Princeton: Princeton U niversity Press. 93..1-48.. em vez de os despedaçar como Senaqueribe o fez. as ca rga s d os vossos fa r d o s são ca n seira pa ra as bestas j á cansadas. RJ: CPAD. Ancient Near Eastern Texts. ‘sua’ ira [abatida] e ele teve m isericórdia (deles).1Ciro não está mais em pers­ pectiva. ed. 19 8 4 ). o declarou (lit. Ele esquadrinhou e olhou (p o r) todos os países. Eerdmans. B. (R io de Janeiro. 316.e. O SENHOR É SUPERIOR ÀS DEIDADES DA BABILÔNIA 46.4 5). A terra não era habitada antes desse tempo. “A Criação do Universo e da H um anidade”. M arduque) (n a procissão anual). Ciro honrou e adorou os deuses da Babilônia. rei de Anshan.15 James B. em Teologia Sistemática.22 I. 16 Os registros de Ciro declaram : “M arduque. sob re as bestas. Servant Tbeology (G rand R apids: W m . 1 7 ) sido salvo.I-I3 1 J á abatido está B e lN e b o j á se en eu rv o u . 18 “V ó s” (o culto ) (v. para o tempo quando Senaqueribe destruiu Babilônia. Pritchard.. ed. rev. ed. retrocedeu (o seu) semblante. Bel era o principal deus da . 20 T im othy M unyon. por causa de (o fato de que) os santuários de todas as suas instalações estavam em ruínas e os habitantes da Sum éria e A cádia tinham se tornado como m ortos (vivos).

. Freqüentemente os reis assírios usavam frases tais como “com a ajuda de Bel e Nebo” ou “possa Bel e Nebo abençoar a meu Senhor”.4Isto despertou Senaqueribe contra os sacerdotes e ele decidiu livrar-se do problema destruindo comple­ tamente a cidade e seus templos.C. onde permaneceram até que Esar-Hadom subiu ao trono. A estes Senaqueribe levou para a Assíria. Ao final de novembro. os sacerdotes da Babilônia controlaram a cidade e causaram dificuldade para os assírios. As cartas estatais da Assíria fazem menção de Bel (normalmente comparado com Marduque. da sabedoria. especialmente Senaqueribe. e problemas internos manti­ veram o seu exército na sua terra. Só as imagens dos grandes deuses da Babilônia. porque queria destruir o poder do sacerdócio babilônico. eles abriram os tesouros do grande Templo Esagila e enviaram para o Elão o ouro. ele encorajou os seus soldados a levarem os deuses dos templos e esmagá-los. quando o rei elamita estava inválido pela paralisia. escaparam. A primeira grande preocupação de Esar-Hadom. como confirma uma inscrição de Esar-Hadom. o filho de Bel) era o deus da produção literária. como pagamento pela ajuda contra este. Então. Nebo (ou Nabu. O exército de Senaqueribe encheu impiedosamente as praças públicas de cadáveres e demoliu a cidade. Asur. porém. exatamente como se eles fossem os deuses principais da Assíria. também chamado Merodaque) e Nebo (N abu) mais freqüentemente que o seu próprio deus. era muito importante para ser esquecida e dei­ xada em sua condição arruinada. as máquinas assírias de cerco penetraram as defesas da Babilônia. da aprendizagem e da astronomia.2 Mesmo assim. foi restabelecer a prosperidade da Babilônia.5 A oportunidade de Senaqueribe veio dois anos depois. BelMarduque e Nebo.3 Os elamitas e outros aplicaram a Senaqueribe a sua primeira derrota. Em 691 a. Babilônia. a prata e as jóias de Bel-Marduque. sem qualquer referência a nenhum outro deus.Babilônia. depois que ele tinha se estabelecido no trono da Assíria. Os seus registros decla- .

ou se desmoronaram. os deuses da Babilônia se tornaram uma responsabilidade ou obrigação. incapazes de se ajudarem a si próprios. ó casa de J a có e todo o resíd u o da casa de Isra el. Deus ordena a Israel que o ouça enquanto Ele tira disto uma lição para eles —para o resíduo ou remanescente. Os grandes deuses da Babilônia “se encurvaram”. e eu v o s tra rei e vos gu a rd a rei. Bel e Nebo não puderam se salvar ou se libertar do cativeiro. na realidade.3 1.12. quando os seus adoradores entraram em dificuldade.31. Eles “se abateram”. e fez desta o domicílio altivo de Nebo e M arduque [Bel]. Igualmente. 32. e eu v o s levarei. ou seja. eu o f i z . v ó s a qu em tro u x e n o s braços desde o v en tre e levei desde a m adre. 63. Dt 1. a Babilônia era lembrada em uma era posterior como uma “das cidades mais renomadas e mais fortes da Assíria”.11. eles foram humilhados pe­ los assírios. mas Ele também os salvará —algo que os deuses ídolos não poderiam fazer sequer por si próprios.ram: “Ele conciliou a população daquela região por restabelecer à sua posição anterior os humilhados deuses da Babilônia. SI 28. os levará e os sustentará. não p u d era m livra rse da carga. em lugar de salvadores. Ele ergueu a cidade real de suas perdas e ruínas. Is 40. m a s a su a alm a en tro u em cativeiro. 4 £ a té à velh ice eu serei o m esm o e ain da a té às cãs eu v o s trarei.) Os assírios então car­ regaram os deuses sobre bestas de carga cansadas. eu vos carreguei —desde o tempo em que nascestes —e eu os levarei enquanto viverem” (cf. Ele até diz a eles: “V ós nunca tivestes que me carregar. Assim. 3 O u v i. e se encolheram diante dos assírios.”6De acordo com Heródoto.m e . o significado pode ser que os ídolos se curvam diante dos conquistadores assírios do mesmo modo que os adoradores se inclinam diante deles —sugerindo que os homens que conquista­ ram Babilônia eram maiores que Bel e Nebo. . a grande ima­ gem de Bel não foi destruída até o tempo de Xerxes.9.9). (Ou. Deus não só levará a carga.7 2J u n ta m en te se en cu rv a ra m e se abateram .

ó p revarica dores. e ele f a z u m deus. p a ra qu e seja m os sem elh a n tes? Claramente. re co n d u z i-o ao coração. deixando alguma sobra na bolsa. Assim o “deus” é apenas uma grande quantidade de me­ tal. “resposta nenhuma dá. resposta n en h u m a dá.5A qu em m e fa r e is sem elhante. veja 4 4 . assalaria m o ou rives. o SENHOR não é de qualquer forma como quaisquer dos falsos deuses. se reco rrem a ele. E não im porta como uma pessoa clame a ele. Ele não tem nada em comum com eles. O ourives contratado (como o lenhador. e com qu em m e igualareis. Como é tola a adoração de um tal ídolo! È um desperdício de ouro e prata (cf. a li está. 2 8 L em b ra i-vos disto e ten d e â n im o. desta vez grandes deuses pagãos. Novamente Isaías descreve com ironia a manufatura de ídolos. 7 S obre os om b ros o tom am . será posta a ou­ tros usos.1 4 — 1 ). M uito embora as pessoas se inclinem diante destes em adora­ ção. Hoje não fazemos ídolos de ouro e de prata. e dia n te dele se p rostra m e se inclina m . mas muitos de nós . e a porção deixada para trás. Este é feito de uma quantia generosa de ouro e prata — “da bolsa” deles. uma descrição retórica sim i­ lar em 4 4 . Para os rebeldes apóstatas em Israel. e m e com pa rareis. Deus enfatiza o que Ele tem dito sobre tal idolatria tanto quanto o que Ele está a ponto de dizer. como Bel ou Nebo. n em livra a lgu ém da su a tribulação. eles também têm que erguê-los “sobre os ombros” para conse­ guirem levá-los ao seu templo e posicioná-los de pé em seu lugar. Como o Criador do universo pode ser representado por uma imagem feita pela mão do homem?8 6 G astam o o u ro da bolsa e p esa m a p ra ta n a s balanças. nem livra alguém da sua tribulação”. a qual não é diferente. do seu lu ga r não se m o v e e. o leva m e o p õ em no seu lu ga r. pesados.1 6 . Então ele “não se move” do lugar onde está fixado.1 7 ) transform ará uma porção em um deus.

desde terras remotas. será leva­ do a efeito. e a minha . 9 L em brai-vos das coisas passadas desde a antigüidade: que eu sou D eus. e não estará ao longe.5 ). vós que estais longe da justiça. A descrição se ajusta melhor aos conquistadores assírios. desde a antigüidade. KJV). e assim acontecerá. ó duros de coração. as coisas que ainda não sucederam . e “não há outro” que seja semelhante a Ele. Porém. não há outro semelhante a mim. Desde o princípio. Ele ainda é e sempre será o “Eu Sou” (Ex 3.9 e provavelmente se refere a Senaqueribe. A maioria dos comentaristas supõe que a “ave de rapina” ( “pássa­ ro voraz”. 10 que anuncio ofi m desde o princípio e. do seu plano. Faço chegar a minha ju stiça. mas Deus quer que eles escutem. porque assim o disse. o resultado. e ele honrou os deuses da Babilônia. Aqueles que são “duros” (fortes ou poderosos) de coração. teimosos nas suas mentes.1 4).podemos esbanjar nosso dinheiro em coisas que poderiam se tornar como deuses para nós. Deus anunciou “o fim”.3). e não há outro D eus. eu o determ inei e também o farei. é Ciro. 1 que chamo a ave de rapina desde o O riente. que digo: o meu conselho será fir m e . ou seja. propósito) “será firme”. Ele fará tudo o que se propôs a fazer.10 Os assírios eram a “vara” de Deus (1 0 . e o homem do meu 1 conselho. Os eventos anteriores na história de Israel mostram que só o Se­ nhor é Deus. estão “longe da justiça” (cf. O seu plano (ou conselho. Isto requer um coração tenro e uma mente disposta a receber a justiça de Deus. Ciro não destruiu nenhuma cidade da Mesopotâmia. o qual era cruel e arrebentou os deuses da Babilônia nos próprios dias de Isaías. R m 12. 12 O uvi-m e. retratando um conquistador cruel. e fa r e i toda a minha vontade.

somos transformados de glória em glória na mesma imagem. por Senaqueribe. b‘tsiyyon. ó filha dos caldeus . subitaneidade e perfeição da destruição que ca­ racteriza a descrição da queda da Babilônia no capítulo 13. com cara descoberta. porque nunca mais serás chamada a tenra. mas porque eles a controla­ ram durante grande parte da vida de Isaías. já não há trono. mas estabelecerei em Síão a salvação e em Israel. ó virgem filh a de Babilônia. assentate no chão. refletindo como um espelho a glória do Senhor.4 — 1 . Babilônia é chamada a “filha dos caldeus” (A R A . a minha glória.18).C. e assenta-te no pó. Ele pro­ mete estabelecer “em Sião a salvação” (Heb.1 —15 e 1 4 . pois registros antigos mostram que a destruição da cidade por Senaqueribe não foi esquecida. Ele os quer restaurados à beleza e glória da sua imagem. ARC. os babilônios usaram isto como uma desculpa para des­ truir Nínive em 612 a.salvação não tardará. Esta se torna uma realidade também para nós à m edida que “todos nós. H á uma forte seme­ lh an ça en tre 4 7 . Deus olha para Israel como a sua “glória”. “em Sião”). como pelo Espírito do Senhor” (2 Co 3. KJV) não porque os caldeus fundaram a cidade. NENHUMA ESPERANÇA PARA BABILÔNIA 4 7 . Ele fará chegar bem próximo a sua justiça.11 Isto está cronologicamente antes do capítulo 46.12 H á tam b ém a m esm a 2 imprevisibilidade.13Isto não poderia ter sido dito a respei­ to da Babilônia nos dias de Ciro. nem a delicada. Assentar-se “no pó” fala de deposição e desapropriação. Chamar Babilônia de uma “virgem” insinua que a mesma não tinha sido destruída e não esperava ser destruída.14 . N a realidade. Isaías retorna agora aos seus próprios dias e profere outra profe­ cia a respeito da d estru ição da B ab ilô n ia em 6 8 9 a. assim eles não precisam estar longe da mesma. 2.I -I 5 1 D esce.C . Deus tornará isto fácil para eles.

SE N H O R dos E x ércitos. o Santo Por trás do juízo sobre a Babilônia está o Parente-Redentor de Israel.1). Santo”) enfati­ za o poder e o interesse dEle sobre Israel. Em 70 0 a. não reduziram Babilônia a uma província. A vingança de Deus é justiça divina (cf. e tendo que fazer coisas tais como atravessar com d ificuld ad e pelos rios ou canais da M esopotâm ia. Contudo.2 3 . “passar os rio s” pode referir-se ao fato de que Senaqueribe. obrigando a p atin h ar a qualquer um que quisesse cru­ zar o seu local ( c f 1 4 . e v e r ..C.15 D esde que a passagem é uma personificação da própria B abilônia.. Ele odeia o pecado.35. descalça os p és. Rm 12. Esta trará vergonha aos babilônios. mas a reconheceram como um reino vassalo.. Dt 32. tom a ­ rei vin ga n ça e não f a r e i acepção de hom em algum . N ada assim aconteceu quando Ciro tom ou a B abilônia e fez dela um a das suas c ap itais. d escobre as p ern a s e p a ssa os rios. 4 O n om e do n osso R ed en to r é o de Israel..19). p o rq u e n u n ca m ais será s ch am ada sen hora de reinos. em d estru í-la. ó f i lh a dos caldeus. e até mesmo enviando alguns dos seus espólios capturados para ela. Os habitantes da B abilônia se to rn ariam como os m ais b ai­ xos escravos. 2 Toma a m ó e m ó i a fa r in h a .. Ninguém será poupado.Os assírios. A referência tripla para o SENHOR ( “Redentor. 2 1 . se vestindo pobrem ente. . descob re a tua cabeça. 3 A ssen ta -te silen ciosa e en tra na s trevas. eles ainda estavam tratando a cidade da Babilônia com respeito. A tua vergon h a se descobrirá.s e . a princípio. Senhor dos Exércitos. fazendo desta uma de suas capitais. fez desta um pântano.á o teu op rób rio. trabalhando duro no torneam ento de mós pesa­ das. mas ama o seu povo. ela já não mais desfrutará uma vida fácil como uma princesa.

quando Senaqueribe expulsou o caldeu Merodaque-Baladã. A ira de Deus com o seu povo o fez usar os assírios como a sua vara (cf. como também o seu tratamento dos cativos. A cidade da Babilônia do livro de Apocalipse será igual a esta (veja Ap 18. “Eu serei” é o hebraico ‘ehyeh. Babilônia se recusou a considerar as con­ seqüências de sua conduta imoral e corrupta. Seria mais provável que Ele os tratasse como aliados do inimigo.16 N a própria Babilônia.. a Babilônia. A falta de misericórdia em relação aos exilados. n em te lem braste do f i m delas. a té agora não tom aste estas coisas em teu coração. a aliança de Ezequias com Merodaque-Baladã poderia ter feito a condição dos judeus cativos até pior.C. “até sobre os velhos”.7). 7 E dizias: E u serei sen h ora p a ra sem p re.5. traduzido como “Eu Sou” em Exodo 3. em seu orgulho. Então ele trouxe os 2 0 0 . to rn ei p ro fa n a a m inh a h eran ça e os en tregu ei n a s tu a s m ãos.1 5 0 sobreviventes da sua campanha contra Judá.C. nos dias de Isaías. . ou rainha eterna. os judeus de fato pros­ peraram.6). 10. mas sua destruição por Senaqueribe a deixaria silenciosa. sob o governo de Nabucodonosor. A mão assíria sob o governo de Senaqueribe era mais pesada do que seria sob N abucodonosor. Em 700 a..Babilônia. reflete as condições em Babilônia logo após 701 a. supunha que nada mais poderia mudar o seu estado exaltado. foi considerada a “senhora de rei­ nos”. 6 M u ito m e agastei co n tra o m eu povo. Ela se divinizou como a “se­ nhora para sempre”. um título que os babilônios deram a uma deusa. No exílio babilônico posterior.14. Senaqueribe estava em perseguição de Merodaque-Baladã e não seria provável que ele mos­ trasse bondade aos cativos judeus na Babilônia. n ã o u sa ste com eles de m isericó rd ia e a té sob re os velh os fi z e s t e m u ito p esa d o o teu ju go . Os babilônios nativos não tinham nenhum amor pelos caldeus ou pelos amigos destes. Sua glória se tornaria em trevas.

eles estavam dizendo que os seus deuses eram sem poder.17 Desde que os habitantes abriram de par em par os portões e deram as boas-vindas a Ciro. a destruição da Babilônia por Senaqueribe foi um choque.18 que os perverteu e os fez imaginar que era sabedoria pensar na Babilônia como um deus. e fora de m im não há outra. nem conhecerei a perda de filhos. p or causa da m ultidão das tuas feitiçarias. A Babilônia prazerosa e amorosa se exaltou como se fosse um deus ou deusa. que habitas tão segura. e tal 1 destruição cairá sobre ti. isso te fez desviar. que a não poderás afastar. Por dizerem que “ninguém me pode ver”. Mesmo assim. . tanto para a Babilônia como para o resto do mundo. p o r causa da abun~ dância dos teus m uitos encantamentos. que dizes no teu coração: Eu sou.8 Agora. e fora de mim não há outra. Isaías chama a religião da Babilônia de “maldade”. e disseste no teu coração: Eu sou. pois. virão sobre ti. Ele não humilhou a cidade ou a envergonhou de qual­ quer forma. e não pode ser aplicado à conquista por Ciro em qual­ quer sentido. Isto era para acontecer “em um momento”. Eles foram desviados porque tinham falso conhecimento ou “ciência”. dia: perda de filhos e viuvez. porque virá sobre ti de repente tão tempestuosa desolação. apesar da multidão de práticas ocultistas nas quais eles confiavam. os babilô­ nios estavam negando que houvesse qualquer autoridade moral aci­ ma deles. Sua queda inesperada é comparada a uma mãe feita viúva e roubada de suas crianças. ouve isto. que a não poderás conhecer. Sem se aperceberem disto. tu que és dada a delícias. a tua sabedoria e a tua ciência. O que acon­ teceu em 539 a. 1 Pelo que sobre ti virá mal de que não saberás a origem. 10 Porque confiaste na tua maldade e disseste: N inguém me pode ver.C. em toda a sua fo rça . deveria ter havido um forte partido anti-Nabonido na cidade durante algum tempo. 9Mas ambas estas coisas virão sobre ti em um momento> no mesmo . Isaías disse que isto viria. não fica r ei viúva. não era completamente imprevisto.

H oje as pessoas estão gastando bilhões de dólares fazendo novos medicamentos e tentando trazer um mundo melhor através da ciência. e doenças que se pensava estarem debeladas estão voltando em uma forma mais forte. e eles não poderiam afastá-lo pelos seus encantamentos mágicos ou pelo pagamento de um resgate. e sa lv e m -te do que há de v ir sob re ti. M as as práticas religiosas deles não os ajudam. pa ra se aquentarem . o f o g o os queim ará. Isto concorda bem com 37. Ij C a n sa ste-te na m u ltid ã o d os teu s conselhos. Babilônia nos dias de Isaías era o centro avançado da religião pagã e astrológica do mundo. leva n tem -se. cad a q u a l irá va gu ea n d o p elo seu cam in ho. As pessoas que confiam na ciência estão um pouco melhor que esses que se dedicam ao oculto. os teu s n egocia n tes desde a tu a m ocid a d e. não poderão sa lv a r a su a vida do p o d e r da labareda. 15 A ssim serão p a ra con tigo aq ueles co m q u em trabalhaste. a v e r se p o d es tira r p ro veito ou se. p o rven tu ra . ela não será u m braseiro. n em fo g o . Antes. os a g o u reiro s d os céu s. 14 Eis que serão com o a pragana. os p ro gn ostica d o res das lu a s n ovas. A desolação inesperada viria “de repente” sobre a cidade. Eles serão todos lançados no fogo.19 concernente aos deuses que Senaqueribe esmagou e queimou em 689 a. os q u e co n tem p la v a m os astros.C. . pois. Com ironia. Isaías os desafia a continuar fazendo feitiços e a usar todos os supostos poderes do ocultismo dos seus carolas profissionais para tentar salvar a cidade. Eles dividiram o céu em quartos para obser­ var os movimentos das estrelas para fazer as suas predições. agora. Os resultados são temporários. n in gu ém te sa lvará. pa ra se assen tarem ju n to dele. estas os cansam. 12 D e ix a -te esta r co m os teu s en ca n ta m en tos e com a m u ltid ã o das fe itiç a r ia s em q u e trabalhaste desde a tu a m ocidade.O juízo calamitoso viria sobre a Babilônia. engolidos em um holocausto. te p o d es fo rtifica r.

Estes comerciantes eram nações como o Elão e a M édia. mas o foco é sobre Judá. Eles fazem juramentos “pelo nome do SENHOR” e fazem menção do Deus de Israel.3). reconhecendo-o como o SENHOR dos Exércitos do céu. mas eles ainda são “Jacó” —“engana­ dor.Aqueles com os quais a Babilônia negociou são os com ercian­ tes que iriam seguir o seu caminho e deixariam a cidade para so­ frer o juízo dela. Eles se chamam pelo “nome de Israel”. suplantador”. os aliados anteriores dela se espalharam em todas as direções. “mas não em verdade” (ou fidelida­ de). o SE N H O R dos E x ércitos é o seu nom e. confiando em seus privilégios. Eles se firmam no Deus de Israel. Eles são um pouco melhores que os babilônios que foram ilu­ didos pelos seus falsos deuses. No entanto. AS PROFECIAS TESTEMUNHAM PELO DEUS VERDADEIRO 48.19 2 E a té da sa n ta cida de tom am o n om e e se fi r m a m sob re o D eu s de Isra el. . 3. Agora Isaías discursa para Israel. A religião deles é só uma forma. e não na justiça que se alinha com a Palavra de Deus. para apoio. um ritual vazio.I a 19. casa de Ja có . Q uando Senaqueribe destruiu a Babilônia. as quais ela tinha contratado anteriorm ente para a fazer a sua luta por ela. qu e v o s cham ais do n o m e de Isra el e sa ístes das á gu a s de J u d á ) qu e ju r a is pelo n om e do S eisÍH O R e fa z e is m en çã o do D eu s de Israel\ m a s não em v erd a d e n em em ju stiça . o povo não era santo e estava aceitan­ do como verdadeiro o seu relacionamento com Deus. que a chama de uma “santa cidade”. Eles n5o querem dizer o que dizem. Aque­ la destruição pode ser entendida como um exemplo que aponta à subversão do sistem a m undial babilônico no fim dos tempos (Ap I7 . Agora o foco é estreitado ao povo de Jerusalém.1— 19 1 O u v i isto.

7 A gora. e eu as f i z o u v ir. Is 30. Deus sabia quão obstinado.27. 6 J á o ten s o u vid o.13 a 53.12. e a n tes deste dia não as ouviste. olha bem p a ra tu d o isto. mas eram evidências do poder de Deus. . estas incluem verdades sobre o M essias e os novos céus e a nova terra (52. desde a a n tigü id a d e. ou a m in h a im agem de f u n d i ç ã o as m an dou . 4 P orque eu sabia qu e era s duro. Esta é uma das razões pelas quais Deus profetizou eventos futuros.As p rim eira s coisas. Israel estava sem desculpa por atribuí-las a um ídolo. o u a m in h a im agem de escu ltu ra. profecias que nenhum ser humano pelo seu próprio raciocínio poderia ter previsto. p a ra q u e não dissesses: O m eu ídolo f e z estas coisas. as a n u n ciei. Freqüentemente eles recusavam a se humilhar. M as agora Deus estava lhes mos­ trando algumas “coisas novas”. Isto mostra que os cumprimentos não foram nenhum mero acaso. e pa ssaram . Dt 9. u m n erv o de fe r r o .17). 65.4. Deus concedeu profecias e as cumpriu sú­ bita e decisivamente. para impedir o seu povo de dar crédito aos ídolos de fazê-las acontecer.1. não o a n u n cia reis? D esd e agora. e é uma testemunha ao fato de que só Ele é Deus. te f a ç o o u v ir co isa s n o va s e ocultas. Em tempos anteriores. sim . são cria d a s e não desde então. Como nós prosseguimos lendo em Isaías. to a n u n ciei desde en tão e to f i z o u v ir an tes qu e acontecesse. A profecia cumprida é uma impor­ tante evidência da verdade da Palavra de Deus. p a ra que não digas: Eis qu e j á eu as sabia. 3. 65. e a tua testa. p o rv en tu ra . e a tu a cerviz .2. 3P o r isso. p r o n u n cio u -a s a m in h a boca. d e bronze.7). O povo tinha ouvido o que Deus fez no passado e precisava admi­ tir que o que Ele disse era verdade. q u e n u n ca conheceste. Ez 2. briguento e teimoso era o povo de Israel (cf. profecias previamente desconheci­ das. a p ressada m en te as f i z .

como a prata é refinada. Deus chama a atenção novamente para o começo de Israel como uma nação. reta rd a rei a m in h a ira e.2 0 .C. s N em tu as ouviste. Deus tinha sido paciente por causa do seu próprio nome. p o rq u e eu sabia qu e p ro ced eria s m u ito p e fid a m e n te e qtie eras p r ev a rica d o r desde o ven tre. quer dizer.. P or a m o r do m eu nom e. Isto se ajusta ao contexto de 700 a.51. não de fogo. Ele não tinha destruído o seu povo. p r o v e i. muito embora a morte fosse a recompensa justa para o pecado. De forma que Ele poderia ser louvado. ao passo que a Babilônia não é. mas de “afli­ ção” (n a m iséria eles sofreram como escravos no E gito). Ele tinha refinado o seu povo ( “te p u rifiquei”) em um a fornalha. m e co n terei p a ra contigo. O Egito é regularm ente referido como um “forno” (D t 4 . N a realidade. os bab ilô­ nios faziam o reassentamento dos exilados. Jr I I . mas não os escraviza- . I Rs 8. m a s não co m o a pra ta . nem ta m p ou co desde en tã o f o i aberto o teu ou vido. n em tu as conh eceste.4 ) . Eles não estavam aber­ tos à verdade que Deus lhes dera. Novamente Deus está insinuando que eles não tinham nenhuma desculpa na sua rebelião. Senaqueribe deixou Jerusalém sem conquistá-la.te na fo r n a lh a da aflição. Deus sabia quão rebelde eles eram desde o tempo em que Ele trouxe a nação à existência (D t 31. quando. ou seja. p a ra qu e te não ven h a a cortar. O povo de Israel não ouviu nem entendeu.A palavra “criar” tem sempre Deus como o seu sujeito na Bíblia. para que não falhem em reconhecê-las como sobrenaturais. em cumprimento da profecia de Isaías. 10 Eis q u e te p u rifiq u ei.27). p o r a m o r do m eu louvor. para que eles não digam arrogantemente que as conheciam antes. Ele está prometendo coisas novas que só Ele pode fazer. por causa da sua própria natureza como um Deus de graça e amor.

N V I). d en tre eles. eu tam bém o últim o. nem dará a sua glória a outrem (inclusive Israel).2 2 ). e Ele nunca terá fim. Ele fundou a terra pela sua pró­ pria “mão” (o seu poder) e “mediu os céus a palmos”. Ele é maior que a terra e os céus. e o u v i: Q u em . mas isto não é necessário. e para m ostrar o seu amor. Ele não pretende deixar o seu nome (e cará­ ter) ser “profanado”. Cl 3. [e] o últim o”. 13 T am bém a m in h a m ã o f u n d o u a terra.vam (cf. a q u em cham ei. Deus faz o que Ele quer fazer (as novas profecias do versículo 6) pela sua própria causa. 12 D á -m e ou vid os. todos vós. 14 A ju n ta i-vos. Ele é o Deus Eterno que é “o primeiro. Ele não muda. o fa r e i. A chamada é ainda para Israel. Estes resistem firmes e continuam a sua existên­ cia por causa da sua palavra (cf. e tu.. Jr 2 9 . p o r a m o r de m im ..17). 11 P o r a m o r de m im . N enhum ídolo tem profetizado o que vai acontecer à Babilônia. O que é pretendido aqui é que o SENHOR ama a Israel. Ele executará o seu propósito em Babilônia. ó J a có .2 8 ). eu o p rim eiro . Deus desafia o povo de “Jacó” para ser “Israel” como seu povo escolhido e para dar ouvidos a Ele. Os exilados prosperaram na Babilônia (veja com entário em Is 4 2 . e a p a recerã o ju n to s . e a m in h a destra m ed iu os céu s a p a lm o s. O braço de poder do SENHOR “será contra os caldeus” ( “babilônios”. Ele estava lá no princípio. e o seu braço será co n tra os caldeus. Ele é o “Eu Sou”. . ó Israel. tem a n u n ­ ciad o estas coisa s? O SE N H O R o a m o u e ex ecu ta rá a su a v o n ta ­ de con tra a B abilôn ia. eu os ch am arei. Alguns aplicam o que é profetizado aqui a Ciro. p o rq u e com o seria p ro fa n a d o o m eu n o m e? E a m in h a g ló r ia n ã o a d a rei a outrem . Deixe-os se ajuntar e ouvir. eu sou o m esm o.

O SENHOR chama novamente o seu povo: “Chegai-vos a mim e ouvi”. Yahweh. n em d estru íd o da m in h a fa ce . Cristãos cujas vidas são ineficazes precisam ouvir esta mensagem e seguir a Cristo de novo. Então o Messias fala. eu o tenho dito.) 17 A ssim d iz o SENHOR. agora. O S enhor o enviou e tem enviado o seu Espí­ rito. Ele é o ParenteRedentor deles que os livrará e os libertará. o S a n to d e I s ra e l: Eu so u o S e n h o r . e os que p ro ced em das tuas en tran h as seria m tan tos com o os g r ã o s da a reia da praia. Deus tem feito as suas profecias publicamente através de uma sucessão de profetas. isto é. Ele os guia pelo caminho certo. o S en hor J eová m e en v io u o seu E spírito. q u e te en sin a o q u e é ú t il e te g u ia p e lo ca m in h o em q u e d ev es andar. o Deus deles. Porém. eu estava ali. 19 T am bém a tua d escen d ên cia seria com o a areia. co m o as o n d a s do m ar. e o f a r e i vir. Ele é o Deus Santo que deve tratar dos pecados deles. em vez de referir-se ao Messias. seria a tua p a z com o o rio. (Alguns comentaristas entendem isto como se referindo a Isaías. o que lhes “ensina o que é útil” para eles. e fa r e i p ró sp ero o seu cam inho. Deus declara novamente o que Ele é para Israel. O pronome oblíquo átono “o” do versículo acima refere-se a Isra­ el. . como ser útil (ou eficaz). e a tua ju stiça . porque Ele tem estado presente com o seu povo. 16 C h ega i-v o s a m im e o u v i isto: N ão f a l e i em segred o desde o p rin cíp io . e. Ele também é o SENHOR que guarda a aliança. A h! Se tivesses dado o u v id o s aos m eu s m a n d a m en to s! Então.20 Deus tem chamado a Israel.13 Eu. o seu n o m e n u n ca seria cortado. e fará prosperar o caminho deste para realizar o seu propósito de bênção e redenção. desde o tem po em q u e aquilo se fe z . o teu R ed en tor. o teu D eu s. tam bém j á o cham ei.

4. no entanto. toda razão para eles fugirem na véspera da sua destruição por Senaqueribe. 32. e fa z e i o u v ir isso. dizei: O S en hor rem iu a seu serv o Jacó. quando M oisés feriu as rochas com a sua vara e “águas manavam delas” .21 Havia. 41.22 A ordem está no plural: “Fujam vocês todos!” Todos os exilados eram para partir com brados de alegria e declarar a redenção do SeNHOR de Jacó (Israel) como seu servo prepara para o que se segue nos capítulos 49 a 57. que indica que os estrangeiros que fugissem da Babilônia escapariam do destino dos babilônios.Deus quer que eles dêem ouvidos aos seus mandamentos. especi­ almente como fugitivos que escapam para salvar suas vidas. e os descendentes deles seriam o cumprimento da promessa de que eles seriam tão numerosos quanto os grãos da areia da praia (Gn 22. O retorno deles é com parado ao êxodo do Egito.12. fe n d e n d o ele as rochas.fez -lh es co r r e r águ a da rocha. A ordem para fugir normalmente significa fugir depressa. O nome de Israel. a justiça deles seria contínua e poderosa “como as ondas do mar”. e lev a i-o a té ao f i m da terra. Pois então a ira de Senaqueribe estava dirigida aos babilônios.49).14. Isto corresponde a 13. nem destruído”. quer dizer. “nunca seria cortado. as águ a s m a n a va m delas. E a n u n cia i com voz de jú b ilo . seu caráter e natureza como uma nação.20-21 20 S aí de B abilônia. Não havia nenhu­ ma razão para os judeus fugirem da Babilônia na véspera da entrada de Ciro na cidade. pois então a paz e o bem-estar deles estariam transbordando “como o rio”. Os registros de EsarHadom declaram que as pessoas fugiram naquele momento. f u g i de en tre os caldeus. 21 E J a có não tinha sede. UM MANDAMENTO PARA FUGIR DA BABILÔNIA 48.17. q u an do o leva va p elo s d eserto s. Israel se manterá vivo na luz da presença de Deus.

6 ). o transgressor impenitente. Isaías conclui esta seção do livro com uma advertência do SeNHOIl de que voltar para Judá não seria o bastante. Ex 1 7 . 7. 8. para “o ím pio”. cf. Não há nenhuma “paz”. 6. Eles tinham que se arrepender e voltar para Deus.1 1 . Como Deus é contrastado com os ídolos no capítulo 46? 3.22 22 M a s o s ím p io s n ã o têm p a z . e como Deus o usará? 4. Que juízo Deus profetiza sobre a Babilônia? Em que a Babilônia tem confiado? O que acontecerá às coisas nas quais Babilônia confia? Por que razões Deus concedeu profecias a Israel? 9. nenhum bem-estar dado por Deus. A culpa ainda rouba a paz das pessoas. NENHUMA PAZ PARA OS ÍMPIOS 48. QU ESTÕES DE ESTU D O 1. Deus tom ará conta do seu povo de um modo sobrenatural. As pessoas hoje precisam fazer mais do que voltar para a igreja. Quem é a “ave de rapina” do Oriente.(N m 2 0 . d iz o Sen h or . Por que Deus retardou a sua ira e ao mesmo tempo purificou a Israel? 10. Que evidência há de que as pessoas fugiram da Babilônia nos dias de Isaías? . Que lição Deus tira da captura de Senaqueribe das imagens de Bel e Nebo? 2. Como Deus vai usar Israel para ajudar a realizar o seu propósito de bênção e redenção? 11. 5. Por que a Babilônia é chamada de “Filha Virgem”? 5.

2 0 0 . Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament. 316. 15 John R . 66. The Annals o f Sennacherib (C hicago: U niversity o f Chicago Press.CITAÇÕES 1 Oswald T. 19 30 ). H orton. “T h e Biblical Period”. em The Jews. 19 2 5 ). 19 75 ). reconhecendo Babilônia como a sucessora de Nínive. The Book o f Isaiah. ed. 19 24 ). 19 49 ). 19 56 ). Louis Finkelstein (N ova York: H arper & Brothers. 2 :9 9 . 1:857. H istory. 69. Ancient Records o f Assyria and Bahylonia. Stanley M . M anuel Kom roff (N ova York: Tudor Publishing Co. 2 :2 5 5 . ed. 137. 1 9 2 8 ). Chapters 4 0 -6 6 ”. “T h e Book o f Isaiah. Pritchard. 14 James Frederick M cCurdy. (Chicago: University o f Chicago Press. 3 0 6 . 15 Veja James B. 7 H erodotus. 163. 53. (G rand R apids: Baker Book H ouse. 19 5 4 ). 9 A rm and K am inka. Prophecy and the Monuments (N ova York: M acm illan Co. 42. 19 96 ). 13 N o hebraico. N abonido falou a respeito de Assurbanipal como “meu predecessor”. D aniel David Luckenbill. R J: CPAD. ed. Ancient Records. 4 W illiam Foxwell Albright. 2 a ed. Charles Boutflower. 18 A S ep tu agin ta trad uz o hebraico da’ath ( “co n h ecim en to ”) como o grego porneia. 1 9 5 5 ). rev.. em The Interpreter’s Bihle (N ashville: A bingdon Press. 30 6. 16 M uilenburg adm ite isso. 10 Luckenbill. George Raw linson.2 3 3 . “Book o f Isaiah”. 5:5 4 7 .. ed. 12 George L. em Teologia Sistemática. The Book o f Isaiah (Chapters I— XXXIX) in the Light o f theAssyrian Monuments (Londres: Society for Prom oting Christian Knowledge. 70.. 2:3 2 9 . um term o geral p ara todos os tipos h ab ituais de pecado sexual.. 11 A llis. 2 :2 0 3 . 2 vols.1 1 3 . “A Palavra Inspirada de D eus”. Paul Geuthner. H iggins. (Princeton: Princeton U niversity Press. trans. 2 :2 5 2 . 1:43. s Luckenbill. A llis. Le Prophète Isaie (P aris: L ib rairie O rien taliste. Robinson. James M uilenburg. rev. Ancient Records. 31 5. . 1 9 1 1). 2 C f. “Book o f Isaiah”. 27 3 D aniel David Luckenbill. History. em Wycliffe Bible Encyclopedia (Chicago: M oody Press. ed. 17 Pritchard.2 2 5 . (R io de Janeiro. 1:857. 6 Ibid. Ancient Near Eastern Texts. ed. cidades são do gênero feminino. veja também 2 :2 0 3 . 1926— ).

Oesterly. 20 Joseph A. 2 :2 1 7 . Alexander. 22 D an iel D avid L uckenb ill. veja tam bém 2 225. 2 :2 4 5 . Commentary on the Prophecies o f Isaiah (G rand Rapids: Zondervan Publishing House. 19 5 1 ). supondo que um a passagem não deveria m isturar salvação e juízo. 2 vols. A History of Israel (O xford. 19 Os m odernos críticos da form a tentam dividir este capítulo. 2:64. (C h icag o : U n iversity o f C hicago Press. Cf. Isaías tipica­ mente m ostra um a percepção realista de ambos. Inglaterra: Clarendon Press. 244. Ancient Records o f Assyria and Bahylonia. E. W illiam O. 21 Ciro foi um governante ilum inado. 1 9 2 6 — 7 ). . Porém.C om pare este quadro com o do sistem a m un d ial da B ab ilô n ia em A po­ calipse 18. 19 53 ).

Ele na verdade trará uma libertação do pecado. p o v o s d e lo n ­ g e : O SENHOR m e ch a m o u d esd e o v en tre. 0 Servo Traz Restauração 49.I-S5.I3 Isaías começa agora uma nova seção onde o Ser­ vo do SENHOR. . Ele trará uma m aio r lib e rta ç ã o que a q u ela do E gito e da Babilônia.m e .1-50. d esd e a s en tra n h a s d e m in h a m ãe. o Messias. e es cu ta i vós.11 I. O SERVO ESCOLHIDO DE DEUS 49. é exaltado.1-7 1 O u v i.A Redenção e o Servo Sofredor 49. A. ilhas. N ada mais é dito a respeito da Babilônia ou de Ciro ou do conflito com deuses pagãos e práticas ocultas. f e z m en çã o d o m e u n om e. Ele agora continua a explicar o plano de Deus.

quando Jesus enfrentava a cruz Ele orou: “Pai. para que tam­ bém o teu Filho te glorifique a ti” (Jo I 7 . o Príncipe e Guerreiro de Deus. Ele não mudou o seu plano eterno ou o seu propósito para salvar e abençoar. O Servo personifica o Israel ideal. o Servo-Messias1 exorta a todos os povos do mundo para que prestem atenção. E f 6. aq uele p o r qu em hei de s e r g lo r fic a d o . Deste modo. A palavra dEle será tão efetiva quanto “uma espada aguda” (cf.Em outra cena de tribunal.20— Lc 1. e Isra el. Ele também é o Filho de Deus. Por conseguinte. O que Ele está a ponto de anunciar é de importância extrema para os gentios. 2 E fez a m in h a boca com o u m a espada aguda. ou seja.5. quando o Israel natural falha. Como “uma flecha lim pa” ( “flecha poli­ da”. 27. Deus denomina o Servo “Israel”.I). O SENHOR que chamou o seu Servo o preparou como uma arma. Jesus foi tranqüilamente preparado durante os primeiros trinta anos da sua vida. 4 1 . Isto também chama a atenção para Ele como o Messias enviado por Deus. N V I).15).17.8) quando Ele se torna o Israel de Deus. Ele está bem guardado na aljava de Deus. lo antes do seu nascimento indica o amor de Deus. não de homem.6. o Servo se torna o antítipo de Jacó (cf. e m e p ô s co m o u m a fle c h a lim pa. Ap 19. .12. 2. Ele é chamado desde o ventre (veja M t 1. Chamá23. H b 4. e m e esco n d eu na su a aljava. a qual dá esta ênfase: a concepção do Messias é obra de Deus. m e cob riu . enquanto o Servo manifesta o divino es­ plendor de Deus. ARA.31. glorifica a teu Filho. e reservado para o futuro. Yahweh é a primeira palavra da oração hebraica. Isaías vê o Messias aqui como a cabeça ou representante ideal de Israel. em intimidade com o Pai. é chegada a hora. 3 E m e disse: Tu és m eu servo.2Assim. e.32). co m a som bra da su a m ão. quando será eficaz e irresistível. O propósito de Deus em usá-lo é trazer glória a Si mesmo. resumindo em si mesmo a serventia que Deus pretendia para Israel.

e até quando vos sofrerei?” (M t 17. Ele é o Servo Sofredor que trará de volta ao SENHOR o errante Israel. Os crentes judeus constituíram a primeira Igreja. Deus o “for­ mou desde o ventre” (especificamente. m a s I sra el não se d eix ou a ju n ta r. Ele clamou. e tu não quiseste!” (M t 2 3 .10). 6 D isse m ais: P ou co é qu e seja s o m eu servo. cuja verdadeira humanidade sentia o que nós sentimos. Agora o Messias é claramente distinguido de Israel. no útero de M aria). Ele será eficaz. tam bém te dei p a ra lu z d os g en tio s. d iz o SENHOR. e o m eu ga la rd ã o. contu do. Este é o lado humano do Servo. e disse: “O geração incrédula e perversa! Até quando estarei eu convosco. p a ra seres a m in h a sa lva çã o a té à ex trem id a d e da terra. Deus o honra e é a sua força. 53. agora. todavia. que matas os profetas. Jerusalém. Ele ainda acredita que o Pai proverá a devida justiça3 e recompensa pela sua obra (cf. Ele tem tido pouco resultado entre a sua própria nação. como a gali­ nha ajunta os seus pintos debaixo das asas. a os olhos do Senhor serei g lo r fica d o .4 M as eu disse: D eb a ld e tenho trabalhado.37 ) Em face ao fracasso aparente o Messias sente desânimo. o m eu direito está p era n te o S eNHOR. e uma sobra será restaurada como parte da Igreja em conexão com a segunda vinda de nosso Senhor. M as isto não é o bas­ tante “para restaurares” a Israel da sua degradação e alienação.17) E novamente: “Je­ rusalém. e o m eu D eu s será a m in h a fo r ç a . qu e lhe to rn e a tra zer J a có . O M es­ sias também é designado para ser a “luz dos gentios”. e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos. 5 E. A restauração envolve conversão e salvação. p era n te o m eu D eu s. in ú til e vã m en te g a s ­ tei as m in h a s f o r ç a s . Ele é para “ser” . p a ra resta u ra res as tribos de J a có e to m a r es a tra zer os g u a r d a d o s de Isra el. O Servo gastou as suas forças e o resultado tem sido inútil e vão. que m e f o r m o u desde o v en tre p a ra seu servo.

contudo reis e príncipes surgirão para reconhecê-lo e “se inclinarão” para adorar o Senhor. o Heb. e te darei p o r concerto do povo. Jesus deu a Grande Comissão para todos os crentes —judeus e gentios —para espa­ lharem as boas novas de que esta salvação chegou (M t 24. 26. Ele é a solução dos seus problemas (cf. a salvação de Deus para o mundo inteiro (Lc 2.14.7). Ainda dirigindo-se ao Messias. ' Assim diz o SENHOR . lihyoth'). Eles pastarão nos caminhos e. At 3. pode significar uma coisa ou outra) e restabelecer a herança que tinha ficado desolada (cf. que éfiel'.32. O Messias encarnará a aliança do povo (Israel) para esta­ belecer a nação (ou a terra.6. At 13. ao servo dos que dom i­ nam: O s reis o verão e se levantarão. p o r am or do S e n h o r . quando Deus ouviu. 2 Co 6. te ajudei. no dia da salvação . 9 para dizeres aos presos: Saí.23. 2 8 . o seu Santo”.1 9 2 0 ).21.2. terão o seu pasto. Deus ainda c “o Redentor de Israel. I Co 1. os verbos aqui são proféticos. ao que as nações abominam. que se aplica à restauração dos estragos que o pecado causa).(Heb. que te escolheu. os príncipes diante de ti se inclinarão. o R edentor de I sr a elo sen Santo. onde Paulo aplica isto ao tempo do M essias). 2. à alma desprezada.8 -2 6 . ajudou e guardou (cf. e te guardarei. reconhecendo que o Deus de Israel escolheu o Messias. te ouvi e.24).s Assim diz o SEN HO R: N o tempo favorável. Ainda que Israel como uma nação desprezasse o Messias e até mesmo o abominasse. O tempo do favor de Deus é o “dia da salvação”. em todos os lugares altos. . A RESTAURAÇÃO TRA Z ALEGRIA 4 9 .23). e aos que estão em trevas: Aparecei. para restaurares a terra e lhe dares em herança as herdades asso­ ladas.47. e do Santo de Israel. O pro­ pósito de Deus para a terra é recuperá-la (c f 42. não meramente “levar” (como indica a N V I).

17). guiando-os para junto de fontes de água (cf. do N orte e do O cidente . do Ocidente e da região de Sinim (Heb. e eis que aqueles. mas do Norte. Eles serão como um rebanho que tem a subsistência provida pelo Senhor em lugares inespera­ dos. po­ rém não será mais no M ilênio (cf.O M essias libertará aqueles que estão presos e trará para a luz os que estão em trevas (cf. no Oriente.4 Comentaristas mais antigos pensavam que esta era a China. porque o que se compadece deles os gu ia rá e os levará mansamente aos m ananciais das águas. Este é o único lugar onde Sinim é mencionada na Bíblia.2). e aqueles outros.16. não só da Babilônia.I ) . Agora o S e n h o r fala e promete que toda a terra será mudada.^ Os judeus cedo souberam a respeito da China (de onde . como em um novo êxodo. 10 N unca terão fo m e nem sede. e Ele as usará para trazer de volta o seu povo. Como um pastor. A provisão de Deus será completa. As condições comuns no anti­ go Israel serão mudadas. As veredas ( “caminhos”. e eles já não serão uma barreira. SI 23. nem que o sol os aflija. N V I) são as veredas de Deus. 1 E fa rei de todos os m eus montes um caminho. e as minhas 1 veredas serão exaltadas. A sua proteção não permitirá que o calor ressecante dos ventos do deserto os abata (o significado pode se referir ao vapor aquecido que causa uma engana­ dora miragem). da terra de Sinim. 6 I . 12 Eis que estes virão de longe. Ap 7. Os montes são os montes de Deus. Alguns (como o faz a N V I) a identificam com Assuã (antiga Siene) no alto Egito. A restauração futura será proveniente de todas as direções. Deus os conduzirá.1. água era sempre escassa. sinirn). como (norm alm ente) margens de estrada estéreis e encostas dos montes. nem a calma nem o sol os afli­ girã o . Por exemplo.

o trigo era im portado) e há alguma evidência de judeus na China antes do tempo de Cristo.
13 E xultai, ó céu s; e a leg ra -te tu, terra, e vós, m ontes, estalai de jú b ilo , p o rq u e o S enhor co n so lo u o seu p o v o e dos seu s a flito s se com padecerá.

As verdades precedentes trazem alegria. Com a proclamação de brados de louvor a Deus e gritos de alegria, os céus e toda a terra, especialmente os montes, proclamarão que o SENHOR confortou e tem tido compaixão do seu povo aflito. Embora Israel tivesse rejeita­ do o Messias, a luz finalmente penetrará os corações e as mentes do remanescente.
14 M a s S iã o diz : J á m e d esa m p a r o u o SENHOR; o S en h o r se esq u eceu d e m im .

Em resposta a esta profecia, Sião (personificada, representando o povo de Jerusalém nos dias de Isaías) protesta que o SENHOR (o Yahweh que guarda a aliança) a tem abandonado e que o SENHOR ( o Mestre Soberano) a esqueceu. Eles estavam insinuando que o S en h or não estava vivendo à altura do seu nome e natureza. Eles tinham esqueci­ do e abandonado a chamada deles para proclamarem as boas novas (4 0 .9 ). Eles não puderam entender o Evangelho, as boas novas que Isaías estava proclamando.
n P ode u m a m u lh er esq u ecer-se tan to do f i l h o qu e cria, qu e se n ão com p a d eça dele, do f i l h o do seu v en tre? M as, ain d a qu e esta se esquecesse, eu, todavia, m e não esq u ecerei de ti.

Sião não tinha nenhuma razão para ter autocomiseração (pena de si mesma). Deus poderia abandoná-los “por um pequeno momen­ to”, mas a sua “grande misericórdia” sempre estaria lá para eles (54.7). Ele responde que ainda que as mães pudessem se esquecer dos seus bebês, Deus não se esquecerá de Sião. O seu amor é maior que o amor de mãe, maior que o amor que ocupa o primeiro lugar entre todos na terra.

16 Eis que, na p a lm a da s m in h a s m ãos; te tenho gra v a d o ; os teu s m u ro s estão co n tin u a m en te p era n te m im .

Sião está gravada “na palm a das m ãos” de Deus, significando que esta estava sempre diante dos seus olhos e debaixo da sua pro­ teção. Ele sempre a veria e cuidaria dela. As muralhas da cidade ainda estavam de pé nos dias de Isaías, e Deus também as protege­ ria. O cumprimento final, contudo, será na Nova Jerusalém (c f 62.6; Ap 21.12-19).
17 O s teu s f i lh o s a p ressa d a m en te virão, m a s os teu s d estru id o res e os teu s a ssola d ores sa irã o p a ra f o r a de ti.

Então os “filhos” que vêm apressadamente para Sião são contras­ tados com os destruidores que partirão. Os Rolos do mar M orto registram “construtores” em vez de “filhos”. (As palavras hebraicas são quase as mesmas.) Como a NEB traduz isto: “Aqueles que estão a reconstruí-la o fazem mais depressa que os que a demoliram” (Tra­ dução literal da versão americana).
lti L evanta os teu s olhos ao red o r e olha; todos estes qu e se a ju n tam vêm a ti; v iv o eu, d iz o SENHOR, qu e de todos estes te vestirás, co m o d u m orn a m en to, e te cin g irá s deles co m o noiva.
O SENHOR em p en h a a su a p ró p r ia v id a de q u e os que se ju n ­ ta m a S iã o serão p a ra e la co m o o rn am e n to s q u e a d o rn a m u m a n o iva (c f. 5 2 .1 ).

19 Porque, n os teu s desertos, e n os teu s lu gares solitários, e na tua terra destru ída, te verá s, agora, apertada de m ora dores, e os que te d evora va m se cfa sta rã o p a ra longe de ti.

A terra não será imediatamente restabelecida por completo e terá, portanto, lugares despovoados. Assim, não haverá suficientes casas para os seus legítimos habitantes. M as os assírios que saquearam a terra em 701 a.C. estarão “longe”. Isto foi verdade quando o restante daqueles levados por Senaqueribe voltou da Babilônia em 689 a.C.

20 Até m esmo os filh o s da tua orfandade dirão aos teus ouvidos: M ui estreito ép a ra mim este lugar; aparta-te de mim, para que possa habitar nele.
Os exilados que retornam, os quais são numerosos, quererão se estabelecer e ter abundância de casas.

21 E dirás no teu coração: Q uem me gerou estes? Pois eu estava defilh a d a e solitária; entrara em cativeiro e me retirara; quem, então, me criou estes? Eis que eu f u i deixada sozinha; e estes onde estavam?
Jerusalém será pega de surpresa pelo retorno dos exilados. Eles tinham sido poupados quando Senaqueribe destruiu as cidades fortificadas de Judá e levou mais de duzentos mil cativos. Não era esperado que estes cativos retornassem. Isto está em contraste com o retorno posterior da Babilônia. Um grupo posterior teria o conforto da profecia de Jeremias (Jr 29.10).

22 Assim diz o SENHOR: Eis que levantarei a mão para as nações e, ante os povos, arvorarei a minha bandeira; então, tra­ rão os teus filh o s nos braços, e as tuas filh a s serão levadas sobre os ombros.
Agora Isaías olha para o futuro, para um retorno maior. Deus, o Soberano SENHOR, levantou a sua mão, sinalizando às nações que Ele está a ponto de agir. O Messias é a sua “bandeira”, ou insígnia, para os povos do mundo. Por sua causa, o povo de Sião será restabelecido (insinuando a conversão de nações gentias). N ada poderá impedir Deus de levar a cabo o seu plano.
E o s re is se rã o o s teu s aios, e a s su a s p r in ces a s, a s tu a s a m a s; d ia n te de ti, se in clin a rã o co m o rosto em terra e la m b erã o o p ó dos teu s pés, e sa b erá s q u e eu so u o SENHOR e q u e os q u e co n fia m em m im n ã o se rã o co n fu n d id o s.

Deus usará os reis e rainhas para produzirem a restauração de Sião no dia milenial futuro. Eles se sujeitarão a Sião, reconhecendo as

suas obrigações espirituais para com Israel. Em se inclinando e lam ­ bendo o pó dos seus pés,6 eles estarão reconhecendo a Sião como a noiva escolhida de Deus (cf. v. 18) e estarão realmente adorando a Ele, submetendo-se a Ele e ao mesmo tempo reconhecendo que “a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22). Como M otyer comenta: “O quadro é de subserviência política, mas a realidade é o reconheci­ mento de dívida espiritual”.7 Então o povo de Sião saberá em sua experiência que Deus é Yahweh, o Deus que guarda a aliança. Porque Ele é fiel, os que esperam e confiam nEle “não serão confundidos” ou envergonhados de ter tido essa esperança. A misericórdia e justiça triunfarão.

24 T irar-se-ia a presa ao valente? O u os presos justam ente esca­ pariam ?
A resposta para estas perguntas retóricas é não. tirar despojo de um guerreiro poderoso? Ou pode “valente” (Heb. tsaddiq, “um homem ju sto ” que tem seu lado8) conseguir escapar em segurança? A versão “tiran o ”. Quem pode o cativo do o direito do ARA indica

25 Mas assim diz o SENHOR: Por certo que os presos se tirarão ao valente; e a presa do tirano escapará ; porque eu contenderei com os que contendem contigo , e os teus filh o s eu remirei. O S e n h o r tem uma resposta diferente. Os cativos do guerreiro poderoso serão levados embora e serão tomados com segurança os despojos dos tiranos violentos. Deus entrará na batalha ao lado do seu povo. “Eu” está na posição enfática na sentença. Porque o poder de Deus é maior do que qualquer ditador humano, Ele será o vence­ dor e Ele salvará.

20 E sustentarei os teus opressores com a sua própria carne , e com o seu próprio sangue se embriagarão, como com mosto; e toda a carne saberá que eu sou o SENHOR, o teu Salvador e o teu Redentor, o Forte de Jacó.

A vitória de Deus fará os opressores de Israel se destruírem a si pró­ prios, provavelmente lutando entre si. Então todo o gênero humano (Heb. kol basar, “toda a carne”), ou seja, todos os povos do mundo, saberão que o SENHOR é o Salvador de Israel, o Parente-Redentor, o Deus-Pai pode­ roso de Jacó (cf. Gn 49.24,25). O mesmo Deus que revelou o seu plano para Israel continuará revelando-o para o mundo inteiro.
3. 0 PECADO DE ISRAEL E A FALTA DE RESPOSTA 50.1-3

1 A ssim d iz o SENHOR: O n d e está a carta de d iv ó rcio de vossa m ãe, p ela q u a l eu a rep u d iei? O u q u em é o m eu credor, a quem eu v o s tenha v en d id o ? Eis qu e p o r vossa s m a ld a d esfo stes v en d i­ dos, e p o r vossa s p rev a rica çõ es vossa m ã e f o i repudiada.

Agora Isaías continua o pensamento de 49 .14— O povo tem 16. enganado a si próprio. O SENHOR não se divorciou de seu povo nem o vendeu a credores. Não há papéis de divórcio (como a Lei requeria, Dt 24.1,3). Israel seria castigado pelos seus pecados. “Fostes vendi­ dos” é um modo de dizer que Deus lhes perm itiu ser subjugados pelos seus inimigos (cf. Dt 32.30; Jz 2.1 4). M as “Deus não tinha dissolvido completa e definitivamente o relacionamento de aliança”.9 A redenção ainda era possível e Deus queria a reconciliação. Os credores poderiam vender as crianças de um devedor para a escravidão (cf. 2 Rs 4.1). M as a idéia de que Deus tem credores é ridícula. Não obstante, os pecados do seu povo os colocava na posi­ ção de serem vendidos e aprisionados. Deus não queria isto. Os peca­ dos deles requeriam isto. 2 P o r q u e razão v im eu, e n in gu ém a p a receu ? C h a m ei, e n in ­ g u é m resp o n d eu ? T anto se en colh eu a m in h a m ão, q u e j á não p ossa re m ir ? O u não há m a is f o r ç a em m im p a ra liv ra r? Eis que, com a m in h a repreen são, f a ç o seca r o m ar, to rn o os rio s em deserto, a té qu e ch eirem m a l os seu s p eix es, p o is não têm água e m o rrem de sede. 3 E u v isto os céu s de n egrid ã o e p o r -lh e s -e i u m p a n o de sa co g ro sse iro p o r su a cobertu ra.

O problema não é que Deus é caprichoso ou que Ele esqueceu do seu povo. Antes, o problema é que ninguém lhe respondeu quando Ele veio querendo restabelecer o relacionamento deles consigo. N in­ guém respondeu quando Ele chamou. O povo agiu como se Deus não tivesse nenhum poder para redimir ou livrar. M as Ele nunca se rende. Ele é o Criador que pode falar uma pala­ vra de repreensão e pode fazer “secar o mar” (cf. Êx 14.21; SI 106.9), fazer os rios secarem, ou escurecer o céu (veja Ex 10.21).
4. 0 OBEDIENTE SERVO DE DEUS: 0 MESSIAS 50.4-9

4 O S en hor J eová m e d eu u m a lín gu a eru d ita , p a ra q u e eu saiba dizer, a seu tem po, u m a boa p a la vra ao qu e está cansado. E le d esp erta -m e todas as m anhãs, d esp erta -m e o o u v id o p a ra que ou ça com o aq ueles qu e aprendem . Em contraste com a rebelião de Israel, o Servo Sofredor do SeNHOR10 é fiel. Agora Ele fala (veja vv. 1 0 ,1 1).n O soberano SENHOR, e guarda da aliança, deu a Ele a língua de treinados eruditos. Quer dizer, pela graça de Deus Ele fala a palavra de Deus como um Profeta e é reconhecido como um Mestre. A sua palavra é capaz de sustentar o fraco e o cansado. Ele está acordado, e diariamente ouve a palavra de Deus. Ele está em comunicação constante com Deus, o Pai, e é sensível a Ele (cf. M c 1.35; Lc 6.12). Dessa forma, Ele pode comu­ nicar a palavra de Deus ao cansado. J O S en hor J eová m e a b riu os ou vid os; e eu não f u i rebelde; não m e retiro pa ra trás. O Servo enfatiza que o SENHOR está fazendo isto. Quando o so­ berano SENHOR e guarda da aliança diz ao M essias que o tempo do seu sofrimento é chegado, Ele não se rebelará ou recuará. Ele estará disposto e obediente. 6 As costas dou aos qu e m e f e r e m e a fa c e , aos que m e a rra n ca m os cabelos; não escon d o a f a c e dos qu e m e cfr o n ta m e m e cospem .

Isto descreve o que aconteceu a Jesus antes da cruz (c f M t 26.67; 27 .26,30; M c 1 5 .1 6 -2 0 ; Lc 18.32; Jo 18.22; I9 .I). A despeito do que os seus brutais inimigos fazem a Ele, e apesar do desprezo deles, Ele permanece submisso. ' Porque o Senhor JEOVÁ me ajuda, pelo que m e não confundo; p or isso, pus o meu rosto com o um seixo e sei que não serei confundido. Em meio ao seu sofrimento Ele pode suportar a dor porque o SENHOR o ajuda. A sua confiança no seu Pai o fez saber que Ele não seria superado pelo escárnio e mau trato. Fixar a sua lace como “sei­ xo” retrata a sua determinação de ir para a cruz, sabendo que a sua morte vergonhosa não terminaria em desesperança, mas em ressur­ reição, ascensão e exaltação (cf. Lc 9.51). ,s Perto está o que me justifica; quem contenderá com igo? C om ­ pareçam os juntam ente; quem c meu adversário? C hegue-se para mim. 9 Eis que o Senhor J e o v á me ajuda; quem há que me condene? Eis que todos eles, como vestes, se envelhecerão, e a traça os comerá. A linguagem é a de uma cena de tribunal. Deus o Pai está com o Messias de um modo poderoso. Porque Deus o Pai justifica o Servo como não tendo cometido nenhum pecado, ninguém pode condenar o Servo ou ser eficazmente o seu adversário. Os seus acusadores serão como um artigo de vestuário que se desintegra com a idade, ou que é consumido por traças. Eles não terão nenhum efeito duradouro. O Messias triunfará apesar de tudo o que eles fazem.
5. A ESCOLHA: CONFIE EM DEUS OU PASSE 0 TEMPO EM TORM ENTO 50.10,11

10 Q uem há entre vós que tema ao SENHOR e ouça a voz do seu servo? Q uando andar em trevas e não tiver luz nenhuma, con ­ f i e no nom e do SENHOR e fir m e -s e sobre o seu Deus.

Isaías12agora exorta o povo a responder ao Servo e obedecer àquEle que supremamente obedeceu o seu Pai celestial.13Proceder dessa for­ ma será sair da escuridão e confiar “no nome do S e n h o r ” (cf. Rm 8.32-39). O “nome” indica caráter —e “não há nele treva nenhuma” ( I Jo 1.5). Aquele que vier para a sua luz irá firmar-se (H eb. yishsha’en, “apoiar-se, encostar-se”) sobre o seu Deus, entrando em uma relação pessoal com Ele, pois Deus verdadeiramente será “o seu Deus”.

11 Todos vós que acende is fo g o e vos cingis com faíscas, andai entre as labaredas do vosso fo g o e entre asfa ísca s que acendestes; isto vos vem da minha mão, e em torm entos jazereis.
Isaías agora se dirige ao mundo descrente. Aqueles que insistem em iluminar os seus próprios caminhos pelos seus próprios fogos sofrerão a mão de juízo de Deus. Eles pensam que são pessoas de esclarecimento por causa das suas filosofias humanísticas (incluindo as idéias da Nova Era hoje). M as eles jazerão em um lugar de tor­ mento por causa dos seus pecados (cf. 66.24). Este será um lugar abrasador, pois o fogo é freqüentemente um símbolo do juízo de Deus em Isaías (veja I . 3 I ; 5.24; 9 .1 8; 1 0 .1 6 ,1 7 ; 2 6 .1 1 ; 2 9 .6 ; 30.27,30; 47.14; 66.15,16; cf. I Co 3.13; H b 10.27; 12.29). Eles acendem uma falsa luz que se torna um fogo para destruí-los. Eles terminarão no lago de fogo —um contraste muito real com os seus falsos fogos (Ap 20.14,15).

QUESTÕES DE EST U D O
1. Que evidência no capítulo 49 mostra que o Servo Israel é de fato o Messias? 2. Quais são os dois mais importantes aspectos da missão do Servo? 3. Como 49.8— se aplica a Jesus? 13 4. Que garantia Deus dá de que Ele não esquecerá do povo de Sião?

5. Como Deus trará de volta os filhos e as filhas de Sião? 6. Como o capítulo 50 estende o pensamento de 40 .14— 16? 7. Como a resposta obediente do Servo contrasta com a do povo de Israel? 8. Qual é a atitude do Servo em meio ao seu sofrimento? 9. Que tipo de respostas haverá para a voz do Servo de Deus e que resultados se seguirão?

CITAÇÕES
Este é o segundo Cântico do Servo; Veja 42.1. E Duane Lmdsey, The Servant Songs (Chicago. M oody Press, 1 9 8 5 ), 66. O b­ serve que “Israel” era o nome de um indivíduo (Jacó) antes de se tornar o nome da nação. O Israel N acional não pode ser pretendido aqui, pois este Servo tem um a missão para Israel (veja v.5). O hebraico para “o meu direito” é mishpati : “m inha justiça”, ou “m inha causa” (R S V ), ou “meu direito ” (N R S V ; A R A ), ou “meu caso” (Jewish Publication Society). R . N. W hybray, Isaiah 4 0 — (G rand Raptds: W m . B. Eerdmans, 1981), 66 142. Embora a NIV, et al., m ude o hebraico para swenim (m encionado em Ez 2 9 .1 0 ; 3 0 .6 ), não há nenhuma evidência textual para tal m udança aqui. Joseph A. Alexander, C om m entary on the Prophecies o f Isaiah, 2 vols. em I (1 8 7 5 ; reimpressão, Grand R apids: Zondervan Publishing House, 1 9 7 5 ), 2:28 5. Francis Brown, S. R . Driver, e Charles A. Briggs, A H ebrcw andE nglish Lexicon o f the O ld Testament (O xford, Inglaterra: Clarendon Press, 1 9 5 1), 696. Em “teus pés”, no hebraico “teus” é fem inino singular, referindo-se a Sião. ). Alec M otyer, The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove, 111.: InterV arsity Press, 19 93 ), 395. A N V I pretere a tradução “os violentos” por causa do paralelismo com o v.25 e devido aos Rolos do m ar M orto, aVulgata, c a Siríaca trazem “os violentos”. A versão ARA traz “os tiranos”. A NEB traz “os cruéis”. Todavia, a Versão Barclay traz “Devem os cativos ser legitimamente salvos” (trad. lit.); e Rotherham traz “Pode o cativo de alguém no direito ser libertado?” (trad. lit.). Joe M . Sprinkle, “O ld Testament Perspectives on Divorce and Rem arriage”, Jou rn a l o f the E vangélical Theological Society 40, no. 4 (dezem bro de 1 9 9 7 ): 541.

Veja tam bém J. A. M otyer, The Prophecy o f Isaiah (D owners Grove, 111.: InterVarsity Press, 19 93 ), 397. 10 Este é o terceiro Cântico do Servo; veja 42:1. 1 Alguns acreditam que Yahweh do v. I ainda está falando aqui e o Servo é 1 identificado com Ele. 12 Alguns entendem o que fala nos v v .I0 ,II como sendo Yahweh. F. Duane Lindsey, The Servant Songs (C hicago: M o o dy Press, 1 9 8 5 ), 92. 13 Stanley M . Florton, A Vitória Final: Uma Investigação Exegética do Apocalipse (R io de Janeiro, RJ: CPAD, 19 95 ), 2 9 1 , 29 3.

B.

0 Remanescente Encorajado 51.1-52.12
I. LEMBRE-SE DO FUNDADOR E DA FUNDAÇÃO 51.1-8

Três temas seguem: Deus enfatiza as suas promessas ao remanes­ cente piedoso de Israel; a sua salvação está disponível para todos os povos do mundo; e nada pode impedi-lo de levar a cabo o seu propó­ sito de salvação. E imperativo que nós escutemos. Isaías primeiro se dirige ao remanescente piedoso que segue o que é certo aos olhos de Deus e que o busca. Olhando ao passado, em pesquisa laboriosa nos livros, para a rocha da qual eles foram corta­ dos, eles deveriam ser relembrados das bênçãos e da graça de Deus no passado.
1 O u v i-m e , v ó s q u e s e g u is a ju s t iç a , q u e b u sca is a o SENHOR; olh a i p a r a a roch a d o n d e jb s t e s co rta d o s e p a r a a ca v er n a d o p o ç o d e o n d e f o s t e s ca va d o s. 2 O lh a i p a r a A braão, v o sso p a i, e p a r a S ara, q u e v o s d eu à lu z ; p orq u e, sen d o ele só, e u o ch a m ei, e o a b e n ç o e i e o m u ltip liq u ei.

Usualmente as referências do Velho Testamento a uma “rocha” são referências a Deus. Quando Abraão pôs a sua fé em Deus, Deus o fez como um rochedo. Desse modo, o remanescente piedoso é ori-

entado a focalizar a lembrança em Abraão e Sara, não somente neles como indivíduos, mas no que Deus fez por eles. Eles deveriam se lembrar especialmente da promessa de abençoar, que incluía nume­ rosos descendentes (dada quando Sara era estéril e, no natural, isto parecia impossível). Então eles deveriam se concentrar no cumpri­ mento da promessa (c f Dt I.IO; 10.22). O Deus que fez uma gran­ de nação de tais pequenos começos ainda pode fazer o mesmo. Ele é um Deus fiel. Tudo o que Ele tem feito por eles é pura graça.
3 P orque o SENHOR co n so la rá a Sião>e co n so la rá a todos os seu s , lu gares assola dos; e f a r á o seu d eserto com o o É den e a sua solidão, co m o o ja r d im do SENHOR; goz o e a legria se acharão nela, a ções de g r a ça s e voz de m elodia.

O SENHOR tinha determinado confortar a Sião, insinuando tam­ bém que Ele já começou a fazer assim. As declarações paralelas enfatizam que Ele fará os lugares assolados e o deserto como o Jar­ dim do Eden. Não haverá mais nenhuma tristeza ou lamentação, pois este será um lugar de imperturbável alegria, com satisfação, ações de graças, e cânticos ao som de instrumentos musicais. Isto terá o seu grande cumprimento no M ilênio.1
4 A ten dei-m e, p o v o m eu e nação m in h a ! In clin a i os o u v id o s pa ra m im , p o rq u e de m im sa irá a lei, e o m eu ju íz o se estabelecerá com o lu z d os povos.

Deus fala agora. O remanescente piedoso em Sião precisa escutar, pois Ele dará instrução ( “lei”, Heb. fora/;) sobre como viver em rela­ ção certa com Ele e de um para com o outro. Ele também estabelece­ rá a sua justiça, ou juízo, “como luz dos povos”, como um guia, e não só para Israel, mas para todos os povos do mundo. “Juízo” aqui in­ clui o tipo de vida que o agrada. 5 P erto está a m in h a ju stiça , v em sa in d o a m in h a sa lvação, e os m eu s braços ju lg a r ã o os p o v o s; as ilhas m e a gu a rd a rã o e n o m eu braço esperarão.

Os novos céus. Toda a criação. e os seus m oradores m orrerão como mosquitos. porque os céus desaparecerão como a fu m a ça . A sua salvação cumprirá todos os padrões requeridos por sua justiça. (N ota doTradutor: A versão ARC anterior a 1995. e a m i­ nha ju stiça não será quebrantada.) Em contraste. Elas “aguardarão” (Heb. Deus convida novamente o remanescente piedoso de Israel a escu­ tar. vós que conheceis a justiça. Os céus estrelados atuais são comparados a uma coluna de fumaça que é levada pelo vento e desaparece. vós. eles esperam por Ele para enviar o Messias. traz “semelhantemente”. não temais o opróbrio dos homens. trará a sua justiça. Eles têm que deixar de ficar amedrontados de abusos ou des- . em cujo cora­ ção está a minha lei. 6 Levantai os olhos para os cévis e olhai para a terra de baixo. até mesmo as partes mais distantes. Os “braços” de Deus significam o seu poder pelo qual Ele julgará todas as nações. nem vos turbeis pelas suas injiírias. A terra será como uma veste que está velha e simplesmente cai aos pedaços (cf. ainda está debaixo do seu controle. quer dizer. “aguarda esperan­ çosamente”) por Deus. Como a ARC. esperando e confiando em seu poder para tornar a sua salva­ ção disponível para todo o mundo.25-28). que foi feita por Deus. SI 102. e a terra se enve­ lhecerá como uma veste. 7 O uvi-m e. povo. a nova terra e a Nova Jerusalém nunca terão fim. mas a minha salvação durará para sempre. a salvação de Deus “durará para sempre” e a sua justi­ ça “não será quebrantada” ou destruída. Eles experimentam a justiça e têm as instruções de Deus nos seus corações.A “justiça” e a “salvação” de Deus são paralelas nesta sentença: um modo poético de dizer que elas estão intimamente conectadas. As pessoas também morrerão. em lugar de “de modo semelhante” (K JV). muitas traduções to­ mam o hebreu como significando que estas morrerão “como mos­ quitos” ou moscas. ycqawwu. e levará a cabo as suas decisões. As “ilhas” incluem todos os continentes da terra.

DEUS ASSEGURA UM ALEGRE RETORNO 51. de geração em geração. para que passassem os rem idos? A resposta de Isaías e do povo de Deus expressam o desejo deles pela salvação que Ele prometeu. 89. é um clamor para Deus entrar em ação poderosa. cf. e a minha salvação. jó 9. mas a minha ju stiça durará para sempre. a tristez a e o g e m id o f u g i r ã o . v o lta r ã o o s resga ta d o s do SENHOR e v ir ã o a S ião co m jú b ilo . hostis e insultantes dos incrédulos. 2. O mar Vermelho (Heb. o monstro do mar. e p e r p é tu a a legria h a v erá so b re a su a ca b eça . incapazes de resistir ao juízo de Deus mais que a lã pode resistir à traça.prezos humanos. e o bicho os comerá como à lã.2) por causa da impossibilidade de Israel cruzá-lo por quais­ quer meios naturais disponíveis a eles.s Porque a traça os roerá com o a uma veste.7. Por que meros seres humanos deveriam impedi-los de defender o que é certo? . desperta. Pedir ao braço de Deus para desper­ tar não significa que Deus estava adormecido. Eles têm que deixar de ficar assustados e chocados pelas palavras injuriosas. SI 87. fohm. as águas do gra n d e abism o? E que f e z o caminho no fu n d o do mar. o oceano primordial de Gn 1. Aqueles que abusam e insultam o povo de Deus serão consumi­ dos. . 11 A ssim . com o nas gerações antigas. g o z o e a le­ g r i a a lca n ça rã o . ó braço do SENHOR. 30. veste-te de força.4. desperta corno nos dias passados. Eles podem contar com isto “de geração em geração”. “mar de juncos”) é* comparado ao “grande abismo” (Heb.10). Antes. não im porta o que venha a acontecer.13. como Ele fez no êxodo do Egito (aqui chamado “Raabe”.9-16 9 D esperta. yam suph. não és tu aquele que cortou em pedaços a Raabe e fe r iu o dragão? 10 Não és tu aquele que secou o m ar . Mas o povo de Deus tem a garantia da sua justiça eterna e da sua salvação sem fim.

Houve um cumprimento parcial disto em 689 a. que é m ortal . ou o filh o do homem. Eles não mor­ rerão “na caverna” ou no calabouço. que se tornará em fe n o ? l 'E te esqueces do SENHOR. Haverá um m aior cumprimento disto no fim dos tempos. Aqueles que estão almejando a salvação de Deus olham adiante para um êxodo maior. eu sou aquele que vos consola. 35. Eles também precisam perceber a própria relação deles com Deus: Deus se tornou deles. 14 O exilado cativo depressa será solto e não m orrerá na caver­ na. eles estão esquecendo de Deus. e o seu pão lhe não faltará . 40.6-8)? Quando estão continuamente ame­ drontados a respeito do furor do “angustiador” (ou liquidatário). “badalando gritos de alegria”) a Sião. os quais serão como a relva que logo murcha (cf. Por que deveriam ter medo de qualquer mortal. 12 E u . e temes todo o dia o fu r o r do angustiador . que te criou) que estendeu os céus efu n d o u a terra. Aqueles que se encontram encolhidos nas prisões ou estirados diante do inimigo serão em breve postos em liberdade.2 como quando ele está preparado para destruir. quando os cativos voltaram da Babilônia. o qual —em contraste com o “feno” —“estendeu os céus e fundou a terra”. para qvie temas o homem.I -2 I ). não precisarão buscar gozo e alegria.Os israelitas cantaram depois que cruzaram o mar Vermelho (Ex I 5 . Com a alegria e o gozo consegui­ dos. incluindo po­ derosos opressores terrenos e ditadores. O povo de Israel necessita reconhecer quem Ele é: o Deus que os “consola” ou renova a confiança deles. quando se prepara para destruir? O nde está of u ­ ror daquele que te atribulava? Deus responde. onde virão “com júbilo” (Heb. Estas emoções os procurarão e os “alcançarão”. quem pois és tu. Devido a eles segui­ rem ao Senhor. como se sentenciados a irem .10). todas as expressões de aflição terão fugido para longe (cf. rinnah.C.

Deus ainda dirá para Sião que eles são o seu povo: a escolha de Deus não mudou e não mudará. para que se movesse em ação (5 1 . Por seu intermédio Deus plantará de novo os céus e a terra em uma nova criação. renovando a 6 E p o n h o as m in h a s p a la vra s na tu a boca e te cu b ro com a som bra da m in h a m ão. teu D eu s. O S enhor d os E x ércitos é o seu nome. Deus tomará conta das suas necessidades. Até mesmo a agitação das ondas contínuo poder e controle. M as é Jerusalém que realmente precisa fazer isso. m ovido para agir (SI o “S e n h o r dos Exér­ do m ar falam de seu enfático. Esta pode ser uma declaração geral ou pode se referir aos prisioneiros de Senaqueribe que foram levados para a Babilônia. p a ra p la n ta r os céus. com vigor e resolução. Jerusalém tem caído debaixo do furor da ira de Deus e a receberá em sua abundância. ó Jeru sa lém . desperta.9 ). e bra m em as su a s ondas. e p a ra f u n d a r a terra. O hebraico é confiança do seu povo.17-23 11 D esp erta . Ele ainda tem um lugar para Israel no seu plano e Ele sempre o terá. Ele é o S e n h o r Todo-poderoso. Deus o cobri­ rá com a sua mão até chegar a hora em que Ele será revelado. qu e bebeste da m ã o do Senhor o cá lice do seu f u r o r . Deus fala agora com o Servo. bebeste e so r v este as fe z e s do cá lice da vacilação.para a cova (inferno). 3. ou uma nova ordem. e p a ra d iz er a Sião: Tu és o m eu povo. . 0 CÁLICE DA IRA DE DEUS ESCOADO E REMOVIDO 51. N V I) indica que Deus deu o seu veredicto e o juízo virá. qu e f e n d e o m ar.4 ). o qual fala para Deus. cito s”. O povo tinha clamado para que Deus despertasse. leva n ta -te. Deus não precisa ser despertado ou 1 2 1 . O “cálice da vacilação” (ou “que faz os homens cambalearem”. 15 P orque eu so u o Senhor .

22 A ssim diz o teu Senhor. 19 E ssas du a s coisas te a con tecera m . deveria ter tido “os filhos [o povo]”. não podem escapar. as fe z e s do cálice do m eu f u r o r . de todos os f i lh o s qu e crio u . e a fo m e .ls D e todos os fi lh o s qu e teve. para que a guiasse de forma que ela pudesse ter evitado a ira de Deus. Está implícito que só Deus pode tratar disto. n en h u m há qu e a g u ie m a n sa m en ­ te. todo o povo estava na mesma condição pecadora. Deixe o povo ver que Deus tomou . e teu D eus. 21 P elo que.. m a s não de vinho.. que pleitea rá a causa do seu p ovo: Eis que eu tom o da tua m ão o cálice da va cila ­ ção. Jerusalém. qu em terá com p a ix ã o de ti? A assolação. o Yahweh que guarda a aliança. J eová. Deus tem uma nova palavra para o seu povo que foi humilhado e recebeu o cálice da sua ira (cf. o u v e isto. M as não havia nenhum. retratada como a mãe do seu povo. 17). agora. n u n ca m a is dele beberás. “como antílope na rede”. e a espada! C om o te co n so la rei? A situação deles é desesperadora. e o qu ebran tam en to. ja z e m nas en trad as de todos os cam in hos. ó opressa e em briagada. v. ainda é o Deus de Israel e tem uma palavra de encorajamento para eles. Os habitantes de Jerusalém estão assim debaixo da ira e da repre­ ensão de Deus. As calamidades estão em pare­ lha: “a fome e a espada” trazem devastação e destruição. Ele a traz à justiça e os defende. Ele pleiteia a causa deles. e. O Soberano SENHOR. 20 J á os teu s f i lh o s desm aiaram . de modo que eles desfaleceram e. n en h u m qu e a tom e p ela m ão. O profeta não pode confortar Jerusalém ou até mesmo mostrar simpatia. ch eios estão do f u r o r do S e n h o r e da rep reen sã o do teu D eu s. com o o a n tílop e na rede.

17 ) vem para Sião por causa da obra de redenção do S e n h o r .5— 15). em troca. p orq u e n u n ­ ca m a is en tra rá em ti n em in circu n ciso n em im undo.2— ) providas por Deus.42.22 acima).6).9. so lta -te das ata du ras de teu pescoço.. ó J eru sa lém . e o seu povo. Jerusalém se tornará novamente uma cidade real.. caminhan­ do por cima de suas costas depois de eles terem sido forçados a se prostrarem no chão (cf. Após beber o cálice da ira de Deus. I Pe 2. desperta. vv. A terceira chamada para despertar (cf. 5 1.9). 16 . ó J eru sa lém .o cálice da ira da “tua mão”. 2 S acode o pó. Jo 1 8 . 5 1. Que tamanha graça! 23M as p ô .16. Ex 28 . v este -te das tua s vestes fo r m o s a s . p a ra q u e p a ssem o s sob re ti. lev a n ta -te e a ssen ta -te. os quais os tinham tratado literalmente como a lama das ruas (c f 10. ó ca tiva f i lh a de Sião. 5 O povo de Deus cumprirá novamente a função sacerdotal que Ele pretendia anteriormente (Êx 19. Deus vai mostrar. cid a d e santa. O cálice da ira de Deus será novamente despejado durante a Grande Tribulação (Ap 6. JERUSALÉM SERÁ REDIMIDA 5 2 1 -1 2 1 D esp erta . v e s te -te da tua fo rta lez a . pois Jesus tomou aquele cálice por nós (M t 26.11. entristeceram [a Israel]”. cf. reis-sacerdotes (Êx 19. e tu p u seste as costa s co m o chão e co m o ca m in h o aos viand antes. a sua justiça pondo o cálice da ira “nas mãos dos que. Eles têm que sacudir o “pó” . ó Sião.21. O desembaraço do “incircunciso” e “imundo” (ou sujo) indica que o povo terá igualmente uma santi­ dade interior.7. O povo nos dias de Isaías nunca teria que bebê-lo novamente (c£ w. qu e dizem à tua alm a: A baix a-te. 17 e 21 acima).6.5. I Ts 5. Os crentes não sofrerão essa ira. 15. Jerusalém será de novo a “cidade santa”. 4. 17. As belas “vestes formosas” são vestes sacerdotais (cf.17.9).l o .1).e i nas m ã o s d os qu e te en tristecera m .

ta m ­ bém sem din heiro sereis resgatados. que os seus próprios opressores lamentam [R S Y CEV]. agora. A menção do Egito como o primeiro lugar da opressão de Israel e da Assíria como oprimindo-os “em tempos passados” (por ocasião da sua história) indica que esta passagem está tratando dos próprios dias de Isaías. outros. a Assíria não pagou nenhum preço a Deus. ARA. NASB. 6 P ortanto. 4 P orque a ssim d iz o S en hor JEOVÁ: O m eu povo. o nome de Deus é insultado ou blasfemado. O S en h o r não ganhou nada tendo o seu povo sido levado para longe dEle. O dia milenial .(representando o pecado). p o rq u e eu m esm o so u o q u e digo: E is-m e aqui. Quando o povo foi vendido em escravidão. e a A ssíria sem razão o oprim iu .4 3 E. p a ra p e r e g r in a r lá. J P orque assim d iz o SENHOR: P o r n a d a fo stes ven d id os. Deus vai deixar o seu povo saber o “nome” [dEle] (incluindo a sua natureza e caráter) na experiência deste. Rm 2. não havia nenhuma necessidade de pa­ gar um preço à Assíria para resgatá-los daquela escravidão. e o m eu n o m e é blasfem ado in cessa n tem en te todo o dia. e soltar as antigas cadeias ( “ataduras”) que os tiranizavam. d iz o S enhor . n a q u ele dia. “Portanto” e “por esta causa” são sinônimos utilizados aqui para indicar ênfase.24). Os seus dominadores “dão uivos” (alguns entendem isto como significando os “uivos” dos seus opressores [KJV. que tenho eu aqui que ja z e r . Deus vai resgatá-los livremente. d iz o SENHOR. a N V I indica “aqueles que o dominam zombam”). p o r esta causa. provavelmente porque eles estão rejeitan­ do o fato de que merecem o seu juízo (cf. Assim. ARC]. em tem p os p a ssad os. “sem dinheiro”. as cadeias do pecado. p o is o m eu p o v o f o i tom ado sem n en h u m a razãoP O s q u e d om in a m sob re ele dão u ivos. Desse modo. o m eu p o v o sa berá o m eu nom e. d esceu ao Egito. pela sua graça.

Então saberão não só que Deus predisse o futuro. até mesmo o solo improdutivo irrompe em brados e cânticos de alegria. “Os montes” são os 12 montes de Deus. 9 C la m a i can tan do. Os pés “suaves” ( “formosos”. qu e f a z o u v ir a paz. 8 Eis a voz dos teu s atalaias! E les alçam a voz. p o rq u e olho a olho verão. M as agora. qu an do o Senhor v o lta r a Sião. solo improdutivo. ex u lta i ju n ta m en te.11 ). A RA ) podem estar machucados e san­ grando. Ele retorna como o con­ quistador triunfante. também E f 6. A cidade de Jerusalém é chamada “desertos”. . Pois eles verão clara­ mente “quando o SENHOR voltar a Sião”. por causa dos pecados de seu povo como também pelo cerco dos assírios. Aqueles que estão assistindo. mas eles são formosos porque trazem um exultante brado de “boas-novas” de que “Deus reina”: Deus não está morto. uni­ dos em um ressonante e alto brado de alegria. qu e d iz a Sião: O teu D eu s rein a ! Os versículos 7— são um hino de louvor.15 faz a citação deste versículo e o aplica ao Evangelho do Novo Testamento (cf. ju n ta m en te ex u lta m .está vindo. desertos de J er u sa lém ! P orque o S en hor co n so lo u o seu p o v o . A aplicação específica aqui é às boas-novas sendo proclamadas nos montes ao redor de Jerusalém. Deus ainda é o Rei do universo.15). e ainda no controle. que f a z o u v ir a sa lva çã o'. os montes do mundo inteiro onde o Evangelho da paz (a bondade e a salvação de Deus) é proclamado (c f 49. Ele também é o que fez isto acontecer. ainda soberano. conforto e redenção de Deus. que a n u n cia o bem . Romanos 10. rem iu a J eru sa lém . 7 Q u ã o su a v es são sob re os m o n tes os p é s do qu e a n u n cia as b o a s-n o v a s. por causa da salvação. aguardam esperançosamente. quando Ele falará com eles e eles o verão.

não toqu eis do m eio dela. coisa im u n da. e também contrasta com a ordem inicial para fugir da Babilônia (4 8 . e será a vossa retaguarda.33. Houve apenas um cumprimento parcial desta profecia quando Ciro permitiu aos judeus voltarem do exílio babilônico posterior (Ed 1. “Todos os confins da terra” verão isto e reconhecerão a sua grandeza. Por que o povo chamou a Deus para despertar e qual foi a sua resposta? . 39). A chamada é uma convocação geral. Os judeus são reis-sacerdotes levando santos “utensílios [coisas. Como a justiça de Deus é relacionada à sua salvação? 3. Deus guardará os seus reis-sacerdotes. aqui. v ó s qu e levais os NHOR. Nem sequer lhes seria permitido entrar no templo. O fato de que eles não devem sair “apressadamente” contrasta com a partida do Egito (Êx 12.Tivessem eles tocado em uma “coisa imun­ da”. sa í daí. Eles têm que se man­ ter cerimonialmente puros. 12 P orque não sa ireis apressadam ente.2 0 ). e todos os co n fin s da terra v erã o a sa lva çã o do n osso D eus. p orq u e o S enh or irá dia n te de vós. g in d o . nem no exílio. QUESTÕES DE ESTUDO 1. retira i-v o s. Quanto a Deus desnudar o seu “santo braço” significa que Ele irá demonstrar o seu poder e sua santa dedicação na sua obra de salva­ ção.10 O S e n h o r d esn u d o u o seu sa n to braço p era n te os olhos de todas as n ações. não poderiam continuar portando os utensílios santos. sa í u ten sílio s do Sen em v o s i r e i s f u ­ o D eu s de Isra el Isaías não está na Babilônia.7— 10). 11 R etira i-vos. p u r ifica i-v o s . instrumentos] do Senhor”. Por que o remanescente piedoso precisa olhar para Abraão e Sara? 2. tanto na frente como na retaguarda deles.

19 84 ). F. e m u i sublim e. 5. 2 (m aio de 1 9 6 3 ): 53 -54 . B. 0 Sofrimento e a Morte Expiatória do Servo 52. 156. Eerdmans. Bulletin o f tbe Evangelical Tbeological Society 6. 7. 0 SERVO PRUDENTE SERÁ EXALTADO 5213 13 Eis q u e o m eu serv o o p era rá co m p ru d ên cia . 6. ou ao remanescente piedoso. no. Knight. de modo que eles tentam fazer a aplicação disto a Israel. 19 85 ).12 I.13-53. ou a algum profeta. será en gra n d eci­ do. Por que Deus encobre o Servo? Por que o povo de Jerusalém tem necessidade de despertar? O que Deus quer fazer por eles? O que o povo de Jerusalém tem de fazer com respeito a esta terceira chamada para despertar? 8. Servant Theology (G rand R apids: W m .7 -1 2 )? CITAÇÕES 1 J. Este versículo é o começo do quarto cântico do Servo. até mesmo ao pró­ prio escritor. 4 F.4. “T h e U n ity o f Isaiah”. 3 H ebraico be’ephes. The Servant Songs (C hicago: M o o dy Press. o qual continua pelo capítulo 53. De que modos nós podemos participar hoje no hino de louvor (5 2 . e elevado.1M as esta passagem “aponta para além de Israel como o . Barton Payne. isto poderia também significar “no fim ” (N E B ) ou “para n ada”. Alguns críticos são hesitantes em aplicar isto a Jesus. C. Duane Lindsey. 2 George A.

muitas nações vão se maravilhar nEle”. há alguns problemas. Quando eles o virem. profundo e preciso do Messias. 0 SOFRIMENTO ESPANTOSO 52. Certamente. a exaltação só virá após a 1 humilhação e o sofrimento. o significado .6— 1 deixa claro.2 Isaías retrata Israel como so­ frendo pelos seus próprios pecados. e aq u ilo qu e eles não o u v ira m entenderão. aponta ao M essias”. porque Ele já não se parece um homem. O Servo de Deus terá a sabedoria para realizar eficazmente o que Deus lhe envia a realizar.3): Ele será “engrandecido” (como Deus é exaltado. que sofre completamente pe­ los outros3 “em total obediência ao Pai”. Como Filipenses 2. e os reis fe ch a r ã o a boca p o r cau sa dele.21). m a is do q u e a d os o u tro s f i lh o s dos hom ens. 2.) Em linha com a mensagem de salvação de Isaías. “elevado”. A palavra “borrifar” é freqüentemente usada a respeito de borri­ far ou espargir o sangue de um sacrifício. cf 2 Sm 22. (Alguns conectam esta palavra com uma origem árabe e a traduzem como “espanto”.5 con­ tudo. h o rrifa rá m u ita s nações. m a is do que a de o u tro qualquer.4Este é um quadro sublime. p o rq u e aq u ilo q u e não lhes f o i a n u n cia d o verão. A totalidade da evidência é que este Servo é um indivíduo sem pecado. Lc 24. e a su a f ig u r a .servo do Senhor. p o is a su a ap arên cia estava tão desfigu rada . 6.15 14 C om o p a sm a ra m m u ito s à vista dele. esta profecia de um DeusHomem não se enquadra a ninguém mais a não ser Jesus.1 onde a mesma exaltação é aplicada a Deus). 13 A ssim. chocados com a sua deformação. A Septuaginta traduz a frase dessa forma: “Assim. disponível para todos. Os versículos seguintes mostram que Ele sofre como um homem. ficarão horrorizados. e colocado em posição “mui sublime” (c f 6.47). Isto resulta­ rá em uma exaltação suprema.14. expressada pela repetição tripla (cf. Os “muitos” são as pessoas que olham para Ele esperando que Ele fará a obra de redenção de Deus (cf.

. fala. Mas Ele não é descrito como vindo semelhante a um Rei desta vez: não haverá nada maravilhoso ou espetacular sobre Ele. sendo gentios. isto é. A comparação com o “renovo” e a “raiz” liga o Servo às profecias messiânicas anteriores de Isaías (veja I L I . 3. eles serão surpreendidos e ficarão respeitosamente calados. As circunstâncias que cercaram o cumprimento de sua missão pareciam adversas. ne­ nhuma evidência externa de realeza. Inicial­ mente. 2 P orque f o i su b in d o com o ren o v o p era n te ele e com o ra iz de u m a terra seca. o remanescente piedoso em Israel. dian­ te do SENHOR —em sua presença e sob a sua proteção. Jesus teve um ano de aparente sucesso na Galiléia (o segundo ano do seu ministério). foi revelado sobrenaturalmente.6 “Os reis fecharão a boca”. O Servo foi crescendo como um “renovo”. O próprio Jesus teve que vir aos seus discípulos e explanar a verdade. Antes.1-3 1 Q u em d eu créd ito à nossa p rega çã o ? E a qu em se m a n ifesto u o braço do SENHORp Israel. 10).2 5 . O “braço”. subjuga­ dos pela grandeza da sua salvação —algo que eles. não tinha p a recer n em fo r m o s u r a .38. não tinham entendido ou até mesmo considerado antes. o poder do SENHOR. quer dizer. M as Ele surge como em “terra seca”. Jo 12. um broto tenro. parece não haver nada especialmente atraente a respeito do Servo “para que o desejásse­ mos”. olhando n ó s pa ra ele j n en h u m a beleza víam os. mas depois Ele enfrentou uma crescente opo­ sição.16). 0 MESSIAS MENOSPREZADO E REJEITADO 53.4 1 . e. nem mesmo eles acreditavam na “pregação”. o relato ou as boas-novas que eles ouviram e que devem revelar (c f Lc 2 4 . ou antes. sem qualquer semelhança de fertilidade que tornasse possível o crescimento. p a ra que o desejássem os. Rm 10.parece ser que “muitas nações” se beneficiarão do sacrifício do Servo e do derramamento do seu sangue.

ou abandonado. f o m o s sarados. f e r i d o de D eu s e oprim ido. incluindo a nossa culpa pecaminosa. A explicação é enfática: Ele foi ferido pelas “nossas [rebeldes] transgressões” (contra Deus e a sua Palavra) e moído pelas “nossas iniqüidades”. o ca stigo qu e nos traz a p a z estava sob re ele. M ateus 8. Aqueles que o menosprezavam acharam o seu sofrimento tão repulsivo que eles viraram as suas faces. e. era desprezado. chalayenu. makh‘ovoth. com o u m de quem os hom ens escondiam o rosto. e n ós o rep u ta m os p o r aflito. objeto do seu juízo. No severo sofrimento do Servo Ele é caracterizado como “des­ prezado e o mais indigno”.3 jEra desprezado e o m a is indigno en tre os hom ens.17 aplica isto ao ministério de cura de Jesus. e não fiz e m o s dele caso algum . Ele era um homem de “dores” (Heb.4-6 4 V erdadeiramente.3).56 ). quando Ele tirava as dores e as doenças. ex perim entado n os trabalhos e. ferido e humilhado até à morte. (Tanto os termos . “dores físicas”). “nossas doenças”) e “nossas dores” (como no v. As pessoas o desprezavam de um modo zombeteiro. hom em de dores. Não foi por qualquer pecado próprio que Ele sofreu. Ele pôde fazer isto porque iria morrer. p ela s su a s p isa d u ra s. M as a nação como um todo tinha pensado que Ele tinha sido “ferido de Deus”. experimentando o mesmo sofrimento que acompanha uma rigorosa doença ou enfermidade. as palavras hebraicas aqui referem-se ao seu próprio sofrimento físico que Ele suportou na cruz. J M as ele f o i f e r i d o p ela s n ossas tra n sgressões e m oíd o p ela s nossas iniq üidades. Ele corajosa e voluntariamente escolheu tomar e levar sobre si o fardo pesado de “nossas enfermidades” (Heb. ou então eles o desamparavam (M t 26. ele to m o u sobre si as n ossas en ferm id a d es e as nossas dores levou sobre si. Como isto deve ter ferido aquEle que tanto os amou! 4. SOFRENDO POR OUTROS 53. Porém.

Ap 5. f o i levado ao m a ta d ou ro e. SI 1 19.4. Deus fez todos os nossos pecados (incluindo a nossa culpa e o castigo que nós merecemos) caírem so­ bre Ele. O sofrimento dEle foi vicário —totalmente por outros.25). porque “todos nós andamos desgarrados como ovelhas”. m a s não a b riu a su a boca.176. contudo. Todo o mundo precisa do Redentor. chama Jesus de “o Cordeiro de D eus” em Jo 1 . bênção e prazerosa comunhão com o SENHOR.6 .7-9 7 E le f o i oprim ido.3 5.24.2 9. co m o u m cordeiro. 13. N a sua paciência e silêncio. S I 103.15.36). 6 T odos n ós a n d a m os desga rrados co m o ovelhas.) O castigo que estava sobre Ele era para assegurar a nossa paz. m a s o SENHORf e z c a ir so b re ele a in iq ü id a d e de n ós todos.8). co m o a ovelha m u d a p era n te os seu s tosquiadores. T g 5. 5. João. incluindo o nosso eterno bem-estar. Ele estava como um cordeiro “perante os seus tosquiadores” (cf. as marcas deixadas por golpes) há cura para nós. mas também a restauração da comunhão com Deus (cf.3.“ferido” como “m oído” são usados a respeito de situações nas quais a pessoa morre. Isto inclui não só a cura física. cf. o Batista. não fez nenhum a tentativa para se defen­ der. Ele não proferiu nenhuma palavra de reclamação. andamos longe de Deus e extraviados no pecado (cf. Ele foi oprim ido como um a pessoa que é oprim ida por um credor que exige o pagam ento de um a dívida. seu sacrifício foi substitutivo. ele não a b riu a boca. de modo que Deus “fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos”. I Pe 2.3. cad a u m se desvia va p elo seu cam in ho. “Pelas suas pisaduras” (ou “açoites”. Nós não podíamos pagar a penalidade por nossos próprios pecados. MORRENDO POR OUTROS 53. o cordeiro da Páscoa de Êx 12. M t 9. . ou como um escra­ vo chicoteado pelo feitor.

ninguém naquele momento entendeu o significado de tudo aqui­ lo (nem sequer os seus discípulos entenderam que Ele estava so­ frendo por eles). doro. ao SENHOR agra d ou o moê~lo. UMA OFERTA ACEITÁVEL PELA CULPA 53. na su a m o r te p ^ p orq u a n to n u n ca f e z injustiça. y ‘socheach. Foi pretendido que a sua sepultura fosse “com os ímpios”.2 2). como também por todas as pessoas do mundo. com os criminosos condenados que foram crucificados com Ele. “a sua geração”. um a m orte m erecida pelo seu povo. A versão A R A co­ loca assim: “E de sua linhagem quem dela cogitou?” Q uer dizer. Ele foi “co rtado” por violento sofrim ento e morte.8 D a opressão e do ju íz o f o i tirado. Ele era manso com os pecadores. I Pe 2. “considerará”7] o tempo da sua vida [Heb.10-12 10 T odavia. q u an do a su a alm a se p u s e r p o r ex p ia ção do pecado. e as suas palavras eram verdadeiras. ou seja. v erá a su a . “Da opressão” significa que Ele foi posto sob constrangim en­ to (assim como Jesus foi preso e colocado sob guarda como um crim inoso). quando Ele de fato morreu. No entanto. “Juízo ” refere-se ao julgam ento (em bora este fosse ilegal) e à injusta sentença. 9 E p u sera m a su a sep u ltu ra com os ím pios e co m o rico.o en ferm a r. e quem co n ta rá o tem po da su a v id a ? P orq u a n to f o i corta d o da terra d os v iv en tes e p ela tra n sgressã o do m eu p o v o f o i ele atingido. fa z e n d o .57— 60).9 Esta era a garantia de Deus de que as acusações de que Ele era um homem violento e enga­ nador eram falsas (cf. após a qual Ele foi conduzido à m or­ te. “E quem contará [Heb. 6. n em h o u ve en ga n o na su a boca. “os seus contem porâneos”]?” Eis como aV ersão de Berkeley expõe isto: “E quais de seus con­ temporâneos consideraria” (tradução literal). foi enterrado com honra por um homem rico (veja M t 27 .

10Que Ele “prolongará os dias” dEle significa que Ele continuaria vivo depois da sua ressurreição. j u s t if ic a r á a m u ito s. p r o lo n g a r á o s dias. Ser um “servo justo” significa que Ele era sem pecado e. mas para todos os que viessem a Ele (R m I .22. pelo poder e administração do Servo. e o b om p r a z e r d o SENHOR p r o s ­ p e r a r á n a su a m ão. cf. Mas a morte dEle não seria o fim.1 o que realmente foi 1 cumprido na sua ressurreição. inclusive as conseqüên­ cias da culpa deles. fazendo-o enfermar”.p o sterid a d e. uma oferta de “expiação do pecado” (normalmente traduzido como “oferta pelo pecado” em ARA e KJV. .I 7 . 2 Co 5.21). e Ele sabia quem Ele era e é. 11 O tra b a lh o da su a a lm a ele v e r á e f i c a r á sa tisfeito . O “prazer do S e n h o r ” ( “a vontade do Senhor”.. 3. Que Ele veria a sua posteridade ou descendência (lit. Deus fez isto motivado por pura graça e amor (Jo 3. I Co 1. Esta oferta seria levada a uma conclusão eficaz “na sua mão”.30.9). Deus não somente permitiu a morte do Servo. “ver a semente”) significa que Ele se levantaria de entre os mortos e veria os seus filhos espiritu­ ais. A N V I acrescenta que “ele verá a luz [da vida]”.21. portanto. o m e u servo. Ele verá o resultado dos seus sofrimentos e “ficará satisfeito”. quer dizer. Deus fez da vida do Servo. Ele poderia fazer isto porque “as iniqüidades deles levará sobre si”. p o rq u e a s in iq ü id a d es d eles lev a r á so b re si. “Ele se agradou”) “moê-lo. Fp 3. ARA ) inclui os negócios ou assuntos do SE N H O R . chaphets. co m o seu co n h ecim en to . o ju s t o . incluindo todo o seu ser. Ele também sabia o que Ele estava fazendo no seu sacrifício por nós. O “conhecimento” do Servo significa que Ele conheceu o Pai de um modo amoroso e pessoal.16) por nós. era a sua vontade (Heb. Pelo derramar de seu sangue e o derramamento da sua vida. foi realizada uma expiação suficiente por todos os nossos pecados e nossas culpas. de nenhu­ ma maneira nós merecíamos um tal sacrifício em nosso favor. 2 Co 5. poderia justificar [prover justificação para] “mui­ tos” —não apenas para um. o Messias.

mas que eles tinham sido tirados (cf.19).13— 1 15? 2. de modo que nós podemos entrar livremente na presença de Deus e estar em perfeita relação com Ele. M q 7. tratado como um rebelde. O Servo triunfará. Toda a gran­ deza e o poder dos seus inimigos estarão entre os despojos da sua vitória.25 . Ele estava livremente intercedendo pelos rebeldes e con­ tinuaria a fazê-lo dessa forma (cf. que era o envoltório da arca da alian­ ça. I Jo 2. mas para o sangue da vida que a cobrira. p o rq u a n to d erra m o u a su a a lm a n a m o r te e f o i co n ta d o co m o s tra n sg resso res.34.34. R m 8. Embora Ele se deixasse ser “contado com os transgressores”. m a s ele lev o u so b re si o p e ca d o d e m u ito s e p e lo s tra n sg resso res in terced eu . QUESTÕES DE ESTUDO 1. não somente um mestre. O segundo bode era despachado para o deserto para declarar que os pecados não só estavam cobertos. os quais estavam em um estado de rebelião (veja M c 15. Está claro a partir disso que Ele não era uma vítima das circuns­ tâncias.25.1 implicam? . N aquela arca estavam as tábuas de pedra da Lei. não simplesmente o nosso exem­ plo. A quebra da Lei exigia juízo. Tudo isto acontece porque Ele estava disposto a passar pela morte e se deixar ser identificado com os seres humanos. Deus já não olhava para a Lei quebrada. O que as perguntas de 53. Também nisto Ele cumpriu a tipologia do pecado que oferece dois bodes no Dia da Expiação: um bode era sacrificado e o sangue era borrifado na cober­ tura de ouro (o propiciatório). r ep a r tirá e le o d esp ojo.1). e obedientemente. Hb 7. Lc 23.28). co m o s p o d er o so s. Ele de boa vontade. levou o fardo dos pecados e a culpa de toda a raça humana. não meramente um mártir. ou seja. e. Que luz Filipenses 2. triunfan­ do sobre tudo isso. Is 4 3 .7— 1 lança sobre Isaías 52.12 P elo q u e lhe d a r ei a p a r te d e m u ito s. M as quando o sangue foi espargido. Deus o recompensará ricamente.

( Grand R apids: W m . Alec M otyer. A N V I segue tanto a Septuaginta como os Rolos do mar M orto. 1 A Septuaginta indica algo como “para ele a luz se m anifesta”. In terp retin g the P rophetic Word (G ran d R ap id s: Zondervan Publishing House. Fxposition o f Isaiah (Grand R apids: Baker Book House. Como a menção de renovo e raiz é diferente do que é descrito em 11. violenta c suprema. 3 0 9 -3 1 6 . 19 93 ). C f margem da NASB. O que nesta passagem indica a sua ressurreição? 8. 19 90 ). 1. 4a. The Book o f Isaiah. 197 1). Que lição a Bíblia quer que tiremos com o fato de Ele ser enter­ rado na sepultura de um homem rico? 7. 3 :3 3 8 -3 9 . 4 3 6. 317. Young. 2:3 0 3 . 4 VanGemeren.5. 19 95 ). 3 :3 5 5 -5 6 . James M artin (G rand R apids: W m . Propheeies o f Isaiah. Schultz. 5 Edward J. RJ: CPAD. Eerdmans. B. Eerdmans. Leopold. O que se pretende dizer quando chamamos o seu sofrimento de vicário e substitutivo? 6. 3 Cf. Como os sofrimentos do Servo são relacionados ao ministério de Jesus e à cruz? 5. Qual é a continuação do ministério do Servo? CITAÇÕES 1 N ote discussão em Sam uel J. Interpreting the Prophetic Word' 2 8 0.3. 280. 10? 4. 2:2 2 5 . (San Francisco. Franz D elitzsch. C. trans. The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove. H arper. J. V anG em eren. 1969). H orton. The O ld Testament Speaks. . 19 90 ). 1 10 Stanley M . 7 Como traduzido em Salm os 143. 6 H. 1 9 6 9 -7 2 ). 4 2 6.: InterV arsity Press. 3 vols. A A RC e a 1 A R A om item esta parte. B. 111. lH “M o rte” é um plural relativo a ênfase no hebraico. Veja M otyer. Prophecy o f Isaiah. Biblícal C om m entary on the. 2 W ille m A. indicando que esta era real. 1 Young. A Vitória Final: Uma Investigação Exegética do Apocalipse (R io de Janeiro. ed. Book o f Isaiah. Academie Books.

por causa do sofri­ mento.13 I. leste. seriam abençoadas todas as famílias da terra (Gn 12. e as co rtin a s das tua s habitações se esten d a m . A promessa de Deus para Abraão era para uma numerosa semen­ te. e a tua p o sterid a d e p o ssu irá as n a ções e f a r á qu e seja m habitadas as cid a d es assoladas. ó estéril. Uma segunda comparação clama pela ampliação do lugar da ha­ bitação de Sião ( “Amplia o lugar da tua tenda”). Duas compa­ rações ilustram a futura ampliação de Sião. Gálatas 4. 3 P orque tra n sb ord a rá s à m ã o d ireita e à esquerda.1-55. qu e n ã o deste à lu z ! E x ulta de ■prazer com a legre ca n to e ex clam a. norte e sul (Gn 2 8 .D. 2 A m plia o lu g a r da tu a tenda. com a semente possuindo as nações e . tu qu e não tiveste dores de p a rto ! P orque m a is sã o os f i lh o s da so litá ria do qu e os f i lh o s da casada.1-3 1 C an ta alegrem ente. Isto indica a neces­ sidade de abrir espaço para o grande número de pessoas que virão sob as bênçãos que Deus tem para o seu povo.2 6.e. N a sua semente. alonga as tu a s cord a s e f i r m a bem as tua s estacas. Primeiro. a mulher “esté­ ril” (a personificação de Sião) é para cantar e exultar porque os filhos do Servo (5 3 .1 0 ) são feitos seus.3).. A Obra do Messias Traz Progresso e Bênção 54.14 ). a Nova Jerusa­ lém no céu) —que também são (por fé) os filhos espirituais de Abraão. morte expiatória e ressurreição do Servo.2 7 aplica isto aos filhos espirituais da Jerusalém que está em cima (i. A ênfase aqui está na natureza sobrenatural do relacionamento. Agora Isaías vê uma expansão “à mão direita e à mão esquerda”. Este capítulo clama por respostas à obra do Servo. O PROGRESSO JUBILOSO 54. d iz o Se n h o r . Deus prometeu a Jacó que a sua semente irromperia para oes­ te. não o im peças.

N enhum deus pagão poderia reivindicar isso. antes. 2.povoando as suas “cidades assoladas”.. para a época do M ilênio e ao futuro glorioso de Israel. A vergonha do passado. Isto aponta à frente. . porque não serás confundida. pode deixar de ficar amedrontado. tudo será esquecido.4-8 4 Não temas .7). da “mocidade” (provavelmente no Egito) à “viuvez” (dificuldades pos­ teriores).14. pois os pagãos acreditavam em m ui­ tos deuses. ele será chama­ do o D eus de toda a terra. mas o Parente-Redentor de Israel. O Senhor vai levar tudo. 6 Porque o SENHOR te chamou com o a uma m ulher desampara­ da e triste de espírito. por boas razões. cada um com poder lim itado e freqüentemente em com­ petição entre si. 5 Porque o teu C riador é o teu marido. 0 REDENTOR COMPASSIVO 54. como a uma m ulher da mocidade . Deus ainda é o Yahweh que guarda a aliança. A razão pela qual Israel não será envergonhado c que o Criador ainda é o seu marido. que é desprezada. e o Santo de Israel é o teu Redentor. Três sinônimos —“envergonhada”.7. Ele também será reconhecido não só como o Deus de Israel. e não te envergo­ nhes. Ele não o abandonou para sempre (veja v. um quadro semelhante é encontrado com Jesus sendo o Noivo da Igre­ ja. Os 2. mas como “o Deus de toda a terra”.). Ele não é somente o Santo de Israel. diz o teu Deus. S e n h o r dos Exércitos é o seu nome. etc. No Novo Testamento. Israel. “confundida” e “opróbrio” —enfatizam que Israel não sofrerá nenhuma vergonha. te esquecerás da vergo­ nha da tua mocidade e não te lembrarás mais do opróhrio da tua viu vez. porque não serás envergonhada. A imagem de Deus como o “m arido” de Israel é empregada fre­ qüentemente (Jr 3. o que controla os exércitos do céu.

Os 11. A ALIANÇA DE PAZ 54. a promessa e o juramento de Deus para Israel é que a sua ira e repreensão terminaram. nem te repreenderei. A sua bondade eterna (Heb. 10 Porque as montanhas se desviarão e os outeiros tremerão. O tempo que Deus deixou Israel foi apenas “um pequeno momen­ to”. M as Deus ainda é o seu Deus. mas Ele permanece e sempre será o Parente-Redentor de Israel (cf.8. ou rejeitada. Da mesma forma. A sua ira foi como um rompi­ mento de represa. A sua nova aliança será tão firme quanto a aliança feita com Noé. assim ju rei que não me irarei mais contra ti. “amor que guarda a aliança”) está por trás das suas misericórdias.. 7 Por um pequeno momento. como uma esposa jovem que é “desamparada”. que se compadece de ti. . A sua compaixão é tão grande que Ele recolherá Israel a si.9. . como fiz” (Gn 8. te deixei'. chesed. Agora a mulher estéril realmente pode cantar e gritar de alegria (54. embora ele (Israel) seja como uma esposa abandonada e triste de espírito. e o concerto da minha paz não mudará. o teu Redentor. pois jurei que as águas de N oé não inundariam mais a terra. mas com henignidade eterna m e compadecerei de ti.1).s em grande ira. e Ele “escondeu [a sua] face” (removeu a sua presen­ ça ativa) de entre eles —mas só durante um tempo muito curto. mas a minha henignidade não se desviará de ti.21). A Palavra de Deus lhe dá segurança.10 9 Porque isso será para mim como as águas de Noé. mas com grande m iseri­ córdia te recolherei. A promessa e aliança de Deus após o Dilúvio foi: “Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem. escondi afa c e de ti p o r vim m omento. O Dilúvio de Noé foi um ato de juízo sobre todo o mundo. Ele foi ferido pelo pecado e piela rebelião deles. Ele não se divorciou (veja 50.. diz o S e n h o r . 3. diz o SENHOR.A razão pela qual Israel pode reconhecer que Deus ainda é o seu marido é porque Ele o chamou de volta.1).9).

mas ricas lazuritas de cor azul celeste). “antimônio preto”. Como é maravilhoso saber que Ele é o Deus que tem compaixão por cada um de nós! 4. a “henignidade” de Deus. A compaixão de Deus alcança a aflita cidade de Jerusalém.27) e fez a paz entre Deus e nós (R m 5. o “concerto da minha paz” deve ser a nova aliança futura. de rubins.15-18). Novas montanhas e outeiros indubitavelmente surgiram.1 1 -1 5 1 O oprimida. VanGemeren sugere que a mesma “incorpora todas as promessas de Deus”.1. Ele a construirá com pedras preciosas estabelecidas sobre “safiras” (H eb. mesmo que montanhas e outeiros venham e vão. E f 2. nunca deixará Israel nem o deixará “o concerto da [sua] paz”.Grandes mudanças vieram com o Dilúvio. As “janelas” da cidade serão feitas de material cristalino. As­ sim. cheia de glória. posta em efeito pela morte de Jesus na cruz. arrojada com a torm enta e desconsolada! Eis 1 que eu porei as tuas pedras com todo o ornam ento e tefu n d a rei sobre safiras. A fundação dessa gran­ de cidade será de safiras (não as modernas safiras.1Por intermédio de sua morte. As alianças de Deus sempre foram efetivadas por um sacrifício (cf. arroja­ da pelas tempestades e sem nenhum conforto. e todos os teus termos. ou “escudos” . de pedras aprazíveis. No fundo está o sacrifício do Servo-Messias. Ele deixou a sua paz para nós (Jo 14.14— 18). pukh. Deus tem uma restau­ ração maravilhosa guardada para ela. H b 9. JERUSALÉM SERÁ RESTABELECIDA 5 4 . o seu amor que guarda a aliança. não a moderna turquesa. M as. Esta será firme e bonita —sem mais nenhuma instabilidade. como outras versões indicam )2 para fazer a sua beleza se salientar. Embora alguns tomem isto como sendo “baluartes” (A R A ). 12 E as tuas janelas fa r e i cristalinas e as tuas portas.

este falhará.17 16 Eis que eu criei o fe r r e ir o . mas Deus não causará guerra contra ela como Ele o fez quando os assírios e babilônios trouxeram o seu juízo. Os “filhos” (as crianças) são os habitantes da cidade. continuamente ensinados por Ele. A palavra hebraica traduzida como “criei” só é usada a respeito de Deus e aqui enfatiza . e a p a z de teu s f i lh o s será abundante. 15 Eis qu e p o d erã o v i r a ju n ta r-s e. 14 C om ju stiça serás con firm a d a e estarás longe da opressão.3 Eles desfrutarão grande paz e bem-estar. 5.16. os quais serão os discípulos do SENHOR. quem se a ju n ta r co n tra ti. Se houver algum ataque contra a cidade. “Eu” está na posição enfática na oração. m a s não será p o r m im . o hebraico shimshoth (lit. que p r o d u z a fe r r a m e n ta p a ra a su a obra. Pode haver ataques não provocados. p a ra destruir. “sóis”) provavelmente signifique escudos próprios para refletirem a luz do sol.) e outros como “pináculos” (A SV ) ou “janelas” (K JV ) que refletem a luz solar. OS SERVOS DE DEUS SERÃO JUSTIFICADOS 54. tam b ém cr iei o assolador. Ela estará longe de qualquer opressão ou mal social e. p o r­ que j á não tem erás. qu e assopra as brasas no fo g o .18 -2 1). portanto. ca irá p o r a m o r de ti. A cidade será fundada e estabelecida na justiça de Deus (incluin­ do o seu amor e compaixão).10 . 13 E todos os teu s f i lh o s serã o d iscíp u los do Senhor .(N V I. A Nova Jerusalém será bonita de um modo se­ melhante (Ap 21 . incluindo as bênçãos plenas da salvação que Deus tem guardado. de medo e terror. Deus cumprirá o seu propósito para com Israel. porq u e não chegará a ti. As portas serão de rubi de vários tons e as paredes ou bordas dos edifícios serão de pedras preciosas. e tam bém do espanto..

co m p ra i e co m ei. Aqueles “que não [têm] dinheiro” podem vir porque o ServoMessias já pagou o preço completo: Ele morreu pelo mundo inteiro — . v in h o e leite. uma porta está aberta de par a par para todos.1 1 deixa claro. 6. v in d e à s á gu a s. Tudo isto fala de uma salvação preciosa. “Vinho e leite” implica provisão para todos os tipos de necessidades. Eles terão uma herança que realmente é deles. e v ó s q u e n ã o ten d es d in h eiro .) 19 17 T oda f e r r a m e n t a p r ep a r a d a co n tr a ti n ã o p r o s p e r a r á . Fp 3. (Veja Rm 4 . H á bastante água para todos os que têm sede e vierem beber. “Toda ferramenta” ( “toda arma”.5— para a aplicação disto aos assírios.9). esta é a h era n ça d o s s e r v o s d o S e n h o r e a su a ju s t iç a q u e v e m de m im . 45 .7 e veja também 10. Esta é a palavra declarada de Deus. cor ou condição social. Nem tampouco “toda língua” que se levanta para acusar no tribunal será capaz de se levantar contra o povo de Deus e tomar a “herança”. as armas. sim . UM CONVITE UNIVERSAL 55.6).2 1 O v ó s to d o s o s q u e ten d es sede. plena e livre (cf. O convite tem uma só condição: sede. os direitos e as bênçãos que Ele lhe tem dado. e toda lín g u a q u e se le v a n ta r co n tr a ti em ju íz o . Como 5 3 . Eles terão uma justiça que vem da parte do S e n h o r . Agora Deus revela o seu propósito de um modo maravilhoso. d iz o S e n h o r . O SE N H O R chama a todos para virem — indiferentemente de raça.2 0 -2 5 . M t 5. A R A ) não será capaz de tirar de Sião o que Deus irá prover.o seu controle soberano sobre os trabalhadores humanos. sem d in h eiro e se m p r eço .1. e a destruição que eles trazem. provida por Ele. estes verdadeiros crentes são todos “servos do S e n h o r ” . os assoladores (os guerreiros). vin d e. N a luz da salvação provida pelo Servo do capítulo 53. (Cf. v in d e e co m p ra i. o M essi­ as. tu a co n d e n a r á s . esta é provida pela morte e ressurreição do Servo Sofredor.

inclusive as cidades do interior.3-5 3 Inclinai os ouvidos e vinde a mim. Então eles poderiam comer uma comida real e achar não só satisfa­ ção. a Parábola das Bodas em M t 22. ‘ekh/thah. virem ao SENHOR. Eles estão em uma corrida louca em busca de po­ der ou prazer. ouvi. As ordens são plurais e ampliam o pensamento do versículo I: Deixem todos os que estão sedentos escutarem. Este concerto é a nova aliança posta em efeito pela morte sacrificial de Jesus. mas também alegria e deleite na riqueza do que Deus provê (cf. O que eles tinham recebido não era nada mais que uma ilusão. “cortar” por um sacrifício] “um concerto perpé­ tuo” com todos os que vierem a Ele. estas promessas o asseguravam de que sempre haveria . Este novo concerto trará o cumprimento da aliança de amor prometida a Davi.6. Deus fará [Heb. UMA ALIANÇA PERPÉTUA 55. esses que não têm nenhum dinheiro e nada para oferecer em troca. e a “vossa alma” (todo o seu ser) será reavivada. e eles não buscam as bênçãos de Deus. Lc 14). Ou seja. obedecerem. A chamada é para ouvir diligente e exclusivamente o SENHOR. o Servo Sofredor do capítulo 53. porque convoscofarei um concerto perpétuo. e a vossa alma viverá.7). _ 7. M uitos hoje estão gastando o seu dinheiro e trabalho nas coisas vazias do mundo. os países do Terceiro Mundo. e a vossa alma se deleite com a Os arrasados e empobrecidos pagãos estavam gastando as suas riquezas e trabalho em templos e deuses que não os podiam satisfa­ zer (4 6. aqui chamada “as firmes beneficências de Davi”. dando-vos asfir m es beneficências de Davi. 2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? O u vi-m e atentamente e com ei o que é bom. Os seus desejos egoístas os cegam para os valores bí­ blicos.

“E-me dado todo o poder no céu e na terra” (M t 28. Is 49.1.6 -9 0 Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar.5.7. de todos os povos do mundo. Fp 2. Is 9. porque ele teglorificou.7. Estas beneficências serão cumpridas quando Jesus vier novamente.15). etc. “chamará a uma nação” (gentios) que Ele não conheceu ou teve algum contato durante o seu ministério terreno. Nações que não o conheceram correrão para Ele por causa da sua relação com Deus o Pai e porque o Santo de Israel o glorificou e o exaltou (cf.4 Como Jesus disse. M as a oportunidade não durará para sempre (cf.4. 5Eis que chamarás a um a nação que não conheces.6. como príncipe e govern a dor dos povos. Jo 18. quer dizer. A ressurreição de Jesus o identifica com esta profecia (cf. Ele será um “governador dos povos”.34). cf.14— SI 16.26. Ap 2. 19. Ele será achado por aqueles que buscam. Zc 8.27.20— M q 1. invocai-o enquan­ to está perto. e um a nação que nunca te conheceu correrá para ti. Em vista do amor de Deus e da provisão da misericórdia e da liderança do Messias. 4 Eis que eu o dei como testemunha aos povos. Ele também será o líder designado por Deus ou o príncipe soberano. 89.1 7 -1 9 . A l­ .5. o qual cumpre a promessa de Deus a Davi.9.um homem dos seus descendentes para o trono (2 Sm 7. 8.18. Jesus. 12. Nm 2 4 . 2 Co 6. p or am or do SENHOR.3.). o mandamento dado é para buscar “ao S e NHOR” intensamente com um desejo de adoração. Ag 2. e para tornar o trono de Davi eterno enquanto Ele reina em Jerusalém no M ilênio e na Nova Jerusalém.8. Ele está perto dos que clamam a Ele. At 13. teu Deus. e do Santo de Israel.2).37). DEUS PERDOARÁ LIVREMENTE 0 ARREPENDIDO 5 5 . Pela sua natureza. como o Rei davídico. 23.28— 37). Ele será uma testemunha da verdade (cf. A Pessoa que Deus oferece como uma “testemunha aos povos” do mundo é o Messias.

que é “o caminho” (Jo 14. 9. 7 D eix e o ím pio o seu cam inho. p o rq u e g ra n d io so é em perdoar. Como disse Jesus: “Por­ que onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. e . mudar o seu estilo de vida. m a s rega m a terra e a fa z e m prod u z ir. assim são os m eu s ca m in h os m a is altos do qu e os vossos cam inhos. intenções e caminhos de Deus não somente são diferentes dos nossos. eles são infinitamente mais altos. assim co m o os céu s são m a is altos do q u e a terra. m a is altos do qu e os vossos pen sa m en tos.20). porque os pensamentos. yashov. 8 P o rq u e os m eu s p e n s a m e n to s n ã o sã o o s v o sso s p e n s a m e n ­ tos. No en­ tanto. pois “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (R m 3. “retornar”) para o S E N H O R para receberem livremente misericórdia e abundante graça e perdão. os seu s p en sa m en to s e se co n v erta ao Senhor .10-13 10 Porque. Deus transpôs o abismo que existia entre nós e Ele por um novo e vivo (ressuscitado) caminho: Jesus. e brotar. n em os v o sso s cam in h os. Para os malfeitores culpados buscarem ao S E N H O R . quer dizer. veja Hb 10.6. assim co m o desce a ch u va e a n ev e d os céu s e p a ra lá não torn a m . 05 m eu s cam in h os. d iz o S e n h o r . Todos nós podemos aplicar isto à nossa própria vida. e o hom em m align o. eles têm que primeiro deixar “o seu caminho”. planos.guns sugerem que o hebraico pode ser traduzido da seguinte forma: “Buscai ao S E N H O R onde Ele pode ser achado”. Pessoas cheias de delitos e que causam injustiça têm que aban­ donar os seus “pensamentos” (incluindo os seus planos e intenções).20). aí estou eu no meio deles” (M t 18.19. A PALAVRA DE DEUS TRARÁ ALEGRIA 55. o ímpio tem que abandonar os seus pensamentos. Então eles podem tornar (Heb. Além disso. qu e se com p a d ecerá dele. e os m eu s pen sa m en tos. to rn e p a ra o n osso D eu s.23). 9 Porque. Isto poderia indicar reunião de pessoas que estão adorando a Ele.

Portanto. ela n ã o v o lta r á p a r a m im va z ia . 45 . em lu g a r da sa rça .18). ou seja. nós deveríamos buscar a Deus por causa da grande bênção que resultará. f a r á o q u e m e a p ra z e p r o s p e r a r á n a q u ilo p a r a que a en v iei. elas descem para ter um efeito im portan­ te. 13 j Em lu g a r d o esp in h eiro. A queda de Adão trouxe uma maldição sobre a terra de forma que esta produziu espinhos e cardos (Gn 3. Deus não fala a sua palavra para tê-la simplesmente ecoando de volta para Si.17. Esta acertará em cheio o alvo. q u e n u n ca se a pa gará. 53. sa ir eis e. cr es ce r á a m u r ta . vv.21). A promessa final da Palavra de Deus (a Bíblia) é que os pecadores arrependidos (cf. Esta faz com que toda a natureza pareça cantar e se regozijar. 12 P orque. a n tes. uma expressão do nome de Deus — de sua .d a r s e m en te a o sem ea d o r. o s m o n ­ tes e o s o u teir o s ex cla m a rã o d e p r a z e r p e r a n te a v o ssa f a c e . Ela fará o que Deus deseja e terá sucesso. tendo o efeito que Ele pretende (cf. cr e s ce r á a f a i a . p o r sin a l etern o . e tod a s a s á r v o r e s d o ca m p o b a terã o p a lm a s. “nome”. Essa maldição será removida e árvores perenes tomarão o lugar daqueles. shem. tornando possível o crescimento das plantas que suprem as neces­ sidades humanas. s e r e is g u ia d o s .27). e.23. Antes. 11 a ssim s e r á a p a la v r a q u e s a ir da m in h a boca. co m a legria . e p ã o ao q u e com e. 7— 10) sairão da escravidão do pecado “com alegria” e serão conduzidos pelo S E N H O R “em paz” e bem-estar. Esta transfor­ mação de pessoas e da natureza será para o Senhor “por nome” (Heb.10). em pa z . Esta será o tipo de alegria e paz que Jesus dá — uma paz diferente de qualquer coisa que o mundo dá (Jo 14. A transformação olha à frente para o M ilênio quando toda a natureza será igualmente transforma­ da (R m 8. A provisão de Deus de chuva e de neve não simplesmente descem e tornam para cima. isso s e r á p a r a o SlNHOR p o r n om e.

Commentary on the Prophecies o f Isaiah.30. 2 vols. O que é esperado que Sião faça por causa da obra do Servo? 2. 19 75 ). 2 8 0. Grand R apids: Zondervan Publishing H ouse. 3 Alguns entendem que “filhos” significa “construtores” já que as consoan­ tes hebraicas são as mesmas. Isto será um sinal eterno e sobrenatural que prova a efetividade da palavra de Deus. Este sinal nunca será eliminado.1 e por quê? 5. Para quem vem o convite de 55. . O que você conclui sobre os pensamentos e a Palavra de Deus no capítulo 55? 7. VanG em eren. 4 Joseph A. Interpreting the Prophetic Word (G ran d R ap id s: Zondervan Publishing H ouse. 2 :3 2 6 . O que está implícito em chamar Deus de marido de Israel como também o Deus de toda a Terra? 6. Isto dará glória sempre a Deus e inspirará louvor. reimpresso. Academ ie Books. Quais as garantias que Deus dá aos pecadores arrependidos no capítulo 55? CITAÇÕES 1 W ille m A. Alexander. Quais são as promessas de Deus ao povo de Israel como seu “ma­ ndo”? 4. porque Ele é mere­ cedor. Como isto se relaciona com as promessas dadas a Abraão e Jacó? 3. em I (1 8 7 5 . Q UESTÕES DE ESTU D O 1. A mesma palavra é usada a respeito da pintura dos olhos em 2 Reis 9.natureza e caráter). 1 9 9 0 ). 2 Alguns entendem isto como sendo sulfeto de chumbo escuro.

a m a n jesta r-se. Alguns entendem que este capítulo começa uma nova seção. Embora a salvação prometida não seja através de obras.Glória para o Povo de Deus.14 I. as pessoas precisam ser lem- . e a m inha ju stiça . O “vinho e leite” eram “sem dinheiro e sem preço” (5 5 . mas por graça. porque a minha salvação está prestes a vir.1 ).1-8 1 A ssim diz o Senhor : M antende o ju íz o e ja z e i ju stiça.1-5 8. A BÊNÇÃO INCLUI EUNUCOS E ESTRANGEIROS 56. Bênção e Juízo 5 6. mas traz res­ ponsabilidades como também bênçãos. A completa e livre salvação do SE N H O R . está próxima. Juízo sobre Outros 56. esta seção está proximamente conectada à profecia precedente e a conclui.1 N o entanto.1-66.24 A. oferecida a todos os que têm sede.

e se juntarem a Israel para recebe­ . Nos dias de Isaías. d iz en d o : D e tod o m e a p a rta rá o SENHOR d o se u p o v o . guardar o sábado era importante (cf. “O quebrantado de quebradura ou castrado não entrará na congregação do Senhor. nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do SE N H O R . 2 B e m -a v e n tu r a d o o h o m em q u e f i z e r isso. mas com­ pare H b 4.7. A Lei proibia duas classes de pessoas de entrar na assembléia sa­ grada do povo de Deus quando eles adorassem.1. G1 6. isto significava estar sob a autoridade da velha aliança. a porta estava sempre aberta para os estrangeiros ofere­ cerem a sua submissão ao SE N H O R . por isso o mandamento era evitar “perpetrar algum [tipo de] m al”. n em ta m p o u co d iga o e u n u co : E is q u e eu so u u m a á r v o r e seca. q u e se g u a r d a d e p r o fa n a r o sá b a d o e g u a r d a a su a m ã o d e p e r p e tr a r a lg u m m al. dham . N e­ nhum amonita ou moabita entrará na congregação do Senhor. E n ã o f a l e o f i l h o d o es tr a n g e ir o q u e se h o u v e r ch ega d o a o SENHOR. 3). Porque o sábado era o coração como também o símbolo da velha aliança. N o entanto. eter­ namente” (D t 23. e porque era central à expressão da relação deles com o SE N H O R . O seu mandamento era para o povo colocar em prática o juízo e a justi­ ça.19— 27.bradas de que Deus esperava boas obras (cf. onde o descanso do sábado da nova aliança está I diariamente cessando por causa de nossas próprias obras.1. Jr 17. antecipando a sua salvação e a revelação da sua justiça. U m a bênção é pronunciada sobre as pessoas que continuam fa­ zendo isso constante e fielmente. ben . a fim de fazermos a vontade de Deus em obediência a Ele).9— 10). 51. O “homem” (Heb. O relacionamento deles com outros seres humanos também era importante.9— I . “o a filho da espécie humana”) que “lança mão disso” significa todo ser humano individual que guarda isso e continua seguro nessa posição. e o f i l h o d o h om em q u e la n ça r m ã o disso. A implicação é que os estrangeiros entre eles têm estado e continuam envolvidos em ritos e cerimônias pagãos.

Também. que era um gentio: “Nós caminhamos para aque­ le lugar. u m n o m e e te r n o d a r ei a ca d a u m d eles q u e n u n ca se apa gará. os eunucos expressavam a sua decepção a respeito de não poderem ter filhos para continuarem a linhagem familiar deles. mas também ao S E N H O R . Eles não só se uniram com Israel. e Ele continuaria tomando conta deles. e esco lh em a q u ilo q u e m e agra d a . Deus tinha uma promessa maravilhosa para os eunucos. e foram geralmente bem-vindos. os quais eram considerados impuros e não lhes era perm itido entrar na as­ sembléia do S e n h o r (D t 2 3 . Ele nunca os trataria como cidadãos de segunda classe. porque o aumento de descendentes dos israelitas fiéis era freqüentemente um sinal de bênção. o teu Deus é o meu Deus” (R t 1. incapazes de produzir fruto. porque o Senhor falou bem sobre Israel” (N m 10. ali pousarei eu.29. As pessoas podiam olhar para eles desse modo. cf. mas Deus não. e a b ra ­ ç a m o m eu co n certo : 3 T a m b ém lhes d a rei n a m in h a ca sa e d en tro d o s m e u s m u r o s u m lu g a r e u m n om e. Êx 12. o teu povo é o meu povo. mas muitos outros disseram como Rute: “Aonde quer que tu fores. m e lh o r d o q u e o d e f i l h o s e f i l h a s .49). Deus lhes falou para que não dissessem que eles eram uma “árvore seca”. Cada pessoa é valiosa para Ele. Ele espera que eles guardem não . Hobabe. e te fare­ mos bem. 4 P orq u e a ssim d iz o S e n h o r a resp eito d o s e u n u co s q u e g u a r ­ d a m o s m eu s sá bados. Porém. Hobabe recusou. devido a muitas das promessas terem sido dadas especificamente para Israel (e possi­ velmente por causa do preconceito que poderia ter sido mostrado por alguns dos israelitas). 16). Deus lhes falou para não dizerem isso —insinuando que eles deveriam continuar con­ fiando em Deus. M oisés disse ao seu cunhado.1 ). irei eu. de que o S E N H O R disse: Vo-lo darei. alguns estrangeiros expressavam um receio de que Deus eventualmente os separaria do seu povo.rem as bênçãos que Deus prometeu ao seu povo. Vai conosco.48. e onde quer que pousares à noite.

32) e como Jesus pro­ 43. O nome que Deus dará será “um nome eterno”. Observe que o templo ainda existia quando Isaías . clamou (M t 21. guardem o sábado.somente o sábado semanal. a sua Casa de Oração. Ele lhes daria uma porção ou posse “na minha casa e dentro dos meus muros”.2 Isto incluía manter fortemente o concerto de Deus. mas as coisas que agradam ao S E N H O R . Eles também têm que escolher e continuarem escolhendo.3— mas 5). 7 ta m b ém o s lev a r ei ao m eu sa n to m o n te e o s f e s t e j a r e i n a m in h a C a sa d e O r a çã o . sejam seus servos fiéis. como Salomão reconheceu (I Rs 8. Ele sempre pretendeu que o seu templo fosse uma “Casa de Oração para todos os povos”.41— 2 Cr 6. Então Deus não só lhes perm itirá subir ao seu santo monte (cf. amem o seu nome (a sua natureza e caráter). p a ra o s e r v ir e m e p a r a a m a r em o n o m e d o SENHOR. Ele também os levará ali e os fará se alegrarem no templo. Os seus holocaustos (completamente queimados para indicar a completa dedicação do adorador e a completa exaltação do S e n h o r ) e os seus sacrifícios (oferecidos para buscar e experimentar a comunhão com Deus) serão bem agradáveis a Ele. Eles terão um lugar escolhido na ressurreição e viverão para sempre com o SE N H O R . se n d o d este m o d o s e r v o s seu s. Então Deus daria aos eunucos um memorial. S I 24 . n ã o o p r o fa n a n d o . “um lugar e um nome”. e uma continuação do nome deles melhor que através de filhos ou filhas. na sua presença. mas também os outros sábados de Levítico 23. não os seus próprios caminhos. p o r ­ q u e a m in h a ca sa s e r á ch a m a d a C a sa d e O ra çã o p a r a to d o s os p o v o s. Deus espera que os estrangeiros que se unem a Ele o adorem. 6 E a o s f i l h o s d o s es tr a n g e ir o s q u e se ch ega rem a o SENHOR. um nome que não será removido ou eliminado e que “nunca se apa­ gará”. N isto eles esta­ rão cumprindo o propósito de Deus. ou seja.3 e abracem fortemente o seu concerto. o s seu s h o lo ca u sto s e o s s e u s s a c r f í c i o s se rã o a ceito s n o m e u altar. to d o s os q u e g u a r d a r e m o sá bado. e o s q u e a b ra ça rem o m e u co n certo .13).

35. Jesus tam­ bém prometeu isto: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. se desviou do SENHOR e negligenciou o templo. O propósito de Deus é que todos os crentes se tornem um único povo reunido. LÍDERES ÍMPIOS E IDÓLATRAS MERECEM JUÍZO 56.29. Manassés. Estes provavelmente incluiriam os do reino norte de Israel. Líderes Estúpidos e Gananciosos 56. As dez tribos não estavam perdidas. O filho deste. Ele os ajuntará para Si mesmo.7). I Rs 8. 2. tanto na Palestina como em todos os lugares onde fossem encontrados judeus no mundo conhe­ cido (Lc 2. Pelos tempos do Novo Testamento os judeus de todas as doze tribos se reuniam nas sinagogas.30. que ajunta os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram. e elas ouvirão a minha voz.52).s Assim diz o Senhor J e o v á . M uitas das dez tribos vieram e se uniram ao povo de Judá. Deus prometeu: “Ainda ajuntarei outros”. e haverá um rebanho e um Pastor (Jo 10.9— 12 9 Vós todos os animais do campo. Este se tornou um .escreveu isto. 43.36. cf.36 mostra que Ana era da tribo do norte.13 a.11-22). também me convém agregar estas. Ou­ tros se juntaram nas sinagogas que surgiram depois do exílio babilônico posterior. Ele reconheceu a oração como sendo a principal função do templo (cf. Os exilados ou “dispersos de Israel” que estão espalhados são aqueles que se desviaram do S e n h o r . Além disso.C. como alguns falsos mestres susten­ tam.42. de Aser. Isaías se desloca agora para o tempo depois dos quinze anos que Deus tinha acrescentado à vida de Ezequias. o qual chegou ao fim quando Salmaneser destruiu Samaria em 722 a. At 26. . E f 2. Paulo falou de “as nossas doze tribos” como presentes nos seus dias. todas as feras dos bosques} vinde comer.16.9-57.

onde os líderes caíram em padrões semelhantes depois do reavivamento da época de Josias). incapazes de advertir o povo a respeito do perigo. Como pastores eles deveriam guiar o povo. Eles deveriam ser os guardas. 11 E estes cã es sã o g u lo s o s .8. animais selva­ gens do campo aberto. Festanças e intemperança eram a ordem do dia. Esses líderes não são apenas estúpidos (espiritualmente adorme­ cidos). nunca satisfeitos com o que têm. estã o d eita d o s e a m a m o tosqvienejar. 12 Vinde. eles também são gananciosos. quer através de violência. 10 T od os o s s e u s a ta la ia s sã o ceg o s. Os líderes de Israel se esqueceram das lições aprendidas nos dias de Ezequias. e eles sã o p a s to ­ r e s q u e n a d a co m p re en d e m . to d o s sã o cã es m u d o s. ca d a u m p o r su a p a rte. 7 . 9.18. . Eles não se preocupam com a obra que o SE N H O R lhes deu para realizar. a n d a m a d o r m ecid o s. Eles usam qualquer seg­ mento do governo que está sob o controle deles para adquirir ganho para si próprios. n a d a sa b em . e o d ia d e a m a n h ã se r á co m o este e a in d a m a io r e m a is fa m o s o .tempo para Deus trazer juízo. tr a r em o s v in h o e b eb erem o s b e h id a fo r te .4Os “animais do campo”. Eles são como “cães mudos”. n ã o p o d e m la d ra r. Eles se desviaram do caminho de Deus para o seu próprio. Tudo o que estes líderes preguiçosos e infiéis fazem é dormir e sonhar. Eles convidam um ao outro para banquetes regados a m uita bebi­ da e supõem que a sua prosperidade e as suas festanças só continua­ rão e aumentarão. mas eles estão cegos para a verda­ de. seja por intriga (cf. e “feras dos bosques” podem representar os inimigos que Deus usará novamente para julgar a Israel (cf. sem o conhecimento de Deus e de seus caminhos. n ã o se p o d e m f a r t a r . Ez 34. guardando o povo de Deus e mantendo-os no caminho da justiça. d iz em eles. mas eles não têm nenhum discernimento e “nada compreendem”.12). to d o s eles se to r n a m p a r a o seu ca m in h o ) ca d a u m p a ra a su a g a n â n cia .

SI 16.b. . em agudo contraste. e os h o m e n s co m p a ss iv o s sã o retira d o s. ou como indica a N VI. Como o salmista Asafe escre­ veu: “Guiar-me-ás com o teu conselho”.9— onde o panoram a do sofrimen­ 13. durante esta vida.5A morte não era nenhuma derrota para eles. Os corpos daqueles que viveram de um modo que agradava a Deus “descansarão nas suas camas”. to no lago de fogo é contrastado com a bem-aventurança daqueles que morrem no Senhor. quer dizer. na presença de Deus no céu (SI 73. ‘znshe-chesed. ou seja. Os “homens compassivos” (Heb. sem q u e a lg u é m co n sid er e q u e o j u s t o é leva d o a n tes d o m al. “o justo” (o remanescente piedoso) estava perecendo e ninguém parecia se importar ou notar. Nos dias de Manasses a nação como um todo era estúpida. me receberás em glória”. M as ninguém pa­ recia entender que esses mortos estavam escapando de calamidades futuras. En­ quanto os líderes estavam se viciando na luxúria e em um estilo de vida lascivo. 11.9. Está im plícito que futuros desastres trariam sofrimento pior que a morte. Quando os justos morrem eles entram em paz —a paz e o bemestar dados por Deus na sua presença. cf. guardaram a aliança de amor e que continuaram expressando a mesma fé que louvava a Deus pelas libertações passadas) estavam perecendo. em tumbas ou sepulturas). al-mishkvotham. “e. Veja 2 Reis 2 1 . d esca n sa rã o n a s su a s ca m a s o s q u e h o u v e­ r e m a n d a d o n a su a retid ã o. “acharão descanso na m orte” (Heb. “nas suas camas”. Piores Juízos Virão 57. “povo da aliança de amor”. ou seja. e n ã o há q u em co n sid er e isso em se u cora çã o. depois.16. Ap 14. onde Manasses “derramou m uitíssim o sangue inocente.1.2 1 P er ece o ju s to . até que encheu Jerusalém de um ao outro extremo”. aqueles que se mantiveram fiéis.) 2 E le e n tr a r á em p a z .24. 17. (Cf.15).

não sois filh o s da transgressão . condena os ímpios que causaram a morte do justo. “fazer troça de”). zombar ( “escancarando a boca”). em vez de serem filhos de Deus. Deus os chama para chegarem perto e escutarem a sua ad­ vertência. shaqer. “engano”. A prostituição luxuriosa debaixo das exu­ berantes árvores verdes era parte do culto cananeu da fertilidade — pretendia encorajar Baal a dar fertilidade aos seus animais e para a terra. e pôr a língua de fora. D e quem fa z eis o vosso passatempo? C ontra quem escancarais a boca e deitais para fora a língua? Porventura . adultério e prostituição (conectada com a idolatria) se tornou comum. sem ente da falsidade. a feitiçaria (incluindo a consulta aos espíritos e a magia negra). Isaías. N a época de Manassés. Eles se tornaram descendência de mentirosos ou “semente da falsi­ dade” (Heb. com vigor mordaz. sem ente de adul­ tério e de prostituição. 5 que vos esquentais com os ídolos debaixo de toda arvore verde e sacrificais os filh o s nos ribeiros. O “passatempo” era escarnecer ( “gracejar”. filhos da agoure ira. o que indi­ cava uma rebelião desdenhosa e descuidada contra o SENHOR e talvez também o menosprezo e o fazer gracejos a respeito dos piedosos. incluindo a idolatria). vós. A abominável matança de crianças como sacrifícios nos “ribei­ ros” ( “vadis” [margem de NASB] ribeiros ou vales de torrente: secos durante o verão.c. Apóstatas Advertidos a Respeito do Juízo 57. uma torrente depois de uma chuva torrencial)6 em Judá e nas aberturas dos penhascos era parte da adoração de M oloque . “Semente” ou descendência sig­ nifica aqueles que habitual e devotadamente tomavam parte nestes pecados.3— 6 ? Mas chegai-vos aqui. nas aberturas dos penhascos? A idolatria está tão difundida que não há nenhuma parte do país onde não seja encontrada.

Todo o seu empenho era uma tentativa para manipular os deuses de modo que eles dessem a sua fertilidade para as colheitas.21. e os montes eram também um símbolo dos seios femininos. Sobre estas eles despejavam libações e colocavam ofertas de grãos. está a tua parte.31. estas. Isto era comum durante o reinado de Manasses.2 -4 . confiar em falsos deuses não oferece nenhum fundamento permanente ou seguro. levando em conta as práticas perversas deles. Provavelmente a nação está sendo tratada como se fosse uma prostituta.7— 10 7 Sobre os m ontes altos e levantados pões a tua cama. contentar-m e-ia eu destas coisas? O hebraico daqui até o versículo 13 muda do plural para a segun­ da pessoa do singular. O pecado demanda juízo. o qual até mesmo sacrificou um de seus próprios filhos (2 Rs 21. 2 Rs 23 . 6). c a eles sobes para oferecer sacrifícios.10. Lv 18. ou mudar a sua atitude.(cf. 6 Nas pedras lisas dos ribeiros . As pedras lisas e escorregadias dos ribeiros são características da “parte”. 32. A resposta é óbvia: Ele não deve e não vai. rebanhos e mulheres. estas são a tua sorte. onde oferecem sacrifícios pagãos. Jr 7. A repeti­ ção de “estas” dá ênfase ao lato de que a relação deles com os ídolos de Baal e M oloque não está fundamentada em terreno firme.35). ou “sorte”. As pessoas supunham literalmente que os lugares mais altos as colocava mais próximas de seu deus. d. 2 0 . sobre elas também derramas a tua libação e lhes ofere­ ces ofertas. Deus pergunta se Ele deveria se “contentar”. Isso seria contrário à sua natureza. destes idólatras. Era suposto que satisfazer a M oloque evitava azar ou mesmo a morte. Os lugares altos no Velho Testamento eram geralmente escolhidos como lugares para a localização de rituais para cultos da fertilidade. As pessoas também praticam aberta e desavergonhadamente as suas prostituições nos altos.3. . A Idolatria Persistente 57.

“man­ dando descer até o Sheol” ou “rebaixando-se ao Sheol”) significa que eles tinham pecado ao ponto de merecerem a morte e o Sheol (inferno). Em vez de confiar no SE N H O R . p o r isso.2 5). onde q u er que a vês. lammelek. como fez Acaz ao estabelecer um tratado com TiglatePileser (2 Rs 16.7 Isto pode significar que en­ quanto alguns praticaram a prostituição religiosa pagã abertamente (v. de forma que eles não se tornaram fracos. 9 E v a is ao rei com óleo e m u ltip lica s os teu s p erfu m es. No entanto. Quer dizer. en via s os teu s em b a ix a d ores p a ra lon ge e te abates a té a os in fern os. alargas a tua cam a. A N V I e outras versões tomam a referência literal “ao rei” (veja KJV NASB) como significando o deus Moloque. Empenhar-se em um grande número de viagens lhes deu vida nova. A expressão “te abates até aos infernos” (mais precisamente. m a s não dizes: N ão há esperança. secretamente eles estavam envolvidos na mesma prostituição religiosa como aque­ les que arrumavam as suas camas nos “montes altos e levantados”. e também tinham feito uma aliança com ídolos pagãos. e sobes. Ir “ao rei” (Heb. te can saste. eles acharam recursos para continuarem dando andamento à sua caminhada para o . o que bu scavas achaste. m a is do qu e a m im . O lhar na nudez foi o que trouxe uma m aldição sobre Canaã. Os lembretes que eles punham detrás das portas e nos umbrais eram possivelmente símbolos fálicos. “ao rei”) refere-se aqui a fazer alianças estranhas.s E d etrá s das p o rta s e das om b reira s p õ es os teu s m em oria is. a referência aos embaixadores implica no estabelecimen­ to de tratados com reis verdadeiros.7). e fa z e s co n certo co m eles.2 2. am as a su a cam a. outros meramente fingiam servir ao S E N H O R . o filho de Cam (Gn 9 .7— 10).8 10 N a tua com p rid a viagem . não adoeces. Israel cometeu prostituição espiritual. te descobres. p o rq u e a ou tros.

6 ]. Ele denunciará. a maioria dos judeus na época de Manassés se tornou apóstata. Porque Deus demorou muito tempo para enviar juízo o povo não mais o temia. “Não me pusesses no teu coração”). p o r q u e e u m e calo..11— 13 11 M a s d e q u em tiv este re ce io o u tem or. a justiça deles —que era obviamente diferente da de Deus (mais ironia) —e Ele denunciará as suas obras. que nunca está cansado.) Somente a pessoa que confia e se refugia no S E N H O R possuirá . n e m n o teu co ra çã o m e p u s e s s e s ? N ã o é\ p o r v e n tu r a . A Idolatria não Traz nenhum Benefício 57.9 12 E u p u b lica r e i a tu a j u s t iç a e a s tu a s ob ra s. Zc 4 . (Igualmente. e isso j á d esd e m u ito tem po.). Deus publicará. l i v r e m . um pouco de “vento”. p a r a q u e m en tisses e n ã o te lem b ra sses d e m im . m a s o v e n to a tod os leva rá . NASB. Ele lhes diz que deixem as suas coleções de deuses lhes salvarem. Deus. lit. m a s n ã o te a p r o ­ veita rã o. / N em me levasses em conta”. M as eles nem mesmo podem salvar a si próprios. Quando eles clamarem. dá força renovada aos que esperam por Ele. até mesmo uma mera brisa “a todos levará”.inferno. quer dizer. e a v a id a d e o s a rreb a ta rá . toda a ativida­ de humana que não depende do Espírito de Deus é em vão [cf. trad. Nem uma nem outra os ajudará ou lhes trará algum proveito. m a s o q u e co n fia em m im p o s s u ir á a terra e h erd a r á o m e u sa n to m on te. pedindo a Deus por ajuda. 13 Q u a n d o cla m a res. e m e n ã o tem es? O SE N H O R pergunta de quem eles realmente têm receio e temor de forma que eles lhe mentem e não se lembram dEle ou o conside­ ram (lit.t e o s teu s co n g r eg a d o s. Isto é. Isto pode ser um irônico paralelo ou eco de 40 . ou seja. e.28— onde 31. Assim. eles nem mesmo pensam no SE N H O R ( “não te lembrasses de mim.

Ele também é imanente. aquEle que habita a eternidade do tempo e do espaço e cujo nome (caráter e natureza) é Santo. p a ra v iv ifica r o esp írito dos abatidos e p a ra v iv ifica r o cora çã o dos con tritos. ap la in ai. onde Deus está retornando ao seu povo. O lugar da sua santa habitação é no céu. e as a lm a s q u e eu f i z . n em co n tin u a m en te m e in d ign a rei. “es­ magado” pelos fardos. p o rq u e o esp írito p era n te a m in h a f a c e se en fra q u ece­ r ia .7). “o humilde de espírito”).13. Prepare o Caminho 57. Preparar a estrada. Agora o caminho deve ser preparado para o povo de Deus vir e reivindicar a herança da terra e do “santo monte” de Deus (v. p rep a ra i o ca m in h o. dakka‘. RESTAURAÇÃO E BÊNÇÃO PARA 0 ARREPENDIDO 57. construí-la e tirar os obstáculos do caminho do povo de Deus nos faz lembrar de 40.16— 19 16 P orque p a ra sem p re n ã o con ten d erei. 13).3. M as Ele também habita com o que está “contrito” (Heb. Conforto e Paz para os que Choram 57. M u it° embora Deus seja trans­ cendente. tira i os trop eços do cam in h o do m eu povo. Deus é o único refúgio. Ele continua vivendo no interior para dar vida ao espírito dos humildes e aos corações dos esmagados. Ele vive com o “abatido de espírito” (Heb. qu e habita na etern id a d e e cu jo n o m e é S anto: Em u m alto e sa n to lu ga r habito e tam bém co m o co n trito e abatido de espírito. a única segurança. 3.14.14-21 a. 15 P orque a ssim d iz o A lto e o Sublim e.a terra como uma herança da parte de Deus e tomará posse (ou her­ dará) do seu santo monte em Jerusalém (veja 27.4. Que maravilhosa revelação de Deus é esta! b. . Esta não é uma visita temporária. dificuldades e tristezas da vida). Deus fala agora como aquEle que é exaltado e elevado sobre todos. 56. shfphal— ruach.15 14 E d ir -s e -á : A plainai.

m a s. M as isto não fez com que o povo se arrependesse. d i z o SENHOR. 17 P ela in iq ü id a d e da su a avareza. paz. Para os que lamentam. e e u o s s a r a r e i. quer dizer. Ele também tornará “a dar conso­ lações” (ou conforto espiritual) para eles. até mesmo aos que entre eles lamentam. SI 103. 18 E u v e jo os seu s ca m in h o s e os sa ra rei. na presença da sua ira. para os que estão longe e para os que estão perto”. 19 E u c r io o s f r u t o s d o s lá b io s . Deus toma a iniciativa por causa de quem Ele é. p a z . Apesar da rebelião de Israel. Ele sabe os limites do povo que Ele criou (cf. rebel­ des. reb eld es. Eles con­ tinuaram seguindo “o caminho do seu coração”. e s co n d im e e in d ig n e i-m e . afastou a sua presença ativa e a sua bênção. não porque os caminhos deles mudaram. Porque o povo era culpado de buscar o lucro de modo ganancioso e contrário à Lei. Ele escondeu a sua face. se g u ir a m o ca m in h o d o seu coração.2. Deus fará o que só Ele pode fazer. incrédulos. seguindo a tudo que lhes agradava e indo onde quer que os seus próprios corações e mentes desejassem ir. Ele não pretende destruí-los totalmente. ta m b ém o s g u ia r e i e lhes to r n a r e i a d a r co n so la çõ es e a os s e u s p r a n tea d o res.Deus virá morar com o humilde e os oprimidos porque Ele não conduzirá um processo ( “contenderei”) contra Israel para sempre. m e in d ig n ei e os f e r i . Deus vê os seus caminhos e os sarará (salvar e restaurar) e os conduzirá. que mostra Ele curando por intermédio de Jesus). Ele criará louvor como “os frutos dos lábios” dos que lamentam: Ele tornará possível a eles que o louvem e anunciem “paz. Efésios . p a r a o s q u e e s tã o lon g e e p a r a o s q u e e s t ã o p e r t o . p a z . M l 4. ou seja. Embora o tempo da sua ira possa ser longo. porque Ele os curará (cf.14) e Ele sabe que os seus espíritos se enfraqueceriam diante dEle. nem a sua indignação continuará. a ira de Deus se moveu e Ele o feriu (Israel).

indica todos os meios que deveriam ser utilizados para se estar seguro para que o povo ouça. têm p r a z e r em se ch ega r a D eus. Os culpados que continuam nas suas impiedades são como um “mar bravo” —nunca calmo. porém feitos per­ 18 to pelo sangue de Cristo.12 1 C la m a em alta voz. m e p ro cu ra m cada dia. d iz o m eu D eu s. por ele. Os pecadores estão em contraste com aqueles a quem Deus cura e restabelece. “proclamar a plenos pul­ mões”) e “levanta voz como a trombeta”. “Clama em alta voz” (Heb. 21 O s ím pios. Porque. co m o u m p o v o qu e p ra tica a ju s tiça e não deix a o d ireito do seu D eu s. 4. p erg u n ta m -m e p elo s d ireitos da ju stiça . levan ta a voz co m o a trom b eta e a n u n cia ao m eu p o vo a su a tra n sgressã o e à casa de Ja có . O povo precisa ouvir a declaração de Deus a respeito da sua rebelião. não têm paz.1 1— aplica isto aos gentios que estão distante. 2 T odavia.20. os seu s pecados. mas continuamente agitado ou lan­ çando para cima “lam a e lodo” [limo ou alga]. tom am p ra z er em sa b er os m eu s ca m in h os. c. qara tigaron. Efésios 2.17. ADORAÇÃO HIPÓCRITA 58. A palavra de Deus é que não há nenhuma paz para eles. .21 20 M as os ím pios são co m o o m a r bravo que se não p o d e aq uietar e cu ja s á gu a s lan çam de si lam a e lodo.18 diz: “E. ambos [judeus e gentios] temos aces­ so ao Pai em um mesmo Espírito”. eles não podem esperar as bên­ çãos de Deus ou a alegria da sua presença. e ser declarado culpado dos seus pecados. vindo. n ã o te detenhas.2 . ele [Jesus] evangelizou a paz a vós que estáveis longe [gentios] e aos que estavam perto [judeus]. Nenhuma Paz para o ím pio 57.

p a ra co n ten d a s e debates. 5. e tu o n ã o sa b es? E is que. e que mostra que eles querem que Deus venha para perto deles. até mesmo quando estão . JEJUM HIPÓCRITA 58. Enquanto eles estão fazendo estes atos religiosos. pelos quais estavam tentando constranger Deus a lhes dar o que eles queriam. n o d ia em q u e je ju a is .As práticas religiosas do povo parecem louváveis. Enquanto estavam jejuando. Eles pedem a Deus decisões certas e parecem se encantar na proximidade de Deus. sem poder (cf. provavelmente que­ rendo dizer que oferecem os sacrifícios que são pretendidos trazer para perto de Deus. Os jejuns que eles tinham estado observando eram jejuns adicionais. e tu n ã o a ten ta s p a r a isso ? P o r q u e a flig im o s a s n o ssa s a lm a s. Toda a sua adoração é meramente uma forma exterior. je ju a is e p a r a d a rd es p u n h a d a s im p ia m en te. eles estão reclamando. O jejum cuja finalidade são “contendas e debates” e o golpear com “punhadas” uns aos outros quer dizer que tudo o que eles que­ rem é conquistar o seu próprio caminho. especialmente sobre o jejuar sem obter resultados da parte de Deus. O único jejum que Deus ordenou na Lei foi no Dia da Expiação (um dia de jejum a cada ano). p a r a f a z e r o u v ir a v o ssa v o z n o alto.5). Eles querem que todas as pessoas vejam como eles são piedosos. Diariamente eles parecem buscar o S E N H O R e parecem se agradar de saber a respeito dos seus caminhos. n ã o j e j u e i s co m o hoje. explorando as pessoas que estavam trabalhando duro para eles. eles estavam agindo como fei­ tores de escravos. 4 E is que. Eles agem “como um povo que pratica a justiça e não deixa o direito de seu Deus”. sem reali­ dade. a ch a is o v o sso p r ó p r io co n te n ta m e n to e req u ereis to d o o v o sso trabalho.3-5 3 d iz en d o : P o r q u e je ju a m o s nós. 2 Tm 3.

mas um jejum do pecado e da opressão do pobre. A Lei não lhes pedia propriamente que curvassem as suas cabeças.8). Por causa das discussões e brigas. Deus queria que eles alimentassem o faminto. Jesus colocou isto claramente em M ateus 25 .31— 46. n ã o é ta m b ém q u e re p a r ta s o teu p ã o co m o f a ­ m in to e reco lh a s em ca sa os p o b r e s d e sterr a d o s? E. 7 P o r v en tu r a . Deus queria justiça e liberdade para o seu povo.errados. DEUS QUER JEJUM DO PECADO 58.6-10 6 P o r v en tu r a . dos trabalhadores e dos escravos. Ele ama o pobre e o oprimido. Ele não responde às suas orações. o cu b ra s e n ã o te es co n d a s d a q u ele q u e é da tu a ca r n e ? Em vez de jejuar para conseguir algo para eles. Assim. I Tm 5. e q u e d esp ed a ces tod o o j u g o ? O que Deus queria não era um jejum (abstinência) de comida. e q u e d eix es liv r e s o s q u eb ra n ta d os. mas estas práticas tinham se degenerado em mero espetáculo. 5 S e ria este o j e j u m q u e e u e s c o lh e r ia : q u e o h o m e m u m d i a a f l i j a a s u a a lm a . e detestava que eles estivessem sendo explorados egoística e cruelmente. q u e in c lin e a s u a c a b e ç a c o m o o j u n c o e e s te n d a d e b a i x o d e s i p a n o d e s a c o g r o s s e ir o e c i n z a ? C h a m a r i a s tu a isso j e j u m e d i a a p r a z í v e l a o SE N H O R ? As formas convencionais que as pessoas estavam buscando utilizar nos seus dias de jejum não agradavam a Deus. n ã o é este o j e ju m q u e esco lh i: q u e so ltes a s liga d u ­ ra s da im p ied a d e. Deus ainda quer isto. Estas coisas eram modos que eles tentavam para expressar humildade diante do SE N H O R . Eles deviam cuidar especialmente da própria carne e sangue destes (cf. 6. q u e d esfa ça s a s a ta d u ra s d o ju g o . A Lei nunca ordenou que usassem roupas de pano de saco e cinzas. . abrigassem o pobre e vestissem aqueles que não tinham roupa suficiente. v e n d o o n u . o jejum deles termina em contendas e debates e eles nunca conseguem chegar a Deus.

P ara a a lm a fam in ta. enquanto temos tempo. N ã o de cereais. e que alimentam o faminto e dão abrigo e roupas para o pobre. O u a n d a r esfarrap ad o . 9 E ntão. M o s tra r o co ração cheio de p esar. pois as derrotas na E lim p a batalha da vida serão esquecidas. co n tu d o ain d a deles e a glória de Deus como a sua E n ch er b em A travessa co m peixe? retaguarda. O sua gloriosa luz romperá de dentro deles “como a alva”. È je ju a r u m a h o ra. vitela. mas principalmente aos domésticos da fé”. 8 E ntão. Deus responderá. —R o b e r t H e rric k (I5 9 I-I6 7 4 ) Sempre que eles clamarem. F az er o p ecad o m o rrer de fom e. a co n ­ tece rá isso se tira res d o m eio d e ti o ju g o . cla m a rá s. O u m o strar U m o lh a r a b a tid o e am argo? N ã o : isto é u m je ju m . d is tr i­ b uir. E m an te r u m je ju m é isso. e a g ló r ia d o SENHOR s e r á a tu a reta gu a rd a . Eles D e g o rd u ra d e carn es de marcharão adiante triunfalm ente. e ovelha? E d e s is tir do p rato com o Deus de justiça indo à frente D e carn e. Agora Isaías procede por ampliar o que deveria ser esperado. e a tu a j u s t iç a irá a d ia n te da tu a f a c e . Sempre que eles gritarem por ajuda. Deus estará lá. mas também no je­ jum do pecado e da ganância que de­ veriam ser guardados diariamente por todo indivíduo. e ele d irá : E is -m e a qu i. façamos o bem a todos. o esten d er d o dedo e o f a l a r v a id a d e. pois este será um novo dia para eles. g r ita r á s. Aqueles que jejuam do pecado e da ganância. S e u m o lh o de trigo E carn e. e o SeNHOR te resp o n d erá .Gálatas 6. e a tu a cu r a a p ressa ­ d a m e n te b rota rá . Negativamente. E do ó d io . D e velh o s deb ates. verão resultados maravi­ lhosos. ro m p erá a tu a lu z co m o a a lva .10 também nos exorta: “Então. isto . É je ju a r d a co n ten d a. não só em um dia de jejum. C irc u n c id a r a sua vida. Nova carne surgirá de repente na cura É isto u m jeju m . m an ter A d esp en sa vazia? de suas feridas.

seus desejos). 10 e. As gerações futuras que responderem à ordem de Deus a respeito da justiça. Positivamente. As pessoas da época de Isaías precisavam fazer isto. estabilidade e força.11. Aqueles dos versículos 9 e 10 elevarão as fundações de m ui­ tas gerações anteriores. e f a r t a r á a tu a a lm a em lu g a r es secos. isto significa gastar (doar) a si próprios (suas al­ mas. infeliz). e cham arte-ã o rep a ra d or das rotu ra s e resta u ra d or d e vered a s p a ra m orar. os seus desejos. 12 E os q u e d e ti p roced erem ed ifica rã o os lugares a n tiga m en te a sso­ lados. Então a escuridão e obscuridade dos problemas da vida serão substituídas pela luz brilhante e plena. e de falar falsa e maliciosamente para causar prejuízo ou perturbação. para o faminto. a tu a lu z n a s ce r á n a s trev a s. misericórdia e compaixão amorosa construirão as ruínas antigas. as suas necessida­ des). en tã o. humilhada. ou seja. do dedo estendido (do dano). Isto significa satisfazer a “alma aflita” (ou. e f o r t f i c a r á o s teu s ossos.significa se libertar do jugo da opressão. 7. se a b r ír es a tu a a lm a a o f a m i n t o e f a r t a r e s a a lm a aflita . e a tu a e s cu r id ã o se r á co m o o m eio -d ia . DEUS GUIARÁ 58. Se nós formos reconstruir 9 . e os “ossos”. tanto naturais como espirituais. quer dizer. Ele satisfará as suas ne­ cessidades (a “alm a”.12 11 E o SENHOR te g u ia r á co n tin u a m e n te .7— indica. e serão chamados de “reparador de roturas” e “restaurador de veredas para morar”. “U m jardim regado” e “um manancial cujas águas nunca faltam ” indicam provisão para cada necessidade. como 1. Ossos fortes significariam força interior. e íevan tarás os fu n d a m e n to s de gera çã o em gera çã o. e se r á s co m o u m ja r d i m reg a d o e co m o u m m a n a n c ia l cu ja s á g u a s n u n ca f a lt a m . A orientação de Deus'será ininterrupta. até mesmo em uma terra árida. o que vocês querem para si próprios.

e te f a r e i ca v a lg a r so b re as a ltu r a s da terra e te su s te n ta r e i co m a h era n ça d e J a có . o sábado. Eles estavam abusando disto.10 8.3). eles terão diaria­ mente um grande deleite no S E N H O R . e eles deviam honrá-lo por não fazer os seus própri­ os negócios. e d e f a z e r a tu a v o n ta d e n o m e u sa n to dia. Agora Isaías se volta não para um dia de jejum. Então. 0 SÁBADO TRAZ BÊNÇÃO 58. e se o h on ra res. buscando o seu próprio prazer. mas para um dia de festa. de forma que eles pudessem adorar o S E N H O R e expressar o seu amor a Ele com todo o seu coração. onde a comunidade local devia vir junto para a adoração e o ensino. falar a respeito de coisas que não têm nada que ver com o honrar ao S E N H O R . com o sábado sendo uma grande delícia. 14 en tã o. te d eleita rá s n o SENHOR. ou seja. separado dos outros dias.a nossa nação hoje. n em p r e te n d e n d o f a z e r a tu a p r ó p r ia vo n ta d e.13. ou “falar as [suas] pró­ prias palavras”. e s e ch a m a r es a o sá b a d o d eleito so e sa n to d ia do SENHOR d ig n o d e h on ra . se deleitando nEle. Este era para ser um dia honrado. n ã o se g u in d o o s teu s ca m in h o s. Deus o queria para ser santo. Era também um tempo para uma santa convocação. alma. n em f a l a r a s tu a s p r ó p r ia s p a la vra s. p o r q u e a b oca do S e n h o r o disse. um importante sinal da aliança sob a Lei. O sábado era uma oportunidade para eles expressarem deleite no serviço de Deus. Cavalgando “sobre as alturas da terra” e festejando “com a herança de Jacó” indica poder e vitória à medida que desfrutam as bênçãos da aliança dadas a Israel. usando-o como um dia para fazer o que lhes agradava. temos que construí-la “sobre uma fundação que é tanto consistentemente moral como profundamente espiritual” ou as calamidades do passado serão repetidas. O dia de sábado era para ser “do S e n h o r ” ( L v 23.14 13 S e d e sv ia r e s o teu p é d o sábado. mente e força. teu p a i. .

QU ESTÕ ES DE ESTU D O 1. são consistentes com a unidade de todo o livro. Q u e m será re s ta b e le c id o e p o r quê? 9 . ou babilônios.1 1. Qual é a relação entre boas obras e salvação? 2. Por que os líderes na época de Manassés mereceram juízo? 5. O que Deus estava procurando durante o sábado? 14. Por que Deus não aceitou os jejuns deles? 11. assírios. o conteúdo e a teologia. Em que bases os estrangeiros e eunucos são incluídos na bênção prometida? 3. a m aioria assumindo que os capítulos foram escritos por autores m últiplos. Quem não será restaurado e por que não? 8 . Por que o sábado era tão importante nos tempos do Velho Testa­ mento? 4.9 . Que bênçãos são prometidas para aqueles que jejuam do pecado e da opressão? 13. O que aconteceu aos piedosos nos dias de Manassés e por quê? 6 . Que tipo de jejum Deus realmente queria? 12. egípcios. quer cananeus. Q u a l fo i a a titu d e d o s id ó la tra s n a ép o c a de M a n a s s é s e co m o eles a d e m o n strav am ? 7. todavia.) CITAÇÕES 1 M uitos liberais que negam o sobrenatural tom am os capítulos 56 a 66 como um “Terceiro Isaías”. Como o fato de encontrar a nossa alegria no Senhor se relaciona ao descanso do sábado que Deus espera que busquemos diaria­ mente? (Veja H b 4 . O q u e estav a e rra d o co m a ad o ra ç ã o d o povo? 10. 3 Os estrangeiros. A forma. nunca ti­ veram a idéia de cessar (com o o “sábado” significa) de trabalhar durante . 2 As palavras “escolhem” e “abraçam ” no hebraico indicam ação ininterrupta e persistente.

.9 )” colocadas longe dos olhos. (2 Cr 33 . 2 0 7. Ele está pronto e esperando.um dia em sete. mas com o povo. 14 3-4 4.14.1-3 1 Eis que a mão do SEN HO R não está encolhida. Barton Payne. 8 Veja H orton. 9 Isto foi pior durante os anos antes de Esar-H adom levar M anassés em ca­ deias para Babilônia em 6 7 9 a. An O utline o f H ebrew H istory (G rand R apids: Baker Book House. 19 95 ). Redenção e Glória de Sião 59. Isaiah 40~66 (L ouisville: John Knox Press. agravado. R J: CPAD. Alec M otyer. H orton. 4 7 3. 5Veja Stanley M .15.22 1 . Depois de falar resumidamente de restauração futura. 11Paul D. Veja G. 0 PECADO SEPARA DO SALVADOR 59. 66 Eerdmans. 111.1 1). 1 9 5 4 ). 1 B. Payne reconhece que Isaías repreendeu os pecados da época de Manassés.1-60. N osso D estino. 4 2 -4 6 . H anson.: InterVarsity Press. 4 J. Isaiah 56— (G rand R apids: W m .C. The Prophecy o f Isaiah (Downers Grove. 19 93 ). e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós. o problema não está com Deus. A. 19 98 ). 6 N ão havia nenhum desses “w adis” ou ribeiros tem porários na Babilônia. para não poder ouvir. 19 85 ). 47. F. B. 2 M as as vossas iniqüidades fa z em divisão entre vós e o vosso Devis. para que não possa salvar. nem o seu ouvido. Isaías retorna à situação nos dias de Manassés. Como em 49. para que vos não ouça. A capacidade de Deus para “salvar” e “ouvir” as orações do seu povo não está de qualquer forma limitada. 4 -5. Nosso D estino: O Ensino B iílico das Ultimas Coisas (R io de Janeiro. 7 M otyer acredita que estas eram as palavras do Senhor escritas “nos umbrais de tua casa e nas tuas portas (D t 6 . Knight. }. A Confissão. 4 6 .

suja com o derramamento de sangue por vingança) e “dedos [maculados] de iniqüidade” indica que o povo era impuro e não estava em condições para entrar na presença de Deus. que criou e ama a todas as pessoas. os pecados intencionais estavam separando o povo do seu Deus.4 -8 4 N inguém há que clame pela justiça. mentiras e a proclamação de perversa impiedade eram parte daqueles pecados que os separavam de Deus. nem ninguém que com pa­ reça em juízo pela verdade. e os vossos dedos. contaminadas de sangue” (i. Aqueles que bus­ cam as suas reivindicações em juízo não as buscam honestamente ou conscienciosamente. mas com aqueles que viviam em Judá nos dias de Isaías. ! Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue .e. Este não foi o caso com os judeus no exílio babilônico posterior. Não há nenhuma inte­ gridade.. Todos os pecados realmente são contra Deus. SEM JUSTIÇA E SEM PAZ 5 9 . Os seus pecados eram como uma parede que escondia a face de Deus (separava-os de sua presença) e os impedia de escutar e atender aos seus pedidos. falsas e enganosas.. Então Israel é retratado como uma mulher grávi­ .. mas palavras inúteis.1 2. especialmente no tempo de M anassés. rebelião. Por causa desta corrupção eles não podem confiar no SeNHOR. concebem o trabalho e produzem a iniqüidade. que normalmente quer dizer ídolos. Eles tentam fazer as suas reivindicações parece­ rem legais quando elas são realmente erradas. Eles não só falam mentiras. e a vossa língua pronuncia perversidade. mas pode significar confiança “no que é nulo” (como na versão ARA ). de iniqüidade. de modo que eles confiam na vaidade. Isaías agora descreve a excessiva pecaminosidade de Israel. “Mãos.De fato. os vossos lábios falam falsamente. confiam na vaidade e andam falan­ do mentiras. Violência. Ninguém proclama o que é certo ou verdadeiro.

A idolatria nos dias de Manassés estava levan­ do a nação à desintegração social e a todos os tipos de injustiça. todo aque­ le que anda p o r elas não tem conhecimento da paz. asfiz era m para si mesmos. participar desses pecados. iniqüidade e injustiça. apertando-os. “maldade”. nem há ju íz o nos seus passos. e obra de violência há nas suas mãos”. As suas vidas são estradas de violência destrutiva e também a falência e o colapso da sociedade. 7 Os seus pés correm para o mal e se apressam pa ra derramarem o sangue inocente. nem se poderão cobrir com as suas obras. e. e obra de violência há nas suas mãos. 5 Chocam ovos de basilisco e tecem teias de aranha. ou seja. “m al”. Os seus pecados são comparados aos ovos de uma víbora. Eles pensam e planejam perturbações. Especificamente. N V I). 6 As suas teias não prestam para vestes. . as suas obras são obras de iniqüidade. 8 Não conhecem o caminho da paz. Comer os ovos de uma víbora. Todas as parte dos corpos destes pecadores estão envolvidas: das suas mãos (v.6) até aos seus pés. as sitas veredas tortuosas. “delitos”. destrviifão e quebrantamento há nas suas estradas. quer dizer. traz a morte. e os seus planos ao tecer de teias de aranha. sai deles uma víbora. Os seus pés se apressam para fazer o mal e matar as pessoas inocentes. os seus pensam entos são pensam entos de in i­ qüidade. Quando um tal ovo “é quebrado”. e até os seus pensamentos. “as suas obras são obras de iniqüidade. torna as coisas piores.da com o útero cheio de “trabalho” ( “o m al”. talvez resistindo aos pecados. “sai deles uma víbo­ ra”. Os seus planos provarão ser tão insuficientes para as suas necessi­ dades como uma coberta feita de teias de aranha. “injustiça”). ‘awen. aquele qvie com er dos ovos deles morrerá. de forma que dá à luz “a iniqüidade” (Heb. ARA.

e não há nenhum juízo (porque eles não deixam Deus governá-los) ou justiça (porque eles rejeitam os justos propósi­ tos de Deus). 3. 10 A p a lp a m os a s p a r ed e s co m o cego s. sim . Não há nem mesmo um vislumbre de luz ou brilho que venha mostrar a misericórdia de Deus a eles. o povo está debaixo da con­ denação de Deus. Todo aquele que os segue. Andando nas Trevas 59. p e lo resp len d o r. e ela está lo n g e d e nós.Eles não conhecem nem experimentaram “o caminho [o estilo de vida] da paz” com Deus que traz a sua bênção. . e eles andam ao redor sem rumo e “em escuridão”. Em contraste com aqueles que são “fortes”. O constante tatear no escuro mostra a profundidade da sua ce­ gueira espiritual. m a s a n d a m o s em escu rid ã o . O resultado é “trevas”. a n d a m o s a p a lp a n d o. tro p eça m o s a o m e io . os que tropeçam e tateiam no escuro estão “como mortos” —sem qual­ quer vida espiritual. co m o o s q u e n ã o têm olhos. ISAÍAS CONFESSA OS PECADOS DO POVO 59.9— I I 9 P o r isso. esp era m o s o ju íz o . e a j u s t iç a n ã o n o s a lca n ça .d ia co m o n a s trev a s e n o s lu g a r es e s cu r o s s o m o s co m o m o rto s. 11 T odos n ó s b r a m a m o s co m o u r s o s e c o n tin u a m e n te g e m e m o s co m o p o m b a s. Isaías muda para a primeira pessoa do plural aqui. lamentando sobre a situação deste e confessandoa. e eis q u e só há trev a s. Por causa dos seus próprios pecados.9-15 a. saudáveis e vigorosos. p e la sa lva çã o . Tropeçar na escuridão e obscuridade “ao m eio-dia” mostra o grau de insensibilidade deles à luz da verdade espiritual. esp er a m o s p e la luz. e ele n ã o a p a rece. e aos seus cami­ nhos. o j u í z o esta lo n ge d e n ó s. identificandose com o seu povo. O estilo de vida deles não mostra nenhum “juízo” e é tortuoso. está emaranhado nas mesmas tramas e “não tem conhecimento [ou experimentação] da paz” (bênção e bem-estar que Deus dá) tampouco.

. As pessoas reconhecem que os pecados de transgressão estão com elas e sabem que são culpadas. Elas estão de fato se rebelando e deslealmente negando ou desconhecendo o SENHOR. A justiça é retratada como estando “longe”. As suas palavras estão cheias de opressão e revolta que incluem apostasia espiritual. e a j u s t i ç a se p ô s longe. incapaz de fazer qualquer coisa sobre a situação. p o r q u e a s n o s s a s t r a n s ­ g r e s s õ e s e s tã o c o n o sco . Gemer como pombas indica frustração por causa da falta de justiça e a ausência de liberta­ ção (incluindo salvação. Os seus corações e men­ tes são a fonte de sussurradas expressões de falsidade e engano. e o c o n c e b e r e e x p e c to r a r do c o ra ç ã o p a la v r a s d ef a ls id a d e . e os pecados do povo testemu­ nham individualmente contra este. e o s n o s s o s p e c a d o s t e s t ific a m c o n t r a n ó s . No entanto. l j c o m o o p r e v a r ic a r . Pecados Reconhecidos 59. Elas se desviam para longe do verdadei­ ro Deus em infidelidade. Isaías retrata Deus como o Juiz. e c o n h e c e m o s a s n o s s a s in iq ü id a d e s . b. e a bênção e prosperidade que Ele tinha dado para Israel anteriormente). e o r e t i r a r m o n o s d o n o ss o D e u s . A razão pela qual não há nenhum arrependimento é que em qualquer tentativa a justiça é rechaçada ( “tornou atrás”). não há nenhum arrependimento por parte das pes­ soas. p o r q u e a v erd a d e a n d a tro p eça n d o p e la s r u a s. a ajuda de Deus. e a eqüidade (incluindo retidão e justiça) não pode entrar. H á completo colapso moral nas cidades. A verdade (incluindo segurança e confiança) vacila e “anda tropeçando pelas ruas” (praças abertas ou feiras). e a eq ü id a d e n ã o p o d e en tra r.Bramar como ursos indica raiva por causa do pecado e seus resul­ tados nas vidas deles e na sociedade humana.12— 15 12 P o r q u e a s n o s s a s tr a n s g r e s s õ e s se m u l t ip l i c a r a m p e r a n t e ti. e m e n t i r c o n t r a o S e n h o r . e o f a l a r d e o p r e s s ã o e r e b e liã o . 14 P e lo q u e o j u í z o s e t o r n o u a t r á s .

mas de um modo que a sua justiça o pudesse manter. O pecado contra o qual Ele se opõe não pode afetá-lo.s e d e z elo . ' P o r q u e se re v e s tiu d e j u s t i ç a . O SENHOR respondeu à confissão de Israel (cf. aquele que se desvia do mal torna-se uma presa e “arrisca-se a ser despojado”. Assim. a sua salvação era e é pura graça. A natureza justa e o caráter de Deus são como uma “couraça” ou espécie de sobrepeliz de couros retorcidos ou malhas de ferro que co­ bria o corpo. e t o m o u v es tes d e v in g a n ç a p o r v e s t íd u r a . e o SENHOR h ou v esse ju s tiç a . e p ô s o e lm o d a s a l v a ç ã o n a s u a c a b e ç a . v. M ais lamentável de tudo. ninguém para se levantar contra todo o pecado e maldade. Porque Deus tinha prometido salvação. .s e d e q u e n ã o h o u v e s ­ in te r c e s s o r .16-21 76 E v iu q u e n in g u é m h a v ia e m a r a v i l h o u . e q u e m se d e s v ia d o m a l a r r i s c a . v iu . e f o i m a l a o s se u s o lh o s q u e n ã o A verdade. ne­ nhuma defesa para o remanescente piedoso entre o seu povo. Verda­ deiramente. ninguém para intervir. a segurança. ou capacete. pelo seu próprio poder e força Ele trouxe a salvação. e c o b r i u . c o m o d e u m a c o u r a ç a . c o m o d e u m m a n to . A sua salvação é como um “elmo”. O próprio S e n h o r é impelido a surpreender-se e indignar-se de que “não houvesse um intercessor”. armadura feita de pedaços de metal sobrepostos. de modo que nada poderia mudar a sua mente ou . e a s u a p r ó p r i a j u s t i ç a o s u stev e. ninguém para defender o pie­ doso em Israel. o pecado tinha separado o povo como um todo de Deus.s e a o s e r d e s p o ja d o . privado de tudo como se ele fosse um prisioneiro de guerra. ninguém para tornar Israel uma luz para as nações. p e l o q u e o s e u p r ó p r i o b r a ç o lh e t r o u x e a se u m s a lv a ç ã o .9) com desgosto porque “pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça”.15 S im . 0 PRÓPRIO SEN HO R SALVARÁ 59. a v e r d a d e d e s fa le c e . a integridade e a confiança estão faltando. 4.

a todas as nações em todas as partes do mundo. assim será a sua retribuição. aos seus adversários. às ilhas dará ele a sua recompensa. vindo o inimigo como uma cor­ rente de águas. 18 C onform e fo r em as obras deles. ou “inim igo”. uma tradução alternativa toma um adversário como o . O mundo inteiro. “Vento” também significa “sopro” ou “Espírito”. ou seja. Todos eles vão receber o que merecem. O rio normalmente refere-se ao Eufrates. desde o nascente do sol. Então. tomando-se como referência a NVI. o texto diz que “Ele virá como uma inundação impelida pelo sopro do Senhor”. ou paixão para salvar e ajudar.14. Ele dará “recompensa aos seus inimigos”. não somente os povos da Asia M e­ nor). temerão o nom e do SENHOR desde o poente e a sua glória. O juízo de Deus é sempre de acordo com as obras do povo. Isto retrata a irresistibilidade de Deus quando Ele vier. e reembolso ou represália “às ilhas” (ou “regiões costeiras”. Em Efésios 6. o vento do SENHOR impelindo-o para a frente” (cf NVI). “Ele” se reporta ao SENHOR na sua glória. Um grande vento impelindo a água do rio entre as margens altas onde o rio é estreito arrastaria tudo diante deste. “Impelindo-o para a frente” também pode significar “arvorar uma ban­ deira”. Paulo usa esta metáfora de proteção espiritual e a aplica aos cristãos. aos seus inimigos. irá reverenciar o S e n h o r e a sua glória. os seus atos. fu ro r. o seu propósito de “vingança” (recompensa e retribuição) era como “vestidura” e o seu zelo. A parte final da metade deste versículo pode ser traduzida de dois modos. Assim.propósito de salvar. e recompensa. A palavra traduzida “estreita” também significa “adversário”. 19 Então. o Espírito do SENEIOR arvorará contra ele a sua bandeira. Uma leve variação na N VI é: “Ele virá como o rio que é estreito. de leste a oeste. Primeiro. cada um com uma nuance diferente em significado. é como um manto ou capa. por causa da sua santidade.

e as m in h as p a la vras. o Espírito derrota o adversário (juntamente com todo o mal no mundo) e faz o mundo inteiro reverenciar o S E N H O R e a sua glória. o Parente-Redentor virá a Sião (cf. n em da boca da p o sterid a d e da tua p osterid a d e. quer dizer. que está sob re ti. Deus então se dirige ao Redentor.sujeito: “vindo o inimigo como uma corrente de águas”. 21 Q u a n to a m im . n em da boca da tua posteridad e. Eles são chamados de “Jacó” ( “en­ ganador”) porque não estão vivendo à altura do nome “Israel” ( “o príncipe de Deus e lutador”). qu e p u s na tua boca. com as pessoas que retrocedem da rebelião e se arrependem. como indica a ARC [ou de acordo com a Septuaginta: “como um rio.26). “sua semente”) e na “boca da posteridade da tua posteridade”. Ele é o Ungido. 20 JE v ir á u m R ed en to r a Sião e aos qu e se d esvia rem da tra n s­ g ressã o em Ja có . “Quanto a m im ” enfatiza o compromisso de Deus para levar a efeito a sua promessa. As suas palavras continuarão a estar na boca do Redentor e “na boca da [sua] posteridade” (Heb. O seu Espírito está sobre o Redentor. não se d esvia rã o da tua boca. R m 11.10. Ou seja.24). um grande ribeiro transbordante”]. todos os . que afirma que o Re­ dentor “verá a sua semente” (K JV ). Deus o Pai põe as suas palavras na boca do Redentor (veja Jo 14. e especificamente para os israelitas que retrocedem da sua rebelião e se arrependem dos seus pecados. Ambas as traduções mostram que o SE N H O R é vitorioso e toda a oposição será varrida e derrotada. este é o m eu co n certo com eles. Esta é uma declaração do SE N H O R . zarakha. ou dos seus descendentes. Como resultado. diz o SENEIOR. “o Espírito do SE N H O R arvorará contra ele a sua bandeira”.10. O seu concerto é “com eles”. uma garantia de que Ele cumprirá a sua palavra. diz o SENEIOR: o m eu E spírito. o Cristo. O termo “semente” refere-se outra vez a 53. desde agora e p a ra todo o sem pre. Sua semente espiritual. d iz o Se n h o r . o Messias.

Isaías agora se dirige à Sião do por­ vir.1— Isto envolve a 5.16). LUZ E GLÓRIA VÊM A SIÃO 60.12. encherá e transformará Sião. 5. O m u n d o e os povos que nele estão p recisam da luz. Depois de profetizar a respeito da vinda do Redentor e da perma­ nência do Espírito (5 9. Sião pode responder à ordem: “Levanta-te. 2 P orq u e eis q u e a s tr e v a s co b rira m a terra . Isto encontrará seu maior cumprimento no começo do Milênio. ou governantes de todo o mundo. ao r e s p le n d o r q u e te n a sceu .1-3 1 L ev a n ta -te. 9. O SENHOR vai ag ir co n tra essa escuridão. e a sua luz brilha por inter­ médio deles. expansão do Evangelho. e a su a g ló r ia se v e r á so b re ti. Isto foi antecipado pela chamada dada a todos em 55. Assim. p ois “as trevas co b riram a te rra” e a escuridão envolve os povos do m undo. p o r q u e j á v e m a tu a luz. resplandece” ou.verdadeiros crentes. e a g ló r ia do S e n h o r v a i n a scen d o so b re ti. com o seu governo sobre as nações convertidas ou povos que são abenço­ ados por Israel e agora levam o nome de Deus. 3 L a s n a çõ es ca m in h a r ã o à tu a luz.21 ). emite a luz da glória de Deus para outros.2 A luz de Sião virá. 42. A sobra de Edom . o qual “se refere à restaura­ ção do reino das doze tribos de Davi sob o domínio do Messias. virão “ao resplendor que [lhe] nasceu”. Veja Amós 9.2. resp la n d ece. de m odo que to d o s verão a sua g ló ria (cf. para o fulgor do brilho da sua luz. relu zin d o sobre Sião .11. se tornará a proclamadora da mesma palavra (im ­ plicando que eles fazem assim pelo mesmo Espírito). A luz atrairá todos eles para fora da sua escuridão. m a s so b re ti o S enhor v ir á su rg in d o . A luz de Deus se torna a luz de Sião. e os reis. os p o v o s . Nações e os seus reis.20 . e a escu rid ã o .

Outra razão para a grande alegria será a abundância das “riquezas das nações” trazidas por via do mar. como são conhecidos hoje). Elas estarão trazendo com eles os filhos e as filhas de Sião dispersos. o v erá s e será s ilum ina do. 5 E ntão. Os seus corações estremecerão e se alargarão com alegria. Ag 2.[que Amós menciona] é representativa dos que são deixados dos an­ tigos inimigos de Israel. Os estrangeiros estarão trazendo muitos presentes preciosos com eles à medida que vêm para Sião (cf. p o rq u e a a b u n d â n cia do m a r se to rn a rá a ti.4-22 a.3 6. Como o povo de Sião olha em todas as direções. e tuas filh a s se cria rã o a teu lado. o u ro e in cen so tra rão e p u b lica rã o os lo u v o res do Senhor. Caravanas de camelo faziam isso nos dias de Isaías.4— 7 4 L evanta em red o r os olhos e vê. e as riquezas das n a ções a ti virão. todos estes j á se a ju n taram e vêm a ti.7. ele verá as nações vindo. os d ro m ed á rios d e M id iã e E fa. ou de todo os povos do mundo que são deixados depois da tribulação e que virão a ser possuídos por Israel ou pertencerão a este. mas não sozinhas. teu s fi lh o s virã o de longe. e o teu cora çã o estrem ecerá e se a larga rá. Quando o povo de Sião vir isto. Junto com ouro e incenso (do lêmen do Sul e Somália. A massa de camelos cobrindo Sião —incluindo camelos machos jovens de M id iã (sudeste de Israel) e Efa (um a subtribo dos midianitas). todos v irã o de Sabá. .8). A ADORAÇÃO RESTAURADA 60. Os Gentios Restauram e Servem a Sião 60. 6 A m u ltid ã o de ca m elos te cobrirá. juntamente com “todos [os que] virão de Sabá” (o lêmen) —retrata a riqueza das nações que são trazidas por terra para Sião. ficará radiante. porque eles serão aliviados de todo o medo e dúvida.

Rebanhos das tribos dos ismaelitas de Quedar e de Nebaiote se­ rão parte da riqueza das nações trazida para Sião no serviço de Deus.. pois a ira de Deus será substituída . partes habitadas da terra] aguardarão [esperarão com expecta­ tiva] pelo SENHOR. Deus continuará glorificando e embelezando a sua esplêndida casa (i. (Veja Ag 2.9 tS Q u em são estes qu e v êm voa n d o com o n u v en s e co m o pom ba s. porque. a su a p rata e o seu ou ro com eles. e. e os ca rn eiro s de N ebaiote te serv irã o . ou como pombas voando para casa.8. os n a vios de T ársis. m as. e do S anto de Israel. “As ilhas” [regiões cos­ teiras. às su a s ja n e la s? 9 C ertam en te.e. 7 T odas as ovelhas de Q u ed a r se con grega rã o ju n t o a ti. exaltou) a Sião com esplendor. Filhos Vindos de Longe Honram a Deus 60. o templo em Jerusalém). O gado subirá ao altar como holocausto com o favor de Deus. p a ra tra z er teu s f i lh o s de longe. indicando que a glória de Deus e o seu louvor estarão se espalhando sobre toda a terra. na sa n tifica çã o do n o m e do SENHOR. c. Os “estrangeiros” que vêm para Sião se tornarão cidadãos e ex­ pandirão e embelezarão a cidade. teu D eu s.) b. n o m eu f u r o r . e os seu s reis te servirã o. Eles fazem isto porque Deus “glorificou” (dotou de glória. te f e r i .10— 14 10 E os fi lh o s dos estra n geiros ed ifica rã o os teu s m u ros.eles trarão notícias da glória do SENHOR. Os Estrangeiros Reconstroem e Honram a Sião 60. o qual é o Santo de Israel. Navios com velas ondulando se parecem com nuvens contra o céu distante. p r i ­ m eiro. com agra do su b irã o ao m eu altar. e eu g lo r ifica r ei a casa da m in h a g ló ria . as ilhas m e aguardarão. p orq u a n to te g lo r ifico u .9. tive m isericó rd ia de ti. na m inh a henignidade.4 Por isso. O s grandes navios de Társis darão primeiro im­ portância para trazer os filhos de Sião com prata e ouro para honrar o nome e a pessoa do Deus de Sião.

25 ). Nos tempos do Vélho Testamento. era chamado o lugar em que se assentavam os . c a rá te r sa n to e a m o r d o SENHOR (Z c 14. O melhor da madeira das melhores árvores. Contudo. 14. s im . da mes­ ma maneira que os crentes gentios o são quando aceitam a Cristo nesta era (Ef 2. Alguns aplicam a edificação dos muros à época de Neemias. O lugar onde Deus manifesta a sua presença completa e continuamente está no céu.20-23. Portas que “estarão abertas de contínuo” indica paz e segurança como também liberdade de acesso.19). o povo de Jerusalém construiu os muros naquela época. especial­ mente a arca da aliança. e g l o r i f i c a r e i o l u g a r e m q u e a s s e n t a m o s m e u s p é s.6— Zc 8. na luz da revelação do Novo Testamento. p a r a o r n a r e m o l u g a r d o m e u s a n t u á r i o . o s s e u s r e is. n e n h u m a n aç ã o c o n tin u a r á e x istin d o a m en o s que se to rn e s u je ita a S iã o . e.14. N a re a lid a d e . p a r a q u e t r a g a m a. 11 E a s t u a s p o r t a s e s t a r ã o a b e r t a s d e c o n t í n u o : n e m d e d ia n e m d e n o i t e s e f e c h a r ã o . As pessoas se tornarão concidadãs com o povo de Deus. 13 A g l ó r i a d o L íb a n o v i r á a ti. (Veja Ag 2. o p i n h e i r o e o b u x o c o n ju n t a m e n t e . com os seus reis tornados súditos enquan­ to Sião triunfa.17-19). irão embelezar o santo templo milenial do S e n h o r em Jerusa­ lém. Pelas portas de Sião.) 8. c o n d u z i d o s c o m e la s . os povos trarão as “riquezas das nações”. Assim. Este também será o caso na Nova Jerusalém (Ap 21. p o rq u e os seus povos são a tra íd o s p e la lu z . porém. Deus glorificará o “lugar em que assentam os [seus] pés”. os estrangeiros que vêm a Sião devem ter vindo também a Cristo. ti a s r iq u e z a s d a s n a ç õ e s . Esta passagem tem tão extensas garantias que isto deve se aplicar aos tempos mileniais.pela sua graça e misericórdia. incluindo os cedros do Líbano. a f a i a . o templo em Jerusalém. e s s a s n a ç õ e s d e t o d o s e r ã o a s s o la d a s . 12 P o r q u e a n a ç ã o e o r e i n o q u e te n ã o s e r v i r e m p e r e c e r ã o .

e ch a m a r-te-ã o a C idad e do SENHOR. Deus também chama a terra de o escabelo de seus pés (66. 132.2.49). Jeremias também torna claro que a arca não mais seria necessária. Os descendentes dos opressores anteriores de Sião se humilharão.1). u m g o z o de g era çã o em gera ção. de m odo qu e n in gu ém p a ssa va p o r ti. A Jerusalém do M ilênio estará em agudo contraste com a Jerusa­ lém do passado. mas toda a terra. Lm 2. ou o escabelo (ou banco de descanso) dos seus pés (I Cr 28. ou até mesmo se lembrariam (Jr 3. 16 E m a m a rá s o leite das n a ções e te a lim en ta rá s aos p eito s dos reis. Deus a fará a “excelência perpétua” [Heb. “majestade”] e a alegria de todas as gerações por vir. e saberás qu e eu so u o S enhor . o P ossan te de Ja có.16).15— 18 15 E m vez do desprezo e do a b orrecim en to a q u e fo s te votada. e reconhecerão que Jerusalém verdadeiramente é a Cidade do SENHOR.1. o lugar dos pés de Deus na época milenial não será a arca da velha aliança.7. O Propósito de Deus para Transformar Sião 60. desse modo. dela não sentiriam falta. SI 99. os f i lh o s d os que te o p rim i­ ra m . Então o povo de Sião saberá que Deus é o seu Salvador e o Parente-Redentor —não só o Santo de Israel. Porém. p o r ei em ti u m a ex celên cia p erp étu a . 14 T am bém v irã o a ti. o teu Salvador. mostrando o mais profundo respeito. Agora a santidade do Senhor atrai. “imponência”. Isaías usa a figura de “o leite das nações” e de reis para significar que eles todos vão nutrir Sião com cuidado amoroso e pessoal. e p r o str a r -se -ã o à p la n ta dos teu s p é s todos os qu e te des­ p rez a ram .5. mas também o poderoso ou “Possante de Jacó”. e o teu R edentor. a Sião do S an­ to de Israel. At 7. in clin a n d o-se. O reino milenial estará operando sob a nova alian­ ça do Calvário. pertencente ao “Santo de Israel” (o nome favorito de Isaías para Deus). o s d.seus pés. M t 5.35. g c‘on. .

p o r m ad eira. A cidade já não terá o sol e a lua por luz. a tua gló ria . e j a r e i p a cífico s os teu s in sp etores e ju s to s . bronze:. Com o SENHOR como o seu sol e lua. m a s o S en hor será a tu a lu z perpétua.17 P o r cob re tra rei ouro. f e r r o . O Povo de Deus Exibirá o Seu Esplendor 60. de desolação ou d estru ição. sem nenhuma tristeza. a glória do SENHOR dará a ela uma sobrenatural "luz perpétua”. ferro por prata. IHN u n ca m a is se o u v irá de v io lên cia na tua terra. choro. e. Que Deus mudará as coisas é mostrado pela substituição de bronze por ouro. simplesmente outra forma da palavra hebraica para o nome de Jesus) e as portas. .7). haverá luz constante. louvor. p o rq u e o S en h or será a tu a lu z p erp étu a . Ao invés disso. e. e às tu a s p ortas. Com o fato de que não haverá mais nenhuma escuridão. n em a tua lua m in gu a rá . Assim. como a fonte e manifestação da sua luz. Em contraste com o pecado e a corrupção anteriores. os muros da cidade serão chamados “salvação” ( Yeshuah. Em vez de violência. e o teu D eu s. o governo será mudado para paz e retidão. ou seja.19— 2 2 19 N u n ca m a is te serv irá o so l p a ra lu z do dia. A transformação será completa. e os dias do teu lu to fin d a r ã o . m a s a os teu s m u r o s ch am ará s sa lva çã o. 20N u n ca m a is se p o r á o teu sol. singular do nome hebraico para o livro de Salmos). os teu s exatores. ruína e destruição. a cidade estará cheia das bênçãos de salvação e o povo estará cheio de louvor ao SENHOR por essas bênçãos. “louvor” ( tehillab. madeira por bronze. n em co m o seu resp len d o r a lua te a lu m ia rá . porque Ele manifestará a sua presença ali de um modo novo. vem a garantia de que “os dias do [seu] luto findarão”. ou lamentação. e p o r f e r r o tra rei -prata. p o r pedra s. Isto será provocado pelo governo do M essias-Rei (9. e. e pedras por ferro. n o s teu s term os.

o SENHOR. plantados pelo SENHOR. serã o ren o v o s p o r m im plan tados. O pequeno renovo que Deus plan­ tou “virá a ser m il”. O pecado que causa a tristeza não mais existirá.6). e até mesmo de escutar os clamores de seu povo? 2. QUESTÕES DE ESTUDO 1. p a ra qu e eu seja g lo rifica d o . u m p o v o gra n d íssim o. não somente o de Jerusalém. “obras das [suas] mãos” (a manifestação do seu poder). netser. p a ra sem p re herdarão a terra. de forma que a sua glória e esplendor serão claramente exibidos para que todos possam vê-los. O que as comparações usadas nos ensinam sobre a natureza do pecado? 3. obra das m in h as m ãos. a seu tem po o fa re i p ron ta m en te. e o m ín im o. Como Deus respondeu quando Ele viu que não havia nenhum intercessor? 4. Deus garante que isto será feito prontamente “a seu tempo” —quando Ele julgar conveni­ ente. As pessoas serão “renovos” ou ramos (Heb.5.5 Nunca mais Deus precisará usar os inimigos para trazer juízo por causa dos pecados do seu povo (cf. Ap 2 I.2 7 ). O que Deus plantou crescerá. Deus desfrutará o que Ele vê e faz durante o M ilênio. Verdadei­ ramente. 22 O m en o r v irá a s e r m il. Por que os povos irão venerar a glória de Deus? . os menores se tornarão uma vasta nação: nin­ guém será insignificante ou sem importância. a mesma palavra usada a respeito do Messias em I I . mas de toda a terra.21 E todos os do teu p o v o serã o ju sto s. mas significando “desfrutar”. 10. pois todos os po­ vos. O que estava impedindo Deus de salvar.I ) . Também é possível traduzir “farei prontamente" por uma pala­ vra grafada do mesmo jeito.21. será justo (Zc 14. Eu.20.

1-63. na base de que o livro de Hebreus trata a lei e o ritual do Velho Testamento como tipos e sombras. H orton. C. J .1.13 . Nosso D estino: O Ensino das Ultimas Coisas (R io de Janeiro. não um substituto para o obra com pleta de Cristo. 19 9 8 ). O Messias Anuncia a Sua Missão 61. 5 A llis. enviou-m e . N osso D estino.2 1 O Espírito do Senhor J e o v á está sobre mim. H orton. R J: CPAD. “Book of Isaiah". 184. 2 A Septuaginta traz “Brilha. 3 Stanley M .9 -1 8 . cumpre estas profecias (veja H b 8. Jerusalém . O que está incluído na aliança de Deus com o arrependido? 6. A llis. 1:857. 1 A m aioria dos pré-m ilenistas acha que estes sacrifícios são m em oriais. o qual é Ele mesmo o cum prim ento de todo o sistema sacrificial”. Que contrastes haverá entre a Jerusalém do M ilênio e a Jerusalém dos dias de Isaías? CITAÇÕES 1 O swald T. porque o Se~ NHO R me ungiu para pregar boas-novas aos mansos. pois a tua luz chegou” (trad. em W ydiffe Bible E ncydopedia (Chicago: M o o d y Press.6 I. 1:857. UNGIDO PARA PREGAR BOAS NOVAS 61. 186. Quem as nações trarão consigo para Sião e como o povo de Israel responderá? 8. 187. Quando Sião se levantar e resplandecer. 9. como as nações do mun­ do irão responder? 7.).5. brilha. da m esm a m aneira que a Ceia do Senhor é um mem orial. O que farão os estrangeiros que vierem para Sião? 9. lit. a presença pessoal de Jesus.. 10. “Book of Isaiah”. “O utros.. 1 9 7 5 ). dizem que. I 8).

está claro que Ele ministrou pelo menos três anos e meio antes da cruz. Ag ora o Messias anuncia a sua missão. 43. jesus expressamente apli­ cou esta passagem a si próprio no início do seu ministério em Nazaré na Galiléia (Lc 4. a p r o c l a m a r li b e r d a d e a o s c a tiv o s e a a b ertu r a d e p r is ã o a o s p r e s o s.. 2 a a p r e g o a r o a n o a c e i t á v e l d o SENHOR e o d ia d a v i n g a n ç a d o n o s s o D e u s .. A partir do Evangelho de João.a r e s t a u r a r o s c o n t r i t o s d e c o r a ç ã o . Ele não estava pretendendo lim itar o seu m inistério a um dia ou a um ano.3. “O ano aceitável do S e n h o r ” ( o u ano do favor do S e n h o r ) .26. pode aludir àqueles israelitas que tinham vendido a si próprios sen­ do colocados em liberdade no Ano do Jubileu (Lv 2 5 . 1 Co 1.1 e o ungido Rei messiânico de 1 1. (2 ) para “proclamar liberdade. Quando Jesus aplicou isto ao seu próprio m inisté­ rio. mansamente to­ mando um lugar inferior e reconhecendo as suas necessidades. e abertura de pri­ são” aos que foram levados cativos e libertação aos encerrados na escuridão do pecado (incluindo a abertura dos olhos). ou aflitos por qualquer razão. a c o n s o l a r t o d o s o s t r is t e s .3 9 — cf.4 ). aqueles que se humilham diante de Deus.16— 22). . portanto usados sinonimamente para referir-se a um ponto indefi­ nido no tempo. (G Novo Testamento os entende como pobres aos olhos do mundo e necessitados da ajuda de Deus. A sua procla­ mação era uma proclamação de liberdade para aqueles que estavam presos pelo pecado.18. Comparados. Isto também pode ser identificado com o tempo do favor de Deus: o dia da salvação (4 9 . Ez 4 6 . Aqui Ele fala como o Profeta ungido pregando “boas-novas aos mansos”.8 ) e o ano da redenção de Deus (6 3 . ( I ) para “restaurar” os corações daqueles que estão quebrantados.) Ele é enviado com diligência amorosa e pessoal. veja M t 5.2. agoniados. Lc 4 . “d ia” e “ano” estão em justaposição. O Espírito do Senhor estando sobre a Pessoa que aqui fala identifica-o como o ungido Servo do SENHOR de 42.17 ).

os que estão “tristes em Sião” serão reconhecidos como “plantação do S e NHOR” .17). d e s t r u í d a s d e g er a çã o em gera çã o . quando Jesus vem e triunfa sobre o Anticristo. a f i m d e q tie s e c h a m e m á r v o r e s d e j u s t i ç a . ou justo juízo. Ele veio ser um resgate pelo pecado (H b 9. p ‘ cer. A terra e as cidades de Israel serão restauradas depois de muitas gerações de devastação. ó le o d e g o z o p o r t r is t e z a . Nessa época. ao invés disso. As árvores com suas raízes profundas e seus galhos estendidos simbolizavam permanência e estabilidade. pois o conforto do Messias será especialmente para os que estão “tristes”1 lá. N a sua primeira vinda. Ele confortará aqueles que lamentam na sua tristeza. e r e s t a u r a r ã o o s d e a n t e s d e s t r u í d o s . Cinzas sobre a cabeça eram um sinal de lamentação e tristeza. Ele não veio para condenar o mundo (Jo 3. M c 10. N a sua justiça dada por Deus. porque eles exibirão a sua glória e esplendor. turbante ou toucado como usa­ vam os sacerdotes e os que celebravam um banquete). mas o próximo sugere que Deus usará os gentios. Sião está em primeiro plano. de Deus virá no fim dos tempos (Ap 6 a 19). v e s t e d e l o u v o r p o r e s p i r i t o a n g u s t ia d o . pois todas as lágrimas serão enxugadas. que culmina na batalha do Armagedom. p a r a q u e e le s e j a g l o r f i c a d o . e r e n o v a r ã o a s c i d a d e s a s s o la d a s . um “ornamento” (Heb. 3. antes. A “vingança”. Este versículo não diz quem fará o trabalho.4-6 4 L e d f i c a r ã o o s lu g a r e s a n t i g a m e n t e a s s o la d o s .45). .3 3 a o r d e n a r a c e r c a d o s t r i s t e s d e S iã o q u e s e lh e s d ê o r n a m e n t o p o r c in z a . OS SACERDOTES DO SENHOR 61.Jesus não continuou para citar “o dia de vingança do nosso Deus”.28. O “óleo de gozo” é o óleo da unção que simbolizava o Espírito Santo. 2. RESULTADOS FELIZES 61. igualmente. O Messias lhes dará. p la n t a ç ã o d o SENHOR.

c o m e r e i s d a s r iq u e z a s d a s n a ç õ e s e n a s u a g l ó r i a v o s g l o r i a r e i s. NASB.1 1 . “na sua glória” ou riquezas destas (Heb. e u lh e s d a r e i s u a r e c o m p e n s a e m v e r d a d e e f a r e i u m c o n c e r t o e t e r n o O amor de Deus pela justiça assegura esta herança. eles esta­ rão trabalhando em Sião —para o seu povo. p o s s u i r ã o o d o b r o e t e r ã o p e r p é t u a a le g r ia . Em vez de opressores estrangeiros governando em Sião.s P o r q u e e u . SEN HO R. Finda será a desonra anterior.9 . que será restaurada para eles. ou herdará. cf. Os ditadores e tiranos têm perseguido os judeus. o c o m e les . melhor traduzido como “roubo ofereci­ do em holocaustos” (Heb. usando-os para chamar a atenção para longe dos seus próprios problemas. p e l o q u e . (Veja Is 6 0 . krvodam. enquanto eles exultam “pela sua parte”. A versão ARA traduz como “a iniqüidade do roubo”). O povo de Sião se alimentará das “riquezas das nações” e se gloriará. “sua glória”). . n a s u a te r r a . O mundo tem amontoado vergonha sobre o povo de Sião. como o faz o seu ódio pela “iniqüidade”.1 6 . ’olah. 6 M a s v ó s s e r e i s c h a m a d o s s a c e r d o t e s d o SEN HO R . Essa porção dobrada do herdeiro. cujos membros serão sacerdotes e ministros de Deus.) 4.5 E h a v erá estra n g eir o s q u e a p a scen ta rã o o s v o sso s reb a n h o s. O anti-semitismo ainda é excessivo em muitas partes do mundo. ALEGRANDO-SE NA SUA HERANÇA 61.5 -7 . H itler é um exem­ plo disso. ministrando as suas bênçãos a todos. e a b o r r e ç o a i n iq ü i d a d e .7-9 7 P o r v o s s a d u p la v e r g o n h a e a f r o n t a . e x u l t a r ã o p e l a s u a p a r t e . e v o s c h a m a r ã o m i n i s t r o s d e n o s s o D e u s . e e s t r a n h o s s e r ã o o s v o s s o s la v r a d o r e s c o s v o s s o s v i n h a t e i r o s . uma rica herança. a m o o j u í z o . O holocausto era oferecido com­ pletamente queimado e sua fumaça subia totalmente diante da pre­ . mas Israel terá uma porção em “dobro” que pertence ao herdeiro. e isto lhes trará “perpétua alegria”. esta­ rá dentro da “sua [própria] terra”.

A ALEGRIA DO MESSIAS 61. Isso seria roubo do que pertence a Deus. todos os “conhecerão como semente bendita do S e n h o r ” .sença do S E N H O R . Ele é Salvação e Justiça como também o Portador da salvação. . co m o a terra p r o d u z os seu s ren ovos. a ssim o S en h or JEOVÁ f a r á b ro ta r a ju s tiç a e o lo u v o r p a ra todas as nações. a m in h a a lm a se alegra n o m eu D eu s. e como as jóias com as quais uma noiva se adorna. e co m o o horto f a z b ro ta r o q u e n ele se sem eia. Não há nenhuma outra nova aliança. Senhor 11 Porque. Porque Deus é fiel. co m o u m n oivo que se a d orn a com ata vios e co m o n o iv a qu e se en jeita co m as su a s jó ia s. salvação e justiça são como o turbante sacerdotal usado por um noivo. Zc 8. Por causa do recebimento da herança deles na terra. m e cob riu com o m a n to de ju stiça . Agora o Orador dos versículos I a 3 fala a respeito da sua alegria no (cf. Ele “lhes [dará] sua recompensa em verdade” e fará “um concerto eterno com eles”. NEle. um povo que é escolhido por Ele. e o s seu s d escen d en tes. Alguns tradutores mudam “em holocaustos” para “com perversa impieda­ de” ou “crime” (Goodspeed). indicando a exaltação completa do S E N H O R e a dedicação completa de si mesmo a Ele. Este concerto futuro é a nova e melhor aliança selada pelo sangue de Jesus no Calvário (H b 9 . Não poderia haver nenhuma dedicação parcial. H b I2 . Os descendentes de Israel serão reconhecidos e amados entre as nações.10. to d o s q u a n to s o s v ir e m o s c o ­ n h ecerã o co m o s e m en te h en d ita d o SENHOR. p o rq u e m e v estiu de vestes de sa lvação.11 10 R eg o z ija r-m e-ei m u ito no SENHOR. mas isso é uma compreensão errônea.13).2 Estar vestido com salvação e justiça indica a sua natureza.g. n o m eio d o s p o v o s . 9 E a su a p o s te r id a d e s e r á co n h ecid a e n tr e a s n a ções.2). 5.15 -18). M uitas outras passagens do Velho Testamento mostram que Deus os fará uma bênção para todos (e.

. a té qu e saia a su a ju s tiç a co m o u m resplendor. p o r a m o r de Jeru sa lém .35. Da mesma forma o SE N H O R fará algo muito bonito à medida que Ele faz “brotar a justiça e o louvor” para todas as nações. Eles são a coroa do S E N H O R . 3 E será s u m a coroa de g ló r ia na m ão do SENHOR e u m diadem a rea l na m ão do teu D eu s. Ap 2. O “nome novo” indica uma nova natureza e caráter dados pelo S en h o r (c f Ez 48. O paralelo com o versículo 10 mostra que o louvor é por causa da salvação que o S eN H O R oferece por intermédio do sofrimento do Servo ressurrecto. co m o u m a tocha acesa. é uma visão muito bonita ver que as sementes que foram plantadas em um campo ou jardim brotam de repente.6 a.17. e chamar~te~ão p o r u m n om e novo. O interesse do Ungido sobre Sião o fará continuar falando e agin­ do. 2 E as nações verão a tua ju stiça . eles não usam a coroa. O M essias será vitorioso sobre todos os poderes do mal.12).1-63. A “coroa de glória” e o “diadema real na mão do teu Deus” indica o novo caráter real e a natureza do povo de Deus sendo sustentado e protegido por Ele. e eles são testemunha e evidência de que Ele é o Rei do Universo. m e não ca la rei e. No entanto. m e não aquietarei. e todos os reis. 3. Esta é uma razão para a sua alegria. 0 CO N TÍN U O INTERESSE DO MESSIAS PO R SIÃO 62. que a boca do SJENHOR nomeará. a tua glória . até que “saia a sua justiça como um resplendor” e a sua salvação “como uma tocha acesa”.N a primavera.1 —5 1 P o r a m o r de Sião. e a su a salvação. dando luz para o mundo e ateando fogo aos corações dos crentes. Nações e reis verão e serão atraídos para a justiça e glória de Sião. 6. A G ló r ia F u tu r a d e S iã o 6 2 .

Isto corresponde ao Salmo 147. não haja silêncio em vós.6-9 6 Ó Jerusalém ! Sobre os teus m uros pu s guardas. Os guardas ficavam vigiando em torres. e com a tua terra o S e n h o r se casará. Como uma prova do seu favor. o paralelo com “assim se alegrará contigo o teu Deus” faz com que alguns traduzam “teus filhos” como “teus construtores”. nem a tua terra se denom inará jam ais Assolada. 5 Porque. assim se alegrará contigo o teu Deus. O deleite de Deus é comparado a um matrimônio e à alegria de uma lua-de-mel e ao amor. b. O SENHOR mudará o seu relacionamento e a sua situação. signifi­ cando “casada”. o S e n h o r coloca “guardas” nos muros. prontos para avisar as pessoas de qualquer perigo. até que confirm e e até que ponha a Jerusalém p or louvor na terra.3 o que envolve só uma leve mudança vocálica porque as consoantes são as mesmas. Porém. e à tua terra.. no passado. era tido como “desam­ parada” e “assolada”. ó vós que fa z eis menção do Se~ N H O R. e. que significa “minha delícia está nela”. de Sião. O S e n h o r Prova o Seu Favor 62. ou caráter. Os “filhos” que se casam com Sião sim­ bolizam o povo que habitará e cuidará da cidade. ' nem estejais em silêncio. como o noivo se alegra com a noiva. os guardas são os profe­ . O nome. assim teus filh o s se casarão contigo. porque o SEN H O R se agrada de ti. O país e o povo de Israel estarão juntos novamente de um modo que mostra o amor de Deus. que todo o dia e toda a noite se não calarão. e “Beulá”. As cidades antigas tinham muros para a sua própria prote­ ção. Seu novo nome e natureza serão “H efzibá”.4 N unca m ais te chamarão D esamparada.2. com o o jovem se casa com a donzela. Beulá'. Estes antigos nomes recordavam a respeito do sofrimento e derrota passados. Neste contexto. onde Deus é o Construtor. mas chamar~te~ão: H efzibá.

) Estes profetas-guardas não deixarão de clamar a Deus para agir. O Salvador de Sião Virá 62. e m q u e tr a b a lh a s te . garantido pelo seu próprio poder e força. O povo comerá o que eles trabalharam para conseguir. (O hebraico mazkirim também pode significar que os profetas continuam “fazendo Deus se lem brar”. onde o guarda é o próprio Isaías). s J p i r o u o SEN H O R p e l a s u a m ã o d i r e i t a .a d a s p e d r a s . e levantar uma bandeira sobre os povos (incluindo os que vieram de longe para Sião). p r e p a r a i o c a m i n h o a o p o v o . Todos os obstáculos deverão ser removidos para Deus vir ao encontro do seu povo (v .6 10 P a ssa i. e beberá o suco de uva não fermentado em adoração festiva nos átrios do santo tem­ plo de Deus. a r v o r a i a b a n d eir a a o s p ovos. 2 1 . Em resumo. removendo as pedras. e o s q u e o c o lh e r e m b e b e r ã o n o s á t r i o s d o m e u s a n t u á r i o . .1 1 . Como outra prova do seu favor. até que Ele cumpra a sua promessa de fazer de Jerusalém “louvor na terra”. a p la in a i a e s t r a d a l i m p a i .1 2 . c. fez um juram en­ to. aplainando a estrada. isto não significa que Ele esqueceu. p a s s a i p e la s p o r t a s . “N unca m ais” Ele usará os inimigos estrangeiros para trazer o seu juízo de form a que estes roubem do povo a sua comida (trigo para fazer pães) e bebida (suco de uva doce). porém. o povo é orientado a passar pelas portas abertas e preparar o caminho. Quando Deus “se lem bra”. Eles são os que continuam fazendo “menção do S e n h o r ” . n e m o s e s t r a n h o s b e b e r ã o o t e u m o s to . Deus “jurou”. e p e l o b r a ç o d a s u a f o r ç a : N u n c a m a i s d a r e i o t e u t r i g o p o r c o m i d a a o s t e t is i n i m i ­ g o s . a p la in a i. concernente à restau­ ração de Israel.10— 63.II). Isto é um modo de dizer que Ele entra em ação e faz algo sobre a situação. Ela será a capital do mundo no M ilênio. 9 M a s o s q u e o a ju n ta r em o co m erã o e lo u v a r ã o a o SEN H O R.tas (cf.

qu e f a l o em ju stiça . chamada de “Procurada”. é descrito mais adiante. A sua resposta mostra que Ele é o U ngido — “Eu. O “povo san­ to”. d ia n te dele. p o d ero so p a ra salvar. os rem id o s do SENHOR. Para a “filha de Sião” (o povo de Jerusalém) os profetas-guardas devem dizer “a tua salvação vem” [Heb. Colocar “Salvador”. A terra de Edom ( “vermelho”) e a cidade de Bozra ( “vindima”) representam o mundo que está contra Deus e se opõe ao seu povo. Jesus aplica isto à sua segunda vinda (Ap 22. Os profetas-guardas (6 2 . C id a d e não desam parada. eis qu e com ele vem o seu ga la rd ã o. enquanto per­ guntam quem é este Personagem que “é glorioso em sua vestidura” — usando vestidos em cores vividas —mas “tintos”.11 E is qu e o SENHOR f e z o u v ir a té às ex trem id a d es da terra: D iz ei à filh a de Sião: Eis qu e a tua sa lva çã o v em . que falo em justiça. Mateus 21. O nome novo. Assim. pois Ele traz o seu galardão com Ele e a sua obra está diante dEle (c£ 40.6 ) estão na expectativa da vinda da Salvação como um Rei. 12 E chamar~lhes~ão p o v o santo. O que Deus proclama é para o mundo inteiro. poderoso para salvar”. v. uma cidade não mais desamparada ou abandonada (e jamais será novamente abandonada). Porque . qu e m archa com a sua g r a n d e f o r ç a ? Eu.12).11 com Zacarias 9. co m v estes tinta s? E ste qu e é g lo r io so em su a vestid u ra .2).5 combi­ na Isaías 62. 1 Q u em é este q u e vem de E dom . e a su a obra. ou manchados de verm elho (com o sangue dos seus inim igo s. talvez chocados.9. literalmente como sendo a salvação. “tua salvação”]. m archando vigorosamente com grande força. está correto: “Salvação” é personificada aqui. de B ozra. que também especifica que o Rei humilde vem. Eles estão surpresos. inclui os povos (gentios) de todas as direções que vêm para a luz de Sião. e tu será s ch am ada P ro cu ra d a . ou caráter. em lugar de “salvação” (ARA).10). os “remidos do S e n h o r ” . yish ’ekh. Sião será assim um lugar de glória e proeminência. Mateus mostra que ambas as profecias são cumpridas em Jesus.

Ele é justo. Eles sofreram a ira do Cor­ deiro (Ap 6. 2 P o r qu e está verm elh a a tua v estid u ra ? E as tu a s vestes. e o m eu f u r o r m e susteve. Aqueles que Ele redimiu já estão redimidos antes do juízo. M uitos acreditam que o juízo será os sete anos daTribulação. M as “lagar” é figurativo. Novamente o M essias reconhece que ninguém pode ajudá-lo. M as antes de salvar. o cavaleiro chamado Fiel e Verdadeiro vindo para a batalha do Armagedom. e os p isei na m in h a ira e os esm a gu ei no m eu f u r o r . os m il anos do reinado de Cristo na terra.7 J E olhei.5 O “ano” indica um período mais longo de tempo. Quando perguntado por que as suas roupas estão da cor de san­ gue. com o as daquele qu e p isa u v a s n o lagar? 3E u sozin ho p isei no lagar. Só Ele é sem pecado e digno de ser . e o seu sa n gu e sa lp icou as m in h as vestes. Ele declara que sozinho pisou no lagar. Somente Ele pode trazer salvação. e dos p o v o s n in gu ém se achava com igo. p elo que o m eu braço m e tro u x e a salvação. não há nenhum lim ite à sua capacidade para salvar.I 3 . e a su a f o r ç a d errib ei p o r terra. respingadas como as daqueles que pisam as uvas na cuba superi­ or do lagar. O “dia da vingança” indica somente juízo feito depressa.4 4 P orque o dia da vin ga n ça estava no m eu coração.6 ATribulação será seguida depois pelo M ilê­ nio.16). e m a n ch ei toda a m in h a vestidu ra . a ser seguido pelo “ano dos meus redimidos [do M essias]”. Ap I 9 . representando povos —especificamente os inimigos tanto de Deus como do seu povo —não uvas. e o an o dos m eu s red im id o s é chegado. As suas roupas foram respingadas e manchadas com o sangue deles (cf. e não havia q u em m e aju d asse. 6 E p ise i os p o v o s na m inha ira e os em b ria gu ei no m eu f u r o r . e espantei~ m e de não h a ver qu em m e su stivesse.I 5 ). Ele julga os que são representados por Edom e Bozra.

Agora o sangue deles é derramado sobre a terra. O que 61.8 Pelo seu próprio po­ der. Dn 2.o Juiz das nações. Quais são os incluídos nos redimidos do Senhor e qual é a rela­ ção deles para com Sião? 12. porque eles escolheram pagar a penalidade pelos seus próprios pecados. trazendo a vingança divma.10. Que conforto dará o Messias aos tristes em Sião? 4. a qual ainda é a ira do Cordeiro (Ap 6 . fazen­ do-os bêbados na sua ira.11 nos mostra sobre a natureza do Messias? 7. refere-se ao Messias? 2. Por que o Messias está ali sozinho? . Por que Jesus parou a sua citação no meio do versículo 2? 3. a ira daquEle que morreu para lhes trazer a salvação.44. Ele traz salvação e pisoteia os povos pecadores do mundo.8 ) é relacionado à nova aliança que foi posta em efeito pela morte de Jesus? 6.16). Quem é aquEle que vem com vestes tintas de vermelho. Quem fará Sião oferecer luz para o mundo e como isto será rea­ lizado? 8. no ca­ pítulo 61. M uitas passagens mostram que o reino milenial e a sua paz devem ser introduzidos através do juízo (por exemplo. O que será envolvido na restauração de Israel para serem sacerdo­ tes do Senhor? 5. O que é necessário para Deus vir ao encontro do seu povo? 11. Qual é a significação dos novos nomes e a comparação a um casamento? 9. Eles rejeitaram o seu sangue que foi derramado por eles. Como nós sabemos que a missão inspirada pelo Espírito. Quem são os guardas e qual é o trabalho deles? 10. Q UESTÕES D E EST U D O 1. e por que elas estão de tal modo manchadas? 13. Como o concerto eterno (6 1 .45).

8 O hebraico g o ‘el significa tanto “o parente-redentor” como “o vingador de sangue”. Jesus cumpre ambas as funções por redim ir e julgar. 5 Eles são redim idos por causa da obra realizada em Isaías 53. 2. co n so a n te tudo o qu e o SENHOR n os con cedeu . infalível. H orton. 19 78 ). 3 Isto poderia ser traduzido como “A quele que a reedificou”. 4 9 7 s.CITAÇÕES 1 A mesma palavra é traduzida como “tristes” no v. 2 U m a vez que o M essias deve dar alegria e justiça. Nosso Destino: O Ensino das Ultimas Coisas (R io de Janeiro. aliança de amor”). A ssim ele f o i seu Salvador. atos dignos de . 2 8 2.. RJ: CPAD. A Vitória Final: Uma Investigação Exegétíca do Apocalipse (R io de Janeiro. 8 P orque dizia: C ertam en te.7-64. 10 8 -1 0 9 . 4 Stanley M . “imutável. 6 Stanley M .7 -1 5 1 A s ben ign id a d es do Sen hor m en cio n a rei e os m u ito s lo u v o res do SENHOR. H orton. 19 9 -2 1 4 . como um profeta-guarda (6 2. f i lh o s qu e não m en tirã o. D. a m aioria dos com entaris­ tas antigos entendem que quem fala aqui é Sião. Veja The Prophets (Philadephia: Jewish Publication Society o f America. 2 1 0 . 19 95 ). agora começa uma oração por misericórdia e perdão que continua pelo capítulo 64. RJ: CPAD. eles são m eu povo. chasàe. 7 Ibid. LO UVO R PELA BONDADE DE DEUS 6 3 . 1 9 9 8 ).12 I. Isaías O ra por Misericórdia e Perdão 63. Ele começa por contar que está atento a respeito dos atos das “benignidades” de Deus (Heb. Isaías. e a g r a n d e bon dade p a ra com a casa de Israel. as suas gran­ des dádivas e a bondade para com a casa de Israel.6). qu e u so u com eles segu n d o as su a s m isericó rd ia s e segu n d o a m u ltid ã o das su as benign idades. 8 5 -9 5 .

M as eles f o r a m rebeldes e co n trista ra m o seu E spirito S anto. o Messias. p elo seu a m o r e p ela su a com pa ix ã o. gritaria. e contristaram o seu Espírito Santo” — não uma vez. ou serão infiéis. que realiza a obra do Pai. mas repetidas vezes. Deus não podia perm iti-los continuar em presunçosa ingratidão e indiferença ao seu amor. Deus os tratou como a sua família. e “em toda a angústia deles foi ele angustiado”.louvor. concedendo-lhes muitas misericórdias nestes freqüentes atos do concerto de amor. Foi neste sentido que Ele mesmo “pelejou contra eles”. Deus está pessoalmente presente nEle. 9 E m toda a a n gú stia deles f o i ele an gustiado. Agora Isaías confessa os pecados do povo: “eles foram rebeldes. O “Anjo [ou Mensageiro] da sua presença” [ou face] não é nenhum anjo co­ mum. N o seu amor e compaixão.1 Efésios 4. p elo que se lhes to rn o u em in im igo e ele m esm o p e le jo u con tra eles. e os co n d u z iu todos os dias da an tigüidade. de M oisés e do seu povo. Ele os redimiu como um Parente-Redentor. Ele os con­ tava como seu povo e como seus filhos “que não mentirão”. e os tom ou. como também depois. se lem b rou dos dias da an tigü idade. “todos os dias da antigüidade”. Ele usou exércitos humanos para trazer juízo na época dos juizes e dos assírios. blasfêmias. ele os rem iu . e m alícia de todos os tipos. Ele “se lhes tornou em inimigo”. ira.30. Deus estava pessoalmente presente com eles em cada situação angustiosa (como a escravidão no Egito e a opressão durante o tempo dos juizes). e o A njo da sua p resen ça os sa lv o u . cólera. “Assim ele foi seu Salvador” (insinuando que Ele os salvou e repetidamente os livrou em várias situações). 11 Todavia. Ele protegeu e tomou conta do seu povo durante a história deste. dizendo: O n d e está aq uele que os f e z su b ir do m a r com . o Ungido. e Ele é o M ediador divino entre Deus e a humanidade.31 lista algumas das ações que entristecem o Espírito Santo de Deus: amargura. para Ele.

provavelmente. uma lembrança eterna do seu nome e caráter como Salva­ dor de seu povo. o E spírito do SENHOR lhes deu descan so. . Israel continuou a lembrar da libertação do Egito pelo mar Vermelho como uma evidência primordial do poder e grandeza do SE N H O R .3. aqui. “no deserto”) não se refira sempre a terreno plano.10 ). como Bezalel e Aoliabe (Ex 31. p a ra cr ia r u m n om e etern o ? Moisés experimentou o poder do SE N H O R .16). Ele não só pôs o seu Espírito Santo sobre Moisés e sobre os setenta anciãos ÍNm I I. quando eles estavam tropeçando ao m eio-dia (5 9. Suph. d e m od o que n u n ca trop eça ra m ? conduziu pelas profundezas úmidas do mar Verme­ lho.I 7 ). e pergun­ tar por aquEle que lhes trouxe a todos pelo mar Vermelho. no deserto. Israel viu isto quando as águas do mar Vermelho (Heb. 35 . 13 A quele que os g u io u p elo s abism os. significa plano. Presentemente. O SE N H O R o s M C om o ao a n im a l qu e desce aos vales. “junco”) foram divididas (Ex 14. mas sobre outros também. não cultivado. Como era diferente nos dias de Manasses. Conquanto “no deserto” (Heb. a ssim g u ia s te ao teu povo. o povo pergunta onde Deus está agora? Onde está a obra do seu Espírito Santo? 12 a q u ele cu jo braço g lo r io so ele f e z a n d a r à m ã o d ireita de M oisés? Q u e f e n d e u as águ a s dia n te deles.30-35). campo aberto onde um cavalo pode correr sem trope­ çar. Estes juízos fizeram com que o remanescente piedoso entre o seu povo se lembrasse do tempo de M oisés e da sua liderança. mídbbar.os p a sto res do seu reban h o? O n d e está o qu e p ô s no m eio deles o seu E spírito Santo.2. p a ra cria res um n o m e glorioso. co m o o cavalo. Nenhum obstáculo estava no caminho de Israel quando Deus os habilitou. 6.

“a ternura” de Deus e as suas “misericórdias” estão detidas por causa dos pecados de Israel. 13 A tenta desde os céu s e olha desde a tua santa egloriosa habitação. ain d a q u e A braão n os n ã o conhece. “desde a antigüidade” ou “desde a eternidade”). deste modo. Ele nunca os rejeitará.2 como Deus prometera (Js 23. Isaías expressa o desejo de ver novamente o poder e a glória que foram manifestados nos dias de M oisés e Josué. O n d e estão o teu zelo e as tua s obras pod erosa s? A tern u ra das tuas entranhas e das tuas m isericórd ia s d etém -se pa ra com igo! Depois de se lembrar do que Deus fizera nos primórdios da na­ ção.1). Isaías clama a Deus em oração. DEUS É AINDA NOSSO PAI 63. A orientação de Deus. No entanto. trouxe glória ao seu nome. lhes foi dado “descanso” repetidas vezes.Os israelitas que saíram do deserto eram como o gado que desce das colinas estéreis para os exuberantes pastos verdes da Terra Pro­ metida. O seu nome e caráter são “desde a antigüidade” (Heb. pois eles nada sabem a respeito do sofrimento presente do povo. onde a sua santidade e glória estão constantemente em evi­ dência. Isaías faz um apelo tendo por base o importante fato de que Deus é o Pai do seu povo. Israel (Jacó). és n osso Pai. pedindo-lhe que olhasse “desde os céus”.18 ). 2.16 16 M as tu és n osso Pai. Através do Espírito Santo e dos líderes cheios do Espírito. m e’olam. neste momento. Tu. nosso R ed en to r desde a a n tigü id a d e é o teu nom e. nem para o seu neto. . Eles não podem clamar para Abraão (o pai terreno deles) socorrê-los. e I sra el não n o s reconhece. M as Deus é ainda o Pai e o Parente-Redentor de seu povo. como Josué (N m 27. ó SENHOR. e o seu zelo para preservar a sua honra) e as suas obras podero­ sas estão. Ele é o mesmo e sempre o será. Por perguntar onde o seu zelo (o seu amor zeloso pelo seu povo.

Como Isaías 6. Isaías não está culpando a Deus pelo desvio do povo dos seus caminhos e pelo endurecimento dos corações de modo que eles não o temem nem o reverenciam. p a ra que te não tem a m os? Faz voltar. quando os corações das pessoas estão endurecidos pelo pecado. Israel como um povo santo.10 indica. p o r a m o r dos teu s servos. as trib os da tua herança. o santuário de Deus. Então os adversários e opressores “pisaram”. que pode significar a terra santa de Deus. eles são “as tribos da [tua] herança”. quer dizer. manifestar a sua presença. n os f a z e s d esv ia r dos teu s ca m in h os? P or q u e en dvtreces o n osso coração. n ossos a d versá rios p isa ra m o teu sa n tu á rio. ou pode estar profetizando o que aconteceria quando os babilônios viessem. 18 Só p o r u m p o u co de tem po. Mas Isaías transforma isto em um clamor para Deus fazê-los “vol­ tar”. ou profanaram.3.1 7 -1 9 17 P o r que. Deus nunca lhes tinha governado (seu povo no passado) e eles jamais tinham invocado o seu nome sobre eles. Isaías lamenta que embora o povo de Israel fosse o povo de Deus desde muito tempo atrás. separado para a adoração e serviço do possuiu a sua herança naTerra Prometida por apenas pouco tempo. o povo escolhido por Ele. 19 T o rn a m o -n o s co m o aq ueles sob re q u em tu n u n ca d om in a ste e co m o aq ueles que n u n ca se ch am ara m p elo teu nom e. como ele previu em 39. Leupold sugere o seguinte: “ O espaço de tempo onde Deus efetivamente sustentou o seu povo foi comparativamente tão curto . f o i p o ssu íd a p elo teu sa n to p ovo. poder e graça no meio do seu povo. SE N H O R . a mensagem de Deus só os torna mais duros. o chamado pelo seu nome. ó Senhor . CORAÇÕES ENDURECIDOS 6 3 . e assim declarar que eles pertenciam a Ele.5— 7. Afinal de contas. Isaías pode estar expressando as condições no tempo de Manasses. ou seja.

q u e t r a b a lh e p a r a a q u e le q u e n e le e s p e r a . Pois Deus desceu no Smai e os “montes se escoavam” diante da sua presença. É como se Ele “nunca tivesse dom inado” sobre o seu povo”. Ele quer dizer. .3 Os pecados de Israel tinham-no se­ parado das bênçãos e dos privilégios que Deus lhe dera. ou seja. 2 C o m o q u a n d o o f o g o i n f l a m a a le n h a e f a z f e r v e r a s á g u a s . durante o reinado ímpio de Manassés. Agora. Isaías sente que Deus não está fazendo nada. hi ) introduz uma condição contrária ao fato aqui. d e scia s . 4. As circunstâncias teriam sido diferentes. q u e n ã o e sp e r á v a m o s . e o s m o n t e s s e e s c o a v a m d i a n t e d a t u a fa ce . Isaías faz censuras sobre o passado. e o povo de Deus teria respondido através de arrependimento! Isaías se preocupa pelo nome de Deus. (Heb. ISAÍAS CLAMA PARA DEUS AGIR 64. p a r a f a z e r e s n o tó r io o teu n o m e a o s teu s a d v e r s á r io s . 4 P o rq u e d esd e a a n tig ü id a d e n ã o se o u v iu . M as ele insinua que ainda quer que Deus aja decisivamente. então as montanhas teriam tremi­ do como o Sinai. quando Deus fazia coisas ines­ peradas e assombrosas que inspiravam temor reverenciai.que quase não valia a pena considerar. “como quando o fogo inflama a lenha e faz ferver as águas”. 3 Q u a n d o fa z i a s co is a s te r r ív e is . se tão-somente Deus tivesse descido.1-9 1 O h ! s e fe n d e s s e s os céu s e d cscesses! Se os m o n tes se esco a ssem d ia n te d a tu a fa c e ! Isaías apaixonadamente lamenta sobre o passado. n em co m o u v id o s se p e r c e b e u . sobre a honra de Deus. n e m c o m o s o lh o s s e v i u u m D e u s a lé m d e ti. a s s im a s n a çõ es trem essem d a tu a p r e s e n ça ! Se Deus tivesse descido em poder. Eles tinham quebrado a aliança. então o seu nome teria sido dado a conbecer “aos [seus] adversários” e as nações teriam tremido à sua presença.4 “Oh! se”.

. feitos para cumprir as exigências. Ele é o único Deus que responde. pagada. p a r a q u e s e j a m o s s a lv o s . ou formas da sua religião. O resul­ tado é o juízo divino: Eles murcharam e caíram “como a folha”. n e le s h á e t e r n i d a d e . 5 S a is t e a o e n c o n t r o d a q u e le q u e s e a le g r a v a e p r a t i c a v a j u s t i ç a . c o m o u m v e n t o . eles se lembram de Deus em seus caminhos. 6 M a s t o d o s n ó s s o m o s c o m o o im u n d o .) O fato de que só Ele é Deus pressupõe a sua soberania.. caminhos que se tornam claros para eles à medida que eles oram. “encontra”. Todos os atos justos do povo. Isto não quer dizer que essa rebelião há muito tempo continuada fosse alguma vez se encontrar com a salvação. Quer dizer. (Veja a aplicação deste versí­ culo aos que amam o Senhor em I Co 2. Deus vem “ao encontro daquele” (Heb. Eles não só acham alegria na justiça. Porém. e to d o s n ó s c a ím o s c o m o afo l h a . e is q vie te ira s te . “age para abençoar”) que se alegrava enquanto “praticava justiça” (agia em justiça ou retidão). co m o tra p o d a im u n d íc ia . como uma peça de vestuário suja de sangue do período menstruai de uma mulher. Isaías se identifica com o povo e confessa que eles conti­ nuaram pecando ( “pecamos”) contra esses caminhos. d a q u e le s q u e s e le m b r a m d e t i n o s t e u s c a m i n h o s . a qual estava cerimonialmente suja de­ baixo da Lei. que im pedia a pessoa de entrar no tem plo).9.Isaías não esqueceu que Deus age a favor daquele “que nele espe­ ra” em expectativa de fé por Ele. e a s n o s s a s c u lp a s . Ninguém no passado ou no presente ouviu ou viu (através de revela­ ção) qualquer outro Deus a não ser Ele. muito embora soubessem que isto enfureceria a Deus. são como “trapo da im undí­ cia” (lit. A confissão continua: “Todos nós somos como o im undo” aos olhos de Deus. e t o d a s a s n o s s a s j u s t i ­ ça s . os cami­ nhos revelados na sua Palavra. n o s a r r e b a t a m . eles têm uma rela­ ção pessoal com Ele enquanto seguem nos seus caminhos. p o r q u e p e c a m o s .

R m 9. olha. 7 E já ninguém há que invoque o teu nome. o que chamou a nação à existência.) Deus pode mudá-los apesar do que eles fizeram no passado.16.6. 103. e tu. p or causa das nossas iniqüidades.2 4 2 8 .10. por m iseri­ córdia.5.5 <Mas.Então os seus pecados culpados os arrastam como o vento arrebata as folhas mortas. 9 Não te enfureças tanto. eis. e que Ele não se lembre para sempre dos pecados que lhe . Deus tinha escondido o seu rosto (afastado a sua manifesta presen­ ça e bênção) e fez com que a culpa dos seus pecados os fizesse “derreter” (Heb. tu és nosso Pai. ó SEN HO R . e nenhuma pessoa se movia para se apegar a Deus (como Jacó fez quando ele lutou com o Anjo. trouxe desânimo e m orte. Isto corresponde ao tempo de M anassés em vez do exílio babilônico posterior. Gn 3 2 . que desperte e te detenha. Ele também é o Oleiro divino que amolda o barro. ó SENHOR . o s nosso oleiro. Agora Isaías clama novamente a Deus. nós. M t 6 . G1 1. ou seja. nós te pedimos. 63.13. porque escondes de nós o teu rosto e nos fa z es derreter. obra das tuas mãos.3.4). ninguém estava invocando o nome de Deus. N o m eio do ju íz o de D eus (provavelm ente na época de M anassés). (A bonita imagem do SENHOR como o Oleiro e como o Pai é freqüentemente atestada —D t 32. Os 12. nem perpetuam ente te lem­ bres da iniqüidade.6. Isaías suplica a Deus que não deixe o pleno peso da sua ira cair sobre eles. agora.16. reconhecendo que Deus não mudou. Seguramente Ele está preocupado so­ bre o povo que é a obra da sua mão. fmugenu. Is 29 . Ele ainda é o Pai de Israel. e todos nós. Jr 18. todos nós som os o teu po vo. o barro.21. fazendo-o “obra das [suas] mãos”.I 2 .26.6 -8 . M l 2. SI 68. Cl I . “dissolver”). 89.

9). 5. 1 f o i queimada. e todas as “coisas mais aprazíveis”. Jerusalém está assolada. ou profanação. Sião está feita um deserto. onde os pais da nação louvavam a Deus. M as os exilados não teriam dito o que nós lemos no versículo 12. e nos afligirias tanto? S en h or? A resposta de Isaías a esta visão é perguntar a Deus se. os artigos pre­ ciosos do templo. levando em conta tudo isto. pois Jerusalém será “assolada”. e todas as nossas coisas m ais aprazíveis se torna­ ram em assolação. permanecendo calado e castigando (humilhando e afligindo) ainda mais a Israel. em que te louvavam nossos pais. o que mos­ trará a majestade do juízo de Deus. JERUSALÉM ARRUINADA 64. Alguns tomam isto como sendo o que os exilados disseram quan­ do voltaram da Babilônia. quer dizer. (Os exilados que voltaram da Babilônia não tiveram que dizer isto.) . ó Ficarias calado.6 12 C onter-te-ias tvi ainda sobre estas calamidades. do templo que aconteceu nos dias de Manassés.5— ele vê em uma visão que as “santas cidades” (cidades da 7). Este será o clímax da destruição. serão feitas um deserto. será queimada a casa de santidade e beleza esplêndida de Israel. toda a terra de Israel). Como um clímax para os seus sofrimentos. se tornarão uma pilha de pedregulho.causaram a indignação. 1 A nossa santa egloriosa casa.10-12 10 As tuas santas cidades estão feita s um deserto. Ele continuará se contendo (especialmente depois da oração do v. santidade de Deus. inclusive Sião. Pedir a Deus para olhar para eles é um clamor pela sua graça e misericórdia: Deixe-o ver e reconhecer que eles ainda são o seu povo. Devido ao que Isaías sabia que iria acontecer (39.

Por que Isaías se refere a Deus como Pai e Oleiro? 7. The Prophecy o f Isaiah (D owners Grove. 3 H . Qual era a condição de Jerusalém e do templo na parte final do reinado de Manassés? CITAÇÕES 1 O fato de que o E spírito Santo pode ser entristecido m ostra que Ele é uma Pessoa distinta. em Wycliffe Bible Encyclopeâía (C hicago: M o o dy Press. O que Isaías enfatiza na sua oração? 2. Alec M otyer. 8. O que é significativo a respeito da oração de confissão de Isaías? 6. Que lições Israel deveria ter aprendido a partir do êxodo? 3. “Book o f Isaiah”. M as com o B ultem a d iz: “Isto m o stra quão pouco esses h o ­ m ens têm p e n e trad o no e s p írito d e sta p ro fe c ia ” . . H orton. C om mentary on Isaiah. 2 :1 4 8 . 111. 518. 19 8 1). 197 1 ). trans. 2 O hebraico tenicbennu é freqüentativo. 70. H a r r y B u ltem a. 1 9 7 5 ). 6 M u ito s crítico s usam os versículos 10 e I I p ara argum entar que um auto r desconhecido escreveu isto após Jerusalém ter sido d estru íd a em 5 8 6 a. O que a Bíblia D iz Sobre o Espirito Santo (R io de Janeiro. 1 9 9 3 ). Leupold. Veja Stanley M .QUESTÕES DE ESTUDO 1. C.C . A llis. 4 J. Que ações de Deus no passado fazem Isaías ter expectativas? 5. R J: CPAD. Exposition o f Isaiah (G rand R apids: Baker Book H ouse. 19 93 ). Qual é o apelo de Isaías em 63. C ornelius Lam bregtse (G ran d R ap id s: Kregel Pub licatio n s. 5 O swald T.16— e em que bases ele o faz? 18 4. 1:857. 6 1 2 .: InterVarsity Press.

deixou-se buscar). henneni. Ele se deixou achar.20. imagina­ ções e planos. amoroso e urgente apelo de “todo o dia “de Deus para Israel os encontra teimosos na sua rebelião. sa crifi­ ca n d o em ja r d in s e q u eim a n d o in cen so so b re tijolos. após os seu s p en sa m en to s.) 3p o v o que m e irrita d ia n te da m in h a f a c e de con tín u o. seguindo “os seus [próprios] pensamentos”. Deus toma a iniciativa e torna possível às pessoas o buscarem e o acharem. Rm 10. 2 E stendi as m ã o s todo o dia a u m p o v o rebelde . (Cf.21. A RESPOSTA GRACIOSA DE DEUS 6 5 . N a própria presença de Deus. ainda que eles não o buscassem. Israel também estava muito centrado em si mesmo e muito interessado a respeito de seus próprios planos e desejos para responder.1 aos gen­ tios1 e 65.E. Ele repetidamente fez ofertas ou propostas iniciais amigáveis.24 I. (Veja R m 10.2 a Israel. desafiando-o de fato. eles “de contínuo” o provocavam. “Eis-me aqui”) para um Israel que “se não chamava do meu nome”. dizen­ do que Ele se revelou (ou. dizendo: “Eis-me aqui” (Heb. qu e cam in ha p o r ca m in h o qu e não é bom . muito embora eles (Is­ rael em seus primórdios) não perguntassem por Ele. Em comparação. Bênção. f u i achado p o r aqueles qu e m e não bu scavam . e Paulo chama a atenção para o fato de que alguns o fazem. o constante. onde Paulo aplica 65.) Porém. Misericórdia.21. Deus responde então à confissão e oração do capítulo 64.1-66. Quer dizer. Eles eram responsáveis pela condição na qual estavam.1 -7 1F u i bu scado p elo s qu e não p ergu n ta va m p o r m im . a u m p o v o que se não cham a­ va do m eu n om e eu disse: E is-m e aqui. porque eles continuaram a andar em caminhos que Deus via não serem bons. “diante da [sua] face”. Alegria e Juízo 65. (Isto continuou nos .

Provavelmente eles se identi­ ficavam tanto com os falsos espíritos ou falsos deuses que pensavam que qualquer um que os tocasse estaria em dificuldade. e co m en d o ca r n e de p o rco e caldo de coisas a b om in á veis n os seu s pratos. Isto também aponta para a época de Manassés. Passar a noite em vigília “junto aos lugares secretos”. cólera e causa furor (cf. As­ sim. a idéia da área nasal estar sendo fre­ qüentemente aquecida indica ira. u m J o g o que arde todo o dia. d eita r-lh es-ei a recom p en sa no seu seio. estas pessoas são objetos da ira de Deus. e não te ch egu es a m im . a Septuaginta diz: “em cavernas onde eles dormem por causa de so­ nhos”). 4 a ssen ta n d o -se ju n t o às sep u ltu ra s.) Sacrificando “em jardins e queimando incenso sobre tijolos” era contrário à Lei e mostrava que o povo de Israel estava seguindo rituais pagãos. No hebraico. 6 E is q u e está escrito d ia n te de m im : n ã o m e calarei. e p a ssa n d o as n o ites ju n to aos lu ga res secretos. dará um ponto final ao seu . um fogo ininterrupto “que arde todo o dia”. 5 E dizem : R etira -te. m a s eu pa garei. novamente ao contrário da Lei (Lv 11. Estes pecados estão escritos em um livro (como um débito em uma conta). às tumbas. Tais pessoas são “uma fumaça” nas narinas de Deus. Eles também comeram carne de porco e fizeram sopa de “coisas abomináveis”. veja Ez 8. p o rq u e so u m a is sa n to do que tu. a seu devido tempo. Eles também seguiram idéias pagãs de santidade ou separação (o que nós chamaríamos de “tabus” hoje).7) e em im ita­ ção de práticas pagãs. indica práticas ocultas. T E V ). (alguns sugerem “entre as fendas das rochas”. indica tentativas es­ píritas para contatar com os mortos.dias de Ezequiel. Deus. E stes sã o u m a f u m a ç a n o m eu nariz. sim . Todas estas atividades eram uma abominação ao SE N H O R . Assentar-se “junto às sepulturas”.

Devido a eles continuarem nas “iniqüidades de [seus] pais”.1 7 ). 9 E p ro d u z irei d escen d ên cia a J a có e a J u d á . dizem : N ão o desperdices. este devia começar no meio do povo de Deus (cf. . Por causa deste remanes­ cente de servos que são uma bênção. 2. Deus fará de modo que “os não destrua a todos”. As ofertas queimadas “nos montes [e] outeiros” (lugares altos.13. Ou seja. eles colheriam agora o juízo tanto pelos seus próprios pecados quanto pelos pecados de seus pais (cf. Não havia nenhuma montanha na Babilônia.8 -1 0 * A ssim d iz o Sen h or : C om o qu an do se acha m osto em u m cacho de uvas. Esta seria a primeira forma de castigo que o S E N H O R faria na sua agenda de julgamento. 0 REMANESCENTE PO SSUIRÁ A TERRA 6 5 . berakhah. 15. e os m eu s eleitos h erda rão a terra. p elo qu e lhes to rn a rei a m ed ir as su a s obras an tigas no seu seio. uma “bênção”) nele. Lc 6. assim fa re i p o r a m o r de m eu s servos. Eles são semelhantes a “um cacho de uvas” com o suco ainda nele. Ex 20. qu e q u eim aram in cen so n os m o n tes e m e a fro n ta ra m n os o u teiro s. e os m eu s serv o s habitarão ali.2) eram em desafio a Deus e mereciam pleno castigo. de modo que Israel tem alguma “bên­ ção” (Heb. cf. Ne 5. p a ra qu e os não d estru a a todos. 7 as vossas in iq ü id a d es e ju n ta m en te as in iq ü idad es de vossos p a is j diz o SENHOR. SI 79.12. u m herdeiro que p ossu a os m eu s m o n tes. Agora o S E N H O R dá uma resposta mais extensa. Isto igualmente corresponde ao tempo de Manassés. Ele ainda tem verdadeiros servos em Israel. I Pe 4 .38). O “seio” aqui refere-se à dobra da vestimenta acima do cinto onde um objeto poderia ser colocado (cf. p o is há benção n ele .5).silêncio e longanimidade e lhes pagará em plena medida.

terão uma recom­ pensa diferente. para o m eu povo que m e buscar.. Caracteristicamente. Isto aponta ao futuro para o tempo do Milênio. ele quer dizer que de oeste a leste toda a terra será restaurada para a sobra ou remanescente. A outrora fértil planície de Sarom. “os meus eleitos. DEUS JULGARÁ AQUELES QUE 0 ABANDONARAM 65. se afastando para longe de seu culto no templo. Isaías recorre a exem­ plos representativos. Eles estão se encurvando à deusa . porquanto chamei .2e enchendo um copo de vinho misturado com temperos e drogas. que esqueceis do meu santo mon­ te”. ao sul de Berseba. o S eos “destinará”. será transformado em um 26 lugar de “repouso de gado”. preparando uma mesa de oferecimentos de comida para a deusa Fortuna.11-16 11 Mas a vós que vos apartais do S e n h o r . a qual se tornou como o seco Arabá. falei. mas fiz estes o que é m al aos m eus olhos e escolhest. NHOR O deus Destino não determinará o futuro dos israelitas. e não respondestes.. O vale de Acor. e viverão ali. perto de Jericó.24— ). l~ também vos destinarei a espada} e todos vos encurvareis à matança. de lugar de repouso de gado. Assim. que preparais uma mesa para a Fortuna e que misturais vinho para o Destino. 3. meus servos”. outrora um lugar de juízo (Js 7. que vos esqueceis do meu santo monte. para despejar como uni oferecimento de bebida para o deus Destino (ou Sorte). para a espada. será restaurada e terá pastos verdes. na orla marítima ao sul do monte Carmelo. e o vale de Acor. “Vós que vos apartais do SENHOR. 10 E Sarom servirá de curral de ovelhas. e não ouvistes .Deus produzirá descendência da sobra de Jacó e Judá e eles pos­ suirão a terra de Israel (à qual Deus se refere como “os meus mon­ tes”) como a herança deles.es aquilo em que eu não tinha prazer. Eles se voltaram para o culto pagão.

Então Deus chamará os seus servos por “outro nome”. . m a s v ó s p a d ecereisfo m e. e o S en hor JEOV Á v o s m ata rá. M as eles não responderam. como. “Que