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O Sistema de Numeração Romano

O Sistema de Numeração Romano

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05/30/2013

Sistema de numeração Base de um Sistema de Numeração A base de um sistema é a quantidade de algarismos disponível na representação.

A base 10 é hoje a mais usualmente empregada, embora não seja a única utilizada. No comércio pedimos uma dúzia de rosas ou uma grosa de parafusos (base 12) e também marcamos o tempo em minutos e segundos (base 60). Os computadores utilizam a base 2 (sistema binário) e os programadores, por facilidade, usam em geral uma base que seja uma potência de 2, tal como 24 (base 16 ou sistema hexadecimal) ou eventualmente ainda 23 (base 8 ou sistema octal). Na base 10, dispomos de 10 algarismos para a representação do número: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Na base 2, seriam apenas 2 algarismos: 0 e 1. os 10 algarismos aos quais estamos acostumados, mais os símbolos A, B, C, D, E e F, representando respectivamente 10, 11, 12, 13, 14 e 15 unidades. Generalizando, temos que uma base b qualquer disporá de b algarismos, variando entre 0 e (b1). A representação 125,3810 (base 10) significa 1x102 + 2x101 + 5x100 + 3x10-1 + 8x10-2 : Intuitivamente, sabemos que o maior número que podemos representar, com n algarismos, na base b, será o número composto n vezes pelo maior algarismo disponível naquela base (ou seja, b-1). Por exemplo, o maior número que pode ser representado na base 10 usando 3 algarismos será 999 (ou seja, 103 - 1 = 999). O sistema de numeração romano Diversas civilizações da Antigüidade, além da egípcia, desenvolveram seus próprios sistemas de numeração. Alguns deles deixaram vestígios, apesar de terem sido abandonados. Assim, por exemplo, na contagem do tempo, agrupamos de 60 em 60; sessenta segundos compõem um minuto e sessenta minutos compõem uma hora. Isto é conseqüência da numeração desenvolvida na Mesopotâmia, há mais de 4000 anos. Lá era usada a base sessenta. Outro vestígio de uma numeração antiga pode ser observado nos mostradores de relógios, na indicação de datas e de capítulos de livros: são os símbolos de numeração romana. Obs (I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII...) Estes são os símbolos usados no sistema de numeração romano:

I VX L C D M 1 5 10 50 100 500 1000 Vamos lembrar como eram escritos alguns números: cento e cinqüenta e dois VII XXXVI CLII 5+1+1 10+10+10+5+1 100+50+1+1 sete trinta e seis

mil setecentos e onze MDCCXI 1000+500+100+100+10+1

Para não repetir 4 vezes um mesmo símbolo, os romanos utilizavam subtração. Observe alguns números que seriam escritos com 4 símbolos e como os romanos passaram a escrevê-los: quatro nove quarenta quarenta e quatro novecentos IV IX XL XLIV CM 5-1 10-1 50-10 (50-10)+(5-1) 1000-100

quatrocentos e noventa mil novecentos e noventa e quatro CDXC MCMXCIV (500-100)+(100-10) 1000+(1000-100)+(100-10)+(5-1)
Regras para o uso da numeração romana • Uma mesma letra só pode ser repetida três vezes seguidas, com exceção de V, L e D, que só podem ser escritas uma vez. III = 3; XXX = 30; CCC = 300; MMM = 3 000 • Uma letra escrita à esquerda de outra, de maior valor, é subtraída deste valor: IX = 9; XL = 40; XC = 90; CD = 400 • Uma letra colocada à direita de outra, de maior valor, é somada a seu valor: LXXX = 80; DCCC = 800; ML = 1 050 • Uma barra colocada em cima de uma letra multiplica seu valor por mil: DXXXIV = oito mil quinhentos e trinta e quatro

Assim como no sistema egípcio, também na numeração romana é trabalhoso escrever certos números. Veja:

três mil oitocentos e oitenta e oito MMMDCCCLXXXVIII 1000+1000+1000+500+100+100+100+50+10+10+10+5+1+1+1 Números naturais: Reta numerada→ Uma forma de representar geometricamente o conjunto Z é construir uma reta numerada, considerar o número 0 como a origem e o número 1 em algum lugar, tomar a unidade de medida como a distância entre 0 e 1 e por os números inteiros da seguinte maneira:

Ao observar a reta numerada notamos que a ordem que os números inteiros obedecem é crescente da esquerda para a direita, razão pela qual indicamos com uma seta para a direita. Esta consideração é adotada por convenção, o que nos permite pensar que se fosse adotada outra forma, não haveria qualquer problema. Baseando-se ainda na reta numerada podemos afirmar que todos os números inteiros possuem um e somente um antecessor e também um e somente um sucessor. Operações com números Naturais Adição de números Naturais É uma operação direta ou de composição. Seu objetivo é reunir em um só os valores de vários números. Os números cujos valores devem ser reunidos são denominados parcelas. A operação é indicada pelo sinal + (mais), que é colocado entre os números. • Algoritmo da soma Veja o exemplo: 264 + 1 349 = 1 613 Propriedades da adição de números Naturais • Propriedade do fechamento: a adição é uma operação fechada em N. Isto significa que a adição de dois números Naturais é sempre um número Natural.

Propriedade comutativa: se a e b são dois números Naturais, então, a ordem em que forem colocados ao se efetuar a adição não altera o resultado. Assim: a+b=b+a Exemplo: 3+2=2+3 5=5

Propriedade associativa: se a, b e c são três números Naturais, o agrupamento que fizermos deles não alterará o resultado da soma: [a + b] + c = a + [b + c] Exemplo: [3 + 2] + 5 = 3 + [2 + 5] 5+5=3+7 10 = 10

Elemento neutro: a adição tem um elemento neutro, o zero. Isto significa que para todo número Natural se verifica: a+0=0+a=a Ordem dos números Naturais

Sempre que tivermos dois números Naturais a e b, diremos que a é menor ou igual a b, se existir um número Natural c tal que: a ≤ b ⇔ existe c  a + c = b Exemplo: 2≤3, pois 2 + 1 = 3 Tivemos de somar c = 1 ao número a = 2 para obter o número b = 3. Subtração de números Naturais Vamos primeiro ver o seguinte problema: se conhecemos a soma de dois números Naturais e também um desses números, podemos achar o outro? A resposta nos leva à subtração de números Naturais. Nós a definiremos da seguinte maneira: se temos dois números Naturais a e b, com b a, devemos encontrar um número Natural c tal que:

b+c=a a é o minuendo; b é o subtraendo; c é a diferença e a escrevemos c = a b – é o sinal que expressa a diferença
No entanto, devemos considerar que a subtração de números Naturais nem sempre é possível. Quando o subtraendo é maior que o minuendo, não temos solução no conjunto dos números Naturais. Exemplo: 5–7∉N

Multiplicação de números Naturais Podemos interpretar a multiplicação como uma soma de parcelas iguais. O número repetido chama-se multiplicando e o número de vezes que o repetimos, multiplicador. b X a = a + a + a + ... b vezes b X a =a + a + a + ... Para lembrar: Também podemos expressar a multiplicação como o número de elementos doproduto cartesianode dois conjuntos. Exemplo: Dados dois conjuntos A = {a,b,c} e B = {1,2,3,4}, o produto cartesiano desses dois conjuntos está representado na Figura 6, ao lado: (explicar produto cartesiano de A X B) Algoritmo da multiplicação Vamos analisar este item acompanhando as Figuras 7a e 7b, abaixo. Propriedades da multiplicação de números Naturais • Propriedade do fechamento: a multiplicação de números Naturais é uma operação fechada em N, pois o resultado de uma multiplicação de dois números Naturais é sempre um número

Natural. Propriedade comutativa: se a e b são dois números Naturais, a ordem com que forem multiplicados não altera o produto: aXb=bXa Exemplo: 5X6=6X5 30 = 30

Propriedade associativa: se a, b e c são três números Naturais, podemos substituir dois ou mais fatores pelo produto efetuado sem alterar o resultado: [a X b] X c = a X [b X c] Exemplo: [5 X 6] X 8 = 5 X [6 X 8] 30 X 8 = 5 X 48 240 = 240

Elemento neutro: o elemento neutro da multiplicação é o 1. Todo número multiplicado por 1 resulta nele mesmo. aX1=1Xa=a Exemplo:
5X1=1X5=5 • Elemento absorvente: o elemento neutro da multiplicação é o 0. Todo número multiplicado por 0 é igual a 0. aX0=0Xa=0

Múltiplos de um número Natural (fig. 8) Um número Natural a é múltiplo de outro número Natural b se a for igual ao produto de b por um número Natural, ao que chamaremos n (Figura 8, acima). Isto é: a é múltiplo de b se a = b X n Propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição Permite transformar uma multiplicação em uma adição. Dados três números Naturais a, b e c, verifica-se:

a X (b + c) = (a X b) + (a X c) Exemplo: 3 X (2 + 5) = (3 X 2) + (3 X 5) 3 X 7 = 6 + 15 21 = 21 Para lembrar: Aplicar a propriedade distributiva de forma invertida, isto é, a conversão de uma adição de fatores em multiplicação, chama-se colocar o fator comum em evidência: (a X b) + (a X c) = a X (b + c). Multiplicação por 10 ou por potências de 10 Em função do caráter posicional de nosso sistema de numeração, observamos que o produto de um número Natural por 10, 100, 1 000, ..., é obtido acrescentando-se à direita deste número tantos zeros quantos forem os que acompanham a unidade: Exemplo: 37 X 10 = 370 153 X 100 = 15 300 Vamos ver a justificativa disto: 375 = 3 X 102 + 7 X 10 + 5 375 X 100 = (3 X 102 + 7 X 10 + 5) X 102 Aplicando a propriedade distributiva: 375 X 100 = 3 X 104 + 7 X 103 + 5 X 102 375 X 100 = (3 X 102 + 7 X 10 + 5) X 102 Divisão exata de números Naturais Operação inversa à da multiplicação, permite encontrar o fator desconhecido de uma multiplicação de dois fatores, pela qual conhecemos o produto e o outro fator. O dividendo é igual ao divisor multiplicado pelo quociente:

D=dXq Dividendo Resto divisor quociente

Em uma divisão exata, o dividendo é divisível pelo divisor, ou, então, o dividendo é múltiplo do divisor. Algoritmo da divisão Vamos acompanhar este item na Figura 9: Equivalências fundamentais na divisão d=D÷q q=D÷d

d = divisor; D = Dividendo; q = quociente Exemplo: 20 ÷5 = 4; 20 ÷4 = 5; 4 X 5 = 20 Divisão aproximada ou não-exata de números Naturais Na divisão não-exata, o resto não é 0, portanto: D=dXq+r Nessa situação fala-se de divisão não-exata por: (olhar fig. 9.1) Alterações do quociente e do resto na divisão Se multiplicarmos ou dividirmos o dividendo e o divisor por um mesmo número não-nulo, o quociente não se altera, mas o resto fica multiplicado ou dividido por este número: Exemplo: Ao multiplicar dividendo e divisor por 2, o quociente ficou igual, mas o resto ficou multiplicado por 2. Propriedades da divisão

Para dividir uma multiplicação de dois fatores por um número não-nulo, basta dividir um dos fatores pelo referido número. Em geral: (a X n) ÷b = (a ÷b) X n Exemplo:
(45 X 13) ÷9 PRIMEIRA FORMA 45 X 13 = 585 585 ÷ 9 = 65 SEGUNDA FORMA 45÷9 = 5 13 X 5 = 65

Propriedade distributiva Para dividir uma adição por um número não-nulo, dividiremos cada parcela por este número e somaremos os resultados: (8 + 12 + 28) ÷4 = (8 ÷4) + (12 ÷4) + (28 ÷4) 48 ÷4 = 2 + 3 + 7; 12 = 12 Em geral, podemos concluir que: (a + b + c) ÷n = (a ÷n) + (b ÷n) + (c ÷n)
http://www.klickeducacao.com.br/2006/materia/20/display/0,5912,POR-20-88-951-5346,00.html#link03

Expressões Aritméticas Os componentes básicos das expressões aritméticas são: constantes, variáveis e operadores. Os dois primeiros já conhecemos; operadores são os "sinais" que usamos nas contas: Note que não se usa o "X" para indicar a multiplicação, nem a barra horizontal de fração para indicar a divisão... Operador Operação Exemplo Resultado + Adição 3+2 5 Subtração 10 - 5 5 * Multiplicação 3*7 21 / Divisão 25 / 2 12.5 ^ Potenciação 5^2 25 \ Divisão Inteira 25 \ 2 12 Você deve ter notado que há dois operadores para divisão. O segundo ( \ ) é o da divisão inteira, ou seja, a que não tem parte decimal, mesmo que o dividendo não seja múltiplo do divisor. Nos nossos exemplos e exercícios sempre usaremos os operadores descritos acima.

Da mesma maneira que estudamos na escola, algumas operações têm prioridade sobre as outras. A potenciação tem a maior prioridade entre todos estes operadores. Multiplicação e divisão devem ser operadas antes da adição e subtração. Assim, na expressão 3 + 2 * 5 primeiro operamos o 2*5, e somamos o resultado com 3 para obter 13. Para mudar a ordem das operações, usamos parênteses: como na aritmética da escola, o que estiver entre parênteses será operado primeiro. Por exemplo: ( 3 + 2 ) * 5 primeiro operamos o 3 + 2, porque está entre parênteses, e depois o resultado desta operação será multiplicado com 5 para obter 25. Quando na expressão só houver operações com a mesma prioridade, a avaliação é feita normalmente da esquerda para a direita. Nas linguagens de programação e nos algoritmos não se usam colchetes e chaves para sucessivos agrupamentos de operações, e sim mais parênteses. Vamos ver um exemplo mais complexo. Qual o valor de:

( 3 + 5 ) * ( 4 * ( 10 -7 ) ) / 2 ( 3 + 5 ) * ( 4 * 3 ) 8 * 12 / / 2 2 48 96 / 2

Opera-se o que estiver nos parênteses mais internos Operam-se os dois parênteses que restaram So há * e / - , então opera-se da esquerda para a direita Resultado final

Um outro exemplo: 6 * ( 9 + 3 * 2 ) / ( 2 * 4 - 11 ) 6 * ( 9 + 6 ) / ( 8 - 11 ) 6 * 15 / -3 90 / -3 -30 Operam-se as multiplicações nos parênteses Operam-se os parênteses So há * e / - opera-se da esquerda para a direita Observe o sinal negativo antes do 3... Resultado final

Ponto, Reta e Plano Ponto, Reta e Plano são noções primitivas dentre os conceitos geométricos. Os conceitos geométricos são estabelecidos por meio de definições. As noções

primitivas são adotadas sem definição. Como podemos imaginar ou formar idéias de ponto, reta e plano, então serão aceitos sem definição. Podemos ilustrar com as seguintes idéias para entender alguns conceitos primitivos em Geometria: Ponto: uma estrela, um pingo de caneta, um furo de agulha, ...

Reta: fio esticado, lados de um quadro, ...

Plano: o quadro negro, a superfície de uma mesa, ...

Notações de Ponto, Reta e Plano: As representações de objetos geométricos podem ser realizadas por letras usadas em nosso cotidiano, da seguinte forma: Pontos A, B, L e M representados por letras maiúsculas latinas; Retas r, s, x, p, q, u e v representados por letras minúsculas latinas;

Planos Alfa, Beta e Gama representados por letras gregas minúsculas. Plano Alfa (rosa), Plano Beta (azul claro) e Plano Gama (amarelo).

Observação: Por um único ponto passam infinitas retas. De um ponto de vista prático, imagine o Pólo Norte e todas as linhas meridianas (imaginárias) da Terra passando por este ponto. Numa reta, bem como fora dela, há infinitos pontos,

mas dois pontos distintos determinam uma única reta. Em um plano e também fora dele, há infinitos pontos.

As expressões "infinitos pontos" ou "infinitas retas", significam "tantos pontos ou retas quantas você desejar".

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